Você é um corpo ou você tem um corpo ?

Bom, se você pensa que tem um corpo, então acredita que o mesmo é uma espécie de caixa que serve para “guardar” o pensamento (a mente), como se a mente e o corpo fossem duas coisas diferentes. Por outro lado, se você pensa que é um corpo, então sabe que nossos pensamentos são criação do próprio corpo, pois é ele quem, por meio do cérebro e do sistema nervoso, permite a realização desta importante atividade corporal, que é o ato de pensar. Pois é. Então é bom saber, para começar, que você não tem um corpo e sim, que você é um corpo que pensa, se movimenta e sente. Nós não temos um corpo, como se o mesmo fosse algo emprestado para colocar dentro dele nossos pensamentos e sim, que somos, cada um de nós, um corpo, que deve ser cuidado com muito carinho para poder crescer saudável, inteligente e feliz.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Faculdade de Educação Física– FAEFI Núcleo de Estudos em Planejamento e Metodologias do Ensino da Cultura Corporal

2° ano P.1 Educação Física. Professor: Junior

Jogo e trabalho
O jogo é fato mais antigo que a cultura, pois os animais já jogavam. Em primeiro lugar, aparece o seu sentido como divertimento. O autor leva-nos a questionar se o jogo é sério; embora nos leve a rir, o jogo, contudo, pode possuir um aspecto de seriedade e não corresponde exatamente ao riso. As grandes atividades típicas da sociedade humana são, desde o início, inteiramente marcadas pelo jogo. Como, por exemplo, no caso da linguagem, esse primeiro e supremo instrumento que o homem forjou a fim de poder comunicar, ensinar e comandar. O estudo que consideramos acentua também a ligação entre o jogo e a guerra. Falta pouco para afirmar que o jogo, e o impulso humano para jogar, estão na origem de toda experiência humana, pois aparentemente tudo o que os homens fazem, empreendem e constroem está marcado pelo jogo, por um certo regramento consentido socialmente, pelo impulso de competição e, quem sabe, pelo prazer do embate e da concorrência. O jogo é regrado, aparentemente é uma realidade regrada, que se desenrola dentro de regras convencionais, convencionadas e racionais, provavelmente razoáveis e aceitas por todos os jogadores, mas também gera emoção, está instalado no plano da emoção e, portanto, por isso e com isso, possui alta dose de imprevisibilidade Nota-se que em alguns momentos o jogo foge do controle e não consegue ser aprisionado na racionalidade; é quando provoca o desligamento do cotidiano para introduzir um mundo de faz de conta, de ficção. É uma atividade ou ocupação voluntária, exercida num certo nível de tempo e espaço, seguindo regras livremente consentidas e absolutamente obrigatórias, atividade acompanhada de um sentimento de tensão e alegria, e de uma consciência de ser que é diferente daquela da vida cotidiana O jogo jurídico carrega em si mesmo a competição, entre os dois lados da balança da justiça, entre os dois interesses em conflito, entre as duas razões, entre os arrazoados discordantes; e ela, que foi uma tradição na Grécia e em Roma, mantém-se na modernidade: O estilo e o conteúdo das intervenções nos tribunais revelam o ardor esportivo com que nossos advogados se atacam uns aos outros por meio de argumentos e contra-argumentos alguns dos quais são razoavelmente sofisticados. Também são bastante evidentes as ligações do jogo com a guerra, confirmando a tese de que, o jogo sendo um combate, este também pode ser visto como um jogo: Chamar “jogo” à guerra é um hábito tão antigo como a própria existência dessas duas palavras. Já colocamos o problema de saber se isso deve ser considerado apenas uma metáfora, e chegamos a uma conclusão negativa A competição pode ser considerada um dos traços mais marcantes de toda a evolução da escolástica e das universidades. A reflexão de Domenico De Masi continua nessa direção, até encontrar-se com a nossa hipótese de que cada vez mais o trabalho se aproxima de um jogo, enquanto se faz como atividade criativa, predominantemente intelectual.

