Exerc´ ıcios de C´lculo Diferencial e Integral de Fun¸˜es a co Definidas em Rn

Diogo Aguiar Gomes, Jo˜o Palhoto Matos e Jo˜o Paulo Santos a a 24 de Janeiro de 2000

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Conte´ do u
1 Introdu¸˜o ca 1.1 Explica¸˜o . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ca 1.2 Futura introdu¸˜o . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ca 2 Complementos de C´lculo Diferencial a 2.1 Preliminares . . . . . . . . . . . . . . . 2.1.1 Exerc´ ıcios suplementares . . . . 2.1.2 Sugest˜es para os exerc´ o ıcios . . 2.2 C´lculo diferencial elementar . . . . . a 2.2.1 Exerc´ ıcios suplementares . . . . 2.2.2 Sugest˜es para os exerc´ o ıcios . . 2.3 Derivadas parciais de ordem superior ` a 2.3.1 Exerc´ ıcios suplementares . . . . 2.3.2 Sugest˜es para os exerc´ o ıcios . . 2.4 Polin´mio de Taylor . . . . . . . . . . o 2.4.1 Exerc´ ıcios suplementares . . . . 2.4.2 Sugest˜es para os exerc´ o ıcios . . 3 Extremos 3.1 Extremos . . . . . . . . . . . . . . 3.1.1 Exerc´ ıcios suplementares . . 3.1.2 Sugest˜es para os exerc´ o ıcios 3.2 Testes de Segunda Ordem . . . . . 3.2.1 Exerc´ ıcios suplementares . . 3.2.2 Sugest˜es para os exerc´ o ıcios 5 5 5 7 7 10 11 12 17 18 19 22 22 23 25 26 27 28 33 34 34 43 43 47 47 50 51 52 53 60 61 62 67 67 69

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . primeira . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

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4 Teoremas da Fun¸˜o Inversa e da Fun¸˜o Impl´ ca ca ıcita 4.1 Invertibilidade de fun¸˜es . . . . . . . . . . . . . . . co 4.1.1 Exerc´ ıcios Suplementares . . . . . . . . . . . 4.1.2 Sugest˜es para os exerc´ o ıcios . . . . . . . . . . 4.2 Teorema do valor m´dio para fun¸˜es vectoriais . . . e co 4.3 Teorema da Fun¸˜o Inversa . . . . . . . . . . . . . . ca 4.3.1 Exerc´ ıcios Suplementares . . . . . . . . . . . 4.3.2 Sugest˜es para os exerc´ o ıcios . . . . . . . . . . 4.4 Teorema da Fun¸˜o Impl´ ca ıcita . . . . . . . . . . . . . 4.4.1 Exerc´ ıcios suplementares . . . . . . . . . . . . 4.4.2 Sugest˜es para os exerc´ o ıcios . . . . . . . . . . Bibliografia

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´ CONTEUDO 24 de Janeiro de 2000 4 .

sugest˜o a de extens˜es.. etc. ou de coment´rio de uma resolu¸˜o de um exerc´ a ca ıcio. a Novas vers˜es deste texto ir˜o aparecendo sempre que os autores considerarem oportuno em o a http://www.math. Partes deste texto foram distribu´ ıdas separadamente por cada um dos autores no passado. sugest˜es.1 Explica¸˜o ca Est´ a ler uma vers˜o parcial e preliminar de um texto em elabora¸˜o. a a e a 1. . Os autores agradecem a a ca quaisquer notifica¸˜es de erros. Foram a inclu´ ıdos esbo¸os de resolu¸˜o e sugest˜es em n´mero consider´vel.pdf. .utl.ist.pt/~jmatos/AMIII/temp. Tais exerc´ oe ca ıcios est˜o assinalados com um asterisco *. A sec¸˜o seguinte desta introdu¸˜o tem car´cter preliminar e tem como pressuposto a existˆncia ca ca a e do material que aqui ainda n˜o foi inclu´ a ıdo. Tendo descoberto que os diversos textos tinham car´cter algo complementar decidimos reuni-los. Por um lado reune um n´mero consider´vel de enunciados de problemas de e u a exame e por outro serve de propaganda ` nossa maneira de ver os assuntos aqui tratados. e Se se perguntar a um aluno de um dos dois primeiros anos do IST que tipo de “folhas” mais deseja que lhe sejam disponibilizadas pelos seus professores temos como resposta mais que prov´vel: a “folhas de exerc´ ıcios resolvidos de An´lise Matem´tica”. Por vezes um exerc´ o ıcio embora inclu´ numa sec¸˜o inclui uma quest˜o que ıdo ca a s´ ´ tratada numa sec¸˜o posterior.ist. Estima-se que o texto co o final ter´ uma extens˜o cerca de trˆs a quatro vezes maior e incluir´ cap´ a a e a ıtulos que nesta vers˜o a foram exclu´ ıdos. a ca e u O que se segue ´ uma tentativa de compromisso entre a procura e a oferta neste mercado e sui generis. .utl.pt. S˜o inclu´ a ıdos exerc´ ıcios de exame dos ultimos anos com modifica¸˜es do enunciado ´ co quando tal foi julgado conveniente e muitos outros com um car´cter mais ou menos trivial. Para evitar a prolifera¸˜o de textos ca obsoletos a maioria das p´ginas apresenta a data de revis˜o corrente em p´ de p´gina.Cap´ ıtulo 1 Introdu¸˜o ca 1. a A presente vers˜o idealmente n˜o mostra de uma maneira ´bvia as adapta¸˜es e correc¸˜es que a a o co co foram necess´rias para chegar ao formato actual. c ca o u a 5 .2 Futura introdu¸˜o ca Este texto nasce da nossa experiˆncia a leccionar a disciplina de An´lise Matem´tica III no Instituto e a a Superior T´cnico. De facto a resolu¸˜o de exerc´ ca ca ca ıcios de An´lise Matem´tica n˜o ´ geralmente unica e o processo de aprendizagem est´ mais ligado ` a a a e ´ a a tentativa de resolu¸˜o dos mesmos quando se possui um conjunto de conhecimentos m´ ca ınimo do que ` absor¸˜o ac´fala de um n´mero finito de receitas. No entanto tal resposta costuma suscitar a a como reac¸˜o da parte dos docentes essencialmente preocupa¸˜o. ou de a complemento de resultados citados. An´lise a a Matem´tica III ´ uma disciplina do primeiro semestre do segundo ano de todos os curr´ a e ıculos de licenciatura leccionados no Instituto Superior T´cnico (IST) excepto Arquitectura. para ecdi@math.

Tais compara¸˜es est˜o co a co a indicadas em nota de p´ de p´gina. ∂x∂y = ∂x ∂u . Aconselha-se os alunos destes dois cursos a comparar os enuncia ados de exerc´ ıcios deste tema com as formula¸˜es cl´ssicas dos mesmos. embora obviamente n˜o universal. Citaremos os resultados essenciais de cada tema mas n˜o necessariamente com a sua formula¸˜o a ca mais geral remetida por vezes para observa¸˜es marginais ou problemas. 3. e ca e Faz-se notar que n˜o seguimos a ordena¸˜o de material geralmente adoptada durante a exa ca posi¸˜o dos cursos no IST devido devido a raz˜es como a conveniˆncia em apresentar problemas ca o e sobre a introdu¸˜o do conceito de variedade como complemento do estudo do teorema da fun¸˜o ca ca impl´ ıcita. Por exemplo: usaremos a nota¸˜o de Leibniz para derivadas a e ca 2 ∂ parciais mas de acordo com a nota¸˜o geral para operadores. 24 de Janeiro de 2000 6 . 5]. Outubro de 1999 DG.CAP´ ITULO 1. a a Lisboa. e nem a sempre ser´ isenta de incoerˆncias. INTRODUCAO ¸˜ O leitor dever´ ter em considera¸˜o que o programa de An´lise Matem´tica III tem variado a ca a a ´ ao longo do tempo. JPS . Diria mesmo que ´ provavelmente incompreens´ e ıvel se um ou mais desses livros n˜o for consultado. E consensual no Departamento de Matem´tica do IST e na escola em geral a que a introdu¸˜o ` an´lise em Rn e o c´lculo diferencial em Rn dever˜o ser tratados em grande ca a a a a parte no primeiro ano do curso. Da´ a existˆncia de sec¸˜es correspondentes a revis˜o de material ı e co a coberto no primeiro ano do curso. isto ´. e a A nota¸˜o utilizada ´ cl´ssica tanto quanto poss´ ca e a ıvel. Um ultimo aviso: este texto n˜o pretende substituir os excelentes livros de texto dispon´ ´ a ıveis sobre os assuntos aqui abordados. usaremos ca e ∂ u ∂y sempre que tal for considerado sugestivo. O enunciado de tais resulco tados por vezes ´ seguido de uma “demonstra¸˜o” que mais n˜o faz que relembrar sinteticamente e ca a a dependˆncia em rela¸˜o a outros resultados e os m´todos utilizados. Outro facto a ter em conta ´ a diferen¸a de programa para os cursos de Matem´tica Aplicada e c a e Computa¸˜o e Engenharia F´ ca ısica Tecnol´gica. Nestes cursos s˜o introduzidos o formalismo das o a formas diferenciais e a respectiva vers˜o do teorema fundamental do c´lculo em vez da formula¸˜o a a ca cl´ssica do teorema de Stokes. JPM. Os textos adoptados no IST s˜o [6.

2 Designa¸˜es t´cnicas para um tal conjunto s˜o de um subespa¸o afim de dimens˜o n de Rn+1 ou hiperplano co e a c a 1 Note. a interpreta¸˜o geom´trica da derivada ser´ o “declive” do “plano” tangente co ca e a ao gr´fico da fun¸˜o. o ca e e onde limx→x0 o(x−x00 ) = 0. a determina¸˜o de a ca pontos de extremo: se f : R → R for diferenci´vel. se f : R → R ca a e co a for diferenci´vel em x0 . Esta f´rmula tem a seguinte interpreta¸˜o geom´trica: f (x0 ) ´ o x−x declive da recta tangente a f em x0 e y = f (x0 ) + f (x0 )(x − x0 ) ´ a equa¸˜o dessa recta. a Outra aplica¸˜o que deve ser familiar ´ a mudan¸a de coordenadas na integra¸˜o atrav´s de: ca e c ca e b f −1 (b) g(x)dx = a f −1 (a) g(f (y))f (y)dy. 7 .. Para co a a ca fun¸˜es de Rn em R. co e o 2.1 Preliminares Esta sec¸˜o relembra alguns dos conceitos e resultados sobre fun¸˜es de Rn em Rm que se sup˜em ca co o conhecidos nas sec¸˜es seguintes. que a seguir se enumeram de uma forma necessariamente a breve. pode ser ponto de sela! Veja o cap´ ıtulo 3. definida por sua vez ` custa da no¸˜o de norma: a a ca no entanto. Por exemplo. Para al´m disso estudaremos a f´rmula de Taylor. quando se estudam fun¸˜es de v´rias vari´veis. o c´lculo de f (x0 ) permite aproximar f pela f´rmula de Taylor perto de a a o x0 . que o facto de a derivada se anular num ponto. para fun¸˜es reais de mais a co do que uma vari´vel real. por exemplo.Cap´ ıtulo 2 Complementos de C´lculo a Diferencial O conceito de fun¸˜o diferenci´vel ´ uma das no¸˜es chave da an´lise. Aconselha-se o leitor a consultar [1] para relembrar. Esta presen¸a ub´ c ıqua da diferencia¸˜o no estudo de fun¸˜es reais de vari´vel real faz com que ca co a seja natural. co os resultados. Em particular trataremos quest˜es importantes sobre a continuidade e a o diferenciabilidade de fun¸˜es de Rn em Rm . Neste cap´ ıtulo resumiremos alguns resultados de c´lculo diferencial. mais precisamente y = f (x0 ) + Df (x0 )(x − x0 ) ´ a equa¸˜o desse “plano” a ca e ca tangente2 .e. e ca Outras aplica¸˜es do conceito de derivada familiares a um estudante que conhe¸a An´lise co c a Matem´tica ao n´ a ıvel de um primeiro ano de licenciatura s˜o. com detalhe. i. supostos j´ conhecidos. os seus m´ximos ou m´ a a ınimos s˜o zeros de f 1 . generalizar a no¸˜o de derivada. n˜o implica que este seja um m´ximo ou a a m´ ınimo. f (x) = f (x0 ) + f (x0 )(x − x0 ) + o(x − x0 ). Tanto a defini¸˜o de continuidade como a de diferenciabilidade dependem do conceito de disca tˆncia entre dois pontos.

x/2) ⊂ ]0. y ∈ Rn . ∃r > 0 : B(x. (x. y) = m´x {|x|. pode ser util trabalhar com normas diferentes.5 Mostre que as bolas abertas s˜o conjuntos abertos.2 Em Rn . o segmento de recta que os une est´ contido na bola. η(x. Se a norma em quest˜o for a norma euclideana as bolas ser˜o “redondas”. y. a e Defini¸˜o 2. Para designarmos uma norma gen´rica utilizaremos a nota¸˜o x = η(x). no segundo B(x. .´ CAP´ ITULO 2.2 Mostre que η(x. ∀λ ∈ R. 4. y) = m´x{|x|. (x. dados dois quaisa e quer dos seus pontos. r) = {y ∈ Rn : x − y < r}. e co ´ Exerc´ ıcio 2. a n˜o ser e a que seja dito algo em contr´rio. y) = x2 + y 2 · .3 Esboce as bolas B1 (0) em R2 para as seguintes normas: 1. c Defini¸˜o 2. . r) ⊂ A. |y|} a 3.1. (x. COMPLEMENTOS DE CALCULO DIFERENCIAL Defini¸˜o 2. 1[ ⊂ R ´ aberto. Com efeito. .1. n 1 Por´m.1.1. ii) η(λx) = |λ|η(x). y) = |x + y| n˜o ´ uma norma mas satisfaz ii e iii em 2.1. iii) η(x + y) ≤ η(x) + η(y).1 Prove que as seguintes fun¸˜es s˜o normas em R2 : co a 1.1. Em Rn ´ usual e ca e considerar a norma euclideana. (1−x)/2) ⊂ ]0.1 Seja η : Rn → R. ∀x. para qualquer n´mero real 0 < x < 1 e u temos x > 1/2 ou x ≤ 1/2. 1[.4 Mostre que uma bola ser´ sempre um conjunto convexo. . Al´m disso a nota¸˜o n˜o distinguir´ as normas euclidianas em a e ca a a diferentes espa¸os Rn para n ≥ 2.3 Diz-se que um conjunto A ⊂ Rn ´ aberto se verificar a seguinte propriedade: ca e ∀x ∈ A.1. ıcio Exerc´ ıcio 2. No primeiro caso B(x. como se pode ver no exerc´ seguinte. ∀x ∈ Rn . xn ) = x2 + . . relativa ` norma ca a conjunto B(x. isto ´.1. η(x.1 O conjunto ]0. η(x. r) (ou Br (x)) definido por B(x. |y|} a Exerc´ ıcio 2. a 24 de Janeiro de 2000 8 . a bola (aberta) centrada em x e de raio r. definida por (x1 .´o e 2. z) = |x| + Exerc´ ıcio 2. η(x.1. em certas situa¸˜es.1. Exerc´ ıcio 2. a Daqui para a frente vamos sempre supor que a norma em Rn ´ a norma euclideana. y) = |x| + |y| 3. caso contr´rio poder˜o a a a a ter formatos mais ou menos inesperados. Diz-se que η ´ uma norma se verificar as seguintes proprieca e dades: i) η(x) > 0 se x = 0 e η(0) = 0. y) = 2 x2 + y 2 y2 + z2 .1. y) = |x| + |y| 2. Exemplo 2. 1[. . + x2 .

c ca Exerc´ ıcio 2. y1 ) − (x2 .1. Logo f ´ cont´ e ınua.1. Exerc´ ıcio 2. se tem |x1 + y1 − x2 − y2 | ≤ |x1 − x2 | + |y1 − y2 |.9 Seja f : Rn → Rm . se (x1 . Provemos que f ´ cont´ e ınua. Seja Reparemos que.1. Diz-se que f ´ cont´ e ınua num subconjunto do seu dom´ ınio se for cont´ ınua em todos os pontos desse conjunto.1. para mostrar continuidade (ou a falta dela). 9 24 de Janeiro de 2000 > 0 arbitr´rio.1.3 Seja f : Rn → Rm . Seja x0 ∈ Rn e (xk ) ⊂ Rn uma sucess˜o convergente para x0 . ca e Teorema 2. y1 ) − (x2 .1.2 (Caracteriza¸˜o dos fechados via sucess˜es) ca o F ⊂ Rn ´ fechado se e s´ se dada uma qualquer sucess˜o convergente de termos em F esta converge e o a para um elemento de F . uma vez que f ´ cont´ a e ınua. Definindo yk = f (xk ) a obtemos uma sucess˜o (yk ) ⊂ Rm que converge para y0 = f (x0 ). A sucess˜o (zk ) ⊂ Rp .2 Suponhamos f (x. pelo que g ◦ f ´ cont´ e ınua.1. Resta observar que zk = g ◦ f (xk ) → z0 = g ◦ f (x0 ). uma vez que g ´ cont´ a e ınua. e a Exemplo 2. co a Defini¸˜o 2.1 (Continuidade ` Heine) a Seja f : A ⊂ Rn → Rm . fixando > 0. Prove que f ´ cont´ e ınua se e somente se para todo o aberto m A ⊂ R se tem f −1 (A) ⊂ Rn aberto.7 Refa¸a o exemplo anterior usando a defini¸˜o 2. g : Rm → Rp . Generalize este resultado para fun¸˜es definidas num subconjunto arbitr´rio de Rn .5 Diz-se que um conjunto F ⊂ Rn ´ fechado se o seu complementar F c for aberto. y1 ) e (x2 . Exerc´ ıcio 2. Portanto. f e g cont´ ınuas.4 Diz-se que uma fun¸˜o f : A ⊂ Rn → Rm ´ cont´ ca ca e ınua num ponto x ∈ A se: ∀ > 0 ∃δ > 0 tal que x − y < δ.8 Prove o teorema 2. se x + y > 0. y2 ) < δ. converge para z0 = g(y0 ). y) = n˜o ´ cont´ a e ınua. PRELIMINARES Temos reunidos todos os ingredientes ncess´rios ` defini¸˜o de fun¸˜o cont´ a a ca ca ınua: Defini¸˜o 2. Muitas vezes. definida por zk = g(yk ). e escolhendo δ < 2 teremos: |x1 + y1 − x2 − y2 | ≤ 2δ < .1. limk→+∞ xk − x0 = 0) a sucess˜o (f (xk ))k∈N converge para f (x0 ). y2 ). y ∈ A ⇒ f (x) − f (y) < .1. y2 ) e |y1 − y2 | ≤ (x1 . f ´ cont´ e ınua em x0 ∈ A se e somente se para toda a sucess˜o (xk )k∈N ⊂ A a que converge para x0 (isto ´.1. 0. y) = x + y. sendo que |x1 − x2 | ≤ (x1 . y1 ) − (x2 .4.1. se x + y ≤ 0 . a 1. Provemos que g ◦ f ´ e cont´ ınua. Exemplo 2. y2 ) . Exerc´ ıcio 2.1. utiliza-se a caracteriza¸˜o de contica nuidade atrav´s de sucess˜es: e o Teorema 2.1.1.6 Mostre que a fun¸˜o definida por ca f (x. onde o conjunto f −1 (A) ´ definido como sendo: e f −1 (A) = {x ∈ Rn : f (x) ∈ A}. para todo o (x1 .2.

a e b tais que a x α e · β. . qualquer polin´mio em n vari´veis. {x ∈ Rn : f (x) ≤ 1} seja um conjunto compacto. e o e Exerc´ ıcio 2.1. 2. xn ) 1 2 = |x1 | + . ca Escolhendo f n˜o cont´ a ınua o problema ´ trivial. . .1.1. . .7 Diz-se que um conjunto K ⊂ Rn ´ compacto se dada uma qualquer sucess˜o de ca e a termos em K esta possui uma subsucess˜o convergente para um elemento de K. .1. A fronteira de A.1. (x1 .13 Diz-se que duas normas em Rn . 10 . o Defini¸˜o 2. .10 Dˆ dois exemplos distintos de subconjuntos de Rn que sejam. A intersec¸˜o de todos os fechados contendo A chamar-se-´ fecho de A e ca a abrevia-se A. constantes positivas. . s˜o equivalentes se existirem a ≤ x β ≤b x α para todo o x ∈ Rn . . ∂A. Prove que as seguintes normas s˜o todas equivalentes entre si: a 1. a Teorema 2. + |xn |2 ∞ = m´x{|x1 |. Construa uma fun¸˜o f tal que K = {x : f (x) = 1}.1. Observa¸˜o: se f for cont´ a ca ınua ent˜o este conjunto ´ necessariamente aberto (porquˆ?) portanto se escolher f cont´ a e e ınua o conjunto ser´ necessariamente vazio (porquˆ?). cada um deles. . COMPLEMENTOS DE CALCULO DIFERENCIAL Exerc´ ıcio 2.´ CAP´ ITULO 2. (x1 . xn ) 2. f (x) = 1 se −∞ < x ≤ 1 e f (x) = x se x ≥ 1.1. .15 Prove que f (x) = n˜o ´ cont´ a e ınua. e 24 de Janeiro de 2000 0. . 2. se x < 0.3 (Caracteriza¸˜o dos compactos de Rn ) ca K ⊂ Rn ´ compacto se e s´ se K ´ limitado e fechado. o a Exerc´ ıcio 2. . e simultaneamente aberto e fechado (isto s´ se verifica para dois conjuntos muito especiais!).11 O conjunto vazio ´ compacto? E o conjunto dos n´meros racionais de valor e u absoluto menor que 1? Exerc´ ıcio 2. ´ definida por ∂A = A \ int A.16 Diz-se que uma fun¸˜o f : J ⊂ Rn → R ´ semicont´ ca e ınua inferior se para toda a sucess˜o xk → x ∈ J se tem lim inf j→+∞ f (xk ) ≥ f (x) (recorde que o lim inf de uma sucess˜o a a (yk )k∈N ´ definido como sendo lim inf k→+∞ yk = limn→+∞ inf k>n {yk }). . . e Defini¸˜o 2. 1. Seja K um conjunto compacto. Exerc´ ıcio 2. xn ) 3.1.1. .1. (x1 . . . No entanto pode tornar o problema bem e mais interessante tentando construir f cont´ ınua! 2.14 Prove que as seguintes fun¸˜es s˜o cont´ co a ınuas: 1.1. .12 Dˆ um exemplo de uma fun¸˜o f : Rn → R tal que e ca 1. {x ∈ Rn : f (x) < 1} seja um conjunto compacto n˜o vazio. + |xn | = |x1 |2 + . .1 Exerc´ ıcios suplementares · α Exerc´ ıcio 2. se x ≥ 0.6 A uni˜o de todos os abertos contidos num conjunto A ser´ designada por interior ca a a ` de A e abrevia-se int A. a e 3. |xn |} a Exerc´ ıcio 2.

4. 2. f ´ minorada. ca 1 2.1. Uma d´vida leg´ u ıtima ´ saber se tivessemos usado outra norma chegar´ e ıamos `s a mesmas conclus˜es relativamente a que conjuntos s˜o abertos e que fun¸˜es s˜o cont´ o a co a ınuas.1. Exerc´ ıcio 2. Consequentemente ter-se-ia −∞ = lim f (xkj ) = lim inf f (xkj ) ≥ f (x) > −∞ o que ´ e absurdo. Note que. semicont´ e ınua inferior. 4. 2. Ent˜o existe uma sucess˜o xk ∈ K tal e a a que f (xk ) → m. Por semicontinuidade inferior tem-se m = lim f (xkj ) = lim inf f (xkj ) ≥ f (x) j→+∞ j→+∞ mas por outro lado f (x) ≥ inf y∈K f (y) = m portanto f (x) = m. se x > 0.1. pela al´ ınea anterior. Mostre que uma fun¸˜o semicont´ ca ınua inferior definida num compacto tem sempre m´ ınimo. 11 24 de Janeiro de 2000 . Como K ´ compacto poder-se-ia extrair uma subsucess˜o convergente xkj → x ∈ e a K. PRELIMINARES 1.17 As defini¸˜es de aberto e fun¸˜o cont´ co ca ınua dependem aparentemente de usarmos a norma euclidiana. √ ≤ n x ∞. e 5.1.14 Utilize a defini¸˜o 2.1. Mostre que qualquer fun¸˜o semicont´ ca ınua inferior f definida num compacto K ´ limitada e inferiormente. x 2. Como K ´ compacto. onde K ⊂ Rn ´ compacto. 2.1. Note que a sucess˜o zn = inf k>n {yk } ´ mon´tona crescente. Utilizando as ideias das al´ ıneas anteriores mostre que qualquer fun¸˜o cont´ ca ınua definida num compacto tem m´ximo e m´ a ınimo. Por exemplo f (x) = 0 1 se x ≤ 0. Mostre que qualquer fun¸˜o cont´ ca ınua ´ semicont´ e ınua inferior.1. 1). Todas as normas em Rn s˜o equivalentes. isto ´ ∃C ∈ R tal que f (x) ≥ C sempre que x ∈ K. Todas as normas em Rn s˜o cont´ a ınuas. Se f ´ cont´ e ınua e xk → x ent˜o f (xk ) → f (x). a 3. a e o 2. 3. Seja f : K → R. x Sugest˜es para os exerc´ o ıcios ≤ x ≤ x ≤ n x ∞. 3.1. quando?). Mostre que: 1. 2. 5. Mostre que o lim inf existe sempre (eventualmente pode ser igual a −∞.2 1. Defina-se m = inf y∈K f (y). a 4. Dˆ um exemplo de uma fun¸˜o semicont´ e ca ınua inferior que n˜o seja cont´ a ınua. a 2.2. Qualquer norma em Rn tem um m´ ınimo positivo na fronteira da bola B(0.4 e o teorema 2.16 1.1. 6. Conclua que as no¸˜es de aberto e fun¸˜o cont´ co ca ınua s˜o independentes da norma utilizada. Se f n˜o fosse limitada inferiormente existiria uma sucess˜o xk ∈ K tal que f (xk ) → a a −∞.15 Note que f − n → 0 = f (0).13 Observe que ∀x ∈ Rn ∞ ∞ 1 2 Usando 1 e 2 deduza as restantes desigualdades. 2. existe uma subsucess˜o xkj que converge para algum e a x ∈ K.1.

