O MUNDO ANTIGO O mundo antigo, ou mundo bíblico, compreende todos os povos antigos mencionados na Bíblia que habitavam a área

banhada pelo Mediterrâneo (Grande Mar) e aqueles que ficam entre este, o Mar Negro(Euxino), Mar Cáspio(também chamado Mar Setentrional), Golfo Pérsico(ou mar meridional) e Mar Vermelho(denominado pelos romanos Mar Eritreu). Considerando que o relato bíblico de ambos os Testamentos abrange a área desde Espanha, o ponto mais ocidental das atividades do apóstolo Paulo, até Pérsia, país mais oriental com que esteve relacionado o povo de Israel, e desde o Ponto, provincia mais setentrional da Ásia Menor, ao Sul do Mar Negro, cujo povo estava representado em Jerusalém no dia de Pentecostes (At 2.9), até o extremo sul da Arábia onde, provavelmente, ficará a lendária terra de Ofir, tantas vezes mensionada na Bíblia, podemos dizer que a expresões mundo antigo e mundo bíblico são praticamente são praticamente sinônimas. 1. LIMITES Em termos gerais, pode-se delimitar a área do mundo antigo da seguinte maneira: Norte: uma linha reta que começa na Espanha, passa pelo norte da Itália e mar negro e vai até o Mar Cáspio. Leste: Uma linha reta que parte do mar Cáspio, e passando pelo Golfo Pérsico vai até o Mar Arábico. Sul: Uma linha reta que, partindo do Mar Arábico, vai na direção oeste, passando pela Etiópia e terminando no deserto da Líbia, no continente Africano. Oeste: Uma linha reta que parte do sul do deserto da Líbia e termina na Espanha, abrangendo o Egito e as regiões do norte da África. Em termos mais específicos, diríamos que a referida área fica situada em longitude 5º oeste e 55º leste, e entre 10º e 45º latitude norte.

2. EXTENSÃO São as seguintes as regiões do mundo antigo, ligadas as Revelação, e suas caracteristicas: 2.1. Mesopotâmia Literalmente “entre rios”, é a vasta região do oeste asiático margeada pelos rios Tigres e Eufrades, que se estende desde os montes da Armênia ao norte até o Golfo Pérsico ao sul, de cerca de um milhão e meio de quilômetros quadrados. É a terra dos primeiros dias da história bíblica e o berço da humanidade. Isto porque, acordo com as possibilidades geográficas e as mais recentes conclusões históricas e antropológicas, o surgimento do homem ocorreu na região da Mesopotâmia, o jardim do Éden certamente localizou-se nas nascentes dos rios Tigre e Eufrates (Gn 2. 10-14). Também fatos importantes como o dulúvio, formação da família de Noé, migrações de sua descendência etc. deram-se nesta região. A parte norte desta região é conhecida como Assíria e a parte sul como Babilônia ou Caldéia, habitadas por vários povos em diferentes épocas. Súmérios, acadios, amorreus e semitas estabeleceram-se na Mesopotâmia e se fundiram, saindo deste Hoje a região é ocupada pelo Iraque e parte pela Turquia. Agora apreciemos, separadamente, as duas subdivisões da Meso potâmia. 1) Assíria: Região de planalto montanhoso em quase toda a área, filho de Sem neto de Noé (Gn 10.11). A sua mais antiga cidade e capital doi Assur; filho de Sem e neto de Noé (Gn 10.11). A sua mais antiga cidade e capital foi Assur, em torno de cujo distrito desenvolveu-se o país que em épocas diferentes tem possuído diferentes dimensões. Os primitivos habitantes da Assíria, mesclando-se com os acádios, semitas, vindos da Síria por volta de 2500 a.C., formaram o povo conhecido pelo nome de Assírio2.A cidade mais célebre da região, e desde 885 a.C. capital da mesma, foi Nínive, à margem oriental do terço superior do Rio Tigre. Foi nas montanhas da Assíria que o rei Salmanazar instalou uma grande parte do cativo de Israel (Reino do Norte). 2) Babilônia ou Caldéia: Conhecida também pelos nomes antigos de Sumer, Acade, terra de Sine ou de Sinear, é região baixa a alagadiça, extremamente caldeamento a notável figura do patriarca Abraão, que por sua vez, deu origem ao povo hebreu.

fértil devido ao lado depositado pelos rios Tigres e Eufrates, especialmente na parte sul, e também devido a irrigação artificial produzida por um sistema de canais. Seus habitantes primitivos foram os sumérios vindos do planalto persa que, fundindo-se com os acádios, formaram o povo mais tarde chamado babilônio. A fertilidade do aluvião tornou esta área frequentemente cobiçada por povos próximos e distantes. Várias cidades prósperas estabeleceram-se na região: Ur, Eridu, Obeide, Larsa, Fara, Ereque, Nipur e outras, merecendo menção especial a Babilônia, edificada por Nimrode – filho de Cusi, neto de Cão e bisneto de Noé e que se tomou em capital do famoso Império Babilônico, situada no noroeste do país atravessada pelo rio Eufrates. Pelo sistema de canais, não só em toda a região se faziam presentes as águas carregadas de húmus fertilizantes, como também se faziam a comunicação e intercâmbio comercial entre muitas cidades. E quando em decorrência de inundações mais violentas, ou negligencia de governos, os leitos dos rios e canais apresentavam desvios consideráveis, verificava-se o declínio de varias dessas cidades. Como exemplo deve-se mencionar a cidade de Ur que, julgando-se pelas escavações ali realizadas, ao tempo de Abraão era porto marítimo, mas cujas ruínas hoje encontram se a cerca de 250 quilômetros ao norte do fundo do Golfo Pérsico Nesta região, Judá ficou exilado ao 70 anos, e nela exerceram seu ministério profetas Daniel e Ezequiel. 2.2 Arábia Esta é uma região de imensos desertos que se estende desde a foz do rio Nilo até o golfo Pérsico no sentido oeste-leste, e desde a Síria até o Golfo Arábico no sentido norte-sul. Foi na parte ocidental da Arábia, também chamada Arábia Pétrea – incluindo-se nela a Península do Sinai e Edom – que os israelitas peregrinaram 40 anos e onde foi dada a lei por intermédio de Moisés. Os seus habitantes primitivos foram os amalequitas, os idumeus (edomitas), os israelitas, os midianitas, os amonitas e os cenitas, pertencendo a estes últimos o sogro de Moisés, Jetro. Cada um desses povos, alguns nômades e outros seminômades, constituía um pequeno reino. No extremo sul da Arábia provavelmente ficava a lendária terra de Ofir, célebre pelo seu ouro, tantas vezes mencionada na Bíblia. A maio caminho entre o Golfo de Ácaba e o Mar Morto ficava a cidade mais importante

Ciro. foi quem decretou o repatriamento dos judeus. Foi na Pérsia que tiveram lugar os acontecimentos descritos no livro de Ester. que aprisionou Ló e em cuja perseguição saiu Abraão derrotando-o. O império persa chegou a abranger toda a Ásia Ocidental.Hoje é província do Irã.era rei de Elão(Gên. 1.Babilônia e Pérsia. que hoje corresponde á moderna província persa de Khorasan e que ao tempo do império romano marcava o limite oriental do mesmo.da chamada Arábia Pétrea quiça de toda a Arábia – Selá ou Petra.Segundo provas arqueológicas. a sudeste de Babilônia e Elão. e a oeste da Partia. rei da Babilônia.como Assíria. irmão de Moisés. 13 – 15). ao sul da Média. 2.Quedorlaomer. o rei persa. A capital mais antiga era Persagada.5 Média Esta região ficava ao norte do Elão. Depois da queda do império babilônico sob o poder medo-persa. Os medos em tem pos remotos viriam divididos em muitas tribos.foi fundada cerca de 4000 A.C. situada a nordeste do Golfo Pérsico.sua capital. Hoje a região é ocupada pelo Irai moderno. sem vida organizada. ou Pasárgada. 14). e até Susã.1 -11. ao oriente do Monte Hor em cujo cimo morreu Arão. 2. portando sem governo central. Grécia e Egito. 2. 5. sem exército. em Atos 2:9. onde se faz referência aos povos representantes em Jerusalém no dia de Pentecostes.Susã. limitando-se ao sul com o golfo Pérsico. Há uma única menção dos partas na bíblia.1Em épocas diferentes pertenceu aos impérios vizinhos.É região montanhosa e relativamente fértil.4 Elão ( ou Elami) País antigo ao qual os gregos denominavam Suziânia. havia tomado (ED. ordenado ao mesmo tempo a reconstrução do templo e a restituição dos vasos sagrados que Nabucodonozor. ao sul do mar Cáspio e partes da Armênis.portanto com Babilônia e Assíria – ao norte com a Média e a leste com a Pérsia. .3 Pérsia Primitivamente a região era pequena. a oeste com o rio Tigre. a leste da Assíria. Grande parte da Média é uma vasta planície com cerca de 1000 metros de altitude coberta de ricas pastagens. antiga capital do Elão.

Assim foram presa fácil de impérios vizinhos mais poderosos.A princípios.A princípio a Média esteve sujeita á Assíria.Foi naquele tempo que os cativos de Samaria (Reino do Norte) foram levados por Sargão II, rei da Assíria, para essa terra (2 Reis 17.6, 18. 11). Mais tarde, quando as tribos escolheram Déjoces como seu rei, estas foram definitivamente unificadas numa só nação, com sua capital na cidade de Ramada – que os gregos denominaram Ecbatana, que é a Acmetá de ESDRAS 6.2, cercada de “sete muralhas concêntricas e de alturas diferentes de tal modo que sobressaíam uma das outras, predominando a mais interna sobre as demais’. Aliada à Babilônia, a Média sacudiu o jugo da periclitante Assíria. Cerca de cem anos mais tarde a Pérsia absorveu a Média, que nunca mais deixou de ser uma província persa (hoje iraniana). 2.6 Armênia ou Arará Esta região abrange extensas e altas serras ao norte da Média, Asssíria e Síria, tendo a Ásia Menor e o Mar Negro a oeste, o Mar Cáspio a leste, e ao norte as montanhas do Cáucaso. Nesta região encontram-se as cabeceiras dos rios tigre e Eufrates, a provável área do Éden e o monte Arará – na parte nordeste - - onde descansou a arca de Noé no fim do dilúvio (embora alguns dicionaristas afirmem que a arca desceu sobre “um dos montes de Araá, ignorando-se qual seja”). 2.7 Síria ou Arã (hebr) Localiza-se a sudeste da Armênia, a leste da Ásia Menor e do Mediterrâneo, ao norte da palestina e a oeste da Assíria e partes da Arábia, cortada na direção norte - sul pela cordilheira do Líbano, paralela á costa do Mediterrâneo, que apresenta duas divisões: Líbano – a mais ocidental, a ante-Líbano – a oriental, em cujo extremo sul fica o célebre Monte Hermon. Os dois rios mais importantes da região correm entre as duas divisões dos Líbanos: Orontes, para o norte e depois oeste, passando perto da cidade de Antioquia e desaguando no Mediterrâneo, e o Leontes, para o sul, repentinamente desviando o seu curso para o mesmo mar. Grande parte da região é uma planície exuberante de fertilidade. Os sírios (ou arameus) são descendentes de Arã, filho de Sem e neto de Noé. Nos dias patriarcais esta região era constituída de pequenos reinos independentes que levavam o nome de sua cidade principal, como Arã-naaraim, Arã-demascus, Arãzoba etc. Parece que Harã, centro comercial e militar que ficava no distrito de Padã-

Arã, onde Abraão habitou com seu pai e onde deixou sua parentela para sair para Canaã, ao tempo do patriarca, pertencia ao noroeste da Mesopotâmia, vindo mais tarde incorporar-se a Síria. Damasco é capital da síria até hoje, sendo, conforme se crê, a mais antiga cidade viva da Terra. A Síria foi conquistada sucessivamente por Salomão, assírios, babilônios, persas, gregos e romanos. A Síria foi o primeiro país estrangeiro a receber o cristianismo pelo testemunho dos crentes perseguidos em Antioquia, onde estes foram primeiramente chamados cristãos (At 11.26). 2.8 Fenícia Esta região era uma nesga de terra entre o Mediterrâneo, a oeste, a cordilheira do Líbano, ou Síria, a leste, Palestina ao sul e Síria, também ao norte, até a pequena ilha de Arada onde ficava a cidade de Arvade, medindo, em média, 25 quilômetros de largura por 250 de comprimento. As suas cidades principais citadas no antigo testamento são Tiro e Sidom. Entretanto pelas escavações arqueológicas, depreende-se que os limites da Fenía em tempos bem remotos estendiam-se ao norte além de Rashamra, antiga Ugarit, defronte da ilha de Chipre. Seus habitantes, provavelmente originários do Golfo Pérsico, ocupam a costa do Mediterrâneo por volta de 1700 a.C. Eram famosos em navegação, comercio. Ciências, artes e literatura, exercendo uma notável influência sobre as demais nações do mundo de então. Durante a sua existência foram muitas vezes subjugados pelas potências próximas e distantes, mas sempre souberam conservar a sua cultura e unidade. As suas colônias espalhadas pela costa e ilhas do Mediterrâneo, bem como seu intercâmbio comercial com outros povos, foram os fatores principais de sua expansão. Os cartagineses (colônia de Cartago,África) eram seus descendentes.Os libaneses que hoje ocupam a região são seus descendentes. 2.9 Palestina ou Canaã É região banhada pelo Mediterrâneo a oeste, tendo ao norte a Fenícia e a Síria, e a leste e sul a Arábia, sendo que ao sul também fica parte do Egito. As suas características serão estudadas detalhadamente mais adiante neste livro. 2.10 Egito

Certamente depois de Palestina , a terra que mais se salienta na bíblia, do ponto de vista histórico e religioso, é o Egito.Isto porque está intimamente relacionando á formação dos hebreus, um povo distinto e especialmente destinado a ser o instrumento a Revelação. A sua posição geográfica é no nordeste africano;tendo ao norte o Mar Mediterrâneo, a leste partes da Palestina e Arábia esta separada pelo Mar Vermelho – ao sul, antigamente a Etiópia, hoje Sudão, e a oeste da Líbia, com seu imenso deserto também conhecido pelo nome de Saara.É uma vasta região deserta vivificada pelo rio d’água que corre na direção sul – norte, que é o Rio Nilo.Seu nome antigo é Misraim, ou Misr, deriva do folho Cham ou Cão,filho de Noé, que para lá se dirigiu depois do dilúvio. Seu nome poético foi Rahabe, usado nos Salmos, livro de Jó e profecia de Isaías, que alguns interpretes pensam seja alusivo a algum monstro marinho da mitologia semita, como Dragão. Em tempos remotos o Egito atingiu grande desenvolvimento em ciências, letãs e artes, como provam os monumentos e documentos descobertos em grande quantidade. A famosa fertilidade do Egito devia-se ao lodo espalhado em vastas áreas, especialmente no Baixo Egito ou Delta, pelas inundações do grande rio. O Egito foi o lugar da longa permanência dos descendentes de Jacó (430 anos) da qual os últimos 80 anos foram de dura escravidão. Das doze famílias do filho de Jacó já haviam se formado doze grandes tribos com cerca de dois milhões e meio a três milhões de pessoas. Dentre elas Deus levantou Moisés, a quem preparou maravilhosamente para ser o libertador do seu povo. A província de Gósen, a sudeste do Delta (denominação dada ao estuário do rio Nilo que toma a configuração da letra D do alfabeto grego em posição invertida) foi a área habitada pelos israelistas. Mênfis, Tebas, Alexandria e Cairo são as cidades principais do Egito. 2.11 Etiópia Região do Oriente africano frequentemente citadas nas Escrituras Sagradas, compreendendo a área do alto Nilo, Sudão e Abissínia. Seus limites são; Egito, ao norte (modernamente Sudão); Mar Vermelho ou Arábia, a leste; Líbia, a oeste; e partes orientais da África, ao sul, desconhecidas nos tempos bíblicos, hoje ocupadas pela Somália. Em língua hebraica a região era conhecida pelo nome de terra de Cush, no antigo egípcio Kas ou Kesh e em etíope Kish. Era habitada pelos descentes de Cusi, filho de Cão e noto de Noé. Parece que segundo Gênesis 2.3

bem como a área em que se encontravam as “sete igrejas da Ásia” referidas no livro de Apocalipse. Licaônia e Capadócia. rodeada de cadeias de montanhas qu ecorrem pela orla marítima e semeada de inúmeros lagos de água doce e salgada. senão o Cidno que deságua no Mediterrâeno e a cujas margens ficava a célebre cidade de Tarso. quase totalmente deserta. Hermo. Pisídia. ou Lubim (Jr 46.13.43). Paflagônia e Bitínia. O tesoureiro do reino da Etiópia. filho de Cão. povo dividido em pequenas tribos que mais tarde passaram a ser conhecidos como líbios.12 Líbia Uma extensa região do norte da África. terra natal de Paulo. capital de toda a região ao tempo do Novo Testamento) que despejam as suas águas no Mar Egetu. Todas estas provinciais a leste da Mísia e Lídia também era conhecidas simplesmente como Ásia. o apóstolo. 2. Os habitantes primitivos desta . a oeste – Mísia. Aleste limita-se com a Armênia. sendo Cireneu a capital. Seus habitantes são descendentes de Put. As provínciasou distritos emque os romanos dividiram a região eram as seguintes: Ao norte – Ponto. parece ter sido o primeiro a introduzir a religião cristã naquela região. Ásia Menor É a enorme península do extremo ocidental do coninente asiático.10). Ao tempo dos romanos a província era dividida em Líbia Marmárica (parte oriental) e Líbia Cirenaica (parte ocidental). razão esta por que há poucos rios de volume considerável. e Caico. a oeste pelo Mar Egeu e ao sul pelo Mediterrâneo. No dia de Pentecoste estavam presentes em Jerusalém alguns habitantes desta região (At. ao sul – Lícia. Hoje o moderno Estado da Turquia abrange toda esta área. cuja conversão é narrada no capítulo 8 do livro de Atos dos Apóstolos. Foi esta região o grande palco das atividades missionário sde Paulo e seus companheiros.9. Cilícia (cuja cidade principal era Tarso). 2. Glácia. no centro e a leste – Frígia. 2. Lídia e Cária. Dn 11. banhada ao norte pelo Mar Negro. Meandro e Caister (às margens deste último ficava situada a famosa cidade de Éfeso.havia na região Asiática – norte da Mesopotâmia ou Armênia – uma outra área com o mesmo nome até certa altura da pré-história. Panfília. a oeste do Egito. na costa do Mediterrâneo. com limites ocidentais muito vagos. A região é um planalto elevado e pedregoso. extremo norte da Mesopotâmia e Síria.

quase sem planícies e sem rios. podendo-se cultivar somente plantas que suportem os estios ardentes e secos dominantes. com suas colônias agrícolas e entrepostos comerciais. cultos e culturas diferentes.C.sul da Itália. o . a sudeste. coberta de montanhas de declives abruptos. ao sul pelo Mediterrâneo e a oeste pelo Mar Jônico. A Grécia Antiga era conhecida pelo nome de Acáia. de conquistas. particularmente na região central. cercada por muitas ilhas e ilhotas. Os gregos – também chamados helenos – são descendentes de Javão. que ofi parai dos jônios. chamada Anatólia. uma das principais tribos na formação da raça grega juntamente com os dórios). Por esta e outras razões como lutas políticas.14 Grécia ou Hélade A península do sudeste europeu banhada a leste pelo Mar Egeu. a língua grega divulgou-se pelo mundo antigo de tal forma que a propagação do cristianismo por aquela vasta área tornou-se fácil. o apóstolo.C. mas que sob o domínio de Filipe. e de seu filho Alexandre. a expansão dos gegos para além das fronteiras da Grécia propriamente dita. ilhas do Egetu e do Mediterrâneo. A Grécia é toda recortada pelo mar. que é a parte sul da península.. as marcas do seu pensamento sobre as gerações de todos os tempos”. Nenhum outro povo conseguiu imprimir.15 Macedônia País quefica ao norte da Grécia cuja história antes de 560 a. conhecia-se como a Ática. o Grande. tão indelevelmente como este. 2. pouco se conhece. isto é. 2. e a região de Atenas. norte da África (Líbia) e até Massília (sul da França atual). Assim “os gregos usaram e assimilaram todos os tipos antigos de civilização e lhes deram um sentido próprio do seu modo de sentir e vir. pobreza da terra. o Macedônio. de ambição por riquezas. merecendo destaque os hititas que na Ásia Menor tiveram o centro de sua civilização. ou seja. Quando a Grécia caiu sob a tutela de Filipe da Macedônia – que era meio grego e meio bárbaro. Mar Negro. o que explicaa chamada Diáspora gega do século 12 ao século 6 a. mas educado na Grécia – já a cultura helenista era conhecida por toda parte. Ásia Menor. etc – os gregos tornaram-se cheios do espírito de aventuras. A Grécia foi outro palco de atividades missionárias de Paulo. Ao norte ficava a Macedômia.região representavam a mais complexa mistura de raças. neto de Noé. E com as conquistas de seu filho Alexandre.

Seleuco. a leste o Mar Adriático e a oeste o Mar Tirreno. Tessalônica e Beréia. ao norte com os Montes balcânicos e aoste com partes de Trácia e Ilíaco. Segundo Romanos 15. solicitado por meio de uma visão (At 16. sob a regência da imperatriz víúva e de seu irmão. passando por Neápolis. seu filho. tendo ao norte a cadeia dos Montes Alpes. o número dos generais foi reduzido de sete para quatro. tornou-se província do Império Romano. atravessou o Mar Egetu e penetrou no continente europeu pela Macedônia. Anfípolis. proém sofrendo maior mistura de tribos bárbaras da Ásia e das regiões do norte do Mar Negro.39. da Iugoslávia e o sul da Bulgária e Turquia européia.19 esta foi a reigão mais distante na direção norte a que chegou Paulo com a mensagem do evangelho.17 Itália Esta é outra Península do sul da Europa. Em breve. Antípater.9).). deixando duas igrejas estabelecidas em Filipose Tessalônica. surgiram dissensões entre os generais. 8.Grande. o Grande. mas o profeta Daniel refere-se a este império em 2. Na Itália está a célebre cidade de Roma. que a separa da Itália. a leste com o Mar Egetu e com a Trácia.C. e Filetero. no Egito. Modernamente esta regiãocompreende a Albânia e Iugoslávia. Macedônia era uma vasta planície fértil envolvida por altas montanhas. quiseram os seus generais “assegurar o impéri para o infante.C.16 Ilírico ou Ilíria Esta região ficava a oeste da Macedônia. nooreste da Grécia e leste do Mar Adriáticos. Limitava-se sul com a Grécia. 2. O apóstolo Paulo. tornou-se potência mundial do seu tempo (36ºa 323 a. Os seus habitantes eram provavelmente da mesma origem dos gregos. na Macedônia. Hoje a região forma o norte da Grécia. 8. senão que ao tempo das conquists romanas eram montanheses bastante selvagens. Após a morte de Alexandre. 7. na Síria. Filips. incluindo-se nela a Dalmácia. Em 142 a.5. na Ásia Menor. Todos os membros da família de Alexandre foram afastados do poder.). e ao sul da Pnaônia.. Muito pouco se sabe da história desta região e seus habitantes primitivos. Apolônia. na sua segunda viagem missionária pela Síria (51 d. sua capital.” No Antigo Testamento não é mencionada a Macedônia.C. porém. no Mediterrâneo. que ao tempo do Novo Testamento era .6. e fundaram quatro realezas: Ptolomeu. estes quatro assumiram o título de reis. 2.

Entre 61 e 63 d. já para com os cristãos – devido a sua agressividade aos ritos pagãos e o seu esforço de fazer adeptos – não o foi. Mitilene. E o chamado fragmento Muratori. banhada ao sul pelo Mar mediterrâeno e ao norte pelo Oceano Altântico. Paulo demonstrou o desejo de visitar a Espanha para ali pregar o evangelho.C. entremeada de vales férteis com rios abundantes. fazendo parte da chamada Península Ibérica.C. Assim. Rodes. E região montanhosa.. 2. o pequeno reino foi se estendendo até abranger toda a península. no princípio do quarto século da nossa era. Não obstante. em 63 a. afirma que o apóstolo havia chegado até a Espanha. perto da atual Gibraltar. estes continuaram a multiplicar-se e exercer a sua influência a tal ponto que. mas quando Paulo escreveu a sua Carta aos Romanos. no ano 57 ou 58 d. em cujas margens fica a cidade de Roma.C. das quais as principais são: Creta. dos quais o principal é o Tibre. por reis. governadores e procuradores. escrito em 170 d. a Palestina tornou-se tributária do Império Romano. Samotrácia e .18 Espanha Esta região fica no extremo ocidental do mundo antigo.também a capital do vasto e poderoso Império Romano. tera para onde se dirigia o profeta Jonas quando entendeu desobedecer ao Senhor. sendo governada. sucessivamente.. Chipre. especialmente durante a Idade Média com o estabelecimento dos tristemente célebres tribuinais de inquisição. 24 – 28. Não se sabe quem teria levado o evangelho à Itália. Esta região também foi palco de perseguições antrozes aos cristãos. no sudoeste da Europa.C.. na Ásia Menor e paultainamente foram submetendo outras regiões ao poder romano.C. os exércitos romanos invadiram a Síria.Segundo Romanos 15. Fortes perseguições foram desencadeadas ao tempo de Nero e de Domiciano contra os cristãos em toda parte. o Grande. já havia crents ali.C. Társis. ficava ao sul da Espanha. Paulo pregou em Roma.19 Ilhas do Gentious ou Ilha do Mar É designação aplicada na Bíblia às ilhas do Mediterrâeno e Mar Egetu.Patmos.. embora como prisioneiro. o cristianismo tornou-se a religião do Estado sob o governo de Constantino. 2. Em 190 a. Segundo alguns estudiosos. Ainda que o império fosse tolerante para com a religião dos povos conquistados. fundada em 753 a.

O texto bíblico de Gên. de cerca de 2. Dizem uns que as duas designações não se referem ao mesmo local.000m de altitude cortadas por valesde dimensões variadas cobertos de algumas vegetações em certas épocas do ano. outra ao sul. É nesta região sul da península que se localiza o Monte Sinais.1 Arará Fica no sudoeste da Armênia e é célebre pelo encalhe da arca de Noé. No Monte Sinai Moisés . 3. 8:4 diz que a arca parou sobre “os montes de Arará”. na qual predomina a topografia montanhosa.Tem cerca de 5000m de altitude.talvez Malta e Sicília. Portanto. a mais alta.000 e 2. 3. trataremos neste tópico das montanhas extrapalestínicas do Mundo Antigo relacionadas com a história bíblica. as cinco mais importantes são as seguintes: 3. MONTANHAS Uma vez que vamo estudar separadamente – na Parte II deste livro – a geografia da Palestina.500m de altitude e que fica mais ao sul e Horebe deve ter sido o nome do conjunto montanhoso e Sinai uma das elevações mais salientes (Hengstenberg e Robinson). Provavelmente a primeira é a melhor explicação. embora a tradição aponte a montanha mais lata da região como tal e cujo nome é Arará. poucos conhecidas aos tempos bíblicos. predominantemente deserta com leves elevações. ficando este do lado oriental da península e aquele do lado ocidental. bem como de regiões mais remotas. na Península do Sinai. de elevações entre 1. que tem forma triangular e que é banhada por dois braços do Mar Vermelho chamados golfo Suez e Golfo de Acaba. Destas. embora apontem o mesmo bloco maciço (Gesenius) com duas elevações próximas – Sinais. ignora-se o local exato do pouso da arca.2 Sinai ou Horebe Localizando no extremo sudoeste da Ásia . também chamado Horebe. A península por sua natureza divide-se em duas parte: urna ao norte. E ainda outros acham que Sinai era o nome mais antigo e Horebe o mais recente da mesma montanha (Ewald). Esta dupla nomenclatura é explicada por diversos modos pelos exploradoresorientalistas.

