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11_Medida de Segurança - Cópia

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8. MEDIDA DE SEGURANÇA (a) Natureza jurídica: sanção penal.

Segundo o STF, “a
absolvição criminal não prejudica a medida de segurança, quando couber, ainda que importe privação da liberdade”

(Súmula nº 422, STF). Trata-se

da denominada “sentença absolutória imprópria”, ou seja, apesar da absolvição, poderá haver aplicação de uma sanção penal. (b) Fundamento: periculosidade do réu. A pena, por sua vez, tem por fundamento a culpabilidade. Segundo HUNGRIA, citado por NUCCI, “significa um estado mais ou menos duradouro de antisociabilidade, em nível subjetivo”1.

(c) Sistemas: i) duplo-binário: pena + medida de segurança; ii) vicariante ou unitário: medida de segurança. - Obs.: segundo NUCCI, “antes da Reforma Penal de 1984,
prevalecia o sistema do duplo binário, vale dizer, o juiz podia aplicar pena mais medida de segurança. Quando o réu praticava delito grave e violento, sendo considerado perigoso, recebia pena e medida de segurança. Assim, terminada a pena privativa de liberdade, continuava detido até que houvesse o exame de cessação de periculosidade. (...) Atualmente, prevalecendo o sistema vicariante, o juiz somente pode aplicar pena ou medida de segurança”2.

(d) Pressupostos: i) prática de fato definido como crime; ii) periculosidade (e) Competência: i) se a doença mental é anterior à execução da pena: Juízo do processo de conhecimento.
NUCCI, Guilherme de Souza. Código Penal Comentado. Ed. RT. 6ª edição. p. 467. São Paulo, 2006. 2 idem. p. 464.
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para determinar a imediata transferência do paciente para hospital de custódia e tratamento psiquiátrico ou outro estabelecimento adequado. PACIENTE SUBMETIDO A MEDIDA DE SEGURANÇA DE INTERNAÇÃO. Nestas hipóteses. . em parte. (g) Espécies de Medida de Segurança: i) internação: é medida detentiva executada em hospital de custódia.Obs. na falta de vagas. à falta de vaga em hospital psiquiátrico. (f) Inaplicabilidade: i) se o crime sequer foi tentado (em direito penal não se punem. os atos preparatórios). O STJ já considerou que há constrangimento ilegal na manutenção do indivíduo em penitenciária quando aplicada a medida de segurança. mesmo quando a razão da manutenção da custódia seja a ausência de vagas em estabelecimentos hospitalares adequados à realização do tratamento. ALEGADA FALTA DE VAGAS EM HOSPITAL PSIQUIÁTRICO.: legítima defesa). É ilegal a prisão de inimputável sujeito a medidas de segurança de internação.ii) se a doença mental é superveniente à execução da pena: Juízo do processo de execução. I: o STF já concedeu o direito de internação em hospital psiquiátrico particular à falta de local adequado na comarca. CONSTRANGIMENTO ILEGAL. OCORRÊNCIA. EM PARTE. ii) tratamento ambulatorial: é medida não-detentiva (ou seja. sendo que. 1. 1. em regra. devendo o paciente comparecer ao hospital ou à clínica indicados pelo juiz nos dias previamente marcados para consulta ou tratamento. restritiva).: prescrição). 2. PERMANÊNCIA EM PRESÍDIO COMUM. iii) se houver causa que exclua o crime (ex. HABEAS CORPUS. ii) se se tratar de crime impossível. deve ser o mesmo submetido a regime de tratamento ambulatorial até que surja referida vaga” 3 . iv) se já estiver extinta a punibilidade do crime (ex. Ordem concedida. 2. “EXECUÇÃO PENAL. deve-se impor ao agente o tratamento ambulatorial3. ORDEM CONCEDIDA.

