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Resumo de Biofísica das Membranas Excitáveis

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Biofísica das membranas excitáveis

01-Introdução Galvani foi o primeiro a dedicar-se ao estudo da eletricidade animal. Ele observou que por meio de choque elétrico, era possível obter a contração de músculos. Após estudos, descobriu-se que os músculos se contraiam de acordo com os estímulos elétricos ou originados ou conduzidos pelos nervos. • Potencial de injúria é a ddp entre um músculo íntegro e um músculo lesado. A lesão destrói o sarcolema e expões o citoplasma cujo potencial elétrico é menor que o meio extracelular. • Corrente de injúria é o fluxo de corrente elétrica entre a zona lesada e a intacta. • Potencial transmembrana é a ddp que toda membrana superficial das células é submetida. E quando ela está em repouso, possui um valor constante – o potencial de repouso. 02- A membrana das células A membrana celular é constituída por uma matriz lipídica onde existem proteínas globulares parcialmente mergulhadas na matriz lipídica e outras proteínas intrínsecas que atravessam toda a espessura da membrana, estabelecendo uma ponte entre o meio intra e extracelular, e elas se movem lateralmente ou transversalmente. A zona mais central da membrana celular é dotada de fluidez, há componentes que podem reduzir a fluidez como o colesterol, Ca e Mg a baixas temperaturas ou aumentar como fosfolipídios. 03- Comportamento elétrico passivo da membrana • Circuito RC: A membrana superficial se assemelha a uma associação do ripo resistor-capacitor em paralelo. Quando a tensão é desligada pela abertura da chave. P capacitor perde progressivamente a carga acumulada. • Correntes de membrana Rm: Pode ser a expressão dos canais hidrofílicos por onde passam os íons, enquanto o capacitor Cm representa o comportamento da bicamada lipídica envolvida pelos meios condutores intra e extracelular. Por isso a membrana possui duas passagens para corrente elétrica: • Uma que obedece à lei de ohm que está associada aos canais iônicos • Outra com capacidade capacitiva associada ao dielétrico lipídico. 04- O potencial de repouso (a) O campo elétrico no interior das membranas: As membranas possuem uma ddp entre as superfícies externa e interna. A dificuldade para obter campos elétricos muito intensos está no dielétrico, pois a substância que o constitui possui uma rigidez dielétrica muito alta para permitir o desenvolvimento do campo e, consequentemente, o aparecimento elétrico de grande magnitude. b) Parâmetros elétricos da membrana: • Capacitância das membranas: a matriz lipídica é responsável pelas propriedades dielétricas, isto é, por separar dois meios condutores, as membranas têm propriedades capacitivas. Sua capacitância é de 1μF/cm2. • Resistência das membranas: as membranas possuem uma resistência muito elevada, contudo, a inclusão de certas proteínas faz baixar sua resistência. c) A assimetria iônica existente nos meios O potencial de repouso é gerado pelo fato da membrana ter permeabilidade diferente a diversos íons, bem como pela assimetria na distribuição iônica • A suspeita de Dean: a membrana, mesmo no repouso, bombeia íons no seu gradiente eletroquímico. d) A bomba de sódio e potássio

