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Projeto_Politico_Pedagógico APAE

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PLANO POLÍTICO PEDAGÓGICO DA ESCOLA DE EDUCAÇÃO ESPECIAL VÓ EUGÊNIA 2009

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Plano Político Pedagógico I – IDENTIFICAÇÃO Nome: Escola de Educação Especial Vó Eugênia Mantenedora: Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Endereço: BR 101 – Km 99 Bairro: Centro Cep: 95520-000 Cx. Postal 230 Osório / RS Osório

Telefone / Fax: (51) 3663-1142 -(51) 3663-3596 E-mail: apaeosorio@terra.com.br Utilidade Pública Municipal: nº 12/76 Filiada à Federação Nacional das APAEs: nº 266 Fundação Riograndense de Atend. Ao Excepcional: nº 517/87 CNPJ: 88.881.198/0001-00 Registrada na Secretaria do Trabalho e Ação Social: nº 1058/91 Registrada no CNSS: nº 230622/82 Utilidade Pública Estadual: nº 871/84 Fundação da Escola: nº 0667/90 Utilidade Pública Federal: Portaria nº 40 de 03/11/93 Fins Filantrópicos: Resolução nº 85/97 Processo nº 44006-001356/96-56

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APRESENTAÇÃO A Lei de Diretrizes e Bases da Educação assegura em seu artigo 55 aos educandos especiais, currículos, métodos, técnica, recursos educativos e organização específica para atender suas necessidades. A Escola de Educação Especial Vó Eugênia (APAE-Osório) ao construir seu P.P.P. sentiu a necessidade de voltar seu foco para Educação Ambiental. Para isso direcionamos nossos estudos à Ecopedagogia porque acreditamos que a partir da problemática ambiental vivida cotidianamente pelas pessoas nos grupos e espaços de convivência, processa-se a consciência ecológica e opera-se a mudança de mentalidade.

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as escolas. comprometendo-se com a responsabilidade pelo presente e pelo futuro. as empresas. pelo bem estar da família humana e do grande mundo dos seres vivos. As artes. organização e comunidade terão um papel vital a desempenhar. as organizações não governamentais e o governo serão todos chamados a exercerem parceria.P. Todo indivíduo. objetivos de curto prazo com metas de longo prazo. o exercício da liberdade com o bem comum.P. família. os meios de comunicação. as ciências. as religiões. 4 .INTRODUÇÃO Nosso P. desenvolve uma proposta educacional que visa encontrar caminhos para harmonizar a diversidade com a unidade.

A Família deve ser envolvida no esforço educativo. uma vez que supõe uma busca constante de alternativas viáveis a efetivação do trabalho pedagógico. Razões de comodidade familiar não podem ser aceitas como motivação para a matrícula do aluno portador de deficiência. condições para que sua individualidade se manifeste através de diferentes possibilidades técnicas e instrumentais preparando a pessoa portadora de deficiência para a vida em sociedade. na qual a FAMÍLIA. o Estado e a sociedade têm responsabilidades.D. A escola cabe propiciar condições para o desenvolvimento do potencial do P. nossos estudos. embora acreditando nesse nosso papel. não estará pronto e acabado. podendo dizer que estes são nossos grandes objetivos. Nossos rumos perseguem a autonomia e a ação coletiva. É papel da família envolver-se nesse processo de recuperação. porém. 5 . exigindo uma atitude de pesquisa e reflexão sobre a realidade cultural do aluno. acreditamos que agora sim vamos enfatizar as potencialidades das pessoas portadoras de deficiências e sua condição de cidadã dotada de direitos.. discussões e avaliações que vimos questionando ao longo de alguns anos.II – JUSTIFICATIVA Partindo da atual concepção das APAEs denominada inclusiva-transformadora.P. assegurando seus direitos como cidadão. educação e profissionalização de nosso aluno. nos deixa claro que deve haver um redimensionamento dos papéis escola e família. Percorremos um período acreditando que a Escola era a responsável maior pela recuperação. da escola e das práticas docentes numa perspectiva não excludente. Por ser um projeto.

O conhecimento humano.D oferecendo diferentes possibilidades técnicas e instrumentais. é pleno de possibilidades. desde o primeiro segundo de sua existência possa encontrar todas as condições para o seu pleno desenvolvimento físico. o equilíbrio energético que molda o ser ainda dentro do útero materno pode hoje ter a 6 . de inúmeras instituições parceiras e. O apoio dos poderes públicos. O portador de deficiência passa a ter seus direitos. elaborações mentais. social e político. a integração das demais APAEs do Litoral Norte. Prevenir as deficiências para que cada indivíduo. a saúde.III – FILOSOFIA DA ESCOLA ESPECIAL A Escola de Educação Especial Vó Eugênia tem por concepção filosófica que o portador de deficiência é um ser humano dotado de sentimentos. melhorando sua qualidade de vida. A genética partindo do conhecimento do genoma humano. órgãos públicos e filantrópicos a responsabilidade sobre a administração desta questão. neste linear do Terceiro Milênio. propiciando condições para que sua individualidade se manifeste. E a sociedade tem a responsabilidade de implicar-se na problemática de deficiência não atribuindo somente aos pais. visa dar consciência à comunidade da tarefa que temos todos e de como podemos exercitá-la como um procedimento humano de cada um de nós. assegurando os seus direitos como cidadão. no sentido de ajudar que cada nova vida que se some às nossas na face deste Planeta maravilhoso possa estar voltada plenamente ao verdadeiro desiderato da vida humana: ser feliz. V . no entanto. tem sido de grande valia para o crescimento do movimento APAEANO.P. como uma atitude cidadã. sem fronteiras e limitações. emoções. IV – FUNÇÃO DA ESCOLA ESPECIAL Possibilitar o desenvolvimento do potencial do P. intelectual. mais do que nunca.INVENTÁRIO DA ESCOLA ESPECIAL A APAE de Osório ao longo dos seus 35 anos de atividades tem procurado dignificar o trabalho de atendimento aos portadores de necessidades especiais em nossa comunidade. Nossa ênfase.

. Buscamos realizar nossa atividade profissional baseado na busca dos direitos sociais da PPNE. para verificar condições de elegibilidade e nível sócioeconômico-cultural da família da PPNE. tipo de atendimento prestado e manutenção. conforme o caso. trabalhando na consolidação dos direitos de cidadania. é a consolidação das políticas sociais voltadas para as Pessoas Portadoras de Necessidades Especiais (PPNE). prestando serviço a esta clientela de forma individual. sendo elo de ligação entre escola-família. igrejas e outros. cujos filhos estão em atendimento. O serviço social intervém juntamente com a equipe multidisciplinar. VI – ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA DA ESCOLA ESPECIAL Atendimentos que oferece: • SETOR DE ASSISTÊNCIA SOCIAL: tem sua ação voltada para o estado psícosocial das famílias. . Objetivo Geral Desenvolver e valorizar a PPNE. grupal e comunitária.Realizar visitas domiciliares.inferência humana no sentido de abrir os veios para que a natureza exercite plenamente as suas sábias regras. valorizando sua inserção na família. resgatando sua cidadania. educação. clubes de serviço. O estudo social é feito inicialmente através de entrevista com os pais ou responsáveis. facilitando a continuidade do trabalho no lar e a inserção da família junto a sociedade. envolvendo vários setores da sociedade como: saúde. A APAE torna-se a principal provedora deste serviço. A atuação do serviço social é abrangente. .Participar de reuniões da equipe técnica. Objetivos Específicos . na escola e na sociedade. organizações não governamentais.Orientar aos pais ou responsáveis sobre os objetivos e características da instituição. habitação. Ementa O Serviço Social busca comprometer-se com a população à qual presta serviço. sendo canal de ligação entre instituições públicas e cidadãos. sendo facilitadores do exercício destes direitos. 7 .Realizar a entrevista inicial. A prática profissional do assistente social nesta instituição tem como principal instrumento de trabalho a socialização de informações e a busca da inserção social da PPNE. O grande desafio nesta perspectiva que nos propomos hoje.comunidade.

disponibilizada aos demais técnicos. busca-se também coletar dados referentes ao aluno. através de visitas ou por telefone. Utiliza-se para o registro desta entrevista uma ficha padronizada. a família e sua dinâmica. suas normas e objetivos. professores e direção. Encaminhamento para os recursos da comunidade. Desenvolve contatos periódicos com os responsáveis a fim de estabelecer integração dos mesmos com o trabalho desenvolvido pela instituição. Contato com os recursos da comunidade. Após a entrevista.Realizar trabalho de grupo com alunos. . na secretaria da escola. Neste contato inicial. Este setor apresenta ainda as seguintes frentes de trabalho: orientação familiar para encaminhamentos de benefícios sociais. realizando os encaminhamentos que forem necessários. principalmente na área da saúde. Realização da entrevista inicial. Visitas domiciliares. Acompanhamento dos alunos inseridos no mercado de trabalho. Contato telefônico com familiares. -Manter contato permanente com os recursos da comunidade. Neste atendimento é realizada a apresentação da instituição. Encaminhamentos para o Poder Judiciário. com a finalidade de estabelecer diagnóstico da situação familiar. O assistente social busca o conhecimento da situação do aluno e sua família. professores e outros envolvidos com o portador de necessidade especial.. familiares. o usuário tem seu atendimento agendado com outro membro da equipe técnica. Estratégias De Atendimento: Atendimento individual e grupal. 8 . Ademais. pais.Orientar as famílias quanto à existência e utilização dos recursos da comunidade ou do Estado. A entrevista inicial é realizada com os pais ou responsáveis pelo PPNE. sendo esta colocada na pasta do aluno. Metodologia O setor de Assistência Social é o primeiro contato em que a família ou responsável e a PPNE recebe atendimento em nossa instituição. com o objetivo de conhecer a realidade a qual o usuário está inserido. ocorre o esclarecimento a respeito da estrutura e funcionamento da escola. Elaboração de projetos para captação de recursos ou outros. vale-transportes ou outros de interesse do usuário. dando continuidade a avaliação. conforme a demanda e posterior contato.

1988. Neste. KRYNSKI. As demandas espontâneas ocorrem diariamente sendo requisitado da assistente social uma ação imediata. valorizando suas potencialidades resgatando sua cidadania. pedagógica e corpo docente. Stanislau. trazendo a família para o tratamento da PPNE. sempre procuramos demonstrar a importância desta atividade. além do tratamento recebido pela equipe técnica e professores. tem como principal objetivo promover a integração entre APAE/família. nossa prática profissional alcança seu êxito. no mercado de trabalho. que ocorrem bimestralmente. tem sua avaliação realizada através do relatório apresentado no Conselho de Classe. O projeto de intervenção do assistente social. O que é Serviço Social. deve ser estendido para sua casa. construindo também novas estratégias de atuação. Ana Maria. brasiliense. BIBLIOGRAFIA: ESTEVÃO. Almed 1984 • ESTÁGIO NÃO-OBRIGATÓRIO: Desenvolvido como atividade opcional acrescida a carga horária regular e obrigatória. 9 . São Paulo. realizando também atendimento grupal para os alunos e familiares. São Paulo. O assistente social deve atuar na perspectiva da busca de recursos e alcance das políticas públicas por parte do PPNE e de sua família. por isso as visitas domiciliares. além de quantificar. Ou seja. logo a família contribui para um resultado favorável. na escola especial. propicia a avaliação do trabalho. com o propósito de efetivar os direitos do portador de necessidades especiais. sendo que quando ocorre a efetivação destas. A família tem um papel fundamental para a reabilitação da pessoa portadora de necessidades especiais. consolidando informações que propiciem o processo de socialização na promoção social dos sujeitos envolvidos. Avaliação O trabalho desenvolvido pelo setor de Assistência Social na APAE de Osório. Serviço Social na área da deficiência mental.inserção das PPNE na sociedade. O contato permanente com a equipe diretiva. grupos e atendimentos contribuem muito neste sentido. sendo apresentado as atividades desenvolvidas durante o semestre. 5ª ed. na escola.

à sua freqüência às aulas e ao seu descanso. com disciplinas teórico-técnico. pai e/ou cuidador . Possibilitar a antecipação de um sujeito no bebê para que ele possa advir como tal e utilizar as diferentes aquisições instrumentais em nome de um desejo. Estimulação Precoce é uma técnica que tem por objetivo apoiar à criança no desenvolvimento de seus aspectos instrumentais. que complementam sem dúvida sua tarefa. e tem como objetivo o desenvolvimento para a vida cidadã e para o trabalho. avós. com supervisão de profissionais indicados pela Escola. Objetivos Específicos • • • • Realizar avaliação do desenvolvimento criança através de anamnese.Sendo o estágio um ato educativo escolar. 10 neuro psico motor. social e cognitivo da . • SETOR DE TERAPIA OCUPACIONAL: Setor de Estimulação Precoce Este setor trabalha com crianças de zero a três anos que apresentam transtorno no desenvolvimento neuro-psico-motor. nos termos e em cumprimento ao OfícioCircular N°051/2002. Realizar acompanhamento à criança juntamente com mãe. desenvolvido no ambiente de trabalho. Objetivo Geral Oferecer atendimento à criança e sua família promovendo o enlace parental adequado e possibilitando à criança sua constituição como sujeito. cobrindo as áreas estruturais do desenvolvimento. Enquadra-se. necessariamente. tios ou pessoas próximas) promovendo a integração das ações propostas na prática clínica. que contém a Notificação Recomendatória N° 736/2002 Ministério do trabalho. datado de 05/06/2002. visa a preparação para o trabalho produtivo de nosso educando que freqüenta o ensino da educação Especial. Devendo o aluno estagiário ter sua jornada de 4 (quatro) horas diárias para o trabalho para que não haja comprometimento do tempo necessário aos seus estudos. Realizar o acompanhamento dos demais membros da família (irmãos.

é preciso que. na base das estratégias a partir das quais orientamos nosso cotidiano de trabalho. Em segundo. a psicanálise para situar o lugar do brincar na constituição do sujeito. O brincar é uma ferramenta básica de nossa prática clínica e atravessa o discurso de todas as disciplinas. delimitando seu papel na construção dos processos cognitivos. Em primeiro lugar. desde a clínica. porém isso só é possível no marco 11 . O sujeito não nasce de uma vez e para sempre. fundamenta-se na abordagem interdisciplinar possibilitando a integração dos pontos de vista das diferentes disciplinas implicadas nas questões relativas à infância. Melanie Klein.• Possibilitar à criança situar-se como sujeito autônomo. Neste sentido é que se propõe a intervenção de um único terapeuta no marco da Estimulação Precoce. Fundamentamos ainda em dois diferentes campos teóricos que permitem trabalhar os vários aspectos do desenvolvimento infantil. possibilite ao bebê reconhecer-se desde um corpo unarizado. passando pelas idéias de Freud. sempre colocando em primeiro plano a constituição de um sujeito desejante. tendendo a prescindir os pais e terapeuta. Estratégias de Atendimento O brincar é um dos pilares fundamentais. não tem uma continuidade linear no tempo. o mesmo mas diferente. É a atividade central e constituinte na vida de toda criança. Winnicott e Lacan. Referencial Teórico O trabalho com crianças em nossa prática clínica. com os conceitos elaborados por Jean Piaget. estejamos atentos a não interpor obstáculos no estabelecimento de um olhar que a partir do Outro Primordial. mas a partir dali renascerá infinitas vezes em cada ato que produza. Postulemos uma primeira vez. Metodologia Em um tempo de intervenção tão precoce em que o pequeno paciente ainda não tem o EU constituído. permitindo sustentar nossas intervenções a partir da posição ética que caracteriza nosso trabalho. a epistemologia genética. “é sempre desde o brincar que se produz uma criança”.

participação. Publicação do Centro Lydia Coriat. podemos viabilizar a formação de pequenos grupos terapêuticos. também oferece recursos de grande importância para avaliação do Setor.179 12 . necessariamente. comprometimento. objetivando a melhoria dos serviços prestados à comunidade. na consulta. dependendo do desenvolvimento da criança no plano estrutural e não necessariamente que ver com o desenvolvimento dos aspectos instrumentais. período onde a interlocução se faz. Brasil.Os pais passam a sair da cena terapêutica. Maria do Carmo (org). através dos pais. O segundo momento ou período de tratamento é representada pelas primeiras experiências de separação propostas pela criança. 2006.Uma abordagem interdisciplinar.interdisciplinar. quando se comenta o que se passou nesse tempo de separação. A freqüência. e o encontro se dá no fim da sessão. Quando a relação com o terapeuta está consolidada. São Paulo: Casa do Psicólogo. sem a presença dos pais. em relação aos pais. Avaliação Em momentos como reuniões de equipe onde tem-se a participação da direção e administração. integração. pag. 2001.Escritos da Criança N° 6. adequando as necessidades para tal fim. primordialmente.Gerson Smiech . Atendimento ao Bebê. de três elementos: a criança-a família-o terapeuta. participação da família e criança nos atendimentos e atividades propostas torna-se indício da qualidade e importância do trabalho em Estimulação Precoce.“O Brincar na Clínica Interdisciplinar com Crianças”. Porto Alegre/RS. A cena terapêutica que caracteriza um tratamento de estimulação precoce é constituída. O retorno dos atendimentos feito pelos pais. 2ª edição. PINHO. considerado o terceiro período de tratamento em estimulação precoce. e último BIBLIOGRAFIA CAMAROTTI. Esta montagem se mantém estável no atendimento de bebês. desde o qual os conhecimentos das diferentes disciplinas são articulados em torno de um eixo clínico fundamental: a constituição do sujeito. A duração deste primeiro período de tratamento é tem variável.

“Terapia Ocupacional é uma área do conhecimento voltada para a análise e aplicação terapêutica de atividades.ABRATO. “Definição de Estimulação Precoce” . que tornam o indivíduo mais adaptado e inserido no seu meio social. Porto Alegre/RS.fundamentos e perspectivas. A atividade terapêutica é entendida como um processo de conhecimento e aprendizagens é um fazer através de ações significativas. em seu livro Terapia Ocupacional no Brasil . Escritos da Criança N° 1. 1990. Lydia F. por isso é importante a ação ter um sentindo e uma estruturação para. 13 .72 CORIAT. redução ou correção de disfunções. Brasil. física ou mental. Publicação do Centro Lydia Coriat. 2ª edição. A atuação do Terapeuta Ocupacional abrange todas as fases da vida de um indivíduo e sua intervenção tem como propósito a promoção do bem-estar. Elza. e de auto manutenção.” A proposta da Terapia Ocupacional compreende avaliar e identificar atividades para que o indivíduo possa realizar como um processo criativo. evolutivo. sendo que estas podem ser aplicadas de maneira direta ou indireta. e não uma “ocupação esvaziada de significado e distanciada das necessidades reais dos pacientes” como cita De Carlo. Porto Alegre/RS. nesta perspectiva o indivíduo com deficiência deve ser entendido com todas as suas especificidades e adequações e estímulos ambientais favorável ao seu desenvolvimento como cidadão. corretiva ou adaptativa. e JERUSALINSKI. Brasil. pag. Publicação do Centro Lydia Coriat. com efeito. Alfredo N. preventiva. que interfira no seu cotidiano objetivando alcançar uma melhor qualidade de vida. estimulação e reforço das capacidades funcionais remanescentes. A possibilidade que uma atividade oferece no seu ato é de transformação e criação impregnada de desejo. Escritos da Criança N° 3. ativa ou passiva. “O Objeto do Especialista”. 29 • SETOR DE TERAPIA OCUPACIONAL: Referencial Teórico: Segundo a Associação Brasileira de Terapia Ocupacional . produtivo. expressivo. facilitando o processo de aquisição das habilidades e funções essenciais. 1987. pag.CORIAT.

ampliando esses campos. "A realização de atividades procede da experiência vivida. Objetivo Geral: Promover a integração entre os educando. habilidades motoras para uma participação efetiva na realização das diferentes atividades que a escola oferece. Mediante as atividades podemos mergulhar na significação dos gestos e ações e estabelecer relação com aspectos materiais. habilidades. fornece experiências e vivências. * Prevenir deformidades. Estratégia de Atendimento: 14 . * Estimular a experimentação e o prazer do criar-produzir. processo de análise de atividade terapêutica ocupacional deve compreender a análise de todas as inferências que a tarefa possa ocasionar. Buscando possibilidades que auxiliem esses pacientes a participarem de forma mais consistente em seu meio. adquirir. * Resgatar. * Confeccionar materiais de suporte adaptativo para a realização de atividades de vida diária (AVD’s).De acordo com CASTRO. substituição ou mesmo adequação da atividade ao processo individual do paciente a curto e longo prazo. e permite aos sujeitos agirem sobre seu próprio meio. a dinâmicas de grupo e a cooperação em uma atividade grupal. trabalho (AVT’s) e lazer (AVL’s) * Enfatizar a socialização. Este fazer está ligado também aos valores espirituais de sujeitos e grupos e pode representar o processo cultural de um grupo social. * Oportunizar vivências práticas que desenvolvam responsabilidades. autonomia. Objetivos Específicos: * Desenvolver a individualidade e melhoria na qualidade de vida. preservando e favorecendo a capacidade funcional. Esta compreensão possibilita a reflexão sobre a manutenção. Assim. despertando o sentimento e interesse de produtividade e responsabilidade. LIMA E BRUNELLO (2001). prática (AVP’s). bem como a análise de todos os componentes e fenômenos que possa refletir no sujeito e nas condições atuais em que este se insere. hábitos e atitudes de trabalho como organização e trabalho em equipe. apresentando-se como um fator ativo de organização social". construir.

São Paulo. priorizando o interesse do mesmo neste processo o qual oferece e possibilita condições para sua qualidade de vida. novos rumos terapêuticos.1999. Plexus.R. Avaliação: A avaliação será feita a cada dois meses pelo terapeuta. observando e determinando os aspectos motores. Trilhas associativas: ampliando recursos na clínica da psicose. 1991. HAGEDORN. 13. 218 p. E quando necessário na reunião de técnicos como apoio e integração de outras áreas pertinentes ao trabalho. Fundamentos e Perspectivas. O Manuseio em Casa da Criança em Paralisia Cerebral. DE CARLO. R. SãoPaulo: Dynamis editorial. SP . FREIRE. LORENZINI MarleneV. (org. A intervenção do terapeuta para com os alunos durante a realização da atividade estruturada pelo professor com o enfoque pedagógico será com o olhar para a adequação e adaptação a cada aluno com a sua individualidade e suas potencialidades. Manole. 1983. Analise e o processo de desenvolvimento e a evolução do educando e realizada a cada intervenção terapêutica ocupacional. Manole. 2001. R.M. professor e supervisão pedagógica da escola. Nancie. M.C. 2002. Ed. As atividades serão inseridas de acordo com a necessidade do grupo. FINNIE. psíquicos. BARTALOTTI.A intervenção terapêutica ocupacional compreende abordagens em grupo e/ou individual e orientação a família e corpo docente. C. São Paulo: Lemos. Metodologia: A abordagem do atendimento terapêutico ocupacional será inserida dentro da sala de aula em concomitância com o professor titular da turma. Bibliografia: Benetton J. socioculturais.P.) Terapia Ocupacional no Brasil. 15 .2000. Rio de Janeiro: Paz e Terra. Paulo. analisadas e adaptadas a cada indivíduo e situação vivenciada. Brincando a brincadeira com a criança deficiente. sensório-perceptivos. ed. Pedagogia do oprimido. cognitivos e funcionais necessários à realização da mesma. Fundamentos da prática em Terapia Ocupacional..

MEDEIROS MHR. Terapia Ocupacional. Um enfoque epistemológico e social. São Paulo: Hucitec; 2003. Terapia Ocupacional no Brasil: fundamentos e perspectivas. São Paulo: Plexus; 2001. p.41-62. Castro ED. Atividades Artísticas e Terapia Ocupacional: criação de linguagens e inclusão social. [Tese]. São Paulo: ECA/USP; 2001. TROMBLY, C.A. Terapia ocupacional para a disfunção física. São Paulo, Santos, 1984. WINNICOTT DW. O ambiente e os processos de maturação. [S. l.]: Artes Médicas; 1988

SETOR DE FISIOTERAPIA: esse setor vem desempenhando um importante papel nas diferentes etapas do programa de reabilitação junto aos deficientes mentais com risco de atraso manifesta no desenvolvimento, em decorrência de variadas etiologias hereditárias, genéticas, ortopédicas, infecciosas e outras. Ementa O setor de fisioterapia é responsável pelo atendimento de pacientes de todas as

idades, com distúrbios e lesões neurológicas que venham a ter comprometimento físico, motor ou ortopédico. Objetivo Geral Dar uma melhor qualidade de vida geral ao paciente, dentro das limitações ao qual o mesmo é portador. Objetivos Específicos - Realizar estimulação precoce de bebes de 0 a 2 anos portadores de alguma patologia ou síndrome junto ao setor de terapia-ocupacional; - Treinar as AVDs; - Dar ADMs, força muscular, melhorar tônus e equilíbrio; - Treinar a marcha; - Realizar relaxamento em paciente que apresentem hipertonia; - Fazer higiene brônquica; - Trabalhar a ergometria do ambiente; - Orientar cuidadores sobre que medidas tomar e que adaptações realizar em seu lar; - Realizar adaptações gerais para um melhor conforto dos alunos; - Atender pacientes do projeto de ecoterapia. Estratégias de Atendimento

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Nossa escola apresenta atualmente cerca de 160 alunos, sendo que desses, a maioria precisaria de atendimento ou orientação terapêutica, então, como primeiro passo, estabelecemos critérios na seleção desses pacientes: - Idade Cronológica: Sempre a preferência por pacientes mais novos; - Patologia: Patologias que tragam maior morbidade, deformidades e que venham a causar mais riscos a saúde dos pacientes; - Evolução: Também é respeitada a evolução do quadro dos pacientes dentro da patologia dando preferência a aqueles com pior prognóstico. Contamos atualmente com 39 pacientes, sendo destes, sua maioria, portadores de Paralisia Cerebral e Síndrome de Down. Atualmente também contamos com pacientes que apresentam Mielomeningocele (espinha bífida), Síndrome de Patau, Síndrome de Kabuki, Síndrome de Pierre-Robin, Síndrome de West e Síndrome de Duchenne. Esses pacientes são atendidos 1 ou 2 vezes por semana e tem sua alta do atendimento dependendo da evolução dentro da patologia. Também pais, cuidadores e pessoas próximas ao paciente são orientados sobre que medidas, exercícios e adaptações deveram fazer com os pacientes em seu domicílio. Avaliação Depois do paciente passar pela seleção descrita acima, é realizada a avaliação, juntamente com seu parente mais próximo, ou cuidador, para se colher dados como: - Anamnese; - Dados Relevante sobre a gravidez: Idade da mãe, se era fumante, se usava algum tipo de medicação, se foi uma gravidez conturbada, se o parto foi normal; - Histórico pregresso da patologia: Se a criança já teve algum tipo de complicação, se faz uso de algum tipo de medicação, se houve uma evolução e depois complicações, se costuma convulsionar, ou alguma coisa que venha a ser relevante dependendo do quadro atual do paciente e patologia de que é portador. Depois é realizado o exame físico em que se procura verifica todas as alterações físicas e ortopédicas por quais o paciente é acometido e se é traçado o plano de tratamento específico para o mesmo. Referencial Teórico
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- BOBATH, K. Bases Neurofiosiológicas Para o Tratamento da Paralisia Cerebral. 2ªed. São Paulo: Manole, 1990. - GROSS, J. Exame Musculoesquelético. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 2000. - LÈFREVE, A. B. Neurologia Infantil: Semiologia, Clínica e Tratamento. São Paulo: Sanvier, 1980.

