O MUNDO ANTIGO O mundo antigo, ou mundo bíblico, compreende todos os povos antigos mencionados na Bíblia que habitavam a área

banhada pelo Mediterrâneo (Grande Mar) e aqueles que ficam entre este, o Mar Negro(Euxino), Mar Cáspio(também chamado Mar Setentrional), Golfo Pérsico(ou mar meridional) e Mar Vermelho(denominado pelos romanos Mar Eritreu). Considerando que o relato bíblico de ambos os Testamentos abrange a área desde Espanha, o ponto mais ocidental das atividades do apóstolo Paulo, até Pérsia, país mais oriental com que esteve relacionado o povo de Israel, e desde o Ponto, provincia mais setentrional da Ásia Menor, ao Sul do Mar Negro, cujo povo estava representado em Jerusalém no dia de Pentecostes (At 2.9), até o extremo sul da Arábia onde, provavelmente, ficará a lendária terra de Ofir, tantas vezes mensionada na Bíblia, podemos dizer que a expresões mundo antigo e mundo bíblico são praticamente são praticamente sinônimas. 1. LIMITES Em termos gerais, pode-se delimitar a área do mundo antigo da seguinte maneira: Norte: uma linha reta que começa na Espanha, passa pelo norte da Itália e mar negro e vai até o Mar Cáspio. Leste: Uma linha reta que parte do mar Cáspio, e passando pelo Golfo Pérsico vai até o Mar Arábico. Sul: Uma linha reta que, partindo do Mar Arábico, vai na direção oeste, passando pela Etiópia e terminando no deserto da Líbia, no continente Africano. Oeste: Uma linha reta que parte do sul do deserto da Líbia e termina na Espanha, abrangendo o Egito e as regiões do norte da África. Em termos mais específicos, diríamos que a referida área fica situada em longitude 5º oeste e 55º leste, e entre 10º e 45º latitude norte.

2. EXTENSÃO São as seguintes as regiões do mundo antigo, ligadas as Revelação, e suas caracteristicas: 2.1. Mesopotâmia Literalmente “entre rios”, é a vasta região do oeste asiático margeada pelos rios Tigres e Eufrades, que se estende desde os montes da Armênia ao norte até o Golfo Pérsico ao sul, de cerca de um milhão e meio de quilômetros quadrados. É a terra dos primeiros dias da história bíblica e o berço da humanidade. Isto porque, acordo com as possibilidades geográficas e as mais recentes conclusões históricas e antropológicas, o surgimento do homem ocorreu na região da Mesopotâmia, o jardim do Éden certamente localizou-se nas nascentes dos rios Tigre e Eufrates (Gn 2. 10-14). Também fatos importantes como o dulúvio, formação da família de Noé, migrações de sua descendência etc. deram-se nesta região. A parte norte desta região é conhecida como Assíria e a parte sul como Babilônia ou Caldéia, habitadas por vários povos em diferentes épocas. Súmérios, acadios, amorreus e semitas estabeleceram-se na Mesopotâmia e se fundiram, saindo deste Hoje a região é ocupada pelo Iraque e parte pela Turquia. Agora apreciemos, separadamente, as duas subdivisões da Meso potâmia. 1) Assíria: Região de planalto montanhoso em quase toda a área, filho de Sem neto de Noé (Gn 10.11). A sua mais antiga cidade e capital doi Assur; filho de Sem e neto de Noé (Gn 10.11). A sua mais antiga cidade e capital foi Assur, em torno de cujo distrito desenvolveu-se o país que em épocas diferentes tem possuído diferentes dimensões. Os primitivos habitantes da Assíria, mesclando-se com os acádios, semitas, vindos da Síria por volta de 2500 a.C., formaram o povo conhecido pelo nome de Assírio2.A cidade mais célebre da região, e desde 885 a.C. capital da mesma, foi Nínive, à margem oriental do terço superior do Rio Tigre. Foi nas montanhas da Assíria que o rei Salmanazar instalou uma grande parte do cativo de Israel (Reino do Norte). 2) Babilônia ou Caldéia: Conhecida também pelos nomes antigos de Sumer, Acade, terra de Sine ou de Sinear, é região baixa a alagadiça, extremamente caldeamento a notável figura do patriarca Abraão, que por sua vez, deu origem ao povo hebreu.

fértil devido ao lado depositado pelos rios Tigres e Eufrates, especialmente na parte sul, e também devido a irrigação artificial produzida por um sistema de canais. Seus habitantes primitivos foram os sumérios vindos do planalto persa que, fundindo-se com os acádios, formaram o povo mais tarde chamado babilônio. A fertilidade do aluvião tornou esta área frequentemente cobiçada por povos próximos e distantes. Várias cidades prósperas estabeleceram-se na região: Ur, Eridu, Obeide, Larsa, Fara, Ereque, Nipur e outras, merecendo menção especial a Babilônia, edificada por Nimrode – filho de Cusi, neto de Cão e bisneto de Noé e que se tomou em capital do famoso Império Babilônico, situada no noroeste do país atravessada pelo rio Eufrates. Pelo sistema de canais, não só em toda a região se faziam presentes as águas carregadas de húmus fertilizantes, como também se faziam a comunicação e intercâmbio comercial entre muitas cidades. E quando em decorrência de inundações mais violentas, ou negligencia de governos, os leitos dos rios e canais apresentavam desvios consideráveis, verificava-se o declínio de varias dessas cidades. Como exemplo deve-se mencionar a cidade de Ur que, julgando-se pelas escavações ali realizadas, ao tempo de Abraão era porto marítimo, mas cujas ruínas hoje encontram se a cerca de 250 quilômetros ao norte do fundo do Golfo Pérsico Nesta região, Judá ficou exilado ao 70 anos, e nela exerceram seu ministério profetas Daniel e Ezequiel. 2.2 Arábia Esta é uma região de imensos desertos que se estende desde a foz do rio Nilo até o golfo Pérsico no sentido oeste-leste, e desde a Síria até o Golfo Arábico no sentido norte-sul. Foi na parte ocidental da Arábia, também chamada Arábia Pétrea – incluindo-se nela a Península do Sinai e Edom – que os israelitas peregrinaram 40 anos e onde foi dada a lei por intermédio de Moisés. Os seus habitantes primitivos foram os amalequitas, os idumeus (edomitas), os israelitas, os midianitas, os amonitas e os cenitas, pertencendo a estes últimos o sogro de Moisés, Jetro. Cada um desses povos, alguns nômades e outros seminômades, constituía um pequeno reino. No extremo sul da Arábia provavelmente ficava a lendária terra de Ofir, célebre pelo seu ouro, tantas vezes mencionada na Bíblia. A maio caminho entre o Golfo de Ácaba e o Mar Morto ficava a cidade mais importante

1. irmão de Moisés. foi quem decretou o repatriamento dos judeus. limitando-se ao sul com o golfo Pérsico. ordenado ao mesmo tempo a reconstrução do templo e a restituição dos vasos sagrados que Nabucodonozor. Depois da queda do império babilônico sob o poder medo-persa. Há uma única menção dos partas na bíblia. a sudeste de Babilônia e Elão. sem exército.Susã. 2. ao oriente do Monte Hor em cujo cimo morreu Arão. Ciro. . o rei persa.4 Elão ( ou Elami) País antigo ao qual os gregos denominavam Suziânia. 5. em Atos 2:9.Babilônia e Pérsia. 2. que hoje corresponde á moderna província persa de Khorasan e que ao tempo do império romano marcava o limite oriental do mesmo. Grécia e Egito. e a oeste da Partia.Hoje é província do Irã.1Em épocas diferentes pertenceu aos impérios vizinhos. que aprisionou Ló e em cuja perseguição saiu Abraão derrotando-o. 2. ao sul do mar Cáspio e partes da Armênis. a leste da Assíria. sem vida organizada. a oeste com o rio Tigre. e até Susã. ou Pasárgada.da chamada Arábia Pétrea quiça de toda a Arábia – Selá ou Petra.C.era rei de Elão(Gên. ao sul da Média.1 -11.Segundo provas arqueológicas.5 Média Esta região ficava ao norte do Elão. O império persa chegou a abranger toda a Ásia Ocidental.portanto com Babilônia e Assíria – ao norte com a Média e a leste com a Pérsia. Os medos em tem pos remotos viriam divididos em muitas tribos. A capital mais antiga era Persagada.foi fundada cerca de 4000 A. 14).como Assíria. antiga capital do Elão. 13 – 15).sua capital.3 Pérsia Primitivamente a região era pequena. Hoje a região é ocupada pelo Irai moderno. portando sem governo central. situada a nordeste do Golfo Pérsico. onde se faz referência aos povos representantes em Jerusalém no dia de Pentecostes. rei da Babilônia. havia tomado (ED.É região montanhosa e relativamente fértil.Quedorlaomer. Foi na Pérsia que tiveram lugar os acontecimentos descritos no livro de Ester. Grande parte da Média é uma vasta planície com cerca de 1000 metros de altitude coberta de ricas pastagens.

Assim foram presa fácil de impérios vizinhos mais poderosos.A princípios.A princípio a Média esteve sujeita á Assíria.Foi naquele tempo que os cativos de Samaria (Reino do Norte) foram levados por Sargão II, rei da Assíria, para essa terra (2 Reis 17.6, 18. 11). Mais tarde, quando as tribos escolheram Déjoces como seu rei, estas foram definitivamente unificadas numa só nação, com sua capital na cidade de Ramada – que os gregos denominaram Ecbatana, que é a Acmetá de ESDRAS 6.2, cercada de “sete muralhas concêntricas e de alturas diferentes de tal modo que sobressaíam uma das outras, predominando a mais interna sobre as demais’. Aliada à Babilônia, a Média sacudiu o jugo da periclitante Assíria. Cerca de cem anos mais tarde a Pérsia absorveu a Média, que nunca mais deixou de ser uma província persa (hoje iraniana). 2.6 Armênia ou Arará Esta região abrange extensas e altas serras ao norte da Média, Asssíria e Síria, tendo a Ásia Menor e o Mar Negro a oeste, o Mar Cáspio a leste, e ao norte as montanhas do Cáucaso. Nesta região encontram-se as cabeceiras dos rios tigre e Eufrates, a provável área do Éden e o monte Arará – na parte nordeste - - onde descansou a arca de Noé no fim do dilúvio (embora alguns dicionaristas afirmem que a arca desceu sobre “um dos montes de Araá, ignorando-se qual seja”). 2.7 Síria ou Arã (hebr) Localiza-se a sudeste da Armênia, a leste da Ásia Menor e do Mediterrâneo, ao norte da palestina e a oeste da Assíria e partes da Arábia, cortada na direção norte - sul pela cordilheira do Líbano, paralela á costa do Mediterrâneo, que apresenta duas divisões: Líbano – a mais ocidental, a ante-Líbano – a oriental, em cujo extremo sul fica o célebre Monte Hermon. Os dois rios mais importantes da região correm entre as duas divisões dos Líbanos: Orontes, para o norte e depois oeste, passando perto da cidade de Antioquia e desaguando no Mediterrâneo, e o Leontes, para o sul, repentinamente desviando o seu curso para o mesmo mar. Grande parte da região é uma planície exuberante de fertilidade. Os sírios (ou arameus) são descendentes de Arã, filho de Sem e neto de Noé. Nos dias patriarcais esta região era constituída de pequenos reinos independentes que levavam o nome de sua cidade principal, como Arã-naaraim, Arã-demascus, Arãzoba etc. Parece que Harã, centro comercial e militar que ficava no distrito de Padã-

Arã, onde Abraão habitou com seu pai e onde deixou sua parentela para sair para Canaã, ao tempo do patriarca, pertencia ao noroeste da Mesopotâmia, vindo mais tarde incorporar-se a Síria. Damasco é capital da síria até hoje, sendo, conforme se crê, a mais antiga cidade viva da Terra. A Síria foi conquistada sucessivamente por Salomão, assírios, babilônios, persas, gregos e romanos. A Síria foi o primeiro país estrangeiro a receber o cristianismo pelo testemunho dos crentes perseguidos em Antioquia, onde estes foram primeiramente chamados cristãos (At 11.26). 2.8 Fenícia Esta região era uma nesga de terra entre o Mediterrâneo, a oeste, a cordilheira do Líbano, ou Síria, a leste, Palestina ao sul e Síria, também ao norte, até a pequena ilha de Arada onde ficava a cidade de Arvade, medindo, em média, 25 quilômetros de largura por 250 de comprimento. As suas cidades principais citadas no antigo testamento são Tiro e Sidom. Entretanto pelas escavações arqueológicas, depreende-se que os limites da Fenía em tempos bem remotos estendiam-se ao norte além de Rashamra, antiga Ugarit, defronte da ilha de Chipre. Seus habitantes, provavelmente originários do Golfo Pérsico, ocupam a costa do Mediterrâneo por volta de 1700 a.C. Eram famosos em navegação, comercio. Ciências, artes e literatura, exercendo uma notável influência sobre as demais nações do mundo de então. Durante a sua existência foram muitas vezes subjugados pelas potências próximas e distantes, mas sempre souberam conservar a sua cultura e unidade. As suas colônias espalhadas pela costa e ilhas do Mediterrâneo, bem como seu intercâmbio comercial com outros povos, foram os fatores principais de sua expansão. Os cartagineses (colônia de Cartago,África) eram seus descendentes.Os libaneses que hoje ocupam a região são seus descendentes. 2.9 Palestina ou Canaã É região banhada pelo Mediterrâneo a oeste, tendo ao norte a Fenícia e a Síria, e a leste e sul a Arábia, sendo que ao sul também fica parte do Egito. As suas características serão estudadas detalhadamente mais adiante neste livro. 2.10 Egito

Certamente depois de Palestina , a terra que mais se salienta na bíblia, do ponto de vista histórico e religioso, é o Egito.Isto porque está intimamente relacionando á formação dos hebreus, um povo distinto e especialmente destinado a ser o instrumento a Revelação. A sua posição geográfica é no nordeste africano;tendo ao norte o Mar Mediterrâneo, a leste partes da Palestina e Arábia esta separada pelo Mar Vermelho – ao sul, antigamente a Etiópia, hoje Sudão, e a oeste da Líbia, com seu imenso deserto também conhecido pelo nome de Saara.É uma vasta região deserta vivificada pelo rio d’água que corre na direção sul – norte, que é o Rio Nilo.Seu nome antigo é Misraim, ou Misr, deriva do folho Cham ou Cão,filho de Noé, que para lá se dirigiu depois do dilúvio. Seu nome poético foi Rahabe, usado nos Salmos, livro de Jó e profecia de Isaías, que alguns interpretes pensam seja alusivo a algum monstro marinho da mitologia semita, como Dragão. Em tempos remotos o Egito atingiu grande desenvolvimento em ciências, letãs e artes, como provam os monumentos e documentos descobertos em grande quantidade. A famosa fertilidade do Egito devia-se ao lodo espalhado em vastas áreas, especialmente no Baixo Egito ou Delta, pelas inundações do grande rio. O Egito foi o lugar da longa permanência dos descendentes de Jacó (430 anos) da qual os últimos 80 anos foram de dura escravidão. Das doze famílias do filho de Jacó já haviam se formado doze grandes tribos com cerca de dois milhões e meio a três milhões de pessoas. Dentre elas Deus levantou Moisés, a quem preparou maravilhosamente para ser o libertador do seu povo. A província de Gósen, a sudeste do Delta (denominação dada ao estuário do rio Nilo que toma a configuração da letra D do alfabeto grego em posição invertida) foi a área habitada pelos israelistas. Mênfis, Tebas, Alexandria e Cairo são as cidades principais do Egito. 2.11 Etiópia Região do Oriente africano frequentemente citadas nas Escrituras Sagradas, compreendendo a área do alto Nilo, Sudão e Abissínia. Seus limites são; Egito, ao norte (modernamente Sudão); Mar Vermelho ou Arábia, a leste; Líbia, a oeste; e partes orientais da África, ao sul, desconhecidas nos tempos bíblicos, hoje ocupadas pela Somália. Em língua hebraica a região era conhecida pelo nome de terra de Cush, no antigo egípcio Kas ou Kesh e em etíope Kish. Era habitada pelos descentes de Cusi, filho de Cão e noto de Noé. Parece que segundo Gênesis 2.3

senão o Cidno que deságua no Mediterrâeno e a cujas margens ficava a célebre cidade de Tarso. no centro e a leste – Frígia. Dn 11.10). 2. e Caico. a oeste – Mísia. extremo norte da Mesopotâmia e Síria.13. A região é um planalto elevado e pedregoso. Licaônia e Capadócia. a oeste do Egito. rodeada de cadeias de montanhas qu ecorrem pela orla marítima e semeada de inúmeros lagos de água doce e salgada.43). Os habitantes primitivos desta .havia na região Asiática – norte da Mesopotâmia ou Armênia – uma outra área com o mesmo nome até certa altura da pré-história. terra natal de Paulo. Cilícia (cuja cidade principal era Tarso). sendo Cireneu a capital. Hermo. 2. 2. Panfília. razão esta por que há poucos rios de volume considerável. com limites ocidentais muito vagos. banhada ao norte pelo Mar Negro. capital de toda a região ao tempo do Novo Testamento) que despejam as suas águas no Mar Egetu. O tesoureiro do reino da Etiópia. Lídia e Cária. Foi esta região o grande palco das atividades missionário sde Paulo e seus companheiros. povo dividido em pequenas tribos que mais tarde passaram a ser conhecidos como líbios. o apóstolo. quase totalmente deserta. parece ter sido o primeiro a introduzir a religião cristã naquela região. ou Lubim (Jr 46. Aleste limita-se com a Armênia.12 Líbia Uma extensa região do norte da África. na costa do Mediterrâneo. cuja conversão é narrada no capítulo 8 do livro de Atos dos Apóstolos. No dia de Pentecoste estavam presentes em Jerusalém alguns habitantes desta região (At. As provínciasou distritos emque os romanos dividiram a região eram as seguintes: Ao norte – Ponto.9. a oeste pelo Mar Egeu e ao sul pelo Mediterrâneo. Todas estas provinciais a leste da Mísia e Lídia também era conhecidas simplesmente como Ásia. bem como a área em que se encontravam as “sete igrejas da Ásia” referidas no livro de Apocalipse. Ao tempo dos romanos a província era dividida em Líbia Marmárica (parte oriental) e Líbia Cirenaica (parte ocidental). ao sul – Lícia. filho de Cão. Seus habitantes são descendentes de Put. Hoje o moderno Estado da Turquia abrange toda esta área. Paflagônia e Bitínia. Pisídia. Meandro e Caister (às margens deste último ficava situada a famosa cidade de Éfeso. Ásia Menor É a enorme península do extremo ocidental do coninente asiático. Glácia.

e de seu filho Alexandre. o Grande.. de conquistas. que ofi parai dos jônios. A Grécia Antiga era conhecida pelo nome de Acáia. ilhas do Egetu e do Mediterrâneo. E com as conquistas de seu filho Alexandre. o Macedônio. e a região de Atenas. Quando a Grécia caiu sob a tutela de Filipe da Macedônia – que era meio grego e meio bárbaro.C. Nenhum outro povo conseguiu imprimir. mas que sob o domínio de Filipe. quase sem planícies e sem rios. que é a parte sul da península. isto é. a sudeste. Ao norte ficava a Macedômia.sul da Itália. ou seja. Os gregos – também chamados helenos – são descendentes de Javão. conhecia-se como a Ática. pobreza da terra. uma das principais tribos na formação da raça grega juntamente com os dórios). chamada Anatólia. coberta de montanhas de declives abruptos. pouco se conhece. A Grécia foi outro palco de atividades missionárias de Paulo. a língua grega divulgou-se pelo mundo antigo de tal forma que a propagação do cristianismo por aquela vasta área tornou-se fácil. particularmente na região central. etc – os gregos tornaram-se cheios do espírito de aventuras. merecendo destaque os hititas que na Ásia Menor tiveram o centro de sua civilização. tão indelevelmente como este. cercada por muitas ilhas e ilhotas. Ásia Menor. norte da África (Líbia) e até Massília (sul da França atual). Por esta e outras razões como lutas políticas. ao sul pelo Mediterrâneo e a oeste pelo Mar Jônico. cultos e culturas diferentes. Mar Negro. 2.14 Grécia ou Hélade A península do sudeste europeu banhada a leste pelo Mar Egeu. as marcas do seu pensamento sobre as gerações de todos os tempos”. o que explicaa chamada Diáspora gega do século 12 ao século 6 a. a expansão dos gegos para além das fronteiras da Grécia propriamente dita. neto de Noé.15 Macedônia País quefica ao norte da Grécia cuja história antes de 560 a.região representavam a mais complexa mistura de raças.C. A Grécia é toda recortada pelo mar. Assim “os gregos usaram e assimilaram todos os tipos antigos de civilização e lhes deram um sentido próprio do seu modo de sentir e vir. mas educado na Grécia – já a cultura helenista era conhecida por toda parte. de ambição por riquezas. podendo-se cultivar somente plantas que suportem os estios ardentes e secos dominantes. o apóstolo. o . 2. com suas colônias agrícolas e entrepostos comerciais.

o Grande. na Ásia Menor. deixando duas igrejas estabelecidas em Filipose Tessalônica. proém sofrendo maior mistura de tribos bárbaras da Ásia e das regiões do norte do Mar Negro. tendo ao norte a cadeia dos Montes Alpes. Todos os membros da família de Alexandre foram afastados do poder. Anfípolis. passando por Neápolis. Tessalônica e Beréia. da Iugoslávia e o sul da Bulgária e Turquia européia. incluindo-se nela a Dalmácia. surgiram dissensões entre os generais.19 esta foi a reigão mais distante na direção norte a que chegou Paulo com a mensagem do evangelho. Segundo Romanos 15. na Macedônia. Muito pouco se sabe da história desta região e seus habitantes primitivos. Na Itália está a célebre cidade de Roma. seu filho. O apóstolo Paulo. quiseram os seus generais “assegurar o impéri para o infante. nooreste da Grécia e leste do Mar Adriáticos. porém. tornou-se província do Império Romano. Antípater.” No Antigo Testamento não é mencionada a Macedônia. Macedônia era uma vasta planície fértil envolvida por altas montanhas.C. 7. senão que ao tempo das conquists romanas eram montanheses bastante selvagens. e Filetero. no Mediterrâneo. Limitava-se sul com a Grécia. a leste com o Mar Egetu e com a Trácia. sob a regência da imperatriz víúva e de seu irmão. 2. 8.39. Modernamente esta regiãocompreende a Albânia e Iugoslávia. e ao sul da Pnaônia.16 Ilírico ou Ilíria Esta região ficava a oeste da Macedônia. Seleuco. 8.6. Hoje a região forma o norte da Grécia. sua capital. e fundaram quatro realezas: Ptolomeu. Após a morte de Alexandre. o número dos generais foi reduzido de sete para quatro.Grande. que ao tempo do Novo Testamento era . Filips. no Egito. Em 142 a. a leste o Mar Adriático e a oeste o Mar Tirreno. na Síria. estes quatro assumiram o título de reis..).9). solicitado por meio de uma visão (At 16. tornou-se potência mundial do seu tempo (36ºa 323 a. na sua segunda viagem missionária pela Síria (51 d.).5.C. atravessou o Mar Egetu e penetrou no continente europeu pela Macedônia. Apolônia. 2.17 Itália Esta é outra Península do sul da Europa. mas o profeta Daniel refere-se a este império em 2. ao norte com os Montes balcânicos e aoste com partes de Trácia e Ilíaco. Os seus habitantes eram provavelmente da mesma origem dos gregos. Em breve. que a separa da Itália.C.

Não obstante. embora como prisioneiro. Segundo alguns estudiosos. Não se sabe quem teria levado o evangelho à Itália. Assim.. mas quando Paulo escreveu a sua Carta aos Romanos. ficava ao sul da Espanha.C. Paulo pregou em Roma. dos quais o principal é o Tibre. o pequeno reino foi se estendendo até abranger toda a península. no princípio do quarto século da nossa era. Em 190 a. Társis. no sudoeste da Europa. sucessivamente.Patmos. já havia crents ali..C. E região montanhosa. especialmente durante a Idade Média com o estabelecimento dos tristemente célebres tribuinais de inquisição. das quais as principais são: Creta. em cujas margens fica a cidade de Roma. fazendo parte da chamada Península Ibérica. E o chamado fragmento Muratori. afirma que o apóstolo havia chegado até a Espanha. Samotrácia e . Esta região também foi palco de perseguições antrozes aos cristãos. Entre 61 e 63 d.C. Paulo demonstrou o desejo de visitar a Espanha para ali pregar o evangelho. tera para onde se dirigia o profeta Jonas quando entendeu desobedecer ao Senhor. estes continuaram a multiplicar-se e exercer a sua influência a tal ponto que.C. Ainda que o império fosse tolerante para com a religião dos povos conquistados.também a capital do vasto e poderoso Império Romano.. escrito em 170 d.. na Ásia Menor e paultainamente foram submetendo outras regiões ao poder romano.19 Ilhas do Gentious ou Ilha do Mar É designação aplicada na Bíblia às ilhas do Mediterrâeno e Mar Egetu. no ano 57 ou 58 d. fundada em 753 a.C. por reis. já para com os cristãos – devido a sua agressividade aos ritos pagãos e o seu esforço de fazer adeptos – não o foi. banhada ao sul pelo Mar mediterrâeno e ao norte pelo Oceano Altântico. em 63 a. Fortes perseguições foram desencadeadas ao tempo de Nero e de Domiciano contra os cristãos em toda parte. 2. o cristianismo tornou-se a religião do Estado sob o governo de Constantino. perto da atual Gibraltar.Segundo Romanos 15. a Palestina tornou-se tributária do Império Romano. 2. Mitilene. governadores e procuradores.C. Rodes. Chipre. os exércitos romanos invadiram a Síria. o Grande. entremeada de vales férteis com rios abundantes. 24 – 28. sendo governada.18 Espanha Esta região fica no extremo ocidental do mundo antigo.

que tem forma triangular e que é banhada por dois braços do Mar Vermelho chamados golfo Suez e Golfo de Acaba. também chamado Horebe. na qual predomina a topografia montanhosa. MONTANHAS Uma vez que vamo estudar separadamente – na Parte II deste livro – a geografia da Palestina. outra ao sul. embora apontem o mesmo bloco maciço (Gesenius) com duas elevações próximas – Sinais. É nesta região sul da península que se localiza o Monte Sinais. A península por sua natureza divide-se em duas parte: urna ao norte. Esta dupla nomenclatura é explicada por diversos modos pelos exploradoresorientalistas. poucos conhecidas aos tempos bíblicos. Portanto. ignora-se o local exato do pouso da arca.500m de altitude e que fica mais ao sul e Horebe deve ter sido o nome do conjunto montanhoso e Sinai uma das elevações mais salientes (Hengstenberg e Robinson).000 e 2. embora a tradição aponte a montanha mais lata da região como tal e cujo nome é Arará. predominantemente deserta com leves elevações. Provavelmente a primeira é a melhor explicação. E ainda outros acham que Sinai era o nome mais antigo e Horebe o mais recente da mesma montanha (Ewald). ficando este do lado oriental da península e aquele do lado ocidental.1 Arará Fica no sudoeste da Armênia e é célebre pelo encalhe da arca de Noé. Destas. Dizem uns que as duas designações não se referem ao mesmo local.000m de altitude cortadas por valesde dimensões variadas cobertos de algumas vegetações em certas épocas do ano.2 Sinai ou Horebe Localizando no extremo sudoeste da Ásia .O texto bíblico de Gên. trataremos neste tópico das montanhas extrapalestínicas do Mundo Antigo relacionadas com a história bíblica. a mais alta. 8:4 diz que a arca parou sobre “os montes de Arará”. na Península do Sinai. as cinco mais importantes são as seguintes: 3.talvez Malta e Sicília. 3. bem como de regiões mais remotas.Tem cerca de 5000m de altitude. de elevações entre 1. No Monte Sinai Moisés . de cerca de 2. 3.

uns oucos anos antes. a nacionalidade hebraica com seus aspectos religioso e civil. Esta divisão não é conhecida nas Escrituras Sagradas.por onde correo rio do mesmo nome.365m). Os Montes Líbanos são frequentemente citados nas Escrituras. Devido a sua altitude que atinge pouco mais de 3. no limite sul da Síria e extrem norte da Palestina. ao norte da Palestina. que significa “monte de Moisés”. No mesmo monte.3 Líbanos A cordilheira dos Montes Líbanos. 3. teve a visão de Deus (Irs 19) emquelhe foi revelado que apesar da idolatria de Israel havia muitos joelhos em seu meio que não se haviam dobrado a Baal. e do centro para o norte toma o nome de Vale do Orontes. sua escassa vegetação (exceto . fica na parte ocidental da Síria. originando-se. tambémconhecida como Monte Sirion e Monte Senir. instrumentos musicais etc. que corre paralelamente à costa oriental do mediterrâneo.O vale que separa as duas cadeias demontanhas toma nomes diferentes: ao sulé chamado Vale do Leontes. A sua extensão na direção norte-sul é de cerca de180 quilômetros e na direção oste-leste varia entre 20 e 20 em linha área. Moisés teve a visaõ da sarça ardente – quando apascentava os rebanhos do seu sogro – e seis séculos depois Elias. pouco mais para o norte é conhecido como o Vale de Mispá. o profeta.4 Hermon Ete monte fica no exremo sul da cadeia dos Montes Ante-Libanos. cobertura de navios. por serem de grande duração. Ao tempo de Josué o vale era conhecido simplesmente como Vale do Líbano. assim. com a qual se firmou o pacto entre Deus e o povo de Israel. Nas encostas dos Líbanos cresciamos famosos cedros e as esbeltas faias. A cadeia de montanhas que fica a oeste é conhecida como Líbano e a que fica a leste como Ante-Líbano.750 e 3. mas vem do tempo da dominação grega e persiste até hoje.recebeu a Lei. oscilando entre 2. madeiras empregadas na construção do templo de Salomão. A altitude de ambas as cadeias varia entre 1.300m.000m (os dados oferecidos pelos vários autores diverge consideravelmente quanto à altitude destemonte. e apresenta-se em duas divisões: 1)Líbano e 2) Ante –Libano. palácios dos reis. Era famoso pela sua fertilidade.. Hoje o Sinai é conhecido pelo nome de Jebel – Musa.900 e 3. que se estende por entre os contrafortes das duas cadeias. pois que serve de leito para o rio do mesno nome. 3.

pode-se concluir que em tempos antigos o Hermom foi de fato um monte sagrado. À medida que avança o verão. como era o significado do seu nome. um pouco afastado da serra. mas pertencendo ao mesmo sistema fica o Monte Hor. Na realidade Seir não é um monte isolado e sim. irmão de Moisés. 4. posto militar grardião das fronteiras meridionais do Império Romano. o enorme véu da neve baixa até cerca de 1500m. ficando no seu tríplice cume (formado por três elevações ou picos dispostos em triângulo) uma calota de gelo que reflete os raios solares. Sua altitude varia entre 300 e 2. 3. Isto devido a baixa temperatura reinante em suas culminâncias. Arábia. irmão de Jacó. Nas montanhas de Seir. na Galiléia. Nele morreu Arão. durante a peregrinação de Israel em demanda da terra prometida. entre o sul do Mar Morto e o extremo norte do Golfo de Acaba. precipitando um orvalho denso em áreas mais próximas e chuvas abundantes em regiões próximas e distantes. formando fios de Água e riachos que descem pelas encostas e regam as partes inferiores do monte e os vales. “O Monte chefe”. Isto é. uma serra de montanhas.000 metros. a neve vai derretendo. qual um espelho. Principalmente na Palestina. Durante o inverno.5. que corre na direção norte-sul na região de Edom na Arábia ocidental (durante a dominação romana era denominada Arábia Petra). RIOS . Acreditase que a transfiguração de Jesus teve lugar em algum ponto da encosta sul deste monte. Pelas numerosas ruínas de templos dedicados a Baal e outros deuses pagãos encontrados ao seu redor. cataliza as correntes de ar quente e úmido vindas do Mediterrâneo. embora a tradição aponte o Monte Tabor. este nome se reveste de uma imponência majestosa. Fenícia e Mediterrâneo.nas encostas inferiores onde a vegetação é extremamente rica) e sua cobertura permanente de neve e gelo. Na encosta leste. O Hermom tem um papel importante na formação do clima da região. Seir. também conhecida como Selá. Na região central dos Montes Seir ficava a cidade-fortaleza Petra. a distância enorme. podendo ser avistado de muitas partes da Palestina. Síria. habitava Esaú. Atualmente seu nome é Jebel-esh-Sheik. provavelmente na parte norte.

