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ANTEPROJETO DE FUNDAÇÕES POR SAPATAS

Neste capítulo, exemplifica -se a determinação da tensão admissível de fundações por sapatas na fase de anteprojeto, em que ainda não são conhecidas as cargas dos pilares do edifício. Para isso, considere um edifício residencial com 8 pavimentos e 1 subsolo para garagem e a realização de 5 furos de sondagem SPT, cujos perfis obtidos são apresentados no Anexo.

1. Perfil Representativo

Inicialmente, obtém-se o perfil representativo do solo, por meio da média das espessuras de cada camada, da média dos valores de SPT às mesmas profundidades e da cota média do NA.

da média das espessuras de cada camada, da média dos valores de SPT às mesmas profundidades

Trabalhar com o perfil "médio" tem sido prática corrente em projeto de fundações, mas seu inconveniente é "esconder" a variabilidade do solo.

2. Cota de Apoio

Em razão da existência de um subsolo e na ausência de informações sobre a cota da base do prédio em relação ao RN, adota -se preliminarmente que as sapatas sejam assentes à cota -4 m em relação à superfície do terreno. Nessa cota, tem-se areia com N = 18, que representa a transição de areia medianamente compacta para areia compacta. Para uma estimativa preliminar da tensão admissível, da tabela de tensões básicas da NBR 6122/96 tem -se:

σ = 0,2 a 0,4 MPa

Portanto,

σ a = 0,3 MPa = 300 kPa

Para uma verificação inicial, estima -se a tensão média devida ao peso total do edifício:

10 kPa/pav

10 . (8 + 1) = 90 kPa = 0,09 M pa

Mas para que o emprego de sapatas seja viável, a soma de suas áreas (em planta) não deve ultrapassar 60% a 70% da área d e construção. Assim, a tensão admissível deve ser tal que:

0,09

σ a

100 ≤ 60% a 70% σ a ≥ 0,13 a 0,15 MPa

Observação: Como haverá uma escavação de cerca de 3 m em toda a área de construção, para execução do subsolo, esses 3 m não serão contados para efeito de embutimento nem de sobrecarga.

3. Metologia

Como ainda não se conhecem as dimensões das sapatas, que dependem da tensão admissível, serão estimados os valores mínimo e máximo de B. Admitindo que a área de influência dos pilares seja de, no mínimo, 6 m 2 (2 x 3 m 2 ) e de, no máximo, 24 m 2 (4 x 6 m 2 ), as respectivas cargas mínima e máxima de pilar serão:

P min = 90 kPa . 6 m 2 = 540 kN

P max =90 kPa . 24 m 2 = 2160 kN

Considerando sapatas quadradas, para facilidade de cálculo, a área da

sapata (A) em função da carga do pilar (P) e da tensão admissível ( σ a ) é dada

por:

B

2 P

A

A

Logo, as larguras mínima e máxima de sapata serão de:

e

B

B

540 min 300 2160 max 300
540
min
300
2160
max
300

1,35m

2,70m

Portanto, B varia aproximadamente de 1 a 3 m. Então, para

B = 1, 2 e 3 m

por diferentes critérios, serão obtidos gráficos σ a x B para determinar a provável tensão admissível de projeto. Finalmente, será feita a verificação do recalque admissível.

3.1. NBR 6122/96

-4 m: areia, N = 18 —> areia medianamente compacta a compacta σ o = 0,3 MPa -6 m: argila, N = 8 —> argila média σ o = 0,1 MPa

Correções:

Areia

'

0

a

0

'

0

Observação:

1

1,5

8

B

2

q 2,5.

0

Neste caso, não se aumenta de 40%

por metro de

profundidade, pois há apenas 1 m de embutimento.

Argila

10 ' 0 0 0 S 2 ' q a 0
10
'
0
0
0
S
2
'
q
a
0

de -3 m a - 4 m: argila, N = 6

de peso específico: = 16 kN/m 3

—>

transição de argila mole para média tabela

q = 1 . 16 = 16 kPa 0,02 Mpa

B = 1 m

para média tabela q = 1 . 16 = 16 kPa 0,02 Mpa B = 1

'

0

0,30 1

1,5

8

1

2

0,24MPa

σ a = 0,24 + 0,02 = 0,26 ≤ 2,5 . 0,30 = 0,75 σ a = 0,26 Mpa

Observação: Não há necessidade de verificação da camada de argila porque o bulbo de tensões não penetra nela.

