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Apostila calculo1

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Material Didático de Estudo

DISCIPLINA: CÁLCULO I







Acadêmico(a): __________________________________________


Turma: _________________________________________________





“Eu nunca ensino aos meus alunos, apenas tento dar condições nas quais eles possam aprender.”
(Albert Einstein)






2008/1






Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
2
Capítulo 1: Funções

1.1 ANÁLISE GRÁFICA DAS FUNÇÕES

1.1.1 EXERCÍCIOS

Abaixo estão representadas graficamente algumas funções. Analise cada uma dessas funções e responda
às perguntas referentes a cada exercício.

1. Ao acionar o freio de um automóvel, a distância para que ele pare, é denominada “espaço de
frenagem”. Este depende de vários fatores, entre eles, a velocidade em que o carro se encontra quando o
freio é acionado.
















a) Quantos metros o automóvel ainda deverá percorrer quando freado a uma velocidade de 60 km/h? E
a 80 km/h? E a 120 km/h?
b) A que velocidade deve estar o veículo para que o espaço de frenagem seja de 40 m?
c) Quando aumentamos a velocidade de 80 para 120 km/h, em quantos metros aumentará o espaço de
frenagem?

2. Um reservatório, contendo 500 litros de água, dispõe de uma válvula na sua parte inferior. Um
dispositivo foi utilizado para registrar o volume de água a cada instante, a partir do momento em que a
válvula foi aberta. Os valores obtidos durante a operação permitiram construir o gráfico do volume de
água (em litros) em função do tempo (em minutos).













a) Quais as variáveis envolvidas?
b) O volume de água permaneceu constante no reservatório?
c) Após 10 minutos, qual o volume de água existente no reservatório?
d) Quantos minutos decorreram até que o volume da água existente no reservatório caísse pela metade?
Em quanto tempo o reservatório foi esvaziado?
e) Qual o significado do intercepto vertical? E do intercepto horizontal?



0
10
20
30
40
50
60
70
80
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 110 120
Velocidade (km/h)
E
s
p
a
ç
o

d
e

f
r
e
n
a
g
e
m

(
m
)
0
100
200
300
400
500
0 5 10 15 20 25 30 35 40
Tempo (min)
V
o
l
u
m
e

(
l
i
t
r
o
s
)
Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
3
3. Em Química e Física, estudamos os estados da matéria. Um gráfico representativo da temperatura, em
o
C, em função do tempo, em minutos, de aquecimento da água inicialmente a –20
o
C até a temperatura de
120
o
C é:

Com os dados do gráfico, responda:
a) Qual o domínio da função?
b) Qual o conjunto imagem?
c) Que “trechos” da função são constantes?
d) Para qual intervalo de tempo a temperatura é maior que zero, ou seja, para que valores de t temos
a temperatura positiva?
e) Para qual intervalo de tempo a temperatura é menor que zero, ou seja, para que valores de t temos a
temperatura negativa?

4. Sob temperatura constante, o volume de certa massa de gás é função da pressão a que o mesmo está
submetido, como se vê no gráfico abaixo:


















Observando o gráfico, responda:
a) Qual a variável independente?
b) O que significa o fato, do gráfico, à medida que avança para a direita, ir descendo?
c) Qual é a variação do volume deste gás quando alteramos a pressão a que está submetido de 0,5 para 1
atmosfera?
d)E de 2 para 2,5 atmosferas?








0
10
20
30
40
50
0 0,5 1 1,5 2 2,5 3 3,5
Pressão (atm)
V
o
l
u
m
e

(
c
m
3
)
-40
-20
0
20
40
60
80
100
120
140
0 5 10 15 20 25 30
t (min)
T

(
o
C

)
Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
4
5. Uma peça esférica de diâmetro 5” de aço 1035, com temperatura 1600°F, foi resfriada em água não
agitada com temperatura 123°F. As temperaturas foram lidas em 2 pontos da peça: ½“ e 2.½“ abaixo de
sua superfície, conforme o gráfico abaixo.

Resfriamento: esfera de aço 1035
0
200
400
600
800
1000
1200
1400
1600
0 1 2 3 4 5 6 7
Tempo (min)
T
e
m
p
e
r
a
t
u
r
a

(
o
F
)
Profundidade 1/2" Profundidade 2 1/2"


a) qual a temperatura da peça quando medida a uma profundidade de ½” abaixo de sua superfície, após
5 minutos de resfriamento? E à profundidade de 2.½”?
b) depois de quanto tempo de resfriamento a peça atinge a temperatura de 800°F, à profundidade de ½”?
E à profundidade de 2.½”?

6. O gráfico abaixo representa a temperatura, em
o
C, em função do tempo, em horas, numa dada
experiência:




Com os dados do gráfico, responda:
a) Qual o domínio da função?
b) Qual o conjunto imagem?
c) Determine em quais momentos a temperatura é igual a zero.
d) Para qual intervalo de tempo a temperatura é maior que zero.
e) Para qual intervalo de tempo a temperatura é menor que zero.







-12,5
-10
-7,5
-5
-2,5
0
2,5
5
7,5
10
12,5
15
17,5
20
22,5
25
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12
Tempo (horas)
T
e
m
p
e
r
a
t
u
r
a

(
o
C
)
Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
5
0
10
20
30
40
50
60
70
80
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 110 120
Velocidade (km/h)
E
s
p
a
ç
o

d
e

f
r
e
n
a
g
e
m

(
m
)


1.2 DEFINIÇÃO DE FUNÇÃO


No gráfico ao lado, pode-se observar que o espaço de frenagem
representa uma grandeza variável: ele pode ser de 10 metros ou
de 30 metros (citando apenas dois exemplos).

A velocidade também é outra grandeza variável, já que o
automóvel pode andar em diversas velocidades. Portanto, o
espaço de frenagem e a velocidade são variáveis, mas seus
valores não são independentes entre si. O espaço de frenagem
depende da velocidade do veículo ou, em outras palavras, para
cada velocidade há um único espaço de frenagem.

Assim, pode-se considerar as duas variáveis em questão, uma
assumindo valores num conjunto A (Domínio) e a outra num
conjunto B (Contradomínio), de modo que o gráfico retrate uma
situação tal que cada elemento do conjunto A corresponda a um
único elemento do conjunto B.

Matematicamente, a função pode ser definida como um tipo especial de relação entre grandezas:


Sejam A e B dois conjuntos não vazios e “ f ” uma relação de A em B. Essa relação “ f ” é uma função de
A em B quando a cada elemento “x” do conjunto A está associado um, e apenas um, elemento “y” do
conjunto B.




• O conjunto A de valores que podem ser atribuídos a “x” é chamado domínio da função e indica-se por
D ou D
f
(sendo que a variável “x” é chamada variável independente).

• O valor de “y”, correspondente a determinado valor atribuído a “x”, é chamado imagem de x pela
função e é representado por f(x). A variável “y” é chamada variável dependente.

• O conjunto Im, formado pelos valores que “y” assume em correspondência aos valores de “x”, é
chamado conjunto imagem da função. Obs.: podemos representar y = f(x).


1.2.1 NOTAÇÃO DE FUNÇÃO

Para indicar que uma função “ f ” tem domínio em A e contradomínio em B, usa-se: f : A → B. (lê-se: f de
A em B).

• No exemplo apresentado acima, temos que:

- Variáveis envolvidas:


- Domínio da função: D = [ 0 , 120 ] ou D = { x ∈ ℝ | 0 ≤ x ≤ 120 }
- Imagem da função: Im = [ 0 , 70 ] ou Im = { y ∈ ℝ | 0 ≤ y ≤ 70 }









independente (x) → velocidade (km/h)
dependente (y) → espaço de frenagem
( )
Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
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1.2.2 GRÁFICO DE UMA FUNÇÃO (No Sistema Cartesiano Ortogonal)

O Sistema Cartesiano Ortogonal, também conhecido como Plano Cartesiano (ℝ
2
ou E
2
) é formado por
dois eixos reais, perpendiculares (ortogonais) entre si, gerando quatro regiões denominadas quadrantes.
O eixo “x”, também é dito eixo das abscissas e o eixo “y” também é dito eixo das ordenadas.

A intersecção dos eixos coordenados determina um ponto único, denominado origem → (0 , 0). Cada
ponto neste plano é determinado por um par ordenado na forma (x , y), sendo que “x” e “y” formam as
coordenadas de um ponto.

Observações:

• Todo ponto pertencente ao eixo das abscissas terá ordenada nula, ou seja, será da forma: (x , 0).
• Todo ponto pertencente ao eixo das ordenadas terá abscissa nula, ou seja, será da forma: (0 , y).



Construindo um Gráfico de Função através da Fórmula Matemática

O gráfico, ou a representação gráfica de uma função, é uma forma de apresentarmos o comportamento
de um fenômeno numa forma visual (geométrica), o que em muitos casos, facilita a compreensão do
fenômeno, possibilitando perceber o seu comportamento de uma forma mais ampla. Para tanto,
utilizaremos o sistema cartesiano ortogonal, indicando os valores de “x” e “y” nos seus eixos
correspondentes.

Etapas para a construção de um gráfico:
• Montar uma tabela, atribuindo valores para “x” (conforme o Domínio da função) e calculando os
respectivos valores de “y”;
• Marcar no plano cartesiano os pontos gerados pelos pares ordenados (x , y) encontrados na tabela;
• Ligar (ou não) os pontos marcados no plano cartesiano por meio de uma curva (de acordo com a
função e o domínio desta).
































Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
7
1.3 FUNÇÕES ELEMENTARES

1.3.1 FUNÇÃO CONSTANTE

1.3.1.1 EXEMPLOS

1) Sob temperatura ambiente, variando de 16
o
C a 54
o
C, o corpo humano é capaz de manter
indefinidamente, uma temperatura de 36,7º C.
Esta função, na faixa de temperatura mencionada, pode ser assim representada:
| | ℜ → 54 , 16 : f definida por f(x) = 36,7
0
5
10
15
20
25
30
35
40
0 10 20 30 40 50 60
Temperatura Ambiente
T
e
m
p
e
r
a
t
u
r
a

d
o

C
o
r
p
o


Logo, nesta faixa de temperatura ambiente, tem-se uma função constante.




2) Em um determinado ano, uma empresa em expansão contratou 100 funcionários em março e 100 em
outubro. Em janeiro deste mesmo ano o número de funcionários era 200. Matematicamente, podemos
equacionar esta situação como sendo uma função f : D → ℕ com D = {meses do ano} definida por:







Foi solicitada pelo setor de recursos humanos desta firma uma representação visual, de modo a
relacionar os meses do ano com o número de funcionários empregados (meses X funcionários).

Assim temos:

Número de
funcionários












J F M A M J J A S O N D Meses do ano (200X)




¦
¹
¦
´
¦



=
} , , { , 400
} , , , , , , { , 300
} , { , 200
) (
dezembro novembro outubro x se
setembro agosto julho junho maio abril março x se
fevereiro janeiro x se
x f
200
300
400
Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
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1.3.1.2 DEFINIÇÃO

Uma função cuja lei de associação é do tipo f(x) = k (ou y = k), com k ∈ ℝ é chamada de função
constante, pois para qualquer valor atribuído à variável “x”, sua imagem “y” será sempre a mesma, de
valor “k”. Podemos acrescentar ainda, que se trata de uma função que não é crescente, nem decrescente,
mas sim constante, pois o valor da função (y) não cresce nem decresce, permanecendo o mesmo, ou seja,
constante.
Podemos observar que neste caso a taxa se variação é nula.
Lembre-se que: y = f(x).

Graficamente, tem-se uma reta paralela ao eixo das abscissas, cortando o eixo das ordenadas no ponto (0
, k).

Se k > 0: Se k = 0: Se k < 0:

y y y


k




0 x 0 x 0 x



k




1.3.1.3 EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1) Construa os gráficos das funções dadas por:

a) f(x) = 4 com D = ℝ d) y = – 3 com D = [–5 , 2 [

b) g(x) =
3
40
− com D = ℝ
+
e) y = 0 com D = { x ∈ ℝ | – 4 < x ≤ 3 }

c) y = π com D = ℝ f) h(x) = 51 com D = ℝ g) y = – 7 com D = { x ∈ ℝ | x < 6 }


2) Determine o conjunto imagem para cada uma das funções do exercício anterior.

3) Em uma cidade, o departamento de água da prefeitura decidiu fazer uma experiência e passou a
cobrar as contas de água dos consumidores com preços fixos para intervalos de consumo. Assim, por
exemplo, para qualquer consumo inferior a 20m
3
, a conta será de R$ 18,50. Abaixo, você pode ver a lei de
formação utilizada para determinar o valor “V” da conta, em reais, em função do consumo “c”, em
metros cúbicos.

¦
¹
¦
´
¦

< ≤
< ≤
=
50 00 , 59
50 20 50 , 47
20 0 50 , 18
) (
c se
c se
c se
c V Obs.: O consumo é medido mensalmente.

a) Construa o gráfico no plano cartesiano V x c (valor da conta por consumo) determinando o D e Im.
b) Quanto pagará um morador que consumir 20m
3
de água em um mês? E se consumir 36,4m
3
num mês?
c) Qual foi o consumo de uma casa cuja conta apresentou um valor de R$ 59,00?
d) Quanto pagou um morador que supostamente não consumiu nenhuma quantidade de água num mês?







Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
9
4) Abaixo, pode-se ver parte de um gráfico que mostra o valor “y” a ser pago (em reais) pelo uso de um
determinado estacionamento por um período de “x” horas. Suponha que o padrão observado no gráfico
não se altere quando “x” cresce. Nestas condições, pergunta-se:












a) Quanto deverá pagar uma pessoa, por utilizar o estacionamento durante meia hora? E durante duas
horas?
b) Quanto deverá pagar alguém que estacionar das 8h e 46min até as 11h e 50min?
c) Quanto tempo ficou no estacionamento um carro se o proprietário pagou R$ 8,00?
d) Quanto pagará um indivíduo que estacionar seu veículo das 22h de um dia até as 8h e 30min do dia
seguinte?

Respostas:

1a) 1b) 1c) 1d)












1e) 1f) 1g)










2a) Im = { 4 } 2b) Im ={ }
3
40 −
2c) Im = { π } 2d) Im ={ } 3 −
2e) Im = { 0 }
2f) Im = { 51 }
2g) Im = { –7 }

3a) Valor conta (R$)













0 20 50 Consumo (m
3
)


3a) D = { c ∈ ℝ | c ≥ 0 } e

Im = { 18,50 ; 47,50 ; 59,00 }

3b) R$ 47,50 e R$ 47,50

3c) c ≥ 50 m
3

3d) R$ 18,50

4a) R$ 2,00 e R$ 3,50

4b) R$ 6,50

4c) { x ∈ ℝ | 4 < x ≤ 5 }

4d) R$ 17,00
y
x
0
– 40/3
y
x
3
0
– 4
18,50
47,50
59,00
y
x
6
– 7
0

y
x
51
0

y
x
4
0

y
x
0
π

y
x
– 5 2
3 −
0

R$
Horas
6,5
5
3,5
2
0 1 2 3 4
Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
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1.3.2 FUNÇÃO DO 1º. GRAU (ou Função linear)

1.3.2.1 EXEMPLO

Uma panela com água à temperatura de 15
o
C é levada ao fogo e observa-se que, a cada 1 minuto, a
temperatura sobe 2
o
C. De acordo com os dados, forneça a lei (fórmula) que representa o aumento de
temperatura em função do tempo.

Resolução:
Tempo inicial (t
o
): 0 min Temperatura inicial (T
o
) : 15
o
C









Cada temperatura é a temperatura inicial mais um acréscimo de 2
o
C por minuto.
Logo, a lei que relaciona o aumento de temperatura em função do tempo é:

T(t) = 15 + 2t , sendo esta, a solução do problema em questão.

1.3.2.2 DEFINIÇÃO

São funções que têm taxa constante de crescimento ou decrescimento. Uma função é dita do 1º. grau se
sua inclinação, ou taxa de variação, é a mesma em toda parte. E é o fato da taxa de variação ser constante
que faz de seu gráfico uma reta.
Logo, esta inclinação pode ser calculada com valores das funções em 2 pontos, m e n, usando a fórmula:

. ) ( var
) ( ) (
b e a entre x f de iação de média taxa
a b
a f b f
x
y
percurso
subida
Inclinação =


=


= =


Para uma função não linear, a taxa de variação varia.


Esta função tem a forma y = ax + b, com a≠ 0 e a e b Є R, com domínio e contra-domínio real.

Seu gráfico é uma reta tal que:
• a é a inclinação, ou taxa de variação de y com relação a x ou ainda, coeficiente angular da reta.
• O valor da abscissa onde o gráfico corta o eixo “x” denomina-se raiz ou zero da função, que pode ser
determinado algebricamente fazendo f(x) = 0.
• b é o intercepto vertical ou intercepto y, ou seja, é o valor de y quando x é zero.
• A raiz também é conhecida como intercepto horizontal ou intercepto x.


1.3.2.3 FUNÇÕES CRESCENTES E DECRESCENTES

Os termos crescente e decrescente podem ser aplicados a outras funções, não apenas às lineares.

Qualquer função é crescente se os valores de y = f(x) crescem quando x cresce e é decrescente se os
valores de y= f (x) decrescem quando x cresce.

Uma função linear, y = ax + b, é crescente quando a taxa de variação for positiva, ou seja, quando
“a > 0”.

Uma função linear, y = ax + b, é decrescente quando a taxa de variação for negativa, ou seja, quando
“a < 0”.

Tempo (min) Temperatura (
o
C)
0 15
1 17 (17 = 15 + 2.1)
2 19 (19 = 15 + 2.2)
3 21 (21 = 15 + 2.3)
Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
11
1.3.2.5 GRÁFICO

Geometricamente, a função polinomial do 1º grau é representada por uma linha reta oblíqua aos eixos
coordenados, cortando o eixo das ordenadas no ponto (0 , b).

Se a > 0 ⇒ f(x) é crescente Se a < 0 ⇒ f(x) é decrescente

y y
f(x) f(x)


b b



x’ 0 x 0 x’ x






1.3.2.6 EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1)Construa, no sistema cartesiano ortogonal, os gráficos das funções dadas por:
a)
4
x
y − = d) 32
5
9
+ = C F g) x y − =
2
1
j) x y 3 1+ − = com D = { x ∈ ℝ x ≤ 0 }
b) 5 2 ) ( + − = x x f e) 3 ) ( + = x x f h) x y 3 − = com D = [ –2, + ∞ [

c) 0 3 2 = + + − y x f) x x g − − = 1 ) ( i) 2 2 ) ( + = x x h com D = [ –1, 2 [

2) Construa, num mesmo sistema cartesiano ortogonal, os gráficos das funções dadas por f(x) = x e g(x) =
– x.

Respostas:

1a) 1b) 1c) 1d) 1e)








1f) 1g) 1h) 1i) 1j)








2)










Raiz ou zero
da função


Raiz ou zero
da função


y
x


5
5/2
0
y
x
4
–1


0
y
x
0
3
–3/2


y
x


1/2
1/2
0
y
x
0
6
–2

y
x
– 4

–1
0 –1
F
C
–160/9

0
32

y
x
–3

3
0

y
x
–3
● 3

3
f(x)
g(x)
45º 45º
y
x –1


0
–1

y
x 2 –1
6
2

Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
12
1.3.2.7 DETERMINAÇÃO DA FUNÇÃO DO 1º GRAU A PARTIR DO SEU GRÁFICO


Relembrando: f(x) = ax + b, sendo: a → coeficiente angular (declividade) e b → coeficiente linear

Calculando o coeficiente angular “a” através do gráfico:


Conhecendo o ângulo “α” (inclinação) formado entre a reta “r” e o eixo “x” (no sentido anti-horário),
usa-se: α tg a =

Conhecendo dois pontos A(x
A
, y
A
) e B(x
B
, y
B
), pertencentes a reta “r”, usa-se:
x
y
tg a


= = α











x’ 0 x
A
x
B

r






1.3.2.8 EXEMPLOS

1) Uma barra de aço com temperatura inicial de – 10ºC foi aquecida até 30ºC. O gráfico abaixo representa
a variação da temperatura da barra em função do tempo gasto nesta experiência. Determine:
a) a taxa de variação da temperatura em função do tempo;
b) a função (fórmula matemática) que representa o fenômeno em questão;
c) em quanto tempo, após o início da experiência, a temperatura da barra atingiu 0ºC;
d) o Domínio e o conjunto Imagem desta situação.

temperatura (ºC)

30



tempo (min)

5

- 10











Observações:

• Variação da inclinação da reta de uma função
do 1º grau: ° < < 180 0 α com º 90 ≠ α .

• Se α = 0 ⇔ a = 0, tem-se neste caso uma
“função constante” (reta paralela ao eixo “x”).
n
y
B
y
A
α

y
x
B
A α

Raiz ou zero
da função
∆y
∆x




Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
13
2) O gráfico abaixo representa a variação da pressão da água do mar em função da profundidade.
Construa a função que relaciona pressão e profundidade Calcule a pressão sofrida pelo mergulhador se
estiver a uma profundidade de 35 metros. Qual o domínio e a imagem da função sabendo que a
profundidade máxima do local é de 35 metros?

Pressão (atm)


3

1

20 profundidade (m)

3) Um certo encanador (A) cobra por serviço feito um valor fixo de R$ 60,00 mais R$ 10,00 por hora de
trabalho. Um outro encanador (B) cobra um valor fixo de R$ 40,00 mais R$ 15,00 por hora de trabalho.
Determine a lei da função que relaciona preço e tempo de serviço para cada um dos encanadores. Faça o
gráfico das duas funções num mesmo plano cartesiano. Considerando o menor custo para a realização de
um trabalho, analise as vantagens e desvantagens da contratação dos serviços de cada um dos
encanadores.

4) Analisando o gráfico abaixo, determine:
a) as funções f(x) e g(x);
b) as raízes de f(x) e g(x);
c) as coordenadas do ponto P (intersecção das retas).















5) Determine a função geradora do gráfico abaixo:
















–3
–2
1 2
–5





g(x)
f(x) y
x
0
P
y
x
3
1
– 9
– 2
0
Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
14
1.3.2.9 EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1) Duas operadoras de telefonia celular apresentam planos similares para seus usuários. O plano da
operadora “V” tem uma mensalidade no valor de R$ 25,00 e uma tarifa de R$ 0,70 por minuto em
ligações locais. O plano da operadora “T” tem custo de R$ 0,50 por minuto para ligações locais e uma
mensalidade no valor de R$ 30,00. Utilizando seus conhecimentos sobre função polinomial do 1º grau,
determine a lei da função que relaciona preço e tempo de ligação para cada um dos operadoras, faça o
gráfico das duas funções num mesmo plano cartesiano e analise as vantagens e desvantagens de cada
uma das operadoras.


2) Determine a função geradora de cada um dos gráficos a seguir.

a) b) c)







3) O valor total cobrado por um eletricista inclui uma parte fixa correspondente à visita e outra variável
correspondente à quantidade de fio requerida pelo serviço. O gráfico abaixo representa o valor do
serviço efetuado em função da metragem de fio usada no serviço. Construa a lei da função que
determina a pressão em função da quantidade de fio e determine quanto cobrará o eletricista se usar 18
metros de fio para executar o serviço?

Preço (R$)

72
6

14 20 metros

4) Um fabricante vende um produto por R$ 2,00 a unidade. O custo total do produto consiste numa taxa
fixa de R$ 120,00 mais o custo de produção de R$ 0,40 por unidade.
a) Qual a função matemática que expressa o lucro em função das peças vendidas?
b) Qual o gráfico desta função?
c) Se vender 200 unidades desse produto, qual será o lucro?
d) Qual o número de unidades que o fabricante deve vender para não ter lucro nem prejuízo?



5) Observando o gráfico ao lado, determine as equações das
retas (funções); as coordenadas do ponto P e os zeros das funções.










y
x


4
2
0
y
x 3
2
–2


0
y
x
0
6
2


x
y
P





–2
– 4
2
f
g
2
1
Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
15
6) O gráfico ao lado apresenta uma situação de frenagem, onde a velocidade do veículo varia em função
do tempo. Sendo assim, responda:
a) Qual a taxa de variação da velocidade em função do tempo?
b) Qual a velocidade do veículo no instante 3s?
c) O que acontece com o veículo após 5s de frenagem?
d) Qual o Domínio e o Conjunto Imagem do problema?






Nota: Para se ter uma melhor noção da velocidade (neste caso), podemos convertê-la de m/s para km/h,
que é a unidade mais utilizada em nosso cotidiano. Para isto, basta multiplicar o valor da velocidade em
m/s por 3,6 que teremos o resultado em km/h.

7) O valor de uma máquina decresce linearmente com o tempo, devido ao desgaste. Sabendo-se que hoje
ela vale 10.000 dólares, e daqui 5 anos, 1.000 dólares, qual será seu valor em 3 anos?

8) Uma companhia tem função de custo ( ) 4000 2 C q q = + e função receita ( ) 10 R q q = .
a) Qual é o custo fixo da companhia.
b) Qual é o custo variável por unidade?
c) Que preço a companhia está pedindo por seu produto?
d) Faça os gráficos de R(q) e C(q) no mesmo plano cartesiano.
e) Ache o ponto de equilíbrio.
f) Faça a análise econômica da situação.

9) Uma fábrica que produz quebra-cabeças tem custo fixo de R$6000 e custo variável de R$2 por jogo. A
companhia vende os jogos a R$5 cada.
a) Ache as funções custo, receita e lucro.
b) Esboce os gráficos das funções receita e custo no mesmo plano cartesiano.
c) Esboce o gráfico da função lucro.
d) Ache o ponto crítico.
e) Analise a situação econômica da fábrica.

10) Gráficos das funções custo e receita para uma empresa são dados abaixo.



a) Aproximadamente, que quantidade a empresa deve produzir para ter lucro?
b) Avalie o lucro se a empresa produzir 600 unidades.
c) O que representa o ponto onde as funções receita e custo se interceptam?





v (m/s)
t (s) 0 5
20
0
250
500
750
1000
1250
1500
1750
2000
2250
2500
0 100 200 300 400 500 600
receita
custo
Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
16
11) Considerando as funções f(x) = 8 – x e g(x) = 3x, determine:
a) as raízes das funções “f” e “g” dadas;
b) as coordenadas do ponto P, que representa a interseção das retas em questão;
c) qual a classificação [crescente ou decrescente] para cada uma das funções.


12) Dada as equações 2x – y – 1 = 0 e x – y = 2 , determine:
a) O ponto de intersecção das retas;
b) Os pontos de encontro das retas com os eixos coordenados.
c) Construa o gráfico das duas retas no mesmo plano cartesiano.




Respostas:

1)








2a)
5
4
5
2x
y + = 2b) y = –2x + 4 2c) y = 3x

3) y = 2 x + 32 , R$ 68,00

4a) L = 1,6x – 120 4b) Gráfico 4c) R$ 200,00 4d) 75 unidades
5) f(x) = 2 x
2
1
+ e g(x) = 2
2
3x
− / P(4 , 4) raiz de f(x): x = – 4, raiz de g(x): x =
3
4

6a) – 4 m/s
2
(que é o coef. angular) 6b) 8 m/s 6c) Sua velocidade torna-se “zero”, ou seja, o veículo pára.

6d) D = { t ∈ ℝ | 0 ≤ t ≤ 5 } e Im = { v ∈ ℝ | 0 ≤ v ≤ 20 } 7) 4.600 dólares

8a) 4000 8b) 2 8c) 10 8d) gráfico 8e) 500

9a) C = 6000 +2q ; R = 5q ; L= 3q - 6000 9) b,c) gráficos 9d) 2000

10a) acima de 300 unidades 10b) 750 10c) ponto de equilíbrio

11a) raiz de f(x): x = 8, raiz de g(x): x = 0 11b) P(2 , 6) 11c) f(x) é decrescente e g(x) é crescente.

12 a) (–1, –3) 12 b) (1/2 , 0) e (0 , –1) / (2 , 0) e (0 , –2)















V(x) = 0,7x + 25

T(x) = 0,5x + 30

Resposta: “d”
R$
min 25
● 42,50
0
30,00
25,00
V
T
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17
1.3.3 FUNÇÃO DO 2º GRAU (ou quadrática)


1.3.3.2 DEFINIÇÃO

Função Polinomial do 2º grau é toda função definida pela lei f(x) = ax
2
+ bx + c, com a ∈ R*, b ∈ R e c ∈
R.

Exemplos:
Na função 7 x 4 x ) x ( f
2
+ − = temos: a = 1, b = – 4 e c = 7.
Na função x 5 1 x 2 ) x ( g
2
+ − − = temos: a = –2, b = 5 e c = –1.
Na função x 3 x ) x ( h
2
+ − = temos: a = –1, b = 3 e c = 0.
Na função 9 x ) x ( P
2
− = temos: a = 1, b = 0 e c = –9.
Na função
2
x y = temos: a = 1, b = 0 e c = 0.

Graficamente, a função polinomial do 2º grau é representada por uma figura “aberta” e “infinita”
denominada parábola.


Particularidades:

• O gráfico de uma função de 2
o
grau é uma parábola com eixo de simetria paralelo ao eixo y.
• Se o coeficiente de x
2
for positivo (a > 0), a parábola tem a concavidade voltada para cima.
• Se a < 0, a parábola tem a concavidade voltada para baixo.
• A intersecção do eixo de simetria com a parábola determina um ponto chamado vértice (V).
• Se a parábola interceptar o eixo x, então a intersecção define as raízes x
1
e x
2
da função [para isto,
faz-se f(x) = 0].
• A parábola intercepta o eixo das ordenadas (y) no ponto (0 , c) [para isto, faz-se x = 0].





























Cálculo I
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18
No esquema abaixo, caracterizamos as diversas possibilidades gráficas:




























• As Coordenadas do Vértice da Parábola e o Conjunto Imagem da Função Quadrática:



V (ponto de máximo)












• Quando a > 0, a parábola tem concavidade voltada para cima e um ponto de mínimo: V(x
V
, y
V
).
O valor mínimo é o y
V
e seu conjunto Imagem é Im = { y ∈ R | y ≥ y
V
}.
• Quando a < 0, a parábola tem concavidade voltada para baixo e um ponto de máximo: V(x
V
, y
V
).
O valor máximo é y
V
e seu conjunto Imagem é Im = { y ∈ R | y ≤ y
V
}.

As coordenadas do vértice V são ( )
V V
y x , , podendo ser calculadas através de:

a
b
x
V
2
− = e
a
y
V
4

− = .








∆ = b
2
– 4ac > 0
a parábola intercepta o
eixo x em dois pontos
distintos.
∆ = b
2
– 4ac = 0

a parábola intercepta o
eixo x em um único ponto.
∆ = b
2
– 4ac < 0

a parábola não intercepta
o eixo x.
a > 0
valor mínimo ← y
V

V → (ponto de mínimo)
x
V


a < 0
x
V

valor máximo ← y
V


c

c
• c

c


c

x
1
x
2
x
1
= x
2
= x
V
x
1
x
2
V
V




a > 0
∄ x
1
, x
2
∈ ℝ

c
∄ x
1
, x
2
∈ ℝ

x
1
= x
2
= x
V
a < 0
V
V
V
V
• • •




• •

Cálculo I
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19
1.3.3.3 EXEMPLOS

1. Construir a representação gráfica da função y = x
2
- 5x + 6.

a) Concavidade para cima pois a > 0.

b) Raízes da função (fazer y = 0):

x
2
- 5x + 6 = 0 (a = 1, b = -5 , c = 6)

ac 4 b ∆
2
− =

∆ = (-5)
2
– 4.(1).(6) = 1

d) Coordenadas do vértice

4
1
) 1 .( 4
1
4
2
5
) 1 .( 2
) 5 (
2

= ⇒

= ⇒
∆ −
=
= ⇒
− −
= ⇒

=
v v v
v v v
y y
a
y
x x
a
b
x

2 3
2
1 5
2
1 5
2
1 5
) 1 .( 2
1 ) 5 (
2
2 1
2 1
= =


=
+
= ⇒
±
=
± − −
=
∆ ± −
=
x e x
x e x x
x
a
b
x


c) Intercepto y (ponto onde a parábola corta o eixo
y):
Fazendo x = 0 temos que a parábola corta o eixo
y em (0,c) logo esta função intercepta o eixo y
em (0, 6)

e) Gráfico:
-5
0
5
10
15
-3 -2 -1 0 1 2 3 4 5 6 7



2. Construir a representação gráfica da função y = -x
2
+ 7x - 10.

a) Concavidade para baixo pois a < 0.

b)Raízes da função (fazer y = 0):

-x
2
+ 7x - 10 = 0 (a = -1, b = 7, c = -10)

∆ = (7)
2
– 4.(-1).(-10) = 9
d) Coordenadas do vértice

4
9
4
9 -
) 1 .( 4
9 -
4
-
2
7
2
7
) 1 .( 2
) 7 ( -
2
-
= ⇒

=

=

=
= ⇒


=

= =
v v
v v
y
a
y
x
a
b
x


5 x e 2 x
Ë
2
3 7
x e
2
3 7
x
Ë
2
3 7
x
1 2
9 7 -
x
2 1
2 1
= =

− −
=

+ −
=

± −
=

±
=
) .(
) (


c) Intercepto y (ponto onde a parábola corta o eixo
y):
Fazendo x = 0 temos que a parábola corta o eixo
y em (0,c), logo esta função intercepta o eixo y
em (0, -10)

e) gráfico
-20
-15
-10
-5
0
5
10
-5 -4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12




Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
20
3. Construir a representação gráfica da função y = -x
2
+ 3x - 10.

4. Construir a representação gráfica da função y = x
2
- 2x + 1.

a) Concavidade para cima pois a > 0.

b) Raízes da função (fazer y = 0):

x
2
- 2x + 1 = 0 (a =1, b = -2, c = 1)

ac 4 b ∆
2
− =

∆ = (-2)
2
– 4.(1).(1) = 0

1
1
2
0 - 2
1
2
0 2
2
0 2
) 1 .( 2
0 ) 2 ( -
2
-
2 1
2 1
= =
= = =
+
=
±
=
± −
=
∆ ±
=
x x
x e x x
x
a
b
x


c) Intercepto y (ponto onde a parábola corta o
eixo y):
Fazendo x = 0 temos que a parábola corta
o eixo y em (0,c) logo esta função
intercepta o eixo y em (0, 1)

d) Coordenadas do vértice

0
) 1 .( 4
0
4
-
1
2
2
) 1 .( 2
) 2 ( -
2
-
= ⇒ =

=
= ⇒ =

= =
v v
v v
y
a
y
x
a
b
x

e) Gráfico:
-5
0
5
10
15
-5 -4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4 5 6 7







a) Concavidade para baixo pois a < 0.

b) Raízes da função (fazer y = 0):

-x
2
+ 3x - 10 = 0 (a= -1, b = 3, c = -10)

ac b 4
2
− = ∆


∆ = (3)
2
– 4.(-1).(-10) = -31

d) Coordenadas do vértice

4
31
4
31
) 1 .( 4
(-31) -
4
-
2
3
2 -
3 -
) 1 .( 2
) 3 ( -
2
-
− = ⇒

=

=

=
= ⇒ =

+
= =
v v
v v
y
a
y
x
a
b
x


Portanto essa equação não tem raízes.

c) Intercepto y (ponto onde a parábola corta o
eixo y):
Fazendo x = 0 temos que a parábola corta o
eixo y em (0,c), logo esta função intercepta o
eixo y em (0, -10)




e) Gráfico:
-30
-25
-20
-15
-10
-5
0
5
-7 -6 -5 -4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10


Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
21
5. Um objeto lançado verticalmente, do solo para cima, tem posições no decorrer do tempo dadas pela
função horária s = 40t – 5t
2
( t em segundos e s em metros).
Esboce o gráfico que esta função descreve.
Qual a altura máxima atingida? Em quanto tempo?

6. O centro de gravidade de um golfinho saltador descreve uma parábola conforme o desenho. Sendo
assim, determine a altura máxima atingida pelo mesmo.


Resolução:
Neste exemplo, temos a trajetória do golfinho dada por uma parábola do tipo y = ax
2
+ bx + c. De acordo
com a figura acima, percebemos que o golfinho passa pelos pontos (0 ; 0), (1,0 ; 2,4) e (3,5 ; 1,4).
Como o golfinho sai da origem, ou seja, do ponto (0 ; 0), o valor de c é igual a zero. Sendo assim ficamos
com duas incógnitas, a e b. Com os pontos dados montamos um sistema de duas equações e duas
incógnitas:
¹
´
¦
+ =
+ =
b a
b a
5 , 3 25 , 12 4 , 1
4 , 2

Isolando o valor de a na primeira equação temos a = 2,4 – b. Substituindo este valor na segunda equação
obtemos:
( )
2 , 3
75 , 8 28
5 , 3 25 , 12 4 , 29 4 , 1
5 , 3 4 , 2 25 , 12 4 , 1
=
− = −
+ − =
+ − =
b
b
b b
b b

Se b = 3,2 e a = 2,4 – b, então
8 , 0
2 , 3 4 , 2
− =
− =
a
a

Assim:
x x y 2 , 3 8 , 0
2
+ − =
Agora podemos calcular a altura máxima atingida pelo golfinho.
( )
( )
metros 2 , 3
8 , 0 4
) 2 , 3 (
4
4
4
y
y máxima altura
2 2
v
v
=

− =

− =

− =
=
a
ac b
a



a)
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9
tempo (segundos)
p
o
s
i
ç
ã
o

(
m
e
t
r
o
s
)

b) A altura máxima atingida por este objeto é
exatamente a coordenada do ponto chamado
vértice. Logo, basta calcular y
v
.
80
) 5 .( 4
1600 -
1600 ) 0 ).( 5 .( 4 - ) 40 (
. . 4 - ,
4
-
2
2
= ⇒

=
− = − = ∆
= ∆

=
v v
v
y y
c a b
a
y

logo a altura máxima é 80 metros.
O tempo gasto para se atingir a altura máxima é a
abscissa do vértice. Logo basta calcular x
v
.
, 4
) 5 .( 2
40
. 2
=


= ⇒

=
v v v
x x
a
b
x
logo o tempo é de 4 segundos.
Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
22
1.3.3.4 EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1) Construa o gráfico das funções abaixo, determinando o valor máximo (ou mínimo) e o conjunto
imagem para cada item.


12x 3x f(x)
16 8x x g(x) 2 5x 2x g(x)
x f(x) 9 x f(x)
2
2 2
2 2
+ − =
− − − = + − =
= − =
c)
e) b)
d) a) 2


2) O custo diário de produção de uma indústria de aparelhos telefônicos é dado por C(x) = x
2
– 86x +
2500, onde C(x) é o custo em dólares e x é o número de unidades fabricadas. Quantos aparelhos devem
ser produzidos diariamente para que o custo seja mínimo?


3) Um foguete experimental é disparado do topo de uma
colina, toca a extremidade superior de uma árvore, sem
mudar sua trajetória e atinge o solo, conforme a figura a
seguir. Determine a altura máxima atingida.




4) Certo dia, numa praia, a temperatura atingiu o seu
valor máximo às 14 h. Suponhamos que, neste dia, a temperatura f(t) em graus Celsius era uma função
do tempo t, medido em horas, dada por f(t) = – t
2
+ bt – 160, quando 8 ≤ t ≤ 20.
Obtenha:
a) o valor de b;
b) a temperatura máxima atingida nesse dia;
c) o gráfico de f.

5) Duas plantas de mesma espécie A e B, que nasceram no mesmo dia, foram tratadas desde o início com
adubos diferentes. Um botânico mediu todos os dias o crescimento (em centímetros) destas plantas. Após
10 dias de observação, ele notou que o gráfico que representa o crescimento da planta A é uma reta que
passa por (2 , 3) e o que representa o crescimento da planta B pode ser descrito pela função
12
24
2
x x
y

= .
Um esquema desta situação está apresentado ao lado. Calcule:
a) a “lei” que descreve o crescimento da planta A;
b) o dia em que as plantas A e B atingiram a mesma altura e qual foi essa altura.























