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LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL

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SUMÁRIO 1) LEI 8072/90 – LEI DOS CRIMES HEDIONDOS.............................................................01 2) LEI 9613/98 – LEI DE LAVAGEM DE CAPITAIS...........................................................07 3) LEI 9034/95 – LEI DAS ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS.............................................23 4) LEI 9983/00 - CRIMES PREVIDENCIÁRIOS - E LEI 8137/90 – CRIMES CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA ...........................................................................................................................................33 5) LEI 9099/95 – LEI DOS JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS........................................51 6) LEI 9455/97 – LEI DE TORTURA..................................................................................67 7) LEI 11343/06 – LEI DE DROGAS..................................................................................73 8) LEI 9296/96 – LEI DE INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA..............................................87 9) LEI 9605/98 – LEI DOS CRIMES AMBIENTAIS............................................................99 10) LEI 7716/89 – LEI DO RACISMO.................................................................................120 11) LEI 7210/84 – LEI DE EXECUÇÃO PENAL.................................................................133 12) LEI 4898/65 – LEI DE ABUSO DE AUTORIDADE.......................................................151 13) DECRETO-LEI 3688/41 – LEI DAS CONTRAVENÇÕES PENAIS...............................166 14) LEI 9503/97 – CRIMES DE TRÂNSITO.......................................................................184 15) CRIMES CONTRA A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO.............................................201 16) LEI 5553/68 – LEI DE USO E RETENÇÃO DE DOCUMENTOS..................................209 17) LEI 8078/90 – CRIMES CONTRA O CONSUMIDOR...................................................210 18) LEI 11340/06 - LEI DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA/LEI MARIA DA PENHA.................219 19) LEI 10826/03 – ESTATUTO DO DESARMAMENTO...................................................228 20) LEI 8069/90 – CRIMES DO ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE..........237 21) CRIMES ELEITORAIS.................................................................................................253 22) LEI 7492/86 – CRIMES CONTRA O SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL.................. 23) LEI 11101/05 – CRIMES FALIMENTARES.................................................................. 24) DECRETO 678/92 – PACTO DE SAN JOSÉ DA COSTA RICA (CONVENÇÃO AMERICANA SOBRE DIREITOS HUMANOS) .....................................................................................................

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31.01.2009 – ROGÉRIO SANCHES

1) LEI 8072/90 – LEI DOS CRIMES HEDIONDOS 1.1) DEFINIÇÃO A) Sistema legal – compete ao legislador enumerar, num rol taxativo, quais delitos considerados hediondos. B) Sistema judicial – é o juiz quem, na apreciação do caso concreto, diante da gravidade do crime, decide se a infração é ou não hedionda. C) Sistema misto – o legislador apresenta rol exemplificativo de crimes hediondos, deixando ao juiz um campo fértil para encontrar outros casos. O Brasil adotou o sistema legal – art. 5º, XLIII, da CF – o constituinte outorgou ao legislador ordinário tal tarefa, todavia, aquele já enumerou os equiparados a hediondos – tráfico de drogas, terrorismo, tortura. O SLegal é injusto pois só se considera a gravidade em abstrato, não analisando o caso concreto, ex.: estupro de uma pessoa pode não ser grave, como a de um namorado que pratica tal crime contra a namorada de 13 anos, que consentiu tal ato. O SJudicial é injusto pois a análise pelo magistrado é subjetivo, ferindo até o princípio da legalidade. O SMisto é injusto pois ignora o caso concreto e também é muito subjetivo, pois há a análise do magistrado. OBS.:**O STF vem adotando um quarto sistema: o legislador apresenta um rol taxativo de crimes hediondos, devendo o magistrado confirmar a hediondez na análise do caso concreto (o juiz não vai complementar; apenas confirmará se aquele crime tem requintes de hediondez) – GUILHERME DE SOUZA NUCCI também é filiado deste sistema. 1.2) ROL DOS CRIMES HEDIONDOS Segundo a redação do art. 1º da lei, são todos tipificados no Código Penal. Exceção: crime de genocídio (parágrafo único do art. 1º) – não está previsto no Código Penal. Os TTT são equiparados a hediondos. 1.2.1) Homicídio quando praticado em atividade típica de grupo de extermínio, ainda que cometido por um só agente e o homicídio qualificado – art. 121 e parág. 2º, do CP Ele não veio previsto desde a criação da lei. Adveio posteriormente, 4 anos depois. Homicídios praticados antes do dia 6 de setembro de 1994 não são hediondos – a lei posterior não pode retroagir em prejuízo ao réu. O homicídio simples, em regra, não é hediondo, salvo quando praticado em atividade típica de grupo de extermínio, ainda que cometido por um só agente – trata-se de um homicídio condicionado. Trata-se de circunstâncias muito imprecisas – crítica da doutrina. Por ex., não se sabe, pela lei, o que é a “atividade típica de grupo de extermínio”. A doutrina a conceitua como sendo a chacina, matança generalizada. Grupo, para uma 1ª corrente, não se confunde com par (duas pessoas), precisando de mais de 2 pessoas, mas também não se confunde com bando (exige 4); logo, precisaria de 3 pessoas para caracterizar um grupo (CERNICHIARI). Uma 2ª corrente também diz que não se confunde com par, mas é igual a bando (4 pessoas, no mínimo) – ALBERTO SILVA FRANCO. Outra crítica feita é que, esta forma de crime jamais será praticada sobre a forma simples, sendo caracterizado sempre a qualificadora – PAULO RANGEL, NUCCI.

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3 OBS.: esta circunstância de ser ou não grupo de extermínio fica sob análise do juiz, não sendo submetida à análise dos jurados, pois não é elementar, agravante nem causa de aumento de pena. Tratando-se do homicídio qualificado, todas as qualificadoras redundam no crime hediondo (art. 121, parág. 2º, do CP). O homicídio privilegiado não é hediondo. OBS.: é possível homicídio qualificado-privilegiado? R: Sim. O parágrafo 1º traz 3 privilegiadoras; o parágrafo 2º traz 5 qualificadoras. Os privilégios são o motivo social, moral e a emoção (todas de natureza subjetiva) As qualificadoras são o motivo torpe, fútil (natureza subjetiva, as duas), meio cruel, a surpresa e o fim especial (esta última também de natureza subjetiva). Só é possível o homicídio qualificado-privilegiado quando a qualificadora for de natureza objetiva. OBS.: homicídio qualificado-privilegiado é hediondo? R: 1ª corrente –é hediondo, pois a lei não excepciona esta figura. 2ª corrente – Não é hediondo, pois o privilegiado prepondera sobre a qualificadora – tal corrente faz uma analogia ao art. 67 do CP - no concurso de agravantes e atenuantes, prepondera a de natureza subjetiva (onde está escrito agravante, colocar-se-á “qualificadora”; onde estiver escrito atenuante, colocar-se-á “privilégio”) – a segunda corrente é a que prevalece no STF e no STJ. 1.2.2) Latrocínio – art. 157, parág. 3º, in fine, do CP O art. 157 trata do crime de roubo e o parág. 3º traz o roubo qualificado (se da violência resulta lesão grave ou morte, a pena é qualificada). Só é hediondo o roubo qualificado pela morte (parte final do parág. 3º). O roubo qualificado pela lesão grave não é hediondo. A morte pode ser dolosa ou culposa – o crime permanecerá hediondo. A morte tem que ser decorrência da violência. Se a morte resultar da grave ameaça – não é latrocínio - **STF. A violência deve ser empregada durante o assalto e em razão do assalto (é imprescindível o fator tempo e o fator nexo), ex.: uma semana depois do assalto, o bandido mata o gerente do banco que o reconheceu – não é latrocínio (foi em razão do assalto, mas não foi durante o roubo) – será roubo c.c. com homicídio. A morte é o meio para alcançar o fim – o roubo. Assaltante que mata o outro para ficar com o proveito do crime, não é latrocínio (trata-se de roubo + homicídio torpe). O assaltante que mata o outro, por tentar matar a vítima – art. 73 do CP – aberratio ictus – considerará as qualidades da vítima virtual e não da vítima real, logo, é latrocínio. Se a intenção inicial do agente era matar e só depois resolveu subtrair, trata-se de homicídio seguido de furto – não é latrocínio. Súmula 603 do STF – latrocínio não vai à júri, pois é crime contra o patrimônio – competência do juiz singular. Roubo de um carro mas mata 3 pessoas – há uma subtração e uma pluralidade de mortes – 1ª corrente – há apenas um latrocínio; as várias mortes serão consideradas pelo juiz na fixação da pena – CÉSAR ROBERTO BITENCOURT (é a corrente predominante em concursos públicos); 2ª corrente – há concurso formal impróprio (art. 70, segunda parte, do CP) – trata-se de pluralidade de latrocínio com soma de penas (tese institucional do MP de São Paulo); 3ª corrente – há uma continuidade delitiva – minoria jurisprudencial. Súmula 610 do STF – há crime de latrocínio consumado quando há a consumação da morte, ainda que a subtração seja tentada - **posição do STF. Crítica: tal súmula ignora o art. 14, I, do CP – o crime é consumado quando nele se reúnem todos os elementos de sua definição legal – ROGÉRIO GRECO. OBS.: é possível aplicar as causas de aumento de pena (parág. 2º do art. 157) ao latrocínio? R: Jamais! Não se aplica as majorantes do parágrafo 2º ao crime de latrocínio (localizado no parág. 3º do mesmo artigo). As majorantes do parág. 2º tem exclusiva aplicação aos crimes de roubo próprio e impróprio, não incidindo ao latrocínio – posição topográfica do parág 2º (só se aplica aos anteriores).

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4 1.2.3) Extorsão qualificada pela morte – art. 158, parág. 2º, do CP Tudo que se aplica ao latrocínio se aplica a este crime. 1.2.4) Extorsão mediante seqüestro – art. 159, caput e parágrafos, do CP Tal crime sempre é crime hediondo, não importa se na forma simples ou qualificada. 1.2.5) Estupro e atentado violento ao pudor – art. 213 e 214 do CP Eles podem ser praticados mediante violência real ou presumida (art. 224 do CP). Quanto ao resultado, eles podem ser simples ou qualificados pela morte (art. 223 do CP). **STF e STJ – todas essas formas configuram crime hediondo. STJ - HC 96124 SP (setembro de 2008). OBS.: posse sexual mediante fraude e o atentado ao pudor mediante fraude não são hediondos 1.2.6) Epidemia com resultado morte – art. 267, parágrafo 1º , do CP O tipo consiste em causar epidemia, mediante a propagação de germes patogênicos e se caso tal conduta resultar na morte de alguém, o crime será considerado hediondo, sendo a pena prevista no caput (reclusão de 10 a 15 anos) aplicada em dobro ao agente. 1.2.7) Falsificação, adulteração de produtos farmacêuticos e medicinais – art. 273 do CP O art. 273, caput, pune o falsificador do produto terapêutico ou medicinal. A pena é de 10 a 15 anos. O parágrafo 1º pune aquele que guarda, expõe a venda, vende produto já falsificado. A pena é a mesma, 10 a 15 anos. O parágrafo 1º-A abrange como objeto material outros produtos, como por ex., cosméticos e saneantes. OBS.: quanto aos cosméticos, trata-se apenas daqueles com finalidade terapêutica ou medicinal (se um batom for de finalidade terapêutica, incidirá neste parágrafo). Saneante abrange os produtos de limpeza. O parágrafo 1º-B pune quem comercializa produto com infração às regras adminsitrativas. A pena será a mesma, 10 a 15 anos – infringe o princípio da intervenção mínima (o Direito Administrativo poderia cuidar) – entendimento jurisprudencial. 1.3) CONSECTÁRIOS DA LEI Elas são tanto para os crimes hediondos, como para os crimes equiparados a hediondo (art. 2º da lei). 1.3.1) Insuscetíveis de anistia, graça e indulto O art. 5º, XLIII, da CF – não diz ser insuscetível de indulto. A lei 8072/90 arrola também a insuscetibilidade do indulto - Constitucional ou não? R: 1ª corrente – a vedação do indulto é inconstitucional – as vedações constitucionais seriam máximas, não podendo o legislador ordinário suplantá-las. Eles questionam que, se não se pode aumentar as prisões civis que estão na CF, não se poderia também acrescentar mais uma causa de proibição de aplicação aos crimes hediondos – LFG, ALBERTO SILVA FRANCO. 2ª corrente – as vedações constitucionais são mínimas (A CF deu o poder ao legislador ordinário de aumentar tal rol). O indulto é uma graça coletiva; logo estaria já abrangido – **posição do STF. O indulto não respeita fatos pretéritos – **posição do STF – RHC 84572/RJ. Neste recurso, o STF entendeu constitucional a vedação do indulto para crimes hediondos, até mesmo para os crimes praticados anteriormente à sua vigência (da lei 8072/90) - deve-se analisar a natureza do crime no momento da execução. A lei 9455/97 (lei de tortura) não impede o indulto, apenas impede a anistia e a graça. 1ª corrente – a permissão de indulto para a tortura se estende aos demais crimes hediondos e equiparados, revogando o inciso I do art. 2º da lei 8072/90 – trabalha com o princípio da isonomia – LFG e ALBERTO SILVA FRANCO. 2ª corrente – a permissão de indulto para a tortura não se

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pois a vedação permanece implícita na proibição da fiança . 1º deve estar sempre presente (que elenca os crimes passíveis de prisão temporária). Está difícil de explicar a posição do STF (os livros indicam que a posição do STF é a 2ª corrente. o art. prorrogáveis por até mais 30 dias. a súmula 697 estaria revogada – se tiver excesso de prazo da prisão. Se adotar a 2ª corrente.4) LIVRAMENTO CONDICIONAL Art. o Min. Agora a lei determina o cumprimento inicial fechado. não necessariamente especifico. pois exige uma fração maior do que a que vinha se aceitando. Em dezembro de 2008. 1. se estiver também na lei 8072. graça e indulto (ela foi fiel à lei dos crimes hediondos). ele recorrerá solto.4) Direito de apelar em liberdade ou não **STF – processado preso. Antes o regime deveria ser integral fechado (proibia-se a progressão de regimes). II. antes mesmo do advento desta lei de 2007. Há dúvida ainda quanto à aplicação da liberdade provisória aos crimes hediondos: 1ª corrente – permite-se a Lprovisória.**STF (Min.3) Cumprimento inicial em regime fechado A lei 11464/2007 modificou a redação do parágrafo 1º e 2º do art. 2º da lei. o prazo da prisão será de 5+5.2) Proibição de fiança Antes da lei 11464/2007. permite-se o relaxamento da prisão. Ellen Gracie e STJ (Min. Se o agente é primário (nãoreincidente) e com bons antecedentes. desde que esteja combinado com o inciso I ou com o inciso II (posição majoritária). admitindo a progressão de regimes através do cumprimento de 1/6 da pena – a Lei 11464/2007 só tem aplicação para os fatos futuros – lei posterior maléfica ao réu.3.3. Com o advento desta lei. Lei 11343 de 2006 – lei de drogas – o crime de tráfico é insuscetível de anistia. deverá cumprir 1/3 da pena.5) Prisão temporária Lei 7960/89 – para o Delegado representar pela prisão temporária. deverá LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Se o réu é processado solto. salvo se presentes os fundamentos da prisão preventiva. já que se trata de leis de mesma hierarquia (lei ordinária) – critério da posterioridade – sendo o prazo de até 30 dias. SÚMULA Nº 697 do STF A PROIBIÇÃO DE LIBERDADE PROVISÓRIA NOS PROCESSOS POR CRIMES HEDIONDOS NÃO VEDA O RELAXAMENTO DA PRISÃO PROCESSUAL POR EXCESSO DE PRAZO. mas se deve prestar atenção a esta nova corrente). Celso de Mello aplicou a 1ª corrente. 1.3. 1. Se o crime estiver no inciso III da lei 7960. já que a vedação foi abolida (STF). o STF já havia declarado inconstitucional a vedação de progressão de regimes. há um crime hediondo que não está abrangido pela lei 7960/89 – adulteração e falsificação de remédios (art. É uma liberdade antecipada da execução. Todavia. a súmula 697 continua valendo. se ele é reincidente. 2º. o prazo será de 30+30. vedava fiança e liberdade provisória. 1. 1. mesmo sendo vedada a liberdade provisória. 273 do CP) – cabe prisão temporária! – a lei posterior acrescentou à lei anterior. o inciso III do art. 2ª corrente – não se permite a Lprovisória. Félix Fischer). salvo se ausentes os fundamentos da prisão preventiva.3.5 estende aos demais delitos hediondos e equiparados – princípio da especialidade – MIRABETE e o **STF. permitindo a progressão de regime – cumprimento de 2/5 da pena se primário ou 3/5 se reincidente. Todavia. recorre preso. veda-se apenas a fiança (aboliu a vedação da liberdade provisória). adotando a 1ª corrente. 83 do CP.

14. o art. b) o concorrente denunciar (abrange também o partícipe). pois apenas a pena foi alterada. aplica-se o sistema da pena fixa (pena igual para todos que praticarem tal delito.7) MODIFICAÇÃO DAS PENAS . o juiz. Supondo que a vítima seja uma alienada mental. não se exige ser reincidente específico para não se beneficiar deste instituto. OBS. No caso do estupro e AVP. No advento da lei antiga de drogas.: **há decisões no STF e STJ não reconhecendo o bis in idem (todavia.se foi pago o resgate. 2ª corrente – é aquele que pratica crime hediondo ou equiparado. não terá direito ao livramento condicional) – é a corrente que prevalece.: há julgados do **STJ exigindo que. desde que não-reincidente específico. extorsão qualificada pela morte.5) DELAÇÃO PREMIADA Acrescentou ao art. pena de 36 a 45 anos). 3ª corrente – aquele que pratica crime hediondo ou equiparado. se a violência for real. opção para malear a pena). do art. próprio para o tráfico de drogas. OBS. ofendendo um mesmo bem jurídico (ex. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . 8º da Lei 8072/90. Quanto ao primário de maus antecedentes. 14 foi apenas derrogado – parcialmente quanto à pena). OBS. já que a lei de drogas tinha uma quadrilha especial (o art. não se aplica o art. ALBERTO SILVA FRANCO . não tendo. OBS. 159 do CP e Lei 9269/96) exige: a) o crime cometido em concurso de pessoas (não exige mais a quadrilha ou bando). quanto ao tráfico. terrorismo ou tráfico. apenas a reincidência normal. deverá ocorrer o desmantelamento do bando – HC 41758 de 2007. se ele for autor de crime hediondo ou equiparado. extorsão mediante sequestro. O STF entendeu que a lei 8072/90 não revogou tal artigo. vítima alienada mental. não pode ser usado duas vezes em prejuízo do réu). 1. e sim a Lei de Drogas. 4º. a aplicação do art. No caso de violência presumida. 288 do CP passa a ser de 2 a 6 anos se a Q. uma 1ª corrente entende que se deve aplicar analogia in bonam partem. Para muitos. qualquer que seja ele (ex.: condenado por estupro e depois atentado violento a pudor – não terá direito ao livramento condicional). ou B. pena de 24 a 30 anos. havia o art. a aplicação do art. vítima que não puder oferecer resistência). visar à prática de tortura. Todavia. não terá direito ao livramento condicional).: condenado por latrocínio e praticou estupro. 35 que traz o crime de “quadrilha” para o tráfico. 159 do CP o instituto da delação premiada com nova redação (parág. Uma 2ª corrente entende que deve ser cumprida 1/2 da pena (como se fosse reincidente). 1. deverá cumprir 2/3 da pena. c) deve facilitar a libertação. a pena será aumentada da metade (no caso. reconhecendo o bis in idem no caso de violência presumida – HC 111641/RJ e RESP 1020730/SP).: quanto à progressão de regimes. com o advento da Lei 11343/2006. pois seria analogia prejudicial ao réu.: o que é reincidente específico? R: 1ª corrente – é aquele que pratica dois crimes hediondos ou equiparados do mesmo tipo penal (ex. A 1ª corrente é a que prevalece.6) PENA DIFERENCIADA AO CRIME DE QUADRILHA OU BANDO A pena do art. deverá recuperar também o dinheiro – posição minoritária. repristinando a antiga pena (3 a 10 anos).: condenado por estupro e praticando outro estupro. OBS. Os países que não adotam o princípio da individualização da pena. 9º neste caso de extorsão mediante sequestro com resultado morte fere o princípio da individualização da pena. Assim. 9º gera bis in idem (o art. 9º Latrocínio. houveram decisões no STJ em novembro e dezembro de 2008. O máximo de pena a cumprir é de 30 anos.ART.6 cumprir 1/2 da pena. se haver a delação premiada. 1. a aplicação do art. estupro e AVP terão a pena aumentada da metade se se enquadrar nas hipóteses do art.: extorsão mediante sequestro com resultado morte. 9º não acarreta bis in idem. 224 do CP (vítima não maior de 14 anos.

Há a expressão também chamada “branqueamento de capitais”. com a expressão “money laundering” – os traficantes usavam lavanderias para ocultar o provento ilícito obtido através dos crimes. que foi concluída em Viena em 20/12/1988. provenientes direta ou indiretamente dos crimes listados no artigo 1º da lei 9613/98. 154/1991. É a fase ideal para que o Estado descubra a prática do delito. 9º da lei 8072/90 é de aplicação da pena.2009 – RENATO BRASILEIRO 2) LEI 9613/98 – LEI DE LAVAGEM DE CAPITAIS 2. 2. O art. Técnicas usadas: smurfing – o termo advém do desenho Smurf – consiste no fracionamento de uma grande quantidade de dinheiro em pequenos valores. com a aparência de terem sido obtidos de maneira lícita.: Legislação espanhola e argentina. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . 2.4.4. Dissimulação/Laudering – uma série de negócios ou movimentações financeiras são realizadas a fim de impedir o rastreamento dos valores. são integrados ao sistema econômicofinanceiro.4) GERAÇÕES DE LEIS DE LAVAGEM DE CAPITAIS 2. 2.1) Legislação de 1ª geração O único crime antecedente era o de tráfico de drogas. os bens são formalmente incorporados ao sistema econômico. Ela foi ratificada no Brasil pelo Dec. 2. Ex. seja até mesmo no refinanciamento das atividades ilícitas. OBS. direitos ou valores.7 CRÌTICA AO ENTENDIMENTO ACIMA EXPOSTO: O rebate a esta teoria é o seguinte: a matéria do art. bens.: Lei brasileira. Ex. Tal legislação é numerus clausus – rol taxativo.02. seja por meio de investimentos no mercado mobiliário ou imobiliário. 70 é matéria de execução da pena – é o que predomina. 3. 2.3) Legislação de 3ª geração Qualquer crime grave pode figurar como crime antecedente da lavagem de capitais. Placement – consiste na introdução do dinheiro ilícito no sistema financeiro. a partir de 1920.5) FASES DA LAVAGEM DE CAPITAIS A doutrina diz que são 3 fases que se pode visualizar: 1. 07.1) HISTÓRICO DA LEI A preocupação com a incriminação da lavagem de capitais surge na Convenção das Nações Unidas contra o tráfico ilícito de substâncias entorpecentes. de modo a escapar do controle administrativo imposto às instituições financeiras.: um mero depósito de cheque já caracterizaria a lavagem? R: Já é lavagem! Não é necessário um vulto assustador das quantias envolvidas – posição do STF.2) A EXPRESSÃO “LAVAGEM DE DINHEIRO” Ela tem origem nos EUA.3) CONCEITO DE LAVAGEM DE CAPITAIS Lavagem é o processo por meio do qual. Integração/Integration – já com a aparência lícita. 2.2) Legislação de 2ª geração Há uma ampliação no rol dos crimes antecedentes.4. 2.

Uma 2ª corrente entende que o bem jurídico seria a Administração da Justiça – RODOLFO TIGRE MAIA.: os dois delitos devem ser processados obrigatoriamente no mesmo processo? R: Em relação aos processos criminais. 1º. pode o acusado ser condenado pelo crime de lavagem de capitais? R: Dependerá do fundamento da absolvição. deve ser registrado que os processos são autônomos. EMENT VOL-02035-02 PP-00249 SP EM Min. em contas-correntes de pessoas jurídicas. Órgão Julgador: Primeira Turma / HABEAS SEPÚLVEDA SÃO PAULO CORPUS PERTENCE 2. ainda que desconhecido ou isento de pena o autor daquele crime. OBS. 9. basta a caracterizar a figura de "lavagem de capitais" mediante ocultação da origem. com os quais se ocupa a literatura.independem do processo e julgamento dos crimes antecedentes referidos no artigo anterior. sendo puníveis os fatos previstos nesta Lei. ainda que praticados em outro país. a palavra “crime” funciona como uma elementar do delito de lavagem de capitais. A 4ª corrente entende ser a ordem econômico-financeira e o bem jurídico tutelado pelo crime antecedente – ALBERTO SILVA FRANCO. : MARCO ANTONIO ZEPPINI OU MARCO ANTÔNIO ZEPPINI ADVDOS. visado pelo agente. é muito interessante que os dois crimes sejam processados juntos.7) ACESSORIEDADE DA LAVAGEM DE CAPITAIS O delito de lavagem de capitais é um delito acessório. como produto de concussão. o agente não precisa responder obrigatoriamente pela lavagem ou pelo crime antecedente num mesmo processo. da localização e da propriedade dos valores respectivos (L. ou seja. caput): o tipo não reclama nem êxito definitivo da ocultação. Todavia. art. Para que o delito de lavagem de capitais seja punível.613/98: caracterização. : ANTÔNIO CLÁUDIO MARIZ DE OLIVEIRA E OUTRO RECDO. não precisa passar por essas 3 fases (STF – RHC 80816) RHC 80816 RECURSO Relator(a): Julgamento: 18/06/2001 Publicação DJ 18-06-2001 PP-00013 Parte(s) RECTE. § 1º A denúncia será instruída com indícios suficientes da existência do crime antecedente. 9. nem o vulto e a complexidade dos exemplos de requintada "engenharia financeira" transnacional. ou seja. 2º O processo e julgamento dos crimes previstos nesta Lei: II . Art. 2.613. a conduta antecedente deve ser típica e ilícita (princípio da acessoriedade LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Uma 3ª corrente entende ser a ordem econômico-financeira – é a que prevalece na doutrina. às quais contava ele ter acesso.8 Para que o crime de lavagem de capitais esteja consumado. se isto for possível – conexão probatória. : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL Ementa EMENTA: Lavagem de dinheiro: L.6) BEM JURÍDICO TUTELADO Uma 1a corrente diz que a lei de lavagem tutela o mesmo bem jurídico protegido pelo crime antecedente – não é a que predomina. Se o autor do crime antecedente for absolvido. O depósito de cheques de terceiro recebidos pelo agente.

não será possível a condenação por lavagem (art.os converte em ativos lícitos. na doutrina. direitos ou valores provenientes de qualquer dos crimes antecedentes referidos neste artigo: I . tem em depósito. responderá por um único delito – princípio da alternatividade (conflito aparente de normas). Portanto. nada impede a condenação por lavagem de capitais. II . Apesar da previsão constitucional. Portanto. pois.: o autor do crime antecedente também responde pelo crime de lavagem? R: Há duas correntes – 1ª corrente – o autor do crime antecedente não responde por lavagem de capitais. o relator Sepúlveda Pertence entendeu tratar-se de um crime material. No ***STF.: Pessoa jurídica pode responder por lavagem de capitais? R: De acordo com a CF. direitos ou valores provenientes. há duas causas extintivas de punibilidade que impedem a condenação por lavagem de dinheiro – nas hipóteses de abolitio criminis e anistia. do CPP). 2ª corrente – nada impede que o autor do crime antecedente seja também condenado pelo delito de lavagem de capitais – não é possível a aplicação do princípio da consunção. mesmo que o agente tenha dado início à ocultação em momento anterior à entrada em vigor da lei. Ocultar é crime permanente. direta ou indiretamente. RHC 80816. caso o autor do crime antecedente seja absolvido com base na atipicidade de sua conduta ou com base numa excludente da ilicitude. responderá normalmente pelo delito se mantiver os depósitos após a vigência da lei – Súmula 711 do STF. 1º Ocultar ou dissimular a natureza. Sujeito passivo do delito é o Estado. se o autor do crime antecedente for absolvido com base em uma excludente da culpabilidade ou em virtude de uma causa extintiva da punibilidade. para ele. 386. pode ser praticado por qualquer pessoa. devendo ter consciência quanto à origem ilícita dos valores ( STJ – RMS 16813).: o autor do delito de lavagem de capitais não necessariamente precisa ter tido participação no crime antecedente. Prevalece o entendimento.importa ou exporta bens com valores não correspondentes aos verdadeiros. I. primeira parte. a lei de lavagem de capitais somente prevê a responsabilidade penal da pessoa física. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . em um mesmo contexto fático. localização. OBS. negocia. para ocultar ou dissimular a utilização de bens. de crime: Ocultar significa “esconder a origem da coisa”. guarda. de que o crime do art. movimenta ou transfere. ou seja.: prestar atenção no parágrafo 1º do art. 2. Porém. III . crime cuja consumação se prolonga no tempo. a ocultação do produto do crime antecedente configura conduta autônoma.9) TIPO OBJETIVO Art. troca. pois. dá ou recebe em garantia.os adquire.9 limitada). 1º § 1º Incorre na mesma pena quem. OBS2. O delito de lavagem de capitais é um crime de ação múltipla ou de conteúdo variado. movimentação ou propriedade de bens.8) SUJEITOS DO CRIME Trata-se de um crime comum. origem. III e VI. disposição. ou seja. contra bem jurídico distinto – é a tese que predomina. a ocultação dos valores configura mero exaurimento do delito (da mesma forma do crime de favorecimento real) – ROBERTO DELMANTO. 1º é um crime formal. Todavia. OBS3. mesmo que o agente pratique mais de uma ação típica. é possível a responsabilização criminal de PJ em crimes ambientais e contra a ordem econômicofinanceira. 2. Portanto. recebe. OBS1. Dissimular deve ser interpretado como “ocultação com fraude”.

1) Teoria da cegueira deliberada Tem origem no direito norte-americano (instruções da avestruz ou wilfull blindness). é o proveito obtido pelo criminoso como resultado da utilização econômica do produto direto do delito.12. As pessoas referidas no art.: objeto furtado. nos termos de instruções emanadas das autoridades competentes. 9º: I .).: objeto do furto foi vendido na rua e o dinheiro adquirido com a venda do produto será considerado o produto indireto do crime. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . 1º. crimes contra a ordem tributária. ex.10 Trata-se de um crime formal – o resultado não precisa ocorrer para se consumar. caput e parág. 1º não há: contravenções penais (jogo do bicho. 33. direitos e valores. Não é punido a título de culpa.701. 2. dele não resulta a obtenção de bens.11) OBJETO MATERIAL Produto direto do crime – producta sceleris – é o resultado imediato do delito. ex. 10 que ultrapassarem limite fixado.10. direitos ou valores eram provenientes de crime.10) TIPO SUBJETIVO É punido a título de dolo. no prazo de vinte e quatro horas. 11. para esse fim. ou com eles relacionar-se. arts. 1º. 2. porém.2003) b) a proposta ou a realização de transação prevista no inciso I deste artigo. dinheiro obtido com o dinheiro da droga. e agiu de modo indiferente a esse conhecimento. 34. ex. direitos ou valores. (Redação dada pela Lei nº 10. 36 e 37. Regra 2: mesmo que este crime antecedente esteja listado no art. de 9. crime de tráfico de animais. Art. ou seja. 2. em que somente é possível a punição a título de dolo direto. 1º da lei. parágrafo 2º. dele deverá resultar a obtenção de bens. são tidos como tráfico de drogas (associação ao tráfico de drogas não é crime antecedente). No rol do art.: prevaricação é crime contra a Administração Pública. devendo ser juntada a identificação a que se refere o inciso I do mesmo artigo.7. 2.deverão comunicar. ex. por ex. às autoridades competentes: a) todas as transações constantes do inciso II do art. O delito de capitais também é punido a título de dolo eventual. é possível dizer que os crimes do art. não se será possível a configuração do crime de lavagem de capitais se este delito antecedente não estiver listado no art.dispensarão especial atenção às operações que. responde pelo crime de lavagem de capitais a título de dolo eventual. abstendo-se de dar aos clientes ciência de tal ato. salvo nas hipóteses do art. II .: roubo. possam constituir-se em sérios indícios dos crimes previstos nesta Lei. para que seja possível a lavagem de capitais. 1º. Se o agente tinha conhecimento da elevada possibilidade de que os bens. 2. pela mesma autoridade e na forma e condições por ela estabelecidas.1) Tráfico de drogas Utilizando o disposto no art. direitos e valores. Produto indireto do crime – fructus sceleris – configura o resultado mediato do delito. 44 da Lei 11343/2006.12) CRIMES ANTECEDENTES Regra 1: ainda que o crime proporcione ao agente a obtenção de bens.

35 da lei de drogas. 17 e 18 da Lei 10826/2003 e também na Lei de Segurança Nacional – art. 2.12. Lei de Segurança Nacional – art. 16 e 24 da Lei 7170/83 – não há número mínimo de integrantes. Se os delitos forem praticados.a utilização indiscriminada de elementos normativos acarreta uma insegurança jurídica. 2.: terrorismo praticado fora do Brasil e o agente lavar o dinheiro aqui no país. não será punível o delito de lavagem de capitais praticado no Brasil.12. responderão os agentes pelos respectivos crimes em concurso material com o delito de quadrilha. 159 do CP.: art. Não pode confundir quadrilha com associação criminosa ou com organização criminosa: • Quadrilha é a associação estável e permanente de mais de 3 pessoas com o fim de praticar uma série indeterminada de crimes (art.12. não existindo o crime de terrorismo no Brasil – é o que predomina. não importa se está tipificado em leis esparsas ou no CP apenas – será crime antecedente ao de lavagem da capitais. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . 312 e 359-H do CP. Delito de quadrilha é um crime autônomo. art. para a doutrina. 2º da Lei 2889/56 (aqui muda o conceito dado – o artigo pede para que se associem mais de 3 pessoas). 2.7) Crime praticado por organização criminosa Podem-se inserir outros crimes neste inciso. pois a conduta deve ser considerada criminosa também no Brasil – princípio da dupla tipificação. sob pena de violação ao princípio da legalidade (garantia da lex populi – lei penal incriminadora é aquela que provém do Poder Legislativo) – posição majoritária.2) Terrorismo e seu financiamento Há duas correntes acerca do crime de terrorismo: 1ª corrente – ANTONIO SCARANTES FERNANDES – o delito de terrorismo está previsto no art. Assim. OBS. 288 do CP). ferindo o princípio da taxatividade. • Associação criminosa é a união de 2 ou mais pessoas para a prática de crimes específicos.3) Contrabando ou tráfico de armas Está previsto nos arts. consumando-se independentemente da prática dos delitos para os quais os agentes se associaram. Tal corrente é alvo de críticas – não prevalece na doutrina brasileira – quando o legislador diz “atos de terrorismo” é um exemplo de elemento normativo (é um elemento constante do tipo penal que demanda um juízo de valor para a sua compreensão) .5) Crimes contra a Administração Pública Tais crimes estão previstos entre os arts.12. Ex. 2ª corrente – sustentada por LFG – tratados internacionais não podem definir um crime.12. 2. 12 da Lei 7170/1983. existente há algum tempo e atuando com o fim de cometer infrações graves.12. 20 da Lei 7170/83 – lei de Segurança Nacional. • Organização criminosa – há duas correntes: 1ª corrente – é sustentada na Convenção de Palermo (organizada no ano de 2000) – é o grupo estruturado de 3 ou mais pessoas. 2ª corrente – esta expressão é indeterminada.11 2. bem como os crimes previstos na Lei de Licitações (Lei 8666/93) e no Dec-Lei 201/67 (responsabilidade de Prefeitos e Vereadores) – entendimento doutrinário – sendo praticado contra a Administração Pública. mesmo que o crime de terrorismo seja tipificado no exterior. 2. lei do genocídio. violando o princípio da taxatividade. com a intenção de obter benefício econômico ou moral. A Convenção de Palermo foi incorporada ao ordenamento brasileiro pelo Dec 231/2003 – FERNANDO CAPEZ.4) Extorsão mediante seqüestro Art.6) Crimes contra o Sistema Financeiro Nacional Estão previstos na Lei 7492/86 e na Lei 6385.

Não está inserido neste parágrafo o inciso VIII – não incide a causa de aumento de pena prevista no parágrafo 4º do art. 8) divisão territorial das atividades ilícitas. nos casos previstos nos incisos I a VI do caput deste artigo. art.118 do Senado e 7223/2002 – seria organização criminosa aquela que resulta da presença de pelo menos 3 das seguintes características: 1) hierarquia estrutural. A delação premiada. direitos ou valores objeto do crime. 2) planejamento empresarial. 159. prestando esclarecimentos que conduzam à apuração das infrações penais e de sua autoria ou à localização dos bens. brandura ou doçura. com a conseqüente extinção da punibilidade. único. 1º. podendo o juiz deixar de aplicá-la ou substituí-la por pena restritiva de direitos. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . 9) alta capacitação para capacidade de fraude. Também temos delação premiada no art. do CP. se o autor. 6º da Lei 9034/95 – lei das organizações criminosas. • Art. 25. 10) conexão local. ex. cada uma com conseqüências distintas: • Art. co-autor ou partícipe colaborar espontaneamente com as autoridades. Na delação premiada. 4º. único – crimes contra a ordem tributária. da Lei 9613/98 – da delação poderão resultar 3 benefícios:  Diminuição da pena e fixação do regime inicial aberto. 7) oferta de prestações sociais. parág. dos bens etc. 2º. • Art. Na colaboração premiada a pessoa colabora com o Estado. parág. 8º. 4) recrutamento de pessoas. art. 2. Em todos esses dispositivos.12. 5) divisão funcional das atividades. nacional ou internacional com outra organização criminosa. parág. regional. 13 e 14 da Lei 9807/99 – proteção às testemunhas. 6) conexão estrutural ou funcional com o poder público.  Perdão judicial. antigos comparsas de infração penal. § 5º A pena será reduzida de um a dois terços e começará a ser cumprida em regime aberto. 5º. do CP – Extorsão mediante seqüestro. não há definição legal de organização criminosa. o benefício da delação será uma diminuição de pena.13) DELAÇÃO PREMIADA Há autores que distinguem delação premiada de colaboração premiada. aponta-se co-autores e partícipes. • Art.12 no Brasil. se o crime for cometido de forma habitual ou por intermédio de organização criminosa. parág. 41 da Lei de Drogas (11343/06). parág. 1º. 35-B e 35-C da Lei 8884/94 – Lei dos cartéis – chamado de acordo de leniência. da Lei 7492/86 (crimes contra o SFN ). 16.8) Crime praticado por particular contra a Administração Pública Estrangeira Estão previstos nos arts. não é fundamento suficiente para um decreto condenatório.  Substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. • Lei 8137/90 – art. 3) uso de meios tecnológicos avançados. • Art. da Lei 8072/90. mas não delata ninguém.: ajuda na localização da vitima. por si só. § 4º A pena será aumentada de um a dois terços. Ele foi inserido em 2002. Há várias delações premiadas previstas no ordenamento jurídico. Tramitam no CN 3 projetos de lei . 2. 8) alto poder de intimidação. 337-B a 337-D.

HC parcialmente conhecido por ventilar matéria não discutida no tribunal ad quem. o crime de lavagem poderá ser julgado no Brasil.02. c) procedimento comum sumaríssimo (todas as contravenções penais e crimes cuja pena máxima não seja superior a 2 anos. mas nada impede que eles corram juntos. Órgão Julgador: Primeira Turma PR RICARDO PARANÁ CORPUS LEWANDOWSKI 2. II .Sendo fundadas as suspeitas de impedimento das autoridades que propuseram ou homologaram o acordo.Sigilo do acordo de delação que.16) COMPETÊNCIA CRIMINAL LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . A pena é de 3 a 10 anos de reclusão. PROCESSUAL PENAL. razoável a expedição de certidão dando fé de seus nomes. ACORDO DE COOPERAÇÃO.14) PROCEDIMENTO Atenção para a Lei 11719/2008 – alterou os procedimentos do CPP. SUSPEITAS FUNDADAS. Mesmo que a lavagem seja praticada no estrangeiro. 2. submetido ou não a procedimento especial). DIREITO DE SABER QUAIS AS AUTORIDADES QUE PARTICIPARAM DO ATO. sob pena de supressão de instância. não pode ser quebrado.2009 – RENATO BRASILEIRO Art. pode ser lavrado um acordo sigiloso entre acusação e defesa a ser submetido ao juiz para homologação (STF HC 90688 e RE 213937). por definição legal.15) AUTONOMIA DO PROCESSO 14. HABEAS CORPUS. b) procedimento comum sumário (quando o crime tiver pena máxima inferior a 4 anos e superior a 2 anos) e. 2. I . estará também sujeita à lei brasileira (extraterritorialidade condicionada da lei brasileira). / Min.Writ concedido em parte para esse efeito.13 Tanto a autoridade policial quanto o MP devem alertar os indiciados e acusados sobre os benefícios que poderão resultar na hipótese de colaboração. ADMISSIBILIDADE. ORDEM DEFERIDA NA PARTE CONHECIDA. HC 90688 HABEAS Relator(a): Julgamento: 12/02/2008 Publicação DJe-074 DIVULG 24-04-2008 PUBLIC 25-04-2008 EMENT VOL-02316-04 PP-00756 Parte(s) PACTE. 2º da lei – o processamento do crime de lavagem não depende da sua junção. Os procedimentos são: a) procedimento comum ordinário (crime com pena máxima igual ou superior a 4 anos – aplica-se aos crimes de lavagem). apensamento com o processo do crime antecedente.(S): ROBERTO BERTHOLDO IMPTE. DELAÇÃO PREMIADA. cumulada ou não com multa. Mesmo que o crime antecedente seja praticado em outro país.(S): ANDREI ZENKNER SCHMIDT E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES): SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Ementa EMENTA: PENAL. Caso haja consenso. PARCIALIDADE DOS MEMBROS DO MINISTÉRIO PÚBLICO. IV . III .

provimentos 238 e 275). contra o sistema financeiro e a ordem econômico-financeira. VI. 109. diversas resoluções e provimentos foram editados pelos TRF´s (ex. 314. 2. o CJF editou a Resolução n. não comparecer. serviços ou interesses da União.14 A lei de lavagem tem como objeto jurídico a ordem econômico-financeira. podendo o juiz determinar a produção antecipada das provas consideradas urgentes e. LIII. 366 DO CPP Art. ou seja.os crimes contra a organização do trabalho e. A competência. em regra. ainda que desconhecido ou isento de pena o autor daquele crime. 366. Justa causa duplicada – além de indícios quanto à lavagem de capitais. sob pena de inépcia da peça acusatória. 312. é determinada no momento da propositura da ação. 5º. ficarão suspensos o processo e o curso do prazo prescricional. se for o caso. No julgamento do HC 86660. de s proce17. XXXVII.1996) LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .4. determinando que os TRF´s criassem varas especializadas em crimes contra o SFN e de lavagem de capitais. sendo puníveis os fatos previstos nesta Lei. Só será de competência da Justiça Federal quando a lei assim determinar – art. os órgãos instituídos pela CF. Art.271. 12 da Lei 5010 (organização judiciária da Justiça Federal – poder de autoorganização dos tribunais). suas autarquias ou empresas públicas.19) APLICAÇÃO DO ART. III. 109. Questiona-se então se teria havido uma violação ao princípio do juiz natural (art. A partir de 2004.: TRF 3ª região. II.18) REQUISITOS DA DENÚNCIA Art. Esses provimentos. 2. § 1º.extinção do órgão judiciário. b) ninguém pode ser julgado por órgão instituído após o fato delituoso. nem constituir advogado. salvo: I. nos casos determinados por lei. A competência será da Justiça Federal quando: a) praticados contra bens.alteração da competência em razão da matéria. decretar prisão preventiva. a ação termina perante o juízo em que teve início. a lavagem relaciona-se com a remessa de dinheiro ao exterior – crime de evasão de divisas – crime contra o Sistema Financeiro Nacional. nos termos do disposto no art.STJ HC 11462. Se o acusado. vigora uma ordem taxativa de competência. 2. as resoluções dos TRF´s seriam válidas na medida que as especializações de varas seriam autorizadas pelo art. Aos juízes federais compete processar e julgar: VI . No caso. c) entre os juízes pré-constituídos. a denúncia deve também trazer um lastro probatório quanto à origem ilícita dos valores (crime antecedente). (Redação dada pela Lei nº 9. b) quando o crime antecedente for de competência da Justiça Federal .alteração da competência hierárquica. hoje. 2. além de especializarem varas criminais. citado por edital. A denúncia será instruída com indícios suficientes da existência do crime antecedente. que exclui qualquer possibilidade de discricionariedade. A competência é da Justiça Estadual.17) CRIAÇÃO DE VARAS ESPECIALIZADAS No ano de 2003. por isto que foi considerado totalmente válido (STJ HC 41643). o STF entendeu que apesar da ilegalidade da resolução 314 do CJF. da CF) – dele derivam 3 regras de proteção: só podem exercer jurisdição. da lei. da CF. houve uma alteração da competência em razão da matéria. Geralmente. determinaram que a essas varas fossem remetidos os processos criminais em andamento em outras varas.

Órgão Julgador: Primeira Turma SEPÚLVEDA O art. pois. O art. Tendo deixado de comparecer. salvo na hipótese de sentença condenatória.Pr. 3. aplicando a regra do direito intertemporal. por prazo indeterminado. 3ª corrente – a prescrição e o processo deverão permanecer suspensos por prazo indeterminado . Citação por edital e revelia: suspensão do processo e do curso do prazo prescricional." 5. logo depois. 366 do CPP (LFG). 366 do CPP.(A/S) ADV. que a legislação ordinária criasse outras hipóteses. 4º. 366 do CPP somente se aplica aos crimes cometidos após a entrada em vigor da lei 9271/96. Ademais. 2º.97). referente à norma de direito material. seria uma causa de interrupção. O único efeito da revelia é a desnecessidade de intimação do acusado para a prática dos demais atos processuais.C. em seu art. a excluir os crimes que enumera da incidência material das regras da prescrição.12. 97). Não cabe. II. em tese. "do contrário. Deve-se lembrar que a atual redação foi inserida em 1996. situação substancialmente diversa da imprescritibilidade. a regra do art. RE 460971 RECURSO Relator(a): Julgamento: 13/02/2007 Parte(s) RECTE. diz que será aplicado o art. Todavia. é possível a aplicação do art. mantendo-a com relação a outros.Pr. a Constituição Federal se limita. Assim. na hipótese do art. 2ª corrente – admite-se como tempo de suspensão do processo o tempo de prescrição pela pena máxima em abstrato do crime.093. RE provido.Pr. 2. XLII e XLIV. 366 do CPP à lavagem de capitais. no art. nem mesmo sujeitar o período de suspensão de que trata o art.(S) SUL RECDO.Penal ao tempo da prescrição em abstrato. Pertence. 366 é norma de natureza híbrida.19. 366 do C. hipótese de imprescritibilidade: não impede a retomada do curso da prescrição. 366 se aplica a quem foi citado ou intimado pessoalmente. parágrafo 3º.1) Prazo máximo de suspensão do processo e da prescrição 1ª corrente – admite-se como tempo máximo de suspensão do processo o máximo de tempo de prescrição previsto no CP (20 anos). 97 da Constituição. não se identifica com a declaração de inconstitucionalidade da norma que é a que se refere o art. para excluir o limite temporal imposto à suspensão do curso da prescrição. 1. Combina-se a suspensão do processo (matéria processual) com a suspensão da prescrição (direito material). Conforme assentou o Supremo Tribunal Federal.06. DJ 05. "Interpretação que restringe a aplicação de uma norma a alguns casos. apenas a condiciona a um evento futuro e incerto. no julgamento da Ext.09. Portanto. por tempo indeterminado .**STF (RE 460971). não se sabe o critério a ser adotado – o do direito material ou do direito processual. art.271/96. RE 184. a rigor. quando deverá ser extinta a punibilidade. o que se teria. sem proibir. Controle incidente de inconstitucionalidade: reserva de plenário (CF. : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO : VALDEMAR BRITO DA SILVA : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO / RS RIO GRANDE DO SUL EXTRAORDINÁRIO PERTENCE Min.Penal.15 Existe revelia no Processo Penal? R: Existe revelia no Processo Penal. com a redação da L. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários ." (cf.. 366 do C. a Constituição Federal não proíbe a suspensão da prescrição. Moreira Alves. O art.Penal. 366. Para a doutrina. a mesma lei. art. 4. A indeterminação do prazo da suspensão não constitui. 19. 9. 5º.: O art. 2. Para concursos públicos – não se aplica!!! OBS. após o que a prescrição voltaria a correr normalmente. e não de suspensão. parágrafo 2º da Lei 9613/98 diz que não se aplica o art. 1042. nessa hipótese. o juiz decretará a revelia. 366 do CPP não foi revogado pela Lei 11719/2008 – nova lei do procedimento comum.(A/S) Ementa EMENTA:I.

do CPP – o juiz. se o acusado estava preso quando da sentença condenatória recorrível. criando-se então verdadeira prisão automática para aquele que foi preso em flagrante. por ex. o juiz decidirá fundamentadamente se o réu poderá apelar em liberdade. para não ferir o princípio da presunção de inocência. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . 31 da Lei 7492/86 – Crimes contra o SFN • Ar.2: Atenção para a lei 8072/90. já o tráfico de drogas. 2º Lei 8072/90 – crimes hediondos • Art. Hoje. Quanto ao recurso em liberdade. deverá permanecer solto. II. salvo se desaparecer a hipótese que autorizava sua prisão preventiva. cabe liberdade provisória sem fiança para crimes hediondos e equiparados – art. 2º. para o ***STF. em caso de sentença condenatória. por ex. único e 21 da Lei 10826/2003 – Estatuto do Desarmamento.1: ADI 3112 – O STF declarou a inconstitucionalidade dos art. cabe liberdade provisória sem fiança. 3º da Lei 9613/1998 Poderia o legislador. da Lei 8072/90 (mesmo com o recente julgado do Ministro Celso de Mello. caso o acusado não fosse primário ou não tivesse bons antecedentes.). a prisão provisória só se justifica se demonstrar necessária ao caso concreto. art. 14. 2. 7º da Lei 9034/95 – lei de organização criminosa • Art. parágrafo único. único.21) RECURSO EM LIBERDADE Art. não teria o porquê alguém praticar tal crime (se o comete. com redação determinada pela Lei 11464/2007 – em tese. 1º. Súmula 9 do STJ – não há qualquer problema quanto ao recolhimento à prisão para apelar. 3. dependendo da situação do caso concreto (sob violenta emoção. 310. Todavia. Ao vedar a liberdade provisória a determinado delito. OBS. a norma do art. então. verificará se será o caso de concessão de liberdade provisória. parágrafo único. é porque possui má índole. de forma abstrata.20) LIBERDADE PROVISÓRIA É uma medida de contra-cautela que substitui a prisão em flagrante. 594 do CPP trazia o recolhimento á prisão como condição de admissibilidade recursal. é um crime que qualquer pessoa poderia cometer. parágrafo único e 21 da lei 10826/2003 • Art. o legislador retira do Poder Judiciário a análise de sua necessidade no caso concreto. b) por outro lado. não ofendendo o princípio da presunção da inocência. diante do caso concreto. não caberá liberdade provisória em nenhum caso (com ou sem fiança) – fundamento: o homicídio. 15.16 2. 14.. 15. Como toda e qualquer prisão cautelar. parágrafo 6º. p. 44 da Lei 11343/2006 • Art. há duas regras importantes: a) se o acusado estava em liberdade quando da sentença condenatória. tendência ao crime etc. da Lei 9455/97 • Art. p. Não cabe liberdade provisória (previsão expressa em lei): • Art. para crimes hediondos. vedar a concessão de liberdade provisória a determinado delito? R: A prisão em flagrante é uma espécie de prisão cautelar. para o tráfico de drogas. OBS.22) RECOLHIMENTO À PRISÃO PARA RECORRER O antigo art. entendendo que caberia liberdade provisória) – logo. 44 da Lei 11343/2006 é especial em relação ao art.). 3º Os crimes disciplinados nesta Lei são insuscetíveis de fiança e liberdade provisória e. deverá permanecer preso. salvo se surgir alguma hipótese que autorize sua prisão preventiva.

V . Publicação DJe-032 DIVULG 06-06-2007 PUBLIC 08-06-2007 DJ 08-06-2007 PP-00037 EMENT VOL-02279-03 PP-00429 LEXSTF v. IV . 29. VI .Ainda que não se empreste dignidade constitucional ao duplo grau de jurisdição. POSSIBILIDADE.A garantia do devido processo legal engloba o direito ao duplo grau de jurisdição. do CPP: Parágrafo único.719. SENTENÇA CONDENATÓRIA. sobrepondo-se à exigência prevista no art. cuja ratificação pelo Brasil deu-se em 1992. 345.O decreto de prisão preventiva. parágrafo único.Independe do recolhimento à prisão o regular processamento de recurso de apelação do condenado. ORDEM CONCEDIDA I .23) RECUPERAÇÃO DE ATIVOS E MEDIDAS CAUTELARES LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . a fuga do réu durante o trâmite do recurso não será mais considerada causa de extinção anômala do recurso. 466-474 Parte(s) CRISTÓVAM DIONÍSIO DE BARROS CAVALCANTI JÚNIOR EDUARDO DE VILHENA TOLEDO E OUTRO(A/S) SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Ementa HABEAS CORPUS.A incorporação posterior ao ordenamento brasileiro de regra prevista em tratado internacional tem o condão de modificar a legislação ordinária que lhe é anterior. ou seja. PROCESSO PENAL. III . (Incluído pela Lei nº 11. pode subsistir enquanto perdurarem os motivos que justificaram a sua decretação. p. sobre a manutenção ou. porém. n. art. 8. trata-se de garantia prevista na Convenção Interamericana de Direitos Humanos. fundamentadamente.17 Todavia. O juiz decidirá. PROCESSAMENTO. “h”. 595 do CPP também está revogado. Para o STF. o art. independentemente do recolhimento à prisão. II .Ordem concedida. II. PRISÃO PREVENTIVA SUBSISTENTE ENQUANTO PERDURAREM OS MOTIVOS QUE A MOTIVARAM. data posterior à promulgação Código de Processo Penal. RECURSO DE APELAÇÃO.O acesso à instância recursal superior consubstancia direito que se encontra incorporado ao sistema pátrio de direitos e garantias fundamentais. imposição de prisão preventiva ou de outra medida cautelar. Art. DECRETO DE CUSTÓDIA CAUTELAR NÃO PREJUDICADO. 594 do CPP. VII .387. assegura a todo o acusado o direito ao duplo grau de jurisdição. DESNECESSIDADE DE RECOLHIMENTO DO RÉU À PRISÃO. de 2008). tudo isto começa a cair por terra a partir do HC 88420 do STF – a Convenção Americana de Direitos Humanos. 2. sem prejuízo do conhecimento da apelação que vier a ser interposta. 2007. se for o caso. Súmula 347 do STJ – O conhecimento de recurso de apelação do réu independe de sua prisão.

poderá decretar. 2. STF INQ 2248: Inq-QO 2248 QUESTÃO / DE DF ORDEM DISTRITO NO FEDERAL INQUÉRITO LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . ao proferir sentença condenatória: (Vide Lei nº 11.689. mídias e objetos pertencentes a clientes do advogado averiguado. procedendo-se na forma dos arts. Mandado de busca e apreensão deve ser específico e pormenorizado. OBS.1: iniciada uma busca durante o dia. 387. nada impede que se prolongue durante a noite. sendo inviável que tais medidas recaiam sobre patrimônio diverso. sem prejuízo de liquidação para apuração do dano efetivamente sofrido.Código de Processo Penal. do CPP: Art.1) Apreensão Trata-se de medida cautelar com o objetivo de apreender coisas.23. Recairá sob qualquer bem do patrimônio do agente. a apreensão ou o seqüestro de bens. (Redação dada pela Lei nº 11. direitos ou valores do acusado. Independentemente de pedido expresso (é um efeito automático da sentença) a sentença condenatória já pode fixar um valor mínimo a título de reparação pelos danos materiais causados pela infração penal. a requerimento do Ministério Público. OBS. IV. deveria pegar a sentença condenatória e fazer uma liquidação no juízo cível. somente podem ser disponibilizados bens. 125 a 144 do Decreto-Lei nº 3. b) insuficiência e ineficiência das penas privativas de liberdade. objetos e instrumentos de interesse para a instauração do processo. no curso do inquérito ou da ação penal. que tem por finalidade assegurar a reparação civil do dano causado pelo delito. direitos ou valores sobre os quais recaiam suspeitas de vinculação com a lavagem de capitais.18 Um dos principais objetivos da criminalização da lavagem de capitais é o ataque ao braço financeiro das organizações criminosas pelos seguintes motivos: a) o confisco de bens e valores promove a asfixia da organização criminosa. OBS. antecipativa do perdimento de bens como efeito da condenação no caso de bens produto de crimes ou adquiridos pelo agente com a prática do fato criminoso.719.2: autoridades fazendárias dependem de autorização judicial para ingressarem em domicílio. havendo indícios suficientes. em favor do ofendido ou de seus sucessores.23. 4º O juiz. ou representação da autoridade policial. O juiz. ouvido o Ministério Público em vinte e quatro horas.2) Seqüestro Medida assecuratória fundada no interesse público. de 2008) IV . salvo se tais clientes também estiverem sendo investigados como partícipes ou co-autores pela prática do mesmo crime que deu origem ao mandado. ou existentes em seu nome. de ofício. De acordo com o art.: é distinto de arresto – este é uma medida assecuratória fundada no interesse privado. O arresto ganha importância com a nova redação do art. a ser cumprido na presença de representante da OAB. 4º da Lei 9613/98. d) rápida substituição dos administradores das organizações criminosas.719. objeto dos crimes previstos nesta Lei. considerando os prejuízos sofridos pelo ofendido. 2. sendo vedada a utilização de documentos. Não cabe o arresto. c) capacidade de controle das organizações criminosas do interior dos presídios. de 3 de outubro de 1941 . 387.fixará valor mínimo para reparação dos danos causados pela infração. Antigamente. Art. de 2008). A) Busca e apreensão em escritório de advocacia – atenção para as alterações na Lei 8906/94 pela Lei 11767/2008.

por ausência de expressa autorização legal. Se o crime de lavagem de dinheiro é uma conduta que lesiona as ordens econômica e financeira e que prejudica a administração da justiça. tendo em vista que o crime de lavagem de dinheiro consiste em introduzir na economia formal valores. MEDIANTE CAUCIONAMENTO DE BENS IMÓVEIS QUE NÃO GUARDAM NENHUMA RELAÇÃO COM OS EPISÓDIOS EM APURAÇÃO. 4º. Se por ventura o acusado tiver interesse na liberação desses bens no curso do processo. direitos ou valores sob fundada suspeição de guardarem vinculação com o delito de lavagem de capitais. PEDIDO DE LEVANTAMENTO DO DINHEIRO BLOQUEADO. o ônus quanto à demonstração da origem ilícita dos bens. cabe a ele comprovar a origem lícita dos bens. que nem mesmo indiretamente se vincule às infrações referidas na Lei nº 9. À FALTA DE PREVISÃO LEGAL. direta ou indiretamente.(A/S) : RENATO RATTI ADV. Todavia. não se expõe a medidas de constrição cautelar. se o numerário objeto do crime em foco somente pode ser usufruído pela sua inserção no meio circulante. direitos e valores apreendidos ou seqüestrados quando comprovada a licitude de sua origem.(A/S) : ADRIANA GUIMARÃES GUERRA E OUTRO(A/S) ADV. retroalimentando a suposta ciranda da delitividade. além de possibilitar uma mais desembaraçada investigação quanto à procedência das coisas. 4º da Lei nº 9.613/98 (LEI ANTILAVAGEM). 2. e se a constrição que a Lei Antilavagem franqueia é de molde a impedir tal inserção retroalimentadora de ilícitos. INVESTIGAÇÃO CRIMINAL PELA SUPOSTA PRÁTICA DO CRIME DE LAVAGEM DE DINHEIRO. que é de 120 dias. bens ou direitos que provenham. APREENSÃO DE NUMERÁRIO. em ordem a não se poder iniciar a contagem do lapso temporal. A precípua finalidade das medidas acautelatórias que se decretam em procedimentos penais pela suposta prática dos crimes de lavagem de capitais está em inibir a própria continuidade da conduta delitiva.24) AÇÃO CONTROLADA LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Não é de se considerar vencido o prazo a que alude o § 1º do art. 4º da Lei Antilavagem. é indispensável a presença de fumus boni iuris e de periculum in mora. somente podem ser indisponibilizados bens. Questão de ordem que se resolve pelo indeferimento do pedido de substituição de bens. Nos termos do art.(A/S) : JOSÉ PAULO LOPES QUELHO ADV. Para a decretação das medidas cautelares. § 2º O juiz determinará a liberação dos bens. COMPROVAÇÃO DE NOTAS SERIADAS E OUTRAS FALSAS.art.613/98. não está prevista na Lei de Lavagem de Capitais.(A/S) : JOÃO BATISTA RAMOS SILVA OU JOÃO BATISTA RAMOS DA SILVA ADV. Órgão Julgador: Tribunal Pleno CARLOS BRITTO 2. Doutrina. TRANSPORTADO EM MALAS. Tramita no Congresso Nacional um projeto de lei criando a alienação antecipada na Lei 9613/1998. Min.23.613/98. Daí que a apreensão de valores em espécie tenha a serventia de facilitar o desvendamento da respectiva origem e ainda evitar que esse dinheiro em espécie entre em efetiva circulação. 1º da Lei nº 9. Já no momento da sentença condenatória. por imóveis. de crimes antecedentes (incisos I a VIII do art.19 Relator(a): Julgamento: 25/05/2006 Parte(s) AUTOR(A/S)(ES) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL INDIC.23. 61 da Lei 11343/2006. IMPOSSIBILIDADE. Patrimônio diverso. QUESTÃO DE ORDEM. 2.4) Alienação antecipada Está prevista na Lei de Drogas . LEI Nº 9. então é de se indeferir a pretendida substituição. pois ainda se encontram inconclusas as diligências requeridas pelo Ministério Público Federal. do numerário apreendido.613/98).(A/S) : ANTÔNIO SÉRGIO ALTIERI DE MORAES PITOMBO E OUTRO(A/S) Ementa EMENTA: INQUÉRITO. volta a recair sobre o MP.3) Inversão do ônus da prova Art.

20 Art. Delito de quadrilha é um crime autônomo. em favor da União. 2º. 288 do CP). direitos ou valores.a interdição do exercício de cargo ou função pública de qualquer natureza e de diretor. 3. 3) LEI 9034/1995 – LEI DAS ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS 3. ex. a condenação pela prática de lavagem também importa em perda de bens.1) DIREITO PENAL DA EMERGÊNCIA Caracteriza-se pela quebra de garantias justificada em virtude de uma situação excepcional. pelo dobro do tempo da pena privativa de liberdade aplicada. além dos previstos no Código Penal: I . ressalvado o direito do lesado ou de terceiro de boa-fé. não fazem jus às garantias fundamentais. 9º. 2. ouvido o Ministério Público. 53. Há ação controlada em outras duas leis: • Lei 9034/95 – art. dos bens. A crítica que recaí sobre esse direito penal da emergência é a de que haverá um processo contínuo de quebra de garantias. bastando o trânsito em julgado da condenação. Além dos efeitos previstos no CP. já que é efeito genérico. Certos indivíduos são fechados em relação às normas (indivíduos não-pessoas). II .25) EFEITOS DA CONDENAÇÃO Art. Como essas não-pessoas não se deixam orientar pelas normas. poderá ser suspensa pelo juiz. 4. II – nestas duas leis é conhecido também como flagrante prorrogado. de membro de conselho de administração ou de gerência das pessoas jurídicas referidas no art. 7º São efeitos da condenação. II – independente de determinação judicial (“ação controlada descontrolada”). a fim de que se dê no momento mais oportuno sob o ponto de vista da colheita de provas e identificação dos demais envolvidos.a perda.2) DIREITO PENAL DO INIMIGO Tal expressão nos leva a JAKOBS. 3. da Lei § 4º A ordem de prisão de pessoas ou da apreensão ou seqüestro de bens. consumando-se independentemente da prática dos delitos para os LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . cirando o que a doutrina chama de situação de perene emergência. • Lei 11343/06 – art. direito e valores do delito. quando a sua execução imediata possa comprometer as investigações Consiste no retardamento da ordem de prisão preventiva ou de apreensão ou seqüestro de bens.: prisão de Guantamano. SÉRGIO MOCCIA – trabalha com tal expressão. direitos e valores objeto de crime previsto nesta Lei. parágrafo 4º.3) ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA X QUADRILHA X ASSOCIAÇÃO CRIMINOSA Já visto na Lei de Lavagem de Capitais: • Quadrilha é a associação estável e permanente de mais de 3 pessoas com o fim de praticar uma série indeterminada de crimes (art.

III.: art.2009 – RENATO BRASILEIRO 3. Art. associação ou organização criminosa. regional. fiscais e eleitorais Art. 3º Nas hipóteses do inciso III do art.4) CRIME ORGANIZADO POR NATUREZA E CRIME ORGANIZADO POR EXTENSÃO Crime organizado por natureza diz respeito à punição pelo delito de quadrilha. Ex. 5) divisão funcional das atividades. 3º foi declarado inconstitucional. existente há algum tempo e atuando com o fim de cometer infrações graves. 28. O STF disse que. financeiros. não há definição legal de organização criminosa. 6) conexão estrutural ou funcional com o poder público. A prisão dos agentes continua sendo obrigatória. Lei de Segurança Nacional – art. 35 da lei de drogas. Tramitam no CN 3 projetos de lei . em relação aos dados fiscais e eleitorais. 2º desta lei.5) MEDIDAS INVESTIGATÓRIAS CONTRA O CRIME ORGANIZADO Art.5. 2º da Lei 3. Assim. Associação criminosa é a união de 2 ou mais pessoas para a prática de crimes específicos. 2ª corrente – sustentada por LFG – tratados internacionais não podem definir um crime. 16 e 24 da Lei 7170/83 – não há número mínimo de integrantes. o art. 8) alto poder de intimidação. pois LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . 2º. associação ou organização criminosa. 2º da Lei 2889/56 (aqui muda o conceito dado – o artigo pede para que se associem mais de 3 pessoas). 3.2) Quebra do sigilo de dados bancários.5. responderão os agentes pelos respectivos crimes em concurso material com o delito de quadrilha. ocorrendo possibilidade de violação de sigilo preservado pela Constituição ou por lei. Contra este artigo 3º da lei do crime organizado. adotado o mais rigoroso segredo de justiça. 4) recrutamento de pessoas. • 3. Independe de autorização judicial. Organização criminosa – há duas correntes: 1ª corrente – é sustentada na Convenção de Palermo (organizada no ano de 2000) – é o grupo estruturado de 3 ou mais pessoas.02. 3) uso de meios tecnológicos avançados. tendo a autoridade policial discricionariedade a respeito do melhor momento para efetuá-la. A Convenção de Palermo foi incorporada ao ordenamento brasileiro pelo Dec 231/2003 – FERNANDO CAPEZ. quem realizaria esta diligência (mesmo na fase policial) seria o juiz. Se os delitos forem praticados. É preciso cautela na utilização da ação controlada. da Lei 9034/95. lei do genocídio.21 • quais os agentes se associaram. 8) divisão territorial das atividades ilícitas.118 do Senado e 7223/2002 – seria organização criminosa aquela que resulta da presença de pelo menos 3 das seguintes características: 1) hierarquia estrutural. De acordo com este artigo. com a intenção de obter benefício econômico ou moral. sob pena de violação ao princípio da legalidade (garantia da lex populi – lei penal incriminadora é aquela que provém do Poder Legislativo) – posição majoritária. nacional ou internacional com outra organização criminosa. 10) conexão local. 2) planejamento empresarial. 7) oferta de prestações sociais. fundando-se na proporcionalidade e razoabilidade. art. Crime organizado por extensão diz respeito à punição pelos crimes praticados pela quadrilha.1) Ação controlada Já vista na Lei de lavagem. a diligência será realizada pessoalmente pelo juiz. (Vide Adin nº 1. no Brasil. foi ajuizada uma ADIn (1570).570-2). 9) alta capacitação para capacidade de fraude.

INOBSERVÂNCIA DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. documentos e informações bancárias e financeiras. sendo o acusado. o STF entendeu que o art.22 atentava contra o sistema acusatório na medida em que atribua ao juiz funções de investigador e inquisitor (juiz inquisitor). esse sistema viola o princípio da imparcialidade. IMPARCIALIDADE DO MAGISTRADO. Lei 9034/95. No tocante ao sigilo de dados bancários e financeiros. ADI 1570 AÇÃO Relator(a): Julgamento: 12/02/2004 Parte(s) REQTE. Comprometimento do princípio da imparcialidade e conseqüente violação ao devido processo legal. 2. : CONGRESSO NACIONAL Ementa EMENTA: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. e § 4o). de 2008) LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . A CF de 1988 adotou o sistema acusatório. MITIGAÇÃO DAS ATRIBUIÇÕES DO MINISTÉRIO PÚBLICO E DAS POLÍCIAS FEDERAL E CIVIL. 3. de 2008) I – ordenar. FUNÇÕES DE INVESTIGAR E INQUIRIR. facultado ao juiz de ofício: (Redação dada pela Lei nº 11. sujeito de direitos. LEI 9034/95. adequação e proporcionalidade da medida. : PRESIDENTE DA REPÚBLICA REQDO. Art. Busca e apreensão de documentos relacionados ao pedido de quebra de sigilo realizadas pessoalmente pelo magistrado. A realização de inquérito é função que a Constituição reserva à polícia. quanto aos procedimentos que incidem sobre o acesso a dados. REALIZAÇÃO DE DILIGÊNCIAS PESSOALMENTE. / DIRETA Min. artigo 129. Precedentes. a produção antecipada de provas consideradas urgentes e relevantes. COMPETÊNCIA PARA INVESTIGAR. LEI COMPLEMENTAR 105/01. Ação prejudicada. 1. I e VIII e § 2o. O art. • O juiz só deve ser chamado a intervir quando a sua presença for necessária. AÇÃO PREJUDICADA. A prova da alegação incumbirá a quem a fizer. em parte. REVOGAÇÃO IMPLÍCITA. Superveniência da Lei Complementar 105/01.690. • Como não há separação das funções. que passou a disciplinar a matéria. e 144. SUPERVENIENTE. observando a necessidade. sendo. : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA REQDO. criando-se um processo dialético. Ação julgada procedente. "JUIZ DE INSTRUÇÃO". defesa e julgamento. 156 do CPP. 3º teria sido revogado pela superveniência da LC 105/2001. HIERARQUIA SUPERIOR. 3º da Lei 9034/95 foi declarado inconstitucional. porém. Revogação da disciplina contida na legislação antecedente em relação aos sigilos bancário e financeiro na apuração das ações praticadas por organizações criminosas. sendo o acusado considerado mero objeto de investigação. • É realizado sem as garantias do devido processo legal. I e IV. Sistema acusatório • Separação entre os órgãos de acusação. EM PARTE. § 1o. OFENSA. • Vigência do contraditório. Funções de investigador e inquisidor. Atribuições conferidas ao Ministério Público e às Polícias Federal e Civil (CF. o qual recolhe a prova de ofício e determina a sua produção. mesmo antes de iniciada a ação penal.690. (Incluído pela Lei nº 11. Órgão Julgador: Tribunal Pleno DF DE DISTRITO FEDERAL INCONSTITUCIONALIDADE MAURÍCIO CORRÊA Sistema inquisitorial • Extrema concentração de poder nas mãos do órgão julgador.

o sigilo bancário deveria ser quebrado por autoridade judiciária e CPI (fundamento das ações diretas de inconstitucionalidade) – não há decisão do STF ainda. só poderão ser restringidos mediante autorização do Poder Judiciário (CPI não pode violar sem autorização judicial): a) interceptação telefônica (quebra de sigilo de dados telefônico. Pode o Relator de mandado de segurança submeter ao Plenário. X e LX. Comissão Parlamentar de Inquérito não tem poder jurídico de. 6º.CPI. 1º da Lei federal nº 9. Precedentes (MS nº 24. Min. e 58. Quebra. art. § 3º. MS-REF-MC 27483 REFERENDO Relator(a): Julgamento: 14/08/2008 Parte(s) IMPTE. 156. da CF. d) **segredo de justiça – o STF. Interceptação telefônica. todavia. Necessita de autorização judicial. Órgão Julgador: Tribunal Pleno / MANDADO CEZAR DISTRITO DE FEDERAL SEGURANÇA PELUSO EM • • **Ministério Público também pode quebrar sigilo de dados bancários e financeiros? – há muitas dúvidas. mediante requisição. a operadoras de telefonia. OBS. observar a cláusula de reserva de jurisdição – determinados direitos e garantias individuais.(A/S): DAVID MARQUES MUNIZ RECHULSKI E OUTRO(A/S) IMPDO. 6º da LC 105/01. portanto. Inadmissibilidade. art. I. quebrar sigilo imposto a processo sujeito a segredo de justiça.296/96. Impossibilidade jurídica. MS nº 26. Poder que não tem caráter instrutório ou de investigação. Competência exclusiva do juízo que ordenou o sigilo.900-MC). nessas hipóteses de acesso de dados bancários e financeiros sem autorização judicial. COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO.(A/S): PRESIDENTE DA COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO DAS ESCUTAS TELEFÔNICAS CLANDESTINAS Ementa EMENTAS: 1. Prova. DF MED. Sigilo judicial. de cópias das ordens judiciais e dos mandados de interceptação. A 1ª corrente diz que o MP pode decretar a quebra do sigilo bancário e financeiro quando envolver verbas públicas – poder de requisição – fundamento: art. na medida em que a situação bancária da pessoa não é exposta ao público. Voto vencido. quebrar sigilo de dados bancários e/ou financeiros? R: • Quanto ao juiz. Requisição de cópias das ordens judiciais e dos mandados. para efeito de referendo. da CF. Liminar concedida e referendada. c) prisão. CPI pode!). Contra este art. não há dúvida alguma que pode. 2. Segredo de justiça. não haveria violação ao direito à intimidade (VALTER NUNES DA SILVA JÚNIOR). 129. quando em curso.CAUT. às operadoras. do CPP ressuscita a figura do juiz inquisitor. • CPI – art. Decisão judicial. Quebra. 2ª corrente (prevalecido no STJ e no STF) diz que o MP não pode quebrar tal sigilo diretamente. Inteligência dos arts. Este é oponível a Comissão Parlamentar de Inquérito.23 Para a doutrina. Voto vencido. Sigilo judicial. Aparência de ofensa a direito líquido e certo. 10. para referendo. no MS 27483. VIII. Liminar concedida.832-MC. a liminar que haja deferido. Autoridades fazendárias podem quebrar. no STF tramitam 7 ADIn´s. disse que o segredo de justiça representa uma limitação aos poderes das CPI´s. 4º da LC 105/01 (CPI Estadual também pode – ACO 730 STF). salvo em flagrante. Requisição. b) violar domicílio. de cópias de decisão nem de mandado judicial de interceptação telefônica. 5º. 325 do CP. Quem pode. A doutrina diz que. Segredo de justiça. representando expressiva limitação aos seus poderes constitucionais.(S): TIM CELULAR S/A E OUTRO(A/S) ADV. Interceptação telefônica. Admissibilidade de submissão da liminar ao Plenário. não há falar em quebra do sigilo bancário. Autoridades fazendárias – art.: Deve-se. cc. pois. então. COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO . procedimento fiscal. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .307-MS e MS nº 26. e art. pelo Relator. o art.

explicando. não gerando preclusão no processo de habeas corpus.: Qual o remédio para impugnar uma quebra de sigilo de dados bancários e financeiros? R: Para o STF.2: Pessoa jurídica não é dotada de liberdade de locomoção. cuja aplicação poderia vir a ser viciada pela ilegalidade contra o qual se volta a impetração da ordem. da Lei 9034/95. seja. neste inciso. por ofensa ao direito à intimidade. portanto. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . 3. Escuta – é a mesma captação feita por um terceiro. a mera referência ao pedido formulado pelo MP ou à representação da autoridade policial. IV. com clareza e riqueza de detalhes. II. no curso do inquérito policial. com o consentimento de um dos interlocutores. Órgão Julgador: Primeira Turma SEPÚLVEDA SÃO PAULO CORPUS PERTENCE OBS. ainda que não iminente. Por outro lado. 3º. se a conversa era reservada ou se deu em ambiente privado.alegadamente não fundamentada ou carente de justa causa . autoriza quebra de sigilo bancário. A menção.que autoriza a quebra do sigilo bancário do paciente. de autorização judicial circunstanciada refere-se a uma decisão proferida em termos minuciosos. a jurisprudência do STF admite o habeas corpus. Não é suficiente. a captação ambiental sem autorização judicial constitui prova ilícita. pode nele ser retificada de ofício. : JOSÉ FRANCISCO DA CUNHA IMPTES. sempre que se tratar de processo penal ou de inquérito policial do qual possa resultar condenação à pena privativa de liberdade. Habeas corpus: decisão equivocada do relator declaratória da incompetência do Tribunal. EMENT VOL-01966-01 PP-00206 / SP Min. será cabível o Habeas Corpus (STF HC 79191) HC 79191 HABEAS Relator(a): Julgamento: 04/05/1999 Publicação DJ 08-10-1999 PP-00039 Parte(s) PACTE. nenhum problema haverá se a captação ambiental for feita sem autorização judicial.24 OBS. enquadra-se o pedido de habeas corpus contra a decisão . salvo se o agente estiver em legítima defesa. OBS. o deferimento de prova ilícita ou o deferimento inválido de prova lícita: nessa última hipótese. não pode figurar como paciente em habeas corpus – teria que ser impetrado um mandado de segurança. Interceptação – é a captação da conversa entre dois ou mais interlocutores por um terceiro que esteja no mesmo local ou não no mesmo local em que se dá a conversa. Nessa linha.3) Captação e interceptação ambiental Art. Gravação – é a captação feita pelo próprio interlocutor. dado que de um ou outro possa advir condenação a pena privativa de liberdade. Habeas corpus: admissibilidade: decisão judicial que. : RALPH TÓRTIMA STETTINGER E OUTRO COATOR : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Ementa EMENTA: I. seja contra o indeferimento de prova de interesse do réu ou indiciado. não é de recusar a idoneidade do habeas corpus. porém. o motivo da quebra do sigilo.: se a conversa não era reservada e nem se deu em ambiente privado.5. Se se trata de processo penal ou mesmo de inquérito policial.

art. 8º e 9º . pois há 4 pessoas associadas.5) Identificação criminal SÚMULA Nº 568 A IDENTIFICAÇÃO CRIMINAL NÃO CONSTITUI CONSTRANGIMENTO ILEGAL. pelo menos. assim como no caso da interceptação ambiental. a presença do agente policial infiltrado. assume o risco quanto à documentação do fato por um terceiro. o membro do MP. o tipo penal tem condições de se materializar. A pessoa que espontaneamente faz revelações a respeito de sua participação em atividades ilícitas. ocultando a sua verdadeira identidade. tendo como finalidade a obtenção de informações para que seja possível a desarticulação da referida organização. que fiscaliza a investigação. Seria possível punir os outros 3 pelo delito previsto no art. No entanto.4) Infiltração de agentes policiais Chamado de Undercover. OBS. 288 do CP exige a cooperação de. é de se considerar válida. do Ministério Público e outros policiais da delegacia ou órgão especializado. Ex. I – também depende de autorização judicial. quatro pessoas. Da mesma forma que admite-se a formação de quadrilha ou bando com a inserção de menor de 18 anos. ainda que o objetivo de um deles (o policial infiltrado) esteja abrigado em lei.: quando uma pessoa toma uma atitude frente a câmeras de segurança. Procura-se dar validade à prova obtida mediante violação ao direito à intimidade.25 A) Teoria do risco Advém do direito norte-americano. com o fim de praticar crimes. a doutrina entende que ele seria impune por praticar ato sob inexigibilidade de conduta diversa. 3.dispositivos de segurança que poderão ser aplicados. embora não seja este culpável. embora ele não seja punido por estar no estrito cumprimento do dever legal. 7º. O agente infiltrado é uma pessoa integrante da estrutura dos serviços policiais ou de órgão de inteligência (ABIN) que é introduzida em uma organização criminosa. Imaginemos que uma delas seja um agente infiltrado. • Lei de drogas – Lei 11343/2006. AINDA QUE O INDICIADO JÁ TENHA SIDO IDENTIFICADO CIVILMENTE. 2º. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Não responde o agente infiltrado por eventual crime de quadrilha ou associação criminosa. Ele é um meio de obtenção de provas. 288 do CP? NUCCI entende que sim. 53. e a autoridade policial condutora do inquérito devem ter acesso à infiltração efetivada. A autorização judicial deve ser criteriosamente fundamentada. Leis que preveem tal instituto: • Lei das organizações criminosas – art. 3. embasando-se na violação ao direito à intimidade. V da Lei 9034/95 – depende de autorização judicial. O agente. tendo que praticar algum outro crime em razão de estar infiltrado. tratada anteriormente. tal filmagem não poderia ser rebatida pelo o agente. Lei de proteção a vítimas – art. Somente o magistrado que autorizou.5.5. inclusive os do cartório da Vara. devendo envolver – segundo NUCCI – todo e qualquer funcionário.: NUCCI – Cômputo do agente para a configuração do crime de quadrilha ou bando – o delito previsto no art. bem como deve ser estritamente sigilosa. para a concretização do tipo penal do art. 288 do CP.

Dúvidas – artigos correlacionados: Art. CAPUT E INCISOS. 1o O preso em flagrante delito. RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. 5º da Lei 9034/95. Art. Agora. desde que não identificados civilmente. da CF Art. o art. 5º DA LEI Nº 9. de proteção e judiciais. 3o O civilmente identificado por documento original não será submetido à identificação criminal. 109 do ECA. Art. aquele que pratica infração penal de menor gravidade (art. Lei 10054/00 – Lei específica da identificação criminal – elenca os crimes que podem sofrer a identificação criminal **Para o STJ. II – houver fundada suspeita de falsificação ou adulteração do documento de identidade.054/2000. caput e parágrafo único do art. 2o A prova de identificação civil far-se-á mediante apresentação de documento de identidade reconhecido pela legislação. O art. Recurso provido – o artigo do ECA continua em vigor!!! Lei 10054/2000: na íntegra Art. inclusive pelo processo datiloscópico e fotográfico. de forma incisiva. a hipótese em que o acusado se envolve com a ação praticada por organizações criminosas. IDENTIFICAÇÃO CRIMINAL DOS CIVILMENTE IDENTIFICADOS. não constando. que não previu a possibilidade de identificação criminal de pessoas envolvidas com organizações criminosas – RHC 12965 PENAL. 61. salvo nas hipóteses previstas em lei. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . os casos nos quais o civilmente identificado deve. 3º. Só cabe em hipóteses previstas em lei. LVIII .054/2000. crimes contra a liberdade sexual ou crime de falsificação de documento público. Sendo identificado criminalmente.099. 5º da Lei 9034/95 teria sido revogado pelo o art. a identificação criminal é a exceção. assim como aqueles contra os quais tenha sido expedido mandado de prisão judicial. caput e incisos. Com efeito. LVIII. 69 da Lei nº 9. de 26 de setembro de 1995). ART. crimes contra o patrimônio praticados mediante violência ou grave ameaça. DA LEI Nº 10. A identificação criminal de pessoas envolvidas com a ação praticada por organizações criminosas será realizada independentemente da identificação civil. Ela deve ter a sua leitura confrontada com o art. havendo dúvida fundada. a autoridade policial providenciará a juntada dos materiais datiloscópico e fotográfico nos autos da comunicação da prisão em flagrante ou nos do inquérito policial.034/95. enumerou. O adolescente civilmente identificado não será submetido a identificação compulsória pelos órgãos policiais. 3º da Lei de Identificação Criminal. crime de receptação qualificada. 5º.o civilmente identificado não será submetido a identificação criminal. entre eles. sujeitar-se à identificação criminal. 5º da Lei nº 9. REVOGAÇÃO DO ART. serão submetidos à identificação criminal. necessariamente. o qual exige que a identificação criminal de pessoas envolvidas com o crime organizado seja realizada independentemente da existência de identificação civil. salvo para efeito de confrontação. o indiciado em inquérito policial. 5º. Art. III – o estado de conservação ou a distância temporal da expedição de documento apresentado impossibilite a completa identificação dos caracteres essenciais.26 Esta súmula é anterior à CF/88. exceto quando: I – estiver indiciado ou acusado pela prática de homicídio doloso. 3º. Parágrafo único.034/95. restou revogado o preceito contido no art. da Lei nº 10.

com ou sem fiança. • Designação de audiência una (caso de não absolvição sumária) – deve ser realizada no prazo de 60 dias. Se não nomear advogado.6) Delação premiada Aqui. 5o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 4o Cópia do documento de identificação civil apresentada deverá ser mantida nos autos de prisão em flagrante. 120 dias. 7º da Lei 9034/95. Foi visto na lei de lavagem de capitais.5. sua identificação civil. Tal prazo acaba sendo alterado. Delação premiada significa a assunção pessoal da prática de um crime. • Oferecimento da denúncia – 5 dias. 3. OBS. • Possibilidade de absolvição sumária – 5 dias. Art. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . quando preso. Justiça Federal – pode chegar a 30 dias (15 + 15). 6º Nos crimes praticados em organização criminosa. em quarenta e oito horas. Pelo texto da lei. Já foi tratado na lei de lavagem de capitais. Doutrinadores como LFG. o dativo também terá 10 dias. Art. 8º da Lei 81 dias. Se for uma prisão temporária em crimes hediondos – pode chegar a 60 dias (30+30).27 IV – constar de registros policiais o uso de outros nomes ou diferentes qualificações.7) Liberdade provisória Art. • Resposta da acusação – 10 dias.5. os procedimentos processuais penais foram alterados. Art. sua natureza é de diminuição de pena – art. 6º da lei. a pena será reduzida de um a dois terços. quando solto. quem são os comparsas e colaboradores. quando houver. entendem que. e no inquérito policial. no momento que se veda a liberdade provisória. VI – o indiciado ou acusado não comprovar. quando a colaboração espontânea do agente levar ao esclarecimento de infrações penais e sua autoria. V – houver registro de extravio do documento de identidade. em caso de não sentença na audiência) – prazo para sentenciar de 10 dias. cria-se uma prisão cautelar obrigatória. • Alegações por escrito (memoriais. pois com a reforma do CPP em 2008. porém com a intenção de auferir algum benefício.8) Prazo para o encerramento da instrução criminal – art. • Recebimento da peça acusatória – 5 dias para recebê-la.5. ela é vedada (com ou sem fiança). violando o princípio da presunção de inocência. a título de colaboração. buscando narrar às autoridades competentes.: Tem doutrinador que diz que o prazo da prisão temporária não deve ser levado em consideração na hora desse cálculo. Não será concedida liberdade provisória. aos agentes que tenham tido intensa e efetiva participação na organização criminosa. em quantidade de vias necessárias. Procedimento penal com réu preso: • inquérito policial – 10 dias. 3. EUGÊNIO PACHELLI. 3.

