O MUNDO ANTIGO O mundo antigo, ou mundo bíblico, compreende todos os povos antigos mencionados na Bíblia que habitavam a área

banhada pelo Mediterrâneo (Grande Mar) e aqueles que ficam entre este, o Mar Negro(Euxino), Mar Cáspio(também chamado Mar Setentrional), Golfo Pérsico(ou mar meridional) e Mar Vermelho(denominado pelos romanos Mar Eritreu). Considerando que o relato bíblico de ambos os Testamentos abrange a área desde Espanha, o ponto mais ocidental das atividades do apóstolo Paulo, até Pérsia, país mais oriental com que esteve relacionado o povo de Israel, e desde o Ponto, provincia mais setentrional da Ásia Menor, ao Sul do Mar Negro, cujo povo estava representado em Jerusalém no dia de Pentecostes (At 2.9), até o extremo sul da Arábia onde, provavelmente, ficará a lendária terra de Ofir, tantas vezes mensionada na Bíblia, podemos dizer que a expresões mundo antigo e mundo bíblico são praticamente são praticamente sinônimas. 1. LIMITES Em termos gerais, pode-se delimitar a área do mundo antigo da seguinte maneira: Norte: uma linha reta que começa na Espanha, passa pelo norte da Itália e mar negro e vai até o Mar Cáspio. Leste: Uma linha reta que parte do mar Cáspio, e passando pelo Golfo Pérsico vai até o Mar Arábico. Sul: Uma linha reta que, partindo do Mar Arábico, vai na direção oeste, passando pela Etiópia e terminando no deserto da Líbia, no continente Africano. Oeste: Uma linha reta que parte do sul do deserto da Líbia e termina na Espanha, abrangendo o Egito e as regiões do norte da África. Em termos mais específicos, diríamos que a referida área fica situada em longitude 5º oeste e 55º leste, e entre 10º e 45º latitude norte.

2. EXTENSÃO São as seguintes as regiões do mundo antigo, ligadas as Revelação, e suas caracteristicas: 2.1. Mesopotâmia Literalmente “entre rios”, é a vasta região do oeste asiático margeada pelos rios Tigres e Eufrades, que se estende desde os montes da Armênia ao norte até o Golfo Pérsico ao sul, de cerca de um milhão e meio de quilômetros quadrados. É a terra dos primeiros dias da história bíblica e o berço da humanidade. Isto porque, acordo com as possibilidades geográficas e as mais recentes conclusões históricas e antropológicas, o surgimento do homem ocorreu na região da Mesopotâmia, o jardim do Éden certamente localizou-se nas nascentes dos rios Tigre e Eufrates (Gn 2. 10-14). Também fatos importantes como o dulúvio, formação da família de Noé, migrações de sua descendência etc. deram-se nesta região. A parte norte desta região é conhecida como Assíria e a parte sul como Babilônia ou Caldéia, habitadas por vários povos em diferentes épocas. Súmérios, acadios, amorreus e semitas estabeleceram-se na Mesopotâmia e se fundiram, saindo deste Hoje a região é ocupada pelo Iraque e parte pela Turquia. Agora apreciemos, separadamente, as duas subdivisões da Meso potâmia. 1) Assíria: Região de planalto montanhoso em quase toda a área, filho de Sem neto de Noé (Gn 10.11). A sua mais antiga cidade e capital doi Assur; filho de Sem e neto de Noé (Gn 10.11). A sua mais antiga cidade e capital foi Assur, em torno de cujo distrito desenvolveu-se o país que em épocas diferentes tem possuído diferentes dimensões. Os primitivos habitantes da Assíria, mesclando-se com os acádios, semitas, vindos da Síria por volta de 2500 a.C., formaram o povo conhecido pelo nome de Assírio2.A cidade mais célebre da região, e desde 885 a.C. capital da mesma, foi Nínive, à margem oriental do terço superior do Rio Tigre. Foi nas montanhas da Assíria que o rei Salmanazar instalou uma grande parte do cativo de Israel (Reino do Norte). 2) Babilônia ou Caldéia: Conhecida também pelos nomes antigos de Sumer, Acade, terra de Sine ou de Sinear, é região baixa a alagadiça, extremamente caldeamento a notável figura do patriarca Abraão, que por sua vez, deu origem ao povo hebreu.

fértil devido ao lado depositado pelos rios Tigres e Eufrates, especialmente na parte sul, e também devido a irrigação artificial produzida por um sistema de canais. Seus habitantes primitivos foram os sumérios vindos do planalto persa que, fundindo-se com os acádios, formaram o povo mais tarde chamado babilônio. A fertilidade do aluvião tornou esta área frequentemente cobiçada por povos próximos e distantes. Várias cidades prósperas estabeleceram-se na região: Ur, Eridu, Obeide, Larsa, Fara, Ereque, Nipur e outras, merecendo menção especial a Babilônia, edificada por Nimrode – filho de Cusi, neto de Cão e bisneto de Noé e que se tomou em capital do famoso Império Babilônico, situada no noroeste do país atravessada pelo rio Eufrates. Pelo sistema de canais, não só em toda a região se faziam presentes as águas carregadas de húmus fertilizantes, como também se faziam a comunicação e intercâmbio comercial entre muitas cidades. E quando em decorrência de inundações mais violentas, ou negligencia de governos, os leitos dos rios e canais apresentavam desvios consideráveis, verificava-se o declínio de varias dessas cidades. Como exemplo deve-se mencionar a cidade de Ur que, julgando-se pelas escavações ali realizadas, ao tempo de Abraão era porto marítimo, mas cujas ruínas hoje encontram se a cerca de 250 quilômetros ao norte do fundo do Golfo Pérsico Nesta região, Judá ficou exilado ao 70 anos, e nela exerceram seu ministério profetas Daniel e Ezequiel. 2.2 Arábia Esta é uma região de imensos desertos que se estende desde a foz do rio Nilo até o golfo Pérsico no sentido oeste-leste, e desde a Síria até o Golfo Arábico no sentido norte-sul. Foi na parte ocidental da Arábia, também chamada Arábia Pétrea – incluindo-se nela a Península do Sinai e Edom – que os israelitas peregrinaram 40 anos e onde foi dada a lei por intermédio de Moisés. Os seus habitantes primitivos foram os amalequitas, os idumeus (edomitas), os israelitas, os midianitas, os amonitas e os cenitas, pertencendo a estes últimos o sogro de Moisés, Jetro. Cada um desses povos, alguns nômades e outros seminômades, constituía um pequeno reino. No extremo sul da Arábia provavelmente ficava a lendária terra de Ofir, célebre pelo seu ouro, tantas vezes mencionada na Bíblia. A maio caminho entre o Golfo de Ácaba e o Mar Morto ficava a cidade mais importante

a leste da Assíria. Grande parte da Média é uma vasta planície com cerca de 1000 metros de altitude coberta de ricas pastagens. ou Pasárgada.sua capital. Os medos em tem pos remotos viriam divididos em muitas tribos. que aprisionou Ló e em cuja perseguição saiu Abraão derrotando-o.1 -11. sem exército. Há uma única menção dos partas na bíblia. Hoje a região é ocupada pelo Irai moderno. em Atos 2:9. e a oeste da Partia.Babilônia e Pérsia. ordenado ao mesmo tempo a reconstrução do templo e a restituição dos vasos sagrados que Nabucodonozor.É região montanhosa e relativamente fértil.foi fundada cerca de 4000 A. O império persa chegou a abranger toda a Ásia Ocidental.C. Foi na Pérsia que tiveram lugar os acontecimentos descritos no livro de Ester. o rei persa. . 5.3 Pérsia Primitivamente a região era pequena. Depois da queda do império babilônico sob o poder medo-persa.Susã.1Em épocas diferentes pertenceu aos impérios vizinhos. que hoje corresponde á moderna província persa de Khorasan e que ao tempo do império romano marcava o limite oriental do mesmo. onde se faz referência aos povos representantes em Jerusalém no dia de Pentecostes. 13 – 15).da chamada Arábia Pétrea quiça de toda a Arábia – Selá ou Petra. 2. A capital mais antiga era Persagada. foi quem decretou o repatriamento dos judeus. havia tomado (ED. situada a nordeste do Golfo Pérsico. Grécia e Egito. ao sul do mar Cáspio e partes da Armênis.Hoje é província do Irã.5 Média Esta região ficava ao norte do Elão. e até Susã. a oeste com o rio Tigre. ao sul da Média. ao oriente do Monte Hor em cujo cimo morreu Arão. 2. limitando-se ao sul com o golfo Pérsico. a sudeste de Babilônia e Elão. portando sem governo central. irmão de Moisés. sem vida organizada. Ciro. antiga capital do Elão.como Assíria.Segundo provas arqueológicas. 1. rei da Babilônia. 14).Quedorlaomer.portanto com Babilônia e Assíria – ao norte com a Média e a leste com a Pérsia. 2.4 Elão ( ou Elami) País antigo ao qual os gregos denominavam Suziânia.era rei de Elão(Gên.

Assim foram presa fácil de impérios vizinhos mais poderosos.A princípios.A princípio a Média esteve sujeita á Assíria.Foi naquele tempo que os cativos de Samaria (Reino do Norte) foram levados por Sargão II, rei da Assíria, para essa terra (2 Reis 17.6, 18. 11). Mais tarde, quando as tribos escolheram Déjoces como seu rei, estas foram definitivamente unificadas numa só nação, com sua capital na cidade de Ramada – que os gregos denominaram Ecbatana, que é a Acmetá de ESDRAS 6.2, cercada de “sete muralhas concêntricas e de alturas diferentes de tal modo que sobressaíam uma das outras, predominando a mais interna sobre as demais’. Aliada à Babilônia, a Média sacudiu o jugo da periclitante Assíria. Cerca de cem anos mais tarde a Pérsia absorveu a Média, que nunca mais deixou de ser uma província persa (hoje iraniana). 2.6 Armênia ou Arará Esta região abrange extensas e altas serras ao norte da Média, Asssíria e Síria, tendo a Ásia Menor e o Mar Negro a oeste, o Mar Cáspio a leste, e ao norte as montanhas do Cáucaso. Nesta região encontram-se as cabeceiras dos rios tigre e Eufrates, a provável área do Éden e o monte Arará – na parte nordeste - - onde descansou a arca de Noé no fim do dilúvio (embora alguns dicionaristas afirmem que a arca desceu sobre “um dos montes de Araá, ignorando-se qual seja”). 2.7 Síria ou Arã (hebr) Localiza-se a sudeste da Armênia, a leste da Ásia Menor e do Mediterrâneo, ao norte da palestina e a oeste da Assíria e partes da Arábia, cortada na direção norte - sul pela cordilheira do Líbano, paralela á costa do Mediterrâneo, que apresenta duas divisões: Líbano – a mais ocidental, a ante-Líbano – a oriental, em cujo extremo sul fica o célebre Monte Hermon. Os dois rios mais importantes da região correm entre as duas divisões dos Líbanos: Orontes, para o norte e depois oeste, passando perto da cidade de Antioquia e desaguando no Mediterrâneo, e o Leontes, para o sul, repentinamente desviando o seu curso para o mesmo mar. Grande parte da região é uma planície exuberante de fertilidade. Os sírios (ou arameus) são descendentes de Arã, filho de Sem e neto de Noé. Nos dias patriarcais esta região era constituída de pequenos reinos independentes que levavam o nome de sua cidade principal, como Arã-naaraim, Arã-demascus, Arãzoba etc. Parece que Harã, centro comercial e militar que ficava no distrito de Padã-

Arã, onde Abraão habitou com seu pai e onde deixou sua parentela para sair para Canaã, ao tempo do patriarca, pertencia ao noroeste da Mesopotâmia, vindo mais tarde incorporar-se a Síria. Damasco é capital da síria até hoje, sendo, conforme se crê, a mais antiga cidade viva da Terra. A Síria foi conquistada sucessivamente por Salomão, assírios, babilônios, persas, gregos e romanos. A Síria foi o primeiro país estrangeiro a receber o cristianismo pelo testemunho dos crentes perseguidos em Antioquia, onde estes foram primeiramente chamados cristãos (At 11.26). 2.8 Fenícia Esta região era uma nesga de terra entre o Mediterrâneo, a oeste, a cordilheira do Líbano, ou Síria, a leste, Palestina ao sul e Síria, também ao norte, até a pequena ilha de Arada onde ficava a cidade de Arvade, medindo, em média, 25 quilômetros de largura por 250 de comprimento. As suas cidades principais citadas no antigo testamento são Tiro e Sidom. Entretanto pelas escavações arqueológicas, depreende-se que os limites da Fenía em tempos bem remotos estendiam-se ao norte além de Rashamra, antiga Ugarit, defronte da ilha de Chipre. Seus habitantes, provavelmente originários do Golfo Pérsico, ocupam a costa do Mediterrâneo por volta de 1700 a.C. Eram famosos em navegação, comercio. Ciências, artes e literatura, exercendo uma notável influência sobre as demais nações do mundo de então. Durante a sua existência foram muitas vezes subjugados pelas potências próximas e distantes, mas sempre souberam conservar a sua cultura e unidade. As suas colônias espalhadas pela costa e ilhas do Mediterrâneo, bem como seu intercâmbio comercial com outros povos, foram os fatores principais de sua expansão. Os cartagineses (colônia de Cartago,África) eram seus descendentes.Os libaneses que hoje ocupam a região são seus descendentes. 2.9 Palestina ou Canaã É região banhada pelo Mediterrâneo a oeste, tendo ao norte a Fenícia e a Síria, e a leste e sul a Arábia, sendo que ao sul também fica parte do Egito. As suas características serão estudadas detalhadamente mais adiante neste livro. 2.10 Egito

Certamente depois de Palestina , a terra que mais se salienta na bíblia, do ponto de vista histórico e religioso, é o Egito.Isto porque está intimamente relacionando á formação dos hebreus, um povo distinto e especialmente destinado a ser o instrumento a Revelação. A sua posição geográfica é no nordeste africano;tendo ao norte o Mar Mediterrâneo, a leste partes da Palestina e Arábia esta separada pelo Mar Vermelho – ao sul, antigamente a Etiópia, hoje Sudão, e a oeste da Líbia, com seu imenso deserto também conhecido pelo nome de Saara.É uma vasta região deserta vivificada pelo rio d’água que corre na direção sul – norte, que é o Rio Nilo.Seu nome antigo é Misraim, ou Misr, deriva do folho Cham ou Cão,filho de Noé, que para lá se dirigiu depois do dilúvio. Seu nome poético foi Rahabe, usado nos Salmos, livro de Jó e profecia de Isaías, que alguns interpretes pensam seja alusivo a algum monstro marinho da mitologia semita, como Dragão. Em tempos remotos o Egito atingiu grande desenvolvimento em ciências, letãs e artes, como provam os monumentos e documentos descobertos em grande quantidade. A famosa fertilidade do Egito devia-se ao lodo espalhado em vastas áreas, especialmente no Baixo Egito ou Delta, pelas inundações do grande rio. O Egito foi o lugar da longa permanência dos descendentes de Jacó (430 anos) da qual os últimos 80 anos foram de dura escravidão. Das doze famílias do filho de Jacó já haviam se formado doze grandes tribos com cerca de dois milhões e meio a três milhões de pessoas. Dentre elas Deus levantou Moisés, a quem preparou maravilhosamente para ser o libertador do seu povo. A província de Gósen, a sudeste do Delta (denominação dada ao estuário do rio Nilo que toma a configuração da letra D do alfabeto grego em posição invertida) foi a área habitada pelos israelistas. Mênfis, Tebas, Alexandria e Cairo são as cidades principais do Egito. 2.11 Etiópia Região do Oriente africano frequentemente citadas nas Escrituras Sagradas, compreendendo a área do alto Nilo, Sudão e Abissínia. Seus limites são; Egito, ao norte (modernamente Sudão); Mar Vermelho ou Arábia, a leste; Líbia, a oeste; e partes orientais da África, ao sul, desconhecidas nos tempos bíblicos, hoje ocupadas pela Somália. Em língua hebraica a região era conhecida pelo nome de terra de Cush, no antigo egípcio Kas ou Kesh e em etíope Kish. Era habitada pelos descentes de Cusi, filho de Cão e noto de Noé. Parece que segundo Gênesis 2.3

Os habitantes primitivos desta . Dn 11. a oeste pelo Mar Egeu e ao sul pelo Mediterrâneo. Pisídia. 2. sendo Cireneu a capital. Aleste limita-se com a Armênia. A região é um planalto elevado e pedregoso. Glácia. parece ter sido o primeiro a introduzir a religião cristã naquela região. Ásia Menor É a enorme península do extremo ocidental do coninente asiático. ou Lubim (Jr 46. quase totalmente deserta. no centro e a leste – Frígia. na costa do Mediterrâneo. Seus habitantes são descendentes de Put. e Caico. Cilícia (cuja cidade principal era Tarso).9. Ao tempo dos romanos a província era dividida em Líbia Marmárica (parte oriental) e Líbia Cirenaica (parte ocidental). terra natal de Paulo.havia na região Asiática – norte da Mesopotâmia ou Armênia – uma outra área com o mesmo nome até certa altura da pré-história. Foi esta região o grande palco das atividades missionário sde Paulo e seus companheiros. Licaônia e Capadócia. 2. filho de Cão. Panfília. razão esta por que há poucos rios de volume considerável. rodeada de cadeias de montanhas qu ecorrem pela orla marítima e semeada de inúmeros lagos de água doce e salgada. 2. Lídia e Cária. bem como a área em que se encontravam as “sete igrejas da Ásia” referidas no livro de Apocalipse. No dia de Pentecoste estavam presentes em Jerusalém alguns habitantes desta região (At. com limites ocidentais muito vagos. o apóstolo. Hoje o moderno Estado da Turquia abrange toda esta área. a oeste do Egito. Meandro e Caister (às margens deste último ficava situada a famosa cidade de Éfeso. As provínciasou distritos emque os romanos dividiram a região eram as seguintes: Ao norte – Ponto. O tesoureiro do reino da Etiópia. Hermo. povo dividido em pequenas tribos que mais tarde passaram a ser conhecidos como líbios. a oeste – Mísia.13.43). ao sul – Lícia. cuja conversão é narrada no capítulo 8 do livro de Atos dos Apóstolos. extremo norte da Mesopotâmia e Síria. senão o Cidno que deságua no Mediterrâeno e a cujas margens ficava a célebre cidade de Tarso. Paflagônia e Bitínia.10). Todas estas provinciais a leste da Mísia e Lídia também era conhecidas simplesmente como Ásia. capital de toda a região ao tempo do Novo Testamento) que despejam as suas águas no Mar Egetu. banhada ao norte pelo Mar Negro.12 Líbia Uma extensa região do norte da África.

particularmente na região central. que ofi parai dos jônios. chamada Anatólia. que é a parte sul da península. merecendo destaque os hititas que na Ásia Menor tiveram o centro de sua civilização. e a região de Atenas. isto é. conhecia-se como a Ática. o Macedônio. Quando a Grécia caiu sob a tutela de Filipe da Macedônia – que era meio grego e meio bárbaro. 2. Por esta e outras razões como lutas políticas. cultos e culturas diferentes. as marcas do seu pensamento sobre as gerações de todos os tempos”. mas que sob o domínio de Filipe. 2. pobreza da terra. Ao norte ficava a Macedômia.região representavam a mais complexa mistura de raças. a expansão dos gegos para além das fronteiras da Grécia propriamente dita. A Grécia foi outro palco de atividades missionárias de Paulo. quase sem planícies e sem rios. ao sul pelo Mediterrâneo e a oeste pelo Mar Jônico.C. pouco se conhece..15 Macedônia País quefica ao norte da Grécia cuja história antes de 560 a. o apóstolo. com suas colônias agrícolas e entrepostos comerciais. de conquistas. o Grande. Assim “os gregos usaram e assimilaram todos os tipos antigos de civilização e lhes deram um sentido próprio do seu modo de sentir e vir. tão indelevelmente como este. mas educado na Grécia – já a cultura helenista era conhecida por toda parte.C. de ambição por riquezas. o que explicaa chamada Diáspora gega do século 12 ao século 6 a. coberta de montanhas de declives abruptos. ou seja. o . Os gregos – também chamados helenos – são descendentes de Javão. Ásia Menor. neto de Noé. Nenhum outro povo conseguiu imprimir. Mar Negro. A Grécia Antiga era conhecida pelo nome de Acáia. norte da África (Líbia) e até Massília (sul da França atual). A Grécia é toda recortada pelo mar.sul da Itália. ilhas do Egetu e do Mediterrâneo. cercada por muitas ilhas e ilhotas. a sudeste. uma das principais tribos na formação da raça grega juntamente com os dórios). e de seu filho Alexandre. podendo-se cultivar somente plantas que suportem os estios ardentes e secos dominantes. E com as conquistas de seu filho Alexandre. etc – os gregos tornaram-se cheios do espírito de aventuras.14 Grécia ou Hélade A península do sudeste europeu banhada a leste pelo Mar Egeu. a língua grega divulgou-se pelo mundo antigo de tal forma que a propagação do cristianismo por aquela vasta área tornou-se fácil.

19 esta foi a reigão mais distante na direção norte a que chegou Paulo com a mensagem do evangelho. e fundaram quatro realezas: Ptolomeu. 2. seu filho. Filips.C.). senão que ao tempo das conquists romanas eram montanheses bastante selvagens. no Egito. Anfípolis. Limitava-se sul com a Grécia.. quiseram os seus generais “assegurar o impéri para o infante. que ao tempo do Novo Testamento era . Seleuco.” No Antigo Testamento não é mencionada a Macedônia. a leste o Mar Adriático e a oeste o Mar Tirreno. 8. 7. o número dos generais foi reduzido de sete para quatro.39. na Macedônia.5. a leste com o Mar Egetu e com a Trácia. e ao sul da Pnaônia. passando por Neápolis. na Ásia Menor.Grande. Hoje a região forma o norte da Grécia. 2.6. que a separa da Itália. 8. sob a regência da imperatriz víúva e de seu irmão. deixando duas igrejas estabelecidas em Filipose Tessalônica. o Grande. na sua segunda viagem missionária pela Síria (51 d. tornou-se província do Império Romano. Antípater.16 Ilírico ou Ilíria Esta região ficava a oeste da Macedônia.C. Na Itália está a célebre cidade de Roma. tornou-se potência mundial do seu tempo (36ºa 323 a. Macedônia era uma vasta planície fértil envolvida por altas montanhas. incluindo-se nela a Dalmácia.17 Itália Esta é outra Península do sul da Europa. Em 142 a. ao norte com os Montes balcânicos e aoste com partes de Trácia e Ilíaco. Modernamente esta regiãocompreende a Albânia e Iugoslávia. e Filetero. Após a morte de Alexandre. Apolônia. proém sofrendo maior mistura de tribos bárbaras da Ásia e das regiões do norte do Mar Negro. Tessalônica e Beréia. sua capital. porém. Os seus habitantes eram provavelmente da mesma origem dos gregos. mas o profeta Daniel refere-se a este império em 2.9). surgiram dissensões entre os generais. da Iugoslávia e o sul da Bulgária e Turquia européia. tendo ao norte a cadeia dos Montes Alpes. atravessou o Mar Egetu e penetrou no continente europeu pela Macedônia. solicitado por meio de uma visão (At 16. nooreste da Grécia e leste do Mar Adriáticos. Em breve.C.). Muito pouco se sabe da história desta região e seus habitantes primitivos. na Síria. Segundo Romanos 15. O apóstolo Paulo. no Mediterrâneo. estes quatro assumiram o título de reis. Todos os membros da família de Alexandre foram afastados do poder.

C. Esta região também foi palco de perseguições antrozes aos cristãos. sendo governada.. Não se sabe quem teria levado o evangelho à Itália. Segundo alguns estudiosos. no sudoeste da Europa.18 Espanha Esta região fica no extremo ocidental do mundo antigo. 24 – 28. Entre 61 e 63 d. fundada em 753 a. o Grande. por reis. perto da atual Gibraltar. no princípio do quarto século da nossa era.também a capital do vasto e poderoso Império Romano. E o chamado fragmento Muratori. Paulo pregou em Roma.C. 2. ficava ao sul da Espanha.. fazendo parte da chamada Península Ibérica. em 63 a. Paulo demonstrou o desejo de visitar a Espanha para ali pregar o evangelho. Ainda que o império fosse tolerante para com a religião dos povos conquistados. Assim.Segundo Romanos 15. em cujas margens fica a cidade de Roma. Társis.C. afirma que o apóstolo havia chegado até a Espanha. das quais as principais são: Creta. o cristianismo tornou-se a religião do Estado sob o governo de Constantino. Em 190 a. Não obstante.. escrito em 170 d.C. já para com os cristãos – devido a sua agressividade aos ritos pagãos e o seu esforço de fazer adeptos – não o foi. mas quando Paulo escreveu a sua Carta aos Romanos. governadores e procuradores. estes continuaram a multiplicar-se e exercer a sua influência a tal ponto que.C.19 Ilhas do Gentious ou Ilha do Mar É designação aplicada na Bíblia às ilhas do Mediterrâeno e Mar Egetu. já havia crents ali. Rodes. Chipre.Patmos. entremeada de vales férteis com rios abundantes. na Ásia Menor e paultainamente foram submetendo outras regiões ao poder romano. no ano 57 ou 58 d. especialmente durante a Idade Média com o estabelecimento dos tristemente célebres tribuinais de inquisição. Samotrácia e . banhada ao sul pelo Mar mediterrâeno e ao norte pelo Oceano Altântico. dos quais o principal é o Tibre. sucessivamente.C. Mitilene. E região montanhosa. a Palestina tornou-se tributária do Império Romano. 2. embora como prisioneiro. Fortes perseguições foram desencadeadas ao tempo de Nero e de Domiciano contra os cristãos em toda parte. o pequeno reino foi se estendendo até abranger toda a península. tera para onde se dirigia o profeta Jonas quando entendeu desobedecer ao Senhor.. os exércitos romanos invadiram a Síria.

Tem cerca de 5000m de altitude. de cerca de 2. poucos conhecidas aos tempos bíblicos. Provavelmente a primeira é a melhor explicação. ignora-se o local exato do pouso da arca.500m de altitude e que fica mais ao sul e Horebe deve ter sido o nome do conjunto montanhoso e Sinai uma das elevações mais salientes (Hengstenberg e Robinson). bem como de regiões mais remotas. predominantemente deserta com leves elevações. Dizem uns que as duas designações não se referem ao mesmo local. Portanto. É nesta região sul da península que se localiza o Monte Sinais. que tem forma triangular e que é banhada por dois braços do Mar Vermelho chamados golfo Suez e Golfo de Acaba.talvez Malta e Sicília. No Monte Sinai Moisés . 3.1 Arará Fica no sudoeste da Armênia e é célebre pelo encalhe da arca de Noé. outra ao sul. a mais alta.000m de altitude cortadas por valesde dimensões variadas cobertos de algumas vegetações em certas épocas do ano. embora a tradição aponte a montanha mais lata da região como tal e cujo nome é Arará. também chamado Horebe. 3. na qual predomina a topografia montanhosa. Destas. 8:4 diz que a arca parou sobre “os montes de Arará”. E ainda outros acham que Sinai era o nome mais antigo e Horebe o mais recente da mesma montanha (Ewald). MONTANHAS Uma vez que vamo estudar separadamente – na Parte II deste livro – a geografia da Palestina. as cinco mais importantes são as seguintes: 3.000 e 2. A península por sua natureza divide-se em duas parte: urna ao norte. na Península do Sinai. Esta dupla nomenclatura é explicada por diversos modos pelos exploradoresorientalistas. de elevações entre 1. embora apontem o mesmo bloco maciço (Gesenius) com duas elevações próximas – Sinais. ficando este do lado oriental da península e aquele do lado ocidental. trataremos neste tópico das montanhas extrapalestínicas do Mundo Antigo relacionadas com a história bíblica.2 Sinai ou Horebe Localizando no extremo sudoeste da Ásia .O texto bíblico de Gên.

tambémconhecida como Monte Sirion e Monte Senir.300m. Nas encostas dos Líbanos cresciamos famosos cedros e as esbeltas faias. mas vem do tempo da dominação grega e persiste até hoje. Era famoso pela sua fertilidade. instrumentos musicais etc. com a qual se firmou o pacto entre Deus e o povo de Israel. originando-se. Ao tempo de Josué o vale era conhecido simplesmente como Vale do Líbano. No mesmo monte. teve a visão de Deus (Irs 19) emquelhe foi revelado que apesar da idolatria de Israel havia muitos joelhos em seu meio que não se haviam dobrado a Baal.365m). por serem de grande duração. A sua extensão na direção norte-sul é de cerca de180 quilômetros e na direção oste-leste varia entre 20 e 20 em linha área. 3. pouco mais para o norte é conhecido como o Vale de Mispá. oscilando entre 2. que corre paralelamente à costa oriental do mediterrâneo.recebeu a Lei.900 e 3. uns oucos anos antes. e apresenta-se em duas divisões: 1)Líbano e 2) Ante –Libano. e do centro para o norte toma o nome de Vale do Orontes.4 Hermon Ete monte fica no exremo sul da cadeia dos Montes Ante-Libanos. que significa “monte de Moisés”. Esta divisão não é conhecida nas Escrituras Sagradas. fica na parte ocidental da Síria.750 e 3. Devido a sua altitude que atinge pouco mais de 3.000m (os dados oferecidos pelos vários autores diverge consideravelmente quanto à altitude destemonte. ao norte da Palestina.por onde correo rio do mesmo nome. Hoje o Sinai é conhecido pelo nome de Jebel – Musa.O vale que separa as duas cadeias demontanhas toma nomes diferentes: ao sulé chamado Vale do Leontes. Os Montes Líbanos são frequentemente citados nas Escrituras. que se estende por entre os contrafortes das duas cadeias. Moisés teve a visaõ da sarça ardente – quando apascentava os rebanhos do seu sogro – e seis séculos depois Elias. pois que serve de leito para o rio do mesno nome. assim. sua escassa vegetação (exceto . o profeta. 3. palácios dos reis. A cadeia de montanhas que fica a oeste é conhecida como Líbano e a que fica a leste como Ante-Líbano. a nacionalidade hebraica com seus aspectos religioso e civil. no limite sul da Síria e extrem norte da Palestina.3 Líbanos A cordilheira dos Montes Líbanos.. A altitude de ambas as cadeias varia entre 1. madeiras empregadas na construção do templo de Salomão. cobertura de navios.

podendo ser avistado de muitas partes da Palestina.nas encostas inferiores onde a vegetação é extremamente rica) e sua cobertura permanente de neve e gelo. cataliza as correntes de ar quente e úmido vindas do Mediterrâneo. qual um espelho. pode-se concluir que em tempos antigos o Hermom foi de fato um monte sagrado. que corre na direção norte-sul na região de Edom na Arábia ocidental (durante a dominação romana era denominada Arábia Petra). Fenícia e Mediterrâneo. na Galiléia. Seir. Pelas numerosas ruínas de templos dedicados a Baal e outros deuses pagãos encontrados ao seu redor. precipitando um orvalho denso em áreas mais próximas e chuvas abundantes em regiões próximas e distantes.5. a neve vai derretendo. Sua altitude varia entre 300 e 2. Atualmente seu nome é Jebel-esh-Sheik. Isto é. O Hermom tem um papel importante na formação do clima da região. 4. Nele morreu Arão. Na encosta leste. irmão de Jacó. RIOS . Arábia. habitava Esaú. este nome se reveste de uma imponência majestosa. Durante o inverno. Isto devido a baixa temperatura reinante em suas culminâncias. como era o significado do seu nome. Síria. posto militar grardião das fronteiras meridionais do Império Romano. o enorme véu da neve baixa até cerca de 1500m. Na região central dos Montes Seir ficava a cidade-fortaleza Petra. “O Monte chefe”. mas pertencendo ao mesmo sistema fica o Monte Hor. a distância enorme. ficando no seu tríplice cume (formado por três elevações ou picos dispostos em triângulo) uma calota de gelo que reflete os raios solares. embora a tradição aponte o Monte Tabor. Nas montanhas de Seir. durante a peregrinação de Israel em demanda da terra prometida. formando fios de Água e riachos que descem pelas encostas e regam as partes inferiores do monte e os vales. Acreditase que a transfiguração de Jesus teve lugar em algum ponto da encosta sul deste monte. provavelmente na parte norte. Na realidade Seir não é um monte isolado e sim. irmão de Moisés. um pouco afastado da serra. uma serra de montanhas. Principalmente na Palestina. À medida que avança o verão. também conhecida como Selá. entre o sul do Mar Morto e o extremo norte do Golfo de Acaba.000 metros. 3.

