Exerc´ ıcios de C´lculo Diferencial e Integral de Fun¸˜es a co Definidas em Rn

Diogo Aguiar Gomes, Jo˜o Palhoto Matos e Jo˜o Paulo Santos a a 24 de Janeiro de 2000

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Conte´ do u
1 Introdu¸˜o ca 1.1 Explica¸˜o . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ca 1.2 Futura introdu¸˜o . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ca 2 Complementos de C´lculo Diferencial a 2.1 Preliminares . . . . . . . . . . . . . . . 2.1.1 Exerc´ ıcios suplementares . . . . 2.1.2 Sugest˜es para os exerc´ o ıcios . . 2.2 C´lculo diferencial elementar . . . . . a 2.2.1 Exerc´ ıcios suplementares . . . . 2.2.2 Sugest˜es para os exerc´ o ıcios . . 2.3 Derivadas parciais de ordem superior ` a 2.3.1 Exerc´ ıcios suplementares . . . . 2.3.2 Sugest˜es para os exerc´ o ıcios . . 2.4 Polin´mio de Taylor . . . . . . . . . . o 2.4.1 Exerc´ ıcios suplementares . . . . 2.4.2 Sugest˜es para os exerc´ o ıcios . . 3 Extremos 3.1 Extremos . . . . . . . . . . . . . . 3.1.1 Exerc´ ıcios suplementares . . 3.1.2 Sugest˜es para os exerc´ o ıcios 3.2 Testes de Segunda Ordem . . . . . 3.2.1 Exerc´ ıcios suplementares . . 3.2.2 Sugest˜es para os exerc´ o ıcios 5 5 5 7 7 10 11 12 17 18 19 22 22 23 25 26 27 28 33 34 34 43 43 47 47 50 51 52 53 60 61 62 67 67 69

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . primeira . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

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4 Teoremas da Fun¸˜o Inversa e da Fun¸˜o Impl´ ca ca ıcita 4.1 Invertibilidade de fun¸˜es . . . . . . . . . . . . . . . co 4.1.1 Exerc´ ıcios Suplementares . . . . . . . . . . . 4.1.2 Sugest˜es para os exerc´ o ıcios . . . . . . . . . . 4.2 Teorema do valor m´dio para fun¸˜es vectoriais . . . e co 4.3 Teorema da Fun¸˜o Inversa . . . . . . . . . . . . . . ca 4.3.1 Exerc´ ıcios Suplementares . . . . . . . . . . . 4.3.2 Sugest˜es para os exerc´ o ıcios . . . . . . . . . . 4.4 Teorema da Fun¸˜o Impl´ ca ıcita . . . . . . . . . . . . . 4.4.1 Exerc´ ıcios suplementares . . . . . . . . . . . . 4.4.2 Sugest˜es para os exerc´ o ıcios . . . . . . . . . . Bibliografia

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´ CONTEUDO 24 de Janeiro de 2000 4 .

sugest˜es. Partes deste texto foram distribu´ ıdas separadamente por cada um dos autores no passado. Foram a inclu´ ıdos esbo¸os de resolu¸˜o e sugest˜es em n´mero consider´vel. e Se se perguntar a um aluno de um dos dois primeiros anos do IST que tipo de “folhas” mais deseja que lhe sejam disponibilizadas pelos seus professores temos como resposta mais que prov´vel: a “folhas de exerc´ ıcios resolvidos de An´lise Matem´tica”.pt/~jmatos/AMIII/temp. a ca e u O que se segue ´ uma tentativa de compromisso entre a procura e a oferta neste mercado e sui generis. De facto a resolu¸˜o de exerc´ ca ca ca ıcios de An´lise Matem´tica n˜o ´ geralmente unica e o processo de aprendizagem est´ mais ligado ` a a a e ´ a a tentativa de resolu¸˜o dos mesmos quando se possui um conjunto de conhecimentos m´ ca ınimo do que ` absor¸˜o ac´fala de um n´mero finito de receitas.. An´lise a a Matem´tica III ´ uma disciplina do primeiro semestre do segundo ano de todos os curr´ a e ıculos de licenciatura leccionados no Instituto Superior T´cnico (IST) excepto Arquitectura. . Tais exerc´ oe ca ıcios est˜o assinalados com um asterisco *. a a e a 1. Tendo descoberto que os diversos textos tinham car´cter algo complementar decidimos reuni-los. . ou de coment´rio de uma resolu¸˜o de um exerc´ a ca ıcio.ist.utl. S˜o inclu´ a ıdos exerc´ ıcios de exame dos ultimos anos com modifica¸˜es do enunciado ´ co quando tal foi julgado conveniente e muitos outros com um car´cter mais ou menos trivial. Por um lado reune um n´mero consider´vel de enunciados de problemas de e u a exame e por outro serve de propaganda ` nossa maneira de ver os assuntos aqui tratados.1 Explica¸˜o ca Est´ a ler uma vers˜o parcial e preliminar de um texto em elabora¸˜o. Estima-se que o texto co o final ter´ uma extens˜o cerca de trˆs a quatro vezes maior e incluir´ cap´ a a e a ıtulos que nesta vers˜o a foram exclu´ ıdos. etc.utl. Por vezes um exerc´ o ıcio embora inclu´ numa sec¸˜o inclui uma quest˜o que ıdo ca a s´ ´ tratada numa sec¸˜o posterior. Os autores agradecem a a ca quaisquer notifica¸˜es de erros.Cap´ ıtulo 1 Introdu¸˜o ca 1.2 Futura introdu¸˜o ca Este texto nasce da nossa experiˆncia a leccionar a disciplina de An´lise Matem´tica III no Instituto e a a Superior T´cnico. ou de a complemento de resultados citados.pt. Para evitar a prolifera¸˜o de textos ca obsoletos a maioria das p´ginas apresenta a data de revis˜o corrente em p´ de p´gina. c ca o u a 5 . No entanto tal resposta costuma suscitar a a como reac¸˜o da parte dos docentes essencialmente preocupa¸˜o. A sec¸˜o seguinte desta introdu¸˜o tem car´cter preliminar e tem como pressuposto a existˆncia ca ca a e do material que aqui ainda n˜o foi inclu´ a ıdo.pdf.ist. a Novas vers˜es deste texto ir˜o aparecendo sempre que os autores considerarem oportuno em o a http://www. . a A presente vers˜o idealmente n˜o mostra de uma maneira ´bvia as adapta¸˜es e correc¸˜es que a a o co co foram necess´rias para chegar ao formato actual.math. sugest˜o a de extens˜es. para ecdi@math.

Outubro de 1999 DG. INTRODUCAO ¸˜ O leitor dever´ ter em considera¸˜o que o programa de An´lise Matem´tica III tem variado a ca a a ´ ao longo do tempo. JPM. O enunciado de tais resulco tados por vezes ´ seguido de uma “demonstra¸˜o” que mais n˜o faz que relembrar sinteticamente e ca a a dependˆncia em rela¸˜o a outros resultados e os m´todos utilizados. Por exemplo: usaremos a nota¸˜o de Leibniz para derivadas a e ca 2 ∂ parciais mas de acordo com a nota¸˜o geral para operadores. 3. isto ´. Os textos adoptados no IST s˜o [6. ∂x∂y = ∂x ∂u .CAP´ ITULO 1. Da´ a existˆncia de sec¸˜es correspondentes a revis˜o de material ı e co a coberto no primeiro ano do curso. e ca e Faz-se notar que n˜o seguimos a ordena¸˜o de material geralmente adoptada durante a exa ca posi¸˜o dos cursos no IST devido devido a raz˜es como a conveniˆncia em apresentar problemas ca o e sobre a introdu¸˜o do conceito de variedade como complemento do estudo do teorema da fun¸˜o ca ca impl´ ıcita. Diria mesmo que ´ provavelmente incompreens´ e ıvel se um ou mais desses livros n˜o for consultado. Um ultimo aviso: este texto n˜o pretende substituir os excelentes livros de texto dispon´ ´ a ıveis sobre os assuntos aqui abordados. a a Lisboa. Tais compara¸˜es est˜o co a co a indicadas em nota de p´ de p´gina. e a A nota¸˜o utilizada ´ cl´ssica tanto quanto poss´ ca e a ıvel. Outro facto a ter em conta ´ a diferen¸a de programa para os cursos de Matem´tica Aplicada e c a e Computa¸˜o e Engenharia F´ ca ısica Tecnol´gica. usaremos ca e ∂ u ∂y sempre que tal for considerado sugestivo. 5]. embora obviamente n˜o universal. e nem a sempre ser´ isenta de incoerˆncias. JPS . E consensual no Departamento de Matem´tica do IST e na escola em geral a que a introdu¸˜o ` an´lise em Rn e o c´lculo diferencial em Rn dever˜o ser tratados em grande ca a a a a parte no primeiro ano do curso. 24 de Janeiro de 2000 6 . Citaremos os resultados essenciais de cada tema mas n˜o necessariamente com a sua formula¸˜o a ca mais geral remetida por vezes para observa¸˜es marginais ou problemas. Aconselha-se os alunos destes dois cursos a comparar os enuncia ados de exerc´ ıcios deste tema com as formula¸˜es cl´ssicas dos mesmos. Nestes cursos s˜o introduzidos o formalismo das o a formas diferenciais e a respectiva vers˜o do teorema fundamental do c´lculo em vez da formula¸˜o a a ca cl´ssica do teorema de Stokes.

pode ser ponto de sela! Veja o cap´ ıtulo 3. quando se estudam fun¸˜es de v´rias vari´veis. Por exemplo. co e o 2. generalizar a no¸˜o de derivada. com detalhe. e ca Outras aplica¸˜es do conceito de derivada familiares a um estudante que conhe¸a An´lise co c a Matem´tica ao n´ a ıvel de um primeiro ano de licenciatura s˜o. para fun¸˜es reais de mais a co do que uma vari´vel real. n˜o implica que este seja um m´ximo ou a a m´ ınimo. supostos j´ conhecidos. a interpreta¸˜o geom´trica da derivada ser´ o “declive” do “plano” tangente co ca e a ao gr´fico da fun¸˜o. Neste cap´ ıtulo resumiremos alguns resultados de c´lculo diferencial. Para al´m disso estudaremos a f´rmula de Taylor. i. definida por sua vez ` custa da no¸˜o de norma: a a ca no entanto. que a seguir se enumeram de uma forma necessariamente a breve. Tanto a defini¸˜o de continuidade como a de diferenciabilidade dependem do conceito de disca tˆncia entre dois pontos. Aconselha-se o leitor a consultar [1] para relembrar. Para co a a ca fun¸˜es de Rn em R. 2 Designa¸˜es t´cnicas para um tal conjunto s˜o de um subespa¸o afim de dimens˜o n de Rn+1 ou hiperplano co e a c a 1 Note. 7 . a determina¸˜o de a ca pontos de extremo: se f : R → R for diferenci´vel. Em particular trataremos quest˜es importantes sobre a continuidade e a o diferenciabilidade de fun¸˜es de Rn em Rm . co os resultados. por exemplo. mais precisamente y = f (x0 ) + Df (x0 )(x − x0 ) ´ a equa¸˜o desse “plano” a ca e ca tangente2 . que o facto de a derivada se anular num ponto. Esta presen¸a ub´ c ıqua da diferencia¸˜o no estudo de fun¸˜es reais de vari´vel real faz com que ca co a seja natural. o ca e e onde limx→x0 o(x−x00 ) = 0. a Outra aplica¸˜o que deve ser familiar ´ a mudan¸a de coordenadas na integra¸˜o atrav´s de: ca e c ca e b f −1 (b) g(x)dx = a f −1 (a) g(f (y))f (y)dy.1 Preliminares Esta sec¸˜o relembra alguns dos conceitos e resultados sobre fun¸˜es de Rn em Rm que se sup˜em ca co o conhecidos nas sec¸˜es seguintes. f (x) = f (x0 ) + f (x0 )(x − x0 ) + o(x − x0 ). se f : R → R ca a e co a for diferenci´vel em x0 .. os seus m´ximos ou m´ a a ınimos s˜o zeros de f 1 .Cap´ ıtulo 2 Complementos de C´lculo a Diferencial O conceito de fun¸˜o diferenci´vel ´ uma das no¸˜es chave da an´lise. Esta f´rmula tem a seguinte interpreta¸˜o geom´trica: f (x0 ) ´ o x−x declive da recta tangente a f em x0 e y = f (x0 ) + f (x0 )(x − x0 ) ´ a equa¸˜o dessa recta.e. o c´lculo de f (x0 ) permite aproximar f pela f´rmula de Taylor perto de a a o x0 .

y) = 2 x2 + y 2 y2 + z2 . η(x. ıcio Exerc´ ıcio 2. a e Defini¸˜o 2. 1[ ⊂ R ´ aberto. Exemplo 2. em certas situa¸˜es.1 Prove que as seguintes fun¸˜es s˜o normas em R2 : co a 1. Al´m disso a nota¸˜o n˜o distinguir´ as normas euclidianas em a e ca a a diferentes espa¸os Rn para n ≥ 2. . |y|} a 3.1. Se a norma em quest˜o for a norma euclideana as bolas ser˜o “redondas”. iii) η(x + y) ≤ η(x) + η(y). COMPLEMENTOS DE CALCULO DIFERENCIAL Defini¸˜o 2. y) = |x + y| n˜o ´ uma norma mas satisfaz ii e iii em 2. ∀x ∈ Rn .2 Em Rn . y. o segmento de recta que os une est´ contido na bola.4 Mostre que uma bola ser´ sempre um conjunto convexo. y) = |x| + |y| 2. e co ´ Exerc´ ıcio 2. y ∈ Rn . no segundo B(x.1 Seja η : Rn → R. .1. No primeiro caso B(x. y) = m´x{|x|.1. ii) η(λx) = |λ|η(x). pode ser util trabalhar com normas diferentes. η(x. (x. . relativa ` norma ca a conjunto B(x. ∀λ ∈ R. x/2) ⊂ ]0.5 Mostre que as bolas abertas s˜o conjuntos abertos. para qualquer n´mero real 0 < x < 1 e u temos x > 1/2 ou x ≤ 1/2. η(x. c Defini¸˜o 2. |y|} a Exerc´ ıcio 2.1.1. ∃r > 0 : B(x. ∀x. a n˜o ser e a que seja dito algo em contr´rio. n 1 Por´m. . . r) = {y ∈ Rn : x − y < r}. . Em Rn ´ usual e ca e considerar a norma euclideana. Exerc´ ıcio 2. η(x. z) = |x| + Exerc´ ıcio 2.3 Esboce as bolas B1 (0) em R2 para as seguintes normas: 1. caso contr´rio poder˜o a a a a ter formatos mais ou menos inesperados.2 Mostre que η(x. dados dois quaisa e quer dos seus pontos. (1−x)/2) ⊂ ]0. Diz-se que η ´ uma norma se verificar as seguintes proprieca e dades: i) η(x) > 0 se x = 0 e η(0) = 0.1.1 O conjunto ]0. y) = m´x {|x|. (x.1.1.3 Diz-se que um conjunto A ⊂ Rn ´ aberto se verificar a seguinte propriedade: ca e ∀x ∈ A. a Daqui para a frente vamos sempre supor que a norma em Rn ´ a norma euclideana. 4. 1[. + x2 . definida por (x1 . (x. Com efeito.1. y) = x2 + y 2 · .1. a bola (aberta) centrada em x e de raio r.´ CAP´ ITULO 2.´o e 2. xn ) = x2 + . 1[. isto ´. r) ⊂ A. Para designarmos uma norma gen´rica utilizaremos a nota¸˜o x = η(x).1. y) = |x| + |y| 3. como se pode ver no exerc´ seguinte. a 24 de Janeiro de 2000 8 . r) (ou Br (x)) definido por B(x.

e escolhendo δ < 2 teremos: |x1 + y1 − x2 − y2 | ≤ 2δ < . f ´ cont´ e ınua em x0 ∈ A se e somente se para toda a sucess˜o (xk )k∈N ⊂ A a que converge para x0 (isto ´. Resta observar que zk = g ◦ f (xk ) → z0 = g ◦ f (x0 ). converge para z0 = g(y0 ).1. Exerc´ ıcio 2. a 1. se x + y > 0. Portanto.1. para todo o (x1 .1.4. Diz-se que f ´ cont´ e ınua num subconjunto do seu dom´ ınio se for cont´ ınua em todos os pontos desse conjunto.1. Provemos que g ◦ f ´ e cont´ ınua.7 Refa¸a o exemplo anterior usando a defini¸˜o 2. limk→+∞ xk − x0 = 0) a sucess˜o (f (xk ))k∈N converge para f (x0 ).3 Seja f : Rn → Rm . co a Defini¸˜o 2.2 Suponhamos f (x.1.2 (Caracteriza¸˜o dos fechados via sucess˜es) ca o F ⊂ Rn ´ fechado se e s´ se dada uma qualquer sucess˜o convergente de termos em F esta converge e o a para um elemento de F .4 Diz-se que uma fun¸˜o f : A ⊂ Rn → Rm ´ cont´ ca ca e ınua num ponto x ∈ A se: ∀ > 0 ∃δ > 0 tal que x − y < δ. 9 24 de Janeiro de 2000 > 0 arbitr´rio. sendo que |x1 − x2 | ≤ (x1 . Seja Reparemos que. Exerc´ ıcio 2.1.1.6 Mostre que a fun¸˜o definida por ca f (x. 0.1 (Continuidade ` Heine) a Seja f : A ⊂ Rn → Rm . y ∈ A ⇒ f (x) − f (y) < .1. fixando > 0. utiliza-se a caracteriza¸˜o de contica nuidade atrav´s de sucess˜es: e o Teorema 2. Exemplo 2. Provemos que f ´ cont´ e ınua.1. para mostrar continuidade (ou a falta dela). uma vez que f ´ cont´ a e ınua. y2 ) . y2 ). y) = n˜o ´ cont´ a e ınua. y1 ) − (x2 .1. f e g cont´ ınuas.2. Definindo yk = f (xk ) a obtemos uma sucess˜o (yk ) ⊂ Rm que converge para y0 = f (x0 ). Logo f ´ cont´ e ınua.1. y) = x + y.1. A sucess˜o (zk ) ⊂ Rp . se (x1 .1. PRELIMINARES Temos reunidos todos os ingredientes ncess´rios ` defini¸˜o de fun¸˜o cont´ a a ca ca ınua: Defini¸˜o 2. Generalize este resultado para fun¸˜es definidas num subconjunto arbitr´rio de Rn .5 Diz-se que um conjunto F ⊂ Rn ´ fechado se o seu complementar F c for aberto. y1 ) e (x2 . c ca Exerc´ ıcio 2.9 Seja f : Rn → Rm . y2 ) < δ. Muitas vezes. e a Exemplo 2. Exerc´ ıcio 2.1. Prove que f ´ cont´ e ınua se e somente se para todo o aberto m A ⊂ R se tem f −1 (A) ⊂ Rn aberto. y1 ) − (x2 . onde o conjunto f −1 (A) ´ definido como sendo: e f −1 (A) = {x ∈ Rn : f (x) ∈ A}. y2 ) e |y1 − y2 | ≤ (x1 . Seja x0 ∈ Rn e (xk ) ⊂ Rn uma sucess˜o convergente para x0 . uma vez que g ´ cont´ a e ınua.8 Prove o teorema 2. g : Rm → Rp . ca e Teorema 2. se x + y ≤ 0 . se tem |x1 + y1 − x2 − y2 | ≤ |x1 − x2 | + |y1 − y2 |. y1 ) − (x2 . pelo que g ◦ f ´ cont´ e ınua. definida por zk = g(yk ).

1. 2.12 Dˆ um exemplo de uma fun¸˜o f : Rn → R tal que e ca 1.1. . 10 . + |xn | = |x1 |2 + . A intersec¸˜o de todos os fechados contendo A chamar-se-´ fecho de A e ca a abrevia-se A. 1. se x ≥ 0. a e b tais que a x α e · β. . cada um deles. (x1 . a e 3. . ca Escolhendo f n˜o cont´ a ınua o problema ´ trivial. .1. e Defini¸˜o 2. . . . xn ) 3.´ CAP´ ITULO 2. .1. {x ∈ Rn : f (x) < 1} seja um conjunto compacto n˜o vazio.11 O conjunto vazio ´ compacto? E o conjunto dos n´meros racionais de valor e u absoluto menor que 1? Exerc´ ıcio 2. o a Exerc´ ıcio 2. + |xn |2 ∞ = m´x{|x1 |. . . f (x) = 1 se −∞ < x ≤ 1 e f (x) = x se x ≥ 1. No entanto pode tornar o problema bem e mais interessante tentando construir f cont´ ınua! 2.1. .1.15 Prove que f (x) = n˜o ´ cont´ a e ınua. Observa¸˜o: se f for cont´ a ca ınua ent˜o este conjunto ´ necessariamente aberto (porquˆ?) portanto se escolher f cont´ a e e ınua o conjunto ser´ necessariamente vazio (porquˆ?). |xn |} a Exerc´ ıcio 2. se x < 0. Construa uma fun¸˜o f tal que K = {x : f (x) = 1}. e 24 de Janeiro de 2000 0. . .13 Diz-se que duas normas em Rn . a Teorema 2. (x1 . s˜o equivalentes se existirem a ≤ x β ≤b x α para todo o x ∈ Rn . e simultaneamente aberto e fechado (isto s´ se verifica para dois conjuntos muito especiais!). (x1 .10 Dˆ dois exemplos distintos de subconjuntos de Rn que sejam. Seja K um conjunto compacto. . .7 Diz-se que um conjunto K ⊂ Rn ´ compacto se dada uma qualquer sucess˜o de ca e a termos em K esta possui uma subsucess˜o convergente para um elemento de K. xn ) 1 2 = |x1 | + . Exerc´ ıcio 2. .16 Diz-se que uma fun¸˜o f : J ⊂ Rn → R ´ semicont´ ca e ınua inferior se para toda a sucess˜o xk → x ∈ J se tem lim inf j→+∞ f (xk ) ≥ f (x) (recorde que o lim inf de uma sucess˜o a a (yk )k∈N ´ definido como sendo lim inf k→+∞ yk = limn→+∞ inf k>n {yk }). ∂A.1.1.6 A uni˜o de todos os abertos contidos num conjunto A ser´ designada por interior ca a a ` de A e abrevia-se int A. {x ∈ Rn : f (x) ≤ 1} seja um conjunto compacto.1. COMPLEMENTOS DE CALCULO DIFERENCIAL Exerc´ ıcio 2. 2. qualquer polin´mio em n vari´veis.14 Prove que as seguintes fun¸˜es s˜o cont´ co a ınuas: 1. . Prove que as seguintes normas s˜o todas equivalentes entre si: a 1. e o e Exerc´ ıcio 2.3 (Caracteriza¸˜o dos compactos de Rn ) ca K ⊂ Rn ´ compacto se e s´ se K ´ limitado e fechado. . o Defini¸˜o 2. . .1.1 Exerc´ ıcios suplementares · α Exerc´ ıcio 2. ´ definida por ∂A = A \ int A.1. A fronteira de A. constantes positivas. xn ) 2.

a 3. f ´ minorada.2.1.1. Defina-se m = inf y∈K f (y). x Sugest˜es para os exerc´ o ıcios ≤ x ≤ x ≤ n x ∞. Note que a sucess˜o zn = inf k>n {yk } ´ mon´tona crescente. 2. 11 24 de Janeiro de 2000 .15 Note que f − n → 0 = f (0). Consequentemente ter-se-ia −∞ = lim f (xkj ) = lim inf f (xkj ) ≥ f (x) > −∞ o que ´ e absurdo. Utilizando as ideias das al´ ıneas anteriores mostre que qualquer fun¸˜o cont´ ca ınua definida num compacto tem m´ximo e m´ a ınimo. e 5.13 Observe que ∀x ∈ Rn ∞ ∞ 1 2 Usando 1 e 2 deduza as restantes desigualdades. 2. Exerc´ ıcio 2.1.1. Como K ´ compacto. Uma d´vida leg´ u ıtima ´ saber se tivessemos usado outra norma chegar´ e ıamos `s a mesmas conclus˜es relativamente a que conjuntos s˜o abertos e que fun¸˜es s˜o cont´ o a co a ınuas. semicont´ e ınua inferior. Mostre que uma fun¸˜o semicont´ ca ınua inferior definida num compacto tem sempre m´ ınimo.1.1. Todas as normas em Rn s˜o cont´ a ınuas. Seja f : K → R. 4. Conclua que as no¸˜es de aberto e fun¸˜o cont´ co ca ınua s˜o independentes da norma utilizada. Mostre que: 1. 3. a 4. Mostre que qualquer fun¸˜o semicont´ ca ınua inferior f definida num compacto K ´ limitada e inferiormente. PRELIMINARES 1.17 As defini¸˜es de aberto e fun¸˜o cont´ co ca ınua dependem aparentemente de usarmos a norma euclidiana. ca 1 2. Se f ´ cont´ e ınua e xk → x ent˜o f (xk ) → f (x). 1). isto ´ ∃C ∈ R tal que f (x) ≥ C sempre que x ∈ K. Mostre que o lim inf existe sempre (eventualmente pode ser igual a −∞. se x > 0.1. Dˆ um exemplo de uma fun¸˜o semicont´ e ca ınua inferior que n˜o seja cont´ a ınua. quando?). 2. 3. Se f n˜o fosse limitada inferiormente existiria uma sucess˜o xk ∈ K tal que f (xk ) → a a −∞. √ ≤ n x ∞.1. Como K ´ compacto poder-se-ia extrair uma subsucess˜o convergente xkj → x ∈ e a K. a 2. onde K ⊂ Rn ´ compacto. Por exemplo f (x) = 0 1 se x ≤ 0. Qualquer norma em Rn tem um m´ ınimo positivo na fronteira da bola B(0.2 1. 2. 6. Todas as normas em Rn s˜o equivalentes.4 e o teorema 2. x 2.14 Utilize a defini¸˜o 2. pela al´ ınea anterior. 4.16 1. 2. Por semicontinuidade inferior tem-se m = lim f (xkj ) = lim inf f (xkj ) ≥ f (x) j→+∞ j→+∞ mas por outro lado f (x) ≥ inf y∈K f (y) = m portanto f (x) = m. 5. existe uma subsucess˜o xkj que converge para algum e a x ∈ K. Mostre que qualquer fun¸˜o cont´ ca ınua ´ semicont´ e ınua inferior. a e o 2. Note que. Ent˜o existe uma sucess˜o xk ∈ K tal e a a que f (xk ) → m.1.1.

