O MUNDO ANTIGO O mundo antigo, ou mundo bíblico, compreende todos os povos antigos mencionados na Bíblia que habitavam a área

banhada pelo Mediterrâneo (Grande Mar) e aqueles que ficam entre este, o Mar Negro(Euxino), Mar Cáspio(também chamado Mar Setentrional), Golfo Pérsico(ou mar meridional) e Mar Vermelho(denominado pelos romanos Mar Eritreu). Considerando que o relato bíblico de ambos os Testamentos abrange a área desde Espanha, o ponto mais ocidental das atividades do apóstolo Paulo, até Pérsia, país mais oriental com que esteve relacionado o povo de Israel, e desde o Ponto, provincia mais setentrional da Ásia Menor, ao Sul do Mar Negro, cujo povo estava representado em Jerusalém no dia de Pentecostes (At 2.9), até o extremo sul da Arábia onde, provavelmente, ficará a lendária terra de Ofir, tantas vezes mensionada na Bíblia, podemos dizer que a expresões mundo antigo e mundo bíblico são praticamente são praticamente sinônimas. 1. LIMITES Em termos gerais, pode-se delimitar a área do mundo antigo da seguinte maneira: Norte: uma linha reta que começa na Espanha, passa pelo norte da Itália e mar negro e vai até o Mar Cáspio. Leste: Uma linha reta que parte do mar Cáspio, e passando pelo Golfo Pérsico vai até o Mar Arábico. Sul: Uma linha reta que, partindo do Mar Arábico, vai na direção oeste, passando pela Etiópia e terminando no deserto da Líbia, no continente Africano. Oeste: Uma linha reta que parte do sul do deserto da Líbia e termina na Espanha, abrangendo o Egito e as regiões do norte da África. Em termos mais específicos, diríamos que a referida área fica situada em longitude 5º oeste e 55º leste, e entre 10º e 45º latitude norte.

2. EXTENSÃO São as seguintes as regiões do mundo antigo, ligadas as Revelação, e suas caracteristicas: 2.1. Mesopotâmia Literalmente “entre rios”, é a vasta região do oeste asiático margeada pelos rios Tigres e Eufrades, que se estende desde os montes da Armênia ao norte até o Golfo Pérsico ao sul, de cerca de um milhão e meio de quilômetros quadrados. É a terra dos primeiros dias da história bíblica e o berço da humanidade. Isto porque, acordo com as possibilidades geográficas e as mais recentes conclusões históricas e antropológicas, o surgimento do homem ocorreu na região da Mesopotâmia, o jardim do Éden certamente localizou-se nas nascentes dos rios Tigre e Eufrates (Gn 2. 10-14). Também fatos importantes como o dulúvio, formação da família de Noé, migrações de sua descendência etc. deram-se nesta região. A parte norte desta região é conhecida como Assíria e a parte sul como Babilônia ou Caldéia, habitadas por vários povos em diferentes épocas. Súmérios, acadios, amorreus e semitas estabeleceram-se na Mesopotâmia e se fundiram, saindo deste Hoje a região é ocupada pelo Iraque e parte pela Turquia. Agora apreciemos, separadamente, as duas subdivisões da Meso potâmia. 1) Assíria: Região de planalto montanhoso em quase toda a área, filho de Sem neto de Noé (Gn 10.11). A sua mais antiga cidade e capital doi Assur; filho de Sem e neto de Noé (Gn 10.11). A sua mais antiga cidade e capital foi Assur, em torno de cujo distrito desenvolveu-se o país que em épocas diferentes tem possuído diferentes dimensões. Os primitivos habitantes da Assíria, mesclando-se com os acádios, semitas, vindos da Síria por volta de 2500 a.C., formaram o povo conhecido pelo nome de Assírio2.A cidade mais célebre da região, e desde 885 a.C. capital da mesma, foi Nínive, à margem oriental do terço superior do Rio Tigre. Foi nas montanhas da Assíria que o rei Salmanazar instalou uma grande parte do cativo de Israel (Reino do Norte). 2) Babilônia ou Caldéia: Conhecida também pelos nomes antigos de Sumer, Acade, terra de Sine ou de Sinear, é região baixa a alagadiça, extremamente caldeamento a notável figura do patriarca Abraão, que por sua vez, deu origem ao povo hebreu.

fértil devido ao lado depositado pelos rios Tigres e Eufrates, especialmente na parte sul, e também devido a irrigação artificial produzida por um sistema de canais. Seus habitantes primitivos foram os sumérios vindos do planalto persa que, fundindo-se com os acádios, formaram o povo mais tarde chamado babilônio. A fertilidade do aluvião tornou esta área frequentemente cobiçada por povos próximos e distantes. Várias cidades prósperas estabeleceram-se na região: Ur, Eridu, Obeide, Larsa, Fara, Ereque, Nipur e outras, merecendo menção especial a Babilônia, edificada por Nimrode – filho de Cusi, neto de Cão e bisneto de Noé e que se tomou em capital do famoso Império Babilônico, situada no noroeste do país atravessada pelo rio Eufrates. Pelo sistema de canais, não só em toda a região se faziam presentes as águas carregadas de húmus fertilizantes, como também se faziam a comunicação e intercâmbio comercial entre muitas cidades. E quando em decorrência de inundações mais violentas, ou negligencia de governos, os leitos dos rios e canais apresentavam desvios consideráveis, verificava-se o declínio de varias dessas cidades. Como exemplo deve-se mencionar a cidade de Ur que, julgando-se pelas escavações ali realizadas, ao tempo de Abraão era porto marítimo, mas cujas ruínas hoje encontram se a cerca de 250 quilômetros ao norte do fundo do Golfo Pérsico Nesta região, Judá ficou exilado ao 70 anos, e nela exerceram seu ministério profetas Daniel e Ezequiel. 2.2 Arábia Esta é uma região de imensos desertos que se estende desde a foz do rio Nilo até o golfo Pérsico no sentido oeste-leste, e desde a Síria até o Golfo Arábico no sentido norte-sul. Foi na parte ocidental da Arábia, também chamada Arábia Pétrea – incluindo-se nela a Península do Sinai e Edom – que os israelitas peregrinaram 40 anos e onde foi dada a lei por intermédio de Moisés. Os seus habitantes primitivos foram os amalequitas, os idumeus (edomitas), os israelitas, os midianitas, os amonitas e os cenitas, pertencendo a estes últimos o sogro de Moisés, Jetro. Cada um desses povos, alguns nômades e outros seminômades, constituía um pequeno reino. No extremo sul da Arábia provavelmente ficava a lendária terra de Ofir, célebre pelo seu ouro, tantas vezes mencionada na Bíblia. A maio caminho entre o Golfo de Ácaba e o Mar Morto ficava a cidade mais importante

14).C.Hoje é província do Irã. havia tomado (ED. 2. e até Susã.como Assíria.Quedorlaomer. Hoje a região é ocupada pelo Irai moderno. . rei da Babilônia. Foi na Pérsia que tiveram lugar os acontecimentos descritos no livro de Ester. 1. Os medos em tem pos remotos viriam divididos em muitas tribos. a oeste com o rio Tigre. foi quem decretou o repatriamento dos judeus.foi fundada cerca de 4000 A.portanto com Babilônia e Assíria – ao norte com a Média e a leste com a Pérsia.1Em épocas diferentes pertenceu aos impérios vizinhos. 2.sua capital.3 Pérsia Primitivamente a região era pequena. Há uma única menção dos partas na bíblia. 13 – 15). a sudeste de Babilônia e Elão. irmão de Moisés. ao oriente do Monte Hor em cujo cimo morreu Arão. portando sem governo central. limitando-se ao sul com o golfo Pérsico. 2. onde se faz referência aos povos representantes em Jerusalém no dia de Pentecostes. Ciro. que aprisionou Ló e em cuja perseguição saiu Abraão derrotando-o. o rei persa. que hoje corresponde á moderna província persa de Khorasan e que ao tempo do império romano marcava o limite oriental do mesmo. Depois da queda do império babilônico sob o poder medo-persa. O império persa chegou a abranger toda a Ásia Ocidental. em Atos 2:9.Segundo provas arqueológicas. ao sul da Média. ordenado ao mesmo tempo a reconstrução do templo e a restituição dos vasos sagrados que Nabucodonozor. e a oeste da Partia.da chamada Arábia Pétrea quiça de toda a Arábia – Selá ou Petra.4 Elão ( ou Elami) País antigo ao qual os gregos denominavam Suziânia. a leste da Assíria.era rei de Elão(Gên. Grécia e Egito. sem vida organizada. sem exército.5 Média Esta região ficava ao norte do Elão.Susã.1 -11. situada a nordeste do Golfo Pérsico. 5. Grande parte da Média é uma vasta planície com cerca de 1000 metros de altitude coberta de ricas pastagens.É região montanhosa e relativamente fértil. ao sul do mar Cáspio e partes da Armênis. A capital mais antiga era Persagada. ou Pasárgada.Babilônia e Pérsia. antiga capital do Elão.

Assim foram presa fácil de impérios vizinhos mais poderosos.A princípios.A princípio a Média esteve sujeita á Assíria.Foi naquele tempo que os cativos de Samaria (Reino do Norte) foram levados por Sargão II, rei da Assíria, para essa terra (2 Reis 17.6, 18. 11). Mais tarde, quando as tribos escolheram Déjoces como seu rei, estas foram definitivamente unificadas numa só nação, com sua capital na cidade de Ramada – que os gregos denominaram Ecbatana, que é a Acmetá de ESDRAS 6.2, cercada de “sete muralhas concêntricas e de alturas diferentes de tal modo que sobressaíam uma das outras, predominando a mais interna sobre as demais’. Aliada à Babilônia, a Média sacudiu o jugo da periclitante Assíria. Cerca de cem anos mais tarde a Pérsia absorveu a Média, que nunca mais deixou de ser uma província persa (hoje iraniana). 2.6 Armênia ou Arará Esta região abrange extensas e altas serras ao norte da Média, Asssíria e Síria, tendo a Ásia Menor e o Mar Negro a oeste, o Mar Cáspio a leste, e ao norte as montanhas do Cáucaso. Nesta região encontram-se as cabeceiras dos rios tigre e Eufrates, a provável área do Éden e o monte Arará – na parte nordeste - - onde descansou a arca de Noé no fim do dilúvio (embora alguns dicionaristas afirmem que a arca desceu sobre “um dos montes de Araá, ignorando-se qual seja”). 2.7 Síria ou Arã (hebr) Localiza-se a sudeste da Armênia, a leste da Ásia Menor e do Mediterrâneo, ao norte da palestina e a oeste da Assíria e partes da Arábia, cortada na direção norte - sul pela cordilheira do Líbano, paralela á costa do Mediterrâneo, que apresenta duas divisões: Líbano – a mais ocidental, a ante-Líbano – a oriental, em cujo extremo sul fica o célebre Monte Hermon. Os dois rios mais importantes da região correm entre as duas divisões dos Líbanos: Orontes, para o norte e depois oeste, passando perto da cidade de Antioquia e desaguando no Mediterrâneo, e o Leontes, para o sul, repentinamente desviando o seu curso para o mesmo mar. Grande parte da região é uma planície exuberante de fertilidade. Os sírios (ou arameus) são descendentes de Arã, filho de Sem e neto de Noé. Nos dias patriarcais esta região era constituída de pequenos reinos independentes que levavam o nome de sua cidade principal, como Arã-naaraim, Arã-demascus, Arãzoba etc. Parece que Harã, centro comercial e militar que ficava no distrito de Padã-

Arã, onde Abraão habitou com seu pai e onde deixou sua parentela para sair para Canaã, ao tempo do patriarca, pertencia ao noroeste da Mesopotâmia, vindo mais tarde incorporar-se a Síria. Damasco é capital da síria até hoje, sendo, conforme se crê, a mais antiga cidade viva da Terra. A Síria foi conquistada sucessivamente por Salomão, assírios, babilônios, persas, gregos e romanos. A Síria foi o primeiro país estrangeiro a receber o cristianismo pelo testemunho dos crentes perseguidos em Antioquia, onde estes foram primeiramente chamados cristãos (At 11.26). 2.8 Fenícia Esta região era uma nesga de terra entre o Mediterrâneo, a oeste, a cordilheira do Líbano, ou Síria, a leste, Palestina ao sul e Síria, também ao norte, até a pequena ilha de Arada onde ficava a cidade de Arvade, medindo, em média, 25 quilômetros de largura por 250 de comprimento. As suas cidades principais citadas no antigo testamento são Tiro e Sidom. Entretanto pelas escavações arqueológicas, depreende-se que os limites da Fenía em tempos bem remotos estendiam-se ao norte além de Rashamra, antiga Ugarit, defronte da ilha de Chipre. Seus habitantes, provavelmente originários do Golfo Pérsico, ocupam a costa do Mediterrâneo por volta de 1700 a.C. Eram famosos em navegação, comercio. Ciências, artes e literatura, exercendo uma notável influência sobre as demais nações do mundo de então. Durante a sua existência foram muitas vezes subjugados pelas potências próximas e distantes, mas sempre souberam conservar a sua cultura e unidade. As suas colônias espalhadas pela costa e ilhas do Mediterrâneo, bem como seu intercâmbio comercial com outros povos, foram os fatores principais de sua expansão. Os cartagineses (colônia de Cartago,África) eram seus descendentes.Os libaneses que hoje ocupam a região são seus descendentes. 2.9 Palestina ou Canaã É região banhada pelo Mediterrâneo a oeste, tendo ao norte a Fenícia e a Síria, e a leste e sul a Arábia, sendo que ao sul também fica parte do Egito. As suas características serão estudadas detalhadamente mais adiante neste livro. 2.10 Egito

Certamente depois de Palestina , a terra que mais se salienta na bíblia, do ponto de vista histórico e religioso, é o Egito.Isto porque está intimamente relacionando á formação dos hebreus, um povo distinto e especialmente destinado a ser o instrumento a Revelação. A sua posição geográfica é no nordeste africano;tendo ao norte o Mar Mediterrâneo, a leste partes da Palestina e Arábia esta separada pelo Mar Vermelho – ao sul, antigamente a Etiópia, hoje Sudão, e a oeste da Líbia, com seu imenso deserto também conhecido pelo nome de Saara.É uma vasta região deserta vivificada pelo rio d’água que corre na direção sul – norte, que é o Rio Nilo.Seu nome antigo é Misraim, ou Misr, deriva do folho Cham ou Cão,filho de Noé, que para lá se dirigiu depois do dilúvio. Seu nome poético foi Rahabe, usado nos Salmos, livro de Jó e profecia de Isaías, que alguns interpretes pensam seja alusivo a algum monstro marinho da mitologia semita, como Dragão. Em tempos remotos o Egito atingiu grande desenvolvimento em ciências, letãs e artes, como provam os monumentos e documentos descobertos em grande quantidade. A famosa fertilidade do Egito devia-se ao lodo espalhado em vastas áreas, especialmente no Baixo Egito ou Delta, pelas inundações do grande rio. O Egito foi o lugar da longa permanência dos descendentes de Jacó (430 anos) da qual os últimos 80 anos foram de dura escravidão. Das doze famílias do filho de Jacó já haviam se formado doze grandes tribos com cerca de dois milhões e meio a três milhões de pessoas. Dentre elas Deus levantou Moisés, a quem preparou maravilhosamente para ser o libertador do seu povo. A província de Gósen, a sudeste do Delta (denominação dada ao estuário do rio Nilo que toma a configuração da letra D do alfabeto grego em posição invertida) foi a área habitada pelos israelistas. Mênfis, Tebas, Alexandria e Cairo são as cidades principais do Egito. 2.11 Etiópia Região do Oriente africano frequentemente citadas nas Escrituras Sagradas, compreendendo a área do alto Nilo, Sudão e Abissínia. Seus limites são; Egito, ao norte (modernamente Sudão); Mar Vermelho ou Arábia, a leste; Líbia, a oeste; e partes orientais da África, ao sul, desconhecidas nos tempos bíblicos, hoje ocupadas pela Somália. Em língua hebraica a região era conhecida pelo nome de terra de Cush, no antigo egípcio Kas ou Kesh e em etíope Kish. Era habitada pelos descentes de Cusi, filho de Cão e noto de Noé. Parece que segundo Gênesis 2.3

a oeste do Egito. filho de Cão.10). senão o Cidno que deságua no Mediterrâeno e a cujas margens ficava a célebre cidade de Tarso. Lídia e Cária. Hermo. Paflagônia e Bitínia. cuja conversão é narrada no capítulo 8 do livro de Atos dos Apóstolos. a oeste – Mísia. Dn 11. Panfília. No dia de Pentecoste estavam presentes em Jerusalém alguns habitantes desta região (At. a oeste pelo Mar Egeu e ao sul pelo Mediterrâneo. parece ter sido o primeiro a introduzir a religião cristã naquela região. 2. ao sul – Lícia.13. no centro e a leste – Frígia. Ao tempo dos romanos a província era dividida em Líbia Marmárica (parte oriental) e Líbia Cirenaica (parte ocidental). Licaônia e Capadócia. sendo Cireneu a capital. Cilícia (cuja cidade principal era Tarso). Pisídia. na costa do Mediterrâneo. banhada ao norte pelo Mar Negro. A região é um planalto elevado e pedregoso. o apóstolo.9. Meandro e Caister (às margens deste último ficava situada a famosa cidade de Éfeso. e Caico. Ásia Menor É a enorme península do extremo ocidental do coninente asiático. As provínciasou distritos emque os romanos dividiram a região eram as seguintes: Ao norte – Ponto. razão esta por que há poucos rios de volume considerável. rodeada de cadeias de montanhas qu ecorrem pela orla marítima e semeada de inúmeros lagos de água doce e salgada. povo dividido em pequenas tribos que mais tarde passaram a ser conhecidos como líbios.havia na região Asiática – norte da Mesopotâmia ou Armênia – uma outra área com o mesmo nome até certa altura da pré-história. Aleste limita-se com a Armênia. O tesoureiro do reino da Etiópia. bem como a área em que se encontravam as “sete igrejas da Ásia” referidas no livro de Apocalipse. 2. ou Lubim (Jr 46. Seus habitantes são descendentes de Put. Todas estas provinciais a leste da Mísia e Lídia também era conhecidas simplesmente como Ásia. capital de toda a região ao tempo do Novo Testamento) que despejam as suas águas no Mar Egetu. Hoje o moderno Estado da Turquia abrange toda esta área. Os habitantes primitivos desta .12 Líbia Uma extensa região do norte da África. extremo norte da Mesopotâmia e Síria.43). com limites ocidentais muito vagos. quase totalmente deserta. 2. Glácia. terra natal de Paulo. Foi esta região o grande palco das atividades missionário sde Paulo e seus companheiros.

Quando a Grécia caiu sob a tutela de Filipe da Macedônia – que era meio grego e meio bárbaro. o Macedônio. de conquistas. a expansão dos gegos para além das fronteiras da Grécia propriamente dita. o Grande. etc – os gregos tornaram-se cheios do espírito de aventuras. a sudeste. o que explicaa chamada Diáspora gega do século 12 ao século 6 a. podendo-se cultivar somente plantas que suportem os estios ardentes e secos dominantes. e de seu filho Alexandre. chamada Anatólia. conhecia-se como a Ática. de ambição por riquezas. ao sul pelo Mediterrâneo e a oeste pelo Mar Jônico. mas educado na Grécia – já a cultura helenista era conhecida por toda parte. isto é. o . quase sem planícies e sem rios. Ao norte ficava a Macedômia. Mar Negro. 2. coberta de montanhas de declives abruptos. pobreza da terra. A Grécia é toda recortada pelo mar. ilhas do Egetu e do Mediterrâneo. com suas colônias agrícolas e entrepostos comerciais. norte da África (Líbia) e até Massília (sul da França atual). Ásia Menor. particularmente na região central. Assim “os gregos usaram e assimilaram todos os tipos antigos de civilização e lhes deram um sentido próprio do seu modo de sentir e vir. Nenhum outro povo conseguiu imprimir. Os gregos – também chamados helenos – são descendentes de Javão. ou seja. e a região de Atenas. A Grécia Antiga era conhecida pelo nome de Acáia. as marcas do seu pensamento sobre as gerações de todos os tempos”. tão indelevelmente como este. merecendo destaque os hititas que na Ásia Menor tiveram o centro de sua civilização. mas que sob o domínio de Filipe. A Grécia foi outro palco de atividades missionárias de Paulo. neto de Noé.C. o apóstolo. que ofi parai dos jônios. E com as conquistas de seu filho Alexandre.15 Macedônia País quefica ao norte da Grécia cuja história antes de 560 a.C.14 Grécia ou Hélade A península do sudeste europeu banhada a leste pelo Mar Egeu. cultos e culturas diferentes.sul da Itália. a língua grega divulgou-se pelo mundo antigo de tal forma que a propagação do cristianismo por aquela vasta área tornou-se fácil. uma das principais tribos na formação da raça grega juntamente com os dórios). Por esta e outras razões como lutas políticas. que é a parte sul da península.região representavam a mais complexa mistura de raças. pouco se conhece. cercada por muitas ilhas e ilhotas.. 2.

na Síria. 2. Após a morte de Alexandre. 8. sua capital. Os seus habitantes eram provavelmente da mesma origem dos gregos. na Macedônia. tornou-se potência mundial do seu tempo (36ºa 323 a. Tessalônica e Beréia.39. da Iugoslávia e o sul da Bulgária e Turquia européia.. sob a regência da imperatriz víúva e de seu irmão. 7. Na Itália está a célebre cidade de Roma. porém.C.). proém sofrendo maior mistura de tribos bárbaras da Ásia e das regiões do norte do Mar Negro.17 Itália Esta é outra Península do sul da Europa.). que a separa da Itália. Apolônia. que ao tempo do Novo Testamento era . solicitado por meio de uma visão (At 16.” No Antigo Testamento não é mencionada a Macedônia. Limitava-se sul com a Grécia.6. passando por Neápolis. mas o profeta Daniel refere-se a este império em 2.Grande. Anfípolis. deixando duas igrejas estabelecidas em Filipose Tessalônica. Modernamente esta regiãocompreende a Albânia e Iugoslávia. Antípater. incluindo-se nela a Dalmácia. a leste com o Mar Egetu e com a Trácia. Hoje a região forma o norte da Grécia. Em 142 a. Macedônia era uma vasta planície fértil envolvida por altas montanhas. Filips. no Egito. e fundaram quatro realezas: Ptolomeu. no Mediterrâneo.9). tornou-se província do Império Romano. Em breve.16 Ilírico ou Ilíria Esta região ficava a oeste da Macedônia. o Grande.5. quiseram os seus generais “assegurar o impéri para o infante. e ao sul da Pnaônia. nooreste da Grécia e leste do Mar Adriáticos.C. e Filetero. Seleuco. a leste o Mar Adriático e a oeste o Mar Tirreno. 2. estes quatro assumiram o título de reis. na Ásia Menor. tendo ao norte a cadeia dos Montes Alpes. na sua segunda viagem missionária pela Síria (51 d. o número dos generais foi reduzido de sete para quatro. senão que ao tempo das conquists romanas eram montanheses bastante selvagens. atravessou o Mar Egetu e penetrou no continente europeu pela Macedônia. Segundo Romanos 15. surgiram dissensões entre os generais. 8.19 esta foi a reigão mais distante na direção norte a que chegou Paulo com a mensagem do evangelho. seu filho. Todos os membros da família de Alexandre foram afastados do poder. O apóstolo Paulo. ao norte com os Montes balcânicos e aoste com partes de Trácia e Ilíaco.C. Muito pouco se sabe da história desta região e seus habitantes primitivos.

ficava ao sul da Espanha. os exércitos romanos invadiram a Síria.. Paulo pregou em Roma..18 Espanha Esta região fica no extremo ocidental do mundo antigo. banhada ao sul pelo Mar mediterrâeno e ao norte pelo Oceano Altântico. por reis. sucessivamente. tera para onde se dirigia o profeta Jonas quando entendeu desobedecer ao Senhor. em cujas margens fica a cidade de Roma. 2. em 63 a. Fortes perseguições foram desencadeadas ao tempo de Nero e de Domiciano contra os cristãos em toda parte.C. Rodes. o pequeno reino foi se estendendo até abranger toda a península. sendo governada. Ainda que o império fosse tolerante para com a religião dos povos conquistados.C.. Não obstante. entremeada de vales férteis com rios abundantes. 24 – 28. 2. Segundo alguns estudiosos. Paulo demonstrou o desejo de visitar a Espanha para ali pregar o evangelho. Esta região também foi palco de perseguições antrozes aos cristãos. governadores e procuradores. o Grande.. dos quais o principal é o Tibre. Mitilene. no princípio do quarto século da nossa era. mas quando Paulo escreveu a sua Carta aos Romanos.C. fazendo parte da chamada Península Ibérica.também a capital do vasto e poderoso Império Romano. Chipre. E região montanhosa. no ano 57 ou 58 d.Segundo Romanos 15. das quais as principais são: Creta. especialmente durante a Idade Média com o estabelecimento dos tristemente célebres tribuinais de inquisição.Patmos.C. já havia crents ali. Não se sabe quem teria levado o evangelho à Itália. já para com os cristãos – devido a sua agressividade aos ritos pagãos e o seu esforço de fazer adeptos – não o foi. Samotrácia e .19 Ilhas do Gentious ou Ilha do Mar É designação aplicada na Bíblia às ilhas do Mediterrâeno e Mar Egetu. na Ásia Menor e paultainamente foram submetendo outras regiões ao poder romano. Entre 61 e 63 d. afirma que o apóstolo havia chegado até a Espanha. escrito em 170 d. perto da atual Gibraltar.C. embora como prisioneiro. o cristianismo tornou-se a religião do Estado sob o governo de Constantino. a Palestina tornou-se tributária do Império Romano. fundada em 753 a. no sudoeste da Europa.C. Társis. estes continuaram a multiplicar-se e exercer a sua influência a tal ponto que. Assim. Em 190 a. E o chamado fragmento Muratori.

A península por sua natureza divide-se em duas parte: urna ao norte.O texto bíblico de Gên. Esta dupla nomenclatura é explicada por diversos modos pelos exploradoresorientalistas. ignora-se o local exato do pouso da arca. predominantemente deserta com leves elevações. 3. poucos conhecidas aos tempos bíblicos.000m de altitude cortadas por valesde dimensões variadas cobertos de algumas vegetações em certas épocas do ano. bem como de regiões mais remotas. na qual predomina a topografia montanhosa. Destas. Provavelmente a primeira é a melhor explicação. as cinco mais importantes são as seguintes: 3. de cerca de 2. embora apontem o mesmo bloco maciço (Gesenius) com duas elevações próximas – Sinais. na Península do Sinai. outra ao sul. É nesta região sul da península que se localiza o Monte Sinais.Tem cerca de 5000m de altitude. Portanto.500m de altitude e que fica mais ao sul e Horebe deve ter sido o nome do conjunto montanhoso e Sinai uma das elevações mais salientes (Hengstenberg e Robinson).2 Sinai ou Horebe Localizando no extremo sudoeste da Ásia . Dizem uns que as duas designações não se referem ao mesmo local.1 Arará Fica no sudoeste da Armênia e é célebre pelo encalhe da arca de Noé. de elevações entre 1. que tem forma triangular e que é banhada por dois braços do Mar Vermelho chamados golfo Suez e Golfo de Acaba. MONTANHAS Uma vez que vamo estudar separadamente – na Parte II deste livro – a geografia da Palestina.000 e 2. ficando este do lado oriental da península e aquele do lado ocidental. também chamado Horebe.talvez Malta e Sicília. embora a tradição aponte a montanha mais lata da região como tal e cujo nome é Arará. E ainda outros acham que Sinai era o nome mais antigo e Horebe o mais recente da mesma montanha (Ewald). 8:4 diz que a arca parou sobre “os montes de Arará”. No Monte Sinai Moisés . trataremos neste tópico das montanhas extrapalestínicas do Mundo Antigo relacionadas com a história bíblica. a mais alta. 3.

ao norte da Palestina. instrumentos musicais etc.300m. e do centro para o norte toma o nome de Vale do Orontes. cobertura de navios.365m). A sua extensão na direção norte-sul é de cerca de180 quilômetros e na direção oste-leste varia entre 20 e 20 em linha área. pouco mais para o norte é conhecido como o Vale de Mispá. Devido a sua altitude que atinge pouco mais de 3.recebeu a Lei. Hoje o Sinai é conhecido pelo nome de Jebel – Musa. No mesmo monte. Nas encostas dos Líbanos cresciamos famosos cedros e as esbeltas faias.4 Hermon Ete monte fica no exremo sul da cadeia dos Montes Ante-Libanos. que se estende por entre os contrafortes das duas cadeias. fica na parte ocidental da Síria. o profeta. 3. no limite sul da Síria e extrem norte da Palestina.. oscilando entre 2. por serem de grande duração. Os Montes Líbanos são frequentemente citados nas Escrituras. tambémconhecida como Monte Sirion e Monte Senir.O vale que separa as duas cadeias demontanhas toma nomes diferentes: ao sulé chamado Vale do Leontes.000m (os dados oferecidos pelos vários autores diverge consideravelmente quanto à altitude destemonte. mas vem do tempo da dominação grega e persiste até hoje.por onde correo rio do mesmo nome.750 e 3. Moisés teve a visaõ da sarça ardente – quando apascentava os rebanhos do seu sogro – e seis séculos depois Elias. que corre paralelamente à costa oriental do mediterrâneo. Ao tempo de Josué o vale era conhecido simplesmente como Vale do Líbano. assim. e apresenta-se em duas divisões: 1)Líbano e 2) Ante –Libano. A cadeia de montanhas que fica a oeste é conhecida como Líbano e a que fica a leste como Ante-Líbano. Era famoso pela sua fertilidade. que significa “monte de Moisés”.900 e 3. madeiras empregadas na construção do templo de Salomão.3 Líbanos A cordilheira dos Montes Líbanos. A altitude de ambas as cadeias varia entre 1. pois que serve de leito para o rio do mesno nome. originando-se. 3. palácios dos reis. teve a visão de Deus (Irs 19) emquelhe foi revelado que apesar da idolatria de Israel havia muitos joelhos em seu meio que não se haviam dobrado a Baal. Esta divisão não é conhecida nas Escrituras Sagradas. uns oucos anos antes. sua escassa vegetação (exceto . com a qual se firmou o pacto entre Deus e o povo de Israel. a nacionalidade hebraica com seus aspectos religioso e civil.

irmão de Moisés. Sua altitude varia entre 300 e 2. O Hermom tem um papel importante na formação do clima da região. qual um espelho. Isto é. 3. mas pertencendo ao mesmo sistema fica o Monte Hor. irmão de Jacó. Arábia. 4. Atualmente seu nome é Jebel-esh-Sheik. durante a peregrinação de Israel em demanda da terra prometida. Pelas numerosas ruínas de templos dedicados a Baal e outros deuses pagãos encontrados ao seu redor. embora a tradição aponte o Monte Tabor. Na encosta leste. Acreditase que a transfiguração de Jesus teve lugar em algum ponto da encosta sul deste monte. Nele morreu Arão. ficando no seu tríplice cume (formado por três elevações ou picos dispostos em triângulo) uma calota de gelo que reflete os raios solares. precipitando um orvalho denso em áreas mais próximas e chuvas abundantes em regiões próximas e distantes. uma serra de montanhas. que corre na direção norte-sul na região de Edom na Arábia ocidental (durante a dominação romana era denominada Arábia Petra). Na região central dos Montes Seir ficava a cidade-fortaleza Petra. Isto devido a baixa temperatura reinante em suas culminâncias. Seir. cataliza as correntes de ar quente e úmido vindas do Mediterrâneo. “O Monte chefe”. RIOS . Principalmente na Palestina. na Galiléia. pode-se concluir que em tempos antigos o Hermom foi de fato um monte sagrado. À medida que avança o verão. Durante o inverno. um pouco afastado da serra. podendo ser avistado de muitas partes da Palestina. a distância enorme.000 metros. como era o significado do seu nome. entre o sul do Mar Morto e o extremo norte do Golfo de Acaba. Na realidade Seir não é um monte isolado e sim. Síria. provavelmente na parte norte. este nome se reveste de uma imponência majestosa. Fenícia e Mediterrâneo. habitava Esaú. posto militar grardião das fronteiras meridionais do Império Romano.5. também conhecida como Selá.nas encostas inferiores onde a vegetação é extremamente rica) e sua cobertura permanente de neve e gelo. o enorme véu da neve baixa até cerca de 1500m. formando fios de Água e riachos que descem pelas encostas e regam as partes inferiores do monte e os vales. Nas montanhas de Seir. a neve vai derretendo.

