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Cerâmicas, Polímeros e Utilização na Indústria de Petróleo

Cerâmicas, Polímeros e Utilização na Indústria de Petróleo

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  • 1 – INTRODUÇÃO
  • 2.1.1) Estruturas Cristalinas
  • 2.1.2) Estruturas dos Silicatos
  • 2.1.3) Estrutura do Carbono
  • 2.1.4) Imperfeições das Cerâmicas
  • 2.1.5) Difusão em Compostos Iônicos
  • 2.1.6) Diagramas de Fases das Cerâmicas
  • 2.2.1) Fratura Frágil
  • 2.2.2) Deformação Plástica das Estruturas em Camadas
  • 2.2.3) Deformação viscosa do vidro
  • 2.2.4) Comportamento Tensão-Deformação
  • 2.3.1) Cerâmicas Vermelhas
  • 2.3.2) Materiais de Revestimento
  • 2.3.3) Cerâmicas Brancas
  • 2.3.4) Materiais Refratários
  • 2.3.5) Isolantes Térmicos
  • 2.3.6) Abrasivos
  • 2.3.7) Vidros
  • 2.3.8) Vitrocerâmicos
  • 2.3.9) Cimento Portland
  • 2.3.10) Cerâmicas Avançadas
  • 2.4.1) Preparação da Matéria-Prima
  • 2.4.2) Preparação da Massa
  • 2.4.3.1) Colagem ou Fundição
  • 2.4.3.2) Prensagem
  • 2.4.3.3) Extrusão
  • 2.4.3.4) Torneamento
  • 2.4.4.1) Secagem
  • 2.4.4.2) Queima
  • 2.4.5) Acabamento
  • 2.4.6.1) Tipos de Esmaltes
  • 2.4.6.2) Preparação de Esmaltes (Vidrados)
  • 2.4.6.3) Aplicação do Esmalte
  • 2.4.6.4) Corantes
  • 2.4.6.5) Decoração
  • 3.1.1) Forças moleculares em polímeros
  • 3.1.2) Funcionalidade
  • 3.1.3) Peso Molecular
  • 3.1.4) Forma Molecular
  • 3.1.5.1) Polímero Linear
  • 3.1.5.2) Polímero Ramificado
  • 3.1.5.3) Polímero em Rede
  • 3.1.6.1) Encadeamento
  • 3.1.6.2) Taticidade
  • 3.1.6.3) Isomeria cis-trans em dienos
  • 3.1.7.1) Aleatório
  • 3.1.7.2) Alternado
  • 3.1.7.3) Em Bloco
  • 3.1.7.4) Enxertado
  • 3.1.8.1) Polímero Amorfo
  • 3.1.8.2) Polímero Cristalino
  • 3.1.8.3) Polímero Semi-cristalino
  • 3.1.8.4) Fatores que influenciam na cristalinidade do polímero
  • 3.2.1.1) Termoplásticos
  • 3.2.1.2) Termorrígidos (Termofixos)
  • 3.2.1.3) Viscoelasticidade dos Polímeros
  • 3.2.2.1) Viscoso
  • 3.2.2.2) Elástico
  • 3.2.2.3) Viscoso Intermediário
  • 3.2.3) Características da Fratura
  • 3.2.4.1) Polimerização por Adição
  • 3.2.4.2) Polimerização por Condensação
  • 3.2.5) Aditivos Para Polímeros
  • 3.3.1) Revestimentos
  • 3.3.2) Adesivos
  • 3.3.3) Películas
  • 3.3.4) Espumas
  • 3.3.5) Tubulações e Conexões Hidrosanitárias
  • 3.3.6) Aditivos Químicos
  • 3.4) POLÍMEROS E O MEIO AMBIENTE
  • 4.1) CIMENTAÇÃO DE POÇOS DE PETRÓLEO
  • 4.2) FLUIDOS DE PERFURAÇÃO
  • 4.3) RESTAURAÇÃO DE POÇOS DE PETRÓLEO
  • 4.4) RECUPERAÇÃO DE ÓLEOS NOS POÇOS DE PETRÓLEO
  • 4.5) FILTROS DE CERÂMICA
  • 4.6) FIBRA ÓTICA
  • 5 – CONCLUSÃO

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO - Campus São Mateus Centro Universitário Norte do Espírito Santo ENGENHARIA DE PETRÓLEO

CERÂMICAS, POLÍMEROS E SUAS UTILIZAÇÕES NA INDÚSTRIA DE PETRÓLEO

Gabriel Oliveira Pena Layz Queiroz Kruschewsky Pedro Moreira Chaves

São Mateus Outubro de 2010
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Gabriel Oliveira Pena Layz Queiroz Kruschewsky Pedro Moreira Chaves

CERÂMICAS, POLÍMEROS E SUAS UTILIZAÇÕES NA INDÚSTRIA DE PETRÓLEO

Trabalho apresentado à Faculdade Federal do Espírito Santo, como requisito obrigatório para obtenção de crédito na disciplina de Ciência dos Materiais.

Orientador: Prof José Rafael Cápua Proveti

São Mateus Outubro de 2010
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Agradecimento às professoras Patrícia Fontes e Christiane Mapheu Nogueira pelo suporte e auxílio na execução do trabalho. E aos colegas pelo incentivo.

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SUMÁRIO

1 – INTRODUÇÃO ------------------------------------------------------------------------------------------- 07

2 – CERÂMICAS ---------------------------------------------------------------------------------------------- 11 2.1 – Estruturas Cerâmicas ------------------------------------------------------------------- 12 2.1.1 – Estruturas Cristalinas ---------------------------------------------------------- 12 2.1.2 – Estruturas dos Silicatos ------------------------------------------------------- 14 2.1.3 – Estrutura do Carbono --------------------------------------------------------- 17 2.1.4 – Imperfeições das Cerâmicas ------------------------------------------------- 18 2.1.5 – Difusão em Compostos Iônicos --------------------------------------------- 20 2.1.6 – Diagrama de Fases das Cerâmicas ----------------------------------------- 20 2.2 – Propriedades Mecânicas das Cerâmicas ------------------------------------------ 24 2.2.1 – Fratura Frágil -------------------------------------------------------------------- 24 2.2.2 – Deformação Plástica das Estruturas em Camadas --------------------- 26 2.2.3 – Deformação Viscosa do Vidro ----------------------------------------------- 27 2.2.4 – Comportamento Tensão-Deformação ------------------------------------ 28 2.3 – Tipos e Aplicações das Cerâmicas --------------------------------------------------- 30 2.3.1 – Cerâmicas Vermelhas --------------------------------------------------------- 30 2.3.2 – Materiais de Revestimento -------------------------------------------------- 31 2.3.3 – Cerâmicas Brancas ------------------------------------------------------------- 31 2.3.4 – Materiais Refratários ---------------------------------------------------------- 32 2.3.5 – Isolantes Térmicos ------------------------------------------------------------- 32 2.3.6 – Abrasivos ------------------------------------------------------------------------- 34 2.3.7 – Vidros ----------------------------------------------------------------------------- 35 2.3.8 – Vitrocerâmicos ------------------------------------------------------------------ 35 2.3.9 – Cimento Portland -------------------------------------------------------------- 36 2.3.10 – Cerâmicas Avançadas -------------------------------------------------------- 37 2.4 – Processamento e Fabricação das Cerâmicas ------------------------------------- 39
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1.44 2.5 – Decoração -----------------------------------------------------------.4.6.3 – Formação de Peças -----------------------------------------------------------.2 – Preparação da Massa ---------------------------------------------------------.52 7 .51 3.4.39 2.1.51 3.51 3.2 – Funcionalidade -----------------------------------------------------------------.2 – Preparação de Esmaltes (Vidrados) ---------------------------.1.45 2.3 – Aplicação do Esmalte ---------------------------------------------.4.4.3 – Peso Molecular ----------------------------------------------------------------.5 – Estrutura Molecular ----------------------------------------------------------.1.1 – Secagem -------------------------------------------------------------.3.3.4.4.41 2.4.50 3.6. 2.52 3.4.4.3 – Extrusão -------------------------------------------------------------.3.com For evaluation only.40 2.1 – Colagem ou Fundição --------------------------------------------.42 2.1 – Polímero Linear ----------------------------------------------------.2 – Prensagem ----------------------------------------------------------.45 2.1 – Forças Moleculares em Polímeros ----------------------------------------.47 3.4.49 3.4.49 3.1.1.43 2.1.43 2.4.3.2 – Polímero Ramificado ---------------------------------------------.40 2.6 – Configurações Moleculares -------------------------------------------------.42 2.45 2.42 2.4 – Tratamento Térmico ----------------------------------------------------------.42 2.4 – Torneamento -------------------------------------------------------.6 – Esmaltação e Decoração -----------------------------------------------------.4.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www.49 3.4.5 – Acabamento --------------------------------------------------------------------.2 – Queima --------------------------------------------------------------.4.4.3 – Polímero em Rede ------------------------------------------------.5.46 3 – POLÍMEROS ---------------------------------------------------------------------------------------------.5.4.1 – Estrutura Polimérica -------------------------------------------------------------------.1 – Tipos de Esmaltes -------------------------------------------------.5.4.44 2.4 – Forma Molecular --------------------------------------------------------------.6.1 – Preparação da Matéria-Prima ----------------------------------------------.6.41 2.51 3.1.6.1.4 – Corantes -------------------------------------------------------------.4.foxitsoftware.

58 3.61 3.1.1 – Viscoso ---------------------------------------------------------------.2.54 3.1 – Revestimentos -----------------------------------------------------------------.2.2 – Propriedades Mecânicas e Características dos Polímeros ------------------.1 – Termoplásticos ----------------------------------------------------.1.54 3.2 – Viscoelasticidade dos Polímeros -------------------------------------------.2 – Elástico ---------------------------------------------------------------.2 – Polímero Cristalino -----------------------------------------------.1.3 – Polímero Semi-cristalino ----------------------------------------.54 3.4 – Enxertado -----------------------------------------------------------.2.1.2.1.3 – Elastômeros (Borrachas) ----------------------------------------.2 – Polimerização por Condensação ------------------------------.1.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www.1.55 3.6.7.55 3.2 – Alternado -----------------------------------------------------------.com For evaluation only.8.8.58 3.6.7.60 3.1 – Polímero Amorfo --------------------------------------------------.54 3.2.1.7 – Copolímero ---------------------------------------------------------------------.59 3.1 – Polimerização por Adição ---------------------------------------.3.4 – Fatores que influenciam na cristalinidade do polímero -.7.4.3 – Aplicações Diversas --------------------------------------------------------------------.60 3.foxitsoftware.3 – Isomeria Cis-Trans em Dienos ----------------------------------.2.1.55 3.1 – Aleatório ------------------------------------------------------------.2.1 – Divisão dos Polímeros --------------------------------------------------------.2.60 3.8 – Cristalinidade do Polímero --------------------------------------------------.1 – Encadeamento -----------------------------------------------------.4 – Polimerização ------------------------------------------------------------------.2.53 3. 3.55 3.2.59 3.8.2 – Taticidade -----------------------------------------------------------.1.2.3 – Características da Fratura ---------------------------------------------------.2.52 3.3 – Em Bloco ------------------------------------------------------------.5 – Aditivos para Polímeros -----------------------------------------------------.1.65 3.1.2.8.3 – Viscoso Intermediário --------------------------------------------.66 3.1.57 3.1.57 3.6.55 3.66 8 .59 3.63 3.1.2.4.55 3.1.2.2.2 – Termorrígidos (Termofixos) ------------------------------------.58 3.7.56 3.

69 3.77 5 – CONCLUSÃO --------------------------------------------------------------------------------------------.66 3.3.foxitsoftware.3.3 – Restauração de Poços de Petróleo ------------------------------------------------.78 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS -------------------------------------------------------------------------.80 9 .6 – Fibra Ótica --------------------------------------------------------------------------------.3.72 4.4 – Recuperação de Óleos nos Poços de Petróleo ----------------------------------.67 3.1 – Cimentação de Poços de Petróleo -------------------------------------------------.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www.1 – O PVC e o Ambiente ----------------------------------------------------------.4 – Espumas -------------------------------------------------------------------------.74 4. 3.67 3.73 4.2 – Fluidos de Perfuração -----------------------------------------------------------------.67 3.com For evaluation only.6 – Aditivos Químicos -------------------------------------------------------------.70 4 – IMPORTÂNCIA E UTILIZAÇÃO DE POLÍMEROS E CERÂMICAS NA INDÚSTRIA DE PETRÓLEO ----------------------------------------------------------------------------------------------------.3.5 – Filtro de Cerâmica ----------------------------------------------------------------------.75 4.5 – Tubulações e Conexões Hidrosanitárias ---------------------------------.4 – Polímeros e o Meio Ambiente ------------------------------------------------------.71 4.3 – Películas -------------------------------------------------------------------------.3.4.68 3.2 – Adesivos -------------------------------------------------------------------------.76 4.

há diversos grupos de pesquisa nesta área e existe até uma associação: a Associação Brasileira de Polímeros (ABPol). tanto que. Polímeros são compostos orgânicos e reações de difícil execução em laboratório. 1 – INTRODUÇÃO Engenharia de materiais é o ramo da engenharia voltado para a pesquisa de materiais e de novos usos industriais para os materiais já existentes. mas esse polímero só ficou conhecido anos depois durante a Segunda Guerra Mundial. O primeiro polímero a ser sintetizado em laboratório foi o polietileno. O engenheiro. Na 2ª fase. A 3ª Fase. período entre 1920 e 1950 foi decisivo para o surgimento dos polímeros modernos. por meio deles. caracterização e estudo das propriedades dos polímeros.foxitsoftware. como também situar as tropas de controle. Física e das Engenharias. até a primeira metade do século XIX acreditava-se na chamada Teoria da Força Vital. como resinas. além de aperfeiçoar suas propriedades e estabelecer novas combinações. Tais equipamentos foram muito importantes durante a guerra. pesquisa e cria materiais. que resultam em processos inéditos. A Ciência dos Polímeros é multidisciplinar com grande colaboração da Química. a teoria da Força Vital é derrubada. portanto. Isso caracteriza a 1ª fase da história dos polímeros. Até o século XIX somente era possível utilizar polímeros produzidos naturalmente.com For evaluation only. No Brasil. era possível perceber não só a chegada de inimigos. pois não havia tecnologia disponível para promover reações entre os compostos de carbono. Nessa época desempenhou um importante papel: como isolante elétrico de radares militares. em uma indústria na Inglaterra.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. cerâmicas e ligas metálicas. Com essa derrubada as pesquisas sobre química orgânica se multiplicam. pois. A Química de Polímeros é a parte desta ciência que cuida da síntese. 10 . plásticos.

