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Manual de Boas Praticas

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D I S Q U A L

optimização da qualidade e redução de custos na cadeia de distribuição de produtos hortofrutícolas frescos

Manual de Boas Práticas

Instituições do consórcio

Em contrapartida. A actinídea é uma espécie dióica. é muito baixo. iv) 5 vezes mais rico em ferro. quase o dobro do da laranja. que normalmente é um nutriente limitado na dieta e importante para o sistema cardio-vascular. F. ii) 4 vezes mais rico em fósforo. O kiwi é ainda considerado uma boa fonte de fibra e um dos poucos alimentos que combina um baixo teor em gordura com uma elevada concentração de vitamina E. em 1989.D I S Q U A L - M A N U A L D E B O A S P R Á T I C A S - K I W I CARACTERIZAÇÃO Aspectos Gerais O kiwi pertence à família das actinidiáceas. 1 . O kiwi é uma baga de epiderme castanha coberta com pêlo. polpa verde. entre os 25º e os 35º de latitude norte. com numerosas sementes de reduzida dimensão e cor castanha muito escura. A Nova Zelândia foi o maior produtor mundial de kiwis até finais da década de 80. Liang e A. iii) 10 vezes mais rico em cálcio. apresentava já uma área de 18 x 103 hectares e uma produção de 210 x 103 toneladas. tendo sido ultrapassado pela Itália. Chev. sendo ainda relativamente à maçã: i) 4 vezes mais rico em potássio. e. O kiwi tem um teor em vitamina C muito elevado. isto é. existem cultivares só com flores femininas e outras só com flores masculinas. para se produzirem frutos de calibre comercial. A actinídea cultivada no nosso país tem origem no interior da China. o kiwi é seis vezes mais rico em vitaminas. R. Contém também magnésio. O teor em água à colheita varia entre 80% e 85%. Assim. o teor em sódio e em potássio. O ovário encontra-se atrofiado nas flores masculinas e o pólen é estéril nas femininas. Em termos dietéticos e comparativamente ao limão. embora todas possuam ovário e estames. o pólen necessita de ser transferido das flores masculinas para as flores femininas. ao género Actinidia e à espécie Actinidia deliciosa (A. Ferguson. que. nas margens do rio Yang-Tsé-Kiang.) C.

Kramer) são também inovações recentes. embalados e directamente expedidos para venda. os frutos podem ser colhidos. a Beira Litoral 22%. podendo contudo existir cadeias mais curtas. A selecção de cultivares que produzem frutos isentos de pêlo (cv.D I S Q U A L - M A N U A L D E B O A S P R Á T I C A S - K I W I Cultivares Cultivar feminina mais comum: Características da cultivar Hayward: Hayward Boas características organolépticas. sem passarem por uma fase de conservação. selecções da espécie Actinidia chinensis. frutos de grande calibre. constituem a maior inovação a nível varietal desde a introdução da Hayward em produção. com frutos de polpa amarela. Zonas de Produção A área de produção tem-se mantido estabilizada em torno dos 1 000 hectares e a produção perto das 10 000 toneladas. estando os restantes 4% localizados na região de Ribatejo e Oeste. Época de Colheita Outubro/Novembro Época de Comercialização Outubro/Maio Caracterização da Cadeia A cadeia típica do kiwi é apresentada esquematicamente na Figura 1.entre outras. onde algumas destas fases não existem. elevada produtividade. Top Star) e frutos com maturação mais temporã (cv. Inovações Varietais As cultivares Hort 16 A e Chinabelle. bom poder de conservação. Por exemplo. Matua. M3 e Autari. Cultivares masculinas: Tomuri. 2 . calibrados. A região de Entre Douro e Minho representa 74% da área nacional.

D I S Q U A L - M A N U A L D E B O A S P R Á T I C A S - K I W I CAMPO PRODUÇÃO COLHEITA TRANSPORTE PRÉ-ARREFECIMENTO Figura 1: Cadeia de distribuição típica do Kiwi INSTALAÇÕES DE CALIBRAÇÃO EMBALAGEM E CONSERVAÇÃO PREPARAÇÃO CONSERVAÇÃO EMBALAGEM TRANSPORTE DISTRIBUIÇÃO E VENDA ENTREPOSTO TRANSPORTE LOJA TRANSPORTE Perdas Associadas à Cadeia Em Portugal não são conhecidas estimativas fiáveis das perdas que ocorrem na cadeia dos frutos frescos. não ocorrência de geadas primaveris. 3 . o principal motivo de rejeição de kiwi à entrada nos entrepostos é excesso de maturação. em 1998 e 1999. Só através da identificação e quantificação das perdas que ocorrem nas diferentes fases da cadeia será possível a optimização da qualidade e redução de custos na cadeia de distribuição. frio invernal entre as 600 e 700 horas. Segundo dados recolhidos por uma empresa de distribuição nacional. À entrada nas lojas. ausência de ventos fortes. a presença de frutos podres e pisados é indicada como a principal causa de rejeição. PRODUÇÃO Condições Edafoclimáticas Clima A planta adapta-se melhor a climas com elevada humidade relativa. Na Tabela 1 estão indicados os efeitos nocivos dos factores climáticos mais relevantes e as medidas preventivas que poderão contrariar a sua acção. nem excesso de sol.

