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Apostila Matrizes e Determinantes (com exercícios) 1

Apostila Matrizes e Determinantes (com exercícios) 1

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INTRODUÇÃO

Muitas vezes para designar com clareza certas
situações, é necessário um grupo ordenado de
número e colunas (j), formando que chamamos de
matriz.

Observe a seguinte situação:

 As temperaturas médias de quatro cidades em
relação aos meses de janeiro, fevereiro,
março e abril.


Janeiro
Fevereir
o
Março Abril
Vitori
no
Freire
30º 28º 31º 29º
Bacab
al
31º 32º 33º 28º
Santa
Inês
33º 31º 29º 34º
São
Luís
25º 26º 30º 28º

 Qual a temperatura média de Santa Inês em
março?
________________________________________



 Qual a temperatura média de Bacabal em
fevereiro?
________________________________________

 Qual a temperatura média de Vitorino Freire
em abril?
________________________________________

 Qual a cidade e o mês na posição a
43
?
________________________________________

 Qual a cidade e o mês na posição a
34
?
________________________________________

DEFINIÇÃO

Sejam M e N dois números inteiros maiores ou
iguais a 1. Denomina-se matriz uma tabela
retangular formada m · n números reais, dispostos
em M linhas e N colunas. Cada elemento ocupa
uma posição que é indicada para a
ij
, onde i é a
linha e j é a coluna que o elemento ocupa na
matriz.



2
Notação: A =
(
(
(
(
¸
(

¸

mn 2 m 1 m
n 2 22 21
n 1 12 11
a a a
a a a
a a a

   





REPRESENTAÇÃO DE UMA MATRIZ

As matrizes são indicadas de três formas:
usando-se parênteses ( ), colchetes [ ] ou barras
duplas || ||.

Ex.:

|
|
.
|

\
|
d c
b a
ou
(
¸
(

¸

d c
b a
ou
d c
b a


REPRESENTAÇÃO GENÉRICA

Para representar o elemento usamos uma
letra com dois índices: o 1º indica que linha (i) e
o 2º que coluna (j) o elemento ocupa. O elemento
genérico é indicado por a
ij
.

A =
(
(
(
¸
(

¸

33 32 31
23 22 21
13 12 11
a a a
a a a
a a a
ou a
(ij)3x3


REPRESENTAÇÃO SIMPLIFICADA

Podemos escrever

A = (a
ij
)
mxn


D =
(
¸
(

¸

23 22 21
13 12 11
a a a
a a a
÷ D = (d
ij
)
2x3


MATRIZES PARTICULARES

 Matriz Linha: é a matriz formada por uma
única linha.
Ex.: A = | | c b a (matriz linha 1 x 3)
 Matriz Coluna: é a matriz formada por uma
única coluna.
Ex.:
B=
(
(
(
¸
(

¸

c
b
a
(matriz coluna 3 x 1)
 Matriz Quadrada: é a matriz em que o
número de linhas é igual ao número de
colunas (m = 4). O m ou n é denominada
ordem da matriz.



- ___________________________________

- ___________________________________

- ___________________________________


 Matriz Diagonal: é toda matriz quadrada em
que os elementos não pertencentes à
dioagonal principal são iguais a 0 (zero).


A =
(
(
(
¸
(

¸

2 0 0
0 4 0
0 0 1


Genericamente: A = (a
ij
) = mxn; a
ij
= 0, se i =
j.

 Matriz Identidade (In) : é um tipo de matriz
diagonal em que todos os elementos da
diagonal principal são iguais a 1.

I
2
=
(
¸
(

¸

1 0
0 1
I
3
=
(
(
(
¸
(

¸

1 0 0
0 1 0
0 0 1


 Matriz Nula (0
mxn
): é aquela cujos elementos
são todos iguais a zero.

A = (a
ij
)
mxn
tal que a
ij
= 0 1 s i s m e 1 s j s n

Ex.: A matriz nula de ordem 2 é indicada por
(
¸
(

¸

0 0
0 0
.

 Matriz Transposta (A
t
): transpor uma matriz
significa transformar tudo que é linha em
coluna e vice-versa.

A
t
= (a
ij
)
mxn
tal que a
ij
= a
ji



PROPRIEDADES



3
I. A = B ÷ A
t
= B
t

II. (A
t
)
t
= A
III. (A + B)
t
= A
t
+ B
t

IV. (A · B)
t
= B
t
· A
t





 Matriz Simétrica: é uma matriz quadrada de
ordem “n”. É simétrica quando A
t
= A.





 Matriz Oposta: denominamos matriz oposta
de A = (a
ij
)
mxn
a matriz obtida a partir de A.
Trocando-se o sinal de todos os seus
elementos.

Notação: ÷A




 Matriz Anti-Simétrica: é uma matriz
quadrada de ordem “n”. É anti-simétrica
quando A
t
= A.






IGUALDADE DE MATRIZES

Duas matrizes A e B do mesmo tipo m x n são
iguais se, e somente se, todos os elementos que
ocupam a mesma posição são idênticos.

Ex.: Se A =
(
¸
(

¸

÷ b 1
0 2
, B =
(
¸
(

¸

÷ 3 1
c 2
e A = B, então
os valores de “b” e “c” são ...

OPERAÇÃO COM MATRIZES

 Adição de Matrizes

Dadas as matrizes A = (a
ij
)
mxn
e B = (b
ij
)
mxn
,
chamamos de soma das matrizes A e B a matriz
C = (c
ij
)
mxn
tal que c
ij
= a
ij
+ b
ij
para todo 1 s i s m
e todo 1 s j s n.

