Agrupamento de Escolas da Moita

Ano III – Nr.1 Fevereiro 2012

DIA 12 DE MARÇO NA ESMOITA

Editorial
Uma lição dos alunos
Ao longo dos anos, os alunos da Escola Secundária da Moita têm dado exemplos de afirmação perante a sociedade, quer na defesa da Escola Pública, quer na valorização do património e do conhecimento, bem como nas diversas atividades que realizam. A edição deste jornal é mais um desses exemplos, pelo que não posso deixar de enviar a todos os que com ele colaboram, os votos dos maiores sucessos para este projeto. A coragem manifestada ao abraçarem esta ideia de publicar um jornal da Escola e, consequentemente, contactarem a Junta de Freguesia da Moita no sentido de apoiar a impressão do mesmo, facto que nos honra, merece da nossa parte o público reconhecimento pelo abnegado esforço e dedicação que aplicam para levar por diante o vosso jornal. É pois de realçar esta coragem dos alunos e professores ao contribuírem para a realização desta atividade, até porque, as exigências colocadas quer a uns quer a outros na sua vida quotidiana e profissional, revelam um espírito de missão e entrega dignos de registo. São pois com estes exemplos que uma vez mais os alunos da nossa freguesia, e neste caso, da Escola Secundária da Moita, afirmam as suas qualidades de pessoas interessadas pelo mundo que os rodeia, dando a conhecer através do jornal, as várias atividades realizadas na comunidade escolar. A todos uma grande saudação.

Grupo Narg da ESM entre os vencedores da 1ª Fase Pág. do Concurso DN Escolas 4 Mais nas páginas

Grande Entrevista: Manuel Luís Santos
Ficha técnica:
Equipa Redatorial: André Seco, 10ºA2 Dinis Picaró, 10º D1 Hélder Lucas, 10º D1 Rita Perpétua, 10ºD1 Equipa Responsável: Beatriz Sousa Helena Brissos Alunos Colaboradores: Miguel Reis, 11ºD1 Tatiana Lucas 10º D1

Pág. 8

João Miguel Presidente da Junta de Freguesia da Moita

1

Ano III - Nº. 1 fevereiro 2012

Patrocínio: Junta de Freguesia da Moita

Gincana Rock in Rio Agradecimentos
Caros Alunos, Pais/ E.E.s, Professores e Funcionários, Os coordenadores da iniciativa “Gincana Rock in Rio” do Agrupamento de Escolas da Moita querem agradecer a todos os participantes o seu empenho e dedicação na resolução das tarefas da Gincana Rock in Rio. Na primeira tarefa - recolha de embalagens. com a vossa ajuda conseguimos entre 2 de Novembro e 29 de Novembro reunir

Índice
Editorial ………………………….……..…..1 Gincana Rock in Rio …...................2 Dia da Eco- bandeira......................3 DN Road Show………………...……...…4 Grupo NARG vence 1ª Fase ….....…4 Ciclo de Conferências ESM………….5 A Geração Orpheu …………………….5

440 kg de Embalagens
contribuindo, assim, para o bem do nosso ambiente e do nosso planeta. Na segunda tarefa - Pulseiras Rock in Rio – também a vossa colaboração foi imprescindível. Angariámos

Projeto Oficina Saramago…….……..5 Encontro com a escritora…………….6 Educação em Portugal…………………7 Grande Entrevista……………………….8 Olhares……………………………………..13 Portugal em números…………….…14 ‘Tás d’Acordo…………………………..15

392,00 Euros
que foram enviados para a Gincana Rock in Rio e serão aplicadas num projeto de cariz social selecionado pela SIC Esperança. Muito obrigada a todos os que tornaram esta tarefa possível e um agradecimento especial à aluna Inês Nicolau, que organizou esta tarefa junto dos colegas.

Semana da Leitura……………….……16

Continuem a reciclar e a ajudar o vosso próximo para podermos construir um Mundo melhor. O nosso muito obrigado a todos os participantes!

2

Ano III - Nº. 1 fevereiro 2012

Patrocínio: Junta de Freguesia da Moita

Ambiente
DIA DA ECO-BANDEIRA - 2ª bandeira verde para a Escola Secundária da Moita
No passado dia 11 de novembro, às 15h20, realizou-se no auditório da Escola Secundária da Moita, a cerimónia da entrega da 2ª Eco-bandeira. Num saudável ambiente de cultura e “consciência verde” foi hasteada a Eco-bandeira., plantada uma oliveira e celebrado o magusto. Deixamos aqui alguns momentos marcantes da cerimónia. O ambiente em que vivemos

