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introdução à economia

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  • 1. O CONCEITO DE ECONOMIA
  • 2. DE QUE SE OCUPA A ECONOMIA
  • 3. A QUANTIFICAÇÃO DA REALIDADE ECONÔMICA
  • 4. BREVE CONTEXTO HISTÓRICO DO CONCEITO ECONOMIA
  • 5. AS ESCOLHAS NA ECONOMIA:
  • 6. OS ARGUMENTOS DA ECONOMIA
  • 1. ORIGEM DA MOEDA
  • 2. EVOLUÇÃO DAS FORMAS DE MOEDA
  • 3. ATIVOS FINANCEIROS
  • 4. OFERTA E DEMANDA DE MOEDA
  • 5. MEDIDA DA OFERTA DE MOEDA
  • 6. BASE MONETÁRIA
  • 7. ESTRUTURA DO SFN (BRASIL)
  • 9. DIFERENTES MERCADOS:
  • 2. TEORIAS DA INFLAÇÃO
  • 4. INDICADORES DE INFLAÇÃO NO BRASIL E NO RS
  • 2. ESTRUTURA TRIBUTÁRIA
  • 3. OS TRIBUTOS E SUA CLASSIFICAÇÃO
  • 4. OS GASTOS DO SETOR PÚBLICO
  • 6. FINANCIAMENTO DO DÉFICIT
  • 7. ASPECTOS INSTITUCIONAIS DO ORÇAMENTO PÚBLICO
  • 1. O CONCEITO DE VALOR ADICIONADO: O PRODUTO NACIONAL
  • 2. O CONCEITO DE RENDA NACIONAL(RN)
  • 3. CONCEITO DE DESPESA NACIONAL(DN)
  • 1. TEORIAS DO COMÉRCIO INTERNACIONAL
  • 2. A TAXA DE CÂMBIO E O MERCADO CAMBIAL
  • 3. BALANÇO DE PAGAMENTOS
  • A INSTITUCIONALIDADE NO CENÁRIO INTERNACIONAL
  • 3. OUTROS FATORES QUE INFLUENCIAM AS CURVAS DE DEMANDA E OFERTA
  • 4. PREÇO E QUANTIDADE DE EQUILÍBRIO
  • 5. INTERVENÇÕES DE MERCADO
  • 6. O CONCEITO DE ELASTICIDADE
  • 7. ESTRUTURA DE MERCADO
  • Referência Bibliográfica

Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) Centro de Educação Superior Norte – RS (CESNORS) Departamento de Administração

Caderno Didático n0 1:

Introdução à Economia
(Versão não-revisada)

Professora: Solange Regina Marin Curso: Administração

Palmeira das Missões 2007

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INDICE Introdução Capítulo 1 – Conceitos Básicos 1. O conceito de economia 2. De que se ocupa a economia 3. A quantificação da realidade econômica 4. Breve contexto histórico do conceito economia 5. As escolhas na economia 6. Os argumentos da economia 7. Método de investigação da ciência econômica 8. Evolução do pensamento econômico.. 9. Interação entre os agentes econômicos e as questões-chave da economia Capítulo 2- Sistema Financeiro 1. Origem da moeda 2. Evolução das formas de moeda 3. Ativos financeiros 4. Oferta e demanda de moeda 5. Medida da Oferta de Moeda 6. Base monetária 7. Estrutura do SFN (brasil) 8. Organização do SFN 9. Diferentes mercados Intermediação Financeira 1. Formas de financiamento 2. Criação e destruição de moeda 3. Multiplicador bancário 4. Política monetária Capítulo 3 – Inflação 1. Situações possíveis de variação dos preços 2. Teorias da inflação 3. Inflação e Números-Indices 4. Indicadores de inflação no Brasil e no RS 5. Inflação no Brasil e Planos de Estabilização Capítulo 4 – Setor Público 1. As funções econômicas do setor público 2. Estrutura tributária 3. Os tributos e sua classificação 4. Os gastos do setor público 5. O Conceito de déficit público 6. Financiamento do déficit 7. Aspectos institucionais do orçamento público 8. Fiscalização Capítulo 5 – Conceito e Cálculo dos Agregados Macroeconômicos 1. O conceito de valor adicionado: o produto nacional (PN) 2. O conceito de renda nacional (RN) 3. O conceito de despesa nacional (DN) Alguns problemas com as medidas agregadas Capítulo 6 – A Economia Nacional e as Relações Internacionais 1. Teorias do comércio internacional 04 05 05 06 08 10 11 13 14 15 22 23 24 24 25 25 26 26 27 29 29 30 31 36 37 38 39 42 50 50 51 55 55 55 55 57 58 59 59 69 71

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2. A taxa de câmbio e o mercado cambial 3. Balanço de pagamentos 4. Instrumentos de ajuste do balanço de pagamentos A Institucionalidade no Cenário Internacional Capítulo 7 – Noções de Microeconomia 1. Escassez 2. Custo de oportunidade 3 Análise marginal Mercado: Oferta e Demanda 1 Procura (ou Demanda) 2. Oferta 3. Outros fatores que influenciam as curvas de demanda e de oferta 4. Preço e quantidade de equilíbrio 5. Intervenções de mercado 6. O conceito de elasticidade 7. Estrutura de mercado Referência Bibliográfica

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Além disso. são apresentadas questões teóricas e aplicadas sobre os diferentes assuntos trabalhados que incluem desde os conceitos básicos até as noções sobre economia nacional e relações internacionais. A preocupação central é apresentar de forma simples e clara os conceitos econômicos básicos. . uma visão geral do objeto de estudo e do método de investigação da chamada Ciência Econômica.4 INTRODUÇÃO A idéia de produzir um caderno didático surgiu depois de alguns semestres ministrados da disciplina de Introdução à Economia para diferentes cursos de graduação. estudaremos as noções básicas de Economia para observar de forma crítica a realidade e interpretar o significado dos diferentes conceitos econômicos frente aos acontecimentos reais da economia brasileira. mas suscitar o interesse. Por se tratar de assuntos ainda gerais da Ciência Econômica e relacionar acontecimentos recentes da economia brasileira. provocar o debate e proporcionar aos alunos do curso de administração uma capacidade de análise crítica das questões econômicas atuais. Para isso. traçar um paralelo entre as noções econômicas e as informações sobre a realidade econômica brasileira. sem esquecer de relacioná-los com os fatos econômicos reais. o caderno se torna uma ferramenta auxiliar para o estudante da disciplina de Introdução à Economia. Este caderno não pretende dar respostas definitivas às questões sobre economia. O objetivo é propiciar ao aluno. no presente momento ao aluno do curso de administração. ou seja.

direito). DE QUE SE OCUPA A ECONOMIA Aqui estão destacadas as categorias centrais de preocupação da economia.Evolução pensamento econômico . antropologia culturas. De um lado. na produção de bens e serviços.A quantificação da realidade econômica .De que se ocupa a economia .Contexto histórico do conceito economia . consistência e aderência à realidade. psicologia. Pelas implicações da ação econômica sobre outros aspectos da vida humana.Argumentos da economia . com a finalidade de satisfazer às necessidades humanas. O CONCEITO DE ECONOMIA A palavra economia vem do grego oikos (casa) e nomos (norma. a economia não pode ser considerada como fechada em torno de si mesma.Método de investigação da ciência econômica . . porque a economia busca alicerçar seus princípios. Seria administração da casa ou administração da coisa pública. à ética e à história.Interação entre os agentes econômicos . lei). mas ainda no desenvolvimento dos demais campos do conhecimento social. sociologia. de modo a distribuí-los entre as várias pessoas e grupos da sociedade. o estudo da economia implica a abertura de suas fronteiras às demais áreas das ciências sociais ou humanas. conceitos e modelos teóricos não apenas na sua própria coerência. assumindo um caráter biunívoco. o que implica por sua vez numa interface com outras áreas de conhecimento. Essa abertura se dá em uma dupla direção. Como umas das ciências sociais (ciência política. A economia pode ser definida como ciência social que estuda como o indivíduo e a sociedade decidem utilizar os recursos produtivos escassos. E vai além. e os grandes temas de que se ocupa a economia. A figura 1 abaixo mostra que a economia está relacionada com outros campos de conhecimento. 2.Questões-chave da economia 1.5 CAPÍTULO 1 – CONCEITOS BÁSICOS O QUE É ECONOMIA ? O que veremos? . porque pode influir no questionamento dos princípios e das aquisições conceituais desses mesmos campos. abrindo suas fronteiras à filosofia. De outro lado.

Nesse iniciar do debate econômico. valor. a distribuição. remuneração. riqueza e bem-estar foram apresentados por A. crescimento.Por que a alta do preço do cafezinho reduz a demanda por açúcar? . produção.Por que a renda dos agricultores se eleva quando ocorre uma estiagem que reduz a produção? . A QUANTIFICAÇÃO DA REALIDADE ECONÔMICA O que distingue a economia de outros ramos do conhecimento social é a possibilidade de alguma forma de mensuração.De que forma a oferta de moeda na economia afeta a taxa de juros? .Por que a demanda por bens como carros ou apartamentos aumenta com o processo inflacionário? .Por que é importante para um produtor saber a elasticidade demanda por seu produto? . preço. ressaltam-se os diferentes temas que são objetos de estudo da economia: escassez.Por que os aluguéis de imóveis em regiões universitárias geralmente costumam ser maiores no início do período letivo? .Como pode uma desvalorização cambial conduzir a uma melhora na balança comercial? . trocas. e por Karl Marx que ficou conhecido pelo desenvolvimento da teoria marxista.Por que a taxa de juros é tão importante para os investimentos? .Quais os fatores que influenciam o crescimento econômico? . agentes. assuntos tratados pelos clássicos. os temas pobreza.6 FIGURA 1 – A relação com outros campos de conhecimento Clássicos/Marx: * Produção * Distribuição * Dispêndio *Acumulação A.1. agregados. ao ressaltar que as necessidades ilimitadas e os recursos escassos.Por que o setor coureiro-calçadista do Rio Grande do Sul está em crise com o maior valor do real frente ao dólar? .Por que devemos nos preocupar com o PIB de um país? . dentre eles Adam Smith. Além disso. emprego. foram o processo de produção. o dispêndio e a acumulação. Em economia é possível: . David Ricardo. Marshall. equilíbrio e desenvolvimento. moedas.A taxa de crescimento do PIB seria um bom indicador para o desenvolvimento de um país? 3. recursos. concorrência. transações. Marshall (1842-1924) * Pobreza * Riqueza * Bem-estar Simon Kuznets (1901-1985) * Crescimento * Desenvolvimento Lionel Robbins (1898-1984) * Recursos * Necessidades * Prioridades * Escassez * Recursos * Emprego * Produção * Agentes * Trocas * Moedas * Valor * Preços * Mercados * Concorrência * Remunerações * Agregados * Transações * Crescimento * Equilíbrio Antropologia Sociologia Psicologia Direito Política Ética Os temas discutidos pelos diferentes pensadores econômicos e em épocas históricas diversas. 2. Alguns problemas econômicos . Já as noções de crescimento e desenvolvimento foram tratadas por Simon Kuznets e Lionel Robbins tratou da questão das escolhas em economia. mercado.

Medidas de Expressam em termos médios. de conjuntos Indicam variações de grupos. . conjuntos ou de agregações de dados econômicos. simples ou múltipla entre as variáveis econômicas. medianos ou modais a abservação de determinada situação ou tendência central transação.proporções em determinado momento. de um dado agente. Quocientes Formas usuais de indicações quantitativas Coeficientes Resultado da divisão de variáveis econômicaas.7 .desenvolver sistemas quantitativos para diagnóstico e prognóstico. Esta particularidade da economia possibilitou o surgimento de correntes econômicas fundamentadas no método matemático.divisas externas (b) Unidades .construir identidades quantificáveis. Relações funcionais expressando a correspondência funcional entre .específicas. entre duas variáveis. .quantificar os resultados. ou interagentes.não-lineares Relações Incrementais Relações entre variáveis Relações Matriciais Números-indices Indicam variações cumulativas.relações cambiais entre (a) e (b) adotadas Indicam magnitudes medidas ao longo de Variáveis-fluxo determinado período de tempo Variáveis econômicas Indicam magnitudes medidas em um determinado quantificáveis Variáveis-estoque momento Indicam relações entre duas variáveis. Expressam graus de concentração (ou de dispersão) de determinadas condições estruturais da economia. . O quadro abaixo sintetiza as formas usuais de indicações quantitativas em economia. Expressam parâmetros de correlação. Quadro 1 – A quantificação da realidade e as variáveis econômicas .estabelecer relações quantitativas entre diferentes categorias de transações. Valores absolutos . Indicam a resposta de uma ou de um conjunto de variáveis a determinada ação econômica.lineares elas. experessnado: . no decurso de séries históricas. Expressam resultados de transações: . . baseados em sistemas de equações simultâneas. .desenvolver modelos explicativos da realidade.da atividade econômica agragativamente considerada.proceder a análises fundamentais em parâmetros quantificados. com destaque para a econometria. .variações ao longo do tempo.moeda corrente do país (a) Monetárias . Indicam a interdependência interconsistentes de variáveis. . .

Os outros economistas clássicos na transição dos séculos XVIII e XIX. Os neoclássicos A ênfase dos primeiros neoclássicos (Jevons. de um lado. Mas. Os sentimentos morais. é um estudo da riqueza. as paixões originais da natureza humana. Adam Smith e suas obras Sentimentos Morais (1759) e A Riqueza das Nações (1776). como Platão e Aristóteles. em seus aspectos mais estritamente ligados à obtenção e ao uso dos elementos materiais do bem-estar. cujo principal elemento era a maximização da utilidade. Assim. David Ricardo e John Stuart Mill definiam a economia a partir destes quatro fluxos. . a adjetivação caiu em desuso. é uma parte do estudo do homem. a distribuição e o consumo. O estudo das leis sociais que regulam a produção e a distribuição dos meios materiais destinados a satisfazer às necessidades humanas resume o campo de que se ocupa a economia. Figura de maior destaque foi Karl Mar(1818-1883). BREVE CONTEXTO HISTÓRICO DO CONCEITO ECONOMIA Em seu nascedouro. sob o objetivo de promover seu fortalecimento. Com o tempo. Eles buscaram entender o equilíbrio do processo econômico. Estavam preocupados com a iniqüidade social mas não propuseram formas alternativas e revolucionárias para a organização econômica da sociedade. a acumulação. tal como se apresentava. e mais importante. Alfred Marshall. acredita que a economia examinava a ação individual e social. Eles sintetizaram os fundamentos da conduta econômica do homem: a escassez de recursos diante de necessidades ilimitáveis. Esse polinômio foi a base do conceito clássico de economia. a denominação usual da economia era adjetivada. mas com a riqueza das Nações. evoluiu para economia. Roma não deixou nenhum escrito notável na área de economia. A partir do século XVI. A fisiocracia elaborou alguns trabalhados dignos de destaque. No século XVIII. fundamentada nas leis que regem a formação. Walras e Menger) não estava no processo de acumulação capitalista e nos mecanismos de repartição dos esforços sociais. A perspectiva socialista O binômio produção-distribuição é a base a partir da qual a perspectiva socialista construiu sua concepção sobre a matéria de que se ocupa a economia. A abordagem clássica A preocupação não era com o fortalecimento do estado.8 4. quem procurou fazer uma síntese de clássicos com neoclássicos. a busca da aprovação social. Maior figura foi François Quesnay e seu Quadro Econômico de 1758. Mesmo que alguns filósofos da Grécia Antiga. como Robert Malthus. novas concepções se desenvolveram. observamos o nascimento do primeiro conjunto de idéias mais sistematizadas sobre o comportamento econômico com o chamado Mercantilismo. tais idéias estavam baseadas numa definição de economia como o ramo do conhecimento essencialmente voltado para a administração do Estado. Denominava-se economia política. e. as razões maiores da acumulação e da conservação da fortuna material foram os pressupostos de sua descrição da ordem econômica. tenham explorado temas de conteúdo econômico. de outro.

assim. E um bem é demandado porque é útil. portanto. poderiam ter sido alcançados). empresas. riqueza e bem-estar. isto é. acumulação. “A economia é a ciência que estuda as formas de comportamento humano resultantes da relação existente entre as ilimitadas necessidades a satisfazer e os recursos que. produzir o máximo de bens e serviços com os recursos escassos disponíveis de cada sociedade. Figura 2 . uma relação entre custos (meios empregados) e benefícios (fins alcançados).o emprego alternativo dos meios. governos ou outros agentes econômicos quanto à alocação de recursos implica. com os mesmos recursos. Ele partiu da existência de: . Qualquer escolha feita pelos indivíduos. como produção. nos atos de escolha entre fins possíveis e meios escassos aplicáveis a uso alternativos.uma multiplicidade de fins que a humanidade procura alcançar . O fator de maior importância e que faz o elo de ligação entre as quatro condições é a capacidade humana de fazer escolhas.9 A sistematização de Lionel Robbins nos anos de 1930 Robbins não partiu de categorias de fatos econômicos. Mas lembre-se só existirá escassez se houver uma demanda para a aquisição do bem – tudo aquilo capaz de atender uma necessidade humana. O fato econômico resume-se. se prestam a usos alternativos”. dispêndio.Síntese dos conceitos básicos da sistematização de Robbins Conflito fundamental Meios (ou recursos) escassos e limitados Fins (ou necessidades) múltiplos e ilimitáveis Escolhas entre fins possíveis e meios disponíveis Alocação de recursos (custoso) Consecução de determinado fim Não-consecução de outros fins Benefício Custo de oportunidade . embora escassos. podemos notar que em Economia tudo se resume a uma restrição quase física – a lei da escassez. distribuição. Com isso. bem como a ocorrência de custos de oportunidade (outros fins que.a limitação dos meios para alcançar os fins possíveis .a priorização de fins possíveis: podem ser classificados por ordem de prioridade .

Porém. Economia: optar dentre os bens a serem produzidos e os processos técnicos capazes de transformar os recursos escassos em produção. social. custo e análise marginal como veremos em outras aulas. principalmente.Para satisfazer a um e meios escassos para padrão de necessidades. RECURSOS PRODUTIVOS ESCASSOS * O QUE E QUANTO PRODUZIR * COMO PRODUZIR * PARA QUEM PRODUZIR ESCOLHA ESCASSEZ Essas questões não seriam problemas se existissem recursos ilimitados. . . .10 Existem ligações formais entre as abordagens consideradas: a neoclássica. a socialista e a sistematização de Robbins. A sistematização Robbins de .A economia é um ramo que estuda as formas do A realização desse comportamento humano que processo se completa com a resultam da relação entre distribuição do produto necessidades ilimitadas e recursos escassos.Meios escassos. hoem se dedica a um ato social: a produção. ilimitados.O estudo das leis sociais estar social.O fim último de que cuida a economia consiste em descobrir como as virtudes humanas e a concorrência podem conduzir ao bem. que regulam a produção e a distribuição resume o campo de que se ocupa a economia. A perspectiva socialista . 5. A teoria econômica trata de escassez. mas meios limitados. agem e pensam nos assuntos ordinários da vida.A economia é um estudo dos homens tal como vivem.Focaliza. Quadro 2 – O conceito de economia nas três abordagens A abordagem neoclássica . fins alternativos.A sociedade tem objetivos múltiplos. A conduta econômica consiste em escolher entre fins possíveis .As necessidades humanas são determinadas pelo estágio cultural da sociedade. na realidade temos inúmeras necessidades. AS ESCOLHAS NA ECONOMIA: * O QUE E QUANTO produzir * COMO produzir e * PARA QUEM produzir Resumindo: NECESSIDADES HUMANAS ILIMITADAS VS. escolha e alocação são os elementos a partir dos quais se define o campo de que se ocupa a economia. A razão de ser da economia está presente nas três formas de delimitar o campo específico do conhecimento econômico – o estudo das formas aplicadas pelo homem na incessante busca de meios para satisfazer às condições ilimitáveis de bemestar. recursos limitados e técnicas de produção.. a condução do homem no trato com questões que interferem em sua riqueza e bem-estar. . . o alcançá-los.

A política econômica. tem o respaldo na modelação teórica desenvolvida pelos diferentes troncos da economia positiva. Os argumentos da teoria econômica podem ser: Positivos . Teoria econômica: leis que explicam o comportamento humano e fazem parte do conjunto de conhecimentos. a Economia se interessa primordialmente pelos argumentos positivos. formulam-se as hipóteses a respeito de como a realidade se comporta. (1) e (2): são factuais. 3. como é desejável a manutenção e. Essa ressalva metodológica não implica a inexistência de conexões entre os compartimentos positivos e normativos na economia. OS ARGUMENTOS DA ECONOMIA Para entendermos o método de investigação da ciência econômica precisamos apenas de um simples encadeamento lógico. a redução da renda per capita implica na perda do poder aquisitivo real da sociedade. a ampliação do poder aquisitivo real. Finalmente.economia positiva: o que é de fato Normativos . como pode ser visto na figura abaixo. Suponha-se que alguém afirme que: 1. quando as taxas de crescimento da população são superiores às da expansão da renda nacional como um todo. Baseadas nos postulados da teoria existente.11 Por enquanto teremos uma visão geral dos argumentos e do método de investigação na ciência econômica. das interações entre os diferentes agentes da economia e de como a partir dessas interações surgem as questões-chave que preocupam a Economia. desse confronto tiram-se as conclusões: ou a teoria explica satisfatoriamente o comportamento da realidade econômica ou deve-se formular uma teoria alternativa e mais adequada. da evolução do pensamento econômico. deveriam ser adotadas políticas de contenção do crescimento populacional. Ou seja. . positivas. não obstante seja formulada a partir de escolhas que envolvem juízos de valores. a renda per capita se reduz. 6. mantidos os níveis vigentes de preços. 2. (3): é de caráter normativo. As duas primeiras não são condições suficientes para dar sustentação à terceira. Deduzem-se as implicações e os resultados decorrentes dessas hipóteses que são confrontados com a evidência dos dados de observações coletados da realidade. logo. mesmo.economia normativa: o que poderia ser Essa distinção é importante em termos de metodologia uma vez que existe a impossibilidade lógica de se deduzirem afirmações positivas de juízos de valores ou normativos ou vice-versa.

12 Figura 3 – Compartimentos usuais da economia Economia Descritiva Observação sistematizada do Observação sistematizada do mundo real. econômicos. poupança. . mundo real. público. Preocupa-se com a determinação dos preços e quantidades em mercados específicos. O consumidor O consumidor ee a aa análise da nálise da procura procura Teoria Econômica Teoria Econômica Princípios. Divisão do estudo econômico: Microeconomia: estuda o comportamento de consumidores e produtores e o mercado no qual interagem. importações. Princípios. além dos fluxos de capitais. investimento. demanda oferta e oferta e demanda monetárias. com 3 objetivos: * Crescimento * Estabilidade * Equitatividade A regulação da atividade dos agentes econômicos: o interajuste de custos e benefícios privados e sociais. renda Estrutura Estrutura concorrencial e concorrencial e equilíbrio dos equilíbrio dos mercados mercados monetária. importações. leis e modelos da modelos da ececonomia onomia A empresa a A empresa e e a análiseda oferta análise da oferta Teoria Teoria Microeconômica Microeconômica Remuneração Remuneração dos fatores de dos fatores de produção e produção e repartição da repartição da renda Teoria Teoria Macroeconômica Macroeconômica Análise de Análise de macrovariáveis: macrovariáveis: renda. consumo. As políticas econômicas de intervenção procuram estabelecer esse equilíbrio. consumo. Desenvolvimento Econômico: estuda o processo de acumulação dos recursos escassos e da geração de tecnologia capazes de aumentar a produção de bens e serviços para a sociedade. Economia Internacional: estuda as condições de equilíbrio do comércio exterior. renda. Contabilidade Social. interindustriais. Contabilidade Social. teorias. exportações. Macroeconomia: Estuda as condições de equilíbrio estável entre a renda e a despesa nacionais. exportações. tributos e dispêndio tributos e dispêndio público. Descrição e mensuração de fatos Descrição e mensuração de fatos econômicos. poupança. leis e teorias. Atuação sobre a realidade. investimento. Sistemas contas Sistemas dede contas nacionais e matrizes nacionais e matrizes de relde relações ações interindustriais. Política Econômica A condução do processo econômico agregativamente considerado.

Figura 4. Vejamos como ocorre a construção do conhecimento na economia pela figura abaixo. pelo permanente confronto com a realidade Reelaboração resultante de novas observações ou de mudanças nas condições preexistentes. Esforço de teorização substitutivo da validação experimental. busca.13 7. teorias. ainda que complementares: a indução e a dedução. MÉTODO DE INVESTIGAÇÃO DA CIÊNCIA ECONÔMICA A metodologia da elaboração científica. Construção de modelos validados por testes estatísticos. observar sistematicamente a realidade. . Depois elaborar modelos simplificados que a reproduzem. No processo de elaboração recorre-se a duas abordagens distintas. Observação sistematizada da realidade Abstrações teóricas envolvendo situações e comportamentos não mensuráveis a partir de levantamentos da realidade concreta. Método dedutivo Validação.A construção do conhecimento na economia Método indutivo Abstrações resultantes de levantamentos e informes quantitativos. em sua estrutura fundamental. Formulação de princípios. como primeiro passo. leis u modelos explicativos ou interpretativos da realidade. que identifiquem relações de causas e efeitos e que interpretem os mais variados eventos e seus desdobramentos.

Fonte: Rossetti (2003) 1 Para maiores informações sobre as escolas de pensamento econômico ver o website The History of Economic Thought: http://homepage.newschool.edu/het/ .14 8. EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ECONÔMICO: 1 A figura 5 abaixo mostra de maneira bem articulada como ocorreu o desenvolvimento das diferentes correntes de pensamento econômico.

INTERAÇÃO ENTRE OS AGENTES ECONÔMICOS E AS QUESTÕES-CHAVE DA ECONOMIA 9. agentes e instituições Complexo de instituições Quadro de agentes econômicos Recursos naturais Recursos humanos Capital Capacidade tecnológica Capacidade empresarial Unidades familiares Empresas Governo Jurídicas Políticas Sociais Os processos.2 Processo de Interação e os Fluxos Econômicos Fundamentais Os fluxos reais definem-se a partir de suprimentos de recursos de produção. os mecanismos e os instrumentos de interação dos agentes econômicos decorrem de dois fatores fundamentais: . pelos pagamentos de remunerações aos fatores de produção empregados. . como pode ser visto na figura 6 abaixo: Estoque de fatores de produção Elementos constitutivos do sistema econômico como um todo: recursos.a diversidade das necessidades humanas. bem como pela resultante geração de bens e serviços intermediários e finais. de um lado. os agentes.15 9. que conduz à organização de sistemas de trocas. independentemente de sua destinação. Traduzem-se. que conduz à especialização e à divisão social do trabalho. . As Categorias Participantes do Sistema Econômico As três categorias que formam a base de qualquer sistema econômico são os recursos.a diversidade de capacitações das pessoas e nações. de seu emprego e de sua combinação pelas unidades de produção. de outro lado. determinada por heranças culturais ou por vocações naturais. 9. Os fluxos monetários definem-se como contrapartida dos fluxos reais. pelos preços pagos aos bens e serviços adquiridos.1. e as instituições.

A interação entre famílias.A interação entre famílias e empresas Fornecimento de fatores de produção Pagamento aos fatores EMPRESAS FAMÍLIAS Pagamentos (bens e serviços) Suprimentos (bens e serviços) Figura 8 .16 Figura 7. empresas e governo Fornecimento de fatores de produção Pagamento aos fatores EMPRESAS FAMÍLIAS Pagamentos (bens e serviços) Suprimentos (bens e serviços) Pgto bens e serviços T Remuneração fatores T GOVERNO Fornecimento (bens e serviços) e IFBKF .

.17 Figura 9.Uma visão de conjunto do processo econômico e das questões-chave da economia Fonte: Rossetti (2003) A forma como esses processos de realizam e seus resultados finais estão relacionados com as quatro questões-chave da economia: * A plena utilização dos recursos produtivos – Eficiência Produtiva: emprego dos fatores de produção.