Ex.:
1.
(
¸
(

¸
÷
+
(
¸
(

¸

2 0
1 2
7 0
4 1
=

1.
(
¸
(

¸

÷
+
(
¸
(

¸

÷ 2 1 1
1 1 3
1 1 0
0 3 2
=

 Propriedades

Se A, B e C são matrizes do mesmo tipo (m x
n), valem as seguintes propriedades:

I. (A + B) + C = A + (B + C) ÷ associativa
II. A + B = B + A ÷ comutativa
III. A + 0 = 0 + A = A ÷ elemento neutro
IV. A + (÷A) = (÷A) + A = 0 ÷ elemento oposto

Onde 0 é a matriz nula m x n

 Subtração de Matrizes

Dadas as matrizes A = (a
ij
)
mxn
e B = (b
ij
)
mxn
,
chamamos de diferença entre as matrizes A e B a
soma de A com a oposta de B.





 Multiplicação de um número real por uma
matriz

Dado um número real x e uma matriz A do
tipo m x n, o produto de x por A é uma matriz do
tipo m x n, obtida pela multiplicação de cada
elemento de A por x.

Notação: B = x · A · b
ij
= k · a
ij


Ex.:
(
¸
(

¸

÷
=
(
¸
(

¸

· ÷ ·
· ·
=
(
¸
(

¸

÷
·
0 3
21 6
0 3 ) 1 ( 3
7 3 2 3
0 1
7 2
3

 Propriedades

Sendo A e B matrizes do mesmo tipo (m x n) e
x e y números reais quaisquer, valem as seguintes
propriedades:

I. x · (y · A) = (x · y) · A (associativa)
II. x · (A + B) = x · A + x · B (distributiva de um
número real)
III. (x + y) · A = x · A + y · A (distributiva em
relação à soma de números reais)
IV. x · A = A, para x = 1 (elemento neutro)

 Multiplicação de Matrizes



4
O produto de uma matriz por outra não pode
ser determinado através do produto de seus
respectivos elementos. Especificamente nessa
operação, não podemos proceder do mesmo modo
como fizemos até agora, já que a multiplicação
de matrizes não é análoga à multiplicação de
números reais.
Assim o produto das matrizes A = (a
ij
)
mxn
e B =
(b
ij
)
mxn
é a matriz C = (c
ij
)
mxn
onde cada elemento
C
ij
é obtido da soma dos produtos dos elementos
correspondentes da i-ésima linha de A pelos
elementos da j-ésima coluna de B.

Nota :



É importante saber:

1. _____________________________________

2. _____________________________________

3. _____________________________________

4. _____________________________________
 Propriedades da Multiplicação

I. (A · B) · C = A · (B · C) ÷ associativa
II. A · (B + C) = A · B + A · C ÷ distributiva à
esquerda
III. (B + C) · A = B · A + C · A ÷ distributiva à
direita
IV. A · In = In · A = A ÷ elemento neutro

 Propriedades Importantes

I. Sendo O
mxn
uma matriz nula, A · B = O
mxn
não
implica, necessariamente, que A = O
mxn
ou B =
O
mxn
.
II. A · B = B · A em geral não vale a comutativa
III. Sendo A · B = A · C · B = C em geral não vale
a propriedade do cancelamento.

Vejamos como multiplicar duas matrizes:
1.
(
(
(
¸
(

¸

÷
·
(
¸
(

¸

÷
2 1
4 0
0 1
2 0 0
1 3 2
=





2. Dada a matriz A =
(
(
(
¸
(

¸

1 0 0
0 2 1
0 1 2
, calcule A
2
.














EQUAÇÃO MATRICIAL

É toda equação cuja incógnita é uma matriz.

1. Considerando as matrizes A =
(
¸
(

¸

÷ 2 4 3
2 0 5
e B
=
(
¸
(

¸
÷
1 0 2
4 3 1
, determine a matriz X tal que A
+ X = B.





2. Determinar a matriz X tal que X · A = B,
sendo A =
(
¸
(

¸

0 2
1 1
e B =
(
¸
(

¸

0 6
2 4
.




 Matriz Inversa

Considere uma matriz quadrada A, de ordem
n. Dizemos que A é inversível se existir a matriz B
tal que:

A · B = B · A = In

A matriz inversa de A será indicada por A
÷1
.

Então:

A · A
÷1
= A
÷1
· A = In

TOK!!! É importante saber!!!

p x m p x n n x m
C B A = ·


5
- Uma matriz só será inversível se, e
somente se, o determinante for
diferente de 0 (zero).
- Se o determinante da matriz de origem
for igual a 0 (zero), esta não admite
inversa, e portanto será dita singular.





1. Sejam A = (a
ij
) e B = (b
ij
) matrizes de
terceira ordem tais que a
ij
=
¦
¹
¦
´
¦
>
s
t
j i se , j log
j i se ,
2
i
sen
2
e
b
ij
=
¦
¹
¦
´
¦
<
= ÷
> ÷
j i se , j . i
j i se , j i
j i se , j i 2
2
. Desse modo o valor da
matriz M tal que M = B-2A
t
+3I
3
, onde I
3
indica a
matriz identidade e A
t
indica a transposta de A ,
é:
a.
(
(
(
¸
(

¸

÷1 1 0
0 0 1
1 1 1

b.
(
(
(
¸
(

¸

6 4 5
6 2 3
3 2 0

c.
(
(
(
¸
(

¸
÷
9 4 3
4 3 1
4 0 1

d.
(
(
(
¸
(

¸

6 4 5
0 0 3
1 2 1

e.
(
(
(
¸
(

¸
÷
9 4 3
6 3 1
1 2 1


2. Pádua, Tagori e Antônio saíram para tomar
Chope,de bar em bar,tanto Sábado quanto
Domingo.
As matrizes a seguir resumem quantos chopes
cada um consumiu e como a despesa foi dividida:

S =
(
(
(
¸
(

¸

5 2 3
1 3 2
4 1 4
D=
(
(
(
¸
(

¸

3 1 6
1 3 2
3 5 5


Sendo que S refere-se às despesas de Sábado e D
ás de Domingo.Cada elemento a
ij
nos dá o
número de chopes que i pagou para j, considere
Pádua o número 1,Tagori o número 2 e Antônio o
número 3 (a
ij
representa o elemento da linha i e
coluna j de cada matriz). Desse modo pode-se
afirmar corretamente que:
a. Durante todo o fim de semana Pádua bebeu
2 chopes a mais que Antônio;
b. Durante todo o fim de semana Tagori ficou
devendo 5 chopes para Pádua;
c. Durante todo o fim de semana Àntônio foi
quem bebeu mais chopes;
d. Durante todo o fim de semana Antônio pagou
5 chopes para Tagori
e. Durante todo o fim de semana Pádua bebeu
13 chopes pagos pelos amigos(Tagori e
Antônio)

3. Uma matriz A é simétrica se, e somente se,
for igual à sua transposta, isto é, A = A
t
.
Seja A =
(
(
(
¸
(

¸

+
+
÷
8 y x x 2
y 2 x 4 9
3 x x 5
2
. Se A é simétrica, o
valor do log
6
(y-2x)
4
é:
a. 4
b. 2
c. 0
d. ÷2
e. ÷4



6
4. Se uma matriz quadrada A é tal que A
t
= ÷A,
ela é chamada de matriz anti-simétrica. Sabe-se
que A é anti-simétrica e:

A =
(
(
(
¸
(

¸

÷
+
+
8 c 2 c b
a 2 b a
a a a 4
23
13 12


Os termos a
12
, a
13
e a
23
de A, valem,
respectivamente:
a. ÷4, ÷2 e 2
b. 4, 2 e ÷4
c. 4, ÷2 e ÷4
d. 2, 4 e -2
e. 2, ÷4 e -2

5. Sejam A, B e C, matrizes de tipos 4 x n, p x 3
e 2 x r, respectivamente. Para que seja possível
determinar uma matriz X, tal que X = A · (B + C),
devemos ter:
a. n = p = 3 e r = 2
b. n = r = 3 e r = 4
c. n = p = 4 e r = 3
d. n = r = 4 e r = 3
e. n = p = 2 e r = 3
6. (UEMA) Considere a matriz A =
(
¸
(

¸

w y
z x
, onde
x = 0 e y, z são números reais positivos. Se A · A
t
=
(
¸
(

¸

13 2
2 1
. Então podemos afirmar que 2y – z + w é
igual a:
a. 2
b. 4
c. 8
d. 9
e. 7

7. Considere as matrizes A =
(
¸
(

¸

98745657 98745656
98745656 98745656
e B =
(
¸
(

¸

÷
÷
1 1
1 1
. Seja A
2
=
A · A e B
2
= B · B. Determine a matriz C = A
2
÷ B
2
÷
(A + B) (A ÷ B).
a.
(
¸
(

¸

0 1
1 0

b.
(
¸
(

¸

÷
÷
0 1
1 0

c.
(
¸
(

¸

÷ 0 1
1 0

d.
(
¸
(

¸

÷ 0 1
2 0

e.
(
¸
(

¸

÷ 0 2
1 0


8. Sejam as matrizes
¦
¹
¦
´
¦
= =
= =
i
ij 4 x 3 ij
j
ij 3 x 4 ij
j b , ) b ( B
i a , ) a ( A
. Se C =
A · B, então o valor do elemento da 2ª linha e 2ª
coluna da matriz C é:
a. 3
b. 14
c. 39
d. 84
e. 258

9. Seja A =
(
¸
(

¸

1 0
1 1
. Se A
n
= A · A · ... · A. onde A
n

denota o produto de A por A n vezes.O valor de
¿
=
100
1 n
n
A é:
a.
(
¸
(

¸

1 100
100 1

b.
(
¸
(

¸

100 0
550 100

c.
(
¸
(

¸

100 0
5050 100

d.
(
¸
(

¸

100 0
0 100

e.
(
¸
(

¸

100 0
100 5050


10. Considere as matrizes A =
(
(
(
¸
(

¸

0 2 1
1 0 0
4 3 4
e B
=
(
¸
(

¸

÷ 8 3 1
13 22 16
. Sendo XA = B pode –se afirmar
que:
a. Os elementos da primeira linha de X estão
em Progressão Aritmética;
b. A soma dos elementos de X que ocupam
posições tais que a linha i é igual a coluna j
é 10;
c. Os elementos da segunda linha de X estão
em Progressão Geométrica;
d. A soma dos elementos da matriz X é 17;
e. X é uma matriz de terceira ordem.