A cadeia de montanhas que fica a oeste é conhecida como Líbano e a que fica a leste como Ante-Líbano. pois que serve de leito para o rio do mesno nome.750 e 3.recebeu a Lei. sua escassa vegetação (exceto . fica na parte ocidental da Síria.900 e 3. mas vem do tempo da dominação grega e persiste até hoje.3 Líbanos A cordilheira dos Montes Líbanos. originando-se. ao norte da Palestina. A sua extensão na direção norte-sul é de cerca de180 quilômetros e na direção oste-leste varia entre 20 e 20 em linha área. o profeta. que significa “monte de Moisés”.O vale que separa as duas cadeias demontanhas toma nomes diferentes: ao sulé chamado Vale do Leontes. A altitude de ambas as cadeias varia entre 1. e apresenta-se em duas divisões: 1)Líbano e 2) Ante –Libano. assim.000m (os dados oferecidos pelos vários autores diverge consideravelmente quanto à altitude destemonte. No mesmo monte. Devido a sua altitude que atinge pouco mais de 3. Ao tempo de Josué o vale era conhecido simplesmente como Vale do Líbano. Moisés teve a visaõ da sarça ardente – quando apascentava os rebanhos do seu sogro – e seis séculos depois Elias. que corre paralelamente à costa oriental do mediterrâneo.4 Hermon Ete monte fica no exremo sul da cadeia dos Montes Ante-Libanos. oscilando entre 2. 3. Era famoso pela sua fertilidade. com a qual se firmou o pacto entre Deus e o povo de Israel.por onde correo rio do mesmo nome.365m). palácios dos reis. cobertura de navios. Os Montes Líbanos são frequentemente citados nas Escrituras. Hoje o Sinai é conhecido pelo nome de Jebel – Musa. uns oucos anos antes. instrumentos musicais etc. madeiras empregadas na construção do templo de Salomão. Nas encostas dos Líbanos cresciamos famosos cedros e as esbeltas faias. 3. e do centro para o norte toma o nome de Vale do Orontes. tambémconhecida como Monte Sirion e Monte Senir. no limite sul da Síria e extrem norte da Palestina. Esta divisão não é conhecida nas Escrituras Sagradas.300m.. que se estende por entre os contrafortes das duas cadeias. por serem de grande duração. teve a visão de Deus (Irs 19) emquelhe foi revelado que apesar da idolatria de Israel havia muitos joelhos em seu meio que não se haviam dobrado a Baal. pouco mais para o norte é conhecido como o Vale de Mispá. a nacionalidade hebraica com seus aspectos religioso e civil.

o enorme véu da neve baixa até cerca de 1500m. Nas montanhas de Seir. Síria. Nele morreu Arão. Durante o inverno.5. cataliza as correntes de ar quente e úmido vindas do Mediterrâneo. este nome se reveste de uma imponência majestosa. O Hermom tem um papel importante na formação do clima da região. ficando no seu tríplice cume (formado por três elevações ou picos dispostos em triângulo) uma calota de gelo que reflete os raios solares. Na realidade Seir não é um monte isolado e sim. 3. qual um espelho. Sua altitude varia entre 300 e 2. provavelmente na parte norte. formando fios de Água e riachos que descem pelas encostas e regam as partes inferiores do monte e os vales. Isto é.000 metros. embora a tradição aponte o Monte Tabor. Isto devido a baixa temperatura reinante em suas culminâncias. RIOS . uma serra de montanhas. durante a peregrinação de Israel em demanda da terra prometida. “O Monte chefe”. que corre na direção norte-sul na região de Edom na Arábia ocidental (durante a dominação romana era denominada Arábia Petra). podendo ser avistado de muitas partes da Palestina. a distância enorme. Seir. Arábia. pode-se concluir que em tempos antigos o Hermom foi de fato um monte sagrado. Acreditase que a transfiguração de Jesus teve lugar em algum ponto da encosta sul deste monte. precipitando um orvalho denso em áreas mais próximas e chuvas abundantes em regiões próximas e distantes. mas pertencendo ao mesmo sistema fica o Monte Hor. um pouco afastado da serra. na Galiléia. a neve vai derretendo. À medida que avança o verão. Na encosta leste. Principalmente na Palestina. posto militar grardião das fronteiras meridionais do Império Romano. irmão de Moisés. também conhecida como Selá. Pelas numerosas ruínas de templos dedicados a Baal e outros deuses pagãos encontrados ao seu redor. habitava Esaú. entre o sul do Mar Morto e o extremo norte do Golfo de Acaba.nas encostas inferiores onde a vegetação é extremamente rica) e sua cobertura permanente de neve e gelo. Atualmente seu nome é Jebel-esh-Sheik. irmão de Jacó. como era o significado do seu nome. Na região central dos Montes Seir ficava a cidade-fortaleza Petra. Fenícia e Mediterrâneo. 4.

Nilo Branco e Nilo Azul e seus afluentes. Além de ser o ponto final da rota comercial.11 4. O transbordamento do Nilo nos regiões áridas do Egito e conseqüente abundância das colheitas. Nos tempos remotos ele desaguava . Na mesma ilha ainda foram encontradas ruínas de uma colônia judaica e documentos em grande quantidade que relatam acontecimentos entre 400 e 525 a. corre na direção sudeste do lado oriental da Mesopotâmia até juntar-se com o Eufrates cerca de 160 quilômetros antes do golfo Pérsico. referida em Ez 29. O Nilo corre na direção sul-norte através do Egito desagregando no Mediterrâneo através de um vasto estuário de 25 quilômetros de largura. A parte navegavel ia até a Ilha Elefantina.1. quer pelos artificiais (canalização) – e também preferência de suas diversas nascentes. a narrativa bíblica ao assunto. C. Nilo De cerca de 6. podemos considerar quatro rios importantes: Nilo. junto da primeira catarata. tendo suas nascentes na região dos grandes lagos da África Equatorial. por onde se estendem os seus dois braços chamados. oferecendo novos dados sobre a dispersão dos judeus pelo mundo então. segundo os dados oferecidos pelos diversos autores. suplementando.) Este é o rio que. Há mais cinco outras cataratas no Alto Nilo que não permitem a navegação.145 quilômetros ao sul de Cairo. Devido à mudança do leito do rio através dos tempos – quer pelos meios naturais (inundações). o percurso total do Tigre varia entra 1. As chuvas produzidas pelas nuvens formadas sobre o Oceano Índico e levadas pelos ventos sobre as cordilheiras da África Oriental e Equatorial faziam transbordar o Nilo a seus afluentes. era considerado pelos egípcios obra dos deuses. Eufrates e Jordão. denominado Delta. pois as escavações nela efetuadas mostram vestígios de fortificações que abrigavam guarnições militares. notadamente na região do Delta. 1. que fica em frente à ilha.Na vasta área do Mundo Antigo. Tigre. E Hebr.500 quilômetros de comprimento. assim. a ilha Elefantina também era o posto militar mais avançado do governo egípcio na direção sul. Resp. Provas iguais nos oferecem as ruínas da cidade de Siene (moderna Assuã).300 quilômetros. Daí o caráter que o povo atribuía ao rio. antigamente chamada Yeb. levando para o Egito aluvião fertilizantes das vertentes das montanhas.2 Tigre ou Hidequel (Gr.. o Nilo é o primeiro rio do continente africano e o segundo do mundo. formado pelos três braços ( que antigamente eram sete).780 e 2. 4.10. nascendo nas montanhas da Armênia.

pouquíssimas são as referências bíblicas ao Tigre. e no seu terço inferior.Seu percurso totaliza cerca de 340 quilômetros e atravessa dois lagos: A)Meron e B)Galiléia. especialmente na região sul.A peculiaridade do Jordão é que este é o único rio do mundo cujo leito é inferior ao nível do mar. De início o rio corre para o ocidente. Devido à diferença de nível do Eufrates e do Tigre. As suas nascentes acham-se no maciço montanhosos na Armênia. O curso total do rio também varia entre 2. Em sua margem esquerda. Depois toma a direção sudeste.Hoje cerca de 160 quilômetros ao norte do referido golfa junta-se com o rio Tigre e daí em diante é chamado Shat-elArab. fica a cidade de Bagdá. Fora os primeiros capítulos de Gênesis. C.É formado por várias nascentes nas encostas noroeste e oeste do Monte Hermom. que daí pra frente recebe o nome de Shat-el-Arab. na altura do seu terço superior. desaguando no Mar Morto. tornando assim o vale da Mesopotâmia estgremamente fértil. quando a sua cidade (Ur dos Caldeus) era porto marítimo.Também o Eufrates nos tempos antigos desaguava diretamente no Golfo Pérsico. atravessando a célebre cidade de Babilônia a cerca de 140 quilômetros de seu estuário. Calcula-se que desde os tempos de Abraão. segundo diversos autores. hoje despeja suas águas no Eufrates. chegando a uma distância de apenas 93 quilômetros do Mediterrâneo.330 quilômetros.diretamente no Golfo Pérsico. Jordão Este é o rio. cuja história começa no terceiro milênio a. na margem direita. A depressão começa desde três quilometros ao sul das águas de Meron e continua cada vez . o rio Eufrates era o seu limite nordeste.880 e 3. 4. também chamada Caldéia. ficam as ruínas da antiquíssima cidade de Nínive. da terra santa inúmeras vezes referido nas escrituras sagradas. Aparentemente esta diferença se explica pelas mesmas razões citadas com referência ao comprimento do Rio Tigre. 4. Na época da maior glória do domínio hebreu. devido ao aluvião formado na Baixa-Mesopotâmia.3. ou BaixaMesopotâmia. Eufrates Também conhecido como “Grande Rio”.4. Também constituía o limite ocidental da Mesopotâmia. mas. foi construído pelos antigos um sistema de canais.. Todos os dois rios depositam uma faixa de terra no fundo do Golfo Pérsico fazendo-o recuar. o Golfo Pérsico tenha cerca de 250 quilômetros.

O Grupo do Oeste. e isto em virtude das peregrinações dos patriarcas e do povo de Israel. cuja profundidade chega a 400m. em conseqüência de destruição. quando tratarmos dos rios da Palestina. Alguns identificam como o de Etã (Ex 13. Os israelitas peregrinaram 40 anos em desertos deste tipo. estende-se pelo noroeste da península do Sinai. os palestinicos veremos quando tratamos da geografia da palestina. ao largo da fronteira nordeste do Egito e costa oriental do Mar vermelho (Golfo de Suez). em cuja margem esquerda fica a cidade de Roma. a saber: Yeshimon – deserto absoluto. O primeiro correndo no seu último trecho pelo limite norte de Canaã e o segundo banhando a cidade de Antioquia – e Tibre. DESERTOS Na bíblia encontramos várias referencias a desertos. que é o prolongamento do anterior na direção sul da costa oriental do mesmo mar. 3) Sinai. abrange toda a parte sul da península. que se efetuou especialmente nos desertos do Êxodo.2). Aqui abordaremos os desertos extrapalestínicos. Os desertos extrapalestínicos da Palestina. o grande guia do povo de Deus. São eles: Leontes e Orontes. que alguns identificam como o de Etam (Ex 13. onde não há possibilidade de sobrevivência animal ou vegetal.1. (Mais adiante. incluindo o monte Sinai. Portanto. 2) Sin. É o caso de cidades destruídas pela guerra. A idéia de deserto entre os antigos Judeus abrangia três aspectos distintos. trata-se de uma depressão de 826m.(Ex 15. Há outros três grandes rios no Mundo Antigo. 5. tendo a linha do Mar Morto-Golfo de Ácaba como divisória: 5.20). na Síria. 1) Shur. sendo a mais profunda do globo terrestre. porém sem importância para a Geografia Bíblica. bem como a parte oriental da mesma até . na Itália. desértico. bem como da formação de Moisés.2). na época chuvosa do ano transformava-se em campo viçoso procurado pelos pastores para pastagem de seus rebanhos. o Jordão será apreciado com mais detalhes). Heraboth – lugar devastado. Midbar ou Arabah deserto com certas possibilidades de vida animal e vegetal que.mais acentuadas até chegar a 426m no Mar Morto. abrangendo o terço médio da mesma. relacionados com a Bíblia podem ser divididos em dois grupos.

ao norte de Moabe. Junto delas. também conhecido pelo nome de Negeb. fica a leste do Cades. ou 112 metros”. de forma retangular. localizado geralmente bem no centro. 7. faziam-se feiras livres e outras . Berseba. deslocandose um pouco para nordeste da mesma. A esta altura do nosso estudo vamos focalizar as do primeiro grupo. 5. A expressão “de Dã a Berseba” era maneira de definir a extensão norte-sul do território Palestino. 5) Cades. descrevendo a célebre cidade de Babilônia. A parte principal no interior da cidade era o palácio real. 4) Parã. CIDADES O estudo das cidades do mundo antigo requer que as dividamos em dois grupos: a) grupo extrapalestínico e b) o grupo palestino. Segundo o Dicionário da Bíblia. ainda que não mencionadas especificamente. o elementos fundamental era o muro protetor queabrigava a cidade dos ataques dos inimigos. de John D. o grande historiador Heródoto. ou seja. Porém antes façamos uma descrição geral das cidades bíblicas. O Grupo Leste.o fundo do Golfo de Ácaba. 5. Estes dois últimos desertos constituíam o limite sul da Palestina. 1) Indumeu. cuja localização é desconhecida. As portas eram poucas em cidades menores e numerosas em maiores.2. 6) Zim. A altura desses muros variava de acordo com a importância e o tamanho da cidade. Sobre os muros do palácio e da cidade haviam torres e vigias permanentes. cobre todo o centro da península. pequena área que fica ao norte do parã e leste de Shur. 5) Beser. em praças ou largos. em estilo de fortaleza muito resistente. extrapalestínico. diz queos seus muros tinham “a espessura de 50 cúbitos reais. a nordeste do mesmo mar. são desertos de pouquíssima importância histórica e que são mencionadas apenas acidentalmente. Davis. 4) Diblat. Este é um pequeno deserto em torno da cidade de Berseba o marco meridional da Terra Santa. Quanto ao planejamento das cidades antigas.1 Descrição Geral Entende-se por cidades bíblicas aquelas que de alguma forma são relacionadas com a história bíblica. 2) Moabe. que correspondente a 20 metros e a altura de 200 cúbitos reais. 6. fica a sudeste do Mar Morto. ou Cades-Barneia. 3) Quedemote. igualmente a sua largura.

bem como as assembléia dos cidadãos e os julgamentos. numerosas cidades em vastas regiões planas.Na Babilônia. é que seriva para todos estesfins. Na Palestina também os dois elementos eram comuns nas construções das cidades. Já no Egitoera a pedra o material principal. eram construídas sobre montes ou elevações onde a posição contribuía para a sua defesa.transações comerciais. Quanto a importância. as ruas não obedeciam a qualquer planejamento. junto a alguns oásis ou poços. Havia. vasos etc. estatuetas. Cidades Principais do Grupo Extrapalestínico Destacam-se neste grupo. junto do palácio real. constituindo. por onde os exércitos dos inimibos do leste obrigatoriamente tentariam invadir a terra de Canaã pelo sudeste. as cidades eram duplamente notáveis. A não ser em cidades grandes. Em segundo lugar. As residências dos ricos eram geralmente miniaturas de paláciao real. e em lugares férteis. o material empregado na construção das cidades dependia do predominante na região. As ruas das cidades antigas eram estreitas e geralmente escuras. geralmente. constituíam as cidades militares para obstar a invasão dos inimigos. as seguintes: . suas piscinas e objetos de ornamentação. predominava o barro. junto de nascentes de águas. Em primeiro lugar. porque constituíam o refúgio das populações rurais ou agrícolas. como colunetas. tendo sido construídas em lugares estratégicos ou passagens obrigatórias que davam acesso às regiões menos defensáveis. pela sua importância e relação com os hebreus e com o cristianismo primivito. embora fosse usado também o tijolo de barro. devido às pontes que ligavam as casas de ambos os lados. Em algumas cidades a praça central. ou seja. Assim. porém. eram muito úmidas e sujas devido ao lixo das casas que era despejado nelas. tijolos de barro secados ao sol ou queimados. abandonavam os seus campos e recolhiam-se nas cidades ao abrigo de suas muralhas. com poucas divisões e mobiliário modesto. As casas e o mobiliário variavam de acordo com as posses dos proprietários. Estas. ainda que a pedra fosse mais comum. em tempo de guerra. por exemplo. muitas delas. com as suas peças amplas. Ao passo que as casas dos pobres eram simples. a exibição do poderio econômico. Entre estas pode-se mencionar Jericó junto do vau (passagem rasa) do Jordão. seus jardins bem tratados. A localização das cidades geralmente obedecia às conveniências da população.

centro industrial. Foi tomada pelos babilônios em 612 A. Com a mudança do leito do rio Eufrates e ascendência da cidade de Babilônia que ficava a 25 quilômetros de Babilônia ao norte. Conforme a tradição. foi perdendo a sua importância. segundo Heródoto. 3.Dois dos livros proféticos do antigo testamento tem Nínive por objetivo: Jonas e Naum.3. localizada ao sul da Síria. Ninive. Situada ao sul da Babilônia ou caldeia. É citada frequentemente nas Escrituras Sagradas em que as referências vão desde os dias das peregrinações de Abraão (Gn 14) até o tempo do apóstolo São Paulo (Gl 1. localizada na margem ocidental do Nilo. Segundo Gênesis 10. Os judeus que permaneceram na . agrícola e comercial de grande importância. As pirâmides egípcias mais famosas ficam perto desta cidade. Segundo os historiadores “a cidade viva mais antiga da terra”. cerca de 20 quilômetros ao sul de Cairo capital do Egito. levava-se três dias para percorer (atravessar?) a cidade. Notável Por se constituir centro estratégico para o comércio do mundo antigo. neto de Sem.Geralmente os hebreus e outros estrangeiros nas suas condiçõesincluíam as cidades vizinhas que confinavam com Ninive como seus subúrbios.13). Damasco. Damasco teve por fundador Uz.17). primeiro rei do Egito mencionado na historia. Nas escavações arqueológicas de Ur temos as mais antigas evidencias da cultura sumeriana. Tornou-se a capital do mundo no período áureo do império Assírio. 2. Babilônia e Roma (via Éfeso. por se tratar de um ponto de entroncamento das estradas que culminavam Egito e Arábia com Assíria.C. Ur. 50 quilômetros ao norte da confluência do rio zabe com aquele.11 foi uma das cidades mais antigas da Assíria. segundo as escavações arqueológicas (o Golfo Pérsico antigamente ia até Ur). hoje chamada Mugheir (perto das escavações da antiga Ur). porto marítimo. Cidade natural do patriarca Abraão. que habitava aquelas regiões (provavelmente o cenário da historia de Jô). antidiluviana. na Ásia Menor). Menfis. terminando assim a sua glória. Os hebreus a conheciam pelo nome de Nofe (Is 19. teria sido edificada por Menes.1. Ficava a margem oriental do Tigre superior. A cidade mais importante do Egito sentetorial que. Através dos séculos tem sido a Capital da Síria. Segundo Jonas 3. no planalto oriental do Ante-Libano. 4.

onde permaneceram por algum tempo Terá e seu filhos depois de deixarem Ur. Entretanto. Egito (via Palestina) e Síria. cerca de 500 quilômetros a noroeste do Golfo Pérsico (250 quilômetros ao tempo de Abraão. A antiga e bela capital do famoso império babilônico.quando o povo de Judá foi levado cativo para aquela região. cidade do Patriarca. Arã. pois que Ur. Foi na cidade de Babilônia que Alexandre. Segundo Heródoto. conforme provam as escavações em suas ruinas que hoje ficam a cerca de 250 quilômetros do fundo do Golfo Pérsico) A época de seu maior esplendor foi o tempo do rei Nabucodonosor. Jerusalém: (Ver estudo adiante sobre cidades principais do Grupo Palestino) .As suas origens pré-históricas remontam aos dias de Nimrode (Gn 10. 6. historiador grego . terminou os seus dias em 323 a . D. tratava-se de um importante centro militar e comercial. Babilônia. jardins suspensos.portanto nos dias do profeta Daniel. mais tarde fugiram para o Egito e se estabeleceram em Menfis (Nofe) e mais outros pontos daquele país (Jr 44. construídas de tijolos com argamassa de betume com 250 torres e 100 portões de cobre. ou Padã-arã. Davis em seu Dicionário da Bíblia . muralhas quase inexpugnáveis etc. Hoje no localda antiga capital do Baixo Egito achamse duas aldeias. C. Ásia Menor. o Grande. 7.as muralhas que cercavam a “cidade maravilhosa” do mundo antigo eram duplas e tinham cerca de 28 metros de largura e até 112 metros de altura e 96 quilômetros de extensão. podemos imaginar o que eram os muros de Babilônia. Poucas informações temos desta cidade. notável pelos seus maravilhosos palácios.C.10). É certo que ficava na região chamada Arã-naaraim.1). era cidade marítima. Babilônia. no planalto sentetorial da Mesopotâmia. século 6 A. depois da destruição de Jerusalém pelo rei babilônio Nabucodonozor. Esta cidade foi edificada sobre as duas margens do rio Eufrates. ponto de convergência dos caminhos da Assíria. 51:58.citado por J. pelo que se pode concluir de alguns dados arqueológicos. ou seja.Palestina. em torno do local da torre de Babel.. 5. Conforme Jeremias .

tendo construído um molhe através do estreito que a separava do continente. Paulo tocou em Tiro no final de sua terceira viagem missionária. C. As As referencias . 21 – 31). tomou a ilha de Tiro em 332 a.C. o Grande. a terrível mulher de Acabe. Etbaal. Segundo pode-se concluir das referências biblícas. na África setentrional.1 – 16). Hirão. e reconstruída. que morreuem 254 d. Paulo atracou neste porto. Este é o nome da capital da Ática. é freqüentemente referida na Bíblia. que em 1834 tornou-se a capital de todo reino da Grécia. foi sepultado na basílica cristã de Tiro. Sidon. um dos notáveis pais das Igreja Cristã. que mantinham relações com regiões as mais distantes. Outra cidade importante e muito antiga da Fenícia. onde havia um grupo de cristãos. tanto no Antingo quanto no Novo Testamento. Atenas era celebre como centro da ciência. Foram os Tírios navegantes e comerciantes famosos. porto marítimo do Mediterrâneo. (At 27. Foi arrasada. A importância desta cidade foi tão grande que os historiadores da antiguidade freqüentemente referiam-se aos sidonios como sinônimo de fenícios. atraindo inúmeros estudantes de todas as regiões. sendo seu porto comercial mais próximo Falero. Foram as cidades fenícias Tiro e Sidom as únicas em território estrangeiro que Jesus vistiou durante o seu ministério terreno (Mt 15.. ajudando comsua madeira e artíficesa construir os palácios e o templo (2Cr 2. transferindo-se mais tarde para uma ilha próxima a fim de resistir melhor aos constantes ataques dos inimigos. era pai de Jezabel. Ao tempo de Davi e Salomão. É mencionada muitas vezes nas Escrituras Sagradas. distante ceca de nove quilómetros do Mar Pireu. quando de sua viagem a Roma. Tiro. Um dos reis sidonios.Orígenes.3) onde tinha amigos 10 Atenas. parece. Cidade antiga e muito importante da Fenícia. Hoje seu nome é Saida.. O nome moderno desta cidade é Sur. Conforme relatos de escritores e historiadores antigos (Hérodoto e outros). um dos estados da Grécia. rei de Israel.8. pelos conquistadores. sua fundação remonta a 2750 a. fundada em 1156 a.C.C. não mantiveram as mesmas relações com os hebreus como os de Tiro. Mas Alexandre.C. muitas vezes. manteve estreita amizade com Israel. depois de sete meses de cerco. 9. o rei de Tiro. os sidonios. da literatura e das artes do mundo antigo. cerca de 30 quilômetros ao norte de Tiro. De início a cidade foi edificada sobre um pequeno promontório. Foram eles que fundaram Cartago. no século 9 a.

ficou ali durante dois anos e três meses (At 19. A cidade mais importante da costa ocidental da Ásia Menor. aos Filipenses. 15 – 18. Paulo. A data de fundação. realizando o seu maior trabalho missionário. localizada na margem direita do rio cayster.. é 753 a.C. Famosa por ter sido a capital política e cultural do mundo por vários séculos. a 24 quilômetros da desembocadura deste no mar Tirreno.C. . seu teatro com capacidade para 25 mil pessoas assentadase seu hipódromo eram de fama mundial. a capital da Ásia Proncosular e o entrocamento das duas estradas mais importantes (leste – oeste e norte – sul) da grande península ao tempo dos romanos. Era a um só tempo o porto mais importante do Egeu oriental. Seu magnífico templo consagrado à deusa Diana (Ártemis dos gregos). na margem esquerda do rio Tibre. na província de Lídia. 1 Ts 3.bíblicas a esta cidade são todas elas relacionadas com a obra missionária de Paulo (At 17. edificada sobre sete colinas. 11 Éfeso. na costa ocidental da península. 8 – 10) entre os anos 54 e 57 d.. que levou 220 anos para ser construído e tinha 55m de largura por 122 m de comprimento.1). Cidade das mais antigas da península itálica. Paulo esteve preso em Roma durante dois anos e dali escreveu quatro epistolas: aos Éfesios. aos Colossences e a Filemom. reconhecendo a importância estratégica de Éfeso. 12 Roma.C. cerca de 18 quilômetros da desembocadura deste com o mar Egeu. cuja origem remonta ao século 11 a. 1. universalmente aceita. Ao tempo do apóstolo Paulo a “Cidade Eterna” como é chamada já possuía cerca de 1 milhão de habitantes.

1.PARTE II A PALESTINA 1. tanto no Antigo Testamento.3. pois os amorreus são descendentes dos cananeus. como nos escritos profanos.( o grande divisor natural de regiões do antigo Oriente) e cujo descendentes vieram a torna-se donos da terra. Nome cuja origem uns atribuem a Éber. Literalmente significa “habitante de terras baixas”. Canaã ou Terra de Canaã É o nome mais antigo por se tratar da terra habitada pelo neto de Noé.Terra dos Hebreus. a preferência dos descendentes de Canaã pelas planícies. 1. GOEGRAFIA FÍSICA DA PELESTINA 1.1.1. e outros a Haber ou Habirú. 1. 1. nomes diferentes.1. Terra de Israel ou Terra dos Israelitas. designado assim. designa a mesma região territorial conhecida como Canaã. ou do além". É outro nome antigo que. bem como tem sofrido alterações quanto à sua extensão.1 Nomes A região que nós conhecemos pelo termo Palestino tem recebido.4.2 Terra dos Amorreus. alusão à circunstância de que Abraão veio de um país situado do outro lado do Rio Eufrates. Esta designação ocorre com freqüencia no Antigo Testamento e significa "terra pertencente aos descendentes de Jacó" a quem o Senhor colocou o nome e .1. através dos tempos. termo que significa "o do outro lado. Canaã e sua decendência. De muitas passagens bíblicas depreende-se que este era o nome para designar o território entre o Mediterrâneo e o rio Jordão. 1. patriarca importante de quem descende Abraão. Provavelmente.

1. 1.este nome aplicava-se apenas ao Reino do Norte. quando de sua chamada.5.ou seja. (Gênesis 12:1-4). na distribuição da terra de Canaã. 1. Terra de Judá ou Judéia. Quando o povo de Deus voltou do cativeiro babilônico e reorganizou a sua vida nacional. Terra da Promessa ou Terra Prometida. É a designação dada pelo profeta Zacarias em (2:12) e pelos cristãos desde a Idade Media. banhada pelo Mar Mediterrâneo (extremo leste) em toda a extensão do seu limite ocidental. após a conquista. tocou por sorte à tribo de Judá.1. Desde os tempos do domínio romano até os dias que precederam a fundação do moderno Estado de Israel.2. Depois da divisão do reino de Israel. 1.8. 1.de cujos doze filhos formaram-se as doze tribos que constituíram o povo de Israel. Posteriormente figuras como Plinio e Josefo passaram a chamar por este nome toda a região de Canaã. Localização Localizada no continente asíatico. ao largo do Mar Mediterrâneo até o Egito. ministério e sacrifício do Filho de Deus em favor dos homens. este nome passou a ser usado para designar todo o território comprometido na benção de Jacó ( Gênesis 49:8-12) e seus habitantes foram chamados de "judeus". a terra habitada pelos filisteus. mais ou .1. nesta designação incluía-se também a área pertencente à tribo de Benjamim. Palestina Este nome deriva-se do termo Filístia. a 30º latitude norte. Palestina era o nome mais usado. assim formando o Reino de Judá. A princípio este nome se referia somente à área que. Após o cisma. particularmente do nascimento. 1. por ter sido aquela terra palco de maravilhas divinas.6.Terra Santa.e na qual Deus estabeleceu o seu servo e sua descendência. É o nome dado a terra de Canaã por causa da promessa de Deus feita a Abraão. Na Bíblia este nome é dado a uma faixa de terra a sudoeste de Canaã.1.7.

