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Casamento Não Vem Pronto, se Constrói JOSUÉ GONÇALVES
Casamento Não Vem
Pronto, se Constrói
JOSUÉ GONÇALVES

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Josué Gonçalves (2009) Família meu maior patrimônio 5 Auto ajuda /Josué Gonçalves Editora Mensagem Para Todos, 2009

Ao Deus Eterno, em cujo coração o casamento existiu desde sempre, a Ele toda honra, louvor e glória.

À minha querida esposa Rousemary, sem a qual este

trabalho não faria sentido.

Aos autores dos livros que estão incluídos na Bibliografia deste singelo Manual, preparado para ministração dirigida aos casais.

Dos livros mencionados, selecionei alguns tópicos que considerei mais importantes para que servissem como um roteiro para as nossas palestras.

Aos casais que não se conformam com a mediocridade, e por isso perseguem uma vida de excelência em Deus.

“A esperança é um empréstimo que se pede à felicidade”

Joseph Joubert

ÍNDICE DEFININDO CASAMENTO 17 AS CINCO FASES DO CASAMENTO 21
ÍNDICE
DEFININDO CASAMENTO
17
AS CINCO FASES DO CASAMENTO
21

EDIFICANDO O CASAMENTO SEGUNDO O QUE FOI PROJETADO POR DEUS

29

OS CINCO PILARES QUE SUSTENTAM O CASAMENTO

39

COMO SAIR FORTALECIDO DA CRISE? 51

CRESCENDO EM INTIMIDADE PARA

AJUSTAR-SE SEXUALMENTE

59

VOCÊ SABIA?

69

Quando se ama, o coração é quem julga”.

Joseph Joubert

O AUTOR
O AUTOR

Josué Gonçalves, terapeuta familiar e con- ferencista internacional. Desenvolve um ministério específico com famílias desde 1990, tendo ministrado no Brasil e em países como EUA, Canadá, Inglaterra, Itália, Alemanha, Portugal, Luxemburgo e Japão. Além de pastor da Assembléia de Deus, é fundador e presidente do Pro- jeto Família Debaixo da Graça, bem como membro da CGADB (Convenção Geral das Assembléias de Deus) e da Aliança Evangé- lica Brasileira. Mora em Bragança Paulista, com a esposa, Rousemary, e os três filhos, Letícia, Dou glas e Pedro.

O AUTOR Josué Gonçalves, terapeuta familiar e con- ferencista internacional. Desenvolve um ministério específico com famílias
O AUTOR Josué Gonçalves, terapeuta familiar e con- ferencista internacional. Desenvolve um ministério específico com famílias
O AUTOR Josué Gonçalves, terapeuta familiar e con- ferencista internacional. Desenvolve um ministério específico com famílias
O AUTOR Josué Gonçalves, terapeuta familiar e con- ferencista internacional. Desenvolve um ministério específico com famílias
O AUTOR Josué Gonçalves, terapeuta familiar e con- ferencista internacional. Desenvolve um ministério específico com famílias
O AUTOR Josué Gonçalves, terapeuta familiar e con- ferencista internacional. Desenvolve um ministério específico com famílias
O AUTOR Josué Gonçalves, terapeuta familiar e con- ferencista internacional. Desenvolve um ministério específico com famílias
“ Há pessoas que, da moral, só tem um pedaço. É um tecido do qual nunca
“ Há pessoas que, da moral, só tem um pedaço. É um tecido do qual nunca
“ Há pessoas que, da moral, só tem um pedaço. É um tecido do qual nunca
“ Há pessoas que, da moral, só tem um pedaço. É um tecido do qual nunca
“ Há pessoas que, da moral, só tem um pedaço. É um tecido do qual nunca
“ Há pessoas que, da moral, só tem um pedaço. É um tecido do qual nunca
“ Há pessoas que, da moral, só tem um pedaço. É um tecido do qual nunca
“ Há pessoas que, da moral, só tem um pedaço. É um tecido do qual nunca
“ Há pessoas que, da moral, só tem um pedaço. É um tecido do qual nunca
“ Há pessoas que, da moral, só tem um pedaço. É um tecido do qual nunca
“ Há pessoas que, da moral, só tem um pedaço. É um tecido do qual nunca
“ Há pessoas que, da moral, só tem um pedaço. É um tecido do qual nunca

Há pessoas que, da moral, só tem um pedaço. É um tecido do qual nunca farão uma vestimenta”.

“ Há pessoas que, da moral, só tem um pedaço. É um tecido do qual nunca
“ Há pessoas que, da moral, só tem um pedaço. É um tecido do qual nunca

Joseph Joubert

“ Há pessoas que, da moral, só tem um pedaço. É um tecido do qual nunca
“ Há pessoas que, da moral, só tem um pedaço. É um tecido do qual nunca
PREFÁCIO
PREFÁCIO

Casamento, um sonho que a maioria dos jo- vens deseja realizar. Certo dia, quando ministrava uma palestra em uma igreja, após a reunião uma jovem pediu para que eu colocasse a mão sobre a sua cabeça e fizesse uma “oração forte”. Antes de orar, perguntei:

PREFÁCIO Casamento, um sonho que a maioria dos jo- vens deseja realizar. Certo dia, quando ministrava
PREFÁCIO Casamento, um sonho que a maioria dos jo- vens deseja realizar. Certo dia, quando ministrava
PREFÁCIO Casamento, um sonho que a maioria dos jo- vens deseja realizar. Certo dia, quando ministrava

- Qual é a sua necessidade, em que área você precisa de um milagre? O que ela respondeu: - Preciso casar pastor...

PREFÁCIO Casamento, um sonho que a maioria dos jo- vens deseja realizar. Certo dia, quando ministrava
PREFÁCIO Casamento, um sonho que a maioria dos jo- vens deseja realizar. Certo dia, quando ministrava
PREFÁCIO Casamento, um sonho que a maioria dos jo- vens deseja realizar. Certo dia, quando ministrava

Casar não é difícil, o desafio é construir um projeto de vida conjugal duradouro e feliz. Neste es- tudo convido você e seu cônjuge, para juntos refletir- mos sobre alguns dos segredos de um relacionamento conjugal bem sucedido.

PREFÁCIO Casamento, um sonho que a maioria dos jo- vens deseja realizar. Certo dia, quando ministrava

O casamento pode ser uma prisão ou um lugar de liberdade, depende dos construtores. Deus não projetou o casamento para ser uma prisão, mas sim um relacionamento sadio, prazeroso e seguro.

Quando o casal vive com esta consciência, fica mais fácil administrar as diferenças e desfrutar das bênçãos que o Senhor nos proporciona através do casamento.