O nosso ambiente

Tem sido a nossa casa É bom que o estimemos A hora é escassa A Natureza é mãe De tudo o que conhecemos Sabemos também Sem ela não vivemos Temos dominado o mundo Tomando todos os recursos Mas feito um dano profundo Nos momentos mais absurdos A condição do planeta que conhecemos Vai alastrando de ano a ano Da nossa casa cuidemos Faça um esforço ser humano Miguel Reis ,11º D1

“Ambiente e Poesia”
Apresentação do cartaz vencedor de 2010-2011 das Olimpíadas do Ambiente - Modalidade Ambiente e Arte pelo vencedor nacional Eliomar Henrique , 11ºD1 Leitura de Poesia Original por Miguel Reis,11ºD1 A Lenda de S. Martinho por Ana Muxagata, 12ºD2 A explicação científica do Verão de São Martinho por Nelba Inglês e Patrícia Santos, 12º D2

3

Ano III - Nº. 1 fevereiro 2012

Patrocínio: Junta de Freguesia da Moita

Cultura e Ciência

DNescolas - 5ª Edição
A Escola Secundária da Moita foi uma das 60 selecionadas para a 2ª fase do DNescolas: o Road Show "Dia DN" com o desafio de envio da Reportagem. Dos quatro editoriais enviados pelos alunos do 12º D1 e D2 da disciplina de Geografia C, orientados pela professora Teresa Campos, o Editorial: "Japão: Cultura Nipónica", Tema - INTERNACIONAL que o grupo de alunos, que se intitularam de NARG, produziu para o Projeto DNescolas, venceu a 1ª fase, sendo este grupo de alunos um dos selecionados, a nível nacional, para a passagem à 2ª fase. Apresenta-se aqui o Editorial vencedor e convida-se todos a visitar o site http://nescolas.dn.pt/.

DNescolas ROAD SHOW chega à E.S. MOITA
No dia 12 de Março pelas 15:15 horas o DNescolas Road Show irá estar presente na nossa escola.
Esta iniciativa do Diário de Notícias visa a aplicação de conhecimentos relativos à atividade jornalística por parte dos alunos participantes no Concurso DNescolas 5ª edição, nomeadamente através da escrita e descoberta de editoriais de um jornal e a realização de uma entrevista a uma personalidade da vida pública. No dia 12 de Março, através do DIA DN, a Escola Secundária da Moita irá receber no seu auditório o presidente da Fundação Passos Canavarro e fundador da Associação de Amizade Portugal-Japão, Dr. Pedro Passos Canavarro . Caberá ao grupo vencedor, o grupo NARG, dirigir a conversa com o convidado especial, mas também os grupos concorrentes da Escola à 1ªfase poderão e deverão participar nesta conversa para que possam realizar a Reportagem Dia DN e ficar mais próximo da Grande Final, de onde sairão os escolhidos para a Viagem à Europa! Está prevista a presença dos repórteres do DN para cobertura editorial, a qual sairá no dia seguinte. O Dia DN estará repleto de atividades, vários grupos de alunos irão preparar a vinda do convidado e dar a conhecer o Japão, as ligações históricas que este país tem com Portugal e os reflexos da cultura nipónica no mesmo.

Parabéns ao grupo NARG da Turma D1 do 12º Ano: André Pagaime, Nelson Cardoso, Rodrigo Rafael e Gonçalo Baptista!
O DNescolas é um projeto de Educação para os Media, promovido pelo Diário de Notícias há já 5 anos. O DNescolas pretende despertar o interesse e o espírito crítico da nova geração face aos acontecimentos que a rodeiam. Construído para os alunos e professores do ensino secundário e profissional de todo o país, este projeto lança uma série de desafios, onde cada jovem descobre as ferramentas necessárias para o exercício pleno de uma cidadania ativa.

4

Ano III - Nº. 1 fevereiro 2012

Patrocínio: Junta de Freguesia da Moita

Cultura e Ciência
A Geração Orpheu e Fernando Pessoa
No dia 4 de novembro realizou-se no auditório da Escola Secundária da Moita a primeira conferência do Ciclo de Conferências da ESM, projeto de colaboração com o professor Francisco Carromeu, PhD e a Biblioteca Escolar da ESM (organização de Helena Brissos), presenciado por cerca de 103 alunos do 12º ano e 9 professores, bem como pelos membros da Direção do Agrupamento.

Ciclo de Conferências ESM
No âmbito do apoio ao currículo e do Projecto Oficina Saramago a Biblioteca Escolar da Escola Secundária da Moita, em colaboração com o professor Francisco Carromeu, PhD presenteia este ano letivo a comunidade educativa com um ciclo de conferências, que visam enriquecer os conhecimentos dos alunos e abrir novos horizontes histórico-literários.

