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GEOGRAFIA BÍBLICA

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O MUNDO ANTIGO O mundo antigo, ou mundo bíblico, compreende todos os povos antigos mencionados na Bíblia que habitavam a área

banhada pelo Mediterrâneo (Grande Mar) e aqueles que ficam entre este, o Mar Negro(Euxino), Mar Cáspio(também chamado Mar Setentrional), Golfo Pérsico(ou mar meridional) e Mar Vermelho(denominado pelos romanos Mar Eritreu). Considerando que o relato bíblico de ambos os Testamentos abrange a área desde Espanha, o ponto mais ocidental das atividades do apóstolo Paulo, até Pérsia, país mais oriental com que esteve relacionado o povo de Israel, e desde o Ponto, provincia mais setentrional da Ásia Menor, ao Sul do Mar Negro, cujo povo estava representado em Jerusalém no dia de Pentecostes (At 2.9), até o extremo sul da Arábia onde, provavelmente, ficará a lendária terra de Ofir, tantas vezes mensionada na Bíblia, podemos dizer que a expresões mundo antigo e mundo bíblico são praticamente são praticamente sinônimas. 1. LIMITES Em termos gerais, pode-se delimitar a área do mundo antigo da seguinte maneira: Norte: uma linha reta que começa na Espanha, passa pelo norte da Itália e mar negro e vai até o Mar Cáspio. Leste: Uma linha reta que parte do mar Cáspio, e passando pelo Golfo Pérsico vai até o Mar Arábico. Sul: Uma linha reta que, partindo do Mar Arábico, vai na direção oeste, passando pela Etiópia e terminando no deserto da Líbia, no continente Africano. Oeste: Uma linha reta que parte do sul do deserto da Líbia e termina na Espanha, abrangendo o Egito e as regiões do norte da África. Em termos mais específicos, diríamos que a referida área fica situada em longitude 5º oeste e 55º leste, e entre 10º e 45º latitude norte.

2. EXTENSÃO São as seguintes as regiões do mundo antigo, ligadas as Revelação, e suas caracteristicas: 2.1. Mesopotâmia Literalmente “entre rios”, é a vasta região do oeste asiático margeada pelos rios Tigres e Eufrades, que se estende desde os montes da Armênia ao norte até o Golfo Pérsico ao sul, de cerca de um milhão e meio de quilômetros quadrados. É a terra dos primeiros dias da história bíblica e o berço da humanidade. Isto porque, acordo com as possibilidades geográficas e as mais recentes conclusões históricas e antropológicas, o surgimento do homem ocorreu na região da Mesopotâmia, o jardim do Éden certamente localizou-se nas nascentes dos rios Tigre e Eufrates (Gn 2. 10-14). Também fatos importantes como o dulúvio, formação da família de Noé, migrações de sua descendência etc. deram-se nesta região. A parte norte desta região é conhecida como Assíria e a parte sul como Babilônia ou Caldéia, habitadas por vários povos em diferentes épocas. Súmérios, acadios, amorreus e semitas estabeleceram-se na Mesopotâmia e se fundiram, saindo deste Hoje a região é ocupada pelo Iraque e parte pela Turquia. Agora apreciemos, separadamente, as duas subdivisões da Meso potâmia. 1) Assíria: Região de planalto montanhoso em quase toda a área, filho de Sem neto de Noé (Gn 10.11). A sua mais antiga cidade e capital doi Assur; filho de Sem e neto de Noé (Gn 10.11). A sua mais antiga cidade e capital foi Assur, em torno de cujo distrito desenvolveu-se o país que em épocas diferentes tem possuído diferentes dimensões. Os primitivos habitantes da Assíria, mesclando-se com os acádios, semitas, vindos da Síria por volta de 2500 a.C., formaram o povo conhecido pelo nome de Assírio2.A cidade mais célebre da região, e desde 885 a.C. capital da mesma, foi Nínive, à margem oriental do terço superior do Rio Tigre. Foi nas montanhas da Assíria que o rei Salmanazar instalou uma grande parte do cativo de Israel (Reino do Norte). 2) Babilônia ou Caldéia: Conhecida também pelos nomes antigos de Sumer, Acade, terra de Sine ou de Sinear, é região baixa a alagadiça, extremamente caldeamento a notável figura do patriarca Abraão, que por sua vez, deu origem ao povo hebreu.

fértil devido ao lado depositado pelos rios Tigres e Eufrates, especialmente na parte sul, e também devido a irrigação artificial produzida por um sistema de canais. Seus habitantes primitivos foram os sumérios vindos do planalto persa que, fundindo-se com os acádios, formaram o povo mais tarde chamado babilônio. A fertilidade do aluvião tornou esta área frequentemente cobiçada por povos próximos e distantes. Várias cidades prósperas estabeleceram-se na região: Ur, Eridu, Obeide, Larsa, Fara, Ereque, Nipur e outras, merecendo menção especial a Babilônia, edificada por Nimrode – filho de Cusi, neto de Cão e bisneto de Noé e que se tomou em capital do famoso Império Babilônico, situada no noroeste do país atravessada pelo rio Eufrates. Pelo sistema de canais, não só em toda a região se faziam presentes as águas carregadas de húmus fertilizantes, como também se faziam a comunicação e intercâmbio comercial entre muitas cidades. E quando em decorrência de inundações mais violentas, ou negligencia de governos, os leitos dos rios e canais apresentavam desvios consideráveis, verificava-se o declínio de varias dessas cidades. Como exemplo deve-se mencionar a cidade de Ur que, julgando-se pelas escavações ali realizadas, ao tempo de Abraão era porto marítimo, mas cujas ruínas hoje encontram se a cerca de 250 quilômetros ao norte do fundo do Golfo Pérsico Nesta região, Judá ficou exilado ao 70 anos, e nela exerceram seu ministério profetas Daniel e Ezequiel. 2.2 Arábia Esta é uma região de imensos desertos que se estende desde a foz do rio Nilo até o golfo Pérsico no sentido oeste-leste, e desde a Síria até o Golfo Arábico no sentido norte-sul. Foi na parte ocidental da Arábia, também chamada Arábia Pétrea – incluindo-se nela a Península do Sinai e Edom – que os israelitas peregrinaram 40 anos e onde foi dada a lei por intermédio de Moisés. Os seus habitantes primitivos foram os amalequitas, os idumeus (edomitas), os israelitas, os midianitas, os amonitas e os cenitas, pertencendo a estes últimos o sogro de Moisés, Jetro. Cada um desses povos, alguns nômades e outros seminômades, constituía um pequeno reino. No extremo sul da Arábia provavelmente ficava a lendária terra de Ofir, célebre pelo seu ouro, tantas vezes mencionada na Bíblia. A maio caminho entre o Golfo de Ácaba e o Mar Morto ficava a cidade mais importante

Hoje a região é ocupada pelo Irai moderno.como Assíria. ordenado ao mesmo tempo a reconstrução do templo e a restituição dos vasos sagrados que Nabucodonozor. Grande parte da Média é uma vasta planície com cerca de 1000 metros de altitude coberta de ricas pastagens. a sudeste de Babilônia e Elão.da chamada Arábia Pétrea quiça de toda a Arábia – Selá ou Petra. O império persa chegou a abranger toda a Ásia Ocidental.sua capital. a leste da Assíria. 2. ao sul do mar Cáspio e partes da Armênis. 2. Os medos em tem pos remotos viriam divididos em muitas tribos.Quedorlaomer.Segundo provas arqueológicas. a oeste com o rio Tigre. foi quem decretou o repatriamento dos judeus. Depois da queda do império babilônico sob o poder medo-persa. ao oriente do Monte Hor em cujo cimo morreu Arão. que aprisionou Ló e em cuja perseguição saiu Abraão derrotando-o.1 -11.3 Pérsia Primitivamente a região era pequena.Babilônia e Pérsia.foi fundada cerca de 4000 A. situada a nordeste do Golfo Pérsico. ao sul da Média. portando sem governo central. Há uma única menção dos partas na bíblia. A capital mais antiga era Persagada.É região montanhosa e relativamente fértil. o rei persa. e até Susã. limitando-se ao sul com o golfo Pérsico. ou Pasárgada. 5.portanto com Babilônia e Assíria – ao norte com a Média e a leste com a Pérsia.1Em épocas diferentes pertenceu aos impérios vizinhos. em Atos 2:9.Hoje é província do Irã. rei da Babilônia.C. Ciro.era rei de Elão(Gên. onde se faz referência aos povos representantes em Jerusalém no dia de Pentecostes. 2. que hoje corresponde á moderna província persa de Khorasan e que ao tempo do império romano marcava o limite oriental do mesmo. 13 – 15). antiga capital do Elão.4 Elão ( ou Elami) País antigo ao qual os gregos denominavam Suziânia. e a oeste da Partia. irmão de Moisés. 14). sem exército. Grécia e Egito. Foi na Pérsia que tiveram lugar os acontecimentos descritos no livro de Ester.5 Média Esta região ficava ao norte do Elão.Susã. sem vida organizada. . 1. havia tomado (ED.

Assim foram presa fácil de impérios vizinhos mais poderosos.A princípios.A princípio a Média esteve sujeita á Assíria.Foi naquele tempo que os cativos de Samaria (Reino do Norte) foram levados por Sargão II, rei da Assíria, para essa terra (2 Reis 17.6, 18. 11). Mais tarde, quando as tribos escolheram Déjoces como seu rei, estas foram definitivamente unificadas numa só nação, com sua capital na cidade de Ramada – que os gregos denominaram Ecbatana, que é a Acmetá de ESDRAS 6.2, cercada de “sete muralhas concêntricas e de alturas diferentes de tal modo que sobressaíam uma das outras, predominando a mais interna sobre as demais’. Aliada à Babilônia, a Média sacudiu o jugo da periclitante Assíria. Cerca de cem anos mais tarde a Pérsia absorveu a Média, que nunca mais deixou de ser uma província persa (hoje iraniana). 2.6 Armênia ou Arará Esta região abrange extensas e altas serras ao norte da Média, Asssíria e Síria, tendo a Ásia Menor e o Mar Negro a oeste, o Mar Cáspio a leste, e ao norte as montanhas do Cáucaso. Nesta região encontram-se as cabeceiras dos rios tigre e Eufrates, a provável área do Éden e o monte Arará – na parte nordeste - - onde descansou a arca de Noé no fim do dilúvio (embora alguns dicionaristas afirmem que a arca desceu sobre “um dos montes de Araá, ignorando-se qual seja”). 2.7 Síria ou Arã (hebr) Localiza-se a sudeste da Armênia, a leste da Ásia Menor e do Mediterrâneo, ao norte da palestina e a oeste da Assíria e partes da Arábia, cortada na direção norte - sul pela cordilheira do Líbano, paralela á costa do Mediterrâneo, que apresenta duas divisões: Líbano – a mais ocidental, a ante-Líbano – a oriental, em cujo extremo sul fica o célebre Monte Hermon. Os dois rios mais importantes da região correm entre as duas divisões dos Líbanos: Orontes, para o norte e depois oeste, passando perto da cidade de Antioquia e desaguando no Mediterrâneo, e o Leontes, para o sul, repentinamente desviando o seu curso para o mesmo mar. Grande parte da região é uma planície exuberante de fertilidade. Os sírios (ou arameus) são descendentes de Arã, filho de Sem e neto de Noé. Nos dias patriarcais esta região era constituída de pequenos reinos independentes que levavam o nome de sua cidade principal, como Arã-naaraim, Arã-demascus, Arãzoba etc. Parece que Harã, centro comercial e militar que ficava no distrito de Padã-

Arã, onde Abraão habitou com seu pai e onde deixou sua parentela para sair para Canaã, ao tempo do patriarca, pertencia ao noroeste da Mesopotâmia, vindo mais tarde incorporar-se a Síria. Damasco é capital da síria até hoje, sendo, conforme se crê, a mais antiga cidade viva da Terra. A Síria foi conquistada sucessivamente por Salomão, assírios, babilônios, persas, gregos e romanos. A Síria foi o primeiro país estrangeiro a receber o cristianismo pelo testemunho dos crentes perseguidos em Antioquia, onde estes foram primeiramente chamados cristãos (At 11.26). 2.8 Fenícia Esta região era uma nesga de terra entre o Mediterrâneo, a oeste, a cordilheira do Líbano, ou Síria, a leste, Palestina ao sul e Síria, também ao norte, até a pequena ilha de Arada onde ficava a cidade de Arvade, medindo, em média, 25 quilômetros de largura por 250 de comprimento. As suas cidades principais citadas no antigo testamento são Tiro e Sidom. Entretanto pelas escavações arqueológicas, depreende-se que os limites da Fenía em tempos bem remotos estendiam-se ao norte além de Rashamra, antiga Ugarit, defronte da ilha de Chipre. Seus habitantes, provavelmente originários do Golfo Pérsico, ocupam a costa do Mediterrâneo por volta de 1700 a.C. Eram famosos em navegação, comercio. Ciências, artes e literatura, exercendo uma notável influência sobre as demais nações do mundo de então. Durante a sua existência foram muitas vezes subjugados pelas potências próximas e distantes, mas sempre souberam conservar a sua cultura e unidade. As suas colônias espalhadas pela costa e ilhas do Mediterrâneo, bem como seu intercâmbio comercial com outros povos, foram os fatores principais de sua expansão. Os cartagineses (colônia de Cartago,África) eram seus descendentes.Os libaneses que hoje ocupam a região são seus descendentes. 2.9 Palestina ou Canaã É região banhada pelo Mediterrâneo a oeste, tendo ao norte a Fenícia e a Síria, e a leste e sul a Arábia, sendo que ao sul também fica parte do Egito. As suas características serão estudadas detalhadamente mais adiante neste livro. 2.10 Egito

Certamente depois de Palestina , a terra que mais se salienta na bíblia, do ponto de vista histórico e religioso, é o Egito.Isto porque está intimamente relacionando á formação dos hebreus, um povo distinto e especialmente destinado a ser o instrumento a Revelação. A sua posição geográfica é no nordeste africano;tendo ao norte o Mar Mediterrâneo, a leste partes da Palestina e Arábia esta separada pelo Mar Vermelho – ao sul, antigamente a Etiópia, hoje Sudão, e a oeste da Líbia, com seu imenso deserto também conhecido pelo nome de Saara.É uma vasta região deserta vivificada pelo rio d’água que corre na direção sul – norte, que é o Rio Nilo.Seu nome antigo é Misraim, ou Misr, deriva do folho Cham ou Cão,filho de Noé, que para lá se dirigiu depois do dilúvio. Seu nome poético foi Rahabe, usado nos Salmos, livro de Jó e profecia de Isaías, que alguns interpretes pensam seja alusivo a algum monstro marinho da mitologia semita, como Dragão. Em tempos remotos o Egito atingiu grande desenvolvimento em ciências, letãs e artes, como provam os monumentos e documentos descobertos em grande quantidade. A famosa fertilidade do Egito devia-se ao lodo espalhado em vastas áreas, especialmente no Baixo Egito ou Delta, pelas inundações do grande rio. O Egito foi o lugar da longa permanência dos descendentes de Jacó (430 anos) da qual os últimos 80 anos foram de dura escravidão. Das doze famílias do filho de Jacó já haviam se formado doze grandes tribos com cerca de dois milhões e meio a três milhões de pessoas. Dentre elas Deus levantou Moisés, a quem preparou maravilhosamente para ser o libertador do seu povo. A província de Gósen, a sudeste do Delta (denominação dada ao estuário do rio Nilo que toma a configuração da letra D do alfabeto grego em posição invertida) foi a área habitada pelos israelistas. Mênfis, Tebas, Alexandria e Cairo são as cidades principais do Egito. 2.11 Etiópia Região do Oriente africano frequentemente citadas nas Escrituras Sagradas, compreendendo a área do alto Nilo, Sudão e Abissínia. Seus limites são; Egito, ao norte (modernamente Sudão); Mar Vermelho ou Arábia, a leste; Líbia, a oeste; e partes orientais da África, ao sul, desconhecidas nos tempos bíblicos, hoje ocupadas pela Somália. Em língua hebraica a região era conhecida pelo nome de terra de Cush, no antigo egípcio Kas ou Kesh e em etíope Kish. Era habitada pelos descentes de Cusi, filho de Cão e noto de Noé. Parece que segundo Gênesis 2.3

Hermo. quase totalmente deserta.43). e Caico. Ásia Menor É a enorme península do extremo ocidental do coninente asiático. ou Lubim (Jr 46. Cilícia (cuja cidade principal era Tarso).9. parece ter sido o primeiro a introduzir a religião cristã naquela região. capital de toda a região ao tempo do Novo Testamento) que despejam as suas águas no Mar Egetu. razão esta por que há poucos rios de volume considerável. 2.10). senão o Cidno que deságua no Mediterrâeno e a cujas margens ficava a célebre cidade de Tarso. cuja conversão é narrada no capítulo 8 do livro de Atos dos Apóstolos. Paflagônia e Bitínia. As provínciasou distritos emque os romanos dividiram a região eram as seguintes: Ao norte – Ponto.12 Líbia Uma extensa região do norte da África. Glácia. No dia de Pentecoste estavam presentes em Jerusalém alguns habitantes desta região (At. Ao tempo dos romanos a província era dividida em Líbia Marmárica (parte oriental) e Líbia Cirenaica (parte ocidental). na costa do Mediterrâneo. com limites ocidentais muito vagos. O tesoureiro do reino da Etiópia. banhada ao norte pelo Mar Negro. filho de Cão. o apóstolo. a oeste do Egito. Os habitantes primitivos desta . terra natal de Paulo.havia na região Asiática – norte da Mesopotâmia ou Armênia – uma outra área com o mesmo nome até certa altura da pré-história. Todas estas provinciais a leste da Mísia e Lídia também era conhecidas simplesmente como Ásia. Aleste limita-se com a Armênia. a oeste pelo Mar Egeu e ao sul pelo Mediterrâneo. Pisídia. 2. Foi esta região o grande palco das atividades missionário sde Paulo e seus companheiros. a oeste – Mísia. bem como a área em que se encontravam as “sete igrejas da Ásia” referidas no livro de Apocalipse. extremo norte da Mesopotâmia e Síria. no centro e a leste – Frígia. sendo Cireneu a capital. Panfília. Lídia e Cária. Licaônia e Capadócia. Meandro e Caister (às margens deste último ficava situada a famosa cidade de Éfeso. ao sul – Lícia. 2. Hoje o moderno Estado da Turquia abrange toda esta área.13. rodeada de cadeias de montanhas qu ecorrem pela orla marítima e semeada de inúmeros lagos de água doce e salgada. povo dividido em pequenas tribos que mais tarde passaram a ser conhecidos como líbios. Seus habitantes são descendentes de Put. A região é um planalto elevado e pedregoso. Dn 11.

podendo-se cultivar somente plantas que suportem os estios ardentes e secos dominantes. que é a parte sul da península. de conquistas. o . cultos e culturas diferentes. cercada por muitas ilhas e ilhotas. A Grécia foi outro palco de atividades missionárias de Paulo. Ásia Menor.sul da Itália. particularmente na região central. conhecia-se como a Ática. E com as conquistas de seu filho Alexandre. as marcas do seu pensamento sobre as gerações de todos os tempos”. Ao norte ficava a Macedômia. mas educado na Grécia – já a cultura helenista era conhecida por toda parte.14 Grécia ou Hélade A península do sudeste europeu banhada a leste pelo Mar Egeu.. ou seja. com suas colônias agrícolas e entrepostos comerciais. a língua grega divulgou-se pelo mundo antigo de tal forma que a propagação do cristianismo por aquela vasta área tornou-se fácil. Mar Negro. o apóstolo.C. etc – os gregos tornaram-se cheios do espírito de aventuras. o Macedônio. Assim “os gregos usaram e assimilaram todos os tipos antigos de civilização e lhes deram um sentido próprio do seu modo de sentir e vir. A Grécia Antiga era conhecida pelo nome de Acáia.C.região representavam a mais complexa mistura de raças. coberta de montanhas de declives abruptos. uma das principais tribos na formação da raça grega juntamente com os dórios). neto de Noé. o Grande. a sudeste. Por esta e outras razões como lutas políticas. o que explicaa chamada Diáspora gega do século 12 ao século 6 a. merecendo destaque os hititas que na Ásia Menor tiveram o centro de sua civilização. Nenhum outro povo conseguiu imprimir. 2. e de seu filho Alexandre. que ofi parai dos jônios. ao sul pelo Mediterrâneo e a oeste pelo Mar Jônico.15 Macedônia País quefica ao norte da Grécia cuja história antes de 560 a. ilhas do Egetu e do Mediterrâneo. quase sem planícies e sem rios. tão indelevelmente como este. e a região de Atenas. de ambição por riquezas. mas que sob o domínio de Filipe. Os gregos – também chamados helenos – são descendentes de Javão. 2. norte da África (Líbia) e até Massília (sul da França atual). chamada Anatólia. isto é. pobreza da terra. Quando a Grécia caiu sob a tutela de Filipe da Macedônia – que era meio grego e meio bárbaro. A Grécia é toda recortada pelo mar. pouco se conhece. a expansão dos gegos para além das fronteiras da Grécia propriamente dita.

C. no Egito.C. Limitava-se sul com a Grécia. Na Itália está a célebre cidade de Roma. e Filetero. que a separa da Itália. Filips. O apóstolo Paulo. 7. quiseram os seus generais “assegurar o impéri para o infante.5. Após a morte de Alexandre. atravessou o Mar Egetu e penetrou no continente europeu pela Macedônia.9). na sua segunda viagem missionária pela Síria (51 d. na Ásia Menor. Macedônia era uma vasta planície fértil envolvida por altas montanhas. Seleuco. 2. na Macedônia.6.39. tornou-se potência mundial do seu tempo (36ºa 323 a. a leste o Mar Adriático e a oeste o Mar Tirreno. Em breve. no Mediterrâneo. a leste com o Mar Egetu e com a Trácia. que ao tempo do Novo Testamento era . e fundaram quatro realezas: Ptolomeu.17 Itália Esta é outra Península do sul da Europa. Modernamente esta regiãocompreende a Albânia e Iugoslávia. 8. tendo ao norte a cadeia dos Montes Alpes. Todos os membros da família de Alexandre foram afastados do poder. senão que ao tempo das conquists romanas eram montanheses bastante selvagens. o número dos generais foi reduzido de sete para quatro. Segundo Romanos 15.).Grande.16 Ilírico ou Ilíria Esta região ficava a oeste da Macedônia. sob a regência da imperatriz víúva e de seu irmão. Em 142 a.19 esta foi a reigão mais distante na direção norte a que chegou Paulo com a mensagem do evangelho. tornou-se província do Império Romano. solicitado por meio de uma visão (At 16. surgiram dissensões entre os generais. mas o profeta Daniel refere-se a este império em 2. deixando duas igrejas estabelecidas em Filipose Tessalônica. o Grande. sua capital.C. incluindo-se nela a Dalmácia. ao norte com os Montes balcânicos e aoste com partes de Trácia e Ilíaco. porém. 2. Hoje a região forma o norte da Grécia.).. nooreste da Grécia e leste do Mar Adriáticos. Muito pouco se sabe da história desta região e seus habitantes primitivos. da Iugoslávia e o sul da Bulgária e Turquia européia. na Síria. Apolônia. seu filho. 8. passando por Neápolis.” No Antigo Testamento não é mencionada a Macedônia. Os seus habitantes eram provavelmente da mesma origem dos gregos. Anfípolis. estes quatro assumiram o título de reis. e ao sul da Pnaônia. Antípater. Tessalônica e Beréia. proém sofrendo maior mistura de tribos bárbaras da Ásia e das regiões do norte do Mar Negro.

sendo governada.C. embora como prisioneiro. escrito em 170 d.. Chipre. Rodes. 2. na Ásia Menor e paultainamente foram submetendo outras regiões ao poder romano.C. Mitilene. perto da atual Gibraltar. mas quando Paulo escreveu a sua Carta aos Romanos. Samotrácia e . entremeada de vales férteis com rios abundantes. Segundo alguns estudiosos. a Palestina tornou-se tributária do Império Romano. por reis. no sudoeste da Europa.19 Ilhas do Gentious ou Ilha do Mar É designação aplicada na Bíblia às ilhas do Mediterrâeno e Mar Egetu. fazendo parte da chamada Península Ibérica. já para com os cristãos – devido a sua agressividade aos ritos pagãos e o seu esforço de fazer adeptos – não o foi. em 63 a. Fortes perseguições foram desencadeadas ao tempo de Nero e de Domiciano contra os cristãos em toda parte.. já havia crents ali.C. Em 190 a. Paulo pregou em Roma. no ano 57 ou 58 d. E região montanhosa. Não se sabe quem teria levado o evangelho à Itália. os exércitos romanos invadiram a Síria. Entre 61 e 63 d. 24 – 28. afirma que o apóstolo havia chegado até a Espanha.C.também a capital do vasto e poderoso Império Romano. 2. o pequeno reino foi se estendendo até abranger toda a península. no princípio do quarto século da nossa era. o Grande. dos quais o principal é o Tibre. E o chamado fragmento Muratori. fundada em 753 a. estes continuaram a multiplicar-se e exercer a sua influência a tal ponto que. ficava ao sul da Espanha. das quais as principais são: Creta. Társis. Não obstante. o cristianismo tornou-se a religião do Estado sob o governo de Constantino. especialmente durante a Idade Média com o estabelecimento dos tristemente célebres tribuinais de inquisição.Patmos. em cujas margens fica a cidade de Roma. Ainda que o império fosse tolerante para com a religião dos povos conquistados.Segundo Romanos 15. Paulo demonstrou o desejo de visitar a Espanha para ali pregar o evangelho.18 Espanha Esta região fica no extremo ocidental do mundo antigo. tera para onde se dirigia o profeta Jonas quando entendeu desobedecer ao Senhor. Assim. sucessivamente. governadores e procuradores.C. banhada ao sul pelo Mar mediterrâeno e ao norte pelo Oceano Altântico.C. Esta região também foi palco de perseguições antrozes aos cristãos...