que permitiram uma modificação muito grande nos costumes do mundo atual. foi a partir da década de 1960. o consumo de combustível. Nossos descendentes. como as garrafas PET de refrigerante. Uma indústria de tintas usa materiais poliméricos de diversos tipos. A indústria automobilística tem reduzido o peso dos veículos e. Muitas outras áreas se beneficiaram com a ciência de polímeros. hoje os plásticos já estão onipresentes em nosso cotidiano. Isto é ciência de polímeros que se transformou em aplicação. Na tentativa de substituir a seda. já que possuem elevada resistência. Hoje. com o início do processo de modernização das embalagens utilizadas para produtos industrializados. Além dos polímeros sintéticos. Entretanto. surgiram vários tipos de polímeros. portanto. que os problemas começaram a surgir. que invadiram o cotidiano do homem moderno. embalagens e até mesmo roupas. existem os naturais que o homem convive há muito mais tempo e que agora também encontram novas aplicações devido ao desenvolvimento da ciência dos polímeros. em referência aos dois maiores mercados consumidores da época). Embora o primeiro polímero sintético só tenha sido obtido em 1907. num consultório odontológico. descobriu-se a fibra de nylon (New York London. no futuro. se faz cura de resina com luz ultravioleta em restaurações dentárias. usada tradicionalmente na indústria de papel. e então são acumulados no ambiente. pela substituição de peças metálicas por “plásticos de engenharia”. A indústria de cosmético tem incorporado o uso de polímeros em diversas de suas formulações. conservando por muitos anos suas propriedades físicas. alguns materiais poliméricos. estes polímeros obtidos de derivados do petróleo não são biopolímeros. 11 . pode ser modificada quimicamente e adquirir diversas outras aplicações. Pelas características de serem descartáveis.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. designação consagrada para polímeros biodegradáveis obtidos a partir de fontes renováveis e que muito recentemente têm conhecido uma enorme expansão.com For evaluation only. Muitos dos utensílios domésticos. por exemplo. A celulose. automóveis. são feitas com polímeros. por exemplo. Embora biodegradáveis. acarretam problemas ambientais. talvez se refiram à nossa época como sendo a era dos plásticos.foxitsoftware. Posteriormente.

possibilitam uma contagem mais precisa e segura. onde a cerâmica é colocada nos trilhos. “A arte. são denominados materiais cerâmicos” (KINGERY BARSOUM).com For evaluation only. vem sendo utilizada na prótese de ossos e dentária. Desse processo de endurecimento. É um material de imensa resistência. A procura por segurança e durabilidade para as edificações conduziu o homem à experimentação de diversos materiais aglomerantes. é ainda o material mais utilizado quando existe a necessidade de um produto resistente a altas temperaturas. como é o caso do trem bala no Japão. sendo frequentemente encontrado em escavações arqueológicas. e algumas vezes calor e pressão. polipropileno e polibutadieno respectivamente. reveste os chips que injetados dentro do animal. da construção civil e como material plástico nas mãos dos artistas. justamente devido a sua durabilidade. o material mais antigo produzido pelo homem. multiplicou-se e evoluiu até os dias de hoje. que são formados pela aplicação de calor. Além de sua utilização como matéria-prima constituinte de diversos instrumentos domésticos. originando assim os materiais tecnicamente conhecidos como polietileno. Ela nasceu no momento em que o homem começou a utilizar-se do barro endurecido pelo fogo. Na medicina. Os polímeros ou plásticos mais comuns são obtidos a partir de monômeros extraídos diretamente do petróleo. 12 . Os romanos chamavam esses materiais de "caementum". na pecuária australiana. constituídos em grande parte por materiais inorgânicos. a ciência e a tecnologia de fabricação de compostos sólidos. como o etileno. A cerâmica é. existindo há cerca de dez a quinze mil anos. a cerâmica é também utilizada na tecnologia de ponta.foxitsoftware.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. termo que originou a palavra cimento. propileno e butadieno. obtido casualmente. portanto. mais especificamente na fabricação de componentes de foguetes espaciais. não metálicos.

Corpos cerâmicos são usados em diversas etapas na indústria do petróleo. Seu uso é tão abrangente que engloba desde os testes de laboratório. O setor industrial da cerâmica é bastante diversificado e pode ser dividido e setores que possuem características bastante individualizadas e com níveis de avanço tecnológico distintos: cerâmica vermelha. 13 . extração e refino do óleo.com For evaluation only.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. louça sanitária. com maior ou menor grau de desenvolvimento e capacidade de produção. cerâmica técnica e isolantes térmicos. filtros cerâmicos para uso doméstico. materiais refratários. diversos processos de separações até vários tratamentos de descarte de resíduos. tais como os de caracterização de poços. isoladores elétricos de porcelana. materiais de revestimento. louça de mesa. cerâmica artística (decorativa e utilitária). No Brasil existem todos estes segmentos.foxitsoftware.

A imagem das cerâmicas é usualmente associada a objetos de arte. mas eles fornecem uma idéia muito ínfima sobre a dimensão e o universo da indústria de cerâmica nos dias atuais. na maioria das vezes. ligados quimicamente entre si fundamentalmente por ligações iónicas e/ou covalentes. as cerâmicas podem ser transparentes. etc. pratos. devido à existência de planos de deslizamento independentes. Evidentemente são produtos cerâmicos. Por outro lado. Em relação às suas características ópticas. alguns dos materiais cerâmicos mais comuns incluem o óxido de alumínio (ou alumina.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. Em relação ao comportamento mecânico. SiO2). ligações iônicas e/ou covalentes e ordem a longa distância. o dióxido de silício (ou sílica. translúcidas ou opacas e algumas à base de óxidos exibem comportamento magnético. vasos. Elas também representam alguns dos materiais mais avançados. as cerâmicas são tipicamente muito duras. Al2O3). 2 – CERÂMICAS As cerâmicas representam alguns dos materiais mais antigos e mais ambientalmente duráveis para a engenharia. graças as suas altas temperaturas de fusão. Adicionalmente. o carbeto de silício (SiC). elas são extremamente frágeis (ausência de ductilidade) e altamente suscetíveis à fratura. o que alguns referem como sendo as cerâmicas tradicionais. já que é quase impossível abrir os olhos sem ver um produto cerâmico ou um produto que depende de um engenheiro ou cientista cerâmico para sua existência. o nitreto de silício (Si3N4) e.foxitsoftware. nitretos e carbetos. sendo desenvolvidos para a indústria aeroespacial e eletrônica. Por exemplo. Devido a ausência de elétrons livres esses materiais são tipicamente isolantes à passagem de calor e eletricidade e são mais resistentes a altas temperaturas e a ambientes severos do que os metais e os polímeros. ainda. os materiais cerâmicos são relativamente rígidos e resistentes (a rigidez e a resistência são comparáveis àquelas dos metais). 14 . aquelas que são compostas por minerais argilosos.com For evaluation only. assim com o cimento e o vidro. As cerâmicas são compostos formados entre elementos metálicos e não-metálicos. elas consistem em óxidos.

isto é. por exemplo. Dessa forma. 2. As cerâmicas são formadas por pelo menos 2 elementos e suas estruturas cristalinas são geralmente mais complexas do que as de metais. os cátions são extremamente menores do que os ânions. pois eles cederam seus elétrons de valência aos ânions (íons não metálicos) que são carregados negativamente. cada íon cálcio possui uma carga elétrica +2 (Ca+2). Devido a importância da carga elétrica na estrutura do cristal. A fórmula química de um composto indica a razão entre o número de cátions e o número de ânions ou a composição que atinge esse balanço de cargas. Os cátions (íons metálicos) são carregados positivamente. 2.do que íons Ca2+.1) ESTRUTURAS CERÂMICAS A maioria das estruturas cerâmicas pode ser pensada como composta de íons carregados eletricamente. os tamanhos relativos dos cátions e dos ânions. devem existir duas vezes mais íons F.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www.com For evaluation only. No fluoreto de cálcio.1. no lugar dos átomos. o que pode ser observado na fórmula química para esse composto: CaF2. ele deve ser eletricamente neutro. enquanto a cada íon flúor está associada uma única carga negativa (F-). O segundo critério influencia uma vez que os elementos metálicos cedem elétrons quando ficam ionizados. já que a ligação atômica em materiais cerâmicos é parcialmente ou totalmente iônica.foxitsoftware.1) Estruturas Cristalinas Duas características dos íons componentes em materiais cerâmicos cristalinos influenciam a estrutura do cristal: a magnitude da carga elétrica em cada um dos íons componentes e. devido 15 . com todas as cargas positivas dos cátions em contrabalanceamento com as cargas negativas dos ânions.

a isso. onde o A representa o cátion e o X o ânion. Ex: NaCl. Uma razão crítica ou mínima é estipulada para que o contato entre os ânions e o cátion seja estabelecido. Os cátions necessitam de quantos ânions vizinhos for possível. A densidade das estruturas cristalinas é obtida através da seguinte equação: 16 .foxitsoftware. afetando assim na estabilidade da estrutura.  Estruturas cristalinas ternárias do tipo AmBnXp: Indicando compostos com mais de um tipo de cátion. a ração [raio_cátion / raio_ânion] é menor do que a unidade.  Estruturas cristalinas binárias do tipo AX: Alguns dos materiais cerâmicos usuais são aqueles que existem números iguais de cátions e ânions que mantêm a neutralidade elétrica.  Estruturas cristalinas binárias do tipo AmXp: Este tipo de estrutura ocorre quando as cargas dos cátions diferem entre si. SiO2.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. dependendo do número de coordenação. MgAl2O4. E o índice m e/ou p diferem da unidade. Estruturas cerâmicas cristalinas estáveis se formam quando os ânions que circundam um cátion estão em contato com este cátion. através de considerações puramente geométricas. ZnS. CsCl. Li2O. e vice-versa. Ex: CaF2. Al2O3. Ex: BaTiO3.com For evaluation only.

porque possuem certas propriedades distintas que são úteis para o engenheiro. são também feitos de silicatos. Onde: n’ = o número de fórmulas unitárias dentro da célula unitária ΣAC = a soma dos pesos atômicos de todos os cátions na fórmula unitária ΣAA = a soma dos pesos atômicos de todos os ânions na fórmula unitária VC = o volume da célula unitária NA = número de Avogadro.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www.023 x 10²³ fórmulas unitárias/mol 2.com For evaluation only. o silicato mais conhecido é o cimento “portland”.foxitsoftware. 6. vidro. Entre outras aplicações dos silicatos se incluem isolantes elétricos.2) Estruturas dos Silicatos Muitos materiais cerâmicos contêm silicatos. em parte. em parte. Muitos outros materiais de construção tais como tijolos.1. o qual tem a grande vantagem de poder formar um ligante hidráulico nos agregados rochosos. vidrados. 17 . Provavelmente. telhas. materiais de laboratório e fibras de vidro. porque os mesmos são abundantes e baratos e.

em teoria.foxitsoftware.  Unidades tetraédricas duplas: A segunda das formas de superar a deficiência de elétrons produz uma unidade tetraédrica dupla. por quatro oxigênios.  Estruturas em cadeia: Imediatamente se percebe que.  Unidades tetraédricas silicato: A unidade estrutural dos silicatos é o tetraedro “SiO4”.com For evaluation only. no qual um átomo de silício é cercado. Um dos oxigênios é compartilhado por dois tetraedros obtidos de átomos metálicos adjacentes. isso também é possível para os demais.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. Podendo ter. tetraedricamente. comprimentos infinitos. 18 . se um dos átomos de oxigênio pode ser compartilhado por dois tetraedros adjacentes.

cada silício cercado por quatro oxigênios.com For evaluation only. 19 . Consequentemente é mais rígido que a maior parte dos líquidos.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www.foxitsoftware. Nessas estruturas. o vidro tem uma estrutura tridimensional contendo ligações covalentes. cada oxigênio está compartilhado por dois tetraedros adjacentes e. micas e talcos. obviamente. ao invés de segundo uma linha. mas ao contrário dos líquidos mais comuns. Da mesma forma que um líquido. é um material amorfo.  Estruturas em camadas: O arranjo das unidades tetraédricas segundo um plano.  Estruturas vítreas: O vidro é um silicato vítreo.  Estruturas tridimensionais: A repetição das unidades tetraédricas nas três direções produz uma estrutura tridimensional. torna possível as estruturas de muitos minerais cerâmicos tais como argilas.

diferindo entre si quanto à organização cristalina em que se apresentam. os átomos de carbono estão arranjados em camadas e cada átomo está circundado por outros três.  Diamante: É extremamente duro e forma cristais altamente refrativos. 11. O grafite é um bom condutor de calor e eletricidade ao longo das camadas. ele possui dois isótopos estáveis (com números de massa 12 e 13) e 4 radioativos (números de massa 10. criando uma macromolécula tridimensional.1. que envolve o aquecimento de coque com argila para formar carbeto de silício. como o coque e o negro-de-fumo e duas formas alotrópicas puras: o diamante e a grafite.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www.foxitsoftware. As camadas são mantidas juntas por forças fracas de Van der Waals.3) Estrutura do Carbono O carbono é o sexto elemento da tabela periódica. Na natureza. cada átomo de carbono está ligado covalentemente e muito próximo a quatro outros. Tem várias aplicações incluindo contatos elétricos. com os quais forma ligações simples ou duplas. que perde o silício a 4150°C. há formas menos puras de carbono. 20 . 14 e 15). Grafite misturado com argilas constitui a mina dos lápis.com For evaluation only.  Grafite: Ocorre naturalmente e também pode ser obtida pelo processo de Acheson. ficando o grafite. A dureza do diamante resulta da sua estrutura cristalina covalente. equipamentos para altas temperaturas e lubrificantes sólidos. situados nos vértices de um tetraedro. SiC. na qual. No grafite. 2.

com For evaluation only. é necessário o estudo dos tipos de imperfeições existentes. O material C60 no estado sólido está arranjado numa estrutura cúbica de faces centradas. muitas propriedades dos materiais são influenciadas pelos desvios da 21 . resultando num material mole e com baixa condutividade elétrica.1. 2.foxitsoftware.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. Todos os materiais possuem um grande número e vários tipos de defeitos ou imperfeições. A estrutura molecular lembra uma bola de futebol e é constituída de 20 hexágonos e 12 pentágonos arranjados de modo que entre dois pentágonos não haja uma aresta comum.  Fulereno: Forma alotrópica do Carbono descoberta em 1985.4) Imperfeições das Cerâmicas As propriedades dos materiais são profundamente influenciadas pela presença de imperfeições. Existe como moléculas discretas que formam uma estrutura oca com 60 átomos de carbono. devido a isso.