Areia

B = 2m

Areia B = 2m ' 0 0,30 1 1,5 8 2 2 0,30 MPa σ a

'

0

0,30 1

1,5

8

2

2

0,30 MPa

σ a = 0,30 + 0,02 = 0,32 ≤ 2,5 . 0,30 = 0,75

σ a1 = 0,32 Mpa

cota -6 m:

0,32.2

2

2

2

2

0,08MPa

de - 4,0 a - 4,5 m: N = 18 (areia seca)

de -4,5 a -6,0 m: N = 22 (areia saturada) sat =21 kN/m 3

= 17 kN/m 3

Argila σ 0 = 0,10 MPa

S = 16 m 2 > 10 m 2

'

0

0,10

10 16
10
16

0,08MPa

q =1 . 16 + 0,5 . 17 + 1,5 (21 - 10) = 41 kPa 0,04 MPa

σ a2 = 0,08 + 0,04 = 0,12 MPa > σ = 0,08 MPa Portanto,

OK!

σ a = σ a1 = 0,32 MPa

Areia

B = 3m

Areia B = 3m ' 0 0,30 1 1,5 8 3 2 0,36 MPa σ a

'

0

0,30 1

1,5

8

1,5 8

3

2

0,36 MPa

σ a = 0,36 + 0,02 = 0,38 ≤ 2,5 . 0,30 = 0,75 σ a1 = 0,38 MPa

cota -6 m:

Argila

0,38.3

2

3

2

2

σ 0 = 0,10 MPa

S = 25 m 2 > 10 m 2

0,14 MPa 10 ' 0,10 0 25
0,14 MPa
10
'
0,10
0
25

0,06 MPa

σ a2 = 0,06+ 0,04 = 0,10 MPa < σ = 0,14 MPa

Então, é necessário reduzir a tensão admissível. Fazendo uma regra de três simples:

0,38

σ a2

-

-

0,14

0,10

σ a = 0,27 Mpa

reduzir a tensão admissível. Fazendo uma regra de três simples: 0,38 σ a 2 - -

3.2 Regra Empírica

a

N

50

(

q MPa

)

5 N 20

N = N med no bulbo de tensões

B

= 1 m

N

med

a

B

= 2m

N

med

a

B

= 3m

N

med

a

18

22

40

20

 

2

2

20

 

0,02

0,42 MPa

50

40

8

9

57

 
 

4

 

4

14

 

0,02

50

 

57

11

11

79

 

6

6

13

 

0,02

50

 

14

0,30 MPa

13

0,28 MPa

1 1 79   6 6 13   0,02 50   14 0,30 MPa 13 0,28

3.3 Capacidade de Carga

Areia: c = 0

σ r = q N q S q + 1/2 B N S

B = 1 m

c = 0 σ r = q N q S q + 1/2 B N S

Para simplificar os cálculos, o N.A. poderia ser considerado na base da sapata (cota -4 m). Mas, para efeito de exemplificação do cálculo de capacidade de carga com N.A. no interior do bulbo de tensões, será mantido o N.A. na cota -4,5 m.

cota-4 m: N =18

= 28° + 0,4 N 35°

= 35°

N q = 33,30

N =

48,03

tg =0,70

B = L

->

S q = 1 +tg = 1,70

S = 0,60

q = 16 kPa

Peso específico efetivo médio da areia dentro do bulbo de tensões

0,5.17

1,5. 21

10

25

2 2

12,5

kN

/

m

3

σ r =16 . 33,30 . 1,70+ ½ . 12,5 . 1,00. 48,03. 0,60= 906 + 180

σ r = 1086

kPa= l,09MPa

FS = 3

σ a1 = 0,36 MPa

Como não há necessidade de verificação da camada de argila,

σ a = σ a1 = 0,36 Mpa

B = 2m

1 = 0,36 MPa Como não há necessidade de verificação da camada de argila, σ a

Areia

σ r = 906 + 2 . 180 = 1266 kPa = 1,27 MPa

FS = 3

σ a1 = 0,42 MPa

cota -6 m:

0,42.2

2

2

2

2

0,10 MPa

Argila = 0º

N c = 5,14

N q =1,00

N q /N c = 0,20

B = L

S c = 1 + N q /N c = 1,20

S q =1,00

N = 8

c = 10

N = 80 kPa

σ r =c N c S c + q N q S q

σ r2 = 80 • 5,14 • 1,20 + 41 • 1,00 • 1,00 = 534 kPa = 0,53 MPa

FS = 3 Portanto, σ a2 = 0,18 MPa > 0,10 MPa OK! σ a
FS = 3
Portanto,
σ a2 = 0,18 MPa
>
0,10 MPa
OK!
σ a = σ a1 = 0,42 Mpa
B = 3m
Areia

σ r1 =906 + 3 .180 = 1446 kPa = 1,45 MPa

FS = 3

cota -6 m:

Argila

σ a1 = 0,48 Mpa

0,48.3

2

3

2

2

σ a2 = 0,18Mpa ≥ 0,17MPa

Portanto,

0,17 MPa

OK!

σ a = σ a1 = 0,48 Mpa

Portanto, 0,17 MPa OK! σ a = σ a 1 = 0,48 Mpa 4. Gráficos σ

4. Gráficos σ A x B

σ a = σ a 1 = 0,48 Mpa 4. Gráficos σ A x B no

no

máximo σ a = 0,30 MPa para, em seguida, fazer a v erificação de recalques. Adotado:

Da análise dessa figura, adota -se no mínimo

σ

=

0,25

MPa

a

e

σ a =0,25 MPa

Trata-se de um valor único para a tensão admissível, para toda a obra, cuja fundação terá sapatas com diferentes larguras (B) em função da variação das cargas dos pilares. Esta tem sido a prática em projetos de fundações por sapatas.

5. Verificação do Recalque Adimissível

A tensão admissível deve satisfazer o critério do recalque admissível. Na falta de informações, para a maior sapata isolada (B = 3 m) adota -se um valor de recalque admissível de, por exemplo:

ρ a = 25 mm

Para uma primeira verificação, considera -se apenas o recalque imediato. Haverá de ser estimado o recalque de adensamento da camada argilosa saturada, de -6 a -10 m, além do efeito do tempo no recalque das camadas arenosas. Como se trata de perfil com camadas alternadas de areia e argila, não há método aplicável diretamente. Por isso, com cautela, será feito um cálculo pelo Método de Schmertmann (1978) e outro pela Teoria da Elasticidade. Neste, será feita correção para as camadas arenosas. Para estimar E s será utilizada a correlação brasileira, de Teixeira & Godoy (1996), arredondando -se o valor obtido em MPa para o número inteiro mais próximo.

5.1 Método de Schmertmann

C

1

.

C

2

.

*

I

Z

.

Z

E

S

q = 16 kPa 0,02 MPa

σ* = σ - 0,02 (MPa) * 0,5 0,1. I z . max v 0,02
σ* = σ - 0,02
(MPa)
*
0,5
0,1.
I z . max
v
0,02
C 1
1
0,5.
0,5
*
t
C
1
0,2.log
C
1,0
(recalque imediato)
2
2
0,1

Areia

α

= 3

e

E s = α K N K = 0,9 MPa

 

E S = 2,7 . N

(MPa)

Argila siltosa

α = 6,5

e

K = 0,2 MPa

 

E S = 1,3 . N

(MPa)

B = 3m σ a = 0,25 MPa

σ* = 0,23 MPa

C

1

1

0,5.

0,02

0,23

0,96

cota -5,5 m (z = B/2 abaixo da sapata):

σ v = 16 + 0,5 . 17 + 1,0 . 11 35 kPa 0,03 MPa

I

z . max

0,5

0,1.

0,23 0,03
0,23
0,03

0,78

(z = B/2 abaixo da sapata): σ v = 16 + 0,5 . 17 + 1,0
(z = B/2 abaixo da sapata): σ v = 16 + 0,5 . 17 + 1,0

ρ i = 0,96 . 1,00 . 0,23 . 139,80 = 30,9 mm > 25,0 mm

Nova tentativa, com a tensão admissível diminuída para 0,20 MPa:

σ a = 0,20 MPa

C

1

1

0,5.

σ* = 0,18 MPa

0,02

0,18

0,94

σ v 0,03 Mpa

I

z . max

0,5

0,1.

0,18 0,03
0,18
0,03

0,74

MPa: σ a = 0,20 MPa C 1 1 0,5. σ* = 0,18 MPa 0,02 0,18

ρ i = 0,94 . 1,00 . 0,18 . 132,63 = 22,4 mm < 25,0 mm

Para uma diferença de recalque até da ordem de 10% pode -se aplicar uma regra de três simples para a tensão líquida:

0,18 - 22,4

σ*

- 25,0

Então, σ * = 0,20 MPa e, portanto,

σ a =0,22 MPa

5.2. Teoria da Elasticidade

Pesquisa-se a posição do "indeformável" ao mesmo tempo em que se calcula o recalque das camadas argilosas:

i

0

.

1

.B

.

E

S

Nas camadas arenosas, deve -se introduzir um fator de majoração de

1,21 para corrigir os fatores saturadas):

i

0 e 1 desenvolvidos para

1,21.

0

.

1

.B

.

E

S

= 0,5 (argilas

Arredondando

as

cotas

de

transição

de

camadas

e

fazendo

interpolações para α e K, quando necessário, tem -se:

Arredondando as cotas de transição de camadas e fazendo interpolações para α e K, quando necessário,

B = 3m L/B = 1 h/B = 1/3 = 0,33

0 = 0,91

camada 1:

 

L/B = 1 H/B = 2/3 =0,67

1 = 0,35

ρ 1 = ρ 1(54) =1,21. 0,91 . 0,35 . 0,25 . 3.000 = 5,4 mm

 

54

camada 2:

 

L/B = 1 H/B =6/3 = 2

1 = 0,56

 

ρ 1,2(13) =0,91 . 0,56 . 0,25 . 3.000 = 29,4 mm

 

13

 

-

ρ 1(13) =0,91 . 0,35 . 0,25 . 3.000 = 18,4 mm

 

13

 

ρ 2 = 11,0 mm

ρ 1 + ρ 2 = 16,4 mm

 

contribuição da 2 a camada:

 

(11,0/16,4) . 100 = 70% > 10% calcular a 3 a camada

camada 3:

L/B = 1 H/B = 8/3 = 2,67

1 = 0,60

ρ 1,2,3(22) =1,21.0,91 .0,60 . 0,25 . 3.000 = 22,5 mm

22

- ρ 1,2 (22) =1,21.0,91 .0,56 . 0,25 . 3.000 = 21,0 mm

22

ρ 3 = 1,5 mm

ρ 1 + ρ 2 + ρ 3 = 17,9 mm

contribuição da 3 a camada:

(1,5/17,9). 100 = 8% < 10% não precisa calcular a 4 a camada

Portanto,

σ a = 0,25 MPa

ρ i = 17,9 mm < 25,0 mm

Fazendo uma regra de três, pois na Teoria da Elasticidade o recalque é diretamente proporcional à tensão admissível, tem -se:

5.3. Conclusão

ρ i = 25 mm

σ a = 0,35 MPa

Para o recalque admissível adotado de ρ a = 25 mm e para a sapata de B = 3 m, foram obtidos os valores de 0,22 e 0,35 MPa para a tensão admissível, pelos métodos de Schmertmann e da Teoria da Elasticidade, respectivamente. Em consequência, pode -se ter a tensão admissível σ a de 0,25 ou 0,30 MPa, em função da média dos valores obtidos (aproximada para que a segunda casa decimal seja 0 ou 5). Como conclusão, adota -se σ a = 0,25 MPa, mas, caso haja sapatas maiores que B = 3 m, a tensão admissível deverá ser reduzida para satisfazer o crité rio de recalque admissível de ρ a = 25 mm. Para verificação preliminar da maior sapata, tem -se:

B

max

2160 250
2160
250

2,95m

3,00m

(OK!)

À tensão admissível de 0,25 MPa e à largura de sapata de 3 m está associada a carga máxima de pilar de:

P max = 3,00² . 250 = 2250 kN

Portanto, se o projeto estrutural vier a indicar a existência de pilares com cargas superiores a 2.250 kN, a tensão admissível deverá ser reduzida para o cálculo da área da sapata desses pilares. No pro jeto certamente haverá sapatas com base retangular e talvez até com forma irregular, para as quais se podem considerar sapatas circulares de áreas equivalentes, na verificação dos recalques, de acordo com D'Appolonia et al. (1968), Teixeira & Godoy (1996) e Mayne & Poulos (1999). Entretanto, com base em análise estatística de registros de recalque, Burland & Burbridge (1985), apud Terzaghi et al. (1996), apresentam a seguinte relação entre o recalque ρ ret de uma sapata retangular (B x L) e o recalque ρ de uma sapata quadrada (L/B = 1):

 

1,25.(

L

/

B

)

2

ret

quad

L

/

B

0,25

Assim, por maior que seja a relação L/B, tem -se:

ρ ret ≤ 1,56 ρ quad Por outro lado, a comparação dos va lores do fator de influência indica

que o recalque da sapata retangular flexível é mais que o dobro da sapata quadrada flexível, quando L/B = 10, e quase quatro vezes maior para L/B =

100.

6. Previsão de Recalques

Pelos

métodos

de

Schmertmann

e

da

Teoria

da

Elasticidade,

serão

previstos os recalques para a menor e a maior sapata, com

B

min

os recalques para a menor e a maior sapata, com B min 1,50 m 6.1. Método

1,50m

6.1. Método de Schmertmann

B = 1,50 m σ a = 0,25 MPa

C

1

1

0,5.

σ* = 0,23 MPa

0,02

0,23

0,96

cota -4,75 m (z = B/2 abaixo da sapata):

σ v = 16 + 0,75 . 17 29 kPa 0,03 MPa

I z . max

0,5

0,1.

0,96 cota -4,75 m (z = B/2 abaixo da sapata): σ v = 16 + 0,75

0,78

0,96 cota -4,75 m (z = B/2 abaixo da sapata): σ v = 16 + 0,75
0,96 cota -4,75 m (z = B/2 abaixo da sapata): σ v = 16 + 0,75
0,96 cota -4,75 m (z = B/2 abaixo da sapata): σ v = 16 + 0,75

ρ i = 0,96 . 1,00 . 0,23 . 36,32 = 8,0 mm

B = 3m

O recalque imediato já foi calculado:

ρ i = 30,9 mm

6.2. Teoria da Elasticidade

B = 1,50 m L/B = 1 h/B = 1,0/1,5 = 0,67

0 = 0,82

camada 1:

 

L/B = 1 H/B = 2,0/1,5 = 1,33

1 = 0,50

ρ 1 = ρ 1(54) =1,21. 0,82 . 0,50 . 0,25 . 1.500 = 3,4 mm

 

54

camada 2:

 

L/B = 1 H/B = 6,0/1,5 = 4

1 = 0,64

ρ 1,2(13) =0,82. 0,64 . 0,25 . 1.500 = 15,1 mm

 

13

 

- ρ 1 (13) =0,82. 0,50 . 0,25 . 1.500 = 11,8 mm

 

13

 

ρ 2 = 3,3 mm

ρ 1 + ρ 2 = 6,7

mm

contribuição da 2 a camada:

 

(3,3/6,7) . 100 = 49% > 10% calcular a 3ª camada

camada 3:

L/B = 1 H/B = 8,0/1,5 = 5,33

1 = 0,67

ρ 1,2,3(22) =1,21 .0,82. 0,67 . 0,25 . 1.500 = 11,3 mm

22

- ρ 1,2(22) =1,21 .0,82. 0,64 . 0,25 . 1.500 = 10,8 mm

22

ρ 3 = 0,5 mm

ρ 1 + ρ 2 + ρ 3 = 7,2 mm

contribuição da 3ª camada:

(0,5/7,2) . 100 = 7% < 10% não precisa calcular a 4 ª camada

Portanto,

ρ i = 7,2 mm

B = 3m

O recalque imediato já foi calculado:

ρ i = 17,9 mm

6.3. Conclusão Fazendo a média dos valores obtidos pelos dois métodos, tem -se:

B

= 1,5 m

ρ i = 7,6 mm

B

= 3,0 m

ρ i = 24,4 mm

Esses valores indicam uma fonte significativa para explicar os recalqu es diferenciais entre os pilares de edifícios, uma vez que, sem considerar os efeitos de interação estrutura -solo, os recalques das sapatas isoladas vão variar entre 7,6 e 24,4 mm, dependendo da dimensão da sapata, isto é, da carga do pilar.