2 A aplica¸˜o linear A da defini¸˜o 2. .3 Diz-se que uma fun¸˜o f : U ⊂ Rn → Rm .´ CAP´ ITULO 2.1 designa-se por derivada de f em x0 ca ca ca escrevendo-se Df (x0 ). e 24 de Janeiro de 2000 12 .1 se existir ´ unica. a aplica¸˜o linear A referida na defini¸˜o anterior ´ simplesmente a ca ca e multiplica¸˜o por um escalar. ca e co a 6. a 3 Tal aplica¸˜o ser´ muitas vezes identificada com a matriz real m × n que a representa ou com um vector se n ca a ou m for igual a 1. Se U for aberto dizemos que f ´ ca ca e diferenci´vel em U se o for em todos os pontos do dom´ a ınio U . aa ca ca No entanto poderia existir mais do que uma aplica¸˜o linear nestas condi¸˜es.2 C´lculo diferencial elementar a Vamos come¸ar por definir fun¸˜o diferenci´vel . h Defini¸˜o 2. c ca a Defini¸˜o 2.2. Se n = 1 ´ comum usar f (x0 ) em vez de Df (x0 ). ca ca e´ Defini¸˜o 2. Esta defini¸˜o de derivada coincide com a defini¸˜o usual de derivada para fun¸˜es reais de ca ca co vari´vel real.2.2.2. Se U n˜o for aberto dizemos que a f ´ diferenci´vel em U se existir um prolongamento f de f a um aberto V contendo U tal que f e a seja diferenci´vel em V .2. onde limh→0. COMPLEMENTOS DE CALCULO DIFERENCIAL y y = f(x) b y = b + f'(a)(x-a) x a Figura 2.1 Seja U ⊂ Rn um aberto.h∈Rm o(h) = 0. h Ser´ ` aplica¸˜o linear A na defini¸˜o anterior que chamaremos derivada3 de f no ponto x0 . Para este caso.1 Suponha f : U ⊂ Rn → Rm ´ diferenci´vel num ponto x0 ∈ int U . . Diz-se que uma fun¸˜o f : U → Rm ´ diferenci´vel no ca ca e a ponto x0 ∈ U se existir uma aplica¸˜o linear A de Rn em Rm .1: A interpreta¸˜o geom´trica de derivada para fun¸˜es reais de vari´vel real.2. ca Exerc´ ıcio 2. 2. ca co Problema 2. para a qual se tem ca h→0. Se f ´ cont´ e ınua ent˜o f e −f s˜o semicont´ a a ınuas inferiores.1 Mostre que a aplica¸˜o linear A da defini¸˜o 2.h∈Rn lim f (x0 + h) − f (x0 ) − Ah = 0. Prove que e a f (x0 + h) = f (h0 ) + Df (x0 )(h) + o(h).2.

Analogamente se x0 for irracional teremos f (x0 . onde ca M ´ uma matriz n × m. Fixemos um ponto (x0 . mesmo em casos ca ca simples. ela admite derivada dirigida na direc¸˜o ca (0. Mostremos que ela ´ diferenci´vel em e a qualquer ponto de x ∈ R e que a sua derivada ´ 3x2 . f (x0 + λv) − f (x0 ) . Nesse caso designamos a derivada dirigida como derivada direccional . Se x0 for racional teremos f (x0 . 13 24 de Janeiro de 2000 . No entanto.2. penosa. para todo o h ∈ R. h→0 h→0 |h| |h| lim A verifica¸˜o da diferenciabilidade usando directamente a defini¸˜o pode ser. podemos restringir a fun¸˜o f ` recta que passa por x0 e com sentido definido por v.2.2.4 Define-se a derivada dirigida da fun¸˜o f : U ⊂ Rn → Rm no ponto x0 ∈ U . Exerc´ ıcio 2. ´ diferenci´vel e que Df = M . Consideremos uma fun¸˜o f : U ⊂ Rn → Rm e fixemos um vector v ∈ Rn . e Com efeito temos |(x + h)3 − x3 − 3x2 h| |3xh2 + h3 | = lim = 0. 1). dada por f (x) = M x. y0 ) = 0. λ λ→0 Claramente esta fun¸˜o n˜o ´ cont´ ca a e ınua. ca ca segundo o vector v ∈ Rn como sendo Dv f (x0 ) = lim se o limite existir. Dado um ponto ca x0 ∈ U . e e a As fun¸˜es diferenci´veis formam um subconjunto estrito das fun¸˜es cont´ co a co ınuas. Pode mesmo acontecer que uma fun¸˜o admita algumas (ou todas!) as derivadas ca dirigidas num determinado ponto mas que n˜o seja sequer cont´ a ınua nesse ponto. / se x ∈ Q. A ca a derivada “ao longo” desta recta chama-se derivada dirigida: Defini¸˜o 2.2. Exemplo 2. y0 ). a A defini¸˜o de derivada dirigida ´ mais fraca do que a defini¸˜o de fun¸˜o diferenci´vel.2. Isso n˜o acontece.3 Mostre que qualquer fun¸˜o diferenci´vel ´ cont´ ca a e ınua. se x ∈ Q.1) f (x0 . no caso ilustrado no pr´ximo exerc´ a o ıcio.´ 2. y0 + h) = 1.1) f (x0 . Pelo que tamb´m e se ter´ a D(0.2. Com ca e ca ca a efeito h´ fun¸˜es que n˜o s˜o diferenci´veis num determinado ponto mas que admitem derivadas a co a a a dirigidas. Da´ “normalizarmos” as derivadas dirigidas considerando muitas vezes v como ca ı sendo unit´rio. Com efeito: Exerc´ ıcio 2.2 Mostre que uma transforma¸˜o linear f : Rm → Rn . para qualquer h ∈ R. Deste modo D(0. As derivadas direccionais de fun¸˜es f : U ⊂ Rn → R na direc¸˜o dos eixos coordenados e no co ca sentido crescente da coordenada s˜o frequentemente utilizadas e por isso tˆm um nome especial: a e derivadas parciais. no entanto. 0. y0 ) = 0. y) = 1. CALCULO DIFERENCIAL ELEMENTAR Exemplo 2. Este uma rela¸˜o simples entre derivadas dirigidas relativamente a vectores com a mesma ca direc¸˜o (qual?). y0 + h) = 0.1 Seja f definida em R por f (x) = x3 .2 Consideremos a fun¸˜o definida por ca f (x.

 ∂f1 ∂xm (a) .4 Calcule a derivada parcial em ordem a y das seguintes fun¸˜es co 1. f2 . e. . xn ) e sendo ei o versor da direc¸˜o i. 2..´ CAP´ ITULO 2. fixando todas as vari´veis excepto xi e derivando cada fj em a ordem a xi como se esta fosse uma fun¸˜o real de vari´vel real. 3. Exemplo 2. w + z). y.2. .2. Por vezes usaremos a nota¸˜o Di f em ca ca ∂f vez de ∂xi . A derivada parcial de f em rela¸˜o a xi ´ definida.6 Diz-se que uma fun¸˜o f : U ⊂ Rn → Rm com U aberto ´ de classe C 1 (U ) se ca ca e existirem as derivadas parciais ∂fj . Se U n˜o fˆr aberto dizemos que f ∈ C 1 (U ) se existir um aberto V ⊃ U e uma a o fun¸˜o g : V → Rm tal que g|U = f e g ∈ C 1 (V ). 1 ≤ i ≤ n e forem cont´ ınuas. para cada uma destas. ∂fn ∂x1 (a) . ca Exemplo 2. 1) ∂x ∂g = (2x2 y. z. Analisando a defini¸˜o facilmente se conclui que.4 A fun¸˜o f (x. . f (x. w) = 0. z. ∂xi 1 ≤ j ≤ m.2. a derivada parcial de f ca a em ordem a xi ´ calculada coordenada a coordenada se m > 1.2. ∂y Exerc´ ıcio 2. por f (x + λei ) − f (x) ∂f (x) = Dei f (x) = lim .5 Calculemos a derivada da fun¸˜o ca f (x. y) = x2 y 2 ´ de classe C 1 pois as suas derivadas parciais s˜o ca e a cont´ ınuas (veja exemplo 2. 0)..2. Proposi¸˜o 2. z) = xyz.5 Seja f : U ⊂ Rn → R.3). f3 ) = (x + y. em termos pr´ticos. . 24 de Janeiro de 2000 14 .2. y. A diferenciabilidade de uma fun¸˜o pode ser estabelecida facilmente ` custa da continuidade ca a das derivadas parciais: Defini¸˜o 2. . ∂fn ∂xm (a)  .2. . ca a Exemplo 2.2. x + y + z 2 . o que permite lidar s´ com fun¸˜es e o co escalares. w) = (f1 . As derivadas parciais de g em ordem a x e y s˜o a ∂g = (2xy 2 .1 ca Se uma fun¸˜o f : U ⊂ Rn → Rm ´ diferenci´vel em a ent˜o a derivada Df (a) satisfaz Df (a)(h) = ca e a a Jf (a)h em que ´ a matriz jacobiana de f no ponto a definida por e  ∂f1  Jf (a) =  ∂x1 (a) . f (x. h→0 ∂xi λ com x = (x1 . y) = x2 + sen(xy).3 Seja g(x. x). Se uma fun¸˜o ´ diferenci´vel as derivadas parciais permitem construir facilmente a matriz ca e a representando a derivada. f (x. . caso ca ca e o limite exista. . . . y. y) = (x2 y 2 . COMPLEMENTOS DE CALCULO DIFERENCIAL Defini¸˜o 2. .

y + k) − f (x. z) = (x2 − y 2 . y + k) − h ∂f (x. ca e a Ideia da demonstra¸˜o.2 permite enunciar o resultado ca ca sob hip´teses mais gerais.2. y + k). xy) 2.5 Mostre que s˜o diferenci´veis e calcule a derivada das seguintes fun¸˜es: a a co 1.0) f (x + h. z 2 + x) No caso de fun¸˜es escalares (m = 1) a derivada ´ representada por uma matriz linha que co e se identifica a um vector de Rn que merece um nome especial pela sua importˆncia no c´lculo a a diferencial e nas aplica¸˜es. aplicado a g(t) = f (x + t.´ 2. y) = (x − y. y + k) − f (x. y + k) = h ∂f (x + θh. x + y.1) (2. 2x + 3y) 3. y +k)−f (x. Dˆ um exemplo de uma fun¸˜o que satisfa¸a tais hip´teses e n˜o seja o e ca c o a C 1 .2) pode usar um racioc´ ınio an´logo ou a simplesmente a defini¸˜o de derivada parcial.2. y) ∂x ∂y (h2 + k 2 ) 1/2 = 0. Podemos assim lidar separadamente com cada coordenada reduzindo o nosso objectivo a provar lim (h. f (x. Altere a demonstra¸˜o para obter o caso n > 2. y + k) − f (x.2. y)]. Uma o escolha poss´ ´ ıvel e f (x + h. 0 < θ < 1.2 Verifique que a demonstra¸˜o da proposi¸˜o 2. y + k) e ∂x use a continuidade da derivada parcial. y) = (sen(x + y). ca Exerc´ ıcio 2. y) como uma soma de parcelas de diferen¸as c c de valores de f em que em cada parcela os argumentos de f s´ diferem numa coordenada. y + k) − f (x. y. y + k)] + [f (x. Para tal decompomos a diferen¸a f (x+h. y) = (ex+y+z . y) − k ∂f (x. co 15 24 de Janeiro de 2000 . ca ao Seja (x. y + k) − f (x. CALCULO DIFERENCIAL ELEMENTAR Aplicando os resultados e observa¸˜es anteriores temos co  ∂f   ∂f1 ∂f1 ∂f1 1 1 ∂x ∂y ∂z ∂w   Jf =  ∂f2 ∂f2 ∂f2 ∂f2  = 1 ∂x ∂y ∂z ∂w ∂f3 ∂f3 ∂f3 ∂f3 0 ∂x ∂y ∂z ∂w 1 1 0 0 2z 1  0 0 1 pelo que a fun¸˜o ´ C 1 . Para lidar com (2.0) f (x + h. y + k) − f (x.1) use o teorema de Lagrange.2) lim (h. y) ∈ U .k)→(0. y) ∂y = 0. ca Problema 2. logo diferenci´vel e a derivada ´ representada pela matriz Jf . cos(x − y)) 4. y) − h ∂f (x. y + k) − f (x.2 (C 1 implica diferenciabilidade) ca Uma fun¸˜o f : U ⊂ Rn → Rm de classe C 1 (U ) com U aberto ´ diferenci´vel em U . y) − k ∂f (x.2. f (x. ca e a e Proposi¸˜o 2. y) = [f (x + h. f (x. para obter que existe θ. f (x. log(1 + ey ). Para lidar com (2.0) f (x. tal que f (x + h. y + k) − f (x.2. y) ∂x (h2 + k 2 ) (h2 + k 2 ) 1/2 1/2 = 0. (2. Claro que basta supor m = 1. Basta provar que lim (h.k)→(0. Al´m disso consideramos n = 2 pois tal ca e permite usar nota¸˜o mais simples e quando terminarmos ser´ ´bvio como generalizar para n > 2.k)→(0.

Mais precisamente: e Teorema 2.6 como segue: e o d ∂f dg1 ∂f dg2 (f ◦ g) = + dt ∂x1 dt ∂x2 dt ou d ∂f dx1 ∂f dx2 (f ◦ g) = + . t3 ) = = 1 1 1 −1 1 0 2 1 0 1 3 2 = . fun¸˜es diferenci´veis. t2 .2. x − y) e g(t1 . Dh f (a) = Exerc´ ıcio 2. a e De um ponto de vista de c´lculo as derivadas parciais da composta s˜o calcul´veis em termos das a a a derivadas parciais das fun¸˜es que definem a composi¸˜o usando o resultado anterior e o facto de ` co ca a composi¸˜o de aplica¸˜es lineares corresponder o produto de matrizes que as representam.3 (Deriva¸˜o da Fun¸˜o Composta ou Regra da Cadeia) ca ca Sejam f : V ⊂ Rn → Rm e g : U ⊂ Rp → Rn .7 Seja f (x. f (a) ∈ V com U e V co a abertos. . B s˜o matrizes reais m × n e n × p. t2 . Se f e g forem diferenci´veis ent˜o a a ∂f dg1 ∂f dg2 d(f ◦ g) (t) = (g1 (t).2. t3 ))Dg(t1 . Note que para aplica¸˜es lineares a demonstra¸˜o ´ trivial (exerc´ ca co ca e ıcio 2.6 Seja f : R2 → R e g = (g1 . (a) . A derivada de f ◦ g ´ a e D(f ◦ g)(t1 . g2 (t)) (t) + (g1 (t).2. t3 ) = (t1 + 2t2 . sup h =1 f (a) · h. Df (a)(h) = Dh f (a) = 2. e O pr´ximo teorema fornece um m´todo de c´lculo da derivada de fun¸oes obtidas por como e a c˜ posi¸˜o. COMPLEMENTOS DE CALCULO DIFERENCIAL Defini¸˜o 2. t2 . . t3 ) =Df (g(t1 . ∂x1 ∂xn Exerc´ ıcio 2. Define-se o gradiente de f em a. dt ∂x1 dt ∂x1 dt Um outro exemplo do mesmo g´nero ´: e e Exemplo 2. g : Rp → Rn e A. t2 + 2t3 ). f (a). Assim ca co ´ importante compreender exemplos cujo prot´tipo mais simples ´ do tipo seguinte: e o e Exemplo 2. a respectivamente. g2 (t)) (t).2. f e g s˜o a diferenci´veis. Ent˜o f ◦ g : U ∩ f −1 (V ) → Rm ´ diferenci´vel em a e verifica-se: a e a D(f ◦ g)(a) = Df (g(a)) ◦ Dg(a).2. y) = (x + y.7) e sugere o resultado geral: a derivada da composta ´ a composta das derivadas. f (a) . t2 . Se f e g forem de classe C 1 ent˜o h ´ de classe C 1 .6 Verifique que se f : U ⊂ Rn → R ´ diferenci´vel em a ∈ U ent˜o: e a a 1. . . a ∈ U.7 Suponha que uma fun¸˜o f : U ⊂ Rn → R possui todas as derivadas parciais ca ca num ponto a ∈ U .2. via f (a) = ∂f ∂f (a).2.7 Mostre que a derivada da composi¸˜o f ◦ g das transforma¸˜es lineares f (y) = ca co Ay. 2 1 1 −2 Quando n˜o h´ risco de confus˜o sobre os pontos em que se calculam as diversas derivadas a a a parciais ´ comum abreviar uma f´rmula como a do exemplo 2. dt ∂x1 dt ∂x2 dt H´ risco de confus˜o em situa¸˜es como a seguinte: a a co 24 de Janeiro de 2000 16 . ´ a matriz AB.2.´ CAP´ ITULO 2. onde f : Rn → Rm . g2 ) : R → R2 . g(x) = Bx.

*Exerc´ ıcio 2. Exerc´ ıcio 2. Se x. 1]}. 1 −1 . Exerc´ ıcio 2. y) = se (x. 2t. 17 24 de Janeiro de 2000 .2. 1) sendo a matriz ca e a jacobiana de H nesse ponto dada por JH (0. Exerc´ ıcio 2. 1) = (1. CALCULO DIFERENCIAL ELEMENTAR Exerc´ ıcio 2. se (x. b]. 1) ∂x em termos de derivadas parciais de f em pontos convenientes. y) ⊂ U ent˜o ca a a existe θ ∈ ]0. Seja e a g(x. 1 2 0. 1) = 0 e f (1. y) = (xy 5 + y ch y 2 . x tg(sh x2 ) + 3y.2. −1) ´ diferenci´vel em (0. e co a 2. Convir-lhe-´ usar a nota¸˜o Di f a ca para evitar ambiguidades.2. y) = {z = x+t(y−x) : t ∈ [0.´ 2.8 Suponha que f : R2 → R ´ diferenci´vel. f (x. f (x. 1).2.13 Se f : R2 → R est´ definida por a f (x. b] → U diferenci´veis tais que f ´ constante no a e contradom´ ınio de g. y) = x3 −y 3 x2 +y 2 . y ∈ U e L(x. ca O teorema de deriva¸˜o da fun¸˜o composta permite generalizar alguns resultados com facilica ca dade ` custa de resultados j´ conhecidos para fun¸˜es reais de vari´vel real.10 Seja f : U ⊂ Rn → R e g : [a. b) Uma fun¸˜o H : R2 → R2 verifica H(0. 0).2. y). Exerc´ ıcio 2.9 Calcule a derivada da composi¸˜o h = f ◦ g nos seguintes casos: ca 1. x − y) e g(t) = (3. 4). 3t) 2. 1) = Calcule a derivada dirigida D(1.4 (do valor m´dio ou de Lagrange) e Sejam U ⊂ Rn um aberto e f : U → R uma fun¸˜o diferenci´vel. 0) = 0.2. o gradiente ´ ortogonal aos conjuntos de n´ co a e ıvel da fun¸˜o. y ∈ Rn define-se o segmento de recta unindo x a y como sendo o conjunto L(x. f (0. z) = x2 + y 2 + z 2 e g(t) = (t.2. Interprete este resultado como significando que. 0) se (x. f (y. 4 Dados x. a) Determine justificadamente o maior subconjunto do dom´ ınio de f em que esta fun¸˜o ´ ca e cont´ ınua. 1[ tal que f (y) − f (x) = f (x + θ(y − x)) · (y − x). Por exemplo o teorema a a co a de Lagrange para fun¸˜es escalares em que se relaciona a diferen¸a entre os valores de uma fun¸˜o co c ca em dois pontos e a derivada no segmento de recta4 que os une. Mostre que f (g(t)) · g (t) = 0 para todo o t ∈ [a.1) (f ◦ H)(0.2. Calcule ∂g (0.12 Seja f : R2 → R definida por f (x.11 Prove o teorema do valor m´dio. y) = (0. 0). y) = f (f (x. y. y) = (0. para fun¸˜es diferenci´veis. Sugest˜o: considere a fun¸˜o de vari´vel real e a ca a g(t) = f (x + t(y − x)) e aplique o teorema do valor m´dio para fun¸˜es a uma vari´vel. x)). 0) se (x.1 Exerc´ ıcios suplementares xy 2 x2 +y 4 . 0. y) = (0.2. y) = (0. Teorema 2.

´ CAP´ ITULO 2. COMPLEMENTOS DE CALCULO DIFERENCIAL a) Calcule o valor m´ximo de Dh f (1, 2) quando h ´ um vector unit´rio. a e a b) Calcule a equa¸˜o do plano tangente ao gr´fico de f no ponto (x, y, z) = (1, 2, −7/5). ca a *c) Decida justificadamente se o gr´fico de f constitui ou n˜o uma variedade diferenci´vel. Se a a a optar pela negativa determine o maior subconjunto do gr´fico de f que efectivamente constitui a uma variedade diferenci´vel. Em qualquer caso determine justificadamente a dimens˜o da a a variedade e o espa¸o normal no ponto (1, 2, −7/5). c Exerc´ ıcio 2.2.14 Calcule as derivadas parciais de primeira ordem de 1. f (x, y, z) = x2 + y 2 + z 2 2. f (x, y) = sen(sen(sen(sen(x + y)))) 3. f (x, y) =
x+y 0

e−s ds
∂f ∂x (0, 0).

2

Exerc´ ıcio 2.2.15 Seja f (x, y) = y sen(x2 + arctg(y − cos(x))) + 2. Calcule

Exerc´ ıcio 2.2.16 Moste que as seguintes fun¸˜es s˜o diferenci´veis e calcule as suas derivadas: co a a 1. f (x, y) = (x2 + y, x − y) 2. f (x, y) = (x
y 0

ecos(s) ds, y

x cos(s) e ds) 0

Exerc´ ıcio 2.2.17 Calcule a derivada de f ◦ g nos seguintes casos: 1. f (x, y, z) = x2 + y 2 + z 2 e g(t) = (sen(t), cos(t), 0); 2. f (x, y) = (x + y, x − y) e g(u, v) = (v, u); 3. f (x, y, z, w) = cos(e(x
2

+y 2 )

− z − w) e g(p, q) = (0, 1, 2, 3).

2.2.2
2.2.14 a)

Sugest˜es para os exerc´ o ıcios

= 2x, ∂f = 2y e ∂f = 2z. Observe que o vector (2x, 2y, 2z) ´ ortogonal ` fronteira e a ∂y ∂z 2 2 2 das bolas centradas em 0, isto ´ `s esferas de equa¸˜o da forma x + y + z = c. Isto n˜o e a ca a ´ uma coincidˆncia mas sim uma consequˆncia do que foi aflorado no exerc´ e e e ıcio 2.2.10 e que retomaremos!
∂f ∂x ∂f ∂x

∂f ∂x

b) c)

= =

∂f ∂y ∂f ∂y

= cos(sen(sen(sen(x + y)))) cos(sen(sen(x + y))) cos(sen(x + y)) cos(x + y); = e−(x+y) (observe que n˜o ´ necess´rio calcular o integral). a e a
2

2.2.15 Observe que f (x, 0) = 2. 2.2.16 Ambas as fun¸˜es s˜o de classe C 1 , pois as derivadas parciais s˜o cont´ co a a ınuas. Portanto: 1. Df = 2. Df = 2x 1 . 1 −1
y 0

ecos(s) ds yecos(x)

xecos(y)
x cos(s) e ds 0

2.2.17
24 de Janeiro de 2000

18

` 2.3. DERIVADAS PARCIAIS DE ORDEM SUPERIOR A PRIMEIRA 1. Observe que (f ◦ g)(t) = 1 para qualquer t. 2. Pela regra da cadeia temos: D(f ◦ g) = Df Dg = 3. Note que Dg = 0 pelo que D(f ◦ g) = 0. 1 1 1 −1 0 1 1 1 −1 = . 0 1 1

2.3

Derivadas parciais de ordem superior ` primeira a

Vamos considerar com derivadas parciais de ordem superior ` primeira que, no essencial, se definem a recursivamente. Defini¸˜o 2.3.1 Seja f : Rn → R. As derivadas parciais de segunda ordem, com respeito a xi e ca xj , 1 ≤ i, j ≤ n, s˜o definidas por a ∂ ∂f ∂2f = , ∂xi ∂xj ∂xi ∂xj caso a express˜o da direita esteja definida. Se i = j escreve-se a an´logo para derivadas parciais de ordem superior ` segunda. a a Exemplo 2.3.1 Uma nota¸˜o como ca ∂4u ∂x∂y 2 ∂z indica que a fun¸˜o u foi derivada sucessivamente em ordem ` vari´vel z, duas vezes em ordem a ca a a y e finalmente em ordem a x. Exemplo 2.3.2 Seja f (x, y) = x2 + 2y 2 + xy. Temos ∂2f ∂ = ∂x∂y ∂x ∂f ∂y = ∂ (4y + x) = 1. ∂x
∂2f ∂xi ∂xi

=

∂2f . ∂x2 i

Procede-se de modo

Exemplo 2.3.3 Seja f (x, y, z) = sen(x + y + z) ∂5f ∂4 ∂3 = 2 (cos(x + y + z)) = − 2 (sen(x + y + z)) = ∂x2 ∂y∂z∂y ∂x ∂y∂z ∂x ∂y 2 ∂ ∂ = − 2 (cos(x + y + z)) = (sen(x + y + z)) = cos(x + y + z). ∂x ∂x Exerc´ ıcio 2.3.1 Seja f (x, y) = x2 + 2y 2 + xy. Calcule do exemplo 2.3.2.
∂2f ∂y∂x ;

observe que o resultado ´ o mesmo e

O resultado deste ultimo exerc´ ´ ıcio ser o mesmo do exemplo 2.3.2 n˜o ´ uma coincidˆncia mas a e e sim a consequˆncia de um facto mais geral — o Teorema de Schwarz. Antes de o enunciarmos e precisamos de uma defini¸˜o: ca Defini¸˜o 2.3.2 Considere uma fun¸˜o f : U ⊂ Rn → R. ca ca • Se U for aberto diz-se que f ´ de classe C k em U , k ∈ N, ou abreviadamente f ∈ C k (U ), se e todas as derivadas parciais de ordem k de f existirem e forem cont´ ınuas em U . 19
24 de Janeiro de 2000