Daí o caráter que o povo atribuía ao rio. notadamente na região do Delta. a ilha Elefantina também era o posto militar mais avançado do governo egípcio na direção sul. oferecendo novos dados sobre a dispersão dos judeus pelo mundo então. corre na direção sudeste do lado oriental da Mesopotâmia até juntar-se com o Eufrates cerca de 160 quilômetros antes do golfo Pérsico. Nilo Branco e Nilo Azul e seus afluentes. Além de ser o ponto final da rota comercial.Na vasta área do Mundo Antigo. Provas iguais nos oferecem as ruínas da cidade de Siene (moderna Assuã). Resp. suplementando. a narrativa bíblica ao assunto. segundo os dados oferecidos pelos diversos autores. antigamente chamada Yeb. levando para o Egito aluvião fertilizantes das vertentes das montanhas. o percurso total do Tigre varia entra 1. por onde se estendem os seus dois braços chamados. A parte navegavel ia até a Ilha Elefantina.11 4. podemos considerar quatro rios importantes: Nilo. o Nilo é o primeiro rio do continente africano e o segundo do mundo. nascendo nas montanhas da Armênia. Eufrates e Jordão. denominado Delta. pois as escavações nela efetuadas mostram vestígios de fortificações que abrigavam guarnições militares.1. formado pelos três braços ( que antigamente eram sete).300 quilômetros.780 e 2. referida em Ez 29. O Nilo corre na direção sul-norte através do Egito desagregando no Mediterrâneo através de um vasto estuário de 25 quilômetros de largura. O transbordamento do Nilo nos regiões áridas do Egito e conseqüente abundância das colheitas. era considerado pelos egípcios obra dos deuses.500 quilômetros de comprimento.. assim. As chuvas produzidas pelas nuvens formadas sobre o Oceano Índico e levadas pelos ventos sobre as cordilheiras da África Oriental e Equatorial faziam transbordar o Nilo a seus afluentes. junto da primeira catarata. Na mesma ilha ainda foram encontradas ruínas de uma colônia judaica e documentos em grande quantidade que relatam acontecimentos entre 400 e 525 a. Nilo De cerca de 6. Nos tempos remotos ele desaguava . 4. Há mais cinco outras cataratas no Alto Nilo que não permitem a navegação. 1. Tigre. E Hebr.10. tendo suas nascentes na região dos grandes lagos da África Equatorial. Devido à mudança do leito do rio através dos tempos – quer pelos meios naturais (inundações).2 Tigre ou Hidequel (Gr. C. quer pelos artificiais (canalização) – e também preferência de suas diversas nascentes. que fica em frente à ilha.145 quilômetros ao sul de Cairo.) Este é o rio que.

pouquíssimas são as referências bíblicas ao Tigre.Hoje cerca de 160 quilômetros ao norte do referido golfa junta-se com o rio Tigre e daí em diante é chamado Shat-elArab. Em sua margem esquerda. também chamada Caldéia. chegando a uma distância de apenas 93 quilômetros do Mediterrâneo. C. As suas nascentes acham-se no maciço montanhosos na Armênia. 4. Na época da maior glória do domínio hebreu. cuja história começa no terceiro milênio a.3.Seu percurso totaliza cerca de 340 quilômetros e atravessa dois lagos: A)Meron e B)Galiléia. Também constituía o limite ocidental da Mesopotâmia. desaguando no Mar Morto. O curso total do rio também varia entre 2. De início o rio corre para o ocidente. tornando assim o vale da Mesopotâmia estgremamente fértil. Todos os dois rios depositam uma faixa de terra no fundo do Golfo Pérsico fazendo-o recuar.A peculiaridade do Jordão é que este é o único rio do mundo cujo leito é inferior ao nível do mar. da terra santa inúmeras vezes referido nas escrituras sagradas. Calcula-se que desde os tempos de Abraão. o rio Eufrates era o seu limite nordeste. A depressão começa desde três quilometros ao sul das águas de Meron e continua cada vez . Aparentemente esta diferença se explica pelas mesmas razões citadas com referência ao comprimento do Rio Tigre.Também o Eufrates nos tempos antigos desaguava diretamente no Golfo Pérsico. Jordão Este é o rio. Eufrates Também conhecido como “Grande Rio”. ou BaixaMesopotâmia.. o Golfo Pérsico tenha cerca de 250 quilômetros.880 e 3. na altura do seu terço superior. foi construído pelos antigos um sistema de canais. Devido à diferença de nível do Eufrates e do Tigre. segundo diversos autores. mas. especialmente na região sul. Depois toma a direção sudeste.diretamente no Golfo Pérsico. ficam as ruínas da antiquíssima cidade de Nínive. devido ao aluvião formado na Baixa-Mesopotâmia. quando a sua cidade (Ur dos Caldeus) era porto marítimo. fica a cidade de Bagdá. atravessando a célebre cidade de Babilônia a cerca de 140 quilômetros de seu estuário. hoje despeja suas águas no Eufrates. na margem direita.É formado por várias nascentes nas encostas noroeste e oeste do Monte Hermom. que daí pra frente recebe o nome de Shat-el-Arab. e no seu terço inferior. 4.4. Fora os primeiros capítulos de Gênesis.330 quilômetros.

que alguns identificam como o de Etam (Ex 13. Os israelitas peregrinaram 40 anos em desertos deste tipo. e isto em virtude das peregrinações dos patriarcas e do povo de Israel. o grande guia do povo de Deus.(Ex 15. A idéia de deserto entre os antigos Judeus abrangia três aspectos distintos. Há outros três grandes rios no Mundo Antigo. O Grupo do Oeste. O primeiro correndo no seu último trecho pelo limite norte de Canaã e o segundo banhando a cidade de Antioquia – e Tibre. a saber: Yeshimon – deserto absoluto. Aqui abordaremos os desertos extrapalestínicos. 1) Shur. o Jordão será apreciado com mais detalhes). sendo a mais profunda do globo terrestre.mais acentuadas até chegar a 426m no Mar Morto. que se efetuou especialmente nos desertos do Êxodo. relacionados com a Bíblia podem ser divididos em dois grupos. na Itália. na época chuvosa do ano transformava-se em campo viçoso procurado pelos pastores para pastagem de seus rebanhos. Midbar ou Arabah deserto com certas possibilidades de vida animal e vegetal que. Os desertos extrapalestínicos da Palestina. cuja profundidade chega a 400m. os palestinicos veremos quando tratamos da geografia da palestina. desértico. Alguns identificam como o de Etã (Ex 13. abrange toda a parte sul da península.20). tendo a linha do Mar Morto-Golfo de Ácaba como divisória: 5. bem como da formação de Moisés.2). Heraboth – lugar devastado. DESERTOS Na bíblia encontramos várias referencias a desertos. onde não há possibilidade de sobrevivência animal ou vegetal.2). porém sem importância para a Geografia Bíblica. Portanto. 2) Sin. na Síria. em cuja margem esquerda fica a cidade de Roma. estende-se pelo noroeste da península do Sinai. 3) Sinai.1. (Mais adiante. 5. São eles: Leontes e Orontes. quando tratarmos dos rios da Palestina. trata-se de uma depressão de 826m. É o caso de cidades destruídas pela guerra. ao largo da fronteira nordeste do Egito e costa oriental do Mar vermelho (Golfo de Suez). que é o prolongamento do anterior na direção sul da costa oriental do mesmo mar. bem como a parte oriental da mesma até . incluindo o monte Sinai. em conseqüência de destruição. abrangendo o terço médio da mesma.

em estilo de fortaleza muito resistente. CIDADES O estudo das cidades do mundo antigo requer que as dividamos em dois grupos: a) grupo extrapalestínico e b) o grupo palestino. descrevendo a célebre cidade de Babilônia. 5) Cades. Davis. Segundo o Dicionário da Bíblia. 2) Moabe. pequena área que fica ao norte do parã e leste de Shur. Junto delas. de John D. são desertos de pouquíssima importância histórica e que são mencionadas apenas acidentalmente. ou seja. 1) Indumeu. cuja localização é desconhecida. fica a sudeste do Mar Morto. A altura desses muros variava de acordo com a importância e o tamanho da cidade. ou 112 metros”. 5) Beser. As portas eram poucas em cidades menores e numerosas em maiores. igualmente a sua largura. de forma retangular. Este é um pequeno deserto em torno da cidade de Berseba o marco meridional da Terra Santa. ou Cades-Barneia. cobre todo o centro da península. 5. em praças ou largos. também conhecido pelo nome de Negeb. 4) Parã. A esta altura do nosso estudo vamos focalizar as do primeiro grupo. Quanto ao planejamento das cidades antigas. a nordeste do mesmo mar. Porém antes façamos uma descrição geral das cidades bíblicas. 3) Quedemote. Estes dois últimos desertos constituíam o limite sul da Palestina. 7. 5. 4) Diblat. O Grupo Leste.1 Descrição Geral Entende-se por cidades bíblicas aquelas que de alguma forma são relacionadas com a história bíblica. A expressão “de Dã a Berseba” era maneira de definir a extensão norte-sul do território Palestino. faziam-se feiras livres e outras . o elementos fundamental era o muro protetor queabrigava a cidade dos ataques dos inimigos. ainda que não mencionadas especificamente. 6) Zim. deslocandose um pouco para nordeste da mesma. que correspondente a 20 metros e a altura de 200 cúbitos reais. ao norte de Moabe. fica a leste do Cades. Sobre os muros do palácio e da cidade haviam torres e vigias permanentes. o grande historiador Heródoto. Berseba.o fundo do Golfo de Ácaba. localizado geralmente bem no centro. 6.2. diz queos seus muros tinham “a espessura de 50 cúbitos reais. A parte principal no interior da cidade era o palácio real. extrapalestínico.

transações comerciais. Quanto a importância. eram construídas sobre montes ou elevações onde a posição contribuía para a sua defesa. As ruas das cidades antigas eram estreitas e geralmente escuras. Ao passo que as casas dos pobres eram simples. com poucas divisões e mobiliário modesto. porém. seus jardins bem tratados.Na Babilônia. junto a alguns oásis ou poços. Havia. tendo sido construídas em lugares estratégicos ou passagens obrigatórias que davam acesso às regiões menos defensáveis. e em lugares férteis. Em algumas cidades a praça central. ou seja. tijolos de barro secados ao sol ou queimados. vasos etc. o material empregado na construção das cidades dependia do predominante na região. numerosas cidades em vastas regiões planas. junto do palácio real. embora fosse usado também o tijolo de barro. por onde os exércitos dos inimibos do leste obrigatoriamente tentariam invadir a terra de Canaã pelo sudeste. constituindo. ainda que a pedra fosse mais comum. é que seriva para todos estesfins. devido às pontes que ligavam as casas de ambos os lados. pela sua importância e relação com os hebreus e com o cristianismo primivito. geralmente. Entre estas pode-se mencionar Jericó junto do vau (passagem rasa) do Jordão. Na Palestina também os dois elementos eram comuns nas construções das cidades. bem como as assembléia dos cidadãos e os julgamentos. A não ser em cidades grandes. a exibição do poderio econômico. as seguintes: . suas piscinas e objetos de ornamentação. As residências dos ricos eram geralmente miniaturas de paláciao real. A localização das cidades geralmente obedecia às conveniências da população. Em primeiro lugar. com as suas peças amplas. constituíam as cidades militares para obstar a invasão dos inimigos. Já no Egitoera a pedra o material principal. As casas e o mobiliário variavam de acordo com as posses dos proprietários. predominava o barro. como colunetas. Cidades Principais do Grupo Extrapalestínico Destacam-se neste grupo. muitas delas. as cidades eram duplamente notáveis. Assim. eram muito úmidas e sujas devido ao lixo das casas que era despejado nelas. as ruas não obedeciam a qualquer planejamento. por exemplo. porque constituíam o refúgio das populações rurais ou agrícolas. estatuetas. junto de nascentes de águas. Estas. abandonavam os seus campos e recolhiam-se nas cidades ao abrigo de suas muralhas. em tempo de guerra. Em segundo lugar.

teria sido edificada por Menes. Através dos séculos tem sido a Capital da Síria. 4.17). Babilônia e Roma (via Éfeso. 2. no planalto oriental do Ante-Libano. segundo Heródoto. Conforme a tradição. Ficava a margem oriental do Tigre superior. Situada ao sul da Babilônia ou caldeia. Segundo Jonas 3. A cidade mais importante do Egito sentetorial que. É citada frequentemente nas Escrituras Sagradas em que as referências vão desde os dias das peregrinações de Abraão (Gn 14) até o tempo do apóstolo São Paulo (Gl 1. agrícola e comercial de grande importância. porto marítimo. Ur. Notável Por se constituir centro estratégico para o comércio do mundo antigo. Damasco.11 foi uma das cidades mais antigas da Assíria. Nas escavações arqueológicas de Ur temos as mais antigas evidencias da cultura sumeriana. Foi tomada pelos babilônios em 612 A. 3. 50 quilômetros ao norte da confluência do rio zabe com aquele.13). localizada ao sul da Síria. Com a mudança do leito do rio Eufrates e ascendência da cidade de Babilônia que ficava a 25 quilômetros de Babilônia ao norte. Segundo Gênesis 10.3.Geralmente os hebreus e outros estrangeiros nas suas condiçõesincluíam as cidades vizinhas que confinavam com Ninive como seus subúrbios. por se tratar de um ponto de entroncamento das estradas que culminavam Egito e Arábia com Assíria. segundo as escavações arqueológicas (o Golfo Pérsico antigamente ia até Ur). na Ásia Menor). primeiro rei do Egito mencionado na historia. localizada na margem ocidental do Nilo.Dois dos livros proféticos do antigo testamento tem Nínive por objetivo: Jonas e Naum. Damasco teve por fundador Uz. Segundo os historiadores “a cidade viva mais antiga da terra”.1. neto de Sem. Menfis. centro industrial. que habitava aquelas regiões (provavelmente o cenário da historia de Jô). Os hebreus a conheciam pelo nome de Nofe (Is 19.C. Ninive. levava-se três dias para percorer (atravessar?) a cidade. hoje chamada Mugheir (perto das escavações da antiga Ur). Os judeus que permaneceram na . cerca de 20 quilômetros ao sul de Cairo capital do Egito. As pirâmides egípcias mais famosas ficam perto desta cidade. Cidade natural do patriarca Abraão. antidiluviana. terminando assim a sua glória. Tornou-se a capital do mundo no período áureo do império Assírio. foi perdendo a sua importância.

século 6 A. ponto de convergência dos caminhos da Assíria. pelo que se pode concluir de alguns dados arqueológicos. 7.As suas origens pré-históricas remontam aos dias de Nimrode (Gn 10. Hoje no localda antiga capital do Baixo Egito achamse duas aldeias. era cidade marítima. Entretanto. ou seja. no planalto sentetorial da Mesopotâmia. mais tarde fugiram para o Egito e se estabeleceram em Menfis (Nofe) e mais outros pontos daquele país (Jr 44. 51:58. historiador grego .citado por J. Babilônia. Arã. Esta cidade foi edificada sobre as duas margens do rio Eufrates. Conforme Jeremias .Palestina. conforme provam as escavações em suas ruinas que hoje ficam a cerca de 250 quilômetros do fundo do Golfo Pérsico) A época de seu maior esplendor foi o tempo do rei Nabucodonosor. onde permaneceram por algum tempo Terá e seu filhos depois de deixarem Ur.portanto nos dias do profeta Daniel. ou Padã-arã. terminou os seus dias em 323 a . pois que Ur. Babilônia. A antiga e bela capital do famoso império babilônico.1). depois da destruição de Jerusalém pelo rei babilônio Nabucodonozor.. Davis em seu Dicionário da Bíblia . Poucas informações temos desta cidade. Foi na cidade de Babilônia que Alexandre. tratava-se de um importante centro militar e comercial. cerca de 500 quilômetros a noroeste do Golfo Pérsico (250 quilômetros ao tempo de Abraão. É certo que ficava na região chamada Arã-naaraim. Egito (via Palestina) e Síria. 6. notável pelos seus maravilhosos palácios.quando o povo de Judá foi levado cativo para aquela região. D. Segundo Heródoto. construídas de tijolos com argamassa de betume com 250 torres e 100 portões de cobre. Jerusalém: (Ver estudo adiante sobre cidades principais do Grupo Palestino) . C. jardins suspensos. 5. em torno do local da torre de Babel.10). cidade do Patriarca.C. o Grande. Ásia Menor.as muralhas que cercavam a “cidade maravilhosa” do mundo antigo eram duplas e tinham cerca de 28 metros de largura e até 112 metros de altura e 96 quilômetros de extensão. muralhas quase inexpugnáveis etc. podemos imaginar o que eram os muros de Babilônia.

é freqüentemente referida na Bíblia.3) onde tinha amigos 10 Atenas. pelos conquistadores. transferindo-se mais tarde para uma ilha próxima a fim de resistir melhor aos constantes ataques dos inimigos. Foram eles que fundaram Cartago. distante ceca de nove quilómetros do Mar Pireu. sua fundação remonta a 2750 a. 21 – 31). Hoje seu nome é Saida.C. Este é o nome da capital da Ática. C. As As referencias . Foi arrasada. Tiro.C. que em 1834 tornou-se a capital de todo reino da Grécia. (At 27. O nome moderno desta cidade é Sur. Atenas era celebre como centro da ciência. os sidonios.C. manteve estreita amizade com Israel. Paulo tocou em Tiro no final de sua terceira viagem missionária. o rei de Tiro. Etbaal. quando de sua viagem a Roma. tomou a ilha de Tiro em 332 a. da literatura e das artes do mundo antigo.C. A importância desta cidade foi tão grande que os historiadores da antiguidade freqüentemente referiam-se aos sidonios como sinônimo de fenícios. É mencionada muitas vezes nas Escrituras Sagradas. era pai de Jezabel. Segundo pode-se concluir das referências biblícas. foi sepultado na basílica cristã de Tiro. e reconstruída. Paulo atracou neste porto. fundada em 1156 a. não mantiveram as mesmas relações com os hebreus como os de Tiro. Cidade antiga e muito importante da Fenícia. onde havia um grupo de cristãos. parece. um dos estados da Grécia.. Um dos reis sidonios. Foram as cidades fenícias Tiro e Sidom as únicas em território estrangeiro que Jesus vistiou durante o seu ministério terreno (Mt 15. muitas vezes.Orígenes. um dos notáveis pais das Igreja Cristã. que morreuem 254 d. Foram os Tírios navegantes e comerciantes famosos. Sidon. cerca de 30 quilômetros ao norte de Tiro. ajudando comsua madeira e artíficesa construir os palácios e o templo (2Cr 2. Ao tempo de Davi e Salomão. Outra cidade importante e muito antiga da Fenícia. rei de Israel.1 – 16). 9. Hirão.. porto marítimo do Mediterrâneo. que mantinham relações com regiões as mais distantes. no século 9 a.8. De início a cidade foi edificada sobre um pequeno promontório. a terrível mulher de Acabe. tendo construído um molhe através do estreito que a separava do continente. depois de sete meses de cerco. sendo seu porto comercial mais próximo Falero. Conforme relatos de escritores e historiadores antigos (Hérodoto e outros). atraindo inúmeros estudantes de todas as regiões. na África setentrional. Mas Alexandre. tanto no Antingo quanto no Novo Testamento. o Grande.

ficou ali durante dois anos e três meses (At 19.. localizada na margem direita do rio cayster. Seu magnífico templo consagrado à deusa Diana (Ártemis dos gregos). na costa ocidental da península. realizando o seu maior trabalho missionário. aos Filipenses.C. 1 Ts 3. Paulo esteve preso em Roma durante dois anos e dali escreveu quatro epistolas: aos Éfesios. reconhecendo a importância estratégica de Éfeso. 12 Roma. aos Colossences e a Filemom.bíblicas a esta cidade são todas elas relacionadas com a obra missionária de Paulo (At 17. A cidade mais importante da costa ocidental da Ásia Menor. Famosa por ter sido a capital política e cultural do mundo por vários séculos.1). 8 – 10) entre os anos 54 e 57 d.C. Paulo. cerca de 18 quilômetros da desembocadura deste com o mar Egeu. na província de Lídia. é 753 a. Ao tempo do apóstolo Paulo a “Cidade Eterna” como é chamada já possuía cerca de 1 milhão de habitantes.. A data de fundação. 15 – 18. seu teatro com capacidade para 25 mil pessoas assentadase seu hipódromo eram de fama mundial. universalmente aceita. 1.C. . 11 Éfeso. Cidade das mais antigas da península itálica. na margem esquerda do rio Tibre. a capital da Ásia Proncosular e o entrocamento das duas estradas mais importantes (leste – oeste e norte – sul) da grande península ao tempo dos romanos. edificada sobre sete colinas. que levou 220 anos para ser construído e tinha 55m de largura por 122 m de comprimento. cuja origem remonta ao século 11 a. Era a um só tempo o porto mais importante do Egeu oriental. a 24 quilômetros da desembocadura deste no mar Tirreno.

( o grande divisor natural de regiões do antigo Oriente) e cujo descendentes vieram a torna-se donos da terra. Canaã e sua decendência.4.PARTE II A PALESTINA 1. tanto no Antigo Testamento. bem como tem sofrido alterações quanto à sua extensão. pois os amorreus são descendentes dos cananeus. ou do além". alusão à circunstância de que Abraão veio de um país situado do outro lado do Rio Eufrates.1. 1. Provavelmente.2 Terra dos Amorreus. nomes diferentes. Literalmente significa “habitante de terras baixas”. Esta designação ocorre com freqüencia no Antigo Testamento e significa "terra pertencente aos descendentes de Jacó" a quem o Senhor colocou o nome e .1. Canaã ou Terra de Canaã É o nome mais antigo por se tratar da terra habitada pelo neto de Noé.1. termo que significa "o do outro lado. e outros a Haber ou Habirú. através dos tempos. como nos escritos profanos. GOEGRAFIA FÍSICA DA PELESTINA 1.Terra dos Hebreus. designado assim. designa a mesma região territorial conhecida como Canaã.1. patriarca importante de quem descende Abraão.1 Nomes A região que nós conhecemos pelo termo Palestino tem recebido. É outro nome antigo que.1. Nome cuja origem uns atribuem a Éber. a preferência dos descendentes de Canaã pelas planícies. 1. De muitas passagens bíblicas depreende-se que este era o nome para designar o território entre o Mediterrâneo e o rio Jordão. 1. 1. Terra de Israel ou Terra dos Israelitas.3.

banhada pelo Mar Mediterrâneo (extremo leste) em toda a extensão do seu limite ocidental. 1.8. A princípio este nome se referia somente à área que.2. Terra da Promessa ou Terra Prometida. assim formando o Reino de Judá. na distribuição da terra de Canaã. Posteriormente figuras como Plinio e Josefo passaram a chamar por este nome toda a região de Canaã. ao largo do Mar Mediterrâneo até o Egito. Terra de Judá ou Judéia. 1. nesta designação incluía-se também a área pertencente à tribo de Benjamim. particularmente do nascimento. Na Bíblia este nome é dado a uma faixa de terra a sudoeste de Canaã. Quando o povo de Deus voltou do cativeiro babilônico e reorganizou a sua vida nacional.de cujos doze filhos formaram-se as doze tribos que constituíram o povo de Israel. ministério e sacrifício do Filho de Deus em favor dos homens. 1.1. a 30º latitude norte. quando de sua chamada. É o nome dado a terra de Canaã por causa da promessa de Deus feita a Abraão. É a designação dada pelo profeta Zacarias em (2:12) e pelos cristãos desde a Idade Media.6. 1. (Gênesis 12:1-4). a terra habitada pelos filisteus. Após o cisma.1.e na qual Deus estabeleceu o seu servo e sua descendência. Palestina Este nome deriva-se do termo Filístia. após a conquista. Localização Localizada no continente asíatico.este nome aplicava-se apenas ao Reino do Norte.7. mais ou . este nome passou a ser usado para designar todo o território comprometido na benção de Jacó ( Gênesis 49:8-12) e seus habitantes foram chamados de "judeus". tocou por sorte à tribo de Judá. Palestina era o nome mais usado.ou seja. por ter sido aquela terra palco de maravilhas divinas. Depois da divisão do reino de Israel.1. Desde os tempos do domínio romano até os dias que precederam a fundação do moderno Estado de Israel.1. 1.5.Terra Santa.

(desrto arábico). 1.3. Entretanti em termos médios. ao Leste – com partes da Síria e partes da Arábia.ora sendo mais reduzidas. a Transjordania. bem como entre o Norte e o Sul. ao Sul – com Arábia. Como nos dias dos reis Davi e Salomão.menos equidistante dos pontos principais do Mundo Antigo. ficava na rota obrigatória do trafego entre o Oriente e o Ocidente. 4 Planalto Oriental. 1. quando foi invadida pelos reinos ao seu redor. as devastações sofridas pela Palestina em repetidas ocasiões durante a sua história. a Oeste – com o mar Mediterrâneo.1 Planícies . Limites A Palestina limita-se: ao norte com a Síria e Fenícia. Superfície A superfície da Palestina variou consideravelmente no decorrer dos tempos. e do ponto de vista político. ou zona montanhosa de Galaad. 3 Vale do Jordão.5 Topografia De um modo geral os geógrafos modernos costumam dividir a Palestina em quatro secções longitudinais: 1 Planice da costa do Mediterrâneo. sendo o seu comprimento em direção do norte para o sul . Para um estudo mais detalhado da topografia da Palestina vamos seguir o esquema a baixo: 1. a Palestina constituía-se num centro de gravidade para mundo e as civilizações da antiguidade. Do ponto de vista comercial. havendo épocas em que eles sofriam algumas modificações resultantes das conquistas ou perdas nas lutas com as nações vizinhas.4. a Palestina era um pouco maior que o Estado de Sergipe.5. 2 Região montanhosa central. Naturalmente estes são os limites médios ou prevalecentes da história política da Palestina.de aproximadamente 250 quilômetros e largura media de 120 quilômetros. 1. Comparando com as superfícies dos estados brasileiros. ora sendo mais extensa. podemos dizer que a sua superfície é de cerca de 30 mil quilômetros quadrados. quando pela conquista anexaram-se vários territórios vizinhos. igualmente passagem inevitável dos exércitos conquistados das grandes portências ao seu redor.

