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Condutores,+Dimensionamento+de,+Notas+de+Aula,+EXCELENTE

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS INDUSTRIAIS – NOTAS DE AULA DIMENSIONAMENTO DE CONDUTORES ELÉTRICOS

SAI – 5º MÓDULO

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS INDUSTRIAIS
DIMENSIONAMENTO DE CONDUTORES ELÉTRICOS
INTRODUÇÃO Os fatores básicos que envolvem o dimensionamento de um condutor são: − tensão nominal; − freqüência nominal; − potência ou corrente da carga a ser suprida; − fator de potência da carga; − tipo de sistema: monofásico, bifásico ou trifásico; − método de instalação dos condutores; − tipos de carga: iluminação, motores, capacitores, etc.; − distância da carga ao ponto de suprimento; − corrente de curto-circuito. Os elementos de proteção do cabo devem estar definidos para que as sobrecargas ou sobrecorrentes não afetem a sua isolação. FIOS E CABOS CONDUTORES Os fios e cabos são isolados com diferentes tipos de compostos isolantes, sendo os mais empregados o PVC (cloreto de polivinila), o EPR (etileno-propileno) e o XLPE (polietileno reticulado), cada um com suas características químicas, elétricas e mecânicas próprias.

Cabo isolado

Cabo unipolar

Cabo tripolar

CEFETSP – UNED CUBATÃO

Os cabos de alta tensão têm uma constituição bem mais complexa do que os de baixa tensão, devido aos elevados gradientes de tensão de campo elétrico a que são submetidos. A isolação dos condutores isolados é designada pelo valor nominal da tensão entre fases que suportam, padronizados pela NBR 6148 em 750 V. A isolação dos condutores unipolares é designada pelos valores nominais das tensões que suportam, respectivamente, entre fase e terra e entre fases, padronizados pela NBR 6251 em 0,6 / 1 kV para fios e cabos de baixa tensão e em 3,6 / 6 kV – 6 / 10 – 8,7 / 15 e 12 / 20 kV para cabos de média tensão.
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Sistema trifásico a quatro condutores (3F – N) É o mais utilizado em instalações elétricas industriais. 220 − a dois condutores: 127. Sistema trifásico a três condutores (3F) Utilizado onde os motores representam a carga preponderante. A NBR 5419/2001 estabelece que a resistência de terra deva ficar abaixo de 10 ohms. Normalmente é utilizada a configuração estrela com o ponto neutro aterrado. sendo as massas ligas a esse ponto através de condutores de proteção. 380Y/220 ∆. Conforme a NBR 5410/2004 existem cinco esquemas de aterramento de sistemas elétricos trifásicos.INSTALAÇÕES ELÉTRICAS INDUSTRIAIS – NOTAS DE AULA DIMENSIONAMENTO DE CONDUTORES ELÉTRICOS SAI – 5º MÓDULO SISTEMAS DE DISTRIBUIÇÃO Depende da grandeza da carga da instalação e do seu tipo. para que a corrente elétrica flua sem riscos. CEFETSP – UNED CUBATÃO 2 . Sistema monofásico a dois condutores (F – N) Sistema utilizado em instalações residenciais e em pequenos prédios comerciais. de acordo com a disposição do condutor neutro e do condutor de proteção. onde há carga de iluminação e motores. Esquema TN-S – o condutor neutro e o condutor de proteção são distintos. 440Y/254 ∆. Esquema TN-C-S – o condutor neutro e o condutor de proteção são combinados em um único condutor em uma parte da instalação. 380. Existem três variantes deste esquema. 208Y/120 ∆. podem-se ter os seguintes níveis de tensão: − a quatro condutores: 220Y/127∆. 220. Esquema TN Possui um ponto de alimentação diretamente aterrado. SISTEMAS DE ATERRAMENTO Tem a finalidade de proteger a instalação e seus usuários por meio de uma ligação à terra. − a três condutores: 440. Sistema monofásico a três condutores Empregado em pequenas instalações comerciais e residenciais. Na prática.