“Podemos convencer os outros com as nossas razões, mas só os persuadimos com as razões deles”

Joseph Joubert

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Pr. Josué Gonçalves

Dezembro/2009

A palavra empolga, o exemplo ensina ”.

Joseph Joubert

CASAMENTO NÃO VEM PRONTO, SE CONSTRÓI

(Mt 7:24-27)

“Chamemos pois de gênio as pessoas que fazem depressa o que nós fazemos devagar”.

Joseph Joubert

DEFININDO CASAMENTO

“O medo depende da imaginação; a covardia, do caráter”

Joseph Joubert

I) DEFININDO CASAMENTO

1. “Casamento é uma sociedade com autenticação divina” (Gn 2.24).

Depois que uma pessoa se casa, ela deve prestar contas de tudo aquilo que en- volve o sócio. Quem não gosta de prestar con- tas, não deve se casar.

2. “Casamento é um contrato social entre duas pessoas dispostas a servir” (Lc

10.25-37).

Quem não serve, não serve para casar. Quem não serve, não serve para ser marido e nem esposa. A felicidade de um casal depende do quanto os dois estão dispostos a servir um

ao outro.

3. “Casamento é a construção de uma nova cultura, a partir de duas já exis- tentes”. Todos nós, ao nos casarmos, trouxe– mos da família de origem uma bagagem cul- tural; algumas coisas devem ser mantidas, ou– tras devem ser tiradas da bagagem porque não servem dentro da nova família que começa.

4.
4.

“Casamento é um pacto sagrado,

social, público e monogâmico” (Gn. 2:24) .

Sagrado, pois Deus foi a testemunha principal; social, porque tem uma função de responsabilidade perante a sociedade; público, porque é um compromisso assumido diante de pessoas. E tudo aquilo que fazemos pu– blicamente, tem um peso de responsabilidade maior; monogâmico, porque esse é o ideal de Deus para o homem.

5.
5.

“Casamento é uma construção”

“O sucesso desta construção depende de muita dedicação, paciência, tempo e tra– balho”.

AS CINCO FASES DO CASAMENTO

“O objetivo não está apenas colocado para ser atingido, mas também para servir de ponto de mira”

Joseph Joubert

II) AS CINCO FASES DO CASAMENTO.

Assim como a nossa vida tem suas fases, infância, pré-adolescência, adolescência, adolescência final e fase adulta, o casamento não é diferente. Conhecer as fases do casa- mento pode nos ajudar na solução de alguns pontos de conflitos e trazer respostas escla- recendo muitas dúvidas. Segundo o escritor Maggie Scarf, existem basicamente cinco fases no casamento:

Primeira: Fase do encantamento, quando está enamorado do outro.

Ocorre quando o casal se sente plena- mente realizado e absolutamente preenchido pelo outro. Nesta fase o amor é cego. Há uma nutrição constante do vínculo. A sensação é de completude e totalidade. Nesta fase, ne- nhum dos dois enxergam o “real”, mas sim aquilo que foi idealizado, sonhado, desenha- do no tempo de namoro e noivado. Ela o vê como um “príncipe azul”, ele a vê como uma “princesa encantadora”. Costumo dizer que nesta fase, até o ronco dele soa como sinfonia; ela, mesmo despenteada quando acorda é lin- da e maravilhosa. É um tempo em que tudo é

motivo para poesia. Quanto tempo dura esta fase? Não sabemos, só podemos afirmar que ela passa.

Segunda: Fase do desencantamento, de– sidealização.

É a fase da confrontação das expectati- vas irreais do casamento, quando começamos a ver as diferenças entre as imagens que cons– truímos do outro e os seus lados sombrios no cotidiano. Na fase da conquista, da sedução, a gente só mostra o lado ensolarado de nossa personalidade. As sombras, as fraquezas, as feridas emocionais, os medos ficam escondi- dos. Mas sempre chega o momento em que as coisas que estavam debaixo do tapete apare- cem à luz do dia. É nesta fase que muitas pes- soas se desesperam na tentativa de mudar o outro, a fim de que ele corresponda à imagem idealizada. Você não aceita como ele é. Neste momento as pessoas são capazes de qualquer coisa: sufocam, oprimem, chantageiam, ame- açam, castigam-se mutuamente. Quando o casal é maduro e está aberto para aprender, logo percebe que o casamento é a união de dois seres humanos limitados e imperfeitos

que podem crescer e se desenvolver com esta

experiência conjugal. Isso faz toda a diferença.

Terceira: Fase do “crescei e multiplicai- vos”, quando a mulher se dedica aos filhos pequenos e o homem está se afirmando profissionalmente, consolidando sua car- reira.

É a fase onde há o perigo de perder o parceiro de vista dentro do casamento. O homem mergulha no trabalho e a mulher é engolida pelo cuidado com a casa e as crian- ças e, muitas vezes, também com sua própria definição profissional. Essa tensão drena todas as energias do casal. É uma época onde os dois engavetam frustrações, mágoas e raivas do passado. Se o casal nesta fase, não buscar em Deus saída, com certeza o fim será o aprofun- damento de emoções negativas que já estavam emergindo no fim da fase de encantamento. Sendo assim, o relacionamento pode estagnar, encalhar e virar uma prisão insuportável. Os momentos de desencantamento são muito dolorosos porque envolvem doses inevitáveis de frigidez emocional. Essa é a hora de buscar ajuda externa.

Quarta: Fase do questionamento e redefinições.

É a fase onde os parceiros questionam

o vínculo, fazem um balanço da ligação. Aqui está a grande oportunidade de o casal se liber– tar dos ressentimentos e frustrações em rela- ção ao cônjuge. Para alcançar essas mudanças implica enfrentar um processo trabalhoso que pode, em compensação, dar lugar a vitória de Deus na relação, ternura, cuidado com o outro e à identificação. Quando não há es- forço e interesse em mudar a situação, o re- sultado final é o divórcio emocional ou a con- vivência amarga em um casamento morto.

Quinta: Fase de reintegração quando os

filhos já estão adultos e o casal pode se re- descobrir e se reaproximar.

Quando os dois, marido e mulher, conscientes do que significa “casamento”, conseguem superar as fases difíceis e seguir

juntos, pode-se chegar a um momento de in- tegração. Podemos dizer que os dois atingi- ram o equilíbrio entre a individualidade e

a intimidade. Não existe mais disputa sobre o quanto é meu, quanto é seu e quanto é nos- so, o que há é companheirismo, compromisso de amizade e comunhão. É claro que as fase não são rígidas, com tempos definidos e sequência predeter- minada, com uma, necessariamente seguindo

a outra. Mas são momentos que todos os relacionamentos atravessam, com maior ou menor intensidade. Eu chamaria essa fase de estações, primavera, verão, outono e inverno. Vamos ver como o casal pode superar todas estas fases construindo um lindo projeto de vida a prova de tempestades e vendavais.