8:4 diz que a arca parou sobre “os montes de Arará”. ficando este do lado oriental da península e aquele do lado ocidental. Dizem uns que as duas designações não se referem ao mesmo local.O texto bíblico de Gên.talvez Malta e Sicília. na qual predomina a topografia montanhosa. No Monte Sinai Moisés . A península por sua natureza divide-se em duas parte: urna ao norte. 3. Esta dupla nomenclatura é explicada por diversos modos pelos exploradoresorientalistas. as cinco mais importantes são as seguintes: 3. também chamado Horebe.2 Sinai ou Horebe Localizando no extremo sudoeste da Ásia . E ainda outros acham que Sinai era o nome mais antigo e Horebe o mais recente da mesma montanha (Ewald).500m de altitude e que fica mais ao sul e Horebe deve ter sido o nome do conjunto montanhoso e Sinai uma das elevações mais salientes (Hengstenberg e Robinson). ignora-se o local exato do pouso da arca.000 e 2. embora a tradição aponte a montanha mais lata da região como tal e cujo nome é Arará. trataremos neste tópico das montanhas extrapalestínicas do Mundo Antigo relacionadas com a história bíblica. na Península do Sinai. de cerca de 2. É nesta região sul da península que se localiza o Monte Sinais. embora apontem o mesmo bloco maciço (Gesenius) com duas elevações próximas – Sinais.000m de altitude cortadas por valesde dimensões variadas cobertos de algumas vegetações em certas épocas do ano. bem como de regiões mais remotas. a mais alta. de elevações entre 1. 3. poucos conhecidas aos tempos bíblicos.Tem cerca de 5000m de altitude.1 Arará Fica no sudoeste da Armênia e é célebre pelo encalhe da arca de Noé. Provavelmente a primeira é a melhor explicação. MONTANHAS Uma vez que vamo estudar separadamente – na Parte II deste livro – a geografia da Palestina. Destas. outra ao sul. Portanto. que tem forma triangular e que é banhada por dois braços do Mar Vermelho chamados golfo Suez e Golfo de Acaba. predominantemente deserta com leves elevações.

a nacionalidade hebraica com seus aspectos religioso e civil. A sua extensão na direção norte-sul é de cerca de180 quilômetros e na direção oste-leste varia entre 20 e 20 em linha área. oscilando entre 2. 3. A altitude de ambas as cadeias varia entre 1.O vale que separa as duas cadeias demontanhas toma nomes diferentes: ao sulé chamado Vale do Leontes. cobertura de navios.300m. mas vem do tempo da dominação grega e persiste até hoje.750 e 3. por serem de grande duração. palácios dos reis. teve a visão de Deus (Irs 19) emquelhe foi revelado que apesar da idolatria de Israel havia muitos joelhos em seu meio que não se haviam dobrado a Baal.4 Hermon Ete monte fica no exremo sul da cadeia dos Montes Ante-Libanos. uns oucos anos antes. A cadeia de montanhas que fica a oeste é conhecida como Líbano e a que fica a leste como Ante-Líbano. Nas encostas dos Líbanos cresciamos famosos cedros e as esbeltas faias. Os Montes Líbanos são frequentemente citados nas Escrituras. instrumentos musicais etc. Ao tempo de Josué o vale era conhecido simplesmente como Vale do Líbano. madeiras empregadas na construção do templo de Salomão. Moisés teve a visaõ da sarça ardente – quando apascentava os rebanhos do seu sogro – e seis séculos depois Elias.. com a qual se firmou o pacto entre Deus e o povo de Israel.000m (os dados oferecidos pelos vários autores diverge consideravelmente quanto à altitude destemonte. assim. 3. Esta divisão não é conhecida nas Escrituras Sagradas. ao norte da Palestina.365m). fica na parte ocidental da Síria. originando-se.3 Líbanos A cordilheira dos Montes Líbanos. que corre paralelamente à costa oriental do mediterrâneo. no limite sul da Síria e extrem norte da Palestina.900 e 3. Era famoso pela sua fertilidade. No mesmo monte.recebeu a Lei. o profeta.por onde correo rio do mesmo nome. que significa “monte de Moisés”. tambémconhecida como Monte Sirion e Monte Senir. sua escassa vegetação (exceto . pois que serve de leito para o rio do mesno nome. e do centro para o norte toma o nome de Vale do Orontes. que se estende por entre os contrafortes das duas cadeias. Hoje o Sinai é conhecido pelo nome de Jebel – Musa. e apresenta-se em duas divisões: 1)Líbano e 2) Ante –Libano. pouco mais para o norte é conhecido como o Vale de Mispá. Devido a sua altitude que atinge pouco mais de 3.

entre o sul do Mar Morto e o extremo norte do Golfo de Acaba. 4. ficando no seu tríplice cume (formado por três elevações ou picos dispostos em triângulo) uma calota de gelo que reflete os raios solares. a distância enorme. Durante o inverno. também conhecida como Selá. Na realidade Seir não é um monte isolado e sim. cataliza as correntes de ar quente e úmido vindas do Mediterrâneo. mas pertencendo ao mesmo sistema fica o Monte Hor. habitava Esaú. este nome se reveste de uma imponência majestosa. Acreditase que a transfiguração de Jesus teve lugar em algum ponto da encosta sul deste monte. que corre na direção norte-sul na região de Edom na Arábia ocidental (durante a dominação romana era denominada Arábia Petra). irmão de Moisés.5. Nas montanhas de Seir. o enorme véu da neve baixa até cerca de 1500m. O Hermom tem um papel importante na formação do clima da região. provavelmente na parte norte. Principalmente na Palestina. podendo ser avistado de muitas partes da Palestina. Pelas numerosas ruínas de templos dedicados a Baal e outros deuses pagãos encontrados ao seu redor. precipitando um orvalho denso em áreas mais próximas e chuvas abundantes em regiões próximas e distantes. À medida que avança o verão. “O Monte chefe”. Isto é.nas encostas inferiores onde a vegetação é extremamente rica) e sua cobertura permanente de neve e gelo. RIOS . formando fios de Água e riachos que descem pelas encostas e regam as partes inferiores do monte e os vales. Isto devido a baixa temperatura reinante em suas culminâncias. uma serra de montanhas. 3. como era o significado do seu nome. qual um espelho.000 metros. Seir. Sua altitude varia entre 300 e 2. Fenícia e Mediterrâneo. Atualmente seu nome é Jebel-esh-Sheik. Nele morreu Arão. durante a peregrinação de Israel em demanda da terra prometida. um pouco afastado da serra. embora a tradição aponte o Monte Tabor. Na encosta leste. posto militar grardião das fronteiras meridionais do Império Romano. a neve vai derretendo. Na região central dos Montes Seir ficava a cidade-fortaleza Petra. Síria. pode-se concluir que em tempos antigos o Hermom foi de fato um monte sagrado. Arábia. na Galiléia. irmão de Jacó.

por onde se estendem os seus dois braços chamados. A parte navegavel ia até a Ilha Elefantina. E Hebr.780 e 2.. antigamente chamada Yeb.) Este é o rio que. 4. a ilha Elefantina também era o posto militar mais avançado do governo egípcio na direção sul. tendo suas nascentes na região dos grandes lagos da África Equatorial. que fica em frente à ilha. Tigre. Na mesma ilha ainda foram encontradas ruínas de uma colônia judaica e documentos em grande quantidade que relatam acontecimentos entre 400 e 525 a. notadamente na região do Delta. o Nilo é o primeiro rio do continente africano e o segundo do mundo. C. denominado Delta. Eufrates e Jordão.500 quilômetros de comprimento. podemos considerar quatro rios importantes: Nilo. Resp. era considerado pelos egípcios obra dos deuses.11 4. o percurso total do Tigre varia entra 1.2 Tigre ou Hidequel (Gr. corre na direção sudeste do lado oriental da Mesopotâmia até juntar-se com o Eufrates cerca de 160 quilômetros antes do golfo Pérsico. 1. formado pelos três braços ( que antigamente eram sete).10. junto da primeira catarata. a narrativa bíblica ao assunto. suplementando. Devido à mudança do leito do rio através dos tempos – quer pelos meios naturais (inundações).1. Há mais cinco outras cataratas no Alto Nilo que não permitem a navegação. O Nilo corre na direção sul-norte através do Egito desagregando no Mediterrâneo através de um vasto estuário de 25 quilômetros de largura. nascendo nas montanhas da Armênia. referida em Ez 29.145 quilômetros ao sul de Cairo. Além de ser o ponto final da rota comercial. Nilo De cerca de 6. levando para o Egito aluvião fertilizantes das vertentes das montanhas. segundo os dados oferecidos pelos diversos autores. O transbordamento do Nilo nos regiões áridas do Egito e conseqüente abundância das colheitas. pois as escavações nela efetuadas mostram vestígios de fortificações que abrigavam guarnições militares. As chuvas produzidas pelas nuvens formadas sobre o Oceano Índico e levadas pelos ventos sobre as cordilheiras da África Oriental e Equatorial faziam transbordar o Nilo a seus afluentes. Daí o caráter que o povo atribuía ao rio. Provas iguais nos oferecem as ruínas da cidade de Siene (moderna Assuã). Nilo Branco e Nilo Azul e seus afluentes.300 quilômetros. assim.Na vasta área do Mundo Antigo. quer pelos artificiais (canalização) – e também preferência de suas diversas nascentes. Nos tempos remotos ele desaguava . oferecendo novos dados sobre a dispersão dos judeus pelo mundo então.

4. quando a sua cidade (Ur dos Caldeus) era porto marítimo. 4. e no seu terço inferior. Também constituía o limite ocidental da Mesopotâmia.É formado por várias nascentes nas encostas noroeste e oeste do Monte Hermom. o Golfo Pérsico tenha cerca de 250 quilômetros. ou BaixaMesopotâmia. na margem direita. Jordão Este é o rio. Fora os primeiros capítulos de Gênesis. Na época da maior glória do domínio hebreu. mas.A peculiaridade do Jordão é que este é o único rio do mundo cujo leito é inferior ao nível do mar. o rio Eufrates era o seu limite nordeste. Depois toma a direção sudeste.3. devido ao aluvião formado na Baixa-Mesopotâmia. chegando a uma distância de apenas 93 quilômetros do Mediterrâneo. fica a cidade de Bagdá.330 quilômetros. foi construído pelos antigos um sistema de canais.. pouquíssimas são as referências bíblicas ao Tigre. segundo diversos autores. Em sua margem esquerda. especialmente na região sul. na altura do seu terço superior. desaguando no Mar Morto. De início o rio corre para o ocidente. C. da terra santa inúmeras vezes referido nas escrituras sagradas. atravessando a célebre cidade de Babilônia a cerca de 140 quilômetros de seu estuário. cuja história começa no terceiro milênio a. hoje despeja suas águas no Eufrates. também chamada Caldéia. O curso total do rio também varia entre 2.Seu percurso totaliza cerca de 340 quilômetros e atravessa dois lagos: A)Meron e B)Galiléia. que daí pra frente recebe o nome de Shat-el-Arab.880 e 3. A depressão começa desde três quilometros ao sul das águas de Meron e continua cada vez .Hoje cerca de 160 quilômetros ao norte do referido golfa junta-se com o rio Tigre e daí em diante é chamado Shat-elArab. Eufrates Também conhecido como “Grande Rio”. Calcula-se que desde os tempos de Abraão.diretamente no Golfo Pérsico. As suas nascentes acham-se no maciço montanhosos na Armênia. ficam as ruínas da antiquíssima cidade de Nínive. Todos os dois rios depositam uma faixa de terra no fundo do Golfo Pérsico fazendo-o recuar. Aparentemente esta diferença se explica pelas mesmas razões citadas com referência ao comprimento do Rio Tigre. Devido à diferença de nível do Eufrates e do Tigre. tornando assim o vale da Mesopotâmia estgremamente fértil.Também o Eufrates nos tempos antigos desaguava diretamente no Golfo Pérsico. 4.

bem como da formação de Moisés. onde não há possibilidade de sobrevivência animal ou vegetal. relacionados com a Bíblia podem ser divididos em dois grupos. abrange toda a parte sul da península. porém sem importância para a Geografia Bíblica. em cuja margem esquerda fica a cidade de Roma. Portanto. a saber: Yeshimon – deserto absoluto. É o caso de cidades destruídas pela guerra. sendo a mais profunda do globo terrestre. abrangendo o terço médio da mesma. A idéia de deserto entre os antigos Judeus abrangia três aspectos distintos. Há outros três grandes rios no Mundo Antigo. quando tratarmos dos rios da Palestina. os palestinicos veremos quando tratamos da geografia da palestina. Os israelitas peregrinaram 40 anos em desertos deste tipo. Aqui abordaremos os desertos extrapalestínicos. cuja profundidade chega a 400m. e isto em virtude das peregrinações dos patriarcas e do povo de Israel.(Ex 15.20). na Itália. incluindo o monte Sinai. bem como a parte oriental da mesma até . Midbar ou Arabah deserto com certas possibilidades de vida animal e vegetal que. na época chuvosa do ano transformava-se em campo viçoso procurado pelos pastores para pastagem de seus rebanhos. Alguns identificam como o de Etã (Ex 13. 1) Shur. 5. trata-se de uma depressão de 826m. O primeiro correndo no seu último trecho pelo limite norte de Canaã e o segundo banhando a cidade de Antioquia – e Tibre.2). O Grupo do Oeste. o grande guia do povo de Deus.2). na Síria. ao largo da fronteira nordeste do Egito e costa oriental do Mar vermelho (Golfo de Suez). tendo a linha do Mar Morto-Golfo de Ácaba como divisória: 5. Os desertos extrapalestínicos da Palestina. 2) Sin. (Mais adiante. que se efetuou especialmente nos desertos do Êxodo. Heraboth – lugar devastado. em conseqüência de destruição. São eles: Leontes e Orontes. o Jordão será apreciado com mais detalhes). DESERTOS Na bíblia encontramos várias referencias a desertos. que alguns identificam como o de Etam (Ex 13. desértico.1. estende-se pelo noroeste da península do Sinai.mais acentuadas até chegar a 426m no Mar Morto. que é o prolongamento do anterior na direção sul da costa oriental do mesmo mar. 3) Sinai.

CIDADES O estudo das cidades do mundo antigo requer que as dividamos em dois grupos: a) grupo extrapalestínico e b) o grupo palestino. 4) Parã. O Grupo Leste.o fundo do Golfo de Ácaba. 1) Indumeu. pequena área que fica ao norte do parã e leste de Shur. 2) Moabe. Junto delas. cobre todo o centro da península. 5. 6) Zim. A expressão “de Dã a Berseba” era maneira de definir a extensão norte-sul do território Palestino. Berseba. extrapalestínico. Porém antes façamos uma descrição geral das cidades bíblicas. A parte principal no interior da cidade era o palácio real. ou 112 metros”. deslocandose um pouco para nordeste da mesma. A esta altura do nosso estudo vamos focalizar as do primeiro grupo. Quanto ao planejamento das cidades antigas. cuja localização é desconhecida. ao norte de Moabe. ou Cades-Barneia. são desertos de pouquíssima importância histórica e que são mencionadas apenas acidentalmente. 7. 5) Beser. o elementos fundamental era o muro protetor queabrigava a cidade dos ataques dos inimigos. 4) Diblat. também conhecido pelo nome de Negeb. As portas eram poucas em cidades menores e numerosas em maiores. em estilo de fortaleza muito resistente. Estes dois últimos desertos constituíam o limite sul da Palestina. de John D.1 Descrição Geral Entende-se por cidades bíblicas aquelas que de alguma forma são relacionadas com a história bíblica. faziam-se feiras livres e outras . descrevendo a célebre cidade de Babilônia. localizado geralmente bem no centro. o grande historiador Heródoto. 6. que correspondente a 20 metros e a altura de 200 cúbitos reais. diz queos seus muros tinham “a espessura de 50 cúbitos reais. 5) Cades. igualmente a sua largura. 5. fica a leste do Cades. 3) Quedemote. ou seja. a nordeste do mesmo mar. Sobre os muros do palácio e da cidade haviam torres e vigias permanentes. Este é um pequeno deserto em torno da cidade de Berseba o marco meridional da Terra Santa. fica a sudeste do Mar Morto. Davis. em praças ou largos. ainda que não mencionadas especificamente. de forma retangular. Segundo o Dicionário da Bíblia. A altura desses muros variava de acordo com a importância e o tamanho da cidade.2.

devido às pontes que ligavam as casas de ambos os lados. constituíam as cidades militares para obstar a invasão dos inimigos. porém. com poucas divisões e mobiliário modesto. Em algumas cidades a praça central. Em primeiro lugar. por exemplo. As residências dos ricos eram geralmente miniaturas de paláciao real. Ao passo que as casas dos pobres eram simples. predominava o barro. As ruas das cidades antigas eram estreitas e geralmente escuras. junto de nascentes de águas. A localização das cidades geralmente obedecia às conveniências da população. as ruas não obedeciam a qualquer planejamento. estatuetas.transações comerciais. como colunetas. geralmente. com as suas peças amplas. Na Palestina também os dois elementos eram comuns nas construções das cidades. Em segundo lugar. por onde os exércitos dos inimibos do leste obrigatoriamente tentariam invadir a terra de Canaã pelo sudeste. Quanto a importância. Assim. em tempo de guerra. ou seja. e em lugares férteis. embora fosse usado também o tijolo de barro. Entre estas pode-se mencionar Jericó junto do vau (passagem rasa) do Jordão. é que seriva para todos estesfins. junto a alguns oásis ou poços. Havia. a exibição do poderio econômico. muitas delas. Cidades Principais do Grupo Extrapalestínico Destacam-se neste grupo. ainda que a pedra fosse mais comum. tendo sido construídas em lugares estratégicos ou passagens obrigatórias que davam acesso às regiões menos defensáveis. as seguintes: . seus jardins bem tratados. abandonavam os seus campos e recolhiam-se nas cidades ao abrigo de suas muralhas. suas piscinas e objetos de ornamentação. o material empregado na construção das cidades dependia do predominante na região. bem como as assembléia dos cidadãos e os julgamentos. junto do palácio real. constituindo. A não ser em cidades grandes. as cidades eram duplamente notáveis. eram construídas sobre montes ou elevações onde a posição contribuía para a sua defesa. eram muito úmidas e sujas devido ao lixo das casas que era despejado nelas. As casas e o mobiliário variavam de acordo com as posses dos proprietários. Já no Egitoera a pedra o material principal. tijolos de barro secados ao sol ou queimados. vasos etc.Na Babilônia. pela sua importância e relação com os hebreus e com o cristianismo primivito. numerosas cidades em vastas regiões planas. Estas. porque constituíam o refúgio das populações rurais ou agrícolas.

centro industrial. Damasco. 3. Foi tomada pelos babilônios em 612 A. segundo as escavações arqueológicas (o Golfo Pérsico antigamente ia até Ur). antidiluviana. As pirâmides egípcias mais famosas ficam perto desta cidade. Tornou-se a capital do mundo no período áureo do império Assírio. cerca de 20 quilômetros ao sul de Cairo capital do Egito. levava-se três dias para percorer (atravessar?) a cidade. Menfis. segundo Heródoto.Dois dos livros proféticos do antigo testamento tem Nínive por objetivo: Jonas e Naum.Geralmente os hebreus e outros estrangeiros nas suas condiçõesincluíam as cidades vizinhas que confinavam com Ninive como seus subúrbios. Ur. A cidade mais importante do Egito sentetorial que. Segundo os historiadores “a cidade viva mais antiga da terra”. Situada ao sul da Babilônia ou caldeia. primeiro rei do Egito mencionado na historia. neto de Sem. no planalto oriental do Ante-Libano. Com a mudança do leito do rio Eufrates e ascendência da cidade de Babilônia que ficava a 25 quilômetros de Babilônia ao norte. 4. na Ásia Menor). Os judeus que permaneceram na . localizada na margem ocidental do Nilo. terminando assim a sua glória. Através dos séculos tem sido a Capital da Síria. Babilônia e Roma (via Éfeso. É citada frequentemente nas Escrituras Sagradas em que as referências vão desde os dias das peregrinações de Abraão (Gn 14) até o tempo do apóstolo São Paulo (Gl 1.17). Notável Por se constituir centro estratégico para o comércio do mundo antigo.3. porto marítimo. localizada ao sul da Síria. Ficava a margem oriental do Tigre superior.1. Segundo Jonas 3. Nas escavações arqueológicas de Ur temos as mais antigas evidencias da cultura sumeriana. Ninive. Damasco teve por fundador Uz. Os hebreus a conheciam pelo nome de Nofe (Is 19. teria sido edificada por Menes. agrícola e comercial de grande importância. Segundo Gênesis 10. 2.13). 50 quilômetros ao norte da confluência do rio zabe com aquele.C. foi perdendo a sua importância. por se tratar de um ponto de entroncamento das estradas que culminavam Egito e Arábia com Assíria.11 foi uma das cidades mais antigas da Assíria. Conforme a tradição. hoje chamada Mugheir (perto das escavações da antiga Ur). que habitava aquelas regiões (provavelmente o cenário da historia de Jô). Cidade natural do patriarca Abraão.

mais tarde fugiram para o Egito e se estabeleceram em Menfis (Nofe) e mais outros pontos daquele país (Jr 44. pelo que se pode concluir de alguns dados arqueológicos. em torno do local da torre de Babel. Babilônia. podemos imaginar o que eram os muros de Babilônia. D. Jerusalém: (Ver estudo adiante sobre cidades principais do Grupo Palestino) . historiador grego . era cidade marítima.1). Arã. muralhas quase inexpugnáveis etc.quando o povo de Judá foi levado cativo para aquela região. construídas de tijolos com argamassa de betume com 250 torres e 100 portões de cobre. Davis em seu Dicionário da Bíblia . Entretanto. cidade do Patriarca. 5.citado por J. Poucas informações temos desta cidade. jardins suspensos. Segundo Heródoto. tratava-se de um importante centro militar e comercial. ou Padã-arã. É certo que ficava na região chamada Arã-naaraim.portanto nos dias do profeta Daniel. Ásia Menor. no planalto sentetorial da Mesopotâmia. Babilônia. notável pelos seus maravilhosos palácios.10). A antiga e bela capital do famoso império babilônico.As suas origens pré-históricas remontam aos dias de Nimrode (Gn 10. Conforme Jeremias . 51:58. 7..as muralhas que cercavam a “cidade maravilhosa” do mundo antigo eram duplas e tinham cerca de 28 metros de largura e até 112 metros de altura e 96 quilômetros de extensão. conforme provam as escavações em suas ruinas que hoje ficam a cerca de 250 quilômetros do fundo do Golfo Pérsico) A época de seu maior esplendor foi o tempo do rei Nabucodonosor. terminou os seus dias em 323 a . Egito (via Palestina) e Síria. Hoje no localda antiga capital do Baixo Egito achamse duas aldeias. onde permaneceram por algum tempo Terá e seu filhos depois de deixarem Ur.C. ou seja. século 6 A. o Grande. Foi na cidade de Babilônia que Alexandre. ponto de convergência dos caminhos da Assíria. C. 6. cerca de 500 quilômetros a noroeste do Golfo Pérsico (250 quilômetros ao tempo de Abraão.Palestina. pois que Ur. depois da destruição de Jerusalém pelo rei babilônio Nabucodonozor. Esta cidade foi edificada sobre as duas margens do rio Eufrates.

não mantiveram as mesmas relações com os hebreus como os de Tiro.. Foram eles que fundaram Cartago.C. Outra cidade importante e muito antiga da Fenícia.Orígenes. Foram as cidades fenícias Tiro e Sidom as únicas em território estrangeiro que Jesus vistiou durante o seu ministério terreno (Mt 15. (At 27. era pai de Jezabel. Paulo tocou em Tiro no final de sua terceira viagem missionária. De início a cidade foi edificada sobre um pequeno promontório. Cidade antiga e muito importante da Fenícia. Mas Alexandre. tendo construído um molhe através do estreito que a separava do continente.1 – 16). distante ceca de nove quilómetros do Mar Pireu. pelos conquistadores. 21 – 31). manteve estreita amizade com Israel. Foi arrasada. tanto no Antingo quanto no Novo Testamento. Etbaal. Atenas era celebre como centro da ciência. tomou a ilha de Tiro em 332 a. que em 1834 tornou-se a capital de todo reino da Grécia. porto marítimo do Mediterrâneo. na África setentrional. cerca de 30 quilômetros ao norte de Tiro. As As referencias . C. onde havia um grupo de cristãos. ajudando comsua madeira e artíficesa construir os palácios e o templo (2Cr 2. Hoje seu nome é Saida. quando de sua viagem a Roma. que morreuem 254 d. fundada em 1156 a. Segundo pode-se concluir das referências biblícas. foi sepultado na basílica cristã de Tiro. que mantinham relações com regiões as mais distantes. um dos estados da Grécia. Foram os Tírios navegantes e comerciantes famosos.3) onde tinha amigos 10 Atenas. um dos notáveis pais das Igreja Cristã. os sidonios.C.. Hirão.C. É mencionada muitas vezes nas Escrituras Sagradas. o Grande. é freqüentemente referida na Bíblia. Ao tempo de Davi e Salomão. a terrível mulher de Acabe. transferindo-se mais tarde para uma ilha próxima a fim de resistir melhor aos constantes ataques dos inimigos. 9. sua fundação remonta a 2750 a. sendo seu porto comercial mais próximo Falero. A importância desta cidade foi tão grande que os historiadores da antiguidade freqüentemente referiam-se aos sidonios como sinônimo de fenícios. Um dos reis sidonios. e reconstruída. rei de Israel. Tiro. Este é o nome da capital da Ática. no século 9 a. Sidon. depois de sete meses de cerco. muitas vezes. Conforme relatos de escritores e historiadores antigos (Hérodoto e outros). O nome moderno desta cidade é Sur. da literatura e das artes do mundo antigo. atraindo inúmeros estudantes de todas as regiões. o rei de Tiro.C. parece.8. Paulo atracou neste porto.

aos Filipenses. 1 Ts 3. 8 – 10) entre os anos 54 e 57 d. universalmente aceita. aos Colossences e a Filemom.C. cuja origem remonta ao século 11 a. na margem esquerda do rio Tibre. edificada sobre sete colinas. a capital da Ásia Proncosular e o entrocamento das duas estradas mais importantes (leste – oeste e norte – sul) da grande península ao tempo dos romanos.1). 11 Éfeso. Paulo.bíblicas a esta cidade são todas elas relacionadas com a obra missionária de Paulo (At 17. Paulo esteve preso em Roma durante dois anos e dali escreveu quatro epistolas: aos Éfesios. é 753 a. ficou ali durante dois anos e três meses (At 19. 15 – 18. Ao tempo do apóstolo Paulo a “Cidade Eterna” como é chamada já possuía cerca de 1 milhão de habitantes. cerca de 18 quilômetros da desembocadura deste com o mar Egeu. . A cidade mais importante da costa ocidental da Ásia Menor. Seu magnífico templo consagrado à deusa Diana (Ártemis dos gregos). reconhecendo a importância estratégica de Éfeso.C.C.. A data de fundação. Famosa por ter sido a capital política e cultural do mundo por vários séculos. localizada na margem direita do rio cayster. Era a um só tempo o porto mais importante do Egeu oriental. que levou 220 anos para ser construído e tinha 55m de largura por 122 m de comprimento. seu teatro com capacidade para 25 mil pessoas assentadase seu hipódromo eram de fama mundial. na província de Lídia. realizando o seu maior trabalho missionário. 12 Roma. a 24 quilômetros da desembocadura deste no mar Tirreno. Cidade das mais antigas da península itálica. 1.. na costa ocidental da península.

GOEGRAFIA FÍSICA DA PELESTINA 1. É outro nome antigo que. ou do além". Canaã ou Terra de Canaã É o nome mais antigo por se tratar da terra habitada pelo neto de Noé.PARTE II A PALESTINA 1. como nos escritos profanos.1. a preferência dos descendentes de Canaã pelas planícies. Literalmente significa “habitante de terras baixas”.1 Nomes A região que nós conhecemos pelo termo Palestino tem recebido. bem como tem sofrido alterações quanto à sua extensão. Terra de Israel ou Terra dos Israelitas.1. e outros a Haber ou Habirú.1. 1. 1. Nome cuja origem uns atribuem a Éber.Terra dos Hebreus. 1. designado assim. tanto no Antigo Testamento.1. termo que significa "o do outro lado. Canaã e sua decendência. patriarca importante de quem descende Abraão. De muitas passagens bíblicas depreende-se que este era o nome para designar o território entre o Mediterrâneo e o rio Jordão. designa a mesma região territorial conhecida como Canaã. alusão à circunstância de que Abraão veio de um país situado do outro lado do Rio Eufrates. Provavelmente. através dos tempos. 1. pois os amorreus são descendentes dos cananeus.1.3.2 Terra dos Amorreus. nomes diferentes. Esta designação ocorre com freqüencia no Antigo Testamento e significa "terra pertencente aos descendentes de Jacó" a quem o Senhor colocou o nome e .4.( o grande divisor natural de regiões do antigo Oriente) e cujo descendentes vieram a torna-se donos da terra.

7. a 30º latitude norte. A princípio este nome se referia somente à área que. É a designação dada pelo profeta Zacarias em (2:12) e pelos cristãos desde a Idade Media.1. (Gênesis 12:1-4). 1. quando de sua chamada.5. este nome passou a ser usado para designar todo o território comprometido na benção de Jacó ( Gênesis 49:8-12) e seus habitantes foram chamados de "judeus". após a conquista.2.1.este nome aplicava-se apenas ao Reino do Norte. Localização Localizada no continente asíatico. Após o cisma. 1. É o nome dado a terra de Canaã por causa da promessa de Deus feita a Abraão. na distribuição da terra de Canaã. nesta designação incluía-se também a área pertencente à tribo de Benjamim. a terra habitada pelos filisteus.ou seja. Palestina Este nome deriva-se do termo Filístia.1. Na Bíblia este nome é dado a uma faixa de terra a sudoeste de Canaã. banhada pelo Mar Mediterrâneo (extremo leste) em toda a extensão do seu limite ocidental. Terra de Judá ou Judéia. Palestina era o nome mais usado. 1. Depois da divisão do reino de Israel. ministério e sacrifício do Filho de Deus em favor dos homens. Terra da Promessa ou Terra Prometida. ao largo do Mar Mediterrâneo até o Egito. Posteriormente figuras como Plinio e Josefo passaram a chamar por este nome toda a região de Canaã.6. mais ou .Terra Santa. tocou por sorte à tribo de Judá. Desde os tempos do domínio romano até os dias que precederam a fundação do moderno Estado de Israel. Quando o povo de Deus voltou do cativeiro babilônico e reorganizou a sua vida nacional. particularmente do nascimento. 1. por ter sido aquela terra palco de maravilhas divinas.8.1.e na qual Deus estabeleceu o seu servo e sua descendência.de cujos doze filhos formaram-se as doze tribos que constituíram o povo de Israel. assim formando o Reino de Judá. 1.

