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TIPOS DE CALÚNIA

TIPOS DE CALÚNIA

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TIPOS DE CALÚNIA Segundo o autor Damásio E.

de Jesus,” existem três tipos de calúnia : 1°) inequívoca ou explícita, 2°) equívoca ou implícita ou 3°) reflexa.”1

TIPO OBJETIVO Como estudamos acima a calúnia é imputar falsamente um fato criminoso para um individuo. Conforme os ensinamentos de Mirabete2 “o tipo é composto de três elementos: a imputação da prática de determinado fato; a característica de ser esse fato um crime (fato típico); e a falsidade da imputação.” Para a configuração da calúnia pode ser tanto quando o fato imputado falsamente não ocorreu como quando ele existiu, mas a vítima não foi o autor do crime.

ELEMENTO SUBJETIVO Mirabete (sic) explica que na calúnia há necessidade que exista o dolo, o fator importante para a caracterização da calúnia é que o sujeito tenha a intenção de atribuir para outrem, prática de um crime falsamente. A doutrina tem divergências, pois alguns doutrinadores defendem a posição que há necessidade de consciência e vontade para ofender a outrem, para outros apenas a vontade não se exigindo que atinja a honra do sujeito.
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Jesus, Damásio E. de Jesus, Direito Penal, Parte Especial, 2° Volume, Dos Crimes contra a Pessoa e Dos Crimes contra o Patrimônio, 28° edição, revista e atualizada, editora Saraiva,2007, folha 218 2 Julio Fabbrini Mirabette, Manual de Direito Penal, Parte Especial, arts 121 a 234 do CP, 23° edição, revista e atualização, Renato N. Fabbrini, editora Atlas, 2005, 2 Volume, folha 156

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consistente no ânimo de denegrir. ofender a honra do indivíduo. mesmo que ocorra algum tipo que calúnia. 2006. O autor complementa citando algumas exceções que não será tipificado a calúnia. é necessário que tenha vontade de causar dano à honra da vítima”. não se pode ultrapassar os limites de tolerância. volume 2. esta não é a sua intenção. Não basta que o agente profira palavras caluniosas. d) “Animus corrigendi vel disciplinandi” decorre de quando o sujeito esta com a autoridade. b) “Animus Narrandi”: Quando uma pessoa apenas transfere para outrem o que ela ouviu.Fernando Capez 3 relata: “Segundo parte da doutrina . “A jurisprudência. e) “Animus consulendi” fazer comentários de uma determinada pessoa pra outrem quando for solicitado conselho. como ocorre 3 Fernando Capez . foi apenas em um momento de justa indignação. (arts 121 a 212). já é pacífica quanto a esse assunto. 2 . folha 240. f) Exaltação emocional ou discussão: Não se configura crime contra honra foi o sujeito não tinha a intenção de ofender. além do dolo. troçar. deve estar presente um especial fim de agir consubstanciado no animus injuriandi vel diffamandi. verbis: “Não há crime de calúnia quando o sujeito pratica o fato com ânimo diverso. parte especial. Dos Crimes contra a pessoa a Dos Crimes contra o sentimento religioso e contra o respeito aos mortos. c) “Animus defendendi” : Ocorre quando o sujeito relata ao que não foi ele quem cometeu o crime e sim outra pessoa . pois não há intenção de ofender a honra de outrem: a) “Animus jocandi”: o sujeito apenas diz por brincadeira. 6° edição. uma vez que não existe a intenção de ofender. nos crimes contra honra. guarda ou vigilância e deseja educá-lo. Curso de Direito Penal. revista e atualizada. Editora Saraiva.

Não há necessidade que a ofensa esteja ao conhecimento da comunidade. DIFAMAÇÃO Art. explica que não existe crime se houver o consentimento do sujeito.Ação Penal .br/artigos/exibir/3511/Visao-geral-sobreo-crime-de-calunia 5 Julio Fabbrini Mirabete.” Há três hipóteses que não há necessidade que o sujeito prove a veracidade do fato imputado. corrigendi e jocandi" (STJ . apenas de outra pessoa. Editora Atlas S. folha 326 3 .°. Tratado de Direito Penal.033/2009. Volume 2. defendendi. Fabbrini. Parte Especial. Mas é necessário que uma terceira pessoa tenha a notificação do fato. através de procedimento especial (art 523 do CPP). retorquendi. III) se o ofendido foi absolvido do crime imputado por sentença irrecorrível.°. folha 165.com. 139 . para que se consuma. criticandi. 23° edição Revista e Atualizada por Renato N. 10° edição. Manual de Direito Penal. editora Saraiva. A tentativa é admita apenas quando não for praticada oralmente.Difamar alguém. 6 Cezar Roberto Bitencourt. Bueno de Souza). Dos Crimes contra a Pessoa. como esta tipificado no (§ 3. http://www.nas hipóteses de animus narrandi. de acordo com o (§ 3.A-2005. de Acordo com a Lei n° 12. arts 121 a 234 do CP. imputando-lhe fato ofensivo à sua reputação: 4 Acesso em 10 de outubro de 2011. II) nos fatos imputados contra o Presidente da República. ou contra chefe de governo estrangeiro e (§ 3. não apenas o ofendido. quando o ofendido não foi condenado por sentença irrecorrível . na ação privada.°. Parte Especial 2.Rel.2010.5 EXCEÇÃO DA VERDADE (“EXCEPTIO VERITATIS”-§3°) Segundo Cezar Roberto Bitencourt6 : “Exceção da verdade significa a possibilidade que tem o sujeito ativo de poder provar a veracidade do fato imputado (art 141 §3° do CP). 4” MOMENTO DA CONSUMAÇÃO OU TENTATIVA Julio Fabbrini Mirabete.direitonet. I).

alguns doutrinadores e nos adotamos a idéia. a pessoa jurídica não poderia ser difamada. Manual de Direito Penal. revista e atualizada.Pena . Volume 2. SUJEITO PASSIVO Para Cezar Bittencourt8 os inimputáveis podem sofrer a difamação desde que possuam entendimento.detenção. Dos Crimes contra a Pessoa. editora Saraiva. a boa fama do indivíduo no meio social.033/2009. (arts 121 a 212). editora Atlas. a honra refere-se a personalidade humana. de Acordo com a Lei n° 12. 8 Cezar Roberto Bitencourt. logo. Parágrafo único . 4 . 10° edição. Outros alegam que pelo fato da difamação estar tipificada no Capítulo de “Crimes contra a pessoa”. folha 252. parte especial. Dos Crimes contra a pessoa a Dos Crimes contra o sentimento religioso e contra o respeito aos mortos. afinal. folha 337. Editora Saraiva. 7 Julio Fabbrini Mirabete . mesmo que seja verídico. volume 2. folha 160. 23° edição revista e atualizada por Renato N. Fabbrini. OBJETIVIDADE JURÍDICA Fernando Capez conceitua: “Tal como o crime de calúnia protege-se a honra objetiva. 2006.A exceção da verdade somente se admite se o ofendido é funcionário público e a ofensa é relativa ao exercício de suas funções. Julio Fabbrini Mirabete 7 explica que a difamação é comentar um fato que prejudique a reputação de outrem.” SUJEITO ATIVO Fernando (sic) explica que é um crime comum. Quanto as pessoas jurídicas temos divergências. Parte Especial 2. de 3 (três) meses a 1 (um) ano. e multa. majoritária que pelo fato da difamação decorrer de um dano irreparável estaria caracterizada a difamação. Curso de Direito Penal.2010. ou seja. 6° edição. 9 Fernando Capez . podendo ser cometido por qualquer sujeito. Já Capez 9afirma que os inimputáveis podem sofrer a difamação mesmo que não tenham entendimento. para a sociedade. Tratado de Direito Penal. que a sua boa fama foi ofendida. a reputação. Parte Especial arts 121 a 234 do Cp. 2005.

pois segundo os doutrinadores. Já a lei de imprensa. Parte Especial. revista e atualizada. Exige-se dolo de dano. no seu artigo 24 prevê que é cabível de punição a calúnia. Direito Penal. Quanto aos desonrados como estudamos na calunia.” 10 Jesus. logo não se caracteriza crime. embora não sua totalidade. Damásio E. ELEMENTO SUBJETIVO Damásio de Jesus10 explica que: “O elemento subjetivo do crime de difamação é duplo.Embora a difamação contra a memória dos mortos no Código Penal. Dos Crimes contra a Pessoa e Dos Crimes contra o Patrimônio.2007. não esteja tipificada. podem sofrer a difamação. 28° edição. folha 226. direto ou eventual. que se expressa no cunho da seriedade que o sujeito imprime á sua conduta. 2° Volume. de Jesus. o crime exige um elemento subjetivo do tipo. todos possuem um pouco de honra de personalidade. 5 . editora Saraiva. difamação e a injúria contra a memória dos mortos. Além do dolo.

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