Há mais cinco outras cataratas no Alto Nilo que não permitem a navegação. podemos considerar quatro rios importantes: Nilo.500 quilômetros de comprimento. Tigre. a ilha Elefantina também era o posto militar mais avançado do governo egípcio na direção sul. suplementando.) Este é o rio que.300 quilômetros. corre na direção sudeste do lado oriental da Mesopotâmia até juntar-se com o Eufrates cerca de 160 quilômetros antes do golfo Pérsico.10.Na vasta área do Mundo Antigo. O Nilo corre na direção sul-norte através do Egito desagregando no Mediterrâneo através de um vasto estuário de 25 quilômetros de largura. tendo suas nascentes na região dos grandes lagos da África Equatorial. junto da primeira catarata. antigamente chamada Yeb. Daí o caráter que o povo atribuía ao rio. Na mesma ilha ainda foram encontradas ruínas de uma colônia judaica e documentos em grande quantidade que relatam acontecimentos entre 400 e 525 a. o percurso total do Tigre varia entra 1.145 quilômetros ao sul de Cairo. o Nilo é o primeiro rio do continente africano e o segundo do mundo.. C. A parte navegavel ia até a Ilha Elefantina. Provas iguais nos oferecem as ruínas da cidade de Siene (moderna Assuã). oferecendo novos dados sobre a dispersão dos judeus pelo mundo então. Resp. a narrativa bíblica ao assunto. notadamente na região do Delta.1. segundo os dados oferecidos pelos diversos autores.2 Tigre ou Hidequel (Gr. Nos tempos remotos ele desaguava . nascendo nas montanhas da Armênia. denominado Delta. quer pelos artificiais (canalização) – e também preferência de suas diversas nascentes. E Hebr. que fica em frente à ilha.780 e 2. As chuvas produzidas pelas nuvens formadas sobre o Oceano Índico e levadas pelos ventos sobre as cordilheiras da África Oriental e Equatorial faziam transbordar o Nilo a seus afluentes. O transbordamento do Nilo nos regiões áridas do Egito e conseqüente abundância das colheitas. referida em Ez 29.11 4. por onde se estendem os seus dois braços chamados. Além de ser o ponto final da rota comercial. assim. formado pelos três braços ( que antigamente eram sete). 1. Eufrates e Jordão. Devido à mudança do leito do rio através dos tempos – quer pelos meios naturais (inundações). 4. Nilo De cerca de 6. levando para o Egito aluvião fertilizantes das vertentes das montanhas. pois as escavações nela efetuadas mostram vestígios de fortificações que abrigavam guarnições militares. era considerado pelos egípcios obra dos deuses. Nilo Branco e Nilo Azul e seus afluentes.

quando a sua cidade (Ur dos Caldeus) era porto marítimo. da terra santa inúmeras vezes referido nas escrituras sagradas. que daí pra frente recebe o nome de Shat-el-Arab. 4. o Golfo Pérsico tenha cerca de 250 quilômetros. tornando assim o vale da Mesopotâmia estgremamente fértil. As suas nascentes acham-se no maciço montanhosos na Armênia. C.Seu percurso totaliza cerca de 340 quilômetros e atravessa dois lagos: A)Meron e B)Galiléia. Em sua margem esquerda.3. Aparentemente esta diferença se explica pelas mesmas razões citadas com referência ao comprimento do Rio Tigre. chegando a uma distância de apenas 93 quilômetros do Mediterrâneo. De início o rio corre para o ocidente. cuja história começa no terceiro milênio a. ficam as ruínas da antiquíssima cidade de Nínive. Devido à diferença de nível do Eufrates e do Tigre. Calcula-se que desde os tempos de Abraão. atravessando a célebre cidade de Babilônia a cerca de 140 quilômetros de seu estuário. Também constituía o limite ocidental da Mesopotâmia. Na época da maior glória do domínio hebreu. Fora os primeiros capítulos de Gênesis. foi construído pelos antigos um sistema de canais.880 e 3. 4. ou BaixaMesopotâmia. pouquíssimas são as referências bíblicas ao Tigre. segundo diversos autores. desaguando no Mar Morto. O curso total do rio também varia entre 2. na altura do seu terço superior.4. na margem direita. e no seu terço inferior.diretamente no Golfo Pérsico. mas.É formado por várias nascentes nas encostas noroeste e oeste do Monte Hermom. Depois toma a direção sudeste. devido ao aluvião formado na Baixa-Mesopotâmia. fica a cidade de Bagdá. o rio Eufrates era o seu limite nordeste.A peculiaridade do Jordão é que este é o único rio do mundo cujo leito é inferior ao nível do mar.Hoje cerca de 160 quilômetros ao norte do referido golfa junta-se com o rio Tigre e daí em diante é chamado Shat-elArab.. A depressão começa desde três quilometros ao sul das águas de Meron e continua cada vez . hoje despeja suas águas no Eufrates.330 quilômetros. Eufrates Também conhecido como “Grande Rio”. Todos os dois rios depositam uma faixa de terra no fundo do Golfo Pérsico fazendo-o recuar. especialmente na região sul. também chamada Caldéia. Jordão Este é o rio.Também o Eufrates nos tempos antigos desaguava diretamente no Golfo Pérsico.

São eles: Leontes e Orontes.2). Heraboth – lugar devastado. os palestinicos veremos quando tratamos da geografia da palestina. o grande guia do povo de Deus. na Síria. a saber: Yeshimon – deserto absoluto. estende-se pelo noroeste da península do Sinai. Aqui abordaremos os desertos extrapalestínicos. porém sem importância para a Geografia Bíblica. que alguns identificam como o de Etam (Ex 13. ao largo da fronteira nordeste do Egito e costa oriental do Mar vermelho (Golfo de Suez). que se efetuou especialmente nos desertos do Êxodo.20). O Grupo do Oeste. que é o prolongamento do anterior na direção sul da costa oriental do mesmo mar. e isto em virtude das peregrinações dos patriarcas e do povo de Israel. (Mais adiante. DESERTOS Na bíblia encontramos várias referencias a desertos. Há outros três grandes rios no Mundo Antigo. O primeiro correndo no seu último trecho pelo limite norte de Canaã e o segundo banhando a cidade de Antioquia – e Tibre. É o caso de cidades destruídas pela guerra. Os israelitas peregrinaram 40 anos em desertos deste tipo. 2) Sin. sendo a mais profunda do globo terrestre. abrange toda a parte sul da península. 5.1. em cuja margem esquerda fica a cidade de Roma. o Jordão será apreciado com mais detalhes).(Ex 15.2). cuja profundidade chega a 400m. Os desertos extrapalestínicos da Palestina. A idéia de deserto entre os antigos Judeus abrangia três aspectos distintos. Alguns identificam como o de Etã (Ex 13. trata-se de uma depressão de 826m. na época chuvosa do ano transformava-se em campo viçoso procurado pelos pastores para pastagem de seus rebanhos. na Itália. incluindo o monte Sinai. desértico.mais acentuadas até chegar a 426m no Mar Morto. 3) Sinai. relacionados com a Bíblia podem ser divididos em dois grupos. Portanto. tendo a linha do Mar Morto-Golfo de Ácaba como divisória: 5. abrangendo o terço médio da mesma. bem como a parte oriental da mesma até . onde não há possibilidade de sobrevivência animal ou vegetal. em conseqüência de destruição. Midbar ou Arabah deserto com certas possibilidades de vida animal e vegetal que. 1) Shur. bem como da formação de Moisés. quando tratarmos dos rios da Palestina.

Junto delas. o elementos fundamental era o muro protetor queabrigava a cidade dos ataques dos inimigos. Segundo o Dicionário da Bíblia. de John D. o grande historiador Heródoto. de forma retangular.o fundo do Golfo de Ácaba. 5. Estes dois últimos desertos constituíam o limite sul da Palestina. CIDADES O estudo das cidades do mundo antigo requer que as dividamos em dois grupos: a) grupo extrapalestínico e b) o grupo palestino. em praças ou largos. ou 112 metros”. localizado geralmente bem no centro. a nordeste do mesmo mar. 5) Beser. Quanto ao planejamento das cidades antigas. Davis. ao norte de Moabe. Sobre os muros do palácio e da cidade haviam torres e vigias permanentes. A altura desses muros variava de acordo com a importância e o tamanho da cidade. cobre todo o centro da península. igualmente a sua largura. ou Cades-Barneia. pequena área que fica ao norte do parã e leste de Shur. A expressão “de Dã a Berseba” era maneira de definir a extensão norte-sul do território Palestino. A parte principal no interior da cidade era o palácio real. faziam-se feiras livres e outras . Este é um pequeno deserto em torno da cidade de Berseba o marco meridional da Terra Santa. 2) Moabe.2. que correspondente a 20 metros e a altura de 200 cúbitos reais. descrevendo a célebre cidade de Babilônia. 6) Zim. fica a sudeste do Mar Morto. são desertos de pouquíssima importância histórica e que são mencionadas apenas acidentalmente. 7.1 Descrição Geral Entende-se por cidades bíblicas aquelas que de alguma forma são relacionadas com a história bíblica. extrapalestínico. fica a leste do Cades. Berseba. 5) Cades. 3) Quedemote. Porém antes façamos uma descrição geral das cidades bíblicas. em estilo de fortaleza muito resistente. O Grupo Leste. 6. ou seja. A esta altura do nosso estudo vamos focalizar as do primeiro grupo. 1) Indumeu. ainda que não mencionadas especificamente. As portas eram poucas em cidades menores e numerosas em maiores. também conhecido pelo nome de Negeb. cuja localização é desconhecida. 4) Diblat. 4) Parã. 5. diz queos seus muros tinham “a espessura de 50 cúbitos reais. deslocandose um pouco para nordeste da mesma.

eram construídas sobre montes ou elevações onde a posição contribuía para a sua defesa. por onde os exércitos dos inimibos do leste obrigatoriamente tentariam invadir a terra de Canaã pelo sudeste. seus jardins bem tratados. ainda que a pedra fosse mais comum. como colunetas. bem como as assembléia dos cidadãos e os julgamentos. junto a alguns oásis ou poços. Ao passo que as casas dos pobres eram simples. As casas e o mobiliário variavam de acordo com as posses dos proprietários. tijolos de barro secados ao sol ou queimados. As residências dos ricos eram geralmente miniaturas de paláciao real. Cidades Principais do Grupo Extrapalestínico Destacam-se neste grupo. predominava o barro. embora fosse usado também o tijolo de barro. geralmente. eram muito úmidas e sujas devido ao lixo das casas que era despejado nelas. suas piscinas e objetos de ornamentação. as cidades eram duplamente notáveis.transações comerciais. as seguintes: . a exibição do poderio econômico. porém. as ruas não obedeciam a qualquer planejamento. abandonavam os seus campos e recolhiam-se nas cidades ao abrigo de suas muralhas. tendo sido construídas em lugares estratégicos ou passagens obrigatórias que davam acesso às regiões menos defensáveis. Entre estas pode-se mencionar Jericó junto do vau (passagem rasa) do Jordão. muitas delas. As ruas das cidades antigas eram estreitas e geralmente escuras. numerosas cidades em vastas regiões planas. e em lugares férteis. A localização das cidades geralmente obedecia às conveniências da população. junto de nascentes de águas. o material empregado na construção das cidades dependia do predominante na região. A não ser em cidades grandes. Em segundo lugar. com as suas peças amplas. constituíam as cidades militares para obstar a invasão dos inimigos. Na Palestina também os dois elementos eram comuns nas construções das cidades.Na Babilônia. é que seriva para todos estesfins. porque constituíam o refúgio das populações rurais ou agrícolas. Estas. constituindo. Havia. Em primeiro lugar. com poucas divisões e mobiliário modesto. Já no Egitoera a pedra o material principal. em tempo de guerra. por exemplo. junto do palácio real. Assim. pela sua importância e relação com os hebreus e com o cristianismo primivito. estatuetas. vasos etc. Em algumas cidades a praça central. Quanto a importância. devido às pontes que ligavam as casas de ambos os lados. ou seja.

Ur. A cidade mais importante do Egito sentetorial que. 50 quilômetros ao norte da confluência do rio zabe com aquele. por se tratar de um ponto de entroncamento das estradas que culminavam Egito e Arábia com Assíria. localizada na margem ocidental do Nilo. terminando assim a sua glória. Cidade natural do patriarca Abraão.13). neto de Sem.1. Através dos séculos tem sido a Capital da Síria.3. Ninive. centro industrial. Segundo os historiadores “a cidade viva mais antiga da terra”. Notável Por se constituir centro estratégico para o comércio do mundo antigo. 3.Geralmente os hebreus e outros estrangeiros nas suas condiçõesincluíam as cidades vizinhas que confinavam com Ninive como seus subúrbios. segundo as escavações arqueológicas (o Golfo Pérsico antigamente ia até Ur). 2. Situada ao sul da Babilônia ou caldeia. Damasco. primeiro rei do Egito mencionado na historia.17). Segundo Gênesis 10. É citada frequentemente nas Escrituras Sagradas em que as referências vão desde os dias das peregrinações de Abraão (Gn 14) até o tempo do apóstolo São Paulo (Gl 1. hoje chamada Mugheir (perto das escavações da antiga Ur). Com a mudança do leito do rio Eufrates e ascendência da cidade de Babilônia que ficava a 25 quilômetros de Babilônia ao norte.C. na Ásia Menor). cerca de 20 quilômetros ao sul de Cairo capital do Egito. foi perdendo a sua importância. Damasco teve por fundador Uz. Tornou-se a capital do mundo no período áureo do império Assírio. antidiluviana. Os hebreus a conheciam pelo nome de Nofe (Is 19. segundo Heródoto. Menfis. que habitava aquelas regiões (provavelmente o cenário da historia de Jô). Os judeus que permaneceram na . Nas escavações arqueológicas de Ur temos as mais antigas evidencias da cultura sumeriana. agrícola e comercial de grande importância. Segundo Jonas 3. Babilônia e Roma (via Éfeso. localizada ao sul da Síria. Foi tomada pelos babilônios em 612 A. levava-se três dias para percorer (atravessar?) a cidade. 4.Dois dos livros proféticos do antigo testamento tem Nínive por objetivo: Jonas e Naum. Conforme a tradição. no planalto oriental do Ante-Libano. Ficava a margem oriental do Tigre superior. teria sido edificada por Menes. As pirâmides egípcias mais famosas ficam perto desta cidade. porto marítimo.11 foi uma das cidades mais antigas da Assíria.

10). tratava-se de um importante centro militar e comercial. construídas de tijolos com argamassa de betume com 250 torres e 100 portões de cobre. Ásia Menor. século 6 A. notável pelos seus maravilhosos palácios. D. Babilônia. Esta cidade foi edificada sobre as duas margens do rio Eufrates.quando o povo de Judá foi levado cativo para aquela região. cerca de 500 quilômetros a noroeste do Golfo Pérsico (250 quilômetros ao tempo de Abraão. 5. 7. ou seja. É certo que ficava na região chamada Arã-naaraim.citado por J. cidade do Patriarca. depois da destruição de Jerusalém pelo rei babilônio Nabucodonozor. 6. Davis em seu Dicionário da Bíblia . 51:58.as muralhas que cercavam a “cidade maravilhosa” do mundo antigo eram duplas e tinham cerca de 28 metros de largura e até 112 metros de altura e 96 quilômetros de extensão. pelo que se pode concluir de alguns dados arqueológicos. onde permaneceram por algum tempo Terá e seu filhos depois de deixarem Ur. historiador grego . mais tarde fugiram para o Egito e se estabeleceram em Menfis (Nofe) e mais outros pontos daquele país (Jr 44. Foi na cidade de Babilônia que Alexandre.1). conforme provam as escavações em suas ruinas que hoje ficam a cerca de 250 quilômetros do fundo do Golfo Pérsico) A época de seu maior esplendor foi o tempo do rei Nabucodonosor. Entretanto.portanto nos dias do profeta Daniel. Jerusalém: (Ver estudo adiante sobre cidades principais do Grupo Palestino) . no planalto sentetorial da Mesopotâmia.C.. Babilônia. Poucas informações temos desta cidade. o Grande. podemos imaginar o que eram os muros de Babilônia. C. terminou os seus dias em 323 a . A antiga e bela capital do famoso império babilônico. jardins suspensos. pois que Ur.Palestina. Arã. em torno do local da torre de Babel. Segundo Heródoto. muralhas quase inexpugnáveis etc.As suas origens pré-históricas remontam aos dias de Nimrode (Gn 10. Hoje no localda antiga capital do Baixo Egito achamse duas aldeias. Egito (via Palestina) e Síria. ponto de convergência dos caminhos da Assíria. ou Padã-arã. Conforme Jeremias . era cidade marítima.

tanto no Antingo quanto no Novo Testamento. 21 – 31).. porto marítimo do Mediterrâneo. Foi arrasada. que em 1834 tornou-se a capital de todo reino da Grécia. Este é o nome da capital da Ática. Paulo tocou em Tiro no final de sua terceira viagem missionária.C.C. O nome moderno desta cidade é Sur. sua fundação remonta a 2750 a. e reconstruída. no século 9 a. Outra cidade importante e muito antiga da Fenícia. um dos notáveis pais das Igreja Cristã. da literatura e das artes do mundo antigo.C. tomou a ilha de Tiro em 332 a. transferindo-se mais tarde para uma ilha próxima a fim de resistir melhor aos constantes ataques dos inimigos. sendo seu porto comercial mais próximo Falero. fundada em 1156 a. era pai de Jezabel. muitas vezes. A importância desta cidade foi tão grande que os historiadores da antiguidade freqüentemente referiam-se aos sidonios como sinônimo de fenícios. As As referencias . foi sepultado na basílica cristã de Tiro. Sidon. ajudando comsua madeira e artíficesa construir os palácios e o templo (2Cr 2. cerca de 30 quilômetros ao norte de Tiro. tendo construído um molhe através do estreito que a separava do continente. o rei de Tiro. Hoje seu nome é Saida. o Grande. (At 27. Atenas era celebre como centro da ciência. De início a cidade foi edificada sobre um pequeno promontório. pelos conquistadores. Foram eles que fundaram Cartago. a terrível mulher de Acabe. Etbaal. parece. Um dos reis sidonios. depois de sete meses de cerco. rei de Israel.C. onde havia um grupo de cristãos.1 – 16). distante ceca de nove quilómetros do Mar Pireu. na África setentrional. Segundo pode-se concluir das referências biblícas. é freqüentemente referida na Bíblia. não mantiveram as mesmas relações com os hebreus como os de Tiro. Hirão. Tiro.8.3) onde tinha amigos 10 Atenas. 9. os sidonios. quando de sua viagem a Roma. Conforme relatos de escritores e historiadores antigos (Hérodoto e outros). que mantinham relações com regiões as mais distantes. Foram os Tírios navegantes e comerciantes famosos. um dos estados da Grécia. Paulo atracou neste porto. Ao tempo de Davi e Salomão. Foram as cidades fenícias Tiro e Sidom as únicas em território estrangeiro que Jesus vistiou durante o seu ministério terreno (Mt 15. É mencionada muitas vezes nas Escrituras Sagradas. C. Mas Alexandre. Cidade antiga e muito importante da Fenícia. atraindo inúmeros estudantes de todas as regiões. que morreuem 254 d.. manteve estreita amizade com Israel.Orígenes.

a capital da Ásia Proncosular e o entrocamento das duas estradas mais importantes (leste – oeste e norte – sul) da grande península ao tempo dos romanos. . 1 Ts 3. Seu magnífico templo consagrado à deusa Diana (Ártemis dos gregos). na província de Lídia. cuja origem remonta ao século 11 a. Paulo esteve preso em Roma durante dois anos e dali escreveu quatro epistolas: aos Éfesios. localizada na margem direita do rio cayster. edificada sobre sete colinas.C. Ao tempo do apóstolo Paulo a “Cidade Eterna” como é chamada já possuía cerca de 1 milhão de habitantes. 1. realizando o seu maior trabalho missionário. universalmente aceita. A data de fundação. ficou ali durante dois anos e três meses (At 19.. 12 Roma. seu teatro com capacidade para 25 mil pessoas assentadase seu hipódromo eram de fama mundial. Cidade das mais antigas da península itálica. aos Filipenses.. é 753 a.1). 15 – 18.bíblicas a esta cidade são todas elas relacionadas com a obra missionária de Paulo (At 17. a 24 quilômetros da desembocadura deste no mar Tirreno. A cidade mais importante da costa ocidental da Ásia Menor.C. na margem esquerda do rio Tibre. 11 Éfeso. reconhecendo a importância estratégica de Éfeso. aos Colossences e a Filemom. Famosa por ter sido a capital política e cultural do mundo por vários séculos. na costa ocidental da península. 8 – 10) entre os anos 54 e 57 d. Paulo.C. que levou 220 anos para ser construído e tinha 55m de largura por 122 m de comprimento. cerca de 18 quilômetros da desembocadura deste com o mar Egeu. Era a um só tempo o porto mais importante do Egeu oriental.

1. Provavelmente.2 Terra dos Amorreus. ou do além". e outros a Haber ou Habirú.1. nomes diferentes. como nos escritos profanos.3. através dos tempos. pois os amorreus são descendentes dos cananeus. Literalmente significa “habitante de terras baixas”. bem como tem sofrido alterações quanto à sua extensão.1 Nomes A região que nós conhecemos pelo termo Palestino tem recebido. GOEGRAFIA FÍSICA DA PELESTINA 1. alusão à circunstância de que Abraão veio de um país situado do outro lado do Rio Eufrates. 1. termo que significa "o do outro lado. designado assim.1. Nome cuja origem uns atribuem a Éber. patriarca importante de quem descende Abraão. a preferência dos descendentes de Canaã pelas planícies.4. 1. De muitas passagens bíblicas depreende-se que este era o nome para designar o território entre o Mediterrâneo e o rio Jordão. Canaã e sua decendência. 1. tanto no Antigo Testamento.PARTE II A PALESTINA 1. É outro nome antigo que. Terra de Israel ou Terra dos Israelitas.Terra dos Hebreus. Canaã ou Terra de Canaã É o nome mais antigo por se tratar da terra habitada pelo neto de Noé.1. designa a mesma região territorial conhecida como Canaã. Esta designação ocorre com freqüencia no Antigo Testamento e significa "terra pertencente aos descendentes de Jacó" a quem o Senhor colocou o nome e . 1.1.( o grande divisor natural de regiões do antigo Oriente) e cujo descendentes vieram a torna-se donos da terra.

ao largo do Mar Mediterrâneo até o Egito.8. mais ou . Depois da divisão do reino de Israel.6.de cujos doze filhos formaram-se as doze tribos que constituíram o povo de Israel. Palestina Este nome deriva-se do termo Filístia. Palestina era o nome mais usado. por ter sido aquela terra palco de maravilhas divinas. (Gênesis 12:1-4). assim formando o Reino de Judá. 1. Após o cisma.7.Terra Santa. na distribuição da terra de Canaã. tocou por sorte à tribo de Judá. ministério e sacrifício do Filho de Deus em favor dos homens. Posteriormente figuras como Plinio e Josefo passaram a chamar por este nome toda a região de Canaã. nesta designação incluía-se também a área pertencente à tribo de Benjamim. 1.ou seja. particularmente do nascimento.este nome aplicava-se apenas ao Reino do Norte. Quando o povo de Deus voltou do cativeiro babilônico e reorganizou a sua vida nacional. a terra habitada pelos filisteus.2. Desde os tempos do domínio romano até os dias que precederam a fundação do moderno Estado de Israel. É o nome dado a terra de Canaã por causa da promessa de Deus feita a Abraão.1. É a designação dada pelo profeta Zacarias em (2:12) e pelos cristãos desde a Idade Media. A princípio este nome se referia somente à área que. Terra de Judá ou Judéia. este nome passou a ser usado para designar todo o território comprometido na benção de Jacó ( Gênesis 49:8-12) e seus habitantes foram chamados de "judeus".5. Na Bíblia este nome é dado a uma faixa de terra a sudoeste de Canaã.1.1. quando de sua chamada. Localização Localizada no continente asíatico. banhada pelo Mar Mediterrâneo (extremo leste) em toda a extensão do seu limite ocidental. Terra da Promessa ou Terra Prometida. 1. a 30º latitude norte.e na qual Deus estabeleceu o seu servo e sua descendência. 1. 1. após a conquista.1.

quando pela conquista anexaram-se vários territórios vizinhos. 2 Região montanhosa central.ora sendo mais reduzidas. Para um estudo mais detalhado da topografia da Palestina vamos seguir o esquema a baixo: 1. a Palestina era um pouco maior que o Estado de Sergipe. Comparando com as superfícies dos estados brasileiros. ao Sul – com Arábia. a Palestina constituía-se num centro de gravidade para mundo e as civilizações da antiguidade. ao Leste – com partes da Síria e partes da Arábia.menos equidistante dos pontos principais do Mundo Antigo. a Transjordania. Limites A Palestina limita-se: ao norte com a Síria e Fenícia. e do ponto de vista político.1 Planícies . ou zona montanhosa de Galaad. Naturalmente estes são os limites médios ou prevalecentes da história política da Palestina. Do ponto de vista comercial. havendo épocas em que eles sofriam algumas modificações resultantes das conquistas ou perdas nas lutas com as nações vizinhas. sendo o seu comprimento em direção do norte para o sul . quando foi invadida pelos reinos ao seu redor.3.de aproximadamente 250 quilômetros e largura media de 120 quilômetros. igualmente passagem inevitável dos exércitos conquistados das grandes portências ao seu redor. ora sendo mais extensa. 1. ficava na rota obrigatória do trafego entre o Oriente e o Ocidente. Superfície A superfície da Palestina variou consideravelmente no decorrer dos tempos. as devastações sofridas pela Palestina em repetidas ocasiões durante a sua história.5 Topografia De um modo geral os geógrafos modernos costumam dividir a Palestina em quatro secções longitudinais: 1 Planice da costa do Mediterrâneo. bem como entre o Norte e o Sul. Como nos dias dos reis Davi e Salomão. 3 Vale do Jordão.4. a Oeste – com o mar Mediterrâneo.5. 1. Entretanti em termos médios. (desrto arábico). 4 Planalto Oriental. 1. podemos dizer que a sua superfície é de cerca de 30 mil quilômetros quadrados.