1. bem como entre o Norte e o Sul. Naturalmente estes são os limites médios ou prevalecentes da história política da Palestina. Como nos dias dos reis Davi e Salomão. quando pela conquista anexaram-se vários territórios vizinhos. ficava na rota obrigatória do trafego entre o Oriente e o Ocidente. (desrto arábico). a Palestina era um pouco maior que o Estado de Sergipe. Superfície A superfície da Palestina variou consideravelmente no decorrer dos tempos. sendo o seu comprimento em direção do norte para o sul . Para um estudo mais detalhado da topografia da Palestina vamos seguir o esquema a baixo: 1. 4 Planalto Oriental.1 Planícies . igualmente passagem inevitável dos exércitos conquistados das grandes portências ao seu redor. Limites A Palestina limita-se: ao norte com a Síria e Fenícia. a Oeste – com o mar Mediterrâneo. Do ponto de vista comercial.3. 2 Região montanhosa central. ao Leste – com partes da Síria e partes da Arábia. ou zona montanhosa de Galaad. ora sendo mais extensa. Entretanti em termos médios. as devastações sofridas pela Palestina em repetidas ocasiões durante a sua história. e do ponto de vista político.de aproximadamente 250 quilômetros e largura media de 120 quilômetros. podemos dizer que a sua superfície é de cerca de 30 mil quilômetros quadrados. 1. a Transjordania.5.ora sendo mais reduzidas. ao Sul – com Arábia. quando foi invadida pelos reinos ao seu redor. havendo épocas em que eles sofriam algumas modificações resultantes das conquistas ou perdas nas lutas com as nações vizinhas. a Palestina constituía-se num centro de gravidade para mundo e as civilizações da antiguidade.menos equidistante dos pontos principais do Mundo Antigo.4.5 Topografia De um modo geral os geógrafos modernos costumam dividir a Palestina em quatro secções longitudinais: 1 Planice da costa do Mediterrâneo. 1. Comparando com as superfícies dos estados brasileiros. 3 Vale do Jordão.

alargando-se para o noroeste até as fraldas do Monte Carmelo e sul dos Montes Líbanos. é o mais importante. dos quais o central. alargando-se na direção das montanhas da região central à medida que avança para o sul. ou seja.(1) Planície do Acre ou Aco – região do extremo noroeste da costa palestínica. Devido a sua posição estratégica. Ascalom e Gate. a planície foi palco de inúmeras batalhas desde os dias de . como ao vale que toma a direção leste. também chamada de Armargedon – Embora possa também ser classificada como vale. fortemente muradas. Jesreel. eram: Gaza. (5) Planície de Jesreel ou Esdralon. uva e oliva. entre Jope e Gaza. As cinco cidades principais dos filisteus. (4) Planície de Sefelá – Região situada entre a planície da Filístia e as montanhas de Judá ao oriente. ao sul da Fenícia e que se estende até o Monte Carmelo. produzindo em abundância cereais e frutas. no sudeste da Palestina. (2) Planície de Sarom – Região compreendida entre o monte Carmelo e a cidade de Jope. Eram as fortalezas da planície. Ecron. junto da costa sul. (3) Planície da Filístia ou marítima– A faixa de terra habitada pelos filisteus. Para o leste desta cidade desce o Vale de Jesreel até atingir o Jordão na altura de Bete-Sea. a planície que traz este nome é considerada a maior da Palestina e a mais famosa. Está situada entre os montes da Galileia e os de Samaria. produzindo principalmente trigo. Confluência de três vales. com cerca de 75 quilômetros de comprimento por 25 de largura. Esta planície é particularmente conhecida pelos famosos lírios e outras variedades de flores. No ângulo suleste da planície fica o local da antiga e importante cidade fortificada de Jesreel. Azoto. que foi a capital do Reino do Norte ao tempo de Acabe e Jezabel. De modo que a cidade empresta o seu nome tanto a planície que se estende para o noroeste da mesma. bordejando a Baía do Acre. cujo o nível é ligeiramente mais elevado que a da planície da Filistia. Região muito fértil. semeada de colinas baixas e muito fértil. via de comunicação natural entre Damasco e Mediterrâneo. pela sua extensão e aspecto do conjunto é preferível qualificá-la de planície.

para caracterizar as futuras dores e os triunfos do povo de Deus. confusão que ocorre frequentemente pelo fato de alguns autores chamarem a planície também pelo nome de Vale deEsdraelon. ao sul da planície. começando ao sapé do monte Hermom. no extremo sul. na época dos Juízes. No seu ponto inicial é muito estreito. numa distância de 215 quilômetros em linha reta desde Hermom até o Mar Morto. 426 metros a baixo do nível do Mar Mediterrâneo. Po este vale corre o célebre rio Jordão.Gideão.Armargedon. O nome profético desta planície . chegando a 15 quilômetros na região de Jericó. (3) Vale de Açor. de leste a oeste. .Vales A Palestina é terra de muitos vales. a de Dotam. (Ap 16. e tornando a estreitar-se pouco antes do Mar Morto. ao sul de Jericó. que lhe empresta o nome. O rio Quison (Kishoi) atravessa a planície longitudinalmente. Situa-se na região de Sefel.16). Existem outras planícies menores espalhadas pelo interior da Palestina.2. cerca de 100 metros. no seu ponto final. que significa “Montanha de Magedo ou Megido” é uma associação de fundo histórico com sangrentas batalhas ocorridas perto da cidade de Megido. Não se deve confundir este vale com a planice do mesmo nome. É o vale que chega a maior profundidade de toda a face da terra. a 24 quilômetros a nordeste de Jerusalém.5. onde se deu a vitoriosa batalha de Josué com os amorreus quando o sol . e termina no vale do Jordão na altura de Bete-Seã. no qual se deu o apedrejamento e queima de Acã e toda a sua família. (2) Vale de Jesreel. como a de Jericó. alargando-se para 3 quilômetros logo a baixo do Mar da Galileia. Este fica entre as terras de Judá e Benjamim. (4) Vale de Aijalom. a de Moabe. a de Genezaré etc 1. desembocando no Mediterrâneo ao norte do Monte Carmelo. aqui vamos enumerar e localizar os principais: (1) Vale do Jordão. O vale de Jesreel tem o seu começo nas cabeceiras do ribeiro de Jalud. Este é o maior vale da Palestina. corta o país longitudinalmente até o Mar Morto. que serpenteia pelo mesmo. no extremo norte.

Outros vales menores serão mencionados mais adiante em relação a diversos acidentes geográficos. famoso pela sua fertilidade especialmente a dos vinhedos. (9) Vale de Moabe. queé a reigão da Galiléia ao norte. (2) Planalto Oriental – Fica ao oriente do Jordão.3 Planaltos Dois sãoos planaltos gerais da Palestina: O Planalto Central. especialmente a pare do sul do mesmo. Planalto de Basã ou Auran.parou sobre Gibeom e a lua sobre o vale de Aijalom. 1. c) Planalto de Judá. foi deste vale que os espias levaram a Moisés um cacho de uvas tão pesado que foram preciso dois homens para transportá-lo. desde o sul do Montem Hermon até o vale por onde corre o rio Yarmuque. que pode ser considerado como continuação do Ante – Líbano. estendendo-se na direção noroeste da cidade de Siquém. A altitude de ambos varia entre 650 e 1. (5) Vale de Escol. em cujas cercanias fixou-se por longo tempo a família de Abraão. Situado no centro de Canaã. chamada atualmente Nablus. tem cerca de 12 quilômetros de comprimento. Segundo Números 13. a região de Samária ao centro. entre os montes Gerizim ao sul e Ebal ao norte. correndo na mesma direção do anterior. b) Planalto de Efraim. que corre pelo centro do país na direção nortesul. Sua extensão mede-se em 18 quilômetros de comprimento na direção do Mediterrâneo.300m. famoso pelo encontro de Jesus com a samaritana. (1) Planalto Central – Subdivide-se em três seções:a.5. (7) Vale de Sidim. tudo faz crer que este é o valoe onde se encontra hoje o Mar Morto. é o vale mais largo dos três “wadis” que desembocam na planice de Moabe a nordeste do Mar Morto.que é como a continuação dos Montes Líbanos. 22 – 27. também subdivide-se em três partes distintas: a. Planalto de Naftali. Fica a cerca de 30 quilômetros a sudeste de Jerusalém. provável região de Sodoma e Gomorra. no qual se levanta a célebre cidade de Hebrom. Neste vale está o poço de Jacó. (8) Vale de Siquém. (6) Vale de Hebrom ou Manre. e o Planalto Oriental. por 9 de largura. ao sul. 3 – 10. entre Betel e Hebrom. É a região mais fértil para o plantio de trigo e . Conforme Gênesis 14. a oeste de Hebrom.

ocupando a área mais extensa. cortado pelo Jaboque. sendo que a última.a leste da última parte do curso do Jordão e Mar Morto até o rio Arnon. Daí nota-se um certo temor pelos montes. Assim teremos os montes de Naftali. A.4 MONTES É interessante notar a atitude dos hebreus para com os montes. em todos os sentidos. Issacar e Naftali. abrangendo a alta e a baixa Galiléia. os de Gileade e os de Moabe no Planalto Oriental. um Deus transcendente. mascomo qual o homem pode ter comunhão. Planalto de Gileade. também região de grande fertilidade. Os Montes de Naftali A expressão no singular.5. mais acessível a este. por ocasião da conquista de Canaã por Israel. c. Nas tradições mais recentes já se usa a expressão “região montanhosa de Naftali” da qual os quatro montes abaixo destacados são os mais importantes. depois. As numerosas e variadas experiências religiosas e militares frequentemente estiveram relacionadas com os montes. Neste temor parece que os hebreus expressavam a superioridade. os montes de Basã. Podemos dividir os montes da Palestina em dois grupos gerais: Os montes Palestínicos propriamente ditos e os montes transjordânicos. o qual. 1. 1. a Elias no Monte Horebe etc.coube às tribos de Aser. Isto certamente concorreu para a formação do conceito que eles tinham de Deus como estando. acima do homem. deu o nome a toda a região. b.Monte de Naftali –usada nas antigas traduções da Bíblia designa todo o conjunto montanhoso do norte ocidental da Palestina. Também Deus geralmente falava aos líderes do pov onosmontes – assim falou a Moisés no Monte Sinais. entre Yarmuque e Hesbom. Esta já é a região mais rochosa entrecortada de prados de exuberantes pastagens. Zebulo. a elevação e a distancia entre a criatura e o Criador.Neles este povo via a justiça e a grandeza de Deus reveladas na natureza. os de Efraim e os de Judá no Planalto Central. Planalto de Moabe. Montes Palestínicos Propriamento Ditos O estudo dos montes obedeerá a subdivisão dos planaltos já estudados. .pastagem de gado.

chegando a construir em seu topo marcos comemorativos do acontecimento. julga-se ter sido ali o lugar onde Jesus reuniu os seus discípulos e proferiu o célebre Sermão do Monte. Na historia do Velho Testamento este monte tem significação importante devido às batalhas ocorridas junto ao mesmo. mas copada. porém. com ampla vista para o Mar da Galileia. Na realidade o Carmelo é uma pequena cordilheira com cerca de 30 quilômetros de comprimento por 5 a 13 de largura que pende do Mediterrâneo para sudeste Palestina adentro. d) Monte Carmelo. O ponto mais alto desta serra fica na extremidade sudeste –cerca de 575 metros – em cujas imediações havia um altar antigo. pouco acima do sopé. razão pela qual também é conhecido como “Monte das Bem-Aventuranças”. localiza-se também na Galiléia. razões fortes fizeram crer que a transfiguração teria ocorrido em alguma elevação do lado sul do monte Hermom. Ao lado norte do monte corre o rio Quison em cuja margem Elias mandou exterminar os profetas de Baal em fuga. outro para Moisés e outro para Elias. coberta de vegetação rearefeita.32. formando. jardim” – isto provavelmente devido a proverbial fertilidade que nos tempos idos cobria vastas áreas de sua cobertura. que mais tarde a mãe de Constantino. Por se tratar de lugar pitoresco. Note-se que este monte ou serra forma .onde se localiza a cidade de Haifa. Cornos de hatim localiza-se a oeste do Mar da Galiléia.cerca de 180m – tendo no lado oriental uma meseta. É de pouca altitude . Seu nome significa “campo fértil. como sejam: a de Baruque e Débora contra Sisera (z 4) e de Gideão contra os reis midianitas (Jzs 8). Inesquecível pela morte de Saul e seu filho Jõnatas na batalha contra os filisteus. a Baía do Acre. medindo 13 por 5 a 8 quilômetros e altura de 543 metros.fazendo parte do pequeno conjunto chamado. c) Monte Gilboa. lugar do desafio lançado pelo profeta Elias aos profetasde Baal e consequente fracasso destes. ao norte. um paraJesus. Seus flancos são íngremes e escarpados.formando um promontório ao sul da Planície do Acre (Acho ou Ashet) e é a única parte do território da Palestinaque avança Mar Mediterrâneo adentro. na parte nordeste da planície de Jesreel ou Esdraelon. No segundo século da nossa era grandes teólogos pensaram que a transfiguração de Jesus se dera ali. b) Monte Tabor: Com 615m de altitude. Santa Helena.Este é o único monte que se destaca do Planalto Central na direção oeste. transformou em três templos. Posteriormente. Este fica a sudeste da planice de Jesreel e tem forma alongada.a) Monte Hatin. referido em Ireis 18.

acima do vale (940m do Mediterrâneo). o templo fosse destruído por João Hircano. com apenas 230m. 6). nos dias de Jesus ainda os samaritanos continuavam a celebrar o seu culto no alto do monte Gerizim (Jo 4). e) Monte de Efraim: É a região montanhosa que abrange principalmente a área que coube a tribo de Efraim. b) Monte Gerizim.1 – 13). apresentando em seus flancos inúmeras cavernas que pela sua conformação interna algumas parecem (algumas) ter sido habitadas. situado ao norte de Nablus. porque Josué. para que de um dos montes. os sacerdotes. em 129 a. os samaritanos. com um amém. Jr 31. sob o governo de sambalá. Dizem os que tem visitado o vale de Siquém que os dois montes de fato forma uma espécie de anfiteatro em que os efeitos acústicos permitem distinguir num dos montes e no vale a voz de uma pessoa que fala do outro nome. Também com referencia a esta região. os levitas e os anciãos no vale. o governador. construíram um templo rival ao de Jerusalém.. Uma delas é assinalada como “Gruta de Elias”. e destenome. também árido e escarpado.28). respondendo o povo das seis tribos reunidas no Ebal com um amém. Embora mais tarde.30 -34). em algumas traduções mais antigas fala-se em singular – Monte de Naftali. reuniu seis tribos num monte e seis no outro. Fica ao sul do vale de Siquém. respondendo.C. Este era genro de Sambalá.7. a meia tribo de Manassés e um pouco da de Benjamim. antiga Siquém. depois do cativeiro babilônico dos judeus. 27. as tribos reunidas no Gerizim (Js 8. que hoje é um santuário muçulmano. Os mais importantes destes montes são Ebal e Gerizim. e fora expulso do sacerdócio judaico de Jerusalém por ter esposado uma mulher estrangeira (Ne 13. por suavez. o Ebal. conforme determinação de Moisés (Dt 11. tem uma atitude de 300 m acima do vale (1. também conhecidos como o Monte da Maldição e o Monte da Benção.5. . ficando a arca. fossem lidas as bençãos para os que guardam a lei do Senhor. fossem pronunciadas as maldições que viriam sobre os infiéis. a) Monte Ebal. constituindo a Manassés sumo-sacerdote do mesmo.uma barrreira entre as planícies Esdraelom ao norte e Sarom ao sul. É que. bem como Monte de Israel e Monte (ou montes) de Samária (Js 20.015m acima do nível do Mediterrâneo) e é árido e escarpado. o Gerizim. Possui uma história particular.29. como se deduz da conversa de Jesus com a mulher samaritana junto ao poço de Jacó que ficava a beira da estrada que passava pelo vale de Siquém.

separado deste pelo Vale de Tiropeon. Quando a arca foi transferida para o templo que Salomão construiu no monte Moriá. baixando-se depois na direção sul.C. Este monte faz parte de uma pequena cordilheira. mais baixa era chamada Ofel. ou ainda Montanhas de Judéia. com cerca de três quilômetros de comprimento. seu único filho (Gn 22. foi profundamente alterado através dos séculos pelos aterros e edificações. Segundo Gênesis 22. o mais alto dos montes da cidade de Jerusalém. elevando-se mais na região deJerusalém. separada por vales formosos opor onde correm riachos com suas vertentes para o Mediterrâneo ou para o Mar Morto. sendoque a parte sul. este nome deisgnava não propriamente um monte.Geralmente é aceito que foi neste monte que Abraão levantou um altar e preparou-se para sobre o mesmo sacrificar o Isaque. e finalmente perder-se nos desertos de Zim e de Edom.comandando os homens da tribos de Judá e Benjamin (em cujos termos achava-se a cidadela até então não conquistada).9. tomou. Cerca de um milênio depois. Monte de Judá. uma região. principalmente no seu lado ocidental. que corre do norte para o sul no lado oriental do vale de Cedrom que o separa do monte Moriá. para elevar-se novamente nos arredores de Hebrom.1). logoquesefez rei de todo o Israel. b) Monte Moriá. Mais tarde. este monte passou a ser considerado monte sagrado. c) Monte das Oliveiras.As principais elevações que devemos considerar neste conjunto montanhoso são as da região de Jerusalém (ou Aglomerados de Jerusalém). 10). Salomão construiu nesse mesmo lugar o famoso tempo de Jerusalém (2Cr 3. o aspecto primitivo deste monte. ou . mas sim. 6 – 10). A cordilheira apresenta quatro elevações distintas. fazendo dela a capital do seu reino (2Sm 5. Fica a leste de Sião. tendo Davi levado para Sião a arca. Várias são as atitudes atribuídas a este monte. Hoje não há dúvida que a fortaleza achava-se sobre Ofel. Até algumas décadas atrás discutia-se sobre Sião ou Ofel estava a antiga fortaleza dos jebuseus que. devido a sua posição privilegiada. Trata-semais de uma série de elevações. em sua forma singular. a) Monte Sião .É um monte com cerca de 800m de altitude. a que fica defronte do monte . sendo que a mais baixa. e daí por diante designava freqüentemente toda a cidade de Jerusalém. Todo o conjunto montanhoso que se estende ao sul dos montes de Efraim é denominado na Bíblia Montes de Judá. desde 798 até 900m (parce que a primeira é a mais aceitável). “o nome Sião compreendia também o templo”. se prestava bem para a defesa da cidade de Jerusalém e que Davi.2.. Os montes de Judá. É de forma alongada e pende na direção norte-sul.

olhando para a cidade de Jerusalém. Nos dias de Abraão esta parte da Transjordania era habitada pelo povo de gigantes chamados Refains.5 possa nos levar a aceitação do que diz a tradição. d) Monte da tentação ou da quarentena. limitado ao norte pelo Hermon.80 de largura (Dt 3.morto pelos israelitas ainda sob o comando de Moisés . ao sul pelo Vale de Yarmuque e a oeste pelo Jordão e Mar da Galiléia. Planalto Oriental. com apenas 98m acima do nível do Mediterrâneo. ao sul de Yarmuque. a) Monte de Basã. Na conquista. Outro conjunto montanhoso. Na sua base ocidental fica o jardim de Getsemane e nos seus flancos há abundancia de oliveiras. levando os viajores para Betfagé. embora a inferência por Lucas 4. Foi deste monte que Jesus. 120 metros acima do Cedrom e cerca de 60 metros sobre o platô do Templo no monte Moriá. b) Monte de Galaada ou Gileade. dividido ao meio pelo ribeiro de Jaboque. igualmente podem ser agrupados nas três regiões distintas em que se dividem as terras para o oriente do Jordão. porém 320m acima de sua base. pronunciando as palavras proféticas referentes à sua destruição (Lc 19. alguns deles passavam pelo seu cume. a qual os Arábes chamam . 2. Para este monte Jesus se dirigiu muitas vezes. 28-44). Montes Tranjordânicos Estes também chamados Montes do Planalto Oriental (ou Montes de Galaada ou Gileade). de forma levemente arredondada. a leste pelo deserto da Síria e parte do deserto da Arábia.15. esta região coube a meia tribo de Manassés. É este o monte das Oliveiras propriamente dito. A tradição assinala como local onde Jesus foi tentado logo após seu batismo. pois se encontra já na depressão do Vale do Jordão.11). Na parte sul há uma montanha mais elevada. indo até a parte norte do Mar Morro. tem 820 metros de altitude acima do nível do Mar. Vários eram os caminhos que rodeavam o monte. Fica cerca de 29 quilômetros a sudeste de Jerusalém. Betânia. chorou sobre ela. Jericó e outras partes do Oriente. É o monte a que se refere o Salmo 68. Não se trata de uma certa elevação e sim de um largo e fértil conjunto montanhoso na parte norte. As escrituras não o identificam. cujo último rei foi Ogue .e cuja cama de ferro media cerca de 4 m de comprimento por 1.Moriá.

c) Montes de Moabe. o grande profeta de Israel (IRs 17. destacando-se o conjunto mais próximos do Mar Morto. esta parte da Transjordânia era conhecida como Peréia. Talvez este fosse o monte que deu nome a região toda. Do cume deste. Esta foi a terra de Elias. Também conhecido na Bíblia como o Mar Grande e “Mar Ocidental”. 1. 25). 1 Mares (1) Mar Mediterrâneo. b) Monte Peor. Dt 2. Este monte fica pouco a nordeste de Nebo. Balaão contemplou o acampamento de Israel na planície e o abençoou pela terceira vez. Este Mar banha toda costa ocidental da Palestina. A linguagem bíblica parece que usa a designação Monte de Gileade com referência à região toda. É de pouca profundidade na costa palestina. que é um conjunto de elevações da parte central do Planalto Oriental.1). o fato é que a região ocupada por moabitas ao sul da Transjordânia e ao oriente do Mar Morto é bastante montanhosa. No tempo do Novo Testamento. com 800m de altitude. 28 – 24.1).6 Hidrografia A Hidrograma da Palestina pode ser dividida em três partes. de onde Moisés contemplou a Terra da Promessa e onde morreu (Dt 34. A cerca de 15 quilômetros ao leste da foz do Jordão e por trás da planice de Moabe.1-6). chamado “montes de Abarim” com as seguintes elevações: a) Nebo ou Pisga (Dt 34. assim impedindo a aproximação de navios de . rei de Moabe (Nm 23. a saber. quando era para ser amaldiçoado. até então dominado pelos amorreus.Ainda que não se encontre na Bíblia uma expressão precisamente Montes de Moabe e sim “campo de Moabe” e “país de Moabe”. 36). 24. mares.de Jeber Jilade. cujo rei era Seom. entretanto não há certeza disto.5. Esta região coube à tribo de Gade por ocasião da conquista e foi o primeiro território conquistado pelos Israelitas (Nm 21. como era o desejo de Balaque. apontando este último como um pico daquele. lagos e rios. Alguns autores fazem distinção entre os montes Nebo e Pisga.

medindo 76 quilômetros de comprimento na direção norte-sul e 17 quilômetros de largura. II Rs 14. Na parte sudeste (na altura do terço inferior) há um promontório ou península. É de forma ovalada. as populações adjacentes o tem chamado de mar. Jl 2. Assim. era de pouca procura pelos navegantes. onde há um pequeno promontório com um alinha de arrecifes.maior calado mesmo dos tempos antigos. chamada Lisã ou língua. Pausanias (grego) e Justino (romano). Entretanto. Na verdade tratase de um lago de água doce formado pelo rio Jordão. foi lhe dado pelos geógrafos e historiadores antigos do século II da nossa era. Por este mar foram levados os famosos cedros do Líbano para Jope. Creata e Malta. Asfaltite (Josefo). parece tiveram lugar no sul do Mar Morto. destinados à construção do templo de Salomão em Jerusalém. “Mar Oriental”. mas.1) e Lago de Genezaré (Lc 5. devido ao aspecto triste e desolador que domina a região.11). As suas costas são mais planas no lado ocidental e bastante acidentadas e escarpadas no lado oriental.Também conhecido pelos nomes de Mar de Quinerete (Nm 31. com seu nível a 426m abaixo do nível do Mediterrâneo e com 400m de profundidade máxima que se verifica na parte norte.25.20. devido a esses arrecifes e os bancos de areia. Neste mar foi lançado o profeta Jonas quando fugia da missão recebida. 2) Mar Morto – Também conhecido pelos nomes de “Mar Salgado”. o Mediterrâneo constituía para a Palestina uma vasta defesa natural de sua fronteira ocidental. razão por que o Mediterrâneo não funcionava para Israel como caminho marítimo. hoje coberto por um pantanal betuminoso. Mar do Arabá e Mar da Planície (Dt 3. O único porto do Mediterrâneo de que se valiam os israelitas era Jope. cidades que. antes o isolava do mundo. do ponto de vista político-militar. 3) Mar da Galiléia . preferindo estes os portos fenícios. As suas águas são as mais densas da superfície da terra.1). das quais destacamos Chipre. entre os montes de Judá e os montes de Moabe. “Mar de Ló. Fica na foz do rio Jordão. com cerca de 25% de salinidade. Por suas águas navegou o apóstolo Paulo mais de uma vez em suas viagens missionárias.17. Neste mar ficam as ilhas referidas na Bíblia. Mar Morto. na mais profunda depressão do globo. Mar de Tiberíades (Jo 21. O fato bíblico mais importante relacionado com este mar é a destruição de Sodma e Gomorra. O seu nome atual. É o segundo lago equilibrador das . devido as suas dimensões avantajadas e temporais violentos que freqüentemente o agitam. em razão das enormes jazidas de sal no sul e da excessiva evaporação.

Mede aproximadamente 24 quillômetros de comprimento por l4 de largura. Magdala. especialmente ao norte. Suas águas são claras e muito piscosas.26. apaziguando a tempestade. As suas margens do lado oriental são montanhosas. é muito agradável. . enquanto do lado ocidental e na direção noroeste estendem-se planícies férteis com cidades importantes. Betsaida. É torrente que se manifesta somente na época das chuvas.7). andando sobre o mar. As cidades das margens do Mar da Galiléia e as próprias praias e águas deste foram palco de acontecimentos importantes do ministério terreno de Jesus operando milagres. pouco ao sul da cidade de Aco (mais tarde denominada Ptolemaide e Acre). Genezaré. como Cafarnaum. sendo o primeiro o de Meronm que fica 20 quilômetros ao norte. Corazim. Tiberíades e outras. e modernamente como lago de Hulé (nome árabe). como o Mar da Galiléia. propício à lavoura e pecuária. na direção do Mediterrâneo. Corre a sudoeste dos termos de Asser. O clima da região. 1) Bacia do Mediterrâneo a) Belus – Segundo se crê. tendo seu nível 225m abaixo do nível do Mediterrâneo e profundidade média de 50 m. despejando as suas águas na Baía de Acre. também conhecido como Águas de Merom (Js 1. alimentando milhares com a multiplicação de pães. 2) Lagos Um único lago encontramos no território palestínico o Lago de Merom. Também era formado pelas águas do Jordão. e localizava-se a 20 quilômetros ao Rios Os rios Palestinícos são distribuídos em duas bacias hidrográficas: Bacia do Mediterrâneo e Bacia do Jordão. pronunciando preciosos ensinamentos (Sermão do Monte) e aparecendo aos discípulos após a ressurreição. trata-se de Sior Libnate referido em Josué 19.5.águas do Jordão.