18 * A escolha do que produzir – Eficácia Alocativa: produtos gerados. Descreva a partir da função de produção as precondições para que uma economia tenha crescimento econômico e. conseqüentemente. 11. 5 e 6). Explique cada uma das funções da moeda e dê exemplos. uma maior disponibilidade de bens e serviços finais por habitante. * A organização da vida econômica em sociedade – Ordenamento Institucional: instituições que regularão o funcionamento do sistema como um todo e a interação entre os agentes. Quanto à intensidade de emprego dos fatores e à natureza dos bens e serviços gerados. A função de produção para a economia considerada agregativamente mostra a relação funcional entre a produção e os recursos empregados. * A distribuição dos resultados dos esforços de produção – Justiça Distributiva: rendas. secundárias e terciárias. Diferencie tributos diretos e tributos indiretos e dê exemplos de cada um deles. Diferencie os conceitos de bens e serviços finais de consumo. quadro de agentes econômicos e o complexo de instituições. Explique. Diferencie os conceitos de fluxo real e fluxo monetário. . A condição fundamental para que se realize o fluxo de produção é a existência de um conjunto de cinco fatores. conceituando cada uma delas. O modelo simples de interação entre famílias e empresas é modificado com a introdução do agente Governo. 6. Mobilizando os cinco fatores de produção. 13. Por que o conceito de capital se associa aos de investimento e de acumulação? 3. Caps. Diferencie o conceito de formação bruta de capital do de formação líquida de capital fixo. O que compreende o fator capital. Essa precondição é suficiente também para o desenvolvimento econômico? Comente. Sintetize esses dois fluxos em um modelo simples de interação entre as famílias e as empresas. bens e serviços intermediários e bens e serviços finais de produção. para os interessados nas demais questões. 5. Exemplifique essa função e diga qual é o tipo de relação entre as variáveis produção e recursos de produção. 10. Nós nos deteremos nas duas primeiras das questões-chave. 12. A maior disponibilidade de bens e serviços finais por habitante é considerada precondição quantitativa para a promoção do crescimento econômico e do bem-estar social. o aparelho de produção das economias desenvolve um grande fluxo contínuo de geração de bens e serviços. ver Rosseti (2003. Questões: 1. as três seguintes categorias de elementos constitutivos do sistema econômico: estoque de fatores. Descreva sucintamente como ocorreu a evolução do sistema de trocas até a instituição da moeda como conhecemos na atualidade. 7. 15. 2. 14. Destaque os papéis de cada um. 9. Cite e conceitue cada um deles. São três os agentes econômicos que interagem dentro de determinado sistema econômico: unidades familiares. Mostre as diferenças entre elas. A principal fonte de renda do governo é a arrecadação de tributos. Diferencie. 8. 4. as atividades de produção classificam-se em primárias. empresas e governo.

aumentando a parte dos lucros e da poupança dos mais ricos na renda nacional. para depois pensar em repartição de renda. desemprego e etc. estoque de moeda e taxas de juros. houve um aumento da disparidade entre as classes de renda. estamos pesando no crescimento da renda nacional per capita. investimentos.19 CAPÍTULO 2 – SISTEMA FINANCEIRO 1. emprego e desemprego. Esses objetivos não são independentes uns dos outros e podem ser até conflitantes. juntamente com o aumento da renda per capita. se estiver também melhorando os indicadores sociais (pobreza. Ou seja. O crescimento econômico capta apenas o crescimento da renda per capita. se a renda aumentar. Estabilidade de preços A inflação. balanço de pagamentos e taxa de câmbio. ocorreu uma concentração de renda. Um pais está realmente melhorando seu nível e desenvolvimento econômico e sociais. Alguns críticos do chamado “milagre econômico” argumentam que piorou a concentração de renda nos anos de 1968/73 devido a uma política deliberda do governo (a Teoria do Bolo): primeiro crescer. é possível aumentar a renda dos pobres sem diminuir a dos ricos. estabilidade de preços. Por exemplo. é um problema porque acarreta distorções sobre a distribuição de renda. que é aumento contínuo no nível geral de preços. Pleno emprego dos recursos Aprofundar os conhecimentos da política econômica com o objetivo de fazer a economia recuperar o nível de pleno emprego. nível geral de preços. 2. como renda e produto nacionais. 2 Para uma discussão sobre o Milagre Econômico. o fato do país estar aumentando sua renda per capita não necessariamente significa que está tendo uma melhoria do seu padrão de vida. distribuição de renda e crescimento econômico. ou seja. 2 Crescimento econômico Quando se fala em crescimento econômico. do padrão de vida da população. o crescimento pode facilitar a solução dos problemas de pobreza. Mas. Nesse sentido. expectativas empresariais e etc. uma vez que torna possível abrandar conflitos sociais sobre a divisão da renda.). ver: Abreu (1990) “A Retomada do Crescimento e as Distorções do “ Milagre” (1967-1973). Distribuição de renda A economia brasileira cresceu bastante entre o fim dos anos 60 e a maior parte da década de 70. . analisando a determinação e o comportamento dos grandes agregados da economia. atingir uma meta pode ajudar (ou não) a alcançar outras. A renda per capita é considerada o melhor indicador para se aferir a melhoria do bem-estar. O QUE É MACROECONOMIA Trata da evolução da economia como um todo. AS METAS DE POLÍTICA MACROECONÔMICA As metas de política macroeconômica são: pleno emprego dos recursos. poupança e consumo agregados. Mas. O debate constante da macroeconomia é saber se as decisões da política monetária e fiscal do governo vão afetar ou não as tendências da economia.

em resposta a influências normais do mercado. as metas de crescimento e equidade distributiva têm se mostrado conflitantes. que influenciam diretamente os salários. sejam fiscais. creditícias. tendo como variáveis a serem determinadas: o produto nacional. os agentes econômicos ficam proibidos de levar a cabo o que fariam. os juros e os aluguéis é a de que. compra e venda de títulos públicos. 3. seja estabelecimentos de cotas etc. A política cambial refere-se ao controle do governo sobre a taxa de câmbio. O quadro 3 mostra os mercados e as diferentes variaveis determinadas em cada uma das partes da economia. o nível de emprego e os salários nominais. ESTRUTURA DA ANÁLISE MACROECONÔMICA A economia pode ser dividida em parte real e parte monetária. No Brasil. de crédito e das taxas de juros. uma vez que muitos acreditam que o aumento do nível de poupança seria mais facilmente obtido por meio de uma distribuição desigual de renda – a já citada Teoria do Bolo no período do milagre econômico. com o objetivo de permitir à economia operar a pleno emprego. A política comercial diz respeito aos instrumentos de incentivo às exportações e/ou estímulo/desestímulos às importações. . com baixas taxas de inflação e distribuição justa de renda. a política salarial e a atuação da Secretaria Especial de Abastecimento e Preços (Seap) situavam-se nesse contexto. Os principais meios para atingir os objetivos são: Política fiscal: compreende todos os instrumentos de que o governo dispõe para a arrecadação de tributos (política tributária) e controle de suas despesas (política de gastos). é utilizada para estimular (ou inibir) os gastos do setor privado em consumo e em investimento. Além da questão do nível de tributação. Política monetária: refere-se à atuação do governo sobre a quantidade de moeda. A primeira relacionada com a produção de bens serviços bem como no emprego do fator trabalho.20 Entretanto. Política cambial e comercial: atuam sobre as variáveis relacionadas ao setor externo da economia. Política de rendas (ou de controle de preços e salários): a característica especial da política de rendas. reservas compulsórias. os lucros. esses controles são utilizados como política de combate à inflação. 4. taxas de redescontos e regulamentação sobre crédito e taxa de juros. Os instrumentos disponíveis são: emissão de moeda. o nível geral de preços. Normalmente. por meio da manipulação da estrutura e alíquotas de impostos. o estoque de moeda e a taxa de câmbio. A segunda relacionada com o que pode ser chamado de parte invisível da economia e determina a taxa de juros. nesses controles. a política tributária. OS MEIOS DA POLÍTICA MACROECONÔMICA: A política macroeconômica envolve a atuação do governo sobre a capacidade produtiva (produção agregada) e despesas planejadas (demanda agregada). particularmente em países em desenvolvimento.

(iii) produziam em pleno emprego (existia apenas a taxa natural de desemprego). política cambial e política de rendas? 4. numa herança keynesiana. (ii) utilizava eficientemente todos os recursos. neoclássicos. Maior desenvolvimento da Teoria Microeconômica. novos clássicos e pós-keynesianos. negligenciando a política monetária. publicadas no livro “Teoria Geral do Emprego. Atenção para como os agentes formas suas expectativas.21 Quadro 3 – Parte real e parte monetária da economia Mercados * Mercado de Bens Serviços Parte Real da Economia • Mercado de Trabalho * Mercado Financeiro Parte Monetária da Economia • Mercado de Divisas Variáveis Determinadas e * Produto Nacional * Nível geral de Preços • Nível de Emprego • Salários Nominais * Taxa de juros * Estoque de Moeda • Taxa de Câmbio 5. (iv) as ações do governo apenas para os bens públicos. * Nos anos 50. Questões: 1. surge a Teoria Monetária com Milton Friedman da Universidade de Chicago. recuperando o papel da oferta agregada na Teoria Macroeconômica. Por que os objetivos de politica econômica podem ser conflitantes. Você seria capaz de explicar qual objetivo de política econômica o governo brasileiro tem buscado nos últimos anos? Comente. * Segunda metade dos nos 50. . * Séc. Trata do papel das expectativas inflacionárias sobre a produção e o emprego. XVIII. Mas. Descreva as metas da política econômica. primeiras revoluções. que retratava as condições de oferta agregada. (iii) pessimismo na comunidade de negócios e (iv) necessita de ação do governo para sua estabilização. A MACROECONOMIA EM PERSPECTIVA HISTÓRICA. surge a Curva de Phillips que mostrava que uma relação inversa entre as taxas de inflação e taxas de desemprego. 3. * Em 1937: John Hicks introduz o aparato conhecido como IS/LM – a chamada síntese neoclássica – que permite analisar a economia tanto pela hipótese de pleno emprego (clássicos e neoclássicos) como pela de desemprego (Keynes). XX: Primeira Guerra Mundial. Explique. tinha o instrumental IS/LM analisando os componentes da demanda agregada acoplado à Curva de Phillips. do Juros e da Moeda” de 1936. * A teoria prevalecente antes de Keynes acreditava que a economia (i) era autoregulatória. * Até os anos 60. (ii) está sujeita à flutuações. Identificação de “ciclos de negócios” e Grande Depressão dos anos 30. 2. O que se entende por política fiscal. a ênfase da política econômica ainda era nos instrumentos de política fiscal. a economia (ii) não regula a si própria. que serviram como ponto de partida. * Com a teoria de Keynes. * Décadas de 70 e 80: Escola das Expectativas Racionais (os novos clássicos). * Principais idéias Keynesianas. * Quatro principais linhas de pensamento macroeconômico: keynesianos. política monetária. * Séc.

as trocas evoluíram em duas etapas: trocas diretas. Tornava-se imperiosa a criação de novas condições de comércio. Com o passar do tempo. o modo de vida do homem não lhe oferecia qualquer instrumento que possibilitasse a transformação dos produtos disponíveis. por estar um pouco mais distante ou mesmo não dispor de um rio em iguais condições. era naturalmente impermeável à idéia de se estabelecer entre as comunidades um sistema de trocas de mercadorias. para ocorrer a permuta. de forma direta. Conseqüência desse fato é o estabelecimento das trocas.22 SISTEMA FINANCEIRO O que veremos? Moeda: História Funções Oferta/Demanda Agregados Monetários Sistema Financeiro no Brasil (SFN): Diferentes Mercados Intermediação Financeira Sistema Bancário e Multiplicação dos Meios de Pagamento Criação/Destruição dos Meios de Pagamento Política Monetária: Instrumentos Política Restritiva vs. Historicamente. de maneira que as trocas pudessem ocorrer sem que dependessem . poderia especializar-se na pesca e trocar com uma outra comunidade que. às margens de um rio generoso em peixes. portanto. na produção (captura) de peixes. Essa primitiva sociedade. ORIGEM DA MOEDA Nas economias primitivas. o homem percebeu que poderia dedicar-se à produção de determinadas mercadorias em quantidades superiores às suas necessidades de consumo. Expansionista MOEDA 1. Vivia em grupo tribal fechado. em que tribos vizinhas representavam rivais em potencial. desde que houvesse interesse recíproco. Cada indivíduo passa a destinar a maior parte de sua produção não ao seu consumo próprio. produto por produto. mas às trocas com terceiros que tenham bens e serviços de seu interesse. à pesca e à coleta de frutos. e trocas indiretas. A troca ocorreria. tornava-se fundamental. apenas uma diminuta parcela daquilo que consome. que o indivíduo "A" desejasse adquirir peixes e o indivíduo "B” desejasse adquirir frutos silvestres. tenha se especializado na coleta de frutos. também conhecido como escambo. A implantação desse sistema de intercâmbio direto de mercadorias. cujo objetivo primordial era a sobrevivência. restringindo suas atividades à caça. bilateralmente. o homem produz. Salvo nas comunidades extremamente afastadas da civilização. As dificuldades desse sistema são evidentes. por intermédio da moeda. quando muito. exigia certas condições especiais para seu funcionamento: se o indivíduo "A" fosse especializado na produção (coleta) de frutos silvestres e o indivíduo "B". hoje.Um raciocínio simples exemplifica o caso das trocas diretas: uma tribo. mas com escassas chances de acesso a frutos.

em . qual seja. A forma encontrada foi substituir as trocas diretas pelas trocas indiretas. e uma das causas poderia ser até mesmo não ter conseguido arcar com os custos de uma acomodação adequada para o trigo. Há. na indivisibilidade de certas mercadorias ou produtos. uma mercadoria ou um produto que fosse aceito por todos os indivíduos. um simples pedaço de "papel pintado". sua posse constitui reserva de valor.23 tanto da simultaneidade de interesses específicos. não só pelo desenvolvimento do comércio. Entretanto. o sal. Além disso. determinante do aparecimento da moeda. mediante consenso. como resolveria a questão? Um primeiro complicador consistia. A função de intermediação de trocas traduz-se em servir como meio de pagamento. EVOLUÇÃO DAS FORMAS DE MOEDA Ao se estabelecer um produto ou mercadoria como base para a troca. Era de melhor qualidade e não apresentava os problemas das demais mercadorias adotadas como moeda. numa forma alternativa de guarda ou de acumulação de riqueza. passa a desempenhar três funções básicas: intermediação de trocas. medida de valor e reserva de valor. como o foram no passado. Como alternativa. diz-se que a moeda serve como denominador comum de valores.C. portanto. A moeda por sua vez. o que causava sérios problemas para o sistema como um todo. traduzse. estabelecendo-se como padrão de conversão. passou-se a adotar os metais preciosos como meio de troca. A moeda é medida de valor porque estabelece uma unidade-padrão de medida. em grande parte. Podem ser. O estabelecimento da mercadoria-moeda possibilitava a implantação de um sistema de intercâmbio. consensualmente. o trigo. Por exemplo: alguém que dispusesse de cinco sacas de trigo e desejasse comprar meio boi. como também pelas dimensões hoje assumidas pela Economia: a moeda. Em outras palavras. apresentava problemas relativos a seu valor intrínseco e a seu transporte. Reside. A história registra o aparecimento de moedas metálicas cunhadas na Grécia entre os séculos VIII e VII a. mas trazia consigo novas dificuldades. a razão principal. sem o controle da sociedade. A retenção da moeda. Pode ser. também. porém. Sua produção era mais rara e escassa. Outro problema que surgiu de imediato foi o fato de a mercadoria-moeda ter a possibilidade de multiplicar-se facilmente. nessa função. portanto. havia ainda a desvantagem de ser perecível. como reserva de valor. desde o momento em que é recebida pelo seu detentor. nasceu o conceito básico de moeda: um instrumento facilitador das trocas que permite a medida ou a comparação de valores. Considerando-se que a moeda pode ser trocada por bens ou serviços em qualquer ocasião. Eram mais duráveis e permitiam subdivisão com maior facilidade. o gado e os metais. Imagine alguém que tivesse todo o seu estoque de moeda representado por 100 sacas de trigo e todas elas se deteriorassem. A utilização dos metais preciosos (ouro e prata) como moeda facilitou muito o desenvolvimento das trocas e da circulação dos bens e serviços necessários à sociedade. Introduziase assim um elemento responsável. à qual são convertidos os valores de todos os bens e serviços disponíveis na economia. A introdução da moeda no sistema econômico conduz à dissociação de cada troca em duas operações distintas: uma compra e uma venda. 2. até ao instante em que é gasta. de aceitação geral. uma forte exigência: que seja aceito pela sociedade. Esse indivíduo teria zerado o seu estoque de moeda. a de facilitar o processo de circulação de bens.

Como os cunhadores eram geralmente ourives. rendimento zero e usados como meio de pagamento. os banqueiros da época não concediam e nem tomavam empréstimos. Dessa forma. de emissão não lastreada. o princípio das cédulas com lastro. desenvolveu-se uma outra modalidade: moeda bancária ou escritural. O Estado assumiu e monopolizou a emissão de moeda. A demanda por moeda é derivada dos motivos: transação. Toda vez que se precisasse de moeda. OFERTA E DEMANDA DE MOEDA A oferta de moeda na economia é feita pelo Banco Central (BACEN) e pelos Bancos Comerciais através das atividades de depósitos e empréstimos. A aceitação dessa moeda inconversível decorria do poder do Estado em garantir sua utilização e na confiança da população nesse Estado. adicionou-se a esse costume o de endossá-lo. ATIVOS FINANCEIROS Os ativos financeiros da economia podem ser diferencidados conforme os atributos rendimentos e liquidez. posto que os credores eram obrigados por lei a aceitá-la em pagamento de seus créditos. já que os possuidores ficavam muito mais vulneráveis ao ataque de saqueadores. Ao lado dessa moeda fiduciária. passaram a emitir os chamados bilhetes de banco negociáveis. em função da confiança do público. mantendo um encaixe de 100% sobre os seus depósitos. Assim. tem-se: Ativos financeiros monetários: liquidez absoluta. transferindo a outrem o direito de saque. Cobravam apenas uma comissão pela prestação do serviço de guarda dos metais. . de curso forçado. A garantia de utilização da moeda é dada pelo seu curso forçado. Surgiu. monopolizada pelo Estado. sem qualquer utilização.24 virtude do peso e da segurança. Essa transformação fez com que os bancos deixassem de ser simples depositários de metais e passassem a exercer a função de emissores. surgindo a partir daí a moeda fiduciária. precaução e especulação. então. corresponde aos depósitos à vista. em troca de um comprovante de depósito. foi eliminada a necessidade de se trocar o recibo por metal precioso a cada operação. até então. para que adquirissem a confiança do público e iniciassem uma transformação na sua forma de "operação bancária". Esse recibo tinha. um lastro. 4. como meio de pagamento. era só trocá-lo por metal precioso. Com o tempo. Não tardou muito. 3. Ao verificarem que os metais ficavam guardados em seus cofres por um longo período de tempo. que surgiu com o desenvolvimento dos bancos comerciais. Essa moeda. Com isso. uniformizando-a no espaço geográfico de sua influência. os cambistas medievais atuavam como "banqueiros". Observe-se que. Ativos financeiros não-monetários: menor grau de liquidez e rendimento. que possuíam locais seguros para guarda dos metais preciosos passou-se a adotar o costume de deixar as moedas depositadas com eles. assim. Tais operacões consistiam na emissão de recibos sem a contrapartida de um depósito em moedas. contudo. Ex: papel moeda em poder do público (PMPP) e depósito à vista nos bancos comerciais públicos e privados. de um recibo. os quais possuem liquidez e equivalem à moeda de curso legal. cuja validade dependia única e exclusivamente de sua aceitação geral. Ex: depósito de poupança.

Heveres Financeiros no Brasil (R$ bilhões) Fonte: Bacen 6.Papel Moeda Emitido (PME): meio circulante . BASE MONETÁRIA Além dos agregados monetários. existe ainda outra medida da moeda na economia que é a base monetária. M2 = M1 + depósitos especiais remunerados + depósitos de poupança + títulos emitidos por instituições financeiras.25 5.Reservas Bancárias (RB): contas correntes dos bancos criadores de moeda no Banco Central . M4 = M3 + títulos públicos federais (Selic) e títulos de emissão dos estados e municípios. MEDIDA DA OFERTA DE MOEDA A quantidade de moeda existente na economia pode ser medida com a utilização dos chamados agregados monetários. M3 = M2 + quotas de fundos de renda fixa + operações compromissadas com títulos públicos federais. O conceito de base monetária (BM) equivale ao passivo monetário do Banco Central que serve de lastro aos meios de pagamento e é definida por: BM = PME + RB . A seguir são definidos os agregados monetários: M0 = PMPP (notas e moedas) M1 = M0 + depósitos à vista nas instituições financeiras bancárias. Esses agregados são agrupados de acordo com a liquidez dos diferentes ativos financeiros da economia. Tabela 1 .

veja em anexo o número de instituições por segmento. privados nacionais e estrangeiras) no sistema bancário do Brasil para o período de 2002 a 2005. ORGANIZAÇÃO DO SFN . A sistemática de recolhimentos compulsórios sobre os recursos à vista e a preponderância de metas de taxas de juros resultam em valores desprezíveis de reservas voluntárias médias.2004 e 2005 Fonte: Bacen 7. Além disso.26 Essas reservas bancárias são compostas por reservas voluntátias e reservas compulsórias. 8. A figura 10 mostra a base monetária e os meios de pagamentos na economia brasileira para os anos de 2004 e de 2005. Figura 10 – Base monetária e meios de pagamentos no Brasil .Subsistema de Intermediação . por tipo e com maiores agências no país. .Subsistema normativo . ESTRUTURA DO SFN (BRASIL) Sistema Financeiro: conjunto de agentes e instituições responsáveis pela intermediação de recursos financeiros entre as unidades econômicas líquidas (superavitárias) e as ilíquidas (deficitárias).Outras instituições A figura 11 abaixo mostra a participação por segmentos (públicos.

Participantes: Bacen. Mercado de Câmbio: são realizadas as transações com diferentes moedas. Mercado de Capitais: onde são negociados títulos de médio e longo prazo (necessidade de recursos para investimento). destaca-se o mercado de crédito no Brasil. empresas exportadoras e importadoras.Sistema Bancário/Participação por Segmentos (Brasil) Fonte: Bacen 9. A seguir. Os gráficos mostram. o direcionamento do crédito para as diferentes atividades econômicas e as taxas de juros cobradas para as pessoas físicas e pessoas jurídicas. respectivamente.27 Figura 11. DIFERENTES MERCADOS: O sistema financeiro é composto por quatro diferentes mercados que são: Mercado Monetário: onde são negociados títulos de curto prazo (Iiquidez da economia). Mercado de Crédito: tem a responsabilidade de suprir a necessidade de crédito das diferentes atividades econômicas. . Bancos.

28 Fonte: Bacen Fonte: Bacen Fonte: Bacen .

recebe haveres não-monetários (duplicata). Haveres não-monetários: não possuem liquidez imediata.entrega ao público de haveres monetários (moeda) e. Haveres monetários: possuem liquidez imediata — papel-moeda em poder do público e depósitos à vista (meios de pagamento). em troca.1. A faculdade de criar ou destruir moeda decorre de operações realizadas entre as instituições financeiras bancárias — que captam depósitos à vista — e o público. As unidades deficitárias possuem duas formas para obter financiamento: Autofinanciamento: venda de algum patrimônio. conforme ilustrado na figura a seguir: . duplicatas e etc. Para se distinguir uma ocorrência da outra. por exemplo. 2. o que permite aos bancos comerciais emprestar parte dos depósitos à vista por eles recebidos. Os primeiros suprem as necessidades de financiamento dos segundos através da intermediação das instituições financeiras. Criação de moeda: Quando a instituição financeira bancária desconta uma duplicata . mantendo encaixes bem inferiores ao volume destes depósitos. FORMAS DE FINANCIAMENTO Existem dois tipos de agentes no sistema financeiro. CRIAÇÃO E DESTRUIÇÃO DE MOEDA O fenômeno mais importante associado ao desenvolvimento da moeda escritural consiste na multiplicação dos meios de pagamento através das instituições financeiras bancárias que captam depósitos à vista. Financiamento externo: que pode ser direto através da venda de ações ou de títulos da dívida e o indireto por meio de empréstimo via instituições financeiras A pergunta que surge é por que as unidades deficitárias não optam pelo financiamento direto? A resposta para esse questionamento está nos conceitos de custos de transação e de informação assimétrica. aqueles que podem ser chamados de unidades superavitárias (US) e outros que podem ser chamados de unidades deficitárias (UD). Esse fenômeno decorre do fato de ser altamente improvável que todos os depositantes saquem seus recursos ao mesmo tempo. como depósitos a prazo. um bem imóvel. títulos públicos. 2. valemo-nos dos conceitos de haveres monetários e haveres não-monetários.29 INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA 1.

25 Temos que k = 1/0. conforme ilustrado na figura a seguir: Figura 13 – Destruição de Moeda Haveres não-monetários Instituição Financeira Bancária Haveres monetários Público Exemplos de criação e de destruição de moeda: Governo Federal deposita impostos arrecadados do público no Bacen (D). Destruição de moeda: Quando o público quita uma duplicata – a instituição bancária entrega ao público haveres nãomonetários (duplicata quitada) e recebe haveres monetários (moeda).00.00. Exportadores trocam US$ por R$ no Bacen (C). . 3. MULTIPLICADOR BANCÁRIO As instituições financeiras que captam depósitos à vista podem multiplicar os meios de pagamentos através das operações de empréstimos.25 = 4 Se DV= R$1. Indivíduo resgata sobre poupança. com transferência do saldo para a conta corrente no banco comercial (C). o efeito multiplicador fará com que o volume de meios de pagamentos passe a ser de R$ 4. Multiplicador Simples k = 1/R k = magnitude do efeito multiplicador R = alíquota de recolhimento bancário Exemplo: R = 0.000. Indivíduo adquire quotas de um fundo de ações sacando sobre seus depósitos à vista (D). Indivíduo efetua um depósito à vista em um banco comercial (N).30 Figura 12 – Criação de Moeda Haveres monetários Instituição Financeira Bancária Haveres não-monetários Público 2.2.000.

. ou de propriedade. As operações compromissadas ou com compromisso de recompra/revenda ou de financiamento de títulos alteram a posição de custódia. remunerado Depósitos a prazo: 15% em títulos.Anterior ao Plano Real: Recursos à vista: 40% em espécie. e sua “multiplicação” se dá pela ação dos bancos comerciais.demanda (tornando o dinheiro mais caro para o público). O controle da oferta de moeda pode se dar pelo lado da: . das partes envolvidas. Os recolhimentos podem ser exigidos em espécie. Recolhimentos compulsórios: Parcelas de algumas modalidades de captação que as instituições financeiras devem manter junto a Autoridade Monetária (Bacen) a fim de condicionar a alavancagem de operações ativas e a estrutura de custos. que serão remunerados ou não remunerados. com seus mecanismos de transmissão. 4. para condicionar os volumes de reservas bancárias e as taxas básicas de juros.oferta (direta e indiretamente) ou . de forma definitiva ou compromissada. das partes envolvidas. não remunerado Depósitos de poupança : 15% em espécie. ou de liquidez. remunerado . As operações definitivas alteram a posição de carteira. não remunerado Depósitos de poupança : 15% em espécie.Em março de 1999: Recursos à vista : 75% em espécie. remunerado Depósitos a prazo : 30% em títulos FIF-curto prazo : 50% em espécie. Instrumentos de política monetária Operações de mercado aberto: Compra ou venda de títulos.1. não remunerado Depósitos de poupança : 15% em espécie. POLÍTICA MONETÁRIA Refere-se ao processo de oferta de moeda na economia.31 Multiplicador Elaborado: k = 1/C+D(R1+R2) C = PMPP/M1 D = DV/M1 R1 = CX/DV R2 = RB/DV Onde: PMPP = papel moeda em poder do público DV = depósitos à vista CX = caixa dos bancos comerciais RB = reservas bancárias (voluntárias e compulsórias) 4.Atual (outubro/2003): Recursos à vista : 45% em espécie. não remunerado FIF-30 dias : 5% em espécie não remunerado . A oferta primária fica a cargo da autoridade monetária (AM). Recolhimentos compulsórios: estrutura no Brasil . ou em títulos.