- ROWLAND, L.P. Merrit: Tratado de Neurologia. 9ªed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1997. - SHEPHERD, R.B. Fisioterapia em Pediatra. 3ªed. São Paulo: Santos, 1996. - STOKES, M. Neurologia para Fisioterapeutas. São Paulo: Premier, 2000. - UMPHRED. D. A. Fisioterapia Neurológica. São Paulo: Manole, 1994.

• Ementa

SETOR DE FONOAUDIOLOGIA: A fonoaudiologia é uma área da saúde que estuda integração da linguagem humana e

audição que leva a transmissão de conhecimentos através da expressão oral e escrita. O profissional fonoaudiólogo é responsável pela promoção da saúde, prevenção, avaliação e diagnóstico, orientação e terapia (habilitação e reabilitação) e aperfeiçoamento dos aspectos fonoaudiológicos, a função auditiva periférica e central, deglutição. O Setor de Fonoaudiologia da Escola de Educação Especial Vó Eugênia APAEOSÓRIO possui atualmente como fonoaudióloga: Ana Paula dos Santos Fortino. Objetivos gerais: A atuação do fonoaudiólogo junto a Escola de Educação Especial Vó Eugênia APAEOSÓRIO, tem como objetivo promover e adequar a interação comunicativa do aluno em seu ambiental e sócio-cultural instrumentalizando-o, se possível, através da fala e linguagem para o desenvolvimento da aprendizagem da escola e da convivência interpessoal. Atuar no gerenciamento dos Distúrbios da deglutição, orientando os profissionais que lidam com a alimentação da criança. Objetivos específicos: Os objetivos específicos são traçados a partir da singulariedade do paciente, ou seja, de acordo com o motivo da procura do atendimento. O setor de fonoaudiologia, mediante a utilização de recursos fonoaudiológicos, visa remover ou modificar os sintomas existentes, promover a discussão sobre o desenvolvimento da fala, linguagem e audição estabelecendo as relações entre a fala, alimentação e
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linguagem oral e

escrita, voz, fluência, articulação da fala, sistema miofuncional, orofacial cervical e

avaliação.adaptativa e pessoal – social. Desempenhamos esta atividade de forma criteriosa. A fonoaudiologia visa de um modo geral prevenção. bem como avaliar processos adaptativos para melhor qualidade de vida do paciente. orientando os profissionais. se necessário encaminhados para exames complementares realizados fora da Escola. Hora do Jogo Diagnóstico: são utilizados com pacientes para que estes sejam observados informalmente a sua linguagem e comunicação. após a mesma. Os testes são: Denver: Baseia-se na observação direta do que a criança pode fazer ou relatos dos pais ou pessoas que lidam habitualmente com a criança. pais e cuidadores que lidam com a alimentação da criança. hora do jogo diagnostica. Entrevista Clínica: entrevistas com o paciente. pois não dispusemos destes instrumentos. Linguagem. habilitação e reabilitação e programação terapêutica. Testes Fonoaudiológicos: são instrumentos utilizados que permitem avaliar objetivamente as aptidões. • • • • Sucção Mastigação Respiração Fala Atividades Desenvolvidas: Avaliação Fonoaudiológica: tem como objetivo avaliar as capacidades do indivíduo e investigar que aspectos estão interferindo no processo de ensino aprendizagem. no mínimo 4 a 6 sessões que são distribuídas entre a coleta de dados da anamnese com familiares. Orientar e assessorara realização de trabalhos lúdicos para o desenvolvimento adequado da motricidade oral e comunicação. O teste é dividido em 4 grandes áreas: Motora. Motora. professores. desejando conhece-lo. identificação precoce. 19 . Atuar no gerenciamento dos Distúrbios da deglutição. Metodologia: Recursos Técnicos Utilizados Entrevista de Anamnese: entrevistas com os pais ou responsável objetivando conhecer a vida global do paciente. Motricidade Oral: • Deglutição:os pacientes com suspeita de distúrbios da deglutição são encaminhados para uma avaliação específica de Disfagia e .respiração e orientar atitudes e procedimentos que possam favorecer o equilíbrio entre essas funções. enfocando a problemática do mesmo.

e continuidade das atividades com o aluno em questão. dando suporte a continuidade sadia do desenvolvimento dos filhos. qualidade e vida do aluno visando encontrar soluções para um melhor desenvolvimento. na adaptação da escola. Acompanhamento fonoaudiológico Grupal (fonoterapia em grupo): esta atividade tem como objetivo atingir um maior número de crianças (no máximo 6) que apresentam dificuldades semelhantes que interferem na sua aprendizagem. finalmente. Orientação aos Professores: são utilizados entrevistas de orientação com professores em caráter individual ou grupal com objetivo de oferecer apoio e orientação com relação a manejo. Grupo de Pais (Preventivo): esta atividade tem como objetivo trabalhar em caráter preventivo com os pais da Estimulação Precoce orientações fonoaudioógicas. Orientação a Funcionários da escola: informalmente são realizados orientações quando necessário a funcionários e serventes com objetivo de apoio e orientação. convívio familiar e social. Orientação Familiar: esta atividade tem como objetivo oferecer apoio e orientação para a família quanto a continuidade das atividades exercidas nas escola. Grupo de Pais (Crianças com PC): esta atividade tem como objetivo de orientar os pais e proporcionar uma troca de experiência entre eles com relação ao comportamento dos filhos e as situações que enfrentam no dia a dia. Reuniões de Equipe: esta atividade tem objetivo de tratar assuntos referentes ao desempenho e comportamento. na adaptação da escola. visando assim que eles atinjam um melhor resultado. Concluído este processo. convívio familiar e social. é feita a devolução destes dados para a família e combinados os procedimentos necessários. Encaminhamentos se necessário a outras áreas.adaptação com o terapeuta e. como solicitar Avaliações Instrumentais e Clínicas. aplicação de testes fonoaudioógicos indicado para o indivíduo em questão com o objetivo de comprovar dados de aspectos preservados ou prejudicados no seu desenvolvimento global. 20 . Acompanhamento fonoaudiológico Individual: esta atividade tem como objetivo trabalhar com dificuldades mais específicas que interferem na sua aprendizagem. qualidade de vida. Encaminhamentos: esta atividade tem como objetivo realizar encaminhamento para serviços especializados de avaliações que ultrapassem as possibilidades da escola. sempre que necessário. qualidade de vida.

ansiedade. O setor psicológico. etc. mediante a utilização de recursos psicológicos. promoverem o crescimento e desenvolvimento da personalidade. Cristina Moreira Chaves e Rafaela Basso Nunes Objetivos Gerais O objetivo de quem trabalha na área psicológica é desenvolver e ampliar a capacidade psíquica do indivíduo seja ele criança. de acordo com o motivo da procura do atendimento. dificuldades escolares. ou seja. tristeza. O Setor de Psicologia da Escola de Educação Especial Vó Eugênia APAE-OSÓRIO possui atualmente como psicólogas clínicas: Tâmara Jobim. participação e auto-realização. visa remover ou modificar os sintomas existentes. Objetivos Específicos Os objetivos específicos são traçados a partir da singulariedade do paciente. memoriza. imagina. Seu sofrimento apresenta-se em forma de sintomas. SETOR DE PSICOLOGIA: 21 . adolescente ou adulto. O profissional psicólogo tem como foco avaliar e desenvolver potencialidade. PLANO DE ESTUDO -NÃO ENTREGUE • Ementa A psicologia é a ciência que estuda o comportamento e os processos mentais. esquece e fala. falta de limites. Procura explicar o que o homem vê. desejando entender as reações emocionais e motoras de um grupo social ou de um indivíduo. pensa. A linha teórica desenvolvida na escola é a Psicoterapia Breve de Apoio.• SETOR DE NEUROLOGIA: tem por objetivo a avaliação do aluno para ingresso na Escola juntamente com a equipe multidisciplinar. Para tanto o mesmo utiliza recursos técnicos que devem ser desenvolvidos a partir de um referencial teórico. tornando-as membros de pleno direito na comunidade na qual estão inseridas e proporcionais aos pacientes condições de independência. corrigir padrões disfuncionais de relações interpessoais. O paciente que procura atendimento o faz porque sofre. proporcionar o desenvolvimento de habilidades e aptidões das pessoas com necessidades especiais. Faz o acompanhamento dos alunos da Escola e é importante ressaltar as medidas preventivas desde a concepção e no decorrer da infância. sente. quais sejam: angústia. insatisfação.

onde se acreditava que o tratamento de pessoas mentalmente enfermas poderia ser feito com aconselhamento e apoio nos momentos de crise. Testes Psicológicos: são instrumentos utilizados que permitem avaliar objetivamente as aptidões individuais. desejando conhece-lo em profundidade e visando compreender a situação presente e passada. Os princípios básicos da Psicoterapia de Apoio são (CORDIOLI. Atividades Desenvolvidas 22 . costuma ser por tempo breve. Psicométricos – tem como objetivo principal avaliar as potencialidades do ser humano e as funções do ego como: atenção. Consiste em oferecer a criança que brinque como deseje. Os testes são divididos em: Projetivos . memória. avaliação psicodiagnóstica e programação terapêutica. Hora do Jogo Diagnóstico: são utilizados com pacientes para que estes sejam observados na sua relação com o brinquedo. em compensação.Deve-se apoiar e incentivar atividades do ego. .A escolha entre promover “neuroses artificiais” ou o fortalecimento de defesas deve ser feita em função do estilo do caráter do paciente. inteligência. prevenção dos distúrbios de desenvolvimento e identificação precoce. com todo material lúdico disponível na sala. Bender. nas quais as defesas adaptativas são combinadas com gratificações. Metodologia De acordo com Cordioli (1998) A Psicoterapia de Apoio é praticada desde a Grécia Antiga. enfocando a problemática do mesmo. sempre com foco de trabalho determinado.T. atividades utilizando defesas desadaptativas devem ser desencorajadas ou criticadas.que visam avaliar o equilíbrio emocional do indivíduo. Além disso. raciocínio lógico e percepção.P. Ex: H. . Recursos Técnicos Utilizados Entrevista de Anamnese: entrevistas com os pais objetivando reconstruir a vida global do paciente. varia de acordo como andamento do tratamento e melhora do paciente. figura humana..De um modo geral. esclarecendo que a atividade possibilitará conhece-lo mais e posteriormente ajuda-lo. Ex: Wisc. Entrevista Clínica: entrevistas com o paciente.Defesas absolutamente necessárias ao funcionamento do paciente não devem jamais ser enfraquecidas.1998) . Entretanto. a Psicoterapia Breve de Apoio não tem tempo delimitado.

é feita a devolução destes dados para a família e combinados os procedimentos cabíveis ao caso.Avaliação Psicológica: tem como objetivo avaliar o potencial cognitivo do indivíduo e investigar até que ponto os aspectos emocionais estão interferindo no processo de ensino aprendizagem. Orientação aos Professores: são utilizados entrevistas de orientação com professores em caráter individual e sistemático com objetivo de oferecer apoio e orientação com relação a manejo do aluno portador de deficiência. no caso de avaliações que objetivam a entrada ou não do aluno na escola especial. bem como avaliar os comportamentos adaptativos de um indivíduo. motoristas e secretárias com o objetivo de apoio e orientação de manejo com os alunos. aplicação de testes psicológicos com o objetivo de comprovar dados de áreas preservadas ou prejudicadas no desenvolvimento global dos indivíduos. 23 . Grupos de Alunos: esta atividade tem como objetivo trabalhar problemas de relacionamento na turma. Reuniões de Equipe: esta atividade tem objetivo de tratar assuntos referentes ao desempenho e comportamento do aluno no âmbito escolar. convívio familiar e social. dando suporte a continuidade sadia do desenvolvimento dos filhos. adaptação com o terapeuta e. Orientação Sexual: oferecer condições para que os alunos possam conhecer seu próprio corpo e desenvolver de forma sadia a sexualidade. Junto à equipe da instituição. Desempenhamos esta atividade de forma criteriosa. no mínimo 6 a 9 sessões que são distribuídas entre a coleta de dados da anamnese com familiares. Concluído este processo. na adaptação escolar. onde é feita a observação da criança no processo do brinquedo. Acompanhamento Psicológico Individual (Psicoterapia): esta atividade tem como objetivo oferecer apoio e orientação para as crianças com problemas emocionais que interferem na sua aprendizagem. familiar e social. Orientação Familiar: esta atividade tem como objetivo oferecer apoio e orientação para a família quanto ao manejo com os filhos visando assim que eles consigam auxiliar de forma sadia o processo de desenvolvimento dos filhos. Grupo de Pais: esta atividade tem como objetivo de orientar os pais e proporcionar uma troca de experiência entre eles com relação ao comportamento dos filhos e as situações que enfrentam no dia a dia. finalmente. hora do jogo diagnostica. postura em sala de aula e integração com a escola em geral. Orientação a Funcionários da escola: quando necessário são realizadas entrevistas sistemáticas com funcionários e serventes. visando encontrar soluções para um melhor desenvolvimento de nossa clientela.

• Diagnosticar dados de desvios de comportamento na aprendizagem e relações de trabalho. • Auxiliar nas dificuldades de aprendizagem. Porto Alegre: Artmed. A Psicopedagogia enfatiza de maneira preventiva. 1998. • Harmonizar o ambiente de trabalho no aspecto físico e emocional. Ementa: A Psicopedagogia é um área de conhecimento e atuação em Saúde e Educação que trabalha com o processo de aprendizagem humana. • Avaliar o grupo que estiver envolvido.. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS CORDIOLI. sempre que necessário. escola e sociedade – no significativas com os mesmos. os aspectos individuais. • Pontuar dificuldades entre as pessoas envolvidas. 2ªed. SETOR DE PSICOPEDAGOGIA: atende individualmente os alunos com dificuldades psicopedagógicas atuando de forma lúdica acelerando o seu processo de desenvolvimento. • Trabalhar em grupo com objetivo da melhoria nas relações. De maneira geral. • • • desenvolvimento do sujeito mantendo relações Estimular a aprendizagem Proporcionar movimentos de trocas entre os envolvidos com a aprendizagem Avaliar as condições de aprendizagem Metodologia de Trabalho: 24 . como solicitar Avaliações Psiquiátricas e Clínicas.Encaminhamentos: esta atividade tem como objetivo realizar encaminhamento para serviços especializados de avaliações que ultrapassem as possibilidades da escola. Psicoterapias: abordagens atuais. Objetivos: • Estimular à re-significação dos conhecimentos e o levantamento da auto-estima. Aristides Volpato. Considera a influência do meio – família. trabalha-se precavendo os fracassos na aprendizagem e na melhoria do desempenho do sujeito trabalhado. assim como.

Considerando

que

a

aprendizagem,

enquanto

processo

de

construção

do

conhecimento, é o objeto de estudo da psicopedagogia, na prática, esta abordagem pressupõe que seja necessário identificar o perfil de aprendizagem dos sujeitos para quando, por algum motivo, estes não acompanharem as propostas pedagógicas, atuar no sentido de utilizar metodologias e meios alternativos para a facilitação do processo ensino aprendizagem. Deste modo, compete ao psicopedagogo investigar os processos de aprendizagem experimentados pelos alunos, considerando tanto as dificuldades e disfunções dos indivíduos quanto às inadequações do ensino que geram os fracassos escolares. A psicopedagogia apresenta-se, nesse sentido, como uma abordagem que valoriza os potenciais humanos e as práticas inclusivas. Desse modo, o profissional de psicopedagogia tem importantes contribuições a oferecer às instituições de ensino e aos professores diante de inúmeras situações de exclusão vividas nas escolas.
De acordo com BOSSA (2000), em geral, no diagnóstico clínico, ademais de entrevistas e anamnese, utilizam-se provas psicomotoras, provas de linguagem, provas de nível mental, provas pedagógicas, provas de percepção, provas projetivas e outras, conforme o referencial teórico adotado pelo profissional.

Na Psicopedagogia Institucional: Participação em projetos Grupos de atendimentos Auxílio em questões pedagógicas com os profissionais e responsáveis Técnicas de dinâmicas de grupos Oficinas para os professores Objetivos: • administrar ansiedades e conflitos; • trabalhar com grupos - grupo escolar é uma unidade em funcionamento; • identificar sintomas de dificuldades no processo ensino-aprendizagem; • organizar projetos de prevenção; • clarear papéis e tarefas nos grupos; • ocupar um papel no grupo; • criar estratégias para o exercício da autonomia (aqui entendida segundo a teoria de Piaget: cooperação e respeito mútuo); • fazer a mediação entre os subgrupos envolvidos na relação ensino-aprendizagem (pais, professores, alunos, funcionários);
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• tranformar “queixas em pensamentos” (Alícia Fernandéz) • criar espaços de escuta; • levantar hipóteses; • observar, entrevistar e fazer devolutivas; • utilizar-se de metodologia clínica e pedagógica, “olhar clínico”; • estabelecer um vínculo psicopedagógico; • não fazer avaliação psicopedagógica clínica individual dentro da instituição escolar, porém, pode fazer sondagens; • fazer encaminhamentos e orientações; • compor a equipe técnica-pedagógica; • para tanto, necessita de supervisão e formação pessoal.

Na Psicopedagogia Clínica Atendimentos individuais,Avaliações, eEncaminhamentos. Na Escola de educação especial Vó Eugênia proporcionamos o atendimento psicopedagógico clínico. Este atendimento sugere a investigação e a intervenção para que se compreenda o significado, a causa e a modalidade de aprendizagem do sujeito, com o intuito de sanar suas dificuldades. A psicopedagogia clínica procura compreender de forma global e integrada os processos cognitivos, emocionais, sociais, culturais, orgânicos e pedagógicos que interferem na aprendizagem, a fim de possibilitar situações que resgatem o prazer de aprender em sua totalidade, incluindo a promoção da integração entre pais, professores, orientadores educacionais e demais especialistas que transitam no universo educacional do aluno. Na relação com o aluno, o profissional da psicopedagogia estabelece uma investigação cuidadosa, que permite levantar uma série de hipóteses indicadoras das estratégias capazes de criar a situação terapêutica que facilite uma vinculação satisfatória mais adequada para a aprendizagem. Ao lado deste aspecto mais técnico, esse profissional também trabalha a postura, a disponibilidade e a relação com a aprendizagem, a fim de que o aluno torne-se o agente de seu processo, aproprie-se do seu saber, alcançando autonomia e independência. Objetivos:

realizar devolutivas para os pais ou responsáveis, para a escola e para o

aprendente;

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• • • •

atender o aprendente, estabelecendo um processo corretor psicopedagógico com orientar os pais quanto a suas atitudes para com seus filhos, bem como pesquisar e conhecer a etiologia ou a patologia do aprendente, com profundidade; realizar os encaminhamentos necessários para sanar a problemática

o objetivo de superar as dificuldades encontradas na avaliação; professores para com seus alunos;

Cabe destacar que cada área avaliada necessita de recursos, provas e testes específicos. BIBLIOGRAFIA
ASSUMPÇÃO JR., Francisco B. & SPROVIERI, Maria Helena. Introdução ao Estudo da Deficiência Mental. São Paulo, Memnon. 2000. BARBOSA, Laura Mont Serrat. O projeto de trabalho – uma forma de atuação psicopedagógica. Curitiba, Paraná: Gráfica Arins, 1999. BOSSA, Nadia A. A Psicopedagogia no Brasil. Porto Alegre, Rio Grande do Sul: Artes Médicas Sul, 2000. CASTANHO, Marisa Irene Siqueira. Artigo: Competências na Psicopedagogia: um enfoque para o novo milênio. in Revista Psicopedagogia, volume 19 - n.º 59, 2002. DROUET, Ruth Caribe da Rocha. Distúrbios da Aprendizagem. São Paulo, Ática.1990. GRÜNSPUN, Haim. Distúrbios Psicossomáticos da Criança: o corpo que chora. São Paulo, Atheneu.1988. JOSÉ, Elisabete da Assunção & COELHO, Maria Teresa.Problemas de aprendizagem. São Paulo, Ática. 1989. KIGUEL, Sonia Moojen. Reabilitação em Neurologia e Psiquiatria Infantil – Aspectos Psicopedagógicos. Congresso Brasileiro de Neurologia e Psiquiatria Infantil – A Criança e o Adolescente da Década de 80. Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Abenepe, vol. 2, 1983. SCOZ, Beatriz. Psicopedagogia e Realidade Escolar. Petrópolis, Rio de Janeiro: Vozes, 1994. SCOZ, Beatriz. RUBISTEIN, Edith. ROSSA, Eunice Maria Muniz. BARONE, Leda Maria Codeço. Psicopedagogia – o caráter interdisciplinar na formação e atuação profissional. Porto Alegre: Rio Grande do Sul: Artes Médicas, 1987. TELFORD, Charles W. & SAWREY, James M.. O indivíduo excepcional. Rio de Janeiro, Zahar Editores. 1983. VISCA, Jorge. Clínica Psicopedagógica. Porto Alegre, Rio Grande do Sul: Artes Médicas, 1987. SKLIAR, Carlos B. VEIGA-NETO, Alfredo

SETOR PEDAGÓGICO: trabalha por ciclos com 123 alunos, distribuídos em 10 diferentes turmas de acordo com o desenvolvimento e idade cronológica.

Nossa atuação docente se apropria da metodologia de projetos em sua prática pedagógica. PROJETOS
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Crescer-Acervo Cultural Profª Edi . através de atividades: contos. . 2000). • Ensinar uma alternativa de comunicação. o conhecimento.Princípios • Reconhecimento do aluno como pessoa e o seu direito de ser educado para a vida. (coccovia. sonhos e podem escolher o que querem. A tarde funcionará nas segundas. sendo úteis em diferentes ambientes e através do tempo. crescimento e uma melhor qualidade de vida e participação social. direitos e deveres. . • A visão centrada na pessoa reconhece que eles são sujeitos com necessidades diversas que tem sentimentos. terças e sextasfeiras. . Nesses horários os alunos 28 .Objetivo geral Implantar práticas pedagógicas educativas que contemplem a independência.Educar para vida é: • Ensinar o que é útil para o cotidiano. • Desenvolver atividades compatíveis com sua idade. • Ouvir seus desejos. dramatização e informática. .Justificativa Com o presente projeto pretendemos proporcionar conhecimentos e habilidades que possam ser usados pelos alunos. Público alvo: Todos os alunos da Escola. . desejos. • Ensinar atividades de vida.Tratar o aluno como pessoa é: • Acreditar na idade que ele tem. aprender. terças e quintas-feira. • Ensinar como funciona seu contexto social mostrando limites e conseqüências. • Mostrar limites. interesses.Desenvolvimento O acervo cultural Profª Edi funcionará pela manhã nas segundas.

• Integração entre contos. o descuido da medicação e AVDs. As aulas serão dinâmicas. Mostrando através de 29 . a dramatização no ateliê e na informática estarão reproduzindo o que entenderam da aula. . perante a sociedade e seu núcleo procurando ajudar dentro de uma realidade e mostrando para essa família o que pode fazer. estando em contato com a tecnologia. teatro e informática. Programa de apoio. suporte e apoio para que saibamos suas dificuldades. • Desenvolvimento de atividades cooperativas. julgamos necessário uma maior investigação. Justificativa: Percebendo na entidade as faltas do educando.Diretrizes Metodológicas • Aprender a ouvir em silêncio respeitando assim os colegas e professores. . farão as intervenções de acordo com a realidade da turma e do momento.serão recebidos pelo profissional responsável que após o reconhecimento do local. o professor responsável juntamente com o professor regente da turma. • Comunicação alternativa. • Parceria com a família. controle dos casos de abandono familiar Projeto: A inclusão começa em casa Objetivo Geral: Verificar os problemas e dificuldades que a família encontra em relação ao seu PPD. dando confiança. caso seja necessário. aproximação da família do mesmo.Avaliação A avaliação será mensal em reunião geral para obtermos os resultados e também os ajustes. • Relações de interdependência. terão sempre três momentos: o conto na biblioteca.

formas e maneiras o que pode e como pode ser feito em relação a própria casa, problemas externos ou com a própria entidade. Metodologia: Através de entrevista inicial com responsável do educando na entidade e depois visita domiciliar para observar as condições do educando, da casa, saneamento básico, integração do educando com a família e como a mesma se vê perante a sociedade. As visitas domiciliares devem ser repetidas uma vez por semana, durante 3 meses ou até o problema ser solucionado. Este trabalho será realizado pelo serviço social da entidade. Público alvo: Todo o educando, com vínculo na APAE que apresentem essa problemática de abandono. Profissionais envolvidos: Toda equipe técnica e professor envolvido diretamente com o educando. Atividades desenvolvidas: • • Entrevista na entidade Visita domiciliar

Cronograma: Início: março 2009 Término: dezembro 2009

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Avaliação do projeto: Será realizada de 3 em 3 meses, podendo ser modificado caso ocorra alguma intercorrência.

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Equipe responsável pela elaboração do projeto: Cláudia Moraes e Denise Monteiro

Educação Profissional e Colocação no Trabalho Objetivo Geral
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Oportunidade as condições necessárias ao PPD (pessoa portador de deficiência) para que esteja preparado para ingressar no mercado de trabalho. Justificativa No contexto atual, numa sociedade capitalista em que o trabalho é visto como algo de extrema necessidade preparar o educando da instituição torna-se tarefa fundamental. Considerando a importância de incluí-los na sociedade como ser produtivo e capaz. Conforme a convenção 159 de 1993 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) que assegurou a reabilitação profissional, o emprego de pessoas com deficiência e a participação plena e com igualdade na vida social e no desenvolvimento pessoal, com o objetivo de garantir que as pessoas portadoras de necessidades especiais obtivessem e conservassem o emprego. Desta forma enfatizamos que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. Metodologia • • • • • • Formação de grupos para trabalhar: comportamento, boas maneiras, AVDs e AVPs. Capacitação da empresa Acompanhamento na empresa – Assistente Social. Acompanhamento sistemático dos adolescente em grupo. Atendimento individual e familiar Cursos: Informática, postura profissional e etiqueta

Publico alvo Portadores de necessidades especiais à partir dos 14 anos

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Equipe envolvida: Psicólogas,Assistente Social, T.O, Fonoaudióloga, Psicopedagoga, Fisioterapeuta e Neurologista.