Do ponto de vista comercial. ao Sul – com Arábia. a Oeste – com o mar Mediterrâneo. 1. 3 Vale do Jordão. bem como entre o Norte e o Sul.3. e do ponto de vista político. 4 Planalto Oriental. 1. igualmente passagem inevitável dos exércitos conquistados das grandes portências ao seu redor. 2 Região montanhosa central.ora sendo mais reduzidas.de aproximadamente 250 quilômetros e largura media de 120 quilômetros. Entretanti em termos médios. Superfície A superfície da Palestina variou consideravelmente no decorrer dos tempos.5 Topografia De um modo geral os geógrafos modernos costumam dividir a Palestina em quatro secções longitudinais: 1 Planice da costa do Mediterrâneo. havendo épocas em que eles sofriam algumas modificações resultantes das conquistas ou perdas nas lutas com as nações vizinhas. 1. ficava na rota obrigatória do trafego entre o Oriente e o Ocidente. sendo o seu comprimento em direção do norte para o sul . ou zona montanhosa de Galaad. ora sendo mais extensa. a Transjordania. Naturalmente estes são os limites médios ou prevalecentes da história política da Palestina.4. a Palestina constituía-se num centro de gravidade para mundo e as civilizações da antiguidade. (desrto arábico).menos equidistante dos pontos principais do Mundo Antigo. Comparando com as superfícies dos estados brasileiros. quando foi invadida pelos reinos ao seu redor. as devastações sofridas pela Palestina em repetidas ocasiões durante a sua história. Como nos dias dos reis Davi e Salomão.5. quando pela conquista anexaram-se vários territórios vizinhos. podemos dizer que a sua superfície é de cerca de 30 mil quilômetros quadrados.1 Planícies . Limites A Palestina limita-se: ao norte com a Síria e Fenícia. a Palestina era um pouco maior que o Estado de Sergipe. ao Leste – com partes da Síria e partes da Arábia. Para um estudo mais detalhado da topografia da Palestina vamos seguir o esquema a baixo: 1.

uva e oliva. entre Jope e Gaza. Esta planície é particularmente conhecida pelos famosos lírios e outras variedades de flores. a planície que traz este nome é considerada a maior da Palestina e a mais famosa. bordejando a Baía do Acre. é o mais importante. No ângulo suleste da planície fica o local da antiga e importante cidade fortificada de Jesreel. Azoto. Região muito fértil. Para o leste desta cidade desce o Vale de Jesreel até atingir o Jordão na altura de Bete-Sea. no sudeste da Palestina. ao sul da Fenícia e que se estende até o Monte Carmelo. como ao vale que toma a direção leste. Ascalom e Gate. fortemente muradas. As cinco cidades principais dos filisteus.(1) Planície do Acre ou Aco – região do extremo noroeste da costa palestínica. Devido a sua posição estratégica. (5) Planície de Jesreel ou Esdralon. com cerca de 75 quilômetros de comprimento por 25 de largura. eram: Gaza. também chamada de Armargedon – Embora possa também ser classificada como vale. produzindo em abundância cereais e frutas. Eram as fortalezas da planície. semeada de colinas baixas e muito fértil. (3) Planície da Filístia ou marítima– A faixa de terra habitada pelos filisteus. junto da costa sul. pela sua extensão e aspecto do conjunto é preferível qualificá-la de planície. Está situada entre os montes da Galileia e os de Samaria. dos quais o central. Jesreel. ou seja. alargando-se para o noroeste até as fraldas do Monte Carmelo e sul dos Montes Líbanos. produzindo principalmente trigo. via de comunicação natural entre Damasco e Mediterrâneo. Ecron. que foi a capital do Reino do Norte ao tempo de Acabe e Jezabel. alargando-se na direção das montanhas da região central à medida que avança para o sul. a planície foi palco de inúmeras batalhas desde os dias de . Confluência de três vales. (4) Planície de Sefelá – Região situada entre a planície da Filístia e as montanhas de Judá ao oriente. cujo o nível é ligeiramente mais elevado que a da planície da Filistia. De modo que a cidade empresta o seu nome tanto a planície que se estende para o noroeste da mesma. (2) Planície de Sarom – Região compreendida entre o monte Carmelo e a cidade de Jope.

Po este vale corre o célebre rio Jordão.16). corta o país longitudinalmente até o Mar Morto. ao sul de Jericó. no qual se deu o apedrejamento e queima de Acã e toda a sua família. (Ap 16. alargando-se para 3 quilômetros logo a baixo do Mar da Galileia. É o vale que chega a maior profundidade de toda a face da terra. O nome profético desta planície . Existem outras planícies menores espalhadas pelo interior da Palestina. Este fica entre as terras de Judá e Benjamim.Armargedon. no extremo norte.5. a de Genezaré etc 1. ao sul da planície. que significa “Montanha de Magedo ou Megido” é uma associação de fundo histórico com sangrentas batalhas ocorridas perto da cidade de Megido. chegando a 15 quilômetros na região de Jericó. (3) Vale de Açor. para caracterizar as futuras dores e os triunfos do povo de Deus. O rio Quison (Kishoi) atravessa a planície longitudinalmente. O vale de Jesreel tem o seu começo nas cabeceiras do ribeiro de Jalud. (4) Vale de Aijalom. desembocando no Mediterrâneo ao norte do Monte Carmelo. Este é o maior vale da Palestina. numa distância de 215 quilômetros em linha reta desde Hermom até o Mar Morto. a de Dotam. na época dos Juízes. 426 metros a baixo do nível do Mar Mediterrâneo. e termina no vale do Jordão na altura de Bete-Seã. No seu ponto inicial é muito estreito. que lhe empresta o nome. (2) Vale de Jesreel. cerca de 100 metros. confusão que ocorre frequentemente pelo fato de alguns autores chamarem a planície também pelo nome de Vale deEsdraelon.Gideão. . a de Moabe. aqui vamos enumerar e localizar os principais: (1) Vale do Jordão. de leste a oeste. onde se deu a vitoriosa batalha de Josué com os amorreus quando o sol . no seu ponto final. que serpenteia pelo mesmo. Não se deve confundir este vale com a planice do mesmo nome. a 24 quilômetros a nordeste de Jerusalém.2. e tornando a estreitar-se pouco antes do Mar Morto. como a de Jericó. no extremo sul.Vales A Palestina é terra de muitos vales. começando ao sapé do monte Hermom. Situa-se na região de Sefel.

Conforme Gênesis 14. Situado no centro de Canaã. foi deste vale que os espias levaram a Moisés um cacho de uvas tão pesado que foram preciso dois homens para transportá-lo. a oeste de Hebrom. entre Betel e Hebrom. Planalto de Naftali.5. (6) Vale de Hebrom ou Manre. Planalto de Basã ou Auran.que é como a continuação dos Montes Líbanos. chamada atualmente Nablus. queé a reigão da Galiléia ao norte. É a região mais fértil para o plantio de trigo e . Outros vales menores serão mencionados mais adiante em relação a diversos acidentes geográficos. A altitude de ambos varia entre 650 e 1.3 Planaltos Dois sãoos planaltos gerais da Palestina: O Planalto Central. no qual se levanta a célebre cidade de Hebrom. 3 – 10. (1) Planalto Central – Subdivide-se em três seções:a. 22 – 27. é o vale mais largo dos três “wadis” que desembocam na planice de Moabe a nordeste do Mar Morto. que pode ser considerado como continuação do Ante – Líbano. provável região de Sodoma e Gomorra. especialmente a pare do sul do mesmo. desde o sul do Montem Hermon até o vale por onde corre o rio Yarmuque. ao sul. Fica a cerca de 30 quilômetros a sudeste de Jerusalém. b) Planalto de Efraim. em cujas cercanias fixou-se por longo tempo a família de Abraão. famoso pelo encontro de Jesus com a samaritana.300m. tudo faz crer que este é o valoe onde se encontra hoje o Mar Morto. entre os montes Gerizim ao sul e Ebal ao norte. tem cerca de 12 quilômetros de comprimento. que corre pelo centro do país na direção nortesul. também subdivide-se em três partes distintas: a. correndo na mesma direção do anterior. por 9 de largura. Sua extensão mede-se em 18 quilômetros de comprimento na direção do Mediterrâneo. (7) Vale de Sidim.parou sobre Gibeom e a lua sobre o vale de Aijalom. 1. famoso pela sua fertilidade especialmente a dos vinhedos. e o Planalto Oriental. (9) Vale de Moabe. (5) Vale de Escol. (2) Planalto Oriental – Fica ao oriente do Jordão. a região de Samária ao centro. (8) Vale de Siquém. estendendo-se na direção noroeste da cidade de Siquém. Neste vale está o poço de Jacó. c) Planalto de Judá. Segundo Números 13.

depois.coube às tribos de Aser. Planalto de Moabe. o qual. Isto certamente concorreu para a formação do conceito que eles tinham de Deus como estando. os de Efraim e os de Judá no Planalto Central. Issacar e Naftali. A. mascomo qual o homem pode ter comunhão.Monte de Naftali –usada nas antigas traduções da Bíblia designa todo o conjunto montanhoso do norte ocidental da Palestina. cortado pelo Jaboque. c. entre Yarmuque e Hesbom. . um Deus transcendente. b.a leste da última parte do curso do Jordão e Mar Morto até o rio Arnon. Daí nota-se um certo temor pelos montes. Esta já é a região mais rochosa entrecortada de prados de exuberantes pastagens. Também Deus geralmente falava aos líderes do pov onosmontes – assim falou a Moisés no Monte Sinais. Montes Palestínicos Propriamento Ditos O estudo dos montes obedeerá a subdivisão dos planaltos já estudados. Podemos dividir os montes da Palestina em dois grupos gerais: Os montes Palestínicos propriamente ditos e os montes transjordânicos.4 MONTES É interessante notar a atitude dos hebreus para com os montes. por ocasião da conquista de Canaã por Israel. 1. Os Montes de Naftali A expressão no singular. Assim teremos os montes de Naftali.pastagem de gado. em todos os sentidos. Neste temor parece que os hebreus expressavam a superioridade. abrangendo a alta e a baixa Galiléia. Nas tradições mais recentes já se usa a expressão “região montanhosa de Naftali” da qual os quatro montes abaixo destacados são os mais importantes. 1. a Elias no Monte Horebe etc. também região de grande fertilidade.5. ocupando a área mais extensa. As numerosas e variadas experiências religiosas e militares frequentemente estiveram relacionadas com os montes. mais acessível a este. Zebulo. deu o nome a toda a região. sendo que a última. Planalto de Gileade. a elevação e a distancia entre a criatura e o Criador. os de Gileade e os de Moabe no Planalto Oriental. os montes de Basã. acima do homem.Neles este povo via a justiça e a grandeza de Deus reveladas na natureza.

Seu nome significa “campo fértil. Note-se que este monte ou serra forma . Na realidade o Carmelo é uma pequena cordilheira com cerca de 30 quilômetros de comprimento por 5 a 13 de largura que pende do Mediterrâneo para sudeste Palestina adentro. Inesquecível pela morte de Saul e seu filho Jõnatas na batalha contra os filisteus.Este é o único monte que se destaca do Planalto Central na direção oeste. O ponto mais alto desta serra fica na extremidade sudeste –cerca de 575 metros – em cujas imediações havia um altar antigo. b) Monte Tabor: Com 615m de altitude.formando um promontório ao sul da Planície do Acre (Acho ou Ashet) e é a única parte do território da Palestinaque avança Mar Mediterrâneo adentro. Ao lado norte do monte corre o rio Quison em cuja margem Elias mandou exterminar os profetas de Baal em fuga. No segundo século da nossa era grandes teólogos pensaram que a transfiguração de Jesus se dera ali. julga-se ter sido ali o lugar onde Jesus reuniu os seus discípulos e proferiu o célebre Sermão do Monte. localiza-se também na Galiléia. chegando a construir em seu topo marcos comemorativos do acontecimento. Posteriormente. c) Monte Gilboa.32. a Baía do Acre. medindo 13 por 5 a 8 quilômetros e altura de 543 metros. Cornos de hatim localiza-se a oeste do Mar da Galiléia. pouco acima do sopé. lugar do desafio lançado pelo profeta Elias aos profetasde Baal e consequente fracasso destes. outro para Moisés e outro para Elias. referido em Ireis 18. na parte nordeste da planície de Jesreel ou Esdraelon.a) Monte Hatin. como sejam: a de Baruque e Débora contra Sisera (z 4) e de Gideão contra os reis midianitas (Jzs 8). com ampla vista para o Mar da Galileia. transformou em três templos. Seus flancos são íngremes e escarpados. É de pouca altitude . d) Monte Carmelo. razões fortes fizeram crer que a transfiguração teria ocorrido em alguma elevação do lado sul do monte Hermom. mas copada. coberta de vegetação rearefeita. razão pela qual também é conhecido como “Monte das Bem-Aventuranças”. Por se tratar de lugar pitoresco. Na historia do Velho Testamento este monte tem significação importante devido às batalhas ocorridas junto ao mesmo. jardim” – isto provavelmente devido a proverbial fertilidade que nos tempos idos cobria vastas áreas de sua cobertura. Este fica a sudeste da planice de Jesreel e tem forma alongada. ao norte. um paraJesus. porém.cerca de 180m – tendo no lado oriental uma meseta. Santa Helena. que mais tarde a mãe de Constantino.onde se localiza a cidade de Haifa.fazendo parte do pequeno conjunto chamado. formando.

e) Monte de Efraim: É a região montanhosa que abrange principalmente a área que coube a tribo de Efraim.. situado ao norte de Nablus. o Ebal. porque Josué. acima do vale (940m do Mediterrâneo). b) Monte Gerizim. e fora expulso do sacerdócio judaico de Jerusalém por ter esposado uma mulher estrangeira (Ne 13. 6).015m acima do nível do Mediterrâneo) e é árido e escarpado. que hoje é um santuário muçulmano.5. por suavez. tem uma atitude de 300 m acima do vale (1. bem como Monte de Israel e Monte (ou montes) de Samária (Js 20. Dizem os que tem visitado o vale de Siquém que os dois montes de fato forma uma espécie de anfiteatro em que os efeitos acústicos permitem distinguir num dos montes e no vale a voz de uma pessoa que fala do outro nome. sob o governo de sambalá. respondendo o povo das seis tribos reunidas no Ebal com um amém. fossem pronunciadas as maldições que viriam sobre os infiéis. o governador. a) Monte Ebal. . apresentando em seus flancos inúmeras cavernas que pela sua conformação interna algumas parecem (algumas) ter sido habitadas. com um amém. os levitas e os anciãos no vale. como se deduz da conversa de Jesus com a mulher samaritana junto ao poço de Jacó que ficava a beira da estrada que passava pelo vale de Siquém. também árido e escarpado. antiga Siquém.7. os samaritanos. fossem lidas as bençãos para os que guardam a lei do Senhor. reuniu seis tribos num monte e seis no outro. as tribos reunidas no Gerizim (Js 8. Este era genro de Sambalá. nos dias de Jesus ainda os samaritanos continuavam a celebrar o seu culto no alto do monte Gerizim (Jo 4). ficando a arca. Possui uma história particular.29. Também com referencia a esta região. Os mais importantes destes montes são Ebal e Gerizim. em 129 a. com apenas 230m. para que de um dos montes. depois do cativeiro babilônico dos judeus. o templo fosse destruído por João Hircano. em algumas traduções mais antigas fala-se em singular – Monte de Naftali. construíram um templo rival ao de Jerusalém. É que.30 -34). constituindo a Manassés sumo-sacerdote do mesmo. e destenome. os sacerdotes.C. o Gerizim. Jr 31. 27. Uma delas é assinalada como “Gruta de Elias”.1 – 13). conforme determinação de Moisés (Dt 11. respondendo.28). Embora mais tarde.uma barrreira entre as planícies Esdraelom ao norte e Sarom ao sul. a meia tribo de Manassés e um pouco da de Benjamim. Fica ao sul do vale de Siquém. também conhecidos como o Monte da Maldição e o Monte da Benção.

mas sim. seu único filho (Gn 22. elevando-se mais na região deJerusalém. sendo que a mais baixa. este monte passou a ser considerado monte sagrado. separada por vales formosos opor onde correm riachos com suas vertentes para o Mediterrâneo ou para o Mar Morto. fazendo dela a capital do seu reino (2Sm 5.9. Monte de Judá. Este monte faz parte de uma pequena cordilheira. a que fica defronte do monte . o mais alto dos montes da cidade de Jerusalém. b) Monte Moriá. 6 – 10).As principais elevações que devemos considerar neste conjunto montanhoso são as da região de Jerusalém (ou Aglomerados de Jerusalém). desde 798 até 900m (parce que a primeira é a mais aceitável). Salomão construiu nesse mesmo lugar o famoso tempo de Jerusalém (2Cr 3. ou .C. Todo o conjunto montanhoso que se estende ao sul dos montes de Efraim é denominado na Bíblia Montes de Judá.É um monte com cerca de 800m de altitude. o aspecto primitivo deste monte. A cordilheira apresenta quatro elevações distintas. Fica a leste de Sião. este nome deisgnava não propriamente um monte. uma região. foi profundamente alterado através dos séculos pelos aterros e edificações. “o nome Sião compreendia também o templo”. sendoque a parte sul. Segundo Gênesis 22. em sua forma singular. mais baixa era chamada Ofel. Hoje não há dúvida que a fortaleza achava-se sobre Ofel. Mais tarde. que corre do norte para o sul no lado oriental do vale de Cedrom que o separa do monte Moriá. logoquesefez rei de todo o Israel. se prestava bem para a defesa da cidade de Jerusalém e que Davi. Quando a arca foi transferida para o templo que Salomão construiu no monte Moriá.1). Trata-semais de uma série de elevações. ou ainda Montanhas de Judéia. com cerca de três quilômetros de comprimento.comandando os homens da tribos de Judá e Benjamin (em cujos termos achava-se a cidadela até então não conquistada)..2. baixando-se depois na direção sul. É de forma alongada e pende na direção norte-sul. 10). Várias são as atitudes atribuídas a este monte. c) Monte das Oliveiras. principalmente no seu lado ocidental. tendo Davi levado para Sião a arca. Até algumas décadas atrás discutia-se sobre Sião ou Ofel estava a antiga fortaleza dos jebuseus que. e daí por diante designava freqüentemente toda a cidade de Jerusalém. Os montes de Judá.Geralmente é aceito que foi neste monte que Abraão levantou um altar e preparou-se para sobre o mesmo sacrificar o Isaque. devido a sua posição privilegiada. Cerca de um milênio depois. tomou. e finalmente perder-se nos desertos de Zim e de Edom. a) Monte Sião . para elevar-se novamente nos arredores de Hebrom. separado deste pelo Vale de Tiropeon.

11). olhando para a cidade de Jerusalém. Planalto Oriental. indo até a parte norte do Mar Morro. levando os viajores para Betfagé.Moriá. É o monte a que se refere o Salmo 68. a leste pelo deserto da Síria e parte do deserto da Arábia. ao sul de Yarmuque. 120 metros acima do Cedrom e cerca de 60 metros sobre o platô do Templo no monte Moriá.5 possa nos levar a aceitação do que diz a tradição. limitado ao norte pelo Hermon. chorou sobre ela. b) Monte de Galaada ou Gileade. Para este monte Jesus se dirigiu muitas vezes. Na parte sul há uma montanha mais elevada. Na conquista. Fica cerca de 29 quilômetros a sudeste de Jerusalém. cujo último rei foi Ogue .80 de largura (Dt 3. As escrituras não o identificam. Betânia. Não se trata de uma certa elevação e sim de um largo e fértil conjunto montanhoso na parte norte. a) Monte de Basã. Jericó e outras partes do Oriente. 28-44). embora a inferência por Lucas 4. tem 820 metros de altitude acima do nível do Mar. a qual os Arábes chamam . A tradição assinala como local onde Jesus foi tentado logo após seu batismo. com apenas 98m acima do nível do Mediterrâneo. igualmente podem ser agrupados nas três regiões distintas em que se dividem as terras para o oriente do Jordão. porém 320m acima de sua base. de forma levemente arredondada. pronunciando as palavras proféticas referentes à sua destruição (Lc 19. Vários eram os caminhos que rodeavam o monte. Montes Tranjordânicos Estes também chamados Montes do Planalto Oriental (ou Montes de Galaada ou Gileade). ao sul pelo Vale de Yarmuque e a oeste pelo Jordão e Mar da Galiléia. dividido ao meio pelo ribeiro de Jaboque. Nos dias de Abraão esta parte da Transjordania era habitada pelo povo de gigantes chamados Refains. Outro conjunto montanhoso. esta região coube a meia tribo de Manassés. Foi deste monte que Jesus. Na sua base ocidental fica o jardim de Getsemane e nos seus flancos há abundancia de oliveiras. alguns deles passavam pelo seu cume.e cuja cama de ferro media cerca de 4 m de comprimento por 1. pois se encontra já na depressão do Vale do Jordão. d) Monte da tentação ou da quarentena.morto pelos israelitas ainda sob o comando de Moisés . 2. É este o monte das Oliveiras propriamente dito.15.

apontando este último como um pico daquele.6 Hidrografia A Hidrograma da Palestina pode ser dividida em três partes. destacando-se o conjunto mais próximos do Mar Morto. que é um conjunto de elevações da parte central do Planalto Oriental. Este Mar banha toda costa ocidental da Palestina. Dt 2. entretanto não há certeza disto. rei de Moabe (Nm 23. Esta região coube à tribo de Gade por ocasião da conquista e foi o primeiro território conquistado pelos Israelitas (Nm 21. quando era para ser amaldiçoado. Este monte fica pouco a nordeste de Nebo. Do cume deste. lagos e rios. o grande profeta de Israel (IRs 17. A linguagem bíblica parece que usa a designação Monte de Gileade com referência à região toda. assim impedindo a aproximação de navios de . como era o desejo de Balaque. c) Montes de Moabe. Balaão contemplou o acampamento de Israel na planície e o abençoou pela terceira vez. No tempo do Novo Testamento.1). 25). A cerca de 15 quilômetros ao leste da foz do Jordão e por trás da planice de Moabe. 1 Mares (1) Mar Mediterrâneo.1). com 800m de altitude. de onde Moisés contemplou a Terra da Promessa e onde morreu (Dt 34. 36). b) Monte Peor. 28 – 24.Ainda que não se encontre na Bíblia uma expressão precisamente Montes de Moabe e sim “campo de Moabe” e “país de Moabe”. até então dominado pelos amorreus. chamado “montes de Abarim” com as seguintes elevações: a) Nebo ou Pisga (Dt 34.de Jeber Jilade.1-6). esta parte da Transjordânia era conhecida como Peréia.5. Também conhecido na Bíblia como o Mar Grande e “Mar Ocidental”. É de pouca profundidade na costa palestina. 24. Alguns autores fazem distinção entre os montes Nebo e Pisga. mares. a saber. 1. Esta foi a terra de Elias. Talvez este fosse o monte que deu nome a região toda. o fato é que a região ocupada por moabitas ao sul da Transjordânia e ao oriente do Mar Morto é bastante montanhosa. cujo rei era Seom.

Mar de Tiberíades (Jo 21. entre os montes de Judá e os montes de Moabe. Na verdade tratase de um lago de água doce formado pelo rio Jordão. As suas costas são mais planas no lado ocidental e bastante acidentadas e escarpadas no lado oriental. O seu nome atual. “Mar Oriental”. devido as suas dimensões avantajadas e temporais violentos que freqüentemente o agitam. O único porto do Mediterrâneo de que se valiam os israelitas era Jope. medindo 76 quilômetros de comprimento na direção norte-sul e 17 quilômetros de largura. devido a esses arrecifes e os bancos de areia. as populações adjacentes o tem chamado de mar. Por este mar foram levados os famosos cedros do Líbano para Jope. Assim.Também conhecido pelos nomes de Mar de Quinerete (Nm 31. parece tiveram lugar no sul do Mar Morto. destinados à construção do templo de Salomão em Jerusalém. II Rs 14. Neste mar ficam as ilhas referidas na Bíblia.11). devido ao aspecto triste e desolador que domina a região. Na parte sudeste (na altura do terço inferior) há um promontório ou península.maior calado mesmo dos tempos antigos. Asfaltite (Josefo). 2) Mar Morto – Também conhecido pelos nomes de “Mar Salgado”. antes o isolava do mundo. “Mar de Ló. cidades que. com seu nível a 426m abaixo do nível do Mediterrâneo e com 400m de profundidade máxima que se verifica na parte norte. Fica na foz do rio Jordão.25. Mar do Arabá e Mar da Planície (Dt 3. É de forma ovalada. Mar Morto. era de pouca procura pelos navegantes. Entretanto. na mais profunda depressão do globo. mas. do ponto de vista político-militar. É o segundo lago equilibrador das . em razão das enormes jazidas de sal no sul e da excessiva evaporação. foi lhe dado pelos geógrafos e historiadores antigos do século II da nossa era. Creata e Malta. preferindo estes os portos fenícios.1) e Lago de Genezaré (Lc 5. Pausanias (grego) e Justino (romano). O fato bíblico mais importante relacionado com este mar é a destruição de Sodma e Gomorra.17.1). 3) Mar da Galiléia .20. hoje coberto por um pantanal betuminoso. com cerca de 25% de salinidade. razão por que o Mediterrâneo não funcionava para Israel como caminho marítimo. Por suas águas navegou o apóstolo Paulo mais de uma vez em suas viagens missionárias. das quais destacamos Chipre. As suas águas são as mais densas da superfície da terra. chamada Lisã ou língua. Jl 2. Neste mar foi lançado o profeta Jonas quando fugia da missão recebida. onde há um pequeno promontório com um alinha de arrecifes. o Mediterrâneo constituía para a Palestina uma vasta defesa natural de sua fronteira ocidental.

Betsaida. 1) Bacia do Mediterrâneo a) Belus – Segundo se crê. e modernamente como lago de Hulé (nome árabe). é muito agradável. alimentando milhares com a multiplicação de pães. como o Mar da Galiléia. 2) Lagos Um único lago encontramos no território palestínico o Lago de Merom.5. Magdala.7). pouco ao sul da cidade de Aco (mais tarde denominada Ptolemaide e Acre). despejando as suas águas na Baía de Acre. tendo seu nível 225m abaixo do nível do Mediterrâneo e profundidade média de 50 m. apaziguando a tempestade. Corre a sudoeste dos termos de Asser. na direção do Mediterrâneo. especialmente ao norte. também conhecido como Águas de Merom (Js 1. As cidades das margens do Mar da Galiléia e as próprias praias e águas deste foram palco de acontecimentos importantes do ministério terreno de Jesus operando milagres. Também era formado pelas águas do Jordão. Corazim. As suas margens do lado oriental são montanhosas.26. Suas águas são claras e muito piscosas.águas do Jordão. sendo o primeiro o de Meronm que fica 20 quilômetros ao norte. como Cafarnaum. pronunciando preciosos ensinamentos (Sermão do Monte) e aparecendo aos discípulos após a ressurreição. e localizava-se a 20 quilômetros ao Rios Os rios Palestinícos são distribuídos em duas bacias hidrográficas: Bacia do Mediterrâneo e Bacia do Jordão. Tiberíades e outras. O clima da região. Mede aproximadamente 24 quillômetros de comprimento por l4 de largura. andando sobre o mar. . Genezaré. propício à lavoura e pecuária. É torrente que se manifesta somente na época das chuvas. enquanto do lado ocidental e na direção noroeste estendem-se planícies férteis com cidades importantes. trata-se de Sior Libnate referido em Josué 19.