1 se existir ´ unica.2 A aplica¸˜o linear A da defini¸˜o 2. para a qual se tem ca h→0.1 Seja U ⊂ Rn um aberto.1: A interpreta¸˜o geom´trica de derivada para fun¸˜es reais de vari´vel real. Diz-se que uma fun¸˜o f : U → Rm ´ diferenci´vel no ca ca e a ponto x0 ∈ U se existir uma aplica¸˜o linear A de Rn em Rm . 2. Se n = 1 ´ comum usar f (x0 ) em vez de Df (x0 ).2. Para este caso.2. . a aplica¸˜o linear A referida na defini¸˜o anterior ´ simplesmente a ca ca e multiplica¸˜o por um escalar.2. COMPLEMENTOS DE CALCULO DIFERENCIAL y y = f(x) b y = b + f'(a)(x-a) x a Figura 2.1 Suponha f : U ⊂ Rn → Rm ´ diferenci´vel num ponto x0 ∈ int U .3 Diz-se que uma fun¸˜o f : U ⊂ Rn → Rm . ca ca e´ Defini¸˜o 2. h Defini¸˜o 2. Se f ´ cont´ e ınua ent˜o f e −f s˜o semicont´ a a ınuas inferiores. a 3 Tal aplica¸˜o ser´ muitas vezes identificada com a matriz real m × n que a representa ou com um vector se n ca a ou m for igual a 1.h∈Rn lim f (x0 + h) − f (x0 ) − Ah = 0.2. Prove que e a f (x0 + h) = f (h0 ) + Df (x0 )(h) + o(h).1 Mostre que a aplica¸˜o linear A da defini¸˜o 2. Esta defini¸˜o de derivada coincide com a defini¸˜o usual de derivada para fun¸˜es reais de ca ca co vari´vel real.1 designa-se por derivada de f em x0 ca ca ca escrevendo-se Df (x0 ).2. . c ca a Defini¸˜o 2.2.´ CAP´ ITULO 2. ca e co a 6. e 24 de Janeiro de 2000 12 . ca Exerc´ ıcio 2.h∈Rm o(h) = 0. onde limh→0. ca co Problema 2. aa ca ca No entanto poderia existir mais do que uma aplica¸˜o linear nestas condi¸˜es.2.2 C´lculo diferencial elementar a Vamos come¸ar por definir fun¸˜o diferenci´vel . h Ser´ ` aplica¸˜o linear A na defini¸˜o anterior que chamaremos derivada3 de f no ponto x0 . Se U n˜o for aberto dizemos que a f ´ diferenci´vel em U se existir um prolongamento f de f a um aberto V contendo U tal que f e a seja diferenci´vel em V . Se U for aberto dizemos que f ´ ca ca e diferenci´vel em U se o for em todos os pontos do dom´ a ınio U .

f (x0 + λv) − f (x0 ) . y) = 1.1) f (x0 . A ca a derivada “ao longo” desta recta chama-se derivada dirigida: Defini¸˜o 2. Pelo que tamb´m e se ter´ a D(0.1 Seja f definida em R por f (x) = x3 .2 Mostre que uma transforma¸˜o linear f : Rm → Rn . 0. penosa.2. y0 ) = 0. y0 + h) = 0. h→0 h→0 |h| |h| lim A verifica¸˜o da diferenciabilidade usando directamente a defini¸˜o pode ser. Nesse caso designamos a derivada dirigida como derivada direccional . As derivadas direccionais de fun¸˜es f : U ⊂ Rn → R na direc¸˜o dos eixos coordenados e no co ca sentido crescente da coordenada s˜o frequentemente utilizadas e por isso tˆm um nome especial: a e derivadas parciais.2. Se x0 for racional teremos f (x0 . Analogamente se x0 for irracional teremos f (x0 .3 Mostre que qualquer fun¸˜o diferenci´vel ´ cont´ ca a e ınua. y0 ) = 0. e Com efeito temos |(x + h)3 − x3 − 3x2 h| |3xh2 + h3 | = lim = 0. ela admite derivada dirigida na direc¸˜o ca (0. dada por f (x) = M x. y0 ). podemos restringir a fun¸˜o f ` recta que passa por x0 e com sentido definido por v. Da´ “normalizarmos” as derivadas dirigidas considerando muitas vezes v como ca ı sendo unit´rio. Isso n˜o acontece.2.2. para todo o h ∈ R. λ λ→0 Claramente esta fun¸˜o n˜o ´ cont´ ca a e ınua. no entanto. mesmo em casos ca ca simples. Consideremos uma fun¸˜o f : U ⊂ Rn → Rm e fixemos um vector v ∈ Rn .´ 2. 13 24 de Janeiro de 2000 . Com ca e ca ca a efeito h´ fun¸˜es que n˜o s˜o diferenci´veis num determinado ponto mas que admitem derivadas a co a a a dirigidas. / se x ∈ Q.4 Define-se a derivada dirigida da fun¸˜o f : U ⊂ Rn → Rm no ponto x0 ∈ U . a A defini¸˜o de derivada dirigida ´ mais fraca do que a defini¸˜o de fun¸˜o diferenci´vel. no caso ilustrado no pr´ximo exerc´ a o ıcio. CALCULO DIFERENCIAL ELEMENTAR Exemplo 2. Mostremos que ela ´ diferenci´vel em e a qualquer ponto de x ∈ R e que a sua derivada ´ 3x2 . para qualquer h ∈ R. 1). y0 + h) = 1. Pode mesmo acontecer que uma fun¸˜o admita algumas (ou todas!) as derivadas ca dirigidas num determinado ponto mas que n˜o seja sequer cont´ a ınua nesse ponto. Este uma rela¸˜o simples entre derivadas dirigidas relativamente a vectores com a mesma ca direc¸˜o (qual?). Deste modo D(0.2.2. e e a As fun¸˜es diferenci´veis formam um subconjunto estrito das fun¸˜es cont´ co a co ınuas. se x ∈ Q.2 Consideremos a fun¸˜o definida por ca f (x. Dado um ponto ca x0 ∈ U .1) f (x0 . ´ diferenci´vel e que Df = M . onde ca M ´ uma matriz n × m. No entanto. Exerc´ ıcio 2. Exemplo 2. Fixemos um ponto (x0 . Com efeito: Exerc´ ıcio 2. ca ca segundo o vector v ∈ Rn como sendo Dv f (x0 ) = lim se o limite existir.

. .2. 1 ≤ i ≤ n e forem cont´ ınuas. . ∂xi 1 ≤ j ≤ m. A derivada parcial de f em rela¸˜o a xi ´ definida. x + y + z 2 . 2. y) = x2 y 2 ´ de classe C 1 pois as suas derivadas parciais s˜o ca e a cont´ ınuas (veja exemplo 2. . y) = x2 + sen(xy). .4 A fun¸˜o f (x. ∂fn ∂x1 (a) . a derivada parcial de f ca a em ordem a xi ´ calculada coordenada a coordenada se m > 1..2.1 ca Se uma fun¸˜o f : U ⊂ Rn → Rm ´ diferenci´vel em a ent˜o a derivada Df (a) satisfaz Df (a)(h) = ca e a a Jf (a)h em que ´ a matriz jacobiana de f no ponto a definida por e  ∂f1  Jf (a) =  ∂x1 (a) . f (x. 3. Analisando a defini¸˜o facilmente se conclui que.5 Calculemos a derivada da fun¸˜o ca f (x.2. por f (x + λei ) − f (x) ∂f (x) = Dei f (x) = lim .2. . caso ca ca e o limite exista. . f (x. y. w) = (f1 .2. y.´ CAP´ ITULO 2. z) = xyz. ca a Exemplo 2.5 Seja f : U ⊂ Rn → R. y) = (x2 y 2 . y. Por vezes usaremos a nota¸˜o Di f em ca ca ∂f vez de ∂xi . COMPLEMENTOS DE CALCULO DIFERENCIAL Defini¸˜o 2. . ∂fn ∂xm (a)  . e. f (x.4 Calcule a derivada parcial em ordem a y das seguintes fun¸˜es co 1. o que permite lidar s´ com fun¸˜es e o co escalares.2. ∂y Exerc´ ıcio 2.. em termos pr´ticos. z. . . A diferenciabilidade de uma fun¸˜o pode ser estabelecida facilmente ` custa da continuidade ca a das derivadas parciais: Defini¸˜o 2.6 Diz-se que uma fun¸˜o f : U ⊂ Rn → Rm com U aberto ´ de classe C 1 (U ) se ca ca e existirem as derivadas parciais ∂fj .2.3 Seja g(x. Se U n˜o fˆr aberto dizemos que f ∈ C 1 (U ) se existir um aberto V ⊃ U e uma a o fun¸˜o g : V → Rm tal que g|U = f e g ∈ C 1 (V ).  ∂f1 ∂xm (a) . 24 de Janeiro de 2000 14 . As derivadas parciais de g em ordem a x e y s˜o a ∂g = (2xy 2 . 0). 1) ∂x ∂g = (2x2 y. Proposi¸˜o 2. z. fixando todas as vari´veis excepto xi e derivando cada fj em a ordem a xi como se esta fosse uma fun¸˜o real de vari´vel real. x).2. ca Exemplo 2. f2 . f3 ) = (x + y. . Se uma fun¸˜o ´ diferenci´vel as derivadas parciais permitem construir facilmente a matriz ca e a representando a derivada. xn ) e sendo ei o versor da direc¸˜o i. h→0 ∂xi λ com x = (x1 . para cada uma destas. w + z). w) = 0. Exemplo 2.3).

ca e a Ideia da demonstra¸˜o. y) = [f (x + h. y + k) − f (x. Claro que basta supor m = 1. Al´m disso consideramos n = 2 pois tal ca e permite usar nota¸˜o mais simples e quando terminarmos ser´ ´bvio como generalizar para n > 2. ca ao Seja (x.2. co 15 24 de Janeiro de 2000 . y) − h ∂f (x. Altere a demonstra¸˜o para obter o caso n > 2. Para lidar com (2.1) use o teorema de Lagrange. y) ∈ U . y) − k ∂f (x. Podemos assim lidar separadamente com cada coordenada reduzindo o nosso objectivo a provar lim (h. z) = (x2 − y 2 . aplicado a g(t) = f (x + t. y)]. y + k) − f (x.0) f (x. y) = (sen(x + y).5 Mostre que s˜o diferenci´veis e calcule a derivada das seguintes fun¸˜es: a a co 1. ca Problema 2.1) (2. y + k) − f (x. f (x.2) pode usar um racioc´ ınio an´logo ou a simplesmente a defini¸˜o de derivada parcial. y) = (x − y.2.2 Verifique que a demonstra¸˜o da proposi¸˜o 2. CALCULO DIFERENCIAL ELEMENTAR Aplicando os resultados e observa¸˜es anteriores temos co  ∂f   ∂f1 ∂f1 ∂f1 1 1 ∂x ∂y ∂z ∂w   Jf =  ∂f2 ∂f2 ∂f2 ∂f2  = 1 ∂x ∂y ∂z ∂w ∂f3 ∂f3 ∂f3 ∂f3 0 ∂x ∂y ∂z ∂w 1 1 0 0 2z 1  0 0 1 pelo que a fun¸˜o ´ C 1 . Dˆ um exemplo de uma fun¸˜o que satisfa¸a tais hip´teses e n˜o seja o e ca c o a C 1 . Basta provar que lim (h. y) ∂x ∂y (h2 + k 2 ) 1/2 = 0. ca e a e Proposi¸˜o 2. Para lidar com (2. 2x + 3y) 3. f (x. log(1 + ey ). y + k).k)→(0. Uma o escolha poss´ ´ ıvel e f (x + h. y) ∂y = 0. f (x. (2.2 permite enunciar o resultado ca ca sob hip´teses mais gerais. y + k) − h ∂f (x. y + k) − f (x. y + k) − f (x. tal que f (x + h. ca Exerc´ ıcio 2. y + k) − f (x. logo diferenci´vel e a derivada ´ representada pela matriz Jf .2. 0 < θ < 1.2) lim (h. z 2 + x) No caso de fun¸˜es escalares (m = 1) a derivada ´ representada por uma matriz linha que co e se identifica a um vector de Rn que merece um nome especial pela sua importˆncia no c´lculo a a diferencial e nas aplica¸˜es. para obter que existe θ. xy) 2. y. y + k) e ∂x use a continuidade da derivada parcial.2. y +k)−f (x.0) f (x + h. y) como uma soma de parcelas de diferen¸as c c de valores de f em que em cada parcela os argumentos de f s´ diferem numa coordenada. y) ∂x (h2 + k 2 ) (h2 + k 2 ) 1/2 1/2 = 0.k)→(0. y + k) − f (x.2.2 (C 1 implica diferenciabilidade) ca Uma fun¸˜o f : U ⊂ Rn → Rm de classe C 1 (U ) com U aberto ´ diferenci´vel em U .k)→(0. y) = (ex+y+z . f (x. cos(x − y)) 4. y) − k ∂f (x.´ 2. x + y. y + k)] + [f (x. y + k) = h ∂f (x + θh. Para tal decompomos a diferen¸a f (x+h. y + k) − f (x.0) f (x + h.

fun¸˜es diferenci´veis. Mais precisamente: e Teorema 2. g(x) = Bx. Se f e g forem diferenci´veis ent˜o a a ∂f dg1 ∂f dg2 d(f ◦ g) (t) = (g1 (t). 2 1 1 −2 Quando n˜o h´ risco de confus˜o sobre os pontos em que se calculam as diversas derivadas a a a parciais ´ comum abreviar uma f´rmula como a do exemplo 2.7 Suponha que uma fun¸˜o f : U ⊂ Rn → R possui todas as derivadas parciais ca ca num ponto a ∈ U . a respectivamente.3 (Deriva¸˜o da Fun¸˜o Composta ou Regra da Cadeia) ca ca Sejam f : V ⊂ Rn → Rm e g : U ⊂ Rp → Rn . t2 + 2t3 ). . sup h =1 f (a) · h. Dh f (a) = Exerc´ ıcio 2. COMPLEMENTOS DE CALCULO DIFERENCIAL Defini¸˜o 2. t3 ) =Df (g(t1 . a ∈ U.7) e sugere o resultado geral: a derivada da composta ´ a composta das derivadas. t3 ) = = 1 1 1 −1 1 0 2 1 0 1 3 2 = . y) = (x + y. Define-se o gradiente de f em a.2. Se f e g forem de classe C 1 ent˜o h ´ de classe C 1 . . t3 ) = (t1 + 2t2 .´ CAP´ ITULO 2. t2 .6 Seja f : R2 → R e g = (g1 . t2 . f (a) . f (a) ∈ V com U e V co a abertos. onde f : Rn → Rm . t2 . g2 (t)) (t) + (g1 (t). (a) .2.6 Verifique que se f : U ⊂ Rn → R ´ diferenci´vel em a ∈ U ent˜o: e a a 1. a e De um ponto de vista de c´lculo as derivadas parciais da composta s˜o calcul´veis em termos das a a a derivadas parciais das fun¸˜es que definem a composi¸˜o usando o resultado anterior e o facto de ` co ca a composi¸˜o de aplica¸˜es lineares corresponder o produto de matrizes que as representam. Ent˜o f ◦ g : U ∩ f −1 (V ) → Rm ´ diferenci´vel em a e verifica-se: a e a D(f ◦ g)(a) = Df (g(a)) ◦ Dg(a). ´ a matriz AB. Assim ca co ´ importante compreender exemplos cujo prot´tipo mais simples ´ do tipo seguinte: e o e Exemplo 2.7 Mostre que a derivada da composi¸˜o f ◦ g das transforma¸˜es lineares f (y) = ca co Ay. g2 ) : R → R2 . g : Rp → Rn e A.2. Df (a)(h) = Dh f (a) = 2.2. B s˜o matrizes reais m × n e n × p. t2 . dt ∂x1 dt ∂x2 dt H´ risco de confus˜o em situa¸˜es como a seguinte: a a co 24 de Janeiro de 2000 16 . dt ∂x1 dt ∂x1 dt Um outro exemplo do mesmo g´nero ´: e e Exemplo 2. via f (a) = ∂f ∂f (a). t3 ))Dg(t1 . x − y) e g(t1 .6 como segue: e o d ∂f dg1 ∂f dg2 (f ◦ g) = + dt ∂x1 dt ∂x2 dt ou d ∂f dx1 ∂f dx2 (f ◦ g) = + .2. f (a). ∂x1 ∂xn Exerc´ ıcio 2.2. e O pr´ximo teorema fornece um m´todo de c´lculo da derivada de fun¸oes obtidas por como e a c˜ posi¸˜o. f e g s˜o a diferenci´veis.2. Note que para aplica¸˜es lineares a demonstra¸˜o ´ trivial (exerc´ ca co ca e ıcio 2. A derivada de f ◦ g ´ a e D(f ◦ g)(t1 .2. . g2 (t)) (t).7 Seja f (x. .

z) = x2 + y 2 + z 2 e g(t) = (t. y ∈ Rn define-se o segmento de recta unindo x a y como sendo o conjunto L(x. a) Determine justificadamente o maior subconjunto do dom´ ınio de f em que esta fun¸˜o ´ ca e cont´ ınua. 0.1 Exerc´ ıcios suplementares xy 2 x2 +y 4 . ca O teorema de deriva¸˜o da fun¸˜o composta permite generalizar alguns resultados com facilica ca dade ` custa de resultados j´ conhecidos para fun¸˜es reais de vari´vel real. x)). Exerc´ ıcio 2.1) (f ◦ H)(0. Convir-lhe-´ usar a nota¸˜o Di f a ca para evitar ambiguidades. y) = f (f (x. Exerc´ ıcio 2. 1[ tal que f (y) − f (x) = f (x + θ(y − x)) · (y − x). y) = (xy 5 + y ch y 2 . 0). Mostre que f (g(t)) · g (t) = 0 para todo o t ∈ [a. 17 24 de Janeiro de 2000 . y) = (0. 0).´ 2.11 Prove o teorema do valor m´dio. Por exemplo o teorema a a co a de Lagrange para fun¸˜es escalares em que se relaciona a diferen¸a entre os valores de uma fun¸˜o co c ca em dois pontos e a derivada no segmento de recta4 que os une. y. Teorema 2.13 Se f : R2 → R est´ definida por a f (x. para fun¸˜es diferenci´veis. y ∈ U e L(x.2.8 Suponha que f : R2 → R ´ diferenci´vel. 1) = 0 e f (1. −1) ´ diferenci´vel em (0. 1 −1 .2. 1]}.9 Calcule a derivada da composi¸˜o h = f ◦ g nos seguintes casos: ca 1. y) = {z = x+t(y−x) : t ∈ [0. 1) ∂x em termos de derivadas parciais de f em pontos convenientes. f (0. f (x. 2t.2. 1) sendo a matriz ca e a jacobiana de H nesse ponto dada por JH (0. 4). *Exerc´ ıcio 2. f (x. x − y) e g(t) = (3. Sugest˜o: considere a fun¸˜o de vari´vel real e a ca a g(t) = f (x + t(y − x)) e aplique o teorema do valor m´dio para fun¸˜es a uma vari´vel. y) = (0. y). 1 2 0. 0) = 0. b] → U diferenci´veis tais que f ´ constante no a e contradom´ ınio de g. se (x. Seja e a g(x. y) = se (x. Interprete este resultado como significando que. Calcule ∂g (0. 1) = Calcule a derivada dirigida D(1. 3t) 2.2. Exerc´ ıcio 2.4 (do valor m´dio ou de Lagrange) e Sejam U ⊂ Rn um aberto e f : U → R uma fun¸˜o diferenci´vel. y) ⊂ U ent˜o ca a a existe θ ∈ ]0.2. x tg(sh x2 ) + 3y.10 Seja f : U ⊂ Rn → R e g : [a.2. Se x. y) = (0. b]. 4 Dados x.2. y) = x3 −y 3 x2 +y 2 . y) = (0. CALCULO DIFERENCIAL ELEMENTAR Exerc´ ıcio 2.12 Seja f : R2 → R definida por f (x. f (y. Exerc´ ıcio 2. 1) = (1. b) Uma fun¸˜o H : R2 → R2 verifica H(0. e co a 2. 0) se (x.2. o gradiente ´ ortogonal aos conjuntos de n´ co a e ıvel da fun¸˜o.2. 1). 0) se (x.

´ CAP´ ITULO 2. COMPLEMENTOS DE CALCULO DIFERENCIAL a) Calcule o valor m´ximo de Dh f (1, 2) quando h ´ um vector unit´rio. a e a b) Calcule a equa¸˜o do plano tangente ao gr´fico de f no ponto (x, y, z) = (1, 2, −7/5). ca a *c) Decida justificadamente se o gr´fico de f constitui ou n˜o uma variedade diferenci´vel. Se a a a optar pela negativa determine o maior subconjunto do gr´fico de f que efectivamente constitui a uma variedade diferenci´vel. Em qualquer caso determine justificadamente a dimens˜o da a a variedade e o espa¸o normal no ponto (1, 2, −7/5). c Exerc´ ıcio 2.2.14 Calcule as derivadas parciais de primeira ordem de 1. f (x, y, z) = x2 + y 2 + z 2 2. f (x, y) = sen(sen(sen(sen(x + y)))) 3. f (x, y) =
x+y 0

e−s ds
∂f ∂x (0, 0).

2

Exerc´ ıcio 2.2.15 Seja f (x, y) = y sen(x2 + arctg(y − cos(x))) + 2. Calcule

Exerc´ ıcio 2.2.16 Moste que as seguintes fun¸˜es s˜o diferenci´veis e calcule as suas derivadas: co a a 1. f (x, y) = (x2 + y, x − y) 2. f (x, y) = (x
y 0

ecos(s) ds, y

x cos(s) e ds) 0

Exerc´ ıcio 2.2.17 Calcule a derivada de f ◦ g nos seguintes casos: 1. f (x, y, z) = x2 + y 2 + z 2 e g(t) = (sen(t), cos(t), 0); 2. f (x, y) = (x + y, x − y) e g(u, v) = (v, u); 3. f (x, y, z, w) = cos(e(x
2

+y 2 )

− z − w) e g(p, q) = (0, 1, 2, 3).

2.2.2
2.2.14 a)

Sugest˜es para os exerc´ o ıcios

= 2x, ∂f = 2y e ∂f = 2z. Observe que o vector (2x, 2y, 2z) ´ ortogonal ` fronteira e a ∂y ∂z 2 2 2 das bolas centradas em 0, isto ´ `s esferas de equa¸˜o da forma x + y + z = c. Isto n˜o e a ca a ´ uma coincidˆncia mas sim uma consequˆncia do que foi aflorado no exerc´ e e e ıcio 2.2.10 e que retomaremos!
∂f ∂x ∂f ∂x

∂f ∂x

b) c)

= =

∂f ∂y ∂f ∂y

= cos(sen(sen(sen(x + y)))) cos(sen(sen(x + y))) cos(sen(x + y)) cos(x + y); = e−(x+y) (observe que n˜o ´ necess´rio calcular o integral). a e a
2

2.2.15 Observe que f (x, 0) = 2. 2.2.16 Ambas as fun¸˜es s˜o de classe C 1 , pois as derivadas parciais s˜o cont´ co a a ınuas. Portanto: 1. Df = 2. Df = 2x 1 . 1 −1
y 0

ecos(s) ds yecos(x)

xecos(y)
x cos(s) e ds 0

2.2.17
24 de Janeiro de 2000

18

` 2.3. DERIVADAS PARCIAIS DE ORDEM SUPERIOR A PRIMEIRA 1. Observe que (f ◦ g)(t) = 1 para qualquer t. 2. Pela regra da cadeia temos: D(f ◦ g) = Df Dg = 3. Note que Dg = 0 pelo que D(f ◦ g) = 0. 1 1 1 −1 0 1 1 1 −1 = . 0 1 1

2.3

Derivadas parciais de ordem superior ` primeira a

Vamos considerar com derivadas parciais de ordem superior ` primeira que, no essencial, se definem a recursivamente. Defini¸˜o 2.3.1 Seja f : Rn → R. As derivadas parciais de segunda ordem, com respeito a xi e ca xj , 1 ≤ i, j ≤ n, s˜o definidas por a ∂ ∂f ∂2f = , ∂xi ∂xj ∂xi ∂xj caso a express˜o da direita esteja definida. Se i = j escreve-se a an´logo para derivadas parciais de ordem superior ` segunda. a a Exemplo 2.3.1 Uma nota¸˜o como ca ∂4u ∂x∂y 2 ∂z indica que a fun¸˜o u foi derivada sucessivamente em ordem ` vari´vel z, duas vezes em ordem a ca a a y e finalmente em ordem a x. Exemplo 2.3.2 Seja f (x, y) = x2 + 2y 2 + xy. Temos ∂2f ∂ = ∂x∂y ∂x ∂f ∂y = ∂ (4y + x) = 1. ∂x
∂2f ∂xi ∂xi