junto da costa sul. dos quais o central. eram: Gaza. entre Jope e Gaza. pela sua extensão e aspecto do conjunto é preferível qualificá-la de planície. Azoto. Devido a sua posição estratégica. ao sul da Fenícia e que se estende até o Monte Carmelo. que foi a capital do Reino do Norte ao tempo de Acabe e Jezabel. alargando-se na direção das montanhas da região central à medida que avança para o sul. (3) Planície da Filístia ou marítima– A faixa de terra habitada pelos filisteus. Para o leste desta cidade desce o Vale de Jesreel até atingir o Jordão na altura de Bete-Sea. a planície que traz este nome é considerada a maior da Palestina e a mais famosa.(1) Planície do Acre ou Aco – região do extremo noroeste da costa palestínica. produzindo principalmente trigo. com cerca de 75 quilômetros de comprimento por 25 de largura. produzindo em abundância cereais e frutas. é o mais importante. Ecron. De modo que a cidade empresta o seu nome tanto a planície que se estende para o noroeste da mesma. Ascalom e Gate. Confluência de três vales. Esta planície é particularmente conhecida pelos famosos lírios e outras variedades de flores. bordejando a Baía do Acre. alargando-se para o noroeste até as fraldas do Monte Carmelo e sul dos Montes Líbanos. ou seja. também chamada de Armargedon – Embora possa também ser classificada como vale. fortemente muradas. semeada de colinas baixas e muito fértil. uva e oliva. Está situada entre os montes da Galileia e os de Samaria. como ao vale que toma a direção leste. cujo o nível é ligeiramente mais elevado que a da planície da Filistia. No ângulo suleste da planície fica o local da antiga e importante cidade fortificada de Jesreel. (5) Planície de Jesreel ou Esdralon. a planície foi palco de inúmeras batalhas desde os dias de . Jesreel. Região muito fértil. no sudeste da Palestina. via de comunicação natural entre Damasco e Mediterrâneo. (4) Planície de Sefelá – Região situada entre a planície da Filístia e as montanhas de Judá ao oriente. Eram as fortalezas da planície. As cinco cidades principais dos filisteus. (2) Planície de Sarom – Região compreendida entre o monte Carmelo e a cidade de Jope.

a de Moabe. confusão que ocorre frequentemente pelo fato de alguns autores chamarem a planície também pelo nome de Vale deEsdraelon. que serpenteia pelo mesmo. Existem outras planícies menores espalhadas pelo interior da Palestina. alargando-se para 3 quilômetros logo a baixo do Mar da Galileia. Este fica entre as terras de Judá e Benjamim. numa distância de 215 quilômetros em linha reta desde Hermom até o Mar Morto. como a de Jericó. desembocando no Mediterrâneo ao norte do Monte Carmelo. (2) Vale de Jesreel.2. O rio Quison (Kishoi) atravessa a planície longitudinalmente.5. de leste a oeste. onde se deu a vitoriosa batalha de Josué com os amorreus quando o sol .Gideão. no extremo sul. no seu ponto final. chegando a 15 quilômetros na região de Jericó. Po este vale corre o célebre rio Jordão. que lhe empresta o nome. (3) Vale de Açor. O vale de Jesreel tem o seu começo nas cabeceiras do ribeiro de Jalud.Vales A Palestina é terra de muitos vales. Situa-se na região de Sefel. No seu ponto inicial é muito estreito. no extremo norte. a 24 quilômetros a nordeste de Jerusalém. . Não se deve confundir este vale com a planice do mesmo nome. que significa “Montanha de Magedo ou Megido” é uma associação de fundo histórico com sangrentas batalhas ocorridas perto da cidade de Megido. e tornando a estreitar-se pouco antes do Mar Morto. a de Dotam. na época dos Juízes. a de Genezaré etc 1. aqui vamos enumerar e localizar os principais: (1) Vale do Jordão. (Ap 16. O nome profético desta planície . ao sul da planície. Este é o maior vale da Palestina.Armargedon.16). corta o país longitudinalmente até o Mar Morto. 426 metros a baixo do nível do Mar Mediterrâneo. cerca de 100 metros. e termina no vale do Jordão na altura de Bete-Seã. para caracterizar as futuras dores e os triunfos do povo de Deus. começando ao sapé do monte Hermom. no qual se deu o apedrejamento e queima de Acã e toda a sua família. ao sul de Jericó. (4) Vale de Aijalom. É o vale que chega a maior profundidade de toda a face da terra.

Sua extensão mede-se em 18 quilômetros de comprimento na direção do Mediterrâneo. Situado no centro de Canaã. b) Planalto de Efraim. desde o sul do Montem Hermon até o vale por onde corre o rio Yarmuque. a oeste de Hebrom. (1) Planalto Central – Subdivide-se em três seções:a. Planalto de Naftali.300m. em cujas cercanias fixou-se por longo tempo a família de Abraão. que corre pelo centro do país na direção nortesul. 1. provável região de Sodoma e Gomorra. tudo faz crer que este é o valoe onde se encontra hoje o Mar Morto. é o vale mais largo dos três “wadis” que desembocam na planice de Moabe a nordeste do Mar Morto. correndo na mesma direção do anterior. também subdivide-se em três partes distintas: a. ao sul. Segundo Números 13. famoso pelo encontro de Jesus com a samaritana. foi deste vale que os espias levaram a Moisés um cacho de uvas tão pesado que foram preciso dois homens para transportá-lo. que pode ser considerado como continuação do Ante – Líbano.que é como a continuação dos Montes Líbanos. especialmente a pare do sul do mesmo. chamada atualmente Nablus. Planalto de Basã ou Auran. e o Planalto Oriental. (6) Vale de Hebrom ou Manre. A altitude de ambos varia entre 650 e 1. no qual se levanta a célebre cidade de Hebrom. (9) Vale de Moabe. famoso pela sua fertilidade especialmente a dos vinhedos. entre os montes Gerizim ao sul e Ebal ao norte. Conforme Gênesis 14. É a região mais fértil para o plantio de trigo e . estendendo-se na direção noroeste da cidade de Siquém. tem cerca de 12 quilômetros de comprimento. Fica a cerca de 30 quilômetros a sudeste de Jerusalém. c) Planalto de Judá. a região de Samária ao centro. queé a reigão da Galiléia ao norte. (5) Vale de Escol.3 Planaltos Dois sãoos planaltos gerais da Palestina: O Planalto Central. 3 – 10. (2) Planalto Oriental – Fica ao oriente do Jordão.parou sobre Gibeom e a lua sobre o vale de Aijalom. (8) Vale de Siquém.5. entre Betel e Hebrom. (7) Vale de Sidim. Outros vales menores serão mencionados mais adiante em relação a diversos acidentes geográficos. por 9 de largura. 22 – 27. Neste vale está o poço de Jacó.

Assim teremos os montes de Naftali. os de Efraim e os de Judá no Planalto Central. Esta já é a região mais rochosa entrecortada de prados de exuberantes pastagens. cortado pelo Jaboque.pastagem de gado. As numerosas e variadas experiências religiosas e militares frequentemente estiveram relacionadas com os montes. os montes de Basã.4 MONTES É interessante notar a atitude dos hebreus para com os montes. Issacar e Naftali. Isto certamente concorreu para a formação do conceito que eles tinham de Deus como estando. acima do homem.a leste da última parte do curso do Jordão e Mar Morto até o rio Arnon. b.Monte de Naftali –usada nas antigas traduções da Bíblia designa todo o conjunto montanhoso do norte ocidental da Palestina. o qual. Neste temor parece que os hebreus expressavam a superioridade. abrangendo a alta e a baixa Galiléia. sendo que a última. mais acessível a este. 1. Montes Palestínicos Propriamento Ditos O estudo dos montes obedeerá a subdivisão dos planaltos já estudados. ocupando a área mais extensa. um Deus transcendente. Os Montes de Naftali A expressão no singular. Planalto de Gileade.5.coube às tribos de Aser. deu o nome a toda a região. Daí nota-se um certo temor pelos montes. mascomo qual o homem pode ter comunhão. depois. a Elias no Monte Horebe etc. 1. c. também região de grande fertilidade. Zebulo. entre Yarmuque e Hesbom. Podemos dividir os montes da Palestina em dois grupos gerais: Os montes Palestínicos propriamente ditos e os montes transjordânicos. em todos os sentidos. a elevação e a distancia entre a criatura e o Criador. . os de Gileade e os de Moabe no Planalto Oriental. Nas tradições mais recentes já se usa a expressão “região montanhosa de Naftali” da qual os quatro montes abaixo destacados são os mais importantes. A.Neles este povo via a justiça e a grandeza de Deus reveladas na natureza. por ocasião da conquista de Canaã por Israel. Planalto de Moabe. Também Deus geralmente falava aos líderes do pov onosmontes – assim falou a Moisés no Monte Sinais.

Na realidade o Carmelo é uma pequena cordilheira com cerca de 30 quilômetros de comprimento por 5 a 13 de largura que pende do Mediterrâneo para sudeste Palestina adentro. Este fica a sudeste da planice de Jesreel e tem forma alongada.onde se localiza a cidade de Haifa. que mais tarde a mãe de Constantino. Note-se que este monte ou serra forma . No segundo século da nossa era grandes teólogos pensaram que a transfiguração de Jesus se dera ali. chegando a construir em seu topo marcos comemorativos do acontecimento. coberta de vegetação rearefeita.Este é o único monte que se destaca do Planalto Central na direção oeste. razão pela qual também é conhecido como “Monte das Bem-Aventuranças”. Na historia do Velho Testamento este monte tem significação importante devido às batalhas ocorridas junto ao mesmo. lugar do desafio lançado pelo profeta Elias aos profetasde Baal e consequente fracasso destes. Por se tratar de lugar pitoresco. b) Monte Tabor: Com 615m de altitude. um paraJesus. Seu nome significa “campo fértil. com ampla vista para o Mar da Galileia. outro para Moisés e outro para Elias. Ao lado norte do monte corre o rio Quison em cuja margem Elias mandou exterminar os profetas de Baal em fuga.32.a) Monte Hatin. mas copada. jardim” – isto provavelmente devido a proverbial fertilidade que nos tempos idos cobria vastas áreas de sua cobertura. razões fortes fizeram crer que a transfiguração teria ocorrido em alguma elevação do lado sul do monte Hermom. ao norte. Santa Helena. É de pouca altitude .cerca de 180m – tendo no lado oriental uma meseta.formando um promontório ao sul da Planície do Acre (Acho ou Ashet) e é a única parte do território da Palestinaque avança Mar Mediterrâneo adentro.fazendo parte do pequeno conjunto chamado. Inesquecível pela morte de Saul e seu filho Jõnatas na batalha contra os filisteus. referido em Ireis 18. localiza-se também na Galiléia. Posteriormente. na parte nordeste da planície de Jesreel ou Esdraelon. a Baía do Acre. julga-se ter sido ali o lugar onde Jesus reuniu os seus discípulos e proferiu o célebre Sermão do Monte. como sejam: a de Baruque e Débora contra Sisera (z 4) e de Gideão contra os reis midianitas (Jzs 8). pouco acima do sopé. transformou em três templos. Seus flancos são íngremes e escarpados. formando. Cornos de hatim localiza-se a oeste do Mar da Galiléia. d) Monte Carmelo. O ponto mais alto desta serra fica na extremidade sudeste –cerca de 575 metros – em cujas imediações havia um altar antigo. porém. c) Monte Gilboa. medindo 13 por 5 a 8 quilômetros e altura de 543 metros.

em 129 a. acima do vale (940m do Mediterrâneo). porque Josué. Uma delas é assinalada como “Gruta de Elias”. fossem lidas as bençãos para os que guardam a lei do Senhor. sob o governo de sambalá.29. a meia tribo de Manassés e um pouco da de Benjamim.015m acima do nível do Mediterrâneo) e é árido e escarpado. e) Monte de Efraim: É a região montanhosa que abrange principalmente a área que coube a tribo de Efraim. os sacerdotes.5. Dizem os que tem visitado o vale de Siquém que os dois montes de fato forma uma espécie de anfiteatro em que os efeitos acústicos permitem distinguir num dos montes e no vale a voz de uma pessoa que fala do outro nome. ficando a arca. bem como Monte de Israel e Monte (ou montes) de Samária (Js 20. Embora mais tarde. a) Monte Ebal. respondendo o povo das seis tribos reunidas no Ebal com um amém. Este era genro de Sambalá. Os mais importantes destes montes são Ebal e Gerizim.C. conforme determinação de Moisés (Dt 11. b) Monte Gerizim. e fora expulso do sacerdócio judaico de Jerusalém por ter esposado uma mulher estrangeira (Ne 13. antiga Siquém. tem uma atitude de 300 m acima do vale (1. para que de um dos montes. os samaritanos.30 -34). o templo fosse destruído por João Hircano.1 – 13). 6). Também com referencia a esta região. com apenas 230m. o Gerizim. constituindo a Manassés sumo-sacerdote do mesmo. o Ebal.7. Jr 31. .uma barrreira entre as planícies Esdraelom ao norte e Sarom ao sul. o governador. 27. também conhecidos como o Monte da Maldição e o Monte da Benção. É que. as tribos reunidas no Gerizim (Js 8. como se deduz da conversa de Jesus com a mulher samaritana junto ao poço de Jacó que ficava a beira da estrada que passava pelo vale de Siquém. depois do cativeiro babilônico dos judeus. fossem pronunciadas as maldições que viriam sobre os infiéis. os levitas e os anciãos no vale. respondendo. também árido e escarpado. por suavez. Fica ao sul do vale de Siquém. construíram um templo rival ao de Jerusalém. com um amém. nos dias de Jesus ainda os samaritanos continuavam a celebrar o seu culto no alto do monte Gerizim (Jo 4).28). apresentando em seus flancos inúmeras cavernas que pela sua conformação interna algumas parecem (algumas) ter sido habitadas. e destenome. situado ao norte de Nablus.. que hoje é um santuário muçulmano. em algumas traduções mais antigas fala-se em singular – Monte de Naftali. Possui uma história particular. reuniu seis tribos num monte e seis no outro.

sendo que a mais baixa. este monte passou a ser considerado monte sagrado. ou . ou ainda Montanhas de Judéia. tendo Davi levado para Sião a arca. 6 – 10). logoquesefez rei de todo o Israel. o mais alto dos montes da cidade de Jerusalém. foi profundamente alterado através dos séculos pelos aterros e edificações. e finalmente perder-se nos desertos de Zim e de Edom. Segundo Gênesis 22. fazendo dela a capital do seu reino (2Sm 5.As principais elevações que devemos considerar neste conjunto montanhoso são as da região de Jerusalém (ou Aglomerados de Jerusalém).C. baixando-se depois na direção sul.Geralmente é aceito que foi neste monte que Abraão levantou um altar e preparou-se para sobre o mesmo sacrificar o Isaque. a) Monte Sião .. se prestava bem para a defesa da cidade de Jerusalém e que Davi. “o nome Sião compreendia também o templo”. separado deste pelo Vale de Tiropeon. Várias são as atitudes atribuídas a este monte. com cerca de três quilômetros de comprimento. Este monte faz parte de uma pequena cordilheira. É de forma alongada e pende na direção norte-sul. e daí por diante designava freqüentemente toda a cidade de Jerusalém. Hoje não há dúvida que a fortaleza achava-se sobre Ofel. Mais tarde. seu único filho (Gn 22. separada por vales formosos opor onde correm riachos com suas vertentes para o Mediterrâneo ou para o Mar Morto. a que fica defronte do monte . principalmente no seu lado ocidental. mais baixa era chamada Ofel. para elevar-se novamente nos arredores de Hebrom. c) Monte das Oliveiras.9. tomou.1). 10). Todo o conjunto montanhoso que se estende ao sul dos montes de Efraim é denominado na Bíblia Montes de Judá. Quando a arca foi transferida para o templo que Salomão construiu no monte Moriá. Monte de Judá. Trata-semais de uma série de elevações. o aspecto primitivo deste monte. mas sim. desde 798 até 900m (parce que a primeira é a mais aceitável). Salomão construiu nesse mesmo lugar o famoso tempo de Jerusalém (2Cr 3. sendoque a parte sul. elevando-se mais na região deJerusalém. Cerca de um milênio depois. Até algumas décadas atrás discutia-se sobre Sião ou Ofel estava a antiga fortaleza dos jebuseus que.É um monte com cerca de 800m de altitude. uma região. A cordilheira apresenta quatro elevações distintas.2. este nome deisgnava não propriamente um monte. que corre do norte para o sul no lado oriental do vale de Cedrom que o separa do monte Moriá. devido a sua posição privilegiada.comandando os homens da tribos de Judá e Benjamin (em cujos termos achava-se a cidadela até então não conquistada). Fica a leste de Sião. em sua forma singular. Os montes de Judá. b) Monte Moriá.

120 metros acima do Cedrom e cerca de 60 metros sobre o platô do Templo no monte Moriá. 28-44). esta região coube a meia tribo de Manassés. a qual os Arábes chamam . embora a inferência por Lucas 4. dividido ao meio pelo ribeiro de Jaboque. ao sul pelo Vale de Yarmuque e a oeste pelo Jordão e Mar da Galiléia. igualmente podem ser agrupados nas três regiões distintas em que se dividem as terras para o oriente do Jordão. Jericó e outras partes do Oriente. As escrituras não o identificam. Montes Tranjordânicos Estes também chamados Montes do Planalto Oriental (ou Montes de Galaada ou Gileade). b) Monte de Galaada ou Gileade. Não se trata de uma certa elevação e sim de um largo e fértil conjunto montanhoso na parte norte. Fica cerca de 29 quilômetros a sudeste de Jerusalém. Na sua base ocidental fica o jardim de Getsemane e nos seus flancos há abundancia de oliveiras. com apenas 98m acima do nível do Mediterrâneo.Moriá. Vários eram os caminhos que rodeavam o monte. porém 320m acima de sua base. indo até a parte norte do Mar Morro. tem 820 metros de altitude acima do nível do Mar. a leste pelo deserto da Síria e parte do deserto da Arábia. É este o monte das Oliveiras propriamente dito. olhando para a cidade de Jerusalém. Na conquista.15.morto pelos israelitas ainda sob o comando de Moisés . ao sul de Yarmuque. 2. a) Monte de Basã. Na parte sul há uma montanha mais elevada. Outro conjunto montanhoso.e cuja cama de ferro media cerca de 4 m de comprimento por 1. Para este monte Jesus se dirigiu muitas vezes. A tradição assinala como local onde Jesus foi tentado logo após seu batismo.5 possa nos levar a aceitação do que diz a tradição.80 de largura (Dt 3. pois se encontra já na depressão do Vale do Jordão. cujo último rei foi Ogue . de forma levemente arredondada.11). alguns deles passavam pelo seu cume. chorou sobre ela. É o monte a que se refere o Salmo 68. Betânia. levando os viajores para Betfagé. Foi deste monte que Jesus. limitado ao norte pelo Hermon. d) Monte da tentação ou da quarentena. Nos dias de Abraão esta parte da Transjordania era habitada pelo povo de gigantes chamados Refains. pronunciando as palavras proféticas referentes à sua destruição (Lc 19. Planalto Oriental.

Também conhecido na Bíblia como o Mar Grande e “Mar Ocidental”. b) Monte Peor. Balaão contemplou o acampamento de Israel na planície e o abençoou pela terceira vez. Esta foi a terra de Elias. o grande profeta de Israel (IRs 17. o fato é que a região ocupada por moabitas ao sul da Transjordânia e ao oriente do Mar Morto é bastante montanhosa. entretanto não há certeza disto.de Jeber Jilade. esta parte da Transjordânia era conhecida como Peréia. quando era para ser amaldiçoado. 36). Este monte fica pouco a nordeste de Nebo. mares. rei de Moabe (Nm 23.Ainda que não se encontre na Bíblia uma expressão precisamente Montes de Moabe e sim “campo de Moabe” e “país de Moabe”. com 800m de altitude. como era o desejo de Balaque. No tempo do Novo Testamento. assim impedindo a aproximação de navios de . Talvez este fosse o monte que deu nome a região toda.1). até então dominado pelos amorreus. que é um conjunto de elevações da parte central do Planalto Oriental. A linguagem bíblica parece que usa a designação Monte de Gileade com referência à região toda. chamado “montes de Abarim” com as seguintes elevações: a) Nebo ou Pisga (Dt 34. de onde Moisés contemplou a Terra da Promessa e onde morreu (Dt 34. c) Montes de Moabe.1). É de pouca profundidade na costa palestina. a saber.5. Do cume deste. Esta região coube à tribo de Gade por ocasião da conquista e foi o primeiro território conquistado pelos Israelitas (Nm 21. Alguns autores fazem distinção entre os montes Nebo e Pisga. Dt 2. destacando-se o conjunto mais próximos do Mar Morto.6 Hidrografia A Hidrograma da Palestina pode ser dividida em três partes. A cerca de 15 quilômetros ao leste da foz do Jordão e por trás da planice de Moabe. 28 – 24. 1 Mares (1) Mar Mediterrâneo.1-6). 24. 1. 25). Este Mar banha toda costa ocidental da Palestina. apontando este último como um pico daquele. cujo rei era Seom. lagos e rios.

1) e Lago de Genezaré (Lc 5. as populações adjacentes o tem chamado de mar. mas. As suas costas são mais planas no lado ocidental e bastante acidentadas e escarpadas no lado oriental. com seu nível a 426m abaixo do nível do Mediterrâneo e com 400m de profundidade máxima que se verifica na parte norte. O seu nome atual. Asfaltite (Josefo). devido a esses arrecifes e os bancos de areia. As suas águas são as mais densas da superfície da terra. 3) Mar da Galiléia . medindo 76 quilômetros de comprimento na direção norte-sul e 17 quilômetros de largura.maior calado mesmo dos tempos antigos. É o segundo lago equilibrador das . II Rs 14.1). Pausanias (grego) e Justino (romano). destinados à construção do templo de Salomão em Jerusalém. devido ao aspecto triste e desolador que domina a região. Por este mar foram levados os famosos cedros do Líbano para Jope. Jl 2.17.Também conhecido pelos nomes de Mar de Quinerete (Nm 31. Neste mar ficam as ilhas referidas na Bíblia. O fato bíblico mais importante relacionado com este mar é a destruição de Sodma e Gomorra. devido as suas dimensões avantajadas e temporais violentos que freqüentemente o agitam. Neste mar foi lançado o profeta Jonas quando fugia da missão recebida. 2) Mar Morto – Também conhecido pelos nomes de “Mar Salgado”. Na verdade tratase de um lago de água doce formado pelo rio Jordão.11).20. Mar Morto. em razão das enormes jazidas de sal no sul e da excessiva evaporação. Entretanto. foi lhe dado pelos geógrafos e historiadores antigos do século II da nossa era.25. chamada Lisã ou língua. parece tiveram lugar no sul do Mar Morto. do ponto de vista político-militar. era de pouca procura pelos navegantes. na mais profunda depressão do globo. hoje coberto por um pantanal betuminoso. onde há um pequeno promontório com um alinha de arrecifes. antes o isolava do mundo. É de forma ovalada. “Mar de Ló. Mar do Arabá e Mar da Planície (Dt 3. Creata e Malta. cidades que. o Mediterrâneo constituía para a Palestina uma vasta defesa natural de sua fronteira ocidental. Na parte sudeste (na altura do terço inferior) há um promontório ou península. O único porto do Mediterrâneo de que se valiam os israelitas era Jope. Mar de Tiberíades (Jo 21. Assim. Fica na foz do rio Jordão. “Mar Oriental”. com cerca de 25% de salinidade. razão por que o Mediterrâneo não funcionava para Israel como caminho marítimo. Por suas águas navegou o apóstolo Paulo mais de uma vez em suas viagens missionárias. das quais destacamos Chipre. preferindo estes os portos fenícios. entre os montes de Judá e os montes de Moabe.

enquanto do lado ocidental e na direção noroeste estendem-se planícies férteis com cidades importantes. Genezaré.5. também conhecido como Águas de Merom (Js 1. trata-se de Sior Libnate referido em Josué 19. Também era formado pelas águas do Jordão. Magdala. como o Mar da Galiléia. Corre a sudoeste dos termos de Asser. As cidades das margens do Mar da Galiléia e as próprias praias e águas deste foram palco de acontecimentos importantes do ministério terreno de Jesus operando milagres. sendo o primeiro o de Meronm que fica 20 quilômetros ao norte. propício à lavoura e pecuária. como Cafarnaum. É torrente que se manifesta somente na época das chuvas. especialmente ao norte. e modernamente como lago de Hulé (nome árabe). As suas margens do lado oriental são montanhosas. andando sobre o mar.águas do Jordão. 1) Bacia do Mediterrâneo a) Belus – Segundo se crê. . Mede aproximadamente 24 quillômetros de comprimento por l4 de largura. pronunciando preciosos ensinamentos (Sermão do Monte) e aparecendo aos discípulos após a ressurreição. Suas águas são claras e muito piscosas. pouco ao sul da cidade de Aco (mais tarde denominada Ptolemaide e Acre). apaziguando a tempestade. tendo seu nível 225m abaixo do nível do Mediterrâneo e profundidade média de 50 m. na direção do Mediterrâneo. e localizava-se a 20 quilômetros ao Rios Os rios Palestinícos são distribuídos em duas bacias hidrográficas: Bacia do Mediterrâneo e Bacia do Jordão. 2) Lagos Um único lago encontramos no território palestínico o Lago de Merom. Tiberíades e outras. Corazim. O clima da região.26.7). Betsaida. alimentando milhares com a multiplicação de pães. despejando as suas águas na Baía de Acre. é muito agradável.

c) Caná . Quanto às referencias bíblicas ao ribeiro. e) Sorec . Nasce no sul das montanhas de Judá.32.Nascendo nas montanhas de Judá. que nasce perto de Siquém e. b) Quisom (ou Kishon) .permanecendo seco o seu leito por quase dois terços do ano. seguindo a direção noroeste. ao passo que no verão são escassas. que atravessa a região de Sarom na direção lesteoeste e deságuam no Mediterrâneo perto de Jope.9 como limite entre as terras de Manassés e Efraim. por sinal largo e fértil. Os flancos suaves do vale que ele percorre. As suas águas são impetuosas e perigosas durante o inverno.1-5 e 16.8 e 17. wadi. são famosos pelos vinhedos de uma espécie de uva síria muito apreciada.21). nas proximidades deste rio ficava Timná. sendo os cadáveres dos seus soldados arrastados pela corrente do mesmo (Jz 5. d) Gaás . É um dos chamados Wadis que são abundantes na Palestina. encontramos em I Samuel 23. despeja suas águas no Mediterrâneo entre Jope e Acalom. atravessando a Planície de Sarom. cidade de Dalila. e recolhendo outras águas da Planície de Esdraelom. corre na direção noroeste ao largo do Monte Carmelo até desaguar no Mediterrâneo. não identificado. ao norte da Filistia.Este é o mais volumoso de todos os wadis que desembocam no Mediterrâneo. f) Besor . este wadi. o seu nome provavelmente devese a um monte. Montes da Galiléia.30e 1 Crônicas 1.Outro wadi ou torrente dos meses de chuvas. É mencionado em Josué 16. Segundo Juízes 14. perto do qual foi sepultado o grande líder Josué (Js 24. Nascendo das pequenas correntes de Gilboa e Tabor. mulher filistéia que cavou a ruína de Sansão.30). verte no Mediterrâneo sete quilômetros ao norte de Jope. passa ao largo de Berseba pelo lado sul desta cidade e lança-se no mar à uns oito quilômetros ao sul da cidade . Foi junto deste rio que Baraque derrotou Sísera. a sudoeste de Jerusalém.40).É outro ribeiro. e Elias matou os profetas de Baal depois do célebre desafio no Monte Carmelo (I Rs 18.4.Este é o maior rio da Bacia do Mediterrâneo e o segundo da Palestina. na parte sul da Baía de Acre.

