ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010

Universidade Fernando Pessoa

Isolamentos

Américo Marques Nº 18660 João Silva Nº 17708 César Gaspar Nº 12009

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ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010

INTRODUÇÃO .................................................................................................................... 7 1 – ACÚSTICA .................................................................................................................... 8 1.1 – DEFINIÇÃO.......................................................................................................................... 8 1.2 - CARACTERÍSTICAS.................................................................................................................. 8 1.2.1 - Propriedades do som: ............................................................................................... 8 1.2.2 - Características do som: ............................................................................................. 9 1.2.3 - Percepção auditiva: ................................................................................................ 10 1.2.4 - Fontes sonoras: ....................................................................................................... 14 1.2.5 -Propagação de ondas sonoras:................................................................................ 14 1.2.5.1 - Propagação em espaço fechado: ..................................................................... 15 1.2.5.2 - Transmissão de uma onda sonora através de uma parede: ............................ 16 1.3- ISOLAMENTO ACÚSTICO E ABSORÇÃO ACÚSTICA .......................................................................... 17 1.3.1 - Tempo de reverberação........................................................................................18 1.4 - PROTECÇÃO AOS RUÍDOS DE PERCUSSÃO.................................................................................. 20 1.4.1 - Cuidados a ter ......................................................................................................... 20 1.4.2 - Ruído de instalações de águas e esgotos ............................................................... 22 1.5 - ISOLAMENTOS ACÚSTICOS ATRAVÉS DE PAREDES SIMPLES E DUPLAS ............................................... 24 1.5.1 - Isolamento acústico de uma parede simples:......................................................... 24 1.5.2 - Isolamento acústico de paredes duplas: ................................................................. 24 1.5.3 - Isolamento sonoro do exterior ................................................................................ 26 1.6 - SOLUÇÕES CONSTRUTIVAS EXEMPLARES................................................................................... 27 1.6.1 - Locais pouco ruidosos ............................................................................................. 27 1.6.2 - Locais muito ruidosos ............................................................................................. 28 1.6.3 - Isolamento entre espaços do mesmo edifício ......................................................... 30 1.7 - ESTIMATIVA DE CUSTOS........................................................................................................ 31 2. ISOLAMENTO TÉRMICO ............................................................................................... 32 2.1 - DEFINIÇÃO ........................................................................................................................ 32 2.2. CARACTERÍSTICAS TÉRMICAS .................................................................................................. 33 2.2.1. Risco de incêndio ...................................................................................................... 33 2.2.2. Condutividade térmica ............................................................................................. 34 2.2.3. Coeficientes de propagação do calor ....................................................................... 37 2.2.4. Isolamento do vapor de água .................................................................................. 38 2.3. VANTAGENS DO ISOLAMENTO TÉRMICO:................................................................................... 39 2.3.1 - Em relação ao aquecimento dos locais; ................................................................. 39 2.3.2 - Em relação às condições de trabalho e sistemas de produção; ............................. 40 2.3.3 - Evitar condensações; .............................................................................................. 40 2.3.4 - Normas, certificação e homologações ................................................................... 40 2.4 - Sistema de isolamento térmico pelo exterior ............................................................ 41 2.5. ISOLAR PAREDES E CORRIGIR PONTES TÉRMICAS.......................................................................... 43 2.5.1. Paredes simples........................................................................................................ 43 2.5.1.1 Vantagens ........................................................................................................... 44 2.5.1.2. Isolamento interior com revestimento aderido ................................................ 45 2.5.1.3. Isolamento interior com revestimento não-aderido ........................................ 46
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2.5.1.4 - Aplicação .......................................................................................................... 47 2.5.2. Paredes duplas ......................................................................................................... 48 2.5.2.1 Aplicação............................................................................................................. 49 2.5.3 - Pontes térmicas ...................................................................................................... 50 3. MATERIAIS E APLICAÇÃO ............................................................................................. 52 3.1 CORTIÇA ............................................................................................................................. 52 3.1.1. Aglomerados de cortiça ........................................................................................... 53 3.1.1.1. Propriedades gerais do aglomerado de cortiça expandida ( ICB ) .................... 55 3.1.2. Aplicações ................................................................................................................ 58 3.1.3. Isolamento térmico de coberturas ........................................................................... 58 3.1.4. Isolamento térmico de paredes (Caixas de ar) ........................................................ 60 3.1.5. Isolamento térmico de paredes pelo exterior - Fachadas ........................................ 61 3.1.6. Isolamento térmico de pavimentos ......................................................................... 62 3.1.7. Isolamento de Tubagens .......................................................................................... 63 3.1.9. Mosaicos de Cortiça ................................................................................................. 64 3.1.10. As placas de cortiça para tectos ............................................................................ 65 3.2 LINÓLEO ............................................................................................................................. 66 3.3 VIDRO CELULAR .................................................................................................................... 67 3.3.1- Placas de Vidro Celular : .......................................................................................... 67 3.3.2 - Tectos Falsos ........................................................................................................... 67 3.3.3 - Isolamento de Tectos na Parte Superior ................................................................. 68 3.3.4 - Isolamento de Terraços........................................................................................... 68 3.3.5- Placas Decorativas de Vidro Celular ........................................................................ 69 3.3.6 - Peças de Vidro Para Tabiques e Acabamentos Especiais ....................................... 70 3.4. FIBRA DE VIDRO ................................................................................................................... 71 3.4.1 - Características: ....................................................................................................... 72 3.4.2 - Produtos de Fibra de Vidro ..................................................................................... 73 3.4.3 - Aplicações: .............................................................................................................. 74 3.4.4 - Isolamentos de Coberturas de Tipo Clássico e de Naves Industriais ...................... 75 3.4.4.1 -O material a empregar no isolamento deste tipo de cobertura é: ................... 75 3.4.5 -Isolamento através de Tecto Falso Ligeiro Suspenso .............................................. 76 3.4.6 - Isolamento de Ruídos de Percussão com Fibra de Vidro ........................................ 77 3.4.7 -Normas de colocação: ............................................................................................. 78 3.5. PLACAS DE FIBRAS DE MINERAIS ............................................................................................. 80 3.5.1 - Características ........................................................................................................ 80 3.5.2 - Colocação ................................................................................................................ 81 3.6 - PLACAS ACÚSTICAS DE AÇO .................................................................................................. 81 3.6.1 -Colocação................................................................................................................. 82 3.7. PAINÉIS ISOLANTES EM GESSO ................................................................................................ 83 3.7.1 -Colocação................................................................................................................. 84 3.7.2 -Isolamento Acústico ................................................................................................. 85 3.8.PAINÉIS DE FIBRA DE MADEIRA ................................................................................................ 85 3.9. ESPUMA PLÁSTICA ISOLANTE.................................................................................................. 87 3.9.1 -Colocação................................................................................................................. 87 3.9.2 -Isolamento das Coberturas de Fibrocimento com Espuma Plástica........................ 88 3.10. PAINÉIS COM INTERIOR DE POLIURETANO ............................................................................... 90
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................................Aplicação Linóleo .......... 104 3............................................................................. 103 3..................................... .........................................................31 Figura 12 – Exemplo Isolamento Térmico ..........................................53 Figura 19 – Aplicação de aglomerados de cortiça em coberturas ......... 12 Figura 4 ..................1 ................................... 108 3.....................62 Figura 23 – Tubos de Cortiça .........................................................................................10 Figura 3 – forma de transmissão do ruído .32 Figura 13 ................................................61 Figura 22...................................................................................................................20 – BLOCO TERMO-ACÚSTICO ...................................................63 Figura 24 – Tectos falsos............................... 105 3....................................... 107 3......................................................... 96 3......19.................. Aplicação em coberturas .............................................................1 .......... 113 Índice de figuras Figura 1 – propagação do som....................................14.......................................................................................................................................................................................................................................15..............................................2 ........................................................................38 Figura 14 – Colocação de Isolamento térmico – Parede simples.......................20......... 102 3.....................................................................................................................................BETÃO POROSO ...............12 .................................... ...............Aplicação de Aglomerado de Cortiça Expandida sob laje ......................................................................................................................................................................................51 Figura 17 ............................................17...................................................................................66 Figura 27 – Placas de vidro celular ........ 92 3........27 Figura 8 – local pouco ruidoso ...................................................................Pontos de Contacto ..........................................................................46 Figura 15 – Colocação de Isolamento térmico – Parede Dupla.......................2 ..........................................reflexão ..................................................18............16 .......................................1 Vantagens ..................................................................... 70 UFP -FCT Página 4 ...........................................................................................................66 Figura 26 ..................................................................11.....23 Figura 7 – Janela de PVC .... 106 3...............................Sobreiro ..........Desvantagens.1..........49 Figura 16 – Colocação de Isolamento térmico – Correcção de Pontes Térmicas....2 ............................1 ...................................60 Figura 21 – Aplicação de aglomerados de cortiça em paredes exteriores .............................11.... 104 3....... Pormenor...............................Formas de aplicação .......9 Figura 2 – pressão sonora ......................................................................... 94 3............................................................................................................................................ ARGILA EXPANDIDA ...............1 – Características:...... 106 3..............................68 Figura 28 – Isolamentos de terraço ......................................................................14.........................................................BETÃO LEVE.......................... 112 BIBLIOGRAFIA ....................17......................59 Figura 20 – Aplicação de aglomerados de cortiça em coberturas inclinadas .......................... 103 3....................................................................................................15 Figura 6 – diferentes modos de transmissão do ruído ............................................................................................................................................................................Barreira contra o vapor................................................20...........................64 Figura 25 – Tectos falsos...............................................................................28 Figura 9 – Local Muito Ruidoso ...............................................................................1 – Características:......................................................................................... 112 3..................17..................................................................................................29 Figura 10 ........................................................Aplicações ......................................................................................................................................................................................................................................... ....... 100 3..................................................................................................................11..............................................................................................................................14............................................................... VERMICULITE ..................................................................................................................................... 108 3............................................................................................18....................................................................................................................ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 3.............................BETÃO DE FIBRAS DE MADEIRA..................................................13 ................ ................................. 111 3...................................15...........................................30 Figura 11 – Estimativa de Custos ......................69 Figura 29 – Peças de vidro para tabiques .........................Propriedades do betão: ...........................PLACAS DECORATIVAS DE POLIESTIRENO ............. PAINÉIS DE ESPUMA DE POLIESTIRENO EXPANDIDO .... 109 3................Placas............. 99 3............... BETÃO YTONG...........................................52 Figura 18 – Retirada da cortiça da árvore ................................................................................................................................................. BETÃO CELULAR ....Características ...............................

.....................................................................................................................................39 UFP -FCT Página 5 ...................................................................................................................Painéis Isolantes em Gesso (esquema aplicação) .............................106 Figura 58 – Placas de betão celular ...........95 Figura 46 – Formas de aplicação ......................79 Figuras 34 – Placas de Fibras minerais ....................75 Figura 33 – Pormenor construtivo de peças com fibra de vidro ..................................Pano exterior de Blocos Térmicos ............................................................105 Figura 57 – Betão celular ......................................................................97 Figura 50 – Formas de aplicação em coberturas ...............................................................................................................................................83 Figura 36 ........................................16 Quadro 3 – Espessura para isolamentos de tubagens……………............................………………………………….........................................................................Intensidade de sons …………..............................................................111 Indicie de quadros Quadro 1 .....................................................................................................................................................................110 Figura 62 ................................6 Quadro 2 – Coeficiente de condutividade….................Painéis Isolantes em Gesso ........................................................................................95 Figura 45 – Formas de aplicação ............................................................................................................................................................................................100 Figura 55 – Vermiculite .......................................................................................................................................................95 Figura 47 – Formas de aplicação ........................................................................……..............94 Figura 44 – Formas de aplicação ..........................…….........................................................................................................................................................................80 Figura 35 .96 Figura 49 – Formas de aplicação em coberturas .............................94 Figura 43 – Formas de aplicação ..............………………………………………..................................…...........................................................................................……………….............................................................................................................................................................................................................................................................................91 Figura 41 – Paneis de poliestireno expandido ...........................................................................................100 Figura 54 – Aplicação Betão Leve ..............................................................................................................….............................................................................................................73 Figura 32 – Aplicação de isolamento na cobertura .................................18 Quadro 4 – Espuma elástica………………………………………………………....................................................................................... 108 Figura 60 – Colocação de betão ytong...................................................................................................................................................................96 Figura 48 – Formas de aplicação em coberturas ..............................................................71 Figura 31 – Exemplo de Feltro « C » .......................................................................................................................................93 Figura 42 – Formas de aplicação .................... 85 Figura 38 – Espuma Plástica Isolante ..........................ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 Figura 30 – Fibras de vidro .......84 Figura 37 – Tipos Painéis fibra de madeira ....................................................................................................................................................................................102 Figura 56 – Argila Expandida ............................................................................................................................Painéis com interior de Poliuretano ...................... 110 Figura 61– Placa de Betão Ytong ........................................................................................................................................90 Figura 40 – Exemplo de aplicação de poliuretano projectado ......87 Figura 39 .....................................................................................................................................................................................................................................98 Figura 51 – Formas de aplicação em coberturas ...............98 Figura 52 – Placas decorativas de Poliestireno ................................................................................................107 Figura 59 – Aplicação Betão Poroso .............99 Figura 53 – Placas de poliestireno de decoração ......

ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 UFP -FCT Página 6 .

Abordaremos os conceitos de Isolamentos Térmicos e Acústicos e os materiais utilizados relativos a esse ramo da construção civil.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 Introdução Na construção civil. que a investigação de isolantes não estagnou. UFP -FCT Página 7 . a palavra isolamento é sinónimo de conforto. surgindo frequentemente isolantes mais eficazes. Os isolamentos. acústicos e térmicos. Escrita de forma sucinta e clara. Esta sebenta visa informar. É devido a tal facto. elucidar e transmitir ao seu leitor quaisquer informações relacionadas com o ramo dos materiais de construção dos isolamentos. permitem que as nossas habitações apresentem um índice de conforto bastante superior comparativamente ao ambiente exterior. coaduna-se a um leitor que possua poucas noções técnicas da disciplina.

o ar representa o meio elástico mais comum para a propagação do som.2. corresponde à distância entre dois pontos sucessivos de igual pressão. Alguns princípios gerais referentes a esse assunto são.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 1 – Acústica 1.Características 1.2 . No dia-a-dia. ou ciência do som. sem que ocorra deslocamento de matéria. interessamo-nos principalmente pela reflexão. é uma ciência complexa e um campo de estudo muito importante. apenas propagação sonora. de propagação de onda. O controlo do som dentro das construções envolve duas considerações acústicas bem diferentes.Propriedades do som: Uma onda sonora pode ser descrita em termos de: • Velocidade.1 .1 – Definição A Acústica. A propagação do som surge através de um meio elástico ou sólido. Depende do meio de propagação (massa específica e coeficiente de elasticidade) e também da temperatura (T . transmissão e absorção do som pelos materiais de construção. Ao discutir as propriedades acústicas dos materiais. sem o qual não ocorre transferência de energia sonora. fáceis de entender. • Comprimento de onda. entretanto. 1. onde as colisões das moléculas umas contra as outras originam regiões de compressão e rarefacção no meio de propagação.ºC). UFP -FCT Página 8 .

Permite localizar e identificar as fontes sonoras.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 Figura 1 – propagação do som 1.Características do som: • Potência acústica (w – em watts): permite avaliar a energia sonora que a fonte produz. Depende da localização da fonte e das características do meio envolvente (energia libertada / energia absorvida) • Intensidade acústica (I em W/m2): identifica a quantidade de energia que atravessa em uma determinada superfície numa determinada direcção. permite caracterizar as fontes sonoras. UFP -FCT Página 9 . Sendo independente do meio envolvente.2.2 . • Pressão acústica (p – em Pa): mede a variação provocada pelo som na pressão em relação à pressão de equilíbrio.

3 . esta sensação é proporcional não ao valor absoluto do estímulo.Percepção auditiva: O ouvido humano é capaz de sentir a “força” de um som por intermédio de uma sensação de volume sonoro. mas sim à relação entre a intensidade do som e a intensidade de referência (limiar da audição).2.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 1. Figura 2 – pressão sonora UFP -FCT Página 10 .