“Tudo se aprende, até a virtude”

Joseph Joubert

EDIFICANDO O CASAMENTO SEGUNDO O QUE FOI PROJETADO POR DEUS

“Só pela compaixão se pode ser bom”

Joseph Joubert

III) EDIFICANDO O CASAMENTO SEGUNDO O QUE FOI PROJETADO POR DEUS.

“Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, asseme– lhá-lo-ei ao homem prudente, que edi- ficou a sua casa sobre a rocha; E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha. E aquele que ouve estas minhas palavras, e não as cumpre, compará-lo- ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia; E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e caiu, e foi grande a sua queda”. (Mt. 7:24-27)

Toda

construção sem projeto é

perigoso, inseguro e não tem garantia. Casamento é projeto de Deus, quando se constrói segundo o que Ele planejou, o re- sultado final é alegria, segurança e bênção.

1. CONSTRUÍNDO PARA NÃO CAIR.

1. CONSTRUÍNDO PARA NÃO CAIR. (1)TODOS podem construir bem o seu projeto. “Todo aquele ” ...

(1)TODOS podem construir bem o seu projeto.

“Todo aquele

...

Cada pessoa é res–

ponsável pela sua construção. O vizinho não pode se responsabilizar por aquilo que você construiu ou está construindo. Nin- guém melhor do que o projetista para dizer como deve ser a construção. Casamento é PROJETO de Deus, Ele pode ensinar como devemos construir uma relação cheia de vida e alegria.

(2)
(2)

Princípios que determinam o

sucesso da construção do nosso projeto

de vida (Mt 5,6,7). Tudo o que o homem precisa saber sobre relacionamento vertical e horizontal, está no conteúdo do Sermão da Montanha ensinado por Jesus.

(3)
(3)

O primeiro passo é OUVIR.

O segredo do sucesso de qualquer relacionamento está na capacidade em ou- vir.

1. CONSTRUÍNDO PARA NÃO CAIR. (1)TODOS podem construir bem o seu projeto. “Todo aquele ” ...

1- Quando alguém é incapaz de ouvir a

Palavra, até sua oração não faz sentido para Deus, (Pv. 28:9). 2- Jesus não violenta a mente, o co - ração das pessoas; é necessário ouvir e responder “eu quero, pode entrar” (Ap.

3:20).

3- Ouvir é imprescindível, porque é ou-

vindo que a fé é gerada no coração, e não há projeto de construção que seja segura sem aquilo que é imprescindível, que é a FÉ (Rm. 10:18). 4- É impossível aprender sem que haja humildade para ouvir. Jesus disse:

“aprendei de mim

(Mt. 11:29). Guarde

... estas palavras APRENDER – MANSO –

HUMILDE – DESCANSO – ALMA.

(4) O segundo passo é PRATICAR o que ouviu. No texto de Mt. 7:24-27 se per- cebe que a grande diferença entre uma construção e a outra está no PRATICAR. Os dois construtores ouvem, mas só o que pratica é que usa O MELHOR MATERI- AL na base.

1- Praticar implica em submeter-se ao Senhor do projeto (Mt. 6:9,10,24). “ ...

faça-se a tua vontade

faça-se a tua vontade ” ... 2- Praticar exige fazer tudo conforme o que foi projetado.

... 2- Praticar exige fazer tudo conforme o que foi projetado.

2. JESUS OFERECE O MELHOR MA- TERIAL PARA A CONSTRUÇÃO DO NOSSO PROJETO DE VIDA CONJU- GAL E FAMILIAR.

(1)
(1)

HUMILDADE (Mt. 5:3).

A pedra principal do alicerce. Por que Jesus começou o Sermão com “humil- dade”? Porque humildade é a raiz que ali- menta todas as outras virtudes. O humilde é desprendido de tudo e aberto para apren– der sempre. Não se considera o dono de toda a verdade final. O melhor termômetro para medir a humildade no coração de uma pessoa, é saber se ela tem prazer em ouvir e servir, mesmo quem não merece ser ser- vido. (Jo 13)

(2)
(2)

SENSIBILIDADE (Mt. 5:5).

O piso. É a capacidade de chorar, de sentir e de se emocionar. Em qualquer área da vida, os caminhos se acabam, quan- do acaba o poder do choro e do arrependi-

mento. Quem perdeu o poder do choro e do arrependimento perdeu a oportunidade de ter novos caminhos para andar com se- gurança. O sentimento mais criativo é o ar- rependimento. O choro do arrependimento sincero leva a reconstrução daquilo que foi destruído.

(3) DISCIPLINA, MANSIDÃO (Mt.

5:5).

Cinta de amarração. Auto-con- trole, disciplina. Ninguém tem a possi- bilidade de construir algo duradouro com o coração absolutamente indisciplinado. Mansidão no NT, vem da idéia de amansar uma fera. Mansidão é ter as rédeas do cora- ção nas mãos.

(4) JUSTIÇA (Mt. 5:6).

Coluna. A justiça é como a água para a nossa vida, quando estamos com sede. Essencialidade.

1- A justiça faz do humilde um ser com espírito nobre, ao invés de um fraco. 2- A justiça faz do quebrantado um ser digno.

3- A justiça faz do manso um ser de co– ragem. É a justiça que empresta

3- A justiça faz do manso um ser de co– ragem.

É a justiça que empresta a essas es- truturas, aparentemente fracas, um senti- mento de nobreza, de grandeza e de dig- nidade. Em qualquer área da nossa vida, a justiça tem que estar presente.

(5)
(5)

SOLIDARIEDADE (Mt. 5:7).

Tijolos. É impossível viver bem em família sem uma atitude de solidariedade e misericórdia. É com misericórdia que se lida todos os dias com as ambiquidades e as incoerências do outro. O que fazer com um filho que não vai bem na escola? O que fa– zer com a filha que errou, mas quer melhorar? Com o cônjuge que está com dificuldade de ser o que Deus quer que ele seja?

(6)
(6)

TRANSPARÊNCIA (Mt. 5:8).

Cobertura. Coração limpo, uma consciência limpa que pode nos dar a visão de Deus em família.

(7)
(7)

PACIFICAÇÃO (Mt. 5.9).

Cimento-cola. É aquilo que man- tém as coisas juntas. É a atitude do pacifica- dor que nos dá a garantia de que o que está sendo construído não vai cair. Nossa voca- ção tem que ser a de alguém que trabalha para ligar corações, promovendo a reconciliação e a paz.