Planta A
Planta B
Tempo x (dias)
Altura y
(cm)
2
3
0
Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
23
6) Qual a função geradora da párabola abaixo?















7) Sabendo-se que uma curva que representa uma função de segundo grau passa pelos pontos (-3, 1), (1,
1) e (0, 6), determine a lei desta função.


8) Sabe-se que o lucro total “L” de uma empresa é dado pela fórmula L = R – C, em que, “R” é a receita
total e “C” é o custo total da produção (em reais). Numa certa empresa que produziu “p” unidades em
determinado período, verificou-se que R(p) = 1000p – p
2
e C(p) = 300 + 40p + p
2
. Nestas condições,
determine:
a) a função L(p);
b) a produção “p” para que o lucro da empresa seja o máximo possível para esta situação;
c) o lucro máximo;
d) o lucro obtido para uma produção de 300 unidades.



9) Sabe-se que o lucro total de uma empresa é dado pela fórmula L = R – C, em que L é o lucro total, R é
a receita total e C é o custo total de produção. Numa empresa que produziu x unidades, verificou-se que
R(x) = 600x – x
2
e C(x) = x
2
+ 2000. Nessas condições, qual deve ser a produção x para que o lucro da
empresa seja máximo?

































-20
-15
-10
-5
0
5
10
-5 -4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 101112



Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
24
Respostas:

1. a)

















b)














c)
















d)


























3
x
y
- 9
–3
• Valor mínimo = - 9
• Ponto de mínimo → (0,- 9)
• Im = { y ∈ ℝ | y ≥ - 9 }
x


1/2 2
y
2

-9/8


5/4

• Valor mínimo = - 9/8
• Ponto de mínimo → (5/4,- 9/8)
• Im = { y ∈ ℝ | y ≥ - 9/8 }
x 2 4
12
y
0

V • Valor máximo = 12
• Ponto de máximo → (2, 12)
• Im = { y ∈ ℝ | y ≤ 12 }
x
8
–2
y

–1


1 2
• 2

• Valor mínimo = 0
• Ponto de mínimo → (0,0)
• Im = { y ∈ ℝ | y ≥ 0 }
Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
25

e)




























































x
–16
– 8
y

– 4 0


V • Valor máximo = 0
• Ponto de máximo → (– 4, 0)
• Im = { y ∈ ℝ | y ≤ 0 }

2) 43 aparelhos

3) ≅ 29,3 m
4a) b = 28 4b) temper. máxima = 36 ºC (Y
V
)

4c)
tempo (h) 8 14 20
36
temperatura (ºC)
0
V


5 a) y = 3x/2
b) atingiram a mesma altura, de 9 cm, no 6º dia

6) y= -x
2
+7x-10

7) y = (-5/3) x
2
- (10/3) x+6

8.a) L(p) = – 2p
2
+ 960p – 300; b) p = 240; c) 114.900;
d) 107.700

9) 150






Cálculo I
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26
1.3.4 FUNÇÃO EXPONENCIAL E FUNÇÃO LOGARÍTMICA

1. Em uma experiência sobre deterioração de alimentos, constatou-se que a população de um certo tipo
de bactérias dobrava a cada hora. Se no instante que começaram as observações havia 50 bactérias, qual a
população de bactérias após 4 horas?

Resolução:

No instante inicial : 50 bactérias
Após 1 hora será: 50 . 2
Após 2 horas será: 50 . 2. 2 = 50 . 2
2

Após 3 horas será: 50 . 2
2
. 2 = 50 . 2
3

Após 4 horas será: 50 . 2
3
. 2 = 50 . 2
4
, logo, teremos 800 bactérias depois de 4 horas.

Enfim, para cada hora x que se escolha há um número y de bactérias. O valor de y, portanto, é uma
função de x, e a lei que expressa y em função de x é y = 50 . 2
x
, que é um caso particular de função
exponencial.

2. Considere os dados da tabela a seguir, que mostram o crescimento de uma população (em milhares) de
bactérias.















Qual a equação que descreve esse crescimento populacional de bactérias? Esboce o gráfico.

Resolução:

Os dados da tabela acima mostram o crescimento de uma população (em milhares) de bactérias
inoculadas em um meio de cultura. Para avaliar como a população está aumentando, observa-se seu
crescimento a cada geração nos dados da terceira coluna. Se a população estivesse crescendo
linearmente, todos os números na terceira coluna seriam iguais. Também, podem-se analisar a segunda e
a terceira variações para concluir que estas não tendem a se estabilizar. Assim, este crescimento
populacional não pode ser descrito por polinômios. De fato, populações em geral crescem muito
rapidamente, pois a cada geração são mais indivíduos para se reproduzir, o que justifica o fato de os
valores da terceira coluna serem sempre crescentes.

Dividindo a população de cada geração pela da geração anterior, obtém-se:
3 , 1
140
182
0 geração da população
1 geração da população
= =
3 , 1
182
6 , 236
1 geração da população
2 geração da população
= =







x
(geração)
P(x)
(milhares)
0 140
1 182
2 236,6
3 307,58
4 399,854
5 519,81
6 675,753
Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
27
Efetuando os mesmos cálculos para os outros dados, ter-se-á também o valor 1,3. Considerando-se x o
número de gerações, a população pode ser escrita da seguinte maneira:
( )
x
x P 3 , 1 140 ) ( ⋅ =

ou seja,
quando x = 0, a população = 140 = ( )
0
3 , 1 140⋅ ;
quando x = 1, a população = 182 = ( )
1
3 , 1 140⋅ ;
quando x = 2, a população = 236,6 = ( )
2
3 , 1 140⋅ ;
quando x = 3, a população = 307,58 = ( )
3
3 , 1 140⋅ ;


Esta é uma função exponencial com base 1,3, assim chamada porque a variável x está no expoente. A
base representa um fator de crescimento pelo qual a população muda a cada geração. Considerando r a
taxa percentual, diz-se neste caso que a taxa de crescimento é r = 30% = 0,3.

Se a equação for válida para as próximas 10 gerações, a população será ( ) 02 , 1930 3 , 1 140 ) 10 (
10
= ⋅ = P .


Graficamente, tem-se:

População de Bactérias
0
500
1000
1500
2000
2500
0 2 4 6 8 10 12
x
P
(
x
)


P(x) é uma função crescente, pois os valores aumentam para valores crescentes de x. Note também que a
população cresce mais rápido quanto maior é o número de gerações. Este comportamento é próprio das
funções exponenciais.

Embora o gráfico seja uma linha cheia, isto é, contínua, ele mostra apenas uma boa aproximação da
realidade, pois sabe-se que não há fração de população.

Para reconhecer que os dados de uma tabela descrevem uma função exponencial, basta observar se as
razões dão um fator constante.











Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
28
1.3.4.1 DEFINIÇÃO

Toda função f: ℜ→ℜ definida por f(x) = y
0
. a
x
, com a ∈ ℜ, a > 0 e a ≠ 1 e x∈ ℜ é denominada
função exponencial de base a.

Propriedades:
• Se a > 1 a função f(x) = y
0.
a
x
será crescente. Exemplos: f(x) = 2
x
, g(x) =( )
x
2
3


• Se 0 < a < 1 a função f(x) = y
0.
a
x
será decrescente . Exemplos: f(x) =( )
x
2
1
, g(x) = (0,3)
x


• Sendo a função f(x) = a
x
, definida anteriormente, temos que ∀ x ∈ R, encontraremos a
x
> 0. Como
todos os valores de “y” serão positivos, o gráfico se localizará totalmente acima do eixo “x”, concluindo-
se então que o conjunto imagem da função será dado por Im = { y ∈ R / y > 0 } ou ainda, de forma mais
breve: Im = R

+
.

• Decorrente do item anterior teremos, coincidente com o eixo das abscissas, uma assíntota horizontal.


1.3.4.2 GRÁFICOS

Exemplo 1:

y = 2
x












Exemplo 2:

y = (1/2)
x

X y
-3 0,125
-2 0,25
-1 0,5
0 1
1 2
2 4
3 8
x y
-3 8
-2 4
-1 2
0 1
1 0,5
2 0,25
3 0,125
y =(1/2)
x
0
1
2
3
4
5
6
7
8
9
-4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4
x
y

y = 2
x
0
1
2
3
4
5
6
7
8
9
-4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4
x
y




Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
29
1.3.4.3 EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1) Construa cada dupla de gráficos das funções abaixo no mesmo sistema cartesiano ortogonal.
a)
x
x f 3 ) ( = e ( )
x
x g
3
1
) ( = b)
1
2 ) (
+
=
x
x f e 1 2 ) ( + =
x
x g

2) Construa o gráfico das funções abaixo, determinando o conjunto imagem e representando
também as respectivas assíntotas.

a) 1 2 ) ( − =
x
x f b) 2 2 + =
x
y c)
1
3 ) (

=
x
x g d)
2
3 ) (

=
x
x h

e)
x
x f
2
2 ) ( = f)
x
x g
2
3
1
) ( |
.
|

\
|
= g)
x
y

|
.
|

\
|
=
3
1



1.3.4.4 LOGARITMAÇÃO

Resolver as seguintes equações exponenciais:

a) 2
x
– 512 = 0 b) 3 . 4
x+1
= 96 c) 3
x
= 2







Utilizando somente os conceitos usuais de equações exponenciais, não poderemos solucionar a
equação do item “c”. Para chegarmos à solução da referida equação precisaremos conhecer os
logaritmos.


Matematicamente, podemos escrever um número de várias formas:

O número
4
3
pode ser escrito na forma ) 25 , 0 .( 3
4
1
3 = ⋅ .

Observe que na forma 1ª forma, a fração pode ser considerada uma divisão e na 2ª forma, a
operação utilizada é a multiplicação. Podemos trocar a operação de um número sem alterar o seu
valor. Utilizando um raciocínio similar, podemos transformar as equações:

2 3 =
x
⇔ x = 2 log
3

forma exponencial forma logarítmica

Desta maneira, temos a definição da operação logaritmação:


b
x
a x b
a
= ⇔ = log
¦
¹
¦
´
¦
ℜ ∈
≠ >
>
x
1 a e 0 a
0 b
com





base logaritmando ou
antilogaritmo
Logaritmo Simbolo da
operação
Expoente
Base

base logaritmando ou
antilogaritmo
Logaritmo Símbolo da
operação
Expoente
Base
Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
30
Através da definição podemos observar que o logaritmo é um expoente. Assim sendo...

8 2
3
= ⇔ 3 8 log
2
=

32 2
5
= ⇔ 5 32 log
2
=

81 3 =
x
⇔ x = 81 log
3


Neste último caso, resolvendo o logaritmo, temos que: x = 81 log
3

81 3 =
x


4
3 3 =
x

4 = x ∴ 4 81 log
3
=

• Logaritmo decimal (base 10) → 2 100 log 100 log
10
= =

• Logaritmo natural ou neperiano (base e ) → 0 1 log 1 ln = =
e

e = 2,7182818284... (número de Euler ou Neperiano)


Propriedades Importantes dos Logaritmos:

c b c b
a a
= ⇔ = log log b n b
n
log . log =


c a c a
b b b
log log ) . ( log + = c a
c
a
b b b
log log log − =
|
.
|

\
|


Mudança de Base:

Para mudarmos a base “a” de um logaritmo, para uma base “c” de livre escolha (c > 0 e c ≠ 1),
utilizamos a fórmula:


a
b
b
c
c
a
log
log
log =

1.3.4.5 EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1) Curva de Aprendizagem é um conceito criado por psicólogos que constataram a relação
existente entre a eficiência de um indivíduo e a quantidade de treinamento ou experiência
possuída por este indivíduo. Um exemplo de Curva de Aprendizagem é dado pela expressão
t
e Q
5 , 0
300 700

− = , em que:
Q = quantidade de peças produzidas mensalmente por um funcionário;
t = meses de experiência;

a) De acordo com essa expressão, quantas peças um funcionário com 1 mês de experiência deverá
produzir mensalmente?
b) E um funcionário sem qualquer experiência, quantas peças deverá produzir mensalmente?
Compare esse resultado com o resultado do item a. Há coerência entre eles?
c) Construa o gráfico Q X t
Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
31
2) A produção de uma peça numa empresa é expressa pela função y = 100 – 100.e
-0,2d
, onde y é o
número de peças e d o número de dias. A produção de 87 peças será alcançada em quantos dias?
Esboce o gráfico que representa esta função.

3) Uma imobiliária acredita que o valor v de um imóvel no litoral varia segundo a lei v(t) =
50.000•(0,9)
t
, em que t é o número de anos contados a partir de hoje.
a) Qual é o valor atual desse imóvel?
b) Qual é a desvalorização percentual anual desse imóvel?
c) Quanto valerá esse imóvel daqui a 2 anos?
d) Daqui a quantos anos o imóvel valerá R$ 29.524,50?

4) A expressão
t
k t P
05 , 0
2 ) ( • = fornece o número P de milhares de habitantes de uma cidade,
em função do tempo t, em anos. Se em 1990 essa cidade tinha 300.000 habitantes, quantos
habitantes, aproximadamente, ela possuía no ano 2000?

5) Um corpo com temperatura de 200
o
C é exposto ao ar e após 30 segundos sua temperatura
atinge 120
o
C. Sabendo que seu resfriamento obedece a função: T = c.e
kt
+ T
a

Onde: T ⇒ temperatura; t ⇒ tempo; c, k ⇒ constantes; T
a
⇒ 20
o
C.
a) Determinar a temperatura após 1 hora.
b) Determinar o tempo necessário para atingir 40
o
C.

6) Sabe-se que a população de bactérias em uma cultura pode ser modelada pela função p = c.e
kt
,
onde “p” representa o número de bactérias e “t” o tempo. Sabe-se que em 8 horas de cultura a
população era de 1200 bactérias, isto para uma população inicial de 250 bactérias. Determine a
população para 1 dia e 2 dias.

7) Um estudo revelou que a população de peixes de um lago está crescendo à taxa de 25% ao
ano. Isso significa que a população de peixes em um determinado ano é 1,25 vez maior que a
população do ano anterior. Atualmente, essa população está estimada em 1.000 peixes.
a) Obtenha a lei que define o número de peixes n nesse lago daqui a t anos.
b) Qual será a população de peixes daqui a 1 ano? E daqui a 3 anos?
c) Esboce o gráfico dessa função.

8) Uma maionese mal conservada causou mal-estar nos freqüentadores de um restaurante. Uma
investigação revelou a presença da bactéria salmonela, que se multiplica segundo a lei:
at
t n 2 200 ) ( • = , em que n(t) é o número de bactérias encontradas na amostra de maionese t
horas após o início do almoço e a é uma constante real.
a) Determine o número inicial de bactérias.
b) Sabendo que após 3 horas do início do almoço o número de bactérias era de 800, determine o
valor da constante a.
c) Determine o número de bactérias após 1 dia da realização do almoço.

9) Segundo dados de uma pesquisa, a população de certa região do país vem decrescendo em
relação ao tempo t, contado em anos, aproximadamente, segundo a relação:
t
P t P
25 , 0
4 ) 0 ( ) (

• = .
Sendo P(0) uma constante que representa a população inicial dessa região e P(t) a população t
anos após, determine quantos anos se passarão para que essa população fique reduzida à metade.

10) Considerando-se as taxas de natalidade e mortalidade, a população da cidade A apresenta
crescimento de 5% ao ano, e a população da cidade B aumenta, a cada ano, 1.500 habitantes em
relação ao ano anterior. Em 1990, a população da cidade A era de 200.000 habitantes e a
população da cidade B era de 220.000 habitantes.
a) Obtenha a lei que representa a população P de cada uma das duas cidades em t anos, a partir
de 1990.
b) Forneça a população de A e de B em 2003.
c) Faça um esboço dos gráficos que representam as leis obtidas no item a no mesmo plano
cartesiano.
Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
32

11) No primeiro dia útil de 2003 (data que será chamada de “data-base”), um investidor tem o
saldo de R$ 15.000,00 numa aplicação financeira (estamos supondo que os rendimentos do último
período que antecedeu à data-base já tenham sido creditados).
Durante os próximos meses, são pagos a esse investidor rendimentos a uma taxa de 15% ao mês.
Supondo que a partir da data-base não foram feitos nem depósitos nem retiradas, calcule o saldo
dessa conta com relação à data-base, após:
a) 1 mês;
b) 2 meses;
c) 3 meses;
d) 12 meses;
e) n meses (n inteiro, n≥ 0).

12) Suponha que você deposite R$ 1000 numa conta que rende juros cuja taxa é 2% ao mês e
acumule esse juro ao seu capital inicial mensalmente. Quanto você terá após 6 meses de
aplicação?

13) O gráfico abaixo é gerado pela função y = c.e
kx
+ 10. Determinar:
a) o valor de y para x = 30
b) o valor de x para y = 12

y


50



20


10 x




Respostas:

1) a) 518 peças; b) 400 peças
2) 10,2 dias
3) a) R$ 50.000,00; b) 10%; c) R$ 40.500,00; d) 5 anos
4) 424.264 habitantes
5) a) T = 20
o
C; b) t ≅ 112 segundos
6) P(24) = 27.647 bactérias e P(48) = 3.057.647 bactérias
7) a) n = 1000•(1,25)
t
; b)1250 peixes; 1953 peixes; c) Gráfico
8) a) 200 bactérias; b) a = 2/3; c) 13.107.200 bactérias
9) 2 anos
10) a) PA = 200.000 • (1,05)
t
e

PB = 220.000 + 1500t; b) PA = 377.129 habitantes e PB = 239.500 habitantes; c) Gráfico
11) a) R$ 17.250,00; b) R$ 19.837,50; c) R$ 22.813,13; d) R$ 80.253,75; e) saldo = 15.000 • (1,15)
n

12) R$ 1126,16
13) a) y = 10,6255 b) x = 21,6142










Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
33
1.3.5 FUNÇÕES TRIGONOMÉTRICAS

1.3.5.1 RAZÕES TRIGONOMÉTRICAS NO TRIÂNGULO RETÂNGULO

Considerando o triângulo retângulo da figura:











Teorema de Pitágoras: a hipotenusa ao quadrado é igual a soma dos quadrados dos catetos
(
2 2 2
c b a + = )

Obs. a hipotenusa é sempre o maior lado do triângulo retângulo.

Para um ângulo agudo de um triângulo retângulo, define-se:

Seno de um ângulo é a razão entre a medida do cateto oposto a esse ângulo e a medida da
hipotenusa.

Cosseno de um ângulo é a razão entre a medida do cateto adjacente a esse ângulo e a medida da
hipotenusa.

Tangente de um ângulo é a razão entre a medida do cateto oposto a esse ângulo e a medida do
cateto adjacente a esse ângulo.








1.3.5.2 CICLO TRIGONOMÉTRICO

Denomina-se ciclo trigonométrico uma circunferência de raio unitário, fixada em um plano
cartesiano, de centro O, sobre a qual marcamos um ponto A (origem), e adotamos como sentido
positivo de percurso o sentido anti-horário.















a
b
B
ˆ
sen =
a
c
B
ˆ
cos =
c
b
B
ˆ
tg =
a
c
C
ˆ
sen =
a
b
C
ˆ
cos =
b
c
C
ˆ
tg =
cateto
hipotenusa
cateto
b

c
a

A
C
B

B

C
D

A
y


r = 1
x
+
_

O
Os pontos A(1, 0); B(0,1); C(-1, 0) e D(0, -1) pertencem a
circunferência e a dividem em 4 partes iguais
denominadas quadrantes.
Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
34
1.3.5.3 SENO, COSSENO E TANGENTE NO CICLO TRIGONOMÉTRICO


TABELAS DOS VALORES NOTÁVEIS



















Observações:
• Relação Fundamental entre o seno e o cosseno: sen
2
x + cos
2
x = 1

x cos
senx
= x tg


1.3.5.4 FUNÇÕES SENO, COSSENO E TANGENTE

a. Função seno é a função que faz corresponder a cada número real x o número y = sen x.
b. Função Cosseno é a função que faz corresponder a cada número real x o número y = cos x.
c. Função Tangente é a função que faz corresponder a cada número real x, x≠ π/2 + kπ, onde k
є Z, o número y = tg x.

Função Seno e Função Cosseno:

• Domínio: D = R
• Conjunto Imagem: Im = [-1,1]








30
o

(π/6)

45
o

(π/4)

60
o

(π/3)

seno
2
1

2
2

2
3


cosseno
2
3

2
2

2
1


tangente
3
3

1
3

0
o

(0 rad)

90
o

(π/2 rad)

180
o

(π rad)

270
o

(3π/2 rad)

360
o

(2π rad)

seno

0

1

0

-1

0

cosseno

1

0

-1

0

1

tangente

0

∃/

0

∃/

0
sen

Π/2


0
1
2
3
2
2
2
1
2
1
2
2
2
3



1
π/4

π/3

π/6

cos
Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
35
1.3.5.5 GRÁFICOS

1. SENO


Função Seno
-1,5
-1
-0,5
0
0,5
1
1,5
x
y




2. COSSENO



Função Cosseno
-1,5
-1
-0,5
0
0,5
1
1,5
x
y


1.3.5.6 PROPRIEDADES DAS FUNÇÕES SENO E COSSENO

a. Função Limitada
Estas funções são limitadas pois : -1 ≤ sen x ≤ 1 e -1 ≤ cos x ≤ 1, para todo x real.

b. Amplitude
Amplitude é a metade da diferença entre os valores máximo e mínimo de uma função.
Os valores máximo e mínimo das funções seno e cosseno são 1 e –1, assim a amplitude de ambas
as funções é 1.

c. Função Periódica
Período: é o tempo para que a função execute um ciclo completo.
O gráfico da função seno e também o da função cosseno, percorre um ciclo completo de 0 a 2Π,
todo o resto do gráfico é só uma repetição deste pedaço. Portanto o período destas 2 funções é p =
2Π.






x y
0 0
π/2 1
π 0
3π/2 -1
2π 0
D =
Im =
X Y = cos x
0 1
π/2 0
π -1
3π/2 0
2π 1
D =
Im =

2π π/2 π 3π/2 -π/2 -2π -3π/2

3π/2 2π π/2 π -π/2 -2π -3π/2 -π
Cálculo I
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36
1.3.5.7. EXEMPLOS

1. Esboce o gráfico de y = 3 sen t e use-o para determinar a amplitude e o período.


y = 3 sen t
-3
-2
-1
0
1
2
3
t
y


As ondas têm um máximo de 3 e um mínimo de –3, assim a amplitude é 3.
O gráfico completa um ciclo entre t = 0 e t = 2Π, sendo assim o período é 2Π.


2. Esboce o gráfico de y = cos 2 t e use-o para determinar a amplitude e o período.


y = cos 2 t
-1,5
-1
-0,5
0
0,5
1
1,5
t
y


As ondas têm um máximo de 1 e um mínimo de –1, logo a amplitude é 1.
O gráfico completa um ciclo entre t = 0 e t = Π, logo o período é p = Π.

3. Esboce o gráfico de y = sen (t + Π/2) e use-o para determinar a amplitude e o período.


y = sen (t+π/2)
-1,5
-1
-0,5
0
0,5
1
1,5
t
y


2π π/2 π 3π/2
-π/2
-2π
-3π/2

2π π/2 π 3π/2 -π/2 -2π -3π/2 -π
π 2π π/2 3π/2 -π/2 -2π -3π/2 -π
Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
37
Tem amplitude A = 1.
Tem período p = 2π.
É o gráfico de y = sen t deslocado de π/2 unidades para a esquerda. (Observe que é o gráfico de
y = cos t)


4. Faça o gráfico de y = A sen t para diferentes valores de A. Descreva o efeito de A sobre o gráfico.


-4
-3
-2
-1
0
1
2
3
4
t
y



5. Faça o gráfico de y = sen B t para diferentes valores de B. Descreva o efeito de B sobre o gráfico.














Os gráficos de y = sen Bt, para B = 1/2 o período é 4π, quando B = 1 o período é 2Π, quando B =
2 o período é Π . O valor de B afeta o período da função. Os gráficos sugerem que quanto maior
for B, “mais depressa” a onda se repete e mais curto é o período.

















Nos gráficos de y = A sen t para A = 1, 2, 3,
valores positivos, observa-se que A é a
amplitude.
Faça o gráfico de y = A sen t para valores
negativos de A e descreva o efeito de A sobre
o gráfico.
y = sen 1/2 t ( B =1/2)
-1,5
-1
-0,5
0
0,5
1
1,5
t
y
π 2π
y = sen t ( B = 1)
-1,5
-1
-0,5
0
0,5
1
1,5
t
y
y = sen 2t (B = 2)
-1,5
-1
-0,5
0
0,5
1
1,5
t
y
2π π 3π 4π


2π 4π
Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
38
1.3.5.8 FAMÍLIA DE CURVAS

As constantes A, B, C e D são chamadas parâmetros. Pode-se estudar as famílias de curvas
variando um dos parâmetros de cada vez.
As funções y = A sen (Bt + C) + D e y = A cos (Bt + C) + D são periódicas com:

• Amplitude = IAI,
• Período
IBI
p
π
=
2
,
• Deslocamento horizontal = C/B
• Deslocamento vertical = D

1.3.5.9 EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1) Esboce o gráfico das funções abaixo. Quais são seus períodos e suas amplitudes?

a) y = 3 sen x
b) y = -3 sen x
c) y = 5 cos t
d) y = -5 cos t
e) y = sen (x) + 1
f) y = cos (x/2)
g) y = sen (5x) + 1
h) y = sen(x + Π)

2) A 10 de fevereiro de 1990, a maré alta em determinada cidade foi à meia noite. A altura de
água no porto é uma função periódica, pois oscila regularmente entre maré alta e baixa. A altura
(em pés) é aproximada pela fórmula
) t
6
cos( 9 , 4 + 5 = y
π
,
onde t é o tempo em horas desde a meia noite de 10 de fevereiro de 1990.

a) Esboce um gráfico dessa função em 10 de fevereiro de 1990 (de t = 0 a t = 24)
b) Qual era a altura da água à maré alta?
c) Quando foi a maré baixa e qual era a altura da água nesse momento?
d) Qual é o período desta função e o que ele representa em termos das marés?
e) Qual é a amplitude desta função e o que ela representa em termos das marés?


























i) y = 2 sen (x + Π )
j) y = ½ (cos 3x) +1
k) y = cos(t/4) – 2
l) y = 2 sen(4x) – 2
m) y = 3 cos (x + Π) -1
n) y = 2 sen (x + Π/2) + 1
o) y = -1cos (2t) -2
p) y = -3 cos (x + Π) +1
Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
39
Respostas:

1) a) e)
y = 3 sen x
-3
-2
-1
0
1
2
3
0 90 180 270 360


b)
y = -3 sen x
-3
-2
-1
0
1
2
3
0 90 180 270 360


c)
y = 5 cos t
-5
-4
-3
-2
-1
0
1
2
3
4
5
0 90 180 270 360


d)

y = -5 cos t
-5
-4
-3
-2
-1
0
1
2
3
4
5
0 90 180 270 360











y = sen (x) + 1
-2
-1
0
1
2
0 90 180 270 360


f)
y = cos(x/2)
-1
-0,5
0
0,5
1
0 180 360 540 720

g)

y=sen(5x)+1
-1
-0,5
0
0,5
1
1,5
2
0 18 36 54 72


h)


y=sen(x+p)
-1
-0,5
0
0,5
1
-270 -180 -90 0 90 180 270 360

Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
40

i) m)

y=2 sen(x+p)
-2
-1
0
1
2
-270 -180 -90 0 90 180 270 360


j)
y=0,5(cos3x)+1
-1,5
-1
-0,5
0
0,5
1
1,5
0 30 60 90 120


k)
y=(cosx/4)-2
-3
-2,5
-2
-1,5
-1
-0,5
0
0 360 720 1080 1440


l)
y=2sen(4x)-2
-4
-3
-2
-1
0
0 22,5 45 67,5 90






2)a) gráfico; b) 9,9 m; c) 6 e 18 horas e altura de 0,1 m; d) 12 horas; e) 4,9




y=3cos(x+p)-1
-4
-3
-2
-1
0
1
2
-270 -180 -90 0 90 180 270 360


n)

y=2sen(x+p/2)+1
-2
-1
0
1
2
3
-180 -90 0 90 180 270 360


o)

y=-cos(2x)-2
-3
-2,5
-2
-1,5
-1
0 45 90 135 180

p)

y=-3cos(x+p)+1
-2
-1
0
1
2
3
4
-270 -180 -90 0 90 180 270 360

Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
41
Capítulo 2: Limite e Continuidade
2.1 EXEMPLO
1. Sob temperatura constante, o volume de certa massa de um gás perfeito é função da pressão a que
o mesmo está submetido. A lei dessa função é dada pelo gráfico abaixo, que representa:
P
k
V = ,
onde k é uma constante que depende da massa e da temperatura do gás.







a) Com respeito a função
P
k
V = , com P > 0 (não tem sentido físico considerar a pressão P como
sendo nula ou negativa), o que se pode dizer de V quando P diminui, tendendo a zero?
b) Para a mesma função o que acontece com V quando P cresce, tornando-se muito grande, tão
grande quanto se queira, isto é, quando P tende para mais infinito?

Resolução:
a) Quando P diminui, tendendo a zero, escrevemos:
P Æ
+
0 , ou seja, P tende a zero por valores maiores que zero, pela direita. E quando isto acontece, V
se torna muito grande, tão grande quanto se queira, isto é, V tende para mais infinito e escrevemos:
V Æ +∞.
Para exprimir essa simultaneidade de tendências usamos a linguagem dos limites: +∞ =
+∞ →
V
P
lim .
b) Quando P cresce, tornando-se muito grande, tão grande quanto se queira, isto é, quando P Æ +∞,
V tenderá a zero, ou seja, V Æ 0. E para exprimir essa simultaneidade usamos mais uma vez a
linguagem dos limites: 0 lim =
+∞ →
V
P
.


2.2 NOÇÃO INTUITIVA DE LIMITE
Seja a função f(x) = 2x + 1. Vamos dar valores a x que se aproximem de 1, pela sua direita (valores
maiores que 1) e pela esquerda (valores menores que 1) e calcular o valor correspondente de y:
x y = 2x + 1 x y = 2x + 1
1,5 4 0,5 2
1,3 3,6 0,7 2,4
1,1 3,2 0,9 2,8
1,05 3,1 0,95 2,9
1,02 3,04 0,98 2,96
1,01 3,02

0,99 2,98


0
10
20
30
40
50
0 0,5 1 1,5 2 2,5 3 3,5
Pressão (atm)
V
o
l
u
m
e

(
c
m
3
)
Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
42





Notamos que à medida que x se aproxima de
1, y se aproxima de 3, ou seja, quando x tende
para 1 (x 1), y tende para 3 (y 3), ou
seja:
3 1 2 lim
1
= +

x
x

Vemos que é possível fazer o valor de f(x) tão
próximo de 3 quanto desejarmos, tornando x
suficientemente próximo de 1.

2.3 DEFINIÇÃO
Assim, de forma geral, escrevemos:
( ) b x f
a x
=

lim
quando x se aproxima de a (x Æ a), f(x) se aproxima de b (f(x) Æ b).

2.4 LIMITES LATERAIS
Seja f uma função definida em um intervalo aberto I (a, c). Dizemos que um número real L é o limite à direita
da função f quando x tende para "a" pela direita, e escrevemos:
L x f
a x
=
+

) ( lim isto é, todos os valores de x são sempre maiores do que "a".
Seja f uma função definida em um intervalo aberto I (a, c). Dizemos que um número real L é o limite à
esquerda da função f quando x tende para "a" pela esquerda, e escrevemos:
L x f
a x
=


) ( lim isto é, todos os valores de x são sempre menores do que "a".

TEOREMA: Seja f uma função definida em um intervalo aberto I contendo a, exceto possivelmente no ponto
a, então:
L x f
a x
=

) ( lim se e somente se: L x f x f
a x a x
= =
− +
→ →
) ( lim ) ( lim
Lê-se: limite de f de x, quando x tende a a é L
Cálculo I
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43
EXEMPLOS:
1) Verifique se existe o limite da função f(x) = x² + 1, quando x tende a 1.
Solução:
1 lim
2
1
+


x
x
= (1)² + 1 = 2
1 lim
2
1
+
+

x
x
= (1)² + 1 = 2
Como 2 ) ( lim ) ( lim
1 1
= =
+ −
→ →
x f x f
x x
, logo, 2 1 lim
2
1
= +

x
x


2) Verifique se existe o limite de
¹
´
¦
≥ −
< +
=
1 , 2
1 , 1
) (
x se x
x se x
x f , em x = 1.
Solução:
1 lim
1
+


x
x
= 1 + 1 = 2
x
x

+

2 lim
1
= 2 – 1 = 1

Como ) ( lim ) ( lim
1 1
x f x f
x x
+ −
→ →
≠ , Logo, existe não x f
x
=

) ( lim
1

3) Seja f(x) a função definida pelo gráfico:

Intuitivamente, encontre se existir:
a) 1 ) ( lim
3
− =


x f
x
d) 1 ) ( lim − =
−∞ →
x f
x

b) 3 ) ( lim
3
=
+

x f
x
e) 3 ) ( lim =
+∞ →
x f
x

c) ∃ =

) ( lim
3
x f
x
f) 3 ) ( lim
4
=

x f
x



Cálculo I
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44
2.5 EXERCÍCIOS PROPOSTOS
1. Os cientistas P. F. Verhulst, R. Pearl e L. J. Reed, contrariando a teoria de Malthus de que as populações
crescem em progressão geométrica, propuseram uma lei de crescimento populacional cujo gráfico tem o
seguinte aspecto:

Para Pearl e Reed as condições físicas determinavam um limite superior L para a população de uma região
ou país e, utilizando os censos norte-americanos de 1790 a 1910, obtiveram a lei experimental:
t
x
P

+
=
03 , 1 32 , 67 1
274 , 197

onde P é a população norte-americana em milhões de habitantes, t anos após 1790.
Calcule o limite da função P, quando t Æ +∞.
2. A população de uma colônia de bactérias varia segundo a função definida por:
t
e
t P

+
=
7 5
60
) ( , onde P(t) é
dada em bilhões e t em dias. Descreva o que acontece com a população no decorrer do tempo. Verifique a
sua conclusão achando ). ( lim t P
t +∞ →


3. Seja f(x) a função definida por cada gráfico, intuitivamente, encontre se existir:

a) b)




Cálculo I
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45


c)


d)







e) f)






Cálculo I
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46



g) h)



Respostas:

1) L = 197,274 milhões de habitantes


2) 12















3) a) 4, +∞ , não existe, 4, 4, +∞
b) −∞ , +∞ , não existe, 3, 1, 1
c) 5, 5, 5, 0, -1, −∞
d) −∞ , −∞ , −∞ , 1, -1
e) 2, −∞ , não existe, 2, +∞ , 1
f) 4, -1, não existe, 2, 1, 4
g) 3, 0, não existe, 2, 6, +∞
h) +∞ , +∞ , +∞ , 1, 4, 1
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47
2.6 PROPRIEDADES DOS LIMITES
P1) c c
a x
=

lim Exemplo: 5 5 lim
2
=
→ x

P2) a x
a x
=

lim
P3) ) ( lim ) ( lim x f c x f c
a x a x → →
⋅ = ⋅ Exemplo: 10 2 5 ) 1 ( lim 5 ) 1 ( 5 lim
1 1
= ⋅ = + ⋅ = +
→ →
x x
x x


P4) | | ) ( lim ) ( lim ) ( ) ( lim x g x f x g x f
a x a x a x → → →
± = ± Exemplo:
8 2 6 4 2 lim 3 lim lim ) 2 3 ( lim
2 2
2
2
2
2
= − + = − + = − +
→ → → → x x x x
x x x x

P5) | | ) ( lim ) ( lim ) ( ) ( lim x g x f x g x f
a x a x a x → → →
⋅ = ⋅ Exemplo: 60 10 6 5 lim 3 lim ) 5 3 ( lim
2 2 2
= ⋅ = ⋅ = ⋅
→ → →
x x x x
x x x


P6)
) ( lim
) ( lim
) (
) (
lim
x g
x f
x g
x f
a x
a x
a x



= Exemplo: 1
1
1
lim
lim
lim
1
2
1
2
1
= = =


→ x
x
x
x
x
x
x

P7) | |
n
a x
n
a x
x f x f
(
¸
(

¸

=
→ →
) ( lim ) ( lim Exemplo: 1 1 lim
2 2
1
= =

x
x


P8) n
a x
n
a x
x f x f ) ( lim ) ( lim
→ →
= Exemplo: ( ) 3 1 8 16 1 4 lim 1 4 lim
4
2
4
2
= + − = + − = + −
→ →
x x x x
x x


P9) ) ( lim log ) ( log lim x f x f
a x
b b
a x → →
= com f(x) > 0 Exemplo: 1 10 log lim log log lim
10 10
= = =
→ →
x x
x x

2.7 LIMITES INDETERMINADOS
No estudo de limites é considerado um indeterminação quando ocorrer as seguintes situações:
0
, , 1 , ,
0
0
, 0 ∞ ∞ − ∞


± ∞ ⋅

.
Para evitarmos (ou sairmos de) uma indeterminação de limite devemos simplificar a função.




Cálculo I
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48
EXEMPLOS:
1) Seja
2
4 4 3
) (
2

− −
=
x
x x
x f e considere o problema da determinação do ) (
lim
2
x f
x→
.
Resolução:
0
0
2 2
4 2 . 4 4 . 3
2
4 4 3
lim
2
2
=

− −
=

− −
→ x
x x
x
que é uma indeterminação.
Intuitivamente podemos ter a idéia do comportamento da função quando x tende a 2 calculando f(x) quando
x chega bem perto do valor 2, mas sem assumi-lo.
Fazendo

→2 x (valores menores que 2)
x 1 1,25 1,50 1,75 1,90 1,99 1,999
f(x) 5 5,75 6,50 7,25 7,70

Fazendo
+
→2 x (valores maiores que 2)
x 3 2,75 2,50 2,25 2,01 2,001
f(x) 11 10,25 9,50 8,30

Evidentemente quando 2 → x , 8 ) ( → x f ,
8
2 x
4 x 4 x 3
lim
2
2 x
=

− −


Obs. 8 2 2 . 3 2 x 3
lim
2 x
) 2 x ).( 2 x 3 (
lim
2 x
4 x 4 x 3
lim
2 x 2 x
2
2 x
= + = + =

− +
=

− −
→ → →

Esta é uma função descontínua.