Sob o tema "A Geração Orpheu e Fernando Pessoa" o discurso fluído e cativante do conferencista levou o público presente a explorar novas perspetivas e a colocar algumas questões intrinsecamente ligadas ao ambiente histórico e literário da época desta geração tão debatida, mas nem sempre compreendida. Foi com interesse e gosto que o público assistiu à conferência, aguardando ansiosamente a próxima sessão que se realizará em 2012.

Calendário de Conferências de 2012 1.
Os Maias – Época e História Data: 29 de Fevereiro de 2012 Hora: 8.30-10.00 horas O Memorial do Convento Data: 13 de Abril de 2012 Hora: 15.20-16.50 horas
O Projeto Oficina Saramago convoca um conjunto alargado de instituições e escolas dos concelhos Barreiro e Moita que, em parceria, realizam acções diversificadas, dirigidas à população em geral, abarcando todas as faixas etárias, e desenvolvendo-se num ciclo nascimento-morte-nascimento, tempo de celebração do homem e da obra. A 28 de novembro de 2011 a Conferência de Abertura na Escola Secundária de Santo André proferida pela convidada Especial Pilar del Rio, Presidente da Fundação José Saramago, deu o mote para seu lançamento. No nosso concelho realiza-se no próximo dia 29 de fevereiro, no auditório da Biblioteca Municipal da Moita, a Conferência “Obra de Saramago no Brasil”, proferida pela Dr.ª Susana Ventura da Universidade de São Paulo.
Patrocínio: Junta de Freguesia da Moita

2.

3.

Arte Moderna e Estética Data: 18 de Abril de 2012 Hora: 10.15-11.50 horas

5

Ano III - Nº. 1 fevereiro 2012

Cultura e Ciência
.

Encontro com a Escritora M.ª João Lopo de Carvalho
A escritora Maria João Lopo de Carvalho, autora da colecção "7 irmãos" e do recentemente publicado livro “Marquesa de Alorna”, entre outras obras, visitou as bibliotecas escolares do Agrupamento de Escolas da Moita, no dia 12 de dezembro de 2011. Na sessão da manhã, na Escola Secundária da

A Marquesa de Alorna de Mª João Lopo de Carvalho
Sinopse: Leonor, Alcipe, condessa d’Oeynhausen, marquesa de Alorna - nomes de uma mulher única e invulgarmente plural. Chamei-lhe Senhora do Mundo. Poderia ter-lhe chamado senhora dos mundos. Dos muitos mundos de que se fez senhora. Inconfundível entre as elites europeias pela sua personalidade forte e enorme devoção à cultura, desconcertou e deslumbrou o Portugal do séc. XVIII e XIX, onde ser mãe de oito filhos, católica, poetisa, política, instruída, inteligente e sedutora era uma absoluta raridade. Viveu uma vida intensa e dramática, mas jamais sucumbiu. Privou com reis e imperadores, filósofos e poetas, influenciou políticas, conheceu paixões ardentes, experimentou a opulência e a pobreza, a veneração e o exílio. Viu Lisboa e a infância desmoronarem-se no terramoto de 1755, passou dezoito anos atrás das grades de um convento por ordem do Marquês de Pombal e repartiu a vida, a curiosidade e os afectos por Lisboa, Porto, Paris, Viena, Avinhão, Marselha, Madrid e Londres. Marquesa de Alorna, Senhora do Mundo é uma história de amor à Liberdade e de amor a Portugal. A história de uma mulher apaixonada, rebelde, determinada e sonhadora que nunca desistiu de tentar ganhar asas em céus improváveis, como a estrela que, em pequena, via cruzar a noite.

Moita, a autora brilhou na apresentação do livro “ A Marquesa de Alorna”. Comunicativa e bem-disposta, a autora respondeu a todas as perguntas dos alunos e professores, deixando em todos uma grande vontade de ler mais e mais. A sessão da tarde, na Escola D. Pedro II, foi preenchida por uma pequena palestra da escritora e uma avalanche de perguntas colocadas pelos alunos, que já se encontram a ler algumas obras da sua coleção. Estas atividades de leitura articulada entre os professores de língua portuguesa e as professoras bibliotecárias enquadram-se no programa de promoção da leitura das bibliotecas escolares do agrupamento, que promoveram esta iniciativa em parceria com a editora Leya.