de Gaza. Seu nome moderno é wadi Sheriah. É mencionado nas Escrituras em I Samuel 30.1-25, no episódio da libertação dos habitantes de Ziclague das mãos dos amalequitas, por Davi e seus seiscentos homens, dos quais duzentos haviam ficado junto de Besor, cansados, para guardar a bagagem. Bacia do Jordão - Este é o rio principal da Palestina e corre na direção norte-sul, assim dividindo o país em duas partes distintas - Canaã propriamente dita e Transjordânia. Seu nome significa declive ou o que desce. o Jordão origina-se da confluência de quatro pequenos rios, a 1 quilômetros ao norte do Lago de Merom, cujas cabeceiras - menos as do primeiro - encontram-se nos flancos ocidental e meridional do Monte Hermom. São eles: Bareighit, o mais ocidental e cujas fontes não se alimentam das torrentes do Hermom. Hasbani, o mais longo - cerca de 40 quilômetros de extensão - e tem sua nascente na encosta ocidental do Hermom, a 520m de altitude. Ledan, o mais volumoso porque se origina de muitas fontes nas proximidades da antiga cidade de Dã, nosopé meridional do Hermom, e cujo leito pode ser considerado como começo do Vale do Jordão;por ser o braço central das nascentes do grande rio. Banias, a mais oriental das quatro nascentesdo Jordão, a mais curta, de apenas 8 quilômetros, porém a mais bela, que jorra de uma imensagruta na encosta meridional do Hermom, pouco ao norte da antiga cidade de Cesárea de Filipe,da qual hoje resta apenas uma pequena aldeia cujo nome moderno é Banias.Costuma-se dividir ocurso do Jordão em três trechos, para um estudo mais detalhado: o primeiro trecho, ou seja, aregião das nascentes, é o que acabamos de descrever nos seus aspectos mais setentrionais e quevai até o Lago de Merom. Depois da junção das quatro nascentes, o Jordão atravessa uma planíciepantanosa numa extensão de 11 quilômetros e entra no Lago de Merom. Neste trecho a sualargura varia muito e a profundidade vai a 3 e 4m. O segundo trecho, também chamado o JordãoSuperior, compreende o rio entre o Lago de Merom e o Mar da Galiléia, extensão esta de cerca de20 quilômetros. E um trecho quase reto, com um declive de 225m o que tornam as suas águasimpetuosas e provoca um enorme trabalho de erosão. A força da impetuosidade das águas do Jordão neste trecho é tanta que quase 20 quilômetros Mar da Galiléia adentro ainda se percebe asua correnteza. Neste trecho o terreno é rochoso, de vegetação média e a largura do rio variaentre 8 e 1 5m. o terceiro trecho, ou o Jordão Inferior, estende-se do Mar da Galiléia ao Mar Mortonuma distância de 117 quilômetros em

linha reta e cerca de 340 quilômetros pelo leito sinuoso dorio, tendo uma largura que varia entre 25 e 35m e 1 a 4m de profundidade. Este trecho sofre umdeclive de 200m pelo qual o rio desce precipitadamente, formando numerosos meandros ecascatas e alargando o vale até 15 quilômetros, como ocorre na altura de Jericó. Este vale élimitado quase em toda a sua extensão por verdadeiras muralhas de rocha calcária, o que tornamuito difícil a travessia do mesmo. Até o tempo dos romanos não havia ponte sobre o Jordão, demodo que a travessia do mesmo era feita em certos lugares de margens mais rasas e águas menosprofundas, chamados vaus. Um desses vaus ficava defronte de Jericó, outro, perto dadesembocadura do rio Jaboque; e o terceiro, nas proximidades de Sucote. O rio Jordão, sob todosos pontos de vista, como: geográfico, histórico, político, econômico e religioso, é o rio maisimportante do mundo antigo. Está ligada a Revelação desde os dias de Abraão até os dias de Jesus. Nas suas margens ocorreram numerosos e importantes acontecimentos, como a separaçãodas águas para o povo de Israel entrar na Terra de Canaã, sob o comando de Josué (Js 3.9-17); apermissão dada por Moisés às tribos de Rúben e Gade para ficarem na Transjordânia (Nm 32.1-32); a história de Gideão, bem como a de Jefté (Jz 7,8,10,11); as lutas políticas de Davi (II Sm 17.24,19.18); a travessia, em seco, dos profetas Elias e Eliseu (II Rs 2.6-14); a cura de Naamã, generalsírio que fora acometido de lepra (II Rs 5.1 -i 4); a recuperação do machado de um “seminarista’(II Rs 6.1-7); a anexação dos territórios dos gaditas, rubenitas e manassitas (Transjordânia) à Síriapelo seu rei Hazael (II Rs 10.32,33); o ministério de João Batista e o batismo de Jesus (Mc 1.5,9). b) Querite - Verdadeiramente não se trata de um rio perene, e sim de um wadi, torrente das épocas de chuvas, que desce dos montes de Efraim e desemboca no Jordão, pela margem ocidental, pouco ao norte de Jericó, depois de percorrer uma região agreste, povoada de corvos e águias. Em alguma gruta nas margens deste ribeiro escondeu-se o profeta Elias, por ordem do Senhor, onde foi sustentado pelos corvos que lhe levavam pão e carne todos os dias pela manhã e à tarde (I Rs 17.17). c) Cedrom - Também este não é um rio perene, porem nas épocas de chuvas tornase uma torrente impetuosa. Nasce a dois quilômetros a noroeste de Jerusalém e, correndo na direção sudeste, passa ao lado leste da Cidade Santa pelo Vale de

Josafá - que separa esta do Monte das Oliveiras - e prossegue rumo sudeste até o Mar Morto, numa distância de cerca de 40 quilômetros, por um leito profundo e sinuoso. Os principais fatos bíblicos relacionados com o ribeiro de Cedrom são: a fuga de Davi por causa da revolta de Absalão, seu filho, e a travessia de Jesus para o jardim de Getsêmane na noite de sua agonia (Jo 18.1). d) Yarmuque - Este é o principal afluente oriental do Jordão, embora não esteja mencionado naBíblia. É formado por três braços, dos quais o mais setentrional recebe águas abundantes dasvertentes orientais e meridionais do Monte Hermom e desemboca no Jordão, seis quilômetros aosul do Mar da Galiléia. e) Jaboque - É outro tributário oriental do Jordão. Nasce ao sul do Monte Gileade, corre para leste, depois para norte e noroeste, descrevendo uma verdadeira semielipse, até desaguar no Jordão, mais ou menos no meio do curso deste, entre o Mar da Galiléia e o Mar Morto, depois de terpercorrido cerca de 130 quilômetros. É célebre na história bíblica pela luta de Jacó com o anjo do Senhor, ocasião em que o nome deste foi mudado para Israel (Gn 32.22-32). f) Arnom - Nasce nas montanhas de Moabe, a leste do Mar Morto, despejando neste as suas águas. Este rio primeiramente separava os moabitas dos amorreus e depois os moabitas do território datribo de Rúben, ficando como limite meridional permanente dos territórios israelitas da Transjordânia. Os profetas Isaías e Jeremias pronunciaram condenações contra Moabe referindo-se a Arnom (Is 16.2; Jr 48.20). O missionário alemão F. A. Klein, em 1868, achou a célebre pedra Moabita nas ruínas da cidade de Dibon, que fica a quilômetros ao norte de Arnom. Esta pedracontém uma inscrição feita pelo rei moabita Mesa em 850 a.C., em hebraicofenício, que confirmaa passagem bíblica de II Reis 3.1-27.

1.5.7. Desertos Palestínicos Do ponto de vista bíblico, os desertos que nos interessam mais na área palestínica são os localizados a norte e oeste do Mar Morto, também conhecido como Deserto de Judá (Jz 1.16) ou Deserto da Judéia (Mt 3.1). O uso da forma

condensama ponto de precipitá-las em forma de chuva.em parte. é modificada por outros fatores. que tentaram atacar o reino de Judá pelo sul (II Cr 20). E ainda mais ao norte destes desertos ficam os de Jericó. Porém esta condição básica. Isto se deve a cinco fatores fundamentais: 1) Posição Geográfica Encontrando-se o pais entre 30º e 33º latitude norte. ribeiro de Cedrom ao sul e Jordão a leste.5. 2) Topografia Acidentada Os altos montes. como o nome indica. causam profundas modificações no climacom as suas correntes aéreas frias e quentes. especialmente o Vale do Jordão. apresenta um clima muito variado. embora pequena em extensão. fica ao sul. leste e oeste da história cidade.80). São ligados a singular vitória do rei Jeosefá sobre os seus inimigos amonitas e moabitas. 1. como Hermon. ao sul e leste de Betel. a leste da cidade de Gabaom (ou Gideão) (IISm 2. entre as cidades de Betel ao norte. Zife e Engedi.24).os profundos vales. o clima ésubtropical ou temperado brando.singular explica-se pela referência ao conjunto de áreas desertas a leste das montanhas de Judá até o Jordão e Mar Morto.8 Clima Palestínico A Palestina. bem como de João Batista (Lc. O primeiro. o terceiro. . 3) A Proximidade do Mediterrâneo Este é o fornecedor de nuvens para a Palestina que osmontes altos. conjunto este que se subdivide nos seguintes desertos menores: Maon. 1. a vida e ministério do profeta Amós (Am 1. já nos termos de Benjamim. o segundo. Betaven e Gabaom. Mais ao norte destes três estendem-se outros dois desertos: Tecoa e Jeruel. São particularmente relacionados com Davi durante as suas fugas das perseguições de Saul (I Sm 24-26).1). que ficam entre sul de Hebrom e o Mar Morto.

Uma referência especial merece o orvalho no clima palestínico. Já no Vale do Jordão. GEOGRAFIA ECONÔMICA DA PALESTINA Devido à variedade do clima e do solo. as frias das montanhas do norte e as quentes dos desertos completam a formação do clima. Em Lucas 12. Jesus referiu-se a orientação popular pelos ventos. Este é de vital importância na época da seca. Samária e Judéia o frio chega a demorar semanas. 5) Os Ventos As correntes úmidas do mar. a produção da terra estaria intimamente à religião. Há uma corrente aérea seca e quente que vem do deserto da Arábaia (leste). sendo Israel um povo teocrático.3. Geadas fortes e neve sobre as montanhas da Palestina são coisas comuns no inverno. tanto a abundância quanto a escassez seriam proporcionais ao estado espiritual do povo (Dt 28).4) A proximidade dos Desertos A leste e ao sul as correntes quentes dos desertos contribuem com a sua parcela na variedade do clima palestínico. o termômetro marca em média 25º.5). Na orla do mediterrâneo o clima “é mais unifome e menos rigorososo” enquanto na região montanhosa da Galiléia.Esta variedade do clima oferece ao país também variedade de cultura e consequente riqueza. São os vapores quentes que se elevam durante o dia e são condensados pelas correntes frias das montanas e então caem em forma de orvalho cerrado sobre a vegetação ávida pela umidade. 2. As referências bíblicas aos diferentes produtos e á fartura dos mesmos nos tempos antigos convencem-nos dos santos e amoráveis propósitos de Deus em dar aquela terra em herança perpétua a seu povo. que é tão quente e seca que. Entretanto. a Palestina oferece também abundante variedade de produtos nos três reinos da natureza: vegetal animal e mineral. . particularmente “o orvalho de Hermon” citado no Salmo 133. chamada siroco. na mesma época. queima toda a plantação. ao passo que no verão chega a 45º à sombra. Daí a expressão bíblica “terra que mana leite e mel” (Ex 13. isto é. 55. quando prevalece. 54.

puxa-se a cabeça. porém. na ordem dos insetos. na Samaria. avestruz. especialmente pela classe pobre. Referência especial merece o gafanhoto que até hoje é consumido como alimento. depois cobre. pepino.10) na região de Sodoma e Gomorra. Reino Mineral Entre os metais o mais abundante parece ter sido a prata (1Rs 10. rola. . lebre. corça. perdiz. os bosques de acácias. galinha. comprimindo ao mesmo tempo o corpo. dos quais somente uns poucos podiam servir para o consumo. murta. ao sul do Mar Morto. corvo e tantas outras aves. e do qual João Batista se alimentava.3.. 2. abelhas e gafanhotos de várias espécies. carvalho. codorniz.2. e uma abundante variedade de peixes (cerca de 43 espécies). mula. pode-se encontrar toda esta flora pela extensão total do território palestino.2. embora estes sejam também comuns nos vales e planícies de outras regiões.1. Arrancandolhe as asas e os pés.27). víbora e outros na ordem dos selvagens. hiena. palmeira. há bastante mineração de carvão. betume (asfalto) e também ouro. na Galiléia. os cereais. formigas. Também eram comuns: cevada. Depois o corpo do gafanhoto é secado ao sol. Entretanto. com exceção de betume (Gn 14. cegonha. Reino animal Os animais palestinos mais importantes eram: vaca. mosquitos. assim retirando os intestinos. pinheiro. cebola. salgema. acácia. chumbo. jumento. azeite. cabra. Hoje. Reino Vegetal No reino vegetal os produtos mais comuns eram o trigo.“pão. na ordem dos domésticos que serviam tanto para o alimento como para o trabalho e transporte. enxofre. mostarda. Das plantas silvestres podemos citar cedro. pelicano. raposa. a Bíblia não indica que estes minerais nos tempos antigos fossem extraídos do solo palestínico. enxofre. e vinho”. feijão. Estes eram os elementos básicos da alimentação dos hebreus e formavam o trinômio tão repetido na Bíblia . camelo. cavalo e o cão. etc. cedro e pinheiros. alho. tostado no fogo ou frito no azeite e está pronto para o consumo. lobo. leopardo. lentilha. Embora em maior ou menor proporção. figo. chacal. faia. leão. estanho. ovelha. lírio do campo e Rosa de Saron. a oliva e a uva. pombo. tâmara e romã. melão. potassa. 2. que prosperam mesmo em terrenos pedregosos. moscas. Convém notar aqui que na Judéia são mais comuns os olivais e vinhedos.

a todos os povos da Palestina primitiva. casavam-se com os israelistas (I Cr 2. quase todos os povos da região da Terra da Promessa primitivamente eram da estirpe camita. embora alguns historiadores. As cidades desses povos eram muradas e fortificadas. Esses reinos eram. Arábia. Conforme a ordem divina. no sentido mais restrito se limitavaaos descendentes de Canaã.15-20. e ao longo do Vale do Jordão até o sul do Mar Morto.3) e um dos apóstolos era cananeu (Mt 10. geralmente. o classifiquem como cananitas. 3 GEOGRAFIA HUMANA DA PALESTINA 3. cobre. e em certas épocas quase todos eles. 24. 5). 1:44. pois eram descendentes do mais moço de Cão. deveriam ser exterminados por causa de seus pecados. antes da chegada de Abraão á terra então chamada Canaã. Alguns desses reinos. e principalmente com a Fenícia (Ez 27.1 Os habitantes primitivos da Palestina Bem nos primórdios da história étnica da Palestina. Parece. chamado Canaã.1.4). entretanto os israelitas não o fizeram. como os demais povos da Terra da Promessa. exceto umas poucas que eram de natureza mais nômade.17). pelo que nos informa Moisés em Gn 10.37). a Palestina comerciava os seus produtos com a Síria. O comércio aos tempos bíblicos variava conforme as circunstâncias políticas em relação aos países vizinhos. Dt 7. o norte da Palestina.1821. os cananeus. cada uma tendo o seu próprio rei. a região era ocupada por diversas tribos conhecidas sob o nome geral de cananeus (Gn 12.1. que habitavama costa do mediterrâeno desde a Baía do Acre até Jope.7).3. eram subordinados ao Egito. Os mais importantes deles são os seguintes: 3. baseados em Números 15:45 e Deut. Assim. As provas arqueológicas nos dão a idéia desta distribuição. Egito.1). 3. a princípio. independentes e bastante belicosos para alcançar a supremacia. filho de Cão.ferro. (Dt 9. Cananeus Ainda que esta designação seja aplicada.6. pois são citados no recenseamento de Davi muitos séculos mais tarde (II Sm24. etc. reduzindo-se a sete ao tempo da conquista (Gn 15.2 Amorreus É outro povo descendente de Canaã. na linguagem bíblica. desde o Mediterrâneo até o Vale do Jordão. . havendo quem opine que essas tribos eram dez.1.

resistiu aos ataques de Josué e seus exéctios. 23.15). a Transjordânia (Núm. pois não é mencionada outra qualquer área ocupada por eles. quando da volta do cativeiro. Foi quando Jerusalém foi proclamda capital do reino de Israel (2Sm 5. Porém. 13:30).norte da Palestina. 6 -9). em diversas épocas de sua história. Foi o povo que ofereceu a mais tenaz oposição ao avanço dos israelitas. 29). 3.4 Jebuseus Jesus ou Jerusalém era o único lugar onde habitava este pequeno povo. Síria. haja vista a batalha em Gabaom. sempre existiram na terra da Palestina.34. Parece que ao tempo de Abraão era um povo que rivalizava com os cananeus e os amorreus em poder e número. Hoje são conhecidos como hiteus e hititas. quando Moisés enviou os doze espias para o reconhecimento da terra que haviam de ocupar. Pelo quejá se conhece deste povo. era um povo valente. nos dias do rei Davi. 24). Entretanto. nos dias de Esdras. Abraão os encontrou também em Hebrom (Gn 23). indo até o rio Eufrates. sudoeste da Palestina. em menor ou maior número. 2).1.1. Esaú. Daí concluí-seque comunidades (colônias) dos heteus. 12-24). quando Josué pediu a Deus que o sol e a lua se detivessem (Jos. embora este lograsse aprisionar e matar o seu rei (Js 10. Só muito mais tarde. éque foram expulsos de sua fortificação. estendiam-se desde a Ásia Menor. ao tempo da peregrinação dos hebreus. os jebuseusnao foram completamente exterminados . cometendo abominação contra o Senhor (Ed 9. 3. os heteus são citados entre outros povos presentes nas montanhas do sul da Palestina (Nm 13. nos registros históricos e arqueológicos. casou-se com duas mulheres hetéias (Gn 26. Os israelistas encontram os heteus na Palestina e casam-se com suas filhas. 1. Encastelado na suacidade de Ofel (Sião?). irmão de Jacó. pois descendem de Hete. 35) na região de Berseba. Os amorreus ocupavam ao tempo da conquista a região ao sul e leste de Jerusalém e a vasta montanhosa a leste do Jordão.3 Heteus Também estes são camitas. 10:4-5.as áreas por ele ocupadas.2).filho de Canaãe neto de Cão (Gn 10. 1. ainda que pequeno. também fizeram parte de uma aliança contra os hebreus sob o comando de Josué a leste de Jerusalém (Js 9. e nunca foram exterminados por Israel.porém mais razoável fazer uma distinção entre os dois povos parentes.

antes. 15 – 20 e.80m. ocupado também as montanhas do norte (Jz 17. portanto.1. A áera em que Salomão mais tarde edificou o famoso templo foi comprada por Davia de um jebuseu de nome Araúna (25m 24.7). ainda sob o comando de Moisés. uma vez que a sua ocupação era a agricultura. 3. aproximadamente 4m por 1.21 e Dt 2. Alguns desses povos vizinhos eram francamente hostis ao povo de Deus.1. 3. primeiramente. mas não se sabe em que partes da Palestina habitavam.1-5). os israelitas. o rei de Basã que era um remanescente dos gigantes.11).e continuaram a habitar entre os hebreus. e só uns poucos (como os fenícios) de . outros apenas desconfiados. ou seja. levando. Pertencendo a uma raça aborígene de gigantes (Dt 2. também estes não parecem possuir qualquer parentesco com os cananeus. ou a oeste de Jericó.16 eram camitas. São várias vezes mencionados na Bíblia. 11). cuja cama de ferro media nove côvados de cumprimento e quatro de largura (Dt 3. vários foram os povos que se limitavam com ela.1. travaram batalha com Judá e Simeão nas montanhas do sul (Jz 1. um tipo de vida diferente. logo após a morte de Josué. na região de Basã.30).10). tendo. 3. 10.2 Os Habitantes Vizinhos da Palestina ao Tempo da Conquista pelos Hebreus Devido á posição geográfica da Palestina. 3.6 Perizeus Este era um dos povos que habitavam a terra de Canaã e que parece evidente não ter origem carmita. Habitavam algumas regiões de ambos os lado do Jordão e de Hebrom. Ao tempo de Abraão estavam eles entre os cananeus na região de Betel (Gn 13. 18 – 25). A leste do Mar da Galiléia.15). nos dias de Jacó havia um grupo ou colônia deste povo nas proximidades de Siquém (Gn 34. por não constar o seu nome na lista dos filhos de Cão em Gênesis 10.7 Refains Também conhecidos como anaquins e emins (Js 11. como provam as escavações arqueológicas. Alguns admitem que tenham ocupado alguma área na margem ocidental do Jordão. também por não ter o costume demurar as suas cidades. derrotou Ogue.8 Girgazeus Segundo Gênesis10.

12. de origem muito incerta. na região entre o sul de Moabe e Mar Morto e o Golfo de Ácaba. descendentes de Esaú. Tiveram várias batalhas com os israelitas. etc. sofreu toda sorte de castigos. nômade. cujo neto Amaleque era príncipe (chefe de uma família tribal) e habitava na região de Edom. a vida deste último foi se alterando com sérios prejuízos morais. Sempre hostis ao povo de Deus.2. pois são parentes dos hebreus. desviando-se dos mandamentos e caminhos de Deus por força desta influência. como secas.1 Amalequitas Frequentemente citados na Bíblia.7. o que se cumpriu nos dias do rei Ezequias (1Cr 4.2 Edomitas ou Idumeus Estes são semitas. quando. sabemos que era um povo numeroso e poderoso. Na mesma ocasião Moisés anunciou o extermínio posterior deste povo inimigo de Israel. Mas. e Edom ao leste (sul do Mar Morto).12. fala da numerosa descendência de Esaú que se estabeleceu na montanha de Seir.17-19). Neguebe (área deserta entre o sul da Palestina e Egito) a oeste. ou seja. O capítulo 36 de Gêneses. Pela influência que tais povos exerceram sobre o povo de Israel nos terrenos político. irmão de Jacó. Dt 25. espirituais e econômicos. Porém.13. embora alguns os tenham identificado como descendentes de Esaú. que é um vasto maciço montanhoso de cerca de 180 . que depois de vender a sua primogenitura. sem provocação. pouco depois da travesia do Mar Vermelho.2. seguiu rumo diferente na vida.8-16. sendo a primeira em Refidim. irmão gêmeo de Jacó. social. (Gn 36. frequentemente Deus recompensava a fidelidade do seu povo com as vitórias e abundância de bens que concedia a ele perante os olhos daqueles povos inimigos. 6. por outro lado. durante vários séculos antes do seu extermínio. atacaram o povo de Deus pelam retaguarda e foram derrotados (Êx 17. por pura pilhagem. conforme 1Sm 15.atitudes cordial. derrotas em guerras.1-17)? De qualquer forma. 3.3-5). como vamos aceitar esta identidade se já no tempo de Abraão (tetravó do príncipe Amaleque) havia amalequitas na mesma região (Gn 14. Deus usou os amalequitas como instrumentos para castigar o seu povo rebelde (Jz 3. 3. Apreciemos alguns daqueles Povos vizinhos de Israel.41-43). Entretanto. na zona do Sinai. cativeiros. Israel. comercial e notadamente religioso. mas cujo território principal de guerrilhas e pilhagens ficava entre o Mar Vermelho ao sul.16).

sua última parada.18-21). o Grande. Mais tarde.33) e Selá ou Petra (2Rs 14. Como fizeram os Edomitas. no tempo dos Juizes.37 os moabitas eram descendentes de Moabe. o Senhor ordenou que não fossem admitidos na congregação até a décima geração (Dt 23. este povo chegou a invadir o território israelita. Deus mandou que os moabitas não fossem guerreados Dt 2. ora ganhavam independência.9). enquanto Israel chegou são e salvo a Sitim. Portanto.3 Moabitas Segundo Gn 19.3-6). Ocupavam o território ao leste do Mar Morto e do Jordão até a altura do rio Jaboque. também os Moabitas recusaram a Israel passagem pelo seu território quando este já se aproximava de Canaã. que foi a capital. 3.20-26).7). sempre foram inimigos declarados dos hebreus. 1 v. E temendo o povo de Deus foram buscar aliança com os midianitas.2. (Nm 25. “foi-se. Herodes.3).C.9). Bosra (Gn 36. Porém as filhas dos moabitas seduziram os israelitas as práticas idólatras e licenciosas do seu culto. embora algumas vezes demonstrassem boa vontade para com alguns deles como no caso de Davi e sua família quando perseguidos por Saul (1Sm 22. Durante o período da monarquia hebréia.9). também eles eram semitas. que os expulsaram de sua terra. Mas quando os hebreus chegaram a Canaã os amorreus os havia obrigado a recuar até o rio Arnon (Nm 21. filho de Ló que era sobrinho de Abraão. . conquistado aos aborígenes horeus onde há seu tempo floresceriam cidades como Elatia (1Rs 9. mas.25). assim cumprindo-se a profecia de Malaquias em cap. por causa da hostilidade que estes sempre demonstraram para com os israelitas. Apesar do parentesco. e voltou ao seu lugar” (Nm 24. contratando a Balaão para amaldiçoar Israel. que governou cerca de 40 anos sobre os judeus durante o domínio romano. pelo que morreram de uma vez 24 mil israelitas. ora eram dominados. antes de atravessar o Jordão para a conquista da Terra Prometida. Este não logrando êxito contra o povo de Deus.26). Por motivo de parentesco deste povo com Israel.quilômetros de extensão. era idumeu. 1-5.Devido á antiga inimizade. por certo os edomitas recusaram a passagem aos israelitas pelo seu território quando estes já estavam próximos a Canaã. Ezion-Geber (Dt 2. (Nm 20. para finalmente serem obrigados a se refugiarem em Judá sob a humilhação dos nabateus (presume-se de descendência ismaelita) em 320 a.

filho de Abraão com Cetura (Quetura). Quando o povo de Israel chegou á Moabe. Potifar (Gn 37. Isto porque. para onde este fugira do Egito e onde se casara (Êx 2. quando Gideão. Am 2.8-11.16.2. na Transjordânia. atacando e pilhando muitas vezes por longos anos durante os períodos dos Juízes e do Reino. 3.15-22). descendentes de Ló (Gn 19. Ao tempo dos Juízes chegaram a oprimir o povo de Deus por 18 anos. 28. levou a mulher deste ao Sinai. Foram muito cruéis e vingativos para com o povo de Israel. Note-se. ficava ao leste do Sinai.25. entre o Jordão e o deserto arábico. Deus . bem como aconselhou a seu genro uma distribuição de responsabilidades para evitar um esgotamento (Êx 18). os exterminou para sempre (Jz 7 e 8).38). cobrando-lhe tributo. na região de Jesreel.25. E de fato Moabe foi reduzido à ruína por Nabucodonozor. Deus honrou uma mulher moabita. Ez 25. Rute.4 Midianitas Eram semitas. dando como seu local de habitação as proximidades da cidade de Meca. É o que ameniza a triste memória daquele povo. Depois houve diversos conflitos entre Moabe e Israel durante a monarquia hebraica. Sf 2. a linhagem de Jesus. pois no tempo de Moisés parece que a “terra de Midiã”. anos depois. o sogro de Moisés.No decorrer da história os moabitas foram alternadamente tributários e independentes de Israel. viviam nômades na região da transjordânia. ao norte do rio Arnon. Jetro.8. ainda. escolhendo-a para bisavó de Davi. Tudo faz crer que mais tarde se expandiram para oeste e norte. e ofereceu sacrifício a Deus. onde o venderam como escravo ao capitão da guarda de Faraó. 3. integrando. que nos dias do patriarca Jacó. portanto.11). acabando por os profetas de Israel anunciarem o extermínio de Moabe por constituir-se tão ferrenho inimigo do reino de Deus (Is 15.36). Nos dias dos Juízes eles subjugaram os israelitas por sete anos.1-6. Jr 48. Antigas listas genealógicas Árabes mencionam uma tribo por nome Ketura.2.1-3. pois. Parece. onde os israelitas estavam acampados. para nunca mais reerguer-se. seu filho José foi vendido a uma caravana de mercadores e midianitas que o levaram ao Egito. pois descendiam de Midiã. segundo Gn 25. tratar-se de um povo nômade que finalmente desapareceu. Contudo.5 Amonitas Igualmente semitas. encontrou outro grupo de midianitas que se aliaram aos moabitas para resistirem ao povo de Deus.

uma vasta riqueza.7 Fenícios Este foi um grande povo que habitava a estreita faixa de terra no norte da Palestina. embora contido na promessa dada por Deus. a oeste de Zobá. foram conquistados por Davi durante seu reinado. Hoje a região é habitada pelos Árabes do novo Estado da Transjordânia. Todos eles. entre os montes Líbanos o Mediterâneo. cujo culto se infiltrou em Israel e atingiu as culminâncias quando do reinado de Acabe que casou-se com a princesa fenícia.15-19). indo até Hamate (1Sm 14. bem como ajudou a Salomão nos Seus . Este povo era camita (Gn 10. Sabemos que os sírios (ou arameus) os quais no tempo do reino unido de Israel eram organizados em pequenos reinos independentes. Zobá (ou Aram-Zobá). em diferentes épocas eram Tiro e Sidon. Jezabel.vingou a sua crueldade por ocasião da invasão dos babilônicos cumprindo-se as profecias de Jr. tornou-se o grande fornecedor do material para a construção da casa real de Israel e do templo de Jerusalém (2Sm 5. que foi mais poderoso e mais hostil para com Israel. eram da estirpe semita. ora hostis.47).6 Sírios Ao nordeste e norte da Palestina ficavam os domínios da Síria cujas relações com o povo de Deus foram ora fraternais. indo até os limites da Fenícia (1Cr 19. (Ez 27). situado a oeste de Damasco. desenvolvendo. Hirão.11.1-5 e Ez 25:1-7. de triste memória. embora sua língua pertencesse ao grupo semita. 1Rs 5). nos dias de Davi e Salomão.2. 49. Mais tarde. reduzindo a ruínas as suas cidades. 3. não foi tomado (Jz 1. As duas cidades que sobressaíam. As divindades principais dos fenícios Baal e Asterote. com a sua capital Aaman. porém ao final do tempo de Salomão o reino de Damasco logrou libertação. o rei de Tiro. 3. sempre conhecidos pelo nome de sua cidade principal. o território fenício. Entretanto as relações entre os hebreus e os fenícios sempre foram pacíficas e cordiais. tornando-se adversário tenaz de Israel.31).7-19). e Maaca (ou Aram-Maaca). Três destes reinos sírios limitavam-se com a Palestina e em diversas épocas guerrearam com esta: Damasco (on Aram-Damasco). Por ocasião da conquista sob o comando de Josué. e que tocaria á tribo de Aser.2. pela navegação e comércio. E o ódio deste povo contra Israel parece que não diminuiu em nada.