1. o Nilo é o primeiro rio do continente africano e o segundo do mundo. Tigre. levando para o Egito aluvião fertilizantes das vertentes das montanhas. o percurso total do Tigre varia entra 1. corre na direção sudeste do lado oriental da Mesopotâmia até juntar-se com o Eufrates cerca de 160 quilômetros antes do golfo Pérsico. Devido à mudança do leito do rio através dos tempos – quer pelos meios naturais (inundações). Provas iguais nos oferecem as ruínas da cidade de Siene (moderna Assuã). E Hebr. tendo suas nascentes na região dos grandes lagos da África Equatorial. Daí o caráter que o povo atribuía ao rio. Além de ser o ponto final da rota comercial. era considerado pelos egípcios obra dos deuses. Na mesma ilha ainda foram encontradas ruínas de uma colônia judaica e documentos em grande quantidade que relatam acontecimentos entre 400 e 525 a. A parte navegavel ia até a Ilha Elefantina. Eufrates e Jordão. 4. suplementando.1.780 e 2. O Nilo corre na direção sul-norte através do Egito desagregando no Mediterrâneo através de um vasto estuário de 25 quilômetros de largura.Na vasta área do Mundo Antigo. notadamente na região do Delta. referida em Ez 29. junto da primeira catarata. denominado Delta. Nilo De cerca de 6. As chuvas produzidas pelas nuvens formadas sobre o Oceano Índico e levadas pelos ventos sobre as cordilheiras da África Oriental e Equatorial faziam transbordar o Nilo a seus afluentes. assim. quer pelos artificiais (canalização) – e também preferência de suas diversas nascentes. C. O transbordamento do Nilo nos regiões áridas do Egito e conseqüente abundância das colheitas. por onde se estendem os seus dois braços chamados. podemos considerar quatro rios importantes: Nilo. formado pelos três braços ( que antigamente eram sete).500 quilômetros de comprimento. Resp.145 quilômetros ao sul de Cairo. segundo os dados oferecidos pelos diversos autores. Nilo Branco e Nilo Azul e seus afluentes.300 quilômetros. Há mais cinco outras cataratas no Alto Nilo que não permitem a navegação. a narrativa bíblica ao assunto. oferecendo novos dados sobre a dispersão dos judeus pelo mundo então. a ilha Elefantina também era o posto militar mais avançado do governo egípcio na direção sul. antigamente chamada Yeb.10. nascendo nas montanhas da Armênia..) Este é o rio que.11 4. pois as escavações nela efetuadas mostram vestígios de fortificações que abrigavam guarnições militares.2 Tigre ou Hidequel (Gr. que fica em frente à ilha. Nos tempos remotos ele desaguava .

Também o Eufrates nos tempos antigos desaguava diretamente no Golfo Pérsico. segundo diversos autores. As suas nascentes acham-se no maciço montanhosos na Armênia. hoje despeja suas águas no Eufrates. na margem direita. 4. 4. tornando assim o vale da Mesopotâmia estgremamente fértil. ou BaixaMesopotâmia. e no seu terço inferior.diretamente no Golfo Pérsico.Hoje cerca de 160 quilômetros ao norte do referido golfa junta-se com o rio Tigre e daí em diante é chamado Shat-elArab. O curso total do rio também varia entre 2. De início o rio corre para o ocidente. devido ao aluvião formado na Baixa-Mesopotâmia. Fora os primeiros capítulos de Gênesis. Na época da maior glória do domínio hebreu. desaguando no Mar Morto. pouquíssimas são as referências bíblicas ao Tigre.Seu percurso totaliza cerca de 340 quilômetros e atravessa dois lagos: A)Meron e B)Galiléia.. o rio Eufrates era o seu limite nordeste.4. A depressão começa desde três quilometros ao sul das águas de Meron e continua cada vez . da terra santa inúmeras vezes referido nas escrituras sagradas. Em sua margem esquerda. quando a sua cidade (Ur dos Caldeus) era porto marítimo. foi construído pelos antigos um sistema de canais. cuja história começa no terceiro milênio a. especialmente na região sul. na altura do seu terço superior. o Golfo Pérsico tenha cerca de 250 quilômetros. Aparentemente esta diferença se explica pelas mesmas razões citadas com referência ao comprimento do Rio Tigre. Eufrates Também conhecido como “Grande Rio”.3.330 quilômetros. Devido à diferença de nível do Eufrates e do Tigre. Calcula-se que desde os tempos de Abraão.A peculiaridade do Jordão é que este é o único rio do mundo cujo leito é inferior ao nível do mar. C. atravessando a célebre cidade de Babilônia a cerca de 140 quilômetros de seu estuário. fica a cidade de Bagdá. Depois toma a direção sudeste. Jordão Este é o rio.É formado por várias nascentes nas encostas noroeste e oeste do Monte Hermom. ficam as ruínas da antiquíssima cidade de Nínive. que daí pra frente recebe o nome de Shat-el-Arab.880 e 3. Todos os dois rios depositam uma faixa de terra no fundo do Golfo Pérsico fazendo-o recuar. chegando a uma distância de apenas 93 quilômetros do Mediterrâneo. também chamada Caldéia. mas. Também constituía o limite ocidental da Mesopotâmia.

1. Heraboth – lugar devastado. 1) Shur. tendo a linha do Mar Morto-Golfo de Ácaba como divisória: 5. trata-se de uma depressão de 826m. bem como da formação de Moisés. em conseqüência de destruição. os palestinicos veremos quando tratamos da geografia da palestina. A idéia de deserto entre os antigos Judeus abrangia três aspectos distintos.20). que alguns identificam como o de Etam (Ex 13. que é o prolongamento do anterior na direção sul da costa oriental do mesmo mar. bem como a parte oriental da mesma até . São eles: Leontes e Orontes. relacionados com a Bíblia podem ser divididos em dois grupos. Alguns identificam como o de Etã (Ex 13. desértico. onde não há possibilidade de sobrevivência animal ou vegetal.mais acentuadas até chegar a 426m no Mar Morto.2). sendo a mais profunda do globo terrestre. abrangendo o terço médio da mesma. estende-se pelo noroeste da península do Sinai. DESERTOS Na bíblia encontramos várias referencias a desertos. Midbar ou Arabah deserto com certas possibilidades de vida animal e vegetal que. Há outros três grandes rios no Mundo Antigo. porém sem importância para a Geografia Bíblica. a saber: Yeshimon – deserto absoluto. Aqui abordaremos os desertos extrapalestínicos. cuja profundidade chega a 400m. Os desertos extrapalestínicos da Palestina. O primeiro correndo no seu último trecho pelo limite norte de Canaã e o segundo banhando a cidade de Antioquia – e Tibre. abrange toda a parte sul da península. É o caso de cidades destruídas pela guerra. (Mais adiante. incluindo o monte Sinai. 3) Sinai. 2) Sin. Os israelitas peregrinaram 40 anos em desertos deste tipo. na Itália. Portanto. 5. em cuja margem esquerda fica a cidade de Roma. que se efetuou especialmente nos desertos do Êxodo.2). e isto em virtude das peregrinações dos patriarcas e do povo de Israel. o grande guia do povo de Deus.(Ex 15. ao largo da fronteira nordeste do Egito e costa oriental do Mar vermelho (Golfo de Suez). o Jordão será apreciado com mais detalhes). na época chuvosa do ano transformava-se em campo viçoso procurado pelos pastores para pastagem de seus rebanhos. O Grupo do Oeste. na Síria. quando tratarmos dos rios da Palestina.

Este é um pequeno deserto em torno da cidade de Berseba o marco meridional da Terra Santa. faziam-se feiras livres e outras . Quanto ao planejamento das cidades antigas. 5. 6. a nordeste do mesmo mar. extrapalestínico.2. 1) Indumeu. A parte principal no interior da cidade era o palácio real. CIDADES O estudo das cidades do mundo antigo requer que as dividamos em dois grupos: a) grupo extrapalestínico e b) o grupo palestino. deslocandose um pouco para nordeste da mesma. fica a sudeste do Mar Morto. são desertos de pouquíssima importância histórica e que são mencionadas apenas acidentalmente. A esta altura do nosso estudo vamos focalizar as do primeiro grupo.1 Descrição Geral Entende-se por cidades bíblicas aquelas que de alguma forma são relacionadas com a história bíblica. em praças ou largos. Segundo o Dicionário da Bíblia. descrevendo a célebre cidade de Babilônia. fica a leste do Cades. o grande historiador Heródoto. Sobre os muros do palácio e da cidade haviam torres e vigias permanentes. pequena área que fica ao norte do parã e leste de Shur. de John D. igualmente a sua largura. 4) Diblat. 7. 5) Cades. localizado geralmente bem no centro. Berseba. 5. 5) Beser. de forma retangular. 4) Parã. A altura desses muros variava de acordo com a importância e o tamanho da cidade. diz queos seus muros tinham “a espessura de 50 cúbitos reais. 2) Moabe. em estilo de fortaleza muito resistente. ainda que não mencionadas especificamente. O Grupo Leste. ou seja. 6) Zim. A expressão “de Dã a Berseba” era maneira de definir a extensão norte-sul do território Palestino. que correspondente a 20 metros e a altura de 200 cúbitos reais. Junto delas. Porém antes façamos uma descrição geral das cidades bíblicas.o fundo do Golfo de Ácaba. também conhecido pelo nome de Negeb. cuja localização é desconhecida. As portas eram poucas em cidades menores e numerosas em maiores. ou Cades-Barneia. Estes dois últimos desertos constituíam o limite sul da Palestina. o elementos fundamental era o muro protetor queabrigava a cidade dos ataques dos inimigos. 3) Quedemote. ou 112 metros”. cobre todo o centro da península. Davis. ao norte de Moabe.

é que seriva para todos estesfins. Em algumas cidades a praça central. constituindo. Cidades Principais do Grupo Extrapalestínico Destacam-se neste grupo. a exibição do poderio econômico. abandonavam os seus campos e recolhiam-se nas cidades ao abrigo de suas muralhas. porque constituíam o refúgio das populações rurais ou agrícolas. com as suas peças amplas. Em segundo lugar. constituíam as cidades militares para obstar a invasão dos inimigos. com poucas divisões e mobiliário modesto. numerosas cidades em vastas regiões planas. Ao passo que as casas dos pobres eram simples. Estas. ainda que a pedra fosse mais comum. pela sua importância e relação com os hebreus e com o cristianismo primivito. As ruas das cidades antigas eram estreitas e geralmente escuras. as seguintes: . Na Palestina também os dois elementos eram comuns nas construções das cidades. bem como as assembléia dos cidadãos e os julgamentos. e em lugares férteis. junto de nascentes de águas. As residências dos ricos eram geralmente miniaturas de paláciao real. porém. vasos etc. eram muito úmidas e sujas devido ao lixo das casas que era despejado nelas. embora fosse usado também o tijolo de barro. estatuetas. Havia. eram construídas sobre montes ou elevações onde a posição contribuía para a sua defesa. como colunetas. muitas delas. ou seja. junto a alguns oásis ou poços. Entre estas pode-se mencionar Jericó junto do vau (passagem rasa) do Jordão.transações comerciais. geralmente. as cidades eram duplamente notáveis. devido às pontes que ligavam as casas de ambos os lados. por exemplo. por onde os exércitos dos inimibos do leste obrigatoriamente tentariam invadir a terra de Canaã pelo sudeste. junto do palácio real. Assim. As casas e o mobiliário variavam de acordo com as posses dos proprietários. Em primeiro lugar. tendo sido construídas em lugares estratégicos ou passagens obrigatórias que davam acesso às regiões menos defensáveis. predominava o barro. A localização das cidades geralmente obedecia às conveniências da população. Quanto a importância. seus jardins bem tratados. A não ser em cidades grandes. em tempo de guerra. suas piscinas e objetos de ornamentação.Na Babilônia. o material empregado na construção das cidades dependia do predominante na região. as ruas não obedeciam a qualquer planejamento. Já no Egitoera a pedra o material principal. tijolos de barro secados ao sol ou queimados.

Situada ao sul da Babilônia ou caldeia. Segundo Gênesis 10. Segundo Jonas 3. cerca de 20 quilômetros ao sul de Cairo capital do Egito. 4.11 foi uma das cidades mais antigas da Assíria. Os judeus que permaneceram na .3. Ninive. As pirâmides egípcias mais famosas ficam perto desta cidade. Foi tomada pelos babilônios em 612 A. Através dos séculos tem sido a Capital da Síria.C. primeiro rei do Egito mencionado na historia. Conforme a tradição. por se tratar de um ponto de entroncamento das estradas que culminavam Egito e Arábia com Assíria. levava-se três dias para percorer (atravessar?) a cidade. Damasco teve por fundador Uz. Com a mudança do leito do rio Eufrates e ascendência da cidade de Babilônia que ficava a 25 quilômetros de Babilônia ao norte. 2. agrícola e comercial de grande importância. Menfis.Geralmente os hebreus e outros estrangeiros nas suas condiçõesincluíam as cidades vizinhas que confinavam com Ninive como seus subúrbios. segundo as escavações arqueológicas (o Golfo Pérsico antigamente ia até Ur).1. antidiluviana. localizada na margem ocidental do Nilo. Cidade natural do patriarca Abraão. Notável Por se constituir centro estratégico para o comércio do mundo antigo. teria sido edificada por Menes. Babilônia e Roma (via Éfeso. neto de Sem. Ur.17). centro industrial. que habitava aquelas regiões (provavelmente o cenário da historia de Jô). localizada ao sul da Síria. Tornou-se a capital do mundo no período áureo do império Assírio.13). no planalto oriental do Ante-Libano. hoje chamada Mugheir (perto das escavações da antiga Ur). foi perdendo a sua importância. segundo Heródoto. Damasco. 50 quilômetros ao norte da confluência do rio zabe com aquele. Ficava a margem oriental do Tigre superior. na Ásia Menor). Segundo os historiadores “a cidade viva mais antiga da terra”. 3.Dois dos livros proféticos do antigo testamento tem Nínive por objetivo: Jonas e Naum. terminando assim a sua glória. Os hebreus a conheciam pelo nome de Nofe (Is 19. A cidade mais importante do Egito sentetorial que. Nas escavações arqueológicas de Ur temos as mais antigas evidencias da cultura sumeriana. porto marítimo. É citada frequentemente nas Escrituras Sagradas em que as referências vão desde os dias das peregrinações de Abraão (Gn 14) até o tempo do apóstolo São Paulo (Gl 1.

1). conforme provam as escavações em suas ruinas que hoje ficam a cerca de 250 quilômetros do fundo do Golfo Pérsico) A época de seu maior esplendor foi o tempo do rei Nabucodonosor. 51:58. Segundo Heródoto. construídas de tijolos com argamassa de betume com 250 torres e 100 portões de cobre. o Grande. C. terminou os seus dias em 323 a . pois que Ur. D.quando o povo de Judá foi levado cativo para aquela região. É certo que ficava na região chamada Arã-naaraim.citado por J. cidade do Patriarca. A antiga e bela capital do famoso império babilônico. século 6 A. Babilônia. podemos imaginar o que eram os muros de Babilônia. 5. tratava-se de um importante centro militar e comercial. depois da destruição de Jerusalém pelo rei babilônio Nabucodonozor. pelo que se pode concluir de alguns dados arqueológicos. Entretanto. Conforme Jeremias . 7.10). Foi na cidade de Babilônia que Alexandre.portanto nos dias do profeta Daniel. mais tarde fugiram para o Egito e se estabeleceram em Menfis (Nofe) e mais outros pontos daquele país (Jr 44.as muralhas que cercavam a “cidade maravilhosa” do mundo antigo eram duplas e tinham cerca de 28 metros de largura e até 112 metros de altura e 96 quilômetros de extensão. muralhas quase inexpugnáveis etc. Ásia Menor. notável pelos seus maravilhosos palácios. Hoje no localda antiga capital do Baixo Egito achamse duas aldeias. Babilônia. 6.C. jardins suspensos. Arã. Egito (via Palestina) e Síria.As suas origens pré-históricas remontam aos dias de Nimrode (Gn 10. no planalto sentetorial da Mesopotâmia.Palestina. Poucas informações temos desta cidade. onde permaneceram por algum tempo Terá e seu filhos depois de deixarem Ur. em torno do local da torre de Babel. Jerusalém: (Ver estudo adiante sobre cidades principais do Grupo Palestino) . ou seja. ou Padã-arã.. historiador grego . Davis em seu Dicionário da Bíblia . ponto de convergência dos caminhos da Assíria. Esta cidade foi edificada sobre as duas margens do rio Eufrates. cerca de 500 quilômetros a noroeste do Golfo Pérsico (250 quilômetros ao tempo de Abraão. era cidade marítima.

C. Foram eles que fundaram Cartago. um dos notáveis pais das Igreja Cristã. era pai de Jezabel. C. fundada em 1156 a. transferindo-se mais tarde para uma ilha próxima a fim de resistir melhor aos constantes ataques dos inimigos. (At 27. É mencionada muitas vezes nas Escrituras Sagradas. Etbaal.3) onde tinha amigos 10 Atenas. As As referencias . a terrível mulher de Acabe. Outra cidade importante e muito antiga da Fenícia.8. Atenas era celebre como centro da ciência. cerca de 30 quilômetros ao norte de Tiro. Este é o nome da capital da Ática. da literatura e das artes do mundo antigo. tanto no Antingo quanto no Novo Testamento. manteve estreita amizade com Israel. Sidon. Hirão. o Grande. não mantiveram as mesmas relações com os hebreus como os de Tiro. A importância desta cidade foi tão grande que os historiadores da antiguidade freqüentemente referiam-se aos sidonios como sinônimo de fenícios. Mas Alexandre. que morreuem 254 d. sua fundação remonta a 2750 a. parece. rei de Israel. muitas vezes.C. os sidonios. o rei de Tiro. foi sepultado na basílica cristã de Tiro.C. sendo seu porto comercial mais próximo Falero. Paulo tocou em Tiro no final de sua terceira viagem missionária.. quando de sua viagem a Roma. ajudando comsua madeira e artíficesa construir os palácios e o templo (2Cr 2. Tiro. Segundo pode-se concluir das referências biblícas. onde havia um grupo de cristãos. Foi arrasada. pelos conquistadores. Hoje seu nome é Saida. Paulo atracou neste porto. na África setentrional.1 – 16). O nome moderno desta cidade é Sur.Orígenes. Foram as cidades fenícias Tiro e Sidom as únicas em território estrangeiro que Jesus vistiou durante o seu ministério terreno (Mt 15. distante ceca de nove quilómetros do Mar Pireu. depois de sete meses de cerco. Conforme relatos de escritores e historiadores antigos (Hérodoto e outros). que em 1834 tornou-se a capital de todo reino da Grécia. que mantinham relações com regiões as mais distantes. atraindo inúmeros estudantes de todas as regiões. 21 – 31).C. Foram os Tírios navegantes e comerciantes famosos. porto marítimo do Mediterrâneo.. Um dos reis sidonios. um dos estados da Grécia. 9. tomou a ilha de Tiro em 332 a. tendo construído um molhe através do estreito que a separava do continente. Ao tempo de Davi e Salomão. Cidade antiga e muito importante da Fenícia. é freqüentemente referida na Bíblia. no século 9 a. De início a cidade foi edificada sobre um pequeno promontório. e reconstruída.

C. Paulo. A cidade mais importante da costa ocidental da Ásia Menor. universalmente aceita. 15 – 18. 8 – 10) entre os anos 54 e 57 d. localizada na margem direita do rio cayster.. . seu teatro com capacidade para 25 mil pessoas assentadase seu hipódromo eram de fama mundial. ficou ali durante dois anos e três meses (At 19. Era a um só tempo o porto mais importante do Egeu oriental. aos Filipenses.. na província de Lídia. Ao tempo do apóstolo Paulo a “Cidade Eterna” como é chamada já possuía cerca de 1 milhão de habitantes. A data de fundação. aos Colossences e a Filemom. realizando o seu maior trabalho missionário. cuja origem remonta ao século 11 a. Famosa por ter sido a capital política e cultural do mundo por vários séculos. edificada sobre sete colinas.C. na margem esquerda do rio Tibre. 1 Ts 3. 12 Roma. Cidade das mais antigas da península itálica. 11 Éfeso. a capital da Ásia Proncosular e o entrocamento das duas estradas mais importantes (leste – oeste e norte – sul) da grande península ao tempo dos romanos.C. 1. na costa ocidental da península.1). Seu magnífico templo consagrado à deusa Diana (Ártemis dos gregos). é 753 a. Paulo esteve preso em Roma durante dois anos e dali escreveu quatro epistolas: aos Éfesios. a 24 quilômetros da desembocadura deste no mar Tirreno. reconhecendo a importância estratégica de Éfeso.bíblicas a esta cidade são todas elas relacionadas com a obra missionária de Paulo (At 17. que levou 220 anos para ser construído e tinha 55m de largura por 122 m de comprimento. cerca de 18 quilômetros da desembocadura deste com o mar Egeu.

através dos tempos. GOEGRAFIA FÍSICA DA PELESTINA 1. Nome cuja origem uns atribuem a Éber.PARTE II A PALESTINA 1.1.1 Nomes A região que nós conhecemos pelo termo Palestino tem recebido. pois os amorreus são descendentes dos cananeus.1.1.4.2 Terra dos Amorreus. 1. Esta designação ocorre com freqüencia no Antigo Testamento e significa "terra pertencente aos descendentes de Jacó" a quem o Senhor colocou o nome e . patriarca importante de quem descende Abraão. 1. a preferência dos descendentes de Canaã pelas planícies. Canaã e sua decendência. 1. como nos escritos profanos. De muitas passagens bíblicas depreende-se que este era o nome para designar o território entre o Mediterrâneo e o rio Jordão. 1. É outro nome antigo que.( o grande divisor natural de regiões do antigo Oriente) e cujo descendentes vieram a torna-se donos da terra. alusão à circunstância de que Abraão veio de um país situado do outro lado do Rio Eufrates. Terra de Israel ou Terra dos Israelitas. termo que significa "o do outro lado.Terra dos Hebreus. e outros a Haber ou Habirú.1. bem como tem sofrido alterações quanto à sua extensão.3.1. tanto no Antigo Testamento. designado assim. designa a mesma região territorial conhecida como Canaã. Provavelmente. nomes diferentes. Literalmente significa “habitante de terras baixas”. ou do além". Canaã ou Terra de Canaã É o nome mais antigo por se tratar da terra habitada pelo neto de Noé.

1. Após o cisma.de cujos doze filhos formaram-se as doze tribos que constituíram o povo de Israel. após a conquista. Palestina era o nome mais usado. este nome passou a ser usado para designar todo o território comprometido na benção de Jacó ( Gênesis 49:8-12) e seus habitantes foram chamados de "judeus". a terra habitada pelos filisteus.1.6. na distribuição da terra de Canaã.8. a 30º latitude norte. Posteriormente figuras como Plinio e Josefo passaram a chamar por este nome toda a região de Canaã. banhada pelo Mar Mediterrâneo (extremo leste) em toda a extensão do seu limite ocidental. Depois da divisão do reino de Israel. assim formando o Reino de Judá. Terra de Judá ou Judéia. 1. Localização Localizada no continente asíatico. (Gênesis 12:1-4). 1. ministério e sacrifício do Filho de Deus em favor dos homens. A princípio este nome se referia somente à área que. por ter sido aquela terra palco de maravilhas divinas.1.5. ao largo do Mar Mediterrâneo até o Egito.1. tocou por sorte à tribo de Judá. 1. Desde os tempos do domínio romano até os dias que precederam a fundação do moderno Estado de Israel. particularmente do nascimento.7. Quando o povo de Deus voltou do cativeiro babilônico e reorganizou a sua vida nacional. Na Bíblia este nome é dado a uma faixa de terra a sudoeste de Canaã. Palestina Este nome deriva-se do termo Filístia. mais ou .Terra Santa. 1. É o nome dado a terra de Canaã por causa da promessa de Deus feita a Abraão.2. É a designação dada pelo profeta Zacarias em (2:12) e pelos cristãos desde a Idade Media.este nome aplicava-se apenas ao Reino do Norte. Terra da Promessa ou Terra Prometida. quando de sua chamada.e na qual Deus estabeleceu o seu servo e sua descendência. nesta designação incluía-se também a área pertencente à tribo de Benjamim.1.ou seja.