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Atividades desenvolvidas conforme o local do estágio e supervisão nos mesmos. Cronograma
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O projeto terá duração indeterminada, tendo início em março de 2009. Avaliação A avaliação é realozada quinzenalmente até o término do estágio com a equipe técnica responsável. Critérios O ingresso neste programa será feito mediante avaliação, sem restrições. Responsáveis pelo projeto: Tâmara Jobim, Edinéia Bestetti, Cristina Chaves, Rafaela Nunes, Denise Monteiro.

PROJETO: O CAVALO COMO INSTRUMENTO TERAPÊUTICO

1-Apresentaçâo O projeto visa o tratamento biopsicosocial de pessoas com deficiência, onde o cavalo é o instrumento facilitador e motivador desses processos, numa abordagem interdisciplinar, nas áreas da saúde e educação. Sendo esta uma técnica antiga e muito eficaz para este público alvo. O uso do cavalo com intervenções técnicas traz benefícios físicos, emocionais e também é um meio de integração social. Os portadores de deficiência participam integralmente das atividades, sendo elas: o momento da alimentação, da escovação, e por fim do passeio. Também são incluídas atividades lúdicas, com materiais específicos junto à natureza. Espera-se que o projeto propicie melhor qualidade de vida para estas pessoas, principalmente uma maior independência global. 2-Justificativa Para que uma criança tenha um bom desenvolvimento motor, cognitivo e emocional, ela necessita passar por experiências que lhe tragam sensações agradáveis, num ambiente natural. O uso do cavalo é um valioso recurso que pode suprir déficits encontrados em
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Em instalações do mesmo e também material. o equilíbrio. 5-Objetivo Específico 33 . para cima para baixo e para os lados). Além de ser um grande estimulante social. concentração. É importante salientar que hoje a equoterapia é considerado um tratamento terapêutico pela Associação Brasileira de Medicina. O público alvo são de baixa renda. quando em grupo aproxima os participantes sendo um meio de inclusão social. Durante estes 3 anos. ocasionando um melhor desenvolvimento cognitivo. 70 alunos participaram do projeto. que foi realizado anteriormente. espaço-temporal. Por seu movimento tridimensional (para frente e para trás.pessoas portadoras de deficiência. rítmico e balancete acaba estimulando o sistema nervoso central. 3-Atividades Anteriores Este projeto já aconteceu durante 3 anos. em parceria com 8°BPM (oitavo batalhão de Policia Militar). Os resultados obtidos neste tempo foram favoráveis. com poucas condições sócias culturais e dependentes da ajuda dos órgãos públicos. consolida a segurança gravitacional. e que se mostrou de grande importância para os alunos da APAE de Osório. 4-Objetivo Geral Dar continuidade a um trabalho terapêutico.

ou seja. conjuntamente orientar a família do trabalho realizado. Terão atendimento técnico conduzida por uma profissional física. na pista de equitação para realizar o passeio terapêutico. Possibilitar a participação de 70 alunos PPDS no projeto. Esta etapa será realizada junto ao galpão das baias onde os animais permanecem quando presos. Após será servido o lanche. e para finalizar as crianças irão para a parte externa. As atividades serão distribuídas durante o decorrer da semana no turno da manhã e tarde. estagiários e voluntários sob supervisão técnica. bem como avaliação médica anterior. Atendimentos semanais de contato com o cavalo e com a natureza desenvolvendo a técnica da equoterapia.N° Enunciado do Objetivo Resultados esperados QUANTITATIVOS QUALITATIVOS Atividades Principais 1 Estimulação e funcionamento de um centro de Equoterapia para tratar dificuldades biopsicosociais de crianças portadoras de deficiência. lúdica e terapêutica. e incluir esta família no projeto. Que os PPDS tenham acesso a uma nova forma de tratamento. uma ou duas vezes por semana conforme necessidade. Serão desenvolvidas atividades de contato com o cavalo no momento da alimentação. 6-Metodologia Os portadores de deficiência serão reunidos em grupos pequenos. sempre procurando tornar a atividade socializante. 34 . estabelecendo o turno mais conveniente ao grupo. Também terá a participação de monitores. da higiene e do manuseio. Participação e inclusão do PPD na comunidade.

Indicadores de Progresso -A cada atendimento realizado -Nível de satisfação de parte dos portadores de deficiência. –Avaliação técnica conforme cada caso.7-Avaliação de Processo ou Processual Atividade Realizar encontros -Grupais de no máximo 5 PPDS por grupo. 11-Equipe Técnica NOME Silvia Silveira Mateus FORMAÇÃO FUNÇÃO HORAS SEMANAIS Profissional em Coordenadora Educação Física Fisioterapia Psicóloga Médico Avaliador Fonoaudióloga Voluntário Voluntário Psicopedagoga Como Funciona a Distribuição de Turmas e as Idades para cada Fase: Fase I . Meios de Verificação -Avaliação da equipe interdisciplinar -Registro de evolução semanais da equipe. duas vezes por semana . -Nível de participação da equipe de trabalho. -Entrevista com a família -Lista de freqüência -Verificação das instalações do centro de equoterapia e do material usado. -Testes durante os atendimentos. -Nível de interesse do participante. -Reunião mensal da equipe para auto.avaliação. -Avaliação do uso correto do material utilizado no centro.Educação Precoce: 0 a 4 anos 35 . -Nível de interesse das famílias envolvidas. -Freqüência do participante. .

Pré-escola: 4 a 6 anos Fase II – Ensino Fundamental: 7 a 14 anos Apartir dos 14 anos: Fase III – Educação de Jovens e Adultos Formação Profissional Programa Pedagógico Específico Corpo Administrativo da APAE: Presidente: Danilo Borba de Souza Vice-Presidente: Jane Gamba Alves 1º Diretor Secretário: Marion Oliveira dos Santos 2º Diretor Secretário: Vera Maria Rostro Silveira 1º Diretor Financeiro: Sérgio Victor 2º Diretor Financeiro: Pedro Schoffen Diretor de Patrimônio: Edegar da Silva Diretor Social: Carmosina Borba de Souza Corpo Docente e Administrativo da Escola de Educação Especial Vó Eugênia: Corpo Docente: Diretora: Neusa Maria Caldieraro de Souza Diretora Administrativa: Elaine Cardoso Vice Diretora: Vera Maria de Barcellos Supervisora e Orientadora Pedagógica: Ana Paula da Conceição Marques Auxiliar Administrativa: Lucinéia Dada Dias e Graziela Negruni Técnico de Educação: Rejane da Silva Peres Silvana Pimentel Wienandts Erica Nunes Marques Silvia José da Silveira Equipe Técnica Ana Paula da Conceição Marques Ana Paula dos Santos Fortino Cláudia Cristina R. de Moraes Cristina Moreira Chaves Denise Monteiro Colombo 36 .

dos Santos Bestetti Mateus Jardim de Mello Rafaela Basso Nunes Renato de Souza Portal Cibele Nunes Medeiros Auxiliar de Educação: Cibele Furtado Motta Moura Elisabete Braun da Silva João Batista da Silveira Jaci Mª Trindade da Costa Elza Margarete Silva de Moura Liane Felipe da Silva Mariana Matos de Oliveira Rodrigo Orlando Martins Leila Nunes Espindola Equipe de Apoio Andréia Gil Pereira Ariane Martins Lisboa Fernando Gubert Martins Paulo César dos S. Junior Sandra Letícia dos Santos Dias Sueli Ferreira Dalsotto Evonete da Costa Pacheco Olinda Santos Ferri Ondina dos Santos Stein Vanderlei da Silva Souza Atividades Complementares: Dança Música Capoeira Ed. Física 37 .Ednéia A.

um prédio anexo com uma sala de música . Com relação ao mobiliário todas as salas possuem mobílias apropriadas. A secretaria conta com telefone.01 sala de direção.uma sala de espera para mães.01 sala para diretora administrativa. outro anexo que serve de oficina para artes como:pintura.Play Ground ampliado recentemente.01 sala de orientação pedagógica.01 sala de vice direção.01 sala para estimulação precoce. três WC masculinos e quatro femininos. Atribuições das funções de: 38 . 04 gabinetes para atendimentos. dois computadores com impressoras. DVD. . Nossa biblioteca conta com: aparelho Data Show.depósito para materiais de limpeza e outros materiais. sala dos professores.01 secretaria .Um lago onde criamos algumas carpas. fax. Estamos constantemente voltados para o embelezamento da área verde: Foi construída uma horta terapêutica em forma de mandala que faz a manutenção de verduras para a merenda dos alunos. cozinha.Televisão e Computador.Notbook. sendo das 8h às 12h e das 13h e 30min às 17h e 30min.01 sala para secretaria administrativa um salão de multi-uso com banheiro unisex.com WC unisex.11 m2 possui uma infra-estrutura de 07 salas de aulas. máquina de xerox e máquina fotográfica.marcenaria.378. A cozinha está mobiliada com todos os eletrodomésticos necessários para um bom funcionamento. .dipensa para alimentos. refeitório. um salão de beleza.máquina filmadora. VII – REGIMENTO ESCOLAR DA ESCOLA ESPECIAL Horários: o horário é único para todos.Equoterapia VII – RECURSOS MATERIAIS DA ESCOLA ESPECIAL A Escola funciona numa área de 5.

. abandono. -receber.cumprir a legislação vigente e comunicar aos órgãos superiores sob pena de ser responsabilizado. propor a entidade mantenedora a demissão ou contratação de pessoal. – coordenar projetos desenvolvidos na escola. – indicar profissionais para participar de cursos.propiciar e manter entrosamento com outras instituições escolares e fluxo de informações entre escola/instituição mantenedora. registrar e manter o patrimônio da escola. -estabelecer diretrizes gerais de planejamento e organização da escola. . bem como. criação e supressão de turmas. funcionamento de turnos.organizar e elaborar o cardápio da merenda.organizar e supervisionar caixa. conforme legislação vigente e medidas administrativas pedagógicas. oficinas e projetos.abuso. 39 .manter atualizado o site da escola. representar a escola junto aos órgãos do sistema educacional.DIRETORA: . congressos e eventos relevantes á escola de acordo com as áreas de atuação. bem como. a autoridades e ou responsáveis dentro dos prazos determinados e fazer cumprir o calendário escolar. bem como. bem como. atividades.) -aplicar aos profissionais da escola sanções estabelecidas no regimento e normas internas para os diferentes serviços e setores da escola. ( freqüência. . o material de almoxarifado. VICE-DIRETORA – atuar junto aos diferentes setores da escola na elaboração e acompanhamento de planos e projetos de ação educacional. técnicas e de serviços gerais.etc. informar e despachar documentos para órgãos. acomodação da demanda. divulgar na mídia local. inclusive distribuição. analisar relatórios de diversos setores da escola. – promover situações de estudo para aperfeiçoamento constante dos profissionais envolvido no trabalho escolar. . setores.Cumprir e fazer cumprir as disposições do Regimento Escolar. livro ponto e demais registros pertinentes a escola. sobre ocorrência que exijam providências ou decisões que fujam a sua competência. bem como. . livro ata. .informar e despachar expedientes junto a secretaria da escola entre outras atribuições que lhe forem conferidas pela entidade ou por determinações legais. – tomar providências quanto aos atendimentos.

mensagens dando ênfase as datas comemorativas e acontecimentos importantes decorrentes do ano.promover a integração dos profissionais envolvidos no processo educativo numa perspectiva de convivência profissional fraterna e solidária. bem como a aplicação de práticas didáticopedagógicas que contribuem para aprendizagem significativa. o estudo. . . dos alunos o processo de educação e formação do aluno. pesquisando as causas quando o aproveitamento por insuficiente. bem como. . Assistente Social. organizar com o apoio dos professores a distribuição de turmas de acordo com os critérios estabelecidos para o pleno desenvolvimento do aluno.– elaborar o calendário social. . estabelecer parceria e apoio da família para viabilização do projeto político pedagógico. Fonoaudióloga. favorecendo o desenvolvimento dos aspectos cognitivos.participar e acompanhar a elaboração do projeto político pedagógico e sua execução revendo anualmente quanto objetivos e conteúdos programáticos e avaliações. sensibilizar o ambiente escolar com decorações. Fisioterapeuta Psicopedagoga 40 . . Terapeuta Ocupacional. bem como.assessorar os professores na escolha e utilização de procedimentos e recursos didáticos adequados para atingir os objetivos educacionais de aprendizagem.acompanhar o rendimento escolar dos alunos. buscando parcerias e medidas alternativas para à superação das dificuldades.incentivar a pesquisa. Corpo Técnico: • • • • • • • Neurologista. emocionais.analisar o processo ensino-aprendizagem. sugerindo estratégias favoráveis ao seu aperfeiçoamento.orientar e acompanhar o desempenho das atividades desenvolvidas pelos professores regentes. estagiários e outros profissionais. Psicóloga. não-regentes. COORDENADORA PEDAGÓGICA . .

Direitos: • • Utilizar os serviços e dependências escolares dentro das normas fixadas pela administração. 41 . Conselho Escolar: • A estrutura. No ato da matrícula. No exercício de seus deveres e direitos os alunos são assistidos por seus pais ou responsáveis. Corpo Discente: • O Corpo Discente será formado por todos os alunos matriculados no estabelecimento. dos professores e dos profissionais responsáveis pelos diferentes serviços especializados da Escola. Acatar as orientações do Diretor. auxiliares e monitores. responsabilizando-se pelo fiel cumprimento do que lhes couber. Participar de todas as atividades programadas e desenvolvidas pela Escola. Deveres: • • • • • Comparecer pontualmente e assiduamente às aulas e demais atividades escolares. os pais ou responsáveis tomarão conhecimento do tipo de atendimento dispensado pela Escola e das suas normas disciplinares. a composição e as competências do Conselho Escolar são as definidas em lei. Cooperar na manutenção da higiene e na conservação das instalações escolares.Corpo Docente: • • “De acordo com a legislação Estadual Vigente”. É formado por todos os professores. Conselho de Classe: • O Conselho de Classe segue as normas da lei vigente e o que determina o Plano Político Pedagógico.

condições a utilizarconceptuais. 3 – Perfil de saúde do educando. físicas. de conhecimentos anteriores do educando. cujo horizonte se situa bem além da estreiteza de uma “base curricular”. amplitude e profundidade respectiva. 6 – Critérios de avaliação. Os planos de estudo constituem-se em um verdadeiro projeto educativo. Situam-se entre o Projeto Pedagógico e os Planos de Trabalho do Professor como elementos ordenados. quando vai ser estudado. vai estabelecer para cada grupo de educando-centro do processo educativoalternativas de atendimento. enquanto parcela do currículo e abordagem essencialmente pedagógica na organização dos componentes curriculares é o instrumento operacional que. materiais e humanas. sob o ponto de vista pedagógico. os conteúdos e a profundidade do que vai ser estudado. com certeza de objetivos a alcançar. amparado legalmente por este regimento e tendo os rumos traçados pelo Projeto Pedagógico. a modalidade de Educação oferecida em conformidade com as Diretrizes Curriculares Nacionais. Traduzem. para escola. 5 – Critérios de aproveitamento.IX – DOS PLANOS DE ESTUDO 1 – CARACTERIZAÇÃO: Os planos de Estudos. em um conjunto de componentes e atividades ordenadas quanto à seqüência a ser cursada ou distribuídas no tempo e caracterizada quanto aos objetivos. Sua estrutura básica é constituída: 1 – Justificativa. 7 – Instalações e Equipamentos. Os planos de Estudos constituem-se em uma visão clara do que vai ser estudado. 2 – Objetivos. por quanto tempo será estudado e quais os objetivos. assim como as formas e os instrumentos necessários para avaliar os gradativos ganhos de aprendizagem realizada e na eventualidade de alguns insucessos as alternativas para reverter o quadro. 42 . facilitadores do crescimento e desenvolvimento do aprendiz. 4 – Organização curricular proposta.

que propunha formarmos alunos para que desenvolvam as diferentes habilidades e competências necessárias para que possam se inserir no meio e integrar-se ao convívio social. Paulo Freire. desenvolvidas e expostas de diferentes formas pelos diferentes alunos. Pensando em nosso aluno como especial não podemos deixar de citar Celso Antunes (1997): O que essencialmente difere o homem de todos os seres é a capacidade de reconstruir “seu mundo” e também o próprio mundo com a sensibilidade de seu olhar repleto de empatia. dentre tantas alternativas. pelo respeito intrínseco pela pessoa humana desse indivíduo. também o mercado de trabalho.14). Fazendo referência a Vigotsky constatamos que nosso Projeto se relaciona com sua teoria quando interamos nosso aluno na sociedade. Jean Piaget. assim como a consideração de que diferentes competências são trabalhadas. fazendo com que a mesma aprecie e valorize suas capacidades “O aprendizado é essencial para o desenvolvimento do ser humano e se dá sobre tudo pela interação social”. Para realizarmos 43 . vivencias dentro do seu ambiente familiar propriamente dito. bem como o canal de acesso para cada sujeito deve ser observado e analisado particularmente. Philippe Perrenoud. adocicado pela emoção. levando em consideração as particularidades de cada sujeito. p. Partindo do princípio que é preciso compreender a ação do sujeito no processo de aquisição do conhecimento buscamos também para enriquecer o nosso Projeto Político Pedagógico os seguintes teóricos: Lev Vigotsky. 2 – EMBASAMENTO TEÓRICO Para elaboração do objetivo geral desse projeto buscamos fundamentação em alguns autores como Nogueira (2008. Também citamos Gardner (1995). Howard Gardner. Celestin Freinet. Esse respeito pelas individualidades dos alunos também é abordado por Feuerstein que nos coloca que acreditar no desenvolvimento de habilidades e competências das pessoas portadoras de necessidades educacionais especiais passa inexoravelmente. senão esse desenvolvimento dificilmente se dará. (Vigotsky Lev) No que diz respeito à teoria de Paulo Freire defensor da importância da leitura do mundo encontramos em nosso Projeto sua teoria quando trabalhamos com aluno sua realidade. no qual encontrarão. Emília Ferreiro.8 – Corpo docente. que nos fala da concepção do ensino centrada no aluno.

realizando a Pedagogia do Êxito. Referente pela Educação Infantil e Estimulação Precoce – Fase I.” (Ferreiro. sendo assim ele age em nossa prática quando principalmente realizamos passeios. de representações e de acesso ao simbólico. bulas de remédios. etc e não detendo-se a cartilhas. conhecendo mundo do outro. Começa-se a construir o conceito de objetivo permanente. Considerando que estamos vivendo em uma sociedade a qual busca a inclusão do portador de necessidades especiais. visitas. assim entraremos na teoria de Emília Ferreiro que defende que partiremos de acordo com o conhecimento do mundo da leitura e da escrita de cada aluno. Esta teoria é dividida em fases ou estágios que resolvemos relacionar aos níveis em que a escola é dividida para um melhor desenvolvimento das competências de cada aluno: 1º Estágio: Sensório – motor (0 a 2 anos) = A inteligência da criança neste período e extremamente prática. Freinet também defende que a cooperação entre os alunos faz com que avancem na aprendizagem. pensamos em ter como fonte de pesquisa a teoria de Jean Piaget. já que defende que o conhecimento se adquiri por meios de ações sobre o objeto e com a integração com o mundo. Há um crescimento progressivo da simbolização. já que acreditamos que a sociedade deve respeitar e valorizar o sujeito como ele é e não torná-lo normal. etc e quando proporcionamos momentos de auto-estima. deixando a educação bancária para traz e sendo um educador que se comporte como um provocador de situações e um animador cultural onde todos aprendam em comunhão.estas atividades devemos interagir com o educando constantemente. vimos que ainda necessita ocorrer mudanças relevantes neste processo de inclusão. que só se desenvolverá quando o aluno já aprimorou conhecimentos sobre o seu mundo. ligada ao sensorial e ação motora. escrevendo. 2º Estágio: Início do pré – operatório (4 a 6 anos) = A percepção orienta o conhecimento. Chegamos então no início da alfabetização. Envolveremos os educandos no processo de alfabetização de forma que tragam objetos de fora como rótulos. É bastante egocêntrico. Embora o âmbito escolar ainda seja necessário um referencial que direcione nossa atuação. “aprende-se a ler. lendo e a escrever. acreditamos que sua teoria vem mais ao encontro com o desenvolvimento do processo de ensino aprendizagem. Emília). 44 . início este. Assim concluímos que Paulo Freire e Freinet pensam juntos sobre a formação de um ser social vindo de encontro com a inclusão de nossos alunos na sociedade.

respeitando suas potencialidades. devido à individualidade de cada educando. o aparecimento da lógica e da reversibilidade. aprendendo com os mesmos nos momentos de sala de aula que segundo Philippe Perrenoud estaremos trocando experiências. com confiança sem suas capacidades e percepção de suas limitações. intelectual e sócio afetivo complementando a ação da família e da comunidade. Os demais níveis enquadram-se em todos os estágios mencionados acima.demonstra irreversibilidade e insensibilidade a contradição. Há um maior desenvolvimento cognitivo. atuando de forma cada vez mais independente. 45 . acreditando em suas competências individuais. PROGRAMA DE ATENDIMENTO EDUCACIONAL EDUCAÇÃO BÁSICA: OBJETIVO DA EDUCAÇÃO INFANTIL • Promover ações que propiciem o desenvolvimento integral da criança até 6 anos de idade. Educação Profissional e o Programa Pedagógico Específico: Fase III Enfim almejamos em todo o trabalho atender as diferenças individuais dos alunos. em seu aspecto físico. OBJETIVOS ESPECÍFICOS DA EDUCAÇÃO INFANTIL A prática da educação infantil deve se organizar de modo que as crianças desenvolvem as seguintes capacidades: • Desenvolver uma imagem positiva de si. psicológico. Corresponde ao período da educação infantil. Referente a Educação Infantil – Fase I 3º Estágio: Pré – operatório e operações concretas (7 a 11 anos) = É caracterizado pela superação do egocentrismo. proporcionando relações com outras áreas do conhecimento e teremos primazia no seu desenvolvimento. Referente ao Ciclo I: Fase II.

• Observar a explorar o ambiente com atitude de curiosidade. dependente e agente transformador do meio ambiente e valorizando atitudes que contribuam para sua conservação. Explorar e desenvolver imagem e consciência corporal. oral e escrita) ajustadas às diferentes intenções e situações de comunicação. expressar suas idéias. • • Conhecer algumas manifestações culturais. fortalecendo sua auto-estima e ampliando gradativamente suas possibilidades de comunicação e integração social. sentimentos. plástica. musical. aprendendo aos poucos a articular seus interesses e pontos de vista com os demais. desenvolvendo e valorizando hábitos de cuidados com a própria saúde e bem-estar. necessidades e desejos e avançar no seu processo de construção de significados. enriquecendo cada vez mais sua capacidade expressiva. ESTRUTURA CURRICULAR EDUCAÇÃO INFANTIL Objetivos Gerais Formação Pessoal e Social Conhecimento de Mundo Movimento Dança 46 Linguagem oral e escrita . visando a formação de um cidadão crítico. • Estabelecer e ampliar cada vez mais as relações sociais. de forma a compreender e ser compreendido. pensamentos. demonstrando atitudes de interesse. suas potencialidades e seus limites. sentimentos. • Estabelecer vínculo e de troca com adultos e crianças. respeitando a diversidade e desenvolvendo atitudes de ajuda e colaboração.• Descobrir e conhecer progressivamente seu próprio corpo. • • Brincar. Utilizar as diferentes linguagens (corporal. desejos e necessidades. respeito e participação frente e elas e valorizando a diversidade. percebendo-se cada vez mais como integrante. expressando emoções.

Objetivos Específicos: 47 .Identidade e Autonomia Música Natureza e sociedade Matemática Artes Visuais Educação Fisica Crianças de zero a três anos Crianças de quatro a seis anos Objetivos Objetivos Conteúdos Conteúdos FORMAÇÃO PESSOAL E SOCIAL FASE I EDUCAÇÃO PRECOCE 0 a 3 anos Identidade e Autonomia Objetivo Geral: Desenvolver progressivamente a independência na realização das mais diversas ações.

Conteúdos: • • • • • • • • • • • • • • Comunicação e expressão de seus desejos. Identificação de situações de risco no seu ambiente mais próximo. Adquirir atitudes e hábitos adequados. Respeito às regras simples de convívio social. sentimentos. Escolha de brinquedos objetos e espaços para brincar. 48 . Interesse em experimentar novos alimentos e comer sem ajuda. Brincar expressando emoções. necessidades.• Experimentar e utilizar os recursos de que dispõem para a satisfação de suas necessidades essenciais. sua unidade e as sensações que ele produz. Iniciativa para pedir ajuda nas situações em que isso se fizer necessário. com seus professores e com demais profissionais da instituição. pensamentos e necessidades. sentimentos. Participação em situações que envolvam a relação com o outro. demonstrando suas necessidades e interesses. Interesse pelas brincadeiras e pela exploração de diferentes jogos de imitação. expressando seus desejos. executando ações simples relacionadas à saúde e higiene. vontades e desagrados. Realização da higiene do corpo com ajuda. preferências e vontades em brincadeiras e nas atividades cotidianas. Relacionar-se progressivamente com mais crianças. • • • • • Familiarizar-se com a imagem do próprio corpo. Interesse em desprender-se das fraldas e utilizar o penico e/ou vaso sanitário. Expressão e manifestação de desconforto relativo à presença de urina e fezes nas fraldas. Identificação progressiva de algumas singularidades próprias da criança e das pessoas com as quais convive no seu cotidiano em situações de integração. conhecendo progressivamente seus limites. Reconhecimento progressivo do próprio corpo e das diferentes sensações e ritmos que produz. desagrados. Realização de pequenas ações cotidianas as seu alcance para que adquira maior independência. Interessar-se progressivamente pelo cuidado com o próprio corpo.