Nascendo nas montanhas de Judá. As suas águas são impetuosas e perigosas durante o inverno. este wadi. encontramos em I Samuel 23. e Elias matou os profetas de Baal depois do célebre desafio no Monte Carmelo (I Rs 18. É mencionado em Josué 16. É um dos chamados Wadis que são abundantes na Palestina. o seu nome provavelmente devese a um monte. f) Besor . d) Gaás . ao norte da Filistia. atravessando a Planície de Sarom. e recolhendo outras águas da Planície de Esdraelom. a sudoeste de Jerusalém. ao passo que no verão são escassas.9 como limite entre as terras de Manassés e Efraim. Nasce no sul das montanhas de Judá.permanecendo seco o seu leito por quase dois terços do ano.8 e 17.4. que atravessa a região de Sarom na direção lesteoeste e deságuam no Mediterrâneo perto de Jope. perto do qual foi sepultado o grande líder Josué (Js 24. Quanto às referencias bíblicas ao ribeiro. c) Caná .Outro wadi ou torrente dos meses de chuvas. corre na direção noroeste ao largo do Monte Carmelo até desaguar no Mediterrâneo. Segundo Juízes 14. wadi. são famosos pelos vinhedos de uma espécie de uva síria muito apreciada.21). b) Quisom (ou Kishon) . sendo os cadáveres dos seus soldados arrastados pela corrente do mesmo (Jz 5.30). Montes da Galiléia.Este é o mais volumoso de todos os wadis que desembocam no Mediterrâneo. que nasce perto de Siquém e.32. e) Sorec . Os flancos suaves do vale que ele percorre. na parte sul da Baía de Acre. verte no Mediterrâneo sete quilômetros ao norte de Jope. mulher filistéia que cavou a ruína de Sansão. por sinal largo e fértil. nas proximidades deste rio ficava Timná. não identificado.Este é o maior rio da Bacia do Mediterrâneo e o segundo da Palestina. despeja suas águas no Mediterrâneo entre Jope e Acalom. seguindo a direção noroeste.30e 1 Crônicas 1. Foi junto deste rio que Baraque derrotou Sísera. Nascendo das pequenas correntes de Gilboa e Tabor.40). passa ao largo de Berseba pelo lado sul desta cidade e lança-se no mar à uns oito quilômetros ao sul da cidade .É outro ribeiro. cidade de Dalila.1-5 e 16.

de Gaza. Seu nome moderno é wadi Sheriah. É mencionado nas Escrituras em I Samuel 30.1-25, no episódio da libertação dos habitantes de Ziclague das mãos dos amalequitas, por Davi e seus seiscentos homens, dos quais duzentos haviam ficado junto de Besor, cansados, para guardar a bagagem. Bacia do Jordão - Este é o rio principal da Palestina e corre na direção norte-sul, assim dividindo o país em duas partes distintas - Canaã propriamente dita e Transjordânia. Seu nome significa declive ou o que desce. o Jordão origina-se da confluência de quatro pequenos rios, a 1 quilômetros ao norte do Lago de Merom, cujas cabeceiras - menos as do primeiro - encontram-se nos flancos ocidental e meridional do Monte Hermom. São eles: Bareighit, o mais ocidental e cujas fontes não se alimentam das torrentes do Hermom. Hasbani, o mais longo - cerca de 40 quilômetros de extensão - e tem sua nascente na encosta ocidental do Hermom, a 520m de altitude. Ledan, o mais volumoso porque se origina de muitas fontes nas proximidades da antiga cidade de Dã, nosopé meridional do Hermom, e cujo leito pode ser considerado como começo do Vale do Jordão;por ser o braço central das nascentes do grande rio. Banias, a mais oriental das quatro nascentesdo Jordão, a mais curta, de apenas 8 quilômetros, porém a mais bela, que jorra de uma imensagruta na encosta meridional do Hermom, pouco ao norte da antiga cidade de Cesárea de Filipe,da qual hoje resta apenas uma pequena aldeia cujo nome moderno é Banias.Costuma-se dividir ocurso do Jordão em três trechos, para um estudo mais detalhado: o primeiro trecho, ou seja, aregião das nascentes, é o que acabamos de descrever nos seus aspectos mais setentrionais e quevai até o Lago de Merom. Depois da junção das quatro nascentes, o Jordão atravessa uma planíciepantanosa numa extensão de 11 quilômetros e entra no Lago de Merom. Neste trecho a sualargura varia muito e a profundidade vai a 3 e 4m. O segundo trecho, também chamado o JordãoSuperior, compreende o rio entre o Lago de Merom e o Mar da Galiléia, extensão esta de cerca de20 quilômetros. E um trecho quase reto, com um declive de 225m o que tornam as suas águasimpetuosas e provoca um enorme trabalho de erosão. A força da impetuosidade das águas do Jordão neste trecho é tanta que quase 20 quilômetros Mar da Galiléia adentro ainda se percebe asua correnteza. Neste trecho o terreno é rochoso, de vegetação média e a largura do rio variaentre 8 e 1 5m. o terceiro trecho, ou o Jordão Inferior, estende-se do Mar da Galiléia ao Mar Mortonuma distância de 117 quilômetros em

linha reta e cerca de 340 quilômetros pelo leito sinuoso dorio, tendo uma largura que varia entre 25 e 35m e 1 a 4m de profundidade. Este trecho sofre umdeclive de 200m pelo qual o rio desce precipitadamente, formando numerosos meandros ecascatas e alargando o vale até 15 quilômetros, como ocorre na altura de Jericó. Este vale élimitado quase em toda a sua extensão por verdadeiras muralhas de rocha calcária, o que tornamuito difícil a travessia do mesmo. Até o tempo dos romanos não havia ponte sobre o Jordão, demodo que a travessia do mesmo era feita em certos lugares de margens mais rasas e águas menosprofundas, chamados vaus. Um desses vaus ficava defronte de Jericó, outro, perto dadesembocadura do rio Jaboque; e o terceiro, nas proximidades de Sucote. O rio Jordão, sob todosos pontos de vista, como: geográfico, histórico, político, econômico e religioso, é o rio maisimportante do mundo antigo. Está ligada a Revelação desde os dias de Abraão até os dias de Jesus. Nas suas margens ocorreram numerosos e importantes acontecimentos, como a separaçãodas águas para o povo de Israel entrar na Terra de Canaã, sob o comando de Josué (Js 3.9-17); apermissão dada por Moisés às tribos de Rúben e Gade para ficarem na Transjordânia (Nm 32.1-32); a história de Gideão, bem como a de Jefté (Jz 7,8,10,11); as lutas políticas de Davi (II Sm 17.24,19.18); a travessia, em seco, dos profetas Elias e Eliseu (II Rs 2.6-14); a cura de Naamã, generalsírio que fora acometido de lepra (II Rs 5.1 -i 4); a recuperação do machado de um “seminarista’(II Rs 6.1-7); a anexação dos territórios dos gaditas, rubenitas e manassitas (Transjordânia) à Síriapelo seu rei Hazael (II Rs 10.32,33); o ministério de João Batista e o batismo de Jesus (Mc 1.5,9). b) Querite - Verdadeiramente não se trata de um rio perene, e sim de um wadi, torrente das épocas de chuvas, que desce dos montes de Efraim e desemboca no Jordão, pela margem ocidental, pouco ao norte de Jericó, depois de percorrer uma região agreste, povoada de corvos e águias. Em alguma gruta nas margens deste ribeiro escondeu-se o profeta Elias, por ordem do Senhor, onde foi sustentado pelos corvos que lhe levavam pão e carne todos os dias pela manhã e à tarde (I Rs 17.17). c) Cedrom - Também este não é um rio perene, porem nas épocas de chuvas tornase uma torrente impetuosa. Nasce a dois quilômetros a noroeste de Jerusalém e, correndo na direção sudeste, passa ao lado leste da Cidade Santa pelo Vale de

Josafá - que separa esta do Monte das Oliveiras - e prossegue rumo sudeste até o Mar Morto, numa distância de cerca de 40 quilômetros, por um leito profundo e sinuoso. Os principais fatos bíblicos relacionados com o ribeiro de Cedrom são: a fuga de Davi por causa da revolta de Absalão, seu filho, e a travessia de Jesus para o jardim de Getsêmane na noite de sua agonia (Jo 18.1). d) Yarmuque - Este é o principal afluente oriental do Jordão, embora não esteja mencionado naBíblia. É formado por três braços, dos quais o mais setentrional recebe águas abundantes dasvertentes orientais e meridionais do Monte Hermom e desemboca no Jordão, seis quilômetros aosul do Mar da Galiléia. e) Jaboque - É outro tributário oriental do Jordão. Nasce ao sul do Monte Gileade, corre para leste, depois para norte e noroeste, descrevendo uma verdadeira semielipse, até desaguar no Jordão, mais ou menos no meio do curso deste, entre o Mar da Galiléia e o Mar Morto, depois de terpercorrido cerca de 130 quilômetros. É célebre na história bíblica pela luta de Jacó com o anjo do Senhor, ocasião em que o nome deste foi mudado para Israel (Gn 32.22-32). f) Arnom - Nasce nas montanhas de Moabe, a leste do Mar Morto, despejando neste as suas águas. Este rio primeiramente separava os moabitas dos amorreus e depois os moabitas do território datribo de Rúben, ficando como limite meridional permanente dos territórios israelitas da Transjordânia. Os profetas Isaías e Jeremias pronunciaram condenações contra Moabe referindo-se a Arnom (Is 16.2; Jr 48.20). O missionário alemão F. A. Klein, em 1868, achou a célebre pedra Moabita nas ruínas da cidade de Dibon, que fica a quilômetros ao norte de Arnom. Esta pedracontém uma inscrição feita pelo rei moabita Mesa em 850 a.C., em hebraicofenício, que confirmaa passagem bíblica de II Reis 3.1-27.

1.5.7. Desertos Palestínicos Do ponto de vista bíblico, os desertos que nos interessam mais na área palestínica são os localizados a norte e oeste do Mar Morto, também conhecido como Deserto de Judá (Jz 1.16) ou Deserto da Judéia (Mt 3.1). O uso da forma

8 Clima Palestínico A Palestina. embora pequena em extensão. conjunto este que se subdivide nos seguintes desertos menores: Maon. ribeiro de Cedrom ao sul e Jordão a leste. 1. já nos termos de Benjamim. 3) A Proximidade do Mediterrâneo Este é o fornecedor de nuvens para a Palestina que osmontes altos. Zife e Engedi. a leste da cidade de Gabaom (ou Gideão) (IISm 2.os profundos vales. especialmente o Vale do Jordão. O primeiro.1). a vida e ministério do profeta Amós (Am 1. como Hermon. Isto se deve a cinco fatores fundamentais: 1) Posição Geográfica Encontrando-se o pais entre 30º e 33º latitude norte. que ficam entre sul de Hebrom e o Mar Morto.5. causam profundas modificações no climacom as suas correntes aéreas frias e quentes. São particularmente relacionados com Davi durante as suas fugas das perseguições de Saul (I Sm 24-26).24). 1. Porém esta condição básica.80). Mais ao norte destes três estendem-se outros dois desertos: Tecoa e Jeruel. como o nome indica.singular explica-se pela referência ao conjunto de áreas desertas a leste das montanhas de Judá até o Jordão e Mar Morto. leste e oeste da história cidade. fica ao sul. apresenta um clima muito variado. ao sul e leste de Betel. é modificada por outros fatores.em parte. 2) Topografia Acidentada Os altos montes. o segundo. o clima ésubtropical ou temperado brando. que tentaram atacar o reino de Judá pelo sul (II Cr 20). entre as cidades de Betel ao norte. . bem como de João Batista (Lc. E ainda mais ao norte destes desertos ficam os de Jericó. Betaven e Gabaom. o terceiro. condensama ponto de precipitá-las em forma de chuva. São ligados a singular vitória do rei Jeosefá sobre os seus inimigos amonitas e moabitas.

3. a produção da terra estaria intimamente à religião. 55.5). as frias das montanhas do norte e as quentes dos desertos completam a formação do clima. Este é de vital importância na época da seca. a Palestina oferece também abundante variedade de produtos nos três reinos da natureza: vegetal animal e mineral. que é tão quente e seca que. Daí a expressão bíblica “terra que mana leite e mel” (Ex 13. Jesus referiu-se a orientação popular pelos ventos. Na orla do mediterrâneo o clima “é mais unifome e menos rigorososo” enquanto na região montanhosa da Galiléia. tanto a abundância quanto a escassez seriam proporcionais ao estado espiritual do povo (Dt 28).Esta variedade do clima oferece ao país também variedade de cultura e consequente riqueza. Geadas fortes e neve sobre as montanhas da Palestina são coisas comuns no inverno. Há uma corrente aérea seca e quente que vem do deserto da Arábaia (leste). particularmente “o orvalho de Hermon” citado no Salmo 133. Já no Vale do Jordão. 5) Os Ventos As correntes úmidas do mar. Samária e Judéia o frio chega a demorar semanas. Entretanto. São os vapores quentes que se elevam durante o dia e são condensados pelas correntes frias das montanas e então caem em forma de orvalho cerrado sobre a vegetação ávida pela umidade. 54. quando prevalece. GEOGRAFIA ECONÔMICA DA PALESTINA Devido à variedade do clima e do solo. As referências bíblicas aos diferentes produtos e á fartura dos mesmos nos tempos antigos convencem-nos dos santos e amoráveis propósitos de Deus em dar aquela terra em herança perpétua a seu povo. o termômetro marca em média 25º. Em Lucas 12. isto é. na mesma época. sendo Israel um povo teocrático. . chamada siroco.4) A proximidade dos Desertos A leste e ao sul as correntes quentes dos desertos contribuem com a sua parcela na variedade do clima palestínico. queima toda a plantação. 2. Uma referência especial merece o orvalho no clima palestínico. ao passo que no verão chega a 45º à sombra.

porém. formigas. jumento. pombo. palmeira. com exceção de betume (Gn 14. figo. raposa. os cereais. lobo. lírio do campo e Rosa de Saron. melão. ao sul do Mar Morto. mostarda. mula. azeite. carvalho. mosquitos. . Embora em maior ou menor proporção. pinheiro. Arrancandolhe as asas e os pés. camelo. potassa. cavalo e o cão. Entretanto. faia. enxofre. que prosperam mesmo em terrenos pedregosos. perdiz. Hoje. avestruz. acácia. víbora e outros na ordem dos selvagens. tostado no fogo ou frito no azeite e está pronto para o consumo. Convém notar aqui que na Judéia são mais comuns os olivais e vinhedos.1. embora estes sejam também comuns nos vales e planícies de outras regiões. a Bíblia não indica que estes minerais nos tempos antigos fossem extraídos do solo palestínico. rola. cegonha. os bosques de acácias. enxofre. moscas. tâmara e romã.27). chacal.3. leopardo. 2.2. cebola. dos quais somente uns poucos podiam servir para o consumo. Também eram comuns: cevada. Estes eram os elementos básicos da alimentação dos hebreus e formavam o trinômio tão repetido na Bíblia . murta. pepino. cedro e pinheiros. Das plantas silvestres podemos citar cedro. Referência especial merece o gafanhoto que até hoje é consumido como alimento. especialmente pela classe pobre.10) na região de Sodoma e Gomorra. estanho. há bastante mineração de carvão.“pão. Depois o corpo do gafanhoto é secado ao sol. na Samaria. leão. etc. na ordem dos insetos. feijão. lentilha. e vinho”. a oliva e a uva. lebre. cabra. comprimindo ao mesmo tempo o corpo. chumbo. codorniz. corça. assim retirando os intestinos. e uma abundante variedade de peixes (cerca de 43 espécies). 2. pode-se encontrar toda esta flora pela extensão total do território palestino. Reino Vegetal No reino vegetal os produtos mais comuns eram o trigo. na ordem dos domésticos que serviam tanto para o alimento como para o trabalho e transporte. galinha. betume (asfalto) e também ouro.. depois cobre.2. salgema. ovelha. Reino Mineral Entre os metais o mais abundante parece ter sido a prata (1Rs 10. puxa-se a cabeça. corvo e tantas outras aves. alho. e do qual João Batista se alimentava. na Galiléia. pelicano. Reino animal Os animais palestinos mais importantes eram: vaca. hiena. abelhas e gafanhotos de várias espécies.

Os mais importantes deles são os seguintes: 3. a todos os povos da Palestina primitiva.ferro. As provas arqueológicas nos dão a idéia desta distribuição. Esses reinos eram. entretanto os israelitas não o fizeram. a região era ocupada por diversas tribos conhecidas sob o nome geral de cananeus (Gn 12. e ao longo do Vale do Jordão até o sul do Mar Morto. pois eram descendentes do mais moço de Cão. Egito. exceto umas poucas que eram de natureza mais nômade. a princípio. e principalmente com a Fenícia (Ez 27. os cananeus. que habitavama costa do mediterrâeno desde a Baía do Acre até Jope.1. reduzindo-se a sete ao tempo da conquista (Gn 15. filho de Cão.15-20.37). casavam-se com os israelistas (I Cr 2.2 Amorreus É outro povo descendente de Canaã.1821. na linguagem bíblica. deveriam ser exterminados por causa de seus pecados. desde o Mediterrâneo até o Vale do Jordão. como os demais povos da Terra da Promessa. Assim. 24.3. etc.17). . Parece. 1:44. geralmente.4).6. havendo quem opine que essas tribos eram dez. chamado Canaã. 5). pelo que nos informa Moisés em Gn 10. pois são citados no recenseamento de Davi muitos séculos mais tarde (II Sm24. Alguns desses reinos. O comércio aos tempos bíblicos variava conforme as circunstâncias políticas em relação aos países vizinhos.1. 3. independentes e bastante belicosos para alcançar a supremacia. eram subordinados ao Egito. (Dt 9. e em certas épocas quase todos eles.1). Arábia. baseados em Números 15:45 e Deut. Cananeus Ainda que esta designação seja aplicada. quase todos os povos da região da Terra da Promessa primitivamente eram da estirpe camita. embora alguns historiadores. 3 GEOGRAFIA HUMANA DA PALESTINA 3. o classifiquem como cananitas. antes da chegada de Abraão á terra então chamada Canaã. Dt 7. o norte da Palestina.1 Os habitantes primitivos da Palestina Bem nos primórdios da história étnica da Palestina. no sentido mais restrito se limitavaaos descendentes de Canaã. As cidades desses povos eram muradas e fortificadas. cada uma tendo o seu próprio rei.3) e um dos apóstolos era cananeu (Mt 10. Conforme a ordem divina. a Palestina comerciava os seus produtos com a Síria. cobre.1.7).

3 Heteus Também estes são camitas. Hoje são conhecidos como hiteus e hititas. quando da volta do cativeiro. éque foram expulsos de sua fortificação. Esaú.1. 3. Só muito mais tarde. resistiu aos ataques de Josué e seus exéctios. pois descendem de Hete. ao tempo da peregrinação dos hebreus. Daí concluí-seque comunidades (colônias) dos heteus. sempre existiram na terra da Palestina. 35) na região de Berseba. Pelo quejá se conhece deste povo. casou-se com duas mulheres hetéias (Gn 26. nos dias do rei Davi. Os amorreus ocupavam ao tempo da conquista a região ao sul e leste de Jerusalém e a vasta montanhosa a leste do Jordão. Parece que ao tempo de Abraão era um povo que rivalizava com os cananeus e os amorreus em poder e número. Entretanto.porém mais razoável fazer uma distinção entre os dois povos parentes.2). quando Josué pediu a Deus que o sol e a lua se detivessem (Jos.filho de Canaãe neto de Cão (Gn 10. era um povo valente.4 Jebuseus Jesus ou Jerusalém era o único lugar onde habitava este pequeno povo.1. também fizeram parte de uma aliança contra os hebreus sob o comando de Josué a leste de Jerusalém (Js 9. os jebuseusnao foram completamente exterminados . haja vista a batalha em Gabaom. os heteus são citados entre outros povos presentes nas montanhas do sul da Palestina (Nm 13.norte da Palestina.15). 12-24). 3. estendiam-se desde a Ásia Menor. em diversas épocas de sua história.34.as áreas por ele ocupadas. e nunca foram exterminados por Israel. quando Moisés enviou os doze espias para o reconhecimento da terra que haviam de ocupar. 29). 1. cometendo abominação contra o Senhor (Ed 9. Síria. Abraão os encontrou também em Hebrom (Gn 23). sudoeste da Palestina. nos registros históricos e arqueológicos. 6 -9). Os israelistas encontram os heteus na Palestina e casam-se com suas filhas. irmão de Jacó. 2). pois não é mencionada outra qualquer área ocupada por eles. embora este lograsse aprisionar e matar o seu rei (Js 10. 13:30). em menor ou maior número. Porém. 10:4-5. ainda que pequeno. a Transjordânia (Núm. 23. nos dias de Esdras. Encastelado na suacidade de Ofel (Sião?). indo até o rio Eufrates. Foi o povo que ofereceu a mais tenaz oposição ao avanço dos israelitas. Foi quando Jerusalém foi proclamda capital do reino de Israel (2Sm 5. 24). 1.

3.1.1. ou seja. antes. tendo. Alguns admitem que tenham ocupado alguma área na margem ocidental do Jordão. 3. ainda sob o comando de Moisés. A áera em que Salomão mais tarde edificou o famoso templo foi comprada por Davia de um jebuseu de nome Araúna (25m 24. nos dias de Jacó havia um grupo ou colônia deste povo nas proximidades de Siquém (Gn 34. também por não ter o costume demurar as suas cidades.e continuaram a habitar entre os hebreus.80m. o rei de Basã que era um remanescente dos gigantes.16 eram camitas. 3. 18 – 25).6 Perizeus Este era um dos povos que habitavam a terra de Canaã e que parece evidente não ter origem carmita.21 e Dt 2. Pertencendo a uma raça aborígene de gigantes (Dt 2. 15 – 20 e. aproximadamente 4m por 1. os israelitas. travaram batalha com Judá e Simeão nas montanhas do sul (Jz 1. outros apenas desconfiados. A leste do Mar da Galiléia.1-5). Alguns desses povos vizinhos eram francamente hostis ao povo de Deus. 3.7).15). uma vez que a sua ocupação era a agricultura. cuja cama de ferro media nove côvados de cumprimento e quatro de largura (Dt 3. Ao tempo de Abraão estavam eles entre os cananeus na região de Betel (Gn 13. ocupado também as montanhas do norte (Jz 17. e só uns poucos (como os fenícios) de . Habitavam algumas regiões de ambos os lado do Jordão e de Hebrom. por não constar o seu nome na lista dos filhos de Cão em Gênesis 10.2 Os Habitantes Vizinhos da Palestina ao Tempo da Conquista pelos Hebreus Devido á posição geográfica da Palestina. como provam as escavações arqueológicas. ou a oeste de Jericó.10). derrotou Ogue. 10.1. 11).8 Girgazeus Segundo Gênesis10. também estes não parecem possuir qualquer parentesco com os cananeus. logo após a morte de Josué. mas não se sabe em que partes da Palestina habitavam. um tipo de vida diferente. vários foram os povos que se limitavam com ela. primeiramente.11). portanto.7 Refains Também conhecidos como anaquins e emins (Js 11. levando. na região de Basã. São várias vezes mencionados na Bíblia.30).

espirituais e econômicos. 6.1 Amalequitas Frequentemente citados na Bíblia. Pela influência que tais povos exerceram sobre o povo de Israel nos terrenos político. O capítulo 36 de Gêneses.13. fala da numerosa descendência de Esaú que se estabeleceu na montanha de Seir. 3. irmão gêmeo de Jacó. sem provocação. derrotas em guerras. a vida deste último foi se alterando com sérios prejuízos morais. pois são parentes dos hebreus. frequentemente Deus recompensava a fidelidade do seu povo com as vitórias e abundância de bens que concedia a ele perante os olhos daqueles povos inimigos. Israel. atacaram o povo de Deus pelam retaguarda e foram derrotados (Êx 17.8-16. desviando-se dos mandamentos e caminhos de Deus por força desta influência. ou seja.2 Edomitas ou Idumeus Estes são semitas. Dt 25. na zona do Sinai. Deus usou os amalequitas como instrumentos para castigar o seu povo rebelde (Jz 3.3-5). sofreu toda sorte de castigos. Sempre hostis ao povo de Deus. de origem muito incerta. que depois de vender a sua primogenitura. descendentes de Esaú. pouco depois da travesia do Mar Vermelho. Neguebe (área deserta entre o sul da Palestina e Egito) a oeste. Tiveram várias batalhas com os israelitas. cativeiros. comercial e notadamente religioso. embora alguns os tenham identificado como descendentes de Esaú. como secas. Porém. irmão de Jacó. na região entre o sul de Moabe e Mar Morto e o Golfo de Ácaba. como vamos aceitar esta identidade se já no tempo de Abraão (tetravó do príncipe Amaleque) havia amalequitas na mesma região (Gn 14. por outro lado.7. Apreciemos alguns daqueles Povos vizinhos de Israel. (Gn 36. seguiu rumo diferente na vida.1-17)? De qualquer forma.41-43). durante vários séculos antes do seu extermínio.16). sendo a primeira em Refidim. conforme 1Sm 15. cujo neto Amaleque era príncipe (chefe de uma família tribal) e habitava na região de Edom. Mas. sabemos que era um povo numeroso e poderoso. 3. nômade.17-19).2. Na mesma ocasião Moisés anunciou o extermínio posterior deste povo inimigo de Israel. por pura pilhagem.12. Entretanto. etc.2. e Edom ao leste (sul do Mar Morto). quando. que é um vasto maciço montanhoso de cerca de 180 .12. social.atitudes cordial. o que se cumpriu nos dias do rei Ezequias (1Cr 4. mas cujo território principal de guerrilhas e pilhagens ficava entre o Mar Vermelho ao sul.

sempre foram inimigos declarados dos hebreus. antes de atravessar o Jordão para a conquista da Terra Prometida. 1-5. Deus mandou que os moabitas não fossem guerreados Dt 2. que governou cerca de 40 anos sobre os judeus durante o domínio romano.33) e Selá ou Petra (2Rs 14.25). no tempo dos Juizes. era idumeu. ora eram dominados. o Senhor ordenou que não fossem admitidos na congregação até a décima geração (Dt 23. enquanto Israel chegou são e salvo a Sitim. e voltou ao seu lugar” (Nm 24.quilômetros de extensão.9). Durante o período da monarquia hebréia. Este não logrando êxito contra o povo de Deus. Mais tarde.3-6). por certo os edomitas recusaram a passagem aos israelitas pelo seu território quando estes já estavam próximos a Canaã. para finalmente serem obrigados a se refugiarem em Judá sob a humilhação dos nabateus (presume-se de descendência ismaelita) em 320 a. que foi a capital. que os expulsaram de sua terra.18-21). embora algumas vezes demonstrassem boa vontade para com alguns deles como no caso de Davi e sua família quando perseguidos por Saul (1Sm 22.2. contratando a Balaão para amaldiçoar Israel. também os Moabitas recusaram a Israel passagem pelo seu território quando este já se aproximava de Canaã. também eles eram semitas. E temendo o povo de Deus foram buscar aliança com os midianitas. Porém as filhas dos moabitas seduziram os israelitas as práticas idólatras e licenciosas do seu culto. Ocupavam o território ao leste do Mar Morto e do Jordão até a altura do rio Jaboque.9). ora ganhavam independência. Portanto. filho de Ló que era sobrinho de Abraão. conquistado aos aborígenes horeus onde há seu tempo floresceriam cidades como Elatia (1Rs 9.Devido á antiga inimizade. este povo chegou a invadir o território israelita. Por motivo de parentesco deste povo com Israel.26). Apesar do parentesco.C. por causa da hostilidade que estes sempre demonstraram para com os israelitas. o Grande. 1 v.3 Moabitas Segundo Gn 19.37 os moabitas eram descendentes de Moabe. 3. sua última parada. assim cumprindo-se a profecia de Malaquias em cap. pelo que morreram de uma vez 24 mil israelitas. Mas quando os hebreus chegaram a Canaã os amorreus os havia obrigado a recuar até o rio Arnon (Nm 21. Herodes. Bosra (Gn 36. Como fizeram os Edomitas. Ezion-Geber (Dt 2.20-26).7). . “foi-se.9). (Nm 20.3). mas. (Nm 25.

atacando e pilhando muitas vezes por longos anos durante os períodos dos Juízes e do Reino.36). na Transjordânia. E de fato Moabe foi reduzido à ruína por Nabucodonozor.5 Amonitas Igualmente semitas. pois descendiam de Midiã. Foram muito cruéis e vingativos para com o povo de Israel.25.38). Rute.2. Note-se.8.2. acabando por os profetas de Israel anunciarem o extermínio de Moabe por constituir-se tão ferrenho inimigo do reino de Deus (Is 15. onde os israelitas estavam acampados. na região de Jesreel. e ofereceu sacrifício a Deus.25. que nos dias do patriarca Jacó. filho de Abraão com Cetura (Quetura). entre o Jordão e o deserto arábico. portanto. Tudo faz crer que mais tarde se expandiram para oeste e norte. a linhagem de Jesus. Jr 48. dando como seu local de habitação as proximidades da cidade de Meca. Quando o povo de Israel chegou á Moabe. Potifar (Gn 37. É o que ameniza a triste memória daquele povo. Jetro. pois. ainda. pois no tempo de Moisés parece que a “terra de Midiã”. Sf 2. Antigas listas genealógicas Árabes mencionam uma tribo por nome Ketura. o sogro de Moisés.15-22). 3. viviam nômades na região da transjordânia. bem como aconselhou a seu genro uma distribuição de responsabilidades para evitar um esgotamento (Êx 18). cobrando-lhe tributo. tratar-se de um povo nômade que finalmente desapareceu. para nunca mais reerguer-se. Contudo. anos depois. os exterminou para sempre (Jz 7 e 8).1-3. Ez 25.No decorrer da história os moabitas foram alternadamente tributários e independentes de Israel. seu filho José foi vendido a uma caravana de mercadores e midianitas que o levaram ao Egito. Am 2. escolhendo-a para bisavó de Davi. levou a mulher deste ao Sinai. 28.11). Parece. integrando. Depois houve diversos conflitos entre Moabe e Israel durante a monarquia hebraica.16. descendentes de Ló (Gn 19. Deus . Deus honrou uma mulher moabita. Ao tempo dos Juízes chegaram a oprimir o povo de Deus por 18 anos. 3. segundo Gn 25. Nos dias dos Juízes eles subjugaram os israelitas por sete anos. Isto porque.4 Midianitas Eram semitas. encontrou outro grupo de midianitas que se aliaram aos moabitas para resistirem ao povo de Deus.8-11. onde o venderam como escravo ao capitão da guarda de Faraó.1-6. para onde este fugira do Egito e onde se casara (Êx 2. ficava ao leste do Sinai. ao norte do rio Arnon. quando Gideão.

Sabemos que os sírios (ou arameus) os quais no tempo do reino unido de Israel eram organizados em pequenos reinos independentes. situado a oeste de Damasco. sempre conhecidos pelo nome de sua cidade principal.11. a oeste de Zobá. cujo culto se infiltrou em Israel e atingiu as culminâncias quando do reinado de Acabe que casou-se com a princesa fenícia.7-19). indo até Hamate (1Sm 14. entre os montes Líbanos o Mediterâneo. As divindades principais dos fenícios Baal e Asterote. Hirão. não foi tomado (Jz 1.31). foram conquistados por Davi durante seu reinado. o território fenício. pela navegação e comércio. de triste memória.2.47). embora sua língua pertencesse ao grupo semita. E o ódio deste povo contra Israel parece que não diminuiu em nada. Entretanto as relações entre os hebreus e os fenícios sempre foram pacíficas e cordiais.vingou a sua crueldade por ocasião da invasão dos babilônicos cumprindo-se as profecias de Jr. 3. tornou-se o grande fornecedor do material para a construção da casa real de Israel e do templo de Jerusalém (2Sm 5. uma vasta riqueza. em diferentes épocas eram Tiro e Sidon. Mais tarde. Três destes reinos sírios limitavam-se com a Palestina e em diversas épocas guerrearam com esta: Damasco (on Aram-Damasco). Hoje a região é habitada pelos Árabes do novo Estado da Transjordânia. reduzindo a ruínas as suas cidades. que foi mais poderoso e mais hostil para com Israel. 1Rs 5). ora hostis. Por ocasião da conquista sob o comando de Josué. Zobá (ou Aram-Zobá). embora contido na promessa dada por Deus.7 Fenícios Este foi um grande povo que habitava a estreita faixa de terra no norte da Palestina. As duas cidades que sobressaíam. com a sua capital Aaman. o rei de Tiro. eram da estirpe semita.1-5 e Ez 25:1-7. indo até os limites da Fenícia (1Cr 19. 49. e Maaca (ou Aram-Maaca). desenvolvendo. bem como ajudou a Salomão nos Seus . (Ez 27).15-19). tornando-se adversário tenaz de Israel. nos dias de Davi e Salomão. e que tocaria á tribo de Aser.6 Sírios Ao nordeste e norte da Palestina ficavam os domínios da Síria cujas relações com o povo de Deus foram ora fraternais. Jezabel. Este povo era camita (Gn 10. Todos eles.2. 3. porém ao final do tempo de Salomão o reino de Damasco logrou libertação.