1 Planícies . ao Sul – com Arábia. Superfície A superfície da Palestina variou consideravelmente no decorrer dos tempos. a Oeste – com o mar Mediterrâneo. as devastações sofridas pela Palestina em repetidas ocasiões durante a sua história. ora sendo mais extensa. 1. e do ponto de vista político. a Palestina constituía-se num centro de gravidade para mundo e as civilizações da antiguidade. Limites A Palestina limita-se: ao norte com a Síria e Fenícia. bem como entre o Norte e o Sul.4. Comparando com as superfícies dos estados brasileiros. Naturalmente estes são os limites médios ou prevalecentes da história política da Palestina. ao Leste – com partes da Síria e partes da Arábia.5. havendo épocas em que eles sofriam algumas modificações resultantes das conquistas ou perdas nas lutas com as nações vizinhas.ora sendo mais reduzidas. 1. 4 Planalto Oriental. ou zona montanhosa de Galaad. ficava na rota obrigatória do trafego entre o Oriente e o Ocidente. 2 Região montanhosa central.de aproximadamente 250 quilômetros e largura media de 120 quilômetros. sendo o seu comprimento em direção do norte para o sul . Entretanti em termos médios. Do ponto de vista comercial.5 Topografia De um modo geral os geógrafos modernos costumam dividir a Palestina em quatro secções longitudinais: 1 Planice da costa do Mediterrâneo. igualmente passagem inevitável dos exércitos conquistados das grandes portências ao seu redor. (desrto arábico).3. 1. quando foi invadida pelos reinos ao seu redor. podemos dizer que a sua superfície é de cerca de 30 mil quilômetros quadrados. 3 Vale do Jordão. Como nos dias dos reis Davi e Salomão.menos equidistante dos pontos principais do Mundo Antigo. a Transjordania. quando pela conquista anexaram-se vários territórios vizinhos. Para um estudo mais detalhado da topografia da Palestina vamos seguir o esquema a baixo: 1. a Palestina era um pouco maior que o Estado de Sergipe.

no sudeste da Palestina. As cinco cidades principais dos filisteus. De modo que a cidade empresta o seu nome tanto a planície que se estende para o noroeste da mesma. cujo o nível é ligeiramente mais elevado que a da planície da Filistia. bordejando a Baía do Acre. com cerca de 75 quilômetros de comprimento por 25 de largura. que foi a capital do Reino do Norte ao tempo de Acabe e Jezabel. uva e oliva. Eram as fortalezas da planície. produzindo em abundância cereais e frutas. entre Jope e Gaza. eram: Gaza. Está situada entre os montes da Galileia e os de Samaria. (3) Planície da Filístia ou marítima– A faixa de terra habitada pelos filisteus. No ângulo suleste da planície fica o local da antiga e importante cidade fortificada de Jesreel. Para o leste desta cidade desce o Vale de Jesreel até atingir o Jordão na altura de Bete-Sea. Ascalom e Gate. a planície que traz este nome é considerada a maior da Palestina e a mais famosa.(1) Planície do Acre ou Aco – região do extremo noroeste da costa palestínica. (4) Planície de Sefelá – Região situada entre a planície da Filístia e as montanhas de Judá ao oriente. produzindo principalmente trigo. Confluência de três vales. Azoto. também chamada de Armargedon – Embora possa também ser classificada como vale. pela sua extensão e aspecto do conjunto é preferível qualificá-la de planície. é o mais importante. via de comunicação natural entre Damasco e Mediterrâneo. alargando-se para o noroeste até as fraldas do Monte Carmelo e sul dos Montes Líbanos. ou seja. semeada de colinas baixas e muito fértil. Devido a sua posição estratégica. Jesreel. como ao vale que toma a direção leste. (2) Planície de Sarom – Região compreendida entre o monte Carmelo e a cidade de Jope. ao sul da Fenícia e que se estende até o Monte Carmelo. Ecron. a planície foi palco de inúmeras batalhas desde os dias de . junto da costa sul. alargando-se na direção das montanhas da região central à medida que avança para o sul. dos quais o central. fortemente muradas. Esta planície é particularmente conhecida pelos famosos lírios e outras variedades de flores. (5) Planície de Jesreel ou Esdralon. Região muito fértil.

Gideão. 426 metros a baixo do nível do Mar Mediterrâneo. É o vale que chega a maior profundidade de toda a face da terra.Armargedon. Situa-se na região de Sefel. desembocando no Mediterrâneo ao norte do Monte Carmelo. a de Genezaré etc 1. que significa “Montanha de Magedo ou Megido” é uma associação de fundo histórico com sangrentas batalhas ocorridas perto da cidade de Megido. e termina no vale do Jordão na altura de Bete-Seã. (Ap 16. como a de Jericó. . que lhe empresta o nome. a de Moabe. Este fica entre as terras de Judá e Benjamim. cerca de 100 metros. que serpenteia pelo mesmo. (3) Vale de Açor. (2) Vale de Jesreel. (4) Vale de Aijalom. O nome profético desta planície . no qual se deu o apedrejamento e queima de Acã e toda a sua família. alargando-se para 3 quilômetros logo a baixo do Mar da Galileia. Existem outras planícies menores espalhadas pelo interior da Palestina. a 24 quilômetros a nordeste de Jerusalém. para caracterizar as futuras dores e os triunfos do povo de Deus.5. ao sul de Jericó. O vale de Jesreel tem o seu começo nas cabeceiras do ribeiro de Jalud. Po este vale corre o célebre rio Jordão. começando ao sapé do monte Hermom. no extremo sul. onde se deu a vitoriosa batalha de Josué com os amorreus quando o sol . no extremo norte. corta o país longitudinalmente até o Mar Morto. confusão que ocorre frequentemente pelo fato de alguns autores chamarem a planície também pelo nome de Vale deEsdraelon. ao sul da planície. a de Dotam.16). e tornando a estreitar-se pouco antes do Mar Morto. Não se deve confundir este vale com a planice do mesmo nome. Este é o maior vale da Palestina. chegando a 15 quilômetros na região de Jericó. No seu ponto inicial é muito estreito.2. na época dos Juízes. no seu ponto final. de leste a oeste. numa distância de 215 quilômetros em linha reta desde Hermom até o Mar Morto. aqui vamos enumerar e localizar os principais: (1) Vale do Jordão. O rio Quison (Kishoi) atravessa a planície longitudinalmente.Vales A Palestina é terra de muitos vales.

a região de Samária ao centro. ao sul. desde o sul do Montem Hermon até o vale por onde corre o rio Yarmuque.3 Planaltos Dois sãoos planaltos gerais da Palestina: O Planalto Central. (7) Vale de Sidim. b) Planalto de Efraim. em cujas cercanias fixou-se por longo tempo a família de Abraão. tudo faz crer que este é o valoe onde se encontra hoje o Mar Morto. Conforme Gênesis 14. Situado no centro de Canaã.que é como a continuação dos Montes Líbanos. no qual se levanta a célebre cidade de Hebrom. 3 – 10. 1. (1) Planalto Central – Subdivide-se em três seções:a. Sua extensão mede-se em 18 quilômetros de comprimento na direção do Mediterrâneo. Outros vales menores serão mencionados mais adiante em relação a diversos acidentes geográficos. entre os montes Gerizim ao sul e Ebal ao norte. (9) Vale de Moabe. (8) Vale de Siquém. (6) Vale de Hebrom ou Manre. entre Betel e Hebrom. (5) Vale de Escol. a oeste de Hebrom. Neste vale está o poço de Jacó. e o Planalto Oriental. Planalto de Basã ou Auran. famoso pela sua fertilidade especialmente a dos vinhedos. É a região mais fértil para o plantio de trigo e . Fica a cerca de 30 quilômetros a sudeste de Jerusalém. especialmente a pare do sul do mesmo. também subdivide-se em três partes distintas: a.parou sobre Gibeom e a lua sobre o vale de Aijalom. queé a reigão da Galiléia ao norte. A altitude de ambos varia entre 650 e 1. tem cerca de 12 quilômetros de comprimento. Planalto de Naftali. é o vale mais largo dos três “wadis” que desembocam na planice de Moabe a nordeste do Mar Morto.300m. que pode ser considerado como continuação do Ante – Líbano. por 9 de largura. provável região de Sodoma e Gomorra. foi deste vale que os espias levaram a Moisés um cacho de uvas tão pesado que foram preciso dois homens para transportá-lo. c) Planalto de Judá. famoso pelo encontro de Jesus com a samaritana.5. que corre pelo centro do país na direção nortesul. estendendo-se na direção noroeste da cidade de Siquém. 22 – 27. (2) Planalto Oriental – Fica ao oriente do Jordão. Segundo Números 13. correndo na mesma direção do anterior. chamada atualmente Nablus.

Esta já é a região mais rochosa entrecortada de prados de exuberantes pastagens. um Deus transcendente. a Elias no Monte Horebe etc. por ocasião da conquista de Canaã por Israel. também região de grande fertilidade.4 MONTES É interessante notar a atitude dos hebreus para com os montes. ocupando a área mais extensa.5. o qual. A. Neste temor parece que os hebreus expressavam a superioridade. acima do homem. a elevação e a distancia entre a criatura e o Criador. 1. os montes de Basã.a leste da última parte do curso do Jordão e Mar Morto até o rio Arnon. Issacar e Naftali. Montes Palestínicos Propriamento Ditos O estudo dos montes obedeerá a subdivisão dos planaltos já estudados. Também Deus geralmente falava aos líderes do pov onosmontes – assim falou a Moisés no Monte Sinais. Isto certamente concorreu para a formação do conceito que eles tinham de Deus como estando.Monte de Naftali –usada nas antigas traduções da Bíblia designa todo o conjunto montanhoso do norte ocidental da Palestina. Planalto de Gileade. cortado pelo Jaboque. mascomo qual o homem pode ter comunhão. entre Yarmuque e Hesbom. em todos os sentidos. . 1. abrangendo a alta e a baixa Galiléia. os de Gileade e os de Moabe no Planalto Oriental.pastagem de gado. c. deu o nome a toda a região. sendo que a última. Os Montes de Naftali A expressão no singular. mais acessível a este. Podemos dividir os montes da Palestina em dois grupos gerais: Os montes Palestínicos propriamente ditos e os montes transjordânicos.coube às tribos de Aser. Daí nota-se um certo temor pelos montes. Planalto de Moabe. os de Efraim e os de Judá no Planalto Central. depois. Nas tradições mais recentes já se usa a expressão “região montanhosa de Naftali” da qual os quatro montes abaixo destacados são os mais importantes. Assim teremos os montes de Naftali.Neles este povo via a justiça e a grandeza de Deus reveladas na natureza. As numerosas e variadas experiências religiosas e militares frequentemente estiveram relacionadas com os montes. Zebulo. b.

outro para Moisés e outro para Elias. com ampla vista para o Mar da Galileia. julga-se ter sido ali o lugar onde Jesus reuniu os seus discípulos e proferiu o célebre Sermão do Monte.32. um paraJesus. No segundo século da nossa era grandes teólogos pensaram que a transfiguração de Jesus se dera ali.formando um promontório ao sul da Planície do Acre (Acho ou Ashet) e é a única parte do território da Palestinaque avança Mar Mediterrâneo adentro. lugar do desafio lançado pelo profeta Elias aos profetasde Baal e consequente fracasso destes. transformou em três templos.a) Monte Hatin. Seu nome significa “campo fértil. Note-se que este monte ou serra forma . Posteriormente. É de pouca altitude . O ponto mais alto desta serra fica na extremidade sudeste –cerca de 575 metros – em cujas imediações havia um altar antigo. porém. Ao lado norte do monte corre o rio Quison em cuja margem Elias mandou exterminar os profetas de Baal em fuga. razões fortes fizeram crer que a transfiguração teria ocorrido em alguma elevação do lado sul do monte Hermom. d) Monte Carmelo. Na historia do Velho Testamento este monte tem significação importante devido às batalhas ocorridas junto ao mesmo. c) Monte Gilboa. Seus flancos são íngremes e escarpados. razão pela qual também é conhecido como “Monte das Bem-Aventuranças”. a Baía do Acre. Cornos de hatim localiza-se a oeste do Mar da Galiléia. formando. que mais tarde a mãe de Constantino. Por se tratar de lugar pitoresco. chegando a construir em seu topo marcos comemorativos do acontecimento. Na realidade o Carmelo é uma pequena cordilheira com cerca de 30 quilômetros de comprimento por 5 a 13 de largura que pende do Mediterrâneo para sudeste Palestina adentro. referido em Ireis 18.fazendo parte do pequeno conjunto chamado. na parte nordeste da planície de Jesreel ou Esdraelon. localiza-se também na Galiléia.cerca de 180m – tendo no lado oriental uma meseta. ao norte. b) Monte Tabor: Com 615m de altitude. medindo 13 por 5 a 8 quilômetros e altura de 543 metros. jardim” – isto provavelmente devido a proverbial fertilidade que nos tempos idos cobria vastas áreas de sua cobertura. Inesquecível pela morte de Saul e seu filho Jõnatas na batalha contra os filisteus. Este fica a sudeste da planice de Jesreel e tem forma alongada. como sejam: a de Baruque e Débora contra Sisera (z 4) e de Gideão contra os reis midianitas (Jzs 8). coberta de vegetação rearefeita. mas copada.onde se localiza a cidade de Haifa. pouco acima do sopé. Santa Helena.Este é o único monte que se destaca do Planalto Central na direção oeste.

também árido e escarpado. . antiga Siquém.uma barrreira entre as planícies Esdraelom ao norte e Sarom ao sul. respondendo o povo das seis tribos reunidas no Ebal com um amém. e) Monte de Efraim: É a região montanhosa que abrange principalmente a área que coube a tribo de Efraim. os sacerdotes.7. Os mais importantes destes montes são Ebal e Gerizim. fossem pronunciadas as maldições que viriam sobre os infiéis. Fica ao sul do vale de Siquém. fossem lidas as bençãos para os que guardam a lei do Senhor. Uma delas é assinalada como “Gruta de Elias”. o governador.. sob o governo de sambalá. o templo fosse destruído por João Hircano. tem uma atitude de 300 m acima do vale (1. depois do cativeiro babilônico dos judeus. nos dias de Jesus ainda os samaritanos continuavam a celebrar o seu culto no alto do monte Gerizim (Jo 4). as tribos reunidas no Gerizim (Js 8.C. apresentando em seus flancos inúmeras cavernas que pela sua conformação interna algumas parecem (algumas) ter sido habitadas. a) Monte Ebal. 6). Este era genro de Sambalá. porque Josué. É que. com apenas 230m.30 -34). em algumas traduções mais antigas fala-se em singular – Monte de Naftali. Dizem os que tem visitado o vale de Siquém que os dois montes de fato forma uma espécie de anfiteatro em que os efeitos acústicos permitem distinguir num dos montes e no vale a voz de uma pessoa que fala do outro nome. respondendo.015m acima do nível do Mediterrâneo) e é árido e escarpado. os samaritanos. e destenome. em 129 a. reuniu seis tribos num monte e seis no outro. por suavez. Embora mais tarde. Jr 31.28). como se deduz da conversa de Jesus com a mulher samaritana junto ao poço de Jacó que ficava a beira da estrada que passava pelo vale de Siquém. ficando a arca. que hoje é um santuário muçulmano. 27.29. constituindo a Manassés sumo-sacerdote do mesmo. construíram um templo rival ao de Jerusalém. situado ao norte de Nablus. os levitas e os anciãos no vale.5. acima do vale (940m do Mediterrâneo). o Ebal. e fora expulso do sacerdócio judaico de Jerusalém por ter esposado uma mulher estrangeira (Ne 13. com um amém. Também com referencia a esta região.1 – 13). o Gerizim. também conhecidos como o Monte da Maldição e o Monte da Benção. a meia tribo de Manassés e um pouco da de Benjamim. b) Monte Gerizim. para que de um dos montes. Possui uma história particular. conforme determinação de Moisés (Dt 11. bem como Monte de Israel e Monte (ou montes) de Samária (Js 20.

para elevar-se novamente nos arredores de Hebrom. sendo que a mais baixa. A cordilheira apresenta quatro elevações distintas. Mais tarde. c) Monte das Oliveiras. tomou.C. Quando a arca foi transferida para o templo que Salomão construiu no monte Moriá. o aspecto primitivo deste monte. Cerca de um milênio depois. Trata-semais de uma série de elevações. e daí por diante designava freqüentemente toda a cidade de Jerusalém. elevando-se mais na região deJerusalém. logoquesefez rei de todo o Israel.É um monte com cerca de 800m de altitude. ou . devido a sua posição privilegiada. e finalmente perder-se nos desertos de Zim e de Edom.9. mais baixa era chamada Ofel. se prestava bem para a defesa da cidade de Jerusalém e que Davi. foi profundamente alterado através dos séculos pelos aterros e edificações. com cerca de três quilômetros de comprimento. Hoje não há dúvida que a fortaleza achava-se sobre Ofel.1).comandando os homens da tribos de Judá e Benjamin (em cujos termos achava-se a cidadela até então não conquistada). este nome deisgnava não propriamente um monte. Fica a leste de Sião. Até algumas décadas atrás discutia-se sobre Sião ou Ofel estava a antiga fortaleza dos jebuseus que. separado deste pelo Vale de Tiropeon. sendoque a parte sul. em sua forma singular. que corre do norte para o sul no lado oriental do vale de Cedrom que o separa do monte Moriá. desde 798 até 900m (parce que a primeira é a mais aceitável). Todo o conjunto montanhoso que se estende ao sul dos montes de Efraim é denominado na Bíblia Montes de Judá.As principais elevações que devemos considerar neste conjunto montanhoso são as da região de Jerusalém (ou Aglomerados de Jerusalém). o mais alto dos montes da cidade de Jerusalém. este monte passou a ser considerado monte sagrado. Várias são as atitudes atribuídas a este monte. fazendo dela a capital do seu reino (2Sm 5.Geralmente é aceito que foi neste monte que Abraão levantou um altar e preparou-se para sobre o mesmo sacrificar o Isaque. 10). Este monte faz parte de uma pequena cordilheira. Segundo Gênesis 22. “o nome Sião compreendia também o templo”.. baixando-se depois na direção sul. Monte de Judá. a) Monte Sião . Os montes de Judá. ou ainda Montanhas de Judéia. seu único filho (Gn 22. a que fica defronte do monte . b) Monte Moriá. separada por vales formosos opor onde correm riachos com suas vertentes para o Mediterrâneo ou para o Mar Morto. mas sim.2. 6 – 10). É de forma alongada e pende na direção norte-sul. uma região. tendo Davi levado para Sião a arca. principalmente no seu lado ocidental. Salomão construiu nesse mesmo lugar o famoso tempo de Jerusalém (2Cr 3.

indo até a parte norte do Mar Morro. b) Monte de Galaada ou Gileade. É este o monte das Oliveiras propriamente dito.e cuja cama de ferro media cerca de 4 m de comprimento por 1.15. 2. Na parte sul há uma montanha mais elevada. Montes Tranjordânicos Estes também chamados Montes do Planalto Oriental (ou Montes de Galaada ou Gileade). Foi deste monte que Jesus. Outro conjunto montanhoso. Não se trata de uma certa elevação e sim de um largo e fértil conjunto montanhoso na parte norte. com apenas 98m acima do nível do Mediterrâneo. 120 metros acima do Cedrom e cerca de 60 metros sobre o platô do Templo no monte Moriá. limitado ao norte pelo Hermon. ao sul de Yarmuque. esta região coube a meia tribo de Manassés. Vários eram os caminhos que rodeavam o monte. a qual os Arábes chamam . levando os viajores para Betfagé. olhando para a cidade de Jerusalém. de forma levemente arredondada. Para este monte Jesus se dirigiu muitas vezes. Planalto Oriental. Nos dias de Abraão esta parte da Transjordania era habitada pelo povo de gigantes chamados Refains. a leste pelo deserto da Síria e parte do deserto da Arábia. igualmente podem ser agrupados nas três regiões distintas em que se dividem as terras para o oriente do Jordão. chorou sobre ela. alguns deles passavam pelo seu cume.morto pelos israelitas ainda sob o comando de Moisés . A tradição assinala como local onde Jesus foi tentado logo após seu batismo. Betânia. dividido ao meio pelo ribeiro de Jaboque. tem 820 metros de altitude acima do nível do Mar. pois se encontra já na depressão do Vale do Jordão. pronunciando as palavras proféticas referentes à sua destruição (Lc 19.Moriá. ao sul pelo Vale de Yarmuque e a oeste pelo Jordão e Mar da Galiléia. d) Monte da tentação ou da quarentena. a) Monte de Basã. Na sua base ocidental fica o jardim de Getsemane e nos seus flancos há abundancia de oliveiras. Na conquista.5 possa nos levar a aceitação do que diz a tradição. 28-44). embora a inferência por Lucas 4. Jericó e outras partes do Oriente.11). As escrituras não o identificam. cujo último rei foi Ogue . porém 320m acima de sua base.80 de largura (Dt 3. É o monte a que se refere o Salmo 68. Fica cerca de 29 quilômetros a sudeste de Jerusalém.

entretanto não há certeza disto. até então dominado pelos amorreus. assim impedindo a aproximação de navios de . Dt 2. Esta região coube à tribo de Gade por ocasião da conquista e foi o primeiro território conquistado pelos Israelitas (Nm 21.6 Hidrografia A Hidrograma da Palestina pode ser dividida em três partes. Este monte fica pouco a nordeste de Nebo. lagos e rios. como era o desejo de Balaque. Esta foi a terra de Elias. chamado “montes de Abarim” com as seguintes elevações: a) Nebo ou Pisga (Dt 34. A cerca de 15 quilômetros ao leste da foz do Jordão e por trás da planice de Moabe. esta parte da Transjordânia era conhecida como Peréia. Também conhecido na Bíblia como o Mar Grande e “Mar Ocidental”. 1. Talvez este fosse o monte que deu nome a região toda. A linguagem bíblica parece que usa a designação Monte de Gileade com referência à região toda. No tempo do Novo Testamento. É de pouca profundidade na costa palestina. Este Mar banha toda costa ocidental da Palestina. Balaão contemplou o acampamento de Israel na planície e o abençoou pela terceira vez. cujo rei era Seom. 24. 25). Do cume deste. 28 – 24.1). com 800m de altitude. mares.5. 36). rei de Moabe (Nm 23. quando era para ser amaldiçoado. que é um conjunto de elevações da parte central do Planalto Oriental. destacando-se o conjunto mais próximos do Mar Morto. a saber. o fato é que a região ocupada por moabitas ao sul da Transjordânia e ao oriente do Mar Morto é bastante montanhosa.de Jeber Jilade. apontando este último como um pico daquele. 1 Mares (1) Mar Mediterrâneo.Ainda que não se encontre na Bíblia uma expressão precisamente Montes de Moabe e sim “campo de Moabe” e “país de Moabe”.1).1-6). de onde Moisés contemplou a Terra da Promessa e onde morreu (Dt 34. c) Montes de Moabe. Alguns autores fazem distinção entre os montes Nebo e Pisga. o grande profeta de Israel (IRs 17. b) Monte Peor.

Mar do Arabá e Mar da Planície (Dt 3. Por suas águas navegou o apóstolo Paulo mais de uma vez em suas viagens missionárias. das quais destacamos Chipre. Mar Morto. onde há um pequeno promontório com um alinha de arrecifes.11).1). parece tiveram lugar no sul do Mar Morto.Também conhecido pelos nomes de Mar de Quinerete (Nm 31. É o segundo lago equilibrador das . as populações adjacentes o tem chamado de mar. na mais profunda depressão do globo. Asfaltite (Josefo). hoje coberto por um pantanal betuminoso. Entretanto. destinados à construção do templo de Salomão em Jerusalém. com cerca de 25% de salinidade. entre os montes de Judá e os montes de Moabe. “Mar de Ló. “Mar Oriental”. do ponto de vista político-militar. em razão das enormes jazidas de sal no sul e da excessiva evaporação. 2) Mar Morto – Também conhecido pelos nomes de “Mar Salgado”. Jl 2. chamada Lisã ou língua. Pausanias (grego) e Justino (romano). com seu nível a 426m abaixo do nível do Mediterrâneo e com 400m de profundidade máxima que se verifica na parte norte. As suas águas são as mais densas da superfície da terra. Fica na foz do rio Jordão. preferindo estes os portos fenícios. II Rs 14. razão por que o Mediterrâneo não funcionava para Israel como caminho marítimo. devido a esses arrecifes e os bancos de areia.1) e Lago de Genezaré (Lc 5. foi lhe dado pelos geógrafos e historiadores antigos do século II da nossa era. As suas costas são mais planas no lado ocidental e bastante acidentadas e escarpadas no lado oriental. Mar de Tiberíades (Jo 21. O fato bíblico mais importante relacionado com este mar é a destruição de Sodma e Gomorra. O seu nome atual. devido ao aspecto triste e desolador que domina a região. O único porto do Mediterrâneo de que se valiam os israelitas era Jope. 3) Mar da Galiléia . É de forma ovalada.25.17. o Mediterrâneo constituía para a Palestina uma vasta defesa natural de sua fronteira ocidental. mas. Creata e Malta.maior calado mesmo dos tempos antigos. era de pouca procura pelos navegantes. Por este mar foram levados os famosos cedros do Líbano para Jope. Neste mar ficam as ilhas referidas na Bíblia. Na parte sudeste (na altura do terço inferior) há um promontório ou península. medindo 76 quilômetros de comprimento na direção norte-sul e 17 quilômetros de largura. Assim.20. Neste mar foi lançado o profeta Jonas quando fugia da missão recebida. Na verdade tratase de um lago de água doce formado pelo rio Jordão. antes o isolava do mundo. cidades que. devido as suas dimensões avantajadas e temporais violentos que freqüentemente o agitam.

O clima da região. especialmente ao norte. como Cafarnaum. sendo o primeiro o de Meronm que fica 20 quilômetros ao norte. enquanto do lado ocidental e na direção noroeste estendem-se planícies férteis com cidades importantes. As cidades das margens do Mar da Galiléia e as próprias praias e águas deste foram palco de acontecimentos importantes do ministério terreno de Jesus operando milagres. . pronunciando preciosos ensinamentos (Sermão do Monte) e aparecendo aos discípulos após a ressurreição. também conhecido como Águas de Merom (Js 1. na direção do Mediterrâneo.7).26. pouco ao sul da cidade de Aco (mais tarde denominada Ptolemaide e Acre). Corre a sudoeste dos termos de Asser. despejando as suas águas na Baía de Acre. 1) Bacia do Mediterrâneo a) Belus – Segundo se crê. 2) Lagos Um único lago encontramos no território palestínico o Lago de Merom. Genezaré.5. tendo seu nível 225m abaixo do nível do Mediterrâneo e profundidade média de 50 m. apaziguando a tempestade. É torrente que se manifesta somente na época das chuvas. alimentando milhares com a multiplicação de pães. como o Mar da Galiléia. e localizava-se a 20 quilômetros ao Rios Os rios Palestinícos são distribuídos em duas bacias hidrográficas: Bacia do Mediterrâneo e Bacia do Jordão. Magdala. andando sobre o mar. é muito agradável. Corazim. As suas margens do lado oriental são montanhosas. Suas águas são claras e muito piscosas. e modernamente como lago de Hulé (nome árabe). Tiberíades e outras.águas do Jordão. Mede aproximadamente 24 quillômetros de comprimento por l4 de largura. propício à lavoura e pecuária. trata-se de Sior Libnate referido em Josué 19. Betsaida. Também era formado pelas águas do Jordão.

e recolhendo outras águas da Planície de Esdraelom.permanecendo seco o seu leito por quase dois terços do ano.1-5 e 16. mulher filistéia que cavou a ruína de Sansão. sendo os cadáveres dos seus soldados arrastados pela corrente do mesmo (Jz 5. seguindo a direção noroeste. despeja suas águas no Mediterrâneo entre Jope e Acalom. ao passo que no verão são escassas.30). encontramos em I Samuel 23.Este é o mais volumoso de todos os wadis que desembocam no Mediterrâneo. cidade de Dalila. na parte sul da Baía de Acre. a sudoeste de Jerusalém. este wadi. verte no Mediterrâneo sete quilômetros ao norte de Jope.8 e 17. Segundo Juízes 14. e Elias matou os profetas de Baal depois do célebre desafio no Monte Carmelo (I Rs 18. c) Caná . por sinal largo e fértil. d) Gaás . wadi.4.Nascendo nas montanhas de Judá. É um dos chamados Wadis que são abundantes na Palestina. e) Sorec . que atravessa a região de Sarom na direção lesteoeste e deságuam no Mediterrâneo perto de Jope. f) Besor . passa ao largo de Berseba pelo lado sul desta cidade e lança-se no mar à uns oito quilômetros ao sul da cidade . perto do qual foi sepultado o grande líder Josué (Js 24. Quanto às referencias bíblicas ao ribeiro. ao norte da Filistia.30e 1 Crônicas 1. As suas águas são impetuosas e perigosas durante o inverno. b) Quisom (ou Kishon) . o seu nome provavelmente devese a um monte.É outro ribeiro.21). nas proximidades deste rio ficava Timná. Nasce no sul das montanhas de Judá. atravessando a Planície de Sarom.40). são famosos pelos vinhedos de uma espécie de uva síria muito apreciada.Este é o maior rio da Bacia do Mediterrâneo e o segundo da Palestina.32. não identificado. É mencionado em Josué 16. que nasce perto de Siquém e.Outro wadi ou torrente dos meses de chuvas. Nascendo das pequenas correntes de Gilboa e Tabor. Os flancos suaves do vale que ele percorre. Foi junto deste rio que Baraque derrotou Sísera. Montes da Galiléia. corre na direção noroeste ao largo do Monte Carmelo até desaguar no Mediterrâneo.9 como limite entre as terras de Manassés e Efraim.