já encontrou muitas cidades. a Síria anexou a Filistia. Asquelom e Ecrón (Jz 1.9-10. Estiveram em lutas constantes durante toda a história de Israel. razão por que Deus não permitiu que o seu povo por ocasião do êxodo seguisse o caminho mais curto para Canaã que passava pela terra dos filisteus. 3. mas confederados. do reino unido.17). Azdod e Ecrón. São eles: os egípcios. E só depois das conquistas de Alexandre. dos dois reinos e de Judá quando ficou sozinho na Palestina. possa concluir-se que. Não nos deteremos nos detalhes da história dessas relações. Só depois da divisão do reino os fenícios romperam a aliança com Judá.8 Filisteus Este povo.23.3. e cujas nomes foram Asquelom. em que os filisteus são chamados “incircuncisos”. ocupava uma área de terra no extremo sul da costa palestínica e era extremamente belicoso. razão pela qual alguns profetas pronunciaram sentenças fortes contra os fenícios (Ez 28. uma vez que esta já foi abordada na parte referente ao Mundo Antigo. 3.18). Am 1. (Êx 13. a última cidade fortificada que resistiu. ou belicosas. Gaza. Gat. não sendo semitas. cuja origem é desconhecida embora pela referência de Jz 14. As cinco cidades fortificadas dos filisteus representavam os cinco estados independentes. a Filistia coube ás tribos de Judá e Dá. em troca de provisões de trigo. das . isto é. e mais vinte e cinco cidades da região da Galiléia (1Rs 9. Depois do cativeiro de Judá. durante os períodos dos Juízes. que destruiu Gaza.empreendimentos comerciais pelo mar. entendemos os conjuntos de habitações humanas fixas. o Grande. quando chegou à Terra da Promessa ou Canaã. Abraão. 22. Nunca foi possível uma paz permanente entre os filisteus e os hebreus. é que os filisteus desapareceram para sempre como povo. a leste. Somente depois da morte de Josué é que Judá atacou a Filistia e tomou Gaza. apoiando as dez tribos de Israel. deveriam ser camitas.4-8).3 Cidades Palestínicas Por cidades. e bailônios e assírios. Na divisão da Terra da Promessa.2. ao sul. Além desses povos vizinhos mais próximos que apreciamos neste estudo. Jl 3. devemos mencionar os grandes povos pouco mais distantes dos limites da Palestina e com os quais Israel teve relações diplomáticas.6-7.11). vinho e azeite.

ao chegar à terra de Canaã. dominando a passagem do Jordão ao sudeste da Palestina à margem do caminho de Jerusalém para a Transjordânia. figura também entre as cidades mais antigas do mundo.10). Entretanto. Geralmente as cidades palestínicas antigas eram construídas sobre elevações ou mesmo montes. Ao tempo da Conquista de Canaã pelo povo de Israel. a oito quilômetros deste na direção oeste. pois mais tarde ali foram sepultados também o . 1-15).5. cercadas de muros de defesa de altura e largura variadas. Abraão. Jericó aos poucos foi retomando seu lugar de importância e várias ocorrências ali verificadas com relação ao povo hebreu.lugar este que se tornou verdadeiro cemitério dos patriarcas. milagrosamente. I Rs 11. Foi lá que ele adquiriu a cova de Macpela dos heteus para sepultar a sua mulher Sara. depois de um cerco de sete dias com marchas ao redor de seus muros. certamente é a mais antiga de toda a Canaã. tanto no tempo do Velho Testamento como no do Novo Testamento. com portas pesadas providas de trancas seguras. certamente é a mais antiga do mundo. Jericó. e. permaneceu por algum tempo em Hebrom (Gn 3. foi destruída. (Js 6). com torres devigia sobre os muros e ainda uma vala circundando seus limites por fora dos muros (Dt 3.3. a oeste do Mar Morto.18).3.2 Hebrom Situada a sul das montanhas de Judá. 3. aos olhos do povo de DEUS comandado por Josué. estão registradas na Bíblia. Passemos em revistas as principais cidades palestínicas. Naquela ocasião Josué amaldiçoou o homem que viesse a reedificar a cidade o que se cumpriu cerca der quinhentos anos depois.quais algumas são mencionadas no livro de Gênesis. a 32 quilômetros ao sul de Jerusalém. Fica localizada na parte inferior do vale do Jordão. Seu nome primitivo foi Kiriath – Arba (Js 1. nos dias do rei Acabe (1 Rs 16. Como prova disto são apresentados os vestígios de vida humana na Idade da Pedra encontrados nas camadas mais profundas de suas ruínas. Jericó era uma cidade grande e bem fortificada. Uma vez reedificada. Ne 3. 3.600 metros a sudeste da anterior. ainda.1 Jericó Segundos alguns pesquisadores. se não é a cidade mais antiga do mundo. a 272 metros abaixo do nível do Mediterrâneo.34). A cidade moderna está a 1. a 12 quilômetros ao norte do Mar Morto e a 24 quilômetros de Jerusalém na direção leste.24. junto da fonte de Eliseu ou Ain es-Sultan.

16 – 20).4 Jope (Jafa ou Iafa) É outra cidade das mais antigas da Palestina e. depois do que a capitaldo reino passou a ser Jerusalém. utilizados na construção do primeiro e depois do segundo templo em Jerusalém.). na costa do Mediterraeneo.16 e Esdras 3.9. bem como nos do faraó Amenófis IV (Cartas de Tel-el-Amarna.3. o Filho de Deus e Salvador do mundo.3.11).3 Belém Também é uma das mais antigas cidades da Palestina. 50.). Já nos dias do Novo Testamento. Situada a cerca de 60 quilômetros a noroeste de Jerusalém. 19. ali desembarcados. e Jesus. Nos registros egípcios o seu nome já era conhecido nos dias do faraó Tutmés III (c. 3.7 os cedros do Líbano. Hebrom não é mencionada no Novo Testamento. 3.9.13). o notável rei de Israel. Também ali nasceu Davi. era o porto da capital israelita. ascendente de Jesus (Rt 4. 21. para distinguir de outra cidade de igual nome existente na Planície de Esdraelom. Seu nome bíblico é Bethlehem-Efrata (que significa “casa de pão”) ou Belém de Judá. na estrada que vai para Hebrom numa colina de 700m de altitude nas montanhas de Judá. Jope aparece no livro de Atos com duas ocorrencias do ministério do apóstolo Pedro: a da ressurreição de Tabita (At 99. 25. uma estrangeira que se tornou a bisavô do rei Davi e. Existe até hoje. é até antediluviana. uma região sobremodo fértil. bemcomo Jacó e sua mulher Léia (Gn 23. eram levados pelo mar até Jope.C. A primeira menção de Belém na Bíblia é relativa aos tempos patriarcais.como nome de El Khalil.próprio Abraão. portanto. Situada 10 quilômetros ao sul de Jerusalém. segundo alguns escritores romanos. habitada em sua grande maioria por maometanos que construiram sobre a antiga cova de Macpela uma mesquita. seu filho Isaque e sua mulher Rebeca. que dissipou as dúvidas dos apótolos . Foi neste porto que Jonas embarcou para Tarsis tentando fugir da vontade de Deus (Jn 13). e depois conduzidos a Cidade Santa. 137 a. onde é vedada a entrada dos cristãos. Séculos depois Davi foi ungido rei em Hebrom e ali reinou durante sete anos e seis meses sobre todo o Israel (25m 2. 17.Segundo II Crônicas 2. que ocorreu pouco ao norte desta cidade por ocasião do nascimento de Benjamin (Gn 35.C. 22).29-33. Foi ali que se realizou o casamento de Boaz com a moabita Rute.3643) e da visão na casa de Simão o curtidor. 19. quando da morte da Raquel a amada de Jacó. 1504-1450 a. 49.

mas devido a sua imprudência e arrogância. Fundada em 921 a. ergue-se a moderna Tel Aviv. cruzados e franceses. esta cidade foi uma das mais importantes e influentes na vida de Israel. 18-20). Jope sofreu muitos ataques e arrasamentos dos exércitos inimigos atravésdos tempos. Samaria. filho de Salomão.depois de um prolongado cerco que começou no tempo de Salmanasar V e terminou no de Sargão II. romanos. 3. por Onri.3.24.. A cidade foi destruída e reconstruída varias vezes. ao voltar da Mesopotâmia. egipcios. vindo de Ará.5 Siquém. foi coroado rei de Israel. fez de Siquém a capital do Reino do Norte (Irs12). junto da velha Jope. pois sua historia remonta a mais de 2000 a. certamente também Siquém recebeu os colonos assírios que. a ponto de tornar- . Os profetas freuqentemente condenavam Samária por sua idolatria. foi também sede de idolatria a Baal. 3.C.quanto ao acesso dos gentios à graça do evangelho. após a queda do Reino do Norte.32). na Samaria. rei de Israel e pai de Acabe. Roboão. Também ali foramenterrados os ossos de José trazidos do Egito (Js 24. foi a capital do Reino do Norte durante 200 anos. e hoje. Caiu sob o poder da assíria em 722 a. Hoje é chamada Neblus. Nas cercanias de Siquém Jacó cavou um poço que se tornou celebre pelo encontro que se deujunto domesmo entre Jesus e a mulher samaritana. estabeleceram-se nas cidades e de cuja mesclagem com os judeus remanescents resultou a raça samaritana. Porém. sempre voltou a prosperar. Ainda em Siquem. assírios. tucos. Abraão.6. num monte de cerca de 100m de altitude. Fica situada entre os montes Ebal e Gerizim. Ampliada e embelezada durante os dias de diferentes reis de Israel. Esta é outra das cidades mais antigas da Palestina. no fértil vale de Siquém. bem no centro geográfico da Palestina. o grande centro dos sionistas judeus.C.C. rodeada de muralhas quase inexpugnáveis. acampou em Siquém e ali erigiu o seu primeiro altar na terra de Canaã após a aparição do Senhor que lhe declarou: “A tua semente darei esta terra” (Gn 12.o reino foi dividido ejeroboão. que era adorado num templo de Jesrusalém em riqueza e esplendor.6.3. fixou-se ali e levantou um altar ao Senho (Gn 33. Jafa ou Jafia. quando das peregrinações de Abraão. Conforme II Reis 17. o rei das dez tribos revoltadas. Situada a oito quilômetros a noroeste de Siquém.Havia umavila na Galiléia com o mesmo nome. gregos. isto é.7). Mais tarde Jacó.

8. “primeiro historiador da igreja cristã e o primeiro geógrafo da Palestina”. há uma pequena povoação por nome Sebustieh . onde trancorreu a infância e a juventude de Jesus de Nazaré.rodeadas de ruínas que estão sendo exploradas e estudadas por várias entidades arqueológicas. já nas lutas nacionalistas posteriores. porém.8.. Hoje. É certamente a cidade do evangelista Filipe e de Cornélio. Nazaré.se aquela cidade sinônimo de infidelidade a Jeová. Foi ali que nasceu o célebre Eusébio.7. 1-25). em 109 a. Foi construída por Herodes. Hoje é a cidade palestinica de maior proporção de cristãos entre os seus habitantes. Entretanto. Notáveis são os restos da chamada Colunata de Herodes. de dois quilômetros de extensão. . O Novo Testamento registra a sua incredulidade. etc. A cidade não é mencionada no Antigo Testamento. na direção oeste.40. Finalmente. depois de Jerusalém e Belém. o anfiteatro. No período grego foi reestabelecida a sua glória antiga.. no local. arrasou a cidade. foi reedificada. o hipódromo. (At 8. e cognominada Cesaréia em homenagem a César Augusto. João Hircano. o templo. C. ela é a cidade mais célebre da Palestina. os teatros. era a Samária do tempo do Novo Testamento. no litoral do Mediterrâneo. que apesar dos dois mil anos decorridos. A 22 quilômetros do extremo sul do mar da Galiléia. ao tempo de Herodes. Filipe lá pregou o evangelho com muita aceitação. fica a cidade de Nazaré. fizeram a gloria da cidade.3.10). ruas pavimentadas. 3. Os grandes edifícios.3. 21. Nos tempos do Novo Testamento foi a cidade mais célebre da Palestina por tratar-se de sua capital política. Cesaréia Fica a 75 quilômetros a noroeste de Jerusalém. Por algum motivo não gozava de boa reputação entre os judeus (Jo 1. Lá estava a sede da administração civil e militar da província romana. 3. o centurião romano. que ali esteve preso durante dois anos após a sua magnífica defesa diante de Festo a Agripa e de onde embarcou para Roma. o Grande local da antiga cidadela dos filisteus chamada Torre de Strato. para os cristãos. entre Jope e o Monte Carmelo. embora por pouco tempo.46). Foi visitada várias vezes pelo apóstolo Paulo. imperador romano. primícias entre os gentios (At 8. instalação de água e esgoto. lá estão como testemunhas da antiga glória de Samária.

e uma só vez seu nome aparece no Novo Testamento (João 6. Entretanto. Sabemos.8). o Filho do Deus vivo”..3. Ampliando e embelezando a cidade que se encontrava ao sopé do monte Hermom. em 70 d. 3. 18. Tibério César. e que durante a construção os operários descobriam que o local era de um antigo cemitério. depois da destruição de Jerusalém. Provavelmente a antiga de Rakkart. por ter sido construída sobre um cemitério. Outra razão teria sido para evitar um encontro com Herodes. Fica na margem ocidental do mar da Galiléia (ao lago de Tiberíades) a 8 quilômetros da extremidade sul do referido mar.. sendo considerada cidade imunda pelos judeus. ocasião em que Jesus pronunciou a profecia da indestrutibilidade de sua igreja. Tiberíades. foi palco de várias batalhas durante a sua história. seu protetor. apesar de sua importância. (Mt 16.3. Por encontrar-se no extremo norte do país. Filipe fê-la uma espécie de estância de veraneio para a aristocracia da época. Não temos notícia de que Jesus tivesse visitado alguma vez a cidade. e que mais tarde deu lugar a Tíberiades.16. E para distingui-la da Cesaréia do Mediterrâneo acrecentou-lhe o seu próprio nome.24). A cidade não é mencionada no Antigo Testamento.9. teria assinalado o local onde ao tempo de Jesué havia uma cidade forte por nome Racate.3. Mas o acontecimento mais importante para os cristãos foi que ali Pedro fez a sua célebre confissão: “Tu és o Cristo. para servir de capital à tetrarquia da Galiléia e Peréia. Para lá foi transferido o . se que fala a literatura rabínica do período interbíblico.C. Teria sido a cidade forte de Recate? O nome da cidade foi dado em homenagem ao imperador romano da época.13. pois havia mandado matar o João Batista e poderia também antecipar a sua morte (Lc 13. a quem considerava como raposa (traiçoeira e mau). veio a ser o centro do judaísmo na Palestina. podemos compreender que. quando os cananeus ali ofereram a sua resistência ao exército de Jesué. Cesaréia de Filipo. O judeu que entrasse na cidade se tornava cerimonialmente impuro.32. 23.C.10. 23). Porém. A sua primeira menção na Bíblia está em Josué 11. deveria ter um caráter gentílico. que a Tiberíades do Novo Testamento foi construída por Herodes Antipas entre os anos 17 e 25 d. porém. referida em Jesué 19:35. O tetrarca Filipe deu este nome à antiga vila fenícia de Baal-Gade em honra ao Tibério César.

11 Cafarnaum Não há certeza absoluta do local exato de Cafarnaum. que é uma coleção de tradição e interpretação do Antigo Testamento. Magdala. na Síria. Sabemos. em grande parte. Também foi ali que o Salvador realizou o maior numero de milagres e pronunciou os mais profundos ensinamentos. emTiberíades. pois ficava na margem da rota entre Damasco. da misericórdia. No que diz respeito a historia bíblica ela ocupa o primeiro lugar. sendo a única das cidades da margem ocidental do Mar da Galiléia que ainda subsiste. Por motivos vários. Por isto as alusões proféticas e apostólicas a apresentam como o próprio símbolo do céu (Is 52. da justiça. da sabedoria.12 Jerusalém “Lugar de paz” “Habitação segura” entre as cidades mais celébres do mundo encontramos Jerusalém. 9-13). Da Grandeza de Deus. dois temsido os lugares presumíveis da antiga Cafarnaum: Tel-Hum e Khan – Minieh.ou seja. . posto militar romano (Mt 5 – 13) e centro de recolhimento de imposto do império (Mt 9. Pelos vestígios das antigas estradas. Ela foi de um modo especial. Também a Massora. porém. o cenário das manifestações patentes e evidentes do poder. Ap 21).1-4. da bondade. fundando-se a célebre academia rabínica que preparou o Mischnâ. hoje a cidade é chamada Tubariyeh. durante o século IV da nossa era.1). 3. Corazim – restam apenas ruínas. o Talmude Palestínico (também chamado Talmude de Jerusalém). fixando a pronúncia das palavras pormeio de sinais – chamados massoréticos – em lugar das vogais.3. 3.14-17. e Ptolemaida. no Mediterrâneo. a principal entre outras tantas regiões. nem em sua riqueza ou expressão cultural e artística. e sim em sua profunda e ampla relação com a revelação. enfim.3.sinédrio e foram construídas muitas sinagogas. há indícios de que Cafarnaum era centro comercial movimentado. Eetsaida. Esta posição privilegiada de Jerusalém não está em sua extensão. Originou-se. sendo que o primeiro reúne as probabilidades maiores. conjunto de comentários críticos e gramaticais sobre o texto hebraico do Antigo Testamento. no seu sentido religioso. sendo que das outras – como Cafarnaum. 9. ou seja. que era cidade da costa noroeste do Mar da Galiléia. bem como do seu discípulo Pedro (Mt 8. Mas o fato mais importante para os estudiosos da Bíblia é que Capernaum era a cidade residencial de Jesus.

A leste do promontório fica o Vale de Josafá ou Cedrom.11). provavelmente é o seu nome mais antigo.C.28).2). b) Salém – É o nome mais antigo que apareceu na Bíblia.(1) Nomes – Durante a sua longa historia – já cerca de3. nas montanhas de Judá.10. Aoeste e ao sul fica o vale de Hinon (Gehena gr. cujo primeiro nome era Aelius. II Rs 14. Ne 11. quando então a cidade foi conquistada e feita a capital do Reino de Israel (Irs 8. 31 – 34) e dos fogos que ardiam constantemente..000 anos – a cidade era conhecida por vário snomes. a 21 quilômetros a oeste do mesmo e a 51 quilômetros a leste do Mediterrâneo. 10.1. .18). f) Cidade de Davi ou Cidade do Grande Rei –Estes nomes relacionam-se como ato heróico de Davi na tomada da fortaleza. divindade suprema dos romanos. ouseja. j) El Kuds – É o nome que os árabes deram a Jerusalém. assim como: a) Urasalim – Encontrado nas Cartas de Tel-el-Amarna escritas por voltade 1400 a. assim chamado por causa dos sacrifícios das crianças em holocausto ao ídolo Moloque (II Rs 23. Sl 48. Aelia em honra a Adriano. O seu significado é “a santa’. (2) Localização e Topografia –Jerusalém fica situada na parte sul da cordilheira central da Palestina.) que em certa época da historia foi o “vale da matança”. i) Aelia Capitolina. que a reedificou no século II d. Provavelmente trata-se de uma abreviação da palavra Jerusalém. antiga divindade semítica da paz e prosperidade. Está edificada sobreum promontório a 800m de altitude. que separa a cidade do Monte das Oliveiras.C. subdivididoem uma série de montes ou elevações.Foi o nome dado pelo imperador romano Adriano. g) Cidade de Deus ou Cidade Santa – Assim chamada por estar ali o templo nacional. h) Cidade de Judá – A capital do reino de Judá.4. Jr 7.20. e Capitolina. c) Jebus – Assim era conhecida a cidade dos jebuseus na época dos Juízes (Jz 19. a cidade principal do reino (II Cr25. na mesma latitude do extremo norte do Mar Morto. cidade devotada a Shalém. d) Jerusalém –É o nome mais comum e que permanece até o presente. já em uso nos dias de Abraão (Gn 14. e) Sião – Este era o nome de um dosmontes da cidade. olocal do culto centralizado (Sl 46.1).

Porém a linha norte od segundo muro é muito discutida e por ora nada de definitivo se sabe a seu respeito. 43-48). o inferno (Mt 13. edificados em épocas diferentes. começada cerca de dez anos após a crucificação de Cristo. subindo pelo lado oeste do mesmo.42. ao norte.C. separava alguns desses bairros. O segundo muro foi levantado por Jotão. que fica a sudeste e onde havia uma antiga fortificação. porém. a superfície da cidade tem sofrido muitas alterações com os aterros deste vale. Jerusalém era protegida aoleste. abrangendo.consumindo o lixo da cidade. até o sul da elevação de Acra. Este muro era provido de 60 torres para as sentinelas. (3) Muros e Portas – Até a destruião da cidade pelos romanos no ano 70 d. Moná. descendo pela aba oriental deste até Ofel na direção sul. O aspecto geral da cidade ao tempo de Cristo apresentava uma configuração de um trapézio irregular que se alarga do sul para o norte. Sendo que a cidade é isolada pelos lados leste. que corria mais ou menos na direção de noroeste para sudeste e sul. até o norte do Monte Moriá. resta apenas o lado norte suscetível ao crescimento. através dos tempos. a noroeste. dividindo-se em cinco zonas ou bairros caracterizados pelas elevações do tabuleiro: Ofel. sul e oeste por uma só muralha. O primeiro. desaparecendo. onde estava edificado o templo de Salomão. Ezequias e Manassés – e depois do cativeiro reedificado por Neemias – seguindo praticamente o mesmo traçado do primeiro nos lados leste. Bezeta. passando pelo sul do Vale do Tiropeom e do Monte Sião. oeste e sul do conjunto da cordilheira pelos vales já mencionados. Mc 9. assim. nolado nortenovas áreas – Acra e parte de Bezeta. cujo fim era incluir os subúrbios do norte no sistema de segurança da cidade.rodeava a antiga cidade do Ofoel. O terceiro muro. os detritos dos holocaustos pagãos. Acra. por força da expansão da mesma. Também os vestígios deste muro são escassos e discutidos quanto à sua exata direção. uma vez que por ele o tabuleiro continua ligado ao conjunto montanhoso. o antigo aspecto em que as elevações eram mais distintas.q eu data dos dias de Davi. Porém. e Sião. a sudoeste. Trechos deste muro já existiam desde os tempos dos jebuseus. Salomão e seus sucessores. na direção norte. Um vale interno chamado Tiropeom. etc. e daí na direção leste. a leste. tendo havido. ao norte três muros. sul e oeste. porém.. . Daí por analogia a palavra grega Gehena que significa “vale de Hinon” que veio a designar o lugar de castigo eterno dos condenados. foi obra de Herodes Agripa I.

que no primeiro muro teve o nome de Efraim. porta das ovelhas. Porta do Esterco ou de Monturo. Síria e Mesopotâmia.desde as quatro portas orientais. No livro de Neemias. A leste. ou dos Essêncios. Porém as principais portas de Jerusalém. porta do gado. pelas quais o povo transitva mais frequentemente. e. foram estas: a. porta dos cavalos. c. no canto sudoeste da cidade. do msmo lado oriental. Ao sul a cidade comunicava-se com Hebrom e Egito. também ao nort. b. Porta das Ovelhas ou de Benjamim a leste. j.que dava para as vias de comunicação com as cidades da região ocidental. h. porta da água. pois ficava no muro quefoi edificado pouco depois de Crsito mais ou menosna direção da porta velha do segundo muro. Galiléia. Porta Oriental ou do Ouro. ao norte. Porta de Herodes. junto do tanque de Siloé e o açude velho para abeberar o gado. d. Porta de Jope (ou Jafa) a oeste. dando acesso ao centro e ao norte do país. bem como para a Fenícia. Porta de Damasco ou Peixe. também a leste.As portas nos muros de Jerusalém eram numerosas durante a longa história da cidade. convergiam os caminhos para Jericó e todo o Vale do Jordão. Síria etc. porta oriental. Certamente nos dias dos patriarcas esses caminhos não passavam de trilhos por onde trafegavam caravanas dos mercadores e dos pastores de rebanho. dos Juízes e da monarquia hebraica. por exemplo. temos referencia a cerca de dez delas: porta velha. 3. logo ao sul da esquina sudeste da área do templo. porta do peixe. que conduzia a fonte de Guiom. Porta da Água. vemos o uso de carros ferrados que certamente exigiam estradas mais definidas. não é mencionada na Bíblia. i. bem como para as estradas da Transjordânia que levavam os viajantes para a Arábia. hoje fechada. bem como ao estrangeiro. e cujos nomes perduraram por mais tempo. Ao norte partiam os caminhos para Samária. também ao sul. . na direção norte. Fenícia. ainda ao sul. porta da fonte. porta do esterco.ao sul. g. (4) Cidade de Comunicação – Jerusalém sempre esteve ligada pelos quatros pontos cardeais a toda a Palestina e aos países estrangeiros. Porta da Fonte. Porta do Vale. A oeste ligava-se com Jope e os caminhos para a Filistia e Egito.s Já nos dias de Josué. porta do Efraim. Nem todas elas podem ser localizadas. logo ao norte da esquina do templo.4 Estradas Palestínicas Desde os tempos de Abraão já havia caminhos cruzando a Tera de Canaã em todas as direções.

e outra para leste. ao norte da Galiléia. via Jericó. via Peréia. passando pelas cidades da margem ocidental do Mar da Galiléia. ao norte. Babilônia e Egito) deslocavam-se por estas estradas para os seus encontros bélicos.2 Grupo Central Este grupo partia do sul da Judéia. indo até Jope. na direção da Mesopotâmia. Belém Jerusalém. Costuma-se dividir em quatro grupos principais as estradas da Palestina: 3. Tiro.embora seguindo os trilhos antigos. Aos 8. via Lida. das quais as mais importantes são as seguintes: no extremo sul da Judéia uma ramificação para oeste. conhecidas também como Caminho da Terra dos Filisteus. e. atingindo cidades costeiras como Jope. na direção da Ásia Menor. Siquém. Mais outra ramificação. embora não das mais antigas.30. 35. onde havia uma passagem rasa do Jordão.19. II Reis 23. uma ramificação para oeste. Sidom e outras.28. E no tempo dos romanos já havia até estradas pavimentadas para o deslocamento rápido de suas legiões militares.28 etc. De Bete-Seã também partia uma ramificação para norte indo até Cafarnaum. atingindo a Transjordânia e entroncando-se com outro grupo de estradas na direção de Petra. passando por Hebrom. Na altura de Jerusalém. Os exércitos das grandes nações do norte. na direção de Gaza. indo até Damasco.4. E por último. indo até a Arábia. Betel. e outra para leste.31. Ireis 22. Este grupo. a ramificação na .4. Era um grupo composto de várias estradas com ramificações para oeste. ocorria na região central de Samária. onde se desviavam para oeste. Tinham a sua origem no Egito e estendiam-se até Fenícia e Síria. a baixa Galiléia. indo até o Egito. devido a sua importância internacional. atingindo Cesaréia para oeste e Bete-Seã (Citópolis) para nordeste. para o norte. Também este grupo apresentava ramificações tanto para oeste como para leste. onde se entroncava com a estrada de Damasco. entroncando-se o ramal com as estradas da Transjordânia. ou vau. e na de Damasco. para o sul. saindo um ramal de Gaza e passando por Berseba e sul da Judéia na direção da Arábia. Ptolemaida.1 Grupo da Costa Eram estradasque corriam paralelas à costa do Mediterrâneo. e para leste. ia até Cafarnaum. Samária. e mais outro atravessando o Vale de Esdraelom. era também chamado o caminho das nações. Assíria. 3. Tais noções podemos colher de Juízes 1. em Nazaré. do leste e do sul da Palestina (Síria. Jericó e Transjordânia. e também para leste. outro de Lida para Jerusalém. na altura das cidades de Siquém e Samaria.