− Nas instalações alimentadas com duas ou três fases.INSTALAÇÕES ELÉTRICAS INDUSTRIAIS – NOTAS DE AULA DIMENSIONAMENTO DE CONDUTORES ELÉTRICOS SAI – 5º MÓDULO Esquema TN-C – as funções do neutro e de proteção são combinadas em um único condutor ao longo de toda a instalação. a) para evitar qualquer perigo e limitar as conseqüências de uma falta. 2. limitação da seção do condutor para uma determinada corrente de curtocircuito. − Cada circuito deve ser dividido de forma a evitar o risco de realimentação inadvertida através de outro circuito. aos três critérios seguintes. limitação do comprimento do circuito em função da corrente de curto-circuito fase-terra. é necessário saber se esta seção provoca uma queda de tensão de acordo com valores máximos. c) para evitar os inconvenientes de se ter apenas um circuito. b) para facilitar as verificações e os ensaios. de acordo com o método de instalação. Significado das letras: Primeira letra – situação da alimentação em relação a terra T – um ponto diretamente aterrado.belas.. Segunda letra – situação das massas em relação a terra T – massas diretamente aterradas N – massas ligadas diretamente ao ponto de alimentação aterrado. CRITÉRIOS PARA DIMENSONAMENTO DA SEÇÃO MÍNIMA DO CONDUTOR FASE A seção mínima dos condutores elétricos deve satisfazer. I – isolação de todas as partes vivas em relação à terra ou aterramento de um ponto através de uma impedância. Critério da capacidade de corrente de curto-circuito Admitem-se duas possibilidades: 1. Etc. simultaneamente. − Os circuitos devem ser individualizados em função dos equipamentos que alimentam. Critério da capacidade de corrente Consiste em determinar o valor da corrente máxima que percorrerá o condutor e. as cargas devem ser distribuídas entre as fases de modo a se obter o maior equilíbrio possível. Limites de queda de tensão de acordo com a NBR5410/2004 Dimensionada a seção do condutor pela capacidade de corrente. CEFETSP – UNED CUBATÃO 3 . de acordo com as necessidades em vários circuitos. CRITÉRIOS BÁSICOS PARA DIVISÃO DE CIRCUITOS Toda instalação deve ser dividida. procurar a sua seção nominal em ta.

TABELA 01 – MÉTODOS DE INSTALAÇÃO Referência Descrição Condutores isolados em eletroduto de seção circular embutido em parede Al termicamente isolante Cabo multipolar em eletroduto de seção circular embutido em parede A2 termicamente isolante Condutores isolados em eletroduto de seção circular sobre parede de B1 madeira B2 Cabo multipolar em eletroduto de seção circular sobre parede de madeira C Cabos unipolares ou cabo multipolar sobre parede de madeira D Cabo multipolar em eletroduto enterrado no solo E Cabo multipolar ao ar livre Cabos unipolares justapostos (na horizontal.INSTALAÇÕES ELÉTRICAS INDUSTRIAIS – NOTAS DE AULA DIMENSIONAMENTO DE CONDUTORES ELÉTRICOS SAI – 5º MÓDULO CRITÉRIO DA CAPACIDADE DE CORRENTE Influenciam. o método de instalação dos cabos. na vertical ou em trifólio) ao F ar livre G Cabos unipolares espaçados ao ar livre TABELA 02 – TIPOS DE LINHAS ELÉTRICAS CEFETSP – UNED CUBATÃO 4 . na definição da seção do condutor. além da potência consumida pela carga.