792. 3ª) quando restar caracterizado um excesso abusivo. 3. 3. 387. imposição de prisão preventiva ou de outra medida cautelar. se for o caso. podendo ser dilatado em virtude da complexidade da causa e/ou pluralidade de réus. em organizações criminosas.2003) 4) LEI 9983/00 . fundamentadamente. parágrafo 2º.12. 9º da Lei 9034/95 foi revogado pelo o art. item 2. sem prejuízo do conhecimento da apelação que vier a ser interposta. 10 Os condenados por crime decorrentes de organização criminosa iniciarão o cumprimento da pena em regime fechado. de 2000) LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . 8º.CRIMES PREVIDENCIÁRIOS E LEI 8137/90 TRIBUTÁRIA CONTRA A ORDEM 4. Para os tribunais. Trata-se de uma garantia prevista na CADH – art. O regime integralmente fechado foi declarado inconstitucional – HC 82959 STF. parágrafo único do CPP. haverá excesso de prazo nas seguintes hipóteses: 1ª) quando o excesso for causado pela inércia do Poder Judiciário. posteriormente.1) ENTRADA EM VIGOR DA LEI 9983/00 Esta lei retirou as figuras criminais da lei previdenciária (Lei 8212/91) e jogou no Código Penal. O conhecimento de recurso de apelação do réu independe de Art. 10 Art.2) APROPRIAÇÃO INDÉBITA PREVIDENCIÁRIA – ART. alterou a lei dos crimes hediondos.5. 4. de 2008). (Incluído pela Lei nº 10.10) Início de cumprimento da pena em regime fechado – art. 2ª) quando o excesso for causado por diligências suscitadas exclusivamente pela acusação. esse prazo de encerramento da instrução criminal não é absoluto. 52. desproporcional à garantia da razoável duração do processo. de 1º. OBS.: o processo continua normalmente. no prazo e forma legal ou convencional: (Incluído pela Lei nº 9.11) Regime disciplinar diferenciado Foi introduzido na LEP. Em cima de tal entendimento.719. 347. Lei 11464/2007. sobre a manutenção ou.983. foi editada a súmula 347 do STJ: Súmula sua prisão. § 2o Estará igualmente sujeito ao regime disciplinar diferenciado o preso provisório ou o condenado sob o qual recaiam fundadas suspeitas de envolvimento ou participação. quadrilha ou bando. “h”.5. Deixar de repassar à previdência social as contribuições recolhidas dos contribuintes. Parágrafo único. a qualquer título.5. 9º da Lei O art. art. 168-A DO CP Art. 9º cai por terra quando o STF julgou o HC 88420 – todo e qualquer acusado tem direito ao duplo grau de jurisdição. 168-A. O juiz decidirá. (Incluído pela Lei nº 11.28 Somando todos estes prazos: o prazo pode variar entre 95 a 175 dias.9) Recolhimento à prisão para apelar – art. Portanto. 3. mas o réu será posto em liberdade.

Súmula: 24 do STJ Aplica-se ao crime de estelionato. Art. no prazo legal. de dois a seis anos.Falsificar. em prejuízo alheio. de 2000) LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .reclusão. (Incluído pela Lei nº 9. 171 . quando as respectivas cotas ou valores já tiverem sido reembolsados à empresa pela previdência social. (Incluído pela Lei nº 9. mas incidindo o parágrafo 3º. ou (Incluído pela Lei nº 9. (Incluído pela Lei nº 9. assistência social ou beneficência. de 2 (dois) a 5 (cinco) anos. inclusive acessórios. (Incluído pela Lei nº 9. declara. de 2000) II – recolher contribuições devidas à previdência social que tenham integrado despesas contábeis ou custos relativos à venda de produtos ou à prestação de serviços. se o crime é cometido em detrimento de entidade de direito público ou de instituto de economia popular.reclusão. em que figure como vítima entidade autárquica da previdência social.983. de 2000) I – recolher. documento público. § 3º . na forma definida em lei ou regulamento. 171. e multa.983.983. de 2000) III .Obter. espontaneamente. 171 do código penal. de 2000) § 3o É facultado ao juiz deixar de aplicar a pena ou aplicar somente a de multa se o agente for primário e de bons antecedentes. o pagamento da contribuição social previdenciária. do art. desde que: (Incluído pela Lei nº 9. ou qualquer outro meio fraudulento: Pena . ou alterar documento público verdadeiro: Pena . de 2000) I – tenha promovido. de 2000) 4. a terceiros ou arrecadada do público. mediante artifício. Pratica-se o crime do art.4) FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTOS PARÁGRAFOS 3º E 4º Foi inserido no CP pela a referida lei DESTINADOS AO INSS – ART.983. ardil.29 Pena – reclusão.983. inclusive acessórios. importâncias ou valores e presta as informações devidas à previdência social. de 2000) § 2o É extinta a punibilidade se o agente. após o início da ação fiscal e antes de oferecida a denúncia. confessa e efetua o pagamento das contribuições.983. (Incluído pela Lei nº 9. a qualificadora do § 3º. no todo ou em parte. seja igual ou inferior àquele estabelecido pela previdência social. contribuição ou outra importância destinada à previdência social que tenha sido descontada de pagamento efetuado a segurados.3) ESTELIONATO CONTRA O INSS – ART. e multa. 171 do CP.pagar benefício devido a segurado. § 3o Nas mesmas penas incorre quem insere ou faz inserir: (Incluído pela Lei nº 9. 4.983. antes do início da ação fiscal. como sendo o mínimo para o ajuizamento de suas execuções fiscais.A pena aumenta-se de um terço. 297. de 2000) § 1o Nas mesmas penas incorre quem deixar de: (Incluído pela Lei nº 9. 297 .983. PARÁGRAFO 3º. de 2000) II – o valor das contribuições devidas. DO CP Art. (Incluído pela Lei nº 9.983. e multa. de um a cinco anos. administrativamente.983. induzindo ou mantendo alguém em erro. para si ou para outrem. vantagem ilícita.

983.983. Falsidade material – recai no documento em si. geralmente. de 2000) II – deixar de lançar mensalmente nos títulos próprios da contabilidade da empresa as quantias descontadas dos segurados ou as devidas pelo empregador ou pelo tomador de serviços. 337-A.983. é por este absorvido. O agente só responderá (pelo princípio da consunção) pelo o crime fim (absorve o crime meio). Tal falsidade dos parágrafos 3º e 4º é uma falsidade ideológica – o patrão (empregador) tem legitimidade para agir em cima de tais documentos. OBS.983. Súmula: 17 do STJ Quando o falso se exaure no estelionato.: quando estas informações estiverem sujeitas a posterior verificação. nos documentos mencionados no § 3o. (Incluído pela Lei nº 9. (Incluído pela Lei nº 9. no material (o papel) Falsidade ideológica – o seu conteúdo é falso. (Incluído pela Lei nº 9. receitas ou lucros auferidos. total ou parcialmente.983. trabalhador avulso ou trabalhador autônomo ou a este equiparado que lhe prestem serviços. (Incluído pela Lei nº 9.983. o crime será o de falsidade ideológica. de 2000) II – na Carteira de Trabalho e Previdência Social do empregado ou em documento que deva produzir efeito perante a previdência social.983. a vigência do contrato de trabalho ou de prestação de serviços.(Incluído pela Lei nº 9. Ex. de 2000) I – omitir de folha de pagamento da empresa ou de documento de informações previsto pela legislação previdenciária segurados empregado. não há que se falar em falsidade ideológica – crime impossível por ineficácia absoluta do meio. de 2000) Pena – reclusão. remunerações pagas ou creditadas e demais fatos geradores de contribuições sociais previdenciárias: (Incluído pela Lei nº 9. declaração falsa ou diversa da que deveria ter constado. de 2000) III – omitir.4: Falsificação de cheque – documento particular – mas alguns documentos particulares acabam sendo equiparados a públicos.983.5) SONEGAÇÃO DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA – ART. e então peço para que ela assine seu nome num papel. Ex. mediante as seguintes condutas: (Incluído pela Lei nº 9. Ex. a falsidade é material. sem mais potencialidade lesiva. nome do segurado e seus dados pessoais. Ex. de 2000) III – em documento contábil ou em qualquer outro documento relacionado com as obrigações da empresa perante a previdência social. empresário. digo que duvido que ela saiba assinar. Se o agente não tem legitimidade.2: oficial de justiça. Deve-se pensar na legitimidade – se o agente tem a legitimidade. 4. pois tal falsificação.(Incluído pela Lei nº 9. de 2000) LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . 337-A DO CP Art. pessoa que não possua a qualidade de segurado obrigatório. de 2000) § 4o Nas mesmas penas incorre quem omite. certifica uma informação falsa – tem legitimidade – falsidade ideológica. de 2 (dois) a 5 (cinco) anos. a remuneração.30 I – na folha de pagamento ou em documento de informações que seja destinado a fazer prova perante a previdência social. de 2000) Sua utilidade é quase que nenhuma. ela assinando e posteriormente eu pegar sua assinatura e jogar noutro documento com fins de fraude – falsidade material (não tinha legitimidade para solicitar tal assinatura). (Incluído pela Lei nº 9. Suprimir ou reduzir contribuição social previdenciária e qualquer acessório. e multa. meu colega.3: se eu induzo a empregada doméstica a erro. declaração falsa ou diversa da que deveria ter sido escrita.983. é usada como crime meio para o estelionato ou para a sonegação de contribuição previdenciária.1: confecção de uma certidão na minha casa e falsifiquei a assinatura de uma oficial de justiça – não tinha legitimidade – falsidade material.

a conduta de “apropriação indébita previdenciária” migrou para outro tipo penal – princípio da continuidade normativo típica – não houve abolitio criminis. 11 LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .983. seja igual ou inferior àquele estabelecido pela previdência social. pelo menos em tese. de 2000) § 4o O valor a que se refere o parágrafo anterior será reajustado nas mesmas datas e nos mesmos índices do reajuste dos benefícios da previdência social. na forma definida em lei ou regulamento. o STF chegou à conclusão de que a CADH só trata da prisão civil por dívida de alimentos.crimes ambientais. seria possível em 2 hipóteses: para o devedor de alimentos e para o depositário infiel.6) PRINCÍPIO DA CONTINUIDADE NORMATIVO TÍPICA Art. (Incluído pela Lei nº 9. autorizaria a responsabilidade penal da pessoa jurídica em 2 dispositivos: art.: Pessoa jurídica pode ser autor de crime contra a ordem tributária ou previdenciária? R: a CF.1) Anistia concedida aos agentes políticos Lei 9639/98 – art.31 § 1o É extinta a punibilidade se o agente.983. o juiz poderá reduzir a pena de um terço até a metade ou aplicar apenas a de multa. desde que: (Incluído pela Lei nº 9. parágrafo 3º . 168-A do CP = Em 1998. ele responderia pelo art.9. de 2000) § 2o É facultado ao juiz deixar de aplicar a pena ou aplicar somente a de multa se o agente for primário e de bons antecedentes. não cabe mais a prisão civil por ser depositário infiel – RE 466343 – tese da supralegalidade dos tratados internacionais de direitos humanos. 7) PRISÃO POR DÍVIDA Prisão civil. espontaneamente.983.00 (um mil. (Incluído pela Lei nº 9.8) SUJEITOS DO CRIME OBS. hoje. declara e confessar (não precisa pagar) as contribuições. Logo. se o agente se apropriasse de contribuições previdenciárias. de 2000) 4.983.9) SUJEITOS POLÍTICOS (MAIS ESPECIFICAMENTE. administrativamente.983. 4. como sendo o mínimo para o ajuizamento de suas execuções fiscais. inclusive acessórios. o agente está sendo punido por ter praticado uma conduta prevista em um tipo penal. Assim. de 2000) II – o valor das contribuições devidas. Na verdade. OS PREFEITOS) Agentes políticos podem ser responsabilizados por crimes tributários ou contra a previdência social. antes do início da ação fiscal.e crimes contra a ordem econômico-financeira – não existe previsão legal de responsabilidade penal da pessoa jurídica por crimes contra a ordem econômico-financeira. (Incluído pela Lei nº 9. (Incluído pela Lei nº 9. 4. de 2000) § 3o Se o empregador não é pessoa jurídica e sua folha de pagamento mensal não ultrapassa R$ 1. desde que fique evidenciado o conhecimento acerca dos fatos. art. parágrafo 5º . a resposta à pergunta acima feita é: não! 4. quinhentos e dez reais).510. 4. de acordo com a CF. Não há falar em inconstitucionalidade em relação aos crimes contra a ordem tributária por suposta prisão por dívida. No final do ano passado. A partir do advento da Lei 9983/2000. mas sim. 173. migração de um tipo penal para outro. 225. 95-D da referida lei.983. 95-D da Lei 8212/91  Art. de 2000) I – (VETADO) (Incluído pela Lei nº 9. importâncias ou valores e presta as informações devidas à previdência social.

807. DENÚNCIA . não é dado ao Poder Judiciário estender a anistia concedida aos agentes políticos às demais pessoas físicas. O pronunciamento mediante o qual é recebida a denúncia enquadra-se como decisão interlocutória.PARÂMETROS. com efeito ex tunc. CRIME SOCIETÁRIO . o acusado deve ser absolvido. Órgão Julgador: Primeira Turma MARCO SÃO PAULO CORPUS AURÉLIO 4. A título de isonomia. poderes de gestão. se ao final da instrução criminal não tiver sido comprovada de atos gerência.AUSÊNCIA DE RECOLHIMENTO DE CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS.03. fazendo-se remissão a folhas do processo. sendo o habeas corpus meio inadequado a tal desiderato. Porém.ADMINISTRAÇÃO EFETIVA . No momento do oferecimento da denúncia. 86 da Lei nº 3.MOMENTO PRÓPRIO À DEMONSTRAÇÃO. sob pena de verdadeira responsabilidade penal objetiva. 95 da Lei nº 8.(S) : MÁRCIO ROBERTO MENDES COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Ementa DENÚNCIA .(S) : ELENI KARAVITI OU ELENI KARAVITIS OU ELENI KARAVITS OU ELEINI KARAVITIS IMPTE. Tal anistia é causa de extinção da punibilidade . de 2008) Este parágrafo único dá anistia a todas as outras pessoas que praticaram tal crime – está com efeito suspenso. devendo mostrar-se fundamentado. ao contrário do que previsto no contrato social. 11.FUNDAMENTAÇÃO.10.807. portanto.10) RESPONSABILIDADE PESSOAL Somente pode praticar a pessoa física (diretor. 86 da Lei nº 3. administrador etc) que tenha efetivamente participado da administração da empresa.32 Art. Revela-se adequada a denúncia quando dela conste a assertiva de que os dois sócios da sociedade de responsabilidade limitada contavam. diretor ou administrador. de 1991. há de fazer-se no âmbito da instrução criminal. Parágrafo único. 95 da Lei nº 8. de 26 de agosto de 1960.RECEBIMENTO .RECEBIMENTO . O parágrafo único não foi aprovado pelo CN. sem que fosse atribuição legal sua. de 1960. e no art.212. segundo o estatuto da empresa.competência do Congresso Nacional.212. HC 84402 HABEAS Relator(a): Julgamento: 03/08/2004 Publicação DJ 27-08-2004 PP-00071 EMENT VOL-02161-02 PP-00297 RTJ VOL-00194-03 PP-00943 Parte(s) PACTE. (Execução suspensa.1) Denúncia genérica LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . (STF 84402). a condição de sócio-gerente. é dotado de uma inconstitucionalidade formal – STF HC 82045. São igualmente anistiados os demais responsabilizados pela prática dos crimes previstos na alínea "d" do art. concorrendo para a prática de qualquer das condutas criminalizadas. São anistiados os agentes políticos que tenham sido responsabilizados. pela prática dos crimes previstos na alínea "d" do art. e no art.CRIME SOCIETÁRIO . de 1991. 07.2009 – RENATO BRASILEIRO 4. / SP Min.NATUREZA DO ATO . é um indício da culpabilidade do acusado. DENÚNCIA . Surge suficiente o ato de recebimento da denúncia em que se alude à prova da existência do fato e de indícios da autoria. gerente. pela RSF nº 3. apesar de ter tido vigência. A demonstração do não-exercício da gerência.

HC 62328 e 47709 (abaixo) PROCESSUAL PENAL. LIV). art. art. Habeas corpus deferido A) Acusação geral X acusação genérica Acusação geral ocorre quando o órgão da acusação imputa a todos os acusados o mesmo fato delituoso. depois de narrar a existência de vários fatos típicos ou mesmo de várias condutas que estão abrangidas pelo tipo penal. 5.33 Para o STJ. O trancamento da ação penal. Rel. não se exige a descrição minuciosa e individualizada da conduta de cada acusado. DENÚNCIA QUE PREENCHE OS REQUISITOS DO ART. 4.579-MA. independentemente das funções exercidas por eles na sociedade. ao menos em tese. a conduta dos pacientes. ORDEM DENEGADA. 11 da Lei 8. Nos ditos crimes societários. Rel. Precedentes: HC no 86. 2a Turma. Ausência de justa causa para ação penal. Min. de maneira a permitir o exercício da ampla defesa. CRIME SOCIETÁRIO. no CESPE caiu recentemente que o STF não aceita denúncia genérica (HC 85327). 1a Turma. DJ de 13. sendo suficiente a narrativa dos fatos delituosos e sua suposta autoria. Mudança de orientação jurisprudencial. pela via do habeas corpus. de 1990). Francisco Rezek.2005. que. 41 DO ESTATUTO PROCESSUAL. da ampla defesa. Acusação genérica ocorre quando a acusação. de qualquer forma. Todavia. 5o.09. HABEAS CORPUS. 5. DJ de 25.1997. Rel. sendo imperativa a apuração dos fatos durante o curso regular da instrução criminal. CRIMES CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA ECONÔMICA E AS RELAÇÕES DE CONSUMO.1994. Celso de Mello.04. O Superior Tribunal de Justiça possui entendimento de que o habeas corpus é meio impróprio para exame de alegações que ensejam a análise de material fático-probatório. Min. Observância dos princípios do devido processo legal (CF. Min. entendia ser apta a denúncia que não individualizasse as condutas de cada indiciado. não servindo como instrumento para apreciação completa e antecipada de mérito da causa. Ordem denegada (*** MODIFICAÇÃO DO ENTENDIMENTO ACIMA . IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA.590-SP. permitindo o exercício da ampla defesa. DJ de 03. Rel. 2a Turma. No caso concreto. atipicidade da conduta. 5o. de modo adequado e suficiente. 7. HC no 80. Crime societário. e HC no 70. de minha relatoria. Crimes contra a Ordem Tributária (Lei no 8. configuram ilícitos penais. unânime. Necessidade de individualização das respectivas condutas dos indiciados. 3. unânime. 4.extinção da punibilidade ou ausência de indícios de autoria e prova da materialidade. HC no 85. de minha relatoria p/ o acórdão. não se exige a descrição minuciosa e individualizada de cada acusado. concorram. 1a Turma. Min. DESNECESSIDADE DE DESCRIÇÃO MINUCIOSA DA CONDUTA DE CADA DENUNCIADO. 1o. à luz do contraditório e da ampla defesa. Habeas corpus. III). 2.TRECHO RETIRADO DA MATÉRIA DE AÇÃO PENAL – MATERIAL DE DIREITO PROCESSUAL PENAL: Denúncia genérica – é comum nos crimes societários – vale-se do manto protetor da pessoa jurídica. sendo o suficiente que os acusados sejam de algum modo responsáveis pela condução da sociedade).02. 6. bastando a indicação de que os acusados fossem de algum modo responsáveis pela condução da sociedade comercial sob a qual foram supostamente praticados os delitos.294-SP. O propósito do art. 2. para a prática dos delitos nela definidos.137. Não há falar em inépcia da inicial quando a denúncia descreve condutas que.03. DJ de 05. 1a Turma. LV) e da dignidade da pessoa humana (CF. HC no 73.812-PA. 2a Turma. 1. de plano. e HC no 74.763-DF. a denúncia é inepta porque não pormenorizou.903-CE. No próprio STF há decisões em sentidos diversos (último julgado sobre o assunto  HC 92921 – em crimes societários não há inépcia da peça acusatória pela ausência de indicação individualizada da conduta de cada acusado. art. 46. unânime.791-RJ.1997. unânime. contraditório (CF. Alegação de denúncia genérica e que estaria respaldada exclusivamente em processo administrativo. sendo suficiente a narrativa dos fatos delituosos e sua suposta autoria. só se justifica quando verificadas. Dispensabilidade do inquérito policial para instauração de ação penal (art. DJ de 24.05.2006.12. Pedido de trancamento.1996. DJ de 09. de minha relatoria. 3.137/90 é responsabilizarcriminalmente todos aqueles que.2004. em crimes societários. § 1o. CPP). unânime. EMENTA: 1. 2a Turma. Precedentes: HC no 73. por maioria. dirigindo ou gerenciando a pessoa jurídica. 6. Celso de Mello. 8. Ilmar Galvão. DJ de 23. no caso de crimes societários. por maioria.05. imputa tais condutas a todos os LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .

Não há necessidade de demonstrar-se que o agente tinha a intenção de se apropriar indevidamente dos valores (STF HC 76978. só pode ser argüida até a sentença. 28 da Lei de drogas. ACUSAÇÃO GERAL Ocorre quando o órgão da acusação imputa a todos os acusados o mesmo fato delituoso. independentemente das funções por eles exercidas na empresa.a manutenção de inquérito. Art. A apropriação indébita disciplinada no artigo 168-A do Código Penal consubstancia crime omissivo material e não simplesmente formal. Nos crimes contra a ordem tributária (Lei 8137) a fraude funciona como uma elementar do delito. 168 • Crime material • Tipo incongruente ou congruente assimétrico (tipo congruente – há uma perfeita adequação entre os elementos objetivos e subjetivos do tipo penal. ACUSAÇÃO GENÉRICA Ocorre quando a acusação imputa vários fatos típicos. No art. 168-A do CP. art. nesse último caso.00 é insignificante.ante o princípio da não-contradição. Órgão Julgador: Tribunal Pleno GOIÁS INQUÉRITO AURÉLIO APROPRIAÇÃO INDÉBITA PREVIDENCIÁRIA . 159 do CP).CRIME . Caracteriza-se pelo o elemento do dolo específico. ele utiliza o montante previsto nesta lei para considerar o que seja insignificante (abaixo de R$ 100.PROCESSO ADMINISTRATIVO. o início do procedimento penal ficará dependente da conclusão do procedimento administrativo. 4. mas ela não está inserido no tipo penal). Estando em curso processo administrativo mediante o qual questionada a exigibilidade do tributo. ficam afastadas a persecução criminal e . art. ainda que sobrestado. ex. 20 da Lei 10522/2002: LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . (Há inépcia da peça acusatória – há vários fatos imputados genericamente).: No INQ 2537 do STF. imputando-os genericamente a todos os integrantes da sociedade. 4. um especial fim de agir. este tribunal entendeu que o art. o princípio da razão suficiente . parágrafo 1º .: art.ESPÉCIE. OBS. a fraude não é uma elementar do delito (pode até usar a fraude.12) TIPICIDADE MATERIAL E PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA Lei 10522/2002. e STJ entende da mesma forma).art.11) NATUREZA JURÍDICA DO CRIME DE APROPRIAÇÃO INDÉBITA PREVIDENCIÁRIA A) Quadro comparativo entre a apropriação indébita e apropriação indébita previdenciária Apropriação indébita. Existe apenas um fato típico). art. 168-A • Crime formal. sendo indispensável a apropriação dos valores com a inversão da posse respectiva – assim.NO Relator(a): Julgamento: 10/03/2008 Ementa / GO MARCO - Min. 33 da Lei de drogas.art. Inq-AgR 2537 AG. 18.REG. • Tipo congruente .para o STJ. INQUÉRITO . Apropriação indébita previdenciária.SONEGAÇÃO FISCAL . tipo incongruente ou congruente assimétrico – não há uma perfeita adequação entre os elementos objetivos e subjetivos do tipo penal. 168-A é um crime omissivo material. A inépcia da peça acusatória. já que a Fazenda cancela todos os débitos abaixo deste valor). (Não há inépcia da peça acusatória.34 integrantes da sociedade.

Serão arquivados. Em âmbito fiscal. 4. caput. no que pertine à aplicação da multa LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . mantendo. ideal é quebrar o sigilo bancário e fiscal da pessoa física para analisar as dificuldades financeiras (STJ RESP 327738). as figuras penais antes previstas na Lei 4729/65. só em casos extremos poderão ser admitidas. Além de manter as figuras típicas constantes da lei anterior. No ano de 2007. 4.15) AÇÃO PENAL E COMPETÊNCIA Nos crimes previdenciários e contra a ordem tributária.000. a vítima é uma autarquia federal.000 reais – HC 92438. independentemente do pagamento (ao contrário da apropriação indébita previdenciária). reproduziu.13) DIFICULDADES FINANCEIRAS Podem servir para absolver alguém pela prática de crime previdenciário ou crime tributário? R: Não. que passou a definir os crimes contra a ordem tributária. a ação penal será pública incondicionada.033. Tramita um HC perante o plenário o qual o placar está 5x1 contrário à aplicação deste princípio. logo a competência é da Justiça Federal. 337-A DO CP Trata-se de um crime material – o crime se consuma com a supressão ou redução de contribuição social previdenciária. da Lei 10522/2002 – tudo que for abaixo de 10.35 Art. 4. A) Princípio da insignificância em crimes contra a Administração Pública Alguns doutrinadores dizem que não se aplica o princípio da insignificância a estes crimes – o que estaria em jogo é a violação aos princípios da Administração pública e aos deveres de probidade e honestidade. Em se tratando de crimes contra a ordem tributária. antes inexistentes. A fraude é uma elementar do delito. ASPECTOS INDIVIDUAIS DA LEI 8137/90 – CRIMES CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA (retirado de material antigo já que o professor não comentou tais assuntos em aula) Derrogação da Lei 4729/65 pela Lei 8137/90 “A lei 8137 de 27 de dezembro de 1990. as disposições desta última. os autos das execuções fiscais de débitos inscritos como Dívida Ativa da União pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional ou por ela cobrados.00 (dez mil reais). criou outras. quase que fielmente. 20.14) SONEGAÇÃO DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA – ART. (Redação dada pela Lei nº 11. sem baixa na distribuição. Em se tratando de crimes contra a previdência social. A confissão espontânea antes do início da ação fiscal extingue a punibilidade. etc). Funcionará como uma excludente da culpabilidade por inexigibilidade de conduta diversa. de valor consolidado igual ou inferior a R$ 10. de 2004) O STF utiliza como patamar para fins de insignificância o valor do art. o STF entendeu que seria aplicado ao crime de peculato-apropriação – HC 87478 – deve-se entender que esta é a tendência. por reprodução. que previa os crimes de sonegação fiscal. o processo será arquivado até que o valor aumente. B) Princípio da insignificância no crime de porte de drogas nas Forças Armadas Há julgamentos favoráveis e desfavoráveis no STF. ICMS – competência da Justiça Estadual. mediante requerimento do Procurador da Fazenda Nacional. Quando o réu alegar que a sua empresa passava por dificuldades financeiras. para que depois a Procuradoria execute a dívida. dever-se-á atentar à natureza do tributo (IR – competência da Justiça Federal. 20.

Rui e outros. buscando a meta de constituir uma sociedade livre.. verbi grata. III . Rel. o que é tarefa simples. (. Hugo de Brito Machado apud Guilherme de Sousa Nucci. promovem justiça social. Protegem-se. 12 da Lei. produz riqueza. principalmente. 585. fatura. 2087. precisa ser usado com cautela.. p. São circunstâncias que podem agravar de 1/3 (um terço) até a metade as penas previstas nos arts. que deve atuar como a ultima ratio (última opção).36 (conversão). Ibidem. somente assiste. Rui e outros. à extinção da punibilidade. portanto. O Direito Penal Tributário. “A diversidade do objeto material impõe o cuidado de identificá-lo em cada uma das normas. ao locupletamento da classe política dirigente. Guilherme. se bem empregados..” NUCCI. 2079. por meio de trabalho duro. A banalização do Direito Penal Tributário. Rui. II .. o Direito Tributário tem por finalidade limitar o poder de tributar e proteger o cidadão contra os abusos desse poder’ “.. 1°. colocando em sério risco a atividade estatal de distribuição (ou redistribuição) de riquezas. 4 e 7 – crimes contra a ordem econômica e as relações de consumo. doutrinariamente. ?. sabendo-se que. documento. p. 2099. p. O objeto material imediato é a supressão ou redução de tributo e o mediato é variável em cada uma das figuras.. como hoje ocorre. MACHADO. Tipo subjetivo “O elemento subjetivo comum é o dolo específico. Não existe modalidade culposa nos crimes tributários. que constitui um elemento subjetivo do injusto. objeto material do crime é aquilo sobre o que incide a conduta do agente. justa e solidária..” STOCO. Circunstâncias agravantes Art. existente em cada um dos tipos. p. em relação a condutas infracionais realmente graves. 585.” STOCO. passivo. p.ser o crime praticado em relação à prestação de serviços ou ao comércio de bens essenciais à vida ou à saúde.” STOCO.ocasionar grave dano à coletividade. ibidem.. livro.ser o crime cometido por servidor público no exercício de suas funções.. mas jamais deveria servir. informação. Para que se configure o crime contra a ordem tributária é indispensável a presença do dolo (TJDF – Rec. 2° e 4° a 7°: (art.. Pingret de Carvalho – RT 728/595 LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . taxas. “A esfera penal. ao concurso de pessoas às agravantes e atenuantes. tornando crime qualquer tipo de infração. que levem à supressão ou diminuição da arrecadação tributária. faz nascer o sentimento de injustiça em quem. contribuições etc. vê-se tributado excessivamente e não consegue visualizar nenhum tipo de atividade estatal positiva. que seria meramente tributária. garantindo o mínimo de bem-estar a todos os brasileiros. Ao contrário. Lei penais especiais e sua interpretação jurisprudencial.. é criminalizar condutas graves. a fé pública e a Administração Pública. como instrumento de pressão para a cobrança de impostos. consignado na exigência de uma particular intenção. Direito Penal Tributário “Os tributos em geral. Ibidem. Objeto jurídico e material O objeto jurídico são os interesses estatais ligados à arrecadação dos tributos devidos à Fazenda Pública. visando à boa execução da política tributária do Estado. somente como última hipótese. respectivamente) I . ou entre os que têm mais e os que têm menos poder.) A finalidade do Direito Tributário é ‘promover o equilíbrio nas relações entre os que têm e os que não têm poder..

A falta de atendimento da exigência da autoridade. que poderá ser convertido em horas em razão da maior ou menor complexidade da matéria ou da dificuldade quanto ao atendimento da exigência.2000) I . A nota característica da sonegação fiscal é o emprego de fraude – qualquer meio de ludibriar. mas o STF já pacificou que o art. ou prestar declaração falsa às autoridades fazendárias. por exemplo.” CAPEZ. e o art. “Na elisão fiscal. duplicata. IV . a atividade do agente consiste em suprimir ou reduzir tributos e acessórios.reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos. ou qualquer outro documento relativo à operação tributável.fraudar a fiscalização tributária. o legislador aponta as hipóteses que caracterizam os crimes contra a ordem tributária. Fernando. pelo contrário. Ibidem. Parágrafo único. Crimes praticados por particulares contra a Ordem Tributária Art. quando obrigatório. Crime contra a ordem tributária não é simplesmente deixar de pagar o tributo. e em todas essas condutas. o agente. p. nota fiscal ou documento equivalente. 2º prevê crimes formais (basta o emprego da conduta fraudulenta). distribuir. nota de venda. A primeira (evasão fiscal) consiste na verdadeira fraude fiscal. efetivamente realizada.falsificar ou alterar nota fiscal. fatura. V . de enganar o fisco. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .” CAPEZ. mediante as seguintes condutas: (Vide Lei nº 9. 1º e 2º. quando se evita a incidência de um tributo dentro de determinado território. acarretando no pagamento menor de tributo ou nada o pagando.37 Evasão fiscal e elisão fiscal “A doutrina costuma diferenciar a evasão fiscal da elisão fiscal. Fernando. Todavia. em que o agente se utiliza de manobras fraudulentas (atividades ilícitas) com a finalidade de suprimir ou reduzir tributo. é o conceito de sonegação fiscal.negar ou deixar de fornecer. Crimes em espécie Quando se fala em crimes tributários. Ibidem. 602. ou fornecê-la em desacordo com a legislação. p. Deve deixar de pagar o tributo ou pagar menos desde que haja a intenção de fraude. ou omitindo operação de qualquer natureza. em documento ou livro exigido pela lei fiscal. II . no prazo de 10 (dez) dias. ou contribuição social e qualquer acessório. emitir ou utilizar documento que saiba ou deva saber falso ou inexato. e multa.omitir informação. 1º prevê crimes materiais (exige um resultado naturalístico). inserindo elementos inexatos.964. 1° Constitui crime contra a ordem tributária suprimir ou reduzir tributo. crime contra a ordem tributária. Há aqui a intenção de lesar o fisco. realiza atividades lícitas que se destinam ao não-pagamento do tributo ou à redução de sua carga tributária. a lei 8137/90 não diz o que se entende por sonegação fiscal. 602. III . 1º e 2º da lei. de 10. relativa a venda de mercadoria ou prestação de serviço. configurando a sua ação ou omissão. fornecer. Pena . Nos arts. antes da ocorrência do fato gerador.elaborar. caracteriza a infração prevista no inciso V. Os crimes contra a ordem tributária estão previstos nos art.4.

fazer declaração falsa ou omitir declaração sobre rendas.4. 2 da Lei).). “Não se admite (no art. Fernando. 51. 2º. é fundamental a comprovação de ter ocorrido. pois as condutas ali previstas são de natureza predominantemente formal”. com poderes para fazer com que a omissão ocorresse ou não. pagar ou receber. para eximirse. Quem. contudo. ou aplicar em desacordo com o estatuído. bens ou fatos. mediante uma ou mais condutas prescritas nos seus incisos. no prazo legal. ou empregar outra fraude. 605 e 606. de 10. Há. Trata-se de crime material. 2. em regra. p. de pagamento de tributo. “de uma forma geral o sujeito ativo será. fornecida à Fazenda Pública. Rui. Alexandre. Editora Livraria do Advogado. 1. sujeito ativo será o substituto.deixar de aplicar. Ibidem. 51. 11 da Lei. p. Quanto à empresa. figuras penais previstas na lei em que o sujeito ativo poderá ser qualquer pessoa (hipóteses do inciso II e IV. na medida de sua culpabilidade “Se o crime for praticado visando reduzir ou suprimir tributo em favor de sociedade comercial. 2085.detenção. gerentes ou funcionários responsáveis. Art. Ibidem. IV . diferentemente do art. Guilherme. a supressão ou redução de tributo. total ou parcialmente. o contribuinte. total ou parcialmente o tributo (não se quer dizer que tal tributo será sonegado)” NUCCI.deixar de recolher. 596 Quanto ao sujeito ativo do crime do art. concorre para os crimes definidos nesta lei. bens ou fatos. por lei. KERN.. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . para si ou para o contribuinte beneficiário. Na figura prevista no art. Ibidem.utilizar ou divulgar programa de processamento de dados que permita ao sujeito passivo da obrigação tributária possuir informação contábil diversa daquela que é.. CAPEZ. deve ser responsabilizado aquele que detinha o domínio do fato.. a declaração falsa ou omissão de dados relativos a rendas. Pena . incide nas penas a estes cominadas. II . Nas hipóteses em que a lei elege um substituto passivo tributário.2000) I . 2002. instituições financeiras ou empresa de qualquer natureza serão pessoalmente responsáveis os diretores. na qualidade de sujeito passivo de obrigação e que deveria recolher aos cofres públicos. e multa) (. págs. O controle penal administrativo nos crimes contra a ordem tributária. e multa “Os tipos penais do artigo primeiro são denominados crimes de sonegação em sentido próprio. de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos..Ibidem. 1) qualquer benefício previsto na Lei 9099 de 95 (pena de dois a cinco anos. obrigado a reter e recolher o tributo do contribuinte de fato. III . administradores.38 Art. inciso I. p.964. V . 2° Constitui crime da mesma natureza: (Vide Lei nº 9. inclusive por meio de pessoa jurídica. incentivo fiscal ou parcelas de imposto liberadas por órgão ou entidade de desenvolvimento. descontado ou cobrado.” STOCO. tem a finalidade de não recolher. como exige o caput. É super minoritário o entendimento de que pessoa jurídica (ela própria e não os seus diretores) seria sujeito ativo do crime de sonegação fiscal. do art. qualquer percentagem sobre a parcela dedutível ou deduzida de imposto ou de contribuição como incentivo fiscal. valor de tributo ou de contribuição social.. de qualquer modo.” KERN. pois.exigir. p.. que “não se exige a supressão ou redução do tributo.. Alexandre.

DJU 17/03/1997. para si ou para outrem. Relator Min. p. Ibidem. o art. restringir o quantum de tributo a ser recolhido.Ibidem. de 1(um) a 4 (quatro) anos. 3 da lei 8137. A Lei 8137/90 – Define crimes contra a ordem tributaria (. Na hipótese do art. IV e V.3. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . ou aceitar promessa de tal vantagem. 7554 “Sujeito ativo é.. 1 e Art. intermediário ou representante de qualquer delas. p. em geral. Data da decisão 17/06/1996. Guilherme. valendo-se da qualidade de funcionário público. trata-se de figura similar ao art. Qualquer outro documento sonegado ou extraviado por funcionário público.90 é especial (princípio da especialidade quanto ao conflito aparente de normas). “Suprimir significa omitir. Capítulo I): I. na forma da legislação tributária (há o contribuinte direto e o substituto tributário”. sonegá-lo. solicitar ou receber. É a evasão total. para deixar de lançar ou cobrar tributo ou contribuição social. acarretando pagamento indevido ou inexato de tributo ou contribuição social. direta ou indiretamente.. 314 do CP – extravio. Direito Penal Econômico. de forma que somente haverá crime contra a ordem tributária se o agente realizar qualquer das condutas mencionadas. sendo que no inciso IV deve encontrar-se na situação de beneficiário de incentivo fiscal. I – Distinção. I. Dos crimes praticados por funcionários públicos Art. processo fiscal ou qualquer documento. Constitui crime funcional contra a ordem tributária. 3 da Lei. interesse privado perante a administração fazendária. Editora RT. NUCCI. 2. STJ. o contribuinte ou responsável (delito especial próprio)... 330.39 GUILHERME DE SOUZA NUCCI entende desta mesma maneira. Luiz.. que não se refira a tributo e não exista outra tipificação especial.1. além dos previstos no Dec. de que tenha a guarda em razão da função. 411.Lei 2848 de 1940 – Código Penal (Título XI. de 3 (três) a 8 (oito) anos.. mas exige-se também que sejam conseqüência de um comportamento anterior fraudulento. por sua vez. Pena – reclusão. ou pagamento a menor” RHC 5123.” PRADO. e multa. direta ou indiretamente. ainda que fora da função ou antes de iniciar seu exercício. É a inadimplência parcial ou incompleta da obrigação por parte do devedor. Quanto ao inciso I do art. 2004. III. Todavia. não recolher o que deveria ter sido pago. sonegação ou inutilização de livro ou documento. pois se refere a qual processo ou documento relativo a tributo.2. visa a preservar a formação do crédito tributário. p.Ibidem.2. III. “Nos cinco incisos do art. ou inutilizá-lo.exigir. Pena – reclusão. P. Reduzir equivale a diminuir. não é suficiente para a configuração do tipo a supressão ou redução do tributo. 411. 565. dizendo ser sujeito ativo o “contribuinte. incidirá no art.extraviar livro oficial. II. Portanto. mas em razão dela. Luiz Regis. Luiz Regis. não cumprir a obrigação tributária devida. ou cobrá-los parcialmente. e multa. SEXTA TURMA. tal figura do art.” PRADO. p. RHC Processual Penal – Tributário – Lei 8137/90 Art. Vicente Cernnhiaro.1º são destacadas as várias modalidades pelas quais isso pode ocorrer (supressão ou redução de tributo). total ou parcialmente.” PRADO.) – no art.patrocinar. pode ser qualquer pessoa (delito comum). encerra condutas fraudulentas visando ao não pagamento do tributo. 314 do CP. vantagem indevida.

ibidem. 3 da Lei. não poderá ser responsabilizado por este crime. A única liberdade provisória que cabe neste caso é a com fiança. no caso.: CONFRONTO COM O EXCESSO DE EXAÇÃO: “exação é a cobrança pontual de tributos. Contra este artigo 83 foi ajuizada a ADIn 1571 (à época. O MP não está impedido de agir se por outros meios tem conhecimento do lançamento definitivo. de 27 de dezembro de 1990.40 “Obviamente que o funcionário que não relacionou os documentos. na esfera administrativa.” CAPEZ... Por outro lado. Note-se. por tê-los esquecido em sua gaveta. Segundo o texto da lei. §2. justamente para não cobrar o tributo ou cobrá-lo parcialmente (esta situação configura o inciso II do art. Em suma: exige. poderá apenas caracterizar infração disciplinar.137.. cabe a figura do art. aplicam-se aos processos administrativos e aos inquéritos e processos em curso. 83 não criou condição de procedibilidade da ação penal por crime contra a ordem tributária. Fernando. na ADIn. p. §1 do CP. que o art. deixando de recolhê-lo aos cofres públicos. O STF entendeu. A representação fiscal para fins penais relativa aos crimes contra a ordem tributária definidos nos arts. p. Ibidem. 613 4. a liberdade provisória sem fiança não é cabível em crimes de sonegação fiscal (crimes contra a ordem tributária). 83 da Lei 9430/96. e a vítima (extraneus) cede por deliberada vontade. através da análise dos verbos do tipo.17) PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO NOS CRIMES MATERIAIS CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA Art. Ibidem. os juristas começaram a dizer que tal decisão final seria uma condição de procedibilidade).. que o servidor está cobrando tributo indevido para o Estado ou. encontra-se. prevendo o momento em que devem encaminhar ao MP noticia criminis de crime contra a ordem tributária. O funcionário (intraneus) solicita a vantagem. contudo praticados com a finalidade de deixar de lançar tributo ou cobrar tributo ou contribuição social. 637. Na corrupção passiva há o “solicitar ou receber” – “não há o emprego de qualquer ameaça explícita ou implícita. A negligência.. p. 310. 316. incide nas penas do art. e este cede por temer represálias.16) PRISÃO E LIBERDADE PROVISÓRIA No CPP. para cobrá-lo de um modo. Parágrafo único. há a previsão da liberdade provisória sem fiança caso o juiz verifique a inocorrência de qualquer das hipóteses que autoriza a prisão preventiva. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .” CAPEZ. parágrafo único. Tratando-se do inciso II do art. humilha o contribuinte. 1º e 2º da Lei nº 8. OBS. recebe. Guilherme. sobre a exigência fiscal do crédito tributário correspondente.249. solicita ou aceita promessa de vantagem indevida qualquer. 636. bem como quando emprega na cobrança meio vexatório ou gravoso ilegal. 83. uma vez que a ocultação não foi intencional. pode receber exatamente o tributo devido.Ibidem. As disposições contidas no caput do art.. sabendo ou devendo saber indevido.) impõe à vítima determinada obrigação. o crime de concussão e corrupção passiva. Esse dispositivo do art. desde que não recebida a denúncia pelo juiz. 34 da Lei nº 9. mas embolsá-lo. 3 desta Lei). Se desviar o tributo recebido em proveito próprio ou alheio. Na concussão – verbo “exigir” – “o agente (. será encaminhada ao Ministério Público após proferida a decisão final. de 26 de dezembro de 1995. Quando o funcionário demanda tributo do contribuinte. p. 316. NUCCI. 4. Fernando. portanto. art. 83 tem como destinatário as autoridades fazendárias. ou cobrá-lo indevidamente – tipo especial (princípio da especialidade). 636. Art.“ Id.

em nada afetando a atuação do Ministério Público. não é possível falar em tributo. na esfera administrativa. tem conhecimento do lançamento definitivo. 2ª corrente – tem prevalecido no âmbito do STF e STJ. não havendo crime material (RHC 90532 – STF). O Ministério Público pode. entretanto. Decisão que não afeta orientação fixada no HC 81. Não configurada qualquer limitação à atuação do Ministério Público para propositura da ação penal pública pela prática de crimes contra a ordem tributária. Condição objetiva de punibilidade • Conceito: cuida-se de condição exigida pelo Legislador para que o fato se torne punível e que está fora do injusto penal. estando localizada entre o preceito primário e secundário da norma penal incriminadora. a remessa da notitia criminis ao Ministério Público. Chama-se condição objetiva porque independe do dolo ou da culpa do agente. Está ligada ao Direito Penal e não ao Direito Processual Penal. 83 da Lei no 9.12. de 27. Conseqüência da ausência dessa condição de procedibilidade: se percebida no início do processo. Argüição de violação ao art. 4. 3. Crime de resultado. solicitando o trancamento da ação penal. Ex. há várias correntes: 1ª corrente – a decisão final do procedimento administrativo não é uma condição de procedibilidade. Improcedência da ação Quanto à natureza jurídica dessa decisão final. I da Constituição. 129. 5. MARCO AURÉLIO Julgamento: 16/12/2004 Órgão LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Notitia criminis condicionada "à decisão final. Antes de constituído definitivamente o crédito tributário não há justa causa para a ação penal. 2. pode-se impetrar HC. Essa decisão só faz coisa julgada formal. condicionando a existência da pretensão punitiva do Estado. o juiz rejeitará a denúncia. o juiz pode usar o CPC e proceder a extinção do processo sem julgamento do mérito. se. Se iniciado o processo. por outros meios. se percebida durante o processo. Condição de procedibilidade • Conceito: é uma condição exigida para o regular exercício do direito de ação. 6.611. • Se essa condição objetiva de punibilidade ainda não foi implementada. o Estado não pode exercer a sua pretensão punitiva (STF HC 81611). para a autoridade fiscal.41 ADI 1571 AÇÃO Relator(a): / DIRETA Min. HC 84925 / SP SÃO PAULO HABEAS CORPUS Relator(a): Min.430. de modo que o MP não está obrigado a aguardar o exaurimento da via administrativa para oferecer denúncia. oferecer denúncia independentemente da comunicação. A natureza jurídica.1996. É obrigatória. A decisão final do procedimento administrativo de lançamento nos crimes materiais funciona como condição objetiva de punibilidade. Art. Enquanto não houver o lançamento. 7. A norma impugnada tem como destinatários os agentes fiscais. Elas podem ser genéricas ou específicas. UF DE GILMAR UNIÃO FEDERAL INCONSTITUCIONALIDADE MENDES Ementa EMENTA: Ação direta de inconstitucionalidade. dita "representação tributária". sobre a exigência fiscal do crédito tributário". seria de uma questão prejudicial heterogênea – solução: aplicarse-á a suspensão do processo e da prescrição enquanto a decisão definitiva no âmbito administrativo não sair – posição a ser sustentada em concursos do MP. para esses doutrinadores.: sentença declaratória da falência nos crime falimentares.

recuperação fiscal: Art. 9º da Lei 10684/2003 – Lei de revisão de dívidas. 9o É suspensa a pretensão punitiva do Estado. tendo como benefício o arrependimento posterior (art.).18) PAGAMENTO DO DÉBITO TRIBUTÁRIO Art. inclusive acessórios – não há nenhum limite temporal (antes do recebimento da denúncia. e na Lei nº 4. referente aos crimes previstos nos arts.HC 73418.137. 34. todavia. de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal.42 Julgador: Primeira Turma Ementa SONEGAÇÃO FISCAL PROCESSO ADMINISTRATIVO PENDENTE .137. será extinta a punibilidade – É o que vale hoje! LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . 34 da Lei 9249/95. 9º. Para tais crimes patrimoniais. § 1o A prescrição criminal não corre durante o período de suspensão da pretensão punitiva. 34 é norma especial. STF .611-8/DF. Recurso Ordinário em Habeas Corpus nº 83. 1o e 2o da Lei no 8.848. e nos arts. 16 do CP). de 27 de dezembro de 1990. de 14 de julho de 1965.729. Art.105-8/SP. inclusive acessórios. e Habeas Corpus nº 84. 34 da Lei 9249/95.717-4/ES. por mim relatados 4. Estando pendente o processo administrativo fiscal. somente se refere à lei 8137/90 e Lei 4729/65 – crimes contra a ordem tributária. não se aplica o art. Nada se fala sobre os crimes contra a previdência social. Art. publicado no Diário da Justiça de 3 de abril de 2004. De acordo com tal art. publicado no Diário da Justiça de 13 de agosto de 2004.AÇÃO PENAL. durante o período em que a pessoa jurídica relacionada com o agente dos aludidos crimes estiver incluída no regime de parcelamento. Para os tribunais. O pagamento até o recebimento da denúncia vai acarretar na extinção da punibilidade. Tal artigo. o parcelamento do débito tributário acarretará na suspensão da pretensão punitiva. relator ministro Sepúlveda Pertence. julgado em 10 de dezembro de 2003. quando o agente promover o pagamento do tributo ou contribuição social. antes do recebimento da denúncia. o art. § 2o Extingue-se a punibilidade dos crimes referidos neste artigo quando a pessoa jurídica relacionada com o agente efetuar o pagamento integral dos débitos oriundos de tributos e contribuições sociais. Precedentes: Habeas Corpus nº 81. Extingue-se a punibilidade dos crimes definidos na Lei nº 8. suspendendo também o curso da prescrição. Ocorrendo o pagamento integral do débito tributário efetuado a qualquer momento. de 27 de dezembro de 1990. Ao crime de estelionato ou crime patrimonial qualquer. esta extinção de punibilidade também se aplica aos crimes previdenciários. por ex. 168A e 337A do Decreto-Lei no 2. tem-se a suspensão da exigibilidade do tributo. não cabendo o ajuizamento de ação penal.

" . para suspensão da pretensão punitiva e da prescrição. tenha o réu obtido.684/03. 71. APLICAÇÃO DO ART. No caso de crime tributário. Suspensão da pretensão punitiva e da prescrição. Crime tributário. PERCEPÇÃO INDEVIDA. 9º da lei nº 10.RECURSO ESPECIAL. que dura no tempo. § único. 34 DA LEI N. 1. 2ª corrente – tal crime é praticado em continuidade delitiva. 2. Aplicação do art. do cp). XL. Norma geral e mais benéfica ao réu. 4ª corrente – posição do STF – é delito instantâneo de efeitos permanentes (HC 80349 E 94148) HC 94148 HABEAS / SC SANTA CATARINA CORPUS LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .43 HC 85048 / HABEAS Relator(a): Julgamento: 30/05/2006 Ementa EMENTA: AÇÃO PENAL. iii. do CP. Diante do pagamento do tributo. PAGAMENTO DO TRIBUTO ANTES DO OFERECIMENTO DA DENÚNCIA. este pagamento como causa de extintiva de punibilidade também se aplica ao delito de descaminho – HC 48805 PROCESSO PENAL. mas antes do trânsito em julgado da sentença condenatória RS RIO GRANDE CEZAR DO Min. 5º. 111. Débito incluído no Programa de Recuperação Fiscal . art."tratando-se de estelionato de rendas mensais. HC deferido para esse fim. de rigor o reconhecimento da extinção da punibilidade. Condenação por infração ao art. cc. Precedentes. Órgão Julgador: Primeira Turma SUL CORPUS PELUSO Para o STJ. Aplicação retroativa do art. devendo o termo inicial da prescrição contar-se da cessação da permanência (art. da autoridade competente. Não há razão lógica para se tratar o crime de descaminho de maneira distinta daquela dispensada aos crimes tributários em geral.recurso conhecido e provido. .249/95. BENEFICIO PREVIDENCIARIO EM PARCELAS SUCESSIVAS. FRAUDE. na esfera administrativa pela autoridade competente. Não recolhimento de contribuições previdenciárias descontadas aos empregados. antes do recebimento da denúncia. 2º. EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE. DO CP Há divergências quanto a sua prática reiterada: 1ª corrente – trata-se de crime único e permanente de estelionato (STJ – RESP 147203 e 502334). Ordem concedida. PARÁGRAFO 3º. da CF. ainda que após o recebimento da denúncia. HC 83252 e HC 83967 – STF (entendimento minoritário no STF). Adesão ao Programa após o recebimento da denúncia. Parcelamento deferido.REFIS. 4. 171 DO CP. Trânsito em julgado ulterior da sentença condenatória. Fato incontrastável no juízo criminal. A prescrição começará a correr somente quando cessar a permanência STJ .º 9. HABEAS CORPUS. e art. Irrelevância. basta. NÃO SE COMPUTANDO O ACRÉSCIMO DECORRENTE DA CONTINUAÇÃO 3ª corrente – esta conduta de recebimento mensal de benefício previdenciário configura o concurso formal – mediante uma única ação se pratica 2 ou mais crimes. A PRESCRIÇÃO REGULA-SE PELA PENA IMPOSTA NA SENTENÇA. do CP. UBI EADEM RATIO IBI IDEM IUS. 3. DESCAMINHO. Ver súmulas 497 do STF SÚMULA Nº 497 QUANDO SE TRATAR DE CRIME CONTINUADO. CRIME CONTINUADO.há permanência na consumação (delito eventualmente permanente).19) ESTELIONATO CONTRA A PREVIDÊNCIA SOCIAL – ART. parcelamento administrativo do débito fiscal. 168-A.

Órgão Julgador: Primeira Turma CARLOS BRITTO 5) LEI 9099/95 – LEI DOS JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS 5.juizados especiais. os elementos do tipo. Art. 5. a transação e o julgamento de recursos por turmas de juízes de primeiro grau. a prescrição é de ser computada do dia em que o delito se consumou ou do dia em que cessou a atividade criminosa (no caso de tentativa). Transcurso de lapso temporal superior ao prazo prescrional entre a data do fato e o recebimento da denúncia. Descaracterização da permanência delitiva. 2. Min. a conduta assumida pelo impetrante. CRIME INSTANTÂNEO. Reconhecimento da prescrição retroativa. 3. A União. permitidos. aplicando a transação penal. 98. 5. 74. nas hipóteses previstas em lei.a doutrina diz que o princípio aqui seria o da discricionariedade regrada (exceção ao princípio da obrigatoriedade. o acordo homologado acarreta a renúncia ao direito de queixa ou representação LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Tratando-se de ação penal de iniciativa privada ou de ação penal pública condicionada à representação.1) PREVISÃO CONSTITUCIONAL Art. materializou. a pena será a privativa de liberdade. Já na jurisdição conflitiva. a jurisdição consensual no processo penal está autorizada pela própria CF (art. 98. Parágrafo único. I. homologada pelo Juiz mediante sentença irrecorrível. 74 da Lei. instantaneamente.3) MEDIDAS DESPENALIZADORAS – ASPECTOS GERAIS Há quatro: • Composição civil dos danos – art. 1. Para o STF. competentes para a conciliação. A composição dos danos civis será reduzida a escrito e. A jurisdição conflitiva se caracteriza pelo conflito entre as partes.44 Relator(a): Julgamento: 03/06/2008 Ementa EMENTA: HABEAS CORPUS. da CF – INQ 1055). mediante os procedimentos oral e sumariíssimo. Ordem concedida para declarar extinta a punibilidade do impetrante. A partir do momento que os juizados são criados. terá eficácia de título a ser executado no juízo civil competente. e os Estados criarão: I . ORDEM CONCEDIDA. providos por juízes togados.2) JURISDIÇÃO CONSENSUAL X JURISDIÇÃO CONFLITIVA A jurisdição consensual busca um consenso pelas partes. ou togados e leigos. exceção ao princípio da indisponibilidade da ação penal pública – aplicação da suspensão condicional do processo). No caso. TERMO INICIAL DO PRAZO PRESCRICIONAL. Na jurisdição consensual haverá uma mitigação de princípios (princípio da obrigatoriedade da ação penal pública e princípio da indisponibilidade da ação penal pública) . passa-se a ter a possibilidade da transação penal sendo utilizada no processo penal. IMPETRANTE QUE ADULTEROU ANOTAÇÕES DA CTPS PARA QUE CO-RÉU RECEBESSE APOSENTADORIA. no Distrito Federal e nos Territórios. ESTELIONATO COMETIDO CONTRA ENTIDADE DE DIREITO PÚBLICO. O acordo só pode resultar em penas restritivas de direitos. PRESCRIÇÃO RETROATIVA. Nos crimes instantâneos. o julgamento e a execução de causas cíveis de menor complexidade e infrações penais de menor potencial ofensivo. a despeito de produzir efeitos permanentes quanto ao beneficiário da falsificação da CTPS.

presentes os demais requisitos que autorizariam a suspensão condicional da pena (art. cabendo aos interessados propor ação cabível no juízo cível. o Juiz poderá reduzi-la até a metade. § 3º Aceita a proposta pelo autor da infração e seu defensor. fixadas por meio de propostas. 89. ao oferecer a denúncia. pela prática de crime. à pena privativa de liberdade. Nos crimes em que a pena mínima cominada for igual ou inferior a um ano. 77 do Código Penal). Havendo representação ou tratando-se de crime de ação penal pública incondicionada. a ser especificada na proposta. a conduta social e a personalidade do agente. pela aplicação de pena restritiva ou multa. 129. sendo registrada apenas para impedir novamente o mesmo benefício no prazo de cinco anos. este acordo celebrado trará como conseqüência a renúncia ao direito de queixa ou representação. 88 da Lei Art.45 Em crimes de ação penal privada e de ação penal pública condicionada à representação.ter sido o agente beneficiado anteriormente. desde que o acusado não esteja sendo processado ou não tenha sido condenado por outro crime. abrangidas ou não por esta Lei. Art. • Representação nos crimes de lesão corporal leve ou culposa – art. que não importará em reincidência. § 5º Da sentença prevista no parágrafo anterior caberá a apelação referida no art. salvo para os fins previstos no mesmo dispositivo. • Suspensão condicional do processo – art.. o Ministério Público poderá propor a aplicação imediata de pena restritiva de direitos ou multas. por sentença definitiva. III . (. será extinta a punibilidade. 76 da Lei. bem como os motivos e as circunstâncias. • Transação penal – art. no prazo de cinco anos. § 2º Não se admitirá a proposta se ficar comprovado: I . 76. será submetida à apreciação do Juiz.. dependerá de representação a ação penal relativa aos crimes de lesões corporais leves e lesões culposas. 88. § 4º Acolhendo a proposta do Ministério Público aceita pelo autor da infração. Cumprida. § 1º Nas hipóteses de ser a pena de multa a única aplicável. nos termos deste artigo. como uma causa extintiva da punibilidade. Se a conduta antecedente não for dolosa (for culposa). II . poderá propor a suspensão do processo. e não terá efeitos civis. a ação penal será pública condicionada à representação. Significa o cumprimento imediato de pena restritiva de direitos. o Ministério Público. mesmo que acarrete qualquer dos resultados dos parágrafos do art.não indicarem os antecedentes. § 6º A imposição da sanção de que trata o § 4º deste artigo não constará de certidão de antecedentes criminais. 89 da Lei Art. o Juiz aplicará a pena restritiva de direitos ou multa. não sendo caso de arquivamento.ter sido o autor da infração condenado.) LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . ser necessária e suficiente a adoção da medida. 82 desta Lei. Além das hipóteses do Código Penal e da legislação especial. por dois a quatro anos.

já sedimentado o entendimento de que IMPO era as cuja pena máxima não passasse de 2 anos. os benefícios são sim aplicados a fatos pretéritos (ver a ADIn). As disposições desta Lei não se aplicam aos processos penais cuja instrução já estiver iniciada. (Redação dada pela Lei nº 11. No ano de 2006. como a lei do JEF dizia “para os efeitos desta”. condução coercitiva. Assim.: Na lei Maria da Penha não se aplica as medidas da Lei 9099/95. Esta lei não fala em contravenções porque a Justiça Federal não julga contravenções. como medida de cautela. mas os 4 benefícios acarretam efeitos no Direito Penal. 69. as contravenções penais e os crimes a que a lei comine pena máxima não superior a um ano.46 A lei diz que a pessoa fica sujeita ao cumprimento de condições (e não penas). o novo conceito só teria validade na Justiça Federal.4) INFRAÇÃO DE MENOR POTENCIAL OFENSIVO Redação original do art. logo. Uma vez cumprida as condições. 61.2002) A prisão em flagrante divide-se em: captura. Art. as contravenções penais e os crimes a que a lei comine pena máxima não superior a 2 (dois) anos. para os efeitos desta Lei. aplica-se o princípio da ultratividade da lei penal mais benéfica – aplica-se a fatos pretéritos.5. 61. Nestes casos da Lei 9099/95. de 13. Quando esta lei surgiu. Em caso de violência doméstica. estará extinta a punibilidade. nem se exigirá fiança.719-9) Todavia. cumulada ou não com multa. domicílio ou local de convivência com a vítima. • A lei também traz uma medida descarcerizadora – art. seu afastamento do lar. adveio a Lei 11313/2006. (Vide Lei nº 10. começaram discussões se este conceito também seria aplicável à lei 9099/95. ou multa. Consideram-se infrações penais de menor potencial ofensivo. de 2006) LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Este panorama dura até o advento da Lei dos JEF – lei 10259/2001.313. parágrafo único – não se imporá prisão em flagrante Parágrafo único. excetuados os casos em que a lei preveja procedimento especial. lavratura do APF. imporá prisão em flagrante. (Vide ADIN nº 1. condução ao cárcere. de 2001) Infração de menor potencial ofensiva era: todas as contravenções e todos os crimes com pena máxima não superior a 1 ano. Consideram-se infrações penais de menor potencial ofensivo. Art. Posteriormente será lavrado o termo circunstanciado. Parágrafo único. não se imporá prisão em flagrante. para os efeitos desta Lei. OBS. o juiz poderá determinar. ou multa. os crimes a que a lei comine pena máxima não superior a dois anos. 2o Compete ao Juizado Especial Federal Criminal processar e julgar os feitos de competência da Justiça Federal relativos às infrações de menor potencial ofensivo. para os efeitos desta Lei. aplica-se a captura e a condução coercitiva. salvo se este delito estiver sujeito à procedimento especial. 61 da Lei do JEC: Art. OBS.1: A lei 9099/95 é uma norma processual.455. (Redação dada pela Lei nº 10. 90. Consideram-se infrações de menor potencial ofensivo. Teve doutrinador que sustentou que. for imediatamente encaminhado ao juizado ou assumir o compromisso de a ele comparecer. 5.259. após a lavratura do termo. Ao autor do fato que. ou apenada com multa. Os JEF julgavam infrações penais cuja pena máxima não passasse de 2 ano. trazendo um novo conceito de IMPO: Art.

5. cuja pena máxima privativa de liberdade não ultrapasse 4 (quatro) anos. Uma vez praticada uma infração de menor potencial ofensivo. 1.1999) Este art. Ela fala suspensão do processo (não se aplica mais). pois esta vedação seria aplicada apenas aos crimes militares impróprios – é uma infração penal prevista tanto no CPM como no CP comum.5) CONEXÃO E CONTINÊNCIA Súmula 243 do STJ. Tanto faz se os crimes estão sujeitos ou não a procedimentos especiais. aos crimes previstos na Lei 10741/03. no que couber. Aos crimes previstos nesta Lei. 90-A.099. DAMÁSIO entende que tal vedação é absurda. de 26 de setembro de 1995.7) COMPETÊNCIA TERRITORIAL A competência territorial no CPP é fixada de acordo com o art. 94.9. que venha a estabelecer a competência do juízo comum ou do tribunal do júri. (Artigo incluído pela Lei nº 9. IMPO são todas as contravenções penais e crime com pena máxima não superior a 2 anos. isoladamente.6) APLICAÇÃO DA LEI DO JUIZADO NOS CRIMES MILITARES Art. 5. mas isso não impede a aplicação da transação penal e da composição dos danos civis à infração de menor potencial ofensivo. Estatuto do idoso – lei 10741/2003 Art.839. quando a pena mínima cominada. Trata-se de uma lei mais gravosa (irretroativa). Na verdade. se esta infração de menor potencial ofensivo houver sido praticada em conexão com outro crime.2009 – RENATO BRASILEIRO 5. O benefício da suspensão do processo não é aplicável em relação às infrações penais cometidas em concurso material. 70 do CPP – lugar da consumação da infração – teoria do resultado: LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . concurso formal ou continuidade delitiva. e. 9º do CPM. mas que se torna crime militar por se adequar a uma das hipóteses do art.47 Assim. As disposições desta Lei não se aplicam no âmbito da Justiça Militar. aplicase o procedimento previsto na Lei no 9.03. STF entende: SÚMULA Nº 723 Não se admite a suspensão condicional do processo por crime continuado. previsto entre os artigos 77 e 83 da Lei 9099/95 21. pouco importando se a pena é cumulada ou não com multa. afasta-se a competência do juizado. será aplicável tão somente o procedimento sumaríssimo. 90-A da lei do juizado foi acrescentado depois (não veio com a redação original). No entanto. ultrapassar o limite de um (01) ano. seja pelo somatório. a competência será do juizado especial criminal. se a soma da pena mínima da infração mais grave com o aumento mínimo de um sexto for superior a um ano. cuja pena máxima não ultrapasse 4 anos. de 27. as disposições do Código Penal e do Código de Processo Penal O Estatuto do idoso não criou um novo conceito de infração de menor potencial ofensivo. seja pela incidência da majorante. subsidiariamente.

(Redação dada pela Lei nº 11. na forma estabelecida nos arts. Art. Parágrafo único. Art. 63 da Lei 9099/95: Art. O professor entende que.719. Mandando para o rito comum. 77§ 2º Se a complexidade ou circunstâncias do caso não permitirem a formulação da denúncia. Art.8. 227 a 229 da Lei n o 5. Nas infrações penais de menor potencial ofensivo. 66 desta Lei. de 2008). o Ministério Público poderá requerer ao Juiz o encaminhamento das peças existentes. observar-se-á o procedimento sumário previsto neste Capítulo. rogatória ou citação por hora certa nos juizados? R. 362 do CPP. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .1: cabe carta precatória. determinada pelo lugar em que se consumar a infração. providenciando-se as requisições dos exames periciais necessários. 63.2: Não há muito entendimento ainda sobre o cabimento da citação por hora certa no juizado.1) Impossibilidade de citação pessoal do acusado Nos juizados não cabe citação por edital. 5. o Juiz encaminhará as peças existentes ao Juízo comum para adoção do procedimento previsto em lei. pelo lugar em que for praticado o último ato de execução.8) CAUSAS MODIFICATIVAS DA COMPETÊNCIA 5. de 11 de janeiro de 1973 Código de Processo Civil. o oficial de justiça certificará a ocorrência e procederá à citação com hora certa. Verificando que o réu se oculta para não ser citado. 92. 92 da Lei 9099/95. Eventual recurso será julgado pelo TJ ou TRF. Aplicam-se subsidiariamente as disposições dos Códigos Penal e de Processo Penal. quando o juizado especial criminal encaminhar ao juízo comum as peças existentes para a adoção de outro procedimento.2) Complexidade da causa Um crime que demande um exame pericial mais complexo. um crime com várias pessoas envolvidas etc. na forma do parágrafo único do art. no que não forem incompatíveis com esta Lei. sempre que possível. OBS. (Redação dada pela Lei nº 11. A autoridade policial que tomar conhecimento da ocorrência lavrará termo circunstanciado e o encaminhará imediatamente ao Juizado. 66. de 2008). ou por mandado.48 Art.719. ou.869. aplicando subsidiariamente o art. 5. não será restabelecida a competência do juizado. Art. A citação será pessoal e far-se-á no próprio Juizado. no caso de tentativa. será obedecido o procedimento comum sumário. adota-se a teoria da atividade – art. A competência será.9) LAVRATURA DO TERMO CIRCUNSTANCIADO Art. OBS. 69. 538. de regra. No JECRIM. caberia citação por hora certa. Art. com o autor do fato e a vítima. 5. A competência do Juizado será determinada pelo lugar em que foi praticada a infração penal.8. Mesmo sendo encontrado o acusado no crime comum. 70.: Cabe carta precatória! Não cabe carta rogatória (procedimento muito lento para o rito dos juizados). Não encontrado o acusado para ser citado.

a composição dos danos civis trará como conseqüência a renúncia ao direito de queixa ou de representação. 1ª corrente . ele será executado no próprio juizado (cível). e sim do Estado – posição majoritária. OBS. na medida em que a culpa não seria da vítima. Art. há a ADI 2862: Se não existe inquérito policial. homologada pelo Juiz mediante sentença irrecorrível.10) FASE PRELIMINAR 5. Prazo para a representação no caso de desclassificação de tentativa de homicídio para lesões corporais leves – 1ª corrente – se já ultrapassado o prazo decadencial de 6 meses a partir do LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . em hipóteses de manifesta atipicidade ou ausência de justa causa. 74 da Lei 9099/95.O prazo tem início a partir do conhecimento da autoria. 5. Parágrafo único. Somente é possível nas infrações que acarretam prejuízos materiais ou morais à vítima. mas na prática é o que ocorre). 2ª corrente – o prazo se inicia da audiência. caso a audiência preliminar ocorra após o decurso desse prazo. não há falar em decadência. No STF. não há necessidade de inquérito policial. A composição dos danos civis será reduzida a escrito e. 5.1) Composição dos danos civis Está prevista no art. Para os demais concursos: termo circunstanciado também pode ser lavrado por Policial Militar. Art.: Cabe composição civil nas ações penais públicas incondicionadas? R: Cabe. Trata-se de um relatório sumário. O não oferecimento da representação na audiência preliminar não implica decadência do direito. será homologada em sentença irrecorrível e terá eficácia de título executivo a ser executado no juízo cível competente.49 Nos crimes de menor potencial ofensivo.10. 5.2) Momento adequado para o oferecimento da representação É considerada válida a representação oferecida na Delegacia de Polícia? R: Há duas correntes: 1ª corrente – a representação feita na delegacia de polícia não é suficiente para o início da ação penal  a representação deve ser feita perante o juizado – corrente majoritária. É possível o trancamento do termo circunstanciado. 74. o acordo homologado acarreta a renúncia ao direito de queixa ou representação.10.9. Tratando-se de ação penal de iniciativa privada ou de ação penal pública condicionada à representação. Se o acordo não passar de 40 salários mínimos. Quando se inicia o prazo para a representação? R: A representação está sujeita a um prazo decadencial de 6 meses. Parágrafo único. Obtida a conciliação. Se for um crime de ação penal privada ou de ação penal pública condicionada à representação. Porém. que poderá ser exercido no prazo previsto em lei. será dada imediatamente ao ofendido a oportunidade de exercer o direito de representação verbal. não existirá indiciamento. 75. mas não terá efeitos penais (como a renúncia ao direito de punir do Estado). 2a corrente – a representação deve ser considerada feita quando a vítima procura a autoridade policial.1) Atribuição para a lavratura Resposta para a prova de Delegado: é atribuição exclusiva da polícia investigativa (PM não poderia lavrar. Não obtida a composição dos danos civis. terá eficácia de título a ser executado no juízo civil competente. que será reduzida a termo. pois é a partir desse momento que a representação pode ser oferecida de forma válida.

1ª corrente – na verdade. Súmula nº 696 do STF reunidos os pressupostos legais permissivos da suspensão condicional do processo. dispensando-se a instauração do processo. ex.ter sido o agente beneficiado anteriormente. Crime de ação penal pública condicionada à representação ou incondicionada LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . aplicando-se por analogia o art. Recusa injustificada de oferecimento da proposta pelo MP: há duas correntes. Havendo representação ou tratando-se de crime de ação penal pública incondicionada. III . já se passaram 6 meses da data do fato para a representação – corrente minoritária. § 1º Nas hipóteses de ser a pena de multa a única aplicável. 76. 82 desta Lei. ser necessária e suficiente a adoção da medida. que não importará em reincidência. salvo para os fins previstos no mesmo dispositivo. pelo qual o primeiro propõe ao segundo a aplicação imediata de uma pena não-privativa de liberdade.50 conhecimento da autoria. dissentindo. o Juiz aplicará a pena restritiva de direitos ou multa. pois. 5. 2. bem como os motivos e as circunstâncias. pela prática de crime.ter sido o autor da infração condenado. sendo registrada apenas para impedir novamente o mesmo benefício no prazo de cinco anos. 2ª corrente – diante da recusa injustificada do MP. trata-se de um direito público subjetivo do acusado (o juiz pode conceder de ofício). A) Pressupostos para a celebração do acordo 1. aplica-se o art. II . cabendo aos interessados propor ação cabível no juízo cível. nos termos deste artigo. a ser especificada na proposta. § 4º Acolhendo a proposta do Ministério Público aceita pelo autor da infração. não sendo caso de arquivamento. 28 do CPP – remessa do autos ao PGJ – corrente majoritária. § 5º Da sentença prevista no parágrafo anterior caberá a apelação referida no art. Súmula 696 do STF (não pode o juiz conceder o instituto de ofício). § 2º Não se admitirá a proposta se ficar comprovado: I .: 10/02/2006  data do fato (denunciado por tentativa de homicídio). e não terá efeitos civis. remeterá a questão ao procurador-geral. § 3º Aceita a proposta pelo autor da infração e seu defensor. Formulação da proposta pelo representante do MP a.não indicarem os antecedentes. mas se recusando o promotor de justiça a propô-la. no prazo de cinco anos. o Juiz poderá reduzi-la até a metade.10. § 6º A imposição da sanção de que trata o § 4º deste artigo não constará de certidão de antecedentes criminais. estará extinta a punibilidade pela decadência. pois esse prazo não se suspende nem se interrompe.3) Transação penal Consiste em um acordo entre o titular da ação e o autor do fato delituoso. 20/03/2008  desclassificação para lesão corporal leve (precisa de representação) – já está extinta a punibilidade. à pena privativa de liberdade. 2ª corrente – deve ser contado o prazo de 6 meses apenas a partir do momento da decisão de desclassificação – corrente majoritária. por sentença definitiva. o juiz. será submetida à apreciação do Juiz. Art. 28 do código de processo penal. pela aplicação de pena restritiva ou multa. a conduta social e a personalidade do agente. o Ministério Público poderá propor a aplicação imediata de pena restritiva de direitos ou multas.

A quinta possibilidade – deve o MP oferecer denúncia oral (será reduzida a termo). prevalece a vontade do acusado. Não ser caso de arquivamento dos autos.11. prescindir-se-á do exame do corpo de delito quando a materialidade do crime estiver aferida por boletim médico ou prova equivalente. e não a do defensor. Se for uma contravenção penal. A terceira possibilidade é o encaminhando do termo circunstanciado ao juízo comum. Não ter sido o autor da infração condenado por sentença definitiva a pena privativa de liberdade – está sujeita ao lapso temporal da reincidência (5 anos após o cumprimento da pena) – art. 76 desta Lei. 7. Não ter sido o agente beneficiado anteriormente no prazo de 5 anos pela transação penal. nem composição por danos civis. A segunda possibilidade é a devolução dos autos para a realização de diligências. 5. ou pela não ocorrência da hipótese prevista no art. a. STF HC 79572). 6.1) Vista ao MP A primeira possibilidade do MP é requerer o arquivamento dos autos. com dispensa do inquérito policial. I.11. 4. devendo a multa ser executada perante o juiz. não é possível o oferecimento de denúncia. pela ausência do autor do fato. divergência de vontade entre advogado e acusado – na hora da transação penal e na suspensão condicional do processo. 3. não haverá impedimento quanto à transação. 2ª corrente – deve haver a conversão da pena restritiva de direitos à pena privativa de liberdade. 5. não cabe transação penal e nem suspensão condicional do processo em crime de ação penal privada – corrente ultrapassada!!! 2ª corrente – não há incompatibilidade entre transação penal ou suspensão condicional do processo em crimes de ação penal privada – posição majoritária!!! E em caso de recusa injustificada do querelante? R: a iniciativa só pode ser do querelante.11) PROCEDIMENTO SUMARÍSSIMO Para entrar nessa fase não pode ter havido transação penal. denúncia oral. 77. Circunstâncias judiciais favoráveis. 1º Para o oferecimento da denúncia.em virtude da omissão do legislador. E em crimes de ação penal privada? R. o procedimento deve ser retomado. Aceitação da proposta por parte do autor da infração e de seu advogado.51 a. pois a sentença que homologa a transação tem natureza condenatória imprópria. Tal condenação deve ser por prática de crime.: 1ª corrente . a fim de que o titular da ação penal possa propô-la – corrente majoritária (STF HC 84976). 5. 69 desta Lei. Art. A quarta possibilidade é a declinação da competência. Na hora de interpor recurso. do CP. Se ele não quiser. o Ministério Público oferecerá ao Juiz. quando não houver aplicação de pena. que será elaborada com base no termo de ocorrência referido no art. Em se tratando de pena restritiva de direitos. 64. 5. ***Para o STF e para o STJ: é possível que o magistrado condicione a homologação da proposta a seu cumprimento (STJ RHC 11392. Na ação penal de iniciativa pública. de imediato.2) análise do procedimento sumaríssimo LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . B) Descumprimento da transação penal 1ª corrente – em se tratando de proposta de pena de multa. prevalece a vontade de quem quer recorrer (Súmula 705 do STF). não terá – STF HC 81720. se não houver necessidade de diligências imprescindíveis.

O magistrado que prolatou a decisão está impedido de fazer parte da turma recursal. lei de improbidade administrativa (não tem natureza penal). 5. É composta por 3 juízes de direito em exercício no 1º grau de jurisdição. III. II. De acordo com tal dispositivo. 394. É criada com a lei 11719/2008. de 2008). 5. lei dos juizados (art. 396 (citação para apresentar resposta da acusação – mas a peça acusatória já foi recebida!?! ) e 397 (absolvição sumária).719. não se pode trabalhar com o procedimento do juizado. ainda que não regulados neste Código. (Incluído pela Lei nº 11.12. o relatório é dispensado. 252 do CPP. de fato ou de direito. pois o art. 395 a 398 deste Código aplicam-se a todos os procedimentos penais de primeiro grau. e antes da audiência una de instrução e julgamento. do CPP. apesar de não estarem previstos na lei 9099/95.2) Juízo ad quem Será a turma recursal. competência originária dos tribunais (Lei 8038/90). parágrafo 4º.defesa prévia – existia antes da lei 11719/2008 (não existe mais) – era apresentada após o interrogatório (não era obrigatória). 394 manda aplicar o art. Assim.Resposta à acusação – tem doutrinador chamando de resposta inicial (defesa inicial). poderão ser usados (apelação RESE. 395 do CPP) ou recebimento da peça acusatória Art.1) Aplicação subsidiária das normas do CPP. 395 (rejeição da peça acusatória). parágrafo 4º. B) Defesa preliminar . do CP e da LEP Determinados recursos. ex. não se aplicando o art. parágrafo 4º. lei de drogas. 394. sobre a questão. 81 da Lei). mesmo o rito do juizado  NÃO SE SABE AINDA O QUE FAZER A RESPEITO!!! D) Instrução do processo • oitiva da vítima • oitiva das testemunhas • interrogatório do acusado • debates orais • sentença – aqui no JECRIM. b) todos os procedimentos deverão seguir o previsto no art. Tal exame não é necessário nem mesmo para uma condenação. pronunciando-se. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . do CPP: § 4o As disposições dos arts.12) SISTEMA RECURSAL 5. Art. Deve ser apresentada após o recebimento da peça acusatória por advogado.defesa preliminar – ela é apresentada entre o oferecimento e o recebimento da peça acusatória (ser ouvido antes do processo ter início). C) Rejeição da peça acusatória (art. agravo em execução etc.52 A) Oferecimento da peça acusatória – não é necessário exame de corpo de delito. 514 do CPP (crimes funcionais afiançáveis). O juiz não poderá exercer jurisdição no processo em que: III . lei de imprensa (Lei 5250). do CPP.diferenças: I. duas posições foram criadas: a) a lei do juizado traz um procedimento especial.12.tiver funcionado como juiz de outra instância. Um mero boletim médico pode suprir o exame de corpo de delito.). 394.: art.

caberá RESE. Caberá da sentença absolutória e condenatória. Poder interpor o recurso por termos nos autos.4) Embargos de declaração Art. no prazo de cinco dias. não cabe recurso especial contra decisão de turma recursal (pois não é tribunal). mas é a mesma coisa). da sentença absolutória e condenatória. apresentadas • • • • • • **Contra a rejeição da peça acusatória. Contra acórdão da turma recursal o prazo será interrompido. Se a turma recursal for autora do constrangimento. Ao dizer sobre o recurso extraordinário.12. a CF não usa a palavra “tribunal”. caberá ao Tribunal de Justiça julgá-lo (súmula 690 do STF – está ultrapassada). 83. quem irá julgar HC é a turma recursal (quando referir-se a atos do juizado). § 1º Os embargos de declaração serão opostos por escrito ou oralmente. Mas cabe recurso extraordinário contra decisão de turma recursal. contradição e omissão. 5. a decisão deve ser proferida por “tribunal”.5) Recurso extraordinário e recurso especial A CF diz que. Prazo de 2 dias. Sua interposição interrompe o prazo do outro recurso.7) Mandado de segurança Contra decisão de juiz do juizado  turma recursal.3) Apelação APELAÇÃO NO JUIZADO APELAÇÃO NO CPP • • • • 10 dias. Interpor o recurso – 05 dias – e 08 dias para apresentar as razões recursais. ambigüidade (não fala em “dúvida”.12. • • 5. houver obscuridade. As razões podem ser perante o juízo ad quem. contados da ciência da decisão. contra ato do juiz do juizado. Sua interposição suspende o prazo do outro recurso (quando opostos contra sentença). § 2º Quando opostos contra sentença. em sentença ou acórdão. omissão ou dúvida. 5. omissão ou dúvida na decisão. Só pode interpor o recurso por petição.12. Caberá da sentença homologatória da transação. • • • 05 dias.12. A petição não pode ser apresentada perante a turma recursal. Porém.6) Habeas corpus Cabe no JECRIM. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO JUIZADO EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO CPP • • Caberá quando houver obscuridade. Assim. Prazo de 5 dias. Ela deve ser apresentada de uma vez só (interposição + razões). Caberão embargos de declaração quando. § 3º Os erros materiais podem ser corrigidos de ofício.12. contradição.53 OBS. e sim a expressão “decisão proferida em 1ª e última instância”. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . 5. 5. para que caiba recurso especial. contradição. já que não é sentença!!! • • Caberá quando houver obscuridade. **Cabe no caso de rejeição da peça acusatória. os embargos de declaração suspenderão o prazo para o recurso.: Quem exerce a função de MP na turma recursal? R: É o promotor de justiça de 1ª instância.

a reparação do dano.13. § 5º Expirado o prazo sem revogação. § 6º Não correrá a prescrição durante o prazo de suspensão do processo. § 1º Aceita a proposta pelo acusado e seu defensor. Se o juiz não concorda com a posição do MP deve aplicar o artigo 28 CPP – súmula 696 STF: Súmula 696 do STF LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . IV . o Ministério Público.2) Iniciativa A iniciativa para propor a suspensão condicional do processo é exclusiva do MP (titular da ação penal pública). por meio do qual se autoriza a suspensão do processo por determinado período e mediante certas condições.1) Conceito Trata-se de um instituto despenalizador criado como alternativa à pena privativa de liberdade. para informar e justificar suas atividades. o Juiz declarará extinta a punibilidade. poderá suspender o processo. 77 do Código Penal). ao oferecer a denúncia.13. mensalmente.13) SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO – ARTIGO 89 DA LEI Art.MS 24615 do STF. recebendo a denúncia.12. o beneficiário vier a ser processado por outro crime ou não efetuar. § 4º A suspensão poderá ser revogada se o acusado vier a ser processado.54 Contra decisão da turma recursal  é a própria turma recursal** . sem autorização do Juiz. Não pode ser concedida de ofício pelo juiz. § 7º Se o acusado não aceitar a proposta prevista neste artigo. § 2º O Juiz poderá especificar outras condições a que fica subordinada a suspensão.12. sob as seguintes condições: I . III . É aplicada aos crimes cuja pena mínima seja igual ou inferior a um ano. salvo impossibilidade de fazê-lo. o processo prosseguirá em seus ulteriores termos. no curso do prazo. por contravenção. 5. Nos crimes em que a pena mínima cominada for igual ou inferior a um ano. desde que o acusado não esteja sendo processado ou não tenha sido condenado por outro crime. submetendo o acusado a período de prova. 5. por dois a quatro anos. 5.9) Revisão criminal Cabe perfeitamente.proibição de ausentar-se da comarca onde reside. sem motivo justificado.: A ação rescisória (área cível) não cabe! STJ CC 47718 – a própria turma recursal que julgará. OBS. 5. ou descumprir qualquer outra condição imposta. pois não se trata de direito subjetivo do acusado.proibição de freqüentar determinados lugares. este. desde que adequadas ao fato e à situação pessoal do acusado.comparecimento pessoal e obrigatório a juízo. abrangidas ou não por esta Lei.8) Conflito de competência Conflito entre juiz do juizado e juiz de vara criminal (juízo comum) – cabe ao STJ decidir (STF CC 7090 e STJ 79022) e súmula 348 do STJ. presentes os demais requisitos que autorizariam a suspensão condicional da pena (art. poderá propor a suspensão do processo. no curso do prazo. II . na presença do Juiz. 89. 5. § 3º A suspensão será revogada se.reparação do dano.

