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currículo da ed. básica 149-163

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  • APRESENTAÇÃO
  • 1 A EDUCAÇÃO BÁSICA E SUAS BASES LEGAIS
  • 5 BASES LEGAIS DO ENSINO MÉDIO
  • 7 ÁREA DE LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS
  • 7.5 ARTE
  • 7.5.1 ARTES VISUAIS
  • 7.5.3 TEATRO
  • 8.1 BIOLOGIA
  • 8.4 MATEMÁTICA
  • 9 ÁREA DE CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS
  • 9.2 GEOGRAFIA
  • 9.3 SOCIOLOGIA
  • 9.4 FILOSOFIA
  • 11 DIRETRIZES DE AVALIAÇÃO82

CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO

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Governador do Distrito Federal Rogério Schumann Rosso Secretário de Estado de Educação Sinval Lucas de Souza Filho Secretária-Adjunta de Estado de Educação do Distrito Federal Maria Nazaré de Oliveira Mello Subsecretária de Educação Básica Ana Carmina Pinto Dantas Santana Diretora de Ensino Médio Kattia de Jesus Amin Athayde Figueiredo

CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO

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1ª ETAPA − Elaboração (2007/2008)
COMISSÃO DE COORDENAÇÃO DE ELABORAÇÃO DO CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA
Tânia Andréia Gentil Goulart Ferreira Andréia Costa Tavares Michelle Abreu Furtado Regina Aparecida Reis Baldini de Figueiredo Maria Cristina Costa Samromã Roberta Paiva Gama Talyuli Elisângela Teixeira Gomes Dias Tatiana Santos Arruda Rosália Policarpo Fagundes de Carvalho Roselene de Fátima Constantino Luiz Gonzaga Lapa Júnior Edinéia da Cunha Ferreira Christiane Leite Areias da Silva Rosangela Maria Pinheiro Edna Guimarães Campos Cláudia Denis Alves da Paz COORDENAÇÃO E ORGANIZAÇÃO DO VOLUME REFERENTE AO ENSINO MÉDIO Penha Júlia de Castro Gama

COMISSÕES DE ELABORAÇÃO
LÍNGUA PORTUGUESA Conteúdos Referenciais Andréia Costa Tavares - Coordenadora Marise de Fátima Ribeiro Assad de Souza - Coordenadora André Lucio Bento Isabel Cristina Corgosinho Márcia do Rocio Fava Souza Maria Madalena das Neves Pereira Coatio Roselene de Fátima Constantino Habilidades Andréia Costa Tavares – Coordenadora (colaboração no texto introdutório) Roselene de Fátima Constantino – Coordenadora (texto introdutório) Adriana Lima Madureira Ana Maria dos Reis André Lucio Bento Antonio de Lélis Ferreira Cândida Angélica F. A Vieira (colaboração no texto introdutório) Carla Rejane de Siqueira Torres Celyne Silva Ramalho Braga (relatora) Cristiane Souza Almeida Daniane Vieira de Almeida Daomanda José Duarte (relatora) Eleude A. T de Freitas Elisabeth M. Souza Fernanda Viana de A. Rocha Georges R. S. Júnior

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Gracilene Gonçalves da Silva Hélio Vieira Cardoso LÍNGUA PORTUGUESA/ Habilidades (Continuação) Ivanildes Maria Silva Fasoyin Jackeline Ferreira Barbosa Jonite Bôbô Lopes Josilson Bezerra Lobo de Brito Juliana Costa Ribeiro (relatora) Kerlene Paiva Santos Luciana da S. Barbosa Manoela Santana Miranda Marcia Helena de Andrade Camilo Marco Antônio Vieira da Silva Maria Efigênia Avelino de Ávila Maria Rutilene dos Anjos Marluce P Cardoso Rita de Cássia Guimarães Sandra Tetânia Teles de Menezes Pereira de Carvalho Solange Marcellino da Silva Sulamita de Andrade Eurich Tirzá Gelbcke Gubert Vânia Perciani Rosa LÍNGUA ESTRANGEIRA − INGLÊS Conteúdos Referenciais Heber Jones Matos Lima - Coordenador Eliane Maria Barnabé Cerqueira Erb Cristóvão Lopes Maria Auxiliadora França de Paula Úrsula Keyla de Mendonça Siqueira Conteúdos Referenciais e Habilidades − 2008 Andréa Almeida de Assunção – Coordenadora (texto introdutório) Francilene da Cruz Dantas - Coordenadora Almerinda Borges Garibaldi (relatora) Ana Maria dos Reis Anarcisa de Freitas Andréa Mara S. Oliveira Célia A. de O. Soares Celina Rodrigues S. Moura Francilene Dantas Cruz Gerson Araújo de Moura Heber Jones Matos Lima Izabel Cristina M. Lima (texto introdutório) Luís Henrique de Oliveira Maria Aparecida P. C Cunha Maria da Graça Prata J. Telles Maria das Graças S. Bennett Mônica M. P. Alves Patrícia L. C. Rodrigues Valéria Fernandes de Almeida

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LÍNGUA ESTRANGEIRA − FRANCÊS Eric Alberto Lima de Oliveira - Coordenador Dímitra F. Kalatzes Sousa (relatora) Gregório Henrique de Brito Ramos Helena Maria Vieira da Silva Luciane de L. Macedo Luzia Alessandra Pinheiro LÍNGUA ESTRANGEIRA − ESPANHOL Conteúdos Referenciais - 2007 Cecília Valentina Souza e Silva Martins – Coordenadora Maria Zifirina Roma Buzar Perroni - Coordenadora Ana Paula Barbosa de Miranda Fanny Guadalupe Mattos Carnero Giuliana C. Melo Evangelista Maria da Glória Kichara Miguelina Vieira da Silva Vanderlei Padilha Machado Conteúdos Referenciais e Habilidades − 2008 Aureni Almeida Nobre Fritz – Coordenadora Daniela Dias Braga Fanny Guadalupe Mattos Carnero - colaboradora Léa de Melo Loiola Salma Lílian M. F. Gil Simone L. Chagas da Rocha ARTE Conteúdos Referenciais − 2007 Patrícia Nunes de Kaiser - Coordenadora Antonio Biancho Filho - Coordenador Andréia Martins L Sousa Aparecida Malta da Silva Augusto de Sousa Neto Doralice C. Silva Edna M. Santos Carvalho Eli Mendes Lara Eliana Ferreira Santana Eliane C. Neres da Silva Eloíza Sousa e Paiva Ester Rodrigues Corte Ferreira Gislaine Almeida Glayce Mara Albuquerque Gloriêda Mendes de Oliveira Gutemara Valdivino Feitosa Jorge Cimas José Aparecido de Oliveira Leísa Sasso Luciana Castro da Silva Lucianita C. de Oliveira Luzineide Gomes Freire Magma F. Silva Costa Manuela Emília C. de Castro Maria Aparecida

Lobato .Coordenador Patrícia Nunes de Kaiser . Brito Maria Olimpia B da Silva Marise Reis Boaventura Moisés Lucas Nelson Luiz Nascimento Orliene Maria Vasconcelos Pedro de A.Coordenadora Artes Visuais Conteúdos Referenciais e Habilidades Antonio Biancho Filho (elaborador do texto introdutório de Arte e de Artes Visuais) Edith Domingues – (elaboradora das Referências de Arte) Inês de O.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 6 ARTE Conteúdos Referenciais − 2007 (continuação) Maria de Nazaré R. C. Carneiro Leci Maria Augusto de Castro (elaboradora do texto de Artes Visuais) Leísa Sasso Maria Audenir Lima Maria Aparecida de Melo Mario Maciel (elaborador do texto de Artes Visuais) Patrícia Nunes de Kaiser (colaboradora do texto introdutório de Arte) Pedro Santos Terezinha Maria Losada Moreira .C.C. de Azevedo (elaboradora das Referências) Conteúdos Referenciais e Habilidades Ilke Takada Ito Walkiria T.(elaboradora do texto introdutório de Arte e de Artes Visuais) Vânia Guiomar Almeida Abreu Teatro Augusto de Sousa Neto (elaborador do texto de Teatro) Francis Wilker – (elaborador do texto de Teatro) Conteúdos Referenciais e Habilidades . dos Santos Rosa Maria da Silva Rosilene A Barbosa Sheila Borges Suyen Sousa Thaís Felizardo Resende Tânia Maria Lopes dos Santos Teodora Divina da Cunha Teresa Pereira Araújo Ulisses Pereira Silva William Carson Mendes William Marques Mesquita Arte – Textos e Habilidades − 2008 Antonio Biancho Filho .2008 Adilamar José de Souza Batista Cleonice Rocha Aguiar Elielma Maia Ghislaine Almeida Música Flávia Narita – colaborador (elaboradora do texto de Música) Maria Cristina C. F.

Miranda Elton Borges Márcia Correia Marco Aurélio Rangel Vaine Del Bianco Nascimento Conteúdos Referenciais − 2007 Patrícia Almeida Bavaresco – Coordenadora QUÍMICA Conteúdos Referenciais − 2008 Juliana Alves de Araújo Bottechia – Coordenadora (texto introdutório) Patrícia Almeida Bavaresco – Coordenadora (texto introdutório) Caio César Silva Macêdo Carine Bonifácio Gois Carlos Torquato Dalva Maria Costa Elaine da Silva Costa Elton Lima da Silva Gláucia de M. Dias Machado .CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 7 Dança Texto Introdutório Antonio Marcos Silva Santos (elaborador do texto de Dança) Conteúdos Referenciais e Habilidades Juliana Branco Gigliola Mendes EDUCAÇÃO FÍSICA Conteúdos Referenciais − 2007 Elton Fernando Borges – Coordenador Marcus Vinicius Costa Vianna . Luca Gláucia Lemos Noeci Marlise John Rafaela Gonçalves Dias Machado Richard Junior Rodrigues de C Silva Salvia Barbosa Farias Sandro Dias de Carvalho Sérgio Gonçalves dos Anjos Wellington Beage Lopes Wilson Badaró Júnior Habilidades − 2008 Gláucia Lemos Sérgio G. Mendes Conceição de Maria C.Coordenador Habilidades − 2008 Elton Fernando Borges – Coordenador Marcus Vinicius Costa Vianna − Coordenador Antonio C Cosenza Carlos Magno da Silva Carolina Maria de C. dos Anjos Richard Junior Rodrigues de C Silva Rafaela G.

Vieira Fabiana de Assis D. Duarte José Fabiano Alves Rodrigues Leonardo Kuhn (colaborador) Lígia da S.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 8 MATEMÁTICA Conteúdos Referenciais − 2007 Adriene Lobato de Faria .coordenadora Luiz Gonzaga Lapa Junior Sayd Macedo Habilidades e Texto Introdutório − 2008 Luiz Gonzaga Lapa Junior – Coordenador Ademir A. Cunha Rezende Warner Ramos Lucena Wilker Dias Oliveira . Junior Stella Marina L. Moura Paulo Roberto da R. Teles Alan Martins Rocha Alexandre Gonçalves Pereira Allan Alves Ferreira Aluízio Prado Catunda Constantino B. B.S. Ulhôa Walter José Rodrigues Moraes FÍSICA Conteúdos Referenciais − 2007 Elismar Teixeira da Rocha – Coordenador Francisco Carlos da Costa Geraldo Barbosa Ingrid de S. Lamounier Mírian Patrícia Amorim Neila Mendes Castanheira Omero Ferreira dos Santos Paulo Sérgio Leal Alves Paulo Vinícius Soares Sanches Reginaldo dos Santos Moreira Ronaldo José Nascimento Sayd Macedo Sheila Ludmila C. R. Vieira Josenilson Alves Souto Maria da C. Xavier Janete R. Correia Sidiny Diogo da S. Duarte João Roberto Nunes da Silva Kelson Rosa Pinto Manderson Pereira Renato Inácio Sebastião Portela Habilidades − 2008 Erizaldo Cavalcanti Borges Pimentel (coordenador e texto introdutório) Ângela Maria Hartmann (colaboradora) Ariovaldo Augusto Pimentel Laranja Célio Galante Pinheiro Cleovam Porto Donizete Nunes Valadão Geraldo Barbosa Ingrid de Sousa R. Ferreira Fabiana Matos Francisco de A. de Faria Tiago S. Almeida Melo Luis Claudio Sales Morais Marcos Fernandes Sobrinho Moraes Neto Nelson Rodrigues Braga Nívia N. Ferreira Genovaldo Ximenes Aragão Heldécio L. S.

Nacimento Cleonice Ribeiro Gomes Irani Maria da Silva José de Sousa Silva Liz Maria Garcia Santos Manoel A. Carvalho Leila Vieira de Souza Luiz Henrique Wilhelms Manoela Santana Miranda Magda Gomes de Oliveira Maria Augusta de Oliveira Maria Giordano Patrícia Milanez Shirley M. Campelo Newton David Caldeira Nilton David Caldeira Sheila A. Rabelo Andréia de O.I. Lemos Santos GEOGRAFIA Conteúdos Referenciais − 2007 Antônio Carlos dos Santos − Coordenador Habilidades − 2008 Antônio Carlos dos Santos – Coordenador (texto introdutório) Adenor Santana da Silva Amarilde F. B Silva HISTÓRIA Conteúdos Referenciais − 2007 Cícero Roberto de Melo – Coordenador Texto Introdutório − 2008 Elzi Maria Santos Cícero Roberto de Melo Habilidades − 2008 Elzi Maria Santos .C.Coordenadora Alzira Cristina de O. Gomes Charles Lemos Costa Cristiane de Assis Portela Débora Cortes da Silva Elves Leal Barbosa Gláucia A. Carmenio C. Regiani Mônica Moura de Melo Alves Paulo Ferreira da Silva Rosilene Martins da Silva Tânia Lemos Costa Wilson Ribeiro da Silva . Almeida Arlene de O. Corrêa Kaline Bastos de Carvalho Keisiane R.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 9 BIOLOGIA Conteúdos Referenciais − 2007 Claúdia Garavello – coordenadora Conteúdos Referenciais e Habilidades 2008 Maria de Fátima Mesquita (texto introdutório) Cássia M. Guimarães Hipácia Miriam Fontes Rebem João Aleixo O de Paulo João E. Costa Carlos Willian U. dos Santos Marcio Coutinho Gonçalves Maria Cecília de S. S. Vilela Elber Martins Hamilton Andrade Serom Herbert M. Jr.R. Megale Cinara G Aguiar Denise G. da Silva Izaac Newton da Silva José Francisco de Sousa José Norberto Calixto Lóide Bastos Barbosa Luciano Hipólito Caetano Maria Lucia de Menezes Maria Neves Pereira Chavel Maria Rosane S.C.

2007 Kattia de Jesus Amin Athayde Figueiredo – Coordenadora Ana Cristina de S.Coordenadora Edivaldo Montes dos Santos Pedro Inácio Amor Habilidades . Gonçalves Jaqueline Garza José Divino Ferreira Leonardo Celestino Alves Mary de J. e Sousa Osiander Schaff Silva Pedro Inácio Amor (texto introdutório) Ricardo da Silva Rocha (texto introdutório) Silvio Romero Comissão constituída para a implementação da Lei 10639/2003 que trata da inclusão da História e Cultura Afro-Brasileira no Currículo da Educação Básica Antônio Carlos dos Santos (Coordenador) Marise de Fátima Ribeiro Assad de Souza (Coordenadora) Alzira Cistina de Oliveira Costa Andréia Costa Tavares Carlos Luiz Sacramento Cícero Roberto de Melo Cristiane de Assis Portela Elidete Teixeira Iracema César Barreto Jocília Seixas de Morais José Norberto Calisto Mara Neiva dos Santos Marcos Antônio Sampaio Esteves Melina Melara Neide Rafael .Coordenadora (texto introdutório) Carlos Eduardo R. da Costa Edvaldo Monte dos Santos (texto introdutório) Gilvaci Rodrigues Azevedo Ivone Laurentino dos Santos Jario Costa da Rocha Jaqueline de M.Relator Pedro de Oliveira Lacerda Sandra Leite Teixeira Shirley Daudt Rodrigues Conteúdos Referenciais .CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 10 SOCIOLOGIA Habilidades Guilherme de Azevedo França – Coordenador Ângela Teresa do Rosário Erlando da Silva Rêses José Gadelha Loureiro Maria Francilma Rodrigues Oliveira Maria Helena Oliveira Freire Mário Bispo dos Santos . Machado Armando de Melo Salmito Carlos Eduardo Alves Carolina Grande Edivaldo Montes dos Santos Erlando da Silva Rêses Iracema Cesar Barreto Isaura Machado Lima Jário Costa da Rocha Jean Silva Gomes Klinger Ericeira Lincoln Canto do Nascimento Luiz Moreira da Cunha Margarete Teixeira Pimentel Maria das Dores Sampaio Maria José Paulino da Silva Mário Bispo dos Santos (texto introdutório) Pablo Ramos de Sá Patrícia Rodrigues Pedro de Oliveira Lacerda Roberto Costa Schiavine Rodrigo A. Magalhães Simone Lopes de Assis Conteúdos Referenciais . Costa Denys F. Magalhães Rogério Oliveira Silva Simone Lopes de Assis FILOSOFIA Conteúdos Referenciais . F.2007 Jocília Seixas de Morais . Machado Edivaldo Montes dos Santos Isaura Machado Lima Jean Silva Gomes Lincoln Canto do Nascimento Maria das Dores Sampaio Mário Bispo dos Santos Pablo Ramos de Sá Pedro de Oliveira Lacerda Rodrigo A.2008 Jocília Seixas de Morais .2008 Kattia de Jesus Amin Athayde Figueiredo – Coordenadora Ana Cristina de S. Alves Daniel Angelo R.

Cunha Rezende Lilian Maria Oliveira Magalhães Márcia Cristina Lima Pereira Valéria Cristina de Castro Gabriel Valdicéia Tavares dos Santos COMISSÃO DE REVISÃO DO TEXTO SOBRE A EDUCAÇÃO ESPECIAL Denise Guimarães Marra de Moraes Joana de Almeida Lima Estela Martins Teles Maria de Lurdes Dias Rodrigues Giselda Benedita Jordão de Carvalho Iêdes Soares Braga COLABORADORES Ana José Marques Robson Santos Câmara Silva Mara Franco de Sá FICHA TÉCNICA Arte. Rodrigues Paulo Ferreira da Silva Robson Santos Câmara Silva Roselene de Fátima Constantino Sandra Tetânia Teles de Menezes Pereira de Carvalho Silvio Romero Tiago S.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 11 2ª ETAPA − Revisão (Novembro/2010) COMISSÃO DE COORDENAÇÃO DE REVISÃO DO CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA Denise Guimarães Marra de Moraes José Edilson Rodrigues da Fonseca Kattia de Jesus Amin Athayde Figueiredo Luciano Barbosa Ferreira Regina Aparecida Reis Baldini de Figueiredo Renata Menezes Saraiva Rezende Tânia Andréia Gentil Goulart Ferreira COMISSÃO DE REVISÃO DO CURRÍCULO DO ENSINO MÉDIO Patrícia Nunes de Kaiser Kattia de Jesus Amin Athayde Figueiredo Adenor SantAna da Silva Adilamar José de Souza Batista Adriana Lima Madureira Alan Martins Rocha Almerinda Borges Garibaldi Ana José Marques Anarcisa de Freitas Andréia Costa Tavares Antonio Biancho Filho Antônio Conzenza Carlos Torquato de Lima Júnior Cecília Valentina Souza e Silva Martins Célio Galante Pinheiros Cristiane Souza Almeida Daniel Ângelo R. foto e edição: Eduardo Carvalho (GTec) Modelo fotográfico: Beatriz Tavares (GTec) . Costa Daniela Dias Braga Daomanda José Duarte Elielma Maia Tertulino Fanny Guadalupe Mattos Carnero Genovaldo Ximenes Aragão Gilvaci Rodrigues Azevedo Guilherme de Azevedo França Ivone Laurentino dos Santos Izaura Machado de Lima Jairo Costa da Rocha Jocília Seixas de Morais José Francisco de Sousa Josilson Bezerra Lobo de Brito Juliana Alves de Araújo Bottechia Juliana Branco Campos Liz Maria Garcia Santos Luiz Gonzaga Lapa Júnior Luiz Henrique Wilhelms Maria Aparecida Paim da Costa Cunha Maria da Graça Silveira Bennett Maria José Paulino da Silva Maria Rutilene dos Anjos Maria Zifirina Roma Buzar Perroni Mário Bispo dos Santos Mônica Moura de Melo Alves Patrícia Lilian C.

CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 12 SUMÁRIO APRESENTAÇÃO 1 A EDUCAÇÃO BÁSICA E SUAS BASES LEGAIS 2 A EDUCAÇÃO BÁSICA NO DISTRITO FEDERAL: O EDUCAR E CUIDAR.CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS 7.4 Matemática 9 ÀREA DE CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS 9.6 Educação Física 8 ÁREA DE CIÊNCIAS DA NATUREZA.3 Química 8.5.2 Música 7. HABILIDADES E CONTEÚDOS REFERENCIAIS: DESAFIOS PROPOSTOS PARA UMA NOVA REALIDADE 5 BASES LEGAIS DO ENSINO MÉDIO 6 ORIENTAÇÕES METODOLÓGICAS 7 ÁREA DE LINGUAGENS.1 História 9.5. MATEMÁTICA E SUAS TECNOLOGIAS 8.3 Língua Estrangeira – Francês 7.1 Biologia 8.5 Arte 7.1 Artes Visuais 7.1 Língua Portuguesa 7.3 Sociologia 9. O LETRAMENTO E A DIVERSIDADE COMO EIXOS DO CURRÍCULO 3 APRENDIZAGEM E CURRÍCULO: A PERSPECTIVA SÓCIO-HISTÓRICA DO CONHECIMENTO 4 COMPETÊNCIAS.5.2 Língua Estrangeira – Inglês 7.2 Geografia 9.4 Dança 7.2 Física 8.3 Teatro 7.4 Filosofia 10 EDUCAÇÃO ESPECIAL 11 DIRETRIZ DE AVALIAÇÃO REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 13 14 18 24 29 33 37 39 39 49 55 60 65 73 85 92 103 117 122 122 133 139 149 164 164 169 181 191 200 216 239 .4 Língua Estrangeira – Espanhol 7.5.

as bases legais da educação básica. dessa forma. Assim. bem como para a reflexão sobre o que os/as estudantes precisam aprender. Espera-se. bem como as competências. que cada professor/a aproveite estas orientações como estímulo à revisão de suas práticas pedagógicas e que sejam alvo de reflexões e de discussões para seu aprimoramento com vistas à publicação do Currículo da Educação Básica em sua versão definitiva. estará se construindo uma instituição educacional como espaço educativo de vivências sociais. mas um instrumento de apoio à reflexão do/a professor/a e deve ser utilizado em favor do aprendizado. nos quais estão definidos os seus eixos. de construção e de disseminação de conhecimentos. a partir da discussão com professores/as regentes e com coordenadores/as. num projeto que atenda às finalidades da formação para a cidadania. O Currículo em referência constitui-se de cinco volumes: Educação Infantil. Sinval Lucas de Souza Filho Secretário de Estado de Educação . ao mesmo tempo. foi elaborado para nortear a prática pedagógica dos/as educadores/as na perspectiva da construção de uma instituição educacional pública de qualidade para todos. as habilidades e os conteúdos a serem desenvolvidos. o currículo objetiva contribuir para o diálogo entre professor/a e a instituição educacional sobre a prática docente. Ensino Fundamental − Séries/Anos Finais.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 13 APRESENTAÇÃO O Currículo da Educação Básica − Versão Experimental − da rede pública de ensino do Distrito Federal. de convivência democrática e. o educar e cuidar.Séries/Anos Iniciais. relativamente sobre cada componente curricular. Resultado de uma construção coletiva de educadores/as. Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos. Essas publicações não são um manual ou uma cartilha a serem seguidos. o letramento e a diversidade. de apropriação. Ensino Fundamental . iniciada em 2008. subsidiando as instituições educacionais na seleção e na organização de conteúdos relevantes a serem trabalhados ao longo de cada ano letivo.

psicológico. em consonância com o exposto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) que preconiza. promovendo o acompanhamento e o registro do desenvolvimento sem que ocorram mecanismos de . pode-se afirmar que se vive um processo de amplitude dos direitos das crianças no país e a LDB reafirma esse processo de conquistas ao garantir em seu artigo 29º que “A educação infantil. Já o ensino médio constitui-se a última etapa e deve atender aos/às jovens dos 15 aos 17 anos. o ensino fundamental. voltada às crianças das classes populares. É importante destacar que a mesma Lei define uma divisão da Educação Infantil em duas etapas. em seu Art.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 14 1 A EDUCAÇÃO BÁSICA E SUAS BASES LEGAIS De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB. conforme a faixa etária. Assim. a fim de lhes facultar o desenvolvimento físico. mas no reconhecimento da importância dos processos educativos formais. em seus aspectos físico. atende a estudantes de 6 a 14 anos e tem caráter obrigatório. com duração de 9 anos. mental. 3º: A criança e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana. A educação infantil compõe a primeira etapa e é destinada às crianças de 0 a 5 anos em creches e pré-escola. complementando a ação da família e da comunidade”. assegurandose-lhes. Garantindo também no inciso IV do artigo 4º a gratuidade dessa etapa de ensino ao determinar: “atendimento gratuito em creches e pré-escolas às crianças de 0 a 5 anos de idade”. por lei ou por outros meios. nº 9. a educação brasileira atual é composta por dois níveis: educação básica e educação superior. espiritual e social em condições de liberdade e dignidade.394/1996. devendo a creche responsabilizar-se pela formação de crianças de 0 a 3 anos e a pré-escola de crianças de 4 e 5 anos. moral. público e gratuito. nas diferentes etapas da vida dos indivíduos e de suas contribuições para o exercício da cidadania. essa divisão não se constitui em uma distribuição aleatória. tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança até cinco anos de idade. sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei. o ensino fundamental e o ensino médio constituem-se etapas da Educação Básica. intelectual e social. a educação infantil. Nesse contexto. representa a ruptura com a concepção assistencialista. como a primeira etapa da Educação Básica. Contudo. constituindo-se em um direito à infância. sendo aquela dividida em etapas e modalidades. A inclusão da educação infantil. primeira etapa da Educação Básica. todas as oportunidades e facilidades.

tendo assegurada. tendo em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores. da escrita e do cálculo. etapa final da Educação Básica. tornado assim prioritário o atendimento dessa etapa de ensino como determina a– LDB. ainda. a sua efetivação imediata. do sistema político. entidade de classe ou outra legalmente constituída. que define as Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica. mediante: I . buscando o processo educativo complementar à atuação familiar.274/2006. tem duração mínima de três anos e por finalidades o aprimoramento do/a estudante como pessoa humana. estas são compostas por: Educação de Jovens e Adultos. podendo qualquer cidadão.o desenvolvimento da capacidade de aprender.” Essa etapa. o ensino fundamental é de responsabilidade dos estados. ou seja.o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem. em caso de descumprimento. acionar o Poder Público para exigi-lo.a compreensão do ambiente natural e social. O ensino fundamental representa a etapa da Educação Básica voltada à formação de crianças e adolescentes. . terá por objetivo a formação básica do cidadão. conforme preconiza o Art. organização sindical. da tecnologia. das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade. tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura. essa etapa de ensino tornou-se obrigatória e gratuita para as crianças a partir dos 6 anos de idade. incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico. dos municípios e do Distrito Federal. segundo a Resolução n° 04 de 13 de julho de 2010 do Conselho Nacional de Educação (CNE/CEB). 32 e respectivos incisos da LDB nº 9394/96: O ensino fundamental. que o Ensino Médio tem como objetivo proporcionar aos/às estudantes uma formação geral que lhes possibilite a continuidade dos estudos e o ingresso no mercado de trabalho. tem como objetivo a formação básica do cidadão. Educação Profissional e Educação Especial. Percebe-se assim. II . e. grupo de cidadãos. 1 Ressalte-se que. o Ministério Público. associação comunitária. Quanto às modalidades1 da Educação Básica. Com a Lei nº 11. bem como a preparação básica para o trabalho e a cidadania. a partir da Constituição Federal de 1988. estabeleceu-se sua oferta pública como um direito público subjetivo. IV . obrigatório e gratuito na escola pública. entre outras. dos laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se assenta a vida social.o fortalecimento dos vínculos de família. III . O Ensino Médio. qualquer pessoa é titular desse direito. com duração mínima de oito anos. De acordo com a Constituição Federal e com a Emenda Constitucional nº 14/96. nesse contexto. “A cada etapa da Educação Básica pode corresponder uma ou mais das modalidades de ensino: Educação de Jovens e Adultos. em seu artigo 5º: “O acesso ao ensino fundamental é direito público subjetivo.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 15 promoção para a continuidade dos estudos. Quanto aos avanços legais garantidos ao ensino fundamental.

§1º. Estrutura-se por meio da oferta de atendimento educacional especializado. Estruturada por etapas semestrais agrupadas em segmentos. preferencialmente.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 16 A Educação de Jovens e Adultos é uma modalidade de ensino destinada àqueles que por diversos motivos não concluíram a Educação Básica e retornam à sala de aula com esse objetivo. Já a Educação Profissional Técnica de Nível Médio pode preparar o/a estudante para o exercício de profissões técnicas e deve ser desenvolvida das seguintes formas: articulada com o ensino médio ou subsequente. essa modalidade permite aos/às estudantes continuarem seus estudos respeitando suas disponibilidades. transtorno global do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação. bem como com a elaboração. especialmente do Educação Especial. organizado institucionalmente para apoiar. a execução e a avaliação das propostas curriculares das escolas. tendo sempre em vista a formação de um cidadão crítico-participativo. a LDB. obrigatoriamente. sendo organicamente planejadas de tal modo que as tecnologias de informação e comunicação perpassem a proposta curricular desde a educação infantil até o ensino médio. em consonância com as políticas públicas educacionais. De acordo com a LDB. na rede regular de ensino para estudantes com deficiência. a Resolução n° 04 de 13 de julho de 2010 do Conselho Nacional de Educação (CNE/CEB). Educação Profissional e Tecnológica. A Educação Especial permeia as etapas e modalidades de educação. matemática. o planejamento. em cursos destinados a quem já tenha concluído o ensino médio. No 1º segmento. ciências humanas e da natureza. preconiza que “os currículos devem abranger. Recentemente. complementar. os currículos do ensino fundamental e médio devem ter uma base nacional comum a ser complementada por uma parte diversificada. oferecida. Educação Escolar Indígena e Educação a Distância”. com ênfase em uma pedagogia inclusiva. em seu artigo 26. que define as Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica apresenta o assunto destacando que a base nacional comum e a parte diversificada não podem se constituir em dois blocos distintos. primando por diversificar metodologias e propiciar processos avaliativos mediadores e formativos do ser. Educação do Campo. suplementar e. . em seu artigo 26. o conhecimento do mundo físico e natural e da realidade social e política. substituir os serviços educacionais comuns. Ainda a esse respeito. em alguns casos. busca-se o acesso e a permanência ao processo de alfabetização e no 2º e 3º segmentos segue-se a lógica escolar do aprofundamento dos conhecimentos relacionados às linguagens. o estudo da língua portuguesa e da matemática.

de 31 de dezembro de 1998. descrito no § 5º.235. assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa e sendo vedadas quaisquer formas de proselitismo. Destaca-se.525. 2. pela Lei nº. conforme a Lei Federal 11. conforme a Lei 11. de acordo com a Lei Distrital 3.795/1999 e Lei Distrital 3.769/2008. preconizados pela Lei nº 11.230. 33 da LDB e. 32 da Lei nº 9394/96. conforme descrito nos parágrafos 2º e 3º e a obrigatoriedade do ensino de pelo menos uma língua estrangeira moderna na parte diversificada. previstos pela Lei Distrital nº 3. ressalta-se a inclusão de filosofia e sociologia como componentes curriculares obrigatórios.940. de 27 de agosto de 2007 (DODF de 28/8/07). a educação financeira no currículo do ensino Fundamental. de forma interdisciplinar. Constitui componente curricular dos horários normais das instituições educacionais e é parte integrante da formação básica do cidadão.838/2006. os conteúdos de direito e cidadania.475. o tema Serviço Voluntário. a obrigatoriedade de inclusão dos conteúdos referentes à História e à Cultura Afro-Brasileira e Indígena. Literatura e História Brasileira. Lei nº 11. que devem ser ministrados no contexto de todo o currículo escolar. Acrescenta-se. O Ensino Religioso. a Arte e a Educação Física como componentes curriculares obrigatórios na Educação Básica. de 10 de março de 2008. sendo obrigatória sua oferta pela instituição educacional e a matrícula facultativa para o/a estudante. 28. que acrescenta o § 5º ao Art. ainda. 9. compõe a parte diversificada do currículo. ainda. de 2 de janeiro de 2007.684/2008. Quanto ao currículo do ensino médio. . de 25 de setembro de 2007. a educação ambiental preconizada pelas Lei Federal 9.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 17 Brasil”. em especial nas áreas de Arte. de 22 de julho de 1997. o conteúdo que trate dos direitos das crianças e dos adolescentes. dentre outros temas que perpassam todos os componentes curriculares como defesa civil e percepção de riscos e empreendedorismo juvenil. de 20 de dezembro de 2006. regulamentado pela Lei nº. o ensino da Música em toda Educação Básica.645. que dá nova redação ao art. descrito na Lei 3. no Distrito Federal.833/2006. que também deverá fazer parte da proposta pedagógica das instituições educacionais de Ensino Fundamental e Médio.506/2004 e Decreto nº.

Sabe-se. relacionado ao trabalho de satisfazer as necessidades primárias de alimentação. de modo interdisciplinar. linguísticas. assim como a Diversidade.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 18 2 A EDUCAÇÃO BÁSICA NO DISTRITO FEDERAL: O EDUCAR E CUIDAR. compreendendo a criança como um ser completo. a intenção deste documento não é a de esgotar ou mesmo de apresentar um conceito de currículo que se limite à sala de aula. didaticamente. de gênero. o Letramento. raciais e étnicas. Nessa mesma direção. de modo a orientar os componentes curriculares e de promover trajetórias de ensino e de aprendizagem que reconheçam. higiene e saúde das crianças em escolas infantis. imbuído de uma concepção educacional fortemente comprometida com um modo de aprendizagem que promova. constituem-se como eixos estruturantes do Currículo da Educação Básica do Distrito Federal e estão presentes em todas as etapas e modalidades de ensino. ainda. as orientações curriculares inspiradas em um currículo plural e flexível. A concepção de cuidar e educar já é bastante conhecida no trabalho desenvolvido na Educação Infantil. Ao contrário. com o seu próximo e com o meio que a cerca. orientar possibilidades educacionais que impliquem em situações concretas de aprendizagem. foi elaborado com o intuito de construir trajetórias pedagógicas aliançadas com as experiências sociais e culturais que acompanham os sujeitos em suas histórias de vida. do ponto de vista teóricometodológico. O Educar e Cuidar. o diálogo e a interação entre os componentes curriculares. o respeito às diferenças sociais. religiosas. O LETRAMENTO E A DIVERSIDADE COMO EIXOS DO CURRÍCULO A organização do espaço/tempo das instituições educacionais públicas do Distrito Federal encontra-se materializada nas Diretrizes Pedagógicas da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (2009/2013) que estabelecem. na pluralidade cultural. contextualizado e articulado à vida social. pretende-se. nos espaços escolares. culturais. Certamente. bem como as etapas e as modalidades de ensino referentes à educação básica. a formação de sujeitos capazes de pensar e de atuar criticamente em seus ambientes de convivência. o currículo que ora se apresenta. que aprende a ser e conviver consigo mesmo. principalmente o conceito de cuidar. que um currículo escolar é pauta constante e contínua de reflexões e de fazeres coletivos praticados na escola. Assim. aqui. buscou-se com este documento inspirar metodologias que promovam. . concebido com o objetivo de expressar a realização efetiva da aprendizagem.

A Resolução nº 4. a construção do conhecimento. o cuidado com seus/suas estudantes. . é compreender como ajudar o outro a se desenvolver como ser humano. 2002). bom trato. zelo. a fase vivenciada pelo/pela estudante e a realidade da sua vida. onde o cuidar e o educar são indissociáveis. pois à medida que vão sendo satisfeitas suas necessidades primárias vão surgindo outras relacionadas à exploração do mundo. O cuidado é um ato em relação ao outro e a si próprio. Cuidar significa valorizar e ajudar a ampliar capacidades. para a função social desse nível da educação.” Na perspectiva de que esse nível de ensino engloba o desenvolvimento do ser humano da infância à juventude. de 13 de julho de 2010. cabe ao/à professor/a. a constituição do ser humano não ocorrem em momentos estanques. Isso significa propor um ambiente que estimule a criatividade.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 19 Na Educação Infantil é clara a necessidade da construção de uma proposta pedagógica centrada na criança. a construção e reconstrução dos conhecimentos. em sua inseparabilidade. pessoa em formação na sua essência humana. envolvendo o ser humano em todos os seus aspectos e respeitando a identidade cultural e a pluralidade de significados que cada um tem da trajetória histórica de sua própria vida. a legislação vigente amplia essas dimensões às demais etapas da educação básica. mas também com o emocional. que é o educando. uma vez que o cuidar e educar na prática educativa deve buscar aprendizagens por meio de situações que reproduzam o cotidiano estabelecendo uma visão integrada do desenvolvimento considerando o respeito à diversidade. buscando recuperar. a investigação. Cuidar envolve solicitude. uma vez que o seu desenvolvimento está ligado às aprendizagens realizadas por meio das interações estabelecidas com o outro. que define as Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica. em seu Artigo 6º. de si mesmas e do outro. que possui uma dimensão expressiva e implica procedimentos específicos (SIGNORETTE. Cuidar e educar envolve admitir que o desenvolvimento. a sua centralidade. estabelece que “na Educação Básica. é necessário considerar as dimensões do educar e do cuidar. O mais importante. dedicação atenção. com o cognitivo e com o social da criança. que atua nas etapas e modalidades da Educação Básica. O cuidar não se relaciona apenas com o desenvolvimento físico. mediação o que deve permear todas as fases da aprendizagem. Portanto. em seu processo de desenvolvimento e aprendizagem. no cuidado. que ao mesmo tempo influenciam e potencializam seu crescimento individual e a construção de seu saber cultural.

Portanto. Sendo assim. como a Educação de Jovens e Adultos – EJA. É proporcionar situações que estimulem a curiosidade com consciência e responsabilidade valorizando a sua liberdade e a sua capacidade de aventurar-se. ex-presidente da OMEP – Organização Mundial para a Educação Pré-Escolar). suas experiências consideradas. (Vital Didonet. produzidas e reproduzidas. educar é estimular os/as estudantes. seguros. Portanto conceber uma escola onde o cuidar e educar estejam presentes é pensar um espaço educativo com ambientes acolhedores. oferecer condições para que as aprendizagens ocorram de forma integrada e possam contribuir para o desenvolvimento das capacidades de relação interpessoal e intrapessoal em atitude de aceitação às diferenças. de respeito. passando a reconhecer o seu papel na História. é libertar o homem do determinismo. para que trabalho educativo tenha êxito. a relação com o meio ambiente e social. considerando que seus/suas estudantes. educar é construir. onde as descobertas. . Todos têm de saber que só se cuida educando e só se educa cuidando”. constituídas. como mediador do conhecimento. e de acesso aos conhecimentos da realidade social e cultural. Como o grande objetivo da EJA é auxiliar cada indivíduo a ampliar suas capacidades. o educar e cuidar também deve permear as modalidades da Educação Básica. Assim. que organizem e ofereçam experiências desafiadoras. ao planejar esse processo. com profissionais bem qualificados. de confiança. sendo portanto. que oferece uma oportunidade para aqueles que não conseguiram estudar na infância ou que por algum motivo tiveram que abandonar a escola. consultor em educação infantil. a ressignificação dos conhecimentos. a aquisição de novos valores. cabe ao/à professor/a. na maioria são trabalhadores e precisam conciliar o estudo com o trabalho. a reconstrução da identidade pessoal e social sejam orientadas. uma grande responsabilidade social e educacional.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 20 Segundo Paulo Freire. formadas. a instituição educacional é um espaço sociocultural em que as diferentes identidades são encontradas. de tal modo que o/a estudante se torne protagonista se sua própria história. instigadores. um dos ambientes mais propícios para se educar no tocante ao respeito à diferença. A identidade do/da estudante deve ser respeitada. “Cuidar e educar são ações intrínsecas e de responsabilidade da família. Isso pode ser concretizado por meio de uma metodologia dialógica. o que por si só é justificável. É nessa perspectiva que a Diversidade apresenta-se como outro eixo estruturante desse currículo. dos/das professores/as e dos médicos.

que consiste na generalização e na atribuição de valor. de orientação sexual e para as pessoas com deficiências. desqualificando suas práticas e até negando sua humanidade. começam com o nascimento da pessoa e se processa. como “certos” ou errados”. Um currículo. étnico-raciais. na maioria das vezes negativas. a partir de padrões culturais próprios. além do fator idade (MARGULIS. normais” ou anormais”. como se fosse algo acabado ou considerando apenas a idade ou os dados estatísticos. a algumas características de um grupo. no decorrer de toda a sua vida enquanto sujeito social. (1986) . Posto isso. em tese. Assim. onde estão presentes crianças. são um terreno fértil para a proliferação e. que tenha por objetivo orientar os profissionais de educação em sua ação pedagógica. visto que é uma fase da vida permeada por condições históricas adversas. ainda. deve considerar as discussões sobre as temáticas da Diversidade. apenas. especificidades. Sendo a diversidade uma norma da espécie humana. transversal e interdisciplinarmente. p. reconhecer as diferenças. pode ser um erro. em muitos casos. Como toda forma de diversidade é hoje recebida na escola. 2001).17). por um currículo que atenda a essa universalidade. reduzindo-o a essas características e definindo os “lugares de 2 SARTRE. (2006. Algumas dessas diversidades provocam impedimentos de natureza distinta no processo de desenvolvimento das pessoas (as comumente chamadas de “portadoras de necessidades especiais”). há a demanda óbvia. O etnocentrismo se relaciona com o conceito de estereótipo. recheada de ambiguidades. Nesse contexto. os comportamentos e as formas de ver o mundo dos outros povos. o etnocentrismo. que atuam na educação básica. é de suma importância oferecer formação continuada a professoras e professores. questione e supere. significações superpostas2. adolescentes. em constantes mudanças.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 21 Sobre esse tema. feios” ou bonitos”. a perpetuação de atitudes discriminatórias e preconceituosas. Portanto. mas refletir sobre as relações e os direitos de todas e todos. necessário se faz que a comunidade escolar entenda. sobre conteúdos específicos das relações de gênero. educar para a diversidade não significa. também. forma de pensamento que julga. No caso da juventude. até. são únicos em suas personalidades e são também diversos em suas formas de perceber o mundo. jovens e adultos. perceber e conceber as diferenças são atitudes que. Seres humanos apresentam. Diante disso. para que possam trabalhar com suas estudantes e seus estudantes. definir essa categoria sob um enfoque positivista. diversidade biológica. instituições educacionais. esta se apresenta como uma categoria complexa a ser analisada. Lima apresenta o seguinte conceito: Norma da espécie humana: seres humanos são diversos em suas experiências culturais.

É uma generalização de julgamentos subjetivos feitos em relação a um determinado grupo. produzindo. No campo educativo. pensando educação como uma das inúmeras práticas sociais é que o Letramento também aparece como eixo estruturante desse currículo. tal pai. resgatando e construindo o respeito aos valores positivos que emergem do confronto das diferenças. e em especial no escolar. Assim. só podia ser mulher. vale destacar que em respeito à ética e aos direitos humanos as diferenças devem ser respeitadas e promovidas e não utilizadas como critérios de exclusão social e política que possam refletir sobre o acesso de todos à cidadania e compreender que as sociedades estão em fluxo contínuo. isto é. nordestino é preguiçoso. a proposição de experimentos relativos às práticas de letramento e de oralidade têm sido recorrente no centro das discussões pedagógicas. Na educação básica. existe uma série de expressões que reforçam os estereótipos. como: negros. da anatomia e que com o passar do tempo são termos naturalizados e que levaram e ainda levam parcelas da população. Dessa forma. disciplinas e saberes para compreenderem a correlação existente entre essas formas de discriminação e à construção de estratégias de enfrentamento das mesmas. novas ideias. novas identidades. homossexuais. levando em conta os valores culturais dos/das estudantes e seus familiares. uma educação que valorize a diversidade. justifica-se pela oportunidade de ampliar e de modificar os espaços de participação política de grupos menos favorecidos da sociedade. considerá-lo como fruto exclusivo da biologia. serviço de preto. novos estilos. Faz-se necessário contextualizar o currículo e construir uma cultura de abertura ao novo. além de uma infinidade de outras expressões e ditos populares específicos de cada região do país. a cada geração. tal filho.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 22 poder” a serem ocupados. a compreensão de que não se faz uma educação de qualidade sem uma educação cidadã. Por outro lado. Vale lembrar que no cotidiano social. Esses estereótipos são uma maneira de “biologizar” as características de um grupo. cabelo ruim. pessoas com deficiência e mulheres. à restrição da cidadania. que absorva e reconheça a importância da afirmação da identidade. entende-se que o uso da leitura e da escrita . Nesse sentido. tais como: tudo farinha do mesmo saco. novos valores e novas práticas sociais. impondo-lhes o lugar de inferioridade e o lugar de incapacidade. é imprescindível. A desnaturalização das desigualdades exige um olhar interdisciplinar e convoca as diferentes ciências. no caso dos estereótipos negativos. indígenas. a relevância dessas experiências realizadas na instituição educacional.

conhecer ou ser informado sobre os códigos e os símbolos constitutivos de uma determinada realidade. Dessa forma. Letramento é o que as pessoas fazem com as habilidades de leitura e de escrita. tabelas e assim por diante. são conteúdos de letramento. a palavra letramento diz respeito ao “estado ou condição de indivíduo ou grupo capaz de utilizar-se da leitura e da escrita. a matemática. Infere-se. ou seja.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 23 está para além da sala de aula. mesmo quando desenvolvidos em processos específicos de aprendizagem. 72. o/a professor/a de geografia. cada um será responsável pelo letramento de sua área de conhecimento. deve conduzir seus/suas estudantes a compreenderem a cartografia. Soares aprofunda o conceito afirmando que. sem dúvida. necessariamente. no contexto das relações sociais. o que é letramento? No dicionário Aurélio da língua portuguesa. é o conjunto de práticas sociais ligadas à leitura e à escrita em que os indivíduos se envolvem em seu contexto social (SOARES. em um contexto específico. opera as vias de enfrentamento das desigualdades vividas entre os diferentes grupos humanos. Assim. mas. sobre esse conceito. pois a condição de letrado. uma vez que os elementos constitutivos da leitura e da escrita (teoria e prática) devem conjugar os conteúdos escolares às práticas sociais. a história. Mas. e como essas habilidades se relacionam com as necessidades. que as práticas de letramento apenas manifestam-se em situações concretas de aprendizagem. a química. para ser letrado não basta. Para se especificar mais. a compreensão dos gráficos. a fim de consolidar o evento do letramento sobre a aprendizagem. ou de exercê-las como instrumentos de sua realização e de seu desenvolvimento social e cultural”. não é pura e simplesmente um conjunto de habilidades individuais. entre outros componentes curriculares. apenas. por exemplo. p. Em outras palavras. onde cabem os casos de letramento e como esse conceito deve ser aplicado nos processos de escolarização? Partindo do pressuposto de que o trabalho docente implica um conjunto de representações em relação aos objetos de ensino. No que se refere ao currículo escolar. torna-se responsabilidade não apenas de quem ensina a língua portuguesa. 2002). saber compreendê-los. o/a professor/a de matemática. a questão epistemológica que nos remete ao conceito de letramento é. . Nesse sentido. utilizar o letramento para ter domínio sobre os conhecimentos apreendidos. valores e práticas sociais. mas de todos os outros objetos de ensino presentes no currículo. um desafio deste currículo.

A educação. dos interesses e das preocupações que se consolidam ao longo da vida dos indivíduos. os sujeitos da aprendizagem. (LIBÂNEO. a educação escolar torna-se um instrumento mediador das relações estabelecidas entre ser humano e a sociedade.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 24 3 APRENDIZAGEM E CURRÍCULO: A PERSPECTIVA SÓCIO-HISTÓRICA DO CONHECIMENTO As constantes transformações num mundo em que ciência. Os percursos de ensino requerem que tenhamos como pressuposto uma compreensão clara e segura do que significa a aprendizagem. não está dissociada de outras práticas que permeiam. Tais aspectos tomam o centro do processo de ensino e de aprendizagem como elemento fundante. A perspectiva sócio-histórica do conhecimento a partir do processo de desenvolvimento cognitivo recoloca. p. pela observação de objetos e acontecimentos. nas múltiplas experiências da vida. igualmente. a trabalhar junto com outra criança. Isso nos remete a algumas questões. tecnologia e outras formas de letramento tomam relevo. A partir daí. entre outros. Observa-se que há uma gradação das complexidades. portanto. como prática social. Jovens e adultos aprendem processos mais complexos de pensamento. ajudam a compreender melhor o processo de ensino e de aprendizagem e apontam caminhos que podem ser apropriados pelos/pelas professores/as. andar de bicicleta etc. no contexto educativo contemporâneo. p. O que significa dizer que Uma criança menor aprende a manipular um brinquedo. Ou seja. estão sempre aprendendo em casa. na rua. discutem problemas e aprendem a fazer opções etc. a aprendizagem pode ser caracterizada de duas maneiras: causal e organizada. o que pode ser perfeitamente desenvolvido em todas as etapas e modalidades de ensino. pode-se inferir que desde o momento que se nasce está se aprendendo.81) aponta que “qualquer atividade humana praticada no ambiente em que vivemos pode levar a uma aprendizagem”. pela convivência social. Autores como Vygotsky.82): Aprendizagem causal é quase sempre espontânea. o processo de interação humana. aprende a andar. como indica Libâneo (1994. Marques. a ler e escrever. surge naturalmente da interação entre as pessoas e com o ambiente em que vivem. A questão da aprendizagem toma dimensões mais amplas.. As pessoas. 1994. no trabalho.81) Nesse sentido. Uma criança maior aprende habilidades de lidar com coisas. pelo contato com os meios de . tais como: Em que consiste a aprendizagem? Como as pessoas aprendem? Em que condições a aprendizagem acontece? Libâneo (1994. aprendem uma profissão. p. no centro da educação. na escola. nadar. nas diferentes etapas e modalidades da Educação Básica. a pensar. aprende a cantar. Libâneo. e se continua aprendendo a vida toda.

nas suas relações com o mundo. Tal aspecto evidencia-se na percepção de Fontana (1997.17). p. traz consigo um conteúdo pedagógico fértil de possibilidades educativas. habilidades. não se pode tratar o sujeito da aprendizagem como um receptor vazio e neutro em suas convicções. da mesma forma.. destaca que “o processo educativo é a passagem da desigualdade à igualdade”. p. adquirindo conhecimento. a partir do processo de transmissão e de construção de conhecimentos orientados a serem aprendidos. planejada e sistemática das finalidades e condições da aprendizagem escolar é tarefa específica do ensino. Embora possa ocorrer em vários lugares. além dos aspectos de socialização que. 57) ao introduzir a dimensão sócio-histórica elencada pela teoria de Vygotsky. de explicar e de atuar sobre o meio. normas de convivência social. é eivado de percepções acerca da realidade existente. ao abordar a relação entre educação e estrutura social no âmbito da aprendizagem. as pessoas vão acumulando experiências. Ou seja. ao outro e a si mesmo”. a aprendizagem.78). também. deve estar articulada à organização do ensino. é necessário desvelar a ideologia da classe dominante que se encontra subjacente aos conteúdos escolares. Nesse contexto. nesse contexto. Não surge ele feito ou pré-programado de vez. o “homem se pode definir como ser que aprende.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 25 comunicação. estão no bojo desses conhecimentos.. leitura. é na escola que são organizadas as condições específicas para transmissão e assimilação de conhecimentos e habilidades. Sua existência não é por inteiro dada ou fixa. muito pelo contrário. Orientada sob o princípio da interação homem-mundo-natureza. seus sentimentos em relação ao mundo. Seu modo de perceber. o autor . de representar. A outra maneira de aprendizagem é a organizada: (. o homem. Saviani (2005. Esta organização intencional. p. a partir do seu convívio social. ao mesmo tempo em que a educação se origina nas relações sociais.) aquela que tem por finalidade específica aprender determinados conhecimentos. manifesta um modo específico de aprendizagem capaz de enfrentar as adversidades que a vida apresenta. conversas etc. na estruturação das próprias convicções e de sua concepção de mundo vivido. Contudo. A aprendizagem. o ser humano é um ser que aprende o tempo todo. na perspectiva sócio-histórica. Nessa perspectiva. formando atitudes e convicções. Segundo o princípio orientador dessa abordagem: “tudo o que é especificamente humano e distingue o homem de outras espécies origina-se de sua vida em sociedade.. Para Marques (2006. para isso acontecer. Com esse pensamento. ele a constrói a partir de imensa gama de possibilidades em aberto”.

a construção do conhecimento a partir do enfoque sócio-histórico. Assim. A baixa autoestima. Com efeito. Diante disso. sobretudo àqueles que por algum motivo tiveram o seu percurso de escolarização interrompido ou não tenham seguido o seu fluxo. quando concebida pela pedagogia revolucionária.aluno. O fator afetivo. os que interferem nas disposições emocionais dos alunos para enfrentar as tarefas escolares. compromete-se com as mudanças na base da sociedade. p. num processo emancipatório. 87). Esse contexto revela que não são os fatores internos ou biológicos que determinam as experiências cognitivas dos indivíduos. os que contribuem e dificultam a formação de atitudes positivas dos alunos frente aos problemas e situações da realidade e do processo de ensino e aprendizagem. Ela explicita que as origens e as explicações do funcionamento psicológico do ser humano devem ser buscadas nas interações sociais: “É nesse contexto que os indivíduos têm acesso aos instrumentos e aos sistemas de signos que possibilitam o . tais como os que suscitam a motivação para o estudo. surge o questionamento sobre como aplicar o contexto histórico-cultural aos processos escolares de ensino. o que remete a uma maior compreensão dos elementos contextuais e sociais daqueles que são sujeitos da educação. deve ser levado em consideração no desenvolvimento da prática pedagógica pelo/pela professor/a em seus processos didáticos em sala de aula. crianças.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 26 sinaliza uma pedagogia revolucionária e crítica dos conteúdos. jovens e adultos têm em suas diferentes formas de aprendizagem elementos eivados de fatores sócio-históricos. os que afetam a relação professor. está entre aqueles que têm uma preponderância nas disposições de aprendizagem dos/das estudantes. o processo de aprendizagem desenvolvido na instituição educacional. Fontana (1997) traduz o pensamento de Vygotsky para ilustrar uma parte da questão. em sua concepção de aprendizagem. tendo por base o condicionante histórico-social. a percepção eventual de que não poderá acompanhar os demais ou a percepção de que está ali por um castigo do sistema educacional constitui um dos fatores que deve ser utilizado para agregar atitudes positivas ou de desenvolvimento da aprendizagem. Para Libâneo (1997. A aprendizagem como parte do desenvolvimento sócio-histórico coloca em outro patamar a discussão de como se constitui um dos elementos básicos no campo educativo. As Diretrizes Pedagógicas da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal − SEDF trazem. sinalizando a necessidade de reconstrução e reelaboração da aprendizagem escolar. Significa dizer que a prática educativa. diante da perspectiva retratada acima: a aprendizagem escolar é afetada por fatores afetivos e sociais. bem como os fatores sociais inerentes a ele. que é o ato de ensinar.

A zona de desenvolvimento proximal é a distância entre o nível de desenvolvimento real. aprendizado e o desenvolvimento coincidem em todos os pontos. que se costuma determinar por meio da solução independente de problemas. 61).109) traz as contribuições de dois teóricos para contextualizar o papel que cabe ao desenvolvimento e à aprendizagem enquanto construto dos cognitivos no âmbito sócio-histórico: Koffka não imaginava o aprendizado como limitado a um processo de aquisição de hábitos e habilidades. insere-se como um elemento que compõe o desenvolvimento. Portanto. mas uma relação muito mais complexa. determinado por meio da solução de problemas sob orientação de um/a professor/a ou em colaboração com colegas mais capazes. A aprendizagem. Esquematicamente. Nesse contexto é que o autor introduz a sua teoria a partir de dois níveis de aprendizagem. O ponto de partida para Vygotsky é de que a aprendizagem ocorre muito antes de se frequentar a escola. O desenvolvimento real revela quais funções amadureceram. pretende-se que o/a estudante tenha uma capacidade global de perceber-se e perceber o mundo. a zona de desenvolvimento proximal define aquelas funções que ainda não . Por outro lado. a relação entre os dois processos poderia ser representada por dois círculos concêntricos. e o nível de desenvolvimento potencial. De acordo com Torndike. nem para o próprio Vygotsky a visão teórica de Koffka e Torndike é algo que tenha uma acomodação em termos de concordância plena. A aprendizagem. o processo de desenvolvimento O desenvolvimento e a aprendizagem constituem. os produtos finais do desenvolvimento. o menor simbolizando o processo de aprendizado e o maior. ou seja. mas é bastante ilustrativo para compreender a dimensão que cada um assume no contexto da educação.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 27 desenvolvimento de formas culturais de atividade e permitem estruturar a realidade e o próprio pensamento” (p. para Koffka. a partir da perspectiva vygotskyana. Entretanto. mas. o que significa entender que as funções já amadureceram. assim. deve ser discutida a partir do referencial que nos propõe Vygotsky. p. A relação entre aprendizado e o desenvolvimento por ele postulada não é de identidade. transformando-o e sendo transformado por ele. qualquer aprendizagem com a qual o/a estudante se defronta tem sempre uma história prévia. Para Vygotsky (1998) o nível de desenvolvimento real parte do princípio que as funções mentais se estabelecem a partir de certos ciclos de desenvolvimento já completados. Vygotsky (1998. o desenvolvimento é sempre um conjunto maior de aprendizado. como já dito anteriormente. um processo intrínseco e complementar. O primeiro trata do desenvolvimento real e o segundo da zona de desenvolvimento proximal. pois representa um elemento importante na questão educacional.

. p. que estão apenas começando a amadurecer e a se desenvolver. adquirirem o desejo e o gosto pelos conhecimentos escolares. ou seja. para Vygotsky (1998. Nessa perspectiva. Assim. funções que amadurecerão. 88). 113): A zona de desenvolvimento proximal provê psicólogos e educadores de um instrumento através do qual se pode entender o curso interno do desenvolvimento. provimento. Com efeito. como também daqueles processos que estão em estado de formação. ibidem). este currículo deve orientar “procedimentos didáticos que ajudem os/as estudantes a enfrentarem suas desvantagens. Isso tudo deve ser aproveitado enquanto um elemento que possa ter como fio condutor o processo histórico-cultural e ser aplicado a partir das práticas sociais que os/as estudantes já trazem do contexto da sua realidade. mas que estão em processo de maturação. p. 1994. Usando esse método podemos dar conta não somente dos ciclos e processos de maturação que já foram completados. como também àquilo que está em processo de maturação. a zona de desenvolvimento proximal permite-nos delinear o futuro imediato da criança e seu estado dinâmico de desenvolvimento. a levarem. mas que estão presentes em estado embrionário (Idem. suas expectativas de um futuro melhor para si e sua classe social” (LIBÂNEO.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 28 amadureceram.

A rapidez com que evolui o conhecimento faz da educação o principal fator de promoção das competências. os processos de ensino e de aprendizagem devem favorecer ao/à estudante a articulação dos saberes para enfrentar os problemas e as situações inusitadas. para desenvolver raciocínios mais elaborados e para questionar. competência é “a capacidade de agir eficazmente em um determinado tipo de situação.12). cognitivas e profissionais. pelo processo de educação inicial e continuada. Apesar de o referido conceito trazer. De acordo com Perrenoud (1999. que permitam ao aluno desenvolver as capacidades cognitivas. mas sem limitarse a eles”. como a competência 3 O texto que se segue foi extraído das Diretrizes Pedagógicas da Secretaria de Estado de Educação . apoiada em conhecimento. obtidas por meio do acesso ao conhecimento científico.7). para o cenário educacional. HABILIDADES E CONTEÚDOS REFERENCIAIS: DESAFIOS PROPOSTOS PARA UMA NOVA REALIDADE3 As transformações ocorridas no mundo do trabalho remetem ao processo de globalização da economia em um mundo cada vez mais impactado pelo avanço científicotecnológico. afetivas e psicomotoras. emocionais. mas não reduzido ao mundo do trabalho e das relações sociais. mas passa. em que o/a estudante tenha liberdade para criar. tecnológico e sócio-histórico. que não se esgota em procedimentos lineares e técnicos. uma nova perspectiva para o processo de ensino e de aprendizagem.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 29 4 COMPETÊNCIAS. as mudanças no mundo do trabalho exigem uma nova relação entre o homem e o conhecimento. esse é refutado por Kuenzer (2002. aprendidos pela memorização. Para que se possa ampliar esse conceito de competência é preciso trazer. que defende que cabe às instituições educacionais desempenhar com qualidade seu papel na criação de situações de aprendizagem. p. social e humana. Para Kuenzer (2002). que tem como concepção a aquisição da autonomia intelectual. cujas características apontam para um novo paradigma de educação: pedagogia de competências. encontrados nos contextos pessoais e profissionais. contemplando as dimensões físicas. p. já que pressupõe a utilização de estratégias pedagógicas que promovam a aprendizagem ativa. sempre articulado. com o que certamente estarão dando a sua melhor contribuição para o desenvolvimento de competências na prática social e produtiva. ou seja. a dimensão não preconizada nos conceitos anteriores. culturais. necessariamente. para a discussão. relativas ao trabalho intelectual. assumindo centralidade nas questões relacionadas à formação humana na sua totalidade. Tais transformações aos poucos vão influenciando os processos educativos.

Diante disso. científica. construindo e aplicando conceitos. reflexiva. e ampliar sua visão. Educar para competências é. o desenvolvimento da autonomia e do pensamento. ao mundo. no compartilhamento de experiências e práticas. geracionais e de gênero. portanto. defendida por Deluiz (2001. atitudes. priorizando a ética. na perspectiva do letramento. 2. étnicoraciais. uma vez que é basicamente na aprendizagem e no domínio desses conteúdos que se dá a construção e a aquisição de competências. políticas e ambientais. social e político. 3. . tecnológica. Apreensão da norma padrão da língua portuguesa e compreensão de suas variedades linguísticas e das várias linguagens: corporal. considerando as novas tendências pedagógicas.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 30 humana. pertencente a um grupo social. religiosas. filosófica e midiática. artística. a fim de valorizar a sociodiversidade. valoriza-se uma concepção de instituição educacional voltada para a construção de uma cidadania crítica. habilidades. Percepção de si como pessoa. capaz de relacionar-se e de intervir nas práticas sociais. Competências para a Educação Básica 1. proporcionar ao/à estudante condições e recursos capazes de intervir em situações-problema. valores não apenas na dimensão técnica especializada. ampliar a capacidade crítico-reflexiva.6). para entender a si próprio. Os conteúdos referenciais definidos para um currículo e o tratamento que a eles deve ser dado assumem papel relevante. mas na dimensão sócio-política-comunicacional e de inter-relações pessoais”. que estão condicionadas pelo contexto econômico. contribuindo para sua plena participação social. p. Conhecimento e compreensão das semelhanças e diferenças culturais. matemática. bem como acesso ao conhecimento de uma língua estrangeira. consciente de seus direitos e deveres. nas relações sociais. verbal e escrita. de forma a possibilitar que os/as estudantes consolidem suas bases culturais permitindo identificar-se e posicionar-se perante as transformações na vida produtiva e sociopolítica. em suas diversidades. Nessa perspectiva. percebe-se a necessidade de uma mudança significativa da função social da instituição educacional. articulada à formação para o mundo do trabalho. na sua concepção sobre competência: “construção e mobilização de conhecimentos. culturais. literária. criativa e ativa. que se traduz na capacidade de cuidar do outro.

5. dentro de suas possibilidades. valorizando os cuidados com a própria saúde. filosófica. 5. as relações sociais. investiga e transforma as situações e. valorizando a sociodiversidade e opondo-se à exclusão social e à discriminação. matemática e tecnológica. dos processos histórico-geográficos. solidariedade e cidadania. por meio da resolução de problemas. matemática e artística. na perspectiva do letramento. . o respeito e a valorização pela sua própria produção. tomando decisões. gêneros. 4. literária. estilos e épocas. Conhecimento do próprio corpo. Percepção de si como pessoa única. 3. Produção e apreciação da arte como forma de expressão. sabendo expressar seus desejos e suas necessidades. artísticoculturais e tecnológicos. 2. Compreensão das relações estabelecidas entre os sons da fala e os códigos linguísticos. grandezas e medidas. Interpretação. 4. para a formação do cidadão. capaz de relacionar-se com outras pessoas. Compreensão dos fenômenos naturais. tornando-se consciente de seus direitos e deveres. transforma a si mesmo. verbal/escrita. Competências para o Ensino Médio 1. Competências para o Ensino Fundamental 1. articulando-os e aplicando-os para elaboração de propostas que possam intervir na realidade. corporal. seleção e organização de informações e dados apresentados por diferentes fontes para decidir e resolver situações-problema. Identificação das semelhanças e diferenças culturais. nos diferentes componentes curriculares. Compreensão e construção de conhecimentos dos fenômenos naturais e sociais. Apropriação de conhecimentos. coletividade. 2. desenvolvendo a cooperação. científica e tecnológica. Conhecimento e desenvolvimento dos conceitos de número. tendo uma imagem positiva de si. Apreensão da norma padrão da língua portuguesa e compreensão suas variedades linguísticas e das várias linguagens: artística. de diferentes artistas. o cuidado. construindo e aplicando conceitos das várias áreas de conhecimento para entender o mundo e a plena participação social. espaço e forma. em seus processos histórico-geográficos. pela produção dos colegas. 2. com isso. colocando-se como sujeito que observa. Compreensão das diferentes linguagens: corporal. desenvolvendo o gosto. respeitando o meio ambiente e a diversidade. religiosas.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 31 Competências para a Educação Infantil 1. científica. com a finalidade de solucionar situações do cotidiano. suas potencialidades e seus limites. contribuindo assim para o desenvolvimento de sua autonomia. inserida num grupo social. 3. étnico-raciais e de gênero. entendendo a escrita como forma de expressão e registro e a leitura como instrumento para ampliar a visão de mundo. da produção tecnológica e científica e das manifestações socioculturais. bem como acesso ao conhecimento de línguas estrangeiras para ampliação da visão de mundo.

