O MUNDO ANTIGO O mundo antigo, ou mundo bíblico, compreende todos os povos antigos mencionados na Bíblia que habitavam a área

banhada pelo Mediterrâneo (Grande Mar) e aqueles que ficam entre este, o Mar Negro(Euxino), Mar Cáspio(também chamado Mar Setentrional), Golfo Pérsico(ou mar meridional) e Mar Vermelho(denominado pelos romanos Mar Eritreu). Considerando que o relato bíblico de ambos os Testamentos abrange a área desde Espanha, o ponto mais ocidental das atividades do apóstolo Paulo, até Pérsia, país mais oriental com que esteve relacionado o povo de Israel, e desde o Ponto, provincia mais setentrional da Ásia Menor, ao Sul do Mar Negro, cujo povo estava representado em Jerusalém no dia de Pentecostes (At 2.9), até o extremo sul da Arábia onde, provavelmente, ficará a lendária terra de Ofir, tantas vezes mensionada na Bíblia, podemos dizer que a expresões mundo antigo e mundo bíblico são praticamente são praticamente sinônimas. 1. LIMITES Em termos gerais, pode-se delimitar a área do mundo antigo da seguinte maneira: Norte: uma linha reta que começa na Espanha, passa pelo norte da Itália e mar negro e vai até o Mar Cáspio. Leste: Uma linha reta que parte do mar Cáspio, e passando pelo Golfo Pérsico vai até o Mar Arábico. Sul: Uma linha reta que, partindo do Mar Arábico, vai na direção oeste, passando pela Etiópia e terminando no deserto da Líbia, no continente Africano. Oeste: Uma linha reta que parte do sul do deserto da Líbia e termina na Espanha, abrangendo o Egito e as regiões do norte da África. Em termos mais específicos, diríamos que a referida área fica situada em longitude 5º oeste e 55º leste, e entre 10º e 45º latitude norte.

2. EXTENSÃO São as seguintes as regiões do mundo antigo, ligadas as Revelação, e suas caracteristicas: 2.1. Mesopotâmia Literalmente “entre rios”, é a vasta região do oeste asiático margeada pelos rios Tigres e Eufrades, que se estende desde os montes da Armênia ao norte até o Golfo Pérsico ao sul, de cerca de um milhão e meio de quilômetros quadrados. É a terra dos primeiros dias da história bíblica e o berço da humanidade. Isto porque, acordo com as possibilidades geográficas e as mais recentes conclusões históricas e antropológicas, o surgimento do homem ocorreu na região da Mesopotâmia, o jardim do Éden certamente localizou-se nas nascentes dos rios Tigre e Eufrates (Gn 2. 10-14). Também fatos importantes como o dulúvio, formação da família de Noé, migrações de sua descendência etc. deram-se nesta região. A parte norte desta região é conhecida como Assíria e a parte sul como Babilônia ou Caldéia, habitadas por vários povos em diferentes épocas. Súmérios, acadios, amorreus e semitas estabeleceram-se na Mesopotâmia e se fundiram, saindo deste Hoje a região é ocupada pelo Iraque e parte pela Turquia. Agora apreciemos, separadamente, as duas subdivisões da Meso potâmia. 1) Assíria: Região de planalto montanhoso em quase toda a área, filho de Sem neto de Noé (Gn 10.11). A sua mais antiga cidade e capital doi Assur; filho de Sem e neto de Noé (Gn 10.11). A sua mais antiga cidade e capital foi Assur, em torno de cujo distrito desenvolveu-se o país que em épocas diferentes tem possuído diferentes dimensões. Os primitivos habitantes da Assíria, mesclando-se com os acádios, semitas, vindos da Síria por volta de 2500 a.C., formaram o povo conhecido pelo nome de Assírio2.A cidade mais célebre da região, e desde 885 a.C. capital da mesma, foi Nínive, à margem oriental do terço superior do Rio Tigre. Foi nas montanhas da Assíria que o rei Salmanazar instalou uma grande parte do cativo de Israel (Reino do Norte). 2) Babilônia ou Caldéia: Conhecida também pelos nomes antigos de Sumer, Acade, terra de Sine ou de Sinear, é região baixa a alagadiça, extremamente caldeamento a notável figura do patriarca Abraão, que por sua vez, deu origem ao povo hebreu.

fértil devido ao lado depositado pelos rios Tigres e Eufrates, especialmente na parte sul, e também devido a irrigação artificial produzida por um sistema de canais. Seus habitantes primitivos foram os sumérios vindos do planalto persa que, fundindo-se com os acádios, formaram o povo mais tarde chamado babilônio. A fertilidade do aluvião tornou esta área frequentemente cobiçada por povos próximos e distantes. Várias cidades prósperas estabeleceram-se na região: Ur, Eridu, Obeide, Larsa, Fara, Ereque, Nipur e outras, merecendo menção especial a Babilônia, edificada por Nimrode – filho de Cusi, neto de Cão e bisneto de Noé e que se tomou em capital do famoso Império Babilônico, situada no noroeste do país atravessada pelo rio Eufrates. Pelo sistema de canais, não só em toda a região se faziam presentes as águas carregadas de húmus fertilizantes, como também se faziam a comunicação e intercâmbio comercial entre muitas cidades. E quando em decorrência de inundações mais violentas, ou negligencia de governos, os leitos dos rios e canais apresentavam desvios consideráveis, verificava-se o declínio de varias dessas cidades. Como exemplo deve-se mencionar a cidade de Ur que, julgando-se pelas escavações ali realizadas, ao tempo de Abraão era porto marítimo, mas cujas ruínas hoje encontram se a cerca de 250 quilômetros ao norte do fundo do Golfo Pérsico Nesta região, Judá ficou exilado ao 70 anos, e nela exerceram seu ministério profetas Daniel e Ezequiel. 2.2 Arábia Esta é uma região de imensos desertos que se estende desde a foz do rio Nilo até o golfo Pérsico no sentido oeste-leste, e desde a Síria até o Golfo Arábico no sentido norte-sul. Foi na parte ocidental da Arábia, também chamada Arábia Pétrea – incluindo-se nela a Península do Sinai e Edom – que os israelitas peregrinaram 40 anos e onde foi dada a lei por intermédio de Moisés. Os seus habitantes primitivos foram os amalequitas, os idumeus (edomitas), os israelitas, os midianitas, os amonitas e os cenitas, pertencendo a estes últimos o sogro de Moisés, Jetro. Cada um desses povos, alguns nômades e outros seminômades, constituía um pequeno reino. No extremo sul da Arábia provavelmente ficava a lendária terra de Ofir, célebre pelo seu ouro, tantas vezes mencionada na Bíblia. A maio caminho entre o Golfo de Ácaba e o Mar Morto ficava a cidade mais importante

ao sul da Média.foi fundada cerca de 4000 A. A capital mais antiga era Persagada.Quedorlaomer. limitando-se ao sul com o golfo Pérsico.Susã. 2. e a oeste da Partia.Hoje é província do Irã. a oeste com o rio Tigre. 1. Foi na Pérsia que tiveram lugar os acontecimentos descritos no livro de Ester. havia tomado (ED.Segundo provas arqueológicas.1Em épocas diferentes pertenceu aos impérios vizinhos.É região montanhosa e relativamente fértil. Os medos em tem pos remotos viriam divididos em muitas tribos. onde se faz referência aos povos representantes em Jerusalém no dia de Pentecostes. 13 – 15). Há uma única menção dos partas na bíblia. 2. 14). 5. antiga capital do Elão. situada a nordeste do Golfo Pérsico. ordenado ao mesmo tempo a reconstrução do templo e a restituição dos vasos sagrados que Nabucodonozor.5 Média Esta região ficava ao norte do Elão. sem vida organizada.portanto com Babilônia e Assíria – ao norte com a Média e a leste com a Pérsia. ao oriente do Monte Hor em cujo cimo morreu Arão.4 Elão ( ou Elami) País antigo ao qual os gregos denominavam Suziânia. a leste da Assíria.3 Pérsia Primitivamente a região era pequena.C.era rei de Elão(Gên. O império persa chegou a abranger toda a Ásia Ocidental. Grécia e Egito. . Grande parte da Média é uma vasta planície com cerca de 1000 metros de altitude coberta de ricas pastagens. ao sul do mar Cáspio e partes da Armênis. o rei persa. 2.sua capital. portando sem governo central. irmão de Moisés.Babilônia e Pérsia. foi quem decretou o repatriamento dos judeus. ou Pasárgada. Hoje a região é ocupada pelo Irai moderno.da chamada Arábia Pétrea quiça de toda a Arábia – Selá ou Petra.como Assíria. Ciro.1 -11. e até Susã. que aprisionou Ló e em cuja perseguição saiu Abraão derrotando-o. que hoje corresponde á moderna província persa de Khorasan e que ao tempo do império romano marcava o limite oriental do mesmo. em Atos 2:9. a sudeste de Babilônia e Elão. rei da Babilônia. Depois da queda do império babilônico sob o poder medo-persa. sem exército.

Assim foram presa fácil de impérios vizinhos mais poderosos.A princípios.A princípio a Média esteve sujeita á Assíria.Foi naquele tempo que os cativos de Samaria (Reino do Norte) foram levados por Sargão II, rei da Assíria, para essa terra (2 Reis 17.6, 18. 11). Mais tarde, quando as tribos escolheram Déjoces como seu rei, estas foram definitivamente unificadas numa só nação, com sua capital na cidade de Ramada – que os gregos denominaram Ecbatana, que é a Acmetá de ESDRAS 6.2, cercada de “sete muralhas concêntricas e de alturas diferentes de tal modo que sobressaíam uma das outras, predominando a mais interna sobre as demais’. Aliada à Babilônia, a Média sacudiu o jugo da periclitante Assíria. Cerca de cem anos mais tarde a Pérsia absorveu a Média, que nunca mais deixou de ser uma província persa (hoje iraniana). 2.6 Armênia ou Arará Esta região abrange extensas e altas serras ao norte da Média, Asssíria e Síria, tendo a Ásia Menor e o Mar Negro a oeste, o Mar Cáspio a leste, e ao norte as montanhas do Cáucaso. Nesta região encontram-se as cabeceiras dos rios tigre e Eufrates, a provável área do Éden e o monte Arará – na parte nordeste - - onde descansou a arca de Noé no fim do dilúvio (embora alguns dicionaristas afirmem que a arca desceu sobre “um dos montes de Araá, ignorando-se qual seja”). 2.7 Síria ou Arã (hebr) Localiza-se a sudeste da Armênia, a leste da Ásia Menor e do Mediterrâneo, ao norte da palestina e a oeste da Assíria e partes da Arábia, cortada na direção norte - sul pela cordilheira do Líbano, paralela á costa do Mediterrâneo, que apresenta duas divisões: Líbano – a mais ocidental, a ante-Líbano – a oriental, em cujo extremo sul fica o célebre Monte Hermon. Os dois rios mais importantes da região correm entre as duas divisões dos Líbanos: Orontes, para o norte e depois oeste, passando perto da cidade de Antioquia e desaguando no Mediterrâneo, e o Leontes, para o sul, repentinamente desviando o seu curso para o mesmo mar. Grande parte da região é uma planície exuberante de fertilidade. Os sírios (ou arameus) são descendentes de Arã, filho de Sem e neto de Noé. Nos dias patriarcais esta região era constituída de pequenos reinos independentes que levavam o nome de sua cidade principal, como Arã-naaraim, Arã-demascus, Arãzoba etc. Parece que Harã, centro comercial e militar que ficava no distrito de Padã-