Gaza. em que os filisteus são chamados “incircuncisos”.23. a Filistia coube ás tribos de Judá e Dá. e mais vinte e cinco cidades da região da Galiléia (1Rs 9. deveriam ser camitas. apoiando as dez tribos de Israel.17). cuja origem é desconhecida embora pela referência de Jz 14. que destruiu Gaza. quando chegou à Terra da Promessa ou Canaã. E só depois das conquistas de Alexandre. Somente depois da morte de Josué é que Judá atacou a Filistia e tomou Gaza. Depois do cativeiro de Judá. mas confederados. ao sul. 3. Asquelom e Ecrón (Jz 1. Só depois da divisão do reino os fenícios romperam a aliança com Judá. As cinco cidades fortificadas dos filisteus representavam os cinco estados independentes. do reino unido.18). Nunca foi possível uma paz permanente entre os filisteus e os hebreus. razão pela qual alguns profetas pronunciaram sentenças fortes contra os fenícios (Ez 28. Estiveram em lutas constantes durante toda a história de Israel. durante os períodos dos Juízes. razão por que Deus não permitiu que o seu povo por ocasião do êxodo seguisse o caminho mais curto para Canaã que passava pela terra dos filisteus.9-10.8 Filisteus Este povo. vinho e azeite. São eles: os egípcios.11). e cujas nomes foram Asquelom.3 Cidades Palestínicas Por cidades. a Síria anexou a Filistia. Azdod e Ecrón. não sendo semitas. Am 1. 22. o Grande. a leste. Na divisão da Terra da Promessa.6-7. Não nos deteremos nos detalhes da história dessas relações. em troca de provisões de trigo. já encontrou muitas cidades. entendemos os conjuntos de habitações humanas fixas. Além desses povos vizinhos mais próximos que apreciamos neste estudo. 3. das .2. Jl 3. possa concluir-se que. ocupava uma área de terra no extremo sul da costa palestínica e era extremamente belicoso. e bailônios e assírios. isto é. dos dois reinos e de Judá quando ficou sozinho na Palestina. ou belicosas. Gat.4-8). devemos mencionar os grandes povos pouco mais distantes dos limites da Palestina e com os quais Israel teve relações diplomáticas. é que os filisteus desapareceram para sempre como povo.3.empreendimentos comerciais pelo mar. a última cidade fortificada que resistiu. (Êx 13. Abraão. uma vez que esta já foi abordada na parte referente ao Mundo Antigo.

a oeste do Mar Morto. Foi lá que ele adquiriu a cova de Macpela dos heteus para sepultar a sua mulher Sara. estão registradas na Bíblia. milagrosamente. Seu nome primitivo foi Kiriath – Arba (Js 1. depois de um cerco de sete dias com marchas ao redor de seus muros.3. A cidade moderna está a 1. com torres devigia sobre os muros e ainda uma vala circundando seus limites por fora dos muros (Dt 3. Naquela ocasião Josué amaldiçoou o homem que viesse a reedificar a cidade o que se cumpriu cerca der quinhentos anos depois. 1-15).34). Uma vez reedificada. com portas pesadas providas de trancas seguras.3. Ao tempo da Conquista de Canaã pelo povo de Israel.24. Geralmente as cidades palestínicas antigas eram construídas sobre elevações ou mesmo montes. 3. tanto no tempo do Velho Testamento como no do Novo Testamento. aos olhos do povo de DEUS comandado por Josué.2 Hebrom Situada a sul das montanhas de Judá. Abraão. Jericó era uma cidade grande e bem fortificada. 3. a 12 quilômetros ao norte do Mar Morto e a 24 quilômetros de Jerusalém na direção leste. Fica localizada na parte inferior do vale do Jordão. junto da fonte de Eliseu ou Ain es-Sultan. a oito quilômetros deste na direção oeste. a 32 quilômetros ao sul de Jerusalém.18). certamente é a mais antiga do mundo. a 272 metros abaixo do nível do Mediterrâneo. certamente é a mais antiga de toda a Canaã. pois mais tarde ali foram sepultados também o .600 metros a sudeste da anterior.5. permaneceu por algum tempo em Hebrom (Gn 3. e. se não é a cidade mais antiga do mundo. dominando a passagem do Jordão ao sudeste da Palestina à margem do caminho de Jerusalém para a Transjordânia. Ne 3. I Rs 11. Entretanto.lugar este que se tornou verdadeiro cemitério dos patriarcas. Jericó aos poucos foi retomando seu lugar de importância e várias ocorrências ali verificadas com relação ao povo hebreu. Jericó. (Js 6). ainda. foi destruída.10). nos dias do rei Acabe (1 Rs 16.quais algumas são mencionadas no livro de Gênesis. cercadas de muros de defesa de altura e largura variadas. Passemos em revistas as principais cidades palestínicas. figura também entre as cidades mais antigas do mundo. ao chegar à terra de Canaã.1 Jericó Segundos alguns pesquisadores. Como prova disto são apresentados os vestígios de vida humana na Idade da Pedra encontrados nas camadas mais profundas de suas ruínas.

16 – 20). Existe até hoje. Nos registros egípcios o seu nome já era conhecido nos dias do faraó Tutmés III (c.3. Séculos depois Davi foi ungido rei em Hebrom e ali reinou durante sete anos e seis meses sobre todo o Israel (25m 2. uma estrangeira que se tornou a bisavô do rei Davi e. na costa do Mediterraeneo. que ocorreu pouco ao norte desta cidade por ocasião do nascimento de Benjamin (Gn 35. utilizados na construção do primeiro e depois do segundo templo em Jerusalém. A primeira menção de Belém na Bíblia é relativa aos tempos patriarcais. e depois conduzidos a Cidade Santa.9.como nome de El Khalil. onde é vedada a entrada dos cristãos. Foi neste porto que Jonas embarcou para Tarsis tentando fugir da vontade de Deus (Jn 13).3 Belém Também é uma das mais antigas cidades da Palestina.). 50. o Filho de Deus e Salvador do mundo.11). quando da morte da Raquel a amada de Jacó. era o porto da capital israelita. 21. o notável rei de Israel. 49.16 e Esdras 3. seu filho Isaque e sua mulher Rebeca. 3. bemcomo Jacó e sua mulher Léia (Gn 23. Já nos dias do Novo Testamento. portanto. 1504-1450 a. é até antediluviana. 3. 17. e Jesus. 19. uma região sobremodo fértil. Também ali nasceu Davi.). que dissipou as dúvidas dos apótolos .13). na estrada que vai para Hebrom numa colina de 700m de altitude nas montanhas de Judá.7 os cedros do Líbano.4 Jope (Jafa ou Iafa) É outra cidade das mais antigas da Palestina e. eram levados pelo mar até Jope. Situada 10 quilômetros ao sul de Jerusalém. 22).próprio Abraão. ascendente de Jesus (Rt 4.C. segundo alguns escritores romanos. 19. para distinguir de outra cidade de igual nome existente na Planície de Esdraelom. 25. depois do que a capitaldo reino passou a ser Jerusalém. Jope aparece no livro de Atos com duas ocorrencias do ministério do apóstolo Pedro: a da ressurreição de Tabita (At 99. Hebrom não é mencionada no Novo Testamento.C. Situada a cerca de 60 quilômetros a noroeste de Jerusalém. bem como nos do faraó Amenófis IV (Cartas de Tel-el-Amarna. habitada em sua grande maioria por maometanos que construiram sobre a antiga cova de Macpela uma mesquita.3643) e da visão na casa de Simão o curtidor.29-33. Seu nome bíblico é Bethlehem-Efrata (que significa “casa de pão”) ou Belém de Judá.Segundo II Crônicas 2. 137 a. Foi ali que se realizou o casamento de Boaz com a moabita Rute. ali desembarcados.9.3.

ao voltar da Mesopotâmia.6. acampou em Siquém e ali erigiu o seu primeiro altar na terra de Canaã após a aparição do Senhor que lhe declarou: “A tua semente darei esta terra” (Gn 12.5 Siquém. Também ali foramenterrados os ossos de José trazidos do Egito (Js 24.7). 18-20). rei de Israel e pai de Acabe. quando das peregrinações de Abraão. fez de Siquém a capital do Reino do Norte (Irs12). o grande centro dos sionistas judeus. num monte de cerca de 100m de altitude.C. pois sua historia remonta a mais de 2000 a.Havia umavila na Galiléia com o mesmo nome. Hoje é chamada Neblus. Caiu sob o poder da assíria em 722 a. foi coroado rei de Israel. no fértil vale de Siquém. rodeada de muralhas quase inexpugnáveis. o rei das dez tribos revoltadas. bem no centro geográfico da Palestina. foi a capital do Reino do Norte durante 200 anos.3. após a queda do Reino do Norte. na Samaria.o reino foi dividido ejeroboão. Samaria. Esta é outra das cidades mais antigas da Palestina. Jafa ou Jafia. gregos. ergue-se a moderna Tel Aviv. assírios. egipcios. Conforme II Reis 17. A cidade foi destruída e reconstruída varias vezes. Fica situada entre os montes Ebal e Gerizim. fixou-se ali e levantou um altar ao Senho (Gn 33. isto é. estabeleceram-se nas cidades e de cuja mesclagem com os judeus remanescents resultou a raça samaritana.C. por Onri. 3.depois de um prolongado cerco que começou no tempo de Salmanasar V e terminou no de Sargão II. vindo de Ará. sempre voltou a prosperar. Ainda em Siquem.quanto ao acesso dos gentios à graça do evangelho. esta cidade foi uma das mais importantes e influentes na vida de Israel. Nas cercanias de Siquém Jacó cavou um poço que se tornou celebre pelo encontro que se deujunto domesmo entre Jesus e a mulher samaritana. Jope sofreu muitos ataques e arrasamentos dos exércitos inimigos atravésdos tempos.C. Porém. mas devido a sua imprudência e arrogância.3.. Situada a oito quilômetros a noroeste de Siquém. Ampliada e embelezada durante os dias de diferentes reis de Israel. cruzados e franceses. certamente também Siquém recebeu os colonos assírios que. 3. Abraão. e hoje. Os profetas freuqentemente condenavam Samária por sua idolatria. filho de Salomão. Roboão.32). tucos. romanos. Fundada em 921 a. a ponto de tornar- . junto da velha Jope.6.24. que era adorado num templo de Jesrusalém em riqueza e esplendor. foi também sede de idolatria a Baal. Mais tarde Jacó.

lá estão como testemunhas da antiga glória de Samária. o hipódromo.. instalação de água e esgoto. Nazaré. no litoral do Mediterrâneo. que apesar dos dois mil anos decorridos. 21.8.8. É certamente a cidade do evangelista Filipe e de Cornélio.10). etc. No período grego foi reestabelecida a sua glória antiga.46).7. Por algum motivo não gozava de boa reputação entre os judeus (Jo 1. Notáveis são os restos da chamada Colunata de Herodes. embora por pouco tempo. Lá estava a sede da administração civil e militar da província romana. Filipe lá pregou o evangelho com muita aceitação. Foi construída por Herodes. os teatros. no local. o templo. O Novo Testamento registra a sua incredulidade. 3. (At 8. e cognominada Cesaréia em homenagem a César Augusto. na direção oeste. Foi visitada várias vezes pelo apóstolo Paulo. Entretanto. Finalmente. arrasou a cidade.se aquela cidade sinônimo de infidelidade a Jeová. onde trancorreu a infância e a juventude de Jesus de Nazaré.40. 1-25). depois de Jerusalém e Belém. . Os grandes edifícios. o centurião romano. há uma pequena povoação por nome Sebustieh . A cidade não é mencionada no Antigo Testamento. João Hircano. Nos tempos do Novo Testamento foi a cidade mais célebre da Palestina por tratar-se de sua capital política. primícias entre os gentios (At 8. ao tempo de Herodes. para os cristãos. de dois quilômetros de extensão. já nas lutas nacionalistas posteriores. Hoje é a cidade palestinica de maior proporção de cristãos entre os seus habitantes. que ali esteve preso durante dois anos após a sua magnífica defesa diante de Festo a Agripa e de onde embarcou para Roma. ruas pavimentadas. fizeram a gloria da cidade. 3. Cesaréia Fica a 75 quilômetros a noroeste de Jerusalém. A 22 quilômetros do extremo sul do mar da Galiléia. porém. Hoje. C.rodeadas de ruínas que estão sendo exploradas e estudadas por várias entidades arqueológicas.. fica a cidade de Nazaré. imperador romano. “primeiro historiador da igreja cristã e o primeiro geógrafo da Palestina”. Foi ali que nasceu o célebre Eusébio. foi reedificada. entre Jope e o Monte Carmelo. era a Samária do tempo do Novo Testamento.3. o anfiteatro. ela é a cidade mais célebre da Palestina. em 109 a. o Grande local da antiga cidadela dos filisteus chamada Torre de Strato.3.

teria assinalado o local onde ao tempo de Jesué havia uma cidade forte por nome Racate.24).. foi palco de várias batalhas durante a sua história.16. Por encontrar-se no extremo norte do país. e uma só vez seu nome aparece no Novo Testamento (João 6. Tiberíades. Provavelmente a antiga de Rakkart. por ter sido construída sobre um cemitério. Filipe fê-la uma espécie de estância de veraneio para a aristocracia da época. Tibério César. ocasião em que Jesus pronunciou a profecia da indestrutibilidade de sua igreja. podemos compreender que. O tetrarca Filipe deu este nome à antiga vila fenícia de Baal-Gade em honra ao Tibério César. seu protetor. depois da destruição de Jerusalém. (Mt 16. pois havia mandado matar o João Batista e poderia também antecipar a sua morte (Lc 13. a quem considerava como raposa (traiçoeira e mau). Fica na margem ocidental do mar da Galiléia (ao lago de Tiberíades) a 8 quilômetros da extremidade sul do referido mar. O judeu que entrasse na cidade se tornava cerimonialmente impuro. 18. para servir de capital à tetrarquia da Galiléia e Peréia. A cidade não é mencionada no Antigo Testamento.10. Mas o acontecimento mais importante para os cristãos foi que ali Pedro fez a sua célebre confissão: “Tu és o Cristo.3. o Filho do Deus vivo”.C. e que durante a construção os operários descobriam que o local era de um antigo cemitério. Ampliando e embelezando a cidade que se encontrava ao sopé do monte Hermom. 3. referida em Jesué 19:35. Teria sido a cidade forte de Recate? O nome da cidade foi dado em homenagem ao imperador romano da época. Outra razão teria sido para evitar um encontro com Herodes. veio a ser o centro do judaísmo na Palestina. e que mais tarde deu lugar a Tíberiades. E para distingui-la da Cesaréia do Mediterrâneo acrecentou-lhe o seu próprio nome. quando os cananeus ali ofereram a sua resistência ao exército de Jesué. que a Tiberíades do Novo Testamento foi construída por Herodes Antipas entre os anos 17 e 25 d. A sua primeira menção na Bíblia está em Josué 11. 23). Entretanto.9. apesar de sua importância.3.32. se que fala a literatura rabínica do período interbíblico. em 70 d..13. Não temos notícia de que Jesus tivesse visitado alguma vez a cidade. 23. Cesaréia de Filipo. Porém.C.3.8). deveria ter um caráter gentílico. porém. Para lá foi transferido o . sendo considerada cidade imunda pelos judeus. Sabemos.

11 Cafarnaum Não há certeza absoluta do local exato de Cafarnaum. Pelos vestígios das antigas estradas. Ela foi de um modo especial. dois temsido os lugares presumíveis da antiga Cafarnaum: Tel-Hum e Khan – Minieh. na Síria. fundando-se a célebre academia rabínica que preparou o Mischnâ. há indícios de que Cafarnaum era centro comercial movimentado. porém. Originou-se. bem como do seu discípulo Pedro (Mt 8.3. Também a Massora. sendo que das outras – como Cafarnaum. a principal entre outras tantas regiões. da misericórdia. No que diz respeito a historia bíblica ela ocupa o primeiro lugar. no Mediterrâneo. enfim. em grande parte. Por isto as alusões proféticas e apostólicas a apresentam como o próprio símbolo do céu (Is 52. Esta posição privilegiada de Jerusalém não está em sua extensão. que é uma coleção de tradição e interpretação do Antigo Testamento. posto militar romano (Mt 5 – 13) e centro de recolhimento de imposto do império (Mt 9. 3. conjunto de comentários críticos e gramaticais sobre o texto hebraico do Antigo Testamento. Mas o fato mais importante para os estudiosos da Bíblia é que Capernaum era a cidade residencial de Jesus. 9. Sabemos. o Talmude Palestínico (também chamado Talmude de Jerusalém). sendo a única das cidades da margem ocidental do Mar da Galiléia que ainda subsiste. Ap 21).14-17. Eetsaida. Magdala. nem em sua riqueza ou expressão cultural e artística. 9-13). Por motivos vários. que era cidade da costa noroeste do Mar da Galiléia. emTiberíades. Corazim – restam apenas ruínas.1-4.1). da sabedoria. pois ficava na margem da rota entre Damasco. Da Grandeza de Deus. o cenário das manifestações patentes e evidentes do poder. da justiça. sendo que o primeiro reúne as probabilidades maiores.ou seja. Também foi ali que o Salvador realizou o maior numero de milagres e pronunciou os mais profundos ensinamentos. e sim em sua profunda e ampla relação com a revelação. da bondade. durante o século IV da nossa era. no seu sentido religioso. e Ptolemaida. 3.3.12 Jerusalém “Lugar de paz” “Habitação segura” entre as cidades mais celébres do mundo encontramos Jerusalém. ou seja. . fixando a pronúncia das palavras pormeio de sinais – chamados massoréticos – em lugar das vogais.sinédrio e foram construídas muitas sinagogas. hoje a cidade é chamada Tubariyeh.

divindade suprema dos romanos. O seu significado é “a santa’. A leste do promontório fica o Vale de Josafá ou Cedrom. Ne 11. Jr 7.10.20. Provavelmente trata-se de uma abreviação da palavra Jerusalém. que separa a cidade do Monte das Oliveiras.. Aoeste e ao sul fica o vale de Hinon (Gehena gr. c) Jebus – Assim era conhecida a cidade dos jebuseus na época dos Juízes (Jz 19. já em uso nos dias de Abraão (Gn 14.(1) Nomes – Durante a sua longa historia – já cerca de3. 10. nas montanhas de Judá. II Rs 14.C. Está edificada sobreum promontório a 800m de altitude. . j) El Kuds – É o nome que os árabes deram a Jerusalém. i) Aelia Capitolina.000 anos – a cidade era conhecida por vário snomes. assim chamado por causa dos sacrifícios das crianças em holocausto ao ídolo Moloque (II Rs 23. quando então a cidade foi conquistada e feita a capital do Reino de Israel (Irs 8. e Capitolina. assim como: a) Urasalim – Encontrado nas Cartas de Tel-el-Amarna escritas por voltade 1400 a. Sl 48. f) Cidade de Davi ou Cidade do Grande Rei –Estes nomes relacionam-se como ato heróico de Davi na tomada da fortaleza.11). olocal do culto centralizado (Sl 46.28). (2) Localização e Topografia –Jerusalém fica situada na parte sul da cordilheira central da Palestina. cujo primeiro nome era Aelius. antiga divindade semítica da paz e prosperidade. g) Cidade de Deus ou Cidade Santa – Assim chamada por estar ali o templo nacional.18). 31 – 34) e dos fogos que ardiam constantemente.Foi o nome dado pelo imperador romano Adriano. a 21 quilômetros a oeste do mesmo e a 51 quilômetros a leste do Mediterrâneo. h) Cidade de Judá – A capital do reino de Judá. d) Jerusalém –É o nome mais comum e que permanece até o presente.1. e) Sião – Este era o nome de um dosmontes da cidade.C. a cidade principal do reino (II Cr25. b) Salém – É o nome mais antigo que apareceu na Bíblia. subdivididoem uma série de montes ou elevações. na mesma latitude do extremo norte do Mar Morto.4. provavelmente é o seu nome mais antigo.1). que a reedificou no século II d. ouseja.) que em certa época da historia foi o “vale da matança”. cidade devotada a Shalém. Aelia em honra a Adriano.2).

nolado nortenovas áreas – Acra e parte de Bezeta. sul e oeste. descendo pela aba oriental deste até Ofel na direção sul. o inferno (Mt 13. subindo pelo lado oeste do mesmo. O aspecto geral da cidade ao tempo de Cristo apresentava uma configuração de um trapézio irregular que se alarga do sul para o norte. abrangendo. passando pelo sul do Vale do Tiropeom e do Monte Sião. foi obra de Herodes Agripa I. a sudoeste. uma vez que por ele o tabuleiro continua ligado ao conjunto montanhoso. ao norte três muros. dividindo-se em cinco zonas ou bairros caracterizados pelas elevações do tabuleiro: Ofel. O segundo muro foi levantado por Jotão. até o sul da elevação de Acra. Acra. Salomão e seus sucessores. assim. o antigo aspecto em que as elevações eram mais distintas. edificados em épocas diferentes.C. começada cerca de dez anos após a crucificação de Cristo. . tendo havido. sul e oeste por uma só muralha. Jerusalém era protegida aoleste. separava alguns desses bairros.consumindo o lixo da cidade. por força da expansão da mesma.. Sendo que a cidade é isolada pelos lados leste. que corria mais ou menos na direção de noroeste para sudeste e sul. Também os vestígios deste muro são escassos e discutidos quanto à sua exata direção. e daí na direção leste. oeste e sul do conjunto da cordilheira pelos vales já mencionados. Mc 9. os detritos dos holocaustos pagãos. Moná. O terceiro muro. porém. Porém. até o norte do Monte Moriá. e Sião.rodeava a antiga cidade do Ofoel. (3) Muros e Portas – Até a destruião da cidade pelos romanos no ano 70 d. a noroeste. através dos tempos. onde estava edificado o templo de Salomão. que fica a sudeste e onde havia uma antiga fortificação. etc.q eu data dos dias de Davi. Porém a linha norte od segundo muro é muito discutida e por ora nada de definitivo se sabe a seu respeito. Ezequias e Manassés – e depois do cativeiro reedificado por Neemias – seguindo praticamente o mesmo traçado do primeiro nos lados leste. Este muro era provido de 60 torres para as sentinelas. 43-48). a superfície da cidade tem sofrido muitas alterações com os aterros deste vale. O primeiro. Bezeta.42. a leste. cujo fim era incluir os subúrbios do norte no sistema de segurança da cidade. resta apenas o lado norte suscetível ao crescimento. porém. Daí por analogia a palavra grega Gehena que significa “vale de Hinon” que veio a designar o lugar de castigo eterno dos condenados. na direção norte. Trechos deste muro já existiam desde os tempos dos jebuseus. ao norte. desaparecendo. Um vale interno chamado Tiropeom.

b. Porta da Água.desde as quatro portas orientais. que conduzia a fonte de Guiom. porta do gado. Porta Oriental ou do Ouro. também a leste. j.ao sul. temos referencia a cerca de dez delas: porta velha.que dava para as vias de comunicação com as cidades da região ocidental. por exemplo. vemos o uso de carros ferrados que certamente exigiam estradas mais definidas. na direção norte. porta do Efraim. Porta das Ovelhas ou de Benjamim a leste. pois ficava no muro quefoi edificado pouco depois de Crsito mais ou menosna direção da porta velha do segundo muro. A oeste ligava-se com Jope e os caminhos para a Filistia e Egito. (4) Cidade de Comunicação – Jerusalém sempre esteve ligada pelos quatros pontos cardeais a toda a Palestina e aos países estrangeiros. dando acesso ao centro e ao norte do país. Porta do Esterco ou de Monturo. c. Galiléia. também ao sul.As portas nos muros de Jerusalém eram numerosas durante a longa história da cidade. porta dos cavalos. bem como ao estrangeiro. porta oriental. do msmo lado oriental. pelas quais o povo transitva mais frequentemente. Fenícia. Síria e Mesopotâmia. e cujos nomes perduraram por mais tempo. Ao sul a cidade comunicava-se com Hebrom e Egito.s Já nos dias de Josué. porta da fonte. ao norte. porta do peixe. Porém as principais portas de Jerusalém. bem como para a Fenícia. Porta do Vale. porta das ovelhas. 3. Porta de Damasco ou Peixe. e. logo ao norte da esquina do templo. bem como para as estradas da Transjordânia que levavam os viajantes para a Arábia. h. dos Juízes e da monarquia hebraica. No livro de Neemias. logo ao sul da esquina sudeste da área do templo. Porta da Fonte. ou dos Essêncios. Nem todas elas podem ser localizadas. que no primeiro muro teve o nome de Efraim. junto do tanque de Siloé e o açude velho para abeberar o gado. foram estas: a. hoje fechada. convergiam os caminhos para Jericó e todo o Vale do Jordão.4 Estradas Palestínicas Desde os tempos de Abraão já havia caminhos cruzando a Tera de Canaã em todas as direções. A leste. também ao nort. no canto sudoeste da cidade. g. Ao norte partiam os caminhos para Samária. d. não é mencionada na Bíblia. Porta de Jope (ou Jafa) a oeste. . Porta de Herodes. Síria etc. Certamente nos dias dos patriarcas esses caminhos não passavam de trilhos por onde trafegavam caravanas dos mercadores e dos pastores de rebanho. porta da água. i. ainda ao sul. porta do esterco.

Costuma-se dividir em quatro grupos principais as estradas da Palestina: 3. e também para leste. 35. na direção da Ásia Menor.31. e na de Damasco. na direção da Mesopotâmia. na direção de Gaza.embora seguindo os trilhos antigos. onde havia uma passagem rasa do Jordão. Ptolemaida. passando por Hebrom. era também chamado o caminho das nações. De Bete-Seã também partia uma ramificação para norte indo até Cafarnaum. entroncando-se o ramal com as estradas da Transjordânia. II Reis 23. onde se entroncava com a estrada de Damasco.30. Tiro. Tinham a sua origem no Egito e estendiam-se até Fenícia e Síria. via Lida. atingindo a Transjordânia e entroncando-se com outro grupo de estradas na direção de Petra. 3. e outra para leste. indo até o Egito. na altura das cidades de Siquém e Samaria.2 Grupo Central Este grupo partia do sul da Judéia. Jericó e Transjordânia. Samária. ou vau. Siquém. Também este grupo apresentava ramificações tanto para oeste como para leste.4. para o sul. Betel. uma ramificação para oeste. do leste e do sul da Palestina (Síria. atingindo cidades costeiras como Jope. via Jericó. Na altura de Jerusalém. e mais outro atravessando o Vale de Esdraelom. ao norte da Galiléia. Tais noções podemos colher de Juízes 1. passando pelas cidades da margem ocidental do Mar da Galiléia. conhecidas também como Caminho da Terra dos Filisteus.1 Grupo da Costa Eram estradasque corriam paralelas à costa do Mediterrâneo.28 etc.19.28. das quais as mais importantes são as seguintes: no extremo sul da Judéia uma ramificação para oeste. saindo um ramal de Gaza e passando por Berseba e sul da Judéia na direção da Arábia. ao norte.4. indo até Jope. embora não das mais antigas. indo até a Arábia. Era um grupo composto de várias estradas com ramificações para oeste. atingindo Cesaréia para oeste e Bete-Seã (Citópolis) para nordeste. outro de Lida para Jerusalém. devido a sua importância internacional. em Nazaré. E por último. Belém Jerusalém. ocorria na região central de Samária. e. Mais outra ramificação. Aos 8. Sidom e outras. Os exércitos das grandes nações do norte. indo até Damasco. e outra para leste. Assíria. a ramificação na . Ireis 22. Este grupo. ia até Cafarnaum. E no tempo dos romanos já havia até estradas pavimentadas para o deslocamento rápido de suas legiões militares. a baixa Galiléia. para o norte. e para leste. via Peréia. Babilônia e Egito) deslocavam-se por estas estradas para os seus encontros bélicos. onde se desviavam para oeste.

e para se viajar por ela cobrava-se pedágio. e se dirigia para o norte pelo lado leste do Jordão até o vau que fica defronte de Bete-Seã . em frente a Jericó. os judeus evitavam-na devido à inimizade antiga entre eles e os samaritanos. Segundo esta classificação. antes de seu chamado para o discipulado.que era itinerário preferido pelos judeus para evitar a passagem pela Samária . cidade costeira da Fenícia. passando por Petra e o leste do Monte Seir e do Mar Morto. que deixando Damasco passava por Cesaréia de Filipe dirigindo-se para Tiro. a que passa pelo sul do lago de Merom. no Vale de Siquém (Jo 4. As que aqui mencionamos dão-nos uma idéia geral das vias de comunicação terrestre que dispunham os antigos na . Notese que.direção noroeste atingia Ptolemaida (antiga Aco. vai até Nazaré e antiga Ptolemaida na costa marítima. dirigia-se para Hesbom.51-56). era ode cobrar o pedágio. porém eram de menor importância. apesar de ser esta estrada do centro o caminho mais curto entre a Judéia e Galiléia. originando-se em Elate.prosseguindo para nordeste até Damasco.3. deixando para oeste uma ramificação que passava por Jericó e Jerusalém indo até Jope. e a segunda. as que passam pelo território palestínico são apenas duas: a primeira. Grupo da Transjordânia ou Leste Havia neste grupo pelo menos duas estradas: uma que partia do vau do Jordão.1-19). durante o seu ministério. é que voltou para agradecer a graça recebida (Lc 17. preferindo passar pela Transjordânia. que era samaritano. sendo que somente um deles. Grupo de Damasco Neste grupo geralmente são contadas somente as estradas que partem da velha cidade Síria e se dirigem para o Mar Mediterrâneo. no fundo do Golfo de Ácaba. Alguns acham que o ofício de Mateus. ele atravessou a Samária: quando manteve memorável diálogo com a mulher samaritana junto ao poço de Jacó perto de Sicar. e de Hesbom avançando pelos montes de Abarim e Gileade para o norte até Damasco. Entretanto parece que Jesus não deu importância a este fato. quando os discípulos rogaram a Jesus poder para fazer descer fogo do céu para consumir os samaritanos que rejeitaram a presença de Jesus (Lc 9.42). pois. ou Acre dos franceses). onde entroncava-se com a estrada que vinha de Damasco. desce para Cafarnaum. A primeira era pavimentada ao tempo dos romanos. pelo menos em três vezes. no sentido leste a cidade de Bete-Seã. e para nordeste chegava a Cafarnaum. e outra que. Havia outras estradas que cruzavam a Palestina. e quando curou os dez leprosos.