´ CAP´ ITULO 2. COMPLEMENTOS DE CALCULO DIFERENCIAL y

y

+k

y

x

x

+h

x

Figura 2.2: Conven¸˜es na demonstra¸˜o da Proposi¸˜o 2.2.2 e do Teorema 2.3.1. co ca ca • Se U n˜o for aberto escrevemos f ∈ C k (U ), k ∈ N, se existir V aberto com V ⊃ U e uma a fun¸˜o g ∈ C k (V ) tal que a restri¸˜o de g a U seja igual a f . ca ca • f diz-se de classe C 0 (U ) se for cont´ ınua em U . • Adicionalmente, para U aberto, definimos C ∞ (U ) = ∩k∈N C k (U ) e para um conjunto n˜o a necessariamente aberto procedemos como anteriormente. Na maior parte das aplica¸˜es do c´lculo diferencial a hip´tese de uma fun¸˜o ser de classe C k co a o ca para um certo k ´ natural. Certos resultados a citar a seguir ser˜o v´lidos sob hip´teses mais gerais e a a o mas abstermo-nos-emos de dar importˆncia especial a tais hip´teses. Por vezes ser˜o remetidas a o a para problemas. Exerc´ ıcio 2.3.2 Seja p(x1 , . . . xn ) um polin´mio em n vari´veis. Mostre que sen(p(x1 , . . . xn )) ´ o a e uma fun¸˜o C ∞ (Rn ). ca Problema 2.3.1 Verifique que se j < k ent˜o C k ⊂ C j . a O pr´ximo teorema ´ um resultado muito importante que permite reduzir o n´mero de c´lculos o e u a necess´rios para determinar as derivadas parciais de ordem superior ´ primeira. Ele diz-nos que, a a sob certas condi¸˜es, a ordem pela qual se deriva uma fun¸˜o ´ irrelevante. co ca e Teorema 2.3.1 (Schwarz) Seja f : U ⊂ Rn → R, a um ponto interior a U , f ∈ C 2 (U ). Ent˜o a quaisquer ´ ındices 1 ≤ i, j ≤ n.
∂2f ∂xi ∂xj (a) ∂2f ∂xj ∂xi (a)

=

para

Ideia da demonstra¸˜o. Basta considerar n = 2 e convencionamos a = (x, y). Notamos que ca ∂2f [f (x + h, y + k) − f (x + h, y)] − [f (x, y + k) − f (x, y)] (x, y) = lim lim h→0 k→0 ∂x∂y hk ∂2f [f (x + h, y + k) − f (x, y + k)] − [f (x + h, y) − f (x, y)] (x, y) = lim lim k→0 h→0 ∂y∂x hk (2.3) (2.4)

Designemos o numerador das frac¸˜es dos segundos membros de (2.3-2.4) por D(h, k). Aplicando co o teorema de Lagrange ` fun¸˜o g(t) = f (x + t, y + k) − f (x + t, y) no intervalo [0, h] obtemos que a ca
24 de Janeiro de 2000

20

por Dh f (x) = Dh f (x) e (j) (j−1) Dh f (x) = Dh (Dh f (x)). 0 < θ2 < 1. k) = h ∂f ∂f (x + θ1 h.k)→(0. a Exemplo 2. y0 ) e um ponto interior de U .3. Formule e demonstre pelo menos dois resultados a deste tipo com hip´teses “m´ o ınimas” n˜o equivalentes.3.3.3. y) existirem ent˜o s˜o iguais. em geral. Mostre que: a) Pode existir lim(x.y)→(x0 .y)→(x0 . Por outro a rela¸˜o entre um limite e um limite a co ca iterado ´. mais complexa do que o leitor pode imaginar.3. k) = hk ∂2f (x + θ1 h. DERIVADAS PARCIAIS DE ORDEM SUPERIOR A PRIMEIRA existe θ1 . z) = 2x3 z+xyz+x+z (observe que s´ h´ um n´mero finito de derivadas n˜o nulas. 21 24 de Janeiro de 2000 .3. e em particular de classe C 1 . Seja f : U ⊂ R2 → R e (x0 . k) ca ca permitem obter a igualdade pretendida.1 merece alguns coment´ri´ ca ca a os.3 E ´bvio da demonstra¸˜o da Proposi¸˜o 2.3 Calcule as derivadas de todas as ordens de f (x.3 Seja f : U ⊂ Rn → R. y) sem que exista limx→x0 limy→y0 f (x.3. y + k) − (x + θ1 h. Isto pode ser feito de v´rias formas. f ´ de classe C 2 uma vez que ´ um polin´mio. 0 < θ1 < 1.3. temos Dh f (x) = co a h · f (x). Problema 2. Por um lado θ1 e θ2 s˜o fun¸˜es de h e k. o a u a e O conceito de derivada dirigida de ordem superior ` primeira permite formalizar o enunciado da a f´rmula de Taylor de uma forma an´loga ao resultado j´ conhecido para fun¸˜es reais de vari´vel o a a co a real.2 O ultimo passo da demonstra¸˜o da Proposi¸˜o 2. ∂y∂x Substitui¸˜o em (2. tal que D(h.4 Seja f = 2xy.y0 ) f (x.0) D(h. a a ´ o Problema 2. ∂x ∂x Uma segunda aplica¸˜o do teorema de Lagrange permite obter que existe θ2 . 2 ∂x ∂y ∂y∂x∂y ∂x∂y 2 Exerc´ ıcio 2. portanto temos a e e o seguinte igualdade ∂2f ∂2f = =2 ∂x∂y ∂y∂x Exemplo 2. se existirem. y + θ2 k).3.1 que a hip´tese f ∈ C 2 pode ser ca ca o aligeirada. y) e limx→x0 limy→y0 f (x. Relembra-se que para fun¸˜es diferenci´veis.3) e justifica¸˜o de que ambos os limites iterados igualam lim(h. b) Se lim(x. y. y). tal que ca D(h.5 Se f ´ de classe C 3 tˆm-se as seguintes igualdades: e e ∂3f ∂3f ∂3f = = ∂x2 ∂y ∂x∂y∂x ∂y∂x2 e ∂3f ∂3f ∂3f = = . se j > 1. y) . Defini¸˜o 2.y0 ) f (x. As derivadas dirigidas de ordem superior ` primeira de ca a (1) f num ponto x ∈ U segundo h definem-se recursivamente.` 2. Porquˆ?).

2 Sugest˜es para os exerc´ o ıcios 2.1 Exerc´ ıcios suplementares Exerc´ ıcio 2. Calcular o n´mero de repeti¸˜es ´ o u co e um problema de c´lculo combinat´rio cuja solu¸˜o no caso n = 2 ´ bem conhecida.3. . se |y| > |x|.4 O teorema 2. 0) = 1.3. 0. caso contr´rio. y) ´ diferenci´vel na origem. o ca 2.1 s´ se aplicaria se a fun¸˜o f fosse de classe C 2 . o e 24 de Janeiro de 2000 22 . 1). 0. rededuzir a f´rmula ca o da derivada de arcsen. ∂x1 1 2 2 Dh f = i1 =1 (j) ··· ij =1 hi1 . Para a segunda parte um exemplo poss´ ´ ıvel e f (x.1.4 Verifique que para fun¸˜es de classe C j num aberto o c´lculo da derivada dirico a (j) j a ca gida Dh f corresponde a aplicar ` fun¸˜o f o operador diferencial (h · ) e consequentemente (j) Dh f ´ um polin´mio homog´neo5 de grau j nas componentes do vector h.3. . por exemplo. Calcule a sua derivada. a e a −1 Mostre que Df −1 (f (x)) = [Df (x)] . .5 Seja f : R2 → R uma fun¸˜o limitada (n˜o necessariamente cont´ ca a ınua). a o ca e 2. diferenci´vel e f −1 tamb´m diferenci´vel. ∂y∂x xy.5 Use a defini¸˜o de derivada para mostrar que g ´ diferenci´vel com derivada representada ca e a por g(0.3.3. h ij ∂j f . h2 ) e o e verifique que para n = 2 e j = 2 temos Dh f = h2 1 Em geral obtenha n n (2) 2 ∂2f ∂2f 2∂ f 2 + 2h1 h2 ∂x ∂x + h2 ∂x2 . Use esta observa¸˜o para.´ CAP´ ITULO 2. caso contr´rio. Exerc´ ıcio 2. COMPLEMENTOS DE CALCULO DIFERENCIAL Problema 2.6 Observe que f (f −1 (x)) = x.3.4 Seja f : R2 → R definida por: f (x. Mostre que g(x. y) = Mostre que: ∂2f (0.3. 0) = 0 ∂x∂y ∂2f (0. Se h = (h1 . a Explique porque ´ que isto n˜o contradiz o teorema 2.3.3. f bijectiva. 1−y 2 polin´mio P de grau k diz-se homog´neo se P (λx) = λk P (x) para todo o λ ∈ R. ∂xi1 . 0) = (1.6 Suponha f : Rn → Rn .3. Diferencie esta express˜o.3. . a 2. 2. se x ∈ Q. a 5 Um d dy (arcsen y) =√ 1 . y) = 1. ∂xij Note que existem termos “repetidos” na f´rmula anterior. Dˆ um exemplo de uma fun¸˜o f tal que g n˜o e a e ca a seja cont´ ınua no complementar da origem. e a Exerc´ ıcio 2. y) = x + y + (x2 + y 2 )f (x.

. Para cada j ≤ k ca existe um polin´mio em n vari´veis de grau j.2 Formule o Teorema de Taylor explicitando o resto da f´rmula de Taylor numa o forma an´loga a uma das conhecidas para fun¸˜es reais de vari´vel real.5) O polin´mio Pj ´ designado por polin´mio de Taylor de ordem j de f relativo ao ponto x0 e ´ o e o e dado por j Pj (x) = f (x0 ) + l=1 1 (l) D f (x0 ). Exemplo 2. unico.4.0) ..1 Se f (x.0) 1 ∂2f 2 ∂y 2 y 2 + o( (x − π.1 (Taylor) Seja f : U ⊂ Rn → R uma fun¸˜o de classe C k (U ) com U um aberto e x0 ∈ U . (π.5) e n˜o simplese o a mente como um polin´mio calcul´vel via (2. 0) ´: e f (x. y) 2 ). Ideia da demonstra¸˜o.0) ∂2f ∂x∂y (x − π)y + (π. ∂ynn =p (2. 0) + + ou seja f (x.6) O erro Ej (x) da f´rmula de Taylor ´ dado por o e Ej (x) = f (x) − Pj (x). com o mesmo significado. a co a Poder´ pensar-se que o c´lculo do polin´mio de Taylor para fun¸˜es de v´rias vari´veis e a a o co a a para uma ordem relativamente elevada ´ um pesadelo computacional. 23 24 de Janeiro de 2000 ∂f ∂x (x − π) + (π. i i p! ∂y11 .6) ou (2.0) 1 ∂2f 2 ∂x2 (x − π)2 (π. Pj : Rn → R tal que o a ´ lim f (x) − Pj (x) |x − x0 | j x→x0 = 0.7). y) 2 ).1 Use o problema 2.4. quando poss´ ıvel. y) = xy + sen x.0) ∂f ∂y y++ (π. a f´rmula de Taylor de segunda ordem em torno de o (π.3.4 Polin´mio de Taylor o Tal como no caso de fun¸˜es reais de vari´vel real podemos construir aproxima¸˜es polinomiais de co a co fun¸˜es de classe C k . . y) = π − x + xy + o( (x − π. 1] → R definida por g(t) = f (t(x − ca ca ca x0 ) + x0 ) em que x ∈ Br (x0 ) ⊂ U . a co a Frequentemente em vez de escrevermos o termo de erro Ek (x − y).4. y) =f (π. . .4 para obter a f´rmula de Taylor na forma: o k f (x) = p=0 i1 +. l! x−x0 (2. Problema 2. POLINOMIO DE TAYLOR 2. (xn − x0n )in + Ek (x − x0 ). co Teorema 2. o a Problema 2.4.4. (2.7) O leitor ´ aconselhado a pensar no polin´mio de Taylor via a propriedade (2..´ 2. escrevemos o( x − y k ). Nem sempre ser´ assim se e a tirarmos partido.+in 1 ∂pf (x0 ) (x1 − x01 )i1 . Decorre do resultado j´ conhecido para n = 1 e do teorema de deriva¸˜o ca a ca da fun¸˜o composta por considera¸˜o da fun¸˜o auxiliar g : [0. de resultados j´ conhecidos para fun¸˜es de uma vari´vel.

´ CAP´ ITULO 2. 3! 5! (2k − 1)! Tal permite-nos ter um palpite `cerca do polin´mio de Taylor pretendido simplesmente por substia o tui¸˜o formal de λ por x2 − y 2 na igualdade anterior e s´ considerando os termos de grau menor ca o ou igual a sete. 0). y) = ex + xyz. sen(x2 + y 4 ) = x2 + y 4 − Exemplo 2. Para tal usa-se a o caracteriza¸˜o (2.8) vale. Repare que isto evitou termos de calcular 5 derivadas! Exerc´ ıcio 2. f (x. y.4.4. y) 6 ). f (x. y.] ca Em certos casos podemos utilizar o conhecimento da expans˜o em potˆncias de uma fun¸˜o a e ca real de vari´vel real para calcularmos a expans˜o em potˆncias de express˜es mais complicadas: a a e o Exemplo 2. 6 em que na ultima igualdade tivemos em aten¸˜o que (x2 + y 4 )3 = x6 + 3x4 y 4 + 3x2 y 8 + y 12 = ´ ca x6 + o( (x. o e Sabemos que o seno ´ uma fun¸˜o inteira cuja s´rie de Taylor relativa a 0 (s´rie de Mac e ca e e Laurin) ´ e 2k−1 λ3 λ5 k+1 λ sen λ = λ − + − · · · + (−1) + . y) = (x2 − y 2 ) − (x2 − y 2 ) 3! 3 t3 + o(|t|3 ).2 Se f (x.2 Mostre que a f´rmula de Taylor de ordem k para um polin´mio de grau k coincide o o com o polin´mio. De facto ca o sen λ − λ + λ→0 λ4 lim 24 de Janeiro de 2000 λ3 3! =0 24 . z) = x + y 2 + z. Sabemos que sen t = t − Deste modo temos sen(x2 + y 4 ) = x2 + y 4 − pelo que x6 + o( (x.4. e suponhamos que pretendemos obter o polin´mio de Taylor de s´tima ordem de g relativo a (0.4.3 Demonstre a parte correspondente a unicidade do teorema de Taylor. ´ x2 +2xy+y 2 . y)−x2 +2xy+y 2 = 0 e pelo que (2. em torno de qualquer ponto. y) suficientemente pequeno. Com efeito. z) = 1 + x + y + z + xy + xz + yz + xyz. Obtem-se um polin´mio o Q(x. 2. y) = sen(x2 − y 2 ). y) 6 ) e x2 + y 4 ≤ x2 + y 2 para (x. 6 (x2 + y 4 )3 + o((x2 + y 4 )3 ) 6 Resta provar que efectivamente se trata do polin´mio de Taylor pretendido. y) = x2 + 2xy + y 2 ent˜o a sua expans˜o em f´rmula de Taylor at´ ` a a o e a segunda ordem.3 Queremos calcular a expans˜o de Taylor da fun¸˜o sen(x2 + y 4 ) at´ ` ordem 6 a ca ea em torno da origem. f (x.1 Calcule a f´rmula de Taylor at´ ` terceira ordem das seguintes fun¸˜es: o ea co 1..4. [Suponha que existe um polin´mio p(x) para o qual (2.8) vale.. o Exerc´ ıcio 2. de grau menor ou igual ao grau de p obter´ ıamos uma contradi¸˜o.4 Seja g(x. 3.5) do polin´mio de Taylor.4. Mostre que se existisse outro polin´mio o o q(x) = p(x). f (x. Exerc´ ıcio 2. COMPLEMENTOS DE CALCULO DIFERENCIAL Exemplo 2.

4.´ 2. y) − Q(x. Assim Q ´ de facto o polin´mio de Taylor pretendido e inclusivamente ´ idˆntico ao polin´mio e o e e o de Taylor de oitava ordem.9 Calcule a expans˜o em s´rie de Taylor de a e sen x1000 + y 1000 + z 1000 at´ ` ordem 999 em torno da origem.4. y) (x2 + y 2 ) 4 = 0. 3. y) = ex +y at´ ` terceira ordem.4.0) g(x.5 Calcule a expans˜o em potˆncias de x − 1 e y − 2 de a e sen(x + y − 3) at´ ` quarta ordem. 7 e 8 de g em (0. ∂v ∂t 2 Desenvolva v em s´rie de Taylor em torno da origem.0) g(x. POLINOMIO DE TAYLOR donde resulta lim (x. 4. Tente o ea n˜o calcular as derivadas directamente mas sim usar o facto de que o polin´mio de Taylor de a o ordem k ´ o unico polin´mio de grau ≤ k tal que e ´ o lim x−y 2 2 |f (x) − p(x)| = 0. 5. 0) = f (x).y)→(0.4.y)→(0. ea 2. at´ ` quinta ordem de a ea xy + xyz + x2 + y 2 + xyz. 1).10 Suponha que f : R → R e v : R2 → R s˜o de classe C ∞ e satisfazem a ∂ = ∂xv 2 v(x.4.8 Calcule a expans˜o em s´rie de Taylor da fun¸˜o ex a e ca ordem em torno de x = 0 e y = 1.7 Seja f uma fun¸˜o C ∞ .1 Exerc´ ıcios suplementares Exerc´ ıcio 2.4. x 0 f (s)ds em s´rie de Taylor em torno de e Exerc´ ıcio 2. Note que obtivemos. por exemplo. 0) s˜o nulas. y) − Q(x. e 25 24 de Janeiro de 2000 . 1. Exerc´ ıcio 2.4.4.8) Exerc´ ıcio 2. Exerc´ ıcio 2. x−y k →0 (2. que todas as derivadas parciais de ordens 1. y) (x2 − y 2 ) 4 =0 e usando |x2 − y 2 | ≤ x2 + y 2 obt´m-se e lim (x. Desenvolva ca 0.6 Calcule a expans˜o de Taylor em torno do ponto (1. ea 2 +sen((y−1)2 ) at´ ` quarta e a Exerc´ ıcio 2. a Exerc´ ıcio 2.4 Desenvolva em f´rmula de Taylor f (x.4.

. 2 n! 6 2 n 2.6 Neste caso a f´rmula de Taylor coincide com o pr´prio polin´mio xy + xyz + x2 + y 2 + xyz o o o (veja o teorema 2.4. y − 1) 4 ). COMPLEMENTOS DE CALCULO DIFERENCIAL 2. utilizando a equa¸˜o. + f (n−1) (0) x + . 2. 0) t2 2 + o(t3 ) pelo = ∂2f ∂2v ∂x2 (0). ∂t∂x (0.7 x 0 f (s)ds = f (0)x + f (0) x + . c 2. 2.4. 0) = ∂3f ∂x3 (0).4.4.´ CAP´ ITULO 2. e ca ∂v ∂t (0.4.8 Note que sen((y − 1)2 ) = (y − 1)2 + (y−1) + o(|y − 1|6 ) e que et = 1 + t + 6 2 2 2 que ex +sen((y−1) ) = 1 + x2 + (y − 1)2 + x2 + (y − 1)2 + o( (x. .1). Use o 24 de Janeiro de 2000 26 . .10 Note que. .2 Sugest˜es para os exerc´ o ıcios 2.4..4.9 Repare que sen(t) = t + o(t2 ) para t numa vizinhan¸a da origem. se tem ca m´todo de indu¸˜o.

dado a sua n˜o linearidade. Cremos no entanto que os racioc´ ınios mais interessantes est˜o bem exemplificados a seguir. Aparecem frequentemente em f´ a a ısica (por exemplo a mecˆnica lagrangeana). ca 2 e−1/x se x = 0. x → 0 caso contr´rio.Cap´ ıtulo 3 Extremos Problemas envolvendo maximiza¸˜o ou minimiza¸˜o de fun¸˜es envolvendo diversos parˆmetros ca ca co a est˜o entre os mais importantes em Matem´tica. Neste c˜ cap´ ıtulo vamos estudar m´todos para determinar m´ximos e m´ e a ınimos de fun¸˜es definidas em co subconjuntos de Rn com valores em R. • Uma fun¸˜o pode ter um extremo num ponto fronteiro do seu dom´ ca ınio. a ´ Alguns dos m´todos a utilizar pressup˜em alguns conhecimentos de Algebra Linear. ´ algo que em geral n˜o se verificar´. engenharia (maximizar a resistˆncia de um mecanismo ou eficiˆncia a e e de um motor) ou economia (minimizar custos de produ¸ao ou optimizar investimentos). Quanto a a este ultimo ponto ´ de notar que. m´ximo ou pontos de sela. O teorema de Taylor ser´ utilizado para a classifica¸˜o de pontos de estacionaridade de uma a ca fun¸˜o de classe C 2 quanto a serem pontos de m´ ca ınimo. u a e a a Em tais casos uma sistematiza¸˜o de todos os poss´ ca ıveis m´todos de ataque ao problema de e determina¸˜o dos pontos de extremo local de uma fun¸˜o ´ imposs´ ca ca e ıvel. • Uma fun¸˜o pode ter um extremo num ponto de estacionaridade n˜o sendo de classe C 2 ca a numa qualquer vizinhan¸a desse ponto. a 1 Exemplos 27 . Como e o referˆncia sugere-se [4]. num caso concreto. e t´ ıpicos para fun¸˜es reais de vari´vel real com o dom´ co a ınio da fun¸˜o o intervalo [−1. c • Os crit´rios baseados na f´rmula de Taylor podem ser inconclusivos. s˜o os pontos onde o gradiente da fun¸˜o se a a a ca anula. x → x. A generaliza¸˜o deste facto para fun¸˜es ca co de mais de uma vari´vel. a discutir mais ` frente. os candidatos a pontos de a co a extremo de entre os pontos interiores onde a fun¸˜o ´ diferenci´vel s˜o exactamente aqueles onde a ca e a a derivada se anula. chamados pontos de estacionaridade. para fun¸˜es reais de vari´vel real. Tal condi¸˜o estabelece o chamado sistema de estacionaridade cujas solu¸˜es ser˜o ainda ca co a conhecidas por pontos de estacionaridade. e o Adicionalmente tais m´todos pressup˜em que o sistema de estacionaridade da fun¸˜o ´ explie o ca e citamente resol´vel o que. O leitor j´ deve conhecer que. 1]: x → |x|. x → |x|3/2 . os crit´rios baseados na f´rmula de Taylor ´ e e o poder˜o ser insuficientes por diversas raz˜es e tal ´ abundantemente exemplificado nos exerc´ a o e ıcios1 • Uma fun¸˜o pode ter um extremo num ponto onde n˜o est˜o definidas algumas das derivadas ca a a parciais de primeira ordem.

um m´ ca a ınimo local 6 1 em x = − 2 e um m´ ınimo absoluto em x = 1.1. A primeira defini¸˜o ´ a de m´ximo e m´ a ca e a ınimo local de uma fun¸˜o ca real. 24 de Janeiro de 2000 28 .5 0. a Exemplo 3. Tal decorre de f (0) = 0 < x2 = f (x) para x = 0.2 0. com A ⊂ Rn . f (x) ≥ f (x0 )). Exemplo 3. ∀x ∈ V ∩ A. ou a e ca seja. A fun¸˜o ca g(x) = x4 − x2 tem um m´ ınimo absoluto para x = 1. uma fun¸˜o pode ter v´rios extremos locais cada ca ca a um deles ocorrendo em v´rios pontos de extremo local. O m´ximo (resp.1. O ultimo exemplo ilustra a necessidade de distinguir estes casos degenerados de outros mais inte´ ressantes.1. como se pode observar na figura 3.CAP´ ITULO 3. Assim temos a seguinte defini¸˜o.1. a Nem sempre dada uma fun¸˜o podemos garantir a existˆncia de m´ximos ou m´ ca e a ınimos. f (x) ≥ f (x0 )).1 -0. constante igual a 1. Exemplo 3.1.5 -1 -0. EXTREMOS 0. ∀x ∈ A e f (x) ≤ f (x0 ). Defini¸˜o 3. m´ a ınimo) ´ global (ou absoluto) se.1 -1.2 A fun¸˜o f (x) = −x 4+x − x tem um m´ximo local em x = 0.3 0.1. com A = {a}. Ent˜o qualquer n´mero real ca a u ´ um ponto de m´ximo (e tamb´m m´ e a e ınimo) de f . Um ponto x0 ∈ A ´ um ponto de m´ximo (resp.2 0.1 0. m´ a ınimo) local de f se existir uma vizinhan¸a2 V de x0 tal c que .5 -2 -1 -0. como se pode ver pelos exemplos seguintes: 2 Por 2 4 3 exemplo. 3.1.3 Provemos que a fun¸˜o f (x) = x2 tem um m´ ca ınimo absoluto estrito na origem. Come¸aremos portanto por formalizar estas ideias do c ponto de vista matem´tico. No entanto. ca Defini¸˜o 3. Note que.5 1 1. m´ ca a ınimo) ´ estrito se a igualdade na defini¸˜o anterior s´ se e ca o verificar para x = x0 . de acordo com a defini¸˜o anterior. (resp.2 Figura 3.1 Extremos Provavelmente o leitor ter´ uma ideia intuitiva do que ´ um ponto de extremo de uma fun¸˜o.1. um ponto de m´ximo ou de m´ a ınimo. Exerc´ ıcio 3. uma bola de raio centrada em x0 .1 1 2 -0. Veja a figura 3.1 Seja f : A → R.1 Seja f a fun¸˜o definida em R.2 O m´ximo (resp.1: Os gr´ficos de f (x) = a −x2 +x4 4 − x3 6 e g(x) = x4 − x2 . ca e a m´ ınimo) local e f (x0 ) m´ximo (resp. o conjunto s´ com um ponto.1 Seja f : A → R. este m´ ınimo n˜o ´ unico pois a e´ x = −1 ´ outro ponto de m´ e ınimo absoluto tendo-se g(1) = g(−1). Justifique que o x = a ´ ponto de m´ e ınimo e ponto de m´ximo estrito simultaneamente. f (x) ≤ f (x0 ). (resp.