2) ação Indetermin
0
0
3 x
9 x 6 x
lim
2
3 x
=

+ −

. Neste tipo de limite, se o numerador e o denominador
aproximam-se de zero quando x Æ a, então o numerador e o denominador terão um fator comum (x – a) e o
limite pode, freqüentemente, ser obtido cancelando-se primeiro os fatores comuns:
0 ) 3 x ( lim
3 x
) 3 x (
lim
3 x
9 x 6 x
lim
3 x
2
3 x
2
3 x
= − =


=

+ −
→ → →

3) Calcule o limite de
4
16 8
lim
2
4
+
+ +
− →
x
x x
x
.
Solução:
0
0
4 4
16 ) 4 ( 8 ) 4 (
lim
2
4
=
+ −
+ − + −
− → x
indeterminação.
0 4 4 4 lim
4
) 4 (
lim
4
16 8
lim
4
2
4
2
4
= + − = + =
+
+
=
+
+ +
− → − → − →
x
x
x
x
x x
x x x

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49
2.8 PROPRIEDADES DOS LIMITES NO INFINITO
P1) Limites de x
n
, quando x Æ ± ∞
∞ =
∞ →
n
x
x lim , para n = 1, 2, 3, ...
¹
´
¦
= ∞
= ∞ +
=
−∞ → ... 5, 3, 1, n para , -
... 6, 4, 2, n para ,
lim
n
x
x
Multiplicando-se x
n
por um número real positivo, isto não afeta os limites mas, multiplicando-se por um
número real negativo invertem-se os sinais.
Exemplos:
+∞ =
+∞ →
5
2 lim x
x
; −∞ =
−∞ →
5
2 lim x
x
; +∞ =
+∞ →
6
4 lim x
x
; +∞ =
−∞ →
6
4 lim x
x
;
−∞ = −
+∞ →
8
7 lim x
x
; −∞ = −
−∞ →
8
7 lim x
x


P2) Limite de Polinômios - quando x Æ ±∞
O polinômio p(x) = c
0
+ c
1
x + ... + c
n
x
n
, comporta-se como o seu termo de maior grau quando x Æ ±∞:
Exemplo: +∞ = = − + −
+∞ → +∞ →
5 3 5
7 lim ) 9 2 4 7 ( lim x x x x
x x


P3) Limite das Funções Racionais - quando x Æ ±∞
¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
<
=
> ∞ ±
=
±∞ →
n m se 0
n m se
n m se
lim
0
0
0
0
b
a
x b
x a
n
m
x


Exemplos:
n) m (pois
2
lim
2
3
> +∞ =
+∞ →
x
x
x

n) m (pois 2
2
lim
2
2
= =
−∞ →
x
x
x

n) m (pois 0
3
lim
2
< =
−∞ →
x
x
x









Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes

50
2.9 EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1) Seja
¦
¹
¦
´
¦
>
≤ −
=
3 x se 7, - 3x
3 x se ,
) (
1 x
x f . Calcule:
a) ) ( lim

x f
3 x→
= 2 b) ) ( lim x f
3 x
+

= 2 c) ) ( lim x f
3 x→
= 2

2) Seja 4 x x f − = ) ( . Calcule:
a) ) ( lim x f
4 x
+

= 0 b) ) ( lim

x f
4 x→
= 0 c) ) ( lim x f
4 x→
= 0

3) Seja
¦
¦
¦
¦
¹
¦
¦
¦
¦
´
¦
>
=
< ≤
<
=
1 x se x, - 2
1 x se 2,
1 x 0 se , x
0 x se ,
) (
2
x
1
x f . Calcule:
a) ) ( lim

x f
1 x→
= 1 b) ) ( lim x f
1 x→
= 1 c) ) ( lim x f
0 x
+

= 0 d) ) ( lim

x f
0 x→
= −∞
e) ) ( lim x f
0 x→
= não existe f) ) ( lim x f
2 x
+

= 0 g) ) ( lim

x f
2 x→
= 0 h) ) ( lim x f
2 x→
= 0

4) Calcular os limites usando as propriedades:
a) ) ( lim
2
0 x
x 5 x 7 3 − −

= 3 b) ) ( lim 2 x 7 x 3
2
3 x
+ −

= 8 c)
(
¸
(

¸

+ ⋅ +

− →
1 3
1 x
2 x 4 x ) ( ) ( lim = 27
d)
1 x 3
4 x
2 x

+

lim = 6/5 e)
2 t
3 t
2 t
+
+

lim = 5/4 f)
1 x
1 x
2
1 x



lim = 2
g)
2 t
6 t 5 t
2
2 t

+ −

lim = -1 h) 1 x
x
+
−∞ →
lim = não existe i)
3 x
9 x
2
3 x
+

− →
lim = -6
j)
100
x
x
lim
+∞ →
= +∞ k)
x
1
x
lim
+∞ →
= 0 l)
x
x
3
x
lim
−∞ →
= +∞
m)
3 t 7
t 6
3
3
t
+

+∞ →
lim = -1/7 n)
1 x
1 x
lim
4
1 x ¨
= 4 o)
1
1 4 2
lim
2 3
2 3
+ + +
− +
∞ →
x x x
x x
x
=2
p)
1 2
3
lim
2
+
+ +
∞ →
x
x x
x
= ½ q)
3
1
lim
3 3
+
− +
∞ →
x
x x
x
=1 r)
x x x
x
x
+ + +
+
∞ →
3
3
lim
2
= 1/2
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51
2.10 LIMITES NO INFINITO
Considere a função
1
) (
+
=
x
x
x f e observe que quando x é muito grande f(x) é aproximadamente igual a 1.
Este fato é escrito da seguinte forma
1
1
lim =
|
.
|

\
|
+
∞ →
x
x
x



Observe que a restrição de f nos reais nos dá uma seqüência cujo limite é exatamente 1.
DEFINIÇÃO: Seja f: B → R uma função, B um conjunto que não é limitado superiormente (inferiormente) e
L ∈ R. Dizemos que
L x f x f
x x
= =
∞ − → ∞ →
) ( lim ) ( lim


Exemplo:
Determine
|
.
|

\
|


1
2
lim
1
x
x

Solução: ∞ = =

=


0
2
1 1
2
1
2
lim
1
x
x


2.11 ASSÍNTOTAS
Assíntota Vertical
A equação x = a é dita uma assíntota vertical do gráfico de uma função f se:
∞ ± =

) ( lim x f
a x


Assíntota Horizontal
A equação y = b é dita uma assíntota horizontal do gráfico de uma função f se:
b x f
x
=
∞ ± →
) ( lim


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52
Exemplos:
1) Identifique as assíntotas no gráfico
2
1
+
=
x
y
Solução: x + 2 ≠ 0 => x ≠ -2
D = R – {-2}
∞ = |
.
|

\
|
+
− →
2
1
lim
2
x
x
tem assíntota vertical na reta x = -2.
0
2
1
lim = |
.
|

\
|
+
∞ →
x
x
tem assíntota horizontal na reta y = 0.

2.12 CONTINUIDADE DE UMA FUNÇÃO
Continuidade de uma função num ponto
Ponto interior: Uma função y = f(x) é contínua em um ponto interior c do seu domínio quando:
) ( ) ( lim ) (
) ( lim ) (
) ( ) (
c f x f III
x f II
c f I
c x
c x
=





EXEMPLOS:
1) Analise a continuidade da função:
¦
¹
¦
´
¦
=



=
1 , 1
1 ,
1
1
) (
2
x se
x se
x
x
x f
Solução: D = R – {1}
f(1) = 1
2 1 lim
1
) 1 ( ) 1 (
lim
1
1
lim
1 1
2
1
= + =

+ −
=
|
|
.
|

\
|


→ → →
x
x
x x
x
x
x x x

) 1 ( ) ( lim
1
f x f
x


, portanto, a função dada é descontínua em x = 1.


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53
2) Analise a continuidade da função:
¦
¹
¦
´
¦
− =
− ≠
+ =
2 , 3
2 ,
2
1
) (
x se
x se
x x g
Solução: D = R – {-2}
∞ =
+ − → 2
1
lim
2 x x

portanto, a função dada é descontínua em x = -2.
2.13 EXERCÍCIOS PROPOSTOS
1) Analise as seguintes funções, verificando as assíntotas (se tiver) e a continuidade.
a)
¹
´
¦
≥ −
< −
=
1 , 4
1 , 1
) (
2
x se x
x se x
x f d)
2
1
) (
2
− +

=
x x
x
x f
b)
¹
´
¦
− =
− ≠ +
=
2 , 2
2 , 3
) (
x se
x se x
x f e) 4 ) ( − = x x f
c)
6
3
) (
2
− +
=
x x
x f f)
1
2
+
=
x
x
y

2) Verifique se as funções f(x) a seguir, são contínuas no ponto x
0
indicado.
a) 0 ; ) (
0
= = x x x f e)
¹
´
¦
<
≥ +
=
0 , 1
0 , 1
) (
2
x
x x
x f ; x
0
= 0

b)
¦
¹
¦
´
¦
=


=
1 , 2
1 ,
) 1 (
1
) (
2
x se
x
x
x f ; x
0
= 1 f)
1
1
) (
2

=
x
x f ; x
0
= 1

c) 2 ) (
2
+ = x x f ; x
0
= 2 g)
x
x x
x f
+
=
2
) ( ; x
0
= 0

d)
1
1
) (
+
=
x
x f ; x
0
= 0

Respostas dos Exercícios Propostos
a, c, d, e são contínuas


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54
Capítulo 3 : Derivadas

O cálculo é a matemática das variações e o instrumento principal para estudar as taxas de variação é um
método conhecido como derivação. Neste capítulo, vamos descrever esse método e mostrar como pode ser
usado para determinar a taxa de variação de uma função e também a inclinação da reta tangente a uma
curva.

3.1 EXEMPLO

1. Uma partícula caminha sobre uma trajetória qualquer obedecendo à função horária s(t) = 3t
2
– 5t + 2 (s
em metros , t em segundos)
a) Qual a velocidade média da partícula no intervalo de tempo [ 2 , 4 ]?
b) Qual a velocidade média da partícula no intervalo de tempo [ 2 , 3 ] ?
c) Qual a velocidade média da partícula no intervalo de tempo [ 2 ; 2,1 ]?
d) Qual a velocidade média da partícula no intervalo de tempo [ 2 , (2 + ∆t) ], com ∆t ≠ 0?
e) Como você interpretaria fisicamente a velocidade média da partícula no item anterior, quando ∆t tende a
zero?
f) Qual a velocidade da partícula no instante t = 2 s?

Resolução:
a)Velocidade média de uma partícula num certo intervalo de tempo é definida pelo quociente entre o espaço
percorrido (∆s = s
final
– s
inicial
) e o intervalo de tempo gasto em percorrê-lo (∆t = t
final
– t
inicial
):

s m v Logo
s t
m s
s s s
t
s
v
m
m
/ 13
2
26
:
2 2 4
26 4 30
) 2 2 . 5 2 . 3 ( ) 2 4 . 5 4 . 3 ( ) 2 ( ) 4 (
2 2
= =
= − = ∆
= − = ∆
+ − − + − = − = ∆


=


b)Neste item, temos:

s m v Logo
s t
m s
s s s
t
s
v
m
m
/ 10
1
10
:
1 2 3
10 4 14
) 2 2 . 5 2 . 3 ( ) 2 3 . 5 3 . 3 ( ) 2 ( ) 3 (
2 2
= =
= − = ∆
= − = ∆
+ − − + − = − = ∆


=


c)Neste item, temos:

s m v Logo
s t
m s
s
s
s s s
t
s
v
m
m
/ 3 , 7
1 , 0
73 , 0
:
1 , 0 2 1 , 2
73 , 0
4 73 , 4
) 2 2 . 5 2 . 3 ( ) 2 1 , 2 . 5 1 , 2 . 3 (
) 2 ( ) 1 , 2 (
2 2
= =
= − = ∆
= ∆
− = ∆
+ − − + − = ∆
− = ∆


=




Cálculo I
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55
d)Neste item, temos:

t v seja ou
t
t t
v Logo
t t s
t t s
t t s
s t s s
m m
∆ + =

∆ + ∆
=
∆ + ∆ = ∆
− ∆ + ∆ + = ∆
+ − − + ∆ + − ∆ + = ∆
− ∆ + = ∆
3 7 ,
3 7
:
3 7
4 ] 3 7 4 [
) 2 2 . 5 2 . 3 ( ] 2 ) 2 .( 5 ) 2 .( 3 [
) 2 ( ) 2 (
2
2
2
2 2


Observe que este item com ∆t genérico engloba os itens anteriores:
Item a) ∆t = 2 s ⇒ v
m
= 7 + 3.2 = 13 m/s
Item b) ∆t = 1 s ⇒ v
m
= 7 + 3.1 = 10 m/s
Item c) ∆t = 0,1 s ⇒ v
m
= 7 + 3.0,1 = 7,3 m/s

e)No item anterior obtivemos a velocidade média da partícula no intervalo de tempo [2, (2 + ∆t)], com ∆t ≠ 0.
Quando ∆t tende a zero, o segundo extremo de intervalo de tempo tende a 2 e o referido intervalo tende a [2,
2], que é um “intervalo de amplitude nula”, caracterizando o instante t = 2 s.
Logo, fisicamente, quando ∆t tende a zero, a velocidade média tenderá para a velocidade instantânea da
partícula para t = 2s e esta velocidade será denotada por v(2).

f) Portanto, concluímos que: s / m 7 t 3 7 lim ) 2 ( v
0 t
= ∆ + =
→ ∆


O gráfico abaixo representa a função da questão acima. Trace a reta secante para calcular a velocidade média
no intervalo de 2 a 4 segundos e a reta tangente para calcular a velocidade instantânea no instante 2
segundos.


Espaço Percorrido X Tempo
-5
0
5
10
15
20
25
30
35
40
45
50
55
0 1 2 3 4 5
tempo (s)
d
e
s
l
o
c
a
m
e
n
t
o

(
m
)









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56
Análise do Exemplo

Vamos aprofundar o “raciocínio” usado anteriormente na resolução o exemplo dividindo em etapas:

• Etapa 1
As funções dadas e as solicitações feitas:
S = S (t) = 3t
2
–5t + 2 ; determinar v(2)

• Etapa 2
Cálculo das variações, (incrementos), das variáveis independentes:
de 2 a ( 2 + ∆t ), com ∆t ≠ 0 : variação = ∆t

• Etapa 3
Cálculo das correspondentes variações ou incrementos sofridos pela variável dependente:
S ( 2 + ∆t ) – S( 2 ) = 7∆t + 3∆t
2


• Etapa 4
Cálculo da razão incremental, que é a relação entre o incremento (variação) da variável dependente e o
incremento (variação) da variável independente:

• Etapa 5
Cálculo do limite da função quando o denominador da razão incremental tender a zero:
quando ∆t→0 , então (7 + 3 ∆t) → 7


Sintetizando as 5 etapas analisadas, obtém-se a seguinte definição:

3.2 DEFINIÇÃO

• Derivada de uma função

A derivada da função f(x) em relação a x é a função f´(x) (que se lê como “f linha de x”) dada por:

Uma função f(x) é derivável no ponto c se f´(x) existe, ou seja, se o limite existe no ponto x = c.
O processo de calcular a derivada é chamado de derivação.

• Notação de derivada

A derivada f´(x) muitas vezes é escrita na forma dy/dx , que se lê “dê y sobre dê x”
Nesta notação, o valor da derivada no ponto x = a ou seja, f´(a) , é escrito na forma:

a x
dx
dy
=


De acordo com o exemplo 1 :

Para calcularmos a velocidade no instante 2, calculamos a derivada da função S no ponto t = 2.
S´(2) = V(2).
Ou ainda: s / m 7 ) 2 ( v
dt
dS
2 t
= =
=


| | t 2 , 2 ervalo int no média velocidade a é que , t 3 7
t
) 2 ( S ) t 2 ( S
∆ + ∆ + =

− ∆ +
h
) x ( f ) h x ( f
lim ) x ´( f
0 h
− +
=

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57
Podemos também dizer que a derivada da função horária nos fornece a função velocidade, ou seja ) t ( v
dt
dS
=


Generalizando tudo o que foi visto no exemplo, pode-se concluir que, se o gráfico de f(x) é:





P








A inclinação da reta tangente à curva y = f(x) no ponto (a, f(a)) é dada por m
t
= f´(a).
Então, f’(a) = tgα
t
= m
t
, ou seja a derivada da função de f(x) no ponto a é o coeficiente angular da reta
tangente à curva no ponto P de abscissa a.
A taxa de variação instantânea de uma grandeza f(x) em relação à x no ponto a é f´(a).


3.3 EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

1. Considere o movimento de um corpo ao cair de uma grande altura. De acordo com a física clássica, em t
segundos de queda, o corpo percorre uma distância s(t) = 4,9t
2
metros. Suponha que estejamos interessados
em determinar a velocidade do corpo após 2 segundos. A menos que o corpo caia equipado por um
velocímetro, é difícil medir diretamente a velocidade. Mas podemos determinar a distância percorrida pelo
corpo entre o instante t = 2 e t = 2 + h e calcular a velocidade média durante esse intervalo de tempo:

Resolução:

h
h
h h
h
h h
h
h
h
s h s
empo ervalo
ercorrida distânciap
Vm 9 , 4 6 , 19
9 , 4 6 , 19 ) 4 ( 9 , 4 ) 4 4 ( 9 , 4 ) 2 ( 9 , 4 ) 2 ( 9 , 4
2 2
) 2 ( ) 2 (
det int
2 2 2 2
+ =
+
=
− + +
=
− +
=
− +
− +
= =

Se o intervalo de tempo h é pequeno, a velocidade média está próxima da velocidade instantânea no instante
t = 2. Assim, é razoável determinar a velocidade instantânea tomando o limite da expressão anterior quando
h tende a zero:

6 , 19 ) 9 , 4 6 , 19 ( lim
0
= + =

h V
h
ou, usando a notação de derivada: s / m 6 , 19
dt
dS
2 t
=
=


Dessa forma, após 2 segundos de queda, o corpo estará viajando a uma velocidade de 19, 6 m/s.


2. Uma cidade X é atingida por uma moléstia epidêmica. Os setores de saúde calculam que o número de
pessoas atingidas pela moléstia depois de um tempo t (medido em dias a partir do primeiro dia da
epidemia) é, aproximadamente, dado por:

3
t
t 64 ) t ( n
3
− =
a) Qual a razão da expansão da epidemia no tempo t =4?
b) Qual a razão da expansão da epidemia no tempo t =8?
c) Quantas pessoas são atingidas pela epidemia no 5
o
dia?


a
f(a)
y
x

y = f(x)
t
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58
Resolução:
A taxa com que a epidemia se propaga é dada pela razão de variação da função n(t) em relação à t.
Usaremos a definição de derivada para resolver os itens a e b.


Para t = 4:

dia pessoas 48
dt
dn
derivada de notação a Usando
dia pessoas 48
t 3
t 12 t t 144
t
67 234
3
64 t 48 t 12 t
256 t 64
t
3
4
4 64
3
4 t
4 t 64
t
4 n 4 t n
4 4 t
4 n 4 t n
4 t
2 3
0 t
2 3
0 t
3 3
0 t
0 t 0 t
/ :
/ lim
,
) (
lim
) (
.
) (
) (
lim
) ( ) (
lim
) (
) ( ) (
lim
=
=
− −
=

+ + +
− +
=
(
(
¸
(

¸

− −
(
(
¸
(

¸

+
− +
=
− +
=
− +
− +
=



→ →

b) Para t = 8

dia / pessoas 0
t 3
t 16 t
lim
t
3
1024
3
) 512 t 192 t 24 t (
512 t 64
lim
t
3
) 8 (
8 . 64
3
) 8 t (
) 8 t ( 64
lim
t
) 8 ( n ) 8 t ( n
lim
8 ) 8 t (
) 8 ( n ) 8 t ( n
lim
2 3
0 t
2 3
0 t
3 3
0 t
0 t 0 t
=
− −
=

+ + +
− +
=
(
(
¸
(

¸

− −
(
(
¸
(

¸

+
− +
=
− +
=
− +
− +



→ →


dia / pessoas 0
dt
dn
: derivada de notação a Usando
8 t
=
=




c) Para calcularmos quantas pessoas foram atingidas pela epidemia no 5
o
dia, basta calcular n(5) – n(4):

( )
pessoas n n
n n
6 , 43 ) 4 ( ) 5 (
3
) 4 (
) 4 ( 64
3
5
) 5 ( 64 ) 4 ( ) 5 (
3 3
= −
(
¸
(

¸

− −
(
¸
(

¸

− = −




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59
3. Uma partícula caminha sobre uma trajetória retilínea de modo que sua velocidade obedece à função
v(t) = 8t – 2 (v em metros , t em segundos). Determinar a aceleração da partícula no instante t = 4s.

Resolução:

Para obter a aceleração da partícula no instante t = 4s, deve-se inicialmente calcular a aceleração média
da mesma no intervalo de tempo [ 4, (4 + ∆t) ].

Assim: ∆V = v (4 + ∆t) – v(4) = [ 8(4 + ∆t) – 2 ] – (8.4 – 2) = [32 + 8∆t – 2] – 30 = 8 ∆t

Logo: a
m
= 8∆t / ∆t ou seja, a
m
= 8m/s
2

Para obter a(4), você deve observar o que acontece com a
m
= 8 quando ∆t tende a zero.

Como a
m
= 8 é uma função que independe de ∆t, quando ∆t tende a zero, a
m
continua sendo 8,
ou seja: a(4) = 8m/s
2
2
4
/ 8 : derivada de notação a Usando s m
dt
dv
t
=
=

Observe que a derivada da velocidade em função do tempo nos fornece a função aceleração.

) t ( a
dt
dv
: derivada de notação a Usando =

Observação:

Quando derivamos a função horária encontramos a velocidade, se a derivarmos novamente encontramos a
aceleração. Sendo assim, podemos dizer que a aceleração é a segunda derivada do espaço e indicamos por:
) t ( a
dt
S d
) t ´´( S
2
2
= =

4.Obtenha a equação da reta tangente à curva y = x
2
no ponto ( 1, 1 )

Resolução:

Calculando o coeficiente angular da reta secante à parábola dada, que passa pelos seus pontos de abscissas 1
e ( 1+h ):

Logo, o coeficiente angular da tangente à parábola dada pelo seu ponto ( 1, 1 ) será obtido a partir de m
s
,
fazendo-se h tender a zero; então m
s
tenderá a 2, isto é, m
t
= 2.
A equação da reta tangente solicitada será dada por: y = 2x – 1.



3.4 EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1. Uma partícula caminha sobre uma trajetória qualquer de modo que sua velocidade obedece à função:
v(t) = t
2
– 4t (v em metros, t em segundos). Sabe-se que a aceleração média da partícula a
m,
num certo

intervalo de tempo, é dada por a
m
= ∆V / ∆t , determine:

a) Qual a aceleração média da partícula no intervalo de tempo [ 0 , 1 ] ?
b) Qual a aceleração média da partícula no intervalo de tempo [ 0 ; 0,5 ] ?
c) Qual a aceleração média da partícula no intervalo de tempo [ 0 ; 0,1]
d) Qual a aceleração média da partícula no intervalo de tempo [ 0, ∆t ], com ∆t ≠ 0?
e) Como você interpretaria fisicamente a aceleração média da partícula no item anterior, quando ∆t tende a
zero?
f) Qual a aceleração da partícula no instante t = 0 s?
( )
h 2
h
h h 2
h
1 ) h h 2 1 (
1 ) h 1 (
1 h 1
m
2 2 2 2
s
+ =
+
=
− + +
=
− +
− +
=
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60
2. Uma partícula caminha sobre uma trajetória qualquer obedecendo à função horária:
S(t) = t
2
– 7t + 10 ( s em metros e t em segundos)
a) Determine a lei de sua velocidade em função do tempo.
b) Calcular a velocidade da partícula no instante t = 3 s
c) Obter a lei de sua aceleração em função do tempo.
d)Calcular a aceleração da partícula no instante t = 3 s.

4. Encontre a equação da reta tangente à curva y = x
2
- 2x + 1 no ponto (2, 1)

5. Encontre a equação da reta tangente à curva y = 2x
2
+3 no ponto (2, 11)

6. Dada a função f(x) = 5x
2
+ 6x –1, encontre f ’(2).

7. Dada a função f(x) = 3x
2
–1 e g(x) = 5 – 2x determinar:
a) f ’(1) b) g ‘(1) c) f ‘(1) + g ‘(1)

8. Usando a definição, determinar a derivada das seguintes funções:
a) f(x) = 1 – 4x
2
b) f(x) = 2x
2
– x –1


Respostas:
1. a) -3 m/s
2
; b) -3,5 m/s
2
; c) -3,9 m/s
2
; d) 4 − ∆t ; e) aceleração instantânea ; f)-4 m/s
2

2. a) v = 2t- 7; b) -1 m/s; c) 2 m/s
2
; d) 2 m/s
2
3. y = 2x-3
4. y = 8x – 5
5. 26
6. a) 6; b) -2; c) 4
7. a) -8x; b) 4x-1































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61
3.5 REGRAS DE DERIVAÇÃO

3.5.1 TABELA GERAL DE DERIVADAS


u u y u tg y
u sen u y u y
u u y u sen y
u v u u u v y u y
u u y u y
a u u y a e a y
e u y e y
a a u y a e a a y
u u y u y
v
uv v u
y
v
u
y
v u v u y v u y
u k y cte k u k y
y x y
y k k y
x de funções v u
te cons k
Considere
v v v
u
a
u u
u u
2
1
1 -
2
sec . ) 14
. cos ) 13
cos . ) 12
ln . . ] [ . ] [ . , ] [ ) 11
/ ln ) 10
) ln . ( / 1 0 , log ) 9
'. ) 8
ln . '. 1 0 , ) 7
. ] [ . 0 , R , ] [ ) 6
' '
' ) 5
' . '. ' . ) 4
. , . ) 3
1 ' ) 2
0 cte , ) 1
,
, tan
:
′ = ′ → =
′ − = ′ → =
′ = ′ → =
′ + ′ = ′ → =
′ = ′ → =
′ = ′ → ≠ > =
= ′ → =
= ′ → ≠ > =
′ = ′ → ≠ ∈ =

= → =
+ = → =
′ = ′ → = =
= → =
= ′ → = =
¹
´
¦



α α
α α α

( )
( )
u u u y u y
u u u y u y
u u y u y
u u y u y
u u y u y
u u y u y
u u u y u y
u u u y u y
u u y u y
u u y u y
u u y u y
u u y u y
u ec u g u y u ec y
u u tg u y u y
u ec u y u g y
cosech cotgh cosech ) 29
sech tgh sech ) 28
h cosec coth ) 27
h sec tgh ) 26
senh cosh ) 25
cosh senh ) 24
1 - . / , arccosec ) 23
1 - . / , arcsec ) 22
) 1 ( / arccotg ) 21
) 1 ( / arctg ) 20
- 1 / arccos ) 19
- 1 / arcsen ) 18
cos . cot ' ' cos ) 17
sec . '. ' sec ) 16
cos '. ' cot ) 15
2
2
2
2
2
2
2
2
2
′ − = ′ → =
′ = ′ → =
′ − = ′ → =
′ = ′ → =
′ = ′ → =
′ = ′ → =
′ − = ′ → =
′ = ′ → =
+ ′ − = ′ → =
+ ′ = ′ → =
′ − = ′ → =
′ = ′ → =
− = → =
= → =
− = → =





Cálculo I
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62
3.5.2 EXERCÍCIOS PROPOSTOS

I) Encontre a derivada para as funções abaixo:
1) x 7 y =
2) 4 x 3 y
2
+ =
3) 3 x x 4 x y
2 5
− + − =
4)
3
x y =
5) 3 x x 7 x 3 y
2 5
− − + − =
6) π − + = x 5 x
3
2
y
2

7) x 4 x
2
5
x
3
2
y
2 3
− + =
8) 5 x x y
7 13
+ − =
9) ( )( ) 2 x 3 5 x 2 y − + =
10) ( )( ) 3 x 2 x 3 x y
2
− + =
11) ( )( ) x 3 x 5 x 2 3 x 5 y
2 3
+ − − =
12) ( )( ) 18 x 3 7 x 5 x y
3 2
− + − =
13) ( )( ) 3 x x x 3 y
2
− − + − =
14)
2
x
3
y =
15)
4
x
5
y − =
16)
5
x 3
2
y =
17)
x
1
y =
18)
1 x
2
y
+
=

19)
7 x 2
5 x 3
y

+
=


20)
5 x 3
3 x 5
y
+

=

21)
1 x 8
3 x 7
y

+
=
22) x cos 7 y − =
23)
3
senx
x ln 2 y + =
24)
x cos
senx
3
e
y
x
+ =








Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes

63
Respostas:
1) 7 y
'
=
2) x 6 y
'
=
3) 1 x 8 x 5 y
4 '
+ − =
4)
2 '
x 3 y =
5) 1 x 14 x 15 y
4 '
− + − =
6) 5 x
3
4
dx
dy
+ =
7) 4 x 5 x 2 y
2 '
− + =
8)
6 12 '
x 7 x 13 y − =
9) 11 x 12 y
'
+ =
10) ( ) 3 x 2 x 2 3 y
2 '
− + =
11) 9 x 60 x 93 x 40 y
2 3 '
− + − =
12) 90 x 36 x 63 x 60 x 15 y
2 3 4 '
+ − + − =
13) 3 x 16 x 9 y
2 '
− + =
14)
3
x
6
dx
dy
− =
15)
5
x
20
dx
dy
=
16)
6
x 3
10
dx
dy
− =
17)
2
x
1
dx
dy
− =
18)
( )
2
1 x
2
dx
dy
+
− =
19)
( )
2
7 x 2
31
dx
dy

− =
20)
( )
2
5 x 3
34
dx
dy
+
=
21)
( )
2
1 x 8
31
dx
dy

− =
22) senx 7 y
'
=
23)
3
x cos
x
2
y
'
+ =

24) x sec
3
e
y
2
x
'
+ =











Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes

64
3.5.3 DERIVADA DE UMA FUNÇÃO COMPOSTA

As regras de derivação que estudamos até agora são usadas para derivarmos funções simples. Para
derivarmos funções compostas, como por exemplo 1 3 + = x y , usaremos uma outra maneira de derivar,
conhecida como regra da cadeia.

3.5.3.1 REGRA DA CADEIA

Em muitas situações, a taxa de variação de uma grandeza pode ser expressa como um produto de outras
taxas.

Por exemplo, um automóvel que esteja viajando a 80 km/h e o consumo de gasolina a esta velocidade seja
de 0,1 l/km. Para calcular o consumo de gasolina em litros por hora, basta multiplicar as duas taxas:

h l
h
km
km
l
/ 8 80 . 1 , 0 =

No exemplo anterior, temos uma função composta onde para calcularmos a derivada desta função
multiplicamos as duas taxas de variação. Essa expressão é um caso particular de uma regra importante
conhecida como regra da cadeia.

E é para derivarmos funções compostas que utilizamos a regra da cadeia, definida abaixo:

Se y é uma função derivável de u e u é uma função derivável de x, y é uma função composta de x e


dx
du
.
du
dy
dx
dy
=
Ou seja, a derivada de y em relação a x é igual ao produto da derivada y em relação a u pela derivada
de u em relação a x.


3.5.3.2 EXEMPLOS

1) Determine dy/dx para 2 x u e 1 u 3 u y
2 2 3
+ = + − =

Solução:

2 ,
2 ). 6 3 ( . : ,
2 6 3
2
2
2
+
− = =
= − =
x por u emos substituir x de função em y de derivada a queremos como
x u u
dx
du
du
dy
dx
dy
temos cadeia da regra pela
x
dx
du
e u u
du
dy
Como

) 2 .( 6 ) ).( 2 .( 6
] 2 ) 2 ).[( 2 .( 6
) 2 )}.( 2 .( 6 ) 2 .( 3 [
2 3 2 2
2 2
2 2 2
+ = + =
− + + =
+ − + =
x x x x x
dx
dy
x x x
dx
dy
x x x
dx
dy




Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes

65
2) Determine a derivada das funções abaixo utilizando a regra da cadeia:

2 2 2 2
2
2
3 2
3 2
) 1 3 .( 18 6 . ) 1 3 ( 3
6 . 3 :
6 3
1 3
:
) 1 3 ( )
+ = + =
=
= =
= + =
+ =
x x x x
dx
dy
x u
dx
dy
temos cadeia da regra pela
x
dx
du
e u
du
dy
Como
u y então x u Faremos
Solução
x y a


x u
u
u
x
e e
dx
dy
temos cadeia da regra pela
dx
du
e e
du
dy
Como
e y então x u Faremos
Solução
e y b
3
3
. 3 3 . :
3
3
:
)
= =
= =
= =
=


2
2
2
cos . 2 2 . cos :
cos 2
:
)
t t t u
dx
dy
temos cadeia da regra pela
u
dx
du
e t
du
dy
Como
u sen y então t u Faremos
Solução
t sen y c
= =
= =
= =
=


3.5.3.3 EXERCÍCIOS PROPOSTOS
I) Derive usando a regra da cadeia:

1 3 )
) 3 ( )
)
) 1 2 ln( 2 )
8 cos )
4 )
) 3 ln( )
4 2
5
2
2
+ =
+ =
=
+ − =
=
=
+ =

x y g
t y f
e y e
t y d
t y c
x sen y b
x y a
x





3 2
5
2
2
) 3 .( 8 )
5 )
1 2
4
)
8 . 16 )
4 cos 4 )
3
2
)
: Re
+ =
− =
+

=
− =
=
+
=

t t
dt
dy
f
e
dx
dy
e
t dt
dy
d
t sen t
dt
dy
c
x
dx
dy
b
x
x
dx
dy
a
spostas
x

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Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes

66

II) Derive as funções:






















III) Calcule as derivadas das funções abaixo:
1)
7 6 3 ' 7 6 3
2 2
). 12 12 ( . 2
+ + + +
+ = =
x x x x
e x y e y
2)
x x
e y e y
− −
− = =
3 ' 3
3
1
3
1

3)
x x
y
6 3
2
2
+
=
x x
x y
6 3 '
2
2 . 2 ln ). 6 6 (
+
+ =
4)
x
e y
6
. 4 =
2
6
'
24
x
e
y
x
− =
5) ) 7 5 ln( x y − =
x
y
7 5
7
'

− =
6)
3 5 2
2
5
+ −
=
x x
y
3 5 2 '
2
5 . 5 ln ). 5 4 (
+ −
− =
x x
x y
7) x sen y 2 = x y 2 cos . 2
'
=
8) x x y cos . = xsenx x y − = cos
'

9) x y ln =
x
y
1
'
=
10) senx x y .
4
= ) 4 cos (
3 '
senx x x x y + =
11) x y
2
cos = x senx y cos . 2
'
− =
12)
x
sen y
1
=
x
x
y
1
cos
1
2
'
− =
13)
senx
y 3 = x y
senx
cos . 3 ln . 3
'
=
14) x y 6 cos = x sen y 6 6
'
− =
15) ) x ln( y 1
3
+ =
1
3
3
2
+
=
x
x
y
'

16)
7
x cos y =
7 6
7 senx x y
'
− =
17) ) x x ( sen y 1 4
2
+ − − = ) x x cos( ). x ( y
'
1 4 4 2
2
+ − − − =
18) x sen . x y 5 3 = ) x sen x cos x .( y
'
5 5 5 3 + =

1)
3
) 5 ( − = x y


2)
6
) 4 3 ( + − = x y

3)
4 3
)
2
1
2 ( − = x y

4) x y 5 =

5)
5
2 . 5 x y =

6) 2 − = x y

7)
2
. 3 x y =

8)
5 3
4
5
2
− = x y

9)
3
8x y =

10)
3 2
) 1 2 ( − = x y
Respostas: 1) 75 30 3
2 '
+ − = x x y
2)
5 '
) 4 3 .( 18 + − − = x y
3)
3 3 2 '
)
2
1
2 .( 24 − = x x y
4)
x
y
5 . 2
5
'
=
5)
x
x
y
2
25
2
'
=
6)
2 . 2
1
'

=
x
y
7) 3
'
= y
8)
5 4 3
2
'
) 4 ( . 25
6

=
x
x
y
9)
3 2
'
) 8 ( . 3
8
x
y =
10)
3
'
1 2 . 3
4

=
x
y
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67
3.6 DERIVADAS SUCESSIVAS

3.6.1 EXEMPLOS

0 ' ' :
7 ' : Pr
7 ) 1
2
=
=
=
y derivada Segunda
y derivada imeira
x y


.
' ' ' :
cos ' ' :
' : Pr
2 cos ) 2
ente sucessivam assim e
senx y derivada Terceira
x y derivada Segunda
senx y derivada imeira
x y
=
− =
− =
=


3.6.2 NOTAÇÕES

Para a primeira derivada: y’=f’(x) =
dx
dy


Para a segunda derivada: y’’=f’’(x)=
2
2
dx
y d


Para a terceira derivada: y’’’=f’’’(x)=
3
3
dx
y d




3.6.3 EXERCÍCIOS PROPOSTOS

Nos exercícios 1 a 4, calcule a derivada:

1)
2
4 ln y x x x = + +
2) 10 ln y x = −
3)
.ln 1 x x
y
x
+
=
4) ln y x =
1
' ?
2
y
| |
=
|
\ .

5) Determine qual a equação da reta tangente a função
2
ln y x x = + no ponto (1,1).

6) Determine o ponto no qual o gráfico da função ln y x = tem inclinação 2.

7) Determine o ponto no qual a reta tangente a função
2
ln y x x = + é horizontal.

Nos exercícios 8 a 14, calcule a derivada:

8)
5
ln y
x
| |
=
|
\ .


Cálculo I
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68

9) ln y x =

10)
3
2
ln y
t
| |
=
|
\ .

11)
2
3 1
t
y e t = − +

12)
1
2
x
y e
x
= −

13)
1
2
t
e
y
+
=

14)
ln
ln( )
x x x
y e e e = + +

15) Determine a equação da reta tangente a função
x
y e e = − no ponto x = 1.

Nos exercícios 16 a 27, calcule a derivada:

16)
3
x
y e =

17)
1
t
y
e
=

18)
3
3
t
y t = +

19)
2 2
3 3
x
y
x
= +

20)
1
2
t
y
+
=

21) .
x
y x e

=
22)
1
.ln y x
x
=

23)
3
.ln
x
y e x

=

24)
2
2
2
4
x
y
x

=
+


25) =
1
( )
3
f x
x


26) =
5
3
( ) f x x

Cálculo I
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69
27) =
1
( ) f x
x



28) Determine a inclinação do gráfico da função

=
3
y x no ponto com =
1
2
x .
29) Determine a equação da reta tangente ao gráfico da função =
3
y x no ponto (2,8).

30) Se =
2
3
( ) f x x , determine os pontos nos quais =
1
'( )
6
f x .

Nos exercícios 31 a 34, calcule a derivada:
31) = + − +
5 3
( ) 3 2 5 7 g t t t t

32)
( )

= +
3 3
1
( )
2
g x x x

33)

= − +
1
2 2
2
( ) 3 5 f s s s s

34) = − +
2
1
( )
2 2
z
f z z
35) Determine a equação da reta tangente ao gráfico da função = + + + −
4 3 2
2 5 4 2 y x x x x no ponto x
= -1.

Nos exercícios 36 a 39, calcule a derivada:

36) = +
3
( ) 3 1 f x x

37) =
4
( ) (ln ) f x x

38)
+
=
1
( )
x
x
e
f x
e


39) = +
3
( ) 1
x
f x e

Nos exercícios 40 e 41, calcule y’’:

40) =
2
ln y x

41) = + 2 1 y x

42) = + −
2
3 2 1 y x x

43) = − cos y x senx

44) =
2
x
y e


Cálculo I
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70
Respostas:

1)
1
' 2 4 y x
x
= + +
2)
1
' y
x
= −
3)
2
1
'
x
y
x

=
4) ' 2 y =
5) 3 2 y x = −
6)
1 1
,ln
2 2
| |
|
\ .

7)
1 1 1
, ln
2
2 2
| |

|
\ .

8)
1
' y
x
= −
9)
1
'
2
y
x
=
10)
3
' y
t
= −
11) ' 3 2
t
y e t = −
12)
3
1
' 2
2
x
y e
x
= +
13)
1
'
2
t
y e =
14) ' 2
x
y e = +
15) ( 1) y e x = −
16)
3
1
'
3
x
y e =
17)
1
'
t
y
e
= −
18)
2
' 3 ln3 3
t
y t = +
19)
2
2 2
' ln2
3 3
x
y
x
= −
20)
1
' 2 ln2
t
y
+
=
21) ' (1 )
x
y e x

= −
22)
2
1
' (1 ln ) y x
x
= −
23)
3
1
' 3ln
x
y e x
x

| |
= − +
|
\ .