=

∂2f . ∂x2 i

Procede-se de modo

Exemplo 2.3.3 Seja f (x, y, z) = sen(x + y + z) ∂5f ∂4 ∂3 = 2 (cos(x + y + z)) = − 2 (sen(x + y + z)) = ∂x2 ∂y∂z∂y ∂x ∂y∂z ∂x ∂y 2 ∂ ∂ = − 2 (cos(x + y + z)) = (sen(x + y + z)) = cos(x + y + z). ∂x ∂x Exerc´ ıcio 2.3.1 Seja f (x, y) = x2 + 2y 2 + xy. Calcule do exemplo 2.3.2.
∂2f ∂y∂x ;

observe que o resultado ´ o mesmo e

O resultado deste ultimo exerc´ ´ ıcio ser o mesmo do exemplo 2.3.2 n˜o ´ uma coincidˆncia mas a e e sim a consequˆncia de um facto mais geral — o Teorema de Schwarz. Antes de o enunciarmos e precisamos de uma defini¸˜o: ca Defini¸˜o 2.3.2 Considere uma fun¸˜o f : U ⊂ Rn → R. ca ca • Se U for aberto diz-se que f ´ de classe C k em U , k ∈ N, ou abreviadamente f ∈ C k (U ), se e todas as derivadas parciais de ordem k de f existirem e forem cont´ ınuas em U . 19
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´ CAP´ ITULO 2. COMPLEMENTOS DE CALCULO DIFERENCIAL y

y

+k

y

x

x

+h

x

Figura 2.2: Conven¸˜es na demonstra¸˜o da Proposi¸˜o 2.2.2 e do Teorema 2.3.1. co ca ca • Se U n˜o for aberto escrevemos f ∈ C k (U ), k ∈ N, se existir V aberto com V ⊃ U e uma a fun¸˜o g ∈ C k (V ) tal que a restri¸˜o de g a U seja igual a f . ca ca • f diz-se de classe C 0 (U ) se for cont´ ınua em U . • Adicionalmente, para U aberto, definimos C ∞ (U ) = ∩k∈N C k (U ) e para um conjunto n˜o a necessariamente aberto procedemos como anteriormente. Na maior parte das aplica¸˜es do c´lculo diferencial a hip´tese de uma fun¸˜o ser de classe C k co a o ca para um certo k ´ natural. Certos resultados a citar a seguir ser˜o v´lidos sob hip´teses mais gerais e a a o mas abstermo-nos-emos de dar importˆncia especial a tais hip´teses. Por vezes ser˜o remetidas a o a para problemas. Exerc´ ıcio 2.3.2 Seja p(x1 , . . . xn ) um polin´mio em n vari´veis. Mostre que sen(p(x1 , . . . xn )) ´ o a e uma fun¸˜o C ∞ (Rn ). ca Problema 2.3.1 Verifique que se j < k ent˜o C k ⊂ C j . a O pr´ximo teorema ´ um resultado muito importante que permite reduzir o n´mero de c´lculos o e u a necess´rios para determinar as derivadas parciais de ordem superior ´ primeira. Ele diz-nos que, a a sob certas condi¸˜es, a ordem pela qual se deriva uma fun¸˜o ´ irrelevante. co ca e Teorema 2.3.1 (Schwarz) Seja f : U ⊂ Rn → R, a um ponto interior a U , f ∈ C 2 (U ). Ent˜o a quaisquer ´ ındices 1 ≤ i, j ≤ n.
∂2f ∂xi ∂xj (a) ∂2f ∂xj ∂xi (a)

=

para

Ideia da demonstra¸˜o. Basta considerar n = 2 e convencionamos a = (x, y). Notamos que ca ∂2f [f (x + h, y + k) − f (x + h, y)] − [f (x, y + k) − f (x, y)] (x, y) = lim lim h→0 k→0 ∂x∂y hk ∂2f [f (x + h, y + k) − f (x, y + k)] − [f (x + h, y) − f (x, y)] (x, y) = lim lim k→0 h→0 ∂y∂x hk (2.3) (2.4)

Designemos o numerador das frac¸˜es dos segundos membros de (2.3-2.4) por D(h, k). Aplicando co o teorema de Lagrange ` fun¸˜o g(t) = f (x + t, y + k) − f (x + t, y) no intervalo [0, h] obtemos que a ca
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20

k) = hk ∂2f (x + θ1 h. ∂y∂x Substitui¸˜o em (2.3. a a ´ o Problema 2. 0 < θ2 < 1. em geral.k)→(0. o a u a e O conceito de derivada dirigida de ordem superior ` primeira permite formalizar o enunciado da a f´rmula de Taylor de uma forma an´loga ao resultado j´ conhecido para fun¸˜es reais de vari´vel o a a co a real. por Dh f (x) = Dh f (x) e (j) (j−1) Dh f (x) = Dh (Dh f (x)). Isto pode ser feito de v´rias formas.y)→(x0 .3.y0 ) f (x. e em particular de classe C 1 .1 que a hip´tese f ∈ C 2 pode ser ca ca o aligeirada.y)→(x0 . tal que ca D(h. Relembra-se que para fun¸˜es diferenci´veis. se existirem. y. Porquˆ?). se j > 1.3. y + k) − (x + θ1 h. k) = h ∂f ∂f (x + θ1 h. 2 ∂x ∂y ∂y∂x∂y ∂x∂y 2 Exerc´ ıcio 2.3 Calcule as derivadas de todas as ordens de f (x.` 2.3.0) D(h. portanto temos a e e o seguinte igualdade ∂2f ∂2f = =2 ∂x∂y ∂y∂x Exemplo 2. As derivadas dirigidas de ordem superior ` primeira de ca a (1) f num ponto x ∈ U segundo h definem-se recursivamente. temos Dh f (x) = co a h · f (x).3) e justifica¸˜o de que ambos os limites iterados igualam lim(h. y) . z) = 2x3 z+xyz+x+z (observe que s´ h´ um n´mero finito de derivadas n˜o nulas.3.5 Se f ´ de classe C 3 tˆm-se as seguintes igualdades: e e ∂3f ∂3f ∂3f = = ∂x2 ∂y ∂x∂y∂x ∂y∂x2 e ∂3f ∂3f ∂3f = = .4 Seja f = 2xy.2 O ultimo passo da demonstra¸˜o da Proposi¸˜o 2. 21 24 de Janeiro de 2000 . mais complexa do que o leitor pode imaginar. DERIVADAS PARCIAIS DE ORDEM SUPERIOR A PRIMEIRA existe θ1 . Por um lado θ1 e θ2 s˜o fun¸˜es de h e k. a Exemplo 2. y). f ´ de classe C 2 uma vez que ´ um polin´mio. Seja f : U ⊂ R2 → R e (x0 . y) existirem ent˜o s˜o iguais. Mostre que: a) Pode existir lim(x.1 merece alguns coment´ri´ ca ca a os. b) Se lim(x. y + θ2 k). Por outro a rela¸˜o entre um limite e um limite a co ca iterado ´. ∂x ∂x Uma segunda aplica¸˜o do teorema de Lagrange permite obter que existe θ2 . Problema 2. y) sem que exista limx→x0 limy→y0 f (x.3 E ´bvio da demonstra¸˜o da Proposi¸˜o 2.y0 ) f (x. Defini¸˜o 2.3. y0 ) e um ponto interior de U .3. y) e limx→x0 limy→y0 f (x. k) ca ca permitem obter a igualdade pretendida.3.3. 0 < θ1 < 1. tal que D(h.3 Seja f : U ⊂ Rn → R. Formule e demonstre pelo menos dois resultados a deste tipo com hip´teses “m´ o ınimas” n˜o equivalentes.

0. 2. rededuzir a f´rmula ca o da derivada de arcsen. ∂xi1 . y) ´ diferenci´vel na origem. se |y| > |x|. a Explique porque ´ que isto n˜o contradiz o teorema 2. Use esta observa¸˜o para. y) = Mostre que: ∂2f (0.3. a 5 Um d dy (arcsen y) =√ 1 . .1.5 Seja f : R2 → R uma fun¸˜o limitada (n˜o necessariamente cont´ ca a ınua).3. . Mostre que g(x. Exerc´ ıcio 2.3. 0) = (1. caso contr´rio.3.3. ∂xij Note que existem termos “repetidos” na f´rmula anterior. 1). f bijectiva. . diferenci´vel e f −1 tamb´m diferenci´vel.3. o ca 2. ∂x1 1 2 2 Dh f = i1 =1 (j) ··· ij =1 hi1 .6 Suponha f : Rn → Rn . Dˆ um exemplo de uma fun¸˜o f tal que g n˜o e a e ca a seja cont´ ınua no complementar da origem.3. a 2. COMPLEMENTOS DE CALCULO DIFERENCIAL Problema 2. Para a segunda parte um exemplo poss´ ´ ıvel e f (x. o e 24 de Janeiro de 2000 22 . h2 ) e o e verifique que para n = 2 e j = 2 temos Dh f = h2 1 Em geral obtenha n n (2) 2 ∂2f ∂2f 2∂ f 2 + 2h1 h2 ∂x ∂x + h2 ∂x2 . Diferencie esta express˜o.4 Seja f : R2 → R definida por: f (x.1 Exerc´ ıcios suplementares Exerc´ ıcio 2.1 s´ se aplicaria se a fun¸˜o f fosse de classe C 2 .3. Calcular o n´mero de repeti¸˜es ´ o u co e um problema de c´lculo combinat´rio cuja solu¸˜o no caso n = 2 ´ bem conhecida.´ CAP´ ITULO 2. e a Exerc´ ıcio 2.3. y) = x + y + (x2 + y 2 )f (x.3.5 Use a defini¸˜o de derivada para mostrar que g ´ diferenci´vel com derivada representada ca e a por g(0. 0) = 0 ∂x∂y ∂2f (0. .2 Sugest˜es para os exerc´ o ıcios 2.4 O teorema 2. 0. 0) = 1. caso contr´rio. Se h = (h1 . h ij ∂j f . y) = 1. por exemplo. Calcule a sua derivada.4 Verifique que para fun¸˜es de classe C j num aberto o c´lculo da derivada dirico a (j) j a ca gida Dh f corresponde a aplicar ` fun¸˜o f o operador diferencial (h · ) e consequentemente (j) Dh f ´ um polin´mio homog´neo5 de grau j nas componentes do vector h. a o ca e 2. ∂y∂x xy.3. se x ∈ Q. a e a −1 Mostre que Df −1 (f (x)) = [Df (x)] . 1−y 2 polin´mio P de grau k diz-se homog´neo se P (λx) = λk P (x) para todo o λ ∈ R.6 Observe que f (f −1 (x)) = x.

y) = π − x + xy + o( (x − π. 1] → R definida por g(t) = f (t(x − ca ca ca x0 ) + x0 ) em que x ∈ Br (x0 ) ⊂ U . escrevemos o( x − y k ).5) O polin´mio Pj ´ designado por polin´mio de Taylor de ordem j de f relativo ao ponto x0 e ´ o e o e dado por j Pj (x) = f (x0 ) + l=1 1 (l) D f (x0 ).6) O erro Ej (x) da f´rmula de Taylor ´ dado por o e Ej (x) = f (x) − Pj (x). 0) + + ou seja f (x.4.5) e n˜o simplese o a mente como um polin´mio calcul´vel via (2.1 Use o problema 2.4. de resultados j´ conhecidos para fun¸˜es de uma vari´vel.4. Ideia da demonstra¸˜o. . co Teorema 2.0) ∂2f ∂x∂y (x − π)y + (π. Para cada j ≤ k ca existe um polin´mio em n vari´veis de grau j. o a Problema 2.7) O leitor ´ aconselhado a pensar no polin´mio de Taylor via a propriedade (2. (π. Pj : Rn → R tal que o a ´ lim f (x) − Pj (x) |x − x0 | j x→x0 = 0.+in 1 ∂pf (x0 ) (x1 − x01 )i1 . y) =f (π.2 Formule o Teorema de Taylor explicitando o resto da f´rmula de Taylor numa o forma an´loga a uma das conhecidas para fun¸˜es reais de vari´vel real.1 (Taylor) Seja f : U ⊂ Rn → R uma fun¸˜o de classe C k (U ) com U um aberto e x0 ∈ U . Exemplo 2. a co a Poder´ pensar-se que o c´lculo do polin´mio de Taylor para fun¸˜es de v´rias vari´veis e a a o co a a para uma ordem relativamente elevada ´ um pesadelo computacional.4. a co a Frequentemente em vez de escrevermos o termo de erro Ek (x − y).0) ∂f ∂y y++ (π. . unico. Nem sempre ser´ assim se e a tirarmos partido. y) 2 ). y) 2 ).1 Se f (x.0) 1 ∂2f 2 ∂y 2 y 2 + o( (x − π. (xn − x0n )in + Ek (x − x0 ). ∂ynn =p (2. 23 24 de Janeiro de 2000 ∂f ∂x (x − π) + (π. l! x−x0 (2.4 Polin´mio de Taylor o Tal como no caso de fun¸˜es reais de vari´vel real podemos construir aproxima¸˜es polinomiais de co a co fun¸˜es de classe C k . . (2. com o mesmo significado.4 para obter a f´rmula de Taylor na forma: o k f (x) = p=0 i1 +..7). POLINOMIO DE TAYLOR 2. Decorre do resultado j´ conhecido para n = 1 e do teorema de deriva¸˜o ca a ca da fun¸˜o composta por considera¸˜o da fun¸˜o auxiliar g : [0.0) . y) = xy + sen x.6) ou (2.4. quando poss´ ıvel. . 0) ´: e f (x.3.. Problema 2.0) 1 ∂2f 2 ∂x2 (x − π)2 (π. a f´rmula de Taylor de segunda ordem em torno de o (π.´ 2. i i p! ∂y11 .

6 em que na ultima igualdade tivemos em aten¸˜o que (x2 + y 4 )3 = x6 + 3x4 y 4 + 3x2 y 8 + y 12 = ´ ca x6 + o( (x.4.5) do polin´mio de Taylor. Repare que isto evitou termos de calcular 5 derivadas! Exerc´ ıcio 2. Para tal usa-se a o caracteriza¸˜o (2.4. y) = x2 + 2xy + y 2 ent˜o a sua expans˜o em f´rmula de Taylor at´ ` a a o e a segunda ordem.2 Mostre que a f´rmula de Taylor de ordem k para um polin´mio de grau k coincide o o com o polin´mio.´ CAP´ ITULO 2. [Suponha que existe um polin´mio p(x) para o qual (2.2 Se f (x. Obtem-se um polin´mio o Q(x. y) 6 ) e x2 + y 4 ≤ x2 + y 2 para (x. y. y) = sen(x2 − y 2 ). 0). y) = ex + xyz. 3. z) = 1 + x + y + z + xy + xz + yz + xyz.3 Queremos calcular a expans˜o de Taylor da fun¸˜o sen(x2 + y 4 ) at´ ` ordem 6 a ca ea em torno da origem. Mostre que se existisse outro polin´mio o o q(x) = p(x). y) = (x2 − y 2 ) − (x2 − y 2 ) 3! 3 t3 + o(|t|3 ). z) = x + y 2 + z.. y) suficientemente pequeno. COMPLEMENTOS DE CALCULO DIFERENCIAL Exemplo 2. em torno de qualquer ponto. f (x.8) vale. 2.4.4. Com efeito.4. o Exerc´ ıcio 2. De facto ca o sen λ − λ + λ→0 λ4 lim 24 de Janeiro de 2000 λ3 3! =0 24 .3 Demonstre a parte correspondente a unicidade do teorema de Taylor..] ca Em certos casos podemos utilizar o conhecimento da expans˜o em potˆncias de uma fun¸˜o a e ca real de vari´vel real para calcularmos a expans˜o em potˆncias de express˜es mais complicadas: a a e o Exemplo 2. f (x. 6 (x2 + y 4 )3 + o((x2 + y 4 )3 ) 6 Resta provar que efectivamente se trata do polin´mio de Taylor pretendido. o e Sabemos que o seno ´ uma fun¸˜o inteira cuja s´rie de Taylor relativa a 0 (s´rie de Mac e ca e e Laurin) ´ e 2k−1 λ3 λ5 k+1 λ sen λ = λ − + − · · · + (−1) + .1 Calcule a f´rmula de Taylor at´ ` terceira ordem das seguintes fun¸˜es: o ea co 1. sen(x2 + y 4 ) = x2 + y 4 − Exemplo 2. y)−x2 +2xy+y 2 = 0 e pelo que (2. y. f (x. e suponhamos que pretendemos obter o polin´mio de Taylor de s´tima ordem de g relativo a (0. ´ x2 +2xy+y 2 .8) vale. f (x. 3! 5! (2k − 1)! Tal permite-nos ter um palpite `cerca do polin´mio de Taylor pretendido simplesmente por substia o tui¸˜o formal de λ por x2 − y 2 na igualdade anterior e s´ considerando os termos de grau menor ca o ou igual a sete. Sabemos que sen t = t − Deste modo temos sen(x2 + y 4 ) = x2 + y 4 − pelo que x6 + o( (x. y) 6 ). de grau menor ou igual ao grau de p obter´ ıamos uma contradi¸˜o.4.4 Seja g(x. Exerc´ ıcio 2.

Exerc´ ıcio 2.9 Calcule a expans˜o em s´rie de Taylor de a e sen x1000 + y 1000 + z 1000 at´ ` ordem 999 em torno da origem.4. at´ ` quinta ordem de a ea xy + xyz + x2 + y 2 + xyz. que todas as derivadas parciais de ordens 1. 0) = f (x).y)→(0. Exerc´ ıcio 2.y)→(0.10 Suponha que f : R → R e v : R2 → R s˜o de classe C ∞ e satisfazem a ∂ = ∂xv 2 v(x. y) − Q(x. POLINOMIO DE TAYLOR donde resulta lim (x. y) (x2 − y 2 ) 4 =0 e usando |x2 − y 2 | ≤ x2 + y 2 obt´m-se e lim (x.4 Desenvolva em f´rmula de Taylor f (x. Tente o ea n˜o calcular as derivadas directamente mas sim usar o facto de que o polin´mio de Taylor de a o ordem k ´ o unico polin´mio de grau ≤ k tal que e ´ o lim x−y 2 2 |f (x) − p(x)| = 0. 0) s˜o nulas. e 25 24 de Janeiro de 2000 .4. y) (x2 + y 2 ) 4 = 0.0) g(x.4. a Exerc´ ıcio 2.6 Calcule a expans˜o de Taylor em torno do ponto (1. 7 e 8 de g em (0. x−y k →0 (2. Desenvolva ca 0.8 Calcule a expans˜o em s´rie de Taylor da fun¸˜o ex a e ca ordem em torno de x = 0 e y = 1.´ 2.4. 3.0) g(x. 4.5 Calcule a expans˜o em potˆncias de x − 1 e y − 2 de a e sen(x + y − 3) at´ ` quarta ordem. Note que obtivemos.4.4. 1. y) − Q(x. ∂v ∂t 2 Desenvolva v em s´rie de Taylor em torno da origem.1 Exerc´ ıcios suplementares Exerc´ ıcio 2. y) = ex +y at´ ` terceira ordem. por exemplo. 1). ea 2 +sen((y−1)2 ) at´ ` quarta e a Exerc´ ıcio 2.7 Seja f uma fun¸˜o C ∞ . Assim Q ´ de facto o polin´mio de Taylor pretendido e inclusivamente ´ idˆntico ao polin´mio e o e e o de Taylor de oitava ordem.4.4. ea 2.8) Exerc´ ıcio 2. 5.4. x 0 f (s)ds em s´rie de Taylor em torno de e Exerc´ ıcio 2.

4.1). 0) t2 2 + o(t3 ) pelo = ∂2f ∂2v ∂x2 (0).4.4. Use o 24 de Janeiro de 2000 26 . ∂t∂x (0.2 Sugest˜es para os exerc´ o ıcios 2. COMPLEMENTOS DE CALCULO DIFERENCIAL 2. 2 n! 6 2 n 2.6 Neste caso a f´rmula de Taylor coincide com o pr´prio polin´mio xy + xyz + x2 + y 2 + xyz o o o (veja o teorema 2. c 2. . .4..4.8 Note que sen((y − 1)2 ) = (y − 1)2 + (y−1) + o(|y − 1|6 ) e que et = 1 + t + 6 2 2 2 que ex +sen((y−1) ) = 1 + x2 + (y − 1)2 + x2 + (y − 1)2 + o( (x. . + f (n−1) (0) x + . utilizando a equa¸˜o. 2. 0) = ∂3f ∂x3 (0). y − 1) 4 ).4.´ CAP´ ITULO 2. 2. se tem ca m´todo de indu¸˜o. e ca ∂v ∂t (0.4.10 Note que.9 Repare que sen(t) = t + o(t2 ) para t numa vizinhan¸a da origem.7 x 0 f (s)ds = f (0)x + f (0) x + . .

ca 2 e−1/x se x = 0. O teorema de Taylor ser´ utilizado para a classifica¸˜o de pontos de estacionaridade de uma a ca fun¸˜o de classe C 2 quanto a serem pontos de m´ ca ınimo.Cap´ ıtulo 3 Extremos Problemas envolvendo maximiza¸˜o ou minimiza¸˜o de fun¸˜es envolvendo diversos parˆmetros ca ca co a est˜o entre os mais importantes em Matem´tica. Aparecem frequentemente em f´ a a ısica (por exemplo a mecˆnica lagrangeana). a ´ Alguns dos m´todos a utilizar pressup˜em alguns conhecimentos de Algebra Linear. x → x. e o Adicionalmente tais m´todos pressup˜em que o sistema de estacionaridade da fun¸˜o ´ explie o ca e citamente resol´vel o que. Neste c˜ cap´ ıtulo vamos estudar m´todos para determinar m´ximos e m´ e a ınimos de fun¸˜es definidas em co subconjuntos de Rn com valores em R. os candidatos a pontos de a co a extremo de entre os pontos interiores onde a fun¸˜o ´ diferenci´vel s˜o exactamente aqueles onde a ca e a a derivada se anula. engenharia (maximizar a resistˆncia de um mecanismo ou eficiˆncia a e e de um motor) ou economia (minimizar custos de produ¸ao ou optimizar investimentos). u a e a a Em tais casos uma sistematiza¸˜o de todos os poss´ ca ıveis m´todos de ataque ao problema de e determina¸˜o dos pontos de extremo local de uma fun¸˜o ´ imposs´ ca ca e ıvel. A generaliza¸˜o deste facto para fun¸˜es ca co de mais de uma vari´vel. Quanto a a este ultimo ponto ´ de notar que. x → |x|3/2 . para fun¸˜es reais de vari´vel real. • Uma fun¸˜o pode ter um extremo num ponto fronteiro do seu dom´ ca ınio. 1]: x → |x|. m´ximo ou pontos de sela. ´ algo que em geral n˜o se verificar´. a discutir mais ` frente. e t´ ıpicos para fun¸˜es reais de vari´vel real com o dom´ co a ınio da fun¸˜o o intervalo [−1. a 1 Exemplos 27 . chamados pontos de estacionaridade. Tal condi¸˜o estabelece o chamado sistema de estacionaridade cujas solu¸˜es ser˜o ainda ca co a conhecidas por pontos de estacionaridade. Como e o referˆncia sugere-se [4]. num caso concreto. • Uma fun¸˜o pode ter um extremo num ponto de estacionaridade n˜o sendo de classe C 2 ca a numa qualquer vizinhan¸a desse ponto. os crit´rios baseados na f´rmula de Taylor ´ e e o poder˜o ser insuficientes por diversas raz˜es e tal ´ abundantemente exemplificado nos exerc´ a o e ıcios1 • Uma fun¸˜o pode ter um extremo num ponto onde n˜o est˜o definidas algumas das derivadas ca a a parciais de primeira ordem. x → 0 caso contr´rio. O leitor j´ deve conhecer que. s˜o os pontos onde o gradiente da fun¸˜o se a a a ca anula. dado a sua n˜o linearidade. c • Os crit´rios baseados na f´rmula de Taylor podem ser inconclusivos. Cremos no entanto que os racioc´ ınios mais interessantes est˜o bem exemplificados a seguir.

2 Figura 3.1: Os gr´ficos de f (x) = a −x2 +x4 4 − x3 6 e g(x) = x4 − x2 .1. ca e a m´ ınimo) local e f (x0 ) m´ximo (resp. a Exemplo 3. EXTREMOS 0.1. Tal decorre de f (0) = 0 < x2 = f (x) para x = 0.1 Seja f a fun¸˜o definida em R. f (x) ≤ f (x0 ).5 1 1. de acordo com a defini¸˜o anterior. ∀x ∈ A e f (x) ≤ f (x0 ). A primeira defini¸˜o ´ a de m´ximo e m´ a ca e a ınimo local de uma fun¸˜o ca real. Come¸aremos portanto por formalizar estas ideias do c ponto de vista matem´tico.1 Extremos Provavelmente o leitor ter´ uma ideia intuitiva do que ´ um ponto de extremo de uma fun¸˜o. f (x) ≥ f (x0 )). A fun¸˜o ca g(x) = x4 − x2 tem um m´ ınimo absoluto para x = 1.1. ∀x ∈ V ∩ A.1 Seja f : A → R. 24 de Janeiro de 2000 28 . ou a e ca seja.2 A fun¸˜o f (x) = −x 4+x − x tem um m´ximo local em x = 0. como se pode ver pelos exemplos seguintes: 2 Por 2 4 3 exemplo. como se pode observar na figura 3.1 -1. uma bola de raio centrada em x0 .3 0.1 -0. constante igual a 1. No entanto.2 0. uma fun¸˜o pode ter v´rios extremos locais cada ca ca a um deles ocorrendo em v´rios pontos de extremo local.5 -1 -0.2 O m´ximo (resp. Exerc´ ıcio 3.1 0. um m´ ca a ınimo local 6 1 em x = − 2 e um m´ ınimo absoluto em x = 1. m´ a ınimo) local de f se existir uma vizinhan¸a2 V de x0 tal c que . 3. Note que. Veja a figura 3.2 0. f (x) ≥ f (x0 )). (resp. m´ ca a ınimo) ´ estrito se a igualdade na defini¸˜o anterior s´ se e ca o verificar para x = x0 . Exemplo 3.CAP´ ITULO 3. a Nem sempre dada uma fun¸˜o podemos garantir a existˆncia de m´ximos ou m´ ca e a ınimos.1. um ponto de m´ximo ou de m´ a ınimo.1. Exemplo 3. m´ a ınimo) ´ global (ou absoluto) se.3 Provemos que a fun¸˜o f (x) = x2 tem um m´ ca ınimo absoluto estrito na origem. O ultimo exemplo ilustra a necessidade de distinguir estes casos degenerados de outros mais inte´ ressantes. o conjunto s´ com um ponto. com A ⊂ Rn . Defini¸˜o 3. Assim temos a seguinte defini¸˜o. ca Defini¸˜o 3. este m´ ınimo n˜o ´ unico pois a e´ x = −1 ´ outro ponto de m´ e ınimo absoluto tendo-se g(1) = g(−1). O m´ximo (resp. (resp. Ent˜o qualquer n´mero real ca a u ´ um ponto de m´ximo (e tamb´m m´ e a e ınimo) de f . Um ponto x0 ∈ A ´ um ponto de m´ximo (resp.5 -2 -1 -0.1. Justifique que o x = a ´ ponto de m´ e ınimo e ponto de m´ximo estrito simultaneamente.1 1 2 -0.5 0.1. com A = {a}.1.1 Seja f : A → R.