2° ano P.2 Educação Física. Professor: Junior

O corpo e o trabalho
Na área de Educação Física, um resultado interessante produzido pelas mudanças no mundo do trabalho, ocorreram a partir das décadas de 70 e 80. De acordo com esse raciocínio, ao fato de o trabalho ter explorado as forças expressivas do corpo, somava-se que na atualidade, com o surgimento das tecnologias flexíveis, o trabalho estaria assumindo cada vez mais uma feição "intelectualizada". Alguns autores dizem que, as mudanças do processo de qualificação do trabalho, diminuíram a importância direta da Educação Física neste processo. A reprodução da força de trabalho por sua vez, se dá muito mais através de uma cada vez mais necessária recuperação psíquica (BRACHT, 1992) completando o raciocínio, o autor conclui que, para uma Educação Física "autônoma", deve a "referência básica ou imediata deixar de ser o mundo do trabalho, e passar a ser o mundo do nãotrabalho, o lazer" (BRACHT, 1992) ”, só que nesse caso, não seria em favor de um patrão, mas sim do sistema médico. As transformações do mundo do trabalho, ao se encaminharem para a demanda de um trabalhador mais intelectualizado, estariam dispensando a Educação Física pelo fato de ela lidar com a dimensão corporal e não intelectual da educação. No processo de preparação do indivíduo para o trabalho, assumido pela escola, um dos mais importantes objetivos é o da disciplinarização do corpo do trabalhador. Nesse aspecto, a Educação Física está tendo um papel muito importante. O controle corporal do trabalhador tem que ser garantido através do treinamento do corpo para as atividades físicas, esportivas e de lazer. Outra área que vem para mostrar a importância do corpo no trabalho é a ginástica laboral que se define como a atividade física feita durante o ambiente de trabalho, melhorando o rendimento do funcionário, reduzindo o índice de licensas medicas alem de outros pontos importantes. A expressão "mens sana" foi popularizada pelo provérbio latino "Mens Sana in Corpore Sano" o que significa simplesmente "Mente sã em corpo são" Na verdade, a mente sem um corpo que a suporte nada é, da mesma forma que um corpo sem mente não tem qualquer utilidade. Se toda pratica corporal for deixada de lado o sedentarismo e as doenças desse mal que já atinge uma grande parte da população mundial estará cada vez se aumentando, e em breve todo o trabalho humano será substituído por robôs. "ATIVIDADE FÍSICA É UM DIREITO DE TODOS E UMA NECESSIDADE BÁSICA" (UNESCO).

2° ano P.3 Educação Física. Professor: Junior

Jogo e cultura
Jogo é toda e qualquer atividade em que exista a figura do jogador para ele são criadas as regras, que podem ser para ambiente restrito ou livre. Geralmente os jogos têm poucas regras e estas tendem a ser simples, sua presença é importante em vários aspectos, entre eles a regra define o inicio e fim do jogo. Em resumo os jogos possuem certo número de características comuns que permite que sejam classificados como elementos de um jogo: Jogador; Adversário; Interatividade; Deve Existir Regras; Deve Existir Objetivo; Condições de Vitória e Derrota; Ser uma Forma de Entretenimento.  Os jogos diferem de cultura para cultura abaixo veremos alguns jogos criados ou mais praticados por determinadas culturas. Jogos dos Povos Indígenas Arco e Flecha:  é uma prova individual masculina O alvo será o desenho de um peixe e a distância de aproximadamente 30 metros cada atleta terá o direito a 03 (três) tiros, a contagem de pontos reunirá a soma de acertos em cada área do alvo, com pontuação variadas e previamente definidas pela Comissão Técnica. Cabo de guerra  Cada delegação poderá inscrever no máximo duas equipes (masculina e feminina), compostas de 10 atletas e dois reservas, haverá sorteio para compor as chaves na forma de eliminatória simples. Canoagem  Cada delegação deverá inscrever uma equipe de 02 (dois) atletas. A prova será realizada em rio ou lago aberto, cujo local específico, distância e percurso serão definidos pela Comissão Técnica. Apenas o primeiro colocado de cada bateria participará da fase final composta por um número de equipes correspondentes ao número de canoas disponíveis no evento. Corrida com tora  Cada etnia deverá formar e uma equipe com 10 atletas corredores e, mais três reservas. As toras usadas nesta prova deverão ser selecionadas pela comissão organizadora, bem como os números de voltas a serem dadas na arena, largada e chegada; pesando de 02 a 120 quilos, muitas toras são “guardadas” dentro do rio para que seja absorvida mais água e, assim, fiquem mais pesadas. Xikunahity (Futebol de cabeça)  É uma espécie de futebol, em que o chute só pode ser dado usando a cabeça. A equipe marca pontos quando a bola não é devolvida pelos adversários, ou seja, quando deixa de ser rebatida. Na china os jogos mais populares são: Xadrez chines, sudoku, ludo, Mahjong. Italianos: bocha, pular corda, rodas cantadas e variantes de pega-pega. Portugueses: amarelinha, pular corda, rodas cantadas, variantes de pega-pega, o rei manda e cobra-cega. Africanos: variantes de pega-pega, cabo de força, capoeira, cantigas e parlendas. Espanhóis: tourada e cantigas. Romenos: bilboquê.
2° ano P.4 Educação Física.