Mostre que f (0) ´ um m´ximo local mas n˜o ca e a a global. para garantir a existˆncia de extremos.5 5 2. Exemplo 3.Veja o exerc´ 2. Portanto tem pelo menos um ponto de m´ximo e um ponto de m´ a ınimo globais em [0.5 Seja f : R → R definida por f (x) = x + sen x.1.1. Seja ca f a fun¸˜o a´ definida por f (x.6 Seja f (x) = x2 se x ∈ R \ {0}.4 n˜o tem m´ximo nem m´ ca a a ınimo porque retir´mos os extremos a a um intervalo limitado e fechado fazendo com que os valores extremos da fun¸˜o n˜o sejam ca a atingidos nesses pontos. ca ıcio Ficamos assim com um crit´rio abstracto para garantir a existˆncia de m´ximos e m´ e e a ınimos. A fun¸˜o do exemplo 3.4 Seja f : ]0. 1]. 1[ → R definida por f (x) = x. Finalmente no ultimo destes exemplos a fun¸˜o n˜o tem m´ a e ´ ca a ınimo porque ocorre uma descontinuidade no ponto onde o m´ ınimo deveria ocorrer.7 A fun¸˜o f : [0. ±1). Estes exemplos sugerem que.1.2: O gr´fico de f (x) = a x 2 + sen x Exemplo 3. Exerc´ ıcio 3.2 Seja f a fun¸˜o do exemplo 3. seja usual tentar lidar com e fun¸˜es cont´ co ınuas definidas em conjuntos limitados e fechados (compactos).5 -15 -10 -5 -2. EXTREMOS 7. Os pontos de m´ximo ser˜o os pontos do conjunto mais a a afastados da origem.1. 1]. Esta fun¸˜o n˜o tem nenhum m´ ca a ınimo pois f nunca se anula embora f tome valores positivos arbitrariamente pequenos. que neste caso s˜o (±1.1.1.1 (Weierstrass) Seja f : A ⊂ Rn → R cont´ ınua com A compacto.6. y) = x2 + y 2 . Ideia da demonstra¸˜o. ca ı e e f tem de ter m´ximo e m´ a ınimo. O pr´ximo teorema o mostra que estas condi¸˜es s˜o efectivamente suficientes para garantir a existˆncia de extremos: co a e Teorema 3.5 -5 -7.5 5 10 15 Figura 3. 1] → R dada por f (x) = e 1+100x2 ca ´ cont´ e ınua e [0.2) f n˜o tem nenhum m´ximo ou m´ a a ınimo global pois limx→+∞ f (x) = +∞ e limx→−∞ f (x) = −∞.8 Consideremos o subconjunto K ⊂ R2 definido pela condi¸˜o |x| + |y| ≤ 1. Como K ´ compacto (porque ´ limitado e fechado). independentemente da aparˆncia mais ou menos complicada da defini¸˜o da fun¸˜o: e ca ca Exemplo 3.1. a 29 24 de Janeiro de 2000 sen(x+log(x+1)) .16. Antes de prosseguirmos conv´m sumarizar informalmente o que aprendemos nos 3 ultimos e ´ exemplos. Exemplo 3.3. Embora f tenha m´ximos e a 2 m´ ınimos locais (ver figura 3. Ent˜o f tem m´ximo e m´ a a ınimo (globais) em A. f (0) = 1. 0) e (0.1. Note que f n˜o tem m´ a ınimo nem m´ximo pois n˜o fazem parte do dom´ a a ınio os pontos 0 e 1 onde a fun¸˜o definida pela mesma ca f´rmula mas cujo dom´ o ınio fosse o intervalo fechado [0.1.1. No exemplo seguinte n˜o encontramos extremos absolutos pois a fun¸˜o a ca ´ ilimitada o que ´ poss´ gra¸as para uma fun¸˜o cont´ e e ıvel c ca ınua se o dom´ ınio n˜o ´ compacto (neste a e caso n˜o ´ limitado). 1] atinge os seus valores extremos.1. Reparando que f ´ o quadrado da distˆncia ` origem conclu´ e a a ımos que ocorre um m´ ınimo (global) na origem. Exemplo 3.

m´x{|x|. No entanto. a e Ideia da demonstra¸˜o. . . conv´m ter um crit´rio. . Teorema 3. . de aplica¸˜o f´cil. m´x{|x|. Se x ´ ponto de extremo de ca a e f ent˜o ´ ponto de estacionaridade. 1[. Diz-se ca ca a que a ´ um ponto de estacionaridade (ou ponto cr´ e ıtico) de f se f (a) = 0. a 24 de Janeiro de 2000 30 . Se f tiver um a ca a m´ximo local em (x0 . . m´x{|x|. t. xn ) um ponto de extremo duma fun¸˜o f e considere ca ca gi (t) = f (x1 . ou seja f (x) = 0. . |y|} ≤ 1 a 3. a fun¸˜o em quest˜o ´ a distˆncia ` origem e por isso tem um m´ ca a e a a ınimo em 0. Aplique o resultado conhecido em dimens˜o 1 a gi no ponto xi .CAP´ ITULO 3. que permita reduzir o n´mero de candidatos a e e ca a u pontos de m´ximo ou m´ a ınimo a serem analisados.3 Seja f : A ⊂ Rn → R uma fun¸˜o diferenci´vel num ponto a ∈ int A. EXTREMOS z = f (x . a a a ca a Exerc´ ıcio 3. |y|} ≥ 1 a 4. . No exemplo 3. y) y0 y x0 x Figura 3. ı a Defini¸˜o 3. m´x{|x|.2 Seja f : A ⊂ Rn → R uma fun¸˜o diferenci´vel num ponto x ∈ int A.4 Mostre que a fun¸˜o f (x) = x4 tem m´ ca ınimo e n˜o tem m´ximo no intervalo a a ] − 1. |y|} = 1 a 2. . |y|} > 1 a 5.1.8. da´ a sua importˆncia.3 Diga em quais dos seguintes subconjuntos de R2 pode garantir a existˆncia de e m´ ınimos para qualquer fun¸˜o cont´ ca ınua f .1.1. No caso de a resposta ser negativa apresente um exemplo. . . m´x{|x|. gi tem um extremo em t = xi . |y|} < 1 a Exerc´ ıcio 3. Seja (x1 . . Porque ´ que isto n˜o contradiz o teorema de Weierstrass? e a Em casos simples ´ poss´ seleccionar os candidatos a extremos utilizando racioc´ e ıvel ınios ad hoc. xn ). O resultado do pr´ximo teorema permite fazer o isto.1. . y0 ) e fixarmos a segunda vari´vel em y0 ent˜o tal fun¸˜o tem um m´ximo em x0 . 1.1.3: Fixar todas as vari´veis excepto uma define uma fun¸˜o de uma vari´vel.

6 Verifique que (0. Exemplo 3.1. 0). Como f (0. 2.3 a Seja f : A → R.1. 0). Exerc´ ıcio 3.9 Suponhamos que pretendemos encontrar os extremos da fun¸˜o f (x. y) = x4 + y 4 em |x| + y 2 < 1.1. y) = x2 + y 2 ca no conjunto x2 + y 2 < 1.1. e No exemplo 3.4 Diz-se que um ponto de estacionaridade a ´ um ponto de sela de uma fun¸˜o ca e ca f se qualquer que seja a vizinhan¸a de a existirem pontos nessa vizinhan¸a onde a fun¸˜o toma c c ca valores inferiores e superiores a f (a). pontos onde f n˜o ´ diferenci´vel. 2.1. 2y) = (0. f (x.3.9 e no exerc´ ıcio 3. ∂x ∂y = (0. podemos determinar todos os poss´ ıveis extremos de f . que o unico ponto em ´ que pode ocorrer um extremo ´ (x. N˜o ´ a e este o caso do pr´ximo exemplo.1. 0) = 0 e a fun¸˜o ´ sempre positiva em e ca e todos os outros pontos este ser´ necessariamente um m´ a ınimo (absoluto) de f .1. pelo que nestes pontos o gradiente de f ser´ nulo. f (x. a e a Exerc´ ıcio 3. onde nos temos de preocupar com a possibilidade de haver m´xio a mos ou m´ ınimos que. Como o conjunto ´ aberto todos os pontos de extremo de f (se existirem) e ser˜o interiores. 3.5 os conjuntos onde as fun¸˜es estavam definidas eram co abertos. 0) ´ um ponto de sela3 de x2 − y 2 . Consequentemente todos os pontos de extremo eram pontos de estacionaridade. Ent˜o f tem pelo menos um a ponto de m´ximo e um ponto de m´ a ınimo global. a co 31 24 de Janeiro de 2000 . 3. 0). por estarem na fronteira do dom´ ınio. ∂f ∂f . y) = (0. y) = x2 − y 2 no conjunto x2 + y 2 < 1. a 3 A express˜o ponto de sela ´ motivada pelos gr´ficos de fun¸˜oes em exemplos como este. f (x. Para al´m disso.1.10 Seja f (x) = x3 ent˜o 0 ´ um ponto de sela de f pois embora seja um ponto a e cr´ ıtico de f (f (x) = 3x2 anula-se na origem) n˜o se trata de um ponto de m´ximo ou m´ a a ınimo (porque f (x) < f (0) para x < 0 e f (x) > f (0) para x > 0). A compacto (limitado e fechado) e f cont´ ınua. resolvendo a equa¸˜o ca f = (2x. y) = xy em |x| + |y| < 1. isto ´ a a e f= Deste modo. os unicos pontos que podem ser e ´ extremos de f s˜o a 1.5 Determine (se existirem) os m´ximos e m´ a ınimos das seguintes fun¸˜es: co 1. y) = x2 + y 2 em x2 + y 2 < 1. Por´m nem todos os pontos cr´ e ıticos de uma fun¸˜o s˜o m´ximos ou m´ ca a a ınimos. 4. O teorema anterior e o teorema de Weierstrass implicam um crit´rio de detec¸˜o de pontos de e ca extremo que sumarizamos no seguinte corol´rio: a Corol´rio 3. pontos na fronteira de A. EXTREMOS Exemplo 3. n˜o sejam pontos de estacionaridade. Conclu´ ımos portanto. f (x. Isto motiva a seguinte defini¸˜o: ca Defini¸˜o 3.1. Claro que acabamos a e a ca por usar a express˜o em situa¸˜es mais gerais. pontos onde f = 0.

2. (1/2. 4. x = 0. 0) a fun¸˜o 1 − x2 − y 2 ´ positiva. 1]. ca f (±1/2. 0) = f (0. −1/2) e (−1/2. x(1 − x2 − y 2 ) − 2xy 2 ).2 n˜o ´ linear em (x. 1] × [−1. 1/2) ´ um ponto interior do conjunto compacto e A = {(x. −1/2) e (−1/2. e Quanto ao ponto (1/2. −1) = x3 para x ∈ [−1. 1) e (−1. −1/2) satisfazem o sistema de estacionaridade. y = 0 e portanto 1 − y 2 = 0. y = 0 e 3x2 + y 2 = 1 x2 + 3y 2 = 1. x ≥ 0. y 2 ) e tem como solu¸˜o a e e ca x2 = 1 4 y2 = 1 . 0). 1) = f (1. −1) e (−1. Portanto f numa vizinhan¸a da origem assume o ca e c valores positivos e negativos. O gradiente de f ´ dado por e f = (y(1 − x2 − y 2 ) − 2x2 y. Por outro lado se (x.1) no interior do quadrado. ou seja (x.11 Suponhamos que queremos determinar os extremos da fun¸˜o ca f (x. y) = −y para y ∈ [−1. ±1/2) = 1/8 e f (±1/2. 1/2). 1/2). f (x. 1/2) classificamo-lo usando um racioc´ ınio ad hoc baseado na utiliza¸˜o ca do teorema de Weierstrass. 1) = −x para x ∈ [−1. Avaliando a fun¸˜o f nestes pontos obtemos f (0. Logo (0.CAP´ ITULO 3. Os pontos de estacionaridade estar˜o entre as solu¸˜es de a co y − 3x2 y − y 3 = 0 x − 3xy 2 − x3 = 0 (3. −1) = −1 e ca e f (−1. f (x. 4 (3. 1) = f (−1. O a e a 24 de Janeiro de 2000 32 . x = 0. 1/2) = −1/8. 0) ´ um ponto de sela. y) estiver suficientemente c pr´ximo de (0. y) = (0. y = 0 e portanto 1 − x2 = 0. Note-se que (1/2. (x. Todas estas fun¸˜es de uma vari´vel real s˜o estritamente mon´tonas de maneira co a a o que basta considerar os valores da fun¸˜o nos v´rtices do quadrado: f (1. (1/2. verificando simultaneamente −1 < x < 1 e −1 < y < 1. O teorema de Weierstrass garante que f ter´ um m´ximo em A (global relativamente a A) que a a ocorrer´ necessariamente num ponto interior.1) admite como solu¸˜es: co 1. f (1. Temos agora de estudar o que acontece nos outros pontos pois podem ser m´ximos ou m´ a ınimos locais ou apenas pontos de sela. 1/2). 0). y) = (0. 3. (−1/2. 0). De entre as solu¸˜es de (3. y) = y 3 para 3 3 y ∈ [−1. pontos que verifiquem x = 0. 1) s˜o pontos de m´ximo a a global. Para avaliar o que se passa sobre a fronteira do dom´ ınio consideramos f (−1. 1]. (−1/2. ±1). EXTREMOS Exemplo 3. Quanto ao ponto (0. (1/2. y) = (±1. y) = xy(1 − x2 − y 2 ) no quadrado [−1. 1/2). −1/2). −1) s˜o pontos de m´ a ınimo global e (1. y ≥ 0}. 1]. ou seja (x.1) as que s˜o pontos interiores do dom´ co a ınio fornecem a lista de poss´ ıveis candidatos a extremos locais em pontos interiores: (0. y) mas ´ linear em (x2 . Portanto (1. 1]. y) ∈ R2 : x2 + y 2 ≤ 1. que f vale 0 sobre ∂A e f > 0 no interior de A. −1) = 1. ±1) = 0. isto ´. 0) ´ f´cil de verificar que xy assume valores e a positivos e negativos numa vizinhan¸a da origem. 1]. O sistema e (3.1. 0) = f (±1.2) Deste modo (1/2. Tal ponto ´ ent˜o um ponto de estacionaridade. O sistema 3.

f (x.1. y.8 Determine os extremos de g(r1 .1. z.5 0 -0. 3. y. y) = x2 + y 2 − (x2 + y 2 )2 . r2 ) = r1 − r2 + r1 . a Para terminar esta sec¸˜o vamos apresentar um exemplo em que usamos propriedades de ca simetria e uma mudan¸a de vari´vel para determinar extremos c a 2 Exemplo 3.9 Determine os pontos de extremo de: 1.5 0.1. w) = x2 + y 2 − z 2 − w2 + (x2 + y 2 )2 . 1] × [−1. determinando os m´ximos e m´ a ınimos 2 2 4 de g(r1 . y) = x3 y 3 (1 − x6 − y 6 ) para (x. a unico ponto de estacionaridade em int A ´ (1/2. 2 2 4 Exerc´ ıcio 3. 1]. 1/2) logo este ponto ´ um ponto de m´ximo local de ´ e e a f (relativamente ao quadrado [−1.1.1. se existirem. |y|} ≤ 1. z. y) ∈ [−1.2 -1 -0. w) = x2 + y 2 − z 2 − w2 + (x2 + y 2 )2 .12 Seja f (x.1 Exerc´ ıcios suplementares Exerc´ ıcio 3. −1/2) um ponto de m´ximo local (ou use o facto de a fun¸˜o ser a ca ´ ımpar em cada uma das vari´veis). −1/2). 1/2) e (−1/2. r2 ) = r1 − r2 + r1 . y.5 0 -1 1 0. 3. −1/2) chegando-se de maneira an´loga ` conclus˜o que (1/2.5 1 -1 Figura 3.2 0 -0. z. 33 24 de Janeiro de 2000 . 1] × e [−1.7 Determine. y) = xy(1 − x2 − y 2 ) quanto a existˆncia de pontos de extremo em [−1. w) = r1 − r2 + r1 . y. z) = x2 + y 2 + z 2 com |x| + |y| + |z| ≤ 1. 2. 1]). f (x.3.1. 1]. f (x. 4. podemos recuperar os m´ximos e m´ a ınimos de f . Tente identificar as propriedades deduzidas para a fun¸˜o com o que ´ evidenciado no gr´fico ca e a gerado numericamente ` direita. −1/2). 1] × [−1. Utilize este resultado para calcular os extremos de f (x. (−1/2. os pontos de m´ximo e m´ a ınimo local da fun¸˜o (x. (−1/2. y) → ca xy no quadrado m´x{|x|. a Exerc´ ıcio 3. f (x. Definindo r1 = x2 + y 2 e 2 2 2 2 2 4 r2 = z + w temos f (x. 1/2) s˜o a a a a pontos de m´ ınimo local e (−1/2.4: Estudo de f (x. Portanto. Este racioc´ ınio vale para (1/2. y) = x + y com x2 + y 2 ≤ 1. EXTREMOS y 1 A 1/2 x -1 1/2 1 0.

Prove que f tem pelo menos um m´ ınimo. b) = i=1 (axi + b − yi )2 . . um ponto de estacionaco a ridade de uma fun¸˜o ´ de m´ximo ou de m´ ca e a ınimo dependendo do sinal da segunda derivada.1. Como f n˜o tem pontos de estacionaridade em x2 + y 2 < 1 os seus extremos (que existem a pelo teorema de Weirstrass) tˆm de se encontrar na fronteira.1. Portanto a e b satisfazem as equa¸˜es co xi a = b n i=1 xi yi n i=1 yi n .9 Sugest˜es para os exerc´ o ıcios 1. e a a 2.1. 3. ou de forma equivalente determinando o sinal dos seus valores pr´prios. . indefinida. Recorde o exemplo 3. quando a segunda derivada n˜o se anula.. c 4. Determine os extremos de cos(θ) + sen(θ) com θ ∈ [0. Escreva os pontos da fronteira e com x = cos(θ) e y = sen(θ). cont´ ınua. Para fun¸˜es f de Rn em R a segunda derivada de f ´ representada por uma forma blinear definida por co e uma matriz chamada hessiana.11 substituindo x ↔ x3 e y ↔ y 3 . com 1 ≤ i ≤ n.11 (M´ ınimos quadrados) O m´todo dos m´ e ınimos quadrados tem como objectivo determinar a recta y = ax + b que “melhor aproxima” certos dados experimentais (xi . e 3. b) verifica-se n 2 i=1 xi n i=1 xi n i=1 g = 0.10 Utilize o teorema do valor m´dio.1. 2π]. Classificando a forma quadr´tica definida pela hessiana quanto a a ser definida positiva. . 3. ´ poss´ o e ıvel estudar a classifica¸˜o de pontos de estacionaridade ca ` quanto a serem pontos de m´ximo ou m´ a ınimo. isto ´ e a a e todos os valores pr´prios tiverem o mesmo sinal excepto alguns nulos. 3. Determine os extremos de r2 − r4 com r ≥ 0.2 Testes de Segunda Ordem Nesta sec¸˜o vamos estudar um m´todo que permite classificar os pontos de estacionaridade de ca e fun¸˜es. EXTREMOS Exerc´ ıcio 3. Fa¸a r2 = x2 + y 2 . Note que f ´ o quadrado da distˆncia ` origem. satisfazendo x→±∞ lim f (x) = +∞.1.1. 3. este teste pode n˜o ser conclusivo se a forma quadr´tica for semidefinida. a 24 de Janeiro de 2000 34 . Uma fun¸˜o que permite medir quanto ´ que uma dada recta na forma y = ax + b ca e aproxima os pontos experimentais ´ e n g(a. Exerc´ ıcio 3. Calcule os pontos de estacionariade de g para determinar que equa¸˜es ´ que a e b satisfazem co e (a prova de que o ponto de estacionaridade ´ mesmo um m´ e ınimo ´ deixada para um exerc´ e ıcio posterior). A semelhan¸a do caso unidimensional quando a c derivada ´ nula.10 Seja f : R → R. yi ).11 Se g tiver m´ ınimo em (a. No caso unidimensional. o Comecemos por precisar alguns dos termos usados no par´grafo anterior. negativa. semidefinida.1.CAP´ ITULO 3.2 3.

1 Mostre que a unica matriz simultaneamente semidefinida positiva e semidefinida ´ negativa ´ a matriz nula.2. negativos). QA (x) < 0) para todo o x ∈ Rn \ {0}.1 ca Seja QA uma forma quadr´tica definida por uma matriz sim´trica A via QA (x) = x · Ax para a e x ∈ Rn . QA (x) ≥ 0 (resp. e Exerc´ ıcio 3. negativa). QA (x) ≤ 0) para todo o x ∈ Rn e e existe algum y = 0 tal que QA (y) = 0.2. 5. 1. QA (x) > 0 (resp. 2. e a 35 24 de Janeiro de 2000 .2) gra¸as ao seguinte resultado b´sico de Algebra Linear.2 Em geral podemos definir forma quadr´tica QA associada a uma matriz A via a QA (x) = x · Ax. ıcio c a Proposi¸˜o 3.1 Seja A uma matriz sim´trica. Diz-se que A ´ semi-definida positiva4 (resp. e Que basta considerar matrizes sim´tricas ao lidar com formas quadr´ticas ´ uma das conclus˜es e a e o do exerc´ seguinte. isto ´. e ca 2 Portanto substituir A pela sua simetriza¸˜o n˜o altera QA .2. [4] aonde uma forma ou matriz definida ca a e ´ necessariamente semidefinida. negativa) se e s´ se todos os valores pr´prios de A forem e o o positivos (resp. e 2. Mostre que QA = QA . Diz-se que A ´ definida positiva (resp.1 Seja  1 A = 2 0  2 0 4 0 .2. ou seja A = AT e considere-se a forma quadr´tica ca e a QA definida por A via QA (x) = x · Ax para x ∈ Rn . existirem y. e o o Exemplo 3. z ∈ Rn tais que QA (y) < 0 e QA (z) > 0. ıcio Exerc´ ıcio 3. Assim definida. Sugere-se que antes de provar o ca a caso geral. det(A − λI) =  2 0 0 1−λ que tem como solu¸˜es λ = 0. TESTES DE SEGUNDA ORDEM Defini¸˜o 3. 1.3. QA ´ definida positiva (resp. a 3. indefinida e semidefinida s˜o termos mutuamente exclusivos. Portanto conclu´ co ımos que A ´ semi-definida positiva. Ent˜o: a 1. positivos) e pelo menos um nulo. 0 1 Os valores pr´prios de A s˜o definidos pela equa¸˜o o a ca   1−λ 2 0 4−λ 0  = λ(1 − λ)(5 − λ) = 0. negativa) se a forma quadr´tica QA for defininida e a positiva (resp. e A defini¸˜o anterior poderia ter sido feita em termos de valores pr´prios (consultar por exemplo ca o ´ [4] ou resolver o exerc´ 3. negativa).2. QA ´ semi-definida positiva (resp.2. 1 T 4 Esta defini¸˜o de forma semidefinida n˜o ´ a mesma de. por exemplo. conven¸a-se que este facto ´ verdadeiro com o exemplo c e A= 1 0 2 . isto ´. Caso nenhuma destas situa¸˜es se verifique diz-se que a matriz ´ indefinida esta situa¸˜o co e ca corresponde a QA ser indefinida. QA ´ indefinida se existir um valor pr´prio positivo e um valor pr´prio negativo. negativa) se a forma quadr´tica QA for semie a defininida positiva (resp. 3. onde A = A+A em que A ´ chamada a simetriza¸˜o de A. isto ´. 1.2. negativa) se e s´ se todos os valores pr´prios de A forem e o o n˜o negativos (resp.

2. 4 A2 = a11 a21 a12 a22 ··· Suprimindo a primeira linha e primeira coluna obtemos a submatriz principal   7 8 9 10 12 13 14 15   17 18 19 20 22 23 24 25 Suprimindo a segunda e terceira linhas e colunas obtemos a submatriz principal   1 4 5 16 19 20 . 21 24 25 24 de Janeiro de 2000 36 . Como todos estes valores s˜o positivos conclu´ a ımos que A ´ definida positiva.2 Seja  1 0 A = 0 2 1 0 Portanto A1 = 1 e temos det A1 = 1 det A2 = 2 det A3 = 6. a primeira e a terceira linhas e colunas). Demonstre a proposi¸˜o 3.g.2.3 Prove a proposi¸˜o para matrizes diagonais. ca Para o caso de matrizes semi-definidas o crit´rio ´ ligeiramente mais complexo.CAP´ ITULO 3. e A1 = a11 Ent˜o.2. EXTREMOS 2.2. isto ´. Exemplo 3. an1  ··· ···  a1n .2 ca Seja a11  . A ´ definida positiva se e s´ se det Ai > 0 para todo o i. e o 2. Proposi¸˜o 3.3 Seja 1 6  A = 11  16 21  2 7 12 17 22  3 4 5 8 9 10  13 14 15  18 19 20 23 24 25 A2 = 1 0 0 2 A3 = A  1 0 .2. Consideremos as submatrizes Ak que consistem nos elementos das primeiras k linhas e k colunas de A. . Exemplo 3.  . Dada uma e e matriz A uma submatriz principal de A ´ qualquer matriz que se obt´m de A suprimindo linhas e e e colunas em pares correspondentes (e. A ´ definida negativa se e s´ se det Ai < 0 para i ´ e o ımpar e det Ai > 0 para i par.  . e Exerc´ ıcio 3. ca Calcular valores pr´prios n˜o ´ uma tarefa trivial e ´ conveniente dispor de crit´rios mais f´ceis o a e e e a de aplicar.1. ann uma matriz n × n. A= . a 1.