A fun¸˜o do exemplo 3. Mostre que f (0) ´ um m´ximo local mas n˜o ca e a a global.1.2) f n˜o tem nenhum m´ximo ou m´ a a ınimo global pois limx→+∞ f (x) = +∞ e limx→−∞ f (x) = −∞.7 A fun¸˜o f : [0.1.1.1.8 Consideremos o subconjunto K ⊂ R2 definido pela condi¸˜o |x| + |y| ≤ 1. y) = x2 + y 2 . Exemplo 3. 1] → R dada por f (x) = e 1+100x2 ca ´ cont´ e ınua e [0. Exemplo 3.1. 1]. No exemplo seguinte n˜o encontramos extremos absolutos pois a fun¸˜o a ca ´ ilimitada o que ´ poss´ gra¸as para uma fun¸˜o cont´ e e ıvel c ca ınua se o dom´ ınio n˜o ´ compacto (neste a e caso n˜o ´ limitado).1.5 -15 -10 -5 -2. Portanto tem pelo menos um ponto de m´ximo e um ponto de m´ a ınimo globais em [0.1. para garantir a existˆncia de extremos. que neste caso s˜o (±1.1 (Weierstrass) Seja f : A ⊂ Rn → R cont´ ınua com A compacto. ±1). Exemplo 3.1.6.4 n˜o tem m´ximo nem m´ ca a a ınimo porque retir´mos os extremos a a um intervalo limitado e fechado fazendo com que os valores extremos da fun¸˜o n˜o sejam ca a atingidos nesses pontos.2 Seja f a fun¸˜o do exemplo 3. Note que f n˜o tem m´ a ınimo nem m´ximo pois n˜o fazem parte do dom´ a a ınio os pontos 0 e 1 onde a fun¸˜o definida pela mesma ca f´rmula mas cujo dom´ o ınio fosse o intervalo fechado [0. Ideia da demonstra¸˜o. Esta fun¸˜o n˜o tem nenhum m´ ca a ınimo pois f nunca se anula embora f tome valores positivos arbitrariamente pequenos. independentemente da aparˆncia mais ou menos complicada da defini¸˜o da fun¸˜o: e ca ca Exemplo 3.4 Seja f : ]0.5 -5 -7.Veja o exerc´ 2.5 Seja f : R → R definida por f (x) = x + sen x. Os pontos de m´ximo ser˜o os pontos do conjunto mais a a afastados da origem.1. seja usual tentar lidar com e fun¸˜es cont´ co ınuas definidas em conjuntos limitados e fechados (compactos). Ent˜o f tem m´ximo e m´ a a ınimo (globais) em A. Finalmente no ultimo destes exemplos a fun¸˜o n˜o tem m´ a e ´ ca a ınimo porque ocorre uma descontinuidade no ponto onde o m´ ınimo deveria ocorrer.3. 1].1. f (0) = 1. Reparando que f ´ o quadrado da distˆncia ` origem conclu´ e a a ımos que ocorre um m´ ınimo (global) na origem. 0) e (0.6 Seja f (x) = x2 se x ∈ R \ {0}. EXTREMOS 7. Exerc´ ıcio 3. a 29 24 de Janeiro de 2000 sen(x+log(x+1)) . Seja ca f a fun¸˜o a´ definida por f (x. 1[ → R definida por f (x) = x.16. O pr´ximo teorema o mostra que estas condi¸˜es s˜o efectivamente suficientes para garantir a existˆncia de extremos: co a e Teorema 3. Antes de prosseguirmos conv´m sumarizar informalmente o que aprendemos nos 3 ultimos e ´ exemplos. Como K ´ compacto (porque ´ limitado e fechado). ca ıcio Ficamos assim com um crit´rio abstracto para garantir a existˆncia de m´ximos e m´ e e a ınimos. Embora f tenha m´ximos e a 2 m´ ınimos locais (ver figura 3. 1] atinge os seus valores extremos.1.2: O gr´fico de f (x) = a x 2 + sen x Exemplo 3. ca ı e e f tem de ter m´ximo e m´ a ınimo. Estes exemplos sugerem que.5 5 2.5 5 10 15 Figura 3.

O resultado do pr´ximo teorema permite fazer o isto. m´x{|x|. 1[.3 Seja f : A ⊂ Rn → R uma fun¸˜o diferenci´vel num ponto a ∈ int A.3: Fixar todas as vari´veis excepto uma define uma fun¸˜o de uma vari´vel. . conv´m ter um crit´rio.3 Diga em quais dos seguintes subconjuntos de R2 pode garantir a existˆncia de e m´ ınimos para qualquer fun¸˜o cont´ ca ınua f .1. Se f tiver um a ca a m´ximo local em (x0 .CAP´ ITULO 3. a 24 de Janeiro de 2000 30 . No caso de a resposta ser negativa apresente um exemplo.1. Se x ´ ponto de extremo de ca a e f ent˜o ´ ponto de estacionaridade. No exemplo 3. m´x{|x|.1. . . |y|} ≥ 1 a 4. Aplique o resultado conhecido em dimens˜o 1 a gi no ponto xi .8. de aplica¸˜o f´cil. . . . Teorema 3. m´x{|x|. y0 ) e fixarmos a segunda vari´vel em y0 ent˜o tal fun¸˜o tem um m´ximo em x0 . No entanto. xn ). ı a Defini¸˜o 3. |y|} > 1 a 5. . m´x{|x|.1. a a a ca a Exerc´ ıcio 3. |y|} ≤ 1 a 3. . 1.2 Seja f : A ⊂ Rn → R uma fun¸˜o diferenci´vel num ponto x ∈ int A. |y|} < 1 a Exerc´ ıcio 3. .4 Mostre que a fun¸˜o f (x) = x4 tem m´ ca ınimo e n˜o tem m´ximo no intervalo a a ] − 1. y) y0 y x0 x Figura 3. gi tem um extremo em t = xi . Diz-se ca ca a que a ´ um ponto de estacionaridade (ou ponto cr´ e ıtico) de f se f (a) = 0. da´ a sua importˆncia.1. xn ) um ponto de extremo duma fun¸˜o f e considere ca ca gi (t) = f (x1 . . . . |y|} = 1 a 2. EXTREMOS z = f (x . Seja (x1 . ou seja f (x) = 0. a fun¸˜o em quest˜o ´ a distˆncia ` origem e por isso tem um m´ ca a e a a ınimo em 0. que permita reduzir o n´mero de candidatos a e e ca a u pontos de m´ximo ou m´ a ınimo a serem analisados. m´x{|x|. t. a e Ideia da demonstra¸˜o. Porque ´ que isto n˜o contradiz o teorema de Weierstrass? e a Em casos simples ´ poss´ seleccionar os candidatos a extremos utilizando racioc´ e ıvel ınios ad hoc.

Exemplo 3. y) = x2 + y 2 em x2 + y 2 < 1. e No exemplo 3. Exerc´ ıcio 3. y) = x2 + y 2 ca no conjunto x2 + y 2 < 1.9 Suponhamos que pretendemos encontrar os extremos da fun¸˜o f (x. a e a Exerc´ ıcio 3.4 Diz-se que um ponto de estacionaridade a ´ um ponto de sela de uma fun¸˜o ca e ca f se qualquer que seja a vizinhan¸a de a existirem pontos nessa vizinhan¸a onde a fun¸˜o toma c c ca valores inferiores e superiores a f (a). onde nos temos de preocupar com a possibilidade de haver m´xio a mos ou m´ ınimos que. a co 31 24 de Janeiro de 2000 . pontos onde f n˜o ´ diferenci´vel. 2. A compacto (limitado e fechado) e f cont´ ınua. y) = xy em |x| + |y| < 1. Isto motiva a seguinte defini¸˜o: ca Defini¸˜o 3. ∂x ∂y = (0. y) = (0. f (x. pelo que nestes pontos o gradiente de f ser´ nulo.1.5 Determine (se existirem) os m´ximos e m´ a ınimos das seguintes fun¸˜es: co 1.1. Como o conjunto ´ aberto todos os pontos de extremo de f (se existirem) e ser˜o interiores. 4. 0) ´ um ponto de sela3 de x2 − y 2 . que o unico ponto em ´ que pode ocorrer um extremo ´ (x.1.1.5 os conjuntos onde as fun¸˜es estavam definidas eram co abertos.1. os unicos pontos que podem ser e ´ extremos de f s˜o a 1. 0). Como f (0. Conclu´ ımos portanto. f (x.9 e no exerc´ ıcio 3.1. y) = x4 + y 4 em |x| + y 2 < 1. N˜o ´ a e este o caso do pr´ximo exemplo. Ent˜o f tem pelo menos um a ponto de m´ximo e um ponto de m´ a ınimo global. 0) = 0 e a fun¸˜o ´ sempre positiva em e ca e todos os outros pontos este ser´ necessariamente um m´ a ınimo (absoluto) de f . 3. resolvendo a equa¸˜o ca f = (2x. por estarem na fronteira do dom´ ınio. a 3 A express˜o ponto de sela ´ motivada pelos gr´ficos de fun¸˜oes em exemplos como este. isto ´ a a e f= Deste modo. EXTREMOS Exemplo 3.10 Seja f (x) = x3 ent˜o 0 ´ um ponto de sela de f pois embora seja um ponto a e cr´ ıtico de f (f (x) = 3x2 anula-se na origem) n˜o se trata de um ponto de m´ximo ou m´ a a ınimo (porque f (x) < f (0) para x < 0 e f (x) > f (0) para x > 0). 2y) = (0.3 a Seja f : A → R. pontos onde f = 0. Para al´m disso. 0). Consequentemente todos os pontos de extremo eram pontos de estacionaridade. 3. 2. 0). Claro que acabamos a e a ca por usar a express˜o em situa¸˜es mais gerais.1.6 Verifique que (0.1. Por´m nem todos os pontos cr´ e ıticos de uma fun¸˜o s˜o m´ximos ou m´ ca a a ınimos. ∂f ∂f . n˜o sejam pontos de estacionaridade. podemos determinar todos os poss´ ıveis extremos de f . pontos na fronteira de A. y) = x2 − y 2 no conjunto x2 + y 2 < 1.3.1. f (x. f (x. O teorema anterior e o teorema de Weierstrass implicam um crit´rio de detec¸˜o de pontos de e ca extremo que sumarizamos no seguinte corol´rio: a Corol´rio 3.

y) mas ´ linear em (x2 . Avaliando a fun¸˜o f nestes pontos obtemos f (0. 0) ´ um ponto de sela. Os pontos de estacionaridade estar˜o entre as solu¸˜es de a co y − 3x2 y − y 3 = 0 x − 3xy 2 − x3 = 0 (3. 0) = f (0. f (x. y) = y 3 para 3 3 y ∈ [−1. y = 0 e portanto 1 − y 2 = 0. e Quanto ao ponto (1/2. −1) s˜o pontos de m´ a ınimo global e (1.2 n˜o ´ linear em (x. −1) = x3 para x ∈ [−1. f (1. −1/2) satisfazem o sistema de estacionaridade. 2. −1/2) e (−1/2. ou seja (x. ±1/2) = 1/8 e f (±1/2. 1] × [−1. 1/2). y) = (0. ca f (±1/2. 1) s˜o pontos de m´ximo a a global. (1/2. 1) = f (−1. −1/2). 1) = f (1. 1]. 4. x = 0. 0). 3. Quanto ao ponto (0. (−1/2. f (x.1) as que s˜o pontos interiores do dom´ co a ınio fornecem a lista de poss´ ıveis candidatos a extremos locais em pontos interiores: (0. 1/2). 1/2). que f vale 0 sobre ∂A e f > 0 no interior de A.2) Deste modo (1/2. (−1/2. 1) e (−1. y) = (±1. Portanto (1. O sistema e (3. y) ∈ R2 : x2 + y 2 ≤ 1. O sistema 3. Por outro lado se (x. 1) = −x para x ∈ [−1. 0) a fun¸˜o 1 − x2 − y 2 ´ positiva. Todas estas fun¸˜es de uma vari´vel real s˜o estritamente mon´tonas de maneira co a a o que basta considerar os valores da fun¸˜o nos v´rtices do quadrado: f (1. O a e a 24 de Janeiro de 2000 32 . EXTREMOS Exemplo 3.1) admite como solu¸˜es: co 1. ±1). 1]. y = 0 e portanto 1 − x2 = 0. Note-se que (1/2. −1) = 1. 0). −1) e (−1. 4 (3. y) = (0. Tal ponto ´ ent˜o um ponto de estacionaridade. Temos agora de estudar o que acontece nos outros pontos pois podem ser m´ximos ou m´ a ınimos locais ou apenas pontos de sela. y 2 ) e tem como solu¸˜o a e e ca x2 = 1 4 y2 = 1 . 1].11 Suponhamos que queremos determinar os extremos da fun¸˜o ca f (x. 0) ´ f´cil de verificar que xy assume valores e a positivos e negativos numa vizinhan¸a da origem. isto ´. 0). (1/2. 0) = f (±1.1.1) no interior do quadrado. y ≥ 0}. 1/2) classificamo-lo usando um racioc´ ınio ad hoc baseado na utiliza¸˜o ca do teorema de Weierstrass. Para avaliar o que se passa sobre a fronteira do dom´ ınio consideramos f (−1. (1/2. 1/2). y) estiver suficientemente c pr´ximo de (0. ±1) = 0. pontos que verifiquem x = 0. −1) = −1 e ca e f (−1. 1]. x ≥ 0. y = 0 e 3x2 + y 2 = 1 x2 + 3y 2 = 1. verificando simultaneamente −1 < x < 1 e −1 < y < 1. ou seja (x. Logo (0. (x. 1/2) ´ um ponto interior do conjunto compacto e A = {(x. y) = xy(1 − x2 − y 2 ) no quadrado [−1. 1]. −1/2) e (−1/2. De entre as solu¸˜es de (3. O teorema de Weierstrass garante que f ter´ um m´ximo em A (global relativamente a A) que a a ocorrer´ necessariamente num ponto interior.CAP´ ITULO 3. O gradiente de f ´ dado por e f = (y(1 − x2 − y 2 ) − 2x2 y. y) = −y para y ∈ [−1. x = 0. Portanto f numa vizinhan¸a da origem assume o ca e c valores positivos e negativos. 1/2) = −1/8. x(1 − x2 − y 2 ) − 2xy 2 ).

z) = x2 + y 2 + z 2 com |x| + |y| + |z| ≤ 1. 1]). EXTREMOS y 1 A 1/2 x -1 1/2 1 0.2 -1 -0. y. a unico ponto de estacionaridade em int A ´ (1/2. |y|} ≤ 1.7 Determine. 1/2) s˜o a a a a pontos de m´ ınimo local e (−1/2. y) = xy(1 − x2 − y 2 ) quanto a existˆncia de pontos de extremo em [−1. 3. 1]. y. z.1.1.9 Determine os pontos de extremo de: 1. 1] × e [−1.1. y) = x2 + y 2 − (x2 + y 2 )2 . 2 2 4 Exerc´ ıcio 3. y) = x + y com x2 + y 2 ≤ 1. f (x. f (x. 2. r2 ) = r1 − r2 + r1 . −1/2) um ponto de m´ximo local (ou use o facto de a fun¸˜o ser a ca ´ ımpar em cada uma das vari´veis). 33 24 de Janeiro de 2000 .1 Exerc´ ıcios suplementares Exerc´ ıcio 3. (−1/2. w) = x2 + y 2 − z 2 − w2 + (x2 + y 2 )2 .3. se existirem. f (x. Este racioc´ ınio vale para (1/2.4: Estudo de f (x.1. z.1. 1] × [−1. −1/2). (−1/2. y) → ca xy no quadrado m´x{|x|. r2 ) = r1 − r2 + r1 .5 0. os pontos de m´ximo e m´ a ınimo local da fun¸˜o (x. y) = x3 y 3 (1 − x6 − y 6 ) para (x.5 1 -1 Figura 3. w) = r1 − r2 + r1 . a Para terminar esta sec¸˜o vamos apresentar um exemplo em que usamos propriedades de ca simetria e uma mudan¸a de vari´vel para determinar extremos c a 2 Exemplo 3.8 Determine os extremos de g(r1 . 1]. 4. 3.5 0 -0.1. y. Definindo r1 = x2 + y 2 e 2 2 2 2 2 4 r2 = z + w temos f (x. −1/2). determinando os m´ximos e m´ a ınimos 2 2 4 de g(r1 . Utilize este resultado para calcular os extremos de f (x.12 Seja f (x. 1/2) e (−1/2. −1/2) chegando-se de maneira an´loga ` conclus˜o que (1/2. y) ∈ [−1. 1/2) logo este ponto ´ um ponto de m´ximo local de ´ e e a f (relativamente ao quadrado [−1. Portanto.5 0 -1 1 0. podemos recuperar os m´ximos e m´ a ınimos de f . w) = x2 + y 2 − z 2 − w2 + (x2 + y 2 )2 . 1] × [−1. y. Tente identificar as propriedades deduzidas para a fun¸˜o com o que ´ evidenciado no gr´fico ca e a gerado numericamente ` direita. a Exerc´ ıcio 3. f (x. z.2 0 -0.

CAP´ ITULO 3. Uma fun¸˜o que permite medir quanto ´ que uma dada recta na forma y = ax + b ca e aproxima os pontos experimentais ´ e n g(a. 3.1. Para fun¸˜es f de Rn em R a segunda derivada de f ´ representada por uma forma blinear definida por co e uma matriz chamada hessiana.10 Utilize o teorema do valor m´dio. A semelhan¸a do caso unidimensional quando a c derivada ´ nula.1. Determine os extremos de cos(θ) + sen(θ) com θ ∈ [0. e 3. No caso unidimensional.11 (M´ ınimos quadrados) O m´todo dos m´ e ınimos quadrados tem como objectivo determinar a recta y = ax + b que “melhor aproxima” certos dados experimentais (xi .10 Seja f : R → R.2 Testes de Segunda Ordem Nesta sec¸˜o vamos estudar um m´todo que permite classificar os pontos de estacionaridade de ca e fun¸˜es. b) verifica-se n 2 i=1 xi n i=1 xi n i=1 g = 0. .2 3. ou de forma equivalente determinando o sinal dos seus valores pr´prios.1. um ponto de estacionaco a ridade de uma fun¸˜o ´ de m´ximo ou de m´ ca e a ınimo dependendo do sinal da segunda derivada. Note que f ´ o quadrado da distˆncia ` origem.1. Prove que f tem pelo menos um m´ ınimo. .1. o Comecemos por precisar alguns dos termos usados no par´grafo anterior.. isto ´ e a a e todos os valores pr´prios tiverem o mesmo sinal excepto alguns nulos. semidefinida. 2π]. c 4. quando a segunda derivada n˜o se anula. cont´ ınua. com 1 ≤ i ≤ n. indefinida. e a a 2. Escreva os pontos da fronteira e com x = cos(θ) e y = sen(θ). negativa. a 24 de Janeiro de 2000 34 . . 3. ´ poss´ o e ıvel estudar a classifica¸˜o de pontos de estacionaridade ca ` quanto a serem pontos de m´ximo ou m´ a ınimo. Classificando a forma quadr´tica definida pela hessiana quanto a a ser definida positiva. Como f n˜o tem pontos de estacionaridade em x2 + y 2 < 1 os seus extremos (que existem a pelo teorema de Weirstrass) tˆm de se encontrar na fronteira.9 Sugest˜es para os exerc´ o ıcios 1. satisfazendo x→±∞ lim f (x) = +∞. yi ). Fa¸a r2 = x2 + y 2 . 3.11 Se g tiver m´ ınimo em (a. EXTREMOS Exerc´ ıcio 3.11 substituindo x ↔ x3 e y ↔ y 3 . Determine os extremos de r2 − r4 com r ≥ 0. 3. Calcule os pontos de estacionariade de g para determinar que equa¸˜es ´ que a e b satisfazem co e (a prova de que o ponto de estacionaridade ´ mesmo um m´ e ınimo ´ deixada para um exerc´ e ıcio posterior).1. Recorde o exemplo 3. este teste pode n˜o ser conclusivo se a forma quadr´tica for semidefinida.1. b) = i=1 (axi + b − yi )2 . Portanto a e b satisfazem as equa¸˜es co xi a = b n i=1 xi yi n i=1 yi n . Exerc´ ıcio 3.

negativa). negativa). isto ´.2. indefinida e semidefinida s˜o termos mutuamente exclusivos. QA (x) ≥ 0 (resp. 5. [4] aonde uma forma ou matriz definida ca a e ´ necessariamente semidefinida. e ca 2 Portanto substituir A pela sua simetriza¸˜o n˜o altera QA .1 Seja A uma matriz sim´trica.2.2 Em geral podemos definir forma quadr´tica QA associada a uma matriz A via a QA (x) = x · Ax. QA ´ indefinida se existir um valor pr´prio positivo e um valor pr´prio negativo.1 ca Seja QA uma forma quadr´tica definida por uma matriz sim´trica A via QA (x) = x · Ax para a e x ∈ Rn .2. QA (x) < 0) para todo o x ∈ Rn \ {0}. QA ´ semi-definida positiva (resp.3. Sugere-se que antes de provar o ca a caso geral. conven¸a-se que este facto ´ verdadeiro com o exemplo c e A= 1 0 2 . existirem y. Caso nenhuma destas situa¸˜es se verifique diz-se que a matriz ´ indefinida esta situa¸˜o co e ca corresponde a QA ser indefinida.2. ıcio Exerc´ ıcio 3. isto ´. 2. 1.2. QA (x) > 0 (resp. negativa) se a forma quadr´tica QA for defininida e a positiva (resp. por exemplo. ıcio c a Proposi¸˜o 3. 0 1 Os valores pr´prios de A s˜o definidos pela equa¸˜o o a ca   1−λ 2 0 4−λ 0  = λ(1 − λ)(5 − λ) = 0. e A defini¸˜o anterior poderia ter sido feita em termos de valores pr´prios (consultar por exemplo ca o ´ [4] ou resolver o exerc´ 3.2. z ∈ Rn tais que QA (y) < 0 e QA (z) > 0. 3. QA ´ definida positiva (resp. 1. det(A − λI) =  2 0 0 1−λ que tem como solu¸˜es λ = 0. TESTES DE SEGUNDA ORDEM Defini¸˜o 3.2. e o o Exemplo 3. Portanto conclu´ co ımos que A ´ semi-definida positiva. e Exerc´ ıcio 3.1 Mostre que a unica matriz simultaneamente semidefinida positiva e semidefinida ´ negativa ´ a matriz nula. onde A = A+A em que A ´ chamada a simetriza¸˜o de A. ou seja A = AT e considere-se a forma quadr´tica ca e a QA definida por A via QA (x) = x · Ax para x ∈ Rn . Diz-se que A ´ definida positiva (resp. e 2. negativos). e Que basta considerar matrizes sim´tricas ao lidar com formas quadr´ticas ´ uma das conclus˜es e a e o do exerc´ seguinte. 1. negativa) se e s´ se todos os valores pr´prios de A forem e o o positivos (resp. QA (x) ≤ 0) para todo o x ∈ Rn e e existe algum y = 0 tal que QA (y) = 0. e a 35 24 de Janeiro de 2000 . isto ´. Assim definida. Mostre que QA = QA . negativa) se a forma quadr´tica QA for semie a defininida positiva (resp. a 3.1 Seja  1 A = 2 0  2 0 4 0 .2) gra¸as ao seguinte resultado b´sico de Algebra Linear. Ent˜o: a 1. positivos) e pelo menos um nulo. negativa) se e s´ se todos os valores pr´prios de A forem e o o n˜o negativos (resp. Diz-se que A ´ semi-definida positiva4 (resp. 1 T 4 Esta defini¸˜o de forma semidefinida n˜o ´ a mesma de.

3 Seja 1 6  A = 11  16 21  2 7 12 17 22  3 4 5 8 9 10  13 14 15  18 19 20 23 24 25 A2 = 1 0 0 2 A3 = A  1 0 . ann uma matriz n × n. A ´ definida negativa se e s´ se det Ai < 0 para i ´ e o ımpar e det Ai > 0 para i par. Proposi¸˜o 3. Dada uma e e matriz A uma submatriz principal de A ´ qualquer matriz que se obt´m de A suprimindo linhas e e e colunas em pares correspondentes (e.2. Como todos estes valores s˜o positivos conclu´ a ımos que A ´ definida positiva. 21 24 25 24 de Janeiro de 2000 36 .1.3 Prove a proposi¸˜o para matrizes diagonais. a primeira e a terceira linhas e colunas).  .2. isto ´. e A1 = a11 Ent˜o. Exemplo 3. 4 A2 = a11 a21 a12 a22 ··· Suprimindo a primeira linha e primeira coluna obtemos a submatriz principal   7 8 9 10 12 13 14 15   17 18 19 20 22 23 24 25 Suprimindo a segunda e terceira linhas e colunas obtemos a submatriz principal   1 4 5 16 19 20 .g. . Consideremos as submatrizes Ak que consistem nos elementos das primeiras k linhas e k colunas de A.CAP´ ITULO 3. Demonstre a proposi¸˜o 3.2.2. e Exerc´ ıcio 3. an1  ··· ···  a1n . A= .2. ca Para o caso de matrizes semi-definidas o crit´rio ´ ligeiramente mais complexo. EXTREMOS 2.2 Seja  1 0 A = 0 2 1 0 Portanto A1 = 1 e temos det A1 = 1 det A2 = 2 det A3 = 6. e o 2. ca Calcular valores pr´prios n˜o ´ uma tarefa trivial e ´ conveniente dispor de crit´rios mais f´ceis o a e e e a de aplicar. Exemplo 3. A ´ definida positiva se e s´ se det Ai > 0 para todo o i.  .2 ca Seja a11  . a 1.