5 26 34 46 61 80 99 119 151 182 278 318 7 9 10 13.5 19. cabos unipolares e multipolares. C e D (isolação EPR ou XLPE) Seções (mm2) CONDUTORES CARREGADOS A1 2 3 CONDUTORES CARREGADOS Métodos de referência A2 B1 B2 3 CONDUTORES CARREGADOS 2 0.5 23 30 38 52 69 90 11 133 168 201 305 349 8 10 12 15 20 27 34 46 62 80 99 118 149 179 268 307 10 13 15 19.5 25 33 42 57 76 99 121 145 183 220 253 290 9 11 13 16. 2 e 3 condutores carregados.75 1 1.5 0. B2. B2. 2 e 3 condutores carregados.5 24 32 41 57 76 101 125 151 192 232 354 407 Condutor de Cobre 2 3 CONDUTORES CARREGADOS 2 3 CONDUTORES CARREGADOS C 2 3 CONDUTORES CARREGADOS D 2 3 8 10 12 15.75 1 1.5 0.5 21 28 36 50 68 89 110 134 171 207 312 358 9 11 13 16. temperatura no condutor 90ºC e temperatura ambiente 30ºC. B1.5 27 36 46 63 85 112 138 168 213 258 382 441 9 11 14 17.INSTALAÇÕES ELÉTRICAS INDUSTRIAIS – NOTAS DE AULA DIMENSIONAMENTO DE CONDUTORES ELÉTRICOS SAI – 5º MÓDULO TABELA 03 – CAPACIDADE DE CONDUÇÃO DE CORRENTE P/ OS MÉTODOS DE INSTALAÇÃO A1.5 24 32 41 57 76 96 119 144 184 223 322 371 12 15 18 22 29 38 47 63 81 104 125 148 183 216 287 324 10 12 15 18 24 31 39 52 67 86 103 122 151 179 240 271 Condutores isolados. CEFETSP – UNED CUBATÃO 5 .5 4 6 10 16 25 35 50 70 95 120 150 10 12 15 19 26 35 45 61 81 106 131 158 200 241 278 318 9 11 13 17 23 31 40 54 73 95 117 141 179 216 249 285 10 12 14 18.5 2. cabos unipolares e multipolares. A2.5 26 35 44 60 80 105 128 154 194 233 268 307 12 16 18 24 33 45 58 80 107 138 171 209 269 328 382 441 11 14 17 22 30 40 52 71 96 119 147 179 229 278 322 371 14 18 21 26 34 44 56 73 95 121 146 173 213 252 287 324 12 15 17 22 29 37 46 61 79 101 122 144 178 211 240 271 Condutores isolados. C e D (isolação PVC) Seções (mm2) CONDUTORES CARREGADOS A1 2 3 CONDUTORES CARREGADOS A2 Métodos de referência B1 B2 CONDUTORES CARREGADOS 2 3 0.5 25 32 43 57 75 92 110 139 167 253 290 7 9 10 13 17.5 4 6 10 16 25 35 50 70 95 120 150 7 9 11 14. temperatura no condutor 70ºC e temperatura ambiente 30ºC. A2. B1.5 2.5 23 29 39 52 68 83 99 125 150 227 259 9 11 14 17.5 22 30 38 51 68 89 109 180 161 197 227 259 Condutor de Cobre 2 3 CONDUTORES CARREGADOS 2 3 CONDUTORES CARREGADOS C 2 3 CONDUTORES CARREGADOS D 2 3 12 15 18 23 31 42 54 75 100 133 164 198 253 306 354 407 10 13 16 20 28 37 48 66 88 117 144 175 222 269 312 358 11 15 17 22 30 40 51 69 91 119 146 175 221 265 305 349 10 13 15 19. TABELA 04 – CAPACIDADE DE CONDUÇÃO DE CORRENTE PARA OS MÉTODOS DE INSTALAÇÃO A1.5 18 24 31 42 56 73 89 108 136 164 249 285 7 9 11 14 18.

Ibn.9 A 220 × 0.80 220 × 0.8 A 220 × 0. tem-se: I b = I bn + I abc = 11. 600 1000 + = 9.7 A Ib – corrente de carga da fase B que deve corresponder à capacidade mínima de corrente do condutor. Icn – correntes das cargas monofásicas.4 A 3 × 380 × 0. Serão utilizados cabos em PVC dispostos em eletroduto aparente.3 + 8.90 I an = Ian.70 1500 I bn = = 11.4 = 19.3 A 220 × 0. método de instalação 3.60 1200 I cn = = 6. Então Sa = Sb = Sc = 3 # 2.80 5000 I abc = = 8. Considerando-se a corrente da fase de maior carga. CEFETSP – UNED CUBATÃO 6 .INSTALAÇÕES ELÉTRICAS INDUSTRIAIS – NOTAS DE AULA DIMENSIONAMENTO DE CONDUTORES ELÉTRICOS SAI – 5º MÓDULO Cálculo da corrente em circuitos monofásicos I CARGA = Demanda CARGA Tensão FASE − NEUTRO × cos ϕ Cálculo da corrente em circuitos trifásicos I CARGA = Potência _ ativa CARGA 3 × Tensão FASE − FASE × cos ϕ EXEMPLO DE APLICAÇÃO 01 Determinar a seção dos condutores fase do circuito trifásico mostrado na figura a seguir.5 mm2. de acordo com a Tabela 03. coluna B1 – 3 condutores carregados – justificado pela Tabela 02.