(2) Planície de Sarom – Região compreendida entre o monte Carmelo e a cidade de Jope. Devido a sua posição estratégica. Confluência de três vales. Jesreel. ao sul da Fenícia e que se estende até o Monte Carmelo. dos quais o central. também chamada de Armargedon – Embora possa também ser classificada como vale. como ao vale que toma a direção leste. (5) Planície de Jesreel ou Esdralon. fortemente muradas. cujo o nível é ligeiramente mais elevado que a da planície da Filistia. a planície que traz este nome é considerada a maior da Palestina e a mais famosa. eram: Gaza. Esta planície é particularmente conhecida pelos famosos lírios e outras variedades de flores. (4) Planície de Sefelá – Região situada entre a planície da Filístia e as montanhas de Judá ao oriente. via de comunicação natural entre Damasco e Mediterrâneo. bordejando a Baía do Acre. alargando-se na direção das montanhas da região central à medida que avança para o sul. produzindo em abundância cereais e frutas. junto da costa sul. que foi a capital do Reino do Norte ao tempo de Acabe e Jezabel. No ângulo suleste da planície fica o local da antiga e importante cidade fortificada de Jesreel.(1) Planície do Acre ou Aco – região do extremo noroeste da costa palestínica. Azoto. Ascalom e Gate. semeada de colinas baixas e muito fértil. entre Jope e Gaza. Região muito fértil. alargando-se para o noroeste até as fraldas do Monte Carmelo e sul dos Montes Líbanos. Eram as fortalezas da planície. As cinco cidades principais dos filisteus. Ecron. pela sua extensão e aspecto do conjunto é preferível qualificá-la de planície. com cerca de 75 quilômetros de comprimento por 25 de largura. no sudeste da Palestina. é o mais importante. Está situada entre os montes da Galileia e os de Samaria. De modo que a cidade empresta o seu nome tanto a planície que se estende para o noroeste da mesma. (3) Planície da Filístia ou marítima– A faixa de terra habitada pelos filisteus. Para o leste desta cidade desce o Vale de Jesreel até atingir o Jordão na altura de Bete-Sea. produzindo principalmente trigo. uva e oliva. ou seja. a planície foi palco de inúmeras batalhas desde os dias de .

Não se deve confundir este vale com a planice do mesmo nome. e termina no vale do Jordão na altura de Bete-Seã. O rio Quison (Kishoi) atravessa a planície longitudinalmente. Po este vale corre o célebre rio Jordão. Existem outras planícies menores espalhadas pelo interior da Palestina. e tornando a estreitar-se pouco antes do Mar Morto. no seu ponto final. . ao sul de Jericó. (Ap 16.16). alargando-se para 3 quilômetros logo a baixo do Mar da Galileia. cerca de 100 metros. (3) Vale de Açor. O nome profético desta planície . que serpenteia pelo mesmo. Este fica entre as terras de Judá e Benjamim. desembocando no Mediterrâneo ao norte do Monte Carmelo. numa distância de 215 quilômetros em linha reta desde Hermom até o Mar Morto. no extremo sul. que significa “Montanha de Magedo ou Megido” é uma associação de fundo histórico com sangrentas batalhas ocorridas perto da cidade de Megido. a de Moabe.2. confusão que ocorre frequentemente pelo fato de alguns autores chamarem a planície também pelo nome de Vale deEsdraelon. a de Dotam. a de Genezaré etc 1. para caracterizar as futuras dores e os triunfos do povo de Deus. Situa-se na região de Sefel. ao sul da planície. (4) Vale de Aijalom.5. No seu ponto inicial é muito estreito. aqui vamos enumerar e localizar os principais: (1) Vale do Jordão. chegando a 15 quilômetros na região de Jericó. Este é o maior vale da Palestina. que lhe empresta o nome. corta o país longitudinalmente até o Mar Morto.Vales A Palestina é terra de muitos vales. 426 metros a baixo do nível do Mar Mediterrâneo. (2) Vale de Jesreel.Armargedon. a 24 quilômetros a nordeste de Jerusalém. onde se deu a vitoriosa batalha de Josué com os amorreus quando o sol . O vale de Jesreel tem o seu começo nas cabeceiras do ribeiro de Jalud. como a de Jericó. na época dos Juízes. no extremo norte. no qual se deu o apedrejamento e queima de Acã e toda a sua família.Gideão. É o vale que chega a maior profundidade de toda a face da terra. de leste a oeste. começando ao sapé do monte Hermom.

que é como a continuação dos Montes Líbanos. é o vale mais largo dos três “wadis” que desembocam na planice de Moabe a nordeste do Mar Morto. especialmente a pare do sul do mesmo. 1. que pode ser considerado como continuação do Ante – Líbano. foi deste vale que os espias levaram a Moisés um cacho de uvas tão pesado que foram preciso dois homens para transportá-lo.5. (1) Planalto Central – Subdivide-se em três seções:a. tudo faz crer que este é o valoe onde se encontra hoje o Mar Morto. tem cerca de 12 quilômetros de comprimento. queé a reigão da Galiléia ao norte. c) Planalto de Judá.3 Planaltos Dois sãoos planaltos gerais da Palestina: O Planalto Central. desde o sul do Montem Hermon até o vale por onde corre o rio Yarmuque. (8) Vale de Siquém. Segundo Números 13. (5) Vale de Escol. Planalto de Basã ou Auran. que corre pelo centro do país na direção nortesul. Planalto de Naftali. Outros vales menores serão mencionados mais adiante em relação a diversos acidentes geográficos. e o Planalto Oriental. A altitude de ambos varia entre 650 e 1. a região de Samária ao centro. Fica a cerca de 30 quilômetros a sudeste de Jerusalém. famoso pela sua fertilidade especialmente a dos vinhedos. Situado no centro de Canaã. a oeste de Hebrom. É a região mais fértil para o plantio de trigo e . 22 – 27.300m. entre os montes Gerizim ao sul e Ebal ao norte. (7) Vale de Sidim. ao sul. Sua extensão mede-se em 18 quilômetros de comprimento na direção do Mediterrâneo. no qual se levanta a célebre cidade de Hebrom. também subdivide-se em três partes distintas: a. por 9 de largura. famoso pelo encontro de Jesus com a samaritana. entre Betel e Hebrom. estendendo-se na direção noroeste da cidade de Siquém. chamada atualmente Nablus. 3 – 10.parou sobre Gibeom e a lua sobre o vale de Aijalom. provável região de Sodoma e Gomorra. (6) Vale de Hebrom ou Manre. Neste vale está o poço de Jacó. b) Planalto de Efraim. (2) Planalto Oriental – Fica ao oriente do Jordão. Conforme Gênesis 14. em cujas cercanias fixou-se por longo tempo a família de Abraão. (9) Vale de Moabe. correndo na mesma direção do anterior.

em todos os sentidos. os de Efraim e os de Judá no Planalto Central. Os Montes de Naftali A expressão no singular.a leste da última parte do curso do Jordão e Mar Morto até o rio Arnon. mascomo qual o homem pode ter comunhão. 1. Neste temor parece que os hebreus expressavam a superioridade. por ocasião da conquista de Canaã por Israel. a elevação e a distancia entre a criatura e o Criador. abrangendo a alta e a baixa Galiléia. 1. também região de grande fertilidade. A. Também Deus geralmente falava aos líderes do pov onosmontes – assim falou a Moisés no Monte Sinais. Nas tradições mais recentes já se usa a expressão “região montanhosa de Naftali” da qual os quatro montes abaixo destacados são os mais importantes.Monte de Naftali –usada nas antigas traduções da Bíblia designa todo o conjunto montanhoso do norte ocidental da Palestina.coube às tribos de Aser.pastagem de gado. ocupando a área mais extensa. entre Yarmuque e Hesbom. Zebulo. Assim teremos os montes de Naftali. b. os montes de Basã. Isto certamente concorreu para a formação do conceito que eles tinham de Deus como estando. Planalto de Moabe. mais acessível a este.5. c. Daí nota-se um certo temor pelos montes. deu o nome a toda a região. As numerosas e variadas experiências religiosas e militares frequentemente estiveram relacionadas com os montes. o qual. Podemos dividir os montes da Palestina em dois grupos gerais: Os montes Palestínicos propriamente ditos e os montes transjordânicos. um Deus transcendente. os de Gileade e os de Moabe no Planalto Oriental. Issacar e Naftali.Neles este povo via a justiça e a grandeza de Deus reveladas na natureza. depois. a Elias no Monte Horebe etc. sendo que a última.4 MONTES É interessante notar a atitude dos hebreus para com os montes. Planalto de Gileade. Montes Palestínicos Propriamento Ditos O estudo dos montes obedeerá a subdivisão dos planaltos já estudados. Esta já é a região mais rochosa entrecortada de prados de exuberantes pastagens. acima do homem. . cortado pelo Jaboque.

Este fica a sudeste da planice de Jesreel e tem forma alongada. Cornos de hatim localiza-se a oeste do Mar da Galiléia. c) Monte Gilboa. Note-se que este monte ou serra forma . No segundo século da nossa era grandes teólogos pensaram que a transfiguração de Jesus se dera ali. julga-se ter sido ali o lugar onde Jesus reuniu os seus discípulos e proferiu o célebre Sermão do Monte. O ponto mais alto desta serra fica na extremidade sudeste –cerca de 575 metros – em cujas imediações havia um altar antigo. lugar do desafio lançado pelo profeta Elias aos profetasde Baal e consequente fracasso destes. Santa Helena. com ampla vista para o Mar da Galileia. pouco acima do sopé. formando.formando um promontório ao sul da Planície do Acre (Acho ou Ashet) e é a única parte do território da Palestinaque avança Mar Mediterrâneo adentro. transformou em três templos. ao norte. chegando a construir em seu topo marcos comemorativos do acontecimento. mas copada. medindo 13 por 5 a 8 quilômetros e altura de 543 metros. coberta de vegetação rearefeita.a) Monte Hatin. jardim” – isto provavelmente devido a proverbial fertilidade que nos tempos idos cobria vastas áreas de sua cobertura.onde se localiza a cidade de Haifa. outro para Moisés e outro para Elias. Na historia do Velho Testamento este monte tem significação importante devido às batalhas ocorridas junto ao mesmo. que mais tarde a mãe de Constantino. Inesquecível pela morte de Saul e seu filho Jõnatas na batalha contra os filisteus. como sejam: a de Baruque e Débora contra Sisera (z 4) e de Gideão contra os reis midianitas (Jzs 8). Na realidade o Carmelo é uma pequena cordilheira com cerca de 30 quilômetros de comprimento por 5 a 13 de largura que pende do Mediterrâneo para sudeste Palestina adentro. na parte nordeste da planície de Jesreel ou Esdraelon. Seu nome significa “campo fértil. razões fortes fizeram crer que a transfiguração teria ocorrido em alguma elevação do lado sul do monte Hermom. Ao lado norte do monte corre o rio Quison em cuja margem Elias mandou exterminar os profetas de Baal em fuga. Por se tratar de lugar pitoresco. É de pouca altitude .32. Seus flancos são íngremes e escarpados.Este é o único monte que se destaca do Planalto Central na direção oeste.cerca de 180m – tendo no lado oriental uma meseta. razão pela qual também é conhecido como “Monte das Bem-Aventuranças”. referido em Ireis 18.fazendo parte do pequeno conjunto chamado. porém. Posteriormente. d) Monte Carmelo. b) Monte Tabor: Com 615m de altitude. localiza-se também na Galiléia. um paraJesus. a Baía do Acre.

Dizem os que tem visitado o vale de Siquém que os dois montes de fato forma uma espécie de anfiteatro em que os efeitos acústicos permitem distinguir num dos montes e no vale a voz de uma pessoa que fala do outro nome. Uma delas é assinalada como “Gruta de Elias”. com um amém. Embora mais tarde. o templo fosse destruído por João Hircano. 6). o governador.5.C. respondendo. Jr 31. o Ebal. o Gerizim. Fica ao sul do vale de Siquém.. depois do cativeiro babilônico dos judeus.30 -34). os samaritanos. que hoje é um santuário muçulmano. situado ao norte de Nablus.1 – 13). reuniu seis tribos num monte e seis no outro. b) Monte Gerizim. bem como Monte de Israel e Monte (ou montes) de Samária (Js 20. É que. nos dias de Jesus ainda os samaritanos continuavam a celebrar o seu culto no alto do monte Gerizim (Jo 4). sob o governo de sambalá. também árido e escarpado. a meia tribo de Manassés e um pouco da de Benjamim. Os mais importantes destes montes são Ebal e Gerizim. respondendo o povo das seis tribos reunidas no Ebal com um amém. ficando a arca. 27. Possui uma história particular. para que de um dos montes. antiga Siquém. também conhecidos como o Monte da Maldição e o Monte da Benção. acima do vale (940m do Mediterrâneo).015m acima do nível do Mediterrâneo) e é árido e escarpado. em 129 a. por suavez. fossem lidas as bençãos para os que guardam a lei do Senhor.7. porque Josué. em algumas traduções mais antigas fala-se em singular – Monte de Naftali. Este era genro de Sambalá. como se deduz da conversa de Jesus com a mulher samaritana junto ao poço de Jacó que ficava a beira da estrada que passava pelo vale de Siquém.uma barrreira entre as planícies Esdraelom ao norte e Sarom ao sul. e destenome. com apenas 230m. . as tribos reunidas no Gerizim (Js 8. os sacerdotes. tem uma atitude de 300 m acima do vale (1. constituindo a Manassés sumo-sacerdote do mesmo. Também com referencia a esta região. e fora expulso do sacerdócio judaico de Jerusalém por ter esposado uma mulher estrangeira (Ne 13. conforme determinação de Moisés (Dt 11. fossem pronunciadas as maldições que viriam sobre os infiéis. a) Monte Ebal.29. os levitas e os anciãos no vale. apresentando em seus flancos inúmeras cavernas que pela sua conformação interna algumas parecem (algumas) ter sido habitadas. e) Monte de Efraim: É a região montanhosa que abrange principalmente a área que coube a tribo de Efraim.28). construíram um templo rival ao de Jerusalém.

devido a sua posição privilegiada. Até algumas décadas atrás discutia-se sobre Sião ou Ofel estava a antiga fortaleza dos jebuseus que. separado deste pelo Vale de Tiropeon.É um monte com cerca de 800m de altitude.. mais baixa era chamada Ofel. fazendo dela a capital do seu reino (2Sm 5. tendo Davi levado para Sião a arca. e daí por diante designava freqüentemente toda a cidade de Jerusalém.2. Monte de Judá. este nome deisgnava não propriamente um monte. o mais alto dos montes da cidade de Jerusalém. uma região. Trata-semais de uma série de elevações. sendo que a mais baixa. Salomão construiu nesse mesmo lugar o famoso tempo de Jerusalém (2Cr 3. o aspecto primitivo deste monte. que corre do norte para o sul no lado oriental do vale de Cedrom que o separa do monte Moriá. ou . com cerca de três quilômetros de comprimento. se prestava bem para a defesa da cidade de Jerusalém e que Davi. 6 – 10). ou ainda Montanhas de Judéia.9. em sua forma singular. É de forma alongada e pende na direção norte-sul. separada por vales formosos opor onde correm riachos com suas vertentes para o Mediterrâneo ou para o Mar Morto. “o nome Sião compreendia também o templo”. Os montes de Judá.Geralmente é aceito que foi neste monte que Abraão levantou um altar e preparou-se para sobre o mesmo sacrificar o Isaque. Mais tarde. Várias são as atitudes atribuídas a este monte. b) Monte Moriá. 10). c) Monte das Oliveiras. Quando a arca foi transferida para o templo que Salomão construiu no monte Moriá. e finalmente perder-se nos desertos de Zim e de Edom. Fica a leste de Sião. Hoje não há dúvida que a fortaleza achava-se sobre Ofel. tomou. desde 798 até 900m (parce que a primeira é a mais aceitável). Cerca de um milênio depois. sendoque a parte sul.As principais elevações que devemos considerar neste conjunto montanhoso são as da região de Jerusalém (ou Aglomerados de Jerusalém). foi profundamente alterado através dos séculos pelos aterros e edificações. principalmente no seu lado ocidental. seu único filho (Gn 22. elevando-se mais na região deJerusalém.C. A cordilheira apresenta quatro elevações distintas. a) Monte Sião . logoquesefez rei de todo o Israel.comandando os homens da tribos de Judá e Benjamin (em cujos termos achava-se a cidadela até então não conquistada). para elevar-se novamente nos arredores de Hebrom. Segundo Gênesis 22. Este monte faz parte de uma pequena cordilheira. a que fica defronte do monte . este monte passou a ser considerado monte sagrado. baixando-se depois na direção sul. mas sim.1). Todo o conjunto montanhoso que se estende ao sul dos montes de Efraim é denominado na Bíblia Montes de Judá.

80 de largura (Dt 3. Foi deste monte que Jesus. A tradição assinala como local onde Jesus foi tentado logo após seu batismo. limitado ao norte pelo Hermon. alguns deles passavam pelo seu cume. Na conquista.e cuja cama de ferro media cerca de 4 m de comprimento por 1. igualmente podem ser agrupados nas três regiões distintas em que se dividem as terras para o oriente do Jordão. b) Monte de Galaada ou Gileade. esta região coube a meia tribo de Manassés. 28-44). dividido ao meio pelo ribeiro de Jaboque. Na sua base ocidental fica o jardim de Getsemane e nos seus flancos há abundancia de oliveiras. 2. ao sul pelo Vale de Yarmuque e a oeste pelo Jordão e Mar da Galiléia. olhando para a cidade de Jerusalém. chorou sobre ela. pronunciando as palavras proféticas referentes à sua destruição (Lc 19. Vários eram os caminhos que rodeavam o monte. a) Monte de Basã. porém 320m acima de sua base.5 possa nos levar a aceitação do que diz a tradição. Na parte sul há uma montanha mais elevada. pois se encontra já na depressão do Vale do Jordão. Montes Tranjordânicos Estes também chamados Montes do Planalto Oriental (ou Montes de Galaada ou Gileade). Nos dias de Abraão esta parte da Transjordania era habitada pelo povo de gigantes chamados Refains. com apenas 98m acima do nível do Mediterrâneo. embora a inferência por Lucas 4. Betânia. cujo último rei foi Ogue .morto pelos israelitas ainda sob o comando de Moisés .15. tem 820 metros de altitude acima do nível do Mar. indo até a parte norte do Mar Morro. As escrituras não o identificam. É este o monte das Oliveiras propriamente dito. Jericó e outras partes do Oriente. Outro conjunto montanhoso.Moriá. a leste pelo deserto da Síria e parte do deserto da Arábia. Para este monte Jesus se dirigiu muitas vezes. levando os viajores para Betfagé. 120 metros acima do Cedrom e cerca de 60 metros sobre o platô do Templo no monte Moriá. d) Monte da tentação ou da quarentena. de forma levemente arredondada. Não se trata de uma certa elevação e sim de um largo e fértil conjunto montanhoso na parte norte. Planalto Oriental. ao sul de Yarmuque.11). É o monte a que se refere o Salmo 68. Fica cerca de 29 quilômetros a sudeste de Jerusalém. a qual os Arábes chamam .

36). lagos e rios. No tempo do Novo Testamento. quando era para ser amaldiçoado. Esta foi a terra de Elias. a saber.1). A cerca de 15 quilômetros ao leste da foz do Jordão e por trás da planice de Moabe.1).de Jeber Jilade. A linguagem bíblica parece que usa a designação Monte de Gileade com referência à região toda.Ainda que não se encontre na Bíblia uma expressão precisamente Montes de Moabe e sim “campo de Moabe” e “país de Moabe”. 25). com 800m de altitude. como era o desejo de Balaque. apontando este último como um pico daquele. 28 – 24. de onde Moisés contemplou a Terra da Promessa e onde morreu (Dt 34. rei de Moabe (Nm 23.6 Hidrografia A Hidrograma da Palestina pode ser dividida em três partes. Dt 2. Este monte fica pouco a nordeste de Nebo. Este Mar banha toda costa ocidental da Palestina. 24. chamado “montes de Abarim” com as seguintes elevações: a) Nebo ou Pisga (Dt 34. Do cume deste. Esta região coube à tribo de Gade por ocasião da conquista e foi o primeiro território conquistado pelos Israelitas (Nm 21. cujo rei era Seom. mares. Talvez este fosse o monte que deu nome a região toda. o fato é que a região ocupada por moabitas ao sul da Transjordânia e ao oriente do Mar Morto é bastante montanhosa. Também conhecido na Bíblia como o Mar Grande e “Mar Ocidental”. assim impedindo a aproximação de navios de . Balaão contemplou o acampamento de Israel na planície e o abençoou pela terceira vez.1-6). 1. esta parte da Transjordânia era conhecida como Peréia. destacando-se o conjunto mais próximos do Mar Morto. 1 Mares (1) Mar Mediterrâneo. b) Monte Peor. o grande profeta de Israel (IRs 17.5. É de pouca profundidade na costa palestina. entretanto não há certeza disto. até então dominado pelos amorreus. c) Montes de Moabe. Alguns autores fazem distinção entre os montes Nebo e Pisga. que é um conjunto de elevações da parte central do Planalto Oriental.

Também conhecido pelos nomes de Mar de Quinerete (Nm 31. Fica na foz do rio Jordão. II Rs 14. Por suas águas navegou o apóstolo Paulo mais de uma vez em suas viagens missionárias. “Mar Oriental”. É o segundo lago equilibrador das . medindo 76 quilômetros de comprimento na direção norte-sul e 17 quilômetros de largura. parece tiveram lugar no sul do Mar Morto. O seu nome atual.11). Mar Morto. Pausanias (grego) e Justino (romano). devido a esses arrecifes e os bancos de areia. 3) Mar da Galiléia . do ponto de vista político-militar. Asfaltite (Josefo). 2) Mar Morto – Também conhecido pelos nomes de “Mar Salgado”.maior calado mesmo dos tempos antigos. razão por que o Mediterrâneo não funcionava para Israel como caminho marítimo. É de forma ovalada. o Mediterrâneo constituía para a Palestina uma vasta defesa natural de sua fronteira ocidental. cidades que. foi lhe dado pelos geógrafos e historiadores antigos do século II da nossa era.1). Creata e Malta. Neste mar ficam as ilhas referidas na Bíblia. onde há um pequeno promontório com um alinha de arrecifes. Na verdade tratase de um lago de água doce formado pelo rio Jordão. hoje coberto por um pantanal betuminoso. Entretanto. Na parte sudeste (na altura do terço inferior) há um promontório ou península. chamada Lisã ou língua. Neste mar foi lançado o profeta Jonas quando fugia da missão recebida. entre os montes de Judá e os montes de Moabe. com cerca de 25% de salinidade. As suas costas são mais planas no lado ocidental e bastante acidentadas e escarpadas no lado oriental. As suas águas são as mais densas da superfície da terra. em razão das enormes jazidas de sal no sul e da excessiva evaporação. preferindo estes os portos fenícios.25. Mar do Arabá e Mar da Planície (Dt 3. Assim. mas. Jl 2. destinados à construção do templo de Salomão em Jerusalém. O único porto do Mediterrâneo de que se valiam os israelitas era Jope.1) e Lago de Genezaré (Lc 5.20. na mais profunda depressão do globo. as populações adjacentes o tem chamado de mar. “Mar de Ló. antes o isolava do mundo. das quais destacamos Chipre. era de pouca procura pelos navegantes. Por este mar foram levados os famosos cedros do Líbano para Jope. devido as suas dimensões avantajadas e temporais violentos que freqüentemente o agitam. Mar de Tiberíades (Jo 21. com seu nível a 426m abaixo do nível do Mediterrâneo e com 400m de profundidade máxima que se verifica na parte norte. O fato bíblico mais importante relacionado com este mar é a destruição de Sodma e Gomorra. devido ao aspecto triste e desolador que domina a região.17.

águas do Jordão. andando sobre o mar. e modernamente como lago de Hulé (nome árabe). como o Mar da Galiléia. pronunciando preciosos ensinamentos (Sermão do Monte) e aparecendo aos discípulos após a ressurreição. especialmente ao norte. É torrente que se manifesta somente na época das chuvas. enquanto do lado ocidental e na direção noroeste estendem-se planícies férteis com cidades importantes. Também era formado pelas águas do Jordão. Mede aproximadamente 24 quillômetros de comprimento por l4 de largura. e localizava-se a 20 quilômetros ao Rios Os rios Palestinícos são distribuídos em duas bacias hidrográficas: Bacia do Mediterrâneo e Bacia do Jordão. na direção do Mediterrâneo. As cidades das margens do Mar da Galiléia e as próprias praias e águas deste foram palco de acontecimentos importantes do ministério terreno de Jesus operando milagres. Corre a sudoeste dos termos de Asser. . As suas margens do lado oriental são montanhosas. Tiberíades e outras. Corazim. O clima da região. apaziguando a tempestade. Suas águas são claras e muito piscosas. trata-se de Sior Libnate referido em Josué 19. 2) Lagos Um único lago encontramos no território palestínico o Lago de Merom. como Cafarnaum. alimentando milhares com a multiplicação de pães.7). é muito agradável. Magdala. 1) Bacia do Mediterrâneo a) Belus – Segundo se crê. despejando as suas águas na Baía de Acre. tendo seu nível 225m abaixo do nível do Mediterrâneo e profundidade média de 50 m. sendo o primeiro o de Meronm que fica 20 quilômetros ao norte. também conhecido como Águas de Merom (Js 1.5. pouco ao sul da cidade de Aco (mais tarde denominada Ptolemaide e Acre). Genezaré. Betsaida. propício à lavoura e pecuária.26.

c) Caná . não identificado. corre na direção noroeste ao largo do Monte Carmelo até desaguar no Mediterrâneo.Este é o mais volumoso de todos os wadis que desembocam no Mediterrâneo.permanecendo seco o seu leito por quase dois terços do ano. encontramos em I Samuel 23.É outro ribeiro. e recolhendo outras águas da Planície de Esdraelom.30e 1 Crônicas 1. cidade de Dalila.9 como limite entre as terras de Manassés e Efraim. na parte sul da Baía de Acre. despeja suas águas no Mediterrâneo entre Jope e Acalom. passa ao largo de Berseba pelo lado sul desta cidade e lança-se no mar à uns oito quilômetros ao sul da cidade . ao norte da Filistia.40). Segundo Juízes 14. por sinal largo e fértil.Outro wadi ou torrente dos meses de chuvas. Os flancos suaves do vale que ele percorre. perto do qual foi sepultado o grande líder Josué (Js 24. Nascendo das pequenas correntes de Gilboa e Tabor.8 e 17. e Elias matou os profetas de Baal depois do célebre desafio no Monte Carmelo (I Rs 18. e) Sorec .21).Nascendo nas montanhas de Judá.1-5 e 16. seguindo a direção noroeste. f) Besor . As suas águas são impetuosas e perigosas durante o inverno. Quanto às referencias bíblicas ao ribeiro. sendo os cadáveres dos seus soldados arrastados pela corrente do mesmo (Jz 5. verte no Mediterrâneo sete quilômetros ao norte de Jope. d) Gaás . ao passo que no verão são escassas. são famosos pelos vinhedos de uma espécie de uva síria muito apreciada. atravessando a Planície de Sarom. este wadi. o seu nome provavelmente devese a um monte. que nasce perto de Siquém e. que atravessa a região de Sarom na direção lesteoeste e deságuam no Mediterrâneo perto de Jope. Montes da Galiléia. mulher filistéia que cavou a ruína de Sansão.Este é o maior rio da Bacia do Mediterrâneo e o segundo da Palestina. É um dos chamados Wadis que são abundantes na Palestina. Foi junto deste rio que Baraque derrotou Sísera. wadi.30). É mencionado em Josué 16.32. b) Quisom (ou Kishon) . Nasce no sul das montanhas de Judá. a sudoeste de Jerusalém.4. nas proximidades deste rio ficava Timná.