Explorar as possibilidades de gestos e ritmos corporais para expressar-se nas brincadeiras e nas demais situações de interação. empilhar. Conteúdos: Movimento/ Expressividade • Reconhecimento progressivo de segmentos e elementos do próprio corpo por meio da exploração. Interesse em explorar brinquedos. uso do guardanapo. 49 . Deslocar-se com destreza progressiva no espaço ao andar. Uso do copo. Maior dependência no ato de se alimentar. puxar. Promover o desenvolvimento do relaxamento muscular voluntário. etc. Realização de jogos e brincadeiras que envolvam ações de encaixar. CONHECIMENTO DE MUNDO Movimento/Expressividade Objetivo Geral: Possibilitar a auto-expressão. montando-os e procurando detalhes.• • • • • • Mastigar bem os alimentos. desenvolvendo atitude de confiança nas próprias capacidades motoras. das brincadeiras e da interação com os outros. contribuindo para o desenvolvimento neuropsicomotor. valorizando o movimento em seus aspectos sócioafetivo. Discriminação de alimentos. Utilizar funcionalmente os objetos. correr. pular. desmontando-os. Objetivos Específicos: • • • • • Familiarizar-se com a imagem do próprio corpo. etc. empurrar.

faz-de-conta). como sentar-se em diferentes indicações. o traçado no desenho. solicitando a indicação das partes de seu corpo e a observação do mesmo. Utilização do espelho em situações lúdicas. Fazer brincadeiras de imitação de animais. Ações e brincadeiras que envolvam atos de engatinhar. desenhar. interação social autoestima e auto-conhecimento.. Brincadeiras que envolvam gestos relacionados com a preensão. a partir de canções infantis. deglutição. mastigação e articulação. o encaixe. (canções. canto. Estimulação do desenvolvimento das funções de respiração. postura e da linguagem oral. etc. • • • • • Realização de brincadeiras que envolvam movimentos amplos e ritmados. Exploração de objetos pequenos.• • Expressão de sensações e ritmos corporais por meio de gestos. etc. pintar. • • • • • • • • Ações e brincadeiras que envolvam ato de arrastar.. Exploração de diversos materiais que possibilitem rabiscar. o lançamento etc. Exploração de diferentes posturas corporais. brincadeiras e atividades que envolvam amassar. por meio da experimentação e utilização de suas brincadeiras manuais em diversas situações cotidianas. Música Objetivo Geral: Utilizar a música como forma de desenvolvimento e expressão.. Vivenciar o próprio corpo através de brincadeiras envolvendo movimento com todo corpo ou parte dele. Participação em jogos. deitar-se em diferentes posições. sucção. Ações e brincadeiras que envolvam o ato de andar. Ações e brincadeiras que envolvam atos de rolar. rasgar. Objetivos Específicos: 50 .

Canções com ritmos variados e canções onde ela antecipe ações. Desenvolver o gosto pela música. inventar e reproduzir criações musicais. tanto de percussão como se sopro. Estimular o desenvolvimento da percepção e memória aditiva. fontes sonoras e produções musicais.• • • • Ouvir. Exploração das canções infantis. canções e movimentos corporais. Participação em brincadeiras que integrem músicas. o corpo. expressão e produção do silêncio e de sons com a voz. Participação em brincadeiras que desenvolvam percepção e memória auditiva. levando a identificação e expressão através de atividades corporais. Objetivos Específicos: • Manipular diferentes objetos e materiais. Canções com ritmo lento. propriedades entrando em contato com formas diversas de expressão artística.(sendo crítico. Exploração de instrumentos de ritmo. rápido. Interpretação de músicas e canções diversas. Artes Visuais Objetivo Geral: Desenvolver a capacidade criativa e auto-expressão artística despertando a curiosidade e ampliando o conhecimento de mundo. gosto pelo belo e prazer de realizar). o entorno e materiais sonoros diversos. Participação em brincadeiras acompanhando ritmo de música com objetos ou fazendo movimentos rítmicos com seu próprio corpo. Imitar. Participação em brincadeiras e jogos cantados e/ou rítmicos. Apreciação de músicas. perceber e discriminar sons diversos. dançando no seu ritmo próprio e espontâneo. 51 explorando suas características. . Conteúdos: • • • • • • • • • • • • Exploração. que fazem parte do nosso folclore. Escuta de obras musicais variadas em situações do cotidiano.

. Observação e identificação de imagens diversas. papelão.• • • Utilizar diversos materiais gráficos e plásticos sobre diferentes superfícies para ampliar suas possibilidades de expressão e comunicação. Cuidado com os materiais e com os trabalhos e objetos produzidos individualmente ou em grupo.  Pintar utilizando os dedos. brochas. como lápis e pincéis de diferentes texturas e espessuras. etc. pincéis etc..  Desenhar com lápis cera. manipulação e utilização de materiais. Linguagem Objetivo Geral: Promover o desenvolvimento da linguagem oral e familiarizar-se com a linguagem escrita. Cuidado com o próprio corpo e dos colegas no contato com os suportes e materiais de artes. caixas. parede. 52 . Conteúdos: • Exploração. etc. e de variados suportes gráficos. as mãos. madeiras. Participação em situações que permitam:  Desenhar com gravetos na areia. Cores primárias.  Desenhar com carvão no cimento. com giz colorido. pincéis. • • • • • Exploração e reconhecimento de diferentes movimentos gestuais. os pés. Objetivos Específicos: • Estimular a iniciação da fala. carvão.. chão. o cotovelo. como jornal.  Desenhar e pintar em plano vertical a horizontal.  Recortar e colar diversos tipos de materiais. visando a produção de marcas gráficas. papel. etc. esponjas. Desenvolver progressivamente a discriminação de cores primárias.

Ampliação do vocabulário. relatar suas vivências e expressar desejos.• • • Ampliar o vocabulário. Conversas sobre assuntos do contexto imediato (o que está acontecendo). Identificar no ambiente os fenômenos da natureza.. 53 . com plantas e com objetos diversos. Objetivo Específico: • • • • Interagir com pessoas. revistas. vontades. • • • • • • • • Contato constante com situações cotidianas nas quais se faz necessário o uso da leitura e da escrita. Observação e manuseio de materiais impressos. porém de seu contexto sócio-cultural. Participação em atividades que envolvam situações de linguagem orais e escritas. plantas e animais através de ações conscientes. histórias em quadrinhos. para que possa se relacionar com pessoas. Conteúdos: • Utilização da linguagem oral para conversar. comunicar-se. Brincadeiras de faz de conta discriminando diferentes expressões fisionômicas. etc. necessidades e sentimentos. Propiciar o contato com a linguagem oral e escrita. Imitação dos diversos personagens da estória. estimulando a aquisição de palavras novas. como livros infantis. Natureza e Sociedade Objetivos Gerais: Explorar o ambiente. Identificar seu grupo familiar. nas diversas situações de interação. Despertar o gosto por ouvir estórias infantis. Respeitar e preservar o meio. jornais. estabelecer contato com pequenos animais. manifestando curiosidade e interesse. Contação de estórias infantis.

brincadeiras. em baixo) Noções de tamanho (grande e pequeno) 54 . quente) Noções de quantidade (muito e pouco) Noções espaciais (dentro. sol. cor e espessuras.Conteúdos: • • • • • Participação em atividades que envolvam histórias. formas. Exploração de diferentes objetos. Matemática Objetivo Geral: Estabelecer aproximações e algumas noções matemáticas presentes no seu cotidiano. fora. noite. Participação e jogos e brincadeiras que envolvam os fenômenos da natureza. frio. jogos e canções que digam respeito às tradições culturais de sua comunidade e de outros grupos. Objetivos Específicos: • • • Estimular o desenvolvimento das percepções tátil e visual. Contato com animais e plantas pertencentes ao meio em que vive. Propiciar ações que envolvam noções de tamanho. em cima. Participação em brincadeiras que envolvam papéis sociais. quantidade. Conteúdos: • • • • Noções de tempo (dia. Propiciar ações que envolvam relações espaciais. se suas propriedades e de relações simples de causa e efeito. chuva.

respeitando suas regras básicas de convívio social e a diversidade que os compõe. alimentação. pensamentos e necessidades. manifestação e controle progressivo de suas necessidades. • Expressar emoções. Objetivos Específicos: • • • • • • Ter uma imagem positiva de si. respeitando as outras crianças e adultos e exigindo reciprocidade. Participação em situações que permitam a resolução de pequenos problemas do cotidiano. sentimentos. Identificar e compreender a sua pertinência aos diversos grupos dos quais participam.EDUCAÇÃO INFANTIL FASE I PRÉ-ESCOLAR 4 a 6 anos Formação Pessoal e Social Identidade e Autonomia Objetivo Geral: Desenvolver a independência na realização das ações e no relacionamento interpessoal. Adotar hábitos de autocuidado. 55 . pedindo ajuda se necessário. Conteúdos: • • • Expressão. desejos e sentimentos em situações cotidianas. segurança. Vivenciar ações de cooperação e solidariedade. desenvolvendo atitudes de ajuda e colaboração e compartilhando suas vivências. conforto. Conquistar a autonomia. identificando cada vez mais suas limitações e possibilidades agindo de acordo com elas. Identificação de algumas características próprias e das pessoas com os quais convive no seu cotidiano. utilizando seus recursos pessoais. ampliando sua autoconfiança. Identificar e enfrentar situações de conflitos. valorizando as atitudes relacionadas com a higiene. proteção do corpo e cuidados com a aparência.

peso. Participação na realização de pequenas tarefas do cotidiano que envolva ações de cooperação. os objetos. Utilização adequada dos sanitários. Utilização do diálogo como uma forma de lidar com os conflitos. Respeito e conhecimento da cultura de seu grupo de origem e de outros grupos. Valorizando o movimento em seus aspectos sócioafetivo. cuidado e limpeza pessoal das várias partes do corpo. utilizando gestos diversos e o ritmo corporal nas suas brincadeiras.. o espaço e os personagens.• • • • • • • • • Participação em brincadeiras nas quais as crianças escolhem os parceiros. etnia. 56 . respeito e utilização de algumas regras elementares de convívio social. Objetivos Específicos: • Ampliar as possibilidades expressivas do próprio movimento. danças. contribuindo para o desenvolvimento neuropsicomotor. Conhecimento. jogos e demais situações de interação. Movimento/ Expressividade Objetivo Geral: Possibilitar a auto-expressão. pular corda.. casinha. Preocupação com a aparência e limpeza pessoal. Respeito às características pessoais relacionadas ao gênero. estatura. Procedimentos básicos de prevenção e acidentes e autocuidado. Participação de meninos e meninas igualmente em brincadeiras de futebol. Identificação de situações de risco no seu ambiente mais próximo.. • • • • • Utilização adequada dos materiais de uso individual e coletivo. Participação em situações que envolvam a combinação de algumas regras de convivência em grupo e aquelas referentes ao uso dos materiais e do espaço isso for pertinente. solidariedade e ajuda na relação com os outros. os temas. etc. Procedimentos relacionados à alimentação e a higiene das mãos.

para ampliar suas possibilidades de manuseio dos diferentes materiais e objetos. brincadeiras e de outros movimentos. Valorização de suas conquistas corporais. Percepção de estrutura rítmica para expressar-se corporalmente por meio da dança. Ampliação das possibilidades estéticas do movimento pelo conhecimento e utilização de diferentes modalidades de dança. • • Utilizar os movimentos de preensão. limites.• Explorar diferentes qualidades e dinâmicas do movimento. conhecendo e identificando seus segmentos e elementos e desenvolvendo cada vez mais uma atitude de interesse e cuidado com o próprio corpo. Manipulação de materiais. danças e demais situações. Utilização dos recursos de deslocamento e das habilidades de força. etc.. Participação em brincadeiras e jogos. objetos e brinquedos diversos para aperfeiçoamento de suas habilidades manuais. Percepção das sensações. como força. Música Objetivo Geral: 57 . velocidade.. resistência e flexibilidade nos jogos e brincadeiras das quais participa. conhecendo gradativamente os limites e as potencialidades de seu corpo. sinais vitais e integridade do próprio corpo. encaixe. Apropriar-se progressivamente da imagem global de seu corpo. lançamento. Conteúdos: Movimento/ Expressividade • • • • • • • • Utilização expressiva intencional do movimento nas situações cotidianas e em suas brincadeiras. • Controlar gradualmente o próprio movimento aperfeiçoando seus recursos de deslocamento e ajustando suas habilidades motoras para utilização de jogos. velocidade. brincadeiras. resistência e flexibilidade. potencialidades.

utilizando recursos musicais. interagir com os outros e ampliar seu conhecimento do mundo. Conteúdos: • • • Construção de diferentes trabalhos artísticos. Perceber e expressar sensações. • • Escuta de obras musicais de diversos gêneros. Canções com ritmo lento. composições e interpretações musicais.Utilizar a música como forma de desenvolvimento e expressão. • • • • • • Reconhecimento e utilização das variações de velocidade e realização de algumas produções musicais. Objetivo Específico: • • • Explorar e identificar elementos da música para se expressar. duração (curtos ou longos). partes. Músicas com letras que descrevem situações do dia-a-dia. Ampliação e compreensão de vocabulário e expressão através de acompanhamento oral e gestual de diferentes ritmos e melodias. em contextos musicais das diferentes características geradas pelo silêncio e pelos sons: altura (graves ou agudos). sentimentos e pensamentos por meio de improvisações. Reconhecimento e utilização expressiva. (a forma). intensidade (fracos ou fortes) e timbre (características que distingue e “personaliza” cada um). Seqüências sonoras. Produzir sons diversos. rápido levando a identificá-los com precisão e expressálos através de atividades corporais. estilos. interação social autoestima e autoconhecimento. da produção musical brasileira e de outros povos e países. Repertório de canções para desenvolver memória musical. épocas e culturas. Participação em jogos e brincadeiras que envolvam dança e/ ou a improvisação musical. Reconhecimento de elementos musicais básicos: frases. Desenvolver o gosto pela música. elementos que se repetem etc. 58 .

59 . cor. etc. pelas de outras crianças e pelas diversas obras artísticas (regionais. espaço. das de outras crianças e da produção de arte em geral.. modelagens a partir de seu próprio repertório e da utilização dos elementos da linguagem das Artes Visuais: ponto. pinturas. instrumentos e suportes necessários para o fazer artístico. da construção. etc. Organização e cuidado com os materiais no espaço físico da sala. Exploração e aprofundamento das possibilidades oferecidas pelos diversos materiais. • Produzir trabalhos de arte. nacionais ou internacionais) com as quais entrem em contato. Respeito e cuidado com os objetos produzidos individualmente e em grupo. Conteúdos: • Criação de desenhos. forma. da modelagem. da pintura. colagens. textura. volume. ampliando seu conhecimento do mundo e da cultura. pintar. Exploração dos espaços bidimensionais (largura e altura) e tridimensionais (altura. Objetivos Específicos: • Interessar-se pelas próprias produções. desenvolvendo o gosto.. Apreciação de músicas de compositores locais. • • • • • • Exploração e utilização de alguns procedimentos necessários para desenhar.• • • Informações sobre as obras ouvidas e sobre seus compositores para iniciar seus conhecimentos sobre a produção musical. Artes Visuais Objetivo Geral: Desenvolver a capacidade de produções artísticas e valorização das mesmas. • Identificar cores primárias e secundárias. linha. Apresentações de músicas regionais. largura e profundidade) na realização de seus projetos artísticos. utilizando a linguagem do desenho. da colagem. o cuidado e o respeito pelo processo de produção e criação. Valorização de suas próprias produções. modelar.

Apreciação de artes que fazem parte da história local. descrição e interpretação de imagens e objetos. ouvir as de outras pessoas. Linguagem Objetivo Geral: Promover o desenvolvimento da linguagem oral e familiarizar-se com a escrita. Apreciação das artes visuais e estabelecimento de correlação com as experiências pessoais. • • • • Escutar textos lidos. interessando-se por conhecer vários gêneros orais e escritos e participando de diversas situações de intercâmbio social nos quais possa contar suas vivências.• • • • • • • Liberdade de expressão utilizando materiais variados. Apreciação de artes de artistas locais. Utilização de elementos da natureza para o fazer artístico. Reconhecer seu nome escrito. • Familiarizar-se com a escrita por meio do manuseio de livros. Leitura de obras de arte a partir da observação. Interessa-se por escrever palavras e textos ainda que não de forma convencional. Escolher os livros ler e apreciar. Objetivos Específicos: • Ampliar gradativamente suas possibilidades de comunicação e expressão. revistas e outros portadores de texto e da vivência de diversas situações nas quais seu uso de faça necessário. elaborar e responder perguntas. sabendo identificá-lo nas diversas situações do cotidiano. narração. Comparação das obras variadas (observando cores e materiais utilizados). identificando e reconhecendo-a em contexto significativo. apreciando a leitura feita pelo professor. Conteúdos: 60 .

Participação em situações cotidianas nas quais se faz necessário o uso da escrita. Valorização da leitura como fonte de prazer e entretenimento. Natureza e Sociedade Objetivo Geral: 61 . informativos. trava. sobre o sistema de escrita em língua materna. Relato de experiências vividas e narração de fatos em seqüência temporal e causal. utilizando o conhecimento de que dispõe. como trava-linguas.• Uso da linguagem oral para conversar. opiniões. preferências e sentimentos e relatar suas vivências nas diversas situações de interação presentes no cotidiano. Reconhecimento do próprio nome dentro do conjunto de nomes do grupo nas situações em que isso se fizer necessário. Prática da escrita de próprio punho. • • • • • • • • • • Conhecimento e reprodução oral de jogos verbais. revistas. quadrinhos. idéias. Participação em situações que as crianças leiam. parlendas. ainda que não o façam de maneira convencional. comunicar e expressar desejos. parlendas. notícias de jornal. • • • • Elaboração de pergunta e respostas de acordo com diversos contextos de que participa. Participação em situações que envolvem a necessidade de explicar e argumentar suas idéias e pontos de vista. Produção de textos individuais e/ ou coletivos ditados oralmente ao professor para diversos fins. poemas. no momento. etc. Participação nas situações em que os adultos lêem textos de diferentes gêneros. Observação e manuseio de materiais impressos. poemas e canções.línguas. Respeito pela produção própria e alheia. histórias em quadrinhos etc. cenários e objetos com ou sem ajuda do professor. como livros. previamente apresentados ao grupo. necessidades. Reconto de histórias conhecidas com a aproximação às características da história original no que se refere à descrição de personagens.. como contos. adivinhas. brincar.

62 . Espiritualidade. A paz consigo mesmo: Ecologia e consciência pessoal É a harmonia. Respeito as diferenças. Interreliogisidade. reintroduzindo através das mídias o espírito ligado aos grandes valores da humanidade que chamamos de Bem: A VERDADE. Reflexão. agir sobre os principais aspectos e variáveis da sociedade. META + AÇÃO:     Meditação. entre a vida física.Explorar o ambiente em que vive relacionando-se com o meio. A paz com os outros Ecologia e consciência social Lidar com as pessoas não é suficiente. o equilíbrio interior entre o corpo. Diálogo. META + AÇÃO: Trabalhar junto com a família e a comunidade em beneficio da harmonia e do bem de todos:      Cooperação e Sinergia. A BELEZA E O AMOR. Sensibilização. ampliando seu repertório de conhecimento. paralelamente. Educação econômica. as emoções e a mente. É preciso. emocional e intelectual.

sociais e espirituais são interligados. imaginando soluções para compreendê-los. Conscientização.A paz com a natureza Ecologia e consciência planetária Estamos aqui tocando na questão da educação ambiental. buscando informações e confrontando idéias. brincadeiras. não. manifestando opiniões próprias sobre os acontecimentos. ou arriscar a nossa destruição e a da diversidade da vida. políticos. jogos e canções que digam respeito às tradições culturais de sua comunidade e de outras. Contato afetivo. Estabelecer algumas relações entre o meio ambiente e as formas de valorizando sua importância para a preservação das espécies e para a qualidade de vida humana. econômicos.. Nossos desafios ambientais. Objetivos Específicos: • Interessar-se e demonstrar curiosidade pelo mundo social e natural. • • Estabelecer algumas relações entre o modo de vida característico de seu grupo social e de outros grupos. inclusive a vida humana. e juntos podemos forjar soluções includentes. Respeito à vida. META+ AÇÃO: Acreditamos que o desenvolvimento humano é primeiramente ser mais. ter mais:     Preservação. Trata-se de educar para o respeito à vida em todas as suas formas. 63 . Conteúdos: • Participação em atividades que envolvam histórias. A escolha é nossa: formar uma aliança global para cuidar da Terra e uns dos outros.. formulando perguntas.

Estabelecimento de algumas relações entre diferentes espécies de seres vivos. Percepção dos cuidados com o corpo. Observação da paisagem local (rios. Conhecimento dos cuidados básicos com animais e vegetais por meio da sua criação e cultivo. Valorização de atitudes relacionadas à saúde e ao bem estar individual e coletivo. Reconhecimento da importância das plantas para o homem. Valorização de atitudes de manutenção e preservação dos espaços coletivos e do meio ambiente. Identificação de objetos produzidos em diferentes épocas de nossa história local. construções. escola. suas características e suas necessidades vitais. Reconhecimento de algumas características de objetos produzidos em diferentes épocas e por diferentes grupos sociais. e a sua conservação. Cuidados no uso de objetos do cotidiano. Percepção dos cuidados necessários à preservação da vida e do ambiente. dentro e fora da instituição (família. Valorização do patrimônio cultural do seu grupo social e interesse por conhecer diferentes formas de expressão cultural. viver e trabalhar de alguns grupos sociais do presente e do passado (meios de transporte.• Conhecimento de modos de ser. Participação em atividades que envolvam processos de confecção de objetos. de fatos. Utilização com ajuda dos adultos. comunicação e sinais de trânsito de vivência do cotidiano da cidade e do meio rural). 64 . relacionados à segurança e prevenção de acidentes. à preservação de acidentes e á saúde de forma geral. florestas. campos. relatos e outros registros para a observação de mudanças ocorridas nas paisagens ao longo do tempo. • • • • • • • • • • • • • • • • • Identificação de alguns papéis sociais existentes em seus grupos de convívio. comunidade). vegetação). Conhecimento de algumas espécies da fauna e da flora brasileira e mundial. Valorização da vida nas situações que impliquem cuidados prestados a animais e plantas. açudes.

utilizando a linguagem oral e a linguagem matemática. Conhecendo os números. espaço físico e medidas utilizando a linguagem oral e linguagem matemática. processos utilizados e resultados encontrados em situações problemas relativas a quantidades. calor. as contagens orais e as noções espaciais como ferramentas necessárias no seu cotidiano. • Participação em diferentes atividades envolvendo a observação e a pesquisa sobre a ação de luz. hipóteses. rios. • Ter confiança em suas próprias estratégicas e na capacidade para lidar com situações matemáticas novas. a notação numérica e/ ou registros não convencionais. utilizando conhecimento prévios. utilizando a linguagem oral. Conteúdos: • • • • Utilização da contagem oral nas brincadeiras e em situações nas quais as crianças reconheçam sua necessidade. espaço físico e medida. 65 . as operações numéricas. Comunicação de quantidades. som.• Estabelecimento de relações entre os fenômenos da natureza de diferentes regiões (relevo. Utilização de noções simples de cálculo mental como ferramenta para resolver problemas. Comunicar idéias matemáticas. Objetivos Específicos: • • Reconhecer e valorizar os números. chuvas. Matemática Objetivo Geral: Ampliar progressivamente a compreensão de idéias matemáticas e formulação de hipóteses sobre situações problemas relativos a quantidade. secas. força e movimento. etc) e as formas de vida dos grupos sociais que ali vivem.

tridimensionalidade. tipos de contornos. Exploração de diferentes procedimentos para comparar grandezas. observando pontos de referência. lados retos. Marcação do tempo por meio de calendários. Não faz só uma grafia específica.. É conteúdo de trabalho. utilizando vocabulário pertinente nos jogos. significado. etc. como formas. faz com que a criança perceba que sua imagem muda. NOME • • • Exploração por meio de variados instrumentos. Explicitação e/ ou representação da posição de pessoas e objetos. Identificação de números nos diferentes contextos em que se encontram. identificando algumas regularidades. pela utilização de unidades convencionais e não convencionais. Experiências com dinheiro em brincadeiras ou em situações de interesse das crianças. explicitando a noção de sucessor e antecessor. • • Identificação de pontos de referência para situar-se e deslocar-se no espaço. ESPELHO 66 . IMAGEM • Uso do espelho.• • • • • • • • Identificação da posição de um objeto ou número numa série. Descrição e representação de pequenos percursos e trajetos. bidimensionalidade. • Exploração e identificação de propriedades geométricas de objetos e figuras. peso. faces planas. Introdução às noções de medidas de comprimento. traz também história. experimentando variadas possibilidades. sem que modifique a sua pessoa. nas brincadeiras e nas diversas situações nas quais as crianças considerarem necessário essa ação. volume e tempo. Comparação de escritas numéricas.

favorecendo assim a aprendizagem. nas relações com as crianças. desejos. Não reproduzir. fantasias.• Instrumento na construção e na afirmação da imagem corporal. podendo perceber assim as suas vivências pessoais. Proporcionar as conversas também durante as atividades mais sistematizadas. pois este é fundamental na construção de conhecimento. Planejar momentos específicos de colaboração entre a instituição e as famílias desenvolvendo atitudes de respeito às particularidades de cada grupo familiar. para que elas percebam os valores de igualdade e respeito que deve existir entre as pessoas de sexos diferentes. 67 . Ampliar os momentos para o diálogo. Criar espaços para que as crianças possam compartilhar suas dúvidas. IDENTIDADE DE GÊNERO • • • • Sensibilizar por meio de ações as crianças. padrões estereotipados quanto aos papéis do homem e da mulher. Aproveitar as habilidades dos familiares para enriquecer o conhecimento e a vivência no trabalho pedagógico da instituição. Favorecer espaços de conversas entre as crianças. comunicarem suas descobertas. RESPEITO A DIVERSIDADE • Criar situações de aprendizagem em que a questão da diversidade seja tema de trabalho. expressarem suas ansiedades. INTEGRAÇÃO • • • • • Observação das interações espontâneas das crianças. projetos. conhecimentos.

• Promover debates em que as crianças possam pronunciar. ao diálogo. CUIDADOS PESSOAIS 68 . o do outro e a imitação. Pensar no registro da deliberação coletiva sobre as regras de convivência. uma prática cotidiana entre as crianças é preciso que se organize na sala um espaço para essa atividade. Ouvir. • • Trabalhar a noção de que as sanções devem guardar coerência com a regra transgredida é importante na perspectiva de uma moral autônoma. batimentos cardíacos. ajudam as mesmas a organizarem seu pensamento e emoções. nas crianças o sentimento de pertencerem a um grupo. para o estabelecimento de regras e sanções comuns. JOGOS E BRINCADEIRAS • • • Proporcionar jogos e brincadeiras que envolvam o reconhecimento do próprio corpo. desenvolver capacidades ligadas à tomada de decisões. permitindo que as crianças desenvolvam tarefas em torno de objetivos comuns. refletir. criando condições para o enriquecimento do brincar. Organizar situações nas quais as crianças conversem sobre suas brincadeiras. • • • Para que o faz-de-conta torne-se. sensações de prazer ou desprazer) que as atividades físicas proporcionam. de fato. também. possibilitando a criação de condições para que elas possam. à construção de regras à solidariedade. é um meio para que estas se transformem em conteúdo mais sistematizado. desenvolvendo. gradativamente. Planejar articulações com os outros eixos de trabalho.• Ampliar as oportunidades do exercício da cooperação. exprimirem suas opiniões até que se coordenem os pontos de vista. ao respeito a si mesma e ao outro. conversar e registrar sobre o reconhecimento dos sinais vitais (respiração. • Medir as relações entre as crianças. Brincar deve constituir em atividade permanente e sua constância dependerá dos interesses eu as crianças apresentam mais diferentes faixas etárias.