Arã, onde Abraão habitou com seu pai e onde deixou sua parentela para sair para Canaã, ao tempo do patriarca, pertencia ao noroeste da Mesopotâmia, vindo mais tarde incorporar-se a Síria. Damasco é capital da síria até hoje, sendo, conforme se crê, a mais antiga cidade viva da Terra. A Síria foi conquistada sucessivamente por Salomão, assírios, babilônios, persas, gregos e romanos. A Síria foi o primeiro país estrangeiro a receber o cristianismo pelo testemunho dos crentes perseguidos em Antioquia, onde estes foram primeiramente chamados cristãos (At 11.26). 2.8 Fenícia Esta região era uma nesga de terra entre o Mediterrâneo, a oeste, a cordilheira do Líbano, ou Síria, a leste, Palestina ao sul e Síria, também ao norte, até a pequena ilha de Arada onde ficava a cidade de Arvade, medindo, em média, 25 quilômetros de largura por 250 de comprimento. As suas cidades principais citadas no antigo testamento são Tiro e Sidom. Entretanto pelas escavações arqueológicas, depreende-se que os limites da Fenía em tempos bem remotos estendiam-se ao norte além de Rashamra, antiga Ugarit, defronte da ilha de Chipre. Seus habitantes, provavelmente originários do Golfo Pérsico, ocupam a costa do Mediterrâneo por volta de 1700 a.C. Eram famosos em navegação, comercio. Ciências, artes e literatura, exercendo uma notável influência sobre as demais nações do mundo de então. Durante a sua existência foram muitas vezes subjugados pelas potências próximas e distantes, mas sempre souberam conservar a sua cultura e unidade. As suas colônias espalhadas pela costa e ilhas do Mediterrâneo, bem como seu intercâmbio comercial com outros povos, foram os fatores principais de sua expansão. Os cartagineses (colônia de Cartago,África) eram seus descendentes.Os libaneses que hoje ocupam a região são seus descendentes. 2.9 Palestina ou Canaã É região banhada pelo Mediterrâneo a oeste, tendo ao norte a Fenícia e a Síria, e a leste e sul a Arábia, sendo que ao sul também fica parte do Egito. As suas características serão estudadas detalhadamente mais adiante neste livro. 2.10 Egito

Certamente depois de Palestina , a terra que mais se salienta na bíblia, do ponto de vista histórico e religioso, é o Egito.Isto porque está intimamente relacionando á formação dos hebreus, um povo distinto e especialmente destinado a ser o instrumento a Revelação. A sua posição geográfica é no nordeste africano;tendo ao norte o Mar Mediterrâneo, a leste partes da Palestina e Arábia esta separada pelo Mar Vermelho – ao sul, antigamente a Etiópia, hoje Sudão, e a oeste da Líbia, com seu imenso deserto também conhecido pelo nome de Saara.É uma vasta região deserta vivificada pelo rio d’água que corre na direção sul – norte, que é o Rio Nilo.Seu nome antigo é Misraim, ou Misr, deriva do folho Cham ou Cão,filho de Noé, que para lá se dirigiu depois do dilúvio. Seu nome poético foi Rahabe, usado nos Salmos, livro de Jó e profecia de Isaías, que alguns interpretes pensam seja alusivo a algum monstro marinho da mitologia semita, como Dragão. Em tempos remotos o Egito atingiu grande desenvolvimento em ciências, letãs e artes, como provam os monumentos e documentos descobertos em grande quantidade. A famosa fertilidade do Egito devia-se ao lodo espalhado em vastas áreas, especialmente no Baixo Egito ou Delta, pelas inundações do grande rio. O Egito foi o lugar da longa permanência dos descendentes de Jacó (430 anos) da qual os últimos 80 anos foram de dura escravidão. Das doze famílias do filho de Jacó já haviam se formado doze grandes tribos com cerca de dois milhões e meio a três milhões de pessoas. Dentre elas Deus levantou Moisés, a quem preparou maravilhosamente para ser o libertador do seu povo. A província de Gósen, a sudeste do Delta (denominação dada ao estuário do rio Nilo que toma a configuração da letra D do alfabeto grego em posição invertida) foi a área habitada pelos israelistas. Mênfis, Tebas, Alexandria e Cairo são as cidades principais do Egito. 2.11 Etiópia Região do Oriente africano frequentemente citadas nas Escrituras Sagradas, compreendendo a área do alto Nilo, Sudão e Abissínia. Seus limites são; Egito, ao norte (modernamente Sudão); Mar Vermelho ou Arábia, a leste; Líbia, a oeste; e partes orientais da África, ao sul, desconhecidas nos tempos bíblicos, hoje ocupadas pela Somália. Em língua hebraica a região era conhecida pelo nome de terra de Cush, no antigo egípcio Kas ou Kesh e em etíope Kish. Era habitada pelos descentes de Cusi, filho de Cão e noto de Noé. Parece que segundo Gênesis 2.3

filho de Cão. Ao tempo dos romanos a província era dividida em Líbia Marmárica (parte oriental) e Líbia Cirenaica (parte ocidental). razão esta por que há poucos rios de volume considerável. Ásia Menor É a enorme península do extremo ocidental do coninente asiático.12 Líbia Uma extensa região do norte da África. a oeste pelo Mar Egeu e ao sul pelo Mediterrâneo. bem como a área em que se encontravam as “sete igrejas da Ásia” referidas no livro de Apocalipse. extremo norte da Mesopotâmia e Síria. sendo Cireneu a capital. Dn 11. povo dividido em pequenas tribos que mais tarde passaram a ser conhecidos como líbios. o apóstolo. ao sul – Lícia.havia na região Asiática – norte da Mesopotâmia ou Armênia – uma outra área com o mesmo nome até certa altura da pré-história. Paflagônia e Bitínia. Licaônia e Capadócia. Os habitantes primitivos desta . O tesoureiro do reino da Etiópia. Hermo. 2. a oeste do Egito. capital de toda a região ao tempo do Novo Testamento) que despejam as suas águas no Mar Egetu. com limites ocidentais muito vagos. e Caico. Aleste limita-se com a Armênia. Foi esta região o grande palco das atividades missionário sde Paulo e seus companheiros. 2.43). Lídia e Cária. banhada ao norte pelo Mar Negro. cuja conversão é narrada no capítulo 8 do livro de Atos dos Apóstolos.9. a oeste – Mísia. As provínciasou distritos emque os romanos dividiram a região eram as seguintes: Ao norte – Ponto. No dia de Pentecoste estavam presentes em Jerusalém alguns habitantes desta região (At. Seus habitantes são descendentes de Put.13. no centro e a leste – Frígia. Glácia. Hoje o moderno Estado da Turquia abrange toda esta área. Meandro e Caister (às margens deste último ficava situada a famosa cidade de Éfeso. na costa do Mediterrâneo. rodeada de cadeias de montanhas qu ecorrem pela orla marítima e semeada de inúmeros lagos de água doce e salgada. Pisídia. terra natal de Paulo. A região é um planalto elevado e pedregoso. parece ter sido o primeiro a introduzir a religião cristã naquela região. Cilícia (cuja cidade principal era Tarso). Todas estas provinciais a leste da Mísia e Lídia também era conhecidas simplesmente como Ásia. quase totalmente deserta. senão o Cidno que deságua no Mediterrâeno e a cujas margens ficava a célebre cidade de Tarso. ou Lubim (Jr 46.10). Panfília. 2.

o que explicaa chamada Diáspora gega do século 12 ao século 6 a. que ofi parai dos jônios.sul da Itália. Assim “os gregos usaram e assimilaram todos os tipos antigos de civilização e lhes deram um sentido próprio do seu modo de sentir e vir. o Grande. podendo-se cultivar somente plantas que suportem os estios ardentes e secos dominantes. a sudeste. a língua grega divulgou-se pelo mundo antigo de tal forma que a propagação do cristianismo por aquela vasta área tornou-se fácil.14 Grécia ou Hélade A península do sudeste europeu banhada a leste pelo Mar Egeu. cultos e culturas diferentes. Quando a Grécia caiu sob a tutela de Filipe da Macedônia – que era meio grego e meio bárbaro. merecendo destaque os hititas que na Ásia Menor tiveram o centro de sua civilização.C. Por esta e outras razões como lutas políticas.15 Macedônia País quefica ao norte da Grécia cuja história antes de 560 a. ao sul pelo Mediterrâneo e a oeste pelo Mar Jônico. mas educado na Grécia – já a cultura helenista era conhecida por toda parte. coberta de montanhas de declives abruptos. de ambição por riquezas. que é a parte sul da península. pouco se conhece. 2. quase sem planícies e sem rios. Nenhum outro povo conseguiu imprimir. de conquistas. 2. pobreza da terra. mas que sob o domínio de Filipe. o Macedônio. neto de Noé. e a região de Atenas. o . A Grécia é toda recortada pelo mar. cercada por muitas ilhas e ilhotas. isto é. chamada Anatólia.C. conhecia-se como a Ática. as marcas do seu pensamento sobre as gerações de todos os tempos”. tão indelevelmente como este. particularmente na região central. A Grécia Antiga era conhecida pelo nome de Acáia. norte da África (Líbia) e até Massília (sul da França atual). com suas colônias agrícolas e entrepostos comerciais. uma das principais tribos na formação da raça grega juntamente com os dórios). A Grécia foi outro palco de atividades missionárias de Paulo. ilhas do Egetu e do Mediterrâneo.. Ao norte ficava a Macedômia. o apóstolo. Ásia Menor. Mar Negro. E com as conquistas de seu filho Alexandre. ou seja. Os gregos – também chamados helenos – são descendentes de Javão. etc – os gregos tornaram-se cheios do espírito de aventuras. e de seu filho Alexandre. a expansão dos gegos para além das fronteiras da Grécia propriamente dita.região representavam a mais complexa mistura de raças.

