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A criança na sociedade contemporânea

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Published by: Ana Castela on Feb 17, 2012
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A criança na sociedade contemporânea

adolescência e juventude que tende a igualá-las à idade adulta Segundo a Convenção sobre os Direitos da Criança ³criança é todo o ser humano menor de 18 anos´ .O que é ser criança O conceito de criança tal como muitos outros é um conceito construído socialmente Na Modernidade a diferença entre criança. adolescente e adulto estava firmemente estabelecida Hoje há uma nova forma social de reconhecimento social da infância.

Os direitos da criança ± um historial A preocupação e cuidados com a infância surgem de forma definitiva nos finais do século XIX com as mudanças operadas com a Revolução Industrial Com o final da I Guerra Mundial é aprovada em 1924 pela 5ª Assembleia da Sociedade das nações a Carta da União Internacional de Protecção à Infância ± Declaração de Genebra É após a II Guerra Mundial que se criam vários organismos entre os quais a UNICEF em 1947 Em 1948 é aprovada a Declaração universal dos Direitos do Homem .

Os direitos da criança ± um historial A 20 de Novembro de 1959. a Assembleia geral das Nações Unidas aprova a declaração dos Direitos da Criança Em 1989 as Nações Unidas aprovam a Convenção dos Direitos da Criança .

Os direitos da criança em Portugal Portugal é pioneiro nesta matéria já que é um dos primeiros países a aprovar uma Lei de Protecção à Infância em 1911 Com a Revolução do 25 de Abril estes direitos são consagrados na Constituição da República como direitos fundamentais No entanto só nos anos 90 é que se verifica o surgimentos de políticas sociais com vista ao acompanhamento das situações da infância. Em 1991 são criadas as comissões de Protecção aos menores Em 1999 surge um Diploma Legal de Protecção de Crianças e Jovens em Perigo. .

está sujeita(«) a comportamentos que afectem gravemente a sua segurança e o seu equilíbrio emocional («)´ . sofre maus tratos físicos ou psíquicos ou é vítima de abusos sexuais. é obrigada a actividades ou trabalhos excessivos e inadequados à sua idade. desamparo ou semelhante«´ Em 1999 esta situação é consideravelmente alargada e há situação de perigo quando ³está abandonada ou vive entregue a si própria. não recebe os cuidados ou afeição adequados à sua idade e situação pessoal. dignidade e situação pessoal ou prejudiciais à sua formação e desenvolvimento.Menores em perigo Se em 1962 se considerava que a situação de perigo tem a ver com os menores de 16 anos que ³sejam sujeitos a maus tratos ou se encontrem em situação de abandono.

assim.O conceito de maus tratos O conceito de maus tratos sofre. mais do juízo subjectivo dos profissionais envolvidos do que com critérios objectivos até porque há uma diversidade de profissionais envolvidos que vão dos juízes aos advogados. . médicos e psicólogos com perspectivas. uma evolução e tem a ver com  As relações pais-filhos  Funcionamento da sociedade  Funcionamento das suas instituições Não há uma definição universal de maus tratos já que tem a ver com os valores dos indivíduos e das comunidades O que determina a classificação do carácter maltratante depende. linguagens e objectivos diferentes. assim. técnicos de serviço social.

O conceito de maus tratos É só na última década que a definição operacional de mau-trato inclui  O dano demonstrável (abuso físico)  Perigo/risco de danos futuros (negligência) Consideram-se. pela primeira vez os danos potenciais que por vezes não são visíveis mas afectam o desenvolvimento em várias dimensões como  A auto-estima  Auto-conceito Com repercussões no desempenho de funções na vida adulta .

o tratar da criança como se de um adulto se tratasse. . os abusos.De que sociedade estamos a falar Somos um país que tanto defende as crianças como as maltrata. Vivemos num paradoxo. Por um lado Há alguma dificuldade em interiorizar que as crianças não são propriedade dos pais. É o adulto que assinala o espaço da criança de acordo com as classes sociais e género a que pertencem e esta não têm . na maior parte dos casos. E aí vemos o trabalho infantil. os seus direitos sociais reconhecidos. Temos adultos com dificuldade em sair do que vulgarmente se chama adultocentrismo  Pensam o mundo à sua medida e ao recordarem as suas memórias e lembranças não olham as crianças no presente e continuam a ver os mesmos como algo de seu que podem tratar como lhes apetecer. da família ou do Estado. as exigências.

Segundo Lash o século XXI glorifica a juventude e diminui a autoridade dos pais que está a ser questionada.De que sociedade estamos a falar Por outro lado Vivemos numa sociedade em que as relações entre pais e filhos se transformam Os pais perdem autoridade.ditador . questionando o que fazem de errado A criança quer apenas ter direitos sem ter deveres. Já não se sabe mais o que está certo ou errado se se deve ou não impor disciplina aos filhos. Os pais sentem-se inseguros e hesitam em impor os seus padrões ao mesmo tempo que as crianças não só adquirem o direito de ser respeitados como também exigem cada vez mais Criança .

A criança torna-se quase que um modelo para as diferentes faixas etárias principalmente se falamos de crianças a partir dos 14/15 anos. definirem o estilo e hierarquizarem e discriminarem grupos. A relação criança-adulto é permeada pela cultura do consumo na qual a felicidade se iguala à posse de bens materiais.Os novos valores Há uma liberalização dos costumes que traz reflexos na educação dos filhos que se torna menos rigorosa e por vezes completamente ausente A cultura de hoje é a de evitar conflitos e suavizar o que possa ser penoso.  Os objectos que possuímos servem para demarcar relações sociais. .

normas de conduta. E embora seja importante a igualdade entre os indivíduos também é importante o respeito. E as crianças sentem essa falta de regras e normas de conduta já que quanto mais o mundo está em mudança maior é a necessidade de se estabelecerem balizas ou mesmo rituais que os façam ancorar no mundo em que vivem. .Os novos valores Podemos inclusive dizer que há hoje um imaginário social de juventude que leva os pais a demitirem-se do seu papel de pais para passarem a ser ³os amigos dos filhos´. regras e imposição de limites.

normas de conduta e ajuda no sentido de se tornarem adultos abertos. .  Se há pais que têm de deixar de ver os filhos como objectos que se manipulam a seu belo prazer ou que sejam vistos como fonte de rendimento  Também há pais que têm que assumir o seu papel de pais e pensar que os seus filhos precisam de regras.Conclusão Podemos pois concluir dizendo que há ainda muito trabalho a fazer no que respeita à mudança de mentalidades dos pais. que saibam exprimir as suas opiniões e sejam independentes e não peter pans eternamente crianças. criativos.

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