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Império Carolíngio

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Império Carolíngio – 768-843 (mapa) A Igreja e os Reis Germânicos (*) “Durante o século V e os seguintes, os reis germânicos expandiram seu

território e, ao mesmo tempo, se aproximaram de Igreja Católica. Entre eles, destacaram-se os francos, que conquistaram muito mais territórios do que todos os outros reinos bárbaros. A aliança com o papado lhes interessava porque a Igreja era a única instituição organizada que sobrara do antigo Império Romano. Os padres acabaram assumindo muitas das tarefas que antes eram feitas pelos funcionários romanos, como registros de nascimentos e de casamentos. Tinham grande prestígio junto à população por saberem ler e escrever e pela ajuda que prestavam aos pobres. As poucas escolas da época funcionavam também ao lado das igrejas, dos conventos e dos mosteiros. A Igreja, por sua vez, ao se aproximar dos chefes germânicos, recebia terras, objetos preciosos e apoio para expandir a evangelização de outros povos. O rei franco Clóvis, por exemplo, prometeu se converter ao cristianismo caso vencesse uma difícil batalha contra os alamanos. Vitorioso, ele abandonou os antigos deuses pagãos e se batizou juntamente com 3 mil guerreiros. Isso ocorreu em 496. O ambicioso Clóvis, como outros reis germânicos, sonhava ressuscitar o Império Romano do Ocidente. Clóvis era descendente do rei Meroveu, daí a dinastia merovíngia. Com o passar do tempo, os reis merovíngios entregaram a administração e a defesa de suas terras a auxiliares importantes chamados mordomos do paço, que na verdade assumiam de fato o poder. Foi um desses mordomos do paço, Carlos Martel, que em 732 venceu os árabes muçulmanos impedindo que conquistassem as terras francas. Em 741, seu filho Pepino, o Breve, também mordomo do paço, enviou ao papa Zacarias a seguinte pergunta: Deve um homem deter o título de rei quando um outro homem detém o poder? O papa lhe respondeu que o poder devia ficar com quem tinha a capacidade para exercê-lo e apoiou a deposição do último rei merovíngio, que se retirou para um mosteiro. Em 751, Pepino, que se fez eleger novo rei dos francos, inaugurou uma nova dinastia: a carolíngia, assim chamada por causa do nome de seu pai, Carlos (Carolus). Ao ser coroado rei dos francos pelo papa, Pepino deixou para trás o tempo em que os reis germânicos eram eleitos pelos seus guerreiros. Consagrado pela Igreja, passou a governar tendo como base de sua autoridade não só o apoio de seus chefes militares, mas principalmente a “graça de Deus”. Pepino retribuiu o apoio da Igreja defendendo-a dos lombardos e doandolhe imensos territórios conquistados desses inimigos na parte cebtral da Itália, portanto, próximos a Roma. Tais domínios passaram a ser considerados Estados da Igreja (Estados Pontifícios). Para governar, Carlos Magno, filho de Pepino, o Breve, respeitou as leis baseadas nos costumes tradicionais dos povos germânicos reunidos em seu império (burgúndios, visigodos, lombardos e outros), mas acrescentou as CAPITULARES. Feitas para todos obedecerem, as capitulares eram idealizadas pelos padres da Igreja e baseadas no Direito

Romano. Já as leis germânicas cuidavam principalmente das questões privadas, como, por exemplo, a fixação de multas para crimes de furto”. Em 772, Carlos Magno avança contra os saxões, adoradores do deus Irmin, que se rendem e prometem pagar tributos e permitir a entrada de padres missionários. Sete anos depois, em 784, os saxões, liderados pelo rebelde Witikind, estão em violentos combates contra Carlos Magno e a Igreja, mas perdem a batalha em Verden, quando são aprisionados 4500 saxões rebeldes e condenados à morte. Muitos prisioneiros se atiram ao chão, mães, esposas e filhos choram implorando clemência. Seus gritos são ouvidos à distância, mas suas súplicas são inúteis e as espadas ceifam as cabeças que rolam pelo chão ensangüentado. Como represália, Magno decretou castigos como a pena de morte para os que não se batizassem ou não fizessem jejum na quaresma. As heranças confiscadas foram para a Igreja, e o povo saxão também passou a pagar o dízimo aos padres. Em 785, Witikind e outros líderes saxões, cansados da guerra, fazem um acordo com o rei franco e, o grandalhão louro, nu em praça pública, na cidade franca de Atigny, mergulha no batistério. Carlos Magno, outro grandalhão louro, consagra com a lei a vitória da cruz pela força da espada e estabelece direitos iguais para francos e saxões, desde que respeitada a lei maior – a da Igreja. Com uma área conquistada extensa que fazia lembrar o Império Romano do Ocidente, em 800, se fez coroar imperador pelo papa Leão III. Seu império foi dividido , em 843, entre seus três netos e se dissolveu anos após. Em 962, Oto I, rei da Germânia, fez-se coroar imperador pelo papa, cujos domínios passaram a ser conhecidos como Sacro Império Romano Germânico. “Fica claro que na Europa do ano 1000 e seguintes, o poder espiritual da Igreja era a única autoridade abrangente, ampla o suficiente para considerar-se universal. Nenhum poder, porém, detinha um controle econômico e político centralizado, como existira, por exemplo, no antigo Império Romano: nem o poder temporal dos padres, tampouco o poder secular dos guerreiros”. (*) A partir do papado de Gregório VII, de 1073 a 1085, firmou-se definitivamente a obrigatoriedade de celibato clerical: os padres não podiam mais se casar. Isso foi necessário para a Igreja Romana evitar o risco da divisão de suas terras, o que aconteceria se os padres tivessem filhos, além disto, assegurava a dedicação integral à atividade eclesiástica. Em 1075, Gregório VII proibiu que os reis continuassem a nomear e investir membros da hierarquia da Igreja em seus cargos, como o de bispo. Henrique IV, imperador do Sacro Império Romano Germânico não aceitou e foi excomungado, mas acabou pedindo perdão a Gregório IV. Por volta do ano 1000, Constantinopla (ou Bizâncio), a maior potência do mundo mediterrâneo, sede do Império Romano do Oriente, mesclando o cristianismo com a tradição grega, inaugura a Igreja Ortodoxa e, em 1054, rompe com o catolicismo romano (Cisma do Oriente).
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