Venda de títulos * Compra de Títulos 4. Questões Conceituais: 1.reduz * aumenta . Quadro 3 – Resumo dos Instrumentos de Política Monetária Instrumentos 1.Aumenta a taxa * reduz a taxa 2. ( ) Importadores trocam R$ por US$ no Bacen.aumenta juros.Reduz * amplia Taxas de juros .reduz * aumenta .100 Papel moeda em poder do público (PMPP) 600 Dep.32 Redesconto O Bacen pode suprir as necessidades de financiamento dos bancos comerciais através de empréstimos. Quando o Bacen quer ser punitivo. a vista do público nos BC 1. destruição (D) de moeda: ( ) Governo Federal deposita taxas e impostos arrecadados de empresas no Bacen.Restringe * Amplia Oferta monetária . Quais são essas opções? Por que a intermediação financeira é a forma mais utilizada de financiamento pelos agentes econômicos deficitários? Comente. . Open Market . Os ativos financeiros da economia são diferenciados em duas categorias conforme duas características.Voluntárias 100 -Compulsórias 400 Depósito em poupança 200 Quotas de fundo de renda fixa 150 Títulos públicos federais (Selic) 430 a) Qual a base monetária ? b) Qual o total do M1 ? c) Qual o total do M2 ? c) Qual o total do M3 ? c) Qual o total do M4 ? 2.400 Reservas dos BC no Bacen . 3. São expansionistas quando aumentam a oferta monetária e barateiam os empréstimos. Uma empresa deficitária possui duas opções de financiamento.aumenta *reduz As Políticas Monetárias podem ser chamadas de restritivas ou de expansionistas.aumenta * diminui . A taxa cobrada por esses empréstimos mais o prazo para o seu pagamento constitui o que é chamado de taxa de redesconto. 5. São restritivas quando reduzem a oferta monetária e encarecem os empréstimos. Diga quais são as características. Redesconto .aumenta * reduz . Operações de Crédito . Nas afirmações abaixo. reduz prazo * reduz juros. ( ) Indivíduo transfere saldo da conta corrente para a conta de poupança no banco comercial.aumenta * reduz . 4. aumenta prazo 3. diga quando ocorre criação (C).reduz * aumenta . Dados os seguintes agregados monetários (em mil R$): Papel moeda emitido (PME) 1. aumenta a taxa e reduz o prazo de pagamento. Recolhimento Compulsório . Quais são os diferentes mercados do sistema financeiro? Explique.

em poder do resto do mundo 250 * Depósitos à prazo. ( ) Se o Bacen diminui os juros e aumenta o prazo na operação de redesconto. então o valor do multiplicador simples na economia será de. ( ) A velocidade renda da moeda é definida pela relação entre o PIB e a quantidade de moeda (M).. maior o multiplicador bancário simples. 10... e justifique quando falso: ( ) Quando o Bacen aumenta a taxa de recolhimento compulsório sobre os DV dos bancos comerciais... ( d. a oferta monetária é reduzida e a taxa de juros também cai. Como se dividem os agregados monetários no Brasil. Dados os seguintes agregados monetários (em R$ milhões): * Caixa. 8.. ( e. Explique cada um deles. ) Empresa efetua um depósito à vista em um banco comercial. ( )diminui o saldo do papel-moeda emitido ) diminui o saldo do papel-moeda em circulação )diminui o saldo do papel-moeda em poder do público )diminuem os depósitos à vista nos bancos comerciais )diminuem os recursos dos bancos comercias para empréstimos ao público. ( ) A taxa de juros pode ser reduzida através da expansão nas operações de crédito por parte do Bacen. Se R = 0. qual será o valor multiplicado. Comente. ) Banco compra títulos da dívida pública possuídos pelo público. ) Banco compra cambiais de um exportador.75.33 ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ) Empresa adquire quotas de um fundo de ações sacando sobre seus depósitos à vista. ( b. em poder do resto do mundo 150 a. M3 e M4 ? 9. em moeda corrente. 11. Qual o valor do M1. 7. 6. menor será a velocidade-renda da moeda. em poder do resto do mundo 400 * Depósitos na Poupança..00. Coloque falso (F) ou verdadeiro (V). ( ) Se o Governo precisa reduzir a quantidade de oferta de moeda na economia.. ( c.. ( ) Quanto maior a taxa de recolhimento compulsório... ) Banco vende divisas a um importador. A elevação da taxa dos depósitos compulsórios dos bancos comerciais junto as autoridades monetárias diminuiu o valor do multiplicador dos meios de pagamentos porque: a. ( ) Quanto maior for a taxa de inflação numa economia. sendo este último dado pelo mecanismo do multiplicador monetário. ( ) O multiplicador bancário elaborado varia negativamente em relação à taxa de reservas dos bancos e positivamente em relação à taxa de retenção do público. qual é o mais punitivo para os bancos... ) Banco vende um imóvel a uma pequena empresa recebendo o pagamento à vista em dinheiro.. a taxa de juros reduz. 12. recebendo a inscrição de um depósito à vista. ) indivíduo leva ao banco uma certa quantia em unidades monetárias e efetua um depósito á vista. Dos instrumentos que o Bacen pode utilizar para controlar a oferta de moeda na economia... ) Empresa leva ao banco uma duplicata para descontar.. nos Bancos Comerciais 95 * Papel Moeda Emitido 200 * Depósitos à vista do público nos Bancos Comerciais 150 * Depósitos à vista dos Bancos Comerciais Voluntários 40 Compulsórios 30 * Títulos federais.000.. Quais as funções principais que o Banco Central exerce na política econômica. ( ) A oferta de moeda e a taxas de juros são reduzidas através de uma política monetária expansionista... o Bacen pode comprar títulos públicos que estão nas mãos do público. ) Indivíduo leva ao banco uma certa quantia em unidades monetárias e efetua um depósito à prazo. M2. ) Banco aumenta seu capital vendendo ações ao público. . Se o montante inicial em depósito a vista é de R$ 4. A oferta de moeda pode dar-se pelo Bacen ou pelos Bancos Comerciais. Qual o valor da Base Monetária? b.

O segundo congrega as instituições bancárias e não bancárias. títulos de diversas espécies c) saque de cheques nos caixas dos bancos d) empresas levam aos bancos duplicatas para desconto. a)transação – especulação – precaução b)precaução – especulação – transação c)especulação – transação – precaução d)precaução – transação – especulação e)nenhuma das anteriores 14. Demanda por moeda para ____________: as pessoas mantêm dinheiro porque isso lhes permite comprar e vender bens com facilidade. Entende-se por operações de mercado aberto. O primeiro congrega as autoridades monetárias. O sistema financeiro nacional constituído do mercado monetário. Entre as operações a seguir relacionadas. já que o preço de ações. O encaixe próprio dos bancos (parcela dos depósitos que é mantida em caixa) é um dos freios à multiplicação infinita da moeda escritural. por parte dos bancos comerciais. a)maiores – maior será b)menores – menor será c)maiores – menor será d)menores – inalterado será e)nenhuma das anteriores 16. em bolsa. a empresas e consumidores b) concessão de empréstimos. títulos e imóveis pode flutuar muito. especificamente: a) concessão de empréstimos. __________________seu efeito multiplicador. mediante pagamento à vista. é usualmente subdividido em 2 subsistemas: o _______________ e o __________________. A principal função da reserva compulsória sobre os depósitos bancários. a) normativo – cambial b) intermediação – normativo c) intermediação – cambial d) normativo – intermediação e) nenhuma das anteriores 15. entre suas responsabilidades: a) atuar como banco do governo federal e renegociar a dívida externa brasileira b) aceitar depósitos. mercado de crédito. em moeda.34 13. supervisionar a compensação de cheques d) executar as políticas monetária e fiscal do governo e) fiscalizar empresas privadas e públicas 18. a bancos comerciais c) venda de ações. Quanto ___________ forem as taxas voluntárias e compulsórias. como instrumento de política monetária. pelo Banco Central. Demanda por moeda para ________________: as pessoas mantêm dinheiro porque ele é mais seguro que outros ativos. conceder empréstimos ao público e controlar os meios de pagamento do país c) emitir papel-moeda. responsável pela disciplina operacional e pela liquidez do sistema. O Banco Central do Brasil (Bacen) tem. das empresas ao público em geral d) atividade do Banco Central na compra ou venda de títulos e) restrições às operações de crédito ao consumidor 19. As operações entre o público e o setor bancário podem criar ou destruir os meios de pagamento. recebendo a inscrição de depósitos à vista 17. Mas o freio maior é o recolhimento compulsório que o Banco Central exige dos bancos comerciais. Demanda de moeda para _______________: ficando com mais dinheiro as pessoas podem enfrentas melhor as despesas imprevistas. mercado de capitais e mercado cambial. fiscalizar e controlar os intermediários financeiros. é: a) permitir ao governo controlar a demanda de moeda b) permitir as autoridades monetárias controlar o montante de moeda bancária que os bancos comerciais podem criar . qual delas é responsável pela criação de meios de pagamento? a) pessoas realizam depósitos a prazo nos bancos b) bancos vendem ao público.

Essa redução foi possível graças ao crescimento econômico da economia? . O que aconteceria com os agregados monetários M1. De que forma essa distribuição de crédito pode afetar o crescimento futuro da economia? Argumente.35 c) impedir que os bancos comerciais obtenham lucros excessivos d)forçar os bancos a manter moeda ociosa no sentido de cobrir as necessidades de caixa do banco central e) cortar subsídios governamentais às empresas privadas 20. O Bacen reduziu a taxa de recolhimento compulsório sobre os DV dos bancos comerciais de 75% (março/1999) para 45% (outubro/2003). Do total de crédito direcionado para as atividades econômicas nos de 2004 e 2005. o Banco Central deve: a) elevar a taxa de redesconto b) comprar títulos da dívida pública c) elevar a emissão de papel-moeda d) reduzir a reserva compulsória dos bancos comerciais e) reduzir a taxa de juros para desconto de duplicatas Questões Aplicadas: 1. a maior parcela ficou com as pessoas físicas. 3. M3 e M4 (medidas da moeda) numa economia que estivesse praticando uma taxa de juros reais de 9% ao ano? E o que aconteceria se a economia passasse a conviver com altas taxas de inflação? Explique. 2. M2. Para reduzir o volume de meios de pagamentos.

de queda generalizada dos dispêndios e dos preços. Deflação = redução no nível da atividade econômica (estagnação – Ex. Reflação = movimento de recuperação de processos deflacionários depressivos.36 CAPÍTULO 3 – INFLAÇÃO O que veremos? Definição e Cálculo Teorias Explicativas Mensuração da Inflação no Brasil Planos de Estabilização INFLAÇÃO 1. Desinflação = redução ou a eliminação da inflação. anos 30). SITUAÇÕES POSSÍVEIS DE VARIAÇÃO DOS PREÇOS Inflação = aumento persistente no nível geral de preços. Situações Possíveis INFLAÇÃO DESINFLAÇÃO LINHA DE ESTABILIDADE DEFLAÇÃO REFLAÇÃO .

como terras e imóveis. Revista de Economia Política.). Mecanismos: . 3 Para uma discussão sobre a inflação inercial ver: Pereira (1996). Efeitos sobre o balanço de pagamentos: taxas de inflação em níveis superiores ao aumento de preços internacionais encarecem o produto nacional relativamente ao produzido no exterior.oferta de alimentos inelástica . Efeitos sobre a distribuição de renda: redução do poder aquisitivo das classes que dependem de rendimentos fixos.estrutura oligopolística no mercado Inflação Inercial 3 Os mecanismos de indexação formal (contratos. quebra de safra. 16(64): 20-35.. tarifas públicas) provocam a perpetuação das taxas de inflação anteriores. indústria.rigidez das importações (M) associada ao pouco dinamismo das exportações (X) . que são sempre repassadas aos preços. reajuste de tarifas públicas. a oferta agregada não tem como se expandir de forma a acompanhar o crescimento da demanda. etc. aluguéis.substituição de importações . A Inflação decifrada. TEORIAS DA INFLAÇÃO Inflação de demanda Ocorre quando há um excesso de demanda agregada. que possuem prazos legais de reajuste.aceleração: choques de oferta Efeitos da Inflação Efeito Oliveira Tanzi: mostra que a inflação corrói o montante de arrecadação. que leva a um aumento dos custos das empresas que é em alguma medida repassado para os preços finais. Inflação de custos (Ou inflação de oferta) Ocorre quando há variação dos preços de itens com alta participação no processo produtivo (aumento salarial. deteriora-se o valor da moeda e ocorre desestímulo à aplicação de recursos no mercado de capitais financeiros.37 2. . As aplicações em cadernetas de poupança cedem lugar para a aplicação em recursos de bens de raiz. O ajuste da oferta não se dá via aumento das quantidades. mas sim. salários) e informal (reajustes de preços no comércio.Quando a economia funciona a pleno emprego. A inflação estruturalista (Cepal) Os pensadores da Comissão Econômica para a América Latina (CEPAL) afirmam que as causas estruturais da inflação são: . via aumento dos preços.(baixa relação de trocas) . desvalorização cambial.. Efeitos sobre o mercado de capitais: com inflação.propagação: indexação formal e informal .

profissão.00 (aumento de 100%). então 10 * 1 = 10 Batata: $1. Índice de Laspeyres É um dos mais populares índices agregado de preços. é chamado número-indice simples (ou relativo). Quando o número-indice foi construído para um grupo de bens. Exemplo: considerando dois produtos (carne e batata). tomando como pesos quantidades (q) arbitradas para estes insumos na época inicial. Considerando dois períodos de tempo. inicial (0) e atual (1).50/Kg = $15 Cesta (ponderada) = (10*40%) + (15*60%) = $13 Período seguinte t + 1 Carne: $1. então: 30 Kg * 0. que determina a ponderação de “cestas de bens e serviços”.38 3. é chamado número-indice agregado ou composto. uma POF identificou que o consumo médio de carne era de 40% e de batata 60%. ou de um grupo de variáveis. Quando o número-índice representa uma comparação para um bem ou produto individual. correlacionados ao tempo. então: 10 Kg * $1/Kg = $10 Batata: 0. então: 30 * 1 = 30 Cesta (ponderada): (10*40%) + (30*60%) = $22 Variação: (22-13)/13 = 69% Números Índices É uma medida estatística idealizada para mostrar as variações de uma variável. ou a outras características como rendimento. no qual os preços são ponderados pelas quantidades associadas com o ano-base antes de serem somados. q1 = quantidade no período atual. à localização geográfica.50/Kg. p0 × q0 × 100 p1 × q0 p1 = preço no período atual. INFLAÇÃO E NÚMEROS ÍNDICES A inflação é o aumento generalizado dos preços de uma economia. . Os exemplos desse métodos são os índices de Laspeyres e o de Paasche. A fórmula é: IL = Onde: p0 = preço no período inicial. Uma coleção de números índices de diversos anos. e etc. A cesta básica mensal inclui 10 kg de carne e 30 kg de batata. O índice de Laspeyres pondera preços (p) em duas épocas. t0 como mês base e t1 como o mês seguinte.00 (preços estáveis). É calculada em função do perfil de consumo de uma certa população (POF). q0 = quantidade no período inicial. localidades. é frequentemente denominada série de índices. tem-se: Período base (t0): Carne: $ 1/Kg. Método agregativo ponderado Os índices agregados de preços são geralmente ponderados segundo as quantidades q dos bens..

INDICADORES DE INFLAÇÃO NO BRASIL E NO RS Vários são os indicadores de inflação adotados no Brasil. durante determinado ano. Veremos a seguir os números índices que são usados no Brasil para medir a inflação. em uma região do país. com a de outra. o Índice Geral de Preços (IGP) é calculado pela Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro. A tabela abaixo sumariza as principais características dos indicadores calculados no Brasil.Estrutura Básica dos Indicadores . Aplicação dos Números Índices Para comparar os custos de alimentos ou de vida. Tabela 2 . A fórmula é: IP = p0 × q1 × 100 p1 × q1 O índice de Paasche pondera preços (p) em duas épocas. Índice de Paasche Este índice usa as quantidades do ano dado como pesos. ou a produção de aço. em uma cidade. Existem vários índices de preços que são calculados por instituições diferentes. tomando como pesos quantidades (q) arbitradas para estes insumos na época atual. admite-se que o denominador possa se apresentar. admite-se que o numerador possa se apresentar super dimensionado e assim o índice de Laspeyres apresentar tendência de elevação. Como essas quantidades são consideradas adequadas à época atual e não à época inicial. eventualmente. inicial (0) e atual (1). Índice Nacional Preços ao Consumidor (INPC) é calculado pela Fundação IBGE. com os de um ano anterior. 4. Por exemplo.39 Como essas quantidades são consideradas adequadas à época inicial e não à época atual. durante um ano. super dimensionado e assim o índice de Paasche apresentar tendência a rebaixamento.

com peso 3. e do custo da construção civil (INCC). Foi escolhido como alvo das metas de inflação ("inflation targeting") no Brasil. . A única diferença é o período de coleta de preços: entre o dia 11 de um mês e o dia 10 do mês seguinte. porém refletindo o custo de vida para famílias com renda mensal de 1 a 40 salários mínimos. com peso 1.40 O mapa a seguir mostra as regiões metropolitanas que são alvo para o cálculo do índice de preço ao consumidor (IPC). semelhante ao INPC. como aluguel. Formado pelo IPA (Índice de Preços por Atacado) e IPC (Índice de Preços ao Consumidor).1 Diferença entre os Principais Índices IPCA. Usado em contratos de prazo mais longo. mas pesquisado entre os dias 21 de um mês e 20 do seguinte. IGP-DI (FGV): Reflete as variações de preços de todo o mês de referência. de preços ao consumidor (IPC) no Rio e SP. IGP-10 (FGV): Elaborado com a mesma metodologia do IGP e do IGP-M. IGP.IBGE: Calculado desde 1980. O IGP tradicional abrange o mês fechado. com peso 6. IGP-M (FGV): Metodologia igual à do IGP-DI. INPC-IBGE: Índice Nacional de Preços ao Consumidor.Regiões Metropolitanas e IPC 4. Mapa 1 . média do custo de vida nas 11 principais regiões metropolitanas do país para famílias com renda de 1 até 8 salários mínimos. O IGP-M é elaborado para contratos do mercado financeiro.FGV:É uma média ponderada do índice de preços no atacado (IPA). A pesquisa é feita em 11 regiões metropolitanas.

com pesos de 60%. Utilizado em financiamento direto de construtoras/incorporadoras CUB .Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe): Pesquisado no município de São Paulo.71 .Custo Unitário Básico: Reflete o ritmo dos preços de materiais de construção e da mão-de-obra no setor.22 176.51 -0.Índice Nacional do Custo da Construção: Um dos componentes das três versões do IGP. ICV. 30% e 10%. Indicadores Econômicos (IEPE-UFRGS) .2006 Índice de Preço ao Consumidor (IPC) Fev Mar Abr Número Índice 177.2 Instituições que calculam a inflação no RS O Centro de Estudos e Pesquisas Econômicas (IEPE/UFRGS) elabora o Boletim Econômico (IEPE-UFRGS) mensalmente com o objetivo de: * Índice de Preços ao Consumidor (IPC-IEPE). Reflete o custo de vida de famílias com renda média de R$ 2. INCC. * Custo da Cesta Básica da Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPA). Reflete o ritmo dos preços de materiais de construção e da mão-de-obra no setor. Divulga também taxas quadrissemanais.72 Variação % -1.78 -1.Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese): Medido na cidade de São Paulo.54 Cesta Básica (RMPA) Fev Mar Abr Custo Total (R$) 554.53 Variação % -0. IPC. respectivamente. Apura as variações de preços de matérias-primas agrícolas e industriais no atacado e de bens e serviços finais no consumo.36 0. o de menor peso.800 (há também índices para a baixa renda e a intermediária).58 177.51 549.10 545. chamados de Sinduscon.59 0. Reflete o custo de vida de famílias com renda de 1 a 20 salários mínimos.41 INCC (Índice Nacional do Custo da Construção). e usado em financiamentos de imóveis. 4. Calculado por sindicatos estaduais da indústria da construção.

br 1990 01 1990 07 1991 01 1991 07 1992 01 1992 07 1993 01 1993 07 1994 01 1994 07 1995 01 1995 07 1996 01 1996 07 1997 01 1997 07 1998 01 1998 07 1999 01 1999 07 2000 01 2000 07 2001 01 2001 07 2002 01 2002 07 2003 01 2003 07 2004 01 2004 07 2005 01 2005 07 2006 01 2006 07 Plano Real Plano Verão 1980 01 1980 05 1980 09 1981 01 1981 05 1981 09 1982 01 1982 05 1982 09 1983 01 1983 05 1983 09 1984 01 1984 05 1984 09 1985 01 1985 05 1985 09 1986 01 1986 05 1986 09 1987 01 1987 05 1987 09 1988 01 1988 05 1988 09 1989 01 1989 05 1989 09 1944 02 1946 02 1948 02 1950 02 1952 02 1954 02 1956 02 1958 02 1960 02 1962 02 1964 02 1966 02 1968 02 1970 02 1972 02 1974 02 1976 02 1978 02 1980 02 1982 02 1984 02 1986 02 1988 02 1990 02 1992 02 1994 02 1996 02 1998 02 2000 02 2002 02 2004 02 2006 02 42 . FHC e Lula (IGP-DI %a.gov.m.DI (% a.) Inflação no Brasil na década de 1980 (IGP-DI (% a. INFLAÇÃO NO BRASIL 75 65 55 45 35 25 15 5 -5 Plano Collor Crise da Dívida Plano Cruzado Inflação no Brasil (1944-2006) Inflação nas eras Collor.-10 IGP .)) Era FHC Plano Bresser Choques Heterodoxos Era Lula FONTE: Prof.) -10 10 20 30 40 50 60 70 80 90 0 10 20 30 40 50 60 0 5.m.m. Solange Marin a partir de dados do IPEADATA – www.ipeadata.

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5.1. Causas Básicas da Inflação Brasileira As principais causas da inflação na economia brasileira são: a questão distributiva, o déficit do setor público e seu financiamento e o mecanismo de indexação (formal e informal). 5.2. Inflação no Brasil e as Correntes Econômicas Correntes Causas Principais * Desequilíbrio do setor público (déficit e a dívida pública provocam descontrole monetário, causando inflação de demanda)

Monetarista

Inercialista

* Indexação generalizada (formal e informal)

Políticas Antiinflacionárias * Ajuste fiscal (para reduzir déficit e dívida pública, via reformas fiscal, previdenciária, privatização) * Controle Monetário (juros e moedas) * Liberalização do comércio internacional * Dexindexação (para apagar memória ou inércia inflacionária, via congelamento de preços, salários e tarifas – Planos Cruzado, Bresser – ou troca de moeda – Plano Real) * Controle de preços de oligopólio * Reformas estruturais

Estruturalista

* Conflitos distributivos ( pressões de margens de lucro, pressões salariais, pressões de tarifas e preços públicos provocam inflação de custos)

5.3. A Inflação no Brasil e os Programas de Estabilização 1946-58: Inflação de crédito e estrutural 1959-63: Inflação predominantemente fiscal 1964-67: Aplicação de controles ortodoxos 1968-79: Inflação reprimida 1980-1985: Inflação de movimentos inerciais 1986-94: Fase dos choques heterodoxos 1994-2006: O real, a volta à ortodoxia e a estabilização. 5.4. Planos de Estabilização O Plano Cruzado (28/02/1986) A inflação era tida como inercial. O diagnóstico era de que a inflação tinha caráter autônomo, sustentado pela indexação formal e informal da economia. Houve a utilização de instrumentos heterodoxos para a eliminação da memória inflacionária (inércia inflacionária): Medidas: 1. introdução de nova moeda: reforma monetária, com o cruzado – (000) 2. congelamento de preços por prazo indeterminado ao nível de 28/02. 3. conversão de salários: além do valor real médio, concedido um abono de 8%. 4. conversão de aluguéis, prestação do sistema financeiro e mensalidades escolares pelo princípio da média. 5. Desindexação:

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5.1 proibição de clausula de indexação: proibição de correção monetária para contratos inferiores a um ano e para contratos maiores de um ano, reajuste conforme a OTN em cruzados; 5.2 indexação de salários: escala móvel, salários reajustados toda vez que a inflação atingisse a casa dos 20%; 6 tablitas: tabela de conversão diárias de valores em cruzeiros para cruzados. Conseqüências: 1 parte dos recursos foram destinados para a compra de imóveis e reativação da produção; 2 reativação do consumo via salário móvel, seguro-desemprego e abono; 3 viver de renda ficou difícil porque caíram as taxas de juros (teve até taxa negativa); 4 taxa de inflação caiu; 5 empresas introduziram inovações organizacionais tais como just-in-time e abertura de novas firmas; 6 houveram conflitos entre produtores e fornecedores e a conseqüente falta de produtos; 7 não houve discussão quanto ao prazo do congelamento. O congelamento de preços foi peça fundamental e a inflação caiu nos primeiros meses. Houve explosão do consumo devido ao aumento do poder de compra do salário, a despoupança em função da desilusão monetária, a queda nas taxas de juros e ao consumo reprimido dos anos de recessão e ao congelamento de alguns preços defasados aos custos. O excesso de demanda reforçada pela expansão da oferta de moeda além do incremento natural da demanda provocada pela desinflação abrupta. Houveram taxas de juros negativas favoráveis a inflação zero. Esforços posteriores para uma política monetária mais restritiva e o aumento da taxa de juros encontrariam oposição política. Houve reconhecimento da magnitude do desequilíbrio fiscal, pois o esperado aumento na receita do governo, devido a eliminação da erosão da inflação que agia sobre a arrecadação dos impostos (efeito Tanzi) não se materializou no percentual e no tempo previstos. Quando ocorreu o aumento da receita, ele foi compensado pelo aumento nos gastos. No período final ou descongelava-se preços ou desacelerava-se o produto através do corte da demanda agregada. O ano de 1986 foi marcado pela redução drástica da inflação, após o congelamento de preços decretado pelo Plano Cruzado, e uma violenta expansão do consumo, que determinaram novamente a boa performance em termos de crescimento econômico (8,3%). O crescimento do consumo foi explicado por várias razões: transferência de renda real aos trabalhadores (aumento de salário real), fim da “ilusão monetária” com fuga dos ativos financeiros, expansão monetária e creditícia etc. Entretanto, foi também o responsável por vários problemas na economia e pela volta da inflação. Dentre os problemas, destacavam-se a crise de abastecimento, a presença do ágio como forma de burlar o controle de preços e outras formas travestidas de inflação, bem como uma profunda crise cambial. A crise cambial, em decorrência da redução do saldo na balança comercial e da piora nas contas de capital, com profunda queima de reservas para a sustentação do plano, desembocou na moratória de fevereiro de 1987 como forma de estancar a perda de divisas. Foram feitos ajustes no Plano Cruzado, como pode ser visto a seguir: Cruzadinho (07/1986 – 10/1986) Elaboração de um pacote fiscal para diminuir o consumo. Foram criados o sistema de empréstimo compulsórios e novos impostos indiretos sobre a gasolina (28%) e automóveis (30%). Mas, esse pacote teve pouca eficácia para conter o consumo. Ao contrário, a expectativa do descongelamento deu novo impulso à demanda. A inflação oficial caiu, porém

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não refletia a inflação real da economia devido aos ágios, ao desabastecimento e à introdução de produtos novos. Após o mês de setembro o saldo da balança comercial começa a refletir o excesso de demanda interna e a queda nas exportações. Cruzado II (11/1986 – 06/1987) Um pacote fiscal visando o aumento da arrecadação do governo em 4% do PIB via reajuste de alguns preços públicos e aumento de impostos indiretos. Porém, o incremento nos recursos do governo através de preços públicos mais elevados foi desviado para o gasto com produtos e não com o aumento de poupança. Isso reativou a inflação e aumentou o salário via gatilho, o que por sua vez causou a explosão da inflação. Segundo Celso Furtado: a inflação inercial é subproduto das outras e a inflação brasileira reflete em parte um conflito distributivo de renda, em que o governo sempre foi o beneficiário, pois recorria à inflação por não ter meios de se autofinanciar adequadamente através da política fiscal. Plano Bresser (12/06/1987) O Plano Bresser não tinha por objetivo a inflação zero, mas promoveu o choque deflacionário com a supressão da escala móvel de salários. Os objetivos eram sustentar a taxa de inflação a níveis mais baixos e reduzir o déficit público. Foi instituída uma nova base de indexação salarial, a unidade referencial de preço (URP), ou seja, a cada três meses seriam pré-fixados os percentuais de reajuste para os três meses subseqüentes; com base na inflação média dos três precedentes. O gatilho foi mantido, porém ampliava-se a defasagem entre a observação da taxa de inflação e seu repasse aos salários. Os preços foram congelados por três meses ao nível de 12/06/1987, mas antes foram aumentados os preços públicos e administrados. Também não ocorreu a reforma monetária. Quando o Plano Bresser entrou em vigor, em junho de 1987, houve a mudança no indexador da poupança de Obrigação do Tesouro Nacional (OTN) para a Letra do Banco Central (LBC). De acordo com as novas regras, que passaram a valer na época, foi determinado que, entre os dias 1º e 15 de junho de 1987, a poupança seria remunerada pela variação OTN e, a partir de então, pela LBC. Acontece que os bancos remuneraram o mês todo usando como indexador a LBC, que teve variação 18,02% no período, bem menor que a variação da OTN, de 26,06%. É exatamente a diferença de 8,04 pontos porcentuais de remuneração que atualmente o poupador daquela época tem direito. O Plano Cruzado teve como política de combate a inflação o aumento da demanda agregada num contexto de crescimento econômico, o que terminou com pressão sobre inflação. O Plano Bresser objetivava conter a inflação com a redução da demanda num contexto de desaceleração mantendo o crescimento econômico com o redirecionamento da oferta para exportações. O plano incorporou ingredientes inutilizados no Cruzado tais como a preocupação com a taxa de juros, a taxa de câmbio, o déficit público e acordo com o FMI. Porém, acreditava que a sociedade agia de forma irracional. O plano foi uma tentativa de debelar a inflação que, sem o apoio popular do plano anterior, teve acertos e erros. A volta da inflação levou à adoção, em 1987, de políticas de cunho mais ortodoxo, mesmo com a presença de novo plano em junho, o Plano Bresser, que possuía maior preocupação em conter a demanda interna e evitar problemas no front externo. Com a característica recessiva da nova política econômica, esse ano apresentou profunda queda na taxa de crescimento, que situou-se em 3,6%.