1984) 5.(Redação dada pela Lei nº 7. As condições são: 1. HC 83458). de 11. 2..209. Ordem denegada. 5. o juiz é obrigado a acatar a manifestação do chefe do MP (STF. 3.13. Tendo em vista que a suspensão condicional do processo tem natureza de transação processual. ARTIGO 28 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL E SÚMULA 696 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. v. 5. não existe direito público subjetivo do paciente à aplicação do art.1984) III . ORDEM DENEGADA. reparação do dano.a culpabilidade. Na hipótese de o juiz discordar da manifestação do Ministério Público que deixa de propor a suspensão condicional do processo. 28 do Código de Processo Penal. (Redação dada pela Lei nº 7.55 Reunidos os pressupostos legais permissivos da suspensão condicional do processo. INEXISTÊNCIA DE DIREITO SUBJETIVO À SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO. 1. comparecimento pessoal e obrigatório em juízo mensalmente. 44 deste Código. por analogia. Ementa EMENTA: HABEAS CORPUS. HIPÓTESE DE ATRIBUIÇÃO ORIGINÁRIA DO PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA. o juiz deve acatar a manifestação do chefe do Ministério Público. poderá ser suspensa. 4. Para a jurisprudência essa condenação estaria sujeita ao lapso temporal de 5 anos (STF.209. a conduta social e personalidade do agente.3) Requisitos 1. o juiz. por 2 (dois) a 4 (quatro) anos. 77 . 2. quando houver competência originária dos tribunais.7. §3º da lei: LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Todavia. remeterá a questão ao procurador-geral.g. 2. 4. o art.o condenado não seja reincidente em crime doloso.209. de 11. Estarem presentes os requisitos que autorizem a suspensão condicional da pena – artigo 77 do CP: Art.4) Condições Durante quanto tempo dura o período de prova? Ele varia de 2 a 4 anos. porém nesse caso a iniciativa não seria do MP.Não seja indicada ou cabível a substituição prevista no art. proibição de ausentar-se da comarca onde reside sem autorização do juiz. O Supremo Tribunal Federal tem rechaçado a aplicação do instituto da prescrição antecipada reconhecida antes mesmo do oferecimento da denúncia. 89 da Lei 9. aplicando-se por analogia o art. mas se recusando o promotor de justiça a propô-la. 28 do código de processo penal.099/95. de 11. INADMISSIBILIDADE. Não estar sendo processado ou não ter sido condenado por outro crime (não abrange contravenção). aplica-se.13.1984) I .5) Revogação A doutrina subdivide em: A) Obrigatória Artigo 89. 3. bem como os motivos e as circunstâncias autorizem a concessão do benefício. 5. desde que: (Redação dada pela Lei nº 7. ALEGAÇÃO DE PRESCRIÇÃO ANTECIPADA.7.A execução da pena privativa de liberdade. dissentindo.209.1984) II . de 11.7. (Redação dada pela Lei nº 7. Em se tratando de atribuição originária do PGR.7. proibição de freqüentar determinados lugares. não superior a 2 (dois) anos. OBS: Cabe suspensão na ação penal privada? Alguns doutrinadores entendem que sim. em se tratando de atribuição originária do ProcuradorGeral de Justiça. mas sim do acusado.13. HC 88157). os antecedentes. salvo impossibilidade de fazê-lo.

Para os Tribunais a suspensão condicional do processo é automaticamente revogada se no período probatório o acusado descumpre as condições impostas pelo juiz. Para a doutrina o rol do artigo 581 do CPP é taxativo. RECURSO CONHECIDO. quando a pena mínima cominada. ou descumprir qualquer outra condição imposta. XVI: Art.7) Prescrição Não corre prescrição durante o período de suspensão do processo. não importa que seja proferida somente depois de expirado o prazo de prova. no curso do prazo. 5. cabendo ao juiz deprecante fixar as condições a serem propostas.. seja pela incidência da majorante. a inibir hipótese de cabimento outra que não as expressamente elencadas na lei.6) Extinção da punibilidade Decorrido o período de prova sem que tenha ocorrido revogação. PROCESSUAL PENAL. ultrapassar o limite de um (01) ano.13. Para a jurisprudência o recurso cabível é o Rese (STJ Resp 601.8) Carta Precatória Caso o acusado more em outra comarca é possível a expedição de carta precatória. negar ou revogar a suspensão condicional da pena. assim. o recurso cabível da decisão que concede a suspensão condicional do processo seria.924. 5. o de apelação. 581. RMS 23516). Caberá recurso.que ordenar a suspensão do processo. de que se cuida de enumeração exaustiva. PROPOSTA DE SUSPENSÃO DO PROCESSO. despacho ou sentença: (.13.13. 5. no sentido estrito. §4º da lei: § 4º A suspensão poderá ser revogada se o acusado vier a ser processado. da decisão. RECURSO ESPECIAL. seja pelo somatório. Na letra do artigo 581. não unânime.56 § 3º A suspensão será revogada se. havendo firme entendimento. inciso XI. o beneficiário vier a ser processado por outro crime ou não efetuar. no curso do prazo. por contravenção. cabe recurso em sentido estrito da decisão que conceder. Sendo a decisão meramente declaratória.. como este artigo no inciso XI refere-se a suspensão do processo em virtude de questão prejudicial. estará extinta a punibilidade. sem motivo justificado. 5. DESPACHO QUE DESIGNA AUDIÊNCIA PARA CONCESSÃO DO SURSIS. RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. concurso formal ou continuidade delitiva. Tal LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . a reparação do dano.13. do Código de Processo Penal.) XVI . artigo 581. Súmula: 243 do STJ O benefício da suspensão do processo não é aplicável em relação às infrações penais cometidas em concurso material.10) Recurso Qual o recurso cabível contra a decisão que concede a suspensão condicional do processo? CPP. B) Facultativa Artigo 89.9) Cálculo da pena mínima Súmula 243 STJ. 5.13. Logo. em virtude de questão prejudicial.

: Seria cabível o HC? R.: O HC tutela liberdade de locomoção. Caracterização.: Súmula: 337 do STJ É cabível a suspensão condicional do processo na desclassificação do crime e na procedência parcial da pretensão punitiva. Condição da ação. A) Tribunal do Júri Caso o juiz sumariante venha a desclassificar o delito para crime não doloso contra a vida e inserido no conceito de infração penal de menor potencial ofensivo. Desse modo. o disposto nos arts.95 – artigo 492. alguns foram ratificados pelo Brasil. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Aceitação da proposta do representante do Ministério Público.11) Desclassificação Foi desclassificado do roubo (pena de 4 a 10 anos) para o furto (pena de 1 a 4 anos). Admissibilidade. admitida a não revogação parcial da norma inserta no Código de Processo Penal. Alegação de falta de justa causa para ação penal. 69 e seguintes da Lei no 9. RHC 82365). Inúmeros tratados foram aprovados. OBS. § 1o Se houver desclassificação da infração para outra. é que o Brasil garante expressamente o cidadão contra a tortura. Recurso conhecido e provido. A recorribilidade das decisões é essencial ao Estado de Direito. de 2008) 14. (Redação dada pela Lei nº 11. aliás. cabe a aplicação analógica do inciso XI do artigo 581 do Código de Processo Penal aos casos de suspensão condicional do processo. garantindo o cidadão contra a tortura. de 26 de setembro de 1995. deve remeter os autos ao juizado especial criminal. mesmo assim. Após a 2ª guerra começou um movimento de repúdio à tortura.57 disposição. Processo. Interesse processual ou de agir. aplicando-se.099.1) HISTÓRICO DA FIGURA DA TORTURA Antes da 2ª guerra não havia preocupação específica sobre a tortura. Irrelevância.03. Precedentes.099. por força da impugnabilidade recursal da decisão denegatória do sursis. HC concedido de ofício para que o tribunal local julgue o mérito do pedido de habeas corpus. É uma das únicas garantias absolutas (nem o direito à vida é absoluto). haveria.689. A aceitação do beneficio da suspensão condicional do processo não implica renúncia ao interesse de agir para a impetração de HC questionando a justa causa da ação penal (STF.13. A aceitação de proposta de suspensão condicional do processo não subtrai ao réu o interesse jurídico para ajuizar pedido de habeas corpus para trancamento da ação penal por falta de justa causa. prevista no artigo 197 da Lei de Execuções Penais. interesse em manejar um HC. Ementa EMENTA: HABEAS CORPUS. §1º do CPP: Artigo 492. quando o delito resultante da nova tipificação for considerado pela lei como infração penal de menor potencial ofensivo. contudo. de competência do juiz singular. deve ter sua compreensão dilargada. Suspensão condicional. em princípio. ao presidente do Tribunal do Júri caberá proferir sentença em seguida. III. ex. Renúncia não ocorrente.2009 – ROGÉRIO SANCHES 6) LEI 9455/97 – LEI DE TORTURA 6. ignoravam o tema. de maneira a abranger também a hipótese de suspensão condicional do processo. como houve a suspensão condicional do processo. Todavia. viabilizada. 5. se a desclassificação se der no plenário do Júri caberá ao juiz presidente aplicar os benefícios da lei 9. Somente com a CF de 1988. 5º.099/95 lhe atribui. que não exclui a proteção da sociedade. pela subsidiariedade que o artigo 92 da Lei nº 9. As legislações mundiais. no art.

sem distinção de qualquer natureza. durante o regime militar – AG RG no AG 970. são imprescritíveis as ações de reparação de dano ajuizadas em decorrência de perseguição. civis ou militares.ECA. à segurança e à propriedade.reclusão.constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça. garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida. 5º Todos são iguais perante a lei. a intenso sofrimento físico ou mental.753/MG – dezembro de 2008. ***STJ – de acordo com este tribunal. declaração ou confissão da vítima ou de terceira pessoa. 233. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . nos termos seguintes: III . tortura e prisão. quando resolveu disciplinar a tortura. como forma de aplicar castigo pessoal ou medida de caráter preventivo. ela diz logo o que constitui o crime de tortura já no art. a nossa lei de tortura garante mais direitos do que os tratados internacionais ratificados por nosso país – é o que acontece no caso de prisão do depositário infiel (a CF permite.racismo e.2) CRIMES DE TORTURA A lei 9455/97 não define tortura. sob sua guarda. os tratados internacionais dizem ser crime imprescritível (deveria aplicar o princípio do pro homine também a este caso). 233 do ECA. à liberdade. II. contra a ordem constitucional e o Estado Democrático A tortura é prescritível. à igualdade. adveio a figura da punição da tortura à criança e ao adolescente – art. poder ou autoridade. disse ser crime comum. Poderia o legislador infraconstitucional brasileiro dizer ser crime comum? Quando lei infraconstitucional conflitar com tratado internacional. revogando o art. Pena .ação de grupos armados. com emprego de violência ou grave ameaça. c) em razão de discriminação racial ou religiosa. 6. seja criança. 1º: Art. causando-lhe sofrimento físico ou mental: a) com o fim de obter informação. de dois a oito anos. Todavia. então. a tortura era punida como lesão corporal. a CF e a lei ordinária devem prevalecer sobre os tratados. tratando especificamente do crime de tortura. b) para provocar ação ou omissão de natureza criminosa. tratam-no como crime próprio. o Ministro Gilmar Mendes (STF) diz que tal garantia faz com que surja a eternização do direito de punir do Estado. Porém. No nosso caso. Agora se pune a tortura punida contra qualquer pessoa. não havia um tipo penal específico punindo a tortura. Em 1997 adveio a Lei 9455.58 Art. homicídio. II . O Brasil.submeter alguém. quando falam da tortura. aplica-se o princípio do pro homine) Só temos dois casos de imprescritibilidade: I. Com a Lei 8069/90 . por motivos políticos. 1º Constitui crime de tortura: I . Os direitos humanos limitam o direito de punir do Estado – assim. adolescente. maior de idade etc. Os tratados internacionais. mas a CADH veda a sua prisão.ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante Antes. deve-se aplicar o princípio do pro homine – prevalece o dispositivo que mais garanta direitos individuais (direitos humanos).

Sujeito passivo – crime próprio (só quem está preso ou sujeito à medida de segurança).2ª linha: 1º . em concurso material (torturado – está sob coação irresistível – inexigível conduta diversa). 1º. I Crime comum – pode ser praticado por qualquer pessoa contra qualquer pessoa Crime próprio – só pratica o crime quem tem guarda. II Submeter na vítima. OBS. c) discriminação NOME DA TORTURA a) tortura-prova. com emprego de violência ou grave ameaça A intenso sofrimento físico ou mental Com a finalidade de aplicar castigo pessoal ou medida de caráter preventivo. e não contravenção penal – é o que predomina. SUJEITOS Art. c) tortura-racial: torturar o judeu pela sua origem (STF entendeu que judeu é raça). 2º .O crime se consuma independentemente se o sujeito ativo conseguiu aplicar o castigo pessoal ou medida de caráter preventivo.No caso da alínea b do inciso I. 1º em geral: Consuma-se c/ o sofrimento físico ou mental da vítima (pouco importa se efetivamente confessou ou foi discriminada). econômica ou social – não gera o crime de tortura). COMPORTAMENTO CRIMINOSO Constranger mediante: violência ou grave ameaça PROVOCA Causa. de torturas: a) tortura-prova .No caso de tortura para prática de crime. só haverá tortura quando se buscar a prática de crime.preso torturado para confessar (abrange até o credor que tortura o devedor para confessar a dívida). 1º Qualquer ato não previsto em lei ou não resultante de medida legal.1ª linha: 1º . b) tortura para prática de crime – torturar para mentir em juízo. obviamente. na vítima. Ex. c) tortura preconceituosa/racist a Art. 4º . b) provocar conduta criminosa.Art. O sujeito passivo. Tortura-castigo Art. Sujeito ativo – crime comum. Causa sofrimento físico ou mental. b) tortura p/ a prática de crime. parág. 3º . FINALIDADE a) Buscar informações. 1º. por intermédio da prática de ato não previsto em lei ou não resultante de medida legal. poder ou autoridade sob a vitima. NÃO HÁ FINALIDADE – tortura sem fim especial (tortura por torturar). LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .Na tortura-racial existe quando a discriminação é racial ou religiosa (sexual. também é próprio.59 § 1º Na mesma pena incorre quem submete pessoa presa ou sujeita a medida de segurança a sofrimento físico ou mental. OBS. sofrimento físico ou mental. 1º. o torturador responde pelo crime de tortura mais o crime praticado pelo torturado.

responder por crime do art. 1º. por eles respondendo os mandantes.: Policial militar que auxilia polícia civil na contenção de rebelião em estabelecimento prisional durante a operação. DELITO PRATICADO POR POLICIAIS MILITARES PARA CONTENÇÃO DE MOTIM. O omitente impróprio foi lembrado pela CF. Para esta última corrente.455/97. parágrafo 2º. intensamente. art. gera uma omissão própria. guarda poder ou autoridade sobre os detentos. 26. GUARDA. pois se se omitiu dolosamente. 2ª corrente – este parágrafo. da Lê 8. XLIII – a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tortura . VI. I. O Ministério Público. 1. 2º. 129. O que tinha o dever de evitar. Abrange também os menores infratores que estão detidos. SEM PARTICIPAÇÃO DA POLÍCIA JUDICIÁRIA. Ex. HABEAS CORPUS. pois não há previsão legal –corrente majoritária. nessa condição. responderá pela mesma pena do torturador. Aquele que tinha o dever de apurar. 2.625/93). incorre na pena de detenção de um a quatro anos. Ex. Abrange aquele que omite o dever de evitar e o que omite o dever de apurar. pois outra pena fere o princípio da legalidade. primeira parte. da mesma lei. legitimamente. EXERCÍCIO TEMPORÁRIO DE FUNÇÃO ATRIBUÍDA À POLÍCIA CIVIL. 1ª corrente – este parágrafo 2º. podendo. poder e autoridade sobre os detentos. por expressa previsão constitucional e legal (art. a omissão imprópria não é crime hediondo. CONFIGURADA. possui a prerrogativa de conduzir diligências investigatórias. em tese. A omissão própria (quem tinha o dever de apurar) é uma forma de condescendência criminosa – este deveria ser equiparado a hediondo. nesta condição. ainda que momentânea.095. 1º. INVESTIGAÇÃO REALIZADA PELO MINISTÉRIO PÚBLICO. da Lei de tortura – STJ – HC 50. TORTURA. o terrorismo e os definidos como crimes hediondos. é constitucional – esta pena disposta é para aquele que se omitiu culposamente.: casos de babás que maltratam os filhos de suas patroas ou enfermeiras que maltratam. parágrafo 2º. As autoridades que colocaram esta menina neste estabelecimento praticaram a conduta do art. o sofrimento não é intenso (é o que diferencia do crime de tortura) – elementar “intenso”. da Lei 9. A CF diz que a sanção deveria ser a mesma daquele que tortura (torturador). PODER E AUTORIDADE SOBRE OS DETENTOS.: menina de 15 anos que foi colocada num presídio comum masculino para cumprir ato infracional. Ordem denegada OBS.3ª linha: Quanto à pessoa presa do parágrafo 1º do art. detém. 1º. inciso II. responder. POSSIBILIDADE. Ex. Se isso foi descoberto. primeira parte é inconstitucional – a pena do garante deverá ser a mesma do torturador. pelo crime de tortura preconizado no art. idosos no asilo. quando tinha o dever de evitá-las ou apurá-las. 1º. detém. mas nada fizeram. o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins. legitimamente. da Lei 9455/1997: § 2º Aquele que se omite em face dessas condutas.No crime de maus-tratos. EM TESE. internados. Não pune a forma culposa. podendo. da Constituição Federal e art. podendo evitá-los. primeira parte. definitiva ou provisória. podendo requisitar diretamente documentos e informações que julgar necessários ao exercício de suas atribuições de dominus litis. As autoridades que verificaram tal procedimento. Art. da Lei 9455/97. II. 5º. 3ª corrente – a pena do garante deve ser de 1 a 4 anos.60 2º. b. É a chamada tortura-omissão. ORDEM DENEGADA. parágrafo 1º. XLIII. até mesmo a prisão civil. 3. 1º – abrange qualquer espécie de prisão. se omitirem A pena será a metade daquele que pratica a tortura. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . gera uma omissão imprópria. O policial militar que auxilia a polícia civil na contenção de rebelião em estabelecimento prisional. respondem pelo o art. CONSTRANGIMENTO ILEGAL INEXISTENTE. guarda. os executores e os que. durante a operação. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL POR ATIPICIDADE.

1º. C) Cometido mediante sequestro Nada se fala sobre cárcere privado. adolescente. adolescente ou maior de 60 (sessenta) anos.: as causas de aumento incidem mesmo na tortura qualificada.61 mas não fosse apurado. pois seria caso de bis in idem. se resulta morte. segunda parte. § 3º Se resulta lesão corporal de natureza grave ou gravíssima. portador de deficiência (física ou mental) – deve ser enquadrado na lei de deficiente físico.4) EFEITO EXTRAPENAL ESPECÍFICO DA CONDENAÇÃO LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . a reclusão é de oito a dezesseis anos. portador de deficiente e idoso (maior de 60 anos).: Tal qualificadora aplica-se também ao omitente? R: 1ª corrente – só se aplica aos executores (corrente majoritária) – PAULO JURACIC. 2ª corrente – aplica-se aos executores e omitente impróprio (garantidor). B) Vítima criança. da Lei. o torturador deve ter conhecimento dessas circunstâncias. porém. há a tortura qualificada pelo o resultado (lesão grave ou gravíssima ou morte). o maior de 60 anos – Estatuto do Idoso. O aumento incide quando o agente atua nesta qualidade ou na razão dela. É causa de aumento de pena. Aqui. quem teria este dever. II – se o crime é cometido contra criança.741. 1ª corrente – é uma tortura qualificada – crime preterdoloso (dolo/tortura no antecedente e culpa/morte ou lesão corporal no conseqüente). Não se trata de qualificadoras (esta está no parágrafo 3º). Agente público. gestante. Criança – até 12 anos incompletos. A) Crime cometido por agente público Aplica-se ao omitente impróprio (garantidor)? R: 1ª corrente – A. É a corrente majoritária. OBS. FRANCO diz que não. está abrangido. 327 do CP. sob pena de responsabilidade penal objetiva. de 2003) III .se o crime é cometido por agente público. interpreta-se o art.o caso do parágrafo 3º não necessariamente precisa ser agente público. (Redação dada pela Lei nº 10. S. gestante. responderia pelo o art.se o crime é cometido mediante seqüestro.3) CAUSAS DE AUMENTO DE PENA § 4º Aumenta-se a pena de um sexto até um terço: I . OBS. 2ª corrente – não há bis in idem – NUCCI . 6. 2ª corrente – pode ser crime doloso ou preterdoloso – GUILHERME DE SOUZA NUCCI. Usa-se a expressão “seqüestro” no seu sentido amplo. portador de deficiência. Para incidir tal causa. adolescente (maior de 12 até 18 anos incompletos). a pena é de reclusão de quatro a dez anos. parágrafo 2º. Pode ser um pai que se omite em razão da tortura do filho – predomina esta corrente. 6.

1: não veda o indulto. decidiu que a vedação da liberdade provisória imposta pelo legislador é inconstitucional. O Presidente da República vetou os crimes. Veda-se aqui. 6. a vedação da liberdade provisória. Lei 11343/06 – dispõe sobre os crimes e o procedimento – revogou as duas leis anteriores.2) OBSERVAÇÕES LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . 2º . É dominante a corrente doutrinária que entende que. 6.62 § 5º A condenação acarretará a perda do cargo. no final de 2008. 1ª corrente – não é automático (aplica o parágrafo único do art. “inafiançável” não significa vedação da liberdade provisória. “inafiançável” abrange. tal efeito extrapenal da condenação não há nenhum alerta quanto a ser automático ou não o efeito. mas não vetou os artigos referentes ao procedimento. decidiu que. uma lei servia para os crimes e a outra para o procedimento.EXTRATERRITORIALIDADE DA LEI PENAL Art. Assim. implicitamente. decidiu o STJ.7) ART. 92. I. Dois princípios da extraterritorialidade da lei penal fundamentam este artigo: a) princípio da defesa ou real. iniciará o cumprimento da pena em regime fechado. também. OBS. 2ª corrente – na lei de tortura. pois graça foi utilizada num sentindo amplo. 92 por analogia) – não prevalece. 7. 7) LEI 11343/06 – LEI DE DROGAS 7. salvo a hipótese do § 2º. “a” e “b” e parágrafo único. sendo a vítima brasileira ou encontrando-se o agente em local sob jurisdição brasileira. OBS. Na lei de tortura. o efeito é automático – STJ – considerou ser efeito automático. 6. abrangendo o indulto. No art. LIBERDADE PROVISÓRIA E ANISTIA § 6º O crime de tortura é inafiançável e insuscetível de graça ou anistia. Lei 10409/02 – trouxe novos crimes e regulamentou um procedimento.5) FIANÇA. Tais penas são de detenção.1) RETROSPECTIVA Lei 6368/76 – trazia os crimes e procedimento penal. Os omitentes jamais iniciarão a pena no regime fechado. a graça e anistia. em 2008. O Ministro Celso de Mello. do CP – tal efeito não é automático – depende de motivação.6) INÍCIO DE CUMPRIMENTO EM REGIME FECHADO § 7º O condenado por crime previsto nesta Lei. função ou emprego público e a interdição para seu exercício pelo dobro do prazo da pena aplicada. b) princípio da justiça penal universal ou cosmopolita. 2º O disposto nesta Lei aplica-se ainda quando o crime não tenha sido cometido em território nacional. O STF.2: NUCCI entende que o indulto também está vedado. no dia 2 de dezembro de 2008. começo de 2009.

A lei incrementou as penas de multa (tornou mais severa a pena de multa). Antes da lei 6368/76. o conceito droga deve ser analisado pelo juiz no caso concreto – VICENTE GRECO FILHO – deve seguir a Convenção de Viena (art. Para a condenação. Tal portaria prevê os princípios ativos das drogas. a lei trabalha com exceções pluralistas à teoria monista (art. Todos os crimes desta lei estão previstos em normas penais em branco. 2ª corrente – “droga” é aquilo que estiver etiquetado na Portaria 344 de 1998 do Ministério da Saúde – corrente majoritária. fala agora em “drogas” – seguiu a recomendação da Organização Mundial de Saúde. a lei presume que houve uma situação de perigo. os crimes são dolosos. 2º. Já existiu no Brasil na lei 8212 de 1991 – crimes contra a previdência social – art. OBS. parágrafo 4º) – tal corrente ofende o princípio da taxatividade. Para isso. As normas penais em branco são normas cujo preceito primário é incompleto. 38 da Lei – crime culposo. e para a caracterização do crime. A lei nova trabalha com proporcionalidade. OBS. 95 trazia crime sem pena e posteriormente veio outra lei cominando a pena. A lei nova respeita o princípio da proporcionalidade – dá a pena proporcional à gravidade do fato. SUJEITO PASSIVO É a coletividade. ELEMENTO SUBJETIVO Em regra. A doutrina chama estes crimes de crimes vagos. deve ser provado em exame pericial – exame químico-toxicológico. Assim. os crimes previstos na lei de drogas são normas penais em branco heterogêneas (complemento em portarias da ANVISA – Portaria 344 de 1998).: Estrutura do tipo penal – preceito primário (definição da conduta criminosa) e preceito secundário (pena cominada ao crime). Tal artigo foi revogado em 2000. Esta presunção de perigo é absoluta – não há prova em contrário. os crimes da lei de drogas podem ser praticados por qualquer pessoa – crimes comuns ou gerais.há doutrinador dizendo que. salvo. CRIMES DE PERIGO ABSTRATO Todos são crimes de perigo abstrato. AÇÃO PENAL Em todos os crimes a ação é pública incondicionada. *MPF 2008 . Seu complemento obrigatoriamente será uma lei. A nova lei não fala mais em “substâncias entorpecentes”. Dividem-se em 2 espécies: a) sentido lato ou homogêneas – quando o complemento da norma penal em branco for outra lei “lei complementando outra lei”. e outras condutas equiparadas com penas menos ou mais severas. b) normas penais em branco em sentido estrito ou heterogêneas – quando o complemento da norma penal em branco for um ato administrativo. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . só lei concebe crime e comina a sua pena. “Drogas” são substâncias previstas e definidas em leis em geral (leis e atos administrativos). SUJEITO ATIVO Em regra. no art.Lei penal em branco “ao avesso”* – o preceito primário é completo. 29 do CP). ou presumido – praticada a conduta. A lei antiga punia o tráfico e suas figuras equiparadas com pena de 3 a 15 anos.63 São crimes contra a saúde pública. e o preceito secundário é que depende de complementação. assim dependendo de complementação. O que vem a ser drogas? R: 1ª corrente . basta a presença deste princípio ativo. estes crimes estavam no capítulo do Código Penal referente aos crimes contra a Saúde Pública. pois. A lei nova pune o tráfico e determinadas figuras equiparadas com 5 a 15 anos.

guardar. Tipificação de “cedente eventual” A lei regula expressamente o crime do “cedente eventual” – figura do agente que. Posteriormente se verá. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Tal crime substituiu o antigo art. fala em reincidência.advertência sobre os efeitos das drogas. parágrafo 6º. 28. 16 da Lei 6368/76 – só previa 3 condutas “adquirir. Reincidência também existe nas infrações administrativas (o legislador usou a 3ª corrente Fato atípico Trabalha com o princípio da intervenção mínima. 28. 28. 2ª corrente Infração penal sui generis É comum a infração não corresponder ao capítulo em que está inserida.3) ART. que diz “dos crimes e das penas”. O nãocumprimento da pena não gera conseqüência penal (art. cede pequena quantidade de droga para uso conjunto com pessoas próximas. drogas sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar será submetido às seguintes penas: I . Agravação da pena do tráfico A pena foi majorada. Posição – ALICE BIANCHINI.3. esporadicamente.medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo. III . Ex. 7. A lei anterior punia com pena privativa de liberdade e multa. Quem adquirir. II . transportar* ou trouxer consigo. A saúde individual é um bem disponível.ter em depósito e transportar foram inseridos). 28 1ª corrente É crime O art. da lei).: DecLei 201/67 – na verdade é infração políticoadministrativa. mas não há pena de prisão. A lei nova pune com outras penas. tiver em depósito.64 PRINCIPAIS INOVAÇÕES Tratamento diferenciado ao usuário de drogas Não houve descriminalização.1) Correntes sobre a natureza jurídica do art. guardar e trazer consigo”. Criação de um novo rito processual A lei instituiu um novo rito processual. parágrafo 4º. 28 DA LEI – USUÁRIO DE DROGAS Hoje há 5 verbos no tipo ( (*) . para consumo pessoal. Crime de financiamento do tráfico Não existia na lei antiga. Hoje se fala em “consumo pessoal Art. 28 está inserido no capitulo II. A lei falava em “uso próprio”.prestação de serviços à comunidade. 7. O art. Posteriormente se verá. mas a lei diz tratar sobre crimes praticados por prefeitos.

Art. da CF diz que “a lei regulará a individualização da pena e adotará. da proporcionalidade e da intervenção mínima.: Há um julgado do TJ de SP. 1º da LICP é defasado. ele deverá ser levado à delegacia. O art. Assim. § 1o Às mesmas medidas submete-se quem. 30 fala em prescrição. § 4o Em caso de reincidência.diz que pode existir outra pena que não seja a privativa de liberdade. Houve sim uma despenalização – crime sem pena (evitar pena de prisão). Posição do ***STF – se não for crime. Tal art.”. E no mais. 28 não prevê nenhuma das espécies de sanção. nada impede que uma nova lei apresente uma nova espécie de crime. dizendo que o art. . semeia. as penas previstas nos incisos II e III do caput deste artigo serão aplicadas pelo prazo máximo de 10 (dez) meses. cultiva ou colhe plantas destinadas à preparação de pequena quantidade de substância ou produto capaz de causar dependência física ou psíquica. Se o usuário é criminoso. Naquele momento (em 1941) tal definição era necessária. o juiz atenderá à natureza e à quantidade da substância apreendida.. 5º. Prescrição também existe no ilícito civil ou administrativos e atos infracionais (STJ – atos infracionais prescrevem). Posição de GOMES. 28 é inconstitucional – fere o princípio da isonomia. tal lei não é norma constitucional. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . A LICP diz que crime está sujeito à detenção ou reclusão e contravenção penal está sujeita à prisão simples. XLVI. mas não é isso que a lei diz que ocorrerá. LUIZ FLÁVIO OBS.. o STF entende que. bem como à conduta e aos antecedentes do agente. § 2o Para determinar se a droga destinava-se a consumo pessoal. dentre outras. § 3o As penas previstas nos incisos II e III do caput deste artigo serão aplicadas pelo prazo máximo de 5 (cinco) meses. às circunstâncias sociais e pessoais. desaparecerá o ato infracional (não é interessante para a sociedade). ao local e às condições em que se desenvolveu a ação. podendo ser revogada por outra lei. expressão “reincidência” no seu sentido vulgar). Não houve uma descriminalização. 28.65 O art. com novas penas. as seguintes penas. pois o CP e a LCP entravam em vigor no mesmo tempo. O próprio art. para seu consumo pessoal.

§ 7o O juiz determinará ao Poder Público que coloque à disposição do infrator. Paciente. no tocante à interrupção do prazo. PRINCÍPIO DA DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA.2) Princípio da insignificância OBRAS DO VICENTE GRECO FILHO . estabelecimento de saúde. 290 do Código Penal Militar (portava. 7. atribuindo depois a cada um. pequena quantidade de maconha). o juiz. PENAL MILITAR.343/2006 --.678. incumbindo-lhe confrontar o princípio da especialidade da lei penal militar. 5. 28. EMENTA: HABEAS CORPUS. ambos do CPM. 87. art. rel. USO DE SUBSTÂNCIA ENTORPECENTE. da prevenção do consumo ou da recuperação de usuários e dependentes de drogas. poderá o juiz submetê-lo. incisivo. Art. não alcançando os usuários. sucessivamente a: I .admoestação verbal. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . cabe a esta Corte fazê-lo. Condenação por posse e uso de entorpecentes. APLICAÇÃO NO ÂMBITO DA JUSTIÇA MILITAR.961. Rel. em prol da saúde. preferencialmente ambulatorial.multa. como princípio fundamental (art. O Superior Tribunal Militar não cogitou da aplicação da Lei n. condenado pela prática do delito tipificado no art. 11. Não constitui crime militar a posse de ínfima quantidade de substância entorpecente por militar. Ordem concedida. § 6o Para garantia do cumprimento das medidas educativas a que se refere o caput. o reduzido grau de reprovabilidade do comportamento e a inexpressividade da lesão jurídica constituem os requisitos de ordem objetiva autorizadores da aplicação do princípio da insignificância. II e III. militar. 59. A Lei n. Os valores decorrentes da imposição da multa a que se refere o § 6o do art. 11. apenas a lavratura de termo circunstanciado. EROS GRAU). A estes devem ser oferecidas políticas sociais eficientes para recuperá-los do vício. sem antecedentes criminais. a quem aproveita o princípio da insignificância. Preocupação.478. 290. Min. III). Crime militar. nos incisos I. segundo a capacidade econômica do agente. Posse e uso de substância entorpecente.nova Lei de Drogas --. estabelecimentos congêneres. com o princípio da dignidade humana. disciplina e hierarquia militares. seja porque presentes seus requisitos. Posse de pequena quantidade (8. gratuitamente. 3. em lugar de apenar --. Posições favoráveis à aplicação do princípio da insignificância EMENTA: AÇÃO PENAL. Não obstante. a que injustificadamente se recuse o agente. 2. de natureza objetiva. 90. Absolvição decretada.66 § 5o A prestação de serviços à comunidade será cumprida em programas comunitários. 1º. 29. com futuro comprometido por condenação penal militar quando há lei que. 28 serão creditados à conta do Fundo Nacional Antidrogas.Lei n. 30. para tratamento especializado. atendendo à reprovabilidade da conduta. A mínima ofensividade da conduta. Maconha.24 gramas). PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA.O STF não admite o princípio da insignificância para a lei de drogas – não corresponde à realidade! – O STF admite o princípio da insignificância na lei de drogas. observado. óbice à aplicação da nova Lei de Drogas. a ausência de periculosidade social da ação. o disposto nos arts. hospitais. arrolado na Constituição do Brasil de modo destacado.3. 4. vigoroso. 6. Aplicação aos delitos militares. em alterar a visão que se tem em relação aos usuários de drogas. ART. 107 e seguintes do Código Penal. Paciente jovem. Princípio da insignificância. no interior da unidade militar. III DA CONSTITUIÇÃO DO BRASIL. originária. públicos ou privados sem fins lucrativos. Não-aplicação do princípio da insignificância.veda a prisão do usuário. Prescrevem em 2 (dois) anos a imposição e a execução das penas. II . Prevê. Na imposição da medida educativa a que se refere o inciso II do § 6o do art.343/2006.125 e 94. cc.343/2006 --. 1. 7. Art.possibilita a recuperação do civil que praticou a mesma conduta. Precedentes (HC nº 92. preferencialmente. ELLEN GRACIE. vencida a Min. No caso se impõe a aplicação do princípio da insignificância. contra ele. 11. do Estado. seja por imposição da dignidade da pessoa humana. fixará o número de dias-multa. Art. em quantidade nunca inferior a 40 (quarenta) nem superior a 100 (cem). o valor de um trinta avos até 3 (três) vezes o valor do maior salário mínimo. HC concedido para esse fim. Parágrafo único. 1º. Punição severa e exemplar deve ser reservada aos traficantes. entidades educacionais ou assistenciais. 8. que se ocupem.

243 do ECA.aplica-se o princípio da especialidade (a droga é uma substância que causa dependência) – se for droga. Praticado mais de um núcleo no mesmo contexto fático. Juiz para classificar o crime em porte para consumo próprio ou para o tráfico – art. prescrever* (único crime próprio). o crime é único.: Venda de drogas para criança e adolescente – ECA x lei de drogas .: importar cocaína e guardar maconha  há 2 crimes. aplicar-se-á o art. aplica-se a lei 11343/2006. ministrar. guardar.4) TRÁFICO DE DROGAS – ART. Fala-se em drogas. Houve um incremento da pena. Se for outra substância não rotulada como droga prevista na portaria do Ministério da Saúde. a prescrição é dolosa. ou se o sujeito não souber  fato atípico. trazer consigo. 04. Art.: Os tribunais não aceitam a alegação de estado de necessidade no crime de tráfico – seria uma subversão de valores protegidos.4. OBS. haverá crime único. indo de 5 a 15 anos de reclusão e multa.4. CAPUT Não se fala mais em substância entorpecente. 33 (o verbo prescrever é crime próprio – só médico e dentista podem praticar – aqui. ainda que gratuitamente. havia 3 correntes: a) era tráfico. 7.4. oferecer. 7. vender.reclusão de 5 (cinco) a 15 (quinze) anos e pagamento de 500 (quinhentos) a 1. adquirir. sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar: Pena . Ex. levou consigo e vendeu no mesmo contexto fático. Na vigência da antiga lei.1) Bem jurídico Há um bem jurídico primário/imediato – saúde pública (da coletividade). c) uso pessoal. parágrafo 3º. 33. 33. Bem jurídico secundário/mediato – saúde individual da pessoa que integra a sociedade. preparar. ter em depósito. 52 da Lei.: pessoa importa. entregar a consumo ou fornecer drogas. Há outros elementos que deve a autoridade se ater. remeter. fabricar. exportar.04. Vítima do crime é a coletividade/sociedade. 38). ex. transportar. b) tráfico não equiparado a hediondo. 7.: Cessão gratuita para consumo conjunto (figura nova na lei 11343/2006). guardou. há um tipo penal para tanto – art.4) Tipo subjetivo LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .500 (mil e quinhentos) dias-multa OBS. 33. da Lei 11343/2006 – tráfico de menor potencial ofensivo. produzir. a culposa está no art. logo. OBS. Promotor. Importar. “Sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar” – se existir tal autorização. Com a nova lei. 7.2) Sujeitos Em regra.4.3) Tipo objetivo No tipo há 18 núcleos. trata-se de crime de ação múltipla ou de conteúdo variado.2009 – ROGÉRIO SANCHES 7.67 A quantidade da droga é um dos elementos a ser analisado pelo Delegado. expor à venda. qualquer pessoa pode praticar qualquer dos verbos do art.

para o Direito Penal.: É possível tráfico em concurso com sonegação fiscal? R.4. 7. não há a obrigatoriedade do ato).7) Crime de perigo De perigo abstrato ou concreto? No perigo abstrato.5) Consumação Em alguns núcleos. se a sua vigência é anterior à cessação da continuidade ou permanência. OBS. o traficante.: Aplicar o princípio do non olet (o tributo não tem cheiro). o fato é atípico.não se aplica para o Direito Penal – significa produzir prova contra si mesmo – não tem. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . responderá o traficante pela nova lei. Outro exemplo: tráfico e receptação – a pessoa vende a droga e recebe como pagamento um relógio furtado pelo comprador. e como não se pune a modalidade culposa. não podendo o traficante sonegar tributos advindos da sua renda do tráfico. Mas há crimes instantâneos – regra. o sujeito alegando que não sabia que estava traficando droga. a obrigação de declarar imposto de renda advinda do tráfico (mesmo que no Direito tributário pode-se tributar tais valores.4. 7.4. não se pode denunciar por venda de drogas. o “trazer consigo” é crime permanente. há o flagrante provocado quando o agente policial induz terceira pessoa a praticar o crime – trata-se de crime impossível.) – em concursos está perguntando esta corrente. OBS.9) Pena A pena atual é mais gravosa.68 O crime é punido a título de dolo direito ou eventual. ele é presumido por lei. 7.: Venda de drogas provocada pelo policial infiltrado – crime impossível. Súmula 145 do STF – Não há crime quando a preparação do flagrante pela polícia torna impossível a sua consumação Assim. advindo a nova lei. 7.4. por ex. Nos crimes de perigo concreto.6) Tentativa 1ª corrente – majoritária na doutrina – o exagero de núcleos tornou inviável a tentativa.4. Erro de tipo essencial sempre excluirá o dolo. o traficante é preso por trazer droga consigo (consumação se protraiu no tempo). e o flagrante esperado – o agente policial espera terceira pessoa praticar o crime – crime possível. ***STF – já está aplicando a 2ª corrente para o crime de porte de drogas para consumo pessoal e no Estatuto do Desarmamento. Súmula 711 do STF – A lei penal mais grave aplica-se ao crime continuado ou ao crime permanente. 1ª corrente – trata-se de crime de perigo abstrato – ainda é a majoritária. ex. logo. Quem estava praticando o crime durante a lei antiga e a consumação se protraiu no tempo. Todavia.8) Concurso de crimes Tráfico em concurso com outros delitos – é perfeitamente possível. o perigo deve ser comprovado. Assim. a consumação se prolonga no tempo – crime permanente. por ex . 2ª corrente – é possível a tentativa de tráfico (“tentar adquirir”. 7.: tráfico e furto (subtrair drogas de alguém para depois vender). 2ª corrente – crime de perigo concreto (crítica à corrente anterior: perigo abstrato ofende o princípio da lesividade – não há lesão concreta a nenhum bem – e quando não se admite prova em sentido contrário. fere o princípio da ampla defesa).

desde que a cultive sem autorização ou fora das determinações legais. PARÁGRAFO PRIMEIRO – FIGURAS EQUIPARADAS AO TRÁFICO Pune nas mesmas penas do caput. aquele volta ao morro e compra mais droga ainda com o dinheiro recebido – não poderá responder pela venda da droga (crime impossível). o objeto material é. cultiva ou plante planta que será usada na droga. por ex. Necessita ser usada para a preparação de droga para enquadrar no inciso II deste parágrafo de artigo. Poderá responder apenas pelo o uso de drogas (a conduta anterior à venda é punível).”.69 A pena de multa foi incrementada também pela nova lei. Há modalidades em que o crime será permanente.: pessoa compra droga por vinte e cinco reais.. parágrafo 1º. 33. No art. dispensa-se a efetiva preparação das drogas. alguém que tenha éter sulfúrico armazenada em casa. 33 era a droga. A jurisprudência entende ser imprescindível o exame pericial para descrever se a substancia tem capacidade ou não de produzir drogas. 28. Se ele tiver apenas um imóvel e usar este para o cultivo de plantas usadas para a droga.5. sem qualquer direito à indenização. A destinação. 16. sem qualquer indenização. 243 da CF – expropriação-sanção. Pune-se tal crime a título de dolo.: art. sem autorização judicial. ao analisar o material. terá suas terras expropriadas. A diferença reside no objeto material.5) ART. na vigência da lei antiga. Estava no art. havia três correntes: 1ª corrente – é crime de tráfico (art. não é colocada como fim pelo o agente. O crime se consuma com a prática de qualquer dos núcleos. II da lei antiga). o problema está sanado – art. Aqui. A maioria entende que tal planta não precisa ter o princípio ativo da droga. para a maioria da doutrina. com a lei 11343/2006. deverá concluir se a quantidade é capaz de ser usada pelo próprio agente ou se seria destinada para o tráfico.5. A terra desapropriada servirá para o assentamento de colonos. Deve existir a elementar “em desacordo com a lei ou sem autorização”. a acetona etc. que não se exige a finalidade especial no dolo (há doutrina que entende precisar de uma finalidade especial). 12. nem possuir efeitos farmacológicos. Na modalidade “cultivar” o crime é permanente. o éter. OBS.: Antes. Pune-se quem semeia. porte para uso. mesmo que ele diga que não usaria para a confecção de qualquer droga. Para a consumação. 2ª corrente – é o art. A expressão “destinada à preparação de drogas” poderia levar o intérprete a concluir que o tipo exige finalidade especial. será preso por tráfico. parágrafo 1º. Quem usa a propriedade para a plantação de drogas. tem doutrina que entende que tal LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . 7. parágrafo 1º da lei antiga.2) Inciso II A lei anterior omitia o elemento normativo indicativo da ilicitude “sem autorização. 33. parágrafo 1º da lei – a polícia terá que apreender a plantação e a perícia. A doutrina admite a tentativa neste caso. OBS. o objeto material não é mais a droga e sim a matéria prima (insumos ou produtos para a elaboração da droga)..: Que crime pratica aquele que planta para consumo pessoal (não havia previsão expressa na lei 6368/76)? R. 7. Hoje.1) Inciso I O objeto material do caput do art. 12. 7. Prevalecia a segunda corrente. I. Tais substâncias não precisam ter efeitos farmacológicos. OBS. majoritariamente. 3ª corrente – fato atípico. um policial infiltrado compra dele por cinqüenta reais. Assim. Entende-se.. contudo. mas a que normalmente pode prestar-se a substância.

A pena é de detenção de 6 meses a 1 ano e multa – aplica-se a lei dos juizados. à pessoa de seu relacionamento para juntos a consumirem. 7. 33. A doutrina coloca como sujeito passivo secundário o induzido. Requisitos: • Deve ser primário. não podendo o imóvel ser desapropriado.5. “sem objetivo de lucro” – é um elemento subjetivo negativo (uma finalidade que não pode existir). • Portador de bons antecedentes. Há quem entenda que o bem de família não pode prevalecer sobre a função social da propriedade. Não pode ter objetivo de lucro presente nem futuro. sendo perfeitamente possível a tentativa. Quem empresta imóvel para alguém usar drogas. “Para juntos a consumirem” – elemento subjetivo positivo – tem que haver esta finalidade especial sob pena do crime desaparecer. Preenchidos os requisitos. PARÁGRAFO 2º Pune quem induz. devendo respeitá-la. Na segunda modalidade (consentir). sem objetivo de lucro. Induzir ao uso não quer dizer que a pessoa precisa usar a droga. 287 do CP.TRÁFICO DE MENOR POTENCIAL OFENSIVO Não é um crime comum. poderá caracterizar apologia ao crime – art. dispensando a finalidade de lucro. É a entrega eventual de droga. o crime se consuma com o efetivo proveito do local. VICENTE GRECO FILHO continua dizendo que o crime permanece sendo material. 7. Se houver habitualidade na entrega da droga.6) ART. Instigar é reforçar ideia já existente. A doutrina admite a tentativa. A pena não é a mesma do caput.8) ART. Induzir é fazer nascer a idéia. o juiz deverá conceder tal redução – direito subjetivo do réu. ainda mais quando o induzimento ou instigação for por escrito. Trata-se de um crime bipróprio (o autor e o sujeito passivo secundário deverão ser próprios). LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . o instigado e o auxiliado. O sujeito passivo é a sociedade. 33. dispensando o efetivo uso pelo o induzido – crime formal. variando de 1/6 a 2/3. Auxiliar é prestar assistência material. PARÁGRAFO 3º . O crime é punido a título de dolo. Na primeira modalidade (utilizar).70 bem é bem de família. cai neste artigo. a lei diz “induzir ao uso”. Trata-se de crime comum (sujeito ativo). 33. Antigamente. Trata-se de uma causa de diminuição de pena.7) ART. É punido a título de dolo. dizia-se “induzir a usar” – crime material (o induzido tinha que usar a droga para que o crime se consumasse). instiga ou auxilia alguém ao uso indevido de drogas. dispensando o efetivo uso (dispensa-se até a aceitação por parte da outra pessoa). empresta local ou bem de qualquer natureza para o comércio (quem empresta para o uso não está mais neste tipo penal). PARÁGRAFO 4º Não tem nada parecido na lei anterior. Consuma-se com o oferecimento.3) Inciso III Pune quem utiliza. Qualquer dessas atitudes deve visar pessoa determinada. 7. sem contar que a impenhorabilidade comporta exceções. 7. Se visarem pessoas indeterminadas. Hoje. o crime se consuma com a mera permissão e só se admite a tentativa quando a permissão for por escrito. o agente será traficante.

33. Quanto ao objeto material. A tentativa é possível. 33 caput ou seu parágrafo 1º ou o art. como o art. hoje. XLIII. Pode tal redução retroagir? R. tiver ela em depósito etc. 35). mesmo que os crimes-fim – crimes futuros .não sejam praticados). terá a redução e quem trafica o maquinário não!?). pois só serve para a separação da droga. São requisitos cumulativos. da CF. entendem eles que ainda necessita de perícia. 35 DA LEI – ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO O parágrafo único do art. no mínimo. Pune-se a título de dolo. para reduzir de 1/6 a 2/3. Algumas modalidades são permanentes. o art. 34 . 34 fala do objeto material “maquinários em geral”. STF e STJ entendem ser constitucional – trabalham com o princípio da individualização da pena. FERNANDO CAPEZ entende que o parágrafo 4º é inconstitucional – fundamento: art. mas deve respeitar um saldo mínimo de 1 ano e 8 meses (é a redução de 2/3 de 5 anos) – tal corrente nasceu no STJ (HC 87464/RS). ou 5 anos com redução (posição da Ministra LAURITA VAZ. caput. 288 do CP). 288 do CP. fala do objeto material “drogas”. OBS. Trata-se de delito subsidiário (se o agente fabricar a droga. parágrafo 1º. a finalidade é praticar crimes. é o tipo e quantidade da droga. e não para o seu fabrico. Estaria este parágrafo já sendo chamado de tráfico privilegiado. está vedada a conversão em penas restritivas de direito. Pune-se a “quadrilha ou bando” na lei de drogas. 3ª corrente – a redução é retroativa (sem limites) – tem posição nesse sentido no próprio STJ (a tendência no STJ é esta hoje.: 1ª corrente – a redução de pena é irretroativa. A vítima é a sociedade. Tem doutrina que critica isso (feriria o princípio da proporcionalidade). Há doutrina aplicando o parágrafo 4º por analogia in bonam partem – para evitar a lesão ao princípio da isonomia (quem trafica a droga. exigia perícia dos aparelhos para a constatação da possibilidade de fabrico da droga.10) ART.. de tipo autônomo e independente (a pessoa já responde pela a associação. A 3ª corrente tem agradado mais a doutrina. no art. Trata-se de posição minoritária.: lâmina de barbear não se enquadra neste conceito de maquinário. fala do objeto material “matéria prima”.9) ART. não podendo existir tal tratamento se a CF nada trouxe sobre o assunto. Não pode integrar organização criminosa. 7. Na lei nova. a quadrilha exige.71 • • Não pode se dedicar a atividades criminosas. 4 pessoas reunidas de forma estável e permanente para a sua caracterização (art. o primário portador de bons antecedentes receberia uma pena mínima de 3 anos. o art. 33. reunidas de forma estável e permanente. 34 DA LEI – TRÁFICO DE MAQUINÁRIOS Corresponde ao art. Trata-se. responderá pelo tráfico de drogas propriamente dito (caput)). 13 da antiga lei (lei 6368/1976). No art. o aparelho não precisa ter sido criado para o fabrico da droga. a finalidade é praticar o art. 4ª corrente – o réu deve escolher se prefere a pena 3 anos sem redução. Não existe redução de pena para este caso (parágrafo 4º). desde que sejam associações diferentes. 35 simultaneamente? R.crimes específicos. A doutrina e a jurisprudência. O caput tinha previsão. na vigência da outra lei. O norte. 2ª corrente – a redução é retroativa. Mesmo com a redução. 288 e pelo art. Todavia. Trata-se de crime comum. no mínimo. exige-se 2 pessoas. 288 do CP. Aqui na lei de drogas (art. basta servir para tanto. 7. Na lei antiga. 35 da lei. pois eles não se confundem (crimes distintos). do STJ). 5º. O art. vendando-se combinação de leis.: Pode uma pessoa ser punida pelo o art. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . pelo que se vê).: Sim. o primário de bons antecedentes terá uma redução na pena mínima (5 anos) de 1/6 a 2/3 da pena. OBS. 35 da lei não tinha previsão na antiga lei.

Recebendo a inicial. 28 desta Lei. sob pena de preclusão e se defender do que foi acusado contra a sua pessoa. pois foi alterada IMPLICITAMENTE pela lei 8072 de 1990.: Como fica esse procedimento e a lei 11719/08? LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Assim. 14 da antiga lei era de 3 a 6 anos e não de 3 a 10 anos como previsto em sua redação. 5. com finalidade de praticar o art. No art. de 26 de setembro de 1995. há remessa dos autos ao juiz – artigo 54 – se há remessa para o MP. os autos voltam para o juiz – artigo 55. Após. §1º da lei de drogas. ***OBS. 7. No parágrafo único do art. 33 e parágrafo 1º e art. salvo se houver concurso com os crimes previstos nos arts. será processado e julgado na forma dos arts. 35 – Reunião para o financiamento ou sustento do tráfico No art. testemunhas de acusação.segue o procedimento da lei 9099/95 – artigo 48.72 Se um deles for inimputável.099. testemunhas de defesa. podendo arrolar 5 testemunhas. 14. pelo o art. a pena é de 3 a 10 anos – disposição expressa do art. 7. com finalidade de praticar os crimes do art. no mínimo. 8º. 60 e seguintes da Lei no 9. § 1o O agente de qualquer das condutas previstas no art.1) Parágrafo único do art. receberá a pena de 3 a 6 anos. 90 + 90 se solto – artigo 51). e não seus requisitos (como a quantidade de pessoas para formar a quadrilha).(a lei penal atual é maléfica). 33 a 37 desta Lei. 35 da nova lei. 2. 8º da Lei 8072/90 mudou apenas a pena do antigo art. §4º. na época. 34. julgamento. 3. reunidas de forma estável ou permanente. independentes do crime-fim. Após. interrogatório. 35 da Lei de drogas há a reunião de 2 pessoas. com finalidade de praticar crimes. mesmo assim haverá a associação. que dispõe sobre os Juizados Especiais Criminais.11) PROCEDIMENTO O artigo 28 – porte de drogas para consumo pessoal . debates. A diferença está na finalidade e todos são crimes autônomos. Artigo 28 Lei 9099/95 Delitos de menor potencial ofensivo Lei 9099/95 Demais Lei 11343/06 Começa com o IP (prazo de encerramento de é de 30 + 30 se preso. E os demais delitos de menor potencial ofensivo. aquele processado por este crime na vigência da antiga lei. este possui 10 dias para oferecer denúncia. 36 da lei – financiamento ou sustento do tráfico.10. O STF entendeu. reunidas de forma estável e permanente. reunidas de forma estável e permanente. Assim. OBS. Hoje. a lei 11343/06 só se aplica aos delitos de média e severa ofensividade.: A pena do art. designa audiência una – ocorrerá nos 30 dias seguintes ao do recebimento da denúncia – artigo 56 – que é composta: 1. no mínimo. É o indispensável o dolo com animus associativo (a vontade de reunir-se de forma estável e permanente). seguem a lei 9099/95 ou a lei 11343/06? Prevalece que os demais delitos continuam na lei 9099/95. que o art. no mínimo. para fins de recebimento ou não da inicial. 4. 288 do CP há a reunião de 4 pessoas. Aqui há a possibilidade de defesa preliminar – 10 dias – artigo 55 – esse é o momento da defesa arrolar testemunha. 35 há a reunião de 2 pessoas.

5. III . 5. na forma da lei. 5. possibilidade de absolvição sumária. 395 a 398 deste Código aplicam-se a todos os procedimentos penais de primeiro grau.2 testemunha de acusação. 3. § 4o As disposições dos arts. para as infrações penais de menor potencial ofensivo. ainda que não regulados neste Código. recebimento da inicial. oferecimento da inicial. o artigo 396 traz a hipótese de defesa escrita. Procedimento da lei 11. 6.5 sentença II.73 I.7 julgamento. defesa escrita.sumário. 5. citação. oferecimento da inicial. recebimento. quando tiver por objeto crime cuja sanção máxima cominada for igual ou superior a 4 (quatro) anos de pena privativa de liberdade. 406 a 497 deste Código.3 testemunha de defesa.343/06 1. Art. quando tiver por objeto crime cuja sanção máxima cominada seja inferior a 4 (quatro) anos de pena privativa de liberdade. 394 do CPP. audiência concentrada. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . 6. 6.719/08 1. 6. sumário ou sumaríssimo: I . 2.sumaríssimo.1 interrogatório. O procedimento será comum ou especial. defesa preliminar: momento de apresentar rol de testemunhas. citação.ordinário. audiência concentrada: 6.2 testemunha de acusação.3 testemunha de defesa. 4. § 3o Nos processos de competência do Tribunal do Júri. o procedimento observará as disposições estabelecidas nos arts. § 5o Aplicam-se subsidiariamente aos procedimentos especial. 2. 5.4 debates 5.4 interrogatório. 4. 5. 3. § 2o Aplica-se a todos os processos o procedimento comum. Procedimento da lei 11. sumário e sumaríssimo as disposições do procedimento ordinário.6 debates.5 diligências. salvo disposições em contrário deste Código ou de lei especial. 6. II .” (NR) O artigo 395 traz as hipóteses de rejeição da inicial. § 1o O procedimento comum será ordinário. enquanto que o artigo 397 traz as hipóteses de possibilidade de absolvição sumária. 6. 6.1 vítima.

74 O artigo 396 CPP traz hipótese de defesa escrita após o recebimento da inicial. anterior ao recebimento da inicial.” (NR) E com relação ao interrogatório. O TRF da 4ª região já pacificou o entendimento de que a ordem de audiência fica como está. também escrita. II . os demais o CPP respeita os procedimentos especiais. Parágrafo único. o prazo para a defesa começará a fluir a partir do comparecimento pessoal do acusado ou do defensor constituído. muita discussão havia acerca da possibilidade de se efetivar a interceptação telefônica. se não a rejeitar liminarmente. Por isso. não constituir violação de telecomunicação o conhecimento dado ao juiz competente. 397. o juiz deverá absolver sumariamente o acusado quando verificar: I . ou IV . no procedimento especial da lei de drogas o denunciado tem direito à defesa preliminar (busca convencer o juiz a não receber a inicial) e à defesa escrita (busca convencer o juiz a absolver sumariamente). ao tempo do referido Texto Constitucional. recebê-la-á e ordenará a citação do acusado para responder à acusação. 28. CAPEZ . no prazo de 10 (dez) dias. o qual preceituava. salvo inimputabilidade. vedação absoluta à quebra do sigilo nesses casos. oferecida a denúncia ou queixa. a única defesa escrita na lei de drogas é aquela posterior ao recebimento da inicial. 396-A. portanto. na lei de drogas. Nos procedimentos ordinário e sumário. inaplicável o artigo 396 CPP (defesa escrita posterior ao recebimento da inicial). 3ª corrente: a defesa preliminar e a defesa escrita convivem tendo cada uma finalidade diversa. por escrito. no entanto. Sucede que. III . conclui-se ser dispensável. 57 do Código Brasileiro de Telecomunicações (Lei 4117/62). Assim. a CF não veiculava direito absoluto. enquanto que no CPP o interrogatório é feito após a oitiva das testemunhas.03. o juiz. sem realizar qualquer ressalva. 396. Para alguns doutrinadores havia nítida incompatibilidade do mencionado dispositivo legal em face da CF. O artigo 397 trata-se de um julgamento antecipado da lide – absolvição imprópria. Art. ocorre que na lei de drogas já há a defesa preliminar antes do recebimento. mediante requisição ou intimação deste. Após o cumprimento do disposto no art. Como fica? “Art.a existência manifesta de causa excludente da culpabilidade do agente. pois o CPP mandou aplicar três dispositivos a lei de drogas que são os que nós falamos acima. para outros. como fica? Pois na lei de drogas o interrogatório é o primeiro ato da audiência da instrução. 2ª corrente: o artigo 396 CPP revogou o dispositivo da defesa preliminar da lei de drogas. de forma que era possível a interceptação LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .a existência manifesta de causa excludente da ilicitude do fato.” (NR) 1ª corrente: havendo defesa preliminar. prevalece que não se aplica a alteração na ordem da audiência. alínea e. em seu inciso II. Assim.Antes da CF de 1988.que o fato narrado evidentemente não constitui crime. No caso de citação por edital. vigorava o art.2009 – SÍLVIO MACIEL 8) LEI 9296/96 – LEI DE INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA HISTÓRICO Antes dessa lei não podia fazer interceptação telefônica no Brasil. havendo. deste Código. pois a CF de 1969 dispunha acerca da inviolabilidade do sigilo de correspondência e das comunicações telefônicas e telegráficas. e parágrafos.extinta a punibilidade do agente.

ou ao contrário. e c) existência de lei prevendo as hipóteses em que a quebra será permitida. 8. e c) o fato for punido com pena de reclusão. Como não existia nenhuma lei antevendo os casos de violação do sigilo. o juiz pode autorizar a quebra do sigilo de ofício (?? – ver divergência doutrinária) ou a requerimento do membro do MP ou autoridade policial. b) finalidade de colheita de evidências para instruir investigação criminal ou processo penal. É que de acordo com o art. mas somente quando presentes os seguintes requisitos: a) indícios razoáveis de autoria ou participação em infração penal. Logo. OBS. Agora. XII. a dúvida: o art. Data vênia. Motivo: o art. de qualquer natureza.: A doutrina oscila a respeito. observará o disposto nesta Lei e dependerá de ordem do juiz competente da ação principal. AVENA diverge desta posição. 57. em nenhum caso o juiz poderia autorizar a quebra do sigilo das comunicações telefônicas.75 telefônica. e. porém em relação a delitos perpetrados antes de sua vigência? R. iniciarem-se as investigações policiais antes mesmo da expedição da portaria instauradora do inquérito. SCARANCE e MAGALHÃES e STF. Com a entrada em vigor da Lei 9296 de 24 de julho de 1996. ou instrução processual. da CF de 1988. • Ordem Judicial. entendendo que nada impede que sejam efetivadas interceptações telefônicas stricto sensu ou escutas telefônicas para fins de investigação criminal previamente ao procedimento formal de instauração do inquérito. cessou a discussão. OBS. mas que tiveram a decretação da violação do sigilo telefônico durante a vigência da mesma. sendo comum. a época do crime. para a consideração em torno da licitude. b) não houver outro meio de produzir a mesma prova. Assim já entendeu o STJ: LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . sob segredo de justiça. exige esta formalização como pressuposto necessário? R. deveria ser considerada inconstitucional toda e qualquer prova obtida por meio de escuta telefônica. a jurisprudência do STF já havia se orientado no sentido de que. o sigilo das comunicações telefônicas somente pode ser quebrado quando presentes 3 requisitos: a) ordem judicial autorizadora. a lei não exige tal providência como conditio sine qua non para a expedição da ordem judicial. para prova em investigação criminal e em instrução processual penal.: O STF e a maioria doutrinária entendem que os crimes cometidos antes da entrada em vigor da Lei 9296/96. GRINOVER. • Que seja usada para investigação penal. da Lei 4117/62 poderia funcionar como a tal lei reclamada pelo Texto Maior não vingou. II. Isso porque. ainda que autorizada pela justiça. 57 do CBTelecomunicações teria sido recepcionado pela CF? Anteriormente à Lei 9296 de 24 de julho de 1996. no mínimo. no entanto. existindo forte entendimento doutrinário no sentido de que o juiz não poderá autorizá-la sem que haja. Com o advento da Carta Magna de 1988. pois o novo texto disciplinou a interceptação de conversas telefônicas. 5º.1: O procedimento destinado à violação de sigilo telefônico nos termos ditados pela lei 9296/96 pode ser determinado antes mesmo da instauração de inquérito policial (no curso de uma investigação patrocinada pelo MP). Ficava. A interceptação de comunicações telefônicas. nas hipóteses que a lei estabelecer. A interpretação de que o art.1) REQUISITOS CONSTITUCIONAIS DA INTERCEPTAÇÃO • Lei regulamentadora. enquanto a matéria não fosse regulamentada pelo legislador ordinário. uma vez que passou a admitir expressamente a violação das comunicações telefônicas. desimporta. juiz nenhum poderia autorizá-la. 1º da Lei 9296/96. na prática. simplesmente. No mesmo sentido. procedimento policial formalmente instaurado. referida questão restou superada. razão pela qual devem ser consideradas lícitas as provas daí obtidas. exigindo-se apenas que a autorização para a interceptação tenha ocorrido após a entrada em vigor da norma regulamentadora. Art. Enfim.: E quanto às interceptações realizadas após a Lei 9296/96. estarão sendo apurados em acordo com o princípio constitucional do devido processo legal. 57 não previu qualquer hipótese de admissibilidade da interceptação.

no último caso*. 5º. Só aparentemente. depois de instaurada a ação penal.: Há controvérsias. sons. 166650).76 A interceptação telefônica para fins de investigação criminal só pode se efetivar antes mesmo da instauração do inquérito policial. afigura-se possível.2: É possível ao juiz autorizar a interceptação ou escuta de conversas telefônicas no âmbito de procedimento iniciado por denúncia anônima? R.. de dados e das comunicações telefônicas. a interceptação das correspondências e das comunicações telegráficas e de dados. Telegráfica é a comunicação por telegrama.234/SP – 21/11/2005). pois nada impede que as investigações precedam esse procedimento. Comunicação por carta e telegráfica Correspondência por carta ou epistolar é a comunicação por meio de cartas ou qualquer outro instrumento de comunicação escrita. ainda que se esteja diante de inquérito policial desencadeado a partir de uma denúncia anônima – é a posição também do STJ. imagens. quando o exercício de um direito fundamental por parte do seu titular colide com o exercício do direito fundamental por parte de outro titular”. OBS. nenhuma liberdade individual é absoluta. de formalmente instaurado o inquérito) e para a instrução criminal. nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal. Nas comunicações telefônicas incluem-se as transmissões de informações e dados constantes de computadores e telemáticos. (HC 43. o sigilo foi estabelecido de modo absoluto. Portanto. aparentemente. por exemplo) – LFG entende que cabe a interceptação por telemática independente do uso de telefonia.1994. observados os requisitos constitucionais e legais. afigura-se plenamente viável o deferimento judicial da violação de sigilo telefônico. rel. Art. Telemática é a ciência que estuda a comunicação associada à informática. DJU de 24.6. 1ª T. XII\C XII . sempre que as liberdades públicas estiverem sendo utilizadas como instrumento de salvaguarda de práticas ilícitas (como ocorre. na quebra de sigilo de correspondências dos presidiários) (STF. 70. portanto. se a prova puder ser realizada por outros meios disponíveis ou se o fato investigado constituir infração penal punida. sigilo telegráfico). para uma 1ª corrente. A providência pode ser determinada para a investigação criminal (até antes. Comunicações telefônicas Comunicação telefônica é a transmissão. diz que se refere às comunicações de dados e telefones. receptação e decodificação de sinais lingüísticos. HC n. p. no máximo com pena de detenção. caracteres escritos. . A expressão salvo no último caso. deve-se consignar que não existe garantia absoluta em nenhum ordenamento constitucional. desde que feitas por meio de cabos telefônicos (email. salvo. A lei veda a interceptação e a escuta na hipótese de inexistirem indícios razoáveis de autoria ou participação em infração penal. CANOTILHO – “Considera-se inexistir uma colisão de direitos fundamentais. por ordem judicial.814-5/SP.é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas. Ora.trata-se de norma de eficácia limitada (regulamentada pela lei 9296/96). por ex. símbolos de qualquer natureza veiculados pelo telefone estático ou móvel (celular) – BULOS. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . emissão. Uma 2ª corrente diz que está relacionada apenas às comunicações telefônicas (CAPEZ). AVENA entende que não há óbice ao procedimento nesse caso. Nos demais casos (sigilo de carta. desde que não se perfaçam quaisquer destas restrições. Apesar de a CF não ressalvar hipótese de restrição ao sigilo desse tipo de transmissão de mensagem. Celso de Mello. Realmente. Comporta exceções para preservar o ditame da legalidade.

É assim. X. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .77 Há quem entenda que o parágrafo 1º do art. OBS. feita por um terceiro. nas hipóteses mais modernas. 8. DAMÁSIO/LFG – entende ser constitucional – “a carta magna quando faz tal exceção. devendo ser aceita ou não de acordo com a proporcionalidade dos valores que se colocarem em questão. desde que haja prévia. quando usados dois aparelhos telefônicos. A polícia costuma fazer escuta telefônica em casos de seqüestro. da CF). na qual não se insere a transmissão de dados.2) INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA E INSTITUTOS AFINS 8. Interceptação ambiental é a captação da conversa entre dois ou mais interlocutores por um terceiro que esteja no mesmo local ou ambiente em que se desenvolve o colóquio. Em contrapartida. A interceptação e gravação ambiental não constituem objeto da Lei 9296/96. VICENTE GRECO FILHO/ANTÔNIO MAGALHÃES GOMES FILHO – entende ser inconstitucional – a carta magna somente autorizaria a interceptação de comunicação telefônica. por exemplo. IV.2. Para VICENTE GRECO FILHO “a lei não disciplina a interceptação realizada por terceiro. 8. estende-se a qualquer forma de comunicação que empregue a via telefônica como meio.2.1) Interceptação telefônica (em sentido estrito) É a captação de conversa telefônica feita por um terceiro sem o conhecimento de nenhum dos interlocutores da conversa.3) Gravação telefônica (clandestina) É a captação da conversa feita por um dos interlocutores. fundamentada e detalhada ordem escrita da autoridade judicial competente. É o caso do uso do modem. 2º. isto é. da lei 9296/96. sua gravação. de acordo com a permissão legal contida no art. não cometeria o descuido de permitir a interceptação somente no caso de conversação verbal por esse meio. nenhum problema haverá para aquela prova.2) Escuta telefônica É a captação da conversa telefônica. XII. 8.4) Interceptação ambiental. ainda que haja transferência de ‘dados’.1: Só a interceptação e a escuta estão na lei de interceptação e submetidas ao art. se a conversação ou palestra era reservada. mas com o consentimento de um dos interlocutores”. proibindo-a. interceptação ou escuta constituirá prova ilícita. quando pretendida com finalidade de investigação criminal e prova em processo penal. escuta ambiental e gravação ambiental A interceptação ambiental é a captação da conversa ambiente feita por um terceiro sem o conhecimento de nenhum dos interlocutores da conversa.2.: No caso de investigação de crime praticado por organizações criminosas (quadrilha ou bando. associação criminosa e organizações criminosas de qualquer tipo). toda e qualquer gravação e interceptação ambiental que estiver acobertada pela autorização constituirá prova válida. 1º da lei de interceptação telefônica seja inconstitucional. pois somente nestes casos tem-se a figura de terceiro violando a conversa telefônica de dois ou mais interlocutores. quando menciona ‘comunicações telefônicas’. nem proibida a captação por meio de gravador. Escuta ambiental é essa mesma captação feita com o consentimento de um ou alguns interlocutores. obviamente sem o conhecimento do seqüestrador do outro lado da linha. com a ciência de um dos interlocutores. a família da vítima geralmente consente nessa prática. “A garantia constitucional do sigilo é a regra e a interceptação a exceção de forma que a interpretação deve ser restritiva quanto a esta. por ofensa ao direito à intimidade (art. não se podendo considerar como violação a atitude de um dos interlocutores quando ele próprio grava o diálogo que mantém com o outro. A exceção. 5º. A gravação é feita pelo próprio interlocutor. OBS. 8. Se a conversa não era reservada. 5º.2.

mesmo sem autorização judicial.HC. Dessarte. gravação telefônica e gravação ambiental não se submetem à lei e ao art. tal conduta foi entendida como prova ilícita pelo STF que considerou que é prova sem as garantias constitucionais. registra (escuta telefônica) sem que haja ordem judicial prévia. pois não há o terceiro interceptador. Já a interceptação ambiental. vale dizer.. a ilicitude da prova obtida à revelia do citado dispositivo constitucional. 5º. 2º. visto que foi realizada por um dos interlocutores – fato que. Feliz Fischer 21/06/2007. que mediante equipamento eletrônico. Tal gravação deveu-se à escuta perpetrada por sugestão da autoridade policial. OBS. assim. excluindo-se. 80949/RJ. mediante ligação telefônica. e não nas situações de interceptações stricto sensu. OBS. conforme a jurisprudência do STJ e do STF. serão ilícitas pelo art. STF . da CF. Se realizadas as gravações. Assim. a prova aqui é ilícita. 5º e serão provas LÍcitas.2: Escuta ambiental.78 OBS. o momento em que o agente. da CF. Idênticas considerações realizadas acerca da legítima defesa frente às escutas telefônicas desautorizadas têm aplicação em relação às gravações telefônicas (não amparadas.961. porque não foi colhida como meio de defesa ou em razão de um investida criminosa (. XII. IV da lei 9034\45. É certo que o STF entende que a licitude da gravação de conversa telefônica realizada por um dos interlocutores sem a ciência do outro deve ser examinada caso a caso.art. com quem ela mantinha envolvimento amoroso. XII porque não são conversas telefônicas. quando se tratar de crimes em plena consumação ou exaurimento via ligação telefônica.: X está sendo extorquido por Y e então contrata os serviços de um detetive particular.3: A gravação não se trata de interceptação telefônica. jamais poderão ser consideradas ilícitas. 18\02\2009. Na hipótese. Rel. aproveitando-se as demais conversas entre os criminosos. interceptação ambiental. da CF/1988).3) INTERCEPTAÇÃO DAS COMUNICAÇÕES TELEFÔNICAS DO ADVOGADO Interceptação da conversa reservada entre advogado e cliente: é sempre ilícita (sigilo profissional e direito de não se auto incriminar). X.) – HC 57. OBS. Conversa entre advogado e cliente captada dentre as conversas dos criminosos: o ***STJ entendeu que a conversa entre cliente e advogado são excluídas. exige do ofendido vultuosa quantia em dinheiro. estado de necessidade). 5º. a posição do STJ no informativo 300/2006 ao entender que “quanto à gravação utilizada como prova naqueles autos. Ex. pelo art. a escuta ambiental e a gravação ambiental não entram no regime da lei 9296 e do art. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . 5º. STF . aliás..HC 80949\RJ STF AÇÃO PENAL 447\PLENO. 5º. mas eventualmente tuteladas pelo inciso X da mesma Carta). A jurisprudência tem entendido que a ação de X ocorreu em legítima defesa (para alguns.4: Gravação ambiental feita pela polícia para obter confissão: delegado que fala para o réu conversar só pra ele sem ter que colocar nada no papel e grava a confissão.5: Os Tribunais Superiores têm entendido que a conduta de legítima defesa ou do estado de necessidade é passível de reconhecimento apenas no caso das escutas. X. diante de crime que esteja sendo consumado via telefone. desde que com autorização judicial . como já se disse. em conduta de legítima defesa. colhida que foi com indevida violação de privacidade (art. a gravação deu-se pela amásia do réu tão-somente para responsabilizá-lo pelo homicídio perpetrado contra a vítima. A polícia pode fazer a gravação. afasta-lhe o defeito. salvo se atingir a intimidade do interlocutor que desconhece a captação. A conversa íntima é assunto que se refira exclusivamente a assuntos particulares entre as partes. 8. com efeito. Se atingir a intimidade. A captação é feita pelo próprio participante da conversa. não há que a tachar de ilícita.

pois não se trata de interceptação telefônica. Dados obtidos em interceptação de comunicações telefônicas. OBS. Inteligência do art. da CF. dia). ainda que não se cuide de “interceptação” propriamente dita. Autorização judicial e produção para fim de investigação criminal.. XII. Suspeita de delitos cometidos por autoridades e agentes públicos.: CPI pode quebrar o sigilo de dados telefônicos independentemente de autorização judicial. 1º da lei 9296 utilizam a expressão “investigação criminal” e não “IP”. pretéritas).79 Advogado suspeito do crime: a interceptação é válida. à relação das ligações constantes da memória do celular. 8. OBS. Dados obtidos em inquérito policial. 8. Admissibilidade. XII\CF como o art. Penal. sem ordem judicial. VICENTE GRECO FILHO – sustenta a incidência da disciplina legal da lei 9296/96 quanto aos registros existentes nas concessionárias de serviços públicos. 8. mas exige ordem judicial por envolver direito de intimidade. ou contra outros servidores cujos supostos ilícitos teriam despontado à colheita dessas provas.. Precedentes. Interceptação telefônica. nem quebra de sigilo telefônico. podem ser usados em procedimento administrativo disciplinar. Voto vencido. já a quebra do sigilo de dados telefônicos relaciona-se com chamadas telefônicas pretéritas. O advogado será interceptado tão somente em relação ao crime pelo qual é investigado. 1º da Lei federal nº 9. judicialmente autorizadas para produção de prova em investigação criminal ou em instrução processual penal. Mas o STF e STJ admite que a interceptação feita no âmbito criminal seja utilizada como prova emprestada em processo administrativo disciplinar contra os servidores interceptados na investigação ou no processo e contra outros servidores descobertos em razão da interceptação.6) INTERCEPTAÇÃO COMO PROVA EMPRESTADA A interceptação só pode ser decretada em investigação criminal ou processo penal. cujos eventuais ilícitos administrativos teriam despontado à colheita dessa prova. Uso em procedimento administrativo disciplinar. inc. pois tanto o art. Órgão Julgador: Tribunal Pleno LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Não se submete à lei 9296/96. 5º.: O juiz pode autorizar interceptação antes de instaurar o inquérito? R. 5º. bem como documentos colhidos na mesma investigação. sem acesso aos conteúdos das conversas. as demais conversas com clientes que não tenham relação com o crime que o advogado está sendo investigado continuam invioláveis. Resposta afirmativa a questão de ordem. tributário.4) QUEBRA DO SIGILO DE DADOS TELEFÔNICO É o acesso à relação das ligações efetuadas e recebidas (hora. não alcança os registros telefônicos que são ‘dados’ (relacionados com comunicações telefônicas passadas. pois não houve acesso à lista geral das chamadas efetuadas e recebidas. Documentos. e do art. atual. Pet-QO 3683 QUESTÃO Relator(a): Julgamento: 13/08/2008 Ementa EMENTA: PROVA EMPRESTADA. LFG – “a interceptação de uma comunicação telefônica versa sobre algo que está ocorrendo.5) RELAÇÃO DAS LIGAÇÕES CONSTANTES NA MEMÓRIA DO CELULAR A polícia pode ter acesso.: A jurisprudência diz que pode. contra outros servidores. Mas negar a incidência da Lei 9296/96 no que concerne à quebra dos dados telefônicos não significa que eles não possam ser devassados”. / DE MG ORDEM CEZAR MINAS NA GERAIS PETIÇÃO PELUSO Min.296/96. contra a mesma ou as mesmas pessoas em relação às quais foram colhidos. já realizadas. não pode ser decretada em processo civil. administrativo.

1: Quando a infração se estende por várias localidades. rito dos crimes praticados por funcionários públicos e rito dos crimes contra a propriedade imaterial). justamente em razão das interceptações. de ofício ou a requerimento das partes. digam respeito ao exercício do direito de defesa. O direito de defesa será oportunizado após a apensação dos autos apartados da interceptação ao processo criminal. é competente para autorizar interceptações telefônicas. mas pode ter acesso às interceptações já transcritas e juntadas aos autos da investigação. assegurado após a obtenção do material probatório necessário à apuração do fato. 8.80 8. tal apensação deverá ocorrer. tal como “ordem do juiz competente da ação principal”.: tratando-se do procedimento comum ordinário ou de ritos que adotem esse procedimento (crimes contra a honra. as diligências que reputar necessárias. SÚMULA VINCULANTE Nº 14 É direito do defensor. poderá ordenar. 1º da lei 9296 exige mais. no interesse do representado. A prática de ilicitude durante a interceptação causa: • exclusão da interceptação dos autos do processo. OBS. que corresponde ao momento em que o magistrado. previamente à sentença.7) ORDEM DO JUIZ COMPETENTE PARA AÇÃO PRINCIPAL A CF exige ordem judicial. • gera nulidade do processo ou falta de justa causa se for a única prova dos autos. em razão de regras de competência estadual. para não causar obstáculo à justiça. art.8) INTERCEPTAÇÃO DECRETADA PELO JUIZ DA CENTRAL DE INQUÉRITOS O juiz da central de inquéritos que só atua e decide sobre questões relativas à investigação.2: CPI: Não pode fazer interceptação telefônica. pois o art. 8. 5º. 8. mas o art. LVI. sem o exercício anterior do contraditório – adota-se o princípio do contraditório diferido.1) Modificação de competência Quando isso ocorrer. da CF. a exigência de que seja feita pelo juiz da ação principal deve ser mitigada. OBS. 8. 404 do CPP. e que não julga a ação principal. vale dizer. quem decreta a interceptação é o juiz que primeiro tomar conhecimento da infração.10) SIGILO DE DADOS LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . já documentados em procedimento investigatório realizado por órgão com competência de polícia judiciária. a interceptação decretada pelo juízo anterior poderá ser utilizada na nova instância. A decretação de interceptação torna prevento o juízo. na fase prevista no art.9) ACESSO DOS AUTOS DE INTERCEPTAÇÃO PELO O ADVOGADO O advogado não pode ter acesso às interceptações em andamento. 5º exige autorização judicial. o que depende do procedimento pelo qual estiver tramitando o processo. MEDIDA INAUDITA ALTERA PARS Trata-se de medida que o juiz determinará inaudita altera pars. Porém pode quebrar o sigilo telefônico sem ordem judicial. Quando decretada na investigação como medida cautelar. segundo entende AVENA. relativizada.7. ou o processo continua se houver outras provas lícitas e autônomas da interceptação. Ex. pelo princípio da prevenção. ter acesso amplo aos elementos de prova que.

1º. desde que este seja conexo ao crime punido por reclusão para o qual foi autorizada a interceptação. 8. 2ª corrente . c) a regra do art. 2ª corrente . §ú da lei 9296 é constitucional (LFG. • Quando não houver outro meio de buscar a prova. XII só autorizou a interceptação telefônica. 8. • Crime punido com reclusão (não cabe para punidos com detenção).A interceptação de dados autorizada pelo art. 8. é possível fazer o flagrante. porém. imparcialidade do juiz e sistema acusatório . Mesmo que o crime novo descoberto não tenha relação com aquele que foi objeto de interceptação. 2º. b) o princípio da verdade real. como notitia criminis. • Indispensabilidade da interceptação.art. havendo perigo de a prova se perder se a interceptação não for autorizada. 5º.12) MONITORAMENTO POR INTERCEPTAÇÃO E PRISÃO EM FLAGRANTE Por conta do monitoramento.81 1ª corrente . NORBERTO AVENA entende que é possível a decretação de interceptação telefônica ex officio pelo magistrado: a) a interceptação e a escuta telefônica caracterizam-se como meios de prova. a produção antecipada de provas urgentes e relevantes. há duas correntes: 1ª corrente . Quanto à interpretação de ofício pelo juiz.: Apreensão de computadores é lícita. Esta é somente um dos instrumentos utilizados após a colheita suficiente de outras provas. a interceptação poderá ser utilizada como prova. pois o que a CF protege é o sigilo das comunicações de dados e não dos dados em si mesmos armazenados na base física do computador. do CPP (alterado pela Lei 11690/2008). e do MP na fase da investigação ou do processo. assegura ao juiz o poder de determinar. 8. observando LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . desde que haja relação com o delito objeto de investigação. Se.diz que é inconstitucional apenas na fase investigatória. mas é constitucional na fase processual. §único. I e II.1) Descoberta fortuita de novos crimes e novos envolvidos . antes mesmo de iniciada a ação penal. isso se trata de flagrante esperado e é válido. É possível para crime punido com detenção. STF).diz que inconstitucional em qualquer fase. da lei Exige-se que no pedido de interceptação seja indicada a infração a ser investigada e as pessoas que serão investigadas.a interceptação das comunicações de dados autorizada pelo art. OBS. que vigora no processo penal. não se trata de flagrante provocado. durante as interceptações forem descobertos novos crimes ou novos envolvidos a interceptação poderá ser utilizada como prova. justifica o agir ex officio do juiz quando imprescindível ao resguardo da prova.11) CONVERSAS EM SALA DE BATE-PAPO DA INTERNET O STJ decidiu que tais conversas não estão protegidas pelo sigilo das comunicações. pois o art.1: Decretação da interceptação pode ser feita pelo juiz de ofício. são os documentos armazenados em armários tradicionais. a requerimento da autoridade policial na fase da investigação. pois o ambiente é de acesso público e destinado a conversas informais. §ú da lei é inconstitucional. 156.13) REQUISITOS PARA A INTERCEPTAÇÃO • Indícios razoáveis de autoria e participação na infração penal – Não se admite começar uma investigação criminal com a interceptação telefônica. ALEXANDRE DE MORAES.LFG. 1º. Viola o devido processo legal.13. OBS. investigatória ou processual.

O juiz. cabe habeas corpus – todos os atos que atingem reflexamente o direito de liberdade. no prazo máximo de 24 horas. OBS. O MP.82 critérios de necessidade. OBS. renovável por igual tempo uma vez comprovada a indispensabilidade do meio de prova.1: Contra decisão não fundamentada.em que pese a interpretação literal dar conta que o máximo é de 30 dias (15 +15). OBS. OBS. são remediados via habeas corpus. no plural. 5° A decisão será fundamentada. 271 do CPP – pode ele propor meios de provas – como a interceptação telefônica é meio de prova – pode requerer a medida. desde que fundamentada cada prorrogação. Assistente de acusação solicitando tal medida – art. expõe ao juiz os fatos e sugere a providência. ou seja. 8.3: O pedido de interceptação pode ser feito excepcionalmente de forma verbal. Art. indicando também a forma de execução da diligência. Nada impede que o advogado do réu (ou de um dos co-réus) requeira ao magistrado a interceptação telefônica.2: Ofendido titular da ação penal privada – pode requerer a interceptação telefônica ao juiz competente.10974\SP. porém a autoridade policial. decidirá sobre o pedido – art. OBS. afinal pode pedir até nas investigações da polícia . que parte não é. requer. A lei mencionou apenas a autoridade policial e o representante do MP. adequação e proporcionalidade. como parte interessada. OBS. deve representar pela interceptação. NUCCI – entende ser possível o assistente de acusação pleitear diretamente ao juiz a realização desta prova. parágrafo 2º da lei. mas a concessão da interceptação dependerá de reduzir o termo pedido verbal a escrito. sob pena de nulidade.2: Se a ilicitude da prova não foi arguida na instancia inferior ela não pode ser apreciada pela superior. que é o titular da ação penal. VICENTE GRECO FILHO – sugere que a diligência seja solicitada pelo assistente de acusação à autoridade policial ou ao promotor de justiça. no curso da instrução ou antes de proferir sentença. focalizando o lado da formação da prova contra determinado suspeito – tudo em busca da verdade real e asseguração do contraditório e ampla defesa. Contra a decisão que defere a interceptação cabe habeas corpus. 3º) no caso do estado de defesa o sigilo das LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . 2º) se o legislador quisesse permitir várias prorrogações ele teria que usar a expressão “renováveis por iguais períodos”.2: Houve julgado no STJ que considerou ilegal interceptação pelo prazo de 2 anos. a realização de interceptação telefônica. a produção de provas para dirimir dúvida relevante. o STF entende que a renovação pode ocorrer quantas vezes necessárias.14) MEDIDA CABÍVEL CONTRA O INDEFERIMENTO DA INTERCEPTAÇÃO O remédio cabível contra o indeferimento de interceptação é o Mandado de Segurança.1: Quando o MP estiver investigando ele pode pedir interceptação. sob argumento que: 1º) normas restritivas de direitos fundamentais devem ser interpretadas restritivamente. para que estes dirijam o pleito ao juiz. 4º. RHC . 5º .15) PRAZO DE DURAÇÃO DA INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA Art. sob pena de supressão de instância. 8. que não poderá exceder o prazo de quinze dias. desde que haja processo penal regularmente instaurado e desde que esteja habilitado a nele intervir por decisão judicial. bem como ordenar.STJ.