É outro ribeiro. ao passo que no verão são escassas. não identificado. nas proximidades deste rio ficava Timná. Nasce no sul das montanhas de Judá. corre na direção noroeste ao largo do Monte Carmelo até desaguar no Mediterrâneo. d) Gaás . Nascendo das pequenas correntes de Gilboa e Tabor.21). Segundo Juízes 14. É um dos chamados Wadis que são abundantes na Palestina. f) Besor . wadi. que atravessa a região de Sarom na direção lesteoeste e deságuam no Mediterrâneo perto de Jope. sendo os cadáveres dos seus soldados arrastados pela corrente do mesmo (Jz 5. Montes da Galiléia. cidade de Dalila. e Elias matou os profetas de Baal depois do célebre desafio no Monte Carmelo (I Rs 18. na parte sul da Baía de Acre. É mencionado em Josué 16. verte no Mediterrâneo sete quilômetros ao norte de Jope. ao norte da Filistia. por sinal largo e fértil. Os flancos suaves do vale que ele percorre.Nascendo nas montanhas de Judá.Outro wadi ou torrente dos meses de chuvas.permanecendo seco o seu leito por quase dois terços do ano.40).30e 1 Crônicas 1. são famosos pelos vinhedos de uma espécie de uva síria muito apreciada.9 como limite entre as terras de Manassés e Efraim. e recolhendo outras águas da Planície de Esdraelom. mulher filistéia que cavou a ruína de Sansão. a sudoeste de Jerusalém. b) Quisom (ou Kishon) . atravessando a Planície de Sarom. e) Sorec . o seu nome provavelmente devese a um monte. passa ao largo de Berseba pelo lado sul desta cidade e lança-se no mar à uns oito quilômetros ao sul da cidade .32. Foi junto deste rio que Baraque derrotou Sísera. Quanto às referencias bíblicas ao ribeiro. c) Caná .8 e 17. perto do qual foi sepultado o grande líder Josué (Js 24. encontramos em I Samuel 23. que nasce perto de Siquém e.1-5 e 16. As suas águas são impetuosas e perigosas durante o inverno.Este é o maior rio da Bacia do Mediterrâneo e o segundo da Palestina.4.Este é o mais volumoso de todos os wadis que desembocam no Mediterrâneo. este wadi.30). despeja suas águas no Mediterrâneo entre Jope e Acalom. seguindo a direção noroeste.

de Gaza. Seu nome moderno é wadi Sheriah. É mencionado nas Escrituras em I Samuel 30.1-25, no episódio da libertação dos habitantes de Ziclague das mãos dos amalequitas, por Davi e seus seiscentos homens, dos quais duzentos haviam ficado junto de Besor, cansados, para guardar a bagagem. Bacia do Jordão - Este é o rio principal da Palestina e corre na direção norte-sul, assim dividindo o país em duas partes distintas - Canaã propriamente dita e Transjordânia. Seu nome significa declive ou o que desce. o Jordão origina-se da confluência de quatro pequenos rios, a 1 quilômetros ao norte do Lago de Merom, cujas cabeceiras - menos as do primeiro - encontram-se nos flancos ocidental e meridional do Monte Hermom. São eles: Bareighit, o mais ocidental e cujas fontes não se alimentam das torrentes do Hermom. Hasbani, o mais longo - cerca de 40 quilômetros de extensão - e tem sua nascente na encosta ocidental do Hermom, a 520m de altitude. Ledan, o mais volumoso porque se origina de muitas fontes nas proximidades da antiga cidade de Dã, nosopé meridional do Hermom, e cujo leito pode ser considerado como começo do Vale do Jordão;por ser o braço central das nascentes do grande rio. Banias, a mais oriental das quatro nascentesdo Jordão, a mais curta, de apenas 8 quilômetros, porém a mais bela, que jorra de uma imensagruta na encosta meridional do Hermom, pouco ao norte da antiga cidade de Cesárea de Filipe,da qual hoje resta apenas uma pequena aldeia cujo nome moderno é Banias.Costuma-se dividir ocurso do Jordão em três trechos, para um estudo mais detalhado: o primeiro trecho, ou seja, aregião das nascentes, é o que acabamos de descrever nos seus aspectos mais setentrionais e quevai até o Lago de Merom. Depois da junção das quatro nascentes, o Jordão atravessa uma planíciepantanosa numa extensão de 11 quilômetros e entra no Lago de Merom. Neste trecho a sualargura varia muito e a profundidade vai a 3 e 4m. O segundo trecho, também chamado o JordãoSuperior, compreende o rio entre o Lago de Merom e o Mar da Galiléia, extensão esta de cerca de20 quilômetros. E um trecho quase reto, com um declive de 225m o que tornam as suas águasimpetuosas e provoca um enorme trabalho de erosão. A força da impetuosidade das águas do Jordão neste trecho é tanta que quase 20 quilômetros Mar da Galiléia adentro ainda se percebe asua correnteza. Neste trecho o terreno é rochoso, de vegetação média e a largura do rio variaentre 8 e 1 5m. o terceiro trecho, ou o Jordão Inferior, estende-se do Mar da Galiléia ao Mar Mortonuma distância de 117 quilômetros em

linha reta e cerca de 340 quilômetros pelo leito sinuoso dorio, tendo uma largura que varia entre 25 e 35m e 1 a 4m de profundidade. Este trecho sofre umdeclive de 200m pelo qual o rio desce precipitadamente, formando numerosos meandros ecascatas e alargando o vale até 15 quilômetros, como ocorre na altura de Jericó. Este vale élimitado quase em toda a sua extensão por verdadeiras muralhas de rocha calcária, o que tornamuito difícil a travessia do mesmo. Até o tempo dos romanos não havia ponte sobre o Jordão, demodo que a travessia do mesmo era feita em certos lugares de margens mais rasas e águas menosprofundas, chamados vaus. Um desses vaus ficava defronte de Jericó, outro, perto dadesembocadura do rio Jaboque; e o terceiro, nas proximidades de Sucote. O rio Jordão, sob todosos pontos de vista, como: geográfico, histórico, político, econômico e religioso, é o rio maisimportante do mundo antigo. Está ligada a Revelação desde os dias de Abraão até os dias de Jesus. Nas suas margens ocorreram numerosos e importantes acontecimentos, como a separaçãodas águas para o povo de Israel entrar na Terra de Canaã, sob o comando de Josué (Js 3.9-17); apermissão dada por Moisés às tribos de Rúben e Gade para ficarem na Transjordânia (Nm 32.1-32); a história de Gideão, bem como a de Jefté (Jz 7,8,10,11); as lutas políticas de Davi (II Sm 17.24,19.18); a travessia, em seco, dos profetas Elias e Eliseu (II Rs 2.6-14); a cura de Naamã, generalsírio que fora acometido de lepra (II Rs 5.1 -i 4); a recuperação do machado de um “seminarista’(II Rs 6.1-7); a anexação dos territórios dos gaditas, rubenitas e manassitas (Transjordânia) à Síriapelo seu rei Hazael (II Rs 10.32,33); o ministério de João Batista e o batismo de Jesus (Mc 1.5,9). b) Querite - Verdadeiramente não se trata de um rio perene, e sim de um wadi, torrente das épocas de chuvas, que desce dos montes de Efraim e desemboca no Jordão, pela margem ocidental, pouco ao norte de Jericó, depois de percorrer uma região agreste, povoada de corvos e águias. Em alguma gruta nas margens deste ribeiro escondeu-se o profeta Elias, por ordem do Senhor, onde foi sustentado pelos corvos que lhe levavam pão e carne todos os dias pela manhã e à tarde (I Rs 17.17). c) Cedrom - Também este não é um rio perene, porem nas épocas de chuvas tornase uma torrente impetuosa. Nasce a dois quilômetros a noroeste de Jerusalém e, correndo na direção sudeste, passa ao lado leste da Cidade Santa pelo Vale de

Josafá - que separa esta do Monte das Oliveiras - e prossegue rumo sudeste até o Mar Morto, numa distância de cerca de 40 quilômetros, por um leito profundo e sinuoso. Os principais fatos bíblicos relacionados com o ribeiro de Cedrom são: a fuga de Davi por causa da revolta de Absalão, seu filho, e a travessia de Jesus para o jardim de Getsêmane na noite de sua agonia (Jo 18.1). d) Yarmuque - Este é o principal afluente oriental do Jordão, embora não esteja mencionado naBíblia. É formado por três braços, dos quais o mais setentrional recebe águas abundantes dasvertentes orientais e meridionais do Monte Hermom e desemboca no Jordão, seis quilômetros aosul do Mar da Galiléia. e) Jaboque - É outro tributário oriental do Jordão. Nasce ao sul do Monte Gileade, corre para leste, depois para norte e noroeste, descrevendo uma verdadeira semielipse, até desaguar no Jordão, mais ou menos no meio do curso deste, entre o Mar da Galiléia e o Mar Morto, depois de terpercorrido cerca de 130 quilômetros. É célebre na história bíblica pela luta de Jacó com o anjo do Senhor, ocasião em que o nome deste foi mudado para Israel (Gn 32.22-32). f) Arnom - Nasce nas montanhas de Moabe, a leste do Mar Morto, despejando neste as suas águas. Este rio primeiramente separava os moabitas dos amorreus e depois os moabitas do território datribo de Rúben, ficando como limite meridional permanente dos territórios israelitas da Transjordânia. Os profetas Isaías e Jeremias pronunciaram condenações contra Moabe referindo-se a Arnom (Is 16.2; Jr 48.20). O missionário alemão F. A. Klein, em 1868, achou a célebre pedra Moabita nas ruínas da cidade de Dibon, que fica a quilômetros ao norte de Arnom. Esta pedracontém uma inscrição feita pelo rei moabita Mesa em 850 a.C., em hebraicofenício, que confirmaa passagem bíblica de II Reis 3.1-27.

1.5.7. Desertos Palestínicos Do ponto de vista bíblico, os desertos que nos interessam mais na área palestínica são os localizados a norte e oeste do Mar Morto, também conhecido como Deserto de Judá (Jz 1.16) ou Deserto da Judéia (Mt 3.1). O uso da forma

bem como de João Batista (Lc. entre as cidades de Betel ao norte. a leste da cidade de Gabaom (ou Gideão) (IISm 2. o segundo. O primeiro. como Hermon. Zife e Engedi. a vida e ministério do profeta Amós (Am 1. São ligados a singular vitória do rei Jeosefá sobre os seus inimigos amonitas e moabitas. causam profundas modificações no climacom as suas correntes aéreas frias e quentes. 1. é modificada por outros fatores. como o nome indica.5.singular explica-se pela referência ao conjunto de áreas desertas a leste das montanhas de Judá até o Jordão e Mar Morto. 3) A Proximidade do Mediterrâneo Este é o fornecedor de nuvens para a Palestina que osmontes altos. o terceiro.em parte. já nos termos de Benjamim. especialmente o Vale do Jordão.24). fica ao sul. E ainda mais ao norte destes desertos ficam os de Jericó. Porém esta condição básica. ribeiro de Cedrom ao sul e Jordão a leste. leste e oeste da história cidade. São particularmente relacionados com Davi durante as suas fugas das perseguições de Saul (I Sm 24-26). Mais ao norte destes três estendem-se outros dois desertos: Tecoa e Jeruel.8 Clima Palestínico A Palestina. que tentaram atacar o reino de Judá pelo sul (II Cr 20). que ficam entre sul de Hebrom e o Mar Morto. Betaven e Gabaom. 1. apresenta um clima muito variado.1).os profundos vales. o clima ésubtropical ou temperado brando. conjunto este que se subdivide nos seguintes desertos menores: Maon. 2) Topografia Acidentada Os altos montes. ao sul e leste de Betel. condensama ponto de precipitá-las em forma de chuva.80). . Isto se deve a cinco fatores fundamentais: 1) Posição Geográfica Encontrando-se o pais entre 30º e 33º latitude norte. embora pequena em extensão.

as frias das montanhas do norte e as quentes dos desertos completam a formação do clima.4) A proximidade dos Desertos A leste e ao sul as correntes quentes dos desertos contribuem com a sua parcela na variedade do clima palestínico. quando prevalece. . sendo Israel um povo teocrático. 54. As referências bíblicas aos diferentes produtos e á fartura dos mesmos nos tempos antigos convencem-nos dos santos e amoráveis propósitos de Deus em dar aquela terra em herança perpétua a seu povo. chamada siroco. Daí a expressão bíblica “terra que mana leite e mel” (Ex 13.5). isto é. Entretanto. a produção da terra estaria intimamente à religião. que é tão quente e seca que. Uma referência especial merece o orvalho no clima palestínico. Este é de vital importância na época da seca. Geadas fortes e neve sobre as montanhas da Palestina são coisas comuns no inverno. 5) Os Ventos As correntes úmidas do mar. na mesma época. a Palestina oferece também abundante variedade de produtos nos três reinos da natureza: vegetal animal e mineral. queima toda a plantação. Samária e Judéia o frio chega a demorar semanas. o termômetro marca em média 25º. São os vapores quentes que se elevam durante o dia e são condensados pelas correntes frias das montanas e então caem em forma de orvalho cerrado sobre a vegetação ávida pela umidade. particularmente “o orvalho de Hermon” citado no Salmo 133. 2.3. 55. Jesus referiu-se a orientação popular pelos ventos. Em Lucas 12. GEOGRAFIA ECONÔMICA DA PALESTINA Devido à variedade do clima e do solo. ao passo que no verão chega a 45º à sombra. tanto a abundância quanto a escassez seriam proporcionais ao estado espiritual do povo (Dt 28).Esta variedade do clima oferece ao país também variedade de cultura e consequente riqueza. Já no Vale do Jordão. Na orla do mediterrâneo o clima “é mais unifome e menos rigorososo” enquanto na região montanhosa da Galiléia. Há uma corrente aérea seca e quente que vem do deserto da Arábaia (leste).

Reino Mineral Entre os metais o mais abundante parece ter sido a prata (1Rs 10. e do qual João Batista se alimentava. lebre. pode-se encontrar toda esta flora pela extensão total do território palestino. Reino animal Os animais palestinos mais importantes eram: vaca. Entretanto. na ordem dos domésticos que serviam tanto para o alimento como para o trabalho e transporte. tostado no fogo ou frito no azeite e está pronto para o consumo. rola. cedro e pinheiros. e vinho”. melão. dos quais somente uns poucos podiam servir para o consumo. ao sul do Mar Morto. embora estes sejam também comuns nos vales e planícies de outras regiões. cegonha.10) na região de Sodoma e Gomorra. lírio do campo e Rosa de Saron. chacal. Referência especial merece o gafanhoto que até hoje é consumido como alimento. hiena.2. estanho. salgema. . e uma abundante variedade de peixes (cerca de 43 espécies). Embora em maior ou menor proporção. cebola.3. 2. tâmara e romã. Convém notar aqui que na Judéia são mais comuns os olivais e vinhedos. há bastante mineração de carvão. enxofre. palmeira. enxofre. Das plantas silvestres podemos citar cedro. betume (asfalto) e também ouro. puxa-se a cabeça. faia. avestruz. comprimindo ao mesmo tempo o corpo. Reino Vegetal No reino vegetal os produtos mais comuns eram o trigo. leão. pelicano. perdiz. na Samaria. ovelha. figo. jumento. potassa. chumbo. lobo. mula. víbora e outros na ordem dos selvagens.27). com exceção de betume (Gn 14. especialmente pela classe pobre. assim retirando os intestinos. pinheiro. a Bíblia não indica que estes minerais nos tempos antigos fossem extraídos do solo palestínico. murta. Arrancandolhe as asas e os pés. 2. alho. etc. Hoje. mosquitos. mostarda.“pão. corça. lentilha. pombo. azeite.2.. moscas. feijão. acácia. que prosperam mesmo em terrenos pedregosos. formigas. leopardo. abelhas e gafanhotos de várias espécies. cabra. pepino. Depois o corpo do gafanhoto é secado ao sol. galinha. codorniz. Estes eram os elementos básicos da alimentação dos hebreus e formavam o trinômio tão repetido na Bíblia . a oliva e a uva. cavalo e o cão. na Galiléia.1. camelo. na ordem dos insetos. os bosques de acácias. raposa. depois cobre. os cereais. Também eram comuns: cevada. porém. corvo e tantas outras aves. carvalho.

15-20. eram subordinados ao Egito. a Palestina comerciava os seus produtos com a Síria. etc. filho de Cão. Cananeus Ainda que esta designação seja aplicada.2 Amorreus É outro povo descendente de Canaã. Dt 7. cada uma tendo o seu próprio rei.7). geralmente. e em certas épocas quase todos eles. As cidades desses povos eram muradas e fortificadas. e principalmente com a Fenícia (Ez 27. pois são citados no recenseamento de Davi muitos séculos mais tarde (II Sm24. Os mais importantes deles são os seguintes: 3.17). entretanto os israelitas não o fizeram.1. (Dt 9. Egito. pois eram descendentes do mais moço de Cão. pelo que nos informa Moisés em Gn 10. desde o Mediterrâneo até o Vale do Jordão. antes da chegada de Abraão á terra então chamada Canaã. os cananeus. 5). . chamado Canaã. o classifiquem como cananitas. cobre. reduzindo-se a sete ao tempo da conquista (Gn 15. que habitavama costa do mediterrâeno desde a Baía do Acre até Jope. Assim. o norte da Palestina.1.37). Arábia. havendo quem opine que essas tribos eram dez. como os demais povos da Terra da Promessa.4). 1:44.1. a todos os povos da Palestina primitiva.ferro. Conforme a ordem divina.1821. deveriam ser exterminados por causa de seus pecados. independentes e bastante belicosos para alcançar a supremacia. As provas arqueológicas nos dão a idéia desta distribuição.1 Os habitantes primitivos da Palestina Bem nos primórdios da história étnica da Palestina. quase todos os povos da região da Terra da Promessa primitivamente eram da estirpe camita.1). baseados em Números 15:45 e Deut. 24. 3. Alguns desses reinos. embora alguns historiadores. Parece. O comércio aos tempos bíblicos variava conforme as circunstâncias políticas em relação aos países vizinhos.3) e um dos apóstolos era cananeu (Mt 10. exceto umas poucas que eram de natureza mais nômade. a princípio. 3 GEOGRAFIA HUMANA DA PALESTINA 3. casavam-se com os israelistas (I Cr 2. na linguagem bíblica.3. a região era ocupada por diversas tribos conhecidas sob o nome geral de cananeus (Gn 12.6. no sentido mais restrito se limitavaaos descendentes de Canaã. Esses reinos eram. e ao longo do Vale do Jordão até o sul do Mar Morto.

resistiu aos ataques de Josué e seus exéctios. nos dias de Esdras. 35) na região de Berseba.as áreas por ele ocupadas.3 Heteus Também estes são camitas. sempre existiram na terra da Palestina. quando da volta do cativeiro. casou-se com duas mulheres hetéias (Gn 26. ainda que pequeno. irmão de Jacó. sudoeste da Palestina. e nunca foram exterminados por Israel. quando Moisés enviou os doze espias para o reconhecimento da terra que haviam de ocupar. cometendo abominação contra o Senhor (Ed 9.filho de Canaãe neto de Cão (Gn 10.15). 10:4-5. Foi o povo que ofereceu a mais tenaz oposição ao avanço dos israelitas. Entretanto. Esaú. Abraão os encontrou também em Hebrom (Gn 23). Síria. 3. 13:30). Porém. 2). em menor ou maior número. quando Josué pediu a Deus que o sol e a lua se detivessem (Jos. os jebuseusnao foram completamente exterminados . embora este lograsse aprisionar e matar o seu rei (Js 10.1. estendiam-se desde a Ásia Menor. 1. 23. ao tempo da peregrinação dos hebreus. 1. Parece que ao tempo de Abraão era um povo que rivalizava com os cananeus e os amorreus em poder e número. Pelo quejá se conhece deste povo.4 Jebuseus Jesus ou Jerusalém era o único lugar onde habitava este pequeno povo. Foi quando Jerusalém foi proclamda capital do reino de Israel (2Sm 5. indo até o rio Eufrates.porém mais razoável fazer uma distinção entre os dois povos parentes. 6 -9). pois não é mencionada outra qualquer área ocupada por eles. em diversas épocas de sua história.2). Só muito mais tarde. 3. 29). éque foram expulsos de sua fortificação. Daí concluí-seque comunidades (colônias) dos heteus. nos dias do rei Davi. a Transjordânia (Núm. Os israelistas encontram os heteus na Palestina e casam-se com suas filhas. 12-24). Encastelado na suacidade de Ofel (Sião?). nos registros históricos e arqueológicos. Hoje são conhecidos como hiteus e hititas. haja vista a batalha em Gabaom. era um povo valente. Os amorreus ocupavam ao tempo da conquista a região ao sul e leste de Jerusalém e a vasta montanhosa a leste do Jordão. também fizeram parte de uma aliança contra os hebreus sob o comando de Josué a leste de Jerusalém (Js 9. 24).norte da Palestina.34. pois descendem de Hete.1. os heteus são citados entre outros povos presentes nas montanhas do sul da Palestina (Nm 13.

3. outros apenas desconfiados.16 eram camitas.1. levando. na região de Basã. derrotou Ogue. São várias vezes mencionados na Bíblia.7 Refains Também conhecidos como anaquins e emins (Js 11. ou seja.8 Girgazeus Segundo Gênesis10. aproximadamente 4m por 1.6 Perizeus Este era um dos povos que habitavam a terra de Canaã e que parece evidente não ter origem carmita. como provam as escavações arqueológicas.7). 10. portanto. A leste do Mar da Galiléia. também por não ter o costume demurar as suas cidades. os israelitas. vários foram os povos que se limitavam com ela. nos dias de Jacó havia um grupo ou colônia deste povo nas proximidades de Siquém (Gn 34. ainda sob o comando de Moisés. 3.1.1. por não constar o seu nome na lista dos filhos de Cão em Gênesis 10. ocupado também as montanhas do norte (Jz 17. Habitavam algumas regiões de ambos os lado do Jordão e de Hebrom.10).21 e Dt 2. travaram batalha com Judá e Simeão nas montanhas do sul (Jz 1. 3. uma vez que a sua ocupação era a agricultura. cuja cama de ferro media nove côvados de cumprimento e quatro de largura (Dt 3. também estes não parecem possuir qualquer parentesco com os cananeus. e só uns poucos (como os fenícios) de . logo após a morte de Josué. mas não se sabe em que partes da Palestina habitavam. Alguns admitem que tenham ocupado alguma área na margem ocidental do Jordão.80m. 18 – 25). 3. ou a oeste de Jericó.2 Os Habitantes Vizinhos da Palestina ao Tempo da Conquista pelos Hebreus Devido á posição geográfica da Palestina. Pertencendo a uma raça aborígene de gigantes (Dt 2. Ao tempo de Abraão estavam eles entre os cananeus na região de Betel (Gn 13. o rei de Basã que era um remanescente dos gigantes.11). 11).15).30). A áera em que Salomão mais tarde edificou o famoso templo foi comprada por Davia de um jebuseu de nome Araúna (25m 24.e continuaram a habitar entre os hebreus. 15 – 20 e. um tipo de vida diferente. primeiramente.1-5). tendo. antes. Alguns desses povos vizinhos eram francamente hostis ao povo de Deus.

Dt 25. desviando-se dos mandamentos e caminhos de Deus por força desta influência. pois são parentes dos hebreus. mas cujo território principal de guerrilhas e pilhagens ficava entre o Mar Vermelho ao sul. de origem muito incerta. etc. como secas. O capítulo 36 de Gêneses. social. cativeiros. o que se cumpriu nos dias do rei Ezequias (1Cr 4. seguiu rumo diferente na vida. como vamos aceitar esta identidade se já no tempo de Abraão (tetravó do príncipe Amaleque) havia amalequitas na mesma região (Gn 14. espirituais e econômicos. Entretanto. que depois de vender a sua primogenitura. (Gn 36.41-43).13. atacaram o povo de Deus pelam retaguarda e foram derrotados (Êx 17. sofreu toda sorte de castigos. irmão gêmeo de Jacó. e Edom ao leste (sul do Mar Morto). conforme 1Sm 15.2.16). Sempre hostis ao povo de Deus. cujo neto Amaleque era príncipe (chefe de uma família tribal) e habitava na região de Edom.12. por pura pilhagem. sem provocação. na região entre o sul de Moabe e Mar Morto e o Golfo de Ácaba.12.17-19). durante vários séculos antes do seu extermínio. a vida deste último foi se alterando com sérios prejuízos morais. Mas. sendo a primeira em Refidim. 6. Na mesma ocasião Moisés anunciou o extermínio posterior deste povo inimigo de Israel. fala da numerosa descendência de Esaú que se estabeleceu na montanha de Seir. 3. Tiveram várias batalhas com os israelitas. Pela influência que tais povos exerceram sobre o povo de Israel nos terrenos político. pouco depois da travesia do Mar Vermelho. ou seja.1-17)? De qualquer forma.3-5). derrotas em guerras. sabemos que era um povo numeroso e poderoso. nômade. Porém. comercial e notadamente religioso. Israel.8-16.1 Amalequitas Frequentemente citados na Bíblia.atitudes cordial. descendentes de Esaú. por outro lado.7. na zona do Sinai. irmão de Jacó. Neguebe (área deserta entre o sul da Palestina e Egito) a oeste. frequentemente Deus recompensava a fidelidade do seu povo com as vitórias e abundância de bens que concedia a ele perante os olhos daqueles povos inimigos.2 Edomitas ou Idumeus Estes são semitas. quando.2. 3. Apreciemos alguns daqueles Povos vizinhos de Israel. embora alguns os tenham identificado como descendentes de Esaú. Deus usou os amalequitas como instrumentos para castigar o seu povo rebelde (Jz 3. que é um vasto maciço montanhoso de cerca de 180 .

sempre foram inimigos declarados dos hebreus.9). Herodes. embora algumas vezes demonstrassem boa vontade para com alguns deles como no caso de Davi e sua família quando perseguidos por Saul (1Sm 22.3-6). “foi-se. ora ganhavam independência. E temendo o povo de Deus foram buscar aliança com os midianitas. enquanto Israel chegou são e salvo a Sitim. ora eram dominados. que os expulsaram de sua terra. o Grande. Apesar do parentesco. Ocupavam o território ao leste do Mar Morto e do Jordão até a altura do rio Jaboque.9). conquistado aos aborígenes horeus onde há seu tempo floresceriam cidades como Elatia (1Rs 9.7). mas. Ezion-Geber (Dt 2. Este não logrando êxito contra o povo de Deus. .9).18-21). por certo os edomitas recusaram a passagem aos israelitas pelo seu território quando estes já estavam próximos a Canaã.C. também os Moabitas recusaram a Israel passagem pelo seu território quando este já se aproximava de Canaã. o Senhor ordenou que não fossem admitidos na congregação até a décima geração (Dt 23. 1 v. Por motivo de parentesco deste povo com Israel. por causa da hostilidade que estes sempre demonstraram para com os israelitas.37 os moabitas eram descendentes de Moabe.quilômetros de extensão. assim cumprindo-se a profecia de Malaquias em cap. no tempo dos Juizes. que governou cerca de 40 anos sobre os judeus durante o domínio romano.20-26).2. antes de atravessar o Jordão para a conquista da Terra Prometida. (Nm 25. 3. filho de Ló que era sobrinho de Abraão.Devido á antiga inimizade. Mas quando os hebreus chegaram a Canaã os amorreus os havia obrigado a recuar até o rio Arnon (Nm 21. também eles eram semitas. Durante o período da monarquia hebréia. sua última parada. que foi a capital. era idumeu. este povo chegou a invadir o território israelita. Portanto. pelo que morreram de uma vez 24 mil israelitas.33) e Selá ou Petra (2Rs 14. e voltou ao seu lugar” (Nm 24. (Nm 20. Deus mandou que os moabitas não fossem guerreados Dt 2.26). Como fizeram os Edomitas. 1-5. Porém as filhas dos moabitas seduziram os israelitas as práticas idólatras e licenciosas do seu culto.25). contratando a Balaão para amaldiçoar Israel. Mais tarde. Bosra (Gn 36.3).3 Moabitas Segundo Gn 19. para finalmente serem obrigados a se refugiarem em Judá sob a humilhação dos nabateus (presume-se de descendência ismaelita) em 320 a.

na Transjordânia. escolhendo-a para bisavó de Davi. tratar-se de um povo nômade que finalmente desapareceu. acabando por os profetas de Israel anunciarem o extermínio de Moabe por constituir-se tão ferrenho inimigo do reino de Deus (Is 15. bem como aconselhou a seu genro uma distribuição de responsabilidades para evitar um esgotamento (Êx 18). portanto.11). viviam nômades na região da transjordânia. que nos dias do patriarca Jacó. na região de Jesreel.25. Potifar (Gn 37. pois. o sogro de Moisés. a linhagem de Jesus.8.No decorrer da história os moabitas foram alternadamente tributários e independentes de Israel. E de fato Moabe foi reduzido à ruína por Nabucodonozor. pois no tempo de Moisés parece que a “terra de Midiã”. pois descendiam de Midiã. Antigas listas genealógicas Árabes mencionam uma tribo por nome Ketura. Deus .8-11. Note-se.2.5 Amonitas Igualmente semitas. Sf 2. Deus honrou uma mulher moabita. ao norte do rio Arnon. descendentes de Ló (Gn 19.25. entre o Jordão e o deserto arábico.38). Nos dias dos Juízes eles subjugaram os israelitas por sete anos. Ao tempo dos Juízes chegaram a oprimir o povo de Deus por 18 anos. e ofereceu sacrifício a Deus. Jetro.16. 3.1-6. para onde este fugira do Egito e onde se casara (Êx 2. onde os israelitas estavam acampados.4 Midianitas Eram semitas. Foram muito cruéis e vingativos para com o povo de Israel. Jr 48. filho de Abraão com Cetura (Quetura). encontrou outro grupo de midianitas que se aliaram aos moabitas para resistirem ao povo de Deus. atacando e pilhando muitas vezes por longos anos durante os períodos dos Juízes e do Reino. anos depois. Isto porque. Contudo. cobrando-lhe tributo. onde o venderam como escravo ao capitão da guarda de Faraó.15-22). segundo Gn 25.36). Depois houve diversos conflitos entre Moabe e Israel durante a monarquia hebraica. Quando o povo de Israel chegou á Moabe. 3. Parece. quando Gideão. para nunca mais reerguer-se. integrando. ainda.2. levou a mulher deste ao Sinai. 28. os exterminou para sempre (Jz 7 e 8). Rute. Ez 25. Am 2. ficava ao leste do Sinai. dando como seu local de habitação as proximidades da cidade de Meca. seu filho José foi vendido a uma caravana de mercadores e midianitas que o levaram ao Egito. Tudo faz crer que mais tarde se expandiram para oeste e norte.1-3. É o que ameniza a triste memória daquele povo.

47).1-5 e Ez 25:1-7.7 Fenícios Este foi um grande povo que habitava a estreita faixa de terra no norte da Palestina. o território fenício. Sabemos que os sírios (ou arameus) os quais no tempo do reino unido de Israel eram organizados em pequenos reinos independentes. e Maaca (ou Aram-Maaca). Zobá (ou Aram-Zobá). em diferentes épocas eram Tiro e Sidon. Hoje a região é habitada pelos Árabes do novo Estado da Transjordânia. Entretanto as relações entre os hebreus e os fenícios sempre foram pacíficas e cordiais. a oeste de Zobá. Hirão.11. eram da estirpe semita. reduzindo a ruínas as suas cidades. indo até Hamate (1Sm 14. tornou-se o grande fornecedor do material para a construção da casa real de Israel e do templo de Jerusalém (2Sm 5. o rei de Tiro.6 Sírios Ao nordeste e norte da Palestina ficavam os domínios da Síria cujas relações com o povo de Deus foram ora fraternais. de triste memória. desenvolvendo.31). 49. Três destes reinos sírios limitavam-se com a Palestina e em diversas épocas guerrearam com esta: Damasco (on Aram-Damasco). Todos eles. indo até os limites da Fenícia (1Cr 19. As duas cidades que sobressaíam. entre os montes Líbanos o Mediterâneo. que foi mais poderoso e mais hostil para com Israel. Este povo era camita (Gn 10. e que tocaria á tribo de Aser. bem como ajudou a Salomão nos Seus . porém ao final do tempo de Salomão o reino de Damasco logrou libertação. nos dias de Davi e Salomão. situado a oeste de Damasco. Por ocasião da conquista sob o comando de Josué. foram conquistados por Davi durante seu reinado.2. 1Rs 5).vingou a sua crueldade por ocasião da invasão dos babilônicos cumprindo-se as profecias de Jr. pela navegação e comércio. sempre conhecidos pelo nome de sua cidade principal. cujo culto se infiltrou em Israel e atingiu as culminâncias quando do reinado de Acabe que casou-se com a princesa fenícia. (Ez 27).2. ora hostis.7-19). Mais tarde. Jezabel. embora contido na promessa dada por Deus. com a sua capital Aaman. As divindades principais dos fenícios Baal e Asterote. uma vasta riqueza.15-19). não foi tomado (Jz 1. 3. 3. embora sua língua pertencesse ao grupo semita. E o ódio deste povo contra Israel parece que não diminuiu em nada. tornando-se adversário tenaz de Israel.