24)
2 2
12
'
( 4)
x
y
x
=
+

Cálculo I
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71
25) = −
2
1
'( )
3
f x
x

26) =
2
3
5
'( )
3
f x x
27) = −
3
2
1
'( )
2
f x
x

28) = − ' 48 y
29) = − 12 16 y x

30) (64,16)
31) = + −
4 2
'( ) 15 6 5 g t t t
32)
( )

= −
2 4
3
'( )
2
g x x x
33)


= + +
1
3
2
5
'( ) 2 6
2
f s s s s
34) = − +
2
1
'( )
2 2
z
f z z
35) = − − 4 6 y x
36) = +
2
3
'( ) (3 1) f x x
37) =
3
4(ln )
'( )
x
f x
x

38)

= − '( )
x
f x e
39) =
+
3
3
3
'
2 1
x
x
e
y
e

40) = −
2
2
'' y
x

41) = −
+
3
1
''
(2 1)
y
x

42) = '' 6 y
43) = − + '' cos y x senx
44) = +
2
2
'' (2 4 )
x
y e x
















Cálculo I
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72
3.7 – REGRA DE L’HOSPITAL
Agora apresentaremos um método geral para levantar indeterminações do tipo
0
0
ou


e g’(x) ≠0.

O limite de uma função quociente é igual ao limite dos quocientes de suas derivadas:







Obs.: A regra de L’Hospital continua válida se +∞ =

) ( '
) ( '
lim
x g
x f
a x
ou −∞ =

) ( '
) ( '
lim
x g
x f
a x
. Ela também é
válida para os limites laterais e para os limites no infinito.

3.7.1 Exemplos:
Determinar os limites abaixo:
1)
1
lim
2
1



x
x x
x



2)
x
senx
x 0
lim




3)
1
ln
lim
1


x
x
x



3.7.2 Exercícios Propostos:

Utilizando a regra de L’Hospital, determine os limites abaixo:

1)
1
1
lim
2
1
+

− →
x
x
x

2)
1
1
lim
5
9
1



x
x
x

3)
3
0
1
lim
t
e
t
t



4)
x
x
x
ln
lim
∞ →

5)
2
0
1
lim
x
x e
x
x
− −


6)
3
lim
3
3



x
e e
x
x

) (
) (
lim
) ( ) (
) ( ) (
lim
) ( ) (
lim
) ( ) (
lim
) ( '
) ( '
lim
x g
x f
a g x g
a f x f
a x
a g x g
a x
a f x f
x g
x f
a x a x
a x
a x
a x → →



=


=




=
L
x g
x f
x g
x f
a x a x
= =
→ →
) ( '
) ( '
lim
) (
) (
lim
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73
7)
2
0
cos 1
lim
x
x
x



8)
3
lim
x
e
x
x ∞ →

9)
senx x
x e e
x x
x

− −


2
lim
2
0

10)
3
0
lim
x
senx x
x







Respostas:
1) -2
2)
5
9

3) +∞
4) 0
5)
2
1

6) e
3

7)
2
1

8) +∞
9) 2
10)
6
1






























Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
74
3.8 APLICAÇÃO DE DERIVADAS: TAXA DE VARIAÇÃO

3.8.1 EXEMPLOS
1. O fator limitante na resistência atlética é o desempenho cardíaco, isto é, o volume de sangue que o coração
pode bombardear por unidade de tempo durante uma competição atlética. A figura ao lado mostra um
gráfico de teste de esforço de desempenho cardíaco V em litros (L) de sangue versus a quantidade de
trabalho que está sendo feita W em kilogramas-metros (kg.m) durante um minuto de levantamento de peso.
Este gráfico ilustra o conhecido fato médico de que o desempenho cardíaco aumenta com a quantidade de
trabalho mas, depois de atingir um valor de pico, começa a cair.
Use a reta secante da figura a para
estimar a taxa média de
desempenho cardíaco em relação
ao trabalho a ser executado
quando este aumenta de 300 para
1200 kg.m.
Use a reta tangente da figura b
para estimar a taxa de variação
instantânea do desempenho
cardíaco em relação ao trabalho
que está sendo executado no
ponto onde ele é de 300 kg.m.



Resolução:
Usando os pontos estimados (300, 13) e (1200, 19), a inclinação da reta secante da figura 1 é:
m kg
L
m
.
0067 , 0
300 1200
13 19
sec




Dessa forma, a taxa de variação média de desempenho cardíaco em relação ao trabalho que está sendo
executado no intervalo dado é de aproximadamente 0,0067 L / kg.m.
Isso significa que, em média, o aumento de 1 unidade no trabalho que está sendo executado produz um
aumento de 0,0067 L, no desempenho cardíaco no intervalo dado.
Usando a reta tangente estimada na figura 2 e os pontos estimados (0,7) e (900,25) sobre esta reta obtemos:
m kg
L
m
tg
.
02 , 0
0 900
7 25





Assim, a taxa de variação instantânea do desempenho cardíaco, em relação ao trabalho é de
aproximadamente 0,02 L / kg.m.

2. Um estudo ambiental realizado em um certo município revela que a concentração média de

monóxido de carbono no ar é 17 5 , 0 ) (
2
+ = p p c partes por milhão, onde p é população em milhares de
habitantes. Calcula-se que daqui a t anos a população do município será
2
1 , 0 1 , 3 ) ( t t p + = milhares de
habitantes. Qual será a taxa de variação da concentração de monóxido de carbono daqui 3 anos?



Resolução:
Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
75
O nosso objetivo é obter o valor de dt dc / para t = 3.
Como
2 / 1 2 2 / 1 2
) 17 5 , 0 .(
2
1
)] 2 .( 5 , 0 [ ) 17 5 , 0 (
2
1
− −
+ = + = p p p p
dp
dc
e t
dt
dp
2 , 0 =

Temos, de acordo com a regra da cadeia:

17 5 , 0
1 , 0
) 2 , 0 .( ) 17 5 , 0 .(
2
1
.
2
2 / 1 2
+
= + = =

p
pt
t p p
dt
dp
dp
dc
dt
dc


Para t = 3:
4 ) 3 ( 1 , 0 1 , 3 ) 3 (
2
= + = p

Logo,
ano por milhão por
dt
dc
dt
dc
dt
dc
dt
dc
24 , 0
5
2 , 1
25
2 , 1
17 ) 4 .( 5 , 0
) 3 ).( 4 .( 1 , 0
2
=
=
=
+
=


3.8.2. EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1) Uma partícula move-se sobre uma reta de forma que, após t segundos ela está a s = 2t
2
+ 3t metros de sua
posição inicial.
a) Determine a posição da partícula após 2 s.
b) Determine a posição da partícula após 3s.
c) Calcule a velocidade média da partícula no intervalo de tempo [2 , 3].
d) Calcule a velocidade instantânea em t = 2.

2) Um projétil é disparado diretamente para cima e, nos primeiros 30 segundos, a altura atingida por ele em t
segundos é de h = 4t
2
metros.
a) Qual a altura atingida em 20s?
b) Qual a velocidade média do projétil nos primeiros 30s?
c) Qual a velocidade instantânea após 30s?

3) Um objeto cai em direção ao solo de altura de 180 metros. Em t segundos, a distância percorrida pelo
objeto é de s = 20t
2
m.
a) Quantos metros o objeto percorre após 2 segundos?
b) Qual é a velocidade média do objeto nos 2 primeiros segundos?
c) Qual é a velocidade instantânea do objeto em t = 2 s?
d) Quantos segundos o objeto leva para atingir o solo?
e) Qual é a velocidade média do objeto durante a queda?
f) Qual é a velocidade instantânea do objeto quando ele atinge o solo?

4) A população inicial de uma colônia de bactérias é 10.000. Depois de t horas a colônia terá a população
P(t) que obedece a lei: P(t) = 10.000.1,2
t
.
Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
76
a) Qual o número de bactérias depois de 10 horas?
b) Encontre a lei que dá a variação da população P em relação ao tempo t.
c) Determine essa variação instantânea após 10 horas.

5) Um tanque está sendo esvaziado segundo a função V(t) = 200.(30 – t)
2
, onde o volume é dado em litros e
o tempo em minutos. A que taxa a água escoará após 8 minutos? Qual a taxa média de escoamento durante
os primeiros 8 minutos?

6) Uma saltadora de pára-quedas pula de um avião. Supondo que a distância que ela cai antes de abrir o
pára-quedas é de s(t) = 986.(0,835
t
– 1) + 176t , onde s está em pés e t em segundos, calcule a velocidade
instantânea (em m/s) da pára-quedista quando t = 15. (Obs.: 1 pé = 0,3048 m)

7) As posições de dois móveis num instante t segundos são dadas por s
1
= 3t
3
– 12t
2
+18t + 5 m e
s
2
= -t
3
+ 9t
2
– 12t m. Em que instante as partículas terão a mesma velocidade?

8) Um objeto se move de modo que no instante t a distância é dada por s = 3t
4
– 2t. Qual a expressão da
velocidade e da aceleração desse objeto?

9) Achar a velocidade e a aceleração no instante t = 3 segundos onde s = 3t
3
– 2t
2
+ 2t +4 é a função que
informa a posição (em metros) de um corpo no instante t.

10) Um corpo se desloca sobre um plano inclinado através da equação s = 5t
2
– 2t (s em metros e t em
segundos). Calcular a velocidade e a aceleração desse corpo após 2 segundos da partida.

11) Um corpo é abandonado do alto de uma torre de 40 metros de altura através da função y = 6t
2
– 2. Achar
sua velocidade quando se encontra a 18 metros do solo onde y é medido em metros e t em segundos.

12) Uma partícula se move segundo a equação s(t) = t
3
– 2t
2
+ 5t – 1, sendo s medido em metros e t em
segundos. Em que instante a sua velocidade vale 9 m/s?

13) Dois corpos têm movimento em uma mesma reta segundo as equações s
1
= t
3
+ 4t
2
+ t – 1 e s
2
= 2t
3
– 5t
2
+
t + 2. Determine as velocidades e posições desses corpos quando as suas acelerações são iguais.

14) Uma partícula descreve um movimento circular segundo a equação θ = 2t
4
– 3t
2
– 4 (θ em radianos).
Determine a velocidade e a aceleração angulares após 4 segundos.

15) Uma caixa d’água está sendo esvaziada para limpeza. A quantidade de água na caixa, em litros, t horas
após o escoamento ter começado é dada por:
( )
2
80 50 t v − =
Determinar:
a) A taxa de variação média do volume de água no reservatório durante as 8 primeiras horas de escoamento.
b) A taxa de variação do volume de água no reservatório após 10 horas de escoamento.
c) A quantidade de água que sai do reservatório nas 7 primeiras horas de escoamento.
d) Esboce o gráfico da função e resolva graficamente os itens a, b e c.

16) Numa granja experimental, constatou-se que uma ave em desenvolvimento pesa em gramas



onde t é medido em dias.



a) Qual a razão do aumento do peso da ave quando t= 50?
b) Quanto a ave aumentará no 51
o
dia?
c) Qual a razão de aumento de peso quando t=80?

( )
¦
¹
¦
´
¦
≤ ≤ +
≤ ≤ + +
=
, 90 60 , 604 4 , 24
60 0 , 4 .
2
1
20
) (
2
t para t
t para t
t w
Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
77
17) Numa pequena comunidade obteve-se uma estimativa que daqui a t anos a população será de
.
1
5
20 ) ( milhares
t
t p
+
− = Daqui a 18 meses, qual será a taxa de variação da população desta comunidade?

18) Uma piscina está sendo drenada para limpeza. Se o seu volume inicial de água era de 72.000 litros e
depois de um tempo de t horas este volume diminuiu 2.000t
2
litros, determinar:
a) tempo necessário para o esvaziamento da piscina;
b) taxa média de escoamento no intervalo [3,6];
c) taxa de escoamento depois de 3 horas do início do processo.

19) Uma piscina está sendo drenada para limpeza. O seu volume depois de t horas é dado por V =
90.000 - 2.500t
2
litros. Determine:
a) O tempo necessário para o esvaziamento da piscina;
b) A vazão média de escoamento no intervalo [2,5];
c) A vazão depois de 2 horas do início do processo.

20) Analistas de produção verificaram que em uma montadora X, o número de peças produzidas nas
primeiras t horas diárias de trabalho é dado por :

a) Qual a razão de produção (em unidades por hora) após 3 horas de trabalho?
b) E após 7 horas?
c) Quantas peças são produzidas na oitava hora de trabalho?

21) Mariscos zebra são mariscos de água doce que se agarram a qualquer coisa que possam achar.
Apareceram primeiro no Rio St. Lawrence no começo da década de 80. Estão subindo o rio e podem se
espalhar pelos Grandes Lagos. Suponha que numa pequena baía o número de mariscos zebra ao tempo t
seja dado por Z(t) = 300t
2
, onde t é medido em meses desde que esses mariscos apareceram nesse lugar.
Quantos mariscos zebra existirão na baía depois de quatro meses? A que taxa a população está crescendo
em quatro meses?

22) Um copo de limonada a uma temperatura de 40
o
F está em uma sala com temperatura constante de 70
o
F.
Usando um princípio da Física, chamado Lei de Resfriamento de Newton, pode-se mostrar que se a
temperatura da limonada atingir 52
o
F em uma hora, então a temperatura T da limonada como função no
tempo decorrido é modelada aproximadamente pela equação T = 70 – 30.e
-0,5t
, onde T está em
o
F e t em
horas. Qual a taxa de variação quando t = 5?

23) A Hungria é um dos poucos países do mundo em que a população está decrescendo cerca de 0,2% ao
ano. Assim, se t é o tempo em anos desde 1990, a população , P, em milhões, da Hungria pode ser
aproximada por P = 10,8. (0,998)
t
.
a) Qual população, para a Hungria no ano 2000, prevê este modelo?
b)Qual a taxa de decrescimento da população para o ano 2000?



( )
( ) ¦
¹
¦
´
¦
≤ < +
≤ ≤ +
=
8 4 1 200
4 0 50
2
t para , t
t para , t t
) t ( f



Respostas:
1) a) 14 m; b) 27 m; c) 13 m/s; d) 11 m/s
2) a) 1600m; b) 120 m/s; c) 240 m/s
3) a) 80 m; b) 40 m/s; c) 80 m/s; d) 3 s; e) 60 m/s; f)
120 m/s
4) a) 61917 bactérias; b) 1823.1,2
t
; c) 11288
bactérias/hora
5) –8800 l/min; -10400 l/min
6) 50 m/s
7) 1 s e 2,5 s
8) v = 12t
3
– 2 ; a = 36t
2

9) 71 m/s; 50 m/s
2

10) 18 m/s; 10m/s
2

11) 24 m/s
12) 2 s
13) v1 = 52 m/s; v2 = 25 m/s; s1 = 65 m; s2 = 14m


14) 488 rad/s; 378 rad/s
2

15) a) –7600 l/hora; b) –7000 l/hora; c) –53550 l
16) a) 54 g/dia; b) 54,5 g; c) 24,4 g/dia
17) 800 pesoas/ano
18) a) 6 h; b) –18000 l/h; c) –12000 l/h
19) a) 6h b)- 17500l/h c) -10000l/h
20) a) 350 peças/h b) 200 peças/h c) 200 peças
21) 4800 mariscos 2400 mariscos/mês
22) 1,23
o
F/h
23) a) 10,59 milhões b) -21193 pessoas/ano


Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
78

3.9 DERIVAÇÃO IMPLÍCITA

3.9.1 FUNÇÕES DEFINIDAS EXPLICITAMENTE E IMPLICITAMENTE

Até agora derivamos funções que são expressas na forma y = f (x). Dizemos que uma equação desta forma
define y explicitamente como uma função de x, pois a variável y aparece sozinha de um lado da equação.

É o caso, por exemplo, de:
• y=x
2

• y=sen x
• y=ln x+3x-4tg x

Entretanto, muitas vezes, encontramos equações relacionando as variáveis x e y, nas quais a variável y não
está escrita como uma função da variável x, como por exemplo:
• x+y=1
• x
2
+y
2
=1
• y+e
y
-x=2 y = f (x).

Em alguns casos, é possível explicitar a função y. Como na equação y.x + y +1 = x que pode ser reescrita da
seguinte forma:

1 x
1 x
y
+

=

Assim dizemos que xy + y +1 = x define y implicitamente como uma função de x, y = f (x), sendo
f (x) =
1 x
1 x
y
+

= .

Uma equação em x e y pode implicitamente definir mais do que uma função de x.

Por exemplo, se resolvermos a equação 1
2 2
= + y x para y em termos de x, obtemos
2
x 1 y − ± = ; assim,
encontramos duas funções que estão definidas implicitamente por 1
2 2
= + y x , isto é

2
1
x 1 ) x ( f − + = e
2
2
x 1 ) x ( f − − =

Os gráficos destas funções são semicírculos superiores e inferiores do círculo 1
2 2
= + y x .



y=

y = -

Em geral, se tivermos uma equação em x e y, então qualquer segmento de seu gráfico que passe pelo teste
vertical pode ser visto como gráfico de uma função definida pela equação.

Assim, a equação 1
2 2
= + y x define as funções
2
1
x 1 ) x ( f − + = e
2
2
x 1 ) x ( f − − =
implicitamente, uma vez que os gráficos dessas funções são os segmentos do círculo 1 y x
2 2
= + .

Mas, existem casos em que não é possível explicitar y ou é muito trabalhoso e nos leva a fórmulas muito
complicadas.
Por exemplo, a equação xy 10 ) y x (
2
3
2 2
= + , se for possível isolar a variável y, certamente não será fácil e a
fórmula resultante é complicada.

Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
79
Já nas equações y+e
y
-x=2 e
x
y
y x tg
2 2
= + , simplesmente não conseguimos isolar a variável y .

Assim, mesmo que uma equação em x e y possa definir uma ou mais funções de x, pode não ser prático ou
possível achar fórmulas explícitas para aquelas funções.

Por isso usamos o método da derivação implícita para achar a derivada de funções definidas
implicitamente.

O método da derivação implícita consiste em derivar cada termo da equação em relação a x.

3.9.2 EXEMPLOS

1) Determine a derivada da função x.y = 1.

Solução:
Uma maneira de achar dy/dx é reescrever esta equação como
x
1
y = , que pode ser facilmente derivada e
temos que
2
x
1
dx
dy
− =

A outra maneira de obter esta derivada é usar o método da diferenciação implícita.
Diferenciar ambos os lados de xy = 1 antes de resolver para y em termos de x, tratando y como (não-
especificado temporariamente) uma função diferenciável de x. Desta forma, obtemos:

Se agora substituirmos
x
y
1
= na última expressão, obtemos
2
x
1
dx
dy
− = .

2) Use a derivação implícita para achar dy/dx se
2 2
x seny y 5 = + .

Solução:



Resolvendo para dy/dx obtemos
y cos y 10
x 2
dx
dy
+
=

Note que esta fórmula envolve ambos, x e y. A fim de obter uma fórmula para dy/dx que envolva apenas x,
teríamos que resolver a equação original para y em termos de x e, então, substituir em
y cos y 10
x 2
dx
dy
+
= .
Entretanto, isto é impossível de ser feito; assim, somos forçados a deixar a fórmula dy/dx em termos de x e y.


Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
80

3) Para cada uma das equações , encontre dy/dx por derivação implícita.
a) 7 y 3 xy 5 x
2 2
= + −

Solução:

b)
2
1
y
x
sen =

Solução:


c) 5 e . x
) y x (
2 2
=
+


Solução:







Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
81

3.9.3 EXERCÍCIOS PROPOSTOS


Para cada uma das equações , encontre dy/dx por derivação implícita.




1) 8 y x
3 3
= +
2) 17 y 9 x 4
2 2
= −
3)
3
1
) y x ( sen ) y x cos( = + + +
4) 4 ) y x ( tg . y = +



Respostas:

1)
2
2
y
x


2)
y 9
x 4


3) -1

4)
) y x ( tg ) y x ( sec y
) y x ( sec . y
2
2
+ + +
+ −

































6)
4
1
e e
seny x cos
= +
7) y 2 x y 2 y . x
3 2
− = +
8) 0 xseny y . x
2 2
= +
9) 0 y ln e
2
x
= +



5)
seny
x cos
e . y cos
e . x sen


6)
2 y 6 xy 2
y 1
2
2
+ +



7)
y cos x y x 2
seny xy 2
2
2
+
− −


8)
2
x
e . y . x . 2 −


Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
82

3.10MÁXIMOS E MÍNIMOS

3.10.1 EXEMPLOS

1) Encontre as dimensões de um retângulo com perímetro de 200 cm cuja área seja a maior possível.



Resolução:

Temos a área como a variável a ser maximizada.

Chamamos de x o comprimento do retângulo e y a largura do retângulo, logo, A = x.y.

Devemos então eliminar uma das variáveis, já que conhecemos o valor do perímetro do retângulo.
Se p = 200 cm e p = 2x + 2y, então, 200 = 2x + 2y. Resolvendo a equação, temos y = 100 - x. Com esta relação
entre as variáveis x e y fazemos a substituição na função A = x.y, obtendo A = 100x - x
2
.

Agora, devemos encontrar o valor de x que nos proporcionará a área máxima. Isso é possível quando
derivamos a função e a igualamos a zero, pois no ponto onde encontramos a área máxima a reta tangente
tem coeficiente angular zero, ou seja, dA/dx = 0.

Então, 100 - 2x = 0; x = 50. Se x = 50 e y = 50 - x; y = 50. Desta forma, a área deste retângulo assume o valor
máximo quando o comprimento é 50 cm e a largura é 50 cm.

Podemos observar que a maior área é obtida quando o retângulo tem os lados iguais, ou seja, é um
quadrado.

2) Uma lata cilíndrica fechada contém 2.000 cm
3
de líquido. Como poderíamos escolher a altura e o raio para
minimizar o material usado em sua confecção?


Resolução:

Neste problema temos que trabalhar com a minimização da área, já que o material para a confecção da lata é
comprado em chapas, ou seja, por cm
2
.

A área de uma lata cilíndrica é dada por: A = 2πr
2
+ 2πrh.

Precisamos eliminar uma das variáveis da função, raio ou altura.

O volume da lata cilíndrica é dado por: V = πr
2
h e V = 2000; 2000 = πr
2
h. Resolvendo a equação e isolando
o valor da altura h, temos: h = 2000/πr
2
.

Fazemos, então, a substituição do valor de h na função da área A, obtendo: A= 2πr
2
+ 4000/r.

Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
83

Para descobrir o valor do raio da lata para que o material usado na sua confecção seja mínimo devemos
derivar a função e igualá-la a zero.

dA/dr = 4πr - 4000/r
2

4πr - 4000/r
2
= 0
r
3
= 1000/π
r = 6,83 cm

Se r = 6,83 cm; h = 2000/(π.(6,83)
2
) = 13,66 cm.

Concluímos então que para termos a área máxima de uma lata cilíndrica a sua altura deve ser igual ao seu
diâmetro.



Dicas para resolver Problemas de Otimização

1
o
Passo: Ler o problema atentamente e identificar as informações necessárias para poder resolvê-lo.
Identificar o que é desconhecido, o que é dado e o que é pedido.

2
o
Passo: Desenhe figuras e/ou gráficos identificando as partes que são importantes para a resolução
do problema. Introduza uma variável para representar a quantidade a ser maximizada ou
minimizada. Com esta variável, elabore uma função cujo valor extremo forneça a informação pedida.

3
o
Passo: Determine quais valores da variável têm sentido no problema.

4
o
Passo: Derive a função e iguale a zero, ou seja, encontre o ponto de máximo ou de mínimo.

5
o
Passo: Interprete o resultado e decida se tem sentido ou não, verificando a sua validade.






























Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
84

3.10.2 EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1) Qual o número positivo que somado ao seu inverso tem como resultado uma soma mínima?

2) Expresse o número 20 como uma soma de dois números não-negativos, cujo produto é o maior possível.

3) Uma caixa aberta deve ser
feita com uma folha de
papelão medindo 8 cm de
largura por 15 cm de
comprimento, cortando-se
quadrados iguais dos 4
cantos e dobrando-se os
lados. Qual é o tamanho dos
quadrados cortados para a
obtenção de uma caixa com o
máximo volume?


4) Um terreno retangular é
cercado por 1500 m de cerca.
Quais as dimensões desse terreno para que a sua área seja a maior possível? E qual a área máxima?

5) Um tipógrafo quer imprimir boletins com 512 cm
2
de texto impresso,margens superior e inferior de 6 cm
e margens laterais de 3 cm cada uma. Quais as dimensões da folha para minimizar o gasto de papel?

6) Uma área retangular está limitada por uma cerca de arame em três de seus lados e por um rio reto no
quarto lado. Ache as dimensões do terreno de área máxima que pode ser cercado com 1.000 m de arame.

7) Um terreno retangular deve ser cercado de duas formas. Dois lados opostos devem receber uma cerca
reforçada que custa R$ 3,00 o metro, enquanto os outros dois restantes recebem uma cerca-padrão de R$ 2,00
o metro. Quais são as dimensões do terreno de maior área que pode ser cercado com R$ 6.000,00?

8) Uma embalagem retangular deve ser feita usando-se uma folha de cartolina quadrada de lado a,
retirando-se quadrados de mesmo tamanho dos quatro cantos e dobrando-se os lados. Qual é o tamanho do
quadrado que resulta numa embalagem com volume máximo?

9) Um recipiente em forma de paralelepípedo com base quadrada deve ter um volume de 2.250 cm
3
. O
material para a base e a tampa do recipiente custa R$ 2,00 por cm
2
e o dos lados R$ 3,00 por cm
2
. Quais as
dimensões do recipiente de menor custo?

10) Uma lata cilíndrica fechada tem capacidade de 1 litro. Mostre que a lata de área mínima é obtida quando
a altura do cilindro for igual ao diâmetro da base.

11) Uma folha de papel para um cartaz tem 2 m
2
de área. As margens no topo e na base são de 25 cm e nas
laterais 15 cm. Quais as dimensões da folha para que a área limitada pelas margens seja máxima?

12) Certo recipiente em forma de paralelepípedo com base quadrada deve ter o volume de 4 litros. O custo
do material dos lados é a metade do custo do material usado para a confecção da base a da tampa. Encontre
as dimensões do recipiente de menor custo.

13) Certa fábrica produz embalagens retangulares de papelão. Um de seus compradores exige que as caixas
tenham 1 m de comprimento e volume de 2 m
3
. Quais as dimensões de cada caixa para que o fabricante use
a menor quantidade de papelão?

14) Um agricultor deseja construir um reservatório cilíndrico, fechado em cima, com capacidade de 6.280 m
3
.
Sabendo que o custo da chapa de aço é de R$50,00 o m
2
, determine:
a) o raio e a altura do reservatório de modo que o custo seja mínimo;
b) o custo mínimo.
Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
85

15) Sendo 5.832 cm
3
o volume de um reservatório de água sem tampa com base quadrada, R$ 3,00 por cm
2
o
preço do material da base e R$ 1,50 por cm
2
o valor do material para os lados, calcule as dimensões desse
reservatório de modo que o custo total do material seja mínimo.

16) Em medicina é freqüentemente aceito que a reação R a uma dose x de uma droga é dada pela equação da
forma R = Ax
2
(B - x), onde A e B são certas constantes positivas. A sensibilidade de alguém a uma dose x é
definida pela derivada dR/dx da reação com a respectiva dose. Para que valor de x a reação é máxima?

17) Uma forma líquida de penicilina vendida a granel por uma firma farmacêutica é vendida a granel a um
preço de R$ 200,00 a unidade. Se o custo total de produção para x unidades for
C(x) = 500.000 + 80x + 0,003x
2
e se a capacidade de produção da firma for, de no máximo, 30.000 unidades
por mês, quantas unidades de penicilina devem ser fabricadas e vendidas nesse período para que o lucro
seja máximo? E qual o valor do lucro máximo?

18) Uma certa indústria vende seu produto por R$ 100,00 a unidade. Se o custo da produção total diária, em
R$, para x unidades for C(x) = 0,0025x
2
+ 50x + 100.000 e se a capacidade de produção mensal for, de no
máximo, 15000 unidades, quantas unidades desse produto devem ser fabricadas e vendidas mensalmente
para que o lucro seja máximo?

19) Uma fábrica produz x milhares de unidades mensais de um determinado artigo. Se o custo da produção
é dado por C = 2x
3
+ 6x
2
+18x +60, e o valor obtido na venda é dado por V = 60x - 12x
2
, determinar o número
ótimo de unidades mensais que maximiza o lucro L = V - C.

20) Suponha que o número de bactérias em uma cultura no instante t é dada por N = 5000(25 + te
-t/20
). Ache
o maior número de bactérias durante o intervalo de tempo 0 ≤ t ≤ 100.

21) Um departamento de matemática observou que uma secretária trabalhará aproximadamente 30 horas
por semana. Entretanto, se outras secretárias forem empregadas, o resultado da conversa é uma redução do
número efetivo de horas por semana por secretária através de 30.(x - 1)
2
/33 horas, onde x é o número total
de secretárias empregadas. Quantas secretárias devem ser empregadas para produzir o máximo de
trabalho?

22) Uma centena de animais pertencendo a uma espécie em perigo estão colocados numa reserva de
proteção. Depois de t anos a população p desses animais na reserva é dada por
25
25 5
100
2
2
+
+ +
=
t
t t
p . Após
quanto tempo a população é máxima?

23) Num campo de futebol, a armação do gol deve ser feita com uma viga de 18 m de comprimento. Qual a
altura e a largura para que a área do gol seja máxima?

Respostas:






















1) 1
2) 10 + 10
3)
3
5
cm
4) 375 m por 375 m; 140.625 m
2

5) 22 cm por 44 cm
6) 250 m por 500 m
7) 500 m por 750 m
8)
6
a

9) base: 15 cm por 15 cm; altura = 10 cm
10) h = 2r = 10,8 cm
11) 1,09 m por 1,83 m
12) 12,6 cm de raio por 25,2 cm de altura

13) largura = altura = 2 m
14) r = 10 m e h = 20 m; R$94.200,00
15) base: 18 cm por 18 cm e altura = 18 cm
16) B
3
2

17) 20.000 unidades; R$700.000,00
18) 10.000 unidades
19) 1000 unidades
20) 20
21) 1 secretária
22) 5 anos
23) 4,5 m de altura e 9 m de largura

Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
86

Referências Bibliográficas



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Aplicações – Volume 1. Atual: São Paulo, 2001. 1
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Sites:








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87
FORMULÁRIO
PRODUTOS NOTÁVEIS
( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( )
2 2 2 2
b ab 2 a b a . b a b a b a . b a b a + + = − − − − = − − = + + = +
( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( )
2 2 2 2
b ab 2 a b a . b a b a b a . b a b a + − = + − + − = + − = − − = −

( ) ( )
2 2 2 2
b a b ab ab a b a . b a − = − + − = − +

FUNÇÃO CONSTANTE

b ) x ( f = ou b y = com ∈ b ℝ { } b Im
) x ( f
=
FUNÇÃO DO 1º GRAU
b ax ) x ( f + = COM ∈ a ℝ* , ∈ b ℝ

função da ) zero ou ( raiz é ' x 0 ) x ( f Se ⇒ =

Equação da reta (reduzida): b ax y + = Equação da reta (geral): 0 c by ax = + +
Coef. angular: α = tg a ou
A B
A B
x x
y y
a


=
Retas paralelas:
s r
a a = Retas concorrentes:
s r
a a ≠ Retas perpendiculares:
s
r
a
1
a − =

FUNÇÃO DO 2º GRAU (QUADRÁTICA)

c bx ax ) x ( f
2
+ + = com ∈ a ℝ*, ∈ c , b ℝ

Raízes da Função:

a 2
b
x
∆ ± −
= com ac 4 b
2
− = ∆

Coordenadas do vértice: ( )
V V
Y , X V sendo
a 2
b
X
V

= e
a 4
Y
V
∆ −
=

Soma e produto das raízes:
a
b
x x − = ′ ′ + ′ e
a
c
x . x = ′ ′ ′

POTENCIAÇÃO
1 a
0
= 1 1
n
=
a
1
a
1
=


n
n
n
a
1
a
1
a = |
.
|

\
|
=


n
n
n
b
a
b
a
= |
.
|

\
|

( )
n . m
n
m
a a =
n m n m
a a . a
+
=
n m
n
m
a
a
a

=
n m
n
m
a a = ( )
n n n
b . a b . a =

LOGARITMAÇÃO


Definição: 0 , 1 0 : log > ≠ > = ⇔ = b a e a CE b a x b
x
a


Conseqüências da definição: 1 log = a
a
0 1 log =
a
m a
m
a
= log b a
b
a
=
log



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88
Propriedades:
b n b
a
n
a
log . log = ( ) c b c b
a a a
log log . log + =

c b c b
a a
= ⇔ = log log c b
c
b
a a a
log log log − = |
.
|

\
|


Mudança de base:
a
b
b
c
c
a
log
log
log =

Bases: b b
10
log log = b b
e
log ln = ... 59045 7182818284 , 2 = e (número de Euler)

SIMBOLOGIA MATEMÁTICA

∈ pertence ⇒ implica / então

∉ não pertence ⇔ equivalente / se e somente se

⊂ está contido = igual

⊄ não está contido ≠ diferente

⊃ contém ∧ e
⊅ não contem ∨ ou

/ tal que ∞ infinito

∅ conjunto vazio → { } ∴ portanto

∀ qualquer que seja / para todo ∑ somatório

∃ existe ⊥ perpendicular
∄ não existe // paralelo
∃I existe um único ≡ idêntico
∪ união ∼ semelhante / congruente

∩ intersecção ≅ igual ou aproximadamente

> maior ≈ semelhante
≥ maior ou igual ℕ conjunto dos números naturais
≫ muito maior ℤ conjunto dos números inteiros
< menor ℚ conjunto dos números racionais
≤ menor ou igual ℝ-ℚ conjunto dos números irracionais
≪ muito menor ℝ conjunto dos números reais
! fatorial ℂ conjunto dos números complexos

VALORES TRIGONOMÉTRICOS Conversão graus/radianos: 180º → π rad
0º 30º 45º 60º 90º 120º 135º 150º 180º 270º 360º

sen

0
2
1

2
2

2
3


1
2
3

2
2

2
1


0

1 −

0

sen

cos

1
2
3

2
2

2
1


0
2
1

2
2

2
3


1 −

0

1

cos

tg

0
3
3


1

3

existe não


3 −

1 −
3
3


0

existe não


0

tg

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89
CONJUNTOS NUMÉRICOS

Conjunto dos Números Naturais ( ℕ )

ℕ = { 0 , 1 , 2 , 3 , ...}

ℕ* = { 1 , 2 , 3 , ...} = ℕ - { 0 } → Conjunto dos números Naturais Não Nulos

Conjunto dos Números Inteiros ( ℤ )

ℤ = {..., –2 , –1 , 0 , 1 , 2 , 3 ,...} ou ℤ = { 0 , ±1 , ±2 , ±3 ,...}

ℤ* = {..., –3, –2 , –1 , 1 , 2 , 3 ,...} = ℤ - { 0 } → Conjunto dos números Inteiros Não Nulos

ℤ+ = { 0 , 1 , 2 , 3 , 4 ,...} → Conjunto dos números Inteiros Não Negativos


*
+
= { 1 , 2 , 3 , 4 ,...} → Conjunto dos números Inteiros Positivos

ℤ - = {..., –3, –2 , –1 , 0 } → Conjunto dos números Inteiros Não Positivos


*

= { –1 , –2 , –3,...} → Conjunto dos números Inteiros Negativos

Note que: ℤ+ = ℕ

Conjunto dos Números Racionais ( ℚ )

ℚ = { x | x =
b
a
, com a ∈ ℤ e b ∈ ℤ* }

Exemplos: 8 − ,
4
5
4
5
4
5

=

= − ,
3
1
− , 0 ,
2
1
,
3
12
, 7 , 121 , 14%
50
7
100
14
= =
Observe que: ∉ 7 ℚ

Além da forma
b
a
, os números racionais também podem ser representados na forma Decimal; isto
acontece quando dividimos a (numerador) por b (denominador). Temos então:

# Decimais exatos (finitos): 25 , 1
4
5
− = − , 4 , 2
5
12
= , 75 , 3
4
15
20
75
= = , 234 , 1
1000
1234
=

# Decimais (dízimas) periódicos: 3 , 0 ... 333 , 0
3
1
− = − = − período
geratriz 42 , 0 ... 4242 , 0
33
14
= =



857142 , 0 ... 42 8571428571 , 0
7
6
= = , 6 1 , 2 ... 1666 , 2
6
13
= = (observar arredondamento da
calculadora)


Cálculo I
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90
Observações:

# Entre dois números inteiros, nem sempre existe outro número inteiro.
# Entre dois números racionais, sempre existe outro número racional.
# Também podemos utilizar as notações: ℚ*, ℚ+, ℚ
*
+
, ℚ

e ℚ
*

.

Conjunto dos Números Irracionais ( Ir )

Ir = { x | x é dízima não periódica }
Ou seja, um número é Irracional, quando não é possível escrevê-lo na forma
b
a
, com a ∈ ℤ e b ∈ ℤ*.
Veja os exemplos: ... 4142135 , 1 2 = ... 92401773 , 2 25
3
=
... 7320508 , 1 3 = ... 14159265 , 3 = π (“pi”)
... ,7320508 1 3 − = − ... 7182818 , 2 = e (número de Euler)

Observe que ∉ 9 Ir, pois sabemos que 3 9 = .

Outras Notações para o Conjunto dos Irracionais: (ℝ – ℚ) ou ℚ’

Conjunto dos Números Reais ( ℝ )
Unindo todos os conjuntos numéricos estudados até aqui, teremos o conjunto dos números reais. Ou
seja:

ℝ = { x | x ∈ ℚ ou x ∈ Ir } = ℚ ∪ Ir

Desta forma, todo número natural, inteiro, racional ou irracional também é um número REAL.

Podemos representar através de “diagramas” o conjunto dos números reais, conforme abaixo.











Observe que ℕ ⊂ ℤ ⊂ ℚ ⊂ ℝ e ℚ ∩ Ir = ∅.

Uma representação geométrica (dos números reais) muito importante é a “Reta Real”, também
conhecida como reta numérica real ou eixo real, ou ainda, eixo das abscissas. Veja:
Origem



– 4 –3 –2 –1 0 1 2 3 4 5 6 7 x





Em nosso estudo, quando falarmos de números e não forem feitas “restrições” sobres esses,
adotaremos sempre os números reais.



IR


• • • • • • • • • • • •


5
17

2
1

• •
3
8
14159265 , 3 ≅ π

2

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91

Também temos os intervalos:

ℝ* = { x ∈ ℝ | x ≠ 0 } → Conjunto dos números Reais Não Nulos ou diferentes de zero

+
= { x ∈ ℝ | x ≥ 0 } → Conjunto dos números Reais Não Negativos ou maiores ou igual a zero

*
+
= { x ∈ ℝ | x > 0 } → Conjunto dos números Reais Positivos ou maiores que zero.


= { x ∈ ℝ | x ≤ 0 } → Conjunto dos números Reais Não Positivos ou menores ou igual a zero

*

= { x ∈ ℝ | x < 0 } → Conjunto dos números Reais Negativos ou menores que zero

Observação: ∈ − = − 2 8
3
ℝ, mas ∉ − = − 9 9
2
ℝ.

Não estão definidas para o conjunto dos números reais, raízes de números negativos com índice par.

Conjunto dos Números Complexos ( ℂ )
Também conhecido como conjunto dos números “imaginários”, não fará parte de nosso estudo
(embora tenha grande aplicação na área eletro-eletrônica). Podemos dizer de forma simples que
trata-se de um conjunto numérico que envolve, além dos números reais, números do tipo 4 − que
não podem ser definidos em ℝ.






