de Gaza. Seu nome moderno é wadi Sheriah. É mencionado nas Escrituras em I Samuel 30.1-25, no episódio da libertação dos habitantes de Ziclague das mãos dos amalequitas, por Davi e seus seiscentos homens, dos quais duzentos haviam ficado junto de Besor, cansados, para guardar a bagagem. Bacia do Jordão - Este é o rio principal da Palestina e corre na direção norte-sul, assim dividindo o país em duas partes distintas - Canaã propriamente dita e Transjordânia. Seu nome significa declive ou o que desce. o Jordão origina-se da confluência de quatro pequenos rios, a 1 quilômetros ao norte do Lago de Merom, cujas cabeceiras - menos as do primeiro - encontram-se nos flancos ocidental e meridional do Monte Hermom. São eles: Bareighit, o mais ocidental e cujas fontes não se alimentam das torrentes do Hermom. Hasbani, o mais longo - cerca de 40 quilômetros de extensão - e tem sua nascente na encosta ocidental do Hermom, a 520m de altitude. Ledan, o mais volumoso porque se origina de muitas fontes nas proximidades da antiga cidade de Dã, nosopé meridional do Hermom, e cujo leito pode ser considerado como começo do Vale do Jordão;por ser o braço central das nascentes do grande rio. Banias, a mais oriental das quatro nascentesdo Jordão, a mais curta, de apenas 8 quilômetros, porém a mais bela, que jorra de uma imensagruta na encosta meridional do Hermom, pouco ao norte da antiga cidade de Cesárea de Filipe,da qual hoje resta apenas uma pequena aldeia cujo nome moderno é Banias.Costuma-se dividir ocurso do Jordão em três trechos, para um estudo mais detalhado: o primeiro trecho, ou seja, aregião das nascentes, é o que acabamos de descrever nos seus aspectos mais setentrionais e quevai até o Lago de Merom. Depois da junção das quatro nascentes, o Jordão atravessa uma planíciepantanosa numa extensão de 11 quilômetros e entra no Lago de Merom. Neste trecho a sualargura varia muito e a profundidade vai a 3 e 4m. O segundo trecho, também chamado o JordãoSuperior, compreende o rio entre o Lago de Merom e o Mar da Galiléia, extensão esta de cerca de20 quilômetros. E um trecho quase reto, com um declive de 225m o que tornam as suas águasimpetuosas e provoca um enorme trabalho de erosão. A força da impetuosidade das águas do Jordão neste trecho é tanta que quase 20 quilômetros Mar da Galiléia adentro ainda se percebe asua correnteza. Neste trecho o terreno é rochoso, de vegetação média e a largura do rio variaentre 8 e 1 5m. o terceiro trecho, ou o Jordão Inferior, estende-se do Mar da Galiléia ao Mar Mortonuma distância de 117 quilômetros em

linha reta e cerca de 340 quilômetros pelo leito sinuoso dorio, tendo uma largura que varia entre 25 e 35m e 1 a 4m de profundidade. Este trecho sofre umdeclive de 200m pelo qual o rio desce precipitadamente, formando numerosos meandros ecascatas e alargando o vale até 15 quilômetros, como ocorre na altura de Jericó. Este vale élimitado quase em toda a sua extensão por verdadeiras muralhas de rocha calcária, o que tornamuito difícil a travessia do mesmo. Até o tempo dos romanos não havia ponte sobre o Jordão, demodo que a travessia do mesmo era feita em certos lugares de margens mais rasas e águas menosprofundas, chamados vaus. Um desses vaus ficava defronte de Jericó, outro, perto dadesembocadura do rio Jaboque; e o terceiro, nas proximidades de Sucote. O rio Jordão, sob todosos pontos de vista, como: geográfico, histórico, político, econômico e religioso, é o rio maisimportante do mundo antigo. Está ligada a Revelação desde os dias de Abraão até os dias de Jesus. Nas suas margens ocorreram numerosos e importantes acontecimentos, como a separaçãodas águas para o povo de Israel entrar na Terra de Canaã, sob o comando de Josué (Js 3.9-17); apermissão dada por Moisés às tribos de Rúben e Gade para ficarem na Transjordânia (Nm 32.1-32); a história de Gideão, bem como a de Jefté (Jz 7,8,10,11); as lutas políticas de Davi (II Sm 17.24,19.18); a travessia, em seco, dos profetas Elias e Eliseu (II Rs 2.6-14); a cura de Naamã, generalsírio que fora acometido de lepra (II Rs 5.1 -i 4); a recuperação do machado de um “seminarista’(II Rs 6.1-7); a anexação dos territórios dos gaditas, rubenitas e manassitas (Transjordânia) à Síriapelo seu rei Hazael (II Rs 10.32,33); o ministério de João Batista e o batismo de Jesus (Mc 1.5,9). b) Querite - Verdadeiramente não se trata de um rio perene, e sim de um wadi, torrente das épocas de chuvas, que desce dos montes de Efraim e desemboca no Jordão, pela margem ocidental, pouco ao norte de Jericó, depois de percorrer uma região agreste, povoada de corvos e águias. Em alguma gruta nas margens deste ribeiro escondeu-se o profeta Elias, por ordem do Senhor, onde foi sustentado pelos corvos que lhe levavam pão e carne todos os dias pela manhã e à tarde (I Rs 17.17). c) Cedrom - Também este não é um rio perene, porem nas épocas de chuvas tornase uma torrente impetuosa. Nasce a dois quilômetros a noroeste de Jerusalém e, correndo na direção sudeste, passa ao lado leste da Cidade Santa pelo Vale de

Josafá - que separa esta do Monte das Oliveiras - e prossegue rumo sudeste até o Mar Morto, numa distância de cerca de 40 quilômetros, por um leito profundo e sinuoso. Os principais fatos bíblicos relacionados com o ribeiro de Cedrom são: a fuga de Davi por causa da revolta de Absalão, seu filho, e a travessia de Jesus para o jardim de Getsêmane na noite de sua agonia (Jo 18.1). d) Yarmuque - Este é o principal afluente oriental do Jordão, embora não esteja mencionado naBíblia. É formado por três braços, dos quais o mais setentrional recebe águas abundantes dasvertentes orientais e meridionais do Monte Hermom e desemboca no Jordão, seis quilômetros aosul do Mar da Galiléia. e) Jaboque - É outro tributário oriental do Jordão. Nasce ao sul do Monte Gileade, corre para leste, depois para norte e noroeste, descrevendo uma verdadeira semielipse, até desaguar no Jordão, mais ou menos no meio do curso deste, entre o Mar da Galiléia e o Mar Morto, depois de terpercorrido cerca de 130 quilômetros. É célebre na história bíblica pela luta de Jacó com o anjo do Senhor, ocasião em que o nome deste foi mudado para Israel (Gn 32.22-32). f) Arnom - Nasce nas montanhas de Moabe, a leste do Mar Morto, despejando neste as suas águas. Este rio primeiramente separava os moabitas dos amorreus e depois os moabitas do território datribo de Rúben, ficando como limite meridional permanente dos territórios israelitas da Transjordânia. Os profetas Isaías e Jeremias pronunciaram condenações contra Moabe referindo-se a Arnom (Is 16.2; Jr 48.20). O missionário alemão F. A. Klein, em 1868, achou a célebre pedra Moabita nas ruínas da cidade de Dibon, que fica a quilômetros ao norte de Arnom. Esta pedracontém uma inscrição feita pelo rei moabita Mesa em 850 a.C., em hebraicofenício, que confirmaa passagem bíblica de II Reis 3.1-27.

1.5.7. Desertos Palestínicos Do ponto de vista bíblico, os desertos que nos interessam mais na área palestínica são os localizados a norte e oeste do Mar Morto, também conhecido como Deserto de Judá (Jz 1.16) ou Deserto da Judéia (Mt 3.1). O uso da forma

condensama ponto de precipitá-las em forma de chuva. que ficam entre sul de Hebrom e o Mar Morto. embora pequena em extensão. entre as cidades de Betel ao norte. 1.1). Porém esta condição básica. 1. ribeiro de Cedrom ao sul e Jordão a leste.em parte. fica ao sul. especialmente o Vale do Jordão.8 Clima Palestínico A Palestina. Zife e Engedi.24). O primeiro. 2) Topografia Acidentada Os altos montes. 3) A Proximidade do Mediterrâneo Este é o fornecedor de nuvens para a Palestina que osmontes altos. conjunto este que se subdivide nos seguintes desertos menores: Maon. é modificada por outros fatores. E ainda mais ao norte destes desertos ficam os de Jericó. Betaven e Gabaom.80). o segundo. como Hermon. São ligados a singular vitória do rei Jeosefá sobre os seus inimigos amonitas e moabitas. ao sul e leste de Betel. Isto se deve a cinco fatores fundamentais: 1) Posição Geográfica Encontrando-se o pais entre 30º e 33º latitude norte. a vida e ministério do profeta Amós (Am 1. o terceiro. leste e oeste da história cidade. Mais ao norte destes três estendem-se outros dois desertos: Tecoa e Jeruel. o clima ésubtropical ou temperado brando. apresenta um clima muito variado. São particularmente relacionados com Davi durante as suas fugas das perseguições de Saul (I Sm 24-26).os profundos vales. como o nome indica. bem como de João Batista (Lc. causam profundas modificações no climacom as suas correntes aéreas frias e quentes. a leste da cidade de Gabaom (ou Gideão) (IISm 2. .singular explica-se pela referência ao conjunto de áreas desertas a leste das montanhas de Judá até o Jordão e Mar Morto. que tentaram atacar o reino de Judá pelo sul (II Cr 20).5. já nos termos de Benjamim.

Uma referência especial merece o orvalho no clima palestínico.3. 55. quando prevalece.4) A proximidade dos Desertos A leste e ao sul as correntes quentes dos desertos contribuem com a sua parcela na variedade do clima palestínico. as frias das montanhas do norte e as quentes dos desertos completam a formação do clima. Entretanto. chamada siroco. que é tão quente e seca que. na mesma época. o termômetro marca em média 25º. queima toda a plantação. a produção da terra estaria intimamente à religião.5). Já no Vale do Jordão. Geadas fortes e neve sobre as montanhas da Palestina são coisas comuns no inverno. ao passo que no verão chega a 45º à sombra. isto é. As referências bíblicas aos diferentes produtos e á fartura dos mesmos nos tempos antigos convencem-nos dos santos e amoráveis propósitos de Deus em dar aquela terra em herança perpétua a seu povo. tanto a abundância quanto a escassez seriam proporcionais ao estado espiritual do povo (Dt 28). sendo Israel um povo teocrático. Este é de vital importância na época da seca. Samária e Judéia o frio chega a demorar semanas. . 54. a Palestina oferece também abundante variedade de produtos nos três reinos da natureza: vegetal animal e mineral. Jesus referiu-se a orientação popular pelos ventos. particularmente “o orvalho de Hermon” citado no Salmo 133. 5) Os Ventos As correntes úmidas do mar. São os vapores quentes que se elevam durante o dia e são condensados pelas correntes frias das montanas e então caem em forma de orvalho cerrado sobre a vegetação ávida pela umidade. Em Lucas 12. Há uma corrente aérea seca e quente que vem do deserto da Arábaia (leste). 2. GEOGRAFIA ECONÔMICA DA PALESTINA Devido à variedade do clima e do solo.Esta variedade do clima oferece ao país também variedade de cultura e consequente riqueza. Daí a expressão bíblica “terra que mana leite e mel” (Ex 13. Na orla do mediterrâneo o clima “é mais unifome e menos rigorososo” enquanto na região montanhosa da Galiléia.

na Samaria. galinha. leopardo. 2. acácia. Reino Vegetal No reino vegetal os produtos mais comuns eram o trigo. corça. codorniz. palmeira. etc. a oliva e a uva. os bosques de acácias. hiena. chumbo. depois cobre. na ordem dos domésticos que serviam tanto para o alimento como para o trabalho e transporte. que prosperam mesmo em terrenos pedregosos. puxa-se a cabeça. lírio do campo e Rosa de Saron.27). faia. salgema. jumento. leão. Estes eram os elementos básicos da alimentação dos hebreus e formavam o trinômio tão repetido na Bíblia . cedro e pinheiros. Entretanto. com exceção de betume (Gn 14..2. potassa. . cavalo e o cão. chacal. azeite. lobo. ovelha. Arrancandolhe as asas e os pés. enxofre. carvalho. mula. pinheiro. porém. cebola. camelo. avestruz. Hoje. ao sul do Mar Morto. na Galiléia. pelicano. a Bíblia não indica que estes minerais nos tempos antigos fossem extraídos do solo palestínico. Também eram comuns: cevada. os cereais. pombo. víbora e outros na ordem dos selvagens. Referência especial merece o gafanhoto que até hoje é consumido como alimento. perdiz. mosquitos. pepino. betume (asfalto) e também ouro. lentilha. cegonha.“pão.2. na ordem dos insetos. comprimindo ao mesmo tempo o corpo. Reino Mineral Entre os metais o mais abundante parece ter sido a prata (1Rs 10. Reino animal Os animais palestinos mais importantes eram: vaca.3. murta. abelhas e gafanhotos de várias espécies. lebre. Embora em maior ou menor proporção. rola. mostarda. estanho. dos quais somente uns poucos podiam servir para o consumo.10) na região de Sodoma e Gomorra. pode-se encontrar toda esta flora pela extensão total do território palestino. alho. Das plantas silvestres podemos citar cedro. especialmente pela classe pobre. e do qual João Batista se alimentava. corvo e tantas outras aves. Convém notar aqui que na Judéia são mais comuns os olivais e vinhedos. há bastante mineração de carvão. cabra. assim retirando os intestinos. moscas. raposa.1. tostado no fogo ou frito no azeite e está pronto para o consumo. e uma abundante variedade de peixes (cerca de 43 espécies). enxofre. e vinho”. tâmara e romã. Depois o corpo do gafanhoto é secado ao sol. melão. figo. formigas. embora estes sejam também comuns nos vales e planícies de outras regiões. 2. feijão.

3) e um dos apóstolos era cananeu (Mt 10.4). 24. e principalmente com a Fenícia (Ez 27. 5). antes da chegada de Abraão á terra então chamada Canaã. embora alguns historiadores. havendo quem opine que essas tribos eram dez. casavam-se com os israelistas (I Cr 2. cobre. a Palestina comerciava os seus produtos com a Síria.1 Os habitantes primitivos da Palestina Bem nos primórdios da história étnica da Palestina. e em certas épocas quase todos eles. filho de Cão. Os mais importantes deles são os seguintes: 3. eram subordinados ao Egito. Conforme a ordem divina. chamado Canaã.1. no sentido mais restrito se limitavaaos descendentes de Canaã.15-20. a região era ocupada por diversas tribos conhecidas sob o nome geral de cananeus (Gn 12. geralmente.ferro. cada uma tendo o seu próprio rei.7). e ao longo do Vale do Jordão até o sul do Mar Morto. (Dt 9. Egito. pois são citados no recenseamento de Davi muitos séculos mais tarde (II Sm24. os cananeus. o norte da Palestina. Arábia. Assim. As cidades desses povos eram muradas e fortificadas.6.17). deveriam ser exterminados por causa de seus pecados. Esses reinos eram. O comércio aos tempos bíblicos variava conforme as circunstâncias políticas em relação aos países vizinhos. . independentes e bastante belicosos para alcançar a supremacia. 3. baseados em Números 15:45 e Deut. Parece.1). reduzindo-se a sete ao tempo da conquista (Gn 15. Dt 7. exceto umas poucas que eram de natureza mais nômade. a princípio.1. desde o Mediterrâneo até o Vale do Jordão. As provas arqueológicas nos dão a idéia desta distribuição. Cananeus Ainda que esta designação seja aplicada. Alguns desses reinos. o classifiquem como cananitas.3. que habitavama costa do mediterrâeno desde a Baía do Acre até Jope. quase todos os povos da região da Terra da Promessa primitivamente eram da estirpe camita. 3 GEOGRAFIA HUMANA DA PALESTINA 3. a todos os povos da Palestina primitiva. como os demais povos da Terra da Promessa. etc. entretanto os israelitas não o fizeram. 1:44.2 Amorreus É outro povo descendente de Canaã. pelo que nos informa Moisés em Gn 10. pois eram descendentes do mais moço de Cão.1.1821.37). na linguagem bíblica.

12-24). Síria. também fizeram parte de uma aliança contra os hebreus sob o comando de Josué a leste de Jerusalém (Js 9. ao tempo da peregrinação dos hebreus. 2). cometendo abominação contra o Senhor (Ed 9. casou-se com duas mulheres hetéias (Gn 26. 1. 6 -9). Pelo quejá se conhece deste povo. os heteus são citados entre outros povos presentes nas montanhas do sul da Palestina (Nm 13. quando da volta do cativeiro.34. Esaú. Os amorreus ocupavam ao tempo da conquista a região ao sul e leste de Jerusalém e a vasta montanhosa a leste do Jordão. indo até o rio Eufrates. Porém. 23. 13:30). Os israelistas encontram os heteus na Palestina e casam-se com suas filhas. Parece que ao tempo de Abraão era um povo que rivalizava com os cananeus e os amorreus em poder e número.1. em menor ou maior número. sempre existiram na terra da Palestina. quando Josué pediu a Deus que o sol e a lua se detivessem (Jos.3 Heteus Também estes são camitas.15). Foi quando Jerusalém foi proclamda capital do reino de Israel (2Sm 5. Encastelado na suacidade de Ofel (Sião?). em diversas épocas de sua história. 29). Foi o povo que ofereceu a mais tenaz oposição ao avanço dos israelitas. 24). nos registros históricos e arqueológicos. Só muito mais tarde. os jebuseusnao foram completamente exterminados .porém mais razoável fazer uma distinção entre os dois povos parentes. nos dias de Esdras. embora este lograsse aprisionar e matar o seu rei (Js 10. irmão de Jacó. era um povo valente. estendiam-se desde a Ásia Menor. 35) na região de Berseba. 3. haja vista a batalha em Gabaom. quando Moisés enviou os doze espias para o reconhecimento da terra que haviam de ocupar. ainda que pequeno. 10:4-5.as áreas por ele ocupadas.norte da Palestina.4 Jebuseus Jesus ou Jerusalém era o único lugar onde habitava este pequeno povo. e nunca foram exterminados por Israel. Daí concluí-seque comunidades (colônias) dos heteus. nos dias do rei Davi. Entretanto. 1. sudoeste da Palestina.filho de Canaãe neto de Cão (Gn 10.1. éque foram expulsos de sua fortificação. Hoje são conhecidos como hiteus e hititas. a Transjordânia (Núm. resistiu aos ataques de Josué e seus exéctios. 3. pois descendem de Hete.2). Abraão os encontrou também em Hebrom (Gn 23). pois não é mencionada outra qualquer área ocupada por eles.

ocupado também as montanhas do norte (Jz 17. aproximadamente 4m por 1. ou a oeste de Jericó. Alguns desses povos vizinhos eram francamente hostis ao povo de Deus. 3. por não constar o seu nome na lista dos filhos de Cão em Gênesis 10. levando. vários foram os povos que se limitavam com ela. 18 – 25). primeiramente.7). na região de Basã. o rei de Basã que era um remanescente dos gigantes. 11). travaram batalha com Judá e Simeão nas montanhas do sul (Jz 1. São várias vezes mencionados na Bíblia. Pertencendo a uma raça aborígene de gigantes (Dt 2. 3. logo após a morte de Josué. 15 – 20 e.8 Girgazeus Segundo Gênesis10. 3.e continuaram a habitar entre os hebreus. os israelitas. nos dias de Jacó havia um grupo ou colônia deste povo nas proximidades de Siquém (Gn 34. outros apenas desconfiados. antes. Ao tempo de Abraão estavam eles entre os cananeus na região de Betel (Gn 13. como provam as escavações arqueológicas.11).1. derrotou Ogue.16 eram camitas. também estes não parecem possuir qualquer parentesco com os cananeus. um tipo de vida diferente. A áera em que Salomão mais tarde edificou o famoso templo foi comprada por Davia de um jebuseu de nome Araúna (25m 24.1. portanto.21 e Dt 2. A leste do Mar da Galiléia.10).30).2 Os Habitantes Vizinhos da Palestina ao Tempo da Conquista pelos Hebreus Devido á posição geográfica da Palestina.1-5). e só uns poucos (como os fenícios) de .80m. Habitavam algumas regiões de ambos os lado do Jordão e de Hebrom. também por não ter o costume demurar as suas cidades.6 Perizeus Este era um dos povos que habitavam a terra de Canaã e que parece evidente não ter origem carmita.1. cuja cama de ferro media nove côvados de cumprimento e quatro de largura (Dt 3. 3. tendo. ainda sob o comando de Moisés.15). ou seja. Alguns admitem que tenham ocupado alguma área na margem ocidental do Jordão. mas não se sabe em que partes da Palestina habitavam.7 Refains Também conhecidos como anaquins e emins (Js 11. 10. uma vez que a sua ocupação era a agricultura.

sabemos que era um povo numeroso e poderoso. social. mas cujo território principal de guerrilhas e pilhagens ficava entre o Mar Vermelho ao sul.2. sem provocação. derrotas em guerras. irmão de Jacó. irmão gêmeo de Jacó. quando. Mas.12.16). cativeiros.17-19). Israel. fala da numerosa descendência de Esaú que se estabeleceu na montanha de Seir.13.2 Edomitas ou Idumeus Estes são semitas. Pela influência que tais povos exerceram sobre o povo de Israel nos terrenos político. pouco depois da travesia do Mar Vermelho.atitudes cordial.3-5). desviando-se dos mandamentos e caminhos de Deus por força desta influência. na região entre o sul de Moabe e Mar Morto e o Golfo de Ácaba. Na mesma ocasião Moisés anunciou o extermínio posterior deste povo inimigo de Israel. que é um vasto maciço montanhoso de cerca de 180 . a vida deste último foi se alterando com sérios prejuízos morais. pois são parentes dos hebreus. como secas. Deus usou os amalequitas como instrumentos para castigar o seu povo rebelde (Jz 3. Porém. Dt 25. embora alguns os tenham identificado como descendentes de Esaú. cujo neto Amaleque era príncipe (chefe de uma família tribal) e habitava na região de Edom. (Gn 36.41-43). O capítulo 36 de Gêneses.7. o que se cumpriu nos dias do rei Ezequias (1Cr 4. por outro lado. como vamos aceitar esta identidade se já no tempo de Abraão (tetravó do príncipe Amaleque) havia amalequitas na mesma região (Gn 14. descendentes de Esaú. espirituais e econômicos.1 Amalequitas Frequentemente citados na Bíblia. Entretanto. sendo a primeira em Refidim. nômade. comercial e notadamente religioso. 3. frequentemente Deus recompensava a fidelidade do seu povo com as vitórias e abundância de bens que concedia a ele perante os olhos daqueles povos inimigos. na zona do Sinai. durante vários séculos antes do seu extermínio. 6. e Edom ao leste (sul do Mar Morto). ou seja. de origem muito incerta. que depois de vender a sua primogenitura. sofreu toda sorte de castigos. etc. 3.2. atacaram o povo de Deus pelam retaguarda e foram derrotados (Êx 17. conforme 1Sm 15. seguiu rumo diferente na vida. por pura pilhagem.1-17)? De qualquer forma. Neguebe (área deserta entre o sul da Palestina e Egito) a oeste. Tiveram várias batalhas com os israelitas.8-16.12. Apreciemos alguns daqueles Povos vizinhos de Israel. Sempre hostis ao povo de Deus.

(Nm 25. filho de Ló que era sobrinho de Abraão.2. no tempo dos Juizes. por certo os edomitas recusaram a passagem aos israelitas pelo seu território quando estes já estavam próximos a Canaã. o Senhor ordenou que não fossem admitidos na congregação até a décima geração (Dt 23. antes de atravessar o Jordão para a conquista da Terra Prometida. (Nm 20. ora ganhavam independência. Por motivo de parentesco deste povo com Israel. Durante o período da monarquia hebréia. sua última parada. este povo chegou a invadir o território israelita.26). Ezion-Geber (Dt 2. Mas quando os hebreus chegaram a Canaã os amorreus os havia obrigado a recuar até o rio Arnon (Nm 21. Este não logrando êxito contra o povo de Deus.3-6). que os expulsaram de sua terra.3). também os Moabitas recusaram a Israel passagem pelo seu território quando este já se aproximava de Canaã.quilômetros de extensão. sempre foram inimigos declarados dos hebreus. Bosra (Gn 36. pelo que morreram de uma vez 24 mil israelitas.9). também eles eram semitas.33) e Selá ou Petra (2Rs 14. o Grande. assim cumprindo-se a profecia de Malaquias em cap.7).20-26). por causa da hostilidade que estes sempre demonstraram para com os israelitas. 1 v. 3. “foi-se.9). Herodes. e voltou ao seu lugar” (Nm 24. 1-5. . Apesar do parentesco.C. era idumeu. contratando a Balaão para amaldiçoar Israel. E temendo o povo de Deus foram buscar aliança com os midianitas. Como fizeram os Edomitas. que foi a capital.25).3 Moabitas Segundo Gn 19. ora eram dominados. Deus mandou que os moabitas não fossem guerreados Dt 2. Mais tarde. mas.9).Devido á antiga inimizade.18-21).37 os moabitas eram descendentes de Moabe. conquistado aos aborígenes horeus onde há seu tempo floresceriam cidades como Elatia (1Rs 9. Porém as filhas dos moabitas seduziram os israelitas as práticas idólatras e licenciosas do seu culto. que governou cerca de 40 anos sobre os judeus durante o domínio romano. Ocupavam o território ao leste do Mar Morto e do Jordão até a altura do rio Jaboque. enquanto Israel chegou são e salvo a Sitim. Portanto. para finalmente serem obrigados a se refugiarem em Judá sob a humilhação dos nabateus (presume-se de descendência ismaelita) em 320 a. embora algumas vezes demonstrassem boa vontade para com alguns deles como no caso de Davi e sua família quando perseguidos por Saul (1Sm 22.

No decorrer da história os moabitas foram alternadamente tributários e independentes de Israel.5 Amonitas Igualmente semitas. Rute. 3. Ez 25. para nunca mais reerguer-se. cobrando-lhe tributo. onde os israelitas estavam acampados. pois. Quando o povo de Israel chegou á Moabe. viviam nômades na região da transjordânia. atacando e pilhando muitas vezes por longos anos durante os períodos dos Juízes e do Reino. a linhagem de Jesus. acabando por os profetas de Israel anunciarem o extermínio de Moabe por constituir-se tão ferrenho inimigo do reino de Deus (Is 15.11). levou a mulher deste ao Sinai. pois descendiam de Midiã. Deus . integrando.25. Note-se. E de fato Moabe foi reduzido à ruína por Nabucodonozor. Sf 2. quando Gideão. Parece. para onde este fugira do Egito e onde se casara (Êx 2. Antigas listas genealógicas Árabes mencionam uma tribo por nome Ketura. Foram muito cruéis e vingativos para com o povo de Israel. Depois houve diversos conflitos entre Moabe e Israel durante a monarquia hebraica. 3. que nos dias do patriarca Jacó. ficava ao leste do Sinai.15-22). ainda. Am 2.1-6. os exterminou para sempre (Jz 7 e 8).2. 28. ao norte do rio Arnon. Nos dias dos Juízes eles subjugaram os israelitas por sete anos. pois no tempo de Moisés parece que a “terra de Midiã”.8-11.36). na Transjordânia.1-3. portanto. seu filho José foi vendido a uma caravana de mercadores e midianitas que o levaram ao Egito.25. tratar-se de um povo nômade que finalmente desapareceu. Jetro. e ofereceu sacrifício a Deus. Tudo faz crer que mais tarde se expandiram para oeste e norte. o sogro de Moisés. dando como seu local de habitação as proximidades da cidade de Meca. segundo Gn 25. É o que ameniza a triste memória daquele povo.8.16.4 Midianitas Eram semitas. na região de Jesreel. onde o venderam como escravo ao capitão da guarda de Faraó. Ao tempo dos Juízes chegaram a oprimir o povo de Deus por 18 anos. Isto porque.38). filho de Abraão com Cetura (Quetura). Deus honrou uma mulher moabita.2. anos depois. entre o Jordão e o deserto arábico. Potifar (Gn 37. escolhendo-a para bisavó de Davi. Jr 48. encontrou outro grupo de midianitas que se aliaram aos moabitas para resistirem ao povo de Deus. Contudo. descendentes de Ló (Gn 19. bem como aconselhou a seu genro uma distribuição de responsabilidades para evitar um esgotamento (Êx 18).

embora sua língua pertencesse ao grupo semita. tornou-se o grande fornecedor do material para a construção da casa real de Israel e do templo de Jerusalém (2Sm 5. Jezabel. e Maaca (ou Aram-Maaca). a oeste de Zobá. As duas cidades que sobressaíam.vingou a sua crueldade por ocasião da invasão dos babilônicos cumprindo-se as profecias de Jr.15-19). situado a oeste de Damasco. uma vasta riqueza. Entretanto as relações entre os hebreus e os fenícios sempre foram pacíficas e cordiais. indo até os limites da Fenícia (1Cr 19. Zobá (ou Aram-Zobá).31). o rei de Tiro. nos dias de Davi e Salomão.11. o território fenício. de triste memória. Mais tarde.7-19).2. Todos eles. E o ódio deste povo contra Israel parece que não diminuiu em nada. foram conquistados por Davi durante seu reinado. Este povo era camita (Gn 10. Sabemos que os sírios (ou arameus) os quais no tempo do reino unido de Israel eram organizados em pequenos reinos independentes. tornando-se adversário tenaz de Israel. Por ocasião da conquista sob o comando de Josué. Três destes reinos sírios limitavam-se com a Palestina e em diversas épocas guerrearam com esta: Damasco (on Aram-Damasco). indo até Hamate (1Sm 14. reduzindo a ruínas as suas cidades. e que tocaria á tribo de Aser.47). 3. desenvolvendo. ora hostis.7 Fenícios Este foi um grande povo que habitava a estreita faixa de terra no norte da Palestina. pela navegação e comércio. As divindades principais dos fenícios Baal e Asterote. não foi tomado (Jz 1. Hoje a região é habitada pelos Árabes do novo Estado da Transjordânia. porém ao final do tempo de Salomão o reino de Damasco logrou libertação. entre os montes Líbanos o Mediterâneo. sempre conhecidos pelo nome de sua cidade principal.1-5 e Ez 25:1-7.6 Sírios Ao nordeste e norte da Palestina ficavam os domínios da Síria cujas relações com o povo de Deus foram ora fraternais. em diferentes épocas eram Tiro e Sidon. embora contido na promessa dada por Deus. bem como ajudou a Salomão nos Seus . (Ez 27).2. 1Rs 5). 3. que foi mais poderoso e mais hostil para com Israel. com a sua capital Aaman. eram da estirpe semita. Hirão. 49. cujo culto se infiltrou em Israel e atingiu as culminâncias quando do reinado de Acabe que casou-se com a princesa fenícia.