2009 – SÍLVIO MACIEL 8. O MP será ciente e poderá acompanhar a sua realização. essa restrição. Tal decreto foi objeto da ADIn 1413/DF – o STF entendeu que tal decreto é constitucional. não configurando. Não se confunde com o relatório final do inquérito. a autoridade policial encaminhará o resultado da interceptação ao juiz. Quem conduz/preside é o Delegado de Polícia. Liminar indeferida. art. da Constituição da República). 6º. STJ – defesa confessar que a voz é sua. será determinada a sua transcrição.16) CONDUÇÃO DAS INTERCEPTAÇÕES – ART. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO PRINCÍPIO DO DEVIDO PROCESSO LEGAL (ART. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .Dec 1655/95. que poderá acompanhar a sua realização. poderá presidir as interceptações? R. acompanhado de auto circunstanciado. 5º. que deverá conter o resumo das operações realizadas. diz que cabe à PRF auxiliar no combate à criminalidade (atuar na prevenção e repressão ao crime). Com base neste decreto e no entendimento do STF de que ele é constitucional.18) AUTO CIRCUNSTANCIADO § 2° Cumprida a diligência. e §2º\CF. 4º) no caso concreto de dois anos houve violação ao princípio da razoabilidade. ofensa ao princípio do devido processo legal (art. Art. 2.§1º. § 1° No caso de a diligência possibilitar a gravação da comunicação interceptada. pois bastam que se tenham degravados os excertos necessários ao embasamento da denúncia oferecida. O STJ entendeu que tal prova foi lícita . Houve um caso concreto que a PRF presidiu a interceptação. a autoridade policial conduzirá os procedimentos de interceptação. PROCESSUAL PENAL. 6º.04. art.: Sim. mas alegar que não houve a confecção do laudo de degravação da voz e pedindo a nulidade da prova – não pode – estaria a defesa se beneficiando da própria torpeza (HC 65604/DF). LV. E o STF entendeu que deve basta ser transcrita apenas os trechos necessários para embasar a propositura da denúncia. Ao final da interceptação. PEDIDO DE LIMINAR PARA GARANTIR À DEFESA DO PACIENTE O ACESSO À TRANSCRIÇÃO INTEGRAL DAS ESCUTAS TELEFÔNICAS REALIZADAS NO INQUÉRITO. 136. INC. Ementa EMENTA: HABEAS CORPUS. X. 8. 1º. MEDIDA CAUTELAR. 5º. c. LV. É desnecessária a juntada do conteúdo integral das degravações das escutas telefônicas realizadas nos autos do inquérito no qual são investigados os ora Pacientes. (instaura o procedimento investigatório). 8. dando ciência ao Ministério Público. o Delegado deve fazer um auto circunstanciado com o resumo das operações realizadas. 1. No conflito de normas de inspirações ideológicas opostas deve prevalecer a que privilegiar a liberdade. Tal matéria foi discutida no HC-MC 91207/RJ (2007). PARÁG.: Nos casos em que o próprio MP faz a investigação. Trata-se de uma diligência dentro do procedimento investigatório. 1º. OBS. inc. 6° Deferido o pedido.17) TRANSCRIÇÃO DA INTERCEPTAÇÃO – ART. o STJ aceitou como lícita a interceptação conduzida pela PRF (HC 46630 RJ).83 comunicações telefônicas pode durar no máximo 60 dias. 6º Art. 25. DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA): INOCORRÊNCIA: LIMINAR INDEFERIDA.

o preposto ou mandatário de pessoa jurídica. ou quebrar segredo da Justiça. parágrafo 2º. 10.19) CRIME DA LEI DE INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA Art. o membro de conselho e de órgão técnico.84 Min. quando podia agir para evitá-la. o preposto ou mandatário de pessoa jurídica. A tentativa é possível (quando não consegue realizar a interceptação por razoes alheias a sua vontade. Significa que. o gerente. bem como o jornalista. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . ex. que define os crimes ambientais em espécie.: indivíduo é preso em cima do poste). sabendo da conduta criminosa de outrem. é a Justiça Estadual. 13. salvo se houver interessa da União. MARCO AURÉLIO – o auto circunstanciado é formalidade essencial à validade da prova. Regra: quem julga. concorre para a prática dos crimes previstos nesta Lei. o auditor. de dois a quatro anos.1. o administrador. praticando. 9. 9) LEI 9605/1998 – LEI DOS CRIMES AMBIENTAIS Ela possui uma parte geral que vai do art. A tentativa é possível na forma escrita. 29 e seguintes. 29. 2ª conduta – quebrar segredo de justiça sem autorização judicial ou com objetivos não autorizados em lei – crime própro (só pode ser cometido por quem esteja envolvido no procedimento de investigação e tenha o dever de segredo. 1ª conduta – realizar interceptação ilegal. 2º . e multa. do CP.Participação no crime Art. de qualquer forma.não se trata de crime funcional (LFG). praticaria o crime de violação de segredo profissional. Constitui crime realizar interceptação de comunicações telefônicas. o auditor. do CP. nos termos do art.1) PARTE GERAL DA LEI 9. 2ª corrente VICENTE GRECO FILHO – entende ser crime funcional (só cometido pelo funcionário público). Quem possui tal dever jurídico é o diretor. de informática ou telemática. 1ª parte – é possível o concurso de pessoas nos crimes ambientais – teoria unitária ou monista – a mesma do art. 1ª corrente . incide nas penas a estes cominadas. para ele. sem autorização judicial ou com objetivos não autorizados em lei. caput. ex. O crime se consuma quando o agente revela a existência (não precisa dizer o conteúdo da interceptação para o crime se consumar) o de uma interceptação que está sendo feita ou o conteúdo da interceptação. O advogado. O crime se consuma no momento em que a interceptação começa a ocorrer e o agente toma conhecimento da conversa. o gerente. que. quando será de competência da Justiça Federal – STJ CC 40113/SP. pois foi feita de forma ilegal por falta de autorização judicial ou por objetivos não autorizados em lei – crime comum (qualquer pessoa pode praticar interceptação ilegal). prevista no art. 28 e uma parte especial. 2º ao art. 2ª parte – criou o chamado dever jurídico de agir nos crimes ambientais. – são 2 crimes distintos.: o advogado pode praticar tal delito. o administrador. A expressão “culpabilidade” não quer dizer “3º substrato do crime”. Pena: reclusão. em regra. a omissão dessas pessoas é penalmente relevante. 2º Quem.1) Art. na medida da sua culpabilidade. 8. mas a sua falta ou defeito gera apenas nulidade relativa (depende de comprovação de prejuízo) – HC 87859. deixar de impedir a sua prática. previsto no CP. “a”. bem como o diretor. e sim a participação de maior ou menor importância no crime. o membro de conselho e de órgão técnico.

DJ de 09. O dever de agir incumbe a quem:(Incluído pela Lei nº 7. LIV).1997. Mudança de orientação jurisprudencial.12. assim. entendia ser apta a denúncia que não individualizasse as condutas de cada indiciado.7. Habeas corpus deferido EUGÊNIO PACELLI/ADOTADO PELO STJ – distinção entre denúncia genérica e denúncia geral: denúncia genérica – não imputa nenhum fato criminoso à pessoa. e HC no 74. nos casos em que a infração seja cometida por decisão de seu representante legal ou contratual. ou de seu órgão colegiado. inclui a pessoa na ação apenas pela qualidade dela (de diretor. Necessidade de individualização das respectivas condutas dos indiciados. Ementa EMENTA: 1. Min.05. 5. no caso de crimes societários.1984) a) tenha por lei obrigação de cuidado.1. parágrafo 2º. HC no 85. unânime. da CF. que. Hoje não é mais permitido. O STF e STJ.02.7. sem detalhar a conduta de cada um deles – tal forma de denúncia não é inepta. No caso concreto.2005. unânime. 3º A discussão sobre a responsabilidade criminal das pessoas jurídicas iniciou-se com o art. de minha relatoria p/ o acórdão. pessoas físicas ou jurídicas. no interesse ou benefício da sua entidade. DJ de 24.791-RJ. e HC no 70. Crimes contra o Sistema Financeiro Nacional (Lei no 7. 5o. 2a Turma.903-CE. de gerente. 2a Turma. (Incluído pela Lei nº 7.1997. Observância dos princípios do devido processo legal (CF. Precedentes: HC no 73. civil e penalmente conforme o disposto nesta Lei. Agravou-se a discussão com o advento da Lei 9605/98 Art. 4. da CF . DJ de 25. art. a sanções penais e administrativas. LV) e da dignidade da pessoa humana (CF. Min. 9. 2a Turma. a denúncia é inepta porque não pormenorizou. a lei exige 2 requisitos: a) pessoa saiba da conduta criminosa e b) possa evitar o crime – evita-se assim a responsabilidade objetiva (responsabilidade sem dolo e sem culpa). 7. 225. por maioria. HC no 73. 1o. Rel. a conduta do paciente.As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores.05. bastando a indicação de que os acusados fossem de algum modo responsáveis pela condução da sociedade comercial sob a qual foram supostamente praticados os delitos. Ilmar Galvão.209. 1a Turma. 3º As pessoas jurídicas serão responsabilizadas administrativa. Rel. unânime. DJ de 23. de minha relatoria.04. 6. de minha relatoria. 2a Turma.209.09. Mas para responderem por omissão. consideram ineptas as denominadas denúncias genéricas – denúncias que não estabelecem o mínimo vínculo entre a conduta do agente e o crime ocorrido . proteção ou vigilância. contraditório (CF. Rel. Francisco Rezek. Há 3 correntes na doutrina sobre a responsabilidade criminal da pessoa jurídica: LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . por ausência de indicação da conduta individualizada dos acusados. DJ de 05.2004. 1a Turma. Min. DJ de 03.492. 2.85 § 2º . unânime. de 1986). III). de 11.HC 86879 do STF . Alegada inépcia da denúncia. Celso de Mello.03. Min. art. Habeas Corpus. denúncia geral – descreve o fato criminoso com todas as suas circunstâncias e o imputa simultaneamente a todos os acusados. de 11. Respondem tanto por ação como por omissão nos crimes ambientais. Art.294-SP.2006. Crime societário. Rel.1994. 3.579-MA. de preposto etc.) – é inepta.1984) Essas pessoas respondem quando praticam o crime ambiental e quando também se omitem e não impedem o crime ambiental. por maioria.812-PA. art. DJ de 13. § 3º. unânime. Antes o STF aceitava a denúncia genérica (denunciava todo mundo e durante a instrução apurava a responsabilidade de cada um).A omissão é penalmente relevante quando o omitente devia e podia agir para evitar o resultado. independentemente da obrigação de reparar os danos causados. Precedentes: HC no 86.590-SP. HC no 80. da ampla defesa.763-DF.1996. 1a Turma. Celso de Mello.2) Responsabilidade penal da pessoa jurídica – art. de modo adequado e suficiente. 5o. 225.

86 • 1ª corrente: a CF não criou/não prevê a responsabilidade criminal da pessoa jurídica. 1º argumento – o que a CF disse foi que as condutas praticadas pelas pessoas físicas geram sanções penais e condutas praticadas por pessoas jurídicas geram sanções administrativas e ambas podem ser responsabilizadas civilmente; 2º argumento – princípio da pessoalidade da pena (princípio da intransmissibilidade da pena) – art. 5º, XLV, da CF – a pena deve recair apenas sobre a pessoa física do infrator que praticou o crime ambiental, não podendo ser comunicada à pessoa jurídica. Assim, tal corrente chega à conclusão de que a CF/88 não criou a responsabilidade da pessoa jurídica – LUIZ REGIS PRADO, CEZAR ROBERTO BITENCOURT, MIGUEL REALE JÚNIOR, PIERANGELLI, RENÊ ARIEL DOTTI, LUIZ VICENTE CERNICCHIARO. Sob a ótica dessa corrente, o art. 3º da Lei 9605/98 seria inconstitucional, pois estabelece responsabilidade penal da pessoa jurídica não prevista pela CF/88, ofendendo materialmente o art. 225, parágrafo 3º e art. 5º, XLV, todos da CF; • 2ª corrente: pessoa jurídica não pode cometer crimes – societas delinquere non potest – baseia-se na teoria civilista da ficção jurídica de SAVIGNY e FEUERBACH. As pessoas jurídicas seriam meras ficções; são entes fictícios desprovidos de vontade, consciência e finalidade e, portanto, não podem praticar condutas tipicamente humanas, como, por ex., crimes. 1º fundamento – PJ não tem capacidade de conduta (não age com vontade, consciência, finalidade, logo não age com dolo ou com culpa). Assim, punir PJ seria estabelecer responsabilidade penal objetiva. 2º argumento – as PJ não agem com culpabilidade – PJ não tem imputabilidade, nem potencial consciência da ilicitude, não podendo assim sofrer pena. 3º argumento – as penas são inúteis para as pessoas jurídicas – TODOS DA 1ª CORRENTE ADOTAM ESTA 2ª CORRENTE (entendem que ainda que a CF houvesse criado a responsabilidade criminal da pessoa jurídica, não é possível ela atuar, agir sozinha) + ZAFFARONNI, ROGÉRIO GRECO, LFG, FRANCISCO DE ASSIS TOLEDO, MIRABETE, DELMANTO; • 3ª corrente: pessoa jurídica PODE cometer crimes – societas delinquere potest – baseia-se na teoria da realidade ou da personalidade real – OTTO GIERKE – teoria que se contrapõe à teoria de SAVIGNY. Tal teoria sustenta que as PJ são entes reais, não sendo meras abstrações jurídicas. Possuem capacidade e vontade distinta das pessoas físicas que as compõe. São realidades independentes. 1º argumento – a responsabilidade penal da pessoa jurídica está expressa no art. 225 da CF e no art. 3º da Lei 9605/98; 2º argumento – as pessoas jurídicas têm culpabilidade (não a culpabilidade individual clássica do finalismo, mas sim uma culpabilidade social – empresa como centro de emanação de decisões – ação delituosa institucional – SCHECAIRA – possui livro publicado pela RT); 3º argumento – a pena criminal tem uma simbologia muito mais forte do que as sanções administrativas, por isso cumpre muito melhor a prevenção dos crimes ambientais; 4º argumento – punir a pessoa física exclusivamente significa usá-la como escudo de proteção da PJ, que acaba sendo a grande beneficiária do crime – NUCCI, PAULO AFONSO LEME MACHADO, ÉDIS MILARÉ, DAMÁSIO, ADA PELEGRINI GRINOVER. ***STJ entende existir a responsabilidade penal da PJ – ADOTAR PARA CONCURSOS! A) Requisitos para a responsabilização criminal da pessoa jurídica 1. A decisão deve ser proveniente de representante legal ou órgão colegiado da PJ; 2. No interesse ou benefício da entidade.

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87 Ex.1: funcionário da motosserra, por sua conta e risco, corta árvores em APP. A PJ não poderá ser responsabilizada. A decisão foi tomada isoladamente pelo funcionário da motoserra. Ex.2: vazamento culposo de óleo pela PETROBRÁS - houve prejuízo pela PETROBRÁS (ela perdeu o óleo, teve a imagem desgastada publicamente, pagou outra empresa para limpar o mar). Assim, o STJ entendeu que não cabe responsabilidade penal à PJ neste caso já que ocorreu prejuízo e não vantagem à PETROBRÁS. Assim, PJ pode ser punida criminalmente por atos praticados pela pessoa física – sistema da responsabilidade penal por empréstimo ou por ricochete – a pessoa jurídica é punida reflexamente por atos praticados pela pessoa física isolada ou colegiadamente (sistema francês de responsabilidade penal da pessoa jurídica). B) Posicionamento atual da jurisprudência sobre o tema TRF’s – todos admitem a responsabilidade penal da pessoa jurídica; STJ – admite a responsabilidade penal da pessoa jurídica desde que ela seja denunciada juntamente com a pessoa física que executou o crime – responsabilidade penal por empréstimo. O STJ não admite denúncia por crime ambiental somente contra PJ – RESP 847476
PENAL. CRIME AMBIENTAL. RESPONSABILIZAÇÃO DA PESSOA JURÍDICA. POSSIBILIDADE. DELITO DO ART. 60 DA LEI Nº 9.605/1998. PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA. EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE. RECURSO PREJUDICADO. 1. "Admite-se a responsabilidade penal da pessoa jurídica em crimes ambientais desde que haja a imputação simultânea do ente moral e da pessoa física que atua em seu nome ou em seu benefício, uma vez que não se pode compreender a responsabilização do ente moral dissociada da atuação de uma pessoa física, que age com elemento subjetivo próprio." (REsp nº 889.528/SC, Relator o Ministro Felix Fischer, DJU de 18/6/2007) 2. Sendo de 6 meses de detenção a pena máxima cominada ao crime previsto no art. 60 da Lei nº 9.605/1998, com relação à empresa Castilho Prestação de Serviços Ltda, constata-se que já decorreram mais de dois anos desde a data do fato incriminado sem que fosse recebida a inicial acusatória, e, quanto a Luis Vanderlei de Castilhos, o transcurso de mais de dois anos desde o recebimento da denúncia, operando-se, em ambos os casos, a prescrição da pretensão punitiva, nos termos do art. 109, inciso VI, do Código Penal, uma vez que não ocorreu qualquer causa interruptiva desde então. 3. Recurso especial parcialmente provido.

STF – não possui posicionamento certo ainda. O que existe são posicionamentos isolados de cada um dos ministros. HC 92921 – 1ª Turma – decisão obiter dicta (de passagem). Não se pode falar que o STF admite determinada teoria. Min CÉSAR PELUSO – HC 83301 – entendeu que não cabe a responsabilidade penal da pessoa jurídica. C) Remédio cabível para trancar ação penal contra a pessoa jurídica HC tutela absolutamente a liberdade de locomoção. Assim, não é o remédio cabível. STJ – o remédio cabível é o mandado de segurança. O STF entendeu no julgamento acima citado que não cabe HC em favor de pessoa jurídica. D) Responsabilidade penal da PJ de Direito Público Há duas correntes: 1ª corrente: PJ de direito público pode ser denunciada por crime ambiental (nem a CF nem a lei 9605/98 faz alguma ressalva diferenciando PJDPrivado de PJDPúblico) – NUCCI, PAULO AFONSO LEME MACHADO, SCHECAIRA (admite apenas a responsabilidade de pessoas jurídicas de direito público de natureza privada), WALTER CLAUDIUS RHOTEMBURG; 2ª corrente: PJ de direito público não pode ser denunciada por crime ambiental – ÉDIS MILARÉ (a imposição de pena seria inócua – o Estado não pode punir a si mesmo; a punição imposta a PJDPúblico recai sobre a própria sociedade). E) Sistema da dupla-imputação ou sistema de imputação paralelas – art. 3º, parágrafo único da Lei 9605/98

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Parágrafo único. A responsabilidade das pessoas jurídicas não exclui a das pessoas físicas, autoras, co-autoras ou partícipes do mesmo fato.

É possível punir simultaneamente a PF e a PJ pelo mesmo fato. Pode, todavia, ser só punido a PF. O sistema que obriga a simultaneidade de punição é o do empréstimo ou ricochete (não dá para punir apenas a PJ sem punir a PF). O que este sistema faz é apenas evitar o bis in idem – este é punir duplamente pelo mesmo fato a mesma pessoa. RESP 610114/RN – STJ decidiu que o sistema da dupla imputação não acarreta em bis in idem. 9.1.3) Desconsideração da pessoa jurídica
Art. 4º Poderá ser desconsiderada a pessoa jurídica sempre que sua personalidade for obstáculo ao ressarcimento de prejuízos causados à qualidade do meio ambiente.

Este instituto permite que a PJ seja desconsiderada para que a sanção recaia sobre a pessoa física. A desconsideração da pessoa jurídica não pode ser aplicada no âmbito penal em razão do princípio da intransmissibilidade/incomunicabilidade da pena – art. 5º, LXV, da CF. A pena penal da PJ não pode ser transmitida para a PF. Assim, a doutrina entende que tal instituto do art. 4º da lei é instituto de direito civil, mesmo estando na lei dos crimes ambientais. 9.1.4) Aplicação da pena nos crimes ambientais A) Introdução – aplicável em qualquer caso O juiz aplica a pena em 3 etapas: • Calcula a quantidade da pena (critério trifásico do art. 68 do CP: pena base – circunstâncias judiciais do art. 59 do CP; agravantes e atenuantes genéricas; sobre o resultado desta aplicação, aplica-se as causas gerais e especiais de aumento e diminuição de pena); • Fixação do regime inicial do cumprimento de pena (fechado, semi-aberto ou aberto); • Possibilidade de substituição da pena de prisão por restritiva de direitos ou por multa. Se não for possível, ver se é possível a concessão do sursis; Estes é o critério geral de aplicação de pena, independentemente se o crime é ambiental ou não. Agora se verá como qual o critério aplicado na lei dos crimes ambientais. B) Aplicação da pena nos crimes ambientais
Art. 6º Para imposição e gradação da penalidade, a autoridade competente observará: I - a gravidade do fato, tendo em vista os motivos da infração e suas conseqüências para a saúde pública e para o meio ambiente; II - os antecedentes do infrator quanto ao cumprimento da legislação de interesse ambiental; III - a situação econômica do infrator, no caso de multa.

1ª etapa - O juiz aplica o art. 59 do CP + art. 6º, I e II da Lei dos crimes ambientais, para achar a pena base:

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89 I- o juiz leva em consideração as conseqüências para a saúde pública e para o meio ambiente (e não as conseqüências para a vítima). II- Os antecedentes do infrator são referentes ao cumprimento da legislação de interesse ambiental. Atenuantes de pena:
Art. 14. São circunstâncias que atenuam a pena: I - baixo grau de instrução ou escolaridade do agente – mas deve ter potencial consciência da ilicitude. Se o baixo grau de escolaridade tirar este potencial conhecimento da ilicitude, ocorrerá o erro de proibição; II - arrependimento do infrator, manifestado pela espontânea reparação do dano, ou limitação significativa da degradação ambiental causada – DELMANTO entende que mesmo que a reparação ocorra antes do recebimento da denúncia, não se aplicará o arrependimento posterior do art. 16 do CP. Aplicar-se-á sempre a atenuante do art. 14, II, da Lei 9605/98 por ser norma especial; III - comunicação prévia pelo agente do perigo iminente de degradação ambiental; IV - colaboração com os agentes encarregados da vigilância e do controle ambiental – é uma circunstância atenuante de pena ter o agente colaborado com a vigilância de controle ambiental – DELMANTO chama este instituto de delação premiada ambiental.

Agravantes: dentre elas, a mais importante é a do inciso I
Art. 15. São circunstâncias que agravam a pena, quando não constituem ou qualificam o crime: I - reincidência nos crimes de natureza ambiental – reincidência específica nos crimes de natureza ambiental. Ex.: “A”condenado por furto e já cumpriu a pena, depois pratica crime ambiental – não será considerado reincidente, mas o contrário será considerado reincidente (primeiro praticar crime ambiental e depois praticar furto;

Causas gerais e especiais de aumento e diminuição de pena: podem estar no CP ou na Lei 9605/98, ex.: crime continuado, concurso formal, tentativa e, quando houver, as previstas em cada crime. Findo a 1ª etapa de fixação da pena, irá fixar o regime de cumprimento de pena – 2ª etapa (quando for pessoa física). Findo a 2ª etapa, o juiz deverá analisar se é o caso de possibilidade de substituição de pena por restritiva de direitos ou multa, e se não for este o caso, verificar se é o caso de sursis – 3ª etapa (quando for pessoa física) – ver-se-á em tópico autônomo. C) Requisitos necessários para a substituição da pena de prisão por restritivas de direitos – art. 7º da lei
Art. 7º As penas restritivas de direitos são autônomas e substituem as privativas de liberdade quando: I - tratar-se de crime culposo ou for aplicada a pena privativa de liberdade inferior a quatro anos; II - a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e a personalidade do condenado, bem como os motivos e as circunstâncias do crime indicarem que a substituição seja suficiente para efeitos de reprovação e prevenção do crime – circunstâncias judiciais favoráveis.

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As penas restritivas de direitos são autônomas e substituem as privativas de liberdade.: É o mesmo tempo da pena que foi substituída. Art.714.sem violência ou grave ameaça à pessoa. 10 não se aplicam.crime culposo ou. pois estão em contradição lógica com o parágrafo único do art.: Qual o tempo de duração das penas restritivas de direitos? R. no caso de crimes dolosos. em regra. Ela permite a substituição mesmo que o agente seja reincidente em crime doloso Código Penal – art.Circunstâncias judiciais favoráveis. As penas restritivas de direitos a que se refere este artigo terão a mesma duração da pena privativa de liberdade substituída. bem como os motivos e as circunstâncias indicarem que essa substituição seja suficiente – circunstâncias judiciais favoráveis. e de três anos. (Redação dada pela Lei nº 9. se crime doloso. 10 ferem o princípio da razoabilidade. de 1998) III – a culpabilidade. no de crimes culposo. que deverá. Outra pena restritiva de direitos é a do art. não se confundindo com a pena de limitação de fim de semana (art. 10 da Lei – a pena de interdição temporária de direitos terá duração de 5 anos se for crime doloso ou 3 anos se for crime culposo. de 1998) II – o réu não for reincidente em crime doloso.05. O CP. (Redação dada pela Lei nº 9. DELMANTO diz que tais prazos do art. se crime doloso – pena igual ou inferior a 4 anos II. (Redação dada pela Lei nº 9.Circunstâncias judiciais favoráveis. permanecendo recolhido nos dias e horários de folga em residência ou em qualquer local destinado a sua moradia habitual. 7º que diz que a restritiva deve ter o mesmo prazo da privativa de liberdade e também porque os prazos do art. Exceção: art.2009 – SILVIO MACIEL LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . quando: (Redação dada pela Lei nº 9. 7º I. sem vigilância. de 1998) I – aplicada pena privativa de liberdade não superior a quatro anos e o crime não for cometido com violência ou grave ameaça à pessoa ou.714. freqüentar curso ou exercer atividade autorizada. OBS. 13 da lei: Art. não permite a substituição da pena quando o agente seja reincidente em crime doloso. 02. 10. a conduta social e a personalidade do condenado. Art.crime culposo ou. se o crime for culposo. de 1998) Lei 9605/98 – art. em casa do albergado ou estabelecimento similar. trabalhar.90 Parágrafo único. 44 I. conforme estabelecido na sentença condenatória. Esta pena domiciliar não existe no CP. pena inferior a 4 anos II. É cumprimento em regime de recolhimento domiciliar. O recolhimento domiciliar baseia-se na autodisciplina e senso de responsabilidade do condenado. qualquer que seja a pena aplicada. III. bem como de participar de licitações. 13. 48 do CP) pela qual o condenado deve recolher-se 5 horas aos sábados e domingos.714. As penas de interdição temporária de direito são a proibição de o condenado contratar com o Poder Público.714. pelo prazo de cinco anos. 44 do CP. os antecedentes. já que a pena restritiva será maior do que a pena privativa substituída. de receber incentivos fiscais ou quaisquer outros benefícios.

a suspensão condicional da pena pode ser aplicada nos casos de condenação a pena privativa de liberdade não superior a três anos. Calcula-se a multa para a pessoa jurídica de acordo com o art. 59 inteiramente favoráveis. 78 do Código Penal será feita mediante laudo de reparação do dano ambiental. trata-se de pena principal. 60. poderá ser aumentada até três vezes. 3º. o juiz poderá aumentar esta pena de multa em até 3 vezes. pois a prestação de serviços à comunidade já é uma pena restritiva de direitos. O sursis simples e especial são cabíveis a condenações até 2 anos. parágrafo 1º. e o sursis etário e humanitário. Esta pena não é substitutiva da pena de prisão. A multa será calculada segundo os critérios do Código Penal. regras para substituir pena de multa para restritiva de direitos e vice-versa. Se o valor se revelar ineficaz. o sursis é aplicável a condenações de até 3 anos. ainda que aplicada no valor máximo.restritivas de direitos. *OBS. logo. 77.: não existem.5) Aplicação da pena para pessoas jurídicas nos crimes ambientais – art. são: I . tendo em vista o valor da vantagem econômica auferida. 16. O juiz pode triplicar a multa. se revelar-se ineficaz. Nos crimes previstos nesta Lei. As penas aplicáveis isolada. de acordo com o disposto no art. do CP Triplicar a multa. A verificação da reparação a que se refere o § 2º do art. 21 a 23 da Lei 9605/98 Art. tendo em vista o valor da vantagem econômica auferida. o sursis especial (art. O sursis etário é o aplicado aos maiores de 70 anos quando condenado a pena não superior a 4 anos.91 D) Pena de multa Art. 18 da Lei 9605/98. bem como necessita de laudo de reparação do dano ambiental. considerando o valor da vantagem econômica obtida com a infração. III . II . 21. tal expressão alternativamente é usada inutilmente. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Podem elas ser aplicadas isolada ou cumulativamente. mas considerará a (boa) situação econômica do infrator. do CP) – aplicável ao condenado que reparou o dano e que tenha as circunstâncias judiciais do art.1. no caso de sursis especial as condições que ele ficará submetido na LCA não são as mesmas do CP – condições relativas ao meio ambiente. Art. no CP nem na LCA. 18. e as condições a serem impostas pelo juiz deverão relacionar-se com a proteção ao meio ambiente. parágrafo 2º. O humanitário é aplicável àquele que precisa cuidar de doença e a permanência no cárcere não será possível o devido tratamento. E) Sursis – suspensão condicional da pena Regra geral – do CP: O CP prevê o sursis simples (art. Já na Lei dos crimes ambientais. Regra: Calcula-se segundo os critérios do CP – art. Lei dos crimes ambientais Código Penal – art. 9. 17. 77 do CP). Art. cumulativa ou alternativamente* às pessoas jurídicas. 49 e parágrafos do CP: 10 a 360 diasmulta e de 1/30 a 5x o valor do salário mínimo cada dia-multa.prestação de serviços à comunidade – inútil.multa.

19)). A perícia de constatação do dano ambiental. 6º. se crime culposo). bem como fixa no lado. subvenções ou doações. § 2º A interdição será aplicada quando o estabelecimento. § 1º A suspensão de atividades será aplicada quando estas não estiverem obedecendo às disposições legais ou regulamentares. relativas à proteção do meio ambiente. No laudo ambiental. 19. desde que se abra o contraditório (contraditório LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . o perito constata a materialidade delitiva. caput e parágrafo único da lei Art. sempre que possível. Parágrafo único. b) cálculo da multa penal (considerará a situação econômica do infrator (art. há a pena restritiva de direitos e é aplicável à PJ: • Proibição de contratar com o poder público. A perícia produzida no inquérito civil ou no juízo cível poderá ser aproveitada no processo penal. III .interdição temporária de estabelecimento. obra ou atividade estiver funcionando sem a devida autorização. 22. subvenções ou doações não poderá exceder o prazo de dez anos. 3 anos. 19. fixará o montante do prejuízo causado para efeitos de prestação de fiança e cálculo de multa. obra ou atividade. • a proibição de participar de licitações (5 anos. 9.6) Perícia ambiental e prova emprestada – art. o valor do dano ambiental. 10 da LCA.deve-se lembrar que no inquérito civil não há contraditório nem ampla defesa. Art. Proibição de até 10 anos. aplicável às PF: • a pena de proibição de contratar com o poder público. 1ª corrente: a prova produzida no inquérito civil pode ser usada como prova emprestada no processo penal. se crime doloso.92 SÉRGIO SCHECAIRA sugere que a pena da PJ deveria ter outro critério – deveria ser por dias-faturamento. 22. ou com violação de disposição legal ou regulamentar. Tal valor terá 2 finalidades: a) fixação do valor de fiança. No art. § 3º A proibição de contratar com o Poder Público e dele obter subsídios. instaurando-se o contraditório. • Doações. se possível. • Receber subsídios.suspensão parcial ou total de atividades. III. III) + o valor do prejuízo causado pelo crime (art. Há a interdição temporária de direitos do art. bem como dele obter subsídios. parágrafo 3º.1. Quanto à prova feita em inquérito civil .proibição de contratar com o Poder Público. ou em desacordo com a concedida. As penas restritivas de direitos da pessoa jurídica são: I . • de receber quaisquer incentivos. II . • Subvenções.

§ 4º Os instrumentos utilizados na prática da infração serão vendidos. A pessoa jurídica constituída ou utilizada. sempre que possível. abrir-se-á o contraditório diferido. 2ª corrente: a extinção da PJ pode ser aplicada como pena acessória na sentença penal condenatória ou em sentença civil própria. 24.1. REGIS PRADO – a liquidação forçada é equivalente à pena de morte da pessoa jurídica. desprezando-se a prova do inquérito civil) – DELMANTO. Hoje. ajuizada pelo MP.93 posterior/diferido). pois considerado instrumento do crime. Logo. 1ª corrente: pressupõe a prática de crime. fixará o valor mínimo para reparação dos danos causados pela infração. tal pena deve ser utilizada em casos extremos. dever-se-á fazer no processo penal com contraditório atual. com o fim de permitir.9) Confisco de instrumentos do crime Art. serão apreendidos seus produtos e instrumentos. Verificada a infração. culturais ou educacionais. 25. Além de condenar. com a reforma do CPP. Poderá ser liquidada para apuração do restante do valor da indenização. 9. preponderantemente. onde não houve contraditório nem ampla defesa.7) Sentença penal condenatória Art. tal perícia feita no juízo civil só pode ser emprestada para o processo penal se as partes de ambos os processos forem as mesmas – DELMANTO. logo. só pode ser usada no processo penal quando for uma prova não repetível (se for uma prova repetível. A perícia feita na ação civil pode sempre ser emprestada no processo penal (1ª corrente). § 1º Os animais serão libertados em seu habitat ou entregues a jardins zoológicos. Todo o patrimônio da empresa será confiscado. A liquidação forçada é aplicável à pessoa jurídica que tenha finalidade principal e preponderante a prática de crimes ambientais. garantida a sua descaracterização por meio da reciclagem. penais e outras com fins beneficentes. fundações ou entidades assemelhadas. seu patrimônio será considerado instrumento do crime e como tal perdido em favor do Fundo Penitenciário Nacional. lavrando-se os respectivos autos. hospitalares. desde que fiquem sob a responsabilidade de técnicos habilitados. serão estes avaliados e doados a instituições científicas. 9. § 2º Tratando-se de produtos perecíveis ou madeiras. por isso. 9. A sentença penal condenatória. Ou seja. § 3° Os produtos e subprodutos da fauna não perecíveis serão destruídos ou doados a instituições científicas. facilitar ou ocultar a prática de crime definido nesta Lei terá decretada sua liquidação forçada. Isso era uma especificidade da Lei dos Crimes Ambientais. considerando os prejuízos sofridos pelo ofendido ou pelo meio ambiente. mesmo que as partes de ambos os processos sejam distintas. deve-se ser aplicada com a máxima cautela.1. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .1. poderá fixar um valor mínimo de indenização. 2ª corrente: a perícia produzida no inquérito civil. com sentença devidamente fundamentada. o juiz pode fixar um valor mínimo para indenização na própria sentença penal condenatória. 20. Para uma 2ª corrente. só pode ser aplicada como efeito da condenação em sentença penal condenatória.8) Liquidação forçada da pessoa jurídica Art.

B) Competência dos crimes ambientais STJ e STF – 1ª premissa) a competência para proteção do meio ambiente é competência comum da União. ele não deve ser confiscado. é competência da Justiça Estadual.1: art. ex. mesmo que atinjam um direito direto específico da União. será de competência da Justiça Estadual.1: nos crimes contra a fauna. Se o instrumento lícito é eventualmente utilizado para a prática de crime ambiental. por si só não é motivo para fixar a competência da Justiça Federal. pois tanto faz se o objeto é lícito ou ilícito – FERNANDO CAPEZ – não é uma posição coerente. segundo a súmula 91 do STJ.1. Ex. 26. Cabe ação penal privada subsidiária da pública. este barco poderá ser confiscado. Art. Estados. Só será da Justiça Federal se houver interesse direto e específico da União ou de suas autarquias. O art. 25. não é uma regra absoluta – deve ser aplicada à luz do princípio da razoabilidade. Ex. é de competência da Justiça Estadual). a ação penal é pública incondicionada. Se for um interesse indireto e genérico. desde que utilizados usualmente na prática de crimes. OBS. “a”. serra do mar e zona costeira – em regra. OBS.: IBAMA. pantanal mato-grossense. Ex. Logo. 225. a fiscalização por órgão federal. DF e Municípios. 9. 91. se o sujeito usa um barco para pescar ilegalmente. eram de competência da Justiça Federal.: moto-serra utilizada diariamente no corte de madeira.2: crimes praticados em áreas fiscalizadas por órgãos federais. fundações e empresas públicas. barco pesqueiro utilizado diariamente para a pesca ilegal.4: crimes cometidos em rio e mar territorial – crime cometido em rio municipal ou estadual – Justiça Estadual.3: crime cometido em área de preservação permanente – não fixa a competência da Justiça Federal. Na LCA podem ser confiscados instrumentos lícitos ou ilícitos. Ex. Conclusão: em regra. Os instrumentos que podem ser apreendidos são os ilícitos e os lícitos. desde que estes instrumentos sejam ilícitos. 5º da CF. Ex. segue-se a regra geral – Justiça Estadual. caso existir uma vítima determinada – é um direito fundamental previsto no art. pois o carro não é um bem ilícito. do CP permite o confisco dos instrumentos do crime. Exceção: só se o contraventor tiver foro por prerrogativa de função na Justiça Federal (TRF). II. 25 da LCA está permitindo o confisco dos instrumentos do crime (não diz se precisam ser ilícitos). parágrafo 4º da CF – crimes contra o patrimônio nacional (floresta amazônica brasileira.: sujeito usa um automóvel para furtar – este bem não será confiscado. o parágrafo 4º do art.94 O parágrafo 4º do art. C) Transação Penal nos crimes ambientais LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Nas infrações penais previstas nesta Lei. rio interestadual (banha mais de um estado) – Justiça Federal.2: As contravenções ambientais (ainda existem) são sempre julgadas pela Justiça Estadual. Ocorre que tal súmula foi cancelada em 2000. 2ª premissa) não há nenhuma norma constitucional ou infraconstitucional estabelecendo expressamente a competência criminal para julgamento de infrações ambientais.10) Aspectos processuais A) Ação penal nos crimes ambientais Art. Agora. ex.

até o período máximo previsto no artigo referido no caput. 89 da Lei nº 9. III e IV do § 1° do artigo mencionado no caput. IV . de que trata o § 5° do artigo referido no caput. 76 da Lei 9099/95 (autor do fato x MP) – é a aplicação imediata de pena não privativa de liberdade. a declaração de extinção de punibilidade dependerá de laudo de constatação que comprove ter o acusado tomado as providências necessárias à reparação integral do dano. somente poderá ser formulada desde que tenha havido a prévia composição do dano ambiental. BITENCOURT. com suspensão do prazo da prescrição. (???) – o sursis processual não se aplica apenas às infrações de menor potencial ofensivo e sim nas infrações cuja pena mínima seja não superior a 1 ano. PASSOS DE FREITAS. III . até o máximo previsto no inciso II deste artigo. a proposta de aplicação imediata de pena restritiva de direitos ou multa. prevista no art.099. Nos crimes ambientais de menor potencial ofensivo. A composicao civil não significa a efetiva reparação de dano. Nas infrações de menor potencial ofensivo há: a) a composição civil de danos (autor fato x vítima) – art.95 Art. deve-se ler: crimes definidos nessa lei. DELMANTO ETC. 76 da Lei nº 9. observado o disposto no inciso III. aplicam-se aos crimes de menor potencial ofensivo(???) definidos nesta Lei. mas sim o compromisso para tanto. no fim do prazo.no período de prorrogação. Na lei 9099/95. Caberá suspensão condicional do processo com as seguintes modificações: • O juiz só declarará a extinção da punibilidade se houver laudo comprovando que houve a reparação do dano ou então laudo comprovando que o infrator adotou todas as providências necessárias para tentar reparar o dano. o prazo de suspensão do processo será prorrogado. dará mais um prazo de 4 anos mais 1 ano (4 + 5 + 5). com as seguintes modificações: I . a composição civil de danos não é requisito para a transação penal (mesmo que o autor do fato se recuse a fazer composição. proceder-se-á à lavratura de novo laudo de constatação de reparação do dano ambiental. salvo em caso de comprovada impossibilidade. ele terá direito à transação penal). 28. 74 da Lei 9099/95. A doutrina majoritária diz que houve erro do legislador. conforme seu resultado.findo o prazo de prorrogação. findo o prazo e o laudo disser que não conseguiu reparar. As disposições do art. encerrado o prazo. o juiz verá o laudo e declarará a extinção da punibilidade caso o laudo constatar que não há possibilidade de reparação – poderá o processo ficar suspenso por 14 anos. SCARANTES.na hipótese de o laudo de constatação comprovar não ter sido completa a reparação.esgotado o prazo máximo de prorrogação. V . ressalvada a impossibilidade prevista no inciso I do § 1° do mesmo artigo.099. Conclusão: segue a regra geral – segue a suspensão condicional do processo para todas os crimes cuja pena mínima não ultrapasse 1 ano – MILARÉ. dá mais 4 anos mais 1 ano. ser novamente prorrogado o período de suspensão. Na lei 9605/98 só é cabível transação penal se houve prévia composição civil do dano (se não fez composição civil de danos não haverá transação). • O juiz suspende o processo de 2 a 4 anos e findo este período. D) Suspensão condicional do processo nos crimes ambientais Art. acrescido de mais um ano. podendo. b) transação penal – art.a declaração de extinção de punibilidade. manda fazer um laudo. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . 74 da mesma lei. não se aplicarão as condições dos incisos II. II . 27. de 26 de setembro de 1995. de 26 de setembro de 1995. de que trata o art. dependerá de laudo de constatação de reparação do dano ambiental.

apanhar ou utilizar (utilizar animal em espetáculo de circo. perseguir. Havia crimes contra a fauna: Lei 5197/67 – código de caça. ou em desacordo com a obtida: Pena . § 6º As disposições deste artigo não se aplicam aos atos de pesca. apanhar.2) PARTE ESPECIAL – ALGUNS CRIMES EM ESPÉCIE 1ª corrente – não é possível a aplicação do princípio da insignificância nos crimes ambientais – qualquer lesão causada ao meio ambiente é significante na medida em que desequilibra o ecossistema – TRF 4ª região. ex. Fauna silvestre é fauna selvagem – não estão protegidos neste artigo os animais domésticos ou domesticados. 3ª região. Dec-lei 221/67 . Lei 7679/88 e no Dec-lei 3688/41 (Lei de Contravenções Penais). § 5º A pena é aumentada até o triplo. 34 a 36 da LCA. todas as infrações que estavam nestas leis citadas foram revogadas.código de pesca. nativos ou em rota migratória. Consumação e tentativa: dar-se-á com a prática de qualquer das condutas previstas no tipo.2. se o crime decorre do exercício de caça profissional. caçar. 2ª corrente – é possível a aplicação do princípio da insignificância nos crimes ambientais – STJ – HC 72234/2007. § 3° São espécimes da fauna silvestre todos aqueles pertencentes às espécies nativas. Lei 7643/87. nativos ou em rota migratória. Este tipo penal protege a fauna aquática quando a conduta for qualquer uma. migratórias e quaisquer outras. O tipo penal não protege as espécies aquáticas? Os crimes de pesca estão definidos nos arts. menos a pesca. sem autorização da autoridade competente). utilizar espécimes da fauna silvestre. caçar. Elemento normativo do tipo: “sem a devida permissão. “Caçar ou perseguir” – crime de consumação antecipada/crime formal. 29 prevê 5 condutas: matar. Objeto material: espécime (uma exemplar de uma espécie) da fauna silvestre. ou águas jurisdicionais brasileiras.detenção de seis meses a um ano. A única lei que continua em vigor e que não foi revogada tacitamente é a lei 7643/87 – molestar ou pescar cetáceos. perseguir. Sujeitos do crime: sujeito ativo – qualquer pessoa. aquáticas ou terrestres. Com a edição da lei dos crimes ambientais (Lei 9605/98). que tenham todo ou parte de seu ciclo de vida ocorrendo dentro dos limites do território brasileiro. ou em desacordo com a obtida”. e multa. licença ou autorização da autoridade competente. inclusive o proprietário do animal. pois não necessita do abate do animal.96 9. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . DELMANTO – atingida uma espécime apenas não é crime (no mínimo dois animais).: matar uma tartaruga marinha. sem a devida permissão. licença ou autorização da autoridade competente. Matar. A) Art.1) Crimes contra a fauna (animais) – principais artigos Fauna é o conjunto de animais que vivem numa determinada região ou ambiente. Tipo objetivo: o art. É possível a tentativa em todas as condutas. A maioria dos ambientalistas diz que somente os animais nacionais estão abrangidos pelo o artigo. 29 da lei Art. Elemento subjetivo: apenas o dolo. 9. 29.

B) Art. sem qualquer expressão de importância individual.2. 32. considerando as circunstâncias. com pena aumentada da metade e não cabe perdão judicial. OBS. quando existirem recursos alternativos. logo. ferir ou mutilar. pode o juiz. Rodeios – Lei 10519/2002 – regulamenta os rodeios no Brasil. e multa. de três meses a um ano. maus-tratos (jogar o gato do 10º andar). maus-tratos. 29 há o verbo matar. Vários juízes declaram incidentalmente a inconstitucionalidade desta lei federal (o rodeio. caracteriza o crime de maus tratos a animais – doutrina. farra do boi. 32 (rinha e farra do boi). o tipo protegente todos os animais – objeto jurídico. Praticar ato de abuso. já faria mal ao animal). deixar de aplicar a pena. No art. por si só. Aqui. por veterinário – não há crime. Sujeitos: inclusive o dono do animal pode ser o sujeito ativo. se ocorre morte do animal. 32 da lei Art.). Se o rodeio for feito de acordo com as exigências dessa lei. da CF. poderá o juiz deixar de aplicar a pena. exige veterinários. ainda que para fins didáticos ou científicos.detenção. ex.: A doutrina majoritária diz que se esta mutilação for feito para fins estéticos. Se o animal não estiver na lista dos ameaçados em extinção. § 2º A pena é aumentada de um sexto a um terço. Se o animal estiver ameaçado de extinção. bem como protege os animais exóticos (estrangeiros) – em suma.1: Neste tipo não há o verbo matar. ferir ou mutilar animais silvestres. § 1º Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo. exige meios de transportes adequados etc. mas não inclui o animal doméstico. VII. os animais domésticos estão abrangidos pelo o tipo penal. Lei Estadual não pode estipular que a prática desses eventos não é considerada crime – art. estaria inserido.2: briga de galo (rinhas). Faz uma série de exigências para que o rodeio ocorra (proíbe esporas pontiagudas.2) Crimes contra a flora Flora: é a totalidade das espécies vegetais que compreendem a vegetação de uma determinada região. a coletividade e o eventual dono do animal quando não for o agente do crime. 225. domésticos ou domesticados. rodeios – os dois primeiros configuram o crime do art. nativos ou exóticos: Pena . um macaco etc. 32 – para matar o animal precisa feri-lo. OBS. 9. OBS. não há crime – trata-se de exercício regular do direito. São 4 condutas: abuso (coloca uma carga insuportável no longo do burro). Que crime é matar um animal doméstico? Matar animal doméstico constitui o crime do art.: Infrações penais contra a flora: LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .97 § 2º No caso de guarda doméstica de espécie silvestre não considerada ameaçada de extinção.: ter uma arara. é crime. (lembrar que os animais domésticos ou domesticados não se inserem neste artigo). Compreende também as algas e os fitoplânctons marinhos flutuantes. OBS. Se o rodeio for feito desobedecendo as exigências dessa lei.3: Mutilar – indivíduo que corta o rabo ou orelha do cachorro responde por este crime? R. Sujeito passivo – o Estado.

de um a três anos. Floresta: (REsp 783.652. §§1º a 7º. Distrito Federal e Municípios). Art. J. 38 da lei Art. Tipo penal: destruir (aniquilar) e danificar (causar danos nas florestas sem destruí-la). LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Floresta de preservação permanente é uma espécie de APP (área de preservação permanente). Florestal .540 (medida constitucional). ou multa. 9. • Destruição for necessária para a execução de obras. 2º. Objeto material: florestas de preservação permanente. Mesmo que não haja finalidade lucrativa persiste o crime. Cód. 2º e outras leis). L. traz um rol de APP. 9. ou utilizá-la com infringência das normas de proteção: Pena . 26.771/65). restaram 4 contravenções que continuam no Código Florestal. a destruição (total ou parcialmente) de florestas de preservação permanente sem que configure crime (art. É possível. 26.detenção. *Essas contravenções permanecem: Art. excepcionalmente. Proteção: floresta. Sujeito ativo: qualquer pessoa. APP por força de lei (art. Destruir ou danificar floresta considerada de preservação permanente. Sujeito passivo: indeterminado.771/65 (Código Florestal). Cód. Conduta sem finalidade lucrativa → há crime. Florestal. Código Florestal – L. 38. letras E (fazer fogo dentro da floresta). 2º e 3º. L. ou ambas as penas cumulativamente. 9. Parágrafo único. M. 26. 4. projetos de utilidade pública ou interesse social. e por ato do poder público (União. Objeto jurídico: meio ambiente.elemento central é o fato de ser constituída por árvores de grande porte dessa forma não abarca a vegetação média ou rasteira. ADI 3. Esse artigo revogou tacitamente o art. APP: arts. Cód. Área densa de grande extensão coberta por arvores de grande porte. Florestal → declaradas por ato do poder público.605/98 – Lei de Crimes Ambientais → as infrações contra a flora eram todas contravenções penais (art. 3º. 38. inclusive o proprietário da área onde está a floresta. mesmo que em formação. Estados Membros. planos. Se o crime for culposo. Cód. Florestas de preservação permanente → destruir ou danificar → art. 4. Florestal. STJ) . Florestal. letra a. a coletividade e eventualmente o proprietário da área atingida. a pena será reduzida à metade. Cód.605/98 – Lei de Crimes Ambientais → quase todas contravenções foram revogadas. 4º.98 *Antes da L. Art.): • Prévia autorização do poder executivo.605/98 – Lei de Crimes Ambientais. L. meio ambiente. *Com a L. A) Art.Alterado em 2001 por medida provisória. mesmo que em formação.

§2º. as Reservas Biológicas. de 18. Art.985. e multa. o crime praticado nessas florestas caracteriza o crime do art. 41.detenção. L.7. (Parágrafo inluído pela Lei nº 9. de 6 de junho de 1990. Florestas nacionais são unidades de conservação de uso sustentável. as Reservas de Fauna. as Florestas Nacionais. (VETADO) (Artigo inluído pela Lei nº 9. de 18. 39: cortar árvore de floresta de preservação permanente LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .: Florestas situadas em áreas indígenas são sempre de preservação permanente. L. Art. de um a três anos. : Se houver incêndio de APP → art. Se o crime é culposo.7. (Redação dada pela Lei nº 9.605/98 – Lei de Crimes Ambientais. os Parques Nacionais. as Áreas de Relevante Interesse Ecológico.605/98 – Lei de Crimes Ambientais → destruir ou danificar abarca todas as condutas. Art. 40.2000) § 3º Se o crime for culposo. ou multa. Parágrafo único. Portanto. a pena será reduzida à metade. Art. Distinções Art. Florestal. Provocar incêndio em mata ou floresta: Pena . Art. 40-A. as Reservas de Desenvolvimento Sustentável e as Reservas Particulares do Patrimônio Natural.985. a pena é de detenção de seis meses a um ano.2000) § 2o A ocorrência de dano afetando espécies ameaçadas de extinção no interior das Unidades de Conservação de Proteção Integral será considerada circunstância agravante para a fixação da pena.reclusão. Cód. menos incêndio. 38. 39. 9. Floresta → árvores de grande porte.2000) § 1o Entende-se por Unidades de Conservação de Uso Sustentável as Áreas de Proteção Ambiental. (Redação dada pela Lei nº 9. Cortar árvores em floresta considerada de preservação permanente. Tipo subjetivo: Crime punido na forma dolosa e culposa. 9. 27 do Decreto nº 99. ou ambas as penas cumulativamente. e multa.605/98 – Lei de Crimes Ambientais → princípio da especialidade. de dois a quatro anos.7.274. sem permissão da autoridade competente: Pena . 40.99 OBS. independentemente de sua localização: § 1o Entende-se por Unidades de Conservação de Proteção Integral as Estações Ecológicas. de 18. 9. de 18.985. 38: destruir ou danificar floresta de preservação permanente. 39 da lei Art. os Monumentos Naturais e os Refúgios de Vida Silvestre. Art. Exame pericial que definirá se a vegetação é uma floresta em formação. 3º. L. 41.985. Florestas artificiais de preservação permanente → reflorestamento ou florestamento.2000) B) Art. Causar dano direto ou indireto às Unidades de Conservação e às áreas de que trata o art.7. as Reservas Extrativistas.

CP Causar incêndio. L. e multa. CÓDIGO FLORESTAL Fazer fogo em florestas sem precauções. Pertencem ao poder público (florestas de domínio público).605/98 – LEI DE CRIMES AMBIENTAIS Provocar incêndio na floresta dolosa ou culposamente Crime ambiental ART.100 C) Art.reclusão. de dois a quatro anos. Se o incêndio causar perigo a incolumidade pública → art. cal ou qualquer espécie de minerais: Pena . pedra. Provocar incêndio em mata ou floresta: Pena .(CESAR ROBERTO BITENCOURT e CAPEZ). ART. Contravenção penal ambiental. 41. 42 da lei Art.detenção. Lavoura. Balão → incêndio na floresta → art. 44 da lei Art. e multa. as devidas floresta dolosa Não causar perigo a incolumidade pública. L. 44. vender. 9. Protege floretas e matas. vender e transportar. 20. Matas: são extensões de terras onde se agrupam árvores nativas ou plantadas que não sejam de grande porte. ART. E) Art. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . 41. 26.605/98 AMBIENTAIS Provocar incêndio em culposamente. 9. LETRA H. CESAR ROBERTO BITENCOURT e CAPEZ. a pena é de detenção de seis meses a um ano.detenção de um a três anos ou multa. Exame pericial → condutas fabricar. L. CF – bens minerais são patrimônios da União). 250. 42 – crime de perigo). 250. transportar ou soltar balões que possam provocar incêndios nas florestas e demais formas de vegetação. D) Art. Extrair de florestas de domínio público ou consideradas de preservação permanente. e multa. §1º. ou ambas as penas cumulativamente. 1ª corrente: Continua sendo aplicável – corrente majoritária . Parágrafo único. Crime de perigo comum 2ª corrente: NUCCI – tacitamente revogado os termos mata e floresta. Se o crime é culposo. Fabricar.605/98 – (absorve o art. mata ou floresta. de seis meses a um ano. Competência para julgamento: Justiça Federal (prevalece o entendimento – art. sem prévia autorização. 9. APP. – LEI DE CRIMES ou ART. em áreas urbanas ou qualquer tipo de assentamento humano: Pena . CP. 41. LETRA E. 41 da lei Art. pastagem. 41. areia. Protege qualquer floresta. 42.

55): executar pesquisa.2009 – RENATO BRASILEIRO 10) LEI 7716/89 – LEI DO RACISMO 10. Não existe conflito aparente de normas. 55.detenção. independe onde o crime tenha ocorrido. 19. desde a extração até o beneficiamento das mesmas.) LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . 55. permissão. licença. Parágrafo único. O entendimento da doutrina é que o art. o STJ entende. nos termos da autorização. 1º A República Federativa do Brasil. Nas mesmas penas incorre quem deixa de recuperar a área pesquisada ou explorada. 9. Lavra: conjunto de operações coordenadas objetivando o aproveitamento industrial da jazida.. Só pesquisar ou fazer a lavra já é crime. e multa. a competência é sempre da Justiça Federal (patrimônio e bens da União).605/98 – Lei de Crimes Ambientais. III: fundamento da república. Condutas (art. ou em desacordo com a obtida: Pena .. REsp. Extração: retirada do mineral. L. Se a extração for fora dessas áreas: art. L. L. Art. 55. STJ – 22/out/2007.: DL. formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal. Executar pesquisa. L. não é possível a absorção. Art.: Aplica-se tal artigo no caso de extração em florestas de domínio público ou APP. L. concessão ou determinação do órgão competente. caput. logo. sua avaliação e a determinação da exeqüibilidade do seu aproveitamento econômico (ver se tem valor econômico). 2º. lavra ou extração dos minerais. constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: (. 922. de seis meses a um ano. 9. 2º.605/98 (protege meio ambiente) com o crime de usurpação de bens da União (crime contra o patrimônio da União – art.04. caput. Competência: STJ inicialmente: extração dentro de área particular a competência seria da Justiça Estadual. concessão ou licença. permissão. 8.176/98 está tacitamente revogado pelo art. OBS.605/98.101 Floresta dentro de APP e for propriedade particular → (corrente minoritária) há o entendimento que a competência é da justiça estadual. 8.176/98 – crimes contra a ordem econômica). Hoje. 227/67 (Código de Mineração). 9. 55.1) FUNDAMENTO CONSTITUCIONAL DA PROIBIÇÃO DA DISCRIMINAÇÃO OU PRECONCEITO .588/BA.artigo 1º. OBS. Pesquisa mineral: é a execução dos trabalhos necessários a definição da jazida. STJ (pacífico): extração ilegal de minerais → concurso formal art. lavra ou extração de recursos minerais sem a competente autorização. Os crimes protegem objetos jurídicos diferentes.

) VIII . sexo. o princípio da humanização das penas e o princípio da razoabilidade e da proporcionalidade (pois até os crimes hediondos prescrevem). para que se impeça a reinstauração de velhos e ultrapassados conceitos. que a vedação da liberdade provisória é com fiança e sem fiança. à igualdade. mas não vedou a liberdade provisória sem fiança.2) REGRA CONSTITUCIONAL ESPECÍFICA DO CRIME DE RACISMO – ARTIGO 5º. fiança e a pena tem que ser de reclusão. sujeito à pena de reclusão...a dignidade da pessoa humana.repúdio ao terrorismo e ao racismo. Art. VIII: princípio das relações internacionais que regem o Brasil.artigo 3º. caso contrário é inconstitucional no ponto que violar.promover o bem de todos. • punido com reclusão: qualquer lei que defina crime de racismo não pode prever prescrição. mas não proíbe a liberdade provisória sem fiança. à liberdade. XLII CF XLII . . não existe norma inconstitucional originária. desde o ano passado. O STF decidiu que a imprescritibilidade se justifica como um alerta para as gerações de hoje e de amanhã. IV: objetivo fundamental da Republica Federativa do Brasil. à segurança e à propriedade.102 III .a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível. Esta norma constitucional impõe três regras: • O racismo é imprescritível: a doutrina critica a imprescritibilidade do racismo afirmando que fere o princípio da dignidade da pessoa humana. raça. caput: a proibição da discriminação é um direito fundamental. O STF e STJ vêm entendendo. .. sem preconceitos de origem. Todavia. pois a CF vedou a liberdade provisória com fiança. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .. garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios: (. • Inafiançável: NUCCI diz que esta regra é inútil. idade e quaisquer outras formas de discriminação. É criticado por ser um crime inafiançável porque a lei proíbe a fiança. Art. cor. sem distinção de qualquer natureza.) IV . pois não teria porque vedar com fiança e não vedar sem fiança (entendimento para crimes hediondos).artigo 4º. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: (.artigo 5º. . nos termos seguintes: 10. 5º Todos são iguais perante a lei. Art. nos termos da lei.

(Redação dada pela Lei nº 9. Para Christiano cor é definição cromática de objetos e não de pessoas e afirma que os termos corretos são caucasiano. por exemplos.103 Se a lei não estabelecer estas três características para o racismo ela viola o artigo 5º e será materialmente inconstitucional. ódio aos estrangeiros. é necessário que esse preconceito se transforme numa conduta preconceituosa. porque a cogitação não é punida. porque é discriminação em razão de religião. • Procedência nacional: pune os atos de xenofobia. etnia. morais para o descriminado. Os grupos étnicos podem ocupar territórios de diferentes países. ou seja.: Prevalece o entendimento de que sim. deve considerar as classificações usualmente consagradas e utilizadas na prática. O rol do artigo 1º é taxativo. O preconceito como forma de pensamento não é punido. de 15/05/97) A doutrina diz que discriminação e preconceito são conceitos diferentes. Exemplo: indos. Discriminações positivas são políticas compensatórias como as ações afirmativas. discriminar em razão da opção da vítima de não ter religião. cotas nas universidades. afro descendente etc. podendo incluir preconceito em razão do sexo ou do estado civil da pessoa – não é o que predomina! A chamada discriminação positiva não é crime. os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça. OBS. O conceito de raça no direito penal.: 1ª corrente: não configura crime de racismo a discriminação por falta de religião. A lei se tornou mais abrangente. Discriminar é traçar diferenças injustificadas com prejuízos materiais. Preconceito é um juízo antecipado e apressado a respeito de alguém. descendência. quilombos etc. só entra no conceito de racismo o disposto no artigo 1º. O preconceito ou a discriminação podem ser em razão de: • Raça: para as ciências não existe mais o conceito de raças. De acordo com os atuais estudos o conceito atual de raça não tem base científica. que abrange também este preconceito. • Cor: é a pigmentação epidérmica. • Etnia: grupo de pessoas ligadas por laços biológicos e culturais.: Qual é a abrangência da expressão racismo? O STF decidiu que compreende quaisquer discriminações oriundas de raça. A lei pune a discriminação pela falta de religião? R. NUCCI entende que é exemplificativo. O artigo 1º ponto 1 e ponto 4 da Convenção Internacional sobre Eliminação de todas as formas de Discriminação Racial não considera discriminação racial a chamada discriminação positiva. Nesta expressão está incluído o preconceito em razão da procedência regional? R. 1º Serão punidos. • Religião: é a crença numa força divina. Segundo o STF. para fins penais. num ser superior. só é crime a discriminação negativa que visa impedir o gozo e o exercício de direitos e liberdades fundamentais. Por exemplo: eu não gosto da raça negra. 2ª corrente: configura crime de racismo. na forma desta Lei. 10. credo. A) Elemento subjetivo específico LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . origem nacional ou étnica (conceito amplo) – HC 82.3) ARTIGO 1º DA LEI 7716/89 Art. cor.459. pois o ateísmo não é religião.424-RS. religião ou procedência nacional. cor. amarela.

ou seja. distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada. distribuir ou veicular símbolos. exame. por toda doutrina. são inafiançáveis. Tortura em razão da descriminação racial ou religiosa  crime do artigo 1º.1) Distinção de crimes 1. §2º do CDC.459. 10. Discriminação por motivo de sexo ou estado civil  contravenção penal da lei 7437/85 (no que se refere a cor e raça foi tacitamente revogada pela lei de racismo. 20. 3. comercializar. Os tipos penais desta lei são criticados. ornamentos. OBS. Este problema de conter tipos muito casuísticos foi corrigido. costumes ou tradições culturais indígenas  crime do artigo 58 da lei 6001/73 – Estatuto do Índio. emblemas. 11. religioso ou pertencente a determinada raça com o fim de destruir total ou parcialmente o grupo  crime do decreto lei 1001/69 (CPM). Todos os crimes desta lei entram na regra constitucional.3. étnico. Matar membros de grupo nacional. Publicidade discriminatória de qualquer natureza crime contra o consumidor artigo 67 c/c artigo 37. étnico. I e II da lei 10741/03 – Estatuto do idoso. Agir com a intenção de destruir total ou parcialmente grupo nacional. rito ou contra usos. 8. 5. 2.4) CRIMES EM ESPÉCIE Observações gerais: Quase todos os crimes previstos nesta lei envolvem atos de segregação. Discriminação contra pessoas portadoras de doença física ou mental  crime do artigo 8º da lei 7853/89. § 1º Fabricar. Se a discriminação se der por QUALQUER outro motivo. fazer propaganda de preconceito de raça ou de classe por meio da imprensa  crime de imprensa – artigo 14 da lei 5250/67 – a lei foi julgada pelo STF incompatível com a CF/88 em abril de 2009. etnia. (Redação dada pela Lei nº 9. de 15/05/97) Pena: reclusão de dois a cinco anos e multa. religião ou procedência nacional. cor. imprescritíveis e punidos com reclusão. em partes. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .104 Todos os crimes desta lei exigem o chamado elemento subjetivo específico. não há os crimes da lei de racismo. Discriminação contra idoso por motivo de idade  crimes dos artigos 96 e 100.: ***Em razão da opção sexual  Não há um crime específico de discriminação sexual. 9. pune situações muito específicas (são muito limitados na abrangência). tendo em vista que são muitos casuísticos. induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça. de 15/05/97) Pena: reclusão de um a três anos e multa. etnia. pode configurar injúria. racial ou religioso  crime de genocídio – artigo – da lei 2889/65. Fazer propaganda de discriminação racial com fins políticos  crime do artigo 22 da lei 7170/85 – Lei de Segurança Nacional. atestado relativo à esterilização ou gravidez para dar trabalho a alguém  crime do artigo 2º da lei 9029/95. 6. cor. ou seja. ou seja. para fins de divulgação do nazismo. 10. Exigir teste. 7. 4. religião ou procedência nacional. I “c” da lei 9455/97. a finalidade de discriminar em razão de raça. Praticar discriminação em cerimônia. (Redação dada pela Lei nº 9. com o acréscimo do artigo 20 que dispõe: Art. mas continua em vigor com relação a sexo e estado civil). 10. perícia. laudo.459. Ficam de fora dos tipos penais outras situações que deveriam ser abrangidas. Praticar.

JOSÉ SILVA JÚNIOR).459. por isso funciona como um tipo penal subsidiário. Se o infrator obstar e depois impedir a mesma pessoa de obter o cargo público temos um crime só (o número de condutas será considerado na dosagem da pena).a cessação das respectivas transmissões radiofônicas ou televisivas. abrange cargo. . O acesso a que se refere o tipo penal é o acesso jurídico e não jurídico. ainda antes do inquérito policial. ou seja. isto é. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . (Parágrafo incluído pela Lei nº 9. de 15/05/97) I . ou seja.105 § 2º Se qualquer dos crimes previstos no caput é cometido por intermédio dos meios de comunicação social ou publicação de qualquer natureza: (Redação dada pela Lei nº 9.459. Isso não seria interpretação extensiva de tipo penal incriminador? Não. tendo em vista que o tipo penal foi expresso ao falar em concessionária de serviço público. De acordo com a doutrina majoritária. a qualquer cargo da Administração Direta ou Indireta. após o trânsito em julgado da decisão.obstar. devidamente habilitado. sob pena de desobediência: (Redação dada pela Lei nº 9. constitui efeito da condenação. de 15/05/97) É um tipo penal mais amplo que acaba permitindo a punição de outras formas de discriminação e preconceito que não se encaixem em outros tipos penais específicos da lei. 10.impedir. dar seu real significado (NUCCI. A) Sujeitos do crime Prevalece o entendimento de que se trata de crime comum. impedir que a pessoa conquiste o cargo público ou que trabalhe na concessionária. o tipo penal contém mais de um núcleo verbal típico. mas sim no sentido comum da palavra. de 15/05/97) Pena: reclusão de dois a cinco anos e multa.4.1) Artigo 3º da lei 7716/89 Art. o juiz poderá determinar. pode ser praticado por qualquer e não apenas por integrantes da administração pública e das concessionárias. é apenas uma interpretação declarativa da expressão cargo. a destruição do material apreendido. aplica-se o tipo penal do artigo 20 desta lei (tipo subsidiário). bem como das concessionárias de serviços públicos. Exemplo: particular presta informações desabonadoras e falsas sobre um candidato a concurso público. II . Pena: reclusão de dois a cinco anos. Trata-se de um tipo misto alternativo.o recolhimento imediato ou a busca e apreensão dos exemplares do material respectivo. Se a pessoa já ocupa o cargo e é forçada a deixar esse cargo por discriminação. O sujeito passivo é a pessoa discriminada. Assim. B) Tipo objetivo: As condutas são: . emprego ou qualquer função da administração pública ou nas concessionárias.459. isto é. a expressão cargo não esta empregado no sentido técnico da palavra. ouvido o Ministério Público ou a pedido deste. § 4º Na hipótese do § 2º. § 3º No caso do parágrafo anterior. Prevalece o entendimento de que não estão incluídos no tipo penal as permissionárias de serviço público. 3º Impedir ou obstar o acesso de alguém.

consuma-se com a simples conduta de obstar ou impedir o acesso da vítima ao cargo. A) Sujeitos do crime: Trata-se de crime próprio. pois por motivos íntimos o dono da casa pode escolher com quem ele vai conviver dentro da casa.obstar: criar obstáculos (exigir condições diferenciadas). estágio. Pena: reclusão de dois a cinco anos. ou seja. isso no caso da conduta negar. Não há a forma culposa do crime. O artigo 1º da lei é uma norma de extensão que se agrega a todos os tipos penais. B) Tipo objetivo As condutas são: . temporário.106 C) Tipo subjetivo É o dolo de discriminar a vítima por qualquer forma de preconceito disposta na lei. autônomo) – NUCCI.: E se a recusa for de contratar uma empregada doméstica por motivo de preconceito? R. 100. Na conduta obstar é crime comum. abrange qualquer forma de trabalho (eventual.: Neste caso. assim só se consuma se a vítima não conseguir o acesso ao cargo ou emprego na concessionária. . E) Consumação e tentativa: Há duas correntes: 1ª corrente: o crime é formal. 2ª corrente: o crime é material. 10. ele pratica o crime do artigo 20 da lei.4. OBS. ou seja. C) Elemento subjetivo É o dolo de discriminar a vítima por qualquer forma de preconceito disposta na lei. prevalece o entendimento de que o empregado doméstico não está protegido por esta norma. ou seja. O direito de intimidade da pessoa não permite que ela pratique atos de discriminação. Distinção de crimes: Obstar o acesso de alguém a cargo público por motivo de idade constitui crime do artigo 100. Se negar ou impedir alguém de trabalhar em cooperativas. Sujeito passivo é a pessoa discriminada. Constitui crime punível com reclusão de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e multa: I – obstar o acesso de alguém a qualquer cargo público por motivo de idade. condomínios.2) Artigo 4º da lei 7716/89 Art. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . 4º Negar ou obstar emprego em empresa privada. A conduta deve ocorrer em empresa privada. Não há a forma culposa do crime. Mesmo que ela consiga ter o acesso por outros meios. I do estatuto do idoso: Art. Todos admitem que é possível a tentativa deste crime. fundações aplica-se o tipo penal do artigo 20. só pode ser praticado pelo proprietário da empresa privada ou o responsável pela contratação de pessoal. Quanto a expressão emprego prevalece que esta sendo usada em sentido amplo (comum).negar: não dar emprego a pessoa. O professor acha que se o patrão exteriorizar os motivos da não contratação. discriminando-o. sindicatos.

A) Sujeitos do crime: O sujeito ativo é só o comerciante ou os empregados do estabelecimento (comerciários). por exemplo. Uma corrente defende que não há a possibilidade de tentativa. 2ª corrente: o crime é material. 100. etnia. É um crime de forma vinculada. B) Tipo objetivo: As condutas são: . negar-se a atender cliente ou comprador. negando-se a servir. Mesmo que ela consiga ter o acesso por outros meios. A expressão estabelecimento comercial está no sentido amplo da palavra. Constitui crime punível com reclusão de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e multa: II – negar a alguém. mas sim. assim só se consuma se a vítima não conseguir o acesso ao emprego. 3. porque a conduta de recusar ou impedir tem que ser praticada pelas seguintes formas: 1. consuma-se com a simples conduta de negar ou obstar o acesso da vítima ao cargo. por motivo de idade. Distinção de crimes: Praticar discriminação contra consumidor por outros motivos que não seja o preconceito em razão de raça. negar-se a receber cliente ou comprador. só se consuma se a vítima não foi atendida. Distinção de crimes: Negar a alguém por motivo de idade. atendido ou servido de outra forma . emprego ou trabalho. 2ª corrente: é crime material. recebida ou servida (exige a ocorrência de resultado naturalístico). II: Art. enquanto outra corrente entende que é possível a tentativa desde que seja uma conduta plurissubsistente – NUCCI. qualquer local de comercialização de produtos ou serviços. atender ou receber cliente ou comprador. I da lei 8137/90: Art. Todos admitem que é possível a tentativa deste crime. é crime próprio. portanto. 5º Recusar ou impedir acesso a estabelecimento comercial.NUCCI. negar-se a servir cliente ou comprador. Pena: reclusão de um a três anos. 10.impedir: O acesso disposto no artigo é o físico.3) Artigo 5º da lei 7716/89: Art. Com relação a tentativa não há unanimidade.recusar: . ou seja. emprego ou trabalho é crime do estatuto do idoso – artigo 100. religião. 2. em razão de poder aquisitivo constitui o crime do artigo 7º. 7° Constitui crime contra as relações de consumo: LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . C) Consumação e tentativa Há divergências: 1ª corrente: o crime é formal e se consuma com a simples conduta.107 D) Consumação e tentativa Há duas correntes: 1ª corrente: o crime é formal. ou seja.4. O sujeito passivo é a pessoa discriminada. ainda que o cliente consiga ser recebido.

Art. casas de diversões. pensão. porque a expressão edifício público significa edifício aberto ao público e não edifício da administração pública. o artigo 2º da lei. aplica-se. isto é. bares. pode ser praticado por qualquer pessoa.4) Artigo 11º da lei 7716/89: Art.4. como na conduta de proibir a permanência. sem justa causa. NUCCI entende que se trata de crime próprio. 2º corrente: impedir o acesso a edifícios comerciais constitui o crime do artigo 11. 8º. ou seja. comprador ou freguês. 10. ou clubes sociais abertos ao público. 7º Impedir o acesso ou recusar hospedagem em hotel. só pode ser cometido pela pessoa encarregada de autorizar o acesso ao local. Pena: reclusão de um a três anos. ou locais semelhantes abertos ao público. C) Tipo subjetivo LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Pena: reclusão de um a três anos. No artigo 5º a conduta é negar atendimento em qualquer estabelecimento comercial. Pena: reclusão de um a três anos. 9º Impedir o acesso ou recusar atendimento em estabelecimentos esportivos. 8º Impedir o acesso ou recusar atendimento em restaurantes. Art. independentemente de ser morador ou trabalhador do edifício – entendimento majoritário. Art. Sujeito passivo é a pessoa discriminada. confeitarias. barbearias. 9º e 10 (princípio da especialidade): Art. ou qualquer estabelecimento similar. no caso. Impedir o acesso às entradas sociais em edifícios públicos ou residenciais e elevadores ou escada de acesso aos mesmos: Pena: reclusão de um a três anos. Impedir o acesso ou recusar atendimento em salões de cabeleireiros. porque não se trata nem de edifício público e nem de edifício residencial. B) Tipo objetivo A conduta é: . termas ou casas de massagem ou estabelecimento com as mesmas finalidades.favorecer ou preferir. Prevalece o entendimento de que há o crime tanto na conduta de impedir o acesso. estalagem.108 I . Pena: reclusão de três a cinco anos. expulsar a pessoa do local. ressalvados os sistemas de entrega ao consumo por intermédio de distribuidores ou revendedores. A) Sujeitos do crime Trata-se de crime comum. 11. ou seja.impedir: o acesso físico. A lei fala em edifícios residenciais e os edifícios comerciais? Há dois entendimentos: 1º corrente: não caracteriza este crime. Agora se esta conduta ocorrer em certos estabelecimentos específicos poderá ocorrer o crime dos artigos 7º. 10.

10. B) Tipo objetivo: As condutas são três: . cursos profissionalizantes. só pode ser cometido pelo responsável pela inscrição. Sujeito passivo é o aluno ou candidato a aluno discriminado. Não há a forma culposa do crime. só se consuma se a vítima não conseguir ingressar no local em razão do impedimento sofrido. consuma-se com a conduta de impedir. cursos de extensão. D) Consumação e tentativa: Há duas correntes: 1ª corrente: o crime é formal ou de consumação antecipada. isto é. mesmo que a vítima consiga o acesso por outros meios – LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Se o crime for praticado contra menor de dezoito anos a pena é agravada de 1/3 (um terço). pré-escolas. consuma-se com a conduta de impedir. E se a discriminação ocorrer contra aluno que já pertence A estabelecimento de ensino. etc. isto é. 6º Recusar.recusar. Se a vítima for menor de 18 anos a pena é aumentada de 1/3. configura este crime ou não? 1ª corrente: configura o crime do artigo 20 da lei.: O crime pode ocorrer em creches.5) Artigo 6º da lei 7716/89: Art. mesmo que a vítima consiga o acesso por outros meios – NUCCI. 2ª corrente: o crime é material. porque a conduta é plurissubsistente. O ingresso pode ser o físico ou jurídico que significa impedir a matrícula ou entrada no local de aluno já matriculado.4. cursos preparatórios para concursos. pós-graduação. negar ou impedir a inscrição ou ingresso de aluno em estabelecimento de ensino público ou privado de qualquer grau.109 É o dolo de discriminar a vítima por qualquer forma de preconceito disposta na lei.negar. ou seja. Pena: reclusão de três a cinco anos. . Parágrafo único. A) Sujeitos do crime O crime é próprio. isto é. porque prevalece que a palavra ingresso está no sentido comum. Inscrição é um pedido formal de matrícula (está incluída a inscrição no vestibular). Ambas as correntes entendem que é possível a tentativa. porque a lei protege todos os direitos do aluno (inclusive freqüência as aulas e demais direitos de alunos já matriculados). OBS. D) Consumação e tentativa Há duas correntes: 1ª corrente: o crime é formal ou de consumação antecipada. C) Tipo subjetivo É o dolo de discriminar a vítima por qualquer forma de preconceito disposta na lei. abrangendo o ingresso físico ou jurídico. . Não há a forma culposa do crime.impedir. 2ª corrente: configura este crime. agora no que diz respeito a impedir o ingresso é crime comum.

porque se trata de serviço público.7) Artigo 13º da lei 7716/89 Art. Sujeito passivo é qualquer pessoa. Não há a forma culposa do crime. isto é. trens. barcos. Pena: reclusão de um a três anos. ônibus. B) Tipo objetivo A conduta é: -impedir o acesso ou uso. malote). 2ª corrente: não configura o crime porque taxi é transporte particular. O impedimento tem que ocorrer em transporte público ou qualquer meio de transporte concedido.4. consuma-se com a conduta de impedir. 13. mesmo que a vítima consiga o acesso por outros meios – NUCCI. Ambas as correntes entendem que é possível a tentativa. só se consuma se a vítima não conseguir ingressar no local em razão do impedimento sofrido. navios barcas. É tipo penal especial com relação ao crime do artigo 3º (é tipo específico). Impedir o acesso ou uso de transportes públicos. Há uma divergência: impedir a pessoa de usar taxi entra nesse tipo penal? 1ª corrente: sim. É impedir o acesso físico ao meio de transporte ou uso (despachar bagagem. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . 2ª corrente: o crime é material. Impedir ou obstar o acesso de alguém ao serviço em qualquer ramo das Forças Armadas. O crime se consuma se houver o impedimento da pessoa entrar fisicamente ou se ela for impedida de usar. fiscalizado pelo serviço público – JOSÉ SILVA JÚNIOR. porque a conduta é plurissubsistente. 2ª corrente: o crime é material. metrô ou qualquer outro meio de transporte concedido. isto é. A) Sujeitos do crime É crime comum. Essa mesma discussão existe com relação ao ônibus escolar e ao ônibus fretado pela empresa para o transporte de funcionários. isto é.6) Artigo 12º da lei 7716/89 Art. 10. como aviões. porque a conduta é plurissubsistente. NUCCI. Ambas as correntes entendem que é possível a tentativa.4. NUCCI entende que é crime próprio e só pode ser praticado pelo piloto do transporte. 10. Pena: reclusão de dois a quatro anos. D) Consumação e tentativa: Há duas correntes: 1ª corrente: o crime é formal ou de consumação antecipada. 12. C) Tipo subjetivo: É o dolo de discriminar a vítima por qualquer forma de preconceito disposta na lei.110 NUCCI. só se consuma se a vítima não conseguir ingressar no local em razão do impedimento sofrido.

. B) Tipo objetivo: As condutas são: . E impedir o acesso a polícia civil ou federal. pode ser praticado por qualquer e não apenas por integrantes da administração pública e das concessionárias. atribuir serviço alternativo aos que. sujeitos.impedir: negar. configura este crime? Não. O sujeito passivo é a pessoa discriminada. 2ª corrente: sim. § 1º .às Forças Armadas compete. A) Sujeitos do crime LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . em tempo de paz. C) Tipo subjetivo: É o dolo de discriminar a vítima por qualquer forma de preconceito disposta na lei. O crime ocorre em qualquer ramo das Forças Armados. Impedir a pessoa de ingressar no corpo de bombeiros ou na polícia militar. porque a polícia militar e o corpo de bombeiro são órgãos da segurança pública e não das Forças Armadas – Fabiano Augusto Martins e Cristiano Santos. impedir a pessoa de fazer parte das Forças Armadas. assim só se consuma se a vítima não conseguir o acesso ao cargo ou emprego na concessionária. ou seja. Exemplo: particular presta informações desabonadoras e falsas sobre um candidato a concurso público. Todos admitem que é possível a tentativa deste crime.obstar: criar dificuldades. porém. configura este crime? 1ª corrente: não. Pena: reclusão de dois a quatro anos. § 2º . o casamento ou convivência familiar e social.4. 14. Mesmo que ela consiga ter o acesso por outros meios. 10. Não há a forma culposa do crime. Aeronáutica. consuma-se com a simples conduta de obstar ou impedir o acesso da vítima ao cargo. porque são forças auxiliares do exército – Nucci e José Silva Júnior. mas sim do artigo 3º da lei. 143.111 A) Sujeitos do crime: Prevalece o entendimento de que se trata de crime comum. após alistados. O acesso aqui é o jurídico. Inclui Marinha. ou seja. entendendo-se como tal o decorrente de crença religiosa e de convicção filosófica ou política. Serviço militar obrigatório. alegarem imperativo de consciência. ou seja. D) Consumação e tentativa: Há duas correntes: 1ª corrente: o crime é formal. Exército. Impedir ou obstar.8) Artigo 13º da lei 7716/89 Art. 2ª corrente: o crime é material. O serviço militar é obrigatório nos termos da lei. a outros encargos que a lei lhes atribuir. na forma da lei. por qualquer meio ou forma. para se eximirem de atividades de caráter essencialmente militar.As mulheres e os eclesiásticos ficam isentos do serviço militar obrigatório em tempo de paz. serviço militar temporário em tempo de paz e o serviço alternativo por imperativo de consciência – artigo 143 CF c/c lei 8239/91: Art.

o recolhimento imediato ou a busca e apreensão dos exemplares do material respectivo. cor. (Redação dada pela Lei nº 9. (Redação dada pela Lei nº 9.a cessação das respectivas transmissões radiofônicas ou televisivas. constitui efeito da condenação. comercializar. relacionamento entre parentes. ornamentos.112 Convivência familiar inclui união estável. secundariamente a pessoa que sofreu o ato discriminatório. § 1º Fabricar. D) Consumação e tentativa: Prevalece o entendimento de que o crime é formal ou de consumação antecipada. O sujeito passivo é a coletividade e. ainda antes do inquérito policial. ele foi alterado pela lei 9459/97 que não exige mais que o crime seja praticado por meio de comunicação.459. relação de amizade. sob pena de desobediência: (Redação dada pela Lei nº 9. após o trânsito em julgado da decisão. distribuir ou veicular símbolos.459. § 3º No caso do parágrafo anterior. induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça. porém ele só se caracteriza se fosse praticado por meios de comunicação social. tendo em vista que qualquer pessoa pode praticar um ato de discriminação. B) Tipo objetivo Impedir o casamento. C) Tipo subjetivo É o dolo de discriminar a vítima por qualquer forma de preconceito disposta na lei. de 15/05/97) Este artigo foi incluído pela lei 8081/90.459. distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada. § 2º Se qualquer dos crimes previstos no caput é cometido por intermédio dos meios de comunicação social ou publicação de qualquer natureza: (Redação dada pela Lei nº 9. Não há a forma culposa do crime. de 15/05/97) I .459. de 15/05/97) Pena: reclusão de dois a cinco anos e multa. etnia. (Parágrafo incluído pela Lei nº 9. 20. de 15/05/97) Pena: reclusão de um a três anos e multa.459. § 4º Na hipótese do § 2º. emblemas. II . Praticar. C) Tipo objetivo As condutas são: LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . religião ou procedência nacional. ouvido o Ministério Público ou a pedido deste. Se ele for praticado por meio de comunicação. mas sim por qualquer forma. para fins de divulgação do nazismo. 10. a destruição do material apreendido. de namoro etc – crime próprio.4. B) Tipo subjetivo Só haverá o crime se houver a finalidade específica de divulgação do nazismo. A tentativa é admitida. Após. o juiz poderá determinar. ainda que a divulgação não seja concedida – elemento subjetivo do tipo. A) Sujeitos do crime O sujeito ativo é qualquer pessoa. passa a ser qualificado. de 15/05/97) Pena: reclusão de dois a cinco anos e multa.9) Artigo 20º da lei 7716/89 Art.

113 . busca evitar a reincidência). 1º A execução penal tem por objetivo efetivar as disposições de sentença ou decisão criminal e proporcionar condições para a harmônica integração social do condenado e do internado.tem finalidade tríplice: preventiva. 16 e 17 desta Lei não são automáticos.incitar: reforçar uma idéia de preconceito já existente. 09.2009 – ROGÉRIO SANCHES 11) LEI 7210/84 – LEI DE EXECUÇÃO PENAL 11. retributiva e ressocializadora. A tentativa é admitida. Se o crime for praticado por servidor público é efeito da condenação a perda do cargo. b. 1. 11. c. não se aplicando o artigo 20 no caso. na forma escrita. Os efeitos de que tratam os arts. por exemplo. Pena na sentença  prevenção especial (atua depois do crime. .4. Constitui efeito da condenação a perda do cargo ou função pública. . induzir ou incitar o preconceito ou discriminação. 18. devem ser declarados na sentença de forma motivada. 10. D) Consumação e tentativa: O crime é formal e se consuma com a simples conduta de praticar. 1º da LEP Art.induzir: criar a idéia de discriminação ou preconceito em alguém. mas sim o delinqüente. Finalidades da pena: teoria clássica . devendo ser motivadamente declarados na sentença. Pena em abstrato  prevenção geral (atua antes do crime. Atenção: se a pessoa induzir ou incitar um terceiro a cometer algum dos crimes do artigo 3º a 14 ele será partícipe destes crimes.10) Artigo 16º da lei 7716/89 Art. Teoria moderna – tem finalidade tríplice. Esses efeitos são automáticos ou não? Artigo 18 da lei – não são automáticos. Proporcionar meios para que a sentença seja integralmente cumprida. 16.1) FINALIDADES DA EXECUÇÃO PENAL Art. para o servidor público.2) PRINCÍPIOS DA EXECUÇÃO PENAL LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . busca evitar a prática do delito).05. Reintegração do sentenciado ao convívio social. Pena na execução efetivação da prevenção especial + retribuição e ressocialização. E se for praticado em estabelecimento particular é efeito da condenação a suspensão de funcionamento do estabelecimento por até 3 meses.praticar: é executar algum ato discriminatório ou preconceituoso. não visa a sociedade. Art. e a suspensão do funcionamento do estabelecimento particular por prazo não superior a três meses. mas divide de acordo com o momento HOXIN: a. visa a sociedade. 2.