foxitsoftware. As propriedades dos materiais nem sempre são prejudicialmente influenciadas. como os materiais cerâmicos possuem no mínimo 2 tipos de íons (cátions e ânions). sem contar os poucos planos de escorregamento existentes. Neste caso. podendo causar algum tipo de defeito. são monocristais. em conseqüência disso. onde o escorregamento ocorre a curta distância logo refazendo a ordem cristalina e são em cerâmicas do tipo sal de rocha ou do tipo fluorita. características específicas podem ser introduzidas pela adição controlada de uma determinada imperfeição. para manter o composto neutro. Eletroneutralidade é o estado que ocorre quando há um número igual de cargas positivas e negativas dos íons. com pouca importância em aplicações estruturais. Podendo ser classificadas em: Imperfeições cristalinas pontuais. os defeitos nos materiais cerâmicos nunca ocorrem sozinhos. os defeitos pontuais podem aparecer para cada um desses tipos. A classificação das imperfeições cristalinas está relacionada com a dimensão ou a forma destas. Vale saber que a não-estequimetria pode alterar a eletroneutralidade do mateiral. aquele é um tipo de defeito que envolve uma vacância catiônica e um par de cátions intersticiais. As imperfeições cristalinas geram irregularidades na rede em uma ou mais direções com dimensões na ordem de um diâmetro atômico. Outros tipos de imperfeições são os Defeitos Frenkel e Schottky. defeitos interfaciais ou de fronteira. discordâncias. cristanilidade perfeita. 22 . A deformação plástica é muito rara nas cerâmicas.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www.com For evaluation only. a compensação de carga leva à formação de vazios. As poucas cerâmicas que possuem escorregamento. ela ocorre quando o íon possui mais uma carga de valência e gera um excesso de cargas elétricas localizadas. ou defeitos em volume. já que o escorregamento causa a aproximação das coroas eletrônicas que são repelidas impedindo a deformação plástica. Nas cerâmicas os defeitos pontuais ocorrem de maneira similar aos metais. uma catiônica e outra aniônica. este é um defeito causado por um par de vacâncias. entretanto.

ocorre geralmente através de um mecanismo por lacunas. contém impurezas ou adições que resultam em soluções sólidas fases não cristalinas ou fases multi-cristalinas. se formam em compostos não-estequiométricos. e são criadas por íons de impurezas substituicionais que possuem estados de carga diferentes daquelas dos íons hospedeiros.com For evaluation only. é possível: se determinar a temperatura de fusão de cada composto puro. com o objetivo de manter a neutralidade das cargas do material. Através dos diagramas de fases. nem sofrem deformação a altas temperaturas a importância dos diagramas é limitada quando comparada aos metais. Uma transferência de carga elétrica está associada ao movimento de difusão de um único íon.1. Assim como os metais a maioria dos materiais cerâmicos não é pura. 2.foxitsoftware. no entanto para os cerâmicos refratários e em alguns casos específicos como em misturas de materiais cerâmicos podem ser importantes.5) Difusão em Compostos Iônicos A difusão nas cerâmicas. como por exemplo.6) Diagramas de Fases das Cerâmicas Como os materiais cerâmicos não são fabricados por fusão. Para manter a neutralidade desejada no local das cargas na vizinhança desse íon em movimento. interação de dois compostos formando outros compostos.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. a quantidade e a 23 . 2. a temperatura onde ocorre troca de estrutura cristalina (polimorfismo). por serem compostos formados por íons. é necessário que uma outra espécie com uma carga igual e oposta acompanhe o movimento de difusão do íon. SiO2 + Al2O3 formando a mulita. a influência da temperatura de fusão quando dois compostos são misturados.1. a presença ou não e o grau das soluções sólidas. As lacunas de íons ocorrem em pares.

composição das fases para determinada temperatura e composição.com For evaluation only. Alguns exemplos de diagramas de fases de materiais cerâmicos:  Cr2O3 + Al2O3 24 .Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www.foxitsoftware. e determinar parâmetros e variáveis para a sinterização.

 MgO + Al2O3  ZrO2 + CaO 25 .Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www.com For evaluation only.foxitsoftware.

foxitsoftware.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www.com For evaluation only.  SiO2 + Al2O3 26 .

Nos matérias dúcteis. resultante das repulsões de íons negativos versus íons negativos e de íons positivos versus íons positivos.1) Fratura Frágil O arranjo de coordenação nos metais é o mesmo antes e após a ocorrência de uma etapa completa de escorregamento.com For evaluation only. Na prática. nos materiais frágeis. eles comumente não apresentam fratura dúctil. um contorno de grão ou mesmo um canto vivo interno do componente ou peça. frequentemente. Uma etapa semelhante em um cristal biatômico produziria novos vizinhos com forças de atração e repulsão diferentes. Qualquer tipo de irregularidade produz concentração de tensões no material. essa irregularidade pode ser uma fissura. As duas etapas de escorregamento. Consequentemente.foxitsoftware. Na maioria dos materiais cerâmicos.2. a argila. esse motivo é suficiente para que o escorregamento seja extremamente restrito. um poro. Entretanto.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. podem ser solicitados por tensões de compressão muito elevadas. teriam de se realizar passando por uma situação de alta energia. e existe a possibilidade teórica de se ter um limite de resistência à tração elevado. os materiais cerâmicos são caracterizados pela alta resistência ao cisalhamento e baixa resistência à tração. desde que não se tenha poros presentes. A ausência praticamente total de escorregamento nos materiais cerâmicos tem muitas conseqüências: estes materiais não são dúcteis. necessárias para se atingir uma estrutura semelhante à original. essas concentrações podem ser aliviadas por deformação plástica. 2.2) PROPRIEDADES MECÂNICAS DAS CERÂMICAS Com exceção de uns poucos materiais como. Esse novo arranjo só seria atingido através da ruptura de ligações fortes entre os íons. esse mecanismo de alívio de 27 . por exemplo. 2. o limite de resistência à tração não é alto.

tais como o vidro. Essa vantagem marcante sobre os metais é. seja. Uma vez iniciada a fratura se propaga facilmente sob tensão. através de movimentos atômicos.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. A relação entre a resistência à tração e à compressão dos materiais cerâmicos é importante para o engenheiro de projetos. A fim de produzir vidro temperado. Como os materiais cerâmicos são mais resistentes à compressão que à tração. de forma a ajustar suas dimensões às 28 . desde que a concentração de tensões supere o limite de resistência à tração do material. As fibras de vidro podem atingir limites de resistência à tração de até 700 kgj/mm². pois a concentração de tensões é aumentada conforme a fratura progride. Alguns ceramistas consideram que um fator adicional é a ausência quase completa de defeitos estruturais na superfície da fibra de vidro. durante o estiramento da fibra. portanto à tração). sem que isso provoque um aumento nas tensões. Por exemplo. em geral. É possível também que a resfriamento rápido. de forma a permitir o ajustamento à tensões. ocorrerá a fratura.foxitsoftware. a placa de vidro é aquecida a uma temperatura suficientemente alta. responsável pelo aumento na resistência. vidros para automóveis e outras aplicações semelhantes que exigem uma grande resistência à tração. em parte. o vidro da tela de um televisor pode ter até 1. tijolos e outros materiais cerâmicos são basicamente usados em locais sujeitos à compressão. à flexão (e.8 cm de espessura. A superfície se contrai em virtude da queda de temperatura e se mantém rígida enquanto o centro ainda está suficientemente quente.com For evaluation only. uma conseqüência da impossibilidade de se ter escorregamento. tensões não pode ocorrer e. em seguida. sob compressão. o vidro “temperado” é usado para portas de vidro. os materiais cerâmicos são muito mais resistentes à compressão que à tração e essa característica tem de ser levada em conta na seleção de materiais de construção. necessitase de um aumento em certas dimensões. Quando é necessário submeter materiais. as solicitações podem ser transferidas através da fissura. um defeito do tipo fissura não é autopropagante. é resfriada rapidamente ou mergulhando-se em óleo ou através de um sopro de ar. Usualmente. ao invés disso. parcialmente. Por outro lado. O concreto.

2. dessa forma.com For evaluation only. A adsorção é possível em virtude da polarização da estrutura interna da camada. aumenta0se sensivelmente o valor da solicitação. Durante qualquer processo de extrusão. micas e outros minerais semelhantes apresentam fortes ligações ao longo das camadas. Antes que se consiga desenvolver tensões de tração na superfície. uma carga considerável deve ser aplicada. já que as mesmas começam na superfície. aplicando-se tensões de cisalhamento adequadamente alinhadas. Embora os cristais lamelares das argilas.foxitsoftware. contrações da superfície.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. 29 . O resultado é que uma argila úmida se torna uma massa tão plástica que pode ser conformada com cargas muito pequenas. de tal forma que seja possível o aparecimento de fissuras. Consequentemente. 2. necessária para produzir tensões de tração. se o engenheiro está interessado somente em resistência. Embora essa característica das argilas seja indesejável. os cristais se tornam orientados de forma a permitir o escorregamento de uma camada sobre outra. criam-se tensões de compressão na superfície (e tensões de tração no centro). a plasticidade resultante é extremamente útil na moldagem de materiais de construção utilizáveis. Quando. pode-se provocar facilmente o escorregamento entre as camadas. a fim de “anular” o estado de compressão da mesma.2) Deformação Plástica das Estruturas em Camadas As argilas e os outros materiais com estruturas lamelares foram especificamente excluídos da generalização de que os materiais cerâmicos têm maior resistência ao escorregamento que os metais. estas são apenas fracamente ligadas entre si. O escorregamento ao longo dos planos cristalinos pode ser acentuado pela adsorção de água (ou outra pequena molécula) na superfície das camadas do cristal. logo em seguida. o centro se esfria e contrai.

3) Deformação viscosa do vidro O escorregamento plástico. Como um grande número de átomos deve se mover simultaneamente de posições de baixa energia quando ocorre o escorregamento. denominado escoamento viscoso.2. torna-se necessário a aplicação de uma tensão inicial. implica no escorregamento de um plano cristalino sobre outro. há um aumento na resistência ao escorregamento. muitas distâncias interatômicas não correspondem à posição de menor energia de um átomo em relação a seus vizinhos. A velocidade de escoamento viscoso está diretamente relacionada com a tensão de cisalhamento aplicada. O escoamento viscoso pode ser ilustrado pelo comportamento do vidro em altas temperaturas. o filme superficial “lubrificante” foi removido e as atrações de Van der Waals entre as camadas se tornam mais efetivas. portanto. No vidro. Apenas uma tensão de cisalhamento muito pequena já é suficiente para romper a maior parte das ligações altamente tensionadas e provocar um rearranjo que resulta em uma pequena deformação permanente. não necessita de uma tensão inicial mensurável. Entretanto.com For evaluation only. 2. a aplicação inicial de tensões de cisalhamento para iniciar o escoamento viscoso provoca a ruptura apenas daquelas ligações que já estão deformadas. ou um leito rodoviário estabilizado ou em um molde de fundição em areia. nos líquidos e nos sólidos amorfos não se tem planos ou outras regularidades de longa distância. 30 .Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. Esse movimento. O rearranjo resultante permite um movimento gradual que submete outras ligações a tensões mais elevadas e essas tensões de cisalhamento intensificadas provocam novos rearranjos e mais movimentos. que é comum aos metais e as argilas. possui resistência suficiente para os fins a que se destina. a argila em um tijolo seco. Após a secagem da água adsorvida. Dessa forma.foxitsoftware.

necessita-se de forças externas menos intensas para iniciar o escoamento.foxitsoftware. 31 .1%. A velocidade de escoamento do vidro em temperatura ambiente é extremamente pequena. e finalmente as cerâmicas falham após uma deformação de apenas aproximadamente 0. em segundo lugar é difícil prender materiais frágeis sem fraturá-los. na maioria das vezes. a viscosidade dos líquidos (por exemplo. 2. onde um corpo-de-prova na forma de uma barra com seção transversal circular ou retangular é flexionado até a fratura.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. utilizando uma técnica de carregamento em três ou quatro pontos. e a fluidez do vidro e de outros sólidos amorfos aumenta com a elevação na temperatura. por três razões: a dificuldade de preparar e testar amostras que possuam a geometria exigida. o que exige que os corpos-de-prova de tração estejam perfeitamente alinhados para evitar a presença de tensões de flexão.4) Comportamento Tensão-Deformação O comportamento tensão-deformação das cerâmicas frágeis não é geralmente avaliado através de um ensaio de tração. Por exemplo. Tem-se também uma maior probabilidade de que as ligações tensionadas sejam rompidas quando se superpões às tensões de cisalhamento vibrações térmicas intensas provocadas por temperaturas altas. um ensaio de flexão transversal é aplicado.2. asfalto e alcatrão) diminui conforme os mesmos são aquecidos. desta forma.com For evaluation only. Assim.

32 . o ensaio de flexão é um substituto razoável para o ensaio de tração. existe uma relação linear entre a tensão e a deformação. Uma vez que os limites de resistência à tração dos materiais cerâmicos valem aproximadamente um décimo de suas resistências à compressão e considerando que a fratura ocorre na face do corpo-de-prova sob tração.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. A tensão é calculada a partir da espessura do corpo-de-prova. A tensão de tração máxima atua na superfície inferior do corpo-de-prova. enquanto a superfície inferior está sob tração.com For evaluation only. do momento fletor e do momento de inércia da seção transversal. No ponto de aplicação da carga.foxitsoftware. O comportamento tensão-deformação elástico para os materiais cerâmicos usando esses ensaios de flexão é semelhante aos resultados apresentados pelos ensaios de tração em metais. a superfície superior do corpo-de-prova é colocada em um estado de compressão. diretamente abaixo do ponto de aplicação da carga.

com For evaluation only.3) TIPOS E APLICAÇÕES DAS CERÂMICAS São tão diversos os produtos cerâmicos hoje utilizados em aplicações técnicas sofisticadas que fica difícil uma perfeita classificação deles. Muitas dessas cerâmicas técnicas modernas exibem propriedades que nunca antes sonhadas pelos ceramistas do passado. 2. por toda a Europa apareciam novas fábricas que precisavam ser erguidas e a indústria dos tijolos expandiu-se largamente. com fornos enormes. silicato de cálcio ou cimento e cinzas volantes. Em geral. geralmente utilizando novas técnicas de conformação. Geralmente esses materiais são individualmente projetados para servir a uma aplicação específica de modo a otimizar um conjunto particular de propriedades requeridas. 2. Para distinguir essas cerâmicas técnicas de cerâmicas mais tradicionais.foxitsoftware. constituem a base da construção civil e podem ser fabricados ou feitos a partir de argila. Os tijolos podem ser maciços ou furados. o termo cerâmicas avançadas.1) Cerâmicas Vermelhas A Revolução Industrial trouxe a produção em massa de tijolos.3. tratamento especiais de sinterização e freqüentemente requerem extensivos acabamentos e testes antes de serem colocados em uso. As pequenas oficinas que produziam tijolos desapareceram para dar lugar a grandes fábricas. O uso do tijolo foi generalizado. argila xistosa.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. e simplesmente novas cerâmicas têm sido usados. 33 . que tornavam a produção de tijolos mais rápida e barata. a maioria desses produtos sofisticados é feita a partir de matéria prima de alta pureza (muitas delas sintéticas e por isso mesmo caras).