2. possa concluir-se que. durante os períodos dos Juízes. razão pela qual alguns profetas pronunciaram sentenças fortes contra os fenícios (Ez 28. Asquelom e Ecrón (Jz 1.18). 3. Não nos deteremos nos detalhes da história dessas relações.empreendimentos comerciais pelo mar. (Êx 13. devemos mencionar os grandes povos pouco mais distantes dos limites da Palestina e com os quais Israel teve relações diplomáticas. apoiando as dez tribos de Israel.6-7. Gat. não sendo semitas. razão por que Deus não permitiu que o seu povo por ocasião do êxodo seguisse o caminho mais curto para Canaã que passava pela terra dos filisteus. entendemos os conjuntos de habitações humanas fixas. mas confederados. Abraão. das .4-8). quando chegou à Terra da Promessa ou Canaã. São eles: os egípcios. a leste.11).8 Filisteus Este povo. em que os filisteus são chamados “incircuncisos”. Somente depois da morte de Josué é que Judá atacou a Filistia e tomou Gaza. ocupava uma área de terra no extremo sul da costa palestínica e era extremamente belicoso. é que os filisteus desapareceram para sempre como povo. Depois do cativeiro de Judá. Estiveram em lutas constantes durante toda a história de Israel. e cujas nomes foram Asquelom. 22. do reino unido. a Síria anexou a Filistia. E só depois das conquistas de Alexandre. Na divisão da Terra da Promessa. ao sul. já encontrou muitas cidades. uma vez que esta já foi abordada na parte referente ao Mundo Antigo. Além desses povos vizinhos mais próximos que apreciamos neste estudo. e bailônios e assírios. Jl 3. Am 1. As cinco cidades fortificadas dos filisteus representavam os cinco estados independentes.3 Cidades Palestínicas Por cidades. deveriam ser camitas. Azdod e Ecrón.17). Só depois da divisão do reino os fenícios romperam a aliança com Judá.3. vinho e azeite. Nunca foi possível uma paz permanente entre os filisteus e os hebreus. a última cidade fortificada que resistiu. Gaza. em troca de provisões de trigo. e mais vinte e cinco cidades da região da Galiléia (1Rs 9. a Filistia coube ás tribos de Judá e Dá. cuja origem é desconhecida embora pela referência de Jz 14.23.9-10. ou belicosas. o Grande. que destruiu Gaza. dos dois reinos e de Judá quando ficou sozinho na Palestina. isto é. 3.

aos olhos do povo de DEUS comandado por Josué. ainda. Como prova disto são apresentados os vestígios de vida humana na Idade da Pedra encontrados nas camadas mais profundas de suas ruínas. cercadas de muros de defesa de altura e largura variadas. Jericó aos poucos foi retomando seu lugar de importância e várias ocorrências ali verificadas com relação ao povo hebreu.18). Ne 3.3.2 Hebrom Situada a sul das montanhas de Judá. Uma vez reedificada. a oito quilômetros deste na direção oeste.34). a 272 metros abaixo do nível do Mediterrâneo. Passemos em revistas as principais cidades palestínicas. (Js 6). Naquela ocasião Josué amaldiçoou o homem que viesse a reedificar a cidade o que se cumpriu cerca der quinhentos anos depois. 1-15). dominando a passagem do Jordão ao sudeste da Palestina à margem do caminho de Jerusalém para a Transjordânia.10).quais algumas são mencionadas no livro de Gênesis. ao chegar à terra de Canaã. Abraão. estão registradas na Bíblia. Fica localizada na parte inferior do vale do Jordão. milagrosamente. tanto no tempo do Velho Testamento como no do Novo Testamento. figura também entre as cidades mais antigas do mundo. a 12 quilômetros ao norte do Mar Morto e a 24 quilômetros de Jerusalém na direção leste. Geralmente as cidades palestínicas antigas eram construídas sobre elevações ou mesmo montes. com portas pesadas providas de trancas seguras. se não é a cidade mais antiga do mundo. Jericó. certamente é a mais antiga do mundo.5. e. A cidade moderna está a 1. com torres devigia sobre os muros e ainda uma vala circundando seus limites por fora dos muros (Dt 3. Ao tempo da Conquista de Canaã pelo povo de Israel. depois de um cerco de sete dias com marchas ao redor de seus muros.24.600 metros a sudeste da anterior. pois mais tarde ali foram sepultados também o . 3. certamente é a mais antiga de toda a Canaã. a oeste do Mar Morto. Jericó era uma cidade grande e bem fortificada.1 Jericó Segundos alguns pesquisadores. permaneceu por algum tempo em Hebrom (Gn 3. foi destruída. Foi lá que ele adquiriu a cova de Macpela dos heteus para sepultar a sua mulher Sara. junto da fonte de Eliseu ou Ain es-Sultan. I Rs 11. Seu nome primitivo foi Kiriath – Arba (Js 1. a 32 quilômetros ao sul de Jerusalém. Entretanto. 3.lugar este que se tornou verdadeiro cemitério dos patriarcas.3. nos dias do rei Acabe (1 Rs 16.

e Jesus. 1504-1450 a. Seu nome bíblico é Bethlehem-Efrata (que significa “casa de pão”) ou Belém de Judá. Jope aparece no livro de Atos com duas ocorrencias do ministério do apóstolo Pedro: a da ressurreição de Tabita (At 99. A primeira menção de Belém na Bíblia é relativa aos tempos patriarcais.3 Belém Também é uma das mais antigas cidades da Palestina.7 os cedros do Líbano. quando da morte da Raquel a amada de Jacó. uma estrangeira que se tornou a bisavô do rei Davi e.). 19.C.16 e Esdras 3. 49. uma região sobremodo fértil. ascendente de Jesus (Rt 4.9. 50. Situada a cerca de 60 quilômetros a noroeste de Jerusalém. 19. onde é vedada a entrada dos cristãos. 3. Também ali nasceu Davi.3643) e da visão na casa de Simão o curtidor. seu filho Isaque e sua mulher Rebeca. ali desembarcados. Existe até hoje. habitada em sua grande maioria por maometanos que construiram sobre a antiga cova de Macpela uma mesquita. eram levados pelo mar até Jope. Foi neste porto que Jonas embarcou para Tarsis tentando fugir da vontade de Deus (Jn 13). 16 – 20). que ocorreu pouco ao norte desta cidade por ocasião do nascimento de Benjamin (Gn 35. o notável rei de Israel.Segundo II Crônicas 2. depois do que a capitaldo reino passou a ser Jerusalém. era o porto da capital israelita. que dissipou as dúvidas dos apótolos .como nome de El Khalil. 17. 3. para distinguir de outra cidade de igual nome existente na Planície de Esdraelom. 21.próprio Abraão.3. segundo alguns escritores romanos. utilizados na construção do primeiro e depois do segundo templo em Jerusalém.13). 25. o Filho de Deus e Salvador do mundo. portanto.). Situada 10 quilômetros ao sul de Jerusalém.9. 22). na estrada que vai para Hebrom numa colina de 700m de altitude nas montanhas de Judá.C.4 Jope (Jafa ou Iafa) É outra cidade das mais antigas da Palestina e. 137 a.29-33.11). é até antediluviana. Hebrom não é mencionada no Novo Testamento. bem como nos do faraó Amenófis IV (Cartas de Tel-el-Amarna. bemcomo Jacó e sua mulher Léia (Gn 23. Foi ali que se realizou o casamento de Boaz com a moabita Rute. e depois conduzidos a Cidade Santa.3. Séculos depois Davi foi ungido rei em Hebrom e ali reinou durante sete anos e seis meses sobre todo o Israel (25m 2. na costa do Mediterraeneo. Já nos dias do Novo Testamento. Nos registros egípcios o seu nome já era conhecido nos dias do faraó Tutmés III (c.

e hoje.C.24. Hoje é chamada Neblus. Mais tarde Jacó. 18-20).3. fez de Siquém a capital do Reino do Norte (Irs12).. assírios. acampou em Siquém e ali erigiu o seu primeiro altar na terra de Canaã após a aparição do Senhor que lhe declarou: “A tua semente darei esta terra” (Gn 12.7). ao voltar da Mesopotâmia. certamente também Siquém recebeu os colonos assírios que. filho de Salomão. foi também sede de idolatria a Baal.depois de um prolongado cerco que começou no tempo de Salmanasar V e terminou no de Sargão II. romanos. ergue-se a moderna Tel Aviv. rodeada de muralhas quase inexpugnáveis. vindo de Ará. a ponto de tornar- .6. esta cidade foi uma das mais importantes e influentes na vida de Israel.32). Esta é outra das cidades mais antigas da Palestina. sempre voltou a prosperar. Jafa ou Jafia. após a queda do Reino do Norte. Ampliada e embelezada durante os dias de diferentes reis de Israel. Abraão. Jope sofreu muitos ataques e arrasamentos dos exércitos inimigos atravésdos tempos. quando das peregrinações de Abraão. Nas cercanias de Siquém Jacó cavou um poço que se tornou celebre pelo encontro que se deujunto domesmo entre Jesus e a mulher samaritana. Roboão. Caiu sob o poder da assíria em 722 a. por Onri.3. 3.5 Siquém. cruzados e franceses. Também ali foramenterrados os ossos de José trazidos do Egito (Js 24. mas devido a sua imprudência e arrogância. gregos. Ainda em Siquem. estabeleceram-se nas cidades e de cuja mesclagem com os judeus remanescents resultou a raça samaritana.6. que era adorado num templo de Jesrusalém em riqueza e esplendor. foi a capital do Reino do Norte durante 200 anos. 3.C. isto é.Havia umavila na Galiléia com o mesmo nome. Fundada em 921 a. pois sua historia remonta a mais de 2000 a. Os profetas freuqentemente condenavam Samária por sua idolatria. Fica situada entre os montes Ebal e Gerizim. rei de Israel e pai de Acabe. egipcios. o grande centro dos sionistas judeus. Situada a oito quilômetros a noroeste de Siquém. o rei das dez tribos revoltadas. junto da velha Jope.quanto ao acesso dos gentios à graça do evangelho. Samaria.C. Conforme II Reis 17. Porém. na Samaria. foi coroado rei de Israel. tucos. A cidade foi destruída e reconstruída varias vezes. bem no centro geográfico da Palestina.o reino foi dividido ejeroboão. fixou-se ali e levantou um altar ao Senho (Gn 33. num monte de cerca de 100m de altitude. no fértil vale de Siquém.

No período grego foi reestabelecida a sua glória antiga. O Novo Testamento registra a sua incredulidade. instalação de água e esgoto. onde trancorreu a infância e a juventude de Jesus de Nazaré. C. 3. há uma pequena povoação por nome Sebustieh . ruas pavimentadas. Cesaréia Fica a 75 quilômetros a noroeste de Jerusalém. porém.8. que apesar dos dois mil anos decorridos. em 109 a. Hoje. Foi construída por Herodes. foi reedificada.. na direção oeste. no local. lá estão como testemunhas da antiga glória de Samária. e cognominada Cesaréia em homenagem a César Augusto. 21.. o centurião romano. Entretanto.3. depois de Jerusalém e Belém. arrasou a cidade. imperador romano. primícias entre os gentios (At 8. o templo. (At 8.7. A cidade não é mencionada no Antigo Testamento. 3. 1-25). Por algum motivo não gozava de boa reputação entre os judeus (Jo 1. João Hircano.8. “primeiro historiador da igreja cristã e o primeiro geógrafo da Palestina”. entre Jope e o Monte Carmelo. de dois quilômetros de extensão. É certamente a cidade do evangelista Filipe e de Cornélio. Foi ali que nasceu o célebre Eusébio. Foi visitada várias vezes pelo apóstolo Paulo. no litoral do Mediterrâneo. já nas lutas nacionalistas posteriores. ao tempo de Herodes.46).10). Os grandes edifícios. etc. ela é a cidade mais célebre da Palestina. era a Samária do tempo do Novo Testamento. o Grande local da antiga cidadela dos filisteus chamada Torre de Strato.40. fica a cidade de Nazaré. embora por pouco tempo. Nazaré. o anfiteatro.3. Hoje é a cidade palestinica de maior proporção de cristãos entre os seus habitantes.se aquela cidade sinônimo de infidelidade a Jeová. Finalmente. os teatros. . A 22 quilômetros do extremo sul do mar da Galiléia.rodeadas de ruínas que estão sendo exploradas e estudadas por várias entidades arqueológicas. que ali esteve preso durante dois anos após a sua magnífica defesa diante de Festo a Agripa e de onde embarcou para Roma. para os cristãos. Notáveis são os restos da chamada Colunata de Herodes. Nos tempos do Novo Testamento foi a cidade mais célebre da Palestina por tratar-se de sua capital política. Filipe lá pregou o evangelho com muita aceitação. o hipódromo. Lá estava a sede da administração civil e militar da província romana. fizeram a gloria da cidade.

13. veio a ser o centro do judaísmo na Palestina. Fica na margem ocidental do mar da Galiléia (ao lago de Tiberíades) a 8 quilômetros da extremidade sul do referido mar. deveria ter um caráter gentílico.8). em 70 d. E para distingui-la da Cesaréia do Mediterrâneo acrecentou-lhe o seu próprio nome. o Filho do Deus vivo”. referida em Jesué 19:35. Teria sido a cidade forte de Recate? O nome da cidade foi dado em homenagem ao imperador romano da época. A sua primeira menção na Bíblia está em Josué 11. Ampliando e embelezando a cidade que se encontrava ao sopé do monte Hermom. 3.C. Sabemos.9. Por encontrar-se no extremo norte do país.3. ocasião em que Jesus pronunciou a profecia da indestrutibilidade de sua igreja. (Mt 16. e que durante a construção os operários descobriam que o local era de um antigo cemitério.3. Mas o acontecimento mais importante para os cristãos foi que ali Pedro fez a sua célebre confissão: “Tu és o Cristo. por ter sido construída sobre um cemitério.C. que a Tiberíades do Novo Testamento foi construída por Herodes Antipas entre os anos 17 e 25 d. depois da destruição de Jerusalém. podemos compreender que. Tibério César. Não temos notícia de que Jesus tivesse visitado alguma vez a cidade. O tetrarca Filipe deu este nome à antiga vila fenícia de Baal-Gade em honra ao Tibério César. Outra razão teria sido para evitar um encontro com Herodes. 23. Tiberíades. pois havia mandado matar o João Batista e poderia também antecipar a sua morte (Lc 13. para servir de capital à tetrarquia da Galiléia e Peréia. e uma só vez seu nome aparece no Novo Testamento (João 6.3. seu protetor.16. e que mais tarde deu lugar a Tíberiades. O judeu que entrasse na cidade se tornava cerimonialmente impuro.10. se que fala a literatura rabínica do período interbíblico. teria assinalado o local onde ao tempo de Jesué havia uma cidade forte por nome Racate. foi palco de várias batalhas durante a sua história. Cesaréia de Filipo. A cidade não é mencionada no Antigo Testamento. Provavelmente a antiga de Rakkart.. a quem considerava como raposa (traiçoeira e mau). Entretanto. Porém. porém. 18. sendo considerada cidade imunda pelos judeus. Para lá foi transferido o ..24). quando os cananeus ali ofereram a sua resistência ao exército de Jesué.32. Filipe fê-la uma espécie de estância de veraneio para a aristocracia da época. apesar de sua importância. 23).

pois ficava na margem da rota entre Damasco. e Ptolemaida. dois temsido os lugares presumíveis da antiga Cafarnaum: Tel-Hum e Khan – Minieh. 9-13).1-4. fixando a pronúncia das palavras pormeio de sinais – chamados massoréticos – em lugar das vogais. nem em sua riqueza ou expressão cultural e artística. da sabedoria.3. Esta posição privilegiada de Jerusalém não está em sua extensão.14-17. há indícios de que Cafarnaum era centro comercial movimentado. o Talmude Palestínico (também chamado Talmude de Jerusalém). hoje a cidade é chamada Tubariyeh. em grande parte. a principal entre outras tantas regiões. 3. Corazim – restam apenas ruínas. fundando-se a célebre academia rabínica que preparou o Mischnâ. Originou-se. da bondade. Por isto as alusões proféticas e apostólicas a apresentam como o próprio símbolo do céu (Is 52. no Mediterrâneo.sinédrio e foram construídas muitas sinagogas. da justiça. sendo que o primeiro reúne as probabilidades maiores. sendo que das outras – como Cafarnaum. que era cidade da costa noroeste do Mar da Galiléia.ou seja. posto militar romano (Mt 5 – 13) e centro de recolhimento de imposto do império (Mt 9. Ela foi de um modo especial. Ap 21). bem como do seu discípulo Pedro (Mt 8. Mas o fato mais importante para os estudiosos da Bíblia é que Capernaum era a cidade residencial de Jesus. emTiberíades.3. na Síria. que é uma coleção de tradição e interpretação do Antigo Testamento. No que diz respeito a historia bíblica ela ocupa o primeiro lugar. Magdala.11 Cafarnaum Não há certeza absoluta do local exato de Cafarnaum. Da Grandeza de Deus. sendo a única das cidades da margem ocidental do Mar da Galiléia que ainda subsiste. Eetsaida. o cenário das manifestações patentes e evidentes do poder. Também foi ali que o Salvador realizou o maior numero de milagres e pronunciou os mais profundos ensinamentos. Também a Massora. e sim em sua profunda e ampla relação com a revelação. Por motivos vários. 3. durante o século IV da nossa era. Pelos vestígios das antigas estradas. Sabemos.1). ou seja. . enfim. porém.12 Jerusalém “Lugar de paz” “Habitação segura” entre as cidades mais celébres do mundo encontramos Jerusalém. no seu sentido religioso. da misericórdia. 9. conjunto de comentários críticos e gramaticais sobre o texto hebraico do Antigo Testamento.

(1) Nomes – Durante a sua longa historia – já cerca de3. cujo primeiro nome era Aelius. Sl 48. na mesma latitude do extremo norte do Mar Morto. O seu significado é “a santa’.2).C.1. h) Cidade de Judá – A capital do reino de Judá. ouseja. que a reedificou no século II d. (2) Localização e Topografia –Jerusalém fica situada na parte sul da cordilheira central da Palestina. cidade devotada a Shalém.20.000 anos – a cidade era conhecida por vário snomes.) que em certa época da historia foi o “vale da matança”. olocal do culto centralizado (Sl 46. A leste do promontório fica o Vale de Josafá ou Cedrom. antiga divindade semítica da paz e prosperidade.18). nas montanhas de Judá.10. a cidade principal do reino (II Cr25. i) Aelia Capitolina. . que separa a cidade do Monte das Oliveiras. e) Sião – Este era o nome de um dosmontes da cidade. já em uso nos dias de Abraão (Gn 14. 31 – 34) e dos fogos que ardiam constantemente. subdivididoem uma série de montes ou elevações. Provavelmente trata-se de uma abreviação da palavra Jerusalém. provavelmente é o seu nome mais antigo.. Ne 11. Aelia em honra a Adriano. Jr 7. d) Jerusalém –É o nome mais comum e que permanece até o presente. g) Cidade de Deus ou Cidade Santa – Assim chamada por estar ali o templo nacional. quando então a cidade foi conquistada e feita a capital do Reino de Israel (Irs 8. assim chamado por causa dos sacrifícios das crianças em holocausto ao ídolo Moloque (II Rs 23.4. b) Salém – É o nome mais antigo que apareceu na Bíblia. j) El Kuds – É o nome que os árabes deram a Jerusalém. c) Jebus – Assim era conhecida a cidade dos jebuseus na época dos Juízes (Jz 19.Foi o nome dado pelo imperador romano Adriano.11).1). e Capitolina. II Rs 14. a 21 quilômetros a oeste do mesmo e a 51 quilômetros a leste do Mediterrâneo. f) Cidade de Davi ou Cidade do Grande Rei –Estes nomes relacionam-se como ato heróico de Davi na tomada da fortaleza. Está edificada sobreum promontório a 800m de altitude.28). 10. divindade suprema dos romanos.C. assim como: a) Urasalim – Encontrado nas Cartas de Tel-el-Amarna escritas por voltade 1400 a. Aoeste e ao sul fica o vale de Hinon (Gehena gr.

a sudoeste. subindo pelo lado oeste do mesmo. passando pelo sul do Vale do Tiropeom e do Monte Sião. O primeiro. Também os vestígios deste muro são escassos e discutidos quanto à sua exata direção. Trechos deste muro já existiam desde os tempos dos jebuseus. oeste e sul do conjunto da cordilheira pelos vales já mencionados. sul e oeste por uma só muralha. Porém a linha norte od segundo muro é muito discutida e por ora nada de definitivo se sabe a seu respeito. Acra. edificados em épocas diferentes. a noroeste. foi obra de Herodes Agripa I. o antigo aspecto em que as elevações eram mais distintas. ao norte três muros. Este muro era provido de 60 torres para as sentinelas. nolado nortenovas áreas – Acra e parte de Bezeta. cujo fim era incluir os subúrbios do norte no sistema de segurança da cidade. tendo havido. Ezequias e Manassés – e depois do cativeiro reedificado por Neemias – seguindo praticamente o mesmo traçado do primeiro nos lados leste. O aspecto geral da cidade ao tempo de Cristo apresentava uma configuração de um trapézio irregular que se alarga do sul para o norte. Bezeta. separava alguns desses bairros. O segundo muro foi levantado por Jotão. onde estava edificado o templo de Salomão. Um vale interno chamado Tiropeom. porém. porém. que fica a sudeste e onde havia uma antiga fortificação. a superfície da cidade tem sofrido muitas alterações com os aterros deste vale.C. através dos tempos. os detritos dos holocaustos pagãos. Salomão e seus sucessores. resta apenas o lado norte suscetível ao crescimento. 43-48). por força da expansão da mesma. abrangendo. descendo pela aba oriental deste até Ofel na direção sul. até o norte do Monte Moriá. até o sul da elevação de Acra. na direção norte.q eu data dos dias de Davi. a leste. Daí por analogia a palavra grega Gehena que significa “vale de Hinon” que veio a designar o lugar de castigo eterno dos condenados. dividindo-se em cinco zonas ou bairros caracterizados pelas elevações do tabuleiro: Ofel. começada cerca de dez anos após a crucificação de Cristo. ao norte. e Sião. etc. .consumindo o lixo da cidade.. (3) Muros e Portas – Até a destruião da cidade pelos romanos no ano 70 d. assim.42. Moná. uma vez que por ele o tabuleiro continua ligado ao conjunto montanhoso. e daí na direção leste. sul e oeste. desaparecendo. que corria mais ou menos na direção de noroeste para sudeste e sul. O terceiro muro. Porém. Sendo que a cidade é isolada pelos lados leste. Jerusalém era protegida aoleste.rodeava a antiga cidade do Ofoel. Mc 9. o inferno (Mt 13.

Síria e Mesopotâmia. vemos o uso de carros ferrados que certamente exigiam estradas mais definidas. g. j. dando acesso ao centro e ao norte do país. porta do Efraim. Porta da Água. também a leste. convergiam os caminhos para Jericó e todo o Vale do Jordão. Porta do Esterco ou de Monturo. porta da fonte. pelas quais o povo transitva mais frequentemente. Porta de Jope (ou Jafa) a oeste. porta das ovelhas. porta oriental. e cujos nomes perduraram por mais tempo. Galiléia. pois ficava no muro quefoi edificado pouco depois de Crsito mais ou menosna direção da porta velha do segundo muro. Porta das Ovelhas ou de Benjamim a leste. Ao norte partiam os caminhos para Samária. que no primeiro muro teve o nome de Efraim. no canto sudoeste da cidade. Fenícia.s Já nos dias de Josué. na direção norte. Certamente nos dias dos patriarcas esses caminhos não passavam de trilhos por onde trafegavam caravanas dos mercadores e dos pastores de rebanho. do msmo lado oriental. não é mencionada na Bíblia. No livro de Neemias. A oeste ligava-se com Jope e os caminhos para a Filistia e Egito.ao sul. . também ao nort. porta da água. dos Juízes e da monarquia hebraica. porta dos cavalos. foram estas: a. 3. h. b. Síria etc. porta do esterco. bem como para a Fenícia. porta do gado. d. logo ao sul da esquina sudeste da área do templo. que conduzia a fonte de Guiom. Porta do Vale. porta do peixe. logo ao norte da esquina do templo. A leste. bem como ao estrangeiro. e. também ao sul. Porta de Damasco ou Peixe.As portas nos muros de Jerusalém eram numerosas durante a longa história da cidade. junto do tanque de Siloé e o açude velho para abeberar o gado. ao norte.4 Estradas Palestínicas Desde os tempos de Abraão já havia caminhos cruzando a Tera de Canaã em todas as direções. Porta de Herodes. hoje fechada. c. ou dos Essêncios. Porta Oriental ou do Ouro. Porta da Fonte. Nem todas elas podem ser localizadas. temos referencia a cerca de dez delas: porta velha.que dava para as vias de comunicação com as cidades da região ocidental. Ao sul a cidade comunicava-se com Hebrom e Egito. i. (4) Cidade de Comunicação – Jerusalém sempre esteve ligada pelos quatros pontos cardeais a toda a Palestina e aos países estrangeiros.desde as quatro portas orientais. por exemplo. ainda ao sul. bem como para as estradas da Transjordânia que levavam os viajantes para a Arábia. Porém as principais portas de Jerusalém.

devido a sua importância internacional. 3. para o norte. Jericó e Transjordânia. Sidom e outras. Betel. indo até Damasco. e mais outro atravessando o Vale de Esdraelom. ia até Cafarnaum. Tiro.30. 35. E por último.31. uma ramificação para oeste.28 etc. via Jericó.19. Siquém. Ireis 22. indo até Jope. E no tempo dos romanos já havia até estradas pavimentadas para o deslocamento rápido de suas legiões militares.1 Grupo da Costa Eram estradasque corriam paralelas à costa do Mediterrâneo. onde se desviavam para oeste. Assíria. na direção de Gaza.embora seguindo os trilhos antigos. De Bete-Seã também partia uma ramificação para norte indo até Cafarnaum. Mais outra ramificação. ao norte da Galiléia. Ptolemaida. e também para leste. Também este grupo apresentava ramificações tanto para oeste como para leste. Tinham a sua origem no Egito e estendiam-se até Fenícia e Síria. embora não das mais antigas. e outra para leste. saindo um ramal de Gaza e passando por Berseba e sul da Judéia na direção da Arábia. ou vau. a baixa Galiléia. Este grupo. via Lida. passando pelas cidades da margem ocidental do Mar da Galiléia. e para leste. conhecidas também como Caminho da Terra dos Filisteus. ao norte. outro de Lida para Jerusalém. entroncando-se o ramal com as estradas da Transjordânia. do leste e do sul da Palestina (Síria. na direção da Ásia Menor. indo até o Egito. das quais as mais importantes são as seguintes: no extremo sul da Judéia uma ramificação para oeste. Aos 8. e na de Damasco.2 Grupo Central Este grupo partia do sul da Judéia. Belém Jerusalém. indo até a Arábia. e.4.28. passando por Hebrom. Os exércitos das grandes nações do norte. ocorria na região central de Samária. Babilônia e Egito) deslocavam-se por estas estradas para os seus encontros bélicos. onde havia uma passagem rasa do Jordão. e outra para leste. atingindo cidades costeiras como Jope. Samária. na altura das cidades de Siquém e Samaria. atingindo a Transjordânia e entroncando-se com outro grupo de estradas na direção de Petra. Na altura de Jerusalém. atingindo Cesaréia para oeste e Bete-Seã (Citópolis) para nordeste. Tais noções podemos colher de Juízes 1. via Peréia.4. em Nazaré. para o sul. onde se entroncava com a estrada de Damasco. era também chamado o caminho das nações. Era um grupo composto de várias estradas com ramificações para oeste. II Reis 23. na direção da Mesopotâmia. Costuma-se dividir em quatro grupos principais as estradas da Palestina: 3. a ramificação na .

ele atravessou a Samária: quando manteve memorável diálogo com a mulher samaritana junto ao poço de Jacó perto de Sicar. As que aqui mencionamos dão-nos uma idéia geral das vias de comunicação terrestre que dispunham os antigos na . dirigia-se para Hesbom. apesar de ser esta estrada do centro o caminho mais curto entre a Judéia e Galiléia. e para nordeste chegava a Cafarnaum. sendo que somente um deles. Grupo de Damasco Neste grupo geralmente são contadas somente as estradas que partem da velha cidade Síria e se dirigem para o Mar Mediterrâneo. A primeira era pavimentada ao tempo dos romanos. preferindo passar pela Transjordânia.3. Grupo da Transjordânia ou Leste Havia neste grupo pelo menos duas estradas: uma que partia do vau do Jordão. e se dirigia para o norte pelo lado leste do Jordão até o vau que fica defronte de Bete-Seã . é que voltou para agradecer a graça recebida (Lc 17. cidade costeira da Fenícia.42). quando os discípulos rogaram a Jesus poder para fazer descer fogo do céu para consumir os samaritanos que rejeitaram a presença de Jesus (Lc 9. e outra que.1-19). os judeus evitavam-na devido à inimizade antiga entre eles e os samaritanos. Entretanto parece que Jesus não deu importância a este fato. vai até Nazaré e antiga Ptolemaida na costa marítima. no sentido leste a cidade de Bete-Seã. que deixando Damasco passava por Cesaréia de Filipe dirigindo-se para Tiro. deixando para oeste uma ramificação que passava por Jericó e Jerusalém indo até Jope. e para se viajar por ela cobrava-se pedágio. a que passa pelo sul do lago de Merom. em frente a Jericó. originando-se em Elate. desce para Cafarnaum.prosseguindo para nordeste até Damasco. que era samaritano. antes de seu chamado para o discipulado. onde entroncava-se com a estrada que vinha de Damasco. Segundo esta classificação.que era itinerário preferido pelos judeus para evitar a passagem pela Samária . Havia outras estradas que cruzavam a Palestina. e de Hesbom avançando pelos montes de Abarim e Gileade para o norte até Damasco. pelo menos em três vezes.51-56). as que passam pelo território palestínico são apenas duas: a primeira. e a segunda. no Vale de Siquém (Jo 4. durante o seu ministério. passando por Petra e o leste do Monte Seir e do Mar Morto. pois. porém eram de menor importância. era ode cobrar o pedágio. ou Acre dos franceses). Notese que.direção noroeste atingia Ptolemaida (antiga Aco. Alguns acham que o ofício de Mateus. e quando curou os dez leprosos. no fundo do Golfo de Ácaba.