6o A classificação será feita por Comissão Técnica de Classificação que elaborará o programa individualizador da pena privativa de liberdade adequada ao condenado ou preso provisório. Não haverá qualquer distinção de natureza racial. imposição de sanções disciplinares expressamente previstas em lei etc. 11. Amolda-se a execução penal de acordo com as características de qualquer preso. intervinha em progressões. a publicidade. parágrafo único.2. todavia.114 11. 5º da LEP Art.2003) Hoje. religiosa ou política.2.2. 11. Mesmo nestes pontos secundários não se impede o socorro à autoridade judiciária.2.3) COMPETÊNCIA LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .: Quem classifica a pena? R. (Redação dada pela Lei nº 10.12. exs.3) Princípio da personalidade ou da personalização da pena Art. sujeito à medida de segurança de internação. 11. Ex. OBS.1) Princípio da legalidade Art. a CTC acompanhada penas privativas de liberdade.2. horário do banho de sol.792. 11. Hoje é esta a redação do art. 3º da LEP Art. de 1º. para orientar a individualização da execução penal. restritivas de direitos. 3º. cruéis e degradantes.7) Princípio da humanidade das penas ou da humanização das penas Proíbe-se penas desumanas.: assistência do art 11 é um instrumento para a busca da ressocialização.2. A autoridade administrativa somente pode decidir pontos secundários da execução penal. 11. A LEP se aplica ao preso definitivo. da LEP Parágrafo único. social. ao preso provisório.6) Princípio reeducativo Busca a ressocialização do preso.: dias de visita. 5º Os condenados serão classificados.4) Princípio da jurisdicionalidade Os incidentes da LEP serão decididos pelo Poder Judiciário.2.: Comissão Técnica de Classificação – alteração com a Lei 10792/2003 – deve-se analisar também sua redação anterior. o contraditório. 6º: Art. regressões de regimes e conversão da pena. distinções quanto à idade e ao sexo. Antes de 2003. no que couber. a CTC apenas individualiza e acompanha pena privativa de liberdade (e mais nada!) 11. segundo os seus antecedentes e personalidade. 3º Ao condenado e ao internado serão assegurados todos os direitos não atingidos pela sentença ou pela lei.2) Princípio da igualdade Art. imparcialidade do juiz etc. 11. e ao internado.5) Princípio do devido processo legal Extrai-se a ampla defesa. É perfeitamente possível.

quando recolhido a estabelecimento sujeito à jurisdição ordinária. parágrafo único. 637 do CPP. Mas esta execução provisória depende do trânsito em julgado para o MP? R. O recurso extraordinário não tem efeito suspensivo. No caso de condenado provisório solto. Esta Lei aplicar-se-á igualmente ao preso provisório e ao condenado pela Justiça Eleitoral ou Militar. ou seja. sob pena de ferir o princípio da presunção de não-culpa.: STF . e uma vez arrazoados pelo recorrido os autos do traslado. para a execução da sentença. 2º. OBS.3: E se estiver pendente recurso extraordinário ou especial (a condenação foi confirmada em 2º grau)? R. há duas correntes: 1ª corrente: admite-se! Tal corrente está fundamentada no art. a execução provisória dependerá do trânsito em julgado para o MP – contrário ao entendimento da resolução do CNJ. admite-se a execução provisória. configurando antecipação de institutos benéficos da LEP. A competência da LEP não é ditada pelo local onde transitou em julgado o processo de conhecimento (o juiz da execução não será necessariamente o do mesmo local da onde a infração foi praticada). Eleitoral ou Militar. 1º da Resolução 19 do CNJsim. a LEP é de 1984 e não repetiu tal redação.: A resolução 19 do CNJ foi alterada em seu art. os originais baixarão à primeira instância. não haverá execução provisória (a resolução 19 permitia a execução provisória mesmo sem efeito suspensivo do recurso do MP). da LEP e art. admite-se execução provisória. Posição do STF: é a da 2ª corrente (7 votos x 4 votos) – não se trata de súmula vinculante (O STF não conseguiu transformar em súmula vinculante pois a votação não deu 8 a 3) . SÚMULA Nº 716 DO STF ADMITE-SE A PROGRESSÃO DE REGIME DE CUMPRIMENTO DA PENA OU A APLICAÇÃO IMEDIATA DE REGIME MENOS SEVERO NELA DETERMINADA.: Para quem estava já preso. compete ao juízo da execução do local onde o condenado está preso – “onde o preso vai. pelo próprio juiz da sentença. é possível! Parágrafo único.2: Tal execução provisória não fere o princípio da presunção de inocência? R. 2ª corrente: Não se admite! O art. Em alguns casos. 367 do CPP é de 1940. será exercida. nas hipóteses de existência de vara única. 1º pela resolução 57: se o recurso do MP tem efeito suspensivo. ` OBS.115 A competência do juiz da execução inicia-se com o trânsito em julgado da sentença condenatória e será exercida por um juízo especializado. a competência da Execução será do Juiz Estadual (quem manda é o juiz que fiscaliza o estabelecimento).: Art.1: É possível iniciar a execução antes do trânsito em julgado. a execução vai atrás”. ANTES DO TRÂNSITO EM JULGADO DA SENTENÇA CONDENATÓRIA. cumprindo pena em estabelecimento estadual. Preso condenado pela Justiça Federal. da súmula do STF nem mesmo entendimento da LEP. supletivamente. não se admite a execução provisória. a CF é de 1988 e prevê o princípio da presunção de não-culpa. 637 do CPP Art. é possível no Brasil a execução provisória? R. de acordo com a lei orgânica judiciária. Se o condenado provisório estiver solto. Quanto à pena privativa de liberdade.No caso de condenado provisório preso. OBS. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . OBS.: O MP defende a tese de que sim.

39) do preso. 41) e os deveres (art. Se o sentenciado for detentor de foro por prerrogativa de função. 11.: Não pode confundir início da competência do juízo da execução com o início da execução! Inicia-se a competência do juízo da execução com o trânsito em julgado. VII . no que couber. Aplica-se ao preso provisório. inicia-se a execução com a expedição da guia de recolhimento.4) DIREITOS E DEVERES DO PRESO Art.comportamento disciplinado e cumprimento fiel da sentença. o disposto neste artigo. os deveres estão num rol taxativo. a competência caberá ao juízo da execução do domicílio do reenducando.urbanidade e respeito no trato com os demais condenados. 3º da LEP. MILITAR OU ELEITORAL. com o advento da Lei 9268/96. Constituem deveres do condenado: I .indenização ao Estado. No caso de pena de multa. cumprindo pena em estabelecimento federal.higiene pessoal e asseio da cela ou alojamento. X . VIII . das tarefas e das ordens recebidas – também está no rol dos direitos. III . V . 39 da LEP.conservação dos objetos de uso pessoal. Ao condenado e ao internado serão assegurados todos os direitos não atingidos pela sentença ou pela lei.conduta oposta aos movimentos individuais ou coletivos de fuga ou de subversão à ordem ou à disciplina. IX . ela passou a ser executada como dívida ativa. No caso de penas restritivas de direito ou sursis. O preso estadual. quando possível. VI . a competência da execução será da Justiça Federal – leitura da lei ao contrário. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .submissão à sanção disciplinar imposta.execução do trabalho. II . IV . STF e STJ têm adotado a 2ª corrente. 2ª corrente: a pena deve ser executada na vara da Fazenda Pública do local da condenação. o Tribunal respectivo que fiscalizará a pena. Parágrafo único. mediante desconto proporcional da remuneração do trabalho.indenização à vitima ou aos seus sucessores. Art. 1ª corrente: a pena continua sendo executada pelo juiz da execução do local da condenação.obediência ao servidor e respeito a qualquer pessoa com quem deva relacionar-se.116 Súmula: 192 do STJ COMPETE AO JUIZO DAS EXECUÇÕES PENAIS DO ESTADO A EXECUÇÃO DAS PENAS IMPOSTAS A SENTENCIADOS PELA JUSTIÇA FEDERAL. Art. Os direitos estão num rol exemplificativo. 38 a 43 da LEP – é o que a doutrina chama de estatuto jurídico do preso – compreende os direitos (art. das despesas realizadas com a sua manutenção. QUANDO RECOLHIDOS A ESTABELECIMENTOS SUJEITOS A ADMINISTRAÇÃO ESTADUAL. OBS.

brinca um pouquinho e visita a família” – abrange até a visita íntima). educacional. A LEP só trata das faltas graves. de 13. social e religiosa. necessita de disciplina para manter a ordem.2003) – evita-se o hipertrofia da execução (fala-se na quantidade de execução). que é diferente de desvio de execução (fala-se na qualidade de execução) – RENAN SEVERO TEIXEIRO DA CUNHA Parágrafo único. brinca um pouquinho”). VI . X . desde que compatíveis com a execução da pena. III . em defesa de direito. (Incluído pela Lei nº 10. da leitura e de outros meios de informação que não comprometam a moral e os bons costumes. IX . múltiplos de 5 (são os mais importantes para concursos públicos!) O resto dos direitos são absolutos (salvo os incisos V. V . Enquanto persistirem os motivos. (“trabalha um pouquinho.audiência especial com o diretor do estabelecimento.entrevista pessoal e reservada com o advogado. XII .. à saúde.igualdade de tratamento salvo quanto às exigências da individualização da pena. artísticas e desportivas anteriores.representação e petição a qualquer autoridade. VII . descansa um pouquinho. As faltas disciplinares se dividem em: leves.atribuição de trabalho e sua remuneração.Previdência Social. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . XI . Os direitos previstos nos incisos V.assistência material.alimentação suficiente e vestuário. 41 ..contato com o mundo exterior por meio de correspondência escrita. Como todo agrupamento.constituição de pecúlio. que são direitos relativos). X e XV poderão ser suspensos ou restringidos mediante ato motivado do diretor do estabelecimento – deve-se decorar estes incisos. sob pena da responsabilidade da autoridade judiciária competente. 11.5) SANÇÕES DISCIPLINARES As prisões são verdadeiros agrupamentos humanos. X e XV.8. de parentes e amigos em dias determinados.Constituem direitos do preso: I .exercício das atividades profissionais. XIV .chamamento nominal. XVI – atestado de pena a cumprir.visita do cônjuge.proporcionalidade na distribuição do tempo para o trabalho. intelectuais. Arts 50 a 52 – infrações graves.proteção contra qualquer forma de sensacionalismo. emitido anualmente. as leves e médias ficam a cargo da legislação local. (“trabalha um poquinho. jurídica.713. XIII . XV . Dar-se-á benefícios para aqueles que merecem e será imposta sanções àqueles que não merecem benefícios. o descanso e a recreação. médias e graves. os direitos estarão suspensos.117 Art. IV . VIII . da companheira. II .

Parágrafo único. O disposto neste artigo aplica-se.ainda que o instrumento seja caseiro. E quais são as sanções disciplinares possíveis? R. IV . ao regime disciplinar diferenciado.provocar acidente de trabalho. instrumento capaz de ofender a integridade física de outrem.12.advertência verbal. sem prejuízo da sanção penal. A prática de fato previsto como crime doloso constitui falta grave e. II .792. (Incluído pela Lei nº 10.2003) I . III . as condições impostas.12. utilizar ou fornecer aparelho telefônico. de 1º. ao preso provisório.doutrina minoritária discorda. indevidamente. ou condenado. 52. VI . até o limite de um sexto da pena aplicada. 11.duração máxima de trezentos e sessenta dias. Constituem sanções disciplinares: I . não pode retroagir. mas sim a mais drástica sanção disciplinar imposta ao preso autor de falta grave.inobservar os deveres previstos nos incisos II e V.2003) LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . (Incluído pela Lei nº 11.2003) Será estudado aqui somente o RDD. V . no que couber. III . . ou em local adequado. . do artigo 39. posse de celular em presídio não era falta grave. com as seguintes características: (Redação dada pela Lei nº 10. Art. (Incluído pela Lei nº 10.466. de 2007) – até o advento desta lei. VII – tiver em sua posse. nos estabelecimentos que possuam alojamento coletivo.1) Regime Disciplinar Diferenciado – RDD O RDD não é uma quarta espécie de regime de cumprimento de pena.isolamento na própria cela.: 53 da LEP Art. seria a fuga uma exteriorização do sentimento natural do homem: a busca da sua liberdade. II . de rádio ou similar. de 1º.repreensão. V . que permita a comunicação com outros presos ou com o ambiente externo. 50. quando ocasione subversão da ordem ou disciplina internas. no regime aberto. observado o disposto no artigo 88 desta Lei. Comete falta grave o condenado à pena privativa de liberdade que: I .possuir. IV . sujeita o preso provisório. 53. de 1º.incitar ou participar de movimento para subverter a ordem ou a disciplina.12.118 Art.inclusão no regime disciplinar diferenciado. desta Lei. pois se trata de norma posterior maléfica. sem prejuízo de repetição da sanção por nova falta grave de mesma espécie.descumprir. As faltas graves estão sujeitas às sanções.5.792.suspensão ou restrição de direitos (artigo 41.fugir. parágrafo único).792.

52. A) Hipóteses de cabimento A. acarrentando na subversão da ordem ou disciplina interna. IV . Tem doutrina minoritária dizendo que as novas internações somadas não podem ultrapassar de 1/6 II . ao regime disciplinar diferenciado. Ocorrendo nova repetição (além da 1ª repetição da falta grave). a lei não limita. 52. caput.792.119 Característica temporal: ele perdura por até 365 dias (pode ser de 5. sem prejuízo da sanção penal. ou seja. ou condenado.12.o preso terá direito à saída da cela por 2 horas diárias para banho de sol. ficará até 365 dias. da LEP – alto risco para a ordem e a segurança do estabelecimento penal ou da sociedade § 1o O regime disciplinar diferenciado também poderá abrigar presos provisórios ou condenados.12. de 1º. poderá aumentar até 1/6 da pena aplicada (a pena dele é de 12 anos. de 1º.2) Art. desde que acarrete tal subversão. considerar determinado fato por ele praticado.792. da LEP – prática de crime doloso + subversão da ordem e disciplina interna Art. de 1º. O legislador ressalva. da LEP – fundadas suspeitas de participação em organizações criminosas ou quadrilha ou bando LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . indo para o RDD. sem contar as crianças. com as seguintes características: (Redação dada pela Lei nº 10. sujeita o preso provisório. III .12.2003) ROGÉRIO SANCHES – acha que caracteriza o direito penal do autor (punir a pessoa pelo que ela é).recolhimento em cela individual. (Incluído pela Lei nº 10. de 1º. ficará até 1/6 da pena – o que corresponde a 2 anos).2003) Visita semanal com duração de 2 horas: visita semanal de duas pessoas. A. 10 ou 100 dias.792. Prevalece que criança pode entrar à vontade. Deve. 52.visitas semanais de duas pessoas. sendo inconstitucional. 52.792. insalubre. (Incluído pela Lei nº 10.).2003) Banho de sol: duração de 2 horas.2003) Não é um simples crime doloso. que apresentem alto risco para a ordem e a segurança do estabelecimento penal ou da sociedade. mas sim um crime doloso.3) Art. A prática de fato previsto como crime doloso constitui falta grave e. para corrigir o parágrafo. quando ocasione subversão da ordem ou disciplina internas.12. Também está sujeito ao RDD o preso provisório. o infrator poderá ficar por mais 1/6 da pena aplicada. (Incluído pela Lei nº 10. por ex.12. A tentativa deste crime também pode acarretar em RDD. (Incluído pela Lei nº 10. repetindo a falta grave. de 1º. parágrafo 1º.792.2003) Recolhimento em cela individual: não se falou em cela escura. ROGÉRIO SANCHES – crianças não podem entrar. dizendo “sem contar as crianças”. A. parágrafo 2º. nacionais ou estrangeiros. Caso haja repetição de falta grave.1) Art. com duração de duas horas.

792.792. 53 serão aplicadas por ato motivado do diretor do estabelecimento e a do inciso V (RDD). LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . “a”. dependerá de despacho do juiz competente.: Art. de 1º. (Redação dada pela Lei nº 10.: É possível RDD preventivo? R. ainda.: Art. as circunstâncias e as conseqüências do fato. Só caberá mediante requerimento. 60. 45.requerer: a) todas as providências necessárias ao desenvolvimento do processo executivo. de 1º. Incumbe. 54. 54. desumana e degradante. (Redação dada pela Lei nº 10.792. de 1º. As sanções dos incisos I a IV do art. (Incluído pela Lei nº 10.792.: MP pode requerer a inclusão de um sujeito no RDD? R. ao Ministério Público: II . segundo o parágrafo 1º. por ex).792. 60 da LEP. (Incluído pela Lei nº 10. OBS.2003) OBS. B) Procedimento de inclusão no RDD Ele está tomado pela judicialização. de 1º.: Cabe RDD de ofício? R. Art. de 1º. É perfeitamente possível a inclusão do preso no RDD preventivo Art. os motivos.792.2003) A doutrina corrige: deve haver prova! Não basta apenas os meros indícios. 54 § 1o A autorização para a inclusão do preso em regime disciplinar dependerá de requerimento circunstanciado elaborado pelo diretor do estabelecimento ou outra autoridade administrativa (secretário de segurança. Está vedada a sanção disciplinar coletiva. bem como a pessoa do faltoso e seu tempo de prisão. A autoridade administrativa poderá decretar o isolamento preventivo do faltoso pelo prazo de até dez dias.12. por prévio e fundamentado despacho do juiz competente.2003) C) Constitucionalidade ou inconstitucionalidade do RDD CONSTITUCIONALIDADE Não representa a submissão a padecimentos físicos e psíquicos – STJ . § 2o A decisão judicial sobre inclusão de preso em regime disciplinar será precedida de manifestação do Ministério Público e da defesa e prolatada no prazo máximo de quinze dias. a qualquer título. quadrilha ou bando.2003) Individualização da sanção disciplinar – art.12. 68. § 3º São vedadas as sanções coletivas. (Incluído pela Lei nº 10.desumana é a prisão do INCONSTITUCIONALIDADE Fere a dignidade da pessoa humana – seria pena cruel.: Não. do art. levar-se-ão em conta a natureza.120 § 2o Estará igualmente sujeito ao regime disciplinar diferenciado o preso provisório ou o condenado sob o qual recaiam fundadas suspeitas de envolvimento ou participação. (Redação dada pela Lei nº 10. Art. 57. de 1º. II. 68. em organizações criminosas. Na aplicação das sanções disciplinares.12.12.12. 57 da LEP. A inclusão do preso no regime disciplinar diferenciado.2003) OBS. no interesse da disciplina e da averiguação do fato. da LEP Art.2003) Art. Art.12.

O Brasil adotou o sistema inglês/progressivo – art. sem dela nunca sair. É também chamado de silent system (foi através desse sistema que foi criado as mímicas de presos). sendo vedada a comunicação entre eles.12.2) Sistema Auburn O sentenciado durante o dia trabalha com os outros presos. 112. O STF.121 resto dos presidiários.: A LEP silencia sobre o assunto. o RDD é proporcional à gravidade da indisciplina. Deve-se separar processo de conhecimento e processo de execução. representando uma quarta modalidade de regime de cumprimento de pena. não corre o curso da prescrição (como se fosse um crime permanente) – posição do STF. 11. Configura sanção desproporcional aos fins da pena. Não é regime de cumprimento de pena – estes são regime fechado. No período noturno. enquanto foragido.6. não se manifestou sobre o tema. A constitucionalidade (a da tabela) é defendida pelo o STJ. Neste sistema inglês. Por isto que este sistema também é chamado de sistema progressivo. Ofende a coisa julgada. a pena é cumprida de forma progressiva. A falta grave culmina em sanção disciplinar (ela está para a sanção penal assim como a falta grave está para a infração penal). STF – a prescrição da falta grave é sempre de 2 anos (é o prazo mínimo de prescrição penal do art. A fuga do preso. quando o preso tiver cumprido ao menos um sexto da pena no regime anterior e ostentar bom comportamento carcerário.2003) LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . 11. O terceiro momento deste sistema é a liberdade antecipada. recolhe-se para a cela individual.3) Sistema inglês O sentenciado primeiro cumpre a pena em cela. 112 da LEP Art. 06.6. até hoje. No processo de execução há uma nova relação entre juiz – Estado/acusação – pessoa. Muitos criticam o RDD por dizer que seria este sistema – crítica – a pena não é integralmente cumprida em RDD. de 1º.6. Existe prescrição no caso de falta grave? R. recolhe-se à noite. semi-aberto e aberto. (Redação dada pela Lei nº 10. A infração penal é prescritível. A punição no RDD é uma punição administrativa e não uma punição penal. A pena privativa de liberdade será executada em forma progressiva com a transferência para regime menos rigoroso. a ser determinada pelo juiz. 109 do CP) – HC 92000.792. Considerando as hipóteses de cabimento.2009 – ROGÉRIO SANCHES 11. Em um segundo momento este preso passa a trabalhar durante o dia e depois. comprovado pelo diretor do estabelecimento. respeitadas as normas que vedam a progressão.06.6) EXECUÇÃO DE PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE Há 3 sistemas penitenciários – só cai em concursos para a Polícia 11. não caracterizando assim o bis in idem.1) Sistema Filadélfia O sentenciado cumpre a pena integralmente na cela sem dela nunca sair. No processo de conhecimento há uma relação do juiz – Estado/acusação – pessoa. O RDD viola o princípio da legalidade e do non bis in idem – está sendo punido 2 vezes pelo o mesmo fato ao ser posto num lugar mais severo de cumprimento de pena.

763. 6. Para progredir deverá cumprir 1/6 dos 600 anos – Súmula 715 do STF Súmula 715 do STF. Cumprimento. de 12. deverá cumprir 2/5 da pena se primário. 75 do Código Penal. 2. ou 3/5 da pena se reincidente. determinado pelo art. • Requerimento do advogado. ou à devolução do produto do ilícito praticado.6. • Requerimento do MP • Requerimento do juiz ex oficio? – Pode e deve! A) Requisitos para progressão do regime fechado par ao semi-aberto 1. no mínimo. apenas deixando de ser obrigatório. 33.122 11. de 1/3. A execução da pena. Condenação transitada em julgado – somente o condenado definitivo pode progredir de um regime para outro  REQUISITO ULTRAPASSADO NO CASO DE RÉU PROVISORIAMENTE PRESO – admite-se execução provisória – Súmula 716 do STF Súmula 716 do STF. no Brasil. antes do trânsito em julgado da sentença condenatória. A aplicação da pena na sentença é ilimitada (Fernandinho Beira-Mar foi condenado a 600 anos).4) Progressão de regime no Brasil Fechado. como o livramento condicional ou regime mais favorável de execução 3. Bom comportamento carcerário. com os acréscimos legais. no caso concreto. do CP § 4o O condenado por crime contra a administração pública terá a progressão de regime do cumprimento da pena condicionada à reparação do dano que causou. Se for crime contra a Administração Pública – art. Assim. é limitada a 30 anos. da pena – nos casos de crimes hediondos. 8º da LEP (ele não desapareceu no ordenamento jurídico brasileiro. (Incluído pela Lei nº 10. Oitiva do MP.11. prevalece no STF e no STJ que a alteração trazida pela lei 10792/2003 não aboliu o exame criminológico. 112 da LEP DEPOIS DA LEI 10792/2003 Deixou de ser mencionado no art. não é considerada para a concessão de outros benefícios. 5. A corrente que dizia que o EC não seria mais requisito da progressão pela falta de previsão não vingou. No caso de crime de violência ou grave ameaça à pessoa. parágrafo 4º.2003) LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . em regra. A pena unificada para atender ao limite de trinta anos de cumprimento. ficando a critério do juiz. se o juiz achar que cabe o exame criminológico. deverá fundamentar a medida. exige-se o exame criminológico – EXAME CRIMINOLÓGICO ANTES DA LEI 10792/2003 Pressuposto previsto no art. Admite-se a progressão de regime de cumprimento da pena ou a aplicação imediata de regime menos severo nela determinada. É um pressuposto não-obrigatório  posição do STF: Apesar de haver corrente (minoritária) em sentido contrário. semi-aberto e aberto. fundamentar a sua necessidade. O exame criminológico continua previsto no art. 112 da LEP. 4. O incidente de progressão pode ser iniciado mediante: • Requerimento do próprio reeducando.

6. 11. O STF vem admitindo outras hipóteses desde que comprovada a excepcionalidade. Prevalece a impossibilidade de progressão em saltos – viola a ressocialização.: Quando a lei disser: a) menor de  abrange até as 24 horas do dia anterior ao aniversário da pessoa. pode sim. Se for condenado. O ingresso do condenado em regime aberto supõe a aceitação de seu programa e das condições impostas pelo Juiz. O regime aberto é cumprido na casa do albergado.estiver trabalhando ou comprovar a possibilidade de fazê-lo imediatamente.: Prevalece que o rol do art.condenada gestante OBS. chamando tal direito de elitista – anda sendo concedido pelos tribunais superiores fora dos requisitos legais e concedidos apenas a pessoas da alta sociedade. pelos seus antecedentes ou pelo resultado dos exames a que foi submetido. 114. o preso pular do fechado para o aberto diretamente. Poderão ser dispensadas do trabalho as pessoas referidas no artigo 117 desta Lei. IV . Algumas pessoas têm direito à prisão domiciliar.5) Regressão de regime – art. com autodisciplina e senso de responsabilidade. Não bastasse. II .condenado maior de 70 (setenta) anos – para ser idoso no Brasil deve ter 60 anos ou mais – tal inciso não abrange todos os idosos – não foi revogado pelo o Estatuto do Idoso. c) maior de  abrange apenas depois do aniversário (dia depois do aniversário da pessoa).condenada com filho menor ou deficiente físico ou mental – a lei só beneficia a mulher. b) não maior de  abrange até o dia do aniversário.condenado acometido de doença grave – trata-se de uma doença cuja cura ao tratamento fica impossibilitado no regime aberto. ao novo regime.2: É possível progressão em saltos? R. Art. O STJ admite na hipótese de ausência de casa do albergado. Somente poderá ingressar no regime aberto o condenado que: I .123 B) Requisitos para progressão do regime semi-aberto para o aberto 1. ***O STJ permite a progressão em saltos se houver culpa do Estado na transferência do preso do regime mais rigoroso para o menos rigoroso. 117 é taxativo. carece de previsão legal.apresentar. 113 e 114 da LEP Art.: Por ex. Art. III . Somente se admitirá o recolhimento do beneficiário de regime aberto em residência particular quando se tratar de: I . fundados indícios de que irá ajustar-se. Os mesmos do fechado para o semi-aberto + art. a jurisprudência abrange o condenado (sexo masculino)desde que comprove a dependência do filho. não cabe prisão domiciliar substitutiva de prisão preventiva. OBS.. 113. 118 da LEP LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . 117 da LEP. Parágrafo único. ao invés de ficar na casa do albergado (prisão domiciliar só cabe em regime aberto – pressupõe a condenação. II . Segundo CAPEZ.1: Trata-se de rol taxativo ou exemplificativo? R. ROGÉRIO SANCHES critica. OBS. Admite-se também progressão em saltos quando não houver vaga não semiaberto – ele não é obrigado a aguardar a progressão em regime que não tem mais dever de cumprir.

: O STF recentemente entendeu de que não há bis in idem. quando o condenado: I . por crime anterior. deverá ser ouvido previamente o condenado – ampla defesa a ser conferida pelo preso. sanções que se complementam. A execução da pena privativa de liberdade ficará sujeita à forma regressiva. quanto a regressão. com a transferência para qualquer dos regimes mais rigorosos. Período de saída: Perdura pelo tempo necessário. A permissão de saída será concedida pelo diretor do estabelecimento onde se encontra o preso. 120. 118.6) Autorização de saída É gênero que tem como espécies a permissão de saída e a saída temporária. frustrar os fins da execução ou não pagar. ascendente. II . b) necessidade de tratamento médico do preso (pode abranger o odontológico). OBS. Também cabe a medida para o preso provisório. Autoridade competente: Necessita de autorização do diretor do estabelecimento. ascendente.: A jurisprudência vem admitindo regressão preventiva quando necessária para manutenção ou restabelecimento da ordem. Os condenados que cumprem pena em regime fechado ou semi-aberto e os presos provisórios poderão obter permissão para sair do estabelecimento. Hipóteses de cabimento: são duas as hipóteses: a) falecimento ou doença grave do cônjuge.6. A) Permissão de saída Art. O STJ decidiu inexistir bis in idem. companheiro. Estar-se-á diante de um bis in idem? R. além das hipóteses referidas nos incisos anteriores. A permanência do preso fora do estabelecimento terá a duração necessária à finalidade da saída. Característica: A permissão de saída ocorre mediante escolta. somada ao restante da pena em execução. Beneficiário: Preso do regime fechado e regime semi-aberto (não precisa para o que está no regime aberto. ou duplo apenamento. descendente ou irmão. que estabelece tanto a imposição de sanção disciplinar. companheira. OBS.2: A prática de falta grave pode gerar sanção disciplinar e regressão de regime. 11.124 Art. cuja pena. pois a regressão de regime decorre da própria LEP. 121. descendente ou irmão. torne incabível o regime (artigo 111) § 1° O condenado será transferido do regime aberto se.falecimento ou doença grave do cônjuge. a multa cumulativamente imposta – revogado. podendo. quando ocorrer um dos seguintes fatos: I . mediante escolta. Se este não concorda de modo injustificado. § 2º Nas hipóteses do inciso I e do parágrafo anterior. Parágrafo único. Tais hipóteses são taxativas. II .necessidade de tratamento médico (parágrafo único do artigo 14). B) Saída temporária LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Art. pode a parte pleitear no judiciário.praticar fato definido como crime doloso ou falta grave – basta praticar o fato delituoso de forma dolosa ou falta grave (não precisa haver condenação por este fato).sofrer condenação.

II . Quando se tratar de freqüência a curso profissionalizante.rebuc sic stantibus – a revogação não é definitiva – pode ser alterada de acordo com as circunstâncias.comportamento adequado. 124.6.125 Art. 122. o tempo de saída será o necessário para o cumprimento das atividades discentes. do cancelamento da punição disciplinar ou da demonstração do merecimento do condenado. de instrução de 2º grau ou superior. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . A autorização será concedida por ato motivado do Juiz da execução. Período de saída temporária: art.cumprimento mínimo de 1/6 (um sexto) da pena. nos seguintes casos: I . bem como de instrução do 2º grau ou superior. devendo ter comportamento adequado. se reincidente. Características: sem vigilância direta. Hipóteses de revogação: art. sem vigilância direta. a) visita à família. Parágrafo único. Autoridade competente: juiz da execução – deve ouvir o MP e a autoridade administrativa. Parágrafo único. 125. e 1/4 (um quarto). A recuperação do direito à saída temporária dependerá da absolvição no processo penal. compatibilidade dos benefícios com os objetivos da pena.7) Remição Há o trabalho como meio para resgate de parte de tempo de execução: a cada 3 dias trabalhados. CONSIDERA-SE O TEMPO DE CUMPRIMENTO DA PENA NO REGIME FECHADO. ouvidos o Ministério Público e a administração penitenciária e dependerá da satisfação dos seguintes requisitos: I . O benefício será automaticamente revogado quando o condenado praticar fato definido como crime doloso.freqüência a curso supletivo profissionalizante. Os condenados que cumprem pena em regime semi-aberto poderão obter autorização para saída temporária do estabelecimento. III . III . Súmula: 40 do STJ PARA OBTENÇÃO DOS BENEFICIOS DE SAIDA TEMPORARIA E TRABALHO EXTERNO. c) atividades de ressocialização. Pode ser revogada . 125 da LEP Art. 11. Só ao preso condenado. se o condenado for primário. desatender as condições impostas na autorização ou revelar baixo grau de aproveitamento do curso. Art. Deve ter cumprido (no fechado – súmula 40 do STJ) 1/3 se primário ou 1/4 se reincidente.participação em atividades que concorram para o retorno ao convívio social. resgata-se 1 dia de cumprimento de pena. A autorização será concedida por prazo não superior a 7 (sete) dias. II . na Comarca do Juízo da Execução. Hipóteses de cabimento.visita à família. 123. b) fazer cursos. podendo ser renovada por mais 4 (quatro) vezes durante o ano.compatibilidade do benefício com os objetivos da pena. 124 da LEP Art. Deve estar no semi-aberto. for punido por falta grave. Beneficiário: Aqui não cabe ao preso provisório.

além de não fazer jus à remição. Todos os benefícios que exigem tempo de cumprimento será aplicado o tempo remido – posição recente do STJ. 128. Se o preso forjou a lesão.126 O trabalho é um misto de direito e dever. 129. A autoridade administrativa. o preso perde os dias remidos. mesmo aqueles já homologados pelo juiz. Ao condenado dar-se-á relação de seus dias remidos. Todavia a súmula não disse quantos dias de estudos acarretará no desconto da pena – análise do juiz no caso concreto.210/84 foi recebido pela ordem constitucional vigente e não se lhe aplica o limite temporal previsto no caput do artigo 58. mensalmente. começando o novo período a partir da data da infração disciplinar. 2ª corrente: punido por falta grave. dever porque se não trabalhar configura falta grave. O tempo remido será computado para a concessão de livramento condicional e indulto. 9. Súmula vinculante n. Os dias remidos homologados são considerados expectativa de direito (STF – súmula vinculante).3: Preso trabalhador impossibilitado de trabalhar por acidente de trabalho – será possível a remição. O disposto no artigo 127 da Lei 7.1: O tempo remido é computado para progressão de regimes? R. OBS. mandará relatório ao juiz sobre os casos de remição. Parágrafo único. Direito porque permite a remição. Súmula: 341 do STJ A freqüência a curso de ensino formal é causa de remição de parte do tempo de execução de pena sob regime fechado ou semi-aberto. 127.1: Só é admita a remição para trabalhador em regime fechado ou semi-aberto.2: Cabe a remição ficta no caso do Estado não ter condições de fornecer lugar para o trabalho do preso? R<: Não se admite remição ficta (talvez poderia alegar a tese de que cabe a remição ficta num concurso de Defensor Público). praticará falta grave. Os dias remidos já homologados são considerados direito adquirido.4: É cabível remição nos casos de freqüência a curso de ensino formal. Caso de falta grave: Art. OBS. Não há porque computar o tempo remido para o livramento condicional e não computar para progressão de regimes (o STJ abrange a progressão de regimes). A autoridade administrativa encaminhará mensalmente ao Juízo da execução cópia do registro de todos os condenados que estejam trabalhando e dos dias de trabalho de cada um deles. O condenado que for punido por falta grave perderá o direito ao tempo remido. OBS. 128 da LEP Art. É o juiz quem homologará. Art. OBS. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . 1ª corrente: punido por falta grave. o preso perde somente os dias remidos ainda não homologados pelo juiz. OBS.: Art.

in dúbio pro réu – a interpretação deve ser em favor do réu (equiparado a primário com bons antecedentes. mediante certas condições. Faltando um deles. c) cumprimento de parcela da pena – + de 1/3 da pena. Constitui o crime do artigo 299 do Código Penal declarar ou atestar falsamente prestação de serviço para fim de instruir pedido de remição. 130. b) bom desempenho no trabalho que lhe foi atribuído.: MIRABETE diz que ele deve ser equiparado ao reincidente. Direito subjetivo do agente.2: Se o agente público escrever dolosamente no atestado o numero errado de dias trabalhados e remidos. b) a pena concreta a ser cumprida deve ser igual ou superior a 2 anos (ex. Concedido na execução (desafia agravo em execução). o agente praticará o crime de falsidade ideológica. OBS.8) Livramento condicional É o incidente de execução penal. Pressupõe o cumprimento de parcela da pena. no silêncio da lei. c) aptidão para prover a própria subsistência mediante trabalho lícito – o estrangeiro estaria impossibilitado em razão deste requisito. Ambos tipos de requisitos (objetivos e subjetivos) são cumulativos. devendo cumprir 1/3 da pena apenas). Livramento condicional Direito subjetivo do agente. se primário + bons antecedentes. + de 1/2 da pena. pois o agente será beneficiado caso a sua pena for maior. de 2 a 4 anos.: E se for primário portador de maus antecedentes? R. em regra. 11. B) Processamento do pedido LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . • Requisitos subjetivos – a) comportamento carcerário satisfatório. Nada tem a ver com sursis! Sursis O condenado não a cumprir pena (a pena tem a sua execução suspensa).2: É possível remição em execução provisória – Súmula 616 do STF. O período de prova é o restante da pena.127 OBS. A) Requisitos Possui requisitos objetivos e subjetivos. d) no caso de crime doloso violento  exame criminológico. ROGÉRIO GRECO diz que existe interesse recursal para aumentar a pena em 2 anos. O livramento condicional é decorrência do sistema progressivo de pena (sistema inglês).: condenado reincidente em crime doloso – não faz jus ao sursis – cuja pena a ser cumprida é de 1 ano e 11 meses – o que impede o livramento condicional é esta pena ser inferior a 2 anos. OBS. Art. O período de prova varia. se estiver diante de crime hediondo e não for reincidente específico.6. • Requisitos objetivos – a) a pena imposta deve a privativa de liberdade (não existe livramento condicional em penas restritivas de direitos). se reincidente. para a maioria. esqueça o benefício. + de 2/3 da pena. d) reparação do dano. Concedido na sentença (desafia apelação). conferida ao condenado que cumpriu parte da pena privativa de liberdade que lhe foi posta. liberdade antecipada.

• Revogação facultativa – art. considerando o fato e condições pessoais do liberado. Aqui. na falta. b) comunicar periodicamente ao juiz a sua ocupação. • Condições obrigatórias – a) obter ocupação lícita dentro de prazo razoável. há as obrigatórias (art.a autoridade administrativa chamará a atenção do liberando para as condições impostas na sentença de livramento. b) recolher-se à habitação em hora fixada.a sentença será lida ao liberando. 137 da LEP). observando-se o seguinte: I . Cabe novo livramento para o crime revogado. ou. no estabelecimento onde está sendo cumprida a pena. A cerimônia do livramento condicional será realizada solenemente no dia marcado pelo Presidente do Conselho Penitenciário. pelo Juiz. na presença dos demais condenados. ou alguém a seu rogo. tal prazo será desconsiderado e voltará a ser computado como pena a ser cumprida). b) contravenção penal punida com restritiva de direito e multa. desde que justifique a necessidade – rol exemplificativo. ouve o MP apenas (não ouve mais o Conselho Penitenciário). o período de liberdade não será computado como pena cumprida (se ficar 2 anos em LC. Aqui. nem obrigatória nem facultativa – não se pode fazer analogia in mallam partem. Cabe soma das penas para novo benefício de LC. 85 do CP) e as facultativas. 87 do CP – a) crime punido com restritiva de direito e multa. DEPOIS DA LEI 10792/2003 O juiz. ouvia o conselho penitenciário e o MP. 137. pelo Presidente do Conselho Penitenciário ou membro por ele designado. Não caberá novo LC para o crime revogado.128 ANTES DA LEI 10792/2003 O juiz. se não souber ou não puder escrever. antes de decidir. § 2º Cópia desse termo deverá ser remetida ao Juiz da execução. O período de prova tem início com a audiência admonitória (advertência do art. Quanto às condições. b) condenação definitiva por crime cometido antes do benefício. Não se permite soma das penas para gerar o beneficio do crime novo. • Condições facultativas – a) não mudar de residência sem autorização do juízo. c) outras condições judiciais necessárias. antes de decidir. c) contravenção punida com pena simples? – não gera revogação. Art. D) Revogação do livramento condicional Pode ser uma revogação obrigatória ou facultativa. será lavrado termo subscrito por quem presidir a cerimônia e pelo liberando. sendo condenado definitivamente. § 1º De tudo em livro próprio. III . Pouco importa se tais crimes são dolosos ou culposos. o período de liberdade é igual ao tempo de pena cumprida. c) não mudar de comarca sem prévia autorização do juízo – rol taxativo. C) Período de prova e condições a que ficam sujeitos os beneficiários Período de prova é o restante da pena a cumprir. E) Prorrogação do livramento LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . o benefício será revogado. II . • Revogação obrigatória – a) condenação definitiva por crime cometido durante o benefício.o liberando declarará se aceita as condições.

o agravo em execução tem efeito suspensivo. Crime cometido antes do LC. Assim. A) Efeitos do agravo em execução O efeito previsto em qualquer recurso é o devolutivo. É de cinco dias o prazo para interposição de agravo contra decisão do juiz da execução penal.129 Mera instauração de inquérito policial não prorroga o livramento.1) RESPONSABILIDADES Art. em regra. no exercício de suas funções. segue o rito do RESE – Súmula 700 do STF. 19 da LEP E o prazo de interposição e o procedimento a ser adotado? Segue o rito do agravo de instrumento ou do RESE? R. se virar processo. a doutrina diz também do efeito extensivo (o que for decidido para um recorrente é estendido a todos que estiverem na mesma situação objetiva). 197. sem efeito suspensivo.6. Transitada em julgado a sentença. O abuso de autoridade sujeitará o seu autor à sanção administrativa civil e penal.9) Agravo em execução – art. Tal prorrogação é automática. o Juiz expedirá ordem para a desinternação ou a liberação – neste caso. dispensando manifestação judicial. 581 do CPP DEPOIS DA LEP Agravo em execução – art. não tem efeito suspensivo. são regulados pela presente lei.1. A existência de um processo é que prorroga tal instituto. ato de abuso de autoridade enseja tríplice responsabilização. Art. 1º O direito de representação e o processo de responsabilidade administrativa civil e penal. Não abrange contravenção.1) Responsabilidade administrativa Art. cometerem abusos. 11. Ato de abuso de autoridade enseja tríplice responsabilização: Administrativa Civil 3.CRIMES DE ABUSO DE AUTORIDADE 12. 2. 12) LEI 4898/65 . Súmula 700 do STF. regressivo (tem juízo de retratação. 4. ANTES DA LEP Recurso em sentido estrito – art. assim como o RESE). 179. contra as autoridades que. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . 197 da LEP Art.898/65 – Lei de Abuso de Autoridade → regulamenta as três responsabilidades. 6º da Lei. não prorroga (só crime cometido durante o LC) – art.: O STF já entendeu: na falta de previsão legal. Das decisões proferidas pelo Juiz caberá recurso de agravo. Penal L. 1. 89 do CP. 12.

2. consistirá no pagamento de uma indenização de quinhentos a dez mil cruzeiros (* . poderá ser cominada a pena autônoma ou acessória. f) demissão. OBS. § 4º As penas previstas no parágrafo anterior poderão ser aplicadas autônoma ou cumulativamente. §2º. 12. b) repreensão.112/90). d) destituição de função. que estabeleçam o respectivo processo.1) Sujeito ativo LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . 12. 6º. Art. 6º. leia:se  processo administrativo) obedecerá às normas estabelecidas nas leis municipais. § 1º O inquérito administrativo (inquérito administrativo. § 2º A sanção civil. função ou posto por prazo de cinco a cento e oitenta dias. Se não houver lei → aplica-se subsidiariamente o Estatuto dos Funcionários Civis da União (L.130 § 1º A sanção administrativa será aplicada de acordo com a gravidade do abuso cometido e consistirá em: a) advertência.2) SUJEITOS DO CRIME 12. caso não seja possível* fixar o valor do dano. 8. 4.3) Responsabilidade penal Art. civil ou militar.Sempre é possível fixar o valor da dano civil). § 3º A sanção penal será aplicada de acordo com as regras dos artigos 42 a 56 do Código Penal e consistirá em: a) multa de cem a cinco mil cruzeiros. L. 12. por prazo de um a cinco anos. civis ou militares.898/65) Art. a bem do serviço público. c) perda do cargo e a inabilitação para o exercício de qualquer outra função pública por prazo até três anos. Processo administrativo. b) detenção por dez dias a seis meses.2) Responsabilidade civil Responsabilidade civil (art. a autoridade civil ou militar competente determinará a instauração de inquérito para apurar o fato. com perda de vencimentos e vantagens. de qualquer categoria.1.: Ministério Público e Juiz têm vitaliciedade → não podem ser demitidos administrativamente → só decisão judicial transitada em julgado. c) suspensão do cargo. estadual ou federal. estaduais ou federais. e) demissão. de não poder o acusado exercer funções de natureza policial ou militar no município da culpa. § 5º Quando o abuso for cometido por agente de autoridade policial. pode ser → legislação municipal. 6º.1. 7º Recebida a representação em que for solicitada a aplicação de sanção administrativa.

12.: Sim. administrador de falência. 4.079/51). 5º. exige uma condição especial do sujeito ativo.4: Particular que não exerça nenhuma função pública ele pode cometer abuso de autoridade? R. desde que cometa o crime em concurso com uma autoridade pública sabendo que o comparsa ostenta essa qualidade. Responsabilidade impróprios → crimes funcionais e abuso de autoridade. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . para os efeitos desta lei.131 Qualquer agente público no exercício de suas funções ou qualquer pessoa que exerça uma função pública.: policial agredindo uma pessoa auxiliado pelo pipoqueiro.2) Sujeito passivo: Dupla subjetividade passiva (tem dois sujeitos passivos). advogado. de natureza civil.1: Crimes de responsabilidade próprios → infrações político administrativo (L. mas que exerçam uma função pública. Qualquer pessoa física capaz ou incapaz. ainda que transitoriamente e sem remuneração. No caso de vítima criança ou adolescente pode configurar crime do ECA. seja ou não integrante da administração pública. c. Mesmo conceito de funcionário público para fins penais (art. 4º. CP).: depositário judicial. Objetividade jurídica imediata ou principal .: mesário eleitoral. a. 30. Por ex. L. 1. L. Ou seja. mesmo que transitório e sem remuneração (p. nacional ou estrangeira pode ser sujeito passivo.3: Não está incluído no conceito de autoridade pessoas que exercem múnus público (encargo imposto pela lei ou pelo juiz para defesa de interesse particular ou social – p. Tais crimes são próprios (crimes funcionais). OBS. Art. 12. Autoridade pública pode ser vítima de abuso de autoridade (praticado por outra autoridade). quando praticado com abuso ou desvio de poder ou sem competência legal. O particular pode responder por abuso de autoridade. OBS. 327. 1. 4. Sujeito passivo mediato ou secundário: Estado. 5º Considera-se autoridade.2. 4º Constitui também abuso de autoridade: h) o ato lesivo da honra ou do patrimônio de pessoa natural ou jurídica. quem exerce cargo.898/65 – Lei de Abuso de Autoridade. CP. ou militar. Art. Todo ato de abuso de autoridade prejudica a regular prestação dos serviços públicos. ex. tutores dativos.3) OBJETIVIDADE JURÍDICA Tem dupla objetividade jurídica. 2. b.Direitos e garantias individuais e coletivos das pessoas físicas e jurídicas. Art.2: Encontra-se no conceito de autoridade pública também as pessoas que não integram a administração pública. curadores dativos). Art. ex. jurado). desde que pratique em co-autoria ou participação com autoridade pública (e tenha conhecimento). OBS.898/65 – Lei de Abuso de Autoridade Art. Sujeito passivo imediato ou principal: é a pessoa física ou jurídica que sofre a conduta abusiva. OBS. 1. Também podem ser sujeitos → pessoas jurídicas de direito público ou privado. emprego ou função pública.

132 2. Objeto jurídico mediato ou secundário – Visa a proteger a normal e regular prestação dos serviços públicos. 12.4) ELEMENTO SUBJETIVO Só o dolo. Não se pune a forma culposa do abuso de autoridade. Autoridade, por culpa, excede os limites de sua atuação (abusa culposamente) não haverá crime de abuso de autoridade, mas existe o ato de abuso de autoridade. Não basta o dolo de praticar a conduta é necessário ainda o elemento subjetivo do injusto (dolo específico)  vontade deliberada e inequívoca de abusar. Se o agente na honesta intenção de cumprir seu dever de proteger interesse público e social acaba se excedendo haverá ilegalidade no ato, mas não crime de abuso de autoridade, por ausência da finalidade específica de abusar. 12.5) FORMAS DE CONDUTA Os crimes de abuso de autoridade podem ser praticados tanto por ação ou por omissão (podem ser omissivos ou comissivos). Em regra, o abuso é cometido por uma ação. Os crimes do art. 4º, L. 4.898/65 – Lei de Abuso de Autoridade, letras c, d, g, e i, só podem ser cometidos por omissão - crimes omissivos puros ou próprios (a conduta descrita é uma omissão). 12.6) CONSUMAÇÃO E TENTATIVA Arts. 3º e 4º, L. 4.898/65 – Lei de Abuso de Autoridade → crimes em espécie. 12.6.1) Tentativa
Art. 3º. Constitui abuso de autoridade qualquer atentado...

Toda a doutrina diz que os crimes do artigo 3º não admitem tentativa, pois a lei já pune o simples “atentado”. Simples atentado já configura crime consumado. São crimes de atentado. Também não admitem tentativa: art. 3º e o art. 4º, L. 4.898/65 – Lei de Abuso de Autoridade, letras c, d, g, e i, (não existe tentativa de crime omissivo próprio). 12.6.2) Consumação Ocorre com a simples prática da conduta prevista no tipo. 12.7) ESPÉCIE DE AÇÃO PENAL Art. 1º, L. 4.898/65 – Lei de Abuso de Autoridade
Art. 1º O direito de representação e o processo de responsabilidade administrativa civil e penal, contra as autoridades que, no exercício de suas funções, cometerem abusos, são regulados pela presente lei.

Art. 12, L. 4.898/65 – Lei de Abuso de Autoridade
Art. 12. A ação penal será iniciada, independentemente de inquérito policial ou justificação por denúncia do Ministério Público, instruída com a representação da vítima do abuso(?).

(?) Essa representação não está no sentido da condição de procedibilidade do CP. Significa apenas o direito de petição contra abuso de poder (art. 5º, XXXIV, a, CF). Assim, os crimes de abuso de autoridade são de ação penal pública incondicionada. OBS.: L. 5.249/67 - esta lei diz que os crimes de abuso de autoridade são de ação penal pública incondicionada.

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133 12.8) COMPETÊNCIA O crime de abuso de autoridade é comum, em regra, é de competência da justiça comum estadual. Se o crime atingir bens, interesses ou serviços da União será da competência da Justiça Federal. Tratam-se de crimes de menor potencial ofensivo → competência do JECrim Estadual ou Federal.

Abuso de autoridade cometido em conexão com outro (de não menor potencial ofensivo) → vai tudo para o juízo comum (art. 60, Parágrafo Único, L. 9.099/95 – Lei dos Juizados Especiais). L. 11.313/06: alterou o art. 60, L. 9.099/95 - no juízo comum será cabível a transação penal e a composição civil dos danos em relação ao crime de abuso de autoridade. OBS.: Abuso de autoridade praticado por militar → julgado pelo JECrim estadual ou federal. Não é de competência da justiça militar (súm. 172 do STJ). Pois não é crime militar, é crime comum.
Súmula: 172 do STJ. Compete a justiça comum processar e julgar militar por crime de abuso de autoridade, ainda que praticado em serviço.

Vários autores dizem que o crime será da justiça militar se autor e vítima forem militares (SILVIO MACIEL discorda, pois o crime não é militar). OBS.: Crime praticado por servidor público federal → julgado pela: 1. NUCCI (entendimento isolado) - Justiça Estadual 2. Justiça federal - prejudica a normalidade e regularidade dos serviços da União. Vítima também é a União. (CC. 20.779, STJ – 16.dez.98). Vítima funcionária pública federal: competência é da justiça federal (CC. 89.397, STJ – 28.mar.2008). Funcionário público federal → vítima ou autor → competência da Justiça Federal. 12.9) CONCURSO DE CRIMES STF reconheceu a possibilidade de concurso de crimes entre lesão corporal e abuso, e entre violação de domicílio e abuso. (HC. 92.912, STF – 20.nov.2007 – reconheceu o concurso de crimes: abuso de autoridade (Justiça Comum)+ lesão corporal (Justiça Militar) + violação de domicilio (Justiça Militar) → separação dos processos, competências diversas). (HC. 81.752, STJ). Crime contra a honra + abuso de autoridade: possível o concurso (Resp. 684.532, STJ). OBS.: Art. 350, CP não está revogado por completo.
Exercício arbitrário ou abuso de poder Art. 350 - Ordenar ou executar medida privativa de liberdade individual, sem as formalidades legais ou com abuso de poder:  CAPUT ESTÁ REVOGADO Pena - detenção, de um mês a um ano. Parágrafo único - Na mesma pena incorre o funcionário que: I - ilegalmente recebe e recolhe alguém a prisão, ou a estabelecimento destinado a execução de pena privativa de liberdade ou de medida de segurança;

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II - prolonga a execução de pena ou de medida de segurança, deixando de expedir em tempo oportuno ou de executar imediatamente a ordem de liberdade; III - submete pessoa que está sob sua guarda ou custódia a vexame ou a constrangimento não autorizado em lei; IV - efetua, com abuso de poder, qualquer diligência. → ESTÁ EM VIGOR.

Art. 350, Parágrafo Único, IV, CP → STJ → está em vigor, continua sendo aplicável, Não foi revogado. (HC. 65.499/SP, STJ – 27.mar.2008; HC. 48.083/MG, STJ – 20.nov.2007). RE. 73.914/SP, STF. HC. 63.612/GO, STF. 12.10) TIPOS PENAIS 12.10.1) Art. 3º da lei Parte da doutrina → tal artigo viola o princípio da taxatividade (crimes inconstitucionais). Fundamento: Tipo penal vago, genérico e impreciso. STF e STJ entendem que é constitucional. Se a conduta se enquadrar no art. 3º e também no art. 4º (conflito aparente de normas) → prevalece o art. 4º (que é taxativo). Crimes do art. 3º é subsidiário. Ele se aplica, desde que a conduta não configure o art. 4º, L. 4.898/65 – Lei de Abuso de Autoridade.
Art. 3º. Constitui abuso de autoridade qualquer atentado: a) à liberdade de locomoção; b) à inviolabilidade do domicílio; c) ao sigilo da correspondência; d) à liberdade de consciência e de crença; e) ao livre exercício do culto religioso; f) à liberdade de associação; g) aos direitos e garantias legais assegurados ao exercício do voto; h) ao direito de reunião; i) à incolumidade física do indivíduo; j) aos direitos e garantias legais assegurados ao exercício profissional. (Incluído pela Lei nº 6.657,de 05/06/79)

A) Liberdade de locomoção Só pode ser violada na forma do art. 5º, XV, CF.
Art. 5º. XV - é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens;

Direito de locomoção inclui o direito de permanecer no lugar. Os atos decorrentes do poder de polícia estatal como são auto-executáveis (não dependem de ordem judicial) não configuram abuso de autoridade se justificados. (Exercício do poder de polícia legítimo do Estado – NUCCI). Ébrios e doentes mentais → eles podem ser retirados de determinados locais e retidos em órgãos públicos (p. ex.: hospital) ou encaminhados para suas casas, desde que estejam perturbando a ordem pública ou colocando em perigo a segurança própria ou alheia.

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135 Prisão para averiguação: sempre é abuso de autoridade. Não significa detenção momentânea.
PRISÃO PARA AVERIGUAÇÃO Prisão para averiguação - coloca na cela e investiga. PRISÃO MOMENTÂNEA Detenção momentânea é legítima. Por ex.: conduzir até a delegacia para verificar a autenticidade de documentos ou se está sendo procurado (pessoa fica na delegacia o tempo necessário para essa conferência).

B) Inviolabilidade do domicílio Art. 5º, XI, CF
Art.5º, XI - a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial;

À noite, nem com ordem judicial dá para entrar, só em flagrante delito ou desastre. Domicílio: é qualquer local não aberto ao público que seja utilizado para o trabalho ou para moradia, ainda que momentânea. Quarto de hotel é domicílio → moradia provisória. Sala do contador é domicílio. O CTN permite que fiscais da administração fazendária entrem em qualquer domicílio independentemente de mandado. Todavia, estes fiscais precisam de mandado judicial (STF e STJ – Caso Collor). A Falta de mandado gera a ilicitude da prova, podendo ensejar abuso de autoridade se o ato foi praticado com a finalidade abusiva – Esta parte do CTN que autoriza a entrada sem mandado não foi recepcionada pela CF/88. C) Sigilo da correspondência Correspondência aberta perde o caráter da sigilosidade. Art. 151, §1º, I, CP – revogado quando praticado por autoridade.
Art. 151 - Devassar indevidamente o conteúdo de correspondência fechada, dirigida a outrem: Pena - detenção, de um a seis meses, ou multa. Sonegação ou destruição de correspondência § 1º - Na mesma pena incorre: I - quem se apossa indevidamente de correspondência alheia, embora não fechada e, no todo ou em parte, a sonega ou destrói;

Violação de correspondência (art. 151, §1º, I, CP) praticada por autoridade → princípio da especialidade → abuso de autoridade (art. 3º, c, L. 4.898/65). Exceções ao sigilo - princípio da relatividade dos direitos fundamentais - nenhum direito fundamental é absoluto: 1. Durante o Estado de Defesa e o Estado de Sítio (art. 136, §1º, b, CF; art. 139, III, CF) 2. Crime organizado. Art. 2º, III, Lei do crime organizado – desde que tenha ordem judicial para violar pode violar. Em qualquer fase da persecução penal. 3. Correspondência de preso. Art. 41, XV, LEP (L. 7.210/84). A violação da correspondência dos presos, se injustificada, caracteriza abuso de autoridade - HC. 70.814, STF (Rel. CELSO DE MELLO – ministro garantista). 4. Correspondência de advogado. Art. 7º, II, Estatuto da OAB (L. 8.906/94). correspondência de advogado só pode ser aberta com ordem judicial e na presença de representante

LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL
vários

não haverá abuso de autoridade se a autoridade tiver justo motivo para coibir a manifestação. 5º da CF. consiste ainda em contravenção penal.2009 – SILVIO MACIEL D) Liberdade de consciência e de crença e ao livre exercício do culto religioso A CF garante a liberdade de crença (ser ateu também está garantido pela CF. de 1971. 2º da lei 11343/2006 (lei de drogas): Art. sobre Substâncias Psicotrópicas. a cultura. A CF veda apenas dois tipos de associações: com fins ilícitos e as com caráter paramilitar. Pois se trata de ambientes públicos e destinadas a conversas informais (STJ). sem armas.136 da OAB . desde que a autoridade tenha justo motivo para coibir a liberdade religiosa.ADI 1. inclusive por meio de cultos) e o livre exercício do culto religioso. G) Direito de reunião Este direito está garantido também no art. O abuso de autoridade consistirá em coibir injustificadamente as manifestações pacíficas e ordeiras sobre a liberdade e consciência de crença.: Deve-se verificar se este atentado constitui ou não num crime eleitoral (lei 4737/65 – Código Eleitoral). Garante-se. não haverá abuso de autoridade. OBS. desde que com ordem judicial. seja em locais público desde que não prejudique uma outra reunião anteriormente marcada para o mesmo local. desde que: a reunião seja pacífica. Ex. a respeito de plantas de uso estritamente ritualístico-religioso. OBS. das Nações Unidas. ressalvada a hipótese de autorização legal ou regulamentar.05. mas precisa avisar a autoridade pública (pré-aviso). F) Atentado ao exercício do voto OBS. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Expressão constitucional com a seguinte leitura: se a OAB for intimada e não indicar um representante a abertura pode se dar sem a sua presença.1: Cultos com excesso de som  pode ser impedido pela autoridade competente. 5.: Não precisa de autorização para fazer a reunião. sem autorização do poder público. Conversas em sala de bate papo.127/DF → expressão: “na presença de representante da OAB”. Não estão preservadas pelo sigilo das comunicações. em todo o território nacional. E) Liberdade de associação A CF diz que as associações podem ser criadas livremente. bem como o plantio. Assim. bem como o que estabelece a Convenção de Viena.105/DF e 1. a colheita e a exploração de vegetais e substratos dos quais possam ser extraídas ou produzidas drogas. A Convenção de Viena permite a utilização de plantas da onde se pode extrair drogas em rituais religiosos. as drogas. Ex. 23. caracterizando norma especial. 2o Ficam proibidas.: Art. A CF também permite a sua exteriorização. Logo.2: passeata religiosa onde os manifestantes quebram o patrimônio público – pode ser coibido.

atendendo aos requisitos constitucionais. ter acesso amplo aos elementos de prova que. Súmula Vinculante 14 É direito do defensor. como até uma tentativa de homicídio. se o abuso de autoridade caracterizar tortura.: violar os direitos do advogado (com intuito de abusar) – são garantidos pelo o art. Ex. ex. já documentados em procedimento investigatório realizado por órgão com competência de polícia judiciária.10. diferente do entendimento do STJ. Tal perigo à incolumidade física do indivíduo não é absorvido pelo homicídio ou lesão corporal. sem estar documentada no IP. Não pode uma reunião atrapalhar outra reunião já marcada para aquele local H) Atentado à incolumidade física do individuo Pode ser até uma vias de fato. não poderá o advogado ter vista). Deve assim o Delegado deixar o advogar ter acesso aos autos do inquérito. 7º do EOAB. Não pode a reunião estar sendo realizada de forma desordeira ou violenta.1: E a incolumidade psíquica? R.: Prevalece o entendimento de que sim! Incolumidade física é o que atinge o indivíduo em si (psicologicamente ou fisicamente). mas tais elementos de prova devem estar já documentados em procedimento investigatório (se a interceptação telefônica do investigado ainda não tiver sido conclusa.137 Se a reunião foi feita de forma legal. reunião com agressões etc. a interferência na reunião é abuso de autoridade.2: E se a vítima sofre lesões? R. digam respeito ao exercício do direito de defesa. Juiz que se recusa a falar com o advogado – STJ – RMS 19296/SC  o juiz pratica ilegalidade. prevalece o entendimento de que ele ficará absorvido pelo o crime de tortura. sob pena de responder por crime de abuso de autoridade. OBS. podendo caracterizar abuso de autoridade. Colocando em perigo a incolumidade física da vítima.2) Art. Não se trata de analogia in malam partem ou interpretação extensiva em desfavor do réu. OBS.: passeata armada. NUCCI entende que a lesão leve fica absorvida pelo o abuso (minoritário). 12. 4º da lei Art. o abuso de autoridade já está caracterizado. no interesse do representado.: Haverá concurso formal de crimes (lesão corporal (ou homicídio) + abuso de autoridade). Há entendimento minoritário de que o concurso aqui seria o concurso material (pois os crimes protegem bens jurídicos distintos). I) Atentado aos direitos e garantias legais assegurados ao exercício profissional Trata-se de norma penal em branco – o direito ou garantia profissional deve estar previsto em outra lei. Mas. 4º Constitui também abuso de autoridade: Ordenar ou executar medidas privativas de liberdade sem as formalidades legais ou com abuso de poder LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .

sem prejuízo da responsabilidade civil do Estado. Privar a criança ou o adolescente de sua liberdade. LXII.detenção de seis meses a dois anos. Ex. Parágrafo único. sem justa causa. da CF LXII . 5º.detenção de seis meses a dois anos. como já aqui visto). 232. justificada a excepcionalidade por escrito. imediatamente. OBS.: suspender direito de visita do preso por justo motivo. Ex. Fala-se de guarda e custódia de maneira genérica. O crime de abuso de autoridade só existe se a prisão não for comunicada ao juiz. por parte do preso ou de terceiros.138 Esta alínea a revogou tacitamente o art. Submeter a pessoa a vexame ou constrangimento não autorizado em lei: exs. expor o preso na mídia sem o seu consentimento. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . guarda ou vigilância a vexame ou a constrangimento: Pena .1: sem as formalidades legais – manter alguém preso sem lavrar o auto de prisão em flagrante. procedendo à sua apreensão sem estar em flagrante de ato infracional ou inexistindo ordem escrita da autoridade judiciária competente: Pena . sob pena de responsabilidade disciplinar civil e penal do agente ou da autoridade e de nulidade da prisão ou do ato processual a que se refere. 232 do ECA Art. quando praticadas contra criança e adolescente. de receber visitas. não haverá crime. Deixar de comunicar. Vítima pode ser qualquer pessoa.a prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados imediatamente ao juiz competente e à família do preso ou à pessoa por ele indicada. caracterizam crime previsto no ECA.: impedir o preso. o resto do artigo continua em vigor. OBS. caput. Art.2: com abuso de poder – cumprir mandado de prisão algemando desnecessariamente Súmula vinculante n. Assim. Só é lícito o uso de algemas em caso de resistência e de fundado receio de fuga ou de perigo à integridade física própria ou alheia. 230 do ECA Art.: Se esta conduta for praticada contra criança ou adolescente. Deixar de comunicar a família do preso ou a pessoa por ele indicada não é crime de abuso de autoridade. o crime será o do art. 350.: Muitas das condutas previstas na Lei de abuso de autoridade. ex. Submeter criança ou adolescente sob sua autoridade. Submeter pessoa sob sua guarda ou custódia a vexame ou a constrangimento não autorizado em lei O autor deste crime só pode ser a autoridade que tenha a guarda ou a custódia da vítima. caracteriza o art.: pessoa que esteja cumprindo medida de segurança. 230. apreendida ilegalmente. imediatamente. e não apenas o preso. 11. Incide na mesma pena aquele que procede à apreensão sem observância das formalidades legais. se a vítima for criança ou adolescente. ao juiz competente a prisão ou detenção de qualquer pessoa A CF diz que a prisão precisa ser comunicada aos familiares ou pessoa de interesse do preso. Se o vexame ou o constrangimento for legal. pessoa que foi à Delegacia prestar testemunho e lá está sob custódia da autoridade policial etc. Ex. do CP (apenas o caput.

A lei e a CF diz que a comunicação deve ser dada ao juiz competente. 30 + 30 nos crimes hediondos e equiparados. Se a lesão à pessoa for de forma legal. No ECA é crime deixar de comunicar o juiz ou à família do apreendido ou à pessoa por ele indicada (está mais de acordo com a CF). Art. Se a vítima for criança ou adolescente. deixando de relaxá-la  caracteriza o crime em estudo. de ordenar a imediata liberação de criança ou adolescente. o crime será o do art. quando praticado com abuso ou desvio de poder ou sem competência legal Deve lesar a honra ou patrimônio de pessoa física ou jurídica de forma ilegal. sem justa causa.2: Se a vítima for criança ou adolescente. Ministro de Tribunal Superior. qualquer magistrado. desde que a cobrança não tenha apoio em lei. emolumentos ou qualquer outra despesa. a lei estipula que a autoridade policial deve soltar o preso.: Se o Delegado. de propósito. OBS. Deixar a autoridade competente. desembargador. comunica o juiz incompetente sobre a prisão  caracteriza crime de abuso de autoridade. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Deixar a autoridade policial responsável pela apreensão de criança ou adolescente de fazer imediata comunicação à autoridade judiciária competente e à família do apreendido ou à pessoa por ele indicada: Pena . ou seja. 234.139 OBS.detenção de seis meses a dois anos Aqui.detenção de seis meses a dois anos. independentemente de alvará de soltura. o crime será o art. o sujeito ativo pode ser a autoridade competente. Prender ou deter quem quer se que proponha a prestar fiança permitida em lei Cobrar o carcereiro ou agente de autoridade policial carceragem. 231 do ECA. Art. e não só a autoridade judiciária. Deixar o juiz de ordenar o relaxamento de prisão ou detenção ilegal que lhe seja comunicada O Delegado comunica o juiz quanto à prisão ilegal e este a mantém. 231. quer quanto à espécie quer quanto ao seu valor Ato lesivo da honra ou do patrimônio de pessoa natural ou jurídica. custas. A palavra “juiz” entende-se: juiz. 234 do ECA. Imediatamente: há muitas cidades onde não há juiz de plantão. tão logo tenha conhecimento da ilegalidade da apreensão: Pena . não haverá crime (interdição do estabelecimento comercial pela vigilância sanitária pois não cumpriu as regras básicas de saúde). Decorrido o prazo da prisão. Prolongar a execução de prisão temporária ou de pena ou medida de segurança (Lei 7960/89) Prisão temporária  5 + 5 nos crimes comuns.

Quanto à ultima pena – perda ou inabilitação par ao exercício de função pública – não se trata de efeito automático – deve ser aplicada na sentença de forma motivada. civil ou militar. “contravenções” são infrações menos graves. delito vagabundo. Descumprir.140 Tal prolongamento pode decorrer por deixar de expedir ordem de soltura ou por deixar de cumprir ordem de soltura. mas responde pelo o art. Na lei de tortura. OBS. a. não existe diferença entre crime e contravenção. § 4º As penas previstas no parágrafo anterior poderão ser aplicadas autônoma ou cumulativamente. 4º. de qualquer categoria. 235.: Comete abuso de autoridade da mesma forma. Ontologicamente (na essência). delito liliputiano. § 5º Quando o abuso for cometido por agente de autoridade policial. Se a vítima for criança ou adolescente  art. da Lei de Abuso de Autoridade. Ela é o gênero que comporta 2 espécies: crime e contravenção. A diferença é de grau e quantidade – “crimes” são infrações mais graves. Na Lei de abuso de autoridade há a inabilitação para o exercício de qualquer outra função pública pelo prazo de até 3 anos. Art. duas ou as três). há duas espécies de infração penal.: E se o Delegado deixar de cumprir alvará de soltura de prisão preventiva? R. DIFERENTE da lei de tortura onde a perda do cargo é efeito automático da condenação.detenção de seis meses a dois anos. A doutrina apelidou a contravenção de crime-anão. 13) DECRETO-LEI 3688/41 – LEI DAS CONTRAVENÇÕES PENAIS No Brasil. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . pois ambos são infrações penais/ilícitos penais/ambos representam violação à lei penal. a inabilitação para o exercício de função pública é aplicada pelo dobro do prazo aplicado na pena de prisão (5 anos de reclusão – 10 anos de inabilitação para a função pública). injustificadamente. prazo fixado nesta Lei em benefício de adolescente privado de liberdade: Pena . poderá ser cominada a pena autônoma ou acessória. logo. por prazo de um a cinco anos. b) detenção por dez dias a seis meses. aplica-se as regras gerais do Código Penal. 235 do ECA. de não poder o acusado exercer funções de natureza policial ou militar no município da culpa. Tais penais podem ser aplicadas isolada ou cumulativamente (aplica uma. c) perda do cargo e a inabilitação para o exercício de qualquer outra função pública por prazo até três anos. PRAZO DE PRESCRIÇÃO DOS CRIMES DE ABUSO DE AUTORIDADE A lei não prevê regras sobre prescrição. SANÇÕES PENAIS NOS CRIMES DE ABUSO DE AUTORIDADE § 3º A sanção penal será aplicada de acordo com as regras dos artigos 42 a 56 do Código Penal e consistirá em: a) multa de cem a cinco mil cruzeiros.

Jamais se aplica a lei brasileira a uma contravenção cometida fora do Brasil.2: A lei 7437/85 previa contravenções de preconceito de raça. OBS. Tal distinção está no art.Lei 6259/44 – revogou os artigos 51 a 58 da Lei das Contravencões Penais aqui a ser estudada. Quanto à raça e cor  foram transformadas em crimes (Lei 7716/89). reclusão ou multa. são infrações de menor potencial ofensivo. • Contravenções referentes a loterias – Dec.141 Há várias diferenças legais entre crimes e contravenções Pena CONTRAVENÇÃO Prisão simples e/ou multa ou só multa. Se o foro especial estiver previsto na Constituição Estadual  competência da Justiça Estadual (norma estadual não pode prevalecer sobre a norma prevista na Constituição Federal). Ação penal pública incondicionada. sexo e estado civil. Todas as ações penais são pública incondicionada. 13. 1º da LICP – distinção legal entre crime e contravenção. mas são punidas exclusivamente com multa. 26. cor. inclusive a contravenção de vias de fato. • Contravenção de retenção ilegal de documentos – Lei 5053/68.3: Prevalece o entendimento de que as contravenções penais (todas elas). • Contravenção contra a Economia Popular – Lei 4591/64. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . detenção e multa. CRIME Reclusão ou detenção. OBS. Tal lei não prevê preconceito em relação ao sexo e estado civil  esta lei continua em vigor quanto ao preconceito de sexo (não se lê: orientação ou opção sexual) e estado civil.4: Justiça Federal não julga contravenções penais. detenção ou multa). Tempo máximo cumprimento da pena Erro de direito de Prazo máximo de 30 anos – art. 43 da Lei 8245/91. Exceção: Se o contraventor tiver prerrogativa de foro na Justiça Federal garantido pela Constituição Federal. ela só não é punida. A doutrina diz que a competência é do JECRIM. Há entendimento de que tais infrações são consideradas contravenções penais – TOURINHO FILHO. pois o art. e. 10 da LCP Aplica-se nas contravenções penais. OBS. condicionada ou ação penal privada Tentativa Ação penal Extraterritorialidade Existe extraterritorialidade em relação a crimes. Pode o juiz deixar de aplicar a pena no caso de contravenção penal. • Contravenção referente à locação – prevista na lei de locação – art. A tentativa existe. independentemente da pena máxima cominada. inclusive as que tenham procedimento especial de apuração. l e m do Código Florestal – Lei 4771/65. É punida. Não existe extraterritorialidade em relação às contravenções penais. OBS. Logo. j. 75 do CP Não se aplica o erro de direito – é o erro sobre a existência da lei. 41 da Lei Maria da Penha diz que não se aplica a Lei 9099/95 aos crimes praticados em violência doméstica contra mulher. sendo contravenções penais. Não é punida. OBS. 5º da CF). Prazo máximo de 5 anos – art.1: No Código Eleitoral há algumas infrações que estão no capítulo dos crimes eleitorais.1) CONTRAVENÇÕES PENAIS EM OUTRAS LEIS ESPECIAIS • Contravenções ambientais – art.5: Contravenção penal praticada em violência doméstica contra mulher  há divergência.: Cabe ação privada subsidiária da pública (trata-se de direito fundamental – art. e o procedimento de apuração e o sumaríssimo. a competência para apuração delas é toda do JECRIM. cumulada ou não com multa (reclusão e multa. OBS.

9. Deficiência da instrução documental do pedido. O tipo penal de perigo abstrato não é abusivo e. 20. II – multa. 13. ter em conta o dolo ou a culpa.na forma tentada e consumada .2) CONTRAVENÇÃO E ATO INFRACIONAL O art. Contravenções atípicas/impróprias – exigem dolo ou culpa. Toda a doutrina diz que isso não se aplica mais. 5º As penas principais são: I – prisão simples. ao tempo de sua prática. não existindo contravenção somente com conduta voluntária. a análise da prescrição deve ser feita. RHC 81057 – STF. portanto. do Estatuto do Estrangeiro . adolescente responde a ato infracional correspondente à contravenção penal. quando ele tipificar o comportamento que é comprovadamente não perigoso. Só haveria contravenção se existir dolo ou culpa.4) EXTRADIÇÃO DE ESTRANGEIRO POR CONTRAVENÇÃO PRATICADA NO BRASIL É pacífico no STF que estrangeiro não pode ser extraditado em razão de contravenção praticada no Brasil.e por lesões corporais. todavia. constituia no Brasil mera contravenção penal. Ementa EMENTA: 1.6) PENAS PREVISTAS PARA AS CONTRAVENÇÕES Art. qualquer efeito jurídico. primeira parte.142 Jurisprudência – vem dizendo que não se aplica a lei 9099/95 nem nas contravenções penais praticadas em situação de violência doméstica contra a mulher. 3º da LCP. 13. Contravenções típicas/próprias – só exigem conduta voluntária (decorrente de vontade). III. 1. 2.437. Ex.97. relativamente a cada um dos delitos. Deve-se. que não permite a análise da prescrição.: transportar cocaína – as regras concretas de experiência demonstram que cocaína gera perigo à saúde pública.2. 3. Extradição executória: prescrição: base de cálculo. Inadmissibilidade da extradição quanto ao delito de porte de armas que. Art. 77. portanto. mas sim das penas efetivamente aplicadas ou que restam a cumprir. anterior à edição da L.só permite a extradição pela prática de crime – EXT 1065/ITÁLIA de 2007. constitucional quando regras concretas de experiência demonstram que o comportamento realizado é realmente perigoso. basta a ação ou omissão voluntária.3) CONTRAVENÇÕES E INFRAÇÕES DE PERIGO ABSTRATO STF e STJ – consideram constitucionais os crimes de perigo abstrato. com relação às condenações por roubos agravados . inconstitucional. 13. – art. c). 13. para fins de execução já iniciada. Tais contravenções não necessitam de dolo ou culpa. Para a existência da contravenção. 3º. Todavia. Tratando-se de pedido de extradição. II. de um ou de outra. Art. Assim. Concessão de anistia quanto à condenação à pena de 1 ano de reclusão pelo delito de "Tentativa de evasão de condenado" ocorrida em Antibes (Tratado incidente. IV. o tipo penal de perigo abstrato será abusivo e. não à luz da pena unificada para fins de execução. da LCP.A.5) CONTRAVENÇÕES TÍPICAS (PRÓPRIAS) E ATÍPICAS (IMPRÓPRIAS) Art. 103 do ECA diz que ato infracional é o ato que corresponde a uma crime ou a uma contravenção penal. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . se a lei faz depender. 13.

deve a pena ser cumprida em seção especial de prisão comum (que deve ser prisão comum de regime aberto). 6º A pena de prisão simples deve ser cumprida. se a pena aplicada. Regras sobre a prisão simples: • Só pode ser cumprida em regime aberto ou semi-aberto – jamais em regime fechado (nem pro regressão). isentando o réu de pena quando configurada a possibilidade de inescusabilidade.416. 13. de 24. a pena pode deixar de ser aplicada. • A pena deve ser cumprida em estabelecimento especial ou seção especial de prisão comum – deve existir um estabelecimento especial só para contraventores. 8º No caso de ignorância ou de errada compreensão da lei. o juiz aplica o art. § 2º O trabalho é facultativo. 21 do CP. Pode o juiz aplicar o perdão judicial no caso de erro de direito caso verificada. não excede a quinze dias. (Redação dada pela Lei nº 6. sem rigor penitenciário. • Se a pena for de até 15 dias. Se a multa é a única pena cominada. 13. Casos de reincidência: • • Se o réu tiver condenação definitiva por contravenção praticada no Brasil e praticar nova contravenção no exterior. quando escusaveis.1977) § 1º O condenado a pena de prisão simples fica sempre separado dos condenados a pena de reclusão ou de detenção. 63 do CP. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . • Condenação no Brasil por contravenção e cometer crime no Brasil.143 Art. A errada compreensão da lei. em regime semi-aberto ou aberto. Parágrafo único. • O condenado deve ficar separado dos condenados à pena de reclusão ou detenção. Casos de não-reincidência: • Condenação no estrangeiro por contravenção e praticar crime ou contravenção no Brasil.9) MULTA Art. em estabelecimento especial ou seção especial de prisão comum. quando escusável. 9º A multa converte-se em prisão simples. 7º da LCP com o art. a conversão em prisão simples se faz entre os limites de quinze dias e três meses.5. de acordo com o que dispõe o Código Penal sobre a conversão de multa em detenção.7) REINCIDÊNCIA NAS CONTRAVENÇÕES Deve-se combinar o art. mas ele não existe. o trabalho é facultativo 13. Condenação definitiva no Brasil ou no estrangeiro por crime e praticar contravenção no Brasil.8) ERRO DE DIREITO E PERDÃO JUDICIAL Art. logo. Tem-se: ignorância da lei (desconhecer que a lei existe) ou errada compreensão da lei (erro de proibição).

NÃO É CONSIDERADA PARA A CONCESSÃO DE OUTROS BENEFÍCIOS. pois não existe mais penas acessórias no Direito Penal. A Súmula 715 do STF diz que os benefícios da execução penal são calculados sobre o total da condenação e não sobre os 30 anos. 13. 15.05. A expressão “transitada em julgado” do artigo 15. Condenação por contravenção suspende direito político – ALEXANDRE DE MORAES.1977) Sursis no CP Sursis simples e Sursis especial  2 a 4 anos. É vedada a cassação de direitos políticos. independentemente da espécie de pena (TSE. o juiz pode suspender por tempo não inferior a um ano nem superior a três. 10. Esta súmula também se aplica às contravenções penais. da CF mesmo na prática de contravenções penais – ALEXANDRE DE MORAES e TSE 30.2009 – SILVIO MACIEL Art. nem a importância das multas ultrapassar cinquenta contos. a execução da pena de prisão simples. SÚMULA Nº 715 DO STF A PENA UNIFICADA PARA ATENDER AO LIMITE DE TRINTA ANOS DE CUMPRIMENTO.293/MG). 13.11) SURSIS E LIVRAMENTO CONDICIONAL EM CONTRAVENÇÕES PENAIS Art.416.condenação criminal transitada em julgado. Caberá livramento condicional nas contravenções penais quando presentes os requisitos legais do livramento condicional. sursis etário e humanitário  4 a 6 anos. 13. DETERMINADO PELO ART. em qualquer caso. III CF não distingue o tipo de infração cometida. RESPE 13. Na LCP o prazo é de 1 a 3 anos. 12 da LCP de suspensão dos direitos políticos continua sendo aplicado em razão do art. enquanto durarem seus efeitos. 12 não é mais aplicado. 11. em caso algum. ser superior a cinco anos. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . abrangendo não só os crimes como também as contravenções penais. O último efeito do art. bem como conceder livramento condicional. III.12) PENAS ACESSÓRIAS O art. 75 DO CÓDIGO PENAL. COMO O LIVRAMENTO CONDICIONAL OU REGIME MAIS FAVORÁVEL DE EXECUÇÃO.5.10) DURAÇÃO DA PENA Art. Desde que reunidas as condições legais. cuja perda ou suspensão só se dará nos casos de: III .144 Este artigo está tacitamente revogado (o CP não permite mais a conversão de multa em detenção). (Redação dada pela Lei nº 6. de 24. 15 da CF. A duração da pena de prisão simples não pode.