danos nas plantas.D I S Q U A L - M A N U A L D E B O A S P R Á T I C A S - K I W I Tabela 1: Efeito dos factores climáticos e respectivas medidas preventivas na cultura do Kiwi Efeitos Acções preventivas Acção · Quebra de ramos. as podas (de formação. a monda de frutos. ao nível das folhas e dos breadoras. quando utilizados. ricos em matéria orgânica e com um pH entre 5. devem ter os frutos mais expostos. nos rebentos e gomos florais. as folhas caem e deixam fixos. frutos. a rega. manchas e deformações · Instalação de quepersistente do fruto que originam a sua depreciação bra-ventos ou mondo vento tagem de redes comercial.5 – 6. sendo a parte mais sensível a que se encontra nos primeiros 50 cm acima do solo. Não suporta bem os solos demasiado argilosos e calcários. embora não muito frequentes. mas é mais baixa de modo depois durante a conservação que se nota a impedir a estaum amadurecimento precoce com a congnação do ar mais sequente produção de etileno. · Uso de redes som· Perda de pêlo pelo epicarpo dos frutos. a fertilização e nutrição. o número de varas em cada planta. causando lesões especiais com função anti-vento. A armação do pomar. de natureza fisiológica com repercussões directas ao nível da produção. produção e das plantas macho) e a sua relação com a iluminação da planta. Acção do sol Figura 2: Pomar de Kiwi Solo A planta prefere os solos férteis. Condução do Pomar A condução do pomar consiste em todas as acções levadas a cabo no pomar com o objectivo de atingir uma boa produção. a polinização. a protecção fitossanitária 4 . Acção do frio e geada · Na Primavera podem causar danos graves · Uso de sistemas anti-geada. a manutenção do solo. profundos. frio. · Nas plantas jovens pode ocorrer o fendilhamento da casca dos troncos. · Os quebra ventos · No Outono antes da colheita. com fenómenos de abortamento. bem drenados. · Aumento da transpiração. o número de gomos deixados no pomar. À primeira vista aberturas na parte parecem não ter sofrido lesões.

0 m por 2.5 m a 5.80 m de altura e uma barra atravessada de 1. e na sua orientação ao longo do arame. Consiste. Os ramos ideais para produzir são os de crescimento determinado e entrenós curtos. 5 . na poda a 2 ou 3 gomos após a plantação. Poda de Produção Dependendo da região e do pomar. com cerca de 1. betão ou madeira. na formação do cordão.0 m de largura na qual se encontram inseridos três arames. no menor período de tempo possível.5 a 2.7 m a 5. fundamentalmente. na eleição do lançamento melhor posicionado para a constituição do caule principal.5 mm para os laterais. gomos bem desenvolvidos e bem expostos. O diâmetro dos arames a utilizar deve ser pelo menos de 4 mm para o central e 2.D I S Q U A L - M A N U A L D E B O A S P R Á T I C A S - K I W I e os reguladores de crescimento são factores determinantes nas produções obtidas. em que o central ocupa uma posição mais elevada em relação aos laterais. Armação do Pomar A armação do pomar é feita. A actinídea produz frutos sobre ramos de um ano. esta poda é executada a partir do momento em que a planta entra em produção. Compassos de Plantação Os compassos de plantação mais indicados são 4. normalmente em T. de uma planta com estrutura e capacidade produtiva adequadas. Poda de Formação A poda de formação tem por objectivo a obtenção e formação.0 m. assegurar a renovação das varas e manter a sua distribuição na copa. Com esta operação pretende-se equilibrar a relação frutificação/crescimento vegetativo. Caracteriza-se por uma estrutura de metal. devendo dar-se preferência aos mais apertados na linha. A poda de produção inclui uma poda no Inverno e outra no Verão.

iii) excedentes em relação aos que se pretendem para produzir (Figura 3). não haja consenso entre os investigadores sobre o efeito positivo desta poda. iii) manutenção da iluminação da copa sem provocar escaldão dos frutos. consistindo fundamentalmente no seguinte: i) corte a partir das 2 ou 3 folhas dos ramos demasiado vigorosos.resposta ao corte após a poda). Figura 4 Exemplo de uma poda de verão A B 6 . ii) corte após a 3ª4ª folha. a posição das varas e a iluminação da copa. ela continua a ser praticada. de modo a evitar que partam pela acção do vento. iv) os cortes realizados deverão ter em atenção a orientação das varas que entretanto irão surgir. Consiste na eliminação dos ramos que apresentam as seguintes características: i) frutificação no ciclo vegetativo anterior. · Poda de Verão: embora. Na Figura 4 está exemplificada uma poda de Verão (A . ii) inserção demasiado na vertical. dos ramos frutíferos de modo a privilegiar o crescimento dos frutos relativamente ao crescimento dos ramos.representação do ramo antes do corte. B . É uma intervenção que permite encontrar o equilíbrio entre o número de varas.D I S Q U A L - M A N U A L D E B O A S P R Á T I C A S - K I W I Figura 3 Exemplo de poda de Inverno · Poda de Inverno: realiza-se de meados de Dezembro a meados de Fevereiro. e a permitir a rebentação de varas menos vigorosas. contada a partir do último fruto. o número de gomos.