A capacidade mínima de corrente do condutor deve ser igual ao valore da corrente nominal multiplicado pelo fator de serviço do motor. ligados na tensão de 380 V e com fatores de serviço unitários. todos de IV pólos. considerando-se todos os respectivos fatores de serviço. EXEMPLO DE APLICAÇÃO 02 Determinar a seção dos condutores isolados em PVC que alimentam um CCM (centro de controle de motores) que controla três motores de 40 cv e quatro motores de 15 cv.INSTALAÇÕES ELÉTRICAS INDUSTRIAIS – NOTAS DE AULA DIMENSIONAMENTO DE CONDUTORES ELÉTRICOS SAI – 5º MÓDULO CIRCUITOS PARA LIGAÇÃO DE MOTORES São caracterizados por circuitos trifásicos a três condutores (3F). I CABO = Fator _ de _ serviço × I NOMINAL _ MOTOR Em um agrupamento de motores a capacidade mínima do condutor deve ser igual à soma das correntes de carga de todos os motores. o valor de ICABO deverá ser calculado levando-se em consideração a soma vetorial dos componentes ativo e reativo desses motores. I CABO = ∑ Fator _ de _ serviçoi × I NOMINAL _ MOTOR i n i =1 Quando os motores possuírem fatores de potência muito diferentes. CEFETSP – UNED CUBATÃO 7 .

− Resistividade térmica do solo – as capacidades de condução de corrente são especificadas para uma resistividade térmica do solo de 2.6 + 4 × 26 ⇒ I CABO = 273. Condutores em paralelo Dois ou mais condutores podem ser ligados em paralelo na mesma fase quando: 1. deve-se levar em consideração o aquecimento do condutor durante a partida. 3. − Agrupamentos de circuitos – quando for instalado num mesmo grupo um numero maior de condutores devem ser aplicados fatores de correção.m/W. justificado pela Tabela 3. 2.INSTALAÇÕES ELÉTRICAS INDUSTRIAIS – NOTAS DE AULA DIMENSIONAMENTO DE CONDUTORES ELÉTRICOS SAI – 5º MÓDULO Com base na tabela anterior. os condutores forem feitos do mesmo material.8 A Considerando que os condutores isolados estão em eletroduto no interior de canaleta fechada. − Condutores que alimentam motores que requeiram partidas constantes devem ter seção transversal aumentada. Seção dos condutores na presença de harmônicos O valor da corrente de fase corrigido para a determinação da seção dos condutores é: I CARGA I FASE _ CORRIGIDO = FATOR _ CORREÇÃO CEFETSP – UNED CUBATÃO 8 . Valores diferentes destes devem ser corrigidos de acordo com tabelas de correção. − Quando o tempo de aceleração do motor for superior a 5 s. já tabelados. a seção for superior a 50 mm2. da Tabela 03. o valor mínimo da capacidade do cabo é: I CABO = 3 × 56. Valores diferentes destes devem ser corrigidos de acordo com tabelas de correção.5 K. Fatores de correção de corrente − Temperatura ambiente – a NBR5410/2004 estabelece 20ºC para linhas subterrâneas e 30ºC para linhas não-subterrâneas.2 – método de instalação 42 (ver livro) a seção dos condutores fase será: SCABO = 3 # 150 mm2 Considerações adicionais − O dimensionamento dos condutores deve permitir uma queda de tensão na partida dos motores igual ou inferior a 10% da sua tensão nominal. a corrente se dividir igualmente nos condutores.

de acordo com a NBR5410. O dimensionamento da seção de condutores primários é feito com base na capacidade de condução de corrente dos condutores Capacidade de condução de corrente – cabos PVC – 8. Normalmente encaminhas por via subterrânea entre a rede de distribuição aérea da concessionária e a subestação consumidora da instalação.INSTALAÇÕES ELÉTRICAS INDUSTRIAIS – NOTAS DE AULA DIMENSIONAMENTO DE CONDUTORES ELÉTRICOS SAI – 5º MÓDULO O valor da corrente que irá circular no neutro pode ser calculado por.2 A 100 × 0. CEFETSP – UNED CUBATÃO 9 .86 CONDUTORES PRIMÁRIOS Utilizados em instalações industriais nas tensões superiores a 1 kV. 3 × I CARGA × Percentual _ harmônica _ 3ª _ ordem I NEUTRO = 100 × FATOR _ CORREÇÃO EXEMPLO DE APLICAÇÃO 02 Se uma carga cuja corrente é de 80 A contém 37 % de corrente harmônica de 3ª ordem. o valor da corrente de neutro do circuito será: 3 × 80 × 37 I NEUTRO = ⇒ I NEUTRO = 103.7 / 15 kV e 12 / 20kV CRITÉRIO DO LIMITE DE QUEDA DE TENSÃO Após o dimensionamento do condutor pela capacidade de corrente de carga é necessário saber se esta seção está apropriada para provocar uma queda de tensão no ponto terminal do circuito.