Seleção. Adoção de postura coerente e flexível diante das diferentes situações da realidade social. matemática. religiosas. 4. 3. artística. 2. organização e interpretação de dados correlacionados a conhecimentos. 5. Compreensão e prática da cidadania. para propor e realizar ações éticas de intervenção social. Conhecimento e compreensão da diversidade. Leitura. articulada à formação para o mundo do trabalho. assim. respaldando-se progressivamente em uma consciência crítico-reflexiva. Construção de argumentações consistentes. . 4. a fim de fortalecer os valores. correlacionadas a situações diversas. usufruindo de diversas situações de comunicação. participando das transformações sociais que visam ao bem-estar comum e das questões da vida coletiva. ampliar a capacidade crítico-reflexiva.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 32 3. das diferentes linguagens − verbal. econômica e política. Competências para a Educação de Jovens e Adultos 1. com autonomia. questionando e buscando soluções. 5. o desenvolvimento da autonomia e do pensamento. para desenvolver valores humanos e atitudes sociais positivas do ponto de vista da preservação ambiental e cultural. representados nos diferentes componentes curriculares. não verbal. Compreensão e respeito à realidade na qual está inserido como sujeito. priorizando a ética. escrita e interpretação. tecnológica e corporal − para interagir com o outro. Desenvolver a capacidade de respeito às semelhanças e as diferenças culturais. étnico-raciais e de gênero. valorizando. para enfrentar situações-problema teóricas e práticas. a diversidade sociocultural e desenvolvendo a autoestima.

para o ensino médio. incisos I e II. a educação de ensino médio adquire um caráter de formação geral. 21. assegurar- lhe a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores. 36). A reforma começou com a separação entre ensino médio e o técnico. o ensino fundamental e o ensino médio. Em segundo lugar.394/96. a permanência e a aprendizagem significativa para a maioria de seus/suas estudantes. A LDB instituiu que o ensino médio poderá preparar o/a estudante para o exercício de profissões técnicas. No art. Com esse formato. Apesar do dispositivo legal estabelecer o rompimento com a dualidade no sistema de ensino. rompe-se com a visão de dualidade historicamente presente na organização dos sistemas de ensino. ambos passaram a existir de forma independente. Formam a educação básica. O que isso significa: em primeiro lugar. Aponta no atual contexto de mudanças. após 12 anos da LDB os dados e as avaliações oficiais revelam que ainda não foi possível superar essa dualidade no ensino médio.208/97 que regulamenta a LDB estabeleceu uma organização curricular para a Educação profissional de nível técnico e outra.394/06) a educação básica tem por finalidade desenvolver o estudante. a educação escolar é composta de educação básica4 e de educação superior. independente. uma 4 No art. Este Decreto regulamentou a educação profissional e introduziu mudanças significativas na habilitação profissional de nível médio. da LDB. ancorado na tentativa de superação do dualismo entre o ensino propedêutico e o ensino profissionalizante define a identidade do ensino médio. cindida entre o ato de pensar e o ato de fazer.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 33 5 BASES LEGAIS DO ENSINO MÉDIO No marco histórico da Lei nº 9. Inseridas num cenário de mudanças estruturais pelas quais passou o Estado brasileiro. principalmente. Ampliouse a oferta do ensino médio de forma expressiva e massificou-se o acesso. a concepção do ensino médio assume a condição de etapa final da educação básica. o ensino médio assume a identidade de educação básica. mas não garantiu democraticamente a permanência e. O Decreto Federal 2. O cenário que se tem a respeito dos avanços promovidos pela reforma e. um currículo capaz de promover uma aprendizagem que faça sentido para os jovens adolescentes. . as bases legais da reforma do ensino médio estão fixadas. tampouco garantir a universalização. 22 da LDB (Lei nº 9. desde que atendida a formação geral e que os diferentes cursos do ensino médio tenham equivalência legal e habilitação para o prosseguimento dos estudos (art. a educação infantil.

Sendo assim. na ciência. compreender e agir sobre as determinações da vida social e produtiva – que articule trabalho. ciência e cultura. articulada com o trabalho produtivo. de acordo com a realidade brasileira. competências. O trabalho é caracterizado como princípio educativo no currículo do ensino médio.saberes. como ampliação da formação cultural. ciência e cultura na perspectiva da emancipação humana e de forma igualitária. Isso não significa que se deve fazer uma formação estritamente profissionalizante. e de uma proposta consistente de organização curricular. o ensino médio deverá se estruturar em consonância com o avanço do conhecimento científico e tecnológico e a cultura estabelecida como um componente da formação geral. só depois é que o trabalho diretamente produtivo pode se constituir no contexto de uma formação específica para o exercício de profissões. A concepção de trabalho associa-se a concepção de ciência e tecnologia. consciente e crítica para a compreensão dos fundamentos da vida produtiva em geral e. valores e práticas. Essa caracterização no processo social de produção visa à participação direta dos membros da sociedade no trabalho socialmente produtivo. Esse modelo que se fundamenta na formação de base unitária implica em promover à capacidade de pensar. Essa nova organização curricular pressupõe uma perspectiva de articulação interdisciplinar. Propõe conferir especificidades as dimensões que devem organizar o ensino médio de forma integrada – trabalho. sistematizado e legitimado socialmente ao longo da história e é resultado de um processo empreendido pela humanidade na busca da compreensão e transformação dos fenômenos naturais e sociais. qual seja: o conhecimento é produzido. voltada para o desenvolvimento de conhecimentos . Entende-se a necessidade de o ensino médio ter uma base unitária e que possam se assentar possibilidades diversas de formações específicas: no trabalho. essa participação deve ser ativa.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 34 reorientação curricular tendo como referencia a proposta do “Programa Ensino Médio Inovador” do Ministério da Educação configurada em um modelo que ganhe identidade unitária e que assuma formas diversas e contextualizadas. Considera ainda que o avanço da qualidade na educação brasileira depende fundamentalmente do compromisso político e da competência técnica dos/das professores/as. . na cultura. do respeito às diversidades dos/das estudantes jovens e da garantia da autonomia responsável das instituições escolares na formulação de seu projeto político pedagógico. Ao contrário. refletir. como iniciação científica. de modo a suplantar as dicotomias entre humanismo e tecnologia e entre a formação teórica geral e técnica-instrumental. como formação profissional.

Linguagens. por sua vez. . suas normas de conduta. contendo. no seu conteúdo normativo. a função teórica cindida da experiência empírica. será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade. Arte e Educação Física). De acordo com o documento. de modo a ser capaz de se adaptar com flexibilidade a novas condições de ocupação ou aperfeiçoamento posteriores. da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CEB/CNE).a consolidação e o aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no ensino fundamental. incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico. Língua Estrangeira Moderna. Daí decorre que o conhecimento escolar explorado no currículo do ensino médio deve incidir na formação integral do/da estudante. para continuar aprendendo. o ensino médio concentra os objetos de ensino em três grandes áreas do conhecimento . que podem ser questionados e superados historicamente. Química. Não se aplica mais. a ciência se funda nos conceitos e métodos que permite a transmissão para diferentes gerações. Como decorrência dessa visão. seus valores. seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. possibilitando o prosseguimento de estudos. 35 da LDB encontram-se assim definidas: I . No que se refere à organização da matriz curricular. imprime aos estudos escolares todo o seu significado histórico. dessa forma. orientadores de pensamentos e condutas.a compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos dos processos produtivos. 03/98. suas obras. as finalidades do ensino médio no art. visando ao pleno desenvolvimento da pessoa. 205 da Constituição Federal de 1988 na qual “A educação. II . Matemática e suas Tecnologias (Física. resolve-se dar continuidade aos estudos aprofundando-os numa perspectiva científico-tecnológica que. estão em consonância com o art. A cultura deve ser entendida como as diferentes formas de criação da sociedade. Ciências da Natureza. a esta etapa da educação básica. Códigos e suas Tecnologias (Língua Portuguesa. VI . Biologia e 5 Aqui o mundo social é entendido no contexto das relações materiais de produção. “os princípios axiológicos. bem como os princípios pedagógicos”. promove-se no âmbito da reforma outras expectativas educacionais para a formação do indivíduo.o aprimoramento do educando como pessoa humana. no movimento permanente de construção de novos conhecimentos.a preparação básica para o trabalho e a cidadania do educando. Parte-se de um pressuposto em que o mundo social5 não se separa do mundo da escola. social e cultural produzidos no cotidiano das relações humanas. direito de todos e dever do Estado e da família.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 35 Neste sentido. relacionando a teoria com a prática no ensino de cada disciplina. III . Essas finalidades. Para tanto. instituídas pela Resolução nº.” A legislação referente ao ensino médio encontra-se sistematizada nas Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (DCNEM).

História. a unidade e a coesão necessárias para promover a construção de estruturas cognitivas responsáveis pelo desenvolvimento de habilidades e instrumentalização de competências. Filosofia e Sociologia). Ciências Humanas e suas Tecnologias (Geografia. .CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 36 Matemática). que estruturadas pelos princípios pedagógicos da interdisciplinaridade e da contextualização. permitem aos diferentes saberes curriculares. as tendências curriculares derivadas de tais orientações preveem a elaboração de currículos de natureza flexível que sejam capazes de favorecer o efetivo desempenho da aprendizagem escolar. Assim.

no Ensino Médio. E o papel do/da professor/a como mediador do saber escolar é essencial para decidir sobre os procedimentos a serem adotados. que a apreensão do conhecimento demanda processos contínuos e dinâmicos que transitam. utilizando-se de fatos do cotidiano para significar os conteúdos de ensino. fazer. sociais. O trabalho docente orientado sob essa perspectiva suscita na sala de aula. portanto. Do ponto de vista pedagógico. BRASIL. religiosas. 6 Cf. Códigos e suas Tecnologias. comunicar e inferir sobre o modo como é produzido o conhecimento. ciência. Confere-se a educação básica a finalidade de assegurar ao indivíduo a formação necessária ao pleno exercício da cidadania. veja Santos (2007). os processos escolares de ensino e de aprendizagem no Ensino Médio visam ações formativas que levam o/a estudante a analisar. a condição formativa do cidadão para além da escola. pela formação educacional do/da estudante e do/da professor/a. técnica e cultura mediada pelo conhecimento advindo das experiências sociais. técnico. o/a professor/a ao atuar no campo da transposição didática deve privilegiar procedimentos metodológicos que favoreçam o aprendizado do conhecimento científico. linguísticas. Linguagens. a pluralidade cultural brasileira acentuada nas diferenças biológicas. o letramento científico7 adquire. Tem-se.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 37 6 ORIENTAÇÕES METODOLÓGICAS PARA O ENSINO MÉDIO Tendo como pressuposto de que a produção do conhecimento é uma construção coletiva. apreciar. cultural e histórico-social associados à realidade do/da estudante. situada social e historicamente6 cabe aqui apontar possibilidades metodológicas de caráter interdisciplinar e contextualizado para orientar o trabalho docente. Mas qual caminho percorrer tendo em vista a diversidade sociocultural encontrada em nossas escolas? Quais tecnologias utilizar? Embasadas em quais teorias? Todas estas questões nos remetem ao como e por que ensinar. de gênero. Nesta maneira de pensar. Dessa forma. é importante que a abordagem metodológica no ensino médio correlacionada aos eixos norteadores do Currículo – Letramento e Diversidade articule os componentes curriculares aos temas sociais. 7 Para saber mais sobre Letramento Científico. culturais. Brasília: MEC. O objetivo de tal articulação é desenvolver nos/nas estudantes a capacidade crítico-reflexiva para enfrentar situações-problema ambientadas no cotidiano da interação HOMEMNATUREZA-CULTURA. refletir. os espaços escolares de ensino devem constituir-se em práxis entre trabalho. Orientações curriculares para o ensino médio. Pelo exposto. ou seja. dialeticamente. Contudo. raciais e étnicas. 2006. .

jornal. Daí ser imprescindível que os/as estudantes tenham acesso a leitura e a escrita de textos de diferentes gêneros tais como: textos literários. o/a professor/a deve. antes de tudo. especialmente. argumentativa e de autonomia. em face aos conhecimentos adquiridos. Atentos a estas orientações metodológicas. o lúdico advindo da interação com outras estratégias metodológicas a exemplo da mídia. textos imagéticos. científica. Outro aspecto relevante é a contribuição da ludicidade das Tecnologias da Informação e da Comunicação na Educação – TIC utilizadas como ferramenta pedagógica. literária. 2006). diz que as práticas de letramento possuem uma dimensão social revolucionária quando o uso da leitura e da escrita possibilita ao sujeito leitor a tomada de consciência da realidade e a sua transformação. De acordo com as Orientações Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (BRASIL. textos científicos. textos filosóficos. artísticoculturais e tecnológicos.  Compreensão e construção de conhecimentos dos fenômenos naturais e sociais. toda a sua capacidade criativa. Acrescenta-se a isso que ao optar por um determinado procedimento. filosófica. os conteúdos curriculares desenvolvidos dessa forma despertam. vídeo e do uso orientado da internet conduz o/a estudante a um maior interesse e participação na aula enriquecendo. por conseguinte. corporal. bem como acesso ao conhecimento de línguas estrangeiras para ampliação da visão de mundo. . ampliar o seu campo de opções teórico-metodológicas em razão das diferenças de aprendizagem evidenciadas na sala de aula. textos jornalísticos. no/na estudante. Para viabilizar a sua aplicação nas Instituições Educacionais foram elaboradas cinco competências gerais:  Apreensão da norma padrão da língua portuguesa e compreensão suas variedades linguísticas e das várias linguagens: artística. textos instrucionais. para a formação do cidadão.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 38 Soares (2002) fundamentada na obra de Paulo Freire. televisão. matemática e tecnológica. o processo de ensino e de aprendizagem. as práticas educativas realizadas com tal objetivo fortalecem as políticas inclusivas de educação escolar ancoradas. O Currículo do Ensino Médio apresenta os Componentes Curriculares estruturados em Habilidades e Conteúdos que devem ser trabalhados em conformidade com os eixos do Letramento e da Diversidade. nos segmentos minoritários da sociedade. em seus processos histórico-geográficos. Sendo assim. textos informativos. nos diferentes componentes curriculares. textos didáticos.

o desenvolvimento da autonomia e do pensamento. segundo Tfouni (1988). próprias dos processos educativos. articulada à formação para o mundo do trabalho. com pouca ou nenhuma informação concorrente no texto. Conhecimento e compreensão da diversidade. organização e interpretação de dados correlacionados a conhecimentos. SAEB. É nesta dinâmica que a educação consolida-se na prática da sala de aula e o conhecimento configura-se como meio de expressão plural e coletiva dos sujeitos. o componente curricular Língua Portuguesa vê-se diante do seguinte desafio: ensinar o/a estudante a entender o que ler. CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS LÍNGUA PORTUGUESA Diante dos baixos níveis de letramento8 apresentados nas pesquisas de larga escala9.1 ÁREA DE LINGUAGENS. não entende o que lê. de modo a promover o letramento. para enfrentar situaçõesproblema teóricas e práticas. Para Kleiman (1995) é apenas um dos componentes desse 8 De acordo com o relatório do Pisa (2006). comprovado pelos resultados do PISA. um número expressivo de alunos. respeitando o ritmo de aprendizagem e os conhecimentos socioculturais (diversidade). 2) a escola deixe de ser reprodutora das diferenças sociais e dos preconceitos que essas mesmas diferenças suscitam. para propor e realizar ações éticas de intervenção social. Bagno propõe que: 1) seja possibilitado o acesso à cultura letrada. é a consequência social e histórica da introdução da escrita na sociedade. (www. é capaz de transformar a escola num espaço político de transformação social.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 39  Seleção. e 3) os/as professores/as entendam que o famoso “erro de português” pode ser um fenômeno de variação e mudança linguística. as habilidades matemáticas para fazer frente às demandas de seu contexto social e utilizá-las para continuar aprendendo e se desenvolvendo ao longo da vida. ENEM e ENADE.com.br) . priorizando a ética. levando em conta um único critério. Acredita-se que o saber compreendido dentro de uma lógica dialética e dialógica. representados nos diferentes componentes curriculares. a fim de fortalecer os valores. tornando-se um analfabeto funcional por não ser capaz de utilizar a leitura e a escrita. 7 7.   Construção de argumentações consistentes. 9 Segundo o Instituto Paulo Montenegro. O letramento.ipm. Acerca dessa questão. correlacionadas a situações diversas. um aluno com nível básico de letramento deve ser capaz de localizar um ou mais itens de informação independentes formulados de maneira explícita. ampliar a capacidade crítico-reflexiva. para que os/as estudantes tenham a chance de lutar pela cidadania com os mesmos instrumentos disponíveis aos falantes das camadas sociais privilegiadas.

vídeos e outros) e da informática (softwares e internet). revista. consciente de que a aprendizagem é permanente. Sendo assim. O olhar. pelas atitudes. deve-se voltar para o/a professor/a que. a capacidade de manejar conceitos. que indicam a necessidade de “uma formação geral sólida. Bortoni (2008) lembra ser de fundamental importância entender que a leitura só se efetiva quando conseguimos ultrapassar a mera decodificação do texto e a associamos à construção de sentido. é pela interação. a educação precisa estar afinada com as novas tendências manifestadas na sociedade. 1994). pelas competências discursivas e cognitivas que serão conferidos. realização pessoal. o ato de ler necessita do outro para legitimá-lo.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 40 fenômeno. consideradas instrumentos de apropriação que contribuem para desenvolvimento. peculiaridades formais e funcionais. depende da adoção de novas metodologias e de novos materiais favoráveis na sala de aula. Essas questões apontam para a necessidade de formação continuada para o/a professor/a que. ou seja. portanto. capaz de ler o implícito do texto. A leitura e a apreensão da linguagem são. Segundo Marcuschi (2005). o desenvolvimento do pensamento abstrato” (Saviani. Nesse contexto. deve ser um pesquisador. essencial para formar um leitor crítico. novos gêneros textuais surgiram: gêneros digitais – email. e três aspectos tornam sua análise relevante: franco desenvolvimento e uso cada vez mais generalizado. Contribuindo com essa proposição. fórum. doravante. Soares (1999) salienta que o letramento é o estado ou a condição de indivíduos ou de grupos sociais de sociedades letradas que exercem efetivamente as práticas sociais de leitura e escrita e participam competentemente de eventos de letramento. pois há que se levar em conta as práticas sociais de leitura e de escrita e os eventos em que elas ocorrem. a capacidade de ler e interpretar textos é imprescindível. lista de discussão. portanto. Pois a formação desse leitor. . grau de autonomia para o indivíduo atuar na sociedade. condições necessárias para o exercício pleno da cidadania. televisão. de refletir a respeito do pensamento do autor e das estratégias utilizadas por ele para desenvolver seu raciocínio. ou seja. ao mudar de atitude em relação ao desenvolvimento de uma leitura significativa. Nesta sociedade caracterizada pela circulação de um grande e diversificado volume de informações. o letramento conduzirá o indivíduo para além da alfabetização. chat. determinados e diferenciados estados ou condições de imersão em uma sociedade letrada. começa na sala de aula a promover as mudanças do processo de leitura. e possibilidade que oferecem de se rever conceitos tradicionais. É por isso que se faz necessária apropriação das mídias impressas e não impressas (jornais. nessa sociedade tecnológica. blog. permitindo repensar nossa relação com a oralidade e a escrita.

2) conhecimentos linguísticos. da psicolinguística na análise dos processos ligados à comunicação humana. mediante o uso da linguagem (KATO.o espaço escolar constitui-se um espaço privilegiado de interação pela linguagem. a leitura e a produção de textos de diferentes gêneros textuais (FOLSCHEID. a proposta curricular de Língua Portuguesa organizou-se em cinco principais grupos: 1) linguagem. da leitura e da escrita. 2000). o leitor e o texto em um determinado contexto (KOCH. 1994). adequação da linguagem às situações comunicacionais. dizer (BAJARD. deve-se destacar a importância da ludicidade no trabalho pedagógico. Por que não compor músicas por meio de poesias ou mesmo produzir musicais? Parodiar textos? Analisar a linguagem dos ditados populares? Contar piadas? Apresentar encenações? Criar jogos gramaticais? (ILARI. Pensando nesses. 1993). oralidade e expressão . entre outros tópicos. oralidade e expressão.  Conhecimentos literários na busca pelo rompimento com o ensino tradicional da historiografia literária algumas propostas estratégicas têm sido sugeridas. 2001).  Conhecimentos linguísticos – no conhecimento da linguagem humana são inquestionáveis as contribuições da sociolinguística no estudo das relações entre língua.o estudo dos aspectos cognitivos da leitura. 2004). da linguística textual no estudo do processo e da interação comunicativa estabelecidos entre o autor. 4) conhecimentos literários e 5) conhecimentos gramaticais. da semiótica no estudo do processo de significação ou representação. bem como as estratégias metodológicas de leitura e escrita (GARCEZ. existem algumas condições: clareza entre os elementos da comunicação. 3) leitura e produção de textos. 2005). sociedade e educação (BORTONI-RICARDO. a elaboração de projetos de leitura interdisciplinares são fatores que contribuem para a formação de alunos leitores e escritores (BORDINI.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 41 Além das contribuições da linguagem tecnológica. considerar a relação do letramento e da oralidade (MARCUSCHI. do conceito ou da ideia. 1998). que agrupam habilidades e conteúdos referenciais. 2004). 2001).  Leitura e produção de textos . falar. na natureza e na cultura. a relação entre objetivo da leitura e da escrita. e desenvolvimento de habilidades comunicativas: ouvir. da análise do discurso no estudo das construções ideológicas presentes no texto (FIORIN. dentre elas: . da oralidade.  Linguagem.2001) Essas são algumas atividades nas quais ocorre o desenvolvimento da linguagem. Mas para que ela se dê.

estudo da literatura marginal. estudo por gêneros textuais. e estudo da estética literária (MOISÉS. . estudo comparativo das escolas literárias.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 42 estudo literário por temas. 1994). estudo crítico de obras canônicas (KOTHE).  Conhecimentos gramaticais – antes de iniciar o trabalho pedagógico. Cada gramática traz a sua proposta metodológica. cabe ao/à professor/a verificar se esta metodologia supera as contradições entre ensino de língua e tradição gramatical (SILVA. 1997. 2001). BRITTO. 1997. NEVES. é primordial que o/a professor/a reflita sobre qual gramática será adotada para que o ensino gramatical seja significativo.

 Compreender os fenômenos gramaticais no processo da formação de palavras e no desenvolvimento da fonologia. as estruturas morfológicas. as informações verbais com outras fontes de referência.  LETRAMENTO E DIVERSIDADE             Conceito e estrutura de texto. na constituição de sentido do texto. Produção. Texto e intertextualidade: paráfrase. da fonética e da morfologia. considerando os diferentes campos de estudo para serem aplicados em seu cotidiano.  Identificar as diversas relações sintáticosemânticas possíveis na produção de textos escritos e orais.  Reconhecer e identificar as singularidades polissêmicas (homonímia e sinonímia) dos vocábulos nos textos escritos e orais. citação. . alusão.  Identificar as relações de sentido das palavras na leitura de textos.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 43 LÍNGUA PORTUGUESA − 1ª SÉRIE HABILIDADES LINGUAGEM. CONHECIMENTOS GRAMATICAIS  Compreender o sentido de uma palavra ou expressão. referência. avaliar e reestruturar o próprio texto.  Relacionar e operacionalizar conhecimentos linguísticos adquiridos. refacção e releitura de textos em variados gêneros do discurso. pontuação e ortografia. Elementos textuais: temas.  Relacionar. pressupostos e inferências.  Coligar conhecimentos gramaticais aos fatos da língua. Conceito e elementos constitutivos da poesia. variedades e mudanças linguísticas Norma padrão. africanos e outros grupos sociais Reconstrução dos sentidos dos enunciados verbais: – Conotação e denotação – Polissemia – Homônimos e sinônimos Análise linguística: aspectos gramaticais – Pontuação – Acentuação gráfica – Ortografia Texto literário e não literário Conceito e função da literatura Leitura de obras literárias de autores afrobrasileiros. CONHECIMENTOS LINGUISTICOS  Reconhecer os processos de organização. refacção e releitura de textos em variados gêneros do discurso. africana e de outros grupos sociais que contribuiu para a formação da língua materna. na análise e compreensão do texto. LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTO  Ler e produzir textos de variados gêneros textuais. ORALIDADE E EXPRESSÃO  Expressar com clareza e fluência em diferentes situações comunicativas.  Identificar as diversas relações sintáticosemânticas possíveis na produção de textos escritos e orais. de funcionamento e de desenvolvimento da língua portuguesa. o universo temático. Concepção dos gêneros literários: épico. os elementos textuais e a textualidade no texto. paródia. considerando o contexto. lírico e dramático.            CONTEÚDOS Códigos verbais e não verbais Elementos da comunicação Conceito de língua e linguagem Funções da linguagem Linguagem e construção identitária Papel social dos interlocutores Variantes.  Aplicar as regras próprias da variante padrão da língua referentes à acentuação.  Reconhecer vocabulário de origem indígena.  Reler. Figuras de linguagem. Elementos de textualidade: coesão e coerência. Produção.  Reconhecer a estrutura. escrita e oralidade Preconceito e respeito linguísticos Vocabulário próprio dos grupos indígenas.

declamações) Produção.         CONTEÚDOS Produção. semânticas.  Diferenciar a estrutura narrativa de diferentes textos narrativos.  Conhecer o acervo literário que compreende os períodos Barroco e Árcade. relato. contexto social. – morfologia Estrutura e elementos da narrativa Textos narrativos: romances. contos e novelas. teatro. debate. político e econômico. épico e dramático e suas características específicas.  Analisar refletir e compreender os diferentes processos de arte literária como manifestação sóciopolítica e econômica. autores e obras que se destacaram na época.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 44 LÍNGUA PORTUGUESA − 1ª SÉRIE HABILIDADES CONHECIMENTOS LITERÁRIOS  Reconhecer as diferenças entre os gêneros lírico. fatos históricos e sociais relevantes. assim como características. refacção e releitura de textos em variados gêneros do discurso: relato.  Reconhecer o significado dos elementos formais constitutivos do poema diferenciando-os de outras composições literárias. As concepções filosóficas e estéticas do Classicismo e do Barroco Poesia Teatro A construção do texto argumentativo – O discurso político e religioso (a retórica) Consciência política e história da diversidade Análise linguística: – fonologia. fazendo distinção de estilos de época. correlacionando a época e o autor. contexto social.  Analisar refletir e compreender os diferentes processos de arte literária como manifestação sóciocultural e histórica. – fonética.  Reconhecer os elementos e a estrutura da narrativa.recursos de fluência e expressividade (debate.  Compreender a influência das concepções filosóficas da Idade Média e da Idade Clássica nos movimentos Barroco e Arcadismo.  Perceber as diferenciações morfológicas. Texto. Texto. político e econômico. sintáticas e ideológicas do gênero textual. refacção e releitura de textos em variados gêneros do discurso: resumo Análise linguística: aspectos gramaticais _ Morfossintaxe LETRAMENTO E DIVERSIDADE         . identificando marcos temporais. As concepções filosóficas e estéticas do Arcadismo Poesia Processo de interação comunicativa .  Compreender as concepções e os modos de pensar envolvidos no processo de arte literária do Barroco e do Arcadismo resgatando as produções artísticas de seus autores.

 Reler. LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTO  Produzir textos para situações reais e/ou imaginárias.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 45 LÍNGUA PORTUGUESA − 2ª SÉRIE HABILIDADES LINGUAGEM. bem como as normas gramaticais vigentes. .  Análise linguística: aspectos gramaticais.  Prosa. – Intertextualidade discursiva. argumentar.  Identificar ideias principais. Análise linguística: aspectos gramaticais: – Pontuação – Acentuação – Ortografia       LETRAMENTO E DIVERSIDADE O texto como unidade sóciocomunicativa semântica e formal.  Produzir textos respeitando características de coerência e coesão. relacionando-os com conhecimentos próprios. estéticas e linguísticas: Romantismo. ORALIDADE E EXPRESSÃO  Utilizar a língua com fluência e expressividade durante o processo de interação comunicativa.  Elementos textuais: temas. secundárias e implícitas no texto.  Usar conhecimentos linguísticos no processo de interpretação e de produção textual  Produzir textos respeitando a diversidade étnicocultural.        CONTEÚDOS Processos de organização da língua Elementos da comunicação Funções da linguagem Linguagem verbal e não verbal: meios tecnológicos Figuras de linguagem Processo de interação comunicativa recursos de fluência e expressividade (Relatos.XIX. refacção e releitura de textos em variados gêneros do discurso: – Narrativo – Descritivo – Figurativo Contexto histórico do séc.  Identificar e refletir sobre as varias vozes presentes no discurso.  Valorizar e comparar textos atuais. pressupostos e inferências. debates) Produção.  Teatro. – dissertação – argumentação  Processo de interação comunicativa recursos de fluência e expressividade (júri simulado). Vocabulário próprio dos grupos indígenas. estéticas e linguísticas: Romantismo.  Reconhecer e caracterizar situações nas quais a língua portuguesa se evidencie como instrumento mediador da construção de conhecimento. Poesia.  Opinar.  Barroco (revisão)  Concepções filosóficas.  Identificar e utilizar situações linguísticas que evidenciem a construção do conhecimento por intermédio da pesquisa e do conhecimento social prévio.  Relação existente entre língua. Concepções filosóficas. africanos e outros grupos.  Perceber que diferentes combinações de enunciados resultam em novos significados. – morfossintaxe _ colocação pronominal  Produção.  Reconstrução dos sentidos dos enunciados verbais e não verbais: coesão e coerência. cultura e arte literária. discutir ideias e pontos de vistas em diversas situações comunicativas. refacção e releitura de textos em variados gêneros do discurso.  Reconhecer a construção da própria identidade a partir dos sistemas de comunicação.  Re(construir) o sentido dos enunciados a partir dos elementos do texto e do contexto. Leitura de obras literárias de autores afro-brasileiros.  Adequar os usos linguísticos aos gêneros e tipos textuais.  Compreender as relações sintático-semânticas em segmentos do texto.  Reconhecer língua portuguesa como instrumento de interação comunicativa inserida em determinado contexto. avaliar e reestruturar o próprio texto. CONHECIMENTOS LINGUÍSTICOS  Empregar a língua portuguesa como instrumento de pesquisa e de acesso ao conhecimento socialmente construído e acumulado.

 Valorizar e comparar textos atuais. refacção e releitura de textos em variados gêneros do discurso.  Literatura de autores afro-brasileiros. intertextualidade. informatividade.  Análise linguística: aspectos gramaticais. situacionalidade.  Analisar e reconhecer o romance como gênero narrativo romântico. aceitabilidade. a especificidade que os caracterizam como textos literários das estéticas: parnasiana e simbolista.  Ler e diferenciar tipos de textos dramáticos (tragédia.  Produzir com criticidade textos de variados gêneros do discurso.  Comparar as diferenciações linguísticas de uma época para outra. tragicomédia). CONHECIMENTOS LITERÁRIOS  Identificar. estéticas e linguísticas: Parnasianismo e Simbolismo. a especificidade que os caracterizam como textos literários pertencentes às estéticas romântica.  Reconhecer que as concepções filosóficas da idade moderna que influenciam na produção literária contextualizada no Parnasianismo e Simbolismo. Prosa Teatro Literatura de autores afro-brasileiros Textualidade: intencionalidade. no Realismo e Naturalismo. nos textos lidos. realista e naturalista. refacção e releitura de textos em variados gêneros do discurso: Pesquisa e reportagem Telegramas e cartão Análise linguística: aspectos gramaticais _ Concordância nominal _ Concordância verbal LETRAMENTO E DIVERSIDADE  Concepções filosóficas.  Produzir textos respeitando características de coerência e coesão.  Relacionar na análise e compreensão do texto. CONHECIMENTOS GRAMATICAIS  Associar conhecimentos de gramática discursiva aos fatos da língua.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 46 LÍNGUA PORTUGUESA − 2ª SÉRIE HABILIDADES Ler e analisar comparativamente textos de diferentes gêneros do discurso. bem como as normas gramaticais vigentes            CONTEÚDOS Concepções filosóficas. discussões). enquetes).  Poesia.  Produção. Processo de interação comunicativa recursos de fluência e expressividade (entrevista.  Produzir textos com objetivo determinado partir de sequências linguísticas gramaticais possíveis.  Relacionar os textos literários segundo o horizonte cultural em que foram criados. nos textos lidos. _ resenha crítica _ crônica e crônica editorial  Processo de interação comunicativa recursos de fluência e expressividade (atividades: mesa redonda. relacionandoos com conhecimentos próprios. _ Emprego da crase _ Regência nominal e verbal . jogos interativos. comédia.  Identificar. na constituição de sentido do texto ou da produção linguística. realista e naturalista. Produção. estéticas e linguísticas: Realismo e Naturalismo. informações verbais e não verbais a partir de uma leitura crítica.  Reconhecer que as concepções filosóficas desenvolvidas na idade moderna influenciam na produção literária contextualizada no Romantismo.

 Reconhecer.recursos de fluência e expressividade (mesa-redonda). .           LETRAMENTO E DIVERSIDADE           Caráter evolutivo da língua. Vocabulário próprio dos grupos indígenas. a partir de temas ou assuntos específicos. resumir as diversas modalidades textuais. pensamento crítico e a leitura como uma atividade social de grande importância social. parafrasear. CONHECIMENTOS LINGUÍSTICOS  Compreender os aspectos de conectividade (coesão) e de lógica textual (coerência). LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTO  Produzir textos com determinado objetivo. relacionar e organizar informações do texto com outras informações. Concepções filosóficas. Coesão: continuidade progressiva. – Carta – Relato Análise linguística – aspectos gramaticais Valores semânticos das preposições e das conjunções Sinais de pontuação Regência nominal e verbal Polifonia discursiva e jogo de vozes do discurso. Literatura de autores afro-brasileiros. Teatro. africanos e outros grupos.  Identificar a ideia central e reconhecer as relações de sentido das palavras de um texto.  Comparar.  Construir valores envolvendo a cidadania.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 47 LÍNGUA PORTUGUESA − 3ª SERIE HABILIDADES LINGUAGEM. conhecimentos prévios.  Reelaborar e refletir sobre conhecimentos adquiridos. para situações reais e/ou imaginárias. – Modernismo em Portugal.  Produzir mensagens verbais e não verbais. Arte moderna: as vanguardas europeias e a linguagem modernista. a fim de reestruturar o próprio texto. em situações de interação comunicativa. Variedades linguísticas e os dialetos sociais.  Identificar a intenção discursiva no enunciado linguístico e apreender as informações implícitas do texto. refacção e releitura de textos em variados gêneros do discurso: – Resenha crítica – Editorial – Reportagem Análise linguística: aspectos gramaticais: – Pronome demonstrativo em relação ao espaço – Concordância nominal e verbal Concepções filosóficas.  Identificar a intenção discursiva no enunciado linguístico e apreender as informações implícitas do texto.  Construir o sentido dos enunciados a partir dos elementos do texto e do contexto    CONTEÚDOS Textualidade: coerência e coesão.  Reconhecer. Produção.  Reformular. – Pré-Modernismo no Brasil. ORALIDADE E EXPRESSÃO  Expressar-se de forma argumentativa. Processo de interação comunicativa . na análise e na compreensão do texto. relacionar e organizar informações do texto com outras informações. Processo de interação comunicativa – recursos de fluência e expressividade. considerando os vários significados das palavras utilizadas. Prosa. estéticas e linguísticas. utilizando-se da intertextualidade para a construção do sentido do texto. Produção refacção de textos em variados gêneros do discurso.  Identificar-se como sujeito ativo do processo de socialização da Língua materna. Leitura de obras literárias de autores afrobrasileiros. coerente e persuasiva utilizando o código verbal. estéticas e linguísticas: Modernismo no Brasil 1ª e 2ª fases: Poesia. dentro de estruturas linguísticas criadas de acordo com a intenção do que se quer transmitir.

Teatro.  Identificar-se como sujeito ativo do processo de socialização da Língua materna. CONHECIMENTOS LITERÁRIOS  Identificar a Escola Literária (Prémodernismo. reconhecendo-o como gênero narrativo do Pré-Modernismo.  Construir valores envolvendo a cidadania.    CONTEÚDOS Papel dos códigos não verbais na comunicação. Análise linguística: – Valor semântico dos advérbios – Valores semânticos dos artigos e dos numerais – Período composto por subordinação Processo de interação comunicativa – recursos de fluência e expressividade (seminário). Literatura de autores afro-brasileiros. compreender e interpretar o texto do romance.  Reconhecer a influência das concepções filosóficas veiculadas na Idade Moderna e contemporânea na produção literária do Pré ao Pós-Modernismo bem como as tendências contemporâneas. Literatura de autores afro-brasileiros. Teatro. Processo de interação comunicativa – recursos de fluência e expressividade (júri-simulado). reconhecendo-o como gênero narrativo do Pré-Modernismo.      LETRAMENTO E DIVERSIDADE             Semântica e interação Leitura e análise de textos em variados gêneros do discurso: – Político e religioso Produção.  Reconhecer a influência das concepções filosóficas veiculadas na Idade Moderna e contemporânea na produção literária do Pré ao Pós-Modernismo bem como as tendências contemporâneas. em suas respectivas épocas. Modernismo e Pós-Modernismo. Prosa. modernismo e pósmodernismo) a que pertencem os textos trabalhados julgando-os conforme o seu posicionamento.  Ler.  Identificar a Escola Literária (Prémodernismo.3ª fase e tendências da literatura contemporânea no Brasil Poesia.  Ler. pensamento crítico e a leitura como uma atividade social de grande importância social. Produção.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 48 LÍNGUA PORTUGUESA − 3ª SERIE HABILIDADES  Construir o sentido dos enunciados a partir dos elementos do texto e do contexto. refacção e releitura de textos em variados gêneros do discurso: – Notícia – Texto publicitário Análise linguística: aspectos gramaticais – Pronomes relativos e suas funções – Período composto por coordenação Concepções filosóficas. refacção e releitura de textos em variados gêneros do discurso: – Notícia – Texto publicitário Análise linguística: aspectos gramaticais – Pronomes relativos e suas funções – Período composto por coordenação Concepções filosóficas. compreender e interpretar o texto do romance.  Perceber-se como agente transformador capaz de produzir obra de arte. Modernismo e Pós-Modernismo e promover discussões sobre a função da literatura na transmissão do conhecimento. .  Promover discussões sobre a função da literatura na transmissão do conhecimento. estéticas e linguísticas: Modernismo . estéticas e linguísticas: Modernismo .  Ler tipos de textos dramáticos e diferenciálos dos demais.3ª fase e tendências da literatura contemporânea no Brasil Poesia. Prosa. modernismo e pósmodernismo) a que pertencem os textos trabalhados julgando-os conforme o seu posicionamento.

04) e <http://www.será incluída uma língua estrangeira moderna.puc-rio. são permeadas por fatores socioculturais que influenciam de forma direta os seus usos.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 49 7. o mundo atual sofreu mudanças que se refletem nas relações interpessoais. e uma segunda. Como idioma oficial ou segunda língua difundida nos cinco continentes. e da fala. o currículo escolar passou por várias transformações em sua estrutura. 11 <http://www2. buscando não somente repassar um conteúdo quantitativo. Códigos e suas Tecnologias. instrumentos de comunicação. Hoje. Ciências Humanas e suas 10 Lei n⁰ 9. Em 1999. o inglês conta com muitas variações de pronúncia. no exercício de algumas profissões. A difusão do idioma inglês no Brasil remonta à década de 193011 impulsionado pelo contexto político e econômico nacional e internacional e a necessidade de aprendizado de uma língua estrangeira no mundo contemporâneo. mas a uma aprendizagem crítica e consciente. já que refletem as inúmeras maneiras de expressão de diferentes comunidades linguísticas. A heterogeneidade das culturas dessas comunidades aliada a variedade das finalidades de uso do idioma faz da língua inglesa um instrumento social de comunicação necessário para o enfrentamento das demandas crescentes de uma sociedade globalizada.2 LÍNGUA ESTRANGEIRA − INGLÊS A inclusão do ensino da língua inglesa nos sistemas educacionais foi um processo gradativo e culminou na promulgação da Lei de Diretrizes e Bases nº 9394/96 que estabelece a obrigatoriedade de Língua Estrangeira Moderna para o Ensino Médio10. surgiram propostas de desenvolvimento das habilidades da leitura.394 – Lei de Diretrizes e Bases – Seção IV – Do Ensino Médio . em caráter optativo.pdf/> site acessado em 30/09/2008 às 17h30 (p. mas também privilegiar o conteúdo qualitativo. os objetivos não são somente voltados ao estudo da língua por ela mesma. dentro das disponibilidades da instituição.br/pergamum/tesesabertas/0510556_07_cap_02. escolhida pela comunidade escolar. nas trocas de informação e em todo o processo de aquisição do conhecimento. às suas estruturas linguísticas e gramaticais ou à comunicação desvinculada dos contextos reais da vida do/da estudante. da escrita.org/info/portugale/ED37-portugala. A abordagem inicial para o ensino de uma Língua Estrangeira no país foi feita pelo método direto que pregava o estudo da língua através da própria língua e. os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) instituem três grandes áreas do conhecimento: Linguagens. sem que nenhuma delas possa ser considerada a „ideal‟ ou mais „correta‟. Neste contexto. levando-se em consideração que as línguas. somente mais tarde. Essencialmente competitivo. como disciplina obrigatória.html/> site acessado em 30/09/2008 às 17h40 . isto é.dbd.III .uea.

De acordo com Ângela Kleiman (1995)12. possibilitando novas estratégias para o ensino de uma língua estrangeira. em contextos específicos. mas de abreviações. 13 Developments in english for specific purposes: a multi-disciplinary approach (Cambridge Language Teaching Library) by Tony Dudley-Evans and Maggie Jo St John English for specific purposes (Cambridge Language Teaching Library) by Tom Hutchinson and Alan Waters (Paperback . Deste modo. Ângela.English for Specific Purpose. Os significados do letramento: uma nova perspectiva sobre a prática social da escrita. Portanto. oral digital. Em 2008. efeitos sonoros e visuais. Este diálogo permite reconhecer outros valores. 12 KLEIMAN. pode-se definir letramento como “um conjunto de práticas sociais que usam a escrita. Matemática e suas Tecnologias que. (Org. quais sejam: escrita.). . envolvendo discursos multimodais15 que vão além do signo escrito. 1995. Em ambiente digital multimidiático14. Weblogs e Orkut) são exemplos de letramento nas práticas sociais que pressupõem a existência de um emissor e de um receptor inseridos em um determinado contexto. Ciências da Natureza. buscam dialogar com os componentes de cada uma destas áreas.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 50 Tecnologias. In KLEIMAN. despertando sua consciência crítica em relação à diversidade étnico-linguística – fruto do multiculturalismo e plurilinguismo destas comunidades. enquanto sistema simbólico e enquanto tecnologia.SEDF estabeleceu como eixos norteadores do Currículo da Educação Básica: o Letramento e a Diversidade. sem abrir mão dos próprios valores. relacionadas entre si. Em se tratando da língua inglesa. Campinas. as práticas de linguagem não são compostas só de frases. SP: Mercado de Letras. atualizado das mudanças ocorridas na utilização dos códigos de linguagem. MSN Messenger. 15 Ambiente multimidiático refere-se às diferentes mídias escrita.(ESP)13 e a comunicação mediada pelo computador (salas de bate-papo. e ao mesmo tempo. para objetivos específicos. o desenvolvimento das habilidades de leitura e escrita se dá em múltiplas situações cotidianas e requer do indivíduo vários tipos de letramento. pois a construção da identidade se instaura na relação do eu com o outro (MATURAMA. 1987) English for specific purposes for the university (English Language Teaching Documents) by David Harper 14 Discursos multimodais são os que se apresentam nas diferentes modalidades. O acesso à rede mundial de computadores proporciona também oportunidades de inclusão social e digital ao permitir a interação do/da estudante com culturas de outros países. Angela B. é imprescindível que o/a estudante esteja ciente.Feb 27. a Secretaria de Estado da Educação . O conceito de Letramento definido por vários autores é amplo. falada e digital.” Assim. 1999). o uso da linguagem para fins específicos. os recursos e avanços tecnológicos não necessariamente deixam de lado as metodologias de ensino de línguas já existentes. mas podem se unir às técnicas utilizadas anteriormente para facilitar o aprendizado e ampliar a visão de mundo do/da estudante para além de sua própria comunidade linguística.

para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”. deverá partir de um trecho de linguagem contextualizado. as quatro habilidades básicas para a aprendizagem de LEM (falar. crítico-reflexivo integrado em um mundo cada vez mais polissêmico e multicultural 16 Linguagens. por sua vez. o Currículo. por meio de obras literárias. que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. pois a inserção no mundo de trabalho pode depender dessa habilidade para concretizar-se. justiça social. etc.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 51 De acordo com as Orientações Curriculares para o Ensino Médio16. responder formulários. bem como a situação de desigualdade vivida pela população indígena e negra do Brasil e dos países de língua inglesa. comunicar-se com pessoas via computador. músicas. como já vem sendo feita por muitos. Secretaria de Educação Básica. A gramática. mas a comparação do que é lido com as opiniões do leitor e levá-lo a refletir a respeito de sua realidade. modificada pela Lei no 10. leitura e prática escrita”. ler e escrever) passam a ser “comunicação oral.645/08 que altera a Lei no 9. . já que. Os projetos temáticos. principalmente as eletrônicas. a oralidade deverá ser consolidada. jogos entre outros. volume 1) p. deverão incluir as questões da diversidade e das relações étnico-raciais17. (Orientações Curriculares Nacionais para o ensino médio. de 20 de dezembro de 1996. Nesta etapa de ensino. Estes projetos podem ser trabalhados de forma criativa e lúdica.98 – 109. peças teatrais. 2006. Diante das multiplicidades de uso do idioma inglês. transformando o ato de ensinar/aprender em uma experiência intelectual e prazerosa como de fato deve ser. não há sentido em se estudar outros idiomas. e outros. códigos e suas tecnologias/Secretaria de Educação Básica – Brasília: Ministério da Educação.394. filmes. A leitura deverá proporcionar não somente a compreensão do texto. sem ela. enquanto ferramenta de apoio ao/à professor/a na construção do processo cognitivo oferece diretrizes para o desenvolvimento das competências e habilidades que se articulam à formação de um cidadão autônomo. 239 p.639. A parte escrita será baseada na real utilização dessa habilidade em situações práticas significativas como: elaborar e responder mensagens. As aulas deverão ser planejadas com base em temas relativos também aos valores sociais como: cidadania. de 9 de janeiro de 2003. A comunicação oral deverá ser parte integrante deste currículo. 17 Lei n° 11. ouvir. diversidade.

nacionalidade. Identificar existência e posição de seres e objetos. posição e qualidade de seres e objetos. Aquisição de vocabulário (cognatos e falsos cognatos). lugares e objetos utilizando pronomes. Fornecer e obter informações sobre pessoas. endereço. feriados e férias. Verbos Regulares e Irregulares. Interpretação e produção de texto (gêneros textuais variados). Futuro com Will e Going to. Presente Simples (Do/Does). caso possessivo e pronomes reflexivos. Projetos temáticos. Trocar informações sobre ações contínuas que ocorrem num determinado momento. Interpretação e Produção de texto (gêneros textuais variados). Phrasal Verbs – Look and Turn (verbos acompanhados de preposições). Leitura. Projeto temático relacionado à cultura afro-brasileira. Aquisição de vocabulário (cognatos e falsos cognatos). Passado Simples. Pronomes possessivos. Leitura. rotina. Projeto temático sobre a cultura indígena. tais como: nome. Identificar ausência. Interpretação e produção de texto (gêneros textuais variados). Trocar informações sobre ações contínuas. esporte.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 52 INGLÊS − 1ª SÉRIE HABILIDADES      Reconhecer a contribuição dos índios para a diversidade cultural. Aquisição de vocabulário (cognatos e falsos cognatos). Trocar informações sobre ações no passado utilizando estruturas afirmativas. Simulação de situações do cotidiano. Simulação de situações orais das habilidades e capacidades físicas e intelectuais.                          LETRAMENTO E DIVERSIDADE     . étnica e linguística do povo brasileiro. que ocorrem num determinado momento. Projetos temáticos. Trocar informações sobre planos para o futuro. profissão. Textos relacionados à cultura indígena. Situações orais no tempo passado. número de telefone. membros da família e preferências. existência. Verbos Can e Could. Verbo there to be (Haver). Interpretação e produção de texto (gêneros textuais variados). Identificar o possuidor de objetos e a relação entre seres. Refletir sobre a imigração involuntária dos negros e sua contribuição em diversos aspectos da cultura brasileira. Ler e interpretar textos variados estimulando a visão crítica de sua realidade. Pronomes pessoais do caso reto e do caso oblíquo (personal pronouns e objective pronouns). Aquisição de vocabulário (cognatos e falsos cognatos).          CONTEÚDOS Artigos (A/AN) Preposições. tais como: finais de semana. Leitura. interrogativas e negativas. idade. Expressar circunstâncias de lugar e tempo. Fornecer e obter informações sobre dados pessoais. Passado contínuo. adjetivos possessivos. Leitura. Expressando habilidades e capacidade (be able to). Situações no tempo futuro.

Reconhecer o uso da Língua Inglesa como atividade social realizada com determinadas atividades e interesses. Relacionar na análise e compreensão do texto. Projetos temáticos Verbos Modais e Anômalos + Be able to. Some/Any e seus compostos.  Leitura. gráficos. informações de outras fontes de referências (ilustrações. Tag questions (confirmação de enunciado). Refletir sobre a imigração involuntária dos negros e sua contribuição em diversos aspectos da cultura brasileira. Aquisição de vocabulário (cognatos e falsos cognatos).     Present Perfect. Passado Perfeito. Pronomes indefinidos. Projetos temáticos Phrasal Verbs: Take and Get. Aquisição de vocabulário (cognatos e falsos cognatos).CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 53 INGLÊS − 2ª SÉRIE HABILIDADES       Usar a linguagem para opinar. interpretação e produção de textos (gêneros textuais variados). Trocar informações sobre o passado com uma data definida e sem uma data definida. Usar a linguagem para comparar e classificar. Present Perfect / Simple Past. fotos. Present Perfect / Present Perfect Continuous. interpretação e produção de textos (gêneros textuais variados). interpretação e produção de textos (gêneros textuais variados).  Modo Imperativo. Projetos temáticos relacionados à cultura afro-brasileira LETRAMENTO E DIVERSIDADE                  . Trocar informações sobre ações no passado se uma data definida. pedir e proibir. Analisar um texto utilizando os vocábulos referentes ao passado. interpretação e produção de textos (gêneros textuais variados). Leitura.  CONTEÚDOS Comparativos e Superlativos de Adjetivos.  Projetos temáticos relacionados à cultura indígena. Aquisição de vocabulário (cognatos e falso cognatos). Desenvolver os recursos de fluência e expressividade no manejo do código verbal durante o processo de interação comunicativa. Leitura. sugerir.  Passado Contínuo. Leitura.  Aquisição de vocabulário (cognatos e falsos cognatos). tabelas).

interpretação e produção de textos (gêneros textuais variados). universo temático e as estruturas morfológicas. considerando o contexto. LETRAMENTO E DIVERSIDADE  . Produzir sentenças coesas utilizando conjunções e pronomes. interpretação e produção de textos (gêneros textuais variados). Utilizar a leitura como um processo holístico que exige o entendimento contextualizado. Inferir o sentido dos enunciados a partir dos elementos do texto.  Simulação de frases hipotéticas.  Conjunções (conectivos).  Simulação de situações com verbos na voz passiva.  Projetos temáticos  Discurso direto e indireto (Reported Speech). interpretação e produção de textos (gêneros textuais variados). Construir conhecimentos por meio de informações e diálogos.  Leitura. Compreender que a língua é um meio para se situar no mundo.  Projetos temáticos relacionados à cultura afro-brasileira.  Leitura.  Futuro com WILL e GOING TO.  Aquisição de vocabulário (cognatos e falsos cognatos). Leitura.  Projetos temáticos relacionados à cultura indígena.  Projetos temáticos  Phrasal Verbs : Give and Put (verbos acompanhados de preposição). interpretação e produção de textos (gêneros textuais variados)  Aquisição de vocabulário (cognatos e falsos cognatos). Usar a intertextualidade no processo de interpretação de textos. Reconhecer estruturas gramaticais que expressam situações reais e/ou hipotéticas. Reconhecer estruturas gramaticais que expressam situações reais e/ou hipotéticas. elementos da voz passiva e ações vivenciadas no passado.  Orações condicionais: 1º Caso.  Leitura. Exteriorizar e socializar conhecimentos adquiridos com coerência e coesão. o universo temático e as estruturas morfológicas. passado e futuro. Voz passiva.  Simulação de situações que ocorreram no passado. Interpretar o sentido de uma palavra ou expressão. Expressar por meio do discurso indireto ações ocorridas em diversos contextos. Identificar diferentes palavras que resultam em novos significados.  Aquisição de vocabulário (cognatos e falsos cognatos).  Aquisição de vocabulário (cognatos e falsos cognatos).CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 54 INGLÊS − 3ª SÉRIE LETRAMENTO E DIVERSIDADE HABILIDADES CONTEÚDOS              Interpretar o sentido de uma palavra ou expressão considerando o contexto.     Orações condicionais: 2º e 3º casos. elementos da voz passiva e ações vivenciadas no passado.  Comparação dos tempos verbais: presente. Verbo anômalo – Used to. Refletir sobre a imigração involuntária dos negros e sua contribuição em diversos aspectos da cultura brasileira.  Pronomes Relativos.

por ser. o francês revela toda sua modernidade e dinamismo. 19 Segundo o portal Direção de Terminologia e Indústrias da Língua (DTIL). da filosofia. se vale de meios de comunicações diversos como a internet. turismo. A língua. sociologia. direito. 2002.unilat. além de abranger situações variadas. Acessado em 29 de setembro de 2008. “cada língua. Orientações pedagógicas para os Centros Interescolares de Línguas. política. O idioma é também de grande importância em pesquisas nas mais diversas áreas do conhecimento: química. biologia. da literatura.3 LÍNGUA ESTRANGEIRA MODERNA − FRANCÊS A língua francesa desempenha um importante papel no mundo globalizado. cotejando os diversos padrões linguísticos. física. em estudo sobre língua e cultura na web de 2007. hotelaria. Conforme o documento das Orientações Curriculares para o Ensino Médio. Também nesse caso. não é de se espantar que o francês tenha uma demanda crescente para o mundo do trabalho.” (MEC. da culinária. traz o ensino da língua francesa para mais próximo de sua realidade cultural e desperta o espírito crítico do/da estudante.org/LI/2007/pt/resultados_pt. contrapondo seu conhecimento identitário com um conhecimento estrangeiro e contextualizado 18 DISTRITO FEDERAL (Brasil). em suas variantes socioculturais. é composta por variantes socioculturais. antes mesmo de o termo ter o significado que atualmente tem. por exemplo. O francês traz em seu bojo uma tendência constante para a globalização. Com tantos apelos em tantas áreas do conhecimento. Além de ser falada nos cinco continentes. Secretaria de Estado de Educação. o estudo do francês também contribui para a inclusão social e digital. psicologia. desde há muito tempo. da comunicação oral e da escrita como práticas contextualizadas nas mais diversas situações.htm/>. O estudo da língua francesa promove o desenvolvimento da leitura. de uma das línguas oficiais reconhecidas pela ONU e da língua oficial dos Correios e Telégrafos. uma vez que é a terceira língua mais utilizada pelos internautas do mundo19. visto que se trata de uma das grandes línguas internacionais faladas nos meios diplomáticos. da União Europeia. longe de ser algo homogêneo. Brasília. da moda e das ciências. Disponível em:< http://dtil.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 55 7. a língua das artes. p. 101)18 . ainda carente de profissionais e estudantes que dominem o idioma para suprir as necessidades oriundas dessa demanda. história. Assim. de um dos idiomas oficiais dos Jogos Olímpicos. música etc. seu valor para o patrimônio cultural mundial é inegável. que verifica as diferenças culturais por meio de outro letramento. . pedagogia. Não podemos esquecer que a internet representa uma fonte constante de pesquisa e atualização de professores/as e estudantes.

descrever. a francofonia e africanidades podem compor um novo quadro comparativo interessante e instigante para o entendimento da diversidade cultural. O continente africano representa uma das fontes mais sólidas dos estudos da francofonia21. Por se tratar de regime semestral. aos níveis B3. O Currículo de Francês deve propiciar ao/à estudante. Trata-se do francês falado nos cinco continentes com suas diversidades e plurilinguïsmo.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 56 Ressaltamos também o fato de a língua francesa ser de origem latina. associar. mestiçagem e paz. No Distrito Federal. 2º e 3º anos equivalem. Esse termo está intimamente associado às palavras solidariedade. da compreensão e da fala. o 1º. (p. o francês se mistura a outras línguas africanas. Dessa mestiçagem pode nascer uma nova língua. como refletir. No ensino médio. apreender. opinar. O nascimento institucional da francofonia deve-se a homens de estados africanos como Léopold Sédar Senghor. O estudo do francês nos aproxima de um tema transversal constante que é a francofonia20. Sendo que o aluno pode estar em um nível mais avançado se não tiver reprovado ou parado nenhum semestre. Em: La francophonie. discernir. o francês é. Habib Bourguiba ou Hamani Diori. 2002). estimula a valorização do plurilinguismo e da cidadania. pelo Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). conteúdos. pelo vestibular. competências e habilidades exigidos pelo Programa de Avaliação Seriado (PAS). . explicar. aguça seu espírito crítico. que são atendidos desde as séries finais do ensino fundamental até o final do Ensino Médio22. B4 e B5. A equivalência de série e nível pode ser vista nas Orientações Pedagógicas para os Centros Interescolares de Línguas (Brasília. Com base em um currículo sólido e em 20 O termo “francofonia”. Os Centros Interescolares de Línguas abarcam a grande maioria dos/das estudantes de francês da rede pública de ensino do Distrito Federal. 23) 22 Os conteúdos trabalhados nessas séries são agrupados em níveis semestrais nos CILs. por meio da leitura e da escrita. as ferramentas necessárias para se ascender ao mundo do trabalho. o francês nesse caso. no final do ensino médio. ou seja. auxilia no desenvolvimento pessoal. Essa proximidade favorece. entre outras. desperta o interesse do/da estudante para viajar e conhecer outros países. Devemos lembrar que a aprendizagem de uma língua estrangeira. o desenvolvimento de ações intelectuais importantes para qualquer área do conhecimento e para vida do/da estudante. os alunos nos CILs podem aprofundar seus conhecimentos para além daqueles previstos no currículo. assim como o português. 21 Na África. se enriqueceu de novas significações com o passar do tempo. ministrado a estudantes da rede pública de ensino pelos Centros Interescolares de Línguas (CILs) e pelo convênio da Aliança Francesa. dentre outros. 6). favorece a diversidade cultural ao exercitar a tolerância e a abertura às outras culturas. complementa a formação geral dos/das estudantes. Ibid (p. há quase trinta anos. O francês. no mínimo. imaginado pelo geógrafo francês Onésime Reclus no século XIX.

quantidades e preços. vouloir. Externar os conhecimentos adquiridos oralmente e por escrito.                     CONTEÚDOS Verbos modais: pouvoir. Conhecer especificidades culinárias de países francófonos e compará-las com a culinária do Brasil. a Francofonia. a infância e as férias. Reduzir sentenças por meio da substituição de um nome ou grupo nominal por um pronome. quel(le)(s). où. Verbos do terceito grupo: connaître e ouvrir Adjetivos possessivos Revisão dos pronomes tônicos Interrogação: Qui est-ce? Qu‟est-ce que c‟est? Pronome complemento objeto direto Leitura e produção de texto Oralidade LETRAMENTO E DIVERSIDADE                              Vocabulário de descrição de uma casa ou apartamento Verbos do segundo grupo: sentir Adjetivos possessivos Pronome complemento objeto direto Pronome complemento objeto indireto Negação dos artigos indefinidos e partitivos Imperativo Presente Horas Verbos pronominais Comparativos Interrogação de uma sentença negativa Resposta afirmativa “si” Leitura e produção de texto Oralidade . Identificar o possuidor de objetos e a relação entre os seres. escolher refeições e pagar contas. reconhecer alimentos e objetos Falar de alimentos demandando uma porção. Consultar cardápios. Depreender o essencial de anúncios e mensagens simples e claras Ler textos curtos simples. celular e Internet. comparar. Perguntar a hora e momentos do dia. discutir ideias na participação de diálogos e apresentações orais. festas e presentes. savoir. convite para almoço ou jantar. Comparar coisas e pessoas. o clima. as liquidações. reconhecer móveis. Entender a língua estrangeira como instrumento de letramento. Utilizar a língua francesa como código de comunicação em classe com fluência e expressividade. quoi” Vocabulário de alimentos de um feira ou mercado Revisão dos números Leitura e produção de texto Oralidade Vocabulário de alimentos de restaurante Verbos referentes à alimentação Diferenciação do artigo partitivo e do artigo definido em contração com a preposição “de” A preposição “à” para descrever alimentos compostos Leitura e produção de texto Oralidade Pronomes indefinidos: quelque chose e quelqu‟um. se dê a ampliação da oferta da língua francesa no ensino regular. Promover o desenvolvimento da leitura. comment. opinar. Caracterizar os alimentos a partir de sua composição. partes da casa e membros da família. Dar ordens. Compreender e expressar pontos essenciais de temas familiares como as refeições na França. Utilizar a linguagem verbal para argumentar. visitar um apartamento. um dia. combien. os estudos. qui. Perguntar sobre algo ou alguém. telefone fixo. Fazer perguntas sobre alimentos. a televisão. o curriculum vitae etc. Simular situações em um restaurante. da comunicação oral e escrita como práticas culturais contextualizadas. almejamos que. inserida em contextos socioculturais. prendre Artigos Partitivos Pronomes Interrogativos: “est-ce que.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 57 consonância com as demais línguas estrangeiras modernas (o inglês e o espanhol). FRANCES − 1ª SÉRIE HABILIDADES          Valer-se processualmente da língua francesa como código de comunicação em sala de aula. Simular ser convidado. o trabalho. turismo. conselhos ou fazer pedidos. Refletir sobre a língua em seus aspectos socioculturais de modo contextualizado.

turismo. aller + infinitif  Negação: ne. CONTEÚDOS         Vocabulário de lojas. Dar ordens. fatos que acabaram de acontecer e fatos que vão acontecer em um período de tempo definido. pleuvoir  Expressão: Il faut.. as liquidações. Exprimir desejos e intenções. celular e Internet. Refletir sobre a língua em seus aspectos socioculturais de modo contextualizado. Conhecer e valorizar diferentes culturas e realizar interações sociais por meio da linguagem. Identificar objetos e mostrá-los. da comunicação oral e da escrita como práticas culturais contextualizadas. a Francofonia. proibir e interditar.. inserida em contextos socioculturais. Comunicar tarefas habituais e atividades familiares. o clima. venir de. toutes Imperativo afirmativo e negativo Leitura e produção de texto Oralidade  LETRAMENTO E DIVERSIDADE          Futuro simples  Superlativos  Expressão da condição: «si + presente + outro verbo no futuro  Vocabulário do clima e da meteorologia  Verbos: faire. Simular situações de compra de roupas e sapatos. tous. plus  Leitura e produção de texto  Oralidade        Vocabulário de atividades cotidianas Outras formas negativas Pronomes indefinidos: chaque e chacun Leitura e produção de texto Oralidade      . Narrar ações que não são mais realizadas. Comparar pessoas e coisas de modo superlativo. tamanhos de roupas e sapatos. a infância e as férias.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 58 FRANCÊS − 2ª SÉRIE HABILIDADES           Valer-se processualmente da língua francesa como código de comunicação em sala de aula. calçados Vocabulário de itinerário e passeios Expressões: moi aussi. Entender a língua estrangeira como instrumento de letramento. roupas. toute. Depreender o essencial de anúncios e mensagens simples e claras Promover o desenvolvimento da leitura. Prever acontecimentos futuros desejados ou esperados. o curriculum vitae etc. conselhos ou fazer pedidos. Narrar fatos que estão acontecendo no momento da enunciação. o trabalho. os estudos. Promover o desenvolvimento da leitura.. festas e presentes. Falar do clima e fazer previsões meteorológicas. telefone fixo. da comunicação oral e da escrita como práticas culturais contextualizadas. convite para almoço ou jantar.  Advérbios de quantidade  Futuro próximo  Leitura e produção de texto  Oralidade  Imperativo dos verbos pronominais  Galicismos: être en train de. Expressar acontecimentos futuros previstos. Entender que cada língua e cada cultura usam a escrita em diferentes contextos para fins diferentes. a televisão. Perguntar preços. Compreender e expressar pontos essenciais de temas familiares como as refeições na França. moi non plus Adjetivos demonstrativos Pronome demonstrativo « ça » Adjetivos indefinidos : tout.. Perceber que a escrita não pode ser vista de forma abstrata desvinculada do contexto de seus usos e de seus usuários. Indicar itinerários. Negar ações de diversas maneiras. Externar os conhecimentos adquiridos oralmente e por escrito.