Organizar o espaço físico de forma a deixar ao alcance das crianças tanto materiais que as desafiem. cuidado e proteção com sua segurança e com a dos companheiros. são práticas educativas que vão gradativamente construindo com as crianças atitudes de respeito. segurança e integridade corporal e psíquica durante o período em que elas permanecem na instituição.• • • • • • • • • Desenvolver habilidades e atitudes relacionadas à higiene pessoal. emocional e cognitivo. Estabelecer parcerias com os familiares para que estes possam ampliar e complementar as ações de cuidados. como aqueles que lhes dêem oportunidades de terem sucesso imediato. Ampliar as experiências das crianças quanto às práticas sociais de alimentação. Valorizar a capacidade psicomotora das crianças. ORGANIZANDO UM AMBIENTE DE CUIDADOS ESSENCIAIS. Amparar. • • Auxiliar as crianças a identificarem situações de risco. alimentação. em um dado momento histórico e em uma dada cultura. 69 . Possibilitar a participação das crianças na elaboração dos cardápios servidos na instituição. orientar e sugerir formas de lidar com desafios corporais. próprio da espécie humana. a limpeza dos espaços do ambiente coletivo. • A promoção do crescimento e do desenvolvimento saudável das crianças na instituição educativa está baseada no desenvolvimento de todas as atitudes e procedimentos que atendem as necessidades de afeto. Conversar com o grupo infantil sobre os acidentes. • Proporcionar situações para que a criança possa utilizar e desenvolver o seu potencial biológico. Oportunizar a aprendizagem dos movimentos para uma correta escovação dos dentes e da língua. Oferecer oportunidades diárias para que as crianças possam se exercitar.

ALIMENTAÇÃO • • • • • • • • A partir de suas necessidades afetivas e alimentares o bebê constrói e dirige seus primeiros movimentos no espaço. Projetos pedagógicos que envolvam o conhecimento sobre os alimentos permitem que elas aprendam sobre a função social da alimentação e as práticas culturais. É fonte de inúmeras oportunidades de aprendizagem.PROTEÇÃO • • Não significa cercear as oportunidades das crianças em explorar o ambiente e em conquistar novas habilidades. A construção da independência é tão importante quanto os nutrientes que a criança precisa ingerir. CUIDADOS COM OS DENTES • Prever uma rotina de escovação dos dentes. pois nesta fase o vínculo é fundamental. É preciso oferecer oportunidades para que as crianças desenvolvam atitudes e aprendam procedimentos que valorizam seu bem-estar. mas todas estão de acordo que o aleitamento ao seio é à forma mais saudável. Envolve parceria com os familiares. Propiciar experiências que possibilitem a aquisição de novas competências em relação ao ato de alimentar-se favorece o processo de desenvolvimento da criança. visando desenvolver atitudes e construir habilidades para o autocuidado com a boca e com os dentes. 70 . Existem diversas linhas sobre nutrição infantil. Recomenda-se que seja sempre o mesmo adulto que alimente e cuide dos bebês.

ou sobre a diversidade étnica que compõe o povo brasileiro. A oferta permanente de atividades diversificadas em um mesmo tempo e espaço é uma oportunidade de propiciar a escolha pelas crianças. A construção da identidade e a conquista da autonomia pelas crianças são processos que demandam tempo e respeito às suas características individuais. ou que visem discutir a identidade cultural brasileira. Pensar nas seqüências de atividades implica planejar experiências que se organizam em etapas diferenciadas e com graus de dificuldades diversos. 71 . do grupo contribuem. ORGANIZAÇÃO DO TEMPO • • • • Todas as atividades permanentes. OBSERVAÇÃO. de satisfação com a sua própria produção e conquistas é um instrumento de acompanhamento do trabalho que poderá ajudar na avaliação e no replanejamento da ação educativa.• Precisa ser organizada uma rotina de maneira que a criança possa ir gradativamente aprendendo a cuidar de si. são recursos para tratar de forma mais objetiva a questão da identidade. Desenvolver projetos relacionados ao faz-de-conta. É preciso conhecer as possibilidades de cada criança e delinear um planejamento que inclua ações ao mesmo tempo desafiadoras e possíveis de serem realizadas por elas. Uma parte significativa da auto-estima advém do êxito conseguido diante de diferentes tipos de desafios. • • • • A organização da instituição deve estar a serviço da ação educativa e não o contrário. de forma direta ou indireta. REGISTRO E AVALIAÇÃO FORMATIVA • A observação das formas de expressão das crianças de suas capacidades de concentração e envolvimento nas atividades. É necessário que as condições ambientais sejam favoráveis aos cuidados. para a construção da identidade e o desenvolvimento da autonomia.

sem o objetivo de promoção. 72 . a avaliação é entendida. os processos de aprendizagem das crianças. como um conjunto de ações que auxiliam o professor a refletir sobre as condições de aprendizagem oferecidas e ajustar sua prática às necessidades colocadas pelas crianças. O registro diário de suas observações. entre outras. Tem como função acompanhar. estabelece. contextualmente.• • No que se refere à avaliação formativa. referente à educação infantil. podem ser consideradas. sem dúvida. artigo 31 que: “. A expectativa em relação à aprendizagem da criança deve estar sempre vinculada às oportunidades e experiências que foram oferecidas a ela. mas sim as situações de aprendizagem que foram oferecidas. mesmo para o acesso ao ensino fundamental”.. orientar e redirecionar esse processo como um todo. Idéias podem compor um rico material de reflexão e ajuda para o planejamento educativo. AVALIAÇÃO A observação e o registro se constituem nos principais instrumentos que o professor dispõe para apoiar sua prática. Por meio deles o professor pode registrar. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação. a mais comum e acessível. na Secção II. Outras formas de registro também. como a gravação em áudio e vídeo. deve-se ter em conta que não se trata de avaliar a criança. É um elemento indissociável do processo educativo que possibilita ao professor definir critérios para planejar as atividades e criar situações que gerem avanços na aprendizagem das crianças. A partir da proposta da escola. produções das crianças ao longo do tempo. A escrita é. São várias as maneiras pelas quais a observação pode ser registrada pelos professores.. sancionada em dezembro de 1996. Esta observação e seu registro fornecem aos professores uma visão integral das crianças ao mesmo tempo em que revelam suas particularidades. fotografias. funcionários e com o professor e acompanhar os processos de desenvolvimento obtendo informações sobre as experiências das crianças na instituição. impressões. prioritariamente. a qualidade das interações estabelecidas com outras crianças. a avaliação far-se-à mediante o acompanhamento e registro do seu desenvolvimento.

É importante que o professor tenha consciência disso. será de fundamental importância para que a criança possa construir uma representação positiva da mesma. se inteirando dos avanços e conquistas. compreendendo os objetivos e as ações desenvolvidas pela instituição. a avaliação pode provocar-lhes um sentimento de impotência e fracasso. por exemplo. como e quando em consonância com os princípios educativos que elege. identificar pontos que necessitam de maior atenção e reorientar a prática. o que fortalece a função formativa que deve ser atribuída à avaliação. Isso significa definir melhor a quem se dirige à avaliação – se ao grupo todo ou as crianças em particular? Qual o melhor momento para explicitá-la e como deve ser feito? Esses momentos de retorno da avaliação para a criança devem incidir prioritariamente sobre as suas conquistas. O professor deve ter consciência de que a forma como a avaliação é compreendida. A avaliação também é um excelente instrumento para que a instituição possa estabelecer suas prioridades para o trabalho educativo. quando o professor diz: “Olhe que bom você já está conseguindo se servir sozinho”. como. 73 . Nessas situações. Os pais. Além dessas. Apontar aquilo que a criança não consegue realizar ou não sabe. processual tendo como objetivo principal à melhoria da ação educativa. Para que possa se constituir como um instrumento voltado para reorientar a prática educativa. na instituição e por ele próprio. definido o que avaliar. para que possa atuar de forma cada vez mais intencional. também. São várias as situações cotidianas nas quais isso já ocorre. ao invés de potencializar a ação das crianças e fortalecer sua auto-estima. o professor deve compartilhar com elas as observações que sinalizam seus avanços e suas possibilidades de superação das dificuldades. quando o professor detém conhecimento sobre as reais possibilidades de avanço da criança e sobre as possibilidades que ele tem para ajudá-la. têm o direito e o dever de acompanhar o processo de aprendizagem de suas crianças. Para que isso ocorra.No que se refere ás crianças. Outro ponto importante de se marcar refere-se à representação que a criança constrói sobre a avaliação. só faz sentido numa perspectiva de possível superação. Do contrário. existem outras situações que podem ser aproveitadas ou criadas com o objetivo de situar a criança frente ao seu processo de aprendizagem. ou quando torna observável para as crianças o que elas sabiam fazer quando chegaram na instituição com o que sabem até aquele momento. a avaliação deve permitir que elas acompanhem suas conquistas. suas dificuldades e suas possibilidades ao longo de seu processo de aprendizagem. a avaliação deve se dar de forma sistemática e contínua. o retorno para as crianças se dá de forma contextualizada.

a matemática não deve ser vista como algo pronto e acabado.Ao final do ano letivo será fornecido o parecer descritivo do aluno atendido no Setor de Educação Infantil. A sociedade atual vive um grande conflito: por um lado o desenvolvimento científico e tecnológico que viabiliza a realização de coisas que há um século atrás eram consideradas 74 . ordem e clareza. para adaptar-se às necessidades do mundo moderno. sintetizando. como forma de resposta às necessidades humanas. indicando o e sugerindo os atendimentos seqüentes. porém essa concepção sofreu grandes mudanças no decorrer da história. ENSINO FUNDAMENTAL: Programa de Educação Escolar MATEMÁTICA Objetivo da área: Propor atividades que oportunize o aluno a vivência de experiências reais de comparar sobre as ações de seu cotidiano. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA A matemática em sua origem foi concebida como uma série de regras isoladas. refletindo. abstraindo. O conhecimento matemático é um bem cultural em constante construção e elaboração. bem como adequar-se aos novos conceitos sobre a educação. criando hábitos de estudo com precisão. A participação da família é de fundamental importância para o alcance do êxito no processo de ensino e aprendizagem. propiciando a discussão sobre os assuntos obtidos. Atualmente. É produzido na relação do homem com a natureza e no interior das relações sociais.

Reconhecer noções básicas de quantidade. Compreender números ordinais.impossíveis. etc. resultado de um jogo. Reconhecimento de números no contexto diário. números de irmãos. interpretar. construir e elaborar conceitos. Para tanto. manejar fórmulas. além de ser um instrumental importante para a construção de saberes em diferentes áreas do conhecimento. o ensino da matemática objetiva a formação do raciocínio e do pensamento independente e criativo e. seu papel na formação das capacidades intelectuais. Nesta perspectiva. Portanto. História dos números. por outro lado. Analisar e interpretar situações problema compreendendo alguns dos significados das operações em especial da adição e da subtração. Seriação. • • • Formular hipóteses sobre a grandeza numérica pela identificação da quantidade de algarismos e da posição ocupada por eles na escrita numérica. criar significados. Apresentação de símbolos numéricos. sensibilizar-se para perceber os problemas. Nesse contexto. É sobre tudo. HABILIDADES: • • • • • • • • Classificação. Compreender o processo de agrupamento em pares. na sua aplicação a problemas. o ensino da matemática assume um papel fundamental. as injustiças sociais e má distribuição de renda que caracteriza os países do 3º mundo. etc.. com noções gerais da divisão e multiplicação. na estruturação do pensamento e o desenvolvimento do raciocínio lógico dedutivo do aluno. 75 . pois necessita transmitir de forma competente o conhecimento formal. coloca a maioria do povo em uma situação de vida precária. utilizar regras e técnicas. Noções de conjunto. ensinar e aprender matemática deverá ser muito mais do que reconhecer símbolos. dessa forma instrumentalizar os alunos a adquirirem novos conhecimentos teóricos práticos.. Contagem de elementos na ordem convencional. resolver problemas e cálculos padronizados. de forma que este instrumentalize os alunos para compreender a sociedade em que vivem e nela poderem atuar de forma crítica. situação de vida cotidiana e atividades do mundo do trabalho. a partir de situações significativas como: idades. é importante que a matemática desempenhe de forma equilibrada. tanto quanto saber resolvê-los e aplicá-los no dia-a-dia.

depois. muito/pouco. rádio. Noções de juros e descontos. etc. massa de modelar. semestre. livros.. cor. espessura. antes. Relações entre objetos iguais e diferentes. Sistema monetário. agora. Identificação e orientação de unidade de tempo (dia. Utilizando vários tipos de textos. Tamanho. comprimento. blocos lógicos. ordenações e classificação de números e fatos. Comparando quantidades: mais/menos. Estações do ano. Utilizando diferentes estratégias par quantidade. Forma. um/nenhum/alguns/todos. etc. Textura. mês. escrevendo. premiações. lento. Seriado por: tamanho. organizar e comparar os elementos de uma coleção (tampinhas. Cor.. • Formulando e resolvendo situações problema por meio de cálculo pessoal ou convencional. fazendo correspondência um a um.. Comparando quantidades.• • • • • • • • Registro de quantidade através do símbolo numérico e sua escrita por extenso. Noção entre objetos (pesado/leve). PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS • • • • • • • • • • • • • • Classificando por: Semelhança e diferenças. etc. noite. jogos e materiais de manipulação explorando a contagem de rotina. ano). bimestre. cheio/vazio. lendo. etc. Identificando. tarde. percepção e utilização de seqüência dos números ordinais em situações do dia-a-dia. Utilização de brincadeiras. etc). Fazendo a correspondência do número a quantidade. comparando e ordenando números com utilização de materiais concretos. rótulos. vídeos. semana. Noção entre objetos (cheio/vazio). manhã. Espessura.. 76 .

Observando formas geométricas presentes em elementos naturais e nos objetos criados pelo homem e suas características: arredondadas ou não. Conceituando unidade. vivências diárias ou por meio convencional. • • Comparando as formas observadas com as figuras geométricas. Formulando e resolvendo situações problema através de material concreto. através de material concreto e experiências vivenciadas pelo aluno. • • • • Indicando direção e sentido.. para o lado. diante de. não curvas. vá para perto do armário. A partir de diferentes pontos de referência e algumas indicações de direções de sentidos: caminhe ao lado da cadeira. para no sentido contrário. Manuseando as formas de círculo. cima. interior e exterior de ramos. utilizando regras de seriação em escalas ascendentes e descendentes. contagem de dois em dois. Dando origem as curvas. curvas fechadas. ao lado de. dezena e centena.:. meio copo. balança. de três em três. Utilizando material concreto nas atividades do dia-a-dia.-. antes de/depois. Observando o numeral dos telefones. triângulo. fazendo o uso de réguas ligando pontos determinados. retângulo. através de. vírgula. dentro/fora. Utilizando noções de pares e impares. metade.• • • • • • • • • • • • Compreendendo o jogo. através do próprio corpo... frente. em torno de (em redor de). baixo. etc.=) na escrita das operações. Utilizando sinais convencionais (+.. Montagem de quebra-cabeças e construções simples. pela frente/por trás. objetos de uso pessoal. um copo. quadrado. recipiente de um litro. identificando a semelhança e diferença. etc. horizontal/vertical. simétricas ou não. Representando graficamente os números. etc. atrás. registro de identidade. no meio de. sua esquerda. etc. entre. Descrevendo que tem a sua direita. fechados de curvas. curvas abertas. para frente/para trás. etc. placas de carro. Construindo estratégias pessoais e instrumentos de medidas conhecidos: fita métrica. 77 . Utilizando a calculadora para produzir e comparar escritas numéricas.x.

a avaliação assume o caráter de redimensionamento da prática pedagógica. Utilizando balança para compreensão do peso. Ela deve ser parte integrante do processo ensino-aprendizagem e deverá ter função diagnóstica. litros. reflexão e tomada de decisão sobre o desenvolvimento apropriação do conhecimento. além de detectar as dificuldades e avanços dos alunos.. palma. Estabelecendo comparações entre objetos: tamanho. análise. garrafas. pé. etc. Comparando valores nas compras a vistas e a prazo. e desempenho dos nossos alunos na 78 . Utilizando-se de copos. altura. etc. entendida esta como um processo contínuo de informações. o aluno não é o único a ser avaliado. Com isto. Utilizando diferentes maneiras de medir: polegada. AVALIAÇÃO A avaliação é um instrumento que utilizamos para verificar se nossos alunos adquiriram os conhecimentos básicos de cada série. Construindo diversos tipos de calendário e fazendo uso do relógio diariamente. Antes tais elementos devem fazer parte do processo de ensinoaprendizagem. situando-se cronologicamente e estabelecendo comparações. saquinhos. Observando e percebendo através de histórias e fotografias das características de cada época.. vidros. relacionando-os com a economia que pode ser feita. Nesse processo. Reconhecimento de cédulas e moedas e de possíveis trocas entre cédulas e moedas em funções de seus valores. o conteúdo desenvolvido e a metodologia. e se eles se tornaram capazes de utilizar estes conhecimentos em situações do seu cotidiano. régua. latas. espessura e comprimento. as pessoas e os ambientes podem ser pesados e medidos.• • • • • • • • • Observando e percebendo que os objetos. Também serão o professor. distância. metro. Os resultados alcançados em provas e textos não se constituem nos únicos elementos considerados na avaliação. largura.

79 . empregar várias estratégias de resolução e de fazer a verificação dos resultados. ampliando-a para melhorar a capacidade de compreensão tanto na comunicação oral quanto na escrita. resolvê-los e refletir criticamente sobre eles. Verificar se os alunos são capazes de expressar-se oralmente. reconhecer se funciona ou não em sobre tudo. Por fim ao avaliar os procedimentos matemáticos é preciso perceber se os alunos são capazes de executar uma atividade matemática com eficácia. os conteúdos matemáticos da série e sua adequação aos alunos. de justificar os passos de um procedimento. a metodologia empregada. se analisa situações para identificar e utilizar os dados numéricos oferecidos e também se utiliza o raciocínio espacial para resolver problemas. reconhecer se ele é adequado ou não a determinada situação. é preciso verificar-se se ele identifica padrões. Para avaliar a capacidade do aluno de raciocinar matematicamente. se compreendem e interpretam corretamente idéias matemáticas apresentadas de forma escrita. oral ou visual e se utilizam do vocabulário matemático para representar idéias. formula hipóteses. adquirindo progressivamente uma competência em relação à linguagem.Neste processo deve-se levar em conta nossa prática diária. pensar criativamente e para formular problemas. Os “erros” cometidos pelos alunos devem ser analisados para descobrir sua natureza e reencaminhar o desenvolvimento dos conteúdos. Ao avaliar a compreensão de conceitos deve-se observar se não capazes de verbalizá-los e identificá-los e relacioná-los a situações de aplicação. se são capazes de criar novos procedimentos corretos e simples. por escrito. os recursos humanos e materiais utilizados. PORTUGUÊS Objetivos da área: Utilizar os conhecimentos construídos através da prática. Para que a avaliação seja ampla é preciso considerar a capacidade do aluno de usar as informações adquiridas para raciocinar.

pois a linguagem é uma forma de ação interindividual. dizer alguma coisa para alguém de uma determinada forma. as nossas idéias sobre o mundo se constroem nesse complexo processo de interação. 80 nossa . É a linguagem que nos acompanha onde quer que estejamos a assim nos constituímos enquanto sujeito do mundo e serve também para articular não apenas relações que estabelecemos com ele. Desta forma ele produzirá sua linguagem própria para troca e produção coletiva do conhecimento. considerando os diferentes níveis de conhecimento prévio de forma que o aluno. tem acesso a informação. de alguma maneira com os que já foram produzidos obtendo-se dessa forma a intertextualidade. constitui-se a partir da coesão e coerência a produção do discurso se relaciona. interaja na sociedade a que ele se insere. Cabe a escola adequar o ensino da língua portuguesa conforme a necessidade real da sua clientela. simpatias da relação de afinidade e do grau de familiaridade que se tem da posição social que se ocupa em relação a ela e vice-versa. partilha ou constrói visões de mundo. diferenciando-nos dos animais. Vale dizer: aquilo que pensamos sobre o real está diretamente vinculado aos horizontes do grupo social e da época que pertencemos. saberes estes. pessoas que ocupam espaços bem definidos na estrutura social. isto é. produz conhecimento. aprende-se linguagem.FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Trabalhar a língua portuguesa significa trabalhar em prol de uma realidade social participativa. ao findar o curso fundamental seja capaz de interpretar diferentes textos que circulam socialmente. vistos como fonte norteadora no exercício da cidadania. num determinado contexto histórico. e isto significa produzir discursos. ou seja quando se interage verbalmente com alguém o discurso se organiza a partir dos conhecimentos que o interlocutor possua sobre o assunto do que se supõe serem suas opiniões e convicções. isto é. expressa e define pontos de vista. Comunicar-se claramente parte do princípio de que nossas palavras dirigem-se a interlocutores concreto. como também junto com o trabalho caracterizar a humanidade. pois é por meio dela que o homem se comunica. A linguagem é ponto fundamental para que o indivíduo se comunique. mais do que isso. O ensino de Língua Portuguesa exige que o educador permeie sua prática pedagógica através dos saberes lingüísticos funcionais. e como cidadão produzir textos eficazes nas mais variadas situações. Produzindo linguagem. O texto é produto da atividade discursiva e escrita que resulta num todo significativo e acabado.

HABILIDADES: • • • • • • • • • • Escutar ativamente a leitura de diversos testos. Produzir e reproduzir textos orais individuais e coletivos observando a ordem cronológica dos fatos e o assunto tratado. ampliando e reorganizando sua própria visão do mundo. Perceber os diferentes modos de falar nas diversas situações de interlocução diante de diferentes interlocutores.Antes de aprender como se escreve e como se lê. e. Desenvolver atitude crítica em relação à leitura e à produção de textos alheios ou próprios. Adequar a linguagem a situações comunicativas mais formais que acontecem na escola. Atribuir significados nas mensagens orais. poder participar da história da humanidade. na TV. Transmitir mensagens utilizando a linguagem oral com desenvoltura procurando adequar as situações comunicativas. qualquer pessoa tem algumas idéias sobre como deve ser isso. começando a identificar elementos relevantes segundo as intenções do autor. A alfabetização faz parte da formação da personalidade do indivíduo. Ler e escrever são conhecimentos que não se tem. Expressar oralmente a compreensão da mensagem da qual é destinatário. através da leitura. no mercado. Saber participar das diferentes situações de intercâmbio oral. ela vê pessoas lendo e escrevendo e pensa sobre isso. se constroem. 81 . mais do que isto. Enxergamos as coisas mais distantes através da leitura. Expor oralmente sobre temas estudados. neste sentido. Nós interagimos no mundo e o mundo não passa desapercebido e o entendimento do mundo se dá pelo entendimento da leitura e da escrita. cultura e de poder comparar suas idéias com as dos outros. ela vê coisas escritas na rua. é necessário que ela encontre na leitura uma motivação permanente e deste modo ela terá condições futuras de. não basta simplesmente que ele aprenda a ler e escrever. Ler e escrever são conhecimentos estratégicos e instrumentais de vida.

Usar a escrita como forma de expressão subjetiva. idéias e opiniões de forma clara e ordenada. trava línguas. Participando das diferentes situações de intercâmbio comunicativo: Seminários. piadas. intervindo sem sair do assunto tratado. discursos políticos. Ouvindo e produzindo outras versões de uma mesma história ou fato. Imprimir qualidade aos textos escritos. Produzir textos escritos observando os aspectos de coerência e coesão. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS • • • • • Expressando oralmente o canto.• • • • • • • • Conhecer e compreender o funcionamento da escrita alfabética. antecipação. Adequar os procedimentos de leitura aos objetivos da própria leitura. por meio de gravação em áudio e ou vídeo. simulação de programas de rádio e TV. seleção. etc. contos. buscando a importância de diferentes gêneros. ou acontecimentos dos quais participou. Utilizar estratégias e decifração. explicando e ouvindo explicações. usando revisão do texto e relendo cada parte escrita da produção. inferência e verificação combinando-as às leituras nos textos. história em quadrinhos. Narrando histórias já lidas ou ouvidas. participando em atividades contextualizadas de leitura em busca da construção do significado. Observando aspectos próprios da fala que não são percebidos na escuta. jogos e outros. • Utilizando diferentes portadores de textos. filmes. • Ouvindo com atenção. parlendas. passeios. formulando e respondendo perguntas. Ler e escrever gradativamente de forma convencional. adivinhas. 82 . inferências e verificações. manifestando experiências e sentimentos.. dramatizações de texto teatrais. participando em situações favoráveis à prática social da leitura. manifestando e acolhendo opiniões. Ouvir leituras de poesias. • • Usando rascunho. Ler para usufruir momentos de lazer e estabelecer relação entre realidade e fantasia. realizando antecipações.