Em 142 a. e ao sul da Pnaônia. Macedônia era uma vasta planície fértil envolvida por altas montanhas. Tessalônica e Beréia.9). 8.6. tornou-se província do Império Romano. a leste com o Mar Egetu e com a Trácia. Todos os membros da família de Alexandre foram afastados do poder. no Mediterrâneo. 2. Antípater. que ao tempo do Novo Testamento era . da Iugoslávia e o sul da Bulgária e Turquia européia. nooreste da Grécia e leste do Mar Adriáticos. 8. e Filetero.17 Itália Esta é outra Península do sul da Europa. Filips. Muito pouco se sabe da história desta região e seus habitantes primitivos. solicitado por meio de uma visão (At 16. na sua segunda viagem missionária pela Síria (51 d. sob a regência da imperatriz víúva e de seu irmão. Anfípolis. Modernamente esta regiãocompreende a Albânia e Iugoslávia. Após a morte de Alexandre.19 esta foi a reigão mais distante na direção norte a que chegou Paulo com a mensagem do evangelho. Seleuco. Limitava-se sul com a Grécia.39. incluindo-se nela a Dalmácia. atravessou o Mar Egetu e penetrou no continente europeu pela Macedônia.16 Ilírico ou Ilíria Esta região ficava a oeste da Macedônia. proém sofrendo maior mistura de tribos bárbaras da Ásia e das regiões do norte do Mar Negro. na Síria. tendo ao norte a cadeia dos Montes Alpes. Em breve. 7.C. no Egito. passando por Neápolis. Apolônia. 2.5.C. na Macedônia. Na Itália está a célebre cidade de Roma. a leste o Mar Adriático e a oeste o Mar Tirreno. na Ásia Menor. ao norte com os Montes balcânicos e aoste com partes de Trácia e Ilíaco. Os seus habitantes eram provavelmente da mesma origem dos gregos.C. Hoje a região forma o norte da Grécia.Grande. Segundo Romanos 15. senão que ao tempo das conquists romanas eram montanheses bastante selvagens. estes quatro assumiram o título de reis. quiseram os seus generais “assegurar o impéri para o infante. tornou-se potência mundial do seu tempo (36ºa 323 a. surgiram dissensões entre os generais. seu filho.).). o Grande.” No Antigo Testamento não é mencionada a Macedônia. sua capital. e fundaram quatro realezas: Ptolomeu. porém. O apóstolo Paulo. o número dos generais foi reduzido de sete para quatro. deixando duas igrejas estabelecidas em Filipose Tessalônica. mas o profeta Daniel refere-se a este império em 2. que a separa da Itália..

o Grande. Paulo demonstrou o desejo de visitar a Espanha para ali pregar o evangelho. escrito em 170 d. a Palestina tornou-se tributária do Império Romano. sendo governada..Patmos. Ainda que o império fosse tolerante para com a religião dos povos conquistados.C. fundada em 753 a..C. por reis. especialmente durante a Idade Média com o estabelecimento dos tristemente célebres tribuinais de inquisição. Em 190 a.18 Espanha Esta região fica no extremo ocidental do mundo antigo.. Esta região também foi palco de perseguições antrozes aos cristãos. em cujas margens fica a cidade de Roma. já para com os cristãos – devido a sua agressividade aos ritos pagãos e o seu esforço de fazer adeptos – não o foi. no princípio do quarto século da nossa era. Entre 61 e 63 d. tera para onde se dirigia o profeta Jonas quando entendeu desobedecer ao Senhor. Társis. já havia crents ali.C. banhada ao sul pelo Mar mediterrâeno e ao norte pelo Oceano Altântico. governadores e procuradores. E o chamado fragmento Muratori. o cristianismo tornou-se a religião do Estado sob o governo de Constantino. Segundo alguns estudiosos.C.C. fazendo parte da chamada Península Ibérica.também a capital do vasto e poderoso Império Romano. Não se sabe quem teria levado o evangelho à Itália.C. Paulo pregou em Roma. embora como prisioneiro. em 63 a. Samotrácia e . entremeada de vales férteis com rios abundantes. na Ásia Menor e paultainamente foram submetendo outras regiões ao poder romano. das quais as principais são: Creta. perto da atual Gibraltar. Mitilene. no sudoeste da Europa. 24 – 28. 2. E região montanhosa. Não obstante. 2. afirma que o apóstolo havia chegado até a Espanha. sucessivamente. os exércitos romanos invadiram a Síria. o pequeno reino foi se estendendo até abranger toda a península. Assim.. mas quando Paulo escreveu a sua Carta aos Romanos. no ano 57 ou 58 d. Chipre.19 Ilhas do Gentious ou Ilha do Mar É designação aplicada na Bíblia às ilhas do Mediterrâeno e Mar Egetu. ficava ao sul da Espanha. Fortes perseguições foram desencadeadas ao tempo de Nero e de Domiciano contra os cristãos em toda parte. estes continuaram a multiplicar-se e exercer a sua influência a tal ponto que. Rodes. dos quais o principal é o Tibre.Segundo Romanos 15.

Dizem uns que as duas designações não se referem ao mesmo local. E ainda outros acham que Sinai era o nome mais antigo e Horebe o mais recente da mesma montanha (Ewald). 3. a mais alta.talvez Malta e Sicília. trataremos neste tópico das montanhas extrapalestínicas do Mundo Antigo relacionadas com a história bíblica.500m de altitude e que fica mais ao sul e Horebe deve ter sido o nome do conjunto montanhoso e Sinai uma das elevações mais salientes (Hengstenberg e Robinson). No Monte Sinai Moisés . bem como de regiões mais remotas.000m de altitude cortadas por valesde dimensões variadas cobertos de algumas vegetações em certas épocas do ano. na Península do Sinai. Provavelmente a primeira é a melhor explicação. na qual predomina a topografia montanhosa. 8:4 diz que a arca parou sobre “os montes de Arará”.Tem cerca de 5000m de altitude.2 Sinai ou Horebe Localizando no extremo sudoeste da Ásia . de cerca de 2. embora a tradição aponte a montanha mais lata da região como tal e cujo nome é Arará. as cinco mais importantes são as seguintes: 3. outra ao sul. embora apontem o mesmo bloco maciço (Gesenius) com duas elevações próximas – Sinais. ignora-se o local exato do pouso da arca. que tem forma triangular e que é banhada por dois braços do Mar Vermelho chamados golfo Suez e Golfo de Acaba. ficando este do lado oriental da península e aquele do lado ocidental.1 Arará Fica no sudoeste da Armênia e é célebre pelo encalhe da arca de Noé. É nesta região sul da península que se localiza o Monte Sinais. MONTANHAS Uma vez que vamo estudar separadamente – na Parte II deste livro – a geografia da Palestina. 3. também chamado Horebe. predominantemente deserta com leves elevações.000 e 2. de elevações entre 1. Destas. A península por sua natureza divide-se em duas parte: urna ao norte. Portanto. Esta dupla nomenclatura é explicada por diversos modos pelos exploradoresorientalistas. poucos conhecidas aos tempos bíblicos.O texto bíblico de Gên.

mas vem do tempo da dominação grega e persiste até hoje. Nas encostas dos Líbanos cresciamos famosos cedros e as esbeltas faias. o profeta.365m). cobertura de navios. madeiras empregadas na construção do templo de Salomão. Moisés teve a visaõ da sarça ardente – quando apascentava os rebanhos do seu sogro – e seis séculos depois Elias. no limite sul da Síria e extrem norte da Palestina. Devido a sua altitude que atinge pouco mais de 3. 3. que significa “monte de Moisés”.3 Líbanos A cordilheira dos Montes Líbanos.por onde correo rio do mesmo nome. a nacionalidade hebraica com seus aspectos religioso e civil.recebeu a Lei. e do centro para o norte toma o nome de Vale do Orontes. Os Montes Líbanos são frequentemente citados nas Escrituras. Era famoso pela sua fertilidade.750 e 3. No mesmo monte.. A cadeia de montanhas que fica a oeste é conhecida como Líbano e a que fica a leste como Ante-Líbano. fica na parte ocidental da Síria. por serem de grande duração. uns oucos anos antes. oscilando entre 2. pois que serve de leito para o rio do mesno nome. A sua extensão na direção norte-sul é de cerca de180 quilômetros e na direção oste-leste varia entre 20 e 20 em linha área. que se estende por entre os contrafortes das duas cadeias.000m (os dados oferecidos pelos vários autores diverge consideravelmente quanto à altitude destemonte.900 e 3. 3. Ao tempo de Josué o vale era conhecido simplesmente como Vale do Líbano. originando-se. e apresenta-se em duas divisões: 1)Líbano e 2) Ante –Libano. palácios dos reis. assim. A altitude de ambas as cadeias varia entre 1. Hoje o Sinai é conhecido pelo nome de Jebel – Musa.4 Hermon Ete monte fica no exremo sul da cadeia dos Montes Ante-Libanos.O vale que separa as duas cadeias demontanhas toma nomes diferentes: ao sulé chamado Vale do Leontes. teve a visão de Deus (Irs 19) emquelhe foi revelado que apesar da idolatria de Israel havia muitos joelhos em seu meio que não se haviam dobrado a Baal. que corre paralelamente à costa oriental do mediterrâneo. Esta divisão não é conhecida nas Escrituras Sagradas. tambémconhecida como Monte Sirion e Monte Senir. instrumentos musicais etc. sua escassa vegetação (exceto .300m. pouco mais para o norte é conhecido como o Vale de Mispá. ao norte da Palestina. com a qual se firmou o pacto entre Deus e o povo de Israel.

qual um espelho. RIOS . mas pertencendo ao mesmo sistema fica o Monte Hor. Na realidade Seir não é um monte isolado e sim. irmão de Jacó. 3. Durante o inverno. precipitando um orvalho denso em áreas mais próximas e chuvas abundantes em regiões próximas e distantes. Na encosta leste. Isto é. Seir. O Hermom tem um papel importante na formação do clima da região. Isto devido a baixa temperatura reinante em suas culminâncias.nas encostas inferiores onde a vegetação é extremamente rica) e sua cobertura permanente de neve e gelo. 4. pode-se concluir que em tempos antigos o Hermom foi de fato um monte sagrado. Arábia. Atualmente seu nome é Jebel-esh-Sheik. irmão de Moisés. Pelas numerosas ruínas de templos dedicados a Baal e outros deuses pagãos encontrados ao seu redor. este nome se reveste de uma imponência majestosa. a neve vai derretendo. posto militar grardião das fronteiras meridionais do Império Romano. Acreditase que a transfiguração de Jesus teve lugar em algum ponto da encosta sul deste monte. que corre na direção norte-sul na região de Edom na Arábia ocidental (durante a dominação romana era denominada Arábia Petra). durante a peregrinação de Israel em demanda da terra prometida. cataliza as correntes de ar quente e úmido vindas do Mediterrâneo.5. ficando no seu tríplice cume (formado por três elevações ou picos dispostos em triângulo) uma calota de gelo que reflete os raios solares. Síria. “O Monte chefe”. a distância enorme. Na região central dos Montes Seir ficava a cidade-fortaleza Petra. na Galiléia. Sua altitude varia entre 300 e 2. entre o sul do Mar Morto e o extremo norte do Golfo de Acaba. Fenícia e Mediterrâneo. Nas montanhas de Seir. podendo ser avistado de muitas partes da Palestina. embora a tradição aponte o Monte Tabor. um pouco afastado da serra. como era o significado do seu nome. também conhecida como Selá. formando fios de Água e riachos que descem pelas encostas e regam as partes inferiores do monte e os vales. À medida que avança o verão. habitava Esaú. Nele morreu Arão.000 metros. uma serra de montanhas. o enorme véu da neve baixa até cerca de 1500m. Principalmente na Palestina. provavelmente na parte norte.