Cálculo I
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92

INTERVALOS
↘ são subconjuntos do ℝ, e podem ser representados através da notação de conjunto, de colchetes
ou na reta Real.
Analise os exemplos a seguir:

Intervalo aberto

{ x ∈ ℝ | 2 < x < 10 } = ] 2 , 10 [ =
↘ Notação de Conjunto ↘ Notação de Colchetes ↘ Representação na Reta
Real


Intervalo Fechado

{ x ∈ ℝ | 2 ≤ x ≤ 10 } = [ 2 , 10 ] =


Intervalo Semi-aberto ou Semi-fechado

{ x ∈ ℝ | 2 < x ≤ 10 } = ] 2 , 10 ] =

{ x ∈ ℝ | 2 ≤ x < 10 } = [ 2 , 10 [ =
↘ [ 2 , 10 ) =


Intervalos Infinitos (incomensuráveis)

{ x ∈ ℝ | x > 7 } = ] 7 , + ∞ [ =

{ x ∈ ℝ | x ≥ 7 } = [ 7 , + ∞ [ =

{ x ∈ ℝ | x < 7 } = ] – ∞ , 7 [ =

{ x ∈ ℝ | x ≤ 7 } = ] – ∞ , 7 ] =
↘ { x ∈ ℝ | – ∞ < x ≤ 7 }


Observações:

ℝ = { x ∈ ℝ } = ] – ∞ , + ∞ [ =

ℝ* = { x ∈ ℝ | x ≠ 0 } = ] – ∞ , 0 [ ∪ ] 0 , + ∞ [ =
↘ { x ∈ ℝ | x < 0 ou x > 0}

{ x ∈ ℝ | x < –1 ou 0 ≤ x < 15 e x ≠ 6 } =
↘ { x ∈ ℝ | x < –1 ou 0 ≤ x < 6 ou 6 < x < 15 }


{ ..................................................................................... } =
↘ { ................................................................................. } – 5,1 3 4 17

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93
Atenção!

Note que os conjuntos A = { x ∈ ℕ | 2 < x ≤ 6 } e B = { x ∈ ℝ | 2 < x ≤ 6 } são diferentes.
Veja na reta real:

A B
3 4 5 6 2 6

O conjunto A é finito, pois tem somente 4 elementos. Em contrapartida, não podemos determinar o
número de elementos do conjunto B, pois este último possui infinitos elementos.


EXERCÍCIOS – CONJUNTOS NUMÉRICOS E INTERVALOS

1) Relacione usando ∈ ou ∉ :

a) – 5 ............. ℕ e)
11
4
............. ℝ-ℚ i) –1 ................ ℝ n) 361 .................. Ir
b)
3
2
............. ℤ f) 9 − ............ ℝ j)
9
108
............. ℕ o) (2,33... x 9) .......... ℕ
c) 5 ........... ℝ g) –13 ............... ℚ l) 0 .................. ℤ
+
p)
2
64
3

............... ℤ
d) 4 ............... ℚ h) 0 .............. ℝ m)
2
4
− ............ ℚ* q) 0,127 .................. ℚ*

2) Represente em cada reta real os intervalos correspondentes:

a) ] – ∞ , –1 ] b) { x ∈ ℝ | 0 ≤ x ≤ 2 }

c) ] 0 , 3 [ d) { x ∈ ℝ | –2 < x ≤ 2 }


e) [ –5 , 4 [ f) { x ∈ ℝ | x > – 5 }

g)
(
¸
(

¸


2
1
,
5
2
h) { x ∈ ℝ | 1 ≤ x < 2 }

i) { x ∈ ℝ | x ≤ 1 ou x > 2 } →

j) { x ∈ ℝ | –2 < x ≤ 3 e x ≠ 1} →

l) { x ∈ ℝ | x ≤ 2 ou x = 4 } →

m) { x ∈ ℝ | –3 < x < –1 ou 1 < x ≤ 2 } →


Atenção: analise os intervalos (h) e (i) e note que eles são completamente diferentes.





Cálculo I
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94
3) Dados os intervalos abaixo, escreva-os em notação de conjunto:

a) → { ........................................................................... }

b) → { ............................................................................ }

c) → { ............................................................................ }

d) → { ............................................................................ }

e) → { ............................................................................ }

f) → { ............................................................................ }

g) → { ............................................................................. }


RESPOSTAS – RESPOSTAS – RESPOSTAS – RESPOSTAS – RESPOSTAS – RESPOSTAS

1a) ∉ 1b) ∉ 1c) ∈ 1d) ∈ 1e) ∉ 1f) ∉ 1g) ∈ 1h) ∈ 1i) ∈ 1j) ∈ 1l) ∈ 1m) ∈ 1n) ∉ 1o) ∈
1p) ∈ 1q) ∈

3a) { x ∈ ℝ | –3 < x < 3 } 3b) { x ∈ ℝ | x < 1 } 3c) { x ∈ ℝ | x ≥ 1/2 } 3d) { x ∈ ℝ | x ≤
0 ou x > 2 e x ≠ –1 }

3e) { x ∈ ℝ | –2 ≤ x < 0 ou x ≥ 1 } 3f) { x ∈ ℝ | –2 < x ≤ 3 e x ≠ 0 } 3g) { x ∈ ℝ | –3 <
x ≤ –1 ou 0 ≤ x < 1 }

–3 3
1
1/2
0 2
1 –2
–1
0
0 3 –2
–3 –1 0 1

Cálculo I

Capítulo 1: Funções
1.1ANÁLISE GRÁFICA DAS FUNÇÕES 1.1.1 EXERCÍCIOS Abaixo estão representadas graficamente algumas funções. Analise cada uma dessas funções e responda às perguntas referentes a cada exercício. 1. Ao acionar o freio de um automóvel, a distância para que ele pare, é denominada “espaço de frenagem”. Este depende de vários fatores, entre eles, a velocidade em que o carro se encontra quando o freio é acionado.
80

Espaço de frenagem (m)

70 60 50 40 30 20 10 0
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 110 120

Velocidade (km/h)

a) Quantos metros o automóvel ainda deverá percorrer quando freado a uma velocidade de 60 km/h? E a 80 km/h? E a 120 km/h? b) A que velocidade deve estar o veículo para que o espaço de frenagem seja de 40 m? c) Quando aumentamos a velocidade de 80 para 120 km/h, em quantos metros aumentará o espaço de frenagem? 2. Um reservatório, contendo 500 litros de água, dispõe de uma válvula na sua parte inferior. Um dispositivo foi utilizado para registrar o volume de água a cada instante, a partir do momento em que a válvula foi aberta. Os valores obtidos durante a operação permitiram construir o gráfico do volume de água (em litros) em função do tempo (em minutos).
500 Volume (litros) 400 300 200 100 0 0 5 10 15 20 25 30 35 40 Tempo (min)

a) Quais as variáveis envolvidas? b) O volume de água permaneceu constante no reservatório? c) Após 10 minutos, qual o volume de água existente no reservatório? d) Quantos minutos decorreram até que o volume da água existente no reservatório caísse pela metade? Em quanto tempo o reservatório foi esvaziado? e) Qual o significado do intercepto vertical? E do intercepto horizontal?

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2

Cálculo I

3. Em Química e Física, estudamos os estados da matéria. Um gráfico representativo da temperatura, em oC, em função do tempo, em minutos, de aquecimento da água inicialmente a –20oC até a temperatura de 120oC é: Com os dados do gráfico, responda: a) Qual o domínio da função? b) Qual o conjunto imagem? c) Que “trechos” da função são constantes? d) Para qual intervalo de tempo a temperatura é maior que zero, ou seja, para que valores de t temos a temperatura positiva? e) Para qual intervalo de tempo a temperatura é menor que zero, ou seja, para que valores de t temos a temperatura negativa?
140 120 100 80 T( C) 60 40 20 0 -2 0 0 -4 0 t (m in ) 5 10 15 20 25 30
o

4. Sob temperatura constante, o volume de certa massa de gás é função da pressão a que o mesmo está submetido, como se vê no gráfico abaixo:

50 40 Volume (cm )
3

30 20 10 0 0 0,5 1 1,5 2 2,5 3 3,5 Pressão (atm)

Observando o gráfico, responda: a) Qual a variável independente? b) O que significa o fato, do gráfico, à medida que avança para a direita, ir descendo? c) Qual é a variação do volume deste gás quando alteramos a pressão a que está submetido de 0,5 para 1 atmosfera? d)E de 2 para 2,5 atmosferas?

Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes

3

e) Para qual intervalo de tempo a temperatura é menor que zero.5 20 17. à profundidade de ½”? E à profundidade de 2.5 5 2.5 Temperatura ( C) o 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 Tempo (horas) Com os dados do gráfico. após 5 minutos de resfriamento? E à profundidade de 2. Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 4 . Resfriamento: esfera de aço 1035 1600 1400 1200 1000 800 600 400 200 0 0 1 2 3 4 5 6 7 Tempo (min) Profundidade 1/2" Profundidade 2 1/2" a) qual a temperatura da peça quando medida a uma profundidade de ½” abaixo de sua superfície. O gráfico abaixo representa a temperatura. com temperatura 1600°F.5 15 12.5 0 -5 -7. Uma peça esférica de diâmetro 5” de aço 1035. responda: a) Qual o domínio da função? b) Qual o conjunto imagem? c) Determine em quais momentos a temperatura é igual a zero.5 10 7. numa dada experiência: Temperatura ( F) o 25 22.½”? b) depois de quanto tempo de resfriamento a peça atinge a temperatura de 800°F.Cálculo I 5. foi resfriada em água não agitada com temperatura 123°F.5 0 -2.½“ abaixo de sua superfície. em função do tempo. em horas.5 -10 -12. conforme o gráfico abaixo. d) Para qual intervalo de tempo a temperatura é maior que zero. em oC.½”? 6. As temperaturas foram lidas em 2 pontos da peça: ½“ e 2.

a função pode ser definida como um tipo especial de relação entre grandezas: Sejam A e B dois conjuntos não vazios e “ f ” uma relação de A em B. mas seus valores não são independentes entre si. temos que: . • O valor de “y”. 80 70 60 50 40 30 20 10 0 ● ● 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 110 120 Velocidade (km/h) Matematicamente. Essa relação “ f ” é uma função de A em B quando a cada elemento “x” do conjunto A está associado um. é chamado conjunto imagem da função. Obs. A velocidade também é outra grandeza variável. 120 ] ou D = { x ∈ ℝ | 0 ≤ x ≤ 120 } .Domínio da função: D = [ 0 . correspondente a determinado valor atribuído a “x”.2.: podemos representar y = f(x). Portanto.Variáveis envolvidas: independente (x) → velocidade (km/h) dependente (y) → espaço de frenagem ( ) . • O conjunto A de valores que podem ser atribuídos a “x” é chamado domínio da função e indica-se por D ou Df (sendo que a variável “x” é chamada variável independente). o espaço de frenagem e a velocidade são variáveis. em outras palavras. O espaço de frenagem depende da velocidade do veículo ou. pode-se considerar as duas variáveis em questão. 70 ] ou Im = { y ∈ ℝ | 0 ≤ y ≤ 70 } Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 5 . elemento “y” do conjunto B. Assim. • No exemplo apresentado acima. A variável “y” é chamada variável dependente. é chamado imagem de x pela função e é representado por f(x). formado pelos valores que “y” assume em correspondência aos valores de “x”.Imagem da função: Im = [ 0 . e apenas um. uma assumindo valores num conjunto A (Domínio) e a outra num conjunto B (Contradomínio).Cálculo I 1.2 DEFINIÇÃO DE FUNÇÃO Espaço de frenagem (m) No gráfico ao lado. 1. pode-se observar que o espaço de frenagem representa uma grandeza variável: ele pode ser de 10 metros ou de 30 metros (citando apenas dois exemplos). usa-se: f : A → B. para cada velocidade há um único espaço de frenagem.1 NOTAÇÃO DE FUNÇÃO Para indicar que uma função “ f ” tem domínio em A e contradomínio em B. já que o automóvel pode andar em diversas velocidades. • O conjunto Im. (lê-se: f de A em B). de modo que o gráfico retrate uma situação tal que cada elemento do conjunto A corresponda a um único elemento do conjunto B.

indicando os valores de “x” e “y” nos seus eixos correspondentes. ou seja. Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 6 . 0). Cada ponto neste plano é determinado por um par ordenado na forma (x . também é dito eixo das abscissas e o eixo “y” também é dito eixo das ordenadas. utilizaremos o sistema cartesiano ortogonal. possibilitando perceber o seu comportamento de uma forma mais ampla. sendo que “x” e “y” formam as coordenadas de um ponto. Observações: • • Todo ponto pertencente ao eixo das abscissas terá ordenada nula. • Marcar no plano cartesiano os pontos gerados pelos pares ordenados (x . perpendiculares (ortogonais) entre si.Cálculo I 1. y) encontrados na tabela. atribuindo valores para “x” (conforme o Domínio da função) e calculando os respectivos valores de “y”. • Ligar (ou não) os pontos marcados no plano cartesiano por meio de uma curva (de acordo com a função e o domínio desta). ou a representação gráfica de uma função. A intersecção dos eixos coordenados determina um ponto único. y). gerando quatro regiões denominadas quadrantes. Construindo um Gráfico de Função através da Fórmula Matemática O gráfico.2 GRÁFICO DE UMA FUNÇÃO (No Sistema Cartesiano Ortogonal) O Sistema Cartesiano Ortogonal. também conhecido como Plano Cartesiano (ℝ2 ou E2) é formado por dois eixos reais. Etapas para a construção de um gráfico: • Montar uma tabela. ou seja. será da forma: (x . é uma forma de apresentarmos o comportamento de um fenômeno numa forma visual (geométrica). 0). será da forma: (0 . o que em muitos casos. Para tanto. O eixo “x”. Todo ponto pertencente ao eixo das ordenadas terá abscissa nula. denominado origem → (0 . facilita a compreensão do fenômeno.2. y).

3 FUNÇÕES ELEMENTARES 1.7 40 Temperatura do Corpo 35 30 25 20 15 10 5 0 0 10 20 30 40 50 60 Tem peratura Am biente Logo. Assim temos: Número de funcionários 400 300 200 J F M A M J J A S O N D Meses do ano (200X) Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 7 .1. variando de 16oC a 54oC. Esta função. julho .7º C. agosto . Em janeiro deste mesmo ano o número de funcionários era 200. 54] → ℜ definida por f(x) = 36. uma temperatura de 36.3. na faixa de temperatura mencionada. uma empresa em expansão contratou 100 funcionários em março e 100 em outubro. se x ∈ { janeiro .Cálculo I 1.1 FUNÇÃO CONSTANTE 1. dezembro }  Foi solicitada pelo setor de recursos humanos desta firma uma representação visual. setembro }  400 . o corpo humano é capaz de manter indefinidamente. de modo a relacionar os meses do ano com o número de funcionários empregados (meses X funcionários). abril .1 EXEMPLOS 1) Sob temperatura ambiente. maio . novembro .3. tem-se uma função constante. podemos equacionar esta situação como sendo uma função f : D → ℕ com D = {meses do ano} definida por:  200 . se x ∈ {outubro . pode ser assim representada: f : [16 . 2) Em um determinado ano. nesta faixa de temperatura ambiente. junho . Matematicamente. fevereiro }  f ( x ) =  300 . se x ∈ { março .

em função do consumo “c”. pois o valor da função (y) não cresce nem decresce.4m3 num mês? c) Qual foi o consumo de uma casa cuja conta apresentou um valor de R$ 59. tem-se uma reta paralela ao eixo das abscissas. sua imagem “y” será sempre a mesma.1. que se trata de uma função que não é crescente. Graficamente. ou seja.50 se 20 ≤ c < 50 Obs.Cálculo I 1.  59.3. em metros cúbicos. Podemos acrescentar ainda. com k ∈ ℝ é chamada de função constante.  18.: O consumo é medido mensalmente. Lembre-se que: y = f(x).00 se c ≥ 50  a) Construa o gráfico no plano cartesiano V x c (valor da conta por consumo) determinando o D e Im. Se k > 0: y k y Se k = 0: y Se k < 0: • 0 x 0 • x 0 x • k 1. o departamento de água da prefeitura decidiu fazer uma experiência e passou a cobrar as contas de água dos consumidores com preços fixos para intervalos de consumo.50. b) Quanto pagará um morador que consumir 20m3 de água em um mês? E se consumir 36.2 DEFINIÇÃO Uma função cuja lei de associação é do tipo f(x) = k (ou y = k). mas sim constante. Assim. para qualquer consumo inferior a 20m3. cortando o eixo das ordenadas no ponto (0 .00? d) Quanto pagou um morador que supostamente não consumiu nenhuma quantidade de água num mês? Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 8 . em reais. constante.50 se 0 ≤ c < 20  V (c ) =  47. Abaixo. de valor “k”. permanecendo o mesmo. k).3 EXERCÍCIOS PROPOSTOS 1) Construa os gráficos das funções dadas por: a) f(x) = 4 b) g(x) = − com D = ℝ d) y = – e) y = 0 3 com D = [–5 . por exemplo. você pode ver a lei de formação utilizada para determinar o valor “V” da conta.3. 2 [ 40 3 com D = ℝ+ f) h(x) = 51 com D = { x ∈ ℝ | – 4 < x ≤ 3 } g) y = – 7 com D = { x ∈ ℝ | x < 6 } c) y = π com D = ℝ com D = ℝ 2) Determine o conjunto imagem para cada uma das funções do exercício anterior. 3) Em uma cidade. pois para qualquer valor atribuído à variável “x”. nem decrescente. Podemos observar que neste caso a taxa se variação é nula. a conta será de R$ 18.1.

50 3d) R$ 18.50 4b) R$ 6.50 4a) R$ 2.00 Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 9 . por utilizar o estacionamento durante meia hora? E durante duas horas? b) Quanto deverá pagar alguém que estacionar das 8h e 46min até as 11h e 50min? c) Quanto tempo ficou no estacionamento um carro se o proprietário pagou R$ 8.50 .50 3c) c ≥ 50 m3 2a) Im = { 4 } 2e) Im = { 0 } 2f) Im = { 51 } 2g) Im = { –7 } 2b) Im = { } − 40 3 2c) Im = { π } 2d) Im = − 3 { } 3a) Valor conta (R$) 59.5 2 0 1 2 3 4 Horas a) Quanto deverá pagar uma pessoa.50 .5 5 3.50 e R$ 47.50 18. 47. 59. Suponha que o padrão observado no gráfico não se altere quando “x” cresce. pergunta-se: R$ 6.00 47.00 e R$ 3.00 } 3b) R$ 47.50 4c) { x ∈ ℝ | 4 < x ≤ 5 } 20 50 0 Consumo (m3) 4d) R$ 17. Nestas condições.00? d) Quanto pagará um indivíduo que estacionar seu veículo das 22h de um dia até as 8h e 30min do dia seguinte? Respostas: 1a) y 4 1b) y 1c) y 1d) y • x 0 π x 0 • x –5 0 2 0 – 40/3 − 3 • x 1e) y 1f) y 1g) y •51 –4 0 3 0 6 x 0 x –7 x • 3a) D = { c ∈ ℝ | c ≥ 0 } e Im = { 18. pode-se ver parte de um gráfico que mostra o valor “y” a ser pago (em reais) pelo uso de um determinado estacionamento por um período de “x” horas.Cálculo I 4) Abaixo.

Seu gráfico é uma reta tal que: • a é a inclinação. Logo. grau se sua inclinação. 1. Esta função tem a forma y = ax + b. Logo. com a≠ 0 e a e b Є R.1 EXEMPLO Uma panela com água à temperatura de 15oC é levada ao fogo e observa-se que.3.2 FUNÇÃO DO 1º.3. Resolução: Tempo inicial (to): 0 min Tempo (min) 0 1 2 3 Temperatura inicial (To) : 15o C Temperatura (oC) 15 17 (17 = 15 + 2. • O valor da abscissa onde o gráfico corta o eixo “x” denomina-se raiz ou zero da função. sendo esta. ou seja. ou seja.3 FUNÇÕES CRESCENTES E DECRESCENTES Os termos crescente e decrescente podem ser aplicados a outras funções.3) Cada temperatura é a temperatura inicial mais um acréscimo de 2oC por minuto.2.2) 21 (21 = 15 + 2. y = ax + b. a solução do problema em questão. Uma função linear. com domínio e contra-domínio real. é a mesma em toda parte. esta inclinação pode ser calculada com valores das funções em 2 pontos.2 DEFINIÇÃO São funções que têm taxa constante de crescimento ou decrescimento. E é o fato da taxa de variação ser constante que faz de seu gráfico uma reta. que pode ser determinado algebricamente fazendo f(x) = 0. Uma função linear. GRAU (ou Função linear) 1. ou taxa de variação. é crescente quando a taxa de variação for positiva. De acordo com os dados. forneça a lei (fórmula) que representa o aumento de temperatura em função do tempo. a taxa de variação varia.1) 19 (19 = 15 + 2. m e n. quando “a < 0”. Uma função é dita do 1º. a cada 1 minuto. 1. percurso ∆x b−a Para uma função não linear. ou taxa de variação de y com relação a x ou ainda. é o valor de y quando x é zero. coeficiente angular da reta. • A raiz também é conhecida como intercepto horizontal ou intercepto x. ou seja. Qualquer função é crescente se os valores de y = f(x) crescem quando x cresce e é decrescente se os valores de y= f (x) decrescem quando x cresce.Cálculo I 1. a temperatura sobe 2oC. • b é o intercepto vertical ou intercepto y.2.3.3.2. é decrescente quando a taxa de variação for negativa. a lei que relaciona o aumento de temperatura em função do tempo é: T(t) = 15 + 2t . quando “a > 0”. y = ax + b. Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 10 . usando a fórmula: Inclinação = ∆y f (b) − f (a ) subida = = = taxa média de var iação de f ( x) entre a e b. não apenas às lineares.

2.3. Se a > 0 ⇒ f(x) é crescente y f(x) Se a < 0 ⇒ f(x) é decrescente f(x) y b • 0 x 0 • b x’ • x’ • x Raiz ou zero da função Raiz ou zero da função 1. num mesmo sistema cartesiano ortogonal. os gráficos das funções dadas por f(x) = x e g(x) = – x. b).2. a função polinomial do 1º grau é representada por uma linha reta oblíqua aos eixos coordenados. 2 [ 2) Construa. no sistema cartesiano ortogonal.6 EXERCÍCIOS PROPOSTOS 1)Construa.5 GRÁFICO Geometricamente. os gráficos das funções dadas por: 1 x 9 a) y = − d) F = C + 32 g) y = − x j) y = −1 + 3 x com D = { x ∈ ℝ x ≤ 0 } 5 2 4 b) f ( x ) = −2 x + 5 e) f ( x ) = x + 3 h) y = −3 x com D = [ –2. Respostas: 1a) y 5● 0 4 ● x 0 5/2 ● 0 x –3/2 ● 3 ● –160/9 1b) y 1c) 1d) y F ● 32 ● 1e) y ● 3 –1 ● x 0 C ● –3 0 x 1f) y 1g) y 1h) 1i) y 6 6 y 1j) y 1/2 ● ● –1 0 ● –1 x 0 1/2 ● x –2 ● 0 x –1 2● –1 2 x ● 0 –1 –4 x 2) y 3 ● f(x) 45º 45º 3 x –3 ● g(x) Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 11 . cortando o eixo das ordenadas no ponto (0 .Cálculo I 1. + ∞ [ c) − x + 2 y + 3 = 0 f) g ( x ) = −1 − x i) h( x ) = 2 x + 2 com D = [ –1.3.

após o início da experiência. temperatura (ºC) 30 tempo (min) 5 .8 EXEMPLOS 1) Uma barra de aço com temperatura inicial de – 10ºC foi aquecida até 30ºC. yA) e B(xB . d) o Domínio e o conjunto Imagem desta situação.10 Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 12 . usa-se: a = tgα Conhecendo dois pontos A(xA . sendo: a → coeficiente angular (declividade) e b → coeficiente linear Calculando o coeficiente angular “a” através do gráfico: Conhecendo o ângulo “α” (inclinação) formado entre a reta “r” e o eixo “x” (no sentido anti-horário). c) em quanto tempo. xB x 0 Raiz ou zero da função xA • Se α = 0 ⇔ a = 0.7 DETERMINAÇÃO DA FUNÇÃO DO 1º GRAU A PARTIR DO SEU GRÁFICO Relembrando: f(x) = ax + b. O gráfico abaixo representa a variação da temperatura da barra em função do tempo gasto nesta experiência. Determine: a) a taxa de variação da temperatura em função do tempo. a temperatura da barra atingiu 0ºC. usa-se: a = tgα = y ∆y ∆x yB yA • A B •n • x’ r α • α ∆y Observações: • Variação da inclinação da reta de uma função do 1º grau: 0 < α < 180° com α ≠ 90 º . tem-se neste caso uma “função constante” (reta paralela ao eixo “x”).3. ∆x 1.2. yB).3. pertencentes a reta “r”.2. b) a função (fórmula matemática) que representa o fenômeno em questão.Cálculo I 1.

b) as raízes de f(x) e g(x). Um outro encanador (B) cobra um valor fixo de R$ 40.00 por hora de trabalho. Qual o domínio e a imagem da função sabendo que a profundidade máxima do local é de 35 metros? Pressão (atm) 3 1 20 profundidade (m) 3) Um certo encanador (A) cobra por serviço feito um valor fixo de R$ 60. analise as vantagens e desvantagens da contratação dos serviços de cada um dos encanadores. y f(x) g(x) P 1 0 –2 –3 –5 2 • • x • • • 5) Determine a função geradora do gráfico abaixo: y 1 –2 0 3 x –9 Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 13 .00 mais R$ 15.00 mais R$ 10.Cálculo I 2) O gráfico abaixo representa a variação da pressão da água do mar em função da profundidade. Faça o gráfico das duas funções num mesmo plano cartesiano. 4) Analisando o gráfico abaixo. Considerando o menor custo para a realização de um trabalho.00 por hora de trabalho. Construa a função que relaciona pressão e profundidade Calcule a pressão sofrida pelo mergulhador se estiver a uma profundidade de 35 metros. c) as coordenadas do ponto P (intersecção das retas). determine: a) as funções f(x) e g(x). Determine a lei da função que relaciona preço e tempo de serviço para cada um dos encanadores.

O plano da operadora “V” tem uma mensalidade no valor de R$ 25. faça o gráfico das duas funções num mesmo plano cartesiano e analise as vantagens e desvantagens de cada uma das operadoras. Construa a lei da função que determina a pressão em função da quantidade de fio e determine quanto cobrará o eletricista se usar 18 metros de fio para executar o serviço? Preço (R$) 72 6 14 20 metros 4) Um fabricante vende um produto por R$ 2. –4 f y P • 2 • 1 –2 • • • 2 x g Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 14 .3.70 por minuto em ligações locais.00.50 por minuto para ligações locais e uma mensalidade no valor de R$ 30. Utilizando seus conhecimentos sobre função polinomial do 1º grau. qual será o lucro? d) Qual o número de unidades que o fabricante deve vender para não ter lucro nem prejuízo? 5) Observando o gráfico ao lado.2. determine as equações das retas (funções). a) Qual a função matemática que expressa o lucro em função das peças vendidas? b) Qual o gráfico desta função? c) Se vender 200 unidades desse produto. as coordenadas do ponto P e os zeros das funções. O plano da operadora “T” tem custo de R$ 0. a) 2 ● –2 0 y b) 4● ● 3 x 0 y c) 6 2 ● 0 x y ● ● 2 x 3) O valor total cobrado por um eletricista inclui uma parte fixa correspondente à visita e outra variável correspondente à quantidade de fio requerida pelo serviço.00 e uma tarifa de R$ 0.00 mais o custo de produção de R$ 0.00 a unidade.Cálculo I 1. O custo total do produto consiste numa taxa fixa de R$ 120. determine a lei da função que relaciona preço e tempo de ligação para cada um dos operadoras. 2) Determine a função geradora de cada um dos gráficos a seguir.9 EXERCÍCIOS PROPOSTOS 1) Duas operadoras de telefonia celular apresentam planos similares para seus usuários.40 por unidade. O gráfico abaixo representa o valor do serviço efetuado em função da metragem de fio usada no serviço.

000 dólares. Sendo assim. b) Esboce os gráficos das funções receita e custo no mesmo plano cartesiano. que quantidade a empresa deve produzir para ter lucro? b) Avalie o lucro se a empresa produzir 600 unidades. Ache o ponto de equilíbrio. e) Analise a situação econômica da fábrica. 2500 2250 2000 1750 1500 1250 1000 750 500 250 0 0 100 200 300 400 500 600 receita custo a) Aproximadamente.000 dólares. basta multiplicar o valor da velocidade em m/s por 3. onde a velocidade do veículo varia em função do tempo. receita e lucro. 10) Gráficos das funções custo e receita para uma empresa são dados abaixo.6 que teremos o resultado em km/h. A companhia vende os jogos a R$5 cada. podemos convertê-la de m/s para km/h. Sabendo-se que hoje ela vale 10. c) Esboce o gráfico da função lucro. d) Ache o ponto crítico. 7) O valor de uma máquina decresce linearmente com o tempo. que é a unidade mais utilizada em nosso cotidiano. devido ao desgaste. qual será seu valor em 3 anos? 8) a) b) c) d) e) f) Uma companhia tem função de custo C (q ) = 4000 + 2 q e função receita R(q ) = 10q . Faça a análise econômica da situação. a) Ache as funções custo. c) O que representa o ponto onde as funções receita e custo se interceptam? Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 15 . responda: a) Qual a taxa de variação da velocidade em função do tempo? v (m/s) b) Qual a velocidade do veículo no instante 3s? c) O que acontece com o veículo após 5s de frenagem? 20 d) Qual o Domínio e o Conjunto Imagem do problema? 0 5 t (s) Nota: Para se ter uma melhor noção da velocidade (neste caso). 9) Uma fábrica que produz quebra-cabeças tem custo fixo de R$6000 e custo variável de R$2 por jogo. e daqui 5 anos.Cálculo I 6) O gráfico ao lado apresenta uma situação de frenagem. 1. Qual é o custo variável por unidade? Que preço a companhia está pedindo por seu produto? Faça os gráficos de R(q) e C(q) no mesmo plano cartesiano. Para isto. Qual é o custo fixo da companhia.

11a) raiz de f(x): x = 8.6x – 120 5) f(x) = 4b) Gráfico 4c) R$ 200.7x + 25 T(x) = 0. 0) e (0 . L= 3q . Respostas: 1) R$ 42.Cálculo I 11) Considerando as funções f(x) = 8 – x e g(x) = 3x. raiz de g(x): x = 3 2 2 6a) – 4 m/s2 (que é o coef.00 4a) L = 1.00 0 25 min V ● T V(x) = 0. R = 5q . ou seja. R$ 68. 6) 11c) f(x) é decrescente e g(x) é crescente.6000 10a) acima de 300 unidades 10b) 750 10c) ponto de equilíbrio 11b) P(2 . –3) 12 b) (1/2 . raiz de g(x): x = 0 12 a) (–1. 4) raiz de f(x): x = – 4. –1) / (2 .5x + 30 Resposta: “d” 2a) y = 2x 5 + 4 5 2b) y = –2x + 4 2c) y = 3x 3) y = 2 x + 32 . o veículo pára. b) Os pontos de encontro das retas com os eixos coordenados. que representa a interseção das retas em questão.c) gráficos 8e) 500 9d) 2000 7) 4. –2) Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 16 . c) qual a classificação [crescente ou decrescente] para cada uma das funções. angular) 6b) 8 m/s 6c) Sua velocidade torna-se “zero”.00 4d) 75 unidades x + 2 e g(x) = − 2 / P(4 . determine: a) as raízes das funções “f” e “g” dadas.00 25.600 dólares 1 3x 4 9a) C = 6000 +2q . 12) Dada as equações 2x – y – 1 = 0 e x – y = 2 . 0) e (0 . determine: a) O ponto de intersecção das retas. 6d) D = { t ∈ ℝ | 0 ≤ t ≤ 5 } e Im = { v ∈ ℝ | 0 ≤ v ≤ 20 } 8a) 4000 8b) 2 8c) 10 8d) gráfico 9) b.50 30. b) as coordenadas do ponto P. c) Construa o gráfico das duas retas no mesmo plano cartesiano.

b = 5 e c = –1. • A parábola intercepta o eixo das ordenadas (y) no ponto (0 . c) [para isto. • Se a parábola interceptar o eixo x.3. então a intersecção define as raízes x1 e x2 da função [para isto.3 FUNÇÃO DO 2º GRAU (ou quadrática) 1. temos: a = –1. b = – 4 e c = 7. temos: a = 1.3. faz-se x = 0]. a função polinomial do 2º grau é representada por uma figura “aberta” e “infinita” denominada parábola. Exemplos: Na função f ( x ) = x − 4 x + 7 Na função g( x ) = −2 x − 1 + 5 x Na função h( x ) = − x + 3 x Na função P ( x ) = x − 9 Na função y = x 2 2 2 2 temos: a = 1. com a ∈ R*. a parábola tem a concavidade voltada para cima. b ∈ R e c ∈ R. • A intersecção do eixo de simetria com a parábola determina um ponto chamado vértice (V). 2 Graficamente. b = 0 e c = –9.2 DEFINIÇÃO Função Polinomial do 2º grau é toda função definida pela lei f(x) = ax2 + bx + c. Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 17 . • Se a < 0. b = 3 e c = 0.Cálculo I 1. b = 0 e c = 0. temos: a = 1. Particularidades: • O gráfico de uma função de 2o grau é uma parábola com eixo de simetria paralelo ao eixo y.3. • Se o coeficiente de x2 for positivo (a > 0). temos: a = –2. a parábola tem a concavidade voltada para baixo. faz-se f(x) = 0].

Cálculo I No esquema abaixo. caracterizamos as diversas possibilidades gráficas: ∆ = b2 – 4ac > 0 a parábola intercepta o eixo x em dois pontos distintos. 2a 4a Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 18 . x2 ∈ ℝ • x1 c• • x2 c • x1 = x2 = xV • V c• V • • As Coordenadas do Vértice da Parábola e o Conjunto Imagem da Função Quadrática: a>0 V (ponto de máximo) valor máximo ← yV xV • xV valor mínimo ← yV • V → (ponto de mínimo) a<0 • Quando a > 0. yV). a parábola tem concavidade voltada para cima e um ponto de mínimo: V(xV . O valor mínimo é o yV e seu conjunto Imagem é Im = { y ∈ R | y ≥ yV }. ∆ = b2 – 4ac < 0 a parábola não intercepta o eixo x. • Quando a < 0. yV ) . yV). ∆ = b2 – 4ac = 0 a parábola intercepta o eixo x em um único ponto. As coordenadas do vértice V são ( xV . x2 ∈ ℝ • x1 = x2 = xV a>0 a<0 V • ∄ x1 . O valor máximo é yV e seu conjunto Imagem é Im = { y ∈ R | y ≤ yV }. a parábola tem concavidade voltada para baixo e um ponto de máximo: V(xV . c • • x1 • V • x2 c • V c • V • ∄ x1 . podendo ser calculadas através de: xV = − b ∆ e yV = − .

(1) 2 yv = −∆ 4a ⇒ yv = −1 −1 ⇒ yv = 4. Construir a representação gráfica da função y = -x2 + 7x .5x + 6.10 = 0 (a = -1. b)Raízes da função (fazer y = 0): -x2 + 7x .(1). 6) 0 -3 -2 -1 -5 0 1 2 3 4 5 6 7 2.3.3 EXEMPLOS 1. Construir a representação gráfica da função y = x2 .(1) 5 ±1 5 +1 5 −1 x= ⇒ x1 = e x2 = ⇒ 2 2 2 x= x1 = 3 e x2 = 2 e) Gráfico: 15 10 5 c) Intercepto y (ponto onde a parábola corta o eixo y): Fazendo x = 0 temos que a parábola corta o eixo y em (0.( −1) −7+3 −2 e e x= −7±3 −2 −7−3 −2 Ë Ë e) gráfico 10 5 0 -5 -4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 -5 -10 -15 -20 x1 = x2 = x1 = 2 x2 = 5 c) Intercepto y (ponto onde a parábola corta o eixo y): Fazendo x = 0 temos que a parábola corta o eixo y em (0. c = -10) ∆ = (7)2 – 4. a) b) Concavidade para cima pois a > 0.Cálculo I 1.(7) −7 7 = ⇒ xv = 2. -10) Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 19 . a) Concavidade para baixo pois a < 0.c).(−1) 4 x= .c) logo esta função intercepta o eixo y em (0.(-1). c = 6) ∆ = b2 − 4ac d) Coordenadas do vértice −b −(−5) 5 ⇒ xv = ⇒ xv = xv = 2a 2. b = -5 .(1) 4 ∆ = (-5)2 – 4. logo esta função intercepta o eixo y em (0.10.(−1) −2 2 yv = = -9 -9 9 = ⇒ yv = −4 4. Raízes da função (fazer y = 0): x2 .3. b = 7.(-10) = 9 d) Coordenadas do vértice xv = -b 2a -∆ 4a = .(6) = 1 − (−5) ± 1 −b± ∆ x= 2a 2.5x + 6 = 0 (a = 1.(7) ± 9 2.

(−2) 2 = ⇒ xv = 1 2.(-31) 31 31 = ⇒ yv = − 4. -10) 0 -7 -6 -5 -4 -3 -2 -1 0 -5 -10 -15 -20 -25 -30 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 4.Cálculo I 3. c = 1) ∆ = b2 − 4ac -b ± ∆ -(−2) ± 0 x= 2a 2. Construir a representação gráfica da função y = a) b) Concavidade para baixo pois a < 0.(−1) -3 3 ⇒ xv = -2 2 yv = = .10.(−1) −4 4 ∆ = (3)2 – 4.10 = 0 (a= -1. 1) d) Coordenadas do vértice 15 10 5 xv = -b 2a = . a) b) Concavidade para cima pois a > 0. Construir a representação gráfica da função y = x2 .(-1).(1) 2 0 -5 -4 -3 -2 -1 -5 0 1 2 3 4 5 6 7 -∆ yv = 4a 0 = ⇒ yv = 0 4. logo esta função intercepta o eixo y em (0. b = -2. Gráfico: 5 c) Intercepto y (ponto onde a parábola corta o eixo y): Fazendo x = 0 temos que a parábola corta o eixo y em (0.(1) = 0 c) Intercepto y (ponto onde a parábola corta o eixo y): Fazendo x = 0 temos que a parábola corta o eixo y em (0.(1) Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 20 . Raízes da função (fazer y = 0): -x2 + 3x .2x + 1 = 0 (a =1.(+3) = 2.(1) 2±0 2+0 2-0 x= x1 = = 1 e x2 = =1 2 2 2 x= x1 = x 2 = 1 e) Gráfico: ∆ = (-2)2 – 4. c = -10) ∆ = b 2 − 4ac -x2 + 3x .(-10) = -31 e) Portanto essa equação não tem raízes.c) logo esta função intercepta o eixo y em (0. Raízes da função (fazer y = 0): x2 .c).2x + 1. b = 3. d) Coordenadas do vértice xv = -b 2a -∆ 4a = .(1).