de Gaza. Seu nome moderno é wadi Sheriah. É mencionado nas Escrituras em I Samuel 30.1-25, no episódio da libertação dos habitantes de Ziclague das mãos dos amalequitas, por Davi e seus seiscentos homens, dos quais duzentos haviam ficado junto de Besor, cansados, para guardar a bagagem. Bacia do Jordão - Este é o rio principal da Palestina e corre na direção norte-sul, assim dividindo o país em duas partes distintas - Canaã propriamente dita e Transjordânia. Seu nome significa declive ou o que desce. o Jordão origina-se da confluência de quatro pequenos rios, a 1 quilômetros ao norte do Lago de Merom, cujas cabeceiras - menos as do primeiro - encontram-se nos flancos ocidental e meridional do Monte Hermom. São eles: Bareighit, o mais ocidental e cujas fontes não se alimentam das torrentes do Hermom. Hasbani, o mais longo - cerca de 40 quilômetros de extensão - e tem sua nascente na encosta ocidental do Hermom, a 520m de altitude. Ledan, o mais volumoso porque se origina de muitas fontes nas proximidades da antiga cidade de Dã, nosopé meridional do Hermom, e cujo leito pode ser considerado como começo do Vale do Jordão;por ser o braço central das nascentes do grande rio. Banias, a mais oriental das quatro nascentesdo Jordão, a mais curta, de apenas 8 quilômetros, porém a mais bela, que jorra de uma imensagruta na encosta meridional do Hermom, pouco ao norte da antiga cidade de Cesárea de Filipe,da qual hoje resta apenas uma pequena aldeia cujo nome moderno é Banias.Costuma-se dividir ocurso do Jordão em três trechos, para um estudo mais detalhado: o primeiro trecho, ou seja, aregião das nascentes, é o que acabamos de descrever nos seus aspectos mais setentrionais e quevai até o Lago de Merom. Depois da junção das quatro nascentes, o Jordão atravessa uma planíciepantanosa numa extensão de 11 quilômetros e entra no Lago de Merom. Neste trecho a sualargura varia muito e a profundidade vai a 3 e 4m. O segundo trecho, também chamado o JordãoSuperior, compreende o rio entre o Lago de Merom e o Mar da Galiléia, extensão esta de cerca de20 quilômetros. E um trecho quase reto, com um declive de 225m o que tornam as suas águasimpetuosas e provoca um enorme trabalho de erosão. A força da impetuosidade das águas do Jordão neste trecho é tanta que quase 20 quilômetros Mar da Galiléia adentro ainda se percebe asua correnteza. Neste trecho o terreno é rochoso, de vegetação média e a largura do rio variaentre 8 e 1 5m. o terceiro trecho, ou o Jordão Inferior, estende-se do Mar da Galiléia ao Mar Mortonuma distância de 117 quilômetros em

linha reta e cerca de 340 quilômetros pelo leito sinuoso dorio, tendo uma largura que varia entre 25 e 35m e 1 a 4m de profundidade. Este trecho sofre umdeclive de 200m pelo qual o rio desce precipitadamente, formando numerosos meandros ecascatas e alargando o vale até 15 quilômetros, como ocorre na altura de Jericó. Este vale élimitado quase em toda a sua extensão por verdadeiras muralhas de rocha calcária, o que tornamuito difícil a travessia do mesmo. Até o tempo dos romanos não havia ponte sobre o Jordão, demodo que a travessia do mesmo era feita em certos lugares de margens mais rasas e águas menosprofundas, chamados vaus. Um desses vaus ficava defronte de Jericó, outro, perto dadesembocadura do rio Jaboque; e o terceiro, nas proximidades de Sucote. O rio Jordão, sob todosos pontos de vista, como: geográfico, histórico, político, econômico e religioso, é o rio maisimportante do mundo antigo. Está ligada a Revelação desde os dias de Abraão até os dias de Jesus. Nas suas margens ocorreram numerosos e importantes acontecimentos, como a separaçãodas águas para o povo de Israel entrar na Terra de Canaã, sob o comando de Josué (Js 3.9-17); apermissão dada por Moisés às tribos de Rúben e Gade para ficarem na Transjordânia (Nm 32.1-32); a história de Gideão, bem como a de Jefté (Jz 7,8,10,11); as lutas políticas de Davi (II Sm 17.24,19.18); a travessia, em seco, dos profetas Elias e Eliseu (II Rs 2.6-14); a cura de Naamã, generalsírio que fora acometido de lepra (II Rs 5.1 -i 4); a recuperação do machado de um “seminarista’(II Rs 6.1-7); a anexação dos territórios dos gaditas, rubenitas e manassitas (Transjordânia) à Síriapelo seu rei Hazael (II Rs 10.32,33); o ministério de João Batista e o batismo de Jesus (Mc 1.5,9). b) Querite - Verdadeiramente não se trata de um rio perene, e sim de um wadi, torrente das épocas de chuvas, que desce dos montes de Efraim e desemboca no Jordão, pela margem ocidental, pouco ao norte de Jericó, depois de percorrer uma região agreste, povoada de corvos e águias. Em alguma gruta nas margens deste ribeiro escondeu-se o profeta Elias, por ordem do Senhor, onde foi sustentado pelos corvos que lhe levavam pão e carne todos os dias pela manhã e à tarde (I Rs 17.17). c) Cedrom - Também este não é um rio perene, porem nas épocas de chuvas tornase uma torrente impetuosa. Nasce a dois quilômetros a noroeste de Jerusalém e, correndo na direção sudeste, passa ao lado leste da Cidade Santa pelo Vale de

Josafá - que separa esta do Monte das Oliveiras - e prossegue rumo sudeste até o Mar Morto, numa distância de cerca de 40 quilômetros, por um leito profundo e sinuoso. Os principais fatos bíblicos relacionados com o ribeiro de Cedrom são: a fuga de Davi por causa da revolta de Absalão, seu filho, e a travessia de Jesus para o jardim de Getsêmane na noite de sua agonia (Jo 18.1). d) Yarmuque - Este é o principal afluente oriental do Jordão, embora não esteja mencionado naBíblia. É formado por três braços, dos quais o mais setentrional recebe águas abundantes dasvertentes orientais e meridionais do Monte Hermom e desemboca no Jordão, seis quilômetros aosul do Mar da Galiléia. e) Jaboque - É outro tributário oriental do Jordão. Nasce ao sul do Monte Gileade, corre para leste, depois para norte e noroeste, descrevendo uma verdadeira semielipse, até desaguar no Jordão, mais ou menos no meio do curso deste, entre o Mar da Galiléia e o Mar Morto, depois de terpercorrido cerca de 130 quilômetros. É célebre na história bíblica pela luta de Jacó com o anjo do Senhor, ocasião em que o nome deste foi mudado para Israel (Gn 32.22-32). f) Arnom - Nasce nas montanhas de Moabe, a leste do Mar Morto, despejando neste as suas águas. Este rio primeiramente separava os moabitas dos amorreus e depois os moabitas do território datribo de Rúben, ficando como limite meridional permanente dos territórios israelitas da Transjordânia. Os profetas Isaías e Jeremias pronunciaram condenações contra Moabe referindo-se a Arnom (Is 16.2; Jr 48.20). O missionário alemão F. A. Klein, em 1868, achou a célebre pedra Moabita nas ruínas da cidade de Dibon, que fica a quilômetros ao norte de Arnom. Esta pedracontém uma inscrição feita pelo rei moabita Mesa em 850 a.C., em hebraicofenício, que confirmaa passagem bíblica de II Reis 3.1-27.

1.5.7. Desertos Palestínicos Do ponto de vista bíblico, os desertos que nos interessam mais na área palestínica são os localizados a norte e oeste do Mar Morto, também conhecido como Deserto de Judá (Jz 1.16) ou Deserto da Judéia (Mt 3.1). O uso da forma

causam profundas modificações no climacom as suas correntes aéreas frias e quentes.os profundos vales. é modificada por outros fatores.em parte. o terceiro. como Hermon. que ficam entre sul de Hebrom e o Mar Morto. leste e oeste da história cidade. o segundo. Betaven e Gabaom. Zife e Engedi. fica ao sul. condensama ponto de precipitá-las em forma de chuva. conjunto este que se subdivide nos seguintes desertos menores: Maon. 2) Topografia Acidentada Os altos montes. São ligados a singular vitória do rei Jeosefá sobre os seus inimigos amonitas e moabitas. 3) A Proximidade do Mediterrâneo Este é o fornecedor de nuvens para a Palestina que osmontes altos. entre as cidades de Betel ao norte. apresenta um clima muito variado. bem como de João Batista (Lc. já nos termos de Benjamim. E ainda mais ao norte destes desertos ficam os de Jericó. 1. especialmente o Vale do Jordão. a vida e ministério do profeta Amós (Am 1. que tentaram atacar o reino de Judá pelo sul (II Cr 20). Mais ao norte destes três estendem-se outros dois desertos: Tecoa e Jeruel.1).80). ao sul e leste de Betel. o clima ésubtropical ou temperado brando.8 Clima Palestínico A Palestina. São particularmente relacionados com Davi durante as suas fugas das perseguições de Saul (I Sm 24-26). ribeiro de Cedrom ao sul e Jordão a leste.5. O primeiro. como o nome indica. a leste da cidade de Gabaom (ou Gideão) (IISm 2. Porém esta condição básica. embora pequena em extensão. .24). 1. Isto se deve a cinco fatores fundamentais: 1) Posição Geográfica Encontrando-se o pais entre 30º e 33º latitude norte.singular explica-se pela referência ao conjunto de áreas desertas a leste das montanhas de Judá até o Jordão e Mar Morto.

Geadas fortes e neve sobre as montanhas da Palestina são coisas comuns no inverno. queima toda a plantação. a produção da terra estaria intimamente à religião. as frias das montanhas do norte e as quentes dos desertos completam a formação do clima. GEOGRAFIA ECONÔMICA DA PALESTINA Devido à variedade do clima e do solo. 2. Há uma corrente aérea seca e quente que vem do deserto da Arábaia (leste). Este é de vital importância na época da seca. tanto a abundância quanto a escassez seriam proporcionais ao estado espiritual do povo (Dt 28).3. particularmente “o orvalho de Hermon” citado no Salmo 133. Uma referência especial merece o orvalho no clima palestínico. Na orla do mediterrâneo o clima “é mais unifome e menos rigorososo” enquanto na região montanhosa da Galiléia.5).4) A proximidade dos Desertos A leste e ao sul as correntes quentes dos desertos contribuem com a sua parcela na variedade do clima palestínico. chamada siroco. . Samária e Judéia o frio chega a demorar semanas. a Palestina oferece também abundante variedade de produtos nos três reinos da natureza: vegetal animal e mineral. quando prevalece. Jesus referiu-se a orientação popular pelos ventos. As referências bíblicas aos diferentes produtos e á fartura dos mesmos nos tempos antigos convencem-nos dos santos e amoráveis propósitos de Deus em dar aquela terra em herança perpétua a seu povo. na mesma época. sendo Israel um povo teocrático. Em Lucas 12. isto é. Entretanto. o termômetro marca em média 25º. Daí a expressão bíblica “terra que mana leite e mel” (Ex 13. Já no Vale do Jordão.Esta variedade do clima oferece ao país também variedade de cultura e consequente riqueza. 5) Os Ventos As correntes úmidas do mar. que é tão quente e seca que. São os vapores quentes que se elevam durante o dia e são condensados pelas correntes frias das montanas e então caem em forma de orvalho cerrado sobre a vegetação ávida pela umidade. ao passo que no verão chega a 45º à sombra. 54. 55.

Arrancandolhe as asas e os pés. e uma abundante variedade de peixes (cerca de 43 espécies). cavalo e o cão. jumento. Entretanto. cegonha.27). a oliva e a uva. dos quais somente uns poucos podiam servir para o consumo. mula. Das plantas silvestres podemos citar cedro. melão. ao sul do Mar Morto. Depois o corpo do gafanhoto é secado ao sol. corvo e tantas outras aves. codorniz. carvalho. lobo. depois cobre. feijão. na Galiléia. Convém notar aqui que na Judéia são mais comuns os olivais e vinhedos. Reino animal Os animais palestinos mais importantes eram: vaca. há bastante mineração de carvão. potassa. pelicano. raposa. Embora em maior ou menor proporção. na ordem dos domésticos que serviam tanto para o alimento como para o trabalho e transporte. Reino Mineral Entre os metais o mais abundante parece ter sido a prata (1Rs 10. perdiz. a Bíblia não indica que estes minerais nos tempos antigos fossem extraídos do solo palestínico. chumbo. especialmente pela classe pobre.10) na região de Sodoma e Gomorra. Hoje. .“pão. Reino Vegetal No reino vegetal os produtos mais comuns eram o trigo. e vinho”.. pepino. na ordem dos insetos. e do qual João Batista se alimentava. betume (asfalto) e também ouro. rola. lírio do campo e Rosa de Saron. etc. que prosperam mesmo em terrenos pedregosos. figo. leopardo. murta. abelhas e gafanhotos de várias espécies. chacal. com exceção de betume (Gn 14. assim retirando os intestinos. enxofre. cedro e pinheiros. 2. corça. mostarda. na Samaria. Referência especial merece o gafanhoto que até hoje é consumido como alimento. moscas. salgema. porém. azeite. pinheiro.3. 2. galinha. acácia. tâmara e romã. Também eram comuns: cevada. comprimindo ao mesmo tempo o corpo. puxa-se a cabeça. avestruz. ovelha. Estes eram os elementos básicos da alimentação dos hebreus e formavam o trinômio tão repetido na Bíblia . enxofre. formigas. cabra. faia. pombo.2. lentilha. embora estes sejam também comuns nos vales e planícies de outras regiões. alho. camelo.2. os cereais. palmeira. víbora e outros na ordem dos selvagens. mosquitos. pode-se encontrar toda esta flora pela extensão total do território palestino.1. hiena. estanho. leão. cebola. tostado no fogo ou frito no azeite e está pronto para o consumo. lebre. os bosques de acácias.

. casavam-se com os israelistas (I Cr 2. e principalmente com a Fenícia (Ez 27.3) e um dos apóstolos era cananeu (Mt 10. os cananeus. o classifiquem como cananitas. 5). deveriam ser exterminados por causa de seus pecados. baseados em Números 15:45 e Deut. cobre. cada uma tendo o seu próprio rei. Parece. Assim. filho de Cão. a Palestina comerciava os seus produtos com a Síria. entretanto os israelitas não o fizeram. a todos os povos da Palestina primitiva. O comércio aos tempos bíblicos variava conforme as circunstâncias políticas em relação aos países vizinhos. desde o Mediterrâneo até o Vale do Jordão.1. 3. e em certas épocas quase todos eles.1.3. 1:44. que habitavama costa do mediterrâeno desde a Baía do Acre até Jope. pelo que nos informa Moisés em Gn 10. As provas arqueológicas nos dão a idéia desta distribuição. Dt 7.1).7).ferro.4). Cananeus Ainda que esta designação seja aplicada. Egito. antes da chegada de Abraão á terra então chamada Canaã. (Dt 9. independentes e bastante belicosos para alcançar a supremacia.17). quase todos os povos da região da Terra da Promessa primitivamente eram da estirpe camita. chamado Canaã. no sentido mais restrito se limitavaaos descendentes de Canaã. como os demais povos da Terra da Promessa. a princípio. pois são citados no recenseamento de Davi muitos séculos mais tarde (II Sm24. Conforme a ordem divina.1 Os habitantes primitivos da Palestina Bem nos primórdios da história étnica da Palestina.15-20. eram subordinados ao Egito.37).1821. 3 GEOGRAFIA HUMANA DA PALESTINA 3. pois eram descendentes do mais moço de Cão.6. embora alguns historiadores. Esses reinos eram. havendo quem opine que essas tribos eram dez. As cidades desses povos eram muradas e fortificadas. 24. etc. Arábia. Alguns desses reinos. o norte da Palestina. reduzindo-se a sete ao tempo da conquista (Gn 15. Os mais importantes deles são os seguintes: 3. geralmente.1. e ao longo do Vale do Jordão até o sul do Mar Morto. a região era ocupada por diversas tribos conhecidas sob o nome geral de cananeus (Gn 12. na linguagem bíblica.2 Amorreus É outro povo descendente de Canaã. exceto umas poucas que eram de natureza mais nômade.

sempre existiram na terra da Palestina. 24). Esaú.as áreas por ele ocupadas. Síria. quando Moisés enviou os doze espias para o reconhecimento da terra que haviam de ocupar. 1. 23. Os amorreus ocupavam ao tempo da conquista a região ao sul e leste de Jerusalém e a vasta montanhosa a leste do Jordão. quando Josué pediu a Deus que o sol e a lua se detivessem (Jos. Abraão os encontrou também em Hebrom (Gn 23). ainda que pequeno. pois não é mencionada outra qualquer área ocupada por eles. a Transjordânia (Núm. 10:4-5. pois descendem de Hete.2). 2). sudoeste da Palestina.34. Foi quando Jerusalém foi proclamda capital do reino de Israel (2Sm 5. Foi o povo que ofereceu a mais tenaz oposição ao avanço dos israelitas. em menor ou maior número. Pelo quejá se conhece deste povo. éque foram expulsos de sua fortificação. Entretanto. quando da volta do cativeiro. Os israelistas encontram os heteus na Palestina e casam-se com suas filhas. Hoje são conhecidos como hiteus e hititas. Só muito mais tarde. também fizeram parte de uma aliança contra os hebreus sob o comando de Josué a leste de Jerusalém (Js 9. ao tempo da peregrinação dos hebreus.filho de Canaãe neto de Cão (Gn 10. os heteus são citados entre outros povos presentes nas montanhas do sul da Palestina (Nm 13. haja vista a batalha em Gabaom.porém mais razoável fazer uma distinção entre os dois povos parentes.1. 29). 1. os jebuseusnao foram completamente exterminados .15). 6 -9). nos dias de Esdras.1. nos registros históricos e arqueológicos. 3. cometendo abominação contra o Senhor (Ed 9. Porém. indo até o rio Eufrates. 3. resistiu aos ataques de Josué e seus exéctios. e nunca foram exterminados por Israel. 35) na região de Berseba. Daí concluí-seque comunidades (colônias) dos heteus. Encastelado na suacidade de Ofel (Sião?). irmão de Jacó. estendiam-se desde a Ásia Menor. 12-24). em diversas épocas de sua história. 13:30). casou-se com duas mulheres hetéias (Gn 26. Parece que ao tempo de Abraão era um povo que rivalizava com os cananeus e os amorreus em poder e número. embora este lograsse aprisionar e matar o seu rei (Js 10.4 Jebuseus Jesus ou Jerusalém era o único lugar onde habitava este pequeno povo. era um povo valente. nos dias do rei Davi.3 Heteus Também estes são camitas.norte da Palestina.

travaram batalha com Judá e Simeão nas montanhas do sul (Jz 1. e só uns poucos (como os fenícios) de . 18 – 25). por não constar o seu nome na lista dos filhos de Cão em Gênesis 10. logo após a morte de Josué.16 eram camitas. São várias vezes mencionados na Bíblia. o rei de Basã que era um remanescente dos gigantes. nos dias de Jacó havia um grupo ou colônia deste povo nas proximidades de Siquém (Gn 34. Pertencendo a uma raça aborígene de gigantes (Dt 2.8 Girgazeus Segundo Gênesis10. 3.1. 15 – 20 e.e continuaram a habitar entre os hebreus. uma vez que a sua ocupação era a agricultura.2 Os Habitantes Vizinhos da Palestina ao Tempo da Conquista pelos Hebreus Devido á posição geográfica da Palestina. cuja cama de ferro media nove côvados de cumprimento e quatro de largura (Dt 3. também estes não parecem possuir qualquer parentesco com os cananeus.7).21 e Dt 2. Habitavam algumas regiões de ambos os lado do Jordão e de Hebrom. aproximadamente 4m por 1. antes.1. A áera em que Salomão mais tarde edificou o famoso templo foi comprada por Davia de um jebuseu de nome Araúna (25m 24. ou a oeste de Jericó. um tipo de vida diferente.10). como provam as escavações arqueológicas.1-5). também por não ter o costume demurar as suas cidades. na região de Basã.6 Perizeus Este era um dos povos que habitavam a terra de Canaã e que parece evidente não ter origem carmita. 3. ou seja. derrotou Ogue. ainda sob o comando de Moisés. 3.80m.30). ocupado também as montanhas do norte (Jz 17.7 Refains Também conhecidos como anaquins e emins (Js 11.15). primeiramente. Ao tempo de Abraão estavam eles entre os cananeus na região de Betel (Gn 13. 10. os israelitas. 3. levando. tendo. A leste do Mar da Galiléia. outros apenas desconfiados. mas não se sabe em que partes da Palestina habitavam.1. portanto. vários foram os povos que se limitavam com ela.11). 11). Alguns desses povos vizinhos eram francamente hostis ao povo de Deus. Alguns admitem que tenham ocupado alguma área na margem ocidental do Jordão.

por pura pilhagem. como vamos aceitar esta identidade se já no tempo de Abraão (tetravó do príncipe Amaleque) havia amalequitas na mesma região (Gn 14. como secas.3-5). cativeiros. Entretanto. Mas. a vida deste último foi se alterando com sérios prejuízos morais. na região entre o sul de Moabe e Mar Morto e o Golfo de Ácaba. comercial e notadamente religioso. Dt 25. Neguebe (área deserta entre o sul da Palestina e Egito) a oeste. ou seja. e Edom ao leste (sul do Mar Morto). cujo neto Amaleque era príncipe (chefe de uma família tribal) e habitava na região de Edom. Deus usou os amalequitas como instrumentos para castigar o seu povo rebelde (Jz 3. sofreu toda sorte de castigos.41-43).2. fala da numerosa descendência de Esaú que se estabeleceu na montanha de Seir. sendo a primeira em Refidim.atitudes cordial. quando. Sempre hostis ao povo de Deus.17-19).1 Amalequitas Frequentemente citados na Bíblia. nômade. O capítulo 36 de Gêneses.8-16. atacaram o povo de Deus pelam retaguarda e foram derrotados (Êx 17. Porém. 3. de origem muito incerta. descendentes de Esaú.12. sabemos que era um povo numeroso e poderoso.12. social. embora alguns os tenham identificado como descendentes de Esaú. espirituais e econômicos. que é um vasto maciço montanhoso de cerca de 180 . conforme 1Sm 15. mas cujo território principal de guerrilhas e pilhagens ficava entre o Mar Vermelho ao sul. 6.13. frequentemente Deus recompensava a fidelidade do seu povo com as vitórias e abundância de bens que concedia a ele perante os olhos daqueles povos inimigos. Na mesma ocasião Moisés anunciou o extermínio posterior deste povo inimigo de Israel. irmão gêmeo de Jacó. Apreciemos alguns daqueles Povos vizinhos de Israel. (Gn 36. durante vários séculos antes do seu extermínio. Tiveram várias batalhas com os israelitas.1-17)? De qualquer forma.16). seguiu rumo diferente na vida.7. sem provocação. Israel. Pela influência que tais povos exerceram sobre o povo de Israel nos terrenos político. pois são parentes dos hebreus. desviando-se dos mandamentos e caminhos de Deus por força desta influência. o que se cumpriu nos dias do rei Ezequias (1Cr 4. na zona do Sinai.2.2 Edomitas ou Idumeus Estes são semitas. que depois de vender a sua primogenitura. por outro lado. pouco depois da travesia do Mar Vermelho. 3. derrotas em guerras. etc. irmão de Jacó.

também os Moabitas recusaram a Israel passagem pelo seu território quando este já se aproximava de Canaã. no tempo dos Juizes. enquanto Israel chegou são e salvo a Sitim. era idumeu. Apesar do parentesco. embora algumas vezes demonstrassem boa vontade para com alguns deles como no caso de Davi e sua família quando perseguidos por Saul (1Sm 22. este povo chegou a invadir o território israelita. contratando a Balaão para amaldiçoar Israel. Deus mandou que os moabitas não fossem guerreados Dt 2. também eles eram semitas. o Grande. filho de Ló que era sobrinho de Abraão. por certo os edomitas recusaram a passagem aos israelitas pelo seu território quando estes já estavam próximos a Canaã. (Nm 20.Devido á antiga inimizade.9). ora ganhavam independência.18-21).37 os moabitas eram descendentes de Moabe. ora eram dominados.9). Como fizeram os Edomitas.2. que os expulsaram de sua terra. Durante o período da monarquia hebréia. Herodes.3). E temendo o povo de Deus foram buscar aliança com os midianitas. pelo que morreram de uma vez 24 mil israelitas.3 Moabitas Segundo Gn 19. Ocupavam o território ao leste do Mar Morto e do Jordão até a altura do rio Jaboque. Porém as filhas dos moabitas seduziram os israelitas as práticas idólatras e licenciosas do seu culto.20-26). e voltou ao seu lugar” (Nm 24.7). (Nm 25. para finalmente serem obrigados a se refugiarem em Judá sob a humilhação dos nabateus (presume-se de descendência ismaelita) em 320 a. Bosra (Gn 36. 3. o Senhor ordenou que não fossem admitidos na congregação até a décima geração (Dt 23.33) e Selá ou Petra (2Rs 14. assim cumprindo-se a profecia de Malaquias em cap. . conquistado aos aborígenes horeus onde há seu tempo floresceriam cidades como Elatia (1Rs 9. Portanto.25). Ezion-Geber (Dt 2. por causa da hostilidade que estes sempre demonstraram para com os israelitas.9). sempre foram inimigos declarados dos hebreus. Este não logrando êxito contra o povo de Deus. que governou cerca de 40 anos sobre os judeus durante o domínio romano. Por motivo de parentesco deste povo com Israel. 1-5. “foi-se. Mais tarde. antes de atravessar o Jordão para a conquista da Terra Prometida.quilômetros de extensão. 1 v.26). Mas quando os hebreus chegaram a Canaã os amorreus os havia obrigado a recuar até o rio Arnon (Nm 21. sua última parada.3-6). que foi a capital. mas.C.

dando como seu local de habitação as proximidades da cidade de Meca.11).8-11.2. portanto. onde os israelitas estavam acampados. acabando por os profetas de Israel anunciarem o extermínio de Moabe por constituir-se tão ferrenho inimigo do reino de Deus (Is 15.16. Deus . anos depois.15-22).8. quando Gideão. pois descendiam de Midiã. ao norte do rio Arnon. Nos dias dos Juízes eles subjugaram os israelitas por sete anos. Rute. viviam nômades na região da transjordânia. segundo Gn 25. Am 2. Potifar (Gn 37.38).1-6. 3. Deus honrou uma mulher moabita. E de fato Moabe foi reduzido à ruína por Nabucodonozor. bem como aconselhou a seu genro uma distribuição de responsabilidades para evitar um esgotamento (Êx 18). 3. Note-se. ainda. para onde este fugira do Egito e onde se casara (Êx 2.2.1-3. e ofereceu sacrifício a Deus. levou a mulher deste ao Sinai. Ao tempo dos Juízes chegaram a oprimir o povo de Deus por 18 anos. filho de Abraão com Cetura (Quetura). a linhagem de Jesus. os exterminou para sempre (Jz 7 e 8). onde o venderam como escravo ao capitão da guarda de Faraó.5 Amonitas Igualmente semitas. na região de Jesreel. Foram muito cruéis e vingativos para com o povo de Israel. entre o Jordão e o deserto arábico. tratar-se de um povo nômade que finalmente desapareceu. Parece. seu filho José foi vendido a uma caravana de mercadores e midianitas que o levaram ao Egito. Quando o povo de Israel chegou á Moabe. Depois houve diversos conflitos entre Moabe e Israel durante a monarquia hebraica. o sogro de Moisés. na Transjordânia. Ez 25. cobrando-lhe tributo. 28. que nos dias do patriarca Jacó.25. Contudo.No decorrer da história os moabitas foram alternadamente tributários e independentes de Israel. pois no tempo de Moisés parece que a “terra de Midiã”.36). atacando e pilhando muitas vezes por longos anos durante os períodos dos Juízes e do Reino. Isto porque. pois. É o que ameniza a triste memória daquele povo. ficava ao leste do Sinai. integrando. para nunca mais reerguer-se.4 Midianitas Eram semitas. encontrou outro grupo de midianitas que se aliaram aos moabitas para resistirem ao povo de Deus. Jetro. Tudo faz crer que mais tarde se expandiram para oeste e norte. Jr 48. descendentes de Ló (Gn 19. escolhendo-a para bisavó de Davi. Sf 2.25. Antigas listas genealógicas Árabes mencionam uma tribo por nome Ketura.

foram conquistados por Davi durante seu reinado. Mais tarde. entre os montes Líbanos o Mediterâneo. a oeste de Zobá. Zobá (ou Aram-Zobá). com a sua capital Aaman. 3. nos dias de Davi e Salomão. Hoje a região é habitada pelos Árabes do novo Estado da Transjordânia. que foi mais poderoso e mais hostil para com Israel. As divindades principais dos fenícios Baal e Asterote.6 Sírios Ao nordeste e norte da Palestina ficavam os domínios da Síria cujas relações com o povo de Deus foram ora fraternais.31). não foi tomado (Jz 1.vingou a sua crueldade por ocasião da invasão dos babilônicos cumprindo-se as profecias de Jr. uma vasta riqueza. o território fenício. Hirão.11. desenvolvendo. e que tocaria á tribo de Aser. embora contido na promessa dada por Deus. tornou-se o grande fornecedor do material para a construção da casa real de Israel e do templo de Jerusalém (2Sm 5. o rei de Tiro. situado a oeste de Damasco. sempre conhecidos pelo nome de sua cidade principal. cujo culto se infiltrou em Israel e atingiu as culminâncias quando do reinado de Acabe que casou-se com a princesa fenícia. bem como ajudou a Salomão nos Seus . indo até os limites da Fenícia (1Cr 19. Todos eles. Sabemos que os sírios (ou arameus) os quais no tempo do reino unido de Israel eram organizados em pequenos reinos independentes. Jezabel. ora hostis.1-5 e Ez 25:1-7. reduzindo a ruínas as suas cidades. e Maaca (ou Aram-Maaca). Três destes reinos sírios limitavam-se com a Palestina e em diversas épocas guerrearam com esta: Damasco (on Aram-Damasco). Por ocasião da conquista sob o comando de Josué. tornando-se adversário tenaz de Israel. Entretanto as relações entre os hebreus e os fenícios sempre foram pacíficas e cordiais. eram da estirpe semita. porém ao final do tempo de Salomão o reino de Damasco logrou libertação. em diferentes épocas eram Tiro e Sidon. de triste memória. 49. embora sua língua pertencesse ao grupo semita.2.7 Fenícios Este foi um grande povo que habitava a estreita faixa de terra no norte da Palestina. E o ódio deste povo contra Israel parece que não diminuiu em nada.2. (Ez 27). 1Rs 5). pela navegação e comércio. As duas cidades que sobressaíam.7-19).15-19). Este povo era camita (Gn 10.47). 3. indo até Hamate (1Sm 14.