] • Afinidades: O Na+ intracelular e o K+ extracelular ativam o funcionamento da bomba. [S1] [S2] Fluxo difusional é o fluxo gerado devido à tendência do íon migrar do lado mais concentrado para o menos. • Isoformas da bomba de Na/K: Ao se observar a resposta da bomba à oubaína. A ATPase permite à proteína mover-se lateralmente. Nessas condições temos o potencial de equilíbrio de um íon que é a ddp entre as faces da membrana permeável ao íon. este é hiperpolarizado quando há bombeamento em alta velocidade. Esses gradientes de concentração são usados como fonte de energia para que haja a repolarização/despolarização celular Cotransporte: a movimentação de um cátion arrasta consigo um ânion Contratransporte: íons de mesma polaridade são trocados entre lados da membrana. O sódio se torna mais concentrado no exterior e o citoplasma possui maior concentração de potássio. A equação de Nernst determina o potencial de equilíbrio: R-constante dos gases perfeitos . uma carga + é transferida para o meio extracelular e a corrente gerada pela bomba forma o potencial transmembrana. • Localização: A bomba está na membrana celular e nos túbulos T.α2. e)A difusão de íons e a formação do potencial de repouso A membrana é seletivamente permeável para alguns íons.Quando o músculo aumenta seu trabalho. • Estrutura da bomba de Na/K: A bomba possui duas subunidades a alfa. A cada ATP hidrolisado. • Regulação da bomba de Na/K: Ela é regulada pelo K+ extra e pelo Na+ intra. Fluxo elétrico é o fluxo criado devido o gradiente de potencial elétrico φE correspondente a positividade do lado 2 e a negatividade do lado 1 • Potencial de Equilíbrio de um íon: A soma das energias potenciais elétrica e química resulta na energia potencial eletroquímica. Há a tendência 1 + 2 de haver migração do lado mais concentrado para o menos concentrado gerando φD um fluxo φ.Consiste no sistema de transporte ativo para bombear íons. . . e a beta com função de estabilizar a enzima na matriz lipídica. O transporte de Na+ para fora da célula depende da presença de K + no exterior e sua eficiência depende da temperatura e o efluxo de Na+ depende da concentração do ATP intracelular.A afinidade para o Na+ no lado citoplasmático é cerca de 3 vezes maior que a afinidade do K pelo menos sítio de ligação. insulina proporcionam isso). a afinidade da proteína pelo K+ é 100 vezes maior do que para o Na+ • Cotransporte e contratransporte: A bomba transforma energia química do ATP numa distribuição assimétrica de íons. No potencial de equilíbrio. que possui localizações em tecidos diferentes.Pelo lado extracelular. α3. 3 Na são removidos da célula e 2 K são levados para dentro da célula Assim a cada ciclo. identificou-se diferentes formas que são conhecidas α1. o fluxo do íon em ambos os lados se torna constante. com função catalítica. e opera com 10-15% da sua capacidade máxima. a atividade de bombeamento pode ser aumentada (hormônios como epinefrina.

resolveram manter constante a concentração extracelular de potássio e variaram a do cloreto. Durante o repouso. Já quando a célula é estimulada. b)A teoria de Bernstein e o overshoot Esse cientista imaginou que a membrana e o citoplasma do meio extracelular eram condutores de eletricidade e a membrana deveria possuir baixa condutividade No repouso. tornava-se positivo. determina-se que os potenciais de equilíbrio do Na e Ca são + e do K e Cl são – f) A contribuição do potássio para formar o potencial de repouso das células musculares: Hodgin & Horowicz suspeitaram que ou o K ou o Cl seriam responsáveis pelo potencial de membrana.descobriram que caso o potencial de membrana dependesse exclusivamente do potássio o interior da célula seria negativo e se dependesse do sódio seria positivo. Descobriu-se que durante a atividade elétrica. . O retorno ao potencial de repouso deveria ser realizado a custa de um aumento seletivo da permeabilidade da membrana para íons potássio. com o potássio variando. o potencial de membrana mantinha-se sustentável. a membrana seria permeável unicamente ao potássio e que por isso. Já fazendo o contrário. g) Fatores que alteram o potencial de repouso • A diminuição da atividade da bomba de NA/K • A diminuição na produção de ATP como na anoxia • Ação de drogas que alteram a permeabilidade da membrana a íons que forma o potencial de repouso como a acetilcolina. o potencial de ação é o sinal elétrico que se propaga para transmitir informação ou iniciar a contração. concluíram que o potássio controla o potencial da membrana e que o cloreto ajusta suas concentrações de acordo com o nível do potencial existente. que antes era negativo. O interior. a resistência da membrana permanece constante e o potencial é invariável (nessa situação o meio intracelular é negativo em relação ao extracelular). Por isso. h) As principais correntes iônicas que atravessam a membrana celular Durante o repouso. obtiveram que o potencial de membrana variou de modo não sustentado. o potencial da membrana sofria inversão da polaridade. O potencial de repouso é formado principalmente pela movimentação dos íons potássio e a corrente de saída do potássio é contrabalanceada pelo sódio. c)A teoria do sódio e potássio Hodgkin & Katz. A teoria de Bernstein estava equivocada. A despolarização era produzida pela entrada do sódio no meio interno e a repolarização ocorria pela fuga de potássio para o meio extracelular. o potencial de repouso da célula está muito próximo do potencial de equilíbrio do potássio.Então. a membrana ficaria permeável a todos os íons e a movimentação deles levaria o potencial da membrana para valores próximos de zero. Assim. descobriu-se que o potencial de ação era formado pela corrente de entrada do sódio e a corrente de saída do potássio. a ddp depende desse íon. Então. o overshoot estaria associado a uma aumento da permeabilidade ao sódio. 05-O potencial de ação do axônio a)A descoberta do potencial de ação Nos músculos e nervos.T –temperatura em Kelvin Z –valência do íon Ce –concentração do lado 1 exterior Ci –concentração do lado 2 interior Por essa equação. que aumentando a permeabilidade ao K hiperpolariza a célula. d) O estudo das correntes de membrana com a técnica do voltage clamp Após usar a técnica do voltage clamp que colocava um eletrodo no interior de um axônio. a membrana é mais permeável ao K do que ao Na.