25(2.0 . 2. Sendo assim.2) 2 ∆ yv = − =− =− = 3. Esboce o gráfico que esta função descreve. De acordo com a figura acima. então Agora podemos calcular a altura máxima atingida pelo golfinho. do solo para cima.4 = 12. 2. 0).4).2 e a = 2.(0) = −1600 .4 = 29.25b + 3.2 metros 4a 4a 4(− 0.(−5). 0). determine a altura máxima atingida pelo mesmo.2 x Se b = 3. O centro de gravidade de um golfinho saltador descreve uma parábola conforme o desenho. (1.4 = 12.5b − 28 = −8. do ponto (0 .4 – b.8) ( ) Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 21 .4 − b ) + 3.a 2.2 a = 2. Um objeto lançado verticalmente.8 x 2 + 3.4) e (3. tem posições no decorrer do tempo dadas pela função horária s = 40t – 5t2 ( t em segundos e s em metros).5b 1. Como o golfinho sai da origem. o valor de c é igual a zero. Com os pontos dados montamos um sistema de duas equações e duas incógnitas: 2.(−5) yv = logo a altura máxima é 80 metros.a.(−5) logo o tempo é de 4 segundos. Logo. Logo basta calcular xv. temos a trajetória do golfinho dada por uma parábola do tipo y = ax2 + bx + c.4 − 3. ou seja.4 – b. ∆ = b 2 .8 Assim: y = −0.4.25a + 3.1600 yv = ⇒ y v = 80 4. percebemos que o golfinho passa pelos pontos (0 . -∆ . −b −40 xv = ⇒ xv = x v = 4. 6. Substituindo este valor na segunda equação obtemos: 1. altura máxima = y v b 2 − 4ac (3.Cálculo I 5. 1.c 4a ∆ = (40) 2 .5 .4 − 12. O tempo gasto para se atingir a altura máxima é a abscissa do vértice.5b Isolando o valor de a na primeira equação temos a = 2.75b b = 3.2 a = −0.4. Qual a altura máxima atingida? Em quanto tempo? a) 90 80 70 posição (metros) 60 50 40 30 20 10 0 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 tempo (segundos) b) A altura máxima atingida por este objeto é exatamente a coordenada do ponto chamado vértice. a e b.4 = a + b  1. basta calcular yv. Sendo assim ficamos com duas incógnitas. Resolução: Neste exemplo.

quando 8 ≤ t ≤ 20. b) a temperatura máxima atingida nesse dia. Obtenha: a) o valor de b. neste dia. foram tratadas desde o início com adubos diferentes. 4) Certo dia.Cálculo I 1.3. 24 x − x . a) f(x) = x 2 −9 2 2 d) f(x) = 2 x e) g(x) = − x 2 2 b) g(x) = 2x − 5x + 2 + 12x − 8x − 16 c) f(x) = −3x 2) O custo diário de produção de uma indústria de aparelhos telefônicos é dado por C(x) = x2 – 86x + 2500. conforme a figura a seguir. numa praia. 5) Duas plantas de mesma espécie A e B. Um botânico mediu todos os dias o crescimento (em centímetros) destas plantas. b) o dia em que as plantas A e B atingiram a mesma altura e qual foi essa altura. ele notou que o gráfico que representa o crescimento da planta A é uma reta que passa por (2 . c) o gráfico de f. a temperatura f(t) em graus Celsius era uma função do tempo t.4 EXERCÍCIOS PROPOSTOS 1) Construa o gráfico das funções abaixo. medido em horas. toca a extremidade superior de uma árvore. Quantos aparelhos devem ser produzidos diariamente para que o custo seja mínimo? 3) Um foguete experimental é disparado do topo de uma colina. a temperatura atingiu o seu valor máximo às 14 h. que nasceram no mesmo dia. dada por f(t) = – t2 + bt – 160. Calcule: a) a “lei” que descreve o crescimento da planta A. onde C(x) é o custo em dólares e x é o número de unidades fabricadas. 3) e o que representa o crescimento da planta B pode ser descrito pela função y = Um esquema desta situação está apresentado ao lado. Suponhamos que. determinando o valor máximo (ou mínimo) e o conjunto imagem para cada item. sem mudar sua trajetória e atinge o solo. 12 2 Altura y (cm) Planta A Planta B 3 0 2 Tempo x (dias) Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 22 . Determine a altura máxima atingida.3. Após 10 dias de observação.

6). R é a receita total e C é o custo total de produção. determine a lei desta função. Numa certa empresa que produziu “p” unidades em determinado período. (1. Numa empresa que produziu x unidades. Nessas condições. “R” é a receita total e “C” é o custo total da produção (em reais). em que L é o lucro total. 8) Sabe-se que o lucro total “L” de uma empresa é dado pela fórmula L = R – C. 1) e (0. em que. qual deve ser a produção x para que o lucro da empresa seja máximo? Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 23 . c) o lucro máximo.Cálculo I 6) Qual a função geradora da párabola abaixo? 10 5 0 -5 -4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 101112 -5 -10 -15 -20 7) Sabendo-se que uma curva que representa uma função de segundo grau passa pelos pontos (-3. 1). determine: a) a função L(p). d) o lucro obtido para uma produção de 300 unidades. verificou-se que R(p) = 1000p – p2 e C(p) = 300 + 40p + p2. 9) Sabe-se que o lucro total de uma empresa é dado pela fórmula L = R – C. verificou-se que R(x) = 600x – x2 e C(x) = x2 + 2000. Nestas condições. b) a produção “p” para que o lucro da empresa seja o máximo possível para esta situação.

Cálculo I Respostas: 1.. 12) • Im = { y ∈ ℝ | y ≤ 12 } 4 x 0 2 d) • y 8 • • Valor mínimo = 0 • Ponto de mínimo → (0.9/8) • Im = { y ∈ ℝ | y ≥ .9) • Im = { y ∈ ℝ | y ≥ .0) • Im = { y ∈ ℝ | y ≥ 0 } • • –2 –1 1 2 2 • x Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 24 . a) y • Valor mínimo = .9 } –3 3 x -9 y b) 2 5/4 1/2 -9/8 • x 2 • Valor mínimo = .9/8 • Ponto de mínimo → (5/4.9/8 } c) y 12 V • Valor máximo = 12 • Ponto de máximo → (2..9 • Ponto de mínimo → (0.

700 9) 150 Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 25 .(10/3) x+6 8. máxima = 36 ºC (YV) 4c) temperatura (ºC) V 36 0 8 14 20 tempo (h) 5 a) y = 3x/2 b) atingiram a mesma altura.900.a) L(p) = – 2p2 + 960p – 300.Cálculo I e) –8 –4 • V y 0 x • Valor máximo = 0 • Ponto de máximo → (– 4. d) 107. no 6º dia 6) y= -x2+7x-10 7) y = (-5/3) x2.3 m 4a) b = 28 4b) temper. b) p = 240. de 9 cm. c) 114. 0) • Im = { y ∈ ℝ | y ≤ 0 } • • –16 2) 43 aparelhos 3) ≅ 29.

e a lei que expressa y em função de x é y = 50 .753 Qual a equação que descreve esse crescimento populacional de bactérias? Esboce o gráfico. logo. Enfim.3 população da geração 1 182 Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 26 . 2 Após 2 horas será: 50 . o que justifica o fato de os valores da terceira coluna serem sempre crescentes.3. Se no instante que começaram as observações havia 50 bactérias. observa-se seu crescimento a cada geração nos dados da terceira coluna. populações em geral crescem muito rapidamente. qual a população de bactérias após 4 horas? Resolução: No instante inicial : 50 bactérias Após 1 hora será: 50 . que é um caso particular de função exponencial. O valor de y. 2 = 50 .6 307. 23 Após 4 horas será: 50 . 2 = 50 .854 519. que mostram o crescimento de uma população (em milhares) de bactérias.3 população da geração 0 140 população da geração 2 236.58 399. Assim. Se a população estivesse crescendo linearmente. 24 . 2. é uma função de x. 22. constatou-se que a população de um certo tipo de bactérias dobrava a cada hora.Cálculo I 1. 23.6 = = 1.81 675. 2. 22 Após 3 horas será: 50 . teremos 800 bactérias depois de 4 horas. x (geração) 0 1 2 3 4 5 6 P(x) (milhares) 140 182 236. Resolução: Os dados da tabela acima mostram o crescimento de uma população (em milhares) de bactérias inoculadas em um meio de cultura. 2x. todos os números na terceira coluna seriam iguais. pois a cada geração são mais indivíduos para se reproduzir. para cada hora x que se escolha há um número y de bactérias. Considere os dados da tabela a seguir. podem-se analisar a segunda e a terceira variações para concluir que estas não tendem a se estabilizar.4 FUNÇÃO EXPONENCIAL E FUNÇÃO LOGARÍTMICA 1. obtém-se: população da geração 1 182 = = 1. 2 = 50 . Para avaliar como a população está aumentando. este crescimento populacional não pode ser descrito por polinômios. Em uma experiência sobre deterioração de alimentos. Dividindo a população de cada geração pela da geração anterior. Também. De fato. portanto.

Considerando r a taxa percentual. quando x = 1. 0 quando x = 3. basta observar se as razões dão um fator constante.3) .3)x ou seja.02 .3) .Cálculo I Efetuando os mesmos cálculos para os outros dados. a população = 140 = 140 ⋅ (1. 2 Esta é uma função exponencial com base 1. 1 quando x = 0. A base representa um fator de crescimento pelo qual a população muda a cada geração. pois sabe-se que não há fração de população.3) . Embora o gráfico seja uma linha cheia.3.3. a população = 182 = 140 ⋅ (1. 3 quando x = 2. Para reconhecer que os dados de uma tabela descrevem uma função exponencial. Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 27 . Este comportamento é próprio das funções exponenciais. a população será P (10) = 140 ⋅ (1. assim chamada porque a variável x está no expoente. Considerando-se x o número de gerações.3) . Se a equação for válida para as próximas 10 gerações. a população = 307. ele mostra apenas uma boa aproximação da realidade.6 = 140 ⋅ (1. a população pode ser escrita da seguinte maneira: P( x ) = 140 ⋅ (1.3)10 = 1930. a população = 236. tem-se: População de Bactérias 2500 2000 P(x) 1500 1000 500 0 0 2 4 6 x 8 10 12 P(x) é uma função crescente. diz-se neste caso que a taxa de crescimento é r = 30% = 0. Graficamente. ter-se-á também o valor 1.58 = 140 ⋅ (1. pois os valores aumentam para valores crescentes de x. Note também que a população cresce mais rápido quanto maior é o número de gerações.3. isto é. contínua.

a > 0 e a ≠ 1 e x ∈ ℜ é denominada função exponencial de base a.5 1 2 4 8 8 7 6 5 4 3 2 1 0 -4 -3 -2 -1 0 1 2 x 3 4 y 8 4 2 1 0.5 0.25 0. ax será crescente.4. encontraremos ax > 0.4. Como todos os valores de “y” serão positivos. coincidente com o eixo das abscissas.125 0. g(x) = Se 0 < a < 1 a função f(x) = y0. temos que ∀ x ∈ R. 2 • Sendo a função f(x) = ax.Cálculo I 1.3)x ( 1 )x . uma assíntota horizontal. de forma mais breve: Im = R + . Propriedades: • • Se a > 1 a função f(x) = y0.1 DEFINIÇÃO Toda função f: ℜ → ℜ definida por f(x) = y0. o gráfico se localizará totalmente acima do eixo “x”.2 GRÁFICOS Exemplo 1: y = 2x 9 y y = 2x X -3 -2 -1 0 1 2 3 Exemplo 2: y = (1/2)x x -3 -2 -1 0 1 2 3 y 0. definida anteriormente.125 -4 -3 y =(1/2) x 9 8 7 6 5 4 3 2 1 0 y x -2 -1 0 1 2 3 4 Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 28 . com a ∈ ℜ . ax será decrescente . Exemplos: f(x) = 2x.25 0. ∗ • Decorrente do item anterior teremos. ax .3. concluindose então que o conjunto imagem da função será dado por Im = { y ∈ R / y > 0 } ou ainda. 1. Exemplos: f(x) = ( 3 )x 2 g(x) = (0.3.

(0. podemos transformar as equações: 3 x = 2 ⇔ log 3 2 = x forma exponencial forma logarítmica Desta maneira. Observe que na forma 1ª forma. Podemos trocar a operação de um número sem alterar o seu valor.4.3.Cálculo I 1.4. a) f ( x ) = 3 x e g ( x) = ( 1 ) 3 x b) f ( x ) = 2 x +1 e g ( x) = 2 + 1 x 2) Construa o gráfico das funções abaixo. Para chegarmos à solução da referida equação precisaremos conhecer os logaritmos.4 LOGARITMAÇÃO Resolver as seguintes equações exponenciais: a) 2x – 512 = 0 b) 3 . 25) . Matematicamente. não poderemos solucionar a equação do item “c”. 4x+1 = 96 c) 3x = 2 Utilizando somente os conceitos usuais de equações exponenciais.3.3 EXERCÍCIOS PROPOSTOS 1) Construa cada dupla de gráficos das funções abaixo no mesmo sistema cartesiano ortogonal. determinando o conjunto imagem e representando também as respectivas assíntotas. a fração pode ser considerada uma divisão e na 2ª forma. podemos escrever um número de várias formas: 3 4 1 4 O número pode ser escrito na forma 3 ⋅ = 3. a operação utilizada é a multiplicação. Utilizando um raciocínio similar. temos a definição da operação logaritmação: Símbolo Simbolo da operação Logaritmo Expoente log b = x a base ⇔ ax = b Base b>0  com  a > 0 e a ≠ 1  x ∈ℜ  logaritmando ou antilogaritmo Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 29 . a) f ( x ) = 2 − 1 x b) y = 2 + 2 f) g ( x ) =  1     3 2x x c) g ( x ) = 3 x −1 d) h( x ) = 3 −x x−2 e) f ( x ) = 2 2x 1 g) y =   3 1.

Um exemplo de Curva de Aprendizagem é dado pela expressão Q = 700 − 300e −0.c) = log b a + log b c Mudança de Base: a log b   = log b a − log b c c Para mudarmos a base “a” de um logaritmo. temos que: 3 = 81 x 4 3 = 3 x = 4 x ∴ log 3 81 = 4 • Logaritmo decimal (base 10) → log 100 = log 10 100 = 2 • Logaritmo natural ou neperiano (base e ) → ln 1 = log e 1 = 0 e = 2.7182818284.4.5 EXERCÍCIOS PROPOSTOS 1) Curva de Aprendizagem é um conceito criado por psicólogos que constataram a relação existente entre a eficiência de um indivíduo e a quantidade de treinamento ou experiência possuída por este indivíduo...3. (número de Euler ou Neperiano) Propriedades Importantes dos Logaritmos: log a b = log a c ⇔ b = c log b n = n . utilizamos a fórmula: log a b = log c b log c a 1. log b log b (a.Cálculo I Através da definição podemos observar que o logaritmo é um expoente... 2 = 8 2 = 32 3 = 81 x 5 3 ⇔ ⇔ ⇔ log 2 8 = 3 log 2 32 = 5 log 3 81 = x log 3 81 = x Neste último caso. Há coerência entre eles? c) Construa o gráfico Q X t Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 30 .5t . resolvendo o logaritmo. Assim sendo. a) De acordo com essa expressão. quantas peças um funcionário com 1 mês de experiência deverá produzir mensalmente? b) E um funcionário sem qualquer experiência. t = meses de experiência. quantas peças deverá produzir mensalmente? Compare esse resultado com o resultado do item a. para uma base “c” de livre escolha (c > 0 e c ≠ 1). em que: Q = quantidade de peças produzidas mensalmente por um funcionário.

Cálculo I 2) A produção de uma peça numa empresa é expressa pela função y = 100 – 100. a) Obtenha a lei que define o número de peixes n nesse lago daqui a t anos.2d. aproximadamente. c) Determine o número de bactérias após 1 dia da realização do almoço.000•(0. 25t Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 31 . e a população da cidade B aumenta. 8) Uma maionese mal conservada causou mal-estar nos freqüentadores de um restaurante.524.ekt + Ta Onde: T ⇒ temperatura.25 vez maior que a população do ano anterior. determine quantos anos se passarão para que essa população fique reduzida à metade. c) Faça um esboço dos gráficos que representam as leis obtidas no item a no mesmo plano cartesiano. essa população está estimada em 1. quantos habitantes. em função do tempo t. Atualmente.e-0. onde y é o número de peças e d o número de dias.000 peixes. −0 . a população de certa região do país vem decrescendo em relação ao tempo t. t ⇒ tempo. 9) Segundo dados de uma pesquisa. a) Determine o número inicial de bactérias. Sabe-se que em 8 horas de cultura a população era de 1200 bactérias. A produção de 87 peças será alcançada em quantos dias? Esboce o gráfico que representa esta função. aproximadamente. a partir de 1990. b) Qual será a população de peixes daqui a 1 ano? E daqui a 3 anos? c) Esboce o gráfico dessa função.500 habitantes em relação ao ano anterior. 05t 5) Um corpo com temperatura de 200oC é exposto ao ar e após 30 segundos sua temperatura atinge 120oC. Em 1990. Determine a população para 1 dia e 2 dias.ekt. 6) Sabe-se que a população de bactérias em uma cultura pode ser modelada pela função p = c.50? 4) A expressão P (t ) = k • 2 fornece o número P de milhares de habitantes de uma cidade.000 habitantes e a população da cidade B era de 220. ela possuía no ano 2000? 0 . contado em anos. determine o valor da constante a. c. 7) Um estudo revelou que a população de peixes de um lago está crescendo à taxa de 25% ao ano. k ⇒ constantes. a) Determinar a temperatura após 1 hora. Sabendo que seu resfriamento obedece a função: T = c. em que n(t) é o número de bactérias encontradas na amostra de maionese t horas após o início do almoço e a é uma constante real. b) Sabendo que após 3 horas do início do almoço o número de bactérias era de 800. a) Obtenha a lei que representa a população P de cada uma das duas cidades em t anos. a população da cidade A apresenta crescimento de 5% ao ano. em que t é o número de anos contados a partir de hoje. b) Forneça a população de A e de B em 2003. que se multiplica segundo a lei: n(t ) = 200 • 2 at . segundo a relação: P (t ) = P (0) • 4 .000 habitantes. 10) Considerando-se as taxas de natalidade e mortalidade. Sendo P(0) uma constante que representa a população inicial dessa região e P(t) a população t anos após. 1. Se em 1990 essa cidade tinha 300. onde “p” representa o número de bactérias e “t” o tempo. em anos. 3) Uma imobiliária acredita que o valor v de um imóvel no litoral varia segundo a lei v(t) = 50. a cada ano. a) Qual é o valor atual desse imóvel? b) Qual é a desvalorização percentual anual desse imóvel? c) Quanto valerá esse imóvel daqui a 2 anos? d) Daqui a quantos anos o imóvel valerá R$ 29. a população da cidade A era de 200.9)t.000 habitantes. b) Determinar o tempo necessário para atingir 40oC. Ta ⇒ 20oC. isto para uma população inicial de 250 bactérias. Uma investigação revelou a presença da bactéria salmonela. Isso significa que a população de peixes em um determinado ano é 1.

e) saldo = 15.05)t e PB = 220. Durante os próximos meses. um investidor tem o saldo de R$ 15.647 bactérias 7) a) n = 1000•(1.16 13) a) y = 10. c) Gráfico 8) a) 200 bactérias.500 habitantes. d) 5 anos 4) 424.000.500. b)1250 peixes. b) 2 meses. d) 12 meses.00.813.6142 Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 32 . e) n meses (n inteiro.000 • (1. 1953 peixes.2 dias 3) a) R$ 50. n≥ 0).00.000 • (1. são pagos a esse investidor rendimentos a uma taxa de 15% ao mês. b) t ≅ 112 segundos 6) P(24) = 27. b) 400 peças 2) 10.25)t.000 + 1500t.647 bactérias e P(48) = 3. 12) Suponha que você deposite R$ 1000 numa conta que rende juros cuja taxa é 2% ao mês e acumule esse juro ao seu capital inicial mensalmente.107.200 bactérias 9) 2 anos 10) a) PA = 200.50.057. b) 10%.ekx + 10. d) R$ 80. c) Gráfico 11) a) R$ 17. c) 13.264 habitantes 5) a) T = 20oC.253. b) R$ 19.837. Supondo que a partir da data-base não foram feitos nem depósitos nem retiradas. calcule o saldo dessa conta com relação à data-base. após: a) 1 mês.000.129 habitantes e PB = 239.250. c) R$ 40.Cálculo I 11) No primeiro dia útil de 2003 (data que será chamada de “data-base”).15)n 12) R$ 1126. Quanto você terá após 6 meses de aplicação? 13) O gráfico abaixo é gerado pela função y = c.75.6255 b) x = 21. b) PA = 377. Determinar: a) o valor de y para x = 30 b) o valor de x para y = 12 y 50 20 10 x Respostas: 1) a) 518 peças.13. c) 3 meses. b) a = 2/3. c) R$ 22.00.00 numa aplicação financeira (estamos supondo que os rendimentos do último período que antecedeu à data-base já tenham sido creditados).

1). fixada em um plano cartesiano. ˆ b sen B = a ˆ c sen C = a ˆ cos B = c a ˆ b cos C = a ˆ b tg B = c ˆ c tg C = b 1.5. Cosseno de um ângulo é a razão entre a medida do cateto adjacente a esse ângulo e a medida da hipotenusa. Tangente de um ângulo é a razão entre a medida do cateto oposto a esse ângulo e a medida do cateto adjacente a esse ângulo. B(0.3. e adotamos como sentido positivo de percurso o sentido anti-horário. y B C A x _ + O r=1 Os pontos A(1. a hipotenusa é sempre o maior lado do triângulo retângulo. C(-1. de centro O. Para um ângulo agudo de um triângulo retângulo.5 FUNÇÕES TRIGONOMÉTRICAS 1. 0).2 CICLO TRIGONOMÉTRICO Denomina-se ciclo trigonométrico uma circunferência de raio unitário. 0) e D(0.1 RAZÕES TRIGONOMÉTRICAS NO TRIÂNGULO RETÂNGULO Considerando o triângulo retângulo da figura: B cateto c A hipotenusa a cateto b C Teorema de Pitágoras: a hipotenusa ao quadrado é igual a soma dos quadrados dos catetos (a 2 = b2 + c2 ) Obs.5. define-se: Seno de um ângulo é a razão entre a medida do cateto oposto a esse ângulo e a medida da hipotenusa. -1) pertencem a circunferência e a dividem em 4 partes iguais denominadas quadrantes.Cálculo I 1. sobre a qual marcamos um ponto A (origem).3. D Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 33 .3.

COSSENO E TANGENTE a.Cálculo I 1. Função seno é a função que faz corresponder a cada número real x o número y = sen x. Função Tangente é a função que faz corresponder a cada número real x. Função Cosseno é a função que faz corresponder a cada número real x o número y = cos x.4 FUNÇÕES SENO.3.5.3 SENO.5. c. Função Seno e Função Cosseno: • Domínio: D = R • Conjunto Imagem: Im = [-1. x≠ π/2 + kπ. є Z.3. COSSENO E TANGENTE NO CICLO TRIGONOMÉTRICO TABELAS DOS VALORES NOTÁVEIS sen 3 2 1 2 1 Π/2 π/3 2 2 π/4 π/6 1 2 3 2 2 2 0 1 cos seno cosseno tangente 30o (π/6) 1 2 3 2 3 3 45o (π/4) 2 2 2 2 60o (π/3) 3 2 1 2 1 3 0o (0 rad) seno cosseno tangente 0 1 0 90o (π/2 rad) 1 0 180o (π rad) 0 -1 0 270o (3π/2 rad) -1 0 360o (2π rad) 0 1 0 ∃ / ∃ / Observações: • Relação Fundamental entre o seno e o cosseno: sen2 x + cos2 x = 1 senx tg x = • cos x 1. b. onde k o número y = tg x.1] Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 34 .

5 1 0.5 -2π -3π/2 -π π/2 π 3π/2 2π x 2.5 0 -0. Amplitude Amplitude é a metade da diferença entre os valores máximo e mínimo de uma função.5.3. COSSENO X 0 π/2 π 3π/2 2π D= Im = Y = cos x 1 0 -1 0 1 -2π -3π/2 Função Cosseno y 1.5 0 -π/2-0. para todo x real.5. Função Limitada Estas funções são limitadas pois : -1 ≤ sen x ≤ 1 e -1 ≤ cos x ≤ 1.5 -1 -1.5 1 0. b. Os valores máximo e mínimo das funções seno e cosseno são 1 e –1.6 PROPRIEDADES DAS FUNÇÕES SENO E COSSENO a.Cálculo I 1. Função Periódica Período: é o tempo para que a função execute um ciclo completo. assim a amplitude de ambas as funções é 1. Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 35 .5 -π -π/2 π/2 π 3π/2 2π x 1. todo o resto do gráfico é só uma repetição deste pedaço.5 GRÁFICOS 1. Portanto o período destas 2 funções é p = 2Π. percorre um ciclo completo de 0 a 2Π.3.5 -1 -1. c. O gráfico da função seno e também o da função cosseno. SENO Função Seno x 0 π/2 π 3π/2 2π D= Im = y 0 1 0 -1 0 y 1.

logo o período é p = Π. y = 3 sen t y 3 2 1 0 -1 -2 -3 -2π -3π/2 -π -π/2 π/2 π 3π/2 2π t As ondas têm um máximo de 3 e um mínimo de –3.5 -1 -1. y = sen (t+π/2) y 1. 2.5 1 0.3. EXEMPLOS 1. sendo assim o período é 2Π.5 0 -2π -3π/2 -π -π/2 -0.5 π/2 π 3π/2 2π t As ondas têm um máximo de 1 e um mínimo de –1. y = cos 2 t y 1.5 -1 -1. O gráfico completa um ciclo entre t = 0 e t = Π. logo a amplitude é 1. Esboce o gráfico de y = 3 sen t e use-o para determinar a amplitude e o período.5. Esboce o gráfico de y = cos 2 t e use-o para determinar a amplitude e o período.5 1 0.7. Esboce o gráfico de y = sen (t + Π/2) e use-o para determinar a amplitude e o período. 3.5 0 -2π -3π/2 -π -π/2 -0.Cálculo I 1. O gráfico completa um ciclo entre t = 0 e t = 2Π.5 π/2 π 3π/2 2π t Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 36 . assim a amplitude é 3.

observa-se que A é a amplitude.Cálculo I Tem amplitude A = 1.5 0 -0. 3.5 1 0. Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 37 . Descreva o efeito de B sobre o gráfico. 2. quando B = 1 o período é 2Π. quando B = 2 o período é Π . y = sen 2t (B = 2) y 1. Descreva o efeito de A sobre o gráfico. Os gráficos sugerem que quanto maior for B.5 y = sen 1/2 t ( B =1/2) y 1. Tem período p = 2π. valores positivos.5 1 0.5 -1 -1. Faça o gráfico de y = sen B t para diferentes valores de B. “mais depressa” a onda se repete e mais curto é o período. Faça o gráfico de y = A sen t para valores negativos de A e descreva o efeito de A sobre o gráfico. É o gráfico de y = sen t deslocado de π/2 unidades para a esquerda.5 2π 4π t Os gráficos de y = sen Bt.5 1 0. (Observe que é o gráfico de y = cos t) 4.5 -1 -1.5 0 y 1. y 4 3 2 1 0 -1 -2 -3 -4 t π 2π Nos gráficos de y = A sen t para A = 1. O valor de B afeta o período da função.5 y = sen t ( B = 1) π 2π 3π 4π t 4π 2π t 0 -0.5 -0. Faça o gráfico de y = A sen t para diferentes valores de A. 5. para B = 1/2 o período é 4π.5 -1 -1.

A altura (em pés) é aproximada pela fórmula π y = 5 + 4. Pode-se estudar as famílias de curvas variando um dos parâmetros de cada vez.9 EXERCÍCIOS PROPOSTOS 1) Esboce o gráfico das funções abaixo. a maré alta em determinada cidade foi à meia noite. pois oscila regularmente entre maré alta e baixa. B. As funções y = A sen (Bt + C) + D e y = A cos (Bt + C) + D são periódicas com: • Amplitude = IAI. C e D são chamadas parâmetros. IBI • Deslocamento horizontal = C/B • Deslocamento vertical = D 1. a) b) c) d) e) Esboce um gráfico dessa função em 10 de fevereiro de 1990 (de t = 0 a t = 24) Qual era a altura da água à maré alta? Quando foi a maré baixa e qual era a altura da água nesse momento? Qual é o período desta função e o que ele representa em termos das marés? Qual é a amplitude desta função e o que ela representa em termos das marés? Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 38 .5.Cálculo I 1.5.3.9 cos( t ) . Quais são seus períodos e suas amplitudes? a) b) c) d) e) f) g) h) y = 3 sen x y = -3 sen x y = 5 cos t y = -5 cos t y = sen (x) + 1 y = cos (x/2) y = sen (5x) + 1 y = sen(x + Π) i) y = 2 sen (x + Π ) j) y = ½ (cos 3x) +1 k) y = cos(t/4) – 2 l) y = 2 sen(4x) – 2 m) y = 3 cos (x + Π) -1 n) y = 2 sen (x + Π/2) + 1 o) y = -1cos (2t) -2 p) y = -3 cos (x + Π) +1 2) A 10 de fevereiro de 1990. A altura de água no porto é uma função periódica. 2π • Período p = .3. 6 onde t é o tempo em horas desde a meia noite de 10 de fevereiro de 1990.8 FAMÍLIA DE CURVAS As constantes A.

Cálculo I Respostas: 1) a) e) y = 3 sen x 3 2 1 0 -1 0 -2 -3 90 180 270 360 y = sen (x) + 1 2 1 0 -1 -2 0 90 180 270 360 b) f) y = -3 sen x 3 2 1 0 -1 0 -2 -3 90 180 270 360 y = cos(x/2) 1 0.5 1 0.5 0 -1 18 y=sen(5x)+1 36 54 72 d) h) y = -5 cos t 5 4 3 2 1 0 -1 0 -2 -3 -4 -5 y=sen(x+p) 1 0.5 0 90 180 270 360 -270 -180 -90 -0.5 -1 0 180 360 540 720 c) g) y = 5 cos t 5 4 3 2 1 0 -1 0 -2 -3 -4 -5 2 1.5 90 180 270 360 0 -0.5 0 -0.5 -1 0 90 180 270 360 Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 39 .

5 0 -0.5 -3 o) y=-cos(2x)-2 1080 1440 360 720 -1 -1.1 m.5(cos3x)+1 1.9 Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 40 .5 1 0.5 -3 0 45 90 135 180 l) y=2sen(4x)-2 0 -1 -2 -3 -4 0 22.Cálculo I i) m) y=2 sen(x+p) 2 1 0 -270 -180 -90 -1 -2 0 90 180 270 360 -270 -180 -90 y=3cos(x+p)-1 2 1 0 -1 0 -2 -3 -4 90 180 270 360 j) n) y=0. c) 6 e 18 horas e altura de 0.9 m.5 -2 -2.5 0 -1 -1. e) 4.5 0 -1 -1.5 45 67.5 -2 -2. d) 12 horas.5 90 p) y=-3cos(x+p)+1 4 3 2 1 0 -270 -180 -90 -1 -2 0 90 180 270 360 2)a) gráfico. b) 9.5 -2 3 2 1 y=2sen(x+p/2)+1 30 60 90 120 -180 -90 0 0 -1 90 180 270 360 k) y=(cosx/4)-2 0 -0.

tendendo a zero? b) Para a mesma função o que acontece com V quando P cresce.2 NOÇÃO INTUITIVA DE LIMITE Seja a função f(x) = 2x + 1.1 EXEMPLO 1.98 Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 41 . tendendo a zero.7 0.1 1.2 3. tão grande quanto se queira. escrevemos: + P 0 . com P > 0 (não tem sentido físico considerar a pressão P como P sendo nula ou negativa).5 1. V tenderá a zero. o que se pode dizer de V quando P diminui.5 1 1. E quando isto acontece.5 0.05 1. V tende para mais infinito e escrevemos: V +∞. Para exprimir essa simultaneidade de tendências usamos a linguagem dos limites: lim V = +∞ . A lei dessa função é dada pelo gráfico abaixo. quando P tende para mais infinito? Resolução: a) Quando P diminui.9 0.99 y = 2x + 1 2 2.6 3.4 2.02 x 0. pela direita. ou seja.02 1.Cálculo I Capítulo 2: Limite e Continuidade 2.95 0. E para exprimir essa simultaneidade usamos mais uma vez a linguagem dos limites: lim V = 0 . Sob temperatura constante.04 3. quando P +∞. ou seja. isto é. isto é.5 2 2.9 2. 50 40 Volume (cm3) 30 20 10 0 0 0. tão grande quanto se queira.8 2.5 Pressão (atm) V= k . o volume de certa massa de um gás perfeito é função da pressão a que o mesmo está submetido.96 2. tão grande quanto se queira. P → +∞ b) Quando P cresce. isto é. V se torna muito grande.98 0. pela sua direita (valores maiores que 1) e pela esquerda (valores menores que 1) e calcular o valor correspondente de y: x 1. P → +∞ 2.5 3 3. V 0.1 3. Vamos dar valores a x que se aproximem de 1. tornando-se muito grande. tornando-se muito grande. P a) Com respeito a função V= k .3 1.01 y = 2x + 1 4 3. P tende a zero por valores maiores que zero. que representa: onde k é uma constante que depende da massa e da temperatura do gás.

quando x tende a a é L Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 42 . f(x) se aproxima de b (f(x) 2.4 LIMITES LATERAIS Seja f uma função definida em um intervalo aberto I (a. de forma geral. y tende para 3 (y 3). Dizemos que um número real L é o limite à direita da função f quando x tende para "a" pela direita. ou seja. TEOREMA: Seja f uma função definida em um intervalo aberto I contendo a. Dizemos que um número real L é o limite à esquerda da função f quando x tende para "a" pela esquerda. exceto possivelmente no ponto a. c). 2. c).3 DEFINIÇÃO Assim. todos os valores de x são sempre maiores do que "a". tornando x suficientemente próximo de 1. quando x tende para 1 (x 1).Cálculo I Notamos que à medida que x se aproxima de 1. ou seja: lim 2 x + 1 = 3 x →1 Vemos que é possível fazer o valor de f(x) tão próximo de 3 quanto desejarmos. quando x se aproxima de a (x a). y se aproxima de 3. e escrevemos: x → a− lim f ( x) = L isto é. escrevemos: x→a lim f ( x ) = b b). e escrevemos: x → a+ lim f ( x) = L isto é. todos os valores de x são sempre menores do que "a". então: x→a lim f ( x) = L se e somente se: lim f ( x ) = lim f ( x ) = L x→a + x →a − Lê-se: limite de f de x. Seja f uma função definida em um intervalo aberto I (a.

Cálculo I EXEMPLOS: 1) Verifique se existe o limite da função f(x) = x² + 1. 2 − x . x →1 − x →1 + lim x 2 + 1 = 2 x →1 2) Verifique se existe o limite de f ( x ) =  Solução:  x + 1. x →1− x →1+ Logo. se x ≥ 1 em x = 1. Solução: x →1 lim x 2 + 1 = (1)² + 1 = 2 − lim x 2 + 1 = (1)² + 1 = 2 + logo. se x < 1 . lim f ( x) = não existe x →1 3) Seja f(x) a função definida pelo gráfico: Intuitivamente. x →1− lim x + 1 = 1 + 1 = 2 lim 2 − x = 2 – 1 = 1 x →1+ Como lim f ( x) ≠ lim f ( x) . quando x tende a 1. encontre se existir: a) lim− f ( x) = −1 x →3 d) lim f ( x) = −1 x → −∞ b) lim+ f ( x) = 3 x →3 e) lim f ( x) = 3 x → +∞ x→4 c) lim f ( x) = ∃ x →3 f) lim f ( x) = 3 Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 43 . x →1 Como lim f ( x ) = lim f ( x ) = 2 .

utilizando os censos norte-americanos de 1790 a 1910. t anos após 1790. propuseram uma lei de crescimento populacional cujo gráfico tem o seguinte aspecto: Para Pearl e Reed as condições físicas determinavam um limite superior L para a população de uma região ou país e.5 EXERCÍCIOS PROPOSTOS 1. Pearl e L. Calcule o limite da função P. A população de uma colônia de bactérias varia segundo a função definida por: P(t ) = . obtiveram a lei experimental: P= 197. 2. Reed. Verifique a sua conclusão achando lim P (t ). F. intuitivamente.03− t onde P é a população norte-americana em milhões de habitantes. Seja f(x) a função definida por cada gráfico. R.32 x 1. J. Os cientistas P.Cálculo I 2. onde P(t) é 5 + 7e − t dada em bilhões e t em dias. encontre se existir: a) b) Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 44 . contrariando a teoria de Malthus de que as populações crescem em progressão geométrica. quando t +∞. Descreva o que acontece com a população no decorrer do tempo.274 1 + 67. t →+∞ 60 3. Verhulst.

Cálculo I c) d) e) f) Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 45 .

4 g) 3. +∞ . 2. 1. não existe. 2. não existe. 6. 1 −∞ −∞ . 1. 4. +∞ c) 5. não existe. -1 −∞ . −∞ . +∞ . f) 4. 1. 4. d) −∞ . 1 Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 46 . 2.274 milhões de habitantes 2) 12 3) a) 4. 1 e) 2. −∞ . 4. 1. +∞ . 0. 5. 3. +∞ . 5.Cálculo I g) h) Respostas: 1) L = 197. -1. 0. b) +∞ . não existe. h) +∞ +∞ . -1. não existe.

Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 47 .6 PROPRIEDADES DOS LIMITES P1) lim c = c x→a Exemplo: lim 5 = 5 x→2 P2) lim x = a x→a P3) lim c ⋅ f ( x) = c ⋅ lim f ( x ) Exemplo: lim 5 ( x + 1) = 5 ⋅ lim ( x + 1) = 5 ⋅ 2 = 10 x→a x→a x →1 x →1 P4) lim x→a [ f ( x) ± g ( x)] = lim f ( x) ± lim g ( x) Exemplo: x→a x→a x→2 lim ( x 2 + 3x − 2) = lim x 2 + lim 3x − lim 2 = 4 + 6 − 2 = 8 x→2 x →2 x →2 P5) lim x→a [ f ( x) ⋅ g ( x)] = x→a lim f ( x) ⋅ lim g ( x) Exemplo: lim (3x ⋅ 5 x) = lim 3x ⋅ lim 5 x = 6 ⋅ 10 = 60 x→a x→2 x →2 x →2 f ( x) P6) lim = x → a g ( x) x→a lim f ( x) x→a lim g ( x) lim x 2 1 x 2 x →1 Exemplo: lim = = =1 lim x 1 x →1 x x →1 P7) lim [ f ( x)]n x→a =  lim f ( x)  x → a   n Exemplo: lim x 2 = 12 = 1 x →1 P8) lim n x→a f ( x) = n x→a lim f ( x) Exemplo: lim x 4 − 4 x + 1 = lim x 4 − 4 x + 1 = 16 − 8 + 1 = 3 x→2 x →2 ( ) P9) lim log b f ( x) x→a = log b lim f ( x) x→a com f(x) > 0 Exemplo: lim log x = log lim x = log 10 = 1 x →10 x →10 2.Cálculo I 2. 1∞ . ± . ∞ − ∞ .7 LIMITES INDETERMINADOS No estudo de limites é considerado um indeterminação quando ocorrer as seguintes situações: 0⋅∞. 0 ∞ . 0 ∞ Para evitarmos (ou sairmos de) uma indeterminação de limite devemos simplificar a função. ∞ 0 .