6

Ano III - Nº. 1 fevereiro 2012

Patrocínio: Junta de Freguesia da Moita

Educação
Alunos matriculados por nível de ensino “ Portugal mais culto… ”
No âmbito da nossa investigação sobre o nível de instrução vamos analisar o número de alunos matriculados em Portugal. Verificamos que se tem registado uma grande evolução dos alunos matriculados, conforme nos mostra a figura. De 1978 a 2009 o total de alunos matriculados aumentou de 1.848.646 para 2.434.982. O maior número de alunos matriculados nas escolas ao longo destes anos deve-se: - Ao aumento da escolaridade obrigatória; - Ao aumento da preocupação com a instrução e qualificação dos portugueses. Contudo, em Portugal muitos alunos não seguem os estudos até ao ensino superior, pois, por necessidade de independência ou de subsistência começam desde muito cedo a trabalhar. Portugal continua a ser um dos países com o nível educacional mais baixo na União Europeia.
Hélder, Rita, Dora 10º D1 Fonte: Pordata

Aumento da instrução da população portuguesa
No ensino básico, sobretudo nos 2º e 3ºciclos, o número de alunos inscritos tem vindo a diminuir, que resulta da quebra da taxa de natalidade. Por outro lado, no ensino secundário, o número de alunos inscritos tem vindo a aumentar, em virtude do alargamento da rede escolar e do maior apoio social do Estado. Em 2000 a taxa de escolarização foi de 71,6 %, e em 2010 foi de 83,9%, pensando nós, que continuará a aumentar em virtude da passagem da escolaridade obrigatória para 12 anos.
Realizado por: Beatriz (nº3), Dinis (nº7), ), Miguel (nº16), 10º D1

7

Ano III - Nº. 1 fevereiro 2012

Patrocínio: Junta de Freguesia da Moita

Grande Entrevista
Entrevista ao Diretor do Agrupamento de Escolas da Moita
Chama-se Manuel Luís Pereira dos Santos, tem 52 anos e é o Diretor do Agrupamento de Escola da Moita, desde o dia 29 de Julho de 2011.

Qual a sua área de formação?
Tenho a formação base em engenharia civil, tenho um estágio pedagógico no âmbito do ensino da matemática, e ainda sou formado em gestão e administração escolar.

Por que escolheu ser professor?
Comecei jovem. Não tinha necessidade de trabalhar antes de acabar o meu curso superior, no entanto, numa tentativa de ajudar os meus pais e de fazer pela minha própria vida, decidi começar a trabalhar. Ao fim de dois anos, passei a ser professor na mesma escola onde tinha sido aluno (risos). Ainda fui apanhar os meus professores, que entretanto, passaram a ser meus colegas. Apaixonei-me pela atividade de professor. Depois de ter entrado no ensino, ainda fui para a tropa. Dei-me muito bem no serviço militar, mas de tal forma era a paixão pelo ensino, que tive que tomar uma opção. Então, entre seguir a carreira das armas e ser professor, escolhi ser professor.

Tento ser a pessoa mais correta do mundo, embora saiba que dificilmente se dá um passo sem se cometer, mais que não seja, um pequeno erro, daí ser condescendente. Compreendo que errar é normal. Sou tolerante, mas aquilo que menos tolero na vida é a falta de educação. Acho que a educação não tem a ver com a formação académica, nem tem a ver com a origem social. Fui educado numa “microcultura piscatória”, cheia de tradições, crenças e costumes. A maior herança que recebi foi a educação que os meus pais me deram, portanto, acho que a educação não tem a ver com o nível cultural, nem com a formação académica. Existem analfabetos que são pessoas extremamente educadas e existem pessoas com cursos superiores, que cometem graves erros ao nível da educação e da relação com os outros.

Onde desenvolveu a sua atividade até ao momento?
Fiz sempre um percurso contrário ao de muitos professores. Efetivei-me na escola onde fui aluno e onde comecei a dar aulas, a escassos 100 metros da minha casa. Entretanto, estagiei na Universidade de Évora. Quando acabei o estágio fui para a antiga Escola Secundária do Montijo, que é a atual Jorge Peixinho. Depois, por opção, tomei lugar como professor efetivo, na antiga Escola Secundaria nº 2 do Montijo, que é a atual Poeta Joaquim Serra.
Patrocínio: Junta de Freguesia da Moita

Como se considera enquanto pessoa e enquanto docente?
Sou uma pessoa muito sensível, sou muito humilde.

8

Ano III - Nº. 1 fevereiro 2012

Grande Entrevista

cont. .

avançar, pois tinha o curso, e também me diziam Aí estive também vários anos, passei, inclusive, que, possivelmente, não haveria mais ninguém a pelo Conselho Diretivo. Depois de sair do candidatar-se. Então avancei e qual não foi a minha Conselho Diretivo, onde estive cerca de 3 anos, surpresa, quando, depois de já ter entregado a fui para um sindicato de professores. Mas, a minha candidatura, soube que a minha paixão era “…a minha paixão era professora Isabel também se realmente o ensino, era a realmente o ensino, era a tinha candidatado. E aí, fiquei matemática. Entretanto, até um bocado aborrecido, tal como disse há pouco, matemática.” porque se soubesse que a andei sempre ao senhora se iria candidatar, não contrário, enquanto geralmente um professor se me teria candidatado, pois, não faz o meu género, tenta aproximar de casa, eu fui-me sempre entrar em situações como esta, que acabei por afastando, até que optei por ir dar aulas de uma entrar, sem querer. Depois, o processo correu e cá escola do meio rural. Fui para Pegões, onde me estou. efetivei, e onde estive a lecionar até ao ano letivo passado.