) Este é o rio que. corre na direção sudeste do lado oriental da Mesopotâmia até juntar-se com o Eufrates cerca de 160 quilômetros antes do golfo Pérsico. E Hebr.500 quilômetros de comprimento. Além de ser o ponto final da rota comercial. por onde se estendem os seus dois braços chamados. nascendo nas montanhas da Armênia. a ilha Elefantina também era o posto militar mais avançado do governo egípcio na direção sul. assim. O transbordamento do Nilo nos regiões áridas do Egito e conseqüente abundância das colheitas. Nos tempos remotos ele desaguava . o percurso total do Tigre varia entra 1. pois as escavações nela efetuadas mostram vestígios de fortificações que abrigavam guarnições militares. levando para o Egito aluvião fertilizantes das vertentes das montanhas.2 Tigre ou Hidequel (Gr. Daí o caráter que o povo atribuía ao rio. As chuvas produzidas pelas nuvens formadas sobre o Oceano Índico e levadas pelos ventos sobre as cordilheiras da África Oriental e Equatorial faziam transbordar o Nilo a seus afluentes. Eufrates e Jordão.780 e 2. quer pelos artificiais (canalização) – e também preferência de suas diversas nascentes. 4. O Nilo corre na direção sul-norte através do Egito desagregando no Mediterrâneo através de um vasto estuário de 25 quilômetros de largura. Resp. denominado Delta.11 4. Devido à mudança do leito do rio através dos tempos – quer pelos meios naturais (inundações). Nilo De cerca de 6. referida em Ez 29. o Nilo é o primeiro rio do continente africano e o segundo do mundo.Na vasta área do Mundo Antigo.10. A parte navegavel ia até a Ilha Elefantina. que fica em frente à ilha. Na mesma ilha ainda foram encontradas ruínas de uma colônia judaica e documentos em grande quantidade que relatam acontecimentos entre 400 e 525 a. Nilo Branco e Nilo Azul e seus afluentes. era considerado pelos egípcios obra dos deuses. a narrativa bíblica ao assunto. notadamente na região do Delta.145 quilômetros ao sul de Cairo. junto da primeira catarata. antigamente chamada Yeb. Provas iguais nos oferecem as ruínas da cidade de Siene (moderna Assuã).300 quilômetros.. segundo os dados oferecidos pelos diversos autores. podemos considerar quatro rios importantes: Nilo. tendo suas nascentes na região dos grandes lagos da África Equatorial. formado pelos três braços ( que antigamente eram sete).1. C. Tigre. suplementando. oferecendo novos dados sobre a dispersão dos judeus pelo mundo então. Há mais cinco outras cataratas no Alto Nilo que não permitem a navegação. 1.

As suas nascentes acham-se no maciço montanhosos na Armênia. C. foi construído pelos antigos um sistema de canais. desaguando no Mar Morto. chegando a uma distância de apenas 93 quilômetros do Mediterrâneo. Fora os primeiros capítulos de Gênesis. pouquíssimas são as referências bíblicas ao Tigre. Também constituía o limite ocidental da Mesopotâmia. atravessando a célebre cidade de Babilônia a cerca de 140 quilômetros de seu estuário.330 quilômetros. cuja história começa no terceiro milênio a. hoje despeja suas águas no Eufrates. na altura do seu terço superior. o rio Eufrates era o seu limite nordeste.Seu percurso totaliza cerca de 340 quilômetros e atravessa dois lagos: A)Meron e B)Galiléia. 4.Também o Eufrates nos tempos antigos desaguava diretamente no Golfo Pérsico. quando a sua cidade (Ur dos Caldeus) era porto marítimo.É formado por várias nascentes nas encostas noroeste e oeste do Monte Hermom. Depois toma a direção sudeste. na margem direita. Em sua margem esquerda. segundo diversos autores. também chamada Caldéia. 4. o Golfo Pérsico tenha cerca de 250 quilômetros.3. da terra santa inúmeras vezes referido nas escrituras sagradas. Devido à diferença de nível do Eufrates e do Tigre. mas. que daí pra frente recebe o nome de Shat-el-Arab. devido ao aluvião formado na Baixa-Mesopotâmia. ficam as ruínas da antiquíssima cidade de Nínive.diretamente no Golfo Pérsico. Na época da maior glória do domínio hebreu. De início o rio corre para o ocidente. tornando assim o vale da Mesopotâmia estgremamente fértil.Hoje cerca de 160 quilômetros ao norte do referido golfa junta-se com o rio Tigre e daí em diante é chamado Shat-elArab.880 e 3. fica a cidade de Bagdá. Eufrates Também conhecido como “Grande Rio”. especialmente na região sul. A depressão começa desde três quilometros ao sul das águas de Meron e continua cada vez .4. Calcula-se que desde os tempos de Abraão. e no seu terço inferior.A peculiaridade do Jordão é que este é o único rio do mundo cujo leito é inferior ao nível do mar. Aparentemente esta diferença se explica pelas mesmas razões citadas com referência ao comprimento do Rio Tigre. Todos os dois rios depositam uma faixa de terra no fundo do Golfo Pérsico fazendo-o recuar. ou BaixaMesopotâmia.. O curso total do rio também varia entre 2. Jordão Este é o rio.

(Ex 15. Alguns identificam como o de Etã (Ex 13. Heraboth – lugar devastado. que é o prolongamento do anterior na direção sul da costa oriental do mesmo mar.mais acentuadas até chegar a 426m no Mar Morto. São eles: Leontes e Orontes. quando tratarmos dos rios da Palestina. e isto em virtude das peregrinações dos patriarcas e do povo de Israel. cuja profundidade chega a 400m. na Itália. ao largo da fronteira nordeste do Egito e costa oriental do Mar vermelho (Golfo de Suez). Midbar ou Arabah deserto com certas possibilidades de vida animal e vegetal que. É o caso de cidades destruídas pela guerra. bem como a parte oriental da mesma até . a saber: Yeshimon – deserto absoluto. que alguns identificam como o de Etam (Ex 13. trata-se de uma depressão de 826m. desértico. abrange toda a parte sul da península. tendo a linha do Mar Morto-Golfo de Ácaba como divisória: 5.2). em cuja margem esquerda fica a cidade de Roma. estende-se pelo noroeste da península do Sinai. 2) Sin. Há outros três grandes rios no Mundo Antigo. na época chuvosa do ano transformava-se em campo viçoso procurado pelos pastores para pastagem de seus rebanhos. relacionados com a Bíblia podem ser divididos em dois grupos.1. abrangendo o terço médio da mesma. na Síria. o Jordão será apreciado com mais detalhes). DESERTOS Na bíblia encontramos várias referencias a desertos. Aqui abordaremos os desertos extrapalestínicos. onde não há possibilidade de sobrevivência animal ou vegetal. Portanto. porém sem importância para a Geografia Bíblica. em conseqüência de destruição. Os desertos extrapalestínicos da Palestina. incluindo o monte Sinai. O Grupo do Oeste. os palestinicos veremos quando tratamos da geografia da palestina. Os israelitas peregrinaram 40 anos em desertos deste tipo.20). sendo a mais profunda do globo terrestre.2). o grande guia do povo de Deus. 3) Sinai. O primeiro correndo no seu último trecho pelo limite norte de Canaã e o segundo banhando a cidade de Antioquia – e Tibre. (Mais adiante. 5. bem como da formação de Moisés. que se efetuou especialmente nos desertos do Êxodo. A idéia de deserto entre os antigos Judeus abrangia três aspectos distintos. 1) Shur.

cuja localização é desconhecida. de forma retangular. diz queos seus muros tinham “a espessura de 50 cúbitos reais. Este é um pequeno deserto em torno da cidade de Berseba o marco meridional da Terra Santa. de John D. A expressão “de Dã a Berseba” era maneira de definir a extensão norte-sul do território Palestino. 7. 5) Cades. Quanto ao planejamento das cidades antigas. 3) Quedemote. CIDADES O estudo das cidades do mundo antigo requer que as dividamos em dois grupos: a) grupo extrapalestínico e b) o grupo palestino. A altura desses muros variava de acordo com a importância e o tamanho da cidade. igualmente a sua largura. A esta altura do nosso estudo vamos focalizar as do primeiro grupo. 5. 6) Zim. em estilo de fortaleza muito resistente. Porém antes façamos uma descrição geral das cidades bíblicas. ou seja. Junto delas. 4) Parã. faziam-se feiras livres e outras . localizado geralmente bem no centro. Berseba. ou Cades-Barneia. fica a leste do Cades. 6. que correspondente a 20 metros e a altura de 200 cúbitos reais. 2) Moabe. fica a sudeste do Mar Morto. ou 112 metros”. deslocandose um pouco para nordeste da mesma.2. ao norte de Moabe. o grande historiador Heródoto. As portas eram poucas em cidades menores e numerosas em maiores. 4) Diblat. a nordeste do mesmo mar. 5. extrapalestínico. Estes dois últimos desertos constituíam o limite sul da Palestina. cobre todo o centro da península.1 Descrição Geral Entende-se por cidades bíblicas aquelas que de alguma forma são relacionadas com a história bíblica. Segundo o Dicionário da Bíblia. 1) Indumeu. Sobre os muros do palácio e da cidade haviam torres e vigias permanentes. ainda que não mencionadas especificamente. O Grupo Leste. A parte principal no interior da cidade era o palácio real. 5) Beser. em praças ou largos. também conhecido pelo nome de Negeb. são desertos de pouquíssima importância histórica e que são mencionadas apenas acidentalmente. o elementos fundamental era o muro protetor queabrigava a cidade dos ataques dos inimigos. pequena área que fica ao norte do parã e leste de Shur. Davis.o fundo do Golfo de Ácaba. descrevendo a célebre cidade de Babilônia.

tijolos de barro secados ao sol ou queimados. constituíam as cidades militares para obstar a invasão dos inimigos. com poucas divisões e mobiliário modesto. ou seja. as ruas não obedeciam a qualquer planejamento. A localização das cidades geralmente obedecia às conveniências da população. embora fosse usado também o tijolo de barro. por onde os exércitos dos inimibos do leste obrigatoriamente tentariam invadir a terra de Canaã pelo sudeste. geralmente. vasos etc. Em primeiro lugar. porque constituíam o refúgio das populações rurais ou agrícolas.Na Babilônia. Já no Egitoera a pedra o material principal. Quanto a importância. a exibição do poderio econômico. por exemplo. eram construídas sobre montes ou elevações onde a posição contribuía para a sua defesa. As ruas das cidades antigas eram estreitas e geralmente escuras. Entre estas pode-se mencionar Jericó junto do vau (passagem rasa) do Jordão. eram muito úmidas e sujas devido ao lixo das casas que era despejado nelas.transações comerciais. é que seriva para todos estesfins. As casas e o mobiliário variavam de acordo com as posses dos proprietários. Estas. devido às pontes que ligavam as casas de ambos os lados. e em lugares férteis. Assim. porém. Em algumas cidades a praça central. As residências dos ricos eram geralmente miniaturas de paláciao real. o material empregado na construção das cidades dependia do predominante na região. as cidades eram duplamente notáveis. as seguintes: . bem como as assembléia dos cidadãos e os julgamentos. seus jardins bem tratados. junto do palácio real. junto de nascentes de águas. Havia. Em segundo lugar. numerosas cidades em vastas regiões planas. Ao passo que as casas dos pobres eram simples. suas piscinas e objetos de ornamentação. Na Palestina também os dois elementos eram comuns nas construções das cidades. predominava o barro. estatuetas. junto a alguns oásis ou poços. A não ser em cidades grandes. tendo sido construídas em lugares estratégicos ou passagens obrigatórias que davam acesso às regiões menos defensáveis. constituindo. pela sua importância e relação com os hebreus e com o cristianismo primivito. como colunetas. abandonavam os seus campos e recolhiam-se nas cidades ao abrigo de suas muralhas. com as suas peças amplas. em tempo de guerra. ainda que a pedra fosse mais comum. Cidades Principais do Grupo Extrapalestínico Destacam-se neste grupo. muitas delas.