Neste tipo de limite.70 1.50 1. lim x 2 − 6x + 9 ( x − 3) 2 = lim = lim( x − 3) = 0 x →3 x →3 x − 3 x →3 x −3 3) Calcule o limite de lim x → −4 x 2 + 8 x + 16 .30 2. = lim x→2 x−2 2−2 0 Intuitivamente podemos ter a idéia do comportamento da função quando x tende a 2 calculando f(x) quando x chega bem perto do valor 2.01 2.2 + 2 = 8 lim x →2 x →2 x →2 x−2 x−2 Esta é uma função descontínua.50 9.25 8. 3x 2 − 4 x − 4 =8 lim x →2 x−2 Obs. f ( x) → 8 .50 2. mas sem assumi-lo. 0 −4+4 x → −4 lim x 2 + 8 x + 16 ( x + 4) 2 = lim = lim x + 4 = − 4 + 4 = 0 x → −4 x → −4 x+4 x+4 48 Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes .( x − 2) = lim = lim 3x + 2 = 3.999 Fazendo x → 2 + (valores maiores que 2) x f(x) 3 11 2.4 − 4 . se o numerador e o denominador a. então o numerador e o denominador terão um fator comum (x – a) e o ser obtido cancelando-se primeiro os fatores comuns: aproximam-se de zero quando x limite freqüentemente.25 2. Indeterminação .2 − 4 0 = que é uma indeterminação.99 1.90 7.Cálculo I EXEMPLOS: 1) Seja f ( x) = Resolução: 3x 2 − 4 x − 4 e considere o problema da determinação do lim f ( x) .25 5.75 1. 2) lim x 2 − 6x + 9 0 = x →3 x −3 0 pode.001 Evidentemente quando x → 2 .50 6. Fazendo x → 2 − (valores menores que 2) x f(x) 1 5 1. x→2 x−2 3 x 2 − 4 x − 4 3 .75 10. 3x 2 − 4 x − 4 (3x + 2). x+4 Solução: x → −4 lim (−4) 2 + 8(−4) + 16 0 = indeterminação.75 7.25 1.

x → −∞ lim 4 x 6 = +∞ .. 3. x → +∞ x → −∞ lim − 7 x8 = −∞ P2) Limite de Polinômios . 6. + ∞. x → +∞ lim 4 x 6 = +∞ . 2.quando x ±∞ ±∞: O polinômio p(x) = c0 + c1x + . .Cálculo I 2. lim x n =  x → −∞ . ..8 PROPRIEDADES DOS LIMITES NO INFINITO P1) Limites de xn. . para n = 1.quando x ± ∞ se m > n  a0 x a =  0 se m = n lim n x → ±∞ b0 x  b0 0 se m < n  m ±∞ Exemplos: lim 2 x3 x2 2x2 x2 3x x2 = +∞ =2 (pois m > n) (pois m = n) (pois m < n) x → +∞ x → −∞ lim x → −∞ lim =0 Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 49 . 5... lim − 7 x8 = −∞ . para n = 2. Exemplos: x → +∞ lim 2 x 5 = +∞ ... Multiplicando-se xn por um número real positivo. 3. para n = 1. quando x x →∞ ±∞ lim x n = ∞ .. isto não afeta os limites mas. 4. comporta-se como o seu termo de maior grau quando x Exemplo: lim (7 x 5 − 4 x 3 + 2 x − 9) = lim 7 x 5 = +∞ x → +∞ x → +∞ P3) Limite das Funções Racionais . x → −∞ lim 2 x 5 = −∞ .∞. multiplicando-se por um número real negativo invertem-se os sinais.. + cnxn .

se x ≤ 3  .9 EXERCÍCIOS PROPOSTOS x − 1. se 0 ≤ x < 1 . Calcule: 1) Seja f ( x ) =  3x . se x = 1  2 . se x < 0    2 3) Seja f ( x ) = x . se x > 3  a) x →3 – lim f ( x ) = 2 b) x →3+ lim f ( x ) = 2 c) lim f ( x ) = 2 x →3 2) Seja f ( x ) = x − 4 . Calcule: a) x → 4+ lim f ( x ) = 0 b) x → 4– lim f ( x ) = 0 c) lim f ( x ) = 0 x →4 1  x .Cálculo I 2.x. se x > 1  a) x →1– lim f ( x ) = 1 b) lim f ( x ) = 1 x →1 c) g) x →0 + lim f ( x ) = 0 lim f ( x ) = 0 d) x →0 – lim f ( x ) = −∞ e) lim f ( x ) = não existe x →0 f) x →2+ lim f ( x ) = 0 x →2– h) lim f ( x ) = 0 x →2 4) Calcular os limites usando as propriedades: a) lim (3 − 7 x − 5x 2 ) = 3 x →0 b) lim (3x 2 − 7 x + 2) = 8 x →3 c) lim  x → −1  ( x + 4)3 ⋅ ( x + 2) −1  = 27   d) lim x+4 = 6/5 x → 2 3x − 1 e) lim t+3 = 5/4 t →2 t + 2 f) lim x2 −1 =2 x →1 x − 1 g) lim t 2 − 5t + 6 = -1 t−2 t →2 h) x → −∞ lim x + 1 = não existe i) lim x2 − 9 = -6 x → −3 x + 3 j) x = +∞ x → +∞ 100 lim k) 1 =0 x → +∞ x lim l) x3 = +∞ x → −∞ x lim m) t → +∞ 7 t 3 + 3 lim 6 − t3 = -1/7 x4 1 n) lim =4 x ¨1 x 1 2x3 + 4x 2 − 1 o) lim 3 =2 x →∞ x + x 2 + x + 1 x+3 x + x+3+ x 2 x2 + x + 3 =½ p) lim x →∞ 2x + 1 x3 + x −1 q) lim =1 x →∞ x+3 3 r) lim x →∞ = 1/2 Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 50 . Calcule:  2.7.

10 LIMITES NO INFINITO Considere a função f ( x ) = x e observe que quando x é muito grande f(x) é aproximadamente igual a 1. B um conjunto que não é limitado superiormente (inferiormente) e L ∈ R. DEFINIÇÃO: Seja f: B → R uma função.Cálculo I 2. Dizemos que x→ ∞ lim f ( x) = x → −∞ lim f ( x) = L Exemplo: Determine  2  lim   x → 1  x − 1 2 2 2 = = = ∞ x −1 1−1 0 Solução: x →1 lim 2.11 ASSÍNTOTAS Assíntota Vertical A equação x = a é dita uma assíntota vertical do gráfico de uma função f se: x→a lim f ( x) = ± ∞ Assíntota Horizontal A equação y = b é dita uma assíntota horizontal do gráfico de uma função f se: x →±∞ lim f ( x) = b Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 51 . x +1 Este fato é escrito da seguinte forma  x  lim   = 1 x→∞  x + 1 Observe que a restrição de f nos reais nos dá uma seqüência cujo limite é exatamente 1.

x → ∞  x + 2 2.12 CONTINUIDADE DE UMA FUNÇÃO Continuidade de uma função num ponto Ponto interior: Uma função y = f(x) é contínua em um ponto interior c do seu domínio quando: ( I ) ∃ f (c ) ( II ) ∃ lim f ( x) x→c ( III ) lim f ( x) = f (c) x→c EXEMPLOS: 1) Analise a continuidade da função:  x2 −1 . a função dada é descontínua em x = 1. x → −2  x + 2   1  lim   = 0 tem assíntota horizontal na reta y = 0.  se x ≠ 1 se x = 1 Solução: D = R – {1} f(1) = 1  x2 − 1  = lim  x → 1  x −1    x →1 x →1 lim ( x − 1) ( x + 1) x −1 = x →1 lim x + 1 = 2 lim f ( x) ≠ f (1) .  f ( x) =  x − 1  1 .Cálculo I Exemplos: 1) Identifique as assíntotas no gráfico Solução: x + 2 ≠ 0 => x ≠ -2 y= 1 x+2 D = R – {-2}  1  lim   = ∞ tem assíntota vertical na reta x = -2. Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 52 . portanto.

e são contínuas Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 53 . se x ≠ − 2  2 .13 EXERCÍCIOS PROPOSTOS 1) Analise as seguintes funções. se x ≥ 1 b) f ( x) =  d) f ( x ) = x −1 x +x−2 2  x + 3 .  x 2 − 1 . x0 = 0  1 . x≥0 x<0 . 2. são contínuas no ponto x0 indicado. 1. x x0 = 0 d) f (x) = 1 x +1 .  g ( x) =  x + 2  3 . a função dada é descontínua em x = -2. se x = 1  x0 = 1 f) f ( x ) = 1 x2 −1 . x ≠1  b) f ( x ) =  ( x − 1) 2 . d.Cálculo I 2) Analise a continuidade da função:  1 . x0 = 0 Respostas dos Exercícios Propostos a.  se x ≠ − 2 se x = −2 Solução: D = R – {-2} x → −2 lim 1 = ∞ x+2 portanto. x0 = 0 e) f ( x) =   x 2 + 1. x0 = 2 g) f ( x ) = x2 + x . a) f (x) = x . se x < 1 a) f ( x) =  4 − x . c. 3 x + x−6 2 se x = − 2 e) f ( x) = x − 4 2x x +1 c) f ( x ) = f) y= 2) Verifique se as funções f(x) a seguir. 2. x0 = 1 c) f (x) = x 2 + 2 . verificando as assíntotas (se tiver) e a continuidade.

2.1 − 2 = 0.4 2 − 5.4 + 2) − (3.1 EXEMPLO 1. 3 ] ? c) Qual a velocidade média da partícula no intervalo de tempo [ 2 .1) − s (2) ∆s = (3. vamos descrever esse método e mostrar como pode ser usado para determinar a taxa de variação de uma função e também a inclinação da reta tangente a uma curva.2 + 2) ∆s = 4.3 + 2) − (3.2 + 2) ∆s = 14 − 4 = 10 m ∆t = 3 − 2 = 1 s Logo : v m = 10 = 10 m / s 1 c)Neste item. quando ∆t tende a zero? f) Qual a velocidade da partícula no instante t = 2 s? Resolução: a)Velocidade média de uma partícula num certo intervalo de tempo é definida pelo quociente entre o espaço percorrido (∆s = sfinal – sinicial) e o intervalo de tempo gasto em percorrê-lo (∆t = tfinal – tinicial): vm = ∆s ∆t ∆s = s (4) − s (2) = (3.3 2 − 5. com ∆t ≠ 0? e) Como você interpretaria fisicamente a velocidade média da partícula no item anterior. temos: vm = ∆s ∆t ∆s = s (2.73 Logo : v m = = 7.1 + 2) − (3. temos: vm = ∆s ∆t ∆s = s (3) − s (2) = (3.2 2 − 5. Uma partícula caminha sobre uma trajetória qualquer obedecendo à função horária s(t) = 3t2 – 5t + 2 (s em metros .1 ]? d) Qual a velocidade média da partícula no intervalo de tempo [ 2 .12 − 5. (2 + ∆t) ]. 2.73 m ∆t = 2.1 Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 54 . t em segundos) a) Qual a velocidade média da partícula no intervalo de tempo [ 2 . 4 ]? b) Qual a velocidade média da partícula no intervalo de tempo [ 2 . Neste capítulo.2 + 2) ∆s = 30 − 4 = 26 m ∆t = 4 − 2 = 2 s Logo : v m = 26 = 13 m / s 2 b)Neste item.2 2 − 5.1 s 0.73 − 4 ∆s = 0.3 m / s 0.2 2 − 5.2. 3.Cálculo I Capítulo 3 : Derivadas O cálculo é a matemática das variações e o instrumento principal para estudar as taxas de variação é um método conhecido como derivação.

que é um “intervalo de amplitude nula”.2 = 13 m/s Item b) ∆t = 1 s ⇒ vm = 7 + 3.0.2 + 2) ∆s = [4 + 7∆t + 3∆t 2 ] − 4 ∆s = 7∆t + 3∆t 2 7∆t + 3∆t 2 ou seja. f) Portanto. concluímos que: v(2) = lim 7 + 3∆t = 7 m / s ∆t →0 O gráfico abaixo representa a função da questão acima. temos: ∆s = s (2 + ∆t ) − s (2) ∆s = [3.(2 + ∆t ) 2 − 5. a velocidade média tenderá para a velocidade instantânea da partícula para t = 2s e esta velocidade será denotada por v(2). Trace a reta secante para calcular a velocidade média no intervalo de 2 a 4 segundos e a reta tangente para calcular a velocidade instantânea no instante 2 segundos.1 s ⇒ vm = 7 + 3.1 = 10 m/s Item c) ∆t = 0. Espaço Percorrido X Tempo 55 50 45 40 35 30 25 20 15 10 5 0 -5 deslocamento (m) 0 1 2 tempo (s) 3 4 5 Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 55 .1 = 7.(2 + ∆t ) + 2] − (3.2 2 − 5.3 m/s e)No item anterior obtivemos a velocidade média da partícula no intervalo de tempo [2. caracterizando o instante t = 2 s. fisicamente. quando ∆t tende a zero. 2]. (2 + ∆t)]. Quando ∆t tende a zero. o segundo extremo de intervalo de tempo tende a 2 e o referido intervalo tende a [2. v m = 7 + 3∆t ∆t Logo : v m = Observe que este item com ∆t genérico engloba os itens anteriores: Item a) ∆t = 2 s ⇒ vm = 7 + 3. com ∆t ≠ 0. Logo.Cálculo I d)Neste item.

que é a ∆t velocidade média no int ervalo • • • [2. então (7 + 3 ∆t) → 7 Sintetizando as 5 etapas analisadas. que se lê “dê y sobre dê x” Nesta notação. o valor da derivada no ponto x = a ou seja. dS Ou ainda: = v ( 2) = 7 m / s dt t = 2 Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 56 . das variáveis independentes: de 2 a ( 2 + ∆t ). ou seja. calculamos a derivada da função S no ponto t = 2.Cálculo I Análise do Exemplo Vamos aprofundar o “raciocínio” usado anteriormente na resolução o exemplo dividindo em etapas: • Etapa 1 As funções dadas e as solicitações feitas: S = S (t) = 3t2 –5t + 2 . • Notação de derivada A derivada f´(x) muitas vezes é escrita na forma dy/dx . O processo de calcular a derivada é chamado de derivação. determinar v(2) Etapa 2 Cálculo das variações. se o limite existe no ponto x = c. obtém-se a seguinte definição: 3. (incrementos). é escrito na forma: dy dx x =a De acordo com o exemplo 1 : Para calcularmos a velocidade no instante 2. S´(2) = V(2). 2 + ∆t ] • Etapa 5 Cálculo do limite da função quando o denominador da razão incremental tender a zero: quando ∆t→0 . que é a relação entre o incremento (variação) da variável dependente e o incremento (variação) da variável independente: S(2 + ∆t ) − S(2) = 7 + 3∆t . com ∆t ≠ 0 : variação = ∆t Etapa 3 Cálculo das correspondentes variações ou incrementos sofridos pela variável dependente: S ( 2 + ∆t ) – S( 2 ) = 7∆t + 3∆t2 Etapa 4 Cálculo da razão incremental. f´(a) .2 DEFINIÇÃO • Derivada de uma função A derivada da função f(x) em relação a x é a função f´(x) (que se lê como “f linha de x”) dada por: f ´(x ) = lim f (x + h) − f (x) h h →0 Uma função f(x) é derivável no ponto c se f´(x) existe.

dado por: n( t ) = 64t − t3 3 a) Qual a razão da expansão da epidemia no tempo t =4? b) Qual a razão da expansão da epidemia no tempo t =8? c) Quantas pessoas são atingidas pela epidemia no 5o dia? Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 57 .9h = int ervalo det empo 2+h−2 h h h Se o intervalo de tempo h é pequeno. o corpo percorre uma distância s(t) = 4. após 2 segundos de queda.9h) = 19.6 + 4. pode-se concluir que. De acordo com a física clássica.Cálculo I Podemos também dizer que a derivada da função horária nos fornece a função velocidade.6 + 4.3 EXERCÍCIOS RESOLVIDOS 1.6 ou. ou seja dS = v( t ) dt Generalizando tudo o que foi visto no exemplo.9h 2 = = = = 19.9(4 + 4h + h 2 ) − 4. Suponha que estejamos interessados em determinar a velocidade do corpo após 2 segundos. Considere o movimento de um corpo ao cair de uma grande altura. se o gráfico de f(x) é: y t y = f(x) P f(a) x a A inclinação da reta tangente à curva y = f(x) no ponto (a.9(4) 19. A menos que o corpo caia equipado por um velocímetro. A taxa de variação instantânea de uma grandeza f(x) em relação à x no ponto a é f´(a). é razoável determinar a velocidade instantânea tomando o limite da expressão anterior quando h tende a zero: V = lim (19. Então. 3. o corpo estará viajando a uma velocidade de 19. a velocidade média está próxima da velocidade instantânea no instante t = 2. 6 m/s. Mas podemos determinar a distância percorrida pelo corpo entre o instante t = 2 e t = 2 + h e calcular a velocidade média durante esse intervalo de tempo: Resolução: Vm = distânciapercorrida s (2 + h) − s (2) 4. ou seja a derivada da função de f(x) no ponto a é o coeficiente angular da reta tangente à curva no ponto P de abscissa a. f(a)) é dada por mt = f´(a). Assim. f’(a) = tgαt = mt. Uma cidade X é atingida por uma moléstia epidêmica. aproximadamente.6h + 4.9t2 metros.9(2) 2 4. em t segundos de queda. é difícil medir diretamente a velocidade.6m / s dt t = 2 Dessa forma. Os setores de saúde calculam que o número de pessoas atingidas pela moléstia depois de um tempo t (medido em dias a partir do primeiro dia da epidemia) é. usando a notação de derivada: h →0 dS = 19.9(2 + h) 2 − 4. 2.

Para t = 4: lim t →0 n( t + 4) − n( 4) n( t + 4) − n( 4) = lim = t →0 ( t + 4) − 4 t  ( t + 4) 3   ( 4) 3  64( t + 4) −  − 64.6 pessoas Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 58 .8 −  3   3       = lim t t →0 ( t 3 + 24 t 2 + 192 t + 512) 1024 − 3 3 = t 64 t + 512 − t →0 lim − t 3 − 16 t 2 = 0 pessoas / dia 3t t →0 lim Usando a notação de derivada : dn dt = 0 pessoas / dia t =8 c) Para calcularmos quantas pessoas foram atingidas pela epidemia no 5o dia. basta calcular n(5) – n(4):  (5)3  − 64(4) − (4) 3  n(5) − n(4) = 64(5) −    3   3   n(5) − n(4) = 43.Cálculo I Resolução: A taxa com que a epidemia se propaga é dada pela razão de variação da função n(t) em relação à t.4 −  3   3       lim = t →0 t 64 t + 256 − lim t →0 ( t 3 + 12 t 2 + 48t + 64) − 234.67 3 = t lim 144t − t 3 − 12 t 2 = 48 pessoas / dia t →0 3t dn dt = 48 pessoas / dia t =4 Usando a notação de derivada : b) Para t = 8 n ( t + 8) − n (8) n ( t + 8) − n (8) = lim = t t →0 ( t + 8) − 8 t →0 lim  ( t + 8) 3   (8) 3  64( t + 8) −  − 64. Usaremos a definição de derivada para resolver os itens a e b.

A equação da reta tangente solicitada será dada por: y = 2x – 1. 1 ) será obtido a partir de ms . fazendo-se h tender a zero. Uma partícula caminha sobre uma trajetória retilínea de modo que sua velocidade obedece à função v(t) = 8t – 2 (v em metros . ∆t ]. (4 + ∆t) ]. Uma partícula caminha sobre uma trajetória qualquer de modo que sua velocidade obedece à função: v(t) = t2 – 4t (v em metros.5 ] ? c) Qual a aceleração média da partícula no intervalo de tempo [ 0 . 3. com ∆t ≠ 0? e) Como você interpretaria fisicamente a aceleração média da partícula no item anterior. então ms tenderá a 2. t em segundos). t em segundos). mt = 2. Assim: ∆V = v (4 + ∆t) – v(4) = [ 8(4 + ∆t) – 2 ] – (8. am = 8m/s2 Para obter a(4). podemos dizer que a aceleração é a segunda derivada do espaço e indicamos por: S´´(t ) = d 2S dt 2 = a(t) 4. isto é. Sendo assim. quando ∆t tende a zero? f) Qual a aceleração da partícula no instante t = 0 s? Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 59 . determine: a) Qual a aceleração média da partícula no intervalo de tempo [ 0 . 0. ou seja: a(4) = 8m/s2 Usando a notação de derivada : dv dt = 8 m / s2 t =4 Observe que a derivada da velocidade em função do tempo nos fornece a função aceleração. você deve observar o que acontece com am = 8 quando ∆t tende a zero. 1 ] ? b)Qual a aceleração média da partícula no intervalo de tempo [ 0 . quando ∆t tende a zero. que passa pelos seus pontos de abscissas 1 e ( 1+h ): ms = (1 + h )2 − 12 (1 + h ) − 1 = (1 + 2h + h 2 ) − 1 2h + h 2 = = 2+h h h Logo. 1 ) Resolução: Calculando o coeficiente angular da reta secante à parábola dada.4 EXERCÍCIOS PROPOSTOS 1. Usando a notação de derivada : Observação: dv = a(t) dt Quando derivamos a função horária encontramos a velocidade. deve-se inicialmente calcular a aceleração média da mesma no intervalo de tempo [ 4. Como am = 8 é uma função que independe de ∆t. Sabe-se que a aceleração média da partícula am. Resolução: Para obter a aceleração da partícula no instante t = 4s. Determinar a aceleração da partícula no instante t = 4s.4 – 2) = [32 + 8∆t – 2] – 30 = 8 ∆t Logo: am = 8∆t / ∆t ou seja. am continua sendo 8. num certo intervalo de tempo.Obtenha a equação da reta tangente à curva y = x2 no ponto ( 1. 0. se a derivarmos novamente encontramos a aceleração. o coeficiente angular da tangente à parábola dada pelo seu ponto ( 1. é dada por am = ∆V / ∆t .1] d) Qual a aceleração média da partícula no intervalo de tempo [ 0.Cálculo I 3.

a) v = 2t. e) aceleração instantânea . f)-4 m/s2 2. a) -8x. b) -2. b) -1 m/s. a) -3 m/s2. determinar a derivada das seguintes funções: a) f(x) = 1 – 4x2 b) f(x) = 2x2 – x –1 Respostas: 1. Dada a função f(x) = 3x2–1 e g(x) = 5 – 2x determinar: a) f ’(1) b) g ‘(1) c) f ‘(1) + g ‘(1) 8. d) ∆t − 4 . b)Calcular a velocidade da partícula no instante t = 3 s c) Obter a lei de sua aceleração em função do tempo. Usando a definição. 11) 6.9 m/s2. d) 2 m/s2 3. 4. a) 6. c) 2 m/s2.7. 26 6. Encontre a equação da reta tangente à curva y = x2 .5 m/s2. b) -3. encontre f ’(2).Cálculo I 2. d)Calcular a aceleração da partícula no instante t = 3 s. y = 2x-3 4. c) -3. y = 8x – 5 5. Uma partícula caminha sobre uma trajetória qualquer obedecendo à função horária: S(t) = t2 – 7t + 10 ( s em metros e t em segundos) a) Determine a lei de sua velocidade em função do tempo. Encontre a equação da reta tangente à curva y = 2x2 +3 no ponto (2.2x + 1 no ponto (2. b) 4x-1 Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 60 . 1) 5. Dada a função f(x) = 5x2 + 6x –1. c) 4 7. 7.

1 ( 23) y = arccosec u . u 2 . α ≠ 0 → y ′ = α .v → y ' = u '.tg u. a > 0 e a ≠ 1 → y ′ = u ′ / (u.e u 9) y = log u . a > 0 e a ≠ 1 → y ′ = u '.5. Considere :  u . ln u 12 ) y = sen u → y ′ = u ′ .sen u 14 ) y = tg u → y ′ = u ′. → y ′ = u ′ / u . α ∈ R . → y ′ = −u ′ / u .1 TABELA GERAL DE DERIVADAS k → cons tan te. v → funções de x 1) y = k .Cálculo I 3.u ′ 4) y = u. ln a 8) y = e u → y ′ = u '. [u ] v −1 . [u ]α -1 .u ′ + [u ] v .v + u.u 2 20) y = arctg u → y ′ = u ′ / (1 + u 2 ) 21) y = arccotg u → y ′ = −u ′ / (1 + u 2 ) 22) y = arcsec u .u 2 19) y = arccos u → y ′ = − u ′ / 1 . sec 2 u 15) y = cot g u → y ' = −u '.v ′ .a u . cos u 13) y = cos u → y ′ = − u ′ . k = cte → y ′ = 0 2) y = x → y ' = 1 3) y = k . cos ec u 18) y = arcsen u → y ′ = u ′ / 1 . u 2 .u . k = cte → y ′ = k .v ' u u ' v − uv ' 5) y = → y ' = v v2 6) y = [u ]α .5 REGRAS DE DERIVAÇÃO 3. → y ′ = v. ln a ) a 10 ) y = ln u → y ′ = u ′ / u 11) y = [u ] v . sec u 17) y = cos ec u → y ' = −u ' cot g u.cos ec 2 u 16) y = sec u → y ' = u '.u ′ 7) y = a u .1 24) y = senh u → y ′ = u ′ cosh u 25) y = cosh u → y ′ = u ′ senh u 26) y = tgh u → y ′ = u ′ sec 2 h u ( ) ) 27) y = coth u → y ′ = −u ′ cosec 2 h u 28) y = sech u → y ′ = u ′ tgh u sech u 29) y = cosech u → y ′ = −u ′ cotgh u cosech u Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 61 .

2 EXERCÍCIOS PROPOSTOS I) Encontre a derivada para as funções abaixo: 1) y = 7 x 2) y = 3x 2 + 4 3) y = x 5 − 4x 2 + x − 3 4) y = x 3 5) y = −3x 5 + 7 x 2 − x − 3 2 6) y = x 2 + 5 x − π 3 2 5 7) y = x 3 + x 2 − 4 x 3 2 8) y = x13 − x 7 + 5 9) y = (2 x + 5)(3x − 2 ) 10) y = x 2 + 3x (2x − 3) 11) y = (5x − 3) 2 x 3 − 5x 2 + 3x 2 ( ( 13) y = (− 3x 14) y = 3 ( ) 12) y = x 2 − 5x + 7 3x 3 − 18 + x (− x − 3) ) )( ) ) x2 5 15) y = − x4 2 16) y = 3x 5 1 17) y = x 2 18) y = x +1 19) y = 3x + 5 2x − 7 5x − 3 3x + 5 20) y = 21) y = 7x + 3 8x − 1 22) y = −7 cos x 23) y = 2 ln x + 24) y = senx 3 e x senx + 3 cos x Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 62 .Cálculo I 3.5.

Cálculo I

Respostas: 1) y ' = 7 2) y ' = 6x 3) y ' = 5x 4 − 8x + 1 4) y ' = 3x 2 5) y ' = −15x 4 + 14 x − 1 dy 4 6) = x+ 5 dx 3 7) y ' = 2x 2 + 5x − 4 8) y ' = 13x12 − 7 x 6 9) y ' = 12 x + 11 10) y ' = 3 2x 2 + 2 x − 3

(

)

11) y ' = 40 x 3 − 93x 2 + 60 x − 9 12) y ' = 15x 4 − 60x 3 + 63x 2 − 36 x + 90 13) y ' = 9 x 2 + 16 x − 3
dy dx dy 15) dx dy 16) dx dy 17) dx dy 18) dx 6

14)

=− =

x3 20

x5

=− =−
=−

10 3x 6 1 x2
2

(x + 1)2

19) 20)

dy 31 =− dx (2x − 7 )2

dy 34 = dx (3x + 5)2 dy 31 =− 21) dx (8x − 1)2

22) y ' = 7senx 23) y ' =
2 cos x + x 3 ex + sec 2 x 3

24) y ' =

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63

Cálculo I

3.5.3 DERIVADA DE UMA FUNÇÃO COMPOSTA As regras de derivação que estudamos até agora são usadas para derivarmos funções simples. Para derivarmos funções compostas, como por exemplo y = 3x + 1 , usaremos uma outra maneira de derivar, conhecida como regra da cadeia. 3.5.3.1 REGRA DA CADEIA Em muitas situações, a taxa de variação de uma grandeza pode ser expressa como um produto de outras taxas. Por exemplo, um automóvel que esteja viajando a 80 km/h e o consumo de gasolina a esta velocidade seja de 0,1 l/km. Para calcular o consumo de gasolina em litros por hora, basta multiplicar as duas taxas:
0,1
l km .80 = 8l / h km h

No exemplo anterior, temos uma função composta onde para calcularmos a derivada desta função multiplicamos as duas taxas de variação. Essa expressão é um caso particular de uma regra importante conhecida como regra da cadeia. E é para derivarmos funções compostas que utilizamos a regra da cadeia, definida abaixo: Se y é uma função derivável de u e u é uma função derivável de x, y é uma função composta de x e
dy dy du . = dx du dx Ou seja, a derivada de y em relação a x é igual ao produto da derivada y em relação a u pela derivada de u em relação a x.

3.5.3.2 EXEMPLOS 1) Determine dy/dx para y = u 3 − 3u 2 + 1 e u = x 2 + 2 Solução:
Como dy = 3u 2 − 6u du e du = 2x dx dy dy du = . = ( 3u 2 − 6u).2 x dx du dx

pela regra da cadeia , temos :

como queremos a derivada de y em função de x , substituiremos u por x 2 + 2

dy dx dy dx dy dx

= [ 3.( x 2 + 2 ) 2 − 6.( x 2 + 2 )}.( 2 x )

= 6x.( x 2 + 2 ).[( x 2 + 2 ) − 2 ]

= 6x.( x 2 + 2 ).( x 2 ) = 6x 3 .( x 2 + 2 )

Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes

64

Cálculo I

2) Determine a derivada das funções abaixo utilizando a regra da cadeia:
a) y = (3x 2 + 1) 3

Solução : Faremos u = 3x 2 + 1 então y = u 3 Como du = 6x dx dy = 3u 2 .6 x pela regra da cadeia temos : dx dy = 3(3 x 2 + 1) 2 .6 x = 18 x .(3 x 2 + 1) 2 dx e
y = e 3x

dy = 3u 2 du

b)

Solução : Faremos u = 3x então y = e u Como dy = eu du e du =3 dx dy = e u .3 = 3.e 3 x dx

pela regra da cadeia temos : c) y = sen t 2

Solução : Faremos u = t 2 então y = sen u dy du Como = 2t e = cos u du dx dy = cos u . 2t = 2t. cos t 2 pela regra da cadeia temos : dx

3.5.3.3 EXERCÍCIOS PROPOSTOS I) Derive usando a regra da cadeia:
a) y = ln( x 2 + 3) b ) y = sen 4 x c ) y = cos 8t 2 d ) y = −2 ln( 2t + 1) e) y = e −5x
d) b) Re spostas : a) dy 2x = dx x 2 + 3 dy = 4 cos 4x dx dy = −16t.sen8t 2 dt dy −4 = dt 2t + 1 dy = −5 e − 5x dx dy = 8t.(t 2 + 3) 3 dt

c)

f ) y = (t 2 + 3 ) 4 g ) y = 3x + 1
e)

f)
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes

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senx 11) y = cos 2 x 1 12) y = sen x 13) y = 3 senx 14) y = cos 6 x 15) y = ln( x 3 + 1) 16) y = cos x 7 y ' = 2. x − 2 7) y = 3 8) y ' = 9) y ' = 6x2 25. ln 2. 2 x − 1 3 9) y = 3 8x 10) y = 3 (2 x − 1) 2 10) y ' = III) Calcule as derivadas das funções abaixo: 1) y = 2.( −3x + 4) 5 1 3) y ' = 24 x 2 .5 2 x − 5 x + 3 7) y = sen2 x 8) y = x. 2 x 5 6) y = x − 2 7) y = 3.e 6 x y =− ' 24e x 6 5) y = ln(5 − 7 x) 2 6) y = 5 2 x −5 x+3 x2 7 y' = − 5 − 7x 2 y ' = (4 x − 5).3 (8 x) 2 4 3. cos( x 2 − 4 x + 1) y ' = 3.(5x cos 5 x + sen 5 x ) 17) y = −sen ( x 2 − 4 x + 1) 18) y = 3 x.Cálculo I II) Derive as funções: 1) y = ( x − 5) 3 2) y = (−3 x + 4) 6 1 3) y = (2 x 3 − ) 4 2 Respostas: 1) y ' = 3x 2 − 30 x + 75 2) y ' = −18.e 3 x +6 x +7 1 2) y = e 3− x 3 2 2 3) y = 2 3 x +6 x 2 y ' = (12 x + 12).e 3 x +6 x +7 1 y ' = − e 3− x 3 2 y ' = (6 x + 6). cos 2 x y ' = cos x − xsenx 1 y' = x y ' = x 3 ( x cos x + 4senx) y ' = −2.( 2 x 3 − ) 3 2 5 ' 4) y = 2.5 ( x 3 − 4) 4 8 3. cos x 9) y = ln x 10) y = x 4 .sen 5x Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 66 . ln 5. x 2 25 3 8) y = x −4 5 25 x 2 2x 1 2. ln 3. 5 x 5) y ' = 6) y ' = ' 4) y = 5 x 5) y = 5. cos x y ' = −6 sen6 x y' = ' 3x 2 x3 + 1 y = −7 x 6 senx 7 y ' = −(2 x − 4).senx cos x 1 1 y ' = − cos 2 x x y ' = 3 senx.23 x + 6 x 4) y = 4.

3. calcule a derivada: 1) 2) 3) 4) y = x 2 + 4 x + ln x y = 10 − ln x x .ln x + 1 y = x y = ln x y '   = ? 2 1 5) Determine qual a equação da reta tangente a função y = x 2 + ln x no ponto (1.6 DERIVADAS SUCESSIVAS 3.3 EXERCÍCIOS PROPOSTOS Nos exercícios 1 a 4. 7) Determine o ponto no qual a reta tangente a função y = Nos exercícios 8 a 14.6.Cálculo I 3. 6) Determine o ponto no qual o gráfico da função y = ln x tem inclinação 2.1 EXEMPLOS 1) y = 7 x 2 Pr imeira derivada : y' = 7 Segunda derivada : y' ' = 0 2 ) y = cos 2 x Pr imeira derivada : y' = −senx Segunda derivada : y' ' = − cos x Terceira derivada : y' ' ' = senx e assim sucessivamente.6.2 NOTAÇÕES Para a primeira derivada: y’=f’(x) = dy dx d2y dx 2 d3y dx 3 Para a segunda derivada: y’’=f’’(x)= Para a terceira derivada: y’’’=f’’’(x)= 3. y = ln  5  x  67 Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes .1).6. calcule a derivada: 8) x 2 + ln x é horizontal.

e − x y = 1 x .ln x x2 −2 y = 2 x +4 f (x ) = 1 3x 5 3 24) 25) 26) f (x ) = x Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 68 . calcule a derivada: 16) y =e y = x 3 17) 1 et 18) y = 3t + t 3 y = 2x 2 + 3 3x 19) 20) 21) 22) y = 21+t y = x .ln x 23) y = e −3 x . 15) Determine a equação da reta tangente a função Nos exercícios 16 a 27.Cálculo I 9) y = ln x 10) 2 3  t  t 2 11) y = 3e −t + 1 y = ln  12) y = 2e x − et +1 2 1 x 13) y = 14) y = e ln x +e x + ln(e x ) y = e x −e no ponto x = 1.

Nos exercícios 36 a 39. calcule a derivada: 36) f (x ) = 37) 3 y = x 4 + 2 x 3 + 5x 2 + 4 x − 2 no ponto x 3x + 1 f (x ) = (ln x )4 f (x ) = ex +1 ex 38) 39) f (x ) = e 3 x + 1 Nos exercícios 40 e 41. determine os pontos nos quais f '(x ) = 1 .Cálculo I 27) f (x ) = 1 x 1 . =x 2 3 . calcule a derivada: 31) g (t ) = 3t 5 + 2t 3 − 5t + 7 g (x ) = 1 3 x + x −3 2 32) ( ) 1 2 33) f (s ) = s 2 − 3s −2 + 5s f (z ) = z 2 − z 2 34) + 1 2 35) Determine a equação da reta tangente ao gráfico da função = -1.8). 6 Nos exercícios 31 a 34. 2 28) Determine a inclinação do gráfico da função y = x −3 no ponto com x = 29) Determine a equação da reta tangente ao gráfico da função 30) Se f (x ) y =x3 no ponto (2. calcule y’’: 40) y 41) 42) 43) 44) = ln x 2 y = 2x + 1 y = 3x 2 + 2x − 1 y = cos x − senx y =ex 2 Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 69 .

− ln   2  2 2 y '=− y '= 1 x −1 x2 x x 1 2x 3 10) 11) 12) 13) 14) 15) 16) 17) 18) 19) 20) 21) 22) 23) y '=− t y ' = 3e t − 2t y ' = 2e x + y ' = et 1 2 x3 y y y y 1 2 ' = 2+ex = e (x − 1) 1 x '= e 3 3 1 '=− t e y ' = 3 ln 3 + 3t 2 y y y y 2x 2 '= ln 2 − 3 3x 2 ' = 21+t ln 2 ' = e − x (1 − x ) 1 ' = 2 (1 − ln x ) t x  12x 24) y ' = (x 2 + 4)2 y ' = e −3x  −3ln x +  1 x  Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 70 .ln 2    1   1 1 .Cálculo I Respostas: 1) 2) 3) 4) 5) 6) 7) 8) 9) y ' = 2x + 4 + y '=− y '= 1 1 x y '=2 y = 3x − 2 1 1  2 .

Cálculo I 25) 26) f '(x ) = − f '(x ) = 1 3x 2 5 23 x 3 1 27) f '(x ) = − 3 2x 2 28) y ' = −48 29) y = 12x − 16 30) (64.16) 31) 32) 33) 34) 35) 36) g '(t ) = 15t 4 + 6t 2 − 5 g '(x ) = 3 2 x − x −4 2 ( ) 5 2 −1 f '(s ) = 2s + 6s −3 + s f '(z ) = z 2 − z 2 2 + 2 y = −4 x − 6 1 2 3 f '(x ) = (3x + 1) 4(ln x )3 37) f '(x ) = x −x 38) f '(x ) = −e 3e 3x 39) y ' = 2 e 3x + 1 40) y '' = − 2 x2 1 (2x + 1)3 41) 42) 43) 44) y '' = − y '' = 6 y '' = − cos x + senx y '' = e x (2 + 4 x 2 ) 2 Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 71 .

Cálculo I 3.: A regra de L’Hospital continua válida se lim x →a f ' ( x) f ' ( x) = +∞ ou lim x →a = −∞ . determine os limites abaixo: 1) lim x → −1 2) 3) 4) 5) 6) x2 −1 x +1 9 x −1 lim x →1 5 x −1 et − 1 lim t →0 3 t ln x lim x→∞ x x e −1− x lim x→0 x2 e x − e3 lim x →3 x−3 72 Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes . Ela também é g ' ( x) g ' ( x) válida para os limites laterais e para os limites no infinito.7 – REGRA DE L’HOSPITAL Agora apresentaremos um método geral para levantar indeterminações do tipo O limite de uma função quociente é igual ao limite dos quocientes de suas derivadas: ∞ 0 ou e g’(x) ≠0. 0 ∞ lim x → a f ( x) f ' ( x) = lim x → a =L g ( x) g ' ( x) lim x→a f ' ( x) = g ' ( x) lim x→a lim x →a f ( x) − f (a ) f ( x) − f (a ) f ( x) x−a = lim x→a = lim x →a g ( x) − g (a ) g ( x) − g (a ) g ( x) x−a Obs.2 Exercícios Propostos: Utilizando a regra de L’Hospital. 3.1 Exemplos: Determinar os limites abaixo: 1) lim x →1 x2 − x x −1 senx x ln x x −1 2) lim x →0 3) lim x →1 3.7.7.

Cálculo I 1 − cos x x2 ex 8) lim x →∞ 3 x e x − e−x − x2 9) lim x →0 2 x − senx x − senx 10) lim x →0 x3 7) lim x →0 Respostas: 1) -2 2) 9 5 3) +∞ 4) 0 5) 1 7) 1 6) e3 2 2 8) +∞ 9) 2 10) 1 6 Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 73 .