3). O casamento misto era proibido em defesa da família. e só . especialmente entre ricos. O concubinato era tolerado nos casos de esterilidade da mulher legítima. 3. de onde prosseguiam para a Ásia Menor. o casamento havia de ser monogâmico (Mt 19. os missionários das novas do evangelho de Cristo do primeiro século: Paulo. Grécia e Roma na direção oeste. mas freqüentemente também fora desta condição. quando. Na impossibilidade de uma apreciaçã vasta e completa do assunto – pois que o escopo deste livro é limitado.Este.5 Costumes Orientais Especialmente os Palestínicos Os habitantes do Oriente Próximo. Entretanto. Jz 8. 3. A posição de concubina sempre era de uma esposa secundária. como ainda têm. Resta ainda fazer referência ligeira às estradas que partiam de Damasco para o norte até Hamate e Arã.9. a Bíblia não esconde os males da poligamia e da concubinagem. e daqueles.28). por morte do marido que não deixava filhos. nobres e reis (Gn 16. 30. seu irmão mais velho. Timóteo e Lucas.1 Sobre a Família Hebraica (1) Casamento Os hebreus consideravam o casamento de origem divina e de importância básica para a vida individual.5.de expressão e de pensamento.3. o seu estilo peculiar de vida. étnicas e religiosas dos mesmos. 25m 5.13. I Rs 1.10-14). ou das terras bíblicas. porém no Novo Testamento inteiramente repudiada.30. era feito por terceiros .2. geralmente.2. o irmão deste deveria casar-se com a cunhada viúva para suscitar descendência ao seu irmão falecido (Dt 25. e para a Mesopotâmia e Pérsia na direção leste. dada a importância deste conhecimento na interpretação bíblica. pois geralmente tratava-se de uma serva (escrava) ou prisioneira de guerra. Destas últimas serviram-se os patriarcas nas suas peregrinações para Canaã.1-8). a) Contrato de Casamento -. social e nacional (Gn 2. I Sm 1.1-4).5). Segundo o ideal divino. ou algum amigo muito chegado. 1. Silas. Havia também o casamento por levirato. especialmente Abraão e Jacó e os hebreus cativos. a poligamia era tolerada no Antigo Testamento. Isto se deve às particularidades geográficas. vamos apresentar aqui apenas um esboço sucinto desses costumes e usos das terras bíblicas. e poderia ser despedida em qualquer tempo e sem qualquer direito a amparo (Dt 21.Palestina.18. tio.4.pai do noivo. sempre tiveram. da tribo e da pureza da raça (Dt 7.

Durante o noivado o homem era isento do serviço militar. 34. para a casa de seu pai ou para a sua própria. e nos acertos quanto ao dote que o noivo havia de pagar ao pai da moça (uma espécie de dádiva que compensava a perda da filha). os egípcios. prolongando-se. poderiam ocorrer um mês depois para as viúvas e um ano depois para as virgens (no caso de Jacó durou sete anos). Estas consistiam nas consultas quanto ao destino dos bens por força do enlace que não poderiam enfraquecer a tribo nem expor a moça ao desamparo (Nm 36).12). geralmente.17. ia à casa dos pais da noiva acompanhado de amigos e vestido de sua melhor roupa. durante a qual o marido estava isento das obrigações militares.253). A lua-de-mel legal era de um ano. . até catorze dias. 25. O dote da concubina era o preço da compra (no caso de serva ou escrava). ou ao representante dela.1-18). 34. onde seguia-se o banquete depois do qual os noivos eram conduzidos à câmara nupcial (Mt 2.excepcionalmente pela mãe (Gn 21.A festa de núpcias durava. na presença de testemunhas uma moeda com a inscrição “Seja consagrada “casada” a mim” uma espécie de juramento .8). excepcionalmente. como no caso de Jacó (Gn 29.21. Os casamentos consangüíneos entre os hebreus eram proibidos (Lv 18. Ex 2. sendo rico.12).11). Depois do exílio babilônico. Em alguns casos o próprio filho fazia a sua escolha.25.15-20. segundo o Talmude.o jovem casal era (Rt 4. acompanhada das bênçãos paternais. com rosto velado. embora a sua vida conjugal se efetuasse só depois das núpcias (Mt 1. porém.18) que. os persas e outras nações orientais. com terceiros as negociações (Gn 34.4). as pessoas que acompanhavam o cortejo muniam-se de tochas (lâmpadas). b) Noivado . distribuía roupa nupcial aos convidados (Mt 22. ao som de música e de cânticos. I Sm 18. Quando as núpcias eram realizadas à noite. adotou-se o costume de lavrar um compromisso escrito.8) considerado casado. Ez 6.1-10. Saindo de sua casa. sete dias (Jz 14. embora mais resumidas. Recebendo a esposa na casa dos pais desta. embora fossem comuns entre os caldeus (Gn 20.1-13). o esposo a conduzia. Gn 24. mas podia ser efetuado também em forma de trabalho.10). Desde o momento em que o noivo entregava à noiva. O noivo. c) Núpcias . Is 61. as festas continuavam. 24.Este era o primeiro ato do casamento. Nos seis dias subseqüentes. ficando. porém tão importante que somente a morte ou infidelidade podiam dissolvê-lo.9-1. em cortejo ainda maior. com grinalda na cabeça (Ct 3.12.1.38. geralmente oscilava entre 30 e 50 ciclos e selava o contrato matrimonial.

2 Sobre a Vida Social Hebraica (1) O Lugar da Mulher na Sociedade – De um modo geral. a mulher moça pastoreava rebanhos (Gn 29. com a morte do pai. já não poderia reconciliar-se com o primeiro. Áquila. Mt 2. porém. Perante as autoridades. Porém os hebreus asseguravam à mulher o gozo de vários direitos não encontrados nos costumes de outras nações.A dissolução dos laços matrimoniais entre os hebreus era permitida como uma “necessidade calamitosa”. 1. Pv.16). a mulher tinha o direito de requerer justiça (Nm 27. As filhas recebiam a herança somente na falta de filhos herdeiros.16-18).12.5.3) e carregava a água das fontes para o abastecimento da casa. 3. assumia a direção da família e as funções sacerdotais da mesma (na época anterior à adoção da lei mosaica).1. exceto no caso de adultério (Mt 19. para lhe dar direito a um novo casamento. especialmente os do sexo masculino.15-17).10-31). o pai era obrigado a ensinar-lhes desde cedo um ofício que lhes garantisse a subsistência.(2) Divórcio . As filhas solteiras eram sustentadas pelos irmãos até que se casassem. e mesmo repudiada já na última parte do Antigo Testamento (Dt 24. Entre os hebreus ela merecia lugar de honra e distinção (Pv 31. chamado carta de divórcio.7). entregue à mulher pelo marido (Mt 19. Quanto à educação dos filhos. trabalhava nos campos (Rt 2.1. quase que não existia distinção de sexo. A mãe era digna das mesmas honras que se deviam ao pai (Ex 21. Também Jesus repudiou o divórcio. Se. Ex 2. O divórcio tinha que ser efetivado por um documento escrito.6.3).(Nm 27.4). Seu casamento podia ocorrer somente com alguém de dentro da mesma tribo. Assim. porém não aprovada. O primogênito recebia a porção dobrada dos bens paternos. Priscila e Paulo sabiam fabricar tendas (At 18. viesse a divorciar-se do seu segundo marido ou mesmo se este viesse a morrer. Por isso a esterilidade era julgada como uma falta de favor de Deus. Quanto às ocupações. Entretanto. A herança era dividida somente entre os filhos do sexo masculino. . Dt 21. uma vez que se encontrava contaminada pela coabitação com outro homem (Dt 24.8).Estes eram considerados dádivas divinas. as principais obrigações das mulheres eram os trabalhos domésticos. os orientais dos tempos antigos relegavam a mulher à uma condição bastante inferior à do homem. (3) Os Filhos .13-16).3-9). A primogenitura era honrada e respeitada entre todos os povos orientais. 1 Rs 3.

6.bem mais complicados e difíceis que aqueles que as mulheres têm hoje. com umas pedras grandes. o arrancar os cabelos e a barba. 42.13.4) e pelo menos três profetisas (Ex 15.8). o lançar do pó na cabeça.36. (Gn 37.10.34. I Sm 13. I Sm 18. em casos excepcionais era delongado para mais (I Sm 31.18). Os túmulos dos pobres eram simples covas no chão cobertas de terra e marcadas por uma pedra.7. o corpo do falecido era lavado e enrolado com faixas ou lençóis impregnados de perfumes. especialmente perante pessoas superiores.acompanhado do cortejo fúnebre na seguinte ordem: as mulheres. I Cr 12. “Paz esteja nesta casa” (I Sm 25. Na história do povo hebreu há também uma juíza (Jz 4. As expressões mais comuns eram: “Paz”. porém. sabemos. os parentes e amigos mais próximos. A posição mais comum era a inclinação do corpo para a frente e com a mão direita posta no lado esquerdo do peito (Gn 23. o lançar-se no chão.38. Os sepulcros eram geralmente localizados fora da cidade. (2) Saudações -. Outra maneira usada.3 1. O enterro era feito no mesmo dia da morte . O período de luto era de sete dias.14). mandou aos seus discípulos que a ninguém saudassem pelo caminho justamente para poupar tempo (Lc 10. “Paz seja convosco”. que possuíam o segredo do processo. Jesus. Jó 2. o andar com rosto coberto etc. I Rs 2. preparavam as refeições (Gn 18.Constatada a morte. para fechá-los.1-16) . Gn 50. O embalsamamento não era costumeiro entre os hebreus.1-4. o andar descalço. o jejuar. ao passo que os sepulcros dos mais abastados eram cavados na rocha. Embora José e Jacó tivessem sido embalsamados.10.18) costumavam os hebreus levantar . Elas moíam o grão (Mt 24. as carpideiras (eram as lamentadoras profissionais).20. e o povo. “fiavam a lã e teciam o pano” (1 Sm 2. era a prostração ou inclinação até a terra (Gn 18. (3) Enterros e Manifestação de Luto . 15.2. Lc 24. Raramente eram usados esquifes ou caixões abertos. As manifestações de luto eram variadas: o rasgar de roupas. Am 8. Como demonstração de respeito filial e para a perpetuação da memória dos mortos (I Sm 18.8).6. mas também em certas regiões e épocas ficavam nos pátios das casas.4).19). que o foram pelos egípcios.Estas sempre eram prolongadas no Oriente.12.39).41). redondas.isto por exigência do clima quente que favorecia a decomposição rápida e também por força da lei que tornava imundo quem tocasse em um defunto (Nm 19. o vestir-se de saco. à porta. Mc 5.12).30. O costume de caiar os túmulos era praticado para evitar a contaminação cerimonial por pisar neles. por exemplo. o defunto.6). o choro desesperado. Dt 34.

20.5.um grande pedaço de tecido retangular levantado sobre uma vara horizontal. desde o mais primitivo . ou seja.“colunas” (monumentos que consistiam de uma pedra mais ou menos alongada que se fixava na terra no sentido vertical). fenício ou algum outro.Eram ranchos feitos de estacas encimando varas cobertas de ramos ou folhagens. Quanto ao tamanho. 3. com uma ou duas colunas verticais no centro e divisões internas para dormitórios de homens. Os tipos de tendas variavam de tempos em tempos. e preso pelos quatro cantos a estacas ao rés-do-chão até o mais complicado feitio octogonal. Aquele templo. cozinha etc. A primeira referência a tendas na Bíblia temos em Gênesis 4. de barro . escuro. depois evoluíram para tecido de pêlos de cabra de uma qualidade especial (de pêlo longo. Os cidadãos mais abastados construíam casas de dois pavimentos com vários cômodos. que foi substituída pelo famoso templo de Salomão construído em Jerusalém. muito resistente). geralmente eram de um só cômodo e de um só andar. servos. cobertos. na Bíblia esta palavra é aplicada especificamente à tenda que durante a peregrinação dos israelitas pelo deserto servia para o culto de Deus. era algo majestoso. mulheres. Os telhados nas regiões mais quentes eram chatos e transformados em terraços. aproximadamente 15m por 5m. conclui-se que na Palestina as casas eram feitas de pedra. cercados de parapeitos. crianças. segundo as descrições de I Reis 6 e I Crônicas 3. Esses telhados ou terraços eram feitos de paus colocados em sentido cruzado ou paralelo. sala. apoiada em alguns esteios verticais. não sabemos se o seu tipo arquitetônico era egípcio. Era uma construção portátil de 30 côvados de comprimento por 10 côvados de largura.Este era o tipo mais primitivo de habitação palestínica e de um modo geral de todo o Oriente. destinados a permanência mais prolongada no local. (2) Cabanas .3 Habitações (1) Tendas . ou mesmo de tecidos. (4) Casas -Pelas escavações arqueológicas. (3) Tabernáculo . com acesso por uma escada exterior. dependendo do que era mais encontrado na região. Já nas regiões mais frias eram encontrados telhados em forma de meia-água ou cumeeira para o deslizamento da neve. de tijolos e de madeira (menos Comum). casais. Porém. Entretanto. Originalmente parece que eram feitas de pele de cabra.O termo que significa simplesmente habitação e que tanto pode ser uma tenda como uma cabana.

a despensa etc. Nas casas já havia camas e cadeiras (I Rs 4. com a costumeira área central ou pátio. construídas com requintes de luxo. segundo parecem.2. As torres de caráter permanente eram feitas de pedra com acomodações para a família na parte inferior. Outros objetos de um habitante de tendas eram: o martelo para fixar as estacas. Devido ao clima quente. tanques e até piscina. (5) Torres de Vigia . bem como mesas. Nas tendas geralmente nada mais havia senão tapetes ou esteiras servindo como divã. 3. mesa e cama. ficava a sala de visitas.4 Mobília A mobília dos antigos no Oriente era bem reduzida. e uma plataforma em cima para a guarda.3. Na parte da frente.Eram armações de estacas e galhos. Mt 10.misturado com capim (estuque). As casas de dois andares possuíam um pátio interno com poço.hospedaria) era sempre uma casa maior. introduziram mais cedo que os outros povos a cadeira e a mesa. logo à entrada. estas de 20 e 25cm de altura. algumas panelas de barro ou metal para preparar comida. assírio. embora estas sempre baixas. cadeira. como as cabanas. fenício. pois os orientais tinham por costume sentar-se no chão sobre as pernas cruzadas. as acomodações dos servos. ao lado. Dos telhados dos edifícios públicos proclamavam-se os decretos e os avisos de natureza coletiva (Lc. grego. duas pedras de moinho para moer o grão. tigelas. em estilos que variavam com a época de influência histórica . amassadeiras e odres (recipientes de couro de animais para leite e vinho) e sela de camelo. Os egípcios e babilônios. com uma plataforma de 2m a 2. Mt 12. acrescida de acomodação para os animais e servos na parte posterior. para os meses de calor. Os candeeiros eram de barro ou metal em forma de . As portas eram estreitas e baixas e as janelas poucas e sem vidros.Eram as residências reais. os cômodos dos filhos ou outros moradores da casa e freqüentemente também dos próprios donos. A estalagem (khan . No segundo andar. 12.egípcio. e durante o dia para secagem de roupa. A divisão interna das casas dependia das posses do dono e do tamanho da mesma.5m de altura para facilitar a vigilância dos pomares e das lavouras (Is 5. (6) Palácios . meditação e dormida. de cereais etc. à noite o terraço era o lugar preferido para o descanso.1). a cozinha. mais adiante. romano (os últimos ao tempo do Novo Testamento). Esses cômodos sempre davam a porta para o pátio interno. o quarto dos hóspedes e o dos donos da casa e.10).27). de dois andares.5.

azeite e vinho eram a base alimentar. Também costumava-se comer o grão dos cereais cru como vinha do campo . havia garfos para uso no preparo do alimento na cozinha. servindo também como cobertor. seda.Era feito de couro ou fazenda espesso. A carne geralmente aparecia somente em ocasiões festivas. 3. cevada. ameixas. bastante comprido para dar várias voltas na cintura. alho. sem mangas. chegando até os joelhos. Manto ou capa . O combustível comumente era o óleo de oliva (azeite) ou de sésamo (gergelim). Das frutas fazemos a menção de uva. A túnica dos ricos e dos sacerdotes tinha mangas compridas e largas. Também eram comuns as amêndoas. O sapato dos palestinos era a sandália confeccionada de couro ou pano e presa ao pé por cordões de algodão ou fitas de couro fino. frutas. repolho e couve-flor. Os ornamentos masculinos mais comuns eram o cajado. Um pedaço de pão ou mesmo a mão eram usados para retirar a comida da tigela. tâmaras. 3.5.5. Manteiga e queijo eram feitos de leite de cabra ou de vaca (mais raramente). sela etc. assada ou cozida em água ou no leite. leite.pires. Também o peixe era comum nas proximidades dos lagos e mares. O cinto do manto . O pão era feito de farinha de trigo. farinha.Era uma camisola de algodão ou linho. A carne mais apreciada era a de cabra.5 Alimentação Pão. Os legumes mais comuns eram lentilha. centeio ou milho. que era de algodão ou lã. cebola. Talheres não se usavam antigamente.Era uma peça de fazenda geralmente de lã que se usava por sobre a túnica. mel. por dentro do qual também carregavam-se dinheiro e outras miudezas. Com o tempo os candeeiros passaram a ser cobertos por uma tampa em que havia um orifício para o pavio. Porém. legumes. o anelsinete (que nos tempos mais remotos usava-se pendurado ao pescoço por meio de um cordão. porém posteriormente no . o cominho. tapete. cozido em leite ou em caldo de carne.6 Vestuário Este era confeccionado de algodão. linho ou lã. figo. deixado de molho. pêssegos.tostado.12). (1) Peças do Vestuário Masculino Túnica . Era uma peça bastante adornada com franjas e bordas (Dt 2. com uma espécie de beiço num certo ponto da borda para o descanso do pavio. O azeite era a gordura mais usada para temperar a comida. pepino. o endro e o coentro.

e face à exigência legal de pagamento de impostos do Templo.Ex 13. A pintura em volta dos olhos já era conhecida nos dias de Jezabel (I Rs 9. 39.C. anéis e pulseiras. era um padrão de peso que variava conforme o metal que se pesava (prata.dedo) e as filacténas (tiras de couro com caixinhas. ora em forma esférica.28.As mulheres usavam as mesmas peças.16). por algum tempo. truncada.. contendo alguns trechos da lei. uma moeda persa (Ed 2.). tonelada etc. moeda corrente entre os mercadores’ (Gn 23.11). Com a introdução de novas moedas na Palestina . Geralmente a fita era de cor diferente dado lenço. Porém a cobertura mais comum. (2) Peças do Vestuário Feminino. era um lenço quadrado preso por uma fita ao redor da cabeça. Abraão. O siclo. presas à testa e ao pulso esquerdo . Assim. Parece que os calções eram usados.C.69) com que os hebreus já estavam familiarizados.) quatrocentos ciclos de prata... pipetas ou barras (cunhas) .16-24).9. usado para valores maiores (como entre nós hoje usamos arroba.. O uso mais remoto de permuta de valores entre os povos orientais era feito pela simples troca de mercadorias. quando exerceu autoridade sobre a Palestina Antíoco VII da Síria. apreciavam pendentes no nariz. Dt 6. 13 Na cabeça usava-se o turbante que consistia de uma fita longa enrolando a parte superior da cabeça. para metais preciosos. Talento Era outro peso. O ciclo cunhado (no valor de um e de meio ciclo) apareceu pela primeira vez entre os hebreus por volta do ano 143 a. somente pelos sacerdotes (Ex 28.42.5. As mulheres usavam o véu sobre o rosto quando apareciam em público.de tempos em tempos . portanto. deixando a parte mais longa para trás a fim de proteger o pescoço. ao necessitar de um campo para sepultar a sua esposa Sara.7 Dinheiro. exceto o turbante. porém mais longas e mais ornamentadas. A primeira moeda citada na Bíblia é o dárico.C.pelos objetos ou propriedades imóveis. nos dias do sacerdócio de Simão Macabeu. diademas na cabeça (Is 3. O lançamento das primeiras moedas de curso nas transações comerciais deve-se aos gregos entre 700 e 650 a. Depois entrou em uso a troca de um certo peso de metais preciosos . 3. nos lábios e nas orelhas. ora em cônica. seguindo-se os persas por volta do ano 500 a.8). ‘pesou (. pesos e medidas O intercâmbio comercial palestino sofreu as constantes influências políticas estrangeiras. Quanto aos ornamentos e enfeites. Lv 6. de ofertas e aquisição de animais para o . dependendo do gosto. ouro ou cobre).30).em forma de pó.

ou cerca de 800 gramas. mas parece não tratar-se de um siclo diferente do siclo comum .3 mil siclos. ou 60 minas.69). damos.(moeda grega) e denário (moeda romana) . c) Dracma . igual a um siclo ou shekel judaico.A primeira moeda judaica cunhada (shekel e meio shekel de prata e a subdi visão em quartos de cobre.29). . Já o siclo babilônico era apenas de 8g.300 gramas.que era o de prata . Como o uso e o valor das moedas variava de tempos em tempos e de país para país. O siclo sagrado. seus valores nas diversas épocas e o seu valor correspondente nos dias presentes. surgiu o ofício de cambista. principalmente nos dias do Novo Testamento. ou seja.Múltiplo de siclo. Seu valor-peso correspondente em gramas dependia do metal tomado como padrão. b) Óbolo ou jeira . Assim. ou o siclo de santuário (Ex 30. d) Estáter .Outro submúltiplo de siclo. valendo 50 siclos. valendo. o shekel ou siclo de ouro tinha cerca de 1 6g e o de prata aproximadamente 1 4g.Moeda romana. e) Mané . algumas moedas e valores em curso na Palestina.Moeda romana.sacrifício. e) Ceitil . (1) Dinheiro a) Shekel ou siclo . 2. Davis. Dois ceitis equivaliam a um quadrante. meio siclo. (2) Moedas Cunhadas a) Dárico . b) Shekel ou siclo .Ambas valiam um quarto de um shekel ou siclo. toma-se muito difícil preparar um quadro exato das moedas orientais. 12. d) Arratel . era a moeda do tributo (Mt 17. segundo o historiador Josefo.Era a unidade básica de peso entre os hebreus que servia também como padrão de valor antes da cunhagem de moedas. também chamada sescum. a sua vigésima parte (Nm 18. c) Beca . era também chamado mina.6.Era submúltiplo do siclo.A moeda cunhada persa mais antiga. Mt 10. conhecida pelos hebreus no período da restauração (Ed. era igual a 10 óbolos ou meio siclo (Ex 3 8. é interpretado de várias maneiras. aproximadamente 50 quilogramas.mas de peso padrão preservado no Tabernáculo. a seguir. pois somente a moeda judaica podia entrar no tesouro sagrado.26).13). chamados leptos). um dólar. segundo John D. valia uma oitava parte de um as (Lc.16). f) Talento . Entretanto. Didracma.2 1). e 4 quadrantes a um as ou asse.

36.Cerca de 2.Igual a seis côvados ou cúbitos. . “é um espaço de terra que uma junta de bois pode lavrar num dia” Evidentemente a dimensão exata da jeira não é possível de se estabelecer. (4) Medidas A . junto do Sinai.(medida grega) .6 litros. e talento.(medida grega equivalente ao comprimento da pista do estádio de Olímpia. Nota: alguns autores dão apenas 8.Unidade padrão contendo cerca de 36 litros. C . d) Palmo -Aproximadamente 23cm.Medida de Superfície Jeira.A unidade principal que variava entre 45 e 55cm. i) Caminho de um Sábado .28). e) Homer ou coro .20m (At 27.Correspondia a 1. mais ou menos 12 litros. B. c) Mão . g) Estádio . seá ou três medidas . de não se percorrer no sábado distância maior que a do arraial até o tabernáculo. beca. e) Vara ou cana de medir. segundo Angus.Aproximadamente 1. d) Cabo ou medida . mané ou mina. h) Milha .36).500 m2. Os pesos referidos na Bíblia são os seguintes: óbolo ou jeira. f) Braça . os hebreus desde os tempos mais remotos de sua nacionalidade usavam pesos e medidas para avaliar o dinheiro e outros artigos comerciais.10 efas ou 360 litros.A terça parte de uma efa.(medida romana) . mas os autores opinam em tomo de 2. e originou-se do costume observado no deserto.5 litro.(3) Pesos Segundo Levítico 19. cerca de 3.Medidas de Capacidade Para secos: a) Efa .Correspondendo à largura de um dedo. centro de competições atléticas) – Igual a 185m.Equivalente a 1.000m aproximadamente. b) Alqueire.5 litros.Medidas de Comprimento a) Cúbito ou côvado .A décima parte de uma efa (Ex 16. b) Dedo ou dígito . arratel. que. c) Gomer ou omer . cerca de 2cm. cujos valores já foram apreciados na primeira parte do tópico sobre o dinheiro. shekel ou siclo.500m.Cerca de quatro dedos.

igual à efa: com capacidade de 36 litros (Ez 45.de 18 horas até meia-noite. ainda queo sexto dia geralmente fosse denominado o dia da preparação. considerados os melhores. Segunda vigília – de 2l horas a meia-noite.de 6 até 10horas ou pouco mais.5.de meianoite às 3 horas. Costumava-se dividir o dia simplesmente em períodos.. Nona hora do dia .12 horas. Já no Novo Testamento temos a seguinte subdivisão do dia: Terceira hora do dia -9 horas. Décima segunda hora do dia 18 horas. c) Logue .A unidade básica.8 Calendário e festas de Israel (1) Calendário Judaico Apresenta as seguintes divisões dotempo e maneiras de contá-lo. cerca de meio litro.Um doze avos de um hin. Sexta hora do dia . 3. Quarta vigília .15 horas. Quanto à subdivisão do dia. Calor do dia . Nota: Algumas destas medidas variam de acordo com os autores e investigadores que nem sempre tiveram ao seu alcance as melhores fontes. .noite era dividida em quatro vigílias: Primeira vigília . b) Hin . no Antigo Testamento.de 18 às 21 horas. o sábado (descanso).de 3 às 6horas. nota-se que o sistema de hora era desconhecido. e o sétimo.de meianoite às 3 horas. Terceira vigília: -de 3 às 6 horas da manhã.Para líquidos: a) Bato . também chamada ‘a manhã” b) Semana – Este era de setedias chamados pelos ordinais –primeiro dia etc.Cinco batos: aproximadamente 180 litros. d) Almude ou metreta . O período da noite obedecia a uma divisão em três vigílias: Primeira vigília: .Este era contado do pôr-do-sol até o pôr-do-sol do dia seguinte (Gn 1.6 litros. Davis. Terceira vigília . pelo seu caráter sagrado. embora o termo também significasse o período da luz nas 24 horas.5).Igual ao bato: 36 litros. Segunda vigília: . Ao passo que a. Nesta tabela baseamo-nos em Joseph Angus e John D. ou seja. e) Léteque .1). com a nomenclatura seguinte: Manhã . Fresco do dia .de 10 até 14 ou 15 horas.Uma sexta parte de efa: 6.de 15 às 18 horas. a) Dia . também designada pela expressão “o cantar do galo”.

as lições que as festas pretendiam ensinar eram as seguintes: a) Tudo provém de Deus. Elas objetivavam manter viva no coração do povo a realidade de que tudo que ele possuía ou tudo que ele era em si vinham de Deus como dádiva. As mais importantes delas . Mas como o ano lunar retrocedia em números de dias e assim desencontrava das estações agrícolas determinadas pelo ciclo solar. ou seja.10. Tebel.A observação das fases da lua determinou a divisão do ano em doze meses ou período de 29 e 30 dias alternadamente. Tamuz. Shebat e Adar.eram três: a da Páscoa. (2) As Festas de Israel Os judeus celebravam sete festas religiosas anualmente.14-19).c) Meses . Parece que isto contribuiu muito para a cultura social do povo. de sete em sete anos um ano sabático (Ex 23. b) A natureza produz pela providência de Deus (uma espécie de maná). cujo início era assinalado com a Festa das Trombetas no dia 2 de Tishri ou Etanim (correspondendo ao final de setembro ou começo de outubro). Bul (Chesvan ou Marchesvani) Kislev. que começava com a Páscoa no dia do mês de Abib ou Nisã (março ou abril) e o ano civil.1) para o descanso do solo. Havia. Ab. Zife (Zive) ou lar. o que levou a se adotar o ano do ciclo solar.No calendário hebreu havia o ano religioso. o 13º mês. flui.às quais um judeu homem não podia faltar por exigência da lei . quando todos os escravos hebreus eram libertados e as terras vendidas restituídas aos primitivos donos ou seus legítimos descendentes. cada 50 anos. ou sela. Etaním ou Tishrí. em cujos nomes percebe-se a raiz cananéia. pois foi “O plano de Deus para evitar que a riqueza da nação fosse acumulada nas mãos de poucos” e que os irmãos de raça ficassem perpetuamente escravizados uns aos outros. d) Anos . Inclusive a própria fertilidade da terra e a colheita resultante eram provas da providência de Deus a favor de seu povo. também. Em resumo. destinação da produção espontânea para os pobres e peregrinos e cancelamento das dívidas. como proprietário que é de todas as coisas. Sivã. denominado Ve-Adar (exatamente sete vezes em cada ciclo de 19 anos). c) Este Deus a quem pertencem todas . e o ano do jubileu. a de Pentecostes e a dos Tabernáculos (Ex 23. sendo que cinco eram da época mosaica e duas de épocas posteriores. tornouse necessário intercalar um mês intermediário cada três anos. bem como a babilônica: Abib (mais antigo) ou Nisã (pós-exílico) era o nome do primeiro mês correspondente ao fim de março ou começo de abril.