Exercitando a imaginação e a fantasia. divisão de tarefas e apresentação de resultados. Descrevendo oralmente personagens. dando recados e avisos. Relatando experiências vivenciadas na família. etc). Produzindo textos espontâneos. Expressando oralmente as idéias principais de um texto. Manifestando sentimentos. Atribuindo significação à parte escrita pela suposição de sentido a partir de portadores de texto sociais (embalagens. Fazendo convites e anúncios.. Participando de atividades em grupo que envolvam planejamento. Manuseando diferentes portadores de textos literatura infantil. Observando a macro e a micro estrutura textual. etc. Usando a leitura para se divertir. folders. descobrir. contos.• • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • Usando expressões de cortesia. Reescrevendo os textos produzidos individualmente e coletivamente. Escrevendo diferentes tipos de portadores de texto em situações reais de uso. do “como fazer” para que o aluno chegue ao domínio dos conteúdos. objetos. anúncios. pois não somente o desempenho do aluno é objeto de reflexão. escrever. cenários. panfletos. na escola. folhetos. AVALIAÇÃO No momento em que o professor faz uma reflexão constante do processo de ensino. dicção. Atribuindo significação às partes escritas a partir do texto lido. vivenciando emoções por meio da leitura. estudar. 83 . observando a entonação. tomadas de decisões. fazendo sua própria leitura. Escutando a fala de pessoas em situações formais e informais. lendas. etc). na sociedade. Participando de atividades de produção oral de um texto. avaliar adquire uma dimensão mais abrangente. Produzindo textos coerentes e coesos. Transpor para a língua escrita o que foi lido ou ouvido. gestos e posturas. Observando as diversas situações de usos dos diferentes portadores de textos e avaliando as formas gráficas. idéias e opiniões.

observar com transparência o desenvolvimento de seu aluno. aquelas que não levam ao objetivo. os conceitos são construídos num processo de autoregulação e os erros fazem parte desse processo. professor. ao envolvimento com atividades propostas pelo professor. à aplicação daquele conhecimento ao seu cotidiano. ele poderá aprofundar conteúdos ou comportamentos e redimensionar o seu planejamento a fim de melhorar sua eficiência. fundamental para a aprendizagem. quando poderão ser questionados aspectos que permitam “medir” o potencial do aluno em relação à construção de seu conhecimento. a preocupação maior não deve ser o erro. conteúdo e a maneira como este último é trabalhado e assimilado. servirá ao professor como auto-avaliação. devem ser repensadas e corrigidas. Há um objetivo a ser alcançado e algumas ações levam a esse objetivo: outras ações. 84 .mas também o processo envolvendo os elementos que o realizam: aluno. o que importa é a ação e o feedback que o erro desencadeia no processo. o professor retorna os aspectos que não tiverem sido satisfatoriamente assimilados e propõem novas vivências das habilidades ainda não incorporadas. Essa atitude. ou seja. constituindo-se num momento propício para um efetivo diálogo. A avaliação torna-se um processo diagnóstico para que o professor defina os objetivos. a partir da verificação do grau de aprendizagem atingido. A prática da avaliação deverá contar com a participação crítica e responsável do aluno. Desse modo. conteúdos e o nível de aprofundamentos destes. desde que ele esteja disposto a compreender esse processo como propiciador de uma retomada de assuntos e atividades. Ao educador cabe diagnosticar o erro – este visto como um momento evolutivo no processo de aquisição do conhecimento – e por meio dele. Assim. A partir dessa observação ele pode criar conflitos para desestabilizar as certezas e hipóteses não-adequadas que a criança tem sobre determinado assunto e assim permitir seu desenvolvimento cognitivo. Durante o processo a prática constante da avaliação deverá ser elemento de reflexão contínua. do que é básico. pois representa um momento importante enquanto norteadora de rumos e de decisões a serem tomadas após análise de resultados. Desta forma a avaliação servirá como motivadora da concepção de novas estratégias para uma melhor apresentação do conteúdo sendo que o educador irá verificar a aprendizagem não a partir dos mínimos possíveis. paralelamente. Do ponto de vista Piagetiano. mas a partir dos mínimos necessários.

interações e transformações. Durante os últimos séculos. Apropriou-se de seus processos alterou seus ciclos. como desejável e necessário. e as ciências naturais têm o papel de colaborar para a compreensão do mundo e suas transformações. Química e Astronomia. levantar hipóteses. O homem acreditou que a natureza estava à tua disposição. testá-las e até abandoná-las quando for o caso. seja freqüente a pergunta: “É possível ensinar Ciências Naturais nas séries iniciais do Ensino Fundamental”? Não só é possível. cada uma com um conjunto específico de conceitos. suas relações. partindo do que já é conhecido e se apropriando de sua forma de trabalho para compreender o método científico. quando se depara com uma crise 85 . situando o ser humano como indivíduo participativo e integrante do universo. valorizando experiências vivenciadas e a compreensão das inovações tecnológicas. leis e teorias. redefiniu seus espaços. Hoje. Cada uma com seus métodos próprios de investigar o mundo. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA A formação de um cidadão exige sua inserção numa sociedade em que o conhecimento científico e tecnológico é cada vez mais valorização. trabalhando de forma a tirar conclusões. o ser humano foi considerado centro do Universo.A área é composta de diferentes ciências: Biologia. Por isso. Física. Geologia. talvez. na identificação dos elementos do ambiente. O conteúdo de Ciências Naturais é extremamente fascinante. O objetivo da proposta do ensino de ciências é levar o educando a identificar problemas a partir de observações sobre um fato.CIÊNCIAS Objetivo da área: Desenvolver a capacidade de utilizar conhecimento científico com resultado do trabalho de gerações de homens e mulheres na compreensão do mundo e exercício da cidadania. mas difícil de ser organizado como área de ensino.

de educação. não sendo um processo autônomo e independente das relações econômicas e sociais. uma vez que estes são elaborados pelo homem a partir das necessidades concretas de existência. inclusive a humana. já é cidadã hoje e. é explicitar as necessidades históricas que levaram o homem a compreender e apropriar-se das leis que movimentam. O objetivo da proposta do ensino de ciências. expressando a concepção de mundo. de homem. o ensino de Ciências Naturais pode contribuir para uma reconstrução da relação homem-natureza em outros termos. HABILIDADES: 86 . científico.ambiental que coloca em risco a vida do planeta. o ensino de Ciências deve propiciar ao aluno a compreensão do processo histórico no qual se dá a evolução e a elaboração dos conceitos científicos. Dentre as idéias que o homem produz. produzem e regem os fenômenos naturais. conhecer ciência é ampliar a sua possibilidade presente de participação social e viabilizar sua capacidade plena de participação social no futuro. senso comum. É o espaço de expressão das explicações espontâneas dos alunos e daquelas oriundas de vários sistemas explicativos. os fenômenos da natureza e as transformações produzidas pelo homem podem ser expostas e comparadas. nesse sentido. O ensino de Ciências Naturais também é espaço privilegiado em que as diferentes explicações sobre o mundo. de sociedade. Isso evidencia a necessidade de se pensar a construção do conhecimento científico a partir de sua historicidade. está o conhecimento referente ao mundo que pode ser explicitado de diferentes formas: teológico e filosófico. deve ser compreendido nos limites de modo de produção que o explicita.. O conhecimento a respeito do mundo natural (da ciência da natureza). então. etc. A criança não é cidadã do futuro. Desta forma. segundo os determinantes de cada momento histórico vivido.

Perceber o próprio corpo e o corpo do outro observando a função de cada parte deste corpo. combustível.• • • • • Observar diferentes ambientes. Identificar e nomear as partes do corpo humano reconhecendo alguns órgãos. Identificar semelhanças e diferenças no corpo e no comportamento do ser humano e de outros animais. 87 . Reconhecer as características externas do corpo humano (criança. fonte de matéria prima para habitação. sustentação. do calor. remédios. etc. Identificar ambientes naturais e ambientes construídos. Reconhecer a necessidade e as formas de coleta e destino do lixo. locomoção. Reconhecer o ciclo da vida como característica comum a todos os seres vivos.. Observar a importância dos elementos da natureza para a sobrevivência dos seres vivos. Reconhecer a importância do uso dos vegetais como alimentos. Adquirir atitudes e comportamentos favoráveis à preservação da saúde em relação à higiene corporal e ambiental. solo. produção de papel. • • • • • • • • • • Identificar as funções rítmicas de alguns vegetais ajustando ao dia. a noite e estações do ano. luz. forma do corpo e reprodução em relação ao ambiente em que vive. • Desenvolver a responsabilidade no cuidado com o próprio corpo e no espaço em que habita. modo de transmissão e de prevenção de doenças contagiosas. Perceber algumas transformações que ocorrem no corpo e no comportamento do homem nas diferentes fases da vida. Reconhecer a influência da luz. valorizando atitudes e comportamentos em relação à alimentação e à higiene pessoal. água. Identificar os seres vivos animais e vegetais de acordo com suas características de alimentação. percebendo que todos apresentam ar. rochas. calor. da água e do ar na germinação e no crescimento das sementes. adolescente e adultos de ambos os sexos).

etc. observando paisagens. Assistindo vídeos. coleta de amostras. Realizando a leitura de livros e textos informativos. Fazendo observações diretas. etc. PROCEDIMENTOS METODOLOGICOS • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • Pesquisando nos arredores da escola e registrando as descobertas por meios de: Desenho. fazendo observações. Realizando observações em plantas (onze horas. Realizando observações diárias. formulando perguntas. ouvindo leituras de textos informativos realizando visitas e montando painéis. florestas. Selecionando gravuras. organizando mural com o tema antes e depois....• Investigar os processos artesanais e ou industriais da produção de objetos e alimentos. Lendo textos selecionados. escrita convencional. campos. Realizando a leitura de textos informativos. Realizando experimentações. fotos da cidade em diferentes épocas. etc. Realizando leituras de textos informativos. etc. reconhecendo a matéria prima. interpretação de imagens. vídeos. suas propriedades e as formas de energia para relaciona-los a seus usos. Reconhecer a utilização de diferentes materiais na produção de objetos específicos. • • Conhecer as origens de determinados materiais. Realizando observações e experimentações. etc. enciclopédias.). dama-da-noite. Realizando visitas a jardins zoológicos. Assistindo a documentários. Formulando perguntas. montando murais.. 88 . utilizando-se dos diferentes elementos na natureza. rios. Observando e ou criando pequenos animais. Realizando experimentações. viveiros de plantas. algumas etapas e características de determinados processos. Realizando experimentos com sementes. lendo revistas. Construindo maquetes a partir das observações realizadas. lagos. jardins botânicos. Participando de excursões.

Organizando mural. Realizando a técnica seletiva de lixo. elaborando perguntas e fazendo comparações. Entrevistando técnicos da área. Formulando questões. ouvindo a leitura de textos. Coletando figuras e organizando painéis. Entrevistando especialistas em saúde. realizando observações. assistindo vídeos. 89 . consultando enciclopédias ilustradas. Assistindo vídeos. Reconhecendo a importância dos rios para a vida das pessoas. lendo diferentes tipos de textos. interpretando imagens. Realizando movimentos do corpo através de jogos. Visitando usinas de tratamento de lixo. Identificando as principais etapas do tratamento da água. Registrando as observações. Organizando murais com informações. confecções de bonecos. Explorando o próprio corpo. Realizando observações. Desenvolvendo cuidados e responsabilidades com estes espaços. assistindo vídeos. Ouvindo a leitura de textos informativos. Identificando o corpo através do espelho e dos colegas. etc. Coletando retratos e figuras de pessoas em diferentes fases da vida. assistindo vídeos. Observando as condições de higiene de diferentes espaços.• • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • Formulando perguntas. danças. Realizando entrevistas. Realizando a leitura de textos informativos. dramatizações. brincadeiras. Realizando leituras diversas. Construindo percurso da água dos rios até as usinas e barragens.. Lendo textos selecionados. Desenvolvendo a técnica do auto retrato. Relacionando os principais tipos de vegetação encontrados na localidade onde vive. Realizando observações diretas.

Organizando quadro de variações de tempo. Pesquisando sobre vários tipos de profissões. 1997. não poderá ser uma ação mecânica. destacando a mineração e a pesca para valorizar os profissionais que atuam e sua importância no ecossistema. dos direitos e deveres cidadão. etc. Distinguindo vegetação plantada pelo homem da vegetação natural.46). Reconhecer na paisagem local as diferentes manifestações da natureza e a apropriação e transformação dela pela ação dos grupos sociais.” (Luckesi.• • • • • • • • • • Relatando experiências pessoais relacionadas com a vegetação. Pesquisando sobre os tipos de vegetação que são usados para alimentação. A mesma deverá ser variada. Observando vários ambientes para analisar as variações do tempo. A avaliação neste contexto. 90 .. tratamento medicinal. p. Identificando profissionais que trabalham na agricultura. tal qual o processo de aprendizagem. perfumaria. Cada passo de sua ação deverá estar marcado por uma decisão clara e explícita do que está fazendo e para onde possivelmente está encaminhando os resultados de sua ação. A avaliação deverá ser processual. Conceituando matéria prima e produtos industrializados. Tomando conhecimento através do estudo da legislação vigente. indústria e comércio. pecuária. • • Conhecer alguns sinais de trânsito e relaciona-los com a segurança pública. AVALIAÇÃO “Um educador que se preocupe com que sua prática educacional esteja voltada para a transformação não poderá agir inconsciente e irrefletidamente. respeitando as múltiplas inteligências de seus alunos. Fazendo campanhas coletivas sobre como evitar a destruição da vegetação.

do lugar onde vive e suas implicações no cotidiano. Conceituando relevo e destacando suas principais formas nomeando e desenhando. Identificar profissões da cidade e do campo. Tomando conhecimento das leis de trânsito através de portadores de textos. Conhecendo trânsitos dos arredores da escola e da residência. criando situação de aprendizagem nos quais o aluno percebe que a geografia está presente no seu dia-a-dia. Desenhando os meios de transportes e explicando como funciona. Registrando informações sobre os meios de transportes (sua evolução e importância). reconhecendo as atividades econômicas desenvolvidas na zona rural e zona urbana. Conhecer direitos e deveres do cidadão considerando a legislação vigente. Levantando sugestões de como economizar água. Nomeando os sinais de trânsito. dramatizações. Reconhecer a importância da vegetação para a vida do homem e dos outros animais. 91 . O professor deve ser dinâmico que valoriza a vivência do aluno e possibilita a discussão em sala de aula.• • • • • Reconhecer como se aproveita a água dos rios para o fornecimento da energia elétrica. Reconhecendo as características do relevo. Preservando o ambiente escolar. Utilizando corretamente a faixa de pedestre. Respeitando os sinais de trânsito. Dramatizando situações vivenciadas no trânsito. PROCEDIMENTO METODOLÓGICO • • • • • • • • • • • • • Conhecendo a história do município. Relatando experiências pessoais em relação à sinalização do trânsito. Metodologias capazes de desenvolver nos alunos a capacidade intelectual e o pensamento autônomo e criativo. o ambiente de casa e da comunidade onde vive. luz e os gastos domésticos como um todo. Reconhecer que as estações do ano variam de acordo com as manifestações climáticas que ocorrem na atmosfera.

Reconhecer a importância de uma atitude responsável de cuidado com o meio em que vive. projetos. É preciso que as crianças percebam que os espaços são desiguais. comparar e representar as características do lugar em que vivem. necessidades. Se a terra é lugar de múltiplas relações. explicar. evitando o desperdício e percebendo os cuidados que se deve ter na preservação e manutenção da natureza. conhecer.” (Kozel. Homens e mulheres. porque as sociedades são desiguais. Vivemos num mundo em que os avanços tecnológicos e as telecomunicações evoluem rapidamente. por tanto. Ter conhecimentos básicos de geografia é algo importante. a geografia é o palco para essas ações reflexivas. GEOGRAFIA Objetivos da área: Ampliar a capacidade dos alunos de observar. 1996). mas para a vida em sociedade. a geografia é uma das lentes que permite a sua leitura. pois a rapidez com que hoje se processam as informações exige uma permanente busca por novas tecnologias. HABILIDADES: • • Contextualizar a diversidade física. ética e cultural entre os habitantes do município. as diferentes paisagens e espaços 92 . é uma ferramenta útil e proveitosa.Diante de um mundo competitivo faz-se necessário uma geografia que incentiva à pesquisa. São necessário tempo e espaço para reflexão e interação com essas informações. O ensino da geografia é muito mais do que uma simples leitura de modo. “Não basta ao aluno observar como o homem produz o espaço geográfico. não apenas para tirar boas notas na escola. Salete. velhos e crianças produzem seus espaços para nele reproduzir e perpetuar seus sonhos.

trabalho e natureza na produção do espaço geográfico. Para tanto.geográficos. sendo que o aluno era um mero receptor do conhecimento e que não compreenda a realidade na qual estava inserido. A geografia passa a estudar as relações entre a sociedade. já não bastava explicar o mundo. compreendendo como diferentes sociedades interagem com a natureza. torna-se essencial o estudo das “ relações entre o processo histórico na formação das sociedades humanas e o funcionamento da natureza”. era preciso transformá-lo. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Inicialmente a geografia esteve ligada a descrição da paisagem. O professor dentro desse processo deve realizar a mediação entre a teoria e a prática. (PCNs). estado e municípios. na construção de seu espaço. As mudanças no ensino da geografia continuam ocorrendo. denominando não só os conteúdos como as datas a serem comemoradas a nível de país. pois apenas decorar conteúdos. AVALIAÇÃO 93 . A partir de 1960. pois atualmente esta área está vinculada a outros campos do saber evidenciando o caráter interdisciplinar que deve ser dado ao encaminhamento pedagógico desta disciplina. a geografia como uma área de conhecimento que possa levar os alunos a compreender de forma mais ampla a realidade nela interagindo de forma consciente. adquirindo uma consciência maior dos vínculos afetivos e de identidade percebendo as marcas do passado e do presente. Considera-se assim. pois a mesma tem um papel importante na construção e consolidação da cidadania. entre o saber do aluno e a cultura elaborada. a ciência geográfica passa por grandes transformações. as singularidades do lugar em que vivemos.

a possibilidade de análise são de julgamentos. Nesse sentido. sua trajetória pessoal e familiar reconhecendo-a como patrimônio da comunidade. Compreende-se que a avaliação deve ser processual.A avaliação em história está inserida dentro de uma visão maior. reconhecendo a importância para a sobrevivência a partir destas profissões. mas tudo aquilo que está sendo construído pelos alunos em outras instâncias. de um todo. mostrando as habilidades e sua capacidade de apreensão de conteúdos. tal qual o processo de aprendizagem. com o qual deve se preocupar toda a escola. Reconhecendo a importância de alguns serviços prestados pela comunidade (voluntário e mutirão etc). avaliar significa também. Relatórios e sínteses. priorizando os mecanismos que visem observar no aluno a aquisição do conhecimento. mas na relação com os fins a que uma dada educação se propõe. Participando de atividades propostas pela escola. bem como a percepção dos movimentos históricos. respeitar a singularidade de cada criança. quais propiciam a busca dos conhecimentos científicos e históricos de forma espontânea. Capacidade de criar e interpretar. onde se percebe a participação e atuação de cada um. Reconhecendo os principais meios de transportes e sua evolução. que reflete a maneira como o aluno se vê frente a aprendizagem e trabalho escolar. principalmente levar em consideração não apenas o que está sendo trabalhado em sala de aula. suas experiências de vida. São inúmeras as maneiras de se avaliar os educandos dentro de uma proposta diagnóstica como: • • • • • Atividades individuais e em grupos. Conhecendo alguns trabalhos como: artesanato e agricultura de subsistência realizados pelas diversas comunidades. 94 . Pesquisas e entrevistas. comparando com a época e as vias de tráfego. Percebendo a importância dos meios de comunicação em resgatar as suas mais variadas formas. Ela não pode ser encarada como algo à parte. • • • • • • Identificando e valorizando a profissão dos pais a partir de relatos e entrevistas. o ritmo de desenvolvimento e de aprendizagem e. Auto avaliação.

• • • Reconhecer a moradia como necessidade básica do ser humano. Reconhecendo dentro da escola seus direitos e deveres. Confeccionando agendas telefônicas e de endereço. Estabelecendo pontos de referência para facilitar a localização de seu próprio endereço. Compreender a relação e o papel social que cada um tem dentro da instituição escolar levando em conta as transformações e permanências ao longo do tempo. Descrevendo as funções que as pessoas tem dentro da escola. Resgatando a escola de vida escolar de pais. analisando-os sobre os aspectos culturais. avós. Identificando os diferentes tipos de moradia. Identificar as datas comemorativas relevantes. Reconhecer a importância do aluno como elemento integrante da escola e refletir sobre o comportamento adequado entre as pessoas que fazem parte da comunidade escolar. Entrevistando funcionários da escola.• • • • • • • • • • • • • Reconhecendo seus direitos e deveres como aluno. Construindo o itinerário do caminho entre a sua residência e a escola. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS 95 . Construindo maquetes de suas casas e nomeando suas dependências. Observando e representando a distância entre sua residência e a escola e caracterizando seu endereço como forma de identificação e localização espacial. Analisando documentos da escola. sociais e econômicos. irmãos e fazendo um paralelo com a escola atual sócio-econômicas da coletividade no tempo.

mansões. iglus. escola. Identificando semelhantes e diferenças entre seus costumes e de outras comunidades. Identificando as transformações de acordo com a evolução da tecnologia. comunidade). percebendo diferenças culturais e sociais (ocas. Avaliação recíproca: é um processo de avaliação no qual atuam ativamente professor e aluno. barracos. respeitando e valorizando a cultura do outro. de relacionar conteúdos. uns corrigindo os trabalhos dos outros ou avaliando atitudes. Compreender a existência de várias comunidades no país e sua importância na formação do povo brasileiro. realizando entrevistas com vizinhos e observando fotos e gravuras. Esse processo objetiva ao professor. • Observações do professor: pela observação diária. casas. apartamentos. excursões e trabalhos em grupos. realizar pesquisas. É aplicada principalmente após atividades cooperativas como: entrevistas. brincadeiras a partir do relato de pessoas mais velhas. Conhecendo a história da escola. Representando vestimentas em diversos contextos históricos e sociais e montagens de murais. etc). etc. 96 .• • • • • • • • • • • • Representando por meio de desenhos. palafitas. Conhecendo costumes. motivados ou não. valores. Participando de campanhas para conservação do ambiente escolar. Pesquisando sobre diversas estruturas familiares a partir da própria família. a cooperação e a capacidade de resolver exercícios. histórias em quadrinhos e dramatizações sua participação social em diversos grupos (família. Os alunos avaliam-se mutuamente. o professor avalia a participação e o interesse de cada aluno bem como as idéias apresentadas. Estabelecer previamente critérios de avaliação auxilia no acompanhamento do processo educacional. perceber se os alunos estão evoluindo na aprendizagem. identificando e trabalhando os que estiverem integrados ou deslocados. Entrevistando colegas da classe. Caracterizando morais.

mas é a expressão da criatividade e da espiritualidade do próprio homem. Assim. O que se deseja é estudar o homem se construindo enquanto tal. Nesta perspectiva. que não é apenas material. em vez de torná-los pré-requisitos de acesso ao conhecimento histórico. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA O ensino da história busca. cabe à história estudar as formas com as quais a humanidade se objetivou na natureza e organizou as relações de trabalho processo-relações de colaboração e relação de exploração. ele pode ocupar e transformar o seu próprio espaço e tempo. fazerem escolhas e agirem criteriosamente. então. 97 . tende a trabalhar com a multiplicidade de compreensão do tempo e do espaço. através da sua produção. fundamentalmente trabalhar as relações que os homens estabelecem entre si para a ocupação dos espaços através do tempo. Porque. fenômeno histórico se apresenta como social e não como fruto do sentimento da vaidade humana. HISTÓRIA Objetivos da área: Construir conhecimentos. ao se apropriar do saber produzido pelos demais homens. a transformar as conceituações e os modelos de temporalidade em objetos de conhecimento. o ensino de história tende a especificar um lugar. com o objetivo de atender as suas necessidades. a época e a conjuntura de onde falam os sujeitos da história. Tende. o homem se humaniza.Esses critérios são os indicadores que permitem ao professor perceber a qualidade de aprendizagem escolar e que têm por base os conteúdos científicos previamente selecionados. conceitos e procedimentos referentes a área de conhecimentos históricos que lhes permitam ler e compreender a realidade de sua dimensão de forma a posicionarem-se. constrói-se enquanto o ser histórico. não aceitando mais padrões pré-estabelecidos para ordenar os acontecimentos ou para construir uma trajetória. Se o espaço é construído pelo trabalho humano e este se dá na coletividade. É entender o homem numa inter-relação com o espaço através do qual as relações de definem.

portanto. da prática social. de costumes e etnias. reconhecendo-a como instituição social formadora de desenvolvimento pessoal de seus integrantes. Interpretando imagens. Identificar transformações e permanências nas vivências culturais e Realizando observações diversas. reciclagem. Interpretando imagens. Montando pequenas oficinas (cerâmica. Formulando perguntas. combustão. visitando fábricas. Perceber. de hábitos. suas potencialidades. equipamentos e os meios de transportes elétrico e eletrônico dependem de algum tipo de energia para seu funcionamento (atrito. Avaliar significa obter informações sobre o processo de aprendizagem dos alunos. etc). para que possa orientar os alunos a resolver suas dificuldades e.HABILIDADES: • • • • • • • • • • • Perceber-se como parte integrante de vários grupos sociais. • • • Formulando perguntas. Organizando coleções de objetos ou figuras que cumprem a mesma finalidade e que são feitos de diferentes materiais ou do mesmo material. tem sido parte integrante do processo educacional e. compreender a formação de vários tipos de família. eletricidade e processo químico). Lendo textos selecionados. AVALIAÇÃO O homem vive fazendo comparações e avaliações que tomam diferentes formas nos diferentes momentos da história da humanidade e. ao longo dos tempos. redimensionar o processo educacional. Entrevistando artesãos e trabalhadores de indústrias. ao mesmo tempo. Identificar traços culturais do grupo de sala de aula percebendo e respeitando suas diferenças e semelhanças culturais. 98 . Compreensão de que os aparelhos. oficinas artesanais. assim como analisar estas informações e emitir julgamentos sobre as mesmas.

51). permitindo observar-se criticamente.Para tanto. mais do que somente saber de cor. É parte integrante do processo educativo. É um excelente material de análise. Para superara os possíveis problemas que surgem na avaliação. e também uma auto-avaliação. ensiná-los a criticar a ciência. mais do que aceitá-lo passivamente. dos trabalhos individuais ou em grupo. à natureza dos próprios conteúdos. “Ensiná-los a pensar. ensiná-los a fazer ciências. e mesmo analisar se os objetivos propostos foram atingidos a contento. mais do que somente a memorizar. com sugestões de mudanças das práticas de sala de aula. • Auto-avaliação: o próprio aluno avalia os trabalho que fez. aos objetivos. condizentes com a postura dialética adotada no encaminhamento do novo direcionamento. A avaliação nunca deve ficar restrita a um momento ou situação. 1998. Com as reformulações teóricas e metodológicas no ensino da geografia e a luz dos novos PCNs. A avaliação intimamente ligada ao processo de aprendizagem. 99 . faz-se necessário um repensar também sobre a prática avaliativa que esteja vinculado a postura progressista. mais do que recebê-la pronta”. o professor munido de uma autocrítica. conseqüentemente. Torna-se imprevisível interagir com os alunos. orientando-os para reconhecerem seus avanços e dificuldades. pois expressa uma hipótese de construção de conhecimento e revela como o aluno está pensando. partilhando com eles a análise de suas produções transformando eventuais erros em situações de aprendizagem. Torna-se assim. É pela interação com o professor e com os demais colegas que o educando buscará meios de superar suas hipóteses atingindo outros patamares do conhecimento. um instrumento que deve auxiliar professores e alunos. possibilitando verificar avanços e dificuldades da aprendizagem. Cada etapa do trabalho pode ser avaliada para que se perceba o conjunto. É importante a participação de todos nesse processo para que ocorra uma discussão em torno do processo avaliativo. portanto contínuo. p. (Paulo Caruso. pode partir de um método não autoritário de avaliação. Errar faz parte da aprendizagem. A observação contínua do desempenho escolar ao longo do período letivo é tão importante quanto a avaliação concentrada nos momentos das provas. professor e aluno podem lançar mão de alguns tipos de atividades que podem servir como avaliação. ensiná-los a questionar o mundo. à metodologia e.