2.11). Depois do cativeiro de Judá. entendemos os conjuntos de habitações humanas fixas. a última cidade fortificada que resistiu. o Grande. deveriam ser camitas. As cinco cidades fortificadas dos filisteus representavam os cinco estados independentes. Gaza. mas confederados.9-10. ocupava uma área de terra no extremo sul da costa palestínica e era extremamente belicoso. das . 3. que destruiu Gaza. cuja origem é desconhecida embora pela referência de Jz 14. Estiveram em lutas constantes durante toda a história de Israel. em que os filisteus são chamados “incircuncisos”. razão por que Deus não permitiu que o seu povo por ocasião do êxodo seguisse o caminho mais curto para Canaã que passava pela terra dos filisteus. Azdod e Ecrón. e bailônios e assírios. Nunca foi possível uma paz permanente entre os filisteus e os hebreus. e cujas nomes foram Asquelom. devemos mencionar os grandes povos pouco mais distantes dos limites da Palestina e com os quais Israel teve relações diplomáticas. não sendo semitas. quando chegou à Terra da Promessa ou Canaã. Asquelom e Ecrón (Jz 1. Somente depois da morte de Josué é que Judá atacou a Filistia e tomou Gaza. a Síria anexou a Filistia. do reino unido. em troca de provisões de trigo. possa concluir-se que. razão pela qual alguns profetas pronunciaram sentenças fortes contra os fenícios (Ez 28. São eles: os egípcios.3 Cidades Palestínicas Por cidades. isto é. ou belicosas.17).8 Filisteus Este povo. e mais vinte e cinco cidades da região da Galiléia (1Rs 9. ao sul. E só depois das conquistas de Alexandre. Gat. (Êx 13. Além desses povos vizinhos mais próximos que apreciamos neste estudo.18). 3.6-7. apoiando as dez tribos de Israel. Jl 3. 22. Não nos deteremos nos detalhes da história dessas relações. durante os períodos dos Juízes.23.empreendimentos comerciais pelo mar.4-8).3. a leste. Na divisão da Terra da Promessa. a Filistia coube ás tribos de Judá e Dá. Am 1. vinho e azeite. é que os filisteus desapareceram para sempre como povo. já encontrou muitas cidades. uma vez que esta já foi abordada na parte referente ao Mundo Antigo. dos dois reinos e de Judá quando ficou sozinho na Palestina. Abraão. Só depois da divisão do reino os fenícios romperam a aliança com Judá.

estão registradas na Bíblia. com portas pesadas providas de trancas seguras. 3.2 Hebrom Situada a sul das montanhas de Judá. Ao tempo da Conquista de Canaã pelo povo de Israel.34). se não é a cidade mais antiga do mundo. a oeste do Mar Morto. Abraão. A cidade moderna está a 1. certamente é a mais antiga do mundo. e. ainda. Passemos em revistas as principais cidades palestínicas. certamente é a mais antiga de toda a Canaã. Naquela ocasião Josué amaldiçoou o homem que viesse a reedificar a cidade o que se cumpriu cerca der quinhentos anos depois.quais algumas são mencionadas no livro de Gênesis. milagrosamente. permaneceu por algum tempo em Hebrom (Gn 3.3. a 272 metros abaixo do nível do Mediterrâneo. Fica localizada na parte inferior do vale do Jordão. Jericó aos poucos foi retomando seu lugar de importância e várias ocorrências ali verificadas com relação ao povo hebreu. depois de um cerco de sete dias com marchas ao redor de seus muros.lugar este que se tornou verdadeiro cemitério dos patriarcas. 3. a 12 quilômetros ao norte do Mar Morto e a 24 quilômetros de Jerusalém na direção leste. Uma vez reedificada. tanto no tempo do Velho Testamento como no do Novo Testamento. aos olhos do povo de DEUS comandado por Josué. 1-15). Jericó era uma cidade grande e bem fortificada. dominando a passagem do Jordão ao sudeste da Palestina à margem do caminho de Jerusalém para a Transjordânia. cercadas de muros de defesa de altura e largura variadas.24. Ne 3. ao chegar à terra de Canaã. a oito quilômetros deste na direção oeste. Seu nome primitivo foi Kiriath – Arba (Js 1. junto da fonte de Eliseu ou Ain es-Sultan.3.600 metros a sudeste da anterior. I Rs 11. Entretanto. (Js 6). figura também entre as cidades mais antigas do mundo. pois mais tarde ali foram sepultados também o . Foi lá que ele adquiriu a cova de Macpela dos heteus para sepultar a sua mulher Sara. foi destruída. com torres devigia sobre os muros e ainda uma vala circundando seus limites por fora dos muros (Dt 3. Geralmente as cidades palestínicas antigas eram construídas sobre elevações ou mesmo montes. nos dias do rei Acabe (1 Rs 16.10). Jericó.18).5.1 Jericó Segundos alguns pesquisadores. Como prova disto são apresentados os vestígios de vida humana na Idade da Pedra encontrados nas camadas mais profundas de suas ruínas. a 32 quilômetros ao sul de Jerusalém.

7 os cedros do Líbano.9. o Filho de Deus e Salvador do mundo. bem como nos do faraó Amenófis IV (Cartas de Tel-el-Amarna. bemcomo Jacó e sua mulher Léia (Gn 23. era o porto da capital israelita. Foi ali que se realizou o casamento de Boaz com a moabita Rute. 16 – 20). Séculos depois Davi foi ungido rei em Hebrom e ali reinou durante sete anos e seis meses sobre todo o Israel (25m 2. Também ali nasceu Davi. 3. segundo alguns escritores romanos. A primeira menção de Belém na Bíblia é relativa aos tempos patriarcais.13).3. 49. 1504-1450 a.). onde é vedada a entrada dos cristãos. portanto. seu filho Isaque e sua mulher Rebeca. que ocorreu pouco ao norte desta cidade por ocasião do nascimento de Benjamin (Gn 35.próprio Abraão. 25.11).Segundo II Crônicas 2. na costa do Mediterraeneo. para distinguir de outra cidade de igual nome existente na Planície de Esdraelom. quando da morte da Raquel a amada de Jacó. 22). 19. e depois conduzidos a Cidade Santa. utilizados na construção do primeiro e depois do segundo templo em Jerusalém. 50. 17. Já nos dias do Novo Testamento. Foi neste porto que Jonas embarcou para Tarsis tentando fugir da vontade de Deus (Jn 13). 19. 21. habitada em sua grande maioria por maometanos que construiram sobre a antiga cova de Macpela uma mesquita.4 Jope (Jafa ou Iafa) É outra cidade das mais antigas da Palestina e. na estrada que vai para Hebrom numa colina de 700m de altitude nas montanhas de Judá.3643) e da visão na casa de Simão o curtidor. e Jesus.9. ali desembarcados. que dissipou as dúvidas dos apótolos . ascendente de Jesus (Rt 4. Jope aparece no livro de Atos com duas ocorrencias do ministério do apóstolo Pedro: a da ressurreição de Tabita (At 99. Situada 10 quilômetros ao sul de Jerusalém. uma região sobremodo fértil. Nos registros egípcios o seu nome já era conhecido nos dias do faraó Tutmés III (c. 3. eram levados pelo mar até Jope.29-33.C.como nome de El Khalil. o notável rei de Israel. Situada a cerca de 60 quilômetros a noroeste de Jerusalém.C. depois do que a capitaldo reino passou a ser Jerusalém. Seu nome bíblico é Bethlehem-Efrata (que significa “casa de pão”) ou Belém de Judá. Hebrom não é mencionada no Novo Testamento.3 Belém Também é uma das mais antigas cidades da Palestina.3. é até antediluviana.16 e Esdras 3. uma estrangeira que se tornou a bisavô do rei Davi e. 137 a.). Existe até hoje.

Esta é outra das cidades mais antigas da Palestina.C. Nas cercanias de Siquém Jacó cavou um poço que se tornou celebre pelo encontro que se deujunto domesmo entre Jesus e a mulher samaritana. Samaria. romanos.o reino foi dividido ejeroboão. por Onri. Também ali foramenterrados os ossos de José trazidos do Egito (Js 24.quanto ao acesso dos gentios à graça do evangelho. Hoje é chamada Neblus. num monte de cerca de 100m de altitude.6. ao voltar da Mesopotâmia.6. Porém. rodeada de muralhas quase inexpugnáveis. quando das peregrinações de Abraão. A cidade foi destruída e reconstruída varias vezes.24.3. mas devido a sua imprudência e arrogância. Jope sofreu muitos ataques e arrasamentos dos exércitos inimigos atravésdos tempos. Caiu sob o poder da assíria em 722 a. cruzados e franceses. 3. Mais tarde Jacó. filho de Salomão. foi coroado rei de Israel. fixou-se ali e levantou um altar ao Senho (Gn 33. a ponto de tornar- . egipcios.depois de um prolongado cerco que começou no tempo de Salmanasar V e terminou no de Sargão II. ergue-se a moderna Tel Aviv. isto é. 3. acampou em Siquém e ali erigiu o seu primeiro altar na terra de Canaã após a aparição do Senhor que lhe declarou: “A tua semente darei esta terra” (Gn 12. Ainda em Siquem. foi a capital do Reino do Norte durante 200 anos.C. bem no centro geográfico da Palestina. que era adorado num templo de Jesrusalém em riqueza e esplendor. na Samaria. assírios. Jafa ou Jafia. no fértil vale de Siquém. tucos. o rei das dez tribos revoltadas. esta cidade foi uma das mais importantes e influentes na vida de Israel. vindo de Ará. certamente também Siquém recebeu os colonos assírios que. foi também sede de idolatria a Baal. Roboão. fez de Siquém a capital do Reino do Norte (Irs12). estabeleceram-se nas cidades e de cuja mesclagem com os judeus remanescents resultou a raça samaritana.32). junto da velha Jope. Os profetas freuqentemente condenavam Samária por sua idolatria. Fundada em 921 a. Situada a oito quilômetros a noroeste de Siquém. Fica situada entre os montes Ebal e Gerizim. pois sua historia remonta a mais de 2000 a. sempre voltou a prosperar. o grande centro dos sionistas judeus. rei de Israel e pai de Acabe. e hoje. Ampliada e embelezada durante os dias de diferentes reis de Israel.3.5 Siquém. após a queda do Reino do Norte.. gregos.Havia umavila na Galiléia com o mesmo nome. Conforme II Reis 17. Abraão. 18-20).7).C.

3. Cesaréia Fica a 75 quilômetros a noroeste de Jerusalém. 3. para os cristãos. Notáveis são os restos da chamada Colunata de Herodes. No período grego foi reestabelecida a sua glória antiga. Foi ali que nasceu o célebre Eusébio. imperador romano. em 109 a.8. na direção oeste. porém. Hoje é a cidade palestinica de maior proporção de cristãos entre os seus habitantes.8. no local. no litoral do Mediterrâneo. A cidade não é mencionada no Antigo Testamento. Por algum motivo não gozava de boa reputação entre os judeus (Jo 1. É certamente a cidade do evangelista Filipe e de Cornélio. ela é a cidade mais célebre da Palestina. e cognominada Cesaréia em homenagem a César Augusto. era a Samária do tempo do Novo Testamento. lá estão como testemunhas da antiga glória de Samária. instalação de água e esgoto. Foi visitada várias vezes pelo apóstolo Paulo. o Grande local da antiga cidadela dos filisteus chamada Torre de Strato.. (At 8.. foi reedificada. Hoje. o anfiteatro. C. O Novo Testamento registra a sua incredulidade. o centurião romano. fizeram a gloria da cidade. primícias entre os gentios (At 8. que ali esteve preso durante dois anos após a sua magnífica defesa diante de Festo a Agripa e de onde embarcou para Roma. embora por pouco tempo. entre Jope e o Monte Carmelo. Foi construída por Herodes. depois de Jerusalém e Belém.se aquela cidade sinônimo de infidelidade a Jeová. Os grandes edifícios. que apesar dos dois mil anos decorridos.3. etc. A 22 quilômetros do extremo sul do mar da Galiléia. Entretanto.10). 3. há uma pequena povoação por nome Sebustieh . 21. já nas lutas nacionalistas posteriores. “primeiro historiador da igreja cristã e o primeiro geógrafo da Palestina”. Nazaré.46). o hipódromo. ao tempo de Herodes. arrasou a cidade. ruas pavimentadas. 1-25). o templo. Filipe lá pregou o evangelho com muita aceitação. fica a cidade de Nazaré. João Hircano. de dois quilômetros de extensão.7. onde trancorreu a infância e a juventude de Jesus de Nazaré. Finalmente. os teatros.rodeadas de ruínas que estão sendo exploradas e estudadas por várias entidades arqueológicas. Nos tempos do Novo Testamento foi a cidade mais célebre da Palestina por tratar-se de sua capital política. Lá estava a sede da administração civil e militar da província romana. .40.

sendo considerada cidade imunda pelos judeus. por ter sido construída sobre um cemitério. Por encontrar-se no extremo norte do país. ocasião em que Jesus pronunciou a profecia da indestrutibilidade de sua igreja. Ampliando e embelezando a cidade que se encontrava ao sopé do monte Hermom. A sua primeira menção na Bíblia está em Josué 11. (Mt 16. e que mais tarde deu lugar a Tíberiades. Não temos notícia de que Jesus tivesse visitado alguma vez a cidade. teria assinalado o local onde ao tempo de Jesué havia uma cidade forte por nome Racate. Tiberíades.9. deveria ter um caráter gentílico. o Filho do Deus vivo”. Provavelmente a antiga de Rakkart. se que fala a literatura rabínica do período interbíblico. pois havia mandado matar o João Batista e poderia também antecipar a sua morte (Lc 13.. referida em Jesué 19:35. e uma só vez seu nome aparece no Novo Testamento (João 6.16. e que durante a construção os operários descobriam que o local era de um antigo cemitério. Fica na margem ocidental do mar da Galiléia (ao lago de Tiberíades) a 8 quilômetros da extremidade sul do referido mar. 18. 23).10.C. A cidade não é mencionada no Antigo Testamento. seu protetor. Para lá foi transferido o . para servir de capital à tetrarquia da Galiléia e Peréia. depois da destruição de Jerusalém. Cesaréia de Filipo. Outra razão teria sido para evitar um encontro com Herodes. E para distingui-la da Cesaréia do Mediterrâneo acrecentou-lhe o seu próprio nome.32.13.3. Teria sido a cidade forte de Recate? O nome da cidade foi dado em homenagem ao imperador romano da época. em 70 d. que a Tiberíades do Novo Testamento foi construída por Herodes Antipas entre os anos 17 e 25 d. O judeu que entrasse na cidade se tornava cerimonialmente impuro. Tibério César.24). apesar de sua importância. porém. podemos compreender que. Mas o acontecimento mais importante para os cristãos foi que ali Pedro fez a sua célebre confissão: “Tu és o Cristo. Porém.3.3.. veio a ser o centro do judaísmo na Palestina.8). foi palco de várias batalhas durante a sua história. 23. Sabemos. O tetrarca Filipe deu este nome à antiga vila fenícia de Baal-Gade em honra ao Tibério César. a quem considerava como raposa (traiçoeira e mau). Entretanto.C. quando os cananeus ali ofereram a sua resistência ao exército de Jesué. 3. Filipe fê-la uma espécie de estância de veraneio para a aristocracia da época.

fixando a pronúncia das palavras pormeio de sinais – chamados massoréticos – em lugar das vogais. Corazim – restam apenas ruínas.ou seja. . que era cidade da costa noroeste do Mar da Galiléia. que é uma coleção de tradição e interpretação do Antigo Testamento. Da Grandeza de Deus.14-17. a principal entre outras tantas regiões. emTiberíades. Pelos vestígios das antigas estradas. sendo que o primeiro reúne as probabilidades maiores. Por isto as alusões proféticas e apostólicas a apresentam como o próprio símbolo do céu (Is 52. da bondade. dois temsido os lugares presumíveis da antiga Cafarnaum: Tel-Hum e Khan – Minieh. no Mediterrâneo. ou seja. 3. hoje a cidade é chamada Tubariyeh. 3. da misericórdia. o cenário das manifestações patentes e evidentes do poder. Ela foi de um modo especial.3. e Ptolemaida. na Síria. Também a Massora. 9. Eetsaida. Esta posição privilegiada de Jerusalém não está em sua extensão.sinédrio e foram construídas muitas sinagogas. Também foi ali que o Salvador realizou o maior numero de milagres e pronunciou os mais profundos ensinamentos.1-4. sendo a única das cidades da margem ocidental do Mar da Galiléia que ainda subsiste. da justiça. o Talmude Palestínico (também chamado Talmude de Jerusalém).11 Cafarnaum Não há certeza absoluta do local exato de Cafarnaum. Sabemos.1). Originou-se. porém. posto militar romano (Mt 5 – 13) e centro de recolhimento de imposto do império (Mt 9. em grande parte. conjunto de comentários críticos e gramaticais sobre o texto hebraico do Antigo Testamento. 9-13). Mas o fato mais importante para os estudiosos da Bíblia é que Capernaum era a cidade residencial de Jesus. há indícios de que Cafarnaum era centro comercial movimentado. enfim.12 Jerusalém “Lugar de paz” “Habitação segura” entre as cidades mais celébres do mundo encontramos Jerusalém. da sabedoria. pois ficava na margem da rota entre Damasco. nem em sua riqueza ou expressão cultural e artística. fundando-se a célebre academia rabínica que preparou o Mischnâ. Por motivos vários. e sim em sua profunda e ampla relação com a revelação. No que diz respeito a historia bíblica ela ocupa o primeiro lugar. Ap 21).3. no seu sentido religioso. Magdala. durante o século IV da nossa era. bem como do seu discípulo Pedro (Mt 8. sendo que das outras – como Cafarnaum.

nas montanhas de Judá. a cidade principal do reino (II Cr25. provavelmente é o seu nome mais antigo. II Rs 14. (2) Localização e Topografia –Jerusalém fica situada na parte sul da cordilheira central da Palestina. subdivididoem uma série de montes ou elevações.(1) Nomes – Durante a sua longa historia – já cerca de3. f) Cidade de Davi ou Cidade do Grande Rei –Estes nomes relacionam-se como ato heróico de Davi na tomada da fortaleza. . Provavelmente trata-se de uma abreviação da palavra Jerusalém. que separa a cidade do Monte das Oliveiras.4. h) Cidade de Judá – A capital do reino de Judá. 31 – 34) e dos fogos que ardiam constantemente. e) Sião – Este era o nome de um dosmontes da cidade. que a reedificou no século II d. assim chamado por causa dos sacrifícios das crianças em holocausto ao ídolo Moloque (II Rs 23. Sl 48.1. 10. e Capitolina. Aelia em honra a Adriano. divindade suprema dos romanos. b) Salém – É o nome mais antigo que apareceu na Bíblia.10.28).C. Aoeste e ao sul fica o vale de Hinon (Gehena gr. Jr 7.000 anos – a cidade era conhecida por vário snomes.18).) que em certa época da historia foi o “vale da matança”. na mesma latitude do extremo norte do Mar Morto.2). olocal do culto centralizado (Sl 46. a 21 quilômetros a oeste do mesmo e a 51 quilômetros a leste do Mediterrâneo. cujo primeiro nome era Aelius. g) Cidade de Deus ou Cidade Santa – Assim chamada por estar ali o templo nacional. Ne 11.20. ouseja.11). d) Jerusalém –É o nome mais comum e que permanece até o presente. i) Aelia Capitolina. já em uso nos dias de Abraão (Gn 14.. quando então a cidade foi conquistada e feita a capital do Reino de Israel (Irs 8. O seu significado é “a santa’.Foi o nome dado pelo imperador romano Adriano. antiga divindade semítica da paz e prosperidade. cidade devotada a Shalém. c) Jebus – Assim era conhecida a cidade dos jebuseus na época dos Juízes (Jz 19.1). A leste do promontório fica o Vale de Josafá ou Cedrom.C. Está edificada sobreum promontório a 800m de altitude. assim como: a) Urasalim – Encontrado nas Cartas de Tel-el-Amarna escritas por voltade 1400 a. j) El Kuds – É o nome que os árabes deram a Jerusalém.

dividindo-se em cinco zonas ou bairros caracterizados pelas elevações do tabuleiro: Ofel. Porém. ao norte três muros. Daí por analogia a palavra grega Gehena que significa “vale de Hinon” que veio a designar o lugar de castigo eterno dos condenados. ao norte. Acra. Ezequias e Manassés – e depois do cativeiro reedificado por Neemias – seguindo praticamente o mesmo traçado do primeiro nos lados leste. uma vez que por ele o tabuleiro continua ligado ao conjunto montanhoso. Jerusalém era protegida aoleste. tendo havido. e daí na direção leste. Moná. Porém a linha norte od segundo muro é muito discutida e por ora nada de definitivo se sabe a seu respeito. sul e oeste por uma só muralha. a noroeste. por força da expansão da mesma. Um vale interno chamado Tiropeom. começada cerca de dez anos após a crucificação de Cristo. a sudoeste. descendo pela aba oriental deste até Ofel na direção sul. e Sião. a superfície da cidade tem sofrido muitas alterações com os aterros deste vale. Também os vestígios deste muro são escassos e discutidos quanto à sua exata direção. resta apenas o lado norte suscetível ao crescimento. Mc 9.q eu data dos dias de Davi. .rodeava a antiga cidade do Ofoel.C. foi obra de Herodes Agripa I. até o sul da elevação de Acra. sul e oeste. etc. oeste e sul do conjunto da cordilheira pelos vales já mencionados. abrangendo. porém. o inferno (Mt 13. Trechos deste muro já existiam desde os tempos dos jebuseus.42. cujo fim era incluir os subúrbios do norte no sistema de segurança da cidade. edificados em épocas diferentes. que fica a sudeste e onde havia uma antiga fortificação. os detritos dos holocaustos pagãos. desaparecendo. (3) Muros e Portas – Até a destruião da cidade pelos romanos no ano 70 d. o antigo aspecto em que as elevações eram mais distintas. O aspecto geral da cidade ao tempo de Cristo apresentava uma configuração de um trapézio irregular que se alarga do sul para o norte. porém. Sendo que a cidade é isolada pelos lados leste. através dos tempos. O primeiro. até o norte do Monte Moriá. na direção norte. Salomão e seus sucessores.. a leste. O terceiro muro.consumindo o lixo da cidade. que corria mais ou menos na direção de noroeste para sudeste e sul. 43-48). subindo pelo lado oeste do mesmo. Bezeta. passando pelo sul do Vale do Tiropeom e do Monte Sião. assim. onde estava edificado o templo de Salomão. nolado nortenovas áreas – Acra e parte de Bezeta. Este muro era provido de 60 torres para as sentinelas. O segundo muro foi levantado por Jotão. separava alguns desses bairros.

no canto sudoeste da cidade. e. Porta da Água. Porta de Damasco ou Peixe. bem como ao estrangeiro. hoje fechada. convergiam os caminhos para Jericó e todo o Vale do Jordão. também ao sul. Síria e Mesopotâmia. . porta da água.que dava para as vias de comunicação com as cidades da região ocidental. do msmo lado oriental. porta do esterco.4 Estradas Palestínicas Desde os tempos de Abraão já havia caminhos cruzando a Tera de Canaã em todas as direções. pois ficava no muro quefoi edificado pouco depois de Crsito mais ou menosna direção da porta velha do segundo muro. Porta de Jope (ou Jafa) a oeste. que conduzia a fonte de Guiom. b. Fenícia. Porta do Esterco ou de Monturo. h. dos Juízes e da monarquia hebraica.s Já nos dias de Josué. porta oriental. também a leste. Certamente nos dias dos patriarcas esses caminhos não passavam de trilhos por onde trafegavam caravanas dos mercadores e dos pastores de rebanho. Porta da Fonte. Porta do Vale. porta da fonte. logo ao sul da esquina sudeste da área do templo. vemos o uso de carros ferrados que certamente exigiam estradas mais definidas. bem como para a Fenícia.desde as quatro portas orientais. ou dos Essêncios. logo ao norte da esquina do templo. que no primeiro muro teve o nome de Efraim. não é mencionada na Bíblia. A oeste ligava-se com Jope e os caminhos para a Filistia e Egito. Ao sul a cidade comunicava-se com Hebrom e Egito. c. porta das ovelhas. Porta de Herodes. na direção norte. ainda ao sul. No livro de Neemias. porta do peixe. e cujos nomes perduraram por mais tempo. ao norte. porta dos cavalos. porta do gado. temos referencia a cerca de dez delas: porta velha. Ao norte partiam os caminhos para Samária. Nem todas elas podem ser localizadas. g. 3. j. Síria etc. Porta Oriental ou do Ouro.As portas nos muros de Jerusalém eram numerosas durante a longa história da cidade. também ao nort. A leste. (4) Cidade de Comunicação – Jerusalém sempre esteve ligada pelos quatros pontos cardeais a toda a Palestina e aos países estrangeiros. dando acesso ao centro e ao norte do país. bem como para as estradas da Transjordânia que levavam os viajantes para a Arábia. Porta das Ovelhas ou de Benjamim a leste. pelas quais o povo transitva mais frequentemente. d. i. por exemplo. Porém as principais portas de Jerusalém. Galiléia. junto do tanque de Siloé e o açude velho para abeberar o gado. foram estas: a. porta do Efraim.ao sul.

era também chamado o caminho das nações. 35.2 Grupo Central Este grupo partia do sul da Judéia. atingindo Cesaréia para oeste e Bete-Seã (Citópolis) para nordeste. De Bete-Seã também partia uma ramificação para norte indo até Cafarnaum. onde havia uma passagem rasa do Jordão. ou vau. Babilônia e Egito) deslocavam-se por estas estradas para os seus encontros bélicos. Jericó e Transjordânia. ia até Cafarnaum. Tiro. Na altura de Jerusalém. na direção de Gaza. 3. e. conhecidas também como Caminho da Terra dos Filisteus. saindo um ramal de Gaza e passando por Berseba e sul da Judéia na direção da Arábia. Ptolemaida. a baixa Galiléia. ao norte. Assíria. Sidom e outras. Ireis 22. ocorria na região central de Samária. passando por Hebrom. indo até Jope.1 Grupo da Costa Eram estradasque corriam paralelas à costa do Mediterrâneo. E no tempo dos romanos já havia até estradas pavimentadas para o deslocamento rápido de suas legiões militares. das quais as mais importantes são as seguintes: no extremo sul da Judéia uma ramificação para oeste.4. para o sul. Siquém. Este grupo. a ramificação na . passando pelas cidades da margem ocidental do Mar da Galiléia. e na de Damasco. Também este grupo apresentava ramificações tanto para oeste como para leste. Costuma-se dividir em quatro grupos principais as estradas da Palestina: 3. Aos 8. e também para leste. onde se entroncava com a estrada de Damasco. e outra para leste. ao norte da Galiléia.31. via Jericó. embora não das mais antigas. indo até a Arábia. atingindo cidades costeiras como Jope. indo até Damasco. Os exércitos das grandes nações do norte. uma ramificação para oeste. via Peréia. Mais outra ramificação. na altura das cidades de Siquém e Samaria. entroncando-se o ramal com as estradas da Transjordânia.19. na direção da Mesopotâmia. II Reis 23. Tais noções podemos colher de Juízes 1. e mais outro atravessando o Vale de Esdraelom.4.30. outro de Lida para Jerusalém. Belém Jerusalém.embora seguindo os trilhos antigos. E por último. para o norte. na direção da Ásia Menor.28. do leste e do sul da Palestina (Síria. Betel. Tinham a sua origem no Egito e estendiam-se até Fenícia e Síria. devido a sua importância internacional. e para leste. atingindo a Transjordânia e entroncando-se com outro grupo de estradas na direção de Petra.28 etc. Samária. em Nazaré. via Lida. indo até o Egito. e outra para leste. onde se desviavam para oeste. Era um grupo composto de várias estradas com ramificações para oeste.

no fundo do Golfo de Ácaba.1-19). Grupo da Transjordânia ou Leste Havia neste grupo pelo menos duas estradas: uma que partia do vau do Jordão.51-56). Notese que. porém eram de menor importância. vai até Nazaré e antiga Ptolemaida na costa marítima. e quando curou os dez leprosos. pois. é que voltou para agradecer a graça recebida (Lc 17. apesar de ser esta estrada do centro o caminho mais curto entre a Judéia e Galiléia. ou Acre dos franceses). preferindo passar pela Transjordânia.prosseguindo para nordeste até Damasco. no Vale de Siquém (Jo 4. dirigia-se para Hesbom. Segundo esta classificação. onde entroncava-se com a estrada que vinha de Damasco. Grupo de Damasco Neste grupo geralmente são contadas somente as estradas que partem da velha cidade Síria e se dirigem para o Mar Mediterrâneo. deixando para oeste uma ramificação que passava por Jericó e Jerusalém indo até Jope. cidade costeira da Fenícia. Alguns acham que o ofício de Mateus. As que aqui mencionamos dão-nos uma idéia geral das vias de comunicação terrestre que dispunham os antigos na . no sentido leste a cidade de Bete-Seã. originando-se em Elate. e a segunda. e outra que. e de Hesbom avançando pelos montes de Abarim e Gileade para o norte até Damasco. A primeira era pavimentada ao tempo dos romanos. as que passam pelo território palestínico são apenas duas: a primeira.que era itinerário preferido pelos judeus para evitar a passagem pela Samária . que deixando Damasco passava por Cesaréia de Filipe dirigindo-se para Tiro. em frente a Jericó. e para se viajar por ela cobrava-se pedágio. era ode cobrar o pedágio. desce para Cafarnaum. sendo que somente um deles. pelo menos em três vezes. a que passa pelo sul do lago de Merom.direção noroeste atingia Ptolemaida (antiga Aco. que era samaritano. antes de seu chamado para o discipulado. os judeus evitavam-na devido à inimizade antiga entre eles e os samaritanos. e para nordeste chegava a Cafarnaum. passando por Petra e o leste do Monte Seir e do Mar Morto. quando os discípulos rogaram a Jesus poder para fazer descer fogo do céu para consumir os samaritanos que rejeitaram a presença de Jesus (Lc 9. Havia outras estradas que cruzavam a Palestina. e se dirigia para o norte pelo lado leste do Jordão até o vau que fica defronte de Bete-Seã . durante o seu ministério.42). ele atravessou a Samária: quando manteve memorável diálogo com a mulher samaritana junto ao poço de Jacó perto de Sicar.3. Entretanto parece que Jesus não deu importância a este fato.