Refletir sobre a língua em seus aspectos socioculturais de modo contextualizado. o trabalho. telefone fixo. convite para almoço ou jantar . festas e presentes. Desenvolver a capacidade de observação e de argumentação. de linguagem essencial para a construção da cidadania e para a formação do/da estudante. a infância e as férias. Depreender o essencial de anúncios e mensagens Ampliar a visão de mundo dos/das estudantes. celular e Internet. o currículum vitae etc.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 59 FRANCÊS − 3ª SÉRIE HABILIDADES         Valer-se processualmente da língua francesa como código de comunicação em sala de aula. o clima. Entender a língua estrangeira como instrumento de letramento. Considerar o caráter da leitura como prática cultural e critica.. os estudos. Desenvolver a confiança. as liquidações. Narrar fatos passados e descrever as circunstâncias em que tais fatos ocorreram. Utilizar conhecimentos linguísticos no processo de interpretação e produção de textos. CONTEÚDOS  Vocabulário de comparação da França e da francofonia  Vocabulário da infância e das férias  Expressões comparativas: mieux e meilleur  Utilização de très e trop  Imperfeito do indicativo  A forma restritiva: ne. criatividade e autonomia através de experiências bemsucedidas no uso da língua francesa. descrever o tempo  Passado composto e imperfeito  Interrogação e negação com o passado composto  Leitura e produção de texto  Oralidade  . estudo e CV Passado composto e imperfeito A colocação dos adjetivos A negação Leitura e produção de texto Oralidade LETRAMENTO E DIVERSIDADE             Vocabulário para narrar férias e incidentes. Valer-se da narração para contar lembranças. Perceber a língua estrangeira como instrumento de interação comunicativa inserida em contextos socioculturais. a Francofonia.. Compreender e expressar pontos essenciais de temas familiares como as refeições na França. que  Leitura e produção de texto  Oralidade            Vocabulário de férias. inserida em contextos socioculturais. Perguntar sobre fatos passados. Negar que certos fatos ocorreram. Conhecer e língua francesa como instrumento de valores socioculturais e destacar a importância da diversidade cultural. Construir conhecimentos por meio de informações e diálogos. viagens Passado composto com auxiliar être e avoir Colocação dos advérbios no passado Leitura e produção de texto Oralidade Vocabulário de trabalho. Externar os conhecimentos adquiridos oralmente e por escrito. turismo. trabalhando o senso de cidadania e a capacidade crítica. Narrar uma história ou intriga de um livro ou de um filme e exprimir reações. Articular expressões de maneira simples a fim de narrar experiências e eventos. a televisão.

ao aprender uma língua estrangeira o/a estudante deve perceber que ele não está apenas aprendendo a comunicar-se em um idioma diferente do seu. com que ele seja mais que um receptor. que perpassam o processo de ensino linguístico ou instrumental. 2º e 3º anos equivalem aos níveis B3. a competência comunicativa. os alunos nos CILs podem aprofundar seus conhecimentos para além daqueles previstos no currículo. educacionais. além das quatro habilidades de compreensão e expressão escrita e oral. sociais. se perceba como um cidadão de um mundo diversificado e heterogêneo. B4 e B5. atualmente concebidos por professores/as e estudantes de LEEspanhol. assim. o ensino da Língua Estrangeira Moderna. No ensino médio. Esse novo tratamento que a Língua Espanhola passou a receber entre as disciplinas vinculadas ao currículo do Ensino Médio no Brasil nos traz a consciência. econômicos e outros. a produção oral. a compreensão oral. Por se tratar de regime semestral. no componente curricular Espanhol. Isso nos obriga a repensar os objetivos que queremos alcançar. Dessa forma. este documento busca extrapolar os eixos culturais. Por isso. A intenção aqui almejada é fazer com que o/a estudante. a compreensão leitora e a produção escrita sem perder de vista a ludicidade da aprendizagem e a realidade das competências. . políticos. mas também construindo a sua formação como cidadão consciente e crítico. e refletir sobre o caráter amplo da disciplina e sobre o processo de construção da identidade própria e do outro. 23 Os conteúdos trabalhados nessas séries são agrupados em níveis semestrais nos CILs. adotando uma postura crítica e comunicativa entre os diversos conteúdos abordados no curso. é fundamental que o/a professor/a de espanhol trate o ensino/aprendizado d23a língua espanhola não apenas como uma maneira de expressar-se e sim como um código de linguagem constituído de conhecimentos culturais e valores sociais. o 1º.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 60 7. que são: a (inter)pluriculturalidade. uma vez que a língua estrangeira estará abrindo novos horizontes ao seu pensamento. informativos. de maneira que se desenvolvam as competências recomendadas pelo MEC nas Orientações Curriculares para o Ensino Médio (2006).4 ESPANHOL Desde agosto de dois mil e cinco.161 de 5/08/2005) e facultativo nas escolas que atuam na modalidade Ensino Fundamental. tanto no âmbito social e cultural como político. Nesse sentido. a forma e o modo como se tem aprendido e ensinado o idioma e as culturas hispano falantes. Devemos avançar incentivando o/a estudante a uma aprendizagem muito mais intensa e complexa fazendo. seja agente do seu próprio aprendizado.Espanhol passou a ser obrigatório nas escolas de Ensino Médio (Lei nº 11.

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Entendemos, porém, que estas recomendações não se findam aqui e, sabemos que ao ter conhecimento da grandiosidade cultural de uma língua, o/a estudante é motivado a ser mais exigente, à medida que ele entende e interpreta a sua própria língua. Isso o levará a um estudo mais profundo, fazendo analogias com os conhecimentos já adquiridos, o que promoverá um ganho a todos os envolvidos no envolvidos no processo educacional do/da estudante: pais, professores/as e sociedade. Além de promovê-lo como ser humano. Assim, sugerimos a interdisciplinaridade com os demais componentes do currículo do Ensino Médio.

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ESPANHOL − 1ª SÉRIE HABILIDADES
  Fazer uso, gradualmente, da língua estrangeira como código de comunicação na sala de aula. Explorar, como instrumento de letramento, o uso da língua estrangeira e os aspectos socioculturais dos países que falam espanhol, ouvindo música; lendo textos jornalísticos, de revistas e outros; assistindo a filmes; ouvindo e participando de palestras, etc. Expressar oralmente e por escrito ações e desejos em um futuro imediato. Criar diálogos telefônicos simulando situações concretas de uso da língua. Produzir textos orais e escritos expressando dúvidas e probabilidades. Substituir em produções orais e escritas, os complementos diretos pelos pronomes equivalentes. Ler textos relacionados com a promoção do lazer. Reconhecer o Pretérito Perfeito Composto, em textos orais e escritos, em situações passadas, ainda relacionadas com o presente. Narrar oralmente e por escrito acontecimentos no passado recente utilizando os marcadores temporais do Pretérito Perfeito Composto. Produzir textos orais e escritos expressando pedidos de desculpas, surpresa e decepção. Reconhecer e empregar o Pretérito Indefinido em textos orais e escritos. Narrar situações passadas utilizando os marcadores temporais do Pretérito Indefinido. Ouvir e ler biografias de personalidades. Compreender os estados de ânimo e relacioná-los a situações reais e descrevê-las. Empregar expressões de interesse pelo estado de ânimo de alguém. Ler e compreender textos sobre meio ambiente que enfatizem a sua valorização. Reconhecer e empregar em textos orais e escritos a posição e posse de objetos e seres. Fazer comparações entre objetos, pessoas e ações. Identificar e empregar vocabulário adequado para referir-se ao clima e à temperatura. Separar as sílabas das palavras de acordo com a especificidade da língua espanhola                           

CONTEÚDOS
Perífrase Verbal de Futuro (ir+a+infinitivo). Marcadores Temporais Complemento Direto do Verbo. Vocabulário: expressões usadas ao telefone, lazer, expressões de incerteza, indiferença e probabilidade. Leitura e produção de texto Oralidade Particípios Passados. Pretérito Perfeito Composto do Indicativo. Marcadores Temporais. Narração de acontecimentos recentes. Vocabulário: pedidos de desculpas, expressões de surpresa e decepção. Leitura e produção de texto Oralidade Pretérito Indefinido. Marcadores Temporais. Pronomes e adjetivos indefinidos. Vocabulário: estados de ânimo, expressões de interesse pelo estado de ânimo das pessoas. Leitura e produção de texto Oralidade Adjetivos e Pronomes Demonstrativos. Adjetivos e Pronomes Possessivos. Verbos Impessoais. Uso de “muy” e “mucho” Comparações do adjetivo. Separação silábica. Vocabulário: clima e temperatura. Leitura e produção de texto Oralidade

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LETRAMENTO E DIVERSIDADE

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ESPANHOL − 2ª SÉRIE HABILIDADES
  Fazer uso, gradualmente, da língua estrangeira como código de comunicação na sala de aula. Explorar, como instrumento de letramento, o uso da língua estrangeira e os aspectos socioculturais dos países que falam espanhol, ouvindo música; lendo textos jornalísticos, de revistas e outros; assistindo a filmes; ouvindo e participando de palestras, etc. Reconhecer o Pretérito Imperfeito em textos orais e escritos. Descrever situações passadas utilizando os marcadores temporais do Pretérito Imperfeito. Perguntar e expressar oralmente e por escrito obrigações e ausência de obrigações impessoais e pessoais. Ouvir, ler e narrar oralmente e por escrito biografias de personalidades. Ampliar processualmente os conhecimentos históricos e culturais de países hispanofalantes. Perguntar e responder questões utilizando o verbo “doler” e o vocabulário das partes do corpo. Expressar, oralmente e por escrito, enunciados impessoais. Substituir em produções orais e escritas, os complementos indiretos pelos pronomes equivalentes. Expressar condição nas produções orais e escritas. Comparar objetos e seres. Simular situações para emprego do vocabulário sobre doenças, relacionado-o com o vocabulário já estudado. Narrar ações passadas interrompidas por outras. Expressar continuidade de uma ação passada para descrever e narrar fatos e situações. Acentuar adequadamente as palavras. Ouvir, ler e produzir textos sobre esportes, comparar a cultura local com a de países hispanofalantes. Reconhecer os desportistas famosos de países hispanofalantes.                 

CONTEÚDOS
Pretérito Imperfeito do Indicativo Marcadores Temporais. Perífrase Verbal de Obrigação Vocabulário: Biografia. Acontecimentos históricos. Leitura e produção de texto Oralidade Verbo “Doler” Frases Impessoais com SE. Complemento Indireto do Verbo Vocabulário: partes do corpo. Leitura e produção de texto Oralidade Orações Condicionais (si+presente do indicativo). Graus do adjetivo: regular, comparativo e superlativo. Vocabulário: doenças. Leitura e produção de texto Oralidade Perífrases Verbais: “Llevar + Gerundio” e “Estar + Gerundio”. Acentuação Gráfica. Vocabulário: esportes Leitura e produção de texto Oralidade

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LETRAMENTO E DIVERSIDADE

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ESPANHOL − 3ª SÉRIE

HABILIDADES
  Fazer uso, gradualmente, da língua estrangeira como código de comunicação na sala de aula. Explorar, como instrumento de letramento, o uso da língua estrangeira e os aspectos socioculturais dos países que falam espanhol, ouvindo música; lendo textos jornalísticos, de revistas e outros; assistindo a filmes; ouvindo e participando de palestras, etc. Ampliar o uso dos verbos ser e estar na língua espanhola. Reconhecer e empregar o Futuro Imperfeito em textos orais e escritos. Prever situações futuras utilizando os marcadores temporais do Futuro Imperfeito do Indicativo. Expressar planos de viagens, perguntar e responder questões sobre dados pessoais. Conhecer modelos de documentos pessoais de países hispanofalantes. Simular situações que envolvam a utilização desses documentos e preenchimento de formulários. Reconhecer e empregar o Presente do Subjuntivo em textos orais e escritos. Expressar desejos, probabilidades, dúvidas. Manifestar opiniões e indiferenças. Construir textos dissertativos que expressem opiniões e indiferenças. Ordenar, aconselhar, instruir, proibir . Reconhecer o Condicional Simples em textos orais e escritos. Manifestar desejo e/ou condição em situações pouco prováveis ou improváveis. Seguir ou dar instruções de como preparar receitas de comidas típicas dos países hispanofalantes. Reconhecer e empregar o Pretérito “Pluscuamperfecto” em textos orais e escritos. Narrar fatos passados ocorridos anteriormente a outros. Diferenciar estilo direto e indireto. Transmitir informações recebidas usando o estilo indireto oralmente e por escrito. Ouvir, ler e produzir textos orais e escritos sobre os meios de comunicação.                   

CONTEÚDOS
Uso de Ser e Estar Futuro Imperfeito do Indicativo. Marcadores Temporais do Futuro. Vocabulário: Documentos pessoais e viagens. Leitura e produção de texto Oralidade Presente do Subjuntivo. Expressões de Subjuntivo. Leitura e produção de texto Oralidade Imperativo Afirmativo e Negativo Condicional Simples Vocabulário: tarefas domésticas. Leitura e produção de texto Oralidade Pretérito “Pluscuamperfecto” Estilo Indireto. Vocabulário: meios de comunicação. Leitura e produção de texto

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LETRAMENTO E DIVERSIDADE

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7.5 ARTE

A Arte excede, de muito, os limites das avaliações estéticas. Modo de ação produtiva do homem, ela é fenômeno social e parte da cultura. Está relacionada com a totalidade da existência humana, mantém íntimas conexões com o processo histórico e possui a sua própria história Benedito Nunes

Este documento traduz-se como a nova proposta curricular do componente curricular Arte do ensino médio e integra o presente Currículo de Educação Básica da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal. Vamos começar com uma reflexão que se pode relacionar a uma abordagem do ensino de Arte sob uma perspectiva sócio-histórico-cultural, entendida como meio de instrumentalizar o/a professor/a com vistas à elaboração de materiais didáticos e pedagógicos a fim de planejar e construir metodologias e estratégias para abordagem e aquisição de diferentes habilidades e conteúdos escolares, voltados para a aprendizagem significativa, a partir do seu contexto escolar. Segue-se o eixo formado pelo binômio epistemológico letramento e diversidade, presente neste documento. O mundo globalizado no qual estamos inseridos está em constante transformação de tendências, que ora acontecem por evolução, em alguns momentos por ciclos, ou ainda, por rupturas presentes nas ideias estéticas norteadoras da arte e, do Ensino de Arte. Para a arte educadora Terezinha Losada 24(Arteduca 2008, p.9):
é importante ter a modéstia de saber que nenhum currículo esgota uma área de conhecimento, e todo o conhecimento é provisório e parcial, não esgotando a complexidade de seu objeto, especialmente quando se trata do ser humano e sua fantástica capacidade simbólica. (LOZADA, Arteduca 2008, p.9)

Entende-se que a reflexão acima, faz-se mister para o entendimento de que os currículos mudam para dar conta das demandas da sociedade, pois esta apresenta mudanças. No que se refere ao componente curricular Arte, neste momento é natural que venha à tona questões tais como o percurso histórico da Arte no Ensino Médio, alguns marcos legais e os anseios dos/das professores/as de Arte. Quais os objetivos, o que se pretende com o ensino e a aprendizagem por meio do componente Arte? Quais as características do componente curricular Arte? E, como situar professores/as e estudantes, no ensino médio?
24

ANTONELLO, C.; NARITA F.; LOSADA, T. Práticas pedagógicas: Artes Visuais, Música e Teatro. Arteduca,/IdA/UnB 2008, p.9.

Brasília.. a inclusão no currículo oficial das redes de ensino a obrigatoriedade da temática História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena27. 26-A. observar a LEI No 10. passa a vigorar acrescida dos seguintes art. p.. Porto Alegre: Artmed." Art. o regional. São muitos os modos de organizar o ensino em Arte e suas conexões interdisciplinares28. tal importância deve-se particularmente aos seus aspectos estéticos e comunicacionais. o nacional. comunicacional e favorece o aprendizado cultural dos/das estudantes e a sua MEC/SEMTEC.. a diversidade. Rio de Janeiro: DP&A.C. mudança educativa e projeto de trabalho. que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Parâmetros Curriculares Nacionais. Neste contexto surgem questionamentos a respeito da arte hegemônica europeia e são apontadas novas abordagens que visam valorizar: o local. 2) investigação e compreensão e 3) contextualização sociocultural29. as pequenas narrativas. atualmente já se deseja ver superado o viés tecnicista praticado à entrada da Arte nas 25 26 humanização. 27 Observar a LEI Nº 11. S. Olhando o passado da história da presença Legal do ensino de Arte no Distrito Federal. Ministério da Educação. 26-A e 79-B: "Art. apontam-se como foco o diálogo sensível e simbólico com a cultura local ou nacional e internacional. HERNÁNDEZ.M. 13) “torna-se uma celebração móvel. de 9 de janeiro de 2003. 2o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. as diferenças de gênero e de orientação sexual. as relações simbólicas. 2002). Art. 1o A Lei no 9. Altera a Lei no 9. HALL. oficiais e particulares. Cultura visual. torna-se obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira. e com o multiculturalismo. O calendário escolar incluirá o dia 20 de novembro como „Dia Nacional da Consciência Negra‟. (. 1998. a ludicidade e as relações étnico-raciais e.) o sujeito assume identidades diferentes em diferentes momentos. 2002). 2002. crítico. 2000.) e é definida historicamente (. Códigos e suas Tecnologias.394. (BRASIL. (BRASIL. A arte está em relação dialógica com a com a cultura visual26. contudo procura-se ter o foco nas competências e habilidades a serem desenvolvidas dentro de três categorias: 1) Representação e comunicação.639. . F.R. de 20 de dezembro de 1996.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 66 Nos Parâmetros Curriculares Nacionais − PCN. a cultura da paz. Art.639. Ainda. Brasília: MEC/SEMTEC. de 9 de janeiro de 2003.. 28 CAMPELLO. integra a Área de Linguagens. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio. A identidade cultural na pós-modernidade. Dessa maneira a presença da Arte na escola possibilita o conhecimento sensível-cognitivo. estético. O conceito de Identidade para Stuart Hall25 (1998.394. as tecnologias da informação e da comunicação. S. afirma o educador espanhol Fernando Hernández (2000). Dissertação apresentada ao Instituto de Artes da Universidade de Brasília. inclui no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática História e Cultura AfroBrasileira e Indígena. o meio ambiente. Neste sentido. de 10 de março de 2008. 79-B. 29 BRASIL. 2000. de 20 de dezembro de 1996. 9 de janeiro de 2003. Educação em Arte: uma proposta de formação continuada de professores de artes visuais por meio da utilização das tecnologias de informação e comunicação. identidades que não são unificadas ao redor de um “eu” coerente”. por definição a Arte.645. modificada pela Lei no 10. MEC/SEMTEC. Secretaria de Educação Média e Tecnológica. 182o da Independência e 115o da República.

Brasília. no inicio dos anos 90 com a reforma educacional implantada pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB . 33 BIANCHO FILHO. de 20 de dezembro de 1996. Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio. de estudo da estética e de sensibilidade crítica. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. na prática houve a profusão de repetições de técnicas artísticas.PCNEM35. Parecer 15/98 de autoria da Conselheira Guiomar Namo de Mello. Mas. 2004. p. Lei na qual há o reconhecimento da importância do Ensino de Arte. 34 BRASIL. ___________Tópicos utópicos. foi amplamente debatida pela sociedade nos anos 80. Dissertação de Mestrado. Em seguida o Parecer nº 1534 (BRASIL. UnB. Parâmetros Curriculares Nacionais: ensino médio. Secretaria de Educação Básica. 85). Perspectiva/Iochpe. Departamento de Artes Visuais. por outro lado.1991. Ministério da Educação e do Desporto. . 31 Ver a Proposta Triangular nas obras de BARBOSA. 23 dez. 1998. Conselho Nacional de Educação. que. A. 2004. Neste viés inicial. Brasília: Ministério da Educação. São Paulo/ Porto Alegre. 85. Por um lado houve a alegria de a Arte ser contemplada e batizada inicialmente como a Disciplina Educação Artística. A. 198 p. como área de conhecimento. enfim. aprovado em 01/06/98. adquiriram força e visibilidade e foram atendidos. 1997. 1996. a abordagem escolar da arte não vinculava o educativo ao estético Brasil (MEC/SEMTEC. Um aplicativo multimídia para o ensino da arte: geometria. Secretaria da Educação Média e Tecnológica. 1998). M. 35 BRASIL. (BRASIL. Linguagens. Este documento orienta a educação rumo a Estética da Sensibilidade na formação da compreensão da alma humana. e do ensino da História da Arte. 1999a. na qual professores/as polivalentes colecionavam álbuns com modelos de aulas. 32 BRASIL. A inexistência de um corpus teórico. Ministério da Educação. Diário Oficial da União. 1999). e houve a reivindicação por parte de arte educadores por uma Arte/Educação comprometida com propostas pós-modernas31. Seguiram-se a publicação dos Parâmetros Curriculares Nacionais: Ensino Médio . Ministério da Educação. Códigos e suas Tecnologias. como receita. de sensibilidade.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 67 escolas por meio da Lei 5692/71. MEC/SEMTEC. entre outras providências. como Componente Curricular obrigatório na Educação Básica de Ensino33. A reprodução de diferentes métodos artísticos descontextualizados. de Arte como conhecimento e de um programa de Arte. Orientações Curriculares do Ensino Médio. DF. dentro da ética. tratando o ensino e a aprendizagem da Arte como linguagem e. Belo Horizonte: Com/Arte. voltada para o mundo do trabalho. com o passar do tempo instalou-se um vazio criativo. relegou a Arte a atividades de recreação. que nortearam o Ensino Médio. p.PCNEM. Lei 9. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Como se pode ler em BRASIL. Brasília: MEC/ SEB.394/96. Torna-se um foco a importância de aprender a ser e 30 30 . A imagem no ensino da arte. Os avanços curriculares reclamados pelos arte educadores na década de oitenta. estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio.Lei nº 9394/9632. e por falta de consistência crítica e pedagógica.

códigos e suas tecnologias. procura-se manter atitudes de boa convivência e de estar atento ao conhecimento desse mundo. MEC. estudantes. a saber: as Artes Visuais. das Tecnologias da Informação e da Comunicação. outros epistemas. 37 BRASIL. 2006). deve-se habilitar para entender os sistemas sígnicos que constituem a produção. e põe seus atores. Secretaria de Educação Média e Tecnológica. 39 BRASIL. de comunicação e de informação. Assim. 244p. 2006. Dessa forma “o como” adquirimos o conhecimento em arte. 2002. MEC/SEMTEC 2002) ofereceram subsídios para firmar o ensino de Arte como linguagem e delimitando as suas competências e habilidades. Orientações Curriculares para o Ensino Médio. de expressão. Códigos e suas Tecnologias. a aprender a fazer. Brasília: MEC/ SEB. A Instituição Escolar. Secretaria de Educação Básica. SEB. Nesse sentido o ensino de Arte é um saber que se constrói socialmente. Orientações Curriculares no Ensino Médio. Dessa maneira. a saber: aprender a conhecer. 1998) Há ainda.p.85. como agentes transformadores rumo a solução de situações problemas. UNESCO. Brasília. (DELORS.85). O ensino de Arte. DF: MEC. a apreciação e a contextualização dos conhecimentos da área. Brasília: MEC. numa interface dialética e dialógica com o mundo. com o conhecimento. 1996. Códigos e suas Tecnologias.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 68 suas interações e construções cotidianas de boa convivência com o outro. Na sequência de documentos a respeito do currículo. Códigos e suas Tecnologias39 (MEC/SEMTEC. Códigos e suas Tecnologias. São Paulo: Cortez. P. na sua casa. com o universo da arte dentro e fora da escola. na sua comunidade e na vida. 38 BRASIL. Educação: um tesouro a descobrir. PCN+ Ensino Médio: orientações educacionais complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais. (MEC/SEMTEC. Linguagens. 38 36 DELORS. Ver a referência aos quatro pilares da educação relativos às necessidades de aprendizagem dos cidadãos no terceiro milênio. 2004. Linguagens. a Música o Teatro e a Dança. como campo propício para compreender e usar os sistemas das diferentes linguagens como meio de organização cognitiva da realidade pela constituição de significados. são identificadas pelo Relatório da UNESCO36. professores/as e a comunidade escolar frente às exigências da globalização. J. Ministério da Educação. de acordo com os PCNEM e PCN+. a contextualização e a abordagem da Arte como integrante da Área de Linguagens. e de como acompanhamos novas abordagens na educação. 2004. deve abarcar as quatro especificidades curriculares. aprender a conviver e aprender a ser. Ministério da Educação. no Relatório nº15. paradigmas e concepções tais como a interdisciplinaridade. Nesta presente proposta curricular do componente curricular Arte. Linguagens. Brasília: Ministério da Educação/Secretaria de Educação Média e Tecnológica. . segue-se o documento Orientações Curriculares para o Ensino Médio: Linguagens. os PCN+37 (BRASIL. SEB.

conhecendo e ressignificando o encontro com o outro. Esses signos estão presentes na variedade das manifestações de fruição estética. para que as relações estéticas não caiam no subjetivismo. auditivo. isto é do letramento ampliado ao multiletramento41. sonoros. 42 BRASIL.Fortaleza. textual. e podem ser estudados por meio da análise morfológica e sintática contextualizada dos planos de expressão e de conteúdo das obras42. 41 Multiletramento é um termo utilizado por Msc COSTA. Códigos e suas Tecnologias. 1979. é a compreensão da interação morfológica e sintática dos signos textuais escritos.”. de conhecer cada linguagem e de estar em consonância com culturas plurais. Lei nº 9. (BRASIL. pode ser incorporada às experiências educacionais de crianças. No II ENCONTRO NACIONAL SOBRE HIPERTEXTO – Gêneros Digitais 25. integrando a legislação educacional que se seguiu à Lei de Diretrizes e bases a Educação Nacional. (COSTA. p. interpretar e criticar o que é visto e experimentado. ou não. 40 CANCLINI. Dessa forma se identifica a importância de contextualização. É preciso saber viver. Letramento como interpretação. SEB. De acordo com Néstor García Canclini40 ( 1977.) Para Carlos Cipriano Luckesi (1998) a vivência educacional voltada à ludicidade. A produção simbólica: teoria e metodologia em sociologia da arte. Giselda dos Santos. Há um Letramento artístico? Pode-se dizer que a compreensão da arte está ligada à interpretação simbólica dos bens culturais da humanidade. na cultura visual e no mundo globalizado.346/96. Pode-se questionar como mensagens estéticas devem ser estudadas. . da imagética fixa e audiovisuais móveis. que esse campo está condicionado pela história social e varia com ela. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 69 Esse documento é dirigido em especial aos/às professores/as e procura resguardar os avanços identificados nos PCN. como uma abordagem do que é ser humano. 2006. com o sistema simbólico. N. no texto Letramento Visual: da web ao celular. alteridade e construção social. e a necessidade para questionar. 112) “devem levar em conta que o valor das obras se produz num campo complexo que inclui o artista. com a complexidade da vida. 2006. MEC. jovens e adultos. Segundo Costa Multiletramento reconhece a multiplicidade de significados que combina vários modos (visual. A convivência e a diversidade trazem no seu cerne a aplicação do conceito de identidade. Orientações Curriculares para o Ensino Médio. G. Luckesi (1998. e 27 de outubro de 2007 – Universidade Federal do Ceará. tornando-se uma pessoa letrada”. Secretária de Educação Básica. a obra. Ministério da Educação. 26. movimento e outros) e seus contextos sociais “experimentar textos pertinentes culturalmente e de projetar novos textos. campo sensível que pondera a respeito do entendimento mais aprofundado de diferentes textos. Linguagens. os intermediários e o público. Atualmente há o entendimento do papel da arte na escola. por meio do componente curricular Arte. 2007). com o meio ambiente. em diferentes tecnologias. Brasília: MEC/SEB. digitais. cênicos. imagéticos.

exige a presença de um/a professor/a com formação especializada em cada uma das citadas linguagens. no estudo de linguagens artísticas. do mundo do trabalho e. seja como jogo de regras”. acredita-se que as TICs são uma das vias do efetivo multiletramento digital (COSTA. que para serem devidamente tratados com os/as estudantes. do letramento.e a utilização de diferentes TICs. para o ensino e a para a aprendizagem lúdica da arte..as TICs . Para Venturelli (2004) a análise de endereços eletrônicos apropriados à arte e voltados à pesquisa de arte na WEB . rumo à construção de metodologias e didáticas que vão mediar o processo de ensino e de aprendizagem de competências gerais do ensino médio e dos conteúdos referenciais e as habilidades específicas de cada uma das especificidades curriculares do componente Arte. seja como jogo simbólico. da comunicação e das novas tecnologias computacionais. por isso. atenda às exigências da diversidade. No entanto é preciso frisar que embora essas diferentes linguagens se manifestem de modo integrado no cotidiano. Neste caso também a ocorrência integrada dos fenômenos naturais e sociais na realidade cotidiana não exclui a necessidade do olhar especializado de cada componente curricular. ao docente de Arte. salienta-se que a seleção dos conteúdos e habilidades ao longo das três séries do ensino médio esteja em consonância com o Projeto Político Pedagógico. A atividade lúdica é aquela que dá plenitude e. da .CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 70 p. tecnologias e interfaces digitais. de estudo e de conhecimento. são articulações pedagógicas lúdicas para o estudo da estética da arte. No ensino médio as metodologias.25) afirma que “. de softwares livres e gratuitos. que são muito bem-vindas para a produção. a Internet .no planejamento de atividades prazerosas e interdisciplinares. estratégias didáticas e pedagógicas envolvendo as atividades lúdicas podem incluir os recursos das Tecnologias da Informação e da Comunicação . o aprendizado de linguagens de programação. cada qual possui seu próprio sistema de elementos e códigos estilísticos. seja como exercício.webart na Rede Mundial de Computadores. entre outras não digitais. o Exame Nacional do Ensino Médio . os recursos da informática são ferramentas.ENEM. com as Orientações Curriculares para o Ensino Médio (2006) e que. a mecatrônica. mediando a interação do/da estudante e desses objetos de consistência. O mesmo ocorre nas áreas das Ciências Humanas e da Natureza.. das demandas sociais avaliativas da Educação Básica tais como: o vestibular. no ensino médio. que para o seu entendimento. Enfim. 2007) e. sugere-se selecionar conteúdos e estratégias em conjunto com os seus/suas estudantes. Portanto. da escola. de Games entre outras linguagens. As mensagens nos chegam aos sentidos gerando significados. prazer ao ser humano.

Neste sentido apresenta-se em seguida. Pluralismos e a convivência cultural pacífica. a saber: 1ª série – Eixo: Aprender a ser . tecnológicas e culturais. . em diferentes culturas e épocas. Arte e Matemática. Sugestão de Articulação Temática:        Arte e Filosofia. Arte.Arte x Natureza x Deus. o programa das quatro linguagens e especificidades do Componente Curricular Arte – Artes Visuais. vivenciar. Arte e Antropologia. Dança – em cada uma das três séries. Arte e as questões sociais. 2006). A arte. Arte e questões estéticas. o corpo e o conceito de Identidade Individual. três eixos/objetos de conhecimentos. Arte. interagir e participar do mundo da arte.a construção de identidades e a arte. históricas. constam sete articulações temáticas sugeridos para abordar os Conteúdos Referenciais e as Habilidades em cada uma das séries do ensino médio. como cidadão. sociológicas. políticas. como ser que aprende. 2ª Série – Eixo: Ser um indivíduo na sociedade e reconhecer o outro. entre outros exames avaliativos.  3ª Série – Eixo: O ser humano.a construção de identidades e a arte. adquire conhecimentos para: conviver. o Vestibular entre outros instrumentos de avaliação. científicas.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 71 Prova Brasil e do Programa de Avaliação Seriada –PAS/CESPE/UnB. Teatro. Ser um indivíduo na sociedade e reconhecer o outro. raça/etnia em diferentes contextos e épocas. cidadania. mitologia e formação de Identidades no mundo globalizado . antropológicas. mudança social e correntes estéticas. Diversidade de gênero. Arte e a formação do mundo ocidental. obedecendo como eixo estruturante as necessidades apontadas pela UNESCO para o III milênio (Parecer nº 15/ PCN/MEC/1998). de faixa etária. Música. as Orientações Pedagógicas para o Ensino Médio (MEC/SEB/. Abaixo de cada um dos três objetos de conhecimento. o PAS/CESPE/UnB. geográficas. econômicas. aqui mencionados anteriormente. Como se pode constatar abaixo: 1) 1ª Série Eixo: Aprender a ser .   2) 2ª Série Eixo: Arte e cidadania. de orientação sexual. Visando atender as demandas e questões supracitadas nos dois parágrafos anteriores estabeleceu-se como sugestão. Sugestões de Articulação Temática:   Arte e as relações interculturais. Arte e a mitologia brasileira. o indivíduo e suas descobertas como um ser no mundo.

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    

Arte e as relações entre o conhecimento, a Pluralidade, a Diversidade Cultural e o Meio Ambiente; Arte e os conceitos de Alteridade e de antropofagia e suas relações com a arte. A arte e a utilização de tecnologias produzidas pelas Ciências, e os seus diferentes desdobramentos artísticos; Arte e as suas raízes mitológicas/ religiosas/ antropocêntricas/ modernas, a partir do mundo renascentista; Arte e evolução técnica e tecnológica – pintura/fotografia/cinema/animações e mixagens digitais, ou não.

3) 3ª Série Eixo: O ser humano, como ser que aprende, adquire conhecimentos para: conviver, vivenciar, interagir e participar do mundo da arte. Sugestões de Articulação Temática:        Arte e produção artística; arte e indústria x arte e conceito; a arte e a função simbólica; Arte e Identidade; memória cultural brasileira; Arte e Tecnologia - Poéticas digitais; arte na rede mundial de computadores. Arte Pós-Moderna e a Arte contemporânea/Arte híbrida: mixagens de suportes, mídias e linguagens. Arte e sociedade. Arte como propostas de soluções artísticas, para resolver situações problemas; A Arte e como participar do mundo do trabalho - Profissões na área da arte; Arte e Identidade Cultural Coletiva; Tecnologias da Informação e da comunicação e as mudanças sociais. A seguir constam os textos introdutórios de cada uma das especificidades curriculares do componente curricular Arte - Artes Visuais; Música; Teatro e Dança. Após os textos há as grades com as sugestões de Habilidades e de referenciais teóricos, para cada uma das quatro linguagens. Os Conteúdos Referenciais estão sugeridos em quatro bimestres, objetivando sincronizar o que se ensina e o que se aprende nas diferentes instituições escolares. Contudo o/a professor/a tem autonomia na seleção e recortes possíveis, ou ainda, para utilizar a mesma habilidade mudando apenas o grau de aprofundamento dos estudos, em mais de um bimestre, ou mesmo em mais de uma série. Dessa maneira é viável flexibilizar os conteúdos em projetos interdisciplinares. A divisão dos Conteúdos por bimestres favorece as exigências avaliativas, supracitadas, e o fluxo de estudantes entre as diferentes Instituições Educacionais.

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7.5.1 ARTES VISUAIS
E por certo reencontraríamos o conceito de história em seu verdadeiro sentido se nos habituássemos a formá-lo a partir do exemplo da arte e da linguagem. Maurice Merleau - Ponty43

A proposição das diretrizes44 curriculares para a área de linguagens, códigos e suas tecnologias, pretende ressaltar a relevância das disciplinas, no ensino médio, e particularmente, da arte em uma trajetória histórica de difusão e construção de saberes, reconhecendo que a convivência com a arte, sobretudo visual, possibilita a compreensão de outras obras artísticas, literárias, além de ser fonte de referência para o entendimento do processo histórico e sensibilização ou revitalização de emoções e vivências estéticas. Para45 Dubois46 (1995) É sabido que a arte avança paralelamente à ciência, à política ou à religião, e seus deslocamentos são semelhantes aos que ocorrem no interior da sociedade. De uma concepção teocêntrica do Universo, na Idade Média, migramos para outra antropocêntrica, na Renascença, enquanto, no mundo moderno, a máquina vai assumindo rapidamente as funções socioculturais do homem. Da passagem das duas dimensões medievais - altura /largura: tempo -, passamos na Renascença para três dimensões altura/largura/profundidade: espaço - e destas para as múltiplas dimensões de hoje – espaço e tempo se constituem uma unidade. Podem-se assinalar, assim, as diferentes manifestações da arte e, também, a forma como o observador percebe a obra. Se no Renascimento o observador é convidado ao mergulho visual no ponto de fuga, na modernidade, o observador se mistura aos seres e coisas para percebê-la, apreendê-la fenomenologicamente e, por fim, na contemporaneidade, este mesmo observador interage com a obra, a obra não acontece sem a presença dele. De acordo com Argan47(1992) a passagem da figuração para abstração ou do objeto ao conceito, pode-se dizer que não resultou da vontade isolada de um artista ou grupo de artistas. Pois iguais avanços e modificações se manifestam em outros campos da atividade humana – do pensar e do fazer. Há perfeita sincronicidade entre a teoria da relatividade e o cubismo analítico (pode-se até admitir que Georges Braque, Pablo Picasso ou Albert Einstein tenham
43 44

Merleau-Ponty, M. O olho e o espírito. São Paulo: Cosac & Naify. 2004. p.106. BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei 9.394/96, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 23 dez. 1996. 45 AUGUSTO. Leci Maria C. As Dimensões da Imagem na Relação entre Arte e tecnologia. Dissertação /Programa de Pós-Graduação em Arte e tecnologia do Instituto de Artes da Universidade de Brasília,2007. 46 DUBOIS, Claude-Gilbert. O imaginário da renascença. Brasília: UnB, 1995. 47 Argan, Giulio Carlo. Arte moderna. Companhia das Letras. São Paulo. 1992.

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se encontrado um dia.), assim como sabemos da proximidade entre os estudos de Sigmund Freud e o método “alucinado-crítico” de Salvador Dali compor seus quadros, ou entre o desprestígio das ideologias vigentes e o conceito que deriva na transvanguarda. Assim, uma proposta curricular, que pense o ensino da arte, por ações, cuja proposta é fazer frente à tendência redutora do ensino, pode proporcionar ao/à estudante o desenvolvimento de habilidades e competências de reconhecer que fatores externos repercutiram e ainda repercutem, de modo decisivo, nas tendências artísticas. Por exemplo, que a Pop Art não existiria fora da sociedade de consumo, sendo influenciada pelos meios de comunicação de massa; que o grafite nasceu no metrô novaiorquino antes de ser cooptado para as galerias; que o hiper-realismo é um realismo tipicamente urbano, com base na fotografia. Só com a operacionalização de metodologias pedagógicas apropriadas à educação em arte, poderá haver efetiva contribuição para ampla difusão do entendimento da produção artística e da leitura crítica da imagem, no mundo atual. Segundo Richter48 (2003) Considera-se relevante que a prática pedagógica do/da professor/a no contexto em que ele atua seja a referência para os estudos de princípios e teorias socioeducativas e interculturais. Partindo da reflexão sobre sua ação pedagógica ou sobre seu fazer artístico, dialogando com esses princípios e teorias, o/a professor/a pode compreender melhor sua prática e expandi-la, propondo novas perspectivas, caminhos pedagógicos e artísticos significativos. Convém ressaltar que a escola pode propor uma educação desafiadora intelectualmente e preocupada com a formação do cidadão, quando, no seu currículo permitir tratam dos conflitos de significado e como determinadas obras, objetos, valores e expressões sociais significam em determinadas sociedades, num determinado momento histórico. Para Maciel (2004) a escola ao tratar a cultura visual49 e suas formas de produção como objeto de investigação na prática educativa e na formação docente, com objetivo de apropriação de suas formas de produção para expressão artística e leitura crítica do mundo, é
48

RICHTER, I. M. Interculturalidade e estética do cotidiano no ensino das artes visuais. Campinas, SP: Mercado de Letras, 2003. 215 p. 49 Maciel (2004) explica que Cultura Visual se torna um ponto de articulação da diversidade imagética, na qual está inseria a linguagem midiática, que envolve as tecnologias da informação e da comunicação, as ciências da computação e a mecatrônica. Sem perdermos o foco na história da humanidade observamos que se confunde com a da ciência e da arte, isto é, dependendo dos valores vigentes nas épocas em que foram geradas as obras de arte mudam, hoje são obras tecnológicas. Daí a importância do estudante saber programar, de preferência com software livre, para evitar o uso de pacotes pagos. É claro que isso sempre gera um grande problema, por um lado, o professor de arte que não domina esse conteúdo e, do outro, o próprio estudante que exige utilizar programas pirateados prontos para usar. MACIEL, M. L. B. Desenho: do animado ao interativo. Dissertação de mestrado. Brasília: UnB/IdA, mestrado em arte. 2004.

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uma exigência para construção de um currículo que contribua para repensar a arte na escola e na vida50. Quanto aos aspectos interculturais do currículo e que são tratados na obra James A. Banks - Cultural Diversity and education ( 2001)51. Ressalta-se alguns pontos que devem ser levados em conta na prática educativa socializadora e que incluem a diversidade cultural e étnica como parte do compromisso democrático para a dignidade humana. O currículo da arte pode favorecer a compreensão da cultura do seu país em seu conjunto; apoiar valores estéticos, atitudes e comportamentos a favor do pluralismo ético e da diversidade cultural, contribuir para discussão de resolução de conflitos sociais urbanos pela paciência, pela tolerância, razão crítica e cultura da paz. Nesse sentido, este documento visa orientar a prática efetiva do/da professor/a na sala de aula, processo que gira em torno de duas questões básicas: Qual o campo de conhecimento da disciplina? Como abordar esse conhecimento na escola? À primeira vista, parece ser uma equação fácil. O currículo elenca os conteúdos ligados ao campo de conhecimento, dando-lhe determinada sequência lógica, baseada em critérios históricos ou no grau de complexidade dos assuntos. Já no planejamento de aula o/a professor/a busca organizar as melhores atividades, estratégias e recursos para explorar os conteúdos curriculares. O problema é que, de acordo com os objetivos estabelecidos (ou implícitos) na educação, essas questões podem ser, e já foram ao longo da história, respondidas de diferentes maneiras. No campo específico do ensino de arte podem ser destacadas algumas tendências: Priorizando os conteúdos, a Pedagogia Tradicional enfatizava a erudição clássica e o treino de certas habilidades. Nas escolas das elites, o desenho geométrico era associado à formação dos meninos, para desenvolver o raciocínio lógico. Para as meninas eram reservados os trabalhos manuais, buscando sua formação como futuras esposas e mães. Havia, ainda, a formação profissional dirigida às classes populares nas escolas de artes e ofícios. Priorizando o/a estudante, a Pedagogia Nova nega o treino de habilidades técnicas e os estudos históricos sobre a arte, incentivando a pura prática artística nos ateliês, como modo de favorecer a livre expressão da subjetividade do/da estudante. Priorizando o contexto, a Pedagogia Crítica toma a arte como um meio para o/a estudante compreender e representar criticamente a sua realidade.

50

FREEDMAN, K. Currículo dentro e fora da escola: representações da arte na cultura visual. In: BARBOSA. A. M. (org.). Arte-Educação Contemporânea. Consonâncias internacionais. São Paulo: Cortez, 2005, p.126142. 51 BANKS, J. A. Cultural diversity and education. MA: Allyn&Bacon, 2001.

CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO

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Priorizando as metodologias de ensino, a partir da década de 80 são problematizados todos os modelos anteriores em busca de alternativas que integrassem as várias esferas do ensino de arte: o conhecimento sobre a história da arte, a apreciação estética, o fazer artístico, e a contextualização dessas práticas. Ligada aos princípios da pedagogia de Paulo Freire, a Proposta Triangular, sistematizada por Ana Mae Barbosa, articula esses campos focalizando a contextualização cultural. De outro modo o DBAE (Discipline Based in Art Education), desenvolvido nos EUA, enfatiza a apreciação e o conhecimento do patrimônio artístico hegemônico. Priorizando a diversidade, as tendências multiculturais se fortalecem a partir dos anos 1990, questionando o viés hegemônico do ensino de arte, que desconsidera e, muitas vezes, desqualifica preconceituosamente, a cultura popular e de minorias étnicas. Paralelamente, outros aspectos ligados a diversidade cultural passaram a ser discutidos, tais como as diferenças de gênero, de idade, das chamadas necessidades especiais, entre outras. Priorizando as novas mídias contemporâneas, e a diversidade das questões culturais analisadas, observa-se na atualidade uma imensa flexibilização do conceito de arte. Em primeiro lugar porque a produção artística contemporânea não obedece mais às fronteiras canonizadas. Mas, principalmente, devido ao grande impacto da cultura de massa entre os jovens, veiculada nos mais diversos meios de comunicação, especialmente a internet. Hoje, esses aspectos não podem ser negligenciados no ensino da área de linguagem, seja no campo da linguagem verbal (Língua Portuguesa e Estrangeira), das artes (visual, sonora, cênica e corporal), seja na Educação Física. Considerando a conceituação metodológica dos Parâmetros Curriculares Nacionais PCN e das Orientações Curriculares para o Ensino Médio - OCN, relativa às especificidades curriculares do componente de Arte: Artes Visuais, Música, Teatro e Dança, relaciona-se à abordagem triangular ao desenvolvimento de habilidades, ou seja: o Fazer Artístico, isto é, a produção articulando uma linguagem; a Leitura crítica dos objetos de fruição estética e a Contextualização da produção e dos bens culturais. Em suma, assim como a arte, o Ensino de Arte também é uma prática social que tem sua própria história. Este caminho não é retilíneo ou evolucionista, sintetizando, ao contrário, as demandas de cada contexto histórico. Ao mesmo tempo, esse percurso histórico cria um campo sistematizado de conhecimentos educacionais, que podem ser resgatados pelo/pela professor/a em várias circunstâncias. Em outras palavras, podemos tirar lições do passado e do presente. Devido seu caráter de documento geral, o currículo pode, no máximo, mencionar esses aspectos, seja no âmbito dos “conteúdos” ou das “habilidades e competência”. No

se sinta desprestigiado. isolado em sua sala de aula. será letra morta. no planejamento e execução de suas estratégias de ensino. geralmente se sinta impotente diante de documentos tais como o currículo. adentrando às novas propostas significativas. A herança multiculturalista. o espaço lúdico em constante expansão. pode efetivamente concretizar esses princípios gerais. voltamo-nos. que inclui os museus. a trajetória pedagógica revela. de se reconstruir no processo de apropriação do lugar múltiplo. muitas vezes supera as expectativas ali expressas. aponta para uma prática pedagógica móvel. na sua interação pessoal com os/as estudantes. voltando-se para a conscientização de um ser cidadão que adota a crítica como postura vivencial. apesar de todas as adversidades. aponta para múltiplos olhares e infinitas soluções. Ou então. portanto. para a direção ampla de um território frequentemente inexplorado. Nesse processo. lidando com toda sorte de contingências e dificuldades. concretizada na tranversalidade das propostas curriculares. Na educação brasileira.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 77 entanto. apenas o/a professor/a. Nesse contexto. contribui com o processo de formação rizomática do ser e de seu espaço constituinte. qualquer legislação educacional ou currículo que não seja amplamente discutido com os/as professores/as. uma insaciável necessidade de invadir espaços. enxergados como elementos fundamentais no processo de identificação desse “novo” indivíduo. as exposições e mostras onde os horizontes cognitivos extrapolam o território árido das didáticas tradicionalistas. e também com os/as estudantes. instigando o desafio como estratégia e o jogo como elemento simbólico construtor do ser. fruto do discurso teórico de Vigotsky e de Paulo Freire que transitam centrifugamente do ser para sua vivência. incluindo e elegendo as novas tecnologias como fio condutor dos percursos educacionais inovadores. por não ter reconhecido o seu trabalho que. cada vez mais. . A redescoberta dos diferentes contextos sociais. Não é por outra razão que o/a professor/a. Uma coisa é certa.

volume. Analisar e identificar o estilo naturalista e geométrico da arte rupestre. e outras produções bidimensionais e tridimensionais. antropológico. comunicação. nacionais e internacionais . espaço positivo/negativo.e os arranjos sintáticos compositivos da obra nas suas produções visuais e da História da Arte. China. superfície. manifestações da visualidade na Pré-História (paleolítico. Analisar o conceito de identidade a partir de obras modernas e contemporâneas. cor . materiais.  Corrente básica: naturalismo LINGUAGEM VISUAL  Composição visual: tipos de perspectivas usadas para desenho. máscaras. ponto. observar. Pesquisar. ritmo. conceito de desenho. morfológicos: cor. Japão e Islã. comunicação e de expressão artística.cultura Marajoara. Comparar as funções da arte em diferentes contextos e momentos da história. forma . gravuras. Santarém e outros. (Quem sou? De onde vim? Para onde vou?). identificar e apreciar a produção do período pré-cabralino . simetria e assimetria. esculturas e outras formas de expressões. máscaras. bem como distinguir. diferentes meios.  Arte pré-colombiana IDENTIDADE  A representação artística e a relação com conceitos religiosos e filosóficos. linhas estruturais. Utilizar o desenho como forma de conhecimento. Oriente. textura. introdução à análise de imagens. Índia. suportes e técnicas informatizadas ou não. Identificar e analisar a arte enquanto forma de conhecimento. HISTÓRIA DA ARTE PRODUÇÃO ARTÍSTICA NA PRÉHISTÓRIA  Arte na Pré-História. textura. linha. SUGESTÕES DE ARTICULAÇÕES TEMÁTICAS:  Pinturas rupestres X Arte Mural x Grafite X Pichação x representações contemporâneas outdoor e outros     LETRAMENTO E DIVERSIDADE          . arte plumária. PRODUÇÃO ARTÍSTICA NO BRASIL  Arte pré-colonial no Brasil: PréHistória. pintura corporal.cerâmica. descrever. funções da arte. forma. e outras produções bidimensionais e tridimensionais. Identificar e analisar os códigos e símbolos presentes nas representações visuais PréHistóricas locais. Analisar. esquemas geométricos. analisar e interpretar de forma contextualizada os elementos formais.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 78 ARTE − ARTES VISUAIS − 1ª SÉRIE HABILIDADES   Distinguir e conceituar arte e natureza. neolítico). África. empregando diferentes técnicas. ritmo. suportes materiais. luz. sociológico. pintura corporal.  Indivíduo e Cultura. Organizar conhecimentos e analisar a história e as manifestações visuais da cultura indígena brasileira . África. Identificar pinturas. cestaria. experimentar e explorar. refletir e compreender critérios culturalmente construídos e embasados em conhecimentos afins – de caráter filosófico. emprego das mídias informatizadas ou não na composição visual de imagens.Américas. cestaria. compreensão dos processos criativos das produções artísticas nas diversas áreas da linguagem artística bem como das novas tecnologias aplicadas e leitura estética de imagens. semiótico. Analisar e identificar a história e as manifestações visuais da cultura africana cerâmica. arte plumária. no seu fazer artístico. CONTEÚDOS TEORIA DA ARTE  Conceito de arte. expressão e como ferramenta para a análise crítica da realidade e da história Identificar e distinguir os conceitos de bens materiais e imateriais das diferentes culturas Fruir e teorizar sobre as produções artísticas. histórico. Investigar. científico e tecnológico. Ásia.

conhecer diversas abordagens sobre o tema.  Identificar.) PRODUÇÃO ARTÍSTICA NO BRASIL  Arte pré-colonial no Brasil: arte indígena SUGESTÕES DE ARTICULAÇÕES TEMÁTICAS: RETRATO E IDENTIDADE  Dürer .  Organizar conhecimentos da Arte enquanto produto de uma cultura em um determinado tempo. Românica e Gótica.  Identificar a produção tecnológica e intelectual nas manifestações culturais e artísticas.  Identificar a arquitetura como manifestação artística e cultural. ciência.  Inter-relacionar a arte e as apropriações culturais e interações entre os povos. Grécia. conhecer. Cânone Clássico de Beleza.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 79 ARTE − ARTES VISUAIS − 1ª SÉRIE HABILIDADES  Desenvolver projetos artísticos individuais e/ou coletivos que levem em consideração a identidade do/da estudante.  Estabelecer um paralelo entre arte rupestre e a arte urbana contemporânea.  Analisar conceitos de estética. PRODUÇÃO ARTÍSTICA NA ANTIGUIDADE  Arte no Egito.  Investigar.  Identificar informações centrais e periféricas apresentadas na linguagem artística. SUGESTÕES DE ARTICULAÇÕES TEMÁTICAS:  Identidade e retrato PRODUÇÃO ARTÍSTICA NO RENASCIMENTO  Renascimento e Maneirismo  Proporção áurea (estabelecer relação com entre Arte e matemática Arte. listar. interpretar.  Interpretar textos e narrativas culturais analisando as características morfológicas e sintáticas da imagem. Filosofia e Tecnologia renascentista.  Identificar e Analisar as implicações estéticas e ideológicas das representações iconográficas da Idade Média CONTEÚDOS TEORIA DA ARTE  Conceito de estética. Roma e Idade Média  Arte Cristã Primitiva SUGESTÕES DE ARTICULAÇÕES TEMÁTICAS: AFRESCO MODERNO CLÁSSICO E AFRESCO  Pinturas de Pompéia e a Pintura Mural Mexicana LETRAMENTO E DIVERSIDADE PRODUÇÃO ARTÍSTICA NO PERÍODO MEDIEVAL  Arte na Idade Média: Bizantina. o contexto social e o exercício da cidadania. analisar e conceituar a arte e as suas funções na sociedade.  Confrontar possíveis soluções para problemas arquitetônicos. pintura x fotografia .  Realizar trabalhos de pesquisa e experimentação utilizando diversos meios e suportes. utilizar suportes. Tarsila.  Pesquisar. conceitos e materiais. Frida Kahlo. reconhecer. estética e poética da produção e do conhecimento artístico.  Debater e argumentar sobre os cânones de beleza clássica e padrões de beleza na atualidade defendendo ou se posicionando de forma crítica.  Entender a noção de “obra” como configuração sensível: ética.  Identificar e analisar o valor simbólico nas diferentes representações na Idade Média. produzir e contextualizar obras artísticas utilizando e conhecendo materiais e suportes tradicionais e atuais. a fim de intervir positivamente na realidade.

bem como o sentido gerado em diferentes contextos. assim como sua atuação na produção da arte (arquitetura.  Ler e produzir textos visuais. e as suas mixagens de canal. analisando os temas. como manifestação sociocultural e histórica.  Interpretar a gramática visual em representações iconográficas. símbolos e alegorias. sintáticas e ideológicas em diferentes processos de arte mural. escultura. conhecer o significado dos elementos formais constitutivos da arte indígena e rupestre diferenciando-os e comparando-os com as visualidades e produção artísticas pessoais e com as manifestações urbana de moda e tribos.  Entender o tempo em que o artista viveu. sua condição social e suas ideias – olhá-lo como sujeito histórico.a extensão de sua atuação. do ourives.  Refletir sobre o papel do artista no período do Renascimento . a iconografia. estabelecer um paralelo e distinguir a arte produzida no Brasil e na Europa no período do Renascimento.  Comparar imagens produzidas no período medieval e as imagens do renascimento.  Contextualizar.  Analisar o Humanismo e suas implicações filosóficas para as representações artísticas. do status do artista. compreensão do processo de ensino da arte. de leitura e produção de textos visuais em diferentes mídias.  Reconhecer os processos de organização. sintaxe e morfologia. CONTEÚDOS LETRAMENTO E DIVERSIDADE . entre outros ofícios. semânticas.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 80 ARTE − ARTES VISUAIS − 1ª SÉRIE HABILIDADES  Relacionar técnica artística e intenção do artista na representação.  Identificar produções artísticas no período do renascimento onde o retrato de personalidades da época se impõe.  Leitura comparada: corrente naturalista x corrente idealista. da condição de mestre e aprendiz.  Investigar.  Perceber as diferenciações morfológicas. pintura). arte pública.

políticos. sociais.  Interpretar o imaginário social identificando os símbolos e alegorias reveladores da visão de mundo e da cultura. tipos de harmonias) e composição visual. conhecer/reconhecer elementos básicos da linguagem visual para experimentar e produzir trabalhos em arte.  Identificar o romantismo como movimento que preconiza a ruptura com o padrão estético clássico. Morfologia e Sintaxe visual. cor (cor/luz. econômicos. analisar e associar os diferentes processos de criação de espaços na composição em diferentes épocas.  Associar o Rococó como movimento artístico destinado ao mundo ocidental e sua elite.  Comparar imagens e arquiteturas produzidas no Renascimento com o Barroco nacional e internacional. na linguagem visual.  Relacionar composições artísticas do período Barroco com o apelo às emoções.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 81 ARTE − ARTES VISUAIS − 2ª SÉRIE HABILIDADES  Identificar e explicitar contextos históricos.  Realizar trabalhos de pesquisa e experimentação utilizando diversos meios e suportes. HISTÓRIA DA ARTE MOVIMENTOS E PERÍODOS  Barroco e Rococó na Europa  Barroco no Brasil  Arte Colonial SUGESTÕES DE ARTICULAÇÕES TEMÁTICAS:  Estabelecer relações com a Literatura LETRAMENTO E DIVERSIDADE HISTÓRIA DA ARTE MOVIMENTOS E PERÍODOS  Neoclassicismo e Romantismo  Arte brasileira no século XIX. ambiente e evolução QUESTIONAMENTO E CONHECIMENTO SUGESTÕES DE ARTICULAÇÕES TEMÁTICAS:  Opções técnicas.  Inferir sobre a influência do padrão estético europeu nas representações de artistas brasileiros. Artistas Viajantes/Grupo Grimm e PréModernismo no Brasil.  Identificar.  Comparar. comunicativos e simbólicos nas formas visuais e suas conexões temporais.  Realizar produções artísticas. culturais que geram diferentes sistemas simbólicos e explicam historicamente as opções estéticas.  Conceitos de estética. PAISAGEM  Construção do espaço.  Reconhecer a variedade de significados expressivos. individuais e/ou coletivas.  Investigar o Barroco em Goiás.  Analisar o Neoclassicismo enquanto movimento artístico que dialoga com a filosofia dos Iluministas. CONTEÚDOS LINGUAGEM VISUAL  Linha como elemento estrutural das obras de arte (tipo e funções).  Identificar articulações políticas e filosóficas. simbologia das cores. cor/pigmento. culturas e estéticas. estéticas. identificar. luz como elemento expressivo. interesses e valores relacionados ao movimento romântico.  Estabelecer paralelo entre o Barroco Europeu e o Barroco Brasileiro. éticas e políticas na tomada de decisões .  Organizar conhecimentos do período barroco brasileiro e seus principais representantes.  Produzir e promover leitura de obras artísticas utilizando e conhecendo materiais e suportes tradicionais e atuais.  Analisar a reação dos Filósofos iluministas à cultura predominante nas cortes europeias. sociais. Missão Artística Francesa. geográficos. cores quentes e frias. TEORIA DA ARTE  Gêneros de pintura e técnicas de pintura e desenho em diferentes contextos históricos e sociais. geográficas e culturais.

 Identificar e comparar conceitos e momentos da expressão artística. CONTEÚDOS HISTÓRIA DA ARTE MOVIMENTOS E PERÍODOS  Realismo. Identificar e diferenciar elementos formais como linha.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 82 ARTE − ARTES VISUAIS − 2ª SÉRIE HABILIDADES  Organizar. luz e outros e suas potencialidades simbólicas e expressivas no estudo da paisagem. informações jornalísticas e outros. ACADEMICISMO NO BRASIL  Academia Imperial de Belas Artes no Brasil ARTE E REVOLUÇÃO INDUSTRIAL  Revolução Industrial e o Realismo. Identificar a arte como uma ferramenta de intervenção cultural e social. volume.  Distinguir Simbolismo e Realismo quanto ao eixo temático. Simbolismo. cor. tecnológicas e culturais.  Fazer conexão com as disciplinas Física e Química LETRAMENTO E DIVERSIDADE    PRODUÇÃO ARTÍSTICA NO BRASIL  Pré-Modernismo no Brasil. Relacionar a forma e o conteúdo em obras artísticas do passado ou contemporâneas. SUGESTÕES DE ARTICULAÇÕES TEMÁTICAS:  Fotografia/Realismo. Analisar a importância do impressionismo e do pós-impressionismo enquanto movimentos precursores do modernismo.  Reconhecer no seu fazer artístico ou na análise de obras. fauna e flora. comparar e classificar os conhecimentos semânticos existentes nas narrativas visuais apontando e destacando semelhanças e diferenças nas formas de representação. Relacionar a opção pela cor e seu estudo na arte e o advento da fotografia PB. Reconhecer as diferentes alternativas culturais do país e a relação da arte com o pluralismo ético e a diversidade cultural . Conhecer e utilizar as possibilidades plásticas proporcionadas pela fotografia e pelas novas formas de produção de imagens. Identificar e reconhecer as criações artísticas nacionais e as influências interculturais. temas e conceitos provenientes das ciências. superfície.  Relacionar o Realismo e as injustiças sociais provocadas pela revolução industrial. (Sociedade pré-rafaelita). textura. humanidades. manifestações culturais. HISTÓRIA DA ARTE Impressionismo e Pós-impressionismo      . onde perspectivas individuais ou coletivas caracterizam narrativas temporais. Relacionar o pontilhismo com os estudos de óptica na biologia e na física.

Investigar. Fovismo. de sentimentos e anseios de um povo. Surrealismo  Muralismo Mexicano  Arquitetura Moderna Brasileira – Brasília.  Design contemporâneo e comunicação visual. pintura. Compreender a importância do Dadaísmo e o questionamento sobre o conceito de arte. teatro. design e a filosofia funcionalista. e a arte fazendo parte da filosofia funcionalista do início do século XX. Diferenciar o Design contemporâneo do Design do início do século. Compreender o Abstracionismo como movimento Modernista consequência natural e desmembramento do Cubismo e do Futurismo. Abstracionismo. além de ferramenta para a análise crítica da realidade e da história. Relacionar a influência da Arte Africana no Cubismo.  Conceito de design e suas escolas: Art Nouveau. Analisar anúncios publicitários e o subtexto que estão a eles vinculados Conceituar e contextualizar a Arte Pós Moderna. ARTE E INDÚSTRIA  Dadaísmo. analisar as manifestações culturais das etnias africanas. Diferenciar Abstracionismo formal e geométrico. Futurismo. Relacionar a forma e o conteúdo em obras artísticas do passado ou contemporâneas. Reconhecer o Muralismo Mexicano como manifestação artística voltada para a transformação social. ARTE AFRICANA. Estudar as razões da relação entre a arte infantil e o modernismo. MODERNISMO/VANGUARDAS HISTÓRICAS  Tradição e Ruptura  Expressionismo. Compreender a comunicação visual em sua função ideológica. Associar o movimento surrealista com a filosofia Freudiana e a simbologia do inconsciente. expressão da cultura. otimizando sua função no Design. Conhecer a escola Alemã Bauhaus e sua importância e singularidade no diálogo interdisciplinar entre arquitetura. Cubismo. Identificar. Identificar o emprego de materiais diversos e o diálogo entre eles criando texturas. Movimento PauBrasil. 1ª Guerra Mundial – História. Antropofagismo.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 83 ARTE – ARTES VISUAIS – 3ª SÉRIE HABILIDADES  CONTEÚDOS TEORIA DA ARTE  Conceito de estética e crítica da arte. Bauhaus. Compreender o Design como o desenho aplicado à industria. LETRAMENTO E DIVERSIDADE .  Modernismo Brasileiro. Semana de Arte Moderna de 1922. colagem e construções tridimensionais. identificar.                   Distinguir as influências que o fazer artístico pode incorporar e relacioná-las com outras manifestações artísticas nacionais e internacionais. SUGESTÕES DE ARTICULAÇÕES TEMÁTICAS:  Estabelecer conexão com a Literatura  Arte Brasileira após a Semana de Arte Moderna: Grupo Santa Helena. mobiliário e à ornamentação. LINGUAGEM VISUAL  Composição visual. SUGESTÕES DE ARTICULAÇÕES TEMÁTICAS:  Estabelecer conexão com o Imperialismo Europeu na África. Reconhecer Art Nouveau e sua forma singular de arte aplicada à arquitetura. analisar a arte como forma de comunicação.

analisar e produzir imagens fixas e móveis. decodificar. as Bienais. Pesquisar e analisar manifestações populares. Vídeo. Compreender a Arte Pós Moderna como citação. Cinema. locais. do desenvolvimento social e cultural nas suas produções artísticas ou nas produções dos artistas reconhecidos. regionais e compará-las com outras manifestações nacionais ou internacionais. tecnológicas. comportamentos. Multimídia. biotecnológicas. LETRAMENTO E DIVERSIDADE ARTE E TECNOLOGIA  Arte e Tecnologia – Web Design. SUGESTÕES DE ARTICULAÇÕES TEMÁTICAS: ALTERIDADE E INTERAÇÃO  O olhar do outro. Multiculturalismo. Analisar produções áudio-visuais como propagandas. Fotografia. Pesquisar e produzir arte como intervenção urbana. Compreender o Land Art como movimento artístico conceitual que extrapola o suporte convencional e utiliza a paisagem como meio. ARTE NO BRASIL  Abstracionismo no Brasil. Perceber na mídia a manipulação dos valores. Investigar. tipos e gêneros na representação contemporânea. pesquisar analisar. na mecatrônica. analisar as produções culturais afro-brasileiras – Caribé. Feminismo. a pluralidade cultural e a interculturalidade. Reconhecer a cultura visual com um meio para abordar a diversidade. popular e de massa. atitudes. Entender Action Painting enquanto automatismo psíquico e consequência natural do Surrealismo. ARTE CONTEMPORÂNEA  Arte Contemporânea. Performance.  Arte e Educação Ambiental                  Compreender a arte como Conceito e identificar seus principais representantes internacionais e nacionais.  Minimalismo  Land Art  Arquitetura Pós Moderna. nas novas abordagens e reflexões na arte. nacionais e internacionais. Rubem Valentin. Identificar as influências da ciência e das tecnologias da informação e comunicação. Pop Arte. visando criar documentos visuais ou áudiovisuais. Arte e política. novelas que aportam subtextos. Identificar nas evoluções científicas. aproveitamento e produção de materiais e suportes artísticos e criação estética. Action Painting. reciclagem. .CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 84 ARTE – ARTES VISUAIS – 3ª SÉRIE HABILIDADES  CONTEÚDOS ARTE NO PÓS-MODERNISMO. emoções. Instalações Artísticas. comparar obras e artistas. Organizar conhecimentos para articular arte. eruditas e de massa nos contextos locais. identificar. Investigar. na globalização. Hipermídia.  Arte Pós Moderna  Arte Conceitual ARTE NORTE AMERICANA . Concretismo e Neoconcretismo  Arte Conceitual SUGESTÕES DE ARTICULAÇÕES TEMÁTICAS:  Arte africana e afro-brasileira. Analisar a Pop Arte como crítica e apologia da cultura de massa. Identificar. Hipertexto. Mário Cravo e outros. Mestre Didi. Identificar a utilização o acesso e a extensão da linguagem áudio-visual e das novas mídias na sua vida e na sua cidade. Perceber os reflexos da globalização na arte e em seu fazer artístico. codificar. Identificar a arte não hegemônica e os limites dos conceitos de arte erudita. e desconstrução. identificar. ecologia. interpretação dúbia.