200 000 gomos/hectare. eliminando os ramos que já floriram e garantido a renovação junto do cordão principal.D I S Q U A L - M A N U A L D E B O A S P R Á T I C A S - K I W I Poda das Plantas Macho Esta poda é realizada de modo a manter uma estrutura semelhante à das plantas fêmea. A poda mais importante das plantas macho é realizada após a floração. Em média colocam-se 8 colmeias por hectare durante a floração e retiram-se após a polinização. Recentemente. na eliminação dos botões deformados e na eliminação dos laterais quando o seu número é excessivo. A pulverização das plantas com produtos atractivos para os insectos. Número de Gomos Deixados num Pomar O número de gomos deixados no pomar depende do número de plantas e do compasso de plantação e deve variar entre os 150 000 . Número de Varas em cada Planta O número de varas em cada planta deve ser tal que permita um bom arejamento e uma iluminação adequada. Monda de Frutos Esta operação é habitual quando se pretendem obter produções de qualidade. 7 . Consiste. Entre varas deve existir pelo menos uma distância aproximada de 20 cm. de modo a não criar habituação à flora do local. ainda. fundamentalmente. em particular para as abelhas. e deve realizar-se na fase de botão floral. a recolha de pólen e posterior aplicação recorrendo a sistemas mecânicos artificias tem sido desenvolvida de modo a complementar a polinização natural. de modo a reduzir a sensibilidade às doenças. Cada vara deve conter no máximo 15 a 20 gomos. Polinização Este é um dos eventos mais importantes para a obtenção de uma produção de qualidade superior. e a polinização manual são. algumas das técnicas recomendadas. dada a estreita relação entre o calibre dos frutos e o número de sementes. em particular à Botrytis.

a frutificação e a capacidade de conservação dos frutos. 8 . indicados na Tabela 2. recorrendo ao uso de herbicidas nas linhas e ao corte de infestantes na entrelinha. para avaliação do nível de fertilidade do solo e do estado nutricional das plantas. como o fósforo. O sistema de rega mais utilizado é a microaspersão. Em média são necessários 145-180 L/planta/dia de água destinados à alimentação da planta e à criação de um ambiente húmido favorável ao desenvolvimento da cultura. A aplicação de adubos ao solo. dimensionado para permitir a rega durante o Verão e o combate às geadas durante a Primavera. Os solos devem ser mantidos com um nível de fertilidade que permita a obtenção dos teores foliares. Fertilização e Nutrição A actinídea apresenta um intenso desenvolvimento vegetativo e produções potenciais elevadas exigindo que a fertilização praticada conduza a um equilíbrio entre o vigor da planta. em fertirrigação ou em pulverização deve ser ponderada de acordo com as condições particulares de cada pomar e os objectivos que se pretendem alcançar. Salienta-se que esta fase é uma oportunidade única para se fazer uma distribuição adequada dos correctivos orgânicos e minerais e de nutrientes com pouca mobilidade. no estado fenológico E (botões florais bem visíveis). – Após a instalação dos pomares devem ser efectuadas análises de terra de 2 em 2 anos e uma vez por ano análise de folhas. Manutenção do Solo A manutenção do solo é feita sem qualquer mobilização. – Antes da instalação dos pomares devem ser realizadas análises de terra e efectuar a correcção do estado de fertilidade dos solos de acordo com as recomendações emitidas pelo laboratório.D I S Q U A L - M A N U A L D E B O A S P R Á T I C A S - K I W I Rega Na instalação de um pomar de actinídeas a disponibilidade de água é um dos factores mais importantes para a rega e para o combate às geadas primaveris.