11. Considere A, B e I, matrizes quadradas, de
mesma ordem e com elementos arbitrários. Se I é
a matriz identidade e B é a inversa de A, então
(2A + 3B) · (A ÷ B) é igual a:


7
a. 2A
2
+ 2I + 3B
2

b. 2A + I – 3B
2

c. 2A
2
– I – 3B
2

d. 2A
2
– 2I – 3B
2

e. 2a
2
+ 3I – 3B
2


12. Considere as matrizes inversíveis A,B e C.
Pode-se afirmar que a solução da equação
matricial ( A
t
.B
t
)
t
XC= (C
t
B
t
)
t
, onde o
símbolo “t” é usado para indicar a transposta da
matriz é:
a. X = (C
t
B
t
)
b. X = A
t

c. X = AB
-1

d. X = B
-1

e. X = A
-1


13. Seja a matriz:
(
(
(
¸
(

¸

=
2 0 1
1 2 2
2 1 1
A . Se x, y e z são
os elementos da segunda coluna da matriz A
-1
,
podemos afirmar que a soma 2x + 2y + z é igual a:
a. 4
b. 2
c. 1
d. 3
e. 0

14. Sejam A, B e C matrizes reais quadradas
quaisquer de ordem n > 2 e O
n
a matriz nula
também de ordem n. Analise as afirmações que
seguem:

I. AB = BA
II. Se AB = CA, então B = C
III. Se A
2
= O
n
, então A = O
n

IV. (AB)C = A(BC)
V. (A ÷ B)
2
= A
2
÷ 2 · AB + B
2


A respeito dessas afirmações, qual das
alternativas abaixo está correta?
a. apenas a I é falsa
b. II e III são verdadeiras
c. apenas V é verdadeira
d. apenas IV é verdadeira
e. III e IV são verdadeiras

EXERCÍCIOS PROPOSTOS

15. Se as matrizes A = (a
ij
) e B = (b
ij
) estão assim
definidas:

¦
¹
¦
´
¦
= =
= =
j i se , 0 a
j i se , 1 a
ij
ij

¦
¹
¦
´
¦
= + =
= + =
4 j i se , 0 b
4 j i se , 1 b
ij
ij


onde 1 s i, j s 3, então a matriz A + B é:
a.
(
(
(
¸
(

¸

1 0 0
0 1 0
0 0 1

b.
(
(
(
¸
(

¸

0 0 1
0 1 0
1 0 0

c.
(
(
(
¸
(

¸

1 0 1
0 1 0
1 0 1

d.
(
(
(
¸
(

¸

1 0 1
0 2 0
1 0 1

e.
(
(
(
¸
(

¸

0 1 0
1 1 0
0 1 1


16. (UFMA) Sejam M e B matrizes quadradas de
ordem n tais que M ÷ M
T
= B, onde M
T
é a matriz
transporta de M e In é a matriz identidade de
ordem n. Podemos afirmar que:
a. B = 3 In
b. B = ÷ 2 In
c. B é simétrica
d. B é anti-simétrica
e. B = In

17. (UFMA) O traço de uma matriz quadrada é
definido como sendo a soma dos elementos de sua
diagonal principal. Seja A uma matriz quadrada de
ordem 2, simétrica e singular (ou seja, com
determinante nulo). Dado que a soma de todos os
elementos de A é igual a 5 e que o produto desses
elementos é igual a zero, segue-se que o traço de
A é igual a:
a. 1
b. 2
c. 5
d. 4
e. 3
18. A igualdade matricial
(
¸
(

¸

÷ ÷
+
=
(
¸
(

¸

÷ ÷
÷
·
x 2 2
30 6 x
x 1
1 x x
2
2 2
, em que x e IR, é
verdadeira se, e somente se, x
3
é igual a:
a. ÷64
b. 64
c. 0
d. ÷64 ou 64
e. ÷64, 0 ou 64




8
19. Sejam as matrizes
A =
(
(
(
¸
(

¸

÷
81
1
log 27
a
16
1
3
2
e B =
(
¸
(

¸

c a
9 2
3
b
.
Para que elas sejam iguais deve ter:
a. a = ÷3 e b = c = -4
b. a = 3 e b = c = 4
c. a = 3 e b = ÷c = 4
d. a = 3 e b = ÷c = ÷4
e. a = ÷3 e b = c
2
= 4

20. Sendo as matrizes A =
|
|
.
|

\
|
÷
÷ ÷
1 6 3
4 0 1
, B =
|
|
.
|

\
| ÷ ÷
10 4 0
1 2 8
e C =
|
|
.
|

\
|
÷ ÷
÷
6 2 4
7 8 6
, a matriz
C
2
3
B
2
1
A 2 ÷ + ÷ é igual a:
a.
|
|
.
|

\
|
÷
÷ ÷
6 17 0
3 13 11

b.
|
|
.
|

\
|
÷
÷
12 17 0
19 18 17

c.
|
|
.
|

\
|
÷ ÷
÷
6 11 12
19 13 11

d.
|
|
.
|

\
|
÷ ÷
÷ ÷
6 11 12
3 18 17

e.
|
|
.
|

\
|
÷
÷
12 0 18
6 11 7


21. Resolvendo-se a equação matricial
(
¸
(

¸

=
(
¸
(

¸

·
(
¸
(

¸

10
5
y
x
3 4
2 1
, encontramos para x e y
valores respectivamente iguais a:
a. ÷2 e 1
b. ÷1 e 2
c. 1 e ÷2
d. 1 e 2
e. 2 e ÷1

22. Seja a matriz A = (a
ij
)
3x3
, na qual a
ij
=
¦
¹
¦
´
¦
< ÷
>
=
j i se 1
j i se 1
j i se 0
. Então A ÷ A
t
+ I
3
, resulta na matriz:
a.
|
|
|
.
|

\
|
1 0 0
0 1 0
0 0 1

b.
|
|
|
.
|

\
|
÷
÷ ÷
0 2 2
2 0 2
2 2 0

c.
|
|
|
.
|

\
|
÷
÷ ÷
1 2 2
2 1 2
2 2 1

d.
|
|
|
.
|

\
|
÷
÷ ÷
÷
2 1 0
1 0 2
2 2 1

e.
|
|
|
.
|

\
|
÷
÷
÷
1 0 0
0 1 0
0 0 1


23. Uma matriz n x n é chamada de quadrado
mágico quando a soma dos elementos de cada
linha , de cada coluna, da diagonal principal e da
outra diagonal é igual.
Se a matriz 4 x 4 dada por
(
(
(
(
¸
(

