VIOLÊNCIA CONTRA O IDOSO: Negligência e abandono familiar por que pesquisar?

Nome do relator: Danielle de Alvarenga Mattos de Souza Email: devanelly@yahoo.com.br Autores: Danielle de Alvarenga Mattos de Souza, Rosiana Rosário Nogueira, Simone Pereira Gomes da Silva, Vera Lúcia Silva de Souza Jacurú e Wanderlene Freira Eiras Sociedade Universitária Redentor. Faculdade Redentor. Curso de Graduação em Serviço Social. Br 356, Cidade Nova – Itaperuna / RJ. Tel.: (22) 3811-0111 Palavras Chave: Violência familiar; idoso; negligência; abandono.
Introdução A violência contra o idoso é um tema que vem adquirindo importância cada vez maior e despertado o interesse das mais diversas áreas. No Brasil onde estima-se ter uma população de idosos em torno de 15 milhões de habitantes, sendo que a perspectiva, segundo os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é que esse número dobre nos próximos anos, não é de se estranhar tanto interesse. A nossa população não é mais tão jovem, a cada 10 pessoas, 1 tem 60 anos ou mais (IBGE). E num país, onde a velhice sem independência e autonomia faz parte de uma face oculta da violência marcada pela negligência e pelo abandono familiar, envelhecer é no mínimo preocupante. Discussão A atual transição demográfica do Brasil exige novas estratégias para fazer frente ao aumento do número de idosos potencialmente dependentes, e conter o avanço exponencial dos casos de negligência e abandono do idoso pelos seus familiares. Para tal, é preciso antes de tudo, compreender como e por que ocorre a negligência e o abandono do idoso pela família. Saber reconhecer possíveis situações de risco de abandono e identificar quando as necessidades do idoso são negligenciadas se fazem de fundamental importância para o atual mecanismo de proteção social. Segundo Medina (1998), cerca de 40% dos indivíduos com 65 anos ou mais de idade precisam de algum tipo de ajuda para realizar pelo menos uma tarefa como fazer compras, cuidar das finanças, prepararem refeições e limpar a casa. Uma parcela menor (10%) requer auxílio para realizar tarefas básicas, como tomar banho, vestir-se, ir ao banheiro, alimentar-se, sentar e levantar de cadeiras e camas. Isto nos arremete a um percentual de 60% de idosos em nosso país em situação de vulnerabilidade. A propensão da pesquisa social sobre a violência familiar contra a pessoa idosa, é conhecer para modificar a realidade do idoso brasileiro. Transformar a realidade não só da pessoa idosa, mas da família, de modo com que o idoso seja visto como sujeito de direitos, resgatando o seu valor na sociedade, e dentro do próprio ambiente familiar. A proteção social a pessoa idosa está regulamentada no Estatuto do Idoso (2003), documento que faz menção às variadas formas de violência, assegurando que: “Nenhum idoso será objeto de qualquer tipo de negligência, discriminação, violência, crueldade ou opressão, e todo atentado aos seus direitos, por ação ou omissão, será punido na forma da lei” (Art.4°, p. 03). Mas a violência familiar contra a pessoa idosa é possivelmente a pior de todos os tipos de violência contra o idoso, pois ela costuma se manter longe da opinião pública, sendo manifesta apenas no âmbito familiar dos domicílios ou nas instituições asilares, não chamando atenção sobre si, e sem ter visibilidade, não gera qualquer tipo de penalidade para o agressor. A ocultação da violência pela própria vitima também dificulta o enfrentamento da mesma. A situação de ser útil apenas pelo que produz numa sociedade capitalista influi diretamente sobre a violência sofrida pelo idoso, da mesma forma que exerce influencia sobre a conduta da pessoa idosa, que por se julgar improdutiva, acaba por se calar sobre a negligência e aceitar o abandono. As denuncias de maus tratos quando ocorrem nunca partem do próprio idoso, geralmente são feitas por vizinhos, ou outros familiares e raramente são confirmadas pelos idosos. A negligência nem sempre deixa marcas visíveis e na maioria das vezes acaba se configurando em abandono.

Textos sobre Envelhecimento.8 no. o país está envelhecendo rapidamente.Conclusões É importante que os próprios idosos aprendam a se valorizar pelos seus conhecimentos e experiências. São Paulo: EDUC. 2005. 3. Disponível em: www.. como afirmam as projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no estudo intitulado “Projeções da população do Brasil por sexo e idade: 1980-2050″. Disponível : www. Só conhecendo a realidade é possível pensar uma ação junto à sociedade. GOLDFEDER. Rompendo o Silêncio . SHIRASSU. M.unati.B. Anuário Estatístico do Brasil. nascem cada vez menos crianças no país. PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) 2002. assim como na efetivação das denúncias. (CASTILHOS. 1993. M. contribuindo para auto-imagem e auto-estima mais positivas. Por sua vez.A. 199 – 214. CASARA. Dados sobre População do Brasil. Com isso.. Rio de Janeiro: Secretaria de Planejamento.. Acesso: 27/09/2010 MEDINA.).. Das incapacidades e do acidente cerebrovascular. CORTELLETTI. Afinal quem ama cuida e não abandona! Bibliografia: IBGE (Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). IBGE (Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).B. vol.. M. M. I. gov.br/tse/scielo Acesso: 28/09/2010 . Martinari. Este trabalho prevê que até 2050 quase 30% da população do país terá acima de 60 anos e a expectativa de vida deverá chegar aos 81 anos. W. São Paulo: Ed.quando atingiria seu máximo . 2009.M. um trabalho de conscientização e sensibilização para que esta auxilie no combate e prevenção da violência. 2009).2 milhões em 2050. V.Faces da Violência na Velhice.para 215. e MALAGUTTI.ibge.uerj. Com taxa de fecundidade abaixo do nível de reposição. Da mesma forma que é necessária chamar a atenção de toda a sociedade para o fenômeno da violência contra o idoso. permitindo com isso uma melhor e mais adequada visão sobre si mesmos. ISSN 1517-5928. HERÉDIA. 2009: p. 2004. BERZINS. Abandono na velhice. 1998 In: Envelhecimento com Dependência: Revelando Cuidadores.. o número de pessoas entre 0 e 14 anos se encontra em declínio. passando de cerca de 219 milhões em 2039 . o número de habitantes deverá parar de crescer e até diminuir. Orçamento e Coordenação. br. (Org.. C.

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