 H(f ) =  . Portanto conclu´ e ımos que a matriz n˜o pode ser nem semidefinida positiva nem a semidefinida negativa pelo que ´ indefinida. 1 5 O determinante de A ´ zero pelo que a matriz n˜o pode ser nem definida positiva nem definida e a negativa.3. Exerc´ ıcio 3.  . Portanto conclu´ e e ımos que a matriz ´ semidefie nida positiva. negativa ou indefinida Depois destas defini¸˜es preliminares vamos definir a matriz hessiana5 .3 ca Uma matriz A ´ semi-definida positiva se e s´ se todas as submatrizes principais de A tˆm detere o e minantes n˜o negativos e pelo menos um ´ nulo. 1 −5 Retirando a primeira e terceira linhas e colunas obtemos a submatriz 2 cujo determinante ´ e positivo. N˜o desenvolveremos este assunto neste texto. retirando a primeira e e terceira linhas e colunas obtemos a submatriz 2 cujo determinante ´ positivo. ∂2f ∂2f ··· ∂xn ∂x1 ∂x2 n matriz hessiana H define uma forma bilinear (x.2. e Exemplo 3.2. ca a 5A 37 24 de Janeiro de 2000 . TESTES DE SEGUNDA ORDEM Proposi¸˜o 3. y) → x · Hy que desempenha o papel de segunda derivada de uma fun¸˜o de Rn em R.2.4 Seja  0 A = 0 0  0 0 2 1 . Uma matriz A ´ semi-definida negativa se e s´ se a e e o todas as submatrizes principais de A tˆm determinantes n˜o negativos ou n˜o positivos conforme e a a o n´mero de linhas ou colunas da submatriz ´ par ou ´ u e ımpar e pelo menos um ´ nulo. retirando a primeira e linha e coluna obtemos a submatriz 2 1 1 5 cujo determinante ´ 9 e portanto tamb´m positivo.2. e Exemplo 3.2.2. Portanto basta analisar 3 submatrizes. co Defini¸˜o 3. .5 Classifique a matriz A dada por  0 2 A = 0 2 0 1  1 1 5 quanto a ser definida ou semidefinida positiva.2 Seja f : Rn → R de classe C 2 . A matriz hessiana de f . ´ dada por ca e  ∂2f  ∂2f · · · ∂x1 ∂xn ∂x2 1  .  .2. negativa ou indefinida Exerc´ ıcio 3. . . H(f ).4 Classifique a matriz A dada por  3 0 A = 0 2 0 1  0 1 5 quanto a ser definida ou semidefinida positiva. O mesmo acontece ao determinante de qualquer submatriz obtida de A n˜o retirando a a primeira linha e coluna.5 Seja  0 A = 0 0  0 0 2 1 . retirando a primeira e segunda linhas e colunas obtemos a submatriz 5 cujo determinante ´ positivo. Retirando a primeira e segunda linhas e colunas obtemos a submatriz −5 cujo determinante ´ negativo.

Defina uma fun¸˜o cuja matriz hessiana seja. a e a iv) Se Dh f (x0 ) ≤ 0 para todo o vector h e existe um vector k = 0 tal que Dk f (x0 ) = 0 ent˜o a x0 n˜o ´ um ponto de m´ a e ınimo local. por exemplo no caso (i).2. a ca pode refazer-se a demonstra¸˜o mas queremos acentuar que n˜o existe nenhuma ideia essencialca a mente nova em jogo. Em que condi¸˜es ´ que a matriz co e a b d c ´ a hessiana de alguma fun¸˜o de classe C 2 ? e ca O resultado b´sico para classificar pontos de estacionaridade usando o termo de segunda ordem a da f´rmula de Taylor ´ o e Teorema 3.6 Calcule a matriz hessiana de f (x. 2 Exerc´ ıcio 3. Exerc´ ıcio 3. h) = Dh/|h| f (x0 ) + 2 2 2 |h| |h| em que a ultima parcela do segundo membro tende para 0 quando h → 0 de acordo com o teorema ´ de Taylor. em qualquer ponto ca a b . v) Se existem h.2. Para completar a demonstra¸˜o. Isto ´ equivalente a estudar o sinal e de 1 (2) f (x0 + h) − f (x0 ) Ef (x0 . a e a iii) Se Dh f (x0 ) < 0 para todo o h = 0 ent˜o x0 ´ um ponto de m´ximo local.4 Sejam U ⊂ Rn um aberto.7 1. Ser´ que a fun¸˜o que encontrou na al´ a ca ınea anterior ´ unica? Se n˜o for tente encontrar uma e´ a f´rmula geral para esta fam´ de fun¸˜es. 6 Obviamente (2) (2) (2) (2) (2) (2) (2) (2) E (x .6 Seja f (x.CAP´ ITULO 3. o ılia co 3. a e Ideia da demonstra¸˜o. y) = x2 + y 2 . Para co a provar (i) ou (iii) devemos estudar o sinal de f (x) − f (x0 ) provando que se mant´m constante e numa bola de raio suficientemente pequeno centrada em x0 . b c 2. A sua matriz hessiana ´ e H(f ) = 2 0 0 .h) 24 de Janeiro de 2000 38 . ii) Se Dh f (x0 ) ≥ 0 para todo o vector h e existe um vector k = 0 tal que Dk f (x0 ) = 0 ent˜o a x0 n˜o ´ um ponto de m´ximo local. (iv) e (v) basta considerar as restri¸˜es de f `s rectas ca co a passando por x0 e nas direc¸˜es de h ou k e usar os resultados conhecidos6 para dimens˜o 1. O ultimo destes dois factos segue da defini¸˜o de limite e o primeiro ´ ca 2 pode ser justificado usando resultados de ´lgebra linear sobre formas quadr´ticas ou o teorema de a a (2) Weierstrass aplicado ` fun¸˜o7 S n−1 η → Dη f (x0 ). k ∈ Rn tais que Dh f (x0 ) < 0 e Dk f (x0 ) > 0 ent˜o x0 ´ um ponto de sela. z) = xyz. basta mostrar que para ca (2) h = 0 temos Dh/|h| f (x0 ) minorado por um n´mero m > 0 e que existe uma bola centrada em x0 u tal que a´ f |h|0 ı > −m.2. 7 S n−1 ≡ {x ∈ Rn : |x| = 1}. y. f : U → R uma fun¸˜o de classe C 2 (U ) e x0 ∈ U um ponto de ca estacionaridade de f . Para provar (ii). EXTREMOS Exemplo 3.2. i) Se Dh f (x0 ) > 0 para todo o h = 0 ent˜o x0 ´ um ponto de m´ a e ınimo local.

0) = 0.. temos f (0. 0) n˜o ´ um ponto de m´ a a e ınimo local. Hf (x0 ) ≡ ∂2f ∂xi ∂xj (x0 ) i.8 Seja f (x. 0) ´ um ponto de sela.. e 2.3. se tem f (x.j=1. As situa¸˜es e co (2) (i-v) no enunciado do teorema correspondem respectivamente a esta forma quadr´tica8 ser defia nida positiva. a e O teorema e o corol´rio n˜o podem ser melhorados. Com efeito Dh f (x0 ) ´ a forma quadr´tica definida pela matriz hessiana de a e a f no ponto x0 . O ponto (0. e A matriz hessiana de f no ponto (0.2. isto ´. E f´cil verificar que (0. Portanto (0. 0) ´ um ponto de m´ e o a e ınimo local. 0) ´ um ponto de m´ a e ınimo local e n˜o um ponto de a sela. y) = (0. negativa) mas n˜o nula ent˜o x0 n˜o ´ um a a a e ponto de m´ximo (resp. 4. Se H(f )(x0 ) for semi-definida positiva (resp. isto ´. m´ximo) a local ou ponto de sela.. devido aos exemplos triviais que se seguem (3. atrav´s de informa¸˜o s´ relativa a derivadas a a e ca o de segunda ordem e de maneira a fornecer informa¸˜o adicional para os casos em que a forma ca quadr´tica ´ semidefinida. Exemplo 3. Se H(f )(x0 ) for definida positiva (resp. Portanto (0. m´ a ınimo) local. e A matriz hessiana de f no ponto (0. a e 39 24 de Janeiro de 2000 .2.2. m´ximo) local. Portanto (0. Ent˜o: a 1. definida negativa.2. 0) ´ e H(f ) = 2 0 0 .2. O ponto (0. 0) ´ um ponto de estacionaridade (verifique!). a 3. 0) ´ um ponto de estacionaridade (verifique!). e A matriz hessiana de f no ponto (0. e 8 Esta terminologia relativa a formas quadr´ticas usa-se tamb´m para as matrizes que as definem. Corol´rio 3.. semidefinida positiva n˜o nula. se (x. 0) n˜o ´ um e o a a a e ´ a ponto de m´ximo local.7 Seja f (x. 0 que ´ semi-definida positiva (os valores pr´prios s˜o n˜o negativos). 0) n˜o ´ um e o a a a e ponto de m´ximo local. y) = −y 4 < 0 para y = 0 pelo que conclu´ ımos que (0. 0) ´ e H(f ) = 2 0 0 . y) > f (0.n . 0 que ´ semi-definida positiva (os valores pr´prios s˜o n˜o negativos). 3.2. negativa) ent˜o x0 ´ um ponto de m´ a e ınimo (resp. TESTES DE SEGUNDA ORDEM O teorema anterior pode ser enunciado usando a terminologia de ´lgebra linear referente a a (2) formas quadr´ticas. basta observar que. y) = x2 +y 4 . y) = x2 −y 4 . Exemplo 3. a e Exemplo 3. 0) = 0 mas f (0. 0) ´ um ponto de estacionaridade (verifique!). Dh f (x0 ) = h · Hf (x0 )h.8. O ponto (0. y) = x2 +y 2 . Com efeito. 0) ´ e H(f ) = 2 0 0 .9 Seja f (x. pode ser ponto de m´ e ınimo (resp.2. No entanto (0. Se H(f )(x0 ) = 0 o teste ´ inconclusivo. 2 que ´ definida positiva (os valores pr´prios s˜o positivos).9).5 a Seja f : U ⊂ Rn → R uma fun¸˜o de classe C 2 numa vizinhan¸a um ponto de estacionaridade em ca c x0 . Se H(f )(x0 ) for indefinida ent˜o x0 ´ um ponto de sela. semidefinida negativa n˜o nula e a a indefinida. com efeito. 0).

Da´ decorre que a unica solu¸˜o sobre os eixos coordenados ´ (0. 0) que j´ foi estudada.2. a a e Come¸amos por notar que gra¸as a f ser um polin´mio reconhecemos imediatamente que f c c o coincide com o seu desenvolvimento de Taylor de ordem igual ou superior ao seu grau.8 Prove que (0. f (x. y) = x3 . 5. 3. f (x. 0) ´ um e o e e e ponto de sela. co a a Exemplo 3. Assim eventuais solu¸˜es co adicionais do sistema de estacionaridade encontrar-se-iam ou sobre os eixos coordenados (hip´tese o j´ estudada) ou sobre a recta y = −x. Exerc´ ıcio 3. 0) ´ e H(f ) = 2 0 . ca b Os exemplos de aplica¸˜o do crit´rio de segunda ordem at´ agora apresentados s˜o no essencial ca e e a triviais e poderiam ser analisados por outros processos. EXTREMOS Exemplo 3. Subtraindo termo a termo obtemos xy 2 + x2 y = 0 ou seja xy(y + x) = 0. Portanto (0. O ponto (0.1 Elabore um crit´rio para classificar formas quadr´ticas definidas por uma matriz e a b 2 × 2 da forma a c em fun¸˜o do sinal de d = ac − b2 e do sinal de a. f (x. y) = 2x2 + y 2 . f (x. Tal ´ vere dadeiro em particular relativamente a (0. Destinavam-se a definir situa¸˜es t´ co ıpicas e balizar as limita¸˜es do resultado. y) = xy + x2 y 3 − x3 y 2 . A matriz hessiana de f no ponto (0. 0 −2 que ´ indefinida (um dos valores pr´prios ´ positivo e outro ´ negativo). 2.2.2. 6. 0) ´ um ponto de estacionaridade (verifie que!). f (x. e e Para determinar outros pontos de estacionaridade consideramos o sistema de estacionaridade   ∂f  ≡ y + 2xy 3 − 3x2 y 2 = 0  ∂x  ∂f  ≡ x + 3x2 y 2 − 2x3 y = 0  ∂y que pode ser escrito de forma equivalente como y(1 + 2xy 2 − 3x2 y) = 0 x(1 + 3xy 2 − 2x2 y) = 0.11 Considere-se a fun¸˜o f : R2 → R definida por f (x.2. 4. y) = y 2 . Podemos ı ´ ca e a ent˜o limitarmo-nos a analisar a 1 + 2xy 2 − 3x2 y = 0 1 + 3xy 2 − 2x2 y = 0. O exemplo seguinte j´ tem um car´cter menos trivial. y) = xy. y) = y 4 − x4 .CAP´ ITULO 3. 0) que reconhecemos como um ponto de estacionaridade (ausˆncia de termos de primeira ordem) que ´ um ponto de sela (termo de segunda ordem xy). y) = x2 + 2xy + y 2 . ponto de m´ a ınimo ou ponto de sela quando f ´ definida em R2 por: e 1. Problema 3. ca Tentemos estud´-la quanto ` existˆncia de extremos. Substituindo y por −x na primeira equa¸˜o obtemos a ca 24 de Janeiro de 2000 40 . f (x. 0) ´ um ponto de estacionaridade de f e classifique-o quanto a ser e ponto de m´ximo.10 Seja f (x. y) = x2 − y 2 .

2.2. y) ∈ R2 . 5−1/3 ) = − 3 5−2/3 . Uma generaliza¸˜o imediata do resultado anterior ´ ca e Problema 3.2 Seja f : D ⊂ Rn → R uma fun¸˜o de classe C k (D) e x0 um ponto interior a D ca (j) (k) n tal que Dh f (x0 ) = 0 para j < k e h ∈ R e a forma de grau k Q definida por Q(h) = Dh f (x0 ) ´ definida positiva. TESTES DE SEGUNDA ORDEM 1 + 5x3 = 0 o que fornece um segundo e ultimo ponto de estacionaridade: (−5−1/3 .4 ´ pass´ de v´rias generaliza¸˜es.2. Aconselha-se no entanto o aluno a come¸ar e ıvel a co c por dominar o crit´rio de segunda ordem e as ideias na sua demonstra¸˜o pois s˜o a base de e ca a qualquer uma dessas generaliza¸˜es.4).4. 0). Prove que Q ´ uma forma indefinida. limλ→+∞ f (1. Para ´ classific´-lo calculamos a ∂2f = 2y 3 − 6xy 2 ∂x2 ∂2f = 6x2 y − 2x3 ∂y 2 ∂2f = 1 + 6xy 2 − 6x2 y ∂x∂y pelo que Hf (−5−1/3 . y) = 1 + x2 + (x2 − y 2 ) + E(x.2.12 e o problema 3. 5−1/3 ). 0) n˜o ´ um ponto de m´ximo devido ` forma quadr´tica se o a e a a a anular na direc¸˜o do eixo dos y’s. Note-se que a an´lise atrav´s do termo de segunda ordem da f´rmula de a e o Taylor s´ nos permite afirmar que (0.2. mais precisamente. Factos triviais mas muito uteis s˜o ´ a Problema 3. λ) = +∞. 5 Considerando. Prove que P n˜o ´ limitado superior ou inferiormente. e g(x.2. Podemos tentar compreender o que se passa usando os termos ca de ordem superior da f´rmula de Taylor naquela direc¸˜o. De maneira an´loga ao exemplo 2. y) 2 41 24 de Janeiro de 2000 2 . ca a O teorema 3. e tentemos classificar o ponto de estacionaridade (0. co Generaliza¸˜es deste tipo poder˜o ser encontradas por exemplo em [2] (ver tamb´m o exerc´ co a e ıcio 3. Mais geralmente um polin´mio homog´neo de grau k designaco o e se por forma de grau k. 1) = −∞ verifica-se que esta fun¸˜o n˜o tem extremos absolutos. O primeiro desses termos que n˜o se o ca a anula ´ de ordem 4. Formule e demonstre outras generaliza¸˜es do mesmo tipo do teorema 3. y) = ex 2 −y 2 + y2 . limλ→+∞ f (λ.3.4 obtemos a partir da s´rie de Taylor da exponencial a e ∞ g(x.2.4. 5−1/3 ) = 8/5 7/5 7/5 8/5 uma matriz definida positiva pelo que este ponto de estacionaridade ´ um ponto de m´ e ınimo local sendo o m´ ınimo local f (−5−1/3 . a e Exemplo 3.3 a) Seja Q uma forma n˜o nula de grau ´ a ımpar.12 Considere-se a fun¸˜o g : R2 → R definida por ca g(x. Prove que x0 ´ um ponto de m´ e e ınimo local de f . y) = 1 + x2 + j=2 (x2 − y 2 )j j! para todo o (x.2. por exemplo. e b) Seja P um polin´mio de grau ´ o ımpar.

0) + D(x.2.2. co o Como o termo de quarta ordem se anula para |x| = |y| e o de segunda ordem para x = 0 tentamos caracterizar tais direc¸˜es respectivamente por |x| < 1 |y| e |x| ≥ 1 |y|.x−x ) m3 + m2 + f|x−x |k 0 k! l!|x−x0 |k−l 0 E (x0 . Obtemos a 1 (x2 + y 2 ) = 2 1 (4) 1 (2) D g(0.12 algo ad hoc e suspeitado que existe um resultado abstracto que poderia ter sido usado.CAP´ ITULO 3. e que h → Ql (h) ≡ (l) Dh f (x0 ) ´ semidefinida positiva.y) g(0.y) 4! 1 2 y2 ) (x2 + x2 + (x2 − y 2 ) 2 2 > 1 2 ( 5 y2 ) 4 8 x4 − 1 y 4 + y 4 4 (x4 − 2x2 y 2 + y 4 ) 2 > > . 0) 2 4! = 1 (x2 + 2 y2 ) x2 + (x2 − y 2 ) 2 2 > x2 (x2 + 2 y2 ) ≥ x2 + y 2 4(x2 + y 2 ) 2 = 1 .2. → 0 quando x → x0 . 2 25 y4 25 1 e Por outro lado para |x| ≥ 2 |y| obt´m-se 1 (x2 + 2 y2 ) 1 (2) 1 (4) D(x. ∈ A. d) Ql tem um m´ ınimo m3 > 0 sobre S n−1 \ A.x−x0 ) |x−x0 |k k ≥ E (x0 . Para terminar conv´m referir mais uma vez que os testes baseados na f´rmula de Taylor podem e o ser inconclusivos devido `s raz˜es apontadas na introdu¸˜o a este cap´ a o ca ıtulo e a´ exemplificadas com ı fun¸˜es reais de vari´vel real.4 Sejam f : D ⊂ Rn → R. b) Qk tem um m´ ınimo m1 > 0 sobre F e um m´ ınimo m2 sobre S n−1 . O leitor poder´ ter considerado a resolu¸˜o do exerc´ a ca ıcio 3.y) g(0. x0 um ponto interior a D. c) Existe um aberto A ⊃ F tal que Qk (η) > m1 2 para todo o η ∈ S n−1 ∩ A. Designamos os vectores unit´rios que anulam Ql como direc¸˜es e a co (j) singulares.4 para concluir que (0. E de suspeitar que (0. 0) ´ um ponto de m´ e ınimo e tentaremos prov´-lo usando o mesmo racioc´ a ınio da demonstra¸˜o do teorema 3. f ) x0 ´ um ponto de m´ e ınimo local de f . Suponha-se (j) que existe l < k tal que Dh f (x0 ) = 0 para todo o j < l e todo o h ∈ Rn .2.x−x ) m1 + f|x−x |k 0 2k! 0 se se x−x0 |x−x0 | x−x0 |x−x0 | ∈ A. A ideia natural ´ usar o termo de quarta a e ordem para direc¸˜es “pr´ximas” da do eixo dos y’s e o termo de segunda ordem para as restantes. y) → 0. 0) 2 (x. 4(x2 + y 2 ) Agora j´ ´ poss´ aplicar um racioc´ ae ıvel ınio idˆntico ao do teorema 3. EXTREMOS E(x. co a 24 de Janeiro de 2000 42 .y) g(0. Problema 3. f ∈ C k (D). De facto assim ´ embora a maior parte e das ideias relevantes j´ conste da resolu¸˜o do exerc´ a ca ıcio.4 em que a ca minimiza¸˜o do termo de segunda ordem por um n´mero positivo ´ substitu´ pela minimiza¸˜o ca u e ıda ca simultˆnea dos termos de segunda e quarta ordem. Suponha-se ainda que Dη f (x0 ) = 0 para toda a direc¸˜o singular η e l < j < k e que ca (k) Qk (η) ≡ Dη f (x0 ) > 0 para toda a direc¸˜o singular η. 0) ´ e e efectivamente um ponto de m´ ınimo. 0) + D(x. e) Valem as estimativas f (x) − f (x0 ) |x − x0 | em que Ef (x0 .y) ´ em que (x2 +y2 )2 → 0 quando (x. Mostre que: ca a) O conjunto formado por todas as direc¸˜es singulares ´ um subconjunto fechado de S n−1 que co e desigamos por F . co 2 2 1 Seja ent˜o |x| < 2 |y|.

se tais pontos existirem. se (x.2.2. b) Determine um polin´mio de grau menor ou igual a dois. a Exerc´ ıcio 3. y) = (0. z) (x − 1) + (y − 1) + z 2 2 2 = 0.12 Considere a fun¸˜o f : R2 → R definida por ca f (x. z) = 2 − z − x2 + y 2 + z− x2 + y 2 .9 Considere a fun¸˜o f : R3 → R definida por ca f (x. y. Tais extremos n˜o a s˜o absolutos. os pontos de estacionaridade de f e classifique-os quanto a serem pontos de extremo relativo ou pontos de extremo absoluto.11 Seja f : R2 → R definida por f (x. TESTES DE SEGUNDA ORDEM 3. a b) Tal polin´mio existe e ´ obviamente o polin´mio de Taylor de segunda ordem de f relativo o e o ao ponto (1. y.2. y) = (0. Determine tais extremos se exisa e tirem e os pontos onde ocorrem. b) Determine e classifique os pontos de estacionaridade de f quanto a serem pontos de extremo ou pontos de sela. classifique-os quanto a serem pontos de m´ximo ou de m´ a ınimo. 0) se (x. 3. 1. α ∈ R ca 2 pelo que basta estudar a fun¸˜o R α → 2 − α + α3 .3. 0.1.9 Sugest˜es para os exerc´ o ıcios a) A fun¸˜o ´ constante sobre cada uma das superf´ ca e ıcies de equa¸˜o z − x2 + y 2 = α. y) ∈ R2 : x ≥ ca 2 2 y . y) = xy 5 x2 +y 4 . z) − P (x. P (x. y.2. a) Determine justificadamente o maior subconjunto do dom´ ınio de f em que existem e s˜o a ∂2f ∂2f iguais as derivadas parciais ∂x∂y e ∂y∂x . o a Exerc´ ıcio 3. z). 43 24 de Janeiro de 2000 . y ≤ −x } e os pontos em que ocorrem esses extremos.z)→(1. y. 0). ρ) = x3 ρ2 (1 − x − ρ). Sugest˜o: Considere primeiro h(x. Conclui-se facilmente que f tem um ca m´ximo para z − x2 + y 2 = 0 e um m´ a ınimo para z − x2 + y 2 = 2/3.2. Estude g quanto ` existˆncia de extremos relativos e absolutos. se existirem. a) Determine os respectivos pontos de extremo local e absoluto e. tal que o lim (x.1 Exerc´ ıcios suplementares 2 3 Exerc´ ıcio 3.y. y.2. Exerc´ ıcio 3. 0).2 3. c) Determine o m´ximo e o m´ a ınimo da restri¸˜o de f ao conjunto A = {(x.2.10 Considere a fun¸˜o g : R3 → R definida por ca g(x. y) = (y + x2 )(x − y 2 ) + 1. z) = x3 (y 2 + z 2 ) 1 − x − y2 + z2 .2.0) f (x. ou justifique que tal polin´mio n˜o existe. Determine.

a um problema bidimensional do qual recuperaremos o problema original por rota¸˜o em torno do ca eixo dos x’s. usar simetrias da fun¸˜o ca a estudar para estudar um problema equivalente em dimens˜o inferior. Eventualmente existir˜o outros a a pontos de estacionaridade.10 J´ vimos no exerc´ a ıcio 3. 0). A fun¸˜o f ´ constante sobre a ca ıcio ca e cada uma das folhas de cone z − x2 + y 2 = α. a e a a isto ´. Tal ´ particularmente f´cil para g pois esta fun¸˜o anula-se sobre o e a ca eixo dos x’s.2. quando poss´ ıvel. Algo que conv´m fazer antes de iniciar qualquer tipo e de c´lculo ´ tentar identificar linhas de n´ a e ıvel da fun¸˜o. EXTREMOS z ¢ z ¢ z ¢ z ¢ y   x ¡ Figura 3. ρ ≥ 0. ca ca a a Veja mais ` frente o problema ??. 3. Como T ´ limitado e fechado h´-de existir no interior de T pelo menos mais um ponto de m´ximo e a a de g que ser´ portanto mais um ponto de estacionaridade de g. E f´cil de verificar por an´lise do sinal o a de g que todos estes pontos s˜o pontos de sela. a 24 de Janeiro de 2000 44 . Sobre o eixo dos a a 9 Enunciado e justifica¸˜o rigorosa desta afirma¸˜o s˜o algo que n˜o pretendemos apresentar neste momento. ρ) ∈ R2 : ρ ≥ 0} → R a a e ca definida por g(x.9 as vantagens em. a Todos os pontos sobre o eixo dos ρ’s s˜o pontos de sela por an´lise do sinal de g. Isto identifica como ponto de estacionaridade (x.2. 1) e (0. 0) e se consider´ssemos a fun¸˜o estendida para ρ < 0 usando a mesma a ca ´ a f´rmula o mesmo se poderia dizer dos pontos (0. Naquele caso acab´mos a a estudando um problema unidimensional. ρ) ∈ R2 : x ≥ 0. Vamos ent˜o estudar quanto ` existˆncia de extremos a fun¸˜o g : {(x. e T = {(x. A intersec¸˜o num ponto interior de ca ca tais linhas de n´ formando um ˆngulo n˜o nulo fornece-nos imediatamente a localiza¸˜o de um ıvel a a ca ponto de estacionaridade9 . Verificamos imediatamente que todos os pontos sobre os eixos s˜o pontos de estacionaridade. Todos estes factos servir˜o para verificar a resolu¸˜o do sistema de a ca estacionaridade de g ∂g 2 2 ∂x ≡ x ρ (3(1 − x − ρ) − x) = 0 ∂g 3 ∂ρ ≡ x ρ(2(1 − x − ρ) − ρ) = 0. usando a sugest˜o. ρ) = x3 ρ2 (1 − x − ρ). Uma observa¸˜o adicional que se obt´m dessa a ca e an´lise ´ o facto de g ser positiva no interior do triˆngulo T limitado pelas rectas atr´s referidas.2. sobre o eixo dos ρ’s e sobre a recta 1 − x − ρ = 0. ρ) = (1.9.CAP´ ITULO 3. x + ρ ≤ 1}. No caso presente podemos estudar.5: Esta figura acompanha a sugest˜o de solu¸˜o do exerc´ 3.