1 −5 Retirando a primeira e terceira linhas e colunas obtemos a submatriz 2 cujo determinante ´ e positivo. .2. Portanto conclu´ e e ımos que a matriz ´ semidefie nida positiva. e Exemplo 3. negativa ou indefinida Exerc´ ıcio 3. y) → x · Hy que desempenha o papel de segunda derivada de uma fun¸˜o de Rn em R.4 Seja  0 A = 0 0  0 0 2 1 . TESTES DE SEGUNDA ORDEM Proposi¸˜o 3. Retirando a primeira e segunda linhas e colunas obtemos a submatriz −5 cujo determinante ´ negativo.2 Seja f : Rn → R de classe C 2 . H(f ). Uma matriz A ´ semi-definida negativa se e s´ se a e e o todas as submatrizes principais de A tˆm determinantes n˜o negativos ou n˜o positivos conforme e a a o n´mero de linhas ou colunas da submatriz ´ par ou ´ u e ımpar e pelo menos um ´ nulo.5 Classifique a matriz A dada por  0 2 A = 0 2 0 1  1 1 5 quanto a ser definida ou semidefinida positiva.3 ca Uma matriz A ´ semi-definida positiva se e s´ se todas as submatrizes principais de A tˆm detere o e minantes n˜o negativos e pelo menos um ´ nulo.3. A matriz hessiana de f .5 Seja  0 A = 0 0  0 0 2 1 . Portanto basta analisar 3 submatrizes. N˜o desenvolveremos este assunto neste texto.  H(f ) =  . .2.2.  . Exerc´ ıcio 3. retirando a primeira e e terceira linhas e colunas obtemos a submatriz 2 cujo determinante ´ positivo. retirando a primeira e segunda linhas e colunas obtemos a submatriz 5 cujo determinante ´ positivo. ca a 5A 37 24 de Janeiro de 2000 . co Defini¸˜o 3. e Exemplo 3.2. 1 5 O determinante de A ´ zero pelo que a matriz n˜o pode ser nem definida positiva nem definida e a negativa. ∂2f ∂2f ··· ∂xn ∂x1 ∂x2 n matriz hessiana H define uma forma bilinear (x.4 Classifique a matriz A dada por  3 0 A = 0 2 0 1  0 1 5 quanto a ser definida ou semidefinida positiva. .2. Portanto conclu´ e ımos que a matriz n˜o pode ser nem semidefinida positiva nem a semidefinida negativa pelo que ´ indefinida.  . retirando a primeira e linha e coluna obtemos a submatriz 2 1 1 5 cujo determinante ´ 9 e portanto tamb´m positivo.2. O mesmo acontece ao determinante de qualquer submatriz obtida de A n˜o retirando a a primeira linha e coluna.2. ´ dada por ca e  ∂2f  ∂2f · · · ∂x1 ∂xn ∂x2 1  . negativa ou indefinida Depois destas defini¸˜es preliminares vamos definir a matriz hessiana5 .

2. v) Se existem h.2. a ca pode refazer-se a demonstra¸˜o mas queremos acentuar que n˜o existe nenhuma ideia essencialca a mente nova em jogo. Para completar a demonstra¸˜o.2. ii) Se Dh f (x0 ) ≥ 0 para todo o vector h e existe um vector k = 0 tal que Dk f (x0 ) = 0 ent˜o a x0 n˜o ´ um ponto de m´ximo local. A sua matriz hessiana ´ e H(f ) = 2 0 0 . a e a iii) Se Dh f (x0 ) < 0 para todo o h = 0 ent˜o x0 ´ um ponto de m´ximo local.4 Sejam U ⊂ Rn um aberto.CAP´ ITULO 3. Ser´ que a fun¸˜o que encontrou na al´ a ca ınea anterior ´ unica? Se n˜o for tente encontrar uma e´ a f´rmula geral para esta fam´ de fun¸˜es. por exemplo no caso (i). (iv) e (v) basta considerar as restri¸˜es de f `s rectas ca co a passando por x0 e nas direc¸˜es de h ou k e usar os resultados conhecidos6 para dimens˜o 1. Em que condi¸˜es ´ que a matriz co e a b d c ´ a hessiana de alguma fun¸˜o de classe C 2 ? e ca O resultado b´sico para classificar pontos de estacionaridade usando o termo de segunda ordem a da f´rmula de Taylor ´ o e Teorema 3. 7 S n−1 ≡ {x ∈ Rn : |x| = 1}. Isto ´ equivalente a estudar o sinal e de 1 (2) f (x0 + h) − f (x0 ) Ef (x0 . b c 2. k ∈ Rn tais que Dh f (x0 ) < 0 e Dk f (x0 ) > 0 ent˜o x0 ´ um ponto de sela. em qualquer ponto ca a b . 2 Exerc´ ıcio 3. a e Ideia da demonstra¸˜o. o ılia co 3.6 Seja f (x. z) = xyz. Para co a provar (i) ou (iii) devemos estudar o sinal de f (x) − f (x0 ) provando que se mant´m constante e numa bola de raio suficientemente pequeno centrada em x0 . Para provar (ii). Exerc´ ıcio 3. i) Se Dh f (x0 ) > 0 para todo o h = 0 ent˜o x0 ´ um ponto de m´ a e ınimo local.h) 24 de Janeiro de 2000 38 . y) = x2 + y 2 . 6 Obviamente (2) (2) (2) (2) (2) (2) (2) (2) E (x . h) = Dh/|h| f (x0 ) + 2 2 2 |h| |h| em que a ultima parcela do segundo membro tende para 0 quando h → 0 de acordo com o teorema ´ de Taylor. a e a iv) Se Dh f (x0 ) ≤ 0 para todo o vector h e existe um vector k = 0 tal que Dk f (x0 ) = 0 ent˜o a x0 n˜o ´ um ponto de m´ a e ınimo local.6 Calcule a matriz hessiana de f (x.7 1. y. EXTREMOS Exemplo 3.2. f : U → R uma fun¸˜o de classe C 2 (U ) e x0 ∈ U um ponto de ca estacionaridade de f . basta mostrar que para ca (2) h = 0 temos Dh/|h| f (x0 ) minorado por um n´mero m > 0 e que existe uma bola centrada em x0 u tal que a´ f |h|0 ı > −m. Defina uma fun¸˜o cuja matriz hessiana seja. O ultimo destes dois factos segue da defini¸˜o de limite e o primeiro ´ ca 2 pode ser justificado usando resultados de ´lgebra linear sobre formas quadr´ticas ou o teorema de a a (2) Weierstrass aplicado ` fun¸˜o7 S n−1 η → Dη f (x0 ).

Hf (x0 ) ≡ ∂2f ∂xi ∂xj (x0 ) i. a e 39 24 de Janeiro de 2000 . pode ser ponto de m´ e ınimo (resp. 0) ´ um ponto de estacionaridade (verifique!). 0) ´ um ponto de m´ a e ınimo local e n˜o um ponto de a sela.7 Seja f (x.. Com efeito. a 3.3. isto ´. 0) ´ e H(f ) = 2 0 0 . e 2. a e Exemplo 3.2. y) = (0. Portanto (0. 2 que ´ definida positiva (os valores pr´prios s˜o positivos). O ponto (0. E f´cil verificar que (0. Portanto (0.n .2. Se H(f )(x0 ) = 0 o teste ´ inconclusivo. 0 que ´ semi-definida positiva (os valores pr´prios s˜o n˜o negativos). No entanto (0. 3. Dh f (x0 ) = h · Hf (x0 )h. com efeito.2. negativa) mas n˜o nula ent˜o x0 n˜o ´ um a a a e ponto de m´ximo (resp.9). y) = x2 −y 4 . Se H(f )(x0 ) for definida positiva (resp. 0) = 0.. temos f (0. m´ximo) a local ou ponto de sela. m´ximo) local. Exemplo 3. definida negativa.. se (x. se tem f (x. 0). e A matriz hessiana de f no ponto (0. 0 que ´ semi-definida positiva (os valores pr´prios s˜o n˜o negativos). m´ a ınimo) local. 0) ´ e H(f ) = 2 0 0 . y) = x2 +y 2 . Portanto (0.2.. O ponto (0. TESTES DE SEGUNDA ORDEM O teorema anterior pode ser enunciado usando a terminologia de ´lgebra linear referente a a (2) formas quadr´ticas. y) > f (0.8 Seja f (x. isto ´. 0) = 0 mas f (0. Exemplo 3. 4. 0) n˜o ´ um e o a a a e ponto de m´ximo local. e 8 Esta terminologia relativa a formas quadr´ticas usa-se tamb´m para as matrizes que as definem. y) = x2 +y 4 .2. Com efeito Dh f (x0 ) ´ a forma quadr´tica definida pela matriz hessiana de a e a f no ponto x0 . e A matriz hessiana de f no ponto (0. atrav´s de informa¸˜o s´ relativa a derivadas a a e ca o de segunda ordem e de maneira a fornecer informa¸˜o adicional para os casos em que a forma ca quadr´tica ´ semidefinida. 0) ´ e H(f ) = 2 0 0 . Se H(f )(x0 ) for semi-definida positiva (resp. 0) n˜o ´ um ponto de m´ a a e ınimo local. Corol´rio 3. basta observar que.2. 0) ´ um ponto de m´ e o a e ınimo local. Ent˜o: a 1. 0) ´ um ponto de sela. a e O teorema e o corol´rio n˜o podem ser melhorados. negativa) ent˜o x0 ´ um ponto de m´ a e ınimo (resp. 0) n˜o ´ um e o a a a e ´ a ponto de m´ximo local. O ponto (0.j=1. 0) ´ um ponto de estacionaridade (verifique!).5 a Seja f : U ⊂ Rn → R uma fun¸˜o de classe C 2 numa vizinhan¸a um ponto de estacionaridade em ca c x0 .8.9 Seja f (x. Se H(f )(x0 ) for indefinida ent˜o x0 ´ um ponto de sela. semidefinida positiva n˜o nula. 0) ´ um ponto de estacionaridade (verifique!). As situa¸˜es e co (2) (i-v) no enunciado do teorema correspondem respectivamente a esta forma quadr´tica8 ser defia nida positiva. semidefinida negativa n˜o nula e a a indefinida. y) = −y 4 < 0 para y = 0 pelo que conclu´ ımos que (0.2. devido aos exemplos triviais que se seguem (3. e A matriz hessiana de f no ponto (0.

3. 4. y) = 2x2 + y 2 .10 Seja f (x. Podemos ı ´ ca e a ent˜o limitarmo-nos a analisar a 1 + 2xy 2 − 3x2 y = 0 1 + 3xy 2 − 2x2 y = 0. Substituindo y por −x na primeira equa¸˜o obtemos a ca 24 de Janeiro de 2000 40 .8 Prove que (0. co a a Exemplo 3. f (x. y) = xy.11 Considere-se a fun¸˜o f : R2 → R definida por f (x. 0) ´ um ponto de estacionaridade (verifie que!). 0) que j´ foi estudada. e e Para determinar outros pontos de estacionaridade consideramos o sistema de estacionaridade   ∂f  ≡ y + 2xy 3 − 3x2 y 2 = 0  ∂x  ∂f  ≡ x + 3x2 y 2 − 2x3 y = 0  ∂y que pode ser escrito de forma equivalente como y(1 + 2xy 2 − 3x2 y) = 0 x(1 + 3xy 2 − 2x2 y) = 0.1 Elabore um crit´rio para classificar formas quadr´ticas definidas por uma matriz e a b 2 × 2 da forma a c em fun¸˜o do sinal de d = ac − b2 e do sinal de a. f (x. 0 −2 que ´ indefinida (um dos valores pr´prios ´ positivo e outro ´ negativo). f (x. y) = x3 . Da´ decorre que a unica solu¸˜o sobre os eixos coordenados ´ (0. ponto de m´ a ınimo ou ponto de sela quando f ´ definida em R2 por: e 1. ca b Os exemplos de aplica¸˜o do crit´rio de segunda ordem at´ agora apresentados s˜o no essencial ca e e a triviais e poderiam ser analisados por outros processos. 2.2. y) = xy + x2 y 3 − x3 y 2 . f (x. y) = y 4 − x4 . 6. 5. O exemplo seguinte j´ tem um car´cter menos trivial. f (x. Tal ´ vere dadeiro em particular relativamente a (0. Assim eventuais solu¸˜es co adicionais do sistema de estacionaridade encontrar-se-iam ou sobre os eixos coordenados (hip´tese o j´ estudada) ou sobre a recta y = −x. a a e Come¸amos por notar que gra¸as a f ser um polin´mio reconhecemos imediatamente que f c c o coincide com o seu desenvolvimento de Taylor de ordem igual ou superior ao seu grau. 0) ´ um e o e e e ponto de sela. y) = x2 + 2xy + y 2 . EXTREMOS Exemplo 3.2. 0) que reconhecemos como um ponto de estacionaridade (ausˆncia de termos de primeira ordem) que ´ um ponto de sela (termo de segunda ordem xy). Problema 3. A matriz hessiana de f no ponto (0.CAP´ ITULO 3. 0) ´ e H(f ) = 2 0 . f (x. 0) ´ um ponto de estacionaridade de f e classifique-o quanto a ser e ponto de m´ximo. Destinavam-se a definir situa¸˜es t´ co ıpicas e balizar as limita¸˜es do resultado. Portanto (0. Subtraindo termo a termo obtemos xy 2 + x2 y = 0 ou seja xy(y + x) = 0. Exerc´ ıcio 3.2. y) = y 2 .2. ca Tentemos estud´-la quanto ` existˆncia de extremos. O ponto (0. y) = x2 − y 2 .

limλ→+∞ f (λ.4).2. y) = 1 + x2 + j=2 (x2 − y 2 )j j! para todo o (x. O primeiro desses termos que n˜o se o ca a anula ´ de ordem 4. Formule e demonstre outras generaliza¸˜es do mesmo tipo do teorema 3. Factos triviais mas muito uteis s˜o ´ a Problema 3. y) = 1 + x2 + (x2 − y 2 ) + E(x. a e Exemplo 3. 5 Considerando.2.12 Considere-se a fun¸˜o g : R2 → R definida por ca g(x. ca a O teorema 3. mais precisamente. Prove que P n˜o ´ limitado superior ou inferiormente. 0) n˜o ´ um ponto de m´ximo devido ` forma quadr´tica se o a e a a a anular na direc¸˜o do eixo dos y’s.2. TESTES DE SEGUNDA ORDEM 1 + 5x3 = 0 o que fornece um segundo e ultimo ponto de estacionaridade: (−5−1/3 . e b) Seja P um polin´mio de grau ´ o ımpar. Para ´ classific´-lo calculamos a ∂2f = 2y 3 − 6xy 2 ∂x2 ∂2f = 6x2 y − 2x3 ∂y 2 ∂2f = 1 + 6xy 2 − 6x2 y ∂x∂y pelo que Hf (−5−1/3 . y) ∈ R2 . por exemplo. De maneira an´loga ao exemplo 2.2 Seja f : D ⊂ Rn → R uma fun¸˜o de classe C k (D) e x0 um ponto interior a D ca (j) (k) n tal que Dh f (x0 ) = 0 para j < k e h ∈ R e a forma de grau k Q definida por Q(h) = Dh f (x0 ) ´ definida positiva.4 ´ pass´ de v´rias generaliza¸˜es.2. 1) = −∞ verifica-se que esta fun¸˜o n˜o tem extremos absolutos.12 e o problema 3. e g(x. Aconselha-se no entanto o aluno a come¸ar e ıvel a co c por dominar o crit´rio de segunda ordem e as ideias na sua demonstra¸˜o pois s˜o a base de e ca a qualquer uma dessas generaliza¸˜es.2. y) = ex 2 −y 2 + y2 . 0).2.2. Note-se que a an´lise atrav´s do termo de segunda ordem da f´rmula de a e o Taylor s´ nos permite afirmar que (0. λ) = +∞. Uma generaliza¸˜o imediata do resultado anterior ´ ca e Problema 3. 5−1/3 ).2. Prove que Q ´ uma forma indefinida. co Generaliza¸˜es deste tipo poder˜o ser encontradas por exemplo em [2] (ver tamb´m o exerc´ co a e ıcio 3. limλ→+∞ f (1. e tentemos classificar o ponto de estacionaridade (0. 5−1/3 ) = − 3 5−2/3 . Mais geralmente um polin´mio homog´neo de grau k designaco o e se por forma de grau k.4. Prove que x0 ´ um ponto de m´ e e ınimo local de f .3.3 a) Seja Q uma forma n˜o nula de grau ´ a ımpar.4 obtemos a partir da s´rie de Taylor da exponencial a e ∞ g(x. y) 2 41 24 de Janeiro de 2000 2 . Podemos tentar compreender o que se passa usando os termos ca de ordem superior da f´rmula de Taylor naquela direc¸˜o. 5−1/3 ) = 8/5 7/5 7/5 8/5 uma matriz definida positiva pelo que este ponto de estacionaridade ´ um ponto de m´ e ınimo local sendo o m´ ınimo local f (−5−1/3 .4.

x0 um ponto interior a D. O leitor poder´ ter considerado a resolu¸˜o do exerc´ a ca ıcio 3.x−x ) m1 + f|x−x |k 0 2k! 0 se se x−x0 |x−x0 | x−x0 |x−x0 | ∈ A. f ∈ C k (D).4 para concluir que (0. 0) + D(x. Suponha-se ainda que Dη f (x0 ) = 0 para toda a direc¸˜o singular η e l < j < k e que ca (k) Qk (η) ≡ Dη f (x0 ) > 0 para toda a direc¸˜o singular η. 4(x2 + y 2 ) Agora j´ ´ poss´ aplicar um racioc´ ae ıvel ınio idˆntico ao do teorema 3.y) g(0. ∈ A.y) g(0.y) ´ em que (x2 +y2 )2 → 0 quando (x. 0) ´ e e efectivamente um ponto de m´ ınimo. Designamos os vectores unit´rios que anulam Ql como direc¸˜es e a co (j) singulares. 0) 2 (x. co a 24 de Janeiro de 2000 42 . d) Ql tem um m´ ınimo m3 > 0 sobre S n−1 \ A. c) Existe um aberto A ⊃ F tal que Qk (η) > m1 2 para todo o η ∈ S n−1 ∩ A.x−x ) m3 + m2 + f|x−x |k 0 k! l!|x−x0 |k−l 0 E (x0 .2.2. → 0 quando x → x0 . 2 25 y4 25 1 e Por outro lado para |x| ≥ 2 |y| obt´m-se 1 (x2 + 2 y2 ) 1 (2) 1 (4) D(x.2. f ) x0 ´ um ponto de m´ e ınimo local de f . 0) ´ um ponto de m´ e ınimo e tentaremos prov´-lo usando o mesmo racioc´ a ınio da demonstra¸˜o do teorema 3. 0) + D(x. e) Valem as estimativas f (x) − f (x0 ) |x − x0 | em que Ef (x0 . A ideia natural ´ usar o termo de quarta a e ordem para direc¸˜es “pr´ximas” da do eixo dos y’s e o termo de segunda ordem para as restantes. y) → 0. Suponha-se (j) que existe l < k tal que Dh f (x0 ) = 0 para todo o j < l e todo o h ∈ Rn . EXTREMOS E(x.x−x0 ) |x−x0 |k k ≥ E (x0 .CAP´ ITULO 3.12 algo ad hoc e suspeitado que existe um resultado abstracto que poderia ter sido usado. e que h → Ql (h) ≡ (l) Dh f (x0 ) ´ semidefinida positiva. Mostre que: ca a) O conjunto formado por todas as direc¸˜es singulares ´ um subconjunto fechado de S n−1 que co e desigamos por F .y) 4! 1 2 y2 ) (x2 + x2 + (x2 − y 2 ) 2 2 > 1 2 ( 5 y2 ) 4 8 x4 − 1 y 4 + y 4 4 (x4 − 2x2 y 2 + y 4 ) 2 > > . co 2 2 1 Seja ent˜o |x| < 2 |y|. Obtemos a 1 (x2 + y 2 ) = 2 1 (4) 1 (2) D g(0.4 em que a ca minimiza¸˜o do termo de segunda ordem por um n´mero positivo ´ substitu´ pela minimiza¸˜o ca u e ıda ca simultˆnea dos termos de segunda e quarta ordem. co o Como o termo de quarta ordem se anula para |x| = |y| e o de segunda ordem para x = 0 tentamos caracterizar tais direc¸˜es respectivamente por |x| < 1 |y| e |x| ≥ 1 |y|. Para terminar conv´m referir mais uma vez que os testes baseados na f´rmula de Taylor podem e o ser inconclusivos devido `s raz˜es apontadas na introdu¸˜o a este cap´ a o ca ıtulo e a´ exemplificadas com ı fun¸˜es reais de vari´vel real.y) g(0. E de suspeitar que (0. 0) 2 4! = 1 (x2 + 2 y2 ) x2 + (x2 − y 2 ) 2 2 > x2 (x2 + 2 y2 ) ≥ x2 + y 2 4(x2 + y 2 ) 2 = 1 . Problema 3. b) Qk tem um m´ ınimo m1 > 0 sobre F e um m´ ınimo m2 sobre S n−1 . De facto assim ´ embora a maior parte e das ideias relevantes j´ conste da resolu¸˜o do exerc´ a ca ıcio.2.4 Sejam f : D ⊂ Rn → R.

2. c) Determine o m´ximo e o m´ a ınimo da restri¸˜o de f ao conjunto A = {(x. classifique-os quanto a serem pontos de m´ximo ou de m´ a ınimo.1. Exerc´ ıcio 3. z). o a Exerc´ ıcio 3.2. a) Determine justificadamente o maior subconjunto do dom´ ınio de f em que existem e s˜o a ∂2f ∂2f iguais as derivadas parciais ∂x∂y e ∂y∂x . α ∈ R ca 2 pelo que basta estudar a fun¸˜o R α → 2 − α + α3 . 0).10 Considere a fun¸˜o g : R3 → R definida por ca g(x. se tais pontos existirem. b) Determine um polin´mio de grau menor ou igual a dois. a b) Tal polin´mio existe e ´ obviamente o polin´mio de Taylor de segunda ordem de f relativo o e o ao ponto (1.9 Considere a fun¸˜o f : R3 → R definida por ca f (x.2. a Exerc´ ıcio 3. z) = x3 (y 2 + z 2 ) 1 − x − y2 + z2 .1 Exerc´ ıcios suplementares 2 3 Exerc´ ıcio 3. ρ) = x3 ρ2 (1 − x − ρ). y) = (y + x2 )(x − y 2 ) + 1. y ≤ −x } e os pontos em que ocorrem esses extremos. 3. a) Determine os respectivos pontos de extremo local e absoluto e. tal que o lim (x. Sugest˜o: Considere primeiro h(x.2. Tais extremos n˜o a s˜o absolutos. Determine.9 Sugest˜es para os exerc´ o ıcios a) A fun¸˜o ´ constante sobre cada uma das superf´ ca e ıcies de equa¸˜o z − x2 + y 2 = α.2. y. 43 24 de Janeiro de 2000 .12 Considere a fun¸˜o f : R2 → R definida por ca f (x.11 Seja f : R2 → R definida por f (x.2. y. y) = (0. se (x. 0) se (x.2. y) = (0. y. os pontos de estacionaridade de f e classifique-os quanto a serem pontos de extremo relativo ou pontos de extremo absoluto.2. 0. y. Estude g quanto ` existˆncia de extremos relativos e absolutos. ou justifique que tal polin´mio n˜o existe.2 3. P (x. 1. 0). Determine tais extremos se exisa e tirem e os pontos onde ocorrem. Conclui-se facilmente que f tem um ca m´ximo para z − x2 + y 2 = 0 e um m´ a ınimo para z − x2 + y 2 = 2/3. se existirem.z)→(1.3. b) Determine e classifique os pontos de estacionaridade de f quanto a serem pontos de extremo ou pontos de sela.0) f (x. TESTES DE SEGUNDA ORDEM 3.y. z) − P (x. z) (x − 1) + (y − 1) + z 2 2 2 = 0. z) = 2 − z − x2 + y 2 + z− x2 + y 2 . y) = xy 5 x2 +y 4 . y. y) ∈ R2 : x ≥ ca 2 2 y .

9 as vantagens em. E f´cil de verificar por an´lise do sinal o a de g que todos estes pontos s˜o pontos de sela. Verificamos imediatamente que todos os pontos sobre os eixos s˜o pontos de estacionaridade. 1) e (0. ρ) = x3 ρ2 (1 − x − ρ).5: Esta figura acompanha a sugest˜o de solu¸˜o do exerc´ 3. ρ) = (1. 3. usando a sugest˜o. a e a a isto ´. 0). Naquele caso acab´mos a a estudando um problema unidimensional. ρ ≥ 0. EXTREMOS z ¢ z ¢ z ¢ z ¢ y   x ¡ Figura 3. A intersec¸˜o num ponto interior de ca ca tais linhas de n´ formando um ˆngulo n˜o nulo fornece-nos imediatamente a localiza¸˜o de um ıvel a a ca ponto de estacionaridade9 . usar simetrias da fun¸˜o ca a estudar para estudar um problema equivalente em dimens˜o inferior. 0) e se consider´ssemos a fun¸˜o estendida para ρ < 0 usando a mesma a ca ´ a f´rmula o mesmo se poderia dizer dos pontos (0. Isto identifica como ponto de estacionaridade (x. ca ca a a Veja mais ` frente o problema ??.2. a um problema bidimensional do qual recuperaremos o problema original por rota¸˜o em torno do ca eixo dos x’s.9. ρ) ∈ R2 : ρ ≥ 0} → R a a e ca definida por g(x. a 24 de Janeiro de 2000 44 . Sobre o eixo dos a a 9 Enunciado e justifica¸˜o rigorosa desta afirma¸˜o s˜o algo que n˜o pretendemos apresentar neste momento.10 J´ vimos no exerc´ a ıcio 3. sobre o eixo dos ρ’s e sobre a recta 1 − x − ρ = 0. x + ρ ≤ 1}. Todos estes factos servir˜o para verificar a resolu¸˜o do sistema de a ca estacionaridade de g ∂g 2 2 ∂x ≡ x ρ (3(1 − x − ρ) − x) = 0 ∂g 3 ∂ρ ≡ x ρ(2(1 − x − ρ) − ρ) = 0. Vamos ent˜o estudar quanto ` existˆncia de extremos a fun¸˜o g : {(x. quando poss´ ıvel. A fun¸˜o f ´ constante sobre a ca ıcio ca e cada uma das folhas de cone z − x2 + y 2 = α. Tal ´ particularmente f´cil para g pois esta fun¸˜o anula-se sobre o e a ca eixo dos x’s. ρ) ∈ R2 : x ≥ 0. Como T ´ limitado e fechado h´-de existir no interior de T pelo menos mais um ponto de m´ximo e a a de g que ser´ portanto mais um ponto de estacionaridade de g.CAP´ ITULO 3. a Todos os pontos sobre o eixo dos ρ’s s˜o pontos de sela por an´lise do sinal de g. Eventualmente existir˜o outros a a pontos de estacionaridade.2. Uma observa¸˜o adicional que se obt´m dessa a ca e an´lise ´ o facto de g ser positiva no interior do triˆngulo T limitado pelas rectas atr´s referidas.2. No caso presente podemos estudar. e T = {(x. Algo que conv´m fazer antes de iniciar qualquer tipo e de c´lculo ´ tentar identificar linhas de n´ a e ıvel da fun¸˜o.