Porosidade próxima a zero. podendo incluir rochas cerâmicas como granito pegmatito e filito como fundentes. quartzo e feldspato. quartzo e fundentes em geral. calium. entre outros.  Grés: Baixíssima absorção. Compostos de massas semelhantes ao grés. 2. portadores de metais calcita e dolomita. Fabricadas com massas constituídas a partir de argilominerais. argilas fundentes.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. fundentes feldspáticos.3) Cerâmicas Brancas A massa é constituída de argilas plásticas de queima branca.foxitsoftware. Baixa porosidade. Maior porosidade.2) Materiais de Revestimento São componentes produzidos a partir de argilas e/ou matérias-primas inorgânicas. São resistentes: ao aumento de volume de água congelada nos poros. entre elas: argilas plásticas. 34 . É feito a partir de matérias-primas menos puras. caulins.  Louça: Alta absorção.com For evaluation only. fundentes carbonáticos. talco. à variações bruscas de temperatura. paredes e fachadas. conformadas através da extrusão ou prensagem e sintetizadas por meio de processo térmico. mas usualmente podem incorporar. sendo utilizados como componente principal da camada mais externa de pisos. filitos. ao invés de feldspato puro. ao atrito provocado por materiais com diferentes durezas.3. As placas cerâmicas podem ser esmaltadas ou não esmaltadas.3. diferentemente da composição do grés. à manchas e à ataques de agentes químicos. São dividas em:  Porcelanas: Absorção nula. 2. Outra classificação comum baseia-se no teor em peso da água absorvida pelo corpo cerâmico. ao desgaste das superfícies. Possuem diversas matérias-primas.

com For evaluation only. quanto em partículas finas. 2. Assim podemos classificar os produtos refratários quanto à matéria-prima ou componentes químicos principais. a capacidade de suportar uma carga e a resistência ao ataque por materiais corrosivos aumentam em função de uma redução na porosidade.5) Isolantes Térmicos Os isolantes tradicionais (não refratários) são aqueles que chamamos de isolantes de massa. A resistência. Mediante o cozimento. variações bruscas de temperatura e outras solicitações. lã de vidro. lã de rocha e outros que isolam as 35 . as características de isolamento térmico e a resistência a choques térmicos são diminuídas. as partículas finas estão normalmente envolvidas na formação de uma fase de ligações ou colagem. ataques químicos. foram desenvolvidos inúmeros tipos de produtos. 2. A temperatura de serviço é normalmente inferior àquela em que o material foi cozido. Para suportar estas solicitações. a partir de diferentes matérias-primas ou mistura destas.3. Ao mesmo tempo. A porosidade é uma variável microestrutural que deve ser controlada para produzir um tijolo refratário adequado. os ingredientes brutos consistem tanto em partículas grandes. O desempenho de uma cerâmica refratária depende em grande parte da sua composição.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www.4) Materiais Refratários Grupo que compreende produtos com finalidade de suportar temperaturas elevadas nas condições específicas de processo e de operação dos equipamentos industriais. como a espuma de poliuretano. que em geral envolvem esforços mecânicos. as quais podem possuir composições diferentes. essa fase pode ser predominantemente vítria ou cristalina. Para muitos materiais comerciais. que é responsável pela maior resistência do tijolo.foxitsoftware.3.

e absorvem o calor vindo por condução da superfície externa dos materiais utilizados na construção civil como metal. A medida que o fluxo de calor penetra através da massa do isolante. 36 . maior espessura teremos que usar. o fator peso passa a ser de grande importância principalmente se a cobertura já existe. É importante destacar que ambos têm suas qualidades e aplicações e nem sempre um deve substituir o outro. Os isolantes tradicionais são normalmente instalados na parte interna das coberturas e/ou paredes. além do isolamento térmico. O isolante cerâmico é aplicado sempre do lado externo e devido a sua alta refletividade impede que 85% do calor da irradiação solar penetre pela cobertura e/ou parede e passe para dentro do ambiente. fibrocimento. Neste quesito poderíamos dizer que o isolante cerâmico é insuperável. concreto.foxitsoftware. Pode ser aplicada do lado interno.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. Em comparação com os isolantes de massa e outros. áreas do calor transferido por condução. com a vantagem que o pouco calor absorvido será irradiado ou devolvido com maior rapidez. fazendo com que estas atinjam altíssimas temperaturas. este vai perdendo gradualmente a temperatura. fazendo com que muitas vezes o custo do isolamento saia maior que a economia obtida. a superfície do isolante cerâmico será sempre mais fria e irá absorver 70% a 80% menos calor que os demais. Quando falamos de cobertura. quanto mais eficiência quisermos obter no isolante de massa. pois o aumento da carga além da calculada para a estrutura pode comprometer a segurança de toda cobertura e de todos aqueles que trabalham sob ela.com For evaluation only. o isolante de massa não agrega nenhum outro benefício à cobertura ou superfície tratada. Em muitos casos podem ser aplicados em conjunto agregando seus benefícios em um só sistema. Os 15% do calor absorvido pela camada protetora do isolante térmico é fácil e rapidamente dissipado devido a sua alta emissividade térmica. e outros que em geral absorvem entre 90% e 95% da irradiação solar. pois devido a sua reduzida espessura seu peso é de aproximadamente 250 gramas.

os metais. com freqüência. são utilizados como abrasivos. na forma de abrasivos revestidos. colados a rodas de esmerilhamento. Ademais. Os materiais cerâmicos abrasivos mais comuns incluem o carbeto de silício. o óxido de alumínio e a areia de sílica.foxitsoftware. As madeiras. Os diamantes. os quais são colocados em contato com o material através de algum tipo de veículo à base de 37 . eles são relativamente caros. Os materiais abrasivos são usados de várias formas. porém não são tão duros quanto os de carbeto de silício. entretanto.3. podem ser produzidas altas temperaturas a partir das forças abrasivas de atrito. um escoamento contínuo de correntes de ar ou de refrigerantes líquidos dentro dos poros que envolvem os grãos do material refratário irá prevenir o aquecimento excessivo. o carbeto de tungstênio. Carbeto de silício são mais duros e são utilizados de maneira mais satisfatória com materiais mais duros. de modo tal que são desejáveis algumas propriedades refratárias. as partículas abrasivas estão coladas a uma roda por meio de uma resina cerâmica vítrea ou orgânica. as cerâmicas e os plásticos são geralmente lixados e polidos utilizando essa forma de abrasivo. grãos soltos de material abrasivo. um elevado grau de tenacidade é essencial para assegurar que as partículas abrasivas não sejam fraturadas com facilidade.com For evaluation only. Óxidos de alumínio são mais tenazes que de caberto de silício e deterioram mais lentamente. As rodas de esmerilhamento.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. além disso. 2. Os abrasivos revestidos são aqueles onde um pó abrasivo reveste algum tipo de material à base de papel ou tecido. A estrutura da superfície deve conter alguma porosidade. esmerilhar ou cortar outros materiais que sejam necessariamente mais moles. as lixas e o polimento com disco empregam. e como grão soltos. No primeiro caso. Portanto. a exigência principal para esse grupo de materiais é a dureza ou resistência ao desgaste. tanto naturais como sintéticos.6) Abrasivos As cerâmicas abrasivas são usadas para desgastar por abrasão. a lixa de papel é provavelmente o exemplo mais familiar.

mudanças para máquinas de controle numérico resultaram em demanda por abrasivos mais confiáveis. não existe uma temperatura definida na qual o líquido se transforma em sólido. Os diamantes.3. cor). ao longo de uma ampla faixa de tamanhos de grãos.7) Vidros Consistem em silicatos não-cristalinos que também contêm outros óxidos. os quais influenciam as suas propriedades (dureza. 2. de qualidade constante e com elevadas produções.3. ou não cristalinos.foxitsoftware. K2O e Al2O3. nitrito cúbico de boro) e os materiais cerâmicos de alta performance. como corre com os materiais cristalinos. a base de óxido de alumínio.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. além de proporcionarem alto rendimento e economia. devido a sua taxa de desgaste muito pequena. o coríndon. 2. Na2O. O volume diminui continuamente em função de uma redução na temperatura.8) Vitrocerâmicos A maioria dos vidros inorgânicos pode ser transformada de um estado nãocristalino para um estado cristalino mediante um tratamento térmico apropriado a alta temperatura → devitrificação → material policristalino com grãos finos: vitrocerâmica. Os materiais vítreos. Devido às exigências de mercado como a racionalização dos processos e automação. notavelmente Cão. água ou de óleo. 38 . não se solidificam do mesmo modo que os materiais cristalinos. Mediante o resfriamento.com For evaluation only. um vídeo se torna continuamente mais e mais viscoso. o carbeto de silício e o rouge (um óxido de ferro) são usados na forma solta. como os superabrasivos (diamantes sintéticos. Os abrasivos de cerâmica possuem a vantagem de gerarem uma quantidade baixíssima de resíduos.

conserva a sua resistência mecânica e estabilidade. 2. O tempo de pega é um fenômeno definido como o momento em que a pasta adquire certa consistência que a torna imprópria para o trabalho. e aquecidas até a temperatura de fusão incipiente. aluminato tricálcico e ferro aluminato tetracálcico. A densidade do cimento é um valor variável. óxido de ferro. pois a água e a terra podem conter substâncias químicas que 39 . Formação de silicato tricálcico. A noção relacionada com o tamanho dos grãos do produto é chamada de finura. a sílica.9) Cimento Portland Material inorgânico finamente moído que. magnésia. A resistência aos agentes agressivos existe.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. O calor de hidratação é definido como o calor gerado nas reações de hidratação durante o processo de endurecimento. A característica ligada à expansão volumétrica indesejável após o endurecimento é chamada de estabilidade. forma uma pasta que endurece devido a reações e processo de hidratação e que depois do endurecimento. A resitência do cimento é determinada pela ruptura à compressão de corpos-deprova realizados com argamassa. A segregação da pasta de cimento é chamada de exsudação. silicato bicálcico. a alumina. os grãos de cimento movimentam-se para baixo e o excesso de água aflora na superfície. anidrido sulfúrico. uma vez que podem suportar o desgaste e tensões mecânicas elevadas. para a preparação de vidrados para pisos e azulejos.foxitsoftware.3. A obtenção do clinker se deve a mistura das matérias-primas que são finamente pulverizadas e homogeneizadas. quando misturado a água.com For evaluation only. que é definida pelo tamanho máximo do grão e pelo valor da superfície específica. em particular. Apresentam características peculiares que os fazem interessantes para aplicações industriais e estas indicam que os materiais vitrocerâmicos são muito adequados. aumenta com o tempo à medida que progride o processo de hidratação (retração). Os constituintes fundamentais são: a cal.

Fundamentalmente. o que 40 . o número de variáveis e a faixa de variação no processamento de cerâmicas tradicionais é maior do que em cerâmicas avançadas. As principais demandas de cerâmicas avançadas provém da industria automobilística e aeroespacial. desejase reduzir o número de variáveis envolvidas com o material: trabalhando com matériasprimas relativamente puras. tais como: capacidade de suportar maiores temperaturas de operação. Sob esse aspecto pode-se afirmar que as cerâmicas tradicionais são mais complexas que as cerâmicas avançadas. daí surgiu as cerâmicas avançadas. que é consideravelmente maior. 2. porém.foxitsoftware. as aplicações que se destinam as cerâmicas tradicionais são compatíveis com essas propriedades. as cerâmicas avançadas e as tradicionais são iguais. Entretanto.3. processos rigorosamente controlados e sofisticadas técnicas de caracterização. Isso faz com que muitas vezes os sistemas utilizados em cerâmicas tradicionais sejam tão complexos que inviabilizam a aplicação precisa das teorias de cerâmicas avançadas. E finalmente a Reação Álcali-Agregado se dá pela formação de produtos gelatinosos acompanhada de expansão de volume.10) Cerâmicas Avançadas A necessidade de aprimoramento de tecnologia em diversas áreas. reajam com constituintes do cimento. As conseqüências são propriedades não tão boas como poderiam ser e há variações das propriedades das cerâmicas tradicionais. A principal diferença entre a cerâmica avançada e a comum é a maior exigência. passaram a exigir cerâmicas como matérias primas mais sofisticadas.com For evaluation only.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. Elas apresentam algumas vantagens sobre as ligas metálicas. Quando se usa as cerâmicas avançadas. de uma peça para outra. as duas podem ser aplicadas para o mesmo fim. como aeronáutica e eletrônica.