Interessar-se pela dança como atividade coletiva. Valer-se da intuição juntamente com a razão na formulação de hipóteses e resolução problemas referentes às artes. Exercitar a imaginação criadora. dos seus colegas e de músicos locais. Expressar-se e comunicar-se de diferentes maneiras. Perceber a relação estética entre objetos. Construir uma relação de autoconfiança com a produção artística pessoal e conhecimento estético. nas várias linguagens desenvolvendo a estética e a crítica.ARTES HABILIDADES: • • • • • • • • • • • • • • • Desenvolver a sensibilidade artística do aluno. procedimentos e critérios de avaliação e fundamentação teórica. Apreciar formas artísticas na natureza e em produtos de arte. som. por meios de diversas linguagens artísticas. luz. Observação: Para aprofundamento das habilidades. EDUCAÇÃO FÍSICA 100 . Arte e Cultura – Segmento Ensino da Arte como segmento curricular. Exercitar a imaginação criadora. formas. movimentos. consultar: Proposta de Educação. Expressar-se através da linguagem dramática. emoções e estilo pessoal. Reconhecer a linguagem. Reconhecer e apreciar os seus trabalhos musicais. Construir autonomia no agir e no pensar arte. os movimentos como fonte de expressão de sentimentos. Expressar-se e comunicar-se por meios das diversas linguagens artísticas. Desenvolver no aluno o senso de reflexão sobre sua produção artística e a produção dos colegas.

jogos e brincadeiras. na comunidade social e de fé. componente curricular proposto pela APAE EDUCADORA. Demonstrar a importância do diálogo na vida pessoal e da família. Observação: Para aprofundamento das habilidades. podendo ter como referência. Desenvolver as habilidades básicas. tempo e espaço. Desporto e Lazer – Segmento Educação Física Escolar. Compreender as noções de lateralidade. ENSINO RELIGIOSO Apresentamos algumas sugestões de Habilidades e Procedimentos para o desenvolvimento da disciplina do Ensino Religioso. O aprofundamento fica a critério de cada Escola. mediante a percepção do próprio corpo. apresentado pelo MEC\1997. Construir representação mental dos posicionamentos e deslocamentos. ao amor e da oração em seu relacionamento familiar. colocando-se a serviço da comunidade social e de fé. Proposta de Educação Física. Ocupar-se deslocar-se adequadamente percebendo os espaços. procedimentos e critérios de avaliação e fundamentação teórica. da partilha. Adotar bons hábitos de posturas e atitudes corporais. emoções e de estilo pessoal.HABILIDADES: • • • • • • • • • Gerenciar as atividades do corpo com autonomia. Reconhecer a linguagem dos movimentos como fonte de expressão dos sentimentos. consultar. 101 . Reconhecer a importância do diálogo. Reconhecer algumas alterações provocadas pelo esforço físico. Compreender as regras de convívio escolar. os PCNs do Ensino Religioso. HABILIDADES: • • • Inter-relacionar-se harmoniosamente com todos os membros da família.

criação mais importante de Deus. Valorizar a vida. Combater a violência. alma e espírito. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS • • • • • • • • • • Reconhecendo que nascemos de uma família formada a partir do amor do pai e da mãe. Destacando os valores da vida. reconhecendo que fomos criados à imagem e semelhança de Deus. Perceber-se como pessoa humana. a paz e a verdade. comprometimento com a justiça. enfatizando que ele é composto. PROGRAMA DE EDUCAÇÃO PARA O TRABALHO: SUBTEMA 102 . Ter dignidade. Posicionando-se criticamente diante dos valores e contra valores presentes na comunidade social e de fé. Estabelecendo um diálogo com Deus pela reflexão da palavra e da oração. Apoiando o bom uso da liberdade responsável como fator fundamental da preservação da vida desde a concepção. liberdade. Demonstrando atitudes de filhos amados de Deus e irmãos uns dos outros. Identificando a si mesmo e a outros. Analisando gravuras do corpo humano.• • • • • • Perceber as diferenças experiências religiosas nas diferentes famílias dos educandos em sala de aula. Perceber a beleza da natureza como criação de Deus. Percebendo as modificações ambientais causadas pelo homem e transformando-as. Percebendo que Deus criou o homem livre para ser feliz.

EU Quem sou eu? nde eu vivo? omo é minha estória? Quais são os meus direitos e meus deveres? Como é o meu corpo? Como é a minha relação com o outro? Como é a minha relação com o mundo? O que entendo/entendemos por inclusão social? O que tenho feito para promover minha própria inclusão social? FAMÍLIA O que é família? Como é a minha família? Como é feita a organização familiar? Qual é o seu papel? Quais as implicações familiares na inclusão social? ESCOLA O que é escola? Como é a minha escola? Como é organizada a escola? Qual é estória da escola? SOCIEDADE • Local Qual é a história da nossa cidade? Como é o nosso lazer? Quais as principais manifestações culturais existentes e quais as suas origens? Como estabelecer uma relação pedagógica entre essas manifestações e a prática escolar? • Global Como se constitui / constitui a sociedade brasileira nos seus aspectos culturais. políticos e econômicos? Quais as principais manifestações culturais do Brasil? Como estabelecer uma relação pedagógica entre essas manifestações e a prática escolar? 103 .

Pronomes. palavras. sílabas e letras. passado e futuro. Ortografia. frases. Estilos literários. Artigos. Vocabulários.PORTUGUES Linguagem oral: • • • • • • Narração Descrição Dramatização Leitura Oral Poema Poesia Linguagem escrita: • • • • • • • • • • • • • • • • • Leitura e escrita. Numeral. 104 . Interpretação e produção de textos. Sinônimos e antônimos. número e grau. Substantivo: gênero. Acentuação. Pontuação. Verbos. Do nome e sobrenome. Tempos verbais: presente. Identificação de textos. Adjetivos.

Carta. Histórico da cidade. Formulários. Currículo. Rótulos. Biografias. 105 . Questionários. Listas. Anúncios. Jornais. Música. Bilhete.• • • • • • • • • • • • • Classificação de palavras.

LEGISLAÇÃO TRABALHISTA Quais são as principais leis trabalhistas? Como essas leis interferem na vida profissional? Quais são os direitos garantidos em leis para a pessoa portadora de deficiência? Como fazer valer esses direitos? AS PROFISSÕES E MERCADO DE TRABALHO O que é mercado de trabalho? Como se estabelecem as relações profissionais no mercado de trabalho? Quais as diferentes áreas de trabalho? Quais as diferentes formas inserções no mercado do trabalho? Quais as instituições que ofertam programas de formação profissional? Quais os segmentos / programas sociais que oportunizam a empregabilidade para os portadores de deficiência? O que é ética profissional? HIGIENE. SAÚDE E SEGURANÇA NO TRABALHO Qual a relação entre higiene e saúde? Quais os cuidados necessários para garantir a segurança no trabalho? Quais os equipamentos de segurança e como utiliza-los? Quais são os cuidados essenciais de higiene para a preservação da saúde no trabalho? Quais os recursos materiais (equipamentos) necessários a higiene e saúde no trabalho? NOVAS TECNOLOGIAS E O TRABALHO Quais são as novas tecnologias no trabalho? Como ter acesso a novas tecnologias? Onde/como buscar uma formação tecnológica para o trabalho? PREVENÇÃO À SAÚDE 106 .

social e cultural? PROGRAMA DE HABILIDADES BÁSICAS: 1 – INTRODUÇÃO AO CURRÍCULO FUNCIONAL PRINCÍPIOS 107 . postos de saúde)? Quais os profissionais na instituição responsável pela prevenção a saúde? O que significa “medicina alternativa”? Como lidar com os recursos medicamentos? Quais são as conseqüências do uso de drogas (lícitas e ilícitas)? SEXUALIDADE Como lidar com as questões de gênero (Heterossexualidade e homossexualidade)? O que é sexualidade? Como funciona o meu corpo? Quais as manifestações relacionadas à sexualidade? Qual é a importância do outro para a minha sexualidade? Qual a relação entre saúde e sexualidade? Quais são as doenças sexualmente transmissíveis? Como prevenilas? Existe preconceito sexual? Como identificar e lidar com ele? MEIO AMBIENTE O que é o meio ambiente? Quais são os seus componentes? Como nos relacionamos com o meio ambiente? Quais são os danos que a sociedade humana causa ao meio ambiente? Qual é a importância da preservação? ÉTICA O que é ética? Qual a importância da ética nas relações humanas? Qual é a relação entre ética e cidadania? Como a ética influência nas relações democráticas? DIREITOS E DEVERES DO CIDADÃO Quais são os Direitos e Deveres do cidadão enquanto o ser político.Quais os cuidados necessários à saúde? Qual a relação entre saúde mental e corporal? Quais os recursos institucionais locais de prevenção a saúde (hospitais.

. se a pessoa não pode desenvolver uma atividade por inteiro não pode participar desta atividade. . .Acreditar na idade que ele tem.Os princípios que norteiam o currículo funcional são: O reconhecimento do aluno como PESSOA e o seu direito a ser Educado Para A Vida A visão centrada na pessoa reconhece que eles são sujeitos únicos com necessidades diversas. por vezes restringe a participação da pessoa em ambientes inclusivos. Educar para a vida é. 2000). (Lê Blanc. .ensinar como funciona o seu contexto social mostrando limites e conseqüências.respeitar o que ele gosta de fazer.desenvolver habilidades compatíveis com a sua idade. sonhos e podem escolher o que querem aprender. (Cuccovia. . interesses.mostrar-lhe limites.ensinar uma alternativa de comunicação..(Cuccovia. . DEFINIÇAO Currículo funcional é ensinar conhecimentos e habilidades que possam ser usadas pelo estudante que sejam úteis em diferentes ambientes e que continuem sendo úteis através do tempo.. Isto significa que tratá-lo como pessoa é. . Contudo. 1992) DIRETRIZES METODOLÓGICAS A PARTICIPAÇÃO MÁXIMA EM ATIVIDADES INCLUSIVAS O pressuposto que. 2000). direitos e deveres. desejos..ensinar o que é útil para o seu cotidiano. . . é importante que educadores atentos a este pressuposto não permitam 108 . .ouvir seus desejos.ensinar atividades de vida. que tem sentimentos.

Assim compreender que as relações se constituem num movimento de reciprocidade e cooperação promovem a relação humana viver e conviver com todos. AS CARACTERÍSTICAS DAS ATIVIDADES  Adequadas à faixa de idade – refere-se as atitudes do educador. A participação em atividades nos espaços de vivência e convivência comum a todos irá proporcionar a interação com outras pessoas da mesma faixa de idade que participam do mesmo meio físico cultural e social. As atitudes de comportamento dos educandos podem expressar satisfações e insatisfações que se referem. 2001). a escolha das atividades. A participação em atividades nestes ambientes irá proporcionar a interação com estas pessoas em atividades comuns a todos.que o educando seja excluído de ambientes ou atividades porque são incapazes de desempenhar ou de desenvolver TODAS as habilidades requeridas. O ENSINO EM AMBIENTES NATURAIS São espaços freqüentados pelas demais pessoas daquela faixa de idade e grupo social. O educando poderá participar em parceria ou fazendo uma atividade comum ao grupo ainda que com o seu ritmo ou sua precisão na tarefa. Assim alguns comportamentos percebidos como distúrbios de conduta podem expressar uma inabilidade de comunicação 109 .  Preferências do educando – o respeito as preferências do educando reduzem as condutas inadequadas. AS RELAÇÕES DE INTERDEPENDÊNCIA É importante salientar que todas as pessoas vivem numa relação de interdependência não havendo numa sociedade pessoas totalmente independentes ou dependentes totalmente uma das outras. (Costa. na maioria das vezes. ambientes e atividades compatíveis com uma determinada faixa etária. aos materiais utilizados.

a respeitar e a ouvir o outro a se colocar e a se valorizar e. .  Cooperativas – são atividades que atribuem importância ao fator coletivo e colocam a ênfase na cooperação. Por exemplo. a refletir sobre a conseqüência de seus atos sobre si e os outros. . de comportamentos sociais. Assumem grande importância nesse tipo de proposta curricular uma vez que é no grupo que se aprende a dar e a receber.Isto torna o ensino da comunicação prioritário no processo educacional.saber identificar em cada atividade que tarefas são requeridas. Conseqüentemente estas atividades necessitam ser ensinadas em bloco e nas situações nas quais elas serão requeridas. (Costa. etc. Para o desenvolvimento de habilidades em bloco é necessário que se mude a forma de se propor as tarefas escolares.  Materiais utilizados – deverão ser preferencialmente os mesmos materiais que são utilizados por todas as pessoas em suas atividades cotidianas. O CURRÍCULO POR ATIVIDADE As atividades desenvolvidas na vida exigem a utilização simultânea ou em rápida sucessão de habilidades. o professor necessita: . 2001). requer uma série de habilidades de comunicação.fazer seu plano sob a forma de atividades. .do educando. de respostas motoras. de discriminação visual. a família e as pessoas significativas 110 . pedir um sorvete numa sorveteria. assim. .em que ambiente eles irão acontecer. A PARCERIA COM A FAMÍLIA Para se tirar o melhor proveito para o educando. à ação educativa deverá ser planejada para envolver simultaneamente o educando.quem irá conduzir essa experiência educacional.que materiais serão utilizados.

A COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA • É importante salientar que todas as pessoas tem atitudes de comportamento que são aprendidas durante a vida fazendo com que as pessoas mais próximas compreendam algumas vezes ou na maioria delas seus desejos e intenções. O estabelecimento de uma parceria com a família é um conceito inteiramente novo. a proposta de trabalho prevista não poderá entrar em choque com valores e expectativas desta família. 2001) Paralelamente é indispensável que todos os envolvidos reflitam sobre o real significado de palavras como independência e interdependência. O educador irá perceber os pais como parceiros valiosos e necessários para o planejamento e a execução de seu trabalho.ação motora global e específica. pois se a finalidade é o desenvolvimento do educando enquanto pessoa e enquanto um membro dessa família.PECS adaptado – Walter (2000) . a fala elemento importante neste processo não pode constituir-se a única forma de comunicação. • As formas alternativas de comunicação neste momento se colocam como recurso imprescindível para que se promove o diálogo em sala de aula. fotos. Fazer com que esta comunicação possa ser usada para a vida da criança requer do educador levar o aluno aprender formas mais comuns para que mais pessoas possam compreendê-lo. • Dentre as formas alternativas de comunicação podemos citar: . . etc 111 . é que o foco se restringe ao desenvolvimento das habilidades do educando. sendo a professora o leitor desta comunicação. Segundo Falvey (1980) o mais importante é que esta parceria proporcione uma maior coerência de atitudes das pessoas que convivem com o educando aumentando conseqüentemente as oportunidades para ele desenvolver-se. segurança e conseqüentemente na importância do papel que cada um desempenha junto ao educando na construção destes processos. Assim. . • Dentro do processo educacional o educador deve apoiar o ensino de formas alternativas de comunicação que possam ter uma linguagem mais comum e que a maioria das pessoas possam compreendê-las.que com ele interagem.gestos naturais.figuras. autonomia e auto determinação. cooperação. O que comumente se observa nas propostas de trabalho que envolve a família. (Costa.

Compreender e seguir instruções verbais. Contar e recontar fatos e experiências cotidianas. plásticas. Fazer uso da leitura e escrita como fontes de informações. TÓPICOS DE CONTEÚDO Linguagem oral • • • • Comunicar-se de forma alternativa Ouvir Falar Dialogar Linguagem Escrita • • Ler Escrever OBJETIVOS DIDÁTICOS • • • Participar em situações cotidianas nas quais se faz necessário o uso da comunicação. sentimentos. nas atividades da vida cotidiana.3 – ÀREAS DO CONHECIMENTO Área de Conhecimento: Língua Portuguesa Objetivos Gerais: • • • Expressar emoções. pensamentos. desejos e necessidades utilizando diferentes linguagens (corporal. oral e escrita). 112 . musical. Expressar-se sob qualquer forma alternativa de comunicação com vistas a aumentar as possibilidades de diálogos.

Reconhecer números no contexto diário. ditados oralmente ao professor para diversos fins. explorando as situações problemas que envolvam contagem. Utilizar estratégias para quantificar: contagem. objetos e processos. comparação entre grupamentos. pessoas. Identificar símbolos utilizados nos diversos ambientes de vivência e convivência. Conhecer as regras do diálogo. Estabelecer as relações de soma. Seguir instruções escritas. Área: Matemática Objetivos Gerais: Construir o significado do número natural a partir de seus diferentes usos no contexto social. nas situações em que isto se fizer necessário.• • • • • • • • • • • Descrever lugares. 113 . Utilizar noções simples de cálculo mental para resolver situações de seu cotidiano. Acompanhar leituras em voz alta feitas pelo professor. de um objeto ou número numa série. subtração e divisão que ocorrem nas situações diárias. Produzir textos individuais e ou coletivos. Participar em situações cotidianas nas quais se faz necessário o uso da escrita. Escrever o próprio nome em situações em que isto é necessário. emparelhamento. Identificar sua posição. TÓPICOS DE CONTEÚDO • • • • • • Utilizar a contagem oral em situações do cotidiano em que reconheçam sua necessidade. estimativa. Observar e manusear materiais impressos. Responder a perguntas. Reconhecer o próprio nome dentro do conjunto de nomes do grupo. medidas e códigos numéricos.

• • • • • Localizar pessoas ou objetos no espaço com base em diferentes pontos de referência e algumas indicações de posição. balança. Utilizar instrumentos de medidas. relógio. Sentido. Reconhecer e utilizar cédulas e moedas em situações de compra e venda. direção e sentido. termômetro. usuais ou não como: fita métrica. Área: Estudos da Sociedade e da Natureza Objetivo Geral: Ter acesso a novas informações vivenciar novas experiências de forma a compreender melhor o mundo a sua volta. TÓPICOS DE CONTEÚDO • • • • • • • • • • • • • Marcas de identidade A vida familiar A escola Linha do tempo Espaços de vivência e convivência Normas e regras sociais Expressões artísticas Trabalho. Movimentar-se no espaço com base em pontos de referência e algumas indicações de direção. tecnologia e emprego Construção da identidade sexual O feminino e o masculino O corpo humano e sua funcionalidade Higiene e saúde Auto conhecimento para o auto cuidado 114 .

crenças. os lugares onde nasceu. Conhecer comportamentos associados à sexualidade e o modo como a sociedade permite tais manifestações. Conhecer posturas. tabus e valores relacionados a sexualidade.. clubes. Reconstruir a história de vida de cada um. fogão). pintura. etc. igrejas. localizando os principais fatos ocorridos associados a sua idade. dança. Identificar as diferenças físicas entre o homem e a mulher. bancos. Perceber-se como membro integrante da sua família. Conhecer e expressar diferentes manifestações artísticas (música. onde estuda. teatro. Observar e representar da forma possível os espaços geográficos de vivência: onde mora. praças. Identificar formas de participação coletiva na comunidade desenvolvendo atitudes favoráveis: Reciclagem.).• • Alimentação e saúde Preservação do meio ambiente OBJETIVOS DIDÁTIVOS • • • • • • • • • • • • Reconhecer o próprio nome. Participar cooperativamente da dinâmica familiar. entender e respeitar as normas e regras necessárias para uma convivência social. meios de transportes e comunicação e outros. Usar ferramentas e aparelhos (martelo. • • • • • • • • Construir. escultura). Colaborar para limpeza do espaço escolar. Analisar a divisão de tarefas entre os membros da família. onde mora. onde estudo. 115 . Identificar as várias relações de parentesco entre as pessoas pertencentes a uma mesma família. Conhecer. Valorizar os afazeres domésticos como modalidade de trabalho. Conhecer as dependências e os equipamentos da escola. Utilizar os recursos significativos existentes no seu espaço de vivência e convivência (lojas. vídeo. Campanhas. Conhecer os documentos de identificação pessoal e sua utilidade. computador. liquidificador. onde passeia e onde trabalha..

As escolas das APAEs podem oferecer na Fase III programas para educandos com idade a partir de 14 (quatorze) anos no nível do ensino fundamental. Responsabilizar-se com crescente autonomia por sua higiene corporal. Identificar os elementos naturais e modificados do ambiente em que vive. a) ESCOLARIZAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS A modalidade educativa para jovens e adultos fundamenta-se em considerações de natureza social. 1998). percebendo-a como fator de bem estar e como valor da convivência social. percebendo a interação entre eles. Esses programas caracterizam-se pela flexibilidade quanto à carga horária. à duração e aos componentes curriculares. 1999): 116 . Pode-se depreender a importância dessa adequação no seguinte texto da proposta curricular do MEC para jovens e adultos (Ribeiro. Conhecer os principais riscos de acidentes e como evitá-los ( no ambiente doméstico. no trabalho e em ambientes públicos). conservação./ A flexibilidade curricular revela-se positiva. Conhecer e desenvolver hábitos alimentares favoráveis ao crescimento e ao desenvolvimento em crescente autonomia. preparo e consumo. particularmente no atendimento às necessidades específicas de alunos portadores de deficiência. próprios dessa modalidade educativa ( Proposta curricular – 1° Segmento da Educação para Jvens e Adultos – Ribeiro . na escola. ética e política.• • • • • • Conhecer o próprio corpo e o seu funcionamento como condição necessária para desenvolver hábitos saudáveis e atitudes responsáveis em relação a vida. considerando a importância dos preceitos legais que garantem o direito de ensino fundamental às pessoas de todas as faixas etárias de modo a beneficiar os que ultrapassaram a idade de escolarização regular. contemplando alfabetização e pós-alfabetização2 para acesso ao conhecimento até o nível de 1° e 2° ciclo do ensino fundamental por meio da modalidade de Educação de Jovens e Adultos. assim como as formas de preservação. transporte. Favorecer noções de higiene dos alimentos relativos a produção.

organizados em diferentes graus de aprofundamento. O currículo é o lugar onde esses princípios gerais devem ser explícitos e sintetizados em objetos que orientem a ação educativa” (p.“Qualquer projeto de educação fundamental orienta-se. ainda. por julgamentos sobre quais elementos da cultura são mais valiosos e essenciais. levando em conta a flexibilidade à seqüência da ação do ensino. O programa de jovens e adultos das Escolas das APAEs de acordo com a APAE Educadora orienta-se. ainda.15). visando à aquisição de competências e habilidades que permitem ao aluno uma formação favorável à sua inserção na vida comunitária e ao mundo do trabalho. 1999). por concepções sobre o tipo de pessoa e de sociedade que se considera desejável. A prática pedagógica das escolas no Programa de Escolarização de Jovens e Adultos orientadas pela APAE Educadora baseia-se na proposta do MEC. Em cada área sugere-se a definição de blocos de conteúdos. além da aprendizagem de valores e atitudes sociais. das operações matemáticas básicas e conhecimentos sobre a natureza e a sociedade. O programa deve focalizar.” (Ribeiro. bem como oportunizar a educação para a cidadania.Qualquer dos tópicos de conteúdo pode ser tratado com alunos iniciantes ou avançados. deve tornar possível para os educandos: “Dominar instrumentos básicos da cultura letrada. 1999).16).. ainda. Matemática e Estudos da Sociedade e da Natureza (Ribeiro. desde que se considere o grau de domínio que tenham da representação escrita ao lado da possibilidade de lançar mão de recursos auditivos e da interação oral” (p. Enfim. para a consideração do contexto sociocultural do aluno. que se organiza nas seguintes áreas: Língua Portuguesa. 1999) permitem considerar.. 117 . implícita ou explicitamente. Os referenciais curriculares do MEC para Jovens e Adultos (Ribeiro. conquistas na dimensão cognitiva. Deve contemplar conhecimentos acadêmicos adequados. que lhes permitam melhor compreender e atuar no mundo em que vivem. como se pode observar na seguinte orientação referente aos conteúdos dos Estudos da Sociedade e da Natureza: “. dentre outros ajustes curriculares. os interesses e necessidades dos educandos na proposta de currículos da escola.

sua promoção e inclusão social. que se materializaram com iniciativas e ações que propiciaram a manifestação e o desenvolvimento das potencialidades da pessoa portadora de deficiência para o mundo do trabalho e.b) FORMAÇÃO PROFISSIONAL A nova LDB atribui à Educação Profissional uma abrangência que se estende desde o recolhimento do valor educativo do que se aprendeu na escola e no próprio ambiente de trabalho. Por tratar-se de escola especializada e considerando a natureza dos educandos. A APAE Educadora ao definir na sua estrutura níveis e modalidades de ensino destaca a educação profissional como forma de propiciar o permanente desenvolvimento de aptidões e habilidades da pessoa portadora de deficiência para a vida produtiva. Desse modo. além da ressignificação de conceitos. como lhe faculta a legislação vigente. 118 . portanto. a quebra de paradigmas estigmatizantes. mas de desenvolver competências que assegurem o exercício criativo de um ofício. Considerando a legislação em vigor e as políticas de atenção à pessoa portadora de deficiência para a formação e a colocação no mundo do trabalho. envolvendo inclusive os ambientes de trabalho. Segundo Carneiro (2000). com metodologias diversas.121). A implantação do Plano Nacional de Educação Profissional e Colocação no Trabalho (PECT. como se diz no jargão escolar. o trabalhador pode ter a certificação de conclusão de seus estudos a partir dos conhecimentos adquiridos: “Não se trata de “pagar” disciplina(s). compatíveis com os níveis de escolaridade dos educandos. os currículos devem contemplar também o desenvolvimento de competências e habilidades necessárias para o exercício profissional. conseqüentemente. A certificação. aqueles que não tiveram acesso ou condições de aprendizagem escolar. as ações de educação profissional a serem realizadas desenvolvem-se de forma articulada. até a possibilidade de expandir sua formação continuada. possibilitando formas de qualificação diversificadas. ainda. A vinculação da educação profissional ao desenvolvimento das capacidades para a vida produtiva serve de base para as ações propostas pela APAE Educadora quanto à formação do individuo. o Movimento Apaeano desde 1997 vem ampliando e estruturando seus programas de formação profissional. 1998) propiciou. de uma tarefa ou de um trabalho. Considerando. vai resultar da capacidade que o aluno possui de operar os conhecimentos adquiridos” (p.. Batista e Col.

as potencialidades. Deve realizar-se de acordo com o projeto político-pedagógico da escola. na instituição APAE ou em agencias formadoras da comunidade e ainda por meio do treinamento profissional na instituição ou em ambientes reais de trabalho. Qualificação para o Trabalho Trata-se de um programa que visa à qualificação do educando para o mundo do trabalho. relacionadas aos conhecimentos. mas 119 .O Programa de Formação Profissional na proposta APAE Educadora considera três etapas: 1 – Iniciação para o Trabalho 2 – Qualificação para o Trabalho 3 – Colocação no Trabalho 1. Cabe ressaltar que não se trata de reduzir os conteúdos apenas ao aspecto funcional ou operacional do trabalho. é imprescindível que ao implantar ou implementar os programas de profissionalização se considere as expectativas do mercado e. interesses e aspirações dos alunos. levando em conta as condições socioeconômicas. o desenvolvimento de competências e habilidades necessárias à atividade laboral. O programa de iniciação para o trabalho deve propiciar oportunidades de vivencias que desenvolvam habilidades e interesses do educando para o exercício de funções profissionais. considerando as parcerias viáveis. Iniciação para o Trabalho Caracteriza-se por contemplar ações voltadas para a identificação das potencialidades dos educandos. 2. aptidão. principalmente. o nível de escolaridade do mesmo. Realiza-se por meio de cursos de habilitação profissional de nível básico. ao fazer e ao agir. Considerando que tanto os programas de iniciação para o trabalho quanto os de qualificação profissional priorizam o desenvolvimento de habilidades e competências relativas ao pensar. culturais das regiões e as variáveis organizacionais e contextuais. atitudes e práticas do trabalho. ou não. considerando.