7: Esta figura acompanha os esbo¸os de resolu¸˜o dos Exerc´ c ca ıcios 3.11 y x 1 A -1 Figura 3.2. a solu¸˜o no interior de T cuja existˆncia ´ ca ca e j´ tinha sido garantida e que sabemos tratar-se de um ponto de m´ximo. TESTES DE SEGUNDA ORDEM 1 1 1 y ¢ Figura 3.2. e pontos de m´ ınimo local nos pontos (x. outros pontos de m´ximo local nos pontos (x. 0) a com x < 0 ou x > 1 onde f vale 0.2. a) No complementar da origem f ´ uma fun¸˜o de classe C ∞ pelo que a´ verifica-se a igualdade e ca ı ∂2f ∂2f ca ∂x∂y = ∂y∂x . y 2 + z 2 = 1/9 onde f vale 1/432. 1/3). 0.12. A fun¸˜o f exibe simetria radial relativamente ao ıcio ca eixo dos x’s.10.6: Esta figura acompanha o exerc´ 3. Resta-nos investigar o que se passa na origem. e um ponto de sela se x = 0 ou x = 1. 0) com 0 < x < 1 onde f vale 0.2. No gr´fico da direita indicam-se os zeros e sinais de g.11 e 3. um ponto de m´ximo a se x < 0 ou 1 < x. 0) ´ um ponto de m´ ca e e ınimo se 0 < x < 1. 3. Como a fun¸˜o se anula sobre 45 24 de Janeiro de 2000 £ 1 z 1 – x = y2 y= .2. a a ´ a E f´cil verificar que g e consequentemente f n˜o tˆm extremos absolutos. a e Podemos concluir que f possui pontos de m´ximo local nos pontos da circunferˆncia definida a e por x = 1/2.x2   ¡ x ¡ x – ρ x+ = 1 ρ + + . 0. a x’s a situa¸˜o ´ mais complexa: (x. Pontos de estacionaridade que n˜o se a encontrem sobre os eixos dever˜o satisfazer a 3(1 − x − ρ) − x = 0 2(1 − x − ρ) − ρ = 0. Este sistema linear tem uma unica solu¸˜o: (1/2.3.

y) = / = (0.12 O conjunto de zeros de f est´ esbo¸ado na figura 3. 0) = 0 ∂x∂y donde todos os pontos sobre o eixo dos x’s s˜o pontos de estacionaridade. y) = (0.2. Outros pontos de a estacionaridade dever˜o satisfazer a y 4 − x2 xy 4 + 5x3 =0 = 0. 0) = 0. −1) < f (x. Se ocorressem em pontos interiores tais pontos seriam pontos de extremo local o que da al´ ınea anterior n˜o acontece. 0). ca a 24 de Janeiro de 2000 46 . 0) = 1 ∂y∂x pelo que o conjunto pretendido ´ R2 \ {(0. e b) Do c´lculo das derivadas parciais de primeira ordem sabemos que (0. −1/2) ´ um ponto de m´ e ınimo local. Definimos h(x) = f (x. −1). Estabeca ca e ca lecemos ent˜o que o conjunto dos pontos de estacionaridade ´ o eixo dos x’s. ca c a c) Os extremos absolutos de f restringida a A ocorrem nalgum ponto de A pois trata-se de um conjunto limitado e fechado.2. 0) ´ um ponto de a e estacionaridade e outros pontos de estacionaridade ser˜o solu¸˜es de a co y 9 − x2 y 5 xy 8 + 5x3 y 4 =0 =0 ∂2f (0. 0). (1/2. (1. y) = = 2 2 ∂x (x2 + y 4 ) (x2 + y 4 ) 5xy 4 (x2 + y 4 ) − 4xy 8 ∂f xy 8 + 5x3 y 4 (x. −1/2) e (1. Observe que (0. Temos −1/2 = g(−1) < g(y) < g(0) = 0 sempre que −1 < y < 0. ca co Por substitui¸˜o na segunda equa¸˜o obt´m-se unicamente a solu¸˜o (x. 0) temos e ∂f y 5 (x2 + y 4 ) − 2x2 y 5 y 9 − x2 y 5 (x. 0)}.11. −1)}. Definimos g(y) = f (y 2 . 3. −x2 ) = 8 6 14 8 )−6x14 x9 − 1+x6 para 0 ≤ x ≤ 1. A solu¸˜o do sistema de estacionaridade permite obter com efeito ca que os unicos pontos de estacionaridade s˜o (0. Assim estudamos a restri¸˜o de f ` a ca a fronteira de A (veja a figura 3. y) = y 3 /2 para −1 ≤ y ≤ 0. As fun¸˜es g e h d˜o-nos os valores co a de f sobre a fronteira de A. y) ∈ A \ {(0. A fun¸˜o n˜o tem extremos absolutos. Por an´lise do a e a sinal da fun¸˜o na sua vizinhan¸a verificamos que todos s˜o pontos de sela. Da primeira equa¸˜o deste sistema eventuais solu¸˜es adicionais devem satisfazer y 4 = x2 . Podemos concluir que −1 = f (1.CAP´ ITULO 3. 0) = 0 para todo os (x. y) = = 2 2 ∂y (x2 + y 4 ) (x2 + y 4 ) donde decorre usando a defini¸˜o de derivada parcial ca ∂2f (0. 0) e (1. EXTREMOS os eixos coordenados decorre da defini¸˜o de derivada parcial que ca ∂f ∂f (0. −1) s˜o a c a necessariamente pontos de sela e que existir´ pelo menos um ponto de extremo local na regi˜o a a √ definida por − x ≤ y ≤ −x2 . Por an´lise do sinal de f ´ a a conclui-se que (1/2. 0). ∂x ∂y Al´m disso se (x. Como h (x) = − 9x (1+x 6 )2 = − 3x +9x < 0 para 0 < x < 1 (1+x (1+x6 )2 temos −1/2 = h(1) < h(x) < h(0) = 0 para 0 < x < 1. 0) = (0.7). y) < f (0.

4. tal tarefa ´ co co e complexa se n˜o imposs´ a ıvel. y2 ). Note que a an´lise deste problema pode ser feita de uma forma simples! a 4.1) asseguram a resolu¸˜o destas quest˜es num sentido local a precisar. ca o Exerc´ ıcio 4.0. E tamb´m equivalente a mostrar que a equa¸˜o f (x) = a. tem.1. Utilizando este resultado na segunda equa¸˜o obtemos ca ca y1 = y2 pelo que f ´ injectiva. sempre que x = y (x.1 Seja f : R2 → R+ × R+ a fun¸˜o definida por ca f (x.1. Observe que a defini¸˜o anterior ´ equivalente a dizer que se f (x) = f (y) ent˜o necessariamente ca e a ´ se verifica x = y. e 47 . y1 ) = f (x2 . ´ co Consideremos agora o seguinte exemplo: Exemplo 4. no entanto.13 Conven¸a-se da dificuldade de resolver problemas do tipo mencionado tentanto c inverter a fun¸˜o f : R+ × R+ → R2 definida por ca f (x. ´ ca ca a a e injectiva se. ca Exerc´ ıcio 4. Suponhamos que f (x1 . x2 − y 2 ). y) = (xy.Cap´ ıtulo 4 Teoremas da Fun¸˜o Inversa e da ca Fun¸˜o Impl´ ca ıcita Neste cap´ ıtulo vamos estudar condi¸˜es que permitem assegurar a existˆncia da inversa de fun¸˜es co e co de Rn → Rn .1 e 4. uma solu¸˜o. Os resultados gerais que obteremos (teoremas 4. na maioria dos casos.3. Ent˜o e a ex1 = ex2 ex1 +y1 = ex2 +y2 . y ∈ A). se tenha f (x) = f (y). bem como condi¸˜es que garantam a resolubilidade de equa¸˜es da forma f (x.1 Diz-se que uma fun¸˜o f : A → B.1 Invertibilidade de fun¸˜es co Comecemos por recordar a defini¸˜o de fun¸˜o injectiva ca ca Defini¸˜o 4. e ca quando muito. A primeira equa¸˜o implica x1 = x2 . onde A e B s˜o conjuntos arbitr´rios. y) = (ex .1. ex+y ). para a ∈ B. Provemos que ela ´ injectiva. Em casos simples conseguimos inverter a ca as fun¸˜es ou resolver as equa¸˜es explicitamente.1 Prove estas duas ultimas afirma¸˜es. y) = 0 co co de modo a obtermos uma das vari´veis em fun¸˜o da outra.

estudando o n´mero de pontos de intersec¸˜o destas u ca curvas para valores de a e b arbitr´rios podemos tirar conclus˜es importantes sobre a injectividade a o e contradom´ ınio de f . Sistematizemos este processo.5 1 1. e Poder´ ıamos ter resolvido o exemplo anterior utilizando o m´todo gr´fico que veremos de seguida: e a Exemplo 4. ca Exerc´ ıcio 4. Defina-se 1 Ca = {(x. TEOREMAS DA FUNCAO INVERSA E DA FUNCAO IMPL´ ¸˜ ¸˜ ICITA 1 0. conjunto de n´ ıvel de f2 . praticamente imposs´ e ıcil ıvel.3 Demonstre a proposi¸˜o anterior. b) ´ a a existe no m´ximo uma pr´-imagem. No entanto. a fun¸˜o ´ injectiva sse para qualquer par (a. como podemos verificar no exemplo seguinte. e co a e a pelo menos directamente. utilizando apenas argumentos de natureza geom´trica. e 1 2 2. as solu¸˜es v˜o ser a intersec¸˜o das rectas da forma x = o ca co a ca log a ≡ c e x + y = log b ≡ d. ca e Este exemplo sugere que ´ poss´ e ıvel. definido por f2 (x. ca e a Este m´todo. y) = a e Cb . isto ´. 24 de Janeiro de 2000 48 . Queremos mostrar que o sistema ex = a e ex+y = b s´ tem uma solu¸˜o. y) = b.2 Prove que a fun¸˜o identidade de Rn em Rn . ´ injectiva. tal como afirma a pr´xima proposi¸˜o (observe a figura ). n ≥ 4. desenhar estes dois conjuntos.1. 1A pr´-imagem de (a.1. conjunto de n´ ıvel de f1 .4 Decida se a fun¸˜o f (x. y) = b} .1 (para c = d = 1) estas rectas intersectam-se num unico ponto uma vez que n˜o s˜o paralelas.1: Rectas x = 1 e x + y = 1 Exerc´ ıcio 4.5 2 -1 Figura 4. Exerc´ ıcio 4.1. b). y) = (x + y. Graficamente. f : Rn → Rn definida por ca e f (x) = x. o contradom´ ınio de f ´ o conjunto de pontos (a. y) ∈ A : f1 (x. Seja f uma fun¸˜o cont´ ca ca ınua.1. f2 ). f : R2 → R2 . b) ´ o conjunto de todos os pontos x do dom´ e e ınio de f tais que f (x) = (a.1 conclu´ a e ımos que a fun¸˜o ´ injectiva. b) ∈ R2 . x2 + y 2 ) ´ ou n˜o injectiva. b). b > 0 um ponto no contradom´ ınio de f .1 ca Seja f : A ⊂ R2 → R2 (f = (f1 . para cada par (a. o conjunto Ca ∩ Cb tiver no m´ximo ca e a um elemento.5 -0.2 Seja (a. Como se pode ver na figura 4. sendo a e b reais fixos. n˜o ´ f´cil de aplicar. e verificar a injectividade de uma fun¸˜o. Suponhamos que queremos estudar a injectividade de f bem como caracterizar o seu contradom´ ınio. nalguns casos particulares ainda ´ poss´ e ıvel utilizar ideias semelhantes. 1 2 Consideremos Ca . definido por f1 (x. b) com a. como para cada par (a.1. b) ∈ R2 tais que Ca ∩ Cb = ∅.5 0. f2 )) uma fun¸˜o cont´ ca ınua. Podemos (em princ´ ıpio). o ca Proposi¸˜o 4. Ent˜o: a 1 2 1.CAP´ ITULO 4. visto que o co a desenho de superf´ ıcies em R3 ´ bastante dif´ e em Rn . com f = (f1 . no caso mais geral de fun¸˜es com mais de 2 vari´veis. y) ∈ A : f2 (x. Assim. sendo bastante geral para o caso de fun¸˜es de R2 → R2 . y) = a} 2 e Cb = {(x.

x + y + z. INVERTIBILIDADE DE FUNCOES ¸˜ T -1 f |T f |T -1 f |S f |S S linhas de nível de f2 linhas de nível de f1 Figura 4. Justifique que o contradom´ ca ınio de T ´ Rn sse T ´ injectiva numa vizinhan¸a de 0 sse T ´ invert´ e e c e ıvel. No entanto a restri¸˜o a S ou a T ´ injectiva. 0. Desta observa¸˜o conclu´ ca ımos imediatamente que f n˜o pode ser injectiva. Mostremos que ela n˜o ´ injectiva. Esta ca recta. 49 24 de Janeiro de 2000 . b. a A complexidade de exemplos como os anteriores n˜o ocorre para transforma¸˜es lineares.1.1. As curvas de n´ ıvel de f1 e f2 intersectam-se em dois pontos pelo que (f1 . b = c = 0 e a > 0. f2 ) n˜o ´ injectiva. a e ca e Exemplo 4. z) = (x2 + y 2 + z 2 . c) um ponto no contradom´ a e ınio de f .5 Seja T uma transforma¸˜o linear de Rn em Rn . intersecta qualquer esfera centrada na origem em dois pontos distintos.3 Consideremos a fun¸˜o f : R3 → R3 definida por ca f (x.1) (a equa¸˜o x + y + z = 0 define um plano que intersecta o plano x − y = 0 numa recta). 0) tem como solu¸˜o os pontos que est˜o na intersec¸˜o da esfera centrada na origem definida por ca a ca x2 + y 2 + z 2 = a (note que esta equa¸˜o define uma esfera pois a > 0) com a recta definida por ca x+y+z =0 x−y =0 (4. z) = (0. y.1).4. A equa¸˜o ca f (x.2: O m´todo gr´fico para analisar invertibilidade de aplica¸˜es de R2 em R2 e invertibilidade e a co local versus invertibilidade global. z) = (a. que passa pela origem ((x. Podemos tomar. Seja (a. 0. Nesse a co caso a injectividade local garante invertibilidade global. y. por exemplo.1. Exerc´ ıcio 4. 0) satisfaz o sistema 4. y. x − y).

TEOREMAS DA FUNCAO INVERSA E DA FUNCAO IMPL´ ¸˜ ¸˜ ICITA A pr´xima proposi¸˜o relaciona a injectividade com a possibilidade de invertermos uma fun¸˜o. y) = (xy. cont´ ınua. 1] → [π. 2x2 + y 2 ). f : R2 → R definida por f (x. y) = (x2 + 2y 2 . e Exerc´ ıcio 4. 2π].1 Exerc´ ıcios Suplementares Exerc´ ıcio 4. 1[ ´ injectiva e determine o e Exerc´ ıcio 4. Se f for injectiva. Dˆ um exemplo de uma fun¸˜o mon´tona n˜o injectiva. Prove que f ´ estritamente mon´tona sse for e o injectiva. f : R2 → R2 definida por f (x.1. Tamb´m ca e a e sabemos que o contradom´ ınio de f ´ o intervalo [−1.1.13 Mostre que a fun¸˜o f (v) = ca seu contradom´ ınio. y) = ex/y . f : {(x.1. o a e Exerc´ ıcio 4. y) = x2 + y 2 . 1] pelo que a inversa ser´ uma fun¸˜o f −1 : e a ca ´ a A ⊂ [−1. ou seja o conjunto f (A) = {y ∈ B : y = f (x).1. Exerc´ ıcio 4.14 Mostre que uma fun¸˜o real de vari´vel real par nunca ´ injectiva. ca Sabemos que neste intervalo a fun¸˜o cos ´ injectiva (desenhe o gr´fico do coseno!). x2 + y 2 . π].4 Vamos calcular a inversa da fun¸˜o f : [π. Seja f : R → R uma fun¸˜o estritamente mon´tona. 4.10 1. √ v 1−v 2 com v ∈ ] − 1.8 Mostre que a composi¸˜o de fun¸˜es injectivas ´ uma fun¸˜o injectiva. A fun¸˜o arccos x ´ a inversa do coseno mas no intervalo [0. ca a e 24 de Janeiro de 2000 50 .CAP´ ITULO 4. A esta fun¸˜o g chama-se inversa de f e designa-se por ca f −1 .12 Seja f : R → R. e ca ca Exerc´ ıcio 4. Nota: A fun¸˜o inversa ter´ como dom´ ca a ınio a imagem por f de A.7 Diga se as seguintes fun¸˜es s˜o ou n˜o injectivas: co a a 1. ca o e 2.2 ca Seja f uma fun¸˜o de A ⊂ Rn em B ⊂ Rn . 4.1. e ca o a 3. 2π] → R definida porf (x) = cos x.1.1. a o Exerc´ ıcio 4. Dˆ um exemplo de uma fun¸˜o n˜o mon´tona injectiva. a a e Exemplo 4.1.11 Prove que uma fun¸˜o real de vari´vel real mon´tona mas n˜o estritamente ca a o a mon´tona n˜o ´ injectiva. E f´cil ca e −1 verificar que a inversa de f ´ dada por f (y) = 2π − arccos y. x ∈ A} e n˜o o conjunto B a n˜o ser que f seja sobrejectiva (isto ´ f (A) = B). existe uma fun¸˜o g : f (A) ⊂ B → A ca ca tal que (g ◦ f )(x) = x para todo o x ∈ A. ca co e ca Exerc´ ıcio 4. onde fn : [(n − 1/2)π. y) ∈ R2 : y = 0} → R+ × R+ definida por f (x.1.6 Calcule a inversa da fun¸˜o fn (x) = sen x. (n + 1/2)π] → ca R. x2 − y 2 ). f : R2 → R2 definida por f (x.1. Justifique que f ´ injectiva. 3.9 Dˆ uma condi¸˜o para que uma transforma¸˜o linear de Rn → Rn seja injectiva. o ca ca Proposi¸˜o 4. Dˆ um exemplo de um conjunto A ⊂ R e de uma fun¸˜o f : A → R cont´ e ca ınua tal que f n˜o seja mon´tona mas seja injectiva. 2.1. e ca a o Exerc´ ıcio 4.1.

1. e a 51 24 de Janeiro de 2000 . y) = (x cos y. y. b > 0. f (1.9 A equa¸˜o Ax = y tem solu¸˜o unica em Rn sse det A = 0. as curvas de n´ definidas por ıvel 2 2 = a s˜o as rectas definidas por a √ x = ay e as curvas definidas por x + y = b s˜o circunferˆncias de raio b.12 Recorde o que fez no exerc´ anterior e utilize as propriedades das fun¸˜es cont´ ıcio co ınuas. Repare que para a. a e Exerc´ ıcio 4.1.18 Mostre que se uma fun¸˜o f : Rn → Rn verificar para todos os pontos x. e o a 2. Mostre que ela ´ injectiva. e 4. e 4. o 4. 4. 3.1.10 1. y) ∈ R2 : x > 0. Por exemplo f (x) = 1/x para x ∈ R \ {0}.1.4.7 Sugest˜es para os exerc´ o ıcios x y 1.16 Consideremos a fun¸˜o f : R3 → R+ × R2 definida por ca f (x. 0) = f (0. Determine se a restri¸˜o de f a R+ × R+ × R+ ´ ou e ca e n˜o injectiva.2 4. (x + y)3 . Exerc´ ıcio 4. x sen y) ´ injectiva e determine a sua inversa.1.1. (x + y − z)2n+1 . c > 0 ent˜o f ´ injectiva.1.11 Escreva a defini¸˜o de fun¸˜o estritamente mon´tona e compare com a defini¸˜o de fun¸˜o ca ca o ca ca mon´tona.17 Considere a fun¸˜o f : R3 → R3 definida por ca f (x. Repare que para a. as curvas de n´ definidas por xy = a s˜o hip´rboles bem como ıvel a e as definidas por x2 − y 2 = (x + y)(x − y) = b s˜o tamb´m hip´rboles. a Exerc´ ıcio 4. a e 2.1. Determine se ela ´ injectiva. b = 0. (x − y)4n+3 ) para n ∈ N. Por exemplo f (x) = 1 para x ∈ R.1. (x − y)5 .8 f (g(x)) = f (g(y)) ⇒ g(x) = g(y) ⇒ x = y.1.1. 4. para alguns p. z) = ex+z .13 A fun¸˜o ´ estritamente crescente e portanto injectiva. a e e 3. O seu contradom´ ca e ınio ´ R. f (0) = 0. ca ca ´ 4. 0 ≤ y < 2π} → R definida por ca f (x.19 Prove que a fun¸˜o f : {(x.15 Mostre que uma fun¸˜o real de vari´vel real diferenci´vel ´ injectiva se a sua ca a a e derivada for sempre positiva ou sempre negativa. e Exerc´ ıcio 4.1. e a e 4.1. Tente descobrir geometricamente porque ´ que f n˜o ´ injectiva.1.14 Se f ´ par ent˜o f (x) = f (−x). ıvel a 4. Ambas as curvas de n´ s˜o elipses. f ´ estritamente mon´tona sse x < y ent˜o f (x) < f (y) ou f (x) > f (y). 1). z) = (4x2 + y 2 + 2z 2 . INVERTIBILIDADE DE FUNCOES ¸˜ Exerc´ ıcio 4. 4. y.1. y ca f (x) − f (y) ≥ c x − y p .

18 Se f (x) = f (y) temos 0 ≥ f (x) − f (y) ≥ c x − y p o que implica x = y.1 Seja E um espa¸o vectorial real ou complexo.4). y 3 . Continua a valer nesta situa¸˜o a observa¸˜o feita para normas em Rn ca ca de que todas estas normas s˜o equivalentes. x + y.j=1. ca 1. Para tal necessitaremos do Lema 4. Para isso introduzimos a Defini¸˜o 4. z) = (a. y. z) → (x + z..1? ca 24 de Janeiro de 2000 52 .1. e Este resultado ainda n˜o tem a forma pretendida. 4. Quais s˜o as melhores contantes na equivalˆncia entre as normas de matrizes mencionadas a e na defini¸˜o 4.1 (Norma de aplica¸˜es lineares e de matrizes) Seja L : Rn → Rm uma ca co aplica¸˜o linear. Ideia da demonstra¸˜o. Seja g(t) = (F (x) − F (y)) · F (tx + (1 − t)y).1 s˜o normas co ca a nesta acep¸˜o geral. Se ambas as fun¸˜es forem injectivas f tamb´m ser´. a e a 4. y.1. Designe-se K = R ou K = C c conforme o caso. ca e o 4. Aplique-se o teorema e ca do valor m´dio a g no intervalo [0. Verifique que as normas de aplica¸˜es lineares e matrizes da defini¸˜o 4. TEOREMAS DA FUNCAO INVERSA E DA FUNCAO IMPL´ ¸˜ ¸˜ ICITA 4. Uma fun¸˜o η : E → R diz-se uma norma em E se verifica as propriedades ca enumeradas na defini¸˜o 2. z 5 ). 4. ca co e a Alternativamente poder´ aplicar o m´todo gr´fico.19 Repare que a inversa pode ter de ser escrita “por ramos” (veja o exemplo 4. Definimos a norma de L como sendo ca L ≡ sup x =1 L(x) .1. b. c) est˜o sobre a intersec¸˜o de um elips´ide com co ca a ca o dois planos.1] DF (tx + (1 − t)y)(x − y) .1. em particular ao iniciar o estudo do teorema da fun¸˜o inversa.15 Se a derivada for sempre positiva ou sempre negativa a fun¸˜o ´ mon´tona.1.1.13).1 (Teorema do valor m´dio) e Seja F : U ⊂ Rn → Rm uma fun¸˜o de classe C 1 (S).2. isto ´. x − y) ca e ca ca com a fun¸˜o (x. y.16 Repare que a fun¸˜o ´ a composi¸˜o da transforma¸˜o linear (x. estimar disa ca tˆncias no contradom´ a ınio de uma fun¸˜o em termos de distˆncias no dom´ ca a ınio. estimar e F (x) − F (y) em termos de x − y . Mais uma vez recorremos ao teorema do valor m´dio para fun¸˜es escalares ca e co atrav´s de uma fun¸˜o auxiliar.2. em que LA ´ a aplica¸˜o linear definida canonicamente pela matriz A via LA (x) = Ax..CAP´ ITULO 4. 1] e estime-se usando a desigualdade de Cauchy-Schwarz.1.1. O problema seguinte formaliza isso de alguma forma. y ∈ S e tais que o segmento de ca recta que une x a y est´ contido em S.2 Teorema do valor m´dio para fun¸˜es vectoriais e co Vai ser necess´rio.. 3. Seja A ∈ Mm×n . ca 2. Definimos a norma de A atrav´s de e A = LA . 4. z) → (ex .2.2..17 As solu¸˜es da equa¸˜o f (x. Verifique que quaisquer duas normas num espa¸o vectorial de dimens˜o finita s˜o equivalenc a a tes (adapte o enunciado e solu¸˜o do exerc´ ca ıcio 2. a Problema 4.j |aij | a em que A = (aij )i.1 substituindo Rn ↔ E e x ∈ R ↔ x ∈ K.n . Sejam x.2. Ent˜o a a F (x) − F (y) ≤ sup t∈[0. Por vezes e ca √ consideraremos outras normas para matrizes reais como A 2 = tr AT A ou A ∞ = m´xi.