UFP -FCT Página 11 . a onda de energia propaga-se através de elementos duros e contínuos. pelo martelar numa parede. ou não permitir a passagem do ruído do exterior para o interior ou conter o ruído no interior de um local (ex: numa sala de cinema é importante de os sons não passem de uma sala para outra). pelas conversas entre pessoas ou por sons musicais. Os ruídos aéreos são transmitidos pela emissão sonora e derivam da excitação directa do ar. os sons são provocados pelo tráfego de veículos. O isolamento pode ter duas vertentes. isto é. O ruído de percussão é transmitido pela comunicação directa da energia aos elementos de construção. Este tipo de som pode ser provocado pelo movimento das pessoas. entre outros.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 É usual classificar os sons pela seguinte gama de frequências: Nem todos os seres conseguem ouvir “dentro” da mesma gama de frequências: • • • • • Homem – 20 kHz Cão – 50 kHz Gato – 60 kHz Morcego – 120 kHz Golfinho – 160 kHz Os ruídos podem ser ou de percussão ou ruídos aéreos. fechar de uma porta.

UFP -FCT Página 12 . normalmente medido em decibéis (dB). é perceptível pelo ouvido humano.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 Figura 3 – forma de transmissão do ruído Intensidade do som é a força que um determinado som possui.

Página 13 UFP -FCT . A correcção efectuada por este filtro varia conforme a frequência do som (Hz) RESULTADOS DA PONDERAÇÃO POR BANDA DE FREQUÊNCIA – FILTRO A FREQUÊNCIA (Hz) 125 250 500 1000 2000 4000 CORRECÇÃO (Db) -15.5 -8.5 -3 0 +1 +1 1 Sonómetro – equipamento de medição dos níveis de intensidade sonora.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 Quadro 1 – Intensidade de sons Tipos de som Respiração humana Conversa vulgar Restaurante movimentado Escritório ruidoso Martelo pneumático Sentimos dor a partir dos dB 10 40 50 70 90 130 Intensidade do som corrigido (dB (A)) – é medida com recurso ao filtro A do sonómetro1 e utiliza-se de forma a aproximar os resultados das medições à forma que o ouvido humano reage ao som.

é frequente adoptar-se no estudo da acústica. UFP -FCT Página 14 . a. Em recintos abertos existe sempre alguma energia que é reflectida pela superfície terrestre. Reflexão: Uma onda acústica é desviada do seu trajecto quando encontra um obstáculo rígido e de grandes dimensões. temperatura e massa específica) na região do meio que confina à fonte alteração esta que se propagará por ondas elásticas.2. Este fenómeno designa-se por reflexão. provocam a alteração dos valores das variáveis de estado (pressão. parte do estudo das referidas fontes sonoras ideais simples.Fontes sonoras: As fontes sonoras são das mais variadas possíveis e ao emitir uma certa energia. Em recintos fechados a redução do nível de intensidade.4 . fontes sonoras ideais simples e assim o conhecimento do comportamento de fontes sonoras mais complexas.5 -Propagação de ondas sonoras: A maioria dos locais não é caracterizada por apenas uma das fontes simples já apresentadas.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 1. dividem-se em: • • • Fonte pontual Fonte linear Fonte plana 1.2. As fontes sonoras ideais simples. No entanto. com o aumento da distância à fonte é inferior ao decréscimo que se verifica em recintos abertos.

Uma das características do som transmitido consiste em manter a mesma frequência que o som incidente na parede.2.5. Verifica-se assim. com direcções variadas. contém a mesma frequência – material linear elástico.1 . Uma parte da energia absorvida pela envolvente é dissipada sob a forma de calor. UFP -FCT Página 15 . apesar de o nível ser mais reduzido. que pode assim ser caracterizado por um coeficiente de absorção (α). sendo a restante transmitida para outros locais. um decréscimo menor dos níveis de intensidade sonora.reflexão A intensidade acústica da onda reflectida é sempre inferior à da onda incidente. o número de reflexões é infinito e o local é “inundado” por múltiplas ondas sonoras. (ver quadro 1) 1. Assim o som que é transmitido para o espaço contíguo. Esta diminuição é tanto menor quanto mais reflectoras forem as superfícies envolventes. Este conjunto de ondas é designado por campo difuso. se o regime for contínuo.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 Figura 4 . visto que uma parte é absorvida pelo material que provocou a reflexão (obstáculo).Propagação em espaço fechado: Num espaço fechado o som emitido por uma fonte sonora atinge as superfícies envolventes onde parte da energia incidente é reflectida.

entre outros. mais pelo seu nível acústico do que pela sua intensidade. Com a adopção muito generalizada do betão armado. que depende de dois factores: • • Transmissão directa Transmissões secundárias: o Através dos elementos adjacentes.2 . UFP -FCT Página 16 .2. tais como a fibra de vidro. de materiais absorventes de som. os edifícios constituem verdadeiros conjuntos monolíticos por onde se propaga todo o tipo de vibrações.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 1. Os problemas da acústica são bastante complexos mas hoje em dia pode afirmar-se que estão resolvidos graças à utilização.5. devidamente estudada. Modernamente existe a tendência em distinguir os sons. poliestireno. por outro lado ao serem geralmente muito reduzidas as espessuras das paredes e tabiques estes formam uma protecção muito pouco eficaz contra os ruídos do exterior. cortiça. o Através de uma eventual via aérea indirecta (por exemplo através de uma conduta).Transmissão de uma onda sonora através de uma parede: A transmissão de energia entre dois compartimentos é um fenómeno complexo. o Através de pontos fracos do próprio elemento de separação.

porém não são recomendados em acústica. Ou seja. e vice-versa. como por ex: espumas poliéster de células abertas. além de diminuir os Níveis de pressão Sonora do recinto. conforme sua utilização. diminui ou elimina o nível de reverberação (que é uma variação do eco) num mesmo ambiente.Isolamento acústico e absorção acústica O isolamento acústico refere-se á capacidade de certos materiais formarem uma barreira. requer critérios bem definidos de Níveis de Pressão Sonora e de reverberação para permitir o conforto acústico e/ou eliminar as condições UFP -FCT Página 17 . carpetes. fibras cerâmicas e de vidro. A indústria tem desenvolvido novos materiais com coeficientes de isolamento acústico e/ou de absorção muito mais eficientes que os materiais até então considerados "acústicos". Desta maneira tem sido possível se obter. Cada recinto. chumbo. etc. impedindo que a onda sonora (ou ruído) passe de um recinto a outro. melhorar o nível de inteligibilidade. A absorção acústica trata do fenómeno que minimiza a reflexão das ondas sonoras num mesmo ambiente. resultados acústicos satisfatórios que atendam as necessidades do utilizador. Nestes casos deseja-se. Contrariamente aos materiais de isolamento.3. Normalmente são utilizados materiais densos (pesados) como por ex: concreto. tecidos. embora com diferente eficácia. vidro. etc. fibrosos ou de poros abertos. pois são de baixa densidade e não tem poros abertos. A cortiça (muito utilizada no passado) já não apresenta os resultados acústicos desejados pelo consumidor da actualidade. Espumas de poliestireno (expandido ou extrudido) tem excelentes características de isolamento térmico. Nestes casos se deseja impedir que o ruído alcance o homem. e também apresenta problemas de higiene e deterioração (é um produto orgânico que se deteriora muito facilmente). estes são materiais leves (baixa densidade). Aquele material que tem grande poder de isolamento acústico quase não tem poder de absorção acústica.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 1. Praticamente todos os materiais existentes no mercado ou isolam ou absorvem ondas sonoras. Alguns outros materiais têm baixo poder de isolamento acústico e também baixo poder de absorção acústica (como plásticos leves e impermeáveis). mediante variações de sua composição.

estes roídos são produzidos pelas pisadas. O isolamento acústico ideal. só se leva a cabo em casos muito especiais. deslocamento de móveis e objectos. Níveis de Pressão Sonora muito baixos podem tornar o recinto monótono e cansativo. impera-se levar em consideração o desempenho acústico dos materiais a serem aplicados. posição relativa a fonte de ruído e facilidade de manutenção. Com isolamento acústico pretende-se chegar a um nível sonoro médio admissível nas diferentes partes do edifício projectado. Normalmente um bom projecto acústico prevê o isolamento e a absorção acústicos utilizados com critérios bem definidos. Para isto. objectivando a melhor eficácia no resultado final. tais como as câmaras sonoras dos laboratórios de acústica por exemplo por ser muito alto. consiste em reduzir os ruídos a um nível sonoro igual ou inferior ao do limite do audível. No isolamento acústico de andares contra sons de percussão. entre outros. não significa a solução do problema. sem restringir a funcionalidade do recinto. A aplicação de um material acústico. a fim de amortecer ao máximo a vibração inicial.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 nocivas a saúde. UFP -FCT Página 18 . estes propagam-se através dos elementos de construção. queda de pesos. sua fixação. Pode solucionar-se realizando um corte elástico o mais próximo possível da fonte de ruídos. fornecido ou utilizado sem critérios rígidos de projecto. Uma das principais propriedades do material que forme este corte elástico deverá ser a elasticidade constante para as diversas frequências e cargas. induzindo as pessoas às condições de inactividade e sonolência. segundo o uso a que se destine.

2008). O coeficiente de absorção sonora varia entre 0 e 1.3.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 1. o intervalo de tempo durante o qual a energia por unidade de volume do campo sonoro se reduz a um milionésimo do seu valor inicial. dos materiais. O tempo de reverberação é.1 . isto é. um material que possui um α de 0. (Ferreira. de parte da energia que sobre eles incide. 2 UFP -FCT Página 19 . Sendo esta característica a que permite a absorção. por definição.Tempo de reverberação.1 absorve 10% da energia que sobre ele incide e reemite os restantes 90%. Quadro 1 – Alguns coeficientes de absorção sonora (Fonte tabelas técnicas . Por exemplo. reveste-se de capital importância na reverberação dos espaços. Os materiais escolhidos para o isolamento acústico de um espaço fechado devem ter em atenção as suas características em termos da sua capacidade de absorver o som.2003) Coeficiente de absorção sonora é a relação existente entre a quantidade de energia sonora que é absorvida por determinado material e aquela que sobre ele incide. o seu coeficiente de absorção sonora ( )2 .

1.4. formando caixa sobre o contorno do pavimento flutuante. para evitar a entrada de aleitadas de cimento que possam vir a funcionar como ligações rígidas • Evitar qualquer ligação rígida da laje flutuante com as estruturas do edifício (roda pés não devem tocar na laje flutuante.4 . etc. revestir os pavimentos com produtos elásticos e flexíveis (materiais resilientes que também devem ser colocados entre as paredes divisórias e os pavimentos) e alternar os pavimentos com revestimentos duros. as camadas duras e as resilientes (pavimentos flutuantes). A redução sonora proporcionada por pavimentos flutuantes é definida pela diferença entre o índice de isolamento sonoro da laje não revestida e o índice de isolamento sonoro da laje com o revestimento aplicado.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 1. Visando evitar estes contactos. levanta-se o elemento isolante mais ou menos 10cm sobre as paredes. UFP -FCT Página 20 .Cuidados a ter Eliminar na laje suporte todas as asperezas susceptíveis de deteriorar a sub-capa resiliente.) • O pavimento flutuante não deve ter nenhum contacto lateral com as paredes verticais.Protecção aos ruídos de percussão Na protecção contra os ruídos de percussão é necessário. • • Evitar canalizações sobre a laje suporte Tornar a superfície superior da sub-capa (camada resiliente) estanque.1 .

Isolamento da laje UFP -FCT Página 21 . Envolver todos os elementos de atravessamento da laje com o isolamento acústico. Sobrepor as juntas. o material deve ser colocado até uma altura superior às das camadas de acabamento a aplicar. aproximadamente 10 cm. Limpar a superfície da laje. sem qualquer fixação ou colagem.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 Passos a efectuar: 1. de forma a evitar pontes acústicas. Aplicar uma betonilha de suporte do acabamento numa única operação. 4.1. Colocar o isolamento sobre a laje. o que poderia originar pontes térmicas. 6. 3. 5. Fig. 2. 5. Nos encontros com paredes. para evitar a existência de elementos que possam perfurar o isolamento. que deve apresentar uma espessura mínima de 4cm.

4. Presença de ar nas canalizações. montar juntas de dilatação (na água quente).2 . intercalar com materiais elásticos. assegurar declive que facilite a saída do ar a vapor. Variações de temperatura. evitar absorver tensões resultantes da diferença de temperaturas. evitar joelhos e tês e ainda uma mudança significativa no diâmetro das condutas.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 Figura 5. Usar inclinações> 1 mm/m.2 – isolamento de laje 1. Vibrações para a estrutura isolar as canalizações ou suportes.Ruído de instalações de águas e esgotos No traçado deve-se reduzir turbulências e fenómenos de cavitação. UFP -FCT Página 22 .

ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 Equipamentos. Figura 6 – diferentes modos de transmissão do ruído UFP -FCT Página 23 . nos autoclismos a entrada de água devem estar mergulhado. torneiras ter dispositivos quebra jacto. As válvulas e dispositivos quebra jacto. o sistema de bombagem deve estar apoiado num maciço de borracha.

maior é o índice de redução sonora. para uma determinada frequência. Todavia.1 . UFP -FCT Página 24 . for considerado um elemento hipotético de rigidez nula e com uma determinada massa.2 . o índice de redução sonora aumenta de um valor constante sempre que a frequência da onda sonora incidente duplica e diminui desse mesmo valor constante quando a frequência da onda sonora incidente passa para metade. Porosidade da parede.5.Isolamentos acústicos através de paredes simples e duplas 1. frequência de ressonância. para um determinado elemento de separação.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 1. ou entre a frequência do som e o isolamento sonoro. que provocarão quebras no isolamento sonoro. A medição do índice de redução sonora de uma parede experimental mostra que quanto maior a frequência da onda sonora incidente.Isolamento acústico de uma parede simples: A transmissão de energia sonora através de uma parede depende de factores. Rigidez. Massa da parede. uma das formas de aumentar significativamente o isolamento do elemento de separação. Contudo.5. 1.5 .Isolamento acústico de paredes duplas: Conforme referido em cima. num elemento simples o aumento do isolamento acústico pode ser conseguido com o aumento da massa desse elemento. na realidade todos os elementos de construção apresentam rigidez e consequentemente modo vi de vibração. Se por exemplo. sem o aumento da sua massa. impedindo que se estabeleçam relações directas entre a massa do elemento e o isolamento sonoro. Ângulo de incidência das ondas sonoras. passa pelo fraccionamento do elemento em duas ou mais camadas. como: • • • • • Frequência do som incidente.