A expectativa era transformar um déficit de 8% do PIB em superávit da ordem de 2% do PIB. O ajuste fiscal mostrou-se insuficiente. Pretendia-se retomar a capacidade de fazer a política monetária e a elaboração de programas de abertura comercial e de privatização de empresas estatais. rompendo a possibilidade de controle da oferta monetária. as taxas de crescimento econômico apresentaram oscilação. iniciou-se um conjunto de reformas estruturais no sentido liberalizante. não tendo atingido os objetivos. Dessa forma. o que levou a uma grande expansão monetária. O diagnóstico sobre as causas da inflação centrava-se na alta liquidez dos ativos financeiros. Com o confisco da liquidez. mas envolveria um ajuste patrimonial. o PIB sofreu uma redução em torno de 4% em 1990. a política econômica também apresentou caráter errático: predomínio da ortodoxia em 1988 e tentativa de acordo social no final desse ano. o objetivo de recompor os instrumentos de política econômica não ocorreu. com base na eliminação dos títulos ao portador (inclusive cheques) e na redução de gastos públicos. Verificou-se a ausência de qualquer mecanismo de política econômica. que chegou no final do governo Sarney à taxa de 80% mensais. novas tentativas infrutíferas de arrumar o Plano foram . Para evitar um colapso maior. redução dos gastos e elevação das receitas. com base na eliminação dos subsídios e diminuição dos juros. Esse confisco estava ancorado na MP 168 que bloqueava 70% do M4. que gerou grandes problemas em termos de desestruturação das condições de oferta e uma onda de falências. cujo elemento central foi o confisco da liquidez e o alongamento compulsório da dívida pública. e a não política (ou "política do arroz com feijão") do final do governo Sarney.46 Plano Verão (14/01/1989) Em 1988 e 1989. Com isso. já nos meses seguintes ao confisco. A inflação voltou a acelerar. A principal característica de todo o governo Sarney foi um grande descontrole das contas públicas: aumento nos déficits operacionais e crescimento do endividamento interno (cuja necessidade de rolagem inflexibilizava a taxa de juros) a prazos mais curtos. Além disso. Assim. Isso levou à adoção de uma política que visava a sustentação de taxas de juros reais elevadas. Além desses pontos. A principal medida foi o confisco de ativos financeiros com o objetivo de drástica redução da liquidez da economia. no Imposto de Renda e no combate à sonegação. Plano Collor (16/03/1990) O governo Collor também tinha como preocupação básica o combate à inflação. para expor as empresas brasileiras à concorrência internacional. que inviabilizava a condução da política monetária e qualquer tentativa de estabilização. Isso tudo foi acompanhado de uma trajetória ascendente das taxas de inflação. buscou uma reforma fiscal centrada no Imposto sobre Operações Financeiras. o Plano Collor realizou ampla reforma monetária. ao permitir a rápida conversão dos ativos em demanda por bens e serviços e ativos reais. deveria ser resolvida a questão do déficit e da dívida pública. com estagnação em 1988 e crescimento de 3. constituídas de maior abertura comercial. pois tanto a política fiscal como a monetária tornaram-se prisioneiras da rolagem da dívida interna. adoção do Plano Verão em janeiro de 1989 (que mesclou elementos heterodoxos e ortodoxos). As principais medidas do plano foram o congelamento de preços indeterminado e a reforma monetária com a introdução do cruzado novo (000). o que não seria obtido apenas através do ajuste do fluxo. com giro diário. o Banco Central afrouxou a liquidez.6% em 1989. à privatização das empresas estatais e à maior abertura ao capital estrangeiro. Além disso.

Plano Real (1994) 4 O Plano Real veio alterar esse quadro. reestruturação dos bancos estaduais e federais e a privatização para transferir ao setor privado os custos da modernização da infra-estrutura. Foi definido como um plano de três fases: 1) O ajuste fiscal (O Fundo Social de Emergência – FSE). Revista de Economia Política. CPMF) junho/1993: Essa primeira fase estava baseada na origem fiscal da inflação foi implementado o Plano de Ação Imediata (PAI) em 06/1993. voltou-se para a política do tipo "feijão com arroz". usando suas próprias palavras. depois. Nos meses de abril. A economia e a política do Plano Real. ver: Pereira (1994). Importância: âncoras monetária e cambial Eventos importantes A renegociação da dívida dos Estados A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) – 2000 . numa retomada do interesse nos agregados econômicos expressos na própria moeda do País. Os salários passaram a ser corrigidos pela média dos últimos quatro meses.Restringe o montante do endividamento total . com notória recuperação da credibilidade da moeda nacional que se refletiu.Impõe um teto para os gastos .Proíbe renegociações de débitos . Explique. 2 Diferencie. março/1994: A URV teve a função de unidade de conta e o Bacen emitia diariamente relatórios sobre a desvalorização do cruzeiro real e a cotação da URV. 4 Para uma discussão do Plano Real. maio e junho o governo fez a conversão em URV dos preços públicos e tarifas do setor público. As medidas foram: combate a sonegação. coloque-os em ordem decrescente de importância. . O Conselho Monetário Nacional (CMN) passou a ser composto pelo ministro da Fazenda.br/) Questões conceituais: 1 Destaque alguns efeitos perversos da inflação. Planejamento e Coordenação da Presidência da República e presidente do Bacen. julho/1994: Foram fixados limites quantitativos para a emissão de moeda. 3 Qual é uma das conseqüências mais claras de todo o processo inflacionário. Justifique suas escolhas e a ordem em que as colocou. 2) A introdução da Unidade Real de Valor (URV).Exige projeções dos resultados primários para os 3 anos seguintes Outras informações sobre inflação: Relatório de Inflação . inclusive. criação da IPMF (hoje. o Real (R$). as inflações de procura das inflações de custos. obtendo êxito inédito no combate à inflação.47 feitas e.bcb. 3) A reforma monetária com a introdução da nova moeda. redução dos fundos de participação estadual (FPE) e municipal (FPM).Banco Central do Brasil (Disponível: http://www. 14 (56): 129-149. A seu critério.gov. na tentativa de evitar a explosão do déficit e controlar a moeda.

( ) Alguns índices que são utilizados pelo governo para medir a variação dos preços na economia são o IPCA.48 4 Se todos os preços subirem. que são sempre repassadas aos preços. e. 5 A essência das análises econômicas realizadas pelos ideólogos da reforma monetária que culminou no Plano Cruzado (1986) reside no fato de que “um determinante significativo da inflação corrente é a própria inflação passada” e que “o melhor previsor da inflação futura é a inflação passada”. A probabilidade de ocorrer inflação de ____________aumenta quando a economia está produzindo próximo do pleno emprego de recursos. a) somente a I correta b) somente a II correta c) somente a III correta d) I. c. II.( ) Inflação se caracteriza como um aumento contínuo e generalizado no nível geral de preços em um determinado período de tempo desestruturando a distribuição de renda.Coloque F(falso) ou V(verdadeiro) nas seguintes afirmações. e quando a resposta estiver falsa reescrever a frase. enquanto a desinflação é a redução no nível da atividade econômica. Nessa situação aumentos da _____________ de bens e serviços. b. II – Após um conjunto de medidas governamentais destinadas a incentivar a construção civil. o balanço de pagamentos. um aumento das matérias-primas importadas 7. é suficiente para caracterizar um processo de inflação crônica. as empresas diminuirão os salários oferecidos aos trabalhadores. a que representa um fato causador de uma inflação de custos: ( ) a. um aumento da oferta de moeda ( ) e. principalmente em setores produtores de insumos básicos. ( ) A inflação é um aumento persistente no nível geral de preços. a) demanda – demanda agregada b) custos – demanda agregada c) demanda – oferta agregada . e sendo essa mão-de-obra escassa. pela própria substituição de importações e pela estrutura oligopolística no mercado. sendo causada pelo aumento de importações e tributos. ( ) De acordo com os inercialistas. e III incorretas 9. a inflação nos países subdesenvolvidos são causadas pela oferta inelástica dos alimentos. IV – Uma inflação de demanda pode levar a economia a ter inflação de custos. f. 8. caracteriza-se um processo inflacionário crônico. estabilizando-se em seguida. pode-se ter certeza de que houve inflação. tal situação. e III corretas e) I. tomada isoladamente. pela rigidez das importações e pouco dinamismo das exportações. um aumento dos investimentos ( ) c. ( ) De acordo com a corrente estruturalista. sendo que cada um adota uma metodologia específica e o segundo deles serve de índice para o sistema de metas de inflação. um aumentos das exportações ( ) d. um aumento nos gastos do governo ( ) b. além de outros efeitos. d. Quais os dois tipos de inflação mais conhecidos. A esse fenômeno os analistas denominam: a) efeitos de preços relativos b) hiperinflação c) inflação de demanda d) inflação inercial 6 Assinale entre as alternativas abaixo. acompanhada de queda generalizada dos dispêndios e dos preços. ( ) A inflação de demanda se caracteriza pelo excesso de demanda agregada em relação à produção de bens e serviços. a inflação está relacionada aos mecanismos de indexação formal e informal que provocam a perpetuação das taxas de inflação anteriores. pelo fato de que um aumento de produção leva a um aumento da demanda de mão-de-obra por parte das empresas. o INPC e o IGP. II. o mercado de capitais. os preços dos materiais de construção se elevaram bastante. Analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta: I – Se todos os preços dos bens e serviços se elevam apenas durante certo período de tempo. com a economia já a plena capacidade conduzem a elevações de preços . a.

A tabela abaixo apresenta o índice de produção industrial para o Brasil no período de 1975-1980.3 1982 23.00 2105. usando 1970 como ano-base.684 . como por exemplo. Obter uma nova série adotando 1977 como ano-base.” a) monetarista b) fiscalista c) estruturalista d) clássica e) nenhuma das anteriores Questões Aplicadas: 1. Anos 1975 1976 1977 1978 1979 1980 Indices 100. tendo como ano-base 1975.7 Ovos Dúzia 0. 1970 e 1976 Bem Unidade de Preço médio Preço médio Consumo Consumo 1970 1976 medida per capita per capita 1970 1976 Leite Litro 0. Usando a tabela abaixo.788. bem como os valores do Índice de Preços ao Consumidor (IPC-FGV). A tabela abaixo apresenta os valores do salário mínimo.00 1043. Min.586 57.5 Fonte: Boletim do Banco Central 5.8 132. A partir dos valores nominais dos salários.8 3.90 1. Indices 1975 532.1 123.1 1980 5.000 22.0 3.120 166.60 0. Complete a sentença: “de acordo com a corrente _________________ a inflação nos países subdesenvolvidos são causadas pela oferta inelástica de alimentos. pela rigidez das importações e pouco dinamismo das exportações. Será que essa estabilidade já é condição suficiente para o país buscar outras metas além da meta de inflação. comparando-os com o de 1975.919 Sal. 2.578 8.38 30 35 Pão 500 g 0.40 114. Preço e consumo de três bens em Palmeira das Missões. Anos Sal.80 55.939 5.6 1979 2.8 142.788 11.5 115. Determinar a respectiva série de salários mínimos reais (a preços constantes).2 1977 1.106.35 3.30 0.00 158.4 1976 768.928 23.654 1986 804.5 1. Expresse sua opinião.0 112.80 520.560 Nominais IPC 100 222 430 842 2. calcule o salário real. Tabela 1. pela própria substituição de importações e pela estrutura oligopolística do mercado. Min. a meta do crescimento econômico. vigente em dezembro cidade do Rio de Janeiro.4 (1975=100) 1977=100 Fonte: Conjuntura Econômica 4.8 1978 1.568. reais 1985 600.932.928. Ano 1979 1980 1981 1982 1983 1984 Sal. calcular os números índices de Laspeyres e Paasche para 1976 para os três bens.00 80.000 41.80 279.25 0.560. Após as diferentes tentativas para conter a inflação nos anos de 1980 e 1990.1 1981 11. o Plano Real conquistou a tão sonhada estabilidade econômica.49 d) custos – procura agregada e) nenhuma das anteriores 10. 2.

Princípio da neutralidade: Quando a ação captadora de recursos do governo não altera os preços relativos da economia e assim. AS FUNÇÕES ECONÔMICAS DO SETOR PÚBLICO Função Alocativa: está associada ao fornecimento de bens e serviços não oferecidos pelo sistema de mercado. uma preocupação com a “equidade vertical”. Dificuldade: como individualizar os benefícios a partir do funcionamento de bens públicos. Outros exemplos de instituir tributos de forma que funcionem como financiamento de determinados programas do governo são a cobrança de um imposto sobre combustíveis. não interferindo nas decisões de alocações de recursos tomadas como base no mecanismo de mercado. aos indivíduos iguais – um critério de “equidade horizontal”. Bens Meritórios = podem ser explorados pela iniciativa privada. a política fiscal consiste em tentar expandir a atividade econômica com o objetivo de criar mais empregos. 1. através da tributação que retira recursos dos segmentos mais ricos da sociedade e os transfere para os menos favorecidos. . A neutralidade do ponto de vista da alocação dos recursos deveria ser complementada pela equidade na repartição da carga tributária. ESTRUTURA TRIBUTÁRIA A teoria da tributação envolve dois princípios fundamentais: neutralidade e equidade. . Função Distributiva: governo atua como agente redistribuidor de renda. A equidade pode ser avaliada sob duas maneiras: . Bens públicos ou coletivos = têm por característica a impossibilidade de excluir determinados indivíduos de seu consumo Princípio de exclusão: quando o consumo do indivíduo A por um determinado bem que pagou. mas podem e devem ser também explorados pelo governo. Monopólios Naturais = governo atua para assegurar preços razoáveis. ou seja. Riscos pesados = governo interfere porque empresa privada pode correr riscos. para financiar a construção de . Política fiscal: Tendo como instrumentos os gastos e a receita tributária.Princípio do benefício recebido: um tributo é justo quando cada contribuinte paga ao Estado um montante diretamente relacionado com os benefícios que recebe do governo. exclui o consumo do indivíduo B que não pagou pelo bem. enquanto os desiguais serão diferenciados segundo algum critério a ser estabelecido. isto é. em termos de contribuição.50 CAPÍTULO 4 – SETOR PÚBLICO O que veremos? Funções do Setor Público Receita do Setor Público Gastos do Setor Público Aspectos Institucionais do Orçamento Público Finanças Públicas = setor que controla a massa de dinheiro e de crédito que o governo federal e os órgãos a ele subordinados movimentam em um país. dar um mesmo tratamento. Exemplo: serviços públicos que utilizam taxas específicas para o seu financiamento. 2.Princípio da eqüidade: a distribuição do ônus do imposto de maneira justa entre os indivíduos. Função Estabilizadora: governo pode alterar o comportamento dos níveis de preços e de emprego.

3. específico: valor em R$ fixado). 4. e os impostos sobre consumo de energia elétrica.Progressivo: a relação entre carga tributária e renda cresce com o aumento no nível de renda. impostos progressivos e impostos proporcionais. referida ao obrigado. OS TRIBUTOS E SUA CLASSIFICAÇÃO Tipos de Tributos 1. para financiar investimentos no setor. Impostos: tributo cuja obrigação tem por fator gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal.Regressivos: A relação entre carga tributária e renda decresce com o aumento do nível de renda.Contribuição extrafiscal: utilizadas para tributar externalidades. Quem ganha mais paga menos. É aquele que incide sobre transações de mercadorias e serviços e que podem ser ou ad valorem ou específicos (Ad valorem: alíquota % fixada. . . Ex: IR. ou a possibilidade de uma referência direta à sua pessoa. é aquele que incide sobre renda e riqueza. . FINSOCIAL e COFINS. Ex: PIS. em geral desempenhada tendo em vista sua pessoa. Quem ganha mais. Ex: imposto de alíquota única. . Ex: 10% de imposto sobre o preço de venda de TVs. b) impostos indiretos: a pessoa que recolhe o tributo não arca totalmente com o seu ônus. consumo e patrimônio. Todos pagam a mesma percentagem sobre a renda e não o mesmo valor. 2. Todos os impostos indiretos. Além disso. Tarifas: é um instrumento utilizado na cobrança do imposto de importação.Proporcional (neutro): a relação entre a carga tributária e o nível de renda permanece constante. podem ser estruturados em: impostos regressivos.Contribuição parafiscais: se destinam à sustentação de encargos paralelos aos da administração pública direta. paga um percentual maior sobre a renda. 3. . Taxas: é um tributo vinculado. .51 rodovias. . Contribuições fiscais: um tributo é fiscal quando sua cobrança não visa senão a arrecadação de recursos financeiros para os cofres públicos e objetivam a sustentação dos encargos que são próprios do órgão central da administração. Existem dois tipos de impostos: a) impostos diretos: a pessoa que recolhe o tributo é a mesma que arca com o seu ônus. porque seu fato gerador é sempre uma atuação do Estado. Medidas da capacidade de pagamento: renda.Principio da capacidade de pagamento: cada agente deveria pagar tributos conforme sua capacidade de pagamento.

financeira .52 Quadro 5 .Impostos e esferas de Governo: Impostos Federais Impostos Estaduais Imposto de renda (IR) Impostos Municipais Imposto sobre circulação de Impostos sobre a propriedade mercadorias e prestação de predial e territorial urbana serviços (ICMS) (IPTU) automotores “Inter Vivos” de bens imóveis e direitos a eles relativos (ITBI) de Mortis Transmissão Imposto e sobre serviço de Imposto de Exportação Imposto sobre a propriedade Imposto sobre a transmissão de veículos (IPVA) Imposto de Importação Imposto Causa (ITCMD) Doação qualquer natureza (ISSQN) Imposto Imposto sobre sobre operação produtos financeira (IOF) industrializados (IPI) Contribuição provisória sobre movimentação (CPMF) Imposto territorial rural (ITR) Cide-Combustíveis A seguir são mostradas tabelas com a arrecadação federal para o período de janeiro a outubro de 2005 e de 2006.

53 Fonte: Receita Federal – Ministério da Fazenda .

br/ .gov.receita.54 Fonte: Receita Federal – Ministério da Fazenda Para outras informações sobre arrecadação ver: http://www.fazenda.

5 O quadro abaixo explica como é feito o orçamento.planejamento.193 51.5% 1. Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO) e Lei Orçamentária Anual (LOA). o sistema orçamentário federal passou a ser regulado por três leis: Lei do Plano Plurinanual (PPA). A primeira alternativa é vista com receio porque pode gerar inflação na economia através do estímulo ao consumo. FINANCIAMENTO DO DÉFICIT O déficit do governo pode ser financiado pela emissão de moeda ou pela venda de títulos da dívida pública ao setor privado (interno e externo). Conceitos de déficit: .6% 49.gov. mas aumenta a dívida uma vez que a os títulos são remunerados pelas taxa de juros vigentes na economia. Externa PIB (R$ mi) FONTE: Bacen 2005 51. São subdivididos em despesas de custeio e transferências. ASPECTOS INSTITUCIONAIS DO ORÇAMENTO PÚBLICO Com a Constituição Federal de 1988. Após o ano de 2000. a Lei de Responsabilidade Fiscal. Disponível: http://www. incluindo inflação e juros sobre dívida anterior .55 4. Dicas sobre a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF)”.7% 44. OS GASTOS DO SETOR PÚBLICO Por categorias Econômicas: Despesas Correntes (DC) = não resultam acréscimo ao patrimônio do governo. A venda de títulos da dívida não gera inflação. Interna Div. 5.980 7.2% 7.0% 2. 5 Para mais informações sobre a Lei de Responsabilidade Fiscal ver “Gestão Fiscal Responsável. Despesas de capital (DK) = implicam num aumento do patrimônio do governo.Despesas . São subdivididos em investimentos.Déficit Operacional = Receitas – Despesas + juros reais dívida passada 6. inversões financeiras e transferências de capital. Líquida Total Div.Déficit Nominal = Receitas – Despesas. A tabela abaixo mostra a representatividade em termos do PIB da dívida do setor público brasileiro para os anos de 2004 e 2005.Déficit Primário = Receitas . Tabela 3 . DÉFICIT PÚBLICO O dispêndio do governo é decomposto em Gastos em geral (DC + DK) + Juros sobre a dívida interna e externa.6% 1.Dívida Líquida do Setor Público (% em relação ao PIB) 2004 Div.851.942.br/lrf/conteudo/publicacoes/dicas.htm .

gov.br. dispõe sobre alteração na legislação tributária.transferências constitucionais para Estados e municípios. A Lei Orçamentária brasileira estima as receitas e autoriza as despesas de acordo com a previsão de arrecadação. manutenção do ensino. como limite de gastos com pessoal. objetivos e metas da administração pública federal para as despesas de capital e outras delas decorrentes e para as relativas aos programas de duração continuada".gov. No Congresso. a Secretaria de Orçamento Federal elabora a proposta orçamentária para o ano seguinte. o Poder Executivo submete ao Congresso Nacional projeto de lei de crédito adicional. Nenhuma despesa pública pode ser executada fora do Orçamento. o projeto é sancionado pelo Presidente da República e se transforma em Lei.Um País de Todos. O governo define no Projeto de Lei Orçamentária Anual. Orçamento e Gestão (http://www. A LDO estabelece as metas e prioridades para o exercício financeiro subsequente. o que irá trazer maior flexibilidade à execução orçamentária. entre outros. As ações dos governos estaduais e municipais devem estar registradas nas leis orçamentárias dos Estados e municípios. dos Estados e municípios. o governo é obrigado a encaminhar o Projeto de Lei do Orçamento ao Congresso Nacional até o dia 31 de agosto de cada ano. as prioridades contidas no PPA e as metas que deverão ser atingidas naquele ano. mas nem tudo é feito pelo governo federal. O Orçamento brasileiro tem um alto grau de vinculações . Por outro lado. fazem as modificações que julgam necessárias através das emendas e votam o projeto. A Constituição Federal de 1988 atribui ao Poder Executivo a responsabilidade pelo sistema de Planejamento e Orçamento que tem a iniciativa dos seguintes projetos de lei: Plano Plurianual (PPA) De Diretrizes Orçamentárias (LDO) De Orçamento Anual (LOA) O Projeto de Lei do PPA define as prioridades do governo por um período de quatro anos e deve ser enviado pelo Presidente da República ao Congresso Nacional até o dia 31 de agosto do primeiro ano de seu mandato. etc que tornam o processo orçamentário extremamente rígido. da Seguridade e pelo Orçamento de Investimento das empresas estatais federais. A Lei de Responsabilidade Fiscal. estabelece a política de aplicação das agências financeiras de fomento. FONTE: Ministério do Planejamento. Depois de aprovado.56 COMO É FEITO O ORÇAMENTO O Orçamento Geral da União (OGU) é formado pelo Orçamento Fiscal. O Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) deve ser enviado pelo Poder Executivo ao Congresso Nacional até o dia 15 de abril de cada ano. aprovada em 2000 pelo Congresso Nacional introduziu novas responsabilidades para o administrador público com relação aos orçamentos da União. clique no endereço www. Legislativo e Judiciário. O PPA estabelece a ligação entre as prioridades de longo prazo e a Lei Orçamentária Anual. seguridade social. A Lei Orçamentária disciplina todas as ações do governo federal. receitas próprias de entidades. São chamados de Decretos de Contingenciamento em que são autorizadas despesas no limite das receitas arrecadadas. A Lei introduziu a restrição orçamentária na legislação brasileira e cria a disciplina fiscal para os três poderes: Executivo.planejamento. A Constituição determina que o Orçamento deve ser votado e aprovado até o final de cada Legislatura. De acordo com a Constituição Federal. Para saber mais sobre o PPA 2004-2007 que tomou o nome de Plano Brasil . Por determinação constitucional.planobrasil. Esse excesso de vinculações e carimbos ao Orçamento levou o governo federal a propor a DRU . em conjunto com os Ministérios e as unidades orçamentárias dos poderes Legislativo e Judiciário.br) . o Projeto de Lei do PPA deve conter "as diretrizes.Desvinculação de Recursos da União. proibição de criar despesas de duração continuada sem uma fonte segura de receitas. deputados e senadores discutem na Comissão Mista de Orçamentos e Planos a proposta enviada pelo Executivo. orienta a elaboração do Orçamento. Acompanha o projeto uma Mensagem do Presidente da República. Com base na LDO aprovada pelo Legislativo. através de emenda constitutucional. Se durante o exercício financeiro houver necessidade de realização de despesas acima do limite que está previsto na Lei. na qual é feito um diagnóstico sobre a situação econômica do país e suas perspectivas. crises econômicas mundiais como aquelas que ocorreram na Rússia e Ásia obrigaram o Poder Executivo a editar Decretos com limites financeiros de gastos abaixo dos limites aprovados pelo Congresso.