MEDIDA DE SEGURANÇA. pode e deve o Juízo proceder sua conversão em internação em hospital de custódia. DJ 20. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. 184 DA LEP. No mesmo sentido: “PENAL E EXECUÇÃO PENAL. Tratamento ambulatorial (possibilidade). CONVERSÃO DE TRATAMENTO AMBULATORIAL EM INTERNAÇÃO. 3. § 3º.2008). Min. CONVERSÃO DO TRATAMENTO AMBULATORIAL EM INTERNAÇÃO. possam ser indicativos de periculosidade. o que não ocorreu no presente caso. deve-se submeter o paciente a tratamento ambulatorial. Ordem denegada” (HC 40.2007).02.02. Quando não há vaga em estabelecimento adequado – hospital psiquiátrico –. HABEAS CORPUS. Ordem denegada” (HC 44. Demonstrada a ineficiência da medida de segurança aplicada de tratamento ambulatorial. INCOMPATIBILIDADE COM A MEDIDA.04.Obs. Rel. abrange não apenas o cometimento de fato criminoso. depende de perícia médica avaliativa que ateste o seu fim. II: a qualquer momento pode ser decretada a internação caso se mostre tal medida adequada. 1. que descumpre reiteradamente as intimações para a continuidade do tratamento. A lei não prevê a existência de laudo psiquiátrico como condição para conversão do tratamento ambulatorial em internação. exigindo tão-somente que o agente revele incompatibilidade com a medida. permanecendo com uma postura agressiva e ameaçadora em relação aos respectivos familiares. deixando de se submeter ao tratamento médico prescrito. Rel. tendo em vista que o agente não comparece nos dias determinados. 5ª Turma. 6ª Turma. como por exemplo. DJ 25. independentemente da prévia realização do exame de cessação da periculosidade. ART. Rel. 1. CONSTRANGIMENTO ILEGAL INEXISTENTE. não sendo exigível nesta hipótese um laudo psiquiátrico prévio (art. FELIX FISCHER. (h) Aplicabilidade: i) inimputáveis: aplica-se a medida de segurança.869/SP. de prática de fato indicativo de persistência de periculosidade de que trata o art. 2. Habeas corpus deferido a fim de que seja submetido o paciente a tratamento ambulatorial até que surja vaga em estabelecimento adequado” (HC 67. Min.222/SP. configura constrangimento ilegal a manutenção do paciente em centro de detenção provisória. MEDIDA DE SEGURANÇA.2006). Aplicada medida de segurança consistente em internação em hospital psiquiátrico. ARNALDO ESTEVES LIMA. INCOMPATIBILIDADE DA MEDIDA ANTERIORMENTE ADOTADA..10. (HC 81. do Código Penal. CESSAÇÃO DA PERICULOSIDADE. a não sujeição da paciente ao tratamento ambulatorial determinado (Precedente).A cessação de periculosidade. III . ORDEM DENEGADA. 97.959/MG. DJ 03. Vaga em hospital psiquiátrico (inexistência). além de se recusar a ingerir a medicação prescrita. Min. DJ 22. “PROCESSUAL PENAL. este poderá ser convertido em internação. por sua vez. 97. mas também de fatos. 4 . Rel. 6ª Turma.A inocorrência. 4.288/SP. ex vi do art.Se a paciente revelar incompatibilidade com a medida de segurança. No caso. II . Min. No mesmo sentido: “Medida de segurança (aplicação). 3. a medida de tratamento ambulatorial revelou-se insuficiente para fazer cessar a periculosidade demonstrada pelo paciente. 184 da LEP. EXTINÇÃO DA MEDIDA. INEXISTÊNCIA DE EXAME. CP)4. não comparecendo ao local determinado e recusando o tratamento ambulatorial. NILSON NAVES. § 4º. MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA. I . 2. que por sua natureza. no decurso de um ano. 5ª Turma.2006).