em pomares com cruzetas demasiado baixas e túneis muito fechados e fortemente adubados em azoto. sobretudo. Exceptua-se.não atingir culturas ou plantas vizinhas da área a tratar. . . alguns dos problemas fitossanitários a registar.não ingerir bebidas alcoólicas 24 horas antes e depois de efectuar a aplicação de Dormex ®. Deve ser uma prática a incluir na condução dos pomares. . . 9 . ainda. O composto homologado em Portugal para o efeito designa-se por cianamida hidrogenada (Dormex®). nomeadamente em anos particularmente chuvosos. a estimular o abrolhamento dos gomos nos anos e nos locais em que o clima é mais ameno.D I S Q U A L - M A N U A L D E B O A S P R Á T I C A S - K I W I Macronutrientes (%) N 3. Tratando-se de um produto extremamente tóxico para o aplicador. . o aparecimento de Botrytis cinerea Pers em situações específicas. Hayward) no estado fenológico E (botões foliares bem visíveis) na região de Entre Douro e Minho.85 P 0.efectuar uma aplicação homogénea ajustando o bico do pulverizador de forma a que todos os gomos sejam convenientemente molhados. sempre após as operações de poda e empa. recomenda-se o cumprimento rigoroso das condições de aplicação. no entanto.aplicar só quando o número de horas de frio (temperatura inferior a 7ºC) for insuficiente.34 S 0.fazer uma só aplicação. A existência de nemátodos e de podridões radiculares constituem. nomeadamente: .não misturar a cianamida hidrogenada com outros produtos fitofarmacêuticos.52 K 2. . Fonte: Veloso.66 Ca 2.não efectuar a aplicação através da água de rega. Reguladores de Crescimento A utilização destes produtos destina-se. (1998) Protecção Fitossanitária A expressão de pragas e doenças é reduzida. sem que ocorra escorrimento.10 Mg 0.50 Fe Micronutrientes (ppm) Cu 17 Zn 48 Mn 189 124 Tabela 2 Teores foliares normais em actinídea (cv.

O teor de sólidos solúveis (0Brix) varia com as condições edafoclimáticas. A valor da dureza da polpa à colheita deve estar compreendido entre 5. .bem formados. 10 . . . isentos de matéria estranha visível. excluindo frutos duplos ou múltiplos.2 0Brix. devendo ser: . As limitações deste instrumento para avaliar a dureza. .inteiros.D I S Q U A L - M A N U A L D E B O A S P R Á T I C A S - K I W I COLHEITA Critério de Definição da Data de Colheita Os dois critérios mais usados internacionalmente como índices de maturação do kiwi são o teor de sólidos solúveis (0Brix) e a dureza da polpa. os frutos deverão estar num estado de desenvolvimento tal que lhes permita suportar o transporte e conservação. levou ao desenvolvimento de novos equipamentos: “SoftSense”. com fivelas em cruz e alforges laterais.2 ºBrix. enrugados ou inchados com água). Técnicas de Colheita Os frutos deverão ser colhidos manualmente sem pedúnculo para caixas de plástico ou para aventais próprios. .isentos de odor ou /e sabor estranhos. Parâmetros de Qualidade do Produto a Colher Além de apresentar o valor mínimo de 6. determinado com um penetrómetro manual. que quando cheios são esvaziados para contentores de plástico (palox) de grande capacidade. “KIWIPOKE” e “Massey Twist Tester”.sãos. A amostra para ensaio deve ser constituída por um mínimo de dez frutos colhidos aleatoriamente no pomar.limpos. .suficientemente firmes (não moles. devendo apresentar à colheita um valor mínimo de 6. a tecnologia de produção e a posição do fruto na árvore. . “Softness Meter”. nomeadamente o facto dos resultados variarem com o operador.isentos de parasitas.isentos de danos causados por parasitas.5-8 kg.

deve ser recolhido para contentor próprio e descartado logo que possível. Na categoria Extra deve ser incluído apenas produto de qualidade superior. É importante arrefecer o kiwi num período não superior a 6 horas após a colheita. Separação em Categorias Existem três categorias de qualidade do kiwi: Extra. de desenvolvimento e de coloração um pouco mais pronunciados do que na categoria I. deformados e/ou podres. isento de defeitos. No anexo I encontram-se especificadas as características de cada categoria de acordo com a norma em vigor. Desta forma reduzem-se os custos de conservação e no caso de podridões evita-se a contaminação dos frutos sãos. I e II. Triagem A selecção deve ser extremamente rigorosa de modo a evitar a conservação de frutos que não irão ser comercializados. Na categoria I é incluído produto de boa qualidade. sendo permitidos frutos com ligeiros defeitos de forma. O kiwi da categoria II pode apresentar alguns defeitos de forma. Figura 5 Selecção manual na linha de calibração 11 .D I S Q U A L - M A N U A L D E B O A S P R Á T I C A S - K I W I PREPARAÇÃO Descarga Esta fase deve ser realizada de forma a evitar danos mecânicos nos frutos. à temperatura de 0 ºC e manter os níveis de etileno na câmara abaixo de 0. Pré Arrefecimento O arrefecimento é habitualmente feito em câmara com circulação natural de ar. Devem ser rejeitados os frutos geminados.03 ppm. O produto que foi rejeitado. desenvolvimento e coloração.