Poderá então recorrer-se à aplicação de material absorvente sonoro no interior da caixa-de-ar de forma a evitar estas quebras. podem também ocorrer ressonâncias no interior da caixa-de-ar.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 Ressonância do conjunto (massa – ar – massa): Quando o som incidente no elemento duplo apresenta uma frequência superior à frequência de ressonância. assim. a elasticidade da lâmina de ar transmite cada vez com mais dificuldade os movimentos de um pano em relação ao outro. as frequências de ressonância no interior da caixa-de-ar são elevadas. a caixa-dear contribui para absorver parte da energia sonora e o isolamento sonoro pode atingir valores substancialmente superiores aos verificados num elemento simples com a mesma massa total. o que pode originar o aparecimento de importantes quebras de isolamento acústico. UFP -FCT Página 25 . Frequências de ressonância da caixa-de-ar (reflexões múltiplas): Para além da frequência da ressonância por movimento conjunto do sistema. Para pequenas espessuras de caixa-de-ar. constitui um elemento duplo. devido ao estabelecimento de campos estacionários entre as superfícies interiores dos dois panos. Para espessuras de superiores a 5cm. a frequência de ressonância atinge valores dentro da zona audível.

o elemento mais complexo integrado na envolvente de um edifício.5. entre o aro e o caixilho). As trinchas entre elementos que não tem movimento relativo entre si deverão ser preenchidas por material elástico e' absorvente sonoro (lã mineral ou equivalente) e seladas. por material resiliente vedante. são as janelas que desempenham papel determinante na transmissão de ruído para o interior. UFP -FCT Página 26 .Isolamento sonoro do exterior A propagação do ruído exterior para o interior dos edifícios põe em causa diversos elementos. A janela é. as coberturas. em ambas as faces. Numa janela de funcionamento normal. as aberturas de admissão ou rejeição de ar de ventilação. o que sucede como resultado do envelhecimento e arrancamento.3 . da massa de assentamento. deve sublinhar-se que a instalação de vidros assegurando isolamento elevado só merece ser considerada quando a vedação de frinchas foi realizada devidamente. para os edifícios correntes de habitação. É aparente a conveniência da utilização de elementos de assentamento que sejam relativamente imunes aquele processo. as janelas. banda de pasta de silicone. muito provavelmente. ocorrem juntas em elementos fixos (por exemplo. Uma classe particular destas frinchas é as que ocorrem entre os vidros e a estrutura do caixilho que os suporta. ou da fissuração. nomeadamente as partes opacas da envolvente vertical. dadas as múltiplas funções que deve satisfazer: • • • • Fornecimento de iluminação natural Comunicação visual com o ambiente exterior Ventilação natural Isolamento sonoro O isolamento sonoro conferido por uma janela depende das características (em termos essencialmente de estanquidade ao ar) dos elementos de suporte dos vidros e das propriedades isolantes dos panos em vidrados utilizados. por exemplo.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 1.

As soluções correspondentes a satisfação de alta qualidade implicam a utilização de vidros com a espessura mínima de 5 mm. em caixilhos de frinchas reduzidas e em que as caixas de estores.6 .1 . comandados pelo interior e que equipam a generalidade das janelas.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 Figura 7 – Janela de PVC Os estores de correr.6. constituem factor de redução sensível do isolamento que elas proporcionam.11+0. assegurando assim uma satisfação aceitável. a menos que sejam tomadas medidas especiais para elevar o isolamento proporcionado pela envolvente (aumento da massa dos elementos que a constituem) complementando com aplicação de revestimento absorvente sonoro no interior da caixa do estore. não se colocando exigências particulares em relação aos vãos de vidro.22 m de espessura e de parede de alvenaria dupla. (0.Soluções construtivas exemplares 1. 1.07). recebam condicionamento acústico por aplicação de UFP -FCT Página 27 .Locais pouco ruidosos As Paredes exteriores podem ser de alvenaria simples com 0. comandados do interior.

07 m). e vãos de vidro duplos com duplo caixilho (pano exterior com a espessura mínima de 5 mm) com afastamento mínimo de 0. placas de fibras minerais aglutinadas) e aumento da massa das paredes da caixa (mínimo 40 kg/m2). impermeabilização e protecção mecânica assegura igualmente aquele grau de satisfação. O nível de qualidade elevada implica a utilização de paredes duplas.11 m + 0. nomeadamente: UFP -FCT Página 28 . Figura 8 – local pouco ruidoso 1.Locais muito ruidosos As Paredes exteriores ao nível de qualidade aceitável podem obter-se com a utilização de paredes duplas em alvenaria de tijolo furado (0.2 . com laje de esteira de betão armado ou de vigotas. Se for cobertura em terraço com as camadas habituais para pendente.6.10 m entre si.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 revestimento absorvente sonoro no seu interior (por exemplo. assegura satisfação de alta qualidade. Uma cobertura em telhado. ocorrendo a vedação adequada das frinchas no contorno dos caixilhos. Podem encarar-se várias situações.

o tecto falso poderá ser constituído por lâmina de gesso com a espessura de cerca de 0.15m inferior a da face inferior da laje. duplicada por parede de alvenaria de tijolo furado de 0. preenchida com material absorvente sonoro. preenchida com material absorvente sonoro. duplicada por parede de alvenaria de tijolo furado de 0.2.30 m de espessura.07 m de largura.15 m e aplicação de material absorvente como revestimento da gola da caixa definida entre os panos de vidro. m. UFP -FCT Página 29 . definindo caixa-de-ar com a espessura de 0. no tardoz. separado por caixade-ar com a espessura não inferior a 0. Figura 9 – Local Muito Ruidoso Uma Cobertura com satisfação de qualidade aceitável implica a utilização de cobertura dupla. duplicada por elemento leve (painel de gesso com espessura de 0.11 m de espessura. Os elementos de vidro serão duplos com duplo caixilho (exterior com vidros de espessura de 8 mm e interior com vidros de espessura de 6 mm) com o afastamento mínimo de 0.0 m de espessura.04m.08 m.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 Parede de betão de 0. constituída por laje duplicada por tecto falso instalado a cota 0. Parede de alvenaria de tijolo maciço de 0. preenchida com material absorvente sonoro.12.015m.08 m. preenchida com material absorvente sonoro.11 m de espessura. recebendo.03 m).11 m de espessura. definindo caixa-de-ar com a espessura de 0.15 m de espessura. Parede em betão com 0. Parede de alvenaria de tijolo maciço com 0. material absorvente sonoro aplicado em camada com a espessura de 0.08 m. duplicada por parede de alvenaria de tijolo furado de 0. definindo caixa-de-ar com a espessura de 0.

12m. UFP -FCT Página 30 .3 .03 m (espessura total 0. Os pavimentos a utilização de laje constituída por vigotas de betão pré-esforçado. com a espessura mínima de 0. blocos de cofragem e camada de betão com a espessura mínima de 0. Figura 10 . assim como o mobiliário e outros elementos decorativos ou funcionais.6. Igualmente se atinge este grau de satisfação com pano de parede de betão (em regra estrutural). Paredes simples de alvenaria de tijolo furado normal com a espessura de 0.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 1. pavimentos e tectos). A qualificação da dissipação de energia é efectuada com o recurso ao conhecimento do valor do tempo de reverberação.15m) e recebendo em obra uma camada de enchimento de betonilha revestida por alcatifa agulhada assegura satisfação de nível aceitável.22 m. rebocado nas duas faces conduzem a satisfação de nível aceitável.Isolamento entre espaços do mesmo edifício A capacidade de dissipação de energia sonora num determinado num local encontra-se directamente ligada com a absorção conferida pelos revestimentos existentes (nas paredes.Pontos de Contacto As portas deveram ser calafetadas com material isolante (fita autocolante de borracha).

Figura 11 – Estimativa de Custos Analisados os custos da construção para os vários locais.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 1.Estimativa de custos Para efeitos desta estimação. Estima-se um acréscimo de encargos de 2% a 3% para as habitações com um nível de satisfação de alta qualidade em locais não ruidosos. localizada no último piso. de forma a poder ser tomada em consideração a influência da cobertura. em locais não ruidosos. Consideraram-se ainda os preços unitários constantes da informação disponível no LNEC. UFP -FCT Página 31 . Estima-se um acréscimo dos custos de construção da ordem dos 15% para habitações com um nível de satisfação de alta qualidade em locais muito ruidosos. com os actuais custos. se obtém o nível de satisfação aceitável.7 . Mais em pormenor considerou-se uma habitação tipo T2. com área de 75 m2 e 8 m2 de vãos de vidro. tomaram-se por referência edifícios correntes de habitação. verifica-se que. com organização normal de espaços e que não compreendam pisos ocupados por instalações ruidosas (como discotecas).

entende-se como a propriedade de ter pouca permeabilidade térmica.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 2.º 40/90.1 . novas regulamentações têm sido introduzidas para se especificar um mínimo de exigências para a eficiência da energia. Este tipo de isolamento. Isolamento Térmico 2. obriga a que todos os edifícios sujeitos a licenciamento ou promovidos pelo Estado satisfaçam requisitos mínimos de qualidade térmica. Nos últimos anos. seja doméstico ou comercial. de maneira a se economizar energia em qualquer edifício. de 6 de Fevereiro.Definição Com a crescente preocupação com o meio ambiente. Figura 12 – Exemplo Isolamento Térmico UFP -FCT Página 32 . Decreto-Lei n. ou ter um coeficiente de condutividade térmica (K) tão baixo quanto possível. uma ênfase maior tem sido dada aos produtos utilizados na construção civil.RCCTE. A entrada em vigor em 1 de Janeiro de 1991 do Regulamento das Características de Comportamento Térmico dos Edifícios .

ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 2. Embora tais factos sejam certamente verdadeiros. Risco de incêndio A questão do risco de incêndio se reduz simplesmente ao seguinte: o material é combustível ou não? A madeira é combustível. eles são quase irrelevantes para o comportamento dos dois materiais no caso de incêndio.2. As características dos materiais de construção. sua ignição é fácil e suas chamas se espalham rapidamente? 3. O material é combustível? 2. Existem tipos de espumas de plásticos que retardam as chamas. Quais as suas características de combustão? 4. e tintas retardadoras de chamas que oferecem protecção suplementar.1. relativamente ao risco de incêndio. Finalmente: se não for combustível. Se for combustível. qual o seu comportamento quando há combustão de materiais adjacentes? Alguns materiais queimam muito devagar. Existem tratamentos de protecção contra o fogo para todos os materiais combustíveis. mas com as chamas que se propagam rapidamente por suas superfícies. o aço não. UFP -FCT Página 33 . Características térmicas 2. Cada material terá comportamentos diferentes expostos ao fogo.2. são definidas quando respondemos às seguintes perguntas: 1.

• .2.Transmissão por RADIAÇÃO: emissão de energia da superfície de um corpo sob a forma de ondas electromagnéticas. devendo conservar as suas propriedades e manter indefinidamente igual coeficiente de condutividade. o calor deve se transferir da parede da edificação para o ar exterior.2. para a superfície oposta. aumentando assim o coeficiente de condutividade térmica.Transmissão por CONVECÇÃO: passagem de calor de uma zona para outra de um fluído em consequência do movimento relativo das partículas do mesmo UFP -FCT Página 34 . através deste. Todo o material isolante não deve ser higroscópio. é necessário que atravesse três barreiras. Condutividade térmica Para que o calor existente dentro de uma sala se propague através do material das paredes.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 2. valor que aumenta em 7% por cada 1% de humidade absorvida. depois. • A transmissão de calor não é mais do que a transmissão de energia de uma região para outra. como resultado de uma diferença de temperaturas entre elas. e finalmente. o calor é obrigado a passar pela superfície do material. O material isolante térmico deverá ter um coeficiente de condutividade térmica tão baixo quanto possível. • • A transmissão de calor pode efectuar-se de três formas distintas: . ou de um corpo para outro quando estes se encontram em contacto. existem materiais que são isolantes mas que com o decorrer do tempo vão absorvendo humidade. sendo necessário que o conserve através do tempo e durante a sua colocação definitiva. • .Transmissão por CONDUÇÃO: passagem de calor de uma região para outra de um mesmo corpo. Em primeiro lugar.

ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 Figura 1: Transmissão por: (a) condução. Isto acontece devido à sua capacidade de acumular calor nos elementos construtivos. ou seja. (b) convecção e (c) por radiação A inércia térmica de um edifício é a sua capacidade de contrariar as variações de temperatura no seu interior. UFP -FCT Página 35 . de reduzir a transferência ou transmissão de calor. A velocidade de absorção e a quantidade de calor absorvida determina a inércia térmica de um edifício.

UFP -FCT Página 36 .Coeficiente de condutividade (fonte Martinho J.) Condutibilidade Massa volúmica Material aparente (Kg/m3) 20-35 Lã de rocha 35-180 8-12 Lã de vidro Vidro celular Aglomerado negro de cortiça Poliestireno expandido moldado Poliestireno expandido extrudido Espuma rígida de poliuretano Materiais granularas leves ou fibras soltas Cerâmica de barro vermelho Betão de inertes correntes .045 12-80 110-140 100-150 15-35 25-40 30-40 térmica (W/m.ºC) 0.035 0.040 0.045 0.050 O coeficiente de condutividade que se designa por λ ou K de um material qualquer. quando a diferença de temperatura entre ambas as faces da parede é de 1grau cent.045 0. Assim o coeficiente de condutividade térmica determina o poder de transmissão do calor através do corpo.4 20-100 1800-2000 0.050 0.030 0. a perda de calor e proporcional ao λ e por isso os materiais devem ter λ tão pequeno quanto possível.040 0.75 1. é a quantidade de calor que passa durante uma hora por 1 m2 de uma parede com um metro de espessura constituído pelo referido material.045 0.betão normal .ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 Quadro 2 .betão cavernoso 2200-2400 1700-2100 1.040 0.

Separando a parede do ar.2. existe uma fina camada de ar através da qual se dá uma pequena queda de temperatura. como se vê pela figura 3. sob condições de estado fixo e quando a transferência de calor é dependente apenas da variação de temperatura. O coeficiente de condutividade térmica k depende da natureza do material sendo elevado para bons condutores. devido a uma variação de temperatura ΔT. ou da parede de uma edificação para o ar exterior. 2. e baixo para isolantes térmicos. deve haver uma diferença de temperatura entre a parede e o ar. UFP -FCT Página 37 . como os metais. numa direcção normal à superfície de área A.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 Condutividade térmica é uma propriedade física dos materiais que é descrita como a habilidade dos mesmos de conduzir calor. Coeficientes de propagação do calor Para o calor se propagar do ar de uma sala para uma parede. Condutividade térmica equivale a quantidade de calor Q transmitida através de uma espessura L.3.

Figura 13 . do que o ar frio de fora. consequentemente. é mais elevada dentro da edificação aquecida do que no ar frio de fora. isto é.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 2. UFP -FCT Página 38 . ou face interna da estrutura. ou relativamente impermeável. Tais actividades compreendem a lavagem de pisos e de roupas. emprega-se um material que funcione como uma barreira de vapor.4. no lado quente do ponto de vista de condensação como mostra a figura 4.Barreira contra o vapor. o serviço de cozinha. pode conter uma quantidade muito maior de vapor de água. ao vapor de água. Como o ar de um prédio é morno. e o vapor tende a migrar através do material das paredes. a lavagem da louça e o uso das pias e banheiras. Os problemas mais graves de migração do vapor ocorrem nos climas frios. Para prevenir essa condensação dentro da estrutura da edificação. Isolamento do vapor de água Muitas das actividades desenvolvidas dentro das edificações aumentam grandemente o teor de vapor de água do ar existente no interior das mesmas. Essa barreira deve ser colocada no lado quente. de dentro para fora do prédio. onde as diferenças entre as temperaturas interna e externa atingem 30ºC ou mais. Trata-se de uma camada de material impermeável.2. A pressão do vapor de água.

Facilita a manutenção de temperaturas amenas no inverno.1 ou 0. Emprega-se geralmente um filme de polietileno. 2. Permite manter as superfícies interiores de paredes e tectos a temperaturas muito próximas de ambiente dos locais. Para prevenir essa penetração de humidade.3. Portanto. Isso ocorre nos climas amenos e em construções sem aquecimento central. ou durante a operação de betonagem da laje. de espessura 0.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 A humidade pode penetrar numa habitação através de uma laje de concreto ao nível do solo.3. É evidente que uma barreira de vapor servirá também para reter a humidade dentro da habitação. • • • • • • • • Reduzem-se ao mínimo as perdas de calor Economia de energia Economia no custo de gastos de energia Climatização dos locais (efeito regulador de temperatura ambiente). a barreira do vapor deverá ser evitada sempre que possível.Em relação ao aquecimento dos locais. Essa humidade poderá danificar ou desprender os ladrilhos assentados sobre a laje. superiores ao valor do ponto de orvalho. e colocação em prática de quadros de temperaturas Melhor conservação dos produtos ou materiais armazenados. e isso poderá constituir um problema. Há casos em que a barreira contra o vapor cria problemas piores do que aqueles que ela resolve. UFP -FCT Página 39 . a qual não deve ser perfurada pelas barras de aço do betão armado.1 . Usa-se uma camada de areia como almofadas para a película. limite mínimo de temperatura determinante da condensação. Vantagens do isolamento térmico: 2. coloca-se uma camada sobre a terra que fica abaixo do betão. e frescas no verão Torna possível o estudo. Qualquer barreira contra o vapor de água serve também contra a humidade. determinação.5 mm.