(8) RESISTÊNCIA JUBILOSA (Mt.

5:10-12).

Portas e janelas. Jesus sabia que haveria perseguição por causa da justiça, por essa razão ele diz: Eu quero que apesar de toda tempestade em volta, toda perseguição, construa algo que tenha janela aberta para o céu. Feliz é aquele que consegue apesar de tudo, deixar as janelas e portas abertas. É capaz da alegria, da exultação, de olhar para as coisas maiores do que a perda ime- diata; ver o galardão e continuar almejando. Nivelar tudo por cima.

“A imaginação é a visão da alma”

Joseph Joubert

OS CINCO PILARES QUE SUSTENTAM O CASAMENTO.

“O luxo corrompe, ou os hábitos ou o gosto”

Joseph Joubert

IV) OS CINCO PILARES QUE SUSTEN- TAM O CASAMENTO.

1. FIDELIDADE – (Ct. 4:12; 8:10; 1 Co. 7:2-5)

“Jardim fechado

Eu sou um muro,

... e os meus seios como as suas torres; sendo

eu assim, fui tida por digna da confiança do meu amado” (Gn. 2:24,25). Quem ama não trai. Com certeza não existe maior traição da confiança do que a infidelidade conjugal. POR QUE PESSOAS TRAEM? Segundo o terapeuta norte-americano Alert Ellis, existem causas neuróticas e as causas não neuróticas do adultério.

(1) Causas não-neuróticas:

1- Insatisfação sexual no casamento que pode levar a busca de compensação. A perda de atração pelo companheiro(a). 2- O desejo sexual vai ficando reprimi– do e as fantasias vão se multiplicando até levar ao adultério. 3- A excessiva absorção no trabalho pode produzir no outro uma sensação de rejeição e abandono.

  • 4- O tédio, que vem da repetição, da ro- tina e que gera indiferença sexual e emo- cional. Extensos períodos de ausência.
    5- A pressão do estar longe de casa du- rante longos períodos de tempo pode ser esmagadora. Doenças físicas de vários ti- pos. Gestações sucessivas.

(2) Causas neuróticas:

  • 1- Os “mimados” – são aqueles que a– creditam que precisam de tudo o que desejam. Encaram caprichos temporári- os com necessidades básicas. Os casos nunca correspondem suas expectativas, que são, aliás, irreais (ex: a síndrome do fim de semana perfeito, do sexo perfei- to).

  • 2- Os “narcisistas”- eles se consideram irresistíveis, têm uma necessidade cons– tante de reconhecimento e admiração, uma enorme preocupação consigo mes- mos e uma total incapacidade de cor– responder. Adultério para eles é uma experiência de auto – engrandecimento.

  • 3- Os “fujões” – são aquelas pessoas que estão fugindo não apenas de si mesmas, mas da própria vida.

4- Os “imaturos” – são os que através da infidelidade procuram afirmar, provar eter - namente sua masculinidade ou femi - nilidade. A vida se transforna num teste contínuo de sedução. A mola propulsora desse comportamento é a ansiedade. 5- Os “inseguros” – são pessoas que se autodesvalorizam, não se respeitam e não têm auto-estima. Usam o adultério como fuga. 6- Os “vazios” – são os que sofrem de um grande vazio existencial e se recusam a dar um sentido para a própria vida. Es- tes vão tendo relacionamentos promís- cuos para encobrir a falta de nexo den- tro de si mesmos. 7- Os “vingativos”- São os que traem tendo como motivação um sentimento de vingança.

A fidelidade conjugal dá segurança ao casamento e garante a bênção de Deus

na vida do casal. Veja o a Palavra de Deus diz: “Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula; porque Deus julgará os impuros e adúlteros”.

(H. 13:4) Na verdade, o adultério é a mani-

festação da necessiade de cura, libertação interior.

2.
2.

5:1).

AMIZADE – (Ct. 4:9,10,12;

“Minha irmã

... Amizade na perspectiva do trata- mento. O relacionamento de casal só é sa- dio e equilibrado, quando os dois, marido e mulher, conseguem ser mais do que par- ceiros de cama, são amigos. Não basta ser fiel, é preciso ser amigo. Quando a mu– lher não consegue por alguns motivos, ver o marido como seu “melhor amigo”, abre-se uma brecha e o casamento fica fragilizado. Muitos adultérios já aconteceram, porque o cônjuge encontrou fora de casa, alguém que deu mais atenção, ouviu com mais inte– resse, mostrou ser mais sensível, tratou com mais respeito, foi mais amigo. É perigoso quando não há entre o casal amizade na perspectiva do tratamento. Por que muitos casamentos se transformam em prisão? Por que derrepente os cônjuges se sentem es- cravizados, presos, subjugados? Quando é que isso acontece?

(1)
(1)

Quando há um sentimento de

posse do outro. “Não consigo viver sem você”. Dependência doentia. No casamento onde os dois são “amigos”, um ajuda o outro a crescer.

(2) Quando há rejeição da própria

individualidade. “Para viver juntos, os dois se anulam, renunciam tudo o que gostam, mas com ressentimentos”.

Na relação de amizade conjugal, cada um mantém sua identidade e, ao mesmo tempo, cria condições para que o outro se desenvolva.

(3) Quando a grande preocupação é manter sempre a frente unida. “Viver sempre mantendo as aparências. O casal não discute suas diferenças”. Marido e mulher que são amigos são capazes de dis- cutirem as diferenças, repensá-las e quan- do necessário negociam e estão abertos para fazer novas alianças, acordos e trocas.

(4) Quando o casal vive sempre com o conceito ideal de marido e mulher, cada um na sua. “Cada um faz o seu papel sem se preocupar em se ajudar mutuamente”. No relacionamento onde

os dois são amigos, marido e mulher não são atores representando um papel, mas sim companheiros capazes de se ajudarem mutuamente.

  • (5)

Quando a felicidade absoluta é

por coersão e não por livre escolha.

Onde há amizade conjugal, a fidelidade é uma opção consciente.

  • (6)

Quando há um exclusivismo total

– “Unidade doentia”. É a idéia de que ficando dia e noite juntos, preserva o casamento. É o cônjuge que diz: eu só vou se você for. Isso acaba sufocando o

outro. Na relação onde os dois são com- panheiros e amigos, a liberdade indivi– dual e crescimento mútuo substituem a escravidão recíproca.

A pergunta que fica é essa: “Estou construindo uma prisão ou um lugar livre, onde há respeito, direitos e responsabili- dades e os dois são livres para crescer jun- tos?”

3. SANTIDADE – (Ct. 2:14; 5:2;

6:9) “Pomba

...

imaculada

...