e a segunda. e de Hesbom avançando pelos montes de Abarim e Gileade para o norte até Damasco. As que aqui mencionamos dão-nos uma idéia geral das vias de comunicação terrestre que dispunham os antigos na . passando por Petra e o leste do Monte Seir e do Mar Morto. quando os discípulos rogaram a Jesus poder para fazer descer fogo do céu para consumir os samaritanos que rejeitaram a presença de Jesus (Lc 9. no fundo do Golfo de Ácaba. Notese que.que era itinerário preferido pelos judeus para evitar a passagem pela Samária . Grupo da Transjordânia ou Leste Havia neste grupo pelo menos duas estradas: uma que partia do vau do Jordão. Segundo esta classificação. que deixando Damasco passava por Cesaréia de Filipe dirigindo-se para Tiro.prosseguindo para nordeste até Damasco. durante o seu ministério. desce para Cafarnaum. e se dirigia para o norte pelo lado leste do Jordão até o vau que fica defronte de Bete-Seã . Grupo de Damasco Neste grupo geralmente são contadas somente as estradas que partem da velha cidade Síria e se dirigem para o Mar Mediterrâneo. as que passam pelo território palestínico são apenas duas: a primeira. cidade costeira da Fenícia. e para nordeste chegava a Cafarnaum. no sentido leste a cidade de Bete-Seã. em frente a Jericó. no Vale de Siquém (Jo 4. era ode cobrar o pedágio. antes de seu chamado para o discipulado.3. Alguns acham que o ofício de Mateus. é que voltou para agradecer a graça recebida (Lc 17. e outra que. porém eram de menor importância. deixando para oeste uma ramificação que passava por Jericó e Jerusalém indo até Jope. Havia outras estradas que cruzavam a Palestina.42). preferindo passar pela Transjordânia. ou Acre dos franceses).1-19). vai até Nazaré e antiga Ptolemaida na costa marítima. ele atravessou a Samária: quando manteve memorável diálogo com a mulher samaritana junto ao poço de Jacó perto de Sicar.direção noroeste atingia Ptolemaida (antiga Aco.51-56). os judeus evitavam-na devido à inimizade antiga entre eles e os samaritanos. e quando curou os dez leprosos. dirigia-se para Hesbom. e para se viajar por ela cobrava-se pedágio. pelo menos em três vezes. que era samaritano. originando-se em Elate. a que passa pelo sul do lago de Merom. apesar de ser esta estrada do centro o caminho mais curto entre a Judéia e Galiléia. onde entroncava-se com a estrada que vinha de Damasco. pois. sendo que somente um deles. Entretanto parece que Jesus não deu importância a este fato. A primeira era pavimentada ao tempo dos romanos.

o irmão deste deveria casar-se com a cunhada viúva para suscitar descendência ao seu irmão falecido (Dt 25. Na impossibilidade de uma apreciaçã vasta e completa do assunto – pois que o escopo deste livro é limitado.5 Costumes Orientais Especialmente os Palestínicos Os habitantes do Oriente Próximo. Silas. por morte do marido que não deixava filhos. e só . I Sm 1.4. especialmente entre ricos.2. Isto se deve às particularidades geográficas. o seu estilo peculiar de vida.5). social e nacional (Gn 2. dada a importância deste conhecimento na interpretação bíblica.13.de expressão e de pensamento. Grécia e Roma na direção oeste.Palestina.9. 1. O casamento misto era proibido em defesa da família.28). da tribo e da pureza da raça (Dt 7. e para a Mesopotâmia e Pérsia na direção leste. quando. e daqueles. Timóteo e Lucas. 25m 5.1-4). Segundo o ideal divino.18.Este.1 Sobre a Família Hebraica (1) Casamento Os hebreus consideravam o casamento de origem divina e de importância básica para a vida individual. O concubinato era tolerado nos casos de esterilidade da mulher legítima. nobres e reis (Gn 16. era feito por terceiros .1-8). a Bíblia não esconde os males da poligamia e da concubinagem. a poligamia era tolerada no Antigo Testamento. I Rs 1. os missionários das novas do evangelho de Cristo do primeiro século: Paulo. e poderia ser despedida em qualquer tempo e sem qualquer direito a amparo (Dt 21. Havia também o casamento por levirato.10-14). a) Contrato de Casamento -.30. étnicas e religiosas dos mesmos. Entretanto. 3. geralmente. porém no Novo Testamento inteiramente repudiada. Destas últimas serviram-se os patriarcas nas suas peregrinações para Canaã. de onde prosseguiam para a Ásia Menor. seu irmão mais velho. pois geralmente tratava-se de uma serva (escrava) ou prisioneira de guerra.2. tio.pai do noivo. especialmente Abraão e Jacó e os hebreus cativos. sempre tiveram. mas freqüentemente também fora desta condição. como ainda têm. vamos apresentar aqui apenas um esboço sucinto desses costumes e usos das terras bíblicas.3). Jz 8. ou das terras bíblicas. Resta ainda fazer referência ligeira às estradas que partiam de Damasco para o norte até Hamate e Arã. o casamento havia de ser monogâmico (Mt 19.3. 3.5. 30. ou algum amigo muito chegado. A posição de concubina sempre era de uma esposa secundária.

onde seguia-se o banquete depois do qual os noivos eram conduzidos à câmara nupcial (Mt 2. durante a qual o marido estava isento das obrigações militares.o jovem casal era (Rt 4.A festa de núpcias durava. Gn 24. adotou-se o costume de lavrar um compromisso escrito.17. o esposo a conduzia. 34.1-18).1-10. Nos seis dias subseqüentes. em cortejo ainda maior.excepcionalmente pela mãe (Gn 21. ou ao representante dela. 24. embora fossem comuns entre os caldeus (Gn 20.12. sendo rico. com rosto velado. geralmente oscilava entre 30 e 50 ciclos e selava o contrato matrimonial. Recebendo a esposa na casa dos pais desta. .38. O dote da concubina era o preço da compra (no caso de serva ou escrava).11). Em alguns casos o próprio filho fazia a sua escolha. poderiam ocorrer um mês depois para as viúvas e um ano depois para as virgens (no caso de Jacó durou sete anos). embora mais resumidas. como no caso de Jacó (Gn 29. ao som de música e de cânticos.18) que. ia à casa dos pais da noiva acompanhado de amigos e vestido de sua melhor roupa. Ex 2. distribuía roupa nupcial aos convidados (Mt 22. Estas consistiam nas consultas quanto ao destino dos bens por força do enlace que não poderiam enfraquecer a tribo nem expor a moça ao desamparo (Nm 36).1-13). acompanhada das bênçãos paternais. as pessoas que acompanhavam o cortejo muniam-se de tochas (lâmpadas). porém tão importante que somente a morte ou infidelidade podiam dissolvê-lo. A lua-de-mel legal era de um ano.9-1. Depois do exílio babilônico. mas podia ser efetuado também em forma de trabalho. Desde o momento em que o noivo entregava à noiva.1.25.15-20. porém. as festas continuavam. Saindo de sua casa.12).8). para a casa de seu pai ou para a sua própria. Os casamentos consangüíneos entre os hebreus eram proibidos (Lv 18. Ez 6. b) Noivado . e nos acertos quanto ao dote que o noivo havia de pagar ao pai da moça (uma espécie de dádiva que compensava a perda da filha). geralmente. I Sm 18. Durante o noivado o homem era isento do serviço militar.8) considerado casado. 25. 34. na presença de testemunhas uma moeda com a inscrição “Seja consagrada “casada” a mim” uma espécie de juramento . excepcionalmente.21.4). com grinalda na cabeça (Ct 3. prolongando-se. c) Núpcias . os egípcios. Quando as núpcias eram realizadas à noite. Is 61.253).12). até catorze dias. sete dias (Jz 14. os persas e outras nações orientais. embora a sua vida conjugal se efetuasse só depois das núpcias (Mt 1.10).Este era o primeiro ato do casamento. ficando. O noivo. segundo o Talmude. com terceiros as negociações (Gn 34.

as principais obrigações das mulheres eram os trabalhos domésticos.4). para lhe dar direito a um novo casamento. com a morte do pai.A dissolução dos laços matrimoniais entre os hebreus era permitida como uma “necessidade calamitosa”. As filhas recebiam a herança somente na falta de filhos herdeiros.12. Priscila e Paulo sabiam fabricar tendas (At 18. uma vez que se encontrava contaminada pela coabitação com outro homem (Dt 24.1. Áquila.6. A herança era dividida somente entre os filhos do sexo masculino. As filhas solteiras eram sustentadas pelos irmãos até que se casassem.3-9). os orientais dos tempos antigos relegavam a mulher à uma condição bastante inferior à do homem. porém não aprovada. o pai era obrigado a ensinar-lhes desde cedo um ofício que lhes garantisse a subsistência. e mesmo repudiada já na última parte do Antigo Testamento (Dt 24.7).(2) Divórcio . já não poderia reconciliar-se com o primeiro. 1.3) e carregava a água das fontes para o abastecimento da casa.1.Estes eram considerados dádivas divinas. especialmente os do sexo masculino. viesse a divorciar-se do seu segundo marido ou mesmo se este viesse a morrer. 1 Rs 3. (3) Os Filhos . O divórcio tinha que ser efetivado por um documento escrito.13-16).16-18). Entretanto. Porém os hebreus asseguravam à mulher o gozo de vários direitos não encontrados nos costumes de outras nações.5.8). a mulher tinha o direito de requerer justiça (Nm 27.15-17). trabalhava nos campos (Rt 2. quase que não existia distinção de sexo. Também Jesus repudiou o divórcio.16). A mãe era digna das mesmas honras que se deviam ao pai (Ex 21. a mulher moça pastoreava rebanhos (Gn 29.2 Sobre a Vida Social Hebraica (1) O Lugar da Mulher na Sociedade – De um modo geral. A primogenitura era honrada e respeitada entre todos os povos orientais.3). exceto no caso de adultério (Mt 19.10-31). Mt 2. Perante as autoridades. Seu casamento podia ocorrer somente com alguém de dentro da mesma tribo.(Nm 27. O primogênito recebia a porção dobrada dos bens paternos. 3. Assim. assumia a direção da família e as funções sacerdotais da mesma (na época anterior à adoção da lei mosaica). Dt 21. entregue à mulher pelo marido (Mt 19. Se. porém. Quanto à educação dos filhos. chamado carta de divórcio. Entre os hebreus ela merecia lugar de honra e distinção (Pv 31. Ex 2. . Por isso a esterilidade era julgada como uma falta de favor de Deus. Quanto às ocupações. Pv.

mas também em certas regiões e épocas ficavam nos pátios das casas.6.10. porém.7. por exemplo. especialmente perante pessoas superiores. preparavam as refeições (Gn 18. (2) Saudações -. com umas pedras grandes.18) costumavam os hebreus levantar . era a prostração ou inclinação até a terra (Gn 18. Os túmulos dos pobres eram simples covas no chão cobertas de terra e marcadas por uma pedra.14). I Sm 13.3 1. “fiavam a lã e teciam o pano” (1 Sm 2. à porta.2. o choro desesperado.8).8). Dt 34.13. o vestir-se de saco. Raramente eram usados esquifes ou caixões abertos.20. Como demonstração de respeito filial e para a perpetuação da memória dos mortos (I Sm 18.30. As manifestações de luto eram variadas: o rasgar de roupas. Mc 5.acompanhado do cortejo fúnebre na seguinte ordem: as mulheres. redondas. ao passo que os sepulcros dos mais abastados eram cavados na rocha. Outra maneira usada. Gn 50.39). “Paz seja convosco”. O costume de caiar os túmulos era praticado para evitar a contaminação cerimonial por pisar neles. e o povo. mandou aos seus discípulos que a ninguém saudassem pelo caminho justamente para poupar tempo (Lc 10. O embalsamamento não era costumeiro entre os hebreus.34.1-16) . “Paz esteja nesta casa” (I Sm 25.12. (3) Enterros e Manifestação de Luto . o lançar do pó na cabeça. I Rs 2. o jejuar. para fechá-los.12). Jó 2.isto por exigência do clima quente que favorecia a decomposição rápida e também por força da lei que tornava imundo quem tocasse em um defunto (Nm 19. sabemos.6). Am 8. que o foram pelos egípcios. 15.bem mais complicados e difíceis que aqueles que as mulheres têm hoje. que possuíam o segredo do processo.41). O enterro era feito no mesmo dia da morte .Estas sempre eram prolongadas no Oriente. I Sm 18.4) e pelo menos três profetisas (Ex 15. Na história do povo hebreu há também uma juíza (Jz 4. o defunto.Constatada a morte.1-4.38. o lançar-se no chão. (Gn 37.36. os parentes e amigos mais próximos. o andar descalço.18).6. Lc 24.4). As expressões mais comuns eram: “Paz”. Elas moíam o grão (Mt 24. as carpideiras (eram as lamentadoras profissionais). I Cr 12. O período de luto era de sete dias. Jesus. o andar com rosto coberto etc.10. o arrancar os cabelos e a barba. Os sepulcros eram geralmente localizados fora da cidade. A posição mais comum era a inclinação do corpo para a frente e com a mão direita posta no lado esquerdo do peito (Gn 23. 42. Embora José e Jacó tivessem sido embalsamados. em casos excepcionais era delongado para mais (I Sm 31. o corpo do falecido era lavado e enrolado com faixas ou lençóis impregnados de perfumes.19).

(4) Casas -Pelas escavações arqueológicas. sala. com uma ou duas colunas verticais no centro e divisões internas para dormitórios de homens. (3) Tabernáculo . cozinha etc. Os cidadãos mais abastados construíam casas de dois pavimentos com vários cômodos. crianças. aproximadamente 15m por 5m. ou seja. fenício ou algum outro. 3. desde o mais primitivo . Originalmente parece que eram feitas de pele de cabra. depois evoluíram para tecido de pêlos de cabra de uma qualidade especial (de pêlo longo. Era uma construção portátil de 30 côvados de comprimento por 10 côvados de largura. cobertos. ou mesmo de tecidos.“colunas” (monumentos que consistiam de uma pedra mais ou menos alongada que se fixava na terra no sentido vertical). mulheres.Eram ranchos feitos de estacas encimando varas cobertas de ramos ou folhagens. Esses telhados ou terraços eram feitos de paus colocados em sentido cruzado ou paralelo. Porém.um grande pedaço de tecido retangular levantado sobre uma vara horizontal. geralmente eram de um só cômodo e de um só andar.20. (2) Cabanas . na Bíblia esta palavra é aplicada especificamente à tenda que durante a peregrinação dos israelitas pelo deserto servia para o culto de Deus. destinados a permanência mais prolongada no local. e preso pelos quatro cantos a estacas ao rés-do-chão até o mais complicado feitio octogonal. Os telhados nas regiões mais quentes eram chatos e transformados em terraços. Já nas regiões mais frias eram encontrados telhados em forma de meia-água ou cumeeira para o deslizamento da neve.O termo que significa simplesmente habitação e que tanto pode ser uma tenda como uma cabana. casais. conclui-se que na Palestina as casas eram feitas de pedra. Aquele templo. apoiada em alguns esteios verticais. dependendo do que era mais encontrado na região. Entretanto. escuro.3 Habitações (1) Tendas . muito resistente). não sabemos se o seu tipo arquitetônico era egípcio. que foi substituída pelo famoso templo de Salomão construído em Jerusalém. de tijolos e de madeira (menos Comum). Os tipos de tendas variavam de tempos em tempos. com acesso por uma escada exterior.Este era o tipo mais primitivo de habitação palestínica e de um modo geral de todo o Oriente. segundo as descrições de I Reis 6 e I Crônicas 3. A primeira referência a tendas na Bíblia temos em Gênesis 4. cercados de parapeitos. Quanto ao tamanho. de barro .5. servos. era algo majestoso.

embora estas sempre baixas. Nas casas já havia camas e cadeiras (I Rs 4.4 Mobília A mobília dos antigos no Oriente era bem reduzida. fenício. à noite o terraço era o lugar preferido para o descanso. construídas com requintes de luxo. Os egípcios e babilônios. No segundo andar. A estalagem (khan . a cozinha. pois os orientais tinham por costume sentar-se no chão sobre as pernas cruzadas. Dos telhados dos edifícios públicos proclamavam-se os decretos e os avisos de natureza coletiva (Lc. segundo parecem. mais adiante.misturado com capim (estuque).1). logo à entrada.5. Mt 12. o quarto dos hóspedes e o dos donos da casa e. Devido ao clima quente. As torres de caráter permanente eram feitas de pedra com acomodações para a família na parte inferior. ficava a sala de visitas. As casas de dois andares possuíam um pátio interno com poço.Eram armações de estacas e galhos. em estilos que variavam com a época de influência histórica . Mt 10.10). tanques e até piscina. a despensa etc. os cômodos dos filhos ou outros moradores da casa e freqüentemente também dos próprios donos. algumas panelas de barro ou metal para preparar comida. (6) Palácios . introduziram mais cedo que os outros povos a cadeira e a mesa. de cereais etc. Esses cômodos sempre davam a porta para o pátio interno. amassadeiras e odres (recipientes de couro de animais para leite e vinho) e sela de camelo. bem como mesas. (5) Torres de Vigia .27). estas de 20 e 25cm de altura. com uma plataforma de 2m a 2. meditação e dormida.Eram as residências reais.hospedaria) era sempre uma casa maior.5m de altura para facilitar a vigilância dos pomares e das lavouras (Is 5.egípcio. duas pedras de moinho para moer o grão. A divisão interna das casas dependia das posses do dono e do tamanho da mesma. As portas eram estreitas e baixas e as janelas poucas e sem vidros. Na parte da frente. acrescida de acomodação para os animais e servos na parte posterior.3. as acomodações dos servos. 12. Nas tendas geralmente nada mais havia senão tapetes ou esteiras servindo como divã. com a costumeira área central ou pátio. como as cabanas. para os meses de calor. grego. e durante o dia para secagem de roupa. mesa e cama. Outros objetos de um habitante de tendas eram: o martelo para fixar as estacas. assírio. e uma plataforma em cima para a guarda. 3. cadeira.2. de dois andares. tigelas. Os candeeiros eram de barro ou metal em forma de . romano (os últimos ao tempo do Novo Testamento). ao lado.

leite. Talheres não se usavam antigamente. O cinto do manto .5 Alimentação Pão.tostado. pepino. (1) Peças do Vestuário Masculino Túnica . O combustível comumente era o óleo de oliva (azeite) ou de sésamo (gergelim). mel. Os ornamentos masculinos mais comuns eram o cajado. o endro e o coentro. servindo também como cobertor. O azeite era a gordura mais usada para temperar a comida. chegando até os joelhos.5. sem mangas.Era feito de couro ou fazenda espesso. porém posteriormente no . linho ou lã. O sapato dos palestinos era a sandália confeccionada de couro ou pano e presa ao pé por cordões de algodão ou fitas de couro fino. Com o tempo os candeeiros passaram a ser cobertos por uma tampa em que havia um orifício para o pavio. figo. o cominho. legumes. Manto ou capa .Era uma camisola de algodão ou linho. alho. tapete. Um pedaço de pão ou mesmo a mão eram usados para retirar a comida da tigela. A carne geralmente aparecia somente em ocasiões festivas. centeio ou milho. cozido em leite ou em caldo de carne. bastante comprido para dar várias voltas na cintura. cevada. azeite e vinho eram a base alimentar. por dentro do qual também carregavam-se dinheiro e outras miudezas. 3.6 Vestuário Este era confeccionado de algodão. A carne mais apreciada era a de cabra. A túnica dos ricos e dos sacerdotes tinha mangas compridas e largas. sela etc. Os legumes mais comuns eram lentilha. o anelsinete (que nos tempos mais remotos usava-se pendurado ao pescoço por meio de um cordão.Era uma peça de fazenda geralmente de lã que se usava por sobre a túnica. Manteiga e queijo eram feitos de leite de cabra ou de vaca (mais raramente). Também o peixe era comum nas proximidades dos lagos e mares. que era de algodão ou lã. deixado de molho. frutas. Também costumava-se comer o grão dos cereais cru como vinha do campo . pêssegos. tâmaras. Também eram comuns as amêndoas.pires. assada ou cozida em água ou no leite. cebola. havia garfos para uso no preparo do alimento na cozinha. com uma espécie de beiço num certo ponto da borda para o descanso do pavio. farinha. Das frutas fazemos a menção de uva. ameixas. Era uma peça bastante adornada com franjas e bordas (Dt 2.12). O pão era feito de farinha de trigo. 3.5. seda. repolho e couve-flor. Porém.

42. exceto o turbante. era um padrão de peso que variava conforme o metal que se pesava (prata. O lançamento das primeiras moedas de curso nas transações comerciais deve-se aos gregos entre 700 e 650 a. O uso mais remoto de permuta de valores entre os povos orientais era feito pela simples troca de mercadorias. ao necessitar de um campo para sepultar a sua esposa Sara. nos lábios e nas orelhas.16-24). nos dias do sacerdócio de Simão Macabeu. portanto. (2) Peças do Vestuário Feminino.5.16). era um lenço quadrado preso por uma fita ao redor da cabeça. Quanto aos ornamentos e enfeites. Depois entrou em uso a troca de um certo peso de metais preciosos .. 3. Com a introdução de novas moedas na Palestina .) quatrocentos ciclos de prata.As mulheres usavam as mesmas peças. truncada. tonelada etc.em forma de pó. ‘pesou (. ora em forma esférica. A pintura em volta dos olhos já era conhecida nos dias de Jezabel (I Rs 9. Geralmente a fita era de cor diferente dado lenço.7 Dinheiro.30). moeda corrente entre os mercadores’ (Gn 23.C. porém mais longas e mais ornamentadas. O ciclo cunhado (no valor de um e de meio ciclo) apareceu pela primeira vez entre os hebreus por volta do ano 143 a. presas à testa e ao pulso esquerdo . ouro ou cobre).Ex 13. usado para valores maiores (como entre nós hoje usamos arroba.11). contendo alguns trechos da lei.pelos objetos ou propriedades imóveis. somente pelos sacerdotes (Ex 28. de ofertas e aquisição de animais para o . pipetas ou barras (cunhas) ..C. para metais preciosos.de tempos em tempos .8). quando exerceu autoridade sobre a Palestina Antíoco VII da Síria. A primeira moeda citada na Bíblia é o dárico.e face à exigência legal de pagamento de impostos do Templo. 39. diademas na cabeça (Is 3. O siclo. Dt 6. pesos e medidas O intercâmbio comercial palestino sofreu as constantes influências políticas estrangeiras.9. As mulheres usavam o véu sobre o rosto quando apareciam em público. Porém a cobertura mais comum. Abraão. dependendo do gosto. apreciavam pendentes no nariz. Talento Era outro peso. ora em cônica.69) com que os hebreus já estavam familiarizados. por algum tempo. uma moeda persa (Ed 2.. Parece que os calções eram usados. seguindo-se os persas por volta do ano 500 a. deixando a parte mais longa para trás a fim de proteger o pescoço. 13 Na cabeça usava-se o turbante que consistia de uma fita longa enrolando a parte superior da cabeça. Lv 6..dedo) e as filacténas (tiras de couro com caixinhas.C. Assim.).28. anéis e pulseiras.

a sua vigésima parte (Nm 18. ou cerca de 800 gramas. algumas moedas e valores em curso na Palestina.300 gramas. 12. principalmente nos dias do Novo Testamento.(moeda grega) e denário (moeda romana) .69). toma-se muito difícil preparar um quadro exato das moedas orientais.6. Entretanto. (2) Moedas Cunhadas a) Dárico . seus valores nas diversas épocas e o seu valor correspondente nos dias presentes.26). chamados leptos).16).3 mil siclos. segundo o historiador Josefo.13). damos. ou o siclo de santuário (Ex 30. Seu valor-peso correspondente em gramas dependia do metal tomado como padrão. 2. Como o uso e o valor das moedas variava de tempos em tempos e de país para país.sacrifício.Era a unidade básica de peso entre os hebreus que servia também como padrão de valor antes da cunhagem de moedas. era também chamado mina. e 4 quadrantes a um as ou asse.mas de peso padrão preservado no Tabernáculo. .A moeda cunhada persa mais antiga.Outro submúltiplo de siclo. segundo John D. era a moeda do tributo (Mt 17. também chamada sescum.Ambas valiam um quarto de um shekel ou siclo. aproximadamente 50 quilogramas. Mt 10. e) Mané .A primeira moeda judaica cunhada (shekel e meio shekel de prata e a subdi visão em quartos de cobre.29). b) Shekel ou siclo . pois somente a moeda judaica podia entrar no tesouro sagrado.Moeda romana.Moeda romana. (1) Dinheiro a) Shekel ou siclo . mas parece não tratar-se de um siclo diferente do siclo comum . valendo. meio siclo. conhecida pelos hebreus no período da restauração (Ed. O siclo sagrado. Assim. a seguir. Didracma. Já o siclo babilônico era apenas de 8g.Múltiplo de siclo. e) Ceitil . d) Estáter . b) Óbolo ou jeira . valendo 50 siclos. Dois ceitis equivaliam a um quadrante. Davis.2 1). d) Arratel .Era submúltiplo do siclo. c) Dracma . é interpretado de várias maneiras. um dólar. ou 60 minas.que era o de prata . f) Talento . c) Beca . o shekel ou siclo de ouro tinha cerca de 1 6g e o de prata aproximadamente 1 4g. era igual a 10 óbolos ou meio siclo (Ex 3 8. ou seja. surgiu o ofício de cambista. valia uma oitava parte de um as (Lc. igual a um siclo ou shekel judaico.

cerca de 3.(medida grega) . junto do Sinai.A unidade principal que variava entre 45 e 55cm. b) Alqueire. h) Milha .5 litro. de não se percorrer no sábado distância maior que a do arraial até o tabernáculo. Os pesos referidos na Bíblia são os seguintes: óbolo ou jeira. C .28). d) Palmo -Aproximadamente 23cm. arratel.Medidas de Capacidade Para secos: a) Efa . segundo Angus. mas os autores opinam em tomo de 2. cujos valores já foram apreciados na primeira parte do tópico sobre o dinheiro. mané ou mina.Medidas de Comprimento a) Cúbito ou côvado . os hebreus desde os tempos mais remotos de sua nacionalidade usavam pesos e medidas para avaliar o dinheiro e outros artigos comerciais.Aproximadamente 1.000m aproximadamente.5 litros. i) Caminho de um Sábado . e originou-se do costume observado no deserto.(medida romana) . centro de competições atléticas) – Igual a 185m.36. b) Dedo ou dígito .Medida de Superfície Jeira. cerca de 2cm. “é um espaço de terra que uma junta de bois pode lavrar num dia” Evidentemente a dimensão exata da jeira não é possível de se estabelecer.Cerca de 2. seá ou três medidas .A décima parte de uma efa (Ex 16.Equivalente a 1. (4) Medidas A . beca. e) Homer ou coro .36). d) Cabo ou medida . que. c) Gomer ou omer . e talento.6 litros. g) Estádio . Nota: alguns autores dão apenas 8.Igual a seis côvados ou cúbitos.Unidade padrão contendo cerca de 36 litros.500 m2.(3) Pesos Segundo Levítico 19.A terça parte de uma efa. .500m.Cerca de quatro dedos. shekel ou siclo. e) Vara ou cana de medir.20m (At 27.Correspondendo à largura de um dedo. f) Braça . B.Correspondia a 1. mais ou menos 12 litros.10 efas ou 360 litros. c) Mão .(medida grega equivalente ao comprimento da pista do estádio de Olímpia.

também designada pela expressão “o cantar do galo”.5). cerca de meio litro.de 15 às 18 horas.de 18 às 21 horas. com a nomenclatura seguinte: Manhã . 3. Nesta tabela baseamo-nos em Joseph Angus e John D.Uma sexta parte de efa: 6.1).noite era dividida em quatro vigílias: Primeira vigília .de meianoite às 3 horas. d) Almude ou metreta . e) Léteque .A unidade básica.12 horas. Décima segunda hora do dia 18 horas. Nona hora do dia . Segunda vigília: . Costumava-se dividir o dia simplesmente em períodos. também chamada ‘a manhã” b) Semana – Este era de setedias chamados pelos ordinais –primeiro dia etc. Segunda vigília – de 2l horas a meia-noite.de 3 às 6horas. c) Logue . b) Hin . o sábado (descanso).. e o sétimo.de 18 horas até meia-noite.Um doze avos de um hin. Quarta vigília . considerados os melhores. ou seja. Terceira vigília: -de 3 às 6 horas da manhã. Fresco do dia . igual à efa: com capacidade de 36 litros (Ez 45.Igual ao bato: 36 litros. Sexta hora do dia . no Antigo Testamento.de 10 até 14 ou 15 horas.6 litros. Davis.Cinco batos: aproximadamente 180 litros.15 horas.Este era contado do pôr-do-sol até o pôr-do-sol do dia seguinte (Gn 1.5. Calor do dia . nota-se que o sistema de hora era desconhecido. ainda queo sexto dia geralmente fosse denominado o dia da preparação.de 6 até 10horas ou pouco mais. Terceira vigília .8 Calendário e festas de Israel (1) Calendário Judaico Apresenta as seguintes divisões dotempo e maneiras de contá-lo. Quanto à subdivisão do dia. O período da noite obedecia a uma divisão em três vigílias: Primeira vigília: . Já no Novo Testamento temos a seguinte subdivisão do dia: Terceira hora do dia -9 horas.Para líquidos: a) Bato .de meianoite às 3 horas. . Nota: Algumas destas medidas variam de acordo com os autores e investigadores que nem sempre tiveram ao seu alcance as melhores fontes. embora o termo também significasse o período da luz nas 24 horas. a) Dia . pelo seu caráter sagrado. Ao passo que a.