1-8). e só . vamos apresentar aqui apenas um esboço sucinto desses costumes e usos das terras bíblicas. o casamento havia de ser monogâmico (Mt 19.5). Jz 8. especialmente Abraão e Jacó e os hebreus cativos.pai do noivo. Isto se deve às particularidades geográficas.18. Resta ainda fazer referência ligeira às estradas que partiam de Damasco para o norte até Hamate e Arã. ou das terras bíblicas. porém no Novo Testamento inteiramente repudiada.30.5 Costumes Orientais Especialmente os Palestínicos Os habitantes do Oriente Próximo. a) Contrato de Casamento -. tio. e para a Mesopotâmia e Pérsia na direção leste.4. Entretanto. 3. a Bíblia não esconde os males da poligamia e da concubinagem. 1.2. mas freqüentemente também fora desta condição.3.1 Sobre a Família Hebraica (1) Casamento Os hebreus consideravam o casamento de origem divina e de importância básica para a vida individual. Segundo o ideal divino. 3. I Rs 1. O casamento misto era proibido em defesa da família. o seu estilo peculiar de vida. pois geralmente tratava-se de uma serva (escrava) ou prisioneira de guerra. Grécia e Roma na direção oeste. de onde prosseguiam para a Ásia Menor. dada a importância deste conhecimento na interpretação bíblica. especialmente entre ricos.2. da tribo e da pureza da raça (Dt 7. 30. e daqueles. Havia também o casamento por levirato. O concubinato era tolerado nos casos de esterilidade da mulher legítima. geralmente. Destas últimas serviram-se os patriarcas nas suas peregrinações para Canaã. por morte do marido que não deixava filhos.9. quando. como ainda têm. social e nacional (Gn 2. ou algum amigo muito chegado.5. era feito por terceiros . os missionários das novas do evangelho de Cristo do primeiro século: Paulo.Este.28).13. Timóteo e Lucas. 25m 5. Na impossibilidade de uma apreciaçã vasta e completa do assunto – pois que o escopo deste livro é limitado. seu irmão mais velho. e poderia ser despedida em qualquer tempo e sem qualquer direito a amparo (Dt 21. A posição de concubina sempre era de uma esposa secundária. I Sm 1. nobres e reis (Gn 16. o irmão deste deveria casar-se com a cunhada viúva para suscitar descendência ao seu irmão falecido (Dt 25.1-4).de expressão e de pensamento.Palestina. sempre tiveram. étnicas e religiosas dos mesmos.10-14). Silas.3). a poligamia era tolerada no Antigo Testamento.

9-1.12). Is 61.o jovem casal era (Rt 4. Recebendo a esposa na casa dos pais desta. 34.1-13). .17. Durante o noivado o homem era isento do serviço militar. ou ao representante dela. I Sm 18. embora mais resumidas.8) considerado casado. mas podia ser efetuado também em forma de trabalho. b) Noivado . sendo rico. na presença de testemunhas uma moeda com a inscrição “Seja consagrada “casada” a mim” uma espécie de juramento . 25. e nos acertos quanto ao dote que o noivo havia de pagar ao pai da moça (uma espécie de dádiva que compensava a perda da filha). prolongando-se. O noivo.1-10.11). Ez 6. as festas continuavam. Os casamentos consangüíneos entre os hebreus eram proibidos (Lv 18.4). sete dias (Jz 14.8). excepcionalmente. 24. Estas consistiam nas consultas quanto ao destino dos bens por força do enlace que não poderiam enfraquecer a tribo nem expor a moça ao desamparo (Nm 36).excepcionalmente pela mãe (Gn 21. segundo o Talmude.21.10). Saindo de sua casa. com terceiros as negociações (Gn 34.38.12). geralmente. Em alguns casos o próprio filho fazia a sua escolha. Gn 24. Nos seis dias subseqüentes. geralmente oscilava entre 30 e 50 ciclos e selava o contrato matrimonial. c) Núpcias . distribuía roupa nupcial aos convidados (Mt 22. A lua-de-mel legal era de um ano.1-18). porém tão importante que somente a morte ou infidelidade podiam dissolvê-lo. poderiam ocorrer um mês depois para as viúvas e um ano depois para as virgens (no caso de Jacó durou sete anos).25. as pessoas que acompanhavam o cortejo muniam-se de tochas (lâmpadas). porém.18) que.15-20. embora fossem comuns entre os caldeus (Gn 20. em cortejo ainda maior. ao som de música e de cânticos. acompanhada das bênçãos paternais. onde seguia-se o banquete depois do qual os noivos eram conduzidos à câmara nupcial (Mt 2. Quando as núpcias eram realizadas à noite. O dote da concubina era o preço da compra (no caso de serva ou escrava).Este era o primeiro ato do casamento. Desde o momento em que o noivo entregava à noiva. com rosto velado. os egípcios. durante a qual o marido estava isento das obrigações militares. os persas e outras nações orientais.253). com grinalda na cabeça (Ct 3. o esposo a conduzia.12. como no caso de Jacó (Gn 29.1. Ex 2. embora a sua vida conjugal se efetuasse só depois das núpcias (Mt 1. para a casa de seu pai ou para a sua própria. ia à casa dos pais da noiva acompanhado de amigos e vestido de sua melhor roupa.A festa de núpcias durava. 34. até catorze dias. ficando. Depois do exílio babilônico. adotou-se o costume de lavrar um compromisso escrito.

porém não aprovada. Quanto à educação dos filhos. chamado carta de divórcio. Assim.(2) Divórcio . (3) Os Filhos . especialmente os do sexo masculino. o pai era obrigado a ensinar-lhes desde cedo um ofício que lhes garantisse a subsistência. Priscila e Paulo sabiam fabricar tendas (At 18. entregue à mulher pelo marido (Mt 19. As filhas solteiras eram sustentadas pelos irmãos até que se casassem. a mulher moça pastoreava rebanhos (Gn 29. os orientais dos tempos antigos relegavam a mulher à uma condição bastante inferior à do homem. já não poderia reconciliar-se com o primeiro.8). Dt 21. Ex 2. a mulher tinha o direito de requerer justiça (Nm 27. Entretanto.15-17). Entre os hebreus ela merecia lugar de honra e distinção (Pv 31.5. viesse a divorciar-se do seu segundo marido ou mesmo se este viesse a morrer.1. Também Jesus repudiou o divórcio.16-18). 1 Rs 3. exceto no caso de adultério (Mt 19. A herança era dividida somente entre os filhos do sexo masculino. Perante as autoridades. Áquila. 3. O primogênito recebia a porção dobrada dos bens paternos. Seu casamento podia ocorrer somente com alguém de dentro da mesma tribo.10-31). A mãe era digna das mesmas honras que se deviam ao pai (Ex 21.1.3).A dissolução dos laços matrimoniais entre os hebreus era permitida como uma “necessidade calamitosa”.2 Sobre a Vida Social Hebraica (1) O Lugar da Mulher na Sociedade – De um modo geral. para lhe dar direito a um novo casamento. uma vez que se encontrava contaminada pela coabitação com outro homem (Dt 24.3) e carregava a água das fontes para o abastecimento da casa.(Nm 27.7).Estes eram considerados dádivas divinas. Mt 2. A primogenitura era honrada e respeitada entre todos os povos orientais.13-16). Porém os hebreus asseguravam à mulher o gozo de vários direitos não encontrados nos costumes de outras nações.4). Se.16). O divórcio tinha que ser efetivado por um documento escrito. quase que não existia distinção de sexo.12. e mesmo repudiada já na última parte do Antigo Testamento (Dt 24. . porém. Pv. As filhas recebiam a herança somente na falta de filhos herdeiros. trabalhava nos campos (Rt 2. com a morte do pai. as principais obrigações das mulheres eram os trabalhos domésticos. Por isso a esterilidade era julgada como uma falta de favor de Deus.6. Quanto às ocupações. assumia a direção da família e as funções sacerdotais da mesma (na época anterior à adoção da lei mosaica). 1.3-9).

Lc 24. As expressões mais comuns eram: “Paz”. I Sm 13.8). I Sm 18. o lançar-se no chão. porém.1-16) .Constatada a morte.10. “Paz seja convosco”.6. Gn 50.12). O embalsamamento não era costumeiro entre os hebreus. e o povo. As manifestações de luto eram variadas: o rasgar de roupas. Os túmulos dos pobres eram simples covas no chão cobertas de terra e marcadas por uma pedra. “fiavam a lã e teciam o pano” (1 Sm 2. sabemos. à porta.18) costumavam os hebreus levantar .36. por exemplo.Estas sempre eram prolongadas no Oriente. o andar com rosto coberto etc.isto por exigência do clima quente que favorecia a decomposição rápida e também por força da lei que tornava imundo quem tocasse em um defunto (Nm 19.6. preparavam as refeições (Gn 18.20.34. o corpo do falecido era lavado e enrolado com faixas ou lençóis impregnados de perfumes.acompanhado do cortejo fúnebre na seguinte ordem: as mulheres. Jesus. Raramente eram usados esquifes ou caixões abertos. O enterro era feito no mesmo dia da morte . Outra maneira usada. Jó 2. Como demonstração de respeito filial e para a perpetuação da memória dos mortos (I Sm 18. o andar descalço. I Rs 2. mas também em certas regiões e épocas ficavam nos pátios das casas. Mc 5. 42. que o foram pelos egípcios. os parentes e amigos mais próximos.12. em casos excepcionais era delongado para mais (I Sm 31. Am 8.41).39). “Paz esteja nesta casa” (I Sm 25. A posição mais comum era a inclinação do corpo para a frente e com a mão direita posta no lado esquerdo do peito (Gn 23.14). Na história do povo hebreu há também uma juíza (Jz 4.8). era a prostração ou inclinação até a terra (Gn 18.3 1.1-4. para fechá-los. redondas. o defunto. I Cr 12. Dt 34.13. (Gn 37.7.4).19). Os sepulcros eram geralmente localizados fora da cidade. o choro desesperado. que possuíam o segredo do processo. o vestir-se de saco. O período de luto era de sete dias. o lançar do pó na cabeça. 15.6). mandou aos seus discípulos que a ninguém saudassem pelo caminho justamente para poupar tempo (Lc 10. especialmente perante pessoas superiores. Embora José e Jacó tivessem sido embalsamados.4) e pelo menos três profetisas (Ex 15. (2) Saudações -.30. (3) Enterros e Manifestação de Luto .10.2. o jejuar. as carpideiras (eram as lamentadoras profissionais).38. ao passo que os sepulcros dos mais abastados eram cavados na rocha. Elas moíam o grão (Mt 24.18). o arrancar os cabelos e a barba. com umas pedras grandes. O costume de caiar os túmulos era praticado para evitar a contaminação cerimonial por pisar neles.bem mais complicados e difíceis que aqueles que as mulheres têm hoje.

um grande pedaço de tecido retangular levantado sobre uma vara horizontal. cercados de parapeitos. apoiada em alguns esteios verticais. crianças. depois evoluíram para tecido de pêlos de cabra de uma qualidade especial (de pêlo longo. (2) Cabanas . Era uma construção portátil de 30 côvados de comprimento por 10 côvados de largura. escuro. Quanto ao tamanho. ou mesmo de tecidos. destinados a permanência mais prolongada no local. Os telhados nas regiões mais quentes eram chatos e transformados em terraços. A primeira referência a tendas na Bíblia temos em Gênesis 4. e preso pelos quatro cantos a estacas ao rés-do-chão até o mais complicado feitio octogonal.3 Habitações (1) Tendas . Originalmente parece que eram feitas de pele de cabra. mulheres. Os cidadãos mais abastados construíam casas de dois pavimentos com vários cômodos. (4) Casas -Pelas escavações arqueológicas. fenício ou algum outro. segundo as descrições de I Reis 6 e I Crônicas 3.20. Já nas regiões mais frias eram encontrados telhados em forma de meia-água ou cumeeira para o deslizamento da neve. desde o mais primitivo . Entretanto. de tijolos e de madeira (menos Comum). Os tipos de tendas variavam de tempos em tempos.5. Porém. Esses telhados ou terraços eram feitos de paus colocados em sentido cruzado ou paralelo. muito resistente). na Bíblia esta palavra é aplicada especificamente à tenda que durante a peregrinação dos israelitas pelo deserto servia para o culto de Deus. casais. Aquele templo. com acesso por uma escada exterior. (3) Tabernáculo . 3.O termo que significa simplesmente habitação e que tanto pode ser uma tenda como uma cabana.Eram ranchos feitos de estacas encimando varas cobertas de ramos ou folhagens. de barro . cobertos. conclui-se que na Palestina as casas eram feitas de pedra.Este era o tipo mais primitivo de habitação palestínica e de um modo geral de todo o Oriente. com uma ou duas colunas verticais no centro e divisões internas para dormitórios de homens. dependendo do que era mais encontrado na região. era algo majestoso. servos. que foi substituída pelo famoso templo de Salomão construído em Jerusalém. ou seja. não sabemos se o seu tipo arquitetônico era egípcio.“colunas” (monumentos que consistiam de uma pedra mais ou menos alongada que se fixava na terra no sentido vertical). cozinha etc. sala. aproximadamente 15m por 5m. geralmente eram de um só cômodo e de um só andar.

os cômodos dos filhos ou outros moradores da casa e freqüentemente também dos próprios donos. segundo parecem.5.10).misturado com capim (estuque). embora estas sempre baixas. com a costumeira área central ou pátio. No segundo andar. tigelas. logo à entrada. (6) Palácios . com uma plataforma de 2m a 2. fenício. As portas eram estreitas e baixas e as janelas poucas e sem vidros.27). as acomodações dos servos. 3. A divisão interna das casas dependia das posses do dono e do tamanho da mesma. Mt 12. a despensa etc. amassadeiras e odres (recipientes de couro de animais para leite e vinho) e sela de camelo. Os candeeiros eram de barro ou metal em forma de . Nas tendas geralmente nada mais havia senão tapetes ou esteiras servindo como divã. Nas casas já havia camas e cadeiras (I Rs 4. como as cabanas. As torres de caráter permanente eram feitas de pedra com acomodações para a família na parte inferior. algumas panelas de barro ou metal para preparar comida. de cereais etc. de dois andares.Eram as residências reais. bem como mesas.4 Mobília A mobília dos antigos no Oriente era bem reduzida.3. introduziram mais cedo que os outros povos a cadeira e a mesa. a cozinha. A estalagem (khan . pois os orientais tinham por costume sentar-se no chão sobre as pernas cruzadas. acrescida de acomodação para os animais e servos na parte posterior. cadeira. duas pedras de moinho para moer o grão.5m de altura para facilitar a vigilância dos pomares e das lavouras (Is 5.2.hospedaria) era sempre uma casa maior. construídas com requintes de luxo. 12. mesa e cama. grego. Devido ao clima quente. à noite o terraço era o lugar preferido para o descanso. Os egípcios e babilônios. ao lado. As casas de dois andares possuíam um pátio interno com poço. Outros objetos de um habitante de tendas eram: o martelo para fixar as estacas. Esses cômodos sempre davam a porta para o pátio interno. assírio.Eram armações de estacas e galhos. o quarto dos hóspedes e o dos donos da casa e. em estilos que variavam com a época de influência histórica . Dos telhados dos edifícios públicos proclamavam-se os decretos e os avisos de natureza coletiva (Lc. romano (os últimos ao tempo do Novo Testamento). tanques e até piscina. estas de 20 e 25cm de altura.1). e uma plataforma em cima para a guarda. Na parte da frente. mais adiante. para os meses de calor. Mt 10. (5) Torres de Vigia . meditação e dormida. e durante o dia para secagem de roupa. ficava a sala de visitas.egípcio.

Era uma peça bastante adornada com franjas e bordas (Dt 2. o anelsinete (que nos tempos mais remotos usava-se pendurado ao pescoço por meio de um cordão. O cinto do manto . bastante comprido para dar várias voltas na cintura. repolho e couve-flor. Com o tempo os candeeiros passaram a ser cobertos por uma tampa em que havia um orifício para o pavio. tâmaras. chegando até os joelhos. mel. O combustível comumente era o óleo de oliva (azeite) ou de sésamo (gergelim). Os legumes mais comuns eram lentilha.Era uma peça de fazenda geralmente de lã que se usava por sobre a túnica. O azeite era a gordura mais usada para temperar a comida.12). alho. o endro e o coentro. A carne geralmente aparecia somente em ocasiões festivas.5. Os ornamentos masculinos mais comuns eram o cajado. Manteiga e queijo eram feitos de leite de cabra ou de vaca (mais raramente). centeio ou milho. deixado de molho. assada ou cozida em água ou no leite. servindo também como cobertor. A carne mais apreciada era a de cabra. Também o peixe era comum nas proximidades dos lagos e mares. Porém. A túnica dos ricos e dos sacerdotes tinha mangas compridas e largas.Era uma camisola de algodão ou linho. seda.5 Alimentação Pão. ameixas. azeite e vinho eram a base alimentar.Era feito de couro ou fazenda espesso. tapete. sela etc. cozido em leite ou em caldo de carne. sem mangas. por dentro do qual também carregavam-se dinheiro e outras miudezas. farinha. frutas. Um pedaço de pão ou mesmo a mão eram usados para retirar a comida da tigela. Também eram comuns as amêndoas. havia garfos para uso no preparo do alimento na cozinha. Talheres não se usavam antigamente. 3. Também costumava-se comer o grão dos cereais cru como vinha do campo .pires. pepino. Manto ou capa . leite. O sapato dos palestinos era a sandália confeccionada de couro ou pano e presa ao pé por cordões de algodão ou fitas de couro fino. O pão era feito de farinha de trigo.6 Vestuário Este era confeccionado de algodão. figo. (1) Peças do Vestuário Masculino Túnica . cebola. que era de algodão ou lã. Das frutas fazemos a menção de uva. legumes.5. 3. cevada. pêssegos. com uma espécie de beiço num certo ponto da borda para o descanso do pavio. porém posteriormente no .tostado. linho ou lã. o cominho.

O siclo. A pintura em volta dos olhos já era conhecida nos dias de Jezabel (I Rs 9. ouro ou cobre).e face à exigência legal de pagamento de impostos do Templo. ‘pesou (. Depois entrou em uso a troca de um certo peso de metais preciosos . Talento Era outro peso. tonelada etc.C.42. (2) Peças do Vestuário Feminino. portanto. pesos e medidas O intercâmbio comercial palestino sofreu as constantes influências políticas estrangeiras. somente pelos sacerdotes (Ex 28. era um lenço quadrado preso por uma fita ao redor da cabeça.30). O uso mais remoto de permuta de valores entre os povos orientais era feito pela simples troca de mercadorias.11). 39..). 13 Na cabeça usava-se o turbante que consistia de uma fita longa enrolando a parte superior da cabeça. truncada.de tempos em tempos .8). contendo alguns trechos da lei.Ex 13. seguindo-se os persas por volta do ano 500 a..5.C. de ofertas e aquisição de animais para o . exceto o turbante.C. As mulheres usavam o véu sobre o rosto quando apareciam em público. 3.em forma de pó. Com a introdução de novas moedas na Palestina . presas à testa e ao pulso esquerdo . A primeira moeda citada na Bíblia é o dárico. porém mais longas e mais ornamentadas.) quatrocentos ciclos de prata. ora em forma esférica.69) com que os hebreus já estavam familiarizados. Assim. Quanto aos ornamentos e enfeites. apreciavam pendentes no nariz. uma moeda persa (Ed 2. O ciclo cunhado (no valor de um e de meio ciclo) apareceu pela primeira vez entre os hebreus por volta do ano 143 a. diademas na cabeça (Is 3. nos lábios e nas orelhas.16).9.dedo) e as filacténas (tiras de couro com caixinhas.16-24). moeda corrente entre os mercadores’ (Gn 23.28. Dt 6... deixando a parte mais longa para trás a fim de proteger o pescoço. por algum tempo. O lançamento das primeiras moedas de curso nas transações comerciais deve-se aos gregos entre 700 e 650 a. Lv 6. quando exerceu autoridade sobre a Palestina Antíoco VII da Síria. nos dias do sacerdócio de Simão Macabeu. ao necessitar de um campo para sepultar a sua esposa Sara. dependendo do gosto. ora em cônica. usado para valores maiores (como entre nós hoje usamos arroba. para metais preciosos.pelos objetos ou propriedades imóveis. anéis e pulseiras. pipetas ou barras (cunhas) . era um padrão de peso que variava conforme o metal que se pesava (prata. Parece que os calções eram usados. Abraão.7 Dinheiro. Geralmente a fita era de cor diferente dado lenço. Porém a cobertura mais comum.As mulheres usavam as mesmas peças.

era também chamado mina. chamados leptos). ou cerca de 800 gramas.Outro submúltiplo de siclo.sacrifício.13).29). 2. c) Beca . aproximadamente 50 quilogramas. Mt 10.Era a unidade básica de peso entre os hebreus que servia também como padrão de valor antes da cunhagem de moedas.mas de peso padrão preservado no Tabernáculo. um dólar. ou o siclo de santuário (Ex 30. também chamada sescum. Como o uso e o valor das moedas variava de tempos em tempos e de país para país. valendo 50 siclos. a sua vigésima parte (Nm 18. valia uma oitava parte de um as (Lc. c) Dracma . meio siclo.16).(moeda grega) e denário (moeda romana) . é interpretado de várias maneiras. d) Estáter .A primeira moeda judaica cunhada (shekel e meio shekel de prata e a subdi visão em quartos de cobre. Assim. e 4 quadrantes a um as ou asse.2 1). Seu valor-peso correspondente em gramas dependia do metal tomado como padrão. damos.Era submúltiplo do siclo. Dois ceitis equivaliam a um quadrante. (1) Dinheiro a) Shekel ou siclo . e) Ceitil . valendo.Moeda romana.que era o de prata .26). Entretanto. segundo o historiador Josefo. o shekel ou siclo de ouro tinha cerca de 1 6g e o de prata aproximadamente 1 4g.6. f) Talento .69). era igual a 10 óbolos ou meio siclo (Ex 3 8. O siclo sagrado.A moeda cunhada persa mais antiga.Moeda romana.3 mil siclos. . mas parece não tratar-se de um siclo diferente do siclo comum . b) Óbolo ou jeira . ou seja. seus valores nas diversas épocas e o seu valor correspondente nos dias presentes. igual a um siclo ou shekel judaico. surgiu o ofício de cambista. era a moeda do tributo (Mt 17. conhecida pelos hebreus no período da restauração (Ed. Didracma. b) Shekel ou siclo . d) Arratel . Davis.Ambas valiam um quarto de um shekel ou siclo. segundo John D. a seguir. algumas moedas e valores em curso na Palestina.300 gramas. principalmente nos dias do Novo Testamento. Já o siclo babilônico era apenas de 8g. e) Mané . (2) Moedas Cunhadas a) Dárico .Múltiplo de siclo. 12. toma-se muito difícil preparar um quadro exato das moedas orientais. pois somente a moeda judaica podia entrar no tesouro sagrado. ou 60 minas.

junto do Sinai.20m (At 27. b) Dedo ou dígito . i) Caminho de um Sábado . .Medidas de Comprimento a) Cúbito ou côvado .A unidade principal que variava entre 45 e 55cm. C . os hebreus desde os tempos mais remotos de sua nacionalidade usavam pesos e medidas para avaliar o dinheiro e outros artigos comerciais. seá ou três medidas .500m.Correspondia a 1.Aproximadamente 1. (4) Medidas A .(medida grega) . arratel. mané ou mina.Unidade padrão contendo cerca de 36 litros.Medida de Superfície Jeira.Cerca de quatro dedos. b) Alqueire.5 litro.Igual a seis côvados ou cúbitos. B. f) Braça . Nota: alguns autores dão apenas 8. d) Cabo ou medida .(medida grega equivalente ao comprimento da pista do estádio de Olímpia.(3) Pesos Segundo Levítico 19.(medida romana) .6 litros.A terça parte de uma efa.5 litros.Equivalente a 1. e originou-se do costume observado no deserto. mais ou menos 12 litros. beca. “é um espaço de terra que uma junta de bois pode lavrar num dia” Evidentemente a dimensão exata da jeira não é possível de se estabelecer.Correspondendo à largura de um dedo. h) Milha .500 m2.Medidas de Capacidade Para secos: a) Efa .36). d) Palmo -Aproximadamente 23cm. de não se percorrer no sábado distância maior que a do arraial até o tabernáculo. segundo Angus.10 efas ou 360 litros. centro de competições atléticas) – Igual a 185m. cerca de 3. cujos valores já foram apreciados na primeira parte do tópico sobre o dinheiro. e) Vara ou cana de medir. mas os autores opinam em tomo de 2. shekel ou siclo. e) Homer ou coro . g) Estádio . cerca de 2cm.000m aproximadamente. Os pesos referidos na Bíblia são os seguintes: óbolo ou jeira.28). c) Mão .A décima parte de uma efa (Ex 16. e talento.Cerca de 2. c) Gomer ou omer .36. que.

Fresco do dia . Já no Novo Testamento temos a seguinte subdivisão do dia: Terceira hora do dia -9 horas.noite era dividida em quatro vigílias: Primeira vigília . .de 15 às 18 horas. Nota: Algumas destas medidas variam de acordo com os autores e investigadores que nem sempre tiveram ao seu alcance as melhores fontes. pelo seu caráter sagrado. Costumava-se dividir o dia simplesmente em períodos. Nesta tabela baseamo-nos em Joseph Angus e John D.de meianoite às 3 horas.Este era contado do pôr-do-sol até o pôr-do-sol do dia seguinte (Gn 1. também designada pela expressão “o cantar do galo”..de 18 às 21 horas. também chamada ‘a manhã” b) Semana – Este era de setedias chamados pelos ordinais –primeiro dia etc. com a nomenclatura seguinte: Manhã . d) Almude ou metreta . ainda queo sexto dia geralmente fosse denominado o dia da preparação.6 litros. Terceira vigília . 3. O período da noite obedecia a uma divisão em três vigílias: Primeira vigília: . Terceira vigília: -de 3 às 6 horas da manhã.de 18 horas até meia-noite. Quarta vigília .Igual ao bato: 36 litros. Sexta hora do dia .5). ou seja. igual à efa: com capacidade de 36 litros (Ez 45.de 10 até 14 ou 15 horas. Davis. Segunda vigília: .15 horas.de meianoite às 3 horas.Uma sexta parte de efa: 6.Para líquidos: a) Bato . Quanto à subdivisão do dia. Nona hora do dia .de 6 até 10horas ou pouco mais. Calor do dia .de 3 às 6horas.Um doze avos de um hin. cerca de meio litro. nota-se que o sistema de hora era desconhecido. embora o termo também significasse o período da luz nas 24 horas. no Antigo Testamento. a) Dia .5. Décima segunda hora do dia 18 horas. Ao passo que a. o sábado (descanso). Segunda vigília – de 2l horas a meia-noite. c) Logue .8 Calendário e festas de Israel (1) Calendário Judaico Apresenta as seguintes divisões dotempo e maneiras de contá-lo. b) Hin .A unidade básica.12 horas. considerados os melhores.1).Cinco batos: aproximadamente 180 litros. e) Léteque . e o sétimo.