paredes e chão). para a categoria I é de 70 g e para a categoria II é de 65 g.Limpeza regular das embalagens reutilizáveis. . O peso mínimo para a categoria extra é de 90 g.Limpeza regular do pavilhão (tectos. . . . O kiwi com peso inferior a 65 g deve ser rejeitado.D I S Q U A L - M A N U A L D E B O A S P R Á T I C A S - K I W I Figura 6 Calibração de Kiwi Calibragem A separação por calibres é feita pelo peso dos frutos.Limpeza regular da linha de calibragem. Na Tabela 3 apresenta-se a relação entre o calibre e o peso. Dispositivo para evitar danos Cuidados a ter na Preparação Nas instalações: . *Número de frutos/3kg Figura 7 Acondicionamento do Kiwi em palox. 12 . usadas na colheita e comercialização.Boa iluminação. Calibre* Refugo 46 42 39 36 33 30 27 25 20-23 Peso (g) 0-65 65/70 70/75 75/80 80/85 85/95 95/105 105/115 115/125 >125 Tabela 3 Relação entre calibre e peso.Formação específica do pessoal.

Assim. podendo chegar aos 6 meses. Por outro lado. Resposta ao Etileno O kiwi é extremamente sensível ao etileno. 13 .Manipulação do kiwi na linha de calibragem durante a selecção deve ser feita com muito cuidado de forma a evitar o dano mecânico nos frutos.D I S Q U A L - M A N U A L D E B O A S P R Á T I C A S - K I W I Com o produto: . Figura 8 Escovagem do Kiwi para eliminação do pêlo CONSERVAÇÃO Período de Conservação O kiwi pode ser conservado por períodos longos. Tabela 4 Condições óptimas para a conservação de kiwi Temperatura 0ºC Humidade relativa 90-95% Concentração O2 e CO2 1-2% O2 e 3-5% CO2 Humidade Relativa A transpiração do kiwi aumenta com a diminuição da humidade relativa ambiente. . A perda de água do produto leva à perda de peso. ao enrugamento da epiderme e ao “falso amadurecimento”.Eliminação de sujidade no kiwi deve ser feita com escovas e nunca pela acção da água. Concentrações da ordem dos 5-10 ppb são suficientes para provocar o amadurecimento. a exposição de kiwi ao etileno deve ser evitada durante toda a sua cadeia. a humidade relativa perto do ponto de saturação pode favorecer o desenvolvimento de podridões devido a Botrytis.

.Limpar as câmaras. EMBALAGEM Actualmente o kiwi a granel é comercializado em caixas plásticas de 10 kg de capacidade e em sacos de rede para kiwis de menor calibre. . Cuidados a ter na Conservação .D I S Q U A L - M A N U A L D E B O A S P R Á T I C A S - K I W I Os níveis de etileno nas câmaras de armazenamento podem ser controlados através da utilização de convertores catalíticos. como a caixa de cartão canelado com “liner” (saco) de polietileno. Resposta a Atmosferas Controladas (AC) A manutenção de níveis de O2 e CO2 controlados atrasa o amadurecimento e a senescência. Encontram-se no mercado sistemas alternativos para a venda a granel. tendo em atenção contudo que a abertura frequente das câmaras altera as condições ambientais e aumenta os custos energéticos.Identificar os contentores (palox).Não misturar o kiwi com produtos que libertem etileno (como é o caso das maçãs).Não exceder a capacidade das câmaras. . como por exemplo o permanganato de potássio ou arejando frequentemente as câmaras com ar puro. 14 .Inspeccionar periodicamente a carga. no armazenamento prolongado. . A AC deve ser estabelecida nos dois dias após a colheita de forma a maximizar os seus benefícios. sendo usado um tabuleiro de cartão para agrupamento. filtrado ou “lavado com água”. . .Controlar o nível de etileno. para kiwi importado. Para pequenas quantidades é corrente encontrar bandejas plásticas com rede sintética.Manter corredores entre paletes de forma a existir uma circulação correcta de ar.

isto é. Figura 9 Sistemas de embalagem para o Kiwi De forma a evitar problemas no empilhamento e durante o transporte: .O nível e a densidade de enchimento das caixas deve ser adequado.D I S Q U A L - M A N U A L D E B O A S P R Á T I C A S - K I W I Cuidados a ter no Embalamento . DISTRIBUIÇÃO Expedição A distância entre o local de produção e o de consumo é por vezes muito grande sendo 15 .Os materiais utilizados no interior da embalagem devem ser novos. .As caixas devem ser manuseadas com cuidado para evitar choques entre caixas.As caixas devem ter a dimensão e a resistência mecânica adequada. . .O conteúdo de cada embalagem deve ser homogéneo. para evitar danos no produto no empilhamento e por vibração durante o transporte. . variedade qualidade e calibre. com o solo.O empilhamento das caixas na palete deve ser correcto. limpos e não provocar no produto quaisquer alterações externas ou internas. com a mesma origem. etc. .O kiwi deve ser acondicionado de forma a garantir a protecção conveniente do produto.As caixas reutilizáveis que não estão a ser utilizadas devem estar limpas e guardadas em local apropriado. .