41 . aumenta a eficiência do combustível. excelente resistência contra desgaste e corrosão.com For evaluation only.foxitsoftware. possibilidade de operação sem um sistema de refrigeração. e menor densidade que resulta na diminuição do peso total do motor. menores perdas por atrito.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www.

classificados de acordo com a granulometria e muitas vezes também purificados. em alguns casos. O processo de fabricação. encontrando-se em depósitos espalhados na crosta terrestre. 2.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. O setor que mais se diferencia quanto a esse aspecto é o do vidro. formação das peças. Após a mineração.com For evaluation only. De um modo geral eles compreendem as etapas de preparação da matéria-prima e da massa. os materiais devem ser beneficiados. de um ajuste de granulometria. Esses processos de fabricação podem diferir de acordo com o tipo de peça ou material desejado. propriamente dito. cuja fabricação se dá através de fusão.1) Preparação da Matéria-Prima Grande parte das matérias-primas utilizadas na indústria cerâmica tradicional é natural.foxitsoftware. No processo de fabricação muitos produtos são submetidos à esmaltação e decoração. 42 . embora exista um tipo de refratário (eletrofundido). tem início somente após essas operações.4. necessitando apenas. ou seja. tratamento térmico e acabamento. As matériasprimas sintéticas geralmente são fornecidas prontas para uso. por processo semelhante ao utilizado para a produção de vidro ou de peças metálicas fundidas. isto é desagregados ou moídos. 2.4) PROCESSAMENTO E FABRICAÇÃO DAS CERÂMICAS Os processos de fabricação empregados pelos diversos segmentos cerâmicos assemelham-se parcial ou totalmente.

que deve seguir com rigor as formulações de massas.  Massas plásticas: para obtenção de peças por extrusão. seguida ou não de torneamento ou prensagem. 2. além de aditivos e água ou outro meio.4. previamente estabelecidas. uma das etapas fundamentais do processo de fabricação de produtos cerâmicos é a dosagem das matérias-primas e dos aditivos. 43 .Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www.  Massas secas ou semi-secas: na forma granulada. Os métodos mais utilizados compreendem: colagem. Raramente emprega-se apenas uma única matéria-prima. dois ou mais tipos de argilas com características diferentes entram na sua composição.2) Preparação da Massa Os materiais cerâmicos geralmente são fabricados a partir da composição de duas ou mais matérias-primas. as massas podem ser classificadas em:  Suspensão: também chamada barbotina. Mesmo no caso da cerâmica vermelha. 2.4.foxitsoftware. De modo geral.3) Formação de Peças Existem diversos processos para dar forma às peças cerâmicas. Os diferentes tipos de massas são preparados de acordo com a técnica a ser empregada para dar forma às peças. extrusão e torneamento. prensagem. para obtenção de peças em moldes de gesso ou resinas porosas. da geometria e das características do produto. para a qual se utiliza apenas argila como matéria-prima. para obtenção de peças por prensagem. Dessa forma. e a seleção de um deles depende fundamentalmente de fatores econômicos.com For evaluation only.

como fricção. 44 . O princípio da prensagem isostática também está sendo aplicado para obtenção de materiais de revestimento (placas cerâmicas). O produto assim formado apresentará uma configuração externa que reproduz a forma interna do molde de gesso. Mais recentemente tem se difundido a fundição sob pressão em moldes de resina porosa. que distribui a pressão de modo uniforme sobre toda a superfície ou peça a ser prensada. formando a parede da peça. é na fabricação de determinadas peças do segmento de louça de mesa. onde permanece durante certo tempo até que a água contida na suspensão seja absorvida pelo gesso. por igual. podendo ser de mono ou dupla ação e ainda ter dispositivos de vibração.foxitsoftware. A massa granulada com praticamente 0% de umidade é colocada num molde de borracha ou outro material polimérico. a pressão é exercida somente sobre a face maior para facilitar a extração da peça.1) Colagem ou Fundição Consiste em verter uma suspensão (barbotina) num molde de gesso. que é comprimido e em conseqüência exercendo uma forte pressão.4.com For evaluation only. Outra aplicação da prensagem isostática que vem crescendo. isoladores elétricos e outros. No caso de grandes produções de peças que apresentam seções pequenas em relação ao comprimento. hidráulica e hidráulica-mecânica. no molde. cujo sistema difere dos outros.4. enquanto isso. sempre que possível. como é o caso da parte cerâmica da vela do automóvel. onde a punção superior da prensa é revestida por uma membrana polimérica. as partículas sólidas vão se acomodando na superfície do molde. vácuo e aquecimento. 2. com uma camada interposta de óleo. que é em seguida fechado hermeticamente e introduzido numa câmara contendo um fluido.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www.3. Diversos são os tipos de prensa utilizados.3.2) Prensagem Nesta operação utiliza-se. 2. Para muitas aplicações são empregadas prensas isostática. massas granuladas e com baixo de teor de umidade.

é necessário eliminar essa água.4. onde é compactada e forçada por um pistão ou eixo helicoidal. 45 . como para os isoladores elétricos.4. 2. onde a peça adquire seu formato final.foxitsoftware.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www.4. o torneamento em geral é uma etapa posterior à extrusão. defeitos nas peças. tubos e outros produtos de formato regular. seguindose. conseqüentemente. em seguida. em secadores intermitentes ou contínuos. blocos. após corte da coluna extrudada.1) Secagem Após a etapa de formação. pois dele dependem o desenvolvimento das propriedades finais destes produtos.4) Tratamento Térmico O processamento térmico é de fundamental importância para obtenção dos produtos cerâmicos. Para evitar tensões e. entre outros. ou o torneamento. 2. Como resultado obtém-se uma coluna extrudada.com For evaluation only. xícaras e pratos. A extrusão pode ser uma etapa intermediária do processo de formação.4. obtendo-se desse modo peças como tijolos vazados. 2. de forma lenta e gradual. 2.4) Torneamento Como descrito anteriormente. realizada em tornos mecânicos ou manuais. também conhecida como maromba. proveniente da preparação da massa.3.3) Extrusão A massa plástica é colocada numa extrusora. Esse tratamento compreende as etapas de secagem e queima.4. com seção transversal com o formato e dimensões desejadas. a temperaturas variáveis entre 50°C e 150°C.3. essa coluna é cortada. as peças em geral continuam a conter água. a prensagem como é o caso para a maioria das telhas. através de bocal com determinado formato.

requerem processamento adicional para atender a algumas características. em função do tratamento térmico e das características das diferentes matérias-primas são obtidos produtos para as mais diversas aplicações.5) Acabamento Normalmente. 46 . inspecionada e remetida ao consumo. O ciclo de queima compreendendo as três fases. furação. Resfriamento até temperaturas inferiores a 200°C. os produtos adquirem suas propriedades finais.4. desenvolvimento de novas fases cristalinas. são submetidas a um tratamento térmico a temperaturas elevadas.2) Queima Nessa operação.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. tais como: perda de massa.4.4. Alguns produtos. dependendo do tipo de produto. após secagem. conhecida também por sinterização. corte. entre outros. a maioria dos produtos cerâmicos é retirada dos fornos.com For evaluation only. no entanto. 2. pode variar de alguns minutos até vários dias. não possíveis de serem obtidas durante o processo de fabricação. 2. Patamar durante certo tempo na temperatura especificada. Durante esse tratamento ocorre uma série de transformações em função dos componentes da massa. em fornos contínuos ou intermitentes que operam em três fases:    Aquecimento da temperatura ambiente até a temperatura desejada.foxitsoftware. formação de fase vítrea e a soldagem dos grãos. O processamento pós-queima recebe o nome genérico de acabamento e pode incluir polimento. As peças. que para a maioria dos produtos situa-se entre 800°C a 1700°C. Portanto.

 Esmalte de fritas: os esmaltes de fritas diferem dos crus por terem em sua constituição o material denominado de frita. como sanitários e peças de porcelana. que após a queima adquire o aspecto vítreo. 2.1) Tipos de Esmaltes Os esmaltes (vidrados) podem ser classificados em cru. materiais de revestimento e outros.com For evaluation only. que é aplicada.6) Esmaltação e Decoração Muitos produtos cerâmicos. O processo de fritagem é aquele que implica na insolubilização dos componentes solúveis em água após tratamento térmico. quando ocorre a 47 . como louça sanitária. Esta camada vítrea contribui para os aspectos estéticos. das características finais do esmalte e da temperatura de queima. As composições dos esmaltes (vidrados) são inúmeras e sua formulação depende das características do corpo cerâmico.4. isoladores elétricos. de fritas ou uma mistura de ambos:  Esmalte cru: constitui-se de uma mistura de matérias-primas numa granulometria bastante fina. insolúvel em água. Na operação de queima a mistura se funde e adere ao corpo cerâmico. Esse tipo de vidrado é aplicado em peças que são queimadas em temperaturas superiores a 1200°C. Esta pode ser definida como composto vítreo. entre 1300°C e 1500°C.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. higiênicos e melhoria de algumas propriedades como a mecânica e a elétrica. na forma de suspensão. que é obtida por fusão e posterior resfriamento brusco de misturas controladas de matérias-primas. 2.6.foxitsoftware. em geral. à superfície da peça cerâmica.4. louça de mesa. recebem uma camada fina e contínua de um material denominado de esmalte ou vidrado. adquirindo o aspecto vítreo durante o resfriamento.

gotejamento e aplicação em campo elétrostático. fusão das matérias-primas e a formação de um vidro.4. U e V). Durante a preparação do esmalte são introduzidos na suspensão um ou mais produtos químicos com a finalidade de proporcionar ou corrigir determinadas características. da quantidade e da estrutura das peças. Prata e Cobre). Em muitas indústrias e dependendo do segmento cerâmico o setor da esmaltação é totalmente automatizado. anti-espumantes. 48 .com For evaluation only.4. Entre eles podemos citar ligantes.  Por dispersão de cristais coloridos (pigmentos cerâmicos). disco.foxitsoftware.6. campânula. pulverização. incluindo também os efeitos que se deseja obter na superfície esmaltada. cortina. Ni. do tamanho.  Por dispersão coloidal de metais ou metalóides ou composto químico (Ouro. 2. Moagem e homogeneização a úmido em moinho de bolas. Cu. 2.6.4) Corantes Para conferir coloração aos esmaltes. defloculantes. A formação da cor nos materiais vítreos pode ocorrer de três maneiras:  Por solução de íons cromóforos.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. Entre eles podemos citar: imersão.6. etc. 2.2) Preparação de Esmaltes (Vidrados) A preparação do esmalte consiste basicamente das seguintes etapas:    Dosagem das matérias-primas fritadas ou não fritadas ou ambas. plastificantes. metais do grupo de transição (Cr. geralmente.4.3) Aplicação do Esmalte Os esmaltes podem ser aplicados no corpo cerâmico de diferentes maneiras e que dependem da forma. Os esmaltes contendo fritas são utilizados em produtos submetidos a temperaturas inferiores a 1200°C. Armazenamento em tanques com agitação. Mn. Fe. são adicionados materiais denominados corantes. fluidificantes. Co.

Nestes casos são utilizadas tintas que adquirem suas características finais após a queima das peças.com For evaluation only. 49 . Ensacamento. as quais são capazes de desenvolver a cor e estabilizá-la em altas temperaturas e aos agentes químicos. a qual pode ser feita por diversos métodos. como serigrafia. pincel e outros.foxitsoftware. Moagem.   Acondicionamento da mistura moída em caixas refratárias. mistura e moagem das matérias-primas (óxidos e outros compostos químicos). armazenamento e distribuição. Enquanto que os óxidos corantes são pouco estáveis em temperaturas elevadas e no meio em que se encontram imersos. gerando cores pouco constantes ou reprodutíveis. os pigmentos cerâmicos são estruturas inorgânicas. 2. túnel ou rotativo em temperaturas que variam de 1200°C a 1300°C.4.    Lavagem do material calcinado para eliminação de eventuais materiais solúveis. Calcinação das caixas em fornos intermitentes.6.5) Decoração Muitos materiais também são submetidos a uma decoração. em outras palavras são compostos insolúveis ou que sua solubilidade não é significativa. O processo de fabricação dos pigmentos cerâmicos compreende as etapas:  Pesagem. resistindo os ataques agressivos causados pelos vidrados devido a ação fundente de seus componentes.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. decalcomania.

os polímeros podem ser divididos em: naturais e sintéticos. flexíveis e apresentam boa resistência à corrosão e baixa resistência ao calor. o rayon. são importantes em processos biológicos e fisiológicos. aqueles que são derivados de plantas e animais. seda. poliéster etc). No setor de fibras têxteis. ligadas por ligação covalente. isolantes elétricos e térmicos. as enzimas e os amidos e a celulose. o algodão. como. que são as fibras naturais do algodão. além de falarmos em fibras naturais (algodão.com For evaluation only. falamos também em fibras artificiais ou modificadas. como as proteínas. o PVC etc. o polietileno. a seguir. 50 . por meio de várias reações químicas. Dependendo do tipo do monômero. isto é. Já os polímeros sintéticos.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. juta etc) e artificiais (nylon. Outros polímeros naturais. Os polímeros que ocorrem naturalmente. Esses materiais incluem a madeira. e as suas propriedades podem ser administradas num nível em que muitas delas as superiores às suas contrapartes naturais. A matériaprima para produção de um polímero é o monômero. são fabricados pelo homem a partir de moléculas simples. do número médio de meros por cadeia e do tipo de ligação covalente. tem sido usados por muitos séculos pelo homem. nas plantas e nos animais.foxitsoftware. uma molécula com unidade de repetição. Materiais poliméricos são geralmente leves. Assim. a lã. Os materiais sintéticos podem ser produzidos de maneira barata. o couro e a seda. por exemplo. 3 – POLÍMEROS A palavra polímero origina-se do grego poli (muitos) e mero (unidade de repetição). Sua fabricação já parte de uma macromolécula. purifica-se a macromolécula e no final faz-se uma nova fiação. a borracha. Dentre eles estão o nylon. um polímero é uma macromolécula composta por dezenas de milhares de unidades de repetição denominadas meros.

foxitsoftware. os principais fornecedores de matérias-primas para a produção de monômeros. isto é. poliesters e poliuretanos. provocam grandes mudanças nas suas propriedades físicas. produzindo-se comercialmente vários tipos de polímeros. A utilização comercial de um novo produto depende de suas propriedades e principalmente de seu custo. Muitas propriedades físicas são dependentes do comprimento da molécula. e depois polímeros. Outras classes de polímeros. para atender às necessidades particulares de uma dada aplicação ou técnica de processamento. quando esta é pequena. Essas alterações tendem a ser menores com o aumento do tamanho da molécula.com For evaluation only. a hulha ou carvão mineral e petróleo. Os tipos de polímeros mais consumidos atualmente são os polietilenos. Nem todos os compostos de baixa massa molar geram polímeros. 51 . para ocorrer a reação de polimerização. é de se esperar grande variação em suas propriedades. polipropilenos. mas são pequenas. O custo de um polímero resulta basicamente de seu processo de polimerização e disponibilidade do monômero. constituem os produtos naturais. Isso é vantajosamente usado. Assim. sendo que para polímeros as diferenças ainda existam. cada monômero deve ser capaz de se combinar com outros dois monômeros. poliestirenos. no mínimo. Alterações no tamanho da molécula. Para sua síntese é necessário que monômero se liguem entre si para formar a cadeia polimérica. policarbonatos e fluorpolímeros tem tido uso crescente. Como polímeros normalmente envolvem uma larga faixa de valores de massa molar. sua massa molar. Assim. como os poliacrilatos.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www.