Gaza. que destruiu Gaza. 3.17). e bailônios e assírios. durante os períodos dos Juízes. já encontrou muitas cidades. em que os filisteus são chamados “incircuncisos”. As cinco cidades fortificadas dos filisteus representavam os cinco estados independentes. Além desses povos vizinhos mais próximos que apreciamos neste estudo. E só depois das conquistas de Alexandre. ocupava uma área de terra no extremo sul da costa palestínica e era extremamente belicoso. Na divisão da Terra da Promessa.4-8).23.3. Só depois da divisão do reino os fenícios romperam a aliança com Judá.8 Filisteus Este povo. o Grande. deveriam ser camitas. é que os filisteus desapareceram para sempre como povo. Azdod e Ecrón. a última cidade fortificada que resistiu. e mais vinte e cinco cidades da região da Galiléia (1Rs 9. a Filistia coube ás tribos de Judá e Dá. Asquelom e Ecrón (Jz 1. 22.11). a leste. ou belicosas. em troca de provisões de trigo. Depois do cativeiro de Judá. Estiveram em lutas constantes durante toda a história de Israel. quando chegou à Terra da Promessa ou Canaã. razão pela qual alguns profetas pronunciaram sentenças fortes contra os fenícios (Ez 28. mas confederados. Gat. e cujas nomes foram Asquelom. devemos mencionar os grandes povos pouco mais distantes dos limites da Palestina e com os quais Israel teve relações diplomáticas.6-7. apoiando as dez tribos de Israel. não sendo semitas. São eles: os egípcios.18). (Êx 13. Nunca foi possível uma paz permanente entre os filisteus e os hebreus. Somente depois da morte de Josué é que Judá atacou a Filistia e tomou Gaza. das .2. Abraão. 3.3 Cidades Palestínicas Por cidades.empreendimentos comerciais pelo mar. razão por que Deus não permitiu que o seu povo por ocasião do êxodo seguisse o caminho mais curto para Canaã que passava pela terra dos filisteus. dos dois reinos e de Judá quando ficou sozinho na Palestina. cuja origem é desconhecida embora pela referência de Jz 14. isto é. possa concluir-se que. vinho e azeite. uma vez que esta já foi abordada na parte referente ao Mundo Antigo. a Síria anexou a Filistia. entendemos os conjuntos de habitações humanas fixas. Não nos deteremos nos detalhes da história dessas relações. do reino unido. Jl 3. Am 1. ao sul.9-10.

com portas pesadas providas de trancas seguras. dominando a passagem do Jordão ao sudeste da Palestina à margem do caminho de Jerusalém para a Transjordânia. Como prova disto são apresentados os vestígios de vida humana na Idade da Pedra encontrados nas camadas mais profundas de suas ruínas.10). A cidade moderna está a 1. Ao tempo da Conquista de Canaã pelo povo de Israel. Entretanto. 3. e. ainda. junto da fonte de Eliseu ou Ain es-Sultan. tanto no tempo do Velho Testamento como no do Novo Testamento. nos dias do rei Acabe (1 Rs 16. Jericó aos poucos foi retomando seu lugar de importância e várias ocorrências ali verificadas com relação ao povo hebreu. ao chegar à terra de Canaã. Naquela ocasião Josué amaldiçoou o homem que viesse a reedificar a cidade o que se cumpriu cerca der quinhentos anos depois. 1-15). Jericó.3. a 272 metros abaixo do nível do Mediterrâneo. foi destruída.2 Hebrom Situada a sul das montanhas de Judá.24. pois mais tarde ali foram sepultados também o . depois de um cerco de sete dias com marchas ao redor de seus muros. cercadas de muros de defesa de altura e largura variadas. Geralmente as cidades palestínicas antigas eram construídas sobre elevações ou mesmo montes. a oeste do Mar Morto. figura também entre as cidades mais antigas do mundo. Jericó era uma cidade grande e bem fortificada.5. a 32 quilômetros ao sul de Jerusalém.18). certamente é a mais antiga do mundo. I Rs 11. Passemos em revistas as principais cidades palestínicas.34). Seu nome primitivo foi Kiriath – Arba (Js 1. Uma vez reedificada. aos olhos do povo de DEUS comandado por Josué. certamente é a mais antiga de toda a Canaã. Fica localizada na parte inferior do vale do Jordão. a oito quilômetros deste na direção oeste.lugar este que se tornou verdadeiro cemitério dos patriarcas. se não é a cidade mais antiga do mundo. permaneceu por algum tempo em Hebrom (Gn 3. (Js 6). Abraão. estão registradas na Bíblia. milagrosamente.600 metros a sudeste da anterior. 3.3.quais algumas são mencionadas no livro de Gênesis. a 12 quilômetros ao norte do Mar Morto e a 24 quilômetros de Jerusalém na direção leste. Foi lá que ele adquiriu a cova de Macpela dos heteus para sepultar a sua mulher Sara. Ne 3. com torres devigia sobre os muros e ainda uma vala circundando seus limites por fora dos muros (Dt 3.1 Jericó Segundos alguns pesquisadores.

3.29-33. na estrada que vai para Hebrom numa colina de 700m de altitude nas montanhas de Judá.). 22). 1504-1450 a. Jope aparece no livro de Atos com duas ocorrencias do ministério do apóstolo Pedro: a da ressurreição de Tabita (At 99.como nome de El Khalil. Hebrom não é mencionada no Novo Testamento. 19.9. é até antediluviana. 3. Nos registros egípcios o seu nome já era conhecido nos dias do faraó Tutmés III (c. 17.Segundo II Crônicas 2. A primeira menção de Belém na Bíblia é relativa aos tempos patriarcais. o Filho de Deus e Salvador do mundo.11). Séculos depois Davi foi ungido rei em Hebrom e ali reinou durante sete anos e seis meses sobre todo o Israel (25m 2. portanto.). ascendente de Jesus (Rt 4. eram levados pelo mar até Jope. era o porto da capital israelita. 49. seu filho Isaque e sua mulher Rebeca. Já nos dias do Novo Testamento. onde é vedada a entrada dos cristãos. 25.9.3 Belém Também é uma das mais antigas cidades da Palestina. Foi ali que se realizou o casamento de Boaz com a moabita Rute. 16 – 20). que ocorreu pouco ao norte desta cidade por ocasião do nascimento de Benjamin (Gn 35. ali desembarcados. Situada a cerca de 60 quilômetros a noroeste de Jerusalém. bemcomo Jacó e sua mulher Léia (Gn 23. habitada em sua grande maioria por maometanos que construiram sobre a antiga cova de Macpela uma mesquita.4 Jope (Jafa ou Iafa) É outra cidade das mais antigas da Palestina e. bem como nos do faraó Amenófis IV (Cartas de Tel-el-Amarna. uma região sobremodo fértil. Existe até hoje.próprio Abraão. 19. e depois conduzidos a Cidade Santa. utilizados na construção do primeiro e depois do segundo templo em Jerusalém.C. o notável rei de Israel. e Jesus. 50. segundo alguns escritores romanos.13). 137 a. uma estrangeira que se tornou a bisavô do rei Davi e. Foi neste porto que Jonas embarcou para Tarsis tentando fugir da vontade de Deus (Jn 13). para distinguir de outra cidade de igual nome existente na Planície de Esdraelom.3. que dissipou as dúvidas dos apótolos .3. Situada 10 quilômetros ao sul de Jerusalém. na costa do Mediterraeneo. Também ali nasceu Davi. Seu nome bíblico é Bethlehem-Efrata (que significa “casa de pão”) ou Belém de Judá.C. depois do que a capitaldo reino passou a ser Jerusalém.3643) e da visão na casa de Simão o curtidor. quando da morte da Raquel a amada de Jacó.7 os cedros do Líbano. 21.16 e Esdras 3.

3.depois de um prolongado cerco que começou no tempo de Salmanasar V e terminou no de Sargão II. fixou-se ali e levantou um altar ao Senho (Gn 33. Caiu sob o poder da assíria em 722 a. pois sua historia remonta a mais de 2000 a. Ampliada e embelezada durante os dias de diferentes reis de Israel. foi coroado rei de Israel. Mais tarde Jacó. Nas cercanias de Siquém Jacó cavou um poço que se tornou celebre pelo encontro que se deujunto domesmo entre Jesus e a mulher samaritana. esta cidade foi uma das mais importantes e influentes na vida de Israel. assírios.7). bem no centro geográfico da Palestina. tucos. ergue-se a moderna Tel Aviv. Jope sofreu muitos ataques e arrasamentos dos exércitos inimigos atravésdos tempos. Roboão. filho de Salomão.Havia umavila na Galiléia com o mesmo nome. no fértil vale de Siquém.quanto ao acesso dos gentios à graça do evangelho. A cidade foi destruída e reconstruída varias vezes.24. Os profetas freuqentemente condenavam Samária por sua idolatria. romanos. certamente também Siquém recebeu os colonos assírios que. Abraão. egipcios.C. Samaria. cruzados e franceses. ao voltar da Mesopotâmia.o reino foi dividido ejeroboão.C.6.. rodeada de muralhas quase inexpugnáveis. após a queda do Reino do Norte.6.C. acampou em Siquém e ali erigiu o seu primeiro altar na terra de Canaã após a aparição do Senhor que lhe declarou: “A tua semente darei esta terra” (Gn 12. a ponto de tornar- .5 Siquém. mas devido a sua imprudência e arrogância.32). Fica situada entre os montes Ebal e Gerizim. na Samaria. Porém. Hoje é chamada Neblus. Também ali foramenterrados os ossos de José trazidos do Egito (Js 24. gregos. foi também sede de idolatria a Baal. quando das peregrinações de Abraão. 3. Fundada em 921 a. por Onri. 3. Conforme II Reis 17. Esta é outra das cidades mais antigas da Palestina. rei de Israel e pai de Acabe. sempre voltou a prosperar. o grande centro dos sionistas judeus.3. Ainda em Siquem. que era adorado num templo de Jesrusalém em riqueza e esplendor. Jafa ou Jafia. foi a capital do Reino do Norte durante 200 anos. junto da velha Jope. fez de Siquém a capital do Reino do Norte (Irs12). estabeleceram-se nas cidades e de cuja mesclagem com os judeus remanescents resultou a raça samaritana. vindo de Ará. 18-20). isto é. e hoje. o rei das dez tribos revoltadas. Situada a oito quilômetros a noroeste de Siquém. num monte de cerca de 100m de altitude.

3. ruas pavimentadas.40. Foi ali que nasceu o célebre Eusébio. há uma pequena povoação por nome Sebustieh . para os cristãos. o Grande local da antiga cidadela dos filisteus chamada Torre de Strato. instalação de água e esgoto. já nas lutas nacionalistas posteriores. Finalmente. Hoje é a cidade palestinica de maior proporção de cristãos entre os seus habitantes. João Hircano. Foi construída por Herodes. porém. etc.rodeadas de ruínas que estão sendo exploradas e estudadas por várias entidades arqueológicas. fizeram a gloria da cidade. 1-25). que ali esteve preso durante dois anos após a sua magnífica defesa diante de Festo a Agripa e de onde embarcou para Roma. depois de Jerusalém e Belém. 3. primícias entre os gentios (At 8. Foi visitada várias vezes pelo apóstolo Paulo.3. (At 8. no local. Lá estava a sede da administração civil e militar da província romana.. de dois quilômetros de extensão. fica a cidade de Nazaré. embora por pouco tempo. o centurião romano. .. É certamente a cidade do evangelista Filipe e de Cornélio. o hipódromo. e cognominada Cesaréia em homenagem a César Augusto. Os grandes edifícios. Filipe lá pregou o evangelho com muita aceitação. ao tempo de Herodes. em 109 a. arrasou a cidade. foi reedificada. Cesaréia Fica a 75 quilômetros a noroeste de Jerusalém. Nos tempos do Novo Testamento foi a cidade mais célebre da Palestina por tratar-se de sua capital política. imperador romano.46).7. entre Jope e o Monte Carmelo. o templo. o anfiteatro. Hoje. os teatros. Entretanto. “primeiro historiador da igreja cristã e o primeiro geógrafo da Palestina”. 3.10). 21. na direção oeste. O Novo Testamento registra a sua incredulidade. A cidade não é mencionada no Antigo Testamento.8. C. Notáveis são os restos da chamada Colunata de Herodes.se aquela cidade sinônimo de infidelidade a Jeová.8. No período grego foi reestabelecida a sua glória antiga. onde trancorreu a infância e a juventude de Jesus de Nazaré. lá estão como testemunhas da antiga glória de Samária. que apesar dos dois mil anos decorridos. no litoral do Mediterrâneo. A 22 quilômetros do extremo sul do mar da Galiléia. era a Samária do tempo do Novo Testamento. Por algum motivo não gozava de boa reputação entre os judeus (Jo 1. Nazaré. ela é a cidade mais célebre da Palestina.

Filipe fê-la uma espécie de estância de veraneio para a aristocracia da época.. apesar de sua importância.10. 18. e que mais tarde deu lugar a Tíberiades. Ampliando e embelezando a cidade que se encontrava ao sopé do monte Hermom. A sua primeira menção na Bíblia está em Josué 11. A cidade não é mencionada no Antigo Testamento. (Mt 16. Teria sido a cidade forte de Recate? O nome da cidade foi dado em homenagem ao imperador romano da época. pois havia mandado matar o João Batista e poderia também antecipar a sua morte (Lc 13.3. e que durante a construção os operários descobriam que o local era de um antigo cemitério. O judeu que entrasse na cidade se tornava cerimonialmente impuro. E para distingui-la da Cesaréia do Mediterrâneo acrecentou-lhe o seu próprio nome.8). Por encontrar-se no extremo norte do país. deveria ter um caráter gentílico.C. a quem considerava como raposa (traiçoeira e mau). Cesaréia de Filipo.32. Provavelmente a antiga de Rakkart. ocasião em que Jesus pronunciou a profecia da indestrutibilidade de sua igreja. Fica na margem ocidental do mar da Galiléia (ao lago de Tiberíades) a 8 quilômetros da extremidade sul do referido mar. se que fala a literatura rabínica do período interbíblico. sendo considerada cidade imunda pelos judeus.. 3. porém. teria assinalado o local onde ao tempo de Jesué havia uma cidade forte por nome Racate. o Filho do Deus vivo”. podemos compreender que. Sabemos.3. quando os cananeus ali ofereram a sua resistência ao exército de Jesué. referida em Jesué 19:35. Tibério César. e uma só vez seu nome aparece no Novo Testamento (João 6.13. Tiberíades. depois da destruição de Jerusalém.9. Outra razão teria sido para evitar um encontro com Herodes. para servir de capital à tetrarquia da Galiléia e Peréia. Entretanto. 23).C.16. O tetrarca Filipe deu este nome à antiga vila fenícia de Baal-Gade em honra ao Tibério César. em 70 d.24). Mas o acontecimento mais importante para os cristãos foi que ali Pedro fez a sua célebre confissão: “Tu és o Cristo. que a Tiberíades do Novo Testamento foi construída por Herodes Antipas entre os anos 17 e 25 d. 23.3. veio a ser o centro do judaísmo na Palestina. Para lá foi transferido o . seu protetor. por ter sido construída sobre um cemitério. Porém. Não temos notícia de que Jesus tivesse visitado alguma vez a cidade. foi palco de várias batalhas durante a sua história.

Por isto as alusões proféticas e apostólicas a apresentam como o próprio símbolo do céu (Is 52. sendo que das outras – como Cafarnaum. durante o século IV da nossa era. Sabemos. e sim em sua profunda e ampla relação com a revelação. porém. e Ptolemaida. 3. fixando a pronúncia das palavras pormeio de sinais – chamados massoréticos – em lugar das vogais. da misericórdia. nem em sua riqueza ou expressão cultural e artística. da sabedoria. a principal entre outras tantas regiões. Originou-se. sendo a única das cidades da margem ocidental do Mar da Galiléia que ainda subsiste. Também foi ali que o Salvador realizou o maior numero de milagres e pronunciou os mais profundos ensinamentos.1-4. enfim. Ela foi de um modo especial. o cenário das manifestações patentes e evidentes do poder. na Síria. Magdala.3. ou seja. . Pelos vestígios das antigas estradas.14-17. hoje a cidade é chamada Tubariyeh. da justiça. 3.3. Eetsaida. Também a Massora. 9. 9-13). bem como do seu discípulo Pedro (Mt 8. em grande parte. Corazim – restam apenas ruínas.12 Jerusalém “Lugar de paz” “Habitação segura” entre as cidades mais celébres do mundo encontramos Jerusalém. que era cidade da costa noroeste do Mar da Galiléia. posto militar romano (Mt 5 – 13) e centro de recolhimento de imposto do império (Mt 9. da bondade. que é uma coleção de tradição e interpretação do Antigo Testamento.ou seja. Mas o fato mais importante para os estudiosos da Bíblia é que Capernaum era a cidade residencial de Jesus. Ap 21). sendo que o primeiro reúne as probabilidades maiores. no Mediterrâneo. Da Grandeza de Deus. fundando-se a célebre academia rabínica que preparou o Mischnâ. há indícios de que Cafarnaum era centro comercial movimentado. pois ficava na margem da rota entre Damasco. conjunto de comentários críticos e gramaticais sobre o texto hebraico do Antigo Testamento.sinédrio e foram construídas muitas sinagogas.1).11 Cafarnaum Não há certeza absoluta do local exato de Cafarnaum. emTiberíades. dois temsido os lugares presumíveis da antiga Cafarnaum: Tel-Hum e Khan – Minieh. o Talmude Palestínico (também chamado Talmude de Jerusalém). Por motivos vários. no seu sentido religioso. Esta posição privilegiada de Jerusalém não está em sua extensão. No que diz respeito a historia bíblica ela ocupa o primeiro lugar.

subdivididoem uma série de montes ou elevações. antiga divindade semítica da paz e prosperidade.(1) Nomes – Durante a sua longa historia – já cerca de3. nas montanhas de Judá. quando então a cidade foi conquistada e feita a capital do Reino de Israel (Irs 8. .Foi o nome dado pelo imperador romano Adriano. já em uso nos dias de Abraão (Gn 14.20. II Rs 14. d) Jerusalém –É o nome mais comum e que permanece até o presente. Aoeste e ao sul fica o vale de Hinon (Gehena gr. A leste do promontório fica o Vale de Josafá ou Cedrom.1.C. e Capitolina. assim como: a) Urasalim – Encontrado nas Cartas de Tel-el-Amarna escritas por voltade 1400 a. f) Cidade de Davi ou Cidade do Grande Rei –Estes nomes relacionam-se como ato heróico de Davi na tomada da fortaleza. a cidade principal do reino (II Cr25. Aelia em honra a Adriano. que a reedificou no século II d.11). Sl 48. ouseja. i) Aelia Capitolina. g) Cidade de Deus ou Cidade Santa – Assim chamada por estar ali o templo nacional.4.10. assim chamado por causa dos sacrifícios das crianças em holocausto ao ídolo Moloque (II Rs 23.18). provavelmente é o seu nome mais antigo.C. 10.000 anos – a cidade era conhecida por vário snomes. na mesma latitude do extremo norte do Mar Morto.28). (2) Localização e Topografia –Jerusalém fica situada na parte sul da cordilheira central da Palestina. divindade suprema dos romanos.2). e) Sião – Este era o nome de um dosmontes da cidade. cidade devotada a Shalém.. Está edificada sobreum promontório a 800m de altitude. 31 – 34) e dos fogos que ardiam constantemente. olocal do culto centralizado (Sl 46.1). Provavelmente trata-se de uma abreviação da palavra Jerusalém. cujo primeiro nome era Aelius. O seu significado é “a santa’. Ne 11.) que em certa época da historia foi o “vale da matança”. Jr 7. b) Salém – É o nome mais antigo que apareceu na Bíblia. c) Jebus – Assim era conhecida a cidade dos jebuseus na época dos Juízes (Jz 19. que separa a cidade do Monte das Oliveiras. j) El Kuds – É o nome que os árabes deram a Jerusalém. a 21 quilômetros a oeste do mesmo e a 51 quilômetros a leste do Mediterrâneo. h) Cidade de Judá – A capital do reino de Judá.

C. até o norte do Monte Moriá. descendo pela aba oriental deste até Ofel na direção sul. subindo pelo lado oeste do mesmo. dividindo-se em cinco zonas ou bairros caracterizados pelas elevações do tabuleiro: Ofel. que corria mais ou menos na direção de noroeste para sudeste e sul. sul e oeste por uma só muralha. ao norte. Acra. tendo havido. Bezeta. 43-48). a sudoeste. Jerusalém era protegida aoleste. Também os vestígios deste muro são escassos e discutidos quanto à sua exata direção. até o sul da elevação de Acra. Daí por analogia a palavra grega Gehena que significa “vale de Hinon” que veio a designar o lugar de castigo eterno dos condenados. O primeiro. resta apenas o lado norte suscetível ao crescimento. ao norte três muros. na direção norte. Este muro era provido de 60 torres para as sentinelas. O segundo muro foi levantado por Jotão. O aspecto geral da cidade ao tempo de Cristo apresentava uma configuração de um trapézio irregular que se alarga do sul para o norte. etc. o antigo aspecto em que as elevações eram mais distintas. Salomão e seus sucessores. Um vale interno chamado Tiropeom. (3) Muros e Portas – Até a destruião da cidade pelos romanos no ano 70 d. o inferno (Mt 13. Mc 9. separava alguns desses bairros. edificados em épocas diferentes.consumindo o lixo da cidade. e Sião.42. sul e oeste. e daí na direção leste.rodeava a antiga cidade do Ofoel. O terceiro muro. Porém. porém. assim. oeste e sul do conjunto da cordilheira pelos vales já mencionados. Moná.. os detritos dos holocaustos pagãos. começada cerca de dez anos após a crucificação de Cristo. Ezequias e Manassés – e depois do cativeiro reedificado por Neemias – seguindo praticamente o mesmo traçado do primeiro nos lados leste. onde estava edificado o templo de Salomão. Sendo que a cidade é isolada pelos lados leste. que fica a sudeste e onde havia uma antiga fortificação. passando pelo sul do Vale do Tiropeom e do Monte Sião. a leste. por força da expansão da mesma. a noroeste. foi obra de Herodes Agripa I. . cujo fim era incluir os subúrbios do norte no sistema de segurança da cidade. a superfície da cidade tem sofrido muitas alterações com os aterros deste vale. Porém a linha norte od segundo muro é muito discutida e por ora nada de definitivo se sabe a seu respeito. Trechos deste muro já existiam desde os tempos dos jebuseus. através dos tempos.q eu data dos dias de Davi. desaparecendo. porém. uma vez que por ele o tabuleiro continua ligado ao conjunto montanhoso. nolado nortenovas áreas – Acra e parte de Bezeta. abrangendo.

ao sul. também ao nort. A leste. Certamente nos dias dos patriarcas esses caminhos não passavam de trilhos por onde trafegavam caravanas dos mercadores e dos pastores de rebanho. convergiam os caminhos para Jericó e todo o Vale do Jordão. não é mencionada na Bíblia. bem como ao estrangeiro. Fenícia. que conduzia a fonte de Guiom. b. Ao norte partiam os caminhos para Samária. 3. Síria etc. junto do tanque de Siloé e o açude velho para abeberar o gado. (4) Cidade de Comunicação – Jerusalém sempre esteve ligada pelos quatros pontos cardeais a toda a Palestina e aos países estrangeiros. temos referencia a cerca de dez delas: porta velha. porta do gado.desde as quatro portas orientais. porta das ovelhas. Porta do Vale. porta dos cavalos. c. Nem todas elas podem ser localizadas. e. e cujos nomes perduraram por mais tempo. No livro de Neemias. logo ao norte da esquina do templo. Galiléia.que dava para as vias de comunicação com as cidades da região ocidental. ao norte. porta do esterco. porta da água. na direção norte. logo ao sul da esquina sudeste da área do templo.4 Estradas Palestínicas Desde os tempos de Abraão já havia caminhos cruzando a Tera de Canaã em todas as direções. . Síria e Mesopotâmia. Porta de Herodes. pois ficava no muro quefoi edificado pouco depois de Crsito mais ou menosna direção da porta velha do segundo muro. porta da fonte. por exemplo.s Já nos dias de Josué. Porta de Jope (ou Jafa) a oeste. i. A oeste ligava-se com Jope e os caminhos para a Filistia e Egito. hoje fechada. Porta das Ovelhas ou de Benjamim a leste. Porta Oriental ou do Ouro. porta do Efraim. dos Juízes e da monarquia hebraica.As portas nos muros de Jerusalém eram numerosas durante a longa história da cidade. Porta de Damasco ou Peixe. também ao sul. h. Porta da Fonte. ainda ao sul. no canto sudoeste da cidade. Porta do Esterco ou de Monturo. bem como para as estradas da Transjordânia que levavam os viajantes para a Arábia. porta do peixe. do msmo lado oriental. d. bem como para a Fenícia. Porta da Água. Ao sul a cidade comunicava-se com Hebrom e Egito. vemos o uso de carros ferrados que certamente exigiam estradas mais definidas. pelas quais o povo transitva mais frequentemente. g. foram estas: a. j. também a leste. dando acesso ao centro e ao norte do país. porta oriental. que no primeiro muro teve o nome de Efraim. ou dos Essêncios. Porém as principais portas de Jerusalém.

das quais as mais importantes são as seguintes: no extremo sul da Judéia uma ramificação para oeste. ocorria na região central de Samária.embora seguindo os trilhos antigos. do leste e do sul da Palestina (Síria. Tiro.4.28 etc. onde se entroncava com a estrada de Damasco. Jericó e Transjordânia. Tinham a sua origem no Egito e estendiam-se até Fenícia e Síria.2 Grupo Central Este grupo partia do sul da Judéia. ou vau. II Reis 23. Mais outra ramificação. Assíria. Betel. na direção de Gaza. Os exércitos das grandes nações do norte. 35. Ireis 22. e outra para leste. Aos 8. passando pelas cidades da margem ocidental do Mar da Galiléia. e também para leste. atingindo cidades costeiras como Jope. a baixa Galiléia. 3. e na de Damasco. Tais noções podemos colher de Juízes 1. na direção da Mesopotâmia. e mais outro atravessando o Vale de Esdraelom. Também este grupo apresentava ramificações tanto para oeste como para leste. uma ramificação para oeste. E por último. atingindo a Transjordânia e entroncando-se com outro grupo de estradas na direção de Petra. indo até Jope. Siquém. Ptolemaida. onde havia uma passagem rasa do Jordão. Babilônia e Egito) deslocavam-se por estas estradas para os seus encontros bélicos. ao norte da Galiléia. Belém Jerusalém. ia até Cafarnaum. ao norte. via Peréia.19. era também chamado o caminho das nações. indo até a Arábia. embora não das mais antigas. E no tempo dos romanos já havia até estradas pavimentadas para o deslocamento rápido de suas legiões militares.31. indo até o Egito. Sidom e outras. outro de Lida para Jerusalém. na direção da Ásia Menor. para o sul. conhecidas também como Caminho da Terra dos Filisteus. via Lida. passando por Hebrom. e. Era um grupo composto de várias estradas com ramificações para oeste. a ramificação na . atingindo Cesaréia para oeste e Bete-Seã (Citópolis) para nordeste. saindo um ramal de Gaza e passando por Berseba e sul da Judéia na direção da Arábia. Samária. via Jericó. Na altura de Jerusalém. entroncando-se o ramal com as estradas da Transjordânia. devido a sua importância internacional.1 Grupo da Costa Eram estradasque corriam paralelas à costa do Mediterrâneo.4. indo até Damasco.28. e para leste. Este grupo. De Bete-Seã também partia uma ramificação para norte indo até Cafarnaum. Costuma-se dividir em quatro grupos principais as estradas da Palestina: 3. e outra para leste.30. para o norte. na altura das cidades de Siquém e Samaria. em Nazaré. onde se desviavam para oeste.

durante o seu ministério.1-19).que era itinerário preferido pelos judeus para evitar a passagem pela Samária . preferindo passar pela Transjordânia. sendo que somente um deles. e para se viajar por ela cobrava-se pedágio. e para nordeste chegava a Cafarnaum. ou Acre dos franceses). desce para Cafarnaum. quando os discípulos rogaram a Jesus poder para fazer descer fogo do céu para consumir os samaritanos que rejeitaram a presença de Jesus (Lc 9. Grupo da Transjordânia ou Leste Havia neste grupo pelo menos duas estradas: uma que partia do vau do Jordão. e de Hesbom avançando pelos montes de Abarim e Gileade para o norte até Damasco. A primeira era pavimentada ao tempo dos romanos. Notese que. Havia outras estradas que cruzavam a Palestina. no fundo do Golfo de Ácaba. porém eram de menor importância. e outra que.prosseguindo para nordeste até Damasco. Entretanto parece que Jesus não deu importância a este fato. dirigia-se para Hesbom. no Vale de Siquém (Jo 4. deixando para oeste uma ramificação que passava por Jericó e Jerusalém indo até Jope. pelo menos em três vezes. é que voltou para agradecer a graça recebida (Lc 17. os judeus evitavam-na devido à inimizade antiga entre eles e os samaritanos. ele atravessou a Samária: quando manteve memorável diálogo com a mulher samaritana junto ao poço de Jacó perto de Sicar. originando-se em Elate. Segundo esta classificação.3. Grupo de Damasco Neste grupo geralmente são contadas somente as estradas que partem da velha cidade Síria e se dirigem para o Mar Mediterrâneo. no sentido leste a cidade de Bete-Seã. em frente a Jericó. vai até Nazaré e antiga Ptolemaida na costa marítima. cidade costeira da Fenícia. Alguns acham que o ofício de Mateus. e a segunda.51-56). antes de seu chamado para o discipulado. onde entroncava-se com a estrada que vinha de Damasco. e se dirigia para o norte pelo lado leste do Jordão até o vau que fica defronte de Bete-Seã . as que passam pelo território palestínico são apenas duas: a primeira. passando por Petra e o leste do Monte Seir e do Mar Morto. que deixando Damasco passava por Cesaréia de Filipe dirigindo-se para Tiro. As que aqui mencionamos dão-nos uma idéia geral das vias de comunicação terrestre que dispunham os antigos na . a que passa pelo sul do lago de Merom.direção noroeste atingia Ptolemaida (antiga Aco. e quando curou os dez leprosos. pois. que era samaritano.42). apesar de ser esta estrada do centro o caminho mais curto entre a Judéia e Galiléia. era ode cobrar o pedágio.