3. Grécia e Roma na direção oeste. especialmente entre ricos. Havia também o casamento por levirato. O casamento misto era proibido em defesa da família. ou das terras bíblicas.3).28). Segundo o ideal divino.2. a poligamia era tolerada no Antigo Testamento.de expressão e de pensamento. de onde prosseguiam para a Ásia Menor. da tribo e da pureza da raça (Dt 7. Jz 8. era feito por terceiros .pai do noivo. pois geralmente tratava-se de uma serva (escrava) ou prisioneira de guerra. os missionários das novas do evangelho de Cristo do primeiro século: Paulo. porém no Novo Testamento inteiramente repudiada. Entretanto. o irmão deste deveria casar-se com a cunhada viúva para suscitar descendência ao seu irmão falecido (Dt 25. tio.Palestina. nobres e reis (Gn 16.1-8). e para a Mesopotâmia e Pérsia na direção leste. 3. a Bíblia não esconde os males da poligamia e da concubinagem. Resta ainda fazer referência ligeira às estradas que partiam de Damasco para o norte até Hamate e Arã. o seu estilo peculiar de vida. como ainda têm. e poderia ser despedida em qualquer tempo e sem qualquer direito a amparo (Dt 21. 1. Na impossibilidade de uma apreciaçã vasta e completa do assunto – pois que o escopo deste livro é limitado. Timóteo e Lucas. I Rs 1. e só .Este. A posição de concubina sempre era de uma esposa secundária. Destas últimas serviram-se os patriarcas nas suas peregrinações para Canaã. por morte do marido que não deixava filhos. ou algum amigo muito chegado.5 Costumes Orientais Especialmente os Palestínicos Os habitantes do Oriente Próximo. e daqueles. Silas. especialmente Abraão e Jacó e os hebreus cativos.5). a) Contrato de Casamento -.1-4).30. sempre tiveram. social e nacional (Gn 2. o casamento havia de ser monogâmico (Mt 19. I Sm 1. geralmente.3.9. vamos apresentar aqui apenas um esboço sucinto desses costumes e usos das terras bíblicas. seu irmão mais velho.13. 30.5.2. Isto se deve às particularidades geográficas. O concubinato era tolerado nos casos de esterilidade da mulher legítima. dada a importância deste conhecimento na interpretação bíblica.10-14). 25m 5. étnicas e religiosas dos mesmos.1 Sobre a Família Hebraica (1) Casamento Os hebreus consideravam o casamento de origem divina e de importância básica para a vida individual.4. mas freqüentemente também fora desta condição. quando.18.

sete dias (Jz 14. Saindo de sua casa. geralmente. acompanhada das bênçãos paternais.10). O noivo. Durante o noivado o homem era isento do serviço militar.17. 34. 24. Os casamentos consangüíneos entre os hebreus eram proibidos (Lv 18. embora a sua vida conjugal se efetuasse só depois das núpcias (Mt 1. excepcionalmente. Desde o momento em que o noivo entregava à noiva. O dote da concubina era o preço da compra (no caso de serva ou escrava).12). até catorze dias.4). adotou-se o costume de lavrar um compromisso escrito.11). para a casa de seu pai ou para a sua própria.1-18). ficando. sendo rico. Ex 2. ia à casa dos pais da noiva acompanhado de amigos e vestido de sua melhor roupa. .18) que.o jovem casal era (Rt 4. Ez 6.15-20. Depois do exílio babilônico.1. Nos seis dias subseqüentes. durante a qual o marido estava isento das obrigações militares. porém tão importante que somente a morte ou infidelidade podiam dissolvê-lo.Este era o primeiro ato do casamento. ao som de música e de cânticos. os egípcios. Recebendo a esposa na casa dos pais desta. os persas e outras nações orientais.25.12. segundo o Talmude.1-10. Em alguns casos o próprio filho fazia a sua escolha. b) Noivado . distribuía roupa nupcial aos convidados (Mt 22. Is 61. como no caso de Jacó (Gn 29.1-13). na presença de testemunhas uma moeda com a inscrição “Seja consagrada “casada” a mim” uma espécie de juramento . onde seguia-se o banquete depois do qual os noivos eram conduzidos à câmara nupcial (Mt 2.8). as festas continuavam. Quando as núpcias eram realizadas à noite. com grinalda na cabeça (Ct 3.8) considerado casado. prolongando-se.9-1.21. com terceiros as negociações (Gn 34. o esposo a conduzia. com rosto velado.A festa de núpcias durava. 34.38. Estas consistiam nas consultas quanto ao destino dos bens por força do enlace que não poderiam enfraquecer a tribo nem expor a moça ao desamparo (Nm 36). embora fossem comuns entre os caldeus (Gn 20. A lua-de-mel legal era de um ano. porém. embora mais resumidas. Gn 24. mas podia ser efetuado também em forma de trabalho. em cortejo ainda maior. e nos acertos quanto ao dote que o noivo havia de pagar ao pai da moça (uma espécie de dádiva que compensava a perda da filha).253). c) Núpcias . geralmente oscilava entre 30 e 50 ciclos e selava o contrato matrimonial. 25. as pessoas que acompanhavam o cortejo muniam-se de tochas (lâmpadas). ou ao representante dela.12). poderiam ocorrer um mês depois para as viúvas e um ano depois para as virgens (no caso de Jacó durou sete anos). I Sm 18.excepcionalmente pela mãe (Gn 21.

Priscila e Paulo sabiam fabricar tendas (At 18. A mãe era digna das mesmas honras que se deviam ao pai (Ex 21. (3) Os Filhos .5. Perante as autoridades.6. Por isso a esterilidade era julgada como uma falta de favor de Deus.A dissolução dos laços matrimoniais entre os hebreus era permitida como uma “necessidade calamitosa”.4).16).3). .Estes eram considerados dádivas divinas. já não poderia reconciliar-se com o primeiro. os orientais dos tempos antigos relegavam a mulher à uma condição bastante inferior à do homem. Assim. a mulher moça pastoreava rebanhos (Gn 29.(2) Divórcio . Mt 2. A primogenitura era honrada e respeitada entre todos os povos orientais.16-18). As filhas recebiam a herança somente na falta de filhos herdeiros. porém não aprovada. Dt 21. Áquila. exceto no caso de adultério (Mt 19. o pai era obrigado a ensinar-lhes desde cedo um ofício que lhes garantisse a subsistência.2 Sobre a Vida Social Hebraica (1) O Lugar da Mulher na Sociedade – De um modo geral. entregue à mulher pelo marido (Mt 19. com a morte do pai. A herança era dividida somente entre os filhos do sexo masculino. Entre os hebreus ela merecia lugar de honra e distinção (Pv 31. para lhe dar direito a um novo casamento.1.1. as principais obrigações das mulheres eram os trabalhos domésticos. uma vez que se encontrava contaminada pela coabitação com outro homem (Dt 24. 1.3) e carregava a água das fontes para o abastecimento da casa.10-31). Porém os hebreus asseguravam à mulher o gozo de vários direitos não encontrados nos costumes de outras nações. e mesmo repudiada já na última parte do Antigo Testamento (Dt 24. porém. especialmente os do sexo masculino. Pv. chamado carta de divórcio.15-17). quase que não existia distinção de sexo. a mulher tinha o direito de requerer justiça (Nm 27.8). 1 Rs 3. O primogênito recebia a porção dobrada dos bens paternos. O divórcio tinha que ser efetivado por um documento escrito.(Nm 27. Seu casamento podia ocorrer somente com alguém de dentro da mesma tribo. Ex 2. Se. trabalhava nos campos (Rt 2.7). As filhas solteiras eram sustentadas pelos irmãos até que se casassem. Também Jesus repudiou o divórcio. viesse a divorciar-se do seu segundo marido ou mesmo se este viesse a morrer. Quanto às ocupações. 3.3-9).13-16). assumia a direção da família e as funções sacerdotais da mesma (na época anterior à adoção da lei mosaica). Entretanto. Quanto à educação dos filhos.12.

o corpo do falecido era lavado e enrolado com faixas ou lençóis impregnados de perfumes. o andar descalço.12. o jejuar. em casos excepcionais era delongado para mais (I Sm 31. e o povo. Na história do povo hebreu há também uma juíza (Jz 4. Os túmulos dos pobres eram simples covas no chão cobertas de terra e marcadas por uma pedra. Jesus.36. O enterro era feito no mesmo dia da morte . (3) Enterros e Manifestação de Luto . I Rs 2. que possuíam o segredo do processo. “Paz seja convosco”.8). “fiavam a lã e teciam o pano” (1 Sm 2. Mc 5.12). Como demonstração de respeito filial e para a perpetuação da memória dos mortos (I Sm 18. Os sepulcros eram geralmente localizados fora da cidade. o arrancar os cabelos e a barba.20. sabemos. especialmente perante pessoas superiores. o lançar do pó na cabeça. I Sm 13. 42.4) e pelo menos três profetisas (Ex 15.39). “Paz esteja nesta casa” (I Sm 25. I Sm 18. O costume de caiar os túmulos era praticado para evitar a contaminação cerimonial por pisar neles. as carpideiras (eram as lamentadoras profissionais).6). Am 8. à porta. I Cr 12.10.14). (2) Saudações -. O período de luto era de sete dias. o choro desesperado.13.1-4. porém.Estas sempre eram prolongadas no Oriente. o lançar-se no chão.19). com umas pedras grandes. redondas. Lc 24. era a prostração ou inclinação até a terra (Gn 18.2.4).bem mais complicados e difíceis que aqueles que as mulheres têm hoje. (Gn 37.7. Raramente eram usados esquifes ou caixões abertos.18).10. 15. o vestir-se de saco.3 1. Outra maneira usada. mandou aos seus discípulos que a ninguém saudassem pelo caminho justamente para poupar tempo (Lc 10. mas também em certas regiões e épocas ficavam nos pátios das casas.34. preparavam as refeições (Gn 18. o defunto.6. que o foram pelos egípcios.8).acompanhado do cortejo fúnebre na seguinte ordem: as mulheres. Elas moíam o grão (Mt 24. O embalsamamento não era costumeiro entre os hebreus. o andar com rosto coberto etc. As expressões mais comuns eram: “Paz”.6. Embora José e Jacó tivessem sido embalsamados. Jó 2.18) costumavam os hebreus levantar . Dt 34.1-16) . ao passo que os sepulcros dos mais abastados eram cavados na rocha. para fechá-los.41).38. As manifestações de luto eram variadas: o rasgar de roupas. por exemplo.Constatada a morte.30.isto por exigência do clima quente que favorecia a decomposição rápida e também por força da lei que tornava imundo quem tocasse em um defunto (Nm 19. A posição mais comum era a inclinação do corpo para a frente e com a mão direita posta no lado esquerdo do peito (Gn 23. os parentes e amigos mais próximos. Gn 50.

Aquele templo. destinados a permanência mais prolongada no local. era algo majestoso.Eram ranchos feitos de estacas encimando varas cobertas de ramos ou folhagens.O termo que significa simplesmente habitação e que tanto pode ser uma tenda como uma cabana.3 Habitações (1) Tendas . (3) Tabernáculo . Os telhados nas regiões mais quentes eram chatos e transformados em terraços. ou seja. ou mesmo de tecidos. apoiada em alguns esteios verticais. (4) Casas -Pelas escavações arqueológicas. Esses telhados ou terraços eram feitos de paus colocados em sentido cruzado ou paralelo. Porém. sala. Originalmente parece que eram feitas de pele de cabra. Os cidadãos mais abastados construíam casas de dois pavimentos com vários cômodos. casais. e preso pelos quatro cantos a estacas ao rés-do-chão até o mais complicado feitio octogonal. Quanto ao tamanho.20. servos. (2) Cabanas . desde o mais primitivo . na Bíblia esta palavra é aplicada especificamente à tenda que durante a peregrinação dos israelitas pelo deserto servia para o culto de Deus. escuro. Já nas regiões mais frias eram encontrados telhados em forma de meia-água ou cumeeira para o deslizamento da neve. segundo as descrições de I Reis 6 e I Crônicas 3. Era uma construção portátil de 30 côvados de comprimento por 10 côvados de largura. que foi substituída pelo famoso templo de Salomão construído em Jerusalém. A primeira referência a tendas na Bíblia temos em Gênesis 4. cozinha etc. aproximadamente 15m por 5m. geralmente eram de um só cômodo e de um só andar. depois evoluíram para tecido de pêlos de cabra de uma qualidade especial (de pêlo longo. dependendo do que era mais encontrado na região. crianças. de tijolos e de madeira (menos Comum). Entretanto.5.“colunas” (monumentos que consistiam de uma pedra mais ou menos alongada que se fixava na terra no sentido vertical). 3.um grande pedaço de tecido retangular levantado sobre uma vara horizontal. com uma ou duas colunas verticais no centro e divisões internas para dormitórios de homens. Os tipos de tendas variavam de tempos em tempos.Este era o tipo mais primitivo de habitação palestínica e de um modo geral de todo o Oriente. com acesso por uma escada exterior. não sabemos se o seu tipo arquitetônico era egípcio. fenício ou algum outro. mulheres. muito resistente). de barro . cercados de parapeitos. conclui-se que na Palestina as casas eram feitas de pedra. cobertos.

de cereais etc. Dos telhados dos edifícios públicos proclamavam-se os decretos e os avisos de natureza coletiva (Lc.5. em estilos que variavam com a época de influência histórica .Eram armações de estacas e galhos. à noite o terraço era o lugar preferido para o descanso. As portas eram estreitas e baixas e as janelas poucas e sem vidros. Esses cômodos sempre davam a porta para o pátio interno.2. duas pedras de moinho para moer o grão. 3. grego. o quarto dos hóspedes e o dos donos da casa e.hospedaria) era sempre uma casa maior. mesa e cama. para os meses de calor. (5) Torres de Vigia . Nas casas já havia camas e cadeiras (I Rs 4. introduziram mais cedo que os outros povos a cadeira e a mesa. As casas de dois andares possuíam um pátio interno com poço.misturado com capim (estuque). romano (os últimos ao tempo do Novo Testamento). (6) Palácios . estas de 20 e 25cm de altura. as acomodações dos servos. Os candeeiros eram de barro ou metal em forma de . As torres de caráter permanente eram feitas de pedra com acomodações para a família na parte inferior. 12. Na parte da frente. amassadeiras e odres (recipientes de couro de animais para leite e vinho) e sela de camelo. de dois andares. Nas tendas geralmente nada mais havia senão tapetes ou esteiras servindo como divã. cadeira. ao lado. Mt 10.3. Os egípcios e babilônios. Devido ao clima quente. tanques e até piscina. e durante o dia para secagem de roupa. segundo parecem.27).Eram as residências reais.10). os cômodos dos filhos ou outros moradores da casa e freqüentemente também dos próprios donos. logo à entrada. construídas com requintes de luxo. a despensa etc. A estalagem (khan .egípcio. algumas panelas de barro ou metal para preparar comida.1). bem como mesas. Outros objetos de um habitante de tendas eram: o martelo para fixar as estacas. ficava a sala de visitas. e uma plataforma em cima para a guarda. Mt 12. acrescida de acomodação para os animais e servos na parte posterior. tigelas. A divisão interna das casas dependia das posses do dono e do tamanho da mesma. a cozinha.4 Mobília A mobília dos antigos no Oriente era bem reduzida. com uma plataforma de 2m a 2.5m de altura para facilitar a vigilância dos pomares e das lavouras (Is 5. embora estas sempre baixas. No segundo andar. pois os orientais tinham por costume sentar-se no chão sobre as pernas cruzadas. mais adiante. com a costumeira área central ou pátio. como as cabanas. fenício. assírio. meditação e dormida.

Os legumes mais comuns eram lentilha. bastante comprido para dar várias voltas na cintura. Das frutas fazemos a menção de uva. com uma espécie de beiço num certo ponto da borda para o descanso do pavio.Era uma peça de fazenda geralmente de lã que se usava por sobre a túnica. sela etc. A túnica dos ricos e dos sacerdotes tinha mangas compridas e largas. Também o peixe era comum nas proximidades dos lagos e mares. O azeite era a gordura mais usada para temperar a comida. O cinto do manto . o cominho. tapete. Também costumava-se comer o grão dos cereais cru como vinha do campo . Um pedaço de pão ou mesmo a mão eram usados para retirar a comida da tigela. havia garfos para uso no preparo do alimento na cozinha. ameixas. cozido em leite ou em caldo de carne. porém posteriormente no . que era de algodão ou lã. cevada. A carne geralmente aparecia somente em ocasiões festivas. A carne mais apreciada era a de cabra. pêssegos. Com o tempo os candeeiros passaram a ser cobertos por uma tampa em que havia um orifício para o pavio. 3. Porém. servindo também como cobertor. legumes. O sapato dos palestinos era a sandália confeccionada de couro ou pano e presa ao pé por cordões de algodão ou fitas de couro fino. O pão era feito de farinha de trigo.5 Alimentação Pão. Manteiga e queijo eram feitos de leite de cabra ou de vaca (mais raramente). cebola. deixado de molho. figo. leite. mel. pepino. por dentro do qual também carregavam-se dinheiro e outras miudezas. Os ornamentos masculinos mais comuns eram o cajado. o anelsinete (que nos tempos mais remotos usava-se pendurado ao pescoço por meio de um cordão. Talheres não se usavam antigamente. repolho e couve-flor. farinha. tâmaras. chegando até os joelhos.12). azeite e vinho eram a base alimentar.tostado. O combustível comumente era o óleo de oliva (azeite) ou de sésamo (gergelim).Era uma camisola de algodão ou linho.Era feito de couro ou fazenda espesso. o endro e o coentro.5.6 Vestuário Este era confeccionado de algodão.pires. centeio ou milho. (1) Peças do Vestuário Masculino Túnica . frutas. seda. Manto ou capa . assada ou cozida em água ou no leite. Também eram comuns as amêndoas. alho.5. sem mangas. linho ou lã. Era uma peça bastante adornada com franjas e bordas (Dt 2. 3.

3. uma moeda persa (Ed 2.Ex 13. anéis e pulseiras. nos lábios e nas orelhas. apreciavam pendentes no nariz. Abraão..e face à exigência legal de pagamento de impostos do Templo. de ofertas e aquisição de animais para o . exceto o turbante. era um padrão de peso que variava conforme o metal que se pesava (prata.42. Depois entrou em uso a troca de um certo peso de metais preciosos . Geralmente a fita era de cor diferente dado lenço. ora em cônica. porém mais longas e mais ornamentadas. A primeira moeda citada na Bíblia é o dárico.C. O ciclo cunhado (no valor de um e de meio ciclo) apareceu pela primeira vez entre os hebreus por volta do ano 143 a. ora em forma esférica.30). portanto. O uso mais remoto de permuta de valores entre os povos orientais era feito pela simples troca de mercadorias. pesos e medidas O intercâmbio comercial palestino sofreu as constantes influências políticas estrangeiras. Parece que os calções eram usados.em forma de pó.7 Dinheiro. O siclo. usado para valores maiores (como entre nós hoje usamos arroba.8). ao necessitar de um campo para sepultar a sua esposa Sara.de tempos em tempos . O lançamento das primeiras moedas de curso nas transações comerciais deve-se aos gregos entre 700 e 650 a. tonelada etc.28. Com a introdução de novas moedas na Palestina . deixando a parte mais longa para trás a fim de proteger o pescoço. 39. Porém a cobertura mais comum. dependendo do gosto. contendo alguns trechos da lei. presas à testa e ao pulso esquerdo .As mulheres usavam as mesmas peças.. Dt 6. nos dias do sacerdócio de Simão Macabeu. Lv 6. Quanto aos ornamentos e enfeites. somente pelos sacerdotes (Ex 28. truncada. ‘pesou (. para metais preciosos.C. 13 Na cabeça usava-se o turbante que consistia de uma fita longa enrolando a parte superior da cabeça. Assim.69) com que os hebreus já estavam familiarizados..) quatrocentos ciclos de prata. quando exerceu autoridade sobre a Palestina Antíoco VII da Síria. A pintura em volta dos olhos já era conhecida nos dias de Jezabel (I Rs 9. moeda corrente entre os mercadores’ (Gn 23.5.. seguindo-se os persas por volta do ano 500 a. pipetas ou barras (cunhas) .dedo) e as filacténas (tiras de couro com caixinhas.pelos objetos ou propriedades imóveis.). diademas na cabeça (Is 3.16).16-24).C. As mulheres usavam o véu sobre o rosto quando apareciam em público. (2) Peças do Vestuário Feminino.11). ouro ou cobre). Talento Era outro peso.9. era um lenço quadrado preso por uma fita ao redor da cabeça. por algum tempo.

300 gramas. é interpretado de várias maneiras. e 4 quadrantes a um as ou asse.13).3 mil siclos. Assim.Ambas valiam um quarto de um shekel ou siclo. 12.26).sacrifício.6. toma-se muito difícil preparar um quadro exato das moedas orientais. b) Shekel ou siclo . O siclo sagrado.Era a unidade básica de peso entre os hebreus que servia também como padrão de valor antes da cunhagem de moedas. segundo o historiador Josefo. valendo. Como o uso e o valor das moedas variava de tempos em tempos e de país para país. Didracma. era também chamado mina. ou seja. f) Talento . algumas moedas e valores em curso na Palestina. c) Beca . c) Dracma . e) Mané . chamados leptos). Entretanto. surgiu o ofício de cambista. pois somente a moeda judaica podia entrar no tesouro sagrado. ou cerca de 800 gramas.(moeda grega) e denário (moeda romana) .Era submúltiplo do siclo. d) Arratel . ou o siclo de santuário (Ex 30.A moeda cunhada persa mais antiga.Moeda romana.Múltiplo de siclo.Moeda romana. um dólar. segundo John D. era a moeda do tributo (Mt 17. . Dois ceitis equivaliam a um quadrante. aproximadamente 50 quilogramas. conhecida pelos hebreus no período da restauração (Ed. meio siclo. Já o siclo babilônico era apenas de 8g. também chamada sescum.A primeira moeda judaica cunhada (shekel e meio shekel de prata e a subdi visão em quartos de cobre.2 1). b) Óbolo ou jeira . ou 60 minas.16). Seu valor-peso correspondente em gramas dependia do metal tomado como padrão. damos. d) Estáter . seus valores nas diversas épocas e o seu valor correspondente nos dias presentes. a sua vigésima parte (Nm 18. o shekel ou siclo de ouro tinha cerca de 1 6g e o de prata aproximadamente 1 4g. valia uma oitava parte de um as (Lc. igual a um siclo ou shekel judaico.que era o de prata .69). valendo 50 siclos. Mt 10. (1) Dinheiro a) Shekel ou siclo . a seguir. principalmente nos dias do Novo Testamento. 2.Outro submúltiplo de siclo. e) Ceitil . (2) Moedas Cunhadas a) Dárico . mas parece não tratar-se de um siclo diferente do siclo comum . era igual a 10 óbolos ou meio siclo (Ex 3 8.29). Davis.mas de peso padrão preservado no Tabernáculo.

(medida romana) . c) Mão . mané ou mina. e) Homer ou coro .A terça parte de uma efa.Correspondia a 1. f) Braça .Unidade padrão contendo cerca de 36 litros. centro de competições atléticas) – Igual a 185m.500 m2.10 efas ou 360 litros. e) Vara ou cana de medir.Medidas de Comprimento a) Cúbito ou côvado . i) Caminho de um Sábado . B.36. e originou-se do costume observado no deserto. cujos valores já foram apreciados na primeira parte do tópico sobre o dinheiro. beca. segundo Angus.Cerca de quatro dedos.Medidas de Capacidade Para secos: a) Efa . shekel ou siclo. b) Dedo ou dígito .Medida de Superfície Jeira. seá ou três medidas . C .(3) Pesos Segundo Levítico 19.(medida grega equivalente ao comprimento da pista do estádio de Olímpia.5 litros. Nota: alguns autores dão apenas 8. (4) Medidas A .000m aproximadamente.Cerca de 2.6 litros.A décima parte de uma efa (Ex 16.5 litro. h) Milha . junto do Sinai. mais ou menos 12 litros. .28).20m (At 27. d) Palmo -Aproximadamente 23cm. e talento. cerca de 2cm. g) Estádio .Equivalente a 1.Aproximadamente 1. “é um espaço de terra que uma junta de bois pode lavrar num dia” Evidentemente a dimensão exata da jeira não é possível de se estabelecer.A unidade principal que variava entre 45 e 55cm. de não se percorrer no sábado distância maior que a do arraial até o tabernáculo.(medida grega) . que. Os pesos referidos na Bíblia são os seguintes: óbolo ou jeira. arratel. c) Gomer ou omer .Igual a seis côvados ou cúbitos. mas os autores opinam em tomo de 2.500m.Correspondendo à largura de um dedo.36). cerca de 3. b) Alqueire. os hebreus desde os tempos mais remotos de sua nacionalidade usavam pesos e medidas para avaliar o dinheiro e outros artigos comerciais. d) Cabo ou medida .

de 15 às 18 horas. Décima segunda hora do dia 18 horas. Terceira vigília . considerados os melhores. Ao passo que a. o sábado (descanso). Sexta hora do dia . Quarta vigília . nota-se que o sistema de hora era desconhecido. com a nomenclatura seguinte: Manhã . Costumava-se dividir o dia simplesmente em períodos.. também chamada ‘a manhã” b) Semana – Este era de setedias chamados pelos ordinais –primeiro dia etc.8 Calendário e festas de Israel (1) Calendário Judaico Apresenta as seguintes divisões dotempo e maneiras de contá-lo.de meianoite às 3 horas.Igual ao bato: 36 litros. . 3.Cinco batos: aproximadamente 180 litros.5). Terceira vigília: -de 3 às 6 horas da manhã.de meianoite às 3 horas.Para líquidos: a) Bato . a) Dia . também designada pela expressão “o cantar do galo”.A unidade básica. cerca de meio litro.de 18 às 21 horas. igual à efa: com capacidade de 36 litros (Ez 45. d) Almude ou metreta . no Antigo Testamento. ou seja. Segunda vigília – de 2l horas a meia-noite. Calor do dia .de 18 horas até meia-noite. O período da noite obedecia a uma divisão em três vigílias: Primeira vigília: .6 litros.15 horas. Davis. embora o termo também significasse o período da luz nas 24 horas. e) Léteque . Nesta tabela baseamo-nos em Joseph Angus e John D. Já no Novo Testamento temos a seguinte subdivisão do dia: Terceira hora do dia -9 horas.de 10 até 14 ou 15 horas.1).Um doze avos de um hin.5. e o sétimo. ainda queo sexto dia geralmente fosse denominado o dia da preparação. Fresco do dia . c) Logue .12 horas. Segunda vigília: . pelo seu caráter sagrado. Quanto à subdivisão do dia.de 6 até 10horas ou pouco mais.Este era contado do pôr-do-sol até o pôr-do-sol do dia seguinte (Gn 1. Nota: Algumas destas medidas variam de acordo com os autores e investigadores que nem sempre tiveram ao seu alcance as melhores fontes. b) Hin . Nona hora do dia .noite era dividida em quatro vigílias: Primeira vigília .de 3 às 6horas.Uma sexta parte de efa: 6.