E como o ano começava na primavera. os lares em cujos umbrais israelitas havia o sangue do cordeiro sacrificado na véspera.17). Festa da Ceifa ou Festa das Primícias. e os pães asmos eram o símbolo da pureza com que a festa devia ser celebrada. o primeiro do ano religioso. a passagem (este é o significado da palavra “páscoa”) do anjo que feriu os primogênitos dos egípcios. composta de dois cordeiros. no 3º mês. quando o sacerdote agitava perante o altar um molho deste cereal (Lv 23. O sangue aspergido nos umbrais significava a redenção ou expiação. destacando. fermentados . De modo que o zelo na celebração das festas expressava a consonância espiritual do coração do povo com a sua conduta. a alimentação comum do povo. Celebrava-se 50 dias (ou sete semanas) após a Páscoa. As festas eram as seguintes: a) Páscoa. e durava um dia.Denominada também Festa das Semanas. sem os fundamentos espirituais que as deviam motivar. adicionouse do segundo dia em diante uma significação relativa à alegria e gratidão pela colheita dos primeiros frutos da semeadura da cevada (o período das colheitas dividia-se em duas partes: da cevada e o do trigo). A oferta peculiar desta festa era composta de dois “pães movidos” (Lv 23. como um memorial do livramento dos hebreus do jugo egípcio. .as coisas e que faz a terra produzir milagrosamente é o Deus dos hebreus. poupando. tristeza e perturbações sociais e políticas que o faziam sofrer. ao passo que a negligência neste sentido provava o declínio espiritual do povo e atraía sobre o mesmo pobreza. porém. especialmente.e era acompanhada de uma outra. era celebrada de 14 a 21 do mês de Abib ou Nisã. para expiação de pecados. as ervas amargas eram alusivas à amargura do cativeiro. a celebração simples e formal das festas.21-27).10. O cordeiro devia ser assado inteiro e comido com ervas amargas e com pães asmos (sem fermento). Sivã. que os dirige. b) Pentecostes . com o fim de habilitá-los a desempenhar no mundo uma missão específica e messiânica. não era aceita por Deus (Am 5.1). Isto também fomentava a unidade nacional indispensável.porque representavam as imperfeições do povo . guia e protege.Também chamada Festa dos Pães Asmos ou Dias dos Asmos. Depois do exílio babilônico adicionou-se à festa de Pentecostes também a comemoração da adoção da lei no Sinai. Comemorava aproximação do fim da colheita do trigo (e com ele a de todos o cereais) de que era feito o “pão de cada dia” ou seja. Entretanto.

c) Tabernáculos .21).Festa instituída para comemorar o livramento dos judeus que habitavam a Pérsia nos dias da perseguição planejada por Hamã. Jo 7.7). Diz A. 23.25). o mês de Adar (Et 9. plano este que tornou-se em maldição para Hamã (Et 9. isto é. Era realmente o dia mais importante de todo o calendário judaico e o mais complexo no que diz respeito aos sacrifícios. e o fazia não com vestes comuns. Festa do Senhor ou simplesmente “a festa” (Ex 23. mas especiais.26-32. seus detalhes e seu oficiante (Lv 16. frutos recolhidos e a vindima feita. porque assinalavam a 7ª lua nova do ano religioso e o inicio do ano civil. a celebração desta festa sofreu algumas modificações de pouca monta. improvisadas). como expressão de pureza. Neste dia. d) Trombetas ou Lua Nova . a habitação em “tendas” e os sacrifícios e ritos peculiares à semana” A habitação em tendas ou cabanas feitas de ramos de árvores. que visava o extermínio total da raça judaica nos domínios persas. ou seja. todo dia primeiro de cada mês caía em lua nova e era assinalado por ofertas e celebrações solenes.13-15. esta era a mais alegre porque caía justamente numa época do ano em que todos os corações estavam repletos de contentamento pelas colheitas guardadas nos celeiros. A particularidade desta celebração era o toque de trombetas dos sacerdotes com que se dava o início da festa.34). e) Dia da Expiação . Tishri. . pelos sacerdotes e pelo povo. e durava sete dias (15 a 21). Este era o único dia do ano em que o sumo sacerdote entrava no Santo dos Santos para oferecer expiação por si mesmo. 7º mês. f) Purim . Dt 16. O termo purim significa sorte. seu preparo. tabernáculos (habitações portáteis. visava a recordação dos 40 anos de peregrinação no deserto sob a proteção divina. Edersheim que três eram as coisas principais que distinguiam esta festa das demais: “o caráter alegre das celebrações. somente o sumo sacerdote oficiava. o que falava eloqüentemente do favor de Deus e ao mesmo tempo lembrava a proteção de Deus durante a peregrinação no deserto quando o povo habitava em tendas ou cabanas. A festa era celebrada nos dias 14 e 15 do 120 mês.Era observada no 10 e 20 dias de Tishri. Mais tarde. Entretanto. na história dos judeus. De todas as festas.Este era o dia l0 do 7º mês. durante os sete dias da festa. É observado com abstenção dos trabalhos e com jejum. e deriva-se do fato de Hamã ter lançado sorte para saber o dia em que seria executado o seu plano macabro (Et 3. Tishri.Festa conhecida também como a da Colheita. Hb 9 e 10).3-43. celebrava-se no 7 º mês.

Com75 anos de idade.. para nele constituir um povo seu que viesse beneficiar todas as demais raças com a revelação que lhe daria do seu caráter. Deustomou um caldeu. filho de Jacó. cujas famílias deramorigem às doze tribos de Israel. Naquela época da formação pré-tribal dos hebreus. à sua origem. portanto a parte central e a do sul. 10 – 12. Filho da Promessa. ambiente idólatra e politeísta. Nesta altura eram 70 os descendentes de Jaco em sua tribo. Betél. 4. Hebrom e Berseba. irmão de Rebeca. morendo seu pai Tera. o patriarca deixou a sua cidade natal. Seu filho Isaque. Ur dos caldudes. no quediz respeito.1 Origem dos Hebreus Como é do conhecimento de todo estudante da Bíblia. e com sua mulher Sara e seu sobrinho Ló. Bilá e Zilpa. localizada no noreste da Mesopotâmia. Destas duas uniões e mais duas com as concubinas. fixou-se em Arã. Abraão. filhas de Labão. encontra na mesma parentela e no mesmo lugar as suas duas esposas – Lia e Raquel. de origem semita. Rebeca. mas a época geralmente aceita é 2000 a.9). Abraão morreu aos 175 anos de idades. e emigrou em companhia de seupai e seu sobrinho Ló para Canaã. GEOGRAFIA POLÍTICA DA PALESTINA Antes dos aspectos geográficos relacionadoscom as fases políticohistóricas. encontrando-a na pessoa de sua sobrinha-neta. A área geográfica percorrida pelos três patriarcas durante as suas peregrinações na Palestina se fixava entre Siquém. ondejá estava José. durante mais ou menos 215 anos. seu neto Jacó e os doze bisnetos. a Palestina . apresentamos aqui um resumo do aspecto étnico dos hebreus. 1 – 3). A data do nascimento de brão não é possível de ser determinada com precisão. mais tarde conhecida como Sina. no sul da Babilônia. sua natureza e seu própito (Gn 12. terra que Deus havia prometido ao patriarca e sua descendencia por herança perpétua(Gn 11. Mais tarde o neto de Abraão. porém sem possuí-la. Jacó. mas tudo faz crer que foi ali que Abraão mandou buscar esposa para o seu filho Isaque. a sudoeste de Arã. Algum tempo depois. parte para Canaã ou Palestina.C. nasceram a Jacó doze filhos. como primeiro ministro do Faraó. detendo-se em Arã. que eram servas de suas esposas. Abraão deixa Arã. com as respectivas famílias habitaram na mesma terra. próximo ao Egito. Não sabemos em que tempo também Naor. ou seja. Depois de cereca de cem anos de peregrinação na Terra da Promessa. irmão de Abraão. particularmente. neta de seu irmão Naor. quando a tribo de Jacó desceu para o Egito.4.

4. dividimos a distribuição delas em dois grandes agrupamentos: tribos da Palestina Oriental ou Transjordânia. juntas. 4.46 e 26. 4.40 – as doze tribos desenvolvera-se num grande povo que ao tempo do Êxodo deve terchegado a cerca de três milhões de pessoas. Mediterrâeno e Jordão. seria dividida entre os seus dois filhos. entre Fenícia. 41). a Fenícia. que junto do Sinai foi constituído em nação. ou Manassés Oriental.2. e meia tribo de Manassés. Porém. outra vez. o número de12 as heranças na terra conquistada. ao norte de Rúben e a leste do Jordão. Durante a permanência dos israelitas (como são chamados os filhos de Israel ou Jacó) no Egito – que durou 215 anos. Aser e Zebulom.1Tribos da Palestina Oriental ou Transjordânia Estas são duas e meia: Rúben. Manassés Ocidental (meia tribo de Manassés).que era desde o Egito até o rio Eufrates (Gn15. Gade. perfazendo.2Tribos da Palestina Ocidental ou Canaã Estas podem ser divididas em três grupos: (1) Grupo do Norte – Naftali.(2) Grupo do Centro – Issacar. Este povo.2. a terra do Emate (Síria) nem as partes de Edom e Moabe ao sul e leste do Mar Morto. e tribos da Palestina Ocidental ou Canaã propriamentedita. Não foram conquistadas a Filistia. não representavam maisque uma sexta parte da área prometida por Deus a Abraão. Efraim e Manassés. sendo que o predominante era o cananeu. Josué repartiu a terra entre as doze tribos da seguinte maneira: a tribo de Levi não teria herança. A área conquistada por Josué somada àquela que na Transjordânia já fora conquistada por Moisés. ou Galiléia. ao norte de Gade e a leste do Jordão e do Mar da Galiléia. uns maiores.estava ocupada por vários povos. entrou em Canaã praticamente com o mesmo número de almas (comparar Nm 1. segundo os cálculos dos entendidos. Efraim. outros menores.2 A Palestina ao Tempo da Conquista e dos Juízes Uma vez encerradas as campanhas da conquista. assim.18). Benjamim .51). logo ao norte de Moabe e a leste do Jordão. filho de Jacó. masteria 48 cidades entre as demais tribos por todo o território conquistado (Js21. a parte de José. segundo a Septuaginta (tradução grega do Antigo Testamento) e 430 anos segundo Êxodo 12.

4. abrangendo o território das . Assim. Durante o período de Juízes. o território do império hebreu estendeu-se desde Filistia. 2) O Reino do Sul ou Reino de Judá. porém com menos precisão devido às misturas dos elementos das tribos pelo casamento e emigração de áreas mais desertas para as mais propícias à agricultura e pecuária. Foi quando devido às conquistas de Davi e Salomão. ao norte (II Sm 8). com a capital em Jerusalém.4 Divisão Política no Período dos Dois Reinos Como sabemos. para onde havia emigrado do sul devido à pressão dos filisteus e cananeus nos dias dos Juízes). com a capital inicialmente em Siquém e depois em Samária. Manassés Ocidental (meia tribo). os reinos de Damasco. ou Síria. (3) Grupo do Sul – Judá e Simeão. esta divisão permaneceu praticamente a mesma. ou mais tarde Samária. Com o culto idolátra estabelecido por Jerobão – primeiro rei do Reino do Norte – em Dã e Betel. Issacar. Hamate. Recordese que a tribo de Levi não recebeu herança territorial na divisão daterra conquistada por ser tribo sacerdotal. após a morte de Salomáo o reino hebreu cindiu-se em dois: 1) O Reino do Norte ou de Israel. Zebulom. como no caso da tribo de Simeão que se confundiu com a de Judá. 4.Dã. Devido à incapacidade dos reis. Berseba e o Golfo de Ácaba (ou cidades deEzion-Geber e Elate ao sul) até a Babilõnia a leste. Moabe e Amon. Amon e Moabe sacudiram o jugo hebreu e um após outro recuperaram a sua independência. e Manassés Oriental (meia tribo). às barreiras naturais – como o Vale do Jordão e montanhas na vastidão territorial – que impediam o desenvolvimento de uma unidade política sólida. aquela que fora prometida por Deus a Abraão. Aser. abrangendo Edom.ou seja. Efraim é uma parte de Benjamim a oeste do Jordão. integrado pelas áreas ocupadas por 10 tribos. os limites do território de Isarel na parte nortevoltaram ao que eram antes da época davídica. posteriormente conhecida como Judéia. muitos dos levitas retiraram-se para Judá.3 DivisãoPolítica no Período do Reino Unido Neste período a Palestina possuia a maior área em toda a sua história. até Hamate e Damasco. Naftali. Gadee Rúben a leste do Jordão. mas 35 de suas 48 cidades estavam localizadas na área do Reino do Norte. a saber: Dâ (no extremo norte ao pé do Hermom.

formando um sincretismo religioso sempre hostilizado pelos judeus (III Rs17. voltaram à sua independência.C. e cujo centro religioso era o templo construído no Monte Gerizim.5 A Palestina no Período de Judá Sozinho Depois da queda do Reino do Norte. com a ascensão da Babilônia sobre a Assíria. a Palestina como tal deixou de existir.. a extensão territorial da parte sul do antigo Reino Unido. o Reino do Norte caiu nas mãos deste império e o povo foi levado em cativeiro em 722 a. especialmente em Samária e seus arredores (áreas de Efraim e Manassés) de cuja mescla com os remanescentes judeus originou-se a raça dos samaritanos. Simeão e parte de Benjamim. reduzindo-se.C.foi levada em cativeiro para a Babilônia. da Samária e de Judá. Os tributos pesados impostos pela Babilônia e a insuportável influencia das populações pagãs alienigenas a modificar os costumes judaicos e a pureza racial entre os . Judá foi reduzido a um estado de vassalagem e a maioria dos habitantes – entre eles Daniel . a área deste rieno era muito menor e maispobre que a do norte. embora a queda definitiva do reino só ocorresse em 587 a.C.33). 2441). os reis assírios colocaram populações de outras áreas conquistadas do seu império (II Rs 17. com a destruição de Jerusalém.Em lugar do povo de Israel. o Reino de Judá. 4.. Como se vê. De modo que aquela data assinala o começo dos 70 anos de cativeiro babilônico. permaenceu ainda cerca de 135 anos em seu território bastante reduzido e como tributário da Assíria durante a maior parte desse período. o estudante pode encontrar um resumo dos acontecimentos deste período e assim perceber as circunstâncias em que se deu o término do Estado judeu na Palestina. II Rs 17.6) para nunca mais voltar às suas herdades.tribos de Judá. raça estaque evoluiu para uma seita que adotava apenas o Pentauco. Do capítulo 32 ao 36 de II Crônicas. Porém.6 A Palestina Durante o Cativeiro e a Ressureição Durante os 70 anos de cativeiro babilônico. As partes anteriormente subjugadas por Davi. assim. 4. como algumas cidades dos filisteus e o reino de Edom. Com a ascensão da Assíria. senão como uma província da Babilônia subdividida em setores de influência de governos fantoches das areas da Síria.26. A invasão ocorrem em 605 a. quando o rei de Judá era Joaquim. veio o cativeiro de Judá pela Babilônia. com variantes samartinadas. ao tempo de Nabucodonozor.(I Cr 5.

então começou o longo e penoso período da restauração do Estado judeu na Palestina. Isto aconteceu em 538 a. Judéia. Migdol.. O limite do flanco oeste partia de Jope e em direção sudeste ia até Hebrom. isto é.C. o fator importante era a cidade de Jerusalém. a antiga capital. Por 122 anos.. subjugou o rei da Babilônia. 4. Ciro.. no centro desta área. os judeus aos poucos iam se fixando em outras áreas . A sua reconstrução (notadamente o Templo e os muros da cidade) requereu muito sacrifício. Porém a situação político geográfia da Palestina não se alterou muito. polarizando as futuras esperanças pelo ressurgimento da vida nacional na Terra da promessa. pois temos referências bíblicas e descobertas arqueológicas que indicam este fato (Tafnes.C. 22. o Grande. respectivamente reis gregos do Egito e da Síria – passaram a disputar a Palestina. Quando o rei persa. Com a morte do grande conquistador macedônio.7 A Palestina no Período Grego A dominação grega secundou a persa em 331 a. por força da política helenizadora dos ptolomeus. sobre Jerusalém. Nofe ou Mênfis e Patros. restaurada sob a proteção persa e adminsitrada por governadors nomeados pela Pérsia – como o foram Zorobabel e Neemias – era muito insignificante. Entretanto. dosquais dois – Ptolomeu e Seleuco.C.remanescentes (exceto na área de Judá no quediz respeito a miscigenação das populações) fizeram com que muitos judeus que ficaram na Palestina emigrassem mais tarde como refugiados para o Egito. 23). O cativeiro babilônico cessou com a supermacia da Pérsia sobre o mundo antigo. as áreas conquistadas passaram às mãos dos seus quatro generais. quando. referida em Jeremias 44. O seu limite setentrional começava na margem ocidental do Rio Jordão pouco acima de Jericó. reconstruiremo seu templo em Jerusalém em restaurarem o seu culto (II Cr 36. ou mais propriamente nos limites reduzidos do antigo Reino de Judá. Durante este período. Ao sul o limite era uma linha entre Hebrom e Mar Morto na direção leste. decretou no mesmo ano uma lei pela qual foi dada permissão aos judeus para voltarem a sua terra. O panorama geográfico da nova comunidade judaica. na costa do Mediterrâno. E a leste o seu limite era a costa ocidental da parte noroeste do Mar Morto e a margem ocidental do Rio Jordão até um ponto pouco ao norte de Jericó. de 320 a 198 a. e passando ao norte de Betel findava em Jope.1 e Ilha Elefantina). a Palestina permaneceu sob os ptolomeus do Egito. com a marcha de Alexandre.

que não era descendente de Herodes. Na guerra entre Egito e Síria em 198 a.da Palestina. a Herodes Arquelau que levou o título de etnarca –foi dada a tetraquia de Samária. permitindo. que em 167 a. Auranites. é que o domínio romano como tal se fez sentir. quando o romano Pompeu tomou a cidade de Jerusalém. porém. Traconites e Pereia. Como resultado da tirania sacrílega dos grecos-sírios. só em 37ª. arrebatou a Palestina ao Egito. Batana. com sede em Cesária.C.8 A Palestina sob o Domínio dos Romanos. após a morte de Herode. com o advento de Calígula ao trono do império Romano. Judéiae Iduméia. a região de Basã.C. a Judéia dos macabeus passou a ser uma província romana. governou sozinho sobre todo esse vasto território das quatro tetrarquias.. eclodiu a revolta dos macabeus. quando Herodes. Samária. o Grande (um idumeu) foi noemado. toda esta região foi dividida com os seus três sucessores. mas Judéia. Com este feito. Entre 41 e 44 d. a Judéia já não era apenas a antiga área do Reino de Judá. Seguiu-se. região pertencente a Palestina nos dias de Salomão. e finalmente Lisânias.C. que era o sexto rei selêucida da Síria.. um período de independência sob o governo dos reis-sacerdotes macabeus até 63 a. Ituréia e Traconites. a política helenizadora dos selêucidas foi muito mais violenta que a dos ptolomeus. que os macabeus continuassem na posse do trono até 40 a. da família dos hasmoneus. dividida em cinco distritos. neto de Herodes. Porém. a região recebeu uma nova divisão política.. no ano 4 d. inclusive a região de Decápolis...C. localizada entre o Líbano e Ante-Líbano. Assim. Herode Agripa I. Pompeu tomou a cidade de Jerusalém. compreendendo a Galiléiae Peréia. a dos ptolomeus era apenas persuasiva. Peréia (ou Transjordânia) etc. como Galiléia..C. ou a Divisão Política do Tempo do Novo Testamento Como sabemos.C. Herodes Antipas.. Porem. quando Herodes.. aliás. o Grande. em 63 a. Porém. sendo dividida em duas .C. passou a governar a Judéia em nome de Roma. abrangendo as áreas de Samária. Antioco. Herodes superintendia toda a área da Palestina dos tempos dos reis de Israel. coube a tetrarquia de Abilene. a tetrarquia da Galiléia. Nesta altura.então. saiu vitoriosa da luta. Após a morte de Agripa I. dando-se o nome de tetrarquia a cada divisão territorial. 4. onde morreu ignominiosamente (At 12). rei da Judéia.C. ao passo que a dos seléucidas foi de uma violência cruel. o Grande. o Grande. Gaulanites. pelo senado romano. a Herodes Filipe. Galiléia. o Grande.

4. Ambas permaneceram até o ano 70 d. De 634 a 750 – É governada pelos califas (soberanos muçulmanos) do reino de Damasco.C. quese compunha das tetrarquias de Filipe e de Lisânias..9 A Palestina Desde os Tempos Bíblicos Até os Nossos Dias Depois dos anos70 da nossa era. com sede em Cesaréia.). que liquidou de novo o Estado Judaico. governada por procuradores romanos. conquistado pelos árabes. porém. anexando-se à Síria. quando os aliados invadiram e libertaram a Palestina do Império Otomano. Desde a queda do Império Romano Ocidental até os dias atuais. devastadas as cidadese as povoações de toda a área da Judéia reduzidas a escravos fugitivos ou cadáveres. quando da revolta dos judeus sufocada pelos romano. governada por Herodes. De 1250 a 1517 – Governam a Palestina os mamelucos egípcios (forças militares egípcias formadas pelos escravos). as portas do país à imigração judaica em ampla escala. a Palestina foi relegada a um longo esquecimento até quase o fim da Primeira Guerra Mundial. sob o comando geral de Tito. . a Palestina esteve sob as mais variadas influências políticas. destruido o Templo e arrasada a cidade de Jerusalém. Mas com a decadência do Império Romano (476 d. quando o imperador Constantino abraçou o cristianismo e cessaram as perseguições aos judeus e cristãos.cujo quadro cronológico segue abaixo: De 476 a 634 – A Palestina é uma província longíqua e insignificante do Império Romano Oriental com sede em Constantinopla.C.. Samária. Galiléia e Peréia. Só depois do ano 323 d.C. antes por tratar-se do berço do cristianismo do quepor ser a terra dos judeus. é que a Palestina gozou de alguma importancia. com a famosa Proclamação de Balfour (1917). De 750 a 960 – Torna-se parte do governo sírio dos domínios arábes De 960 a 1095 – A Palestina é dominada pelo califado egípcio De 1095 a 1187 – Período das Cruzadas para libertar a Terra Santa das mãos dos muçulmanos De 1187 a1250 – A Palestina torna-se parte do Império Muçulmano sob a chefia de Saladino. a Palestina deixou de ter qualquer importancia política. e Província da Judéia abrangendo a Judéia. abrindo em seguida..províncias: ao norte a chamada Quinta Província. Agripa II.

estabelecido pelo sultão Selim I.De 1517 a 1914 – A Palestina faz parte do Império Otomano. Em 14 de maio de 1948 foi proclamado o Estado de Israel. Síria. excluindo a Transjordânia da Palestina. na Palestina. Já em 1918 incrementou-se consideravelmente a imigração dos judeus para a Palestina. De 1914 a 1918 – Após a invasão da Palestina pelos aliados. No mesmo Mandato foram delimitadas as fronteiras do país. a provacação. logo deram início a uma série de hostilidades contra a população judaica. que resistiu heroicamente. pelos secretário do exterior LordeBalfour. votou a resolução que recomendava o estabelecimento. a Inglaterra assume. No dia seguinte. o Mandato da Palestina. sob a presidência do eminente brasileiro Oswaldo Aranha. De 1948 a 1949 – A 29 de novembro de 1947 a Assembléia das Nações Unidas. Líbano. liquidando em poucos meses. de um lar para o povo judeu e que envidará o máximo esforço para a conquista desse objetivo”. resultando em uma ampliação da área do Estado além das fronteiras propostas pelas Nações Unidas na chamada Revolução da Partilha. em 1922. organização judaica que desde 1869 começou a promover a colonização da Palestina pelos judeus). exatmente quando termina o mandato ingles na Palestina. Iraque. cujo conteúdo responsibiliza “a Potência Mandatária por colocaro país em condições políticas. Egito e Arábia Saudita – invadiram o território do Estado de Israel com o propósito de liquidá-lo. na Palestina. os Estados da Liga-Arábe – Jordânia. a Inglaterra. Jordânia. em separado. O mandato terminou em 15 demaio de 1948. com Egito. De 1918 a 1948 – Por delegação da Liga das Nações. queso terminou em 1949 com a assinatura de armísticos. com a estrutura de república democrática. o primeiro governo autônomo judaico em mais de 2 mil anos. com a retirada da administração britânica que o cumpriu procurando restaurar o país com a colaboração da Agência Judaica. depois de varridas as forças atacantes nas três frentes. emite uma declaração oficial em 2 de novembro de 1917. que foi a própria organização sionista. . de um Estado judeu e de um Estado árabe. Líbano e Síria. administrativas e econômicas que garantam a instalação do lar nacional judeu e o desenvolvimento de instituições autônomas”. Os árabes palestinianos. atendendo às aspirações do movimento sionista em todo o mundo (Sociedade Amigos de Sião. não conformados com a partilha. declaração esta que passou a ser conhecida como a Declaração de Balfour.Estava deflagrada a Guerra Israelense de Independência. apoiando a “criação.

terminando por vencer o inimigo e destruir suas bases de penetração. com força internacional neutria. derrotou uma aliança de 12 nações. provocação que resultou na invasão da Península do Sinai por Israel em outubro de 1956. Israel enfrentou os inimigos em três frentes – Síria. direta e separadamente. com seus vizinhos.De fato as promessas foram cumpridas. constrangeram as forças israelenses a se retirarem para suas fronteiras anteriores. as forças internacionais foram retiradas da fronteira israelense e em 5 de junho de 1967 Israel foi invadido pelos quatros países arábes simultaneamente – Síria. a ONU apelou para que as forças israelenses voltassem às posições anteriores ao início do conflito.De 1949 a 1967 . a pedido do Egito (aliado da Síria. Mediante um apelo das Nações Unidas. provocadora da tensão). sozinho. mas Israel respondeu que só aceitaria quaisquer discussões de condições de paz definitiva. mas dez anos depois. matando centenas de judeus. assim. Jordânia.sob promessa de levantar o bloqueio egípcio à entrada do Golfo de Ácaba. no entanto. que impedia a navegação com o porto de Eliat no extremo sul do país. a luta terminou com grandes vantagens para Israel. a chamada Guerra do Sinai.Já em 1955 voltaram a registrar-se incursões. de bandos armados egípcios no território israelense. arrastando consigo mais oito Estados árabes. a fronteira com o Egito para fazer cessar as incursões provocadoras. Egito e Argélia. no sentido de cessar fogo. As Nações Unidas. que. jordaniana e egípcia – destruindo o poder beligerante dos mesmos em cerca de 100 horas e ocupando todas as áreas ao ocidente do Jordão e quase toda a Península do Sinai. Terminou. e guarnecer. Por proposta da União Soviética. saqueando bens. .

sendo os outros dois. temos na direção de leste para este. A oeste. O maior deles é o Halis. a extensão dessa região. bem como econômico e também político.ÁSIA MENOR INTRODUÇÃO Os aspectos bíblicos relacionados com a Àsia Menor são os da expansão missionária do cristianismo no primeiro século da nossa era. ou seja. Para se entender melhor esta expansão. segundo a tradição. terra natal de Paulo. Lídia. e. João. devido à natureza lacustre da península. rodeado de cadeias de montanhas e de costa acidentada. despejando suas águas no Mediterrâneo. Às margens deste último ficava a célebre cidade de Tarso. ao sul. torna-se necessário apreciar. Timóteo. Silas e Tito. do mais jovem dos doze que andavam com Jesus. abrange a província romana com os antigos distritos da Mísia. de cerca de 520 mil quilômetros quadrados. Mesopotâmia e Armênia. SITUAÇÃO E EXTENSÃO A Ásia Menor. os seguintes: Píramos. ao norte. a leste. que percorre uma vasta área do leste da península para finalmente desaguar no Mar Negro. semeando de lagos de água doce e salgada. fica entre o Mediterrâneo. e quase todos eles de curso relativamente pequeno. 2. ASPECTO FÍSICO. Toda esta vastíssima região. Ao Sul. que a limitam com a Síria. na concepção do Apocalipse de João. A oeste. a enorme península do extremo ocidental do continente asiático. e os Montes Taurus. quando já em avançada idade. o Mar Egeu. Atenas e Alexandria. foi palco das muitas atividades missionárias do apóstolo Paulo e seus companheiros Barnabé. o apóstolo. É um planalto pedregoso. desembocando no Mar Egeu. pois é muito provável que tenha terminado o seu ministério em Éfeso e que as sete igrejas da Ásia (Ásia. o Mar Negro. há . preliminarmente. Saros e Cidno. Frígia e Cária) tenham estado por algum tempo sob os seus cuidados. 1. Lucas. Os rios navegáveis são poucos. seu aspecto físico. e um dos três maiores centros intelectuais do mundo antigo.