28). O concubinato era tolerado nos casos de esterilidade da mulher legítima. o casamento havia de ser monogâmico (Mt 19.3). por morte do marido que não deixava filhos. 1. I Sm 1.pai do noivo. 25m 5.1 Sobre a Família Hebraica (1) Casamento Os hebreus consideravam o casamento de origem divina e de importância básica para a vida individual.5 Costumes Orientais Especialmente os Palestínicos Os habitantes do Oriente Próximo. e daqueles.2. porém no Novo Testamento inteiramente repudiada.2. O casamento misto era proibido em defesa da família. social e nacional (Gn 2. 30.5. tio.13. Isto se deve às particularidades geográficas.4. Timóteo e Lucas. Jz 8. Entretanto. como ainda têm.1-8). étnicas e religiosas dos mesmos. ou das terras bíblicas. Silas. a Bíblia não esconde os males da poligamia e da concubinagem.de expressão e de pensamento. 3. Havia também o casamento por levirato.9. os missionários das novas do evangelho de Cristo do primeiro século: Paulo.30.5). era feito por terceiros . Segundo o ideal divino. dada a importância deste conhecimento na interpretação bíblica. Na impossibilidade de uma apreciaçã vasta e completa do assunto – pois que o escopo deste livro é limitado. nobres e reis (Gn 16. A posição de concubina sempre era de uma esposa secundária. a poligamia era tolerada no Antigo Testamento. mas freqüentemente também fora desta condição. e poderia ser despedida em qualquer tempo e sem qualquer direito a amparo (Dt 21. e só .1-4).Este. sempre tiveram. ou algum amigo muito chegado. I Rs 1. especialmente Abraão e Jacó e os hebreus cativos. especialmente entre ricos.3. seu irmão mais velho. de onde prosseguiam para a Ásia Menor. Destas últimas serviram-se os patriarcas nas suas peregrinações para Canaã. o seu estilo peculiar de vida.10-14). da tribo e da pureza da raça (Dt 7. vamos apresentar aqui apenas um esboço sucinto desses costumes e usos das terras bíblicas. e para a Mesopotâmia e Pérsia na direção leste. 3. Resta ainda fazer referência ligeira às estradas que partiam de Damasco para o norte até Hamate e Arã. a) Contrato de Casamento -. geralmente. quando.18. o irmão deste deveria casar-se com a cunhada viúva para suscitar descendência ao seu irmão falecido (Dt 25. Grécia e Roma na direção oeste.Palestina. pois geralmente tratava-se de uma serva (escrava) ou prisioneira de guerra.

o esposo a conduzia. O noivo. excepcionalmente.10). Gn 24.1-10. Desde o momento em que o noivo entregava à noiva.38. porém. 24.1. ficando.12.12). onde seguia-se o banquete depois do qual os noivos eram conduzidos à câmara nupcial (Mt 2. acompanhada das bênçãos paternais.11).8). durante a qual o marido estava isento das obrigações militares. Estas consistiam nas consultas quanto ao destino dos bens por força do enlace que não poderiam enfraquecer a tribo nem expor a moça ao desamparo (Nm 36).12). em cortejo ainda maior. A lua-de-mel legal era de um ano.9-1. embora fossem comuns entre os caldeus (Gn 20. até catorze dias. porém tão importante que somente a morte ou infidelidade podiam dissolvê-lo.25. embora mais resumidas. na presença de testemunhas uma moeda com a inscrição “Seja consagrada “casada” a mim” uma espécie de juramento . ia à casa dos pais da noiva acompanhado de amigos e vestido de sua melhor roupa.21. sendo rico. prolongando-se. e nos acertos quanto ao dote que o noivo havia de pagar ao pai da moça (uma espécie de dádiva que compensava a perda da filha). Quando as núpcias eram realizadas à noite.17. Depois do exílio babilônico. 25. Durante o noivado o homem era isento do serviço militar. Em alguns casos o próprio filho fazia a sua escolha. ao som de música e de cânticos.8) considerado casado. adotou-se o costume de lavrar um compromisso escrito.18) que. como no caso de Jacó (Gn 29. para a casa de seu pai ou para a sua própria.o jovem casal era (Rt 4. com terceiros as negociações (Gn 34. geralmente. Ex 2. os egípcios. Recebendo a esposa na casa dos pais desta.4). com grinalda na cabeça (Ct 3. Is 61.excepcionalmente pela mãe (Gn 21. Os casamentos consangüíneos entre os hebreus eram proibidos (Lv 18. .Este era o primeiro ato do casamento. segundo o Talmude. as festas continuavam. as pessoas que acompanhavam o cortejo muniam-se de tochas (lâmpadas). mas podia ser efetuado também em forma de trabalho. 34. c) Núpcias . embora a sua vida conjugal se efetuasse só depois das núpcias (Mt 1. com rosto velado. 34. distribuía roupa nupcial aos convidados (Mt 22. os persas e outras nações orientais. ou ao representante dela. Ez 6. I Sm 18. poderiam ocorrer um mês depois para as viúvas e um ano depois para as virgens (no caso de Jacó durou sete anos).A festa de núpcias durava. sete dias (Jz 14.1-13). b) Noivado . Saindo de sua casa. O dote da concubina era o preço da compra (no caso de serva ou escrava). geralmente oscilava entre 30 e 50 ciclos e selava o contrato matrimonial.1-18). Nos seis dias subseqüentes.253).15-20.

já não poderia reconciliar-se com o primeiro.2 Sobre a Vida Social Hebraica (1) O Lugar da Mulher na Sociedade – De um modo geral. viesse a divorciar-se do seu segundo marido ou mesmo se este viesse a morrer.4). Pv.3). quase que não existia distinção de sexo.3-9).7). Entre os hebreus ela merecia lugar de honra e distinção (Pv 31.1. Ex 2.13-16).3) e carregava a água das fontes para o abastecimento da casa. Entretanto. Também Jesus repudiou o divórcio. a mulher moça pastoreava rebanhos (Gn 29. O primogênito recebia a porção dobrada dos bens paternos. porém não aprovada. exceto no caso de adultério (Mt 19. O divórcio tinha que ser efetivado por um documento escrito.15-17).A dissolução dos laços matrimoniais entre os hebreus era permitida como uma “necessidade calamitosa”. as principais obrigações das mulheres eram os trabalhos domésticos. 3. Quanto à educação dos filhos.10-31). os orientais dos tempos antigos relegavam a mulher à uma condição bastante inferior à do homem. uma vez que se encontrava contaminada pela coabitação com outro homem (Dt 24. chamado carta de divórcio.(2) Divórcio .8). Quanto às ocupações. e mesmo repudiada já na última parte do Antigo Testamento (Dt 24. As filhas solteiras eram sustentadas pelos irmãos até que se casassem. A mãe era digna das mesmas honras que se deviam ao pai (Ex 21.Estes eram considerados dádivas divinas. Assim. A herança era dividida somente entre os filhos do sexo masculino. Perante as autoridades.6. Se. a mulher tinha o direito de requerer justiça (Nm 27. (3) Os Filhos . o pai era obrigado a ensinar-lhes desde cedo um ofício que lhes garantisse a subsistência. Por isso a esterilidade era julgada como uma falta de favor de Deus. A primogenitura era honrada e respeitada entre todos os povos orientais. Priscila e Paulo sabiam fabricar tendas (At 18. 1. Dt 21. Porém os hebreus asseguravam à mulher o gozo de vários direitos não encontrados nos costumes de outras nações. trabalhava nos campos (Rt 2.16). 1 Rs 3. especialmente os do sexo masculino.(Nm 27.5. Áquila. Seu casamento podia ocorrer somente com alguém de dentro da mesma tribo. As filhas recebiam a herança somente na falta de filhos herdeiros.12. . entregue à mulher pelo marido (Mt 19. assumia a direção da família e as funções sacerdotais da mesma (na época anterior à adoção da lei mosaica). para lhe dar direito a um novo casamento.16-18). com a morte do pai. porém.1. Mt 2.

14). (3) Enterros e Manifestação de Luto . “Paz seja convosco”. que o foram pelos egípcios.4) e pelo menos três profetisas (Ex 15.12). Mc 5. por exemplo. I Sm 13. o arrancar os cabelos e a barba.19). (Gn 37. Am 8.8).acompanhado do cortejo fúnebre na seguinte ordem: as mulheres. Na história do povo hebreu há também uma juíza (Jz 4. I Rs 2.isto por exigência do clima quente que favorecia a decomposição rápida e também por força da lei que tornava imundo quem tocasse em um defunto (Nm 19.30.2.39).1-16) . A posição mais comum era a inclinação do corpo para a frente e com a mão direita posta no lado esquerdo do peito (Gn 23. I Cr 12. Embora José e Jacó tivessem sido embalsamados. o choro desesperado. era a prostração ou inclinação até a terra (Gn 18. Raramente eram usados esquifes ou caixões abertos. Elas moíam o grão (Mt 24. o lançar-se no chão.Constatada a morte. O período de luto era de sete dias. Como demonstração de respeito filial e para a perpetuação da memória dos mortos (I Sm 18.4). Outra maneira usada. I Sm 18. porém. Os sepulcros eram geralmente localizados fora da cidade. Os túmulos dos pobres eram simples covas no chão cobertas de terra e marcadas por uma pedra. e o povo. mandou aos seus discípulos que a ninguém saudassem pelo caminho justamente para poupar tempo (Lc 10. o andar com rosto coberto etc. (2) Saudações -. 42. O costume de caiar os túmulos era praticado para evitar a contaminação cerimonial por pisar neles. Gn 50. preparavam as refeições (Gn 18. que possuíam o segredo do processo. sabemos. especialmente perante pessoas superiores.12.18). em casos excepcionais era delongado para mais (I Sm 31. Jó 2. o andar descalço. As manifestações de luto eram variadas: o rasgar de roupas.36.10.6). para fechá-los. O enterro era feito no mesmo dia da morte .bem mais complicados e difíceis que aqueles que as mulheres têm hoje.18) costumavam os hebreus levantar .3 1.34. o vestir-se de saco. mas também em certas regiões e épocas ficavam nos pátios das casas. o lançar do pó na cabeça.Estas sempre eram prolongadas no Oriente. As expressões mais comuns eram: “Paz”.10. o jejuar.13.41). o corpo do falecido era lavado e enrolado com faixas ou lençóis impregnados de perfumes. O embalsamamento não era costumeiro entre os hebreus.8). ao passo que os sepulcros dos mais abastados eram cavados na rocha. com umas pedras grandes. “Paz esteja nesta casa” (I Sm 25. 15.6. os parentes e amigos mais próximos. as carpideiras (eram as lamentadoras profissionais). Dt 34.38.6. à porta.20. Lc 24. Jesus.7.1-4. redondas. “fiavam a lã e teciam o pano” (1 Sm 2. o defunto.

não sabemos se o seu tipo arquitetônico era egípcio.5.20. aproximadamente 15m por 5m. depois evoluíram para tecido de pêlos de cabra de uma qualidade especial (de pêlo longo.um grande pedaço de tecido retangular levantado sobre uma vara horizontal. servos.3 Habitações (1) Tendas .Eram ranchos feitos de estacas encimando varas cobertas de ramos ou folhagens. Aquele templo. e preso pelos quatro cantos a estacas ao rés-do-chão até o mais complicado feitio octogonal. ou seja. cobertos. destinados a permanência mais prolongada no local. era algo majestoso. conclui-se que na Palestina as casas eram feitas de pedra. Originalmente parece que eram feitas de pele de cabra. escuro. Esses telhados ou terraços eram feitos de paus colocados em sentido cruzado ou paralelo. muito resistente). com acesso por uma escada exterior. dependendo do que era mais encontrado na região. na Bíblia esta palavra é aplicada especificamente à tenda que durante a peregrinação dos israelitas pelo deserto servia para o culto de Deus.Este era o tipo mais primitivo de habitação palestínica e de um modo geral de todo o Oriente. que foi substituída pelo famoso templo de Salomão construído em Jerusalém. cozinha etc. Porém. 3. geralmente eram de um só cômodo e de um só andar. de barro . Os tipos de tendas variavam de tempos em tempos. cercados de parapeitos. desde o mais primitivo . sala. Entretanto. A primeira referência a tendas na Bíblia temos em Gênesis 4. apoiada em alguns esteios verticais. Era uma construção portátil de 30 côvados de comprimento por 10 côvados de largura. (3) Tabernáculo . segundo as descrições de I Reis 6 e I Crônicas 3.“colunas” (monumentos que consistiam de uma pedra mais ou menos alongada que se fixava na terra no sentido vertical).O termo que significa simplesmente habitação e que tanto pode ser uma tenda como uma cabana. fenício ou algum outro. crianças. mulheres. (2) Cabanas . ou mesmo de tecidos. casais. (4) Casas -Pelas escavações arqueológicas. Quanto ao tamanho. Já nas regiões mais frias eram encontrados telhados em forma de meia-água ou cumeeira para o deslizamento da neve. Os cidadãos mais abastados construíam casas de dois pavimentos com vários cômodos. Os telhados nas regiões mais quentes eram chatos e transformados em terraços. de tijolos e de madeira (menos Comum). com uma ou duas colunas verticais no centro e divisões internas para dormitórios de homens.

a cozinha. com a costumeira área central ou pátio. em estilos que variavam com a época de influência histórica . A estalagem (khan . meditação e dormida. os cômodos dos filhos ou outros moradores da casa e freqüentemente também dos próprios donos.misturado com capim (estuque). como as cabanas. de cereais etc.10). Dos telhados dos edifícios públicos proclamavam-se os decretos e os avisos de natureza coletiva (Lc. e uma plataforma em cima para a guarda. e durante o dia para secagem de roupa. Na parte da frente. introduziram mais cedo que os outros povos a cadeira e a mesa. (6) Palácios . cadeira.3. Mt 12.Eram armações de estacas e galhos. assírio. tanques e até piscina.Eram as residências reais. a despensa etc. 12. As torres de caráter permanente eram feitas de pedra com acomodações para a família na parte inferior. Esses cômodos sempre davam a porta para o pátio interno. com uma plataforma de 2m a 2.hospedaria) era sempre uma casa maior.27). romano (os últimos ao tempo do Novo Testamento).1). Mt 10. construídas com requintes de luxo. Os egípcios e babilônios. (5) Torres de Vigia . mais adiante. ao lado. As casas de dois andares possuíam um pátio interno com poço. estas de 20 e 25cm de altura. pois os orientais tinham por costume sentar-se no chão sobre as pernas cruzadas. acrescida de acomodação para os animais e servos na parte posterior. amassadeiras e odres (recipientes de couro de animais para leite e vinho) e sela de camelo. duas pedras de moinho para moer o grão. bem como mesas. à noite o terraço era o lugar preferido para o descanso. Nas casas já havia camas e cadeiras (I Rs 4. tigelas. grego. algumas panelas de barro ou metal para preparar comida. A divisão interna das casas dependia das posses do dono e do tamanho da mesma. mesa e cama. Os candeeiros eram de barro ou metal em forma de .5m de altura para facilitar a vigilância dos pomares e das lavouras (Is 5. As portas eram estreitas e baixas e as janelas poucas e sem vidros. Outros objetos de um habitante de tendas eram: o martelo para fixar as estacas.5. o quarto dos hóspedes e o dos donos da casa e. 3. embora estas sempre baixas.egípcio. ficava a sala de visitas. No segundo andar. logo à entrada. segundo parecem.2. para os meses de calor. Nas tendas geralmente nada mais havia senão tapetes ou esteiras servindo como divã.4 Mobília A mobília dos antigos no Oriente era bem reduzida. as acomodações dos servos. de dois andares. fenício. Devido ao clima quente.

linho ou lã. leite. centeio ou milho.6 Vestuário Este era confeccionado de algodão. O azeite era a gordura mais usada para temperar a comida.pires. havia garfos para uso no preparo do alimento na cozinha. repolho e couve-flor. Talheres não se usavam antigamente. o endro e o coentro. sem mangas. 3. frutas. A carne geralmente aparecia somente em ocasiões festivas. legumes. Também costumava-se comer o grão dos cereais cru como vinha do campo . Era uma peça bastante adornada com franjas e bordas (Dt 2.Era uma peça de fazenda geralmente de lã que se usava por sobre a túnica. porém posteriormente no . Manto ou capa . cebola. Os ornamentos masculinos mais comuns eram o cajado. 3. Com o tempo os candeeiros passaram a ser cobertos por uma tampa em que havia um orifício para o pavio. O cinto do manto .5. cozido em leite ou em caldo de carne. deixado de molho. mel.5. alho. por dentro do qual também carregavam-se dinheiro e outras miudezas. sela etc. o anelsinete (que nos tempos mais remotos usava-se pendurado ao pescoço por meio de um cordão. seda.Era feito de couro ou fazenda espesso. O combustível comumente era o óleo de oliva (azeite) ou de sésamo (gergelim). Um pedaço de pão ou mesmo a mão eram usados para retirar a comida da tigela. Manteiga e queijo eram feitos de leite de cabra ou de vaca (mais raramente). pepino.tostado. A carne mais apreciada era a de cabra.5 Alimentação Pão. chegando até os joelhos. A túnica dos ricos e dos sacerdotes tinha mangas compridas e largas. O sapato dos palestinos era a sandália confeccionada de couro ou pano e presa ao pé por cordões de algodão ou fitas de couro fino. figo.Era uma camisola de algodão ou linho. assada ou cozida em água ou no leite. Das frutas fazemos a menção de uva. com uma espécie de beiço num certo ponto da borda para o descanso do pavio. o cominho. Os legumes mais comuns eram lentilha.12). azeite e vinho eram a base alimentar. pêssegos. cevada. tapete. tâmaras. Também eram comuns as amêndoas. ameixas. Porém. bastante comprido para dar várias voltas na cintura. que era de algodão ou lã. (1) Peças do Vestuário Masculino Túnica . farinha. O pão era feito de farinha de trigo. servindo também como cobertor. Também o peixe era comum nas proximidades dos lagos e mares.

As mulheres usavam o véu sobre o rosto quando apareciam em público. Com a introdução de novas moedas na Palestina . truncada. portanto. usado para valores maiores (como entre nós hoje usamos arroba. Talento Era outro peso. nos dias do sacerdócio de Simão Macabeu.) quatrocentos ciclos de prata. A pintura em volta dos olhos já era conhecida nos dias de Jezabel (I Rs 9. deixando a parte mais longa para trás a fim de proteger o pescoço.dedo) e as filacténas (tiras de couro com caixinhas.42..30). por algum tempo. Lv 6. Geralmente a fita era de cor diferente dado lenço. seguindo-se os persas por volta do ano 500 a.69) com que os hebreus já estavam familiarizados. Dt 6.28. anéis e pulseiras. Abraão. exceto o turbante. ‘pesou (.5. dependendo do gosto. somente pelos sacerdotes (Ex 28.As mulheres usavam as mesmas peças. (2) Peças do Vestuário Feminino. era um padrão de peso que variava conforme o metal que se pesava (prata. Assim. O siclo. pesos e medidas O intercâmbio comercial palestino sofreu as constantes influências políticas estrangeiras.pelos objetos ou propriedades imóveis.Ex 13. pipetas ou barras (cunhas) .16). de ofertas e aquisição de animais para o .. O uso mais remoto de permuta de valores entre os povos orientais era feito pela simples troca de mercadorias.e face à exigência legal de pagamento de impostos do Templo. ao necessitar de um campo para sepultar a sua esposa Sara. moeda corrente entre os mercadores’ (Gn 23. uma moeda persa (Ed 2. tonelada etc. era um lenço quadrado preso por uma fita ao redor da cabeça.9.7 Dinheiro.16-24). para metais preciosos. Depois entrou em uso a troca de um certo peso de metais preciosos . contendo alguns trechos da lei. O ciclo cunhado (no valor de um e de meio ciclo) apareceu pela primeira vez entre os hebreus por volta do ano 143 a..C. quando exerceu autoridade sobre a Palestina Antíoco VII da Síria.. ora em forma esférica.em forma de pó. ouro ou cobre). 13 Na cabeça usava-se o turbante que consistia de uma fita longa enrolando a parte superior da cabeça. Porém a cobertura mais comum. ora em cônica.11). porém mais longas e mais ornamentadas. O lançamento das primeiras moedas de curso nas transações comerciais deve-se aos gregos entre 700 e 650 a. A primeira moeda citada na Bíblia é o dárico. 3.C. nos lábios e nas orelhas.C. presas à testa e ao pulso esquerdo .8).de tempos em tempos . apreciavam pendentes no nariz.). Quanto aos ornamentos e enfeites. diademas na cabeça (Is 3. Parece que os calções eram usados. 39.

era igual a 10 óbolos ou meio siclo (Ex 3 8. também chamada sescum. Assim. aproximadamente 50 quilogramas. era a moeda do tributo (Mt 17. um dólar.6.Múltiplo de siclo. c) Dracma .Outro submúltiplo de siclo. Seu valor-peso correspondente em gramas dependia do metal tomado como padrão. a sua vigésima parte (Nm 18.16). Entretanto. damos.26). pois somente a moeda judaica podia entrar no tesouro sagrado. chamados leptos). c) Beca . Didracma. (2) Moedas Cunhadas a) Dárico . segundo John D. toma-se muito difícil preparar um quadro exato das moedas orientais. d) Estáter . e) Mané . algumas moedas e valores em curso na Palestina.Moeda romana. era também chamado mina. b) Shekel ou siclo . ou seja. meio siclo.Era a unidade básica de peso entre os hebreus que servia também como padrão de valor antes da cunhagem de moedas.mas de peso padrão preservado no Tabernáculo. . valendo. valendo 50 siclos.3 mil siclos. Como o uso e o valor das moedas variava de tempos em tempos e de país para país. igual a um siclo ou shekel judaico. e) Ceitil .A primeira moeda judaica cunhada (shekel e meio shekel de prata e a subdi visão em quartos de cobre.13).que era o de prata .(moeda grega) e denário (moeda romana) . ou o siclo de santuário (Ex 30. e 4 quadrantes a um as ou asse. principalmente nos dias do Novo Testamento. conhecida pelos hebreus no período da restauração (Ed. Já o siclo babilônico era apenas de 8g. o shekel ou siclo de ouro tinha cerca de 1 6g e o de prata aproximadamente 1 4g. ou cerca de 800 gramas. O siclo sagrado. mas parece não tratar-se de um siclo diferente do siclo comum . f) Talento .2 1). Mt 10. (1) Dinheiro a) Shekel ou siclo . 12. seus valores nas diversas épocas e o seu valor correspondente nos dias presentes.Moeda romana.29).sacrifício. b) Óbolo ou jeira . Davis.Era submúltiplo do siclo. d) Arratel .69).A moeda cunhada persa mais antiga. surgiu o ofício de cambista. 2.Ambas valiam um quarto de um shekel ou siclo.300 gramas. a seguir. Dois ceitis equivaliam a um quadrante. valia uma oitava parte de um as (Lc. ou 60 minas. é interpretado de várias maneiras. segundo o historiador Josefo.

seá ou três medidas .36. i) Caminho de um Sábado . segundo Angus. e talento.Igual a seis côvados ou cúbitos. mais ou menos 12 litros. mané ou mina. cujos valores já foram apreciados na primeira parte do tópico sobre o dinheiro.5 litro. Os pesos referidos na Bíblia são os seguintes: óbolo ou jeira.(medida grega) . (4) Medidas A . g) Estádio . b) Dedo ou dígito . de não se percorrer no sábado distância maior que a do arraial até o tabernáculo. centro de competições atléticas) – Igual a 185m.Medidas de Comprimento a) Cúbito ou côvado . beca. C .Cerca de 2.500m. f) Braça . b) Alqueire.(medida romana) .Medidas de Capacidade Para secos: a) Efa .(medida grega equivalente ao comprimento da pista do estádio de Olímpia. arratel. mas os autores opinam em tomo de 2.A unidade principal que variava entre 45 e 55cm.(3) Pesos Segundo Levítico 19. e) Homer ou coro . h) Milha . c) Mão . e originou-se do costume observado no deserto.10 efas ou 360 litros. “é um espaço de terra que uma junta de bois pode lavrar num dia” Evidentemente a dimensão exata da jeira não é possível de se estabelecer.Equivalente a 1. cerca de 2cm.Aproximadamente 1.Correspondia a 1.6 litros. B. c) Gomer ou omer .Cerca de quatro dedos.Correspondendo à largura de um dedo.36). Nota: alguns autores dão apenas 8. e) Vara ou cana de medir. shekel ou siclo.Medida de Superfície Jeira.20m (At 27.500 m2. os hebreus desde os tempos mais remotos de sua nacionalidade usavam pesos e medidas para avaliar o dinheiro e outros artigos comerciais. junto do Sinai. cerca de 3.5 litros. .A décima parte de uma efa (Ex 16. d) Cabo ou medida . d) Palmo -Aproximadamente 23cm.Unidade padrão contendo cerca de 36 litros.28).000m aproximadamente. que.A terça parte de uma efa.

cerca de meio litro. .Igual ao bato: 36 litros. também designada pela expressão “o cantar do galo”.Cinco batos: aproximadamente 180 litros. c) Logue . Quarta vigília . Já no Novo Testamento temos a seguinte subdivisão do dia: Terceira hora do dia -9 horas. nota-se que o sistema de hora era desconhecido.6 litros. Terceira vigília: -de 3 às 6 horas da manhã.de 6 até 10horas ou pouco mais. Quanto à subdivisão do dia. Nesta tabela baseamo-nos em Joseph Angus e John D. Davis. ou seja. Costumava-se dividir o dia simplesmente em períodos. b) Hin . o sábado (descanso). Segunda vigília – de 2l horas a meia-noite.8 Calendário e festas de Israel (1) Calendário Judaico Apresenta as seguintes divisões dotempo e maneiras de contá-lo. 3.de 10 até 14 ou 15 horas. Fresco do dia . pelo seu caráter sagrado. O período da noite obedecia a uma divisão em três vigílias: Primeira vigília: . embora o termo também significasse o período da luz nas 24 horas. ainda queo sexto dia geralmente fosse denominado o dia da preparação.A unidade básica. igual à efa: com capacidade de 36 litros (Ez 45. d) Almude ou metreta . Ao passo que a. Sexta hora do dia . Calor do dia .de meianoite às 3 horas.Uma sexta parte de efa: 6. Nota: Algumas destas medidas variam de acordo com os autores e investigadores que nem sempre tiveram ao seu alcance as melhores fontes.de 3 às 6horas.de 18 às 21 horas. no Antigo Testamento.1). considerados os melhores. com a nomenclatura seguinte: Manhã . e o sétimo.de 15 às 18 horas.12 horas.Um doze avos de um hin.noite era dividida em quatro vigílias: Primeira vigília .5).. Décima segunda hora do dia 18 horas.de meianoite às 3 horas. a) Dia . Nona hora do dia . Terceira vigília . e) Léteque .de 18 horas até meia-noite.5.15 horas.Este era contado do pôr-do-sol até o pôr-do-sol do dia seguinte (Gn 1.Para líquidos: a) Bato . também chamada ‘a manhã” b) Semana – Este era de setedias chamados pelos ordinais –primeiro dia etc. Segunda vigília: .

o que levou a se adotar o ano do ciclo solar. como proprietário que é de todas as coisas. Em resumo. Parece que isto contribuiu muito para a cultura social do povo. Elas objetivavam manter viva no coração do povo a realidade de que tudo que ele possuía ou tudo que ele era em si vinham de Deus como dádiva.às quais um judeu homem não podia faltar por exigência da lei . sendo que cinco eram da época mosaica e duas de épocas posteriores. Tamuz. a de Pentecostes e a dos Tabernáculos (Ex 23. Sivã. em cujos nomes percebe-se a raiz cananéia. Etaním ou Tishrí. pois foi “O plano de Deus para evitar que a riqueza da nação fosse acumulada nas mãos de poucos” e que os irmãos de raça ficassem perpetuamente escravizados uns aos outros. denominado Ve-Adar (exatamente sete vezes em cada ciclo de 19 anos).10. destinação da produção espontânea para os pobres e peregrinos e cancelamento das dívidas.14-19). Zife (Zive) ou lar.1) para o descanso do solo.c) Meses . de sete em sete anos um ano sabático (Ex 23. Shebat e Adar. quando todos os escravos hebreus eram libertados e as terras vendidas restituídas aos primitivos donos ou seus legítimos descendentes. que começava com a Páscoa no dia do mês de Abib ou Nisã (março ou abril) e o ano civil. cada 50 anos. c) Este Deus a quem pertencem todas . também. b) A natureza produz pela providência de Deus (uma espécie de maná). as lições que as festas pretendiam ensinar eram as seguintes: a) Tudo provém de Deus. As mais importantes delas . Bul (Chesvan ou Marchesvani) Kislev. Havia. flui. o 13º mês. ou seja. d) Anos . e o ano do jubileu.eram três: a da Páscoa. Mas como o ano lunar retrocedia em números de dias e assim desencontrava das estações agrícolas determinadas pelo ciclo solar. Ab.A observação das fases da lua determinou a divisão do ano em doze meses ou período de 29 e 30 dias alternadamente.No calendário hebreu havia o ano religioso. tornouse necessário intercalar um mês intermediário cada três anos. cujo início era assinalado com a Festa das Trombetas no dia 2 de Tishri ou Etanim (correspondendo ao final de setembro ou começo de outubro). bem como a babilônica: Abib (mais antigo) ou Nisã (pós-exílico) era o nome do primeiro mês correspondente ao fim de março ou começo de abril. ou sela. (2) As Festas de Israel Os judeus celebravam sete festas religiosas anualmente. Inclusive a própria fertilidade da terra e a colheita resultante eram provas da providência de Deus a favor de seu povo. Tebel.