17). agrícola e comercial de grande importância.Dois dos livros proféticos do antigo testamento tem Nínive por objetivo: Jonas e Naum. 50 quilômetros ao norte da confluência do rio zabe com aquele. localizada na margem ocidental do Nilo. Menfis. primeiro rei do Egito mencionado na historia. segundo Heródoto. É citada frequentemente nas Escrituras Sagradas em que as referências vão desde os dias das peregrinações de Abraão (Gn 14) até o tempo do apóstolo São Paulo (Gl 1. porto marítimo. Segundo os historiadores “a cidade viva mais antiga da terra”. A cidade mais importante do Egito sentetorial que. Situada ao sul da Babilônia ou caldeia. Segundo Gênesis 10. terminando assim a sua glória. por se tratar de um ponto de entroncamento das estradas que culminavam Egito e Arábia com Assíria. Segundo Jonas 3. Ficava a margem oriental do Tigre superior. hoje chamada Mugheir (perto das escavações da antiga Ur). cerca de 20 quilômetros ao sul de Cairo capital do Egito.11 foi uma das cidades mais antigas da Assíria. neto de Sem. Através dos séculos tem sido a Capital da Síria. Os judeus que permaneceram na . 4. localizada ao sul da Síria.3. segundo as escavações arqueológicas (o Golfo Pérsico antigamente ia até Ur). Ninive.1. Os hebreus a conheciam pelo nome de Nofe (Is 19. Nas escavações arqueológicas de Ur temos as mais antigas evidencias da cultura sumeriana. foi perdendo a sua importância. Ur. 2. Tornou-se a capital do mundo no período áureo do império Assírio. teria sido edificada por Menes. centro industrial.13). As pirâmides egípcias mais famosas ficam perto desta cidade. na Ásia Menor). 3. levava-se três dias para percorer (atravessar?) a cidade. Babilônia e Roma (via Éfeso. Damasco. antidiluviana. no planalto oriental do Ante-Libano. Notável Por se constituir centro estratégico para o comércio do mundo antigo.C.Geralmente os hebreus e outros estrangeiros nas suas condiçõesincluíam as cidades vizinhas que confinavam com Ninive como seus subúrbios. que habitava aquelas regiões (provavelmente o cenário da historia de Jô). Conforme a tradição. Cidade natural do patriarca Abraão. Com a mudança do leito do rio Eufrates e ascendência da cidade de Babilônia que ficava a 25 quilômetros de Babilônia ao norte. Damasco teve por fundador Uz. Foi tomada pelos babilônios em 612 A.

Davis em seu Dicionário da Bíblia . século 6 A. Arã. tratava-se de um importante centro militar e comercial. Babilônia.. Entretanto.as muralhas que cercavam a “cidade maravilhosa” do mundo antigo eram duplas e tinham cerca de 28 metros de largura e até 112 metros de altura e 96 quilômetros de extensão.Palestina.As suas origens pré-históricas remontam aos dias de Nimrode (Gn 10. É certo que ficava na região chamada Arã-naaraim. ou seja. Ásia Menor.1). conforme provam as escavações em suas ruinas que hoje ficam a cerca de 250 quilômetros do fundo do Golfo Pérsico) A época de seu maior esplendor foi o tempo do rei Nabucodonosor.citado por J.portanto nos dias do profeta Daniel. 51:58.C.10). Conforme Jeremias . Foi na cidade de Babilônia que Alexandre. A antiga e bela capital do famoso império babilônico. podemos imaginar o que eram os muros de Babilônia. Hoje no localda antiga capital do Baixo Egito achamse duas aldeias. cidade do Patriarca. Segundo Heródoto. o Grande. historiador grego . ou Padã-arã. D. muralhas quase inexpugnáveis etc. C. 7. depois da destruição de Jerusalém pelo rei babilônio Nabucodonozor. ponto de convergência dos caminhos da Assíria. terminou os seus dias em 323 a . 6. Esta cidade foi edificada sobre as duas margens do rio Eufrates. pois que Ur. Poucas informações temos desta cidade. construídas de tijolos com argamassa de betume com 250 torres e 100 portões de cobre. jardins suspensos. Babilônia. notável pelos seus maravilhosos palácios. pelo que se pode concluir de alguns dados arqueológicos. era cidade marítima. mais tarde fugiram para o Egito e se estabeleceram em Menfis (Nofe) e mais outros pontos daquele país (Jr 44. Egito (via Palestina) e Síria. onde permaneceram por algum tempo Terá e seu filhos depois de deixarem Ur. Jerusalém: (Ver estudo adiante sobre cidades principais do Grupo Palestino) . 5.quando o povo de Judá foi levado cativo para aquela região. cerca de 500 quilômetros a noroeste do Golfo Pérsico (250 quilômetros ao tempo de Abraão. no planalto sentetorial da Mesopotâmia. em torno do local da torre de Babel.

que mantinham relações com regiões as mais distantes. Tiro. Foram as cidades fenícias Tiro e Sidom as únicas em território estrangeiro que Jesus vistiou durante o seu ministério terreno (Mt 15.C. parece. atraindo inúmeros estudantes de todas as regiões. Ao tempo de Davi e Salomão. Foram os Tírios navegantes e comerciantes famosos. os sidonios. distante ceca de nove quilómetros do Mar Pireu. tanto no Antingo quanto no Novo Testamento. Um dos reis sidonios. na África setentrional. Hoje seu nome é Saida. Foi arrasada. é freqüentemente referida na Bíblia.C. muitas vezes. Segundo pode-se concluir das referências biblícas. Atenas era celebre como centro da ciência. e reconstruída. sendo seu porto comercial mais próximo Falero. Hirão. depois de sete meses de cerco. manteve estreita amizade com Israel. (At 27. fundada em 1156 a. O nome moderno desta cidade é Sur. É mencionada muitas vezes nas Escrituras Sagradas. pelos conquistadores. Cidade antiga e muito importante da Fenícia. Este é o nome da capital da Ática.1 – 16). o rei de Tiro. não mantiveram as mesmas relações com os hebreus como os de Tiro.. 9. C. que em 1834 tornou-se a capital de todo reino da Grécia. porto marítimo do Mediterrâneo. ajudando comsua madeira e artíficesa construir os palácios e o templo (2Cr 2. era pai de Jezabel.. Conforme relatos de escritores e historiadores antigos (Hérodoto e outros). foi sepultado na basílica cristã de Tiro.8. cerca de 30 quilômetros ao norte de Tiro. transferindo-se mais tarde para uma ilha próxima a fim de resistir melhor aos constantes ataques dos inimigos. onde havia um grupo de cristãos.C. tomou a ilha de Tiro em 332 a. quando de sua viagem a Roma. a terrível mulher de Acabe. A importância desta cidade foi tão grande que os historiadores da antiguidade freqüentemente referiam-se aos sidonios como sinônimo de fenícios. um dos notáveis pais das Igreja Cristã. Mas Alexandre. o Grande. rei de Israel. De início a cidade foi edificada sobre um pequeno promontório. um dos estados da Grécia. que morreuem 254 d. sua fundação remonta a 2750 a.Orígenes. 21 – 31). tendo construído um molhe através do estreito que a separava do continente. Outra cidade importante e muito antiga da Fenícia. Paulo tocou em Tiro no final de sua terceira viagem missionária.C. As As referencias . da literatura e das artes do mundo antigo. Paulo atracou neste porto. Sidon. no século 9 a. Etbaal. Foram eles que fundaram Cartago.3) onde tinha amigos 10 Atenas.

bíblicas a esta cidade são todas elas relacionadas com a obra missionária de Paulo (At 17. na margem esquerda do rio Tibre.. 1 Ts 3. Era a um só tempo o porto mais importante do Egeu oriental. . A data de fundação. universalmente aceita. seu teatro com capacidade para 25 mil pessoas assentadase seu hipódromo eram de fama mundial. a capital da Ásia Proncosular e o entrocamento das duas estradas mais importantes (leste – oeste e norte – sul) da grande península ao tempo dos romanos. 11 Éfeso. ficou ali durante dois anos e três meses (At 19. que levou 220 anos para ser construído e tinha 55m de largura por 122 m de comprimento. 1.C. aos Colossences e a Filemom. aos Filipenses. Cidade das mais antigas da península itálica.C. edificada sobre sete colinas. Famosa por ter sido a capital política e cultural do mundo por vários séculos. 15 – 18. 8 – 10) entre os anos 54 e 57 d. Paulo esteve preso em Roma durante dois anos e dali escreveu quatro epistolas: aos Éfesios. na costa ocidental da península. localizada na margem direita do rio cayster. cerca de 18 quilômetros da desembocadura deste com o mar Egeu.C. Paulo.. na província de Lídia.1). é 753 a. cuja origem remonta ao século 11 a. A cidade mais importante da costa ocidental da Ásia Menor. Ao tempo do apóstolo Paulo a “Cidade Eterna” como é chamada já possuía cerca de 1 milhão de habitantes. reconhecendo a importância estratégica de Éfeso. Seu magnífico templo consagrado à deusa Diana (Ártemis dos gregos). realizando o seu maior trabalho missionário. a 24 quilômetros da desembocadura deste no mar Tirreno. 12 Roma.

patriarca importante de quem descende Abraão. Canaã ou Terra de Canaã É o nome mais antigo por se tratar da terra habitada pelo neto de Noé.1. Nome cuja origem uns atribuem a Éber. tanto no Antigo Testamento. como nos escritos profanos. Literalmente significa “habitante de terras baixas”. De muitas passagens bíblicas depreende-se que este era o nome para designar o território entre o Mediterrâneo e o rio Jordão.( o grande divisor natural de regiões do antigo Oriente) e cujo descendentes vieram a torna-se donos da terra.1. alusão à circunstância de que Abraão veio de um país situado do outro lado do Rio Eufrates. GOEGRAFIA FÍSICA DA PELESTINA 1. 1.Terra dos Hebreus. Esta designação ocorre com freqüencia no Antigo Testamento e significa "terra pertencente aos descendentes de Jacó" a quem o Senhor colocou o nome e . designa a mesma região territorial conhecida como Canaã. 1.1. Provavelmente. e outros a Haber ou Habirú. nomes diferentes.3. ou do além". através dos tempos. termo que significa "o do outro lado.2 Terra dos Amorreus. pois os amorreus são descendentes dos cananeus. bem como tem sofrido alterações quanto à sua extensão. Canaã e sua decendência.1. Terra de Israel ou Terra dos Israelitas. a preferência dos descendentes de Canaã pelas planícies. É outro nome antigo que.4. designado assim.1 Nomes A região que nós conhecemos pelo termo Palestino tem recebido. 1.PARTE II A PALESTINA 1. 1.1.

este nome passou a ser usado para designar todo o território comprometido na benção de Jacó ( Gênesis 49:8-12) e seus habitantes foram chamados de "judeus". nesta designação incluía-se também a área pertencente à tribo de Benjamim. É o nome dado a terra de Canaã por causa da promessa de Deus feita a Abraão.8.e na qual Deus estabeleceu o seu servo e sua descendência. ao largo do Mar Mediterrâneo até o Egito. Na Bíblia este nome é dado a uma faixa de terra a sudoeste de Canaã. Após o cisma. após a conquista. banhada pelo Mar Mediterrâneo (extremo leste) em toda a extensão do seu limite ocidental. 1. 1. tocou por sorte à tribo de Judá.1. Terra da Promessa ou Terra Prometida.1.Terra Santa.este nome aplicava-se apenas ao Reino do Norte. (Gênesis 12:1-4). a 30º latitude norte. Posteriormente figuras como Plinio e Josefo passaram a chamar por este nome toda a região de Canaã. Desde os tempos do domínio romano até os dias que precederam a fundação do moderno Estado de Israel. Terra de Judá ou Judéia. A princípio este nome se referia somente à área que. 1. 1. particularmente do nascimento.de cujos doze filhos formaram-se as doze tribos que constituíram o povo de Israel.5. Quando o povo de Deus voltou do cativeiro babilônico e reorganizou a sua vida nacional.1. na distribuição da terra de Canaã. a terra habitada pelos filisteus.ou seja.2. assim formando o Reino de Judá. quando de sua chamada.6. Localização Localizada no continente asíatico.7. Palestina era o nome mais usado. por ter sido aquela terra palco de maravilhas divinas. mais ou . Palestina Este nome deriva-se do termo Filístia. ministério e sacrifício do Filho de Deus em favor dos homens. Depois da divisão do reino de Israel.1. É a designação dada pelo profeta Zacarias em (2:12) e pelos cristãos desde a Idade Media. 1.