)? No trabalho conjunto com os demais componentes curriculares. Conforme as Orientações Curriculares para o Ensino Médio (MEC/SEB. a proposta da experiência direta com esse fazer musical criativo. a abordagem integrada das modalidades de composição. para especificações a respeito. p. educador musical inglês. Este documento. Aproveitando a recente aprovação da Lei 11. nos três anos do Ensino Médio.394/96) e dispõe sobre a obrigatoriedade do ensino da música na educação básica. e do segundo. do profissional que atuará com esse componente curricular nas escolas. que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei 9. por exemplo. de fato. ainda temos que discutir muitas questões: Que conhecimentos são validados ao definirmos as habilidades e competências musicais? Como a diversidade de manifestações musicais e a aprendizagem musical informal são contempladas no currículo? Como garantir que a música seja tratada como um domínio especializado.175). este documento procura propor algumas linhas de ação para o ensino de música no Distrito Federal. apreciação e execução. com influências significativas de Koellreuter. já sinaliza um primeiro diálogo. Entretanto. temos a proposta baseada na improvisação musical. compositor e educador alemão. portanto. apoiadas pela técnica e literatura sobre música. e de Keith Swanwick. com valor na própria experiência musical e não apenas como um meio para desenvolver outras habilidades (como socialização.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 85 7. raciocínio etc.5. . uma forte tendência na prática pedagógico-musical é a experiência direta com o fazer musical e criativo. 2006). Dentre as habilidades e competências musicais elencadas neste documento. espera-se que o presente documento contribua para reflexões sobre possíveis práticas pedagógico-musicais a serem. realizadas nas escolas.2 MÚSICA Baseado prioritariamente nas Orientações Curriculares para o Ensino Médio (MEC/SEB. faz-se necessário um diálogo com todos os envolvidos na educação. Do primeiro. bem como das habilidades e competências que serão priorizadas no ensino da música. especificando as habilidades e competências musicais. podemos encontrar. neste momento de celebração pela volta do ensino de música às escolas. qual a função da música? Como as Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) podem ser utilizadas como nossas aliadas nas aulas de música? Essas são algumas das questões que são brevemente discutidas aqui. 2006.769/08. motricidade. relacionando-as às competências gerais determinadas para o Ensino Médio. Assim.

com expressividade. difere muito da música “real”. em detrimento a aulas expositivas sobre música. suave. 2003) apresenta um modelo que define as dimensões da música. Podemos atentar ainda para o caráter expressivo da música. com a forma pela qual os sons são manipulados. Assim. prestamos atenção ou nos relacionamos com as qualidades do som em si (forte. Finalmente. como discorremos acima. precisamos atentarmo-nos ao fato de que a presença de atividades de apreciação. com o controle seguro das vozes e instrumentos. Para isso. não asseguram uma prática musical significativa. A essa dimensão Swanwick dá o nome de Materiais: a matéria sonora que constitui a música e suas qualidades específicas. períodos e partes. Swanwick (2003) aponta a formação de uma subcultura da música escolar que. composição e execução – modalidades que. procurando abranger repertórios diversificados que possibilitem a melhor compreensão e construção de conhecimentos para a formação do cidadão. Além de práticas musicais em aulas de música. Segundo Penna (2006. DEL BEN 2003. p. seja ela leve. vídeos etc. escutada pelos/pelas estudantes que consomem CDs. Swanwick (1988. seja ouvindo. Hentschke e Del Ben (2003. garantem o envolvimento direto com o fazer musical – por si só.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 86 Entretanto. tocando um instrumento. como os vários gestos musicais se relacionam. bem como suas experiências musicais fora do contexto escolar. Resumidamente. alegre ou triste. o timbre da voz ou do instrumento. Essa é a dimensão de Expressão. articulação.179) Desse modo. definindo um sentido de direção. compondo ou improvisando. identificação e criação de estilos e gêneros musicais de nossa cultura e outras. é importante não apenas garantir o acesso às práticas musicais. atentando às dimensões da música que podem e devem ser trabalhadas nas modalidades de composição. p. discutindo como nos relacionamos com os elementos sonoros e como os transformamos em música. a estrutura da música em termos de frases. por exemplo). cantando. mas também é primordial que os/as professores/as busquem proporcionar práticas musicais significativas. podemos prestar atenção no modo como os sons são organizados no tempo. foram sugeridas algumas habilidades que buscam promover o entendimento. rápido. execução e apreciação. p. essa “necessidade de trabalhar com a diversidade de manifestações artísticas. MP3s. Ao discutir algumas práticas musicais em escolas. (HENTSCHKE. vale a pena ressaltar a importância de se considerar a diversidade de estilos musicais presentes no cotidiano de nossos/nossas estudantes. . Esses aspectos constituem a dimensão de Forma. para sua identidade expressiva. lento. em alguns casos. se desenvolvem ou se contrastam.179) explicam: Quando vivenciamos música. 1994.39).

2008) vem demonstrando em suas pesquisas que incorporar práticas de aprendizagem informal nas escolas afeta os processos como os adolescentes adquirem habilidades e conhecimento. . como previsto nos conteúdos referenciais52 e habilidades. Assim.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 87 considerando a todas como significativas”. Não podemos ignorar as mídias às quais nossos/nossas estudantes têm acesso na atualidade: baixar músicas. computadores é uma realidade entre os/as estudantes. p.645/08. Green (2008. A música apresenta um corpo de conhecimento especializado. tanto nas aulas como fora delas. A partir dessas pesquisas. entre outras. celulares. por isso. como meio para ilustrar contextos históricos. é o que vem apontando o multiculturalismo e pela Lei 11. p. exemplificar proporções.183). entendem e apreciam música. elencados neste documento. esperamos que as linhas de ação propostas aqui fomentem discussões acerca de práticas pedagógico-musicais para estudantes do Ensino Médio do Distrito Federal de 52 Os conteúdos referenciais desta linguagem não foram distribuídos por bimestre. os/as professores/as poderão enfrentar dificuldades para justificar aos demais participantes da comunidade escolar qual o sentido da presença da música nos currículos escolares”. sua autonomia como aprendizes e sua capacidade de trabalhar conjuntamente. Um último ponto levantado anteriormente diz respeito à utilização das tecnologias de informação e comunicação (TICs) na educação musical. analisar letras de canções. deve ser vivenciada integralmente por meio de práticas musicais. e acessá-los em seus MP3. para evitar não só a tentação do etnocentrismo. Entretanto. a facilidade de acesso a produções sonoro-musicais pode ser explorada no ensino musical.2) tem levantado questões relacionadas à motivação dos/das estudantes com a educação musical. “ao utilizar argumentos que não se referem às especificidades da música como domínio especializado. mas também os riscos do folclorismo ou da guetização. Green (2002. influenciando a forma como escutam. Música pode ser trabalhada como estratégia de ensino em outras áreas. Como alertam Hentschke e Del Ben (2003. cooperando com seus colegas. MP4. Por fim. que tem valor na própria experiência musical como dimensão fundamental da cultura e.” Com relação à valorização da aprendizagem informal no contexto formal das escolas. outro ponto importante é com relação às funções da música no trabalho conjunto com outras disciplinas curriculares. mas a autora também nos alerta para a necessidade do diálogo entre as diferentes práticas musicais e culturais como “essencial para o crescimento de todos. vídeos e jogos pela internet. e sem a intervenção dos/das professores/as.

tanto estudantes quanto professores/as. possam construir e colocar em ação conjuntamente um currículo condizente com suas realidades. que as propostas e discussões garantam uma prática de ensino e aprendizagem musical em que os/as estudantes possam efetivamente fazer música nas escolas. principalmente.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 88 modo que. Esperamos. .

pesquisar e analisar produções musicais de culturas diversas. Conhecer e identificar o emprego de instrumentos musicais nos diversos estilos. analisando os recursos aplicados no processo de produção musical. Analisar. analisando os recursos aplicados no processo de produção musical. modificar e reorganizar os elementos da linguagem musical e os elementos formais da estrutura musical na criação e improvisação musical. Discutir a relação música e mídia. distinguir e compreender os elementos básicos da linguagem musical nos diversos gêneros e estilos. das estruturas formais. Analisar no contexto musical do Distrito Federal e entorno as relações entre estilos musicais e manifestações sociopolíticoeconômicas. períodos. Empregar a voz e/ou ou instrumentos na execução musical com fluência. diferenças) Instrumentos musicais no processo de produção musical Voz humana e corpo no processo de produção musical Improvisação e criação musical Música e tecnologias Gêneros e estilos musicais Usos e funções da música Música e mídia Música articulada a outras linguagens artísticas Produção musical do Distrito Federal e entorno Música e identidade cultural Profissional em música . Apreciar. ritmo.              LETRAMENTO E DIVERSIDADE Elementos da linguagem musical (melodia. distinguir e compreender similaridades e diferenças na organização da estrutura formal da música nos seus diversos gêneros e estilos. Conhecer e analisar os diferentes usos e funções da música no seu cotidiano e nas manifestações culturais de diversos grupos sociais. harmonia. comparar e diferenciar obras de diferentes estilos musicais a partir da análise dos elementos musicais. comparar e analisar as diferentes formas de organização do som quanto aos seus parâmetros. ideias e sentimentos provocados pela escuta de diferentes estilos musicais. duração. Apreciar. expressividade e senso de estrutura. intensidade e timbre) Estrutura formal (frases. semelhanças. características e recursos utilizados na sua composição. Conhecer e pesquisar formas de utilização de recursos tecnológicos na criação musical. Perceber. discutir e expressar sensações. Compreender a produção musical como forma de manifestação e de identidade cultural. Conhecer e refletir sobre a interação da música com outras linguagens e manifestações artísticas. Apreciar.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 89 ARTE − MÚSICA − 1ª SÉRIE HABILIDADES  CONTEÚDOS                   Conhecer. agógica) Parâmetros do som (altura. Entender. dinâmica. Conhecer e identificar o emprego da voz e do corpo humano como instrumento musical nos diversos estilos. Conhecer os diversos campos de atuação do profissional em música. Refletir e compreender as divergências nos conceitos de gosto e valor musical. articular. textura. identificar.

Pesquisar. Conhecer e identificar o emprego da voz e do corpo humano como instrumento musical nos diversos estilos. ouvir e identificar os diversos estilos musicais existentes na música brasileira de todas as épocas.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 90 ARTE − MUSICA − 2ª SÉRIE HABILIDADES  CONTEÚDOS             Conhecer. estilos e gêneros- . Compreender. Conhecer. identificar e valorizar a contribuição de outras culturas para a produção musical brasileira. ternária) Instrumentos musicais no processo de produção musical Voz humana e corpo no processo de produção musical Improvisação e criação Música e tecnologia Gêneros e estilos musicais Sistema modal.             LETRAMENTO E DIVERSIDADE Elementos da linguagem musical (melodia. tonal e atonal Usos e funções da música Música e mídia Música e outras linguagens artísticas Música no Brasil Música Brasileira – diversidade de manifestações. comparar e refletir sobre os diversos gêneros musicais como manifestações de uma consciência estética própria. harmonia. articular. veiculação da música presente na mídia. Articular os conhecimentos adquiridos com o estudo dos parâmetros do som com os de outras áreas do conhecimento como a Física. Ouvir. agógica) Estrutura formal (forma binária. divulgação. entender e distinguir exemplos musicais do sistema modal. analisando os recursos aplicados no processo de produção musical. Entender. Pesquisar e analisar os recursos tecnológicos utilizados no meio musical e incorporá-los às produções próprias. as estruturas formais e características próprias da música brasileira de diversos estilos e de diferentes épocas. buscando a expressividade na prática interpretativa. pesquisar. Empregar a voz e/ou ou instrumentos na execução de produções musicais. analisando os recursos aplicados no processo de produção musical. ritmo. modificar e reorganizar os elementos da linguagem musical e os elementos formais da estrutura musical na criação e improvisação musical. dinâmica. tonal e atonal. refletir e discutir sobre os meios de produção. Identificar e analisar os elementos musicais. textura. Conhecer e identificar o emprego de instrumentos musicais nos diversos estilos.

agógica) Estrutura formal (forma binária. tema e variações) Instrumentos musicais Voz humana Improvisação e criação Música e tecnologia Gêneros e estilos musicais Noções de História da Música Música em diferentes contextos históricos e sociais Usos e funções da música Música e mídia Música e outras linguagens artísticas Música Brasileira – diversidade de manifestações. estilos e gêneros- . analisar. Apreciar. Apreciar e conhecer diversas possibilidades de agrupamentos instrumentais.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 91 ARTE − MUSICA − 3ª SÉRIE HABILIDADES  CONTEÚDOS           Identificar e analisar os elementos musicais. ritmo. harmonia. Entender os diferentes usos e funções da música de diferentes épocas e países. analisando os recursos aplicados no processo de produção musical. Identificar. compreender. dinâmica. social. Pesquisar. político. analisar e discutir as relações entre o contexto histórico. de diversos estilos e de diferentes épocas. aprimorando a prática interpretativa. evidenciada na sua produção musical. textura. Incorporar a utilização de recursos tecnológicos no processo de criação musical. rondó. ternária. Conhecer e identificar o emprego da voz.        LETRAMENTO E DIVERSIDADE     Elementos da linguagem musical (melodia. Conhecer e entender as formas de utilização de recursos tecnológicos na produção musical. comparar e distinguir estilos musicais predominantes em culturas diversas. dos instrumentos musicais e materiais sonoros não convencionais nos diversos estilos. econômico e cultural de diferentes épocas e suas produções musicais. analisar e refletir sobre a assimilação de aspectos característicos de uma cultura por outra. a partir do contexto em que estão inseridas. as estruturas formais e características próprias da música brasileira e da música de outros países. Empregar a voz e/ou ou instrumentos na execução de produções musicais. ao longo da história.

Posto que. do outro e dos demais componentes curriculares. na educação como uma Linguagem específica do componente curricular Arte.3 TEATRO Ver além daquilo que os olhos olham.. está um poder singular de transformar valores de cada indivíduo e desse modo. códigos e suas tecnologias /. numa visão antropológica e multicultural o Teatro faculta à Educação. De acordo com o documento do Ministério da Educação – Orientações Curriculares para o Ensino Médio – Linguagem. nesta Proposta Curricular. Augusto Boal Defende-se o Teatro como um palco de revoluções53. rumo ao letramento.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 92 7. ressaltamos então. constitui-se pela sua epistemológica natureza interdisciplinar.. numa categórica nomenclatura de Artes Cênicas. 4º a. o ensino do Teatro. corporal. acredita-se que nessa especificidade curricular do componente curricular Arte.5. Teatro. a expressão e a representação. 2006. mover o mundo. Ainda. que especificam e privilegiam as dimensões simbólicas e estéticas do ser humano em sociedade.C. escutar além daquilo que os ouvidos ouvem.. por meio de processos formais e informais. Orientações Curriculares Nacionais . transcreve construções de sentidos para as experiências e existências humanas.2006) que distingue a presença do Teatro. 53 54 Aristóteles. sentir além daquilo que toca a pele.Linguagens. pensar além do significado das palavras. séc. à expressão e a simbolização dos seus sentimentos e percepções. visual.. Secretaria de Educação Básica. Possibilita ampliar o conhecimento humano e promover eficazmente os conhecimentos da linguagem teatral. sonoro e midiáticos). Brasil MEC/SEB.. O Ensino do Teatro. Códigos e suas Tecnologias 54 (MEC/SEB.. inserido na maioria dos currículos das escolas brasileiras. uma inserção na diversidade das culturas humanas. fortalecendo os processos de identidade e cidadania. Artes Visuais e Música. assim. inserido no campo da linguagem. onde a finalidade é a comunicação. O estudo e o conhecimento da linguagem teatral objetiva capacitar o/a estudante a interpretar e representar o mundo à sua volta. E. consolida-se como de uma das linguagens do componente Curricular Arte: Dança. às vezes denominado de Teatro-educação ou ainda. . o objetivo de desenvolver capacidades e habilidades de produzir textos (verbal. capaz de intermediar diálogos transversais entre diferentes áreas de conhecimento e de estabelecer interfaces entre objetos de conhecimentos vinculados ao universo do ser. – Brasília. Além do ensino do Teatro exercer a tarefa de mediar saberes e conhecimentos produzidos e adquiridos.

26-A. ideologias e saberes. passa a vigorar acrescida dos seguintes arts. 2o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 9 de janeiro de 2003.htm/> 56 BRASIL. 79-A. (VETADO) Art. inclui no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática História e Cultura AfroBrasileira e Indígena. histórica. oficiais e particulares. materiais e suportes) isto é. Brasília: MEC/SEMTEC. DE 10 DE MARÇO DE 2008. científica e filosófica fundamentais à formação do sujeito e possuidoras de conhecimentos que não são expressos por outras áreas do conhecimento. 182o da Independência e 115o da República. psicológica.planalto. torna-se obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-brasileira. quando estabelece proposições de habilidades e competências vinculadas às concepções teóricas da linguagem. produtos de práticas sociais que constituem substancialmente a linguagem e a cultura humana. que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. etnia. Em que medida o ensino de teatro contribui para o desenvolvimento de habilidades e competências nessas quatro 55 LEI Nº 11. notamos que o ensino de teatro pode contribuir muito na formação dos jovens nos quatro âmbitos apontados pela UNESCO para a educação do século XXI: aprender a ser. Brasília. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio.394. tradicionais e tecnológicos. Art. Altera a Lei no 9. . deve contemplar a valorização e o respeito à diversidade. 26-A. Art. Ministério da Educação. como a afro-brasileira e a cultura indígena. O ensino do Teatro resgata e ressignifica todo esse legado cultural das vivências humanas. 2002. As Orientações Curriculares para o Ensino Médio – Linguagem.PCN56 enfatizam essa área de conhecimento como portadora de valores e conteúdos de ordem social. 79-B." Art.645. Se pensarmos que o acesso aos bens culturais é um direito assegurado pela Constituição Federal e que as diretrizes educacionais expressas nos Parâmetros Curriculares Nacionais . e averiguar como as nossas diferenças podem construir diálogos ricos e uma convivência mais pacífica de raça. 1o A Lei no 9. Códigos e suas Tecnologias (MEC/SEB. 79-A e 79-B: "Art. de 20 de dezembro de 1996.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 93 textos estes protagonizados por um emissor – construtor de textos e um receptor – interpretador de textos. orientações sexuais e outras culturas 55. por exemplo: o canal (veículos. aprender a conhecer e aprender a fazer.639. de 9 de janeiro de 2003. classe social. religião. que operam junto ao contexto (elemento determinante na comunicação. gênero. Nestes elementos estruturadores da linguagem estão imersos valores.639. Outros elementos indissociáveis coexistem neste processo de ensino e aprendizagem da linguagem teatral.2006) recomendam que o ensino da Arte Teatral. meios de comunicação antigos e atuais. DE 9 DE JANEIRO DE 2003. Parâmetros Curriculares Nacionais.gov. aprender a conviver.br/ccivil_03/leis/2003/l10. expressão e representação da arte teatral). modificada pela Lei no 10.639. Secretaria de Educação Média e Tecnológica. LEI No 10. de 20 de dezembro de 1996. <https://www.394. O calendário escolar incluirá o dia 20 de novembro como „Dia Nacional da Consciência Negra‟. crenças.

o ensino do Teatro deve conferir uma herança estética e artística para todos e particularmente mediar uma alfabetização cultural aos/às estudantes portadores de necessidades especiais. .CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 94 dimensões? Em que medida os conteúdos discutidos na aula e a forma como os mesmos são trabalhados favorecem uma atitude mais cidadã. enriquecer a educação no ensino médio e articular as competências. as habilidades e seus conteúdos referenciais. faz-se mister o especialista da área. crítica e protagonista dos/das estudantes? Enfim. pelas especificidades dos PCN de tratar o teatro como linguagem que produz sentidos. Portanto para a significativa presença da arte teatral no currículo escolar. pela sua propriedade em propor metodologias de ensino e de sistemas múltiplos de percepção e abstração do conhecimento.

 Conceitos: arte. diretor. movimento. signo. maquiagem e penteado. contexto. posicionamento. analisar e relacionar os signos teatrais referentes aos figurinos e adereços. teatro. sombras. direções. movimento. cenário. Apreciar crítica e esteticamente a organização e a estruturação dos elementos da linguagem (corpo. iluminação) em suas produções e em outras. movimento.  Manifestações populares ( Carnaval como espetáculo de manifestação cênica)  Manifestações ritualísticas que utilizam a expressão dramática em diversas culturas. compreendendo as transformações dos elementos básicos da linguagem teatral inter-relacionados ao contexto atual. corpo. LETRAMENTO E DIVERSIDADE HISTÓRIA DO TEATRO  Produções e manifestações teatrais. palavra. Comparar a caracterização física das personagens. . o onde e o quando. iluminação.  O teatro seu papel social.  O teatro nos países da Ásia. gestos. Pesquisar e utilizar os elementos básicos que estruturam uma ação cênica: o quê. improvisação. postura e relacionamentos). ação dramática. teatro (atores. cinema. música. iluminação. cenário. etc. espaço. dinâmica. Texto. com a representação de atitudes. etc.  Elementos estruturas do espetáculo teatral.  História do teatro Origem do teatro. Vivenciar e analisar os elementos básicos da estética teatral e suas interações numa ação dramática: corpo (mímica facial. máscara. figurino. o quem. maquiagem.sonoplastia. cenário e objetos de cena. articulação. dança. adequando conteúdo e forma. Voz. Pesquisar os modos e os meios de articulação em suas produções e de outros: peças de profissionais. manifestações folclóricas. espaço. caminhos e extensões).CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 95 ARTE − TEATRO − 1ª SÉRIE HABILIDADES  CONTEÚDOS TEORIA DO TEATRO O teatro como Código de Linguagem e Comunicação  Elementos da linguagem teatral. sonoplastia. TV. TEORIA DO TEATRO HISTÓRIA DO TEATRO  História do teatro: Teatro Medieval. drama.           Analisar o papel da arte dramática como Código de Linguagem da Comunicação humana. som. Analisar e reconstruir conceitos relativos aos elementos da gramática estética teatral. voz-som e palavras (intensidade. (níveis. figurino. farsa. Distinguir as relações entre palco e plateia nas diferentes formas: emissor (estudante/ator) e receptor (estudante/espectador). valores e sentimentos no contexto atual e em outros contextos históricos. etc. adereços. respiração. voz. maquiagem. na elaboração de uma montagem cênica. ator. rituais indígenas e afrobrasileiras. circo. altura. Identificar. espaço. improvisadas e ou elaboradas. bonecos. palco.)  Estudo e análise de um texto teatral medieval e jesuítico. performances. Relacionar o período da Pré-História às manifestações rituais. ação. vídeo. Teatro primitivo. etc. • Tipos de ações cênicas. comédia. Comédia Dell‟Arte  Gêneros teatrais (tragédia. planos. dicção e inflexão vocal). conflito. mímica). happenings. ações.

Relacionar os conhecimentos da linguagem cênica com a produção e apresentação do espetáculo popular do carnaval. peças. conflito. Analisar os conceitos evolutivos do teatro primitivo e greco-romano. personagens. Distinguir as características dos elementos nos diferentes tipos de ação cênica. dança. planos de ação.            Identificar e relacionar conceitos referentes aos elementos estruturais característicos de registros cênicos nos roteiros: tema. marcas de movimentação. falas das personagens. organização dos elementos cênicos. diálogos. diretores. para a formação do patrimônio cultural nacional e universal atual. circo. Identificar e analisar as relações entre os elementos da linguagem cênica que caracterizam gêneros teatrais (tragédia. quadros. cinema. mímica. ensaios. Relacionar e comparar o período histórico do Renascimento. Pesquisar e analisar as diversas manifestações cênicas e a história do teatro dos países do continente asiático. regional. vídeo. dramaturgos.  História do Teatro: Comédia Teatro Renascentista  Estudo e análise de um texto teatral renascentista  Culturas indígena e africana e suas implicações na história do teatro. improvisada e ou elaborada: cenas. Pesquisar e analisar manifestações populares que utilizam a linguagem cênica. drama). elaboração do projeto. divulgação e apresentação. etc. Pesquisar. em cenografia. cenas. Avaliar a relevância dos rituais no período da Pré-História. seu contexto sociocultural original e mudanças observadas até o momento contemporâneo. ação. articulação. Pesquisar e analisar a importância das manifestações cênicas para a formação de sua identidade cultural e a do patrimônio artístico local. comédia. tese. relacionar e vivenciar as etapas de uma produção cênica: escolha ou criação de texto.  A linguagem teatral em ações interdisciplinar. em sonoplastia.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 96 ARTE − TEATRO − 1ª SÉRIE HABILIDADES  CONTEÚDOS HISTÓRIA DO TEATRO  Teatro Barroco Teatro dos Jesuítas e Teatro do Brasil Colonial. nacional e mundial. e outros). farsa. enredo. multi e transdisciplinar. Pesquisar e identificar os diversos profissionais envolvidos nos diferentes veículos de encenação (atores. técnicos em iluminação. com as manifestações teatrais atuais. LETRAMENTO E DIVERSIDADE .

o quem. científico e tecnológico no processo de representação teatral. nas atividades teatrais. multi e transdisciplinares. a influencia da cultura indígena e afro na formação da identidade estática e sua influência nos diferentes veículos de encenação. Utilizar os elementos básicos que estruturam uma ação cênica: o quê. técnicas e conceitos teatrais. Pesquisar nas culturas indígenas e negras elementos expressivos formais e materiais. LETRAMENTO E DIVERSIDADE .  Utilizar a linguagem da arte cênica como instrumento potencializador da criação de projetos inter. e reconhecer a relevância desta produção na formação da identidade cultural. para criação de ações cênicas. Perceber a relevância das peças e de produções teatrais ou rituais do período renascentista. Identificar e analisar elementos relacionados com às culturas indígenas e negras. Pesquisar e analisar as manifestações teatrais no período Medieval.  Pesquisar e analisar características das manifestações teatrais do período renascentista. para a formação do patrimônio cultural. Avaliar a relevância de peças e produções teatrais do período Medieval. nacional e universal atual.  Verificar. nas produções teatrais do período Barroco e no Brasil Colonial. o onde e o quando em produções cênicas. Compreender as transformações dos signos básicos da linguagem cênica renascentista interrelacionando ao contexto atual. Pesquisar e analisar as manifestações teatrais no período Jesuítico e sua relevância para a formação da identidade cultural do país. a aplicação de conhecimentos de outras áreas que contribuem para o aperfeiçoamento de materiais.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 97 ARTE − TEATRO − 1ª SÉRIE HABILIDADES  CONTEÚDOS          Identificar o impacto do desenvolvimento sociocultural. Investigar.

cenografia. ético. signo. científico. político. para caracterizar gêneros teatrais (tragédia. fantasia). político. as formas de utilização dos signos teatrais (teatro de atores. camareiro. cinema). para caracterizar gêneros teatrais (tragédia. improvisação. corpo. no contexto histórico brasileiro do Brasil Colônia. no contexto histórico-brasileiro e universal do período Romântico. carpinteiro teatral e produtor. movimento. farsa. maquiagem. e do cinema. teatro. aderecista. relacionamentos. ator. ação dramática (conflitos. ação dramática. figurinos.  Distinguir os modos e os meios de articulação e de interação dos signos da linguagem.  Identificar conceitos referentes à construção do texto teatral: exposição. memória. maquiador. cenário. e inter relacioná-los com as diferentes estilísticas atuais do teatro. lírico. etc. da TV e do cinema e as compreendidas.  Entender os conceitos planos de ação (realidade. monólogo). iluminação. personagens (principais: protagonista e antagonista e secundário).  Investigar e conhecer o processo de surgimento e reconhecimento dos profissionais ligados ao fazer teatral: dramaturgo. figurino. conflito. movimento. econômico. sonoplastia. econômico). de bonecos. diretor. nos diferentes tipos de encenação. farsa. drama. dança-ritual. épico).  Voz. adereços e objetos de cena. moral. iluminador.  Identificar e relacionar. sombra. drama. emocional.  Pesquisar conceitos referentes à tese/discurso. espaço.  Ações cênicas elaboradas.  Avaliar a relevância de peças e manifestações cênicas. Elementos estruturadores do espetáculo teatral.  Texto. desenvolvimento e desfecho.  A influência da cultura indígena nas produções teatrais. perfil (físico. tecnológico). espaço. causas e consequências.  Funções do teatro na sociedade.  História do teatro  História do Teatro universal  Teatro Romântico  Teatro Brasileiro  Teatro de Arthur Azevedo HISTÓRIA DO TEATRO  Teatro Realista e Naturalista: Ibsen e Zola.  Identificar os modos e os meios de interação dos signos da linguagem. iluminação. maquiagem. máscaras. contra-regra. épico). comédia.  Teatro Brasileiro: Teatro de Revista. dança-teatro. contexto sociocultural.   LETRAMENTO E DIVERSIDADE HISTÓRIA DO TEATRO Comédia de costumes Teatro de Martins Penna TEORIA DO TEATRO  Elementos da estética teatral  Elementos estruturadores da composição teatral. sonoplastia. melodrama. ator. social. encenador. lírico. da TV. voz. personagem etc.  Experimentar os elementos da estética teatral e pesquisar suas interações numa encenação: corpo. e inter relacioná-los com as diferentes estilísticas atuais do teatro. do período compreendido entre o Romantismo e o Naturalismo  CONTEÚDOS TEORIA DO TEATRO  O teatro como Código de Linguagem e Comunicação Elementos da linguagem teatral. sonoplasta. contexto.  Conceitos: arte.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 98 ARTE − TEATRO − 2ª SÉRIE HABILIDADES Analisar o papel da arte dramática como Código de Linguagem da Comunicação humana. maquinista.  Elaborar projeto de produção teatral  Teatro e a função social . palavra. comédia. circo. ação. diretor. mímica. palco. TV. melodrama. etc. e as compreendidas. figurinista. falas (diálogo. vídeo. filosófico.

Pesquisar e analisar as produções do Teatro Brasileiro de Comédia e sua influencia na formação da identidade cultural. Perceber a influência das diferentes formas de representação cênica no seu cotidiano. no processo de montagem.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 99 ARTE − TEATRO − 2ª SÉRIE HABILIDADES  CONTEÚDOS HISTÓRIA DO TEATRO  Teatro brasileiro de Comédias . Analisar e construir informações e conceitos relativos aos elementos sígnicos da linguagem. Analisar e investigar as formas de representação cênica dos relacionamentos. analisar e relacionar textos teatrais que abordam a problemática de seu cotidiano.TBC  Teatro Universitário  Produções teatrais nas diversas categorias. Elaborar projeto de produção teatral que contemple a análise dos aspectos e dos problemas sociais de sua comunidade. selecionando o mais significativo para montagem cênica. Analisar textos teatrais e relacioná-los à problemática de seu cotidiano.  A linguagem teatral em ações interdisciplinar. regional e nacional e sua utilização nos veículos de encenação.                 Entender as diferentes funções do teatro na sociedade em relação ao contexto sóciohistórico. Pesquisar e analisar a produção do teatro de revista e a repercussão na formação da identidade cultural. de adereços e de sonoplastia. multi e transdisciplinares da produção teatral. integrados aos corporais. vocais. Identificar. Analisar na representação cênica. no fenômeno da globalização e nos processos de padronização e massificação. nacional e universal. espaciais. no processo de apreciação e de fruição. gêneros e meios interativos e de comunicação de massa. as manifestações teatrais nacionais do século XX à atualidade. Identificar. tribal. as ações. LETRAMENTO E DIVERSIDADE . Identificar as características formais interrelacionando-as às funções do teatro no contexto social que foi escrito. multidisciplinar e transdisciplinar. de cenografia. distinguir e analisar elementos característicos das produções do teatro Universitário. Analisar a produção cênica identificando as ações inter. de maquiagem. de modo a propor soluções e intervenções. Pesquisar a importância da cultura indígena na formação da identidade estética. a interação dos elementos da linguagem cênica nos veículos de comunicação. Identificar a importância das manifestações cênicas para a formação da identidade nacional e do patrimônio artístico local. regional. as atitudes e os valores humanos. Identificar. Distinguir e comparar. a adequação dos elementos de iluminação.

 Tipos de ações cênicas. fantasia). nacional e universal. construir e apreender informações e conceitos relativos aos elementos sígnicos da linguagem. show musical.  A influência da cultura africana nas produções teatrais  Teatro do Absurdo e Teatro da Crueldade. verificando sua ação sobre a realização. ação dramática (conflitos. improvisadas e/ou elaboradas.  Funções do teatro na sociedade. tecnológico).  A ação cênica e o meio ambiente TEORIA DO TEATRO  História do teatro: Tendências Contemporâneas – Grupos teatrais brasileiros e estrangeiros. Simbolismo e Teatro Político. e secundária). relacionamentos. político. improvisadas e/ou elaboradas. moral. Analisar o impacto do desenvolvimento sociocultural. ético. improvisadas e/ou elaboradas. A linguagem cênica e sua utilização nas diversas mídias LETRAMENTO E DIVERSIDADE        . monólogo). emocional. memória. político. (físico. TV. Oficina e Opinião. identificando seus elementos estruturais: gênero. econômico). científico.  História do teatro brasileiro: Teatro de Arena. TV e cinema e às compreendidas no contexto histórico brasileiro e universal do século XX. no processo de apreciação e de fruição.  Tipos de ações cênicas. atitudes e opiniões e influenciar comportamentos individuais e sociais (teatro. contexto sociocultural.  Tipos de ações cênicas. cinema multimídia. planos de ação (realidade. perfil.  Multiculturalidade. no processo de montagem. Identificar. regional. tese/discurso. falas (diálogo. improvisadas e/ou elaboradas. Pesquisar a importância das manifestações cênicas para a formação da identidade nacional e do patrimônio artístico local. TEORIA DO TEATRO  História do teatro: Contemporâneo Épico. em suas produções. os gêneros e os estilos adotados e relacioná-los às correntes estilísticas atuais do teatro. identidade e diversidade HISTÓRIA DO TEATRO  Teatro Moderno/Contemporâneo – Expressionismo. enredo (exposição.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 100 ARTE − TEATRO − 3ª SÉRIE HABILIDADES   Analisar o papel da arte dramática como Código de Linguagem da Comunicação humana Analisar textos teatrais.  Tipos de ações cênicas. Internet e outros). social. Pesquisar e analisar manifestações populares locais que utilizam a ação dramática como instrumento de comunicação expressão de valores éticos Identificar. desenvolvimento e desfecho).  Projeto de montagem cênica. Elaborar projeto de produção teatral que contemple a análise dos aspectos e dos problemas sociais de sua comunidade. Analisar. personagens (principais: protagonista e antagonista. filosófico. para mobilizar emoções valores. a interação dos elementos da linguagem cênica nos veículos de comunicação. causas e consequências. tema. econômico. científico e tecnológico no processo de representação teatral e nos elementos da encenação. de modo a propor soluções e intervenções. vídeo. CONTEÚDOS TEORIA DO TEATRO  O teatro como Código de Linguagem e Comunicação  Elementos da gramática estética teatral  Elementos estruturadores da composição teatral. a apreciação e a fruição nos espetáculos cênicos.

CONTEÚDOS    LETRAMENTO E DIVERSIDADE        . movimento. país. iluminação) em suas produções e em outras. no fenômeno da globalização e no processo de padronização e massificação. as ações. de modo a propor soluções e intervenções. máscara. adereços. os relacionamentos. Apreciar crítica e esteticamente a organização e a estruturação dos elementos estéticos e comunicacionais da linguagem teatral em sua produção e de outros. cenário. Pesquisar as ações dramáticas que abordam a temática ambiental no Brasil e no mundo (textos. e investigar suas formas de representação cênica. Identificar e utilizar os elementos da linguagem cênica nos jogos dramáticos e improvisação.) Criar textos. Identificar. voz. Identificar o papel desempenhado pela arte cênica nas ações de sensibilização para as questões ambientais. maquiagem. cidade. figurino. Elaborar projeto de produção teatral que contemple a análise dos aspectos e dos problemas sociais de sua comunidade. Pesquisar e identificar influências da cultura africana nas produções teatrais contemporâneas. vídeos etc. som. as atitudes. Pesquisar e analisar textos nacionais e internacionais. palavra. e problemas ambientais identificados em seu bairro. a organização e a estruturação dos elementos da linguagem cênica (corpo. música. vídeos e outras formas de manifestação cênica que abordem a temática ambiental. analisar e relacionar textos teatrais inter-relacionados à problemática de seu cotidiano. selecionando o mais significativo para montagem cênica. os valores humanos. continente e planeta.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 101 ARTE − TEATRO − 3ª SÉRIE HABILIDADES  Perceber a influência das diferentes formas de representação cênica no seu cotidiano. crítica e esteticamente. espaço. Apreciar.

CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 102 ARTE − TEATRO − 3ª SÉRIE HABILIDADES LETRAMENTO E DIVERSIDADE  Identificar e selecionar formas de encenação para o texto escolhido: teatro de atores e de bonecos. e multimídia. circo. mímica. Identificar. técnicas e de formas de encenação. a aplicação de conhecimentos de outras áreas que possam contribuir para o aperfeiçoamento de materiais. sombra. TV. teatro-dança. utilizar no processo de montagem cênica. rituais. no processo de montagem cênica. dança. cinema. a aplicação das Tecnologias da Informação e Comunicação que possam contribuir para o aperfeiçoamento de materiais. vídeo. técnicas e de formas de encenação. CONTEÚDOS   . Identificar.

Dança nas escolas públicas de Ceilândia-DF/Brasil. defendida em novembro de 2007 na Universidade Técnica de Lisboa/Faculdade de Motricidade Humana (FMH). . a partir do momento que se suplanta suas origens. principalmente. Sem a intenção de reduzir a dança a um instrumento meramente funcionalista.4 DANÇA57 O homem faz parte de um dado grupo. questiona se a Dança é área de conhecimento. Mais do que as leis. exercício físico. A partir dos PCNEM (1998) é situada como uma especificidade curricular do Componente Curricular Arte e integrante da área de Linguagens e Códigos e suas Tecnologias. Com a finalidade de educar pessoas portadoras de diferentes especificidades culturais. educativo. tais como: o axé. desvelar e desfazer estereótipos que marginalizam algumas danças e gêneros de danças populares. os costumes. dentre outros. em contrapartida. negando-lhes o seu caráter histórico. Nas instituições educacionais a dança seria o conjunto de todas as questões expostas por Marques (2005). os trajes e a linguagem é o gesto que vai dar existência a essa união. A dança dentro do contexto educacional pode ser tudo isso.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 103 7. E tem necessidade de se sentir fazendo parte integralmente deste grupo: de estar em relação com os outros. recurso educacional. com o propósito de compreender. o funk. já que a proposta da dança passa pela interdisciplinaridade e a transversalidade de conteúdos esse autor. uma vez que a cultura. questiona-se: qual a postura e o papel desempenhado pelo ensino médio nesse processo de mudança de pensamento e atitude do/da estudante? Será que se tem oferecido ao/à estudante o que ele almeja? E o que se almeja? Como a escola tem se preparado para lidar com o/a estudante? Ela tem se adaptado às transformações do mundo para lidar com os jovens das sociedades contemporâneas. social. o samba. uma vez que é utilizada com diversos fins. Dança nas escolas públicas de Ceilândia-DF/Brasil.5. uma forma de terapia ou ainda uma catarse. o ritmo une as respirações. o hip hop. reconhecida como linguagem artística na Lei de Diretrizes e Base Nacional – LDB 9394/96. a dança nasce. Antonio Marcos Silva. o forró. Maurice Béjart A dança58 aparece pela primeira vez em um documento legal. dentro do contexto escolar? 57 SANTOS. sobretudo as suas origens étnicas e o respeito à diversidade (Lei 10.693/2003). defendida em novembro de 2007 na Universidade Técnica de Lisboa/Faculdade de Motricidade Humana (FMH). As mãos se juntam. Antonio Marcos Silva. artístico e cultural. ainda. a arte e as sociedades imprimem um novo modo de ser com o passar do tempo? E. 58 Texto adaptado por Antonio Biancho Filho da Dissertação de SANTOS. acredita-se ser importante descrever e interpretar esse movimento artístico e cultural que se assenta dentro das instituições educacionais. o que buscam esses corpos atuais.

conforme sua cultura de origem possa descobrir uma forma que melhor se adapte à criança. o/a professor/a deve interagir com os seus pares a fim de fazer valer as propostas interdisciplinares. Certamente. reproduzido “suas marcas no indivíduo. do desenvolvimento da corporeidade. A falta de material humano. p. gênero. amplitude e responsabilidade. Os espaços têm sido diminuídos. de nossa cultura racionalizante. fruto do desenvolvimento da ciência e da tecnologia. políticos. compromisso. religião. podem ser trabalhados. deixando de se sentir para não se emocionar. arte e meio ambiente. pouco a pouco.299).13). de modo que a escola fizesse sentido para eles. saber motivá-la. ideais esses que indicam a educação. o que deve ser alcançado no processo de socialização”. A transversalidade. Temas atuais e presentes no cotidiano. cujas ações são realizadas pelas máquinas. que segundo Gonçalves (1994. têm sido substituídas por atividades virtuais. entretanto. p. A interdisciplinaridade refere-se à utilização." (Pinto. tem mais e mais. dos diversos conteúdos aplicados pelos componentes curriculares fazendo com que o/a estudante aprenda a produzir. por exemplo: etnia. para que isso possa vir a acontecer. "(…) Neste ponto é preciso interessar o aluno quanto ao significado do conteúdo e sua importância para ele. como meio para se discutir e problematizar questões presentes no imaginário social. ditando normas e fixando ideais nas dimensões intelectuais. da sensibilidade e tem se negado constantemente. situando sua práxis no contexto do curso. atributos expostas por Marques (2005) em relação à dança nas escolas. idade. também. dos sistemas econômicos. no ensino médio.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 104 Pinto (1997) e Zago (2003) dividem opiniões parecidas quando afirmam que a escola tornar-se-ia mais atrativa e mais interessante para os/as estudantes se essa integrasse os conteúdos e os componentes currriculares de forma a contemplar os interesses e as necessidades dos/das estudantes. a apreciar e a contextualizar tais conhecimentos. sexualidade. Para Romero (2003. não trabalha e não se manifesta separadamente de seu corpo”. das sociedades. classe social. afetivas. temas esses que possuem ligações diretas com assuntos como. p. de forma conjunta. utilizando dos diversos meios e metodologias para se chegar ao fim proposto. ou temas transversais. consequentemente. religiosos e artísticos. percebe-se que se tornaria difícil ensinar dança com qualidade. tal como a formação das culturas. morais e físicas. sobretudo sem especialização na . remetendo-se às diversas formas que este conteúdo possa vir a aparecer. “o homem não existe.90). O homem tem sido levado à privação dos sentidos. em resumo. se analisarmos criticamente as estruturas físicas e humanas das instituições de ensino. não é educado. o tempo tem se tornado escasso e as ações motoras.

“…A escola é hoje. atualmente o lugar ideal para que essa dança aconteça. Acredita-se que a educação indica o destino multifacetado do ser humano. sobre nosso enraizamento como cidadãos da Terra. um lugar privilegiado para que isso aconteça. infantil e maduro.” Pontua Morin (2000. a dança possui características que tornam o homem um ser complexo. uma das tendências da educação do futuro seria o estudo da complexidade humana. (Ibid. violento e amável. a estrutura física inadequada. . de acordo com Morin (2000. isto é. 61). mágico ou poético”. É urgente o debate para definição da atuação de um corpo docente e. sem dúvida. a dança não poderá continuar mais sendo sinônimo de festinhas de fim de ano”. consumista e econômico. o destino individual. é uma perda para toda humanidade. p. visto que. Desta forma. Neste sentido. mítico.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 105 área. visto que a diversidade cultural estabelece uma das maiores preciosidades. de forma atrelada e não separada.. a aniquilação de culturas sob o efeito destruidor da supremacia técnicocivilizacional..59) “ o desenvolvimento do conhecimento racional-empírico-técnico. ao mesmo tempo singular e múltiplo. jamais anulou o conhecimento simbólico. social e histórico. de consciência. do ser e da cultura. Sendo o ser humano. Enfim. que muito pode contribuir na construção de identidades e do espaço simbólico. objetivo e subjetivo. enquanto ela existir. racional e irracional. a Dança pode ocupar um lugar de destaque nas instituições educacionais e muito contribuir para o congraçamento do corpo. embora a autora. É de grande importância se preservar o espaço lúdico proporcionado pela dança. em outro momento. das culturas. dos povos. chegaríamos à conclusão de que não há condições para o desenvolvimento da dança ao nível descrito. da condição comum a todos os humanos e da muito rica e necessária diversidade dos indivíduos. afirme que a Instituição Educacional é. p. para demarcar a Dança como o ensino de uma linguagem. por conseguinte. Ibidem). o homo sapiens e o homo demens. “Conduzindo à tomada de conhecimento. e. acaba por trazer em si a unidade e a dualidade entre o homo faber e o homo ludens.

peso.  Verificar nos elementos de um espetáculo. espaço. altura. direções. fluência e espaço como elementos que. seus limites e pontos de interseção. flutuar). som e palavras (intensidade. na América. deslizar. para a formação do patrimônio cultural nacional e universal atual. para que a dança seja desenvolvida sem agredir o corpo humano. pontuar. Entender e analisar corporalmente os esforços de tempo. Produções e manifestações de dança do seu país. Anatomia e fisiologia aplicadas à dança. dinâmica.  LETRAMENTO E DIVERSIDADE                 . torcer. em Roma e na Idade Média. perceber a mecânica do andar e estimular a busca de diferentes formas de deslocamento. ritmos musicais.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 106 ARTE − DANÇA − 1ª SÉRIE HABILIDADES     Descobrir o que cada estudante pensa sobre a dança e quais as suas expectativas em relação à disciplina. Explorar novas possibilidades posturais. relacionando o espaço do movimento ao espaço social. Perceber os elementos básicos da gramática estética da dança e vivenciar suas interações numa ação: corpo (mímica facial. caminhos e extensões). Sensibilização ao ritmo e à dança. postura e relacionamentos). no Japão e no Oriente. ampliar e reduzir o espaço interno observando suas implicações no espaço pessoal e grupal. na Índia. Identificar formas de organização do espaço global: linhas. Produções e manifestações de dança de sua cidade. História da dança: manifestações da dança na pré-história. Corpo. espaço. na Grécia antiga. Elementos da gramática estética da dança Elementos da anatomia e da fisiologia aplicados à dança. (níveis. Anatomia e fisiologia aplicadas à dança. Reconhecer os diferentes espaços. História da dança: danças no período bizantino. movimento. talhar. buscando alternativas expressivas de movimento das mesmas. na África. sacudir. História da dança: danças no Egito antigo. combinados.  Conhecer os vários estilos de danças nacionais e suas origens. identidade e cultura.  Avaliar a relevância dos rituais no período da PréHistória. Reconhecer a organização muscular do corpo e identificar o tipo de movimentação específico de cada articulação.        CONTEÚDOS Sondagem diagnóstica Iniciação à Consciência corporal Estudo dos elementos do movimento. Organizar criativamente e expressivamente o espaço através do movimento. posicionamento. . sua ação sobre a realização. movimento. Identificar a estrutura óssea e muscular do corpo humano e entender a sua fisiologia. ações. na China. Conceitos de dança. níveis e zonas. pressionar. mas respeitando suas características e limites. geram as ações corporais específicas e derivadas. gestos. danças rituais e danças indígenas. Danças brasileiras e populares. romântico e gótico. ação dramática. para a realização de ações derivadas com qualidade de movimento. a apreciação e a fruição nos espetáculos e performances. Reconhecer a forma do próprio corpo e do corpo do outro. Estudo das ações básicas de movimento (socar. ritmo). planos. Indivíduo.

enredo. Grau de energia do movimento. iniciar a apreciar criticamente essa arte. Construção de sequências de movimentos a partir das ações derivadas pesquisadas pelos próprios/próprias estudantes. diálogos. preparação da plateia. roteiros: tema. com isso. bilheteria e preparação do público. Anatomia e da fisiologia aplicados à dança. . Subtextos do movimento. maquiagem. Distinguir os conceitos de dança lato senso e stricto senso. referenciais simbólicos e sentidos mais profundos. as danças de salão. na Grécia antiga. Criação de uma coreografia. para poder compreendê-los e analisá-los criticamente Apresentar uma coreografia de dança utilizando os elementos aprendidos sobre a dança nesse ano e todas as etapas necessárias para um espetáculo de qualidade estética e cênica: direção do espetáculo ou da coreografia. Identificar as danças praticadas no Egito antigo. iluminação e som.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 107 ARTE − DANÇA − 1ª SÉRIE HABILIDADES  CONTEÚDOS        LETRAMENTO E DIVERSIDADE        Identificar as danças praticadas na pré-história. buscando entender seus códigos. música. para o/a estudante iniciar a busca por um movimento pessoal com qualidade e consciência. em Roma e na Idade Média. Iniciação à coreografia e à construção de todas as etapas de uma apresentação de dança. coreografia e personagens. ação. para que o/a estudante possa identificar os estilos de dança e. as danças rituais e as danças indígenas. Realizar as ações corporais básicas definidas por Rudolf Laban.     Estudo do movimento e criatividade. buscando entender seus códigos. História da dança: manifestações artísticas no Renascimento. cenário. Velocidade do movimento. hip-hop. relacionando-os com as características sociopolítico-filosóficas e econômicoculturais dos respectivos momentos históricos. conflito. Identificar as manifestações de dança da sua cidade e os estilos musicais que as acompanham. ritmo. relacionando-os com as características sociopolítico-filosóficas e econômico-culturais dos respectivos momentos históricos. planos de movimentação. divulgação e programação visual. conceitos e concepções de movimento apresentados pela linguagem corporal. Entender as produções locais de dança para que o/a estudante construa sua identidade de movimento compreendendo as raízes da dança e os movimentos artísticos da cidade onde mora. Desenho do movimento. referenciais simbólicos e sentidos mais profundos. estilos. movimentação. Identificar e relacionar conceitos referentes aos elementos estruturais que caracterizam tipos de registros de dança. tese. axé. Experimentar os diversos estilos de dança: funk.

referenciais simbólicos e sentidos mais profundos. Analisar as concepções de mundo e os vários conceitos apresentados nas coreografias de dançarinos e grupos de dança dos diversos períodos históricos. para entendê-las em toda a sua complexidade e riqueza. Entender o que é energia. espaço e massa nos fenômenos físicos. relacionandoos com as características sociopolítico-filosóficoeconômico-culturais dos respectivos momentos históricos. vídeo. buscando entender seus códigos. improvisada e/ou elaborada: cenas. Identificar as danças praticadas no Renascimento. Perceber os diferentes graus de energia empregados nas movimentações. testando vários desenhos coreográficos. nacional e mundial. sociopolítico-econômicas e filosóficas do momento histórico em que cada dança foi construída. mímica. a fim de valorizar a cultura brasileira e todos os seus elementos regionais. regional. Reconhecer o valor e a importância das diversas manifestações da dança para a formação da identidade cultural do/da estudante e para o reconhecimento do patrimônio artístico local. no romântico e no gótico. cinema. quadros. etc. referenciais simbólicos e sentidos mais profundos. circo. buscando entender seus códigos. LETRAMENTO E DIVERSIDADE . Identificar as danças praticadas no período bizantino. analisando as características socioculturais. Experimentar ritmos variados. Identificar todas as etapas da criação de uma apresentação de dança. Experimentar a composição e criação de coreografia. e diferentes estilos de dança. Utilizar as várias velocidades possíveis nas pesquisas de movimento. Experimentar diversas possibilidades de movimento no espaço. Entender o significado do repertório de movimentos das danças brasileiras e populares. força. Identificar os diferentes trabalhos corporais desenvolvidos nas danças populares. Conhecer e “brincar” com movimentos e pontos de energia em diferentes ritmos e sons. relacionandoos com as características dos respectivos momentos históricos. Compreender as características dos elementos nos diferentes tipos de ação. estilos. velocidade.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 108 ARTE − DANÇA − 1ª SÉRIE HABILIDADES  CONTEÚDOS               Identificar as manifestações da dança no Brasil.

Quais os novos elementos históricos. Vídeos das origens da dança moderna. Interpretar como e porque ocorreu a transição do Ballet para a dança moderna. referenciais simbólicos e sentidos mais profundos. cuja obra principal. Entender como se deu o advento da dança moderna e como foi a sua aceitação pelo público. que será questionada no século XX. Importância do Ballet para a formação corporal dos dançarinos. filosóficos e culturais que proporcionaram tamanha mudança na dança. entendendo o porquê de cada elemento dessa técnica. Identificar as danças no período barroco e rococó na Europa e no Brasil e danças no período da arte colonial. Origens do Ballet clássico Ballet Clássico. relacionando-os com as características sociopolíticofilosóficas e econômico-culturais dos respectivos momentos históricos. foi Lettres sur la danse et sur les ballets. A arte e as grandes guerras. uma técnica codificada. Analisar criticamente os aspectos positivos e negativos da técnica do ballet clássico para o corpo do bailarino. Jean-Georges Noverre (1727-1810). Conhecer os diferentes ballets de repertório criados ao longo da história dessa técnica. até hoje considerada a melhor do gênero. A dança e a música no final do século XIX e início do século XX No Brasil. História da dança: período barroco e rococó na Europa e no Brasil. Danças da corte no século XVI. Ballet Clássico no Brasil. danças no período da arte colonial.             . Dança moderna Aulas práticas sobre de dança moderna. Os representantes do bailado clássico verificaram que era tempo de renovar sua arte. sociais. questiona que busca movimentos mais autênticos que falem da vida e do mundo moderno. sua relação com a composição musical e com as artes visuais da época. Diaghilev O ser humano que pesquisa. História da dança: Neoclassicismo e Romantismo na Europa.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 109 ARTE − DANÇA − 2ª SÉRIE HABILIDADES   CONTEÚDOS           LETRAMENTO E DIVERSIDADE      Compreender a origem e a função da dança nas cortes europeias. Identificar quais os elementos que propiciaram o surgimento do Ballet com seus códigos. Para ter um maior domínio da linguagem do Ballets. além de inúmeros bailados. Identificar e analisar a mais importante figura da dança no século XVIII. sob pena de vê-la sepultada. Martha Graham· Vídeos de dança moderna História da dança: no Realismo. Analisar se os elementos da técnica clássica são adequados para o biótipo do corpo do brasileiro. no Simbolismo e no período da Revolução Industrial. uma exposição de leis e teorias do ballet. Vivenciar a técnica do Ballet clássico. danças no Brasil do século XIX e no Prémodernismo. Transição Ballet clássico para a dança moderna. buscando entender seus códigos. Jean-Georges Noverre. regras e formas definidas.

embora respeitando uma técnica fechada.. Identificar e analisar os grandes da segunda geração da dança moderna e as técnicas desenvolvidas por eles: Doris Humphrey. as danças no Brasil do século XIX e no Pré-modernismo. socioculturais e filosóficas dos respectivos momentos históricos. desencaixe etc. relacionando-os com as características sociopolítico-econômicas. Analisar corporalmente a nova maneira de trabalhar o corpo na dança moderna. representante dessa nova visão. o suíço Emile Jacque Dalcrose e o húngaro Rudolf von Laban. Conhecer e praticar a primeira técnica estruturada de Dança Moderna. tais como: Isadora Duncan. com os bailarinos dançando descalços. aos sonhos. Analisar os vídeos do período de transição da dança clássica para a dança moderna e entender porque os novos elementos coreográficos trazidos pelos coreógrafos desse período foram considerados vanguarda. Lester Horton. torções. trabalhando contrações. Identificar as danças no Neoclassicismo e Romantismo na Europa. Este estilo procurava dar mais ênfase aos sentimentos.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 110 ARTE − DANÇA − 2ª SÉRIE LETRAMENTO E DIVERSIDADE HABILIDADES CONTEÚDOS         Analisar a grande importância de Diaghilev. Historia da dança: no Impressionismo e no Pós-impressionismo na Europa e no Brasil Criação de uma coreografia . referenciais simbólicos e sentidos mais profundos. que foi o primeiro a reconhecer a necessidade de fazer novas criações. buscando entender como uma contribuiu para o desenvolvimento da outra. nos séculos XIX e XX. buscando entender seus códigos. Loie Fuller e Ruth St Denis. a de Martha Graham. tentando teatralizálos ao máximo através de movimentos corporais. Identificar e analisar os grandes nomes da dança moderna no mundo. diretor do bailado russo no início do século XX.      Dança Moderna no Brasil. e com movimentos mais livres. Busca pelo movimento individual. entendendo as suas contribuições para o desenvolvimento da dança. Pesquisa de movimento. utilizando as técnicas aprendidas e estímulos semelhantes àqueles dos bailarinos criadores dessas técnicas. José Limon e outros. grande organizador. criada nos anos 20 e 30 desse século. Conhecer a relação entre a música e a dança desenvolvidas no Brasil. consideradas vanguardas na dança sob todos os aspectos.

socioculturais e filosóficas dos respectivos momentos históricos. e contribuíram para a formação e disseminação da dança moderna no Brasil. Analisar os vídeos de dança moderna. Identificar as danças no Realismo. buscando entender seus códigos.  Colocar-se como protagonista na produção e reprodução de textos verbais e visuais induzindo a compor uma obra de dança. para fugir do conflito.  Identificar e explicitar contextos históricos. geográficas e culturais.  Conhecer e analisar as contribuições dos renomados artistas que vieram para o Brasil. no Simbolismo e no período da Revolução Industrial. identificando quais as diferenças entre a formação corporal proporcionada pelo Ballet e a da dança moderna. ao trazer novas ideias no campo estético. Reconhecer a variedade de significados expressivos. econômicos. referenciais simbólicos e sentidos mais profundos.  Identificar como os pioneiros da dança moderna procuravam maneiras modernas e pessoais de expressar como se sentiam através da dança  Conhecer/reconhecer elementos básicos da linguagem para experimentar e produzir trabalhos em dança  Identificar as manifestações artísticas no eixo temporal reconhecendo os momentos de tradição e ruptura moderna. . relacionando-os com as características sociopolítico-econômicas. culturais que geram diferentes sistemas simbólicos e explicam historicamente as opções estéticas. políticos. buscando entender essa nova técnica e as peculiaridades de cada bailarino que desenvolveu sua técnica nesse período. sociais.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 111 ARTE − DANÇA − 2ª SÉRIE HABILIDADES  CONTEÚDOS   LETRAMENTO E DIVERSIDADE   Experimentar no próprio corpo as técnicas da dança moderna. comunicativos e simbólicos nas formas da dança e suas conexões temporais. geográficos. no período Segunda Guerra mundial. Analisar como as grandes guerras do século XIX e XX influenciaram as criações dos bailarinos da dança moderna. em especial a obra de Martha Graham.

referenciais simbólicos e sentidos mais profundos. música. divulgação e programação visual. coreografia e personagens. iluminação e som. socioculturais e filosóficas dos respectivos momentos históricos. CONTEÚDOS .CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 112 ARTE − DANÇA − 2ª SÉRIE HABILIDADES LETRAMENTO E DIVERSIDADE  Identificar as danças no Impressionismo e no PósImpressionismo na Europa e no Brasil.  Apresentar uma coreografia de dança utilizando os elementos aprendidos sobre a dança nesse ano e todas as etapas necessárias para um espetáculo de qualidade estética e cênica: direção do espetáculo ou da coreografia. preparação da plateia. cenário. relacionando-os com as características sociopolítico-econômicas. bilheteria e preparação do público. buscando entender seus códigos. maquiagem.

Origens da Dança contemporânea. cinema e musicais: sapateado. Dança. Danças indígenas. Criação do espetáculo de dança de conclusão do Ensino Médio História da dança: no período do Dadaísmo. surgirão técnicas tão variadas e diferentes de dança. Analisar a importância das danças e da música dos negros norte-americanos para o desenvolvimento. Vídeos e filmes de dança. Dança e ética Dança e cidadania Dança como meio de resgate social e de reeducação do gesto: “corpocidadão” e a técnica das cadeias musculares de Ivaldo Bertazzo. a difusão e a popularização da dança. no Modernismo Brasileiro e no movimento Antropofágico na Europa e no Brasil. Dança contemporânea no Brasil: grandes nomes. Identificar como e porquê ocorreu a popularização da dança no cinema. buscando entender seus códigos. Identificar as danças disseminadas pela Indústria cultural. Pesquisar temas e determinar os estilos de dança mais apropriados para produção do espetáculo de dança por todos os/as estudantes. Entender a relação entre a utilização da dança no cinema e a cultura dos musicais nos Estados Unidos. do Surrealismo e as influências dos conceitos de design Art Nouveau e Bauhaus nas criações da dança. buscando entender seus códigos. referenciais simbólicos e sentidos mais profundos. no século XX. socioculturais e filosóficas dos respectivos momentos históricos. relacionandoos com as características sociopolítico-econômicas. socioculturais e filosóficas dos respectivos momentos históricos. sem desconsiderar o universo social e econômico em que são criadas. relacionando-os com as características sociopolítico-econômicas. analisar o seu conteúdo estético e artístico.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 113 ARTE − DANÇA − 3ª SÉRIE HABILIDADES  Analisar a relação entre a dança e a alteridade. e quais as técnicas de dança mais exploradas pela sétima arte. através de vídeos. Dança contemporânea no Brasil Criação do espetáculo de dança de conclusão do Ensino Médio. Dança. A dança e as necessidades especiais do ser humano: inclusão. comparando-as e analisando criticamente as suas diferenças e semelhanças. Danças africanas e afrobrasileiras.        CONTEÚDOS Estudar a alteridade. do Surrealismo e as influências dos conceitos de design Art Nouveau e Bauhaus nas criações da dança. Vídeos de grupos de dança contemporânea de diversos países do mundo. para saber criticá-las com propriedade. Dança e cultura de massas: funk. referenciais simbólicos e sentidos mais profundos. Diversas técnicas de dança contemporânea. para poder entender porque. Identificar as danças nas Vanguardas.      LETRAMENTO E DIVERSIDADE                  . Identificar as danças no período do Dadaísmo. no século XX. axé e todas as manifestações da Indústria cultural. no Modernismo Brasileiro e no movimento Antropofágico. jazz e street dance. Conhecer as danças utilizadas no cinema no século XX e as danças difundidas pela Indústria Cultural hoje. saúde e meio-ambiente. História da dança: nas Vanguardas. Vídeos de grupos de dança contemporânea brasileiros.

 Ensaios e apresentação do espetáculo de dança. Técnica de Release. do Land Art e da Arquitetura Moderna e Pós Moderna na dança.  História da dança: no período da Arte Pós Moderna e na· Arte Conceitual.  Analisar e experimentar as várias linguagens que alimentam a dança contemporânea. Método Laban.  Experimentar e praticar as diferentes técnicas utilizadas e desenvolvidas pela dança contemporânea.  Conhecer os diversos estilos e grupos de dança contemporânea existentes. as artes plásticas e a tecnologia. Multiculturalismo. Hipermídia. Alvin Nikolai.  Entender como as danças indígenas influenciaram a construção das diversas técnicas de dança contemporânea no Brasil e como contribuíram e contribuem para a diferenciação dos corpos do dançarinos no Brasil  Identificar como foi o desenvolvimento da dança contemporânea no Brasil e quais as técnicas mais utilizadas. Hipertexto. e identificar as linguagens e técnicas que eles utilizam. da Pop Arte.  Interatividade na dança: relação entre a dança. do Minimalismo.  Definir o tema ou os conceitos que serão desenvolvidos pelos/pelas estudantes no espetáculo de dança e iniciar as pesquisar de movimentos e de músicas. tais como: Improvisação. influencias da Action Painting. através de vídeos. etc. porque ela reúne uma coleção de sistemas e métodos desenvolvidos da dança moderna e pós-moderna.  Identificar as danças afro-brasileiras e a sua importância para a formação cultural dos dançarinos brasileiros. Ditaduras.  Dança engajada ou dança que explora apenas o belo.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 114 ARTE − DANÇA − 3ª SÉRIE HABILIDADES  CONTEÚDOS  Criação do espetáculo de dança de conclusão do Ensino Médio. Body Mind Centery (BMC). Multimídia.  Entender como as danças afro-brasileiras influenciaram a construção das diversas técnicas de dança contemporânea no Brasil e como contribuíram e contribuem para a diferenciação dos corpos do dançarinos no Brasil (exemplo disso. Fotografia e a construção do espetáculo de dança.  Dança e política: importância da Arte Contemporânea e de movimentos sociais e políticos como Feminismo.  Dança. Vídeo. .  Identificar os importantes grupos e bailarinos da dança contemporânea no Brasil. Contato Improvisação. é o uso da capoeira aplicada à dança). arte e tecnologia: Web Design. Identificar como a dança contemporânea surgiu e entender que ela é mais que uma técnica específica de dança. Cinema. LETRAMENTO E DIVERSIDADE . para concretizar a ideia.

que permitem o trabalho da conscientização do corpo e do movimento. mental. que poderão se expressar com identidade e auto-estima. Há diferenças entre as produções dos grupos brasileiros e as produções dos grupos de outros países? Analisar a relação entre a dança e a ética. Essa utilização da dança é realizada desde a época da formação dos guerreiros na Grécia Antiga.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 115 ARTE − DANÇA − 3ª SÉRIE HABILIDADES  CONTEÚDOS        Entender que o corpo na dança contemporânea é construído na maioria das vezes a partir de técnicas somáticas. ao descobrir o seu movimento único e inigualável e a imensa comunicabilidade do movimento. Klauss Vianna (Brasil). Perceber como a dança contemporânea e as novas técnicas permitem que a dança seja inclusiva e aceite todos os tipos de corpos. percebendo como a educação pelo movimento pode permitir a formação ética dos indivíduos e a construção do caráter. Porque essa dança estimula o bailarino a encontrar o seu movimento individual. tais como a Técnica Alexander. psicológica e espiritual de quem a realiza com consciência e autonomia. Analisar como a dança pode ser um instrumento para a formação da cidadania dos indivíduos. Identificar qual o papel do dançarino na luta pela preservação do meio ambiente e pela busca da substituição da cultura consumista pelo desenvolvimento sustentável. explorando as suas características positivas e únicas. Assistir vídeos e analisar os espetáculos criados pelos importantes grupos de dança contemporânea no Brasil. independente de suas limitações. Analisar o trabalho de Ivaldo Bertazzo de bailarino. coreógrafo e criador de técnicas fundamentais para reeducação do gesto e a formação do “corpocidadão”. Eutonia. LETRAMENTO E DIVERSIDADE . Entender como a dança é fundamental para a saúde física. Perceber como o seu trabalho resgata jovens da periferia do Rio e de São Paulo e os transforma em artistas profissionais e autônomos. Feldenkrais.

da Pop Arte.  Debater se a dança deve ou não ser engajada. fotografia. as influências da Action Painting. cenário.  Entender como e porquê a dança contemporânea passou a utilizar. socioculturais e filosóficas dos respectivos momentos históricos. bilheteria e preparação do público. tais como a vídeo dança. do Minimalismo. utilizando os movimentos também como instrumentos de denúncia dos problemas sociais e das várias injustiças existentes no mundo. relacionando-os com as características sociopolítico-econômicas.  Analisar a relação entre a política. preparação da plateia. percebendo como estes influenciam as criações dos dançarinos e dos grupos. realizar todas as etapas para a sua concretização. maquiagem. música. e ensaiar.  Utilizar pelos/pelas estudantes outras mídias para a pesquisa de movimento e a criação de movimentos. definidas desde o início do Ensino Médio. iluminação e som. performance arte.  Definir como será o espetáculo de dança. tornando a relação da dança entre as diferentes áreas mais híbridas. tornando movimentos reais em virtuais ou vice e versa. música. as outras áreas artísticas. referenciais simbólicos e sentidos mais profundos. os movimentos sociais e a dança. como vídeo. coreografia e personagens. buscando entender seus códigos. divulgação e programação visual. em suas criações.  Identificar as vertentes que surgirão com a relação entre a dança e a tecnologia. artes plásticas. CONTEÚDOS LETRAMENTO E DIVERSIDADE . do Land Art e da Arquitetura Moderna e Pós Moderna na dança.  Apresentar o espetáculo de dança utilizando os elementos aprendidos sobre a dança no Ensino Médio e todas as etapas necessárias para um espetáculo de qualidade estética e cênica: direção do espetáculo ou da coreografia.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 116 ARTE − DANÇA − 3ª SÉRIE HABILIDADES  Identificar as danças no período da Arte Pós Moderna e na· Arte Conceitual. cultura digital e softwares específicos que permitem alterações do que se entende como movimento.