assim como as possibilidades existentes na comunidade. como por exemplo: oficina protegida de produção. terapêutica e centro de artes. associada ou não a outras deficiências. marketing e vendas. 3. visando à formação de um cadastro das empresas da comunidade. múltipla ou ainda social.298. 34 120 . Desse modo. Esse envolve administração de recursos. para o qual não necessita de apoio especializado. Emprego Competitivo Apoiado – é a modalidade de emprego que o aprendiz necessita de um maior apoio em razão de particularidades de sua deficiência que pode ser de ordem física. e sempre condizente com as condições físicas. aquisição de encomendas e comercialização. Os programas de qualificação. sensorial. Os alunos maiores de 14 anos com deficiência mental. Essas pesquisas serão orientadoras não só para os cursos a serem oferecidos como também para os estágios e empregos para os aprendizes. aspirações pessoais e potencial do educando. art. dentro do perfil solicitado pelo empregador. Colocação no Trabalho A colocação no trabalho consiste na inserção do educando em algum tipo de atividade laborativa. esportes e lazer) em atendimento ao Decreto n° 3. Essa ação possibilita a concretização da validade e eficiência de todo o processo de educação profissional. associado a conhecimentos filosóficos. estéticos que permitam a pessoa portadora de deficiência o exercício de sua cidadania. Emprego Competitivo Não-Apoiado (Tradicional) – consiste fundamentalmente em ajudar o aprendiz na busca de uma atividade profissional. mental. éticos. propõe-se a Colocação no Trabalho nas seguintes possibilidades: emprego competitivo apoiado e não-apoiado e trabalho autônomo. Trabalho Autônomo – caracteriza-se pela atuação profissional sem vínculo empregatício. além de contribuir para a formação. primordialmente competitiva. contam ainda com projetos especiais de caráter laborativo desenvolvido por ações institucionais (da mantenedora. A colocação no trabalho exige que se realizem pesquisas de mercado. devem desdobrarse em ações que visam à colocação da pessoa portadora de deficiência no mundo do trabalho.também propiciar conhecimentos que contribuam para a compreensão da cultura do trabalho.

a outras deficiências. centro de convivência). aprendizagem e adaptações profundas no processo de desenvolvimento. valorização da participação do aluno e a participação da família. Para esse grupo de alunos é iniciada a construção de um currículo funcional3. São elegíveis para esses programas os seguintes alunos: Oriundos do programa de escolarização inicial da escola da APAE. que devem ser aplicadas em situações reais nas quais elas são requeridas. Na construção do currículo funcional deve-se considerar: As habilidades acadêmicas adquiridas na escolarização formal. cultura e lazer. contemplado: A escolarização formal – com adaptações curriculares significativas e ênfase nas atividades de artes. aprendizagem e adaptação social requerem uma proposta educacional diferenciada que atenda às suas necessidades especificas. respeito aos interesses e preferências do educando. microempresas.§§ 4° e 5° e ações comunitárias (competitivas. industriais caseiras. levando em consideração o planejamento sob a forma de atividades. cuja finalidade é desenvolver ações educativas que enfatizam o desenvolvimento de capacidades/habilidades que tornem independentes. sem escolarização anterior. associada. produtivos e conseqüentemente mais aceitos socialmente. As diretrizes na construção do currículo. na escola e na comunidade. O domínio da vida diária – caracteriza-se pela autonomia no lar. c)PROGRAMA PEDAGÓGICO ESPECÍFICOS Os Programas Pedagógicos Específicos inserem-se na proposta curricular da APAE Educadora destinando-se aos educandos a partir de 14 anos de idade portadores de deficiência mental. ou não. Oriundos da comunidade. São aluno que por possuírem alterações profundas no processo de desenvolvimento. Transferidos de outras unidades da APAE e outras instituições congêneres. 121 . O domínio laborativo – este domínio inclui: a ocupação no lar e a iniciação para o trabalho.

A compreensão de que existem diferenças entre as pessoas é essencial para se entender que há diferentes manifestações comportamentais entre as pessoas com deficiência. Fisioterapeuta. Freqüentar uma escola significa para o indivíduo a possibilidade de conviver com seus pares e vivenciar uma dimensão social da qual necessita para desenvolver-se como qualquer ser humano. 6 . Terapeuta ocupacional. Por diversos motivos e por acreditar na inclusão. Neurologista. que recebe a família e dá as primeiras orientações passando à assistente social para levantamento de dado e histórico do aluno passando para o técnico que farão avaliação final do processo reúnem-se os técnicos para a definição do caso. Na tentativa de oferecermos respostas às necessidades específicas do portador de deficiência por meio de uma metodologia adaptada e adequada que ofereça condições para 122 . Psicóloga. bem como diferentes habilidades.EQUIPE RESPONSÁVEL PELA AVALIAÇÃO DOS ALUNOS: • • • • • • Assistente Social. Fonoaudióloga. Participar de um processo educativo extrapola a aquisição de conhecimentos acadêmicos. a fim de permitir que essa parcela da comunidade obtenha sucesso escolar e social a Escola Especial vem oferecendo contribuições pedagógicas baseadas em diferentes abordagens.5 – AVALIAÇÃO (PROCESSO) DE ENTRADA NA ESCOLA ESPECIAL E DE PERCURSO O processo de entrada inicia com a direção. inclinações e competências. EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS – EJA E A PROPOSTA APAE EDUCADORA JUSTIFICATIVA: A elaboração desta proposta nasceu da preemente necessidade de sistematizar e atualizar as ações pedagógicas dos alunos da Escola de Educação Especial Vó Eugênia que não tiveram a oportunidade de receber a escolarização em tempo hábil.

faz-se necessário implantarmos o Projeto Todos Podem Ler – Educação de Jovens e Adultos. sendo que para isso se efetive fez-se necessário a organização de propostas curriculares que permitam combinações. tornando-se assim mais autônomo em busca de novos conhecimentos. ênfases. mesmo que de forma tênue. participando ativamente das situações de aprendizagem. fundamentais à ampliação da capacidade e participação social dos grupos TEMAS GERADORES – INSTRUMENTOS METODOLÓGICOS PARA INVESTIGAR A REALIDADE • • • • • • Etnografia Pesquisação Pesquisa participante Questionário / entrevista Observação Registro sistematizado 123 . que são de determinadas populares. como fruto dos anseios do grupo com o qual se trabalha. • A realidade social e pessoal do aluno no processo de aprendizagem referenciada na sua experiência de vida. • Que o espaço específico da educação seja responsável pela veiculação habilidades e conteúdos sistematizados. específicas ao contexto de educação. A educação de Jovens e Adultos na perspectiva de orientação para o desenvolvimento integral do ser humano vem sendo concebida.que sua alfabetização e terminalidade aconteçam de forma mais aproximada possível dos “não portadores de deficiência”. POSSIBILIDADES METODOLÓGICAS: • Aluno como sujeito do seu processo educativo. complementos e formas de concretização. supressões. buscando ampliar a compreensão que ele tem dela. visando colaborar no desenvolvimento de sua capacidade reflexiva e crítica.

para que o mesmo possa atender as necessidades individuais de seus alunos. AVALIAÇÃO: 124 . CARGA HORÁRIA: • • O aluno cumprirá a carga horária normal das salas regulares ( 04:20 ) quatro horas e vinte minutos. apostilas. revistas. reunindo sugestões e atividades didáticas direcionadas que contemplem o cotidiano e as especifidades dos Jovens e Adultos. vídeo. jornais. ( vinte e cinco horas) semanais. tudo que puder servir para enriquecer o trabalho de classe. podendo ser estendido por mais 01 ( um) ou 02( dois ) anos. a proposta curricular da Escola. nos quais a aprendizagem deverá atender aos objetivos da alfabetização. enfim. DURAÇÃO DO CURSO: • O curso terá duração de 03 ( três ) anos. apesar do projeto ser bastante flexível. de acordo com as necessidades da turma. livros científicos. A carga horária do professor será de 25 h.CONTEÚDOS TEMÁTICOS VOLTADOS PARA OS TEMAS GLOBAIS: Meio–ambiente • • • • Saúde e higiene Consumo e trabalho Ética Sexualidade MATERIAL DIDÁTICO: • O professor contará com livros paradidáticos específicos do Projeto Todos Podem Ler.

é necessário que seja feita a avaliação inicial. Municipal de Educação ou pela própria Escola. CAPACITAÇÃO: Os professores do Projeto.Devido o Projeto não ser dividido em séries escolares e. a escola poderá dar declaração de freqüência as aulas. O aluno só receberá alguma documentação. não há aprovação nem reprovação. série do Ensino TEMA: INCLUSÃO DO EDUCANDO NA SOCIEDADE SUBTEMA EU Quem sou eu? Onde eu vivo? Como é a minha estória? Quais são os meus direitos e meus deveres? Como é o meu corpo? Como é a minha relação com o outro? Como é a minha relação com o mundo? O que entendo / entendemos por inclusão social? O que tenho feito para promover minha própria inclusão social? FAMÍLIA 125 . envolvendo professor e aluno. antes de concluir o curso. Para efeito de trabalho. DA CERTIFICAÇÃO: Após atingidos os objetivos propostos pela alfabetização e pós. participarão das capacitações sempre que se fizerem necessárias. aplicadas pela Secretaria Estadual de Educação. caso haja necessidade de transferência. O aluno irá atingindo continuamente objetivos determinados pelos professores e pelos próprios alunos. o aluno receberá o histórico escolar que lhe dará direito a matricular – se na 5ª Fundamental. portanto. sistemática e contínua. Para saber se os objetivos estão sendo alcançados. o professor deverá ter um registro com as anotações do progresso do aluno ( ficha descritiva ).alfabetização. Para tal.

repentes.  Receitas culinárias.  Origens étnicas. literatura de cordel.  Poemas.  Contos.  Zona rural x zona urbana. parlendas.  Eventos culturais.  Lendas.O que é família? Como é a minha família? Como é feita a organização familiar? Qual é o seu papel? Quais as implicações familiares na inclusão social? ESCOLA O que é escola? Como é a minha escola? Como é organizada a escola? Qual é a estória da escola? SOCIEDADE * Local Qual é a história da nossa cidade? Como é o nosso lazer? Quais as principais manifestações culturais existentes e quais as suas origens? Como estabelecer uma relação pedagógica entre essas manifestações e a prática escolar? Português :  Histórico da cidade.  Principais pontos turísticos. Estudo da Sociedade e da Natureza:  Meios de transporte. 126 .  Músicas.

 Vocabulário.  Identificação de textos. frases. palavras. número e grau.  Sinônimos e antônimos.  Dramatização. políticos e econômicos? Quais as principais manifestações culturais do Brasil? Como estabelecer uma relação pedagógica entre essas manifestações e a prática escolar? Português: Linguagem oral:  Narração.  Leitura oral.  Descrição. 127 .  Acentuação.Sugestão de atividade:  Promoção de Eventos Culturais. Global Como se constitui a sociedade brasileira nos seus aspectos culturais.  Estilos literários.  Poesia.  Verbos.  Artigos. Linguagem escrita:  Leitura e escrita: do nome e do sobrenome.  Substantivo: gênero. sílabas e letras.  Pontuação.  Poema.  Interpretação e produção de textos.

 Bilhete.  Sistema de numeração romano.  Jornais.  Tempos verbais: presente.  Anúncios.  Biografias.  Seriação.  Formulários.  Classificação de palavras. Pronomes.  Símbolos matemáticos.  Carta. Matemática:  Representações.  Listas.  Problematização.  Decomposição dos números. passado e futuro.  Classificação.  Adjetivos.  Conjunto.  Currículo.  Música.  Pares e ímpares.  Ordenação.  Questionários.  Numeral.  Leitura e escrita dos números naturais.  Ortografia. 128 .  Rótulos.  Quatro operações fundamentais.

 Sistema monetário.  Ordem. políticos e sociais. 129 .  Origem e identificação do aluno.  Organização familiar. temperatura e massa.  Elementos da natureza.  Dimensão.  Medidas de tempo.  Noções básicas de estáticas.  Espaço.  Localização de sua casa e da escola no município.  Quadro valor de lugar.  Estatística. Estudo da Sociedade e da Natureza:  Corpo humano e seu funcionamento.  Planeta Terra.  Coletar e organizar dados.  Zona rural e urbana.  Formas bi e tridimensionais.  Cultura e lazer.  Poluição. comprimento.  Direitos civis. tabelas e gráficos. Classes.  Ecossistemas.  Alimentação.  Estudo de mapas.  Profissões.  Geometria. capacidade.  Sentido.  Exploração turística.

cartas. revistas e livros. currículos. notas e cheques. escola. entre outros.  Organização e participação da sociedade.  Pesquisar em jornais.  Trabalho (as diferentes atividades que compõem o mundo do trabalho ). questionários.  Produzir textos.  Apreciar vídeos educativos e filmes. anúncios.  Produzir jornais.  Tecnologia e Emprego. bilhetes.  Ler poemas e poesias.  Conhecer cinemas. Sugestões de Atividades:  Investigar a própria genealogia. feiras culturais. O TRABALHO COMO FATOR DE INCLUSÃO Legislação trabalhista 130 .  Solucionar problemas.  Utilizar como fontes de pesquisa: atlas. propagandas.  Preencher recibos.  Estado brasileiro.  Confeccionar murais.  Confeccionar maquetes sobre mapas. tabelas e gráficos. dicionários e enciclopédias.  Selecionar e confeccionar cadernos de receitas. museus.  Utilizar jogos educativos. Meios de comunicação e Transporte.  Apreciar músicas.  Coletar e organizar dados.  Dramatizar. cidade e outros.  Agrupar conjuntos. fichas.  Universo.

Documentos essenciais do trabalhador Quais são os documentos? Como e onde obtê-los? Quais os cuidados necessários com essa documentação? Português:  Formulários. 131 .  Requerimentos. requerimentos.). mercados.  Preenchimento de formulários.  Elaboração de Currículo Vitae.  Boletos bancários. escritórios. etc.  Currículum vitae. lojas. Sugestões de atividades:  Análise dos documentos.Quais são as principais leis trabalhistas? Como essas leis interferem na vida profissional? Quais são os direitos garantidos em leis para a pessoa portadora de deficiência? Como fazer valer esses direitos? Português: Leitura e interpretação das principais leis trabalhistas (CLT. fábrica.  Visitas monitoradas a agências mediadoras para o mercado de trabalho. boletos bancários.  Proceder a aquisição de documentos para o trabalho. Estatuto do servidor Público) Sugestões de atividades:  Entrevista com empregadores e empregados.  Visita a empresas ( indústria.

saúde e segurança no trabalho Qual a relação entre higiene e saúde? Quais os cuidados necessários para garantir a segurança no trabalho? Quais os equipamentos de segurança e como utilizá-los? Quais são os cuidados essenciais de higiene para a preservação da saúde no trabalho? Quais os recursos materiais (equipamentos) necessário a higiene e saúde no trabalho? Novas tecnologias e o trabalho Quais são as novas tecnologias no trabalho? Como ter acesso a novas tecnologias? Onde / como buscar uma formação tecnológica para o trabalho? ASPECTOS FUNCIONAIS: Documentos pessoais Endereços Locomoção Instituições escolares ( Associação de pais e mestres ) Representantes de classe Poderes da União.As profissões e mercado de trabalho O que é mercado de trabalho? Como se estabelece as relações profissionais no mercado de trabalho? Quais as diferentes áreas de trabalho? Quais as diferentes formas inserções no mercado do trabalho? Quais as instituições que ofertam programas de formação profissional? Quais os segmentos / programas sociais que oportunizam a empregabilidade para os portadores de deficiência? O que é ética profissional? Sugestão de atividade Visitas monitoradas a agências de formação profissional e os órgãos do Sistema. do Distrito Federal e dos Municípios 132 . Higiene. dos Estados.

13º salário. seguro desemprego. licença médica. postos de saúde ) ? Quais os profissionais na instituição responsáveis pela prevenção a saúde? O que significa “medicina alternativa”? Como lidar com os recursos medicamentosos? Quais são as conseqüências do uso de drogas ( lícitas e ilícitas )? Sexualidade Como lidar com as questões de gênero (heterossexualidade e homossexualidade)? O que é sexualidade? Como funciona o meu corpo? Quais as manifestações relacionadas a sexualidade? Qual é a importância do outro para a minha sexualidade? Qual a relação entre saúde e sexualidade? Quais são as doenças sexualmente transmissíveis? Como prevení-las? Existe preconceito sexual? Como identificar e lidar com ele? Meio Ambiente 133 . MEIO AMBIENTE Prevenção à saúde Quais os cuidados necessários á saúde? Qual a relação entre saúde mental e corporal? Quais os recursos institucionais locais de prevenção a saúde ( hospitais. FGTS. demissão por justa causa) Desenvolvimento de habilidades básicas de gestão Preparação Profissional (procedimentos adequados para adquirir emprego. licença paternidade. vale transporte.Código Nacional do Trânsito Legislação trabalhista (contrato de trabalho. férias. Acidente de trabalho. elaboração do currículo) Diferentes possibilidades de Inclusão no mercado de Trabalho Organização sindical Código de ética Declaração universal dos Direitos Humanos Constituição Federal ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE SAÚDE: PREVENÇÃO. SEXUALIDADE. licença maternidade.

currículos. métodos. . recursos educativos e organização específica para atender suas necessidades. social e cultural? educandos especiais.O que é o meio ambiente? Quais são os seus componentes? Como nos relacionamos com o meio ambiente? Quais são os danos que a sociedade humana causa ao meio ambiente? Qual é a importância da preservação? ÉTICA: DIREITOS E DEVERES DO CIDADÃO Ética O que é ética? Qual a importância da ética nas relações humanas? Qual é a relação entre ética e cidadania? Como a ética influencia nas relações democráticas? Direitos e deveres do cidadão Quais são os Direitos e Deveres do cidadão enquanto o ser político. técnicas. XI – REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: 134 .

180 páginas. Célestin. Freire Inovações Metodológicas Tema de 2009: Objetivo Geral: Partindo do princípio do aluno como foco na elaboração dos projetos pedagógicos. Emília e Teberosky. Ana Luiza. FREINET. Smolka.2 e 3. GADOTTI. Parâmetros Curriculares Nacionais. Adaptações curriculares. Mário Sérgio. Uma pedagogia de Atividade e Cooperação. Artmed. Ferreiro. A difusão das idéias de Piaget no Brasil. 176 páginas. Papirus. Convite à leitura de Paulo Freire. Fascículo na sala de aula (1 a 8). Ed. Estratégias para a educação de alunos com necessidades educacionais especiais. Petrópolis: RJ: Vozes. Ed. GARDNER. 285 páginas.• • • • • • • • • • • • • Antunes. Casa do Psicólogo. Volume: 1. Philippe. Psicogênese da Língua Escrita. Editora Scipione. Estruturas da Mente: Teoria das inteligências Múltiplas. 2001. Estado do Rio Grande do Sul. Ed. Secretaria da Educação e Departamento Pedagógico. Celso. elevando 135 . Moacir. 300 páginas. propomos estimular nosso aluno a valorizar-se dentro das suas particularidades. A linguagem e o Outro no espaço escolar. Construir as competências desde a Escola. Federação Nacional das APAEs. Artmed 340 páginas. Padrão Referencial de Currículo. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil introdução. Vigotsky e a construção do conhecimento. Ed. Vasconcelos. Perrenoud. Howard. Projeto Águia.

Justificativa: Centradas no P.. Para isso direcionamos nossos estudos à Ecopedagogia porque acreditamos que a partir da problemática ambiental vivida cotidianamente pelas pessoas nos grupos e espaço de convivência.suas possibilidades e competências e venerar-se como ser humano respeitando a si e ao próximo. o professor é dividido nas três seguintes faces: Profissionalidade – a atividade principal do professor é o ensino.P. as habilidades e as atitudes requeridas para levar adiante o processo de ensino e aprendizagem nas escolas. p. A Escola de Educação Especial Vó Eugênia (APAE Osório) ao construir seu P. métodos..” (GARDNER 1995.P. Papel do Professor: Seguindo a teoria de Libâneo (2001). usando objetivos de curto prazo com metas a longo prazo.P da escola que visa a harmonia entre homem e natureza. 71) Apresentação: A lei de Diretrizes e Bases da Educação assegura em seu artigo 5º aos educandos especiais. sua formação inicial visa propiciar os conhecimentos. Juntas escola e família possibilitarão maior comprometimento em estimular no aluno o amor próprio. currículos. buscando equilíbrio e harmonia com a Natureza.) podemos fazer progressos significativos nessa direção. processa-se a consciência ecológica e opera-se a mudança de mentalidade. baseada em Antonio Nóvoa (1995). sentiu necessidade de voltar seu foco para Educação Ambiental. “se decidirmos abraçar os objetivos e os métodos da educação centrada no indivíduo (. Profissionalismo – refere-se ao desempenho competente e compromissado dos deveres e responsabilidades que constituem a especificidade de ser professor e ao comportamento ético e político expresso nas atitudes relacionadas à prática profissional. recursos educativos e organização específica para atender suas necessidades.P. buscamos despertar essa consciência de responsabilidade com o que acontece e existe no planeta. subseqüente o respeito ao próximo e assim a devida valorização ao meio. Por isso é necessário e fundamental o compromisso e envolvimento da família nesse processo. técnicas. 136 .

dentro do interesse na área de sua formação e/ou atuação. habilidades e atitudes profissionais. estão condenados à rotina e ao tédio”.  Anfíbios. • Tipos de vegetação:  Plantas. Sendo assim visamos a relevante necessidade de dez (10) dias por ano.  Insetos. sem evolução. Meta + Ação: Flora: • Concepção de flora. para capacitação dos professores. Fauna: • Concepção de fauna.  Répteis.  Árvores.  Ervas. Lembramo-nos aqui uma frase de Perrenoud (1999): “Muitos professores sabem ou percebem que.  Peixes. • Tipos de animais:  Mamíferos. 137 .  Moluscos.Profissionalização – refere-se às condições ideais que venham a garantir o exercício profissional de qualidade.  Desmatamento. Essas condições são: formação inicial e formação continuada nas quais o professor aprende e desenvolve as competências.  Aves.

• Clima. • Reflexão. • Utilidades. 138 Características. Tipos.• Habitat. • Erosão. Clima. • Cadeia alimentar. Solo: • Características. Utilidades. Água: • • • • • Ar: • Características. • Alimentação. • Temperatura. . • Utilidades. • Tipos. • Utilidades para o meio ambiente. • Tipos. Poluição. Sol na minha vida: • Meditação. • Poluição.

• Interreliogisidade. • Educação econômica. Somos o Sol: • Contato afetivo. 139 . • Visita ao orquidário .• Sensibilização. • Respeito à vida. • Aldeia indígena. etc. • Respeito às diferenças. • Diálogo. verduras. • Cooperação e Sinergia. • Plantações diversas. Sol na vida dos outros: • Cooperação. • Farmácia de ervas (tintura. • Subida no morro pela estrada ou de ônibus. • Espiritualidade. • Construir canteiros na escola de flores. • Preservação. • Trilha ecológica. • Sinergia. • Visita a Brás Ervas (secagem e embalagem de ervas). essência). • Ajardinamento. • Conscientização. • Painéis referentes ao tema trabalhado. • Compostagem.

• Acantonamento. • Participação da Mostra de Arquiologia.• Horta. • Teatro. • Visita a Fazenda Pontal. • Pedágio da conscientização do dia da árvore • Encontro Regional das APAEs. • Feira do Livro. capa de risque-rabisque e cartões comemorativos. comunidade escolar. • Confecção de camiseta.. etc. • Cultivo de mudas. • Gincana cultural e desportiva da Primavera. • Visita das outras escolas ao corredor dos sentidos. • Filmes. • Zoológico • Baile no Makaha para escolha da Garota e Garoto Estudantil. calendário. • Visita a FEPAGRO. • Pesquisa na internet. biblioteca. • Borboletário. • Coleta seletiva do lixo. livros. Festival Art’ invento e semana do cinema. • Feira de Ciências. • Culinária. • Exposição de Arte. • Reciclagem do lixo. semana do meio ambiente (junho). na semana do excepcional. • Corsan. • Projeto com o salão de beleza. • Visita Usina de lixo. revistas. 140 .

300 páginas. Ed. 2001. Celso. 176 páginas. Padrão Referencial de Currículo. Artmed 340 páginas. • Feira de troca • Oficina de culinária (livro de culinária. Artmed. Howard. 141 . Editora Scipione. • 35 anos da APAE. Parâmetros Curriculares Nacionais. Brinquedos com a família . Obs. GADOTTI. • Dia da família brincar. publicação). • Mostra de trabalhos.: Reunião de técnicos a cada dois meses CULMINÂNCIA: Nesse projeto em 2009 desejamos intensificar a proposta de atingir o aluno partindo assim dos interesses do mesmo para elaboração dos projetos pedagógicos. Petrópolis: RJ: Vozes.• Oficina de criatividade. Convite à leitura de Paulo Freire. • Oficina de pipas “Festival de pipas”. Construir as competências desde a Escola. Estado do Rio Grande do Sul. Adaptações curriculares. Estratégias para a educação de alunos com necessidades educacionais especiais. Ed. Psicogênese da Língua Escrita. Estruturas da Mente: Teoria das inteligências Múltiplas. Perrenoud. Almejamos a contribuição dos pais na nossa prática participando intensamente na vida escolar dos filhos. FREINET. XI – REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: • • • • • • • • Antunes. Lembrando do nosso aluno como o Sol que irradia energia e deixa nossos dias letivos mais belos e mágicos. Secretaria da Educação e Departamento Pedagógico. Célestin. • Semestral envolver os pais numa atividade de construção / oficinas. Emília e Teberosky. Philippe. Fascículo na sala de aula (1 a 8). Ferreiro. Moacir. GARDNER. Uma pedagogia de Atividade e Cooperação.

2 e 3. Mário Sérgio. Freire 142 . Smolka. Ana Luiza. 285 páginas. Vigotsky e a construção do conhecimento. Ed. Papirus. A linguagem e o Outro no espaço escolar. 180 páginas. Ed. Vasconcelos. Volume: 1. A difusão das idéias de Piaget no Brasil.• • • • • Projeto Águia. Casa do Psicólogo. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil introdução. Federação Nacional das APAEs.

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