3. igualmente passagem inevitável dos exércitos conquistados das grandes portências ao seu redor.1 Planícies . bem como entre o Norte e o Sul. quando foi invadida pelos reinos ao seu redor. a Palestina era um pouco maior que o Estado de Sergipe.4. Limites A Palestina limita-se: ao norte com a Síria e Fenícia. as devastações sofridas pela Palestina em repetidas ocasiões durante a sua história. e do ponto de vista político. quando pela conquista anexaram-se vários territórios vizinhos. 1. a Palestina constituía-se num centro de gravidade para mundo e as civilizações da antiguidade. 3 Vale do Jordão. Do ponto de vista comercial. 1. sendo o seu comprimento em direção do norte para o sul . Superfície A superfície da Palestina variou consideravelmente no decorrer dos tempos. a Transjordania. 4 Planalto Oriental. 2 Região montanhosa central. ao Leste – com partes da Síria e partes da Arábia.5. Para um estudo mais detalhado da topografia da Palestina vamos seguir o esquema a baixo: 1.menos equidistante dos pontos principais do Mundo Antigo. ao Sul – com Arábia. 1.de aproximadamente 250 quilômetros e largura media de 120 quilômetros. Naturalmente estes são os limites médios ou prevalecentes da história política da Palestina. havendo épocas em que eles sofriam algumas modificações resultantes das conquistas ou perdas nas lutas com as nações vizinhas. Entretanti em termos médios. ficava na rota obrigatória do trafego entre o Oriente e o Ocidente. ora sendo mais extensa. ou zona montanhosa de Galaad.5 Topografia De um modo geral os geógrafos modernos costumam dividir a Palestina em quatro secções longitudinais: 1 Planice da costa do Mediterrâneo.ora sendo mais reduzidas. Como nos dias dos reis Davi e Salomão. Comparando com as superfícies dos estados brasileiros. a Oeste – com o mar Mediterrâneo. (desrto arábico). podemos dizer que a sua superfície é de cerca de 30 mil quilômetros quadrados.

(1) Planície do Acre ou Aco – região do extremo noroeste da costa palestínica. que foi a capital do Reino do Norte ao tempo de Acabe e Jezabel. a planície que traz este nome é considerada a maior da Palestina e a mais famosa. Para o leste desta cidade desce o Vale de Jesreel até atingir o Jordão na altura de Bete-Sea. Devido a sua posição estratégica. Região muito fértil. semeada de colinas baixas e muito fértil. cujo o nível é ligeiramente mais elevado que a da planície da Filistia. com cerca de 75 quilômetros de comprimento por 25 de largura. a planície foi palco de inúmeras batalhas desde os dias de . Confluência de três vales. Jesreel. junto da costa sul. Eram as fortalezas da planície. produzindo em abundância cereais e frutas. pela sua extensão e aspecto do conjunto é preferível qualificá-la de planície. alargando-se na direção das montanhas da região central à medida que avança para o sul. produzindo principalmente trigo. no sudeste da Palestina. (5) Planície de Jesreel ou Esdralon. como ao vale que toma a direção leste. No ângulo suleste da planície fica o local da antiga e importante cidade fortificada de Jesreel. é o mais importante. dos quais o central. De modo que a cidade empresta o seu nome tanto a planície que se estende para o noroeste da mesma. ou seja. As cinco cidades principais dos filisteus. (2) Planície de Sarom – Região compreendida entre o monte Carmelo e a cidade de Jope. via de comunicação natural entre Damasco e Mediterrâneo. ao sul da Fenícia e que se estende até o Monte Carmelo. Está situada entre os montes da Galileia e os de Samaria. (3) Planície da Filístia ou marítima– A faixa de terra habitada pelos filisteus. Ecron. também chamada de Armargedon – Embora possa também ser classificada como vale. entre Jope e Gaza. Ascalom e Gate. eram: Gaza. bordejando a Baía do Acre. (4) Planície de Sefelá – Região situada entre a planície da Filístia e as montanhas de Judá ao oriente. Esta planície é particularmente conhecida pelos famosos lírios e outras variedades de flores. Azoto. alargando-se para o noroeste até as fraldas do Monte Carmelo e sul dos Montes Líbanos. fortemente muradas. uva e oliva.

426 metros a baixo do nível do Mar Mediterrâneo. O nome profético desta planície . (2) Vale de Jesreel. Po este vale corre o célebre rio Jordão. que lhe empresta o nome. e termina no vale do Jordão na altura de Bete-Seã. cerca de 100 metros. no qual se deu o apedrejamento e queima de Acã e toda a sua família. na época dos Juízes. (Ap 16. Existem outras planícies menores espalhadas pelo interior da Palestina.2. que significa “Montanha de Magedo ou Megido” é uma associação de fundo histórico com sangrentas batalhas ocorridas perto da cidade de Megido. numa distância de 215 quilômetros em linha reta desde Hermom até o Mar Morto. O vale de Jesreel tem o seu começo nas cabeceiras do ribeiro de Jalud. começando ao sapé do monte Hermom. alargando-se para 3 quilômetros logo a baixo do Mar da Galileia. ao sul de Jericó. a de Moabe. para caracterizar as futuras dores e os triunfos do povo de Deus. Este fica entre as terras de Judá e Benjamim. Situa-se na região de Sefel. Este é o maior vale da Palestina. desembocando no Mediterrâneo ao norte do Monte Carmelo. onde se deu a vitoriosa batalha de Josué com os amorreus quando o sol . aqui vamos enumerar e localizar os principais: (1) Vale do Jordão. O rio Quison (Kishoi) atravessa a planície longitudinalmente. como a de Jericó. no seu ponto final. e tornando a estreitar-se pouco antes do Mar Morto. Não se deve confundir este vale com a planice do mesmo nome.Armargedon. a de Genezaré etc 1. (4) Vale de Aijalom. ao sul da planície. (3) Vale de Açor. confusão que ocorre frequentemente pelo fato de alguns autores chamarem a planície também pelo nome de Vale deEsdraelon.5. chegando a 15 quilômetros na região de Jericó.Vales A Palestina é terra de muitos vales. No seu ponto inicial é muito estreito. no extremo norte. a de Dotam. no extremo sul. .16). a 24 quilômetros a nordeste de Jerusalém. que serpenteia pelo mesmo.Gideão. de leste a oeste. É o vale que chega a maior profundidade de toda a face da terra. corta o país longitudinalmente até o Mar Morto.

parou sobre Gibeom e a lua sobre o vale de Aijalom. no qual se levanta a célebre cidade de Hebrom. desde o sul do Montem Hermon até o vale por onde corre o rio Yarmuque. e o Planalto Oriental. (2) Planalto Oriental – Fica ao oriente do Jordão. Planalto de Basã ou Auran. foi deste vale que os espias levaram a Moisés um cacho de uvas tão pesado que foram preciso dois homens para transportá-lo. entre os montes Gerizim ao sul e Ebal ao norte. (7) Vale de Sidim. c) Planalto de Judá. É a região mais fértil para o plantio de trigo e . 3 – 10. (8) Vale de Siquém. tudo faz crer que este é o valoe onde se encontra hoje o Mar Morto. a oeste de Hebrom. Conforme Gênesis 14. (5) Vale de Escol. Outros vales menores serão mencionados mais adiante em relação a diversos acidentes geográficos. correndo na mesma direção do anterior. Situado no centro de Canaã. (6) Vale de Hebrom ou Manre.5. Segundo Números 13. é o vale mais largo dos três “wadis” que desembocam na planice de Moabe a nordeste do Mar Morto. estendendo-se na direção noroeste da cidade de Siquém. também subdivide-se em três partes distintas: a.300m. Sua extensão mede-se em 18 quilômetros de comprimento na direção do Mediterrâneo. queé a reigão da Galiléia ao norte. entre Betel e Hebrom. A altitude de ambos varia entre 650 e 1. ao sul. Neste vale está o poço de Jacó. a região de Samária ao centro. tem cerca de 12 quilômetros de comprimento. 1. (9) Vale de Moabe. Fica a cerca de 30 quilômetros a sudeste de Jerusalém. Planalto de Naftali. provável região de Sodoma e Gomorra. que pode ser considerado como continuação do Ante – Líbano.3 Planaltos Dois sãoos planaltos gerais da Palestina: O Planalto Central. famoso pela sua fertilidade especialmente a dos vinhedos. por 9 de largura. chamada atualmente Nablus. especialmente a pare do sul do mesmo. 22 – 27. b) Planalto de Efraim. famoso pelo encontro de Jesus com a samaritana. (1) Planalto Central – Subdivide-se em três seções:a. que corre pelo centro do país na direção nortesul. em cujas cercanias fixou-se por longo tempo a família de Abraão.que é como a continuação dos Montes Líbanos.

entre Yarmuque e Hesbom. mais acessível a este.a leste da última parte do curso do Jordão e Mar Morto até o rio Arnon. os montes de Basã. deu o nome a toda a região. a Elias no Monte Horebe etc. Nas tradições mais recentes já se usa a expressão “região montanhosa de Naftali” da qual os quatro montes abaixo destacados são os mais importantes. também região de grande fertilidade.Monte de Naftali –usada nas antigas traduções da Bíblia designa todo o conjunto montanhoso do norte ocidental da Palestina. Esta já é a região mais rochosa entrecortada de prados de exuberantes pastagens. os de Gileade e os de Moabe no Planalto Oriental. 1. 1. em todos os sentidos. c. Neste temor parece que os hebreus expressavam a superioridade.5. Planalto de Gileade. . Também Deus geralmente falava aos líderes do pov onosmontes – assim falou a Moisés no Monte Sinais. a elevação e a distancia entre a criatura e o Criador. o qual. A. mascomo qual o homem pode ter comunhão. cortado pelo Jaboque. Assim teremos os montes de Naftali. ocupando a área mais extensa. Os Montes de Naftali A expressão no singular.4 MONTES É interessante notar a atitude dos hebreus para com os montes. Podemos dividir os montes da Palestina em dois grupos gerais: Os montes Palestínicos propriamente ditos e os montes transjordânicos. Zebulo. Planalto de Moabe. um Deus transcendente. depois. acima do homem.pastagem de gado. Daí nota-se um certo temor pelos montes. Isto certamente concorreu para a formação do conceito que eles tinham de Deus como estando. sendo que a última. b.Neles este povo via a justiça e a grandeza de Deus reveladas na natureza. As numerosas e variadas experiências religiosas e militares frequentemente estiveram relacionadas com os montes. Issacar e Naftali.coube às tribos de Aser. por ocasião da conquista de Canaã por Israel. abrangendo a alta e a baixa Galiléia. os de Efraim e os de Judá no Planalto Central. Montes Palestínicos Propriamento Ditos O estudo dos montes obedeerá a subdivisão dos planaltos já estudados.