¸

u t s r
d c 8 7
b 6 5 4
a 3 2 1
é um quadrado mágico, então
s r b a
u d t c
+ + +
+ + +
é igual a:

a.
8
3
÷
b.
32
7
÷
c.
3
2

d.
16
5
÷
e. n.d.a

24. Considere A =
|
|
.
|

\

1 0
0 1
. Então, podemos
concluir que:
a. A
2004
= ÷I, onde I é a matriz identidade 2x2
b. A
2004
= A
c. A
2005
= A
d. A
2005
= 0
e. É impossível saber

25. Se A =
(
(
(
¸
(

¸

8 8 7
6 5 4
3 2 1
e B =
(
(
(
¸
(

¸

1 1
1 2
2 1
, então o
maior elemento de A · B é:


9
a. 19
b. 20
c. 30
d. 31
e. 32

26. Sendo A uma matriz quadrada, definimos A
n
=
A · A · ... · A. No caso de A ser a matriz
(
¸
(

¸

0 1
1 0
, é
correto afirmar que a soma A + A
2
+ A
3
+ A
4
+ ... +
A
39
+ A
40
é igual a matriz:

a.
(
¸
(

¸

20 20
20 20

b.
(
¸
(

¸

20 0
0 20

c.
(
¸
(

¸

40 40
40 40

d.
(
¸
(

¸

0 40
40 0

e.
(
¸
(

¸

0 10
0 10


27. Se
|
|
|
|
.
|

\
|
4
1
0
p
3
1
é uma matriz inversa da matriz
|
|
.
|

\
|
q 0
1 3
então p + q é igual a:
a.
12
43

b.
3
11

c.
4
15

d.
6
23

e.
12
47


28. Diz-se que uma matriz quadrada é simétrica
se ela for igual à sua matriz transposta. Nessas
condições, a matriz
(
(
(
¸
(

¸

+
+
÷ ÷
2 y 2 0
y 2 1 1 x
4 x 1 2
2
é
simétrica, se e somente se:
a. x = y = 2
b. x = y = ÷2
c. x = ÷2 e y = 2
d. x = ÷1 e y = 2
e. x = 2 e y = ÷1

29. (UEMA) Considere as matrizes
A =
|
|
.
|

\
|
÷
÷
1 2 1
1 0 1
e B =
|
|
.
|

\
|
÷
÷ ÷
3 8 3
2 4 2
. A inversa
da matriz X tal que XA = B é:
a.
|
|
.
|

\
|
÷ 0
2
1
1 2

b.
|
|
.
|

\

0 1
0 2

c.
|
|
.
|

\
|
2
1
1
2 0

d.
|
|
.
|

\
|
2
1
0
0 0

e.
|
|
|
.
|

\
|
÷
1 1
1
2
1


30. Seja B =
(
¸
(

¸

b 0
0 a
, a = 0, b = 0, uma matriz
que satisfaz a equação B
÷1
· A + 3 A =
(
¸
(

¸

0 5
9 0
, em
que A =
(
¸
(

¸
÷
0 2
3 0
. A soma dos elementos da
diagonal principal de B é:
a.
3
1

b. 1 ÷
c.
6
11
÷
d.
6
13
÷
e.
6
19
÷

31. A inversa da matriz A =
|
|
|
.
|

\
|
4 3 2
0 1 0
1 0 1
é a matriz
A
÷1
=
|
|
|
.
|

\
|
÷ ÷
÷
1 3 2
0 2 0
1 x 4
2
1
. Então o valor de x é:
a. ÷1
b. 0
c. 1
d. 3


10
e. 2

32. Considere as seguintes matrizes:

A =
(
(
(
¸
(

¸

2 0 0
0 1 0
0 1 1
, B =
(
(
(
¸
(

¸

0 1 1
1 1 0
0 0 1
e X =
(
(
(
¸
(

¸

z
y
x
.

Se A
÷1
BX = 2X, podemos afirmar que:
a. x + y + z = 0
b. x + y + z = 1
c. x + y + z = 2
d. x + y + z = 3
e. x + y + z = 4

33. Uma matriz quadrada A diz-se simétrica se A
= A
t
. Assim, se a matriz A =
(
(
(
¸
(

¸

÷
÷
2 3 4
1 z 0 x
y 2 1 2
é
simétrica, então x + y + z é igual a:
a. ÷2
b. ÷1
c. 1
d. 3
e. 5

34. Considere a matriz A =
|
|
.
|

\
|
÷
1 3
3 1
.
Determine A
1998
.













GABARITO


16. A
17. E
18. D
19. A
20. C
21. D
22. A
23. E
24. C
25. D
26. C
27. A
28. C
29. C
30. a)
(
(
¸
(

¸

1
2
1
2 1
, b)
(
(
¸
(

¸

5
2
5
10 5

31. 2
1998
· I
2

32. A






INTRODUÇÃO

Toda matriz quadrada tem, associado a ela,
um número chamado de determinante da matriz,
obtido a partir de operações que envolvem todos
os elementos da matriz.
Os determinantes são usados, por exemplo,
para resolver sistemas como o seguinte, chamado
de sistema linear 3 X 3 (de três equações, com
três incógnitas):

¦
¹
¦
´
¦
= ÷ +
= + ÷
= + +
0 z 2 y x 4
1 z y 5 x 3
4 z y 2 x




11
Aqui, vamos estudar os determinantes
(cálculo, propriedades, etc.) e no capítulo
seguinte, com o auxílio dos determinantes,
faremos o estudo dos sistemas lineares.