Hermo. partindo de Éfeso e passando por Laodicéia. 3. ASPECTO ECONÔMICO A região é rica em minérios. cobre. e Cairo. nas proximidades do Mar Negro. Inúmeras outras ramificações ligavam esses dois rumos fundamentais. para Trôade. nas margens do qual ficavam as cidades de Colosso e Laodicéia. níquel e prata. e b) O de sul-norte. considerando apenas de um modo geral os fatores temperatura e umidade. Na parte central-leste predominam as chuvas e a temperatura amena. indo uma das ramificações para os portos de Troas e Tróia. embarcadouros para Macedônia e Grécia. onde entroncava-se com as vias mesopotâmicas e palestino-egipcias. em cuja parte superior encontra-se o tributário Licos. Pérgamo e Adramitio. na costa do Mar Negro. . e outra para as regiões da Bitínia e Ponto. rumo a Anatólia e Capadocia. ao passo que nas partes sul e oeste é seco e tropical. porém foi levado. mais tarde suplantada pos Éfeso. ficava a antiga Pérgamo. bifurcava-se para o nordeste. principalmente a criação de ovelhas e cabras. O clima da região é de grande variedade. na direção de Antioquia da Pisídia. Colosso e Apaméia. os ventos dominantes e a configuração física. Caister. A agricultura vem em terceiro lugar. obedeciam a dois rumos fundamentais com ramificações na direção de nordeste. por direção divina. distando 20 quilômetros do Mar Egeu. rumo oeste. que banha já quase na sua foz a célebre cidade de Éfeso. como carvão. em cuja margem direita. A pecuária é muito desenvolvida. na parte central da península. cobiçada pelos antigos assírios. As estradas da Ásia Menor. ferro. como aqueles seguidos por Paulo na sua segunda viagem missionária quando de Listra dirigiu-se para a Bitínia. desde a antiguidade. sendo que esta.quatro rios dignos de referência: Meandro. capital dum antigo reino do mesmo nome e depois capital da província romana da Ásia. dadas as diferenças de altitude. e para sudeste. Icônio. é frio e úmido. Entretanto. cujo tributário Pactolo banha as cidades de Filadélfia e Sardes. listra. zinco. o clima na região norte. Os rumos fundamentais eram: a) O de oeste-leste. devido à natureza do terreno que é extremamente pedregoso. provocou até guerras. acompanhando a costa do Mar Egeu desde Éfeso através de Esmirna. desde as mais remotas épocas. Derbe e Tarso. penetrando na Síria.

Capadócia. Mísia e partes da Frígia. divisão esta que posteriormente foi modificada em algumas áreas pelos romanos. 4) Províncias do Interior –Galácia. Frígia. reunindo várias das antigas províncias gregas e dando novos nomes a outras. e depois babilônico e persa. Cária. As chamadas Tabuinhas Capadócias. Depois da ascensão de Cristo. ASPECTO POLÍTICO Até onde a História permite estudar o aspecto político da Ásia Menor.C. o primeiro impulso evangelístico para fora de Jerusalém na direção dos gentios foi a viagem de Filipe – um dos sete diáconos da Igreja em Jerusalém. Nesta altura é proveitoso recordar a divisão das províncias romanas da Ásia Menor ao tempo de Paulo. Licaônia.C. Lídia. Cilícia. os romanos já haviam feito os seus reajustes políticos na administração da vasta região. quando os assírios o derrotaram. Lídia. EXPANSÃO DO CRISTIANISMO PARA O OCIDENTE Este estudo deve ser precedido de um rápido preâmbulo de atividades apostólicas na direção do ocidente de Jerusalém. Panfília. que etnicamente constituíram – desde longa data – o elemento principal da população ocidental da península. Cárdia. Assim.C. por exemplo. com sua capital Carquêmis. de origem grega – para a Samária. verifica-se que lá pelo séclo 20 a. descobertas em Kanish. pouco ou nada se sabe da longíqua península.Patagônia. 5. a região (de origem jafética) foi dividida em várias províncias para melhor administração.4.. 2) Províncias do Litoral do Mar Negro – Ponto. ou da expansão do cristianismo da Palestina para o Ocidente. antes da passagem dos missionários da equipe de Paulo para a Ásia Menor.. grupos de tribos indo-européias penetraram na região central ou Anatólia. onde obteveum notavel exito. Cerca de 200 anos depois já havia um forte reino hitita na Ásia Menor que estendeu o seu domínio até a Mesopotâmia e que perdurou influente e dominante sob a forma de Império Hitita. 2) Províncias do Litoral do Mar Egetu – Mísia. pois admitindo-se crentes dessa raça mistana igreja cristã. De modo que ao tempo do apóstolo Paulo. Pisídia. até o século 8 a. feita na parte I deste livro: 1) Províncias do Litoral do Mediterrâneo – Lícia. algumas das quais eram conhecidas pelo nome de Hati.foram anexadas à Galácia. como Pisídia e Licaônia. Bitínia. Durante o domínio assírio.. referem-se a 10 pequenos principados existentes naquela região pelos idos de 1900 a. . Já ao tempo das conquistas dos gregos. Assim os samaritanos serviramde ponte entre os judeus e os gentios para a evangelização do mundo.

a igreja envia para lá o seu representante Barnabé. dos etíopes. porque assinalou a queda do muro de separação entre judeus e gentios. notamos que o apóstolo tocou em muitos lugares para finalmente chegar a Lida. resultando o seu trabalho em vários batismos. de onde partiu o movimento de missões estrangeiras. Segundo Atos9. junto à praia. Este.Pedro vai a Jope.a prota estava aberta para a admissão dos gentios também. o etíope élog batizado e leva o evangelho para a sua terra no continente africano. Em Jope Pedro hospeda-se em casadeum crente por nome Simão. também atinge os gregos em Antioquia da Síria. sua cidade natal. consola osquechoram a perda sentida e ressucita a jovem.32. A mão de Deus esteve com os seus dois servos de tal maneira que dentro de apenas um ano já havia em Antioquia uma notável igreja. Também o Apóstolo Pedro fez uma viagem curta. Pedro obedece e pela graça deDeus opera maravilhas naquela cidade. o diácono.25). Em seguida surge um outro movimento missionário por meio de uma perseguição. onde fixa residência e evangeliza juntamente com suas filhas (At 21 8.35). Convertido. Foi ali queele encontrou o ilustre Ministro da Fazenda da Rainha Candace.42). com uma competente equipe de obreiros. Dali.9). além de judeus. visitando novamente Damasco e Jerusalém. a sudoeste daquela. predominantemente gentílica. para finalmente refugiar-se em Tarso. que estava em Tarso.O piedoso servo do Senhor lembra-se então de Saulo. via Azoto. Este. De Lida. Filipe foi conduzido pelo Espírito Santo a um ponto de uma estrada que ia de Jerusalém para Gaza. mas importante. que foram os primeiros entre os gentios (fora o eunuco etíope batizado por Filipe. que conclui pela autenticidade evangélica do movimento (At 11. Desse movimento resultou o célebre .haviase retirado para algum lugar da Arábia. 19-24). situada poucos quilômetros a sudeste de Jope. De Jerusalém. 1-18). e numa hora de oração no terraço tem uma visão que o autoriza a ir a Cesaréia. e também ali muitos creram no Senhor” (At 9. um gentio. Barnabé prestou o maior serviço à causa das missões. Filipe viaja para Cesaréia. E assim estava o caminho aberto para a evangelização dos gentios (At 11. perto do Mediterrâneo. depois da conversão. à casa de Cornélio. ondecurouo paralítico Enéias e levou à conversão “todos que habitavam” aquela cidade e a vizinha localidade de Sarona (At 9. em Atos 10). pois havia sido prevenido sobre um plano para Antioquia da Síria (At 11. pois era o oficial do exército romano de ocupação da Palestina e ali pregar o evangelho. Da Samária. a chamado de uma comissão enviada de Jope a propósito do falecimento da jovem Tabita ou Dorcas.

1 -3). mas adiante dos quais habitavam populações necessitadas do evangelho da graça. era necessário atravessar a perigosa cordilheira dos Montes Taurus que se levantam logo atrás da cidade. o qual estava tentando desviar do caminho da salvação o procônsul Sérgio Paulo.1 Primeira Viagem Missionária de Paulo Consolidado o trabalho evangélico em Antioquia. e famosa pelas suas antigas minas de cobre.27. a capital dailha e sede do governo proconsular romano. 5. orientada pelo Espírito Santo. Diante deste fato. o procônsul rendeu-seao evangelho. A descrição detalhada desta viagem está narrada por Lucas em Atos 13. Acompanha-os o jovem João Marcos. Daí os mensageiros das boas – novas navegam para o norte.23 e 13. devota da deusa Artemis (a mesma que em Éfeso era conhecida como Diana). os missionários chegaram ao porto marítimo de: Selêucia.4 a14. a 85 quilômetros a oeste da costa da Síria. na direção do continente da Ásia Menor. tomando o rumo leste-oeste no sentido lingitudinal da ilha. de onde tomaram um navio para a ilha de Chipre. foram apregando por todas as povoações até chegar a: Pafos. na foz do Rio Orontes. Parece que na ida foram pertubados pela atitude de João Marcos . aportando em: Perge. evangelizado por eles. capital da província romana da Panfília. Não consta que na ida tivessem os missionários pregado o evangelho nesta cidade. Ali os missionários enfrentaram um feiticeiro de nome Bar-Jesus ou Elimas. porém sabemos que o fizeram na volta. Para penetrar no continente. comissiona a Barnabé e Saulo para a pregação das boas-novas ao mundo gentílico. porto oriental da ilha. de Jerusalém. De Antioquia.apelido que passou a ser o qualificativo supremamente honroso dos crentes de todo o mundo – é que os seguidores de Cristo daí para diante passaram a ser chamados cristãos (At 9. distante cerca de 160 quilômetros de Salamina. descendo a serra da costa. infestados de salteradores. a 25 quilômetros de Antioquia. ondehavia várias sinagogas dos judeus nas quais os missionários pregaram o evangelho de Cristo. Dali. a igreja local. desembarcando em: Salamina. Porém Paulo (este é o nome pelo qual Saulo é conhecido daí por diante) repreendeu o feiticeiro ferindo-o com cegueira por alguns dias.

quase 100 quilômetros a leste de Antioquia. na sinagoga local. Ali tiveram muita liberdade de pregar o evangelho. como em Perge. na estrada de Éfeso para Tarso e partes do Oriente. sendo esta cidade o ponto final desta primeira viagem missionário de Paulo. também dali foram expulsos os missionários. não querendo prosseguir. dirigiram-se para o porto de: Atália. de onde embarcaram para Antioquia da Síria. Porém. Então foram para: Listra. interessando judeus e gregos. não obstante a insistência de Barnabé. 35-39). a ponto de os expulsarem da cidade.cheio de entusiasmo pela obra do evangelho. preferiu voltar pelo mesmo caminho por onde haviam passado na ida. porém Paulo. e confirmando os irmãos nos lugares onde havia deixado igrejas estabelecidas. De Perge os dois missionários partiram para: Antioquia da Psídia. Atália etc. e só a muito custo foi que Paulo conseguiu disuadi-los de tal intento. distante dali 32 quilômetros. razão por que no início da segunda viagem missionária de Paulo este de forma alguma quis levar junto a João Marcos. os homens de Listra quiseram tributar culto aos pregadores. Depois de uma cura milagrosa do coxo. impressionados pela enorme aceitação que a palavra dos missionários tivera entre os gentios. Esta atitude de Paulo redundou em separação entre ele e Barnabé na obra missionária (At 15. A igreja os recebeu com alegria e ouviu o relatório cheio de inspiração e . Porém. um grupo de judeus de Antioquia da Pisídia e de Icônio chegaram a Listra e incitaram o povo contra os missionários. moveram uma tremenda perseguição contra os pregadores. logo depois. colônia romana a 35 quilômetros a leste de Icônio. centro comercial e político daquela província. ali ficou uma igreja de Cristo. Dali os valorosos pregoeiros da verdade partiram para: Icônio. No segundo sábado. sendo estes apedrejados e Paulo arrastado para fora da cidade como morto. porém. inclusive elegendo anciãos para as mesmas. na Panfília. os judeus. incitando mulheres e autoridades. talvez estabelecendo mais outras igrejas das quais não temos notícias. Paulo pregou por dois sábados. De Derbe poderiam voltar para Tarso e Antioquia da Síria com muito mais facilidade.que. Mas os discípulos cuidaram de Paulo e o despediram. Depois de algum tempo de permanência e intensa atividade evangelística. para: Derbe. voltou a Jerusalém. De Perge. ponto inicial de sua viagem. juntamente com Barnabé.

pois este os havia deixado no meio da viagem pela sua inconstância. Entretanto. 5. cuja capital era Tarso. Partindo dali. Paulo não concordou com Barnabé em levar denovo com eles João Mardos. segundo a melhor cronologia. isto é.22 Depois de aproximadamente três anos de intervalo. jovem da igreja de Jerusalém. de onde passaram para: Cilícia. 5. com muitos outros. Em Listra Paulo encontrou o jovem Timóteo.36 a18. As etapas desta viagem podem ser divididas em três itinerários: 1) O da Ásia na ida. fácil é perceber que por lá já havia igrejas estabelecidas anteriormente. 3) O da Asia na volta. viajando por terra para: Síria. e outra de Paulo e Silas. confirmando o trabalho realizado na primeira incursão envagelística naquela área. Paulo e Silas tomaram rumo ao norte. a palavra do Senhor. que lhe pareceu apto para o trabalho missionário e o convidou para integrar a sua equipe.2. Lucas não menciona os nomes das localidades desta província atingidas pelos missionários. durante os quais dois valorosos obreiros ficaram em Antioquia pregando e ensinando. vistiando os grupos de crentes formados na região norte da Síria. que se dirigiu para Chipre. 2) O da Europa.Isto trouxe uma contenda entre os dois obreiros. Paulo teve a inspiração do alto para fazer uma segunda viagem missionária pela Ásia. que foram os pontos finais da primeira viagem. depois de confirmar na fé os . entre os anos 46 e 48 d. chegaram a: Derbe e Listra. Atravessando os Montes Taurus. De Antioquia.C. Certamente ele nem por sonho teria imaginando o alcance desta viagem no quediz respeito à penetração. E por certo o foram pelo próprio apóstolo durante a sua permanência em Tarso. resultando a separação em duas equipes – uma composta de Barnabé e João Marcos.1 O Itinerário da Ásia na Ida Ao preparar a segunda viagem. que estava em Antioquia.antes da partida para Antioquia a convite de Barnabé.gozo no Senhor pela operação patente do Espírito Santo na proclamação do evangelho aos gentios. Esta viagem ocorreu.2 Segunda Viagem Missionária de Paulo A narrativa desta viagem encontra-se em Atos 15.

Foi ali que Paulo teve uma visão de um homem da Macedônia (parte da Europa que fica defronte da Misia). Tessalônica era uma cidade histórica. colônia romana. Mas novamente o Espírito do Senhor lhes impediu o intento e eles desceram para a cidade marítima da Mísia. porto que serivia à importante cidade de Filipos. da jovem adivinhadora e do carcereiro e toda a sua casa. penetrando no mundo ocidental com a mensagem gloriosa de salvação dos pecadores. Mas na providência de Deus até aquela prisão teve resultados favoráveis ao evangelho. ponto inicial de Paulo na evangelização da Europa. Foi neste lugar que pregadores das boas novas sofreram também as primeiras perseguições na Europa por parte das autoridades instigadas pelos prejudicados com a conversão da adivinhadora. na província de Bitínia.entretanto foram impedidos de alguma forma pelo Espírito Santo que os encaminhou para a Mísia. Ali não demoraram.2 O Itinérário da Europa De Troas (na Ásia) navegaram para. chamada Lídia. lugares em que não se detiveram por motivos desconhecidos. . que é uma ilha a 33 quilômetros da costa. Antioquia da Pisídia e outras. tendo passado por Anfilópolis e Apolônia. certamente pela pressa do navio. pedindo que passasse àquela região e ali anunciasse o evangelho.5. “nós” o que leva a crer que foi em Troas que ele juntou-se aos três missionários para ajudá-los na obra. pois o carcereiro veio a converter-se com toda a sua família. mas dirigiram-se imediatamente para: Filipos. Também em Neapólis os missionários não demoraram. onde os missionários obtiveram magníficos resultados de sua pregação manifestos na convesão de uma distinta senhora. sendo dois deles Paulo e Silas encarcerados. na costa do Egeu. talvez pretendendo visitar as igrejas de Icônio. prosseguindo para. Nesta altura notasequeo autor do livro de Atos – Lucas passa ao uso do pronome pessoal na primeira pessoa do plural. 5. Neápolis. Dali julgaram conveniente ir e anunciar o evangelho no extremo norte. foram passando pelas regiões da Frígiae da Galácia. chamada: Troas. Samotrácia.irmãos. Deixando assim o princípio de um trabalho que sabemos foi o mais querido do grande apóstolo. Assim os missionários chegaram a conhecer a vontade de Deus e partiram para a Europa. isto é. foram para: Tessalônica. cidade marítima do continente europeu.

Também foi ali que o apostolo conheceu o consagrado casal Priscila e Áquila.3. junto à foz do Rio Caister. para: Bereia. o apóstolo percebeu a idolatria dominante. que foi o ponto final da sua segunda viagem missionária na direção do Ocidente. metrópole comercial e política da Grécia naquele tempo. Paulo permaneceu 18 meses. Itinerário da Ásia na Volta De volta para Antioquia da Síria. onde também já havia uma igreja. Dali o missionário dirigiu-se para: Corinto. na Palestina. para: Éfeso. onde o evangelho foi muito bem aceito. grupo que atuou eficientemente para preparar o terreno para o trabalho de Paulo que brevemente voltaria para lá. seu hipódromo e seu templo colossal consagrado à deusa Diana (ou Ártemis). situada a 70 quilômetros de Atenas. Paulo estabeleceu ali uma igreja composta de judeus e gentios. de onde subiu para: . Falando no areópago (lugar de discussões publicas e de sentenciar as causas).ponto estratégico para a difusão do evangelo. Nesta cidade o casal de auxiliares do apóstolo que o acompanhou desde Corinto. deixando os companheiros para trás. capital da Ásia proconsular. Entretanto. portanto. ao qual mais tarde juntou-se o jovem Apolo. a importância capital da cultura grega.grande centro comercial e militar. a 80 quilômetros da Tessalônica. Porém o orgulho e a corrupção dos atenienses não permitiram que estes aceitassem a mensagem só apostolo. tendo sofrido tremendas perseguições. Porém. a 13 quilômetros a leste de Corinto. de noite. 5. em companhia de Priscila e Áquila. fez uma extraordinária defesa do cristianismo perante os filósofos gregos. os missionários Paulo e Silas (parece que Lucas e Timóteo haviam ficado em Filipos para continuar o trabalho) seguiram. certamente estabelecida durante a estada do apóstolo em Corinto. De Éfeso Paulo navegou diretamente para: Casaréia. Dali navegou em direção leste. Paulo embarcou no porto de Cencréia. com os quais iniciou o trabalho em Corinto e depois também em Éfeso. os judeus fanáticos de Tessalônica foram a Beréia e alvoroçaram o povo contra os misteriosos a ponto de Paulo ter necessidade de retirar-se por mar para Atenas. chegando a: Atenas. premidos pela oposição dos judeus fanáticos. Nesta cidade.2. Depois de uma rápida vista pela cidade. famosa pelo seu teatro. atravessando o Mar Egeu.

descrita em Atos 18.3 Terceira Viagem Missionária de Paulo Depois de breve período de descanso. depois passando a Assôs. onde esperou o seu novo companheiro de trabalho Tito. durante os seus dois anos de atividade nesta cidade. Excepcionalmente notável foi a atuação do apóstolo em Éfeso frente às perseguições e alvoroços de seu trabalho trouxe no seio daquela população. Dali desceu para: Corinto. onde pôs em ordem as irregularidades ocorridas na igreja de onde escreveu as duas importantes Epístolas aos Gálatas e Romanos. capital da Ilha de Lesbos. Continuando. passou por Cós. Partindo de: Antioquia novamente. já os judeus novamente preparava-lhes ciladas para o eliminar do cenário. voltou pela costa do Mar Egeu. passando dali para Macedônia. promontório da costa da Ásia. dirigiu-se para Mitilene. dirigindo-se para: Troas. 19. indo depois para Mileto. Para evangelizar este centro da província e suas adjacências. Galácia e Frigia. seu ponto de partida para todas as viagens.10). que é o ponto principal de suas atenções nesta viagem.Jerusalém. ilha montanhosa do Egeu. provavelmente visitando os lugares em que na viagem anterior havia estabelecido igrejas.8. de onde o apóstolo manda chamar os anciãos de Éfeso dos quais se despede para sempre. Paulo empreendeu uma terceira viagem missionária. e mais adiante para Samos. subindo até Filipos e dali talves tenha ido a Ilírico. para: Éfeso. também Ilha do mesmo mar. tomando o rumo de Trojilo. aparentemente sob pressão de novas e mais violentas ameaças de perseguição. ilha de Rodes. saudando os irmãos da igreja e relatando-lhes as maravilhas que o Senhor havia operado durante os quase três anos (51 a 53) gastos na sugunda viagem. De Jerusalém dirigiu-se para: Antioquia da Síria.23 a 21. província situada na costa do Mar Adriático da Macedônia. 5. Pátara. de . que lhe trouxe noticias de Corinto. Três meses depois de sua chegada. Finalmente teve que despedir-se dos discípulos. deve ter dado origem às chamadas “sete igrejas da Ásia” referidas no Apocalipse (At. E a fim de despistar os seus algozes. confirmando na fé todos os discípulos convertidos nos lugares anteriormente visitados. A feitiçaria perdeu seu prestigio pela queima publica de livros dos muitos convertidos em Éfeso. A crendice devotada a deusa Diana sofreu sérios abalos. De Filipos regressou a Troas na Ásia. Paulo dirige-se através das províncias de Cilícia. depois de Quios.

confortando irmãos de uma igreja cuja origem não nos é conhecida. na Ásia Menor. e por isto foi enviado a Roma na condição de prisioneiro. por ocasião da festa de Pentecostes. levando pelos ventos. 5. foram acompanhados por uma tremenda tempestade que durante 14 dias os manteve entre a vida e a morte. sob forte guarda. por certo. Neste porto fizeram a baldeação para outro navio que. Paulo chegou a Jerusalém por ocasião da festa de Pentecostes. até: Antípatres. De Cesaréia navegaram para: Sidom. Dali foi remetido para: Cesaréia. naufragando nas proximidades da: . foi até: Bons Portos. Festo e Agripa. para chegar a Jerusalém. onde o amor dos irmãos o envolveu. porto da província de Lícia. porque a tendência das autoridades romanas era não julga-lo por tratar-se de uma questão religiosa. tendo tido a oportunidade de pregar o evangelho às autoridades romanas: Félix. partindo dali para: Mirra. num acesso de cólera os seu inimigos tentaram liquidá-lo.onde navegou diretamente para Tiro. Viagem de Paulo a Roma Ao concluir a sua terceira viagem missionária. onde permaneceu preso por dois anos. Ao perceber a impossibilidade de conseguir garantias na província. onde lhes foi permitido visitar os amigos crentes. visitando outro grupo de irmãos.4. Paulo teria perecido. o oficial da Torre de Antônia (fortaleza junto do Templo) tomou a providência de conduzir o apóstolo de noite. Navegando dali. ao fim dos quais partiu para Roma. Prosseguindo. Reconhecida a sua presença em Jerusalém e particularmente no Templo. mas o ódio dos judeus o descobriu para tirar-lhe a vida. Na viagem Paulo foi acompanhado de seus amigos Lucas e Aristarco (de Tessalônica). naquela ocasião. visitando o evangelista Filipe com as suas filhas. O ódio dos judeus havia crescido diante do sucesso do evangelho pregado por Paulo. e depois para o porto de Cesaréia. na costa da Fenícia. Diante do perigo de ser arrebatado pela turba enfurecida de judeus fanáticos. De Jerusalém foi que começou a sua ultima viagem para o Ocidente. onde esperaram melhorar o tempo. foi para Ptolemaida (ou Acra). o apóstolo apelou para César. na Ilha de Creta. Não fosse a pronta intervenção dos soldados romanos.

Era uma cidade da Frígia. apesar de suas cadeias. na rotaterrestre entre o Ocidente e o Oriente. Públio. embarcaram num navio alexandrino rumo a: Siracusa. foram: Praça de Ápio e Três Vendas. Dali Paulo escreveu as seguintes epístolas: Efésios. Depois de longa espera. Embora acorrentado a um soldado. Este gesto dos irmãos deu mais animo a Paulo. onde acharam alguns crentes que solicitaram a sua permanência. Colossos teria sido o seu novo campo de trabalho. Viagem de Paulo Entre a sua Primeira e Segunda Prisão em Roma Há evidencias claras. segundo se concluir de Filipenses 1. tendo sabido de sua chegada a Potéli. na costa oriental da Sicília. pelo que encontramos nas chamadas “Epistolas Pastorais” de que ele foi absolvido e que reassumiu o seu antigo trabalho de visitar igrejas já estabelecidas e organizar outras novas. a grande ilha italiana. Filipos teria sido outro lugar visitado por Paulo nesse período (Fp 2. a sua prisão foi bastante suave. capital política e cultural do império. Paulo foi absolvido e posto em liberdade. onde vários irmãos vieram da capital do império para receber o apostolo e seus companheiros. antes de chegar a Roma. ponto final da viagem marítima. às margens do rio Lico. ficando ali sete dias. a setenta quilômetros de Roma. que se acha ao sul da Silícia. e se abastecido dos viveres necessários à viagem. Ali o apóstolo ficou preso durante dois anos. Ali havia uma igreja que teria sido fundada pelo trabalho de Epafras e arquipo.24) . tendo sido preso novamente pouco depois. Colossenses e Filemom. Ásia Menor. Dali seguiram para: Régio. tendo Paulo curado o pai do homem principal da localidade. já na península itálica. De modo que o itinerário que segue é apenas uma conjectura.Ilha de Malta. ou Melita. prevendo ele agora a vitória do evangelho também em Roma. Filipenses. Finalmente chega Paulo a: Roma. após a libertação da sua primeira prisão em Roma. de lá navegando para: Potéoli. As duas ultimas etapas. morando em casa particular alugada perto do quartel pretoriano.22. 5. Depois de passarem alguns dias naquela ilha.5.Este período entre a sua primeira prisão em Roma e a segunda é coberto de incertezas quanto às suas atividades e lugares onde elas foram exercidas.

naqueles dias. no litoral do Mar Adriático. E assim terminamos o nosso breve estudo de Geografia Bíblica. parece que Paulo teve que deixar apressadamente este lugar.20.5 e II Timóteo 4. Troas. Mileto e Greta. antes de ser remetido a Roma. Certamente o bravo soldado de Cristo pareceu na onda desta perseguição. onde está preso. o que provocou a terrível perseguição neroniana.Nicópolis. O ministério de Paulo estava já no fim. mas teve que deixar os planos nas mãos de Tito. É o que se depreende de Tito 1.13. pois pede ao seu jovem companheiro que traga a Roma. Em Creta aparentemente desejava desenvolver trabalhos amplos para adiantamento da obra do evangelho. . Pelo que se lê em II Timóteo 4. situado na região grega de Epiro. a sua capa e os pergaminhos deixados ali. e no frenesi de sua loucura incendiou a cidade de Roma.12. atribuindo a culpa aos cristãos. Éfeso. teria sido mais outro lugar visitado pelo apóstolo. Nero estava no trono do império. lugares escandalosos na viagem de Jerusalém para Roma. A suposição é que Paulo tenha sido preso em Troas e levado para Éfeso para o interrogatório prévio. segundo Tito 3.

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