Arte e LEM (PCNEM) constituem a área de Linguagens. e estudantes com necessidades educacionais especiais.UFBA. Cabe aqui ressaltar que no Currículo. foram levantados conteúdos referentes à lei 10639/2003 que. relativos à atividade física. no ano de 2007. literária. manuais e outros textos relativos ao consumo de medicamentos. matemática. pois se partiu do princípio que os mesmos deveriam ser desenvolvidos pelos/pelas professores/as ao longo de cada ano letivo. assim como.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 117 7. de geração. Códigos e suas Tecnologias. por sua vez. prática social da leitura. no momento em que oportuniza a leitura crítica do mundo. o eixo diversidade não se restringe a este aspecto. trata da História e Cultura Afro-Brasileira. Daí a necessidade de se desenvolver na Educação Física. práticas inclusivas e não práticas competitivas. que relacionam a prática da atividade física à saúde do individuo. por exemplo. bem como o conhecimento de línguas estrangeiras para ampliação da visão de mundo. suplementos alimentares. quando leva o/a estudante a posicionar-se criticamente em face das orientações e recomendações contidas em bulas. E leva o/a estudante a interpretar e expressar-se criticamente sobre e informações veiculadas pela mídia (impressa ou não). Estes recursos auxiliam. corporal. nas avaliações físicas. mas envolve a diversidade de gênero. Por exemplo.6 EDUCAÇÃO FÍSICA O componente curricular. 60 Em relação ao tema ler O letramento na Educação Física -Professora Doutora em Educação Celi Zulke Taffarel – FACED. por exemplo. vídeos. equipamentos. Educação Física. Isso se deve porque Educação Física. A Educação Física contribui para o letramento60. filosófica. juntamente com Língua Portuguesa. Teatro e Dança (componente Arte)59. rótulos. e tecnológica. após a realização de encontros pedagógicos. Respeitando assim. essas relações e outras interfaces ficam claras quando verificamos que os eixos: letramento e diversidade. científica. . e os pressupostos teórico-metodológicos: ludicidade e tecnologias da informação e da comunicação recebem o mesmo tratamento que é dado pelos demais componentes. no que diz respeito inclusive às capacidades e às limitações físicas de cada um. Neste Currículo. 59 Esta identidade é percebida também quando analisamos a primeira competência geral do Ensino Médio: 1) Apreensão da norma padrão da língua portuguesa e das várias linguagens: artísticas. as diferenças existentes entre os estudantes e as estudantes. 61 Os recursos tecnológicos utilizados na Educação Física. desenvolve uma linguagem específica: a linguagem corporal. vão desde a mídia impressa até a informática. Estes conteúdos não foram divididos em bimestres. Em relação à diversidade étnico-racial. já se utilizando de recursos tecnológicos61.

CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 118 O Currículo da Educação Básica – Ensino Médio traz como novidade. 2006: p. nas recreações esportivas e brincadeiras. estão em consonância com as cinco competências do Ensino Médio. o aspecto lúdico sempre esteve presente. E devem garantir62:      Acúmulo cultural no que tange à oportunização de vivência das práticas corporais. Pedro Ferreira Reis da SEED – Paraná – Faculdade Cesufo. Em relação à formatação da proposta curricular de Educação Física ora apresentada. a mesma encontra-se organizada em habilidades e conteúdos referenciais. por sua vez. Ms. Estas habilidades. Iniciativa pessoal para criar. (OCN. lazer e organização da comunidade nas manifestações. planejar ou buscar orientação para suas próprias práticas corporais.225). Iniciativa pessoal nas articulações coletivas relativas às práticas corporais comunitárias. nos jogos cooperativos. no que tange ao controle sobre o próprio esforço e do direito ao repouso e ao lazer. Em Educação Física. Contudo recebeu maior destaque com a inserção das práticas circences – origem e contexto e da dança. Participação efetiva no mundo do trabalho no que se refere à compreensão do papel do corpo no mundo da produção. ler a dissertação Desafios da Educação Física Escolar no Ensino Médio frente a Sociedade Contemporânea do Prof. vivência e na produção de cultura. . Intervenção política sobre as iniciativas públicas de esporte. 62 Em relação aos desafios da Educação Física. a valorização da ludicidade para esta etapa do ensino. Ao todo são sete habilidades que são desenvolvidas nas três séries.

 Interpretar e expressar-se criticamente sobre e informações veiculados pela mídia. para os momentos de lazer e trabalho. em face das orientações e recomendações contidas em bulas. vídeos. . em diferentes momentos históricos  Brinquedos e brincadeiras da cultura africana e suas ressignificações OBS: Os conteúdos relativos à História e Cultura Afro-Brasileira perpassarão a 1ª série     Jogos.  Posicionar-se criticamente. Cultura afro-brasileira Culturas juvenis Práticas circenses − Origem e Contexto LETRAMENTO E DIVERSIDADE  Jogos Cooperativos (diversificar elementos corporais e práticas)  Jogos Cooperativos (diversificar elementos corporais e práticas) .o caso dos atletas africanos  Influência das diferenças socioeconômicas nos praticantes das várias modalidades esportivas  Destaques nacionais e internacionais negros e afro-brasileiros nos esportes  Práticas corporais da cultura negra. equipamentos.  Reconhecer a importância da Educação Física no processo de preservação do meio ambiente como um dos principais fatores para a melhoria da qualidade de vida no planeta. lutas e dança. como elemento da cultura corporal  História dos negros e afro-brasileiros que se destacaram nos esportes. com vistas à integração dos indivíduos em atividades que proporcionem a participação solidária. árbitros.           CONTEÚDOS Ginásticas Práticas circenses Dança Cultura afro-brasileira Culturas juvenis Lutas Jogos Adaptados Esporte Da escola (equipes esportivas) Na escola (iniciação às modalidades esportivas)  Desportos e a origem dos jogos das danças e sobre os movimentos básicos da capoeira brasileira  A capoeira. como atletas.  Aplicar a informática nos diversos seguimentos da Educação Física. relativos à atividade física. suplementos alimentares. que relacionam a prática da atividade física à saúde do individuo. de forma a melhorar a própria condição de vida e a do outro. manuais e outros textos relativos ao consumo de medicamentos. técnicos  A influência do clima nas práticas desportivas .CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 119 EDUCAÇÃO FÍSICA − 1ª SÉRIE HABILIDADES  Aplicar conceitos e vivências de atividade física abordadas na escola.  Identificar e relacionar o processo de funcionamento do organismo humano. professores/as.  Reinterpretar as normas estabelecidas para a realização de eventos inerentes a Educação Física. seus significados no contexto histórico-social. Ginásticas. rótulos.

CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO

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EDUCAÇÃO FÍSICA − 2ª SÉRIE

LETRAMENTO E DIVERSIDADE HABILIDADES CONTEÚDOS

 

Aplicar conceitos e vivências de atividade física, abordadas na escola, para os momentos de lazer e trabalho, de forma a melhorar a própria condição de vida e a do outro. Identificar e relacionar o processo de funcionamento do organismo humano. Reinterpretar as normas estabelecidas para a realização de eventos inerentes a Educação Física, com vistas à integração dos indivíduos em atividades que proporcionem a participação solidária. Posicionar-se criticamente, em face das orientações e recomendações contidas em bulas, vídeos, rótulos, manuais e outros textos relativos ao consumo de medicamentos, suplementos alimentares, equipamentos, que relacionam a prática da atividade física à saúde do individuo. Reconhecer a importância da Educação Física no processo de preservação do meio ambiente como um dos principais fatores para a melhoria da qualidade de vida no planeta. Interpretar e expressar-se criticamente sobre e informações veiculados pela mídia, relativos à atividade física. Aplicar a informática nos diversos seguimentos da Educação Física.

 Desportos e a origem dos jogos das danças e sobre os movimentos básicos da capoeira brasileira  A capoeira, seus significados no contexto histórico-social, como elemento da cultura corporal  História dos negros e afro-brasileiros que se destacaram nos esportes, como atletas, professores/as, árbitros, técnicos  A influência do clima nas práticas desportivas - o caso dos atletas africanos  Influência das diferenças socioeconômicas nos praticantes das várias modalidades esportivas  Destaques nacionais e internacionais negros e afro-brasileiros nos esportes  Práticas corporais da cultura negra, em diferentes momentos históricos  Brinquedos e brincadeiras da cultura africana e suas ressignificações  O processo de funcionamento do organismo humano: _ Capacidades físicas _ Capacidades motoras _ Aptidão física _ Contexto científico OBS: Conteúdos referentes à História e Cultura afro-brasileira perpassarão a 2ª série  Aplicação da informática nos diversos segmentos da Educação Física. _ Pirâmide alimentar _ Avaliação física, Medidas e testes  _ Contexto científico  Importância da Educação Física no processo de preservação do meio ambiente como um dos principais fatores para a melhoria da qualidade de vida no planeta, por meio de: Ginástica Natural, Grandes Jogos, Esportes radicais / natureza / Práticas circenses, Origens e Contextos.  Escolha, utilização, criação e preservação, em comum acordo, locais e espaços que possam servir para a prática de atividade física, de forma a preservar o meio ambiente e atender aos interesses coletivos, por meio de: _Ginástica Natural _Grandes Jogos _Esportes radicais / natureza / _Práticas circenses _Origens e Contextos

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EDUCAÇÃO FÍSICA − 3ª SÉRIE

HABILIDADES
 Aplicar conceitos e vivências de atividade física abordadas na escola, para os momentos de lazer e trabalho, de forma a melhorar a própria condição de vida e a do outro.  Identificar e relacionar o processo de funcionamento do organismo humano.  Reinterpretar as normas estabelecidas para a realização de eventos inerentes a Educação Física, com vistas à integração dos indivíduos em atividades que proporcionem a participação solidária.  Posicionar-se criticamente, em face das orientações e recomendações contidas em bulas, vídeos, rótulos, manuais e outros textos relativos ao consumo de medicamentos, suplementos alimentares, equipamentos, que relacionam a prática da atividade física à saúde do individuo.  Reconhecer a importância da Educação Física no processo de preservação do meio ambiente como um dos principais fatores para a melhoria da qualidade de vida no planeta.  Interpretar e expressar-se criticamente sobre e informações veiculados pela mídia, relativos a atividade física.  Aplicar a informática nos diversos seguimentos da Educação Física.

CONTEÚDOS
 Desportos e a origem dos jogos das danças e sobre os movimentos básicos da capoeira brasileira  A capoeira, seus significados no contexto histórico-social, como elemento da cultura corporal  História dos negros e afro-brasileiros que se destacaram nos esportes, como atletas, professores/as, árbitros, técnicos  A influência do clima nas práticas desportivas - o caso dos atletas africanos  Influência das diferenças socioeconômicas nos praticantes das várias modalidades esportivas  Destaques nacionais e internacionais negros e afro-brasileiros nos esportes  Práticas corporais da cultura negra, em diferentes momentos históricos  Brinquedos e brincadeiras da cultura africana e suas ressignificações  Interpretação e expressão critica sobre fatos e informações veiculados pela mídia, relativos à atividade física, por meio de:  Jogos, dança, esporte, ginásticas, lutas  Abordagem teórica dos aspectos técnicos e científicos OBS: Os conteúdos referentes à História e Cultura afro-brasileira perpassarão a 3ª série  Interpretação e expressão crítica sobre fatos e informações veiculados pela mídia, relativos à atividade física, por meio de: _ Jogos, dança, esporte, ginásticas, lutas _ Abordagem teórica dos aspectos técnicos e científicos  Posicionamento critico, em face às orientações e recomendações contidas em bulas, vídeos, rótulos, manuais e outros textos relativos ao consumo de medicamentos, suplementos alimentares, equipamentos, que relacionam a prática da atividade física à saúde do indivíduo, por meio de: _ Jogos, dança, esporte, ginásticas, lutas _ Abordagem teórica dos aspectos técnicos e científicos

LETRAMENTO E DIVERSIDADE

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8 ÁREA DE CIÊNCIAS DA NATUREZA, MATEMÁTICA E SUAS TECNOLOGIAS 8.1 BIOLOGIA No ano de 2002 o Currículo da Educação Básica - Ensino Médio do Distrito Federal foi elaborado à luz da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB, 1996, para atender às tendências da época, entre elas, o desenvolvimento dos conteúdos que deixaram de “ser um fim em si mesmo” e passaram a ser o meio para o desenvolvimento das habilidades\competências. Hoje, o Brasil busca a qualidade da educação básica que se perdeu ao longo de um processo que teve como principal objetivo a universalização do ensino fundamental, art. 5º. “O acesso ao ensino fundamental é direito público subjetivo, podendo qualquer cidadão, grupo de cidadãos, associação comunitária, organização sindical, entidade de classe ou outra legalmente constituída, e, ainda, o Ministério Público, acionar o Poder Público para exigi-lo”. A melhoria da qualidade da educação básica trará reflexo, principalmente, no Índice da Educação Básica – IDEB, para isso, é necessário a diminuição dos índices de repetência e evasão escolar, tanto no ensino fundamental como no ensino médio. As finalidades do ensino médio estão presentes no art. 35 da Lei 9394/96 e são grandiosos os desafios, quando analisamos as diretrizes impostas pelo art. 36 que trata da questão curricular. As várias possibilidades contidas nos artigos acima citados nos fazem repensar sobre o ensino médio que está sendo ofertado aos nossos/nossas estudantes. A etapa final da educação básica apesar de seu papel estratégico de mobilização social não traz claridade nos seus objetivos e isto se deve, principalmente, à delicada opção entre a terminalidade e a continuidade dos estudos, e sua relação com o mundo do trabalho. Nessa linha de pensamento, “O ensino de Ciências passou de uma fase de apresentação da ciência como neutra para uma visão interdisciplinar. Nela, o contexto da pesquisa científica e suas consequências sociais, políticas e culturais são elementos marcantes.” (KRASILCHIK E MARANDINO. 2004: p. 6)
A integração de elementos do ensino das Ciências com outros elementos do currículo além de levar à análise de suas implicações sociais, dá significado aos conceitos apresentados, aos valores discutidos e às habilidades necessárias para um trabalho rigoroso e produtivo.” (KRASILCHIK E MARANDINO. 2004: p. 43)

A organização do ensino de Ciências tem sofrido nos últimos anos inúmeras propostas de transformação. Em geral, as mudanças apresentadas têm o objetivo de melhorar as condições da formação do espírito científico dos/das estudantes em vista das circunstâncias histórico-culturais da sociedade.

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Hilda Weissmann (1993), afirma que a formação científica dos adolescentes deve contribuir para a formação de futuros cidadãos que sejam responsáveis pelos seus atos, tanto individuais como coletivos, conscientes e conhecedores dos riscos, mas ativos e solidários para conquistar o bem estar da sociedade, e críticos e exigentes diante daqueles que tomam as decisões. As alterações tentam situar a ciência e o seu ensino no tempo e no espaço, enfatizando em cada momento um aspecto considerado mais relevante na forma de o homem entender e agir cientificamente no mundo por meio de um conhecimento que, de modo geral, está além do senso comum. A melhoria da qualidade do ensino médio passa por diversos fatores: é necessário que se defina uma identidade da última etapa da educação básica mediante um projeto que, conquanto seja unitário em seus princípios e objetivos, desenvolva possibilidades formativas que contemplem as múltiplas necessidades socioculturais e econômicas dos sujeitos que o constituem – adolescentes, jovens e adultos –, reconhecendo-os não como cidadãos e trabalhadores de um futuro indefinido, mas como sujeitos de direitos no momento em que cursam o ensino médio. Logo é premente, o investimento e atenção por parte das esferas governamentais: Federal, Estadual e Municipal no que tange à implantação/implementação de políticas públicas para atendimento às necessidades desse jovem adolescente que cursa o ensino médio. E neste cenário as questões pedagógicas se tornam prioridade na educação. É necessário que se forneça melhores condições para o desenvolvimento do processo de ensino e de aprendizagem e, entre estas, podemos citar: diminuição do quantitativo de estudantes por sala de aula, melhor formação científica do/da professor/a de modo que ele seja capaz de suprir as necessidades da educação básica, no ensino médio, possibilite “o aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no ensino fundamental”. A melhoria da qualidade do ensino está imposta e se tornou um compromisso da sociedade, pois assim dispõe o Decreto 6.094 de 24 de abril de 2007:
Sobre a implementação do Plano de Metas Compromisso Todos pela Educação, pela União Federal, em regime de colaboração com Municípios, Distrito Federal e Estados, e a participação das famílias e da comunidade, mediante programas e ações de assistência técnica e financeira, visando a mobilização social pela melhoria da qualidade da educação básica.

Esse Decreto aponta para a implementação de 27 Diretrizes para os sistemas de ensino. Algumas dessas, são nossas conhecidas, como é o caso do combate “a repetência, dadas as especificidades de cada rede, pela adoção de práticas como aulas de reforço no contraturno, estudos de recuperação e progressão parcial”.

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O ensino médio do Distrito Federal ao incluir os conteúdos dos componentes curriculares, de forma explícita nesse documento, teve como objetivo oportunizar ao/à professor/a uma referência para o desenvolvimento das habilidades, não somente as que se encontram descritas no currículo, mas o desenvolvimento de outras que permitam ao/à estudante alcançar as cinco competências do ensino médio. Para isso se faz necessário que o processo de ensino e de aprendizagem ocorra de forma clara e, nos dias atuais é indispensável que o/a professor/a tenha conhecimento da sua construção cognitiva.
Crê-se, contudo, que a competência maior do docente esteja no comprometimento do estudo de Biologia com a melhoria da qualidade de vida do planeta, da conscientização de que a humanidade não sobreviverá sem o profundo conhecimento de que as interações de um sistema vivo com o seu meio ambiente são interações cognitivas, sendo o próprio processo da vida um processo de cognição (MATURANA & VARELA.1997).

Segundo Ausubel é importante que o/a estudante durante o processo de construção cognitiva encontre um "ponto de ancoragem", para que os novos conhecimentos que estão sendo formados se identifiquem com os que já foram construídos mentalmente, de modo a possibilitar a interação com o que foi aprendido. (aprendizagem significativa é o conceito central da teoria da aprendizagem de David Ausubel). Uma das formas de mobilização para favorecer a construção cognitiva é fazer com que os/as estudantes vivenciem a teoria, por meio das práticas. As práticas de vivências não se restringem às aulas práticas de laboratórios, temos as possibilidades de realizar outras estratégias, como: visitação a museus, zoológico, jardim botânico e simulações. A teoria e a prática fazem sentido, quando uma complementa a outra, permitindo a mobilização de diversos saberes. Quando o conhecimento transmitido pelo/pela professor/a não dialoga com o conhecimento trazido pelo/pela estudante e vice-versa, nega-se a oportunidade de participação do/da estudante em sala de aula e isto se expressa pelos baixos rendimentos apresentados pela turma A interdisciplinaridade e a contextualização se apresentam como eixos pedagógicos que oportunizam o diálogo com outras áreas de conhecimento e que permitem a formação de “ancoras”, “pontos” que facilitam novas construções cognitivas, pois (...). “Saber significa, primeiro, ser capaz de utilizar o que se aprendeu, mobilizá-lo para resolver um problema ou aclarar uma situação” (GIORDAN E VECCHI, 1996, p.11). O ensino de Biologia deve estimular o raciocínio lógico e a curiosidade, ajudar na formação do/da estudante para que tenha condição de enfrentar os desafios impostos pela

Logo o letramento científico faz parte do ensino de biologia como estratégia para a iniciação científica e ampliação de possibilidades para a inclusão numa sociedade científica e tecnológica. dando à comunidade escolar melhor condições para participar dos debates cada vez mais sofisticados sobre temas científicos que afetam nosso quotidiano. .CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 125 sociedade contemporânea e fortalecer a democracia.

Entender a importância dos nutrientes na formação das células e na manutenção da saúde. Relacionar os alimentos com os processos de desenvolvimento e de manutenção da vida dos seres vivos. Pasteur ( 1822-1895 para derrubar a teoria da geração espontânea. Entender que a morfologia e a fisiologia dos seres unicelulares e pluricelulares estão relacionadas diretamente com a organização de suas estruturas e componentes. Embriologia. Reconhecer a célula como unidade viva formadora de todos os organismos e observar que sua organização e funcionamento são semelhantes em todos os seres vivos. biótipos. desmatamento. DST Drogas. mitológicas e científicas. produtividade). de ativação enzimática. e reconhecer sua participação na formação celular Analisar e interpretar processos genéticos associados às tecnologias e a avaliar eticamente suas repercussões. Redi (1626-1697 ) e L. Reconhecer a célula como unidade viva formadora de todos os organismos e entender que sua organização e funcionamento são semelhantes em todos os seres vivos. Fatores que afetam a evolução dos ecossistemas. exergônicas. Elaborar modelos das células como unidade transformadora e consumidora de energia. da terra e dos seres vivos.população. dedutivas e analógicas da importância dos seres vivos.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 126 BIOLOGIA − 1ª SÉRIE HABILIDADES  CONTEÚDOS BIOLOGIA COMO CIÊNCIA NÍVEIS DE ORGANIZAÇÃO DOS SERES VIVOS  Características dos seres vivos  Constituintes da matéria viva BIOLOGIA CELULAR  Teoria celular  Citoplasma (organelas estrutura e função) METABOLISMO ENERGÉTICO  Anabolismo e catabolismo  Reações (endergônicas. Analisar o desequilíbrio social que a gravidez precoce pode provocar. Espécie humana versus natureza (poluição. Reconhecer a biotecnologia como recurso necessário ao controle biológico de pragas na agricultura.                Identificar diferentes explicações sobre a origem do universo. Divisão celular. fazendo inferências indutivas. Justificar a morfologia e a fisiologia dos seres vivos como características evolutivas e imprescindíveis para a manutenção do equilíbrio ecológico. Reprodução humana e parto. fermentação. habitat. biomas. Fluxo de energia e níveis tróficos (pirâmides de energia. Biotecnologia Gametogênese. e entender as transformações orgânicas e comportamentais próprias da adolescência. espécies exóticas)                . ECOLOGIA Biosfera. Analisar experiências e argumentos utilizados por cientistas como F. oxirredução. confrontando concepções religiosas. ecossistema. Relações ecológicas (intraespecíficas e interespecíficas). LETRAMENTO E DIVERSIDADE   Núcleo: cromossomos da célula eucariótica (processos de transcrição e tradução). Sucessão ecológica. quimiossíntese. fatores de regulação da população). Analisar as diferenças na morfologia e na fisiologia masculina e feminina. propondo soluções junto à comunidade escolar. ) Descrever e entender o mundo a sua volta. Ciclos biogeoquímicos. comunidade. Estudo das populações (densidade populacional. nicho ecológico.  ATP (estrutura química)  Respiração celular. Correlacionar o funcionamento adequado do organismo e a regulação da coordenação das funções vitais. elaboradas em diferentes momentos. Cadeias e teias alimentares. taxas de crescimento populacional. energia nas reações químicas).

 Analisar dados sobre intensificação do efeito estufa.  Propor.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 127 BIOLOGIA − 1ª SÉRIE HABILIDADES  Identificar as transformações orgânicas e comportamentais próprias do adolescente relacionando com fatores biológicos e sociais da sexualidade. crescimento e regeneração.  Relacionar a estabilidade dos ecossistemas com a complexidade das interações estabelecidas entre os organismos das populações na natureza. idade. as carência is .  Verificar a origem e a variabilidade das espécies como resultado da interação de mecanismos físicos e biológicos que determinam sua existência. a partir da análise de dados. qualidade do transporte. compreendê-las como processos que mantêm a composição genética das células e das espécies. reciclagem.  Distinguir entre as principais doenças infectocontagiosas e parasitárias. escolaridade.  Associar as divisões celulares como meio de reprodução. transformação e preservação. diminuição sobre a taxa de oxigênio no ambiente e uso intensivo de fertilizantes nitrogenados.as sexualmente transmissíveis (DST) e as provocadas por toxinas ambientais. com ênfase ao CERRADO do Distrito Federal.  Discutir os riscos da gravidez na adolescência e as formas de preveni-la. possibilidade de lazer. condições de saneamento. fatores genéticos e os condicionantes sociais.  Associar os processos genéticos ao desenvolvimento biológico avaliando eticamente suas repercussões no cotidiano. estilos de vida.  Identificar. as degenerativas . coleta seletivas) LETRAMENTO E DIVERSIDADE . estado nutricional. as ocupacionais.  Relacionar os diversos ecossistemas da biosfera compreendendo suas constantes modificações. debater e divulgar junto à comunidade medidas que podem ser tomadas para reduzir a poluição ambiental. associando-os às interferências humanas nos ciclos naturais dos elementos químicos. comparar e reconhecer a importância dos ecossistemas brasileiros. propondo soluções para situaçõesproblema.  Construir a noção de saúde levando em conta os condicionantes biológicos com sexo.  CONTEÚDOS Práticas ecologicamente corretas (energias alternativas. econômicos ambientais e culturais com nível de renda.  Constatar os efeitos sofridos pelo organismo decorrente do uso indevido de drogas lícitas e ilíci-tas. distinguindo as de responsabilidade individual e as de responsabilidade coletiva e do poder público. do início de Brasília aos dias atuais.

Compreender que nosso planeta sofreu profundas transformações.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 128 BIOLOGIA − 1ª SÉRIE HABILIDADES  CONTEÚDOS            Elaborar explicações para os dados a respeito da evolução. Perceber as consequências da fome no Brasil e no mundo. e que apresenta um equilíbrio dinâmico. Reconhecer a interdependência das espécies e a influência que o meio exerce sobre elas e viceversa. Entender que os organismos possuem ecossistemas internos em equilíbrio dinâmico. em particular no Brasil. reconhecendo os procedimentos de proteção e de preservação das espécies envolvidas. Compreender que a matéria transita de modo cíclico nos meios bióticos e abióticos. da incidência das DST. identificando possíveis alterações ambientais que modificam o equilíbrio ecológico. e que podem sofrer alterações decorrentes de influências externas. entre homens e mulheres de diferentes faixas etárias. na última década. sugerindo formas de intervenção coletiva. Relacionar o reaparecimento de determinadas doenças (como cólera e dengue) com a ocupação desordenada dos espaços urbanos das grandes cidades. de maneira a reduzir os efeitos agudos e crônicos da ação natural. Compreender a importância da conservação da flora e da fauna e reconhecê-las como fonte de matéria-prima. Reconhecer a necessidade do controle biológico como recurso utilizado pelo homem na produção de alimentos e como meio de manutenção da cadeia e teia alimentar. no decorrer do tempo. particularmente a AIDS. Constatar os prejuízos causados na biosfera. LETRAMENTO E DIVERSIDADE . Estabelecer diferenças entre conservação e preservação do meio ambiente. acarretando fluxo de energia. Relacionar os alimentos com os processos de desenvolvimento e de manutenção da vida dos seres vivos entendendo sua participação na formação celular.

Compreender que os organismos possuem ecossistemas internos em equilíbrio dinâmico. PROTOZOÁRIOS  Características gerais  Reprodução  Importância ecológica e econômica  Doenças PORÍFEROS. Reconhecer que a morfologia e a fisiologia dos seres vivos são características evolutivas imprescindíveis para a manutenção do equilíbrio ecológico. e que podem sofrer alterações decorrentes de influências externas.  Importância ecológica e econômica.  Reprodução. AVES E MAMIFEROS  Características gerais.  Importância ecológica e econômica. ARTROPODES E EQUINODERMAS  Características gerais  Reprodução Doenças     LETRAMENTO E DIVERSIDADE        Descrever e entender o mundo a sua volta.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 129 BIOLOGIA − 2ª SÉRIE HABILIDADES  CONTEÚDOS SISTEMÁTICA  Classificação biológica ou taxonomia VÍRUS  Características gerais  Doenças BACTÉRIAS. Estudar os aspectos básicos da etiologia das doenças causadas por infecções. ALGAS.  Serpentes peçonhentas. Conhecer e utilizar os principais critérios de classificação. Reconhecer a importância da classificação biológica para a organização e compreensão da enorme diversidade dos seres vivos. Caracterizar os ciclos de vida de animais e plantas. ambientalistas e administração pública para preservar o que resta dos nossos ecossistemas ou para recuperá-las. fazendo inferências indutivas. PEIXES E ANFIBIOS  Características gerais.  . Identificar a divisão dos grupos de seres vivos. FUNGOS.  Importância ecológica e econômica. relacionando-os a adaptação desses organismos aos diferentes ambientes. Relacionar a morfologia e a fisiologia dos seres unicelulares e pluricelulares com a organização de suas estruturas e componentes. as regras de nomenclatura e as categorias taxonômicas reconhecidas atualmente. Relacionar as doenças mais comuns do cotidiano com seus respectivos organismos causadores.  Reprodução. reconhecendo a sua anatomia microscópica e macroscópica. dedutivas e analógicas da importância dos seres vivos. Debater as principais medidas propostas por cientistas. RÉPTEIS  Características gerais. ANELÍDEOS. CNIDÁRIOS  Características gerais  Reprodução  Importância ecológica e econômica PLATELMINTOS E NEMATELMINTOS  Características gerais  Reprodução  Doenças MOLUSCOS.  Reprodução. os seus processos de adaptação. Relacionar o funcionamento adequado do organismo com as funções vitais.

descrever e propor soluções às consequências da fome no Brasil e no mundo Fazer um levantamento de informações sobre os reinos em que estão divididos os seres vivos e suas principais características para elaborar um quadro resumo. Identificar.  Importância ecológica e econômica. .  Reprodução. Discutir os fundamentos biológicos da sexualidade dos seres unicelulares e pluricelulares.  Importância ecológica e econômica.  Reprodução. ANGIOSPERMAS (PLANTAS VASCULARES COM FLORES E FRUTOS)  Características gerais.  Reprodução.  Reprodução. Entender que os caminhos para o conhecimento de biologia são diversificados.  Importância ecológica e econômica. PTERIDÓFITAS (PLANTAS VASCULARES SEM SEMENTES)  Características gerais. Reconhecer no cotidiano a importância ecológica e econômica dos diversos grupos de seres vivos. Compreender que o funcionamento adequado do organismo depende da regulação e da coordenação das funções vitais. GIMNOSPERMAS(PLANTAS VASCULARES COM FLORES)  Características gerais.   LETRAMENTO E DIVERSIDADE    Utilizar as diferentes linguagens na interpretação de fenômenos naturais.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 130 BIOLOGIA − 2ª SÉRIE HABILIDADES   CONTEÚDOS HISTOLOGIA E FISIOLOGIA VEGETAL BRIÓFITAS (PLANTAS AVASCULARES)  Características gerais.

Analisar as diferenças na morfologia e na fisiologia masculina e feminina. Compreender os processos de transmissão das características hereditárias e suas manifestações físicas e sócio culturais. Reconhecer as diferentes teorias de origem da vida bem como suas evidências evolutivas. EVOLUÇÃO  Ideias evolucionistas de Lamarck e Darwin  Seleção natural  Fósseis  Evidências anatômicas e fisiológicas da evolução (órgãos homólogos e análogos. no decorrer do tempo. variação gênica. Reconhecer que a morfologia e a fisiologia dos seres Humanos são características evolutivas imprescindíveis para a manutenção do equilíbrio ecológico. divergência e convergência evolutiva)  Teoria moderna da evolução (mutação gênica. tipos de adaptação). Reconhecer os processos genéticos associados à tecnologia e a avaliar eticamente suas repercussões na sociedade. Relacionar o funcionamento adequado do organismo com as funções vitais. Identificar a origem e a variabilidade das espécies resultantes da interação de mecanismos físicos e biológicos que determinam sua existência. Reconhecer a reprodução sexuada e o processo meiótico como fonte de variabilidade genética. gerando a diversidade. isolamento reprodutivo)  Espécie humana moderna . epistasia. regeneração e compreensão de processos que mantêm a composição genética das células e das espécies.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 131 BIOLOGIA − 3ª SÉRIE HABILIDADES    CONTEÚDOS GENÉTICA  Lei da segregação genética (trabalhos de Mendel. principio do Fundador). alelos múltiplos. Analisar situações problemas envolvendo genética molecular e suas aplicações.  Anagênese e cladogênese  Gradualismo e equilíbrio pontuado  Especiação (espécie e subespécie.. mutação  Genética molecular e suas aplicações GENÉTICA  Lei da segregação independente dos genes (Pleiotropia. deriva gênica. fenótipo. dominância). genótipo. Compreender que nosso planeta sofreu profundas transformações.            Entender que os caminhos para o conhecimento de biologia são diversificados. frequência gênica nas populações. teoria da evolução química (ou teoria da evolução molecular). grupos sanguíneos). Compreender a evolução genética como construção humana.  Evolução humana e cultural.  Herança genética relacionada ao sexo  Melhoramento genético. e entender as transformações orgânicas e comportamentais próprias da adolescência LETRAMENTO E DIVERSIDADE ORIGEM DA VIDA  Teoria da abiogênese (ou geração espontânea) e Teoria da biogênese  Teorias modernas: panspermia. Associar as divisões celulares como meio de reprodução.  Bases genéticas da evolução (população mendeliana. Observação: estes conteúdos referentes à História e Cultura Afro-Brasileira perpassarão a 3ª série:  Estudo do projeto genoma (genes). migração. tipos de seleção natural. processos de especiação. recombinação gênica.  Mitos da pureza racial.  Lei da segregação independente dos genes na herança poligênica (interação gênica. crescimento. herança quantitativa). principio de HardyWeinserbeg. Compreender que a morfologia e a fisiologia dos seres humanos estão relacionadas diretamente com a organização. transformação e preservação.

imunitário. distúrbios e suas consequências. interdependência funcional e estrutural das células)  Tecidos epiteliais  Tecido conjuntivo  Tecido muscular  Tecido muscular estriado esquelético (fibras. fisiologia. endócrino. digestório. contração muscular)  Tecido muscular estriado cardíaco  Tecido muscular liso (não estriado) ANATOMIA E FISIOLOGIA HUMANA  Sistemas nervoso. LETRAMENTO E DIVERSIDADE . circulatório.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 132 BIOLOGIA – 3ª SÉRIE HABILIDADES CONTEÚDOS HISTOLOGIA  Multicelularidade (quantidade e tipos de células. urinário e locomotor. Observação: estruturas. sensorial. respiratório.

No entanto. é inegável que a Física tem uma enorme contribuição. com base no currículo elaborado pelo SIADE. que contemple. intervir nela e dela participar. . a relevância social dos conteúdos abordados. a Matriz de Avaliação Final de Física.a prática de encarar os fenômenos físicos como desafios. Após breve síntese do papel do componente curricular no currículo do ensino médio. . Neste século mais recente. Uma compreensão que não se faz sem o necessário aporte de determinadas bases científicas para o pleno entendimento do mundo que nos cerca. é surpreendente a quantidade de inovações e mudanças nas formas de produção. por exemplo. nas novas tecnologias presentes no cotidiano. I. Finalmente. seja no que diz respeito às revoluções tecnológicas. com base nos Parâmetros curriculares nacionais e nos PCN+. ou seja. . o que permitiria gerar o “prazer de aprender” e o “gosto pela Ciência”. são apresentados os conteúdos e expectativas de aprendizagem ao longo das três séries do ensino médio. em razão das influências recíprocas entre a ciência. os seguintes aspectos: .CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 133 8. Tais modificações se manifestam.as conexões que se estabelecem entre a Física e as necessidades e os desafios da sociedade – em outras palavras. entre outros. Neste panorama de mudanças. explicitam-se as habilidades que se espera sejam construídas pelos/pelas estudantes ao final do ensino médio. na escola média. é necessário investir na direção de uma aprendizagem mais significativa. deve assegurar aos/às estudantes os instrumentos necessários para compreender a realidade. seja ao longo dos quatro séculos da modernidade. Ensino Médio.a perspectiva da construção histórica dos conteúdos abordados. a tecnologia e a sociedade. se comparada ao de outros períodos de nossa História.2 FÍSICA Apresentação Este texto apresenta orientações curriculares para a disciplina de Física. articulados ao conjunto de expectativas de aprendizagem. CONCEPÇÃO DA DISCIPLINA FISICA NO CURRÍCULO DO ENSINO MÉDIO Vivemos hoje um mundo bastante diferente daquele do início do século passado. de comunicação e de relacionamento entre os indivíduos. Há um consenso de que o ensino de Física.

a partir de princípios. terminologia especifica. é necessário. No entanto o desafio não se resolve apenas com a seleção de conteúdos segundo o critério do “para que ensinar Física”. que tem alimentado o desenvolvimento de diferentes tecnologias. Para que os conhecimentos de Física aprendidos na escola façam diferença na vida dos/das estudantes. Dentre essas habilidades. Assim. a pergunta “o que ensinar?” passa a ser substituída por “para que ensinar Física?” Quando este é o compromisso. tabelas. as noticias de jornais. os problemas ambientais. para que possam participar dele e nele intervir. Uma atuação que será tão mais consciente quanto mais se conseguir assegurar-lhes uma visão de ciência como um processo de formação histórica e social. não é apenas a lógica interna da Física que preside a seleção e a extensão dos conteúdos a ser ensinados. leis e modelos por ela construídos”. para depois definir os conteúdos necessários para tanto. A lógica do “para que ensinar” não permite que se ensine um conteúdo físico abstrato e completamente distante da realidade dos/das estudantes.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 134 Um desafio a ser enfrentado por toda a comunidade escolar. presentes tanto no cotidiano mais imediato quanto na compreensão do universo distante. apenas porque é pré-requisito de outro conteúdo físico. por exemplo. os manuais de aparelhos eletroeletrônicos. é difícil que os nossos/nossas estudantes possam desenvolver habilidades de se posicionar face à crise energética caso não tenham tido a oportunidade de analisar argumentos relacionados ao tema e nem participado sistematicamente de discussões sobre este e outros assuntos. etc. Isto porque o critério de seleção dos conteúdos é sempre o que eles representam para colocar os/as estudantes em situação de lidar com situações reais. pelo reconhecimento de que requalificar o ensino médio e o que se caracteriza como alfabetização científica passa necessariamente pela ressignificação do ensino de Física nas escolas de ensino médio. Para que isto seja possível. gráficos ou relações matemáticas para que possam compreender o mundo físico e. a conta de luz e de água. Ensino Médio. mais que isto. aquelas que acontecem no dia a dia do cidadão comum: as crises energéticas. é necessário que o foco de interesse sejam as habilidades que se quer desenvolver nos/nas estudantes. . Em outras palavras. é fundamental que os/as estudantes possam recorrer à linguagem própria da Física – conceitos. desenvolver nos/nas estudantes um “conjunto de competências e habilidades específicas que permitam perceber e lidar com os fenômenos naturais e tecnológicos. uma vez que é esta mesma a pergunta que deve orientar a seleção das estratégias de ensino. segundo o PCN+.

ambiente e usos de energia 3. II. na organização dos conteúdos. Calor. Terra e vida O desafio é assegurar que. Matéria e radiação 6. o ensino da Física pode ser estruturado em torno de seis temas estruturadores que permitem agregar todos os conteúdos tradicionalmente abordados pela disciplina: 1. Movimentos: variações e conservações 2. Equipamentos elétricos e telecomunicações 5. Som. Universo. Ensino Médio.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 135 Para desenvolver tais habilidades é preciso que os/as estudantes lidem com os objetos da Física: com os fenômenos físicos que ocorrem na natureza e com processos físicos que adquirem uma profunda relevância no mundo atual. imagem e informação 4. estes temas “conversem” entre si. especialmente quando o estudo de determinados objetos assim o exige. Segundo os PCN+. HABILIDADES E CONTEÚDOS No quadro seguinte são apresentados as habilidades e os conteúdos para cada uma das séries: .

 Trabalho.  Compreender a linguagem técnico-científica da Física utilizada em textos e imagens. massa e tempo.  Leis de Newton e suas aplicações nos movimentos retilíneos e curvilíneos.  Equilíbrio estático de partículas e de corpos extensos.  Representar grandezas utilizando códigos. potência e transformações de Energia Mecânica (potencial. velocidade. força.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 136 FÍSICA − 1ª SÉRIE HABILIDADES  Realizar medidas de grandezas físicas. conceitos.  Leis de Kepler. definições. princípios. máquinas e equipamentos.  Interpretar modelos explicativos de conceitos.  Analisar criticamente normas e políticas públicas que visam propor soluções para problemas socioambientais.  Notação científica.  Realizar experimentos que facilitem a compreensão de fenômenos físicos.  Articular argumentos científicos para explicar e posicionar-se em situações cotidianas que envolvem fenômenos físicos. teoremas ou leis da Física. aceleração.  LETRAMENTO E DIVERSIDADE   Características de fluidos ideais (incompressibilidade.  Alavancas e movimentos biomecânicos. cinética e elástica).  Forças e materiais redutores de atrito. posição.  Colisões mecânicas (elásticas e inelásticas). movimentos e suas causas. massa.  Realizar inferências (indutivas. deslocamento. diferenciando grandezas escalares e vetoriais. Teorema do Empuxo. CONTEÚDOS  Sistema Internacional de Unidades. Princípio de Bernoulli.  Interpretar simulações de fenômenos físicos em softwares educacionais.  Interpretar gráficos que apresentam grandezas físicas.  Teorias sobre movimento dos corpos celestes (geocentrismo e heliocentrismo)  Lei da Gravitação Universal.  Solucionar situações-problemas que envolvam conceitos. símbolos e nomenclatura específicos da Física. torque e momento angular. teoremas ou leis da Física.  Lei de Hooke.  Inter-relacionar conhecimentos da Física com os de outras áreas do conhecimento. dedutivas e analógicas) em situações-problema que envolvam conhecimentos da Física.  Implicações da teoria Relatividade Restrita nos conceitos de espaço. peso.  Explicar fundamentos físicos presentes na construção e funcionamento de ferramentas. densidade e pressão).  Realizar cálculos que envolvam grandezas.  Evolução histórica das concepções de força.  Utilizar a linguagem vetorial para representar grandezas físicas.  Estimar ordens de grandeza.  Conceitos de referencial.  Implicações da teoria da Relatividade Especial para corpos submetidos à velocidade da luz. definições.  História e modelos explicativos da origem e evolução do universo. . princípios.  Momento linear. Princípios de Stevin e Pascal.  Reconhecer os diferentes movimentos presentes no mundo natural e nas construções humanas. Impulso. leis e teoremas da Física.

 Estimar ordens de grandeza.  Representar grandezas utilizando códigos.  Enunciados de Kelvin e Clausius. Evolução histórica das ideias sobre fenômenos luminosos.  Explicar fundamentos físicos presentes na construção e funcionamento de ferramentas.  Reconhecer as diferentes formas de energia presentes no mundo natural e nas construções humanas. Leis da reflexão Espelhos planos e esféricos. frequência. dioptros planos. Audição humana e problemas causados por poluição sonora.  Utilizar a linguagem vetorial para representar grandezas físicas. Diagramas de fase.  Analisar criticamente normas e políticas públicas que visam propor soluções para problemas socioambientais.  Dilatação de sólidos e líquidos. SÉRIE HABILIDADES  Realizar medidas de grandezas físicas.  Inter-relacionar conhecimentos da Física com os de outras áreas do conhecimento.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 137 FÍSICA − 2ª. conceitos.     Potência térmica e balanço energético. Princípios da óptica geométrica. teoremas ou leis da Física. Fenômenos ópticos em lentes esféricas.  Escalas termométricas e conversões. Fontes de luz e fenômenos ópticos. Fenômenos ondulatórios: reflexão.  Interpretar gráficos que apresentam grandezas físicas.  Realizar cálculos que envolvam grandezas. LETRAMENTO E DIVERSIDADE . Intensidade sonora e legislação a respeito. Gases ideais e transformações gasosas.                   Período. definições. símbolos e nomenclatura específicos da Física. Características dos fenômenos sonoros produzidos em instrumentos musicais. Luz como fenômeno eletromagnético. leis e teoremas da Física. refração. intensidade e timbre.  Solucionar situações-problemas que envolvam conceitos. Qualidades do som: frequência. teoremas ou leis da Física. dispersão. Primeira e Segunda Leis da Termodinâmica. dedutivas e analógicas) em situações-problema que envolvam conhecimentos da Física.  Equilíbrio térmico – Lei Zero da Termodinâmica.  Interpretar simulações de fenômenos físicos em softwares educacionais. comprimento. Qualidades fisiológicas do som e o Efeito Doppler. princípios.  Trocas de calor. prismas ópticos e instrumentos ópticos. ressonância e interferência.  Realizar inferências (indutivas. amplitude e velocidade de ondas mecânicas. máquinas e equipamentos.  Interpretar modelos explicativos de conceitos.  Tipos de calor: sensível e latente.  Evolução histórica dos conceitos de calor e temperatura. Visão humana e correção visual. Formação de cores.  Formas de propagação de calor.  Máquinas térmicas. refração. Fenômenos luminosos: reflexão. CONTEÚDOS  Concepções científicas e do senso comum acerca do conceito de calor. definições. difração.  Articular argumentos científicos para explicar e posicionar-se em situações cotidianas que envolvem fenômenos físicos. Leis da refração. princípios.  Compreender a linguagem técnico-científica da Física utilizada em textos e imagens.  Realizar experimentos que facilitem a compreensão de fenômenos físicos.

 Radiação de corpo negro. Propriedades elétricas dos materiais: condutores.  Lei de Lenz e Lei de Faraday.  Linhas de força.  Estrutura e funcionamento de motores elétricos.  Características de ímãs.  Geradores de energia elétrica.  Relatividade especial. conceitos.  Força magnética em cargas pontuais e em fios. teoremas ou leis da Física. circulares e senoidais. Processos de eletrização.  Evolução histórica do conhecimento sobre magnetismo.  Solucionar situações-problemas que envolvam conceitos.  Evolução histórica do conhecimento da indução eletromagnética.  Leis de Ohm. princípios. leis e teoremas da Física. dedutivas e analógicas) em situações-problema que envolvam conhecimentos da Física.  Realizar cálculos que envolvam grandezas.  Evolução do conhecimento sobre eletrologia de Tales de Mileto a Charles Du Fay.  Interpretar gráficos que apresentam grandezas físicas.  Fontes de energia elétrica de corrente contínua. definições.  Realizar experimentos que facilitem a compreensão de fenômenos físicos. Trabalho e energia potencial elétrica. semicondutores e isolantes.  Inter-relacionar conhecimentos da Física com os de outras áreas do conhecimento.  Representar grandezas utilizando códigos. LETRAMENTO E DIVERSIDADE o .  Reconhecer as diferentes formas de energia presentes no mundo natural e nas construções humanas.  Analisar criticamente normas e políticas públicas que visam propor soluções para problemas socioambientais.  Diferença de potencial elétrico e corrente elétrica. Capacitores.  Fenômenos eletromagnéticos nos sistemas de telecomunicação. teoremas ou leis da Física. Campo elétrico vetorial e linhas de força. Fluxo elétrico e Lei de Gauss.  Circuitos elétricos e associação de resistores em série. voltímetro e ohmímetro.  Explicar fundamentos físicos presentes na construção e funcionamento de ferramentas.  Potência elétrica.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 138 FÍSICA − 3ª.  Natureza e tipos de radiações eletromagnéticas e seus efeitos.  Geradores e receptores elétricos.  Realizar inferências (indutivas.  Campos magnéticos gerados por correntes retilíneas.  Utilizar a linguagem vetorial para representar grandezas físicas. princípios. definições.  Compreender a linguagem técnico-científica da Física utilizada em textos e imagens. Lei de Coulomb.  Articular argumentos científicos para explicar e posicionar-se em situações cotidianas que envolvem fenômenos físicos.  Potencial elétrico. máquinas e equipamentos. símbolos e nomenclatura específicos da Física. Ordens de grandeza.  Interpretar simulações de fenômenos físicos em softwares educacionais. SÉRIE HABILIDADES  Realizar medidas de grandezas físicas.  Utilização de medidores elétricos: amperímetro.          CONTEÚDOS Notação científica. paralelo e mista.  Estimar ordens de grandeza.  Experiência de Oersted.  Interpretar modelos explicativos de conceitos.  Estrutura da matéria – Efeito fotoelétrico.

ajudando-o a ter uma visão. que contribui na formação da cidadania do/da estudante. Neste contexto. as Instituições da Rede Pública de Ensino do Distrito Federal devem viabilizar um letramento científico 63 do aluno que permita um entendimento da natureza da ciência e da atividade científica e uma concientização das complexas relacões Ciência-Tecnologia-Sociedade para que o aluno possa atuar de forma crítica e responsável na tomada de decisões em torno de problemas locais e globais64. A química ensina o/a estudante a entender. tais como os diferentes estados da matéria. veja Santos e Schnetzeler(1997). bem como fazer frente aos problemas da vida quotidiana relacionados com a saúde. para abordar de uma maneira contextualizada situações reais de interesse pessoal ou social e poder tomar decisões responsáveis. na sala de aula. procurando levar o/a estudante a compreender o mundo à sua volta. aplicando tanto de maneira individual como coletiva estratégias coerentes com os procedimentos das ciências. características. obter dados e extrair deles resultados e conclusões que permitam emitir julgamentos. .3 QUÍMICA Integrada. tais como formular hipóteses explicativas. vários reações químicas que ocorrem na natureza e uma infinidade de produtos utilizados em casa e na indústria. minimizando a ideia de que a química é para indivíduos vestidos de jaleco branco. veja Santos (2007). O ensino da química. analisar e interpretar o seu mundo. as suas propriedades. ensinar o/a estudante a resolver problemas e realizar pequenas investigações. cercados por tubos de ensaio e de equipamentos e símbolos estranhos para uma pessoa. tem como objetivos. O estudo da química não só permite conhecer a natureza. mudanças e / ou transformação. entendendo que existe química no dia a dia como a simples tarefa de preparar alimentos ou as tarefas domésticas. A química estrutura o seu estudo na natureza da matéria.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 139 8. os recursos e o meio ambiente. a proposta do Currículo de Química. as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (DCNEM) por meio do Parecer do Conselho de Educação Básica e do Conselho Nacional de Educação 63 64 Para saber mais sobre Letramento Científico. Por isso. mesmo que simplista e redutora do mundo a sua volta. como também nossa própria condição humana. Para saber mais sobre CTS. aceitando a química como parte integrante das suas vidas. flexível e em consonância com o momento histórico. distinguindo a mera opinião da evidência baseada em provas concretas. dada pela simples observação dos fenômenos. propicia de forma interdisciplinar e contextualizada conhecimentos científico-tecnológicos.

vídeo e som. capazes de permitir a integração cultural. fórmulas ou características específicas. uma vez que também possui textos. facilitar questões que envolvem dados. a manipulação de substâncias químicas nos laboratórios virtuais antes de fazê-lo fisicamente (geralmente por segurança).CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 140 contemplam grupos de disciplinas cujo objeto de estudo permite promover ações interdisciplinares (CEB⁄CNE nº 15⁄1998). por isso mesmo necessita ser prático e interdisciplinar67. Para saber mais sobre Caráter Distintivo da Ciência. Lufti (1992). sistemas de pensamento e problemáticas. animações. para que haja Ciências. e obter informações sobre a Internet para a sua investigação. interativamente e em três dimensões. Matemática e suas Tecnologias é uma das possibilidade dos/das estudantes do Ensino Médio estabelecerem relações com o mundo contextualizado na concretude das competências e habilidades para o exercício pleno da cidadania em meio a sociedade tecnológica atual e.68 desempenha um papel importante no ensino de química. Estes permitem aos/às estudantes estudar. relacionar visualmente propriedades de uma molécula com uma experiência física laboratorial69. práticas. 67 Para saber mais sobre a Necessidade da Praticidade e da Interdisciplinaridade da Química. A Química. Hess (1997). em comparação com outros meios. enquanto componente curricular da Área de Ciências da Natureza. por meio da estruturação de uma cultura do letramento65. pode ser utilizado sem que tenham de fazer grandes alterações. veja Lopes (1999) e Caniato (2003). as moléculas de um composto. 65 66 Para saber mais sobre Estruturação de uma Cultura do Letramento. alternar a rotação das moléculas em três dimensões a fim de avaliar os ângulos das ligações. estabelecer relações entre modelos visuais molecular em duas ou três dimensões. . veja Soares (2008). Outra vantagem é que as imagens de compostos ou reações químicas tem uma representação universal. As aulas de Química são capazes de permitir que os saberes populares e do senso comum sejam intercambiáveis com conhecimentos. significados. tantos recursos em outros países desenvolvidos e em outras línguas. veja Clavero (2007). A utilização das TIC em Química permitirá que os/as estudantes: complementem outras formas de aprendizagem utilizadas em sala de aula. 69 A incorporação das tecnologias da informação e da comunicação na educação assenta na afirmação de que a tecnologia da informação é um apoio significativo no processo de ensino-aprendizagem. permitindo interação. valores. conduta praticada em laboratórios virtuais. veja Frazer (1982). imagens. A aprendizagem em ambientes enriquecidos com as tecnologias de informação e comunicação (TIC). 68 Para saber mais sobre Ambientes Enriquecidos com as TICs. é preciso que os discursos obedeçam a determinadas leis de construção de proposições e regras que certificam o carácter distintivo da Ciência66. pois. melhorar acompreensão dos conceitos que não pode ser visto a olho nu.

o que torna o aluno responder de forma mais eficaz e desenvolver diferentes competências. Silveira (2003). 72 Para saber mais sobre Dos Direitos e Garantias Fundamentais. A química verde pode ser encarada como a associação do desenvolvimento da química à busca da autossustentabilidade70. 71 Para saber mais sobre Química Verde. talvez em médio prazo. Estes temas. medicamentos. Lenardão (2003). os/as professores/as devem buscar alternativas em sala de aula viáveis e organizar materiais didáticos que. 73 Para saber mais sobre a História das Ciências. dos saberes indígenas reorganização e uma extensa pesquisa de informações de conteúdo. 70 A química verde pode ser definida como a utilização de técnicas químicas e metodologias que reduzem ou eliminam o uso de solventes e reagentes ou geração de produtos e sub-produtos tóxicos. são oportunidades para o estudo da evolução histórica das ciências73. veja Sanseverino (2002). sejam como materiais didáticos e/ou paradidáticos. veja Kuhn (1989). Em Química ainda são raras as produções nesse campo. Chassot (1995). entre outros. Entretanto. veja Constituição da República Federativa do Brasil (1988). é preciso que o/a professor/a de química discuta com os/as estudantes temas envolvendo o uso de tecnologias limpas. O que hoje está sendo chamado de química verde na verdade não apresenta nada de novo. ao considerar as matrizes africana. Um/uma estudante formado dentro dos princípios da química verde estará muito mais preparado para o desafio que a sociedade tem passado a impor nos últimos anos: a busca pela química autossustentável. o Protocolo de Kyoto e a Rio+10 são exemplos de iniciativas que mostram a crescente preocupação mundial com as questões ambientais. faz-se necessária uma revisão na forma como é vista a questão dos resíduos químicos pelo/pela estudante. em atividades de ensino e pesquisa. não é novidade em aplicações industriais. Este conceito. por exemplo. principalmente em países com controle rigoroso na emissão de poluentes. No Brasil a Constituição prevê que o estado brasileiro deve garantir a todos o pleno exercício dos direitos culturais e nas escolas. dos pigmentos e corantes. Fino (2000). entretanto. o que faz com que os/as estudantes se esqueçam de todas as contribuições para melhoria da qualidade de vida humana conseguidas pela química71. indígena e europeia nas raízes da metalurgia. A ECO-92. possam eliminar o estigma que a química possui de estar relacionada à poluição e degradação ambiental. descentralização das informações e feedback dos utilizadores.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 141 Ao longo dos anos os princípios da química verde têm sido inseridos no meio acadêmico. Assim. . estudantes e comunidade. entretanto. habilidades e de aprendizagem pela variedade de estímulos que são apresentados. Embora já se note uma mobilização por parte de alguns setores da sociedade. que são nocivos à saúde humana ou ao ambiente. precisam ser desenvolvidos simultaneamente com professores/as. uma vez que a busca um desenvolvimento autossustentável há anos está incorporada nos ideais do homem moderno. não é diferente72. é possível tratar. Mesmo as aulas de Química.

por exemplo. veja Chassot (1995). veja Makiguti (2002). Assim. Para saber mais sobre A Responsabilidade do Professor e a Importância da Formação Continuada. Tal atitude reflete a responsabilidade dos professores e das professoras de Química em contribuir para a diminuição das desigualdades. hábitos e comportamentos que respeitem e valorizem as diferenças a fim de concretizar a cidadania plena do nosso povo a partir da escola. a experiência egípcia na metalurgia e nas primeiras transformações de materiais. 74 75 Para saber mais sobre a Matriz Indígena e o Modelo Eurocêntrico. . Libâneo (2005).CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 142 nos pigmentos e medicamentos já conhecidos desde o Brasil-Colônia e considerar o modelo eurocêntrico74 na sistematização do conhecimento e ainda. da intolerância e da violência. nos ambientes escolares e a partir dele. inicialmente. as raízes africanas. contribuir para toda a sociedade75. abrem-se caminhos para que nas aulas de Química – espaço privilegiado de construção de saber e cultura – possam estimular conhecimentos.

Entender que os caminhos para o conhecimento científico são diversificados. Compreender a evolução histórica da Química como construção humana por meio das práticas sociais. Entender a tendência quantitativa nas reações químicas e aplicar as leis ponderais. nº de moléculas e constante de Avogadro. Reconhecer que as transformações envolvem troca energética. Analisar as informações a partir da compreensão da importância da história da química no desenvolvimento científico. massa molar. tecnológico e social. Reconhecer no cotidiano que as reações químicas podem ser rápidas ou lentas. CONTEÚDOS A CIÊNCIA QUÍMICA  Evolução Histórica  Modelo Científico  Importância em Sociedade  Avanços Tecnológicos  Desenvolvimento de Novos Materiais A CONSTRUÇÃO DA MATÉRIA  Características dos Materiais  Classificação e Propriedades Gerais da Matéria  Transformações dos Materiais  Métodos de Separação de Misturas     MATÉRIA      Leis Ponderais Estudo do Modelo Científico de Dalton Reações Químicas Balanceamento por Tentativas Grandezas Químicas (massa molar. Identificar e aplicar métodos de separação de misturas em eventos do cotidiano. Utilizar a leitura. Resolver situações-problema envolvendo cálculos estequiométricos no cotidiano. volume molar. a compreensão e a interpretação de textos para estudar as matérias-primas africanas. Compreender as leis ponderais e suas aplicações no dia a dia. Construir o conceito de substâncias e misturas e ser capaz de diferenciá-las. social e químico. a compreensão e a interpretação de textos diversos para o/a estudante tornar-se um leitor competente e possibilitar o letramento linguístico. Reconhecer o processo de elaboração do conhecimento químico e sua necessidade histórica para a humanidade. Analisar situações-problema e representar graficamente propriedades de substâncias e misturas. Relacionar a transformação dos materiais do cotidiano com suas propriedades. nº de Avogadro) LETRAMENTO E DIVERSIDADE             UMA ABORDAGEM QUANTITATIVA DA MATÉRIA  Aspectos Macroscópicos da Química  Unidades da Química  Cálculos Proporcionais da Química  Estequiometria CINÉTICA QUÍMICA  Modelo da Teoria das Colisões  Gráficos ESTUDO DOS GASES  Transformações Gasosas  Equação Geral dos Gases e Clapeyron  Teoria Cinética dos Gases    . Reconhecer o processo de transformações dos materiais por meio de observação de eventos do cotidiano. Identificar o modelo de Dalton.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 143 QUÍMICA − 1ª SÉRIE HABILIDADES  Utilizar a leitura. alterando ou não a mudança no estado físico. Estabelecer o significado das grandezas químicas: massa. Mol. Diferenciar substância simples e composta por meio de modelos. Apropriar-se da leitura e representar simbolicamente as reações químicas.

Compreender a representação gráfica do comportamento dos gases em função de suas variáveis. Correlacionar o comportamento dos gases com a Teoria Cinética e eventos do cotidiano.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 144 QUÍMICA − 1ª SÉRIE HABILIDADES   Identificar e analisar os fatores que influenciam na velocidade das reações. relacionando com fatos do cotidiano. seus efeitos na atmosfera e os principais problemas gerados para o meio ambiente. CONTEÚDOS   LETRAMENTO E DIVERSIDADE . Reconhecer a importância dos gases para os seres vivos.

a compreensão e a interpretação de textos diversos para tornar-se um leitor competente. Utilizar a leitura. Discutir sobre os cuidados que se deve ter com as radiações e particularmente com os raios X. tanto as dos raios X. cultural e químico. Conhecer e discutir os perigos e benefícios provocados pelas radiações. social. Rutherford-Bohr ressaltando suas limitações. Compreender a evolução histórica e organização da Tabela Periódica como construção humana por meio de práticas sociais. ramificada e aromática)  Nomenclatura dos Hidrocarbonetos LETRAMENTO E DIVERSIDADE . quanto as emitidas por substâncias radioativas. tecnológica e econômica dos metais. possibilitar o letramento linguístico. Entender que a estabilidade também pode ser adquirida por fusão e fissão nuclear de núcleos envolvendo energia. Correlacionar as propriedades físicoquímicas das substâncias com as interações intramoleculares e intermoleculares. interpretar e representar as ligações químicas por meio de Lewis. compreender. Identificar a polaridade das moléculas em função de sua geometria.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 145 QUÍMICA − 2ª SÉRIE HABILIDADES  CONTEÚDOS MODELOS ATÔMICOS  Evolução do Modelo Rutherford-Bohr  Estrutura Atômica  Radioatividade Atômico de Dalton a               Entender que os caminhos para o conhecimento científico são diversificados. Correlacionar a posição dos elementos na Tabela Periódica com as suas propriedades (eletronegatividade e raio atômico). Thomson. CLASSIFICAÇÃO DOS ELEMENTOS QUÍMICOS  História e Evolução da Classificação  Tabela Periódica Moderna  Relação com os Subníveis Energéticos  Estudo das Propriedades Periódicas LIGAÇÕES QUÍMICAS  Ligações Intermoleculares  Ligações Intramoleculares ESTRUTURA DAS SUBSTÂNCIAS  Geometria Molecular  Polaridade  Número de Oxidação FUNÇÕES INORGÂNICAS  Óxidos  Ácidos  Bases  Reações de Neutralização  Sais RECURSOS ENERGÉTICOS  Uso Racional da Energia: fontes de energia e matéria-prima  Seleção de Combustíveis  Reações de Combustão e Poluição Ambiental  Estudo do Carbono e suas Propriedades  Estudo dos Hidrocarbonetos (cadeias normais. Conhecer e analisar a importância social. Reconhecer a escola como espaço de socialização da cultura afro-brasileira para identificar situações do cotidiano que podem ser tratados cientificamente. Depreender como um núcleo instável adquire estabilidade por meio de emissão de partículas. Compreender a evolução dos modelos atômicos de Dalton. Ler. Utilizar a leitura. a compreensão e a interpretação de diversos textos para entender os fenômenos radioativos no cotidiano. estruturais e moleculares.

CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 146 QUÍMICA − 2ª SÉRIE HABILIDADES  Reconhecer e nomear (usual e oficialmente) as substâncias inorgânicas de acordo com suas funções: óxidos. políticas e econômicas. CONTEÚDOS LETRAMENTO E DIVERSIDADE .  Identificar no cotidiano ácidos e bases por meio de indicadores naturais. a compreensão e a interpretação das fórmulas químicas para identificar e diferenciar as substâncias químicas. implicações ambientais. bases e sais. identificar e nomear os hidrocarbonetos (usual e IUPAC).  Compreender. capacitando o/a estudante a inferir criticamente a respeito do uso racional da energia.  Utilizar a leitura.  Reconhecer através do conceito de Arrhenius a ionização de ácidos e dissociação de bases.  Utilizar a leitura.  Estudar e compreender os hidrocarbonetos e suas aplicações tecnológicas.  Reconhecer e representar as reações de neutralização. a compreensão e a interpretação de textos. sociais.  Conhecer a importância e contribuição das reações de combustão na poluição ambiental. proporcionando ao/à estudante tomar decisões como indivíduo e cidadão que utiliza a tecnologia sustentável. ácido.