Determinante de matriz quadrada de ordem 1

Seja a matriz quadrada de ordem 1 A = [a
11
].
Por definição, o determinante de A é igual ao
número a
11
.
Por exemplo, dada as matrizes A = [4] e B =
[÷2], escrevemos det A = 4s e det B = ÷2, det A +
det B = 4 + (÷2) = 2

Determinante de matriz quadrada de ordem 2

Se A é uma matriz quadrada de ordem 2,
calculamo seu determinante fazendo o produto
dos elementos da diagonal principal, menos o
produto dos elementos da diagonal secundária.
Dada a matriz A =
(
¸
(

¸

22 21
12 11
a a
a a
, indicamos o seu
determinante assim:

Det A = a
11
· a
22
÷ a
12
· a
21


ou

22 21
12 11
a a
a a
= a
11
· a
22
– a
12
· a
21


Ex:









Determinante de matriz quadrada de ordem n

Dada uma matriz quadrada de ordem n, é
possível calcular seu determinante usando
determinantes de matrizes de ordem n - 1.
Assim, a partir dos determinantes de ordem 2,
calculamos os de ordem 3; com os de ordem 3,
calculamos os de ordem 4; e assim por diante.
Para isso, vamos antes conhecer algumas
definições.
Menor complementar

Sendo A uma matriz quadrada de ordem n > 2,
denomina-se menor complementar de A pelo
elemento a
ij
o determinante, D
ij
associado à matriz
quadrada que se obtém de A ao se suprimir a linha
e a coluna que contêm o elemento a
ij
considerado.
Esse determinante é indicado por D
ij

Observe:

|
|
|
|
|
|
.
|

\
|
=
nn 3 n 2 n 1 n
n 3 33 32 31
n 2 23 22 21
n 13 12 11
nxn
a ... a a a
a ... a a a
a ... a a a
a ... a a a
A
    


O menor complementar de A pelo elemento a
23

é o número que indicamos assim:

nn 3 n 2 n 1 n
n 3 33 32 31
n 2 23 22 21
n 13 12 11
23
a ... a a a
a ... a a a
a ... a a a
a ... a a a
D
    
=

Cofator

Sendo A uma matriz quadrada de ordem n > 2,
determina-se cofator do elemento a
ij
de A o
número real A
ij
= (s ÷ 1)
i + j
. D
ij
, em que D
ij
é o
menor complementar de A pelo elemento a
ij
.

Definição de laplace

O determinante associado a uma matriz
quadrada A de ordem n > 2 é o número que se
obtém pela soma dos produtos dos elementos de
uma linha (ou de uma coluna) qualquer pelos
respectivos cofatores.

Ex:






PROPRIEDADES DOS
DETERMINANTES

Usando a definição de Laplace, à medida que
aumenta a ordem da matriz, mais complicado se
torna o cálculo do determinante. Por exemplo,
para calcular um determinante de ordem 5, é
preciso calcular cinco determinantes de ordem 4.
O estudo das propriedades dos determinantes
facilitará, em muitos casos, o cálculo dos
determinantes.



12
1ª Propriedade

Se todos os elementos de ma linha ou coluna
de uma matriz quadrada M forem iguais a zero,
seu determinante será nulo, isto é, det M = 0.
Para demonstrar essa propriedade, vamos
considerar uma matriz genérica A, de ordem n,
com a 2
a
coluna formada só de zeros.
Usando a definição de Laplace, pela coluna de
zero temos:

det A = 0 · a
12
+ 0 · a
22
+ 0 · a
32
+ ... + a
n2
= 0
• Ex.:


Os elementos de 1
a
e da 3
a
linhas são
proporcionais:

det A = aekc + fbka ÷ cdkb ÷ ceka ÷ bdkc ÷ afkb =
0

2ª Propriedade

Se os elementos de duas filas paralelas de
uma matriz quadrada A forem iguais, seu
determinante será nulo, isto é det A = 0.
Ex.:



3ª Propriedade

Se uma matriz A possui filas paralelas
proporcionais, seu determinante será nulo, isto é,
det A = 0
Ex.:





4ª Propriedade

Se todos os elementos de uma linha (ou
coluna) de uma matriz quadrada são multiplicados
por um mesmo número real k, então seu
determinante fica multiplicado por k.
Observe as matrizes A e B, de ordem n; B foi
obtido, a partir de A, multiplicando por todos os
elementos da 2ª linha por k.

nn 3 n 2 n 1 n
n 3 33 32 31
n 2 23 22 21
n 13 12 11
a ... a a a
a ... a a a
a ... a a a
a ... a a a
A
    
=

nn 3 n 2 n 1 n
n 3 33 32 31
n 2 23 22 21
n 13 12 11
a ... a a a
a ... a a a
ka ... ka ka ka
a ... a a a
B
    
=

Demonstração:

Usando a definição de Laplace, pela segunda
linha temos:

Det A = a
21
· A
21
+ a
22
· A
22
+ a
23
· A
23
+ ... a
2n
· A
2n

Det B = ka
21
· A
21
+ ka
22
· A
22
+ ka
23
· A
23
+ ... ka
2n
·
A
2n

Det C = k(a
21
· A
21
+ a
22
· A
22
+ a
23
· A
23
+ ... a
2n
·
A
2n
) = k · det A


Veja como indicamos essa propriedade para o
determinante de uma matriz de ordem 3.

i h g
f e d
kc kb ka
=
i h g
f e d
c b a
k · , como k e IR

5ª Propriedade

Se ma matriz quadrada M de ordem n é
multiplicada por um número real k, o seu
determinante fica multiplicado por k
n
, isto é:

det (kM
n
) = k
n
. det M
n


Observe que essa propriedade é uma
aplicação da propriedade anterior.
Quando multiplicamos a matriz M por k, todos
os elementos de N são multiplicados por k. Assim,
ao multiplicamos uma linha (ou coluna), o
determinante de M fica multiplicado por k; ao
multiplicarmos duas linhas, ele fica multiplicado
por k · k ou k
2
; ao multiplicarmos as n linhas, o
determinante fica multiplicado por k
n
.