Arrefecer previamente a galera frigorífica à temperatura recomendada e testar o sistema de circulação de ar. Apesar de normalmente serem usados veículos refrigerados entre o entreposto e a loja. Cuidados a ter Durante o Carregamento Os problemas mais comuns na expedição são devidos a variações de temperatura. por isso a optimização dos veículos é ainda mais importante. Uma alternativa interessante passa pela existência de um cais refrigerado para expedição permitindo que o carregamento se faça directamente para o veículo. 16 .Estacionar o veículo de transporte o mais próximo possível da câmara frigorífica onde se encontra armazenado o produto e sempre que possível ligar estes dois por um túnel. O cais deve estar isolado do exterior por portas de bandas de borracha que se ajustam ao perfil do veículo. Por exemplo.Colocar o produto no veículo de transporte à temperatura pretendida. Para que estes problemas sejam evitados devem ser tomadas as seguintes precauções antes de carregar o veículo: . nas outras fases da cadeia de distribuição. Actualmente já existem carros com divisórias móveis que admitem duas ou três temperaturas diferentes permitindo assim o transporte simultâneo de produtos congelados e frescos. referidas anteriormente. . .D I S Q U A L - M A N U A L D E B O A S P R Á T I C A S - K I W I necessário transporte refrigerado. sendo necessário o mesmo cuidado e precauções referidos para as etapas anteriores. a cadeia de frio é muitas vezes interrompida. Acresce o facto dos veículos transportarem cargas mistas com diferentes exigências ao nível da temperatura e humidade relativa. O carregamento para o transporte deve ser feito em condições de temperatura e humidade relativa óptimas. uma vez que no transporte refrigerado apenas se mantém a temperatura do produto (sem o arrefecer). na ausência deste tipo de transporte podem ser usados pequenos contentores com refrigeração autónoma. O transporte com temperatura controlada tem custos muito superiores aos do transporte à temperatura ambiente.

Uma vez iniciado efectuar o carregamento sem demora. 17 . Esta prática deve ser evitada porque como o sistema de frio está dimensionado apenas para manter a temperatura.. estragados.Não carregar lotes onde tenham sido detectadas temperaturas anormais. . com excesso de maturação. o produto em câmaras frigoríficas a temperaturas entre 8 e 12 ºC.Comercializar em primeiro lugar os produtos adquiridos há mais tempo. . . o arrefecimento é lento.Abastecer o ponto e venda à medida das necessidades.Assegurar a limpeza.Minimizar a manipulação. É frequente o carregamento deste tipo de produtos em veículos de transporte secundário sem pré refrigeração.Evitar pilhas de produto. . obrigando-se o sistema de frio do veículo a fazer o arrefecimento. externa e interna. .Evitar variações bruscas de temperatura. prevendo um espaço livre de 10 a 20 cm abaixo do tecto.Garantir que durante o transporte o produto não sofre oscilações importantes de temperatura.Limitar a altura máxima de carregamento.Se o processo de carga for interrompido por qualquer motivo.D I S Q U A L - M A N U A L D E B O A S P R Á T I C A S - K I W I . para garantir uma boa repartição de ar sobre todo o compartimento do veículo. etc. do veículo e garantir a ausência de qualquer cheiro e/ou humidade no interior da caixa.Eliminar os frutos podres. demasiadamente pequenos. fechar as portas e ligar o aparelho de frio até que sejam retomadas as operações.Fechar a porta do veículo e pôr os ventiladores em funcionamento assim que as paletes estejam na galera. .Armazenar. . VENDA Manipulação no Ponto de Venda No ponto de venda é também necessário que sejam tomadas algumas precauções de modo a não comprometer todo o processo anterior: . . . . se possível. . .

Como Comprar Kiwi de Qualidade Na compra de kiwi deve optar-se por frutos de polpa macia que não estejam moles nem de aspecto enrugado.D I S Q U A L - M A N U A L D E B O A S P R Á T I C A S - K I W I Exposição no Ponto de Venda O sucesso da venda dos produtos passa também pela forma como os produtos são apresentados ao consumidor.Não colocar os produtos em contacto com o pavimento. .Cuidar diariamente da apresentação e limpeza do espaço destinado à venda dos produtos. .Iluminar e arranjar bem o produto. Os frutos demasiado maduros são desagradáveis ao paladar. Para este efeito podem igualmente ser embrulhados em papel castanho ou em sacos de plástico. preferencialmente em conjunto com maçãs. A polpa deve apresentar ligeira resistência e voltar à forma inicial depois de se retirar o dedo.Colocar na banca/expositor apenas embalagens limpas.Expor em quantidade suficiente. . 18 . Para os escolher deve-se carregar suavemente com o polegar na zona média do fruto. . . Como Conservar Correctamente o Kiwi O kiwi deve ser mantido no frigorífico e só deve ser misturado com frutos que estejam a amadurecer caso se pretenda que evoluam mais rapidamente. .Rotular de forma visível e precisa. deve-se assim: .Manter as etiquetas sempre limpas.

