Atividade física e cultura.

Beneficiados, por um lado, pelas belezas naturais dos quatro cantos do país, e, prejudicados, por outro, pela falta de equipamentos públicos que favoreçam a prática esportiva, os brasileiros elegem como sua atividade física preferida a caminhada, revelou uma pesquisa feita pela Proteste, entidade de defesa do consumidor. O dado mais impressionante, porém, é o índice ainda muito alto de sedentarismo: cerca de 40% dos brasileiros não se exercitam, embora a maioria saiba que deveria fazê-lo a fim de prevenir doenças. Outros estudos trazem dados ainda mais preocupantes: um deles, feito pelo InCor, de São Paulo, sustenta que o índice de sedentarismo chega a 70%. E a Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios (PNAD), feita em 2008 e publicada em 2010, concluiu que um em cada cinco brasileiros é pouco ativo. A disparidade entre os números dos estudos se deve à dificuldade de definir o que é sedentarismo. Afora a discussão teórica, importante mesmo, dizem os especialistas, é manter-se ativo. Para quem não gosta de exercícios formais, vale gastar energia levando o cachorro para passear, seguir caminhando ou pedalando para seus compromissos e até arrumar a casa. — Este tipo de atividade não torna ninguém um atleta, mas gastar de 300 a 400 quilocalorias por dia já é capaz de trazer benefícios para a saúde — observa o professor Walace Monteiro, pesquisador do Laboratório de Atividade Física e Promoção da Saúde da Uerj. — E é bom lembrar que exercício não é vacina: se você para de fazer, cessa o efeito de proteção ao organismo. A pesquisa da Proteste teve a parceria de entidades de consumidores da Itália e da Espanha e considerou inativos os entrevistados que faziam menos de uma hora de caminhada por semana. Ouviu cerca de sete mil pessoas, nos três países. Aqui, foram 1.116 indivíduos, entre 18 e 70 anos, moradores das cinco regiões. A maioria vive em áreas urbanas e tem pelo menos o ensino médio completo. Os brasileiros revelaram-se os mais sedentários: na Espanha, eles corresponderam a 21% dos entrevistados, e na Itália, a 33%. O Rio de Janeiro acompanhou a média da região Sudeste, onde cerca de 60% das pessoas são ativas. — Perto do litoral, as pessoas costumam ser mais ativas. No Rio, a mentalidade do culto ao corpo ainda faz aumentar o número de pessoas que se exercitam — diz Melissa Reis, pesquisadora estatística da Proteste. — A disponibilidade de espaços e equipamentos públicos também influencia os hábitos dos brasileiros. A pesquisa avaliou ainda o impacto da prática de exercícios na qualidade de vida, e concluiu o esperado: quanto mais atividade, mais saúde física e mental. Para Walace Monteiro, porém, os efeitos estéticos e o medo de doenças ainda são os principais estímulos para o exercício, em detrimento do prazer de realizá-lo como lazer. Luiz Oswaldo Rodrigues, coordenador do doutorado em Ciências do Esporte da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), concorda: — Do ponto de vista da evolução da espécie humana, atividade física diária deveria ser o padrão, até porque quem não faz fica doente. Porém, a espécie humana foi criada para gastar a energia necessária procurando seu alimento e guardar a restante em forma de gordura, no que se chama de princípio geral da economia de energia. Nos últimos 11 mil anos, com a civilização, a atividade física foi se tornando cada vez menos obrigatória. Hoje, a maioria das pessoas só a procura depois que leva um susto, como sofrer um infarto. O importante, segundo médicos e preparadores físicos, é escolher uma atividade com a qual se tenha afinidade. E o estudo da Proteste mostrou que cada faixa etária tem suas preferências. Jovens de 18 a 29 anos gostam mais de musculação. A caminhada faz principalmente a cabeça de quem tem de 30 a 49 anos, mostrou o levantamento. E os mais velhos, com idades de 50 a 64 anos, optam prioritariamente pela ioga ou pelo pilates. Os especialistas dizem que mesmo quem tem problemas de saúde crônicos deve se exercitar. — E quem quer começar deve passar por uma avaliação cardiológica, e, dependendo do caso, exames complementares. Depois, o ideal é procurar um profissional de educação física para saber com que regularidade praticar cada atividade — aconselha Newton Nunes, doutor em educação física pela USP e especialista em reabilitação cardiovascular pelo InCor.