Se existirem três ou mais pontos reativos no monômero. 3. seja pelo rompimento de insaturações ou pela eliminação de moléculas simples (H2O.1) Forças moleculares em polímeros Uma cadeia polimérica é uma macromolécula.1.foxitsoftware. Entretanto. 3.1) ESTRUTURA POLIMÉRICA 3. Para que uma molécula de baixo peso molecular produza polímero. é necessário que a sua funcionalidade seja pelo menos igual a dois. o polímero será tridimensional. as distintas cadeias poliméricas ou segmentos de uma mesma molécula se atraem por forças secundárias fracas. formada a partir de unidades de repetição unidas por ligações primarias fortes. NH3 etc).com For evaluation only. ditas intermoleculares. capazes de efetuar uma nova ligação química. 52 .2) Funcionalidade A ligação entre os monômeros é feita através de pontos reativos. pois dizem respeito às ligações dentro de uma mesma molécula. isto é.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. átomos ou grupos de átomos do monômero. normalmente do tipo covalente.1. Estas são chamadas de intramoleculares.

5 reológicas. 3. térmicas. uma distribuição de pesos moleculares também existirá. não sendo possível obter um valor único e definido para o peso molecular do polímero. e por esta razão. As principais medidas do peso molecular médio do polímero são: Mn – Peso Molecular Médio Numérico Mw – Peso Molecular Médio Ponderal ci = peso total das moléculas de comprimento de cadeia i Mi = peso do polímero de comprimento de cadeia i Embora a estrutura química do polímero seja igual. Tanto o peso molecular quanto a distribuição de pesos moleculares são determinadas pelas condições operacionais da reação. e portanto. cadeias com diferentes comprimentos serão formadas. pesos moleculares diferentes podem mudar completamente as propriedades do polímero (propriedades físicas. sendo que diferentes condições operacionais produzirão polímeros com pesos moleculares médio diferentes. 53 .com For evaluation only.1. durante a polimerização.foxitsoftware. uma distribuição de comprimentos de cadeia será obtida. de processamento e outras). os polímeros são caracterizados principalmente por seu peso molecular. Consequentemente.3) Peso Molecular Como uma cadeia de polímero é formada pela adição de uma grande quantidade de monômeros. mecânicas.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. Sendo que este deve ser calculado baseado numa média dos pesos moleculares da distribuição de pesos moleculares e representação dos pesos moleculares médios.

os quais são responsáveis por uma grande quantidade de características importantes para os polímeros. um monômero pode ser ligar a mais de dois outros monômeros. As ligações simples na cadeia são capazes de sofrer rotação e torção em três dimensões. são de extrema importância: a habilidade de poder controlar o peso molecular do polímero durante sua produção. a arquitetura molecular do polímero e sua conformação molecular irão influenciar as propriedades do polímero e.4) Forma Molecular As moléculas das cadeias de polímeros não são estritamente retilíneas. e o entendimento de como o peso molecular influencia nas propriedades finais do polímero. espiralar e se contorcer.1. portanto devem ser entendidas. Isso leva a um extenso entrelace e embaraço entre as moléculas de cadeias vizinhas. 3. Exemplos: estireno e polimetilmetacrilato. incluindo as grandes extensões elásticas demonstradas pelos materiais.1.1) Polímero Linear Nos polímeros lineares. cada monômero é ligado somente a outros dois monômeros. 3.1. Os polímeros podem ser lineares. Devido à grande competição industrial. 3. 3. sendo que as ramificações não são da estrutura do próprio monômero. existindo a possibilidade de ramificações pequenas que são parte da estrutura do próprio monômero.foxitsoftware.1.5. cada uma das quais pode se dobrar. 54 .Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www.5) Estrutura Molecular Além do peso molecular médio. ramificados ou em rede. Os polímeros consistem em grandes números de cadeias moleculares.2) Polímero Ramificado Nos polímero ramificados.com For evaluation only.5. como as borrachas.

Para que haja mudança na configuração é necessário quebrar as ligações primárias.6.3) Polímero em Rede Nos polímero em rede (crosslinked). 55 .com For evaluation only. 3. taticidade e isomeria cis-trans em dienos.1.6) Configurações Moleculares A configuração espacial de uma cadeia polimérica são arranjos moleculares espaciais fixados por ligações primárias. Um polímero é considerado de peso molecular infinito quando seu valor é maior do que o peso molecular que os equipamentos de análise conseguem medir.1.1) Encadeamento  Encadeamento cabeça-cauda: tomando-se como base um monômero vinílico e denominando seu carbono CH2 de carbono-cabeça e o CH de carbono-cauda.1. sempre é o carbono-cauda que se apresenta para se ligar a ela. Exemplo: poliacetato de vinila e polietileno. durante o crescimento da cadeia.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. as ramificações do polímero se interconectam formando um polímero com peso molecular infinito. Portanto. a configuração espacial final de um polímero é definida durante a sua polimerização. Existem três tipos de configurações espaciais em polímeros: encadeamento.foxitsoftware. 3. 3. Como a energia dessas ligações é alta não é possível alterar a sua configuração sem degradar o polímero.5.

56 .  Encadeamento misto: não existe uma ordem de encadeamento.foxitsoftware.1.com For evaluation only.2) Taticidade A taticidade é a regularidade espacial com que os grupos laterais se apresentam na cadeia polimérica.6. 3.  Encadeamento cabeça-cabeça ou cauda-cauda: neste caso é sempre o outro carbono que se apresenta para ligar ao carbono radical da cadeia em crescimento.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www.  Sindiotático: os grupos laterais estão dispostos de maneira alternada em relação ao plano formado pelos átomos da cadeia polimérica.  Atático: não há regularidade na disposição dos grupos laterais em relação ao plano formado pelos átomos da cadeia polimérica.  Isotático: todos os grupos laterais estão do mesmo lado em relação ao plano formado pelos átomos da cadeia polimérica.

7. temos: ~~~~~~~~~~~~A-A-B-A-B-B-B-A-B-A-B~~~~~~~~~~~~ 3. normalmente a reação ocorre nas duplas ligações. Consideremos como exemplo o isopreno (2-metil-1. Em função do modo de distribuição dos diferentes meros dentro da cadeia polimérica. pode-se dividir os copolímeros nos seguintes tipos: 3.2) Alternado Os diferentes meros se dispõem de maneira alternada.1. 3.foxitsoftware.3) Isomeria cis-trans em dienos Na polimerização de dienos. resultando numa dupla ligação residual no centro da unidade de repetição.1) Aleatório Não há uma sequência definida de disposição dos diferentes meros.1.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. tem dois arranjos possíveis para o posicionamento do grupo CH2 das pontas: no mesmo lado ou em lados opostos. Assumindo-se A e B como duas representações simplificadas de cada um dos dois diferentes meros.1. ~~~~~~~~~~~~A-B-A-B-A-B-A-B-A-B-~~~~~~~~~~~~ 57 .6. Considerando que os átomos de carbono ligados por ligação simples podem girar livremente em torno da direção da ligação. São ditos comonômeros cada um dos monômeros utilizados na copolimerização.1.7.3-butadieno).7) Copolímeros Copolímero é um polímero que apresenta mais de um mero diferente na cadeia polimérica. 3.com For evaluation only.

3. Entretanto. como este estado envolve moléculas.2) Polímero Cristalino As cadeias do polímero estão em estado ordenado. Este estado intermediário é definido pelo grau de cristalinidade do polímero.7. A cristalinidade dos polímeros trata-se do empacotamento de cadeias moleculares de modo tal a produzir uma matriz atômica ordenada.1. 58 . existindo uma forma definida.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www.1.1. SSS~~~~~~~~SSS-BBB~~~~~~~~BBB-SSS~~~~~~~~SSS 3.3) Em Bloco Há a formação de grandes sequencias de um mero se alternando com outras grandes sequencias do outro mero. 3.1. -A-A-A-A-A-A-A-A-A| B-B-B-B-B-B-B- 3. 3.8) Cristalinidade do Polímero O estado cristalino pode existir nos materiais poliméricos. se apresentando num estado intermediário. 3.8.1.7.8.4) Enxertado Sobre a cadeia de um homopolímero liga-se covalentemente outra cadeia polimérica.3) Polímero Semi-cristalino Em geral.com For evaluation only.foxitsoftware. Possui um ponto de derretimento definido. e não apenas átomos ou íons como ocorre com os metais e as cerâmicas.1. arranjadas em espirais randômicas e sem que haja um ponto de derretimento fixo.8. os polímeros não são nem totalmente amorfos. os arranjos atômicos serão mais complexos no caso dos polímeros. nem totalmente cristalinos.1) Polímero Amorfo As cadeias do polímero estão em estado desorganizado.

  Pressão e temperatura podem influenciar na cristalinidade.8. O conhecimento do grau de cristalinidade de um polímero é importante. no qual através do aquecimento do polímero as cadeias podem se movimentar mais livremente formando estruturas cristalinas (cristalitos) adicionais. Isto porque os copolímeros possuem uma distribuição não uniforme de forças intermoleculares. Quando maior o grau de cristalinidade.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www.1. Após a moldagem do polímero.foxitsoftware. nem totalmente cristalinos. os polímeros não são nem totalmente amorfos. Polímeros capazes de formar ligações intermoleculares distribuídas ao longo da cadeia favorecem um maior grau de cristalinidade. maior é a organização das cadeias de polímero.4) Fatores que influenciam na cristalinidade do polímero  A natureza química da cadeia do polímero é o principal fator que influencia na probabilidade de um polímero exibir uma estrutura cristalina.com For evaluation only.  Homopolímeros possuem maiores condições de formar uma estrutura mais cristalina do que copolímeros randômicos. pois o maior empacotamento das cadeias é inibido. 3.   Cadeias de baixo peso molecular favorecem uma maior cristalinidade. 59 .  Em geral. a cristalinidade do polímero ainda pode ser modificada através do processo de annealing.  Polímeros de monômeros contendo grupos laterais grandes ou ramificações tem menor grau de cristalinidade. pois facilita na seleção do material a ser usado em diferentes aplicações.

número de ciclos de vida sob fadiga...Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www.foxitsoftware. Além disso.2. os polímeros podem ser divididos em termoplásticos. Por outro lado. A avaliação das propriedades mecânicas pode ser realizada de forma estática ou dinâmica. resistência ao impacto. são parâmetros caracterizados sem atingir a ruptura do polímero. tensão máxima. tempo e da historia de processamento do polímero. a caracterização do comportamento mecânico pode ser feita atingindo-se ou não a ruptura do material.2) PROPRIEDADES MECÂNICAS E CARACTERÍSTICAS DOS POLÍMEROS As propriedades mecânicas dos polímeros são caracterizadas pelo modo como estes materiais respondem às solicitações mecânicas aplicadas. A natureza desta resposta depende da estrutura química. podendo estas ser do tipo tensão ou deformação. são propriedades mecânicas determinadas no limite da resistência destrutiva do polímero. Por exemplo: módulos elásticos. 60 . 3. etc. etc.com For evaluation only. tensão e deformação na ruptura. temperatura. termorrígidos (termofixos) e elastômeros (borrachas).1) Divisão dos Polímeros Segundo as características mecânicas. tensão e deformação no escoamento. 3.

poli(tereftalato de etileno) (PET). mas há menor número de ligações entre os "cordões". O aquecimento do polímero acabado promove decomposição do material antes de sua fusão. borracha vulcanizada: borracha após a vulcanização. Exemplos: polietileno (PE). poli(cloreto de vinila) (PVC). 3. possuindo cadeias poliméricas com poucas ligações cruzadas (ligações químicas primárias). não mais se fundem.2. o polímero volta a amolecer e a fluir. O principal agente de vulcanização é o enxofre.2. sendo muito estáveis a variações de temperatura. Uma vez prontos.foxitsoftware. etc. poli(metilmetacrilato) (PMMA). retorna rapidamente ao seu tamanho original. mas agregados. não se movimentando com tanta liberdade os termoplásticos. polipropileno (PP). Uma vez removido o esforço. característica bastante desejável atualmente.1. presos entre si através de numerosas ligações. Quando retirado dessas condições.1) Termoplásticos Polímero com capacidade amolecer e fluir quando sujeito a um aumento de temperatura e pressão. policarbonato (PC). o polímero solidifica em um produto sólido.3) Elastômeros (Borrachas) Polímero que na temperatura ambiente pode sofrer uma grande deformação (três vezes ou mais o seu comprimento inicial) repetidas vezes.2. 61 . 3. Logo. introduzindo a elasticidade.1. com forma definida. como num novelo de lã. tornando sua reciclagem complicada.1.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. formando uma rede.  Vulcanização de borrachas: É o processo químico de maior importância para as borrachas tradicionais. Com a aplicação repetida de temperatura e pressão. Estrutura molecular: moléculas lineares dispostas na forma de cordões soltos.com For evaluation only. Estrutura molecular: os cordões estão ligados fisicamente entre si. 3. sua reciclagem é possível. Estrutura molecular: a estrutura é similar à do termorrígido. melhorando a resistência mecânica e reduzindo a sua sensibilidade às variações de temperatura. poliestireno (PS).2) Termorrígidos (Termofixos) São rígidos e frágeis.

principalmente. 3. interconectando cadeias poliméricas diferentes.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. Alguns fatores devem ser levados em conta quando o comportamento físicomecânico de um polímero é analisado. a massa molar. a deformação é retardada ou dependente do tempo. a deformação é totalmente recuperada com a liberação das tensões externas. 62 . isto é. as temperaturas características e a temperatura na qual a medida está sendo feita. essa deformação não é reversível ou completamente recuperada após a tensão ter sido liberada. o que significa que a deformação total ocorre no instante em que a tensão é aplicada ou liberada. Só após a vulcanização é que as borrachas tradicionais têm aplicação prática.3) Viscoelasticidade dos Polímeros É definida como o fenômeno pelo qual o polímero apresenta características de um fluido e de um solido elástico ao mesmo tempo. a deformação independe do tempo. Isso faz com que o polímero demore um tempo finito para responder à solicitação.2.1. Além disso. gerando uma defasagem entre a solicitação e a resposta. A fração plástica ocorre por causa do atrito entre as cadeias poliméricas. A fração elástica da deformação aparece devido a variações do ângulo e da distancia de ligação entre os átomos da cadeia polimérica.com For evaluation only.2) Elástico A deformação elástica é instantânea.2. permite a classificação de três estados: 3.1) Viscoso A deformação não é instantânea. desde um sólido cristalino.2. em resposta à aplicação de uma tensão. uma borracha ou um líquido. isto é.foxitsoftware. como. Além disso.2. A variedade de comportamentos físico-mecânicos que um polímero pode apresentar.2. 3.