O que o levou a candidatar-se a Diretor deste Agrupamento?

Possui formação específica exercício deste cargo?

para

o

Nada previsto, nada pensado… O processo de candidatura a diretor, é um processo democrata, que diz que qualquer um, desde o Norte ao Sul, que Quais as principais preocupações e/ou reúna um conjunto de requisitos, que estão de dificuldades que encontra no exercício da acordo com a própria lei, se sua função? possa candidatar ao cargo. “Gostava que o meu Nunca me passou pela São várias as preocupações. agrupamento fosse o cabeça vir a ser diretor deste Primeiro que tudo preocupoagrupamento, ainda para me, principalmente com os melhor do mundo, em mais é um agrupamento alunos, com o vosso sucesso, termos de educação.” com a vontade que vocês têm onde nunca lecionei, apesar de aprender. Gostava que o de conhecer bem a realidade meu agrupamento fosse o da Moita. Desde criança que tenho aqui familiares e melhor do mundo, em termos de educação. amigos, por isso conheço bem o meio. Estou, Podemos não o ser em termos de sucesso, mas inclusivamente, a desenvolver em conjunto com pelo menos em termos de educação. Gostava que uma colega, que também escreve, uma monografia todos os professores, todos os funcionários e vocês, alunos, entendessem o agrupamento sobre a vila da Moita. Numa conversa de amigos, como um todo, não como escolas separadas soube que o agrupamento se iria expor a um umas das outras. Queria que fossemos realmente processo de candidatura para diretor. Eu até nem um agrupamento. É claro que isto é um trabalho queria, mas tive amigos que me incentivaram a muito moroso, não se faz em dois ou três meses mas, eu vou tentar dar o melhor, para que

Sim, tal como já disse, tenho o curso de gestão e administração escolar e também tenho experiência.

9

Ano III - Nº. 1 fevereiro 2012

Patrocínio: Junta de Freguesia da Moita

cont. .

Grande Entrevista
um dia, ou eu ou outra pessoa que me venha As regras da boa educação não têm épocas. substituir, possa dizer que eu dei um bom Gostava que todos tivessem um espírito contributo para que o Agrupamento da Moita empreendedor e o ser empreendedor começa chegasse a bons resultados escolares, a ser também por pensar que somos capazes de ser os considerado um agrupamento de muito bom melhores. E, se vocês quiserem, vamos ser mesmo ambiente, que já o é, mas que eu quero que os melhores, quanto mais não seja na educação. continue, e que melhore ainda mais. Claro que as São coisas que não nos custam rigorosamente dificuldades surgem, há cada vez mais nada. A curto prazo, quero fazer-vos ver que documentos que necessitam de ser preenchidos vamos ser diferentes dos outros na educação. Os em tempo recorde. Temos a grande problemática outros não se levantam, não dão os bons dias, não de ser um grande agrupamento, não é só gerir dão “a passagem”. Pois nós vamos fazer isso. Se uma escola, é a gestão de nove escolas. É muita vocês entenderem que é isso que eu quero para gente, é complicado, é muito difícil. No entanto, já, então, podem ter de mim o que vocês desejam. sou uma pessoa que tem esperança e sou lutador. Mas isto é uma luta que só se consegue vencer com a ajuda de todos: alunos, docentes, assistentes operacionais e técnicos. Tem que ser Que imagem pretende passar aos alunos toda a gente a remar no mesmo sentido. Só assim do Agrupamento? é que se consegue. Quero mostrar poder, mas não A de um amigo mais velho, que não tem culpa de autoritarismo, porque com autoritarismo não ser mais velho (risos). A de um amigo mais velho e chegamos a lado nenhum. É evidente que tenho também a de um bom que exercer o meu poder mas “A de um amigo mais conselheiro. ouvindo sempre os outros, tentando sempre ver qual a velho e também a de um melhor maneira de resolver os bom conselheiro.” problemas. Gostava que os Por que existe na escola alunos passassem por mim e um corredor fechado dissessem “Olá, está bom?”, “Está tudo bem aos alunos? consigo?” (risos). Têm que ter à vontade comigo, porque eu não meto medo nenhum a ninguém, O corredor não está fechado. O corredor nunca pelo contrário. Não quero que vocês tenham esteve fechado. A escola tem três corredores, medo de mim, apenas quero que vocês sejam quer para entrar quer para sair, nenhum deles educados, mais nada. Quando as pessoas passam está fechado. Existe apenas uma parte de um umas pelas outras e não se falam, não se corredor onde os alunos não devem passar cumprimentam, é feio. Foi uma das pequenas porque é uma zona onde existe a sala de Diretores lutas que tive no início, foi tentar que as pessoas de Turma, o Órgão de Gestão, o Gabinete de falassem umas com as outras, se Apoio ao Aluno, locais onde as pessoas cumprimentassem! E acho que é bonito que os necessitam de estar a trabalhar com um pouco alunos se levantem, quando alguém entra na sala, mais de silêncio. Assim, não existindo necessidade seja quem for o adulto, é uma questão de da utilização deste corredor, porque não há, delicadeza.