1° ano P. 1 Educação Física. Professor: Junior

Construção Cultural do Corpo
Pode-se considerar o corpo humano como resultante da interseção entre a biologia e a cultura. Todas as sociedades têm seus padrões sobre o que é belo e o que é feio, atraente ou não, símbolo de status ou estigmatização. Na sociedade ocidental contemporânea isso tem chegado a um ponto de gerar uma certa obsessão em busca do corpo "perfeito" ou forma de expressão. A Indústria da beleza vai muito bem. As pessoas estão cada vez mais buscando produtos ou fórmulas milagrosas para ficarem "bonitas", magras, "saradas". O padrão que é exibido na mídia, através de artistas, modelos, é desejado por muitos. E às vezes essa busca leva as pessoas a um caminho contrário ao da saúde, como o da anorexia, bulimia ou vigorexia. E as cirurgias plásticas? Não estão banalizadas? Não que eu seja contra, a cirurgia estética tem um papel importante, o de dar auto-estima a quem a procura. Mas o fato é a procura é muito grande. Por que isso? Epidemia de baixa auto-estima? Hoje podese parcelar sua cirurgia e até acompanhar programas mostrando o cotidiano de cirurgiões e seus pacientes. E essa naturalidade com que é vista a mudança da aparência pode levar a uma desconstrução da aparência ou até a deformidades. E as cirurgias de redução de estômago? Necessidade em todos os casos ou um imediatismo em se conseguir um corpo magro? Difícil responder, mas o preocupante é que algumas pessoas estão até engordando para atingir o peso mínimo para fazer a cirurgia. Bom para os cirurgiões. E as academias, estão lotadas? Será que o uso de anabolizantes está crescendo? O fato é que esporadicamente nos deparamos com notícias nos jornais sobre a morte ou complicações decorrente do uso destes produtos. Isso reflete a busca imediata por músculos, aceitação, ou seja lá o que for. O corpo também é usado como forma de expressão. A tatuagem, que antes era marginalizada, virou obra artística, adereço cultural. Também é comum o uso de piercings ou de modificações físicas (como o "body modification") e de vestuário para traduzir as características de determinada tribo urbana. Em outras culturas também usa-se o corpo para traduzir algo. Em alguns casos o fato de não mudar o corpo é que é o diferente. Por exemplo, as mulheres Mursi (Tribo da Etiópia) são famosas por usar alargadores no lábio inferior. Lá isso é sinal de beleza. Na Tailândia há a tribo Paduang, onde mulheres usam argolas no pescoço e são conhecidas como "mulheres girafa". E se procurarmos vamos achar mais exemplos pelo mundo afora. O fato é que o corpo é, e talvez sempre será uma grande forma de nos expressarmos, e relacionarmos. Cabe então uma reflexão e discussão sobre o assunto e os diversos pontos de vista envolvidos. Curiosidades: DESFILE (FORA) DE MODA Você pode torcer o nariz, mas em outros lugares elas fazem sucesso DIETA... DE ENGORDA na Mauritânia, Neste país da África Ocidental, quilinhos a mais são sinal de status para a mulherada: indicam que elas não têm de trabalhar, porque o marido é rico. Para se adequar, algumas meninas são mandadas aos 5 anos a campos de engorda, onde consomem 16 mil calorias por dia! O menu inclui dois copos de manteiga e 20 litros de leite de camelo. Há também uma explicação "sentimental": quanto maior a mulher, mais espaço ocuparia no coração do amado. Apenas 26% dos franceses tomam banho todos os dias!
Marcelo Jacob 1° ano P.2 Educação Física. Professor: Junior