Fidelidade e amizade têm que de- sembocar em santidade. Na relação de casal, onde reina o Senhor, é impossível não haver santificação. Quando Paulo escreve a carta aos Efésios, convocando-nos a olhar para Cristo e a igreja, como modelo de um rela- cionamento ideal, ele inclue “santidade”. “Para a santificar, purificando-a com a lava- gem da água, pela palavra. Para a apresen- tar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas san- ta e irrepreensível. Assim devem os mari- ”

dos

...

(Ef. 5:26,27). Na sua teologia sobre

casamento, Paulo entendia que o marido é o sacerdote que deve levar a esposa a viver uma vida de santidade através da Palavra. Feliz é a esposa que tem um marido, que se preocupa com sua vida de comunhão com Deus. A Palavra é essencial neste processo de santificação do casal. (Jo. 15:3) Se muitos maridos se preocuparem com a vida espiri- tual da esposa, como se preocupam com sua beleza estética, com certeza teríamos casais melhores. É interessante que em alguns ca- sos, é a mulher quem cuida da santificação

e espiritualidade do marido, quando deve- ria ser ao contrário. O homem é o sacerdote do lar, estou me referindo aos casais onde os dois são convertidos.

4.

APRECIAÇÃO (Ct. 4:1; 5:10;

6:3;)

Não basta desejar o outro, é preciso apreciar, honrar e reconhecer. O amor faz o comum ficar extraordinário. O casamento floresce quando existe apreciação mútua, quando os dois se admiram e não tem medo de fazê-lo publicamente, à semelhança do marido de Provérios 31:29 que diz: “Muitas filhas têm procedido virtuosamente, mas tu és, de todas, a mais excelente!”. Apreciar o cônjuge é investir na sua auto estima. Pala- vras de afirmação tem este poder de fazer o outro crescer na sua auto-imagem e estima. Se muitos elogiassem mais e criticassem menos, com certeza a qualidade do relacio- mento seria melhor.

5.

SUBMISSÃO DEVOCIONAL

– (Ct. 1:4) “Leva-me após ti

...

O que é mais difícil, o marido amar

sacrificialmente a esposa, como Cristo amou e ama a igreja, ou a esposa subme- ter-se ao marido como a igreja se submete a Cristo? Quando a mulher compreende o que significa submissão à luz da Bíblia, ela não tem dificuldade em exercer sua missão como auxiliadora. Por outro lado, mui- tas não fazem o seu papel como deveriam, porque os maridos erram na sua maneira de agir e se comportar, o que desmotiva, bloqueia e inibe estas mulheres. Quando o homem busca ser para esposa o que Cristo é para a igreja, ela é inspirada e motivada a exercer sua missão de apoio ao lado deste com alegria (Ef. 5: 22-29). Esta submissão devocional não escraviza, não anula a mulher na sua individualidade, não a faz sentir-se diminuída; pelo contrário, a realiza como esposa.

“Seria bom dizer as verdades se as disséssemos em conjunto”

Joseph Joubert

COMO SAIR FORTALECIDO DA CRISE?

“Ensinar é aprender duas vezes”

Joseph Joubert

V) COMO SAIR FORTALECIDO DA CRISE?

E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, ....

Em nenhum momento Jesus disse que o fato de estarmos edificando sobre fun- damento sólido, com material de primeira e de acordo com o projeto original, não teríamos problemas. Ele disse que o vento iria soprar, a chuva iria cair torrencialmente e haveria combate contra a casa. Jesus não prometeu te livrar dos problemas, mas sim no problema. Deus não livrou Daniel da cova, mas o livrou na cova. Problemas exis– tem, mas podem ser superados.

“Seu casamento é fortalecido à medida que os dois aprendem a transformar tragédias em triunfos e tornam-se vencedores em vez de vítimas”.

(Barbara Russel Chesser)

O que pode desencadear uma crise no relacionamento de casal

Uma gravidez não planejada; A morte de um filho; O desemprego do marido (dese- quilíbrio financeiro); Impotência sexual ou frigidez da mulher; O nascimento do primei- ro filho; A necessidade de acolher os pais em casa; Doenças; Um acidente que colocou um dos cônjuges em uma cadeira de roda; Um fi– lho que assume um comportamento homoxes- sual; Um filho que se envolve em drogas; Uma filha que engravida do namorado e o mesmo não assume a criança; Uma mudança de casa e de cidade contra a vontade de um dos côn- juges; Um filho com problema mental; A ne- cessidade de acolher um irmão; etc.

  • 1. Saiba que o casamento é o único “jogo” em que os dois podem “ganhar”. Em artigo para a revista Seleções o psiquiatra Pittman disse: “Não há como ganhar contra seu cônjuge. Ou vocês dois ganham, ou os dois perdem”.

O que pode desencadear uma crise no relacionamento de casal Uma gravidez não planejada; A morte

2.

Não

use

espiatório.

o

cônjuge

como bode

Enfatize

os sentimentos

positivos de uma para com o outro

e

não dê muita atenção aos sentimentos negativos. Focalize as qualidades do(a) campanheiro(a).

3. Mantenha os canais de comunica-

ção aberto. É nestes momentos de tur- bulência que o casal precisa conversar muito, dialogar e “discutir construtiva- mente”.

4. Evite a todo custo que o “passado” seja o combustível que alimenta e tor-

na a crise mais intensa e prolongada. Podemos até lembrar o passado para re- capitular as lições aprendidas, mas é ne- cessário tirar o foco do passado e colocá- lo no futuro. (Fl. 3:13)

5. Mantenha-se aberto para receber ajuda e aprender com outras pessoas.

Sempre haverá pessoas com mais ex- periência que poderão ajudar, pode ser um membro da família, um irmão, um amigo ou alguém da liderança da igreja que trabalha na área de aconselhamento.

6. Lute contra a tempestade motivado por aquilo que gera esperança. Os chi-

neses talvez tenham sido os primeiros a reconhecer a natureza dupla da crise. Sua palavra para crise é escrita com dois ca– racteres, um que significa perigo e outro que significa oportunidade. A crise é, de fato, mais do que apenas um problema – é um momento decisivo, uma cataliza- dora de forças para quebrar velhos pa- drões, evocar novas reações e determinar novas direções e novos inícios. Reflita nas palavras deste verso: “Dois espiam pela grade; Um vê a lama, e o outro es- trelas de verdade” (Rm. 5:3-5).

  • 7.

Seja sensível para perceber a pre-

sença de Deus. Este é um recurso es- piritual muito poderoso. Concordo quando alguém diz que, sua razão para esperança e sua fé em Deus lhe dá um senso de propósito e força. A percepção da presença de Deus o faz mais paciente, perdoador, o leva a vencer mais depres- sa a raiva, a ser mais positivo e a apoiar mais um ao outro.