A prova da reincidência do acusado pode ser validamente produzida pelo Ministério Público em sede recursal. Há. . em espécie.Obs. ou II – aplica-se a substituição da pena fixada por medida de segurança. NO ENTANTO.Não se beneficia da circunstancia atenuante obrigatória da confissão espontânea o acusado que desta se retrata em juízo. do Código Penal. 5 “RECURSO ESPECIAL.INAPLICABILIDADE DA CIRCUNSTANCIA ATENUANTE DA CONFISSAO ESPONTANEA . 1ª Turma. III.PEDIDO INDEFERIDO CONCESSÃO DE OFICIO DO WRIT. PELO MINISTÉRIO PÚBLICO . 231 e 400).188/SP. se o agente necessitar de tratamento curativo (internação ou tratamento ambulatorial) . do Código Penal. 65. Min. QUE FOI PRODUZIDA. STF: “HABEAS CORPUS . à natureza do tratamento de que necessita o agente inimputável ou semi-imputável 6 . 77 da antiga parte geral do CP)5. . II: diz o art. contudo. INIMPUTABILIDADE. TRATAMENTO AMBULATORIAL. CELSO DE MELLO.: reincidentes em doloso. ao ressaltar a abolição das medidas de segurança para os imputáveis (pela antiga periculosidade real ou presumida). RECURSO IMPROVIDO. "d". era possível crime a aplicação de medida por de crime segurança também aos imputáveis. – A legislação processual penal admite a ampla possibilidade jurídica de os sujeitos processuais produzirem.PROVA DA REINCIDENCIA DO PACIENTE. . condenados envolvendo quadrilha. EM SEDE RECURSAL. PARA CANCELAR MEDIDA DE SEGURANÇA IMPOSTA A RÉU IMPUTAVEL. a aplicação retroativa do novo sistema a casos pretéritos” (HC 69. caput e parágrafo único. I: no sistema penal anterior à reforma de 1984. condenados por crime cometido por embriaguez habitual. etc – art. 98 do CP. A retratação judicial da anterior confissão efetuada perante a Policia Judiciária obsta a invocação e a aplicação da circunstancia atenuante referida no art. . Rel. cuja periculosidade fosse presumida (ex.A jurisprudência dos Tribunais. a prova documental por eles reputada pertinente e adequada a demonstração da verdade real (CPP. deve ajustar-se. 26. arts. A medida de segurança. precedente isolado no STJ flexibilizando tal regra legal6.ii) semi-imputáveis: duas hipóteses: I . em juízo. DJ 26-03-1993).Obs. 1. DELITO APENADO COM RECLUSÃO. enquanto resposta penal adequada aos casos de exclusão ou de diminuição de culpabilidade previstos no artigo 26.art.O criminoso reincidente não mais esta sujeito a medida de segurança pessoal e detentiva.aplica-se a pena com a redução determinada pelo art. tem reconhecido. CP (1/3 a 2/3). . POSSIBILIDADE. IMPOSIÇÃO DE MEDIDA DE SEGURANÇA. 97 do CP que a internação é a medida cabível aos apenados com reclusão e o tratamento ambulatorial àqueles apenados com detenção.ADMISSIBILIDADE RETRATAÇÃO EM JUÍZO DA CONFISSAO POLICIAL . § único. com fundamento na superveniência de lei penal benéfica.

DJ 09. a um só tempo. certificam a exigência legal do ajustamento da medida de segurança ao estado do homem autor do fato-crime e determinam. apesar de o laudo pericial o haver tido como imputável. 2ª Turma. § 4º. 3. 3. constitui reformatio in pejus a substituição pelo Tribunal da pena privativa de liberdade. por implícito. deve o Tribunal reduzir a pena. a medida de segurança de tratamento compulsório. parágrafo único. Min. Provida a apelação do acusado para absolvê-lo. na interpretação do regime legal das medidas de segurança. nos termos do acórdão. 2. 2.874/SP. considerando o acórdão inimputável o paciente. quando só o réu tenha recorrido”. atendida sempre. impondo-se lhe.H. Habeas Corpus deferido. É o que resulta da letra do artigo 98 do Código Penal. Aplica-se. deferido em parte” (HC 74. Reformatio in pejus. III.Comprovada pela perícia a inimputabilidade do réu. 66)” (HC 74. porém. art. 4. Rel. . em regime de internação em hospital de custódia e tratamento psiquiátrico ou em regime ambulatorial.Não constitui nulidade o fato de o juiz monocrático não haver determinado a instauração de incidente de insanidade mental. 6. I. por medida de segurança consistente na internação do réu em hospital de custódia e tratamento psiquiátrico.Obs. . com o provimento de sua apelação. No mesmo sentido: “PENAL. ao determinar que. HABEAS CORPUS. a medida de segurança. Recurso especial improvido” (REsp 324. REFORMATIO IN PEJUS. Embora absolvido o paciente. por infringir o art. 26. NÉRI DA SILVEIRA. notadamente se a defesa não alegou ser o réu portador de doença mental. . em necessitando o condenado a pena de prisão de especial tratamento curativo.C. 7 . No caso. embora editada à época em que vigia o sistema do duplo-binário: “ a medida de segurança não será aplicada em segunda instância.091/SP. o paciente já cumpriu a pena restritiva de liberdade imposta na sentença. CARLOS VELLOSO. 2ª Turma. em regime aberto. DJ 09/05/97). SEMI-IMPUTABILIDADE DO RÉU. do Código Penal. Réu condenado. Rel.042/SP. nos termos do art. medida de segurança. 4.. seja imposta. a Súmula nº 525 do STF. remetendo-se os autos ao Juízo de Execução (Lei nº 7210/1984. que se afirme a natureza relativa da presunção de necessidade do regime de internação para o tratamento do inimputável. 155. IV. submetê-lo. deferidos ao semi-imputável apenado com prisão que necessita de tratamento curativo. na parte relativa à medida de segurança. INCIDENTE DE INSANIDADE MENTAL. II. pena de contradição incompatível com o sistema. Precedentes do STF. Min. Não houve recurso do Ministério Público. 6ª Turma. III: é vedada a reformatio in pejus também na medida de segurança7. ainda hoje. Min. ainda. Não cabe. REDUÇÃO DA PENA. SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR MEDIDA DE SEGURANÇA CONSISTENTE NA INTERNAÇÃO DO RÉU EM HOSPITAL DE CUSTÓDIA E TRATAMENTO PSIQUIÁTRICO. com efeito. Tais regimes alternativos da internação. Rel.Não tendo o Ministério Público recorrido da sentença. do fato-crime. sem recurso do Ministério Público. . HAMILTON CARVALHIDO. do Código Penal. em primeiro grau. com internação em hospital psiquiátrico pelo prazo mínimo de três anos. para cassar aresto da Corte local. 5. DJ 05/09/97). à pena de dois anos de reclusão e pagamento de multa. I. a necessidade social. Hipótese em que se caracteriza reformatio in pejus. em substituição. STF: “1. Súmula 525-STF. Habeas Corpus. PROCESSUAL PENAL. impôs-se-lhe medida de segurança.02.2004).

