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trabalho de salpingite

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Published by: Erika Pereira Dos Santos on Mar 22, 2012
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SALPINGITE

Definição Salpingite ou Anexite é uma inflamação das tubas uterinas, podendo se unilateral ou bilateral, é causada freqüentemente por bactérias ou vírus. Os microorganismos costumam aceder as trompas por via ascendente a partir de uma infecção dos genitais externos, normalmente sexualmente transmissível, causadores mais freqüentes são o gonococo (Neisseria gonorrhoeae) e as clamídias e, por vezes, não detectada - os agentes. A inflamação pode ser aguda (quando tem inicio súbito e curta duração) ou crônica (quando se mantém por um longo período de tempo). Estas infecções raramente aparecem antes da primeira menstruação (menarca), depois da menopausa ou durante a gravidez. Em geral, contraem-se durante as relações sexuais, mas, por vezes, são provocadas pela chegada de bactérias as tubas durante um parto normal ou por um aborto, quer seja espontâneo, que induzido. A inflamação em fase aguda (endossalpingite) as tubas inicialmente se apresentam endurecida, tumefeitas, com precoce acolamento das fimbrias e obliteração tubária, daí a retenção da exsudação purulenta formando a piossalpinge. A salpingite pode caminhar para a absorção do material com recuperação parcial do órgão, comumente deixando a seqüela de obstrução tubária, ou envolver para a forma subaguda, em que o processo se organiza, formando o tumor inflamatório anexial. A seguir progride para a cronicidade, podendo deixar como seqüela o hidrossalpinge, ou continua a prosperar, de maneira aguda, como nas formas sépticas, atingindo a serose peritoneal, daí a peritonite. Denomina-se hidrossalpinge quando a trompa (tuba uterina) dilata-se devido ao acumulo de líquido no seu interior. Este fenômeno ocorre quando há obstrução tubária distal (entupimento da ponta) de forma que o líquido produzido pela tuba não flui para a cavidade abdominal e fica acumulado no seu interior. A tuba fica dilatada formando um “salchichão” que é visível através de exame ultrasonográfico ou através de histerossalpingografia. Denomina-se piossalpinge, na qual uma ou ambas trompas uterinas se encontram cheias de pus, pode ser estéril, mas quase sempre está associada aos sintomas de inflamação. O ovário, caso envolvido, torna-se incorporado à massa inflamatória da trompa, produzindo um abscesso tubo-ovariano. A hidrossalpinge ocorre com uma terapia tardia ou incompleta, sendo o resultado do fechamento da extremidade fimbriada da trompa de falópio. Pode estar presente sem sintomas, por anos. Como resultado de destruição da mucosa e oclusão tubária, a infertilidade é uma seqüela comum da salpingite. Temos com seqüela da salpingite a gravidez ectópica (caso que o ovo fecundado se implanta em uma região fora da cavidade endometrial) quase 98% dos casos de gravidez ectópica é conseqüência de salpingite

)  Exame de sangue e/ou urina (analisar a presença de infecção)  Exame cultural do exsudado vaginal  Laparoscopia diagnóstica Sinais e Sintomas As manifestações são muito variáveis.  Colocação de um DIU (Dispositivo Intra Uterino). corrimento vaginal e edema. O médico pode ainda pedir alguns exames complementares de diagnóstico como:  Salpingografia (Imagem radiológica das tubas uterinas após a injeção de uma substância radiopaca. a manifestação mais comum é o:       Corrimento vaginal abundante e com cheiro característico. pelos menos nas fases iniciais. aborto ou interrupção de gravidez (menos freqüente)  Bactérias que estão normalmente presentes na vagina. Quando a doença provoca sinais e sintomas. Diagnóstico O diagnótico da salpingite é baseado nos sintomas e no histórico clinico. como a clamida ou a gonorréia  Procedimentos ginecológicos como laparoscopia. Deve realizar-se um exame pélvico ginecológico para pesquisar dor abdominal. Dor lombar com irradiação para membros inferiores .Etiopatogenia  Doença inflamatória pélvica (DIP). pois os filamentos transcervicais ajudam no transporte dos agentes patogênicos.  Parto.  Biópsia do endométrio ou curetagem. doença que afeta todos os órgão da pélvis  Doenças sexualmente transmissíveis (DST). calafrios. já que a doença tanto pode ter uma evolução aguda com sinais e sintomas muito intensos como apenas provocar desconforto ou evoluir sem manifestar quaisquer sinais ou sintomas. Dor Abdominal Hemorragia menstrual anormal Problemas urinários (micções freqüentes e com dor) Febre. chegando ate a passar despercebida.

 Limitar o numero de parceiros. inicialmente. Em casos muitos graves pode mesmo ser preciso remover o útero. analgésicos e repouso. como por exemplo. Cuidado de Enfermagem  Verificar a SSVV do paciente. realizar a tricotomia  Explicar a paciente sobre os procedimentos realizados e sobre a patologia.  Estimular praticas saudáveis.  Incentivar o uso de preservativo.  Descrever os cuidados perineais adequados. Se os sintomas forem muitos intensos a terapêutica pode ter que ser administrada por via endovenosa. Em alguns casos pode ser necessária uma cirurgia para remover o tecido de fibrose ou a própria trompa.  Manter a paciente em posição de semi. em internamento hospitalar.  Acompanhamento médico regular e sempre que houver suspeita de infecções por doenças inflamatórias pélvica. postergando inicio da atividade sexual.Tratamento O tratamento da salpingite deve ser precoce e rápido. limparse da frente para trás após evacuar ou urinar.  Estimular a higiene perineal freqüente. O tratamento.  No caso cirúrgico. com ênfase na temperatura.Fowler para facilitar a drenagem de secreções. baseia-se na administração de antibióticos. O tratamento deve ser vigiado até o fim devido às complicações e conseqüências que podem surgir Prevenção  Manter comportamento sexual saudável. Se a mulher tem o DIU.  A prática de sexo com preservativo pode diminuir o risco de desenvolver uma salpingite  O tratamento precoce e adequado de uma doença inflamatória pélvica e de outras infecções pode também prevenir a doença. este deve ser retirado quando se inicia a terapêutica antibiótica. como a gravidez ectópica em decorrência da obstrução. as trompas e os ovários.  Aplicação de calor no abdômen. . de modo a prevenir lesões graves e efeitos a longo prazo.  Controlar e registrar as características da secreção vaginal.  Evidenciar a importância do exame ginecológico regular.  Administração de antiinflamatório e/ou analgésico conforme a prescrição médica.  Falar sobre as possíveis complicações da salpingite.

pharmecum.reproducaohumana.com. 8 edição.br/news1.br/smf4/index.BIBLIOGRAFIA REZENDE.php?id_noticia=14 http://www.br/Columnists/Posts/24/5430/salpingite. 2000 http://www. Jorge.aspx http://www.cfm?jor_id=1813 http://www.com. Guanabara Koogan.api.php?topic=352.0 .adm.br/atual_jornal.dgabc. Obstetricia.com.

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