( ) quanto maior for o PIB menor será a carga tributária. 7. Questões Conceituais: 1. Coloque F (falso) ou V (verdadeiro). i. 6. 5. A estrutura tributária pode ser regressiva. a cidade de São Paulo. ( ) o conceito de déficit primário inclui os juros pagos de dívida passada. incluem-se os juros bem como as despesas com correção monetária das dívidas interna e externa k. progressiva e proporcional. Classifique os impostos abaixo em imposto direto (D) ou imposto indireto (I): ( ) ICMS ( ) IPI ( ) IPTU ( ) CPMF ( ) IPVA ( ) ITR . O que diferencia cada um deles. Ex: Banrisul. g.57 8. e. Explique o que significa cada uma delas e diga qual é a predominante para o caso da economia brasileira. Alguns municípios têm Tribunal de Contas próprio. com o aumento das alíquotas do imposto sobre a renda das famílias forem gerados recursos adicionais utilizados para maiores gastos sociais pelo governo. O déficit do setor público pode ser financiado? Explique quais são as alternativas. ( ) os chamados impostos indiretos têm essa denominação por incidirem sobre a renda e a riqueza dos indivíduos. ( ) o superávit primário é considerado como sendo a diferença entre a receita e os gastos com juros do Governo. 4. Quando o governo gasta mais do que arrecada suas contas entram em déficit. e primário. Cite e explique os dois princípios fundamentais da tributação. ( ) o ICMS é tipicamente um imposto direto. ( ) se. f. ( ) a estrutura tributária brasileira beneficia a classe de renda mais baixa por estar baseada em altas alíquotas de imposto de renda e baixas alíquotas de impostos sobre o consumo. justificando quando falso: a. FISCALIZAÇÃO O Tribunal de Contas da União (TCU) faz auditoria nas contas dos administradores públicos vinculados à União. operacional. Os Tribunais de Contas Estaduais (TCEs) faz auditoria nas contas dos administradores públicos vinculados ao Estado. ( ) o imposto sobre produtos industrializados pode ser caracterizado como imposto direto j. segundo o conceito operacional. ( ) a carga tributária é obtida da relação entre o PIB e o total de arrecadação do governo. ( ) os bens públicos são consumidos individualmente e seu benefício para cada cidadão é difícil de ser medido. que podem ser nominal ou total. por exemplo. d. b. l.( ) no cálculo do déficit público. h. 2. 3. ( ) o governo possui dois principais tipos de gastos: gastos públicos e gastos correntes. a demanda agregada não variará. c. É possível o setor público desempenhar todas as suas funções de maneira harmônica? Comente.

a gasolina vendida nos postos pode ser utilizada tanto como bem final para o consumidor. Trigo (a) receita de vendas (VBP) (b) Compras intermediárias Valor adicionado (a-b) Renda paga pelo setor de trigo aos fatores de produção (VA trigo) Renda paga pelo setor de farinha aos fatores de produção (VA farinha) Renda paga pelo setor de panificação aos fatores de produção (VA pão) 100 + 300 + 600 =1. O CONCEITO DE VALOR ADICIONADO: O PRODUTO NACIONAL O conceito de valor adicionado é entendido como: Valor Adicionado = Valor Bruto de Produção (VBP) – Consumo de Produtos Intermediários (matérias-primas e componentes) O Valor Bruto de produção (VBP): é o faturamento. o que sobra é a remuneração dos fatores de produção de cada setor. renda e dispêndio Produto. sem discriminar quanto foi pago em salários.000 = RN 0 100 100 Farinha 400 1.e. a receita de vendas. mas o valor total. Por exemplo. já que a conceituação de bem final não é muito simples. ou lucros. de cada setor produtivo.. i. como bem intermediário para uma empresa. Renda e Dispêndio 1.000 Pão O problema de dupla contagem no cálculo do produto pode ser resolvido de duas formas: .58 CAPÍTULO 5 – CONCEITO E CÁLCULO DOS AGREGADOS MACROECONÔMICOS O que veremos? Valor adicionado.000 400 PN=DN=1. utilizaremos a produção de pão. Retirando da receita de vendas os gastos com a compra de bens intermediários. ou juros. renda e dispêndio: da economia fechada à economia aberta Informações Conjunturais sobre o PIB no Brasil Problemas com as medidas agregadas Conceitos Básicos: Valor Adicionado. ou aluguéis. sendo difícil aferi-lo a partir do fabricante. depende do uso que se fará posteriormente. Para exemplificar o conceito de valor adicionado. O conceito de valor adicionado é uma forma alternativa e a mais operacional para medir o produto e a renda nacional do que diretamente pela soma de produtos finais.

computar. não consumida. As nações produzem bens e serviços que se destinam a duas grandes categorias de dispêndio nacional . que é o produto final (não é utilizado para a produção de outros bens). Ou seja.o consumo e a acumulação. O valor adicionado está diretamente relacionado ao segundo conceito macroeconômico básico: o de renda nacional (remunerações pagas aos fatores de produção mobilizados pelas empresas. na apuração do produto. O CONCEITO DE RENDA NACIONAL(RN) A Renda Nacional é a soma dos pagamentos feitos aos fatores de produção que foram utilizados para a obtenção do produto nacional. computar. somente o valor dos bens e serviços finais. Assim. terra. o produto e o dispêndio nacional são expressões contabilmente equivalentes. somente seria computado o valor dos pães. Por que isso ocorre? . A renda. na apuração do produto. São três abordagens diferentes de avaliação.59 1. seriam computados o valor da produção do trigo na fazenda e os valores agregados (de salários. governo e estrangeiros. ou seja. é igual ao dispêndio nacional. A soma do consumo e da acumulação está representada pelos investimentos em bens de capital. ENTÃO: A IDENTIDADE BÁSICA DAS CONTAS NACIONAIS: PN = RN = DN Para que essa tríplice igualdade se realize. 2. No exemplo. o Produto nacional também pode ser medido pela ótica das despesas realizadas pelos agentes. o total de investimento em acumulação deve se igualar ao total de renda poupada. aluguéis) pelo moinho e pela padaria. empresas. lucros. juros. PRODUÇÃO VT da produção de arroz 600 VT da produção de soja 400 RENDA Total de pgtos de: w aluguel Juros pagos Lucro Total 1000 Total 800 80 20 100 1000 OBS: não incorpora os insumos intermediários 3. CONCEITO DE DESPESA NACIONAL(DN) Um terceiro conceito diz respeito à destinação que é dada ao produto e à renda nacional. que conduzem a mensurações iguais. e capital de giro = para produzir arroz e soja. máquinas e equipamentos. somente os valores adicionados em cada etapa do processo de produção. O exemplo acima mostra o método do valor adicionado. 2. consumidores. EXEMPLO: Empresa agrícola que use trabalho.

são três diferentes óticas conceitualmente diferentes para medir a atividade econômica. o da farinha produzida pelo moinho duas vezes e o dos pães produzidos pela padaria uma vez. o da farinha produzida pelo moinho. o dos pães produzidos pela padaria. SEM GOVERNO E SEM FORMAÇÃO DE CAPITAL . juros. Para sua sobrevivência. ou seja. estariam somados o valor do trigo da fazenda três vezes. aluguéis. sem formação de capital e fechada não existem estoques. componentes. recebem salários. são transações de empresas a empresas. a empresa gasta com pagamentos a fatores de produção tudo o que recebe pela venda de bens e serviços que são os salários. não incluem o custo dos insumos intermediários. todas as decisões partem das famílias. pode-se incorrer no chamado erro de dupla ou múltipla contagem. ou seja. as famílias — pessoas físicas — . juros e lucros. aluguéis. Fluxo circular da renda Pagamento de bens e serviços Bens e serviços FAMÍLIAS EMPRESAS Fatores produtivos Salários. juros e lucros As famílias entregam às empresas os fatores de produção e. mas conduzindo ao mesmo resultado numérico. Então.Dois agentes econômicos: empresas e indivíduos Nesse sistema simplificado. Os bens intermediários. segue que: PN= DN= RN Ou seja.60 Nesse nosso modelo simplificado de economia sem governo. PRIMEIRA SUPOSIÇÃO: ECONOMIA FECHADA. Por exemplo: se forem somados o valor da produção de trigo da fazenda. As empresas que são de propriedade de seus acionistas são abstrações jurídicas. Como os gastos das empresas com fatores de produção é a própria Renda Nacional. Produção (PN) = Vendas (DN) Como no agregado são excluídas as compras de bens intermediários. em troca. Por que considerar apenas os bens finais? Se forem somados os valores brutos da produção de bens e serviços de todas as unidades produtivas do país. a empresa vende tudo o que produz. Assim. energia são insumos que entram no processamento de outros bens. representado o local onde se organiza a produção. só se consideram os bens finais e os custos de produção das empresas no sistema agregado. aluguéis e lucros. que se compensam na agregação das unidades produtoras. como matérias-primas.

i. proprietárias dos fatores de produção. juros e lucros). S= RN . Pelo lado das famílias. a necessidade de introduzir dois novos conceitos: CONCEITO DE POUPANÇA: Poupança = parcela da renda não consumida no período. Nesse processo.C onde C= Consumo Agregado CONCEITO DE INVESTIMENTO: O Produto Nacional é composto por dois tipos de bens: 1. O fluxo circular da renda pode ser analisado sob o ponto de vista do fluxo real (fluxo de fatores de produção e fluxo de bens e serviços finais) ou de sua expressão em moeda . . pelo fornecimento de bens e serviços. SEGUNDA SUPOSIÇÃO: ECONOMIA FECHADA. fazendo parte da produção. A remuneração dos fatores de produção constitui-se de: salários (w). Então. Para adquirir esses bens e serviços. a. e têm como objetivo aumentar a riqueza da nação. da renda gerada (w. l). consideraremos agora que as famílias poupam e as empresas adquirem bens de capital. parte não é gasta em bens de consumo. Esses fluxos caracterizam o que conhecemos como fluxo circular da renda.61 precisam adquirir bens e serviços produzidos pelas empresas.o gasto em bens que representam aumento da capacidade produtiva da economia (Taxa de acumulação de capital). e serviços dos fatores de produção.. são identificados dois fluxos: um de produtos (bens e serviços) e outro de renda (salários. bens de consumo: consumidos como um fim em si mesmo. bens de investimentos: não são consumidos. O fluxo monetário é medido pelo dispêndio das famílias em bens e serviços finais produzidos pelas empresas ou pela remuneração percebidas pelas famílias em troca dos fatores de produção. em troca. aluguéis (a) e lucros (l). Mas. as famílias cederão. isto é. i. 2. representam custos de produção. juros e lucros. Há uma equivalência entre o fluxo de dispêndio de bens e serviços finais (produtos) e o fluxo da remuneração dos fatores produtivos. juros (j). aquilo que receberam como salários. Isso é o que ocorre no dia-a-dia da economia. Disso..o fluxo monetário.e. SEM GOVERNO E COM FORMAÇÃO DE CAPITAL Até aqui consideramos que as famílias apenas consomem e que as firmas só produzem bens que são consumidos pelas famílias (bens de consumo). pelo ângulo das empresas. o investimento pode ser definido como: . j. O fluxo monetário representa a contrapartida pelo fluxo real. trata-se de rendimentos.e. aluguéis. Daí surge a identidade renda ≡ produto. sua capacidade produtiva. aluguéis.

Investimento (I). Ou seja. no sentido de que sofre um desgaste. Do total de produto e renda gerados.Receitas tributárias: com impostos indiretos (Ti) como ICMS e IPI e impostos diretos (Td) como IR. mas que não foram consumidos no próprio período e que serão utilizados para consumo futuro. O governo gasta suas rendas em: Consumo (C).o gasto em bens produzidos. 2.). IMPORTANTE: .Se os gastos do Governo superaram a arrecadação: déficit primário ou fiscal. só que.Receitas não tributárias: contribuições à previdência social com os encargos trabalhistas e outras receitas do governo como taxas (pedágios. Incluindo ainda os subsídios (Sub). TERCEIRA SUPOSIÇÃO: ECONOMIA A TRÊS SETORES E AINDA FECHADA Agentes: famílias. empresas e governo O governo obtém sua renda através: . Isso permite introduzir outros conceitos: Investimento líquido (IL) = IB – d Produto Nacional Liquido (PNL) = PNB – d O dispêndio passa a ser dividido agora em gastos com consumo e gastos com a acumulação.Se a arrecadação do Governo superar os gastos: superávit primário ou fiscal. multas e etc. os componentes do Investimento são: I = Ibk + ∆E A distinção entre Ibk e ∆E é necessária: Ibk : é deliberada e planejada ∆ E: não é planejada e depende das oscilações de mercado. parte será destinada para os bens de consumo final e outra para bens de consumo duráveis e investimentos. Com a presença do governo no modelo simples de economia. diferentemente dos bens de consumo. ou seja: I = PN – C Quais bens são produzidos e não consumidos no período? 1. variação de estoques (produtos acabados e intermediários): ∆E Assim. Adicionando o custo dos tributos indiretos (Ti). máquinas. IPTU e ITR. o bem de capital é consumido.62 . . PN a preços de mercado (PNpm) = medido a partir dos valores transacionados no mercado. em dado período. . em parcelas. . Subsídios (Sub). a remuneração aos fatores (w + j+ a + l). até virar sucata. O CONCEITO DE DEPRECIAÇÃO: A depreciação (d) é o consumo do estoque de capital físico. têm-se a introdução de dois novos conceitos: PN a custo de fatores (PNcf) = medido a partir dos valores que refletem os custos de produção. equipamentos e imóveis: investimento em bens de capital (Ibk). Transferências (Tr).

tributos indiretos líquidos = PNLcf = Renda Nacional – tributos diretos líquidos = renda pessoal disponível (que será gasta em consumo ou em acumulação) QUARTA SUPOSIÇÃO: ECONOMIA A TRÊS SETORES E ABERTA Agrega com isso as variáveis relativas a uma economia aberta para o resto do mundo. Parte da renda gerada no país que vaza para fora. Renda pessoal Disponível: montante de recursos financeiros de que as famílias e empresas individuais podem dispor após o cumprimento de suas obrigações fiscais para com o governo. Renda Pessoal: quantias recebidas pelas famílias e empresas individuais. CONCEITO DE EXPORTAÇÃO (X): são as compras dos estrangeiros de nossos bens e serviços. Obs: A partir da consideração do resto mundo no nosso modelo simplificado de economia.63 Temos: PNcf: PNpm – Ti + Sub PNpm: PNcf + Ti – Sub Outros ajustamentos na renda nacional que levam aos conceitos de Renda Pessoal e de Renda Pessoal Disponível. ou seja. . ENTÃO O FLUXO CIRCULAR DA RENDA FICA AGORA: SUBSÍDIOS EMPRESAS TRIBUTOS GOVERNO FP TRANSFERÊNCIAS REMUNERAÇÃO DOS FATORES TRIBUTOS FAMÍLIAS Os impactos da presença do governo nos conceitos e nos fluxos de produto. temos: o produto nacional difere do produto interno. quanto gastamos com o resto do mundo. Somam-se aqui as transferências do governo para a sociedade como por exemplo o pagamento de aposentadoria. CONCEITO DE IMPORTAÇÃO (M): são nossas compras com bens e serviços do exterior. Da mesma forma que alguns residentes no país tem fatores de produção que são utilizados em outros países. os gastos do setor externo com nossas empresas. já que agora temos que levar em consideração que alguns fatores utilizados no processo produtivo são de propriedade de residentes no exterior. renda e dispêndio são: PNB – depreciação – PNLpm .

e excluindo a renda enviada para o exterior pelas empresas estrangeiras localizadas no Brasil. devido às altas remessas de juros. inclui-se no primeiro caso. Portanto: PNB = PIB + RLFE (PNB = PIB + RR – RE) E PIB = PNB – RLFE (PIB= PNB . em que o PIB supera o PNB. Assim: RLFE = RR – RE Teremos então o conceito de: PRODUTO NACIONAL BRUTO (PNB): renda que pertence efetivamente aos nacionais. lucros e royalties aos estrangeiros. é necessário fazer a distinção dos seguintes conceitos: PRODUTO INTERNO BRUTO = mede a renda que é produzida dentro das fronteiras nacionais. RENDA LÍQUIDA DE FATORES EXTERNOS (RLFE): é a remuneração dos gastos dos ativos pertencentes a estrangeiros. Aqui. Divide-se em: .RENDA RECEBIDA DO EXTERIOR (RR): recebemos renda devido à produção de nossas empresas operando no exterior. juros e assistência técnica. então: PNB < PIB RLFE > 0. temos que RE < RR.RR + RE) Se: RE > RR. ela é chamada de Renda Líquida Enviada ao Exterior.64 No modelo de economia aberta ao resto do mundo. na forma de remessa de lucros. temos que RLFE < 0. A remuneração desses fatores vai para fora do país. incluindo a renda recebida de nossas empresas no exterior.RENDA ENVIADA AO EXTERIOR (RE): parte do que foi produzido internamente não pertence aos nacionais. O FLUXO CIRCULAR DA RENDA FICA : RE AO EXTERIOR EMPRESAS GOVERNO FAMÍLIAS RESTO DO MUNDO RR DO EXTERIOR . não importando quem obtenha a renda. então: PNB > PIB O Brasil bem como a quase totalidade dos países emergentes. principalmente o capital e a tecnologia. . royalties. como a RLFE é negativa.

Conta da renda nacional disponível líquida: no lado do débito está como as famílias e o governo utilizam a renda recebida e. . .Conta de Capital. A CONTABILIDADE SOCIAL Os agregados macroeconômicos que discutimos até agora são calculados com base em dois sistemas principais de contabilidade social: o Sistema de Contas Nacionais e a Matriz de Insumo-Produto. . PIB = mede o total do valor adicionado produzido por firmas operando no país.Conta Transações Correntes com o resto do mundo. RIB = mede a contribuição dos fatores de produção independentemente da nacionalidade dos possuidores desses fatores. relativas à produção. no lado do crédito. os conceitos convencionais dos agregados macroeconômicos são: PIB – renda liquida enviada ao exterior = PNB – depreciação = PNLpm – tributos indiretos menos subsísios = renda nacional – tributos diretos menos transferência = renda pessoal disponível. Na forma original. da renda e da despesa: Ótica do produto: PIB = Valor da produção – Valor Consumos intermediários Ótica da renda: RIB = soma das remuneração aos fatores de produção Ótica da despesa: DIB = soma dos gastos finais na economia em bens e serviços. Preços a custos de fatores: (PIBcf: PIBpm – Ti + sub) Preço de mercado: (PNpm: PNcf + Ti – sub) PIL = PIB – d RIL = RIB – d PNB = (valor produção – valor dos consumos intermediários) + RLFE RNB = soma das remunerações dos fatores de produção pagas a residentes.65 No modelo completo de economia. incluindo os impostos indiretos (menos os subsídios) e. setor público e setor externo). Resumo: Em Contas Nacionais o acompanhamento dos fluxos de produção.Conta Produto Interno Bruto (produção). geração da renda e de despesa num período permite que se calcule o valor adicionado bruto ou produto interno bruto de uma economia.Conta Renda Nacional Disponível Líquida (apropriação). o sistema de contas nacionais é baseado em quatro contas. o que as empresas receberam dos agentes que adquiriram os bens e serviços finais. apropriação ou (utilização) da renda e acumulação (ou formação de capital) dos agentes econômicos (famílias. nacionais e importados. por três óticas: do produto. independente da origem de seu capital. Por exemplo: Conta do produto interno bruto: temos no lado do débito o pagamento das unidades produtivas aos fatores de produção. empresas. Os lançamentos das transações são feitos de acordo com o método das partidas dobradas (débito e crédito). no lado do crédito. as rendas recebidas pelas famílias e . .

bem como a poupança externa. Conta de capital: no débito. incluindo a depreciação. Veja a tabela abaixo que mostra a composição do PIB sob as três óticas. No Brasil. ou seja. .66 pelo governo mais o resultado líquido dos recebimentos e das transferências com o exterior. a fonte de recursos para os investimentos. No lado do crédito. a poupança dos agentes econômicos. Os subsídios e a depreciação entram com sinal negativo. estão os gastos com a formação de capital. estão as compras realizadas por residentes de bens e serviços produzidos no exterior (importações CIF) e os pagamentos e as transferências pagas aos não-residentes. Conta transações correntes com o resto do mundo: no lado do débito estão os gastos dos não-residentes com os bens produzidos internamente (exportações CIF). e. os rendimentos e as transferências recebidas do resto do mundo. o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) calcula o PIB e apresenta o resultado anual na periodicidade de trimestres. Na nova metodologia o sistema é composto pelas Tabelas de Usos e Recursos de Bens e Serviços (TRU) e pelas chamadas Contas Econômicas Integradas (CEI). no lado do crédito.

67 Composição do Produto Interno Bruto sob as três óticas – 1999 a 2003 .

1 1. julho/setembro 2006 (disponível: http://www.Tabela 4 Trimestre / mesmo trimestre do ano anterior . Produto Interno Bruto per capita. 3º Trim 2005 2. Indicadores de Volume.3 2. Diretoria de Pesquisas. apresenta os principais resultados para o Produto Interno Bruto (PIB) a preços de mercado referentes aos cinco últimos trimestres.Tabela 3 Últimos quatro trimestres / quatro trimestres imediatamente anteriores .Tabela 2 Trimestre / trimestre imediatamente anterior (com ajuste sazonal) .2 1.7 2. Contas Nacionais Trimestrais.4 1.gov.68 Produto Interno Bruto.0 1. a seguir.3 2º Trim 2006 2.2 3.3 1º Trim 2006 3.Tabela 7 3.ibge.5 Taxas (% ) Acumulado ao longo do ano / mesmo período do ano anterior .3 1.2 (-) 1. população residente e deflator implícito do PIB – 1999 a 2003 A Tabela Resumo.4 0.1 2.4 3.6 4º Trim 2005 2.5 Fonte: IBGE.3 1.br).2 3º Trim 2006 2.2 0. Coordenação de Contas Nacionais Para outras informações sobre o PIB brasileiro ver Indicadores IBGE. .

a renda enviada (RE) supera a renda recebida (RR) do exterior.69 ALGUNS PROBLEMAS COM AS MEDIDAS DE RENDA E DO PRODUTO .As comparações internacionais . atividades informais e etc.Questão da economia subterrânea: atividades gerais do cotidiano. e depois vende a farinha a um padeiro por $3. qual seria a diferença entre esses dois conceitos? b) Um Produto Interno Bruto (PIB) elevado reflete necessariamente um país com bons indicadores de desenvolvimento humano e econômico? Justifique sua resposta. . 4.Variações reais ou variações nominais . Qual é o valor agregado por cada pessoa? Qual é o PIB? 3. PIB real do ano de 2010 e taxa de crescimento real. O engenheiro come o pão. Considerando a citação acima. No Brasil.PIB 870 .000 Ano 2010 Preço ($) 70. O moleiro transforma o trigo em farinha. 5. e vende o pão a um engenheiro por $6. Comente os principais problemas com as medidas agregadas da economia. A tabela a seguir contém dados de dois anos diferentes.Subsídios empresas privadas 10 . Qual é a diferença entre Produto Nacional Bruto (PNB) e Produto Interno Bruto (PIB)? Explique. O que é valor adicionado (VA)? Exemplifique. calcule as seguintes estatísticas: PIB nominal dos dois anos.00.00. O que representa o PIB e o PIB per capita de uma economia? 2.000. na redução das desigualdades existentes nas sociedades nacionais e entre elas”. Considere uma economia que produz e consome pão e automóveis.00 12. Questões Aplicadas: 1.Pagamento Aposentadoria 40 .00.000 Automóveis Pão a) Tomando 2000 como ano-base.Tributos diretos 80 . Um agricultor colhe um hectare de trigo e vende a um moleiro por $1. (fonte: Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento -PNUD) Levando em consideração essa assertiva. responda: a) Costuma-se fazer uma distinção entre “crescimento” e “desenvolvimento” econômico. 2.00 25.00 Quantidade 130 410. O padeiro usa a farinha para fazer o pão.Produto nacional como medida do padrão de bem-estar Questões conceituais: 1. Ano 2000 Preço ($) 60. o que faz com que tenhamos uma renda líquida de fatores externos (RLFE) negativa.000. Dados em bilhões de R$: . 4. Qual o maior: o PNB ou o PIB? Comente. 3.00 Quantidade 110 510.Tributos indiretos 100 . Observe a seguinte passagem: “Transformar crescimento econômico em bem-estar para todos é o grande desafio enfrentado pelos diversos países e suas comunidades.

000 O Índice de Laspeyres.000 1.980.Renda recebida exterior 02 . Pergunta-se: qual é a taxa de crescimento real do PIB no período? Explique.70 .000. Uma economia hipotética apresentou os seguintes resultados para o PIB nominal: Ano 1990 Ano 1995 PIB nominal (R$) 1.Depreciação ativos fixos 25 .Renda enviada ao exterior 07 Pede-se: a) PIBpm = 870+ Ti-Suib = 870 + 100 – 10= 960 b) PNBpm = PIB + RLE = 960 + (-5) = 955 c) PNLcf = 955 – d – Ti + sub = 955 – 25 – 100 + 10 = 840 d)RPD = 840 – Td + Tr = 840 – 80 +40 = 800 5.520.000. . tendo 1990 como ano-base. foi de 120.

portanto. Implicitamente. tanto em relação aos produtos como no que concerne ao mercado de fatores. Portugal é mais produtivo na produção de ambas as mercadorias. o custo de produção de tecidos em Portugal é maior que o da produção de vinho. Os economistas clássicos forneceram a explicação teórica básica para o comércio internacional através do princípio das vantagens comparativas. O princípio das vantagens comparativas sugere que cada país deva se especializar na produção daquela mercadoria em que é relativamente mais eficiente (ou que tenha um custo relativamente menor). costuma-se dividir as questões teóricas em dois grandes blocos: os aspectos microeconômicos. Segundo Ricardo. Através de coeficientes técnicos fixos de produção. na Inglaterra. conforme o quadro: QUANTIDADE DE HOMENS/HORA PARA A PRODUÇÃO DE UMA UNIDADE DE MERCADORIA Tecido Vinho Inglaterra 100 120 Portugal 90 80 Em termos absolutos. Desse modo. e os aspectos macroeconômicos. existem 2 países (Inglaterra e Portugal). TEORIAS DO COMÉRCIO INTERNACIONAL O que leva os países a comercializarem entre si? Muitas explicações podem ser levantadas. . a partir da qual concretiza-se o processo de troca entre eles. um exemplo numérico. Portugal tem vantagem relativa na produção de vinho e a Inglaterra na produção de tecido. explica-se a especialização dos países na produção de bens diferentes. relativos à taxa de câmbio. No seu modelo. obtém-se a produção dos bens mencionados. A teoria clássica do comércio internacional A Teoria das Vantagens Comparativas foi formulada de modo bastante simples por David Ricardo. 1. dois produtos (tecido e vinho) e apenas um fator de produção (mão-de-obra). Relativamente. Uma característica importante desse modelo é a inexistência de mobilidade internacional da mão-de-obra. esse mesmo país deverá importar aqueles bens cuja produção implicar custo relativamente maior (cuja produção é relativamente menos eficiente). entretanto. os dois países obtêm benefícios ao especializar-se na produção da mercadoria em que possuem vantagem comparativa. Comparativamente. o custo da produção de vinho é maior que o da produção de tecidos. Ricardo considera um ambiente de concorrência perfeita. ou a teoria do comércio internacional. Essa será. ou a possibilidade de redução de custos (a obtenção de economias de escala) na produção de determinado bem comercializado em um mercado global. aos termos de troca e ao balanço de pagamentos. como a diversidade de condições de produção (a Noruega dificilmente produzirá bananas). a mercadoria a ser exportada. Por outro lado.71 CAPÍTULO 6 – A ECONOMIA NACIONAL E AS RELAÇÕES INTERNACIONAIS O Que veremos? Teoria das trocas internacionais Taxa de Câmbio Balanço de Pagamentos Instrumentos de Ajuste dos Fluxos Externos Organismos Internacionais FUNDAMENTOS DE ECONOMIA INTERNACIONAL Dentro da Economia Internacional.