14) AÇÃO PENAL PÚBLICA É publica incondicionada – todas as contravenções. 14 E 15 Art. em estado de embriaguez pelo álcool ou substância de efeitos análogos. A doutrina diz que esse parágrafo único não se aplica mais. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . 60 e seu parágrafo). 17. 78 do Código Penal: I – o condenado por motivo de contravenção cometido.145 Art. pelo prazo mínimo de um ano: (Regulamento) I – o condenado por vadiagem (art. enquanto que no CP é de 1 a 3 anos– artigo 16 da lei. NUCCI entende que a liberdade vigiada ainda pode ser aplicada (minoritária). Aplicam-se. à exceção do exílio local. alem dos indivíduos a que se referem os ns. O prazo mínimo de duração da internação em manicômio judiciário ou em casa de custódia e tratamento é de seis meses. o CP só se aplica se não houver lei especial em sentido contrário. porque a liberdade vigiada foi extinta com a reforma do CP. Contravenção penal é sempre infração penal de menor potencial ofensivo. caberá ação penal privada subsidiária da pública. o processo precisa seguir e o juiz aplicar a medida de segurança na sentença absolvição imprópria. quando habitual a embriaguez. Porém. Art. II – o condenado por vadiagem ou mendicância. A ação penal é pública. Art. de reeducação ou de ensino profissional. mesmo que a pena máxima aplicada seja maior de 2 anos (mesmo as infrações de loterias).13) PRESUNÇÃO DE PERICULOSIDADE NAS CONTRAVENÇÕES – ARTS. Presumem-se perigosos. Entretanto. ao invés de decretar a internação. I e II do art. 13. O juiz pode substitui a medida de segurança por liberdade vigiada. Cabe medida de segurança nas contravenções penais. A parte final. O juiz. “à exceção do exílio local” está revogada. 14. entretanto. 13. DAMÁSIO diz que este prazo mínimo de internação previsto no artigo 16 não se aplica mais. as medidas de segurança estabelecidas no Código Penal. submeter o indivíduo a liberdade vigiada. 16. porque nem o CP prevê mais isso. II – o condenado por mendicância (art. 15. 59). 13. Art. pois teria sido revogado pelo CP que dispõe que o prazo é de 1 a 3 anos. Tais artigos não se aplicam mais – o sistema constitucional e penal brasileiro proíbe qualquer presunção de periculosidade. pode. Se houver vítima determinada. devendo a autoridade proceder de ofício. assim caso seja uma menor de idade que tenha praticado a contravenção não pode o juiz aplicar medida de segurança por meio de transação penal. por motivo de contravenção. O prazo de internação é de 6 meses. Parágrafo único. São internados em colônia agrícola ou em instituto de trabalho. O contraventor inimputável pode sofrer as medidas do CP.

quem. 18 e 19 – armas e munições Art. § 1º A pena é aumentada de um terço até metade. 19. STF e STJ – vias de fato continua sendo ação penal pública incondicionada. Quanto às armas brancas.146 Quando a lei 9099/95 transformou a lesão corporal leve dolosa e a lesão corporal culposa em ação penal pública condicionada. ou multa. permitindo a incriminação pelo o porte de arma branca. 92. ou multa. 18. ou ambas cumulativamente. 13. o entendimento majoritário é de que cabe sim – aplica-se subsidiariamente o art. exportar. entendeu-se que a contravenção penal de vias de fato também seria. de um a cinco contos de réis. por violência contra pessoa. do CP.: jardineiro que anda com uma tesoura – não pratica contravenção.15.15) PRINCIPAIS CONTRAVENÇÕES PENAIS EM ESPÉCIE 13. importar. pois não se exige licença para usar arma branca . possuindo arma ou munição: a) deixa de fazer comunicação ou entrega à autoridade. ainda. Fabricar. 19 não se aplica às armas brancas. Trazer consigo arma fora de casa ou de dependência desta. de contravenção penal de perigo abstrato.1) Art. em sentença irrecorrivel. ou ambas cumulativamente. c) omite as cautelas necessárias para impedir que dela se apodere facilmente alienado. OBS. § 2º Incorre na pena de prisão simples. se o agente já foi condenado.1: É possível o confisco da arma em contravenção? R. tais artigos estão tacitamente revogados – primeiramente pela Lei 9437/97 e posteriormente pela Lei 10826/2003 (estatuto do desarmamento). sem permissão da autoridade. quando a lei o determina. b) permite que alienado menor de 18 anos ou pessoa inexperiente no manejo de arma a tenha consigo. ou multa. Trata-se. se o fato não constitue crime contra a ordem política ou social. sem licença da autoridade: Pena – prisão simples. A doutrina diz que quanto às armas de fogo e munição.: O CP só prevê o confisco de instrumentos de crimes.2: O art. todavia. II. de duzentos mil réis a três contos de réis. ter em depósito ou vender.logo. ex. de duzentos mil réis a um conto de réis. A jurisprudência entende que só caracteriza tal contravenção se o indivíduo estiver portando a arma com o objetivo de utilizá-la como arma. tal contravenção se aplicava às armas de fogo. de quinze dias a seis meses. menor de 18 anos ou pessoa inexperiente em manejá-la. pois a LCP nada dispõe sobre confisco – RESP 83857/RJ (STJ). arma ou munição: Pena – prisão simples. OBS. de três meses a um ano. de quinze dias a três meses. Os dois artigos tratam da fabricação ou comércio de arma de fogo e seu porte. A) Porte de arma branca e homicídio ou lesões corporais LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Art. a doutrina e jurisprudência entendem que tais artigos continuam em vigor – RESP 54056/SP – os artigos foram derrogados.

segundo que fere o principio da igualdade. a simples posse já caracteriza a contravenção penal. depois de condenado. Devem os objetos ser notoriamente instrumentos de furto ou roubo. 25. não exige contato físico (pode ter. 24. OBS. Ter alguem em seu poder. 2ª corrente: é ação penal pública incondicionada. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . mas não se exige). as vias de fato também terá de ser assim – analogia in bonam partem (DAMÁSIO.15. 24 e 25 – instrumento utilizado em furto Art. rasgar a roupa da pessoa. tapas nas costas. pois o art. primeiramente porque cria uma injustificável presunção de periculosidade. 13. 13. A objetividade jurídica é a incolumidade pessoal. assim. ficará a contravenção absorvida pelo o homicídio. ou enquanto sujeito à liberdade vigiada ou quando conhecido como vadio ou mendigo. gazuas. tentativa de homicídio ou injúria real.741. e o eritema (vermelhidão na pele) constituem vias de fato.: A simples dor. É um conceito residual (obtido por exclusão). Vias de fato são todos os atos de violência física que não caracterizem lesões corporais. Qualquer pessoa pode praticar tal contravenção. a contravenção ficará absorvida. NUCCI. Fabricar.2) Art. Parágrafo único. de seis meses a dois anos.. puxar cabelo. 21. ceder ou vender gazua ou instrumento empregado usualmente na prática de crime de furto: Pena – prisão simples. de vias de fato: empurrões. de quinze dias a três meses. por crime de furto ou roubo. Aumenta-se a pena de 1/3 (um terço) até a metade se a vítima é maior de 60 (sessenta) anos. “O vadio ou o mendigo. de trezentos mil réis a três contos de réis. Vias de fato. Exs. desde que não prove destinação legítima: Se a pessoa já tem condenação definitiva por furto ou roubo. (Incluído pela Lei nº 10.147 Se o porte de arma branca ocorreu exclusivamente para a prática de homicídio. será vias de fato majorada. RONALDO BATISTA PINTO). Art. de cem mil réis a um conto de réis. arremesso de líquido. Estar na posse somente. 88 da Lei dos Juizados Especiais (ADA PELEGRINI. Praticar vias de fato contra alguem: Pena – prisão simples. STF).. A) Espécies de ação penal nas vias de fato 1ª corrente: é ação penal pública condicionada à representação.3) Art. Se o indivíduo porta uma arma branca e ocasionalmente a utiliza no homicídio. pois. chaves falsas ou alteradas ou instrumentos empregados usualmente na prática de crime de furto. de 2003) Se for cometido contra vítima maior de sessenta anos. não pratica nada. ou multa.” – a doutrina diz que o dispositivo é inconstitucional. sem comprovações de lesões. se o fato não constitue crime. se a lesão corporal lese depende de representação.15. sem roubar e sem estar condenado. responderá pelos dois: pela contravenção penal e pelo o homicídio. Se o contraventor efetivamente utilizar este objeto na prática de furto. 21 – Vias de fato Art. e multa. 17 da LCP diz que toda contravenção é de ação penal pública incondicionada – trata-se de norma especial que prevalece sobre a norma do art.

de trezentos mil réis a três contos de réis. Deflagração perigosa – tacitamente revogado – constitui o art. não guardar com o devido cuidado. ainda que gratuitamente. de cem mil réis a um conto de réis. queima fogo de artifício ou solta balão aceso. 31 – Deixar em liberdade animal perigoso Art. quem. na via pública. fogos de estampido ou de artifício. Incorre na pena de prisão simples. b) excita ou irrita animal. causar deflagração perigosa. 13. ou o confia à pessoa inexperiente. ou multa. de um a seis meses. sem licença da autoridade. III. do Estatuto do Desarmamento. soltar balão. em via pública ou em direção a ela: Pena – prisão simples. entregar o animal a pessoa inexperiente (pessoa que não tem habilidade para cuidar devidamente do animal).15. 15 do Estatuto do Desarmamento. seja ou não proprietário dele. abandona animal de tiro. O tipo penal pune 3 condutas: deixar o animal em liberdade. em lugar habitado ou em suas adjacências. exceto aqueles que pelo seu reduzido potencial sejam incapazes de provocar qualquer dano físico – tratase de crime. soltar balão aceso. Parágrafo único. causar deflagração perigosa Art. ou entregar de qualquer forma à criança ou adolescente. confiar à guarda de pessoa inexperiente. parágrafo único. 42 da Lei 9605/98. 31.4) Art. O sujeito passivo é a coletividade. c) conduz animal. pondo em perigo a segurança alheia. Pune 4 condutas: disparar arma de fogo. Deixar em liberdade. ou multa.15. parágrafo 1º. Soltar balão aceso – tacitamente revogado – crime ambiental previsto no art. Incorre na mesma pena quem: a) na via pública. carga ou corrida. 28 – disparo de arma de fogo. vender. de quinze dias a dois meses. do CP e art. expondo a perigo a segurança alheia. as duas primeiras são dolosas e a última é culposa.5) Art. 16. queimar fogos de artifício. 28.148 13. a contravenção desaparece. Pode praticá-lo qualquer pessoa que tenha guarda do animal. caracterizando crime de lesão corporal. Se o animal efetivamente atacar alguém. de duzentos mil réis a dois contos de réis. Trata-se de uma contravenção de perigo presumido (não precisa provar que houve perigo real a alguém). Queimar fogos de artifício ilegalmente – continua sendo contravenção. ou multa. Disparar arma de fogo em lugar habitado ou em suas adjacências.: Art. OBS. Disparar arma de fogo – tacitamente revogado – constitui crime do art. 244 do ECA – pune a conduta de fornecer. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . de dez dias a dois meses. 251. Parágrafo único. queimar fogos de artifício. em via pública ou em direção a ela. Dessas 3 condutas. causa deflagração perigosa. ou não guardar com a devida cautela animal perigoso: Pena – prisão simples.

Se houver perigo de dano.15. PAULO JOSÉ DA COSTA JÚNIOR. veículo na via pública.: DAMÁSIO. 32 – Direção sem habilitação Art.15.: dar cavalo de pau. Toda doutrina entende desta forma (DAMÁSIO. 39 – Associação secreta Art. 34 – Direção perigosa Art. ou embarcação a motor em aguas públicas: Pena – multa. 2º do CTB. previstos no CTB. ALEXANDRE DE MORAES. • Excesso de velocidade – art. 309 do CTB. 306 do CTB. pondo em perigo a segurança alheia: Pena – prisão simples.: Conduzir o animal na via pública sem coleira ou focinheira -parágrafo único. • Participar de racha – art.7) Art. porém continua tendo aplicação a todas as outras formas de direção perigosa que não constituam nenhum desses 3 crimes. Dirigir veículos na via pública. STF – HC 86276/MG).149 Só existirá a contravenção se o animal for perigoso (animal que possa atacar e ferir pessoas).15. da LCP.8) Art. 32. só existem se acontecerem em via pública (o art. De acordo com a súmula 720 do STF. 311 do CTB. Dirigir. sem a devida habilitação. QUE RECLAMA DECORRA DO FATO PERIGO DE DANO. Assim. 308 do CTB. 13. SÚMULA Nº 720 do STF O ART. ex. alínea c. objetivo. OBS. 32). trafegar na contramão da direção. de quinze dias a três meses.6) Art. ultrapassagem pela direita. marcha-ré imprudente. ou multa. 309 DO CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO. 13. OBS. se o condutor dirige veículo sem habilitação e sem gerar perigo de dano. Não estão abrangidas por nenhum dos crimes acima ditos. 34. de trezentos mil réis a dois contos de réis. sob compromisso de ocultar à autoridade a existência. ALEXANDRE DE MORAES – estacionamento não é via pública. todavia. DERROGOU O ART. Participar de associação de mais de cinco pessoas. que se reunam periodicamente. 13. caracterizará o crime do art. 39. Há 3 formas de direção perigosa que eram contravenções penais de direção perigosa e que foram transformadas em crimes: • Embriaguês ao volante – art. o artigo 32 da LCP só continua aplicável quanto à direção inabilitada de embarcação a motor em águas públicas. ou embarcações em águas públicas. o art. De acordo com o STF. Tais contravenções. 34 da LCP teve seu campo de aplicação diminuído. CAPEZ. organização ou administração da associação: LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . há apenas infração administrativa de trânsito (não se aplica a contravenção do art. de duzentos mil réis a dois contos de réis. 32 DA LEI DAS CONTRAVENÇÕES PENAIS NO TOCANTE À DIREÇÃO SEM HABILITAÇÃO EM VIAS TERRESTRES.

Logo. 42 – Perturbação do trabalho ou do sossego alheios Art. há quem entenda que não podem ser punidos. O STF entendeu que a perturbação de apenas uma pessoa não configura contravenção penal. Quanto ao inciso III. pelo seu valor. 43. no art.: Art. 13. Perturbar alguem o trabalho ou o sossego alheios: I – com gritaria ou algazarra. “Sossego” não significa repouso noturno.9) Art. diz que é livre a liberdade de associação no Brasil. para reunião de associação que saiba ser de carater secreto. 54 da Lei 9605/98 – praticar poluição sonora. Só existirá esta contravenção se for uma associação para fins ilícitos ou de caráter paramilitar. Assim. OBS. objetivos. II – exercendo profissão incômoda ou ruidosa. tal contravenção pode ocorrer de dia ou de noite. No inciso XVIII do art. IV – provocando ou não procurando impedir barulho produzido por animal de que tem a guarda: Pena – prisão simples. de duzentos mil réis a dois contos de réis. 13. Este artigo não está recepcionado pela CF/88. A doutrina chama tal contravenção de associação secreta. podendo causar dano à saúde humana – o agente praticará crime ambiental (STJ – deve-se analisar o nível do barulho no caso concreto). LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . ou multa. ou multa. quando lícito o objeto da associação. Só se pune a forma dolosa.15. no todo ou em parte. deixar de aplicar a pena. O que se proíbe é a reunião física (os membros devem se reunir em algum lugar) e não a associação ideológica simplesmente.150 Pena – prisão simples. de um a seis meses. a criação de associações independe de autorização do Estado. tendo em vista as circunstâncias. em desacordo com as prescrições legais. de quinze dias a três meses. de trezentos mil réis a três contos de réis. III – abusando de instrumentos sonoros ou sinais acústicos. Tal associação deve ter reuniões periódicas. pois a CF garante o direito ao trabalho e à liberdade religiosa. 5º. A CF.10) Art. funcionamento e administração da entidade. Recusar-se a receber. § 2º O juiz pode. 43 – Recusa de moeda pelo seu valor de face Art. é absolutamente inconstitucional considerar contravenção penal o fato de as pessoas não comunicarem à autoridade a existência. moeda de curso legal no país: Pena – multa.15. 5º. quanto a músicos (para ganhar a vida) e pessoas que praticam cultos religiosos. Só existirá a contravenção se existir 6 pessoas (mais de 5 pessoas). 42. § 1º Na mesma pena incorre o proprietário ou ocupante de prédio que o cede. XVII. Sujeito passivo é a coletividade. pois o tipo traz o termo “alheios” (número plural de pessoas) – o Supremo entende que precisa ter 6 pessoas para caracterizar a contravenção. de duzentos mil réis a dois contos de réis.

Significa recusar-se a receber a moeda pelo o valor de face dela. de dois a seis anos. § 1º . usar. III.Falsificar. Mas na verdade a objetividade jurídica é as relações econômicas. 296.15.) não configura a contravenção penal (a lei fala em usar). distintivo ou denominação cujo emprêgo seja regulado por lei.selo público destinado a autenticar atos oficiais da União. parágrafo 1º. de quinhentos mil réis a três contos de réis. do CP.Incorre nas mesmas penas: III . haverá crime militar – art. falsifica ou faz uso indevido de marcas. ou distintivo de função pública que não exerce – usar diante de um número plural de pessoas. assim. logotipos.selo ou sinal atribuído por lei a entidade de direito público.quem altera. de 2000) LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . não haverá contravenção. Usar. ex.: entrego uma moeda de 20 reais. ou distintivo de função pública que não exerce. ou multa. de 2. (Redação dada pelo Decreto-Lei nº 6.1944) São duas condutas punidas: • Usar publicamente. 171 ou 172 do CPM. 328 do CP. de sinal. distintivo ou denominação cujo emprego seja regulado por lei – quanto ao distintivo. 45. ou a autoridade. 45 – Fingir-se funcionário público Art. de um a três meses. Se além de se fingir funcionário público praticar qualquer ato funcional.11) Art. caracterizará crime de usurpação de função publica – art. e assim não a aceita.15. de uniforme. a objetividade jurídica é a fé pública. indevidamente. de Estado ou de Município. 46 – uso público de uniforme ou distintivo de função pública que não exerce ou uso indevido de sinal. fabricando-os ou alterando-os: I . ou sinal público de tabelião: Pena . a contravenção está tacitamente revogada pelo o art. de uniforme. distintivo ou denominação Art 46. por ex.983. indevidamente. Há entendimento minoritário de que o próprio funcionário público pode ser autor desta contravenção.916. passar da esfera de fingimento. II . Moedas estrangeiras podem ser recusadas. Fingir-se funcionário público: Pena – prisão simples. e o sujeito entende que lá há 10 reais. Só o Real é a moeda de curso forçado no país. publicamente. 13. • Usar.151 Para alguns autores. Se a pessoa se recusa por qualquer outro motivo que não seja o seu valor de face. e multa. Se for uniforme ou distintivo militar.12) Art. 13. (Incluído pela Lei nº 9. Não pode. O mero porte do uniforme (estando na bolsa. siglas ou quaisquer outros símbolos utilizados ou identificadores de órgãos ou entidades da Administração Pública. 296 . Art. de sinal.10.reclusão.

detenção. STF (HC 92183) – atividade de árbitro ou mediador não configura tal contravenção. que é a saúde pública. Art. OBS. estendendo-se os efeitos da condenação à perda dos moveis e objetos de decoração do local. Há divergência em saber se a contravenção é habitual ou não. NUCCI – a contravenção é habitual quanto ao verbo “exercer”.15. 50. Para as demais profissões. odontologia ou farmácia. de quinhentos mil réis a cinco contos de réis A CF garante o direito à profissão. conforme o estabelecido em lei. não há a contravenção. 2ª corrente: Outra corrente entende que se trata de crime instantâneo – um único ato já a configura. pois em jogo está interesse maior. mediante o pagamento de entrada ou sem ele: (Vide Decreto-Lei nº 4. de dois a quinze contos de réis. Estabelecer ou explorar jogo de azar em lugar público ou acessivel ao público. cuida-se de crime (art. 47.Se o crime é praticado com o fim de lucro. dentista ou farmacêutico. 282 . 47 – Exercício de profissão ou atividade econômica em desacordo com a lei Art.866. A vítima desta contravenção é a coletividade e a proteção das classes profissionais e econômicas.4. ainda que a título gratuito. de seis meses a dois anos. OBS. a profissão de médico. mas é instantâneo quanto ao “anunciar”.14) Art. Conclusão: se a profissão não estiver regulada em lei.15. Exercer profissão ou atividade econômica ou anunciar que a exerce.1946) Pena – prisão simples.2: quando o exercício ilegal de profissão referir-se à medicina.13) Art. ou multa. se existe entre os empregados ou participa do jogo pessoa menor de dezoito anos.152 13. aplica-se também multa. Há duas correntes: 1ª corrente: Trata-se de contravenção habitual – só a reiteração do exercício ilegal da profissão configura a contravenção. aplica-se a contravenção do art. sem autorização legal ou excedendo-lhe os limites: Pena .10. de 30. Parágrafo único . de quinze dias a três meses. 13. 282 do CP).215. § 1º A pena é aumentada de um terço. Atividade econômica está querendo dizer “qualquer atividade com fim lucrativo”. Só haverá a contravenção se a atividade for praticada em desconformidade com as condições legais – trata-se de norma penal em branco. 50 – Jogo de azar Art. Aquele que exerce profissão sem atender os requisitos dispostos em lei praticará a contravenção em estudo. São duas condutas: basta anunciar que exerce ou exercer a profissão em desconforme com a lei. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .: STF e STJ entendem que sim! Há contravenção mesmo que o advogado exerça a atividade em outra unidade da federação. de 23.1942) (Vide Decreto-Lei 9. por se tratar de atividade ainda não regulada em lei.Exercer.1: Advogado suspenso ou impedido responde por essa contravenção? R. sem preencher as condições a que por lei está subordinado o seu exercício: Pena – prisão simples. e multa. de três meses a um ano. 47.

tômbula. jogos de azar: c) o jogo em que o ganho e a perda dependem exclusiva ou principalmente da sorte. 45 do Dec-Lei 6259/44 se for jogo de prognósticos/loterias. A jurisprudência considera jogos de azar: jogo de cartas 21. que veio apenas permitir o funcionamento provisório de "bingos". 50 da LCP. de bilhar etc. RESP. caxeta. b) o hotel ou casa de habitação coletiva. a cujos hóspedes e moradores se proporciona jogo de azar. 50 se houver alguma chance de ganho. desde que autorizados por entidades de direito público. sujeito passivo: o Estado. em que se realiza jogo de azar. § 4º Equiparam-se. a competência é da Justiça Estadual (STJ CC 45318/SP). ainda que se dissimule esse destino. As contravenções dos arts.981/2000 (Lei Maguito Vilela) foram revogados. CRIMINAL. INOCORRÊNCIA. o bingo configura a contravenção do art. para os efeitos penais.: E as máquinas de caça-níqueis ou vídeo-poquer? R. a lugar acessivel ao público: a) a casa particular em que se realizam jogos de azar. 50 da LCP não restou revogado pela Lei Pelé (Lei 9. Sujeito ativo: qualquer pessoa. de jogos que dependem da habilidade: truco. Hipótese em que foram apreendidos diversos materiais correlacionados à exploração comercial de jogos de bingos. MANDADO DE SEGURANÇA.: é o que depende exclusivamente ou principalmente da sorte – parágrafo 3º do art. d) o estabelecimento destinado à exploração de jogo de azar. de duzentos mil réis a dois contos de réis. 51 a 58 da LCP foram tacitamente revogadas pelo Dec-Lei 6259/44 – contravenções referentes às loterias. quem é encontrado a participar do jogo. MANDADO DE BUSCA E APREENSÃO. ORDEM CONCEDIDA PARA LIBERAR O MATERIAL APREENDIDO E AUTORIZAR A CONTINUAÇÃO DA ATIVIDADE. pois é ele que detém o monopólio dos jogos de azar. 50 da LCP – RESP 703156 STJ. • Contravenção do art. c) as apostas sobre qualquer outra competição esportiva. 50 – jogo de azar. II. O art. quando deles habitualmente participam pessoas que não sejam da família de quem a ocupa. REVOGAÇÃO DO ART. 50 DA LCP. não entra no conceito de jogo de azar aqueles que dependem principalmente da habilidade do jogador. § 3º Consideram-se. ex. b) as apostas sobre corrida de cavalos fora de hipódromo ou de local onde sejam autorizadas.651/98 (Lei Pelé). I.: o STF e STJ – 780937/RS. Assim. RECURSO PROVIDO. como ponteiro ou apostador.651/98). EXPLORAÇÃO DE JOGOS DE BINGO. os artigos 59 a 81 da Lei 9. ***OBS. entendem que tais máquinas podem configurar: • Contravenção do art. Em todos esses casos. Com o advento da Lei 9. A tese de que a lei Pelé (9615/98) revogou o art. a partir de 31/12/2001. O que é jogo de azar? R. Assim. bolão esportivo.153 § 2º Incorre na pena de multa. 50 da LCP não vem sendo aceita pelo STF e STJ. • Crime contra a economia popular se a máquina estiver programada para anular as chances de ganho do apostador – lei 1521/51. A única contravenção de jogos ilícitos da LCP que está em vigor é a prevista no art. jogo de tampinhas. respeitando as LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . III. c) a sede ou dependência de sociedade ou associação.

Sujeito ativo e passivo: qualquer pessoa (não é só mulher).art. do CP. 59. Legislar sobre bingos é matéria exclusiva da União. ou prover à própria subsistência mediante ocupação ilícita: Pena – prisão simples.4: Apostas em disputa envolvendo briga de animais – caracteriza crime ambiental – art. Recurso provido.15. uma forma de pensamento.15. A aquisição superveniente de renda.1: Bingos beneficentes não configuram infração penal – adequação social da conduta. quando as referidas empresas já não mais poderiam estar explorando a atividade. sem ter renda que lhe assegure meios bastantes de subsistência. Importunar alguem. mas a aposta é feita no Brasil – STF entendeu caracterizada a contravenção (HC 80908/RS) OBS. Parágrafo único. fere o princípio da isonomia. autorização esta. 59 . 32 da Lei 9605/98. VI. . 13. conforme a legislação específica. OBS. sendo válido para o trabalho.15) Art. INCLUSIVE BINGOS E LOTERIAS. OBS. OBS. II.O brasileiro que joga bingo em navios em mar do estrangeiro pode ser responsabilizado pela Lei brasileira.154 autorizações que estivessem em vigor até a data de sua expiração. 61 – Importunação ofensiva ao pudor Art.Vadiagem Art. IV. A partir de 31/12/2002. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . pois viver na ociosidade pode ser uma opção de vida.2: CAPEZ . em razão do princípio da nacionalidade ativa do agente. em lugar público ou acessivel ao público. de quinze dias a três meses. Para caracterizar o crime a vítima precisa se sentir importunada.16) Art.3: Apostas de corridas de cavalo ocorrida no estrangeiro.688/41 (Lei de Contravenções Penais). 61. com validade de 12 meses. Fundamentos: Presunção de periculosidade inadmissível. ***Ocorre que não se aplica a lei brasileira às contravenções praticadas fora do Brasil. SÚMULA VINCULANTE Nº 2 É INCONSTITUCIONAL A LEI OU ATO NORMATIVO ESTADUAL OU DISTRITAL QUE DISPONHA SOBRE SISTEMAS DE CONSÓRCIOS E SORTEIOS. Entregar-se alguem habitualmente à ociosidade. de duzentos mil réis a dois contos de réis. extingue a pena. Se o ato impugnado ocorreu em 2003. 7º. de modo ofensivo ao pudor: Pena – multa. 50 da Lei 3. tem-se a correção da medida de busca e apreensão. Não existe extraterritorialidade da lei brasileira em relação às contravenções. NUCCI diz que fere a dignidade da pessoa humana. V. que assegure ao condenado meios bastantes de subsistência. 13. Toda a doutrina entende que tal contravenção é inconstitucional. ninguém mais poderia explorar o jogo do bingo por violação expressa ao art.

ou multa. de 12.detenção de 2 (dois) a 4 (quatro) anos.2003) 13.: vender cola de sapateiro para menor caracteriza o crime do art. fornecer ainda que gratuitamente. BITENCOURT e LFG sustentam que estes atos configuram contravenção de importunação ofensiva ao pudor.06. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . se o fato não constitui crime mais grave. de quinhentos mil réis a cinco contos de réis Inciso I – Há 2 entendimentos sobre aplicar este inciso ou o art. O crime do ECA ficaria para todas as hipóteses de substâncias que não se enquadram em bebidas alcoólicas ou em drogas (inserirá na Lei 11343/2006). Vender. pois considerá-lo como crime hediondo (atentado violento ao pudor) fere o princípio da proporcionalidade ou razoabilidade.18) Art. Art. ministrar ou entregar. de qualquer forma. Servir bebidas alcoólicas: I – a menor de dezoito anos. e multa. HC 85437/SP). 64. Tratar animal com crueldade ou submetê-lo a trabalho excessivo: Pena – prisão simples.15. II – a quem se acha em estado de embriaguez. 243 do ECA: 1ª corrente: TJ/SP – vender bebida alcoólica a menor caracteriza a contravenção (STJ) – RESP 942288/RJ . STJ – tais atos configuram atentado violento ao pudor (HC 75245/SP. ela se refere apenas à bebida alcoólica e o art. ainda que por utilização indevida: Pena .17) Art. 64 – tratar animal com crueldade ou submetê-lo a trabalho excessivo Art. 63.2009 – SILVIO MACIEL 13. 243 do ECA se refere a “produtos cujos componentes possam causar dependência física ou psíquica. sem justa causa. 63 – Servir bebidas alcoólicas a determinadas pessoas Art. a criança ou adolescente. 243 do ECA.15. de cem a quinhentos mil réis. de dez dias a um mês. de dois meses a um ano.155 A contravenção não precisa estar ligada a atos de sexualidade/o pudor não se limita ao pudor sexual. ou multa. 13. produtos cujos componentes possam causar dependência física ou psíquica.764. (Redação dada pela Lei nº 10. ex.11. III – a pessoa que o agente sabe sofrer das faculdades mentais.a contravenção é mais específica do que o crime. apalpar ou encostar em partes íntimas da vítima). A) Atentado violento ao pudor e importunação ofensiva ao pudor Discute-se na doutrina se atos lascivos “mais leves” configura o crime ou contravenção (beijos lascivos. IV – a pessoa que o agente sabe estar judicialmente proibida de frequentar lugares onde se consome bebida de tal natureza: Pena – prisão simples. 243.

participando.15.1) CRIMES DE TRÂNSITO E LEI 9099/95 Art. O CTB traz nos seus arts. de corrida. no que couber.099. e parágrafos 1º e 2º. de exibição ou demonstração de perícia em manobra de veículo automotor.705.19) Art. Do art. de 2008) III . 13. de quinze dias a dois meses. da Lei 9605/98 – agora a conduta é crime. de duzentos mil réis a dois contos de réis Não se pode confundir esta contravenção (perturbação da tranqüilidade) com a contravenção de perturbação do trabalho ou sossego alheios – art. de 2008) II . a expressão “alguém” determinada o sujeito passivo. Este tipo penal exige uma finalidade específica – deve-se perturbar ou molestar por acinte (de propósito) ou por motivo reprovável. embora para fins didáticos ou científicos. Do art. bem como a Lei nº 9. (Incluído pela Lei nº 11. disputa ou competição automobilística. 65. 14) LEI 9503/97 – CRIMES DE TRÂNSITO O Código de Trânsito Brasileiro foi publicado dia 23. mas só entrou em vigor em 22. caput.099. (Incluído pela Lei nº 11. § 2º Aplica-se a pena com aumento de metade. ou multa. 42 da LCP – deve-se perturbar mais de uma vítima). 14. Aos crimes cometidos na direção de veículos automotores. 74. 65 – Perturbação da tranquilidade Art. se o animal é submetido a trabalho excessivo ou tratado com crueldade. se este Capítulo não dispuser de modo diverso. de 26 de setembro de 1995. 291 ao 312 os crimes de trânsito. de 2008) I .09.97. 291 ao 301 traz as disposições gerais. (Incluído pela Lei nº 11.705.705. em exibição ou espetáculo público. 291. Molestar alguem ou perturbar-lhe a tranquilidade. deverá ser instaurado inquérito policial para a investigação da infração penal. 42 da LCP. Assim. não autorizada pela autoridade competente.705. 302 ao 312 são os crimes em espécie. 76 e 88 da Lei n o 9. O sujeito ativo é qualquer pessoa e o sujeito passivo é pessoa determinada (na outra contravenção – do art. § 1o Aplica-se aos crimes de trânsito de lesão corporal culposa o disposto nos arts. a perturbação culposa não é incriminada. exceto se o agente estiver: (Renumerado do parágrafo único pela Lei nº 11.01. Aqui. aplicam-se as normas gerais do Código Penal e do Código de Processo Penal. experiência dolorosa ou cruel em animal vivo.transitando em velocidade superior à máxima permitida para a via em 50 km/h (cinqüenta quilômetros por hora). de 2008) LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .705. Tal contravenção está tacitamente revogada (no seu inteiro teor) pelo o art.sob a influência de álcool ou qualquer outra substância psicoativa que determine dependência.98 – vacatio legis de 120 dias. de 2008) § 2o Nas hipóteses previstas no § 1o deste artigo.156 § 1º Na mesma pena incorre aquele que. realiza em lugar público ou exposto ao publico. (Incluído pela Lei nº 11. previstos neste Código. por acinte ou por motivo reprovavel: Pena – prisão simples. em via pública. 32. de 26 de setembro de 1995.

Parágrafo único. Em regra. Cabe composição civil de danos (se for o caso). sua pena é de 6 meses a 3 anos de prisão. de seis meses a dois anos e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor. mesmo que a pena máxima do tipo não ultrapasse 2 anos). Os dos arts. Exceção: O art. 291. 303). aplicar-se-á inteiramente a Lei 9099/95. se ocorrer qualquer das hipóteses do parágrafo único do artigo anterior. I a III. a ação será pública incondicionada. Aumenta-se a pena de um terço à metade. 302) não cabe nenhum instituto da Lei 9099/95.detenção. 304. suspensão condicional. 303 com causa de aumento de pena. logo. Se o réu estiver em situação de flagrante. Quanto ao crime de lesão corporal culposa no trânsito (art. 307 ao 312 são infrações de menor potencial ofensivo. diz que nada disso se aplica à lesão corporal culposa no trânsito se: • ela foi praticada sob a influência de álcool ou substância psicoativa. Caberá apenas a suspensão condicional do processo. parágrafo único c/c art. mas cabia transação penal. Tal alteração é irretroativa – trata-se de norma posterior que agrava a situação do réu. diferentemente do homicídio culposo do CP. EMBRIAGUEZ AO VOLANTE (ART. cuja pena é de 1 a 3 anos. Quanto ao crime de embriaguez ao volante (art. 302. 305. Não é infração de menor potencial ofensivo. ***Além do mais. não se aplica a Lei 9099/95. parágrafo único. a pena é de 6 meses a 2 anos de detenção – trata-se de crime de menor potencial ofensivo. caberia composição de danos (com a vítima lesionada). Até ano passado cabia transação penal (era o único crime que não é de menor potencial ofensivo. do CTB (art. CTB DEPOIS DA LEI 11705/2008 Não é infração de menor potencial ofensivo e não cabe mais a transação penal. parágrafo 1º. não caberá transação penal. termo circunstanciado na investigação criminal. o procedimento será o sumaríssimo e a competência será do JECRIM. transação penal (com o MP) e a ação seria pública condicionada à representação. 306 DO CTB) CTB ANTES DA LEI 11705/2008 Não era infração de menor potencial ofensivo.\ LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . transação penal. nem composição civil. Praticar lesão corporal culposa na direção de veículo automotor: Penas . acabou com aquela discussão de que sempre seria dolo eventual (pois o crime é culposo). Se não couber nada disso.157 Há 11 crimes de trânsito. • Em velocidade superior a 50 km/h da máxima permitida. Art. mas que era cabível a transação). o Delegado deverá instaurar inquérito policial (não poderá instaurar termo circunstanciado. assim. Quanto ao crime de homicídio culposo (art. deverá ser feito o auto de prisão em flagrante. OBS. Inserindo num desses casos. 306). do CTB). pois sua pena é de 2 a 4 anos (não é de menor potencial ofensivo). 303.: O próprio CTB está admitindo que existe lesão culposa em situação de racha ou sob influencia de álcool ou outra substancia psicoativa – logo. • Em competição automobilística não autorizada (tipo “racha”). A quarta hipótese de não aplicação daqueles institutos da Lei 9099/95 é a da prevista no art. 303.

em quarenta e oito horas.deixar de prestar socorro. 302. Se o réu for reincidente na prática de crime previsto neste Código. para dirigir veículo automotor. estiver recolhido a estabelecimento prisional. § 2º A penalidade de suspensão ou de proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor não se inicia enquanto o sentenciado. 291. se o juiz condenar por um desses crimes. tem a duração de dois meses a cinco anos.no exercício de sua profissão ou atividade. A proibição é aplicada àquele que não tem permissão ou não é habilitado para dirigir (fica impedido de obter a habilitação ou permissão para dirigir). se houver. mas deve ser aplicada quando o réu for reincidente em crime de trânsito. ele é obrigado a aplicar prisão + a suspensão ou proibição do direito de dirigir. o réu será intimado a entregar à autoridade judiciária. trata-se de pena principal. 307. Para os demais crimes – arts. estiver conduzindo veículo de transporte de passageiros. a Permissão para Dirigir ou a Carteira de Habilitação.705. 305.não possuir Permissão para Dirigir ou Carteira de Habilitação. 306 (embriaguez ao volante) e 308 (participar de racha). IV . se o agente: I . 303 (lesão corporal culposa). Art. No homicídio culposo cometido na direção de veículo automotor. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Ela será aplicada cumulativamente com a pena de prisão ou de multa. A penalidade de suspensão ou de proibição de se obter a permissão ou a habilitação. tal pena de suspensão ou proibição do direito de dirigir já está cominada no tipo penal. o juiz aplicará a penalidade de suspensão da permissão ou habilitação para dirigir veículo automotor.praticá-lo em faixa de pedestres ou na calçada. sem prejuízo das demais sanções penais cabíveis. 304. 293. a pena é aumentada de um terço à metade. de 2008) A natureza da ação não muda – continuará dependendo de representação (que nem na forma simples). Parágrafo único.2) SUSPENSÃO E PROIBIÇÃO DO DIREITO DE DIRIGIR (ART. Art. por efeito de condenação penal. 309 a 312. § 1º Transitada em julgado a sentença condenatória. Se for praticado nas situações do parágrafo 1º do art.(Revogado pela Lei nº 11. II . Assim. 296. 302 (homicídio culposo). Seja nos dois casos (pena já cominada ou não) a duração dessa pena será de 2 meses a 5 anos. V . (Redação dada pela Lei nº 11. o juiz poderia aplicar tal pena de suspensão da habilitação no caso de reincidência na prática de crime de trânsito). 292 A 296 DO CTB) A suspensão é aplicada àquele que já tem permissão ou habilitação para dirigir. Ela não é pena substitutiva da pena de prisão. de 2008) Trata-se de um dever do magistrado (antes do advento da Lei 11705/2008. Dos 11 crimes. a lesão corporal culposa será de ação pública incondicionada! 14. tal pena não está cominada no tipo penal. à vítima do acidente.158 Art. nos arts.705. III . quando possível fazê-lo sem risco pessoal.

OBS. Violar a suspensão ou a proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor imposta com fundamento neste Código: Penas .: No crime do art. OBS. LIVRE CONVENCIMENTO MOTIVADO. INOCORRÊNCIA. a pena privativa de liberdade pode ser substituída por uma pena restritiva de direitos e multa ou por duas restritivas de direitos. 306 e 308.detenção. no próprio tipo penal e para os demais crimes ela será aplicada sem prejuízo da pena de prisão. IV . POSSIBILIDADE. A suspensão ou a proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor pode ser imposta como penalidade principal. DELITO DE TRÂNSITO.714. isolada (?) ou cumulativamente com outras penalidades. RESP. SUBSTITUIÇÃO DA LIMITAÇÃO DE FINAIS DE SEMANA POR PRESTAÇÃO PECUNIÁRIA. Nesse sentido: RESP 737306 e 347829. parágrafo 2º. do CTB. 292 dispor que dá para aplicar tal pena de suspensão ou proibição de permissão ou habilitação de forma isolada. para os crimes dos arts.159 Art. se superior a um ano. SUSPENSÃO DA HABILITAÇÃO PARA DIRIGIR. SUBSTITUIÇÃO DA PENA CORPORAL POR DUAS RESTRITIVAS DE DIREITO ALÉM DA SUSPENSÃO DA HABILITAÇÃO PARA DIRIGIR.: Combinando tal artigo com o art. Apesar do art. INDEFERIMENTO.Não afronta o art. também cumulativamente. 47. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . não é possível o juiz aplicar apenas tal sanção (foi um equívoco do legislador) pois. 44. por efeito de condenação penal. os únicos crimes culposos do CTB (homicídio e lesão corporal) já prevêem tal pena como principal em seu tipo. 57 do CP. 302. IMPOSSIBILIDADE.2: art. a aplicação de duas penas restritivas de direito. deve aplicar o sistema trifásico. de 1998) R. 307. A quais crimes pode ser aplicada tal sanção? R. 44. 293. HOMICÍDIO CULPOSO. do Código Penal. a substituição pode ser feita por multa ou por uma pena restritiva de direitos. individualizando a pena da mesma forma que a prisão – RESP 737306 (STJ). substitutivas da pena privativa de liberdade. o prazo é o mesmo da suspensão ou proibição anteriormente imposta Art. 47. do CP – prevê a suspensão do direito de dirigir. (Incluído pela Lei nº 9. do CP – Pode o juiz substituir a pena de prisão por 2 restritivas de direito + a pena de suspensão ou perda de habilitação ou permissão? § 2o Na condenação igual ou inferior a um ano. ou seja. § 1o. Tal pena não pode iniciar enquanto estiver preso – art. A maioria da doutrina entende que tal sanção do art. chega-se à conclusão de que tal pena se aplica aos crimes culposos de trânsito. 307. § 2º A penalidade de suspensão ou de proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor não se inicia enquanto o sentenciado. PRESCRIÇÃO DA PENA DE SUSPENSÃO DA HABILITAÇÃO PARA DIRIGIR. com nova imposição adicional de idêntico prazo de suspensão ou de proibição O juiz. III. parágrafo 2º.1: Art. RECURSO DESPROVIDO. OITIVA DOS PERITOS E EXAME MÉDICO. POSSIBILIDADE. tal sanção já está cumulada com a pena de prisão. para aplicar tal pena de suspensão ou proibição de habilitação ou permissão. MOTORISTA PROFISSIONAL. 303.: Pode – STJ – RE 628730/SP Ementa CRIMINAL. estiver recolhido a estabelecimento prisional. III. de seis meses a um ano e multa. 292. do CP foi tacitamente revogada pelo CTB. cumuladas com a pena de suspensão da habilitação para dirigir veículo automotor OBS. Todavia.

mediante depósito judicial em favor da vítima. poderá o juiz. substituída por uma outra restritiva de direitos diversa da aplicada.559/SP. a suspensão da permissão ou da habilitação para dirigir veículo automotor. DO CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO. Tal medida cabe na fase de investigação ou do processo (ação penal). AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. II . o valor da multa reparatória será descontado. RS. também. sempre que houver prejuízo material resultante do crime. Min. de quantia calculada com base no disposto no § 1º do art.1) Suspensão ou proibição do direito de dirigir como medida cautelar Art. STJ – de maneira unânime. RJ.º 9. Caberá quando houver provas de que o réu ou acusado continua praticando infrações administrativas ou criminais. havendo necessidade para a garantia da ordem pública. "A imposição da pena de suspensão do direito de dirigir é exigência legal. sem efeito suspensivo. 50 a 52 do Código Penal. ou a requerimento do Ministério Público ou ainda mediante representação da autoridade policial. I . Arnaldo Esteves. 302 da Lei 9. ARTIGO 302 DA LEI N. dizem que não há possibilidade de aplicar tal pena a esta pessoa pois ele depende desta trabalho para se sustentar – ofende o direito ao trabalho. Parágrafo único. DJU de 07/05/2007). RECURSO ESPECIAL." (HC 66. 14. a pena privativa de liberdade é de ser.503/97 e art.503/97. Pode ela ser decretada de ofício pelo juiz. § 2º Aplica-se à multa reparatória o disposto nos arts. 5ª Turma. 294. Habeas corpus concedido de ofício. Em qualquer fase da investigação ou da ação penal. ou a proibição de sua obtenção. 302 da Lei 9. (Precedente do STJ).: TJ’s de MG. ARTIGO 293. decretar. ou da que indeferir o requerimento do Ministério Público. OBS. deve a suspensão de habilitação para dirigir veículo automotor ser fixada. Recurso provido. § 1º A multa reparatória não poderá ser superior ao valor do prejuízo demonstrado no processo. como medida cautelar. PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE FIXADA NO MÍNIMO LEGAL. in casu. direito ao sustento e à dignidade da pessoa humana. 49 do Código Penal. cabe RESE sem efeito suspensivo. de ofício.160 PENAL. 47.Dada a duplicidade da incidência da suspensão (ex vi art. nos moldes da pena corporal. ou seus sucessores.2. inciso III do Código Penal).3) MULTA REPARATÓRIA Art. caberá recurso em sentido estrito. Rel.3: É possível aplica tal sanção de suspensão/proibição par ao motorista profissional que depende da profissão para sustentar a si próprio e à sua família? R. § 3º Na indenização civil do dano. Da decisão que deferir a medida cautelar ou que indeferir o pedido do MP.503/97. entende que pode sim ser aplicada a tais pessoas – é pena prevista no tipo penal e deve ser aplicada (RESP 1019673). O fato de o paciente ser motorista profissional de caminhão não conduz à substituição dessa pena restritiva de direito por outra que lhe seja preferível. SP. motivo pelo qual a pena privativa de liberdade foi fixada em seu mínimo legal. QUANTUM FIXADO ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. PENA DE SUSPENSÃO DE HABILITAÇÃO PARA DIRIGIR VEÍCULO AUTOMOTOR. É decretada para garantia da ordem pública (garantia da segurança do trânsito). Recurso provido. 297. A penalidade de multa reparatória consiste no pagamento. conforme previsto no art. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . SC. requerimento do MP ou representação autoridade policial. em decisão motivada. no patamar mínimo. 14. Da decisão que decretar a suspensão ou a medida cautelar.Inexistindo circunstâncias desfavoráveis ao condenado.

209.7. nem se exigirá fiança.O valor do dia-multa será fixado pelo juiz não podendo ser inferior a um trigésimo do maior salário mínimo mensal vigente ao tempo do fato. nem cobrada fiança. O art. cabe o perdão judicial no homicídio culposo e lesão corporal culposa CTB – analogia in bonam partem do CP (art. II . de 11. mas a doutrina entende que a vítima ou seus sucessores devem executar tal multa (o destinatário da multa reparatória) – é o que prevalece.4) PERDÃO JUDICIAL Só é cabível o perdão judicial naqueles crimes que prevêem tal possibilidade.2) Cálculo É calculada com base no art. quem a executará? R.Não há qualquer incompatibilidade na aplicação cumulativa da multa reparatória e da prestação pecuniária como substitutiva da pena privativa de liberdade. Só se aplica ao homicídio culposo e à lesão corporal culposa. Mesmo que tenha sido um socorro ineficaz. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . 14. mas desde que realizado. 121. parágrafo 8º. todavia. Ela vai para a vítima ou seus sucessores. por isso que ele se preocupa com o socorro da vítima. se prestar pronto e integral socorro àquela.: Será executada como a multa penal – A Fazenda Pública executaria tal multa na vara das Execuções Fiscais (como regra do CP). Estão excluídos da multa reparatória os danos morais. 14. O STJ entende que é possível – RESP 736784 I .161 14. será incabível a prisão em flagrante do agente.1984) E se essa multa reparatória não for paga. O motivo do veto presidencial foi de que o CP já previa o perdão judicial. O parágrafo 3º do art. diz que o valor da multa reparatória não pode ser superior ao prejuízo da vítima demonstrado no processo. é um instituto com nítido caráter indenizatório.: A pena de prestação pecuniária é uma pena substitutiva da prisão. parágrafo 1º.Havendo prejuízo material resultante da prática de crime previsto no Código de Trânsito Brasileiro se mostra cabível a aplicação da multa reparatória prevista no art. nos casos de acidentes de trânsito de que resulte vítima. 301. Ao condutor de veículo. 49. 297 diz que o valor da multa reparatória será descontado em eventual valor de indenização civil.3. 297. Recurso provido 14. A multa civil é uma sanção civil aplicada na sentença penal. do CP § 1º . CAPEZ – diz que a multa reparatória é efeito extrapenal secundário da sentença penal – minoria. pois todos os outros crimes do CTB são crimes de perigo.1) Natureza jurídica da multa reparatória É amplamente majoritário de que a multa reparatória é sanção civil aplicada na sentença penal.503/97.: É possível o juiz aplicar a pena de prestação pecuniária + multa reparatória? R. do CP). não se imporá a prisão em flagrante. parágrafo. parágrafo 1º.3. (Redação dada pela Lei nº 7. não necessitando de nova figura no CTB. 129. 5º e art. nem superior a 5 (cinco) vezes esse salário. 297 da Lei nº 9. OBS. O Presidente da República vetou tal artigo que previa o perdão judicial no CTB. O legislador se preocupou com a vítima e não com a impunidade.5) PRISÃO EM FLAGRANTE E FIANÇA NOS CRIMES DE TRÂNSITO Art.

: sujeito andando de bicicleta na rodovia e atropela alguém. 302. ele deverá ser autuado em flagrante. já estará prestando socorro.: ameaça de linchamento. O termo compreende os veículos conectados a uma linha elétrica e que não circulam sobre trilhos (ônibus elétrico). Tal socorro servirá como atenuante genérica de pena – art. Alguns doutrinadores dizem que o tipo é inconstitucional pelo fato do tipo não descrever a conduta do crime e sim seu nomem iuris (nome jurídico do crime). Deve o socorro ser integral – deve o condutor fazer tudo que estiver a sua disposição para socorrer. e sim o CP – no caso de dolo eventual. ciclomotores LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . é qualquer veículo que se movimenta pela força do motor e que transporta pessoas e coisas ou que servem para a tração de veículos que transportam pessoas e coisas + o ônibus elétrico.6.1) Homicídio culposo – art. Resumindo. 65 do CP. OBS. veículos de tração humana (bicicleta).3: Mesmo prestado o socorro pelo condutor.6) PRINCIPAIS CRIMES EM ESPÉCIE 14. o Delegado verificou que foi caso de dolo eventual – o agente deverá ser autuado em flagrante – não está sendo aplicado o CTB. OBS.detenção. assim. e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor. ou para a tração viária de veículos utilizados para o transporte de pessoas e coisas. Abrange: automóveis.2: Se o condutor não socorreu porque não tinha condições de socorrer.1: O prestar socorro também abrange a solicitação da autoridade competente ao local do acidente – corpo de bombeiros – ex.todo veículo a motor de propulsão que circule por seus próprios meios. mesmo que o condutor preste pronto e integral socorro à vítima. OBS. e que serve normalmente para o transporte viário de pessoas e coisas. veículos de tração animal (carroça).162 O socorro deve ser imediato – a demora injustificada do socorro justifica a prisão em flagrante. 302 Art. Ex.: vítima com fratura exposta não pode ser removida do local. Estão fora do conceito: os veículos automotores aquáticos e aéreos. motocicleta. violando o princípio da taxatividade. guincho. mas a vitima morreu. diz a doutrina que ele não deverá ser preso em flagrante. de dois a quatro anos. matando-o. inclusive no trânsito. O STF entende ser constitucional. 14. ANEXO I DO CTB . também se feriu etc. ônibus etc. Praticar homicídio culposo na direção de veículo automotor: Penas .VEÍCULO AUTOMOTOR . o agente ligando para o SIATE. ex. Qualquer outra hipótese de crime que não cometido na condução de veículo automotor será aplicado o CP.

4. 14.: A doutrina entende que deve ser aplicado o art. 3. 309 (crime de falta de habilitação) senão haveria bis in idem No caso da lesão culposa.não possuir Permissão para Dirigir ou Carteira de Habilitação. 303. No homicídio culposo cometido na direção de veículo automotor. parágrafo único. Parágrafo único. REEXAME DE PROVAS. absorve o crime menos grave de dirigir sem habilitação (artigos 303. mesmo que a vítima não ofereça representação.: Indivíduo dirige seu veículo dentro de sua chácara e atropela alguém o matando – 1ª corrente: aplica-se o CP. Parágrafo único. a pena é aumentada de um terço à metade. PAR. 2. passando a funcionar apenas como causa de aumento de pena da lesão – STF HC 80298 Ementa EMENTA: HABEAS-CORPUS. provido de um motor de combustão interna. 308 e 309. QUALIFICADO PELA FALTA DE HABILITAÇÃO. ÚNICO. ao contrário dos arts. Precedentes de ambas as Turmas. E DE DIRIGIR SEM HABILITAÇÃO (ARTS.detenção. por ex. O crime de lesões corporais culposas é de ação pública condicionada à representação da vítima por expressa disposição legal (artigos 88 e 91 da Lei nº 9. ocorre a extinção da punibilidade do crime mais grave de lesões corporais culposas.CICLOMOTOR .veículo de duas ou três rodas. I a IV (art. Praticar lesão corporal culposa na direção de veículo automotor: Penas . OBS. 2ª corrente: majoritária – aplica-se o CTB porque o art. a falta de habilitação ou permissão perde a sua autonomia de crime próprio. não podendo o paciente ser processado pelo crime menos grave de dirigir sem habilitação. que contém a elementar via pública. 302 não contém a elementar via pública. HOMICÍDIO CULPOSO. O STJ entende que se aplica a causa de aumento de pena da mesma forma – RESP 492912 PENAL.. do CTB. Fundamento: quando ocorre a lesão. o infrator não poderá ser processado pelo crime de falta de habilitação. CRIME DE LESÕES CORPORAIS CULPOSAS NA DIREÇÃO DE VEÍCULO. Na hipótese em que a vítima não exerce a faculdade de representar. Isto significa que o homicídio culposo pode ocorrer até em vias particulares. pois o CTB só regula o trânsito nas vias públicas. 303. se o agente: I .2) Lesão corporal culposa Art. se ocorrer qualquer das hipóteses do parágrafo único do artigo anterior. e 309 do Código de Trânsito Brasileiro). par.6. RECURSO ESPECIAL. parágrafo único diz que tais causas também se aplicam à lesão corporal). que restou absorvido.099/95).6.163 ANEXO I DO CTB . LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . 302. FALTA DE HABILITAÇÃO ESPECÍFICA. 298. cuja cilindrada não exceda a cinqüenta centímetros cúbicos (3. estava conduzindo um automóvel. E se. 14. E 309 DO CTB): CONSUNÇÃO. de seis meses a dois anos e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor. 1. Habeas-corpus conhecido e deferido para determinar o trancamento da ação penal. qualificado pela falta de habilitação. IV. O crime mais grave de lesões corporais culposas. único. mas possui só habilitação de motocicleta? R. 303.3) Causas de aumento de pena do homicídio culposo e da lesão corporal culposa Art. 306. Aumenta-se a pena de um terço à metade.05 polegadas cúbicas) e cuja velocidade máxima de fabricação não exceda a cinqüenta quilômetros por hora. qualificado pela falta de habilitação para dirigir veículos. Não pode responder também pelo art.

A majoração da resposta penal em decorrência do inciso I. 306 DA LEI 9. haverá 3 hipóteses: • Condutor.Se houve homicídio culposo. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. Só incidirá tal aumento de pena se tal socorro era possível sem risco pessoal (qualquer outro risco. ex. Tal causa de aumento foi excluída em 2008. se para a verificação da falta de cuidado concretamente exigível se torna necessário o cotejo e o reexame do material cognitivo (Súmula nº 07 . à vítima do acidente.: Responde com aumento da mesma forma. EXASPERAÇÃO DA PENA PELA INCIDÊNCIA MAJORANTE DA CIRCUNSTÂNCIA DO ART. II . O sujeito não pode responder pelo homicídio ou lesão agravada pela omissão + o crime autônomo de omissão de socorro. III . 304 do CTB. SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE. que não socorre  art 302 ou 303 com aumento de pena do parágrafo único. II . V . STF e STJ . O sujeito ativo do crime previsto no art. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . 135 do CP (omissão de socorro genérica) IV . Recurso não conhecido. A doutrina entende que quando a vitima não for socorrida em acidente de trânsito. o caminhoneiro não estará aqui enquadrado). • Demais condutores não envolvidos no acidente que não socorrem  art.Não se conhece de recurso especial. OBS. o crime de embriaguez fica absorvido (HC 32764 do STJ) HABEAS CORPUS. motorista de van escolar. Para acabar com essa discussão. PENAL.503/97 PELO ART.deixar de prestar socorro. Foi inserida porque se discutia se o agente respondia pela lesão + embriaguez ou só a lesão com a embriaguez absorvida. qualquer um que exerce como atividade. É a omissão de socorro do condutor. 302. quando possível fazê-lo sem risco pessoal. em sede de homicídio culposo (CTB).(Revogado pela Lei nº 11. culpado.705. mas em 2008 já foi excluída).praticá-lo em faixa de pedestres ou na calçada. • Condutor. motorista de ônibus.STJ). mas se omitiu de socorrer a vítima  art. ABSORÇÃO DO ART. de 2008) Era a previsão de aumento de pena se o agente estivesse sob influência de álcool ou substância de efeitos análogos (não estava na redação original do texto.164 I . 59 DO CÓDIGO PENAL. do parágrafo único do art. PRINCÍPIO DA CONSUNÇÃO. 304 do CTB é o condutor do veículo envolvido no acidente. III do art. o legislador criou esta causa de aumento de pena. 302 do CTB incide na hipótese de não possuir o agente a habilitação adequada. o que se está punindo é o maior dever de cautela que os motoristas profissionais devem ter. 302. envolvido no acidente que não agiu com nenhuma culpa. lícita ou irregular a condução de veículo de transporte de passageiros (logo. CONSTRANGIMENTO ILEGAL A SER COARCTADO.: patrimonial – com medo de acabar quebrando mais o carro ainda – ele responderá pelo crime com aumento de pena). foi acrescentada em 2006.no exercício de sua profissão ou atividade. Taxista.: E se o veículo que serve para transporte de passageiros estiver vazio na hora do acidente? R. estiver conduzindo veículo de transporte de passageiros.

que omitir socorro – 304 do CTB. Na hipótese de não poder prestar o socorro. Crime de lesão culposa é menos grave do que o crime de embriaguez. STJ e STF entendem que o princípio da isonomia não impede tratamento diferenciado quando houver discrímen razoável (quando houver uma situação que justifica o tratamento desigual: a enorme freqüência de acidentes no trânsito). por exemplo. do CTB. • Condutor envolvido no acidente. portanto. • Condutor não envolvido no acidente de trânsito e omite socorro (o que vem atrás. na ocasião do acidente. Omissão de socorro em acidente de trânsito . anotando. o homicídio culposo do CTB tem a pena de 2 a 4 anos de detenção. Ordem concedida.302 c. 20. não podendo fazêlo diretamente. é um direito subjetivo do apenado. é que o condutor poderá optar pelo o auxílio da autoridade. deixar de solicitar auxílio da autoridade pública: Penas . Esta desproporção de penas nas lesões culposas fere o princípio da proporcionalidade ou da razoabilidade? R. O tipo objetivo consiste em 2 condutas: deixar de prestar socorro pessoal ou não podendo fazer por justa causa. de prestar imediato socorro à vítima. a individualização em torno dos fatos do processo e da condição pessoal do réu.06. por justa causa. razão pela qual deve o juiz justificar pormenorizadamente a escolha entre as várias espécies. antes de ser um benefício legal. o delito de embriaguez restou absorvido por meio do fenômeno da consunção. por ex. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . 59 do CP para agravar a pena sem se caracterizar flagrante constrangimento ilegal. ou multa. OBS. Doutrina – responde por este crime o condutor do veículo não causador do acidente. inclusive. ou.c 302. Agora. o STJ entende que haverá concurso de crimes (crime de embriaguez ao volante e o delito de lesão culposa). de seis meses a um ano. se o fato não constituir elemento de crime mais grave. Incide nas penas previstas neste artigo o condutor do veículo. se houve lesão corporal. 304. não há como eleger o conceito da norma encartada no art. mas envolvido nele. A substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. parágrafo único.há três situações: • Condutor envolvido no acidente. ela exige que o socorro seja pessoalmente. Parágrafo único. não pode absorver – RHC 19044.: O homicídio culposo do CP tem a pena de 1 a 3 anos de detenção.2009 – SILVIO MACIEL 14. 304 da lei Art. que não agiu com culpa. OBS. num primeiro momento.165 Se. culpado. III.: O passageiro instiga o condutor não culpado a não socorrer – será partícipe do crime.4) Omissão de socorro – art.: Não. que omitir socorro – 302. a lesão culposa do CTB tem pena maior do que a lesão dolosa leve do CP. Deixar o condutor do veículo. Sujeito ativo só pode ser o condutor do veículo.detenção. deixar de solicitar auxílio à autoridade. A lei não dá uma opção entre as condutas. ainda que a sua omissão seja suprida por terceiros ou que se trate de vítima com morte instantânea ou com ferimentos leve A omissão de socorro já funciona como aumento de pena do homicídio culposo e da lesão corporal culposa no trânsito.) – 135 do CP (omissão de socorro genérica). não culpado (culpa exclusiva da vítima. mas omitiu socorro à vítima.6. envolvido no acidente.

E se em razão da embriaguez. o condutor matar ou lesionar alguém? R. exigia-se situação de perigo concreto.. O Poder Executivo federal estipulará a equivalência entre distintos testes de alcoolemia. Assim. para efeito de caracterização do crime tipificado neste artigo.166 Por ser omissivo próprio. Até a lei 11705/2008. de seis meses a três anos. c) exame clínico (visual). pois este crime é mais grave que o crime de lesão corporal (pelo princípio da consunção. (Incluído pela Lei nº 11.. A doutrina diz que neste último caso a lei criou um crime impossível por absoluta impropriedade do objeto. RHC 19044. Parágrafo único. a acusação só precisa provar a existência da conduta. Se ocorrer lesão corporal. a acusação devia comprovar a conduta e o perigo que esta gerou. era possível a transação penal para o crime de embriaguez. bastava que o condutor estivesse “sob a influência de. Consuma-se com a omissão. tem que se entender que não é obrigado a usá-lo. pois ninguém é obrigado a se incriminar. não haverá o crime. b) etilômetro (“bafômetro” – já está regulamentado por decreto presidencial – mede a quantidade de álcool no ar dos pulmões e é feita a conversão para descobrir quanto que há de álcool no sangue).705. Um inciso V foi acrescentado no art. 304 mesmo que a omissão do condutor seja suprida por terceiros – se os terceiros se adiantaram no socorro ou estavam em melhores condições de socorrer. Quanto a este e ao exame de sangue. 302 pela lei 11275/2006. fica impossível provar a tipicidade da conduta (a quantidade de álcool no sangue é elementar do tipo penal). se o infrator se recusa ao exame de sangue e ao exame do etilômetro. o crime menos grave não pode absorver o crime mais grave) – STJ HC 24136. 306. Agora. Todavia. Antes do advento da lei 11705. multa e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor. a lei 11705/2008 revogou tal inciso V. ou sob a influência de qualquer outra substância psicoativa que determine dependência: (Redação dada pela Lei nº 11. Há 3 formas de provar a embriaguez: a) exame de sangue.: A influência de álcool ou de substâncias de efeitos análogos não era causa de aumento de pena no homicídio e na lesão corporal. ele absorve o crime de embriaguez ao volante – RESP 629087. no ano passado.705. não admite tentativa. 14. Ocorrerá o crime mesmo que haja morte instantânea (sem sentido!). com a citada lei. O crime também ocorrerá mesmo que a vítima tenha ferimentos leves (o que é ferimento leve? – não é qualquer ferimento leve que caracterizará tal omissão de socorro). basta que o condutor esteja com 6 decigramas de álcool por litro de sangue ou sob efeito de substância psicoativa que determine dependência. STJ e STF – Se ocorreu homicídio. não se exige mais situação de perigo concreto. de 2008) Antes da lei 11705. na via pública.5) Conduzir veículo automotor embriagado – art. Hoje. pois a situação de perigo já está presumida no tipo.detenção. 306 da lei Art.6. A jurisprudência pacífica no STJ e STF era a de que o art. 306 não era infração menor potencial LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . ela não absorve o crime de embriaguez. culposo ou doloso. Conduzir veículo automotor. Agora. STJ HC 32764. estando com concentração de álcool por litro de sangue igual ou superior a 6 (seis) decigramas. de 2008) Penas . O parágrafo único diz que existirá o crime do art.”. independentemente de a vítima sofrer algum prejuízo físico ou morrer em razão da omissão. Antigamente.

na direção de veículo automotor. uma das penas é a suspensão do direito de dirigir veículo automotor. 307 do CTB.6) Violação de suspensão ou proibição do direito de dirigir – art. disputa ou competição.7) Crime de racha – art. mas cabia transação penal. Se o condutor dirigir durante este veículo de suspensão. A pena pelo o art. Violar a suspensão ou a proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor imposta com fundamento neste Código: Penas . de corrida. de seis meses a um ano e multa.. Tal proibição é irretroativa – continua cabendo transação penal para quem cometeu o art. Terceiras pessoas que não os condutores podem responder por este crime? R.“..com fundamento neste Código”. 307 da lei Art.: ruas internas de condomínios. O fato deve ocorrer em via pública – ex. Trata-se de crime plurissubjetivo (“participar”) – exige a existência de outra pessoa junto dele competindo. 14. 14.. 308. “. Assim. 307. 302.detenção. Só haverá crime se tal corrida.6. desde que por instigação. 307 será pena de prisão + multa + nova imposição de suspensão por idêntico prazo à suspensão anterior (que se somará à suspensão anterior – 1 ano + 1 ano.. E se os condutores gerarem perigo entre eles? R.: Responderão pelo crime ..). 307 do CTB – fundamento: expressão “. Participar. 306.. disputa ou competição não for autorizada.). multa e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor. disputa de andar de duas rodas etc. em via pública. com nova imposição adicional de idêntico prazo de suspensão ou de proibição.detenção. faz o percurso.167 ofensivo. correndo etc. se o racha não gerar nenhuma situação de perigo real. o fato é atípico. 308 da lei Art. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . induzimento ou por auxílio material aos condutores.: Suspensão do direito de dirigir aplicada por Delegado de Polícia como infração administrativa em razão da pessoa ter extrapolado sua pontuação – também caracteriza o crime do art. de seis meses a dois anos. desde que resulte dano potencial à incolumidade pública ou privada: Penas . A conduta consiste em participar de corrida. mas também qualquer forma de disputa não autorizada (exs. a lei 11705 alterou o art.: Podem. **OBS. Estacionamento de supermercado – para a maioria. disputa ou competição automobilística não autorizada pela autoridade competente. por ex. Hoje.. não é via pública. 291 do CTB e não mais permite transação ao crime do art.crime de perigo concreto – a acusação deve comprovar a conduta do racha mais a situação de perigo criada.: tomada de tempo – um sai. para ver quem o fez em menos tempo. que é o previsto no art. por ex. desde que resulte dano potencial à incolumidade pública ou privada”.6. depois o outro faz o percurso. desde que resulte dano potencial à incolumidade pública ou privada”. 306 antes do da alteração da lei 11705/2008. O tipo penal não pune só a corrida. No art. Só ocorre o crime na condução de veículo automotor – sujeito ativo só poder ser os condutores do veículo. estará cometendo outro crime de trânsito.

CAPEZ entende que não (que seria crime). exige-se perigo concreto. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . não configurando o delito do art. Depois de 2 anos. se cassado o direito de dirigir. era contravenção penal art. a cassação é definitiva (tempo indeterminado). 32 da LCP.Derrogação é revogação parcial – o art. 309) – não precisa de carteira de habilitação. em tese. Diferença entre a cassação e a suspensão: a suspensão é por tempo determinado.detenção. em via pública. dirigir sem habilitação com perigo  art. DERROGOU* O ART. 309 do CTB. Hoje. com o art.168 14. logo. Dirigir veículo automotor. 32 da LCP. gerando perigo de dano: Penas . sem a devida Permissão para Dirigir ou Habilitação ou. SÚMULA Nº 720 do STF O ART.1: Habilitação vencida a mais de 30 dias em razão de exame médico.6. não significa falta de habilitação para efeitos criminais. Dirigir sem habilitação em via particular. 309 DO CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO. QUE RECLAMA DECORRA DO FATO PERIGO DE DANO. 309 do CTB. • Sem permissão. OBS. 32 da LCP continua aplicável à condução inabilitada de embarcação a motor em águas públicas. ainda. 32 da LCP – existiria uma relação de subsidiariedade – dirigir sem habilitação e sem perigo  art. Dirigir é por o veículo em movimento. • Com o direito de dirigir cassado – só quem pode cassar é a autoridade administrativa de trânsito (nem o juiz pode). de seis meses a um ano. ou multa. *. 309. Dirigir sem habilitação com perigo de dano  infração penal (art.: Para dirigir ciclomotor exige apenas simples autorização (a falta de autorização não constitui o crime do art. OBS. Nunca mais poderá dirigir? R. o indivíduo pode pleitear a sua reabilitação (mas. Deve o agente dirigir em via pública: • Sem habilitação. antigamente. a cassação é por tempo indeterminado – só voltará a dirigir se o agente for atrás de querer se reabilitar). 309) + infração administrativa. é fato atípico. O fato deve ocorrer em via pública. Tal entendimento não prevaleceu no STF  Súmula 720 – derrogação do art. Hoje: Dirigir sem habilitação sem perigo de dano  infração administrativa. A mera condução inabilitada. 309.8) Dirigir veículo automotor sem a devida permissão gerando perigo de dano Art.: Pode. não gera perigo de dano. 32 DA LEI DAS CONTRAVENÇÕES PENAIS NO TOCANTE À DIREÇÃO SEM HABILITAÇÃO EM VIAS TERRESTRES. 32 da LCP). apenas manobrar o veículo. Entendia-se que este artigo não tinha revogado o art.

gerando perigo de dano: Penas . ou multa. hospitais. com habilitação cassada ou com o direito de dirigir suspenso. 311. ***Assim. Há uma minoria diz que o tráfego abaixo da velocidade mínima também caracteriza o crime se gerar perigo de dano. confiar ou entregar a direção de veículo automotor a pessoa não habilitada. Trafegar em velocidade incompatível com a segurança nas proximidades de escolas. dirigindo. 34 da LCP).. gerindo perigo de dano  não caracteriza o crime do art. de seis meses a um ano.5: Quem entrega veículo à pessoa não habilitada. que não seja velocidade incompatível continua caracterizando a contravenção penal – entendimento unânime da doutrina e da jurisprudência. gerando perigo de dano e apresenta habilitação falsa ao policial – concurso material de crimes – art.” – o conduto deve estar habilitado para o veículo que está conduzindo.9) Excesso de velocidade em determinados locais/Tráfego em velocidade incompatível – art. 309 (crime de perigo concreto). ou onde haja grande movimentação ou concentração de pessoas. esta conduta caracterizava contravenção penal de direção perigosa (art. não esteja em condições de conduzi-lo com segurança: Penas .. OBS. Antes do CTB. 307 (crime de perigo abstrato) 2.169 OBS. 14. por seu estado de saúde. ou multa. Dirigir sem habilitação.4: O agente.: trafegar na contramão de direção – é a posição do STF – HC 86538. sem permissão ou com o direito cassado  art. “. a quem. OBS. ***OBS. Também responde pelo o delito aquele que entrega o veículo à pessoa embriagada ou sem condições físicas ou mentais de dirigir. ou.detenção. A maioria da doutrina diz que precisa ser uma velocidade excessiva.2: Dirigindo com habilitação diversa da que poderia usar. OBS. Ementa LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .. Permitir.. 310. ou por embriaguez. Dirigir com direito de habilitação suspenso ou proibido  art. ex. 310 do CTB Art. sem a devida Permissão para dirigir.detenção. 311 da lei Art.3: Indivíduo não estar portando o documento de habilitação – mera infração administrativa. este agente não será partícipe do art.6. física ou mental. Resumo: 1. 307 ou 309 – exceção à teoria monista quanto ao concurso de pessoas. de seis meses a um ano. logradouros estreitos.: Qualquer outra forma de direção perigosa. 309 + o uso de documento falso. 309. estações de embarque e desembarque de passageiros. com o direito cassado ou com o direito de dirigir suspenso  responde pelo o art. ainda.

Não há crime se a pessoa trafega com velocidade excessiva.503/97 . não haverá este crime. Inovar artificiosamente. ex. aplica-se a fraude processual prevista no Código Penal – art. OBS.1) OBJETIVIDADE JURÍDICA Possuem dupla objetividade jurídica: a) direitos individuais e coletivos dos trabalhadores.6. O crime pode ser praticado no primeiro instante após o acidente.: acidente de trânsito sem vítima.. inquérito policial ou processo penal. de coisa ou de pessoa. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . estações de embarque e desembarque. ou juiz: Penas .TRAFEGAR NA CONTRAMÃO.”. 374 do CP.. Parágrafo único. 312. Neste exige que o procedimento investigatório tenha se iniciado. ainda que eles não sejam induzidos a erro  crime formal.OBSERVÂNCIA . o perito. O tipo prevê elementos espaciais – “.: remover os veículos para socorrer os acidentados. na pendência do respectivo procedimento policial preparatório. 197 a 207 do CP. 15. a fim de induzir a erro o agente policial. inquérito ou processo – art. o inquérito ou o processo aos quais se refere. Trata-se de crime de perigo concreto. ainda que não iniciados.detenção. Se a alteração foi feita com qualquer outra finalidade. parágrafo único. ou multa. mesmo que ainda não iniciado nenhum procedimento policial preparatório. Tal artigo só se aplica em casos de acidente automobilístico com vítima. pintar o veículo antes da perícia para esconder os danos.. b) própria organização do trabalho (bem comum de todos). pessoa ou de coisa. ex.Código de Trânsito Brasileiro. em frente de escola às 4 da manhã – não há crime. do CTB. 312 da lei Art. O ato de trafegar na contramão não está compreendido pela norma do artigo 311 da Lei nº 9. sem gerar perigo de dano. hospitais. o estado de lugar. proximidades de escolas. CRIME DE TRÂNSITO . de seis meses a um ano. 312. Elemento subjetivo do tipo – o crime só existe se for praticado com a finalidade específica de induzir a erro agente policial (está em sentido amplo). 14. Trata-se de forma especial de fraude processual. dos quais se defende o acusado.FATOS.DENÚNCIA . Em qualquer outra situação.: O parágrafo único entra em conflito com o caput. ou o juiz. quando da inovação. em caso de acidente automobilístico com vítima. exs. o procedimento preparatório.: remover os veículos de lugar ou trocá-los de posição. O enquadramento no tipo penal há de estar em sintonia com os fatos narrados na denúncia. Naquele diz que não precisa.9) Fraude processual no trânsito – art. Aplica-se o disposto neste artigo.170 TIPO PENAL .. 15) CRIMES CONTRA A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO Previstos nos arts. perito. Inovar artificiosamente – significa alterar fraudulentamente o estado de lugar.

que por sua vez foi revogada pela Lei 7783/89 – Lei de Greve (CAPEZ e ROGÉRIO SANCHES) NELSON HUNGRIA dizia que tal tipo consistia numa modalidade especial de constrangimento legal.2) COMPETÊNCIA PARA JULGAMENTO De acordo com o STF e STJ. Se houver violência física. de um mês a um ano.Constranger alguém.171 15. 197 . mediante violência ou grave ameaça: I . 198 .a abrir ou fechar o seu estabelecimento de trabalho.a exercer ou não exercer arte. II . e multa. O elemento subjetivo é o dolo. O tipo objetivo consiste em constranger mediante violência ou grave ameaça a vítima a: • Exercer atividade. Consumação e tentativa – consuma-se quando a vítima constrangida pratica uma das condutas acima. 197 e o crime correspondente à violência – é o que a doutrina majoritária chama de concurso material necessário obrigatório (a própria lei traz a obrigatoriedade do concurso).4) ART. além da pena correspondente à violência. Sujeito passivo – no inciso I é o trabalhador. será competente a Justiça Federal. 15. além da pena correspondente à violência. foi revogada pela Lei 4330/64. será competente a Justiça Estadual. acrescida de uma dessas 3 finalidades acima. no inciso II é o proprietário do estabelecimento. Observar ser for o caso acima de concurso material. • A abrir ou fechar estabelecimento. profissão ou indústria. e multa. 15. Sujeito ativo é qualquer pessoa. • A participar de parede ou paralisação econômica – segundo a doutrina. ROGÉRIO SANCHES diz ser concurso formal. • A trabalhar ou a não trabalhar em determinados dias ou períodos. Se o crime atingir direito individual do trabalhador. A competência é do JECRIM estadual ou federal. 198 – ATENTADO CONTRA A LIBERDADE DE CONTRATO DE TRABALHO E BOICOTAGEM VIOLENTA Art. ofício.3) ART. 197 DO CP ATENTADO CONTRA A LIBERDADE DE TRABALHO Art.detenção. acrescido de uma das finalidades específicas acima. se o crime atingir direitos coletivos dos trabalhadores (atingir a categoria profissional como um todo). haverá concurso material de crimes entre o art. mediante violência ou grave ameaça. ou a não fornecer a outrem ou não adquirir de outrem matéria-prima ou produto industrial ou agrícola: LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . ou a trabalhar ou não trabalhar durante certo período ou em determinados dias: Pena .Constranger alguém. de três meses a um ano. a celebrar contrato de trabalho. ou a participar de parede ou paralisação de atividade econômica: Pena . ofício ou profissão.detenção. É possível a tentativa (quando a vítima não atende à exigência do constrangedor). quando a competência poderá não mais ser do JECRIM.

a participar ou deixar de participar de determinado sindicato ou associação profissional: Pena .Constranger alguém. “Constranger. de um mês a um ano. a vítima é o boicotado. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . REGIS PRADO – PJ poderia ser a vítima/boicotado no crime de boicotagem violenta (que sofre o isolamento econômico). e multa. a celebrar contrato de trabalho”. mediante violência ou grave ameaça. dar-se-á quando a vítima constrangida celebra o contrato de trabalho. Logo. Não fornecer produto. 15. Tipo objetivo – constranger mediante violência ou grave ameaça a vítima a participar ou deixar de participar de sindicato ou associação. além da pena correspondente à violência.. de um mês a um ano. Elemento subjetivo – dolo. que é a pessoa prejudicada economicamente. e alguém só poder ser pessoa física. a não fornecer a outrem ou não adquirir de outrem matéria-prima”. matéria-prima ao boicotado. 199 – ATENTADO CONTRA A LIBERDADE DE ASSOCIAÇÃO Art. e multa. além da pena correspondente à violência. O tipo penal consiste em: 1. Elemento subjetivo – é o dolo.detenção. No crime de boicotagem.. Não adquirir produto ou matéria-prima do boicotado.172 Pena . inclusive terceira pessoa não pertencente ao sindicato ou associação..crime de boicotagem. Sujeito ativo – qualquer pessoa. Se houver violência contra a pessoa.detenção. BITENCOURT diz que não pode ser pessoa jurídica. Tal conduta viola norma constitucional. 199 . A tentativa é possível apenas quando a vítima constrangida não atender às exigências do infrator. o crime se consuma quando a vítima não fornecer ou não adquire o produto do boicotado. 3. caracterizará o crime de constrangimento ilegal. escrito ou verbal (a doutrina insere também a renovação do contrato). Quanto ao crime de boicotagem. 2. aplica-se a mesma coisa do artigo anterior. Constranger a vítima mediante ou grave ameaça a celebrar contrato de trabalho – o tipo não pune a conduta de constranger a vítima a não celebrar contrato de trabalho. Consumação e tentativa – Quanto ao crime de atentado ao contrato de trabalho.. Sujeito passivo – trabalhador constrangido a celebrar contrato de trabalho ou o fornecedor ou adquirente constrangido a entrar no boicote. Sujeito passivo – qualquer pessoa. A doutrina diz que o objeto jurídico é a liberdade de associação ou sindicalização. pois o constrangimento só pode ser contra alguém. “constranger.crime de atentado contra a liberdade de contrato.5) ART. acontecendo tal constrangimento da vítima de não celebrar contrato de trabalho.

Se houver violência contra a pessoa – aplica-se o que foi dito nos artigos anteriores. Na suspensão ou abandono coletivo dos trabalhadores a lei exige. Tipo objetivo – participar de suspensão ou abandono coletivo de trabalho – só há o crime se tal suspensão ou abandono for acompanhado de violência contra a pessoa e contra a coisa. 15.6) ART.7) ART. 201 . 200 . A CF. Consumação – consuma-se no momento em que ocorre a violência ou dano contra a coisa durante a suspensão ou abandono. por ex).: contra policiais). além da pena correspondente à violência. pelo menos. de um mês a um ano. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .detenção. praticando violência contra pessoa ou contra coisa: Pena . provocando a interrupção de obra pública ou serviço de interesse coletivo: Pena . e multa. empregados. OBS.detenção. Pena – mesma regra dos artigos anteriores.Participar de suspensão ou abandono coletivo de trabalho.PARALISAÇÃO DE TRABALHO. parágrafo único. Na paralisação dos empregadores a lei não exige número mínimo de participantes.ou contra a coisa” – dano de bens de PJ. e multa. 3 empregados – crime de concurso necessário ou plurissubjetivo – parágrafo único do art. 197 do CP. 9. 200.: Empregados que ameaçam os colegas de serviço a não entrarem na empresa e trabalharem – não praticam o crime. 200 . 15. SEGUIDA DE VIOLÊNCIA OU PERTURBAÇÃO DA ORDEM Art.173 Consuma-se quando a vítima atende à exigência do agente. Parágrafo único . não configura crime. DELMANTO E REGIS PRADO – entendem que tal artigo não foi recepcionado pela CF. Configura o crime de constrangimento ilegal ou crime do art. art. 201 – PARALISAÇÃO DE TRABALHO DE INTERESSE COLETIVO Art. pois a paralisação foi praticada mediante grave ameaça. de seis meses a dois anos.. por si só. REGIS PRADO – concurso com o crime de dano. Se houver violência contra a coisa – CAPEZ. Tentativa – quando a vítima não atende à exigência do infrator. no mínimo.Participar de suspensão ou abandono coletivo de trabalho.Para que se considere coletivo o abandono de trabalho é indispensável o concurso de. mas fazer greve com violência é! Sujeito ativo pode ser tanto os empregados (greve violenta) ou também os empregadores (lockout violento) – toda a doutrina diz isso. não caracterizando o crime (o tipo só fala em violência). Sujeito passivo – pessoa física ou jurídica (“. A violência pode ser até contra terceiras pessoas (ex. A simples paralisação ou suspensão. permite a greve em serviços essenciais – previsto também na lei de greve.. três Greve não é crime. MIRABETE – só haverá concurso de crimes se for violência contra a pessoa.

: STF – concedeu direito de greve aos servidores públicos em vários mandados de injunção. não caracteriza tal crime a greve de servidores públicos. E se for paralisação de servidor público? R. mediante fraude ou violência. 203 . direito assegurado pela legislação do trabalho: LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . 163 do CP. Exs. comercial ou agrícola.06. A tentativa é possível (quando o agente sequer consegue danificar objetos ou ocupar o estabelecimento).: sujeito danifica objeto de empresa com o objeto de danificar. A consumação se dá com a simples conduta. haverá outros crimes. 202 . danificar.9) ART.2009 – SILVIO MACIEL 15.: Polícias podem fazer greve – a CF proíbe a greve das FAB.Invadir ou ocupar estabelecimento industrial. Consumação e tentativa – é possível a tentativa – quando os trabalhadores suspendem ou abandonam o trabalho. COMERCIAL OU AGRÍCOLA. O crime consiste em: 1.Frustrar. 202 . Sujeito ativo – empregados ou empregadores. Elemento subjetivo: o dolo. 15. ex. mas não conseguem causar a interrupção da obra ou do trabalho. Sujeito passivo – A coletividade. Qualquer uma dessas condutas devem ser praticadas com a finalidade específica de impedir ou embaraçar o curso normal do trabalho. ainda que o infrator não consiga o objetivo principal de atrapalhar o curso normal dos trabalhos.174 MIRABETE – entende que tal artigo foi recepcionado pela CF – diz que caracteriza o crime sempre que a paralisação afetar a segurança.reclusão. Elemento subjetivo – é o dolo de invadir.INVASÃO DE ESTABELECIMENTO INDUSTRIAL. com o intuito de impedir ou embaraçar o curso normal do trabalho. OBS. de um a três anos. 2. ou com o mesmo fim danificar o estabelecimento ou as coisas nele existentes ou delas dispor: Pena . 27.: paralisar a construção de um hospital. ocupar. responde pelo crime de dano – art. Significa dizer: greve ou lockout de serviços ou obras de interesses coletivos. Sujeitos do crime – sujeito ativo – qualquer pessoa. a sobrevivência ou a saúde da população. e multa. SABOTAGEM Art. Não a encontrando.pessoa física ou jurídica. Danificar ou dispor de coisas do estabelecimento.8) ART. acrescido da finalidade específica de atrapalhar o curso normal do trabalho. Assim. 203 – FRUSTRAÇÃO DE DIREITO ASSEGURADO POR LEI TRABALHISTA Art. sujeito passivo. invadir ou ocupar estabelecimento ou.

Tal estabelecimento pode ser do empregador ou de terceiros. não se aplicará tal artigo. Obrigar o empregado a assinar recibo de valor maior do salário real recebido. pode ocorrer o concurso de crimes. e multa. Não é necessário existir relação de trabalho e a vítima.777. de 29. logo.obriga ou coage alguém a usar mercadorias de determinado estabelecimento. estelionato etc. Tal violência pode ser usada pelo capanga do empregador. Tal forma de execução pode ser feito por meio de coação (moral ou física) ou por retenção de documentos pessoais ou contratuais. Sujeito passivo é o trabalhador titular do direito violado. ainda que o infrator não consiga impedir o trabalhador se desligue do trabalho (trata-se de crime formal ou de consumação antecipada). Esta conduta consiste em obrigar ou coagir o trabalhador a consumir mercadorias em determinado estabelecimento específico para contrair dívida e ficar impossibilitado de se desligar do serviço. inclusive o estranho à relação trabalhista. 149 do CP – o empregado tem a sua liberdade de locomoção restringida. Poderá haver extorsão. O inciso I se consuma no momento da coação. Figuras equiparadas – acrescentada pela lei 9777/98. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .12. mediante coação ou por meio da retenção de seus documentos pessoais ou contratuais.1998) § 2º A pena é aumentada de um sexto a um terço se a vítima é menor de dezoito anos. A tentativa é possível. se houver – art. (Incluído pela Lei nº 9.12.777. não haverá o crime do art. OBS. Consumação e tentativa – trata-se de crime material.1998) II .impede alguém de se desligar de serviços de qualquer natureza. de 29. por ex.777. de 29. IIImpede-se o empregado de se desligar (juridicamente) do serviço. (Incluído pela Lei nº 9. ITal conduta se confunde com o crime de redução análoga a de escravo. 149. Tipo objetivo é frustar direito assegurado pela legislação do trabalho. idosa. indígena ou portadora de deficiência física ou mental.1998) I . 129 ou tentativa de homicídio – concurso material obrigatório. além da pena correspondente à violência.12.. Ocorrendo a retenção de documentos com finalidade dupla – concurso formal de crimes. de 29. constrangimento ilegal.777. Os dois crimes possuem momentos consumativos diferentes e objetividades jurídicas diferentes.: Se o empregador restringir a liberdade do trabalhador em razão da dívida. É possível a tentativa (quando o infrator mal consegue constranger o empregado a se comportar na forma do inciso I). para impossibilitar o desligamento do serviço em virtude de dívida. (Redação dada pela Lei nº 9. Consuma-se (este inciso II) quando a vítima é impedida de se desligar juridicamente do trabalho. parágrafo 1º.detenção de um ano a dois anos.1998) Sujeito ativo é qualquer pessoa. II o crime consiste em apoderar-se de documentos ou objetos pessoais com o fim de retê-lo (fisicamente) no local de trabalho. gestante. Tal crime atinge direito individual do trabalhador. 203 + art. E se o meio de execução da frustração do direito for a grave ameaça.1998) § 1º Na mesma pena incorre quem: (Incluído pela Lei nº 9. por ex. haverá o crime de redução à condição análoga a de escravo – art. Frustar mediante fraude ou violência.12. de 29. Trata-se de norma penal em branco complementada pela legislação trabalhista.175 Pena . Aplicar-se-á também a pena correspondente à violência. No art. extorsão.777.12. Poderá haver. (Incluído pela Lei nº 9. A tentativa é juridicamente possível. 203. Se o direito estiver assegurado na lei civil.

Ou seja. O objetivo constitucional era impedir a chamada nacionalização do trabalho (impedir ter mais trabalhadores estrangeiros do que nacionais). LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . 205 – EXERCER DE ATIVIDADE COM INFRAÇÃO DE DECISÃO ADMINISTRATIVA Art. OBS. logo ela não será mais estudada). Sujeito passivo é o Estado. Sujeito ativo é o trabalhador impedido de exercer a atividade. O crime se consuma com a frustração da obrigação legal. o próprio trabalhador ou terceira pessoa).176 (ler ementa da ADPF 130 – julga inconstitucional a lei de imprensa. Neste sentido. 15. E se o sujeito está impedido de exercer determinada profissão por força de decisão judicial? R. A expressão “decisão administrativa” do art. Assim. Sujeito passivo é o Estado. 15. ou multa.: Haverá o art. de três meses a dois anos. Sujeito ativo é qualquer pessoa (o empregador. OAB). A CF 88 garante a igualdade de nacional e estrangeiro. a matéria está divergente até nos tribunais superiores. de um mês a um ano.detenção.11) ART. a atual Constituição não exige mais um percentual máximo de trabalhadores estrangeiros.Exercer atividade. O CAPEZ e o ROGÉRIO SANCHES citam como exemplos de decisões adminsitrativoas as dos conselhos regionais de profissões e da OAB. e sim a contravenção penal do art. STF – HC 74826/SP.detenção. Tem doutrina dizendo que este artigo 204 do CP não foi recepcionado pela CF de 1988 – MIRABETE e ROGÉRIO SANCHES. 359 do CP. 204 – FRUSTRAÇÃO DE LEI SOBRE A NACIONALIZAÇÃO DO TRABALHO Art. 47 da LCP – exercício ilegal de profissão ( STF RHC 61081 e STJ RHC 7537). A maioria comente este artigo normalmente. obrigação legal relativa à nacionalização do trabalho: Pena . e multa. A conduta é frustrar a nacionalização do trabalho.10) ART. Tipo subjetivo é o dolo.Frustrar. O meio de execução é a fraude ou violência. As CF de 1937 e de 1967 (com a EC de 69) tinham regras que limitavam o número de trabalhadores estrangeiros no Brasil. O trabalhador que frustrasse a nacionalização do trabalho (que frustrasse a regra da maioria de trabalhadores nacionais) incidiria neste tipo penal. 205 . além da pena correspondente à violência. de que está impedido por decisão administrativa: Pena . Tipo objetivo – a conduta é exercer atividade durante o impedimento. 205 do CP.: Há várias decisões do STF e do STJ no sentido de que o advogado que exerce a profissão durante a suspensão imposta pela a OAB não comete o crime do art. 204 . 205 não inclui a decisão das entidades fiscalizadoras de profissões liberais (inclui CRM. mediante fraude ou violência.

dentro do território nacional. ainda. par. Elemento subjetivo – é o dolo de recrutar.12) ART. 207 .detenção de um a três anos.ALICIAMENTO DE TRABALHADORES DE UM LOCAL PARA OUTRO DO TERRITÓRIO NACIONAl Art.12. 359 .777. no mínimo. Tal fraude consiste em falsas promessas. aplica-se as mesmas regras do artigo anterior. ou multa. atividade. de 29.1998) Não se exige fraude como no artigo anterior. (Incluído pela Lei nº 9. ou. necessita-se do emprego de fraude.12. A tentativa é perfeitamente possível.177 Art. autoridade ou múnus. (Redação dada pela Lei nº 8. O crime se consuma com o exercício habitual da atividade durante o impedimento – trata-se de crime habitual. DAMÁSIO e DELMANTO entendem que precisa apenas de. Na basta o simples convencimento do aliciar. A doutrina diz que o recrutamento de apenas um trabalhador é fato atípico.o crime se consuma com o recrutamento fraudulento. no mínimo.683.12. 2 pessoas. REGIS PRADO diz que só caracteriza o crime se o trabalhador for levado a uma localidade distante da onde ele está. Sujeito passivo é o Estado e os trabalhadores enganados. ela já o cita). Quanto ao número mínimo de trabalhadores. com o fim de levá-los para território estrangeiro. (Redação dada pela Lei nº 9. mediante fraude ou cobrança de qualquer quantia do trabalhador. direito.detenção. Não admite tentativa.Aliciar trabalhadores. 207.683. de 1 (um) a 3 (três) anos e multa.1998) § 2º A pena é aumentada de um sexto a um terço se a vítima é menor de dezoito anos.13) ART.Exercer função. 206 . de três meses a dois anos. de 1993) Pena . 3 trabalhadores recrutados (se a lei quer se referir a 2 pessoas. Se for levado para uma localidade próxima. A consumação se dará com o simples aliciamento.1998) § 1º Incorre na mesma pena quem recrutar trabalhadores fora da localidade de execução do trabalho.777. 1º. A conduta consiste em recrutar mediante fraude. não há ofensa ao bem jurídico. de que foi suspenso ou privado por decisão judicial: Pena . de 1993) Sujeito ativo é qualquer pessoa. com o fim de levá-los de uma para outra localidade do território nacional: Pena . mediante fraude. Consumação e tentativa. A tentativa é possível quando o infrator sequer consegue recrutar os trabalhadores. MIRABETE e MAGALHÃES NORNHA exigem. 206 – ALICIAMENTO PARA O FIM DE EMIGRAÇÃO Art. de 29. ainda que ele não seja levado a outra região do país. 15. Se a conduta for recrutar o trabalhador mediante fraude ou cobrança de quantia para levá-lo a outro local do país haverá o crime do art.Recrutar trabalhadores. (Incluído pela Lei nº 9. 15. fraudulentamente. indígena ou portadora de deficiência física ou mental. e multa. pois o tipo penal diz “trabalhadores”. com a finalidade específica de levar os trabalhadores para o estrangeiro. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . idosa. gestante.777. (Redação dada pela Lei nº 8.detenção. não assegurar condições do seu retorno ao local de origem. de 29. 207 .