Festa da Ceifa ou Festa das Primícias. sem os fundamentos espirituais que as deviam motivar. porém. Comemorava aproximação do fim da colheita do trigo (e com ele a de todos o cereais) de que era feito o “pão de cada dia” ou seja. adicionouse do segundo dia em diante uma significação relativa à alegria e gratidão pela colheita dos primeiros frutos da semeadura da cevada (o período das colheitas dividia-se em duas partes: da cevada e o do trigo). os lares em cujos umbrais israelitas havia o sangue do cordeiro sacrificado na véspera. a passagem (este é o significado da palavra “páscoa”) do anjo que feriu os primogênitos dos egípcios. e durava um dia. destacando. tristeza e perturbações sociais e políticas que o faziam sofrer. não era aceita por Deus (Am 5. As festas eram as seguintes: a) Páscoa. Celebrava-se 50 dias (ou sete semanas) após a Páscoa.Também chamada Festa dos Pães Asmos ou Dias dos Asmos. no 3º mês. como um memorial do livramento dos hebreus do jugo egípcio. poupando. O cordeiro devia ser assado inteiro e comido com ervas amargas e com pães asmos (sem fermento).17).as coisas e que faz a terra produzir milagrosamente é o Deus dos hebreus. para expiação de pecados.21-27). guia e protege. que os dirige. b) Pentecostes .e era acompanhada de uma outra. fermentados . Isto também fomentava a unidade nacional indispensável. a alimentação comum do povo. e os pães asmos eram o símbolo da pureza com que a festa devia ser celebrada. O sangue aspergido nos umbrais significava a redenção ou expiação.Denominada também Festa das Semanas. A oferta peculiar desta festa era composta de dois “pães movidos” (Lv 23. De modo que o zelo na celebração das festas expressava a consonância espiritual do coração do povo com a sua conduta. especialmente. com o fim de habilitá-los a desempenhar no mundo uma missão específica e messiânica. Entretanto. Depois do exílio babilônico adicionou-se à festa de Pentecostes também a comemoração da adoção da lei no Sinai. Sivã. era celebrada de 14 a 21 do mês de Abib ou Nisã.1). quando o sacerdote agitava perante o altar um molho deste cereal (Lv 23. E como o ano começava na primavera. o primeiro do ano religioso. as ervas amargas eram alusivas à amargura do cativeiro.10. . composta de dois cordeiros. ao passo que a negligência neste sentido provava o declínio espiritual do povo e atraía sobre o mesmo pobreza.porque representavam as imperfeições do povo . a celebração simples e formal das festas.

25). Dt 16. tabernáculos (habitações portáteis. a habitação em “tendas” e os sacrifícios e ritos peculiares à semana” A habitação em tendas ou cabanas feitas de ramos de árvores. Tishri. . somente o sumo sacerdote oficiava.7). isto é. o mês de Adar (Et 9. pelos sacerdotes e pelo povo.21). a celebração desta festa sofreu algumas modificações de pouca monta. como expressão de pureza. seu preparo. na história dos judeus. e deriva-se do fato de Hamã ter lançado sorte para saber o dia em que seria executado o seu plano macabro (Et 3. que visava o extermínio total da raça judaica nos domínios persas. durante os sete dias da festa. De todas as festas. Diz A.Festa conhecida também como a da Colheita. e durava sete dias (15 a 21).c) Tabernáculos . d) Trombetas ou Lua Nova . e) Dia da Expiação . e o fazia não com vestes comuns.Era observada no 10 e 20 dias de Tishri.3-43.34). Mais tarde. 23. o que falava eloqüentemente do favor de Deus e ao mesmo tempo lembrava a proteção de Deus durante a peregrinação no deserto quando o povo habitava em tendas ou cabanas. mas especiais. celebrava-se no 7 º mês. Era realmente o dia mais importante de todo o calendário judaico e o mais complexo no que diz respeito aos sacrifícios. Este era o único dia do ano em que o sumo sacerdote entrava no Santo dos Santos para oferecer expiação por si mesmo. f) Purim . seus detalhes e seu oficiante (Lv 16. O termo purim significa sorte. Tishri. esta era a mais alegre porque caía justamente numa época do ano em que todos os corações estavam repletos de contentamento pelas colheitas guardadas nos celeiros. Entretanto. visava a recordação dos 40 anos de peregrinação no deserto sob a proteção divina.26-32. Neste dia. improvisadas). Festa do Senhor ou simplesmente “a festa” (Ex 23. 7º mês.Festa instituída para comemorar o livramento dos judeus que habitavam a Pérsia nos dias da perseguição planejada por Hamã. frutos recolhidos e a vindima feita. Hb 9 e 10). plano este que tornou-se em maldição para Hamã (Et 9. Jo 7. Edersheim que três eram as coisas principais que distinguiam esta festa das demais: “o caráter alegre das celebrações. todo dia primeiro de cada mês caía em lua nova e era assinalado por ofertas e celebrações solenes. porque assinalavam a 7ª lua nova do ano religioso e o inicio do ano civil. ou seja. A festa era celebrada nos dias 14 e 15 do 120 mês.Este era o dia l0 do 7º mês. A particularidade desta celebração era o toque de trombetas dos sacerdotes com que se dava o início da festa. É observado com abstenção dos trabalhos e com jejum.13-15.

A data do nascimento de brão não é possível de ser determinada com precisão. no quediz respeito. irmão de Rebeca. seu neto Jacó e os doze bisnetos. sua natureza e seu própito (Gn 12. filhas de Labão. Betél.Com75 anos de idade. Filho da Promessa. GEOGRAFIA POLÍTICA DA PALESTINA Antes dos aspectos geográficos relacionadoscom as fases políticohistóricas. ondejá estava José. mas tudo faz crer que foi ali que Abraão mandou buscar esposa para o seu filho Isaque. particularmente. 1 – 3). Destas duas uniões e mais duas com as concubinas. detendo-se em Arã. a sudoeste de Arã. durante mais ou menos 215 anos. Não sabemos em que tempo também Naor. Abraão. mas a época geralmente aceita é 2000 a. no sul da Babilônia. apresentamos aqui um resumo do aspecto étnico dos hebreus. neta de seu irmão Naor. terra que Deus havia prometido ao patriarca e sua descendencia por herança perpétua(Gn 11. Abraão deixa Arã. Abraão morreu aos 175 anos de idades. A área geográfica percorrida pelos três patriarcas durante as suas peregrinações na Palestina se fixava entre Siquém. 4. encontra na mesma parentela e no mesmo lugar as suas duas esposas – Lia e Raquel. portanto a parte central e a do sul. parte para Canaã ou Palestina. de origem semita. Seu filho Isaque. irmão de Abraão.C. fixou-se em Arã. a Palestina . morendo seu pai Tera. próximo ao Egito. para nele constituir um povo seu que viesse beneficiar todas as demais raças com a revelação que lhe daria do seu caráter. mais tarde conhecida como Sina. à sua origem.9). Depois de cereca de cem anos de peregrinação na Terra da Promessa. cujas famílias deramorigem às doze tribos de Israel. quando a tribo de Jacó desceu para o Egito. com as respectivas famílias habitaram na mesma terra. Nesta altura eram 70 os descendentes de Jaco em sua tribo. 10 – 12. Hebrom e Berseba. Mais tarde o neto de Abraão. nasceram a Jacó doze filhos. e emigrou em companhia de seupai e seu sobrinho Ló para Canaã. como primeiro ministro do Faraó. que eram servas de suas esposas. Ur dos caldudes. filho de Jacó. Algum tempo depois. Rebeca. o patriarca deixou a sua cidade natal. encontrando-a na pessoa de sua sobrinha-neta.4. Naquela época da formação pré-tribal dos hebreus. ambiente idólatra e politeísta.. Deustomou um caldeu. e com sua mulher Sara e seu sobrinho Ló. porém sem possuí-la.1 Origem dos Hebreus Como é do conhecimento de todo estudante da Bíblia. Bilá e Zilpa. localizada no noreste da Mesopotâmia. ou seja. Jacó.

Este povo. ou Galiléia. seria dividida entre os seus dois filhos. o número de12 as heranças na terra conquistada. ou Manassés Oriental. e tribos da Palestina Ocidental ou Canaã propriamentedita. Mediterrâeno e Jordão.2Tribos da Palestina Ocidental ou Canaã Estas podem ser divididas em três grupos: (1) Grupo do Norte – Naftali. outros menores. perfazendo. Benjamim . 4. assim. Porém. filho de Jacó.estava ocupada por vários povos.40 – as doze tribos desenvolvera-se num grande povo que ao tempo do Êxodo deve terchegado a cerca de três milhões de pessoas.2.51). A área conquistada por Josué somada àquela que na Transjordânia já fora conquistada por Moisés. ao norte de Rúben e a leste do Jordão. 4. a parte de José. segundo a Septuaginta (tradução grega do Antigo Testamento) e 430 anos segundo Êxodo 12. Gade. Não foram conquistadas a Filistia.2. segundo os cálculos dos entendidos. entrou em Canaã praticamente com o mesmo número de almas (comparar Nm 1.que era desde o Egito até o rio Eufrates (Gn15. a Fenícia. não representavam maisque uma sexta parte da área prometida por Deus a Abraão. Manassés Ocidental (meia tribo de Manassés). que junto do Sinai foi constituído em nação. Durante a permanência dos israelitas (como são chamados os filhos de Israel ou Jacó) no Egito – que durou 215 anos. dividimos a distribuição delas em dois grandes agrupamentos: tribos da Palestina Oriental ou Transjordânia. sendo que o predominante era o cananeu. outra vez. 4. masteria 48 cidades entre as demais tribos por todo o território conquistado (Js21. a terra do Emate (Síria) nem as partes de Edom e Moabe ao sul e leste do Mar Morto. logo ao norte de Moabe e a leste do Jordão. 41). ao norte de Gade e a leste do Jordão e do Mar da Galiléia. Aser e Zebulom. entre Fenícia.46 e 26.18).(2) Grupo do Centro – Issacar. uns maiores. juntas. Josué repartiu a terra entre as doze tribos da seguinte maneira: a tribo de Levi não teria herança. Efraim e Manassés. Efraim.2 A Palestina ao Tempo da Conquista e dos Juízes Uma vez encerradas as campanhas da conquista.1Tribos da Palestina Oriental ou Transjordânia Estas são duas e meia: Rúben. e meia tribo de Manassés.

ou Síria. para onde havia emigrado do sul devido à pressão dos filisteus e cananeus nos dias dos Juízes). abrangendo o território das . Berseba e o Golfo de Ácaba (ou cidades deEzion-Geber e Elate ao sul) até a Babilõnia a leste. a saber: Dâ (no extremo norte ao pé do Hermom. Amon e Moabe sacudiram o jugo hebreu e um após outro recuperaram a sua independência. Aser. esta divisão permaneceu praticamente a mesma. porém com menos precisão devido às misturas dos elementos das tribos pelo casamento e emigração de áreas mais desertas para as mais propícias à agricultura e pecuária. Manassés Ocidental (meia tribo). Hamate. Gadee Rúben a leste do Jordão. muitos dos levitas retiraram-se para Judá. posteriormente conhecida como Judéia. os reinos de Damasco. integrado pelas áreas ocupadas por 10 tribos. ao norte (II Sm 8). Moabe e Amon. Recordese que a tribo de Levi não recebeu herança territorial na divisão daterra conquistada por ser tribo sacerdotal. ou mais tarde Samária. Efraim é uma parte de Benjamim a oeste do Jordão. Naftali. o território do império hebreu estendeu-se desde Filistia. com a capital em Jerusalém. Assim. 4. Zebulom.3 DivisãoPolítica no Período do Reino Unido Neste período a Palestina possuia a maior área em toda a sua história. abrangendo Edom. e Manassés Oriental (meia tribo). às barreiras naturais – como o Vale do Jordão e montanhas na vastidão territorial – que impediam o desenvolvimento de uma unidade política sólida. como no caso da tribo de Simeão que se confundiu com a de Judá. Devido à incapacidade dos reis. Com o culto idolátra estabelecido por Jerobão – primeiro rei do Reino do Norte – em Dã e Betel. até Hamate e Damasco.ou seja.4 Divisão Política no Período dos Dois Reinos Como sabemos. aquela que fora prometida por Deus a Abraão. 4. Issacar. os limites do território de Isarel na parte nortevoltaram ao que eram antes da época davídica. (3) Grupo do Sul – Judá e Simeão. após a morte de Salomáo o reino hebreu cindiu-se em dois: 1) O Reino do Norte ou de Israel. com a capital inicialmente em Siquém e depois em Samária. mas 35 de suas 48 cidades estavam localizadas na área do Reino do Norte. Durante o período de Juízes.Dã. 2) O Reino do Sul ou Reino de Judá. Foi quando devido às conquistas de Davi e Salomão.

Judá foi reduzido a um estado de vassalagem e a maioria dos habitantes – entre eles Daniel . o Reino do Norte caiu nas mãos deste império e o povo foi levado em cativeiro em 722 a. a extensão territorial da parte sul do antigo Reino Unido. como algumas cidades dos filisteus e o reino de Edom.33). da Samária e de Judá. As partes anteriormente subjugadas por Davi. quando o rei de Judá era Joaquim. o Reino de Judá.(I Cr 5. com variantes samartinadas. e cujo centro religioso era o templo construído no Monte Gerizim. veio o cativeiro de Judá pela Babilônia. Com a ascensão da Assíria. Simeão e parte de Benjamim.C. A invasão ocorrem em 605 a.foi levada em cativeiro para a Babilônia. De modo que aquela data assinala o começo dos 70 anos de cativeiro babilônico..6) para nunca mais voltar às suas herdades. 4. a Palestina como tal deixou de existir. com a ascensão da Babilônia sobre a Assíria. permaenceu ainda cerca de 135 anos em seu território bastante reduzido e como tributário da Assíria durante a maior parte desse período. 4. Porém. senão como uma província da Babilônia subdividida em setores de influência de governos fantoches das areas da Síria..C.C. Os tributos pesados impostos pela Babilônia e a insuportável influencia das populações pagãs alienigenas a modificar os costumes judaicos e a pureza racial entre os . Do capítulo 32 ao 36 de II Crônicas. a área deste rieno era muito menor e maispobre que a do norte.Em lugar do povo de Israel. especialmente em Samária e seus arredores (áreas de Efraim e Manassés) de cuja mescla com os remanescentes judeus originou-se a raça dos samaritanos. os reis assírios colocaram populações de outras áreas conquistadas do seu império (II Rs 17.tribos de Judá. II Rs 17. o estudante pode encontrar um resumo dos acontecimentos deste período e assim perceber as circunstâncias em que se deu o término do Estado judeu na Palestina.26. voltaram à sua independência. ao tempo de Nabucodonozor. formando um sincretismo religioso sempre hostilizado pelos judeus (III Rs17.5 A Palestina no Período de Judá Sozinho Depois da queda do Reino do Norte. assim. embora a queda definitiva do reino só ocorresse em 587 a. reduzindo-se. Como se vê. raça estaque evoluiu para uma seita que adotava apenas o Pentauco. com a destruição de Jerusalém.6 A Palestina Durante o Cativeiro e a Ressureição Durante os 70 anos de cativeiro babilônico. 2441).

subjugou o rei da Babilônia. O limite do flanco oeste partia de Jope e em direção sudeste ia até Hebrom. O panorama geográfico da nova comunidade judaica. Porém a situação político geográfia da Palestina não se alterou muito. referida em Jeremias 44. E a leste o seu limite era a costa ocidental da parte noroeste do Mar Morto e a margem ocidental do Rio Jordão até um ponto pouco ao norte de Jericó.C. 4.. com a marcha de Alexandre. o fator importante era a cidade de Jerusalém. O cativeiro babilônico cessou com a supermacia da Pérsia sobre o mundo antigo. 22. Ao sul o limite era uma linha entre Hebrom e Mar Morto na direção leste. Ciro. reconstruiremo seu templo em Jerusalém em restaurarem o seu culto (II Cr 36. de 320 a 198 a.remanescentes (exceto na área de Judá no quediz respeito a miscigenação das populações) fizeram com que muitos judeus que ficaram na Palestina emigrassem mais tarde como refugiados para o Egito. por força da política helenizadora dos ptolomeus. o Grande. na costa do Mediterrâno. A sua reconstrução (notadamente o Templo e os muros da cidade) requereu muito sacrifício. O seu limite setentrional começava na margem ocidental do Rio Jordão pouco acima de Jericó. no centro desta área.. Judéia.. Quando o rei persa. Nofe ou Mênfis e Patros.7 A Palestina no Período Grego A dominação grega secundou a persa em 331 a. Migdol. e passando ao norte de Betel findava em Jope. os judeus aos poucos iam se fixando em outras áreas . ou mais propriamente nos limites reduzidos do antigo Reino de Judá. as áreas conquistadas passaram às mãos dos seus quatro generais. Durante este período. a antiga capital. Isto aconteceu em 538 a. pois temos referências bíblicas e descobertas arqueológicas que indicam este fato (Tafnes. polarizando as futuras esperanças pelo ressurgimento da vida nacional na Terra da promessa.C. Por 122 anos. Com a morte do grande conquistador macedônio. Entretanto. então começou o longo e penoso período da restauração do Estado judeu na Palestina.1 e Ilha Elefantina). 23). sobre Jerusalém. dosquais dois – Ptolomeu e Seleuco.C. restaurada sob a proteção persa e adminsitrada por governadors nomeados pela Pérsia – como o foram Zorobabel e Neemias – era muito insignificante. a Palestina permaneceu sob os ptolomeus do Egito. respectivamente reis gregos do Egito e da Síria – passaram a disputar a Palestina. isto é. decretou no mesmo ano uma lei pela qual foi dada permissão aos judeus para voltarem a sua terra. quando.

arrebatou a Palestina ao Egito. que era o sexto rei selêucida da Síria. a dos ptolomeus era apenas persuasiva. Ituréia e Traconites.C. no ano 4 d. quando Herodes. após a morte de Herode. Judéiae Iduméia. saiu vitoriosa da luta. a Herodes Filipe. eclodiu a revolta dos macabeus. ou a Divisão Política do Tempo do Novo Testamento Como sabemos.C. Porém.C. o Grande. a política helenizadora dos selêucidas foi muito mais violenta que a dos ptolomeus. o Grande. é que o domínio romano como tal se fez sentir. que não era descendente de Herodes. quando Herodes. Como resultado da tirania sacrílega dos grecos-sírios.. onde morreu ignominiosamente (At 12). a Judéia dos macabeus passou a ser uma província romana. só em 37ª. rei da Judéia. quando o romano Pompeu tomou a cidade de Jerusalém. Após a morte de Agripa I. e finalmente Lisânias.. Nesta altura. toda esta região foi dividida com os seus três sucessores.C.C. 4. governou sozinho sobre todo esse vasto território das quatro tetrarquias. dividida em cinco distritos.. Porem. da família dos hasmoneus. abrangendo as áreas de Samária. passou a governar a Judéia em nome de Roma. Seguiu-se. Entre 41 e 44 d. Antioco. Na guerra entre Egito e Síria em 198 a. a tetrarquia da Galiléia. sendo dividida em duas . com o advento de Calígula ao trono do império Romano.. Peréia (ou Transjordânia) etc.C. um período de independência sob o governo dos reis-sacerdotes macabeus até 63 a. a região de Basã.. região pertencente a Palestina nos dias de Salomão. Traconites e Pereia. inclusive a região de Decápolis.. o Grande. aliás.da Palestina. o Grande. que os macabeus continuassem na posse do trono até 40 a. Batana. dando-se o nome de tetrarquia a cada divisão territorial. Herode Agripa I. que em 167 a.C. Herodes superintendia toda a área da Palestina dos tempos dos reis de Israel. Galiléia. Com este feito. coube a tetrarquia de Abilene. Assim. Auranites. compreendendo a Galiléiae Peréia. pelo senado romano.então. neto de Herodes.. Herodes Antipas. mas Judéia. a Judéia já não era apenas a antiga área do Reino de Judá. em 63 a.. porém.C. com sede em Cesária. Pompeu tomou a cidade de Jerusalém. Samária. o Grande (um idumeu) foi noemado. localizada entre o Líbano e Ante-Líbano. a região recebeu uma nova divisão política. permitindo. ao passo que a dos seléucidas foi de uma violência cruel.8 A Palestina sob o Domínio dos Romanos. a Herodes Arquelau que levou o título de etnarca –foi dada a tetraquia de Samária. como Galiléia. Gaulanites. Porém.

conquistado pelos árabes. a Palestina esteve sob as mais variadas influências políticas. De 750 a 960 – Torna-se parte do governo sírio dos domínios arábes De 960 a 1095 – A Palestina é dominada pelo califado egípcio De 1095 a 1187 – Período das Cruzadas para libertar a Terra Santa das mãos dos muçulmanos De 1187 a1250 – A Palestina torna-se parte do Império Muçulmano sob a chefia de Saladino. De 1250 a 1517 – Governam a Palestina os mamelucos egípcios (forças militares egípcias formadas pelos escravos). quese compunha das tetrarquias de Filipe e de Lisânias. com sede em Cesaréia. anexando-se à Síria. a Palestina foi relegada a um longo esquecimento até quase o fim da Primeira Guerra Mundial. as portas do país à imigração judaica em ampla escala. Samária. Só depois do ano 323 d.. Mas com a decadência do Império Romano (476 d. . governada por Herodes. sob o comando geral de Tito. quando da revolta dos judeus sufocada pelos romano. De 634 a 750 – É governada pelos califas (soberanos muçulmanos) do reino de Damasco. quando o imperador Constantino abraçou o cristianismo e cessaram as perseguições aos judeus e cristãos.C. Galiléia e Peréia. Agripa II. e Província da Judéia abrangendo a Judéia. devastadas as cidadese as povoações de toda a área da Judéia reduzidas a escravos fugitivos ou cadáveres.C. é que a Palestina gozou de alguma importancia. que liquidou de novo o Estado Judaico. com a famosa Proclamação de Balfour (1917).. antes por tratar-se do berço do cristianismo do quepor ser a terra dos judeus.C..províncias: ao norte a chamada Quinta Província. quando os aliados invadiram e libertaram a Palestina do Império Otomano. a Palestina deixou de ter qualquer importancia política. Desde a queda do Império Romano Ocidental até os dias atuais. Ambas permaneceram até o ano 70 d. porém. 4. governada por procuradores romanos.9 A Palestina Desde os Tempos Bíblicos Até os Nossos Dias Depois dos anos70 da nossa era. destruido o Templo e arrasada a cidade de Jerusalém.cujo quadro cronológico segue abaixo: De 476 a 634 – A Palestina é uma província longíqua e insignificante do Império Romano Oriental com sede em Constantinopla.). abrindo em seguida.

apoiando a “criação. liquidando em poucos meses. No mesmo Mandato foram delimitadas as fronteiras do país. votou a resolução que recomendava o estabelecimento. a Inglaterra assume. com Egito. que resistiu heroicamente. a Inglaterra. na Palestina. emite uma declaração oficial em 2 de novembro de 1917. de um Estado judeu e de um Estado árabe. No dia seguinte. declaração esta que passou a ser conhecida como a Declaração de Balfour. o primeiro governo autônomo judaico em mais de 2 mil anos. a provacação. De 1914 a 1918 – Após a invasão da Palestina pelos aliados. Já em 1918 incrementou-se consideravelmente a imigração dos judeus para a Palestina.Estava deflagrada a Guerra Israelense de Independência. logo deram início a uma série de hostilidades contra a população judaica. de um lar para o povo judeu e que envidará o máximo esforço para a conquista desse objetivo”. Egito e Arábia Saudita – invadiram o território do Estado de Israel com o propósito de liquidá-lo. na Palestina. em 1922. o Mandato da Palestina. em separado. De 1948 a 1949 – A 29 de novembro de 1947 a Assembléia das Nações Unidas. De 1918 a 1948 – Por delegação da Liga das Nações. Síria. queso terminou em 1949 com a assinatura de armísticos. O mandato terminou em 15 demaio de 1948. Os árabes palestinianos. os Estados da Liga-Arábe – Jordânia. atendendo às aspirações do movimento sionista em todo o mundo (Sociedade Amigos de Sião. Jordânia. exatmente quando termina o mandato ingles na Palestina. depois de varridas as forças atacantes nas três frentes. . que foi a própria organização sionista. administrativas e econômicas que garantam a instalação do lar nacional judeu e o desenvolvimento de instituições autônomas”. cujo conteúdo responsibiliza “a Potência Mandatária por colocaro país em condições políticas. com a estrutura de república democrática. resultando em uma ampliação da área do Estado além das fronteiras propostas pelas Nações Unidas na chamada Revolução da Partilha. Líbano. sob a presidência do eminente brasileiro Oswaldo Aranha.De 1517 a 1914 – A Palestina faz parte do Império Otomano. Iraque. pelos secretário do exterior LordeBalfour. estabelecido pelo sultão Selim I. com a retirada da administração britânica que o cumpriu procurando restaurar o país com a colaboração da Agência Judaica. Líbano e Síria. organização judaica que desde 1869 começou a promover a colonização da Palestina pelos judeus). não conformados com a partilha. Em 14 de maio de 1948 foi proclamado o Estado de Israel. excluindo a Transjordânia da Palestina.

matando centenas de judeus.De fato as promessas foram cumpridas. que impedia a navegação com o porto de Eliat no extremo sul do país. derrotou uma aliança de 12 nações. de bandos armados egípcios no território israelense. jordaniana e egípcia – destruindo o poder beligerante dos mesmos em cerca de 100 horas e ocupando todas as áreas ao ocidente do Jordão e quase toda a Península do Sinai. provocadora da tensão). Egito e Argélia. Jordânia. que. a pedido do Egito (aliado da Síria. Terminou. a chamada Guerra do Sinai. mas Israel respondeu que só aceitaria quaisquer discussões de condições de paz definitiva. provocação que resultou na invasão da Península do Sinai por Israel em outubro de 1956. As Nações Unidas. e guarnecer. constrangeram as forças israelenses a se retirarem para suas fronteiras anteriores. saqueando bens. a fronteira com o Egito para fazer cessar as incursões provocadoras. no sentido de cessar fogo. arrastando consigo mais oito Estados árabes. assim. direta e separadamente. mas dez anos depois.De 1949 a 1967 .Já em 1955 voltaram a registrar-se incursões. Israel enfrentou os inimigos em três frentes – Síria. a ONU apelou para que as forças israelenses voltassem às posições anteriores ao início do conflito. no entanto. Por proposta da União Soviética. a luta terminou com grandes vantagens para Israel. com força internacional neutria. sozinho. terminando por vencer o inimigo e destruir suas bases de penetração.sob promessa de levantar o bloqueio egípcio à entrada do Golfo de Ácaba. as forças internacionais foram retiradas da fronteira israelense e em 5 de junho de 1967 Israel foi invadido pelos quatros países arábes simultaneamente – Síria. . com seus vizinhos. Mediante um apelo das Nações Unidas.