10

Ano III - Nº. 1 fevereiro 2012

Patrocínio: Junta de Freguesia da Moita

Grande Entrevista

cont. .

apenas se pede para não se passar por ali. E até, escola, no que diz respeito, mais concretamente, à pela necessidade de ter um espaço para uma formação de certas turmas. Mas, isso é algo que exposição, como esta que está a decorrer neste não me compete apenas a mim, enquanto Diretor, momento, uma ação/projeto “ Um Cabaz em mas compete a todos os docentes do Troca de um Sorriso”. Portanto, se não tivéssemos agrupamento, pensarmos bem na escola que um espaço mais reservado, também dificilmente queremos, o que pretendemos dela e depois teríamos um espaço onde colocar as coisas. E traçarmos uma estratégia. Agora, que as coisas desta forma, os Diretores de Turma têm mais estão bem diferentes, estão. E vocês sentem silêncio, quem está nos gabinetes de apoio e de perfeitamente isso. No meu tempo, se fosse gestão também está mais sossegado. Mas nunca chamado ao Diretor, tremia como varas verdes fecharia nenhum corredor, por amor de Deus! Até (risos). Também sou do tempo dos diretores! porque pode haver uma O que faz nos seus tempos necessidade, uma “…, pensarmos bem na emergência e o corredor escola que queremos,…” livres, se é que os tem? está aberto. Neste momento não tenho tempos livres. Neste momento, é chegar a casa à noite, comer Que opinião tem acerca da educação nos qualquer coisa, dormir, para no outro dia estar dias de hoje? aqui de manhã. E, aos sábados e domingos é praticamente a mesma coisa. Também venho, Tínhamos conversa para o dia inteiro! (risos) É muitas vezes, sozinho para esta ilha trabalhar. No uma pergunta um bocado difícil, um bocado vaga. entanto, gosto muito de atividades ao ar livre, sou um apaixonado pela aventura. Gosto de estar em zonas pouco conhecidas, tenho prazer em O que mudou de há uns anos para cá, em conhecer o que os outros pouco conhecem. relação ao seu tempo de estudante. Neste momento tenho muita dificuldade em fazer isso, porque não tenho tempo. (risos) Muita coisa mudou. A atitude do aluno perante o professor. A atitude do próprio professor perante Mas se tivesse, quais eram os seus o aluno. O respeito mudou, imenso. A passatempos preferidos? responsabilidade, o interesse. É claro que não estou a generalizar. Existem muitos alunos que se Durante as férias gosto muito de ir ao estrangeiro interessam, que são bastante responsáveis. A com pessoas amigas, com quem gosto de trocar questão do ensino, da escola inclusiva, permite impressões sobre os locais onde vamos. Durante o que, muitas vezes, as coisas não corram como nós ano gosto de ir assistir a um bom espetáculo, ao gostaríamos. A inclusão de certos cursos, de fim de semana, gosto de confraternizar com os certas turmas, penso que merece uma reflexão. amigos. Acho que o melhor que a vida tem é o Qual a melhor metodologia a utilizar e a melhor convívio entre os amigos. Gosto muito de cantar, concepção, em termos de estrutura da própria de dançar. Gosto de boa disposição e de viver o melhor possível, o que por vezes é difícil.

11

Ano III - Nº. 1 fevereiro 2012

Patrocínio: Junta de Freguesia da Moita

Grande Entrevista
Costuma ler?

cont. .

Costumo ler, mas neste momento tenho lido muito pouco, porque tenho pouco tempo. O trabalho inerente ao Agrupamento, absorve-me muito tempo. Gosto muito de ler monografias, romances, mas gosto mais de livros que tenham a ver com a história.