Produtos de isolamento térmico para aplicação na construção. Decreto-Lei no 80/2006 de 4 de Abril.Normas. superiores ao valor do ponto de orvalho.Evitar condensações.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 2. limite mínimo de temperatura determinante da condensação. e colocação em pratica de quadros de temperaturas • Melhor conservação dos produtos ou materiais armazenados.2 . Decreto-Lei no 40/90 de 6 de Fevereiro. 2. 2.3.4 .3. Produtos produzidos em poliestireno extrudido (XPS) – Especificação UFP -FCT Página 40 . Facilita a manutenção de temperaturas amenas no inverno. Regulamento das Características de Comportamento Térmico dos Edifícios (RCCTE). instrumento legal que regulamenta as condições térmicas dos edifícios e que substitui o Decreto-Lei no 40/90 a partir de Julho de 2006. certificação e homologações Principais referências normativas: Regulamento das Características de Comportamento Térmico dos Edifícios (RCCTE).Em relação às condições de trabalho e sistemas de produção.3. e frescas no verão Torna possível o estudo. • Permite manter as superfícies interiores de paredes e tectos a temperaturas muito próximas de ambiente dos locais. • • • Climatização dos locais (efeito regulador de temperatura ambiente). instrumento legal que regulamenta as condições térmicas dos edifícios.3 . Directiva 2002/91/CE sobre eficiência energética de edifícios Directiva 89/106/CE sobre produtos para a construção EN 13164. determinação.

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2.4 - Sistema de isolamento térmico pelo exterior

Os sistemas de isolamento térmico, aplicados de forma contínua e pelo exterior dos edifícios, contribuem para a optimização do desempenho energético dos edifícios, sendo extremamente fáceis de fiscalizar. Em Portugal o isolamento térmico é utilizado na construção de edifícios desde a década de 1950 e é uma componente essencial para o bom desempenho energético dos edifícios. Obrigatório no sector da construção desde 1991, com a entrada em vigor do primeiro Regulamento das Características de Comportamento Térmico dos Edifícios (RCCTE) o isolamento térmico tanto pode ser aplicado pelo interior das paredes da envolvente de um edifício, como colocado na caixa-de-ar entre paredes duplas, como ainda ser assente pelo exterior de um edifício. Tem utilidade em qualquer destas aplicações, mas é sobretudo numa, aquela pelo exterior do edifício, que o isolamento térmico tem a maior eficácia. Um sistema de isolamento térmico com características técnicas e espessura adequadas, aplicado de forma contínua e pelo exterior dos edifícios (pavimento térreo, paredes envolventes e coberturas), contribui mais para a optimização do desempenho energético de um edifício, do que qualquer outro sistema equiparável. O Isolamento Térmico, aplicado de modo contínuo e pelo exterior, apresenta as seguintes vantagens: 1) É conseguida a eliminação de todas as pontes térmicas, que causam o aparecimento de condensações e, consequentemente, de fungos em paredes interiores (ou em compartimentos fechados), devendo, tanto o projecto como a execução, garantir a continuidade efectiva do isolamento térmico; 2) É improvável uma má execução, ou seja, “esquecer” a colocação de placas, como tão frequentemente acontece quando o isolamento térmico se encontra escondido entre dois panos de tijolo (parede dupla), uma vez que todo o isolamento térmico aplicado pelo exterior permanece visível durante a sua aplicação em obra, facilitando a sua fiscalização;
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3) A estrutura do edifício e todos os materiais pesados que compõem a envolvente são protegidos dos contrastes e extremos de temperatura e das intempéries. Esta protecção garante uma maior longevidade e a integridade física dos materiais fundamentais, porque, desta forma, não sofrem nem a fendilhação nem as microfissuras típicas em toda a construção tradicional. Evita-se, assim, que estas microfissuras absorvam água por acção capilar, água que deteriora os materiais, sobretudo os metais; 4) O isolamento térmico, aplicado de forma contínua e pelo exterior, faz com que a inércia térmica (dos materiais pesados utilizados na construção) funcione a favor do clima interior, contribuindo para que as temperaturas no edifício se mantenham estáveis e dentro das amplitudes térmicas médias do clima mediterrânico. Este comportamento resulta do facto das envolventes (paredes exteriores) não permanecerem em contacto directo com o exterior, estabilizando as temperaturas no seu valor médio. Com ambas as medidas (o isolamento térmico aplicado de forma contínua pelo exterior e a inércia térmica), os extremos do clima mediterrânico não afectam o equilíbrio térmico no interior do edifício; 5) Estes sistemas de isolamento térmico pelo exterior podem ser igualmente aplicados na reabilitação de edifícios que não possuam nenhum ou insuficiente isolamento térmico. Sendo o sistema aplicado pelo exterior, é apenas necessário garantir que o mesmo adira permanentemente à superfície exterior existente e cuidar dos pormenores construtivos em volta de vãos, nas cimalhas e beirados; 6) O aspecto com que ficará, poderá ser aquele que se desejar – com acabamento em reboco pintado (em qualquer cor), de revestimento em pedra (colada ou fixada mecanicamente), de tijoleira de burro… 7) O Regulamento das Características de Comportamento Térmico dos Edifícios (RCCTE) revisto, Decreto-Lei 80/06 de 4 de Abril, contempla a contribuição das pontes térmicas para o balanço energético negativo do edifício e obriga a soluções que minimizem as pontes térmicas, como é conseguido pelos sistemas de isolamento térmico aplicados de forma contínua e pelo exterior. Existindo no mercado diversos sistemas de isolamento térmico que se aplicam pelo exterior, é importante salvaguardar as seguintes características que variam conforme o sistema, e
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aconselhar-se com o projectista a quem cabe especificar o sistema. Este, por sua vez, obtém as garantias do fornecedor: O isolamento térmico utilizado (poderá ser poliestireno expandido – mais conhecido por esferovite – ou lãs de rocha, cortiça…) deverá possuir as características adequadas, incluindo as da sua durabilidade, as características isolantes e a espessura correcta para o contexto específico; O revestimento do sistema de isolamento térmico, aplicado de forma contínua pelo exterior, deverá garantir a permeabilidade ao vapor e a impermeabilidade à água – isto significa que não deve criar barreira à troca gasosa, mas deve criar barreira à entrada de água líquida – o que, normalmente, fica assegurado sempre que a composição do revestimento exterior tenha base acrílica; No revestimento existirá sempre uma camada de protecção mecânica (isto porque qualquer dos materiais é relativamente resiliente), camada esta que terá que ser adequada à situação específica do edifício. A protecção mecânica das argamassas, inclui uma tela tecida de vidro através de cuja gramagem múltipla oferece vários graus de resistência; Para evitar que seja necessário pintar frequentemente o edifício, é importante diminuir a textura do acabamento exterior final (tornando a superfície o mais lisa possível), sobretudo em zonas com maior teor de humidade, tendo, nessas condições, especificado que, ao revestimento final, sejam adicionados mais fungicidas e algicidas.

2.5. Isolar paredes e corrigir pontes térmicas
2.5.1. Paredes simples A necessidade de construir paredes de menor espessura pode conduzir à solução de paredes simples. Neste caso, poder-se-á equacionar a colocação do isolamento térmico na face interior ou na face exterior da parede, e a adopção de soluções de revestimento aderidos ou em que exista uma caixa-de-ar entre o isolamento e o revestimento.
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Este facto traduz-se na melhoria do conforto térmico de Inverno. de forma incontestável. estando consequentemente menos sujeita às variações de temperatura.1. aumentando a área habitável. Diminuição da espessura das paredes exteriores. Economia de energia devido à redução das necessidades de aquecimento e de arrefecimento do ambiente interior. Manter-se a parede no lado isolado do edifício. dado que a maior parte da massa das paredes se encontra pelo interior do isolamento térmico. UFP -FCT Página 44 . Aumento da protecção conferida ao tosco das paredes e aos elementos estruturais face às solicitações dos agentes atmosféricos (choque térmico. como uma solução técnica de alta qualidade. radiação solar. pois permite: Redução das pontes térmicas. sobretudo importante em edifícios com ocupação permanente.1 Vantagens A colocação do isolamento térmico pelo exterior tem como vantagens: A obtenção de uma camada contínua de isolamento térmico. evitando as pontes térmicas.5. água líquida. etc.). A disponibilidade de maior inércia térmica. Aumento da inércia térmica interior dos edifícios. por aumento dos ganhos solares úteis. Diminuição do gradiente de temperaturas a que são sujeitas as camadas interiores das paredes.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 2. O isolamento térmico pelo exterior é hoje reconhecido. Diminuição do risco de condensações lançando o ponto de orvalho para o exterior do edifício. Redução do peso das paredes e das cargas permanentes sobre a estrutura. e também de Verão devido à capacidade de regulação da temperatura interior. o que se traduz por uma espessura de isolamento térmico mais reduzido para a obtenção de um mesmo coeficiente de transmissão térmica global da envolvente.

efectuada normalmente por equipas especializadas e com condições climáticas apropriadas. Desvantagens da aplicação do isolamento térmico pelo exterior: • • Custo unitário em média superior ao sistema de isolamento térmico pelo interior. Risco de ocorrência de condensações internas na interface do material isolante térmico com a camada exterior. Grande variedade de soluções de acabamento.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 Melhoria da impermeabilidade das paredes Possibilidade de mutação do aspecto das fachadas e colocação em obra sem perturbar os ocupantes dos edifícios. Poupança energética e conforto interior. Aplicação técnica de execução delicada. A sua colocação pelo exterior implica grandes cuidados de execução e a utilização de massas especiais. uma vez que sobre o reboco incidirá radiação solar. ou em situações de recuperação ou renovação. A colocação do isolamento pelo interior poderá ser uma opção mais eficiente em edifícios que não tenham uma ocupação permanente. exigindo-lhe uma grande elasticidade. • A durabilidade e desempenho dos sistemas de fixação (excluindo os ETICS) necessitam de ser cuidadosamente avaliadas atendendo à gravidade da eventual queda de um elemento de revestimento exterior.2.5. UFP -FCT Página 45 . • • A generalidade dos sistemas possui uma resistência ao choque reduzida.1. o que torna esta técnica de isolamento particularmente adequada na reabilitação de fachadas degradadas. 2. nas quais a aplicação do isolamento térmico pelo exterior poderia implicar algumas dificuldades no remate com vãos existentes. Isolamento interior com revestimento aderido São sobretudo indicadas para o interior.

Isolamento interior com revestimento não-aderido São indicadas para o interior e exterior. ao considerar a existência de uma caixa-de-ar entre o isolamento térmico e o revestimento exterior da parede. UFP -FCT Página 46 . Ter uma superfície que permita a boa aderência das massas de colagem das placas de isolamento ao suporte e das massas de reboco ou estuque ao isolamento. Pormenor. a ser aplicada. este tipo de revestimentos é mais vantajoso porque.5.1.3. deve este material: Dispor de uma boa resistência à passagem do vapor de água. contribui para um melhor comportamento térmico da parede. Ter uma resistência à compressão adequada para suportar eventuais choques na superfície de acabamento. sendo soluções de fácil execução e que diminuem a margem de erro de execução. diminuindo a amplitude térmica entre as faces exterior e interior do isolamento térmico. É esta a única forma de se evitar a colocação de uma barreira pára-vapor que.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 Para se poder aplicar o revestimento interior directamente sobre as placas de isolamento térmico. Em situações de isolamento térmico pelo exterior. Figura 14 – Colocação de Isolamento térmico – Parede simples. deveria estar na face interior do isolamento. impedindo a posterior execução do acabamento. 2.

). as placas de isolamento térmico de paredes simples devem: Ter resistência à compressão suficiente para que se possa fixar o acabamento com a devida eficácia. • Possibilidade da manutenção da identidade arquitectónica da fachada. podendo ser por exemplo utilizados para a protecção ao fogo de estruturas metálicas. um material de isolamento térmico aplicado na face exterior da parede deve: • Aplicação e desempenho futuro não afectados pelas condições climáticas exteriores. 2. • Quando combinados com determinados elementos de revestimento (ex. • Permite em alguns tipos de soluções a integração de tubagens sem deterioração do pano de parede (o que acontece na generalidade das soluções tradicionais em alvenaria dupla ou em alvenaria simples com isolamento térmico pelo exterior). permitem aumentar significativamente a resistência ao fogo. madeira. gesso cartonado). etc.Aplicação Para ter um bom desempenho ao longo dos anos. bem como de uma intervenção individualizada num ou mais fogos de um edifício residencial colectivo. UFP -FCT Página 47 . Ter a rigidez e consistência suficientes para que não se verifiquem assentamentos por gravidade de modo a que a superfície de isolamento se mantenha uniforme e contínua ao longo dos anos.1.4 . • • Solução construtiva pouco dispendiosa nas vertentes matéria-prima e execução.5. Aquecimento Eventual menor dispêndio de energia no aquecimento interior em regimes do tipo descontínuo (típicos no segmento residencial em Portugal).ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 Como suporte para acabamentos pré-fabricados (placas de gesso cartonado. sem que se diminua a espessura da camada isolante que deve ser contínua.

2. a execução da instalação do isolamento térmico. o isolamento térmico é praticamente inacessível.A inércia térmica (interior) é reduzida em consequência da inutilização da parede exterior como massa de armazenamento térmico. qualquer problema relativo ao próprio material ou à sua aplicação será.Potenciador de situações de ponte térmica em diversas configurações construtivas. Paredes duplas Uma vez instalado na caixa-de-ar de uma parede dupla. Assim. Assim. • Reabilitação Térmica .Implica o abandono dos habitantes do interior do edifício. difícil de detectar até que ocorram as patologias que sejam consequência deste problema. acarreta sempre uma diminuição do valor do imóvel.Em operações de reabilitação verifica-se uma perda de área útil interior que. a partir desse momento.2.Parede exterior mais susceptível a solicitações de natureza térmica decorrentes sobretudo da variação da radiação solar (incluindo o fenómeno de choque térmico).Parede exterior mais susceptível à acção da água de precipitação. UFP -FCT Página 48 . Qualquer solução para resolvê-lo será de difícil execução e comportará custos elevados. • • Estanquidade .5. • Área Útil . bem como a escolha de um material adequado revestem-se de particular importância para o sucesso do comportamento térmico da parede. requerendo disposições específicas de correcção. Inércia Térmica . Poderá não permitir a manutenção de ornamentos interiores em edifícios antigos. • Variações de Temperatura .Maior risco de ocorrência de condensações na interface entre o material isolante térmico e o pano exterior de parede face às demais soluções de isolamento. implicando a eventual utilização de uma barreira pára-vapor na face quente (interior) do material isolante.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 Desvantagens: • Pontes Térmicas . • Condensações Internas . embora possa ser considerada reduzida.

provocaria condensações intersticiais e a consequente absorção de água. que esta barreira pára-vapor dá origem a uma concentração de vapor de água no pano interior da parede.1 Aplicação A aplicação de materiais de isolamento térmico sensíveis à humidade obriga a importantes cuidados de forma a evitar qualquer absorção de água que iria implicar a perda parcial ou total da capacidade isolante. no entanto. facto que poderá ser prejudicial ao bom funcionamento deste elemento da envolvente. Refira-se. a existir. È necessária a execução de uma barreira pára-vapor na face exterior do pano interior para evitar a passagem de vapor de água através do material isolante sensível à humidade que. Assim: O espaço de ar adicional (junto ao pano exterior) deverá estar completamente limpo sob pena de qualquer detrito ali acumulado servir de meio transmissor de humidade entre o pano exterior e o isolamento térmico.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 Figura 15 – Colocação de Isolamento térmico – Parede Dupla.5. 2. com a consequente absorção de água.2. UFP -FCT Página 49 . perdendo o material a sua capacidade de isolar.