Às margens deste último ficava a célebre cidade de Tarso. A oeste. fica entre o Mediterrâneo. e. a extensão dessa região. Frígia e Cária) tenham estado por algum tempo sob os seus cuidados. bem como econômico e também político. foi palco das muitas atividades missionárias do apóstolo Paulo e seus companheiros Barnabé. de cerca de 520 mil quilômetros quadrados. Lucas. na concepção do Apocalipse de João. devido à natureza lacustre da península. Mesopotâmia e Armênia. Atenas e Alexandria. A oeste. o Mar Negro. o Mar Egeu. e quase todos eles de curso relativamente pequeno. desembocando no Mar Egeu. segundo a tradição. que a limitam com a Síria. Os rios navegáveis são poucos. 1. SITUAÇÃO E EXTENSÃO A Ásia Menor. Para se entender melhor esta expansão. João. do mais jovem dos doze que andavam com Jesus. a leste. que percorre uma vasta área do leste da península para finalmente desaguar no Mar Negro. semeando de lagos de água doce e salgada. Silas e Tito. quando já em avançada idade. terra natal de Paulo. O maior deles é o Halis. e um dos três maiores centros intelectuais do mundo antigo.ÁSIA MENOR INTRODUÇÃO Os aspectos bíblicos relacionados com a Àsia Menor são os da expansão missionária do cristianismo no primeiro século da nossa era. É um planalto pedregoso. Lídia. preliminarmente. os seguintes: Píramos. Timóteo. a enorme península do extremo ocidental do continente asiático. ASPECTO FÍSICO. e os Montes Taurus. rodeado de cadeias de montanhas e de costa acidentada. o apóstolo. pois é muito provável que tenha terminado o seu ministério em Éfeso e que as sete igrejas da Ásia (Ásia. abrange a província romana com os antigos distritos da Mísia. torna-se necessário apreciar. ao sul. temos na direção de leste para este. despejando suas águas no Mediterrâneo. Saros e Cidno. 2. Ao Sul. sendo os outros dois. ao norte. ou seja. Toda esta vastíssima região. há . seu aspecto físico.

considerando apenas de um modo geral os fatores temperatura e umidade.quatro rios dignos de referência: Meandro. Hermo. o clima na região norte. A pecuária é muito desenvolvida. porém foi levado. rumo a Anatólia e Capadocia. capital dum antigo reino do mesmo nome e depois capital da província romana da Ásia. cobiçada pelos antigos assírios. mais tarde suplantada pos Éfeso. embarcadouros para Macedônia e Grécia. em cuja margem direita. indo uma das ramificações para os portos de Troas e Tróia. como carvão. rumo oeste. na costa do Mar Negro. Derbe e Tarso. na parte central da península. os ventos dominantes e a configuração física. nas margens do qual ficavam as cidades de Colosso e Laodicéia. em cuja parte superior encontra-se o tributário Licos. Caister. desde as mais remotas épocas. Colosso e Apaméia. nas proximidades do Mar Negro. por direção divina. níquel e prata. ao passo que nas partes sul e oeste é seco e tropical. Entretanto. na direção de Antioquia da Pisídia. distando 20 quilômetros do Mar Egeu. O clima da região é de grande variedade. provocou até guerras. cujo tributário Pactolo banha as cidades de Filadélfia e Sardes. ferro. onde entroncava-se com as vias mesopotâmicas e palestino-egipcias. A agricultura vem em terceiro lugar. Pérgamo e Adramitio. Os rumos fundamentais eram: a) O de oeste-leste. partindo de Éfeso e passando por Laodicéia. devido à natureza do terreno que é extremamente pedregoso. listra. principalmente a criação de ovelhas e cabras. zinco. penetrando na Síria. As estradas da Ásia Menor. e outra para as regiões da Bitínia e Ponto. sendo que esta. e para sudeste. é frio e úmido. como aqueles seguidos por Paulo na sua segunda viagem missionária quando de Listra dirigiu-se para a Bitínia. 3. Icônio. e Cairo. acompanhando a costa do Mar Egeu desde Éfeso através de Esmirna. desde a antiguidade. obedeciam a dois rumos fundamentais com ramificações na direção de nordeste. e b) O de sul-norte. cobre. ficava a antiga Pérgamo. bifurcava-se para o nordeste. dadas as diferenças de altitude. para Trôade. que banha já quase na sua foz a célebre cidade de Éfeso. Na parte central-leste predominam as chuvas e a temperatura amena. ASPECTO ECONÔMICO A região é rica em minérios. . Inúmeras outras ramificações ligavam esses dois rumos fundamentais.

EXPANSÃO DO CRISTIANISMO PARA O OCIDENTE Este estudo deve ser precedido de um rápido preâmbulo de atividades apostólicas na direção do ocidente de Jerusalém. grupos de tribos indo-européias penetraram na região central ou Anatólia. pouco ou nada se sabe da longíqua península. como Pisídia e Licaônia. 5. As chamadas Tabuinhas Capadócias. 4) Províncias do Interior –Galácia. Frígia.C. pois admitindo-se crentes dessa raça mistana igreja cristã. feita na parte I deste livro: 1) Províncias do Litoral do Mediterrâneo – Lícia. quando os assírios o derrotaram. 2) Províncias do Litoral do Mar Negro – Ponto. reunindo várias das antigas províncias gregas e dando novos nomes a outras. o primeiro impulso evangelístico para fora de Jerusalém na direção dos gentios foi a viagem de Filipe – um dos sete diáconos da Igreja em Jerusalém.4. algumas das quais eram conhecidas pelo nome de Hati.. referem-se a 10 pequenos principados existentes naquela região pelos idos de 1900 a. onde obteveum notavel exito. a região (de origem jafética) foi dividida em várias províncias para melhor administração. verifica-se que lá pelo séclo 20 a. Cerca de 200 anos depois já havia um forte reino hitita na Ásia Menor que estendeu o seu domínio até a Mesopotâmia e que perdurou influente e dominante sob a forma de Império Hitita.. Nesta altura é proveitoso recordar a divisão das províncias romanas da Ásia Menor ao tempo de Paulo. Já ao tempo das conquistas dos gregos.foram anexadas à Galácia. Durante o domínio assírio. Capadócia. Assim os samaritanos serviramde ponte entre os judeus e os gentios para a evangelização do mundo.C. Cária. Mísia e partes da Frígia. Cilícia. antes da passagem dos missionários da equipe de Paulo para a Ásia Menor. Lídia. Assim. De modo que ao tempo do apóstolo Paulo. descobertas em Kanish. Licaônia. Bitínia. . Pisídia.. ou da expansão do cristianismo da Palestina para o Ocidente. ASPECTO POLÍTICO Até onde a História permite estudar o aspecto político da Ásia Menor. divisão esta que posteriormente foi modificada em algumas áreas pelos romanos.Patagônia. Panfília. de origem grega – para a Samária. que etnicamente constituíram – desde longa data – o elemento principal da população ocidental da península. até o século 8 a. Depois da ascensão de Cristo. Lídia. os romanos já haviam feito os seus reajustes políticos na administração da vasta região. e depois babilônico e persa. por exemplo.C. 2) Províncias do Litoral do Mar Egetu – Mísia. Cárdia. com sua capital Carquêmis.

que conclui pela autenticidade evangélica do movimento (At 11. onde fixa residência e evangeliza juntamente com suas filhas (At 21 8.a prota estava aberta para a admissão dos gentios também. com uma competente equipe de obreiros. Em Jope Pedro hospeda-se em casadeum crente por nome Simão. De Jerusalém. A mão de Deus esteve com os seus dois servos de tal maneira que dentro de apenas um ano já havia em Antioquia uma notável igreja. Este. pois era o oficial do exército romano de ocupação da Palestina e ali pregar o evangelho. Desse movimento resultou o célebre . e também ali muitos creram no Senhor” (At 9. junto à praia. de onde partiu o movimento de missões estrangeiras. situada poucos quilômetros a sudeste de Jope. também atinge os gregos em Antioquia da Síria. Dali.Pedro vai a Jope. Filipe foi conduzido pelo Espírito Santo a um ponto de uma estrada que ia de Jerusalém para Gaza. o etíope élog batizado e leva o evangelho para a sua terra no continente africano.42). Barnabé prestou o maior serviço à causa das missões.O piedoso servo do Senhor lembra-se então de Saulo. 19-24). 1-18). e numa hora de oração no terraço tem uma visão que o autoriza a ir a Cesaréia. a chamado de uma comissão enviada de Jope a propósito do falecimento da jovem Tabita ou Dorcas. via Azoto.25). De Lida. além de judeus. Em seguida surge um outro movimento missionário por meio de uma perseguição.9). sua cidade natal. Da Samária. o diácono. mas importante. que foram os primeiros entre os gentios (fora o eunuco etíope batizado por Filipe.35). a igreja envia para lá o seu representante Barnabé. notamos que o apóstolo tocou em muitos lugares para finalmente chegar a Lida. ondecurouo paralítico Enéias e levou à conversão “todos que habitavam” aquela cidade e a vizinha localidade de Sarona (At 9. pois havia sido prevenido sobre um plano para Antioquia da Síria (At 11. depois da conversão. Este. para finalmente refugiar-se em Tarso. resultando o seu trabalho em vários batismos. Segundo Atos9. perto do Mediterrâneo. dos etíopes.haviase retirado para algum lugar da Arábia. que estava em Tarso. à casa de Cornélio. Convertido. consola osquechoram a perda sentida e ressucita a jovem. um gentio. predominantemente gentílica. Foi ali queele encontrou o ilustre Ministro da Fazenda da Rainha Candace. Filipe viaja para Cesaréia. a sudoeste daquela. em Atos 10). porque assinalou a queda do muro de separação entre judeus e gentios. visitando novamente Damasco e Jerusalém. Pedro obedece e pela graça deDeus opera maravilhas naquela cidade.32. Também o Apóstolo Pedro fez uma viagem curta. E assim estava o caminho aberto para a evangelização dos gentios (At 11.

Dali.27. de Jerusalém. 1 -3). foram apregando por todas as povoações até chegar a: Pafos. Diante deste fato. descendo a serra da costa. capital da província romana da Panfília. 5. Acompanha-os o jovem João Marcos. infestados de salteradores. tomando o rumo leste-oeste no sentido lingitudinal da ilha. de onde tomaram um navio para a ilha de Chipre. a igreja local. a 25 quilômetros de Antioquia. porém sabemos que o fizeram na volta. orientada pelo Espírito Santo. a 85 quilômetros a oeste da costa da Síria. na direção do continente da Ásia Menor. Ali os missionários enfrentaram um feiticeiro de nome Bar-Jesus ou Elimas. aportando em: Perge. distante cerca de 160 quilômetros de Salamina.apelido que passou a ser o qualificativo supremamente honroso dos crentes de todo o mundo – é que os seguidores de Cristo daí para diante passaram a ser chamados cristãos (At 9. os missionários chegaram ao porto marítimo de: Selêucia. o qual estava tentando desviar do caminho da salvação o procônsul Sérgio Paulo. mas adiante dos quais habitavam populações necessitadas do evangelho da graça. a capital dailha e sede do governo proconsular romano. o procônsul rendeu-seao evangelho. evangelizado por eles. A descrição detalhada desta viagem está narrada por Lucas em Atos 13. comissiona a Barnabé e Saulo para a pregação das boas-novas ao mundo gentílico. De Antioquia. Daí os mensageiros das boas – novas navegam para o norte. na foz do Rio Orontes. e famosa pelas suas antigas minas de cobre. Para penetrar no continente. ondehavia várias sinagogas dos judeus nas quais os missionários pregaram o evangelho de Cristo.1 Primeira Viagem Missionária de Paulo Consolidado o trabalho evangélico em Antioquia. desembarcando em: Salamina. porto oriental da ilha. era necessário atravessar a perigosa cordilheira dos Montes Taurus que se levantam logo atrás da cidade. Parece que na ida foram pertubados pela atitude de João Marcos .23 e 13.4 a14. Porém Paulo (este é o nome pelo qual Saulo é conhecido daí por diante) repreendeu o feiticeiro ferindo-o com cegueira por alguns dias. Não consta que na ida tivessem os missionários pregado o evangelho nesta cidade. devota da deusa Artemis (a mesma que em Éfeso era conhecida como Diana).

para: Derbe. De Perge. Esta atitude de Paulo redundou em separação entre ele e Barnabé na obra missionária (At 15. Atália etc. quase 100 quilômetros a leste de Antioquia. na estrada de Éfeso para Tarso e partes do Oriente. não obstante a insistência de Barnabé.cheio de entusiasmo pela obra do evangelho. dirigiram-se para o porto de: Atália. juntamente com Barnabé. Depois de algum tempo de permanência e intensa atividade evangelística. Ali tiveram muita liberdade de pregar o evangelho. A igreja os recebeu com alegria e ouviu o relatório cheio de inspiração e . porém. sendo esta cidade o ponto final desta primeira viagem missionário de Paulo. Paulo pregou por dois sábados. um grupo de judeus de Antioquia da Pisídia e de Icônio chegaram a Listra e incitaram o povo contra os missionários. na sinagoga local. e só a muito custo foi que Paulo conseguiu disuadi-los de tal intento. No segundo sábado. incitando mulheres e autoridades. talvez estabelecendo mais outras igrejas das quais não temos notícias. inclusive elegendo anciãos para as mesmas. logo depois. moveram uma tremenda perseguição contra os pregadores.que. Depois de uma cura milagrosa do coxo. colônia romana a 35 quilômetros a leste de Icônio. porém Paulo. De Derbe poderiam voltar para Tarso e Antioquia da Síria com muito mais facilidade. voltou a Jerusalém. na Panfília. Dali os valorosos pregoeiros da verdade partiram para: Icônio. distante dali 32 quilômetros. de onde embarcaram para Antioquia da Síria. também dali foram expulsos os missionários. ponto inicial de sua viagem. 35-39). impressionados pela enorme aceitação que a palavra dos missionários tivera entre os gentios. os homens de Listra quiseram tributar culto aos pregadores. Porém. os judeus. Porém. e confirmando os irmãos nos lugares onde havia deixado igrejas estabelecidas. a ponto de os expulsarem da cidade. ali ficou uma igreja de Cristo. como em Perge. De Perge os dois missionários partiram para: Antioquia da Psídia. preferiu voltar pelo mesmo caminho por onde haviam passado na ida. sendo estes apedrejados e Paulo arrastado para fora da cidade como morto. razão por que no início da segunda viagem missionária de Paulo este de forma alguma quis levar junto a João Marcos. centro comercial e político daquela província. Mas os discípulos cuidaram de Paulo e o despediram. Então foram para: Listra. não querendo prosseguir. interessando judeus e gregos.

Partindo dali.22 Depois de aproximadamente três anos de intervalo. E por certo o foram pelo próprio apóstolo durante a sua permanência em Tarso. As etapas desta viagem podem ser divididas em três itinerários: 1) O da Ásia na ida. Paulo e Silas tomaram rumo ao norte. que foram os pontos finais da primeira viagem. 5.36 a18. Paulo teve a inspiração do alto para fazer uma segunda viagem missionária pela Ásia.2. viajando por terra para: Síria. chegaram a: Derbe e Listra.antes da partida para Antioquia a convite de Barnabé. pois este os havia deixado no meio da viagem pela sua inconstância. vistiando os grupos de crentes formados na região norte da Síria. Em Listra Paulo encontrou o jovem Timóteo. Entretanto.Isto trouxe uma contenda entre os dois obreiros.1 O Itinerário da Ásia na Ida Ao preparar a segunda viagem. 5. a palavra do Senhor. com muitos outros. depois de confirmar na fé os . resultando a separação em duas equipes – uma composta de Barnabé e João Marcos. confirmando o trabalho realizado na primeira incursão envagelística naquela área. Esta viagem ocorreu. entre os anos 46 e 48 d. 2) O da Europa. Paulo não concordou com Barnabé em levar denovo com eles João Mardos.C. de onde passaram para: Cilícia. durante os quais dois valorosos obreiros ficaram em Antioquia pregando e ensinando.gozo no Senhor pela operação patente do Espírito Santo na proclamação do evangelho aos gentios. isto é. e outra de Paulo e Silas. De Antioquia. Certamente ele nem por sonho teria imaginando o alcance desta viagem no quediz respeito à penetração. jovem da igreja de Jerusalém. segundo a melhor cronologia. que se dirigiu para Chipre. 3) O da Asia na volta. fácil é perceber que por lá já havia igrejas estabelecidas anteriormente. que lhe pareceu apto para o trabalho missionário e o convidou para integrar a sua equipe. cuja capital era Tarso. Lucas não menciona os nomes das localidades desta província atingidas pelos missionários. que estava em Antioquia.2 Segunda Viagem Missionária de Paulo A narrativa desta viagem encontra-se em Atos 15. Atravessando os Montes Taurus.

Assim os missionários chegaram a conhecer a vontade de Deus e partiram para a Europa. talvez pretendendo visitar as igrejas de Icônio. pois o carcereiro veio a converter-se com toda a sua família. cidade marítima do continente europeu. Mas na providência de Deus até aquela prisão teve resultados favoráveis ao evangelho. penetrando no mundo ocidental com a mensagem gloriosa de salvação dos pecadores. onde os missionários obtiveram magníficos resultados de sua pregação manifestos na convesão de uma distinta senhora. Foi neste lugar que pregadores das boas novas sofreram também as primeiras perseguições na Europa por parte das autoridades instigadas pelos prejudicados com a conversão da adivinhadora. mas dirigiram-se imediatamente para: Filipos. 5. ponto inicial de Paulo na evangelização da Europa. Mas novamente o Espírito do Senhor lhes impediu o intento e eles desceram para a cidade marítima da Mísia. certamente pela pressa do navio. Também em Neapólis os missionários não demoraram.entretanto foram impedidos de alguma forma pelo Espírito Santo que os encaminhou para a Mísia. prosseguindo para. chamada: Troas. Deixando assim o princípio de um trabalho que sabemos foi o mais querido do grande apóstolo. na província de Bitínia. Nesta altura notasequeo autor do livro de Atos – Lucas passa ao uso do pronome pessoal na primeira pessoa do plural. isto é. Foi ali que Paulo teve uma visão de um homem da Macedônia (parte da Europa que fica defronte da Misia). foram para: Tessalônica. tendo passado por Anfilópolis e Apolônia.5. chamada Lídia. lugares em que não se detiveram por motivos desconhecidos. sendo dois deles Paulo e Silas encarcerados.irmãos. Dali julgaram conveniente ir e anunciar o evangelho no extremo norte. Neápolis. Antioquia da Pisídia e outras. na costa do Egeu. que é uma ilha a 33 quilômetros da costa.2 O Itinérário da Europa De Troas (na Ásia) navegaram para. colônia romana. da jovem adivinhadora e do carcereiro e toda a sua casa. Samotrácia. porto que serivia à importante cidade de Filipos. . “nós” o que leva a crer que foi em Troas que ele juntou-se aos três missionários para ajudá-los na obra. Ali não demoraram. pedindo que passasse àquela região e ali anunciasse o evangelho. Tessalônica era uma cidade histórica. foram passando pelas regiões da Frígiae da Galácia.

ao qual mais tarde juntou-se o jovem Apolo. Porém o orgulho e a corrupção dos atenienses não permitiram que estes aceitassem a mensagem só apostolo.ponto estratégico para a difusão do evangelo. Paulo estabeleceu ali uma igreja composta de judeus e gentios. metrópole comercial e política da Grécia naquele tempo. premidos pela oposição dos judeus fanáticos. grupo que atuou eficientemente para preparar o terreno para o trabalho de Paulo que brevemente voltaria para lá. onde o evangelho foi muito bem aceito. Itinerário da Ásia na Volta De volta para Antioquia da Síria. seu hipódromo e seu templo colossal consagrado à deusa Diana (ou Ártemis). certamente estabelecida durante a estada do apóstolo em Corinto. de onde subiu para: . Porém. os missionários Paulo e Silas (parece que Lucas e Timóteo haviam ficado em Filipos para continuar o trabalho) seguiram. atravessando o Mar Egeu. deixando os companheiros para trás. situada a 70 quilômetros de Atenas. a 80 quilômetros da Tessalônica. junto à foz do Rio Caister. Falando no areópago (lugar de discussões publicas e de sentenciar as causas). de noite. Dali navegou em direção leste. 5. Nesta cidade o casal de auxiliares do apóstolo que o acompanhou desde Corinto. o apóstolo percebeu a idolatria dominante. tendo sofrido tremendas perseguições. a importância capital da cultura grega. capital da Ásia proconsular. onde também já havia uma igreja. para: Bereia.2. os judeus fanáticos de Tessalônica foram a Beréia e alvoroçaram o povo contra os misteriosos a ponto de Paulo ter necessidade de retirar-se por mar para Atenas. Entretanto. para: Éfeso. chegando a: Atenas. Também foi ali que o apostolo conheceu o consagrado casal Priscila e Áquila. em companhia de Priscila e Áquila. Depois de uma rápida vista pela cidade.grande centro comercial e militar. na Palestina. com os quais iniciou o trabalho em Corinto e depois também em Éfeso. que foi o ponto final da sua segunda viagem missionária na direção do Ocidente. fez uma extraordinária defesa do cristianismo perante os filósofos gregos.3. De Éfeso Paulo navegou diretamente para: Casaréia. Paulo embarcou no porto de Cencréia. Nesta cidade. Dali o missionário dirigiu-se para: Corinto. portanto. Paulo permaneceu 18 meses. a 13 quilômetros a leste de Corinto. famosa pelo seu teatro.

que lhe trouxe noticias de Corinto. indo depois para Mileto. depois de Quios. seu ponto de partida para todas as viagens. passou por Cós. onde pôs em ordem as irregularidades ocorridas na igreja de onde escreveu as duas importantes Epístolas aos Gálatas e Romanos. De Filipos regressou a Troas na Ásia. A feitiçaria perdeu seu prestigio pela queima publica de livros dos muitos convertidos em Éfeso. Três meses depois de sua chegada. confirmando na fé todos os discípulos convertidos nos lugares anteriormente visitados. capital da Ilha de Lesbos. para: Éfeso. onde esperou o seu novo companheiro de trabalho Tito.3 Terceira Viagem Missionária de Paulo Depois de breve período de descanso. E a fim de despistar os seus algozes. Paulo dirige-se através das províncias de Cilícia. Galácia e Frigia. também Ilha do mesmo mar. aparentemente sob pressão de novas e mais violentas ameaças de perseguição. Finalmente teve que despedir-se dos discípulos. 19. que é o ponto principal de suas atenções nesta viagem. depois passando a Assôs. Partindo de: Antioquia novamente. província situada na costa do Mar Adriático da Macedônia.10). Pátara. provavelmente visitando os lugares em que na viagem anterior havia estabelecido igrejas. dirigiu-se para Mitilene. dirigindo-se para: Troas. já os judeus novamente preparava-lhes ciladas para o eliminar do cenário. subindo até Filipos e dali talves tenha ido a Ilírico. durante os seus dois anos de atividade nesta cidade.Jerusalém. De Jerusalém dirigiu-se para: Antioquia da Síria. 5. Dali desceu para: Corinto.23 a 21. Excepcionalmente notável foi a atuação do apóstolo em Éfeso frente às perseguições e alvoroços de seu trabalho trouxe no seio daquela população. descrita em Atos 18. tomando o rumo de Trojilo. Para evangelizar este centro da província e suas adjacências. saudando os irmãos da igreja e relatando-lhes as maravilhas que o Senhor havia operado durante os quase três anos (51 a 53) gastos na sugunda viagem. deve ter dado origem às chamadas “sete igrejas da Ásia” referidas no Apocalipse (At. ilha montanhosa do Egeu. ilha de Rodes.8. de . Continuando. A crendice devotada a deusa Diana sofreu sérios abalos. passando dali para Macedônia. promontório da costa da Ásia. de onde o apóstolo manda chamar os anciãos de Éfeso dos quais se despede para sempre. e mais adiante para Samos. voltou pela costa do Mar Egeu. Paulo empreendeu uma terceira viagem missionária.

onde navegou diretamente para Tiro. e depois para o porto de Cesaréia. mas o ódio dos judeus o descobriu para tirar-lhe a vida. o apóstolo apelou para César. foi até: Bons Portos. visitando o evangelista Filipe com as suas filhas. foi para Ptolemaida (ou Acra). na Ilha de Creta. Dali foi remetido para: Cesaréia. Na viagem Paulo foi acompanhado de seus amigos Lucas e Aristarco (de Tessalônica). 5. Ao perceber a impossibilidade de conseguir garantias na província. num acesso de cólera os seu inimigos tentaram liquidá-lo. Neste porto fizeram a baldeação para outro navio que. De Cesaréia navegaram para: Sidom. até: Antípatres. sob forte guarda. por certo. Viagem de Paulo a Roma Ao concluir a sua terceira viagem missionária. Festo e Agripa. na Ásia Menor. porque a tendência das autoridades romanas era não julga-lo por tratar-se de uma questão religiosa. onde o amor dos irmãos o envolveu. onde esperaram melhorar o tempo. foram acompanhados por uma tremenda tempestade que durante 14 dias os manteve entre a vida e a morte. na costa da Fenícia. ao fim dos quais partiu para Roma. e por isto foi enviado a Roma na condição de prisioneiro. onde lhes foi permitido visitar os amigos crentes. Reconhecida a sua presença em Jerusalém e particularmente no Templo. Paulo teria perecido. De Jerusalém foi que começou a sua ultima viagem para o Ocidente. Diante do perigo de ser arrebatado pela turba enfurecida de judeus fanáticos. o oficial da Torre de Antônia (fortaleza junto do Templo) tomou a providência de conduzir o apóstolo de noite. tendo tido a oportunidade de pregar o evangelho às autoridades romanas: Félix. Navegando dali. naufragando nas proximidades da: . naquela ocasião. Paulo chegou a Jerusalém por ocasião da festa de Pentecostes.4. por ocasião da festa de Pentecostes. Não fosse a pronta intervenção dos soldados romanos. porto da província de Lícia. onde permaneceu preso por dois anos. O ódio dos judeus havia crescido diante do sucesso do evangelho pregado por Paulo. visitando outro grupo de irmãos. Prosseguindo. confortando irmãos de uma igreja cuja origem não nos é conhecida. partindo dali para: Mirra. levando pelos ventos. para chegar a Jerusalém.

pelo que encontramos nas chamadas “Epistolas Pastorais” de que ele foi absolvido e que reassumiu o seu antigo trabalho de visitar igrejas já estabelecidas e organizar outras novas. apesar de suas cadeias. onde vários irmãos vieram da capital do império para receber o apostolo e seus companheiros. Ali havia uma igreja que teria sido fundada pelo trabalho de Epafras e arquipo. Depois de passarem alguns dias naquela ilha. que se acha ao sul da Silícia. antes de chegar a Roma. tendo sabido de sua chegada a Potéli. De modo que o itinerário que segue é apenas uma conjectura. na costa oriental da Sicília. ficando ali sete dias. Públio. na rotaterrestre entre o Ocidente e o Oriente. segundo se concluir de Filipenses 1. Colossos teria sido o seu novo campo de trabalho. Ásia Menor. Colossenses e Filemom. ponto final da viagem marítima. capital política e cultural do império. tendo Paulo curado o pai do homem principal da localidade. e se abastecido dos viveres necessários à viagem.Este período entre a sua primeira prisão em Roma e a segunda é coberto de incertezas quanto às suas atividades e lugares onde elas foram exercidas. Finalmente chega Paulo a: Roma. já na península itálica. embarcaram num navio alexandrino rumo a: Siracusa. tendo sido preso novamente pouco depois. Era uma cidade da Frígia. Depois de longa espera. Ali o apóstolo ficou preso durante dois anos. Dali seguiram para: Régio. As duas ultimas etapas. a sua prisão foi bastante suave. Viagem de Paulo Entre a sua Primeira e Segunda Prisão em Roma Há evidencias claras. Embora acorrentado a um soldado. a grande ilha italiana. Dali Paulo escreveu as seguintes epístolas: Efésios. Este gesto dos irmãos deu mais animo a Paulo. Filipos teria sido outro lugar visitado por Paulo nesse período (Fp 2. Filipenses. ou Melita. onde acharam alguns crentes que solicitaram a sua permanência. foram: Praça de Ápio e Três Vendas. prevendo ele agora a vitória do evangelho também em Roma.24) . após a libertação da sua primeira prisão em Roma.5. a setenta quilômetros de Roma. às margens do rio Lico.22. de lá navegando para: Potéoli.Ilha de Malta. 5. morando em casa particular alugada perto do quartel pretoriano. Paulo foi absolvido e posto em liberdade.

mas teve que deixar os planos nas mãos de Tito. Troas. onde está preso. Éfeso. Mileto e Greta. a sua capa e os pergaminhos deixados ali.Nicópolis. atribuindo a culpa aos cristãos. antes de ser remetido a Roma. teria sido mais outro lugar visitado pelo apóstolo. naqueles dias. lugares escandalosos na viagem de Jerusalém para Roma. Certamente o bravo soldado de Cristo pareceu na onda desta perseguição. Em Creta aparentemente desejava desenvolver trabalhos amplos para adiantamento da obra do evangelho. O ministério de Paulo estava já no fim. . no litoral do Mar Adriático. Pelo que se lê em II Timóteo 4.13. segundo Tito 3. pois pede ao seu jovem companheiro que traga a Roma. o que provocou a terrível perseguição neroniana.20.5 e II Timóteo 4. parece que Paulo teve que deixar apressadamente este lugar. e no frenesi de sua loucura incendiou a cidade de Roma. É o que se depreende de Tito 1. situado na região grega de Epiro.12. A suposição é que Paulo tenha sido preso em Troas e levado para Éfeso para o interrogatório prévio. E assim terminamos o nosso breve estudo de Geografia Bíblica. Nero estava no trono do império.

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