Qual foi o livro que mais gostou de ler até hoje?
Os Esteiros de Soeiro Pereira Gomes. Marcou-me desde pequenino porque é uma história muito parecida com a da minha infância. Marcou-me porque é praticamente a minha biografia! É de muito fácil leitura, é muito giro!

Que mensagem gostaria de deixar à comunidade educativa em geral e aos alunos em particular?
Os tempos são muito difíceis e muito complicados para todos. São tempos muito difíceis. Os problemas económicos que todas as famílias vivem, que todos vivemos, levam-nos a pensar que ninguém, neste momento, pode dizer que está bem e que tem a felicidade que gostaria. Mas, como a vida é tão curta, vocês vão ter a noção disso, a partir de uma determinada idade, agora não, agora a vida para vocês é um mar de

rosas (risos). Vocês estão na melhor altura da vida! Mas gostava que todos, professores, funcionários e alunos, sorrissem para a vida, levassem as coisas com otimismo, com esperança. Seria bom, que, ao fim do dia, quando deitamos a cabeça na almofada, reflectíssemos um pouco e pensássemos, que passado mais um dia, fizemos o que tínhamos a fazer, da melhor maneira que o podíamos fazer. Porque a maior prova de amizade que podemos dar aos outros, é fazermos as coisas, da melhor forma que sabemos e queremos. A maior riqueza que se pode ter na vida, para além da saúde, é chegarmos ao fim do dia satisfeitos, por mais um dia vencido. Satisfeitos, porque tornámos um determinado momento, ou vários momentos do dia, em momentos de felicidade para esta ou para aquela pessoa. É assim que eu vejo a vida, é tentar viver com os outros, da melhor maneira possível, porque o maior problema da vida, é ter uma doença grave. O resto tudo é ultrapassável, não há nada que não se ultrapasse. Uns dias mais fáceis, outros mais difíceis, mas o que é difícil? Todos os dias, quando chego à escola, dizem-me “ tenho aqui um problema”. Todos os dias eu oiço esta frase várias vezes ao longo do dia. Quando as pessoas me dizem isso, eu rio-me, porque sei que esse problema, não é problema. Tudo é possível de se resolver! Nada é problema, a não ser a saúde! O resto, tudo se resolve. Temos que pensar em viver da melhor maneira a vida, sermos amigos uns dos outros, sermos bons uns para os outros, sermos compreensivos uns para aos outros, ajudarmo-nos uns para os outros, não criar conflitos, não criar inimizades. Uma das piores coisas que me pode chegar às mãos é uma participação de um aluno. Elas surgem porque existem motivos, mas, o primeiro passo que qualquer um deve dar, é tentar resolver o problema, tentar resolver o conflito, na base conversa, do diálogo.

12

Ano III - Nº. 1 fevereiro 2012

Patrocínio: Junta de Freguesia da Moita

Olhares
Quem me dera acordar deste sono que me cobre e num suspiro constatar que me encontro ausente…deste mundo que está a desmoronar, rodeada de estagnados mentais, labregos, pategos, pacóvios, limitados, pseudo intelectuais, novos ricos assumidos…enfim. Pois, parece ser um problema mundial, mas aqui está a tomar proporções desmesuradas. Eles, os estagnados mentais, abundam, não nos deixam evoluir, retêm o nosso destino, manipulam-no, deturpam-no e destroem-no. E são estes senhores e senhoras que têm o poder, que decidem, não olham a meios para atingir os seus fins, que são os pobres de espírito, porém felizes e acomodados. Estarei louca? Embrutecida? Estupidificada? Será que perdi a noção da realidade? Não, claro que não. Porém, esses estagnados mentais olham de lado o meu Eu, criticam a criatividade, as ideias, sufocam a cultura, a nossa identidade e…sentem-se muito ofendidos, quando alguém lhes chama a atenção e os alerta para as consequências das futuras gerações. Coitados, mas estes estagnados são felizes…ou não. Puzzle humano, difícil de decifrar! “Boa noite, informamos que devido à conjuntura atual, esquecemo-nos o que é viver e temos de reinventar o nosso quotidiano. Lamentamos a indiferença que se apoderou da população. Estranhamos o desinteresse cultural ….” Blahblahblah. Balelas, meus caros! Somos bombardeados diariamente por discursos absurdos e ficamos impávidos e serenos perante tal barbaridade…eu sei, não podemos agir impulsivamente, porque o desemprego espreita à esquina. Culpados desta estagnação mental, somos todos, permitimos que o mundo fosse dominado por eles e adiámos constantemente uma acção mais interventiva. Após duas guerras mundiais, a Europa ficou anestesiada e deslumbrada com o boom do desenvolvimento e erros após erros, eis ao que chegámos! É preocupante e assustador, tudo aniquila o nosso tempo. O vazio de valores tomou conta destas gerações, onde se perderam? Temos de reconstruir aquilo que eles destruíram. Infelizmente, as pessoas não se aperceberam que “morreram”, não vêem, não sentem, acomodam-se, não entendem, quando alguém é diferente, desenquadrado, desadaptado. Alguém que tem coragem de sair da manada inevitável de objectivos injectados à pressão e de apontar e dizer: “ não alinho nisso! Prefiro parar. Mudar de direcção. Não me juntarei a esses estagnados mentais”