Mídia e o culto à beleza do corpo Há nas sociedades contemporâneas uma intensificação do culto ao corpo, onde os indivíduos experimentam uma crescente preocupação com a imagem e a estética. Entendida como consumo cultural, a prática do culto ao corpo coloca-se hoje como preocupação geral, que perpassa todas as classes sociais e faixas etárias, apoiada num discurso que ora lança mão da questão estética, ora da preocupação com a saúde. Segundo Pierre Bourdieu, sociólogo francês, a linguagem corporal é marcadora pela distinção social, que coloca o consumo alimentar, cultural e forma de apresentação – como o vestuário, higiene, cuidados com a beleza etc. – como os mais importantes modos de se distinguir dos demais indivíduos. Nas sociedades modernas há uma crescente preocupação com o corpo, com a dieta alimentar e o consumo excessivo de cosméticos, impulsionados basicamente pelo processo de massificação das mídias a partir dos anos 1980, onde o corpo ganha mais espaço, principalmente nos meios midiáticos. Não por acaso que foi nesse período que surgiram as duas maiores revistas brasileiras voltados para o tema: “Boa Forma” (1984) e “Corpo a Corpo” (1987). Contudo, foi o cinema de Hollywood que ajudou a criar novos padrões de aparência e beleza, difundindo novos valores da cultura de consumo e projetando imagens de estilos de vida glamorosos para o mundo inteiro. Da mesma forma, podemos pensar em relação à televisão, que veicula imagens de corpos perfeitos através dos mais variados formatos de programas, peças publicitárias, novelas, filmes etc. Isso nos leva a pensar que a imagem da “eterna” juventude, associada ao corpo perfeito e ideal, atravessa todas as faixas etárias e classes sociais, compondo de maneiras diferentes diversos estilos de vida. Nesse sentido, as fábricas de imagens como o cinema, televisão, publicidade, revistas etc., têm contribuído para isso. Os programas de televisão, revistas e jornais têm dedicado espaços em suas programações cada vez maiores para apresentar novidades em setores de cosméticos, de alimentação e vestuário. Propagandas veiculadas nessas mídias estão o tempo todo tentando vender o que não está disponível nas prateleiras: sucesso e felicidade. O consumismo desenfreado gerado pela mídia em geral foca principalmente adolescentes como alvos principais para as vendas, desenvolvendo modelos de roupas estereotipados, a indústria de cosméticos lançando a cada dia novos cremes e géis redutores para eliminar as “formas indesejáveis” do corpo e a indústria farmacêutica faturando alto com medicamentos que inibem o apetite. Preocupados com a busca desenfreada da “beleza perfeita” e pela vaidade excessiva, sob influência dos mais variados meios de comunicação, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica apresenta uma estimativa de que cerca de 130 mil crianças e adolescentes submeteram-se no ano de 2009 a operações plásticas. Evidentemente que a existência de cuidados com o corpo não é exclusividade das sociedades contemporâneas e que devemos ter uma especial atenção para uma boa saúde. No entanto, os cuidados com o corpo não devem ser de forma tão intensa e ditatorial como se tem apresentado nas últimas décadas. Devemos sempre respeitar os limites do nosso corpo e a nós a mesmos.
Orson Camargo Colaborador Brasil Escola. Graduado em Sociologia e Política pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo – FESPSP Mestre em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP 1° ano P.3 Educação Física. Professor: Junior