ou sela. Inclusive a própria fertilidade da terra e a colheita resultante eram provas da providência de Deus a favor de seu povo. as lições que as festas pretendiam ensinar eram as seguintes: a) Tudo provém de Deus. Sivã. Etaním ou Tishrí. bem como a babilônica: Abib (mais antigo) ou Nisã (pós-exílico) era o nome do primeiro mês correspondente ao fim de março ou começo de abril.10. tornouse necessário intercalar um mês intermediário cada três anos. a de Pentecostes e a dos Tabernáculos (Ex 23. de sete em sete anos um ano sabático (Ex 23.eram três: a da Páscoa. As mais importantes delas .às quais um judeu homem não podia faltar por exigência da lei . o 13º mês. e o ano do jubileu. (2) As Festas de Israel Os judeus celebravam sete festas religiosas anualmente. o que levou a se adotar o ano do ciclo solar. Tebel. como proprietário que é de todas as coisas. cada 50 anos.1) para o descanso do solo. b) A natureza produz pela providência de Deus (uma espécie de maná). Tamuz. Bul (Chesvan ou Marchesvani) Kislev. ou seja.14-19). quando todos os escravos hebreus eram libertados e as terras vendidas restituídas aos primitivos donos ou seus legítimos descendentes. destinação da produção espontânea para os pobres e peregrinos e cancelamento das dívidas. Shebat e Adar. Zife (Zive) ou lar. que começava com a Páscoa no dia do mês de Abib ou Nisã (março ou abril) e o ano civil. Mas como o ano lunar retrocedia em números de dias e assim desencontrava das estações agrícolas determinadas pelo ciclo solar. Parece que isto contribuiu muito para a cultura social do povo. c) Este Deus a quem pertencem todas .A observação das fases da lua determinou a divisão do ano em doze meses ou período de 29 e 30 dias alternadamente. pois foi “O plano de Deus para evitar que a riqueza da nação fosse acumulada nas mãos de poucos” e que os irmãos de raça ficassem perpetuamente escravizados uns aos outros.No calendário hebreu havia o ano religioso. Elas objetivavam manter viva no coração do povo a realidade de que tudo que ele possuía ou tudo que ele era em si vinham de Deus como dádiva. Havia. flui. também. Ab. d) Anos . denominado Ve-Adar (exatamente sete vezes em cada ciclo de 19 anos). cujo início era assinalado com a Festa das Trombetas no dia 2 de Tishri ou Etanim (correspondendo ao final de setembro ou começo de outubro). Em resumo. sendo que cinco eram da época mosaica e duas de épocas posteriores. em cujos nomes percebe-se a raiz cananéia.c) Meses .

a alimentação comum do povo. A oferta peculiar desta festa era composta de dois “pães movidos” (Lv 23. destacando. e os pães asmos eram o símbolo da pureza com que a festa devia ser celebrada. composta de dois cordeiros. especialmente. com o fim de habilitá-los a desempenhar no mundo uma missão específica e messiânica. guia e protege. para expiação de pecados. b) Pentecostes . De modo que o zelo na celebração das festas expressava a consonância espiritual do coração do povo com a sua conduta. a passagem (este é o significado da palavra “páscoa”) do anjo que feriu os primogênitos dos egípcios. sem os fundamentos espirituais que as deviam motivar. não era aceita por Deus (Am 5. como um memorial do livramento dos hebreus do jugo egípcio. .1). adicionouse do segundo dia em diante uma significação relativa à alegria e gratidão pela colheita dos primeiros frutos da semeadura da cevada (o período das colheitas dividia-se em duas partes: da cevada e o do trigo).as coisas e que faz a terra produzir milagrosamente é o Deus dos hebreus. era celebrada de 14 a 21 do mês de Abib ou Nisã. Celebrava-se 50 dias (ou sete semanas) após a Páscoa. as ervas amargas eram alusivas à amargura do cativeiro.10. tristeza e perturbações sociais e políticas que o faziam sofrer. quando o sacerdote agitava perante o altar um molho deste cereal (Lv 23.Também chamada Festa dos Pães Asmos ou Dias dos Asmos.e era acompanhada de uma outra. E como o ano começava na primavera. que os dirige. os lares em cujos umbrais israelitas havia o sangue do cordeiro sacrificado na véspera. Festa da Ceifa ou Festa das Primícias. Sivã. fermentados . Comemorava aproximação do fim da colheita do trigo (e com ele a de todos o cereais) de que era feito o “pão de cada dia” ou seja. a celebração simples e formal das festas. O sangue aspergido nos umbrais significava a redenção ou expiação. Entretanto.porque representavam as imperfeições do povo .Denominada também Festa das Semanas.17). Depois do exílio babilônico adicionou-se à festa de Pentecostes também a comemoração da adoção da lei no Sinai.21-27). o primeiro do ano religioso. O cordeiro devia ser assado inteiro e comido com ervas amargas e com pães asmos (sem fermento). porém. e durava um dia. ao passo que a negligência neste sentido provava o declínio espiritual do povo e atraía sobre o mesmo pobreza. poupando. Isto também fomentava a unidade nacional indispensável. As festas eram as seguintes: a) Páscoa. no 3º mês.

Dt 16. A festa era celebrada nos dias 14 e 15 do 120 mês. Entretanto. Hb 9 e 10). Tishri. Mais tarde. O termo purim significa sorte. e o fazia não com vestes comuns.3-43. frutos recolhidos e a vindima feita. durante os sete dias da festa. celebrava-se no 7 º mês. o que falava eloqüentemente do favor de Deus e ao mesmo tempo lembrava a proteção de Deus durante a peregrinação no deserto quando o povo habitava em tendas ou cabanas. Festa do Senhor ou simplesmente “a festa” (Ex 23.13-15.Era observada no 10 e 20 dias de Tishri. d) Trombetas ou Lua Nova . todo dia primeiro de cada mês caía em lua nova e era assinalado por ofertas e celebrações solenes. Este era o único dia do ano em que o sumo sacerdote entrava no Santo dos Santos para oferecer expiação por si mesmo. f) Purim . É observado com abstenção dos trabalhos e com jejum.21). e) Dia da Expiação . Edersheim que três eram as coisas principais que distinguiam esta festa das demais: “o caráter alegre das celebrações. Jo 7. como expressão de pureza. seus detalhes e seu oficiante (Lv 16. pelos sacerdotes e pelo povo. mas especiais. seu preparo. De todas as festas.Festa instituída para comemorar o livramento dos judeus que habitavam a Pérsia nos dias da perseguição planejada por Hamã.7).c) Tabernáculos .26-32. ou seja.34). somente o sumo sacerdote oficiava. Tishri. Neste dia. e durava sete dias (15 a 21). porque assinalavam a 7ª lua nova do ano religioso e o inicio do ano civil. a celebração desta festa sofreu algumas modificações de pouca monta. . plano este que tornou-se em maldição para Hamã (Et 9. improvisadas). A particularidade desta celebração era o toque de trombetas dos sacerdotes com que se dava o início da festa. 23. a habitação em “tendas” e os sacrifícios e ritos peculiares à semana” A habitação em tendas ou cabanas feitas de ramos de árvores. que visava o extermínio total da raça judaica nos domínios persas. e deriva-se do fato de Hamã ter lançado sorte para saber o dia em que seria executado o seu plano macabro (Et 3.Festa conhecida também como a da Colheita. 7º mês. Diz A.25). Era realmente o dia mais importante de todo o calendário judaico e o mais complexo no que diz respeito aos sacrifícios.Este era o dia l0 do 7º mês. tabernáculos (habitações portáteis. o mês de Adar (Et 9. isto é. visava a recordação dos 40 anos de peregrinação no deserto sob a proteção divina. esta era a mais alegre porque caía justamente numa época do ano em que todos os corações estavam repletos de contentamento pelas colheitas guardadas nos celeiros. na história dos judeus.

Não sabemos em que tempo também Naor. com as respectivas famílias habitaram na mesma terra. porém sem possuí-la. GEOGRAFIA POLÍTICA DA PALESTINA Antes dos aspectos geográficos relacionadoscom as fases políticohistóricas. encontrando-a na pessoa de sua sobrinha-neta. ambiente idólatra e politeísta. mais tarde conhecida como Sina. particularmente. Abraão. localizada no noreste da Mesopotâmia. Hebrom e Berseba. mas tudo faz crer que foi ali que Abraão mandou buscar esposa para o seu filho Isaque. Destas duas uniões e mais duas com as concubinas. 4. e com sua mulher Sara e seu sobrinho Ló. parte para Canaã ou Palestina. e emigrou em companhia de seupai e seu sobrinho Ló para Canaã. ou seja. Abraão morreu aos 175 anos de idades. irmão de Abraão. mas a época geralmente aceita é 2000 a. no quediz respeito. Depois de cereca de cem anos de peregrinação na Terra da Promessa.4.C. que eram servas de suas esposas. A área geográfica percorrida pelos três patriarcas durante as suas peregrinações na Palestina se fixava entre Siquém. próximo ao Egito. de origem semita.1 Origem dos Hebreus Como é do conhecimento de todo estudante da Bíblia. para nele constituir um povo seu que viesse beneficiar todas as demais raças com a revelação que lhe daria do seu caráter. detendo-se em Arã. Deustomou um caldeu. filho de Jacó. Naquela época da formação pré-tribal dos hebreus.9). Mais tarde o neto de Abraão. ondejá estava José. Rebeca. durante mais ou menos 215 anos. a Palestina . sua natureza e seu própito (Gn 12. portanto a parte central e a do sul. Abraão deixa Arã. como primeiro ministro do Faraó. Filho da Promessa.Com75 anos de idade. Jacó. seu neto Jacó e os doze bisnetos. irmão de Rebeca. encontra na mesma parentela e no mesmo lugar as suas duas esposas – Lia e Raquel. A data do nascimento de brão não é possível de ser determinada com precisão. Nesta altura eram 70 os descendentes de Jaco em sua tribo. Ur dos caldudes. neta de seu irmão Naor. a sudoeste de Arã. Seu filho Isaque. filhas de Labão. o patriarca deixou a sua cidade natal. morendo seu pai Tera.. cujas famílias deramorigem às doze tribos de Israel. 1 – 3). Algum tempo depois. Bilá e Zilpa. à sua origem. apresentamos aqui um resumo do aspecto étnico dos hebreus. nasceram a Jacó doze filhos. 10 – 12. terra que Deus havia prometido ao patriarca e sua descendencia por herança perpétua(Gn 11. no sul da Babilônia. quando a tribo de Jacó desceu para o Egito. fixou-se em Arã. Betél.

ou Manassés Oriental. e tribos da Palestina Ocidental ou Canaã propriamentedita. 4.1Tribos da Palestina Oriental ou Transjordânia Estas são duas e meia: Rúben. sendo que o predominante era o cananeu. segundo a Septuaginta (tradução grega do Antigo Testamento) e 430 anos segundo Êxodo 12. ao norte de Gade e a leste do Jordão e do Mar da Galiléia. a Fenícia.2.2Tribos da Palestina Ocidental ou Canaã Estas podem ser divididas em três grupos: (1) Grupo do Norte – Naftali. filho de Jacó.2 A Palestina ao Tempo da Conquista e dos Juízes Uma vez encerradas as campanhas da conquista.51). a terra do Emate (Síria) nem as partes de Edom e Moabe ao sul e leste do Mar Morto. 41). Aser e Zebulom.46 e 26. segundo os cálculos dos entendidos. dividimos a distribuição delas em dois grandes agrupamentos: tribos da Palestina Oriental ou Transjordânia. ou Galiléia.(2) Grupo do Centro – Issacar. Efraim e Manassés. Porém. 4.18). não representavam maisque uma sexta parte da área prometida por Deus a Abraão. outra vez. Durante a permanência dos israelitas (como são chamados os filhos de Israel ou Jacó) no Egito – que durou 215 anos. Gade. Efraim. masteria 48 cidades entre as demais tribos por todo o território conquistado (Js21. outros menores. Este povo. assim. Josué repartiu a terra entre as doze tribos da seguinte maneira: a tribo de Levi não teria herança. entre Fenícia. que junto do Sinai foi constituído em nação. 4. Não foram conquistadas a Filistia. Benjamim . seria dividida entre os seus dois filhos. Mediterrâeno e Jordão. perfazendo.2.estava ocupada por vários povos. A área conquistada por Josué somada àquela que na Transjordânia já fora conquistada por Moisés. o número de12 as heranças na terra conquistada. juntas. logo ao norte de Moabe e a leste do Jordão.40 – as doze tribos desenvolvera-se num grande povo que ao tempo do Êxodo deve terchegado a cerca de três milhões de pessoas.que era desde o Egito até o rio Eufrates (Gn15. a parte de José. ao norte de Rúben e a leste do Jordão. uns maiores. entrou em Canaã praticamente com o mesmo número de almas (comparar Nm 1. Manassés Ocidental (meia tribo de Manassés). e meia tribo de Manassés.

abrangendo Edom. Assim. (3) Grupo do Sul – Judá e Simeão. às barreiras naturais – como o Vale do Jordão e montanhas na vastidão territorial – que impediam o desenvolvimento de uma unidade política sólida. Aser. como no caso da tribo de Simeão que se confundiu com a de Judá. muitos dos levitas retiraram-se para Judá. posteriormente conhecida como Judéia. Issacar. Amon e Moabe sacudiram o jugo hebreu e um após outro recuperaram a sua independência. Efraim é uma parte de Benjamim a oeste do Jordão. esta divisão permaneceu praticamente a mesma. ou Síria. 4. após a morte de Salomáo o reino hebreu cindiu-se em dois: 1) O Reino do Norte ou de Israel. Zebulom. com a capital inicialmente em Siquém e depois em Samária. Com o culto idolátra estabelecido por Jerobão – primeiro rei do Reino do Norte – em Dã e Betel. mas 35 de suas 48 cidades estavam localizadas na área do Reino do Norte. a saber: Dâ (no extremo norte ao pé do Hermom. e Manassés Oriental (meia tribo).4 Divisão Política no Período dos Dois Reinos Como sabemos. Recordese que a tribo de Levi não recebeu herança territorial na divisão daterra conquistada por ser tribo sacerdotal. Foi quando devido às conquistas de Davi e Salomão. aquela que fora prometida por Deus a Abraão. Hamate. para onde havia emigrado do sul devido à pressão dos filisteus e cananeus nos dias dos Juízes). Moabe e Amon. porém com menos precisão devido às misturas dos elementos das tribos pelo casamento e emigração de áreas mais desertas para as mais propícias à agricultura e pecuária. 2) O Reino do Sul ou Reino de Judá. até Hamate e Damasco.ou seja. os reinos de Damasco. Durante o período de Juízes. ou mais tarde Samária. Devido à incapacidade dos reis. Manassés Ocidental (meia tribo). o território do império hebreu estendeu-se desde Filistia.3 DivisãoPolítica no Período do Reino Unido Neste período a Palestina possuia a maior área em toda a sua história. Naftali. integrado pelas áreas ocupadas por 10 tribos. Berseba e o Golfo de Ácaba (ou cidades deEzion-Geber e Elate ao sul) até a Babilõnia a leste. Gadee Rúben a leste do Jordão. abrangendo o território das . ao norte (II Sm 8).Dã. com a capital em Jerusalém. os limites do território de Isarel na parte nortevoltaram ao que eram antes da época davídica. 4.

com a ascensão da Babilônia sobre a Assíria. 4.. quando o rei de Judá era Joaquim.tribos de Judá.26. Judá foi reduzido a um estado de vassalagem e a maioria dos habitantes – entre eles Daniel . o estudante pode encontrar um resumo dos acontecimentos deste período e assim perceber as circunstâncias em que se deu o término do Estado judeu na Palestina. ao tempo de Nabucodonozor. a Palestina como tal deixou de existir. embora a queda definitiva do reino só ocorresse em 587 a.6 A Palestina Durante o Cativeiro e a Ressureição Durante os 70 anos de cativeiro babilônico.. De modo que aquela data assinala o começo dos 70 anos de cativeiro babilônico. Com a ascensão da Assíria. voltaram à sua independência. especialmente em Samária e seus arredores (áreas de Efraim e Manassés) de cuja mescla com os remanescentes judeus originou-se a raça dos samaritanos. As partes anteriormente subjugadas por Davi. raça estaque evoluiu para uma seita que adotava apenas o Pentauco. a extensão territorial da parte sul do antigo Reino Unido.6) para nunca mais voltar às suas herdades. 4. assim.foi levada em cativeiro para a Babilônia. A invasão ocorrem em 605 a. o Reino de Judá. o Reino do Norte caiu nas mãos deste império e o povo foi levado em cativeiro em 722 a. Como se vê. e cujo centro religioso era o templo construído no Monte Gerizim. formando um sincretismo religioso sempre hostilizado pelos judeus (III Rs17. com a destruição de Jerusalém. 2441). a área deste rieno era muito menor e maispobre que a do norte. permaenceu ainda cerca de 135 anos em seu território bastante reduzido e como tributário da Assíria durante a maior parte desse período.C. da Samária e de Judá. com variantes samartinadas. Do capítulo 32 ao 36 de II Crônicas. II Rs 17. os reis assírios colocaram populações de outras áreas conquistadas do seu império (II Rs 17. veio o cativeiro de Judá pela Babilônia. Os tributos pesados impostos pela Babilônia e a insuportável influencia das populações pagãs alienigenas a modificar os costumes judaicos e a pureza racial entre os .C. Simeão e parte de Benjamim. reduzindo-se.5 A Palestina no Período de Judá Sozinho Depois da queda do Reino do Norte.C. senão como uma província da Babilônia subdividida em setores de influência de governos fantoches das areas da Síria.(I Cr 5. como algumas cidades dos filisteus e o reino de Edom.33).Em lugar do povo de Israel. Porém.

na costa do Mediterrâno. subjugou o rei da Babilônia. Com a morte do grande conquistador macedônio. Por 122 anos.remanescentes (exceto na área de Judá no quediz respeito a miscigenação das populações) fizeram com que muitos judeus que ficaram na Palestina emigrassem mais tarde como refugiados para o Egito.C. O seu limite setentrional começava na margem ocidental do Rio Jordão pouco acima de Jericó. quando. referida em Jeremias 44. 4.. a antiga capital. A sua reconstrução (notadamente o Templo e os muros da cidade) requereu muito sacrifício. 23). Judéia. respectivamente reis gregos do Egito e da Síria – passaram a disputar a Palestina. Nofe ou Mênfis e Patros. os judeus aos poucos iam se fixando em outras áreas . sobre Jerusalém.C. decretou no mesmo ano uma lei pela qual foi dada permissão aos judeus para voltarem a sua terra. e passando ao norte de Betel findava em Jope. Durante este período. Quando o rei persa.. reconstruiremo seu templo em Jerusalém em restaurarem o seu culto (II Cr 36. de 320 a 198 a. por força da política helenizadora dos ptolomeus. restaurada sob a proteção persa e adminsitrada por governadors nomeados pela Pérsia – como o foram Zorobabel e Neemias – era muito insignificante. Isto aconteceu em 538 a. a Palestina permaneceu sob os ptolomeus do Egito. dosquais dois – Ptolomeu e Seleuco. O panorama geográfico da nova comunidade judaica. O cativeiro babilônico cessou com a supermacia da Pérsia sobre o mundo antigo. então começou o longo e penoso período da restauração do Estado judeu na Palestina. Migdol. o Grande.7 A Palestina no Período Grego A dominação grega secundou a persa em 331 a. Ciro. Entretanto. 22. no centro desta área. com a marcha de Alexandre. polarizando as futuras esperanças pelo ressurgimento da vida nacional na Terra da promessa. Porém a situação político geográfia da Palestina não se alterou muito.1 e Ilha Elefantina). isto é. Ao sul o limite era uma linha entre Hebrom e Mar Morto na direção leste. O limite do flanco oeste partia de Jope e em direção sudeste ia até Hebrom.. as áreas conquistadas passaram às mãos dos seus quatro generais. o fator importante era a cidade de Jerusalém. pois temos referências bíblicas e descobertas arqueológicas que indicam este fato (Tafnes.C. ou mais propriamente nos limites reduzidos do antigo Reino de Judá. E a leste o seu limite era a costa ocidental da parte noroeste do Mar Morto e a margem ocidental do Rio Jordão até um ponto pouco ao norte de Jericó.

ou a Divisão Política do Tempo do Novo Testamento Como sabemos. dando-se o nome de tetrarquia a cada divisão territorial. Traconites e Pereia. o Grande. quando Herodes.C. Com este feito. Após a morte de Agripa I.C. passou a governar a Judéia em nome de Roma. da família dos hasmoneus..C.da Palestina. pelo senado romano. em 63 a. após a morte de Herode.C. o Grande. a política helenizadora dos selêucidas foi muito mais violenta que a dos ptolomeus. Antioco. onde morreu ignominiosamente (At 12). toda esta região foi dividida com os seus três sucessores. região pertencente a Palestina nos dias de Salomão. como Galiléia. Porem. Assim. com o advento de Calígula ao trono do império Romano. Porém. Ituréia e Traconites. quando o romano Pompeu tomou a cidade de Jerusalém.8 A Palestina sob o Domínio dos Romanos. mas Judéia. coube a tetrarquia de Abilene. neto de Herodes. aliás. a Judéia dos macabeus passou a ser uma província romana. Gaulanites.C. Peréia (ou Transjordânia) etc. o Grande. só em 37ª. 4. um período de independência sob o governo dos reis-sacerdotes macabeus até 63 a. Porém.. quando Herodes. e finalmente Lisânias. a Herodes Arquelau que levou o título de etnarca –foi dada a tetraquia de Samária.. permitindo. o Grande (um idumeu) foi noemado. ao passo que a dos seléucidas foi de uma violência cruel. abrangendo as áreas de Samária. Samária. a dos ptolomeus era apenas persuasiva. a Herodes Filipe. com sede em Cesária. Nesta altura. rei da Judéia. Na guerra entre Egito e Síria em 198 a. Seguiu-se. Pompeu tomou a cidade de Jerusalém. arrebatou a Palestina ao Egito. Herodes Antipas. no ano 4 d. a região de Basã. Herodes superintendia toda a área da Palestina dos tempos dos reis de Israel. Batana. a Judéia já não era apenas a antiga área do Reino de Judá.. Auranites. que não era descendente de Herodes. inclusive a região de Decápolis. é que o domínio romano como tal se fez sentir. dividida em cinco distritos. o Grande. Galiléia. Entre 41 e 44 d. a região recebeu uma nova divisão política. a tetrarquia da Galiléia. que em 167 a.C..C.. eclodiu a revolta dos macabeus. que era o sexto rei selêucida da Síria. localizada entre o Líbano e Ante-Líbano. que os macabeus continuassem na posse do trono até 40 a. sendo dividida em duas . compreendendo a Galiléiae Peréia. governou sozinho sobre todo esse vasto território das quatro tetrarquias. saiu vitoriosa da luta.C...então. porém. Como resultado da tirania sacrílega dos grecos-sírios. Judéiae Iduméia. Herode Agripa I.

. De 634 a 750 – É governada pelos califas (soberanos muçulmanos) do reino de Damasco.C. devastadas as cidadese as povoações de toda a área da Judéia reduzidas a escravos fugitivos ou cadáveres. Ambas permaneceram até o ano 70 d. com a famosa Proclamação de Balfour (1917). as portas do país à imigração judaica em ampla escala. Samária. é que a Palestina gozou de alguma importancia. quando os aliados invadiram e libertaram a Palestina do Império Otomano. De 750 a 960 – Torna-se parte do governo sírio dos domínios arábes De 960 a 1095 – A Palestina é dominada pelo califado egípcio De 1095 a 1187 – Período das Cruzadas para libertar a Terra Santa das mãos dos muçulmanos De 1187 a1250 – A Palestina torna-se parte do Império Muçulmano sob a chefia de Saladino. antes por tratar-se do berço do cristianismo do quepor ser a terra dos judeus. quese compunha das tetrarquias de Filipe e de Lisânias. a Palestina foi relegada a um longo esquecimento até quase o fim da Primeira Guerra Mundial. abrindo em seguida.C. governada por procuradores romanos. governada por Herodes. Agripa II. quando o imperador Constantino abraçou o cristianismo e cessaram as perseguições aos judeus e cristãos. Mas com a decadência do Império Romano (476 d. a Palestina deixou de ter qualquer importancia política. e Província da Judéia abrangendo a Judéia..cujo quadro cronológico segue abaixo: De 476 a 634 – A Palestina é uma província longíqua e insignificante do Império Romano Oriental com sede em Constantinopla. destruido o Templo e arrasada a cidade de Jerusalém.. conquistado pelos árabes. De 1250 a 1517 – Governam a Palestina os mamelucos egípcios (forças militares egípcias formadas pelos escravos). anexando-se à Síria. Desde a queda do Império Romano Ocidental até os dias atuais. Só depois do ano 323 d.).C. com sede em Cesaréia. quando da revolta dos judeus sufocada pelos romano.. porém. a Palestina esteve sob as mais variadas influências políticas. Galiléia e Peréia. sob o comando geral de Tito. 4.províncias: ao norte a chamada Quinta Província.9 A Palestina Desde os Tempos Bíblicos Até os Nossos Dias Depois dos anos70 da nossa era. que liquidou de novo o Estado Judaico.

No dia seguinte. na Palestina. resultando em uma ampliação da área do Estado além das fronteiras propostas pelas Nações Unidas na chamada Revolução da Partilha. cujo conteúdo responsibiliza “a Potência Mandatária por colocaro país em condições políticas. votou a resolução que recomendava o estabelecimento. pelos secretário do exterior LordeBalfour. que resistiu heroicamente. com Egito. De 1918 a 1948 – Por delegação da Liga das Nações. Já em 1918 incrementou-se consideravelmente a imigração dos judeus para a Palestina.De 1517 a 1914 – A Palestina faz parte do Império Otomano. . a Inglaterra. atendendo às aspirações do movimento sionista em todo o mundo (Sociedade Amigos de Sião. liquidando em poucos meses. Em 14 de maio de 1948 foi proclamado o Estado de Israel. de um Estado judeu e de um Estado árabe.Estava deflagrada a Guerra Israelense de Independência. Síria. emite uma declaração oficial em 2 de novembro de 1917. estabelecido pelo sultão Selim I. Líbano e Síria. Líbano. em separado. na Palestina. com a retirada da administração britânica que o cumpriu procurando restaurar o país com a colaboração da Agência Judaica. Egito e Arábia Saudita – invadiram o território do Estado de Israel com o propósito de liquidá-lo. depois de varridas as forças atacantes nas três frentes. logo deram início a uma série de hostilidades contra a população judaica. os Estados da Liga-Arábe – Jordânia. De 1914 a 1918 – Após a invasão da Palestina pelos aliados. No mesmo Mandato foram delimitadas as fronteiras do país. administrativas e econômicas que garantam a instalação do lar nacional judeu e o desenvolvimento de instituições autônomas”. a Inglaterra assume. Os árabes palestinianos. em 1922. declaração esta que passou a ser conhecida como a Declaração de Balfour. O mandato terminou em 15 demaio de 1948. a provacação. Jordânia. De 1948 a 1949 – A 29 de novembro de 1947 a Assembléia das Nações Unidas. sob a presidência do eminente brasileiro Oswaldo Aranha. que foi a própria organização sionista. organização judaica que desde 1869 começou a promover a colonização da Palestina pelos judeus). não conformados com a partilha. com a estrutura de república democrática. Iraque. exatmente quando termina o mandato ingles na Palestina. o primeiro governo autônomo judaico em mais de 2 mil anos. queso terminou em 1949 com a assinatura de armísticos. o Mandato da Palestina. excluindo a Transjordânia da Palestina. de um lar para o povo judeu e que envidará o máximo esforço para a conquista desse objetivo”. apoiando a “criação.

arrastando consigo mais oito Estados árabes. e guarnecer. terminando por vencer o inimigo e destruir suas bases de penetração. com força internacional neutria. a pedido do Egito (aliado da Síria.De fato as promessas foram cumpridas. de bandos armados egípcios no território israelense. Israel enfrentou os inimigos em três frentes – Síria. a fronteira com o Egito para fazer cessar as incursões provocadoras. a ONU apelou para que as forças israelenses voltassem às posições anteriores ao início do conflito. as forças internacionais foram retiradas da fronteira israelense e em 5 de junho de 1967 Israel foi invadido pelos quatros países arábes simultaneamente – Síria. a chamada Guerra do Sinai. constrangeram as forças israelenses a se retirarem para suas fronteiras anteriores. jordaniana e egípcia – destruindo o poder beligerante dos mesmos em cerca de 100 horas e ocupando todas as áreas ao ocidente do Jordão e quase toda a Península do Sinai. Por proposta da União Soviética. Egito e Argélia.Já em 1955 voltaram a registrar-se incursões. Mediante um apelo das Nações Unidas. que impedia a navegação com o porto de Eliat no extremo sul do país. no sentido de cessar fogo. direta e separadamente. no entanto. sozinho. derrotou uma aliança de 12 nações.De 1949 a 1967 .sob promessa de levantar o bloqueio egípcio à entrada do Golfo de Ácaba. com seus vizinhos. provocação que resultou na invasão da Península do Sinai por Israel em outubro de 1956. Terminou. a luta terminou com grandes vantagens para Israel. . As Nações Unidas. assim. provocadora da tensão). saqueando bens. que. mas Israel respondeu que só aceitaria quaisquer discussões de condições de paz definitiva. mas dez anos depois. Jordânia. matando centenas de judeus.

quando já em avançada idade. ao norte. ou seja. É um planalto pedregoso. SITUAÇÃO E EXTENSÃO A Ásia Menor. fica entre o Mediterrâneo. abrange a província romana com os antigos distritos da Mísia. O maior deles é o Halis. e. seu aspecto físico. bem como econômico e também político. a extensão dessa região. A oeste. temos na direção de leste para este. os seguintes: Píramos. Frígia e Cária) tenham estado por algum tempo sob os seus cuidados. preliminarmente. torna-se necessário apreciar. rodeado de cadeias de montanhas e de costa acidentada. o apóstolo. 2. devido à natureza lacustre da península. Silas e Tito. e os Montes Taurus. Lídia. Mesopotâmia e Armênia. e um dos três maiores centros intelectuais do mundo antigo. ao sul. a enorme península do extremo ocidental do continente asiático. que a limitam com a Síria. que percorre uma vasta área do leste da península para finalmente desaguar no Mar Negro. Lucas. Timóteo. há . o Mar Negro. Os rios navegáveis são poucos. na concepção do Apocalipse de João. sendo os outros dois. Toda esta vastíssima região. terra natal de Paulo. segundo a tradição. desembocando no Mar Egeu. Saros e Cidno. 1. Atenas e Alexandria. a leste. Ao Sul. A oeste. pois é muito provável que tenha terminado o seu ministério em Éfeso e que as sete igrejas da Ásia (Ásia. ASPECTO FÍSICO. do mais jovem dos doze que andavam com Jesus. foi palco das muitas atividades missionárias do apóstolo Paulo e seus companheiros Barnabé. e quase todos eles de curso relativamente pequeno. Às margens deste último ficava a célebre cidade de Tarso. de cerca de 520 mil quilômetros quadrados. João. despejando suas águas no Mediterrâneo. o Mar Egeu. semeando de lagos de água doce e salgada. Para se entender melhor esta expansão.ÁSIA MENOR INTRODUÇÃO Os aspectos bíblicos relacionados com a Àsia Menor são os da expansão missionária do cristianismo no primeiro século da nossa era.