02 900 − 0 kg. no desempenho cardíaco no intervalo dado.m. Um estudo ambiental realizado em um certo município revela que a concentração média de monóxido de carbono no ar é c( p) = 0. A figura ao lado mostra um gráfico de teste de esforço de desempenho cardíaco V em litros (L) de sangue versus a quantidade de trabalho que está sendo feita W em kilogramas-metros (kg.7) e (900.5 p 2 + 17 partes por milhão.1 EXEMPLOS 1.m.0067 L / kg. Isso significa que. Usando a reta tangente estimada na figura 2 e os pontos estimados (0. Qual será a taxa de variação da concentração de monóxido de carbono daqui 3 anos? Resolução: Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 74 .0067 1200 − 300 kg. 2. a taxa de variação média de desempenho cardíaco em relação ao trabalho que está sendo executado no intervalo dado é de aproximadamente 0. em relação ao trabalho é de aproximadamente 0. começa a cair. a taxa de variação instantânea do desempenho cardíaco.1 + 0. o volume de sangue que o coração pode bombardear por unidade de tempo durante uma competição atlética. a inclinação da reta secante da figura 1 é: msec ≈ 19 − 13 L ≈ 0. 19). depois de atingir um valor de pico.m Assim.25) sobre esta reta obtemos: mtg ≈ L 25 − 7 ≈ 0. 13) e (1200. em média.m.m) durante um minuto de levantamento de peso. onde p é população em milhares de habitantes.8 APLICAÇÃO DE DERIVADAS: TAXA DE VARIAÇÃO 3. Calcula-se que daqui a t anos a população do município será p(t ) = 3.m Dessa forma.1t 2 milhares de habitantes. O fator limitante na resistência atlética é o desempenho cardíaco.m.8.02 L / kg. Use a reta secante da figura a para estimar a taxa média de desempenho cardíaco em relação ao trabalho a ser executado quando este aumenta de 300 para 1200 kg. isto é.Cálculo I 3. Resolução: Usando os pontos estimados (300.0067 L. Use a reta tangente da figura b para estimar a taxa de variação instantânea do desempenho cardíaco em relação ao trabalho que está sendo executado no ponto onde ele é de 300 kg. Este gráfico ilustra o conhecido fato médico de que o desempenho cardíaco aumenta com a quantidade de trabalho mas. o aumento de 1 unidade no trabalho que está sendo executado produz um aumento de 0.

EXERCÍCIOS PROPOSTOS 1) Uma partícula move-se sobre uma reta de forma que. a) Quantos metros o objeto percorre após 2 segundos? b) Qual é a velocidade média do objeto nos 2 primeiros segundos? c) Qual é a velocidade instantânea do objeto em t = 2 s? d) Quantos segundos o objeto leva para atingir o solo? e) Qual é a velocidade média do objeto durante a queda? f) Qual é a velocidade instantânea do objeto quando ele atinge o solo? 4) A população inicial de uma colônia de bactérias é 10. Depois de t horas a colônia terá a população P(t) que obedece a lei: P(t) = 10. d) Calcule a velocidade instantânea em t = 2.1 + 0. Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 75 . c) Calcule a velocidade média da partícula no intervalo de tempo [2 .24 por milhão por ano dt 3. a) Qual a altura atingida em 20s? b) Qual a velocidade média do projétil nos primeiros 30s? c) Qual a velocidade instantânea após 30s? 3) Um objeto cai em direção ao solo de altura de 180 metros.1.(2 p)] = p. após t segundos ela está a s = 2t2 + 3t metros de sua posição inicial. b) Determine a posição da partícula após 3s. nos primeiros 30 segundos.2t ) = dt dp dt 2 0.2t.5.1 pt 0.2.Cálculo I O nosso objetivo é obter o valor de dc / dt para t = 3.(4) 2 + 17 dc 1. 3].5 p 2 + 17) −1 / 2 [0. Como dc 1 1 = (0. a altura atingida por ele em t segundos é de h = 4t2 metros.5 p 2 + 17) −1 / 2 e dp 2 2 dp = 0.2 = dt 5 dc = 0.(0.(0.1(3) 2 = 4 Logo.000. 2) Um projétil é disparado diretamente para cima e.5. a distância percorrida pelo objeto é de s = 20t2 m. dc = dt 0.000.8.(4).(0.5 p 2 + 17) −1 / 2 .2 = dt 25 dc 1. de acordo com a regra da cadeia: dc dc dp 1 .5 p 2 + 17 Para t = 3: p(3) = 3. Em t segundos.(3) 0.2t dt Temos. a) Determine a posição da partícula após 2 s. = = p.1.

b e c. (Obs. em litros. t horas após o escoamento ter começado é dada por: v = 50(80 − t )2 Determinar: a) A taxa de variação média do volume de água no reservatório durante as 8 primeiras horas de escoamento. 10) Um corpo se desloca sobre um plano inclinado através da equação s = 5t2 – 2t (s em metros e t em segundos).(0. Calcular a velocidade e a aceleração desse corpo após 2 segundos da partida. 14) Uma partícula descreve um movimento circular segundo a equação θ = 2t4 – 3t2 – 4 (θ em radianos). calcule a velocidade instantânea (em m/s) da pára-quedista quando t = 15. 16) Numa granja experimental. Determine a velocidade e a aceleração angulares após 4 segundos. c) Determine essa variação instantânea após 10 horas. onde s está em pés e t em segundos. para 60 ≤ t ≤ 90.4t + 604  .835t – 1) + 176t .: 1 pé = 0. Supondo que a distância que ela cai antes de abrir o pára-quedas é de s(t) = 986.3048 m) 7) As posições de dois móveis num instante t segundos são dadas por s1 = 3t3 – 12t2 +18t + 5 m e s2 = -t3 + 9t2 – 12t m.(t + 4) w(t ) =  2 24. a) Qual a razão do aumento do peso da ave quando t= 50? b) Quanto a ave aumentará no 51o dia? c) Qual a razão de aumento de peso quando t=80? Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 76 . 12) Uma partícula se move segundo a equação s(t) = t3 – 2t2 + 5t – 1. A quantidade de água na caixa. b) A taxa de variação do volume de água no reservatório após 10 horas de escoamento.Cálculo I a) Qual o número de bactérias depois de 10 horas? b) Encontre a lei que dá a variação da população P em relação ao tempo t. c) A quantidade de água que sai do reservatório nas 7 primeiras horas de escoamento. Em que instante as partículas terão a mesma velocidade? 8) Um objeto se move de modo que no instante t a distância é dada por s = 3t4 – 2t. d) Esboce o gráfico da função e resolva graficamente os itens a. sendo s medido em metros e t em segundos. 15) Uma caixa d’água está sendo esvaziada para limpeza. 5) Um tanque está sendo esvaziado segundo a função V(t) = 200. A que taxa a água escoará após 8 minutos? Qual a taxa média de escoamento durante os primeiros 8 minutos? 6) Uma saltadora de pára-quedas pula de um avião. constatou-se que uma ave em desenvolvimento pesa em gramas 1  2 20 + . Determine as velocidades e posições desses corpos quando as suas acelerações são iguais. para 0 ≤ t ≤ 60 . Achar sua velocidade quando se encontra a 18 metros do solo onde y é medido em metros e t em segundos. onde t é medido em dias. Qual a expressão da velocidade e da aceleração desse objeto? 9) Achar a velocidade e a aceleração no instante t = 3 segundos onde s = 3t3 – 2t2 + 2t +4 é a função que informa a posição (em metros) de um corpo no instante t. onde o volume é dado em litros e o tempo em minutos.(30 – t)2. Em que instante a sua velocidade vale 9 m/s? 13) Dois corpos têm movimento em uma mesma reta segundo as equações s1 = t3 + 4t2 + t – 1 e s2 = 2t3 – 5t2 + t + 2. 11) Um corpo é abandonado do alto de uma torre de 40 metros de altura através da função y = 6t2 – 2.

000 .1. Assim. c) 11288 bactérias/hora 5) –8800 l/min. v2 = 25 m/s. O seu volume depois de t horas é dado por 90.17500l/h c) -10000l/h a) 350 peças/h b) 200 peças/h c) 200 peças 4800 mariscos 2400 mariscos/mês 1.4 g/dia 800 pesoas/ano a) 6 h. então a temperatura T da limonada como função no tempo decorrido é modelada aproximadamente pela equação T = 70 – 30. para 0 ≤ t ≤ 4  f (t ) =  200(t + 1). Determine: a) O tempo necessário para o esvaziamento da piscina.5t . 10m/s2 11) 24 m/s 12) 2 s 13) v1 = 52 m/s. Lawrence no começo da década de 80.000 litros e depois de um tempo de t horas este volume diminuiu 2. Apareceram primeiro no Rio St. b) 120 m/s. c) –12000 l/h a) 6h b). b) –18000 l/h. b) 27 m. se t é o tempo em anos desde 1990. (0. onde t é medido em meses desde que esses mariscos apareceram nesse lugar. c) 240 m/s 3) a) 80 m. chamado Lei de Resfriamento de Newton. b) 54.23 oF/h a) 10. -10400 l/min 6) 50 m/s 7) 1 s e 2.000t2 litros. o número de peças produzidas nas primeiras t horas diárias de trabalho é dado por : 50 t 2 + t . a população . 50 m/s2 10) 18 m/s. Se o seu volume inicial de água era de 72. qual será a taxa de variação da população desta comunidade? t +1 18) Uma piscina está sendo drenada para limpeza. c) taxa de escoamento depois de 3 horas do início do processo. b) taxa média de escoamento no intervalo [3.5]. c) 24.5 g. c) 13 m/s.Cálculo I 17) Numa pequena comunidade obteve-se uma estimativa que daqui a t anos a população será de 5 p(t ) = 20 − milhares. c) 80 m/s.998)t . b) –7000 l/hora. s2 = 14m 14) 15) 16) 17) 18) 19) 20) 21) 22) 23) 488 rad/s. a) Qual população.2t.2% ao ano. d) 11 m/s 2) a) 1600m. P.6]. para a Hungria no ano 2000. Daqui a 18 meses. d) 3 s.2. para 4 < t ≤ 8  V= ( ) a) Qual a razão de produção (em unidades por hora) após 3 horas de trabalho? b) E após 7 horas? c) Quantas peças são produzidas na oitava hora de trabalho? 21) Mariscos zebra são mariscos de água doce que se agarram a qualquer coisa que possam achar. c) A vazão depois de 2 horas do início do processo. a = 36t2 9) 71 m/s. b) 1823. b) 40 m/s. Suponha que numa pequena baía o número de mariscos zebra ao tempo t seja dado por Z(t) = 300t2. onde T está em oF e t em horas. 19) Uma piscina está sendo drenada para limpeza. determinar: a) tempo necessário para o esvaziamento da piscina.e-0. prevê este modelo? b)Qual a taxa de decrescimento da população para o ano 2000? Respostas: 1) a) 14 m. 378 rad/s2 a) –7600 l/hora. Estão subindo o rio e podem se espalhar pelos Grandes Lagos. em milhões. e) 60 m/s. c) –53550 l a) 54 g/dia.8. s1 = 65 m. pode-se mostrar que se a temperatura da limonada atingir 52oF em uma hora. da Hungria pode ser aproximada por P = 10. b) A vazão média de escoamento no intervalo [2. Usando um princípio da Física. f) 120 m/s 4) a) 61917 bactérias. Qual a taxa de variação quando t = 5? 23) A Hungria é um dos poucos países do mundo em que a população está decrescendo cerca de 0.5 s 8) v = 12t3 – 2 . Quantos mariscos zebra existirão na baía depois de quatro meses? A que taxa a população está crescendo em quatro meses? 22) Um copo de limonada a uma temperatura de 40oF está em uma sala com temperatura constante de 70oF.500t2 litros.59 milhões b) -21193 pessoas/ano Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 77 . 20) Analistas de produção verificaram que em uma montadora X.

Por exemplo.9 DERIVAÇÃO IMPLÍCITA 3. Dizemos que uma equação desta forma define y explicitamente como uma função de x. a equação ( x 2 + y 2 ) fórmula resultante é complicada. obtemos y = ± 1 − x 2 . isto é f1 ( x ) = + 1 − x 2 e f2 ( x ) = − 1 − x 2 Os gráficos destas funções são semicírculos superiores e inferiores do círculo x 2 + y 2 = 1 . é possível explicitar a função y. se tivermos uma equação em x e y. Por exemplo. 3 2 = 10 xy . Em alguns casos. nas quais a variável y não está escrita como uma função da variável x. então qualquer segmento de seu gráfico que passe pelo teste vertical pode ser visto como gráfico de uma função definida pela equação. se resolvermos a equação x 2 + y 2 = 1 para y em termos de x. Mas.x + y +1 = x que pode ser reescrita da seguinte forma: x−1 y= x+1 Assim dizemos que xy + y +1 = x define y implicitamente como uma função de x.1 FUNÇÕES DEFINIDAS EXPLICITAMENTE E IMPLICITAMENTE Até agora derivamos funções que são expressas na forma y = f (x). de: • y=x2 • y=sen x • y=ln x+3x-4tg x Entretanto. muitas vezes.9. y= y=- Em geral. É o caso. y = f (x). uma vez que os gráficos dessas funções são os segmentos do círculo x 2 + y 2 = 1 . como por exemplo: • x+y=1 • x2+y2=1 • y+ey-x=2 y = f (x). encontramos duas funções que estão definidas implicitamente por x 2 + y 2 = 1 . x+1 Uma equação em x e y pode implicitamente definir mais do que uma função de x. existem casos em que não é possível explicitar y ou é muito trabalhoso e nos leva a fórmulas muito complicadas.Cálculo I 3. pois a variável y aparece sozinha de um lado da equação. Como na equação y. se for possível isolar a variável y. sendo x−1 f (x) = y = . Assim. certamente não será fácil e a Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 78 . por exemplo. encontramos equações relacionando as variáveis x e y. assim. a equação x 2 + y 2 = 1 define as funções f1 ( x ) = + 1 − x 2 e f2 ( x ) = − 1 − x 2 implicitamente.

isto é impossível de ser feito. simplesmente não conseguimos isolar a variável y . Solução: Uma maneira de achar dy/dx é reescrever esta equação como y = temos que dy 1 =− 2 dx x 1 . obtemos =− 2 . x e y. assim. tratando y como (nãoespecificado temporariamente) uma função diferenciável de x. pode não ser prático ou possível achar fórmulas explícitas para aquelas funções. dy 2x teríamos que resolver a equação original para y em termos de x e.y = 1. = dx 10 y + cos y Entretanto. obtemos: Se agora substituirmos y = dy 1 1 na última expressão. A fim de obter uma fórmula para dy/dx que envolva apenas x. O método da derivação implícita consiste em derivar cada termo da equação em relação a x.Cálculo I Já nas equações y+ey-x=2 e tg x 2 + y 2 = y . dx x x 2) Use a derivação implícita para achar dy/dx se 5y 2 + seny = x 2 .9. 3. Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 79 . somos forçados a deixar a fórmula dy/dx em termos de x e y. mesmo que uma equação em x e y possa definir uma ou mais funções de x. então. Solução: Resolvendo para dy/dx obtemos dy 2x = dx 10 y + cos y Note que esta fórmula envolve ambos. Por isso usamos o método da derivação implícita para achar a derivada de funções definidas implicitamente. Desta forma. substituir em . Diferenciar ambos os lados de xy = 1 antes de resolver para y em termos de x. x Assim.2 EXEMPLOS 1) Determine a derivada da função x. que pode ser facilmente derivada e x A outra maneira de obter esta derivada é usar o método da diferenciação implícita.

e ( x 2 +y2 ) =5 Solução: Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 80 . encontre dy/dx por derivação implícita.Cálculo I 3) Para cada uma das equações . a) x 2 − 5xy + 3 y 2 = 7 Solução: b) sen x 1 = y 2 Solução: c) x.

3 EXERCÍCIOS PROPOSTOS Para cada uma das equações .y + 2 y = x − 2 y 8) x 2 .e x Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 81 .tg( x + y ) = 4 1 3 6) e cos x + e seny = 1 4 2 3 7) x.y 2 + xseny = 0 9) e x + ln y = 0 2 Respostas: 1) − x2 y2 5) sen x.e seny 1 − y2 2 xy + 6 y 2 + 2 − 2 xy 2 − seny 2 x 2 y + x cos y 2 2) 4x 9y 6) 3) -1 4) − y.e cos x cos y.y. encontre dy/dx por derivação implícita.x. sec 2 ( x + y ) 7) y sec 2 ( x + y )+ tg( x + y ) 8) − 2.Cálculo I 3.9. 1) x 3 + y 3 = 8 2) 4 x 2 − 9 y 2 = 17 3) cos( x + y ) + sen( x + y ) = 4) y.

Resolvendo a equação. Podemos observar que a maior área é obtida quando o retângulo tem os lados iguais.x2. a área deste retângulo assume o valor máximo quando o comprimento é 50 cm e a largura é 50 cm. já que o material para a confecção da lata é comprado em chapas. 100 .Cálculo I 3. raio ou altura. ou seja.1 EXEMPLOS 1) Encontre as dimensões de um retângulo com perímetro de 200 cm cuja área seja a maior possível. 2) Uma lata cilíndrica fechada contém 2. Precisamos eliminar uma das variáveis da função. 200 = 2x + 2y. y = 50. pois no ponto onde encontramos a área máxima a reta tangente tem coeficiente angular zero.x. Resolvendo a equação e isolando Fazemos. Agora. temos y = 100 . ou seja. temos: h = 2000/πr2. é um quadrado.2x = 0. já que conhecemos o valor do perímetro do retângulo.000 cm3 de líquido. Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 82 . Resolução: Temos a área como a variável a ser maximizada.y. Isso é possível quando derivamos a função e a igualamos a zero.10. Chamamos de x o comprimento do retângulo e y a largura do retângulo. dA/dx = 0. Devemos então eliminar uma das variáveis. A = x.y. obtendo: A= 2πr2 + 4000/r. Se x = 50 e y = 50 . Então. A área de uma lata cilíndrica é dada por: A = 2πr2 + 2πrh. O volume da lata cilíndrica é dado por: V = πr2h e V = 2000. devemos encontrar o valor de x que nos proporcionará a área máxima. Com esta relação entre as variáveis x e y fazemos a substituição na função A = x. x = 50. ou seja. Desta forma. então. o valor da altura h. logo. obtendo A = 100x . 2000 = πr2h.x. por cm2. Se p = 200 cm e p = 2x + 2y. a substituição do valor de h na função da área A. Como poderíamos escolher a altura e o raio para minimizar o material usado em sua confecção? Resolução: Neste problema temos que trabalhar com a minimização da área.10MÁXIMOS E MÍNIMOS 3. então.

ou seja.4000/r2 4πr . 5o Passo: Interprete o resultado e decida se tem sentido ou não. 4o Passo: Derive a função e iguale a zero. Com esta variável. o que é dado e o que é pedido. encontre o ponto de máximo ou de mínimo.83)2) = 13.Cálculo I Para descobrir o valor do raio da lata para que o material usado na sua confecção seja mínimo devemos derivar a função e igualá-la a zero.(6. verificando a sua validade. 3o Passo: Determine quais valores da variável têm sentido no problema.4000/r2 = 0 r3 = 1000/π r = 6. Identificar o que é desconhecido. elabore uma função cujo valor extremo forneça a informação pedida. Introduza uma variável para representar a quantidade a ser maximizada ou minimizada. h = 2000/(π.83 cm Se r = 6. Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 83 .83 cm.66 cm. Concluímos então que para termos a área máxima de uma lata cilíndrica a sua altura deve ser igual ao seu diâmetro. dA/dr = 4πr . 2o Passo: Desenhe figuras e/ou gráficos identificando as partes que são importantes para a resolução do problema. Dicas para resolver Problemas de Otimização 1o Passo: Ler o problema atentamente e identificar as informações necessárias para poder resolvê-lo.

Quais são as dimensões do terreno de maior área que pode ser cercado com R$ 6.2 EXERCÍCIOS PROPOSTOS 1) Qual o número positivo que somado ao seu inverso tem como resultado uma soma mínima? 2) Expresse o número 20 como uma soma de dois números não-negativos.Cálculo I 3.00 o metro.000. As margens no topo e na base são de 25 cm e nas laterais 15 cm.00 por cm2 e o dos lados R$ 3. O custo do material dos lados é a metade do custo do material usado para a confecção da base a da tampa. cujo produto é o maior possível. Qual é o tamanho dos quadrados cortados para a obtenção de uma caixa com o máximo volume? 4) Um terreno retangular é cercado por 1500 m de cerca.00 o metro. 3) Uma caixa aberta deve ser feita com uma folha de papelão medindo 8 cm de largura por 15 cm de comprimento.margens superior e inferior de 6 cm e margens laterais de 3 cm cada uma. Qual é o tamanho do quadrado que resulta numa embalagem com volume máximo? 9) Um recipiente em forma de paralelepípedo com base quadrada deve ter um volume de 2. Quais as dimensões da folha para que a área limitada pelas margens seja máxima? 12) Certo recipiente em forma de paralelepípedo com base quadrada deve ter o volume de 4 litros. cortando-se quadrados iguais dos 4 cantos e dobrando-se os lados.000 m de arame.250 cm3.280 m3. Mostre que a lata de área mínima é obtida quando a altura do cilindro for igual ao diâmetro da base. fechado em cima. determine: a) o raio e a altura do reservatório de modo que o custo seja mínimo. Quais as dimensões do recipiente de menor custo? 10) Uma lata cilíndrica fechada tem capacidade de 1 litro. enquanto os outros dois restantes recebem uma cerca-padrão de R$ 2. Um de seus compradores exige que as caixas tenham 1 m de comprimento e volume de 2 m3. O material para a base e a tampa do recipiente custa R$ 2. Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 84 . Dois lados opostos devem receber uma cerca reforçada que custa R$ 3. Encontre as dimensões do recipiente de menor custo. Ache as dimensões do terreno de área máxima que pode ser cercado com 1. b)o custo mínimo.10.00 o m2. Quais as dimensões de cada caixa para que o fabricante use a menor quantidade de papelão? 14) Um agricultor deseja construir um reservatório cilíndrico. com capacidade de 6. 13) Certa fábrica produz embalagens retangulares de papelão. Sabendo que o custo da chapa de aço é de R$50. Quais as dimensões da folha para minimizar o gasto de papel? 6) Uma área retangular está limitada por uma cerca de arame em três de seus lados e por um rio reto no quarto lado. 11) Uma folha de papel para um cartaz tem 2 m2 de área. 7) Um terreno retangular deve ser cercado de duas formas. retirando-se quadrados de mesmo tamanho dos quatro cantos e dobrando-se os lados.00 por cm2. Quais as dimensões desse terreno para que a sua área seja a maior possível? E qual a área máxima? 5) Um tipógrafo quer imprimir boletins com 512 cm2 de texto impresso.00? 8) Uma embalagem retangular deve ser feita usando-se uma folha de cartolina quadrada de lado a.

000 unidades 1000 unidades 20 1 secretária 5 anos 4. 21) Um departamento de matemática observou que uma secretária trabalhará aproximadamente 30 horas por semana.832 cm3 o volume de um reservatório de água sem tampa com base quadrada. altura = 10 cm h = 2r = 10. R$ 3.625 m2 22 cm por 44 cm 250 m por 500 m 500 m por 750 m a 6 base: 15 cm por 15 cm.000 e se a capacidade de produção mensal for.0025x2 + 50x + 100.09 m por 1.000. quantas unidades de penicilina devem ser fabricadas e vendidas nesse período para que o lucro seja máximo? E qual o valor do lucro máximo? 18) Uma certa indústria vende seu produto por R$ 100.5 m de altura e 9 m de largura 5 3 cm 375 m por 375 m. Entretanto. e o valor obtido na venda é dado por V = 60x . se outras secretárias forem empregadas. Se o custo da produção total diária. A sensibilidade de alguém a uma dose x é definida pela derivada dR/dx da reação com a respectiva dose. em R$. 16) Em medicina é freqüentemente aceito que a reação R a uma dose x de uma droga é dada pela equação da forma R = Ax2 (B . de no máximo. onde x é o número total de secretárias empregadas. R$700.1)2/33 horas.50 por cm2 o valor do material para os lados. onde A e B são certas constantes positivas.00 por cm2 o preço do material da base e R$ 1.003x2 e se a capacidade de produção da firma for. Ache o maior número de bactérias durante o intervalo de tempo 0 ≤ t ≤ 100. Quantas secretárias devem ser empregadas para produzir o máximo de trabalho? 22) Uma centena de animais pertencendo a uma espécie em perigo estão colocados numa reserva de proteção.200. 30. R$94.6 cm de raio por 25.00 a unidade. 15000 unidades. para x unidades for C(x) = 0. a armação do gol deve ser feita com uma viga de 18 m de comprimento. Após 2 B 3 20.00 base: 18 cm por 18 cm e altura = 18 cm 1) 2) 3) 4) 5) 6) 7) 8) 9) 10) 11) 12) 1 10 + 10 t 2 + 5t + 25 t 2 + 25 . Qual a altura e a largura para que a área do gol seja máxima? Respostas: 13) 14) 15) 16) 17) 18) 19) 20) 21) 22) 23) largura = altura = 2 m r = 10 m e h = 20 m. Para que valor de x a reação é máxima? 17) Uma forma líquida de penicilina vendida a granel por uma firma farmacêutica é vendida a granel a um preço de R$ 200.8 cm 1. quantas unidades desse produto devem ser fabricadas e vendidas mensalmente para que o lucro seja máximo? 19) Uma fábrica produz x milhares de unidades mensais de um determinado artigo. Se o custo da produção é dado por C = 2x3 + 6x2 +18x +60.12x2.2 cm de altura Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 85 . o resultado da conversa é uma redução do número efetivo de horas por semana por secretária através de 30. Depois de t anos a população p desses animais na reserva é dada por p = 100 quanto tempo a população é máxima? 23) Num campo de futebol.C.00 a unidade. 140.(x .000 + 80x + 0. de no máximo. 20) Suponha que o número de bactérias em uma cultura no instante t é dada por N = 5000(25 + te-t/20). calcule as dimensões desse reservatório de modo que o custo total do material seja mínimo.000 unidades.Cálculo I 15) Sendo 5. Se o custo total de produção para x unidades for C(x) = 500. determinar o número ótimo de unidades mensais que maximiza o lucro L = V .x).83 m 12.00 10.000 unidades por mês.

Cálculo I

Referências Bibliográficas

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Cálculo I

FORMULÁRIO PRODUTOS NOTÁVEIS

(a + b )2 = (a + b )(a + b ) = (− a − b )2 = (− a − b )(− a − b ) = . . (a − b )2 = (a − b )(a − b ) = (− a + b )2 = (− a + b )(− a + b ) = . .

a 2 + 2ab + b 2 a 2 − 2ab + b 2

(a + b)(a − b) .
f (x) = b

= a 2 − ab + ab − b 2 = a 2 − b 2

FUNÇÃO CONSTANTE
ou
y = b

com

b ∈

Im f ( x ) =

{b }

FUNÇÃO DO 1º GRAU
f ( x ) = ax + b

COM a ∈ ℝ* , b ∈ ℝ

Se f ( x ) = 0 ⇒ x ' é raiz (ou zero) da função

Equação da reta (reduzida): y = ax + b Coef. angular: a = tgα ou
a= yB − y A xB − x A

Equação da reta (geral): ax + by + c = 0

Retas paralelas: a r = a s Retas concorrentes: a r ≠ a s

Retas perpendiculares: a r = −

1 as

FUNÇÃO DO 2º GRAU (QUADRÁTICA)
f ( x ) = ax 2 + bx + c com a ∈ ℝ*, b, c ∈ ℝ

Raízes da Função:
x= −b± ∆ 2a

com

∆ = b 2 − 4ac

Coordenadas do vértice: V (X V , YV ) Soma e produto das raízes:

sendo
b a

XV =

−b 2a

e
c a

YV =

−∆ 4a

x ′ + x ′′ = −

e

x ′ . x ′′ =

POTENCIAÇÃO
a0 = 1
1n = 1
a m . a n = a m +n

a −1 =

1 a

1 1 a−n =   = n a a 

n

an a   = n b b

n

(a )

m n

= a m.n

am an

= a m −n

a n = n am

m

(a . b)n = an . b n

LOGARITMAÇÃO
Definição:

log a b = x ⇔ a x = b

CE : a > 0 e a ≠ 1,

b>0
a log a b = b

Conseqüências da definição:

log a a = 1

log a 1 = 0

log a a m = m

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Cálculo I

Propriedades:

log a b n = n . log a b

log a (b.c ) = log a b + log a c
b log a   = log a b − log a c c

log a b = log a c ⇔ b = c
Mudança de base:

log a b =

log c b log c a
e = 2,718281828459045... (número de Euler)

Bases:

log b = log10 b

ln b = log e b

SIMBOLOGIA MATEMÁTICA


∉ ⊂ ⊄

pertence não pertence está contido não está contido contém não contem tal que conjunto vazio → { } qualquer que seja / para todo existe não existe existe um único união intersecção maior maior ou igual muito maior menor menor ou igual muito menor fatorial

⇒ ⇔
=

implica / então equivalente / se e somente se igual diferente e ou infinito portanto somatório perpendicular paralelo idêntico semelhante / congruente igual ou aproximadamente semelhante conjunto dos números naturais conjunto dos números inteiros conjunto dos números racionais conjunto dos números irracionais conjunto dos números reais conjunto dos números complexos



/


∨ ∞ ∴ ∑

//


∄ ∃I

∪ ∩
>

≡ ∼
≅ ≈



<

ℕ ℤ ℚ ℝ ℝ-ℚ



!

VALORES TRIGONOMÉTRICOS
0º sen cos tg

Conversão graus/radianos: 180º →
120º 135º

π
0
1

rad
sen cos tg

0
1

30º 1 2

45º

60º

90º

2 2 2 2
1

3 2 3 3

3 2 1 2

1
0
não existe

3 2 1 − 2

2 2 −
−1

150º 1 2

180º

270º
−1

360º

0
−1

2 2

3 2

0
não existe

0

3

− 3

3 3

0

0

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.} → Conjunto dos números Inteiros Negativos * * Note que: ℤ+ = ℕ Conjunto dos Números Racionais ( ℚ ) ℚ={x|x= a .. − ℤ e b ∈ ℤ* } .. 857142 . 121 .75 . 2 . 0..... ±3 ..25 .. –1 . –2 ..{ 0 } → Conjunto dos números Inteiros Não Nulos ℤ+ = { 0 .} = ℕ . 2 . –3.} ℤ* = {. = = 3. 2 .} ou ℤ = { 0 . 0 .4242. 1 ... 1 ... –1 . . = −0..1 6 (observar arredondamento da 6 Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 89 .. 14 % = 14 7 = 100 50 7∉ ℚ Além da forma a . 2 . Temos então: # Decimais exatos (finitos): − 5 12 75 15 1234 = −1. –2 .. os números racionais também podem ser representados na forma Decimal. Exemplos: Observe que: 5 −5 5 1 1 12 . = = 4 4 −4 3 2 3 7........ = 0.. = 2.. –3.... = 2.333. ±2 .4 .} → Conjunto dos números Inteiros Positivos ℤ . isto b acontece quando dividimos a (numerador) por b (denominador)... 4 . 42 geratriz 33 # Decimais (dízimas) periódicos: − 6 = 0..= {. 3 período 3 14 = 0.} → Conjunto dos números Inteiros Não Negativos ℤ + = { 1 . . –2 . 2 . 1 .Cálculo I CONJUNTOS NUMÉRICOS Conjunto dos Números Naturais ( ℕ ) ℕ = { 0 . . 3 .{ 0 } → Conjunto dos números Naturais Não Nulos Conjunto dos Números Inteiros ( ℤ ) ℤ = {. –1 .. 7 calculadora) 13 = 2..1666. 3 ... 0 } → Conjunto dos números Inteiros Não Positivos ℤ − = { –1 . 2 . − . 3 .. 3 .. 3 .857142857142. –2 . –3. = 1. = 0. 1 .234 4 5 20 4 1000 1 = −0.} = ℤ . 4 . ±1 . com a ∈ b −8 . 3 .} ℕ* = { 1 ..

(“pi”) e = 2. 3 a . racional ou irracional também é um número REAL. todo número natural.. Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 90 . Ou seja: ℝ={x|x ∈ℚ ou x ∈ Ir } = ℚ ∪ Ir Desta forma. quando falarmos de números e não forem feitas “restrições” sobres esses..7320508. pois sabemos que 9 =3. Veja: Origem • • • –4 • –3 • –2 • ↓ • –1 • 0 • 1 • • •• 2 3 • 4 • 5 6 • 7 • x ⊕ − 17 5 − 1 2 2 8 3 π ≅ 3.92401773. sempre existe outro número racional.. ℝ ℕ IR ℤ ℚ Observe que ℕ ⊂ ℤ ⊂ ℚ ⊂ ℝ e ℚ ∩ Ir = ∅. # Entre dois números racionais. # Também podemos utilizar as notações: ℚ*. teremos o conjunto dos números reais. π = 3. − 3 = −1..7320508. b 25 = 2.. nem sempre existe outro número inteiro. quando não é possível escrevê-lo na forma Veja os exemplos: 2 = 1.. com a ∈ ℤ e b ∈ ℤ*.. ℚ– e ℚ − .. ℚ + . 3 = 1.7182818. Outras Notações para o Conjunto dos Irracionais: (ℝ – ℚ) ou ℚ’ Conjunto dos Números Reais ( ℝ ) Unindo todos os conjuntos numéricos estudados até aqui. Podemos representar através de “diagramas” o conjunto dos números reais. inteiro.. adotaremos sempre os números reais..Cálculo I Observações: # Entre dois números inteiros. eixo das abscissas.. Conjunto dos Números Irracionais ( Ir ) * * Ir = { x | x é dízima não periódica } Ou seja.4142135. também conhecida como reta numérica real ou eixo real. Uma representação geométrica (dos números reais) muito importante é a “Reta Real”.14159265.. ou ainda.14159265 Em nosso estudo. conforme abaixo. um número é Irracional. (número de Euler) Observe que 9 ∉ Ir. ℚ+.

Conjunto dos Números Complexos ( ℂ ) Também conhecido como conjunto dos números “imaginários”. além dos números reais. Podemos dizer de forma simples que trata-se de um conjunto numérico que envolve. não fará parte de nosso estudo (embora tenha grande aplicação na área eletro-eletrônica). − 4 que Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 91 . raízes de números negativos com índice par.Cálculo I Também temos os intervalos: ℝ+ = { x ∈ ℝ | x ≥ 0 } → Conjunto dos números Reais Não Negativos ou maiores ou igual a zero ℝ + = { x ∈ ℝ | x > 0 } → Conjunto dos números Reais Positivos ou maiores que zero. ℝ– = { x ∈ ℝ | x ≤ 0 } → Conjunto dos números Reais Não Positivos ou menores ou igual a zero ℝ − = { x ∈ ℝ | x < 0 } → Conjunto dos números Reais Negativos ou menores que zero Observação: 3 ℝ* = { x ∈ ℝ | x ≠ 0 } → Conjunto dos números Reais Não Nulos ou diferentes de zero * * − 8 = −2 ∈ ℝ. mas 2 − 9 = − 9 ∉ ℝ. Não estão definidas para o conjunto dos números reais. números do tipo não podem ser definidos em ℝ.

10 ] = Intervalo Semi-aberto ou Semi-fechado { x ∈ ℝ | 2 < x ≤ 10 } { x ∈ ℝ | 2 ≤ x < 10 } = = ] 2 ..................... Analise os exemplos a seguir: Intervalo aberto { x ∈ ℝ | 2 < x < 10 } = ] 2 ........7] = = = = ↘{x∈ℝ|–∞< x ≤ 7} Observações: ℝ={x∈ℝ} ℝ* = { x ∈ ℝ | x ≠ 0 } = ]–∞.........+∞[ ]–∞....................+∞[ ↘ { x ∈ ℝ | x < 0 ou x > 0} = { x ∈ ℝ | x < –1 ou 0 ≤ x < 15 e x ≠ 6 } ↘ { x ∈ ℝ | x < –1 ou 0 ≤ x < 6 ou 6 < x < 15 } { ........7[ ]–∞.....Cálculo I INTERVALOS ↘ são subconjuntos do ℝ........ e podem ser representados através da notação de conjunto.... } ↘ { ...0[ ∪]0..........+∞[ [7......... 10 [ ↘ [ 2 ............1 3 4 17 Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 92 ...... 10 ] [ 2 ............+∞[ = = = ]–∞..... 10 [ = ↘ Notação de Conjunto Real Intervalo Fechado { x ∈ ℝ | 2 ≤ x ≤ 10 } = ↘ Notação de Colchetes ↘ Representação na Reta [ 2 ........ 10 ) = = = Intervalos Infinitos (incomensuráveis) {x∈ℝ|x>7} {x∈ℝ|x ≥ 7} {x∈ℝ|x<7} {x∈ℝ|x≤7} = = = = ]7...... de colchetes ou na reta Real......... } = – 5....................

... ℤ 3 5 ............ ℚ* 2) Represente em cada reta real os intervalos correspondentes: a) ] – ∞ ..... ℝ i) –1 ..... Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 93 ... ℝ j) n) 361 ..... Veja na reta real: A 3 4 5 6 B 2 6 O conjunto A é finito.. EXERCÍCIOS – CONJUNTOS NUMÉRICOS E INTERVALOS 1) Relacione usando ∈ ou ∉ : a) – 5 ............ Ir 2 ....... x 9) . ℝ-ℚ 11 − 9 ............. ℝ 108 .127 .. Em contrapartida... ℚ* 2 q) 0... ℚ h) l) 0 ...................33..... ℝ 4 ........... não podemos determinar o número de elementos do conjunto B.. ℕ 3 g) –13 ..Cálculo I Atenção! Note que os conjuntos A = { x ∈ ℕ | 2 < x ≤ 6 } e B = { x ∈ ℝ | 2 < x ≤ 6 } são diferentes................ pois este último possui infinitos elementos. ℕ b) c) e) f) 4 ........ 4 [ g) − f) { x ∈ ℝ | x > – 5 } h) { x ∈ ℝ | 1 ≤ x < 2 }  2 1 ........ ℤ 2 d) 4 .... ℤ+ m) − p) − 64 .................. pois tem somente 4 elementos..................  5 2  → → → i) { x ∈ ℝ | x ≤ 1 ou x > 2 } j) { x ∈ ℝ | –2 < x ≤ 3 e x ≠ 1} l) { x ∈ ℝ | x ≤ 2 ou x = 4 } m) { x ∈ ℝ | –3 < x < –1 ou 1 < x ≤ 2 } → Atenção: analise os intervalos (h) e (i) e note que eles são completamente diferentes.... 3 [ b) { x ∈ ℝ | 0 ≤ x ≤ 2 } d) { x ∈ ℝ | –2 < x ≤ 2} e) [ –5 ... –1 ] c) ] 0 ........ ℚ 0 ............................... ℕ 9 o) (2........

.............................................................. } g) RESPOSTAS – RESPOSTAS – RESPOSTAS – RESPOSTAS – RESPOSTAS – RESPOSTAS 1a) ∉ 1b) ∉ 1c) ∈ 1d) ∈ 1p) ∈ 1q) ∈ 3a) { x ∈ ℝ | –3 < x < 3 } 0 ou x > 2 e x ≠ –1 } 1e) ∉ 1f) ∉ 1g) ∈ 1h) ∈ 1i) ∈ 1j) ∈ 1l) ∈ 1m) ∈ 1n) ∉ 1o) ∈ 3b) { x ∈ ℝ | x < 1 } 3c) { x ∈ ℝ | x ≥ 1/2 } 3d) { x ∈ ℝ | x ≤ 3e) { x ∈ ℝ | –2 ≤ x < 0 ou x ≥ 1 } x ≤ –1 ou 0 ≤ x < 1 } 3f) { x ∈ ℝ | –2 < x ≤ 3 e x ≠ 0 } 3g) { x ∈ ℝ | –3 < Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 94 ....... } → { .......................................................... escreva-os em notação de conjunto: –3 3 1 1/2 a) b) c) –1 0 0 0 –1 0 → { .............................................................. } → { ............................................Cálculo I 3) Dados os intervalos abaixo......................................... } 2 d) –2 1 → { ..................................................... } –2 3 e) f) –3 1 → { .............................................................................................................................................. } → { ..................................... } → { ............................

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