às quais um judeu homem não podia faltar por exigência da lei . Tebel. bem como a babilônica: Abib (mais antigo) ou Nisã (pós-exílico) era o nome do primeiro mês correspondente ao fim de março ou começo de abril. ou sela. c) Este Deus a quem pertencem todas . como proprietário que é de todas as coisas. Havia. denominado Ve-Adar (exatamente sete vezes em cada ciclo de 19 anos). em cujos nomes percebe-se a raiz cananéia. flui. quando todos os escravos hebreus eram libertados e as terras vendidas restituídas aos primitivos donos ou seus legítimos descendentes. de sete em sete anos um ano sabático (Ex 23. Ab. a de Pentecostes e a dos Tabernáculos (Ex 23. Shebat e Adar. as lições que as festas pretendiam ensinar eram as seguintes: a) Tudo provém de Deus.A observação das fases da lua determinou a divisão do ano em doze meses ou período de 29 e 30 dias alternadamente.eram três: a da Páscoa.c) Meses . b) A natureza produz pela providência de Deus (uma espécie de maná). Parece que isto contribuiu muito para a cultura social do povo. e o ano do jubileu. Mas como o ano lunar retrocedia em números de dias e assim desencontrava das estações agrícolas determinadas pelo ciclo solar.No calendário hebreu havia o ano religioso. também. d) Anos . Elas objetivavam manter viva no coração do povo a realidade de que tudo que ele possuía ou tudo que ele era em si vinham de Deus como dádiva. Inclusive a própria fertilidade da terra e a colheita resultante eram provas da providência de Deus a favor de seu povo. sendo que cinco eram da época mosaica e duas de épocas posteriores. Zife (Zive) ou lar. Etaním ou Tishrí. o 13º mês. Em resumo.1) para o descanso do solo. cujo início era assinalado com a Festa das Trombetas no dia 2 de Tishri ou Etanim (correspondendo ao final de setembro ou começo de outubro). destinação da produção espontânea para os pobres e peregrinos e cancelamento das dívidas. (2) As Festas de Israel Os judeus celebravam sete festas religiosas anualmente.10. Sivã. que começava com a Páscoa no dia do mês de Abib ou Nisã (março ou abril) e o ano civil. tornouse necessário intercalar um mês intermediário cada três anos. cada 50 anos. ou seja. o que levou a se adotar o ano do ciclo solar. As mais importantes delas . Bul (Chesvan ou Marchesvani) Kislev. pois foi “O plano de Deus para evitar que a riqueza da nação fosse acumulada nas mãos de poucos” e que os irmãos de raça ficassem perpetuamente escravizados uns aos outros.14-19). Tamuz.

com o fim de habilitá-los a desempenhar no mundo uma missão específica e messiânica. Comemorava aproximação do fim da colheita do trigo (e com ele a de todos o cereais) de que era feito o “pão de cada dia” ou seja. adicionouse do segundo dia em diante uma significação relativa à alegria e gratidão pela colheita dos primeiros frutos da semeadura da cevada (o período das colheitas dividia-se em duas partes: da cevada e o do trigo).porque representavam as imperfeições do povo . ao passo que a negligência neste sentido provava o declínio espiritual do povo e atraía sobre o mesmo pobreza. E como o ano começava na primavera.e era acompanhada de uma outra. no 3º mês.Denominada também Festa das Semanas. Festa da Ceifa ou Festa das Primícias. b) Pentecostes .1). Celebrava-se 50 dias (ou sete semanas) após a Páscoa. destacando.21-27). para expiação de pecados. Isto também fomentava a unidade nacional indispensável. quando o sacerdote agitava perante o altar um molho deste cereal (Lv 23. . Sivã. tristeza e perturbações sociais e políticas que o faziam sofrer. que os dirige. e os pães asmos eram o símbolo da pureza com que a festa devia ser celebrada. De modo que o zelo na celebração das festas expressava a consonância espiritual do coração do povo com a sua conduta. os lares em cujos umbrais israelitas havia o sangue do cordeiro sacrificado na véspera. porém.Também chamada Festa dos Pães Asmos ou Dias dos Asmos. As festas eram as seguintes: a) Páscoa. O sangue aspergido nos umbrais significava a redenção ou expiação. o primeiro do ano religioso. poupando.10. a passagem (este é o significado da palavra “páscoa”) do anjo que feriu os primogênitos dos egípcios. sem os fundamentos espirituais que as deviam motivar. as ervas amargas eram alusivas à amargura do cativeiro. guia e protege. era celebrada de 14 a 21 do mês de Abib ou Nisã. O cordeiro devia ser assado inteiro e comido com ervas amargas e com pães asmos (sem fermento). fermentados . como um memorial do livramento dos hebreus do jugo egípcio.as coisas e que faz a terra produzir milagrosamente é o Deus dos hebreus. especialmente. a celebração simples e formal das festas. Depois do exílio babilônico adicionou-se à festa de Pentecostes também a comemoração da adoção da lei no Sinai. composta de dois cordeiros. e durava um dia. não era aceita por Deus (Am 5. A oferta peculiar desta festa era composta de dois “pães movidos” (Lv 23.17). a alimentação comum do povo. Entretanto.

3-43. a celebração desta festa sofreu algumas modificações de pouca monta.26-32. durante os sete dias da festa. todo dia primeiro de cada mês caía em lua nova e era assinalado por ofertas e celebrações solenes. esta era a mais alegre porque caía justamente numa época do ano em que todos os corações estavam repletos de contentamento pelas colheitas guardadas nos celeiros. improvisadas). Diz A. A festa era celebrada nos dias 14 e 15 do 120 mês. plano este que tornou-se em maldição para Hamã (Et 9. a habitação em “tendas” e os sacrifícios e ritos peculiares à semana” A habitação em tendas ou cabanas feitas de ramos de árvores. e durava sete dias (15 a 21). celebrava-se no 7 º mês. e o fazia não com vestes comuns. e deriva-se do fato de Hamã ter lançado sorte para saber o dia em que seria executado o seu plano macabro (Et 3. Hb 9 e 10). o mês de Adar (Et 9. Neste dia. O termo purim significa sorte.7). na história dos judeus. Festa do Senhor ou simplesmente “a festa” (Ex 23. d) Trombetas ou Lua Nova . porque assinalavam a 7ª lua nova do ano religioso e o inicio do ano civil. e) Dia da Expiação . o que falava eloqüentemente do favor de Deus e ao mesmo tempo lembrava a proteção de Deus durante a peregrinação no deserto quando o povo habitava em tendas ou cabanas. seu preparo. De todas as festas. Este era o único dia do ano em que o sumo sacerdote entrava no Santo dos Santos para oferecer expiação por si mesmo. Era realmente o dia mais importante de todo o calendário judaico e o mais complexo no que diz respeito aos sacrifícios. somente o sumo sacerdote oficiava. mas especiais. Tishri. f) Purim .Festa instituída para comemorar o livramento dos judeus que habitavam a Pérsia nos dias da perseguição planejada por Hamã. tabernáculos (habitações portáteis. Edersheim que três eram as coisas principais que distinguiam esta festa das demais: “o caráter alegre das celebrações. 23. pelos sacerdotes e pelo povo. É observado com abstenção dos trabalhos e com jejum. Entretanto. Dt 16. Jo 7. Tishri. 7º mês. Mais tarde.34). seus detalhes e seu oficiante (Lv 16.21).Festa conhecida também como a da Colheita.13-15. como expressão de pureza. visava a recordação dos 40 anos de peregrinação no deserto sob a proteção divina. A particularidade desta celebração era o toque de trombetas dos sacerdotes com que se dava o início da festa. que visava o extermínio total da raça judaica nos domínios persas.25). frutos recolhidos e a vindima feita. isto é.c) Tabernáculos . ou seja.Este era o dia l0 do 7º mês.Era observada no 10 e 20 dias de Tishri. .

Abraão morreu aos 175 anos de idades. seu neto Jacó e os doze bisnetos. Abraão. ondejá estava José. encontrando-a na pessoa de sua sobrinha-neta. o patriarca deixou a sua cidade natal. Rebeca. a Palestina . A área geográfica percorrida pelos três patriarcas durante as suas peregrinações na Palestina se fixava entre Siquém. Depois de cereca de cem anos de peregrinação na Terra da Promessa. Algum tempo depois. Hebrom e Berseba.C. ambiente idólatra e politeísta. localizada no noreste da Mesopotâmia. Naquela época da formação pré-tribal dos hebreus. GEOGRAFIA POLÍTICA DA PALESTINA Antes dos aspectos geográficos relacionadoscom as fases políticohistóricas. Abraão deixa Arã. à sua origem. para nele constituir um povo seu que viesse beneficiar todas as demais raças com a revelação que lhe daria do seu caráter. parte para Canaã ou Palestina. detendo-se em Arã. Nesta altura eram 70 os descendentes de Jaco em sua tribo. Deustomou um caldeu. e com sua mulher Sara e seu sobrinho Ló.9). mais tarde conhecida como Sina. no quediz respeito. mas a época geralmente aceita é 2000 a. Destas duas uniões e mais duas com as concubinas. particularmente. filho de Jacó. portanto a parte central e a do sul. a sudoeste de Arã. filhas de Labão. A data do nascimento de brão não é possível de ser determinada com precisão. Não sabemos em que tempo também Naor. Jacó. ou seja. de origem semita. encontra na mesma parentela e no mesmo lugar as suas duas esposas – Lia e Raquel. no sul da Babilônia. quando a tribo de Jacó desceu para o Egito. Ur dos caldudes. Seu filho Isaque. Bilá e Zilpa. mas tudo faz crer que foi ali que Abraão mandou buscar esposa para o seu filho Isaque. Betél. morendo seu pai Tera. porém sem possuí-la. nasceram a Jacó doze filhos. irmão de Abraão. terra que Deus havia prometido ao patriarca e sua descendencia por herança perpétua(Gn 11. irmão de Rebeca. durante mais ou menos 215 anos. e emigrou em companhia de seupai e seu sobrinho Ló para Canaã.4. que eram servas de suas esposas.Com75 anos de idade.. sua natureza e seu própito (Gn 12. como primeiro ministro do Faraó. 10 – 12. com as respectivas famílias habitaram na mesma terra. fixou-se em Arã. Mais tarde o neto de Abraão. neta de seu irmão Naor. cujas famílias deramorigem às doze tribos de Israel. 4. Filho da Promessa. 1 – 3). próximo ao Egito.1 Origem dos Hebreus Como é do conhecimento de todo estudante da Bíblia. apresentamos aqui um resumo do aspecto étnico dos hebreus.

outra vez. perfazendo. Benjamim .51).estava ocupada por vários povos. 4. e meia tribo de Manassés.46 e 26. Porém. juntas. masteria 48 cidades entre as demais tribos por todo o território conquistado (Js21. filho de Jacó. Aser e Zebulom. segundo a Septuaginta (tradução grega do Antigo Testamento) e 430 anos segundo Êxodo 12. Efraim. Josué repartiu a terra entre as doze tribos da seguinte maneira: a tribo de Levi não teria herança. o número de12 as heranças na terra conquistada.que era desde o Egito até o rio Eufrates (Gn15.40 – as doze tribos desenvolvera-se num grande povo que ao tempo do Êxodo deve terchegado a cerca de três milhões de pessoas.(2) Grupo do Centro – Issacar. ou Manassés Oriental. 41). e tribos da Palestina Ocidental ou Canaã propriamentedita. Não foram conquistadas a Filistia. logo ao norte de Moabe e a leste do Jordão.2Tribos da Palestina Ocidental ou Canaã Estas podem ser divididas em três grupos: (1) Grupo do Norte – Naftali. outros menores. ou Galiléia. Gade. seria dividida entre os seus dois filhos.2. Mediterrâeno e Jordão. 4. não representavam maisque uma sexta parte da área prometida por Deus a Abraão. que junto do Sinai foi constituído em nação.1Tribos da Palestina Oriental ou Transjordânia Estas são duas e meia: Rúben. sendo que o predominante era o cananeu. Manassés Ocidental (meia tribo de Manassés). a terra do Emate (Síria) nem as partes de Edom e Moabe ao sul e leste do Mar Morto. ao norte de Rúben e a leste do Jordão. ao norte de Gade e a leste do Jordão e do Mar da Galiléia. segundo os cálculos dos entendidos. uns maiores. A área conquistada por Josué somada àquela que na Transjordânia já fora conquistada por Moisés. entre Fenícia. assim.18). 4. Este povo. dividimos a distribuição delas em dois grandes agrupamentos: tribos da Palestina Oriental ou Transjordânia. entrou em Canaã praticamente com o mesmo número de almas (comparar Nm 1.2. Efraim e Manassés. a Fenícia. Durante a permanência dos israelitas (como são chamados os filhos de Israel ou Jacó) no Egito – que durou 215 anos. a parte de José.2 A Palestina ao Tempo da Conquista e dos Juízes Uma vez encerradas as campanhas da conquista.

com a capital em Jerusalém. e Manassés Oriental (meia tribo).4 Divisão Política no Período dos Dois Reinos Como sabemos.ou seja. Gadee Rúben a leste do Jordão. esta divisão permaneceu praticamente a mesma. ou mais tarde Samária. Hamate. às barreiras naturais – como o Vale do Jordão e montanhas na vastidão territorial – que impediam o desenvolvimento de uma unidade política sólida. porém com menos precisão devido às misturas dos elementos das tribos pelo casamento e emigração de áreas mais desertas para as mais propícias à agricultura e pecuária. Manassés Ocidental (meia tribo). como no caso da tribo de Simeão que se confundiu com a de Judá.3 DivisãoPolítica no Período do Reino Unido Neste período a Palestina possuia a maior área em toda a sua história. ou Síria. a saber: Dâ (no extremo norte ao pé do Hermom. muitos dos levitas retiraram-se para Judá. Moabe e Amon. o território do império hebreu estendeu-se desde Filistia. Assim. abrangendo Edom. posteriormente conhecida como Judéia. Amon e Moabe sacudiram o jugo hebreu e um após outro recuperaram a sua independência. 4. abrangendo o território das . ao norte (II Sm 8). Foi quando devido às conquistas de Davi e Salomão. Devido à incapacidade dos reis. os limites do território de Isarel na parte nortevoltaram ao que eram antes da época davídica. aquela que fora prometida por Deus a Abraão. (3) Grupo do Sul – Judá e Simeão. Com o culto idolátra estabelecido por Jerobão – primeiro rei do Reino do Norte – em Dã e Betel. Durante o período de Juízes. os reinos de Damasco. integrado pelas áreas ocupadas por 10 tribos. Recordese que a tribo de Levi não recebeu herança territorial na divisão daterra conquistada por ser tribo sacerdotal. mas 35 de suas 48 cidades estavam localizadas na área do Reino do Norte. Zebulom. até Hamate e Damasco. Aser.Dã. Berseba e o Golfo de Ácaba (ou cidades deEzion-Geber e Elate ao sul) até a Babilõnia a leste. Naftali. após a morte de Salomáo o reino hebreu cindiu-se em dois: 1) O Reino do Norte ou de Israel. Issacar. com a capital inicialmente em Siquém e depois em Samária. para onde havia emigrado do sul devido à pressão dos filisteus e cananeus nos dias dos Juízes). Efraim é uma parte de Benjamim a oeste do Jordão. 4. 2) O Reino do Sul ou Reino de Judá.

Em lugar do povo de Israel. o estudante pode encontrar um resumo dos acontecimentos deste período e assim perceber as circunstâncias em que se deu o término do Estado judeu na Palestina. embora a queda definitiva do reino só ocorresse em 587 a. formando um sincretismo religioso sempre hostilizado pelos judeus (III Rs17. Como se vê. Judá foi reduzido a um estado de vassalagem e a maioria dos habitantes – entre eles Daniel . o Reino do Norte caiu nas mãos deste império e o povo foi levado em cativeiro em 722 a. como algumas cidades dos filisteus e o reino de Edom. Porém. ao tempo de Nabucodonozor. com variantes samartinadas.5 A Palestina no Período de Judá Sozinho Depois da queda do Reino do Norte. quando o rei de Judá era Joaquim. voltaram à sua independência. A invasão ocorrem em 605 a. senão como uma província da Babilônia subdividida em setores de influência de governos fantoches das areas da Síria.26. da Samária e de Judá. 2441). Com a ascensão da Assíria. Os tributos pesados impostos pela Babilônia e a insuportável influencia das populações pagãs alienigenas a modificar os costumes judaicos e a pureza racial entre os . As partes anteriormente subjugadas por Davi. especialmente em Samária e seus arredores (áreas de Efraim e Manassés) de cuja mescla com os remanescentes judeus originou-se a raça dos samaritanos. veio o cativeiro de Judá pela Babilônia. 4.foi levada em cativeiro para a Babilônia. Do capítulo 32 ao 36 de II Crônicas.C. II Rs 17. De modo que aquela data assinala o começo dos 70 anos de cativeiro babilônico. os reis assírios colocaram populações de outras áreas conquistadas do seu império (II Rs 17. e cujo centro religioso era o templo construído no Monte Gerizim.C. permaenceu ainda cerca de 135 anos em seu território bastante reduzido e como tributário da Assíria durante a maior parte desse período. a extensão territorial da parte sul do antigo Reino Unido. reduzindo-se. a área deste rieno era muito menor e maispobre que a do norte.6) para nunca mais voltar às suas herdades. a Palestina como tal deixou de existir. o Reino de Judá. 4.(I Cr 5. raça estaque evoluiu para uma seita que adotava apenas o Pentauco.tribos de Judá..6 A Palestina Durante o Cativeiro e a Ressureição Durante os 70 anos de cativeiro babilônico. Simeão e parte de Benjamim. com a ascensão da Babilônia sobre a Assíria..33).C. assim. com a destruição de Jerusalém.

reconstruiremo seu templo em Jerusalém em restaurarem o seu culto (II Cr 36.C. Quando o rei persa. as áreas conquistadas passaram às mãos dos seus quatro generais. E a leste o seu limite era a costa ocidental da parte noroeste do Mar Morto e a margem ocidental do Rio Jordão até um ponto pouco ao norte de Jericó. decretou no mesmo ano uma lei pela qual foi dada permissão aos judeus para voltarem a sua terra. então começou o longo e penoso período da restauração do Estado judeu na Palestina. Isto aconteceu em 538 a. Durante este período. na costa do Mediterrâno.. respectivamente reis gregos do Egito e da Síria – passaram a disputar a Palestina. o Grande.C.. por força da política helenizadora dos ptolomeus. pois temos referências bíblicas e descobertas arqueológicas que indicam este fato (Tafnes. Ciro. polarizando as futuras esperanças pelo ressurgimento da vida nacional na Terra da promessa. no centro desta área. O limite do flanco oeste partia de Jope e em direção sudeste ia até Hebrom. ou mais propriamente nos limites reduzidos do antigo Reino de Judá. Com a morte do grande conquistador macedônio. O cativeiro babilônico cessou com a supermacia da Pérsia sobre o mundo antigo. dosquais dois – Ptolomeu e Seleuco. Por 122 anos.7 A Palestina no Período Grego A dominação grega secundou a persa em 331 a. 23).1 e Ilha Elefantina). restaurada sob a proteção persa e adminsitrada por governadors nomeados pela Pérsia – como o foram Zorobabel e Neemias – era muito insignificante. os judeus aos poucos iam se fixando em outras áreas . Porém a situação político geográfia da Palestina não se alterou muito. 22.remanescentes (exceto na área de Judá no quediz respeito a miscigenação das populações) fizeram com que muitos judeus que ficaram na Palestina emigrassem mais tarde como refugiados para o Egito. a antiga capital. Judéia. O seu limite setentrional começava na margem ocidental do Rio Jordão pouco acima de Jericó. quando. referida em Jeremias 44. a Palestina permaneceu sob os ptolomeus do Egito. 4. Entretanto. Migdol. com a marcha de Alexandre. de 320 a 198 a. Nofe ou Mênfis e Patros. isto é. O panorama geográfico da nova comunidade judaica. o fator importante era a cidade de Jerusalém. Ao sul o limite era uma linha entre Hebrom e Mar Morto na direção leste.C.. subjugou o rei da Babilônia. A sua reconstrução (notadamente o Templo e os muros da cidade) requereu muito sacrifício. sobre Jerusalém. e passando ao norte de Betel findava em Jope.

Seguiu-se. região pertencente a Palestina nos dias de Salomão. o Grande (um idumeu) foi noemado. neto de Herodes.. Judéiae Iduméia. Traconites e Pereia.8 A Palestina sob o Domínio dos Romanos. coube a tetrarquia de Abilene. em 63 a.. a região de Basã. a Herodes Arquelau que levou o título de etnarca –foi dada a tetraquia de Samária. dando-se o nome de tetrarquia a cada divisão territorial. passou a governar a Judéia em nome de Roma.C. eclodiu a revolta dos macabeus.da Palestina. Entre 41 e 44 d. quando o romano Pompeu tomou a cidade de Jerusalém. Pompeu tomou a cidade de Jerusalém.. é que o domínio romano como tal se fez sentir. com o advento de Calígula ao trono do império Romano. aliás. localizada entre o Líbano e Ante-Líbano. a região recebeu uma nova divisão política. no ano 4 d. porém. a Judéia já não era apenas a antiga área do Reino de Judá. Galiléia. onde morreu ignominiosamente (At 12).C. a dos ptolomeus era apenas persuasiva. Herodes superintendia toda a área da Palestina dos tempos dos reis de Israel. governou sozinho sobre todo esse vasto território das quatro tetrarquias. Após a morte de Agripa I. 4. o Grande. toda esta região foi dividida com os seus três sucessores. o Grande. Gaulanites. a Judéia dos macabeus passou a ser uma província romana. ou a Divisão Política do Tempo do Novo Testamento Como sabemos. sendo dividida em duas . Assim. mas Judéia. Com este feito. a política helenizadora dos selêucidas foi muito mais violenta que a dos ptolomeus. saiu vitoriosa da luta. da família dos hasmoneus. a Herodes Filipe. dividida em cinco distritos. com sede em Cesária.C. que em 167 a. permitindo. como Galiléia. quando Herodes.. Antioco.. Como resultado da tirania sacrílega dos grecos-sírios.. o Grande. ao passo que a dos seléucidas foi de uma violência cruel. Ituréia e Traconites. pelo senado romano.C. compreendendo a Galiléiae Peréia. Porém. Batana. o Grande. Peréia (ou Transjordânia) etc. Nesta altura. um período de independência sob o governo dos reis-sacerdotes macabeus até 63 a. após a morte de Herode. que os macabeus continuassem na posse do trono até 40 a. só em 37ª. Na guerra entre Egito e Síria em 198 a.então. Porém. quando Herodes.. rei da Judéia. Herodes Antipas.C. arrebatou a Palestina ao Egito. Samária. Herode Agripa I. Porem.C. abrangendo as áreas de Samária.C. que era o sexto rei selêucida da Síria.. a tetrarquia da Galiléia. e finalmente Lisânias. inclusive a região de Decápolis. Auranites. que não era descendente de Herodes.C.

quando o imperador Constantino abraçou o cristianismo e cessaram as perseguições aos judeus e cristãos. com a famosa Proclamação de Balfour (1917). devastadas as cidadese as povoações de toda a área da Judéia reduzidas a escravos fugitivos ou cadáveres. Agripa II. e Província da Judéia abrangendo a Judéia.cujo quadro cronológico segue abaixo: De 476 a 634 – A Palestina é uma província longíqua e insignificante do Império Romano Oriental com sede em Constantinopla.C. Mas com a decadência do Império Romano (476 d. De 750 a 960 – Torna-se parte do governo sírio dos domínios arábes De 960 a 1095 – A Palestina é dominada pelo califado egípcio De 1095 a 1187 – Período das Cruzadas para libertar a Terra Santa das mãos dos muçulmanos De 1187 a1250 – A Palestina torna-se parte do Império Muçulmano sob a chefia de Saladino. governada por procuradores romanos. que liquidou de novo o Estado Judaico... é que a Palestina gozou de alguma importancia. quando os aliados invadiram e libertaram a Palestina do Império Otomano. a Palestina foi relegada a um longo esquecimento até quase o fim da Primeira Guerra Mundial.). antes por tratar-se do berço do cristianismo do quepor ser a terra dos judeus. sob o comando geral de Tito. Galiléia e Peréia. .C. Samária. Só depois do ano 323 d.C. De 634 a 750 – É governada pelos califas (soberanos muçulmanos) do reino de Damasco. a Palestina deixou de ter qualquer importancia política. governada por Herodes. conquistado pelos árabes.províncias: ao norte a chamada Quinta Província. porém.. a Palestina esteve sob as mais variadas influências políticas. Ambas permaneceram até o ano 70 d. Desde a queda do Império Romano Ocidental até os dias atuais. as portas do país à imigração judaica em ampla escala. 4. anexando-se à Síria. destruido o Templo e arrasada a cidade de Jerusalém. com sede em Cesaréia. De 1250 a 1517 – Governam a Palestina os mamelucos egípcios (forças militares egípcias formadas pelos escravos).9 A Palestina Desde os Tempos Bíblicos Até os Nossos Dias Depois dos anos70 da nossa era. quando da revolta dos judeus sufocada pelos romano. abrindo em seguida. quese compunha das tetrarquias de Filipe e de Lisânias.

excluindo a Transjordânia da Palestina. pelos secretário do exterior LordeBalfour. com Egito. Síria. O mandato terminou em 15 demaio de 1948. o primeiro governo autônomo judaico em mais de 2 mil anos. De 1918 a 1948 – Por delegação da Liga das Nações.Estava deflagrada a Guerra Israelense de Independência. Líbano e Síria. organização judaica que desde 1869 começou a promover a colonização da Palestina pelos judeus). os Estados da Liga-Arábe – Jordânia. em separado. que foi a própria organização sionista. logo deram início a uma série de hostilidades contra a população judaica. apoiando a “criação. declaração esta que passou a ser conhecida como a Declaração de Balfour. com a estrutura de república democrática. atendendo às aspirações do movimento sionista em todo o mundo (Sociedade Amigos de Sião. administrativas e econômicas que garantam a instalação do lar nacional judeu e o desenvolvimento de instituições autônomas”. De 1914 a 1918 – Após a invasão da Palestina pelos aliados. a Inglaterra assume. de um lar para o povo judeu e que envidará o máximo esforço para a conquista desse objetivo”. de um Estado judeu e de um Estado árabe. votou a resolução que recomendava o estabelecimento. com a retirada da administração britânica que o cumpriu procurando restaurar o país com a colaboração da Agência Judaica. liquidando em poucos meses. estabelecido pelo sultão Selim I. De 1948 a 1949 – A 29 de novembro de 1947 a Assembléia das Nações Unidas. Em 14 de maio de 1948 foi proclamado o Estado de Israel.De 1517 a 1914 – A Palestina faz parte do Império Otomano. em 1922. . a provacação. o Mandato da Palestina. No dia seguinte. Egito e Arábia Saudita – invadiram o território do Estado de Israel com o propósito de liquidá-lo. na Palestina. Os árabes palestinianos. exatmente quando termina o mandato ingles na Palestina. emite uma declaração oficial em 2 de novembro de 1917. cujo conteúdo responsibiliza “a Potência Mandatária por colocaro país em condições políticas. queso terminou em 1949 com a assinatura de armísticos. Líbano. que resistiu heroicamente. não conformados com a partilha. Já em 1918 incrementou-se consideravelmente a imigração dos judeus para a Palestina. Iraque. resultando em uma ampliação da área do Estado além das fronteiras propostas pelas Nações Unidas na chamada Revolução da Partilha. depois de varridas as forças atacantes nas três frentes. na Palestina. sob a presidência do eminente brasileiro Oswaldo Aranha. No mesmo Mandato foram delimitadas as fronteiras do país. a Inglaterra. Jordânia.

provocadora da tensão). com seus vizinhos. Jordânia. sozinho. Mediante um apelo das Nações Unidas. com força internacional neutria. a luta terminou com grandes vantagens para Israel. Terminou. Egito e Argélia. as forças internacionais foram retiradas da fronteira israelense e em 5 de junho de 1967 Israel foi invadido pelos quatros países arábes simultaneamente – Síria. saqueando bens. que impedia a navegação com o porto de Eliat no extremo sul do país. direta e separadamente.De 1949 a 1967 . . no sentido de cessar fogo. As Nações Unidas. mas dez anos depois. Israel enfrentou os inimigos em três frentes – Síria. de bandos armados egípcios no território israelense.De fato as promessas foram cumpridas. Por proposta da União Soviética. assim. e guarnecer. a fronteira com o Egito para fazer cessar as incursões provocadoras. derrotou uma aliança de 12 nações. terminando por vencer o inimigo e destruir suas bases de penetração. jordaniana e egípcia – destruindo o poder beligerante dos mesmos em cerca de 100 horas e ocupando todas as áreas ao ocidente do Jordão e quase toda a Península do Sinai.Já em 1955 voltaram a registrar-se incursões. a ONU apelou para que as forças israelenses voltassem às posições anteriores ao início do conflito. constrangeram as forças israelenses a se retirarem para suas fronteiras anteriores. mas Israel respondeu que só aceitaria quaisquer discussões de condições de paz definitiva. no entanto. provocação que resultou na invasão da Península do Sinai por Israel em outubro de 1956. a chamada Guerra do Sinai.sob promessa de levantar o bloqueio egípcio à entrada do Golfo de Ácaba. que. arrastando consigo mais oito Estados árabes. matando centenas de judeus. a pedido do Egito (aliado da Síria.

torna-se necessário apreciar. Lídia. preliminarmente. abrange a província romana com os antigos distritos da Mísia. sendo os outros dois. devido à natureza lacustre da península. foi palco das muitas atividades missionárias do apóstolo Paulo e seus companheiros Barnabé. o Mar Egeu. na concepção do Apocalipse de João. Às margens deste último ficava a célebre cidade de Tarso. Mesopotâmia e Armênia. Lucas. Ao Sul. É um planalto pedregoso. pois é muito provável que tenha terminado o seu ministério em Éfeso e que as sete igrejas da Ásia (Ásia. O maior deles é o Halis. do mais jovem dos doze que andavam com Jesus. temos na direção de leste para este. Silas e Tito. a leste. SITUAÇÃO E EXTENSÃO A Ásia Menor. o Mar Negro. e os Montes Taurus. A oeste.ÁSIA MENOR INTRODUÇÃO Os aspectos bíblicos relacionados com a Àsia Menor são os da expansão missionária do cristianismo no primeiro século da nossa era. quando já em avançada idade. e um dos três maiores centros intelectuais do mundo antigo. a enorme península do extremo ocidental do continente asiático. desembocando no Mar Egeu. seu aspecto físico. a extensão dessa região. fica entre o Mediterrâneo. ou seja. o apóstolo. que percorre uma vasta área do leste da península para finalmente desaguar no Mar Negro. Os rios navegáveis são poucos. Toda esta vastíssima região. Atenas e Alexandria. de cerca de 520 mil quilômetros quadrados. João. há . despejando suas águas no Mediterrâneo. semeando de lagos de água doce e salgada. e. ao norte. 1. ASPECTO FÍSICO. terra natal de Paulo. ao sul. os seguintes: Píramos. que a limitam com a Síria. e quase todos eles de curso relativamente pequeno. 2. Para se entender melhor esta expansão. Saros e Cidno. Timóteo. A oeste. segundo a tradição. bem como econômico e também político. Frígia e Cária) tenham estado por algum tempo sob os seus cuidados. rodeado de cadeias de montanhas e de costa acidentada.

cujo tributário Pactolo banha as cidades de Filadélfia e Sardes. e para sudeste. As estradas da Ásia Menor.quatro rios dignos de referência: Meandro. acompanhando a costa do Mar Egeu desde Éfeso através de Esmirna. e b) O de sul-norte. cobiçada pelos antigos assírios. Inúmeras outras ramificações ligavam esses dois rumos fundamentais. na costa do Mar Negro. desde as mais remotas épocas. rumo oeste. Icônio. penetrando na Síria. Colosso e Apaméia. para Trôade. embarcadouros para Macedônia e Grécia. na direção de Antioquia da Pisídia. O clima da região é de grande variedade. onde entroncava-se com as vias mesopotâmicas e palestino-egipcias. desde a antiguidade. na parte central da península. nas margens do qual ficavam as cidades de Colosso e Laodicéia. Pérgamo e Adramitio. que banha já quase na sua foz a célebre cidade de Éfeso. devido à natureza do terreno que é extremamente pedregoso. partindo de Éfeso e passando por Laodicéia. o clima na região norte. como aqueles seguidos por Paulo na sua segunda viagem missionária quando de Listra dirigiu-se para a Bitínia. por direção divina. provocou até guerras. Na parte central-leste predominam as chuvas e a temperatura amena. em cuja parte superior encontra-se o tributário Licos. listra. A pecuária é muito desenvolvida. Os rumos fundamentais eram: a) O de oeste-leste. como carvão. os ventos dominantes e a configuração física. principalmente a criação de ovelhas e cabras. e Cairo. zinco. capital dum antigo reino do mesmo nome e depois capital da província romana da Ásia. sendo que esta. ASPECTO ECONÔMICO A região é rica em minérios. e outra para as regiões da Bitínia e Ponto. em cuja margem direita. ao passo que nas partes sul e oeste é seco e tropical. Entretanto. porém foi levado. Hermo. cobre. considerando apenas de um modo geral os fatores temperatura e umidade. nas proximidades do Mar Negro. indo uma das ramificações para os portos de Troas e Tróia. 3. . rumo a Anatólia e Capadocia. níquel e prata. Derbe e Tarso. distando 20 quilômetros do Mar Egeu. ferro. ficava a antiga Pérgamo. Caister. mais tarde suplantada pos Éfeso. A agricultura vem em terceiro lugar. bifurcava-se para o nordeste. obedeciam a dois rumos fundamentais com ramificações na direção de nordeste. é frio e úmido. dadas as diferenças de altitude.