3. cujo tributário Pactolo banha as cidades de Filadélfia e Sardes. como carvão. obedeciam a dois rumos fundamentais com ramificações na direção de nordeste. é frio e úmido. onde entroncava-se com as vias mesopotâmicas e palestino-egipcias. nas proximidades do Mar Negro. Caister. nas margens do qual ficavam as cidades de Colosso e Laodicéia. porém foi levado. em cuja parte superior encontra-se o tributário Licos. penetrando na Síria. desde as mais remotas épocas. e outra para as regiões da Bitínia e Ponto. listra. que banha já quase na sua foz a célebre cidade de Éfeso. níquel e prata. desde a antiguidade. considerando apenas de um modo geral os fatores temperatura e umidade. As estradas da Ásia Menor. principalmente a criação de ovelhas e cabras. Icônio. O clima da região é de grande variedade. Hermo. Pérgamo e Adramitio. na direção de Antioquia da Pisídia. ao passo que nas partes sul e oeste é seco e tropical. Derbe e Tarso. sendo que esta. Inúmeras outras ramificações ligavam esses dois rumos fundamentais. para Trôade. Colosso e Apaméia. ferro. partindo de Éfeso e passando por Laodicéia. e b) O de sul-norte. acompanhando a costa do Mar Egeu desde Éfeso através de Esmirna. indo uma das ramificações para os portos de Troas e Tróia. o clima na região norte. Os rumos fundamentais eram: a) O de oeste-leste. mais tarde suplantada pos Éfeso. e Cairo. provocou até guerras.quatro rios dignos de referência: Meandro. embarcadouros para Macedônia e Grécia. na costa do Mar Negro. devido à natureza do terreno que é extremamente pedregoso. Na parte central-leste predominam as chuvas e a temperatura amena. os ventos dominantes e a configuração física. na parte central da península. por direção divina. . dadas as diferenças de altitude. ficava a antiga Pérgamo. ASPECTO ECONÔMICO A região é rica em minérios. rumo a Anatólia e Capadocia. rumo oeste. Entretanto. cobiçada pelos antigos assírios. A agricultura vem em terceiro lugar. zinco. em cuja margem direita. como aqueles seguidos por Paulo na sua segunda viagem missionária quando de Listra dirigiu-se para a Bitínia. e para sudeste. capital dum antigo reino do mesmo nome e depois capital da província romana da Ásia. A pecuária é muito desenvolvida. bifurcava-se para o nordeste. cobre. distando 20 quilômetros do Mar Egeu.

foram anexadas à Galácia. Cárdia. Cilícia. Cária. Panfília. divisão esta que posteriormente foi modificada em algumas áreas pelos romanos. os romanos já haviam feito os seus reajustes políticos na administração da vasta região.. Bitínia. 2) Províncias do Litoral do Mar Egetu – Mísia. onde obteveum notavel exito. e depois babilônico e persa. 4) Províncias do Interior –Galácia. 2) Províncias do Litoral do Mar Negro – Ponto. grupos de tribos indo-européias penetraram na região central ou Anatólia. Cerca de 200 anos depois já havia um forte reino hitita na Ásia Menor que estendeu o seu domínio até a Mesopotâmia e que perdurou influente e dominante sob a forma de Império Hitita.. ou da expansão do cristianismo da Palestina para o Ocidente. por exemplo. o primeiro impulso evangelístico para fora de Jerusalém na direção dos gentios foi a viagem de Filipe – um dos sete diáconos da Igreja em Jerusalém. que etnicamente constituíram – desde longa data – o elemento principal da população ocidental da península. 5. Assim. antes da passagem dos missionários da equipe de Paulo para a Ásia Menor. reunindo várias das antigas províncias gregas e dando novos nomes a outras. Mísia e partes da Frígia. pois admitindo-se crentes dessa raça mistana igreja cristã. Já ao tempo das conquistas dos gregos. com sua capital Carquêmis. Frígia. Nesta altura é proveitoso recordar a divisão das províncias romanas da Ásia Menor ao tempo de Paulo.Patagônia. quando os assírios o derrotaram. Depois da ascensão de Cristo. Pisídia. As chamadas Tabuinhas Capadócias. Capadócia. De modo que ao tempo do apóstolo Paulo.C. .4. até o século 8 a. ASPECTO POLÍTICO Até onde a História permite estudar o aspecto político da Ásia Menor. descobertas em Kanish. EXPANSÃO DO CRISTIANISMO PARA O OCIDENTE Este estudo deve ser precedido de um rápido preâmbulo de atividades apostólicas na direção do ocidente de Jerusalém. Licaônia. Lídia. feita na parte I deste livro: 1) Províncias do Litoral do Mediterrâneo – Lícia.C. pouco ou nada se sabe da longíqua península. referem-se a 10 pequenos principados existentes naquela região pelos idos de 1900 a. algumas das quais eram conhecidas pelo nome de Hati.. verifica-se que lá pelo séclo 20 a. Assim os samaritanos serviramde ponte entre os judeus e os gentios para a evangelização do mundo. a região (de origem jafética) foi dividida em várias províncias para melhor administração. de origem grega – para a Samária. Durante o domínio assírio. como Pisídia e Licaônia. Lídia.C.

sua cidade natal.haviase retirado para algum lugar da Arábia. o etíope élog batizado e leva o evangelho para a sua terra no continente africano. Filipe viaja para Cesaréia.25). Pedro obedece e pela graça deDeus opera maravilhas naquela cidade. notamos que o apóstolo tocou em muitos lugares para finalmente chegar a Lida.35). Segundo Atos9. situada poucos quilômetros a sudeste de Jope. um gentio. Da Samária.a prota estava aberta para a admissão dos gentios também.42). de onde partiu o movimento de missões estrangeiras. predominantemente gentílica. e também ali muitos creram no Senhor” (At 9. a igreja envia para lá o seu representante Barnabé. que estava em Tarso. Este. mas importante. junto à praia. e numa hora de oração no terraço tem uma visão que o autoriza a ir a Cesaréia. para finalmente refugiar-se em Tarso. Filipe foi conduzido pelo Espírito Santo a um ponto de uma estrada que ia de Jerusalém para Gaza. resultando o seu trabalho em vários batismos. A mão de Deus esteve com os seus dois servos de tal maneira que dentro de apenas um ano já havia em Antioquia uma notável igreja.O piedoso servo do Senhor lembra-se então de Saulo. De Lida. Foi ali queele encontrou o ilustre Ministro da Fazenda da Rainha Candace. pois era o oficial do exército romano de ocupação da Palestina e ali pregar o evangelho. Dali. além de judeus. 19-24). pois havia sido prevenido sobre um plano para Antioquia da Síria (At 11. Convertido. Em Jope Pedro hospeda-se em casadeum crente por nome Simão. ondecurouo paralítico Enéias e levou à conversão “todos que habitavam” aquela cidade e a vizinha localidade de Sarona (At 9. com uma competente equipe de obreiros. à casa de Cornélio. a sudoeste daquela. o diácono. a chamado de uma comissão enviada de Jope a propósito do falecimento da jovem Tabita ou Dorcas. via Azoto. De Jerusalém. Em seguida surge um outro movimento missionário por meio de uma perseguição. em Atos 10). que conclui pela autenticidade evangélica do movimento (At 11.32. Também o Apóstolo Pedro fez uma viagem curta. perto do Mediterrâneo. visitando novamente Damasco e Jerusalém. depois da conversão.Pedro vai a Jope. Desse movimento resultou o célebre . consola osquechoram a perda sentida e ressucita a jovem. porque assinalou a queda do muro de separação entre judeus e gentios. Barnabé prestou o maior serviço à causa das missões. também atinge os gregos em Antioquia da Síria. dos etíopes. que foram os primeiros entre os gentios (fora o eunuco etíope batizado por Filipe. E assim estava o caminho aberto para a evangelização dos gentios (At 11. Este.9). 1-18). onde fixa residência e evangeliza juntamente com suas filhas (At 21 8.

o procônsul rendeu-seao evangelho. ondehavia várias sinagogas dos judeus nas quais os missionários pregaram o evangelho de Cristo. mas adiante dos quais habitavam populações necessitadas do evangelho da graça. Ali os missionários enfrentaram um feiticeiro de nome Bar-Jesus ou Elimas. de Jerusalém. a 25 quilômetros de Antioquia. Porém Paulo (este é o nome pelo qual Saulo é conhecido daí por diante) repreendeu o feiticeiro ferindo-o com cegueira por alguns dias. comissiona a Barnabé e Saulo para a pregação das boas-novas ao mundo gentílico. a capital dailha e sede do governo proconsular romano. porém sabemos que o fizeram na volta. foram apregando por todas as povoações até chegar a: Pafos.27. De Antioquia. porto oriental da ilha. Daí os mensageiros das boas – novas navegam para o norte. na direção do continente da Ásia Menor. Diante deste fato. Acompanha-os o jovem João Marcos. 1 -3). Dali. infestados de salteradores. o qual estava tentando desviar do caminho da salvação o procônsul Sérgio Paulo. capital da província romana da Panfília. A descrição detalhada desta viagem está narrada por Lucas em Atos 13. a igreja local. descendo a serra da costa. evangelizado por eles. tomando o rumo leste-oeste no sentido lingitudinal da ilha. Não consta que na ida tivessem os missionários pregado o evangelho nesta cidade. a 85 quilômetros a oeste da costa da Síria.1 Primeira Viagem Missionária de Paulo Consolidado o trabalho evangélico em Antioquia.23 e 13. na foz do Rio Orontes. e famosa pelas suas antigas minas de cobre. distante cerca de 160 quilômetros de Salamina. era necessário atravessar a perigosa cordilheira dos Montes Taurus que se levantam logo atrás da cidade. desembarcando em: Salamina. orientada pelo Espírito Santo. Parece que na ida foram pertubados pela atitude de João Marcos . aportando em: Perge. devota da deusa Artemis (a mesma que em Éfeso era conhecida como Diana).apelido que passou a ser o qualificativo supremamente honroso dos crentes de todo o mundo – é que os seguidores de Cristo daí para diante passaram a ser chamados cristãos (At 9. os missionários chegaram ao porto marítimo de: Selêucia. de onde tomaram um navio para a ilha de Chipre. Para penetrar no continente.4 a14. 5.

distante dali 32 quilômetros. Esta atitude de Paulo redundou em separação entre ele e Barnabé na obra missionária (At 15. Então foram para: Listra. logo depois. na estrada de Éfeso para Tarso e partes do Oriente. porém Paulo. ali ficou uma igreja de Cristo. dirigiram-se para o porto de: Atália. ponto inicial de sua viagem.que. na Panfília. voltou a Jerusalém. os judeus. sendo estes apedrejados e Paulo arrastado para fora da cidade como morto. Mas os discípulos cuidaram de Paulo e o despediram. sendo esta cidade o ponto final desta primeira viagem missionário de Paulo. interessando judeus e gregos. e confirmando os irmãos nos lugares onde havia deixado igrejas estabelecidas. de onde embarcaram para Antioquia da Síria. e só a muito custo foi que Paulo conseguiu disuadi-los de tal intento. incitando mulheres e autoridades. inclusive elegendo anciãos para as mesmas. como em Perge. razão por que no início da segunda viagem missionária de Paulo este de forma alguma quis levar junto a João Marcos. juntamente com Barnabé. Porém. Paulo pregou por dois sábados. Atália etc. para: Derbe. um grupo de judeus de Antioquia da Pisídia e de Icônio chegaram a Listra e incitaram o povo contra os missionários. Depois de uma cura milagrosa do coxo.cheio de entusiasmo pela obra do evangelho. talvez estabelecendo mais outras igrejas das quais não temos notícias. na sinagoga local. também dali foram expulsos os missionários. impressionados pela enorme aceitação que a palavra dos missionários tivera entre os gentios. centro comercial e político daquela província. No segundo sábado. preferiu voltar pelo mesmo caminho por onde haviam passado na ida. a ponto de os expulsarem da cidade. De Perge os dois missionários partiram para: Antioquia da Psídia. A igreja os recebeu com alegria e ouviu o relatório cheio de inspiração e . 35-39). moveram uma tremenda perseguição contra os pregadores. Porém. porém. não obstante a insistência de Barnabé. Ali tiveram muita liberdade de pregar o evangelho. os homens de Listra quiseram tributar culto aos pregadores. não querendo prosseguir. colônia romana a 35 quilômetros a leste de Icônio. Dali os valorosos pregoeiros da verdade partiram para: Icônio. Depois de algum tempo de permanência e intensa atividade evangelística. De Derbe poderiam voltar para Tarso e Antioquia da Síria com muito mais facilidade. De Perge. quase 100 quilômetros a leste de Antioquia.

5. resultando a separação em duas equipes – uma composta de Barnabé e João Marcos. que se dirigiu para Chipre. De Antioquia. Entretanto. Atravessando os Montes Taurus. 5. e outra de Paulo e Silas. Esta viagem ocorreu.antes da partida para Antioquia a convite de Barnabé. que lhe pareceu apto para o trabalho missionário e o convidou para integrar a sua equipe. confirmando o trabalho realizado na primeira incursão envagelística naquela área. a palavra do Senhor. pois este os havia deixado no meio da viagem pela sua inconstância.36 a18.22 Depois de aproximadamente três anos de intervalo. com muitos outros.Isto trouxe uma contenda entre os dois obreiros. depois de confirmar na fé os . 2) O da Europa. As etapas desta viagem podem ser divididas em três itinerários: 1) O da Ásia na ida. isto é. Certamente ele nem por sonho teria imaginando o alcance desta viagem no quediz respeito à penetração. cuja capital era Tarso. Partindo dali.C. E por certo o foram pelo próprio apóstolo durante a sua permanência em Tarso. vistiando os grupos de crentes formados na região norte da Síria. Paulo não concordou com Barnabé em levar denovo com eles João Mardos. que estava em Antioquia. jovem da igreja de Jerusalém. viajando por terra para: Síria. Lucas não menciona os nomes das localidades desta província atingidas pelos missionários.gozo no Senhor pela operação patente do Espírito Santo na proclamação do evangelho aos gentios.2. 3) O da Asia na volta. segundo a melhor cronologia.1 O Itinerário da Ásia na Ida Ao preparar a segunda viagem. fácil é perceber que por lá já havia igrejas estabelecidas anteriormente. Paulo teve a inspiração do alto para fazer uma segunda viagem missionária pela Ásia. de onde passaram para: Cilícia. Paulo e Silas tomaram rumo ao norte. durante os quais dois valorosos obreiros ficaram em Antioquia pregando e ensinando. entre os anos 46 e 48 d. que foram os pontos finais da primeira viagem. chegaram a: Derbe e Listra.2 Segunda Viagem Missionária de Paulo A narrativa desta viagem encontra-se em Atos 15. Em Listra Paulo encontrou o jovem Timóteo.

chamada Lídia. colônia romana. Também em Neapólis os missionários não demoraram. onde os missionários obtiveram magníficos resultados de sua pregação manifestos na convesão de uma distinta senhora. chamada: Troas. tendo passado por Anfilópolis e Apolônia. Neápolis. lugares em que não se detiveram por motivos desconhecidos. na costa do Egeu.2 O Itinérário da Europa De Troas (na Ásia) navegaram para. 5. . sendo dois deles Paulo e Silas encarcerados. cidade marítima do continente europeu. prosseguindo para. isto é. que é uma ilha a 33 quilômetros da costa. Samotrácia.irmãos. Assim os missionários chegaram a conhecer a vontade de Deus e partiram para a Europa. na província de Bitínia. pedindo que passasse àquela região e ali anunciasse o evangelho. Mas na providência de Deus até aquela prisão teve resultados favoráveis ao evangelho. Tessalônica era uma cidade histórica.5. penetrando no mundo ocidental com a mensagem gloriosa de salvação dos pecadores. da jovem adivinhadora e do carcereiro e toda a sua casa. Antioquia da Pisídia e outras. Foi neste lugar que pregadores das boas novas sofreram também as primeiras perseguições na Europa por parte das autoridades instigadas pelos prejudicados com a conversão da adivinhadora. foram para: Tessalônica. Ali não demoraram. ponto inicial de Paulo na evangelização da Europa. foram passando pelas regiões da Frígiae da Galácia. pois o carcereiro veio a converter-se com toda a sua família. certamente pela pressa do navio. porto que serivia à importante cidade de Filipos. Mas novamente o Espírito do Senhor lhes impediu o intento e eles desceram para a cidade marítima da Mísia. Nesta altura notasequeo autor do livro de Atos – Lucas passa ao uso do pronome pessoal na primeira pessoa do plural.entretanto foram impedidos de alguma forma pelo Espírito Santo que os encaminhou para a Mísia. Dali julgaram conveniente ir e anunciar o evangelho no extremo norte. Deixando assim o princípio de um trabalho que sabemos foi o mais querido do grande apóstolo. talvez pretendendo visitar as igrejas de Icônio. mas dirigiram-se imediatamente para: Filipos. Foi ali que Paulo teve uma visão de um homem da Macedônia (parte da Europa que fica defronte da Misia). “nós” o que leva a crer que foi em Troas que ele juntou-se aos três missionários para ajudá-los na obra.

Entretanto. Paulo estabeleceu ali uma igreja composta de judeus e gentios. ao qual mais tarde juntou-se o jovem Apolo. De Éfeso Paulo navegou diretamente para: Casaréia. Dali o missionário dirigiu-se para: Corinto. chegando a: Atenas. Itinerário da Ásia na Volta De volta para Antioquia da Síria. junto à foz do Rio Caister.ponto estratégico para a difusão do evangelo. de onde subiu para: . Também foi ali que o apostolo conheceu o consagrado casal Priscila e Áquila.2. Falando no areópago (lugar de discussões publicas e de sentenciar as causas). Paulo embarcou no porto de Cencréia. metrópole comercial e política da Grécia naquele tempo. tendo sofrido tremendas perseguições. onde o evangelho foi muito bem aceito. certamente estabelecida durante a estada do apóstolo em Corinto. seu hipódromo e seu templo colossal consagrado à deusa Diana (ou Ártemis). capital da Ásia proconsular. Nesta cidade. Porém o orgulho e a corrupção dos atenienses não permitiram que estes aceitassem a mensagem só apostolo. os missionários Paulo e Silas (parece que Lucas e Timóteo haviam ficado em Filipos para continuar o trabalho) seguiram. fez uma extraordinária defesa do cristianismo perante os filósofos gregos. na Palestina. para: Éfeso. de noite. situada a 70 quilômetros de Atenas. deixando os companheiros para trás. os judeus fanáticos de Tessalônica foram a Beréia e alvoroçaram o povo contra os misteriosos a ponto de Paulo ter necessidade de retirar-se por mar para Atenas.grande centro comercial e militar. atravessando o Mar Egeu. famosa pelo seu teatro. premidos pela oposição dos judeus fanáticos.3. em companhia de Priscila e Áquila. a 13 quilômetros a leste de Corinto. a 80 quilômetros da Tessalônica. a importância capital da cultura grega. Dali navegou em direção leste. que foi o ponto final da sua segunda viagem missionária na direção do Ocidente. Nesta cidade o casal de auxiliares do apóstolo que o acompanhou desde Corinto. o apóstolo percebeu a idolatria dominante. portanto. Depois de uma rápida vista pela cidade. 5. onde também já havia uma igreja. para: Bereia. grupo que atuou eficientemente para preparar o terreno para o trabalho de Paulo que brevemente voltaria para lá. Paulo permaneceu 18 meses. Porém. com os quais iniciou o trabalho em Corinto e depois também em Éfeso.

que lhe trouxe noticias de Corinto. Para evangelizar este centro da província e suas adjacências. e mais adiante para Samos. depois de Quios. voltou pela costa do Mar Egeu.Jerusalém.10). ilha montanhosa do Egeu. para: Éfeso. Paulo dirige-se através das províncias de Cilícia. ilha de Rodes. deve ter dado origem às chamadas “sete igrejas da Ásia” referidas no Apocalipse (At. Partindo de: Antioquia novamente. capital da Ilha de Lesbos. onde esperou o seu novo companheiro de trabalho Tito.3 Terceira Viagem Missionária de Paulo Depois de breve período de descanso. indo depois para Mileto. de . Pátara. saudando os irmãos da igreja e relatando-lhes as maravilhas que o Senhor havia operado durante os quase três anos (51 a 53) gastos na sugunda viagem. de onde o apóstolo manda chamar os anciãos de Éfeso dos quais se despede para sempre. Galácia e Frigia. 5. 19. já os judeus novamente preparava-lhes ciladas para o eliminar do cenário. dirigindo-se para: Troas. passando dali para Macedônia. também Ilha do mesmo mar. Dali desceu para: Corinto. promontório da costa da Ásia. De Jerusalém dirigiu-se para: Antioquia da Síria. Finalmente teve que despedir-se dos discípulos. que é o ponto principal de suas atenções nesta viagem. dirigiu-se para Mitilene. passou por Cós. Continuando. E a fim de despistar os seus algozes. Três meses depois de sua chegada. Excepcionalmente notável foi a atuação do apóstolo em Éfeso frente às perseguições e alvoroços de seu trabalho trouxe no seio daquela população. Paulo empreendeu uma terceira viagem missionária. tomando o rumo de Trojilo. durante os seus dois anos de atividade nesta cidade. subindo até Filipos e dali talves tenha ido a Ilírico. confirmando na fé todos os discípulos convertidos nos lugares anteriormente visitados. A crendice devotada a deusa Diana sofreu sérios abalos. depois passando a Assôs. A feitiçaria perdeu seu prestigio pela queima publica de livros dos muitos convertidos em Éfeso. De Filipos regressou a Troas na Ásia. aparentemente sob pressão de novas e mais violentas ameaças de perseguição. onde pôs em ordem as irregularidades ocorridas na igreja de onde escreveu as duas importantes Epístolas aos Gálatas e Romanos.8. província situada na costa do Mar Adriático da Macedônia. descrita em Atos 18.23 a 21. seu ponto de partida para todas as viagens. provavelmente visitando os lugares em que na viagem anterior havia estabelecido igrejas.

mas o ódio dos judeus o descobriu para tirar-lhe a vida.4. visitando o evangelista Filipe com as suas filhas.onde navegou diretamente para Tiro. e depois para o porto de Cesaréia. Dali foi remetido para: Cesaréia. e por isto foi enviado a Roma na condição de prisioneiro. num acesso de cólera os seu inimigos tentaram liquidá-lo. naufragando nas proximidades da: . 5. Paulo chegou a Jerusalém por ocasião da festa de Pentecostes. tendo tido a oportunidade de pregar o evangelho às autoridades romanas: Félix. partindo dali para: Mirra. sob forte guarda. porque a tendência das autoridades romanas era não julga-lo por tratar-se de uma questão religiosa. por certo. De Cesaréia navegaram para: Sidom. Reconhecida a sua presença em Jerusalém e particularmente no Templo. Paulo teria perecido. foi até: Bons Portos. foram acompanhados por uma tremenda tempestade que durante 14 dias os manteve entre a vida e a morte. onde o amor dos irmãos o envolveu. O ódio dos judeus havia crescido diante do sucesso do evangelho pregado por Paulo. confortando irmãos de uma igreja cuja origem não nos é conhecida. levando pelos ventos. na costa da Fenícia. visitando outro grupo de irmãos. ao fim dos quais partiu para Roma. na Ilha de Creta. Prosseguindo. na Ásia Menor. onde esperaram melhorar o tempo. De Jerusalém foi que começou a sua ultima viagem para o Ocidente. naquela ocasião. onde permaneceu preso por dois anos. para chegar a Jerusalém. o oficial da Torre de Antônia (fortaleza junto do Templo) tomou a providência de conduzir o apóstolo de noite. onde lhes foi permitido visitar os amigos crentes. foi para Ptolemaida (ou Acra). Na viagem Paulo foi acompanhado de seus amigos Lucas e Aristarco (de Tessalônica). Viagem de Paulo a Roma Ao concluir a sua terceira viagem missionária. Diante do perigo de ser arrebatado pela turba enfurecida de judeus fanáticos. Neste porto fizeram a baldeação para outro navio que. o apóstolo apelou para César. Não fosse a pronta intervenção dos soldados romanos. porto da província de Lícia. Festo e Agripa. Ao perceber a impossibilidade de conseguir garantias na província. até: Antípatres. Navegando dali. por ocasião da festa de Pentecostes.

Depois de longa espera. Embora acorrentado a um soldado.Ilha de Malta. Ali havia uma igreja que teria sido fundada pelo trabalho de Epafras e arquipo. embarcaram num navio alexandrino rumo a: Siracusa. apesar de suas cadeias. Filipos teria sido outro lugar visitado por Paulo nesse período (Fp 2. às margens do rio Lico. Colossenses e Filemom. a grande ilha italiana. e se abastecido dos viveres necessários à viagem. onde acharam alguns crentes que solicitaram a sua permanência.22. Colossos teria sido o seu novo campo de trabalho. 5. Este gesto dos irmãos deu mais animo a Paulo. na costa oriental da Sicília. de lá navegando para: Potéoli. morando em casa particular alugada perto do quartel pretoriano. tendo sabido de sua chegada a Potéli. já na península itálica.Este período entre a sua primeira prisão em Roma e a segunda é coberto de incertezas quanto às suas atividades e lugares onde elas foram exercidas. Viagem de Paulo Entre a sua Primeira e Segunda Prisão em Roma Há evidencias claras. prevendo ele agora a vitória do evangelho também em Roma. Paulo foi absolvido e posto em liberdade. onde vários irmãos vieram da capital do império para receber o apostolo e seus companheiros. Ásia Menor. segundo se concluir de Filipenses 1. Era uma cidade da Frígia. pelo que encontramos nas chamadas “Epistolas Pastorais” de que ele foi absolvido e que reassumiu o seu antigo trabalho de visitar igrejas já estabelecidas e organizar outras novas. Dali seguiram para: Régio. Finalmente chega Paulo a: Roma. Filipenses.5. Ali o apóstolo ficou preso durante dois anos. tendo sido preso novamente pouco depois. Depois de passarem alguns dias naquela ilha. foram: Praça de Ápio e Três Vendas. ficando ali sete dias. a sua prisão foi bastante suave. capital política e cultural do império. tendo Paulo curado o pai do homem principal da localidade.24) . na rotaterrestre entre o Ocidente e o Oriente. Públio. a setenta quilômetros de Roma. De modo que o itinerário que segue é apenas uma conjectura. após a libertação da sua primeira prisão em Roma. ou Melita. As duas ultimas etapas. que se acha ao sul da Silícia. antes de chegar a Roma. ponto final da viagem marítima. Dali Paulo escreveu as seguintes epístolas: Efésios.

O ministério de Paulo estava já no fim. A suposição é que Paulo tenha sido preso em Troas e levado para Éfeso para o interrogatório prévio. onde está preso. lugares escandalosos na viagem de Jerusalém para Roma. Troas.20. Em Creta aparentemente desejava desenvolver trabalhos amplos para adiantamento da obra do evangelho. o que provocou a terrível perseguição neroniana. e no frenesi de sua loucura incendiou a cidade de Roma. É o que se depreende de Tito 1. Certamente o bravo soldado de Cristo pareceu na onda desta perseguição.13. teria sido mais outro lugar visitado pelo apóstolo. . Nero estava no trono do império. Mileto e Greta. situado na região grega de Epiro. atribuindo a culpa aos cristãos.12. antes de ser remetido a Roma. segundo Tito 3.5 e II Timóteo 4. mas teve que deixar os planos nas mãos de Tito. Pelo que se lê em II Timóteo 4.Nicópolis. a sua capa e os pergaminhos deixados ali. naqueles dias. E assim terminamos o nosso breve estudo de Geografia Bíblica. parece que Paulo teve que deixar apressadamente este lugar. Éfeso. no litoral do Mar Adriático. pois pede ao seu jovem companheiro que traga a Roma.

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