sabendo-se que a carga é composta de 10 motores de 10 cv.0 A A seção mínima do condutor vale: SCONDUTOR = 3 # 70 mm2 (Tab. Queda de tensão em circuitos monofásicos A seção do condutor será dada por: SCONDUTOR = 200 × ρ × Σ(L C × I C ) ∆V% × VFN Onde: ρ = resistividade do material condutor (para o cobre – 1/56 . LC = comprimento do circuito.INSTALAÇÕES ELÉTRICAS INDUSTRIAIS – NOTAS DE AULA DIMENSIONAMENTO DE CONDUTORES ELÉTRICOS SAI – 5º MÓDULO A queda de tensão entre a origem da instalação e qualquer ponto de utilização deve ser igual ou inferior aos valores da tabela anterior. EXEMPLO DE APLICAÇÃO 03 Calcular a seção do condutor do QGF ao CCM da figura abaixo. instalado no interior de eletrodo de PVC.2 × ρ × Σ(L CONDUTOR × I CONDUTOR ) ∆V % × VFF Onde: VFF = tensão fase-fase.2 × (1 / 56) × 150 × 154 = ∆V % × v FASE _ FASE 3 × 380 10 CEFETSP – UNED CUBATÃO SCONDUTOR = 62.6 mm 2 → SCONDUTOR = 3 # 70 mm 2 .2 × ρ × Σ(L CONDUTOR × I CONDUTOR ) 173. IC = corrente total do circuito. 380 V. Adotar o condutor isolado em PVC. embutido em parede de alvenaria. fator de serviço unitário e o comprimento do circuito é de 150 m. 03 – coluna B1 – justificado pela Tab. 4 pólos.4 = 154. em m. ∆V% = queda de tensão máxima admitida em projeto.mm2 / m). em A. A corrente na carga vale: I CARGA = 10 × 15. VFN = tensão fase-neutro. 02 – método de instalação 7). Queda de tensão em circuitos trifásicos A seção do condutor será dada por: SCONDUTOR = 173. A seção mínima do condutor para uma queda de tensão máxima de 3 % vale: SCONDUTOR = 173. em %.

9 + 28. 03 – coluna B1 – justif.9 = 40.9 × 8) + (26 × 18) + (28. Pelo critério da queda de tensão. em kVA.9 × 38) + (28. R = resistência do condutor.2 × ρ × Σ(L CONDUTOR × I CONDUTOR ) SCONDUTOR = ∆V % × VFF 173. pela Tab 02 – inst.9 + 28.5 A I2 = 28.2 × (1 / 56) × (7.8 + 26. dispostos no interior de canaleta ventilada construída no piso. A queda de tensão admitida é de 4% I5 = 28.5 A I1 = 28. tem-se: 173. a queda de tensão pode ser calculada por: 100 × D C × L C × (R cos ϕ + Xsenϕ) ∆V% = (%) 2 VFF Onde: DC = demanda da carga.8 + 11.INSTALAÇÕES ELÉTRICAS INDUSTRIAIS – NOTAS DE AULA DIMENSIONAMENTO DE CONDUTORES ELÉTRICOS SAI – 5º MÓDULO Quando já se conhece a seção transversal dos condutores. 43).8 × 24) + (11.7 A I3 = 28. CEFETSP – UNED CUBATÃO 11 .8 + 11.8 = 69.27 mm 2 → SCONDUTOR = 3 #10 mm 2 Portanto o condutor escolhido pelo método da capacidade de corrente também atende ao critério da queda de tensão.8 × 49) SCONDUTOR = 4 × 380 SCONDUTOR = 6.9 + 28.0 = 95. em m / m.8 A I4 = 28. X = reatância do condutor.8 + 26.4 A Seção do condutor = 25 mm2 (Tab. sabendo-se que serão utilizados condutores unipolares isolados em XLPE.9 = 103.0 + 7. EXEMPLO DE APLICAÇÃO 04 Determinar a seção do condutor do circuito mostrado abaixo.8 + 11. em m / m.8 + 11.