Com o comércio com Portugal. mostrou-se bastante irrealista e incômoda para muitos teóricos. Porém. também economizando 10 horas de trabalho.2 unidades de tecido. Os países exportarão e se especializarão na produção dos bens cujo custo for comparativamente menor em relação aos demais países. É a partir de diferenças tecnológicas relativas. Deste modo. que procuraram incorporar também o capital na função de produção dos países. 20 horas de trabalho que poderiam ser utilizadas produzindo mais tecidos. Assim. uma unidade de vinho deve custar 1. poderia usar apenas 80 produzindo uma unidade de vinho e trocá-la no mercado internacional por uma unidade de tecido. portanto. ambos os países sairão beneficiados. A suposição do modelo clássico. Desse modo. na Inglaterra são necessárias 100 horas de trabalho para a produção de uma unidade de tecido e 120 horas para a produção de uma unidade de vinho. poderá utilizar apenas 100 horas de trabalho. de que há apenas um fator de produção operando a partir de coeficientes técnicos fixos. se a relação de troca entre o vinho e o tecido for de uma para uma.2 unidades de tecido (120/100). A teoria desenvolvida por Ricardo — base do modelo clássico de comércio internacional — constitui forte argumento em favor do comércio internacional e contra medidas protecionistas. em Portugal essa unidade de vinho custa 0. Resume-se a considerações estáticas. Também fornece uma explicação para o padrão do comércio internacional.72 exportando-a. tal teoria possui pressupostos bastante restritivos.89 unidades de tecido vendendo seu vinho. Se houver comércio entre os países. A partir da teoria clássica do comércio internacional. obtendo maior nível de consumo.89 unidades de tecido (80/90). Sem comércio internacional. que se especializará em tal produção e passará a importar tecidos. supondo uma dada quantidade de recursos. estabelecido a partir do lado da oferta dos países. a Inglaterra poderá importar uma unidade de vinho por um preço inferior a 1. poupando. a Inglaterra deverá se especializar na produção de tecidos. ou se há grupos prejudicados. mas não se explicita quem se beneficia dentro do país. não dando atenção à evolução das estruturas de oferta e demanda. Assim. Alguns críticos também apontam para as difuldades que existem em se tecer comentários sobre o impacto do comércio na distribuição de renda dentro de um país. A Inglaterra. Critica-se o modelo por não fazer maiores considerações sobre a demanda e a estrutura de gostos e preferências dos agentes. por exemplo. exportando-os e importando vinho de Portugal. bem como da relação de preço entre os produtos negociados no mercado internacional. pode-se concluir que a nação se beneficia com o comércio. e importando o outro bem. gastará 120 horas de trabalho para obter uma unidade de vinho. . Por outro lado. por apontar os benefícios desse comércio. O mesmo raciocínio vale para Portugal: em vez de gastar 90 horas produzindo uma unidade de tecido. e Portugal poderá comprar mais que 0. Os benefícios da especialização e do comércio podem ser observados ao se comparar uma situação sem e com comércio internacional. que existem trocas internacionais. as quais se manifestam em produtividades do trabalho ou coeficientes de produção diferentes. Não importa aqui o fato de que um país possa ter vantagem absoluta em ambas as linhas de produção. em autarquia (produzindo e consumindo sem comércio internacional). um país poderá economizar tais recursos através do comércio internacional. produzir uma unidade de tecido e trocá-la por uma unidade de vinho.

A teoria Estruturalista Esta visão criticou o pressuposto das vantagens bilaterais simétricas. ii) baixa elasticidade-renda da maior parte dos produtos primários. Essas razões mostram uma tendência à deterioração que resultava em ganhos assimétricos de comércio exterior. que exportam bens mão-de-obra intensivos.73 Assim. ressaltando-se novamente as vantagens do livre comércio. a hipótese clássica é oposta: as tecnologias (os coeficientes técnicos de produção) diferenciadas são cruciais para explicar as diferenças de custo e o padrão de comércio. A corrente estruturalista estava baseada em bases empíricas que evidenciavam a deterioração das relações de troca entre o centro e a periferia – entre os países produtores de bens primários e os países produtores de manufaturas de alto valor adicionado. A teoria moderna do comércio internacional A idéia básica por trás da teoria moderna do comércio internacional é a de que os países diferem quanto à dotação relativa de fatores de produção. importando bens que necessitem de muita mão-de-obra na sua produção. O modelo moderno básico é o chamado modelo de Heckscher-Ohlin. exportadores de manufaturados. enquanto a teoria moderna pressupõe uma mesma função de produção para os países envolvidos no comércio internacional. A nova teoria do comércio internacional A partir das críticas e dos problemas empíricos relativos ao modelo Heckscher-Ohlin. e os países de baixa renda. segundo o modelo Heckscher-Ohlin. um país com oferta abundante de capital considerará relativamente mais barato produzir bens cuja produção necessite mais intensamente do fator capital e. que agora passam a ser tanto a mão-de-obra quanto o capital. A diferença básica entre a teoria clássica e a moderna é que. Os pontos de sustentação da crítica estruturalista foram: i) baixa elasticidade-preço dos produtos primários. Do mesmo modo. iii) retração da procura de inúmeras matérias-primas de exportações e iv) baixo valor adicionado dos produtos primários de exportação. dadas as contribuições desses dois economistas. geralmente tendem a exportar produtos que utilizam intensivamente o fator de produção relativamente mais abundante no país e importam a mercadoria que utiliza intensivamente o fator de produção menos abundante. Os novos modelos não . de modo que a estrutura tecnológica é a mesma para todos os países. surgiu uma série de novas explicações para o comércio internacional. exportadores de matérias-primas. portanto. Os países. terá vantagem em exportá-lo. começou a ser constituída a teoria moderna do comércio internacional. diante de evidências de que os ganhos do comércio exterior não se dividiam igualmente entre os países industrializados de alta renda. que modificou a explicação concernente à origem das vantagens comparativas. As vantagens do comércio continuam existindo: há ganho real de renda quando o país passa da autarquia para uma situação de comércio internacional. O que varia no modelo moderno é a dotação de fatores: há os países ricos (abundantes em capital) que exportam bens de capital intensivos. Também a teoria moderna recebeu críticas em função de seu caráter estático e de suas premissas por demais restritivas. e os países pobres (com uma relação capital-trabalho baixa). Um país com oferta abundante de mão-de-obra em relação ao capital produzirá preferencialmente bens que utilizam na sua produção relativamente mais mão-de-obra e também deverá exportar esse bem.

Deve atingir países com estrutura de demanda parecida e a concorrência entre os países é exercida a partir de um processo de diferenciação do produto. o comércio intraindustrial. a compra e venda de mercadorias se faz com o real. pois ele tem seus custos (salários. Dentro do Brasil. A TAXA DE CÂMBIO E O MERCADO CAMBIAL Uma importante diferença do comércio internacional em relação ao comércio doméstico é que este último se realiza com uma mesma moeda nacional. que é menos conhecido e controlável. mais fácil e maior é o comércio entre eles.74 têm a mesma consistência teórica dos modelos clássico e moderno e ainda devem ser melhor testados. evitando-se produzir para exportação produtos pouco consumidos internamente. podem ganhar com o comércio entre eles. o comércio internacional introduz um novo elemento: a taxa de câmbio. Com a difusão da demanda por tal produto internacionalmente. ainda. Do mesmo modo. Nesse momento. Desse modo. no que se refere às suas dotações de fatores e seus gostos. De modo geral. onde conseguem introduzir inovações em função da qualificação da sua mão-de-obra. o livre comércio continua mostrando-se estaticamente a melhor situação. verifica-se também um comércio intenso entre países com igual dotação de recursos e a crescente troca de produtos razoavelmente parecidos. as recentes análises constatam que. pois os países tenderão a produzir bens que mais facilmente atendam a demanda de potenciais importadores. impostos. o vendedor alemão quer receber em marcos alemães. As mercadorias a serem exportadas são preferencialmente aquelas já produzidas para atender o próprio mercado doméstico. Teorias mais modernas centram-se nos fatores de competitividade das nações. por uma forte padronização. A produção desse bem passa. Basicamente quanto mais parecida a demanda dos países (quanto mais próximo o nível de desenvolvimento dos países). ao longo do tempo. b) existem teorias que procuram enfatizar o lado da demanda. dos recursos investidos em P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) e da estrutura de demanda que possuem. no comércio internacional. a fim de explicar esse comércio intraindustrial. Esse comércio não se realiza em condições de concorrência perfeita e não se garante que esses ganhos sejam distribuídos proporcionalmente entre os países comerciantes. dólares ou marcos. enquanto que. porém percebe-se nessas teorias certa recuperação de idéias protecionistas. As explicações relativas a esse comércio podem vir de duas hipóteses: a) pode-se atribuir tal padrão de comércio à existência de economias de escala. Quando. Países desenvolvidos têm vantagens comparativas onde são pioneiros. Decorrentes mais de atributos construídos do que de vantagens definidas por dotações naturais. desenvolvida por Raymond Vernon. matéria-prima) em reais e não em liras. A produção atende inicialmente o mercado doméstico e depois se destina à exportação. além do comércio preconizado pela teoria de Heckscher-Ohlin entre países ricos e pobres. Mesmo países idênticos. sua produção pode mudar de país e situar-se em países menos desenvolvidos. porém. Os rendimentos crescentes de escala são mais uma fonte de ganhos para o comércio. a explicação embasada na idéia de ciclo do produto. um brasileiro adquire um produto alemão (importa). em função do risco associado a esse mercado. Existe. existe a necessidade da conversão entre diferentes moedas. quando um brasileiro exporta para a Itália desejará receber o valor das exportações em real e não em liras. fazendo com que a importância da qualificação da mão-de-obra e dos recursos alocados em P&D para a sua produção desapareça. De modo geral. que passariam também a exportálo. 2. o país inovador passará a exportá-lo. . em função da introdução de problemas relacionados à incerteza. a economias de escala e a estruturas de mercado não concorrenciais.

) e no resto do mundo. Se a mercadoria custa 100 marcos alemães.85 R$/US$. com outras moedas (francos. que desejam remeter lucros para a matriz. as transações entre bancos privados de diferentes países e as transações entre bancos centrais de diferentes países. no Brasil. há agentes que oferecem dólares e procuram reais: os exportadores brasileiros. Em outros países. os agentes que necessitam de dólares para saldar dívidas contraídas anteriormente. O mercado cambial é aquele onde as moedas dos diferentes países são transacionadas. por um lado. com os quais compra a mercadoria desejada. Em tese. torna-se possível realizar as transações entre os países. marcos etc. a taxa de câmbio entre o franco suíço e a libra inglesa era de 2. Por outro lado. As oscilações na demanda e na oferta de determinada moeda devem conduzir a modificações no equilíbrio desse mercado (taxa de câmbio e quantidade de moeda transacionada). Outra definição: é o preço de uma unidade de moeda estrangeira em moeda nacional. o equilíbrio entre a oferta e a demanda das diferentes moedas nacionais estabelece as taxas de câmbio. As taxas de câmbio são basicamente determinadas através do mercado cambial. os estrangeiros que querem investir no Brasil. no exemplo). por exemplo. .85 reais para 1 dólar). que a taxa de câmbio do real (moeda nacional brasileira) em relação ao dólar norte-americano (moeda nacional dos EUA) era. por exemplo. A partir desses agentes. que são os preços relativos entre as moedas nacionais. aqueles (agentes privados ou públicos) que demandam determinada moeda. ou seja. Desse modo. de aproximadamente 0. esses agentes também estão oferecendo reais no mercado cambial.05 francos suíços para se obter uma libra inglesa. as transações entre o Banco Central e bancos privados no mesmo país. os turistas que viajam para os Estados Unidos etc. A cotação de real em dólar também poderia ser expressa como sendo de aproximadamente 1. Assim. No Brasil. é a taxa pela qual duas moedas de países diferentes podem ser trocadas (cambiadas).17 doláres para 1 real). os turistas que trazem dólar para o Brasil. que é o inverso de 0. Da mesma forma. em outubro de 1994. com um real poder-se-ia obter 1. há as ofertas e as demandas pelas moedas. então seria 1. o importador brasileiro troca reais por marcos alemães pela taxa de câmbio (0. costuma-se expressar a taxa de câmbio como sendo a quantidade de moeda nacional necessária para comprar uma unidade de moeda estrangeira (no exemplo. a realização de diferentes transações: as transações entre bancos privados e clientes no mesmo país.85. portanto. ou seja. Neste mercado.85 reais.75 Taxa de câmbio é o valor que uma moeda nacional possui em termos de outra moeda estrangeira. Ao mesmo tempo. trocaria 55 reais por 100 marcos. Através das taxas de câmbio.17 US$/R$. ou seja. Este mercado é formado por compradores e vendedores (importadores e exportadores). compõe-se a demanda e a oferta por dólares e reais. os tomadores de empréstimo no exterior. Temos. No Brasil. ou seja. 0.05 SF/£. isso se realiza. Também em outubro de 1994. assim como as quantidades de moedas nacionais transacionadas. eram necessários 2. ela é expressa como a quantidade de moeda estrangeira necessária para comprar uma unidade de moeda nacional (no exemplo. cada um (1) dólar valia 0. bancos e corretores autorizados pelas autoridades monetárias. Um mercado cambial supõe. também em relação ao dólar e às diversas moedas nacionais. temos a demanda brasileira por dólar. Deve-se tomar cuidado com a forma pela qual a taxa de câmbio está expressa. temos os importadores de mercadorias norteamericanas que necessitam de dólares. as empresas norte-americanas atuando no Brasil. Assim temos.17 dólares norte-americanos.55 R$/DM.

conforme exemplos indicados a seguir: . teremos aumento da entrada de divisas estrangeiras e. Principais Regimes Cambiais 1) Câmbio Fixo: o Banco Central fixa a taxa de câmbio e realiza todas as intervenções no mercado que sejam necessárias para manter a taxa estabelecida.dirty floating): o Banco Central não interfere (ex-ante) na fixação da taxa. 3) Câmbio Flutuante (flutuação suja. Toda transação que cria um direito constitui um crédito. A partir desse balanço. Porém. Entendendo como fundamento básico na variação das taxas cambiais a oferta e procura de divisas estrangeiras.1. ou seja . portanto superávit. BALANÇO DE PAGAMENTOS O Balanço de Pagamentos de um país é um resumo contábil das transações econômicas que esse país faz com o resto do mundo.76 Assim. durante um certo período de tempo. o Balanço de Pagamentos é elaborado pelo Banco Central a partir dos registros das transações efetuadas entre residentes no País e residentes em outras nações. 2) Câmbio Flutuante (flutuação limpa): o Banco Central não interfere na determinação da taxa de câmbio. quando o poder de compra desta em relação às demais cresce. são créditos. é bastante comum a apresentação de balanços trimestrais e até de contas mensais. Formação das Taxas de cambiais – Regimes Cambiais Taxa cambial é a relação de preço existente entre a moeda nacional e determinada moeda estrangeira. por exemplo. Suas intervenções são aleatórias e tem como objetivo conter especulações no mercado. Na contabilização destes registros. adota-se a idéia das partidas dobradas. define-se uma valorização da moeda nacional. pode-se avaliar a situação econômica internacional do país. valorizando o real e desvalorizando o dólar. 2. No caso das transações de comércio exterior a oferta e procura de divisas estrangeiras representam o movimento das operações exportação e importações efetuadas. 4) Banda Cambial: o Banco Central fixa os limites inferiores e superiores da cotação cambial. com aumento de saídas de divisas e consequente déficit. Quem determina a taxa efetiva é o mercado (oferta e demanda) 3. O preço do real em relação ao dólar deve crescer e a quantidade de reais que se compra com um dólar deve ser menor. com altas taxas cambiais. desvalorizando-se a moeda nacional em relação às moedas estrangeiras. Esses aumentos fazem com que a taxa de câmbio se modifique. pode-se considerar que toda entrada de divisas corresponde a um crédito e toda saída a um débito. e uma desvalorização quando seu poder de compra cai. que possibilitam um melhor acompanhamento da evolução da situação econômica internacional do país. No Brasil. A periodicidade em geral é de um ano (seguindo o ano civil do país). aumento dos investimentos norte-americanos no Brasil significa aumento na oferta de dólares e também um aumento na demanda por reais. que. haverá redução no saldo de exportações e aumento no saldo de importações. conforme dito acima. Ocorrendo variação para baixo nas taxas cambiais. Inversamente. A taxa cambial está relacionada com o movimento do saldo do balanço de pagamentos do país. São as forças de mercado (oferta e demanda) que determinam a taxa de câmbio. elevará ou reduzirá as taxas cambiais. De modo geral. remessas e entrada de capital. podemos entender a formação das taxas cambiais de acordo com o referido princípio basilar econômico. as importações são débitos. Assim. por exemplo. As exportações. assim como os juros pagos ao exterior. empréstimos.

1.1. Amortizações C. Se essa conta for superavitária. Variação de Reservas (haveres no exterior) D.2. Balança de Capitais B.3. Erros e Omissões Saldo do Balanço de Pagamentos (A + B + C) D. Reinvestimentos B. Empréstimos a Curto Prazo B.3.5.77 Débitos: Importações de Bens e Serviços Pagamentos de doações e indenizações Pagamentos de capital emprestado Reembolsos de capital a estrangeiros Compras de ativos de estrangeiros Créditos: Exportações de Bens e Serviços Recebimentos de doações e indenizações Recebimentos de empréstimos Recebimento de reembolso de capital Vendas de ativos para estrangeiros Várias são as maneiras de se apresentar um Balanço de Pagamentos.1.2.1.2. o país necessita de buscar investimentos no estrangeiro (aumentando o controle de estrangeiros sobre emprendimentos no país). por isso. Diversos A. Atrasados Comerciais A seguir. são consideradas as mais importantes do Balanço de Pagamentos.2. A. Empréstimos e Financiamento de Longo e Médio Prazo B.1.Ano 19xx.4. para investimento do país no exterior (aumento do controle do país sobre empreendimentos no exterior) ou para aumentar as reservas do país. o país estará recebendo recursos que podem ser utilizados para pagar compromissos assumidos anteriormente (diminuição do endividamento externo).2. . são verificadas cada uma das contas acima: A. Balança Comercial A.País A .3. Se tal conta for deficitária.1 Exportações A. Transações Compensatórias D. Balança de Transações Correntes A. Investimentos B. sendo também incluído o saldo de Transferências Unilaterais do período. Viagens Internacionais e Turismo A.2.2.4. Balança de Serviços (Invisíveis) A. Transportes e Seguros A. As transações dessa balança são as que afetam diretamente a renda nacional e.2 Importações A. Operações de Regularização D.1.2. Balança de Transações Correntes — procura resumir a diferença entre o total das exportações e das importações tanto de mercadorias como de serviços. Rendas de Capital (lucros e juros) A. de contrair empréstimos no exterior (aumentando o endividamento do país) ou de reduzir as reservas de divisas internacionais.3. Tranferências Unilaterais B. A forma mais usual é a que segue: Balanço de Pagamentos .

Também estão incluídos os lucros remetidos por empresas nacionais no exterior (crédito) e os lucros das empresas estrangeiras no país (débito). utiliza-se as exportações e importações FOB. Balança Comercial — inclui basicamente as exportações e as importações de mercadorias. Rendas de Capital — são rendas referentes aos rendimentos de capital auferidos ou pagos pelo país. Estão incluídos os juros pagos ao exterior por empréstimos ou financiamentos recebidos de não-residentes (e os juros recebidos do exterior por empréstimos ou financiamentos concedidos por residentes) em um momento anterior. A. A. na rubrica (re)investimentos de estrangeiros no Brasil. essa conta mostrou-se deficitária nos anos 70. patentes. Existem as exportações e importações FOB (free on broad).1. Balança de Serviços — representa as negociações internacionais dos chamados bens invisíveis e os rendimentos de investimentos.78 Por muito tempo.2. Os lucros de empresas estrangeiras. Transportes e Seguros — são o saldo das receitas e despesas efetuadas com fretes e prêmios de seguros. e as exportações e importações CIF (cost. também devem ser contabilizados como débito nessa conta. raiz da crise da dívida externa. a Balança de Transações Correntes passou a ser assim decomposta: A. onde as despesas incluídas no valor das mercadorias são as incorridas até o embarque da mercadoria. No final dos anos 70 e início dos anos 80. consumindo grande parte do superavit da balança comercial.3. dentre as quais destacam-se: A. será deficitária. A.1. o deficit cresceu substancialmente em decorrência dos juros pagos ao exterior. observou-se uma reversão neste quadro com o surgimento de superavits significativos. já que as despesas com seguros e fretes estão incluídas na balança de serviços. onde se inclui no valor das mercadorias. Na década de 80.2. Se as exportações forem maiores que as importações. No caso brasileiro. caso não haja alteração significativa na condução da política econômica. Diversos — incluem o saldo de diversas transações como: dispêndios efetuados com representações diplomáticas no exterior (e as transferências dos demais países para os gastos de suas representações diplomáticas no país). com destaque para 1974. assistência técnica. Viagens Internacionais e Turismo — representam o saldo das receitas e despesas de turistas. Existem pelo menos duas maneiras de se contabilizar o valor das exportações e importações. A Balança de Serviços brasileira sempre mostrou-se deficitária.2. filmes. os juros enviados situaram-se em torno de US$ 10 bilhões anuais. Durante a década de 80. porém esses lucros são considerados reinvestidos e significarão também uma entrada (crédito) na balança de capital. o frete e o seguro do seu transporte até o destino. se ocorrer o contrário. aluguel de equipamentos. que não foram remetidos. insurance and freight).4. Com a implementação do Plano Real. especialmente a partir de 1983.2. a balança comercial passou novamente a apresentar saldos negativos. . a balança comercial do país será superavitária. A. quando ocorreu o primeiro choque do petróleo e caíram os termos de troca. comissões. além de seu custo. cenário que deve ser mantido por mais alguns anos. Com a crescente importância dos serviços e dos rendimentos de capital (pagamentos de juros e remessas de lucros). recebimentos e pagamentos referentes a royaltes.2. Possui uma série de subcontas.2. a Balança de Transações Correntes foi praticamente identificada com a Balança Comercial. Para efeito de Balanço de Pagamentos.

1. recorre-se a empréstimos destas instituições com o objetivo de cobri-lo. Desse modo. referentes a empréstimos e financiamentos tomados no exterior. Erros e Omissões — essa conta surge em função de equívocos existentes no registro das operações do país com o exterior. em caso de o balanço ser positivo (indicando a entrada de recursos). Reinvestimentos de empresas multinacionais já instaladas no país que reinvestem parte do lucro. organismos internacionais etc. Os principais itens dessa última rubrica são: D. Movimento de Capitais — agrupa as contas que representam modificações nos direitos e obrigações de residentes no país para com não-residentes. Assim. Empréstimos e Financiamentos de Longo e Médio Prazos e B. quando a soma for negativa. como para empresas e indivíduos. Essa rubrica do balanço de pagamentos inclui: B. D.1. e os pagamentos do principal feitos por não-residentes. sejam esses investimentos diretos ou de carteira.3. B. o que impede a equivalência perfeita entre os créditos e os débitos (mesmo levando-se em consideração as transações compensatórias). Desse modo. Na verdade. c) doações de governos. indicada por um débito. b) recebimentos de residentes fora do País (crédito). há uma variação negativa no volume de reservas. esse item entra no balanço de pagamento. B. B. porém com sinal contrário. Operações de Regularização — são operações realizadas com instituições internacionais. Amortizações — onde registram-se os pagamentos do principal. B. como o FMI. assim como os investimentos feitos por nãoresidentes no país. Ao contrário — quando o balanço for deficitário — essa conta será credora. além dos financiamentos obtidos na cobertura de importações e concedidos quando das exportações. a fim de cobrir os erros estatísticos cometidos e as transações não registradas.2. Se o balanço for superavitário. um deficit no balanço poderá ser coberto por uma saída de divisas ou de ouro do país. C. (crédito/débito).4. Variação de Reservas — registra a variação nos haveres em moeda estrangeira e ouro possuídos em reserva pelo país. Transferências Unilaterais — referem-se a pagamentos sem contrapartida de um país para outro: a) remesssas feitas por não-residentes no Brasil ao seu país de origem (débito). ou seja. Investimentos — referem-se ao capital de residentes no país aplicados no exterior. a conta de Transações Compensatórias será devedora. Transações Compensatórias — ao somatório de A + B + C corresponderá um valor igual nessa conta.2. tanto para governos.79 A. referentes a empréstimos e financiamentos concedidos pelo país ao exterior. Somados todos os saldos das contas mencionadas (A + B + C) obtem-se o Resultado do Balanço de Pagamentos. inúmeras contas são registradas com valores estimados.5. um aumento das reservas. De modo geral. de modo a equalizar os débitos e créditos no balanço.3. quando há deficit no balanço de pagamentos. haverá uma entrada de divisas. indicada por uma conta credora no item variação de reservas. D. sendo superavit quando a soma for positiva e deficit. . Empréstimos de Curto Prazo — registram os empréstimos recebidos do exterior e concedidos para outros países.

No que se refere especificamente as exportações é falso afirmar que: a) a desvalorização da moeda nacional e o incremento da renda internacional elevam as exportações. Questões conceituais: 1. em termos monetários nacionais. indicando o preço. 2.Imposição de tarifas alfandegárias de proteção. Para uma economia hipotética A são dados (em US$ milhões): Balança comercial: 100. de acordo com a teoria econômica convencional. pode-se dizer que: a) há um incremento nas suas relações de troca b) há estabilidade nos seus termos de troca c) ocorreu aumento nos termos de troca entre eles d) há uma deterioração nos termos de troca e) os termos de troca nunca variam 3. b) As transações de capital englobam os créditos e débitos resultantes de todas as transações comerciais realizadas. Movimentos de Capitais Autônomos: 200.30. d) Quando o valor das exportações supera o das importações dizemos que há uma balança comercial ativa.Controle das operações cambais Outros Instrumentos: . Atrasados Comerciais — dizem respeito aos empréstimos que não foram pagos na data de vencimento. da divisa estrangeira correspondente: a) par. c) quanto maior as exportações menor o produto da economia. d) as exportações elevam a eficiência econômica. . 4. Transferências Unilaterais: . c) Balança Comercial registra o movimento de exportações e importações de mercadorias. e) Quando o valor das importações supera o das exportações há uma balança passiva.Administração da taxa de câmbio . Balança de Serviços: 10. e) quanto maior as exportações maior o produto de uma economia. Erros e Omissões: 0. Qual o saldo em transações correntes. Assinale a alternativa incorreta: a) As transações correntes englobam os fluxos reais de bens e serviços e os pagamentos correspondentes às receitas e despesas realizadas. 4.3. INSTRUMENTOS DE AJUSTE DO BP Instrumentos Cambiais: . . b) quando as exportações são superiores às importações a economia apresenta um superávit comercial.Fixação de quotas setoriais de comércio. 5.metálico b) gold-points c) pontos de compensação d) relação de troca e) taxa de câmbio . Quando um país necessita aumentar o volume de exportações de determinado produto para importar a mesma quantidade de bens em relação a outro país. Relação entre o valor de duas unidades monetárias.Imposição de proteção não tarifárias.80 D.