RÉU DECLARADO INIMPUTÁVEL.02. 2. PRAZO MÍNIMO DE 1 (UM) A 3 (TRÊS) ANOS. § 1. os dois primeiros do Código Penal e o último da Lei de Execuções Penais. LAURITA VAZ. mas. a cessação de periculosidade.330/RS.12. Precedentes do STJ. Rel. do CPP. ainda que por prazo superior ao limite imposto às penas privativas de liberdade. EXECUÇÃO PENAL. a subsistência da periculosidade do réu inimputável. mediante laudo pericial. descabe falar em constrangimento decorrente da sua manutenção em regime de internação. DJ 07. Min.(i) Duração: prazo mínimo. No mesmo sentido: “HABEAS CORPUS. com fundamento no exame médico-pericial realizado no paciente. limite das sanções penais em geral. não está sujeita a prazos predeterminados. Rel.LIMITE. DJ 23/09/2005). A medida de segurança fica jungida ao período máximo de trinta anos” (HC 84. (REsp 820. por mais um ano.2008). contudo. CESSAÇÃO DA PERICULOSIDADE. parágrafo 1º). CARLOS FERNANDO MATHIAS. porém. 9 10 MEDIDA. A medida de segurança de internação. PRECEDENTES DO STJ. DURAÇÃO. 3.2007). PRAZO INDETERMINADO DE INTERNAÇÃO. 1. a fim de fixar restrição à intervenção estatal em relação ao inimputável na esfera penal. contudo.993/SP. Rel. § 1º. 1ª Turma.04. 1. ORDEM DENEGADA. no sentido de que a duração da medida de segurança não pode ultrapassar 30 anos. 2. § 2º.219/SP. Min.º. E também: “HABEAS CORPUS. 6ª Turma. perdurando enquanto não for averiguada. do Código Penal. SEGURANÇA. Min. Recurso especial conhecido e provido. PERMANÊNCIA DA PERICULOSIDADE DO AGENTE. artigo 97. PRAZO INDETERMINADO. Constatada. a teor do disposto no art. A Turma entendeu que fere o princípio da isonomia o fato de a lei fixar o período . 97. “RECURSO ESPECIAL.PROJEÇÃO NO TEMPO .2004). aplicando-se. 3. deve fazer-se considerada a garantia constitucional abolidora das prisões perpétuas. na modalidade internação ou tratamento ambulatorial. 8 “MEDIDA DE SEGURANÇA . APLICAÇÃO DE MEDIDA DE SEGURANÇA. Min. A medida de segurança de internação. INEXISTÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO. será por tempo indeterminado. praticado10. 1. 6ª Turma. o qual atesta a necessidade da manutenção da medida. TEMPO INDETERMINADO. INIMPUTÁVEL. por perícias regulares. É validamente motivada a decisão judicial que prorroga. não se sujeita a prazos predeterminados. Nos termos do art. PENAL. Ordem denegada” (HC 70. Rel. 2. LIMITE. O STJ. o art. MEDIDA DE SEGURANÇA. RÉU INIMPUTÁVEL. A interpretação sistemática e teleológica dos artigos 75. sendo o prazo mínimo estabelecido entre 1 (um) a 3 (três) anos . Nesta hipótese. a medida de segurança. DJ 02. 682. 97. HAMILTON CARVALHIDO. não cessada sua periculosidade. à cessação da periculosidade do réu inimputável (Código Penal. à cessação da periculosidade do réu declarado inimputável.º. INEXISTÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO. 97 e 183. em tese. Trata a quaestio juris sobre a duração máxima da medida de segurança. especialmente diante da proibição de penas perpétuas9. 97. 5ª Turma. do Código Penal. DJ 03. § 1. a medida de segurança imposta ao sentenciado. decidiu recentemente que o prazo máximo da medida de segurança deve ser o máximo em abstrato do crime. deve-se proceder à sua interdição civil. do CP indeterminado8. sim. segundo o art. imposta em processo de conhecimento. Ordem denegada” (HC 27. por analogia. Há precedente isolado do STF. de 1 a 3 anos.497/SP. O prazo máximo é. MEDIDA DE SEGURANÇA. MARCO AURÉLIO.