Efetuar cálculos de ∆H de uma reação em situações reais e hipotéticas. Reconhecer o funcionamento das pilhas que mais frequentemente aparecem no dia a dia dos brasileiros. concentrada. oxidação branda. Entender e interpretar graficamente a influência da temperatura e da pressão na solubilidade. Considerar que o processo eletroquímico envolve a neutralização de cargas elétricas. social. Conhecer e diferenciar as unidades de calor no Sistema Internacional (joule e quilojoule) e em calorias. possibilitar o letramento linguístico. Discutir o que fazer com pilhas e baterias usadas para evitar problemas ambientais. a compreensão e a interpretação de textos diversos para tornar-se um leitor competente. M  Diluições EQUILÍBRIO QUÍMICO  Estado de Equilíbrio  Caráter Dinâmico das Interações Químicas  Fatores que afetam o Equilíbrio  pH e pOH QUÍMICA DOS COMPOSTOS ORGÂNICOS  Importância Biológica e Industrial  Características. Identificar em situações reais e hipotéticas as soluções diluídas. saponificação⁄esterificação . Relacionar os processos industriais e o funcionamento dos motores com as reações termoquímicas. LETRAMENTO E DIVERSIDADE QUÍMICA DOS COMPOSTOS ORGÂNICOS  Isomeria  As Principais Reações Orgânicas: hidrogenação. Ler. Utilizar a leitura. Identificar e relacionar as reações que liberam e absorvem calor com situações do dia a dia. Analisar e reconhecer qualitativamente as propriedades coligativas em eventos do cotidiano. Utilizar os cálculos relacionados a concentração e solubilização na solução de situações-problema reais e hipotéticas. Reconhecer a condutividade como resultado do movimento de elétrons e íons. cultural e químico. interpretar e representar simbolicamente as reações de óxidoredução. saturada e insaturada. Classificação e Nomenclatura (principais funções orgânicas)                  Entender que os caminhos para o conhecimeno científico são diversificados. Entender a linguagem gráfica e utilizá-la na interpretação de cálculos de ∆H de uma reação.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 147 QUIMICA − 3ª SÉRIE HABILIDADES   CONTEÚDOS ELETROQUÍMICA  Aspectos Energéticos das Reações Químicas  Oxidação-Redução  Pilhas TERMOQUÍMICA  Noções de Reações Exotérmicas e Endotérmicas  Lei de Hess SOLUBILIDADE DOS MATERIAIS  Composição e Classificação  Concentrações: C. Conhecer e determinar os fatores que alteram o ∆H de uma reação. Reconhecer a escola como espaço de socialização da cultura afro-brasileira para identificar situações do cotidiano que podem ser tratados cientificamente. Entender e diferenciar os processos eletroquímicos espontâneos e não espontâneos.

 Descrever e entender o mundo a sua volta.  Nomear os compostos orgânicos com até 8 (oito) átomos de carbono (usual e IUPAC) para cada função.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 148 QUIMICA − 3ª SÉRIE HABILIDADES  Reconhecer e relacionar o aspecto dinâmico no equilíbrio químico às concentrações dos reagentes e produtos. escrever e correlacionar constantes de equilíbrio dos ácidos e das bases com situações do cotidiano.  Efetuar cálculos de pH e pOH em situações reais e hipotéticas.  Entender.  CONTEÚDOS LETRAMENTO E DIVERSIDADE  . oxidação branda. esterificação e relacionálas a eventos do cotidiano.  Interpretar e expressar as constantes de equilíbrio. cetona.  Estudar as propriedades físicas e químicas dos compostos orgânicos. éter. saponificação. éster. em função da concentração e da pressão no estudo de situaçõesproblema do cotidiano.  Estudar e identificar as reações de hidrogenação. aldeído.  Reconhecer isômeros geométricos e espaciais. dedutivas e analógicas da importância dos compostos orgânicos.  Reconhecer as funções: álcool. fazendo inferências indutivas.  Analisar e entender segundo o Princípio de Le Chatelier os fatores que podem afetar a condição de equilíbrio de um sistema. ácido carboxílico. amina e amida.

do raciocínio lógico. o acaso e a incerteza. ser considerado como a construção do conhecimento que trata das relações qualitativas e quantitativas do espaço e do tempo. ensinos Fundamental e Médio. Assim. resolvendo problemas. na tentativa de compreender o mundo e fazer uso deste conhecimento. Este documento apresenta sugestões e orientações curriculares para a disciplina de Matemática.4 MATEMÁTICA A alfabetização ou competência matemática refere-se à capacidade do aluno para analisar. a . formulam e resolvem problemas matemáticos numa variedade de domínios e situações. quando enunciam. estão relacionadas com contar e medir. a variação. as formas geométricas. não é uma ciência da natureza ou das relações humanas e sociais como as outras disciplinas escolares. ao longo da história da humanidade.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 149 8. percorrendo desde o estudo dos números e operações. Essa dupla fonte de problemas e solicitações garante a sua vitalidade. A Matemática é uma ciência que trata de objetos e de relações abstratas. ensinos Fundamental e Médio. Depois o seu domínio foi se ampliando para. quer como atendendo às questões próprias da Matemática. Concepção da Matemática ao longo da escolaridade básica. quase sempre como um esforço para resolver os problemas que lhe são propostos. divididas em dois tópicos: I. as primeiras atividades matemáticas de que se tem notícia. No entanto a Matemática é a linguagem que nos permite representar o mundo e elaborar uma compreensão e uma representação da natureza. com base no currículo elaborado pela Secretaria da Educação do GDF. II. I. as estruturas e as regularidades. Conteúdos e expectativas de aprendizagem de Matemática para o ensino médio. É uma atividade humana que trata dos padrões. prevendo e controlando os resultados de ações sugeridas pelas resoluções. é ainda com a Matemática que construímos formas de agir sobre este mundo. raciocinar e comunicar-se de maneira eficaz. Neste sentido. Ao que tudo indica. A Matemática sempre permeou a atividade humana e contribuiu para o seu desenvolvimento: a construção e o desenvolvimento da Matemática tem ocorrido quer como resposta às solicitações de outras áreas do conhecimento. da resolução de problemas. Concepção da Matemática ao longo da escolaridade básica. Não fora o bastante.

. formular. vemos as aplicações matemáticas abrangendo igualmente a economia. julgar. desenhar. Desde os meados do século XX se reconhece que tais conhecimentos surgiram. usar ideias matemáticas para dar um sentido eficiente do mundo. as pessoas usam o raciocínio quantitativo ou espacial e mostram sua competência matemática para explicar. notações e técnicas matemáticas. Além de compreender algumas ideias. de certa forma. o mundo em que vivemos está cada vez mais “matematizado”.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 150 Matemática não pode mais ser considerada como um conjunto estático e acabado de conhecimentos. pagamentos de impostos. Além dos modelos matemáticos usados nas ciências experimentais. estimamos um valor aproximado e precisamos compreender um anúncio ou uma notícia que se baseia em tabelas e gráficos. examinamos diferentes alternativas para contrair um empréstimo. realizamos com frequência cálculos de despesas. o mundo dos negócios. entre outros e a sua interdependência com outras áreas do conhecimento. principalmente como resposta às necessidades de contar. a medicina. explicar. como quando se pretende interpretar uma imagem ou uma construção ou explicar uma figura ou um trajeto. Uma simples análise permite concluir que. localizar. planejar. produzidos por alguns cérebros especiais. Mas. Hoje a Matemática encontra-se presente em todas as culturas e os registros de sua história datam de quatro milênios a. saber matemática era praticamente sinônimo de saber fazer contas. Nestas e em outras situações. as ciências sociais e humanas. pensar matematicamente. Em outras palavras. a arte. nas diferentes culturas. desenvolver competências matemáticas envolve. ao mesmo tempo. nos tempos atuais.C. registram os próprios valores numéricos. Finalmente são rotineiras e relevantes as situações que pedem competências ligadas à visualização e à orientação espacial. desenvolver competências e habilidades matemáticas envolve também extrair dos contextos e das circunstâncias particulares quando e como usar a matemática e criticamente avaliar a sua utilização. medir. ou ainda questionar se uma amostra é representativa de uma determinada população. em muitos casos. temos hoje menos exigências de cálculo na vida do dia a dia do que no passado: as máquinas não só efetuam as operações como calculam os trocos e as percentagens e. No nosso dia a dia. A natureza da competência matemática depende do tempo histórico em que ela é considerada: há cinquenta anos. quando isso couber. resolver problemas e comunicar sua solução. na engenharia e na tecnologia.

processos e técnicas. A escola tem papel relevante e intransferível na preparação do/da estudante para um futuro. Ao mesmo tempo a mera transmissão de conteúdos cede lugar ao desenvolvimento de competências e habilidades: o conceito de competência permea todo o processo de ensino-aprendizagem dando ênfase ao que o/a estudante é capaz de fazer com os conhecimentos que adquiriu muito mais do que o domínio formal dos conceitos. desenvolver competências matemáticas é parte fundamental na Educação. finda a qual o/a estudante tenha desenvolvido gosto pela Matemática e autoconfiança em sua capacidade. na quantidade e diversidade das áreas que a constituem. naturalmente. A história das ciências mostra que à medida que surgem novos conceitos nas diversas áreas. interpretação e resolução de situações em diferentes contextos. como em todas as ciências. Na sua história. métodos e procedimentos matemáticos utilizar os conhecimentos matemáticos na análise. e que exige de cada um o desenvolvimento do seu potencial criativo que lhe permita lidar com situações da vida cotidiana e do mundo do trabalho cada vez mais diversificadas e complexas. No caso da Matemática. na sua relação com outras áreas da atividade humana e no alcance e importância das suas aplicações e. ocupando um lugar de destaque no currículo. outros são abandonados. capacidade de abstração e generalização. na sua organização. Isto ocorre da mesma forma na área da Educação e é fundamental que a escola também discuta o modo como essas novas perspectivas e conceitos – na Matemática e na Didática – se refletem no currículo desenvolvido com os/as estudantes. o que certamente será consequência de ser capaz de • • • matemática • • • compreender e elaborar argumentações matemáticas e raciocínios lógicos analisar informações comunicar-se em Matemática. a Matemática sofreu uma grande evolução nos seus métodos. autonomia de pensamento e decisão. a escola enfrenta hoje o desafio de ser eficiente para responder à pergunta: “como é que o/a estudante aprende?” em substituição à antiga “como é que isto deve ser ensinado?”. incluindo os não matemáticos resolver e formular problemas envolvendo também os processos de modelação . Hoje mais que nunca. oralmente e por escrito compreender conceitos.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 151 A Matemática é uma das ciências mais antigas e também das mais antigas disciplinas escolares. deve-se exigir da escola uma formação sólida em Matemática. relações. que se nos afigura já altamente tecnológico. No que diz respeito à educação. pois as ideias e os conceitos matemáticos são ferramentas para atuar sobre a realidade e o mundo que as cerca.

usada para comunicar ideias de número. o papel da exploração adequada da linguagem oral versus a linguagem e a simbologia Matemática. E novamente aí. ed. 2. espaço. Se o professor de matemática preenche o tempo de que dispõe a exercitar os seus alunos em operações rotineiras. 1978) 3. Para aprofundar e sistematizar esse conhecimento. apresentando-lhes problemas adequados aos seus conhecimentos e ajudando-os com interpelações estimulantes. associadas principalmente ao processo de ensino e aprendizagem de Matemática. dessa forma. dois mundos ou domínios entram em relação – de um lado. mas se desafiar a curiosidade e puser em jogo faculdades inventivas. formas. (. o domínio . de Polya. A importância que deve ser dada à aquisição da linguagem universal de palavras e símbolos... 4. uma realização e construção da sociedade reconhecer e valorizar o papel da Matemática nos vários setores da vida social e em particular no desenvolvimento científico e tecnológico apreciar os aspectos estéticos da Matemática Estas considerações são válidas para o significado da Matemática na Educação Básica. G. nas ciências e na tecnologia. aquela oportunidade. A ênfase que deve ser dada ao aspecto formativo da própria Matemática propiciado pelo prazer da descoberta e do desenvolvimento da confiança intelectual. o mundo real presente no problema tal como ele é proposto e a solução real que será obtida. Mas se desafia a curiosidade dos alunos. Rio de Janeiro. (Adaptado de "A arte de resolver problemas". do outro.) O problema pode ser modesto. Os estudos e as pesquisa enfatizam o papel fundamental da aquisição da linguagem matemática no sucesso do aprendizado da Matemática. A cada dia esta linguagem se faz mais necessária: ela está presente no fazer cotidiano. Qualquer projeto de Educação de jovens e adultos precisa considerar os saberes que os/as estudantes trazem consigo. as aulas devem propiciar atividades que os ajudem a estabelecer as relações entre as suas próprias ideias e estratégias pessoais e o conhecimento formal. No entanto merecem destaque as seguintes observações. quem o resolver pelos seus próprios meios experimentará a tensão e gozará o triunfo da descoberta. Resolução de problemas: Quando é proposto ao/à estudante a resolução de um problema. aniquila o interesse e tolhe o desenvolvimento intelectual dos estudantes. nos meios de comunicação. 1.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 152 • • • compreender a Matemática como elemento da cultura humana. Interciência. padrões e problemas do cotidiano. poderá despertar neles o gosto pelo pensamento independente e proporcionar-lhes alguns meios para o concretizarem. desperdiçando.

o processo continua no campo da matemática: trata-se de efetuar operações sobre o problema matemático para determinar uma solução matemática. explicar e justificar os resultados obtidos comunicar o processo e a solução Etapa 4 Etapa 2 Ciclo da Matematização professor/a procurar saber em que etapa seu/sua estudante apresenta dificuldades . de fazer uso das seguintes habilidades: • • refletir sobre os argumentos matemáticos elaborados. combinar e integrar modelos matemáticos argumentar generalizar Nas últimas fases da resolução de um problema cabe refletir sobre o processo de matematização e os resultados obtidos. traduzir o problema em termos matemáticos. Este processo implica as seguintes atividades: • • • • • identificar os elementos matemáticos relevantes que se referem ao problema real. Trata-se aqui. em função de conceitos matemáticos. identificar os aspectos que são isomorfos em relação a problemas conhecidos. Esta fase requer do/da estudante as seguintes habilidades: • • • • utilizar linguagem e operações de natureza simbólica. isto é. ajustar. formal e técnica definir. representar o problema de forma diferente. compreender as relações entre a linguagem empregada para descrever o problema e linguagem simbólica e formal indispensável à sua compreensão matemática.cada uma delas requer um tratamento diferenciado.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 153 matemático que envolve o problema. em um modelo matemático. Na segunda etapa. Importante também que o/a estudante saiba onde precisa melhorar. O processo de matematização comporta diferentes etapas que implicam mobilização de um vasto conjunto de competências: Interpretação da solução Solução matemática Etapa 3 Esta abordagem metodológica da resolução de problemas está posta para enfatizar a importância de o/a Problema do mundo real Mundo real transpor o problema real para um problema matemático. A primeira etapa consiste em Etapa 1 Problema matemático Mundo Matemático .

II. é o seu caráter instrumental. A outra finalidade. por vezes aparentemente distantes do âmbito matemático cumprem um papel relevante na cultura humanística do/da estudante e na sua formação científica. lutando assim contra uma visão dogmática da Matemática. • • • • • Utilize corretamente a linguagem matemática para comunicar-se. Senão vejamos: A capacidade humana de raciocinar encontra na Matemática talvez o melhor aliado para o seu desenvolvimento. é preciso insistir nas situações problema para delas « emergir » os conceitos e as ideias. a resolução de problemas e o caráter « utilitário » desta ciência.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 154 Para concluir este tópico. Sintetizando a proposta curricular. Resolva problemas utilizando diferentes estratégias. Integre os conhecimentos matemáticos no conjunto dos conhecimentos que adquiriu nas outras áreas da sua educação básica. ferramentas e algoritmos. o ensino da Matemática na etapa da educação básica pretende que o/a estudante: • • do cotidiano. A finalidade fundamental do ensino-aprendizagem de matemática é o desenvolvimento do raciocínio e da capacidade de abstração. procedimentos e recursos Desenvolva formas de pensamento lógico. Estes problemas. Aplique adequadamente os algoritmos e ferramentas matemáticos em situações desde a intuição até os algoritmos. Utilize os métodos e procedimentos estatísticos e probabilísticos para obter conclusões a partir de dados e informações. . não menos importante. Para ensinar e aprender a Matemática que « faça sentido ». Habilidades e conteúdos ao longo dos ciclos Iniciamos este tópico com uma síntese do que foi considerado no tópico anterior. destaque-se que uma formação matemática realista e equilibrada privilegia igualmente o aspecto teórico. Aplique os conhecimentos geométricos para compreender e analisar o mundo físico ao seu redor. De outro lado. o conceito de competência dá ênfase ao que o/a estudante é capaz de fazer com seus conhecimentos e habilidades matemáticas. mais do que o domínio formal de conceitos.

O estudo das funções é um domínio privilegiado para aprender a modelagem matemática. As grandes competências que se espera. As ideias algébricas aparecem logo nos primeiros anos no trabalho com sequências. envolvendo variáveis socioeconômicas ou técnico-científicas. procurando desenvolver no/na estudante a capacidade de lidar com diversos tipos de relações matemáticas e estudar situações de variação em contextos significativos. no ensino médio. a proposta curricular de matemática estrutura-se. equações.resolver problema requer habilidade com as rotinas de cálculos e algoritmos. institucionaliza-se de fato o uso da linguagem algébrica: trabalha-se com expressões. aprofundando-se o estudo de relações e regularidades e da proporcionalidade direta como igualdade entre duas razões. inteiros. ao estabelecerem-se relações entre números e entre números e operações. racionais e reais. A ideia de algebrizar está relacionada com a capacidade de simbolizar. operações e as suas relações e representações. computador e programas) como auxiliares do seu aprendizado.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 155 • Utilize com critério os recursos tecnológicos (calculadora. o/a estudante desenvolva no aprendizado deste tema são: Construir significados e ampliar os já existentes para os números naturais. Para tal. Aplicar expressões analíticas para modelar e resolver problemas. e ainda no estudo de propriedades geométricas como a simetria. Nos anos finais do ensino fundamental. . operar simbolicamente e de interpretar as relações simbólicas. tendo como centro o conceito de número. ao longo do ensino Médio. As competências algébricas são desenvolvidas a partir da capacidade de traduzir uma situação problema em linguagem matemática . Finalmente. em todos os níveis. a Álgebra já aparece como um tema matemático individualizado. As ideias de quantidade estão presentes na matemática. É o grande início da modelagem matemática. inequações e funções. em quatro grandes temas: Números e operações Espaço e Forma Grandezas e Medidas Tratamento da Informação Números e operações Refere-se à necessidade de quantificar para se entender e organizar o mundo.

Grandezas e Medidas Refere-se à necessidade de. até o tratamento formal. Também pressupõe entender a representação em duas dimensões dos objetos tridimensionais. O estudo das formas está estreitamente vinculado ao conceito de percepção espacial e isto implica em aprender a reconhecer. medir para se entender e organizar o mundo. além de quantificar. Este domínio envolve a observação de semelhanças e diferenças. em todos os níveis. bem como suas relações. análise dos componentes das formas. estão presentes no cotidiano da vida humana. A competência de cálculos em geometria é ampliada coma geometria analítica. o reconhecimento das formas em diferentes representações e dimensões e a compreensão das propriedades dos objetos e suas posições relativas.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 156 Espaço e Forma Trata da observação de padrões e formas do mundo e da relação entre formas e imagens ou representações visuais. lógico-dedutivo. O estudo da Geometria começa nos primeiros anos. No aprendizado deste tema. a percepção do espaço e a exploração das propriedades dos objetos. . explorar e mover-se com maior conhecimento no espaço onde se vive. principalmente no ensino médio. Assim como nos problemas de contagem. dos fatos referentes às figuras planas e espaciais. a semelhança de figuras e o teorema de Pitágoras devem ser utilizados em diferentes contextos. o/a estudante toma consciência de como vê as coisas e os objetos e porque os vê dessa forma: deve aprender a orientar-se pelo espaço e através das construções e formas – para isso. precisa entender a relação entre forma e imagem ou representações visuais. e agir sobre ela. Neste tema são vistos conceitos e ideias que constituem a base de competências geométricas e trigonométricas: o teorema de Tales. tendo como centro as relações entre grandezas. tal como o real e a fotografia. As ideias de grandeza e medida estão presentes na matemática. mas somente nos anos finais do ensino fundamental o/a estudante relaciona propriedades geométricas. suas medidas e representações. A grande competência que o/a estudante deve desenvolver neste tema é: Utilizar o conhecimento geométrico para realizar a leitura e a representação da realidade. Estas habilidades vão desde o reconhecimento e exploração visual ou tátil. e no ensino médio surge a maioria das situações de raciocínio hipotético-dedutivo proporcionando aos/às estudantes um contacto maior com este modo de pensar. a formação das sombras e como interpretá-las.

realizando previsão de tendência. para interpretar informações de variáveis apresentadas em uma distribuição estatística. extrapolação. A competência a ser desenvolvida pelo/pela estudante no aprendizado desse tema é: Construir e ampliar noções de grandezas. pois trata da aquisição da habilidade de compreender o discurso jornalístico e científico. e utilizar instrumentos adequados para medidas e cálculos de probabilidade. Provavelmente. essa é a ideia em que se evidencia mais claramente a importância da formação matemática do cidadão.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 157 As ideias de Grandezas e Medidas tem um peso importante nos primeiros anos e decresce nos anos seguintes. principalmente na resolução de problemas. Pretende-se que o/a estudante desenvolva as competências de: Interpretar informações de natureza científica e social obtidas da leitura de gráficos e tabelas. interpolação e interpretação. sempre no contexto de resolução de problemas. interpretar e analisar dados e fazer julgamento e opções a partir desta análise. . variação de grandezas e medidas para a compreensão da realidade e a solução de problemas do cotidiano. Este tema perpassa todos os ciclos da escolaridade básica. que faz uso da estatística e da probabilidade. acaba por ser trabalhado ao longo de toda a escolaridade básica. Tratamento da Informação Está relacionada com a capacidade de ler. Compreender o caráter aleatório e não determinístico dos fenômenos naturais e sociais. O estudo da estatística e de probabilidade deve ser feito a partir de problemas em situações interdisciplinares. Como é um tema muito rico do ponto de vista das conexões entre a Matemática com situações não matemáticas.

resolver problemas que envolvam relações de proporcionalidade direta. (crescimento/decrescimento. identificar e expressar em linguagem matemática os padrões e as regularidades observadas em sequências numéricas ou de imagens. GRAU  Definição e gráficos  Zeros da função e equação do 2º. quadros. inversa. tabelas. expressar em linguagem corrente fatos matemáticos e vice-versa. resolver problemas que envolvam porcentagem e juros simples.  Fazer generalizações e argumentações consistentes.  Utilizar operações e conceitos básicos de matemática na solução de situações-problema.  Apropriar da leitura real de um problema por meio dos conceitos matemáticos aprendidos. Para tanto. expressar o termo geral e a soma dos n termos de Progressões Aritméticas e Geométricas. inversa. GRAU  Definição  Gráficos  Zero da função e equação do 1º grau  Construção de gráficos.  Conhecer e analisar os fatores que interferem no comportamento financeiro e econômico da sociedade. representar por meio de funções relações de proporcionalidade. as principais características da função do primeiro grau.  Reconhecer os elementos geométricos. a partir de gráficos. relacionando-os com sua realidade cultural.  Reconhecer o processo de elaboração do conhecimento matemático e a necessidade histórica desse conhecimento para a humanidade.o/a estudante deve ser capaz de: identificar a localização de números reais na reta numérica. CONTEÚDOS CONJUNTOS  Revisão de conceitos fundamentais  Conjuntos numéricos  Intervalos  Resoluções de situações-problema FUNÇÕES  Definição  Gráficos de funções  Crescimento e decrescimento  Domínio e imagem dos intervalos FUNÇÃO POLINOMIAL DO 1º. identificar e descrever. utilizando informações sociais FUNÇÃO POLINOMIAL DO 2º. suas formas e relações. resolver problemas que envolvem Progressões Aritméticas e Geométricas.  Identificar e aplicar funções polinomiais como modelos favoráveis ao estudo de situações reais e hipotéticas.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 158 MATEMÁTICA − 1ª SÉRIE HABILIDADES  Entender a linguagem gráfica e utilizá-la na interpretação de situações do cotidiano. direta com o quadrado. taxa de variação) identificar e descrever as principais características sobre as Progressões Aritméticas e as Progressões Geométricas. calcular a soma dos infinitos termos de uma PG infinita (razão de valor absoluto menor do que 1). identificar relações de proporcionalidade direta.  Construir os conceitos geométricos e ser capaz de fazer conexões entre elas e as demais áreas do conhecimento.  Analisar situações em sequências numéricas ocorridas em eventos do cotidiano. Grau  Estudo da parábola INEQUAÇÕES  Aplicações e operações com inequações NOÇÕES DE MATEMATICA COMERCIAL  Razão e proporção  Porcentagem  Juros simples GEOMETRIA PLANA  Revisão de ângulos  Semelhança de triângulos  Relações métricas num ▲retângulo  Áreas de superfícies planas  Estudo dos polígonos regulares  Estudo da circunferência SEQUÊNCIAS E PROGRESSÕES  Aritmética  Geométrica  Cálculo de Fibonacci ESTATÍSTICA  Coleta de dados Construção de tabelas e gráficos LETRAMENTO E DIVERSIDADE .

CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 159 MATEMÁTICA − 1ª SÉRIE HABILIDADES  Identificar em gráficos.  resolver problemas envolvendo equações do 1º grau.  identificar polígonos regulares e reconhecer suas propriedades fundamentais. taxa de variação.  ler e interpretar dados apresentados em gráficos e tabelas.  inscrever e circunscrever polígonos regulares em circunferências dadas. decrescimento. organizar e apresentar os resultados.  resolver problemas envolvendo valores máximo e mínimo de funções.  resolver problemas envolvendo pavimentação de superfícies. as características da função do primeiro grau: crescimento/decrescimento. valores máximo ou mínimo.  resolver problemas que envolvem as relações métricas em triângulos retângulos. as características da função do segundo grau: crescimento.  identificar em gráficos. CONTEÚDOS LETRAMENTO E DIVERSIDADE .  reconhecer que apresentações diferentes de dados podem levar a interpretações diferentes.   propor questões.  resolver problemas envolvendo equações do 2º grau. planejar e realizar um experimento e coleta de dados.  resolver problemas que envolvem as relações trigonométricas em triângulos: lei dos senos e lei dos cosenos.

Conhecer e analisar os fatores que interferem no comportamento financeiro e econômico da sociedade. sólidos e suas relações.  Formas: lineares. SISTEMAS LINEARES como inversa da função exponencial. cilindro.  Empregar a trigonometria em situações da vida real. em seus aspectos algébricos e gráficos. Identificar. coseno e tangente. (tronco) e esfera  identificar as propriedades de cresc imento de decrescimento de funções exponenciais. secção das configurações matemáticas:  expressar em linguagem corrente fatos prisma. para auxiliar na aplicação. escalonamento ou outros.o/a estudante deve ser capaz de:  Área da superfície/planificação. Agrupar informações na forma de tabelas para uma melhor visão de organização.  Relações trigonométricas  Funções trigonométricas  Equações trigonométricas  Demonstração das Leis do cosseno e seno. Determinar soluções para problemas que envolvam duas ou mais variáveis.  reconhecer em situações problemas diversas. GEOMETRIA ESPACIAL Para tanto. sociais e naturais. cosseno. tangente e seus correspondentes trigonométricos. escalonados. formas. TRIGONOMETRIA  Razões trigonométricas: seno.  reconhecer a periodicidade presente em alguns fenômenos naturais e  relacionar esta regularidade às características das funções trigonométricas seno. equivalentes e  identificar as principais propriedades dos homogêneos logaritmos.  resolver problemas envolvendo sistemas lineares até a 3ª ordem.  Geometria espacial ESTATÍSTICA  resolver e discutir sistemas lineares pelo método  Coleta de dados de escalonamento de matrizes e pela regra de Construção de tabelas e gráficos Cramer. nos diversos ambientes e situações do cotidiano. Reconhecer os elementos geométricos. cone matemáticos e vice-versa. volume e  efetuar cálculos envolvendo potência e radicais. a função logarítmica.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 160 MATEMÁTICA − 2ª SÉRIE HABILIDADES   CONTEÚDOS REVISÃO DE POTENCIAÇÃO FUNÇÃO EXPONENCIAL  Radiciação  Equação exponencial  Função exponencial  Inequação exponencial FUNÇÃO LOGARÍTMICA  Definição de Logaritmo e propriedades  Equações logarítmicas  Definição de Função logarítmica  Representação gráfica  Inequações logarítmicas NOÇÕES DE MATEMATICA FINANCEIRA Juros compostos      LETRAMENTO E DIVERSIDADE    Entender a linguagem gráfica e utilizá-la na interpretação de situações do cotidiano. Resolver situações-problema envolvendo noções e operações com Álgebra. usando  Tipos de soluções: regra de Cramer.  resolver equações e inequações simples. como expoentes  Aplicações com matrizes convenientes para a representação de números  Operações muito grandes ou muito pequenos. Ampliar o conceito de função.  Determinante de uma matriz  identificar em gráficos. potências e logaritmos. o MATRIZES significado dos logaritmos. interpretação e leitura de situações reais no comportamento sócio-cultural da humanidade. Utilizar operações e conceitos básicos de matemática na solução de situações-proble-ma. pirâmide (tronco). elaborar e modelar situaçõesproblema relacionadas aos fenômenos físicos. MATEMÁTICA − 2ª SÉRIE .

no caso da esfera terrestre.  identifica c asos em que estatística e probabilidade são usadas de maneira a induzir a erros. planejar e realizar um experimento e coleta de dados.  resolver problemas que envolvem os cálculo de comprimentos.  reconhecer a utilização de estatística e probabilidade em situações do cotidiano.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 161 HABILIDADES  identificar os sólidos geométricos a partir de sua planificação. áreas e volumes relacionados aos sólidos como a pirâmide e o cone. organizar e apresentar os resultados.  reconhecer que apresentações diferentes de dados podem levar a interpretações diferentes.  ler e interpretar dados apresentados em gráficos e tabelas.  compreender e aplicar os conceitos de fusos.  resolver problemas que envolvem os cálculo de comprimentos. ao círculo e à esfera e suas partes. CONTEÚDOS LETRAMENTO E DIVERSIDADE MATEMÁTICA − 3ª SÉRIE . áreas e volumes relacionados à circunferência. latitudes e longitudes.  interpretar medidas de dispersão (variação) e de tendência central  propor questões. áreas e volumes relacionados aos sólidos como o prisma e o cilindro.  resolver problemas que envolvem os cálculo de comprimentos.

 Operações com números complexos  Aplicações dentro do conjunto complexo. Para tanto.  compreender o significado geométrico das operações com complexos. figuras. interpretação e leitura de situações reais no comportamento sociocultural da humanidade.  Ampliar o conceito de função. o significado de seus coeficientes.  Identificar.  aplicar as relações entre coeficientes e raízes de uma equação algébrica na resolução de problemas. apresentados em gráficos e tabelas. relações. POLINÔMIOS  Função polinomial Valor numérico e polinômio nulo POLINÔMIOS  Operações com polinômios Equações polinomiais (ou algébricas) MATEMÁTICA − 3ª SÉRIE .  Entender e utilizar os princípios de contagem na resolução de situações-problema.  Analisar a probabilidade de ocorrência de um fato para que possa criticá-lo de forma ética .  usar sistemas de coordenadas cartesianas para representar pontos.  Identificar e aplicar funções polinomiais como modelos favoráveis ao estudo de situações reais e hipotéticas. o/a estudante deve ser capaz de:  identificar a localização de números reais na reta numérica.  Identificar. CONTEÚDOS ANÁLISE COMBINATÓRIA  Princípio da contagem  Arranjos. em situações do cotidiano.  reconhecer entre as equações de 2º grau com duas incógnitas. equações.  usar funções para caracterizar relações de interdependência. as que representam circunferências.  resolver problemas que envolvam porcentagem. sociais e naturais. as condições que garantem o paralelismo e a perpendicularidade entre retas. com centro na origem. elaborar e modelar situaçõesproblema relacionadas aos fenômenos físicos. ponderada e harmônica  Mediana. para auxiliar na aplicação.  Utilizar operações e conceitos básicos de matemática na solução de situações-problema.  identificar os resultados de operações entre números complexos representados no plano de Argand Gauss.  reconhecer a equação da reta.  determinar a equação de uma reta apresentada a partir de dois pontos dados ou de um ponto e sua inclinação.  identificar as equações da circunferência e das cônicas na forma reduzida. permutações e combinações PROBABILIDADE E NOÇÕES DE ESTATÍSTICA  Espaço amostral  Evento  Probabilidades  Variáveis  Distribuição de Frequência  Gráfica  Médias estatísticas: aritmética.  Identificar e analisar dados estatísticos. buscando intervir no cotidiano.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 162 HABILIDADES  Entender a linguagem gráfica e utilizá-la na interpretação de situações do cotidiano. representar e utilizar o conhecimento geométrico analítico na interpretação e compreensão de fatos. em seus aspectos algébricos e gráficos. Moda e Desvio padrão LETRAMENTO E DIVERSIDADE GEOMETRIA ANALÍTICA  Estudo do Ponto  Estudo da Reta  Estudo da Circunferência NÚMEROS COMPLEXOS  Parte imaginária e real.

CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 163 HABILIDADES  interpretar e construir tabelas e gráficos de frequências a partir de dados obtidos em pesquisas por amostras estatísticas. CONTEÚDOS LETRAMENTO E DIVERSIDADE .  reconhecer que apresentações diferentes de dados podem levar a interpretações diferentes.  analisar e interpretar índices estatísticos de diferentes tipos.  associar informações apresentadas em listas e/ou tabelas simples aos gráficos que as representam e vice-versa.  propor questões.  calcular e interpretar medidas de tendência central de uma distribuição de dados (média. organizar e apresentar os resultados.  identifica casos em que estatística e probabilidade são usadas de maneira a induzir a erros. mediana e moda) e de dispersão (desvio padrão). planejar e realizar um experimento e coleta de dados.  reconhecer a utilização de estatística e probabilidade em situações do cotidiano.

saiba usar a tecnologia e valorize a pluralidade cultural. de saber colocálos em sua dimensão temporal. propõe uma abordagem teórica e metodológica abrangente de todo o processo histórico e seus aspectos socioeconômicos vinculados à política e à cultura. a partir do contexto contemporâneo. pautada na compreensão dos conhecimentos para o uso cotidiano. O eixo metodológico visando o desenvolvimento de competências e habilidades. tantos novos desafios e necessidades. reconhecendo que nos defrontamos com um universo cultural extremamente rico e complexo. Analisar as ações humanas e as relações que se estabeleceram entre os grupos nos diferentes tempos e espaços. estabelecendo um novo paradigma para a percepção do mundo. Diante das novas relações. necessários para que o/a professor/a possa posicionar suas ideias e propor soluções como base para a construção de um futuro que supere o contexto em que está inserido. possuir várias habilidades e colocá-las em prática é o que garante a formação das competências. Vivemos numa sociedade dominada pela globalização da economia e da comunicação. Enfatiza-se a educação por dois importantes eixos pedagógicos: a interdisciplinaridade ou transdisciplinaridade e a contextualização. da reflexão e do senso crítico.1 HISTÓRIA Iniciamos o século XXI. no sentido de permitir ao/à estudante ser um agente transformador que atenda as novas exigências da cidadania. A educação deve ser repensada. cuja finalidade é a integração das disciplinas para que o/a estudante possa interpretar. pelo pluralismo político e pela diversidade cultural.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 164 9 ÁREA DE CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS 9. Nessa perspectiva.Sendo assim. da sociedade e da História. surgindo várias concepções sobre as dificuldades e soluções possíveis. letramento e diversidade. ou seja. contextualizá-los. O novo currículo propõe uma aprendizagem significativa. Esse contexto de mudanças constantes exige do individuo uma formação abrangente voltada para o desenvolvimento da criatividade. o/a estudante deverá ser capaz de identificar e reconhecer os fatores socioeconômicos e culturais característicos das diferentes sociedades. Segundo Philippe Perrenoud. o homem busca novos meios para solucionar os mesmos. possuir conhecimentos ou capacidades e saber aplicá-los. confrontar as interpretações possíveis e . que seja ético. analisar e relacionar diversas áreas do conhecimento e vivenciar esses conhecimentos tornando-se um criador e não um mero expectador. o ensino de História.

com este currículo. Assim temos que ter a consciência com educadores que os conteúdos de história têm que aproximar o passado da realidade vivida pelo/pela estudante. para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática: “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”. posicionarse criticamente diante da realidade.(2008)”O valor de qualquer currículo. de toda proposta de mudança para a prática educativa. Possibilitar ainda o desenvolvimento de suas habilidades voltadas para a reflexão e o questionamento da realidade social que o cerca. 11. Sacristan. J. pretende se. hoje.394. que altera a Lei nº 9. Em síntese. na forma como se concretiza em situações reais”. como tal. . de 20 de dezembro de 1996. que estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional.645. de 9 de janeiro de 2003. modificada pela Lei nº. por meio do processo de ensinoaprendizagem tenha condições de perceber–se como um agente social e. de 10 de março de 2008. se comprova na realidade na qual se realiza.Gimeno.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 165 chegar as suas próprias conclusões. atuando no sentido de preserva e transforma a sociedade onde vive. que o/a estudante a partir de suas vivências associadas aos seus conhecimentos adquiridos. é papel fundamental para permitir aos/às estudantes apropriarem-se de uma formação histórica que os auxilie no exercício da cidadania.639. 10. Acrescenta-se a implementação da Lei nº.

social.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 166 HISTÓRIA − 1ª SÉRIE HABILIDADES  Conhecer ideias acerca da história e da ciência histórica.. O Renascimento. a partir do reconhecimento do papel do indivíduo nos processos históricos. literário.observando os continentes africano. A Colonização do Brasil. A Colonização da América.  O continente África inventado e o continente África real. O Sistema Colonial. A Reforma Protestante. identificando as várias formas de exclusão social e os movimentos de resistência no cotidiano.  Analisar a organização social e as transformações das sociedades por meio dos diversos grupos sociais que as constituem.asiático e europeu.  História ptolomaica. Maias.  Estabelecer relações entre o processo de formação das cidades.  Construir a identidade pessoal e social na dimensão histórica. A Expansão Comercial e Marítima Europeia. A condição de cativo em África e no Brasil A participação dos africanos na economia colonial brasileira . bem como a organização fundiária e os movimentos sociais ligados a ela. civilizações antigas no continente. a compreensão e a interpretação de textos diversos para tornarse um leitor competente e possibilitar o letramento linguístico. O Mercantilismo. e o contexto urbano local.  Compreender a questão da terra.  Diferentes povos que habitam o continente africano e suas características históricas. Astecas e Indígenas Brasileiros Os Povos Árabes e o Islamismo LETRAMENTO E DIVERSIDADE Obs.  Civilização Clássica (incluso civilização Etíope e Egípcia) O Feudalismo O Estado Nacional. O Absolutismo              A Acumulação Primitiva de Capital.       CONTEÚDOS A História como Ciência O Tempo na História Historiografia – Os registros históricos Os Povos Africanos Os Povos Pré-Colombianos: Incas.comparando as diversas formas de propriedade ao longo da história.: Estes conteúdos referem-se à História e Cultura Afro-brasileira e perpassarão a 1ª série:  Pré-história africana.científico. . ao longo da História.  Utilizar a leitura. as Continuidades ou as transformações fundamentais no pensamento dos historiadores e as suas implicações na produção historiográfica  Compreender que o objeto da história são as relações humanas no tempo e no espaço.

neles inserindo a sociedade. a economia e a cultura. as continuidades ou as transformações fundamentais no pensamento dos historiadores e as suas implicações na produção historiográfica.observando os continentes africano. Trabalho do negro e afro-brasileiros nos vários ciclos econômicos.  Perceber como as relações de dominação. na comunidade. e o contexto urbano local. ao longo daHistória.asiático e europeu.  Estabelecer relações entre o processo de formação das cidades. Período Regencial Brasileiro.  Comparar problemáticas atuais e de outros momentos históricos com sua realidade. sociais e econômicas. Primeiro Reinado. Revolução Inglesa. social. a compreensão e a interpretação de textos diversos para tornar-se um leitor competente e possibilitar o letramento linguístico.  Ampliar o campo dos estudos históricos.  Utilizar a leitura. Revolução Industrial Revolução Francesa Formação dos EUA Insurreição Brasileira: A diáspora africana. País e no mundo.  Analisar a organização social e as transformações das sociedades por meio dos diversos grupos sociais que as constituem. literário.         CONTEÚDOS Iluminismo. bem como a organização fundiária e os movimentos sociais ligados a ela. brasileiros e americanos O significado do dia 20 de novembro.  Perceber a complexidade das relações de poder entre os povos. identificando as várias formas de exclusão social e os movimentos de resistência no cotidiano. subordinação e resistência fazem parte das construções políticas.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 167 HISTÓRIA − 2ª SÉRIE HABILIDADES  Conhecer ideias acerca da história e da ciência histórica. A Expansão Napoleônica Crise do Sistema Colonial Independência da América Espanhola Independência do Brasil. comparando as diversas formas de propriedade ao longo da história. no Estado. Participação do negro nas lutas sociais das regências O Liberalismo As Revoluções Liberais de 1830 e 1840 O Socialismo e o Comunismo O Movimento Operário Anarquismo         LETRAMENTO E DIVERSIDADE           Segundo Reinado O Imperialismo A Divisão Internacional do Trabalho A Colonização da Ásia A Colonização da África . na cidade. científico.  Compreender a questão da terra.

de várias culturas.  Compreender a questão da terra. a compreensão e a interpretação de textos diversos para tornar-se um leitor competente e possibilitar o letramento linguístico. Expansão Imperialista.  Construir a identidade pessoal e social na dimensão histórica.científico.        CONTEÚDOS República Velha 1ª Guerra Mundial Revolução Russa Processo de colonização no continente africano.        História e Cultura afro-brasileira Religiosidade de matriz Africana A crise do Oriente Médio pós 1948 Queda do Muro de Berlim Cultura e Mentalidade Árabe Muçulmana Globalização e Meio Ambiente O Poder da Mídia na Formação da História Contemporânea . comparando as diversas formas de propriedade ao longo da história. literário.  Perceber como o jogo das relações de dominação. ao longo da História. África Contemporânea e África Americana. identificando as várias formas de exclusão social e os movimentos de resistência no cotidiano.asiático e europeu  Perceber a complexidade das relações de poder entre os sujeitos históricos.  Analisar a organização social e as transformações das sociedades por meio dos diversos grupos sociais que as constituem.  Comparar problemáticas atuais e de outros momentos históricos com sua realidade.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 168 HISTÓRIA − 3ª SÉRIE HABILIDADES  Conhecer ideias acerca da história e da ciência histórica.  Analisar as relações de poder nas diversas instancias da sociedade como as organizações do trabalho e as instituições da sociedade organizada.  Perceber que as formações sociais são resultado de várias culturas.  Perceber e respeitar as diversidades étnicas. as continuidades ou as transformações fundamentais no pensamento dos historiadores e as suas implicações na produção historiográfica. subordinação e resistência fazem parte das construções políticas. bem como a organização fundiária e os movimentos sociais ligados a ela. sociais. sociais e econômicas. a partir do reconhecimento do papel do indivíduo nos  Utilizar a leitura. Processos de descolonização no continente africano. observando os continentes africano. e o contexto urbano. O Capitalismo. religiosas. social. África contemporânea e afro-americanos Religiosidade brasileira e a influência das religiões de matriz africana LETRAMENTO E DIVERSIDADE  Crise de 1929  Nazi-Facismo  A Era Vargas  2ª Guerra Mundial  A Guerra Fria e suas consequências  A Ditadura Militar  Redemocratização no Brasil Constituição Cidadã de 1988      Nacionalismo e unificações EUA no Século XIX.  Estabelecer relações entre o processo de formação das cidades.

cartográfica. dos recursos naturais e energéticos no desenvolvimento econômico das sociedades. formular proposições com intervenção. sociedade em rede. além de capacitá-lo entender sobre a evolução da economia mundial e a importância da mão de obra. A partir dos fatores responsáveis pelos diferentes processos de desenvolvimento socioeconômico buscando também esclarecer a dinâmica da nova era da informação. deve preparar o/a estudante para: localizar. tendo em vista a sua transformação. assim sua identidade territorial. que norteiam a Geografia enquanto ciência e enquanto componente curricular.2.1 Objetivos da Geografia no Ensino Médio O objetivo principal da Geografia é oferecer subsídios ao desenvolvimento da cidadania.2 GEOGRAFIA O Componente Curricular. definir os objetivos específicos que. a partir do objetivo geral constante na “Proposta Pedagógica” formulada pela instituição e das orientações curriculares para o ensino médio. Geografia. nacional e mundial. relacionar os conceitos e/ou fatos como um processo necessário para a construção do conhecimento. A escola e o/a professor/a devem. estruturada em conceitos como economia global. 8. A geografia no ensino médio deve também auxiliar na formação de um cidadão com autonomia e consciência necessárias para expressar sua responsabilidade com seu lugar-mundo construindo. corporal e iconográfica. Também serão desenvolvidas orientações sobre os efeitos e implicações das transformações tecnológicas na cultura da mídia. a título de referência. no ensino médio. regional. na vida urbana. . para que tanto professores/as como estudantes possam comparar analisar. fazendo com que o/a estudante compreenda criticamente o mundo em que vive desde a escala local até a global ou planetária. ter uma compreensão do mundo articulada ao lugar de vivência do/da estudante e ao seu cotidiano. • reconhecer as referências e os conjuntos espaciais. pensar e atuar criticamente em sua realidade. na política global e na natureza do tempo.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 169 9. podem ser assim detalhados: • compreender e interpretar os fenômenos considerando as dimensões local. compreender e atuar no mundo complexo. problematizar a realidade. • dominar as linguagens gráfica. No processo de aprendizagem é necessário desenvolver competências e habilidades. espaços de fluxos e espaço de lugares. reconhecer as dinâmicas existentes no espaço geográfico.

atuando efetivamente no desenvolvimento curricular”. para uma parcela dos docentes. é necessário saber manejar os conceitos. Compreender a Geografia do local em que se vive significa conhecer e apreender intelectualmente os conceitos e as categorias. Para ter essa compreensão. saber a que eles se referem e que condução teórica. a preocupação ainda se centra nas informações estatísticas e descrições que reforçam um ensino mnemônico. principalmente.2. a paisagem. É oportuno lembrar que a prática docente adquire qualidade quando existe a produção do saber.2 Conteúdos e metodologias no ensino da Geografia Os avanços verificados na Geografia escolar. Essa compreensão permite a construção de vários eixos temáticos e sua relação com o mundo. os fluxos de pessoas e mercadorias. principalmente nos conceitos que estruturavam o conhecimento geográfico. ou seja. ampliando a dimensão limitada que às vezes se tem dela. que é a realidade territorial criada a partir da apropriação do meio geográfico pela sociedade. os fenômenos e objetos existentes no espaço urbano ou rural. permitiram mudanças significativas na forma de pensar dos docentes. a partir do final da década de 70. é fundamental ter como ponto de partida a reflexão sobre o objeto da Geografia. Castellar (2003: p. como articular a teoria com a prática. cabendo-lhe o estabelecimento de estratégias de aprendizagem que propicie condições para que o/a estudante adquira a capacidade de analisar sua realidade sob o ponto de vista geográfico. O que é ser professor/a de Geografia nos dias atuais? Essa pergunta nos faz refletir sobre as rápidas transformações que ocorrem no mundo e. pois é o especialista do componente curricular. portanto. Nesse sentido o/a professor/a tem papel importante no cotidiano escolar e é insubstituível no processo de ensino-aprendizagem. É a partir do cotidiano que os/as estudantes perceberão os diversos lugares que compõem a Geografia. Entretanto. um dos grandes desafios do/da professor/a de Geografia é selecionar os conteúdos e criar estratégias de como proceder nas escolhas dos temas a serem abordados em sala de aula. tais como: o lugar. alguns equívocos conceituais reforçados por discurso superficial. do conhecimento que tem para investir em sua emancipação e em seu desenvolvimento profissional. 9. Além disso.113) assinala que: “o professor deve atuar no sentido de se apropriar de sua experiência. Em . persistem no cotidiano escolar. as áreas de lazer.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 170 Além das competências e habilidades.

por exemplo. • Os processos sociais redimensionam os fenômenos naturais.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 171 tais contextos.3 Articulações conceituais ESPAÇO E TEMPO  Principais dimensões materiais da vida humana. o influenciam. região. por isso.) SOCIEDADE • Consideradas as relações permeadas pelo poder. são influenciadas por ele.  Expressam-se no cotidiano caracterizando os lugares e definindo e redefinindo as localidades e regiões. ou seja. na totalidade em que se correlacionam e uma às outras demandam reciprocidade. aprender a cidade significa aprender que ela não é estática. apropria-se dos territórios (ou de espaços específicos) e define a organização do espaço geográfico em suas diferentes manifestações: território. O/A estudante deve atentar para a complexidade espaço/temporal das relações sociais do/no espaço vivido. •Noção e sentimento de pertencimento a certos territórios. LUGAR • Manifestação das identidades dos grupos sociais e das pessoas.(as comunidades quilombolas e nações indígenas devem ser apontas) . (MARQUES. Com a nova organização e formatação do ensino médio.2. etc. nova visão de interdisciplinaridade ou transdisciplinaridade. 2000. mas portadora de uma geografia dinâmica. depois. bem como são por ele e nele constituídas. etc. numa relação de imanência que torna indivíduo e mundo algo tão indissociáveis quanto estrutura (social. espacial. referenciais para que se compreendam os conteúdos das disciplinas.p. lugar. enfim. devendo. econômica. Só na unidade do saber existem as disciplinas.  Condicionam as formas e os processos de apropriação dos territórios pelos vários grupos que o habitam. relacionar-se com as demais. todas as disciplinas do currículo escolar reúnem conceitos comuns. na qual fluem. informações e cultura.  Expressões concretizadas da sociedade. 9. entendidos como estruturantes das áreas de conhecimento.151) aponta: Os conceitos são instrumentos do pensar e do agir que se justificam e ganham sentido próprio no complexo sistema que compõe com os conceitos correlatos e no qual interagem em campo teórico mais vasto. isto é. relações que o constroem. Impõe-se. Nenhuma região do saber existe isolada em si mesma. o espaço e o tempo. o constituem.

• Permite a apreensão das diferenças e particularidades no espaço Geográfico. provocadas ou não pelo arcabouço cultural dos elementos que nela habita ou habitavam. nacionais e globais. ESCALA Deve-se ter clareza de que em Geografia são usados diferentes tipos de escala: uma escala cartográfica e a outra geográfica. por exemplo. natureza e sociedade quando essas dimensões são consideradas em diferentes escalas de análise. Essa é a escala de análise que enfrenta e procura responder os problemas referentes à distribuição dos fenômenos. • Base da região.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 172 • Concretização das relações étnico/sociais vertical e horizontalmente. articulando suas dimensões locais. A complexidade do fenômeno da cidadania. Na primeira. • A constituição cotidiana de territórios tem como base. por isso eles estão interrelacionados com conceitos de lugar e região. destaca-se o mapa como um dado instrumental de representação do espaço. num recurso apoiado dominantemente na Matemática. Pelas mesmas razões já apontadas. as relações de poder e de identidade de diferentes grupos sociais que os integram. TERRITÓRIO • O território é o espaço apropriado. requer que se opere com diferentes escalas. PAISAGEM • Expressão da concretização dos lugares. não limitaria a paisagem apenas ao lugar. • Determinação das localizações dos recursos naturais e das relações de poder. • Permite a caracterização de espaços regionais e territórios considerando a horizontalidade dos fenômenos. a ênfase é dada ao fenômeno espacial que se discute. das diferentes dimensões constituintes do espaço geográfico. REGIÃO • Região se articula com território. Nesse sentido. devendo apontar a dimensão vivencial de seu exercício como um fenômeno . a cidadania não deve ser estendida apenas sob o aspeto formal do vínculo a uma nacionalidade. Na segunda.

CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 173 de lugar. . teve papel destacado a instalação de redes técnicas. É necessário ter claro que a globalização é um fenômeno decorrente da implementação de novas tecnologias de comunicação e de informação. interligando localidades distantes. mas deve-se tratá-la como fenômeno global. tais como as expressas na biotecnologia. como problema dimensional. em que a detenção do conhecimento e do domínio técnico é também um instrumento de poder que afeta os grupos sociais e exige modificações na organização espacial existente. o/a estudante confronta seus pontos de vista resultantes do senso comum com os conhecimentos científicos. a construção dos conceitos por parte dos/das estudantes é o que serve de balizador para o ensino. é importante compreendê-la. um importante conjunto de conceitos refere-se à globalização. Assim sendo. ainda. Portanto. Outra face da revolução tecnológica são as novas formas de apropriação da natureza. não se pode compreender a poluição atômica só no lugar. não apenas. No que se refere à técnica. pois ao construir o conceito. e criando novos arranjos espaciais. pessoas e mercadorias. de tal maneira que acontecimentos locais são modelados por eventos ocorridos a milhares de quilômetros de distância. mensagens. a ação de empresas multinacionais e a circulação do capital. interpretar e estabelecendo relações entre as habilidades e a prática social. deve-se ressaltar. isto é. 9. Portanto. TÉCNICA E REDES Por fim. encaminhando-se para uma compreensão que o conduzirá a uma constante ampliação de sua complexidade. num ritmo acelerado. De forma inversa. mas também fenomenal. incluindo-se a indústria cultural. que intensificaram as relações sociais em escala mundial. Nesse processo. na medida em que ela é um instrumento conceitual prioritário para a compreensão da articulação dos fenômenos.4 Letramento e diversidade O conceito de letramento é mais amplo que o conceito de alfabetização já que compreende saber ler. GLOBALIZAÇÃO. escrever. engendrando novas formas de organização social no trabalho e no consumo.2. e que acabaram por criar a interconexão entre os lugares em tempo simultâneo. técnica e redes. a escala é uma estratégia de apreensão da realidade. a importância da compreensão do papel das inovações tecnológicas na esfera da produção de bens de e serviços. de novas redes técnicas que permitem a circulação de ideias.

a criação. . que chora. é preciso que o indivíduo desenvolva capacidades como um todo. visto que essas questões não foram trabalhadas em sua formação é necessária a utilização de métodos organizados com base na realidade da classe.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 174 Como a geografia utiliza a leitura de mapas a construção e interpretar tabelas. “Nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio. O/A professor/a deve procurar trabalhar com a diversidade. deve procurar conciliares as diferenças individuais. 1o A da Lei no 9. que se pode perceber o quão singular é cada estudante. belo. da paisagem e dos fenômenos sociais e físicos. que amplie e aprofunde seus universos de conhecimento e que. de 20 de dezembro de 1996. práticas que possibilitem viver / sobreviver. o desejo e o compromisso com a transformação social. pois é pelo "olhar multicultural". com a construção de uma amorosa cidadania. nos conteúdos referenciais presentes neste currículo. 26.394. o/a estudante deve ser visto como sujeito com aptidões e dificuldades diferenciadas. A prática docente deve ter como palavras-chave o diálogo. O/A professor/a não deve priorizar uma só cultura. O "Multiculturalismo e Diversidade Cultural" é fundamental. 26-A. num tempo em que a exclusão é presente. além de aprender a resolver problemas numa sociedade em mudanças.A “ Nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio. púbicos e privados torna-se obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena”. conhecimentos estes fundamentais para a compreensão do mundo. é neste aspecto que surge a razão da forte presença do artigo 26 A76 da LDB (lei 9394/96). 76 O Art. oficiais e particulares. das relações socioculturais. sociais e individuais. È necessário que o/a professor/a desempenhe uma prática docente política. 26-A.645/08 que dá nova redação ao Art. forte. gráficos e textos específicos. torna-se obrigatório o ensino sobre História e Cultura AfroBrasileira” e alterado pela Lei 11. 79-A e 79-B: "Art. respeitando sempre as diversidades culturais. uma só linguagem. que cria cotidianamente saberes e estratégias. o letramento deve ser enfatizado pelo/pela professor/a. o estudo. ideológica que seja humanamente comprometida com nosso povo mestiço. (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) passa a vigorar acrescida dos seguintes arts. que luta que surpreende que ri. aprenda a aprender. Em uma sociedade constantemente em mudanças.

Analisar as transformações provocadas no espaço em decorrência dos diversos modos e tipos de produção e suas tecnologias diante da nova DIT (Divisão Internacional do Trabalho). Cartografia. mapas. enfatizando a política de preservação ambiental. tempo. distribuição e organização dos diversos tipos de ocupação de espaço territorial e as diversas teorias demográficas. satélites artificiais. as grandes marchas migratórias e a sua chegada a todas as partes do mundo Noção de espaço geográfico e seu significado político Paisagem. Tropical. conceitos e correntes geográficas O universo. Desérticas. produção e circulação) e as relações individuais e coletivas estabelecidas entre os sujeitos envolvidos. Temperadas. fusos horários. Montanhosas e Oceânicas. movimentos Estrutura geológica. escala. símbolos.            LETRAMENTO E DIVERSIDADE    . projeções cartográficas. pontos cardeais. Atmosfera terrestre. clima aquecimento global. o sistema solar surgimento do planeta Terra. lugar. teorias e proposições Aspectos da formação do planeta Terra estrutura. discussões teóricas. Fatores determinantes na distribuição geográfica da população pelo planeta Terra. sensoriamento remoto e cartográfico. Medição do tempo. As grandes paisagens naturais das regiões: Polares. Analisar e aplicar as várias formas de representação geográfica na localização e na distribuição dos fenômenos naturais e sociais. os diversos tipos de espaço (ideias. localização e representação da Terra. Coordenadas geográficas.    Diferenciar conceitualmente as paisagens. espaço natural e espaço artificial Território e espaço geográfico . radar. evolução. convenções. o Distrito Federal e o Entorno Localização geográfica do continente Africano O continente África inventado e o continente África real O povo africano no tempo e no espaço com releitura das descobertas atuais que indicam que tudo começou no continente África Trajetória dos africanos diasporizado pelo mundo Orientação. evolução do relevo a influência do clima e a adaptação/ocupação do espaço pelo homem Tectônica de placas. surgimento do “homo” no continente Africano. Reconhecer e analisar o processo de evolução.localizar a escola o/a estudante. surgimento dos continentes sua evolução. e o homem neste contexto.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 175 GEOGRAFIA − 1ª SÉRIE HABILIDADES  CONTEÚDOS      Geografia entendimentos sobre a ciência e sua área de abrangência. representação terrestre.

evolução dos sistemas econômicos e políticos. inclusive o Africano. localizando geograficamente o surgimento da agricultura e do ferro. divisão internacional do trabalho. suas localizações geográficas. crescimento vegetativo. contexto mundial e brasileiro. Rio/Eco 92. cidades e suas classificações. Países que se tornaram potência mundial e regional . Comércio: origem. a poluição da atmosfera. teorias demográficas.      LETRAMENTO E DIVERSIDADE          . Racismo. tardia. (iniciar pelo continente africano). Questões relacionadas ao desenvolvimento ecologicamente sustentável. das águas e outras. Panorama político e socioeconômico. desrespeito quanto a gêneros. do contexto mundial para o local. a questão do tempo e fatores. diferentes formas por grupos de população. relatório Brundtland. Transporte: evolução. planificada e técnico-científica. Rio +10. taxa de Natalidade. bipolaridade. Globalização: noções iniciais e seus problemas. seus continentes. Índice de Desenvolvimento Humano IDH (contextualizar com o caso brasileiro). desigualdades econômicas e sociais. destacando a importância da preservação da biodiversidade.relações de poder.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 176 GEOGRAFIA − 1ª SÉRIE HABILIDADES  CONTEÚDOS Dinâmica populacional. a posição dos negros nesta divisão. técnicas e redes no contexto mundial. manejo de biomas ecossistemas. conceito e evolução. densidade demográfica. evolução das populações. nação. A dinâmica da natureza e os fenômenos geográficos: o homem e o meio ambiente. Industrialização: clássica. taxa de mortalidade. Estado. Organizações econômicas e militares blocos econômicos. blocos de interesse. aglomeração urbana. Os grandes conjuntos de países. distribuição de renda e de riquezas. xenofobia. Urbanização. Protocolo de Kyoto. Estocolmo 72. movimentos populacionais. População. Recursos naturais e extrativismo (mineral ou não) pelos vários continentes do mundo. organizações internacionais.

observando o crescimento.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 177 GEOGRAFIA − 2ª SÉRIE HABILIDADES  CONTEÚDOS                Reconhecer a importância da geomorfologia climática. observando a urbanização. nativos indígenas e o imigrante de modo geral Processos migratórios: causas efeitos. O processo da urbanização brasileira e a influência europeia e africana na evolução modelar das cidades. A ideia da construção de uma capital. lugar geográfico e suas inter-relações com a evolução técnico-científico-informacional e a sua influência nas atividades da população brasileira. Localização geográfica do Brasil A invenção do espaço brasileiro Formação e organização do território brasileiro a estrutura geológica e o relevo A influência do clima na constituição dos recursos naturais A hidrografia do território brasileiro A população brasileira e as atividades econômicas a Divisão internacional do Trabalho . recursos minerais e vegetais).DIT e o lugar ocupado pelos afrobrasileiros. o espaço de produção. conurbação. Reconhecer o processo de evolução e de distribuição populacional. para uma análise da organização e da ocupação do espaço territorial brasileiro. Analisar a organização e a produção do espaço agrário brasileiro e/ou sua transposição para o urbano industrial. Brasília. Reconhecer que o espaço geográfico brasileiro foi construído e reconstruído por meio de diferentes dinâmicas sociais. distribuição. Analisar o processo histórico-geográfico da ocupação do espaço do Distrito Federal estabelecendo correlação com o uso do solo. na perspectiva do desenvolvimento sustentável. Atividades agrárias de subsistência e agropastoris. e do uso de recursos. ressaltando o lugar geográfico a evolução espacial e a contribuição do nativo (índio) e do negro nesse processo. função dos aglomerados urbanos/ cidades. o movimento. suas causas e consequências socioeconômicas e ambientais. a questão ambiental. a distribuição e a estrutura da população.RIDE. O petróleo e os outros combustíveis de origem “orgânica”. fatores. os aspectos populacionais. LETRAMENTO E DIVERSIDADE . o entorno e a Região Integrada de Desenvolvimento do Entorno. as matrizes utilizadas para produção do álcool do biodiesel e outros e as implicações na ocupação espacial. Atividades industriais: tipos. Compreender a dinâmica do espaço industrial brasileiro e os impactos socioambientais reconhecendo que os fatores político-econômicos influenciam o processo. Compreender e analisar as relações comerciais do Brasil com os mercados mundiais. Reconhecer o processo de evolução e de distribuição populacional. no interior do continente Os complexos biomáticos brasileiros. ao longo do tempo. destaque para os fenômenos geológicos identificados nas regiões tropicais (metais preciosos. mobilidade rural e urbana Industrialização brasileira Recursos naturais energéticos presentes no território brasileiro. por intermédio do trabalho.           A ocupação do espaço brasileiro por habitantes locais nativos e por europeus. na dinâmica do espaço brasileiro. observando a formação da população brasileira e a sua diversidade cultural. Rede urbana. para uma análise da organização e da ocupação do espaço territorial brasileiro. para uma análise da organização e da ocupação do espaço territorial brasileiro. Reconhecer o processo de evolução e distribuição populacional.

cultural e suas  implicações como centro urbano e capital do Brasil. na pecuária e o advento do agronegócio. Coeficiente de GINI e índice de desenvolvimento Humano . condição de vida. trazidas pelos negros da África Localização geográfica dos Quilombos. A evolução espacial brasileira em seus vários períodos. Estrutura etária de gênero e crescimento da população brasileira. chuva ácida. OBS: Os conteúdos referentes à História e Cultura Afro-brasileira e Indígena perpassarão a todos os bimestres da 2ª série            Origem geográfica grupos étnicos trazidos do continente Africano ( a rota da escravidão) População brasileira: miscigenação de povos Força de trabalho e o conhecimento dos africanos na distribuição espacial dos vários ciclos econômicos brasileiros As relações sociais. organizacional.  Culturas tradicionais geograficamente distribuídas e presentes no cenário brasileiro. social. O povo brasileiro constituição.IDH. geográfico. ilha de calor. comunicação e sistemas viários. As relações comerciais brasileira: interna e externa. inovações tecnológicas na agricultura. políticas. nativos indígenas e o imigrante de modo geral . inversão térmica.  O meio ambiente nas grandes cidades. distribuição espacial.       LETRAMENTO E DIVERSIDADE Distrito Federal e entorno aspectos: histórico. na formação do povo brasileiro. econômicas. Tecnopólos brasileiros e a questão da mão de obra. Estatuto da Terra reforma agrária. entendendo como forma de resistência e seus aspectos atuais Distribuição espacial da população afrobrasileira no Brasil Projeto brasileiro de branqueamento e as políticas de imigração para o Brasil e a discriminação sofrida pelos Africanos e Asiáticos Indicadores socioeconômicos dos afros descendentes e o racismo praticado Espaço ocupado no mercado de trabalho pelos afro-brasileiros DIT e o lugar ocupado pelos afro-brasileiros. populacional. fatores macro sociais que torna o Brasil um dos países mais desiguais do mundo. lixo.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 178 GEOGRAFIA − 2ª SÉRIE HABILIDADES  CONTEÚDOS A realidade rural brasileira. poluição.