a e Podemos concluir que f possui pontos de m´ximo local nos pontos da circunferˆncia definida a e por x = 1/2.2. um ponto de m´ximo a se x < 0 ou 1 < x. No gr´fico da direita indicam-se os zeros e sinais de g. e pontos de m´ ınimo local nos pontos (x. 3. Pontos de estacionaridade que n˜o se a encontrem sobre os eixos dever˜o satisfazer a 3(1 − x − ρ) − x = 0 2(1 − x − ρ) − ρ = 0. a) No complementar da origem f ´ uma fun¸˜o de classe C ∞ pelo que a´ verifica-se a igualdade e ca ı ∂2f ∂2f ca ∂x∂y = ∂y∂x .6: Esta figura acompanha o exerc´ 3.x2   ¡ x ¡ x – ρ x+ = 1 ρ + + .2. a x’s a situa¸˜o ´ mais complexa: (x. 0. 0) a com x < 0 ou x > 1 onde f vale 0.12. y 2 + z 2 = 1/9 onde f vale 1/432. a solu¸˜o no interior de T cuja existˆncia ´ ca ca e j´ tinha sido garantida e que sabemos tratar-se de um ponto de m´ximo.3.11 e 3. 1/3). 0. Como a fun¸˜o se anula sobre 45 24 de Janeiro de 2000 £ 1 z 1 – x = y2 y= .2. 0) ´ um ponto de m´ ca e e ınimo se 0 < x < 1. outros pontos de m´ximo local nos pontos (x. a a ´ a E f´cil verificar que g e consequentemente f n˜o tˆm extremos absolutos.10. A fun¸˜o f exibe simetria radial relativamente ao ıcio ca eixo dos x’s.11 y x 1 A -1 Figura 3. e um ponto de sela se x = 0 ou x = 1. Resta-nos investigar o que se passa na origem.7: Esta figura acompanha os esbo¸os de resolu¸˜o dos Exerc´ c ca ıcios 3. 0) com 0 < x < 1 onde f vale 0.2. Este sistema linear tem uma unica solu¸˜o: (1/2.2. TESTES DE SEGUNDA ORDEM 1 1 1 y ¢ Figura 3.

ca co Por substitui¸˜o na segunda equa¸˜o obt´m-se unicamente a solu¸˜o (x. 3. 0)}. Se ocorressem em pontos interiores tais pontos seriam pontos de extremo local o que da al´ ınea anterior n˜o acontece. 0) = (0. ∂x ∂y Al´m disso se (x. y) = / = (0. y) < f (0. Por an´lise do sinal de f ´ a a conclui-se que (1/2. EXTREMOS os eixos coordenados decorre da defini¸˜o de derivada parcial que ca ∂f ∂f (0. 0) = 0. Definimos h(x) = f (x. −1).2. Observe que (0. 0) = 0 ∂x∂y donde todos os pontos sobre o eixo dos x’s s˜o pontos de estacionaridade. 0) = 1 ∂y∂x pelo que o conjunto pretendido ´ R2 \ {(0. ca c a c) Os extremos absolutos de f restringida a A ocorrem nalgum ponto de A pois trata-se de um conjunto limitado e fechado. −1/2) ´ um ponto de m´ e ınimo local.11. e b) Do c´lculo das derivadas parciais de primeira ordem sabemos que (0. −x2 ) = 8 6 14 8 )−6x14 x9 − 1+x6 para 0 ≤ x ≤ 1. y) = (0.2. −1)}. Temos −1/2 = g(−1) < g(y) < g(0) = 0 sempre que −1 < y < 0. y) = = 2 2 ∂y (x2 + y 4 ) (x2 + y 4 ) donde decorre usando a defini¸˜o de derivada parcial ca ∂2f (0. Como h (x) = − 9x (1+x 6 )2 = − 3x +9x < 0 para 0 < x < 1 (1+x (1+x6 )2 temos −1/2 = h(1) < h(x) < h(0) = 0 para 0 < x < 1. Estabeca ca e ca lecemos ent˜o que o conjunto dos pontos de estacionaridade ´ o eixo dos x’s. 0) ´ um ponto de a e estacionaridade e outros pontos de estacionaridade ser˜o solu¸˜es de a co y 9 − x2 y 5 xy 8 + 5x3 y 4 =0 =0 ∂2f (0. (1/2. Outros pontos de a estacionaridade dever˜o satisfazer a y 4 − x2 xy 4 + 5x3 =0 = 0. Assim estudamos a restri¸˜o de f ` a ca a fronteira de A (veja a figura 3. 0) temos e ∂f y 5 (x2 + y 4 ) − 2x2 y 5 y 9 − x2 y 5 (x. −1) s˜o a c a necessariamente pontos de sela e que existir´ pelo menos um ponto de extremo local na regi˜o a a √ definida por − x ≤ y ≤ −x2 . y) = = 2 2 ∂x (x2 + y 4 ) (x2 + y 4 ) 5xy 4 (x2 + y 4 ) − 4xy 8 ∂f xy 8 + 5x3 y 4 (x.12 O conjunto de zeros de f est´ esbo¸ado na figura 3. As fun¸˜es g e h d˜o-nos os valores co a de f sobre a fronteira de A. 0) = 0 para todo os (x. 0).7). ca a 24 de Janeiro de 2000 46 . −1/2) e (1. y) ∈ A \ {(0. 0) e (1. y) = y 3 /2 para −1 ≤ y ≤ 0. −1) < f (x. Da primeira equa¸˜o deste sistema eventuais solu¸˜es adicionais devem satisfazer y 4 = x2 . Podemos concluir que −1 = f (1. (1. Por an´lise do a e a sinal da fun¸˜o na sua vizinhan¸a verificamos que todos s˜o pontos de sela. A solu¸˜o do sistema de estacionaridade permite obter com efeito ca que os unicos pontos de estacionaridade s˜o (0. 0). Definimos g(y) = f (y 2 . 0). A fun¸˜o n˜o tem extremos absolutos.CAP´ ITULO 3.

Note que a an´lise deste problema pode ser feita de uma forma simples! a 4.0. ca o Exerc´ ıcio 4. x2 − y 2 ).1 Invertibilidade de fun¸˜es co Comecemos por recordar a defini¸˜o de fun¸˜o injectiva ca ca Defini¸˜o 4. Os resultados gerais que obteremos (teoremas 4. tal tarefa ´ co co e complexa se n˜o imposs´ a ıvel. Observe que a defini¸˜o anterior ´ equivalente a dizer que se f (x) = f (y) ent˜o necessariamente ca e a ´ se verifica x = y. na maioria dos casos. ex+y ).1 Prove estas duas ultimas afirma¸˜es. no entanto. se tenha f (x) = f (y).1.4. E tamb´m equivalente a mostrar que a equa¸˜o f (x) = a. Em casos simples conseguimos inverter a ca as fun¸˜es ou resolver as equa¸˜es explicitamente. para a ∈ B. Ent˜o e a ex1 = ex2 ex1 +y1 = ex2 +y2 . Utilizando este resultado na segunda equa¸˜o obtemos ca ca y1 = y2 pelo que f ´ injectiva.1 e 4. ´ co Consideremos agora o seguinte exemplo: Exemplo 4. y) = 0 co co de modo a obtermos uma das vari´veis em fun¸˜o da outra. y1 ) = f (x2 .13 Conven¸a-se da dificuldade de resolver problemas do tipo mencionado tentanto c inverter a fun¸˜o f : R+ × R+ → R2 definida por ca f (x. y2 ).1.1. y) = (xy. A primeira equa¸˜o implica x1 = x2 .3.1 Diz-se que uma fun¸˜o f : A → B. Suponhamos que f (x1 . Provemos que ela ´ injectiva. ´ ca ca a a e injectiva se. y) = (ex . onde A e B s˜o conjuntos arbitr´rios.1) asseguram a resolu¸˜o destas quest˜es num sentido local a precisar. uma solu¸˜o. e ca quando muito. tem.1 Seja f : R2 → R+ × R+ a fun¸˜o definida por ca f (x. y ∈ A).Cap´ ıtulo 4 Teoremas da Fun¸˜o Inversa e da ca Fun¸˜o Impl´ ca ıcita Neste cap´ ıtulo vamos estudar condi¸˜es que permitem assegurar a existˆncia da inversa de fun¸˜es co e co de Rn → Rn . ca Exerc´ ıcio 4. bem como condi¸˜es que garantam a resolubilidade de equa¸˜es da forma f (x. sempre que x = y (x. e 47 .

Queremos mostrar que o sistema ex = a e ex+y = b s´ tem uma solu¸˜o. b) ∈ R2 .5 -0. o contradom´ ınio de f ´ o conjunto de pontos (a. No entanto. Exerc´ ıcio 4. n˜o ´ f´cil de aplicar. y) = b} . ´ injectiva. desenhar estes dois conjuntos.3 Demonstre a proposi¸˜o anterior.2 Seja (a. com f = (f1 . y) = b.1. y) ∈ A : f2 (x. e verificar a injectividade de uma fun¸˜o. Assim. e Poder´ ıamos ter resolvido o exemplo anterior utilizando o m´todo gr´fico que veremos de seguida: e a Exemplo 4. b) ´ a a existe no m´ximo uma pr´-imagem. x2 + y 2 ) ´ ou n˜o injectiva. definido por f1 (x. conjunto de n´ ıvel de f1 . e 1 2 2.5 0. b) ´ o conjunto de todos os pontos x do dom´ e e ınio de f tais que f (x) = (a.1: Rectas x = 1 e x + y = 1 Exerc´ ıcio 4. o ca Proposi¸˜o 4.1 (para c = d = 1) estas rectas intersectam-se num unico ponto uma vez que n˜o s˜o paralelas. b).1.1. ca Exerc´ ıcio 4. ca e Este exemplo sugere que ´ poss´ e ıvel. definido por f2 (x. as solu¸˜es v˜o ser a intersec¸˜o das rectas da forma x = o ca co a ca log a ≡ c e x + y = log b ≡ d.1 conclu´ a e ımos que a fun¸˜o ´ injectiva.1. tal como afirma a pr´xima proposi¸˜o (observe a figura ). 1A pr´-imagem de (a. b). conjunto de n´ ıvel de f2 . Suponhamos que queremos estudar a injectividade de f bem como caracterizar o seu contradom´ ınio. Podemos (em princ´ ıpio). b > 0 um ponto no contradom´ ınio de f . n ≥ 4. como para cada par (a.5 2 -1 Figura 4. estudando o n´mero de pontos de intersec¸˜o destas u ca curvas para valores de a e b arbitr´rios podemos tirar conclus˜es importantes sobre a injectividade a o e contradom´ ınio de f . como podemos verificar no exemplo seguinte. y) = a e Cb . Ent˜o: a 1 2 1. y) ∈ A : f1 (x. TEOREMAS DA FUNCAO INVERSA E DA FUNCAO IMPL´ ¸˜ ¸˜ ICITA 1 0.1 ca Seja f : A ⊂ R2 → R2 (f = (f1 . Defina-se 1 Ca = {(x. no caso mais geral de fun¸˜es com mais de 2 vari´veis. isto ´. Seja f uma fun¸˜o cont´ ca ca ınua. y) = (x + y. sendo a e b reais fixos. praticamente imposs´ e ıcil ıvel.CAP´ ITULO 4. a fun¸˜o ´ injectiva sse para qualquer par (a.2 Prove que a fun¸˜o identidade de Rn em Rn . f : R2 → R2 . y) = a} 2 e Cb = {(x. o conjunto Ca ∩ Cb tiver no m´ximo ca e a um elemento. ca e a Este m´todo. b) com a. f2 )) uma fun¸˜o cont´ ca ınua. sendo bastante geral para o caso de fun¸˜es de R2 → R2 . Como se pode ver na figura 4. Sistematizemos este processo. utilizando apenas argumentos de natureza geom´trica. f2 ). Graficamente. 1 2 Consideremos Ca . para cada par (a. 24 de Janeiro de 2000 48 . f : Rn → Rn definida por ca e f (x) = x. b) ∈ R2 tais que Ca ∩ Cb = ∅. e co a e a pelo menos directamente. visto que o co a desenho de superf´ ıcies em R3 ´ bastante dif´ e em Rn .4 Decida se a fun¸˜o f (x.1. nalguns casos particulares ainda ´ poss´ e ıvel utilizar ideias semelhantes.5 1 1.

0) satisfaz o sistema 4. intersecta qualquer esfera centrada na origem em dois pontos distintos. 0) tem como solu¸˜o os pontos que est˜o na intersec¸˜o da esfera centrada na origem definida por ca a ca x2 + y 2 + z 2 = a (note que esta equa¸˜o define uma esfera pois a > 0) com a recta definida por ca x+y+z =0 x−y =0 (4. a e ca e Exemplo 4. b. INVERTIBILIDADE DE FUNCOES ¸˜ T -1 f |T f |T -1 f |S f |S S linhas de nível de f2 linhas de nível de f1 Figura 4. que passa pela origem ((x.1.3 Consideremos a fun¸˜o f : R3 → R3 definida por ca f (x. z) = (0. x − y). Desta observa¸˜o conclu´ ca ımos imediatamente que f n˜o pode ser injectiva.2: O m´todo gr´fico para analisar invertibilidade de aplica¸˜es de R2 em R2 e invertibilidade e a co local versus invertibilidade global. b = c = 0 e a > 0. y.1. As curvas de n´ ıvel de f1 e f2 intersectam-se em dois pontos pelo que (f1 . y. Mostremos que ela n˜o ´ injectiva.1) (a equa¸˜o x + y + z = 0 define um plano que intersecta o plano x − y = 0 numa recta). y.4. No entanto a restri¸˜o a S ou a T ´ injectiva. Justifique que o contradom´ ca ınio de T ´ Rn sse T ´ injectiva numa vizinhan¸a de 0 sse T ´ invert´ e e c e ıvel. z) = (a. Nesse a co caso a injectividade local garante invertibilidade global. 0. x + y + z. por exemplo. z) = (x2 + y 2 + z 2 . Seja (a.5 Seja T uma transforma¸˜o linear de Rn em Rn . Exerc´ ıcio 4. a A complexidade de exemplos como os anteriores n˜o ocorre para transforma¸˜es lineares. f2 ) n˜o ´ injectiva. A equa¸˜o ca f (x. c) um ponto no contradom´ a e ınio de f . Podemos tomar. 0.1.1). Esta ca recta. 49 24 de Janeiro de 2000 .

f : R2 → R2 definida por f (x. Tamb´m ca e a e sabemos que o contradom´ ınio de f ´ o intervalo [−1.1. Se f for injectiva. π].7 Diga se as seguintes fun¸˜es s˜o ou n˜o injectivas: co a a 1. y) = ex/y . ca Sabemos que neste intervalo a fun¸˜o cos ´ injectiva (desenhe o gr´fico do coseno!). Nota: A fun¸˜o inversa ter´ como dom´ ca a ınio a imagem por f de A.9 Dˆ uma condi¸˜o para que uma transforma¸˜o linear de Rn → Rn seja injectiva. x2 + y 2 . 2. ca o e 2. ca a e 24 de Janeiro de 2000 50 . e ca a o Exerc´ ıcio 4. E f´cil ca e −1 verificar que a inversa de f ´ dada por f (y) = 2π − arccos y. 1] pelo que a inversa ser´ uma fun¸˜o f −1 : e a ca ´ a A ⊂ [−1.1. Dˆ um exemplo de um conjunto A ⊂ R e de uma fun¸˜o f : A → R cont´ e ca ınua tal que f n˜o seja mon´tona mas seja injectiva.2 ca Seja f uma fun¸˜o de A ⊂ Rn em B ⊂ Rn . onde fn : [(n − 1/2)π. Seja f : R → R uma fun¸˜o estritamente mon´tona. x2 − y 2 ). e ca ca Exerc´ ıcio 4.8 Mostre que a composi¸˜o de fun¸˜es injectivas ´ uma fun¸˜o injectiva.12 Seja f : R → R. a o Exerc´ ıcio 4.1. ou seja o conjunto f (A) = {y ∈ B : y = f (x). Justifique que f ´ injectiva.13 Mostre que a fun¸˜o f (v) = ca seu contradom´ ınio. 3. f : {(x. TEOREMAS DA FUNCAO INVERSA E DA FUNCAO IMPL´ ¸˜ ¸˜ ICITA A pr´xima proposi¸˜o relaciona a injectividade com a possibilidade de invertermos uma fun¸˜o. √ v 1−v 2 com v ∈ ] − 1.1. Prove que f ´ estritamente mon´tona sse for e o injectiva.4 Vamos calcular a inversa da fun¸˜o f : [π. e ca o a 3. 4. o a e Exerc´ ıcio 4. Dˆ um exemplo de uma fun¸˜o n˜o mon´tona injectiva. x ∈ A} e n˜o o conjunto B a n˜o ser que f seja sobrejectiva (isto ´ f (A) = B). y) = (x2 + 2y 2 . f : R2 → R2 definida por f (x. 1] → [π. 2π] → R definida porf (x) = cos x. cont´ ınua.11 Prove que uma fun¸˜o real de vari´vel real mon´tona mas n˜o estritamente ca a o a mon´tona n˜o ´ injectiva. y) = (xy. e Exerc´ ıcio 4.CAP´ ITULO 4. y) ∈ R2 : y = 0} → R+ × R+ definida por f (x. y) = x2 + y 2 . 2x2 + y 2 ). existe uma fun¸˜o g : f (A) ⊂ B → A ca ca tal que (g ◦ f )(x) = x para todo o x ∈ A.1.10 1. A esta fun¸˜o g chama-se inversa de f e designa-se por ca f −1 . Dˆ um exemplo de uma fun¸˜o mon´tona n˜o injectiva. a a e Exemplo 4. 1[ ´ injectiva e determine o e Exerc´ ıcio 4. f : R2 → R definida por f (x. ca co e ca Exerc´ ıcio 4.1.1.14 Mostre que uma fun¸˜o real de vari´vel real par nunca ´ injectiva. o ca ca Proposi¸˜o 4.1.6 Calcule a inversa da fun¸˜o fn (x) = sen x. 2π].1. A fun¸˜o arccos x ´ a inversa do coseno mas no intervalo [0.1. (n + 1/2)π] → ca R.1.1 Exerc´ ıcios Suplementares Exerc´ ıcio 4.1. Exerc´ ıcio 4. 4.

c > 0 ent˜o f ´ injectiva.2 4. e a 51 24 de Janeiro de 2000 . as curvas de n´ definidas por ıvel 2 2 = a s˜o as rectas definidas por a √ x = ay e as curvas definidas por x + y = b s˜o circunferˆncias de raio b. e o a 2.12 Recorde o que fez no exerc´ anterior e utilize as propriedades das fun¸˜es cont´ ıcio co ınuas. y. (x − y)5 .1. y) ∈ R2 : x > 0.17 Considere a fun¸˜o f : R3 → R3 definida por ca f (x. e 4. z) = ex+z . Tente descobrir geometricamente porque ´ que f n˜o ´ injectiva.1.7 Sugest˜es para os exerc´ o ıcios x y 1.1. a e Exerc´ ıcio 4. b = 0. 0) = f (0. b > 0. 4. y ca f (x) − f (y) ≥ c x − y p . f (1.1.1. Exerc´ ıcio 4. INVERTIBILIDADE DE FUNCOES ¸˜ Exerc´ ıcio 4. o 4. para alguns p. Repare que para a. Mostre que ela ´ injectiva. Repare que para a. e 4. Determine se ela ´ injectiva. 1).18 Mostre que se uma fun¸˜o f : Rn → Rn verificar para todos os pontos x.10 1.1.1.13 A fun¸˜o ´ estritamente crescente e portanto injectiva. ıvel a 4. Ambas as curvas de n´ s˜o elipses. Determine se a restri¸˜o de f a R+ × R+ × R+ ´ ou e ca e n˜o injectiva. z) = (4x2 + y 2 + 2z 2 . 3.1.1. ca ca ´ 4. a e 2. x sen y) ´ injectiva e determine a sua inversa.1.1. f (0) = 0. Por exemplo f (x) = 1 para x ∈ R.1. y) = (x cos y.8 f (g(x)) = f (g(y)) ⇒ g(x) = g(y) ⇒ x = y. 0 ≤ y < 2π} → R definida por ca f (x. e Exerc´ ıcio 4. a e e 3. O seu contradom´ ca e ınio ´ R. e a e 4.16 Consideremos a fun¸˜o f : R3 → R+ × R2 definida por ca f (x. f ´ estritamente mon´tona sse x < y ent˜o f (x) < f (y) ou f (x) > f (y). 4. 4.1.1. (x − y)4n+3 ) para n ∈ N. (x + y − z)2n+1 . Por exemplo f (x) = 1/x para x ∈ R \ {0}. as curvas de n´ definidas por xy = a s˜o hip´rboles bem como ıvel a e as definidas por x2 − y 2 = (x + y)(x − y) = b s˜o tamb´m hip´rboles. a Exerc´ ıcio 4.9 A equa¸˜o Ax = y tem solu¸˜o unica em Rn sse det A = 0.11 Escreva a defini¸˜o de fun¸˜o estritamente mon´tona e compare com a defini¸˜o de fun¸˜o ca ca o ca ca mon´tona.19 Prove que a fun¸˜o f : {(x. y. (x + y)3 .14 Se f ´ par ent˜o f (x) = f (−x).1.4.15 Mostre que uma fun¸˜o real de vari´vel real diferenci´vel ´ injectiva se a sua ca a a e derivada for sempre positiva ou sempre negativa.

z) = (a. x − y) ca e ca ca com a fun¸˜o (x. Verifique que as normas de aplica¸˜es lineares e matrizes da defini¸˜o 4.j |aij | a em que A = (aij )i. Definimos a norma de L como sendo ca L ≡ sup x =1 L(x) . Mais uma vez recorremos ao teorema do valor m´dio para fun¸˜es escalares ca e co atrav´s de uma fun¸˜o auxiliar.1 (Teorema do valor m´dio) e Seja F : U ⊂ Rn → Rm uma fun¸˜o de classe C 1 (S).2.j=1. y ∈ S e tais que o segmento de ca recta que une x a y est´ contido em S. ca 1.1 Seja E um espa¸o vectorial real ou complexo.1. Designe-se K = R ou K = C c conforme o caso. Por vezes e ca √ consideraremos outras normas para matrizes reais como A 2 = tr AT A ou A ∞ = m´xi.1 substituindo Rn ↔ E e x ∈ R ↔ x ∈ K. c) est˜o sobre a intersec¸˜o de um elips´ide com co ca a ca o dois planos.1? ca 24 de Janeiro de 2000 52 .1. 4. a Problema 4. e Este resultado ainda n˜o tem a forma pretendida. O problema seguinte formaliza isso de alguma forma. em que LA ´ a aplica¸˜o linear definida canonicamente pela matriz A via LA (x) = Ax. y. estimar disa ca tˆncias no contradom´ a ınio de uma fun¸˜o em termos de distˆncias no dom´ ca a ınio. estimar e F (x) − F (y) em termos de x − y . z 5 ). ca 2.18 Se f (x) = f (y) temos 0 ≥ f (x) − f (y) ≥ c x − y p o que implica x = y. Seja g(t) = (F (x) − F (y)) · F (tx + (1 − t)y).2. z) → (x + z.19 Repare que a inversa pode ter de ser escrita “por ramos” (veja o exemplo 4.1. Quais s˜o as melhores contantes na equivalˆncia entre as normas de matrizes mencionadas a e na defini¸˜o 4.1 (Norma de aplica¸˜es lineares e de matrizes) Seja L : Rn → Rm uma ca co aplica¸˜o linear. Se ambas as fun¸˜es forem injectivas f tamb´m ser´.2. 4.CAP´ ITULO 4. Definimos a norma de A atrav´s de e A = LA .n .17 As solu¸˜es da equa¸˜o f (x. TEOREMAS DA FUNCAO INVERSA E DA FUNCAO IMPL´ ¸˜ ¸˜ ICITA 4. ca co e a Alternativamente poder´ aplicar o m´todo gr´fico.1. Continua a valer nesta situa¸˜o a observa¸˜o feita para normas em Rn ca ca de que todas estas normas s˜o equivalentes. em particular ao iniciar o estudo do teorema da fun¸˜o inversa. a e a 4. isto ´.. y. Sejam x. Para tal necessitaremos do Lema 4. Ideia da demonstra¸˜o. Uma fun¸˜o η : E → R diz-se uma norma em E se verifica as propriedades ca enumeradas na defini¸˜o 2.2 Teorema do valor m´dio para fun¸˜es vectoriais e co Vai ser necess´rio.1.13).1] DF (tx + (1 − t)y)(x − y) . y. x + y.16 Repare que a fun¸˜o ´ a composi¸˜o da transforma¸˜o linear (x.1.2.15 Se a derivada for sempre positiva ou sempre negativa a fun¸˜o ´ mon´tona.1.. z) → (ex .4).1.2. Para isso introduzimos a Defini¸˜o 4. b. Ent˜o a a F (x) − F (y) ≤ sup t∈[0. 3. Verifique que quaisquer duas normas num espa¸o vectorial de dimens˜o finita s˜o equivalenc a a tes (adapte o enunciado e solu¸˜o do exerc´ ca ıcio 2... Seja A ∈ Mm×n . ca e o 4.1 s˜o normas co ca a nesta acep¸˜o geral. 4. y 3 . 1] e estime-se usando a desigualdade de Cauchy-Schwarz. Aplique-se o teorema e ca do valor m´dio a g no intervalo [0.