Já os canais de potássio não apresentam inativação.Conhecido como Platô. por força elétrica e térmica. Os estímulos supralimiares fazem surgir o potencial de ação • Gradiente Mínimo excitador e acomodação da membrana: *Os estímulos hiperpolarizantes prolongados aproximam o limiar do potencial de ação do potencial de repouso. característica das células chamadas de resposta rápida. e)O modelo de Hodgkin & Huxley O controle dos canais de sódio se dá por partículas do tipo M (partículas de ativação) e do tipo H (partículas de inativação). Elas são dependentes da voltagem. *Variações lentas da voltagem podem fazer com que o potencial limiar se afaste do potencial de membrana e faz com que a célula não responda quando estimulada .isso é a acomodação da membrana. Ao movimento das cargas elétricas no interior da membrana. Nesse momento há um grande influxo de sódio = potencial limiar ou limiar de excitação.É uma pequena e rápida repolarização. As partículas no repouso se concentram no compartimento externo (porque elas são negativas e o citoplasma é negativo também). também há o fenômeno da acomodação e a entrada rápida de sódio é o mecanismo que gera potenciais de ação.Potencial de Ação do Coração a)A resposta elétrica do miocárdio Na maioria das células miocárdicas. O potencial de ação se subdivide em 4 fases FASE 0 . um efluxo de K+ e uma ação pequena e rápida de canais de Cl-. 06. é o gradiente mínimo excitador. • Resposta ativa: quando o estímulo é capaz de elevar rapidamente o potencial da membrana além de 20mV. *Para que a membrana tenha um potencial de ação. mas a intensidade varia para despolarizantes(+) e hiperpolarizantes(-) • Resposta passiva: quando não há variação da resistência da membrana. Representa a abertura dos canais de Na+ com grande influxo desses íons para o interior da célula.A fase da despolarização do potencial de ação se deve a um aumento da condutância da membrana ao sódio e a de repolarização. Representa o fechamento dos canais de Na+ . que será em última análise . o estimulo deve fazer com que o potencial de membrana varie. FASE 1 .Fase inicial de rápida despolarização. representa a fase de influxo de Ca++. No gráfico essa fase é representada por uma linha quase que vertical. As partículas são negativas e se movem. A despolarização da membrana força a migração das partículas do compartimento externo pro interno e isso abre os canais iônicos: • 3 partículas M: abrem um canal de Na e 1 partícula H o inativa • 4 partículas N: ativam um canal de K As partículas M se movem do meio intra pro extra com uma constante cinética α m e voltam com ϐm. FASE 2 . entre dois compartimentos próximos a face interna e externa da membrana. *Os estímulos despolarizantes tendem a afastar o potencial limiar do potencial de membrana. são controlados apenas por partículas N. deu-se o nome de Gating current f)A excitação da membrana do axônio O potencial de repouso é -80mV e os pulsos são constantes. A condutância da membrana ao potássio permanece aumentada por mais tempo e a célula além de se repolarizar se hiperpolariza. uma maior fuga do potássio.