Ex.:


13



6ª Propriedade

Vamos demonstrar para as matrizes de ordem
2 e de ordem 3.

1.
(
¸
(

¸

=
d c
b a
A
(
¸
(

¸

=
d b
c a
A
t


t
t
A det A det
bc ad ) a det(
cb ad A det
=
)
`
¹
÷ =
÷ =


2.
(
(
(
¸
(

¸

=
i h g
f e d
c b a
A
(
(
(
¸
(

¸

=
i f c
h e b
g d a
A
t


t
t
A det A det
afh bdi cge cdh bfg aei ) A det(
afh bdi cge cdh bfg aei A det
=
)
`
¹
÷ ÷ ÷ + + =
÷ ÷ ÷ + + =


7ª Propriedade

Se trocarmos de posição entre si duas linhas
(ou duas colunas) de uma matriz quadrada M, o
determinante da nova matriz obtida é oposto do
determinante da matriz anterior.
Veja a demonstração para a matriz de ordem
3.

(
(
(
¸
(

¸

=
i f c
h e b
g d a
A ¬ det A = aei + cdh + bfg ÷ ceg ÷
bdi ÷ afh

Trocando, por exemplo, a posição da 1ª e 2ª
colunas, obtemos:

(
(
(
¸
(

¸

=
i c f
h b e
g a d
B ¬ det B = bdi + afh + ceg ÷ bfg ÷
aei ÷ cdh
Comparando: det A = ÷ det B
8ª Propriedade

O determinante de uma matriz triangular é
igual ao produto dos elementos da diagonal
principal.

Ex.:


9ª Propriedade

Sendo A e B duas matrizes quadradas de
mesma ordem e AB a matriz-produto, entao det
(AB).

(det A) (det B) (teorema de Binat)

Vamos demonstrar essa propriedade para
matrizes de ordem 2.

(
¸
(

¸

=
d c
b a
A
(
¸
(

¸

=
w z
y x
B

(
¸
(

¸

=
dw cy dz cx
bw ay bz ax
AB

det (AB) = (ax + bz)(cy + dw) ÷ (cx + dz)(ay + bw)
= acxy + adxw + bcyz + bdzw ÷ acxy ÷ bcxw ÷
adyz ÷ hdzw

det A · det B = (ad ÷ bc)(xw ÷ yz) = (adxw + bcyz ÷
adyz ÷ bcxw)

10ª Propriedade

Seja A uma matriz quadrada. Se
multiplicarmos todos os elementos de uma linha
(ou coluna) pelo mesmo número e somarmos os
resultados aos elementos correspondentes de
outra linha (ou coluna), formando a matriz B, então
det A = det B (teorema de Jacobi)

Ex.:








REGRA DE CHIÓ

Um importante aplicação da 10ª propriedade é
permitido o cálculo de determinantes pelo que se


14
chama de “baixa ordem”, que consiste em
descobrir o determinante de uma matriz de ordem
n através do determinante de uma matriz de
ordem menor q n.
No exemplo abaixo, queremos que os demais
elementos da linha a
22
= 1 fiquem nulas
(escolheremos a
22
porque esse elemento é igual a
1 e já tem um zero em sua linha).

Ex.:


Uma importante aplicação dos determinantes

Vimos que, dada uma matriz quadrada A de
ordem n, é possível saber se existe ou não a
matriz A
÷1
, inversa de A, verificando se det A = 0.

Det A = 0 · In A A AA | A
1 1 1
= = -
÷ ÷ ÷


Veremos agora que é possível descobrir A
÷1
,
quando existe, usando det A e alguns conceitos
que vem a seguir:

Matriz dos cofatores

Seja a matriz quadrada A = (a
ij
) de ordem n.
Denomina-se matriz dos cofatores de A
(indica-se A’) a matriz que se obtém substituindo
cada elemento de a
ij
de A pelo seu respectivo
cofator A
ij
.



Matriz adjunta

Considerando a matriz quadrada A de ordem
n, denomina-se matriz adjunta de A (indica-se A
  
)
a matriz transposta da matriz dos cofatores de A,
isto é:

A
  
= (A’)
t





Determinação da matriz inversa

Vimos que a matriz inversa de uma matriz
quadrada de ordem n, quando existe, é a matriz
A
÷1
tal que AA
÷1
= A
÷1
A = In.
Vimos também que A
÷1
existe somente
quando A = 0.
Veremos agora que, quando existe A
÷1
=
A
A det
1
  
· , em que A
  
é a matriz de A.





1:. ( FEI-SP )As faces de um cubo foram
numeradas de 1 a 6, depois em cada face do
cubo foi registrada uma matriz de ordem
2, com elementos definidos por:
a
ij
=
¹
´
¦
=
= +
j i se , j
j i se f, 2i
em que f é o valor
associado à face correspondente:


Qual o valor do determinante da matriz
registrada na face 5?
a) 63
b) 61
c) 60


15
d) 6
e) 0
2:. ( UFMA ) Considere a matriz A = (a
ij
)
3x3
,
definida por
¦
¹
¦
´
¦
<
= +
>
=
j i se , j
j i se , j i
j i se i ,
a
ij
e seja D =
det(A). Então o valor de |
.
|

