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Gargalhadas Olho pra voc. No fundo estou apenas olhando.

Mas para voc estou sorrindo, dizendo as palavras que deseja ouvir. Sero mentiras o que eu digo? Ou de tanto repeti-las j transformaram-se em verdades? Ser que eu estaria bebendo de minha prpria poo, meu prprio veneno? Seria merecedor, me faria rir as gargalhadas. Eu mereo, no ? Eu mereo tal veneno, eu mereo morrer engasgada com algo que obriguei tantos beber. Ser doce? Ou amargo? Ou ento salgado? Eu no quero realmente provar disso, eu conheo os efeitos, eu no quero-os pra mim. Mas se ele, se for ele quem me fizer beber, ser completamente justo. Eu o fiz beber a maior dose. Eu observei enquanto os efeitos agiam. E sempre que pude, eu o dei mais e mais doses... Sim, eu fui cruel a tal ponto, eu posso ser chamada de bruxa, eu posso ser queimada na fogueira, mas eu nunca vou negar que no me deu prazer observar tudo aquilo. Minhas gargalhadas podiam ser ouvidas em todo o canto, fazendo crianas chorarem, mulheres tremerem e guerreiros fugirem. Agora sero as gargalhadas dele a ser ouvidas. Mas no sero gargalhadas malignas, sero felizes. Sero capaz de contagiar todos que a ouvir. E depois, ele no entender o que realmente ouve, sua memria apagar e a nica coisa que se lembrar, da sensao de falsa felicidade que lhe dei.