a a a e Problema 4. Considere-se F (x) ≡ Ax + b. diferenci´vel e se a −1 −1 g ≡ (f |V ) temos g (y0 ) = [f (x0 )] . fechado e convexo2 .3. supondo f unicamente diferenca ci´vel em vez de C 1 desde que suponhamos que f mant´m o seu sinal num intervalo J contendo a e x0 . b[) . co e e dado um ponto x0 no dom´ ınio de F estabelece-se a existˆncia de vizinhan¸as V de x0 e W de e c F (x0 ) e de uma fun¸˜o G : W → V tal que para todo o x ∈ V temos G(F (x)) = x. 53 24 de Janeiro de 2000 . a f (x0 ) = 0. a e ıvel 2 Um subconjunto de um espa¸o vectorial diz-se convexo se cont´m qualquer segmento de recta definido por um c e par dos seus pontos. y ∈ Rn . isto ´. a t∈[0. pode verificar que para a fun¸˜o g : R → R2 ca definida por g(t) = (cos t. o 4. Tais objectivos s´ s˜o exequ´ o a ıveis sob condi¸˜es particulares e desde que entendamos a existˆncia de inversa num sentido local.2) Mais geralmente se F ∈ C 1 (K).2.1 (Caso linear) Suponha-se que A ∈ M.3) em que x. f |V .3. com K um conjunto limitado.2. avaliar da regularidade de tal fun¸˜o ca e ca ca ca e relacionar a derivada da inversa com a derivada de F .3 Seja A ∈ Mn×n e LA a aplica¸˜o linear definida canonicamente por A como ca definido anteriormente. a < x0 < b. F −1 ´ diferenci´vel e (DF )−1 = A−1 . Nesta situa¸˜o podemos abdicar de alguma regularidade de f .3.3) ´ sol´vel se e s´ se det A = 0 e nesse caso podemos obter explicitamente a e u o x = A−1 (y − b) ≡ F −1 (y). e a Exemplo 4. Com efeito. b[ → R. f ∈ C 1 (]a. e b ∈ Rn . Nota-se que ca s˜o casos particulares j´ conhecidos os seguintes: a a Exemplo 4.1] Ambos os m´ximos atr´s referidos s˜o finitos (porquˆ?). y0 ≡ f (x0 ). Note-se que neste caso DF = A.1 vale o F (x) − F (y) ≤ m´x DF (tx + (1 − t)y) x − y . Assim a restri¸˜o de f a V .1] (4. TEOREMA DA FUNCAO INVERSA ¸˜ Corol´rio 4.2 (Dimens˜o 1) Seja f : ]a.2 a Sob as mesmas hip´teses do lema 4.2. Ent˜o f mant´m o seu sinal numa vizinhan¸a V de x0 e consequentemente f ´ a e c e estritamente mon´tona em V . Obtenha uma express˜o para o valor de LA em termos dos valores a pr´prios de AT A. ´ invert´ o ca e ıvel. a garantia de existˆncia de uma co e fun¸˜o que nos dˆ x em fun¸˜o de y satisfazendo a equa¸˜o. 2π[ tal que g(2π) − g(0) = Dg(θ)(2π) embora a a desigualdade 4.3 Teorema da Fun¸˜o Inversa ca Em primeira aproxima¸˜o o teorema da fun¸˜o inversa diz respeito ` resolu¸˜o de sistemas de ca ca a ca equa¸˜es n˜o lineares da forma co a F (x) = y (4.2. ent˜o para a todos os x. Podemos ent˜o concluir que f ´ invert´ em J.2. Pretende-se obter. Ent˜o o sistema (4. em que M designa as matrizes reais n × n. sob condi¸˜es apropriadas. y ∈ K temos |F (x) − F (y)| ≤ m´x DF (tx + (1 − t)y) x − y . a t∈[0.2 Conv´m notar que n˜o existe uma vers˜o do teorema do valor m´dio para fune a a e co ¸˜es vectoriais an´loga ` conhecida para fun¸˜es escalares e que envolva uma igualdade da forma a a co f (b) − f (a) = Df (a + θ(b − a))(b − a). sen t) n˜o existe θ ∈ ]0.4. Problema 4.

a que corresponde. ex sen y).1 para constatar que a generaliza¸˜o ca do teorema da fun¸˜o inversa que procuramos n˜o ter´ entre as suas hip´teses DF (x0 ) = 0 por ca a a o esta hip´tese n˜o ser suficiente para garantir invertibilidade.3. antes de iniciar a discuss˜o do teorema propriamente dito conv´m ca a e notar algus factos elementares. O caso linear sugere fortemente que o a uma hip´tese a considerar seja DF (x0 ) invert´ e. 0 k k−1 Convencionamos que Ty ≡ Ty e Ty ≡ Ty ◦ Ty .1 Experimente aplicar o algoritmo descrito ao problema de determinar zeros de f (x) = x − x2 come¸ando com x0 = 1/2. ´ dada por e k G(y) = lim Ty (x0 ).3. a e O dom´ ınio de Ty ser´ uma vizinhan¸a V de x0 e y ∈ W uma vizinhan¸a de y0 ≡ F (x0 ). No entanto. a a) Verifique a rela¸˜o (DF )−1 = D(F −1 ). Existem pelo menos duas hip´teses naturais para e a o a escolha de Ty via a substitui¸˜o de F por uma sua aproxima¸˜o linear e resolu¸˜o do sistema ca ca ca linear correspondente: −1 Ty (x) = x + DF (x) (y − F (x)) (4. Designaremos tal sucess˜o por (xi )i∈N e a aplica¸˜o e a a ca que associa a cada termo da sucess˜o o termo seguinte por Ty .3. Pretendemos provar que a inversa local. Tais a c c vizinhan¸as ser˜o escolhidas suficientemente pequenas de maneira a a´ se verificarem condi¸˜es que c a ı co garantam a convergˆncia da sucess˜o (xi )i∈N . dado um ponto existe uma vizinhan¸a tal que a restri¸˜o da fun¸˜o a essa c ca ca vizinhan¸a ´ invert´ c e ıvel. e Embora a primeira possa parecer mais natural a segunda tem a vantagem de n˜o ser necess´rio ter a a de controlar a varia¸˜o da derivada DF (x) o que permitir´ alguma simplifica¸˜o do argumento 5 . Basta ter em conta o caso linear descrito no exemplo 4.3.CAP´ ITULO 4. Uma forte sugest˜o de que o ıvel e a assim ser´ decorre tamb´m do seguinte problema a e Problema 4.3. a A importˆncia do teorema da fun¸˜o inversa vai decorrer n˜o s´ do resultado em si mas tamb´m a ca a o e dos m´todos a aplicar na demonstra¸˜o serem suscept´ e ca ıveis de generaliza¸˜o a outras ´reas de ca a Matem´tica4 . conhecido por m´todo ca o e e e e e de Newton.1 Considere a aplica¸˜o3 R2 (x. de facto.6) k→∞ Exerc´ ıcio 4. Por isso vamos dedicar algum tempo a motivar e descrever as principais ideias da a sua demonstra¸˜o. ca a ca Consideramos ent˜o que Ty est´ definida por (4.5) com x e y em vizinhan¸as a especificar de x0 a a c e y0 .2 Considere uma fun¸˜o F definida num aberto. 4 Para a maioria dos alunos tais exemplos ser˜o encontrados ao estudar An´lise Num´rica e Equa¸˜es Diferenciais a a e co Ordin´rias. isto ´ Ty (xi−1 ) = xi para i ∈ N.4) ou Ty (x) = x + DF (x0 ) −1 (y − F (x)).5) O significado de cada uma destas duas escolhas ´ ilustrado para o caso unidimensional na figura 4. ca b) Verifique que se F ∈ C 1 ent˜o F −1 ∈ C 1 . assim ´. diferenci´vel e que possui inversa ca a diferenci´vel. A ideia base consiste na constru¸˜o da inversa local atrav´s dum limite de aproxima¸˜es suca e co cessivas sendo cada aproxima¸˜o constru´ atrav´s da resolu¸˜o dum problema linear em que um ca ıda e ca dos dados ´ o termo anterior da sucess˜o. (4. pois evita recalcular e inverter uma matriz em cada itera¸˜o ca C 3 Verificaremos 24 de Janeiro de 2000 54 . TEOREMAS DA FUNCAO INVERSA E DA FUNCAO IMPL´ ¸˜ ¸˜ ICITA A segunda parte do exemplo anterior deve ser contrastado com Problema 4. G. a 5 A op¸˜o pela segunda hip´tese ´ tamb´m natural do ponto de vista do m´todo num´rico. y) → (ex cos y. E com x0 = 4? c mais tarde que se identificarmos R2 a C da maneira habitual esta aplica¸˜o ´ simplesmente ca e z → ez . Verifique que o deterca minante da matriz jacobiana desta fun¸˜o mant´m o sinal em R2 e no entanto a fun¸˜o n˜o ´ ca e ca a e invert´ ıvel. No entanto. (4.

z ∈ V e todo o a ca y∈W Ty (x) − Ty (z) ≤ ρ x − z .7) 6 Nestas condi¸˜es diz-se que a s´rie ´ absolutamente convergente. a 3.3 Seja k=1 xk uma s´rie de termo geral em Rn . os passos essenciais da demonstra¸˜o do teorema da fun¸˜o inversa s˜o: ca ca a 1. Resumindo. Claro que uma hip´tese necess´ria para que estas ideias funcionem ser´ exigir que DF (x0 ) seja o a a invert´ ou de forma equivalente que o determinante da matriz jacobiana em x0 seja n˜o nulo. Isto equivale a exigir e e e que xj+1 − xj ≤ ρ xj − xj−1 para alguma constante ρ. e a e e +∞ +∞ k=1 Para provar a convergˆncia da s´rie j xj −xj−1 tentaremos estabelecer condi¸˜es que garantem e e co que o seu termo geral ´ majorado pelo de uma s´rie geom´trica convergente.3.4.3. o e ca Finalmente verificar-se-´ a regularidade da inversa local constru´ a ıda. co e e 55           x2   x1 x0 ¡ y ¡ ¡ y0 ¡ y0 y x2 x1 x0 xk 24 de Janeiro de 2000 . Ora xj+1 − xj = Ty (xj ) − Ty (xj−1 ) pelo que tal objectivo estar´ garantido se a aplica¸˜o Ty verificar para todo o x.6 existe e s´ depois que o limite ´ a solu¸˜o pretendida. Mostrar que a inversa local ´ de classe C 1 . Para isso iremos utilizar Problema 4. com 0 ≤ ρ < 1. Prove que se a s´rie e e ´ convergente em R ent˜o a s´rie ´ convergente6 . Mostrar que a sucess˜o de aproxima¸˜es sucessivas (xk )k∈N ´ convergente. ıvel a Primeiro verificaremos que o limite em 4. (4. Mostrar que o limite da sucess˜o define uma inversa local.3: Duas hip´teses para a determina¸˜o de ra´ o ca ızes de uma equa¸˜o n˜o linear por itera¸˜es ca a co sucessivas. Tal permite reduzir o estudo da convergˆncia da sucess˜o ao estudo da convergˆncia da s´rie e a e e xj − xj−1 . e Comecemos ent˜o por tentar provar que a sucesss˜o de aproxima¸˜es sucessivas ´ convergente. TEOREMA DA FUNCAO INVERSA ¸˜ Figura 4. a a co e Tal ser´ feito ` custa de um desenvolvimento “telesc´pico” dos termos da sucess˜o da seguinte a a o a forma i xi = x0 + j=1 (xj − xj−1 ). a co e 2.

Ter´ a a e ıamos ent˜o tamb´m Ty (x) = Ty (z). Notando que DH(x0 ) = 0 e usando a continuidade das derivadas parciais de F . podemos escolher tamb´m y−F (x0 ) < r de maneira a M r < /3. Ainda n˜o prov´mos que numa vizinhan¸a suficientemente pequena de x0 a fun¸˜o F ´ injectiva. se estabelecermos que a inversa local ´ diferenci´vel com derivada dada por DG(F (x)) = (DF (x))−1 . a a c ca e A n˜o injectividade corresponderia ` existˆncia de x. Isto completar´ a justifica¸˜o da a ca convergˆncia da sucess˜o de aproxima¸˜es sucessivas.7). Note-se que.CAP´ ITULO 4. o a 3 Notamos tamb´m que G(y) satisfaz F (G(y)) = y se Ty (G(y)) = G(y). Assim x − z = Ty (x) − Ty (z) ≤ ρ x − z com 0 < ρ < 1. Provamos agora que os termos das sucess˜es e os seus limites pertencem ` vizinhan¸a V de o a c x0 desde que W e V sejam escolhidas suficientemente pequenas. e 3 Logo todos os termos das sucess˜es e os seus limites estar˜o em B 2 (x0 ) ⊂ B (x0 ) ≡ V . conclu´ ımos que podemos fazer M α < 1 desde que V seja suficientemente pequena (uma bola com raio suficientemente pequeno B (x0 )). em que M = DF (x0 )−1 e na ultima passagem usou-se o teorema do valor m´dio aplicado ` ´ e a fun¸˜o H(x) = F (x) − DF (x0 )(x − x0 ) sendo α = supx∈V DH(x) e exigindo que V seja ca convexa (uma bola). Para isso estimamos e a co Ty (x) − x0 = x − x0 + DF (x0 )−1 (y − F (x0 ) + F (x0 ) − F (x)) ≤ DF (x0 )−1 (y − F (x0 )) + x − x0 + DF (x0 )−1 (F (x0 ) − F (x)) ≤ M y − F (x0 ) + M (F (x0 ) − F (x)) − DF (x0 )(x0 − x) ≤ M y − F (x0 ) + M α x0 − x de oonde podemos concluir que. a continuidade e a de DF mais a f´rmula expl´ o ıtica para a matriz jacobiana de G estabelecem que DG ∈ C 17 . para a e x. e ıvel a Resta agora estabelecer propriedades da inversa local. TEOREMAS DA FUNCAO INVERSA E DA FUNCAO IMPL´ ¸˜ ¸˜ ICITA x0 ¢ (f|V ) –1 Figura 4. o que ´ imposs´ a n˜o ser que x = z. donde Ty (x)−x0 < 2 . Esta ultima igualdade e ´ decorre da continuidade de Ty que por sua vez decorre da desigualdade (4.4: Algumas das conven¸˜es na demonstra¸˜o do teorema da fun¸˜o inversa. co ca ca Com efeito Ty (x) − Ty (z) = x − z − DF (x0 )−1 (F (x) − F (z)) = DF (x0 )−1 (F (x) − F (z) − DF (x0 )(x − z)) ≤ M (F (x) − F (z) − DF (x0 )(x − z)) ≤ Mα x − z . Assim G satisfaz F (G(y)) = y. x = z tais que F (x) = F (z) = y. A 7 De forma an´loga se F ∈ C k ent˜o G ∈ C k com k ≥ 2 ou k = ∞ a a 24 de Janeiro de 2000 56 ¡ V   U f W y0 . z. z ∈ B (x0 ). se escolhermos > 0 de maneira a que x0 −x < garanta M α < 1/3.

Consequentemente. convencionando F (x) = y e x = x0 . Quanto ` primeira destas quest˜es observamos que a o x − x0 1 x − x0 = ≤ y − y0 DF (x0 )(x − x0 ) + o( x − x0 ) 2 DF (x0 ) Ax x −1 o( x−x0 ) x−x0 em que no ultimo passo escolheu-se x numa vizinhan¸a de x0 de forma a termos ´ c 1 2 DF (x0 ) n −1 ≤ e usou-se a estimativa ≥ v´lida para um operador linear n˜o singular a a A : R → R (demonstre-a!). a Conv´m acentuar que o teorema da fun¸˜o inversa n˜o garante invertibilidade global e n˜o ´ e ca a a e suscept´ de ser melhorado nesse sentido devido a exemplos como o do problema 4. Adicionalmente se F ∈ C k (U ) com k ∈ N ou k = ∞ ent˜o G ∈ C k (W ). 0)} → R2 definida por ca f (x.3.3.3.1 (Fun¸˜o Inversa) ca Seja F : U ⊂ Rn → Rn uma fun¸˜o de classe C 1 (U ) em que U ´ um aberto e seja x0 ∈ U tal que ca e DF (x0 ) ´ n˜o singular. y 2 − x2 . k por indu¸˜o obt´m-se que Ty (x0 ) − x0 < para todo o k ∈ N e por passagem ao limite ca e G(y) − G(y0 ) < . isto ´. Provou-se assim: n 1 A−1 Teorema 4.1. Quanto ` continuidade de G em y0 deixamos ao cuidado do leitor a estabelecer que estimativas j´ obtidas permitem afirmar que dado > 0 existem com 0 < < a e r > 0 tais que y − y0 < r e x − x0 < implicam Ty (x) − x0 < . −1 iii) a derivada da fun¸˜o G = F|V no ponto y = f (x) verifica ca D(G)(y) = (DF (x))−1 .4. ıvel Exemplo 4. O seu jacobiano8 ´ dado por e det 8 Jacobiano ∂f1 ∂x ∂f2 ∂x ∂f1 ∂y ∂f2 ∂y = det y x = 2(x2 + y 2 ). −2x 2y ´ uma abreviatura de determinante da matriz jacobiana. TEOREMA DA FUNCAO INVERSA ¸˜ unicidade local da inversa permite limitarmo-nos a analisar a diferenciabilidade em y0 = F (x0 ). Demonstrar a diferenciabilidade de G em y0 com derivada DF (x0 )−1 corresponde a mostrar que E/ y − y0 → 0 quando y → y0 o que a desigualdade anterior permite reduzir a mostrar que x−x0 e c e ınua em x0 (o que garante que y−y0 ´ limitado para x numa vizinhan¸a de x0 e que G ´ cont´ E/ x − x0 → 0 quando y → y0 ). e 57 24 de Janeiro de 2000 . para todo o x ∈ V ou todo o y ∈ W . a −1 ii) G = F|V ∈ C 1 (W ). Para tal. Ent˜o a i) existem vizinhan¸as V de x0 e W de F (x0 ) tais que F ´ uma bijec¸˜o de V sobre W e portanto c e ca −1 F|V : W → V est´ bem definida. considera-se E ≡ G(y) − G(y0 ) − DF (x0 )−1 (y − y0 ) = x − x0 − DF (x0 )−1 (F (x) − F (x0 )) = x − x0 − DF (x0 )−1 (DF (x0 )(x − x0 ) + o( x − x0 )) = − DF (x0 )−1 (o( x − x0 )) ≤ DF (x0 )−1 o( x − x0 ) .3. y) = xy. e a e det DF (x0 ) = 0.3 Consideremos a fun¸˜o f : R2 \ {(0.

o teorema da fun¸˜o inversa garante a invertibilidade local desta fun¸˜o. Exemplo 4. ∂y Diferenciando a identidade 4. (4.4 Seja f (x) = x + x2 . sen θ) ´ localmente mas n˜o e a globalmente injectiva ( n˜o utilize o teorema da fun¸˜o inversa para provar injectividade local mas a ca sim um racioc´ ınio ad hoc). O exemplo c ea seguinte ilustra este facto: Exemplo 4. 0)} → R2 definida por f (x. e a Exerc´ ıcio 4. TEOREMAS DA FUNCAO INVERSA E DA FUNCAO IMPL´ ¸˜ ¸˜ ICITA Como este valor ´ sempre positivo (notemos que a origem foi exclu´ do dom´ e ıda ınio).8 obtemos ∂2g ∂g ∂2g (y) + 2 (y)2 2g(y) 2 (y) = 0 2 ∂y ∂y ∂y de onde se tira ∂2g (0) = −2. ∂f −1 ∂f −1 f (y) (y) = 1. ent˜o ´ poss´ calcular todas ca a e ıvel as derivadas de f −1 no ponto y = f (x) usando o m´todo seguinte: e Consideremos a identidade f f −1 (y) = y.4 Calcule a inversa da fun¸˜o f (x) = x + x2 e confirme o resultado do exemplo ca anterior. todas as derivadas de f −1 at´ ` ordem m. pela regra da deriva¸˜o da fun¸˜o a ca ca composta. Derivando ambos os membros da express˜o anterior obtemos. gra¸as ` garantia de diferenciabilidade numa ca e c a vizinhan¸a.3 Mostre que f : R → R2 definida por f (θ) = (cos θ. ∂y 2 (4. 1) = f (−1. a existˆncia da inversa ca a o co e de uma fun¸˜o f .5 Seja f : R → R uma fun¸˜o C ∞ .2 Seja f : R2 \ {(0. O teorema da fun¸˜o inversa n˜o s´ garante.3.3.CAP´ ITULO 4. −1) e logo ca ca a fun¸˜o n˜o pode ser globalmente invert´ por n˜o ser injectiva. Diferenciando a identidade anterior obtemos ∂g ∂g (y) + 2g(y) (y) = 1. ∂y ∂y Portanto em y = 0 temos ∂g (0) = 1. Ent˜o temos g(0) = 0 e c a f (g(y)) = g(y) + g(y)2 = y. O teorema da fun¸˜o inversa garante que f ´ invert´ ca e ıvel numa vizinhan¸a de x = 0. Se f (x) = 0.9) ∂x ∂y Da equa¸˜o anterior obtemos ca ∂f −1 (y) = ∂y 24 de Janeiro de 2000 ∂f ∂x 1 . como tamb´m permite calcular.8) Exerc´ ıcio 4. Seja g a inversa de f . ca a ıvel a Exerc´ ıcio 4. o grau de diferenciabilidade de f . em determinadas condi¸˜es.3.3. y) = (xy. y 6 − x6 ) Mostre que f ´ localmente injectiva mas n˜o globalmente injectiva. No entanto f (1.3. (f −1 (y)) 58 .

6 Seja f : R2 → R2 a fun¸˜o dada por ca f (x.3. v) = (1. 1 −1 1 + 3x2 y − y 1 + 4x3 ch y 1 + x3 − x . obtendo ∂f −1 (y) ∂y 2 ∂ 2 f −1 f (y) ∂x2 de onde conclu´ ımos + ∂f −1 f (y) ∂x 2 + ∂ 2 f −1 (y) = 0. v) com (u. 0) e verificando c −1 ∂f1 ∂u −1 ∂f2 ∂u −1 ∂f1 ∂v −1 ∂f2 ∂v Df −1 (1. 59 24 de Janeiro de 2000 . Prove que f ´ injectiva e portanto a inversa f −1 existe. a a a Exerc´ ıcio 4. y) = xy. Sabemos que f (0. x2 − y 2 . como det Df = −2 = 0 e a fun¸˜o ´ de classe C ∞ existe inversa f −1 = (f1 . Calcule o desenvolvimento de Taylor de f −1 (y). TEOREMA DA FUNCAO INVERSA ¸˜ Para o c´lculo de a ∂ 2 f −1 ∂y 2 (y) derivamos novamente (4.5 Utilizando as ideias do exemplo anterior calcule ∂ 3 f −1 (y). De facto temos c Jf = No ponto (x.0) 1 1 1 −1 −1 = 1/2 1/2 . Assim. y) = x + y + x3 y − xy + 1. sendo f −1 (1. e 2. ∂y 3 Aplicando o exemplo anterior a uma fun¸˜o podemos obter a f´rmula de Taylor de f −1 (y) em ca o torno de um ponto Exerc´ ıcio 4. 0) = = (u.3. 0) = (0. em torno de y = f (0) = 1 at´ ` terceira e a ordem. x − y + x4 ch y . 0).3.3. calculando sucessivamente as diversas derivadas de f −1 podemos desenvolver esta fun¸˜o ca em f´rmula de Taylor em torno do ponto y e portanto. f2 ) tamb´m ca e e ∞ C numa vizinhan¸a de (u.v)=(1. −1 + x4 sh y −1 −1 Assim.9). o c aproxim´-la com precis˜o arbitr´ria. Para o c´lculo de primeiras derivadas da inversa de uma fun¸˜o o teorema da fun¸˜o inversa a ca ca d´-nos uma express˜o expl´ a a ıcita. resolva ent˜o o seguinte exerc´ a a ıcio: Exerc´ ıcio 4.5) para fun¸˜es de Rn em Rn . 1. v) = f (x.4.7 Determine ∂ 2 f −1 ∂u2 (u. 0) obtemos Df (0. 0) = (1. que pode ser aplicada directamente.3.6 Seja f (x) = x + ex . 0). 0). 0) = 1 1 . 1/2 −1/2 Podemos tamb´m aplicar ideias semelhantes `s do exemplo (4. ∂y 2 2 ∂ f −1 (y) ∂f (y) ∂x2 f ∂y ∂ 2 f −1 (y) = − 2 ∂f −1 (y))2 ∂y (f ∂x 2 −1 . Exemplo 4.3. numa vizinhan¸a suficientemente pequena. Podemos facilmente provar que a fun¸˜o f admite inversa local ca definida numa vizinhan¸a do ponto (1. y) = (0. e a co Utilizando um procedimento an´logo.

1). ∂u Exerc´ ıcio 4. e−x+y−2 + x .  .CAP´ ITULO 4.10 Considere o sistema de equa¸˜es n˜o lineares co a u v = x2 y 3 + sen(x + y) − 1. 0) e de (x. x → (sen x. . 0) e de (u. 24 de Janeiro de 2000 60 . pelo que f tamb´m ser´ localmente injectiva. . 0)} ´ localmente mas n˜o ca e a globalmente injectiva f (x. 1) tais que o sistema define c (x. tal que f3π/2 (0) = Exerc´ ıcio 4. Calcule uma inversa local de f . Ent˜o. ∂xin ∂x1  . ca a 1.3. .12 Mostre que a fun¸˜o f : R2 \ {(0. .11 Considere a fun¸˜o real de vari´vel real definida por f (x) = cos x. 1) tais que aquele sistema c define (x. = sen(xy) + x − y + 1. ∂fin ∂fin . Calcule ca a c ∂x (−1. 0). . . Qual a maior vizinhan¸a V do ponto −π/4 tal que f|V ´ injectiva? Calcule a inversa de f c e em V . v) em tais vizinhan¸as. fm (x). a ca e Seja f : Rn → Rm . y) = (0. fin ) a a ca ca ´ localmente injectiva.7 Se car[Df ] = n (isto ´ a caracter´ e ıstica de Df ou seja o n´mero de linhas ou u colunas linearmente independentes de Df for n) ent˜o a fun¸˜o f ´ localmente injectiva. . Calcule uma inversa local de f . in tais que a matriz  ∂f  ∂f 1 i1 .3. como se pode verificar no exemplo seguinte: c˜ Exemplo 4. . . y) = (−1. pelo teorema da fun¸˜o inversa a fun¸˜o g(x) = (fi1 . tal que fπ/2 (0) = π 2. a) Mostre que existem vizinhan¸as de (x. . 3π 2 . . cos x) ´ e 4.9 Considere o sistema de equa¸˜es co u= v= xy + sen(x + y). . 2x2 − 5y 2 ).8 Mostre. f3π/2 . fπ/2 . v) = (−1.  .3. ∂xn ∂x1 tem determinante n˜o nulo. . Exerc´ ıcio 4. v) desde que as vari´veis estejam nessas vizinhan¸as.1 Exerc´ ıcios Suplementares Exerc´ ıcio 4. 2.3. e e a Exerc´ ıcio 4. . ca c b) Calcule a matriz jacobiana da fun¸˜o cuja existˆncia garantiu na al´ ca e ınea anterior no ponto (−1. y Mostre que existem vizinhan¸as de (u. que a aplica¸˜o R ca localmente injectiva. . Se car[Df ] = n no ponto x0 ent˜o existem a ´ ındices i1 .3. com m ≥ n.3. 0)} → R2 \ {(0. TEOREMAS DA FUNCAO INVERSA E DA FUNCAO IMPL´ ¸˜ ¸˜ ICITA Com o teorema da fun¸˜o inversa tamb´m podemos dar uma condi¸˜o de injectividade local ca e ca sobre fun¸oes de Rn → Rm . Existe alguma vizinhan¸a de π na qual a fun¸˜o f seja injectiva? c ca −1 −1 3. com f (x) = (f1 (x). y) = (xy. y) como uma fun¸˜o C 1 de (u.   . . usando o exemplo anterior. v) = (−1.3. . y) como uma fun¸˜o C ∞ de (u. . −1 −1 4. .