O art. desobediência ou inobservância de ordens ou instruções expressas. de direito público ou de direito privado. Sujeito ativo da contravenção penal – é o autor da ordem de retenção ou o executor da retenção se ele descumpriu ordens ou instruções expressas. § 2º . a menos que haja . certidão de registro de nascimento. é lícito reter qualquer documento de identificação pessoal.LEI DE USO E RETENÇÃO DE DOCUMENTOS Art. Os dados devem ser anotados no ato e deve ser devolvido o documento imediatamente ao interessado. Quanto à retenção. comprovante de naturalização e carteira de identidade de estrangeiro. sejam originais. os dados que interessarem devolvendo em seguida o documento ao seu exibidor.Além do prazo previsto neste artigo. reter cópia simples é fato atípico. a retenção de qualquer documento a que se refere esta Lei.453. Se o Delegado retém porque há indícios de falsificação do documento. de 20/03/97) Mesmo que houver justo motivo. Art. Quando a infração for praticada por preposto ou agente de pessoa jurídica. o agente deve anotar os dados e devolver em até 5 dias a quem exibiu o documento (mesmo que este não seja o titular do documento). Acontece em casos de retenção de documentos em motéis. Se houver justo motivo para a retenção.453.00 (três cruzeiros novos). certidão de casamento. Parágrafo único. somente por ordem judicial poderá ser retirado qualquer documento de identificação pessoal.50 (cinqüenta centavos) a NCR$ 3. ainda que apresentado por fotocópia autenticada ou pública-forma. de 20/03/97) É muito comum em presídios quando o agente penitenciário retém o documento da esposa do detido enquanto ela o visita. será este o infrator. a pessoa que fizer a exigência fará extrair. Assim. 1º. punível com pena de prisão simples de 1 (um) a 3 (três) meses ou multa de NCR$ 0. Não pode reter o documento original nem a cópia autenticada. 3º Constitui contravenção penal. carteira profissional. pelo executante. título de eleitor. 1º A nenhuma pessoa física. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . considerar-se-á responsável quem houver ordenado o ato que ensejou a retenção. 1º traz o objeto material da contravenção do art.Quando o documento de identidade for indispensável para a entrada de pessoa em órgãos públicos ou particulares.178 16) LEI 5553/68. inclusive comprovante de quitação com o serviço militar. então. 2º Quando. pode ser qualquer daqueles do art. não há porque incidir nesta contravenção penal. (Incluído pela Lei nº 9. (Renumerado pela Lei nº 9. 3º . no prazo de até 5 (cinco) dias. cópias autenticadas ou autênticas (extraídas por pública-forma). a retenção do documento por mais de 5 dias exige ordem judicial. bem como a nenhuma pessoa jurídica. serão seus dados anotados no ato e devolvido o documento imediatamente ao interessado. Art. Cópias simples não estão inseridas no objeto material da contravenção. para a realização de determinado ato. for exigida a apresentação de documento de identificação. § 1º . quando. A conduta consiste em reter documento sem justa causa.

Detenção de seis meses a dois anos e multa. Assim. mediante recomendações escritas ostensivas. Sujeito passivo é o consumidor (o conceito desses sujeitos está no art. construção. Sujeitos do crime – sujeito ativo é o fabricante ou fornecedor de serviços ou produtos. 17. Pode ocorrer tal omissão na publicidade do produto (na divulgação do produto já deve ter o aviso. Elemento subjetivo – dolo e culpa (parágrafo 2º). nas embalagens. distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços. Trata-se de crime de mera conduta e omissivo puro ou próprio. Logo. sinal que indica produto venenoso etc.1) ART. ainda que indetermináveis. Equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas. 3° Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica. Omitir dizeres ou sinais ostensivos sobre a nocividade ou periculosidade de produtos. Constituem crimes contra as relações de consumo previstas neste código. Artigo inútil. nacional ou estrangeira. Há doutrina dizendo ser indispensável o exame pericial. sobre a periculosidade do serviço a ser prestado. bem como os entes despersonalizados. Art. exportação. § 2° Se o crime é culposo: Pena Detenção de um a seis meses ou multa. 2° Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final. o aviso deve ser dado antes de iniciada a prestação do serviço. que haja intervindo nas relações de consumo. § 1° Incorrerá nas mesmas penas quem deixar de alertar. comprovando a periculosidade ou nocividade do produto. 61. transformação. Consumação e tentativa – dar-se-á com a simples omissão. Art. Logo. invólucros e recipientes (aspecto interno do produto – o que envolve o produto).: panfletos. ainda que não acarrete nenhum dano ao consumidor. 63 Art. criação. Tal omissão deve ocorrer em embalagens (parte exterior do produto). se for discreto ou imperceptível. pública ou privada. 3º do CDC). sem prejuízo do disposto no Código Penal e leis especiais.2) ART. 61 e seguintes do CDC. nos invólucros. importação. 61 Art. o parágrafo 1º se refere a serviço a ser prestado. as condutas tipificadas nos artigos seguintes. não admite tentativa. que desenvolvem atividade de produção. 63. recipientes ou publicidade: Pena . 2º e art. Dizem respeito à periculosidade ou nocividade do produto (elementos normativos do tipo – compete ao juiz verificar se o objeto é perigoso ou nocivo). Pessoa jurídica não comete crime contra o consumidor. ex. A conduta consiste em omitir dizeres ou sinais ostensivos. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . ex. haverá o crime. propaganda na TV). montagem. o crime só se refere à pessoa física. Se o sinal de aviso não for ostensivo.: desenho de objeto radioativo. Parágrafo único.179 17) LEI 8078/90 – CRIMES CONTRA O CONSUMIDOR Serão analisados os arts. O caput se refere a produtos. 17.

180 Conflito de normas – o art. (NUCCI) sustentando que este art.: Este artigo só se refere a produto. portanto. revogou o art. A demora injustificada na retirada caracteriza o crime. 64. II. A retirada deve ser imediatamente após a ordem da autoridade. a periculosidade já era conhecida antes de sua colocação no mercado. 7º. b) avisar os consumidores. e deixar de comunicar os consumidores (incluindo aqueles que não adquiriram o produto).4) ART. Não há o crime se o fornecedor deixa de fazer o recall voluntário (sem determinação da autoridade).: serviço de implosão de edifícios. Parágrafo único. na forma deste artigo. vigilância sanitária. 65 Art. Já PAULO JOSÉ DA COSTA JÚNIOR entende que tal artigo não está revogado (SILVIO MACIEL entende que este professor está com a razão). As penas deste artigo são aplicáveis sem prejuízo das correspondentes à lesão corporal e à morte. da Lei 8137/90 tipifica a conduta de vender ou expor à venda mercadoria ou embalagem em desacordo com as prescrições legais. independentemente de dano ao consumidor.O tipo também prevê a conduta de deixar de retirar do mercado tais produtos nocivos ou perigosos. a nocividade ou periculosidade do produto só é conhecida após a colocação dele no mercado. Não existe interpretação extensiva de tipo penal incriminador. Elemento subjetivo – só punido na forma dolosa. Consumação e tentativa – se dá com a simples omissão da comunicação ou com a não retirada do produto do mercado. Não é possível a tentativa – crime omissivo próprio. que segundo alguns. Executar serviço de alto grau de periculosidade. 64.3) ART. A conduta é executar serviço de alto grau de periculosidade – elemento normativo do tipo. 64 Art. Tem doutrina. 65. Só há o crime quando a retirada do produto seja determinada pela autoridade competente – recall por determinação oficial. exs. O tipo penal impõe um duplo dever de comunicação: a) avisar a autoridade competente. Deixar de comunicar à autoridade competente e aos consumidores a nocividade ou periculosidade de produtos cujo conhecimento seja posterior à sua colocação no mercado: Pena . 17. contrariando determinação de autoridade competente: Pena Detenção de seis meses a dois anos e multa. OBS. No art. Ex. depende de comprovação pericial.: PROCON.Detenção de seis meses a dois anos e multa. 63. Parágrafo único. 17. 63 do CDC no que se refere à mercadoria. MP do consumidor. Tais avisos devem ser por meio de comunicação. Parágrafo único . não se aplicando a serviços. Incorrerá nas mesmas penas quem deixar de retirar do mercado. Tipo objetivo – a conduta é deixar de comunicar a autoridade competente (elemento normativo do tipo). pois deixar de constar na embalagem avisos sobre a periculosidade ou nocividade do produto é o mesmo que agir em desacordo com as prescrições legais. No art. II. A falta de uma ou outra comunicação já incide no crime. Só existe o crime se o serviço for executado LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . imediatamente quando determinado pela autoridade competente. os produtos nocivos ou perigosos. 7º.

preço ou garantia de produtos ou serviços: Pena . § 1º Incorrerá nas mesmas penas quem patrocinar a oferta. segurança. desempenho. A conduta é fazer (executar a propaganda) ou promovê-la. Sujeito ativo – além do fornecedor. § 2º Se o crime é culposo. Fazer afirmação falsa ou enganosa. Embora o tipo penal não mencione. Consumação e tentativa – a consumação se dá com a simples execução do serviço perigoso – crime de mera conduta.5) ART. Só se aplicaria apenas a serviços e não forma culposa do parágrafo 2º. Não se pune a forma culposa. Fazer ou promover publicidade que sabe ou deveria saber ser enganosa ou abusiva: Pena Detenção de três meses a um ano e multa. 17. Se a execução do serviço provocar a lesão ou a morte de alguém. não se admite a tentativa (o resultado morte ou lesão é culposo). 65 + lesão corporal ou homicídio culposo (concurso material obrigatório). ou seja. Elemento subjetivo – esse crime é punido por dolo direto ou dolo eventual. essa publicidade deve ser sobre produtos ou serviços.181 contrariando ordem de autoridade competente. da Lei 8137/90. Assim. no parágrafo único é crime preterdoloso. Para quem entende que o parágrafo único é crime preterdoloso. Pena Detenção de um a seis meses ou multa.Detenção de três meses a um ano e multa. o patrocinador da oferta também pode cometer o presente delito. não haverá crime (crime omissivo). Trata-se de uma ação (crime comissivo). 66 Art. 7º. 66. que possa levar o consumidor a erro. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Parágrafo único. 67 Art. 17. (Vetado). 67. Na forma comissiva. II. executar serviço de alta periculosidade não é crime (deve executar tal atividade sem a devida determinação). o infrator responderá pelo ao art. quantidade. cabe tentativa. característica. NUCCI diz que tal parágrafo não é crime preterdoloso (podendo o agente agir inclusive com dolo em relação à lesão ou à morte).6) ART. qualidade. ou omitir informação relevante sobre a natureza. Elemento subjetivo – no caput é o dolo. Conflito aparente de normas – NUCCI entende que tal artigo está tacitamente revogado pelo art. A tentativa é possível quando o agente não consegue executar o serviço por circunstâncias alheias a sua vontade. Consumação e tentativa – se consuma com a simples afirmação falsa ou com a simples omissão da informação relevante. durabilidade. Tipo objetivo – fazer afirmação falsa ou enganosa. A outra conduta criminosa é omitir informação relevante – se a informação for irrelevante.

Trata-se de crime formal – consuma-se independentemente de qualquer prejuízo ao consumidor. ex.8) ART. 67 do CDC. NUCCI diz que tal inciso deste artigo revogou o art.182 O crime se consuma com a mera publicidade enganosa ou abusiva. Trata-se de publicidade irresponsável. Conflito aparente de normas – art. Elemento subjetivo é só o dolo. 17. não haverá crime). Empregar na reparação de produtos.9) ART. 175 do CP – crime de fraude no comércio. 7º. por ex. 68 Art. Deixar de organizar dados fáticos. Consumação e tentativa – trata-se de crime formal (consuma-se com a mera promoção da publicidade). e não da produção dele. Quanto ao elemento subjetivo. saúde. 69 Art. 17.). mas não fez nenhum tipo de teste anterior que comprove tal efeito/resultado. sem autorização do consumidor: Pena Detenção de três meses a um ano e multa. é o mesmo do artigo anterior (dolo e dolo eventual). da Lei 8137/90.10) ART.Detenção de seis meses a dois anos e multa: Parágrafo único. 70 Art. técnicos e científicos que dão base à publicidade: Pena Detenção de um a seis meses ou multa. Sujeito ativo – qualquer pessoa envolvida da produção da publicidade. Cabe a tentativa se a propaganda não é veiculada por circunstancias alheias à vontade do agente. VII. 70. NUCCI entende que é crime material – só se consuma se houver prejuízo ao consumidor e se usar peça usada e cobrar como nova (se cobrar como usada. Se usada na fabricação ou montagem no produto – art. 69. Não é possível a tentativa – crime omissivo puro (deixar de organizar). Consumação e tentativa – crime de mera conduta. 68.: propagando de cigarro ou de cerveja vinculada a sucesso profissional. Este crime só existe se essa peça for usada na reparação do produto. 17. (Vetado). peça ou componentes de reposição usados. Pessoa que publica que tal produto tem determinados efeitos (emagrecimento. Deve o consumidor se comportar de forma prejudicial ou perigosa a sua saúde ou segurança – alteração comportamental do consumidor. ainda que o consumidor não seja enganado ou não se sinta ofendido pela propaganda. 17. 71 LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .7) ART. Fazer ou promover publicidade que sabe ou deveria saber ser capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa a sua saúde ou segurança: Pena .

bancos de dados. incomodado. Sujeito passivo: é o consumidor devedor É necessário q haja uma relação de dívida. ameaçado (é um crime formal) . ainda que o consumidor não se sinta constrangido. fichas e registros: Pena Detenção de seis meses a um ano ou multa.183 Art. a ridículo ou interfira com seu trabalho. constrangimento físico ou moral. Conduta: cobrança de dívidas (não se aplica em: se o comerciante emprega violência.11) ART. descanso ou lazer: Pena Detenção de três meses a um ano e multa. fichas ou registros. descanso ou lazer (ligar no domingo na casa da pessoa pode desde q for um procedimento justificado ou justificável. É o crime de cobrança vexatória ou violenta ou ameaçadora Sujeito ativo: comerciante credor ou quem faça a cobrança por ele. Se para a cobrança de dívida o credor utiliza procedimento que exponha injustificadamente o consumidor a: ridículo ou interfira em seu trabalho. Utilizar. Haverá o crime mesmo q não houver nenhuma informação negativa contra o consumidor. ameaça para se discutir cláusulas do contrato) . 2ª corrente . injustificadamente. na cobrança de dívidas. afirmações falsas incorretas ou enganosas ou de qualquer outro procedimento que exponha o consumidor.tem q ser cobrança de dívida relativa à relação de consumo (se não for relação de consumo será crime do exercício arbitrário das próprias razões + crime de violência).O crime se consuma com a simples pratica de qualquer uma das condutas previstas no tipo penal. banco de dados. 71. 17. Impedir ou dificultar o acesso do consumidor às informações que sobre ele constem em cadastros. Exerce coação. 72 Art. incorretas ou enganosas 3. 72. Impedir = não permitir Dificultar = criar obstáculos Para que o consumidor tenha acesso a: dados pessoais (de terceiros não há o crime) que estarão em cadastros. ameaça ou constrangimento físico ou moral 2.O crime se consuma quando o consumidor é exposto a ridículo ou interfira no seu trabalho. Bem jurídico: é o direito a informação do consumidor vítima Elemento subjetivo: só o dolo Consumação: com a conduta de impedir ou dificultar o acesso do consumidor as suas informações pessoais ainda que o consumidor não sofra nenhum prejuízo com isso. O crime se consuma se para efetuar a cobrança o credor: 1. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . ex: consta no BD do Serasa q o consumidor não deve nada porque o q a lei tutela é o direito a informação seja ela positiva ou negativa. descanso ou lazer (crime material) Tentativa é possível na forma escrita. de ameaça. ex: o devedor autorizou as ligações no domingo e é o último dia q ele está em casa) Consumação e tentativa 1ª corrente .para NUCCI. coação. O credor utiliza informações falsas.

ou seja. fichas ou registros que sabe ou deveria saber ser inexata: Pena Detenção de um a seis meses ou multa. Deixar de entregar ao consumidor o termo de garantia adequadamente preenchido e com especificação clara de seu conteúdo.13) ART. ou seja. permitir ou por qualquer modo aprovar o fornecimento. Imediatamente = A correção deve ser tão logo o responsável saiba da informação errada. Conduta: deixar de entregar Objeto material: termo de garantia adequadamente preenchido e com conteúdo claro (é o documento q assegura o direito do consumidor a troca ou o reparo a mercadoria ou produto com defeito ou inadequado. exposição à venda ou manutenção em depósito de produtos ou a oferta e prestação de serviços nas condições por ele proibidas. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .12) ART. Consumação: se dá com a simples omissão. Elemento subjetivo: é o dolo.14) ART. de qualquer forma. Sujeito: os mesmos do art. incide as penas a esses cominadas na medida de sua culpabilidade. 17. 17.184 Tentativa: quando o agente não consegue impedir ou dificultar o acesso do consumidor as suas informações. 75. a demora injustificada para a correção justifica o crime Objeto jurídico: proteção ao consumidor Elemento subjetivo: só é punido na forma dolosa O gerente da loja por negligência deixa de dar baixa na dívida. *O crime existe se for entregue o termo de garantia com especificações obscuras. Conduta: deixar de corrigir uma informação errada/inexata a respeito do consumidor. 75 Art. oferta. 74 Art. 73 Art. 73. concorrer para os crimes referidos neste código. 63. Quem. Pena Detenção de um a seis meses ou multa. *O crime existe mesmo que o consumidor não exige o termo de garantia (porque o vendedor é obrigado a dar o termo de garantia independentemente do consumidor pedir). banco de dados. administrador ou gerente da pessoa jurídica que promover. bem como o diretor. com a não entrega do termo de garantia. Deixar de corrigir imediatamente informação sobre consumidor constante de cadastro. Não existe tentativa porque é crime omissivo puro ou próprio. Objeto jurídico: proteção do consumidor. não ocorre o crime mas enseja dano moral Consumação: ocorre com a simples omissão da correção imediata Não há tentativa porque é crime omissivo puro ou próprio. 74. 17.

Além da pena de prisão e multa cominadas nos tipos penais ainda pode ser aplicado ao autor do crime contra o consumidor penas restritivas de direito. 80 Art. será fixado pelo juiz. como assistentes do Ministério Público. Se assim recomendar a situação econômica do indiciado ou réu. As instituições dos art. 82.a prestação de serviços à comunidade.16) ART. em virtude da situação econômica do réu. § 1º CP q diz q a multa se aplicada no máximo pode ser triplicada tendo em vista a boa situação econômica do infrator § 1º . entre cem e duzentas mil vezes o valor do Bônus do Tesouro Nacional (BTN). LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . ou seja. 82.185 É possível haver concurso de pessoas em crimes contra o consumidor.A multa pode ser aumentada até o triplo. III e IV CDC podem atuar como assistente de acusação no processo penal e tem legitimidade para propor ação privada subsidiária da pública. observado o disposto nos arts. podem ser impostas. ou índice equivalente que venha a substituí-lo. Na aplicação da multa o juiz pode aplicar o art. nas infrações de que trata este código. 78 Art. 79. mas só o juiz pode aumenta . ou pela autoridade que presidir o inquérito. 17. No CP a multa é fixada em dias multas. os legitimados indicados no art.18) ART. a fiança poderá ser: a) reduzida até a metade do seu valor mínimo.a publicação em órgãos de comunicação de grande circulação ou audiência. A fiança no CDC tem regra própria quanto ao parâmetro de fixação da fiança (é calculada em bônus do tesouro nacional). Além das penas privativas de liberdade e de multa. poderão intervir. 78. 77 Art. O administrador. 60. No processo penal atinente aos crimes previstos neste código. aos quais também é facultado propor ação penal subsidiária. Reduzir pela metade pode o juiz e o delegado. se o juiz considerar que. correspondente ao mínimo e ao máximo de dias de duração da pena privativa da liberdade cominada ao crime. III . de notícia sobre os fatos e a condenação. se a denúncia não for oferecida no prazo legal. b) aumentada pelo juiz até vinte vezes. 79 Art. às expensas do condenado. 77. 17. A pena pecuniária prevista nesta Seção será fixada em dias-multa. do Código Penal: I . O valor da fiança. No CDC a multa também é calculada em dias multas mas seguem os limites mínimo e máximo da pena privativa de liberdade cominada. diretor ou gerente só são punidos desde que tenham agido com dolo ou culpa em relação ao delito. bem como a outros crimes e contravenções que envolvam relações de consumo. §1° do Código Penal. 17. o juiz observará o disposto no art.17) ART. 17. embora aplicada no máximo. é ineficaz. 44 a 47. Parágrafo único. Na individualização desta multa. 60. II .15) ART.lá em 20x. O sistema de multas nos crimes de defesa do consumidor é diferente do CP. 80. os dias multas correspondem aos dias de prisão. inciso III e IV. cumulativa ou alternadamente. mas o juiz pode fixar entre 10 e 360 dias multas.a interdição temporária de direitos.

IV . lei 9605/98 – lei dos crimes ambientais. prevalecendo-se o agente das relações domésticas. por sua vez. diz que tal pessoa pode até ser vítima de estupro. de 2006) Pena . neste caso. A lei 11340/2006 dispõe sobre a violência doméstica e familiar contra a mulher. ainda. ele passa a ser considerado juridicamente uma mulher. parágrafo 9º. de 3 (três) meses a 3 (três) anos. Exs. • Criar juizado de violência doméstica e familiar contra a mulher. lei 8072/90 – lei dos crimes hediondos. Trata-se de lei multidisciplinar. 18. lei 11340/2006 – lei de violência doméstica (é baseada em estatísticas e tem autor dizendo que tal lei é inconstitucional).2009 – ROGÉRIO SANCHES 18) LEI 11340/2006 – LEI DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA/LEI MARIA DA PENHA Até 1990. baseada. (II) dispõe sobre a criação dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. lei 9099/95 – JECRIM. cônjuge ou companheiro. 129. lei 9503/97 – CTB. e (III) estabelece medidas de assistência e (IV) proteção às mulheres em situação de violência doméstica e familiar.as entidades e órgãos da Administração Pública.186 III . O Brasil está concretizando mandamento constitucional e duas convenções internacionais de que ele faz parte – Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Violência contra a Mulher e Convenção Interamericana para Prevenir. direta ou indireta. • Estabelece medidas de assistência. de coabitação ou de hospitalidade: (Redação dada pela Lei nº 11. Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher e de outros tratados internacionais ratificados pela República Federativa do Brasil. da Convenção Interamericana para Prevenir. Esta lei não tem caráter punitivo.as associações legalmente constituídas há pelo menos um ano e que incluam entre seus fins institucionais a defesa dos interesses e direitos protegidos por este código. (Redação dada pela Lei nº 11.2: E quando o homem é vítima de violência doméstica? R. mas fisicamente/anatomicamente seu sexo é outro). ainda que sem personalidade jurídica. 8078/90 – CDC. Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher. A partir da década de 1990.detenção. da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Violência contra a Mulher.1: E o transexual? R. irmão. o Brasil entra na era de especialização da violência. toda violência era tratada num mesmo círculo. ROGÉRIO GRECO. nos termos do § 8o do art. lei 10741/2003 – estatuto do idoso.1) FINALIDADES DA LEI • Coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher. • Proteção da mulher vítima de violência doméstica e familiar. de 2006) LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . ele acha ser de determinado sexo. Art. 1o Esta Lei cria mecanismos (I) para coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher. alterando sua identidade pela legislação civil/registro civil.: A Lei Maria da Penha reconhece também que o homem pode ser vítima de tal violência – art. do CP (com redação dada pela lei 11340/2006) § 9o Se a lesão for praticada contra ascendente.: lei 8069/90 – ECA.: Ele apresenta uma dicotomia físico-psíquica (psicologicamente. ou.07. OBS. dispensada a autorização assemblear.340. ou com quem conviva ou tenha convivido. especificamente destinados à defesa dos interesses e direitos protegidos por este código. descendente. por estatísticas. 226 da Constituição Federal.340. OBS. Prevalece no direito moderno que o transexual operado (realizou a cirurgia definitiva). 04.

de fato. por afinidade* ou por vontade expressa. Assim. mas ela. ao homem. 226. 18. II . lesão. está abrangida pela Lei Maria da Penha. sofrimento físico. de fato.no âmbito da família. O CP está no sistema de proteção geral (por isso que ele não diferenciou o homem da mulher – se o fizesse. assim. não consegue fazer valer sua igualdade prevista em lei). b) se a vítima for mulher  Código Penal + Lei 11340/2006.187 Para responder tal questão. Nada impede o juiz pelo seu poder geral de cautela. deve-se diferenciar a violência doméstica e familiar contra homem e contra a mulher: a) se a vítima for homem  Código Penal. • 2ª corrente: a lei 11340/2006 é constitucional. configura violência doméstica e familiar contra a mulher qualquer ação ou omissão baseada no gênero* que lhe cause morte. 5o Para os efeitos desta Lei. punia quem induzisse mediante fraude. Um outro argumento é de que a lei Maria da Penha seria uma lei retrógrada (está na contramão da história) – o art. 5º Art.2) (IN)CONSTITUCIONALIDADE DA LEI Há duas correntes: • 1ª corrente: a lei 11340/2006 é inconstitucional por ferir o art. tal código seria inconstitucional). até a empregada doméstica está abrangida pela lei 11340/2006. com ou sem vínculo familiar. §§ 5º e 8º. (*) A sogra.no âmbito da unidade doméstica. compreendida como a comunidade formada por indivíduos que são ou se consideram aparentados. da CF – estaria ela ferindo a isonomia familiar. antigamente. compreendida como o espaço de convívio permanente de pessoas. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Tal lei possui natureza de ação afirmativa e quando ela for igual. 216 do CP. A lei Maria da Penha está no sistema de proteção especial (que está justificado pelas as estatísticas – e estas demonstram que a mulher é igual ao homem em direitos. I . emprestar mecanismos de proteção à mulher ao homem (não é a mesma coisa de aplicar a lei em analogia ao homem) – há precedente no TJ do RS. Outra tese que se alega é por que quando o irmão bate na mulher a lei é aplicada e o inverso não? E quando o pai bate na filha é aplicada e quando bate no filho não é? O TJ/MS adota tal corrente. inclusive as esporadicamente agregadas. esta lei perderá o sentido – posição do STJ – é a corrente que prevalece. Se for ação sem preconceito (agride a mulher como se fosse agredir um homem) não se deve aplicar tal lei. sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial: (*) Só se aplica a Lei Maria da Penha se a violência for de gênero – é a violência preconceito – quem agride.3) CONCEITO DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR CONTRA A MULHER Está no art. Entende-se como o ambiente caseiro. Há dois sistemas de proteção: a) um geral – que não visa destinatário certo. agride com preconceito. unidos por laços naturais. independentemente de vínculo familiar. com finalidade de diminuir a mulher. mulher honesta à prática de ato libidinoso distinto da conjunção carnal. 18. b) um especial – visa destinatário certo.

tal questão de concurso foi anulada). desde que a vítima fosse a mulher da relação (obviamente. ridicularização. subtração. §4º. entendida como qualquer conduta que configure retenção. independentemente de coabitação. insulto.a violência patrimonial. incluindo namorados. §3º. bens. comportamentos*. O CCB de 2002 repetiu as disposições da CF. Parágrafo único. num concurso.188 III . à gravidez. a sua sexualidade. entendida como qualquer conduta que lhe cause dano emocional e diminuição da auto-estima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise degradar ou controlar suas ações. estupro etc. da CF. IV . mediante coação. ao aborto ou à prostituição. difamação ou injúria.em qualquer relação íntima de afeto. A posição do TJ de SP e da Corregedoria Geral de Justiça do mesmo Estado dizendo. constrangimento.a violência sexual. V . perseguição contumaz. As relações pessoais enunciadas neste artigo independem de orientação sexual*. ROGÉRIO SANCHES entende que o inciso III extrapolou a própria finalidade da lei. que sim.a violência moral. exploração e limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação. a manter ou a participar de relação sexual não desejada. (*) Aplica-se a lei Maria da Penha mesmo nas relações homoafetivas. 18. incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades. ameaça. suborno ou manipulação.: A magistratura de SP entendeu. Trata-se da figura do homem que sai quebrando tudo em casa. que a impeça de usar qualquer método contraceptivo ou que a force ao matrimônio.a violência física. coação ou uso da força. isolamento. 7o São formas de violência doméstica e familiar contra a mulher. amantes etc. documentos pessoais. crenças e decisões. lesão corporal. manipulação. chantagem. 226. entendida como qualquer conduta que ofenda sua integridade ou saúde corporal. 5º. II . Tal relação homossexual pode ser masculina? R. valores e direitos ou recursos econômicos. homossexuais. Violência doméstica e familiar é gênero.4) FORMAS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR CONTRA A MULHER – ART.arts. vigilância constante. de que o parágrafo único não abrange relação homossexual de homens. Pode corresponder a uma contravenção penal (vias de fato) e não só a um crime (ameaça. entre outras: I . (*) A Psicologia entende que abrange também o controle excessivo dos gastos. destruição parcial ou total de seus objetos. da Lei Maria da Penha entendeu que a relação homoafetiva é equiparada à entidade familiar.). humilhação. parágrafo único. de qualquer modo. A CF entendeu como entidade familiar a relação homoafetiva? R. mediante ameaça. III . entendida como qualquer conduta que configure calúnia. que a induza a comercializar ou a utilizar. via resolução.: Não . entendida como qualquer conduta que a constranja a presenciar. Vai desde as vias de fatos até a lesão corporal. 7º DA LEI Art. mediante intimidação. A violência e familiar contra a LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . chantagem. §1º. instrumentos de trabalho. ou que limite ou anule o exercício de seus direitos sexuais e reprodutivos. na qual o agressor conviva ou tenha convivido com a ofendida. MARIA BERENICE DIAS diz que o art.a violência psicológica.

quando necessário.fornecer transporte para a ofendida e seus dependentes para abrigo ou local seguro. Todavia.5) MECANISMOS DE PREVENÇÃO Art. IV . 7. IX . no Sistema Único de Segurança Pública. 18. a autoridade policial deverá. o mais importante encontra-se no seu §2º: § 2o O juiz assegurará à mulher em situação de violência doméstica e familiar. 1o. no Sistema Único de Saúde. e emergencialmente quando for o caso. entre outras normas e políticas públicas de proteção. à eqüidade de gênero e de raça ou etnia e ao problema da violência doméstica e familiar contra a mulher. de acordo com o estabelecido no inciso III do art. 3o e no inciso IV do art. de forma a coibir os papéis estereotipados que legitimem ou exacerbem a violência doméstica e familiar. 221 da Constituição Federal. quando houver risco de vida. em particular nas Delegacias de Atendimento à Mulher. Quanto a esta última: Art. II . o que não existe. para preservar sua integridade física e psicológica: LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Os mais importantes são: III . 11. não se pode por a mulher em papéis esteriotipados nos meios sociais (Ex. não se pode falar em “crime de violência doméstica”. No atendimento à mulher em situação de violência doméstica e familiar. acompanhar a ofendida para assegurar a retirada de seus pertences do local da ocorrência ou do domicílio familiar. pode mostrar a cena.informar à ofendida os direitos a ela conferidos nesta Lei e os serviços disponíveis. Assim. desde que seja para solucionar um problema social). nos currículos escolares de todos os níveis de ensino. IV . dos valores éticos e sociais da pessoa e da família. da Lei 11340/2006. Assim. há poucas Delegacias de Mulheres no país. b) assistência à saúde. II. 9o A assistência à mulher em situação de violência doméstica e familiar será prestada de forma articulada e conforme os princípios e as diretrizes previstos na Lei Orgânica da Assistência Social. V .o destaque.garantir proteção policial. mulher dançando a boquinha da garrafa.a implementação de atendimento policial especializado para as mulheres. para os conteúdos relativos aos direitos humanos. no inciso IV do art. entre outras providências: I . III .encaminhar a ofendida ao hospital ou posto de saúde e ao Instituto Médico Legal. comunicando de imediato ao Ministério Público e ao Poder Judiciário. A mulher tem tríplice assistência: a) assistência social. nos meios de comunicação social.189 mulher pode caracterizar um fato atípico – adultério – art. 8º da lei. mulher apanhando de raquete na novela – neste exemplo. 18.: Mulher Samambaia.o respeito. 9º. c) assistência à segurança – Polícia Civil (é o porto seguro da mulher vítima de violência doméstica e familiar).se necessário.6) INSTRUMENTOS DE ASSISTÊNCIA Art. Voltando ao art. Acaba diminuindo o papel da mulher no meio social.

22 da lei. 313 do CPP. com o tempo.1) Prisão preventiva na lei Maria da Penha Art. caberá a prisão preventiva.) IV . ou seja. E se a mulher não for servidora pública? R. quando necessário o afastamento do local de trabalho.7. é de raríssima aplicabilidade na Justiça Federal e Municipal.1977) (. pode até passar na frente de outras pessoas na lista de remoções.manutenção do vínculo trabalhista. elas pressupõem fumus boni iuris e periculum in mora. mas estes vêm negando pelo mesmo motivo acima apontado.: Ler tais artigos depois. É perfeitamente possível ao juiz aplicar a medida protetiva ex officio – art. ferindo competência absoluta do juiz do trabalho – não poderia um juiz estadual alterar vínculos trabalhistas. decretada pelo juiz. previstas no artigo anterior. por até seis meses. 114 da CF.416. Como toda cautelar. caberá a prisão preventiva do agressor. a contratação de mulheres será banalizada. de 24.: Tem natureza cível. 22 A 24 DA LEI OBS. seja removida.5.340.acesso prioritário à remoção quando servidora pública. sendo ela aplicada. tal instituto não será de boa importância. de ofício. Trata-se de acesso prioritário.7) MEDIDAS PROTETIVAS – ART.: Inciso II II .. Porém. por ex. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .: ROGÉRIO SANCHES concluiu que se trata de afastamento-suspensão. ela permanece. Em qualquer das circunstâncias. Mas se a lesão corporal leve for realizada no âmbito de relação doméstica ou familiar para garantir a execução das medidas protetivas de urgência. OBS.190 I . para garantir a execução das medidas protetivas de urgência. Os advogados têm pedido tal benefício ao juiz do trabalho. dotadas de cautelaridade (medidas protetivas de urgência).. enquanto a medida se mostrar necessária. Em qualquer fase do inquérito policial ou da instrução criminal. de 2006) Uma lesão corporal leve nunca permitiu a decretação de uma prisão preventiva. integrante da administração direta ou indireta. Tem gente dizendo que tal inciso II fere o art. (Incluído pela Lei nº 11.. Art.: Há 2 correntes: 1ª corrente: a vítima tem o prazo decadencial de 30 dias para propor a ação principal. deverá a vítima propor a ação principal em 30 dias (como a separação judicial)? R.: Assim. 20 da lei 11340/2006. Se entender que se trata de interrupção. Este afastamento trata-se de uma interrupção ou uma suspensão? R. 18. será admitida a decretação da prisão preventiva nos crimes dolosos: (Redação dada pela Lei nº 6. já que ela não poderá sair do município (só se for servidora de uma grande cidade). por se tratar de medida cível cautelar. Qual a natureza jurídica dessas medidas protetivas? R. nos termos da lei específica. intervindo em seara fora de sua competência. 2ª corrente: não existe mais este prazo de 30 dias. Quanto à servidora municipal. 18. a requerimento do Ministério Público ou mediante representação da autoridade policial. pois o juiz estadual não poderá mandar que a servidora federal.se o crime envolver violência doméstica e familiar contra a mulher.

: Tais juizados já existem? R.: O STF entende que o descumprimento de medidas extrapenais com sanções extrapenais não gera desobediência.191 **As medidas dos arts. que ela caberia apenas quando o agente descumpre a medida protetiva para praticar crime. 18. Parágrafo único. O art. 14. Assim.: Há bem poucos. Parágrafo único. Ex: se houver um homicídio.: Se o crime é de júri. subsidiada pela legislação processual pertinente. a primeira fase do procedimento do júri irá para o juizado? R. O STJ entende dessa forma.8) ORGANIZAÇÃO JUDICIÁRIA Art. Os Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. 22 a 24 são as medidas principais. 22 a 24. já que é decretada para assegurar aquelas medidas dos arts. o juiz criminal acumulará competência criminal e cível. O juiz cível (da separação) poderá alterar as medidas protetivas impostas pelo juiz criminal com atribuição também cível. Ex. nas varas criminais. Aos crimes praticados com violência doméstica e familiar contra a mulher. 14 da Lei Art. CONTRAV.099. de 26 de setembro de 1995. para o processo e o julgamento das causas referidas no caput. Tem-se que diferenciar a prática de uma contravenção da prática de um crime. salvo se houver disposição expressa. 33. Art. não podendo fazer separações ou divórcios – tal posição nasceu no TJ de São Paulo. tem-se entendido (ROGÉRIO SANCHES). 18. o julgamento e a execução das causas decorrentes da prática de violência doméstica e familiar contra a mulher. observadas as previsões do Título IV desta Lei.: não obedecer a ordem de parar vinda de um policial – há sanção extrapenal prevista no CTB. para fins de salvar a medida de prisão preventiva. as varas criminais acumularão as competências cível e criminal para conhecer e julgar as causas decorrentes da prática de violência doméstica e familiar contra a mulher. Então juiz criminal que fará separação e divórcio nesses casos? R. O juizado da mulher terá competência criminal e cível. a prisão preventiva é que é acessória. Os atos processuais poderão realizar-se em horário noturno. Enquanto não estruturados os Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. órgãos da Justiça Ordinária com competência cível e criminal. PENAL 1) Termo circunstanciado 2) Audiência • Conciliação. mesmo que diante de uma violência doméstica e familiar. OBS. no Distrito Federal e nos Territórios. independentemente da pena prevista.: A lei veda a aplicação da Lei 9099/95 e de seus institutos despenalizadores na Lei 11340/2006! – deve-se LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . conforme dispuserem as normas de organização judiciária.9) PROCEDIMENTOS POLICIAL E JUDICIAL Art. poderão ser criados pela União. para o processo. 33 diz que. não se aplica a Lei no 9. Assim. • Transação penal CRIME 1) Inquérito 2) Denúncia – cadê a transação penal? R. o processo fica na vara criminal comum. 41. Será garantido o direito de preferência. OBS. enquanto não estruturado os juizados.: A competência cível do juiz criminal é apenas das medidas protetivas de urgência. e pelos Estados. há quem entenda que tal prisão não tem cabimento já que teria natureza cível (pois o acessório segue o principal e não existe outra possibilidade de prisão civil senão aquela prevista na CF).

não existe vedação do art. 129. É vedada a aplicação.07. Cabe suspensão condicional do processo nos casos de violência doméstica? R. 41 da Lei 11340/2006. só será admitida a renúncia (leia-se: retratação) à representação perante o juiz. já adotou as duas correntes. O STJ.). A lei Maria da Penha diz que a retratação da vítima é possível até o recebimento da denúncia. em audiência especialmente designada com tal finalidade. Entendem também os seguidores desta doutrina que a violência contra a mulher é grave violação aos direitos humanos da mulher. 89 da Lei 9099 (aplica-se a todos os crimes. bem como a substituição de pena que implique o pagamento isolado de multa. Art. Condenação 4) 5) OBS. OBS. 3) Denúncia – se inadmitida a transação penal.192 observar o art. há divergência: • 1ª corrente: a ação penal é pública incondicionada – interpretação literal do art. • 2ª corrente: a ação penal é pública condicionada à representação – vedam-se os dispositivos de medidas despenalizadoras exteriores à vontade da vítima (como a transação penal. 25 do CPP diz que a retratação da representação é possível até o oferecimento da denúncia. ROGÉRIO SANCHES disse que a última decisão foi no sentido da 1ª corrente. Nas ações penais públicas condicionadas à representação da ofendida (abrangeria também. 16.: E quanto à ação penal no crime de lesão corporal leve do art. prestação de serviços à comunidade etc. 89 da lei 9099/95 aos casos de violência doméstica. para quem entende ser condicionada à representação. 17 da Lei 11340/2006. 17 da lei. A transação penal deve ser de natureza pessoal (restrição de direitos.1: O art. logo.2: O artigo não cita a “na presença do defensor”. 17.ESTATUTO DO DESARMAMENTO LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . OBS. após isso é que ela será irretratável.). NUCCI também sugere assim. O STJ discorda do TJ/SP – não cabe a aplicação do art.: TJ/SP entende que cabe o art. permanecendo. 3) Condenação – observar o art. a lesão corporal leve do §9º do CP) de que trata esta Lei. permanecendo pública condicionada à representação. de penas de cesta básica ou outras de prestação pecuniária. por ex. §9º. nos casos de violência doméstica e familiar contra a mulher. Processo – é possível a suspensão condicional do processo – art. 129 do CP.: Se a vítima for homem. Art. A última decisão foi no sentido da 2ª corrente (segundo aula do prof. Tem juízes determinado a presença do defensor para observar o mandamento do contraditório.2009 – SILVIO MACIEL 19) LEI 10826/2003 . Se a vítima for mulher neste caso de lesão corporal leve do § 9º do art. 89 da Lei 9099/95. ela será irretratável. do CP? R. RENATO BRASILEIRO). e não só às infrações de menor potencial ofensivo). antes do recebimento da denúncia e ouvido o Ministério Público. 88 da lei 9099/95. 11. A representação é inerente à vontade da vítima. após isso.

45845-SC). 12 da lei Posse irregular de arma de fogo de uso permitido Art. e multa.826/03 de 23. 2ª corrente: crime próprio (exige a qualidade do sujeito ativo como dono da residência ou proprietário responsável pelo estabelecimento comercial. disparo. DELMANTO aponta como sujeito passivo direto o “Estado”. em desacordo com determinação legal regulamentar. Possuir ou manter sob sua guarda arma de fogo. talvez pelo controle de armas que fica prejudicado – tal entendimento não prevalece. desde que seja o titular ou o responsável legal estabelecimento ou empresa: Pena – detenção. porque inicialmente estaria ofendendo interesse da União.12. 10. de 1 (um) a 3 (três) anos. B) Sujeitos do crime Sujeito ativo – 1ª corrente: crime comum (tese majoritária) – CAPEZ. Havia crítica por isso. O Estatuto do Desarmamento manteve o CIMAR – cadastro das armas que circulam no país.03 distinguiu todos os crimes. O simples fato de arma estar raspada a competência continua sendo estadual (HC 59915-RJ).2. o controle de armas hoje é da federal. aplicação da pena e na sua execução). ou ou no do A) Objeto jurídico A incolumidade pública/segurança coletiva. salvo se atingir interesse direto da União (funcionário infrator). Com isso observou a proporcionalidade e a individualização. pois o direito à segurança pública não pertence ao Estado (ele é prestador da segurança pública) e sim a coletividade. ainda seu local de trabalho. STJ /STF decidiu que em regra a competência dos crimes do estatuto é da justiça estadual. Bem jurídico: segurança pública e incolumidade pública (STJ CC 45483-RJ. Por isso. no inicio do estatuto que todos os crimes do estatuto seriam de competência federal. dizia que havia violação do princípio da proporcionalidade. 10 punia posse. Sujeito passivo – é a coletividade. porque essa acontece em 3 momentos (na fase legislativa.193 19. ou. venda ilegal etc. crime de posse de arma de fogo é crime vago. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . CINAR é entidade da União. 12. Como estatuto houve obervancia do princípio da individuliazação no momento da cominação abstrata do crime. no interior de sua residência ou dependência desta.2) CRIMES EM ESPÉCIE 19. acessório munição. 19. as condutas envolvendo armas de fogo eram meras contravenções penais. No art.1) Posse de arma de fogo de uso permitido – art. Todos juntos. tipificando-os cada um em tipo. A discussão iniciou no RJ. Assim. portanto. porque é ela que é a titular do bem jurídico “segurança pública”. A Lei n.437/97 – Lei de Arma de Fogo – as contravenções tornaram-se crimes. O Estatuto do Desarmamento – Lei n.1) CONSIDERAÇÕES GERAIS Até 1997. 9. Exceção: tráfico internacional de armas é crime genuinamente federal. de uso permitido.

o vendedor responde por crime de porte por não ser o dono do estabelecimento.: E o indivíduo que enterra uma arma no quintal da casa dele? R. acessório ou munição. a posse regular é fato atípico. Assim.2008. Agora.12. §3º estabeleceu que os registros de armas estaduais continuam a ter validade por mais 3 anos. I) Consumação e tentativa Consuma-se no momento que o infrator ingressa ilegalmente na posse de arma. H) Elemento subjetivo Só o dolo. OBS. OBS. na conduta de “ocultar” arma de fogo – HC 72035/MS. E) Elemento normativo do tipo “Em desacordo com determinação.1: Quando o estatuto do desarmamento entrou em vigor ele disse que os registros de arma de fogo só podem ser expedidos pela Polícia Federal com autorização do SINARM. registro estadual de arma valerá até final deste ano de 2009. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .2003. O porte ocorre em qualquer outro local que não seja residência ou local de trabalho que o dono da arma seja o proprietário.2009 – Lei 11922 de abril de 2009 – a lei trata sobre capital de juros da Caixa Econômica Federal!!! Assim. 5º. ilegal ou regulamentar”. acessório ou munição. o dono da loja está com arma e o vendedor da loja também. de perigo abstrato (STJ e STF). 5º do ED. Trata-se de crime de mera conduta. Nesse sentido. A doutrina não admite a tentativa por se tratar de crime permanente. Aquele responde por posse de arma. uma nova lei estendeu tal prazo até 31. por ex. D) Objeto material Arma de fogo. HC 92369 – STJ – este julgado diferencia posse de porte.12. §3º foi alterado pela Lei 11706/2008 que prorrogou o prazo de validade destes registros até 31. Se o ED entrou em vigor em 23. O art. A maioria diz que a lei se repetiu. Só é crime a posse irregular. 16 da mesma lei. acessório ou munição de uso proibido. • No local de trabalho do qual ele seja o proprietário ou o responsável legal G) Posse x Porte A posse ocorre no interior da residência do infrator ou nas dependências dela ou no local de trabalho do qual o infrator seja o proprietário ou o responsável legal. Se for arma de fogo.12.2006. crime permanente.194 C) Tipo objetivo As condutas são: possuir ou manter sob a guarda. a posse configura o crime do art. Tais objetos devem ser permitidos (o particular pode usar desse calibre caso tenha a devida permissão de possuir arma de fogo). Ocorre que este art.12. os registros estaduais teriam validade até 23. F) Elemento espacial do tipo penal A posse tem que ocorrer: • No interior da residência do infrator ou.: o STJ entende que neste caso o crime é de porte de arma de fogo.. pois quem mantém sob a guarda já possui.

roubo ou outras formas de extravio de arma de fogo. A) Objetos jurídicos Objeto jurídico imediato – é a incolumidade pública. Deixar de observar as cautelas necessárias para impedir que menor de 18 (dezoito) anos ou pessoa portadora de deficiência mental se apodere de arma de fogo que esteja sob sua posse ou que seja de sua propriedade: Pena – detenção. STJ.2. nas primeiras 24 (vinte quatro) horas depois de ocorrido o fato. O caput não tem nada a ver com o parágrafo único.5: Arma de fogo com numeração raspada – há um julgado do STF dizendo que a abolitio criminis não se aplica ao crime de posse de arma raspada – HC 94158/MG. 13. Não retroagem como qualquer outra norma abolicionista. OBS.2) Omissão de cautela – art. Este artigo também prorrogado até 31.2008. OBS. de 1 (um) a 2 (dois) anos. 13 da lei Omissão de cautela Art. estadual ou federal. Agora tal prazo foi prorrogado até 31. mas tal prorrogação começou a partir de 13/04.195 ***OBS.12. O objeto jurídico mediato é a vida e a integridade física do menor de 18 anos e do doente mental.4: A abolitio criminis temporária aplica-se tanto ao crime de posse ilegal de arma de fogo de uso restrito como ao de uso proibido. OBS. Parágrafo único. A conseqüência disto é que tais normas de prorrogação não retroagem (ocorre abolitio criminis apenas dentro do período da prorrogação).12.3: Tal período de abolitio criminis temporária não se aplica aos crime de porte ilegal de arma de fogo. possuir arma de uso permitido em casa ou local de trabalho cujo dono seja o possuidor da arma NÃO É CRIME ATÉ FINAL DESTE ANO DE 2009. 30 do ED – trata do possuidor sem registro nenhum. furto.: Aplica-se o art. no HC 46322/SP entendeu que a abolitio criminis aplica-se ao crime de posse de arma raspada. Nas mesmas penas incorrem o proprietário ou diretor responsável de empresa de segurança e transporte de valores que deixarem de registrar ocorrência policial e de comunicar à Polícia Federal perda. e multa. acessório ou munição que estejam sob sua guarda. Assim.12. LFG diz que tais leis que prorrogam o prazo para registro de armas são retroativas.2009. E quem cometeu a posse ilegal neste lapso temporal entre janeiro e 12 de abril? R. até 31. Deve o sujeito obter o registro ou entregar a arma fria.2: E quem possui arma de uso permitido sem nenhum registro? R. B) Sujeitos do crime LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .2009.2004.2009.: Cometeu o crime de posse ilegal de arma de fogo de uso restrito (maior sinal de que a norma que traz a abolitio criminis indireta não retroage). O STF entende que tal figura constitui em abolitio criminis temporária ou vacatio legis indireta.12. 19. **O prazo para regularização da arma terminou no dia 31.

2: Deixar a arma ao alcance de pessoa portadora de deficiência física é fato atípico.1: Não importa se o menor de 18 anos já adquiriu a maioridade civil. OBS. C) Conduta É “deixar de observar as cautelas necessárias” – significa: quebra do dever de cuidado objetivo. Ex. OBS. Sujeito passivo secundário é o menor de 18 anos ou deficiente mental. 13. G) Consumação e tentativa Há uma pequena divergência: a consumação se dá com o mero apoderamento da arma pelo menor ou pelo doente mental. da lei Este crime é totalmente autônomo ao caput do art. E) Tipo subjetivo É punido a título de culpa (não pode ele ter a intenção da criança se apoderar da arma).3: O tipo penal não exige nenhuma relação de parentesco entre o sujeito passivo e o sujeito ativo. OBS.4: Omitir a cautela em relação a acessório ou munição é fato atípico. Sujeito passivo primário é a coletividade. A doutrina faz uma correção ao artigo – deve-se ler: “24 horas depois da ciência do fato” e não “24 horas depois LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . ou seja. Consumação e tentativa: a consumação se dá após 24 horas depois de ocorrido o fato (deve o agente comunicar neste horário o sumiço da arma) – trata-se de um crime a prazo. Objeto jurídico: arma de fogo. F) Objeto material “Arma de fogo” de uso permitido ou proibido. Outra parte da doutrina já entende ser crime formal (o apoderamento não é o resultado naturalístico – este seria a ofensa à integridade física). 13. a falta de uma dessas comunicações caracteriza o crime segundo a maioria. o crime é material (o apoderamento já seria o resultado naturalístico).196 Sujeito ativo só pode ser o proprietário ou possuidor da arma de fogo – ele que tem o dever de cautela na guarda da arma (trata-se de crime próprio). Sujeito passivo: é a coletividade e também o Estado (pois coloca em risco o controle de armas de fogo no Brasil). H) Art. Uma minoria diz que uma comunicação já basta para não incidir no crime. porque o tipo penal não especifica a espécie de arma. acessório ou munição de uso permitido ou restrito. Sujeito ativo do crime: proprietário ou diretor responsável de empresa de segurança e transporte de valores. Conduta: deixar de registrar a ocorrência policial e de comunicar à Polícia Federal – o tipo penal impõe um duplo dever de comunicação. Para uma parte da doutrina.: um amigo vai à casa do outro amigo e deixa a arma próximo ao filho de 15 anos do proprietário da casa. OBS. Não admite tentativa por se tratar de crime culposo. parágrafo único. pois o tipo penal só traz o elemento “arma de fogo”. Elemento subjetivo: prevalece de forma amplamente majoritário de que o crime é doloso – deve deixar de comunicar de forma proposital.

14. julgado de 09. C) Objeto material Arma de fogo.2009. E) Elemento normativo do tipo “Sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar”.1: É necessário exame pericial da arma para comprovar se ela era apta a disparar? R.: sujeito adquire. ainda que gratuitamente.2.2009 – arma de fogo desmuniciada e sem condições de pronto municiamento não configura crime (informativa 550) – votação não unânime. No STF está em andamento o HC 90075/SC. adquirir. HC 87819/SP – 2ª turma.: Existe uma tese de que o porte de munição isolado (desacompanhado de arma) não possui nenhuma lesividade. Ex. sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar: Pena – reclusão. portanto. 19. **OBS.04. como está escrito no tipo.197 do fato”. fornecer.3) Porte ilegal de arma de fogo de uso permitido – art. Sujeito passivo é a coletividade.2009 – entendeu que arma desmuniciada configura crime (votação unâmime). STF – HC 93188 – 1ª turma. transporta e oculta arma de fogo  responderá apenas por um crime. **OBS. STJ RESP 1103293/RJ de 23. emprestar. criminalizálo fere o princípio constitucional da ofensividade ou lesividade. se praticada mais de uma conduta no mesmo contexto fático. deter. B) Elementos do tipo Trata-se de crime de conduta múltipla ou de conteúdo variado ou de tipo misto alternativo – ou seja.06.02. de uso permitido. haja ela ou não pronta condições de municiamento. manter sob guarda ou ocultar arma de fogo. ceder.: Jurisprudência do STJ e STF – o laudo é desnecessário. por se tratar de crime de perigo abstrato (STF HC 93188/RS de 03. O processo está com vista do processo. acessório ou munição. transportar. remeter. **OBS. ter em depósito.2: Arma de fogo desmuniciada configura crime ou não? R.3: O porte apenas de munição configura crime? R. Na verdade.: STJ é pacífico de que arma de fogo desmuniciada é crime. o crime é omissivo puro ou próprio e também não admite a forma tentada. julgado de 03. entendendo que o porte de munição configura crime (lembrar que não se trata de uma decisão definitiva ainda). A doutrina não admite a tentativa por se tratar de crime de mera conduta. STJ – porte de munição configura crime – trata-se de crime abstrato. F) Tipo subjetivo LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . empregar. Portar. trata-se de crime único (princípio da alternatividade). receber.2009).02. de 2 (dois) a 4 (quatro) anos. e multa A) Sujeitos do crime Sujeito ativo é qualquer pessoa. e JOAQUIM BARBOSA e EROS GRAU já votaram. 14 da lei Porte ilegal de arma de fogo de uso permitido Art. acessório ou munição de uso permitido.

OBS. mesmo que não efetuado o disparo).198 Apenas o dolo. responderá por este crime. A quantidade das armas influi na dosagem da pena. porte de arma  segurança pública) – TJ/SP adota tal corrente. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . haverá o concurso material de crimes – STJ – HC 57519/CE.1: Indivíduo discutiu no bar.: 1ª corrente: haverá sempre concurso material de crimes. 15 da lei Disparo de arma de fogo Art. Disparar arma de fogo ou acionar munição em lugar habitado ou em suas adjacências. C) Elemento espacial do tipo O disparo tem que ocorrer em lugar habitado ou suas adjacências. como que fica? R. pois crimes de igual ou menor gravidade são afiançáveis. G) Consumação Dar-se-á com a mera prática de qualquer das condutas do tipo. B) Condutas “Disparar arma de fogo” ou “acionar munição” (ou seja.2: O porte de mais de uma arma configura dois crimes? R. desde que essa conduta não tenha como finalidade a prática de outro crime: Pena – reclusão. em via pública ou em direção a ela. Não é possível nas condutas que configuram crime permanente. por ex. salvo se a arma estiver registrada no nome do agente.: Corrente majoritária – responde por crime único. de 2 (dois) a 4 (quatro) anos. Tal parágrafo único foi declarado inconstitucional pelo STF – ADIn 3112. volta ao bar e mata o sujeito  o porte ficará absorvido pelo crime de homicídio.2. 14 Diz ser o crime inafiançável. Ou seja. Ex. cabe fiança em qualquer caso (mesmo que a arma não esteja registrada em nome do infrator). sujeito passivo – a coletividade. **OBS. em via pública ou em direção a ela. A fundamentação do STF foi de que a vedação da fiança fere o princípio da razoabilidade ou proporcionalidade.: no verbo “adquirir”. num determinado dia ele discute com alguém e o mata. vai para a casa dele e pega uma arma. 15. pois protegem bens jurídicos distintos (homicídio  a vida.4) Disparo de arma de fogo – art. 19. e multa. 2ª corrente: se o porte de arma foi cometido com a única finalidade de executar o homicídio. pois ele é meio (crime meio) de execução do homicídio. A tentativa em alguns casos é possível.1: Porte e homicídio. mesmo que as outras armas sejam de uso permitido. Ex. Se uma das armas for de uso restrito. A) Sujeitos do crime Sujeito ativo – qualquer pessoa. Se o indivíduo porta a arma ilegalmente e eventualmente a utiliza num homicídio.2: o indivíduo vai todo dia no bar armado ilegalmente. H) Parágrafo único do art. ficará absorvido.

D) Consumação e tentativa Dar-se-á com o mero disparo ou com o acionamento da munição. portar. pois a via pública estava vazia no momento do disparo  responde pelo crime. ceder. A interpretação literal faz com que se conclua que este outro crime pode ser mais grave ou menos grave do que o próprio disparo.1: Trata-se de crime de perigo abstrato – para a maioria da doutrina.2. sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar: Pena – reclusão. mas não causou perigo real. de 3 (três) a 6 (seis) anos. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Se for porte ilegal de arma proibida e disparo  o porte ilegal prevalece sobre o crime de disparo por ser crime mais grave. E) Parágrafo único Foi declarado inconstitucional pelo mesmo fundamento anterior – ofensa ao princípio da proporcionalidade e razoabilidade. haverá um único crime. transportar.2: Dois ou mais disparos configura crime único – a quantidade de disparos será levado em conta na dosagem da pena. deter. o porte ilegal. receber. manter sob sua guarda ou ocultar arma de fogo. Não confundir o perigo do crime com o lugar ermo! Ex. porque o crime de lesão leve é menos grave do que o crime de disparo de arma de fogo (não se pode absorver crime mais grave). Assim. **OBS. não é necessário que o disparo cause perigo real a alguém. Nas mesmas penas incorre quem: I – suprimir ou alterar marca. numeração ou qualquer sinal de identificação de arma de fogo ou artefato. 16 da lei Posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito Art. para outros. de forma a torná-la equivalente a arma de fogo de uso proibido ou restrito ou para fins de dificultar ou de qualquer modo induzir a erro autoridade policial. ainda que gratuitamente. II – modificar as características de arma de fogo. remeter. **OBS. perito ou juiz. OBS. 16. ter em depósito. A doutrina e a jurisprudência entendem que se houver disparo e homicídio. só se aplica o homicídio. acessório ou munição de uso proibido ou restrito.: disparo em lugar habitado.199 OBS. OBS. se houver lesão leve e disparo. emprestar. A tentativa é possível. haverá concurso de crimes. fornecer.2: O crime de disparo não pode ter como finalidade a prática de outro crime (não se fala em “crime mais grave”). empregar. Possuir.: Se for porte ilegal de arma permitida e disparo  como ambos tem a mesma pena e ofendem o mesmo bem jurídico. Trata-se de crime afiançável.5) Posse ou porte ilegal de arma de uso proibido ou restrito – art. e multa.1: Indivíduo que efetua disparo de arma de fogo em lugar ermo (lugar vazio) pratica fato atípico. adquirir.3: E se houver porte ilegal e disparo? R. Parágrafo único. 19. para uns o disparo.

Um inciso (I) pune quem raspa a arma. munição ou explosivo a criança ou adolescente. ou adulterar. V – vender.: Não! É unânime o entendimento de que o parágrafo único constitui crime penal autônomo e independente do caput. 12 Se for arma permitida  porte  art. se a intenção for induzir em erro tal órgão. dinamites etc. será fato atípico. b) modificar as características da arma para induzir em erro ou dificultar a ação de autoridade policial. o outro inciso (IV) pune quem porta a arma já adulterada. ainda que gratuitamente. As condutas do parágrafo único só se referem à arma de uso proibido? R. numeração ou qualquer sinal de identificação de arma de fogo ou artefato. ainda que gratuitamente. aplica-se tudo que foi dito quanto aos crimes de posse e de porte dos arts.: Onde está o conceito de arma de uso proibido ou restrito? R. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Inciso II – modificar as características de arma de fogo. perito ou juiz – esta conduta se chama de fraude processual do Estatuto do Desarmamento. fabricar ou empregar artefato explosivo ou incendiário. munição ou acessório). Esta última conduta se consuma com a modificação da arma e a simples intenção de induzir em erro a autoridade. de qualquer forma. possuir. O objeto material em relação aos crimes anteriores (não se fala em arma. adquirir. OBS. A) Parágrafo único OBS. ou seja. detiver. transportar ou fornecer arma de fogo com numeração. arma de fogo. possuir. Inciso III – possuir. 16 Assim. IV – portar. suprimido ou adulterado. OBS. Se for arma permitida  posse  art. acessório. entregar ou fornecer. sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar. Inciso I – suprimir ou alterar marca. Deve-se atentar ao inciso IV – portar. 16 pune no mesmo tipo penal a posse e o porte. mesmo que a finalidade não seja alcançada. munição ou explosivo. perito ou juiz. sem autorização legal. pode ter como objeto material arma de fogo proibida ou permitida. detiver. 3665/2000. suprimindo ou adulterado. marca ou qualquer outro sinal de identificação raspado. e VI – produzir.: Dec. arma de fogo. fabricar ou empregar artefato explosivo ou incendiário. transportar ou fornecer arma de fogo com numeração. Atentar que o art. sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar. entregar ou fornecer. 12 e 14 desta lei. Há uma única diferença: a arma é de uso proibido ou restrito. recarregar ou reciclar. Este inciso revogou tacitamente o crime do art. Há duas condutas criminosas: a) modificar as características da arma para torná-la arma proibida.: O caput tem como objeto material apenas arma de uso proibido ou restrito. adquirir. Envolve granadas. 14 Se for arma proibida ou restrita  posse ou porte  art. de forma a torná-la equivalente a arma de fogo de uso proibido ou restrito – maior prova de que o parágrafo único também se destina à arma de uso permitido – ou para fins de dificultar ou de qualquer modo induzir a erro autoridade policial. marca ou qualquer outro sinal de identificação raspado. Inciso V – vender.200 III – possuir. acessório. munição ou explosivo à criança ou adolescente.: O tipo penal não cita o MP. Se o crime deixar vestígios necessitará da perícia.

mas uma única comercialização ilegal já configura o crime. o crime se consuma com a simples importação ou exportação – crime material. por erro escusável. 19. B) Sujeito passivo A coletividade. ainda que o favorecido não obtenha sucesso na entrada ou saída da arma – crime formal. como no caso da não aplicação do art. Inciso VI – Produzir. vende 30 armas legalmente e vende uma arma ilegalmente  já responde pelo o crime do art. sem autorização legal. Nas duas primeiras condutas. Pelo o princípio da especialidade.: Vender fogos de artifício à criança ou adolescente incide no ECA – será visto na próxima lei. A) Sujeito ativo Qualquer pessoa – crime comum. 18 da lei. Ex.: comerciante de armas no shopping. Responderá pelo o art. OBS. pois ele não é comerciante do ramo de armas de fogo. B) Sujeito passivo A coletividade. acessório ou munição (há cláusula de equiparação no parágrafo único). OBS.: Não. 17 da lei A) Sujeito ativo Comerciante ou industrial. C) Condutas “Importar” ou “exportar” ou “facilitar a entrada ou saída”.7) Tráfico internacional de arma de fogo – art. munição ou explosivo. ou adulterar.2. recarregar. aplica-se o art. Se ele. A tentativa é perfeitamente possível. 17. É indispensável que o sujeito saiba que a vítima seja criança ou adolescente. OBS. 18 da lei Antes do ED o tráfico internacional de arma de fogo configurava o crime de contrabando.: não se aplica o art.: Não praticou o crime do art. 334 do CP – contrabando. o crime se consuma com a simples facilitação da entrada ou saída. ou reciclar. 19. Precisa da autorização legal. acessório ou munição de uso permitido ou restrito.2. legal ou clandestino. 318 do CP. OBS. D) Tipo subjetivo É o dolo.1: Este crime é habitual? R. 14 ou 16. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . tratar-se-á de erro de tipo. de qualquer forma. 17. Na última conduta.6) Comércio ilegal de arma de fogo – art. C) Objeto material Arma de fogo. a depender se a arma é de uso permitido ou restrito. E) Consumação e tentativa A consumação se dá com a prática de qualquer uma das condutas do tipo. Ele exige a condição de comerciante ou industrial de armas. de arma de fogo. supõe que se tratava de um adulto.201 242 do ECA.: O explosivo também está previsto como objeto material. OBS. exceto nas modalidades que constituem crimes permanentes.2: O dono do restaurante vende sua arma para o seu cliente? R.

16.: Indivíduo entrou com 2 munições no bolso no território brasileiro. de uso permitido ou proibido. A partir daí passa a ser adolescente. 19. O ato infracional pode ser praticado por criança ou por adolescente. As medidas de proteção à criança e ao adolescente são aplicáveis sempre que os direitos reconhecidos nesta Lei forem ameaçados ou violados: LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . a pessoa até doze anos de idade incompletos (ainda não completou 12 anos). adulto e imputável. OBS. 12. para os efeitos desta Lei. não se aplica o princípio da insignificância (HC 45099). Se criança praticar ato infracional.c. a defesa alegou o princípio da insignificância. e adolescente aquela entre doze e dezoito anos de idade. 6º do ED. do ECA. O STJ não concedeu.2009 – SILVIO MACIEL 20) LEI 8069/90 – CRIMES DO ESTATUTO E DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE O ECA Trata da C&Ad como autor.4) ARTS. Art. estará sujeita apenas à medidas de proteção – art. III c. I a VIII. 98. 21 DA LEI – INSUSCETIBILIDADE DE LIBERDADE PROVISÓRIA DOS CRIMES DO ART. F) Objeto material Apenas arma de fogo. O Brasil é signatário de tratados internacionais comprometendo-se a reprimir o tráfico internacional de drogas. 17 e 18 (comércio ilegal e tráfico internacional) se a arma.1) CONCEITO DE C&AD Art. 17 E 18 Foi declarado inconstitucional pelo STF por violação ao estado de inocência. 19 E 20 DA LEI . ou seja. art. passando a ser. Criança deixa de ser criança a partir do primeiro segundo do dia em que faz 12 anos de idade. 2º Considera-se criança. a pena é aumentada da metade.3) ART. 105 c.CAUSAS DE AUMENTO DE PENA Nos crimes dos arts. acessório e munição.c.07. 98. praticando ao infracional e depois como vítima. E) Competência para julgamento É da Justiça Federal. 12. 20. acessório ou munição for de uso proibido ou restrito. Arts 14 a 18 – a pena será aumentada se praticadas por integrantes de órgãos previstos no art. D) Tipo subjetivo É o dolo. juridicamente.202 A tentativa é possível. Deixará de ser adolescente no primeiro segundo do dia em que completar 18 anos. 101.

101.internação em estabelecimento educacional. Art.encaminhamento aos pais ou responsável.matrícula e freqüência obrigatórias em estabelecimento oficial de ensino fundamental. VII e VIII.prestação de serviços à comunidade. 100.qualquer uma das previstas no art.inclusão em programa oficial ou comunitário de auxílio. mas está sujeito a medidas sócio-educativas e/ou medidas de proteção – arts. V .203 III . 99 do ECA. Art. à criança e ao adolescente. V . Verificada a prática de ato infracional.colocação em família substituta. IV .obrigação de reparar o dano. II .inclusão em programa comunitário ou oficial de auxílio à família. dentre outras. VIII . a autoridade competente poderá determinar.advertência. 105. 100. Art. 98. 112. preferindo-se aquelas que visem ao fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários. Verificada qualquer das hipóteses previstas no art. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . apoio e acompanhamento temporários. mediante termo de responsabilidade. Na aplicação das medidas levar-se-ão em conta as necessidades pedagógicas. Tais medidas de proteção à criança podem ser aplicadas isolada ou cumulativamente – art. Para aplicar as medidas de proteção. do ECA (colação em abrigo e colocação em lar substituto). VII . Art.orientação. O adolescente não poderá sofrer as medidas de proteção previstas no art.inserção em regime de semi-liberdade. orientação e tratamento a alcoólatras e toxicômanos. O adolescente também pratica ato infracional.em razão de sua conduta. psicológico ou psiquiátrico. Ao ato infracional praticado por criança corresponderão as medidas previstas no art. VI . 101. II . 112 a 122 do ECA. a autoridade competente poderá aplicar ao adolescente as seguintes medidas: I .abrigo em entidade.requisição de tratamento médico. IV . III . em regime hospitalar ou ambulatorial. III . 101. as seguintes medidas: I . VI . VII . 101. I a VI (que são as medidas de proteção).liberdade assistida. e podem ser substituídas umas pelas outras – são fungíveis entre si. o juiz se utiliza do art.

A vítima é internada e morre no dia 10. desde que tenha cometido o ato infracional quando era adolescente. Receberá então uma medida sócio-educativa.07.: Não foi revogado pelo CCB de 2002 que reduziu a menoridade civil para 18 anos. deve ser considerada a idade do adolescente à data do fato.: É possível aplicar o princípio da insignificância no ato infracional – STJ. OBS.2) APLICAÇÃO EXCEPCIONAL DO ECA AO INFRATOR QUE JÁ COMPLETOU 18 ANOS – ART. É como se todo ato infracional fosse de ação penal pública incondicionada (não se pode escrever isso. Para os efeitos desta Lei. Art. Ex.4) APURAÇÃO DE ATO INFRACIONAL Como os crimes. PARÁGRAFO ÚNICO DA LEI Parágrafo único. e não só a medida de internação como alguns sustentam – jurisprudência pacífica do STJ. para evitar a impunidade. assim. não se exige representação ou queixa para apurar ato infracional. OBS. O ECA diz que se considera a data do menor na data do fato. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .: Quaisquer medidas.2: O parágrafo único do art.2009.2009 (o infrator já terá 18 anos e 2 meses). OBS. Tal dispositivo continua aplicável mesmo após o advento do novo CCB – entendimento pacífico do STJ. 104. aplica-se excepcionalmente este Estatuto às pessoas entre dezoito e vinte e um anos de idade. há a fase de investigação policial e a fase de “ação penal”. É irrelevante se o crime ao qual corresponde ao ato infracional se é de ação penal pública ou privada. 2º não foi revogado pelo CCB de 2002? R. ela será atípica e o menor não pode ser punido.1: Quais medidas podem ser aplicadas neste caso? R.3) CONCEITO DE ATO INFRACIONAL É a conduta que corresponde a um crime ou a uma contravenção. Ou seja. já que não é crime). devendo cumpri-la até quando completar 21 anos. Parágrafo único. Art. 20. Evita-se. O art. 2º. 103. 20. As medidas sócio-educativas podem ser aplicadas ao maior de idade (entre 18 e 21 anos). Se a conduta do menor não corresponder a um crime ou a uma contravenção.: o menor com 17 anos e 10 meses pratica um ato infracional no dia 10. pois não exige ação penal contra menor. Considera-se ato infracional a conduta descrita como crime ou contravenção penal. impedir a impunidade daquele que comete ato infracional um pouco antes de tornar-se adulto.11. mas aqui se chama de ação sócio-educativa. 4º do CP diz que se considera praticado o crime no momento da ação ou omissão ainda que outro seja o momento do resultado. Ambos os artigos adotam a teoria da atividade – a responsabilidade penal é verificada no momento da conduta.204 20. Assim. Nos casos expressos em lei. nesta hipótese (pois o adolescente já não me mais adolescente). o ECA será aplicado a pessoa entre 18 e 21 anos se cometeu o ato infracional quando adolescente.

deverá: I . é para lá que o menor deverá ser dirigido. 174. Art. Em caso de flagrante de ato infracional cometido mediante violência ou grave ameaça a pessoa. no mesmo dia ou. III . E se ele for apreendido em situação de flagrante? R. exceto quando. primeiro são tomadas as providências em relação ao ato infracional. Havendo repartição policial especializada para atendimento de adolescente e em se tratando de ato infracional praticado em co-autoria com maior. sendo impossível. 106. a autoridade policial. Comparecendo qualquer dos pais ou responsável. parágrafo único. que. ouvidos as testemunhas e o adolescente.requisitar os exames ou perícias necessários à comprovação da materialidade e autoria da infração. no primeiro dia útil imediato.apreender o produto e os instrumentos da infração. 171.4. O adolescente apreendido em flagrante de ato infracional será. 106. 174 Art.205 20. Nenhum adolescente será privado de sua liberdade senão em flagrante de ato infracional ou por ordem escrita e fundamentada da autoridade judiciária competente. Encerrada esta fase. Se o menor praticou o ato junto de um adulto. prevalecerá a atribuição da repartição especializada. desde logo. O adolescente apreendido por força de ordem judicial será. 172. ocorre a fase do art. pela LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . 172 a 177 do ECA O adolescente só pode se apreendido em situação de flagrante ou por ordem judicial. 172 a 177 do ECA. sob termo de compromisso e responsabilidade de sua apresentação ao representante do Ministério Público. após as providências necessárias e conforme o caso. Parágrafo único. • Em qualquer dos casos. Art.: Aplicam-se os arts. desde logo. encaminhado à autoridade policial competente. • Se for ato infracional sem violência ou grave ameaça à pessoa  poderá lavrar auto de apreensão ou opta por boletim de ocorrência circunstanciada. Parágrafo único. e 107. encaminhará o adulto à repartição policial própria. Nas demais hipóteses de flagrante. a lavratura do auto poderá ser substituída por boletim de ocorrência circunstanciada.1) Fase policial ou investigativa – art. encaminhado à autoridade judiciária. depois o menor é levado à Delegacia para ser lavrado o APF. o adolescente será prontamente liberado pela autoridade policial. deverá o delegado apreender os instrumentos e produtos do ato infracional e requisitar a realização de exames periciais para apuração da autoria e materialidade. lavrando ou não o auto de apreensão.lavrar auto de apreensão. sem prejuízo do disposto nos arts. 173. O menor sendo apresentado à autoridade policial. Art. Art. Se houver delegacia especializada de atendimento ao menor. II . terá esta as seguintes opções: • Se for ato infracional com violência ou grave ameaça à pessoa  deverá lavrar auto de apreensão.

no próximo dia útil seguinte. O Delegado.: Se não houver situação de flagrante de ato infracional. a autoridade policial encaminhará ao representante do Ministério Público relatório das investigações e demais documentos. juntamente com cópia do auto de apreensão ou boletim de ocorrência. a apresentação far-se-á pela autoridade policial. Se. o adolescente aguardará a apresentação em dependência separada da destinada a maiores. a autoridade policial encaminhará. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . • Não liberar o adolescente quando for ato infracional grave e com repercussão social que recomende a internação do adolescente para a garantia de sua segurança pessoal ou manutenção da ordem pública (como se fosse os motivos da prisão preventiva). exceder o prazo referido no parágrafo anterior. 177 Art. aplicar-se-á subsidiariamente as normas do CPP. 152. À falta de repartição policial especializada. O Delegado também não liberará quando não presentes os pais ou representantes legais e não forem localizados. deva o adolescente permanecer sob internação para garantia de sua segurança pessoal ou manutenção da ordem pública.O. por ex. que fará a apresentação ao representante do Ministério Público no prazo de vinte e quatro horas. No caso de não liberação. então. Aos procedimentos regulados nesta Lei aplicam-se subsidiariamente as normas gerais previstas na legislação processual pertinente. não podendo. a autoridade policial poderá: • Liberar o adolescente aos pais ou aos responsáveis presentes na Delegacia. § 2º Nas localidades onde não houver entidade de atendimento. ou que impliquem risco à sua integridade física ou mental. § 1º Sendo impossível a apresentação imediata. 177. neste caso de não liberação. 178. deverá o Delegado tomar as providências do art.. Art.: Adotará a providência do art. sob termo de compromisso de apresentá-lo ao MP no mesmo dia ou. como que a polícia investigará o caso? R. Fará assim um relatório de investigações de ato infracional – como se fosse o inquérito. O adolescente a quem se atribua autoria de ato infracional não poderá ser conduzido ou transportado em compartimento fechado de veículo policial. a autoridade policial encaminhará o adolescente à entidade de atendimento. o adolescente ao representante do Ministério Público. Art.O. Em caso de não liberação.) encaminhará à entidade de atendimento e esta apresenta o adolescente ao MP em até 24 horas. houver indícios de participação de adolescente na prática de ato infracional. Se for impossível a apresentação imediata ao MP e não houver também entidade de atendimento para encaminhar o adolescente. em qualquer hipótese. Sendo impossível a apresentação imediata ao MP (foi à noite e não tinha Promotor de plantão. afastada a hipótese de flagrante. se impossível. desde logo. o Delegado manterá o adolescente na Delegacia separado dos maiores (dos presos) e apresentará o adolescente ao MP em até 24 horas. OBS. Na investigação do ato infracional. Feito o B.206 gravidade do ato infracional e sua repercussão social. 175. sob pena de responsabilidade. em condições atentatórias à sua dignidade. 175 Art. encaminhará o menor ao MP juntamente com cópia do auto de apreensão ou B.

LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . podendo incluir eventualmente a aplicação de qualquer das medidas previstas em lei. • Remissão-transação . Se nesta oitiva informal o adolescente não tiver acompanhado de defensor técnico nem dos pais ou responsável. nem prevalece para efeito de antecedentes. sempre foi um bom aluno na escola etc. Ou seja. Se o juiz discordar da remissão. poderá ser aplicada em qualquer fase do procedimento. 188 do ECA Art. E se o MP o arquivamento e o juiz discordar. 128. ou peças investigatórias) Tal fase existirá quando não houver elementos suficientes para propor a ação sócio-educativa contra o menor. Art. do ECA. 20. 188. tal oitiva não é absolutamente indispensável. C) Conceder a remissão É uma forma de exclusão do processo – art. Art. A remissão não implica necessariamente o reconhecimento ou comprovação da responsabilidade.O. o MP concederá o perdão.. B) Arquivamento das peças (auto de apreensão ou B. o representante do Ministério Público poderá conceder a remissão. A remissão. exceto a colocação em regime de semi-liberdade e a internação. Iniciado o procedimento. podendo requisitar o concurso das polícias civil e militar. mediante pedido expresso do adolescente ou de seu representante legal. O STJ entendeu em março de 2009 que o MP pode apresentar a representação sem a oitiva informal do agente desde que disponha de elementos suficientes para oferecê-la. 126 do ECA. o adolescente será ouvido informalmente pelo promotor de justiça. como forma de exclusão do processo. a qualquer tempo. Ex. como forma de extinção ou suspensão do processo.: Mesma regra do CPP – remeterá as peças ao Procurador Geral – art. o representante do Ministério Público notificará os pais ou responsável para apresentação do adolescente. ao contexto social. dependerá de homologação judicial. Art. 126. Em caso de não apresentação. ou do Ministério Público. isto enseja apenas nulidade relativa. 127. Em ambos os casos de remissão. bem como à personalidade do adolescente e sua maior ou menor participação no ato infracional. §1º e 2º.: menor praticou furto no mercado – nunca delinqüiu. a família passa fome.4.2) Fase de apuração do ato infracional A) Oitiva informal Apresentado o adolescente ao MP por uma das pessoas referidas anteriormente. a concessão da remissão pela autoridade judiciária importará na suspensão ou extinção do processo. Parágrafo único.Remissão com proposta de aplicação imediata de medida sócioeducativa não privativa de liberdade. o que acontece? R. Existem dois tipos de remissão: • Remissão-perdão – aplicável nos casos do art. 181. atendendo às circunstâncias e conseqüências do fato. Antes de iniciado o procedimento judicial para apuração de ato infracional.207 Parágrafo único. A medida aplicada por força da remissão poderá ser revista judicialmente. remeterá os autos ao Procurador Geral e este decidirá a questão. antes da sentença.

184 do ECA. OBS. Na audiência de apresentação do adolescente ocorrerá: a oitiva do adolescente e de seus pais ou responsáveis. 188 do ECA. ela pode depois ser concedida durante o processo até sentença final – art.2: Tal remissão pode ser revista a qualquer tempo a pedido do adolescente. Se. Tal audiência não pode ser realizada sem a presença do adolescente (em nenhuma hipótese). OBS. Só não pode a medida ser restritiva de liberdade (por isso que não cabe a internação e a semi-liberdade). por qualquer razão. não há nulidade – o defensor exerce as duas funções: de defesa e de curador substituto dos pais ausentes – entendimento jurisprudencial. Art. Se for aceita. decisão sobre manter LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . notificando-os a comparecer com advogados. O ECA não prevê número máximo de testemunha a ser arrolada. Se o juiz conceder a remissão durante o processo. Significa a propositura de ação sócio-educativa contra o adolescente. exceto a colocação em regime de semi-liberdade e a internação” – não significa violação ao devido processo legal e à ampla defesa. o representante do Ministério Público não promover o arquivamento ou conceder a remissão. o juiz expedirá mandado de busca e apreensão do adolescente e suspende o processo até que ele seja apresentado em juízo. Na falta dos pais ou do representante legal. Se o adolescente estiver internado provisoriamente.3: Se a remissão não for concedida pelo MP antes de iniciado o processo. do seu representante legal ou do MP. solicitação de parecer de equipe técnica. 182. poderá ele cumulá-la com medida sócio-educativa – entendimento do STJ. quando necessário. Se o juiz a recebê-la. Se este estiver desaparecido.208 OBS. Argumentos: há previsão expressa no art.: Se a audiência de apresentação for feita na ausência dos pais mas na presença de defensor técnico. exceto a medida de semi-liberdade e a de internação. D) Oferecer a representação É o equivalente à denúncia no Processo Penal. OBS. em sessão diária instalada pela autoridade judiciária. 127 do ECA. não significa admissão de culpa nem gera maus antecedentes. podendo ser deduzida oralmente. Entende-se que é o número de 8 testemunhas (aplicação subsidiária do procedimento comum ordinário do CPP). Pode ser apresentada de forma oral ou escrita. oferecerá representação à autoridade judiciária. 127 do ECA – “podendo incluir eventualmente a aplicação de qualquer das medidas previstas em lei. propondo a instauração de procedimento para aplicação da medida sócio-educativa que se afigurar a mais adequada. que conterá o breve resumo dos fatos e a classificação do ato infracional e. o rol de testemunhas.1: A remissão-transação depende de aceitação do adolescente ou de seu responsável. a remissão não significa reconhecimento de responsabilidade pelo ato infracional – RE 248018 – STF – entendeu como constitucional a segunda parte do art. E) Recebimento da representação pelo juiz e designa audiência de apresentação do adolescente Mandará cientificar o adolescente e seus pais ou responsáveis. o juiz nomeará um curador especial para acompanhar a audiência. iniciará a ação sócioeducativa contra o adolescente. se for o caso. § 1º A representação será oferecida por petição. o juiz manda requisitar a sua apresentação – art.

podendo determinar a realização de diligências e estudo do caso. 111. concessão de remissão. 186. Se o adolescente não tiver advogado. a critério do juiz. Tal sentença pode ser uma sentença de improcedência da representação (de caráter absolutório – e não uma sentença absolutória) ou de procedência (de caráter condenatório – e não uma sentença condenatória). §4º. a critério da autoridade judiciária. pelo tempo de vinte minutos para cada um. prorrogável por mais dez. ouvindo-se o MP – art. § 4º Na audiência em continuação. do ECA I) Audiência de instrução e julgamento Serão ouvidas testemunhas de acusação e defesa nesta ordem (inversão da ordem – nulidade absoluta) Debates de 20 minutos cada parte. §3º. verificando que o adolescente não possui advogado constituído. será dada a palavra ao representante do Ministério Público e ao defensor. será processado sem defensor. do ECA § 2º Sendo o fato grave. ouvidas as testemunhas arroladas na representação e na defesa prévia. o juiz prolata a sentença – art. G) Audiência de instrução e julgamento No caso de não concedida a remissão – art. o juiz só é obrigado a lhe nomear um se o ato infracional puder resultar numa medida de internação ou semi-liberdade – não se aplica. Súmula: 342 do STJ No procedimento para aplicação de medida sócio-educativa. a autoridade judiciária. §2º. nomeará defensor. é nula a desistência de outras provas em face da confissão do adolescente. que em seguida proferirá decisão. não poderá haver desistência de outras provas e encerramento do procedimento com a aplicação da medida sócio-educativa – violação do devido processo legal. A falta de defesa técnica na ação sócio-educativa enseja nulidade absoluta. se na audiência de apresentação o adolescente confessar o ato infracional. entre outras. Art. desde logo. cumpridas as diligências e juntado o relatório da equipe interprofissional. 207. designando. Assim. São asseguradas ao adolescente. passível de aplicação de medida de internação ou colocação em regime de semiliberdade.defesa técnica por advogado H) Defesa prévia Era. Motivos: Art. do ECA. ainda que ausente ou foragido. 186 do ECA. as seguintes garantias: III . Por fim. prorrogáveis por mais 10 minutos. Nenhum adolescente a quem se atribua a prática de ato infracional. sucessivamente. contraditório e ampla defesa. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .209 ou revogar a decisão da internação provisória do adolescente (se estiver). F) Audiência de apresentação Poderá conceder a remissão. 186. audiência em continuação. 186. Tal “audiência em continuação” é a audiência de instrução e julgamento.