  • 8. Lute consciente de que as promes- sas de Deus não morrem. Morrem os profetas, mas Deus é fiel no que prome–

teu. Quem tem promessas, tem razões para ter esperança (Hb. 13:5; 6:18,19; Sl. 46:1; Sl. 23).

9. Faça uma leitura positiva da crise.

Paulo nos ensina sobre isso em Rm 5:3- 4 quando diz: a) nos gloriamos nas tribu- lações; b) a tribulação produz a paciência; c) paciência a experiência; d) experiência a esperança.

  • 10. Faça da crise uma oportunidade

para o Espírito Santo desenvolver em você o seu fruto (Gl. 5:22). A crise pode

adubar o terreno do nosso coração para a produção do fruto do Espírito.

  • 11. Administre o problema com in-

teligência emocional. Deixe a razão ir na frente da emoção. Nunca se esqueça que os mansos herdarão a terra (Mt.

5:5).

  • 12. Olhe para o casamento e suas

dificuldades, como ferramenta de Deus

para libertar você de você mesmo. Uma das maiores vitórias de Deus em nossas vidas, é quando Deus nos liberta de nós

mesmos. O maior problema do homem é o próprio homem.

  • 13. É na crise que se mede a profun- didade de caráter. Os problemas, as tensões, as crises têm este papel: revelar quem verdadeiramente somos.

  • 14. É na

crise que mostramos ao

diabo, que a gente serve a Deus pelo que Ele É e não por aquilo que Ele

nos dá. (Ex. Jó) Ao perder tudo, Jó disse: receberemos o bem de Deus, e não receberíamos o mal? Em tudo isto não pecou Jó com os seus lábios (Jó 2:10).

Ernest Hemingway escreveu: “A vida nos quebra a todos e depois muitos ficam mais fortes nos lugares quebrados”. Enquanto muitos casamentos fracassaram depois de uma crise, os cônjuges que so- breviveram a catástrofes dizem frequente– mente, ao olhar para trás: - Saímos mais fortes agora.

CRESCENDO EM INTIMI- DADE PARA AJUSTAR-SE SEXUALMENTE

“As vezes temos mais necessidade de modelos do que de críticas”

Joseph Joubert

VI) CRESCENDO EM INTIMIDADE PARA AJUSTAR-SE SEXUALMENTE

(Gn. 2: 24)

É possível duas pessoas almoçarem, jantarem e dormirem juntas e não serem íntimas? Por que muitos casais não crescem em intimidade? Muitos casais ainda não sabem o significado de “os dois serão uma só carne”. A vida a dois, é uma caminhada num processo gradual, contínuo e cres- cente. Intimidade é um processo gradual. É necessário falar de intimidade antes de fa- lar de sexo. Muitos casais estão praticando o ato conjugal-sexo, sem intimidade. Bar- bara Russel Chesser no livro (O mito do casamento perfeito) escreveu: “Quando os cônjuges são capazes de buscar o outro e ex- pressar-se com eficácia nas áreas não sexuais do casamento, que são menos carregadas de emoção, essas aptidões fluem para dentro da área mais sútil, mais emocionalmente explosiva da comunicação sexual”.

1. Um bom casamento produz rela- cionamento sexual com qualidade e não

ao contrário. Antes de o marido aprender a abrir a porta do quarto para a esposa, precisa

abrir a porta do restaurante, puxar a cadeira e servi-la na mesa. Um bom casamento não começa e nem termina no quarto.

abrir a porta do restaurante, puxar a cadeira e servi-la na mesa. Um bom casamento não

2. Por que muitos casais não cres- cem em intimidade, e nem se ajustam sexualmente?

  • (1)

A influência negativa da mídia. As

pessoas são bombardeadas com men- sagens que as levam a pensar que são doutoras no assunto e não precisam aprender, crescer e melhorar. Quando o casal não admite que têm falhas, os dois acabam sempre fingindo que são bons amantes.

  • (2)

O conceito errado sobre sexo.

Primeiro conceito errado – associar sexo com pecado. (Hb. 13:4) Segundo concei- to errado – é ver a prática do ato sexual como um mal necessário (Gn. 1:27,31).

abrir a porta do restaurante, puxar a cadeira e servi-la na mesa. Um bom casamento não

3. Removendo os obstáculos da fe-

licidade sexual.

  • (1)

Muita crítica e ausência de aprecia-

ção, elogio. Crítica excessiva bloqueia o

processo de crescimento da intimidade. O elogio faz florescer a intimidade entre o casal (Pv. 31).

(2) Acúmulo de ressentimentos. O té- dio conjugal é quase sempre a máscara que esconde um mundo de ira e de res- sentimentos que jamais foram expres- sos abertamente, porque as pessoas não andam na luz. Só os que andam na luz são capazes de dizer as coisas como elas são. “Muitas vezes uma discusão é melhor do que o silêncio e a indiferença”. O caminho para a cura dos ressentimentos é o perdão.

(3) Falta de comunicação. Não há in- timidade sem comunicação, e sexo sem intimidade é um relacionamento mera- mente superficial. “A intimidade acon- tece quando as diferenças são trabalha- das”.

(4) Desconfiança mútua. Ciúmes é si- nal de complexo de inferioridade e auto- imagem deficiente. Quando a pessoa não é capaz de confiar em ninguém, principalmente no cônjuge, é porque

não possui autoconfiança e isso bloqueia a intimidade sexual.

  • (5) Insegurança quanto à aparência

física. Quando se tem um conceito ne– gativo do corpo, por causa dos padrões que se estabelecem na sociedade onde os valores estão invertidos. A autorejeição é um dos males mais comuns de nos- sos dias. Os homens se preocupam com o tamanho do seu pênis e as mulheres com o tamanho dos seios. Algumas pes- soas se concentram durante o ato sexual nas próprias imperfeições físicas, e por isso perdem o prazer. A cura para a inse- gurança quanto à aparência física, pode estar no casal aprender a apreciar mais um ao outro fisicamente (Ct. 7:1-10).

  • (6) Ser expectador durante o ato sexu- al. Quando a pessoa tenta observar o seu próprio comportamento de uma forma ansiosa, por um bom desempenho. A preocupação com o desempenho pode roubar da pessoa a oportunidade de atingir a plenitude do orgasmo.

  • (7) Não dar o valor devido ao sexo.

Desvalorizar o sexo é não ter consciência do plano de Deus nesta área na vida do homem (Pv. 5:18; Ec. 9:9).