Professor: Junior

Basquetebol
O objetivo do jogo é introduzir a bola no cesto da equipe adversária (marcando pontos) e, simultaneamente, evitar que esta seja introduzida no próprio cesto, respeitando as regras do jogo. A equipe que obtiver mais pontos no fim do jogo vence. São usadas, geralmente, no basquete, três posições: alas, pivôs e armador Equipe - Existem duas equipes que são compostas por 5 jogadores cada (em jogo), mais 7 reservas. O jogo consistirá de quatro (4) períodos de dez (10) minutos Existirão intervalos de jogo de dois (2) minutos entre o primeiro e o segundo período (primeira metade), entre o terceiro e o quarto período (segunda metade) e antes de cada período extra. Haverá um intervalo de jogo, no meio tempo, de quinze (15) minutos. A quadra de jogo terá uma superfície rígida, plana, livre de obstruções com dimensões de vinte e oito (28) m de comprimento por quinze (15) m de largura, medidos desde a margem interna da linha limítrofe. As Federações Nacionais tem autoridade para, aprovar quadras com medidas de vinte e seis (26) m. por quatorze (14)m. Uma cesta de lance livre vale um (1) ponto. Uma cesta da área da cesta de campo de dois pontos vale dois (2) pontos. Uma cesta da área de campo de três pontos vale três (3) pontos Regra dos 5 segundos - Um jogador que está sendo marcado não pode ter a bola em sua posse (sem driblar) por mais de 5 segundos. Regra dos 3 segundos - Um jogador não pode permanecer mais de 3 segundos dentro da área restritiva (garrafão) do adversário, enquanto a sua equipe esteja na posse da bola. Regra dos 8 segundos - Quando uma equipa ganha a posse da bola na sua zona de defesa, deve, dentro de 8 segundos, fazer com que a bola chegue à zona de ataque. Regra dos 24 segundos - Quando uma equipe está de posse da bola, dispõe de 24 segundos para a lançar ao cesto do adversário. Transição de campo – Um jogador cuja equipe está na posse de bola, na sua zona de ataque, não pode provocar a ida da bola para a sua zona de defesa (retorno). Dribles - Quando se dribla pode-se executar o n.º de passos que pretender. O jogador não pode bater a bola com as duas mãos simultaneamente, nem efectuar dois dribles consecutivos (bater a bola, agarrá-la com as duas mãos e voltar a batê-la). Passos – O jogador não pode executar mais de dois passos com a bola na mão sem driblar (bater a bola no chão). Número de faltas – Um jogador que cometer cinco faltas está desqualificado da partida. Altura do aro - A altura do aro até o solo é de 3,05 metros.

Educação Física. Professor: Junior

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