Benefícios da Atividade Física - Em sua vida diária "ATIVIDADE FÍSICA É UM DIREITO DE TODOS E UMA NECESSIDADE BÁSICA" (UNESCO). O ser humano, na sua preocupação com o corpo, tem de estar alerta para o fato de que saúde e longevidade devem vir acompanhadas de qualidade de vida, tanto no presente como no futuro. A atividade física é uma aliada imprescindível para alcançar uma boa forma física e sua prática deve ser desenvolvida de uma forma prazerosa e contínua ao longo de toda a vida. A preocupação de promover e manter a saúde deve ser ressaltada para a população mundial, que, cada vez mais, necessita, em sua rotina diária, da prática de exercícios físicos regulares para combater os efeitos nocivos da vida sedentária. O que é:"A atividade física é definida como qualquer movimento corporal, produzido pelos músculos esqueléticos, que resulte em gasto energético maior que os níveis de repouso" (CASPERSEN et alii,1985). Vale tudo: andar, dançar, correr, pedalar, passear com o cachorro, fazer compras a pé, subir e descer escadas, fazer jardinagem, enfim, levar uma vida mais ativa. Em outras palavras, não são necessários níveis altos de prática física, horas intermináveis de exercícios ou dor e sofrimento. Para aproveitar as vantagens da atividade física, é suficiente aumentar o grau de integração da vida diária à atividade física, combatendo o sedentarismo e seus riscos para a vida humana. Benefícios da atividade física: Na aparência: Melhora seu visual, melhora sua postura, os músculos ficam mais eficientes e com melhor tônus, combate o excesso de peso e o acúmulo de gordura No trabalho: Aumenta a produtividade, menor propensão às doenças, melhor índice de freqüência no trabalho, combate o estresse e a indisposição, melhora sua capacidade para esforços físicos No dia a dia: Maior disposição para as tarefas cotidianas, o coração trabalha de forma mais segura e eficiente, aumenta seu fôlego, melhor elasticidade e flexibilidade do corpo, melhora sua auto-estima, você se alimenta e dorme melhor, vive melhor e com mais qualidade Na saúde: Aumenta a qualidade e a expectativa de vida, melhora seu sistema imunológico. Previne e reduz os efeitos de doenças como: Cardiopatias, estresse, obesidade, osteoporose, hipertensão arterial, deficiências respiratórias, problemas circulatórios, diabetes (Glicose), as alterações das taxas de colesterol (lipídicas).
Fonte: Professor Fausto Arantes Porto

1° ano P.4 Educação Física. Professor: Junior

Basquetebol
O objetivo do jogo é introduzir a bola no cesto da equipe adversária (marcando pontos) e, simultaneamente, evitar que esta seja introduzida no próprio cesto, respeitando as regras do jogo. A equipe que obtiver mais pontos no fim do jogo vence. São usadas, geralmente, no basquete, três posições: alas, pivôs e armador Equipe - Existem duas equipes que são compostas por 5 jogadores cada (em jogo), mais 7 reservas. O jogo consistirá de quatro (4) períodos de dez (10) minutos Existirão intervalos de jogo de dois (2) minutos entre o primeiro e o segundo período (primeira metade), entre o terceiro e o quarto período (segunda metade) e antes de cada período extra. Haverá um intervalo de jogo, no meio tempo, de quinze (15) minutos. A quadra de jogo terá uma superfície rígida, plana, livre de obstruções com dimensões de vinte e oito (28) m de comprimento por quinze (15) m de largura, medidos desde a margem interna da linha limítrofe. As Federações Nacionais tem autoridade para, aprovar quadras com medidas de vinte e seis (26) m. por quatorze (14)m. Uma cesta de lance livre vale um (1) ponto. Uma cesta da área da cesta de campo de dois pontos vale dois (2) pontos. Uma cesta da área de campo de três pontos vale três (3) pontos Regra dos 5 segundos - Um jogador que está sendo marcado não pode ter a bola em sua posse (sem driblar) por mais de 5 segundos. Regra dos 3 segundos - Um jogador não pode permanecer mais de 3 segundos dentro da área restritiva (garrafão) do adversário, enquanto a sua equipe esteja na posse da bola. Regra dos 8 segundos - Quando uma equipa ganha a posse da bola na sua zona de defesa, deve, dentro de 8 segundos, fazer com que a bola chegue à zona de ataque. Regra dos 24 segundos - Quando uma equipe está de posse da bola, dispõe de 24 segundos para a lançar ao cesto do adversário. Transição de campo – Um jogador cuja equipe está na posse de bola, na sua zona de ataque, não pode provocar a ida da bola para a sua zona de defesa (retorno). Dribles - Quando se dribla pode-se executar o n.º de passos que pretender. O jogador não pode bater a bola com as duas mãos simultaneamente, nem efectuar dois dribles consecutivos (bater a bola, agarrá-la com as duas mãos e voltar a batê-la). Passos – O jogador não pode executar mais de dois passos com a bola na mão sem driblar (bater a bola no chão). Número de faltas – Um jogador que cometer cinco faltas está desqualificado da partida. Altura do aro - A altura do aro até o solo é de 3,05 metros.

Educação Física. Professor: Junior

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