com materiais insensíveis à humidade e em situações de recurso. O material que faz o isolamento térmico da parede deve ainda: Ter a rigidez e consistência suficientes para que não se verifiquem assentamentos por gravidade de modo a que a superfície de isolamento se mantenha uniforme e contínua ao longo dos anos. poder-se-á equacionar uma parede dupla em que a caixa-de-ar esteja totalmente preenchida pelo isolamento térmico. uma vez que a quantidade de vapor que atravessa o material não será suficiente para que ocorra condensação intersticial. Refira-se que materiais de isolamento produzidos in-situ dependem de reacções químicas cujas condições de aplicação em obra são críticas para a obtenção das características necessárias para um isolamento térmico adequado. Permitir trabalhos de adaptação e corte fáceis e precisos.Pontes térmicas • Ao isolar uma parede. por não estarem isoladas termicamente. há que ter em conta a presença de eventuais pontes térmicas.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 A aplicação de materiais de isolamento térmico insensíveis à humidade e com grande resistência à passagem de vapor permite a dispensa da barreira pára-vapor.5. 2.3 . não implicando qualquer degradação do material de isolamento (insensível à humidade). A condensação superficial que possa ocorrer na face exterior da placa de isolamento térmico será drenada pelo espaço de ar. têm uma resistência térmica UFP -FCT Página 50 . Qualquer imprecisão neste trabalho dá origem a descontinuidades na camada de isolamento térmico que constituem graves pontes térmicas. de modo a que o encontro com elementos estruturais e vãos esteja correctamente executado. zonas que. uma vez que eventuais infiltrações pelo pano exterior da parede não o afectarão. Por outro lado.

os pilares. representando uma descontinuidade. pontes térmicas são as regiões onde a caixa-de-ar ou o isolamento térmico da parede exterior de um edifício é interrompido. Na correcção de pontes térmicas. É um termo que designa toda e qualquer zona da envolvente dos edifícios em que a resistência térmica é significativamente alterada em relação à zona corrente. Usualmente. pelo que as exigências referidas para o isolamento térmico de paredes simples aplicam-se igualmente à correcção de pontes térmicas. os materiais de isolamento devem ter as características que permitam uma boa aderência das placas ao suporte e das massas de acabamento ao isolamento. vigas. • Em termos simples. UFP -FCT Página 51 . cabeceiras e ombreiras ou as lajes constituem pontes térmicas visto que interrompem ou delimitam os panos de alvenaria.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 inferior à da restante envolvente. lintéis. como é o caso das ligações entre diferentes elementos construtivos. Essa alteração pode ser causada pela existência localizada de materiais de diferentes condutibilidades térmicas e/ou por uma modificação na geometria da envolvente. Figura 16 – Colocação de Isolamento térmico – Correcção de Pontes Térmicas.

à sua leveza e ao seu preço moderado. sem comunicação entre si e aglomeradas com substâncias resinosas. Para a UFP -FCT Página 52 . que não apodrece e que é isolante por excelência.Sobreiro que engrossando por justaposições formam a cortiça isolante. material elástico. árvore que produz a cortiça. libertação de produtos irritantes de espumas de ureia-formaldeldo) tem renovado o interesse nas soluções de isolamento térmico realizadas com o aglomerado de cortiça expandida. é típico da região da bacia do Mediterrâneo e abunda sobretudo na sua parte ocidental. Materiais e aplicação O enorme aumento da procura de isolantes térmicos. e outros tipos de isolamentos que serão referidos neste capítulo. impermeável. cheias de ar.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 3. A cortiça devido as suas propriedades isolantes. Portugal destaca-se como sendo o país que representa a sua maior implantação e exploração. 3. em particular registada desde o início da década de setenta. conduziu ao rápido desenvolvimento e à diversificação da oferta neste domínio. Nos últimos anos o reconhecimento dos problemas de saúde e ambientais inerentes à produção e à utilização de certos produtos (fibras de amianto. Formada por células tubulares microscópicas de tecido orgânico. CFC's utilizados como agentes de expansão de alguns plásticos celulares. As referidas células tornam-se elásticas por meio de impregnação de suberina Figura 17 .1 Cortiça O Sobreiro (Quercus Suber). tem permitido o seu emprego na construção especialmente em forma de aglomerado de cortiça.

1. Os produtos moldados são aquecidos em câmaras fechadas submetidas a uma temperatura de 300 graus em uma atmosfera inerte e sob pressão. produzindo elementos úteis na construção especialmente nos casos em que é necessário um bom isolamento térmico assim como acústico. esterilizando-se a 150 graus a fim de evitar o desenvolvimento de fungos ou microrganismos. 20º C Permeabilidade ao Vapor: 0. Mistura-se com um aglomerante em maquinas aquecidas por vapor.120 Kgs. submete-se à acção de uma prensa hidráulica para obtenção de placas aglomeradas e posteriormente deixa-se arrefecer e secar em estufas projectadas para tal efeito. dextrina. Modernamente empregam-se fécula.mm Hg UFP -FCT Página 53 .040 w/m2 k med. de equipamentos e de instalações industriais (em particular de frio)./m3 Conductividade Térmica: 0.002 / 0.(ICB) Densidade: 100 . gelatinas ou alcatrão ou simplesmente aproveitam-se as resinas de que estão impregnadas de células. Figura 18 – Retirada da cortiça da árvore 3. gesso e magnésio como aglomerantes mas foram-se substituindo por outros por serem um pouco pesados e bons condutores de calor. as placas de aglomerado de cortiça expandida têm sido empregues no isolamento térmico de coberturas.m.1. Antigamente utilizava-se cal. de paredes e de pavimentos de edifícios. Aglomerados de cortiça Em virtude das características que apresentam. Características Técnicas . Estes desperdícios reduzem-se a serradura por meio de máquinas raladoras e moinhos especiais. verte-se em moldes. temp.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 elaboração do aglomerado de cortiça parte-se dos desperdícios da indústria de rolhas de cortiça.006 g / h.

ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 Pressão Limite: 150 kPa (15 000 kgf / m2) Pressão Máxima sob Condições Flexíveis: 50 kPa (5 000 kgf / m2) Medidas: 1000 x 500 mm Espessuras: de 10 a 300 mm UFP -FCT Página 54 .

k.1.k a 0. As temperaturas limites de utilização do Aglomerado de Cortiça cobrem facilmente a gama corrente de valores encontrados nas aplicações em edifícios .040 W/m.1. A constituição da cortiça permite a exposição a temperaturas extremas bem superiores às indicadas. As placas de aglomerado de cortiça expandida apresentam uma permeabilidade ao vapor de água relativamente elevada. Deste modo. Actualmente.310 a 60 mm . Propriedades gerais do aglomerado de cortiça expandida ( ICB ) Abordam-se a seguir as propriedades gerais do ICB relevantes para as aplicações mais significativas em soluções de isolamento térmico de edifícios. ou utilizar o ICB no isolamento térmico de equipamentos e de instalações industriais de temperaturas extremamente baixas. nomeadamente a aplicação de barreiras pára-vapor UFP -FCT Página 55 .garantem facilmente a obtenção dos valores de K (coeficiente de transmissão térmica) preconizados para as coberturas e para as paredes das construções na actual regulamentação das características térmicas dos edifícios.037 W/m.1.sem ocorrência de problemas de degradação.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 3. facto que permite suportar sem danos a aplicação de betumes em fusão (aquecidos a temperaturas bem superiores a 100º C) utilizados na colagem de sistemas de impermeabilização de coberturas em terraço. adoptamse disposições construtivas adequadas. a produção de aglomerado de cortiça expandida para isolamento térmico opta por apresentar no mercado um único tipo de ICB com massa volúmica aparente em geral compreendida na gama de 110 a 130 kg/m3. As resistências térmicas proporcionadas pelas espessuras usuais de aplicação do ICB . ou nas próprias placas de ICB. para evitar a ocorrência de condensações indesejadas no interior dos elementos construtivos. O Aglomerado de Cortiça Expandida com massas volúmicas entre cerca de 90 a 140 kg/m3 apresenta valores da condutibilidade térmica (à temperatura de referência de 10º C) da ordem de 0. de deformações ou de alteração irreversível de propriedades. o que lhe garante um "lugar cativo" na família diversificada dos produtos de isolamento térmico de edifícios.exageradamente de -20º C a 90º C .

A fusão de um isolante térmico implica. por outro lado. eventualmente inflamada. possa apresentar bastantes vantagens sob o ponto de vista do comportamento ao fogo. UFP -FCT Página 56 . o que lhe permite suportar cargas relativamente elevadas sem apresentar deformações excessivas. constituídas por placas de gesso cartonado ou de madeira com espessuras adequadas. As características mecânicas de maior relevo para as aplicações do aglomerado de cortiça expandida são as correspondentes resistências à compressão. nomeadamente em tectos falsos. A eficácia dessas pinturas deve ser comprovada por ensaios laboratoriais adequados. A combustão do Aglomerado de Cortiça Expandida também não produz.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 (do lado interior) ou soluções mais permeáveis ao vapor do lado exterior às placas de Aglomerado de Cortiça Expandida. Como material orgânico que é. por um lado a perda total de resistência e de forma (com eventuais implicações na estabilidade e na aderência de outros elementos a ele ligados) e. nomeadamente certos plásticos celulares. Têm sido usadas pinturas com tintas especiais para revestimento da superfície aparente das placas de ICB. à coesão e ao corte. A resistência à compressão das placas correntes de Aglomerado de Cortiça apresenta valores daquele parâmetro compreendidos entre 100 e 200 kPa. embora comparativamente com outros isolantes orgânicos. além do monóxido de carbono gerado pela degradação térmica da generalidade dos materiais orgânicos. que podem fundir facilmente a temperaturas pouco superiores a 100ºC o Aglomerado de Cortiça degrada-se termicamente (carboniza) sem fundir. Ao contrário de alguns desses materiais orgânicos. No caso do aglomerado de cortiça expandida podem ser facilmente adoptadas as soluções e protecção correntes. quantidades significativas de outros produtos de elevada toxicidade. o Aglomerado de Cortiça é um produto combustível. a queda ou o escoamento de matéria combustível fundida.

Um outro aspecto positivo que caracteriza o aglomerado de cortiça expandida é o facto de apresentar uma boa estabilidade dimensional face às variações significativas da temperatura e da humidade relativa a que pode estar sujeita em determinadas aplicações. não existem problemas de interacção química com substâncias contidas noutros produtos.. Saliente-se ainda a grande variedade de colas (de PVA. propriedade importante quando as placas devem suportar esforços de tracção perpendicular às faces principais.) e de outros ligantes (betumes aplicados a quente ou a frio. como por exemplo quando realiza o isolamento térmico de coberturas em terraço. compostos aromáticos ou ligantes hidráulicos. Assim. resinas. A aplicação de pinturas decorativas ou de protecção também não levanta problemas de compatibilidade química ou de aderência. solventes. facilmente ultrapassam o valor de 50 kPa preconizado na futura Norma Europeia do produto. nomeadamente de origem termo-higrométrica desses elementos. Embora provocados por acções diferentes.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 A resistência à coesão.. que noutros isolantes térmicos podem levar à degradação prematura de um ou de ambos os produtos em contacto. O aglomerado de cortiça expandida não apresenta problemas de compatibilidade com outros materiais de construção com os quais está em contacto nas suas aplicações habituais. Esforços deste tipo podem ser introduzidos por elementos aderentes às superfícies das placas em consequência. de contacto. etc. . cimentoscola. quer de movimentos. Já foi referida a excelente durabilidade do UFP -FCT Página 57 . nomeadamente plastificantes. os esforços de corte a que as placas de Aglomerado de Cortiça resistem também ultrapassam o valor de 50 kPa. quer do peso próprio.) que podem ser utilizados na solidarização das placas de ICB às mais diversas superfícies.

Observou-se ainda que as placas recolhidas apresentavam um aspecto visual e textura idênticos ao material novo.1. Refira-se. UFP -FCT Página 58 . desempenhando as funções de isolante térmico e de suporte do sistema de impermeabilização.2. 3.3.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 aglomerado de cortiça expandida quando aplicado em soluções construtivas bem concebidas e executadas. mostraram que após aquelas dezenas de anos os valores daquele parâmetro se mantinham idênticos aos obtidos correntemente. que determinações da condutibilidade térmica efectuadas na Unidade de Tecnologia da Madeira e da Cortiça do INETI sobre amostras de placas de Aglomerado de Cortiça Expandida provenientes de demolições de edifícios. Aplicações Isolamento de Paredes pelo Exterior (Fachadas) Isolamento de Paredes Duplas (Caixas de Ar) Isolamento de Coberturas Planas Isolamento Térmico de Telhados e Sótãos Isolamento Térmico de Pisos Térreos Isolamento na Transmissão de Ruídos de Repercussão Isolamento Antivibrático de Máquinas Isolamento Térmico de Câmaras Frigoríficas 3.1. com 30 a 50 anos de uso. o Aglomerado de Cortiça Expandida ( ICB ) encontra a sua aplicação "nobre" no isolamento térmico de coberturas em terraço. a título de exemplo. Isolamento térmico de coberturas No domínio dos edifícios.

Aquelas propriedades e a compatibilidade com os materiais de impermeabilização tradicionais ou inovadores permite a realização de variadas soluções com um bom desempenho e duráveis. desde que se satisfaçam algumas exigências construtivas específicas. ainda. a absorção acústica das placas contribui sensivelmente para melhorar as condições acústicas do local isolado. exigindo a aplicação de membranas de impermeabilização auto protegidas. Figura 19 – Aplicação de aglomerados de cortiça em coberturas Em coberturas em que a minimização do peso constitui uma imposição (geralmente coberturas com estrutura resistente metálica. a resistência a temperaturas elevadas (necessária à colagem quer das placas à base de apoio quer das membranas de impermeabilização às placas) e as características mecânicas (compressão e coesão) que caracterizam o Aglomerado de Cortiça Expandida (ICB) representam vantagens indiscutíveis. As boas características acústicas do Aglomerado de Cortiça Expandida são também aproveitadas em soluções que recorrem a tectos falsos de placas daquele produto. Nos terraços acessíveis poder-se-á. queda de objectos) que o aglomerado de cortiça expandida apresenta. UFP -FCT Página 59 . tirar partido das características favoráveis de isolamento acústico a sons de percussão (circulação de pessoas.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 A estabilidade dimensional. ainda mais se evidenciam aquelas vantagens comparativamente com outros isolantes térmicos alternativos. reduzindo o seu índice de reverberação (diminuição do eco). Em complemento ao isolamento térmico proporcionado.