de retardador. o que se constitui em uma forma de anelasticidade.2. formando uma macromolécula de alta massa molar.2. catalisador. 3. da quantidade de reagentes e demais agentes específicos são considerados variáveis secundárias. a tensão onde ocorre o escoamento é mais importante. pressão. apenas alteram o rendimento da 63 . temperatura de reação.com For evaluation only.2. Embora a resistência do material polimérico na ruptura tenha sido bastante usada como parâmetro de controle de resistência. algumas variáveis são mais ou menos importantes.4 – Polimerização Polimerização é a reação ou o conjunto de reações nos quais moléculas simples reagem entre si. que é seguida por uma deformação viscosa. mudanças nas variáveis primárias não afetam o tipo de produto final. 3. dependente do tempo. dois tipos de fratura: a frágil e a dúctil. No caso de fratura dúctil.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. além desse ponto. e a presença. o tipo de inibidor. Durante a reação para obter compostos de baixa massa molar. tempo. pois. 3. Assim. presença e tipo de iniciador são considerados variáveis primarias. este valor só tem significado como parâmetro de engenharia quando o material sofre fratura frágil. A fratura dúctil apresenta um escoamento e uma deformação plástica antes de ocorrer a ruptura propriamente dita.3) Características da Fratura As resistências às fraturas dos materiais poliméricos são baixas quando comparadas com aquelas para os metais e as cerâmicas. o material polimérico deforma-se irreversivelmente. basicamente. Existem. A primeira é caracterizada pela ruptura do material antes de esse atingir a deformação plástica.foxitsoftware.2. controlador de massa molar. Durante esse processo.3) Viscoso Intermediário A imposição de uma tensão resulta em uma deformação elástica instantânea. dependendo de sua influência na qualidade do polímero formado.

brinquedos infantis.2.1) Polimerização por Adição Neste tipo de polimerização. Constitui um tipo de borracha sintética denominada borracha butílica. É muito usado na fabricação de artigos moldados e fibras. reação.foxitsoftware.  Poliisobuteno: É obtido a partir do isobuteno (isobutileno). Possui alta resistência à umidade e ao ataque químico. Empregado na fabricação de folhas (toalhas. canos plásticos.com For evaluation only. mudanças nestas mesmas variáveis primárias durante toda a polimerização não só afetam o rendimento da reação como também podem produzir alterações de massa molar media. sendo mais duro e resistente ao calor. recipientes (sacos. baldes etc). Em contraste. 3. Muitos dos nossos polímeros de adição comumente encontrados são do tipo do etileno. Portanto. a polimerização ocorre sem formação de subprodutos. muito usada na fabricação de "câmaras de ar" para pneus. mas tem baixa resistência mecânica. quando comparado com o polietileno.  Polipropileno: É obtido a partir do propileno (propeno). a molécula origina seus pontos de reação pela ruptura de duplas ligações e formação de duas ligações simples. cortinas.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. distribuição de massa molar e estrutura química. 64 .  Polietileno: É obtido a partir do etileno (eteno).4. envólucros. no isolamento de fios elétricos etc. garrafas. embalagens etc).

Com ele são fabricadas caixas. o PVC torna-se mais mole.foxitsoftware. "couro-plástico" (usado no revestimento de estofados. É bastante transparente. embora amoleça pela ação de hidrocarbonetos. prestando-se então para a fabricação de tubos flexíveis. ele se expande e dá origem ao isopor. sapatos. Com plastificantes. 65 . durante a produção do polímero. luvas. Esse polímero também se presta muito bem à fabricação de artigos moldados como pratos.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. automóveis etc).com For evaluation only. O PVC é duro e tem boa resistência térmica e elétrica. Com a injeção de gases no sistema. copos. bom isolante elétrico e resistente a ataques químicos. fitas de vedação etc.  Poliestireno: É obtido a partir do estireno (vinil-benzeno). xícaras etc. a quente.  Cloreto de Polivinila (PVC): É obtido a partir do cloreto de vinila. telhas etc.

com For evaluation only. que normalmente envolvem mais de um tipo de monômero. existe um subproduto de pequeno peso molecular. válvulas. panelas domésticas. garrafas.2) Polimerização por Condensação A polimerização por condensação consiste na formação de polímeros mediante reações químicas intermoleculares etapa por etapa.  Poliamidas ou Nylons: Estes polímeros são obtidos pela polimerização de diaminas com ácidos dicarboxílicos. isolamentos elétricos.  Acetato de Polivinila (PVA): É obtido a partir do acetato de vinila. de adesivos e de gomas de mascar. É muito usado na produção de tintas à base de água (tintas vinílicas).4. 3. apesar de ser caro.2. antenas parabólicas. linhas de pesca etc. 66 . como a água. registros.  Politetrafluoretileno ou Teflon: É obtido a partir do tetrafluoretileno. tecidos. Os nylons são plásticos duros e têm grande resistência mecânica.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. por isso. que é eliminado. Geralmente. revestimentos para equipamentos químicos etc. próteses.foxitsoftware. ele é muito utilizado em encanamentos. Se prestam à fabricação de cordas. É o plástico que melhor resiste ao calor e à corrosão por agentes químicos.

e foi por isso usado como o primeiro tipo de vidro plástico. As resinas fenolformaldeído e uréia-formaldeído são usadas na fabricação da fórmica.  Poliésteres: Resultam da condensação de poliácidos (ou também seus anidridos e ésteres) com poliálcoois. mas ele perde sua transparência. Esse polímero é também usado em vernizes e resinas. É usado como fibra têxtil e recebe os nomes de terilene ou dacron. No entanto. Em mistura com outras fibras (algodão. na impregnação de papéis. lã. Um dos poliésteres mais simples e mais importantes é obtido pela reação do éster metílico do ácido tereftálico com etileno-glicol.  Polímero uréia-formaldeído: É um polímero tridimensional obtido a partir da uréia e do formaldeído. seda etc) constitui o tergal. sendo então utilizado na fabricação de objetos translúcidos. Este defeito pode ser evitado pela adição de celulose.com For evaluation only.foxitsoftware. ele acaba se tornando opaco e rachando com o tempo. Quando puro é transparente.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. 67 .

facilitar o processamento. corantes. Usado na fabricação de tintas.2. plastificantes. cargas reforçantes ou reforçadoras. etc.5) Aditivos Para Polímeros São materiais adicionados como componentes auxiliares dos plásticos e/ou das borrachas. pigmentos. vernizes e colas para madeira. aromatizantes. antiozonantes.com For evaluation only. agentes antiestáticos. lubrificantes. absorvedores de ultravioleta. cargas inertes. aditivos anti-fungos. colorir. a inclusão de aditivos nas formulações ou composições de plásticos ou de borrachas visa uma ou mais aplicações específicas como. plastificantes. retardantes de chama. antioxidantes. agentes de expansão. 68 .foxitsoftware. modificadores de impacto.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. etc. modificar e/ou melhorar diversas propriedades. abaixar o custo.. os principais aditivos dos plásticos e das borrachas são: fibras de reforço ou reforços fibrosos. estabilizantes térmicos. por exemplo. 3.  Polifenol ou Baquelite: É obtido pela condensação do fenol com o formaldeído (metanal).

3. metal-plástico. resinas 69 . Se uma boa junta for formada. Os adesivos poliméricos podem ser usados para colar uma variedade de combinações de materiais: metal-metal. além de proporcionar isolamento elétrico. a maioria dos quais de origem orgânica. e a força diminui rapidamente com o aumento da temperatura. Embora a resistência inerente ao adesivo possa ser muito menor do que a dos materiais aderidos. o material aderido poderá sofrer fratura ou se romper antes que o adesivo venha a se romper.3.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. Revestimentos são aplicados às superfícies dos materiais para que sirvam a uma ou mais das seguintes funções: proteger o item em questão de um ambiente que possa produzir reações corrosivas ou de deterioração. quais sejam: tintas. lacas e gomas.1) Revestimentos Muitos dos ingredientes presentes nos materiais usados como revestimento são polímeros. por adesão superficial.foxitsoftware.2) Adesivos Uma substância capaz de manter materiais juntos por união superficial. Tais revestimentos orgânicos se enquadram dentro de varias classificações diferentes. Termoplásticos.com For evaluation only. sendo a adesão a atração entre dois corpos sólidos ou plásticos. a seleção do adesivo deve ser baseada nos tipos de materiais que vão ser colados. com superfícies de contato comuns. metal-cerâmica. os polímeros orgânicos mantem as suas integridades mecânicas apenas a temperaturas relativamente baixas. 3. isto é. mesmo assim pode ser produzida uma junta forte e resistente se a camada de adesivo for fina e contínua.3) APLICAÇÕES DIVERSAS 3. Entretanto. esmaltes. melhorar a aparência do item em questão. etc. vernizes. 3. e produzida pela existência de forças atrativas intermoleculares de ação a curta distância.

3. e uma baixa permeabilidade a alguns gases. a borracha. possui vantagens como o baixo preço. termofixas. imunidade a ferrugem e a economia de mão-deobra. na substituição à madeira. bem como em embalagens e como isolante térmico.3. facilidade de manutenção. 3. se decompõem com a liberação de um gás.foxitsoftware.5) Tubulações e Conexões Hidrosanitárias O polímero mais utilizado é o PVC (Policloreto de Vinila). Alguns dos polímeros comumente submetidos a esse processo são o poliuretano.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. em forma de “lona plástica”. o celofane e o acetato de celulose. compostos elastoméricos e adesivos naturais podem servir às funções de adesivos. o poliestireno e o cloreto de polivinila.3) Películas Muito espessas tem sido muito empregadas na proteção a embalagens de produtos da construção civil.3. Dentre as características importantes dos materiais produzidos e usados como películas incluem-se uma baixa densidade. os quais mediante aquecimento. um alto grau de flexibilidade. especialmente o vapor d’água. Alguns dos polímeros que atendem esses critérios e que são fabricados na forma de películas são o polietileno.3.com For evaluation only. elevados limites de resistência à tração e resistência à ruptura. o polipropileno. resistência ao ataque da umidade e de outros produtos químicos. 70 .4) Espumas Materiais plásticos muito porosos são produzidos em um processo conhecido por espumação. 3. Os materiais termoplásticos e termofixos podem ser submetidos a espumação. As espumas são usadas geralmente como almofadas em automóveis e mobílias.

com For evaluation only.6) Aditivos Químicos São utilizados nos concretos e argamassas para modificar certas propriedades dos materiais frescos ou endurecidos. 3.3.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. 71 .foxitsoftware.

por ser leve. o seu transporte economiza combustível. origina substâncias nocivas e muito duradouras. 72 . acelerado pelo seu crescente uso em produtos de curta duração. Entretanto. 3. onde chega aos 100Kg ainda se torna ainda mais preocupante. entre outros motivos. que em princípio podem ser controlados com manutenção eficiente e tecnologias adequadas.4) POLÍMEROS E O MEIO AMBIENTE O plástico é responsável por grandes volumes de lixo de degradação lenta. Em países como os Estados-Unidos o consumo de plásticos chega aos 85 kg por habitante e Japão. o grande crescimento do consumo de plásticos. ao gerar enormes volumes de lixo que se degradam muito lentamente.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. ao substituir materiais de origem vegetal. acabou por transformar os próprios produtos plásticos num problema ambiental. a indústria de plásticos era associada apenas com problemas ambientais relacionados ao processo de produção. Mas. mas tem custo elevado devido à tributação. reduz a destruição de florestas e. em certos casos. têm um impacto visual muito negativo e cuja gradual decomposição. A sua combustão gera mais energia do que a do carvão. Até a década de 60. embora cause poluição. A reciclagem avança.com For evaluation only.foxitsoftware.

chama. em lugares públicos. ou seja. ao substituir papel e madeira. por vezes. devido aos seguintes fatores:  Descartabilidade. mais do que outros materiais . Apesar das embalagens plásticas representarem uma pequena fracção do lixo sólido (7%).    Resistência à degradação. podem reduzir a destruição de florestas. Tudo isso contribui para matizar as críticas aos plásticos e incentivar a busca de meios para conciliar seu uso com as exigências ambientais.4. vidro. 73 . gerando grandes volumes.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www.com For evaluation only. É o mais resistente à degradação (em condições normais. também higiénica e sanitária do uso de plásticos descartáveis (como em seringas hipodérmicas). no entanto a atenção. cerâmica…) podem contribuir para economizar energia e reduzir a queima de combustíveis ao reduzirem o peso de veículos ou da sua carga. que leva os produtos acondicionados em embalagens plásticas serem preferidos pelo consumo fora do ambiente residencial. que os faz flutuar em lagos ou cursos de água. o que também ocorre como plastificantes que tornam o PVC utilizável. Por outro lado. resumidamente.1) O PVC e o Meio Ambiente Dos plásticos comuns. 3. ao substituírem materiais mais pesados (metais.foxitsoftware. Densidade baixa. o PVC é o maior problema ambiental. Leveza. A isso se soma a conveniência prática e económica e. pode durar 400 a 500 anos) e a sua combustão ou lenta decomposição – como a de qualquer outro produto orgânico clorado – pode gerar dioxinas e milhares de outras substâncias de propriedades mal conhecidas. os plásticos. mas capazes de permanecer décadas ou séculos no ambiente.

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4 - IMPORTÂNCIA E UTILIZAÇÃO DE POLÍMEROS E CERÂMICAS NA INDÚSTRIA DO PETRÓLEO

Como foi visto anteriormente, podemos dizer que vivemos no mundo dos polímeros, os vestimos, calçamos, escrevemos, são quase parte do nosso corpo, e muitas pessoas nem sabem de onde surgiu o tecido da roupa, a embalagem da loja, a caneta que escreve. Com a cerâmica podemos ter a mesma relação e quase impossível abrir os olhos e não ver um produto cerâmico, tijolo, telhas, azulejo, utensílios de mesa (louças, talheres), vasos de flores, porcelanas de banheiro. Além disso, o vidro, em seus milhares de permutações, é também um produto cerâmico, desde as lentes de óculos até as janelas de um arranha-céu, cabos de fibra ótica que trazem a imagem à nossa televisão. A importância e utilização desses dois materiais no dia-dia e muito considerável, na indústria do petróleo eles também possuem um papel importante.