em ºC. em ºC. O gráfico abaixo permite determinar: a) a máxima corrente de curto-circuito admissível num cabo. em s. 1. Tf = temperatura máxima de curto-circuito suportada pela isolação do condutor. c) o tempo máximo que o condutor pode funcionar com uma determinada corrente de curto-circuito. em kA. Te = tempo de eliminação do defeito. Tf e Ti são fixados em norma e valem 160ºC e 70ºC. para o PVC e 250ºC e 90ºC para o XLPE. Ti = temperatura máxima admissível pelo condutor em regime normal de operação. CEFETSP – UNED CUBATÃO As curvas acima se baseiam na seguinte equação: Te × I CS SC =  234 + Tf  0.INSTALAÇÕES ELÉTRICAS INDUSTRIAIS – NOTAS DE AULA DIMENSIONAMENTO DE CONDUTORES ELÉTRICOS SAI – 5º MÓDULO CRITÉRIO DA CAPACIDADE DE CORRENTE DE CURTO-CIRCUITO Neste critério existem duas possibilidades para o dimensionamento da seção do condutor de fase. b) a seção do condutor necessária para suportar uma condição de curto-circuito. 12 .34 × log  234 + T    i  Onde: ICS = corrente simétrica de curto-circuito. respectivamente. Limitação da seção do condutor para uma determinada corrente de curto-circuito – os efeitos térmicos de um curto-circuito podem afetar o isolamento do condutor.

for inferior à capacidade de condução de corrente correspondente à seção reduzida do neutro. c) Em nenhuma circunstância o condutor neutro poderá ser comum a vários circuitos.5 s (≈ 30 ciclos) o tempo de eliminação pelo fusível. CRITÉRIO PARA DIMENSIONAMENTO DA SEÇÃO MÍNIMA DO CONDUTOR NEUTR0. em cobre. CEFETSP – UNED CUBATÃO 13 .34 × log  234 + T  i     =  234 + 250  0. A NBR5410/2004 estabelece que: a) o condutor neutro deverá possuir a mesma seção dos condutores fase. qualquer que seja a seção do condutor fase. − a máxima corrente suscetível de percorrer o condutor neutro. nos seguintes casos: − em circuitos monofásicos a dois e três condutores e bifásicos a três condutores.5 × 4 = 19. SC = Te × I CS  234 + Tf 0. quando as duas condições seguintes forem simultaneamente atendidas. incluindo harmônicos. − a soma das potências absorvidas pelos equipamentos de utilização alimentados entre cada fase e o neutro não for superior a 10 % da potência total transportada pelo circuito. − em circuitos trifásicos. b) Nos circuitos trifásicos a seção do condutor neutro pode ser inferior à dos comdutores fase sem ser inferior aos valores indicados na tabela abaixo. Sabe-se que é de 0. quando for prevista a presença de harmônicos. em serviço normal. de um curto simétrico de 4 kA no ex-tremo do circuito. Determinar a seção mínima do condutor.INSTALAÇÕES ELÉTRICAS INDUSTRIAIS – NOTAS DE AULA DIMENSIONAMENTO DE CONDUTORES ELÉTRICOS SAI – 5º MÓDULO EXEMPLO DE APLICAÇÃO 05 Considere o exemplo 04.9 mm 2 Utilizando o gráfico anterior chega-se ao mesmo resultado. quando a seção dos condutores fase for inferior ou igual à 25 mm2. em função da seção dos condutores fase.34 × log   234 + 90  0. onde foi utilizado um cabo de 25 mm2 / XLPE. qualquer que seja a seção do condutor fase. − em circuitos trifásicos.

A tabela abaixo fornece as capacidade de corrente para barramento em cobre nu ou barramento blindado. Neste caso.2.INSTALAÇÕES ELÉTRICAS INDUSTRIAIS – NOTAS DE AULA DIMENSIONAMENTO DE CONDUTORES ELÉTRICOS SAI – 5º MÓDULO BARRAMENTOS Utilizados para o transporte de grandes quantidades de corrente. normalmente mais clara que o cobre. Pode-se usá-lo apoiado sobre isoladores apropriados ou no interior de calhas ventiladas ou fechadas (barramentos blindados). as correntes nominais podem ser acrescidas de um fator de multiplicação K = 1. Se o barramento for pintado. CEFETSP – UNED CUBATÃO 14 . há maior dissipação de calor através da superfície das barras em função da cor da tinta de cobertura.

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