\
| t
D
2
sen é:
a)
2
3

b)
2
1

c)
2
2
÷
d) 1
e) 0

3:. ( UFPA )O valor do determinante da matriz
A =
(
(
(
(
¸
(

¸

÷ ÷
÷
1 4 0 3
1 0 2 1
0 3 2 1
0 0 2 0
é igual a:
a) ÷4
b) ÷3
c) ÷1
d) 2
e) 3


4:. ( ITA-SP) Sejam A, B, C matrizes reais de 3ª
ordem, satisfazendo as seguintes relações: A
· B = C
÷1
, B = 2 · A. Se o determinante de C é
32, qual o valor do módulo do determinante
de A
t
?
a) 1/16
b) 1/8
c) 1/4
d) 8
e) 4

5:. (UEMA) Seja A uma matriz quadrada de
ordem 5 cujo determinante é igual a 8.
Considere uma matriz B obtida da matriz A,
dividindo-se a 1ª coluna por 2 e a 5ª linha
por ÷4. O determinante de ÷2B é igual a:
a) 128
b) 256
c) ÷64
d) ÷40
e) 32

6:. ( Unesp-SP )Calcule o valor k, sendo k e IR
em
¹
´
¦
= ÷
= ÷
k 2 y z
k x y
a fim de que
96
1 x 2 z
1 y 2 y
1 x 2 x
2
2
2
=
÷
÷
÷
.
a) 1
b) 2
c) ÷5
d) ÷2
e) 3

7:. (UFMA) Seja A uma matriz quadrada de
ordem n > 3, cujo determinante é igual a ÷2.
Seja L
i
a linha de ordem i da matriz A. Se na
matriz A substituirmos L
3
por 4L
3
÷ 5L
2
,
obtemos uma matriz B. Calcule o
determinante de B.
a) 10
b) ÷2
c) ÷8
d) 2
e) ÷13

8:. Dadas as matrizes A e B
(
(
(
(
¸
(

¸

÷
÷
÷
=
4 0 0 0
1 3 0 0
4 2 2 0
3 1 5 1
A e
(
(
(
(
¸
(

¸

÷
÷
=
2 3 1 2
0 1 2 1
0 0 4 3
0 0 0 1
B .
O valor do determinante de A · B é:
a) -192
b) 32
c) -16
d) 0
e) n.d.a

9:. (UFMA) Seja A e B duas matrizes quadradas
de ordem 3. Sabendo que det A = 0 e que 5
AB = 4A, podemos afirmar que o det(5B) é
igual a:
a) 64
b)
64
A det

c)
64
A det 5

d)
5
A det 64

e)
5
64




16
10:. Calcular o determinante
r 1 1 1 1 1
1 p 1 1 1 1
1 1 n 1 1 1
1 1 1 m 1 1
1 1 1 1 1
+
+
+
+










EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO

11:. O maior valor real de x tal que
0
x 1 8 0
8 x l og x 1
0 x 0 x
0 2 0 0
2
= é:
a) ÷8
b) 0
c) 1
d) 8
e) 16
12:. ( Ucsal-BA) O determinante da inversa da
matriz A = (a
ij
)
3x3
em que a
ij
=
¹
´
¦
>
s ÷
j i se ij
j i se j i
, 2
,
é:
a)
48
5



13:. ( UFMA) Considere a equação:
det
| | | |
(
(
(
¸
(

¸

2 2 2
) x ( F x 4 ) x ( G
) x ( F x 2 ) x ( G
1 1 1
= 0
onde F(x) =
2
3 2
x
1 x x x + ÷ +
e G(x) =
x
1 x
2
÷
,
com x e IR, x = 0 e det é o determinante da
matriz associada. Sobre as raízes reais
dessa equação, podemos dizer que:
a) duas delas são negativas
b) uma delas é igual a 1
c) uma delas é um número par
d) uma delas é igual a 5
e) não existe raiz real



14:. ( ITA- SP)Seja A e M
3x3
tal que det A = 0.
Considere as afirmações:
I. Existe X e M
3x1
não nula tal que AX é
nula.
II. Para todo Y e M
3x1
, existe X e M
3x1
tal
que AX = Y.
III. Sabendo que A ·
(
(
(
¸
(

¸

=
(
(
(
¸
(

¸

2
1
5
0
0
1
, então a
primeira linha da transposta de A é
| | 2 1 5 .
Temos que:
a) Todas são falsas
b) Apenas II é falsa
c) Todas são verdadeiras
d) Apenas I e III são verdadeiras
e) n.d.a
15:. O valor de
4 3 2 1
3 3 2 1
2 2 2 1
1 1 1 1
é:
a) 2
b) 1
c) 0
d) ÷1
e) ÷2

16:. O símbolo det (M) indica o determinante de
uma matriz M. Se A e B são matrizes
inversíveis de ordem 2, então a alternativa
falsa é:
a) det (AB) = det (BA)
b) det (5A) = 25 det A
c) det B
÷1
=
B det
1

d) det A = 0
e) det (3B) = 3 det B

17:. ( UFMA ) Seja A uma matriz quadrada de
ordem 4 tal que det A = 0 e A
2
÷ 3A = 0, onde
0 é a matriz nula de ordem 4. Então:
a) det A = 3
b) det A = 9
c) det A = 81
d) det A = ÷27
e) det A = ÷9



18:. ( UFMA )Considere a matriz
(
(
(
¸
(

¸

=
1 1 1
z t x
z y x
A ,
onde x, y, t e z são número reais e det(A) = 2.


17
Nessas condições, o valor de
(
(
(
¸
(

¸

÷
3 3 3
0 t y 0
z y x
det é:
a) – 27
b) 6
c) 27
d) 3
e) – 6

19:. Calcule o determinante abaixo aplicando a
regra de Chió.
3 1 2 4
6 5 3 0
3 1 2 4
0 3 2 1
÷
÷
÷


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