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ARTE E INCLUSÃO: OFICINAS DE CRIAÇÃO NA ESCOLA

BORBA, Eloise Ferreira Faistauer de (proeloise@gmail.com); VIEIRA, Sandra Corrêa (cpead.sandra@gmail.com) Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense. Polo de Apoio Presencial do Município do Balneário Pinhal, RS

Como a arte através dos princípios da Arteterapia pode produzir a inclusão escolar de alunos com necessidades especiais?
CONSIDERAÇÕES INICIAIS
O trabalho aqui apresentado tem como seu principal tema a utilização da Arteterapia como ferramenta para a inclusão escolar de alunos com necessidades especiais. Busca-se pensar sobre a utilização de espaços que possibilitem a inclusão dos educandos através de oficinas de criação, sendo que o foco central do trabalho visa discutir sobre essas atividades na Educação Especial.

UM EXEMPLO DETALHADO MEU JARDIM
Meu jardim foi o primeiro processo arteterapêutico realizado na escola. O primeiro grupo era composto por dez crianças, do 3r ao 5r ano. Nesta turma tínhamos um menino cadeirante e um menino com deficiência auditiva. O projeto ³Meu Jardim ³ocorreu em cinco encontros. O objetivo era levar o aluno a vivenciar os cinco sentidos: olfato, paladar, tato, visão e audição. Esses sentidos não seriam provocados de forma Sabemos que os sentidos simples. Os alunos seriam levados a percorrer um caminho que fizesse aflorar de dentro de cada um deles os verdadeiros sentidos. funcionam o tempo todo como verdadeiros informantes do mundo exterior.

OBJETIVOS
Analisar e descrever atividades desenvolvidas com alunos com necessidades especiais, tendo como princípio o universo arteterapeutico, na busca da inclusão desses sujeitos.

PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
O referencial teórico parte dos estudos de Pain (2009) e Andrade (2000) sobre a Arteterapia. A metodologia consistiu na realização de oficinas de criação tendo como princípio a Arteterapia. A coleta dos dados foi realizada através das anotações, em um diário de bordo, sobre os resultados obtidos nas atividades desenvolvidas. A busca teórica desta contexto escolar. A prática iniciou através de atividades com os alunos, com ênfase na Arteterapia, na Escola Antônio Francisco Nunes, no ano de dois mil e nove (2009) até os dias de hoje. As primeiras experiências em Arteterapia desenvolvidas nesta instituição aconteceram no turno inverso. A clientela era composta de crianças e adultos. pesquisa buscou ressaltar a Arteterapia como metodologia ou ferramenta que contribui para a inclusão de crianças/adultos com necessidades especiais no

CONSIDERAÇÕES FINAIS
A primeira oficina de criação relatada nesse artigo foi escolhida plástico, entender de arte, o que por sua característica de oferecer facilidade operacional, não era preciso ser um artista facilitou e não agravou as já naturais defesas e resistências apresentadas em qualquer processo terapêutico. Com isso abriram-se portas para as novas oficinas de criação. Os benefícios notados: As crianças levavam seus trabalhos para casa como um troféu e isso satisfez os pais. A inclusão ocorreu de forma simples e natural. O fato de proporcionar momentos de integração entre os alunos refletiu na sala de aula. O ajudar aquele que necessita passou a ser uma atividade comum entre educandos. A arte auxilia na inclusão. Quando utilizamos oficinas de criação que não possuem cunho estético fica evidente que é menos sofrido incluir. A arte em si, não precisa ser perfeita. Qualquer manifestação é aceita. Não é preciso pensar no correto, não é

ARTETERAPIA E A INCLUSÃO
Ao utilizarmos a arte como terapia, proporcionamos as crianças e/ou adultos com necessidades especiais a possibilidade de poder criar, resgatando e aflorando o seu potencial criativo. Muitas vezes a arte é a única forma que aluno tem para expressar a sua capacidade e mostrar o seu dom artístico. Ao oferecer atividades artísticas como desenho, pintura, modelagem, dança, entre outros fins sociais. música e teatro às crianças e adultos com deficiências

preciso pensar no resultado.

REFERÊNCIAS
ALVES, Rubem. Educação dos sentidos e mais... Campinas, SP: Verus Editora, 2005. ANDRADE, Liomar Quinto de. Terapias Expressivas. São Paulo: Vector, 2000. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Marcos PolíticoLegais da Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva/ Secretaria de Educação especial. Brasília: Secretaria de Educação Especial, 2010. LIEBMANN, Maria. Exercícios de arte para grupos: um manual de temas, jogos e exercícios. Tradução de Rogério Migliorini. São Paulo: Summus, 2000. PAÍN, Sara. Os fundamentos da Arteterapia. Tradução de Giselle Unti. ± Petrópolis, RJ: Vozes, 2009. PAIN, Sara e JARREAU, Gladys . ± Teoria e Técnica da Arteterapia ± A compreensão só sujeito ± Tradução de Rosana Severino Di Lecone ± Artes Medicas - Porto Alegre ± 1996. PHILIPPINI, Angela. Mas o que é mesmo Arteterapia? Volume V da Coleção de Revistas de Arteterapia ³Imagens da Transformação´ ± Pomar ± 1998. Encontrado em http://www.arteterapia.org.br ±visto em 17/01/2012

teremos como principal objetivo, a sociabilização com a probabilidade de integração/inclusão

POR QUE A ARTE? 
A arte facilita a criatividade. A arte é útil no trabalho com a imaginação e o inconsciente. Os produtos artísticos são concretos e podem ser examinados depois de prontos. A arte pode ser prazerosa e isso pode levar um grupo ao prazer compartilhado. (LIEBMANN, 1994)

Figura 1 - Jardim (terrário) em garrafa pet.

Figura 2 - Criação de Poesias.

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