Shebat e Adar. Sivã. d) Anos .No calendário hebreu havia o ano religioso. Mas como o ano lunar retrocedia em números de dias e assim desencontrava das estações agrícolas determinadas pelo ciclo solar. Etaním ou Tishrí.1) para o descanso do solo. denominado Ve-Adar (exatamente sete vezes em cada ciclo de 19 anos). Tamuz. pois foi “O plano de Deus para evitar que a riqueza da nação fosse acumulada nas mãos de poucos” e que os irmãos de raça ficassem perpetuamente escravizados uns aos outros. tornouse necessário intercalar um mês intermediário cada três anos. Em resumo. as lições que as festas pretendiam ensinar eram as seguintes: a) Tudo provém de Deus. As mais importantes delas . Parece que isto contribuiu muito para a cultura social do povo. Elas objetivavam manter viva no coração do povo a realidade de que tudo que ele possuía ou tudo que ele era em si vinham de Deus como dádiva. que começava com a Páscoa no dia do mês de Abib ou Nisã (março ou abril) e o ano civil. ou sela. cujo início era assinalado com a Festa das Trombetas no dia 2 de Tishri ou Etanim (correspondendo ao final de setembro ou começo de outubro). e o ano do jubileu. cada 50 anos. Zife (Zive) ou lar.às quais um judeu homem não podia faltar por exigência da lei .A observação das fases da lua determinou a divisão do ano em doze meses ou período de 29 e 30 dias alternadamente. Tebel. Ab. flui.c) Meses . em cujos nomes percebe-se a raiz cananéia. b) A natureza produz pela providência de Deus (uma espécie de maná).14-19). c) Este Deus a quem pertencem todas . Bul (Chesvan ou Marchesvani) Kislev. a de Pentecostes e a dos Tabernáculos (Ex 23.10. de sete em sete anos um ano sabático (Ex 23. como proprietário que é de todas as coisas. quando todos os escravos hebreus eram libertados e as terras vendidas restituídas aos primitivos donos ou seus legítimos descendentes. o 13º mês.eram três: a da Páscoa. bem como a babilônica: Abib (mais antigo) ou Nisã (pós-exílico) era o nome do primeiro mês correspondente ao fim de março ou começo de abril. também. ou seja. Havia. Inclusive a própria fertilidade da terra e a colheita resultante eram provas da providência de Deus a favor de seu povo. destinação da produção espontânea para os pobres e peregrinos e cancelamento das dívidas. (2) As Festas de Israel Os judeus celebravam sete festas religiosas anualmente. o que levou a se adotar o ano do ciclo solar. sendo que cinco eram da época mosaica e duas de épocas posteriores.

Comemorava aproximação do fim da colheita do trigo (e com ele a de todos o cereais) de que era feito o “pão de cada dia” ou seja. De modo que o zelo na celebração das festas expressava a consonância espiritual do coração do povo com a sua conduta. As festas eram as seguintes: a) Páscoa.10. sem os fundamentos espirituais que as deviam motivar.Denominada também Festa das Semanas. poupando.Também chamada Festa dos Pães Asmos ou Dias dos Asmos. guia e protege. fermentados . ao passo que a negligência neste sentido provava o declínio espiritual do povo e atraía sobre o mesmo pobreza. Depois do exílio babilônico adicionou-se à festa de Pentecostes também a comemoração da adoção da lei no Sinai. os lares em cujos umbrais israelitas havia o sangue do cordeiro sacrificado na véspera. para expiação de pecados.1).porque representavam as imperfeições do povo . adicionouse do segundo dia em diante uma significação relativa à alegria e gratidão pela colheita dos primeiros frutos da semeadura da cevada (o período das colheitas dividia-se em duas partes: da cevada e o do trigo). e durava um dia. a alimentação comum do povo. b) Pentecostes . a passagem (este é o significado da palavra “páscoa”) do anjo que feriu os primogênitos dos egípcios. destacando. quando o sacerdote agitava perante o altar um molho deste cereal (Lv 23. a celebração simples e formal das festas. não era aceita por Deus (Am 5.e era acompanhada de uma outra. composta de dois cordeiros. Entretanto. porém. tristeza e perturbações sociais e políticas que o faziam sofrer. era celebrada de 14 a 21 do mês de Abib ou Nisã. o primeiro do ano religioso. e os pães asmos eram o símbolo da pureza com que a festa devia ser celebrada. A oferta peculiar desta festa era composta de dois “pães movidos” (Lv 23. especialmente. Festa da Ceifa ou Festa das Primícias.17). E como o ano começava na primavera. O sangue aspergido nos umbrais significava a redenção ou expiação. com o fim de habilitá-los a desempenhar no mundo uma missão específica e messiânica. no 3º mês. . como um memorial do livramento dos hebreus do jugo egípcio.21-27). que os dirige.as coisas e que faz a terra produzir milagrosamente é o Deus dos hebreus. Celebrava-se 50 dias (ou sete semanas) após a Páscoa. Isto também fomentava a unidade nacional indispensável. O cordeiro devia ser assado inteiro e comido com ervas amargas e com pães asmos (sem fermento). as ervas amargas eram alusivas à amargura do cativeiro. Sivã.

isto é.Festa conhecida também como a da Colheita. a habitação em “tendas” e os sacrifícios e ritos peculiares à semana” A habitação em tendas ou cabanas feitas de ramos de árvores.3-43. como expressão de pureza. Festa do Senhor ou simplesmente “a festa” (Ex 23. na história dos judeus. Edersheim que três eram as coisas principais que distinguiam esta festa das demais: “o caráter alegre das celebrações. e) Dia da Expiação .13-15. e durava sete dias (15 a 21). o que falava eloqüentemente do favor de Deus e ao mesmo tempo lembrava a proteção de Deus durante a peregrinação no deserto quando o povo habitava em tendas ou cabanas.21). Mais tarde. que visava o extermínio total da raça judaica nos domínios persas. seu preparo. f) Purim . Tishri. mas especiais. ou seja. frutos recolhidos e a vindima feita. A particularidade desta celebração era o toque de trombetas dos sacerdotes com que se dava o início da festa. durante os sete dias da festa.34).25). visava a recordação dos 40 anos de peregrinação no deserto sob a proteção divina. De todas as festas.26-32. o mês de Adar (Et 9. Neste dia. . esta era a mais alegre porque caía justamente numa época do ano em que todos os corações estavam repletos de contentamento pelas colheitas guardadas nos celeiros. A festa era celebrada nos dias 14 e 15 do 120 mês. 7º mês. e deriva-se do fato de Hamã ter lançado sorte para saber o dia em que seria executado o seu plano macabro (Et 3. Jo 7. improvisadas). Este era o único dia do ano em que o sumo sacerdote entrava no Santo dos Santos para oferecer expiação por si mesmo. Dt 16. Entretanto. 23. Tishri. O termo purim significa sorte. porque assinalavam a 7ª lua nova do ano religioso e o inicio do ano civil. tabernáculos (habitações portáteis. Hb 9 e 10). somente o sumo sacerdote oficiava. celebrava-se no 7 º mês.Era observada no 10 e 20 dias de Tishri. d) Trombetas ou Lua Nova . a celebração desta festa sofreu algumas modificações de pouca monta. seus detalhes e seu oficiante (Lv 16.Festa instituída para comemorar o livramento dos judeus que habitavam a Pérsia nos dias da perseguição planejada por Hamã.7). Diz A. plano este que tornou-se em maldição para Hamã (Et 9. É observado com abstenção dos trabalhos e com jejum. pelos sacerdotes e pelo povo. e o fazia não com vestes comuns. Era realmente o dia mais importante de todo o calendário judaico e o mais complexo no que diz respeito aos sacrifícios.Este era o dia l0 do 7º mês.c) Tabernáculos . todo dia primeiro de cada mês caía em lua nova e era assinalado por ofertas e celebrações solenes.

Abraão. quando a tribo de Jacó desceu para o Egito..1 Origem dos Hebreus Como é do conhecimento de todo estudante da Bíblia. detendo-se em Arã. encontrando-a na pessoa de sua sobrinha-neta. mas tudo faz crer que foi ali que Abraão mandou buscar esposa para o seu filho Isaque. apresentamos aqui um resumo do aspecto étnico dos hebreus.Com75 anos de idade. irmão de Abraão. como primeiro ministro do Faraó. Betél. A área geográfica percorrida pelos três patriarcas durante as suas peregrinações na Palestina se fixava entre Siquém. Abraão deixa Arã. Hebrom e Berseba. no sul da Babilônia. à sua origem. a Palestina . filho de Jacó. localizada no noreste da Mesopotâmia. Algum tempo depois.9). 4. 1 – 3). parte para Canaã ou Palestina. e com sua mulher Sara e seu sobrinho Ló. Nesta altura eram 70 os descendentes de Jaco em sua tribo. Bilá e Zilpa. filhas de Labão. Seu filho Isaque. Não sabemos em que tempo também Naor. Naquela época da formação pré-tribal dos hebreus. terra que Deus havia prometido ao patriarca e sua descendencia por herança perpétua(Gn 11. irmão de Rebeca. Jacó. nasceram a Jacó doze filhos. GEOGRAFIA POLÍTICA DA PALESTINA Antes dos aspectos geográficos relacionadoscom as fases políticohistóricas. de origem semita. A data do nascimento de brão não é possível de ser determinada com precisão. no quediz respeito. ondejá estava José. e emigrou em companhia de seupai e seu sobrinho Ló para Canaã. Filho da Promessa. seu neto Jacó e os doze bisnetos. 10 – 12. neta de seu irmão Naor. fixou-se em Arã. mais tarde conhecida como Sina. mas a época geralmente aceita é 2000 a. que eram servas de suas esposas. próximo ao Egito. com as respectivas famílias habitaram na mesma terra. durante mais ou menos 215 anos. particularmente. o patriarca deixou a sua cidade natal.4. Mais tarde o neto de Abraão. Rebeca. Deustomou um caldeu. porém sem possuí-la. a sudoeste de Arã. cujas famílias deramorigem às doze tribos de Israel. portanto a parte central e a do sul. sua natureza e seu própito (Gn 12. encontra na mesma parentela e no mesmo lugar as suas duas esposas – Lia e Raquel. ou seja. Destas duas uniões e mais duas com as concubinas.C. Abraão morreu aos 175 anos de idades. Depois de cereca de cem anos de peregrinação na Terra da Promessa. Ur dos caldudes. para nele constituir um povo seu que viesse beneficiar todas as demais raças com a revelação que lhe daria do seu caráter. ambiente idólatra e politeísta. morendo seu pai Tera.

a terra do Emate (Síria) nem as partes de Edom e Moabe ao sul e leste do Mar Morto.2Tribos da Palestina Ocidental ou Canaã Estas podem ser divididas em três grupos: (1) Grupo do Norte – Naftali. perfazendo. dividimos a distribuição delas em dois grandes agrupamentos: tribos da Palestina Oriental ou Transjordânia. Gade. outros menores. A área conquistada por Josué somada àquela que na Transjordânia já fora conquistada por Moisés.40 – as doze tribos desenvolvera-se num grande povo que ao tempo do Êxodo deve terchegado a cerca de três milhões de pessoas. que junto do Sinai foi constituído em nação. sendo que o predominante era o cananeu.46 e 26. Josué repartiu a terra entre as doze tribos da seguinte maneira: a tribo de Levi não teria herança. Porém. entrou em Canaã praticamente com o mesmo número de almas (comparar Nm 1. 41). 4.2 A Palestina ao Tempo da Conquista e dos Juízes Uma vez encerradas as campanhas da conquista. o número de12 as heranças na terra conquistada.2. 4. ou Galiléia.2. ao norte de Rúben e a leste do Jordão. filho de Jacó. Manassés Ocidental (meia tribo de Manassés). ao norte de Gade e a leste do Jordão e do Mar da Galiléia. uns maiores.(2) Grupo do Centro – Issacar. masteria 48 cidades entre as demais tribos por todo o território conquistado (Js21. Aser e Zebulom.estava ocupada por vários povos. assim. Este povo. e tribos da Palestina Ocidental ou Canaã propriamentedita. Durante a permanência dos israelitas (como são chamados os filhos de Israel ou Jacó) no Egito – que durou 215 anos. segundo os cálculos dos entendidos. ou Manassés Oriental. Efraim.que era desde o Egito até o rio Eufrates (Gn15.51). seria dividida entre os seus dois filhos.18). a parte de José. e meia tribo de Manassés. 4. juntas. outra vez. logo ao norte de Moabe e a leste do Jordão. entre Fenícia. Efraim e Manassés. Mediterrâeno e Jordão. Benjamim . a Fenícia. segundo a Septuaginta (tradução grega do Antigo Testamento) e 430 anos segundo Êxodo 12.1Tribos da Palestina Oriental ou Transjordânia Estas são duas e meia: Rúben. Não foram conquistadas a Filistia. não representavam maisque uma sexta parte da área prometida por Deus a Abraão.

como no caso da tribo de Simeão que se confundiu com a de Judá. 2) O Reino do Sul ou Reino de Judá. Berseba e o Golfo de Ácaba (ou cidades deEzion-Geber e Elate ao sul) até a Babilõnia a leste. Gadee Rúben a leste do Jordão. Amon e Moabe sacudiram o jugo hebreu e um após outro recuperaram a sua independência. porém com menos precisão devido às misturas dos elementos das tribos pelo casamento e emigração de áreas mais desertas para as mais propícias à agricultura e pecuária. para onde havia emigrado do sul devido à pressão dos filisteus e cananeus nos dias dos Juízes). posteriormente conhecida como Judéia. (3) Grupo do Sul – Judá e Simeão.Dã. os reinos de Damasco. Recordese que a tribo de Levi não recebeu herança territorial na divisão daterra conquistada por ser tribo sacerdotal. Naftali. Zebulom. Manassés Ocidental (meia tribo).3 DivisãoPolítica no Período do Reino Unido Neste período a Palestina possuia a maior área em toda a sua história. muitos dos levitas retiraram-se para Judá. esta divisão permaneceu praticamente a mesma. Issacar. com a capital inicialmente em Siquém e depois em Samária. abrangendo Edom. ou Síria. Com o culto idolátra estabelecido por Jerobão – primeiro rei do Reino do Norte – em Dã e Betel. o território do império hebreu estendeu-se desde Filistia. após a morte de Salomáo o reino hebreu cindiu-se em dois: 1) O Reino do Norte ou de Israel. e Manassés Oriental (meia tribo). Efraim é uma parte de Benjamim a oeste do Jordão. 4.4 Divisão Política no Período dos Dois Reinos Como sabemos. aquela que fora prometida por Deus a Abraão. a saber: Dâ (no extremo norte ao pé do Hermom. Devido à incapacidade dos reis. às barreiras naturais – como o Vale do Jordão e montanhas na vastidão territorial – que impediam o desenvolvimento de uma unidade política sólida. Durante o período de Juízes.ou seja. até Hamate e Damasco. abrangendo o território das . os limites do território de Isarel na parte nortevoltaram ao que eram antes da época davídica. Moabe e Amon. Hamate. Assim. Foi quando devido às conquistas de Davi e Salomão. Aser. 4. integrado pelas áreas ocupadas por 10 tribos. ao norte (II Sm 8). com a capital em Jerusalém. mas 35 de suas 48 cidades estavam localizadas na área do Reino do Norte. ou mais tarde Samária.

da Samária e de Judá. Os tributos pesados impostos pela Babilônia e a insuportável influencia das populações pagãs alienigenas a modificar os costumes judaicos e a pureza racial entre os .6 A Palestina Durante o Cativeiro e a Ressureição Durante os 70 anos de cativeiro babilônico.C. com variantes samartinadas. voltaram à sua independência. II Rs 17. ao tempo de Nabucodonozor. o estudante pode encontrar um resumo dos acontecimentos deste período e assim perceber as circunstâncias em que se deu o término do Estado judeu na Palestina. especialmente em Samária e seus arredores (áreas de Efraim e Manassés) de cuja mescla com os remanescentes judeus originou-se a raça dos samaritanos. Porém. com a ascensão da Babilônia sobre a Assíria. quando o rei de Judá era Joaquim. Com a ascensão da Assíria. senão como uma província da Babilônia subdividida em setores de influência de governos fantoches das areas da Síria.. 4. a área deste rieno era muito menor e maispobre que a do norte.26. De modo que aquela data assinala o começo dos 70 anos de cativeiro babilônico. assim.5 A Palestina no Período de Judá Sozinho Depois da queda do Reino do Norte. os reis assírios colocaram populações de outras áreas conquistadas do seu império (II Rs 17. 2441). a extensão territorial da parte sul do antigo Reino Unido. raça estaque evoluiu para uma seita que adotava apenas o Pentauco.C. Do capítulo 32 ao 36 de II Crônicas.6) para nunca mais voltar às suas herdades. reduzindo-se. As partes anteriormente subjugadas por Davi.(I Cr 5. e cujo centro religioso era o templo construído no Monte Gerizim. o Reino do Norte caiu nas mãos deste império e o povo foi levado em cativeiro em 722 a.Em lugar do povo de Israel. o Reino de Judá. 4. Como se vê. como algumas cidades dos filisteus e o reino de Edom.foi levada em cativeiro para a Babilônia. Judá foi reduzido a um estado de vassalagem e a maioria dos habitantes – entre eles Daniel ..33).tribos de Judá. embora a queda definitiva do reino só ocorresse em 587 a.C. veio o cativeiro de Judá pela Babilônia. com a destruição de Jerusalém. a Palestina como tal deixou de existir. permaenceu ainda cerca de 135 anos em seu território bastante reduzido e como tributário da Assíria durante a maior parte desse período. formando um sincretismo religioso sempre hostilizado pelos judeus (III Rs17. Simeão e parte de Benjamim. A invasão ocorrem em 605 a.

. de 320 a 198 a.C.. os judeus aos poucos iam se fixando em outras áreas . Entretanto. isto é. sobre Jerusalém. O seu limite setentrional começava na margem ocidental do Rio Jordão pouco acima de Jericó. subjugou o rei da Babilônia. Judéia. Ao sul o limite era uma linha entre Hebrom e Mar Morto na direção leste. Porém a situação político geográfia da Palestina não se alterou muito. E a leste o seu limite era a costa ocidental da parte noroeste do Mar Morto e a margem ocidental do Rio Jordão até um ponto pouco ao norte de Jericó. pois temos referências bíblicas e descobertas arqueológicas que indicam este fato (Tafnes. o Grande. O panorama geográfico da nova comunidade judaica. com a marcha de Alexandre. 23). referida em Jeremias 44. decretou no mesmo ano uma lei pela qual foi dada permissão aos judeus para voltarem a sua terra.C. Quando o rei persa. Com a morte do grande conquistador macedônio. O limite do flanco oeste partia de Jope e em direção sudeste ia até Hebrom. Migdol. Isto aconteceu em 538 a. a Palestina permaneceu sob os ptolomeus do Egito. dosquais dois – Ptolomeu e Seleuco. reconstruiremo seu templo em Jerusalém em restaurarem o seu culto (II Cr 36. no centro desta área. Por 122 anos. restaurada sob a proteção persa e adminsitrada por governadors nomeados pela Pérsia – como o foram Zorobabel e Neemias – era muito insignificante.C. então começou o longo e penoso período da restauração do Estado judeu na Palestina.. A sua reconstrução (notadamente o Templo e os muros da cidade) requereu muito sacrifício. a antiga capital. e passando ao norte de Betel findava em Jope. o fator importante era a cidade de Jerusalém. Durante este período. Ciro. respectivamente reis gregos do Egito e da Síria – passaram a disputar a Palestina. Nofe ou Mênfis e Patros. quando.7 A Palestina no Período Grego A dominação grega secundou a persa em 331 a. polarizando as futuras esperanças pelo ressurgimento da vida nacional na Terra da promessa. 22.remanescentes (exceto na área de Judá no quediz respeito a miscigenação das populações) fizeram com que muitos judeus que ficaram na Palestina emigrassem mais tarde como refugiados para o Egito. na costa do Mediterrâno.1 e Ilha Elefantina). ou mais propriamente nos limites reduzidos do antigo Reino de Judá. O cativeiro babilônico cessou com a supermacia da Pérsia sobre o mundo antigo. 4. por força da política helenizadora dos ptolomeus. as áreas conquistadas passaram às mãos dos seus quatro generais.

C..C. aliás.C. governou sozinho sobre todo esse vasto território das quatro tetrarquias. Herodes superintendia toda a área da Palestina dos tempos dos reis de Israel. é que o domínio romano como tal se fez sentir. Gaulanites. Samária. eclodiu a revolta dos macabeus. a política helenizadora dos selêucidas foi muito mais violenta que a dos ptolomeus. Assim. a região de Basã. Auranites. dividida em cinco distritos. neto de Herodes. Nesta altura. toda esta região foi dividida com os seus três sucessores. a tetrarquia da Galiléia.então. o Grande. onde morreu ignominiosamente (At 12).8 A Palestina sob o Domínio dos Romanos. arrebatou a Palestina ao Egito. Peréia (ou Transjordânia) etc. inclusive a região de Decápolis. dando-se o nome de tetrarquia a cada divisão territorial.. sendo dividida em duas . Judéiae Iduméia. a Judéia já não era apenas a antiga área do Reino de Judá. mas Judéia.C. Seguiu-se. o Grande. Galiléia. porém. ou a Divisão Política do Tempo do Novo Testamento Como sabemos. após a morte de Herode. Após a morte de Agripa I.. como Galiléia. compreendendo a Galiléiae Peréia. no ano 4 d. a Judéia dos macabeus passou a ser uma província romana...C. Batana. que em 167 a. Com este feito. região pertencente a Palestina nos dias de Salomão. e finalmente Lisânias. o Grande. Traconites e Pereia. Antioco. que era o sexto rei selêucida da Síria. Como resultado da tirania sacrílega dos grecos-sírios. localizada entre o Líbano e Ante-Líbano. o Grande. quando Herodes. com o advento de Calígula ao trono do império Romano. Ituréia e Traconites. Entre 41 e 44 d. em 63 a.C. abrangendo as áreas de Samária. Herode Agripa I. pelo senado romano. coube a tetrarquia de Abilene. Porém. com sede em Cesária. quando Herodes. que não era descendente de Herodes. Herodes Antipas. rei da Judéia. a dos ptolomeus era apenas persuasiva. Na guerra entre Egito e Síria em 198 a. Porem.C. que os macabeus continuassem na posse do trono até 40 a. Porém.. permitindo. um período de independência sob o governo dos reis-sacerdotes macabeus até 63 a. só em 37ª. a Herodes Arquelau que levou o título de etnarca –foi dada a tetraquia de Samária.da Palestina. o Grande (um idumeu) foi noemado. da família dos hasmoneus. Pompeu tomou a cidade de Jerusalém. quando o romano Pompeu tomou a cidade de Jerusalém. 4. ao passo que a dos seléucidas foi de uma violência cruel.. passou a governar a Judéia em nome de Roma. a região recebeu uma nova divisão política. saiu vitoriosa da luta..C. a Herodes Filipe.

). com sede em Cesaréia. Agripa II. antes por tratar-se do berço do cristianismo do quepor ser a terra dos judeus. que liquidou de novo o Estado Judaico. Samária. as portas do país à imigração judaica em ampla escala. devastadas as cidadese as povoações de toda a área da Judéia reduzidas a escravos fugitivos ou cadáveres. 4. anexando-se à Síria. quese compunha das tetrarquias de Filipe e de Lisânias. . Ambas permaneceram até o ano 70 d. governada por procuradores romanos..C.C. Desde a queda do Império Romano Ocidental até os dias atuais. a Palestina deixou de ter qualquer importancia política.. abrindo em seguida. é que a Palestina gozou de alguma importancia. porém.. a Palestina esteve sob as mais variadas influências políticas.9 A Palestina Desde os Tempos Bíblicos Até os Nossos Dias Depois dos anos70 da nossa era. De 634 a 750 – É governada pelos califas (soberanos muçulmanos) do reino de Damasco.províncias: ao norte a chamada Quinta Província.cujo quadro cronológico segue abaixo: De 476 a 634 – A Palestina é uma província longíqua e insignificante do Império Romano Oriental com sede em Constantinopla. quando os aliados invadiram e libertaram a Palestina do Império Otomano. governada por Herodes. quando da revolta dos judeus sufocada pelos romano. Mas com a decadência do Império Romano (476 d. De 1250 a 1517 – Governam a Palestina os mamelucos egípcios (forças militares egípcias formadas pelos escravos). com a famosa Proclamação de Balfour (1917). destruido o Templo e arrasada a cidade de Jerusalém. Só depois do ano 323 d. Galiléia e Peréia. e Província da Judéia abrangendo a Judéia. quando o imperador Constantino abraçou o cristianismo e cessaram as perseguições aos judeus e cristãos. a Palestina foi relegada a um longo esquecimento até quase o fim da Primeira Guerra Mundial. conquistado pelos árabes. De 750 a 960 – Torna-se parte do governo sírio dos domínios arábes De 960 a 1095 – A Palestina é dominada pelo califado egípcio De 1095 a 1187 – Período das Cruzadas para libertar a Terra Santa das mãos dos muçulmanos De 1187 a1250 – A Palestina torna-se parte do Império Muçulmano sob a chefia de Saladino.C. sob o comando geral de Tito.

que foi a própria organização sionista.Estava deflagrada a Guerra Israelense de Independência. a Inglaterra assume. apoiando a “criação. votou a resolução que recomendava o estabelecimento. declaração esta que passou a ser conhecida como a Declaração de Balfour. na Palestina. resultando em uma ampliação da área do Estado além das fronteiras propostas pelas Nações Unidas na chamada Revolução da Partilha. queso terminou em 1949 com a assinatura de armísticos. De 1914 a 1918 – Após a invasão da Palestina pelos aliados. De 1948 a 1949 – A 29 de novembro de 1947 a Assembléia das Nações Unidas. exatmente quando termina o mandato ingles na Palestina. Egito e Arábia Saudita – invadiram o território do Estado de Israel com o propósito de liquidá-lo. em separado. sob a presidência do eminente brasileiro Oswaldo Aranha. Em 14 de maio de 1948 foi proclamado o Estado de Israel. com a estrutura de república democrática. de um lar para o povo judeu e que envidará o máximo esforço para a conquista desse objetivo”. estabelecido pelo sultão Selim I. pelos secretário do exterior LordeBalfour. atendendo às aspirações do movimento sionista em todo o mundo (Sociedade Amigos de Sião. . No mesmo Mandato foram delimitadas as fronteiras do país. Iraque. Os árabes palestinianos. o primeiro governo autônomo judaico em mais de 2 mil anos. Líbano. administrativas e econômicas que garantam a instalação do lar nacional judeu e o desenvolvimento de instituições autônomas”. não conformados com a partilha. em 1922. depois de varridas as forças atacantes nas três frentes. De 1918 a 1948 – Por delegação da Liga das Nações. Já em 1918 incrementou-se consideravelmente a imigração dos judeus para a Palestina. Jordânia. excluindo a Transjordânia da Palestina.De 1517 a 1914 – A Palestina faz parte do Império Otomano. a provacação. logo deram início a uma série de hostilidades contra a população judaica. organização judaica que desde 1869 começou a promover a colonização da Palestina pelos judeus). Líbano e Síria. na Palestina. Síria. o Mandato da Palestina. com Egito. liquidando em poucos meses. No dia seguinte. que resistiu heroicamente. a Inglaterra. de um Estado judeu e de um Estado árabe. os Estados da Liga-Arábe – Jordânia. O mandato terminou em 15 demaio de 1948. com a retirada da administração britânica que o cumpriu procurando restaurar o país com a colaboração da Agência Judaica. emite uma declaração oficial em 2 de novembro de 1917. cujo conteúdo responsibiliza “a Potência Mandatária por colocaro país em condições políticas.

a luta terminou com grandes vantagens para Israel. no entanto.Já em 1955 voltaram a registrar-se incursões. que.De 1949 a 1967 . e guarnecer. saqueando bens. com força internacional neutria. derrotou uma aliança de 12 nações. jordaniana e egípcia – destruindo o poder beligerante dos mesmos em cerca de 100 horas e ocupando todas as áreas ao ocidente do Jordão e quase toda a Península do Sinai. mas Israel respondeu que só aceitaria quaisquer discussões de condições de paz definitiva. As Nações Unidas. . constrangeram as forças israelenses a se retirarem para suas fronteiras anteriores. as forças internacionais foram retiradas da fronteira israelense e em 5 de junho de 1967 Israel foi invadido pelos quatros países arábes simultaneamente – Síria.De fato as promessas foram cumpridas. matando centenas de judeus.sob promessa de levantar o bloqueio egípcio à entrada do Golfo de Ácaba. Por proposta da União Soviética. mas dez anos depois. arrastando consigo mais oito Estados árabes. Mediante um apelo das Nações Unidas. a fronteira com o Egito para fazer cessar as incursões provocadoras. que impedia a navegação com o porto de Eliat no extremo sul do país. a pedido do Egito (aliado da Síria. provocação que resultou na invasão da Península do Sinai por Israel em outubro de 1956. com seus vizinhos. sozinho. no sentido de cessar fogo. de bandos armados egípcios no território israelense. Jordânia. assim. Israel enfrentou os inimigos em três frentes – Síria. provocadora da tensão). Terminou. a chamada Guerra do Sinai. direta e separadamente. Egito e Argélia. a ONU apelou para que as forças israelenses voltassem às posições anteriores ao início do conflito. terminando por vencer o inimigo e destruir suas bases de penetração.