000 m) remessa de lucros e dividendos: 500 Com estas informações elabore o Balanço de Pagamentos da economia hipotética. iv. A recente crise financeira que se instalou no Brasil é fruto de sérios problemas externos e teve como consequência a alteração do regime cambial (janeiro/1999). e) O Brasil importa. iii. d) Uma montadora francesa de automóveis investe US$ 100 milhões na construção de uma fábrica no Paraná. US$ 80 milhões. h) Uma companhia aérea norte-americana realiza uma compra à vista de aviões brasileiros no valor de US$ 150 milhões.000 j) juros pagos: 500 k) investimento estrangeiro direto no país: 1. recebendo à vista.000 c) donativos recebidos: 100 d) donativos enviados: 50 e) fretes pagos: 100 f) fretes recebidos: 50 i) amortizações pagas: 1. vi. pagando à vista. . referentes a serviços de hospedagem de turistas brasileiros. ii. b) Companhias estrangeiras instaladas no Brasil remetem lucros de US$ 50 milhões ao exterior. c) o saldo na balança em transações correntes. d) o saldo total do balanço de pagamentos. b) o saldo da balança de serviços. 2. vii.000 l) empréstimos recebidos do exterior: 1. Atualmente o regime cambial é de: a) Flutuação limpa. o país recebe de residentes no exterior um total de US$ 25 milhões. b) Banda cambial explícita c) Câmbio fixo d) Câmbio flutuante com intervenção e) Câmbio flutuante sem intervenção Questões aplicadas: 1. explique se a atual forma de financiamento do saldo das transações correntes será prejudicial para o comportamento futuro do BP. mercadorias no valor de US$ 110 milhões. o país paga ao exterior US$ 50 milhões sob a forma de juros e lucros. c) Uma agência de turismo brasileira efetua pagamentos a uma cadeia de hotéis norte-americana no valor de US$ 20 milhões.São dados para uma economia hipotética os seguintes dados do Balanço de Pagamentos (em US$ milhões) a) exportação de mercadorias: 5. i) Uma indústria brasileira de autopeças importa maquinário da Alemanha no valor de US$ 60 milhões. US$ 70 milhões em forma de bens de capital. Com base nestas operações. as empresas estrangeiras instaladas no país reinvestem US$ 5 milhões nesse país. Com base nessas informações: a) Monte o BP. o país exporta. sob a forma de investimento de curto prazo. g) O Banco Central obtém empréstimo junto a um banco norte-americano a fim de financiar o pagamento de juros vincendos no valor de US$ 80 milhões. US$ 180 milhões em automóveis coreanos. o país paga ao exterior US$ 10 milhões sob a forma de fretes. ingressam no país. Além disso. viii. sob a forma de investimento direto.Considere as seguintes operações realizadas entre residentes e não residentes num determinado ano (em milhões de dólares): i.81 6. o país importa. financiados a longo prazo por um banco alemão.000 b) importação de mercadorias: 6. v. ingressam no país. f) O Brasil paga ao exterior US$ 50 milhões em fretes. mercadorias no valor de US$ 100 milhões. em moeda estrangeira. construa o balanço de pagamentos e determine e interprete: a) o saldo da balança comercial. 3 – Admita que as seguintes operações foram realizadas entre o Brasil e o exterior em um dado período: a) Um grupo japonês realiza investimento de US$ 500 milhões em razão da privatização da Vale do Rio Doce. pagando à vista.

113 3. Transferências unilaterais correntes TRANSAÇÕES CORRENTES (A1+A2+A3) B.82 b) Encontre o saldo da balança comercial.575 -28. que TC = .3. 4 – Considere o balanço de pagamentos abaixo (Brasil . Erros e omissões 334 Resultado do BP 7. Balanço de Serviços -33. b) Qual a alternativa para o Brasil equilibrar as contas do BP? Explique.702 -4.K). o saldo em transações correntes.1. 1998 e 2005.970 2005 44.558 14. Auditor Fiscal do Tesouro Nacional (AFTN) e Banco Central do Brasil (BACEN): 1) (AFRF. Balança de Serviços A. Balanço Comercial (FOB) 10. Balanço de Pagamentos (em US$ milhões) Discriminação 1994 A. 1996) Os déficits no balanço de pagamentos de um determinado país .748 -34.2.079 A.ANO 1998 em US$ milhões) A – Balanço de Transações Correntes A.215 Fonte: Prof.319 Pede-se: a) Qual a principal mudança nos resultados das contas do BP nesses diferentes anos? Explique. Balanço em transações Correntes A.458 -33.811 B.416 29. 1998 e 2005. Conta Capital e Financeira Conta capital Conta financeira Investimento direto Investimento brasileiro direto Investimento estrangeiro direto Investimentos em carteira Investimento brasileiro em carteira Investimento estrangeiro em carteira Derivativos Outros investimentos C.692 C.1. Questões retiradas de concursos para Auditor Fiscal da Receita Federal (AFRF). 5.414 Saldo em Transações Correntes -1.299 1. b) A estrutura do BP mostra que a soma do saldo em transações correntes e do movimento de capitais deve ser igual a zero (TC + K = 0 e. Transferência Unilateral 2.466 A. o saldo da conta de capital e financeira e o resultado do balanço de pagamentos. Explique essa afirmação usando os resultados do BP para 1994.193 -9. Erros e Omissões RESULTADO DO BP (A+B+C) Fonte: Banco Central do Brasil -6575 51140 -57714 -28299 1458 -33416 29702 320 29381 26002 -2854 28856 18125 -457 18582 -460 -14285 -4256 -7970 a) Identifique os principais problemas do balanço do pagamentos do Brasil no ano de 1998. então.2.256 -7. Solange Marin a partir de dados do Banco Central do Brasil 1998 -6. Balança comercial (fob) Exportação de bens Importação de bens A.593 -280 4. Movimento de Capitais 8. Considere os seguintes resultados do BP brasileiro para os anos de 1994.3.

de acordo com a natureza da operação. remetidos pelas empresas transnacionais. empréstimos do FMI. países com baixos níveis de proteção tarifária apresentam-se deficitários. assim. c) as condições de comércio estabelecidas entre duas nações. entre outros. 2) (AFRF. e) um índice que serve para medir o nível de participação de um país no comércio internacional bem como o grau de diversificação de seus produtos e parceiros. é correto dizer que: a) as amortizações de empréstimos figuram na conta “movimento de capitais”. 3) (AFRF. O que implicará a capacidade de importar. assistências técnicas. b) os atrasados e os empréstimos de regularização figuram na conta de “erros e omissões”. c) é realizado duas vezes na conta corrente ou na conta de capital. b) é realizado apenas uma vez como crédito ou débito. 5) (AFTN. Por esta razão. que incidem tanto sobre as exportações. enquanto países com níveis elevados de proteção dificilmente apresentam este tipo de problema. b) lei segundo a qual os preços dos produtos tendem a permanecer estáveis ou a declinar ao longo do tempo. 1996) Termos de troca é uma expressão que designa: a) uma relação entre os preços pelos quais um país vende suas exportações em relação aos preços que esse país paga por suas importações. 2000) Sobre balanço de pagamentos. o registro de toda transação internacional no balanço de pagamentos a) é realizado duas vezes. e os juros que o Brasil paga pelos empréstimos fornecidos por outras nações. 4) (AFTN. c) relação entre preços recebidos pelas exportações de um país e os preços pagos pelas importações. como o Mercosul. d) é realizado simultaneamente na conta de transações correntes e na conta de capital em uma delas como crédito. em uma das contas do balanço de pagamentos. Os empréstimos de outros governos para o governo brasileiro. d) o padrão de comércio entre dois países em termos de reciprocidade de estrutura tarifária. como débito ou crédito. especialmente no que se refere ao regime tarifário. . que se tornam relativamente mais caras para este país. 1998) Considerando a estrutura do BP. enquanto o preço das manufaturas tende a crescer. não se pode fazer a seguinte afirmativa: a) Balança de pagamento é um registro contábil de todas as transações de um país com os outros países do mundo. 6) (BACEN. d) A balança de serviços inclui. lucros e royalties. b) decorrem de desvalorizações cambiais. e) é realizado apenas uma vez. que aumentam a competitividade mas tornam o produto exportado relativamente barato. uma vez como crédito e uma vez como débito. as receitas líquidas de exportações deste país. c) ocorrem como consequência da elevação das taxas de juros internacionais. b) forma contratual de comércio utilizada em sistemas regionais. 1998) O conceito de termos de troca refere-se à: a) relação de produtos trocados entre dois países. b) A balança de pagamento deve estar sempre em equilíbrio . reduzindo. c) A balança comercial e a balança de serviços formam a “balança de transações correntes”. em função de fluxos inesperados nas contas de transferências e /ou de capitais deste país. na outra como débito. para os vários grupos de produtos. em casos muito particulares. e) Na balança de capitais são registrados o capital das firmas estrangeiras que ingressam no país sob a forma de empréstimos. serviço de transporte (fretes). 2002) Segundo o critério de partidas dobradas. d) decorrem.83 a) decorrem fundamentalmente de déficits comerciais. em geral. quanto sobre as importações. mas também dependem do nível de reservas internacionais de que dispõe este país. reduzindo as receitas. mas podem ocorrer. d) diferenças entre as exportações e as importações de um dado país e outros. e) são consequência da falta de proteção adequada ao mercado interno deste país. etc. de déficits nas transações correntes (comércio visível e invisível).

e) o saldo do balanço de pagamentos em conta corrente é igual ao saldo do balanço comercial. -45. pode-se afirmar que o saldo do balanço comercial. -60. c) –10. . +110. e) + 80. pagando à vista. 1998) Considere as seguintes operações realizadas entre residentes e não residentes num determinado ano (em milhões de dólares) I. +105. -50. o saldo do balanço de serviços.84 c) as transferências unilaterais não figuram na estrutura do balanço de pagamentos. mercadorias no valor de US$ 110 milhões III. +165. +320. d) o pagamento de seguros. . US$ 80 milhões V. US$ 70 milhões em forma de bens de capital IV. +60. -115. sob a forma de investimento direto. -65. o país paga para o exterior US$ 10 milhões sob a forma de fretes. as empresas estrangeiras instaladas no país reinvestem US$ 5 milhões nesse país. a) –80. sob a forma de investimentos de curto prazo. mercadorias no valor de US$100 milhões II. + 35 b) –10. ingressam no país. o país recebe de residentes no exterior um total de US$ 25 milhões. VII. em moeda estrangeira. o país importa. VIII. +40. apesar de serem contabilizadas pelo Banco Central para fins de controle de entrada de recursos no país. respectivamente: a) –80. o país exporta. -65. ingressam no país. recebendo à vista. do balanço de serviços e dos movimentos de capitais autônomos. o país paga ao exterior US$ 50 milhões sob a forma de juros e lucros VI. 7) (BACEN. os juros e os lucros fazem parte dos movimentos de entrada de recursos no país. Com base nestas operações. o saldo do balanço de pagamento em conta corrente e o saldo total do balanço de pagamentos são. -60.120.

É importante destacar que nos anos imediatos após o fim da guerra (1919-23). nas relações econômicas internacionais. mostrava-se necessária a existência de um novo sistema monetário internacional. existia: a) a unidade comum entre os países era o ouro. provocaram enormes perturbações na economia de praticamente todos os países e. Para superar essa escassez o Comitê Financeiro de Conferência de Genebra na Convenção de Gênova (1922). as pressões inflacionárias em quase todos os países levaram à escassez relativa de estoques de ouro. e o equilibro era obtido pelo impacto dos fluxos de ouro sobre o sistema econômico interno. estabelecendo regras e convenções que regulem as relações monetárias e financeiras e não criem entraves ao desenvolvimento mundial: As diferentes unidades monetárias utilizadas no pagamento das trocas internacionais fizeram com que fosse necessário operacionalizar um sistema monetário internacional. e. por conseguinte. portanto entre as diversas moedas. Os principais sistemas monetários internacionais já adotados foram: O Sistema PadrãoOuro. portanto. b) havia a conversibilidade das moedas em ouro.Eliminação do déficit Os desequilíbrios do BP eram resolvidos por meio de transferências internacionais de ouro.saída de capital .II Guerra Mundial até 1971. Os países adotavam taxas fixas ou flutuantes de acordo com suas conveniências. O mecanismo de ajuste do Balanço de Pagamentos no Padrão-Ouro: Déficit no BP . as paridades entre as principais moedas oscilaram de forma pronunciada. Já ao final da II Guerra Mundial. o seu valor correspondente em ouro. no período Pós. O intervalo entre as duas Guerras Mundiais Durante o período entre as Guerras Mundiais não existiu nenhum sistema monetário internacional.queda de preços . Na prática isso significava que um padrão-ouro estabelecia uma paridade fixa entre cada moeda e o preço do ouro. O Objetivo do sistema é viabilizar as transações entre países.85 A INSTITUCIONALIDADE NO CENÁRIO INTERNACIONAL ORGANISMOS INTERNACIONAIS As grandes Guerras Mundiais. assim como os conturbados anos do período entre guerras. O que se sabe é que não existia em 1870. O Padrão-Ouro vigorou na sua forma original até 1914.saída de ouro . As moedas nacionais emitidas tinham. recomendou a adoção mundial do . O Padrão-Ouro: conceito e mecanismo de ajuste do valor das moedas Vários autores destacam que é mais fácil determinar o período em que o padrão ouro chegou ao fim – 1914 do que a data efetiva de sua origem. Sistema Monetário Internacional É o conjunto de regras e convenções que governam as relações financeiras entre os países. mas operava plenamente em 1900. início da Primeira Guerra Mundial: Nesse sistema. Isso estimulou as autoridades de diversos países a buscar a volta da estabilidade obtida nos vinte anos anteriores à guerra. Mas. que vigorou até a I Guerra Mundial e o Sistema de Bretton Woods.

foram feitas algumas tentativas de preservar a paz mundial e auxiliar o crescimento econômico. Desta conferência nasceu um novo sistema monetário internacional. com sede na Basiléia. sua relação com as diferentes moedas nacionais (o regime cambial). mostrava-se necessária a existência de um novo sistema monetário internacional. por conseguinte. o grau de liberdade dos capitais privados e a institucionalidade que garantirá o funcionamento desse sistema. relativos aos Acordos Young. além do ouro. Mas. que prevaleceu. provocaram enormes perturbações na economia de praticamente todos os países e. O Sistema de Bretton Woods consagrou a gestão de taxas de câmbio chamada de . que foi extremamente importante para o reflorescimento do comércio mundial e sobre o qual se baseou o crescimento econômico do pós-guerra. Tais eram as preocupações presentes nos últimos anos da II Guerra Mundial. define-se o ativo (moeda) de reserva internacional. Nesse período entre as duas grandes guerras. Surgiu o sistema de câmbio-ouro (gold exchange standard). os mecanismos de financiamento e ajustamento dos desequilíbrios dos balanços de pagamentos. secretário do Tesouro dos EUA. A tradução de BIS é “Banco Internacional de Pagamentos”. Dentre elas destacaram-se as do economista inglês John Maynard Keynes e as de Henry White. O Sistema de Bretton Woods: a Reforma do Sistema Monetário Internacional As grandes Guerras Mundiais. A referência mais importante é o retorno da Inglaterra ao padrão-ouro em 1925. Suíça. outras moedas conversíveis. infelizmente fracassou. quando se via no comércio mundial um importante instrumento para potencializar o desenvolvimento do mundo capitalista. fez a Inglaterra sair do padrão-ouro e desvalorizar a libra esterlina. Foi criada a Liga das Nações que. estabelecendo regras e convenções que regulem as relações monetárias e financeiras e não criem entraves ao desenvolvimento mundial. Na Conferência de Bretton Woods. surgiram algumas propostas de remodelagem do sistema monetário internacional. A expressão sistema monetário internacional refere-se ao conjunto de regras e convenções que governam as relações financeiras entre os países. no qual os países adotariam como reservas monetárias. Sua principal finalidade era promover a cooperação dos principais bancos centrais do mundo motivo por que ele é considerado Banco Central dos Bancos Centrais. Nesse sentido. Sistema de Bretton Woods O Sistema de Bretton Woods foi definido em 1944 ao fim da II Guerra Mundial com o objetivo de determinar as regras econômicas internacionais que deveriam vigorar no pósguerra. assim como os conturbados anos do período entre as guerras. Em 1930. devidos pela Alemanha a título de reparação de guerra. o Banco Mundial e o Acordo Geral de Tarifas e Comércio (GATT). Elas formam o aparato institucional que mantém as relações entre as diversas economias. Foram criadas as quatro principais instituições econômicas do pós-guerra: o Sistema de Taxas de Câmbio de Bretton Woods. para administrar os pagamentos.86 padrão-ouro. sua forma de controle. Já ao final da II Guerra Mundial. O objetivo de um Sistema Monetário Internacional é viabilizar as transações entre os países. com o aumento de seu desequilíbrio externo e a saída de ouro. com consequências sobre a liquidez e o ritmo de atividade interna. embora tivesse semelhança com a atual ONU. foi criado o BIS (Bank For International Settlements). o Fundo Monetário Internacional (FMI). nas relações econômicas internacionais. em 1931.

Este paradoxo decorreu de um trabalho publicado por Triffin em 1960. Na ausência de uma moeda universal. depois de fracassados os ajustes internos possibilitados por política monetária e comercial. pois a única moeda a ser conversível em ouro. o que significaria alterar a relação dólar-ouro ou abandonar o sistema das taxas fixas de câmbio. que procurava flexibilizar o Padrão-Ouro. Ainda assim. . e essa era a única moeda que manteria sua conversibilidade em relação ao ouro. era necessário o crescimento das reservas mundiais em dólares (a fim de não haver crises de liquidez internacional). se não houvesse injeção de liquidez. Essa injeção de liquidez se fazia a partir de déficits externos dos EUA. Problemas com a liquidez internacional: o “dilema de Triffin” Nas três décadas que se seguiram à II Guerra Mundial. a variação cambial deveria ser adotada na hipótese de um “desequilíbrio fundamental” nunca definido de forma clara. era a principal distinção entre o sistema de Bretton Woods e o Padrão-Ouro. por conseqüência. A questão conhecida como "Paradoxo de Triffin". Os Problemas do sistema de Bretton Woods: A falta de mecanismos de ajuste adequados O sistema de Bretton Woods permitia o recurso a uma desvalorização cambial como última instância. Se esses déficits fossem. sua sustentação era posta em xeque. base do sistema monetário internacional anterior à I Guerra Mundial. havia a possibilidade de se reajustar a taxa de câmbio quando uma moeda nacional apresentava uma tendência demasiadamente forte de se afastar do seu valor estabelecido em relação ao dólar. o crescimento também não ocorreria. 2) Os EUA ficavam obrigados a converter os dólares em ouro a uma cotação fixa (sistema de câmbio fixo em relação ao ouro e entre moedas). Essa possibilidade de ajustamento. Já nos anos 50. o que se verificou foi um forte crescimento econômico. a uma taxa de câmbio fixa (não havia limitações à mobilidade de capital). a economia e o comércio internacional prosperaram com base no dólar e nesse sistema. Esta falta de definição de uma regra básica para o ajuste entre as economias é apontada como uma das causas da falência do sistema. Por outro lado. porém com uma contínua perda de confiança no sistema. A solução para o problema só poderia ocorrer depois que fosse sanado o déficit comercial norte-americano. a confiança na conversibilidade do dólar e. 3) Regime de taxa de câmbio fixa entre os países e 4) Gold exchange standard: paridades das várias moedas estabelecidas em termos de ouro ou dólares. sistemáticos. porém. Porém. Os pontos essenciais de Bretton Woods: 1) O novo sistema internacional teria como ativo comum a moeda norte-americana. quando se verificasse um desequilíbrio fundamental. O dólar tinha uma paridade com o ouro e as demais moedas com o dólar. a solução para o problema do dólar só poderia ocorrer por meio de modificações na paridade do dólar. e era a seguinte questão: para que a expansão do comércio ocorresse.87 padrão dólar-ouro. a base dos acordos de Bretton Woods ruiria. Assim. Foi estabelecido o dólar como moeda internacional. e se os ativos em ouro norte-americanos fossem constantes (na verdade eram cadentes). sendo as outras moedas nacionais livremente conversíveis em dólar.

que. Essas foram as motivações de longo prazo subjacentes à criação dos Direitos Especiais de Saque (DES). iene. o valor dos DES foi definido em termos de ouro. e o estoque inicial foi alocado entre os diversos países de acordo com suas quotas no Fundo Monetário Internacional (FMI). mas à mesma paridade do dólar. Mas. e novamente em 1981 o valor dos DES foi redefinido como uma média ponderada das paridades do dólar. depois de 1973. Os DES. cada unidade de DES equivaleria a 35 onças de ouro. que as mantivesse protegidas de fatores adversos.e subsequentemente em relação à convertibilidade entre o dólar e outras moedas (as cotações deixaram de ser feitas exclusivamente em termos da paridade à moeda norte-americana). com a política expansionista (keynesiana) da década de 60 e os conseqüentes aumentos nos déficits público e comercial americanos.88 A criação dos Direitos Especiais de Saque (DES) As discussões sobre a reforma do sistema monetário internacional durante a década de 60 estiveram centralizadas na idéia de tornar as reservas internacionais administráveis sob algum tipo de controle central. ou seja. o mercado duplo de ouro (1968) e as crises especulativas do final da década foram passos no caminho de destruição do sistema montado em Bretton Woods. Originalmente. franco francês e libra esterlina. Ou seja. marco alemão. Os Estados Unidos buscavam mecanismos para evitar variações bruscas na paridade ouro-dólar. apesar de ainda ser a principal reserva internacional. O volume dos DES é controlado pelo FMI e não pode ser ampliado. a partir de 1974. O Fim de Bretton Woods As condições de conversibilidade oficial estabelecidas originalmente no sistema de Bretton Woods esgotaram-se em agosto de 1971. Houve uma grande desvalorização do dólar.quando foi suspensa a convertibilidade do dólar em relação ao ouro . a menos que haja decisão favorável nesse sentido por parte de ao menos 80% dos países do Fundo. . perdeu importância. os DES são emitidos pelo FMI e alocados entre os países-membro do Fundo na proporção de suas quotas. Seu fim foi decretado por Nixon em 1971. para ser uma função de uma cesta de dezesseis moedas (com predominância do dólar). A partir dessa época. a desvalorização da libra (1967). a paridade inicial de um para um com o dólar foi finalmente alterada. principalmente em relação ao ien e ao marco alemão. A questão se acirrou com as guerras da Coréia e do Vietnã. enquanto outros países – sobretudo europeus – procuravam formas de evitar as facilidades encontradas pela economia norte-americana em manter posições deficitárias por longos períodos de tempo. com o rompimento da conversibilidade do dólar em relação ao ouro. Desde então. seguiu-se um período de forte instabilidade. baseada em taxas flutuantes de câmbio. conhecidos internacionalmente por SDR (Special Drawing Rigths) foram a solução adotada a partir de 1967 com o propósito de elevar o estoque de reservas internacionais.

integralizadas em ativos de reservas (Direitos Especiais de Saque) e em moeda nacional do país associado. tendo em vista seu desenvolvimento industrial e sua participação no campo financeiro internacional. Banco Mundial ou BIRD O Banco Mundial ou BIRD . contudo. porque foi a solução encontrada diante da tentativa frustrada do Congresso norte-americano em criar uma Organização Internacional do Comércio. eliminando ou reduzindo as causas que motivaram o desequilíbrio. Na prática. criou-se um novo ativo de reserva internacional. A partir desse capital. O FMI tem sede em Washington. os Direitos Especiais de Saque (DES). b) socorrer os países a ele associados quando da ocorrência de desequilíbrios transitórios nos seus balanços de pagamentos. . esse papel ficou a cargo do chamado Plano Marshall. Ocorrendo desequilíbrio no BP de um país associado ele recorrerá ao FMI. O FMI não concede empréstimos. A estabilidade financeira interna e o combate à inflação nos países membros é uma de suas metas. que eram emprestados. que consistirá em restabelecer a viabilidade do BP.89 A institucionalidade criada em Bretton Woods (1944) Foram criadas duas instituições financeiras internacionais muito importantes. com o compromisso de recomprar a sua moeda em ouro ou em divisas conversíveis.Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento foi criado com o objetivo de auxiliar a reconstrução dos países europeus devastados pela guerra. GrãBretanha e França. Fundo monetário internacional O Fundo Monetário Internacional foi criado com os objetivos de: a) evitar possíveis instabilidades cambiais e garantir a estabilidade financeira. Além disso. O país. constituíam-se inicialmente de reservas em ouro e em moedas nacionais dos países membros. mas que não obtêm financiamento no setor privado. dentre as quais estão o FMI e o Banco Mundial ou BIRD. O GATT também é mencionado. para utilizar os recursos do FMI tem direito de saque. a compra de divisas estrangeiras em troca de ouro ou de sua própria moeda nacional. O Banco tem seu capital subscrito pelos países na proporção da sua importância econômica. o Banco provê crédito em condições preferenciais a países que dificilmente teriam acesso a essas condições por meio dos mecanismos de mercado. Seus ativos. Alemanha. Essa quota-parte é fixada em função do peso econômico do estado. acrescidas de uma margem para cobrir custos operacionais: desse modo. eliminando práticas discriminatórias e restritivas aos pagamentos multilaterais. que estabelecerá um programa de ajuste. com o intuito de desenvolver projetos economicamente viáveis e relevantes para o desenvolvimento desses países (especialmente projetos de infra-estrutura). e o Banco passou a lidar com a promoção do desenvolvimento dos países subdesenvolvidos. Maiores quotistas: Estados Unidos. o FMI poderia financiá-los com os empréstimos compensatórios. Estados Unidos. Japão. o Banco empresta com taxas reduzidas de juros para países menos desenvolvidos. Quando esses desequilíbrios ocorressem. o Banco também funciona como avalista de empréstimos efetuados por capitais particulares para esses projetos. Posteriormente. isto é. Seu capital é composto pelas quotas constituídas pelos países associados. A maneira como o Banco opera na maior parte dos programas é levantando recursos junto ao mercado financeiro a taxas preferenciais e emprestando aos países a essas taxas. O crédito obtido pode ser em moedas estrangeiras ou em Direitos Especiais de Saque (DES).

Através do GATT. a compensação aos países prejudicados por aumentos nas tarifas alfandegárias e a arbitragem dos conflitos comerciais.90 GATT Alguns anos depois da Conferência de Bretton Woods. foi criado o GATT . no pós-guerra. . cujo objetivo básico é a redução das restrições ao comércio internacional e a liberalização do comércio multilateral. Atuou especialmente através de sucessivas rodadas de negociações entre os países envolvidos no comércio internacional e conseguiu.Acordo Geral de Tarifas e Comércio. reduzir as barreiras impostas a esse comércio através de impostos alfandegários e cotas de importação. O GATT estabelece como princípios básicos: a redução das barreiras comerciais. procurava-se estruturar um conjunto de regras e instituições que regulassem o comércio internacional e encaminhassem a resolução de conflitos entre os países. a não-discriminação comercial entre os países.

somente existirá escassez se houver um demanda para a aquisição de bens. . Porém.Utilidade: a capacidade que um bem tem de satisfazer uma necessidade humana. Daí surgem os conceitos: . a fim de satisfazer as ilimitadas necessidades humanas.Análise Marginal 1.Bens produzir . isto é. . .Necessidade humana: qualquer manifestação de desejo que envolva a escolha de um bem econômico capaz de contribuir para a sobrevivência ou para a realização social da pessoa.Método e Economia Positiva .Teorias/Modelos .Diferentes técnicas Como Fazer? . Um bem é demandado porque ele é útil. ESCASSEZ Em economia tudo se resume a uma restrição física – a lei da escassez. O conceito de escassez econômica deve ser entendido como a situação gerada pela razão de produzir bens com recursos limitados.Escassez . produzir o máximo de bens e serviços com os recursos disponíveis de cada sociedade.Bem: tudo aquilo capaz de atender uma necessidade humana.Custos . Por que os bens são procurados. A análise da escassez de recursos e das ilimitadas necessidades humanas conduz à conclusão que a economia é uma ciência ligada a problemas de escolhas.91 CAPÍTULO 7 – NOÇÕES DE MICROECONOMIA O que veremos: Princípios Básicos Mercado: Oferta e Demanda Conceito de Elasticidade Estrutura de Mercado Princípios Básicos O que Quanto Como Para quem Economia (Ciência Social) Escassez Escolha Produzir .