responsável pela contração muscular. das correntes lentas de Na e Ca (ISI) e das correntes repolarizantes pelo K. b) Os componentes e os tipos do potencial de ação cardíaco: Os componentes podem ser: • Rápidos que se assemelha ao potencial de ação do nervo. mas durante o platô a condutância aumenta e permite o influxo desse íon. desencadeia novo potencial de ação. existem correntes lentas de Na. . As formas de potencial pode ser: • Tipo A: com componente rápido bem desenvolvido e presente nos ventrículos • Tipo B: com componente rápido pouco desenvolvido e com amplitude desses potenciais dada pela intensidade do componente lento. negativando o citoplasma e repolarizando as células. e) Correntes de marcapasso: O desenvolvimento do ritmo cardíaco decorre da capacidade de auto-excitação das células nodais. Com isso esse íon que tem o potencial muito positivo. *Durante a fase 4. conforme a figura abaixo. A membrana ativa possui alterações na condutância para diversos íons: • Sódio: o pulso aumenta a condutância do Na.Fase de repolarização. na fase de platô os canais lentos se ativam e com a repolarização volta ao repouso. representa principalmente uma corrente de saída de potássio que restabelece a diferença de potencial elétrico. f) Características eletrofisiológicas e farmacológicas A geração de potenciais elétricos depende de correntes iônicas que a atravessam. Quanto maior o DDL maior será a freqüência do marcapasso d)As correntes iônicas que formam o potencial de ação do miocárdio A formação do potencial depende de diversas correntes e existem em virtude de gradientes específicos de concentração iônica e de variações bem definidas da condutância da membrana.Fase de potencial de repouso. que tem função de apressar a inativação dos canais rápidos de sódio. nesse instante ocorre um fluxo de saída de potássio que faz com que saia íons positivos. há um aumento da condutância da membrana ao Ca. A intensidade dessas correntes depende do potencial de membrana e da concentração extracelular de Ca. Corrente IK2 relacionada ao marcapasso dessas fibreas e uma corrente dinâmica positiva contra o influxo de Cl. *Na fase 0 é gerada pelo sódio por canais rápidos *Durante o platô as correntes de Cl. Nas células com automatismo ocorre uma despolarização lenta nessa fase que. • Potássio: com a despolarização. uma vez atingindo o potencial limiar. a corrente se deve aos subcanais de K *Nas fibras de Purkinje há além das correntes rápidas de sódio (INA). com a despolarização dependendo da entrada de sódio pelos canais de cinética rápida • Lentos que é característico das células miocárdicas com a taxa de despolarização muito menor do que a do componente rápido e com velocidade de propagação pequena. depois os canais se inativam. onde as concentrações iônicas são restabelecidas. ocorre em contrapartida mantendo a estabilidade do potencial durante o platô um efluxo de K+. Na e Ca *Na repolarização. presente em torno do nódulo AS e AV • Tipo C: sem componente rápido e presente nas células nodais c)Condutância da membrana durante o potencial de ação: Durante o processo de excitação a membrana célula muda do seu estado passivo para o ativo. As células automáticas do nó sinusal possuem um potencial de repouso menor e uma forma de potencial de ação diferente chamada de resposta lenta. FASE 3 . • Cálcio: no repouso há pequena condutância do íon Cálcio. a condutância dos canais de potássio reduz-se temporariamente até retornar com o tempo a seu potencial de repouso. Nas células do marcapasso. o potencial de ação é caracterizado pela variação contínua do potencial de membrana durante a diástole elétrica (fase 4) –é chamado DDL (despolarização diastólica lenta) que se deve a uma progressiva redução da permeabilidade do K. O fluxo iônico se faz por canais apropriados: • Canais de sódio: O canal rápido de sódio responde pela fase 0 e é bloqueado pela lidocaína. FASE 4 . • Canais de cálcio: durante o platô dos potenciais de ação completos. Ca e K.

