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Direito Como Objeto de Conhecimento

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Published by: Glaucio Aires on Mar 04, 2012
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Direito como Objeto de Conhecimento O que é o Direito?

Essa é a primeira pergunta que nós fazemos quando começamos a estudar a história do Direito. Existe uma enorme quantidade de conceitos que acompanha a palavra direito, ou seja, a palavra direito tem um sentido muito amplo e é quase que impossível demilitar seu sentido de forma precisa. Então como estudar o Direito, considerando que ele tem um campo de atuação amplo e vários conceitos. Conceituar o Direito de forma exata é uma tarefa impossível, mas podemos observar que mesmo com todo conhecimento produzido com o estudo do direito existe uma concordância mínima entre os estudiosos e juristas, além de podemos recorrerem à história para entender como surgiu e se desenvolveu o direito. O Direito é uma ciência dinâmica, seu estudo precisa ser feito de forma completa, ou seja, devem ser considerados além da norma os aspectos sociais, econômicos e históricos do Direito. Direito e a Historiografia Durante muito tempo a história foi usada para legitimar a opinião e provocar adesão da sociedade às concepções jurídicas impostas pela elite dominante, reproduzindo de forma equivocada o conhecimento baseado apenas na tradição, ideologia e documentos, negligenciado aspectos socioeconômicos e políticos, além de conferi ao Direito presente superioridade em relação ao Direito do passado, uma idéia errada de evolucionismo do Direito. No século XVIII, o movimento da Escola de Annales abriu visão positivista da história para outras áreas das Ciências Sociais (História, Sociologia, Psicologia, Economia, Geografia) e contestou a verdades absolutas impostas pela história.

Em geral, divide-se a trajetória da escola em quatro fases:
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Primeira geração - liderada por Marc Bloch e Lucien Febvre Segunda geração - dirigida por Fernand Braudel Terceira geração - vários pesquisadores tornaram-se diretores, destacando-se a liderança de Jacques Le Goff e Pierre Nora, além de Philippe Ariès e Michel Vovelle; na arqueologia, destaca-se Jean-Marie Pesez. Quarta geração - a partir de 1989.

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