pouco acima do sopé.32. razões fortes fizeram crer que a transfiguração teria ocorrido em alguma elevação do lado sul do monte Hermom. Note-se que este monte ou serra forma . com ampla vista para o Mar da Galileia. jardim” – isto provavelmente devido a proverbial fertilidade que nos tempos idos cobria vastas áreas de sua cobertura. que mais tarde a mãe de Constantino. formando. Santa Helena.a) Monte Hatin. Seu nome significa “campo fértil. O ponto mais alto desta serra fica na extremidade sudeste –cerca de 575 metros – em cujas imediações havia um altar antigo. transformou em três templos. d) Monte Carmelo. chegando a construir em seu topo marcos comemorativos do acontecimento. mas copada. ao norte. Por se tratar de lugar pitoresco. Na realidade o Carmelo é uma pequena cordilheira com cerca de 30 quilômetros de comprimento por 5 a 13 de largura que pende do Mediterrâneo para sudeste Palestina adentro. referido em Ireis 18. Este fica a sudeste da planice de Jesreel e tem forma alongada.onde se localiza a cidade de Haifa. Na historia do Velho Testamento este monte tem significação importante devido às batalhas ocorridas junto ao mesmo. Cornos de hatim localiza-se a oeste do Mar da Galiléia. No segundo século da nossa era grandes teólogos pensaram que a transfiguração de Jesus se dera ali.formando um promontório ao sul da Planície do Acre (Acho ou Ashet) e é a única parte do território da Palestinaque avança Mar Mediterrâneo adentro. Ao lado norte do monte corre o rio Quison em cuja margem Elias mandou exterminar os profetas de Baal em fuga. lugar do desafio lançado pelo profeta Elias aos profetasde Baal e consequente fracasso destes. Seus flancos são íngremes e escarpados. a Baía do Acre. localiza-se também na Galiléia.fazendo parte do pequeno conjunto chamado. na parte nordeste da planície de Jesreel ou Esdraelon. julga-se ter sido ali o lugar onde Jesus reuniu os seus discípulos e proferiu o célebre Sermão do Monte. b) Monte Tabor: Com 615m de altitude.Este é o único monte que se destaca do Planalto Central na direção oeste. Inesquecível pela morte de Saul e seu filho Jõnatas na batalha contra os filisteus. como sejam: a de Baruque e Débora contra Sisera (z 4) e de Gideão contra os reis midianitas (Jzs 8). porém. c) Monte Gilboa. um paraJesus. razão pela qual também é conhecido como “Monte das Bem-Aventuranças”.cerca de 180m – tendo no lado oriental uma meseta. Posteriormente. coberta de vegetação rearefeita. É de pouca altitude . medindo 13 por 5 a 8 quilômetros e altura de 543 metros. outro para Moisés e outro para Elias.

e destenome. como se deduz da conversa de Jesus com a mulher samaritana junto ao poço de Jacó que ficava a beira da estrada que passava pelo vale de Siquém. conforme determinação de Moisés (Dt 11. por suavez. Jr 31. constituindo a Manassés sumo-sacerdote do mesmo. o Gerizim. acima do vale (940m do Mediterrâneo). os sacerdotes. tem uma atitude de 300 m acima do vale (1. apresentando em seus flancos inúmeras cavernas que pela sua conformação interna algumas parecem (algumas) ter sido habitadas. respondendo o povo das seis tribos reunidas no Ebal com um amém. nos dias de Jesus ainda os samaritanos continuavam a celebrar o seu culto no alto do monte Gerizim (Jo 4). reuniu seis tribos num monte e seis no outro. respondendo. para que de um dos montes. a meia tribo de Manassés e um pouco da de Benjamim. e fora expulso do sacerdócio judaico de Jerusalém por ter esposado uma mulher estrangeira (Ne 13. sob o governo de sambalá. depois do cativeiro babilônico dos judeus. 27. os levitas e os anciãos no vale. É que.7. a) Monte Ebal. com um amém. Este era genro de Sambalá. Possui uma história particular.015m acima do nível do Mediterrâneo) e é árido e escarpado. o templo fosse destruído por João Hircano. Embora mais tarde. ficando a arca.29. em 129 a.30 -34). situado ao norte de Nablus. b) Monte Gerizim. antiga Siquém. e) Monte de Efraim: É a região montanhosa que abrange principalmente a área que coube a tribo de Efraim. Uma delas é assinalada como “Gruta de Elias”. também conhecidos como o Monte da Maldição e o Monte da Benção.C.5. 6). Também com referencia a esta região. Fica ao sul do vale de Siquém.28). em algumas traduções mais antigas fala-se em singular – Monte de Naftali. o Ebal. com apenas 230m. porque Josué. também árido e escarpado. o governador. os samaritanos. fossem lidas as bençãos para os que guardam a lei do Senhor. fossem pronunciadas as maldições que viriam sobre os infiéis.uma barrreira entre as planícies Esdraelom ao norte e Sarom ao sul. construíram um templo rival ao de Jerusalém. bem como Monte de Israel e Monte (ou montes) de Samária (Js 20.. .1 – 13). Os mais importantes destes montes são Ebal e Gerizim. Dizem os que tem visitado o vale de Siquém que os dois montes de fato forma uma espécie de anfiteatro em que os efeitos acústicos permitem distinguir num dos montes e no vale a voz de uma pessoa que fala do outro nome. as tribos reunidas no Gerizim (Js 8. que hoje é um santuário muçulmano.

Fica a leste de Sião. tendo Davi levado para Sião a arca. este nome deisgnava não propriamente um monte.. Este monte faz parte de uma pequena cordilheira. A cordilheira apresenta quatro elevações distintas.1). e finalmente perder-se nos desertos de Zim e de Edom.9. baixando-se depois na direção sul. fazendo dela a capital do seu reino (2Sm 5. 6 – 10). Os montes de Judá. Mais tarde.2. que corre do norte para o sul no lado oriental do vale de Cedrom que o separa do monte Moriá. Quando a arca foi transferida para o templo que Salomão construiu no monte Moriá. este monte passou a ser considerado monte sagrado. foi profundamente alterado através dos séculos pelos aterros e edificações.É um monte com cerca de 800m de altitude. a que fica defronte do monte .As principais elevações que devemos considerar neste conjunto montanhoso são as da região de Jerusalém (ou Aglomerados de Jerusalém). uma região. principalmente no seu lado ocidental. Várias são as atitudes atribuídas a este monte. tomou. “o nome Sião compreendia também o templo”. Segundo Gênesis 22.comandando os homens da tribos de Judá e Benjamin (em cujos termos achava-se a cidadela até então não conquistada). separado deste pelo Vale de Tiropeon. separada por vales formosos opor onde correm riachos com suas vertentes para o Mediterrâneo ou para o Mar Morto. o aspecto primitivo deste monte. devido a sua posição privilegiada. É de forma alongada e pende na direção norte-sul. se prestava bem para a defesa da cidade de Jerusalém e que Davi. e daí por diante designava freqüentemente toda a cidade de Jerusalém. Monte de Judá.Geralmente é aceito que foi neste monte que Abraão levantou um altar e preparou-se para sobre o mesmo sacrificar o Isaque. desde 798 até 900m (parce que a primeira é a mais aceitável). ou ainda Montanhas de Judéia. Cerca de um milênio depois. para elevar-se novamente nos arredores de Hebrom. Salomão construiu nesse mesmo lugar o famoso tempo de Jerusalém (2Cr 3.C. logoquesefez rei de todo o Israel. 10). Trata-semais de uma série de elevações. com cerca de três quilômetros de comprimento. mais baixa era chamada Ofel. Até algumas décadas atrás discutia-se sobre Sião ou Ofel estava a antiga fortaleza dos jebuseus que. c) Monte das Oliveiras. em sua forma singular. o mais alto dos montes da cidade de Jerusalém. ou . seu único filho (Gn 22. a) Monte Sião . sendo que a mais baixa. Todo o conjunto montanhoso que se estende ao sul dos montes de Efraim é denominado na Bíblia Montes de Judá. b) Monte Moriá. sendoque a parte sul. mas sim. elevando-se mais na região deJerusalém. Hoje não há dúvida que a fortaleza achava-se sobre Ofel.

de forma levemente arredondada. pronunciando as palavras proféticas referentes à sua destruição (Lc 19. ao sul pelo Vale de Yarmuque e a oeste pelo Jordão e Mar da Galiléia. Foi deste monte que Jesus. indo até a parte norte do Mar Morro. a leste pelo deserto da Síria e parte do deserto da Arábia. Na conquista. Montes Tranjordânicos Estes também chamados Montes do Planalto Oriental (ou Montes de Galaada ou Gileade). porém 320m acima de sua base. d) Monte da tentação ou da quarentena.morto pelos israelitas ainda sob o comando de Moisés .5 possa nos levar a aceitação do que diz a tradição.e cuja cama de ferro media cerca de 4 m de comprimento por 1. esta região coube a meia tribo de Manassés. igualmente podem ser agrupados nas três regiões distintas em que se dividem as terras para o oriente do Jordão. pois se encontra já na depressão do Vale do Jordão.15.80 de largura (Dt 3. Para este monte Jesus se dirigiu muitas vezes. Jericó e outras partes do Oriente. embora a inferência por Lucas 4. Planalto Oriental. Não se trata de uma certa elevação e sim de um largo e fértil conjunto montanhoso na parte norte. Vários eram os caminhos que rodeavam o monte.Moriá. Na sua base ocidental fica o jardim de Getsemane e nos seus flancos há abundancia de oliveiras. ao sul de Yarmuque. a) Monte de Basã. É o monte a que se refere o Salmo 68. cujo último rei foi Ogue . Outro conjunto montanhoso. alguns deles passavam pelo seu cume. Nos dias de Abraão esta parte da Transjordania era habitada pelo povo de gigantes chamados Refains. A tradição assinala como local onde Jesus foi tentado logo após seu batismo. 28-44). a qual os Arábes chamam . levando os viajores para Betfagé. b) Monte de Galaada ou Gileade. dividido ao meio pelo ribeiro de Jaboque. com apenas 98m acima do nível do Mediterrâneo. 2. 120 metros acima do Cedrom e cerca de 60 metros sobre o platô do Templo no monte Moriá. As escrituras não o identificam. Na parte sul há uma montanha mais elevada. Fica cerca de 29 quilômetros a sudeste de Jerusalém. É este o monte das Oliveiras propriamente dito. limitado ao norte pelo Hermon. chorou sobre ela. tem 820 metros de altitude acima do nível do Mar. olhando para a cidade de Jerusalém. Betânia.11).