por isso mesmo.Obs. está prescrita a pretensão executória estatal. pela via da interpretação. 2. EROS GRAU. condicionando seu término à cessação de periculosidade. não tem o condão de interromper o curso do prazo prescricional. 5. Rel. 97. O Supremo Tribunal Federal não está. Ordem concedida para declarar a prescrição da pretensão executória estatal” (HC 48.Obs. por ser absolutória. 3. 49 DA LEI 9. SENTENÇA ABSOLUTÓRIA. está sujeito a limites: se a medida de segurança foi aplicada na sentença absolutória ao inimputável. Assim. Min. entre o recebimento da denúncia em 19/9/02 e a presente data. PRESCRIÇÃO PELA PENA MÍNIMA EM ABSTRATO: IMPOSSIBILIDADE. Recurso ordinário em habeas corpus ao qual se nega provimento” (RHC 86. por isso mesmo. em respeito aos princípios da isonomia e da proporcionalidade” (HC 125. DELITO PREVISTO NO ART. Min.993/RS. no caso 1 (um) ano. à regra contida no artigo 109 do Código Penal". Maria Thereza de Assis Moura. STJ: “HABEAS CORPUS. passível de ser extinta pela prescrição. o tempo de duração máximo da medida de segurança não deve ultrapassar o limite máximo de pena cominada abstratamente ao delito praticado. de acordo com o art. "A medida de segurança é espécie do gênero sanção penal e se sujeita. STF: “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. por ausência de previsão legal.11.2007). 4. conta-se a prescrição pela pena máxima em abstrato11. DJ 05. para o qual a lei limita o poder de atuação do Estado. PRESCRIÇÃO PELA PENA MÁXIMA COMINADA EM ABSTRATO. IV do art. pela prática de um crime. 109. 5ª Turma. se a medida de segurança foi aplicada na sentença condenatória ao semi-imputável. Rel. do CP). está-se tratando de forma mais gravosa o infrator inimputável quando comparado ao imputável. A medida de segurança é espécie do gênero sanção penal e se sujeita.888/SP. Rel. DJ 02/12/2005). A sentença que aplica medida de segurança. portanto. 2. ou seja. V. 117 do Código Penal. LAUDO PERICIAL ASSINADO POR UM ÚNICO PERITO OFICIAL: VALIDADE. 1ª Turma. transcorridos mais de 4 (quatro) anos. Min. em substituição. 11 conta-se a prescrição pela pena efetivamente . julgado em 19/11/2009 . IMPOSIÇÃO DE MEDIDA DE SEGURANÇA POR PRAZO INDETERMINADO. ARNALDO ESTEVES LIMA. aplicada. Impossibilidade de considerar-se o mínimo da pena cominada em abstrato para efeito prescricional. do CP. 1.342-RS. I: o cômputo do prazo prescricional. II: se aplicada em substituição à pena em razão de superveniência de doença mental no decorrer da execução ou máximo de cumprimento da pena para o inimputável (art. 1. à regra contida no artigo 109 do Código Penal. A jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido da validade do laudo pericial assinado por um único perito oficial. Na hipótese.. ORDEM CONCEDIDA.Informativo de Jurisprudência nº 416). a prescrição é contada pelo máximo da pena cominada em abstrato pelo preceito secundário do tipo. autorizado a. inovar o ordenamento. sob pena de usurpação da função legislativa. MEDIDA DE SEGURANÇA. Em razão da incerteza da duração máxima de medida de segurança. Por não haver uma condenação ao se aplicar a medida de segurança ao inimputável. nos termos do inc. . § 1º. PACIENTE INIMPUTÁVEL. contudo. o que resultaria do acolhimento da pretensão deduzida pelo recorrente.605/98. determinando que este cumpra medida de segurança por prazo indeterminado.