Têm apenas de ser protegidas das cargas pontuais e do desgaste provocado pela circulação. Isolamento térmico de paredes (Caixas de ar) No isolamento térmico de paredes duplas. eventualmente protegidas da ocorrência acidental de infiltrações de água da chuva causadas por deficiências registadas no revestimento exterior da cobertura. preenchendo-o total ou parcialmente. apresenta o inconveniente de colocar o aglomerado de cortiça expandida em risco de entrar em contacto com água que acidentalmente se infiltre através do pano exterior da parede (ou que nele condense).ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 Figura 20 – Aplicação de aglomerados de cortiça em coberturas inclinadas Nas coberturas inclinadas as placas Aglomerado de Cortiça podem aplicar-se sobre lajes de esteira inclinadas ou horizontais. a melhor solução do ponto de vista técnico-económico consiste na fixação do isolante à face exterior do pano interior. as placas Aglomerado de Cortiça Expandida ( ICB) têm sido colocadas no espaço intermédio da parede. A resistência mecânica e a deformabilidade das placas Aglomerado de Cortiça ( ICB ) torna-as indicadas para a aplicação sobre a esteira horizontal (pavimento) de desvãos de coberturas inclinadas destinadas a arrumos.1. 3. entre as placas de Aglomerado de Cortiça UFP -FCT Página 60 . Todavia. mais fácil de executar em obra.4. O preenchimento total.

levou ao desenvolvimento em diversos países. Um dos modos de realizar o isolamento térmico pelo interior consiste em associar (por colagem) as placas de ( ICB ) a placas de gesso cartonado.5.1. as quais lhes conferem uma protecção mecânica e face à acção do fogo. nomeadamente na Áustria e na Suíça. Isolamento térmico de paredes pelo exterior . fogo). como é o aglomerado de cortiça expandida. Como sucede com outros sistemas de isolamento térmico de paredes pelo exterior deste tipo a sua aplicação deve ser baseada num estudo técnico prévio. A execução em obra destas soluções deve ser exclusivamente realizada por equipas especializadas. Figura 21 – Aplicação de aglomerados de cortiça em paredes exteriores UFP -FCT Página 61 .ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 Expandida ( ICB ) e o pano exterior.Fachadas O interesse pelo uso de um produto natural e ecológico. quer a sua protecção (acções mecânicas. O revestimento tem de assegurar. Estes sistemas têm como princípio a colagem das placas de Aglomerado de Cortiça Expandida ( ICB ) à face exterior da parede e a posterior aplicação de um revestimento apropriado sobre o isolante térmico . quer o acabamento final. chuva. mantendo-se deste modo um espaço de ar drenado e ventilado para o exterior. 3. de soluções de isolamento térmico pelo exterior das paredes.

e por uma questão de protecção do aglomerado de cortiça. Em pavimentos térreos o isolamento do pavimento pode ser justificado se se utilizar um sistema de aquecimento do ambiente por pavimento radiante. as placas deverão ser aplicadas do lado interior. portanto sobre a laje de pavimento. O revestimento de piso é em geral assente sobre uma betonilha previamente realizada sobre o Aglomerado de Cortiça com interposição de uma folha de plástico ou de um feltro betuminoso. Isolamento térmico de pavimentos O isolamento térmico de pavimentos de edifícios só se executa quando estes se localizam. Figura 22.Aplicação de Aglomerado de Cortiça Expandida sob laje UFP -FCT Página 62 .6. quer sobre passagens ou espaços abertos para o exterior. quer sobre locais não-aquecidos e ventilados.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 3.1. Em geral.

já que se produzem condensações e perda de energia. Figura 23 – Tubos de Cortiça Quadro 3 – Espessura para isolamentos de tubagens O aglomerado de cortiça deve ser de alta compressão evitando assim roturas no seu manuseamento e transporte. neutralizando os dois principais inimigos das instalações frigorificas. UFP -FCT Página 63 .ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 3. O calor e a humidade. normalmente recomendam-se as espessuras recomendadas pela tabela acima. Isolamento de Tubagens Outra aplicação do aglomerado de cortiça é no revestimento de tubagens. Evita a penetração da humidade mediante uma protecção de alcatrão no exterior dos isolamentos de tubagens e uma impermeabilização completa da instalação. A espessura deve ser adequada de modo a que o ponto de orvalho não se forme fora do isolamento.7.1.

os mosaicos são fornecidos biselados ou de encaixar nas tonalidades claro.9.1. O pavimento que serve de base pode ser de madeira. característicos destas peças. médio e escuro. Mosaicos de Cortiça Os mosaicos de cortiça é um aglomerado de cortiça que se obtêm mediante uma forte pressão e cozedura em condições especiais. e apoios para encaixes de painéis. Este material não apodrece e são resistentes aos ácidos e álcalis diluídos e retardam a acção directa do fogo. este é resistente devido à perfeita coesão dos seus grânulos e à relação existente entre os coeficientes de dureza e elasticidade.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 3. Figura 24 – Tectos falsos UFP -FCT Página 64 . pregar as que não estejam firmes e aplainar as que sobressaiam. A cozedura realça a agradável textura da cortiça e dá-lhe os belos tons acastanhados. caixilhos para acabamentos. Fabricam-se também rodapés. cimento ou mosaico cerâmico. O pavimento deve ser examinado verificando e mudando as tábuas que cedam.

ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 3. decorativas sendo o acabamento à base de tinta branca lavável. A instalação é simples. Estes tectos falsos distinguem-se por serem térmicos e absorverem os ruídos em cerca de 50%. colocando uma estrutura com perfis em forma de T ou idêntico. Quando o conjunto de placas tem de ficar colocado directamente no tecto. sendo eficaz principalmente nas separações de andares em construção de prédios. flexíveis e leves.10. UFP -FCT Página 65 . pode conseguirse nivelando previamente a superfície de contacto e empregando cola para colocar a placa. com superfície lisa ou estriada. As placas de cortiça para tectos Constroem-se tectos falsos com placas de cortiça granulada e seleccionada. São fortes. O granulado de cortiça emprega-se no enchimento de caixas-de-ar ao construir tabiques ou paredes. vende-se em sacos de 50kg aproximadamente em grão fino e grosso. duradouros. resistentes ao fogo. pendurado do tecto com encaixes de ferro galvanizado por meio de ganchos e tensores. Também impedem a condensação de água em caso de humidade elevada.1.

linóleo é frequentemente usado incorrectamente para descrever qualquer piso em manta. O cimento é esfriado e misturado com resina de pinheiro e farinha de madeira para formar mantas em base de juta. que significa linho. O verdadeiro linóleo é um piso natural que é fabricado oxidando óleo de linhaça para formar uma mistura chamado cimento de linóleo.2 Linóleo Figura 26 .ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 Figura 25 – Tectos falsos 3. obtém-se em forma de pasta resinosa em virtude da oxidação de uma mistura de serradura em pó e óleo UFP -FCT Página 66 . Resumindo. dando-lhes um aspecto acolhedor. que significa óleo. linum. O termo. muito usado na cobertura de pavimentos.Aplicação Linóleo O linóleo foi inventado em Inglaterra em 1863 por Frederick Walton que cunhou o nome linóleo do latin. e oleum.

são leves. por meio de processos especiais.3 Vidro celular Contém grande quantidade de células microscópicas repletas de gás. Contém grande quantidade de células microscópicas repletas de gás. por meio de processos especiais. de colocação rápida e aplica-se por meio de colas.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 de linhaça. O pavimento deve estar seco e bem liso. numa proporção volumétrica aproximada de 70%. claras. também se fabrica um tipo de linóleo especial para revestimento de paredes.Tectos Falsos UFP -FCT Página 67 . numa proporção volumétrica aproximada de 70%.50 cm. e pesam 5 kg por cm2. empregando massa niveladora se for necessário. anidrido carbónico (CO2) na massa de vidro fundido.2 . 3. material confortável e muito recomendado. Obtêm-se injectando sob pressão. para além de serem isolantes térmicos e acústicos. que possui cores e desenhos em relevo. rígidos e não higroscópicos. “silencioso” e atérmico. 3. lisas. Obtêm se injectando sob pressão. Espessuras: 2 a 4 mm Cores brilhantes.3. anidrido carbónico (CO2) na massa de vidro fundido. inalteráveis.Placas de Vidro Celular: São elementos constituídos por vidro celular e que. Existem no mercado com as dimensões de 30*30 cm e 70*70 cm com uma espessura de 1.3.1. 3. È resistente ao desgaste proporcionando uma longa duração. a qual se estende em quente e sob pressão sobre o tecido de juta que lhe serve de suporte. assim o linóleo é impermeável.

4 . Como suporte destas placas. empregam-se um entrançado de perfis metálicos muito finos.3. Figura 27 – Placas de vidro celular 3. que podem ser de ferro galvanizado ou de alumínio em cujas abas se apoiam as placas que constituem o tecto falso. As placas colocam-se com argamassa bastarda ou com emulsão asfáltica e em UFP -FCT Página 68 . Esta argamassa pode ser bastarda (cimento: cal: areia = ½:2:9).3. Quando se pretende obter uma absorção acústica em locais de muito ruído. Realizada esta operação tapam-se as juntas da parte de cima com emulsão asfáltica. pode solucionar-se este problema empregando placas de vidro celular perfuradas. misturada com água suficiente para que seja maleável mas bastante consistente. As manchas que apreçam como resultado da colocação deverão ser limpas quando secas. 3. tendo o cuidado de não manchar a parte visível com a referida emulsão asfáltica.Isolamento de Tectos na Parte Superior A operação a realizar é muito simples.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 Com placas de vidro celular constroem-se tectos falsos que apresentam uma superfície muito atraente.3 . para que não apareça na parte inferior. Basta colar as placas aos tectos com a respectiva argamassa.Isolamento de Terraços A figura mostra-nos uma aplicação simples das placas de vidro celular para isolamento de terraços. Recomenda-se juntar a esta mistura 15% de cimento para que absorva agua.

revestimentos de interiores fachadas.5*15. UFP -FCT Página 69 .Placas Decorativas de Vidro Celular Face esmaltada em 15 cores. Colocação como se se tratasse de azulejos mas sem molhar as peças antes de as colocar e sem colocar massa posteriormente.3. Figura 28 – Isolamentos de terraço 3. Não necessitam de manutenção. pesando 8 kg por m2. dimensões de 10*10. Aplicação limitada a tectos falsos visíveis. a argamassa de fixação será de cimento: cal: areia = ½:2:9.10*30 e 7.5.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 seguida coloca-se uma camada de tijoleira aplicada sobre um leito de argamassa também bastarda. Espessura de 1 cm.

isenta de pó e humidade e fechada a uma pressão de quase 0.3. UFP -FCT Página 70 .Peças de Vidro Para Tabiques e Acabamentos Especiais Figura 29 – Peças de vidro para tabiques Fabricam-se peças ocas de vidro moldadas que são constituídas por dois elementos soldados a quente. condições que asseguram a elevada resistência térmica e o bom funcionamento de atenuação sonora:45 decibéis. A sua principal característica é o bom isolamento que proporciona K. que deixam entre si uma caixa estanque de ar perfeitamente seca. Estas características fazem com que as peças eliminem qualquer possível condensação para certos índices de humidade relativa e temperatura exterior e interior de determinados locais cujo equilíbrio seria impossível manter com uma vidraça corrente.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 3.30 atmosferas.6 .

ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 3. Constituído por fibras. obtidas do vidro. Materiais compostos de alta tecnologia que resultam em estruturas leves e resistentes quando combinados entre si.4. Fibra de vidro Nos últimos anos. a grande diferença em relação a outros tipos de materiais se deve à ortotropia. Figura 30 – Fibras de vidro UFP -FCT Página 71 . que significa. que o material pode resistir de forma diferente quando submetido a cargas em diferentes direcções. alumínio é a variedade de estrutura que pode ser conseguida através da combinação de materiais básicos. Uma das principais vantagens deste tipo de materiais compostos sobre materiais com o aço. os laminados de fibra de vidro têm encontrado um lugar importante como material de engenharia para várias aplicações em diversos tipos de industrias. Geralmente são fibras estruturais impregnadas por um sistema de resina. Entretanto. em engenharia.

Características: . pois a água escorre pelas suas fibras de vidro. (com o qual já efectuamos um ensaio nos nossos laboratórios). UFP -FCT Página 72 . numa atmosfera húmida é praticamente nulo.Facilidade de colocação. a perda de calorias é directamente proporcional ao coeficiente.Possui um coeficiente de Condutividade térmica baixíssimo λ=0. A fibra não absorve água: isto evita a passagem de humidade no isolante.1 .Composição estável. O seu aumento de peso por exposição.4. refractária à acção dos agentes atmosféricos. conservando-se.028 kcal/m/h/ºC.Fáceis de reparar.Pouco peso por m2. Se humedecer acidentalmente. não atacada por agentes químicos excepto o acido fluorídrico. homogénea.Higróscopicidade muito fraca. . . . . . .ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 3. de tal maneira que quanto mais baixo seja o coeficiente menor será a perda. seca com rapidez. íntegras todas as suas propriedades.Incombustível e imputrescível.

) Largura 0.40.Feltro «C» com suporte de tela metálica (são formados por fibras de vidro de 18 a 22 mícrons cosidas a um suporte de telas metálicas) Largura 0. Uma das faces encontra-se pintada de tinta plástica.4.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 3. espessura de 30.60m.2 . Espessura de 20. comprimento de 5m e uma espessura de 30.Feltro «C» com Suporte de Papel (formados por fibras de vidro de 18 a 22 mícrons.50. Densidade de 100kgf/m3 . UFP -FCT Página 73 .40 m. condutas de água utilizam-se fibras de vidro finas e concêntricas. densidade 60kg/m3 Figura 31 – Exemplo de Feltro « C » .50 ou 1m.25 m.Painéis rígidos (fibras de vidros de 18 a 22 mícrons de diâmetro. cosidas a um suporte de papel) largura de 0.50.50 a 1 m. aglomeradas com acetato de polivinilo. comprimento de 5m. densidade de 60 kg/m3 Para o isolamento de tubagens de aquecimento. A borra de vidro é aplicada nos isolamentos térmicos na construção e na indústria em forma de recheios.30.60m .40. comprimento até 1.Produtos de Fibra de Vidro .50 m.

Os terraços e coberturas estão constantemente expostos à acção e influência das mudanças de temperatura e agentes atmosféricos (insolação. paredes. servem de suporte de produtos asfálticos ou betuminosos. Para solucionar este inconveniente as técnicas de isolamento produziram soluções com diferentes materiais Isolantes. caixas-de-ar. frios.Isolamento de terraços. No isolamento acústico das lajes de prédios contra ruídos de percussão utilizam-se placas para soalho constituídas por fibras de vidro especiais. condutas de água. Todas estas condições fazem com que os pisos superiores se tornem desconfortáveis. formando um tecido reticular de grande leveza.) Assim no verão estão submetidos a um forte aquecimento produzido pela acção solar e no Inverno oferecem uma grande superfície de perda de calor.Aplicações: . paredes.se com materiais que possuem um elevado coeficiente de Condutividade térmica impedindo a criação de estruturas verdadeiramente isoladoras do frio e do calor. piscinas. na impermeabilização de terraços. 3. coberturas.3 . No caso de isolamento de terraços e coberturas com fibra de vidro pode-se constatar que geralmente constroem . geadas.4. coberturas de betão. Entre estes encontra-se a fibra de vidro. UFP -FCT Página 74 .ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 Os pêlos de fibras de vidro especiais.

ao longo dos perfis seguram-se por meio de agrafos metálicos. umas ripas de madeira de 3*3cm. Quando o isolamento se realiza utilizando painéis rígidos especiais para naves.1 -O material a empregar no isolamento deste tipo de cobertura é: Painéis rígidos especiais para naves. Feltro tipo «C» com suporte de tela metálica. UFP -FCT Página 75 .4. entre outras.4.4 .4. Transversalmente a estas seguram-se perfis de alumínio em “ T ” de 25*20mm distanciados 0.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 Figura 32 – Aplicação de isolamento na cobertura 3. das duas formas principais que se seguem: Pelo lado inferior do perfil em que.50 m.Isolamentos de Coberturas de Tipo Clássico e de Naves Industriais 3. Feltro tipo «C» com suporte de papel. a colocação efectua-se.

Sobre as abas dos perfis apoiam-se os painéis rígidos.7 m. FIGURA Apoiando na aba inferior do perfil em que nas abas das vigas apoiamse os painéis rígidos. A distância entre estes será de 1 a 1. No caso de os tirantes das asnas serem redondos e o tecto falso estar debaixo deles.5 -Isolamento através de Tecto Falso Ligeiro Suspenso Este procedimento aplica-se em todos os locais onde se queira realizar um isolamento muito eficaz. introduzem-se os painéis rígidos com o lado pintado para baixo. Na montagem podem adoptar-se muitas soluções mas destacam-se duas: I. com o lado pintado para baixo. tapando-se as juntas com um perfil de alumínio em “ T “ de 25*20mm FIGURA 3. II. Realiza-se por meio de perfis de ferro em “ T ” ou em forma de ómega simplesmente apoiados ou soldados á aba do “ T “ do tirante e convenientemente travados. é sobretudo empregue nos edifícios de armazenamento e nas oficinas de grande volume. cujas juntas transversais serão tapadas por perfis de alumínio em “ T ”. Tem a vantagem de reduzir consideravelmente o volume a aquecer.4. seguros às referidas abas e formando uma quadrícula de perfis onde será introduzido o painel com o lado pintado para baixo.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 Entre a quadrícula formada pelas ripas e os perfis. Neste caso utilizam-se painéis rígidos especiais para naves industriais. f finalmente às ripas e no sentido destas crava-se uma tapa juntas de madeira ou platex de 70*5mm. UFP -FCT Página 76 .