2. isto ´. e b ∈ Rn .3.4. f ∈ C 1 (]a.2) Mais geralmente se F ∈ C 1 (K).2 a Sob as mesmas hip´teses do lema 4. Ent˜o f mant´m o seu sinal numa vizinhan¸a V de x0 e consequentemente f ´ a e c e estritamente mon´tona em V . em que M designa as matrizes reais n × n. a e ıvel 2 Um subconjunto de um espa¸o vectorial diz-se convexo se cont´m qualquer segmento de recta definido por um c e par dos seus pontos. supondo f unicamente diferenca ci´vel em vez de C 1 desde que suponhamos que f mant´m o seu sinal num intervalo J contendo a e x0 . fechado e convexo2 . pode verificar que para a fun¸˜o g : R → R2 ca definida por g(t) = (cos t. Pretende-se obter. b[) . F −1 ´ diferenci´vel e (DF )−1 = A−1 . sob condi¸˜es apropriadas.3 Teorema da Fun¸˜o Inversa ca Em primeira aproxima¸˜o o teorema da fun¸˜o inversa diz respeito ` resolu¸˜o de sistemas de ca ca a ca equa¸˜es n˜o lineares da forma co a F (x) = y (4.3) em que x.2 (Dimens˜o 1) Seja f : ]a. ent˜o para a todos os x. Considere-se F (x) ≡ Ax + b. sen t) n˜o existe θ ∈ ]0. Problema 4. a a a e Problema 4. co e e dado um ponto x0 no dom´ ınio de F estabelece-se a existˆncia de vizinhan¸as V de x0 e W de e c F (x0 ) e de uma fun¸˜o G : W → V tal que para todo o x ∈ V temos G(F (x)) = x. Obtenha uma express˜o para o valor de LA em termos dos valores a pr´prios de AT A. Ent˜o o sistema (4.1 (Caso linear) Suponha-se que A ∈ M.3. Tais objectivos s´ s˜o exequ´ o a ıveis sob condi¸˜es particulares e desde que entendamos a existˆncia de inversa num sentido local.2. a garantia de existˆncia de uma co e fun¸˜o que nos dˆ x em fun¸˜o de y satisfazendo a equa¸˜o.1 vale o F (x) − F (y) ≤ m´x DF (tx + (1 − t)y) x − y .2. 53 24 de Janeiro de 2000 .2. Podemos ent˜o concluir que f ´ invert´ em J.3) ´ sol´vel se e s´ se det A = 0 e nesse caso podemos obter explicitamente a e u o x = A−1 (y − b) ≡ F −1 (y). Nota-se que ca s˜o casos particulares j´ conhecidos os seguintes: a a Exemplo 4. TEOREMA DA FUNCAO INVERSA ¸˜ Corol´rio 4.2 Conv´m notar que n˜o existe uma vers˜o do teorema do valor m´dio para fune a a e co ¸˜es vectoriais an´loga ` conhecida para fun¸˜es escalares e que envolva uma igualdade da forma a a co f (b) − f (a) = Df (a + θ(b − a))(b − a).1] Ambos os m´ximos atr´s referidos s˜o finitos (porquˆ?). b[ → R. e a Exemplo 4.3 Seja A ∈ Mn×n e LA a aplica¸˜o linear definida canonicamente por A como ca definido anteriormente. y0 ≡ f (x0 ). a f (x0 ) = 0. o 4. a t∈[0. com K um conjunto limitado.3. a t∈[0.1] (4. diferenci´vel e se a −1 −1 g ≡ (f |V ) temos g (y0 ) = [f (x0 )] . 2π[ tal que g(2π) − g(0) = Dg(θ)(2π) embora a a desigualdade 4. f |V . Nesta situa¸˜o podemos abdicar de alguma regularidade de f . a < x0 < b. ´ invert´ o ca e ıvel. y ∈ K temos |F (x) − F (y)| ≤ m´x DF (tx + (1 − t)y) x − y . Note-se que neste caso DF = A. Com efeito. y ∈ Rn .2. Assim a restri¸˜o de f a V . avaliar da regularidade de tal fun¸˜o ca e ca ca ca e relacionar a derivada da inversa com a derivada de F .

y) → (ex cos y. A ideia base consiste na constru¸˜o da inversa local atrav´s dum limite de aproxima¸˜es suca e co cessivas sendo cada aproxima¸˜o constru´ atrav´s da resolu¸˜o dum problema linear em que um ca ıda e ca dos dados ´ o termo anterior da sucess˜o.1 Considere a aplica¸˜o3 R2 (x. antes de iniciar a discuss˜o do teorema propriamente dito conv´m ca a e notar algus factos elementares. Por isso vamos dedicar algum tempo a motivar e descrever as principais ideias da a sua demonstra¸˜o. (4.3. a a) Verifique a rela¸˜o (DF )−1 = D(F −1 ). ´ dada por e k G(y) = lim Ty (x0 ).3.3. ca a ca Consideramos ent˜o que Ty est´ definida por (4. a 5 A op¸˜o pela segunda hip´tese ´ tamb´m natural do ponto de vista do m´todo num´rico. assim ´. e Embora a primeira possa parecer mais natural a segunda tem a vantagem de n˜o ser necess´rio ter a a de controlar a varia¸˜o da derivada DF (x) o que permitir´ alguma simplifica¸˜o do argumento 5 . diferenci´vel e que possui inversa ca a diferenci´vel. Basta ter em conta o caso linear descrito no exemplo 4. a que corresponde. E com x0 = 4? c mais tarde que se identificarmos R2 a C da maneira habitual esta aplica¸˜o ´ simplesmente ca e z → ez . O caso linear sugere fortemente que o a uma hip´tese a considerar seja DF (x0 ) invert´ e. No entanto. ex sen y). conhecido por m´todo ca o e e e e e de Newton. pois evita recalcular e inverter uma matriz em cada itera¸˜o ca C 3 Verificaremos 24 de Janeiro de 2000 54 . isto ´ Ty (xi−1 ) = xi para i ∈ N.5) O significado de cada uma destas duas escolhas ´ ilustrado para o caso unidimensional na figura 4.1 Experimente aplicar o algoritmo descrito ao problema de determinar zeros de f (x) = x − x2 come¸ando com x0 = 1/2. Uma forte sugest˜o de que o ıvel e a assim ser´ decorre tamb´m do seguinte problema a e Problema 4. a e O dom´ ınio de Ty ser´ uma vizinhan¸a V de x0 e y ∈ W uma vizinhan¸a de y0 ≡ F (x0 ). a A importˆncia do teorema da fun¸˜o inversa vai decorrer n˜o s´ do resultado em si mas tamb´m a ca a o e dos m´todos a aplicar na demonstra¸˜o serem suscept´ e ca ıveis de generaliza¸˜o a outras ´reas de ca a Matem´tica4 . 0 k k−1 Convencionamos que Ty ≡ Ty e Ty ≡ Ty ◦ Ty .1 para constatar que a generaliza¸˜o ca do teorema da fun¸˜o inversa que procuramos n˜o ter´ entre as suas hip´teses DF (x0 ) = 0 por ca a a o esta hip´tese n˜o ser suficiente para garantir invertibilidade. TEOREMAS DA FUNCAO INVERSA E DA FUNCAO IMPL´ ¸˜ ¸˜ ICITA A segunda parte do exemplo anterior deve ser contrastado com Problema 4. ca b) Verifique que se F ∈ C 1 ent˜o F −1 ∈ C 1 .CAP´ ITULO 4. Verifique que o deterca minante da matriz jacobiana desta fun¸˜o mant´m o sinal em R2 e no entanto a fun¸˜o n˜o ´ ca e ca a e invert´ ıvel. Existem pelo menos duas hip´teses naturais para e a o a escolha de Ty via a substitui¸˜o de F por uma sua aproxima¸˜o linear e resolu¸˜o do sistema ca ca ca linear correspondente: −1 Ty (x) = x + DF (x) (y − F (x)) (4.6) k→∞ Exerc´ ıcio 4. 4 Para a maioria dos alunos tais exemplos ser˜o encontrados ao estudar An´lise Num´rica e Equa¸˜es Diferenciais a a e co Ordin´rias. No entanto.3.3. Tais a c c vizinhan¸as ser˜o escolhidas suficientemente pequenas de maneira a a´ se verificarem condi¸˜es que c a ı co garantam a convergˆncia da sucess˜o (xi )i∈N . (4. dado um ponto existe uma vizinhan¸a tal que a restri¸˜o da fun¸˜o a essa c ca ca vizinhan¸a ´ invert´ c e ıvel. Pretendemos provar que a inversa local. Designaremos tal sucess˜o por (xi )i∈N e a aplica¸˜o e a a ca que associa a cada termo da sucess˜o o termo seguinte por Ty .4) ou Ty (x) = x + DF (x0 ) −1 (y − F (x)). G. de facto.5) com x e y em vizinhan¸as a especificar de x0 a a c e y0 .2 Considere uma fun¸˜o F definida num aberto.

z ∈ V e todo o a ca y∈W Ty (x) − Ty (z) ≤ ρ x − z . Mostrar que o limite da sucess˜o define uma inversa local.3: Duas hip´teses para a determina¸˜o de ra´ o ca ızes de uma equa¸˜o n˜o linear por itera¸˜es ca a co sucessivas.3. Resumindo. a co e 2. e a e e +∞ +∞ k=1 Para provar a convergˆncia da s´rie j xj −xj−1 tentaremos estabelecer condi¸˜es que garantem e e co que o seu termo geral ´ majorado pelo de uma s´rie geom´trica convergente.4. e Comecemos ent˜o por tentar provar que a sucesss˜o de aproxima¸˜es sucessivas ´ convergente. a 3. Isto equivale a exigir e e e que xj+1 − xj ≤ ρ xj − xj−1 para alguma constante ρ. Prove que se a s´rie e e ´ convergente em R ent˜o a s´rie ´ convergente6 . Tal permite reduzir o estudo da convergˆncia da sucess˜o ao estudo da convergˆncia da s´rie e a e e xj − xj−1 .3. (4. Ora xj+1 − xj = Ty (xj ) − Ty (xj−1 ) pelo que tal objectivo estar´ garantido se a aplica¸˜o Ty verificar para todo o x. Claro que uma hip´tese necess´ria para que estas ideias funcionem ser´ exigir que DF (x0 ) seja o a a invert´ ou de forma equivalente que o determinante da matriz jacobiana em x0 seja n˜o nulo. Para isso iremos utilizar Problema 4. a a co e Tal ser´ feito ` custa de um desenvolvimento “telesc´pico” dos termos da sucess˜o da seguinte a a o a forma i xi = x0 + j=1 (xj − xj−1 ). com 0 ≤ ρ < 1. Mostrar que a sucess˜o de aproxima¸˜es sucessivas (xk )k∈N ´ convergente. co e e 55           x2   x1 x0 ¡ y ¡ ¡ y0 ¡ y0 y x2 x1 x0 xk 24 de Janeiro de 2000 .3 Seja k=1 xk uma s´rie de termo geral em Rn . o e ca Finalmente verificar-se-´ a regularidade da inversa local constru´ a ıda. TEOREMA DA FUNCAO INVERSA ¸˜ Figura 4.7) 6 Nestas condi¸˜es diz-se que a s´rie ´ absolutamente convergente. Mostrar que a inversa local ´ de classe C 1 . ıvel a Primeiro verificaremos que o limite em 4.6 existe e s´ depois que o limite ´ a solu¸˜o pretendida. os passos essenciais da demonstra¸˜o do teorema da fun¸˜o inversa s˜o: ca ca a 1.

e 3 Logo todos os termos das sucess˜es e os seus limites estar˜o em B 2 (x0 ) ⊂ B (x0 ) ≡ V . Assim G satisfaz F (G(y)) = y. Isto completar´ a justifica¸˜o da a ca convergˆncia da sucess˜o de aproxima¸˜es sucessivas. se escolhermos > 0 de maneira a que x0 −x < garanta M α < 1/3. o que ´ imposs´ a n˜o ser que x = z. donde Ty (x)−x0 < 2 .CAP´ ITULO 4. Para isso estimamos e a co Ty (x) − x0 = x − x0 + DF (x0 )−1 (y − F (x0 ) + F (x0 ) − F (x)) ≤ DF (x0 )−1 (y − F (x0 )) + x − x0 + DF (x0 )−1 (F (x0 ) − F (x)) ≤ M y − F (x0 ) + M (F (x0 ) − F (x)) − DF (x0 )(x0 − x) ≤ M y − F (x0 ) + M α x0 − x de oonde podemos concluir que. Ter´ a a e ıamos ent˜o tamb´m Ty (x) = Ty (z). e ıvel a Resta agora estabelecer propriedades da inversa local. conclu´ ımos que podemos fazer M α < 1 desde que V seja suficientemente pequena (uma bola com raio suficientemente pequeno B (x0 )). em que M = DF (x0 )−1 e na ultima passagem usou-se o teorema do valor m´dio aplicado ` ´ e a fun¸˜o H(x) = F (x) − DF (x0 )(x − x0 ) sendo α = supx∈V DH(x) e exigindo que V seja ca convexa (uma bola). TEOREMAS DA FUNCAO INVERSA E DA FUNCAO IMPL´ ¸˜ ¸˜ ICITA x0 ¢ (f|V ) –1 Figura 4. z. Ainda n˜o prov´mos que numa vizinhan¸a suficientemente pequena de x0 a fun¸˜o F ´ injectiva. x = z tais que F (x) = F (z) = y. z ∈ B (x0 ).7). co ca ca Com efeito Ty (x) − Ty (z) = x − z − DF (x0 )−1 (F (x) − F (z)) = DF (x0 )−1 (F (x) − F (z) − DF (x0 )(x − z)) ≤ M (F (x) − F (z) − DF (x0 )(x − z)) ≤ Mα x − z .4: Algumas das conven¸˜es na demonstra¸˜o do teorema da fun¸˜o inversa. Note-se que. Assim x − z = Ty (x) − Ty (z) ≤ ρ x − z com 0 < ρ < 1. a a c ca e A n˜o injectividade corresponderia ` existˆncia de x. para a e x. se estabelecermos que a inversa local ´ diferenci´vel com derivada dada por DG(F (x)) = (DF (x))−1 . Notando que DH(x0 ) = 0 e usando a continuidade das derivadas parciais de F . podemos escolher tamb´m y−F (x0 ) < r de maneira a M r < /3. Provamos agora que os termos das sucess˜es e os seus limites pertencem ` vizinhan¸a V de o a c x0 desde que W e V sejam escolhidas suficientemente pequenas. Esta ultima igualdade e ´ decorre da continuidade de Ty que por sua vez decorre da desigualdade (4. a continuidade e a de DF mais a f´rmula expl´ o ıtica para a matriz jacobiana de G estabelecem que DG ∈ C 17 . A 7 De forma an´loga se F ∈ C k ent˜o G ∈ C k com k ≥ 2 ou k = ∞ a a 24 de Janeiro de 2000 56 ¡ V   U f W y0 . o a 3 Notamos tamb´m que G(y) satisfaz F (G(y)) = y se Ty (G(y)) = G(y).

O seu jacobiano8 ´ dado por e det 8 Jacobiano ∂f1 ∂x ∂f2 ∂x ∂f1 ∂y ∂f2 ∂y = det y x = 2(x2 + y 2 ). convencionando F (x) = y e x = x0 . ıvel Exemplo 4. a −1 ii) G = F|V ∈ C 1 (W ). e 57 24 de Janeiro de 2000 . isto ´. k por indu¸˜o obt´m-se que Ty (x0 ) − x0 < para todo o k ∈ N e por passagem ao limite ca e G(y) − G(y0 ) < . Adicionalmente se F ∈ C k (U ) com k ∈ N ou k = ∞ ent˜o G ∈ C k (W ). Provou-se assim: n 1 A−1 Teorema 4.4.3 Consideremos a fun¸˜o f : R2 \ {(0.1. e a e det DF (x0 ) = 0. TEOREMA DA FUNCAO INVERSA ¸˜ unicidade local da inversa permite limitarmo-nos a analisar a diferenciabilidade em y0 = F (x0 ).3. Ent˜o a i) existem vizinhan¸as V de x0 e W de F (x0 ) tais que F ´ uma bijec¸˜o de V sobre W e portanto c e ca −1 F|V : W → V est´ bem definida. −2x 2y ´ uma abreviatura de determinante da matriz jacobiana. a Conv´m acentuar que o teorema da fun¸˜o inversa n˜o garante invertibilidade global e n˜o ´ e ca a a e suscept´ de ser melhorado nesse sentido devido a exemplos como o do problema 4. y) = xy. 0)} → R2 definida por ca f (x. Demonstrar a diferenciabilidade de G em y0 com derivada DF (x0 )−1 corresponde a mostrar que E/ y − y0 → 0 quando y → y0 o que a desigualdade anterior permite reduzir a mostrar que x−x0 e c e ınua em x0 (o que garante que y−y0 ´ limitado para x numa vizinhan¸a de x0 e que G ´ cont´ E/ x − x0 → 0 quando y → y0 ). Para tal.1 (Fun¸˜o Inversa) ca Seja F : U ⊂ Rn → Rn uma fun¸˜o de classe C 1 (U ) em que U ´ um aberto e seja x0 ∈ U tal que ca e DF (x0 ) ´ n˜o singular. −1 iii) a derivada da fun¸˜o G = F|V no ponto y = f (x) verifica ca D(G)(y) = (DF (x))−1 . Consequentemente. y 2 − x2 . Quanto ` primeira destas quest˜es observamos que a o x − x0 1 x − x0 = ≤ y − y0 DF (x0 )(x − x0 ) + o( x − x0 ) 2 DF (x0 ) Ax x −1 o( x−x0 ) x−x0 em que no ultimo passo escolheu-se x numa vizinhan¸a de x0 de forma a termos ´ c 1 2 DF (x0 ) n −1 ≤ e usou-se a estimativa ≥ v´lida para um operador linear n˜o singular a a A : R → R (demonstre-a!).3.3. considera-se E ≡ G(y) − G(y0 ) − DF (x0 )−1 (y − y0 ) = x − x0 − DF (x0 )−1 (F (x) − F (x0 )) = x − x0 − DF (x0 )−1 (DF (x0 )(x − x0 ) + o( x − x0 )) = − DF (x0 )−1 (o( x − x0 )) ≤ DF (x0 )−1 o( x − x0 ) .3. para todo o x ∈ V ou todo o y ∈ W . Quanto ` continuidade de G em y0 deixamos ao cuidado do leitor a estabelecer que estimativas j´ obtidas permitem afirmar que dado > 0 existem com 0 < < a e r > 0 tais que y − y0 < r e x − x0 < implicam Ty (x) − x0 < .

todas as derivadas de f −1 at´ ` ordem m. a existˆncia da inversa ca a o co e de uma fun¸˜o f . (f −1 (y)) 58 . TEOREMAS DA FUNCAO INVERSA E DA FUNCAO IMPL´ ¸˜ ¸˜ ICITA Como este valor ´ sempre positivo (notemos que a origem foi exclu´ do dom´ e ıda ınio).3. y) = (xy. pela regra da deriva¸˜o da fun¸˜o a ca ca composta. ∂y Diferenciando a identidade 4. −1) e logo ca ca a fun¸˜o n˜o pode ser globalmente invert´ por n˜o ser injectiva. o teorema da fun¸˜o inversa garante a invertibilidade local desta fun¸˜o. ∂y ∂y Portanto em y = 0 temos ∂g (0) = 1.5 Seja f : R → R uma fun¸˜o C ∞ .8) Exerc´ ıcio 4. ca a ıvel a Exerc´ ıcio 4. Ent˜o temos g(0) = 0 e c a f (g(y)) = g(y) + g(y)2 = y.9) ∂x ∂y Da equa¸˜o anterior obtemos ca ∂f −1 (y) = ∂y 24 de Janeiro de 2000 ∂f ∂x 1 . sen θ) ´ localmente mas n˜o e a globalmente injectiva ( n˜o utilize o teorema da fun¸˜o inversa para provar injectividade local mas a ca sim um racioc´ ınio ad hoc). (4.4 Seja f (x) = x + x2 . No entanto f (1. em determinadas condi¸˜es.3. O teorema da fun¸˜o inversa n˜o s´ garante. ∂y 2 (4. o grau de diferenciabilidade de f . ent˜o ´ poss´ calcular todas ca a e ıvel as derivadas de f −1 no ponto y = f (x) usando o m´todo seguinte: e Consideremos a identidade f f −1 (y) = y.CAP´ ITULO 4. Se f (x) = 0. O exemplo c ea seguinte ilustra este facto: Exemplo 4. gra¸as ` garantia de diferenciabilidade numa ca e c a vizinhan¸a.4 Calcule a inversa da fun¸˜o f (x) = x + x2 e confirme o resultado do exemplo ca anterior. como tamb´m permite calcular.3.3.8 obtemos ∂2g ∂g ∂2g (y) + 2 (y)2 2g(y) 2 (y) = 0 2 ∂y ∂y ∂y de onde se tira ∂2g (0) = −2. Diferenciando a identidade anterior obtemos ∂g ∂g (y) + 2g(y) (y) = 1. Seja g a inversa de f .3.3 Mostre que f : R → R2 definida por f (θ) = (cos θ. ∂f −1 ∂f −1 f (y) (y) = 1. 1) = f (−1. Exemplo 4. y 6 − x6 ) Mostre que f ´ localmente injectiva mas n˜o globalmente injectiva. O teorema da fun¸˜o inversa garante que f ´ invert´ ca e ıvel numa vizinhan¸a de x = 0.2 Seja f : R2 \ {(0. 0)} → R2 definida por f (x. e a Exerc´ ıcio 4. Derivando ambos os membros da express˜o anterior obtemos.

4. ∂y 2 2 ∂ f −1 (y) ∂f (y) ∂x2 f ∂y ∂ 2 f −1 (y) = − 2 ∂f −1 (y))2 ∂y (f ∂x 2 −1 .v)=(1. 0) = (1. y) = xy. a a a Exerc´ ıcio 4. que pode ser aplicada directamente. 1. 0) = 1 1 . 0). f2 ) tamb´m ca e e ∞ C numa vizinhan¸a de (u. como det Df = −2 = 0 e a fun¸˜o ´ de classe C ∞ existe inversa f −1 = (f1 . Podemos facilmente provar que a fun¸˜o f admite inversa local ca definida numa vizinhan¸a do ponto (1. ∂y 3 Aplicando o exemplo anterior a uma fun¸˜o podemos obter a f´rmula de Taylor de f −1 (y) em ca o torno de um ponto Exerc´ ıcio 4.7 Determine ∂ 2 f −1 ∂u2 (u. Exemplo 4.3. 1/2 −1/2 Podemos tamb´m aplicar ideias semelhantes `s do exemplo (4. De facto temos c Jf = No ponto (x. e 2. 0) obtemos Df (0. Sabemos que f (0. y) = x + y + x3 y − xy + 1.0) 1 1 1 −1 −1 = 1/2 1/2 . 0) = (0. x − y + x4 ch y . resolva ent˜o o seguinte exerc´ a a ıcio: Exerc´ ıcio 4. v) = f (x. −1 + x4 sh y −1 −1 Assim.3. x2 − y 2 . o c aproxim´-la com precis˜o arbitr´ria.5 Utilizando as ideias do exemplo anterior calcule ∂ 3 f −1 (y). 0). e a co Utilizando um procedimento an´logo. Calcule o desenvolvimento de Taylor de f −1 (y). 0) e verificando c −1 ∂f1 ∂u −1 ∂f2 ∂u −1 ∂f1 ∂v −1 ∂f2 ∂v Df −1 (1. Prove que f ´ injectiva e portanto a inversa f −1 existe. y) = (0. sendo f −1 (1. obtendo ∂f −1 (y) ∂y 2 ∂ 2 f −1 f (y) ∂x2 de onde conclu´ ımos + ∂f −1 f (y) ∂x 2 + ∂ 2 f −1 (y) = 0. calculando sucessivamente as diversas derivadas de f −1 podemos desenvolver esta fun¸˜o ca em f´rmula de Taylor em torno do ponto y e portanto. Assim. v) com (u.6 Seja f (x) = x + ex . 59 24 de Janeiro de 2000 . 0). TEOREMA DA FUNCAO INVERSA ¸˜ Para o c´lculo de a ∂ 2 f −1 ∂y 2 (y) derivamos novamente (4.6 Seja f : R2 → R2 a fun¸˜o dada por ca f (x.3. em torno de y = f (0) = 1 at´ ` terceira e a ordem.3.3. Para o c´lculo de primeiras derivadas da inversa de uma fun¸˜o o teorema da fun¸˜o inversa a ca ca d´-nos uma express˜o expl´ a a ıcita. numa vizinhan¸a suficientemente pequena. 1 −1 1 + 3x2 y − y 1 + 4x3 ch y 1 + x3 − x .3.9). 0) = = (u. v) = (1.5) para fun¸˜es de Rn em Rn .

Calcule uma inversa local de f .8 Mostre. a ca e Seja f : Rn → Rm .3. e e a Exerc´ ıcio 4. . in tais que a matriz  ∂f  ∂f 1 i1 . 0) e de (u. Qual a maior vizinhan¸a V do ponto −π/4 tal que f|V ´ injectiva? Calcule a inversa de f c e em V . 0). . . fin ) a a ca ca ´ localmente injectiva. v) = (−1. pelo que f tamb´m ser´ localmente injectiva. f3π/2 . v) em tais vizinhan¸as. v) = (−1. . 24 de Janeiro de 2000 60 .CAP´ ITULO 4. ∂fin ∂fin . v) desde que as vari´veis estejam nessas vizinhan¸as. fm (x).  .3. . y) = (0. y) = (xy. 0) e de (x. que a aplica¸˜o R ca localmente injectiva. ca c b) Calcule a matriz jacobiana da fun¸˜o cuja existˆncia garantiu na al´ ca e ınea anterior no ponto (−1. tal que fπ/2 (0) = π 2. 1). Calcule uma inversa local de f .1 Exerc´ ıcios Suplementares Exerc´ ıcio 4.7 Se car[Df ] = n (isto ´ a caracter´ e ıstica de Df ou seja o n´mero de linhas ou u colunas linearmente independentes de Df for n) ent˜o a fun¸˜o f ´ localmente injectiva. ca a 1. −1 −1 4. Existe alguma vizinhan¸a de π na qual a fun¸˜o f seja injectiva? c ca −1 −1 3.  .12 Mostre que a fun¸˜o f : R2 \ {(0. 1) tais que aquele sistema c define (x. usando o exemplo anterior. . 0)} → R2 \ {(0.3. .10 Considere o sistema de equa¸˜es n˜o lineares co a u v = x2 y 3 + sen(x + y) − 1.3. Ent˜o. . = sen(xy) + x − y + 1. . com m ≥ n. 3π 2 . ∂xn ∂x1 tem determinante n˜o nulo.11 Considere a fun¸˜o real de vari´vel real definida por f (x) = cos x. . y Mostre que existem vizinhan¸as de (u. ∂u Exerc´ ıcio 4. fπ/2 .3. Calcule ca a c ∂x (−1.3. y) como uma fun¸˜o C 1 de (u. .9 Considere o sistema de equa¸˜es co u= v= xy + sen(x + y). . Se car[Df ] = n no ponto x0 ent˜o existem a ´ ındices i1 . . y) = (−1. pelo teorema da fun¸˜o inversa a fun¸˜o g(x) = (fi1 . tal que f3π/2 (0) = Exerc´ ıcio 4. .   . . Exerc´ ıcio 4. a) Mostre que existem vizinhan¸as de (x. com f (x) = (f1 (x). como se pode verificar no exemplo seguinte: c˜ Exemplo 4. 1) tais que o sistema define c (x. .3. cos x) ´ e 4. e−x+y−2 + x . y) como uma fun¸˜o C ∞ de (u. TEOREMAS DA FUNCAO INVERSA E DA FUNCAO IMPL´ ¸˜ ¸˜ ICITA Com o teorema da fun¸˜o inversa tamb´m podemos dar uma condi¸˜o de injectividade local ca e ca sobre fun¸oes de Rn → Rm . . ∂xin ∂x1  . x → (sen x. . . 2. 0)} ´ localmente mas n˜o ca e a globalmente injectiva f (x. 2x2 − 5y 2 ).