(8) O sexo mecânico. Um problema chamado rotina, é a pessoa que pratica o sexo da mesma forma como escova o dente e vai ao correio. Sexo rotineiro, sem criatividade, sem ternura, sem sen- sualidade. Quando o sexo acontece sem nenhuma intimidade, leva o casal a sen- tir-se roubado e lesado, porque é tudo muito mecânico.

(9) Falta de sensibilidade. A intimi- dade cresce, quando mostramos sen- sibilidade para com as necessidades do outro. Ser sensível no amor, ser sen- sível às formas de amar, ser sensível aos toques físicos. Todo homem deve se lembrar que a mulher cresce no prazer sexual pelo toque, muito mais do que o homem que é pelo visual. Lembre-se que o marido aumenta a sensualidade da esposa quando presta atenção à geografia e às técnicas do ato sexual. Homem e mu– lher precisam se descobrir sexualmente. O contato físico não deve ser um serviço,

mas uma troca de emoções íntimas entre duas pessoas que amam e valorizam uma à outra. Só o contato físico pode eliminar a distância entre duas pessoas, neutralizar a solidão da vida dentro de nossa própria pele e estabelecer um vínculo entre duas mentes, dois corações e dois corpos.

  • (10)

Quando há falta de toque. O

contato físico não sexual é fundamen- tal para a intimidade. O toque tem que ser um sinal de intimidade e não apenas um gatilho sexual. Às vezes penso que algumas pessoas são tão insensíveis, que nada além de uma penetração é capaz de estimular. É de admirar que um núme- ro esmagador de mulheres afirme que prefeririam que o homem as abraçasse com força e as tratasse com ternura, es- quecendo o ato em si.

  • (11)

O excesso de TV. A TV tem hipno-

tizado muita gente que até perde a noção do tempo dedicado a ela. Existem casa- mentos que acabaram literalmente por causa da TV. Há cônjuges que assistem TV para fugir das carícias e do sexo (Jo. 10:10). Não deixe que o ladrão da

alegria use este instrumento para roubar, matar e destruir seu Jardim do Édem (casamento).

Mil palavras, dizem. Um só olhar, grita

Joubert Raphaelian

VOCÊ SABIA?

VII) VOCÊ SABIA?

  • 1. Que no casamento, agimos de acordo

com a maneira pela qual fomos educa-

dos?

  • 2. Que o casamento pode ajudar a curar

as feridas emocionais do passado?

  • 3. Que no casamento, é necessário ex-

por ao cônjuge as carências e não esperar

que ele adivinhe?

  • 4. Que é necessário pensar antes de agir,

e não agir para depois pensar?

  • 5. Que o grande problema é que alguns

não assumindo seu lado ruim, projetam no outro os seus defeitos?

  • 6. Que todos nós temos necessidades de

mamadeiras emocionais?

  • 7. Que no amor as coisas mais simples

são as mais importantes?

  • 8. Que apenas 35% da comunicação en-

tre as pessoas é verbal?

  • 9. Que a tolerância é importante espe-

cialmente em epocas de crise? (Paciên-

cia

principalmente quando o nervo

... está a flor da pele.) 10. Que os segredos mais bem guar- dados de qualquer casamento é o que acontece na cama?

11.

Que o desejo da mulher é muito

mais contínuo e permanece após o or- gasmo? Infelizmente muitos homens

após o ato, viram para o lado e dormem, deixando a mulher falando sozinha.

  • 12. Que a relação sexual é um espelho

da relação a dois?

  • 13. Que a crise é como cair no rio, ou

nada ou morre?

  • 14. Que algumas perdas na vida são ne-

cessárias, por mais que doam?

  • 15. Que todo relacionamento interpes-

soal se ajusta na medida em que cada um

procura atender a necessidade do outro?

  • 16. Que não são os conflitos que são

ruins, mas sim a maneira como lidamos

com eles?

  • 17. Que nós construímos e destruí-

mos nossos relacionamentos? COMO O CASAL PODE DESTRUIR SEU CASAMENTO. (Segundo George

Bach e Peter Wyden, autores do livro O inimigo íntimo.)

  • 18. Ficam juntando mutilação, fazem

listas mentais de injustiças e um dia

descarregam de uma só vez. Aí, então, ocorre uma explosão vulcânica (“você é

isso, é isso, é isso

...

”).

19. Rotula o outro, deixa de percebê-lo

como pessoa, e passa a vê-lo como um símbolo (“você é um covarde, você é

uma criança ...

”).

  • 20. Sistematicamente não corresponde

às expectativas do outro (“eu já pedi 20

vezes para você não

...

mas não adianta”).

  • 21. Provoca o outro só para ver sua rea-

ção (eu já estava adivinhando, só não fa-

lei para ver o que você ia dizer”).

  • 22. Faz uma aliança com uma terceira

pessoa contra o outro (“você é idêntico ao seu pai, bem que sua mãe me avi- sou”).

  • 23. Ataca alguém que o outro gosta

muito (“sua irmã nunca prestou”).

  • 24. Nega que os motivos da briga sejam

verdadeiros ou que algo esteja mesmo

acontecendo (“você não disse isso, se você disse, eu não ouvi”).

  • 25. Nunca dão o braço a torcer, recu-

sam-se a mudar de opinião (“você tem

que gostar de mim como eu sou”).

  • 26. Fazem promessas e nunca cum-

prem (“no ano que vem nós vamos

prometo”).

...

eu

  • 27. Que uma das razões porque casais

brigam é para saber quem ama mais e

melhor? Funciona mais ou menos as-

sim: “Eu o amo, mas você nem sabe o que é amor. Você não ama ninguém a não ser você mesmo. Você só toma e nunca dá”.

  • 28. Que a neurose é um comportamen-

to repetitivo, é não conseguir fazer dife- rente? Por isso é preciso quebrar o cír- culo vicioso e criar um comportamento alternativo?

  • 29. Que há pessoas que não brigam, mas

sentem uma espécie de prazer sádico em

levar o outro a loucura, a explodir?

  • 30. Que tem pessoas como a pomba:

não brigam ou evitam as brigas no rela-

cionamento? Não atacam e não entram na rota de colisão com ninguém. Porque

essas pessoas não brigam e preferem fin- gir que está tudo bem. Talvez seja por causa da violência que presenciaram no lar na infância. Fugir, disfarçar, não confessar seus problemas podem levar a várias formas de agressão passiva, ou seja, hostilidade indireta, encoberta, disfarçada, que reduz a intimidade e au- menta a alienação.