A quantidade exata de cada bem depende da quantidade e da qualidade dos recursos produtivos existentes na economia e do nível tecnológico com que sejam combinados. existem as combinações intermediárias entre os dois bens. certa técnica de produção. .92 Pessoas desejam mais do que pode ser satisfeito com recursos disponíveis. Cada gerente só tem tempo para realizar uma tarefa. a tarefa B = $ 75 e a tarefa C = $ 50. A tarefa A = $ 100. Ao decidir “o que” e “como” produzir. Custo: valor de uso que as pessoas desistiram de dar ao bem escasso é o custo de oportunidade. Escolha Trocas Compensatórias: satisfazer mais de uma necessidade significa satisfazer menos de outra. A empresa contrata dois gerentes e cada um deles executa uma tarefa. Qual será o custo de oportunidade da tarefa B? Suponhamos uma economia em que haja certo número de pessoas. Considerem todos essas dados constantes. quando todos os fatores de produção forem destinados a sua produção e nada for destinado à produção de camisas (carros). com o pleno emprego dos recursos disponíveis. Haverá sempre uma quantidade máxima de carros (camisas) produzidas anualmente. o sistema econômico terá decidido como alocar ou distribuir os recursos disponíveis entre as milhares de diferentes linhas de produção possíveis. supomos que apenas dois bens deverão ser produzidos: camisas e carros. Tabela 1 – Mostra as possibilidades de produção Bens Quantidade máxima Possibilidades intermediárias carros A 150 0 B 140 10 C 120 20 D 90 30 E 70 40 Carros Camisas Quantidade máxima camisas F 0 50 Curva de possibilidades de produção: combinações máximas possíveis de produção de carros e camisas. 2.Para simplificar nossa análise. certo número de fábricas e instrumentos de produção e um conjunto de recursos naturais. Fora das quantidades máximas. COMO MEDIR O CUSTO DE OPORTUNIDADE Intuitivamente: O proprietário de uma empresa que contratar gerentes.

porém. o sacrifício de consumir (produzir) menos é ainda muito grande. decidir pelo seu uso de uma forma significa desistir de usá-lo de outra. para produzir-se mais 20 mil carros } = 20 mil carros } = 10 milhões de camisas As condições para a existência desse custo são os recursos limitados e o pleno emprego de recursos. passando de B para C. isso mostra que a substituição entre a quantidade dos dois bens se torna cada vez mais difícil. Quando um bem é escasso. até F. Ao passar de D para E. Por exemplo. desistir de produzir um tanto do outro bem. Essa transformação não é física.A – estaria sacrificando toda a de camisas. A curva de possibilidade de produção representa um outro fato: uma economia no pleno emprego precisa sempre. Mas. O custo de oportunidade também pode ser definido como o valor do melhor uso alternativo desconsiderado. OU SEJA.93 Figura . ganham-se 10 milhões de camisas e sacrificam-se 20 mil carros. ganham-se 10 milhões de camisas. ao produzir um bem. à medida que se está consumindo (produzindo) pouco de um bem. o custo do que não foi escolhido e não o ganho do que foi escolhido. Ou seja. Custo de oportunidade de passar da alternativa B para C. o que ocorre quando existir desemprego geral de fatores? A razão da curva de possibilidade de produção (CPP) ser decrescente deve-se ao fato de os recursos disponíveis serem limitados. está ocorrendo a transformação de carros em camisas. O formato da curva mostra que decresce a taxas crescentes. O valor de uso que as pessoas desistiram de dar ao bem escasso é o custo de oportunidade. No exemplo acima: a fabricação somente de carros . significa apenas que estão sendo transferidos recursos da produção de carros para a produção de camisas. sacrificam-se 40 mil carros. para produzir-se mais 10 milhões de camisas Ou então: Custo de oportunidade de passar da alternativa C para B. acréscimos .Curva de Possibilidades de Produção – CPP (Transformação) camisas F E D C CPP B A 0 carros À medida que se passa do ponto A para B e assim por diante. O custo de oportunidade corresponde ao sacrifício do que se deixou de produzir.

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iguais na produção de camisas (10 milhões) levam a queda cada vez maior na produção de carros. Esse fenômeno dos custos crescentes surge à medida que se transferem recursos adequados e eficientes de uma atividade para outra, em que eles se apresentam ineficientes e inadequados. Aqui opera a chamada lei dos rendimentos decrescentes. Assim, se insistir somente na produção de camisas, será necessário recorrer aos soldadores de chapas de aço para passarem a pregar mangas de camisas. A CPP é côncava em relação à origem em virtude da chamada Lei dos custos crescentes: para atrair trabalhadores que estão empregados na produção de camisas e deslocá-los para a de carros, deverão ser oferecidos salários maiores, e vice-versa. O que mais pode ser visto na CPP? - Eficiência
Bens de I

A= capacidade ociosa

*B *A

*C

C = nível impossível de produção B = situação ideal

Bens de C

Teste para determinar a eficiência: veja se para produzir mais de um bem a economia deve produzir menos de outro. Se a resposta for sim, então a economia está produzindo eficientemente e está sobre a sua curva de possibilidades de produção.

- Crescimento Econômico A CPP pode sofrer mudanças que ocasionarão o seu deslocamento para fora ou para dentro. Aqui são destacados três principais fatores de deslocamento: 1. Variações nos fatores considerados constantes determinarão deslocamento para a direita. 2. Variações tecnológicas iguais para os processos de produção dos dois bens deslocarão a curva para a direita e paralelamente. 3. Se a variação tecnológica for maior para o processo de produção de um determinado produto, maior será o deslocamento em relação a esse eixo. Disso, pode-se constatar também, via a curva de possibilidades de produção, o impacto, por exemplo, de um crescimento econômico que deslocará a curva para cima e para a direita.Os fatores que causam o crescimento econômico: aumento do investimento, inovações, maior divisão do trabalho e aumento nos insumos.

3. ANÁLISE MARGINAL No que as pessoas se baseiam para alocar os diferentes recursos escassos de modo a obter o maior valor?

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Análise marginal: análise dos benefícios e custos da unidade marginal de um bem ou insumo. As pessoas desejam maximizar o máximo beneficio líquido (lucro). Beneficio liquido = beneficio total (BT) – custo total (CT) Exemplo: Consumir mais uma pizza. - Encontre o aumento no BT com uma unidade a mais consumida (BMg); - Encontre o aumento no CT com uma unidade a mais consumida (CMg); - Se BMg ≥ CMg = consome mais uma pizza. Beneficio liquido aumenta POIS, BMg = aumento BT CMg = aumento CT Δ BT = BMg - CMg Exemplo: Uma indústria moveleira está produz 30 jogos de cozinha a um custo de $ 30.000 e as vende por $ 40.000. Se produzir a 31º, sua venda total será de $34.000 e seu custo total será $ 32.500. Será que a indústria produzirá a 31º unidade? OBS. A análise marginal, assim como problemas de otimização são ferramentas utilizadas no estudo dos comportamentos de consumidores e de produtores. Os consumidores sempre buscam a maximização de sua satisfação (ou utilidade) ao consumir. Os produtores buscam maximizar seus lucros ou minimizar seus custos ao produzir. Os diferentes comportamentos de consumidores e produtores serão discutidos na disciplina Teoria Econômica. Questões – Conceitos Básicos
1. Explique como os problemas econômicos fundamentais – o que e quanto, como e para quem produzir – originam-se da escassez de recursos produtivos. 2. O que mostra a CPP? 3. Defina custo de oportunidade. O que são custos de oportunidade crescentes? 4. O problema fundamental com o qual a Economia se preocupa é: ( ) a pobreza ( ) o controle dos bens produzidos ( ) a escassez ( ) a taxação daqueles que recebem toda e qualquer espécie de renda ( ) a estrutura de mercado de uma economia 5. Em um sistema de livre iniciativa privada, o sistema de preços restabelece a posição de equilíbrio: ( ) por meio da concorrência entre compradores, quando houver excesso de oferta. ( ) por meio da concorrência entre vendedores, quando houver excesso de demanda. ( ) por pressões para baixo e para cima nos preços, tais que acabem, respectivamente, com o excesso de demanda e com o excesso de oferta. ( ) por meio de pressões sobre os preços que aumentam a quantidade demandada e diminuem a quantidade ofertada, quando há excesso de oferta, e que aumentam a quantidade ofertada e diminuem a demandada, quando há excesso de demanda. ( ) todas as alternativas anteriores são falsas.

96 6. Dada a curva de possibilidades de produção, aponte a alternativa errada:

15 *D *C 10

A

*B

E

0

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( ) a economia não pode atingir B, com os recursos de que dispõe. ( ) o custo de oportunidade de passar de C para D é zero. ( ) o custo de oportunidade de aumentar a produção de X em 5 unidades, a partir do ponto E, é igual a 2 unidades de Y. ( ) nos pontos C e D, a economia apresenta recursos produtivos desempregados. ( ) somente as três primeiras alternativas estão corretas. 7. A Curva de Possibilidades de Produção, quando construída para dois bens, mostra: ( ) os desejos das pessoas perante a produção total desses dois bens. ( ) a quantidade total produzida desses dois bens em função do emprego total da mão-de-obra, ( ) a quantidade disponível desses dois bens em função das necessidades das pessoas dessa sociedade. ( ) quanto se pode produzir dos bens com as quantidades de trabalho, capital e terra existentes e com determinada tecnologia. ( ) a impossibilidade de atender às necessidades dessa sociedade, visto que os recursos são escassos. 8. O que fará com que a CPP se desloque para cima e para a direita? Comente. 9. Se o custo marginal de uma ação excede seu beneficio marginal, por que o beneficio liquido cairá? Questões Aplicadas: 10. A IBM está produzindo 50 laptps a um custo de $50.000 e os está vendendo a $60.000. Se ela produzir uma 51a unidade, sua venda total será igual a $62.000, e seu custo total será de $51.500. Será que ela deve produzir a 51a unidade? Explique. 11. Se uma firma está sujeita aos custos e benefícios mostrados abaixo, quantas plantas deveria construir? Comente. Plantas 1 2 3 Receita em $ (RT) 10.000.000 18.000.000 24.000.000 Custo total em $ (CT) 5.000.000 12.000.000 20.000.000

12. Em uma ilha, um trabalhador pode produzir em uma hora um tapete ou duas cestas. a) Qual o custo de oportunidade de um tapete? b) Suponha que o trabalhador torne-se duas vezes mais eficiente, produzindo em uma hora dois tapetes ou duas cestas. Como mudou o custo de oportunidade de um tapete? 13. A Empresa Justus Ltda treinou o administrador A por um custo de $ 40.000, e o administrador A vale $ 80.000 para a Empresa. Mais tarde a Empresa tem a oportunidade de contratar o administrador B. Esse administrador B custaria $ 40.000 para ser treinado, mas valeria $ 100.000. Porém, para contratar o administrador B a Empresa deve demitir o funcionário A. Será que a Empresa deve contratar o administrador B?

na esquina de uma rua. ou bem perto como o telefone ou os classificados do jornal. taxa de juros paga pelo cliente. o eixo horizontal mostra a quantidade procurada (Q) de empréstimo por unidade de tempo. Na Figura a seguir. considerada a procura por crédito: Escala de procura ALTERNATIVAS TAXA DE JUROS REAIS (preço do dinheiro) 3% a.a 12% a.a 6% a. Exemplo de procura ou demanda por crédito: P 15% Curva de Procura 9% 3% 20 60 100 Q À medida que a taxa de juros aumenta (preço do dinheiro). daí. mostrando que a quantidade demandada varia inversamente ao preço. A procura é dada pela curva D. Depreende-se. Procura. é entendida como a quantidade de um bem ou serviço que uma pessoa deseja e está apta a comprar a determinado preço em dado intervalo de tempo.97 MERCADO: OFERTA E DEMANDA Mercado é o encontro entre vendedores e compradores. O eixo vertical representa o preço (P). que representam os interesses de consumidores e produtores (ou vendedores). Nele estão presentes os fundamentos da procura e da oferta. Essa é a lei da procura: as quantidades . que a cada preço corresponde uma determinada quantidade demandada.a 15% a. Não precisa ser necessariamente um lugar físico. que se inclina de cima para baixo. elasticidade e as diferentes formas de organização dos mercados serão objeto de abordagem nesta Unidade. também denominada demanda. Um mercado pode estar em qualquer lugar.a VALORES DEMANDADOS (unidades monetárias) 100 80 60 40 20 A B C D E Outra forma de expressar essas diversas alternativas seria através da curva de procura ou de demanda (D). da esquerda para a direita. Essa relação pode ser representada pela escala abaixo. no outro lado do mundo. diminui a quantidade de empréstimos que os clientes se dispõem a tomar. PROCURA (OU DEMANDA) A procura. 1. oferta.a 9% a. tudo o mais permanecendo inalterado (ceteris paribus).

maiores quantidades os vendedores estarão dispostos a oferecer.a 6% a. Por outro lado.a 9% a. Quanto mais alto é o preço de mercado. refletindo o fato de que a quantidade ofertada de um dado produto varia diretamente com seu preço. OFERTA A oferta é definida como a quantidade (Q) de bem ou serviço que um vendedor ou produtor está disposto a oferecer a cada preço (P) e em determinado período de tempo.98 demandadas variam inversamente aos preços.a 12% a. se o preço do bem se eleva.a VALORES OFERTADOS (unidades monetárias) 100 80 60 40 20 A curva de oferta (S) é a representação gráfica da escala de oferta. o consumidor desejará adquirir mais bens ou serviços à medida em que o preço diminua. a tendência é que o consumidor reduza a quantidade demandada. da esquerda para a direita. uma vez que seu objetivo é alcançar a máxima satisfação possível de suas necessidades a partir de uma renda limitada. É a lei da oferta: as quantidades ofertadas variam diretamente com os preços. menores quantidades os vendedores estarão dispostos a oferecer. Ou seja.a 3% a. 2. ceteris paribus. Exemplo de oferta de crédito: P 15% 9% Curva de Oferta 3% 20 60 100 Q . As quantidades ofertadas a cada preço podem ser representadas por uma escala de oferta: Escala de Oferta ALTERNATIVAS A B C D E TAXA DE JUROS REAIS (preço do dinheiro) 15% a. Quanto mais baixo é o preço. Uma curva de oferta inclina-se para cima.

Na prática. na renda da população. condições climáticas favoráveis ou concessão de subsídios ao produto. Por outro lado. OUTROS FATORES QUE INFLUENCIAM AS CURVAS DE DEMANDA E OFERTA O termo ceteris paribus. existem inúmeras outras causas que podem influenciar as quantidades demandadas ou ofertadas. Preços D 15% 12% S E Pe 9% 6% 3% S D 20 40 60 80 Qe 100 Quantidade .99 Nesse exemplo. Sob a ótica da demanda. Aperfeiçoamento das técnicas produtivas. fatores como condições climáticas desfavoráveis ou aumento dos impostos sobre o produto provocarão diminuição nas quantidades ofertadas. .elevação de taxa de juros pelos concorrentes aumentará a demanda por crédito em um banco. além do preço. 3. PREÇO E QUANTIDADE DE EQUILÍBRIO O preço e a quantidade de equilíbrio de mercado são determinados pela interação das curvas de demanda e oferta. mesmo mantendo-se estável o preço. onde os interesses de demandantes e ofertantes são coincidentes.elevação na renda de uma comunidade determinará maior demanda por bens de consumo duráveis. nos preços de outros bens e nas expectativas sobre o futuro podem influenciar significativamente as quantidades demandadas pela sociedade. . entretanto.aumento no consumo de sucos naturais faz com que diminua a quantidade demandada de refrigerantes. empregado na definição da procura e da oferta. diversas causas. Se a análise for sob o enfoque da oferta. redução dos custos de produção. os bancos se dispõem a oferecer maior volume de crédito. alterações no gosto ou preferência dos consumidores. certamente aumentarão as quantidades ofertadas. significa que a quantidade demandada ou ofertada varia apenas em função de alterações de preço. à medida que a taxa de juros aumenta. podem influenciar as quantidades ofertadas. 4. conforme mostra a Figura abaixo. Mantendo os demais fatores constantes: .

(preço de equilíbrio) e a quantidade de crédito da ordem de 60 UM (quantidade de equilíbrio). com taxa de juros 9% a.1. Deslocamentos ao longo de uma mesma curva Deslocamentos ao longo de uma curva de demanda ou de oferta ocorrem devido às variações de preços. ceteris paribus. 4. No gráfico acima. o preço aumentou de P0 para P1 e em conseqüência a quantidade demandada caiu de Q0 para Q1. a quantidade demandada aumentaria de Q1 para Q0 . o ponto E mostra onde os interesses se equivalem. Curva de Demanda P P Movimento P0 Q Q0 Q Uma variação no preço altera a quantidade demandada. O movimento inverso é possível: se o preço caísse de P1 para P0. Curva de Oferta P P P P P0 P0 P0 Q0 Q Q .100 No exemplo apresentado.a.

etc. na tecnologia de produção. ao mesmo preço. os consumidores desejam comprar mais/menos quantidades de um determinado produto. A curva de demanda se desloca paralelamente para direita ou para esquerda. nos custos.2. O inverso aqui também é possível: se o preço diminuísse de P1 para P0 . aumenta a quantidade ofertada de Q0 para Q1.101 Uma variação só no preço de P0 para P1. 4. refletindo as alterações ocorridas. a quantidade ofertada do produto seria reduzida de Q1 para Q0 . Deslocamento das curvas de demanda e de oferta Deslocamentos das curvas de demanda por um determinado bem ou serviço são provocados por variações de gosto ou preferência. Curvas de Demanda Aumento da Procura Redução da Procura O deslocamento das curvas de oferta para a direita ou para a esquerda é devido a variações na tributação. Isso quer dizer que. de preços de outros bens (substitutos ou complementares) e da renda do consumidor. Curvas de Oferta Redução da Oferta Aumento da Oferta . na produtividade.

compradores insatisfeitos estarão dispostos a oferecer maior preço para conseguirem o produto. Exemplo: piso salarial . Maior oferta Preços P0 P1 D S S1 D S S1 ΔP P0 Q0 P1 Q1 = Preço de equilíbrio = Quantidade de equilíbrio = Novo preço de equilíbrio = Nova quantidade de equilíbrio ΔQ Q0 Q1 Quantidade Efeito do deslocamento da Oferta sobre o equilíbrio de mercado Aumento de oferta significa aumento da quantidade de produtos à disposição dos consumidores. Se não houver alteração na demanda.102 4. . Deslocamento da demanda e variações de preço Mudanças na curva de demanda. permanecendo inalterada a curva de demanda. a concorrência entre os vendedores empurrará os preços para baixo e. alterarão a quantidade e o preço de equilíbrio.Tetos de Preço: governo proíbe que o preço ultrapasse um valor máximo. a curto prazo. não havendo quantidade suficiente de bens. 4. 5. alterarão a quantidade e o preço de equilíbrio. a quantidade transacionada aumentará.3. em conseqüência. ceteris paribus. para atender a essa demanda. Maior Demanda Preços D D1 S P1 ΔP P0 S D1 P0 Q0 P1 Q1 = Preço de equilíbrio = Quantidade de equilíbrio = Novo preço de equilíbrio = Nova quantidade de equilíbrio ΔQ Q0 Q1 D Quantidade Efeito do deslocamento da Demanda sobre o equilíbrio de mercado Aumentando a demanda.Pisos de Preço: governo proíbe que o preço caia abaixo e certo valor. INTERVENÇÕES DE MERCADO . Exemplo: teto para a gasolina.4. Deslocamento da oferta e variações de preço Mudanças na curva de oferta.

Ao longo de um período de 5 anos. c) essenciabilidade do produto — quanto mais essencial for o produto. Isso apoia ou contradiz a lei da demanda? Comente. Suponha que uma lei de controle de aluguéis force os aluguéis abaixo do seu preço de mercado. Existem certos fatores que explicam ou influenciam o valor da elasticidade-preço de demanda. b) peso do produto no orçamento — se for pouco substituível. quanto menor o peso no orçamento.103 Consequências das Intervenções: racionamento não liderado por preços. menor deverá ser sua elasticidade-preço. Nesse sentido. Como os proprietários compensam s efeitos das leis de controle de aluguéis em seus ganhos? Exemplifique. por exemplo. quanto mais perfeitos forem os substitutos de um produto. a um preço mais elevado. a procura do produto é considerada elástica. a procura é dita inelástica. correspondia uma redução da quantidade demandada e. Questões Aplicadas: 1. . A forma correta de se medir essa sensibilidade é através da relação entre a variação percentual na quantidade e a variação percentual no preço. Quando as variações forem percentualmente iguais. Os elementos apresentados a seguir devem ser entendidos como alguns subsídios ao entendimento do porquê da demanda de certos produtos serem mais elásticas que a de outros: a) existência de produtos substitutos — é de se esperar que. um aumento da quantidade ofertada. ela mede o impacto sobre a quantidade decorrente de alterações no preço (elasticidade-preço) do próprio bem e na renda do consumidor (elasticidade-renda). Considerando o equilíbrio de mercado. Qual a intensidade desses efeitos? Eles seriam idênticos. O preço de casas é tão alto que há uma falta de casas. menor deverá ser a elasticiade-preço. 3. ou o preço subir 6% e a quantidade demandada reduzir-se em 10%. Caso as variações de quantidade sejam proporcionalmente menores que as variações de preço. e o preço de todos os outros bens aumentou 12%. maior a tendência de esse produto ter demanda elástica. É o que ocorre se. por outro lado. O CONCEITO DE ELASTICIDADE A noção de elasticidade é de fundamental importância na compreensão e análise dos mercados de bens e serviços. Nem todos os que desejam comprar uma casa poderão comprar uma. mudanças na qualidade e mercados negros. 2. o preço de um produto subir 10% e a quantidade demandada reduzir-se em 20%. por exemplo. Se a quantidade procurada variar mais que proporcionalmente à alteração nos preços. 6. Durante o mesmo período. Essa afirmação está correta? Explique. mais TVs foram vendidas. foi visto que. a procura do produto tem eleasticidade unitária. o preço dos aparelhos de TV aumentou 5%. ou diferenciados de um produto para outro? Como medir a eleasticidade? Elasticidade-preço da procura A elasticidade-preço da procura reflete a sensibilidade da quantidade procurada por dado produto a uma alteração no preço desse produto.

comércio varejista em geral. Elasticidade-renda da procura A elasticidade-renda da procura mede a variação percentual na quantidade demandada de um produto decorrente da variação percentual na renda dos consumidores. 7. o poder dos diferentes agentes econômicos é também diferenciado. sal é exemplo clássico de produto com procura inelástica e viagem de turismo é um bem de demanda elástica. . disponibilidade de insumos e de mão-de-obra e tempo de ajuste na produção. Concorrência perfeita: . Se a resposta da quantidade for de 5%. Em decorrência da própria dinâmica da economia capitalista. Caso o aumento na renda implique queda na quantidade demandada.pequeno número de empresas controla a quase totalidade do mercado. tornando o mercado pulverizado de tal forma que nenhum comprador ou vendedor tenha condições de influenciar os preços ou o comportamento dos demais agentes. Oligopólio: . ESTRUTURA DE MERCADO O comportamento de ofertantes e demandantes no mercado não é uniforme. Se a magnitude de variação na quantidade for de 10%. Concorrência monopolística: . A diferença é subjetiva. Se o aumento na renda implica aumento na quantidade demandada. a oferta apresenta elasticidade unitária. se o preço de um bem aumentar 10% e a quantidade crescer 20%. Exemplos: feira livre. Exemplos: calças jeans.homogeneidade de produtos. pizzarias.perfeita mobilidade de recursos.concorrência pela diferenciação de produtos.forte bloqueio à entrada de concorrentes. . . Elasticidade-preço da oferta Análise similar é válida para a curva de oferta. . publicidade.104 Nesse sentido. a oferta desse bem será inelástica.tendência à formação de cartéis e à rigidez de preços. Exemplo: aparelhos eletrodomésticos. . as variações nos preços e nas quantidades são na mesma direção. . a elasticidade-renda é negativa e o produto é classificado como bem inferior.pouca diferenciação dos produtos.tendência à concentração de capitais através de fusões.grande número de empresas. etc. a começar pelo preço. Porém.grande número de consumidores e ofertantes. Exemplo: farinha de mandioca. . . por parte dos que o integram.fracas barreiras quanto ao ingresso e saída do mercado. . em relação a mudanças de preços. . Cada concorrente estabelece um produto único e ligeiramente diferenciado pela marca. Assim. a oferta será elástica. embalagem.ausência de entraves ao ingresso de novas empresas. A sensibilidade da oferta de produtos a variações nos preços depende de fatores como percentual de utilização da capacidade instalada. a elasticidaderenda é positiva e o produto é classificado como bem normal. Veremos a seguir as características básicas dos principais tipos de mercado. . franquias.perfeito conhecimento do mercado.

poucas empresas compradoras. Exemplo: correios. com Alguma Limitação Jeans franquias Cimento. . tecnológicas e econômicas ao ingresso de concorrentes no mercado.quadro síntese Tipos de Mercado N° Vendedores Nº Compradores Dificuldade de Entrada no Mercado Concorrência Perfeita Concorrência Monopolística Grau de Diferenciação do Produto Quem Determina o Preço Exemplos Muitos Muitos Nenhuma Nenhum Mercado Feira Livre Muitos Muitos __ Subjetivo Vendedor.existência de uma única empresa produtora de bens e serviços para os quais. aço.105 Exemplos: indústria automobilística. Monopsônio: . petroquímica etc.grande dificuldade de entrada no mercado para novos compradores. . Estruturas de mercado .barreiras legais. fábricas de cigarros.preço determinado pelo comprador. . . no curto prazo. . Exemplo: setor público na compra de produtos específicos. .preço do produto determinado pelos demandantes. Oligopsônio: .uma única empresa compradora de determinado produto. de vidros. cimento. pneumáticos. Exemplo: indústria automobilística. Automóveis Oligopólio Poucos __ Grande Padronizado ou Diferenciado Vendedor Monopólio Um __ Total Não há substitutos Satisfatórios Vendedor Correios Monopsônio __ Um Total __ Comprador setor público na aquisição de produtos específicos Oligopsônio __ Poucos Grande Padronizado ou Diferenciado Comprador Agroindústrias . química. Cerveja.o lucro total da empresa é máximo para cada nível de produção e preço por ela estabelecido. Monopólio: .dimensões do mercado estabelecidas pela empresa via determinação prévia do volume de produção e dos preços desejáveis. não existem substitutos próximos.

Revista de Economia Política. (Disponível: http://www. 20ª ed. A Ordem do Progresso. PINHO. 2ª ed. Marco Antônio Sandoval de (Org. A economia e a política do Plano Real. combinam-se ou fundem-se para assegurar esse controle. São Paulo: Nobel. O tipo mais comum de cartel é o de empresas que produzem artigos semelhantes. Referência Bibliográfica ABREU. São Paulo: Atlas. Revista de Economia Política. É o caso do truste. 14 (56): 129-149. (2005) Manual de Economia. Luis Carlos Bresser (1996).br). Orçamento e Gestão (http://www. O dumping se caracteriza pela venda de produtos a preços mais baixos que os custos. A Inflação decifrada. Luis Carlos Bresser (1994). BAER. Cartel é um grupo de empresas independentes que formalizam um acordo para sua atuação coordenada. Werner (2002). Ministério do Planejamento. São Paulo: Campus. 16(64): 20-35.gov. Introdução à Economia. Boletim do Banco Central do Brasil . São Paulo: Saraiva. com vistas a interesses comuns.Relatório 2005. 17ª ed. Walter (2003).). Eliana (1996) Economia Brasileira ao Alcance de Todos.br) PEREIRA. PEREIRA. estabelecendo preços elevados que lhes garantam altas margens de lucro.planejamento. . Parte IV – Finanças Públicas. ROSSETTI. A Economia Brasileira. 5ª ed. Economia. dumping e cartel. O truste é o tipo de estrutura em que várias empresas.gov. Marcelo de Paiva (1990).106 O mercado também cria algumas imperfeições que impedem o que se poderia chamar de seu comportamento “natural”. São Paulo: Saraiva.bcb. CARDOSO. já detendo a maior parte do mercado. com a finalidade de eliminar concorrentes e conquistar fatias maiores de mercado. WESSELS. Essas imperfeições estão relacionadas ao poder de mercado e formas de atingi-lo ou mantê-lo. de forma a constituir um monopólio de mercado. Editora Brasiliense. José Paschoal (2003). Diva Benevides & VASCONCELLOS.

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