Tecnopólos de abrangência mundial. sua liderança política e econômica.  O Comércio e o Transporte em escala mundial. indicadores socioeconômicos (GINI. estado e território Arranjo geográfico feudal Capitalismo comercial. Entender como o equilíbrio do meio ambiente é influenciado pelos interesses internacionais. de acordo com o significado desses conceitos ao longo do processo histórico. políticas e sociais que ocorreram e ocorrem nos países da Europa CentroOcidental.  Redes materiais e imateriais. as diferentes formas de relacionamento e de interesses políticos e econômicos entre os países centrais e os países periféricos.  Construção do espaço geográfico o papel do homem neste processo Colonizando o planeta Terra: o homem e sua caminhada pelo planeta Nação. Entender o processo que levou à desintegração do bloco de economia planificada ou estatizada. a formação de blocos e o papel dos países periféricos diante da globalização. nas mudanças ocorridas na Europa Centro-Oriental. ao identificar a importância da preservação da biodiversidade. taylorismo.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 179 GEOGRAFIA − 3ª SÉRIE HABILIDADES  CONTEÚDOS                Identificar as diversas categorias que possibilitam aprofundar os conhecimentos sobre Nação (povo. Mundo africano e a participação no processo de desenvolvimento brasileiro e mundial. Entender o processo de transformações econômicas. cultura). IDH). estrutura populacional em países com diferentes. fim da Guerra Fria e as mudanças no arranjo espacial mundial LETRAMENTO E DIVERSIDADE  Mundo globalizado – Blocos econômicos regionais. fordismo. de formação e de evolução dos sistemas socioeconômicos. ideológicos e culturais. Estado Nacional. financeiro Espaço geográfico socialista e países de economia planejada Industrialização mundial. religiosos.  O ritmo desigual nas mudanças nos cenários africanos e asiáticos nos quadros do capitalismo. a formação do EEE (Espaço Econômico Europeu) e a reunificação das Alemanhas.  Espaço geográfico mundial início do século XXI. e seus reflexos no arranjo geopolítico atual. construção do espaço industrial. Entender e explicar as várias formas de organização. industrial. Explicar o processo de fortalecimento e de influência do bloco da Bacia do Pacífico e a influência do Japão e da China na economia globalizada. país. Compreender o processo expansionista dos EUA. níveis de desenvolvimento.  Sociedade técnico-científico-informacional. evidenciando o enfraquecimento do Estado Nacional no contexto da Geopolítica atual. no contexto mundial. toyotismo e as grandes indústrias globais Bipolarização mundial: Colapso do socialismo. segundo as alianças e as disputas existentes entre as grandes potências mundiais. distribuição espacial. . e na formação da CEI (Comunidade dos Estados Independentes). a influência da exURSS. Reconhecer as causas e as consequências dos conflitos étnicos.  Fluxos migratórios. população mundial. Entender e explicar o processo de colonização e descolonização das Américas e da África.

poluição. desertificação. tráfico.  Telecomunicações e a sociedade de informação.  Ecossistema biodiversidade. crises. conferências e ações em defesa do Meio Ambiente OBS: Os conteúdos referentes à História e Cultura afro-brasileira e indígena perpassarão todos os bimestres da 3ª série  Conflitos políticos no continente Africano (interpretados como guerras étnicas)  O Continente Africano e sua importância na geopolítica de bens naturais . tsunami e outros que acontecerão durante o ano letivo.  O meio ambiente pelo mundo. conflitos.  Continente Africano e a geografia diaspórica (Américas. ações para promover desenvolvimento sustentado.  Fenômenos envolvendo o clima. Novos Países Industrializados − NPI‟s − atentar para o caso chinês.  Fortes de energia: petróleo álcool e a geoestratégia mundial.  Continente Asiático e Oceania: aspectos geopolíticos LETRAMENTO E DIVERSIDADE  O mundo em mudanças atuais..  Continente Americano: aspectos geopolíticos. chuva ácida. la nina. efeito estufa. Caribe e Europa).CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 180 GEOGRAFIA − 3ª SÉRIE HABILIDADES CONTEÚDOS  Economias emergentes.  Continente Europeu: aspectos geopolíticos. drogas. agravados pelo fator antrópico: el nino.

a exclusão de habilidades que de fato eram conteúdos e uma definição mais abrangente do componente curricular ou como Ciências Sociais ou Antropologia/Ciência Política/Sociologia e não somente como Sociologia. Com base nas contribuições. um para cada série e a criação de um conjunto integrado de 10 habilidades trabalhadas . História. com base nas Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (DCNEM). 11. uma reestruturação das habilidades em um projeto para os três anos. Ressalta-se que em função dessa situação. Ela já constava do currículo desde 1987. com base no desenvolvimento do/da estudante. Nessa condição. Por isso. no Currículo das Escolas Públicas publicado em 1992. Ao término da década de 1990. ainda que. ela deixou de constar da parte diversificada. coordenadores/as e diretores/as foram convidados a participar da avaliação daquela proposta. professores/as. ela permaneceu até 1999.3 SOCIOLOGIA As Ciências Sociais nas escolas públicas do Distrito Federal: duas décadas de história Em 2008. Em razão dessa lacuna. apenas no 3º ano. algumas unidades da federação efetivaram reformas curriculares que incluíram a Sociologia como disciplina obrigatória. durante todo aquele ano. como componente da parte diversificada. Parecer 15/98 do Conselho Nacional de Educação. com a mesma carga horária das demais disciplinas: 2 (duas) horas semanais. Filosofia e da Sociologia em conjunto com a Antropologia e a Ciência devem constituir a área de Ciências Humanas e suas Tecnologias. para se tornar componente da base comum. No caso do DF. um novo currículo de Sociologia foi proposto para a Rede. A coordenação central de Sociologia recebeu as avaliações realizadas pelos profissionais de 29 escolas. No caso do Distrito Federal.684 que tornou obrigatória a oferta das disciplinas Sociologia e Filosofia em todas as séries do Ensino Médio. Tendo em vista a concretização das diretrizes e parâmetros citados. estabelecem que os conceitos.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 181 9. Um currículo de caráter experimental e por isso. porém. uma sugestão de conteúdo de Sociologia foi enviada às escolas. não havia um capítulo destinado à disciplina. Na realidade. o Congresso Nacional aprovou a Lei nº. a presença da Sociologia tem uma história de pelo menos duas décadas. Como decorrência dessa mudança. tratava-se da reprodução do índice de um livro didático bastante popular entre os/as professores/as. com carga de 2 (duas) horas semanais. nos três anos do Ensino Médio. sujeito às mudanças decorrentes das avaliações feitas nas escolas. em 2000. procedimentos e atitudes provenientes da Geografia. sugestões e observações acima foram realizadas as seguintes mudanças na proposta curricular de Sociologia: organização das habilidades a partir de três eixos estruturadores. As sugestões apontavam para a necessidade de um delineamento mais preciso dos eixos estruturadores. por meio de um instrumento específico encaminhado a todos estabelecimentos de ensino. os Parâmetros Curriculares Nacionais.

a Ciência Política e a Antropologia. também são imprescindíveis para o desenvolvimento pleno do cidadão. um novo modelo para o PAS. a Secretaria de Educação dá início ao debate sobre a necessidade da construção de conteúdos referenciais. como ciências voltadas para desvelar os fenômenos manifestados no contexto das relações sociais. ao demonstrar que nem sempre eles foram assim e que certas mudanças ou permanências históricas decorrem de decisões humanas e não de tendências naturais. da Antropologia e da Ciência Política. Tendo em vista essas orientações. no caso da Sociologia. em graus diferenciados de aprofundamento e complexidade. Nesse sentido. Elas não possibilitam perder de vista a historicidade desses fenômenos. muitas experiências foram desenvolvidas e inclusive registradas em diversas publicações. os temas.639/03 e 11. no qual. Por sua vez. Depois de um longo processo de construção coletiva. torna-se imprescindível um projeto para o Ensino Médio. Nessa perspectiva. A Lei determina que os conhecimentos da Sociologia contribuam para esse processo de formação. Em 2007. os/as professores/as escolheriam os conceitos. inicia-se em 2006. porém. em especial.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 182 em todo o Ensino Médio. 1996. Em 2003. conforme as Orientações Curriculares Nacionais (OCNs) (2006). “tomá-lo não como um fato corriqueiro. as Leis 10. Assim. ressalta que uma das finalidades do Ensino Médio é contribuir para a formação da cidadania. A partir desses referenciais. Elas possibilitam ainda estranhar fenômenos como fizera Durkheim em relação suicídio isto é. sociológicos e políticos. o/a estudante torne-se um usuário cada vez mais competente da leitura e da escrita. no qual.645/08 ampliaram a noção de desenvolvimento do cidadão que passa a ser também um processo de aprendizagem da valorização do outro e da diversidade étnico-cultural. A LDB ainda enfatiza outra finalidade dessa etapa escolar. com base justamente nessas experiências. as teorias. os métodos mais adequados para concretizar o currículo de acordo com a realidade de cada escola. a consolidação e o aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no ensino fundamental. a realização de um duplo papel no âmbito escolar – desnaturalização e estranhamento dos fenômenos sociais. a Sociologia consta da prova de conhecimento que é elaborada com base nas matrizes de objetos de avaliação interdisciplinares. Nas Diretrizes Curriculares Nacionais (1998) é observado que os conhecimentos de outras Ciências Sociais. de acordo com o eixo estruturador da série. Mas. . um movimento de professores/as propôs à Universidade de Brasília (UnB) que as provas tanto do vestibular tradicional como do Programa de Avaliação Seriada (PAS) abordassem oficialmente temas antropológicos. é necessária uma proposta curricular fundamentada numa concepção que compreenda a Sociologia. quais seriam esses conteúdos? Ciências Sociais e o Ensino Médio A LDB. cabe a essas Ciências.

cultura e constituição de identidades . e uma empírica ou concreta – temas. Ressalta-se a impossibilidade de se abordar um recorte sem a referência aos demais.3ª série: Para cada eixo. apresentados. mas a teoria a seco só produz. a construção do currículo de Sociologia se desenvolveu em torno de três eixos estruturantes constituídos a partir da relação entre os conceitos de: • • • Individuo. do contrário os conceitos sociológicos seriam apenas um glossário sem sentido. na maioria das vezes. conversa de botequim. pelo menos para estudantes do ensino médio. uma linguística ou discursiva – conceitos. estrutura e mudança social .1ª série Indivíduo. inclusive em muitos casos. Do mesmo modo. Contudo. uma função específica em relação ao todo social”. para esses/essas estudantes. Nas OCNs. a orientação é que eles sejam abordados como mutuamente referentes: Ao se tomar um conceito – recorte conceitual –. e sim como um objeto de estudo da Sociologia. Ela “pode ser feita depois das apresentações teóricas. com regularidade. Mas pode ser utilizada como elemento anterior às explicações por meio dos três recortes”. de modo isolado. Entende-se também que esses recortes se referem às três dimensões necessárias a que deve atender o ensino de Sociologia: uma explicativa ou compreensiva – teorias. desinteresse. Um tema não pode ser tratado sem o recurso a conceitos e a teorias sociológicas senão se banaliza. há uma questão-chave proposta para os/as estudantes: . periodicidade. De acordo com as OCNs. Recortes. vira senso comum. como um elemento de verificação ou de aplicação (ou não) do que foi visto anteriormente. Estado e participação política . mas que têm decisiva influência sobre esse. conceituais ou temáticas. este tanto faz parte da aplicação de um tema quanto tem uma significação específica de acordo com uma teoria. há opção por se trabalhar apenas um deles. Ciências Sociais e seus conteúdos referenciais As Orientações Curriculares Nacionais (OCNs) (2006) nos ajudam a compreender melhor o significado de conteúdo sociológico. temas e teorias. com causas externas ao indivíduo. para complementar os três recortes. as OCNs apontam ser possível tomar um como “centro” e outros como referenciais. é necessário acrescentar: a pesquisa. as teorias são compostas por conceitos e ganham concretude quando aplicadas a um tema ou objeto da Sociologia. como já foi apontado. No caso do Distrito Federal.2ª série Indivíduo.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 183 perdido nas páginas policiais dos jornais ou boletins de ocorrência de delegacias. Elas apontam para três tipos de recortes relativos ao ensino de Sociologia: conceitos.

evolução do conhecimento. intimidade. • sociológico.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 184 • antropológico. abordada a partir de um enfoque “Como construir a sociedade que queremos?” A questão da 3ª série abordada sob um enfoque político. ideologia e poder. técnicas de pesquisa. porém. propõem-se alguns conteúdos referenciais que possam contribuir para o desenvolvimento das referidas habilidades. temas e conceitos sugeridos pelos/pelas professores/as durante diversas reuniões promovidas ao longo dos anos de 2007 e 2008. explicação científica. em níveis de complexidade e aprofundamento distintos. Tais conteúdos são constituídos por teorias. educação. tratamento de informação. Para cada um dos três eixos. são estruturadas 10 habilidades referentes às seguintes temáticas/conceitos: diferenças e diversidade. novas tecnologias. • “Quem somos?” Questão proposta para 1ª série. métodos de pesquisas. de acordo com o eixo estruturador e o nível de desenvolvimento do/da estudante. cada uma das 10 habilidades deverá ser trabalhada nas três séries. . abordada a partir de um enfoque “Onde estamos?” Questão proposta para 2ª série. No sentido de aperfeiçoar essa organização curricular. De fato.

cultura e constituição de identidades. .CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 185 CONTEÚDOS REFERENCIAIS PARA O ENSINO MÉDIO DE SOCIOLOGIA 1ª Série Eixo estruturador: Indivíduo. A questão-chave proposta para os/as estudantes é “quem somos?” A questão é abordada a partir de um enfoque antropológico.

computador e outros) contribuem para a formação de novas identidades grupais Identificar os valores e as representações sociais que orientam as escolhas e suas ações nas mais diversas situações do cotidiano. política e cultural da cidade Observação sobre os grupos constitutivos da comunidade Tipos de grupo social Liderança. influência. ciência humanas. cultura e sociedade Indivíduo. Compreender a escola como instituição social responsável pela socialização da cultura e pela construção de identidades. filosofia. Analisar como as identidades se constituem no confronto com a diversidade cultural. à Sociologia e à Psicologia no entendimento de questões pessoais relativas ao corpo. generalidade)  Sociedade como organismo  Solidariedade mecânica e orgânica. mapas e imagens presentes em livros. ao relacionamento amoroso e à comunicação interpessoal. étnica. status e poder Papéis dentro do grupo Conflito/convívio de gerações As contribuições de E. Investigar como as novas tecnologias de informação (celular. naturais. religiosa e com as diferenças de orientação sexual e de gênero. arte.    CONTEÚDOS Conhecimento humano: mito. As questões de gênero nas diversas sociedades e na atualidade Socialização da cultura e construção de identidades por meio da educação Papel da escola Quem é a comunidade em torno da escola? Quadro estatístico da realidade social. jornais e revistas referentes aos processos de constituição da identidade social e cultural. Homem e natureza (antagonismo ou inter-relação) Introdução ao conhecimento da Sociologia:  Sociologia como ciência  Aplicação do conhecimento sociológico ao cotidiano Introdução às técnicas de pesquisa nas Ciências Sociais:  Tipos de pesquisa em Ciências Sociais (trabalhar os conceitos de Florestan Fernandes em relação a pesquisa em Ciências Sociais)  Entrevista. Durkheim para a compreensão da organização dos grupos sociais:  O fato social (coercitividade. Individualidade X coletividade As novas tecnologias na formação dos grupos sociais:  Organização de um grupo social  Internet X relações interpessoais  Grupos sociais e identidade juvenil: as tribos urbanas  Ritos de passagem: tradição X modernidade Sociologia da juventude:  Cultura e formação da identidade juvenil  A família moderna e papel do jovem  Juventude e religiosidade  Juventude e drogas  Sexualidade na adolescência  O jovem e suas escolhas: musicais. corpo e sexualidade. questionário e observação Identidade e diversidade cultura (Gilberto Freire). à sexualidade. Internet. Identificar as relações de poder presentes nas microestruturas das relações sociais. Identidade e diferenças sexual e de gênero Conceitos básicos para a compreensão da vida social: trabalho. filosofia e ciências. Aplicar os conhecimentos e as tecnologias associadas à Antropologia. Compreender que as situações do seu cotidiano podem ser tratadas cientificamente. numa perspectiva durkheimiana.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 186 SOCIOLOGIA − 1ª SÉRIE HABILIDADES  Entender as diversas formas de conhecimento (mito. à família. exterioridade. cênicas e visuais                    LETRAMENTO E DIVERSIDADE          . como fatos sociais inseridos numa totalidade. linguagens) no processo de humanização da natureza e do próprio homem. tecnologias. Aplicar técnicas de pesquisa das Ciências Sociais na investigação sobre os diversos grupos e movimentos culturais constitutivos da sua comunidade. Ler e interpretar tabelas. gráficos.

homossexuais e “deficientes” (Darcy Ribeiro e Roberto da Matta) Diversidades regionais. ao mesmo tempo. A questão-chave proposta para os/as estudantes é “onde estamos?” A questão é abordada a partir de um enfoque sociológico. mortalidade infantil. a transformação da sociedade.     CONTEÚDOS A organização social nos diferentes modos de produção Revolução Industrial. étnicas. regionais e culturais. analfabetismo. religiosas. urbanização e mudanças nos grupos sociais  O indivíduo no processo de mudança social  Estrutura social e as mudanças na família e no casamento  Indivíduo e as mudanças microssociológicas referentes: à vida familiar. gráficos. Identificar as relações de poder no contexto macroestrutural das instituições políticas e sociais brasileiras Compreender que as desigualdades sociais não fenômenos naturais. aos relacionamentos amorosos. étnicas. violência. entre outros . Compreender a dupla função social da escola: contribuir para a conservação e. ao casamento. constitutivos da realidade social brasileira. mapas e imagens presentes em livros. estrutura e mudança social. mas sim. jornais e revistas relacionados a indicadores sociais da realidade brasileira. especificidades e utilização crítica As fontes de dados sobre a realidade social brasileira    LETRAMENTO E DIVERSIDADE      Industrialização. de orientação sexual. diferenças raciais. mulheres. negros.  Situação das minorias no Brasil: índios. à sexualidade. religiosas e culturais  Teorias sociológicas da educação  Dupla função escola da escola:  Conservação e transformação da sociedade  Educação e mobilidade social     Brasil: que país é este? Quadro estatístico da realidade social. a Ciência Política e a Sociologia como fenômenos históricos relacionados ao desenvolvimento da estrutura social capitalista. Aplicar os conhecimentos e tecnologias associadas à Sociologia e à Ciência Política na investigação de questões pessoais relativas às mudanças na estrutura social especialmente ligadas ao casamento e à família. Identificar os valores e as ideologias que orientam escolhas e as ações dos membros de uma classe social. fenômenos históricos passíveis de uma explicação sociológica de caráter marxista. SOCIOLOGIA − 2ª SÉRIE HABILIDADES  Entender a Antropologia. Ler e interpretar tabelas. trabalho infantil e escravo. à comunicação interpessoal.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 187 2ª Série Eixo estruturador: Indivíduo. Analisar as possíveis relações entre os processos de estratificação social e as diferenças de gênero. política e cultural brasileira:  Fome. os novos problemas sociais e o surgimento da Sociologia As tecnologias das Ciências Sociais: fundamentos. Investigar como as novas tecnologias de informação contribuem para a exclusão ou inclusão social. Aplicar técnicas das Ciências Sociais na coleta e tratamento de dados referentes às classes e grupos de status.

CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 188 SOCIOLOGIA − 2ª SÉRIE HABILIDADES  CONTEÚDOS  Direitos humanos no Brasil Desenvolvimento capitalista e consequências socioambientais A dinâmica de nossas instituições políticas: Partidos Políticos. Congresso Nacional. alienação e classes sociais no Brasil LETRAMENTO E DIVERSIDADE         . Estado X sociedade civil organizada O olhar crítico de Karl Marx e a realidade do Brasil  As classes sociais  Divisão social do trabalho – Trabalho material e imaterial  A proletarização do trabalhador: a mais-valia  A proposta de um mundo sem exploração: o socialismo Novas tecnologias X exclusão ou inclusão Educação e as novas tecnologias da informação As mídias e a estrutura social brasileira Ideologia e Meios de Comunicação de Massa Ideologia. Tribunais e Governo.

 Identificar as diferentes formas de participação política na relação indivíduo. eleições. Estado e sociedade civil organizada. coronelismo e corrupção. associações. ONGs. carismática e legal) numa análise de nossas lideranças políticas  Os conceitos weberianos de público. favoritismo. governos. participação. culturais regionais e religiosas no contexto político dos movimentos sociais de afirmação do direito. os sentidos e tipos de ação política que a explicam para além das questões relativas à iniciativa individual. conjuntura O homem como um animal político Autonomia e heteronomia política Analfabetismo e indiferença política Técnicas de análise de conjuntura As pesquisas de opinião Os novos movimentos sociais Representação das mulheres e dos negros na política nacional O Estado laico e o poder da religião A participação política dos movimentos GLTBs Os donos do poder e poder dos donos no Brasil Partidos políticos e eleições no Brasil Os sentidos e tipos da ação política As políticas educacionais no Brasil  Qualidade da escola pública  Políticas afirmativas  Estudo e compreensão do projeto político da sua escola  O papel da educação no aprimoramento do trabalho  Como o brasileiro escolhe seus representantes?  O sistema eleitoral  As pesquisas eleitorais: fundamento científico e resultados  Quadro estatístico da realidade política brasileira. tendências .  Aplicar os conhecimentos e as tecnologias associados à Ciência Política no entendimento das questões vinculadas à participação em movimentos estudantis. A questão-chave proposta para os/as estudantes é “como construir a sociedade que queremos?” A questão é abordada a partir do enfoque da Ciência Política. nacional e mundial.  Analisar as diferenças de gênero.  Ler e interpretar tabelas. sindicatos. como sindicatos. seja para modificá-la ou conservá-la. partidos políticos.  Aplicar técnicas das Ciências Sociais na análise da conjuntura local. poder.  Investigar como as modificações no mundo do trabalho decorrentes das novas tecnologias de informação influenciam na organização e na dinâmica dos diversos atores políticos. mapas e imagens presentes em livros. atores. diferenças raciais. privado e patrimonialismo e análise de fenômenos da política brasileira: clientelismo. dentre outros. étnicas. sindicatos e movimentos sociais. jornais e revistas relativos a partidos políticos. Estado e participação política.  Identificar os valores e ideologias que orientam escolhas e ações políticas               Conceitos básicos: política. a Ciência Política e a Sociologia como proposta de interpretação e interferência na realidade social.  Compreender. numa perspectiva weberiana. fisiologismo. SOCIOLOGIA − 3ª SÉRIE LETRAMENTO E DIVERSIDADE HABILIDADES CONTEÚDOS  Compreender a Antropologia.  Compreender as diversas ações no interior da escola com políticas educacionais mais amplas. gráficos. de orientação sexual.  Os tipos de dominação propostos por Weber (tradicional.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 189 3ª Série Eixo estruturador: Indivíduo. relações de força. partidos e movimentos sociais. Conjuntura política brasileira: cenários. movimentos culturais.

trabalho em casa.  Enfraquecimento da organização sindical  Solidariedade X da competitividade entre trabalhadores  Profissões e mercado de trabalho Valores e ideologias que orientam as escolhas e ações políticas do indivíduo. contrato temporário. desemprego estrutural. terceirização.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 190 SOCIOLOGIA − 3ª SÉRIE HABILIDADES CONTEÚDOS  Novos modelos de gestão do trabalho  Taylorismo-fordismo e modelo japonês (toyotismo)  Mudanças no perfil do trabalhador  As tecnologias das ciências sociais na formação do trabalhador nesse modelo  A precarização das relações de trabalho: fim de direitos trabalhistas. O pensamento sociológico em relação ao fenômeno de Globalização (Otávio Ianni) LETRAMENTO E DIVERSIDADE   .

História. no Currículo das Escolas Públicas publicado em 1992. A filosofia na sua gênese se constituiu com base na percepção da realidade. Filosofia e da Sociologia em conjunto com a Antropologia e a Ciência devem constituir a área de Ciências Humanas e suas Tecnologias. portanto. pretende contemplar a língua como elemento essencial da aprendizagem. como componente da parte diversificada. Tendo em vista a concretização das diretrizes e parâmetros citados. pelo espanto e. estabelecem que os conceitos. respeitando a diversidade como uma característica fundamental das mais recentes concepções da educação que leva em consideração a formação étnico-cultural brasileira. os Parâmetros Curriculares Nacionais. de caráter sociolinguístico. ainda que. nos três anos do Ensino Médio.4 FILOSOFIA Em 2008. uma sugestão de conteúdos de Filosofia e Sociologia foi enviada as escolas. onde toda a práxis pedagógica se constitui. Parecer 15/98 do Conselho Nacional de Educação. elas permaneceram até 1999. sendo Filosofia no 2º ano e Sociologia no 3º ano.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 191 9. para tornarem-se componentes da base comum. procedimentos e atitudes provenientes da Geografia. com base nas Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (DCNEM).684 que tornou obrigatória a oferta das disciplinas Filosofia e Sociologia em todas as séries do Ensino Médio do país. o Congresso Nacional aprovou a Lei nº 11. A primeira é uma tentativa de orientar o trabalho do docente nos termos do currículo oficial da rede de ensino pública do DF sem a pretensão de estabelecer uma uniformização da prática pedagógica. No caso do DF. continuando ainda Filosofia no 2º ano e Sociologia no 3º ano. No Distrito Federal Filosofia e Sociologia têm uma história de pelo menos duas décadas. A segunda. Em razão dessa lacuna. Ressalta-se que em função dessa situação. elas deixaram de constar da parte diversificada. por uma leitura de mundo e comunica o resultado disso por meio de uma riqueza dialógica seminal numa diversidade de recursos estilísticos e uma vasta literatura dando . A partir de 1993 a carga horária dessas disciplinas foi ampliada para duas horas semanais. Elas já constavam do currículo desde 1987. Nesse atual contexto a proposta de um currículo do Ensino Médio de Filosofia para a Secretaria de Estado de Educação tem duas demandas importantes para atender. com a mesma carga horária das demais disciplinas: 02 (duas) horas semanais. Ao término da década de 1990. Nessa condição. não havia um capítulo destinado a essas disciplinas. inicialmente com carga de 01(uma) hora semanal. algumas unidades da federação efetivaram reformas curriculares que incluíram Filosofia e Sociologia como disciplinas obrigatórias.

de procedimentos corretos para bem usar o pensamento. . o senso comum continua afirmando que a Filosofia não serve para nada. para que matemática ou física? Para que geografia ou geologia? Para que história ou sociologia? Para que biologia ou psicologia? Para que astronomia ou química? Para que pintura. como apenas os cientistas e filósofos sabem disso. se “servir” fosse entendido como a possibilidade de fazer usos técnicos dos produtos filosóficos ou dar-lhes utilidade econômica. tanto por causa da compra e venda das obras de arte. correção e acúmulo de saberes: tudo isso não é ciência. Mas afinal para que filosofia? Diz Marilena Chauí que esta é uma pergunta interessante. As ciências pretendem conceber um “modelo” que mais se aproxima da verdade. isto é. Todo mundo também imagina ver a utilidade das artes. consegue ver para que serve a Filosofia. Ora. Por isso.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 192 margem para várias abordagens em seu processo de ensino. costumamos considerar que alguma coisa só poderá existir se tiver alguma finalidade prática. Verdade. Entretanto. todas essas pretensões das ciências pressupõem que elas acreditam na existência da verdade. mesmo que o cientista não seja filósofo. ninguém pergunta para que as ciências. Não vemos nem ouvimos ninguém perguntar. muito visível e de utilidade imediata. o trabalho da Filosofia. relação entre teoria e prática. a Filosofia não serviria para nada. consideram também que a Filosofia nada teria a ver com a ciência e a técnica. muitos consideram que. por exemplo. na racionalidade dos conhecimentos. pois todo mundo imagina ver a utilidade das ciências nos produtos da técnica. porque podem ser corrigidos e aperfeiçoados. na aplicação científica à realidade. pensamento. Ninguém. de fato. literatura. todavia. obtendo lucros com eles. quanto porque nossa cultura vê os artistas como gênios que merecem ser valorizados para o elogio da humanidade. Para dar alguma utilidade à Filosofia. o trabalho das ciências pressupõe como condição. a primeira matéria filosófica é a própria disposição do/da estudante para se propor a ler a si mesmo e a sua realidade. procedimentos especiais para conhecer fatos. mas é a Filosofia quem as formula e busca respostas para elas. na tecnologia como aplicação prática de teorias. O cientista parte delas como questões já respondidas. são questões filosóficas. Assim. No entanto. música ou dança? Mas todo mundo acha muito natural perguntar: Para que Filosofia? Essa pergunta tem a sua razão de ser porque em nossa cultura e em nossa sociedade. por isso se diz que ela não serve para coisa alguma.

Atitude filosófica: indagar Se. a liberdade e a vontade. A Filosofia pergunta pela origem ou pela causa de uma coisa. à nossa capacidade de pensar. mesmo se disséssemos que o objeto da Filosofia é apenas a vida moral ou ética.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 193 Para quem pensa dessa forma. porém não nos ajuda muito. A atitude filosófica inicia-se dirigindo essas indagações ao mundo que nos rodeia e às relações que mantemos com ele. Por isso. Pouco a pouco.perguntar o que a coisa. a ideia ou o valor. nem o conhecimento da nossa capacidade para conhecer. ou uma arte do bem-viver. mesmo se disséssemos que o objeto da Filosofia não é o conhecimento da realidade. portanto. o pensamento . A Filosofia pergunta qual é a realidade ou natureza e qual é a significação de alguma coisa. . de um valor. é. afinal. veremos que a atitude filosófica possui algumas características que são as mesmas. a Filosofia continua fazendo suas perguntas desconcertantes e embaraçosas: O que é o homem? O que é a vontade? O que é a paixão? O que é a razão? O que é o vício? O que é a virtude? O que é a liberdade? Como nos tornamos livres. o principal para a Filosofia não seriam os conhecimentos (que ficam por conta da ciência). ensinando-nos a viver de modo honesto e justo na companhia dos outros seres humanos. não importa qual. a ideia ou o valor. de uma ideia. ou a ideia. descobre que essas questões se referem. Essas características são: . racionais e virtuosos? Por que a liberdade e a virtude são valores para os seres humanos? O que é um valor? Por que avaliamos os sentimentos e as ações humanas? Assim. .perguntar como a coisa. deixarmos de lado. existe e é como é. Essa definição da Filosofia.perguntar por que a coisa. ou o valor. Estudando as paixões e os vícios humanos. porém. os objetos com os quais a Filosofia se ocupa. nem as aplicações de teorias (que ficam por conta da tecnologia). por enquanto. independentemente do conteúdo investigado. por que há o pensar? A Filosofia torna-se. pois as perguntas filosóficas – o que. De fato. é. ainda assim. pouco a pouco. analisando a capacidade de nossa razão para impor limites aos nossos desejos e paixões. uma ideia ou um valor. mesmo para ser uma arte moral ou ética. A Filosofia seria a arte do bem viver. A Filosofia indaga qual é a estrutura e quais são as relações que constituem uma coisa. então. a Filosofia teria como finalidade ensinar-nos a virtude. mas o ensinamento moral ou ético. as perguntas da Filosofia se dirigem ao próprio pensamento: o que é pensar. por que e como – permanecem. como é pensar. que é o princípio do bem-viver. à nossa capacidade de conhecer. o estilo filosófico e a atitude filosófica permaneceriam os mesmos.

o liberalismo e o marxismo. Por ser uma volta que o pensamento realiza sobre si mesmo. Sempre tiveram o mesmo objetivo: proteger e desenvolver a plenitude da vida. Ameaçada. Conformismo e resistência: notas sobre cultura popular e Seminários sobre o nacional e o popular na cultura. conferências e cursos. São exemplos a filosofia de Platão. a Filosofia tem vivido de teimosa. O que é ideologia?. Da realidade sem mistérios ao mistério do mundo: Espinosa. mais do que nunca. essa nossa (des)conhecida. Diante dos distúrbios e desencontros do mundo atual em que a nave da humanidade caminha à deriva. pois normatiza. Repressão sexual. “Paradigmas são „sínteses‟ científicas. a teologia de São Tomás de Aquino. pulverizada. Filosofia e Educação A filosofia. a concepção política de Maquiavel. Esta afirmação já aponta a íntima relação entre Filosofia e Educação. É autora de Cultura e democracia: o discurso competente e outras falas.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 194 interrogando-se a si mesmo. Filosofia e Cidadania A prática humana é tríplice. a física de Newton. a filosofia de Descartes. qual Fênix renasce das cinzas. execrada. . perseguida. a Filosofia se realiza como reflexão. sobretudo no seguimento ético. São frequentes os seus artigos na imprensa. pelo menos no nível do conhecer e no nível do valer. Eis os pilares da visão de mundo ou cosmovisão de todos nós que habitamos a esquina onde termina o segundo milênio e se inicia o terceiro.” (FREI BETTO em A Obra do Artista – Uma visão holística do Universo) Filosofia e Ética 77 Marilena Chauí é professora de Filosofia na Universidade de São Paulo e uma das mais prestigiadas intelectuais brasileiras. Pois bem. Apontamentos para uma crítica da razão integralista. torna-se imprescindível perceber sua presença no mundo. Muitas pessoas pensam que a Filosofia não serve para nada. É uma espécie de novo paradigma. as ações que indiretamente são vitais para uma sobrevivência plena e digna do ser humano. com os semelhantes e com a sua própria subjetividade. filosóficas ou religiosas que servem de referência modelar para determinada época ou grupo humano. sendo tão somente objeto de passatempo de pessoas desocupadas.77 Desde seus primórdios. a filosofia vai além da utilidade e se faz absolutamente necessária. São irmãs gêmeas. nem que seja à distância. com presença atuante no debate político nacional e na construção da democracia brasileira. no país e no exterior. Voltaire e Merleau-Ponty. Ela se dá na mesma medida em que pressupõe um tríplice relacionamento: com a natureza. Poderíamos dizer que é uma questão de vida ou morte da espécie humana. bem como sua participação em congressos. sua importância e sua utilidade. é claramente útil.

sobretudo no espírito da crítica aos pré-conceitos e na volta do pensamento sobre si mesmo ou. Somase a isso a importância do contexto onde se põe o papel do/da professor/a em contemplar a realidade existencial em seus contornos social. pois.. linguagem multifacetada tanto na transmissão quanto na exteriorização das ideias são características de uma concepção de ensino de filosofia que. em termos conceituais. . tanto sobre o ponto de vista intelectual na formação crítica de seus juízos como também nas 78 Pedro Inácio Amor . Jean-Paul). A dinâmica do fazer filosófico se desenvolve na compreensão de que tudo é objeto de leitura e que. econômico. Sócrates vai mais longe nessa investida. É o que torna saboroso o processo de desenvolvimento do conhecimento. político. anúncio e instauração de formas solidárias de ação histórica. É exatamente isso que se pretende como competência máxima deste componente curricular. propõe que a própria alma pode ser lida constituindo assim o fundamento do seu “conhece-te a ti mesmo”. (. Continuando então. mas também consigo mesmo. reflexão. Nesse sentido já dizia Kant: não se ensina filosofia (conteúdo). como pratica intencionalizada. o homem é responsável por aquilo que ele é” (SARTRE.A Filosofia. num procedimento contínuo e simultâneo de denúncia e desmascaramento.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 195 À educação cabe. Nesse sentido ler não é só dialogar com um outro (o texto). investir nas forças construtivas dessas mediações. diversidade de estilos. a Realidade e o Sistema Produtivo Brasileiro. que compreende toda a comunidade escolar. Ensinar e filosofar são fundamentos da aprendizagem.) Não descreve uma soma de fatos. Filosofia e Cultura “A missão da cultura permanece o que ela sempre foi. “Mas se verdadeiramente a existência precede a essência. mas a filosofar (competência). mas um conjunto de valores e um estilo humano de existência.. 78(2) Portanto um currículo constituído em habilidades e competências destitui a centralidade do estudo nos conteúdos e a traz para os sujeitos da práxis pedagógica. portanto só escreve aquele que percebe as lacunas presentes no texto. social e simbólica dos homens.” ( GUSDORF.Georges) Cultura é o conjunto dos objetos resultantes das atividades produtiva. a despeito das novas pedagogias. como sujeito do processo pedagógico. que o/a estudante se transforme como agente de sua própria educação. cultural e. estão nas raízes do filosofar.

elaboramos as habilidades com a participação dos/das professores/as em encontros na EAPE.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 196 possibilidades da concretude de sua profissionalização de maneira consciente do que faz. Esses eixos são constituídos naturalmente como se podem perceber nos conteúdos a seguir: Indivíduo. modificadoras de paradigmas não se dão por si só. Soma-se a isso uma pergunta que é pertinente nesse contexto: por que a filosofia é um componente curricular indispensável e necessário no ensino médio? Podemos discorrer acerca da importância desta pergunta por várias correntes. Dito isto. para que faz e para quem faz. artísticos. vale lembrar que este componente tem por autonomia oportunizar aos/à estudantes um livre pensar de si e do seu cotidiano. estas posturas revolucionárias e críticas. bem como significar ele próprio o seu mundo e sua condição humana. Em especial. frutos de compartilhamento de ideias com professores/as da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal. política. interdisciplinadas e contextualizadas afim de que se possa trabalhar em consonância com os conteúdos bem elencados. estética e outras. . Contudo. nas dimensões humanas. social. Estética e na questão da diversidade entre outros. Desse modo. Cultura. a construção deste currículo de Filosofia no Ensino Médio do Distrito Federal contempla eixos os quais estabelecem uma relação íntima com esse Ser que se constrói e se transforma constantemente. análise. A importância da Filosofia como forma de conhecimento possibilita ao/à estudante uma capacidade de criar mecanismos de transformação da realidade em que vive e de enfrentar seus problemas. Tomamos como referência as consultas realizadas aos/às professores/as na EAPE e nas escolas durante o ano de 2007 acerca dos conteúdos. é fato que o estudo da Filosofia possibilita ao/à estudante a percepção de sua própria condição humana como ser racional e sensível. E em 2008. raciocínio. interpretação de textos filosóficos. é necessário ferramentas e para isso é que dispomos de competências e habilidades articuladas. o/a estudante poderá perceber sentidos nas suas relações. literários e outros visando à construção e ou desconstrução de conceitos acerca da realidade. Identidade. Política. ética. Ética. O objetivo do ensino de filosofia é desenvolver habilidades de investigação. O/A estudante não consegue fazê-lo só.

questionadores e reflexivos. Discutir criticamente o conceito de filosofia e seus fundamentos Reconhecer a realidade na sua totalidade Desenvolver a produção textual filosófica dos conceitos adquiridos de modo crítico e reflexivo. individualmente ou em grupos. os Outros e o mundo  Consciência  Limites  Vontade  Livre Arbítrio  A Liberdade na Adolescência . investigadores. Analisar diferentes manifestações culturais por meio de conhecimentos adquiridos. Perceber a natureza da diversidade Desenvolver a reflexão ética Aplicar à reflexão ética por meio da produção de conhecimento Desenvolver uma atitude filosófica que verse sobre os aspectos analíticos. Aplicar os conhecimentos adquiridos no través de produção diversas Elaborar. Despertar para a importância da leitura de mundo. textos filosóficos dos variados dos conhecimentos adquiridos. nas artes e em outras produções culturais. Identificar a própria realidade como construção.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 197 FILOSOFIA − 1ª SÉRIE HABILIDADES      CONTEÚDOS CULTURA  Natureza e Cultura  Pensamento e Linguagem Consciência Mítica OBS: Estes conteúdos referem-se à História e Cultura Afro-Brasileira e perpassarão as três séries:  Pré-história da África  A História do Racismo  História da África  História da Europa  Religião Africana  A história da formação da sociedade Brasileira              Perceber-se como sujeito do conhecimento Problematizar o reconhecimento do real como uma totalidade inter-relacionada. Reconhecer as potencialidades problematizadoras do texto. LETRAMENTO E DIVERSIDADE        INTRODUÇÃO À FILOSOFIA Do Mito à Razão O Nascimento da Filosofia O que é Filosofia? A Pólis Grega O Cidadão da Pólis/Democracia O Nascimento do Filósofo O Homem como Animal político IDENTIDADE DA PESSOA HUMANA  O Corpo  O Erotismo  A Morte  Identidade Étnico-Racial LIBERDADE  Percepção  Sensibilidade  O Eu. Analisar os conteúdos e modos discursivos nas ciências naturais e humanas. Desenvolver atitude autocrítica Desenvolver conhecimentos filosóficos.

textos filosóficos. questionadores e reflexivos. individualmente ou em grupos.. investigadores. Reconhecer a filosofia e a ciência como modos de interpretar a realidade Elaborar. abordando variados conhecimentos adquiridos..CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 198 FILOSOFIA − 2ª SÉRIE HABILIDADES     CONTEÚDOS O SER HUMANO QUER SABER  Sujeito X Objeto do conhecimento  Senso comum X Senso Crítico o Percepção o Imaginação o Intuição o Dedução  O que é conhecimento?  Introdução à Lógica. O CONHECIMENTO    O Conhecimento na História O Pensamento Racional na Antiguidade O Pensamento Racional na Idade Média: O Obscurantismo O DESPERTAR DE UM NOVO HOMEM          Renascimento Dúvida Ceticismo/Dogmatismo Racionalismo/Empirismo Galilleu Newton Descartes Bacon e outros.   LETRAMENTO E DIVERSIDADE  Ler de modo filosófico textos de diferentes estruturas Apontar a crítica filosófica frente à realidade Reconhecer a realidade na sua totalidade Analisar os conteúdos e modos discursivos nas ciências naturais e humanas. CIÊNCIA MODERNA A NOVA ORDEM  O Problema da Natureza Humana  A liberdade na Sociedade  Autonomia Política  Democracia  Contratualismo  Liberalismo  Revolução Francesa . nas artes e em outras produções culturais. Desenvolver uma atitude filosófica que verse sobre os aspectos analíticos.

narrativas. CONTEÚDOS ÉTICA/POLÍTICA  Cidadania Contemporânea  Ideologia e Alienação  Industria Cultural  Poder: Estado.Governo e Sociedade Civil  Aparelhos Ideológicos LETRAMENTO E DIVERSIDADE        CRITICA A SOCIEDADE MODERNA Capitalismo Materialismo Dialético Socialismo Totalitarismo X Democracia Estado do Bem Estar Social Neoliberalismo Globalização ÉTICA CRISE DOS PARADIGMAS MODERNOS  Positivismo/Cientificismo  Fenomenologia  Existencialismo  O Pensamento de Nietzsche  A Moral O MUNDO COMO REPRESENTAÇÃO  Pensamento Estético Contemporâneo BRASIL E ÁFRICA  A Estética Africana como elemento integrador  A herança  O Resgate .CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 199 FILOSOFIA − 3ª SÉRIE HABILIDADES  Analisar diferentes manifestações culturais por meio de conhecimentos adquiridos. moral. individualmente ou em grupos.  Ler de modo filosófico textos de diferentes estruturas  Apontar a crítica filosófica frente à realidade  Reconhecer a realidade na sua totalidade  Identificar atitudes autoritárias em si e nos outros e em grupos  Refletir a atuação humana nas sociedades e as relações que os homens estabelecem entre si para produzir a sua existência (relações de trabalho. artística.  Identificar a alteridade no processo de construção da identidade. textos filosóficos dos variados dos conhecimentos adquiridos  Desenvolver a reflexão ética  Aplicar à reflexão ética por meio da produção de conhecimento  Interpretar á realidade histórico-socio-cultural por meio de leitura de textos e obras  Reconhecer a importância da dimensão estética.  Perceber a cultura como produção humana.  Refletir sobre a especificidade discursiva das diferentes estruturas como as: científicas. políticas e simbólicas).  Valorizar a importância da dimensão estética nas diversas produções naturais e culturais.  Elaborar. filosófica.  Reconhecer-se como ser de cultura.

CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 200 10 ENSINO RELIGIOSO. em seu art. os princípios constitucionais e legais que se pautam no respeito às diferenças religiosas. a boa convivência entre os credos e as religiões deve primar pela consciência e pela liberdade de manifestação do pensamento que caracteriza a presença de um país laico de pluralidade cultural e respeito às diferenças. 210. quanto no currículo oculto. envolve o laicismo do Estado ante o particularismo dos credos e das religiões. tanto no currículo explícito. situado na parte diversificada da matriz curricular do Ensino Médio.36) Ratificam-se. (CANDAU. cidadania e respeito aos direitos humanos. desvela a necessidade de introduzir mudanças. afetando assim a cultura escolar e a cultura da escola. RELIGIOSIDADE E CURRÍCULO No Brasil a discussão entre a religiosidade e o Estado está formalizada na Constituição Federal de 1988 que garante a liberdade de culto religioso e o laicismo do Estado que se tornou equidistante dos credos e religiões. Tais princípios levam a crítica de toda e qualquer forma que viole os direitos humanos. o respeito às diferenças religiosas. seu objetivo final. de 19 de Agosto de 2005. É nesse ponto que o Ensino Religioso fundamenta sua natureza: o homem para adquirir seu estado de realização integral necessita da religião. § 1º a inserção do ensino religioso nas escolas de oferta obrigatória com matrícula facultativa. 1998. assim. Desta forma. ao sentimento religioso e à liberdade de consciência. Ao respeitar todos os credos e religiões. mas. respeitando todas e não adotando nenhuma como religião oficial. p. a educação é uma das mais diferentes formas de expressão e se constitui com base em parâmetros diversos. o ensino religioso.” Como componente curricular. Candau afirma: A Educação em Direitos Humanos potencializa uma atitude questionadora. também garante. Desta forma. de expressão e de crença e que devem estar presentes numa educação voltada à criticidade. de crença. O ensino religioso tornou-se parte constante dos currículos da Educação Básica a partir do art. . a realidade socioantropológica dos vários credos e a face existencial de cada cidadão.230. nº 33 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação e da regulamentação do Decreto nº 26129. A Carta Magna brasileira. que regulamenta a Lei n° 2. o respeito ao sentimento religioso. à liberdade de consciência. de 31 de dezembro de 1998. Nesta visão crítica da educação. reconhecendo a igualdade e dignidade da pessoa humana. diz respeito ao desenvolvimento pleno do sujeito humano na sociedade. os princípios constitucionais legais permitem os/as professores/as trabalharem o aspecto sociocrítico da educação. também. a qual “Dispõe sobre o ensino religioso nas escolas públicas. a secularização da cultura. igualdade.

como lei natural que se manifesta em meio as diversas culturas e povos. onde há espaço inter-religioso. e pelo trabalho neste componente curricular não ter sido concluído. competelhe construir novos conhecimentos a respeito das diversas religiões. nas discussões que orientaram a elaboração do currículo do ensino médio ao longo dos anos de 2007 e 2008. pois. Ao mesmo tempo. vista como uma máxima no encontro das religiões. dizer como realizá-la. a que se denomina Deus. É nesse ponto que se encontra a riqueza de uma educação para a religiosidade. sem. essa religiosidade tem de estar presente e sentida. Se considerarmos como objetivo do ensino religioso o despertar para a religiosidade. do mesmo modo. vivenciar e seguir em primeiro lugar a própria fé. Outro ponto importante a ser considerado diz respeito a valorização da Ética. encontra a comunidade humana e cada uma das pessoas individualmente. preservou-se a cultura religiosa desinteressada a serviço da dignidade inalienável do homem. Saliente-se então que. além das próprias religiões.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 201 Para Catão (1995). diálogo e convivência. de tal forma que se estabelece o compromisso de no ano de 2011 materializarmos em forma de conteúdos e habilidades este componente curricular. a quem. Assim sendo. Uma Ética entendida como imanência na consciência humana. Dentre os inúmeros instrumentos de que dispõe a sociedade para alcançar tão elevado objetivo está a religião. É fudamental aprofundar. com troca de experiencias. pelo/pela professor/a. pois somente quando se coloca a questão da transcendência. . reconhece a necessidade de uma educação religiosa. onde o tema é tratado de forma ecumênica e a religião é entendida como um fenômeno humano autêntico. respostas às perguntas fundamentais que todos se colocam diante da vida. certamente. conforme nosso entendimento dos princípios legais acima destacados. no entanto. O/a professor/a deve buscar conhecimentos para não se perder em meio a avalanche de ideias e informações que se apresentam no mundo. A educação é confiada ao Estado. se defrontará com essa realidade na sala de aula. o conteúdo de ensino religioso será pauta constante nas discussões e no reavaliar deste currículo.

sexo. sem preconceitos de origem. a educação especial cumpre sua finalidade ao viabilizar. que reitera a educação como um direito de todos e torna-se o fundamento básico da Educação Especial no Brasil. vem ampliando e aperfeiçoando suas práticas e suas concepções em razão da atual legislação. idade e quaisquer outras formas de discriminação como um dos Objetivos da República. do Conselho de Educação do Distrito Federal (CEDF). na perspectiva da educação inclusiva. que estabelece normas para o sistema de ensino do Distrito Federal. principalmente. tais como: Lei nº 9. incisos II e III. cor. A educação especial. em seu artigo 208. ao longo dos últimos anos. 1994). inciso IV. 1988). Resolução nº 02/2001. em seu artigo 5º. visando “o pleno desenvolvimento da pessoa. finalmente. Essa previsão encontra-se respaldada desde a garantia de educação para todos estabelecida na Declaração Universal dos Direitos Humanos. a formulação de políticas públicas educacionais reconhecedoras da diferença e da necessidade de condições diferenciadas para a efetivação do processo educacional.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 202 11 EDUCAÇÃO ESPECIAL A educação especial fundamenta-se no princípio da equidade. seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”. no artigo 206. (Organização das Nações Unidas – ONU. estabelece que o “dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de acesso aos níveis mais elevados do ensino. raça. chegando à Carta Magna (Constituição Federal. Ciência e Cultura – UNESCO. nos artigos 205 e seguintes. a cidadania e a dignidade da pessoa humana como Fundamentos da República. inciso V. Diversas legislações específicas somam-se aos documentos anteriormente citados para estabelecer as normas e as diretrizes educacionais nacionais e do Distrito Federal. das diretrizes nacionais e internacionais e. no Distrito Federal. da pesquisa e da criação artística. que assegura em seu artigo 1°. especificamente. passando pela celebrada Declaração de Salamanca (Organização das Nações Unidas para a Educação. estabelece a promoção do bem de todos. dentre outras. inciso I. prevê o direito à igualdade. que institui as Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica e a Resolução nº 01/2009. garante expressamente o direito de TODOS à educação. Nesse horizonte. segundo a capacidade de cada um”. 1948). em seu artigo 3º. como resultado de reflexões conjuntas acerca dos resultados do processo educacional em curso nesta Secretaria de Estado de Educação.394/96 − LDB. transtorno global do desenvolvimento e altas . do Conselho Nacional de Educação/Câmara de Educação Básica (CNE/CEB). prevê a “igualdade de condições de acesso e permanência na escola” e. uma vez que prevê. condições de igualdade de acesso à aprendizagem aos/às estudantes com deficiência.

torna-se modelo nacional de trabalho exitoso. coletivamente construída. por meio de estratégias metodológicas e de recursos específicos.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 203 habilidades/superdotação. um conjunto de ações voltado à formação global do/da estudante. conforme previsto na Resolução CNE/CEB nº 02/2001 e no Parecer CNE/CEB nº 17/2001. o currículo não deve representar apenas um agrupamento de conteúdos.394. cujas bases encontram-se. o êxito de sua aplicação requer a efetiva participação de todos os segmentos da comunidade escolar. mas. e nas demais legislações e orientações normativas. na construção e na aplicação do currículo devem ser considerados o respeito às diferenças e a valorização da diversidade. cuja ação transversal perpassa as demais etapas e modalidades de ensino e propõe uma efetiva educação global. Para o efetivo sucesso da educação. por intermédio da articulação entre o/a professor/a regente e o/a professor/a do atendimento educacional especializado. encontra-se o que estabelece que a consciência do direito de constituir uma identidade própria e do reconhecimento da identidade do outro traduz-se no direito à igualdade e no respeito às diferenças. a base da ação pedagógica deve ser estabelecida tendo como foco a singularidade do/da estudante e fundamentando-se em uma construção reflexiva. conforme proposto na Lei nº 9. de forma a instrumentalizar a construção de competências e possibilitar a efetivação dos direitos à igualdade de condições. Por tudo isso. assegurando oportunidades diferenciadas. com vistas à busca da . sobretudo. Sua operacionalização deve constar na proposta pedagógica da instituição educacional e deve fundamentar-se no requisito precípuo de viabilização de igualdade e de valorização da diversidade como alicerces para a promoção da aprendizagem e para o desenvolvimento dos/das estudantes. A atual concepção de educação especial reforça. de 20 de dezembro de 1996 − Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional −. Com essa finalidade. MEC/SEESP. sobretudo. na Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Para tanto. na garantia da flexibilização do currículo comum. O Distrito Federal. Assim. que a embasa. de 2008. na qual saberes e significações são construídos com a participação das múltiplas percepções e interpretações dos atores que a compõem. devem ser viabilizadas condições de atendimento das necessidades educacionais dos/das estudantes. ao incluir seus/suas estudantes em classes comuns em todas as etapas e modalidades da Educação Básica e propiciar-lhes recursos pedagógicos. materiais e atendimentos educacionais especializados compatíveis com suas necessidades educacionais. Assim. portanto. o caráter interativo dessa modalidade de ensino. dentre seus princípios. tantas quantas forem necessárias.

em consonância com a proposta pedagógica da instituição educacional. Nessa perspectiva. Os estudantes de classes especiais ou centros especializados devem ser constantemente acompanhados com vistas a sua inclusão no ensino regular. respeitada a frequência obrigatória. considerando o potencial e as necessidades de cada estudante. III – temporalidade com a flexibilização do tempo para realizar as atividades e desenvolvimento de conteúdos. . Dessa forma. de materiais. bem como a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. alterável. (MEC/SEESP. em seu artigo 44. por isso mesmo. IV – avaliação e promoção com critérios diferenciados. da organização didática e da introdução de métodos. Enfim. II – modificação metodológica dos procedimentos. de recursos especiais. 44 . Parágrafo único. a fim de nortear a organização do trabalho de acordo com as necessidades do/da estudante. Para tal finalidade. poderão ser realizadas adequações curriculares – quando necessárias e. orientações para a implementação das adequações curriculares. Considerando a extensão do conceito de necessidades educacionais especiais apresentados pelas Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica (Resolução CNE/CEB nº 02/2001). 2008) e a proposta de inclusão educacional da SEDF. conforme segue: Art. ao organizar o atendimento na rede regular de ensino. Constituem-se como possibilidades educacionais de atuar na facilitação da aprendizagem. acessível e passível de ampliação. com condições de atender efetivamente a todos. compatível com as diversas necessidades dos/das estudantes e. deve-se observar o previsto na Resolução CEDF nº 01/2009. para atender às especificidades dos estudantes com necessidades educacionais especiais deve observar a necessidade de constante revisão e adequação da prática pedagógica nos seguintes aspectos: I – introdução ou eliminação de conteúdos. a Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal − SEDF apresenta. as adequações curriculares são compreendidas como medidas pedagógicas diferenciadas voltadas a favorecer a escolarização baseadas no currículo regular e por meio de formas progressivas de adequação.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 204 igualdade. O princípio da equidade reconhece a diferença e a necessidade de haver condições diferenciadas para o processo educacional. com o intuito de proporcionar aos/às professores/as conhecimento voltado a instrumentalizar sua prática. por meio de estratégias pedagógicas inclusivas no contexto da sala de aula. via um currículo dinâmico. neste documento. considerando a condição individual do estudante. de comunicação ou de temporalidade voltado a facilitar o desenvolvimento do currículo escolar. Adequação Curricular Adequações curriculares são compreendidas como um conjunto de modificações e/ou flexibilizações de conteúdos.A estrutura do currículo e da proposta pedagógica. de tecnologia.

cujas situações específicas. As relações estabelecidas entre professor/a e estudante. psíquico e sensorial. ou menos abrangente. Acrescenta-se que essa adequação possui caráter processual. As medidas de adequação na sala de aula são realizadas pelo/pela professor/a e destinam-se. quais formas de organização de ensino são mais eficientes para o processo de aprendizagem. assim como. vindo a constituir deficiências mentais e ou múltiplas graves. em geral relacionadas a questões orgânicas. principalmente. observando-se suas características individuais. atingindo apenas o nível individual. Essas adequações devem focalizar. Porém. propiciar condições estruturais para que possam ocorrer. devem ainda. e entre este/esta e seus pares favorecem e potencializam o desenvolvimento de competências e de habilidades curriculares de todos/todas os/as estudantes. antes de se propor adequações curriculares. com transtorno global do desenvolvimento e com altas habilidades/superdotação. as demandas do processo educativo se concretizam na sala de aula. Nesses casos. déficits permanentes e. caso seja necessária uma programação específica para o/a estudante. atingindo a toda a sala de aula. de forma mais abrangente. Portanto. Níveis de Adequações Curriculares As adequações curriculares aplicadas e consolidadas no plano pedagógico individual do/da estudante devem ser previstas na proposta pedagógica da instituição educacional e no currículo desenvolvido na sala de aula. principalmente. e como e quando avaliar. como e quando aprender. conforme bem especificado nos Parâmetros Curriculares Nacionais – Adequações Curriculares (1998): o que o/a estudante deve aprender. é imprescindível conhecer e avaliar a real necessidade de sua aplicação.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 205 conforme indicação pedagógica – aos/às estudantes com deficiência. portanto. Suas ações devem ser norteadas e fundamentadas em critérios que identifiquem. poderá ser alterada em qualquer momento . à programação das suas atividades. por meio de uma avaliação de cunho pedagógico quanto à competência do/da estudante em relação ao currículo regular. aos/às estudantes com transtornos funcionais matriculados na rede regular de ensino. a organização da instituição educacional em relação à acessibilidade e aos serviços de apoio especializado voltados a atender às necessidades dos/das estudantes. todos os partícipes do processo de aprendizagem devem estar envolvidos. Para sua efetivação. verifica-se a necessidade de realização de adequações curriculares significativas e indicação de conteúdos de caráter mais funcional e prático. em muitos casos degenerativos. comprometem o funcionamento cognitivo.

bem como nos recursos pessoais do/da professor/a quanto ao seu preparo para trabalhar com os/as estudantes. agrupar os/as estudantes de forma a facilitar a realização de atividades em grupo e incentivar a comunicação e as relações interpessoais. fornecer ou atuar para a aquisição dos equipamentos e recursos materiais específicos necessários. . estimular e reforçar a comunicação. propiciar os melhores níveis de comunicação e de interação com as pessoas com as quais convive na instituição educacional. sonoridade e movimentação. 1998. materiais ou de comunicação que venham a facilitar aos/às estudantes o desenvolvimento do currículo escolar. a iniciativa e o desempenho do/da estudante. a participação. propiciar o mobiliário específico necessário. desenhos. adaptar materiais escritos de uso comum: destacar alguns aspectos que necessitam ser apreendidos como cores. propiciar ambientes com adequada luminosidade.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 206 educativo. adaptar materiais de uso comum em sala de aula. conforme descrito a seguir: Adequações de Acesso ao Currículo79 Correspondem ao conjunto de modificações nos elementos físicos e materiais do ensino. traços. • • • • • • • Constituem adequações de acesso ao currículo: criar condições físicas. favorecer a participação nas atividades escolares. I. II. gráficos que ajudem na compreensão. o sucesso. adotar sistemas de comunicação alternativos para os/as estudantes impedidos de comunicação oral (no processo de ensino aprendizagem e na avaliação). ambientais e materiais para o/a estudante na sua instituição educacional de atendimento. cobrir partes que podem desviar a atenção do/da estudante. encorajar. destacar 79 Texto adaptado a partir do documento orientador PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS – Adequações Curriculares. Essas adequações classificam-se em adequações de acesso e adequações nos elementos curriculares. Sugestões que favorecem o acesso ao currículo: • • • • • eliminar barreiras atitudinais em toda comunidade escolar. São definidas como alterações ou recursos espaciais. MEC. incluir desenhos.

atuar para eliminar sentimentos de inferioridade. textos escritos com outros elementos (ilustrações táteis) para melhorar a compreensão. boa postura do/da estudante.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 207 imagens. reglete.. espaço entre as carteiras para facilitar o deslocamento.. áudio livro. de maneira visual. posicionamento do/da estudante na sala de aula de modo a favorecer sua possibilidade de ouvir o/a professor/a. Sugestões de recursos de acesso ao currículo para estudantes com necessidades especiais específicas: a) Para estudantes com deficiência visual • • • • • • • • • • materiais desportivos adaptados: bola de guizo e outros.. pistas olfativas e/ou piso tátil para orientar na localização de ambientes. apoiar o uso dos materiais de ensino aprendizagem de uso comum. bengala longa. deslocamento do/da estudante na sala de aula para obter materiais ou informações. explicações verbais sobre todo o material apresentado em aula. máquina braille. a atenção e o interesse do/da estudante. evitando os maneirismos comumente exibidos pelos/pelas que são cegos/as. menos valia e fracasso. favorecer o processo comunicativo entre estudante-professor/a. modificar conteúdos de material escrito de modo a torná-lo mais acessível à compreensão etc. corrimão nas escadas etc. adequação de materiais escritos de uso comum: tamanho das letras. • material didático e de avaliação em tipo ampliado para os/as estudantes com baixa visão e em braille e relevo para os/as cegos/as. estudante-estudante. facilitado pela disposição do mobiliário. lupa etc.. despertar a motivação. sorobã. tipos escritos ampliados. softwares educativos em tipo ampliado. III. providenciar softwares educativos específicos. • • • • • • providenciar adequação de instrumentos de avaliação e de ensino e aprendizagem. estudante-demais adultos. sistema alternativo de comunicação adaptado às possibilidades do/da estudante: Sistema Braille. relevo. organização espacial para facilitar a mobilidade e evitar acidentes: colocação de extintores de incêndio em posição mais alta. textura modificada etc. .

física. língua de sinais e outros. para viabilizar o acesso a informação. geoplano. de exercícios e de avaliações. entre outros). ampliação do tempo para realização de trabalhos. apoio físico. instrumentos de medida adaptados ao Braille. simplificados ou reduzidos. notações especificas do braille para os componentes curriculares. corrigindo a tendência do/da deficiente visual de dar preferência ao olhar direcionado para o chão.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 208 • • braille para estudantes e professores/as que desejarem conhecer o referido sistema. carretilha. contraste. • uso de recursos ópticos (lupa eletrônica. canta Z4 Roller Black 0.7mm. lupa manual) e não ópticos (lápis 6B. alto relevo para surdocegos/as totais e parciais. para que o/a estudante possa utilizá-lo no mesmo tempo que os/as demais estudantes da sala. geografia e matemática.. mesmo que esse/essa seja cego/a. uso de recursos que introduzam o pré-sorobã e o sorobã. tela para desenhos em alto relevo. textos escritos complementados com elementos que favoreçam a sua compreensão: linguagem visual. folha pautada ampliada. • uso do multiplano. verbal e instrucional para viabilizar a orientação e mobilidade. disponibilizar com antecedência os conteúdos que serão abordados no contexto da sala de aula. visando à locomoção independente do/da estudante. celas braille de tamanhos variados possibilitando o acesso a este sistema. ensino da língua portuguesa escrito com metodologia ensino de 2° língua. • • • • • livros adaptados de texturas. química. objetos reais. materiais de ensino e de aprendizagem de uso comum: pranchas ou presilhas para não deslizar o papel. ajuda técnica – instrumento para escrever em linha reta mantendo o espaço entre linhas para estudantes com esta possibilidade. estimular a postura do olhar do/da estudante para o horizonte. caneta pilot color 850. material tridimensional. . computador com sintetizador de vozes e periféricos adaptados etc. • • • • • recursos ópticos. b) Para estudantes com deficiência auditiva • • • • presença de intérprete educacional em sala de aula. lupas. ensino de LIBRAS a toda comunidade escolar.

posicionamento do/da estudante na sala de tal modo que possa utilizar a leitura labial e o resíduo auditivo. contato contínuo com modelos educacionais surdos baseados na pedagogia visual. • • explicações acessíveis sobre todo o contexto escolar. • • • acesso a literatura bilíngue e bicultural (literatura surda). língua de sinais tátil ou adaptado ao campo visual do/a estudante. quando houver resíduo auditivo e ausência de guia-interprete educacional.softwares educativos específicos. câmera filmadora. prótese auditiva. contato com a comunidade surda (surdo/a adulto/a). objetos de referência. salas equipadas com recursos audiovisuais data show.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 209 • • • • • sistema alternativo de comunicação adaptado às possibilidades do/da estudante: – Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) leitura orofacial. imitação. computador com acesso a internet. contraste e bem iluminados. utilização de sistema alternativo de comunicação: movimento coativo. possibilidade de fazer a prova em língua de sinais. tablado. • • • avaliações visuais feitas na língua do/da estudante tanto nos comandos quanto nas respostas sejam nesta língua (Libras) sempre quando for o caso. apresentações orais com apoio de materiais visuais. além da prova escrita. para favorecer a apreensão das informações expostas. uso de microfone para ampliar a voz do/da professor/a regente. material visual e outros de apoio. tadoma (leitura tátil da língua oral). salas-ambiente para estimulação oral. c) • • • Para estudantes surdocegos/as apresentação de materiais adaptados com texturas distintas. fala amplificada. alfabeto dactilológico. escrita na palma da mão. alto relevo. na avaliação: ter a flexibilidade de. TV. gestos naturais. disponibilização de professor/a na função de guia-interprete educacional do/da estudante surdocego/a. na educação infantil tempo exclusivo com o/a professor/a que tenha Libras como língua de instrução. linguagem visual. sistema braille digital ou outro recurso que viabilize o acesso a informação. ressonância. .. fazer uma avaliação complementar oral (em língua de sinais). etc. impressora para viabilizar o acesso a informação por imagem.

material tridimensional. estimulação da confiança. tela para desenhos em alto relevo. pistas táteis e olfativas. organização dos materiais permanentes da sala de aula viabilizando o deslocamento do/da surdocego/a no ambiente interno de forma autônoma e independente. observação da postura corporal do/da estudante surdocego/a. • organização espacial para facilitar a mobilidade e evitar acidentes: extintores de incêndio em posição mais alta. utilização de apoio físico. corrigindo a tendência do/da deficiente visual de dar preferência ao olhar direcionado para o chão. • • • • • • disponibilização de computador acoplado a linha Braille. tátil e instrucional para viabilizar a orientação e mobilidade visando a locomoção em ambiente interno independente. • • • disponibilização de ajuda técnica – instrumento para escrever em linha reta mantendo o espaço entre linhas. instrumentos de medida adaptados ao Braille. objetos reais. estimulação da postura do olhar do/da estudante para o horizonte. carretilha. canta Z4 Roller Black 0. utilização de amplificador do som. geoplano. . lupa manual) e não ópticos (lápis 6B. geografia e matemática. mesmo que esse seja cego/a. entre outros). química. caneta pilot color 850. utilização de computador com sintetizador de vozes e periféricos adaptados. para atendimento ao/à surdocego/a. grades nos espaços que representam riscos de queda. simplificados ou reduzidos. da autonomia e das iniciativas do/da surdocego/a para as atividades do contexto escolar e sociocultural. • uso de recursos ópticos (lupa eletrônica. evitando maneirismo que podem ser observados em alguns surdocegos/as parciais ou totais. uso de máquina modelo perkins para viabilizar o acesso a leitura e a escrita do sistema Braille. folha pautada ampliada. uso de recursos que introduzam o pré-sorobã e o sorobã. ou display braille. uso de notações especificas do braille para os componentes curriculares.7mm. corrimão nas escadas. física.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 210 • • • • • posicionamento do/da estudante na sala de aula de modo a favorecer sua possibilidade de ouvir o/a professora ou o/a guia-interprete. uso do multiplano. para viabilizar o acesso a informação.

de confecção artesanal pelo/pela guiainterprete. sempre que possível. de comunicação. nomes e números de tal forma que o/a surdocego/a possa lê-los. utilização de técnicas de estudo como: mapa mental. desenvolvimento de habilidades adaptativas: sociais. celas braille de tamanhos variados possibilitando o acesso a este sistema. favorecedores da aprendizagem. alto relevo para surdocegos/as totais e parciais. acesso à atenção do/da professor/a. utilização de instruções por meio de sinais claros e simples. . ampliação do tempo para realização de trabalhos. transferência do significado para a língua de sinais. diária. exercícios e avaliações. cuidado pessoal e autonomia na vida doméstica e no uso de recursos da comunidade. d) Para estudantes com deficiência intelectual • • • • • • • atitudes de acolhimento e respeito ao ritmo e estilo de aprendizagem do/da estudante. seja em braille ou em escrita ampliada. técnica sq4R. • • • • ilustração e dramatização das informações veiculadas no ambiente escolar. contraste. planejamento de atividades observando um crescente nível de complexidade..CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 211 • • utilização de livros adaptados de texturas. • • • identificação dos espaços da instituição educacional com objetos. leitura do sistema braille mediante a soletração dactilológica das letras e. disponibilização de espaços pedagógicos diferenciados e organizados. de lazer. acadêmicas. uso de cartão tridimensional para identificação de ambiente de confecção artesanal pelo/pela guia-interprete para rotina. redução do número de exercícios sobre um mesmo tópico. buscando adequá-los à necessidade individual. disponibilização com antecedência dos conteúdos que serão abordados no contexto da sala de aula. de saúde e segurança. em sala de aula e na instituição educacional. para que o/a estudante possa utilizá-lo no mesmo tempo que os demais estudantes da sala. posteriormente. e • diversificação as propostas metodológicas. de material concreto como suporte à aprendizagem curricular. utilização.