O material empregue neste corte elástico deve reunir certas características: • Conservar a sua elasticidade em pequenas espessuras.4. fecho de portas.6 . UFP -FCT Página 77 . produzidos por pisadas. • Ter uma elasticidade que não varie com a frequência e com as cargas.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 3. O procedimento mais eficaz é a criação de um corte elástico entre a superfície exposta aos choques e a restante estrutura do edifício. Tal ocorre no caso dos ruídos de percussão nos andares. elemento de grande difusão no campo da construção com resultados no isolamento térmico e acústico. • Ter uma frequência de vibração natural inaudível. • Ser quimicamente neutro e fisicamente estável. deslocação de móveis. • Resistir a numerosas variações de sobrecarga. resultando desta maneira num chão flutuante. capazes de programar facilmente todo o tipo de vibrações.Isolamento de Ruídos de Percussão com Fibra de Vidro Os edifícios submetidos a grandes esforços estáticos constituem ver caixas de ressonância. vibrações de máquinas. Estas podem ser de origem mecânica e então transmitem-se com maior intensidade. O material ideal que cumpre estes requisitos é a fibra de vidro.

UFP -FCT Página 78 . originando “pontes” de transmissão acústica.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 3.4. A placa deve ser plana já que qualquer protuberância pode perfurar o pavimento. coloca-se sempre uma junta elástica de feltro asfáltico entre as bases destas paredes e a estrutura da obra. As paredes não devem descansar sobre o pavimento pelo que no momento de levantar as paredes de separação.7 -Normas de colocação: O pavimento não deve ter nenhum contacto com paredes verticais e a fim de evita-lo levanta-se o elemento isolante 10 cm sobre a parede formando caixa sobre o contorno do pavimento flutuante. Sobre a última capa de pavimento coloca-se um papel asfáltico sobrepondo as extremidades para impedir que a fibra de vidro se impregne ao verter a argamassa pelo que desapareceria então o efeito elástico do isolante.

ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 Figura 33 – Pormenor construtivo de peças com fibra de vidro UFP -FCT Página 79 .

Suspensas por arame zincado. produtos adesivos e água.Características Grande resistência. Excelente efeito decorativo.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 3. Colocadas sobre estrutura de suspensão visível. Completamente visitáveis.5. resultando um material muito isolante tanto térmico como acusticamente. Bom isolamento térmico e acústico. Placas de Fibras de Minerais Figuras 34 – Placas de Fibras minerais Fabricam-se placas misturando intimamente fibras minerais. 3. previamente montada.5.1 . UFP -FCT Página 80 . Facilidade e rapidez de montagem. constituída por perfis de chapa galvanizada.

recepções.5. duração ilimitada e máxima eficiência acústica. em todos os lugares em que se pretenda combinar decoração com qualidade acústica.2 .6 . No primeiro caso aplicam-se os tipos generalizados de suspensão do tecto falso ou seja constrói-se uma estrutura com perfis de ferro ou de alumínio pendurada na estrutura resistente colocando tensores ou outros elementos de suspensão apropriados. a utilização ideal deste material seria em escritórios. As placas acústicas constituídas por fibras minerais não só são incombustíveis como atrasam a propagação do fogo. 3. No segundo caso aplicam-se directamente depois de preparada a superfície de contacto com cola para assegurar uma aderência definitiva. UFP -FCT Página 81 . bibliotecas.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 3. rápida colocação.Placas Acústicas de Aço Apresentam vantagens no revestimento de grandes superfícies.Colocação Coloca-se em tectos falsos ou como revestimento do tecto ou das paredes.

UFP -FCT Página 82 . Os suportes em “T” podem fixar-se directamente á superfície inferior da estrutura.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 3. Neste caso as suspensões obtêm-se mediante perfis metálicos em forma de ângulo ou de “U”.6. Os bordos de fixação estão chanfrados e formam depois de colocados juntas em “V”. existem umas ranhuras nos lados para facilitar a colocação dos suportes metálicos. aglomerante e água sobre uma mistura metálica. ou recheando as placas com uma capa de material fibroso ou seja lã de vidro ou lã mineral. As placas apresentam-se em forma de painéis metálicos. suspendendo-os ao nível desejado.1 -Colocação Pode ser colocada em locais antigos como modernos e o seu isolamento pode obter-se por meio de uma mistura de fibras minerais.

material incombustível capaz de evitar a propagação de um possível incêndio. O conjunto de placas depois de colocadas apresenta locais estéticos e agradáveis. o processo de fabrico tal como o tipo e qualidade dos materiais que formam os referidos painéis.Painéis Isolantes em Gesso (esquema aplicação) Utilizado para construções modernas. sendo constituído por estuque de gesso. e não sejam afectados pelas bruscas mudanças de temperatura. permitindo também a combinação com elementos de iluminação que apresentam uma variedade decorativa. fazem com que estes não se deformem. UFP -FCT Página 83 .7. Painéis Isolantes em Gesso Figura 35 . lã mineral e papel metalizado.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 3.

UFP -FCT Página 84 .ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 3. facilitando a reparação de qualquer avaria em condutas de aquecimento ou em instalações eléctricas.1 -Colocação Efectua-se mediante perfis especiais de alumínio. Figura 36 . de modo que permite que todos os painéis se possam desmontar em qualquer momento e por pessoal não especializado.Painéis Isolantes em Gesso Colocam-se os perfis de alumínio sensivelmente á altura prevista e suspendem-se por meio de peças especiais ou perfis perfurados que se agarram ao tecto.7. Nivelam-se os perfis com precisão e fixam-se por meio de parafusos e porcas que unem os perfis á peça especial de união. As extremidades dos perfis seguram-se também por meio de peças especiais que se pregam ou aparafusam á parede.

3. As operações de montagem e desmontagem são muito rápidas.2 -Isolamento Acústico Uma das características destes painéis é a anulação de ressonâncias devido ao seu elevado grau de absorção de som. 3.8. sobre as abas inferiores do perfil. basta levanta-lo do seu apoio.Painéis de fibra de Madeira Figura 37 – Tipos Painéis fibra de madeira UFP -FCT Página 85 .ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 Os painéis colocam-se apoiando simplesmente a ranhura de um lado e a pestana do outro. para desmontar os painéis.7.

é constituído por um entrelaçado de fibras de madeira. e como consequência adquirem óptimas qualidades de isolamentos.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 Este material apresenta uma espessura única de 40 mm. revestimento de pavimentos e tectos falsos. deverão ser utilizadas anilhas a fim de evitar danos no tabuleiro. para assegurar uma melhor fixação. UFP -FCT Página 86 . instalação de divisórias. Estas operações não requerem quaisquer técnicas especiais pelo que o manuseamento dos painéis de fibra de madeira mineralizada é muito simples. se empregaram pregos sem cabeça. em forma de pequenas células que retêm o ar. estes pregam-se inclinados. Como resultado do processo de fabrico formam-se numerosos furos. As duas aplicações mais interessantes são a formação de coberturas e tectos falsos empregando-se para o efeito os sistemas simples de apoiar as placas em perfil “T” invertidas ou pregando as mesmas sobre ripas ou tiras de madeira. assim como pode ser usado em revestimentos de paredes de união. Se são pregados. tanto térmico como acústico. Possui propriedades anti fogo e deve ser considerado leve (25 kg/m2). Pode recorrer-se também a colas rápidas de contacto. recomenda-se o uso de pregos de cabeça plana. comercialmente conhecido por painel landa. Tem aplicações na construção de coberturas e acabamentos. quimicamente impregnadas e aglomeradas com cimento sob pressão controlada. A superfície destes painéis é muito adequada para receber gesso e argamassas. se são utilizados parafusos.

1 -Colocação As casas fornecedoras encarregam-se da colocação.9. injectando-a no lugar onde tem que ser colocada. é também o isolamento ideal para tubagens de aquecimento e ar condicionado. Espuma Plástica Isolante Figura 38 – Espuma Plástica Isolante Um novo isolante acaba de aparecer no mercado espanhol. UFP -FCT Página 87 . É aplicada no interior da caixa-de-ar deixada para o efeito entre duas paredes.9. trata-se de uma resina de endurecimento a frio. fabrica-se no nosso país sob licença da firma alemã Schaum Chemie. fabricam-na própria obra com um aparelho especial. 3.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 3. em França é denominada por “neve plástica”. Nas instalações industriais utiliza-se empregando um simples suporte de serrapilheira.

O isolamento de uma cobertura de fibrocimento tem duas pendentes. Em todos os casos a primeira coisa que temos de prever é um suporte para o isolamento. painéis rígidos. Uma vez isolado termicamente o edifício o aquecimento é muito mais fácil. fibra de vidro. ou fixar as placas seguindo a inclinação das pendentes.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 Quadro 4 – Espuma elástica Esta tem também um bom coeficiente de absorção acústico. Para suporte do isolamento costuma-se empregar uma placa lisa de UFP -FCT Página 88 . lã basalto. A economia do combustível é enorme sendo rapidamente amortizado o custo que representa este investimento adicional. podemos empregar qualquer dos materiais clássicos.9. 3. ou fazer um tecto falso horizontal fixando o suporte mediante um gradeamento de ripas suspensas da cobertura. O material suporte convém que tenha pouco peso e que seja de fácil colocação.2 -Isolamento das Coberturas de Fibrocimento com Espuma Plástica Através das placas de fibrocimento de 6 mm de espessura existe uma permuta de calor enorme com o exterior. Devemos reforçar tecnicamente esta cobertura juntando-lhe um material de elevada resistência ao calor que reduza as perdas ao mínimo. Podem-se seguir dois caminhos. vermiculite.

UFP -FCT Página 89 . seguidamente com a ajuda de uma peça especial. Às suas propriedades de isolante térmico a espuma plástica junta excelentes propriedades acústicas que contribuem para o melhoramento do nível sonoro do edifício. e este realiza-se da seguinte forma em que mediante um andaime desmontável tubular com rodas. madeiras. A aplicação fica sempre a cargo de equipas especializadas. No ponto de vista económico devido ao seu pouco peso pode ser vendido a um preço totalmente revolucionário. Em cima do suporte aplica-se o isolamento de acordo com as normas indicadas pelo fornecedor. seguidamente dá-se uma capa de tinta que proporciona o isolamento necessário e dá um acabamento agradável e reflector. A espuma plástica forma-se no lugar onde tem de um suporte que em muitos casos uma vez colocado é mais caro que o próprio isolamento. dois recipientes e uma pistola de injecção.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 fibrocimento. cravados por meio de uma pistola pneumática de compressor. fixa-se entre as vigas uma serapilheira bem esticada para o que se empregam agrafos parecidos aos de escritórios. Da extremidade da pistola sai uma espuma branca que parece nata e que solidifica em poucos minutos. Utiliza-se um equipamento que consiste num compressor. passados poucos minutos solidifica formando uma placa de extraordinário poder isolante. Todos estes procedimentos têm o inconveniente de que o isolamento precisa realmente necessários. A espuma plástica é a nova técnica de isolamento. moldes de gesso. Sobre as ripas estica-se uma nova serapilheira. tabuleiro de fibras. forma se uma almofada aérea entre as duas serapilheiras. em seguida cravam-se ripas de três centímetros de espessura por cima da serapilheira e da viga. A espuma fluida atravessa a primeira capa de serapilheira e fica aprisionada entre as duas telas. injecta-se a espuma através da última capa. Esta dificuldade foi causada por não se levarem a cabo isolamentos que eram de ser colocada. O suporte á base da serapilheira é sem dúvida um dos mais económicos. A caixa-de-ar que fica detrás da espuma proporciona um isolamento adicional contribui para a absorção de baixas frequências.

mármore.. UFP -FCT Página 90 .Painéis com interior de Poliuretano Constam de um interior de poliuretano duas faces exteriores com acabamento e junta de neoprene. vidro. Painéis com interior de Poliuretano Figura 39 . aço galvanizado. e inclusivamente é permitida a combinação destes. tais como fibrocimento. contraplacados.. As diferenças de dilatação que podem ter lugar nos diversos materiais são absorvidas totalmente pela junta de neoprene.10. Estes painéis denominam-se por “Sandwich” e têm vindo a ser utilizados nos Estados Unidos e Europa principalmente como paredes cortina e distribuição interior com resultados satisfatórios. Os lados interiores e exteriores podem ser de materiais normalmente empregues na construção. alumínio.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 3. O poliuretano injecta-se á pressão entre os dois lados durante a elaboração do painel.

neutro. paredes cortina. Os painéis à base de poliuretano injectado possuem duas qualidades das quais o isolamento térmico e acústico. não é atacado por térmitas. não apodrece. as suas dimensões máximas não excede normalmente 1. bactérias nem roedores. divisórias interiores. coberturas. humidade. Ao ser injectado entre as duas faces. escolas.) Figura 40 – Exemplo de aplicação de poliuretano projectado UFP -FCT Página 91 . vibração. resistente á flexão. choque e a grande parte dos agentes químicos. este enche perfeitamente o volume que existe entre si e adere a toda a superfície de contacto o que resulta numa grande rigidez de todo o elemento...50 m de largura e 3. As aplicações dos painéis são diversas. edifícios industriais. resistente ao gelo. edifícios pré fabricados (vivendas unifamiliares. paredes-painel.50 m de comprimento e 10 cm de espessura.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 Estes painéis é um excelente isolante térmico.

3 kg / cm2 . é fácil quanto ao corte como à fixação. A sua colocação permite resolver problemas de isolamento térmico.Resistência à compressão: 0. Este tipo de material não é atacado por agentes atmosféricos e resiste à acção destruidora de fungos.Resistência à tracção: 2 ---. acústico. bactérias. fresar-se e pregar-se. leve. A cor é branca e algo translúcida quando se apresenta com espessuras reduzidas.Resistência ao corte: 10 ---.80----1. UFP -FCT Página 92 . humidade.3 kg / cm2 Estes painéis mencionados podem ser facilmente trabalhados com qualquer utensílio de trabalho em madeira sem se deteriorarem.50 ---. Podem cortar-se.14 kg / cm2 .11.1 kg / cm2 - Resistência à flexão: 0. o seu manuseamento e simples. Propriedades mecânicas: . roedores e parasitas.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 3. Painéis de Espuma de Poliestireno Expandido È um material esponjoso mas não absorvente.

vidro) mas estes não devem conter grande proporção de líquidos dissolventes de poliestireno.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 Aderem perfeitamente entre si e a todos os materiais de construção. Podem usar-se emulsões betuminosas a frio ou asfaltos de baixo ponto de fusão. Figura 41 – Paneis de poliestireno expandido Estes painéis podem aplicar-se em pavimentos. aplicando qualquer tipo de aglomerante. Quando se tenha de pintar devem escolher-se tintas cujos dissolventes não ataquem o poliestireno como vernizes de álcool. Nos tectos e tectos falsos se os painéis ficam visíveis apresentam um aspecto agradável e com luminosidade. os painéis de poliestireno podem colar-se entre si ou a qualquer outro material (ferro. Nos pavimentos devem interpor-se os painéis entre a placa e a laje. tomando a precaução de aplicar asfalto nas duas superfícies de contacto. já que assim se lhe dará maior consistência. vernizes aquosos. dispersões aquosas de plástico. tectos e coberturas. absorve a percussão de pancadas e ruídos. Com colas apropriadas. As superfícies destes painéis podem ser rebocadas. A fixação com asfalto é muito apropriada na construção de câmaras frigoríficas. estucadas ou engessadas directamente sem que se necessite de preparação prévia. Quando se pretende rebocar será preciso colocar em toda a superfície argamassa ou gesso. UFP -FCT Página 93 . neste caso para alem de funcionar como isolante.