R. Acta Horticulturae. H. Lisboa MADRP. AGUIAR. 1ª. Lisboa. 19 . MADRP. GOMES. 217 – 225. Lisboa. J. MADRP. MAINDONALD. 6.Qualidade e Apresentação de Frutas e Legumes – Guia Prático para o Pequeno Retalhista. VELOSO. 282. 24. Direcção Geral de Protecção das Culturas. SIMA. 1990 – Drip irrigation of kiwifruit trees. WHITE. XILOYANNIS.Secretaria de Estado da Modernização Agrícola da Qualidade Alimentar – Normalização das Frutas e Legumes. Ficha Técnica 70.1996 – Comparison of four new devices for measuring kiwifruit firmness. [MADRP].. P. 1990 . 1998/1999 – Anuário Hortofrutícola. DRAEDM. Caderno de conjuntura.] . SILVEIRA.Normas de Qualidade – Produtos Hortofrutícolas Frescos. [s. H. 1998 – Análise foliar em kiwi. New Zeland Journal of Crop and Horticultural Science. A. 273-286.. A. MADRP. Braga. MADRP.. Lisboa.D I S Q U A L - M A N U A L D E B O A S P R Á T I C A S - K I W I BIBLIOGRAFIA HOPKIRK.. L. ANGELINI. G. 1999 . Lisboa.d. Garantia da Qualidade – Guia Prático para o Consumidor. Ed. A. 1999 – Guia dos produtos fitofarmacêuticos. 1993 – Kiwi. Gabinete de Planeamento e Política Agro-alimentar.. [MADRP]. Lisboa SIMA. C. o mercado nacional e internacional. GALLIANO.

tendo em conta as disposições especiais previstas para cada categoria e as tolerâncias admitidas. com exclusão dos kiwis destinados à transformação industrial. incluem a definição do produto e disposições relativas à qualidade.1. praticamente isentos de matéria estranha visível. Estas normas.bem formados.limpos. tolerâncias. os kiwis devem ser: .praticamente isentos de danos causados por parasitas. Características Mínimas Em todas as categorias. . das variedades (cultivares) de actinídea chinensis (Planch) ou de actinidia deliciosa (A. destinados a ser fornecidos ao consumidor no estado fresco. 2. Lian e A. apresentação e etiquetagem. Disposições Relativas à Qualidade A norma tem como objectivo definir as qualidades que os kiwis devem apresentar após acondicionamento e embalagem. C. F. 1. sendo excluídos os frutos duplos ou múltiplos. transcritas a seguir. de 16 de Fevereiro) O Ministério da Agricultura procurando uniformizar a qualidade dos frutos comercializados publicou em 1995 as normas oficiais para frutos frescos nas quais se inclui o kiwi. Definição do Produto A presente norma diz respeito aos kiwis (também denominados actinídeas). R. nem moles nem enrugados nem insuflados com água.inteiros (mas sem pedúnculo). Ferguson). . 2.D I S Q U A L - M A N U A L D E B O A S P R Á T I C A S - K I W I ANEXO I Normas Oficiais de Qualidade para Kiwis (Regulamento CE nº 410/90. .praticamente isentos de parasitas. Chev. . .suficientemente firmes. 20 . .sãos (são excluídos os produtos atingidos por podridão ou alterações tais que os tornem impróprios para consumo). calibragem.

a manutenção da qualidade. ter os seguintes defeitos ligeiros. .chegar ao local de destino em condições satisfatórias.2). desde que estes não prejudiquem o aspecto do produto. a manutenção da qualidade nem a apresentação na embalagem: . Os frutos devem ser firmes.defeitos superiores da epiderme. . . a qualidade.D I S Q U A L - M A N U A L D E B O A S P R Á T I C A S - K I W I .2. desde que a área total afectada não exceda 1 cm2. os frutos.isentos de odor e/ou sabor estranhos. desde que estas não prejudiquem a qualidade. 2. de pelo menos 6. Devem apresentar as características da variedade.suportar o transporte e a manutenção. O desenvolvimento e o estado dos kiwis devem ser tais que lhes permita: . . por ocasião da colheita. 21 . Classificação Os kiwis são objecto de uma classificação em três categorias a seguir definidas: a) Categoria “extra” Os kiwis classificados nesta categoria devem ser de qualidade superior. Os produtos devem ser bem desenvolvidos e ter atingido um estado de maturação suficiente (para respeitar esta disposição. com excepção de alterações superiores muito ligeiras. Devem ser isentos de defeitos. Devem ser bem desenvolvidos e apresentar todas as características típicas da variedade. avaliado pelo método de ºBrix. b) Categoria I Os kiwis classificados nesta categoria devem ser de boa qualidade. no entanto.isentos de humidade exterior anormal.um ligeiro defeito de coloração. o aspecto do produto nem a sua apresentação na embalagem. Podem. devem ter atingido um grau de maturação.um ligeiro defeito de forma (mas sem incumescências nem deformação).