). cobertura de teclado etc. em sala de aula e na instituição educacional. utilização de textos escritos complementados com elementos de outras linguagens e sistemas de comunicação. elevador. presilha de braço. mesas e carteiras). ponteiras. barras de apoio. mobiliário (cadeiras. demonstre interesse e tenha acesso a eles. computadores que funcionam por contato. sistemas baseados na ortografia tradicional.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 212 e) • Para estudantes com deficiência física adequação dos elementos materiais: instituição educacional (rampa deslizante. favorecedores da aprendizagem. sistemas que combinam símbolos pictográficos. abdutor de pernas. utilização de pranchas ou presilhas para não deslizar o papel. g) Para estudantes com Transtorno Global do Desenvolvimento81 80 As adequações de acesso para os/as estudantes com deficiências múltiplas devem considerar as deficiências que se apresentam distintamente e a associação de deficiências agrupadas e devem contemplar a funcionalidade e as condições individuais do/da estudante. facilitado pela remoção de barreiras arquitetônicas. materiais de apoio (andador. banheiro. auxílios físicos ou técnicos (tabuleiros de comunicação ou sinalizadores e demais tecnologias). materiais de apoio pedagógico (tesoura.. em desenhos lineares. Para estudantes com deficiências múltiplas80 espaços pedagógicos diferenciados. coletes. ideográficos e arbitrários. faixas restringidoras etc. alargamento de portas etc. • • • • viabilização do deslocamento de estudantes que usam cadeira de rodas ou outros equipamentos. pátio. apoio para que o/a estudante perceba os objetos. recursos pedagógicos de fácil manuseio para os/as estudantes. suporte para lápis. f) • • • • • acesso à atenção do/da professor/a. e • utilização de recursos de tecnologia assistiva compatíveis com a demanda individual do/da estudante. . comunicação total e outros. utilização de sistemas aumentativos ou alternativos de comunicação adaptado às possibilidades do/da estudante com dificuldade na fala: sistemas de símbolos (baseados em elementos representativos. por pressão ou outros tipos de adequação etc. e disponibilização de recursos de tecnologia assistiva.).). linguagem codificada).

CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 213 • • • • • • • • • • conhecer as particularidades e características de cada um dos/das estudantes.. ambientes favoráveis de aprendizagem como: laboratórios. utilizar. estimular a atenção do/da estudante para as atividades escolares. equipamentos e mobiliários que facilitem os trabalhos educativos. bibliotecas etc. persistência na tarefa e engajamento em atividades cooperativas. . material concreto que favoreça a aprendizagem de conteúdos curriculares. oferecer modelos adequados e corretos de aprendizagem. São definidas como alterações realizadas nos objetivos. nos critérios e nos procedimentos de avaliação. oportunizar e exercitar o desenvolvimento de suas competências. nos conteúdos. sentimentos de isolamento etc. rejeição dos demais colegas. utilizar instruções por meio de sinais claros e simples. nem aparenta ter o mesmo significado e expressão nas diferentes etapas de suas vidas. diversificar as propostas metodológicas. sempre que possível. nas atividades e nas metodologias para atender às diferenças individuais dos/das estudantes. materiais escritos de modo que estimule a criatividade e de elementos que despertam novas possibilidades. considerando a temporalidade. encorajar o estabelecimento de relações com o ambiente físico e social. pesquisa. h) Para estudantes com altas habilidades/superdotação • • • • • evitar sentimentos de superioridade. bem como os conteúdos a serem ministrados. e planejar cuidadosamente ações que envolvam modificações comportamentais dos/das estudantes. favorecer o bem-estar emocional. materiais.. Adequações nos Elementos Curriculares As adequações focalizam as formas de ensinar e de avaliar. As seguintes medidas podem ser adotadas para as adequações nos elementos curriculares: 81 O comportamento dos/das estudantes com transtorno global do desenvolvimento não se manifesta por igual. buscando adequá-las à necessidade individual do/da estudante. Existem importantes diferenças entre os quadros que caracterizam as condições individuais e apresentam efeitos mais ou menos limitantes.

Adequações metodológicas e didáticas Realizam-se por meio de procedimentos técnicos e metodológicos. II. o que implica modificá-los. O apoio pode ser oferecido pelo/pela professor/a regente.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 214 I. • • introduzir atividades complementares e/ou suplementares específicas para o/a estudante. temporária ou permanentemente. sem alterar os objetivos da avaliação e seu conteúdo. procedimentos avaliativos e atividades programadas para os/as estudantes. priorizar determinados objetivos. considerando as condições do/da estudante em relação aos demais colegas da turma. quando necessário. Essa priorização não implica . visual. na operacionalização dos conteúdos curriculares. utilizar técnicas. São exemplos de adequações metodológicas e didáticas: • • • • situar o/a estudante nos grupos com os quais melhor possa trabalhar. adotar métodos e técnicas de ensino e de aprendizagem específicas para o/a estudante. ressignificar atividades que não beneficiem ao/à estudante ou lhe restrinja uma participação ativa e real ou. considerando-se os objetivos. São exemplos dessas estratégias adaptativas: • • adequar os objetivos. sem prejuízo para as atividades docentes. • introduzir atividades individuais complementares para o/a estudante alcançar os objetivos comuns aos demais colegas. que esteja impossibilitado de executar. propiciar apoio físico. para dar ênfase aos objetivos que contemplem as necessidades do/da estudante. os conteúdos e os critérios de avaliação para responder às necessidades de cada estudante. conteúdos e critérios de avaliação. verbal e outros ao/à estudante impedido em suas capacidades. individualmente ou em grupo. professor/a especializado/a ou pelos próprios colegas. Adequações dos conteúdos curriculares e do processo avaliativo As adequações dos conteúdos curriculares e do processo avaliativo consistem em adequações individuais. dentro da programação regular. os conteúdos e os critérios de avaliação. estratégias de ensino e de aprendizagem. ainda. procedimentos e instrumentos de avaliação distintos da turma . Essas atividades podem ser realizadas na própria sala de aula ou em atendimentos de apoio. de modo a permitir-lhe a realização das atividades escolares e do processo avaliativo.

dentre outros:  ser precedida de uma criteriosa avaliação do/da estudante. conteúdos e objetivos da programação educacional regular. concernentes com suas necessidades educacionais especiais. para integrar o acervo documental do/da estudante. seja necessária essa supressão. ou seja. cursar menor número de componentes curriculares. organizadas e realizadas com prejuízo para o/a estudante. ou seja. desse modo. que impliquem supressões de conteúdos expressivos (quantitativa e qualitativamente). nos casos de estudantes com altas habilidades/superdotação. mas acrescentar outros. • adequar a temporalidade dos componentes curriculares previstos para os níveis.  promover o registro documental das medidas adaptativas adotadas. Esse acréscimo não pressupõe a eliminação ou redução dos elementos constantes do currículo regular desenvolvido pelo/pela estudante. de acordo com as necessidades do/da estudante. quando possível e necessário. . durante o ano letivo. Caso. propiciar condições para o avanço de estudo. ou.  adotar critérios para evitar adequações curriculares muito significativas. • adequar a temporalidade dos objetivos. deve-se considerar. os seguintes aspectos.  evitar que as programações individuais sejam definidas. contudo.  fundamentar-se na análise do contexto escolar e familiar. que favoreça a identificação dos elementos adaptativos necessários que possibilitem as alterações indicadas. sem. estender o período de duração da série/ano que frequenta. efetivamente. rigorosamente.  contar com a participação da equipe da instituição educacional e com o apoio de uma equipe multidisciplinar. objetivos e critérios de avaliação na ação educativa necessário à educação do/da estudante. sua promoção escolar e sua socialização. isto é. causar prejuízo a sua escolarização e sua promoção acadêmica. dos conteúdos e dos critérios de avaliação. • introduzir conteúdos. bem como a eliminação de componentes curriculares ou de áreas curriculares completas.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 215 abandonar os objetivos definidos para o seu grupo. e. as etapas e as modalidades . para o seu desempenho. considerando a sua competência acadêmica. por meio da redução desses períodos. considerar que o/a estudante com necessidades educacionais especiais pode alcançar os objetivos comuns ao grupo em tempo diferenciado. • suprimir.

sejam revistos na perspectiva de que as modalidades e as etapas da Educação Básica estejam articuladas entre si. buscamos promover uma articulação maior entre os processos avaliativos que ocorrem na Educação Básica. é importante descrever como ocorreu a avaliação educacional nos últimos 50 anos. Pensando na aprendizagem como elemento primordial e essencial dos processos educativos. Nesse aspecto. na década de 1930. tendo em vista que data de 1960 a inauguração da extinta Fundação Educacional do Distrito Federal. que ora se apresentam no âmbito do planejamento e da organização do trabalho pedagógico. no contexto histórico brasileiro. enfatizando que sua objetividade era mais conveniente do que as avaliações subjetivas. a avaliação. Ressalte-se que. concretiza-se em face dos processos contínuos e articulados de métodos e procedimentos pedagógicos acolhidos para esse fim. no âmbito escolar. defendia os testes pedagógicos. a trajetória da avaliação na Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEDF). até então realizadas. citado por Sousa (1998). a Subsecretaria de Educação Básica – SUBEB propõe que as formas e os procedimentos avaliativos. havia uma preocupação em evidenciar a avaliação do desempenho escolar.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 216 11 DIRETRIZES DE AVALIAÇÃO82 Avaliar. Com a intenção com de fazer da avaliação do processo de ensino e de aprendizagem um procedimento de crescimento e de avanço individual e coletivo para o aluno e a comunidade escolar. Somente dessa forma. Trajetória das concepções de avaliação e sua repercussão no Sistema de ensino do Distrito Federal No intuito de situar. é a possibilidade de se organizar o trabalho pedagógico de maneira que tanto a instituição educacional. . 82 Diretrizes de Avaliação do Processo de Ensino e de Aprendizagem para a Educação Básica – documento publicado em 2008. mantendo as especificidades próprias de cada uma. poderá ser efetivada uma avaliação que considere situações de aprendizagem centradas no sucesso coletivo do ensinar e do aprender como partes inerentes do mesmo processo. Isaías Alves. os professores e os/as estudantes consigam efetivar aprendizagens embasadas em objetivos educacionais. Assim. busca-se alargar o horizonte da ação avaliativa. numa perspectiva formativa. por meio de processos que promovam a formação do/da estudante na sua plenitude.

de homem e sociedade. deveria subsidiar o professor de modo que pudesse intervir no processo educativo. p. ampliam a concepção de avaliação formativa. A decisão de reprovação deveria ser tomada coletivamente por todos os profissionais da escola. de forma somativa. os objetivos em termos comportamentais e determinar. a avaliação. avaliar consistia em: comparar os resultados dos alunos com aqueles propostos em determinado plano. com destaque para as funções da avaliação em formativa e somativa. comunidade. citados por Sousa (1998). A avaliação nesse contexto.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 217 Em busca de uma avaliação mais sistematizada. em sua grande maioria. No início dos anos de 1980. exercendo forte influência sobre estudiosos em avaliação no Brasil. ou através de provas ou por meio de algum outro tipo de instrumento de medida (SOUSA. Até a década de 70. Seus marcos são as idéias de Tyler a respeito da avaliação por objetivo. Para realizar uma boa avaliação. tinha como premissa que o aluno só poderia ser promovido para a próxima série após o alcance dos objetivos educacionais. alunos das classes sociais menos favorecidas e buscar soluções objetivando a elevação do nível cultural das referidas classes. 1998. os estudiosos. voltado para a tomada de decisões (GURGEL. e o modelo de Stufflebeam. Nesse contexto. p. tomados pelas reflexões dos professores europeus. 1998. Tyler (1949). professores. 10). desenvolveram estudos. também citados por Sousa. dentre eles Gramsci (1978). Segundo Sousa (1998). ou seja. numa visão de prontidão. sua função não deveria ser mais a de legitimar aprovação e reprovação do aluno. e posteriormente Bloom (1971). entre outros. numa perspectiva formativa. Observe-se que Stake (1967) e Stufflebeam (1971). em que situação seria possível observá-los. Assim. a fim de superar no cotidiano escolar as indignidades já exaustivamente denunciadas. era preciso definir. A avaliação concebida como um processo de construção contribuirá para desvelar a concepção de escola. Só poderia ser avaliado o que fosse observável. além disso. em primeiro lugar. psicólogos). embora se continuasse reconhecendo que a avaliação educacional visava analisar o alcance dos objetivos educacionais. buscando aperfeiçoar os paradigmas avaliativos. de forma a abranger. as idéias de Scriven. numa concepção positivista. sendo que neste contexto . acerca das desigualdades sociais presentes no interior da escola. Para a autora. dos critérios mínimos estabelecidos previamente. e não somente analisar resultados quantitativamente. 162). citado por Sousa (1998). incluindo na avaliação dos alunos a participação dos vários sujeitos que compõem a rotina escolar (pais. a função política da avaliação era construir uma nova teoria que pudesse produzir transformações nas práticas pedagógicas. o conceito de avaliação somativa e formativa foi introduzido por Scriven (1967). Snyders (1977) e Saviani (1980). desenvolveram estudos relevantes no intuito de compreender o porquê das taxas de evasão e de repetência nos sistemas de ensino.

que permeiam. a avaliação. Teóricos contemporâneos. com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao longo do período sobre os de eventuais provas finais. nos níveis fundamental e médio. 31. a serem disciplinados pelas instituições de ensino em seus regimentos. Nessa perspectiva.a verificação do rendimento escolar observará os seguintes critérios: a) avaliação contínua e cumulativa do desempenho do aluno. 166). 9. não como processos contrários.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 218 a avaliação teria função apenas subsidiária. b) possibilidade de aceleração de estudos para alunos com atraso escolar. em seus art. o aluno deverá apropriar-se criticamente de competências e habilidades necessárias a sua realização como sujeito crítico dessa sociedade. dependendo sempre das possibilidades da escola em recuperar o aluno e oferecer condições que garantissem sua aprendizagem (SOUSA. c) possibilidade de avanço nos cursos e nas séries mediante verificação do aprendizado. Como pode ser observada. que não somente leve a termo a análise de rendimento escolar. mas sim alternativas de superação das desigualdades sociais. inciso V e art. citados por Gurgel (1998). está imbuída de um grande desafio. Hoffmann (2001) e Depresbiteris (2002).394/96 – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) que. Art. até hoje. de preferência paralelos ao período letivo. A educação básica. Hadji (2001). como Luckesi (1998). e) obrigatoriedade de estudos de recuperação. em nossa prática educativa. será organizada de acordo com as seguintes regras comuns: V . 24. o cenário nacional. Outro marco ocorrido na década de 1990 foi a publicação da Lei nº. sem o objetivo de promoção. o professor se conscientizará de que a avaliação é um processo que subsidia a identificação das dificuldades das possibilidades de aprendizagem dos alunos. estabelece as regras comuns a serem cumpridas pelos estabelecimentos de ensino no que se refere ao processo avaliativo: Art. A década de 1990 é marcada por discussões de superação entre a dicotomia avaliação qualitativa e avaliação quantitativa. para os casos de baixo rendimento escolar. de modo a tomar decisões suficientes e satisfatórias para que ele (aluno) possa avançar no seu processo de aprendizagem. d) aproveitamento de estudos concluídos com êxito. p. mesmo para o acesso ao ensino fundamental. inovam as concepções de avaliação e contribuem para a evolução do processo de ensino e de aprendizagem. mas complementares. . 24. Na educação infantil a avaliação far-se-á mediante acompanhamento e registro do seu desenvolvimento. Consequentemente. 1998. 31. que é o de apropriar-se da concepção formativa acerca da avaliação escolar e proporcionar educação de qualidade.

CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 219 A trajetória da avaliação. com a publicação do Currículo da Educação Básica das Escolas Públicas do Distrito Federal. no Distrito Federal. o aluno deveria ser avaliado tendo por base seu próprio desenvolvimento. . a auto-avaliação do aluno. toda a produção do aluno. no Distrito Federal. estava relacionada ao sistema de notas. o Relatório de Turma. principalmente. Nos anos de 1980. possibilitar ao professor a adoção de procedimentos adequados às características dos alunos e subsidiar a reestruturação da programação de “o quê”. “quando” e “como” trabalhar os conteúdos curriculares. foi instituído. a Escola Candanga. reiterando as tendências dos teóricos contemporâneos. citados por Sousa (1998). no Distrito Federal. bem como as considerações elencadas pelo corpo docente em Conselhos de Classe. sociais. a avaliação educacional. econômicas e até mesmo políticas. das Diretrizes de Avaliação e do Regimento Escolar das Instituições Educacionais da Rede Pública de Ensino do Distrito Federal. a síntese da avaliação da família. com a escola e com a realidade exterior”. referendando o preconizado por Tyler (1949) e Bloom (1971). era considerada um “instrumento da ação pedagógica que prevê o „salto‟ qualitativo que se pretende com o aluno. A avaliação do desenvolvimento-aprendizagem é realizada pelo coletivo de profissionais que atuam na Fase de Formação. a todo o momento. mas é determinado por dimensões pedagógicas. como registro para subsidiar a avaliação. demonstra que o processo avaliativo não segue padrões rígidos. A avaliação. era o Ciclo Básico de Alfabetização (CBA). confirmando as discussões acerca da avaliação formativa. no qual professor e aluno reorientavam. cujos objetivos avaliativos eram: identificar progressos e dificuldades do aluno. observações sistemáticas. o seu “fazer pedagógico”. (DISTRITO FEDERAL. realizados por Batista (2008). para as séries iniciais do Ensino Fundamental. os preceitos estabelecidos pela LDB de 1996 repercutiram sobre a avaliação. diretamente relacionadas ao contexto em que se insere. Nos anos de 1990. em substituição a notas e conceitos. históricas. A partir do ano 2000. 1998) Nesse período. de forma parcial. foi implantada. utilizando diferentes códigos. nas décadas de 60 e 70. Nesse contexto. a avaliação e auto-avaliação do grupo de profissionais da Escola e outros instrumentos elaborados pelo coletivo da Fase. portanto. numa visão de prontidão. a política educacional adotada pelo Distrito Federal. Segundo estudos em andamento. cuja avaliação estava alicerçada num processo dialógico. que continuaram a ser utilizados pelas demais etapas e modalidades da Educação Básica. para os alunos da Educação Infantil e para os das séries iniciais do Ensino Fundamental. com o estabelecimento de critérios mínimos de aprovação e reprovação.

previstos no art. contínua. habilidades. cumulativa. referendando o explicitado pela LDB. ser utilizada como instrumento para o desenvolvimento das atividades didáticas e ser norteada por critérios previamente estabelecidos. ser inicial (diagnóstica) e contínua. de forma a reorientar a prática educacional O Regimento Escolar83. semestralmente ou quando necessário. abrangente. conforme o art. Ressalte-se que. normatiza a operacionalização dos critérios avaliativos. Como se observa. com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os fatores quantitativos do desempenho do aluno. que objetiva diagnosticar a situação de cada aluno nesse processo. exceto para alunos inseridos nas Classes de Aceleração da Aprendizagem. não há promoção. na Educação Infantil.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 220 Nessa perspectiva curricular. a verificação de rendimento compreende a avaliação do processo de ensino e de aprendizagem. a avaliação deveria: ser estruturada em função dos objetivos definidos no plano de ensino do professor. recuperação paralela e contínua para alunos de baixo rendimento escolar. com o intuito de crescer e avançar. acontecendo não em momentos isolados. bem como o trabalho realizado pelo professor. contínua e sistemática. fornecer indicadores para reorientação da prática educacional. nessa perspectiva. avanço de estudos e progressão parcial com dependência. aproveitamento de estudos concluídos com êxito e frequência mínima de 75% do total de horas letivas estabelecido para o ano ou o semestre letivo. dispõe que. e as menções. atitudes e valores requeridos. nesse contexto. . Para os Ensinos Fundamental e Médio. seria processual. as presentes diretrizes foram elaboradas. mesmo para o acesso ao Ensino Fundamental. mas ao longo de todo o processo em que se desenvolve a aprendizagem. conceitos ou notas deveriam possibilitar a análise qualitativa dos resultados em termos de competências. Uma proposta avaliativa. sendo que o seu resultado é registrado em relatório individual e apresentado. o Distrito Federal vem acompanhando os estudos mais recentes sobre avaliação e. 31 da LDB. a avaliação é realizada por meio da observação e do acompanhamento do desenvolvimento integral da criança. O Regimento Escolar. 83 Regimento Escolar das Instituições Educacionais da Rede Pública de Ensino do Distrito Federal – 2000. ir além do julgamento sobre sucessos ou fracassos do aluno. diagnóstica e interdisciplinar. aceleração de estudos para aluno com defasagem idade-série. nesse sentido. na Educação Infantil. elaborados em função da aprendizagem significativa. ao responsável pelo aluno. 24 da LDB: avaliação formativa. Os instrumentos de avaliação.

necessariamente. deve-se avaliar o que se ensina. de acompanhamento e ação com base na reflexão. e de instrumentalizar. Essa ação implica significa uma metodologia centrada numa perspectiva dialética.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 221 A avaliação no contexto escolar Sob uma perspectiva histórica. por isso. Nessa perspectiva. vem sendo discutida e configurada. “a avaliação deve significar a relação entre dois sujeitos cognoscentes que percebem o mundo através de suas próprias individualidades. dos alunos e da instituição educacional. Dessa forma a avaliação está intrinsecamente ligada à organização do trabalho pedagógico e. um fim em si mesmo. encadeando a avaliação ao processo de ensino e de aprendizagem e transformando-a em um procedimento pedagógico que contribua para o desenvolvimento do aluno. p.52-53). cabendo ao professor desafiá-lo a superá-las e prosseguir seus estudos. (.E agora? Como a avaliação. seu fazer pedagógico. por meio de uma prática pedagógica docente que estabelece o exercício entre o ato de ensinar e o . o „dar notas‟. Para tanto. em que o homem é compreendido como um ser ativo e de relações e o conhecimento é construído por sua relação com o mundo e com os outros. por avaliação é uma atitude simplista e ingênua! Significa reduzir o processo avaliativo. a parcos instrumentos auxiliares desse processo. excludente e limitado à concepção de exame.) conceber e nomear o „fazer testes‟. no contexto atual. Isso significa dizer que a avaliação alinhada à dinâmica da práxis pedagógica implica. no fazer pedagógico. estava ligada à aferição de saber. de forma pertinente. Segundo Hoffmann. um processo de reflexão-ação-reflexão. como se nomeássemos por bisturi um procedimento cirúrgico (2000. O resultado assumia. Indissociável do ensino. Luckesi (1999) encontra o valor da avaliação no fato de o aluno poder tomar conhecimento de seus avanços e dificuldades. observa-se que a prática da avaliação. sendo utilizada como meio de medir a aprendizagem dos alunos e atribuir aos resultados negativos uma “sentença”: ou o aluno não quis aprender ou o professor não soube ensinar. desvinculado-o do estigma classificatório. objetiva organizar todo o trabalho pedagógico para promover a aprendizagem dos professores. portanto. a avaliação da aprendizagem envolve responsabilidades mútuas e não visa identificar o insucesso do aluno.. sempre focada numa perspectiva de articulação do pensar e do fazer que transcenda simples procedimentos técnicos.53). no espaço-tempo da instituição educacional? Para Hoffmann (2003. p.. faz-se necessária uma retomada do processo de ensino e de aprendizagem de modo a transformar a uma cultura arraigada de conceitos e preconceitos na hora de submeter a aprendizagem ao processo avaliativo. mas sim. nesse contexto. Sendo assim. subjetivamente”. a instituição educacional necessita compreender o processo avaliativo.

Esforços de vários sujeitos e de diversas ordens são necessários para contribuir na construção de alternativas que venham produzir mudanças estruturais na instituição educacional e na organização do trabalho pedagógico. o baixo rendimento do estudante deve ser analisado e as estratégias para que ele aprenda devem ser pensadas pelo professor. a prática avaliativa. Os conteúdos trabalhados na instituição educacional precisam ser abordados de forma que todos aprendam. nessa perspectiva. de tomar as decisões para a melhoria do ensino passa a ser de toda a comunidade. A base de uma concepção de avaliação centrada no aluno deve. na práxis pedagógica e na gestão escolar. ainda. por meio de um diálogo permanente. mas também o trabalho do professor e a instituição educacional. assim. mas também os aspectos relacionados ao letramento das práticas sociais84. a forma de ensinar e de avaliar os conteúdos permitirá ao aluno uma visão 84 O conceito de letramento aqui entendido diz respeito ao “desenvolvimento de competências (habilidades. Leal et alli (2006) reforçam que as práticas do trabalho docente devem ser diferenciadas em suas formas e abordagens para criar oportunidades exitosas de aprendizagem. os autores destacam. não apenas o aluno é avaliado.um procedimento essencial no cotidiano de qualquer instituição educacional. Ou seja. permitindo. então. de modo a tornar coerente as metas que se planeja o que se ensina e o que se avalia. p. facilitar o diálogo e a mediação entre as várias histórias de vida que a instituição educacional acolhe. 100 e 101). no qual todos devem assumir uma postura reflexiva para um redirecionamento do fazer pedagógico. Além disso. os processos avaliativos devem ser sensíveis às diferenças que permeiam a sala de aula e o contexto socioeducacional. um constante avaliar do processo de ensino e de aprendizagem. Valorizar a interlocução dos diferentes saberes. portanto. pressupõe-se uma mudança dinâmica nos processos avaliativos. Avaliar torna-se. . p. conhecimento. que: A responsabilidade. 2004. a coordenação pedagógica e a família (2006. considerar não apenas os aspectos cognitivos da aprendizagem. leva a uma concepção de educação para todos na perspectiva da diversidade associada à totalidade do conhecimento socialmente produzido. 90). atitudes) de uso efetivo da língua em práticas sociais” (SOARES. Consequentemente. valores e atitudes.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 222 ato de aprender. cabendo aos professores a tarefa de viabilizar aprendizagens significativas. Com esse foco. juntamente com a direção da escola. incluindo-se o desenvolvimento das habilidades. Para que a aprendizagem do aluno favoreça a formação da sua cidadania e autonomia. Partindo desse olhar. devendo. Dessa forma.

CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 223 ampliada das diversas relações estabelecidas entre os componentes curriculares e as áreas do conhecimento. os alunos não devem memorizar conhecimentos. visando aconselhar. A avaliação deve favorecer a socialização. emancipatória por Saul (1994). A avaliação da aprendizagem envolve valores e princípios e pressupõe uma proposta pedagógica construída pela comunidade escolar. cabe à instituição educacional oferecer atividades que promovam a participação dos alunos em sua resolução. Em síntese. diferentes são os conceitos utilizados para definir a avaliação formativa. para atividades específicas e gerais da vida. e da função que elas assumem na sua formação. p. Tais concepções servem tanto para definir a avaliação formativa como para ampliar o campo da avaliação da aprendizagem. de analisar e de enfrentar novas situações. descrever e explicar o processo de ensino e de aprendizagem. segundo suas competências particulares. considerando a aquisição de aprendizagens nos diversos campos do saber. que a avaliação deve realizar-se numa perspectiva formativa que transforma o espaço educativo em um ambiente de desafios pedagógicos e de construção de conhecimentos e de competências. é visão cada vez mais detalhada sobre o processo de ensinar e aprender e constitui-se num elemento articulador que acompanha a prática pedagógica e os seus resultados. integrando o grupo. Nesse sentido. 19). destacando-se: mediadora por Hoffmann (1993). pode-se concluir. Avaliar implica observar. Espera-se. Desse modo. Com base nos pressupostos apontados. 2003. Dentre as funções que aí . mas sim desenvolver habilidades de pensar criticamente. para que o mesmo desenvolva a confiança em sua forma de pensar. que o processo de avaliação desvele ao aluno o que ele aprende e como ele aprende. portanto. nas instituições educacionais. Sob esse aspecto. informar e indicar mudanças. dessa forma. diagnóstica por Luckesi (1999) e dialética-libertadora por Vasconcellos (2000). afetivo e psicossocial. “a avaliação deixa de ser um momento terminal do processo educativo (como hoje é concebida) para se transformar na busca incessante de compreensão das dificuldades do educando e na dinamização de novas oportunidades de conhecimento” (HOFFMANN. dialógica por Freire (1996). para professores. Significados e pressupostos da avaliação formativa Para Ferreira (2005). observando-se que as competências e habilidades não podem ser isoladas no tempo e no espaço e devem contemplar os aspectos cognitivo. mas também salientar as diferenças individuais que preparam os alunos. funcionando em uma lógica cooperativa que faz do diálogo uma prática e da reflexão uma constante. analisar.

a auto-avaliação deve ser. uma vez que a avaliação formativa promove a aprendizagem e o desenvolvimento do aluno. também. O processo avaliativo transcende a ação de “dar nota para o aluno”. funcionários e comunidade.Nesse contexto. ao professor e à instituição educacional as melhorias que precisam ser efetuadas no trabalho pedagógico para atender as demandas dos alunos. e a entender a sua própria aprendizagem. mas. de modo que o professor organize seu trabalho pedagógico. visto que informa ao professor e ao aluno sobre o resultado do processo de ensino e de aprendizagem. deve usar as informações advindas da avaliação informal para cruzá-las com os resultados da avaliação formal. p. bem como indica. então. sendo fundamental a participação de alunos. destaca-se a identificação de conhecimentos e habilidades do aluno. O professor. “a avaliação informal dá grande flexibilidade de julgamento ao professor. Visto que a avaliação deve ajudar o aluno a se desenvolver e a avançar. não se respalda em instrumentos ou registros e os avaliados não têm consciência de que estão sendo avaliados – acontece a todo o momento. Nessa perspectiva. uma vez que pressupõe uma tomada de decisão do professor e demais membros da comunidade escolar quanto à maneira de se ver a instituição educacional e a educação. visando criar no aluno o hábito de refletir e agir conscientemente sobre a sua trajetória de aprendizagem. Para tanto. explorada em todas as etapas e modalidades da Educação Básica. Isso significa levar em conta não apenas os critérios de avaliação. 2006) Adotando-se a avaliação formativa. (UnB. tomar o aluno como referência. o que resultará na compreensão sobre o desenvolvimento do aluno. se adapte o trabalho às necessidades de cada um e se dê tratamento adequado aos seus resultados. 79. do professor e da instituição educacional. 2006. favorecendo a consciência de ambos acerca do trabalho que vêm realizando. A avaliação formativa indica como os alunos estão se modificando em direção aos objetivos propostos.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 224 desempenha. a desenvolver estratégias para aprender. A avaliação informal não é prevista. bem como as potencialidades e necessidades de sua aprendizagem. devendo ser praticada com responsabilidade” (UnB. da avaliação. os alunos passam. interessado na aprendizagem de seu aluno e atento à realidade pedagógica. a construir habilidades de auto-avaliação e de avaliação pelos colegas. . formal e informal. Essa avaliação requer que se considerem as diferenças dos alunos. p. 159). É preciso avaliar todos os aspectos envolvidos no processo. Por essa razão para promover a aprendizagem. tudo e todos são avaliados. a participar do processo de ensino e de aprendizagem. professores. gestores. igualmente. o uso de rótulos e apelidos que o desvalorizem ou o humilhem não devem ser aceitos. faz-se necessário que o professor compreenda e utilize as dimensões.

bem como pelo aluno. para os alunos aprenderem é preciso que saibam como estão progredindo. Segundo Sadler (1989. além de ponto de partida para o automonitoramento. como o relatório descritivo e notas. A autoavaliação. “a Avaliação Formativa inclui o feedback e o automonitoramento”. p. para acompanhar as potencialidades e dificuldades no seu desempenho. Seu compromisso é com a aprendizagem do aluno. é componente importante da avaliação formativa. quando a fonte de informação é externa ao aluno. tem-se o feedback. o feedback mostra-se necessário. uma vez que fornece as informações a serem usadas para reorganizar o trabalho pedagógico. Assim. mas não suficiente. quando o próprio aluno gera a informação necessária ao prosseguimento de sua aprendizagem. visto que serve para identificar as necessidades do aluno e para buscar estratégias de superação. em especial os dedicados à formação de professores. 15). No processo avaliativo deve haver transparência nos critérios e procedimentos adotados. “educar é fazer ato de sujeito. e o objetivo do trabalho pedagógico é facilitar a transição do feedback para o automonitotamento. tornando-se co-responsável pela avaliação da qual participa. p.142). O registro é recurso importante para o professor. Esse autor também explica que. busca-se eliminar a distância entre o nível de desempenho atual e o de referência. comprometendo-se com esse mundo para recriá-lo constantemente” (GADOTTI apud HOFFMANN. necessitando que a qualidade dos trabalhos seja determinada por julgamento qualitativo. o que favorece o processo de desenvolvimento da autonomia intelectual do aluno nos contextos educacionais. além dos registros de avaliação. é problematizar o mundo em que vivemos para superar as contradições. exercícios. Para Villas Boas (2001). a fim de que compreenda sua trajetória de aprendizagem e aja de maneira reflexiva para a sua melhoria. e não com notas. o feedback é elemento-chave na avaliação formativa. O professor deve orientar o aluno e esse deve seguir a orientação conforme as habilidades desenvolvidas para avaliar a qualidade do seu trabalho.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 225 Na avaliação formal são utilizados os instrumentos de avaliação que se tornam documentos de evidências de aprendizagem como: relatórios. pois considera o que o aluno já aprendeu. É usado pelo professor para tomar decisões programáticas referentes ao redimensionamento de seu trabalho pedagógico. e. Sob esse aspecto. o que ainda não . provas. Nesse sentido. 2003. produção de texto. A transição do feedback professor-aluno para o automonitoramento pelo aluno não é automático e deve ser construída por ambos. e seus trabalhos não podem ser avaliados apenas como corretos ou incorretos. como um processo de formação humana que busca a autonomia solidária e respeitosa. Para Sadler apud Villas Boas (2001). tem-se o automonitoramento.

Como acontece com a avaliação informal. Orientações procedimentais A complexidade das relações sociais presente no dia a dia da instituição educacional tem levado os sujeitos envolvidos com os processos formais de educação a repensar os procedimentos utilizados para avaliar e inferir sobre resultados da aprendizagem. uma vez que a ausência do medo de ser punido pelo professor ou criticado pelos colegas favorece a exposição de suas dúvidas e do seu raciocínio. cujas orientações e formulações assentam-se em marcos legais fundamentados na pluralidade e diversidade que caracterizam a educação brasileira. a escolha. A efetividade de um determinado modo de avaliar depende do contexto de sua ocorrência. Além disso. quando o professor se questiona: o que ensino? Por que ensino? Como meus alunos aprendem? Meus alunos podem aprender isso? Qual a finalidade desse conteúdo? Tais questionamentos apontam a necessidade de direcionar o olhar para o acompanhamento da efetividade das ações didáticas a fim de que o aluno aprenda. Dessa forma. o uso dessas informações deve ser feito com ética. seletivo. é sabido que um clima de confiança em sala de aula é decisivo para o aluno. Ademais. os objetivos da aprendizagem e os critérios de avaliação. é fundamental que o aluno acredite em suas potencialidades e que o professor acredite em sua capacidade de ensinar (VASCONCELLOS. abrir mão da avaliação classificatória como alternativa pedagógica. os aspectos facilitadores e os dificultadores do seu trabalho.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 226 aprendeu. Por esse motivo. a seleção e a elaboração dos procedimentos de avaliação têm início ainda no planejamento. uma vez que elas só podem servir aos propósitos conhecidos do aluno. rupturas de paradigmas. excludente e não tenha a centralidade da nota? . e romper com a ideologia e as práticas de rotulação e de exclusão. definitivamente. Os professores se perguntam: como implementar um processo avaliativo que não seja terminal. a utilização e a elaboração dos instrumentos e procedimentos é um aspecto importante. A valorização do que o aluno pensa sobre a qualidade do seu trabalho é um desafio à rotina escolar. dos objetivos almejados e dos sujeitos envolvidos no processo. Vive-se em uma época de intensas mudanças. Em síntese. devendo. tomando como referência o aluno em formação. 1998). permitindo a interação. classificatório. punitivo. o professor engajado no processo de avaliação deve comprometer-se com a efetiva aprendizagem de todos os alunos e com a efetiva democratização do ensino. debates e formulação de novas propostas teórico-metodológicas para orientar o processo de ensino e de aprendizagem.

CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 227 Como fazer da avaliação um processo de acompanhamento. também. bem como sistematizar e ressaltar seus avanços. estabelecer novas diretrizes. diálogo e intervenção mútua entre o ensino e as aprendizagens? Como usar o processo avaliativo para reorientar a prática docente e para informar os alunos sobre seu percurso de aprendizagem? Até que ponto as áreas específicas do currículo interagem numa prática avaliativa diferenciada e coparticipativa? Como avaliar os alunos em suas diferentes potencialidades? Essas e outras perguntas revelam que os professores possuem a vontade de desenvolver um trabalho pedagógico de qualidade e. Em suma. 125-126). precisamos nos perguntar sobre a possibilidade de produzir instrumentos que contemplem o que efetivamente se faz e se considera importante nas salas de aula.professores. gerando novas aprendizagens. familiares e gestores .participem do processo avaliativo. interpretar os indícios visando compreender e intervir respeitosamente e de maneira efetiva nas dificuldades apresentadas pelos alunos. Nesse sentido. Por esse motivo. Isso significa que a avaliação formativa não se limita a um procedimento de avaliação que preze somente a escrita. deixa evidente a precisão de se repensar a sua formação inicial e continuada de modo a atender aos novos imperativos do fazer docente. mas compreende a utilização de . Isso faz com que os diversos instrumentos e procedimentos utilizados sejam organizados em torno de atividades que tenham sentido e relevância para o processo de aprendizagem dos alunos em detrimento de exercícios mecânicos e artificiais. não a partir apenas da listagem de conteúdos presentes em livros didáticos. situar o aluno no processo de ensino e de aprendizagem a partir do diálogo. 2003. mediação. fazendo-o compreender sua trajetória de aprendizagem. em planejamento de aula e de curso ou em propostas oficiais (ESTEBAN. a avaliação passa a ser compreendida como aprendizagem. faz-se necessário que a reflexão em torno das questões curriculares e as tentativas de mudança dos mecanismos e instrumentos clássicos de avaliação caminhem juntas. alunos. construir formas de comunicação efetiva para que todos os envolvidos no processo de ensino e de aprendizagem . os instrumentos e procedimentos avaliativos devem compor um conjunto de informações sobre o processo de ensino e de aprendizagem que possibilitem ao professor: • • planejar o trabalho pedagógico para promover aprendizagem. Ou seja. propor outras metodologias de ensino. • • • rever metas. p. É importante ter em mente que a prática avaliativa que valoriza as múltiplas linguagens pressupõe um processo dinâmico e relevante do ponto de vista reflexivo e dialógico entre os vários saberes.

Entender a lógica utilizada pelos estudantes é um primeiro passo para saber como intervir a ajudá-los a se aproximar dos conceitos que devem ser apropriados por eles. quando não orientada segundo os critérios objetivados no interior do currículo. faz-se necessário desvelar os efeitos que a avaliação da aprendizagem. 2006. Não obstante. sendo necessário buscar. mas vão além de simples técnicas e conceitos inferidos ao longo dos processos educativos para verificar o avanço escolar dos alunos. 103) Com o intuito de promoverem sentidos e perspectivas diferenciadas de avaliação. bem como permite propósitos mais coerentes e responsáveis por parte do professor em relação ao trabalho docente. professor e aluno.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 228 instrumentos variados para coletar de forma mais ampla as evidências de aprendizagens dos alunos. por consequência. a construção de um cenário para a interpretação da história de cada participante sob o olhar único de seu professor e do próprio aluno. por sua vez. Com isso. e não de humanização do homem e. mas continuamente articulada a um processo investigativo de . protagonistas dos processos escolares de ensino e de aprendizagem. A diversificação dos instrumentos avaliativos. vão aos poucos reelaborando e. A dimensão desse propósito diz respeito aos desafios que os professores têm perante a centralidade que o ato de aprender continuamente adquiriu nos tempos de mundialização da cultura. p. parte-se do pressuposto de que os instrumentos e procedimentos não se esgotam em si mesmos. Por fim. seja pela escrita em suas variedades. na amplitude e na variedade de informações produzidas via avaliação. (LEAL. a diversidade de procedimentos enriquece os processos formativos de avaliação. nas informações obtidas pelos instrumentos. viabiliza em maior número a variedade de informações sobre o trabalho docente e sobre os percursos de aprendizagem. seja pela oralidade ou por desenhos. implica dizer que a escolha dos procedimentos não é estanque. cuidadosamente. ampliando o sentido da avaliação na vida de quem avalia e de quem é avaliado. do mundo. Nessa perspectiva. assim como uma possibilidade de reflexão acerca de como os conhecimentos estão sendo concebidos pelas crianças e adolescentes. Isso significa dizer que toda e qualquer forma de avaliação remete a uma postura ético-reflexiva em face dos objetivos pretendidos. corre sério risco de fazer da educação um instrumento de exclusão social. os fatos sobre o ensino e a aprendizagem não estão em sua forma final. ao mesmo tempo. Pensando assim. ser pensadas as opções procedimentais definidas pelo professor para verificar os indicadores de aprendizagem. É nesse momento de ressignificação dos critérios e objetivos da avaliação que devem.

Para tanto. a avaliação baseia-se na observação e no acompanhamento das atividades individuais e coletivas. o ensinar e o aprender. promovem a reflexão-ação-reflexão na organização do trabalho pedagógico do qual participa a comunidade escolar. na perspectiva da avaliação formativa. no espaço da sala de aula. nos casos de alunos que apresentem altas habilidades ou superdotação. p. de como ele aborda e investiga o objeto de avaliação. Em relação ao saber.Séries e Anos Iniciais. aqui. 14). 2002. Segundo o art. Nesse caso. Em verdade. tal posicionamento aponta para aquilo que o aluno espera da escola: Sabendo que o fundamental da escola é promover a sua aprendizagem. . os procedimentos avaliativos. no íntimo do seu fazer pedagógico. Nesse sentido. p. Trata-se. mas sobretudo de um diálogo aberto com essas opções” (ARROYO. vinculando procedimentos que assegurem a aprendizagem efetiva (TURRA e VIESSER. Para assegurar a efetividade da aprendizagem faz-se necessário observar que. é preciso possibilitar a implementação das adaptações curriculares. o aluno se sente mais seguro e passa a entender a educação como prática social transformadora e democrática e o professor a reconhecer a importância de trabalhar na direção da ampliação dos conhecimentos. podem ser feitas adaptações e flexibilizações. num processo inclusivo. devese favorecer a suplementação do currículo. a avaliação da aprendizagem constitui-se em um conjunto de atitudes e sentidos pautados em valores éticos substantivados no conhecimento socialmente construído. que é a aprendizagem. quando necessário: de objetivos e conteúdos de metodologia de temporalidade e de avaliação. Por isso. sempre que necessário. do modo como são determinados os procedimentos que possibilitam as evidências da aprendizagem. 41 da Resolução nº 1/2005 do Conselho de Educação do Distrito Federal (CEDF).CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 229 aprendizagem que promova a democratização do conhecimento escolar. Outro aspecto de igual importância refere-se às possibilidades metodológicas de verificação da aprendizagem. é importante observar que. Sendo assim. correlacionam-se dialeticamente em torno de processos dinâmicos e procedimentos diversificados de avaliação. cabe ao professor. Registros avaliativos Educação Infantil e Ensino Fundamental – Séries e Anos Iniciais Na Educação Infantil e no Ensino Fundamental . procedimentos avaliativos capazes de banir dos assentos escolares processos excludentes de avaliação. tem-se nítida a posição ocupada pelo professor diante da avaliação. 64). buscar. 1999. “o momento não é apenas de reafirmação das opções teórico-metodológicas que orientaram nossas análises. isto é. Consequentemente.

considerando as dificuldades enfrentadas no processo e a busca de soluções.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 230 A concepção da avaliação formativa permite a constatação dos avanços obtidos pelo aluno e o replanejamento docente. o professor deve fazer registros diários ou com a maior frequência possível. Assim. 24. Para tanto. Nesse sentido. o registro constitui elemento essencial do processo avaliativo e cabe ao adulto que convive com a criança proceder às anotações e demais formas de registro sistematicamente. bimestre ou semestre. projetos interventivos e reagrupamentos. e não somente ao final de um período. suas potencialidades e suas necessidades. as intervenções propostas e as respostas dadas pelos alunos diante das novas intervenções. também. Esse envolvimento possibilitará que os mesmos reconheçam suas conquistas. A busca de objetivos não alcançados ou aprendizagens ainda não efetivadas deve ser objeto de planejamento da organização do trabalho pedagógico do professor e do coletivo da escola. art. é fundamental que os alunos se envolvam com o processo. É importante destacar que para essa análise o professor deverá observar os pontos fortes do aluno (aprendizado e habilidades). Por essa razão. caso haja evidências fundamentadas. dar-se-á somente no 3º ano do Ensino Fundamental de 9 Anos e na 2ª série do Ensino Fundamental de 8 anos. argumentadas e devidamente registradas pelo Conselho de Classe. contendo registros sobre as produções (trabalhos. individualmente ou em grupo. à exceção daqueles que não alcançarem 75% de frequência (LDB. produções individuais ou grupais) do aluno e as observações do professor. a qualidade das interações estabelecidas com os seus pares. de maneira a atender aos alunos. tais como: ficha individual. tornando-se parceiros dessa atividade. Para os alunos do Bloco Inicial de Alfabetização do Ensino Fundamental (BIA). por meio de atividades diversificadas e outras estratégias oportunas em cada caso. ocorrendo de forma paralela ao desenvolvimento curricular. A retenção para os alunos dos três primeiros anos do Ensino Fundamental de 9 anos e das duas primeiras séries do Ensino Fundamental de 8 anos. utilizam-se. o que o aluno apresenta em processo de desenvolvimento. refletindo todas as situações relevantes com relação ao desenvolvimento do aluno e de sua intervenção pedagógica. VI). . e os avanços dos alunos em todo o processo de ensino e de aprendizagem. portfólio ou dossiê. estratégia metodológica Bloco Inicial de Alfabetização BIA. podese contar com diversos suportes. O resultado do desempenho do aluno é constituído a partir desses registros e de outros documentos que poderão ser analisados na trajetória do aluno na instituição educacional. Na avaliação formativa é essencial observar e registrar.

não sendo aceita uma única forma como critério de aprovação ou reprovação. Cabe ressaltar que a avaliação por notas utilizadas pela Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal não invalida a concepção de avaliação formativa. bimestralmente. somente poderá ocorrer após estudo de caso realizado com a Diretoria de Educação Especial – DEE e mediante registro consubstanciado das condições individuais do aluno no relatório. inter-relacionados. . relatórios. entrevistas. psicomotora e social no processo avaliativo do aluno. em notas de 0 a 10. caracterizam a avaliação formativa. Compete à instituição educacional. ele contribui para reflexões significativas sobre as condições de aprendizagem e sobre todo o processo didáticopedagógico do trabalho escolar. são exemplos de instrumentos/procedimentos que. desde que se fortaleça entre professores e alunos o princípio da co-responsabilidade avaliativa embasada no diálogo e na seleção dos objetivos de formação. afetiva. aponta orientações para uma retomada de caminho. Pesquisas. o valor a estes atribuído não pode ultrapassar 50% (cinquenta por cento) da nota final de cada bimestre. em sua Proposta Pedagógica. Ressalta-se que a adaptação na temporalidade que incida na permanência do aluno com necessidades educacionais especiais no 2º ano. desenvolver a avaliação formativa. testes ou provas interdisciplinares e contextualizadas. No caso de serem adotados testes ou provas como instrumento de avaliação. de planejamento. as informações obtidas por meio dos diversos instrumentos e procedimentos avaliativos utilizados pelo professor sintetizam-se. envolvendo as suas dimensões cognitiva. enfim. questionários. dramatizações. Ao redigir o relatório dos ANEE. Ensino Fundamental – Séries e Anos Finais e Ensino Médio A avaliação formativa busca evidências de aprendizagens por meio de instrumentos e procedimentos variados.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 231 No caso dos Alunos com Necessidades Educacionais Especiais – ANEE. dentre outros. O processo avaliativo deve fazer um caminho de mão dupla: ao mesmo tempo em que observa. deverão ser observadas as adaptações curriculares elaboradas em conjunto com o Serviço de Atendimento Educacional Especializado. Sendo assim. de objetivos e/ou de conteúdos. a adaptação na temporalidade no Ensino Fundamental de 9 anos só poderá ser feita a partir do 2º ano. registra e identifica.

de 2 de agosto de 2005. para os 7º. O aluno retido na série/ano em razão de frequência inferior a 75% (setenta e cinco por cento) do total de horas letivas não tem direito ao regime de dependência.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 232 É de fundamental importância que professores e demais participantes da comunidade escolar compreendam que a caracterização da avaliação formativa não se dá pelos instrumentos utilizados para se evidenciar as aprendizagens por si só. e desde que tenha concluído todo o processo de avaliação da aprendizagem.0 (cinco) em cada componente curricular e alcance a frequência mínima de 75% (setenta e cinco por cento) do total de horas letivas trabalhadas no ano/série. É assegurado ao aluno o prosseguimento de estudos para as 6ª. ainda. quando seu aproveitamento na série anterior for insatisfatório em até dois componentes curriculares. de 19 de janeiro de 2001.686. sendo considerado aprovado o aluno que obtiver média final igual ou superior a 5. A promoção dos alunos do Ensino Fundamental – Séries e Anos Finais e Ensino Médio dar-se-á. 8º e 9º anos do Ensino Fundamental de 9 anos e para os 2° e 3° anos do Ensino Médio. observando. isto é. além de deixar evidente o que se pretende avaliar. a Resolução n° 01/2005 – CEDF. por equivalência. valores e competências. 7ª e 8ª séries do Ensino Fundamental de 8 anos e. . A Progressão Parcial com Dependência deve ser ofertada nos termos da Lei n° 2. regularmente. Educação de Jovens e Adultos A avaliação na Educação de Jovens e Adultos (EJA) deve ser orientada pelas habilidades. do Conselho de Classe e dos alunos perante esses instrumentos. Acompanhar a aprendizagem do jovem e do adulto e realizar atividades específicas de avaliação garantem que as situações de aprendizagem estejam mais próximas da vida real do aluno. A auto-avaliação é inserida como forma de incentivar a autonomia intelectiva do aluno e como meio de cotejar diferentes pontos de vista tanto dele. ao final do ano ou do semestre letivo. estabelecidos no Currículo de Educação Básica das Escolas Públicas do Distrito Federal. Os Projetos Interdisciplinares e o Ensino Religioso constantes da Parte Diversificada das Matrizes Curriculares do Ensino Fundamental – Séries e Anos Finais e do Ensino Médio não podem reprovar os alunos. É de fundamental importância a participação dos alunos na avaliação de sua aprendizagem. mas sim pelos procedimentos. de 20 de novembro de 2001. bem como da Portaria n° 483. quanto do professor. conforme o caso. pelo diálogo e pela ação humana do professor. de acordo com as características dos jovens e adultos e com o seu contexto socioeconômico e cultural.

não pode ultrapassar 50% (cinquenta por cento) da nota final. será registrado ABA (Abandono). realizadas pelo professor-tutor. Nos cursos presenciais. no 1º Segmento do conjunto de todos os componentes curriculares e nos 2º e 3º Segmentos. o valor atribuído a testes ou provas. No 1º Segmento o aluno é aprovado no conjunto dos componentes curriculares. No que se refere à EJA via Curso a Distância. debates. Na EJA a Distância. no mínimo. é atribuído o conceito EP (Em Processo). em aprendizagens significativas. No processo de avaliação. como instrumentos de avaliação. questionamentos. elaborados à luz do currículo. . Nesse ambiente. no caso dos alunos evadidos. o processo de avaliação estrutura-se em duas etapas:  Participação no AVA: a avaliação far-se-á por meio do acompanhamento do desempenho do aluno em fóruns e chats. para os alunos do 2º e do 3º Segmentos que não concluíram determinado componente curricular no decorrer do semestre. os outros 50% (cinquenta por cento) devem ser distribuídos entre diversos instrumentos e procedimentos avaliativos. nos 2º e 3º Segmentos. por componente curricular. o professor-tutor faz intervenções direcionando ações com o objetivo de orientar o processo de aprendizagem. nessa etapa. centrados nas competências e nas habilidades trabalhadas. colocações de cunho teórico. percebem-se impressões sobre leituras. na avaliação final. 50% (cinquenta por cento) do valor previsto do total das atividades avaliativas realizadas pelo professor. percebendo os erros de caráter mais geral e divulgando as colaborações enriquecedoras de cada aluno ou grupo. o processo avaliativo no ambiente virtual de aprendizagem (AVA) é contínuo. fazendo com que os alunos participem cada vez mais ativamente do processo.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 233 No processo avaliativo o professor. O aluno será considerado apto quando obtiver. 2º e 3º Segmentos. deve evidenciar e enfatizar para os alunos os conhecimentos por estes construídos e basear-se. dúvidas e proposições. será exigida pontuação mínima de 50% (cinquenta por cento) do valor previsto do total das atividades avaliativas. que se assume como elemento de integração entre a aprendizagem e o ensino. bem como frequência mínima de 75% (setenta e cinco por cento) do total de horas trabalhadas no semestre. Ao final do semestre letivo. Para aprovação. numa metodologia que promove a interatividade e a aprendizagem colaborativa e participativa. NA (Não Apto) e ABA (Abandono) ao final de cada semestre. O resultado final na Educação de Jovens e Adultos é expresso por meio dos conceitos A (Apto).

O docente obtém esses dados mediante um processo avaliativo sistemático durante a aula. a avaliação de EJA a Distância dá-se num processo que proporciona ao aluno o desenvolvimento e a conquista da sua autonomia em suas próprias participações e aprendizagens. visando eliminar barreiras ao sucesso escolar. para a prática educativa que se materializa na sala de aula. utilizando metodologias diferenciadas. realizadas pelo professor-tutor. Educação Especial Avaliação tem sido um ponto de interrogação quando se trata de alunos com necessidades educacionais especiais. elaboram registros de acordo com seus estilos de aprendizagem. Avaliar o quê? Como avaliar se os alunos apresentam características e funcionalidades específicas? Nesse sentido. falam umas com as outras ou respondem a questões. (FERREIRA & MARTINS. Avaliar é identificar as competências e as habilidades desenvolvidas pelo aluno. colaboram para a construção do seu saber e do de seus colegas. 2007 p. resolvem problemas. Na sala de aula a avaliação ganha uma dimensão colaborativa. nesse contexto. consequentemente. Para aprovação nesta etapa será exigida pontuação mínima de 50% (cinquenta por cento) do valor previsto do total das atividades avaliativas. O objetivo inicial e final da avaliação é acompanhar a performance de cada estudante individualmente. NA (Não Apto) e ABA (Abandono). é mudar o olhar para a relação existente entre ensinar – aprender e. para que o professor possa replanejar suas atividades pedagógicas na busca do aprendizado pelo aluno. à medida que as crianças: participam das atividades propostas em seus grupos. que propicie aos alunos a construção de conhecimentos significativos. O professor. precisa reconstruir uma práxis pedagógica. que sejam úteis no seu cotidiano e que favoreçam a sua integração e a sua participação na vida em sociedade. com objetivo apenas aferir resultados e medir conhecimentos. Dessa forma. 75) . como as habilidades de cada um e o que realmente sabem fazer. trocam idéias com os colegas. na perspectiva de inclusão educacional. Pensar a avaliação. O princípio da inclusão orienta que o processo avaliativo deve ser participativo e contínuo: professor e alunos são co-responsáveis. Na EJA a distância o resultado final das avaliações é expresso por meio dos conceitos A (Apto). não pode ser compreendida como um ato estanque e isolado do processo de ensino e de aprendizagem.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 234  Realização de prova presencial: só participarão desta etapa os alunos aprovados na etapa anterior (AVA). Tal abordagem permite obter informações sobre os alunos que antes não eram consideradas relevantes.

considerar. recursos e equipamentos para a avaliação do seu desempenho escolar. a avaliação torna-se instrumento de inclusão. considerando os diferentes contextos em que está inserido. possibilidades e respostas pedagógicas alcançadas. . possibilitando-lhes a expressão do saber nas suas múltiplas formas. com base no currículo adotado. observando o desenvolvimento biopsicossocial do aluno. além das características individuais. onde o espaço e o tempo devem ser organizados com vistas a otimizar o potencial dos alunos. o tipo de atendimento educacional especializado. assim. utilizando os conhecimentos socialmente construídos diante de situações desafiadoras. observadas as adequações curriculares necessárias. afetivo e social. O processo de avaliação dos alunos com necessidades educacionais especiais deve. A avaliação do aluno com necessidade educacional especial. A identificação e a avaliação das necessidades educacionais dos alunos. deve ser realizada de forma processual. O aluno deve ser co-responsável no processo de avaliação para que possa reconhecer suas potencialidades e suas limitações e para que possa agir. nessa perspectiva. a avaliação dos alunos com necessidades especiais será a mesma adotada para os demais alunos da turma. equipe pedagógica e professores especializados da sala de recursos para definição de adequações curriculares que respondam às necessidades dos alunos em todos os elementos do currículo. Dessa forma. como sujeito ativo na sua trajetória de construção de conhecimento. o professor ao avaliar deve observar o desempenho escolar do aluno e respectivo crescimento em relação aos aspectos cognitivo.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 235 Dessa forma. interesses. a avaliação exige ação conjunta e articulada entre professores de classes comuns. pois permite identificar e responder às necessidades educacionais dos alunos e de todos os sujeitos envolvidos no processo educacional na busca de soluções alternativas que removam as barreiras de aprendizagem. sua funcionalidade. respeitadas as especificidades de cada caso. ocorrem no cotidiano escolar. O enfoque da proposta de inclusão educacional possibilita a compreensão do aluno na sua totalidade. nos diferentes contextos de oferta de Educação Especial. características individuais. em relação à necessidade de apoio. Assim sendo quando se utiliza currículo adaptado. Portanto. É neste contexto que o desenvolvimento de competências e de habilidades para a aquisição dos conhecimentos socialmente construídos serão estimuladas.

p. bem como pais e responsáveis. O Conselho de Classe guarda em si a possibilidade de articular os diversos segmentos da escola e tem por objeto de estudo o processo de ensino. valorizando os termos da oração: essenciais. nesse contexto.Séries e Anos Iniciais. o diretor (ou seu representante). sugere-se como instrumento para a avaliação dos alunos o portfólio. Posto isto. por excelência. Podem participar. complementares e acessórios. que é o eixo central em torno da qual se desenvolve o processo de trabalho escolar. ausência de verbo de ligação).LIBRAS. . adotar critérios compatíveis com as características inerentes aos alunos. ainda. como primeira língua. o orientador educacional. no momento da avaliação de produção escrita. Desse modo os professores devem: • • • • evitar a supervalorizar dos erros de Língua Portuguesa (ausência de artigo. no processo da gestão compartilhada da instituição educacional. no caso do Ensino Fundamental . todos os alunos e os professores de uma mesma turma. por professores de uma mesma série ou ano. 1996. (DALBEN. Conselho de Classe Avaliar é uma constante no cotidiano da instituição educacional. quando for o caso. o Conselho de Classe. O Conselho de Classe aparece. a utilização da Língua Brasileira de Sinais . o espaço aglutinador dos processos escolares de construção coletiva de aprendizagens. que é a avaliação escolar. De acordo com o Regimento Escolar das Instituições Educacionais da Rede Pública de Ensino do Distrito Federal. por ser um recurso que favorece a autoavaliação e o registro sistematizado do desempenho alcançado pelo aluno ao longo do processo educacional. pode-se afirmar que o Conselho de Classe é. observar a sequência lógica de pensamento e a coerência no raciocínio. quando o Conselho for participativo. deve-se considerar. nos Centros de Ensino Especial.16) Nesse sentido. ou. por meio de seu eixo central.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 236 No caso de alunos surdos. verbo no infinitivo. o Conselho de Classe é um colegiado composto por professores de um mesmo grupo de alunos. como um dos momentos em que a reflexão coletiva do processo de ensino e de aprendizagem se faz presente e assume o objetivo primordial de acompanhar e avaliar o processo de educação e o fazer pedagógico. No caso do currículo funcional. o coordenador pedagógico e o representante dos alunos. deve ser considerado na organização da proposta pedagógica de cada unidade escolar. cuidar para que a forma da linguagem (nível morfossintático) seja avaliada com flexibilidade.

nesse documento (diário de classe). favorecendo mudanças para estratégias mais adequadascom vistas à melhoria na educação. além de favorecer a integração e sequência das competências. ou. também. No entanto. pautados nas experiências cotidianas vividas. no Conselho de Classe final. e não uma mera reunião que determina deixando para o orientador uma lista de alunos e pais a serem chamados”. fortalecem-se os processos escolares e. entre turnos e entre séries e turmas. Via dupla de ações e atitudes intencionadas. como espaço de reflexão. O registro da reunião. O Conselho de Classe deve se reunir. por meio da ação coletiva. deve-se registrar o resultado dessa reunião de Conselho de Classe. sobre o que foi ensinado e sobre o que foi avaliado. quando convocado pelo diretor da instituição educacional. extraordinariamente. que possibilita a tomada de decisão para um novo fazer pedagógico. permite uma organização interdisciplinar que favorece uma reflexão sobre as metas planejadas. Marco e Maurício (2007. discutir e refletir sobre os propósitos apontados pela proposta pedagógica da instituição educacional. Assim. no Diário de Classe do professor regente. em discordância com o parecer do professor regente de determinado componente curricular. uma vez por bimestre e ao final do semestre ou do ano letivo. focando o trabalho na avaliação escolar. nas informações obtidas por instrumentos e procedimentos avaliativos.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 237 A participação direta dos profissionais envolvidos no processo de ensino e de aprendizagem com seus diferentes olhares. p. o Conselho de Classe deve permanentemente analisar. 86) destacam a importância do Conselho de Classe como “um espaço democrático e de construção de alternativas. ordinariamente. “preservando-se. quando houver aprovação de aluno. em livro próprio. no campo Informações Complementares. habilidades e conteúdos curriculares de cada série/ano e orientar o processo de gestão do ensino. de acordo com o Regimento Escolar. o registro anteriormente efetuado pelo professor”. aqui compreendidos como processos inerentes e indissociáveis da produção do saber humano. . promove-se o avanço dos atos de ensinar e aprender. reavaliam-se. sobretudo. se dará por ata. Além disso. o referido Conselho possibilita a inter-relação entre profissionais e alunos. dinamizam-se.

para atividades específicas e gerais da vida. segundo suas competências particulares. integrando o grupo. mas também salientar as diferenças individuais que preparam os alunos. Concluímos que a avaliação deve favorecer a socialização.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 238 Conclusão A elaboração das Diretrizes de Avaliação do Processo de Ensino e de Aprendizagem para a Educação Básica do Distrito Federal levou em consideração a trajetória das concepções de avaliação existentes no sistema de ensino e suas recentes transformações e exigências de mudanças. . Tem como foco o papel que a comunidade escolar exerce na construção de valores e princípios e na elaboração de uma proposta pedagógica que leve em consideração o desenvolvimento de habilidades de pensar criticamente.

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CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO

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SÉRIE FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO SÉRIE TESES ANAIS DE ENCONTROS DA ABEM E CONGRESSOS NA ÁREA DE EDUCAÇÃO MUSICAL E ÁREAS AFINS (ANPPOM, ISME, ISME LATINO-AMERICANOS)

Revistas com artigos de música e educação musical: ICTUS (UFBA) MÚSICA HODIE (UFG) PER MUSI (UFMG) – acesso on line: www.musica.ufmg.br/permusi/ MÚSICA HOJE (UFMG) DEBATES (UNIRIO) COLÓQUIO (UNIRIO) EM PAUTA (UFRGS) e Série Estudos (UFRGS) - contato via PPGMUS: ppgmus@vortex.ufrgs.br ROTUNDA (UNICAMP) SONORA (UNICAMP) OPUS (ANPPOM) – acesso on line www.anppom.com.br

BIBLIOTECAS e PERIÓDICOS ON LINE / SITES SOBRE EDUCAÇÃO MUSICAL UFRGS – <http://www.ufrgs.br/> UNB – <http://www.unb.br/> PERIÓDICOS DA CAPES: acesso UnB / Biblioteca<http:// www.periodicos.capes.gov.br/> SCIELO: <http://www.scielo.br/> MERB: Music Education Research Base:<http:// www.merb.org/> MAYDAY GROUP:< http:// www.maydaygroup.org/> SITE DAVID ELLIOTT: Praxial Music Education: <http://www.davidelliottmusic.com/praxialmusic> INTERNATIONAL SOCIETY FOR MUSIC EDUCATION – ISME<http:// www.isme.org/> GRUPO DE PESQUISA PRÁTICAS DE ENSINO E APRENDIZAGEM DA MÚSICA EM MÚLTIPLOS CONTEXTOS: <http://www.pesquisamusicaufpb.com.br/idex.html/>

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