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Convicção e firmeza

ética
 O objectivo do nosso trabalho é a analise e
reconhecimento de valores de referência
presentes no código deontológico dos médicos.
 O código deontológico serve para
estabelecer regras de natureza ética que
regulam o comportamento destes profissionais
 Tendo amplitude ao nível do funcionamento
das instituições hospitalares (públicas
/privadas ) e em todos os planos do exercício
desta profissão, este código é peça central na
actuação dos profissionais desta área.
O exercício da medicina é
possível em situações
extremas como por exemplo, o
trabalho realizado pelos
médicos da AMI.
“Continuo a dizer que o meu sonho mais
profundo é construir um hospital no meio de
África, onde pudesse fazer a chamada medicina
de mato, em que o médico assume todas as
responsabilidades do que acontece no terreno.
Estar no mato sozinho é como dar um salto
mortal a dez metros de altura do chão, mas
sem rede. Se falhar, bato no chão. Foi a
sensação que experimentei muitas vezes.” JN
 O médico deve exercer a sua profissão com o maior respeito pelo direito à
protecção da saúde das pessoas e da comunidade.

 São condenáveis todas as práticas não justificadas pelo interesse do doente ou


que pressuponham ou criem falsas necessidades de consumo.

 O médico, no exercício da sua profissão, deve igualmente e na medida que tal


não conflitue com o interesse do seu doente, proteger a sociedade garantindo
um exercício consciente, procurando a maior eficácia e eficiência na gestão
rigorosa dos recursos existentes.
O médico não deve considerar o exercício da
Medicina como uma actividade orientada para fins
lucrativos, sem prejuízo do seu direito a uma justa
remuneração.

Em 2007 o Estado pagou 23 milhões só em incentivos Quando, nos anos


90, os transplantes de órgãos em Portugal ficavam muito aquém dos números
desejados, a tutela decidiu estimular os hospitais a fazer mais colheitas através
de um sistema de incentivos aos médicos, sem paralelo em nenhuma outra
especialidade. Mas estas operações não tem parado de crescer no País - e vão
continuar a subir, até porque a lei passou a permitir o recurso a dadores vivos
entre casais e amigos. Em 2007, os transplantes chegaram aos 1330, mais 20%
do que no ano anterior. O que custou ao Estado naquele ano 23 milhões de
euros só em incentivos. Com os actuais números de transplantes, aquilo que
antes era um estímulo pago aos profissionais para operar mais tornou-se, hoje,
numa fortuna.
Que o diga Eduardo Barroso, o médico da unidade de transplantação do
Curry Cabral que está hoje também à frente da Autoridade para os Serviços de
Sangue e da Transplantação (ASST). Em Novembro do ano passado, o Curry
No exercíc io da su a pr ofissã o o
médic o confr onta-se com situ ações
deveras comple xas do ponto de vi sta
moral. A su a conduta terá de se r
pautada por prin cíp io s va lo rativ os,
est ando a vida no topo dessa
hie r ar quia va lo rativa .

Como p ode o m édic o r ecusa r, em


consc iência, a p rátic a d e d ete r min ados
acto s?
(Consc iê ncia é faculd ade de fazer ju íz os
de va lo r so bre os pró prios e a faculd ade
de a va lia ção é tic a d os a cto s humanos.)
O médico tem o direito de recusar a prática de acto da sua
profissão quando tal prática entre em conflito com a sua
consciência, ofendendo os seus princípios éticos, morais,
religiosos, filosóficos ou humanitários.

O exercício da objecção de consciência deverá ser


comunicado à Ordem, em documento registado, sem prejuízo
de dever ser imediatamente comunicada ao doente ou a
quem no seu lugar prestar o consentimento.

A objecção de consciência não pode ser invocada quando em


situação urgente e com perigo de vida ou grave dano para a
saúde, se não houver outro médico disponível a quem o
doente possa recorrer.
(…)“Ao completar um dia da vigência semana, a lei
aprovada no referendo de 11 de Fevereiro não
consegue que muitas mulheres façam uso do seu
direito de interromper a gravidez, apesar de o Sim à
despenalização ter conseguido 59,3% dos votos,
contra 40,8% para o Não. A razão não é técnica nem
política. Muitos hospitais públicos não conseguem
atender os pedidos porque a maioria de seus médicos
se negam a praticar o aborto.”

O Ministério da Saúde reconheceu ontem que a


objecção de consciência alegada por esses
profissionais deixa o Estado de mãos atadas, e não
terá outra alternativa a não ser cumprir a lei
contratando médicos fora das unidades
hospitalares(…)
O médico deve respeitar a dignidade do
doente no momento do fim da vida.

Os cuidados paliativos, com o objectivo de


minimizar o sofrimento e melhorar tanto
quanto possível a qualidade de vida dos
doentes, constituem o padrão do tratamento
nestas situações e a forma mais condizente
com a dignidade do ser humano.
São cuidados prestados a doentes em situação de intenso
sofrimento decorrente de doença incurável em fase
avançada e rapidamente progressiva. O objectivo consiste
em promover, tanto quanto possível e até ao fim, o bem-
estar e a qualidade de vida destes doentes.
Os cuidados paliativos são cuidados activos, coordenados e
globais, que incluem o apoio à família, prestados por
equipas e unidades específicas de cuidados paliativos, em
internamento ou no domicílio, segundo níveis de
diferenciação.
Os cuidados paliativos têm como componentes essenciais o
alívio dos sintomas, o apoio psicológico, espiritual e
emocional do doente, o apoio à família e o apoio durante o
luto, o que implica o envolvimento de uma equipa
interdisciplinar de estruturas diferenciadas.
Abilio Oliveira Costa
Marta Alexandra Azevedo Ferreira