4. Licaônia. ou da expansão do cristianismo da Palestina para o Ocidente. . até o século 8 a. De modo que ao tempo do apóstolo Paulo. Cária. Panfília. divisão esta que posteriormente foi modificada em algumas áreas pelos romanos. Assim os samaritanos serviramde ponte entre os judeus e os gentios para a evangelização do mundo.. descobertas em Kanish. Bitínia. referem-se a 10 pequenos principados existentes naquela região pelos idos de 1900 a. Mísia e partes da Frígia. Assim.foram anexadas à Galácia.C. Lídia. Frígia. que etnicamente constituíram – desde longa data – o elemento principal da população ocidental da península. As chamadas Tabuinhas Capadócias. os romanos já haviam feito os seus reajustes políticos na administração da vasta região.. a região (de origem jafética) foi dividida em várias províncias para melhor administração. com sua capital Carquêmis. de origem grega – para a Samária. onde obteveum notavel exito. Capadócia. Depois da ascensão de Cristo.C. quando os assírios o derrotaram. Lídia.C. pois admitindo-se crentes dessa raça mistana igreja cristã. 2) Províncias do Litoral do Mar Negro – Ponto. e depois babilônico e persa. EXPANSÃO DO CRISTIANISMO PARA O OCIDENTE Este estudo deve ser precedido de um rápido preâmbulo de atividades apostólicas na direção do ocidente de Jerusalém. algumas das quais eram conhecidas pelo nome de Hati. o primeiro impulso evangelístico para fora de Jerusalém na direção dos gentios foi a viagem de Filipe – um dos sete diáconos da Igreja em Jerusalém.. Cilícia. Pisídia. reunindo várias das antigas províncias gregas e dando novos nomes a outras. verifica-se que lá pelo séclo 20 a. Durante o domínio assírio. 2) Províncias do Litoral do Mar Egetu – Mísia. 4) Províncias do Interior –Galácia. como Pisídia e Licaônia. feita na parte I deste livro: 1) Províncias do Litoral do Mediterrâneo – Lícia. ASPECTO POLÍTICO Até onde a História permite estudar o aspecto político da Ásia Menor. Já ao tempo das conquistas dos gregos.Patagônia. por exemplo. grupos de tribos indo-européias penetraram na região central ou Anatólia. antes da passagem dos missionários da equipe de Paulo para a Ásia Menor. Cárdia. pouco ou nada se sabe da longíqua península. Nesta altura é proveitoso recordar a divisão das províncias romanas da Ásia Menor ao tempo de Paulo. Cerca de 200 anos depois já havia um forte reino hitita na Ásia Menor que estendeu o seu domínio até a Mesopotâmia e que perdurou influente e dominante sob a forma de Império Hitita. 5.

predominantemente gentílica. via Azoto. além de judeus.haviase retirado para algum lugar da Arábia.25). Convertido. Segundo Atos9. 1-18). também atinge os gregos em Antioquia da Síria. depois da conversão. pois era o oficial do exército romano de ocupação da Palestina e ali pregar o evangelho. A mão de Deus esteve com os seus dois servos de tal maneira que dentro de apenas um ano já havia em Antioquia uma notável igreja. para finalmente refugiar-se em Tarso. pois havia sido prevenido sobre um plano para Antioquia da Síria (At 11. mas importante.42). que estava em Tarso. Barnabé prestou o maior serviço à causa das missões. notamos que o apóstolo tocou em muitos lugares para finalmente chegar a Lida. Em seguida surge um outro movimento missionário por meio de uma perseguição. que conclui pela autenticidade evangélica do movimento (At 11. Desse movimento resultou o célebre . visitando novamente Damasco e Jerusalém. 19-24). E assim estava o caminho aberto para a evangelização dos gentios (At 11. De Jerusalém. dos etíopes.9). Da Samária. junto à praia. Também o Apóstolo Pedro fez uma viagem curta.Pedro vai a Jope. e também ali muitos creram no Senhor” (At 9. Filipe viaja para Cesaréia. perto do Mediterrâneo. resultando o seu trabalho em vários batismos.32. onde fixa residência e evangeliza juntamente com suas filhas (At 21 8. Este. De Lida. e numa hora de oração no terraço tem uma visão que o autoriza a ir a Cesaréia. em Atos 10). consola osquechoram a perda sentida e ressucita a jovem. o etíope élog batizado e leva o evangelho para a sua terra no continente africano. o diácono. a chamado de uma comissão enviada de Jope a propósito do falecimento da jovem Tabita ou Dorcas. a igreja envia para lá o seu representante Barnabé.O piedoso servo do Senhor lembra-se então de Saulo. Em Jope Pedro hospeda-se em casadeum crente por nome Simão. sua cidade natal. que foram os primeiros entre os gentios (fora o eunuco etíope batizado por Filipe.a prota estava aberta para a admissão dos gentios também. Foi ali queele encontrou o ilustre Ministro da Fazenda da Rainha Candace. de onde partiu o movimento de missões estrangeiras. Pedro obedece e pela graça deDeus opera maravilhas naquela cidade. Dali. Filipe foi conduzido pelo Espírito Santo a um ponto de uma estrada que ia de Jerusalém para Gaza. com uma competente equipe de obreiros. Este. ondecurouo paralítico Enéias e levou à conversão “todos que habitavam” aquela cidade e a vizinha localidade de Sarona (At 9. um gentio.35). a sudoeste daquela. à casa de Cornélio. porque assinalou a queda do muro de separação entre judeus e gentios. situada poucos quilômetros a sudeste de Jope.

1 -3). orientada pelo Espírito Santo. distante cerca de 160 quilômetros de Salamina. de Jerusalém. Não consta que na ida tivessem os missionários pregado o evangelho nesta cidade. Ali os missionários enfrentaram um feiticeiro de nome Bar-Jesus ou Elimas. a igreja local.27. aportando em: Perge.23 e 13. o qual estava tentando desviar do caminho da salvação o procônsul Sérgio Paulo. o procônsul rendeu-seao evangelho. desembarcando em: Salamina.apelido que passou a ser o qualificativo supremamente honroso dos crentes de todo o mundo – é que os seguidores de Cristo daí para diante passaram a ser chamados cristãos (At 9. Para penetrar no continente. tomando o rumo leste-oeste no sentido lingitudinal da ilha. e famosa pelas suas antigas minas de cobre. de onde tomaram um navio para a ilha de Chipre. Daí os mensageiros das boas – novas navegam para o norte. descendo a serra da costa. os missionários chegaram ao porto marítimo de: Selêucia. evangelizado por eles. comissiona a Barnabé e Saulo para a pregação das boas-novas ao mundo gentílico. a capital dailha e sede do governo proconsular romano.4 a14. devota da deusa Artemis (a mesma que em Éfeso era conhecida como Diana). De Antioquia. ondehavia várias sinagogas dos judeus nas quais os missionários pregaram o evangelho de Cristo. Acompanha-os o jovem João Marcos. na direção do continente da Ásia Menor. A descrição detalhada desta viagem está narrada por Lucas em Atos 13.1 Primeira Viagem Missionária de Paulo Consolidado o trabalho evangélico em Antioquia. Diante deste fato. porto oriental da ilha. Dali. mas adiante dos quais habitavam populações necessitadas do evangelho da graça. era necessário atravessar a perigosa cordilheira dos Montes Taurus que se levantam logo atrás da cidade. 5. porém sabemos que o fizeram na volta. Parece que na ida foram pertubados pela atitude de João Marcos . a 85 quilômetros a oeste da costa da Síria. foram apregando por todas as povoações até chegar a: Pafos. capital da província romana da Panfília. na foz do Rio Orontes. Porém Paulo (este é o nome pelo qual Saulo é conhecido daí por diante) repreendeu o feiticeiro ferindo-o com cegueira por alguns dias. infestados de salteradores. a 25 quilômetros de Antioquia.

talvez estabelecendo mais outras igrejas das quais não temos notícias. Dali os valorosos pregoeiros da verdade partiram para: Icônio. juntamente com Barnabé. Ali tiveram muita liberdade de pregar o evangelho. sendo esta cidade o ponto final desta primeira viagem missionário de Paulo. ali ficou uma igreja de Cristo.cheio de entusiasmo pela obra do evangelho. Paulo pregou por dois sábados. Esta atitude de Paulo redundou em separação entre ele e Barnabé na obra missionária (At 15. 35-39). para: Derbe. De Perge. os homens de Listra quiseram tributar culto aos pregadores. inclusive elegendo anciãos para as mesmas. como em Perge. também dali foram expulsos os missionários. logo depois. Porém. A igreja os recebeu com alegria e ouviu o relatório cheio de inspiração e . moveram uma tremenda perseguição contra os pregadores. incitando mulheres e autoridades. na estrada de Éfeso para Tarso e partes do Oriente. ponto inicial de sua viagem. e só a muito custo foi que Paulo conseguiu disuadi-los de tal intento. sendo estes apedrejados e Paulo arrastado para fora da cidade como morto. centro comercial e político daquela província. não querendo prosseguir. na Panfília. Então foram para: Listra. dirigiram-se para o porto de: Atália. De Perge os dois missionários partiram para: Antioquia da Psídia. quase 100 quilômetros a leste de Antioquia. Atália etc. Depois de algum tempo de permanência e intensa atividade evangelística. De Derbe poderiam voltar para Tarso e Antioquia da Síria com muito mais facilidade. colônia romana a 35 quilômetros a leste de Icônio. impressionados pela enorme aceitação que a palavra dos missionários tivera entre os gentios. não obstante a insistência de Barnabé. voltou a Jerusalém. interessando judeus e gregos. na sinagoga local. Porém. Mas os discípulos cuidaram de Paulo e o despediram. preferiu voltar pelo mesmo caminho por onde haviam passado na ida. distante dali 32 quilômetros. e confirmando os irmãos nos lugares onde havia deixado igrejas estabelecidas. No segundo sábado.que. porém Paulo. os judeus. Depois de uma cura milagrosa do coxo. razão por que no início da segunda viagem missionária de Paulo este de forma alguma quis levar junto a João Marcos. porém. um grupo de judeus de Antioquia da Pisídia e de Icônio chegaram a Listra e incitaram o povo contra os missionários. a ponto de os expulsarem da cidade. de onde embarcaram para Antioquia da Síria.

36 a18. resultando a separação em duas equipes – uma composta de Barnabé e João Marcos. Atravessando os Montes Taurus. viajando por terra para: Síria. Em Listra Paulo encontrou o jovem Timóteo. Paulo teve a inspiração do alto para fazer uma segunda viagem missionária pela Ásia. que se dirigiu para Chipre. durante os quais dois valorosos obreiros ficaram em Antioquia pregando e ensinando. de onde passaram para: Cilícia. Paulo e Silas tomaram rumo ao norte. entre os anos 46 e 48 d. jovem da igreja de Jerusalém.22 Depois de aproximadamente três anos de intervalo. isto é. 5. vistiando os grupos de crentes formados na região norte da Síria. Lucas não menciona os nomes das localidades desta província atingidas pelos missionários.C. Partindo dali.Isto trouxe uma contenda entre os dois obreiros. segundo a melhor cronologia. 2) O da Europa. confirmando o trabalho realizado na primeira incursão envagelística naquela área. pois este os havia deixado no meio da viagem pela sua inconstância. 5. fácil é perceber que por lá já havia igrejas estabelecidas anteriormente. Paulo não concordou com Barnabé em levar denovo com eles João Mardos. que estava em Antioquia. a palavra do Senhor. E por certo o foram pelo próprio apóstolo durante a sua permanência em Tarso.antes da partida para Antioquia a convite de Barnabé. e outra de Paulo e Silas.gozo no Senhor pela operação patente do Espírito Santo na proclamação do evangelho aos gentios. com muitos outros. chegaram a: Derbe e Listra. cuja capital era Tarso. que foram os pontos finais da primeira viagem. 3) O da Asia na volta. De Antioquia. que lhe pareceu apto para o trabalho missionário e o convidou para integrar a sua equipe. Certamente ele nem por sonho teria imaginando o alcance desta viagem no quediz respeito à penetração.2 Segunda Viagem Missionária de Paulo A narrativa desta viagem encontra-se em Atos 15.2. Esta viagem ocorreu. depois de confirmar na fé os . As etapas desta viagem podem ser divididas em três itinerários: 1) O da Ásia na ida.1 O Itinerário da Ásia na Ida Ao preparar a segunda viagem. Entretanto.

isto é. na costa do Egeu. certamente pela pressa do navio. mas dirigiram-se imediatamente para: Filipos. que é uma ilha a 33 quilômetros da costa. Nesta altura notasequeo autor do livro de Atos – Lucas passa ao uso do pronome pessoal na primeira pessoa do plural. Assim os missionários chegaram a conhecer a vontade de Deus e partiram para a Europa. porto que serivia à importante cidade de Filipos. chamada Lídia. foram passando pelas regiões da Frígiae da Galácia. cidade marítima do continente europeu. colônia romana. . prosseguindo para. tendo passado por Anfilópolis e Apolônia. Mas novamente o Espírito do Senhor lhes impediu o intento e eles desceram para a cidade marítima da Mísia. na província de Bitínia. sendo dois deles Paulo e Silas encarcerados. “nós” o que leva a crer que foi em Troas que ele juntou-se aos três missionários para ajudá-los na obra. 5.irmãos. da jovem adivinhadora e do carcereiro e toda a sua casa. Ali não demoraram. Samotrácia. talvez pretendendo visitar as igrejas de Icônio. Neápolis. Foi ali que Paulo teve uma visão de um homem da Macedônia (parte da Europa que fica defronte da Misia). penetrando no mundo ocidental com a mensagem gloriosa de salvação dos pecadores. lugares em que não se detiveram por motivos desconhecidos. pedindo que passasse àquela região e ali anunciasse o evangelho. onde os missionários obtiveram magníficos resultados de sua pregação manifestos na convesão de uma distinta senhora.5. Mas na providência de Deus até aquela prisão teve resultados favoráveis ao evangelho. chamada: Troas. Deixando assim o princípio de um trabalho que sabemos foi o mais querido do grande apóstolo.entretanto foram impedidos de alguma forma pelo Espírito Santo que os encaminhou para a Mísia. Também em Neapólis os missionários não demoraram. pois o carcereiro veio a converter-se com toda a sua família.2 O Itinérário da Europa De Troas (na Ásia) navegaram para. Tessalônica era uma cidade histórica. Foi neste lugar que pregadores das boas novas sofreram também as primeiras perseguições na Europa por parte das autoridades instigadas pelos prejudicados com a conversão da adivinhadora. Antioquia da Pisídia e outras. ponto inicial de Paulo na evangelização da Europa. Dali julgaram conveniente ir e anunciar o evangelho no extremo norte. foram para: Tessalônica.

seu hipódromo e seu templo colossal consagrado à deusa Diana (ou Ártemis). atravessando o Mar Egeu. Dali o missionário dirigiu-se para: Corinto. Falando no areópago (lugar de discussões publicas e de sentenciar as causas). ao qual mais tarde juntou-se o jovem Apolo. situada a 70 quilômetros de Atenas. onde também já havia uma igreja. De Éfeso Paulo navegou diretamente para: Casaréia.3. Nesta cidade. a importância capital da cultura grega. premidos pela oposição dos judeus fanáticos. os judeus fanáticos de Tessalônica foram a Beréia e alvoroçaram o povo contra os misteriosos a ponto de Paulo ter necessidade de retirar-se por mar para Atenas. de noite. Porém. Paulo permaneceu 18 meses. o apóstolo percebeu a idolatria dominante. os missionários Paulo e Silas (parece que Lucas e Timóteo haviam ficado em Filipos para continuar o trabalho) seguiram. Também foi ali que o apostolo conheceu o consagrado casal Priscila e Áquila. para: Bereia. Itinerário da Ásia na Volta De volta para Antioquia da Síria. grupo que atuou eficientemente para preparar o terreno para o trabalho de Paulo que brevemente voltaria para lá. de onde subiu para: . Paulo embarcou no porto de Cencréia. a 80 quilômetros da Tessalônica. para: Éfeso. chegando a: Atenas. com os quais iniciou o trabalho em Corinto e depois também em Éfeso. Dali navegou em direção leste.grande centro comercial e militar. 5. onde o evangelho foi muito bem aceito. famosa pelo seu teatro. capital da Ásia proconsular. Porém o orgulho e a corrupção dos atenienses não permitiram que estes aceitassem a mensagem só apostolo. metrópole comercial e política da Grécia naquele tempo. certamente estabelecida durante a estada do apóstolo em Corinto. a 13 quilômetros a leste de Corinto.ponto estratégico para a difusão do evangelo. em companhia de Priscila e Áquila. Paulo estabeleceu ali uma igreja composta de judeus e gentios. Depois de uma rápida vista pela cidade. portanto. fez uma extraordinária defesa do cristianismo perante os filósofos gregos. tendo sofrido tremendas perseguições.2. deixando os companheiros para trás. junto à foz do Rio Caister. que foi o ponto final da sua segunda viagem missionária na direção do Ocidente. Entretanto. na Palestina. Nesta cidade o casal de auxiliares do apóstolo que o acompanhou desde Corinto.

subindo até Filipos e dali talves tenha ido a Ilírico. confirmando na fé todos os discípulos convertidos nos lugares anteriormente visitados. também Ilha do mesmo mar. que lhe trouxe noticias de Corinto. aparentemente sob pressão de novas e mais violentas ameaças de perseguição. De Filipos regressou a Troas na Ásia. depois de Quios. Continuando. passou por Cós.23 a 21. Três meses depois de sua chegada. seu ponto de partida para todas as viagens. capital da Ilha de Lesbos. promontório da costa da Ásia. província situada na costa do Mar Adriático da Macedônia.Jerusalém. ilha montanhosa do Egeu.3 Terceira Viagem Missionária de Paulo Depois de breve período de descanso. provavelmente visitando os lugares em que na viagem anterior havia estabelecido igrejas. De Jerusalém dirigiu-se para: Antioquia da Síria. 19. descrita em Atos 18. deve ter dado origem às chamadas “sete igrejas da Ásia” referidas no Apocalipse (At. Partindo de: Antioquia novamente. Paulo dirige-se através das províncias de Cilícia. Dali desceu para: Corinto. para: Éfeso. dirigiu-se para Mitilene. voltou pela costa do Mar Egeu.8. A feitiçaria perdeu seu prestigio pela queima publica de livros dos muitos convertidos em Éfeso. A crendice devotada a deusa Diana sofreu sérios abalos. Excepcionalmente notável foi a atuação do apóstolo em Éfeso frente às perseguições e alvoroços de seu trabalho trouxe no seio daquela população. saudando os irmãos da igreja e relatando-lhes as maravilhas que o Senhor havia operado durante os quase três anos (51 a 53) gastos na sugunda viagem.10). de onde o apóstolo manda chamar os anciãos de Éfeso dos quais se despede para sempre. ilha de Rodes. Para evangelizar este centro da província e suas adjacências. onde pôs em ordem as irregularidades ocorridas na igreja de onde escreveu as duas importantes Epístolas aos Gálatas e Romanos. Pátara. que é o ponto principal de suas atenções nesta viagem. de . indo depois para Mileto. Paulo empreendeu uma terceira viagem missionária. Galácia e Frigia. passando dali para Macedônia. e mais adiante para Samos. onde esperou o seu novo companheiro de trabalho Tito. tomando o rumo de Trojilo. Finalmente teve que despedir-se dos discípulos. durante os seus dois anos de atividade nesta cidade. E a fim de despistar os seus algozes. 5. já os judeus novamente preparava-lhes ciladas para o eliminar do cenário. depois passando a Assôs. dirigindo-se para: Troas.

até: Antípatres. 5. num acesso de cólera os seu inimigos tentaram liquidá-lo. por certo. mas o ódio dos judeus o descobriu para tirar-lhe a vida. De Jerusalém foi que começou a sua ultima viagem para o Ocidente. e depois para o porto de Cesaréia. na Ásia Menor. foi até: Bons Portos. naufragando nas proximidades da: . Viagem de Paulo a Roma Ao concluir a sua terceira viagem missionária. onde lhes foi permitido visitar os amigos crentes. por ocasião da festa de Pentecostes. foi para Ptolemaida (ou Acra). confortando irmãos de uma igreja cuja origem não nos é conhecida. visitando o evangelista Filipe com as suas filhas. porque a tendência das autoridades romanas era não julga-lo por tratar-se de uma questão religiosa. Paulo chegou a Jerusalém por ocasião da festa de Pentecostes. O ódio dos judeus havia crescido diante do sucesso do evangelho pregado por Paulo. Reconhecida a sua presença em Jerusalém e particularmente no Templo. Diante do perigo de ser arrebatado pela turba enfurecida de judeus fanáticos. na Ilha de Creta. o apóstolo apelou para César. levando pelos ventos. visitando outro grupo de irmãos. para chegar a Jerusalém. e por isto foi enviado a Roma na condição de prisioneiro. partindo dali para: Mirra. onde permaneceu preso por dois anos. na costa da Fenícia. onde esperaram melhorar o tempo. o oficial da Torre de Antônia (fortaleza junto do Templo) tomou a providência de conduzir o apóstolo de noite.4. naquela ocasião. Festo e Agripa. sob forte guarda. foram acompanhados por uma tremenda tempestade que durante 14 dias os manteve entre a vida e a morte. tendo tido a oportunidade de pregar o evangelho às autoridades romanas: Félix. porto da província de Lícia. De Cesaréia navegaram para: Sidom. Neste porto fizeram a baldeação para outro navio que.onde navegou diretamente para Tiro. onde o amor dos irmãos o envolveu. Não fosse a pronta intervenção dos soldados romanos. Na viagem Paulo foi acompanhado de seus amigos Lucas e Aristarco (de Tessalônica). Paulo teria perecido. Navegando dali. ao fim dos quais partiu para Roma. Dali foi remetido para: Cesaréia. Ao perceber a impossibilidade de conseguir garantias na província. Prosseguindo.

Ali havia uma igreja que teria sido fundada pelo trabalho de Epafras e arquipo. Ásia Menor. Colossenses e Filemom. na costa oriental da Sicília. tendo sido preso novamente pouco depois. Dali seguiram para: Régio. foram: Praça de Ápio e Três Vendas.Este período entre a sua primeira prisão em Roma e a segunda é coberto de incertezas quanto às suas atividades e lugares onde elas foram exercidas. onde acharam alguns crentes que solicitaram a sua permanência.24) . já na península itálica. Embora acorrentado a um soldado. Filipos teria sido outro lugar visitado por Paulo nesse período (Fp 2. Paulo foi absolvido e posto em liberdade. Depois de passarem alguns dias naquela ilha. Públio.5. apesar de suas cadeias. Este gesto dos irmãos deu mais animo a Paulo. segundo se concluir de Filipenses 1. tendo sabido de sua chegada a Potéli. de lá navegando para: Potéoli. prevendo ele agora a vitória do evangelho também em Roma. Finalmente chega Paulo a: Roma. a grande ilha italiana. na rotaterrestre entre o Ocidente e o Oriente. e se abastecido dos viveres necessários à viagem. capital política e cultural do império. ponto final da viagem marítima. antes de chegar a Roma. ou Melita. As duas ultimas etapas. morando em casa particular alugada perto do quartel pretoriano. a sua prisão foi bastante suave. tendo Paulo curado o pai do homem principal da localidade. De modo que o itinerário que segue é apenas uma conjectura. Depois de longa espera. ficando ali sete dias. 5. que se acha ao sul da Silícia. Ali o apóstolo ficou preso durante dois anos. a setenta quilômetros de Roma. Viagem de Paulo Entre a sua Primeira e Segunda Prisão em Roma Há evidencias claras. Colossos teria sido o seu novo campo de trabalho.Ilha de Malta. Filipenses. Era uma cidade da Frígia. onde vários irmãos vieram da capital do império para receber o apostolo e seus companheiros. embarcaram num navio alexandrino rumo a: Siracusa. Dali Paulo escreveu as seguintes epístolas: Efésios. às margens do rio Lico.22. pelo que encontramos nas chamadas “Epistolas Pastorais” de que ele foi absolvido e que reassumiu o seu antigo trabalho de visitar igrejas já estabelecidas e organizar outras novas. após a libertação da sua primeira prisão em Roma.

Nicópolis. e no frenesi de sua loucura incendiou a cidade de Roma. pois pede ao seu jovem companheiro que traga a Roma. . A suposição é que Paulo tenha sido preso em Troas e levado para Éfeso para o interrogatório prévio. Nero estava no trono do império. atribuindo a culpa aos cristãos. Troas. onde está preso. Em Creta aparentemente desejava desenvolver trabalhos amplos para adiantamento da obra do evangelho.13.5 e II Timóteo 4. lugares escandalosos na viagem de Jerusalém para Roma.12. mas teve que deixar os planos nas mãos de Tito. naqueles dias. É o que se depreende de Tito 1. a sua capa e os pergaminhos deixados ali. teria sido mais outro lugar visitado pelo apóstolo.20. antes de ser remetido a Roma. segundo Tito 3. o que provocou a terrível perseguição neroniana. Pelo que se lê em II Timóteo 4. Éfeso. E assim terminamos o nosso breve estudo de Geografia Bíblica. parece que Paulo teve que deixar apressadamente este lugar. no litoral do Mar Adriático. O ministério de Paulo estava já no fim. situado na região grega de Epiro. Certamente o bravo soldado de Cristo pareceu na onda desta perseguição. Mileto e Greta.

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