o aumento da condutância do K forma o potencial. . • PCO e PCC: Alguns agentes podem aumentar a condutância dos canais de KATP. abre com retardo e repolariza -Katp é um canal que se abre para o ATP quando o potencial de ação diminui -Nos 2/3 inicias a célula é insensível a qualquer estímulo (Período Refratário Absoluto). E são importantes durante a anoxia miocárdica. dificultando o transporte de água para a luz dos tubos e espessando o muco. que contribui para a repolarização *Ativados por substâncias purinérgicas *Ativados pelo entumecimento celular g) Canalopatias: • Canais de sódio: ocorre paralisia temporária de músculos esqueléticos caso haja alteração em um dos 4 domínios. Paralisia periódica hipercalemia • Cais de cloreto: No caso da fibrose cística. o canal tipo K1 cria uma corrente para fora da célula. isso porque o coração possui barreiras elétricas transversas. Quando os canais de K são reativados. as células epiteliais não são capazes de transportar eficientemente os íons cloreto. h)O acoplamento celular no miocárdio: Lesões musculares geram correntes elétricas. a célula se repolariza. produzindo uma corrente de saída no final do platô e são de dois tipos o Kr e o Ks. Além das correntes de Na e Ca. *O canal K apresenta uma progressivo aumento de condutância ao potássio à medida que se forma o potencial. • Estruturas dos discos intercalares: *Nexis. Esses canais são controlados por uma proteína G • Canais durante o Potencial de Ação: -CaT limiar -CaL aberto durante todo PA -Kir canal se fecha durante o PA -Kur canal ultra rápido -Kto1 joga corrente para fora e é transitório -Kto2 canal transiente -Keag repolariza -Kdr(tipo K) delay. a condutância desses canais diminui e ajuda a formar o platô. possuem baixa resistência e por isso se relacionam com o acoplamento elétrico. possuindo também regiões com membrana juncional para a passagem de correntes elétricas. -VOCS são canais operados por voltagem e LOCS são canais operados por ligantes • Canais controlados por ligantes: o Katp necessita da ligação do ATP e o KCa depende do cálcio citoplasmático. Durante a fase 0. O influxo de Ca é responsável por uma corrente lenta de entrada. Há canais do tipo L e T. que são segmentos curtos que não se distingue separação entre as membranas juncionais. São as substâncias abridoras de canais de potássio. as correntes de injúria. ou discos intercalares. nos últimos 1/3 é o Período Refratário Relativo. *No repouso. * O canal Kto PE o canal de ativação transitória e se abre na fase 0 e depois se inativa impossibilitando a repolarização imediata. pois a grande dispersão dos potenciais facilita aparecimento de arritmias • Canais de Cloreto: *Ativados pelo AMPc que quando aumenta o AMP intra ativa os canais de cloreto. • A repolarização e os canais de potássio: a resposta elétrica característica do coração é o platô dos potenciais de ação. A musculatura lisa e miocárdio possuem mecanismos que isolam as áreas injuriadas.mantém a despolarização e promove a contração muscular. • Canais de cálcio: doenças como a paralisia periódica hipocalêmica e hipertermia maligna • Canais de potássio: síndrome do QT longo.

• Circuito local de corrente: a propagação do potencial se dá por esses circuitos através das junções gap • Transmissão do impulso elétrico: a passagem pelo nódulo AV se dá com um pequeno retardo. alem disso para funcionar corretamente é necessário bom suprimento de oxigênio e substratos para dar a energia que precisa. Os conexons são formados por 6 proteínas denominados conexinas (cada uma tem 4 sítios específicos). isso é desempenhado pelo impulso elétrico. *Desacoplamento elétrico: soluções hipertônicas rompem os discos intercalares e causam bloqueios de condução. *Os potenciais de ação da região central do nódulo sinusal possuem longo período refratário. que excita células periféricas. O potencial de ação do marca passo é gerado simultaneamente em células centrais do nódulo. pois os potencias ali são lentos • Microanatomia do miocárdio: os ventrículos devem ser ativados e desativados sincronicamente. • Potencial de ação propagado: ele se propaga na periferia do nódulo sinusal e é susceptível a bloqueios de condução pelo fato de possuir: *Pequeno acoplamento elétrico (isso restringe o fluxo de corrente despolarizante entre as células) *Grande massa de tecido atrial na borda do nódulo AS.*Junções comunicantes: formados por 2 hemicanais chamados conexons e juntos formam um poro hidrofílico(gap junction). i) A propagação do impulso elétrico no miocárdio A onda elétrica propagada no miocárdio promove a contração das fibras miocárdicas. • O Potencial de ação da membrana: o acoplamento intercelular permite que elas funcionem de modo sincronizado.chamado de potencial de ação da membrana. . mas não se propagam entre as células centrais . que funciona como um grande sumidouro de corrente despolarizante.

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