112.c. Consiste na restituição da coisa. O juiz deverá aplicar tal medida quando o menor necessitar de acompanhamento. Parágrafo único. entidades assistenciais etc. V. 116 do ECA É aplicada nos casos de atos com reflexos patrimoniais. estando o adolescente internado. IV . ressarcimento do dano ou qualquer outra forma de compensação do prejuízo. o juiz poderá aplicar medidas sócio-educativas e/ou medidas de proteção. mais do que 3 anos. Para aplicação dessa medidas bastam indícios de autoria e materialidade. Jornada máxima de 8 horas semanais de forma que não prejudique a freqüência no trabalho e/ou na escola. 112. III . art. podendo ser revogada. ou pode ser aplicada como medida de transição de outra mais grave. c. 20. 112. Consiste em tarefas gratuitas em escolas.210 A sentença de improcedência será proferida de acordo com os casos do art. Na hipótese deste artigo. c. 20. 115 do ECA Trata-se de uma admoestação verbal.5. III.c. será imediatamente colocado em liberdade. 120 do ECA A internação deve ser feita em estabelecimento adequado às condições do menor.não haver prova da existência do fato. tendo em vista o princípio da excepcionalidade da restrição à liberdade do menor – STJ.2) Obrigação de reparar o dano – art. II. 112. desde que a decisão seja fundamentada. 118 e 119 do ECA É decretada pelo prazo mínimo de 6 meses.5) MEDIDAS SÓCIO-EDUCATIVAS 20.c. 189 do ECA Art. art.5. o juiz designará um orientador para acompanhar o cumprimento da medida. 20. 117 do ECA Prazo máximo: 6 meses. Não pode ser em estabelecimento prisional ainda que separado dos maiores. hospitais. Terá atividades externas e freqüência obrigatória à escola. 20.5) Regime de semi-liberdade – art.: furto. Ou seja. art. Se for uma sentença de procedência. auxílio ou orientação.c. c. prorrogada ou substituída por outra. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Não poderá durar. Pode ser aplicada como medida inicial. A autoridade judiciária não aplicará qualquer medida. c. 20. I. todavia. IV.não constituir o fato ato infracional. É decretada por tempo indeterminado.não existir prova de ter o adolescente concorrido para o ato infracional.1) Advertência – art.5. II .5. ex.art.c. 112. art. 189. c.estar provada a inexistência do fato.3) Prestação de serviços à comunidade – art. Nesse caso.4) Liberdade assistida – art. desde que reconheça na sentença: I .5. parte do dia ele permanece internado e na outra parte freqüenta a escola e pratica atividades externas. reduzia a termo e assinada.

não autoriza a medida de internação. ocorre a desinternação automática e obrigatória. o prazo máximo de internação é contado para cada ato infracional isoladamente – STJ – HC 99565/RJ – 07.211 20. OBS. 108 do ECA. pode ser determinada pelo prazo máximo de quarenta e cinco dias. E DA COMPETENCIA EXCLUSIVA DO JUIZ.c.05. Fora dessas 3 hipóteses.: Só o juiz pode aplicar medida sócioeducativa – súmula 108 do STJ Súmula: 108 do STJ A APLICAÇÃO DE MEDIDAS SOCIO-EDUCATIVAS AO ADOLESCENTE.7) Medidas de proteção Exceto as do art. 122 do ECA Art. e sim como medida cautelar. 121 a 123 do ECA Só pode ser aplicada se ocorrer uma das 3 hipóteses taxativas do art. não poder aplica internação.: O menor foi pego transportando drogas em grande quantidade para outro país. Parágrafo único.5.: Quem pode aplicar medida sócio-educativa? R. antes da sentença. não é como ocorre como a prisão preventiva ou em flagrante.6) Internação em estabelecimento educacional – art. c. II . 20. A medida expira-se automaticamente quando o infrator praticar 21 anos. 122. No caso de concurso de atos infracionais. “reiteração” é. A decisão deverá ser fundamentada e basear-se em indícios suficientes de autoria e materialidade.5. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . no mínimo. por si só.por reiteração no cometimento de outras infrações graves – Para o STJ. III. VI. art. Art. por mais grave que seja o ato infracional.6) MEDIDA CAUTELAR DE INTERNAÇÃO PROVISÓRIA Tal medida está prevista no art. a gravidade do ato infracional. Assim. Assim. no mínimo. Ex. cujo prazo máximo será de 3 meses. Ex. 122.2009. O prazo máximo de internação é de no máximo 3 anos.: 3 atos infracionais cometidos  poderá ficar até 9 anos internado. Não é internação como medida sócio-educativa. a prática de 3 atos infracionais III . A medida de internação só poderá ser aplicada quando: I . PELA PRATICA DE ATO INFRACIONAL. 101. exceto na hipótese do art. demonstrada a necessidade imperiosa da medida. 108. VII e VIII. fez isso apenas uma vez na vida – não pode ser aplicada a internação – só poderia ser internado se tivesse praticado tal conduta 3 vezes.por descumprimento reiterado e injustificável da medida anteriormente imposta. 112. ou seja. 20. Em nenhuma hipótese tal internação pode ultrapassar 45 dias – jurisprudência pacífica do STJ e STF. do ECA. A internação.tratar-se de ato infracional cometido mediante grave ameaça ou violência a pessoa.

Parágrafo único. mas eles prescrevem. Se a finalidade por privar a liberdade da criança por outro motivo. 230 do ECA Art. 106 do ECA já visto. 20.1984) Toda esta matéria de prescrição arrolada acima é jurisprudência pacífica do STF e STJ. trata-se de ilegalidade. Incide na mesma pena aquele que procede à apreensão sem observância das formalidades legais. Conduta: Privar da liberdade mediante apreensão ilegal (ou seja.1) Art. procedendo à sua apreensão sem estar em flagrante de ato infracional ou inexistindo ordem escrita da autoridade judiciária competente: Pena . ou. ao tempo do crime. ex: para exigir resgate – extorsão mediante seqüestro.8. sem flagrante de ato infracional e sem ordem judicial).209. Apreender o adolescente fora dessas hipóteses do art. A prescrição da pretensão executória (prazo para executar a medida sócio-educativa) dependerá da medida aplicada: • Se a medida for aplicada por prazo indeterminado  prescreve em 3 anos (prazo máximo da internação). tendo em vista o prazo aplicado.7. Todos os crimes do ECA são de ação penal pública incondicionada – art. menor de 21 (vinte e um) anos. pois o infrator sempre terá menos de 21 anos na data do fato – art.detenção de seis meses a dois anos. 115 do CP. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . 225 e seguintes do ECA. aplicando-se por analogia o Código Penal – súmula 338 do STJ Súmula: 338 do STJ A prescrição penal é aplicável nas medidas sócio-educativas. haverá outros crimes. 109 do CP. de 11.212 20. • Se a medida for aplicada por prazo determinado  prescreve segundo os prazos do art.7) PRESCRIÇÃO DE ATO INFRACIONAL O ECA não possui regras sobre ato infracional. na data da sentença. Tanto o prazo da PPP como da PPE são reduzidos pela metade. Trata-se da regra do art. 106.(Redação dada pela Lei nº 7. maior de 70 (setenta) anos. 230.8) CRIMES CONTRA A CRIANÇA E O ADOLESCENTE Arts. 20. 115 . A prescrição da pretensão punitiva (leia-se: “prescrição para processar a medida sócioeducativa”) é calculada com base na pena máxima cominada ao crime ou à contravenção penal ao qual corresponde o ato infracional. Privar a criança ou o adolescente de sua liberdade.São reduzidos de metade os prazos de prescrição quando o criminoso era. 227 do ECA. Art.

230.3) Art. Deixar a autoridade policial responsável pela apreensão de criança ou adolescente de fazer imediata comunicação à autoridade judiciária competente e à família do apreendido ou à pessoa por ele indicada: Pena .2) Art. Aqui a apreensão é legal.8. deve avisar a família ou pessoa indicada pelo o ofendido – duplo dever de comunicação.455. Elemento subjetivo: é o dolo. II. 20. Subtrair criança ou adolescente ao poder de quem o tem sob sua guarda em virtude de lei ou ordem judicial. comunica autoridade incompetente para retardar o controle judicial da apreensão. 1º. Sujeito ativo: a autoridade policial – crime próprio. a falta de uma dessas comunicações. 231. A tentativa é perfeitamente possível. de 7.8. 237. configura o crime do art. sem justa causa caracterizará o crime. Consumação e tentativa: a consumação se dará com a simples privação da liberdade da vítima. propositalmente.4. com o fim de colocação em lar substituto: LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Deve avisar o juiz (deve ser o competente – da vara da infância e da juventude). 233 da lei Art. da Lei 9455/97 – Lei de tortura – tortura agravada.213 Sujeitos do crime: sujeito ativo é qualquer pessoa. 20. 20. Imediata. Tipo subjetivo: apenas o dolo. Não é permitido a tentativa. sujeito passivo: C&Ad (sempre será em todos os crimes – por isso que não será mais analisados nos próximos crimes). Se por esquecimento o Delegado se esquece de fazer tais comunicações não responderá pelo o art. E se os policiais procederem a apreensão ilegal do menor. pratica o crime do art. Conduta: Deixar de comunicar – crime omisso próprio. caracterizará o crime. O atraso à comunicação ao juiz ou à família. 231.detenção de seis meses a dois anos. leia-se: “no primeiro momento possível”. Hoje.4) Art. (Revogado pela Lei nº 9. mas a autoridade é punida por não avisar ao juiz ou à família. Objeto jurídico: é a liberdade de locomoção da C&Ad. 233. OBS. 231 da lei Art.8. Bem jurídico: a proteção à liberdade de locomoção da vítima. §4º. estará cometendo também o crime – ele não está comunicando a autoridade competente. 237 da lei Art. Não se pune a forma culposa.1997: Punia a tortura contra a C&Ad.: Se o Delegado. Consuma-se com a simples omissão. Assim.

o juiz pode deixar de aplicar pena. curatela ou guarda. de 12. Sujeito passivo: A C&Ad e o responsável que teve a criança subtraída da sua guarda – crime de dupla subjetividade passiva. se o responsável tem apenas a guarda de fato da C&Ad. inclusive o pai ou mãe destituído do poder familiar ou o tutor privado da tutela. Sujeito ativo: qualquer pessoa.reclusão. 239. se o fato não constitui elemento de outro crime.O fato de ser o agente pai ou tutor do menor ou curador do interdito não o exime de pena. Promover ou auxiliar a efetivação de ato destinado ao envio de criança ou adolescente para o exterior com inobservância das formalidades legais ou com o fito de obter lucro: Pena . de 6 (seis) a 8 (oito) anos. nem é cabível a aplicação analógica.8. 249 . Tipo objetivo: a conduta é subtrair – retirar a criança do responsável sem a autorização ou conhecimento dele. Significa que. e multa. Consumação e tentativa: com a subtração da C&Ad com a colocação no lar substituto – crime material. além da pena correspondente à violência.reclusão de dois a seis anos. tutela. Parágrafo único. OBS.764. 20. Elemento especial do tipo – com o fim de por o menor em lar substituto. Comparação com o crime de subtração de incapazes do art.5) Art. No ECA há a finalidade específica de por o menor em lar substituto.reclusão de quatro a seis anos.2003) Pena .: No crime de subtração de incapazes do CP é cabível o perdão judicial se o menor for restituído aos seus responsáveis.214 Pena . Se há emprego de violência. Cabível a tentativa. 237 do ECA. No CP o dolo do agente é apenas o de subtrair o menor do responsável que o tem sob guarda legal ou judicial – o agente não quer por o menor em lar substituto. e multa. Elemento normativo: Só há o crime se o responsável tem a guarda legal ou judicial da C&Ad. Tal perdão judicial não está prevista no art. 249 do CP: Art. grave ameaça ou fraude: (Incluído pela Lei nº 10.detenção. não há este crime. Objeto jurídico: é o direito do menor de ficar sob os cuidados de quem tem a sua guarda legal ou judicial.Subtrair menor de dezoito anos ou interdito ao poder de quem o tem sob sua guarda em virtude de lei ou de ordem judicial: Pena . § 2º .11. se destituído ou temporariamente privado do pátrio poder. se este não sofreu maus-tratos ou privações. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . desde que não tenha sofrido maus tratos ou privações. de dois meses a dois anos. § 1º . Elemento subjetivo: dolo. 239 da lei Art. A diferença é somente o dolo.No caso de restituição do menor ou do interdito.

240 DEPOIS DA REFORMA DE 2008 Condutas: produzir. ou de qualquer modo intermedeia a participação de criança ou adolescente nas cenas referidas no caput deste artigo. filmar ou registrar por qualquer meio.829. – tudo isso já configura o crime consumado.215 Condutas: promover ou auxiliar a efetivação de ato destinado ao envio de C&Ad para o exterior. Ex. parágrafo único c. o infrator também responderá pelos crimes correspondentes à violência – concurso material obrigatório ou necessário (art. 240 da lei Art. Competência: Da Justiça Federal. A doutrina entende que é cabível a tentativa quando o crime é plurissubsistente. cena de sexo explícito ou ART. 239. curador. Elemento subjetivo: é o dolo. de 4 (quatro) a 8 (oito) anos. cena de sexo explícito ou pornográfica.). e multa. fraude ou grave ameaça – parágrafo único.3: No caso de violência. 129 do CP. tenha autoridade sobre ela. assim. Deve existir a inobservância das formalidades legais (envio irregular – não se exige finalidade de lucro) ou com a finalidade de obter lucro (envio mercenário). empregador da vítima ou de quem. Tais conceitos estão no art. OBS. Consumação e tentativa: a consumação se dá com a mera prática do ato destinado ao envio da C&Ad ao exterior – crime formal. Objeto material: cena de sexo explícito (quando há contato físico) ou cena pornográfica (quando não há contato físico). (Redação dada pela Lei nº 11. envolvendo criança ou adolescente: (Redação dada pela Lei nº 11. reproduzir. OBS. filmar ou registrar. Ex.1: Tal violência. Ex. 240. etc.: Este crime revogou o art. Produzir.829. de tutor.: fazer passaporte para a criança. (Incluído pela Lei nº 11.8. de 2008) § 2o Aumenta-se a pena de 1/3 (um terço) se o agente comete o crime: (Redação dada pela Lei nº 11. tal qualificadora é irretroativa. a qualquer outro título. OBS. dirigir. da 1ª hipótese: envio da criança para o estrangeiro para adoção ilegal (é cabível a adoção por estrangeiro desde que obedecidas as regras previstas no ECA). Qualificadoras: se a conduta for praticada quando houver o emprego de violência. ou ainda quem com esses contracena. art. Objeto jurídico: proteção da C&Ad bem como a proteção à sua família.829. atividade fotográfica ou de qualquer outro meio visual. §2º. fotografar.c. dirigir.829.829. de 2008) I – no exercício de cargo ou função pública ou a pretexto de exercê-la. (Redação dada pela Lei nº 11. ou (Redação dada pela Lei nº 11. 241E do ECA – norma penal explicativa LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . preceptor. reproduzir. recruta. da 2ª hipótese: Venda da criança ao estrangeiro. fotografar. facilita. por ex.829.6) Art. cinematográfica. 240 ANTES DA REFORMA DE 2008 Condutas: produzir ou dirigir Objeto material: representação teatral televisiva. 254. utilizando-se de C&Ad em cena pornográfica.: violência contra o fiscal do aeroporto.829. de 2008) ART. grave ameaça ou fraude pode ser exercida contra a própria C&Ad ou contra terceiras pessoas. (Redação dada pela Lei nº 11. do CP 20. de 2008) II – prevalecendo-se de relações domésticas. de coabitação ou de hospitalidade. ou por adoção. de 2008) § 1o Incorre nas mesmas penas quem agencia. OBS. Ex. comprar passagens aéreas. ou com seu consentimento. de 2008) Pena – reclusão. de 2008) III – prevalecendo-se de relações de parentesco consangüíneo ou afim até o terceiro grau. por qualquer meio.2: Foi acrescentada pela lei 10764 de 2003. coage.

829. empregador da vítima ou de quem. Art. Concurso de crimes: pode ocorrer o concurso formal com os crimes sexuais do CP.8. 241 da lei (pegar resto do material depois) LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Não se exige nenhuma finalidade de lucro. A nova redação não menciona mais “cena vexatória”. preceptor. a finalidade de lucro era qualificadora do crime. ou de qualquer modo intermedeia a participação de criança ou adolescente nas cenas referidas no caput deste artigo. recruta. (Redação dada pela Lei nº 11. Tais qualificadoras viraram causas de aumento de pena: § 2o Aumenta-se a pena de 1/3 (um terço) se o agente comete o crime: (Redação dada pela Lei nº 11. de tutor. de coabitação ou de hospitalidade. ou ainda quem com esses contracena. (Redação dada pela Lei nº 11. pois todos são atingidos por ver tais cenas.: estupro. de 2008) I – no exercício de cargo ou função pública ou a pretexto de exercê-la.829. curador. Para efeito dos crimes previstos nesta Lei.216 cena vexatória. tenha autoridade sobre ela. reais ou simuladas. ex. a qualquer outro título. 20.829. Figura equiparada: houve um aumento de condutas puníveis § 1o Incorre nas mesmas penas quem agencia. de 2008) III – prevalecendo-se de relações de parentesco consangüíneo ou afim até o terceiro grau.7) Art. ou exibição dos órgãos genitais de uma criança ou adolescente para fins primordialmente sexuais. ou por adoção.829.829. de 2008) Formas qualificadas: se o crime era praticado no exercício de cargo ou função ou com a finalidade de obter vantagem patrimonial. de 2008) Sujeitos do crime: qualquer pessoa. Elemento subjetivo: É o dolo. Pena: reclusão de 4 a 8 anos e multa – pena irretroativa.829. Hoje não. Há quem diga que seja a formação moral coletiva. ou com seu consentimento. facilita. de 2008) II – prevalecendo-se de relações domésticas. de 2008) Pena: reclusão de 2 a 6 anos e multa Figura equiparada: havia apenas uma: nas mesmas penas incorre quem contracenar coma vitima. a expressão “cena de sexo explícito ou pornográfica” compreende qualquer situação que envolva criança ou adolescente em atividades sexuais explícitas. 241-E. A tentativa é perfeitamente possível. Objeto jurídico: proteção à formação moral da C&Ad. Antes da alteração. ou (Redação dada pela Lei nº 11. (Incluído pela Lei nº 11. (Incluído pela Lei nº 11. Consumação e tentativa: consuma-se com a prática de qualquer das condutas do tipo penal – crime formal e de perigo abstrato. coage.

33. não apenas uma eleição determinada (como era no passado). Esta lei possui crimes eleitorais ao longo do seu texto.09. • Viola um bem jurídico eleitoral. A divulgação de pesquisa fraudulenta constitui crime punível com detenção de 6 meses a um ano e multa. 289 do CE – inscrever-se fraudulentamente como eleitor. Ela revogou expressamente diversos crimes do Código Eleitoral. 33.1. ex. 21. adotada por toda a doutrina eleitoral. que atenta contra bens jurídicos dessa natureza” – STJ CC 81711/RS – 16. “Se a ação do agente for manifestamente com o escopo eleitoral.1) Crime de pesquisa fraudulenta – art.02. exs.. mas o crime se encontra no seu §4º. Sujeito ativo pode ser qualquer pessoa. • Está tipificado na legislação eleitoral.2) CRIMES DA LEI 9504/97 – LEI DAS ELEIÇÕES Esta lei estabelece normas para as eleições.: art. §4º.07.2. Crimes eleitorais acidentais estão previstos na legislação eleitoral e também na legislação comum (não eleitoral). 21. caracterizando-se como crimes eleitorais quando praticados com propósitos eleitorais. caso contrário. §4º A pesquisa eleitoral foi regulamentada no art. pois o núcleo do tipo é divulgar a pesquisa fraudulenta. “Crime eleitoral consiste em todo fato descrito como típico da legislação pertinente. Tendo em base este conceito. eleitoral será o crime. Esta lei regulamenta todas as eleições. 21.217 17.1) Crimes eleitorais específicos ou puros e crimes eleitorais acidentais Esta divisão é de NELSON HUNGRIA. há 3 características dos crimes eleitorais: • Finalidade eleitoral.1) CONCEITO Crimes eleitorais são todas as violações das normas que disciplinam as diversas fases e operações eleitorais e que tem por objeto jurídico proteger a liberdade de exercício do direito de sufrágio bem como a regularidade e lisura do processo eleitoral e que sejam tipificadas na legislação eleitoral. Crimes eleitorais específicos ou puros são os que só podem ser praticados na órbita eleitoral. No art. mas há crimes em legislações esparsas.: art.2009 – SILVIO MACIEL 21) CRIMES ELEITORAIS A maioria dos crimes eleitorais estão previstos no Código Eleitoral. 35 indica como sujeito ativo também o representante legal da empresa ou entidade que fez a pesquisa e que a veiculou (este só pode ser punido se agiu com dolo – se tinha noção de que se tratava de uma LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . inclusive quem não tenha participado ou elaborado da pesquisa. Antes dessa lei era feito uma lei para cada eleição. Sujeito passivo é o eleitorado (possui direito a uma informação eleitoral verdadeira) e o candidato ou partido eventualmente prejudicado pela falsa pesquisa – crime de dupla subjetividade passiva. o crime será comum” – JOSÉ JOEL CÂNDIDO. difamação e injúria). 324 a 326 do CE – crimes contra a honra eleitoral (calúnia.. 21.

A fraude pode ser no método ou no resultado da pesquisa. sem influência ou constrangimentos. E neste artigo há outro crime visando o não-acesso dos partidos políticos a tais dados. A tentativa é possível – não divulgação da pesquisa por circunstâncias alheias à sua vontade. pois o tipo penal resguarda também a tranqüilidade dos eleitores e a ordem pública eleitoral (e não só a normalidade dos trabalhos eleitorais). “Fazer propaganda e boca de urna” consiste fazer propaganda nas proximidades das sessões eleitorais. amplificadores de som. e a passeata? R. violência etc. mas sim durante todo o dia da eleição. A conduta pode ocorrer por qualquer meio de comunicação (comício.: Se for realizada com aparelhos sonoros. JJCÂNDIDO entende que só caracteriza o crime se a divulgação for ampla a todo o eleitoral ou à parte considerada dele. coação. As condutas puníveis são retardar. no momento. SUZANA DE CAMARGO GOMES (Desembargadora do TRF 3ª Região) diz que a pesquisa fraudulenta inclui também a pesquisa inexistente. OBS. impedir ou dificultar à ação fiscalizadora dos partidos sobre as pesquisas eleitorais. II da lei 9504/97 a manifestação individual e silenciosa de preferência do cidadão por partido. cartazes.: O cidadão que vai votar usando camisetas e broches do candidato pratica crime? R. camisas.2. §5º. A “ação fiscalizadora” dos partidos compreende todos os atos previstos no §1º.: Não. incluída a que esteja no próprio vestuário ou se expresse no porte de bandeira ou utilização de adesivos em veículos ou objetos de que tenha a posse. A culpa não é elemento subjetivo – fato atípico.218 pesquisa fraudulenta). por não descrever a conduta criminosa do representante legal. IIIDivulgação de qualquer espécie de propaganda de partidos políticos ou de seus candidatos mediante publicações. ainda que a pesquisa não cause resultado na eleição – crime formal ou de consumação antecipada. Tipo objetivo – a conduta é divulgar (tornar pública). Elemento subjetivo é o dolo (vontade de divulgar a pesquisa sabendo-a fraudulenta). §1º garante aos partidos políticos fiscalizar como foi feita a pesquisa. ter-se-á a denúncia genérica – inadmissível.: O TRE do PR entendeu atípica a conduta de espalhar panfletos durante a madrugada quando os eleitores estavam dormindo e as sessões eleitorais fechadas. As resoluções do TSE n. O tipo penal fala em “carreatas”. Objeto jurídico – é a normalidade dos trabalhos eleitorais no dia da eleição (JJCÂNDIDO chama de ordem pública eleitoral) e a liberdade do eleitoral de votar livremente. broches – a lei pune a LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . I a III Foi alterado pela lei 11300/06. §5º.: O art. OBS. imprensa. também configura o crime. Tipo objetivo – IUsar alto falantes. e-mail etc. Consumação e tentativa – a consumação se dá com a mera divulgação. coligação ou candidato. OBS. JJCÂNDIDO diz que o horário de proibição não é só o horário de votação. pelo STF. 39. 20106/98 e 14708/94 dizem que não caracteriza o crime do art.2) Realização de propaganda eleitoral no dia da eleição e crime de “boca de urna” – art. Sujeito passivo é o Estado e os eleitores. 21. realizar comícios ou carreatas. IIArregimentar eleitor ou fazer propaganda de boca de urna – “arregimentar” é conseguir eleitores no dia da eleição. Sujeito ativo é qualquer pessoa. Se ele for incluído na denuncia apenas por ser representante da empresa. Se for para um número restrito. não afetará o resultado das eleições. 34. 39. Tal conduta pode ser por fraude. impedindo o exercício da ampla defesa.) Objeto material do crime é a pesquisa fraudulenta na qual os dados são adulterados ou manipulados.

a consumação se dá com a prática de qualquer das condutas de I a III. 21.: JJCÂNDIDO entende que este crime só se caracteriza se houver uma propaganda de grande escala. argumentando que o candidato não preenche os requisitos para concorrer às eleições. bonés. Local desses crimes: exceto a boca de urna. deduzida de forma temerária ou de manifesta má-fé Pena – detenção de 5 meses a 2 anos e multa. logotipo de governo) utilizadas por órgãos de governos.A lei pune a utilização na propaganda eleitoral de tais símbolos. impugná-lo em petição fundamentada É um direito das pessoas acima impugnar a candidatura quando necessário. Art. O crime se chama: argüição de inelegibilidade ou impugnação de candidatura temerária ou de má-fé. amplamente divulgada.3) Utilização de símbolos. Art.3) CRIME DA LEI COMPLEMENTAR 64/90 Está previsto no art. A tentativa é possível nos 3 incisos. 40 Sujeito ativo pode ser qualquer pessoa. induzindo os eleitores que ele está associado ao poder governamental. a intenção do infrator não é impugnar a LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . partido político.2. os incisos de I e III. por desvio ou abuso de poder de autoridade. O objeto material são frases ou imagens (ex. A tentativa é possível quando o infrator não consegue fazer o uso da frase ou imagem. Momento do crime: estes crimes só podem ocorrer no dia da eleição. Sujeito passivo – o pré-candidato. Na segunda conduta. Caberá a qualquer candidato.: slogan de governos. OBS. coligação ou ao MP. Tipo objetivo . ainda que não resulte prejuízo ou favorecimento a determinado candidato ou partido – crime formal. As condutas individuais são incapazes de induzir o eleitor a associar o candidato ao poder governamental. a argüição de inelegibilidade ou a impugnação de registro de candidato feito por interferência do poder econômico. contados da publicação do pedido de registro do candidato. o pedido de candidatura já foi deferido (a pessoa já foi registrada nas eleições) e o infrator impugna o registro. Antes o crime poderia ocorrer desde a escolha dos candidatos na convenção partidária ou fora dos horários e períodos previstos na legislação eleitoral – hoje não mais vigora assim. vestuário etc. 3º da LC. empresa pública ou sociedade de economia mista ou semelhantes às utilizadas pelas entidades mencionadas acima. o que é crime é impugnar por abuso de poder econômico. frases ou imagens de entes públicos na propaganda eleitoral ou que lhe sejam assemelhados – art. Consumação e tentativa – trata-se de crime formal – a mera utilização do slogan ou símbolo mesmo que não induza o eleitoral. de forma temerária ou por manifesta má-fé. Constitui crime eleitoral. 25 da Lei. Consumação e tentativa. 21. Sujeito ativo – qualquer pessoa. Nestas hipóteses. maciça. 25. Tipo subjetivo – é o dolo (nos 3 incisos).219 propaganda nos dia das eleições por meio de publicação. cartazes. desvio ou abuso do poder de autoridade. o crime pode ocorrer em qualquer local e não só nas proximidades das sessões eleitorais porque o tipo penal não contém esta elementar. Sujeito passivo é o Estado e o eleitorado. no prazo de 5 dias. O uso deve ser feito durante a propaganda eleitoral.

Tipo subjetivo – é o dolo. quem. além dos indicados no presente artigo. • Os cidadãos que hajam sido nomeados para as mesas receptoras ou juntas apuradoras.4) CRIMES PREVISTOS NO CÓDIGO ELEITORAL – LEI 4737/65 O CE tem uma parte geral que está entre os artigos 283 a 288. emprego ou função em entidade paraestatal ou em sociedade de economia mista. A tentativa é possível. 349 – falsificar no todo ou em parte.: art. Ou a pena mínima está no próprio tipo incriminador. A elementar “temerária” é a mesma prevista acima. ainda que a exerça de forma gratuita. ou de 1 ano. 284 – Pena mínima do crime eleitoral quando não cominada no tipo penal Ex. e uma parte que trata dos crimes em espécies que está entre os artigos 289 e seguintes. • Considera-se funcionário público para os efeitos penais. Quando o tipo penal não cominar a pena mínima. É qualquer pessoa que exerça função pública. 21. Sempre que este Código não indiciar o grau mínimo. 284 do CE. A doutrina diz que na “forma temerária” o elemento subjetivo é o dolo eventual.220 candidatura exigindo o cumprimento das normas constitucionais. pertença ou não à Administração Pública. B) Art. se reclusão. 21. Consumação e tentativa – A consumação se dá no momento em que a impugnação é apresentada na Justiça Eleitoral a argüição ou a impugnação. C) Art. embora transitoriamente ou sem remuneração exerce cargo. • Funcionários por equiparação – quem exerce cargo. quanto ao crime de gestão temerária. o Ministro MARCO AURÉLIO do STF entendeu que o crime de gestão temerária admite a forma culposa. Recentemente. entende-se que será ele de 15 dias para pena de detenção e de 1 ano para a de reclusão. ela será de 15 dias. a doutrina e a jurisprudência entendem que o elemento subjetivo é o dolo eventual. mas sim impedir ilegalmente que alguém se torne candidato ou mantenha-se candidato ou retarde os trabalhos eleitorais com o incidente eleitoral instaurado sem fundamento. Tipo objetivo – impugnar ou argüir o registro. 285 . 283 – conceito de funcionário público eleitoral para fins penais • Os juízes eleitorais (designados pelo TRE como titulares de seção eleitoral ou qualquer outro juiz que esteja exercendo uma função eleitoral específica eleitoral por designação do TRE ou até do TSE). 284. se detenção. que trata de disposições gerais penais. OBS.: Na lei 7492/86 – crimes contra o SFN – há o crime de gestão temerária.1) Disposições gerais penais A) Art. emprego ou função pública (§1º) – é o mesmo conceito previsto no art. a que demonstre a inelegibilidade de candidato ou pré-candidato. logo. e não a culpa (SUZANA DE CAMARGO GOMES).4. 327 do CP. • Os cidadãos que temporariamente integram órgãos da Justiça Eleitoral. sem elemento fático ou probatório.Causas de aumento ou diminuição de pena LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . documento particular ou alterar documento particular verdadeiro para fins eleitorais – pena de reclusão até 5 anos (e o mínimo?) Art. ou está no art.

221 As causas de diminuição ou aumento de pena, quando não tiverem seus patamares no próprio tipo penal, serão fixados entre 1/5 e 1/3 e não podem passar do dos limites da pena cominado ao crime. D) Art. 286 – Fixação da pena de multa Os tipos penais incriminadores já preveem a quantidade de dias-multa para o crime, ex.: o art. 289 prevê de 15 a 30 dias-multa. Cada dia-multa não pode ser inferior a um salário mínimo regional, nem superior a um salário mínimo nacional. Como atualmente não existe mais salário mínimo regional (o salário mínimo é o mesmo em todo país), conclui-se que o dia-multa equivale a um salário mínimo. O juiz deve considerar o salário mínimo vigente na data do crime e não na data da condenação, com atualização monetária desde a data do crime – posição do STJ. O juiz poderá triplicar a multa máxima cominada no tipo penal se ela for ineficaz em virtude da situação econômica do condenado, desde que esse aumento não ultrapasse os 300 dias-multa previstos no caput do art. 286 do CE. E) Art. 287 – Aplicação subsidiária do Código Penal ao Código Eleitoral Leia:se – no que o CE for omisso, aplica-se subsidiariamente as normas do CP, ex.: normas de prescrição já que o CE não prevê normas sobre prescrição – nesse sentido STF HC 84152/AM. F) Art. 288 – Crimes eleitorais praticados por meio de imprensa Este artigo diz que os crimes eleitorais praticados por meio de imprensa, rádio ou televisão prevalecem sobre crimes semelhantes em outras leis. Ex.: crimes de calúnia, difamação e injúria possuíam previsão no CP, CE e Lei de Imprensa e CPM. Se um candidato praticasse calúnia com fins eleitorais contra outro candidato no rádio da cidade, respondia pela calúnia prevista no Código Eleitoral. A Lei de Imprensa foi declarada inteiramente não recepcionada pelo STF na ADPF 130. Hoje, praticada injúria por meio de imprensa, sem fins eleitorais e sem fins militares, aplicar-se-á o a injúria do CP. 21.4.2) Crimes eleitorais em espécie do Código Eleitoral A) Art. 289 – inscrição fraudulenta de eleitor
Art. 289. Inscrever-se fraudulentamente eleitor Pena. Reclusão até 5 anos e pagamento de 5 a 15 dias-multa

Sujeito ativo – qualquer pessoa, inclusive o eleitor já alistado quando solicita a transferência do título (que já é eleitor). Sujeito passivo – é o Estado. Objeto jurídico – é a licitude do alistamento eleitoral. Tipo objetivo – a conduta é inscrever-se (que não é o mesmo que “alistar-se”). A inscrição é uma fase do alistamento eleitoral. O alistamento eleitoral está disciplinado nos arts. 42 a 61 do EC e consiste num complexo de atos que pode ser dividido em duas grandes fases: 1ª) fase da entrega do requerimento para ser eleitor com a apresentação dos documentos pertinentes; 2ª) fase de análise dos documentos e diligências necessárias com deferimento ou indeferimento do pedido. Assim, a inscrição ocorre na 1ª fase do alistamento eleitoral (quando há a entrega do requerimento para ser eleitor e apresentação de documentos). Elemento normativo do tipo está na expressão “fraudulentamente”. A fraude pode ocorrer de diversas maneiras, ex. segundo FÁVILA RIBEIRO: apresentação de documento falso ou adulterado. O estrangeiro que apresenta documento falso dizendo ser brasileiro.

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222 OBS.: Os menores de 16 anos não podem votar. O indivíduo de 15 anos apresentando documento dizendo ter 16 anos praticará ato infracional. A forma mais comum é apresentar falsa comprovação de domicílio, pois o alistamento deve ocorrer no domicílio da pessoa. OBS.: Domicilio para fins eleitorais, compreende não só o local onde a pessoa reside, mas qualquer local onde ela possua um imóvel para uso pessoal, ex.: casa de veraneio – pode se inscrever como eleitor lá. Se a pessoa tiver várias residências em locais diferentes, poderá se inscrever em qualquer uma. A jurisprudência é pacífica em dizer que o local da residência deve ser considerado no momento da inscrição. Quanto ao eleitor, o crime se consuma quando o sujeito solicita a transferência do titulo eleitoral. Para a pessoa pedir a transferência do domicílio eleitoral, deverá estar residindo no novo domicílio a pelo menos 3 meses. A jurisprudência entende que não haverá crime se ele fizer a solicitação de transferência antes dos 3 meses desde que ele realmente resida efetivamente no local (continua...) 21) LEI 7492/86 - CRIMES CONTRA O SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL
LEI DOS CRIMES DO “COLARINHO BRANCO”: Visa punir o criminoso com poder econômico. Conceito extra-penal de SFN: é a política financeira do Estado, ou seja, é política monetária do governo. Refere-se ao emprego dos recursos econômicos disponíveis pelo Estado. O SF stricto sensu refere-se às finanças públicas que são “a massa de dinheiro e crédito que o governo federal e os órgãos a ele subordinados movimentam em um país”. O SFN estrutura a política financeira do Estado. Bem jurídico tutelado: embora a lei somente se refira a SFN (finanças públicas), a proteção é mais ampla, em sentido lato, abrangendo o mercado financeiro, o mercado de capitais e, ainda, os seguros, consórcios, atividades de câmbio, de capitalização, poupança, que se situam no âmbito do direito econômico, e não do direito financeiro. Em suma, o bem jurídico tutelado é dividido em: - principal: o sistema financeiro nacional “lato sensu” (SFN), incluindo a organização do mercado; a regularidade do mercado, a confiança nele exigida e a segurança dos negócios. - reflexos: ex: patrimônio dos investidores, Administração Pública, a fé pública, a “saúde” econômica de uma instituição financeira. ATENÇÃO: Esta lei somente é aplicada se quaisquer dos crimes envolverem instituição financeira. Art. 1º: conceito de instituição financeira: Art. 1º Considera-se instituição financeira, para efeito desta lei, a pessoa jurídica de direito público ou privado, que tenha como atividade principal ou acessória, cumulativamente ou não, a captação, intermediação ou aplicação de recursos financeiros (Vetado) de terceiros, em moeda nacional ou estrangeira, ou a custódia, emissão, distribuição, negociação, intermediação ou administração de valores mobiliários.

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223
Parágrafo único. Equipara-se à instituição financeira: I - a pessoa jurídica que capte ou administre seguros, câmbio, consórcio, capitalização ou qualquer tipo de poupança, ou recursos de terceiros; II - a pessoa natural que exerça quaisquer das atividades referidas neste artigo, ainda que de forma eventual. a) Pessoas jurídicas de direito público: ex: Conselho Monetário Nacional, BACEN, BB, BNDES, CEF, CEEs. b) Pessoas jurídicas de direito privado: ex: sociedades de financiamento e de investimentos, sociedades de crédito imobiliário, fundos de investimento, cooperativas de crédito, bolsa de valores. As pessoas das letras a) e b) que tenham atividade principal ou acessória,

cumulativamente ou não (a atividade financeira não precisa ser nem principal e nem exclusiva) e que tenham envolvimento com recursos financeiros de terceiros ou que façam emissão, distribuição, negociação ou intermediação de valores mobiliários (títulos emitidos por S/A: ex: ações, debêntures etc.) são consideradas instituições financeiras. Conceito de instituição financeira por equiparação: art. 1º, § único, I e II: I – seguradoras, casas de câmbio, consórcios, empresas de capitalização e poupança e qualquer outra instituição que faça a captação ou administração de recursos financeiros de terceiros; II – pessoa física (natural) que exerça qualquer das atividades prevista no art. 1º, mesmo que de forma eventual. A lei quis apanhar os denominados “fantasmas”, “laranjas”, “testas de ferro” que representam os delinqüentes do colarinho branco. Nesse sentido, RE 20784 STJ. IMPORTANTE: o art. 1º, da LC 105/01 traz o rol de instituições financeiras: Art. 1o As instituições financeiras conservarão sigilo em suas operações ativas e passivas e serviços prestados. § 1o São consideradas instituições financeiras, para os efeitos desta Lei Complementar: I – os bancos de qualquer espécie; II – distribuidoras de valores mobiliários; III – corretoras de câmbio e de valores mobiliários; IV – sociedades de crédito, financiamento e investimentos; V – sociedades de crédito imobiliário; VI – administradoras de cartões de crédito; VII – sociedades de arrendamento mercantil;

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VIII – administradoras de mercado de balcão organizado; IX – cooperativas de crédito; X – associações de poupança e empréstimo; XI – bolsas de valores e de mercadorias e futuros; XII – entidades de liquidação e compensação; XIII – outras sociedades que, em razão da natureza de suas operações, assim venham a ser consideradas pelo Conselho Monetário Nacional. § 2o As empresas de fomento comercial ou factoring, para os efeitos desta Lei Complementar, obedecerão às normas aplicáveis às instituições financeiras previstas no § 1o. § 3o Não constitui violação do dever de sigilo: I – a troca de informações entre instituições financeiras, para fins cadastrais, inclusive por intermédio de centrais de risco, observadas as normas baixadas pelo Conselho Monetário Nacional e pelo Banco Central do Brasil; II - o fornecimento de informações constantes de cadastro de emitentes de cheques sem provisão de fundos e de devedores inadimplentes, a entidades de proteção ao crédito, observadas as normas baixadas pelo Conselho Monetário Nacional e pelo Banco Central do Brasil; III – o fornecimento das informações de que trata o § 2o do art. 11 da Lei no 9.311, de 24 de outubro de 1996; IV – a comunicação, às autoridades competentes, da prática de ilícitos penais ou administrativos, abrangendo o fornecimento de informações sobre operações que envolvam recursos provenientes de qualquer prática criminosa; V – a revelação de informações sigilosas com o consentimento expresso dos interessados; VI – a prestação de informações nos termos e condições estabelecidos nos artigos 2 o, 3o, 4o, 5o, 6 , 7 e 9 desta Lei Complementar.
o o

§ 4o A quebra de sigilo poderá ser decretada, quando necessária para apuração de ocorrência de qualquer ilícito, em qualquer fase do inquérito ou do processo judicial, e especialmente nos seguintes crimes: I – de terrorismo; II – de tráfico ilícito de substâncias entorpecentes ou drogas afins; III – de contrabando ou tráfico de armas, munições ou material destinado a sua produção; IV – de extorsão mediante seqüestro; V – contra o sistema financeiro nacional; VI – contra a Administração Pública;

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lei 7492/86: a lei quis criar neste tipo penal a responsabilidade objetiva dos gerentes. não atua como instituição financeira (STF). o tipo penal admite a participação (concurso) de terceiros estranhos à função de gerente. CONFLITO APARENTE ENTRE O ART. 25.1995) ATENÇÃO: digitadores e operadores de processamento de dados não podem ser responsabilizados por crime contra o sistema financeiro. CUIDADO: Não é instituição financeira: o Estado. VIII – lavagem de dinheiro ou ocultação de bens. IX – praticado por organização criminosa. mas foi vetada. Ex: PREVI. 177. administrador de instituição LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . quando emite títulos da dívida pública e os coloca no mercado para arrecadar recursos para o Tesouro. CP. simultaneamente. e não apenas indicar os participantes) terá a sua pena reduzida de um a dois terços. de 19. Assim sendo. CP E LEI 7492/86: As IFs devem ser constituídas sob a forma de S/A (art.225 VII – contra a ordem tributária e a previdência social. ATENÇÃO: factoring é considerada instituição financeira (art. 25. 25. (Incluído pela Lei nº 9.” Art. diretores de IF. Esse conflito é resolvido da seguinte maneira: se a S/A for. instituição financeira. nos termos desta lei. 24. § 2º Nos crimes previstos nesta Lei. lei 4595/64). mas nem toda S/A é uma instituição financeira. PARA MEMORIZAR: “Toda instituição financeira é uma S/A. § 2º.7. 177. Se a S/A não for instituição financeira aplicar-se-á o art. o co-autor ou partícipe que através de confissão espontânea revelar à autoridade policial ou judicial toda a trama delituosa (delação premiada: neste caso terá que contar tudo. LC 105/01). o controlador e os administradores de instituição financeira. Fundos de pensão ou entidades fechada de previdência são considerados instituições financeiras pelo STF e STJ. segundo o STJ. as pessoas enumeradas aqui somente serão punidas a título de dolo (STJ RE 823056: gerente de banco pode cometer crime contra o sistema financeiro): Art. assim considerados os diretores. 177. § 1º Equiparam-se aos administradores de instituição financeira (Vetado) o interventor. gerentes (Vetado). direitos e valores. o liquidante ou o síndico. cometidos em quadrilha ou bando ou co-autoria (leiase: concurso de pessoas). São penalmente responsáveis. 1º.080. Nos crimes em que os sujeitos ativos devem ser os previsto no art. aplica-se a lei 7492/86 (princípio da especialidade). O art. CP: pune as S/A.

CUIDADO: VAI CAIR EM PROVA: Denúncia geral (NARRA o fato criminoso com todas as suas circunstâncias e o imputa. que têm competência absoluta em razão da matéria. Alguns Estados criaram varas especializadas em crimes contra o SFN e o STF já decidiu que é constitucional. 26: corrente minoritária diz que todo e qualquer crime contra o SFN é de competência da justiça federal independentemente do bem jurídico violado. excepcionalmente. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .financeira (comunicação das condições pessoais do agente: aplicação do art. genericamente. A ação penal. o crime a um acusado apenas em razão da sua condição. Nesse sentido: STJ CC 87450 e CC 76333 e STF RE 502915.689. pois os tribunais podem criar especialização de varas no âmbito de organização judiciária local. nos crimes previstos nesta lei. CP: STF HC 84238. quando o crime tiver sido praticado no âmbito de atividade sujeita à disciplina e à fiscalização dessa Autarquia. sem indicar o mínimo vínculo entre o acusado e o crime. Se a denúncia não indicar. Exceção: os crimes contra o SFN serão de competência da justiça estadual quando não causarem lesão a bens. de 3 de outubro de 1941. que a competência seja determinada pelo domicílio ou residência do réu (princípio da celeridade processual).PR (contas CC5): em regra. aprovado pelo Decreto-lei nº 3. 30. o STF e STJ decidiram. Sem prejuízo do disposto no art. diretor. gerente etc. sendo inepta por contrariar o contraditório e ampla defesa. ainda. 26. STJ HC 26288 e CC 85558: Art. simultaneamente. perante a Justiça Federal. STF HC 83947: Celso de Melo e STJ RHC 19219. administrador. dizendo. a várias pessoas indicando que essa conduta descrita foi praticada por todos os denunciados) versus denúncia genérica (IMPUTA. qual a relação entre a conduta do gerente ou administrador e o crime. houver sido cometido na órbita de atividade sujeita à sua disciplina e fiscalização. será promovida pelo Ministério Público Federal. serviços ou interesses da União em geral.CVM. Para corrente majoritária. serviços e interesses da União. fora daquela hipótese. sem descrever qual foi o fato criminoso praticado pelo acusado: STF HC 85579). Caso Banestado . 25 não podem ser denunciadas por crimes contra o SFN pela simples condição de ser diretor ou gerente da IF. a competência é da justiça federal somente quando atingirem bens. STJ REsp 575684). mas neste caso. Nesse sentido. e do Banco Central do Brasil quando.. 268 do Código de Processo Penal. como por exemplo. em que era muito o número de investigados que residiam em diversos locais diferentes. Art. a competência é do local da ocorrência do delito. Parágrafo único. será admitida a assistência da Comissão de Valores Mobiliários . esta denúncia é genérica. 226 Responsabilidade penal objetiva e denúncias genéricas: as pessoas do art. minimamente.

Porém. ainda que prejudique a IF. de 3 de outubro de 1941. não exigindo finalidade específica. a prisão preventiva poderá ser decretada em razão da magnitude da lesão desde que. nem apelar antes de ser recolhido à prisão. Consumação e tentativa: é crime formal ou de mera conduta. Nos crimes previstos nesta lei e punidos com pena de reclusão. A tentativa é possível na forma plurissubsistente (ex: por escrito). o réu não poderá prestar fiança. desde que não seja IF: Art. ou seja. pois a magnitude da lesão causada não é fundamento 227 suficiente para a decretação da prisão preventiva em razão o princípio da presunção de inocência. ou seja. Sujeito ativo: qualquer pessoa. de 2 (dois) a 6 (seis) anos.101/05. 30: é inconstitucional. ainda que primário e de bons antecedentes. Tipo subjetivo: dolo genérico de divulgar. CRIMES: Art. Art. a prisão preventiva do acusado da prática de crime previsto nesta lei poderá ser decretada em razão da magnitude da lesão causada (VETADO). inútil. A informação deve ter potencialidade lesiva. 31: é um art. 3º: Art. Distinção de crimes: -se a divulgação tiver por finalidade levar devedor em recuperação judicial à falência ou se for com objetivo de obter vantagem com a empresa devedora. e multa. capacidade de gerar prejuízos à IF. juntamente. Divulgar ou propalar. aprovado pelo Decreto-lei nº 3. exista algum requisito da prisão preventiva (STF HC 95009: caso Daniel Dantas): Art. Sujeito passivo: o Estado. pois se há motivos para a prisão preventiva não existe fiança: ATENÇÃO: tomar cuidado. dar publicidade). por qualquer meio. a IF prejudicada e os investidores. se estiver configurada situação que autoriza a prisão preventiva.689. com o fim de levá-lo à falência ou de obter vantagem: LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Sem prejuízo do disposto no art. haverá crime falimentar do art. Tipo objetivo: “divulgar” (propalar para mais de uma pessoa. 30. porque nas provas CESPE o examinador apenas coloca o enunciado até o grifado em amarelo. 3º Divulgar informação falsa ou prejudicialmente incompleta sobre instituição financeira: Pena . 31.Art.Reclusão. 170. segundo a doutrina. lei 11. Se for verdadeira e completa não há o crime. O crime só existe se a informação for falsa ou incompleta. 170. 312 do Código de Processo Penal. e jamais na forma unissubsistente. tornando o enunciado errado: Art. se consuma com a simples divulgação da informação capaz de gerar prejuízos. informação falsa sobre devedor em recuperação judicial. ainda que não cause.

ATENÇÃO: conselheiro estatutário que não tem poderes de gerir a IF não pode cometer este crime sozinho. STF HC 95515. não admite co-autoria. -se a informação falsa for sobre S/A que não seja IF.228 Pena – reclusão. CP: Art. LFG). afirmação falsa sobre a constituição da sociedade. Se a gestão é temerária: Pena . Sujeito ativo: somente o administrador da IF. Admite concurso de pessoas estranhas à função. Admite co-autoria e participação de quem não é o administrador da IF (Nucci). e multa. independentemente da ocorrência de prejuízo (STF e STJ). Um único ato fraudulento.Promover a fundação de sociedade por ações. É crime próprio que exige qualidade especial do sujeito ativo. simulação de empréstimo em benefício próprio). o crime será do art. 4º. deve existir a probabilidade de dano (Delmanto). de 3 (três) a 12 (doze) anos. em prospecto ou em comunicação ao público ou à assembléia. Parágrafo único. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . e multa.reclusão. ou seja. é fato atípico. Art. Discussão: É crime habitual ou instantâneo? Resposta: duas correntes: 1ª corrente: é crime habitual. Tipo subjetivo: dolo genérico. 2ª corrente: é crime de mão-própria. a IF prejudicada e terceiros prejudicados. ou seja.Reclusão. se sim participação de pessoa estranhas a administração da IF (Delmanto. dirigir) fraudulentamente (ex: caixa dois.Reclusão. 177. fazendo. “caput”: É O DELITO MAIS IMPORTANTE DA LEI: trata do delito de gestão fraudulenta: Art. Consumação e tentativa: é crime formal e se consuma com a simples conduta de gestão fraudulenta. ou ocultando fraudulentamente fato a ela relativo: Pena . apenas como partícipe (STJ Ação Penal nº 481). de um a quatro anos. de 2 (dois) a 4 (quatro) anos. isolado. 4º Gerir fraudulentamente instituição financeira: Pena . 177 . gerenciar. se o fato não constitui crime contra a economia popular. Tipo objetivo: “gerir” (administrar. Discussão: é crime próprio ou de mão-própria? Resposta: duas correntes: 1ª corrente (majoritária): é crime próprio. de 2 (dois) a 8 (oito) anos. e multa. e multa. Sujeito passivo: o Estado. Para a doutrina é crime de perigo concreto. ou seja. exige a reiteração de atos fraudulentos.

§ único: Sujeitos ativo e passivo: vide art. título. 4º. o legislador foi infeliz na redação. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . 25 desta lei. Nesse sentido.de pessoa jurídica liquidada de fato ou sem representação regular. caracterizando culpa. CUIDADO: É possível o concurso formal entre crime de gestão fraudulenta e crime falimentar. 229 ou seja. o dispositivo é constitucional. CUIDADO: o STF. imprudente). ferindo o princípio da taxatividade (Delmanto).Reclusão. por força do disposto no art. Responderão como co-autores de crime de falsidade o gerente e o administrador de instituição financeira ou assemelhadas que concorrerem para que seja aberta conta ou movimentados recursos sob nome: I . mas. caput. Art. mas sim habitual impróprio. de 2 (dois) a 6 (seis) anos. haverá concurso necessário de crimes. admitiu a forma culposa deste delito (STF RHC 7982). arriscado. e multa. ATENÇÃO: se forem utilizados documentos falsos no delito de gestão fraudulenta. É facultado às instituições financeiras e às assemelhadas. solicitar ao Departamento da Receita Federal a confirmação do número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas ou no Cadastro Geral de Contribuintes. É majoritário o entendimento de ser crime doloso. 5º: Art. Tipo subjetivo: é doloso. da lei 8383/91: Art.de pessoa física ou de pessoa jurídica inexistente. para a doutrina. quaisquer das pessoas mencionadas no art. 4º. 64. Consumação e tentativa: vide art. II .falso. valor ou qualquer outro bem móvel de que tem a posse. 5º Apropriar-se. 4º. um único ato fraudulento que possa causar dano a IF já configura o crime de gestão fraudulenta. segundo o STJ no HC 61870 e REsp 575684. Parágrafo único.2ª corrente (majoritária): não é crime habitual próprio. recentemente. “caput”. Gestão temerária: art. III . Ex: empréstimo milionário feito a um credor sem qualquer garantia. pois “temerária” significa imprudência. Toda a doutrina diz que este tipo penal é inconstitucional. Tipo objetivo: a conduta é “gerir” de forma temerária (perigoso. 64. STJ HC 39908 e Nucci. ou desviá-lo em proveito próprio ou alheio: Pena . de dinheiro. pois é vago e impreciso. Para o STF e STJ.

Tipo subjetivo: dolo genérico. 11. Há doutrina que entende ser crime próprio. 25 desta lei. a IF. sonegando-lhe informação ou prestando-a falsamente: Pena . título ou qualquer outro bem móvel ou imóvel de que tem a posse. investidor. Consumação e tentativa: Art. Art. a mera detenção não configura este crime. o delito será o tipificado no CP (peculato). investidor ou repartição pública competente. Manter ou movimentar recurso ou valor paralelamente à contabilidade exigida pela legislação: Pena . título. interventor. diretor (é crime próprio). Tipo objetivo: apropriar-se (assenhorar-se com ânimo definitivo) e desviar (dar destinação errada) a dinheiro. Para o professor. 11: caixa-dois: crime importante: Art. 6º Induzir ou manter em erro.Reclusão. sócio. a IF e a pessoa prejudicada pela conduta. A mera detenção não é discutida pela doutrina (lacuna). que negociar direito. Se o sujeito ativo for funcionário público. sócio.230 Parágrafo único. Sujeito ativo: crime comum (qualquer pessoa: majoritário). 6º: Art. não resta configurado este delito. Deve existir a posse lícita do bem. Tipo objetivo: induzir (levar alguém) ou manter em erro. repartição pública competente ou a pessoa prejudicada financeiramente. Sujeito passivo: o Estado. de 2 (dois) a 6 (seis) anos. É crime de forma vinculada: “sonegando-lhe informação ou prestando-lhe informação falsa” sobre operação financeira ou situação financeira. Sujeito ativo: administrador. valor o qualquer outro bem móvel (prevalece o entendimento que os bens podem pertencer à terceira pessoa também). Incorre na mesma pena qualquer das pessoas mencionadas no art. relativamente a operação ou situação financeira. Sujeito passivo: o Estado.Reclusão. caso não haja. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . sem autorização de quem de direito. A tentativa é possível na forma plurissubsistente. e multa. Tipo subjetivo: dolo Consumação e tentativa: no momento da inversão da posse (na conduta apropriar-se) ou com o desvio (na conduta desviar) em proveito próprio ou alheio. 25 (crime próprio). e multa. Sujeito ativo: somente as pessoas do art. de 1 (um) a 5 (cinco) anos.

Reclusão. possível. Tipo subjetivo: dolo. Pode haver concurso de delitos. 19. Na conduta “manter” o crime é habitual.Sujeito passivo: o Estado e eventualmente. perfeitamente. A tentativa é. ATENÇÃO: A utilização de passaporte para obter empréstimo não configura este delito (STF HC 92279). Tipo objetivo: obter (conseguir) financiamento (valor a ser pago posteriormente) em IF. Sujeito ativo: qualquer pessoa. Sujeito passivo: a IF lesada e o Estado. 19: Art. Empréstimo (o valor emprestado não tem destinação específica) não é financiamento (o valor financiado tem destinação específica) (STJ CC 88615).Reclusão. financiamento em instituição financeira: Pena . Consumação e tentativa: é crime formal. a pessoa prejudicada pela contabilidade paralela. de 2 (dois) a 6 (seis) anos. Parágrafo único. mediante fraude. 20: Art. Consumação e tentativa: é crime material (se consuma com a obtenção do financiamento fraudulento). de 2 (dois) a 6 (seis) anos. 20. Tipo subjetivo: dolo genérico. Admite a tentativa na forma plurissubsistente. e multa. Deve ser cometido mediante fraude. A pena é aumentada de 1/3 (um terço) se o crime é cometido em detrimento de instituição financeira oficial ou por ela credenciada para o repasse de financiamento. Art. em finalidade diversa da prevista em lei ou contrato. não configura este crime. recursos provenientes de financiamento concedido por instituição financeira oficial ou por instituição credenciada (particular) para repassá-lo: Pena . na conduta de “movimentar” o crime não é habitual. Sujeito ativo: LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . e multa. Não se exige prejuízos a terceiros. podendo ocorrer um delito falimentar. Obter. *Ver STJ REsp 689900. 231 Tipo objetivo: manter (conservar) ou movimentar (fazer girar a contabilidade paralela). Aplicar. Art. ATENÇÃO: se esta conduta não for praticada em IF.

mas depois é utilizado em finalidade diversa do Art. a qualquer título. de 2 (dois) a 6 (seis) anos.Sujeito passivo: estabelecido em lei ou contrato (STJ RHC 10549). Incorre na mesma pena quem. É crime formal (STF e STJ). 22. Parágrafo único. Tipo subjetivo: Consumação e tentativa: Art. 22: evasão de divisas: importante: Art. Consumação e tentativa: se consuma com a simples operação ilegal de câmbio. ou atribuir a terceiro. Atribuir-se. A tentativa é possível se o agente não consegue efetuar operação de câmbio por circunstâncias alheias a sua vontade..). A competência para julgar o crime do art.Detenção. 22 é do juiz do local onde ocorreu a operação ilegal de câmbio (STJ CC 90051). ainda que não ocorra evasão (basta a finalidade de evasão)..101/05 revogou o DL 7661/45. e multa. e multa.Reclusão. Tipo subjetivo: dolo específico (com o fim de.CRIMES FALIMENTARES LEI 11. A expressão “não autorizada” é norma penal em branco. 22) LEI 11101/05 . Art. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . sonega informação que devia prestar ou presta informação falsa. com o fim de promover evasão de divisas do País: Pena . para o mesmo fim. a saída de moeda ou divisa para o exterior. Efetuar operação de câmbio não autorizada. promove. ou nele mantiver depósitos não declarados à repartição federal competente. Sujeito ativo: qualquer pessoa. 21. Incorre na mesma pena quem. para realização de operação de câmbio: Pena . sem autorização legal. Tipo objetivo: efetuar (realizar) operação de câmbio (conversão de moeda de um país para outro) não autorizada (clandestina. Parágrafo único. Sujeito passivo: o Estado. falsa identidade. ilegal) com fim especial de promover a evasão de divisas. 21: 232 Tipo objetivo: o recurso é obtido licitamente. de 1 (um) a 4 (quatro) anos.

sociedade de capitalização e outras entidades legalmente equiparadas às anteriores. VII: para a doutrina esta prisão é inconstitucional. ATENÇÃO: Para o STJ (HC 56368). o perigo de falência ou objetivo de fraudar o processo falimentar ou de recuperação. ou seja. Todos os crimes objetivam um resultado único. sendo decretada somente com base na prática de crime falimentar. pois na verdade é hipótese “disfarçada” de prisão civil por dívidas. entidade de previdência complementar. não há fundamento cautelar desta prisão preventiva. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Não há nenhum crime falimentar culposo. 99. ainda. Neste caso. sociedade operadora de plano de assistência à saúde. doravante referidos simplesmente como devedor. a característica essencial do crime falimentar é a sua unidade: se o agente cometer mais de um crime falimentar aplica-se apenas o delito mais grave. Elemento subjetivo nos crimes falimentares: são todos dolosos. Prisão preventiva: art. aplica-se a regra do concurso de crimes. a recuperação extrajudicial e a falência do empresário e da sociedade empresária. 1o Esta Lei disciplina a recuperação judicial. sociedade seguradora. II – instituição financeira pública ou privada. o juiz civil falimentar não tem competência para decretar medida cautelar de âmbito processual penal (ofensa ao devido processo legal) e. 2º: Art. 2o Esta Lei não se aplica a: I – empresa pública e sociedade de economia mista. Princípio da unicidade penal falimentar: para Fábio Ulhôa Coelho. Art. 1º: Art. consórcio.233 I)Abrangência da nova lei de falências: art. este princípio não se aplica aos crimes conexos não-falimentares. cooperativa de crédito.

LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . para que tomem conhecimento da falência. submetendo-os preliminarmente à autorização judicial e do Comitê. IX – nomeará o administrador judicial. Parágrafo único. X – determinará a expedição de ofícios aos órgãos e repartições públicas e outras entidades para que informem a existência de bens e direitos do falido. IV – explicitará o prazo para as habilitações de crédito. 109 desta Lei. dentre outras determinações: I – conterá a síntese do pedido. indicando endereço. importância. quando entender conveniente. A sentença que decretar a falência do devedor. relação nominal dos credores. 102 desta Lei. 6o desta Lei. sem poder retrotraí-lo por mais de 90 (noventa) dias contados do pedido de falência. ressalvados os bens cuja venda faça parte das atividades normais do devedor se autorizada a continuação provisória nos termos do inciso XI do caput deste artigo. 35 desta Lei. 7o desta Lei. ressalvadas as hipóteses previstas nos §§ 1o e 2o do art. XIII – ordenará a intimação do Ministério Público e a comunicação por carta às Fazendas Públicas Federal e de todos os Estados e Municípios em que o devedor tiver estabelecimento. V – ordenará a suspensão de todas as ações ou execuções contra o falido. natureza e classificação dos respectivos créditos. 22 desta Lei sem prejuízo do disposto na alínea a do inciso II do caput do art. os protestos que tenham sido cancelados. para esta finalidade. 312. a data da decretação da falência e a inabilitação de que trata o art. II – fixará o termo legal da falência. a convocação da assembléia-geral de credores para a constituição de Comitê de Credores. podendo ordenar a prisão preventiva do falido ou de seus administradores quando requerida com fundamento em provas da prática de crime definido nesta Lei. a identificação do falido e os nomes dos que forem a esse tempo seus administradores. no prazo máximo de 5 (cinco) dias. conjuntamente. O juiz ordenará a publicação de edital contendo a íntegra da decisão que decreta a falência e a relação de credores. do pedido de recuperação judicial ou do 1o (primeiro) protesto por falta de pagamento. observado o disposto no § 1o do art. VII – determinará as diligências necessárias para salvaguardar os interesses das partes envolvidas. podendo ainda autorizar a manutenção do Comitê eventualmente em funcionamento na recuperação judicial quando da decretação da falência. observado o disposto no art. para que conste a expressão "Falido". III – ordenará ao falido que apresente. excluindo-se. XI – pronunciar-se-á a respeito da continuação provisória das atividades do falido com o administrador judicial ou da lacração dos estabelecimentos. que desempenhará suas funções na forma do inciso III do caput do art. do CPP para esta prisão ser considerada legal: Art. sob pena de desobediência. deve haver.234 Para o STF. se esta já não se encontrar nos autos. 99. algum requisito do art. VIII – ordenará ao Registro Público de Empresas que proceda à anotação da falência no registro do devedor. VI – proibirá a prática de qualquer ato de disposição ou oneração de bens do falido. XII – determinará. se houver.

LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . administradores e conselheiros. de 11. de fato ou de direito. na medida de sua culpabilidade. conselheiros em caso de crimes falimentares: Art. de 11. Na falência. equiparam-se ao devedor ou falido para todos os efeitos penais decorrentes desta Lei. A sentença que decreta a falência. Para Nucci. concede a recuperação judicial ou concede a recuperação extrajudicial de que trata o art. esta será pressuposto do crime.209. 179. Quando crime for praticado depois da sentença. ser-lhe-á aplicada a pena deste. Não havendo estas sentenças. 163 desta Lei é condição objetiva de punibilidade (NATUREZA JURÍDICA) das infrações penais descritas nesta Lei. de 11.1984) Art. CP já faz previsão: Art. diretores.7.209. (Redação dada pela Lei nº 7. gerentes. gerentes. 29 . (Redação dada pela Lei nº 7. diretores. pois o art. 180: polêmico: se não houver sentença declaratória de falência ou sentença concessiva de recuperação judicial ou extrajudicial. 29. essa pena será aumentada até metade.Quem. mas é requisito para que possa ocorrer a punição pelo delito.7. na recuperação judicial e na recuperação extrajudicial de sociedades.209. a pena pode ser diminuída de um sexto a um terço. os seus sócios. bem como o administrador judicial.Se a participação for de menor importância.1984) § 2º .Se algum dos concorrentes quis participar de crime menos grave.235 Art. não integra o tipo penal.7. de qualquer modo. 180. (Redação dada pela Lei nº 7. Condição objetiva de punibilidade = é uma condição exterior a conduta do agente. O infrator não poderá ser punido pelo crime falimentar: Art. na medida de sua culpabilidade. falta condição objetiva de punibilidade nos crimes falimentares. é inútil. este art. esta sentença só é condição objetiva de punibilidade quando o crime for praticado antes dela. não abrangida pelo dolo ou culpa da agente. 179: equipara ao empresário devedor os sócios. concorre para o crime incide nas penas a este cominadas. administrador judicial. Para Nucci.1984) § 1º . É aplicável a todos os crimes falimentares. na hipótese de ter sido previsível o resultado mais grave.

A decretação da falência do devedor interrompe a prescrição cuja contagem tenha iniciado com a concessão da recuperação judicial ou com a homologação do plano de recuperação extrajudicial. . começa a correr: (Redação dada pela Lei nº 7.209. de 11.1984) IV . há uma causa especial no art.nos crimes permanentes. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . de 11.209. da data em que o fato se tornou conhecido.homologação do plano de recuperação judicial. de 7 de dezembro de 1940 . STF: porém.236 Art. (Redação dada pela Lei nº 7. -Prazo: o mesmo do CP. (Redação dada pela Lei nº 7.7. CP): súmula 592. CP: Art. Na lei anterior. de 11. da concessão da recuperação judicial ou da homologação do plano de recuperação extrajudicial.7. 182. *o prazo prescricional não começa a ser computado da data do crime. de 11.1984) III .101/05: Súmula 592 NOS CRIMES FALIMENTARES. § único. (Redação dada pela Lei nº 7.209. do dia em que cessou a permanência. a regra nova não retroage.7. PREVISTAS NO CÓDIGO PENAL. 182. de 11.A prescrição. mas sim de acordo com as situações acima mencionadas.7.1984) II .209. 182: prescrição: Art.7. o prazo era de 2 anos.Código Penal.1984) I .do dia em que o crime se consumou.concessão da recuperação judicial ou.848. (Redação dada pela Lei nº 7. Parágrafo único. A prescrição dos crimes previstos nesta Lei reger-se-á pelas disposições do Decreto-Lei no 2. Se o crime for praticado depois dessas sentenças.nos de bigamia e nos de falsificação ou alteração de assentamento do registro civil. 117. lei 11. do dia em que cessou a atividade criminosa. começando a correr do dia da decretação da falência.209. APLICAM-SE AS CAUSAS INTERRUPTIVAS DA PRESCRIÇÃO. 111 .1984) Causas interruptivas aplicáveis (art.no caso de tentativa.decretação da falência. aplica-se o art. antes de transitar em julgado a sentença final. O prazo começa a ser contado da: . aplicando-se somente aos crimes cometidos na vigência da nova lei falências (STJ e STF). Portanto. 111. .

Prazo: art. embora previsão do art. *Não há posição predominante. a lei estadual nº 3947/83 (art. conhecer da ação penal pelos crimes previstos nesta Lei. 187. segundo o STF. qualquer credor habilitado ou o administrador judicial poderá oferecer ação penal privada subsidiária da pública. Competência: art. A vítima pode propor essa ação subsidiária? Resposta: duas correntes: 1ª corrente: sim. entende-se que. Com isso.101/05. pois não há previsão legal. concedida a recuperação judicial ou homologado o plano de recuperação extrajudicial. as leis estaduais que dispõem o contrário são constitucionais. 183: Art. Decorrido o prazo a que se refere o art. 2ª corrente: a vítima não pode. 187. Parágrafo único. §1º: LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Art. Legitimados para propor ação privada subsidiária da pública: -credor habilitado (determinado pelo administrador judicial ou pelo juiz).237 . pois os estados membros podem estabelecer regras de organização judiciária locais. 183 da lei 11. sem que o representante do Ministério Público ofereça denúncia. 15) dispõe que quem julga crime falimentar é o juiz cível da falência. CUIDADO: em SP. 183. observado o prazo decadencial de 6 (seis) meses. -administrador judicial.interrupção da prazo com a decretação da falência depois de concedida a recuperação ou homologação de plano de recuperação. 184: Art. O STF decidiu que este dispositivo é constitucional. Os crimes previstos nesta Lei são de ação penal pública incondicionada. Compete ao juiz criminal da jurisdição onde tenha sido decretada a falência. § 1 o. 184.

o disposto no art. e os arts. § 5o O juiz poderá autorizar a locação ou arrendamento de bens imóveis ou móveis a fim de evitar a sua deterioração. Procedimento: Art. 187.661. independentemente da formação do quadro-geral de credores e da conclusão do inquérito judicial. promoverá imediatamente a competente ação penal ou.238 Art. § 1o O prazo para oferecimento da denúncia regula-se pelo art.661. LF: Art. do CP que previam o procedimento: Art. 192 desta Lei. Ressalvado o disposto no art. 503 a 512 do Decreto-Lei no 3. na decisão que decretar a falência. § 4o Esta Lei aplica-se às falências decretadas em sua vigência resultantes de convolação de concordatas ou de pedidos de falência anteriores. se deferido o processamento da recuperação judicial. devendo. de 3 de outubro de 1941 . que serão concluídos nos termos do Decreto-Lei no 7. observado. Assim sendo. 192. o pedido baseado no plano especial de recuperação judicial para microempresas e empresas de pequeno porte a que se refere a Seção V do Capítulo III desta Lei. salvo se o Ministério Público.689.661. independente da pena cominada. se entender necessário. deduzidas as parcelas pagas pelo concordatário. 99 desta Lei. o Decreto-Lei no 7. oferecer a denúncia em 15 (quinze) dias. de 2005) Com a lei 11. o Ministério Público. de 21 de junho de 1945. Se o crime falimentar for de menor potencial ofensivo. ficam revogados o Decreto-Lei no 7. 200: revogação dos arts. o processo de concordata será extinto e os créditos submetidos à concordata serão inscritos por seu valor original na recuperação judicial. (incluído pela Lei nº 11. contudo. às quais se aplica. § 2o A existência de pedido de concordata anterior à vigência desta Lei não obsta o pedido de recuperação judicial pelo devedor que não houver descumprido obrigação no âmbito da concordata. em seguida. vedado. de 3 de outubro de 1941 Código de Processo Penal. Intimado da sentença que decreta a falência ou concede a recuperação judicial. 394 do CPP alterou a previsão sobre os procedimentos. cujos resultados reverterão em favor da massa.127. requisitará a abertura de inquérito policial. será competência do JECrim e procedimento sumaríssimo: LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . o art. Esta Lei não se aplica aos processos de falência ou de concordata ajuizados anteriormente ao início de sua vigência. deve-se aplicar sempre o procedimento sumário nos crimes falimentares. de 21 de junho de 1945. verificando a ocorrência de qualquer crime previsto nesta Lei. 186 desta Lei. § 1o Fica vedada a concessão de concordata suspensiva nos processos de falência em curso. até a decretação. porém o § 2º faz uma ressalva importante sobre a aplicação da lei especial.719/08. 192. § 3o No caso do § 2o deste artigo. podendo ser promovida a alienação dos bens da massa falida assim que concluída sua arrecadação. decidir aguardar a apresentação da exposição circunstanciada (relatório do administrador judicial) de que trata o art.689.Código de Processo Penal. 46 do Decreto-Lei no 3. estando o réu solto ou afiançado. de 21 de junho de 1945. 200. Art.

719. ainda que não regulados neste Código.Carta da OEA.719. (Incluído pela Lei nº 11.Pacto Internacional dos direitos civis e políticos .1. quando tiver por objeto crime cuja sanção máxima cominada for igual ou superior a 4 (quatro) anos de pena privativa de liberdade. na forma da lei. sumário ou sumaríssimo: (Incluído pela Lei nº 11. de 2008). o procedimento observará as disposições estabelecidas nos arts. Pegar os crimes no material de aula.Declaração de Direitos Humanos. . . § 1o O procedimento comum será ordinário.719. SISTEMA DE PROTEÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS 1.ordinário.Protocolo de São Salvador LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . II . § 2o Aplica-se a todos os processos o procedimento comum. de 2008).719. § 3o Nos processos de competência do Tribunal do Júri.719. para as infrações penais de menor potencial ofensivo. (Incluído pela Lei nº 11. SISTEMA REGIONAL . de 2008). . (Incluído pela Lei nº 11. de 2008). de 2008). I . O procedimento será comum ou especial. de 2008). 406 a 497 deste Código.Pacto Internacional dos direitos 1. § 4o As disposições dos arts.239 Art. salvo disposições em contrário deste Código ou de lei especial. (Incluído pela Lei nº 11.Carta da ONU. (Redação dada pela Lei nº 11. sumário e sumaríssimo as disposições do procedimento ordinário. 395 a 398 deste Código aplicam-se a todos os procedimentos penais de primeiro grau. III .sumário. 24) DECRETO 678/92 PACTO DE SAN JOSÉ DA COSTA RICA (CONVENÇÃO AMERICANA SOBRE DIREITOS HUMANOS) 1. de 2008).Pacto de São Jose da Costa Rica – tratado dos direitos de 1ª geração . quando tiver por objeto crime cuja sanção máxima cominada seja inferior a 4 (quatro) anos de pena privativa de liberdade. (Incluído pela Lei nº 11. .719. de 2008). § 5o Aplicam-se subsidiariamente aos procedimentos especial. (Incluído pela Lei nº 11. 394.Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem . SISTEMA GLOBAL .719.sumaríssimo. de 2008).719.719. (Incluído pela Lei nº 11.2.

240 2. CONVENÇÃO AMERICANA SOBRE DIREITOS HUMANOS – HISTÓRIA E DATAS - NASCE EM 1969; - NOME TÉCNICO: “CONVENÇÃO AMERICANA SOBRE DIREITOS HUMANOS”. - ENTROU EM VIGOR EM 1978; - FOI RATIFICADO PELO BRASIL EM 1992. 3. ESTRUTURA É dividido em duas partes: 3.1. PARTE I - elenca os direitos civis e políticos dos cidadãos do Continente Americano; - traz a parte de direito material. 3.2. PARTE II - elenca os meios processuais de se exercer os direitos trazidos na primeira parte perante uma instância ou corte internacional; - traz, portanto, a parte de direito processual. 4. GERAÇÃO DE DIREITOS 4.1. 1ª GERAÇÃO - liberdade; - direitos civis e políticos; 4.2. 2ª GERAÇÃO - igualdade; - direitos econômicos, sociais e culturais. 4.3. 3ª GERAÇÃO - fraternidade; - direitos de grupos e/ou coletividades

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241 - NO SISTEMA INTERAMERICANO NÃO SE CHEGOU AINDA A UMA 3ª GERAÇÃO. NÃO EXISTEM DIREITOS DE CUNHO ECONÔMICO, SOCIAL E DE COLETIVIDADE NO PACTO DE SAN JOSÉ DA COSTA RICA. - O PACTO CUIDA DOS DIREITOS DE 1ª GERAÇÃO. SEU PROTOCOLO (Protocolo de São Salvador) IRÁ CUIDAR DOS DIREITOS DE 3ª GERAÇÃO. - O QUE SE TEM NO ART. 26 DO PACTO É UMA PREVISÃO GENÉRICA DE QUE OS DIREITOS DE 2ª GERAÇÃO VIRÃO A SER TUTELADOS. 5. ÓRGÃOS DO PACTO DE SAN JOSÉ DA COSTA RICA – PROCESSAMENTO DO ESTADO NO SISTEMA INTERAMERICANO 5.1. COMISSÃO INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS (Washington-EUA) É o órgão responsável pelo recebimento das petições ou comunicações pessoais de vítimas de violação de direitos humanos perpetrada pelos Estados-partes no Pacto de San José. Isto porque no Sistema Interamericano não existe a possibilidade de a parte ingressar com sua queixa diretamente à Corte Interamericana de Direitos Humanos, devendo, OBRIGATORIAMENTE, submeter-se ao juízo de admissibilidade feito pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos. É onde se deve ingressar primeiramente. Não se ingressa diretamente na Corte. Primeiro se provoca a Comissão, que posteriormente irá acionar a Corte. 5.2. CORTE INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS (San José – Costa Rica) Se a Comissão se convencer, após o procedimento previsto no próprio Pacto de San José, de que o caso foi efetivamente de violação da Convenção, ela (Comissão) poderá submetê-lo à apreciação da Corte Interamericana. A Corte, por sua vez, passada a fase de instrução, julga o Estado e profere sentença, a qual, nos termos do art. 67 do Pacto de San José, é definitiva e inapelável. NÃO HÁ RECURSO DA SENTENÇA DA CORTE INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS. Essa sentença pode se constituir em duas ações para o Estado: A) vobrigação de fazer ao Estado;

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B) indenização pecuniária – será uma sentença ilíquida, que deverá ser liquidada e executada pelo Juiz Federal da comarca de domicílio da vítima.

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ANTES DE SE CHEGAR AO JUIZ FEDERAL, ESSA DECISÃO NÃO PRECISARIA PASSAR PELA HOMOLOGAÇÃO DO STJ, CONFORME PREVISÃO CONSTITUCIONAL (ART. 105, I, “i”, CF)? 1ª POSIÇÃO (STF): sentença estrangeira é toda aquela que não é nacional. Portanto 2ª POSIÇÃO (DOUTRINA MAJORITÁRIA POSIÇÃO A SER ADOTADA EM CONCURSO): sentença estrangeira é aquela proferida por um judiciário de outro país. Diferente das decisões da Corte Interamericana, que é uma sentença internacional. PORTANTO, AS SENTENÇAS DA CORTE INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS NÃO PRECISAM SER HOMOLOGADAS PELO STJ, POIS SE ENQUADRAM COMO SENTENÇA INTERNACIONAL E NÃO ESTRANGEIRA. 6. DIREITOS TRAZIDOS PELO PACTO 6.1. DIREITO A TER DIREITOS (ART. 1º) - traz idéias de cunho filosófico. 6.2. DIREITO À VIDA (ART. 4º) “Artigo 4º - Direito à vida 1. Toda pessoa tem o direito de que se respeite sua vida. Esse direito deve ser protegido pela lei e, em geral, desde o momento da concepção. Ninguém pode ser privado da vida arbitrariamente. 2. Nos países que não houverem abolido a pena de morte, esta só poderá ser imposta pelos delitos mais graves, em cumprimento de sentença final de tribunal competentes e em conformidade com a lei que estabeleça tal pena, promulgada antes de haver o delito sido cometido. Tampouco se estenderá sua aplicação a delitos aos quais não se aplique atualmente. (MEDIDA POLÍTICA, QUE DEIXOU ALGUNS ESTADOS CONFORTÁVEIS EM RATIFICAR O PRESENTE PACTO. OUTRA MEDIDA POLÍTICA QUE AGRADOU MUITOS ESTADOS FOI O FATO DE QUE A CORTE JAMAIS PUNIRIA OS ESTADOS QUE RATIFICASSEM O PACTO, FUNCIONANDO TÃO SOMENTE

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COMO ÓRGÃO CONSULTIVO. A competência contenciosa só será aplicada se o Estado assim se submeter expressamente)

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3. NÃO SE PODE RESTABELECER A PENA DE MORTE NOS ESTADOS QUE A HAJAM ABOLIDO. (PRINCÍPIO DA VEDAÇÃO DO RETROCESSO) 4. Em nenhum caso pode a pena de morte ser aplicada a delitos políticos, nem a delitos comuns conexos com delitos políticos. 5. Não se deve impor a pena de morte a pessoa que, no momento da perpetração do delito, for menor de dezoito anos, ou maior de setenta, nem aplicá-la a mulher em estado de gravidez. 6. Toda pessoa condenada à morte tem direito a solicitar anistia, indulto ou comutação da pena, os quais podem ser concedidos em todos os caos. Não se pode executar a pena de morte enquanto o pedido estiver pendente de decisão ante a autoridade competentes.” “PRINCÍPIO DA VEDAÇÃO DO RETROCESSO”: o Estado nunca pode retroceder no que tange a concessão de direitos. Ex: Se o Brasil subtrair a pena de morte em caso de guerra declarada, jamais, vindo a se arrepender futuramente, poderá retornar com essa medida, que consistiria retrocesso de direitos. POSIÇÃO DO PACTO DE SAN JOSÉ DA COSTA RICA - os tratados internacionais de direitos humanos anteriores ao §3º do art. 5º da CF, serão considerados supralegais. - dessa forma, as normas legais deverão passar por uma DUPLA COMPATIBILIDADE: 1ª COMPATIBILIDADE: deve haver compatibilidade da norma legal com a norma constitucional; 2ª COMPATIBILIDADE: deve haver compatibilidade da norma legal com os Tratados Internacionais de Direitos Humanos (anteriores ao §3º do art. 5º da CF), que passaram a ser considerados norma supralegal. Portanto, a norma legal deve estar compatível com a norma supralegal e com a norma constitucional. PORTANTO, O PACTO DE SAN JOSÉ DA COSTA RICA, EM CONFLITO COM A LEI PENAL OU PROCESSUAL PENAL BRASILEIRA, IRÁ PREVALECER SOBRE ESTAS LEIS.

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Este princípio não limita os mandatos de autoridade judiciária competente expedidos em virtude de inadimplemente de obrigação alimentar. Ninguém deve ser detido por dívidas. com as devidas garantias e dentro de um prazo razoável. ENQUANTO NÃO FOR LEGALMENTE COMPROVADA SUA CULPA. salvo em circunstâncias excepcionais. PSJCR “Artigo 5º . LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .GARANTIAS JUDICIAIS 1.” “Artigo 7º . 2. 2. (SÓ A POSSIBILIDADE DA PRISÃO DO DEVEDOR DE ALIMENTOS – RE 466343 – impossibilidade atual da prisão civil do depositário infiel) “Artigo 8º . 3. com a maior rapidez possível. psíquica e moral. devem ser separados dos adultos e conduzidos a tribunal especializado. e devem ser submetidos a tratamento adequado à sua condição de pessoas não condenadas. quando puderem ser processados. desumanos ou degradantes. A pena não pode passar da pessoa do delinquente.Direito à liberdade pessoal 7. 6. TODA PESSOA ACUSADA DE UM DELITO TEM DIREITO A QUE SE PRESUMA SUA INOCÊNCIA. para seu tratamento. nem a penas ou tratos cruéis. As penas privativas de liberdade devem Ter por finalidade essencial a reforma e a readaptação social dos condenados. Os menores. por um juiz ou Tribunal competente.Direito à integridade pessoal 1. Toda pessoa privada de liberdade deve ser tratada com o respeito devido à dignidade inerente ao ser humano. independente e imparcial.3. Ninguém deve ser submetido a torturas. 5ª. fiscal ou de qualquer outra natureza.244 6. DIREITO A INTEGRIDADE PESSOAL – ART. 4. na apuração de qualquer acusação penal formulada contra ela. Toda pessoa tem direito a que se respeite sua integridade física. Os processados devem ficar separados dos condenados. 5. trabalhista. ou na determinação de seus direitos e obrigações de caráter civil. Toda pessoa terá o direito de ser ouvida. estabelecido anteriormente por lei.

de outras pessoas que possam lançar luz sobre os fatos. salvo no que for necessário para preservar os interesses da justiça. TODA PESSOA TEM DIREITO. direito de não ser obrigada a depor contra si mesma. 7. 8. 5. nem a confessar-se culpada. caso não compreenda ou não fale a língua do juízo ou tribunal. nem nomear defensor dentro do prazo estabelecido pela lei.DURANTE O PROCESSO. ÀS SEGUINTES GARANTIAS MÍNIMAS: 245 h) DIREITO DE RECORRER DA SENTENÇA A JUIZ OU TRIBUNAL SUPERIOR. A confissão do acusado só é válida se feita sem coação de nenhuma natureza. 12. se o acusado não se defender ele próprio. 6. como testemunhas ou peritos. direito irrenunciável de ser assistido por um defensor proporcionado pelo Estado. direito ao acusado de defender-se pessoalmente ou de ser assistido por um defensor de sua escolha e de comunicar-se. 3. remunerado ou não. 11. 9. comunicação prévia e pormenorizada ao acusado da acusação formulada. segundo a legislação interna. livremente e em particular. direito do acusado de ser assistido gratuitamente por um tradutor ou intérprete.” LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . 13. e 10. com seu defensor. (é o duplo grau de jurisdição expressamente previsto). concessão ao acusado do tempo e dos meios necessários à preparação de sua defesa. EM PLENA IGUALDADE. O acusado absolvido por sentença transitada em julgado não poderá ser submetido a novo processo pelos mesmos fatos. 4. direito de recorrer da sentença a juiz ou tribunal superior. O processo penal deve ser público. direito da defesa de inquirir as testemunhas presentes no Tribunal e de obter o comparecimento.

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