2. e−x+y−2 + x .2 4.13 Mostre que a fun¸˜o f : R3 → R3 . ıvel a 4. co e 61 24 de Janeiro de 2000 . Exerc´ ıcio 4. v) = (−1. TEOREMA DA FUNCAO INVERSA ¸˜ 1 0. sen(x − y).3.5 -2 2 4 6 -0. definida por ca f (x.5: Gr´fico do coseno a Exerc´ ıcio 4.16 Considere a fun¸˜o ca f (x. z 3 − z 5 ).5 -1 Figura 4. a e 4. z) = (sen(x + y). y) = 0 para todo o x e y.3. Uma inversa poss´ ser´ arccos x. Sugest˜o: Utilize o teorema e ıvel a de Heine-Borel. para x ∈ [−1. 1]. 3. y Mostre que existem vizinhan¸as de (u. v) desde que as vari´veis estejam nessas vizinhan¸as. 0) e de (x. 1]. para x ∈ [−1.5. ca e Prove que para cada conjunto compacto C.3.15 Seja f : A → Rn uma fun¸˜o de classe C 1 . y) = (−1. ∂u Exerc´ ıcio 4.4. ´ localmente injectiva em torno (0. 0) mas que n˜o ´ globalmente injectiva. Calcule ca a c ∂x (−1. Prove que 1. f n˜o ´ injectiva. 1) tais que o sistema define c (x. C ⊂ A onde Jf = 0 existe um n´mero finito de u conjuntos abertos Ui tais que C ⊂ ∪Ui e f ´ invert´ em cada Ui . onde A ´ um conjunto aberto.14 Considere o sistema de equa¸˜es co u= v= xy + sen(x + y). cos x arccotg y).11 Sugest˜es para os exerc´ o ıcios 1. Observe a figura 4. Jf (x. ca ca e 2.3.3. y. Uma inversa nas condi¸˜es requeridas ´ 2π − arccos x.3. 0). y) como uma fun¸˜o C 1 de (u.5 e repare que a restri¸˜o da fun¸˜o cos x ao intervalo [−π. Utilize a figura 4. e a e Exerc´ ıcio 4. 0. y) = (sen x arccotg y.3. 0] ´ injectiva.

Exerc´ ıcio 4. y) = (xy + sen(x + y). 1). ca a a 4. temos y Df (−1. 1 + y2 que nunca se anula. Frequentemente necessitamos de resolver equa¸˜es na forma co em ordem a x ou y. sendo o jacobiano dado por e Jf = − arccotg y . −1) pelo que f n˜o ´ e a e injectiva. y.10) de modo a obter y em fun¸˜o de x. sen(x − y)) ´ localmente injectiva numa vizinhan¸a da ca e c origem. Temos tamb´m que f (1.2 Confirme as afirma¸˜es anteriores. .4. conhecemos uma solu¸˜o da equa¸˜o 4.3. 0) = 2 0 0 . 1) = 1/2 0 . co 24 de Janeiro de 2000 62 . y = 0.13 Repare que a fun¸˜o (sen(x + y).16 O primeiro resultado obtem-se pelo m´todo usual. e e a c ca e Com estes resultados ´ f´cil provar que f ´ localmente injectiva em torno da origem. 4. Portanto. 2 Como o determinante desta matriz ´ n˜o nulo a fun¸˜o ´ localmente invert´ e e a ca e ıvel Df −1 (−1. mesmo para express˜es simples. a 4. 1) = f (−1.4 Teorema da Fun¸˜o Impl´ ca ıcita f (x. Exerc´ ıcio 4. y.3. f (x. No entanto. nomeadamente y = x = 0. Note que a fun¸˜o arccotg n˜o est´ definida na origem. 0) = e a e f (x. . pelo que f n˜o pode ser injectiva. Para se convencer disto.12 Temos Df = y x 4x −10y e portanto det Df = −10y 2 − 4x2 = 0 para x. ´ tamb´m f´cil verificar que numa vizinhan¸a de z = 0 a fun¸˜o z 3 − z 5 ´ injectiva. e−x+y−2 + x ).15 Como o jacobiano n˜o se anula.4.3.1 Tente resolver a equa¸˜o ca y + sen y − x = 0 (4.3.10. para cada ponto existe uma vizinha¸a Ux onde a fun¸˜o a c ca ´ invert´ e ıvel. Para al´m ca ca e disso numa vizinhan¸a da origem. c ca e aplicando o teorema da fun¸˜o inversa. . Deste modo o teorema da fun¸˜o inversa ca garante a injectividade local de f . 0 1/2 4.3. Como este conjunto ´ c e e compacto podemos extrair uma subcobertura finita (pelo teorema de Heine-Borel).CAP´ ITULO 4. . poder´ ca ıamos mostrar a existˆncia de uma fun¸˜o y(x) tal e ca que y(x) + sen(y(x)) − x = 0. a fun¸˜o x = y + sen y tem inversa pois ´ injectiva. Aparentemente n˜o existe solu¸˜o expl´ ca a ca ıcita elementar mas nunca se sabe. TEOREMAS DA FUNCAO INVERSA E DA FUNCAO IMPL´ ¸˜ ¸˜ ICITA 4.14 Definindo f (x. y) = 0. esta tarefa pode ser extremamente e o dif´ ıcil. Por´m. 4. O conjunto de todas estas vizinhan¸as ´ uma cobertura de C.

se recordarmos que o gradiente de uma campo e 63 24 de Janeiro de 2000 ¡ y=   .x2 ¢ ¡   A y= 1 . Na vizinhan¸a de que pontos em que ´ verificada ´ que esta equa¸˜o define c e e ca y como fun¸˜o de x? Resolvendo a equa¸˜o em ordem a y. 4.x2 ¡ y=   . 0) obviamente tem a ver com o facto da tangente a a ` circunferˆncia nestes pontos ser vertical ou. ´ o que se ilustra na fig. facilmente se reconhece que qualquer que seja o ponto sobre o gr´fico desta a a circunferˆncia. 0) e (−1. y) = 0. ca a Comecemos por algumas observa¸˜es ainda n˜o inteiramente precisas para estabelecer um co a primeiro paralelismo entre os dois resultados. ou melhor ainda esbo¸ando o seu ca ca c gr´fico (ver a fig. excepto os pontos (−1.1 . 4. numa primeira an´lise. 0). com a solu¸˜o local de equa¸˜es da forma ca ca co y = F (x) em ordem a x. ´ poss´ e e ıvel escolher uma vizinhan¸a suficiente c √ pequena desse ponto cuja intersec¸˜o com o conjunto definido pela equa¸˜o verifica y = 1 − x2 ca ca √ ´ ou y = − 1 − x2 . e O car´cter excepcional dos pontos (1.6: A por¸˜o da circunferˆncia x2 + y 2 − 1 = 0 ampliada em A n˜o ´ um gr´fico de uma fun¸˜o ca e a e a ca da forma y = g(x).1 .x2 . De forma an´loga. pouco natural. Nesta sec¸˜o estudaremos um teorema que nos d´ condi¸˜es suficientes para se poder resolver ca a co equa¸˜es f (x.6).6 em A. De facto s˜o equivalentes e o estabelecer essa equivalˆncia ´ relativaca a e e mente f´cil embora mostrar que o teorema da fun¸˜o impl´ a ca ıcita ´ uma consequˆncia do teorema da e e fun¸˜o inversa possa parecer. o teorema da fun¸˜o inversa lida. em que F ∈ C 1 e uma certa aplica¸˜o linear relacionada com a derivada de F ´ n˜o singular ca e a num ponto (x0 . 0). como vimos. E o que se ilustra na fig. y) = 0 em ordem ca co a y. TEOREMA DA FUNCAO IMPL´ ¸˜ ICITA y   x ¡ B Figura 4. uma vez conhecidos pontos x0 e y0 para os quais f (x0 . O mesmo acontece com a intersec¸˜o da circunferˆncia com uma qualquer vizinhan¸a ca e c de (1.1 (Caso particular em dimens˜o 2) Considere-se a equa¸˜o da circunferˆncia a ca e x2 + y 2 − 1 = 0. Come¸amos por ilustrar c um tal problema numa situa¸˜o em que se pode explicitamente chegar `s mesmas conclus˜es e as ca a o dimens˜es dos espa¸os envolvidos s˜o as mais baixas poss´ o c a ıveis. De um ponto de vista de solu¸˜o de equa¸˜es n˜o ca co a lineares.4.4. em que F ∈ C 1 e uma certa aplica¸˜o linear (a derivada de F ) ´ n˜o ca e a singular num ponto x0 em torno do qual a invertibilidade local ´ assegurada. Por outro lado numa vizinhan¸a de um c dos dois pontos excepcionais tal ´ sempre imposs´ e ıvel. y0 ) = 0 e que ´ co e conhecido por teorema da fun¸˜o impl´ ca ıcita. Este teorema ´ um resultado intimamente ligado ao e teorema da fun¸˜o inversa. Exemplo 4. 0) e (1.6 em B.4. o e a teorema da fun¸˜o impl´ ca ıcita lida com a solu¸˜o local de equa¸˜es da forma F (x. y0 ) em torno do qual a resolubilidade fica assegurada. 4.

amm . . temos T (0) = 0. . A= . . a ıvel fazendo uma mudan¸a de vari´veis). fj2 . y) = x2 + y 2 − 1 temos ∂f (1. . . jk a que tamb´m nos referiremos usando a mesma nota¸˜o.. Suponha-se que. fjk e fixando n − l das suas vari´veis. ca Exerc´ ıcio 4. car A. Se car A = m (recorde que e a caracter´ ıstica de A. a1m . . .4. . ca ca Observemos agora alguns factos. .. . ca O teorema da fun¸˜o impl´ ca ıcita. supor que s˜o a as m primeiras (se isto n˜o fosse verdade seria sempre poss´ permutar as colunas da matriz. y0 ) = 0 e det ∂f (x0 . se car A = m ent˜o a existem m colunas linearmente independentes.f . A matriz A pode ser escrita como c a   a11 . que enunciamos de seguida. . . 0) = 0. xil . no ponto ca (x0 . y0 ) = 0. xi2 .x Teorema 4..4. .  .2 (Caso linear) Seja T uma transforma¸˜o linear de Rm+n em Rm . .xjik ) .3 Resolva o sistema 1 1 de modo a obter x e z como fun¸˜o de y. . Tal derivada ´ representada o ca a e pela submatriz da matriz jacobiana correspondente a considerar as colunas de ´ ındices i1 . . ca i1 2 l para representar a derivada de uma fun¸˜o que se obt´m de uma fun¸˜o dada f : A ⊂ Rn → Rm ca e ca s´ considerando k das suas componentes fj1 .. ´ o n´mero de linhas ou colunas linearmente independentes) ent˜o a e u a equa¸˜o T (x) = 0 permite definir m coordenadas de x em fun¸˜o das restantes n...  A  . am1 .2 pod´ ıamos ter escrito A = ∂(x1∂T n ) .4. com n. .1 (Fun¸˜o Impl´ ca ıcita) Seja f : U ⊂ Rn × Rm → Rm uma fun¸˜o de classe C p (int U ). No e ca ˜ exemplo 4. . y0 ) ∈ int U (x0 ∈ Rn e y0 ∈ Rm ) verifica-se f (x0 . . TEOREMAS DA FUNCAO INVERSA E DA FUNCAO IMPL´ ¸˜ ¸˜ ICITA escalar ´ ortogonal `s suas linhas de n´ e a ıvel. i2 . ca e a Exemplo 4. ik e as linhas de ´ ındices j1 . . . . .. (x1 . Vai ser conveniente no seu enunciado e para c´lculos posteriores a ∂(f . .. ∂y ∂y Uma outra fonte de inspira¸˜o para compreender este tipo de problemas ´ a ´lgebra linear. . ou o a seja considerando-a s´ como fun¸˜o de l vari´veis xi1 .. Suponhamos que T (x) = Ax onde A ´ uma matriz m × (m + n). am m+n A derivada de T em ordem `s primeiras m vari´veis.. . .  ˜= . ... sem perda de generalidade. .f ) introduzir a nota¸˜o ∂(xj1 . . . existe uma vizinhan¸a V de x0 na qual a equa¸˜o a c ca f (x. xm ).. . .. Podemos.4. a1m . . Primeiro. 1 ≤ i1 < i2 < · · · < ik ≤ n. j2 . . am1 . y) = 0 24 de Janeiro de 2000 64 .. com 1 ≤ j1 < j2 < · · · < jk ≤ m. Segundo.xji2 .CAP´ ITULO 4. . Note que ´ o facto de A ter determinante n˜o nulo que permite determinar as e a primeiras m coordenadas em fun¸˜o das n − m restantes. m ≥ ca 1. ´ representada pela matriz a a e   a11 . . . generaliza (de um forma bastante poderosa) o exemplo anterior. com o facto de designando f (x. amm ˜ ˜ e det A = 0. ∂y   x 1 −1   0 y = 1 1 0 z Ent˜o. . a1 m+n  . 0) = ∂f (−1..

isto e a e ´ se car A = m.1 Demonstre o teorema da fun¸˜o impl´ ca ıcita. g(x)) ∂y −1 ∂f (x. no entanto.4. isto s´ ´ v´lido porque o sistema naquele exemplo ´ linear. g(x)) = 0. 0) Exemplo 4.7: Na demonstra¸˜o do teorema da fun¸˜o impl´ ca ca ıcita pelo processo sugerido note que a fun¸˜o ca ´ constru´ pela composi¸˜o das fun¸˜es x → (x.y) = 0 F -1 F   x   x F(x.4 Consideremos o sistema x + y + xyz = 0. g(x)).2 que ´ global.y)) Figura 4.11) Notemos que o resultado do teorema ´ local. definida para |x| suficientemente pequeno ca ∂y tal que f (x. 65 24 de Janeiro de 2000 .4. E.4. y0 ). (0) = − ∂f ∂x ∂y (0. muito mais simples ca ca co demonstr´-lo ` custa do teorema da fun¸˜o inversa. Para al´m disto temos e ∂f ∂g ∂x (0. 0) = 1 = 0. ao contr´rio do exemplo 4. Ent˜o como ca a f (0. y) = (x. 0) = 0 e ∂f (0. a derivada de g em V satisfaz Dg(x) = − ∂f (x. y) → y por esta ordem. existe uma fun¸˜o g(x). Claro que F −1 e ıda ca co designa uma inversa local.y) = (x. para qualquer valor de x. a a ca Problema 4. ca Exemplo 4. y) = 0 em ordem.3 Consideremos a equa¸˜o f (x. g(x)) = 0 para todo o x ∈ V .4. y) = x2 + y + sen(x2 + y 2 ) = 0. 0). x − y + xz + yz = 0. usando as conven¸˜es co do enunciado do teorema. g : V ⊂ Rn → Rm . O teorema da fun¸˜o impl´ ca ıcita pode ser demonstrado de uma forma an´loga ` do teorema a a ´ da fun¸˜o inversa por lineariza¸˜o e aproxima¸˜es sucessivas. TEOREMA DA FUNCAO IMPL´ ¸˜ ICITA y ¢ ¡ v=f(x. Em geral n˜o temos nenhuma oe a e a garantia de que possamos resolver uma equa¸˜o da forma F (x. ∂x (4. podemos sempre resolver a equa¸˜o Ax = 0 em ordem a m coordenadas. f (x. Adicionalmente. define uma unica fun¸˜o g ∈ C p (V ). 0) = 0. F −1 e (x.4. ca a y. No e ca entanto.y) f(x.f(x. por exemplo. Para tal. para a qual ´ ca f (x. mesmo que num dado ponto sejam verificadas as condi¸˜es do co teorema da fun¸˜o impl´ ca ıcita (o teorema apenas garante a existˆncia de solu¸˜es na vizinhan¸a do e co c ponto). considere a aplica¸˜o F : U ⊂ Rn × Rm → Rn × Rm definida por ca F (x.4. y)) e aplique-lhe o teorema da fun¸˜o inversa relativamente ao ponto (x0 .

y. 0) = 0. Defininido c ca f (x. 0. z)) = (x + y + xyz.4 Mostre que a equa¸˜o ca sen x + sen y + sen z 0 = sen x − sen y + sen3 z 0 admite uma solu¸˜o da forma (x. y.4.5 Consideremos a equa¸˜o ca f (x. 0) = 0. E tamb´m imediato que ∂f (0. z) = (X(z). 0. 0) ∂f1 ∂y (0. No entanto a equa¸˜o tem solu¸˜o global. 0. 0) ∂f2 ∂x (0. 0) = ∂f (0. Exerc´ ıcio 4. y. h(0) = g(0) = 0 e ∂f (0. y. onde ca X(z) e Y (z) s˜o fun¸˜es convenientes que verificam X(0) = Y (0) = 0. Mostre que se f (0. 0) . y) = x3 − y 3 = 0. Y (z). y. ´ ´ a E facil verificar que f (0. z). 1 −1 Como det A = 0 o teorema da fun¸˜o impl´ ca ıcita garante a existˆncia das fun¸˜es X(z) e Y (z). tal como se pode verificar pelo exemplo seguinte: ca Exemplo 4. z) seja solu¸˜o do sistema. Assim n˜o e ∂x ∂y estamos nas condi¸˜es do teorema da fun¸˜o impl´ co ca ıcita. h : R → R fun¸˜es cont´ ca co ınuas a bijectivas.CAP´ ITULO 4. ∂z Exerc´ ıcio 4.5 Mostre que a equa¸˜o sen x + y = 0 n˜o tem solu¸˜o x(y) definida para toca a ca dos valores de y. Se e co estivermos interessados em calcular as derivadas de X e Y a express˜o para estas ser´ a a X (0) 1 1 = Y (0) 1 −1 Exerc´ ıcio 4. Porque que ´ que isto n˜o contradiz o teorema da fun¸˜o impl´ e a ca ıcita apesar de d sen x |x=0 = 0 e sen 0 + 0 = 0? dx O facto de n˜o serem cumpridas as condi¸˜es do teorema da fun¸˜o impl´ a co ca ıcita n˜o implica que a na vizinhan¸a de um ponto n˜o exista solu¸˜o (ou que ela n˜o seja unica) de uma determinada c a ca a ´ equa¸˜o. (x. ca a 24 de Janeiro de 2000 −1 ∂f1 ∂z (0. 0. 0) ∂f2 ∂z (0. sendo a solu¸˜o da forma y = j(x) com j : R → R ca uma fun¸˜o real de vari´vel real. h(y)) = 0 pode ser unicamente resolvida em ordem a y. z) = (X(z). g. Y (z). 0) = 0 ent˜o para x numa ∂y vizinhan¸a da origem a equa¸˜o c ca f (g(x). temos A= ∂f1 ∂x (0. 0. para |z| suficientemente pequeno. f2 (x. x − y + xz + yz). 0) = 0. ca ca unica e diferenci´vel x = y. Calcule a co ∂X (0). 0) ∂f2 ∂y (0. 0.4. 66 . z) = (f1 (x. TEOREMAS DA FUNCAO INVERSA E DA FUNCAO IMPL´ ¸˜ ¸˜ ICITA Vamos agora estudar a existˆncia de fun¸˜es X(z) e Y (z) tais que X(0) = Y (0) = 0 e para z e co numa vizinhan¸a da origem.4.6 Seja f : R2 → R uma fun¸˜o de classe C 1 .4. z). ´ a O seguinte exerc´ mostra que ´ poss´ generalizar ligeiramente o teorema da fun¸˜o impl´ ıcio e ıvel ca ıcita de modo a tratar casos semelhantes ao anterior. 0) = 1 1 .

y. Observe que u(0.7 Considere o sistema de equa¸˜es co sen(x + y + z) = z 4 x − y + z = sen(x4 + y 4 + z 4 ). 0) = v(0. A ´ uma matriz n × n n˜o singular e f : Rn+k → Rn uma fun¸˜o C ∞ . 0) = Exerc´ ıcio 4. 0. 0. tais que gx (0) = gy (0) = 0 e (x. 0. 1. z)) ´ solu¸˜o do e ca sistema.4. y) = +∞. Calcule gx (0) e gy (0).4. Desenvolva gx em s´rie de Taylor at´ ` terceira ordem.4. uma fun¸˜o z = Ψα (x. Portanto podemos aplicar o teorema da fun¸˜o impl´ a ca ıcita. y) = −∞ y→+∞ lim f (x. Dˆ um exemplo em que a fun¸˜o y(x) n˜o seja unica e ca a ´ 3. 4. z) = x − y + z − sen(x4 + y 4 + z 4 ). e ea Exerc´ ıcio 4.10 (Fun¸˜o Impl´ ca ıcita Topol´gica) Seja f : R2 → R.4. Verifique que as fun¸oes Ψα tˆm um ponto de estacionaridade na origem. y. cont´ o ınua.4. Defina u(x. z) = sen(x + y + z) − z 4 e v(x.9 Considere a equa¸˜o ca x 2 Ax = f (x. ) onde x ∈ Rn . y. Determine para que valores de α a equa¸˜o fα (x. 0) ∂v ∂y (0. y) c ca 2. 0) = 0 e que ∂u ∂x (0. y(x)) = 0 para todo o x ∈ R. ca 2. 2. z) = (gx (z). gy (z). Prove que existe pelo menos uma fun¸˜o y(x) tal que f (x. definidas para |z| suficienco a temente pequeno. ) =0 lim lim →0 x 3 x →0 a primeira equa¸˜o define x como fun¸˜o diferenci´vel de ca ca a para (x. 1. Exerc´ ıcio 4.1 Exerc´ ıcios suplementares Exerc´ ıcio 4. 67 24 de Janeiro de 2000 . 0. Suponha que para cada x fixo se tem y→−∞ lim f (x. z) = αz ch(x + y + z) − x2 ey 1. y. isto ´.4. TEOREMA DA FUNCAO IMPL´ ¸˜ ICITA 4. e a ca Mostre que se se verificar f (x.2 4. 0) = 1 1 1 −1 tem determinante n˜o nulo. c Ψα (0. numa ca vizinhan¸a da origem. Dˆ um exemplo em que a fun¸˜o y(x) n˜o seja cont´ e ca a ınua. z) = 0 define implicitamente. 0. ) numa vizinhan¸a de (0.8 Seja α ∈ R e considere as fun¸˜es fα : R3 → R definidas por co fα (x. c e e 0. ∈ Rk .4. 0. 0).4. 0) ∂u ∂y (0. Prove que existem fun¸˜es reais e diferenci´veis gx (z) e gy (z).4. 3.7 Sugest˜es para os exerc´ o ıcios 1. 0) ∂v ∂x (0. y.

4. 2. ) x 2 e mostre que este problema ´ equivalente ao original.CAP´ ITULO 4. 3. a 24 de Janeiro de 2000 68 . Utilize o teorema de Bolzano. Utilize a fun¸˜o da al´ ca ınea anterior e defina y(x) = y1 (x) y2 (x) se x > 0.9 Aplique o teorema da fun¸˜o impl´ ca ıcita ` equa¸˜o a ca Ax = f (x. TEOREMAS DA FUNCAO INVERSA E DA FUNCAO IMPL´ ¸˜ ¸˜ ICITA 2. caso contr´rio. Escolha f de modo a que para cada x tenha pelo menos dois zeros. distintos.4.10 1. 4. e 4. gx (z) = −z + O(z 4 ). y1 (x) e y2 (x). gx (0) = −1 e gy (0) = 0 3.

Campos Ferreira. 1978. co a a [3] Lu´ Torres Magalh˜es. ıs a u ca ´ [4] Lu´ Torres Magalh˜es. Integrais em Variedades.Bibliografia [1] J. AEIST. Introdu¸˜o ` An´lise em Rn . ıs a [5] Lu´ Torres Magalh˜es. ıs a a 69 . Complementos de C´lculo Diferencial em Rn . 1977. Lisboa. Texto Editora. Integrais M´ltiplos. R. ca a a [2] F. Algebra Linear. C´lculo Diferencial em Rn . Lisboa. Texto Editora. Li¸˜es de An´lise Infinitesimal: I. Lisboa. 1994. Texto Editora. 1996. Dias Agudo. 2a edi¸˜o. AEIST. 1985. Lisboa. 1983. ıs a [6] Lu´ Torres Magalh˜es.

53 derivada. 50 gradiente.´ Indice aberto. 23 o s´rie e absolutamente convergente. 48 e resto da f´rmula de Taylor. 42 co f´rmula o de Taylor. 12 direccional. 23 teorema da fun¸˜o inversa. 52 co para fun¸˜es escalares. 10 polin´mio o de Taylor. 14 C ∞ . 22 e ponto cr´ ıtico. 20 sistema de estacionaridade. 13 de ordem superior ` primeira. 21 a parcial. 39 semidefinida positiva. 40 Taylor. 39 definida positiva. 9 fecho. 8 aproxima¸˜es sucessivas. 39 indefinida. 17 co Weierstrass. 19 a diferenciabilidade. 13 dirigida. 30 de estacionaridade. 54 co classe C 1 . 39 definida positiva. 41 quadr´tica a definida negativa. 52 de um vector de Rn . 39 indefinida. 12 direc¸˜es singulares. 16 interior. 20 C k . 39 semidefinida negativa. 10 fun¸˜o ca diferenci´vel. 7 de uma aplica¸˜o linear. 13 de ordem superior ` primeira. 34. 39 jacobiana. 10 forma de grau k. 29 . 63 inversa. 57 m´todo de Newton. 27. 12 a impl´ ıcita. 14 semidefinida negativa. 53 ca de Lagrange. 19 compacto. 55 Schwarz. 31 pr´-imagem. 23 homog´neo. 54 jacobiano. 7. 39 hessiana. ver teorema de Taylor fechado. 39 fronteira. 54 e matriz 70 definida negativa. 10 inversa local. 52 normas equivalentes. 39 norma. 30 de sela. 23 do valor m´dio e para fun¸˜es vectoriais. ver teorema do valor m´dio e de Schwarz. 52 ca de uma matriz. 39 semidefinida positiva. 10 convexo. 20 de Taylor.

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