  • 31. Que existem táticas passivas de

agressão? Isso acontece quando a pessoa foge da briga; não reage; fica em silên-

cio ou concorda com tudo só para manter um clima de paz. Às vezes pessoas assim vão acumulando queixas durante muito tempo. Uma hora esse depósito de senti- mentos negativos explode e os prejuízos muitas vezes são irreparáveis.

  • 32. Que quando uma briga é cons–

trutiva, não existe a intenção de matar o outro psicologicamente, emocional- mente, etc.

  • 33. Que se você não gosta do que está

colhendo precisa avaliar o que foi plan- tado?

  • 34. Que é preciso tomar cuidado ao dar

permissão para alguém falar da sua vida?

Isso porque é perigoso receber conselhos das pessoas erradas?

  • 35. Que amar o corpo não basta, a

mente o espírito também precisam ser cuidados? Para a esposa: “Que importa se o seu marido tem um físico atlético,

se não é capaz de te proteger na tempes– tade?”

  • 36. Marido, você sabia que não basta ser

um amante da noite, é preciso ser um

amante do dia?

  • 37. Que um coração dolorido, grita

mais alto do que os lombos doloridos.

38. Que o desprezo é o mais sofisticado de todas as manifestações de ódio.

BIBLIOGRAFIA

VIDA NOVA, Bíblia, Traduzida em português por João Ferreira de Almeida – S.R. Ed. Vida Nova – São Paulo – SP.

A DAMA, SEU AMADO E SEU SENHOR – T.D. Takes – Editora Mundo Cristão – São Paulo – SP – ano 1999.

FAMÍLIA – Idéia de Deus – C.F.Araujo Filho – Edi- tora VINDE – Niterói – RJ – ano 1994.

AMAR É PRECISO – Maria Helena Matarazzo – Editora Gente – São Paulo – SP – ano 1992.

  • 104 ERROS QUE UM CASAL NÃO PODE COMETER

– Josué Gonçalves – Editora Mensagem Para Todos – Bragança Pta – SP – ano 2000.

SILAS BARBOSA PR. – Paléstra sobre SEXO a Luz da Bíblia – Londrina – PR.

O MITO DO CASAMENTO PERFEITO – Bar- bara Russel Chesser – Editora Mundo Cristão – São Paulo – SP – Edição de 1997

denunciando o pecado na família marlene guerrato formato: 14 x 21 páginas: 144
denunciando
o pecado
na família
marlene guerrato
formato: 14 x 21
páginas: 144

Numa linguagem intimista, a autora coloca apropriadamente, a trajetória da história de amor de um Deus amante a um homem ama - do, criado à Sua imagem e semelhança; fornece informações especiais e pedagógicas sobre a singularidade desse ser criado. Numa cadên - cia lógica expõe a trajetória da traição e a sua consequência - o pecado. O enfoque, na nar - rativa se torna mais crítico porque acentua a malignidade do pecado e seus desdobramentos na luta diária carne x espírito na arena da vida e amplia horizontes ao evidenciar o mesmo no palco do mundo e nos bastidores da vida. O enfoque maior é dar ferramenta aos pais para denunciarem o pecado na família, abrindo oportunidades para que os próprios fi lhos saibam tomar decisões necessárias para levar o projeto de vida a bom termo.

aprendendo sobre família com o pai do filho pródigo josué gonçalves formato: 16 x 23 páginas:
aprendendo sobre
família com o pai
do filho pródigo
josué gonçalves
formato: 16 x 23
páginas: 163

É sempre bom ler um livro que mexe com a gente, provoca e estimula-nos a trilhar caminhos marcados pela graça D’Aquele que é o Senhor da qualidade de Vida - Jesus. O autor faz uma abordagem diferente da “Parábola do Filho Pródigo”, revelando princípios poderosos que podem levar você a experimentar uma dimensão de vida em família que ainda não foi experi- mentada. Por que a família é um lugar onde se travam as lutas mais determinantes da vida? O que pode fazer toda a diferença em tempo de crise na família? Por que não perdoar é perigoso? Por que o caminho de volta é sempre um caminho de aprendizagem? Por que a festa do outro às ve zes nos incomoda? É im- possível ler a mensagem deste livro e não repensar a família.

a língua domando esta fera josué gonçalves formato: 12,5 x 18 páginas: 116 Quem nunca discutiu
a língua
domando esta fera
josué gonçalves
formato: 12,5 x 18
páginas: 116
Quem nunca discutiu e na dis-
cussão feriu com palavras? Esta
obra aborda os malefícios que o uso
indisciplinado da língua tem pro-
vocado e afetado o dia-a-dia da comunidade evangélica.
Do ponto de vista bíblico e também de forma prática, o
autor procura trazer ao povo de Deus, a consciência do
uso deste pequeno, mas importante membro do corpo hu-
mano, para edificar e trazer sabedoria no corpo da igreja
cristã.

“Somos frutos daquilo que falamos e ouvimos” “A qualidade de vida em família depende daquilo que falamos” “O estado de nossa alma depende do que sai de nossa boca” “O que sai da sua boca pode gerar uma psicologia de morte ou de vida naqueles que te ouvem” “O que sai da sua boca revela o que está no seu coração”

O conteúdo desta obra é imprescindível para todos que desejam livrar sua alma das angústias e viver dias felizes, através do uso disciplinado da língua.

a arte da guerra espiritual joão a. de souza filho formato: 14 x 21 páginas: 247

a arte da guerra espiritual

joão a. de souza filho formato: 14 x 21

páginas: 247

Batalha espiritual não é uma “onda” destas que vêm e passam. É um tema sempre atual e eletrizante, porque no dia-a-dia, o cristão se depara com demônios e espíritos da maldade que agem nas pessoas, famílias e na própria igreja. Todo cristão deveria conhecer o mundo espiritual. A igreja desde seu nascedouro vem confrontando as forças do mal lideradas por Satanás. O diabo tem como objetivo opor-se a verdade, atacar a palavra de Deus e ao Verbo en- carnado, Jesus Cristo, o filho de Deus. A igreja representa na Terra o Deus que se fez carne, é coluna e baluarte da verdade e Satanás arregimenta suas forças contra a igreja porque ela é o Cristo vivo na terra. Neste livro o leitor descobrirá que a guerra espiritual con- tra as trevas requer estratégias espirituais, uma arte de guerra que cada cristão deve conhecer. O autor leva o cris- tão a conhecer as artimanhas de Satanás contra a igreja e as estratégias de guerra contra o Mal.

“A imaginação é a visão da alma”

Joseph Joubert

(11) 4035-7575
(11) 4035-7575

(11) 4035-7575

Esta obra foi composta na fonte Adobe Garamond corpo 13,5. Foi impresso pela Imprensa sobre papel Off Set 75g/m. São Paulo, Brasil, Primavera de 2009