Texto e Fotos Teresa Margarida Dias

13

Ano III - Nº. 1 fevereiro 2012

Patrocínio: Junta de Freguesia da Moita

Portugal em Números
Será Portugal um país de portugueses?
Imigração é entrar noutro país que não o seu. O nosso país, desde a década de 90, é um país de imigrantes. Quem mora em Portugal? Como se pode verificar no quadro que se segue, que compreende os anos 1960 a 2009, a maior parte dos imigrantes vêm do Brasil, da Angola e do Reino Unido. Anos 2005 2006 2007 2008 2009 2010 Brasil 31.500 42.319 55.665 106.704 115.882 119.195 Reino Unido 19.005 19.761 23.608 15.371 16.373 17.196 Angola 27.533 28.856 30.431 27.307 26.292 23.233

Os imigrantes brasileiros têm vindo a aumentar, enquanto os imigrantes ingleses, até 2007 aumentaram, mas em 2008 diminuíram muito, e a partir daí voltou a aumentar. Os imigrantes angolanos, também aumentaram até 2007, mas ao contrário dos ingleses, depois desse ano, diminuíram e continuam a diminuir. Estas diferenças de imigração nos diferentes países devem-se ao desenvolvimento dos países de origem, ao clima, à procura de melhores condições de vida e à crise económica em que Portugal se encontra.
Bruno Cruz, Cátia Calado, Luís Mendonça, Ana Lúcia 10º D1

Portugal no desemprego
Neste artigo, queremos dar a conhecer uma das maiores preocupações no Portugal moderno: a crescente taxa de desemprego. Este gráfico ilustra um aumento preocupante do desemprego em Portugal. Nos anos de 2000 a 2001, os valores de desemprego mantêm-se em 4%. A partir de 2001 regista-se uma elevada subida até 2005. O valor do desemprego tem vindo a aumentar na última década, atingindo os valores mais expressivos entre 2009 e 2010.
Adriana Sofia Nº1, Gil Xerez Nº10, Ruben Joeirinho Nº19, 10ºD1

Fonte: www.pordata.pt

14

Ano III - Nº. 1 fevereiro 2012

Patrocínio: Junta de Freguesia da Moita

Palavras Vivas
abaiixo-assiinado aba xo-ass nado ab-rupto ab-rupto bem-estar bem-estar abrupto abrupto bem-vestiido bem-vest do água-de-collóniia água-de-co ón a abaiixo assiinados aba xo ass nados afrodescendente afrodescendente arco-ííriis arco- r s bem-viindo bem-v ndo antii-heróii ant -heró

Projeto dinamizado por Jorge Miranda

15

Ano III - Nº. 1 fevereiro 2012

Patrocínio: Junta de Freguesia da Moita

Bibliotecas Escolares do AEM Convite à Comunidade Educativa COOPERAÇÃO /SOLIIDARIIEDADE/JOSÉ SARAMAGO COOPERAÇÃO /SOL DAR EDADE/JOSÉ SARAMAGO
As bibliotecas escolares do Agrupamento convidam a comunidade educativa a participar na SEMANA DA LEITURA. Entre 5 e 16 de Março venha visitar-nos e participar nas atividades e iniciativas das três bibliotecas escolares do Agrupamento.

SEMANA DALEITURA
Iniciativa do Plano Nacional de Leitura (PNL) entre 5 e 9 de Março de 2012, propõe-se, a partir de leituras diversas, a abordagem de questões transversais que preocupam o mundo atual e que, estando relacionadas com a temática proposta para esta edição, abordem áreas que podem ir da cooperação entre etnias e culturas ou entre meios rurais e meios urbanos, até preocupações relacionadas com a educação, a saúde, o lazer, os recursos naturais ou as fontes de energia. No nosso agrupamento esta temática está ainda integrada nas celebrações do Projeto Oficina Saramago, e irão realizar-se diversas atividades, entre as quais: • Exposição sobre Obra e Vida do Escritor • Oficinas de Escrita Criativa e Criação de Minilivros • Ciclo de cinema Saramago • Exposição de Contos sob a temática Cooperação/Solidariedade

16

Ano III - Nº. 1 fevereiro 2012

Patrocínio: Junta de Freguesia da Moita

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful