3ª AULA DE OBSTETRÍCIA – 12.05.

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* DELIVRAMENTO PLACENTÁRIO (COMPLEMENTO DA AULA PASSADA)
É um procedimento que ocorre logo após o parto e ele se divide (didaticamente) em três momentos: Descolamento da placenta; Descida da placenta (com ajuda); Expulsão da placenta.

1) Descolamento Decorre da retração do músculo uterino; Ocorre na camada esponjosa; Pode ser por dois mecanismos: o Baudelocque Schultza – quando a placenta se apresenta pela face fetal (onde tem o cordão umbilical), das membranas, e o sangramento vem depois do descolamento. o Baudelocque Duncan – quando a placenta se apresenta pela face materna (onde dá para ver os cotilédones), que estava aderida à parede uterina, e, por isso, o sangramento vem antes da placenta. Sinais de descolamento (servem somente para investigação, e não para descolar mesmo): o Sinal de Strassman – faz uma pressão no fundo uterino e observa se a placenta desce ou não, porque se ela ainda estiver ali, ela vai descer. o Sinal do Pescador de Fabre – traciona o cordão umbilical e observa se a placenta desce, porque, se ela ainda estiver ali, ela vai descer. o Pinçamento do funículo próximo a vulva; o Sinal de Kustner – empurra a região supra-pubica do útero fazendo pressão e observa se o cordão umbilical desce, porque, se descer, é porque a placenta ainda não desceu. 2) Descida

Miotamponagem: o Contrações uterinas de baixa freqüência e alta intensidade. . o Ligaduras vivas. mas como a gestante geralmente está na posição horizontal no momento do parto. é preciso uma ajuda manual para que ocorra essa descida da placenta. o Globo de segurança de Pinard Trombotamponagem Delivramento Patológico Retenção Placentária Conceito: Causas: o Hipotonia uterina o Acretismo placentário o Encarceramento da placenta a) Hipotonia (Hemorragia materna) Trabalho de parto prolongado: o Macrossomia É quando não ocorre a expulsão da placenta decorridos 30 minutos da expulsão fetal. pois ela será estudada pela anatomia patológica. é só ver se na face materna todos os cotilédones estão presentes. 3) Expulsão Ocorrem perdas sanguíneas fisiológicas – 300 a 500mL. Obs.Se houver ação da gravidade.: Para ver se a placenta saiu por completo. 4) Período de Greenberg (só existe para alguns autores) Envolve dois processos que são importantes principalmente na primeira hora após o parto. Artifício de Jacob Dublin – é o mecanismo de enrolar a membrana com o objetivo de que ela não rompa. ela desce normalmente.

o Increta – ultrapassa da membrana basal e chega ao músculo.o Polidramnia o Multiparidade b) Acretismo Pode ser de três tipos: o Acreta – invade o miométrio. mas não ultrapassa a camada basal. o Cesárea anterior. o Administrar ocitócitos. o Curetagens repetidas. c) Encarceramento da placenta Ocorre por formação de áreas de contração devido a incoordenação motora da fibra uterina. Inversão Uterina Atualmente é rara. chegando ao peritônio. Tratamento da Retenção: o Aguardar até uma hora. o Placenta baixa (segmentar). o Manobra de Gredé – expressão digital para tentar descolar a placenta. antissepsia e anestesia). Fatores predisponentes: o Idade maior que 35 anos. o Multiparidade. Sangramento Volumoso Tratamento: o Transfusão sanguínea. o Massagear. Tipos: . o Percreta – perfura o útero. o Descolamento manual da placenta (que requer: assepsia. o Histerectomia – quando trata-se de uma placenta increta.

o Leve – quando é somente de fundo. o Tratamento do Choque – com ocitócitos e. o Pressão violenta no corpo uterino. o Quase total. o Completa – quando fica fora da cavidade. o Procedimento de Huntington – cirúrgico. o Hemorragia.: A revisão da cavidade uterina é a Curagem. o Retenção de fragmentos placentários. que é diferente de Curetagem. Retenção parcial da placenta Diagnóstico – através de USG. se ocorrer. Geralmente cursa com: o Dor. a qual é feita com a cureta (e não com as mãos) e tem que ser feita imprescindivelmente sob anestesia. o Tração de cordão. Tratamento: o Manobra de Taxe – deve ser feita com a paciente anestesiada e sob uso de ocitócito. o Choque (neurogênico – no início. é claro. Quando esta manobra é feita logo após a inversão. Tratamento – Curagem digital sob anestesia. Hemorragias do pós secundamento: Causas: o Hipotonia (porque não houve miotampagem). para ver se ficaram membranas ou cotilédones. o Espontânea. Causas: o Hipotonia. Obs. Causa – provavelmente não foi feita a revisão da cavidade uterina. é muito efetiva. o Lesões traumáticas. já que nem perde tanto sangue no início). .

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