O peso mínimo para a categoria “extra” é de 90 gramas. com pequenas fendas cicatrizadas ou tecido de cicatrização de uma escoriação. desde que os kiwis mantenham as suas características essenciais em matéria de qualidade. A diferença de peso entre o fruto maior e o fruto mais pequeno em cada embalagem não deve exceder: . 22 .defeitos de coloração. . Podem. conservação e apresentação: .defeitos de forma. 3.diversas marcas “hayward” mais pronunciadas com uma ligeira protuberância.D I S Q U A L - M A N U A L D E B O A S P R Á T I C A S - K I W I . .15 gramas para os frutos com um peso inferior a 85 gramas. ter os seguintes defeitos. . desde que a sua área total não exceda 2 cm2. Os frutos devem ser razoavelmente firmes e a polpa não deve apresentar defeitos sérios. .ligeiras contusões.30 gramas para os frutos com um peso igual ou superior a 120 gramas. para a categoria I é de 70 gramas e para a categoria II é de 65 gramas. contudo. . Disposições Relativas à Calibragem O calibre é determinado pelo peso dos frutos.20 gramas para os frutos com um peso compreendido entre 85 gramas e 120 gramas.uma pequena “marca hayward” correspondente a linhas longitudinais e sem protuberância.defeitos de epiderme. . c) Categoria II Esta categoria inclui os kiwis que não podem ser classificados nas categorias superiores mas que correspondem às características mínimas acima definidas.

mas que estejam em conformidade com as da categoria I ou sejam excepcionalmente admitidos nas tolerâncias desta categoria. Tolerâncias de Calibre Para todas as categorias. Todavia. os frutos devem ter um calibre imediatamente inferior ou superior ao calibre indicado e. 4.D I S Q U A L - M A N U A L D E B O A S P R Á T I C A S - K I W I 4. b) Categoria I 10% em número ou em peso de kiwis que não correspondam às características da categoria. Tolerâncias de Qualidade a) Categoria “extra” 5% em número ou em peso de kiwis que não correspondam às características da categoria. c) Categoria II 10% em número ou em peso de kiwis que não correspondam às características da categoria nem às características mínimas. 10% em número ou em peso de kiwis que não correspondam às disposições relativas ao peso mínimo e/ou calibre.1. respectivamente à categoria “extra” à categoria I e à categoria II. 67 gramas e 62 gramas no que diz respeito.2. no caso do calibre inferior. Disposições Relativas às Tolerâncias São admitidas tolerâncias de qualidade e de calibre. em relação aos produtos que não estejam em conformidade com as exigências da categoria indicada: 4. em cada embalagem. 23 . com exclusão dos frutos afectados por podridão ou qualquer outra alteração que os tornem impróprios para consumo. mas que estejam em conformidade com as da categoria II ou sejam excepcionalmente admitidos nas tolerâncias desta categoria. não devem pesar menos de 85 gramas.

Os frutos classificados na categoria “extra” devem ser acondicionados separados uns dos outros. Disposições Relativas à Apresentação 5. variedade. A parte visível do conteúdo da embalagem deve ser representativa do conjunto. limpos e tais que não possam causar aos produtos alterações externas ou internas. É autorizado o emprego de materiais e nomeadamente. Disposições Relativas à Etiquetagem Cada embalagem deve trazer. Identificação Embalador e/ou expedidor – nome e endereço ou identificação simbólica emitida ou reconhecida por um serviço oficial. As embalagens devem ser isentas de qualquer matéria estranha. 6. Os materiais utilizados no interior da embalagem devem ser novos. legíveis.D I S Q U A L - M A N U A L D E B O A S P R Á T I C A S - K I W I 5. de papéis ou selos que contenham indicações comerciais. desde que a impressão ou a rotulagem sejam efectuadas com uma tinta ou uma cola não tóxicas. numa única camada. Acondicionamento Os kiwis devem ser acondicionados de modo a assegurar uma protecção conveniente do produto.2.1. 24 . 5.1. as seguintes indicações: 6. em caracteres agrupados do mesmo lado. indeléveis e visíveis do exterior. qualidade e calibre. Homogeneidade O conteúdo de cada embalagem deve ser homogéneo e consistir apenas em kiwis da mesma origem.

6. zona de produção ou designação nacional.“kiwis” e/ou “actinídea” se o conteúdo não for visível do exterior.2.3.D I S Q U A L - M A N U A L D E B O A S P R Á T I C A S - K I W I 6. Marca Oficial de Controlo (Facultativa) 25 .5. Características Comerciais . 6. Origem do Produto País de origem e. .categoria.4. .calibre. eventualmente. 6.número de frutos no caso de apresentação ordenada. regional ou local. Natureza do Produto . expresso em peso mínimo e máximo dos frutos no caso de apresentação não ordenada. .nome e variedade (facultativo).

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