3. para x ∈ [−1. para x ∈ [−1. 0] ´ injectiva. y. a e 4. C ⊂ A onde Jf = 0 existe um n´mero finito de u conjuntos abertos Ui tais que C ⊂ ∪Ui e f ´ invert´ em cada Ui . sen(x − y). cos x arccotg y).4.15 Seja f : A → Rn uma fun¸˜o de classe C 1 . 0). e a e Exerc´ ıcio 4. v) desde que as vari´veis estejam nessas vizinhan¸as. ıvel a 4. v) = (−1. 0) mas que n˜o ´ globalmente injectiva.3.14 Considere o sistema de equa¸˜es co u= v= xy + sen(x + y). y) como uma fun¸˜o C 1 de (u. ca e Prove que para cada conjunto compacto C. Jf (x.5 -2 2 4 6 -0.3. definida por ca f (x. z) = (sen(x + y).5: Gr´fico do coseno a Exerc´ ıcio 4. co e 61 24 de Janeiro de 2000 .5 -1 Figura 4. z 3 − z 5 ). y Mostre que existem vizinhan¸as de (u.11 Sugest˜es para os exerc´ o ıcios 1.5. ´ localmente injectiva em torno (0.3. y) = (sen x arccotg y. 1].2 4. y) = 0 para todo o x e y. 1) tais que o sistema define c (x.3. 0. 2.3. Sugest˜o: Utilize o teorema e ıvel a de Heine-Borel. Observe a figura 4. 1]. onde A ´ um conjunto aberto. Calcule ca a c ∂x (−1.5 e repare que a restri¸˜o da fun¸˜o cos x ao intervalo [−π. Exerc´ ıcio 4. TEOREMA DA FUNCAO INVERSA ¸˜ 1 0. f n˜o ´ injectiva. Uma inversa poss´ ser´ arccos x. Prove que 1. 0) e de (x.13 Mostre que a fun¸˜o f : R3 → R3 . ∂u Exerc´ ıcio 4. Utilize a figura 4.16 Considere a fun¸˜o ca f (x. e−x+y−2 + x . 3. y) = (−1. ca ca e 2. Uma inversa nas condi¸˜es requeridas ´ 2π − arccos x.3.

f (x. Por´m.CAP´ ITULO 4. . 1) = f (−1. TEOREMAS DA FUNCAO INVERSA E DA FUNCAO IMPL´ ¸˜ ¸˜ ICITA 4. pelo que f n˜o pode ser injectiva. ca a a 4. Note que a fun¸˜o arccotg n˜o est´ definida na origem. sendo o jacobiano dado por e Jf = − arccotg y .3. 0 1/2 4.3.3.10) de modo a obter y em fun¸˜o de x. . Exerc´ ıcio 4. y) = (xy + sen(x + y). temos y Df (−1.4 Teorema da Fun¸˜o Impl´ ca ıcita f (x. mesmo para express˜es simples. O conjunto de todas estas vizinhan¸as ´ uma cobertura de C. 0) = e a e f (x. sen(x − y)) ´ localmente injectiva numa vizinhan¸a da ca e c origem.15 Como o jacobiano n˜o se anula.3. Portanto. No entanto.4.1 Tente resolver a equa¸˜o ca y + sen y − x = 0 (4. 2 Como o determinante desta matriz ´ n˜o nulo a fun¸˜o ´ localmente invert´ e e a ca e ıvel Df −1 (−1.16 O primeiro resultado obtem-se pelo m´todo usual. c ca e aplicando o teorema da fun¸˜o inversa. e−x+y−2 + x ). 1) = 1/2 0 . nomeadamente y = x = 0. −1) pelo que f n˜o ´ e a e injectiva. 1).14 Definindo f (x. poder´ ca ıamos mostrar a existˆncia de uma fun¸˜o y(x) tal e ca que y(x) + sen(y(x)) − x = 0. 1 + y2 que nunca se anula.3. ´ tamb´m f´cil verificar que numa vizinhan¸a de z = 0 a fun¸˜o z 3 − z 5 ´ injectiva. a fun¸˜o x = y + sen y tem inversa pois ´ injectiva. conhecemos uma solu¸˜o da equa¸˜o 4. 4. para cada ponto existe uma vizinha¸a Ux onde a fun¸˜o a c ca ´ invert´ e ıvel.13 Repare que a fun¸˜o (sen(x + y).10. esta tarefa pode ser extremamente e o dif´ ıcil. Temos tamb´m que f (1. co 24 de Janeiro de 2000 62 . Deste modo o teorema da fun¸˜o inversa ca garante a injectividade local de f .4.2 Confirme as afirma¸˜es anteriores. Aparentemente n˜o existe solu¸˜o expl´ ca a ca ıcita elementar mas nunca se sabe. 0) = 2 0 0 . Para se convencer disto. . Para al´m ca ca e disso numa vizinhan¸a da origem. y. . Frequentemente necessitamos de resolver equa¸˜es na forma co em ordem a x ou y. a 4.12 Temos Df = y x 4x −10y e portanto det Df = −10y 2 − 4x2 = 0 para x. Como este conjunto ´ c e e compacto podemos extrair uma subcobertura finita (pelo teorema de Heine-Borel). e e a c ca e Com estes resultados ´ f´cil provar que f ´ localmente injectiva em torno da origem. Exerc´ ıcio 4. y = 0. y) = 0. 4. y.

0).1 . TEOREMA DA FUNCAO IMPL´ ¸˜ ICITA y   x ¡ B Figura 4.6 em A. ´ poss´ e e ıvel escolher uma vizinhan¸a suficiente c √ pequena desse ponto cuja intersec¸˜o com o conjunto definido pela equa¸˜o verifica y = 1 − x2 ca ca √ ´ ou y = − 1 − x2 . 0). Nesta sec¸˜o estudaremos um teorema que nos d´ condi¸˜es suficientes para se poder resolver ca a co equa¸˜es f (x. Na vizinhan¸a de que pontos em que ´ verificada ´ que esta equa¸˜o define c e e ca y como fun¸˜o de x? Resolvendo a equa¸˜o em ordem a y.4.x2 ¡ y=   . De um ponto de vista de solu¸˜o de equa¸˜es n˜o ca co a lineares. com a solu¸˜o local de equa¸˜es da forma ca ca co y = F (x) em ordem a x.1 .6). uma vez conhecidos pontos x0 e y0 para os quais f (x0 . ca a Comecemos por algumas observa¸˜es ainda n˜o inteiramente precisas para estabelecer um co a primeiro paralelismo entre os dois resultados. 0) e (−1.4. 4. 0) obviamente tem a ver com o facto da tangente a a ` circunferˆncia nestes pontos ser vertical ou. excepto os pontos (−1. y0 ) em torno do qual a resolubilidade fica assegurada. facilmente se reconhece que qualquer que seja o ponto sobre o gr´fico desta a a circunferˆncia. y) = 0 em ordem ca co a y. y0 ) = 0 e que ´ co e conhecido por teorema da fun¸˜o impl´ ca ıcita.6 em B. em que F ∈ C 1 e uma certa aplica¸˜o linear (a derivada de F ) ´ n˜o ca e a singular num ponto x0 em torno do qual a invertibilidade local ´ assegurada. ´ o que se ilustra na fig. e O car´cter excepcional dos pontos (1. 4. O mesmo acontece com a intersec¸˜o da circunferˆncia com uma qualquer vizinhan¸a ca e c de (1. ou melhor ainda esbo¸ando o seu ca ca c gr´fico (ver a fig.1 (Caso particular em dimens˜o 2) Considere-se a equa¸˜o da circunferˆncia a ca e x2 + y 2 − 1 = 0. 4.x2 . Este teorema ´ um resultado intimamente ligado ao e teorema da fun¸˜o inversa. Come¸amos por ilustrar c um tal problema numa situa¸˜o em que se pode explicitamente chegar `s mesmas conclus˜es e as ca a o dimens˜es dos espa¸os envolvidos s˜o as mais baixas poss´ o c a ıveis. o teorema da fun¸˜o inversa lida. y) = 0. Por outro lado numa vizinhan¸a de um c dos dois pontos excepcionais tal ´ sempre imposs´ e ıvel. Exemplo 4. E o que se ilustra na fig.x2 ¢ ¡   A y= 1 .4. numa primeira an´lise. como vimos.6: A por¸˜o da circunferˆncia x2 + y 2 − 1 = 0 ampliada em A n˜o ´ um gr´fico de uma fun¸˜o ca e a e a ca da forma y = g(x). 0) e (1. se recordarmos que o gradiente de uma campo e 63 24 de Janeiro de 2000 ¡ y=   . o e a teorema da fun¸˜o impl´ ca ıcita lida com a solu¸˜o local de equa¸˜es da forma F (x. pouco natural. em que F ∈ C 1 e uma certa aplica¸˜o linear relacionada com a derivada de F ´ n˜o singular ca e a num ponto (x0 . De facto s˜o equivalentes e o estabelecer essa equivalˆncia ´ relativaca a e e mente f´cil embora mostrar que o teorema da fun¸˜o impl´ a ca ıcita ´ uma consequˆncia do teorema da e e fun¸˜o inversa possa parecer. De forma an´loga.

no ponto ca (x0 . 1 ≤ i1 < i2 < · · · < ik ≤ n. a1m . . ´ representada pela matriz a a e   a11 . car A. 0) = ∂f (−1. .  ˜= . com 1 ≤ j1 < j2 < · · · < jk ≤ m. com o facto de designando f (x. j2 . y0 ) ∈ int U (x0 ∈ Rn e y0 ∈ Rm ) verifica-se f (x0 . com n. .1 (Fun¸˜o Impl´ ca ıcita) Seja f : U ⊂ Rn × Rm → Rm uma fun¸˜o de classe C p (int U ). . . ..  . . m ≥ ca 1. . xm ). . .. A matriz A pode ser escrita como c a   a11 . . . supor que s˜o a as m primeiras (se isto n˜o fosse verdade seria sempre poss´ permutar as colunas da matriz. Suponha-se que. . am1 . . . y0 ) = 0... .2 (Caso linear) Seja T uma transforma¸˜o linear de Rm+n em Rm . jk a que tamb´m nos referiremos usando a mesma nota¸˜o. . ca e a Exemplo 4. que enunciamos de seguida.. . ik e as linhas de ´ ındices j1 . ca ca Observemos agora alguns factos. existe uma vizinhan¸a V de x0 na qual a equa¸˜o a c ca f (x. fj2 . (x1 . Primeiro. amm ˜ ˜ e det A = 0. i2 . am m+n A derivada de T em ordem `s primeiras m vari´veis. generaliza (de um forma bastante poderosa) o exemplo anterior. a ıvel fazendo uma mudan¸a de vari´veis). Segundo. A= .xji2 . y) = 0 24 de Janeiro de 2000 64 . Note que ´ o facto de A ter determinante n˜o nulo que permite determinar as e a primeiras m coordenadas em fun¸˜o das n − m restantes.CAP´ ITULO 4.3 Resolva o sistema 1 1 de modo a obter x e z como fun¸˜o de y. y) = x2 + y 2 − 1 temos ∂f (1. xi2 . am1 .. .xjik ) . . TEOREMAS DA FUNCAO INVERSA E DA FUNCAO IMPL´ ¸˜ ¸˜ ICITA escalar ´ ortogonal `s suas linhas de n´ e a ıvel. xil .. ∂y ∂y Uma outra fonte de inspira¸˜o para compreender este tipo de problemas ´ a ´lgebra linear. ..  A  . Podemos. ´ o n´mero de linhas ou colunas linearmente independentes) ent˜o a e u a equa¸˜o T (x) = 0 permite definir m coordenadas de x em fun¸˜o das restantes n. . amm . . Suponhamos que T (x) = Ax onde A ´ uma matriz m × (m + n).4. temos T (0) = 0. . .. ca Exerc´ ıcio 4.2 pod´ ıamos ter escrito A = ∂(x1∂T n ) .4. . y0 ) = 0 e det ∂f (x0 . se car A = m ent˜o a existem m colunas linearmente independentes. Tal derivada ´ representada o ca a e pela submatriz da matriz jacobiana correspondente a considerar as colunas de ´ ındices i1 . Se car A = m (recorde que e a caracter´ ıstica de A. ∂y   x 1 −1   0 y = 1 1 0 z Ent˜o. . a1m . . .x Teorema 4... . .f . 0) = 0. .4. No e ca ˜ exemplo 4. . a1 m+n  . ... ca i1 2 l para representar a derivada de uma fun¸˜o que se obt´m de uma fun¸˜o dada f : A ⊂ Rn → Rm ca e ca s´ considerando k das suas componentes fj1 .4.. . sem perda de generalidade. . . fjk e fixando n − l das suas vari´veis...f ) introduzir a nota¸˜o ∂(xj1 . . ou o a seja considerando-a s´ como fun¸˜o de l vari´veis xi1 . . ca O teorema da fun¸˜o impl´ ca ıcita. Vai ser conveniente no seu enunciado e para c´lculos posteriores a ∂(f .

(0) = − ∂f ∂x ∂y (0.4. ao contr´rio do exemplo 4. f (x. isto e a e ´ se car A = m. considere a aplica¸˜o F : U ⊂ Rn × Rm → Rn × Rm definida por ca F (x.y) f(x. a a ca Problema 4. no entanto. Ent˜o como ca a f (0. y) = 0 em ordem.1 Demonstre o teorema da fun¸˜o impl´ ca ıcita. existe uma fun¸˜o g(x).y) = (x. 0) = 0. para a qual ´ ca f (x. podemos sempre resolver a equa¸˜o Ax = 0 em ordem a m coordenadas. 0) = 0 e ∂f (0. define uma unica fun¸˜o g ∈ C p (V ). y) → y por esta ordem. x − y + xz + yz = 0. y0 ). O teorema da fun¸˜o impl´ ca ıcita pode ser demonstrado de uma forma an´loga ` do teorema a a ´ da fun¸˜o inversa por lineariza¸˜o e aproxima¸˜es sucessivas. E. g(x)). ∂x (4. 0) Exemplo 4. mesmo que num dado ponto sejam verificadas as condi¸˜es do co teorema da fun¸˜o impl´ ca ıcita (o teorema apenas garante a existˆncia de solu¸˜es na vizinhan¸a do e co c ponto).3 Consideremos a equa¸˜o f (x. a derivada de g em V satisfaz Dg(x) = − ∂f (x. muito mais simples ca ca co demonstr´-lo ` custa do teorema da fun¸˜o inversa.4 Consideremos o sistema x + y + xyz = 0. 0) = 1 = 0. g(x)) ∂y −1 ∂f (x. por exemplo. No e ca entanto. TEOREMA DA FUNCAO IMPL´ ¸˜ ICITA y ¢ ¡ v=f(x. usando as conven¸˜es co do enunciado do teorema.y)) Figura 4. g(x)) = 0. g(x)) = 0 para todo o x ∈ V . Claro que F −1 e ıda ca co designa uma inversa local. y) = (x. Em geral n˜o temos nenhuma oe a e a garantia de que possamos resolver uma equa¸˜o da forma F (x. Adicionalmente.7: Na demonstra¸˜o do teorema da fun¸˜o impl´ ca ca ıcita pelo processo sugerido note que a fun¸˜o ca ´ constru´ pela composi¸˜o das fun¸˜es x → (x. ca Exemplo 4.11) Notemos que o resultado do teorema ´ local.y) = 0 F -1 F   x   x F(x.4.2 que ´ global.4. para qualquer valor de x.f(x. isto s´ ´ v´lido porque o sistema naquele exemplo ´ linear.4. F −1 e (x. y) = x2 + y + sen(x2 + y 2 ) = 0. y)) e aplique-lhe o teorema da fun¸˜o inversa relativamente ao ponto (x0 . g : V ⊂ Rn → Rm . Para tal. ca a y. 0). Para al´m disto temos e ∂f ∂g ∂x (0.4. definida para |x| suficientemente pequeno ca ∂y tal que f (x. 65 24 de Janeiro de 2000 .4.

z) = (f1 (x.4.5 Consideremos a equa¸˜o ca f (x. Exerc´ ıcio 4.4. tal como se pode verificar pelo exemplo seguinte: ca Exemplo 4. (x. 0) ∂f2 ∂z (0. 0) = 0. ´ a O seguinte exerc´ mostra que ´ poss´ generalizar ligeiramente o teorema da fun¸˜o impl´ ıcio e ıvel ca ıcita de modo a tratar casos semelhantes ao anterior. h(0) = g(0) = 0 e ∂f (0. 0) = 0. 0) ∂f1 ∂y (0. temos A= ∂f1 ∂x (0. 0) = 1 1 .5 Mostre que a equa¸˜o sen x + y = 0 n˜o tem solu¸˜o x(y) definida para toca a ca dos valores de y. ´ ´ a E facil verificar que f (0. Y (z).CAP´ ITULO 4. Assim n˜o e ∂x ∂y estamos nas condi¸˜es do teorema da fun¸˜o impl´ co ca ıcita. z) seja solu¸˜o do sistema. para |z| suficientemente pequeno. No entanto a equa¸˜o tem solu¸˜o global. 0) . y.4.6 Seja f : R2 → R uma fun¸˜o de classe C 1 .4 Mostre que a equa¸˜o ca sen x + sen y + sen z 0 = sen x − sen y + sen3 z 0 admite uma solu¸˜o da forma (x. ∂z Exerc´ ıcio 4. z). 0) ∂f2 ∂y (0. h(y)) = 0 pode ser unicamente resolvida em ordem a y. E tamb´m imediato que ∂f (0. 0. Y (z). sendo a solu¸˜o da forma y = j(x) com j : R → R ca uma fun¸˜o real de vari´vel real. Porque que ´ que isto n˜o contradiz o teorema da fun¸˜o impl´ e a ca ıcita apesar de d sen x |x=0 = 0 e sen 0 + 0 = 0? dx O facto de n˜o serem cumpridas as condi¸˜es do teorema da fun¸˜o impl´ a co ca ıcita n˜o implica que a na vizinhan¸a de um ponto n˜o exista solu¸˜o (ou que ela n˜o seja unica) de uma determinada c a ca a ´ equa¸˜o. 0. x − y + xz + yz). y. ca ca unica e diferenci´vel x = y. TEOREMAS DA FUNCAO INVERSA E DA FUNCAO IMPL´ ¸˜ ¸˜ ICITA Vamos agora estudar a existˆncia de fun¸˜es X(z) e Y (z) tais que X(0) = Y (0) = 0 e para z e co numa vizinhan¸a da origem. 66 . 0. Calcule a co ∂X (0). y) = x3 − y 3 = 0. f2 (x. z). 0. g. onde ca X(z) e Y (z) s˜o fun¸˜es convenientes que verificam X(0) = Y (0) = 0.4. 0. 0) = 0 ent˜o para x numa ∂y vizinhan¸a da origem a equa¸˜o c ca f (g(x). 0. h : R → R fun¸˜es cont´ ca co ınuas a bijectivas. z) = (X(z). 0) = ∂f (0. ca a 24 de Janeiro de 2000 −1 ∂f1 ∂z (0. Mostre que se f (0. z) = (X(z). Defininido c ca f (x. y. 0) ∂f2 ∂x (0. y. z)) = (x + y + xyz. 0) = 0. y. 1 −1 Como det A = 0 o teorema da fun¸˜o impl´ ca ıcita garante a existˆncia das fun¸˜es X(z) e Y (z). Se e co estivermos interessados em calcular as derivadas de X e Y a express˜o para estas ser´ a a X (0) 1 1 = Y (0) 1 −1 Exerc´ ıcio 4.

67 24 de Janeiro de 2000 . e ea Exerc´ ıcio 4. cont´ o ınua.4. 0) ∂v ∂y (0. ) =0 lim lim →0 x 3 x →0 a primeira equa¸˜o define x como fun¸˜o diferenci´vel de ca ca a para (x.4. z) = 0 define implicitamente. z) = sen(x + y + z) − z 4 e v(x. TEOREMA DA FUNCAO IMPL´ ¸˜ ICITA 4.7 Considere o sistema de equa¸˜es co sen(x + y + z) = z 4 x − y + z = sen(x4 + y 4 + z 4 ). ) numa vizinhan¸a de (0. y. Dˆ um exemplo em que a fun¸˜o y(x) n˜o seja cont´ e ca a ınua. 0) ∂u ∂y (0. z) = x − y + z − sen(x4 + y 4 + z 4 ). 0) = 1 1 1 −1 tem determinante n˜o nulo. 0) = v(0. 0. c e e 0. definidas para |z| suficienco a temente pequeno. Prove que existem fun¸˜es reais e diferenci´veis gx (z) e gy (z). Verifique que as fun¸oes Ψα tˆm um ponto de estacionaridade na origem. 2.4. y. y.4. Dˆ um exemplo em que a fun¸˜o y(x) n˜o seja unica e ca a ´ 3.4. e a ca Mostre que se se verificar f (x. y(x)) = 0 para todo o x ∈ R. 0. y.4. uma fun¸˜o z = Ψα (x. Calcule gx (0) e gy (0). Prove que existe pelo menos uma fun¸˜o y(x) tal que f (x. Exerc´ ıcio 4. 0) = Exerc´ ıcio 4.1 Exerc´ ıcios suplementares Exerc´ ıcio 4. isto ´.10 (Fun¸˜o Impl´ ca ıcita Topol´gica) Seja f : R2 → R. 1. Portanto podemos aplicar o teorema da fun¸˜o impl´ a ca ıcita. 0. y) c ca 2. A ´ uma matriz n × n n˜o singular e f : Rn+k → Rn uma fun¸˜o C ∞ . 0) = 0 e que ∂u ∂x (0. ca 2. y. 0. 0) ∂v ∂x (0. y) = +∞. z) = (gx (z).4. ) onde x ∈ Rn .4. tais que gx (0) = gy (0) = 0 e (x.7 Sugest˜es para os exerc´ o ıcios 1. z) = αz ch(x + y + z) − x2 ey 1. Determine para que valores de α a equa¸˜o fα (x. 1. 0). Suponha que para cada x fixo se tem y→−∞ lim f (x.2 4. Observe que u(0.9 Considere a equa¸˜o ca x 2 Ax = f (x. Desenvolva gx em s´rie de Taylor at´ ` terceira ordem. numa ca vizinhan¸a da origem. 3. z)) ´ solu¸˜o do e ca sistema.4. c Ψα (0.8 Seja α ∈ R e considere as fun¸˜es fα : R3 → R definidas por co fα (x. ∈ Rk . 0. 0. y) = −∞ y→+∞ lim f (x. 4. Defina u(x. gy (z).

Escolha f de modo a que para cada x tenha pelo menos dois zeros.10 1. e 4. 2. TEOREMAS DA FUNCAO INVERSA E DA FUNCAO IMPL´ ¸˜ ¸˜ ICITA 2. ) x 2 e mostre que este problema ´ equivalente ao original. Utilize a fun¸˜o da al´ ca ınea anterior e defina y(x) = y1 (x) y2 (x) se x > 0. distintos. y1 (x) e y2 (x). 3. gx (z) = −z + O(z 4 ). a 24 de Janeiro de 2000 68 . 4. Utilize o teorema de Bolzano. caso contr´rio. gx (0) = −1 e gy (0) = 0 3.9 Aplique o teorema da fun¸˜o impl´ ca ıcita ` equa¸˜o a ca Ax = f (x.4.CAP´ ITULO 4.4.

ıs a a 69 . Introdu¸˜o ` An´lise em Rn . co a a [3] Lu´ Torres Magalh˜es. 1983. Algebra Linear. ıs a [6] Lu´ Torres Magalh˜es. C´lculo Diferencial em Rn . Lisboa. ıs a [5] Lu´ Torres Magalh˜es. Texto Editora. AEIST. Texto Editora. ca a a [2] F. Lisboa. Complementos de C´lculo Diferencial em Rn . 1996. Texto Editora. Integrais em Variedades. 1978. Lisboa. ıs a u ca ´ [4] Lu´ Torres Magalh˜es. 2a edi¸˜o. R. Dias Agudo. 1994. AEIST. Li¸˜es de An´lise Infinitesimal: I. Integrais M´ltiplos. Campos Ferreira. 1977. Lisboa.Bibliografia [1] J. 1985.

39 semidefinida negativa. 52 co para fun¸˜es escalares. 21 a parcial. 52 ca de uma matriz. 7. ver teorema do valor m´dio e de Schwarz. 55 Schwarz. 50 gradiente. 54 e matriz 70 definida negativa. 34. 16 interior. 63 inversa. 53 ca de Lagrange. 19 compacto. 13 de ordem superior ` primeira. 27. 20 C k . 23 teorema da fun¸˜o inversa. 39 definida positiva. 29 . 23 o s´rie e absolutamente convergente. 14 semidefinida negativa. 12 direccional. 7 de uma aplica¸˜o linear. 13 de ordem superior ` primeira. 40 Taylor. 42 co f´rmula o de Taylor. 17 co Weierstrass. 39 definida positiva. ver teorema de Taylor fechado. 57 m´todo de Newton. 9 fecho. 52 de um vector de Rn . 54 jacobiano. 12 direc¸˜es singulares. 19 a diferenciabilidade. 39 fronteira. 54 co classe C 1 . 23 homog´neo. 48 e resto da f´rmula de Taylor. 10 inversa local. 39 hessiana. 12 a impl´ ıcita. 52 normas equivalentes. 39 jacobiana. 20 sistema de estacionaridade.´ Indice aberto. 39 semidefinida positiva. 10 convexo. 39 norma. 10 fun¸˜o ca diferenci´vel. 23 do valor m´dio e para fun¸˜es vectoriais. 41 quadr´tica a definida negativa. 31 pr´-imagem. 22 e ponto cr´ ıtico. 30 de sela. 39 semidefinida positiva. 10 polin´mio o de Taylor. 20 de Taylor. 53 derivada. 8 aproxima¸˜es sucessivas. 14 C ∞ . 39 indefinida. 13 dirigida. 10 forma de grau k. 30 de estacionaridade. 39 indefinida.

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