determinar a expedição de alvará de soltura em favor do paciente” (HC 88. Min. 157. MEDIDA DE SEGURANÇA SUBSTITUTIVA. ORDEM CONCEDIDA. (j) Execução e Revogação da Medida de Segurança: “HABEAS CORPUS. CP). Evidenciada a ocorrência de flagrante constrangimento ilegal.Hipótese na qual se requer a extinção da medida de segurança aplicada ao paciente em substituição à pena corporal. sendo adstrita ao tempo de cumprimento da pena privativa de liberdade fixada na sentença condenatória . § 2º. 98. Rel.09. RÉU QUE PERMANECE INTERNADO. Ordem concedida para. sob pena de ofensa à coisa julgada. TEMPO DE CUMPRIMENTO DA PENA CORPORAL EXCEDIDO. é aplicada quando. EXECUÇÃO DA PENA. 3. a sua duração não pode ultrapassar ao tempo determinado para cumprimento da pena. segunda parte.Obs. DOENÇA SUPERVENIENTE. no curso na execução da pena privativa de liberdade. SUPERVENIÊNCIA DE DOENÇA MENTAL. 2. declarada extinta a medida de segurança substitutiva à pena corporal fixada ao paciente. em virtude de seu integral cumprimento. deve ser determinada sua extinção. sob o fundamento de ter se encerrado o prazo da pena privativa de liberdade imposta na sentença condenatória. 5. ORDEM CONCEDIDA. E também: “HABEAS CORPUS. DJ 04. 1. Rel. 1. No mesmo sentido: “PENAL. CP). FLAGRANTE CONSTRANGIMENTO ILEGAL.10. limitada. sobrevier doença mental ou perturbação da saúde mental. deve ser concedida ordem de habeas corpus ao paciente. MEDIDA DE SEGURANÇA SUBSTITUTIVA DE PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE. Rel. Min. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. DO CP. A medida de segurança prevista na Lei de Execuções Penais.Obs. I. ou seja.12. 97. Havendo medida de segurança substitutiva de pena privativa de liberdade. 12 . CP). PRAZO ESTABELECIDO NA CONDENAÇÃO. 4. DURAÇÃO. 6ª Turma. ao tempo que faltar para o termino a sanção imposta na condenação. primeira parte. III: a perícia é realizada ao final do prazo fixado pelo juiz e. 42 do CP). O entendimento desta Corte é no sentido de que a superveniência de doença mental no curso do cumprimento da pena privativa de liberdade enseja sua substituição por medida de segurança. § 2º. 5ª Turma. . DJ 17. MEDIDA DE SEGURANÇA.849/SP.972/SP.na própria sentença condenatória ao semi-imputável (art. EXECUÇÃO. . é realizada “ano a ano” (art. 97. 2.2006). desconta-se do prazo mínimo da medida de segurança o tempo de prisão provisória cumprido no decorrer do processo (art. seu limite é o restante de pena a cumprir12. Verificado o cumprimento integral da medida de segurança substitutiva. Ordem concedida” (HC 56. § 2º.Obs. DJ 08. Ordem concedida” (HC 44. . após. ainda.828/SP. JANE SILVA. PAULO GALLOTTI. V: deve-se aplicar à medida de segurança a regra da detração. ART. (Precedentes). 5ª Turma. hipótese dos autos. IV: pode o juiz.2007). determinar novo exame a qualquer momento que julgar necessário (art.2007). Min. FELIX FISCHER. contudo. INTERNAÇÃO.