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4.1) CIMENTAÇÃO DE POÇOS DE PETRÓLEO

Depois da descida da coluna de revestimento, geralmente o espaço anular entre a tubulação de revestimento e as paredes do poço é preenchido com cimento, de modo a fixar a tubulação e evitar que haja migração de fluidos entres as diversas zonas permeáveis atravessadas pelo poço, por detrás do revestimento. A cimentação de um poço de petróleo é um processo muito importante e requerem vários cuidados. O cimento é um tipo de cerâmica que possuem principalmente os devidos componentes: cal (CaOH); a sílica(SiO2); a alumina(Al2O3) e o óxido de ferro(Fe2O3).As propriedades das cerâmicas são importantes, pois a presença de sílica faz com a temperatura de fusão seja alta e tenha um baixo coeficiente de expansão,além de resistência a choques térmicos e produtos químicos de laboratório.Junto a essa cimentação são adicionados vários aditivos para um melhor desempenho,temos a adição de argilas (bentonita,atapulgita,etc.) que faz aumentar o rendimento de absorção de água, mantendo a pasta mais homogênea e diminuindo a absorção de água.Em alguns casos este procedimento e realizado com nitrogênio ou micro esferas cerâmicas para criar pastas excepcionalmente leves.Nesse cimento também e adicionado controladores de filtrado que atuam reduzindo a permeabilidade do reboco,formado em frente a zonas permeáveis, e/ou aumentando a viscosidade do filtrado,de modo a evitar a desidratação prematura,nesses casos utilizam polímeros derivados da celulose e polímeros sintéticos.

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4.2) FLUIDOS DE PERFURAÇÃO

Os fluidos de perfuração são misturas complexas de sólidos, líquido, produtos químicos e, por vezes, ate gases. Seu principal objetivo é garantir uma perfuração rápida e segura, além resfriar e lubrificar a broca de perfuração, limpar o fundo do poço dos detritos gerados durante a perfuração e transportá-los para a superfície, estabilizar o poço e permitir uma adequada avaliação da formação geológica. Um tipo de fluido é o fluido a base de água que utiliza um tipo de argila (bentonita) em sua composição e vários outros componentes. A água tem a função de prover o meio de dispersão para os materiais coloidais, a bentonita controla a viscosidade, limite de escoamento, forças géis e filtrados em valores adequados para conferir ao fluido uma boa taxa de remoção dos sólidos perfurados e capacidade de estabilização das paredes do poço. Contudo, atualmente, alguns tipos de argila não apresentam os parâmetros exigidos pela PETROBRAS e a aditivação polimérica surge como alternativa para adequar essas propriedades. As propriedades são as seguintes: viscosidade aparente; viscosidade plástica e o limite de escoamento. A adivitação polimérica atribui às argilas bentoníticas melhora as propriedades reológicas e de filtração dos fluidos de perfuração viabilizando, portanto, o desenvolvimento de compostos bentonita/polímeros para uso na perfuração de poços de petróleo.

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4.3) RESTAURAÇÃO DE POÇOS DE PETRÓLEO
A restauração de poços de petróleo consiste em um conjunto de técnicas utilizado para o aumento da produção, baseado na injeção de fluidos na formação visando remover danos na matriz rochosa. Essas intervenções têm o objetivo de manter ou melhorar a produtividade, corrigindo algumas restrições que causam a redução na produção. Os polímeros empregados na acidificação devem apresentar resistência à salinidade, temperatura, cisalhamento e, principalmente, ao meio ácido. Na escolha do polímero a ser empregado, é fundamental conhecer suas propriedades e associá-las às condições de uso. Trata-se de utilizar um complexo polímero que tenha a mesma eficácia dos aditivos químicos utilizados e com um custo mais baixo, este polimérico ácido vai remover os danos causados por incrustações e precipitações. A mistura é composta por um polímero natural, que possui características de um quelante, e um polímero sintético, que tem a capacidade de reduzir a tensão superficial como se fosse um tenso ativo. Um dos problemas mais comuns em acidificação é o uso excessivo de aditivos, que pode onerar o processo e, também, causar danos à formação. . A quitosana é um biopolímero catiônico que tem merecido destaque em diversos setores da indústria química, como no tratamento de efluentes, atuando como floculante e resina quelante, na remoção de metais pesado. Este polímero é bastante versátil, e com características e pré-requisitos que podem se adequar as operações de acidificação.

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deixando quantidades substanciais de óleo na formação. As baixas recuperações resultantes de um processo convencional de injeção de fluidos podem ser creditadas basicamente a dois principais aspectos: alta viscosidade do óleo do reservatório e elevadas tensões interfaciais entre o fluido injetado e o óleo. assim como pelo bombeamento de poços para auxiliar no escoamento natural.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www.4) RECUPERAÇÃO DE ÓLEOS NOS POÇOS DE PETRÓLEO Nos chamados poços surgentes. Durante o segundo estágio de recuperação. mais de 70% do óleo inicialmente contido no reservatório estão disponíveis para técnicas secundárias e terciárias de recuperação de óleo. 4. dependendo da natureza do reservatório. esses fluidos tendem a percorrer as regiões mais permeáveis. A eficiência da recuperação de óleo nesse primeiro estágio se limita a uma faixa entre 10 e 30% do volume total de petróleo disponível.foxitsoftware. é conhecida como recuperação primária. Porém. a produção de óleo durante o primeiro estágio é obtida devido à pressão natural do reservatório. água ou gases podem ser injetados com a finalidade de extrair o óleo das rochas porosas. Portanto. No caso de um reservatório com óleo de alta viscosidade. Os métodos de recuperação terciária são empregados para atuar nos pontos onde o processo convencional falhou. 78 .com For evaluation only. A quantidade de óleo produzida pela energia do reservatório. podem-se adicionar polímeros à água de injeção para transformá-la em um fluido que se desloque dentro do meio poroso com a mesma mobilidade que o óleo.

A microesfera cerâmica pode ser inserida no processo de filtração com o objetivo de formar uma pré capa retentora desses contaminantes.5) FILTROS DE CERÂMICA O uso da cerâmica é tão abrangente na indústria do petróleo que engloba desde os testes de laboratório. muitos filtros cerâmicos empregados na indústria do petróleo são atualmente a base de sílica e alumina.com For evaluation only. é armazenado nos pequenos poros da rocha reservatório (d<100µm) onde coexiste com água e provavelmente uma fase gasosa.foxitsoftware. Essa força depende.Micro esferas de vidro oca para revestimentos de tubulações que transportam petróleo em operações offshore (exploração de altas profundidades). O óleo. Esses fatores são essenciais na exploração de petróleo em águas profundas. As rochas reservatórios são. São as forças capilares que seguram o óleo nesses pequenos poros. somente água é permeável. nos poços. extração e refino do óleo. 4. do tamanho dos poros e da molhabilidade (ângulo de contato). compostas por aluminas-silicato. O revestimento com a utilização da microesfera proporciona isolamento térmico aliado a baixas densidades.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. em sua maioria. a fim de que o produto final esteja dentro da especificação requerida pela empresa de distribuição de combustível. diversos processos de separações até vários tratamentos de descarte de resíduos. Esses filtros são seletivos. tais como os de caracterização de poços. através do processo de filtração. entre outros fatores. Os filtros cerâmicos são utilizados apartir de pressão capilar. A pressão capilar e as funções de permeabilidade são cruciais para descrever quantitativamente a vazão e o transporte dos fluidos que estão na subsusperfície. 79 . A fim de reproduzir as condições de transporte dessas rochas. Microesferas cerâmicas para filtração do biodiesel: O biodiesel contém diversos contaminantes que precisam ser removidos. onde em uma mistura água-óleo.

Também é importante a monitoração dos efeitos de encostas e da movimentação do solo. Estes sensores são baseados em um efeito não-linear chamado de espalhamento Brillion estimulado. A freqüência de ressonância é uma propriedade intrínseca do material. Os sensores distribuídos têm como principal vantagem o fato de a própria fibra ser o elemento sensor. Condição esta que é diretamente dependente da deformação e da temperatura. sensores a fibra óptica apresentam uma série de atrativos. o que pode ser observado em qualquer fibra de sílica. externa.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. é monitorar as deformações. determinando a freqüência de ressonância produz-se diretamente a medida de temperatura e/ou deformação. operação remota e distribuição de sensores por longas distâncias são características que favorecem sua utilização em sistemas de monitoração de deformação. que podem ocasionar grandes danos ao meio ambiente. As técnicas de monitoração de deformação em dutos empregando sensores a fibra óptica com base em redes de Bragg. torção. que combinam pressão interna. O mesmo pode-se dizer a respeito de dutos submarinos de produção e de transferência. Para este tipo de aplicação. logo. esforços axiais e. 80 . Caso a falha não possa ser evitada por meio de procedimentos operacionais. que é a interação causada pelo acoplamento entre ondas ópticas e acústicas quando a condição de ressonância é preenchida. Uma forma de se evitarem vazamentos. assim como a monitoração dos mesmos. Multiplexação. a monitoração de deformações permite identificar o momento inicial e o local do vazamento. de comprimentos de onda que satisfaçam a condição de Bragg. possibilitando uma rápida ação de equipes de limpeza e despoluição.foxitsoftware. Redes de Bragg funcionam como um espelho altamente seletivo. 4. submetidos a carregamentos dinâmicos complexos. o carregamento aflexão. o mais comum destes.com For evaluation only.6) FIBRA ÓTICA A necessidade da utilização de dutos é crescente no setor petrolífero. sem qualquer necessidade de processamento ou preparação da fibra.

Todas as áreas de processamento sofreram uma evolução sem precedentes. Por outro lado. Seja ela qual for. materiais esses que são a cada dia. vale ressaltar também sua propriedade de ser um material refratário. os cerâmicos técnicos tem vindo a ser aplicados em situações cada vez mais exigentes. mantém suas propriedades praticamente constantes mesmo a elevadas temperaturas. prevendo-se que o futuro lhes reserve aplicações com designs cada vez mais arrojados e sistemas de distribuição do produto mais rentáveis. ainda hoje. sendo utilizados em uma gama enorme de variações.com For evaluation only. 5 – CONCLUSÃO Após a Revolução Industrial em meados do século XVIII. entre eles estão as cerâmicas e os polímeros. embalagens. Vários materiais fazem parte dessa história de revolução. roupas.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. O primeiro polímero puramente sintético de uso comercial surgiu apenas em 1907. Por um lado. ela ainda hoje é de fundamental importância para a sociedade. ou seja. os plásticos e outros materiais poliméricos estão presentes em nossas casas. É fácil observar que eles ocupam grande parte da nossa vida. as indústrias colhem frutos dos avanços da época. graças aos avanços tecnológicos que têm permitido a obtenção de propriedades mecânicas superiores. principalmente as que estão ligadas as questões de baixa condutividade térmica e elétricas.foxitsoftware. os cerâmicos tradicionais atingiram um elevado estado de amadurecimento. mas desde então a indústria polimérica não parou de se desenvolver e crescer. No futuro. automóveis. Os materiais cerâmicos são materiais em que vale a pena pensar. e o fato de ter um papel ambiental importante. que são utilizados numa enorme gama de setores. e 81 . Contudo os materiais cerâmicos não estão restritos somente a isso. é provável que a nossa época seja referida como a Era do Plástico. pois é predominantemente utilizada na construção civil devido a sua grande resistência mecânica a compressão. Apesar de a cerâmica ser utilizada desde a pré-história pelo homem. nos utensílios domésticos. o mundo se transformou de uma forma jamais vista na história da humanidade. entre outros tantos meios. aprimorados para satisfazer nossas necessidades e nossas exigências.

ele conclui que um mundo sem água (tubos de PVC que alimentam a torneira). Assim torna-se inegável a grande importância das cerâmicas e dos polímeros no mundo moderno. restauração de poços de petróleo. etc.foxitsoftware. Observa-se que eles são utilizados como auxiliadores na prospecção e exploração (fibras óticas a base de polímeros). e no refino (filtro de cerâmica. fluidos de perfuração. sem telefone (feito de ABS). sem roupas ou sapatos (feitos de poliéster e nylon). seria nada menos que um pesadelo aterrorizante. as cerâmicas e os polímeros também possuem suas áreas de utilização.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www.). O professor e engenheiro químico Carlos Roberto de Lana escreve um especial para a página 3 Pedagogia & Comunicação. acabamento de máquinas. recuperação de óleo nos poços de petróleo). sem luz (PVD usado no isolamento elétrico dos fios). facilitando nossa vida. Na indústria de petróleo. 82 . Eles vêm contribuindo nos mais variados domínio. sabe-se que seria quase impossível manter os padrões de conforto que estamos acostumados sem a existência dos plásticos e de outros materiais poliméricos. extração (cimentação de poços de petróleo. simulando como seria o mundo atual sem plásticos.com For evaluation only. contribuindo para um melhoramento industrial nessa área.

JONES. Luiz Paulo Camargo Ferrão – São Paulo. – Introdução à ciência dos materiais para engenheiros / James F.foxitsoftware. James F. Princípios de ciência e engenharia dos materiais. 1998 9) ASHBY. 2007 83 .aspx.. tradução Daniel Vieira. William D.jhtm. Smith. Cruz – São Paulo : Pearson Prentice Hall.com For evaluation only. Engenharia de materiais. traduzido pelo Eng. Shackelford. Lawrence Hall – Princípios de ciência dos materiais / Lawrence Hall Van Vlack. McGraw-Hill de Portugal (1998) 6) Van Black. “Princípios de Ciência e Engenharia dos Materiais”. revisão técnica Nilson C... LTC editora 2) Chiaverini. acessado no dia 26 de novembro de 2010 4)http://netceramics.br/quimica/ult1707u39. 2008 8) SMITH. 2.uol. acessado no dia 27 de novembro de 2010 5) W. Callister – Ciências e Engenharia de Materias: Uma Introdução – 5ªed.F. Rio de Janeiro: Campus. M. W. F. Edgard Blücher. Vicente – Tecnologia Mêcanica. D.com.com/Home/tabid/488/language/pt-BR/Default. 1970 7) Shackelford. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1) Jr. Editora Afiliada 3)http://educacao. Materiais de Construção Mecânica – Volume III – 2ª ed. v.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. Portugal: McGraw-Hill.

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