sendo os outros dois. torna-se necessário apreciar. SITUAÇÃO E EXTENSÃO A Ásia Menor. e.ÁSIA MENOR INTRODUÇÃO Os aspectos bíblicos relacionados com a Àsia Menor são os da expansão missionária do cristianismo no primeiro século da nossa era. Timóteo. rodeado de cadeias de montanhas e de costa acidentada. de cerca de 520 mil quilômetros quadrados. ASPECTO FÍSICO. o Mar Negro. o apóstolo. foi palco das muitas atividades missionárias do apóstolo Paulo e seus companheiros Barnabé. preliminarmente. a extensão dessa região. devido à natureza lacustre da península. João. Saros e Cidno. A oeste. Atenas e Alexandria. ao sul. Lídia. fica entre o Mediterrâneo. ao norte. Mesopotâmia e Armênia. terra natal de Paulo. desembocando no Mar Egeu. os seguintes: Píramos. Silas e Tito. Ao Sul. É um planalto pedregoso. pois é muito provável que tenha terminado o seu ministério em Éfeso e que as sete igrejas da Ásia (Ásia. a leste. que percorre uma vasta área do leste da península para finalmente desaguar no Mar Negro. que a limitam com a Síria. Toda esta vastíssima região. abrange a província romana com os antigos distritos da Mísia. há . Lucas. semeando de lagos de água doce e salgada. a enorme península do extremo ocidental do continente asiático. 2. na concepção do Apocalipse de João. e um dos três maiores centros intelectuais do mundo antigo. temos na direção de leste para este. ou seja. Frígia e Cária) tenham estado por algum tempo sob os seus cuidados. segundo a tradição. seu aspecto físico. Às margens deste último ficava a célebre cidade de Tarso. A oeste. e quase todos eles de curso relativamente pequeno. e os Montes Taurus. O maior deles é o Halis. bem como econômico e também político. do mais jovem dos doze que andavam com Jesus. 1. Para se entender melhor esta expansão. despejando suas águas no Mediterrâneo. quando já em avançada idade. o Mar Egeu. Os rios navegáveis são poucos.

rumo oeste. em cuja margem direita. zinco. considerando apenas de um modo geral os fatores temperatura e umidade. ao passo que nas partes sul e oeste é seco e tropical. acompanhando a costa do Mar Egeu desde Éfeso através de Esmirna. principalmente a criação de ovelhas e cabras. provocou até guerras. A agricultura vem em terceiro lugar. Pérgamo e Adramitio. como aqueles seguidos por Paulo na sua segunda viagem missionária quando de Listra dirigiu-se para a Bitínia. e para sudeste. listra. Hermo. ficava a antiga Pérgamo. partindo de Éfeso e passando por Laodicéia. Inúmeras outras ramificações ligavam esses dois rumos fundamentais. níquel e prata. 3. porém foi levado. desde as mais remotas épocas. embarcadouros para Macedônia e Grécia. mais tarde suplantada pos Éfeso. desde a antiguidade. devido à natureza do terreno que é extremamente pedregoso. por direção divina.quatro rios dignos de referência: Meandro. Na parte central-leste predominam as chuvas e a temperatura amena. o clima na região norte. na parte central da península. nas proximidades do Mar Negro. Colosso e Apaméia. e Cairo. O clima da região é de grande variedade. obedeciam a dois rumos fundamentais com ramificações na direção de nordeste. Os rumos fundamentais eram: a) O de oeste-leste. ferro. distando 20 quilômetros do Mar Egeu. onde entroncava-se com as vias mesopotâmicas e palestino-egipcias. e b) O de sul-norte. bifurcava-se para o nordeste. penetrando na Síria. que banha já quase na sua foz a célebre cidade de Éfeso. ASPECTO ECONÔMICO A região é rica em minérios. em cuja parte superior encontra-se o tributário Licos. dadas as diferenças de altitude. na direção de Antioquia da Pisídia. é frio e úmido. como carvão. Caister. na costa do Mar Negro. A pecuária é muito desenvolvida. para Trôade. capital dum antigo reino do mesmo nome e depois capital da província romana da Ásia. e outra para as regiões da Bitínia e Ponto. rumo a Anatólia e Capadocia. Derbe e Tarso. sendo que esta. . indo uma das ramificações para os portos de Troas e Tróia. As estradas da Ásia Menor. os ventos dominantes e a configuração física. cujo tributário Pactolo banha as cidades de Filadélfia e Sardes. cobre. Icônio. Entretanto. nas margens do qual ficavam as cidades de Colosso e Laodicéia. cobiçada pelos antigos assírios.

ou da expansão do cristianismo da Palestina para o Ocidente. Lídia.C. . pois admitindo-se crentes dessa raça mistana igreja cristã. que etnicamente constituíram – desde longa data – o elemento principal da população ocidental da península.. feita na parte I deste livro: 1) Províncias do Litoral do Mediterrâneo – Lícia. algumas das quais eram conhecidas pelo nome de Hati. descobertas em Kanish. EXPANSÃO DO CRISTIANISMO PARA O OCIDENTE Este estudo deve ser precedido de um rápido preâmbulo de atividades apostólicas na direção do ocidente de Jerusalém. Nesta altura é proveitoso recordar a divisão das províncias romanas da Ásia Menor ao tempo de Paulo.C. Licaônia. Frígia. verifica-se que lá pelo séclo 20 a. Já ao tempo das conquistas dos gregos. Assim os samaritanos serviramde ponte entre os judeus e os gentios para a evangelização do mundo. a região (de origem jafética) foi dividida em várias províncias para melhor administração. com sua capital Carquêmis. Assim. de origem grega – para a Samária. As chamadas Tabuinhas Capadócias. Panfília. Pisídia.foram anexadas à Galácia. antes da passagem dos missionários da equipe de Paulo para a Ásia Menor. pouco ou nada se sabe da longíqua península. Capadócia. De modo que ao tempo do apóstolo Paulo. Lídia. Mísia e partes da Frígia..Patagônia. até o século 8 a. Cilícia. 4) Províncias do Interior –Galácia. 2) Províncias do Litoral do Mar Egetu – Mísia.. 5. divisão esta que posteriormente foi modificada em algumas áreas pelos romanos. como Pisídia e Licaônia. Cerca de 200 anos depois já havia um forte reino hitita na Ásia Menor que estendeu o seu domínio até a Mesopotâmia e que perdurou influente e dominante sob a forma de Império Hitita. o primeiro impulso evangelístico para fora de Jerusalém na direção dos gentios foi a viagem de Filipe – um dos sete diáconos da Igreja em Jerusalém.4. quando os assírios o derrotaram. 2) Províncias do Litoral do Mar Negro – Ponto. e depois babilônico e persa. Bitínia. onde obteveum notavel exito. ASPECTO POLÍTICO Até onde a História permite estudar o aspecto político da Ásia Menor. grupos de tribos indo-européias penetraram na região central ou Anatólia. Cárdia. os romanos já haviam feito os seus reajustes políticos na administração da vasta região. referem-se a 10 pequenos principados existentes naquela região pelos idos de 1900 a. Cária. Depois da ascensão de Cristo.C. por exemplo. Durante o domínio assírio. reunindo várias das antigas províncias gregas e dando novos nomes a outras.

mas importante. Barnabé prestou o maior serviço à causa das missões. à casa de Cornélio.32. pois havia sido prevenido sobre um plano para Antioquia da Síria (At 11. via Azoto. perto do Mediterrâneo. visitando novamente Damasco e Jerusalém.haviase retirado para algum lugar da Arábia. pois era o oficial do exército romano de ocupação da Palestina e ali pregar o evangelho. Dali. notamos que o apóstolo tocou em muitos lugares para finalmente chegar a Lida. Em Jope Pedro hospeda-se em casadeum crente por nome Simão. que estava em Tarso.25). onde fixa residência e evangeliza juntamente com suas filhas (At 21 8.9). que foram os primeiros entre os gentios (fora o eunuco etíope batizado por Filipe. Este. De Jerusalém. Filipe viaja para Cesaréia. um gentio. Em seguida surge um outro movimento missionário por meio de uma perseguição.a prota estava aberta para a admissão dos gentios também. resultando o seu trabalho em vários batismos. com uma competente equipe de obreiros. Este. De Lida. Foi ali queele encontrou o ilustre Ministro da Fazenda da Rainha Candace. porque assinalou a queda do muro de separação entre judeus e gentios. depois da conversão. a igreja envia para lá o seu representante Barnabé. 19-24). junto à praia.Pedro vai a Jope. a sudoeste daquela. Desse movimento resultou o célebre . também atinge os gregos em Antioquia da Síria. ondecurouo paralítico Enéias e levou à conversão “todos que habitavam” aquela cidade e a vizinha localidade de Sarona (At 9. dos etíopes. Segundo Atos9. Convertido. E assim estava o caminho aberto para a evangelização dos gentios (At 11. em Atos 10). 1-18). o diácono.O piedoso servo do Senhor lembra-se então de Saulo. que conclui pela autenticidade evangélica do movimento (At 11. predominantemente gentílica. o etíope élog batizado e leva o evangelho para a sua terra no continente africano. consola osquechoram a perda sentida e ressucita a jovem. e numa hora de oração no terraço tem uma visão que o autoriza a ir a Cesaréia. situada poucos quilômetros a sudeste de Jope.42). sua cidade natal. Também o Apóstolo Pedro fez uma viagem curta. a chamado de uma comissão enviada de Jope a propósito do falecimento da jovem Tabita ou Dorcas.35). Pedro obedece e pela graça deDeus opera maravilhas naquela cidade. Da Samária. para finalmente refugiar-se em Tarso. A mão de Deus esteve com os seus dois servos de tal maneira que dentro de apenas um ano já havia em Antioquia uma notável igreja. e também ali muitos creram no Senhor” (At 9. de onde partiu o movimento de missões estrangeiras. além de judeus. Filipe foi conduzido pelo Espírito Santo a um ponto de uma estrada que ia de Jerusalém para Gaza.

23 e 13. porto oriental da ilha. os missionários chegaram ao porto marítimo de: Selêucia. mas adiante dos quais habitavam populações necessitadas do evangelho da graça. De Antioquia. Parece que na ida foram pertubados pela atitude de João Marcos . Porém Paulo (este é o nome pelo qual Saulo é conhecido daí por diante) repreendeu o feiticeiro ferindo-o com cegueira por alguns dias. a 25 quilômetros de Antioquia. de onde tomaram um navio para a ilha de Chipre. foram apregando por todas as povoações até chegar a: Pafos. Para penetrar no continente. na foz do Rio Orontes. orientada pelo Espírito Santo. Daí os mensageiros das boas – novas navegam para o norte. ondehavia várias sinagogas dos judeus nas quais os missionários pregaram o evangelho de Cristo. a capital dailha e sede do governo proconsular romano.27. 1 -3). Diante deste fato.1 Primeira Viagem Missionária de Paulo Consolidado o trabalho evangélico em Antioquia. Não consta que na ida tivessem os missionários pregado o evangelho nesta cidade. o qual estava tentando desviar do caminho da salvação o procônsul Sérgio Paulo. aportando em: Perge. e famosa pelas suas antigas minas de cobre. infestados de salteradores.4 a14. era necessário atravessar a perigosa cordilheira dos Montes Taurus que se levantam logo atrás da cidade. na direção do continente da Ásia Menor. de Jerusalém. a 85 quilômetros a oeste da costa da Síria. comissiona a Barnabé e Saulo para a pregação das boas-novas ao mundo gentílico. capital da província romana da Panfília. desembarcando em: Salamina. o procônsul rendeu-seao evangelho. A descrição detalhada desta viagem está narrada por Lucas em Atos 13. porém sabemos que o fizeram na volta. devota da deusa Artemis (a mesma que em Éfeso era conhecida como Diana). distante cerca de 160 quilômetros de Salamina. descendo a serra da costa. a igreja local.apelido que passou a ser o qualificativo supremamente honroso dos crentes de todo o mundo – é que os seguidores de Cristo daí para diante passaram a ser chamados cristãos (At 9. 5. evangelizado por eles. Ali os missionários enfrentaram um feiticeiro de nome Bar-Jesus ou Elimas. tomando o rumo leste-oeste no sentido lingitudinal da ilha. Dali. Acompanha-os o jovem João Marcos.

a ponto de os expulsarem da cidade. Ali tiveram muita liberdade de pregar o evangelho. como em Perge. Dali os valorosos pregoeiros da verdade partiram para: Icônio. na Panfília. Então foram para: Listra. ponto inicial de sua viagem. Porém. De Perge os dois missionários partiram para: Antioquia da Psídia. centro comercial e político daquela província. Atália etc. Porém. não querendo prosseguir.que. Depois de algum tempo de permanência e intensa atividade evangelística. não obstante a insistência de Barnabé. De Derbe poderiam voltar para Tarso e Antioquia da Síria com muito mais facilidade. De Perge. Mas os discípulos cuidaram de Paulo e o despediram. 35-39). Depois de uma cura milagrosa do coxo. sendo estes apedrejados e Paulo arrastado para fora da cidade como morto. os judeus. interessando judeus e gregos. de onde embarcaram para Antioquia da Síria. também dali foram expulsos os missionários. porém Paulo. os homens de Listra quiseram tributar culto aos pregadores. juntamente com Barnabé. razão por que no início da segunda viagem missionária de Paulo este de forma alguma quis levar junto a João Marcos. A igreja os recebeu com alegria e ouviu o relatório cheio de inspiração e .cheio de entusiasmo pela obra do evangelho. dirigiram-se para o porto de: Atália. Paulo pregou por dois sábados. um grupo de judeus de Antioquia da Pisídia e de Icônio chegaram a Listra e incitaram o povo contra os missionários. para: Derbe. na estrada de Éfeso para Tarso e partes do Oriente. e só a muito custo foi que Paulo conseguiu disuadi-los de tal intento. talvez estabelecendo mais outras igrejas das quais não temos notícias. porém. inclusive elegendo anciãos para as mesmas. incitando mulheres e autoridades. moveram uma tremenda perseguição contra os pregadores. e confirmando os irmãos nos lugares onde havia deixado igrejas estabelecidas. impressionados pela enorme aceitação que a palavra dos missionários tivera entre os gentios. voltou a Jerusalém. na sinagoga local. ali ficou uma igreja de Cristo. sendo esta cidade o ponto final desta primeira viagem missionário de Paulo. Esta atitude de Paulo redundou em separação entre ele e Barnabé na obra missionária (At 15. preferiu voltar pelo mesmo caminho por onde haviam passado na ida. No segundo sábado. colônia romana a 35 quilômetros a leste de Icônio. quase 100 quilômetros a leste de Antioquia. logo depois. distante dali 32 quilômetros.

36 a18. viajando por terra para: Síria. com muitos outros. As etapas desta viagem podem ser divididas em três itinerários: 1) O da Ásia na ida. vistiando os grupos de crentes formados na região norte da Síria. que estava em Antioquia.C. que lhe pareceu apto para o trabalho missionário e o convidou para integrar a sua equipe. jovem da igreja de Jerusalém. 2) O da Europa. cuja capital era Tarso. Paulo não concordou com Barnabé em levar denovo com eles João Mardos. Atravessando os Montes Taurus. e outra de Paulo e Silas. Em Listra Paulo encontrou o jovem Timóteo.2 Segunda Viagem Missionária de Paulo A narrativa desta viagem encontra-se em Atos 15. Entretanto. que foram os pontos finais da primeira viagem.2. Partindo dali. 5. resultando a separação em duas equipes – uma composta de Barnabé e João Marcos. Certamente ele nem por sonho teria imaginando o alcance desta viagem no quediz respeito à penetração.antes da partida para Antioquia a convite de Barnabé.Isto trouxe uma contenda entre os dois obreiros. Esta viagem ocorreu. chegaram a: Derbe e Listra. a palavra do Senhor. Paulo e Silas tomaram rumo ao norte. pois este os havia deixado no meio da viagem pela sua inconstância. De Antioquia. durante os quais dois valorosos obreiros ficaram em Antioquia pregando e ensinando. que se dirigiu para Chipre. Lucas não menciona os nomes das localidades desta província atingidas pelos missionários. Paulo teve a inspiração do alto para fazer uma segunda viagem missionária pela Ásia. isto é.1 O Itinerário da Ásia na Ida Ao preparar a segunda viagem.gozo no Senhor pela operação patente do Espírito Santo na proclamação do evangelho aos gentios.22 Depois de aproximadamente três anos de intervalo. entre os anos 46 e 48 d. de onde passaram para: Cilícia. segundo a melhor cronologia. E por certo o foram pelo próprio apóstolo durante a sua permanência em Tarso. 3) O da Asia na volta. fácil é perceber que por lá já havia igrejas estabelecidas anteriormente. 5. confirmando o trabalho realizado na primeira incursão envagelística naquela área. depois de confirmar na fé os .

colônia romana.5. pois o carcereiro veio a converter-se com toda a sua família. sendo dois deles Paulo e Silas encarcerados. na costa do Egeu. penetrando no mundo ocidental com a mensagem gloriosa de salvação dos pecadores. . foram para: Tessalônica. lugares em que não se detiveram por motivos desconhecidos. que é uma ilha a 33 quilômetros da costa. onde os missionários obtiveram magníficos resultados de sua pregação manifestos na convesão de uma distinta senhora. prosseguindo para. Ali não demoraram.entretanto foram impedidos de alguma forma pelo Espírito Santo que os encaminhou para a Mísia. chamada Lídia. da jovem adivinhadora e do carcereiro e toda a sua casa. porto que serivia à importante cidade de Filipos. pedindo que passasse àquela região e ali anunciasse o evangelho. Dali julgaram conveniente ir e anunciar o evangelho no extremo norte. cidade marítima do continente europeu. ponto inicial de Paulo na evangelização da Europa. Nesta altura notasequeo autor do livro de Atos – Lucas passa ao uso do pronome pessoal na primeira pessoa do plural. na província de Bitínia. Foi neste lugar que pregadores das boas novas sofreram também as primeiras perseguições na Europa por parte das autoridades instigadas pelos prejudicados com a conversão da adivinhadora. Mas na providência de Deus até aquela prisão teve resultados favoráveis ao evangelho. tendo passado por Anfilópolis e Apolônia. Também em Neapólis os missionários não demoraram. Assim os missionários chegaram a conhecer a vontade de Deus e partiram para a Europa. talvez pretendendo visitar as igrejas de Icônio.2 O Itinérário da Europa De Troas (na Ásia) navegaram para. Deixando assim o princípio de um trabalho que sabemos foi o mais querido do grande apóstolo. foram passando pelas regiões da Frígiae da Galácia. “nós” o que leva a crer que foi em Troas que ele juntou-se aos três missionários para ajudá-los na obra.irmãos. chamada: Troas. Neápolis. Samotrácia. Tessalônica era uma cidade histórica. 5. Mas novamente o Espírito do Senhor lhes impediu o intento e eles desceram para a cidade marítima da Mísia. Antioquia da Pisídia e outras. Foi ali que Paulo teve uma visão de um homem da Macedônia (parte da Europa que fica defronte da Misia). mas dirigiram-se imediatamente para: Filipos. certamente pela pressa do navio. isto é.

onde também já havia uma igreja. ao qual mais tarde juntou-se o jovem Apolo. em companhia de Priscila e Áquila. junto à foz do Rio Caister. certamente estabelecida durante a estada do apóstolo em Corinto. Nesta cidade o casal de auxiliares do apóstolo que o acompanhou desde Corinto. Paulo embarcou no porto de Cencréia. para: Éfeso. Itinerário da Ásia na Volta De volta para Antioquia da Síria. os missionários Paulo e Silas (parece que Lucas e Timóteo haviam ficado em Filipos para continuar o trabalho) seguiram. Falando no areópago (lugar de discussões publicas e de sentenciar as causas). famosa pelo seu teatro. situada a 70 quilômetros de Atenas. premidos pela oposição dos judeus fanáticos. atravessando o Mar Egeu. fez uma extraordinária defesa do cristianismo perante os filósofos gregos. seu hipódromo e seu templo colossal consagrado à deusa Diana (ou Ártemis). Dali navegou em direção leste. de onde subiu para: . capital da Ásia proconsular. de noite.2. Nesta cidade. tendo sofrido tremendas perseguições. grupo que atuou eficientemente para preparar o terreno para o trabalho de Paulo que brevemente voltaria para lá. Dali o missionário dirigiu-se para: Corinto.3. metrópole comercial e política da Grécia naquele tempo. a importância capital da cultura grega.ponto estratégico para a difusão do evangelo. Porém o orgulho e a corrupção dos atenienses não permitiram que estes aceitassem a mensagem só apostolo. De Éfeso Paulo navegou diretamente para: Casaréia. Paulo estabeleceu ali uma igreja composta de judeus e gentios. o apóstolo percebeu a idolatria dominante. chegando a: Atenas.grande centro comercial e militar. na Palestina. deixando os companheiros para trás. Depois de uma rápida vista pela cidade. 5. com os quais iniciou o trabalho em Corinto e depois também em Éfeso. Também foi ali que o apostolo conheceu o consagrado casal Priscila e Áquila. a 80 quilômetros da Tessalônica. a 13 quilômetros a leste de Corinto. os judeus fanáticos de Tessalônica foram a Beréia e alvoroçaram o povo contra os misteriosos a ponto de Paulo ter necessidade de retirar-se por mar para Atenas. Porém. Paulo permaneceu 18 meses. Entretanto. que foi o ponto final da sua segunda viagem missionária na direção do Ocidente. para: Bereia. onde o evangelho foi muito bem aceito. portanto.

já os judeus novamente preparava-lhes ciladas para o eliminar do cenário. A feitiçaria perdeu seu prestigio pela queima publica de livros dos muitos convertidos em Éfeso. provavelmente visitando os lugares em que na viagem anterior havia estabelecido igrejas. saudando os irmãos da igreja e relatando-lhes as maravilhas que o Senhor havia operado durante os quase três anos (51 a 53) gastos na sugunda viagem. Continuando.Jerusalém. para: Éfeso. Partindo de: Antioquia novamente. passando dali para Macedônia.3 Terceira Viagem Missionária de Paulo Depois de breve período de descanso. dirigiu-se para Mitilene. capital da Ilha de Lesbos. aparentemente sob pressão de novas e mais violentas ameaças de perseguição. deve ter dado origem às chamadas “sete igrejas da Ásia” referidas no Apocalipse (At. 5. descrita em Atos 18. seu ponto de partida para todas as viagens. Paulo dirige-se através das províncias de Cilícia. Finalmente teve que despedir-se dos discípulos. que lhe trouxe noticias de Corinto.8. Três meses depois de sua chegada. tomando o rumo de Trojilo. De Filipos regressou a Troas na Ásia. voltou pela costa do Mar Egeu. de onde o apóstolo manda chamar os anciãos de Éfeso dos quais se despede para sempre. Excepcionalmente notável foi a atuação do apóstolo em Éfeso frente às perseguições e alvoroços de seu trabalho trouxe no seio daquela população. durante os seus dois anos de atividade nesta cidade.10). depois de Quios. indo depois para Mileto. de . e mais adiante para Samos. promontório da costa da Ásia. confirmando na fé todos os discípulos convertidos nos lugares anteriormente visitados. passou por Cós. onde esperou o seu novo companheiro de trabalho Tito. Para evangelizar este centro da província e suas adjacências. dirigindo-se para: Troas. Paulo empreendeu uma terceira viagem missionária. ilha montanhosa do Egeu. E a fim de despistar os seus algozes. Pátara. A crendice devotada a deusa Diana sofreu sérios abalos. Dali desceu para: Corinto. também Ilha do mesmo mar. ilha de Rodes. depois passando a Assôs. Galácia e Frigia. subindo até Filipos e dali talves tenha ido a Ilírico.23 a 21. província situada na costa do Mar Adriático da Macedônia. 19. onde pôs em ordem as irregularidades ocorridas na igreja de onde escreveu as duas importantes Epístolas aos Gálatas e Romanos. De Jerusalém dirigiu-se para: Antioquia da Síria. que é o ponto principal de suas atenções nesta viagem.

mas o ódio dos judeus o descobriu para tirar-lhe a vida. Reconhecida a sua presença em Jerusalém e particularmente no Templo. naquela ocasião. levando pelos ventos.4. porto da província de Lícia. por certo. Navegando dali. porque a tendência das autoridades romanas era não julga-lo por tratar-se de uma questão religiosa. onde o amor dos irmãos o envolveu. confortando irmãos de uma igreja cuja origem não nos é conhecida. Neste porto fizeram a baldeação para outro navio que. Ao perceber a impossibilidade de conseguir garantias na província. tendo tido a oportunidade de pregar o evangelho às autoridades romanas: Félix. Diante do perigo de ser arrebatado pela turba enfurecida de judeus fanáticos. na Ilha de Creta. onde permaneceu preso por dois anos. onde lhes foi permitido visitar os amigos crentes. num acesso de cólera os seu inimigos tentaram liquidá-lo. Dali foi remetido para: Cesaréia. onde esperaram melhorar o tempo. De Cesaréia navegaram para: Sidom. até: Antípatres. para chegar a Jerusalém. e depois para o porto de Cesaréia. Paulo teria perecido. foi até: Bons Portos. foi para Ptolemaida (ou Acra).onde navegou diretamente para Tiro. Não fosse a pronta intervenção dos soldados romanos. Na viagem Paulo foi acompanhado de seus amigos Lucas e Aristarco (de Tessalônica). Viagem de Paulo a Roma Ao concluir a sua terceira viagem missionária. o apóstolo apelou para César. ao fim dos quais partiu para Roma. 5. na costa da Fenícia. visitando outro grupo de irmãos. Paulo chegou a Jerusalém por ocasião da festa de Pentecostes. o oficial da Torre de Antônia (fortaleza junto do Templo) tomou a providência de conduzir o apóstolo de noite. na Ásia Menor. Festo e Agripa. naufragando nas proximidades da: . O ódio dos judeus havia crescido diante do sucesso do evangelho pregado por Paulo. foram acompanhados por uma tremenda tempestade que durante 14 dias os manteve entre a vida e a morte. visitando o evangelista Filipe com as suas filhas. partindo dali para: Mirra. De Jerusalém foi que começou a sua ultima viagem para o Ocidente. Prosseguindo. por ocasião da festa de Pentecostes. e por isto foi enviado a Roma na condição de prisioneiro. sob forte guarda.

Dali seguiram para: Régio. tendo Paulo curado o pai do homem principal da localidade. ou Melita. Este gesto dos irmãos deu mais animo a Paulo.5. onde vários irmãos vieram da capital do império para receber o apostolo e seus companheiros. morando em casa particular alugada perto do quartel pretoriano. Viagem de Paulo Entre a sua Primeira e Segunda Prisão em Roma Há evidencias claras. Era uma cidade da Frígia. foram: Praça de Ápio e Três Vendas. na rotaterrestre entre o Ocidente e o Oriente.22. na costa oriental da Sicília. ficando ali sete dias. Paulo foi absolvido e posto em liberdade. Ali havia uma igreja que teria sido fundada pelo trabalho de Epafras e arquipo. pelo que encontramos nas chamadas “Epistolas Pastorais” de que ele foi absolvido e que reassumiu o seu antigo trabalho de visitar igrejas já estabelecidas e organizar outras novas. antes de chegar a Roma. Embora acorrentado a um soldado. 5. embarcaram num navio alexandrino rumo a: Siracusa. Ali o apóstolo ficou preso durante dois anos. e se abastecido dos viveres necessários à viagem. que se acha ao sul da Silícia. já na península itálica. após a libertação da sua primeira prisão em Roma. tendo sido preso novamente pouco depois. apesar de suas cadeias. segundo se concluir de Filipenses 1. De modo que o itinerário que segue é apenas uma conjectura. Dali Paulo escreveu as seguintes epístolas: Efésios. Ásia Menor. ponto final da viagem marítima. Públio. Filipenses.24) .Este período entre a sua primeira prisão em Roma e a segunda é coberto de incertezas quanto às suas atividades e lugares onde elas foram exercidas. Finalmente chega Paulo a: Roma. As duas ultimas etapas. a sua prisão foi bastante suave. de lá navegando para: Potéoli. Depois de longa espera. a setenta quilômetros de Roma. tendo sabido de sua chegada a Potéli. às margens do rio Lico. capital política e cultural do império. Colossos teria sido o seu novo campo de trabalho. a grande ilha italiana. Depois de passarem alguns dias naquela ilha. Colossenses e Filemom. onde acharam alguns crentes que solicitaram a sua permanência. Filipos teria sido outro lugar visitado por Paulo nesse período (Fp 2.Ilha de Malta. prevendo ele agora a vitória do evangelho também em Roma.

segundo Tito 3. Pelo que se lê em II Timóteo 4.20. e no frenesi de sua loucura incendiou a cidade de Roma. lugares escandalosos na viagem de Jerusalém para Roma. antes de ser remetido a Roma. Éfeso.Nicópolis. a sua capa e os pergaminhos deixados ali. o que provocou a terrível perseguição neroniana. . Certamente o bravo soldado de Cristo pareceu na onda desta perseguição. naqueles dias.13. onde está preso. Troas. no litoral do Mar Adriático. E assim terminamos o nosso breve estudo de Geografia Bíblica. teria sido mais outro lugar visitado pelo apóstolo. A suposição é que Paulo tenha sido preso em Troas e levado para Éfeso para o interrogatório prévio. situado na região grega de Epiro.5 e II Timóteo 4. mas teve que deixar os planos nas mãos de Tito. Nero estava no trono do império. Em Creta aparentemente desejava desenvolver trabalhos amplos para adiantamento da obra do evangelho. Mileto e Greta.12. parece que Paulo teve que deixar apressadamente este lugar. É o que se depreende de Tito 1. pois pede ao seu jovem companheiro que traga a Roma. O ministério de Paulo estava já no fim. atribuindo a culpa aos cristãos.

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