ocorrerá o restabelecimento da medida (art.2006). perdurando enquanto não for averiguada a cessação da periculosidade. HOMICÍDIO QUALIFICADO. Se for permitido ao liberado residir fora da comarca do Juízo da execução. Ordem denegada” (HC 48. Rel. HC. § 3º. tendo praticado novo delito e determinada seu restabelecimento à situação anterior. CESSAÇÃO DA PERICULOSIDADE. do Código Penal). 132. a desinternação condicionada pelo prazo de 01 ano. III. dentro de prazo razoável se for apto para o trabalho. IV. Deferido o pedido. ORDEM DENEGADA. aplicar-se-á o disposto nos artigos 132 e 133 desta Lei. Min. 13 “CRIMINAL. I. com base em laudo médico conclusivo pela cessação de sua periculosidade e preso em flagrante pelo cometimento de crime contra os costumes dentro do prazo de 01 ano.- realizada a perícia e verificada a cessação da periculosidade. § 2° Poderão ainda ser impostas ao liberado condicional. 178. afastado o argumento de constrangimento ilegal.se o indivíduo. 14 . Evidenciado que a pena reclusiva foi substituída já na sentença condenatória. V. estando condicionada à cessação da periculosidade do paciente. VI. 97.187/SP. durante o qual o agente não pode praticar nenhum ato indicativo da persistência de sua periculosidade. RÉU SEMI-IMPUTÁVEL. deve o juiz suspender a execução da medida de segurança. No caso dos autos a medida de segurança não possui limite temporal. PRÁTICA DE NOVO DELITO. quando os jurados reconheceram a semi-imputabilidade do paciente. DJ 01. entre outras obrigações. com a pena substituída por medida de segurança. . b) comunicar periodicamente ao Juiz sua ocupação. ou seja. b) recolher-se à habitação em hora fixada. CP)14. Precedentes. Nas hipóteses de desinternação ou de liberação (artigo 97. c) não mudar do território da comarca do Juízo da execução. praticar fato que indique periculosidade (não precisa. AUSÊNCIA DE LIMITE TEMPORAL. INOCORRÊNCIA. 133. consoante efetivado na hipótese. aplicando ao indivíduo as condições dos arts. condenado pela prática de homicídio qualificado. as seguintes: a) não mudar de residência sem comunicação ao Juiz e à autoridade incumbida da observação cautelar e de proteção. Art. § 3º. Hipótese na qual o paciente. o Juiz especificará as condições a que fica subordinado o livramento. Art. DESINTERNAÇÃO CONDICIONAL. sendo também aplicável ao caso. c) não freqüentar determinados lugares.02. 178 da LEP)13. quando aplicada ao inimputável ou semi-imputável ainda no processo de conhecimento. remeter-se-á cópia da sentença do livramento ao Juízo do lugar para onde ele se houver transferido e à autoridade incumbida da observação cautelar e de proteção. por 1 ano. foi desinternado condicionalmente. durante a suspensão. II. durante o processo de conhecimento. sem prévia autorização deste. RESTABELECIMENTO DA MEDIDA DE SEGURANÇA. ser um fato criminoso). A medida de segurança prevista no Código Penal. 5ª Turma. Art. pode ter prazo indeterminado.210/84 (art. necessariamente. SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR MEDIDA DE SEGURANÇA NA SENTENÇA. POSSIBILIDADE. § 1º Serão sempre impostas ao liberado condicional as obrigações seguintes: a) obter ocupação lícita. não se aplica à hipótese o entendimento segundo o qual a medida de segurança imposta não pode ultrapassar o prazo da reprimenda corporal substituída. Tendo o acusado sido desinternado condicionalmente. GILSON DIPP. EXECUÇÃO. 132 e 133 da Lei nº 7.

deve o juiz declará-la extinta..se após 1 ano não ocorrer o restabelecimento da medida de segurança. .

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