Sobrepor as juntas aproximadamente 10 cm UFP -FCT Página 94 . cubas.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 A sua colocação é muito simples e sobre os referidos painéis pode-se colocar mosaico.Formas de aplicação 1º . mármore e parquet sem receio que se comprima. 3. Estes empregam-se também na construção de silos.1 .11. de forma a evitar a existência de elementos que possam perfurar o que poderia originar pontes acústicas Figura 42 – Formas de aplicação 2º .. e todo o tipo de depósitos para frutas.Colocar sobre a laje..Limpar a superfície da laje. sem qualquer fixação ou colagem Figura 43 – Formas de aplicação 3º .

de forma a evitar pontes acústicas.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 Figura 44 – Formas de aplicação 4º . UFP -FCT Página 95 .Nos encontros com paredes.Aplicar uma betonilha de suporte do acabamento numa única operação.Envolver todos os elementos de atravessamento da laje Figura 46 – Formas de aplicação 6º . Esta betonilha deverá ter uma espessura mínima de 4cm. Figura 45 – Formas de aplicação 5º . o material deverá ser colocado até uma altura superior à das camadas de acabamento a aplicar.

ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010

Figura 47 – Formas de aplicação

3.11.1. Aplicação em coberturas A aplicação de isolamento térmico numa cobertura plana efectuada na sua forma tradicional ou convencional comporta uma série de particularidades que poderão acelerar o desgaste do sistema de impermeabilização, uma vez que ao ser aplicado por cima do isolamento térmico, o sistema de impermeabilização encontra-se submetido a:

" Choque térmico", não só diário como também sazonal / anual. danos mecânicos, em particular durante a fase de obra. Degradação por radiação ultravioleta. Degradação (também do isolamento térmico convencional) provocada por humidade presente na parte inferior do sistema de impermeabilização e proveniente de chuva que ocorra durante a execução, da própria humidade dos materiais de construção ou de condensação intersticial.

Figura 48 – Formas de aplicação em coberturas

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A colocação das placas deverá ser feita imediatamente após executado o sistema de impermeabilização. As placas de isolamento térmico são dispostas directamente sobre a impermeabilização sem qualquer forma de fixação (figura 43).

Quando, pela natureza da membrana de impermeabilização, exista o risco de aderência total entre o isolamento térmico e a impermeabilização, recomenda-se a interposição de um feltro sintético não tecido com 100 a 150 g/m2.

As placas de isolamento térmico devem ser aplicadas numa única camada, com juntas transversais desencontradas e devem ficar bem encostadas umas às outras.

No encontro com pontos singulares onde a cobertura tenha aberturas (clarabóias, ralos, chaminés, etc.), as placas podem ser adaptadas através de cortes ou orifícios facilmente executados com ferramentas tradicionais de carpintaria ou um instrumento cortante (figura 44).

Figura 49 – Formas de aplicação em coberturas Na união com platibandas e muretes, as placas devem adaptar-se através de um corte em bisel, de forma a reduzir ao máximo o efeito de eventuais pontes térmicas (figura 45).

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Figura 50 – Formas de aplicação em coberturas

Dada a leveza das placas, a aplicação da protecção pesada deve acompanhar a aplicação das placas isolantes.

Deve ser empregue um feltro sintético não tecido com 100 a 150 g/m2 entre a protecção pesada e as placas de isolamento térmico para evitar a formação de depósitos de sujidade sobre a membrana impermeabilizante (figura 46).

Figura 51 – Formas de aplicação em coberturas

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Podem ser fornecidas na cor branca ou pintadas em dez cores.Placas Decorativas de Poliestireno Figura 52 – Placas decorativas de Poliestireno Além de solucionar o problema do isolamento térmico e acústico e de absorção de som. escritórios. oficinas. A sua colocação é simples e por serem pouco pesadas permitem utilizar elementos de sustentação muito leves..12 . cafés. altamente decorativas.. UFP -FCT Página 99 .ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 3. lojas. a sua espessura é de 50 cm. colégios. locais públicos. são aplicadas em cinemas. assim como em casas.

13 .Betão Leve Figura 54 – Aplicação Betão Leve UFP -FCT Página 100 .ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 Figura 53 – Placas de poliestireno de decoração 3.

sendo aplicados em diversas situações. São muito variadas as aplicações do betão leve. Estes.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 Os betões leves têm vindo a registar um incremento de utilização como material de construção. nomeadamente em elementos estruturais e de enchimento. em particular nas situações em que o peso próprio se constitui como uma parcela significativa da totalidade das acções verticais. betão de vermiculite. exigências especiais em termos de resistência. obtêm-se também betões de menor massa volúmica recorrendo. o que obriga ao estudo da sua formulação e desempenho. câmaras frigoríficas. que se caracterizam por terem um peso específico inferior a 20 KN/m3. cortiça). inerte orgânico. nomeadamente em camadas de regularização de pavimentos. camadas de forma de execução de passeios em obras de arte. Nestes casos são exigidas características de resistência e de durabilidade ao betão leve. A utilização de betões leves estruturais. chaminés. paredes e divisórias. são geralmente produzidos através da utilização de introdutores de ar ou de agregados leves (argila expandida. poliestireno expandido. caldeiras de aquecimento domestico. a granulometrias específicas. na sua formulação. não se colocam. e em intervenções de conservação do património construído nomeadamente em estruturas de alvenaria. coberturas. condutas de ar condicionado. Por vezes. Existem betões leves que podem ser empregues como recheio na construção tais como. em geral. tem especial interesse em estruturas de grande vão. Aos betões leves que são utilizados como material de enchimento. UFP -FCT Página 101 . generalizando empregam-se em isolamentos de terraços e açoteias.

Figura 55 – Vermiculite UFP -FCT Página 102 .14.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 3. Como cada grânulo de vermiculite expandido aprovisiona milhares de células de ar. acústico e extremamente leve. O seu peso específico é reduzido e é muito caro. a vermiculite é um mineral tipo mica. cerca de meio milhão por centímetro cúbico. A vermiculite é muito usada no recheio de caixas-de-ar. Para a esfoliação da vermiculite. Durante este processo forma-se um grande número de células de ar aprisionadas entre as lâminas. assim como formando capas em terraços. Seguidamente reduz-se a pressão e a água converte-se em vapor resultando um material expandido e dilatado. expande-se formando cerca de 26 vezes o tamanho inicial. já que é procedente do estrangeiro. Em suma. sete material só é empregue como material isolante. formando lamelas finas ou capas. formando. Vermiculite Material de estrutura escamosa e micácea. tornando-o isolante térmico. o que faz com que a vermiculite tenha um grande poder isolante. o qual submetido a uma temperatura de aproximadamente 1100ºC. que se torna altamente isolante e de densidade muito reduzida. esta é submetida a aquecimento sob pressão a uma temperatura superior à da ebulição da água. Também se pode fazer betão servindo a vermiculite como inerte.

com cimento. 4ª. é esterilizado devido a alta temperatura de expansão. evitando que tacos.14. Isolamento acústico. Isolante para tubulações embutidas em prédios. 6ª. Inodoro.Aplicações 1ª.). Isolante de fornos e estufas. Dá um perfeito isolamento acústico dos ruídos causados por impactos. Com argamassa. bem como enchimento de vãos vazios. não conduz electricidade. evitando que o calor excessivo venha a atingir as lajes. 2ª. ou cerâmicas venham a se soltar. 5ª. Não se decompõe. pisos. etc. paredes de sauna. aplicado como argamassa com cimento sobre as lajes absorve os trabalhos das mesmas. Enchimento de vãos ou paredes duplas para isolar acústica e termicamente (portas contra fogo. Isolamento de assoalhados. neste caso misturado com cal e pouco cimento. Absorve cinco vezes o seu peso em água.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 3. A prova de fogo. 7ª. regularizações leves. Funciona também como isolante contra fogo. UFP -FCT Página 103 . 3. É lubrificado. não irrita. sendo o melhor isolante térmico para temperaturas de 600ºC a 900ºC. deteriora ou apodrece. etc.1 – Características: Extremamente leve. exemplos: teatros e refeitórios (paredes e tectos). paredes.14. 3ª. em isolamento de lajes. Revestimentos leves para substituir argamassas de revestimentos comuns.2 .

momento em que tem lugar a expansão. ao fogo e aos principais ambientes alcalinos e ácidos. Estabilidade dimensional. transformando-as em um produto leve. Fabricam-se peças de argila expandida para o revestimento exterior de paredes. blocos) têm por finalidade o isolamento da construção. com uma estrutura interna formada por uma espuma cerâmica com micro poros e com uma casca rígida e resistente. podem fabricar-se betões leves e isolantes. A expansão da argila obtém-se submetendo-se a uma elevada temperatura até alcançar o ponto de fusão. Inércia química. Utilizando a argila expandida como inerte. Resistência. A argila expandida é também usada no recheio de caixas-de-ar. como os outros materiais cerâmicos. UFP -FCT Página 104 .15.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 3.1 – Características: Leveza. de elevada resistência mecânica. 3. Excelentes propriedades de isolamento térmico e acústico.15. tijolos. Argila Expandida A argila expandida é um agregado leve que se apresenta em forma de bolinhas de cerâmica leves e arredondadas. em estruturas de betão armado ou de aço. elementos para fachada e em paredes cortina. o lado interior é liso e está preparado para ser pintado. Incombustibilidade. O lado exterior pode ser rebocado ou revestido. Os produtos fabricados (placas.

acústico e resistente. tais como placas para tectos falsos. Têm pouco interesse e aplicação muito limitada. Também se podem obter betões em que o inerte seja cortiça moída. blocos. UFP -FCT Página 105 .ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 Figura 56 – Argila Expandida 3. placas para revestimentos isolantes. casca de arroz.Betão de Fibras de Madeira O betão à base de aparas de madeira é especialmente aplicado nas obras em que se impõem um isolamento térmico. turfa. com este material fabricam-se elementos de construção. abobadas. O Durisol é um material composto por uma mistura de cimento e inerte orgânico previamente mineralizado.16 .

Figura 57 – Betão celular 3.1 . pó de carbonato de cálcio.Propriedades do betão: Condutividade térmica e acústica reduzida Possibilidade de ser cortado. Resistência ao fogo das paredes e tectos construídos com este material.17. Betão Celular Consiste em obter uma estrutura com numerosas células produzidas por um agente gerador de gás. Peso reduzido e de fácil manuseamento. admite ser pregado e simplifica a montagem. Como agentes geradores de ar tem-se o pó de alumínio. UFP -FCT Página 106 .ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 3.17. que se junta antes da consolidação.

5 a 10 cm de espessura. monolítico ou seja por meio de equipamento portátil coloca-se directamente em superfícies horizontais e ate sete por cento de inclinação. Figura 58 – Placas de betão celular UFP -FCT Página 107 . Este emprega-se no recheio de caixas-de-ar e nivelamento de soleiras. câmaras frigoríficas. tem uma espessura que varia entre 5 a 10 cm. 3.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 Com elementos de betão celular constroem-se paredes e tabiques. e refrigeração de ar. condutas de aquecimento. caldeiras a vapor.2 .17. aplicando-se também em revestimento de caldeiras de aquecimento doméstico.Placas.

18.Betão Poroso Figura 59 – Aplicação Betão Poroso A estrutura e as propriedades são as mesmas que no betão celular. Grande resistência. UFP -FCT Página 108 . 3. Enorme durabilidade.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 3. Fácil manutenção. No betão celular a produção de células é devida a um agente gerador de ar. As aplicações são as mesmas de no betão celular.Possui característicos drenantes.Características .1 .18. no betão poroso é devida a um agente emulsionante que produz grande quantidade de alvéolos em toda a massa.

escória. com ytong fabricam-se blocos e placas. adequado para a realização de paredes cortafogo. como agente gerador de gás. dando lugar a uma expansão de massa. É notável o isolamento térmico e acústico deste material. atendendo à sua reduzida massa volúmica. Material não combustível. xistos. UFP -FCT Página 109 . Grande constância de características dos produtos (dimensional e propriedades físicas e mecânicas). Betão Ytong Mistura homogénea e finamente moída de cal e matérias siliciosas.19. Bom isolamento acústico. O ytong é assim um material natural e não poluente que reúne como principais vantagens as seguintes propriedades: Baixa massa volúmica. Elevada resistência à compressão. tais como areia. posteriormente a esta mistura verte-se a massa em moldes de grandes dimensões onde tem lugar a formação de numerosas borbulhas de ar . tem aplicação nas construções em que se pretende obter um isolamento eficaz requerendo uma espessura de parede inferior à dos materiais de construção clássicos. A estrutura do betão ytong é porosa formada por células esféricas separadas entre si por paredes delgadas. o que facilita o seu transporte e manuseio. Baixa condutividade térmica devido à estrutura porosa. adicionando-lhes água e pó de alumínio.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 3. tijolo e betão corrente. Estes doseiam-se depois de uma moagem realizada separadamente.

ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 Figura 60 – Colocação de betão ytong Figura 61– Placa de Betão Ytong UFP -FCT Página 110 .

O seu design apresenta uma simetria perfeita na sua largura fazendo com as extremidades simétricas do bloco tenham apenas duas superfícies de contacto. atingindo os 25 cm de largura. alveolado. Este é um bloco de betão leve. um bloco que combina propriedades isolantes térmicas e acústicas. Esse par de faces de contacto complementa-se com a existência de uma caixa-dear na restante área entre as extremidades simétricas do bloco.Pano exterior de Blocos Térmicos UFP -FCT Página 111 . Figura 62 . Denominado por bloco Termo-Acústico este bloco apresenta um tamanho significativamente superior ao do bloco de betão tradicional.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 3. cuja composição contém esferas de LECA.20 – Bloco Termo-Acústico Recentemente surgiu no mercado dos materiais de construção civil.

oferecendo grandes dificuldades aos trabalhadores. no final do processo de fabrico.Desvantagens O custo de um bloco destes. e isolamento acústico até 53 Db. apesar da sua constituição apresenta um equilíbrio simétrico. à semelhança do que é praticado numa construção tradicional. Cumpre o RCCTE em todas as zonas climáticas.ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 O bloco apresenta ranhuras destinadas à aplicação da argamassa das juntas. não quebrando o efeito de caixa-de-ar. Para aumentar as características de isolamento térmico. Apresenta um manuseamento difícil. Enquadra-se na Euro Classe A1.1 Vantagens É de montagem simples. nomeadamente no corte. independentemente do clima local. Reportando valores técnicos. Contudo este tipo de isolamento destina-se apenas a construções de classe média-alta devido ao seu elevado. Sendo que. e isolados com um isolamento comum. o exterior do bloco Termo-Acústico é revestido por Cerzite. Apresenta grande estabilidade dimensional. sendo por isso utilizado somente em obras de classe média-alta. não sendo necessário qualquer tipo de cuidado especial. o tempo de montagem é semelhante. UFP -FCT Página 112 . ou seja. Proporciona às construções onde é utilizado maior qualidade de isolamento.45W/m ºC.2 .20. o coeficiente de transmissão térmica é de 0. as paredes são constituídas por dois panos destes blocos. devido à sua reacção ao fogo. 3. O equilíbrio também está presente na distribuição das partículas isolantes. é cerca de quatro vezes superior ao de um bloco tradicional. 3. relativamente às faces exterior e interior. conferindo um extraordinário poder de isolamento à construção superando em grande escala as construções tradicionais. Apesar de ser mais complexo que o bloco de betão tradicional.20.

(1999). F (1979) – Manual pratico de construção civil. Arte & Construção. Hemus Livraria. Materiais de Construção. Editora Arquero. Impermeabilizações e Isolamentos – Contra o tempo. Baud. Distribuidora e Editora S. editora Pedagógica e Universitária Ltda. Manual de Pequenas Construções. W. Imperalum Sociedade Comercial de Revestimentos e Impermeabilizações Martins. Julho/Agosto Patton.A. Brasil. São Paulo. (1978).Tecnologias Porto. • • • UFP -FCT Página 113 .ISOLAMENTO TERMICO E ACÚSTICO 2009/2010 Bibliografia • • • Martinho J. G. (1995) . (2002).. Montijo. Edições CETOP Imperalum. P. Projecto de Impermeabilização e Isolamento Térmico. (2001).

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