36). 1 Mares (1) Mar Mediterrâneo. de onde Moisés contemplou a Terra da Promessa e onde morreu (Dt 34. 24. c) Montes de Moabe. mares. que é um conjunto de elevações da parte central do Planalto Oriental.1). esta parte da Transjordânia era conhecida como Peréia. Balaão contemplou o acampamento de Israel na planície e o abençoou pela terceira vez. Esta foi a terra de Elias. Este monte fica pouco a nordeste de Nebo. 1.5. chamado “montes de Abarim” com as seguintes elevações: a) Nebo ou Pisga (Dt 34. 25). como era o desejo de Balaque. A cerca de 15 quilômetros ao leste da foz do Jordão e por trás da planice de Moabe. Esta região coube à tribo de Gade por ocasião da conquista e foi o primeiro território conquistado pelos Israelitas (Nm 21. o fato é que a região ocupada por moabitas ao sul da Transjordânia e ao oriente do Mar Morto é bastante montanhosa. apontando este último como um pico daquele. Também conhecido na Bíblia como o Mar Grande e “Mar Ocidental”. cujo rei era Seom. com 800m de altitude. Dt 2. É de pouca profundidade na costa palestina. 28 – 24.1). a saber. destacando-se o conjunto mais próximos do Mar Morto. A linguagem bíblica parece que usa a designação Monte de Gileade com referência à região toda. entretanto não há certeza disto. assim impedindo a aproximação de navios de . rei de Moabe (Nm 23. o grande profeta de Israel (IRs 17. b) Monte Peor.1-6). Do cume deste.Ainda que não se encontre na Bíblia uma expressão precisamente Montes de Moabe e sim “campo de Moabe” e “país de Moabe”. quando era para ser amaldiçoado. até então dominado pelos amorreus. Talvez este fosse o monte que deu nome a região toda. lagos e rios.de Jeber Jilade. Este Mar banha toda costa ocidental da Palestina. No tempo do Novo Testamento. Alguns autores fazem distinção entre os montes Nebo e Pisga.6 Hidrografia A Hidrograma da Palestina pode ser dividida em três partes.

foi lhe dado pelos geógrafos e historiadores antigos do século II da nossa era. antes o isolava do mundo. era de pouca procura pelos navegantes. do ponto de vista político-militar. O seu nome atual. Na parte sudeste (na altura do terço inferior) há um promontório ou península. o Mediterrâneo constituía para a Palestina uma vasta defesa natural de sua fronteira ocidental. Creata e Malta. Neste mar foi lançado o profeta Jonas quando fugia da missão recebida.1). Mar de Tiberíades (Jo 21. cidades que. parece tiveram lugar no sul do Mar Morto. razão por que o Mediterrâneo não funcionava para Israel como caminho marítimo. Pausanias (grego) e Justino (romano). É de forma ovalada. “Mar Oriental”. As suas costas são mais planas no lado ocidental e bastante acidentadas e escarpadas no lado oriental.11). hoje coberto por um pantanal betuminoso. II Rs 14. as populações adjacentes o tem chamado de mar. É o segundo lago equilibrador das . na mais profunda depressão do globo. das quais destacamos Chipre. O único porto do Mediterrâneo de que se valiam os israelitas era Jope. Fica na foz do rio Jordão. destinados à construção do templo de Salomão em Jerusalém. Jl 2. Asfaltite (Josefo). medindo 76 quilômetros de comprimento na direção norte-sul e 17 quilômetros de largura. Na verdade tratase de um lago de água doce formado pelo rio Jordão. em razão das enormes jazidas de sal no sul e da excessiva evaporação. Mar do Arabá e Mar da Planície (Dt 3. Entretanto. Mar Morto. Assim. mas. 2) Mar Morto – Também conhecido pelos nomes de “Mar Salgado”. devido a esses arrecifes e os bancos de areia. chamada Lisã ou língua.20. devido as suas dimensões avantajadas e temporais violentos que freqüentemente o agitam. onde há um pequeno promontório com um alinha de arrecifes. Por suas águas navegou o apóstolo Paulo mais de uma vez em suas viagens missionárias. Neste mar ficam as ilhas referidas na Bíblia. preferindo estes os portos fenícios.25. com seu nível a 426m abaixo do nível do Mediterrâneo e com 400m de profundidade máxima que se verifica na parte norte.1) e Lago de Genezaré (Lc 5.maior calado mesmo dos tempos antigos. 3) Mar da Galiléia . “Mar de Ló. com cerca de 25% de salinidade. entre os montes de Judá e os montes de Moabe. devido ao aspecto triste e desolador que domina a região. O fato bíblico mais importante relacionado com este mar é a destruição de Sodma e Gomorra. As suas águas são as mais densas da superfície da terra.17.Também conhecido pelos nomes de Mar de Quinerete (Nm 31. Por este mar foram levados os famosos cedros do Líbano para Jope.

especialmente ao norte. como Cafarnaum. 1) Bacia do Mediterrâneo a) Belus – Segundo se crê. Betsaida.águas do Jordão. na direção do Mediterrâneo. É torrente que se manifesta somente na época das chuvas. pronunciando preciosos ensinamentos (Sermão do Monte) e aparecendo aos discípulos após a ressurreição. Mede aproximadamente 24 quillômetros de comprimento por l4 de largura. Magdala. andando sobre o mar. Também era formado pelas águas do Jordão. e modernamente como lago de Hulé (nome árabe). é muito agradável. . As cidades das margens do Mar da Galiléia e as próprias praias e águas deste foram palco de acontecimentos importantes do ministério terreno de Jesus operando milagres. também conhecido como Águas de Merom (Js 1. despejando as suas águas na Baía de Acre. alimentando milhares com a multiplicação de pães. Corazim. sendo o primeiro o de Meronm que fica 20 quilômetros ao norte. Suas águas são claras e muito piscosas. trata-se de Sior Libnate referido em Josué 19. enquanto do lado ocidental e na direção noroeste estendem-se planícies férteis com cidades importantes.5. As suas margens do lado oriental são montanhosas. tendo seu nível 225m abaixo do nível do Mediterrâneo e profundidade média de 50 m. Corre a sudoeste dos termos de Asser. como o Mar da Galiléia. propício à lavoura e pecuária. 2) Lagos Um único lago encontramos no território palestínico o Lago de Merom.7). O clima da região. Genezaré.26. pouco ao sul da cidade de Aco (mais tarde denominada Ptolemaide e Acre). apaziguando a tempestade. Tiberíades e outras. e localizava-se a 20 quilômetros ao Rios Os rios Palestinícos são distribuídos em duas bacias hidrográficas: Bacia do Mediterrâneo e Bacia do Jordão.

verte no Mediterrâneo sete quilômetros ao norte de Jope. b) Quisom (ou Kishon) .8 e 17. não identificado. são famosos pelos vinhedos de uma espécie de uva síria muito apreciada. sendo os cadáveres dos seus soldados arrastados pela corrente do mesmo (Jz 5. encontramos em I Samuel 23. cidade de Dalila.Nascendo nas montanhas de Judá. por sinal largo e fértil.9 como limite entre as terras de Manassés e Efraim.Outro wadi ou torrente dos meses de chuvas. Montes da Galiléia.21). Foi junto deste rio que Baraque derrotou Sísera. Quanto às referencias bíblicas ao ribeiro. ao norte da Filistia. Segundo Juízes 14.4. mulher filistéia que cavou a ruína de Sansão. É mencionado em Josué 16. o seu nome provavelmente devese a um monte. que atravessa a região de Sarom na direção lesteoeste e deságuam no Mediterrâneo perto de Jope.É outro ribeiro. atravessando a Planície de Sarom. a sudoeste de Jerusalém. seguindo a direção noroeste. nas proximidades deste rio ficava Timná. ao passo que no verão são escassas. e Elias matou os profetas de Baal depois do célebre desafio no Monte Carmelo (I Rs 18.32.permanecendo seco o seu leito por quase dois terços do ano. c) Caná . f) Besor . corre na direção noroeste ao largo do Monte Carmelo até desaguar no Mediterrâneo.30e 1 Crônicas 1.30).40). As suas águas são impetuosas e perigosas durante o inverno. que nasce perto de Siquém e.Este é o mais volumoso de todos os wadis que desembocam no Mediterrâneo. despeja suas águas no Mediterrâneo entre Jope e Acalom. este wadi.Este é o maior rio da Bacia do Mediterrâneo e o segundo da Palestina. Nascendo das pequenas correntes de Gilboa e Tabor. e recolhendo outras águas da Planície de Esdraelom. e) Sorec . Os flancos suaves do vale que ele percorre. É um dos chamados Wadis que são abundantes na Palestina. d) Gaás .1-5 e 16. perto do qual foi sepultado o grande líder Josué (Js 24. passa ao largo de Berseba pelo lado sul desta cidade e lança-se no mar à uns oito quilômetros ao sul da cidade . na parte sul da Baía de Acre. Nasce no sul das montanhas de Judá. wadi.

de Gaza. Seu nome moderno é wadi Sheriah. É mencionado nas Escrituras em I Samuel 30.1-25, no episódio da libertação dos habitantes de Ziclague das mãos dos amalequitas, por Davi e seus seiscentos homens, dos quais duzentos haviam ficado junto de Besor, cansados, para guardar a bagagem. Bacia do Jordão - Este é o rio principal da Palestina e corre na direção norte-sul, assim dividindo o país em duas partes distintas - Canaã propriamente dita e Transjordânia. Seu nome significa declive ou o que desce. o Jordão origina-se da confluência de quatro pequenos rios, a 1 quilômetros ao norte do Lago de Merom, cujas cabeceiras - menos as do primeiro - encontram-se nos flancos ocidental e meridional do Monte Hermom. São eles: Bareighit, o mais ocidental e cujas fontes não se alimentam das torrentes do Hermom. Hasbani, o mais longo - cerca de 40 quilômetros de extensão - e tem sua nascente na encosta ocidental do Hermom, a 520m de altitude. Ledan, o mais volumoso porque se origina de muitas fontes nas proximidades da antiga cidade de Dã, nosopé meridional do Hermom, e cujo leito pode ser considerado como começo do Vale do Jordão;por ser o braço central das nascentes do grande rio. Banias, a mais oriental das quatro nascentesdo Jordão, a mais curta, de apenas 8 quilômetros, porém a mais bela, que jorra de uma imensagruta na encosta meridional do Hermom, pouco ao norte da antiga cidade de Cesárea de Filipe,da qual hoje resta apenas uma pequena aldeia cujo nome moderno é Banias.Costuma-se dividir ocurso do Jordão em três trechos, para um estudo mais detalhado: o primeiro trecho, ou seja, aregião das nascentes, é o que acabamos de descrever nos seus aspectos mais setentrionais e quevai até o Lago de Merom. Depois da junção das quatro nascentes, o Jordão atravessa uma planíciepantanosa numa extensão de 11 quilômetros e entra no Lago de Merom. Neste trecho a sualargura varia muito e a profundidade vai a 3 e 4m. O segundo trecho, também chamado o JordãoSuperior, compreende o rio entre o Lago de Merom e o Mar da Galiléia, extensão esta de cerca de20 quilômetros. E um trecho quase reto, com um declive de 225m o que tornam as suas águasimpetuosas e provoca um enorme trabalho de erosão. A força da impetuosidade das águas do Jordão neste trecho é tanta que quase 20 quilômetros Mar da Galiléia adentro ainda se percebe asua correnteza. Neste trecho o terreno é rochoso, de vegetação média e a largura do rio variaentre 8 e 1 5m. o terceiro trecho, ou o Jordão Inferior, estende-se do Mar da Galiléia ao Mar Mortonuma distância de 117 quilômetros em

linha reta e cerca de 340 quilômetros pelo leito sinuoso dorio, tendo uma largura que varia entre 25 e 35m e 1 a 4m de profundidade. Este trecho sofre umdeclive de 200m pelo qual o rio desce precipitadamente, formando numerosos meandros ecascatas e alargando o vale até 15 quilômetros, como ocorre na altura de Jericó. Este vale élimitado quase em toda a sua extensão por verdadeiras muralhas de rocha calcária, o que tornamuito difícil a travessia do mesmo. Até o tempo dos romanos não havia ponte sobre o Jordão, demodo que a travessia do mesmo era feita em certos lugares de margens mais rasas e águas menosprofundas, chamados vaus. Um desses vaus ficava defronte de Jericó, outro, perto dadesembocadura do rio Jaboque; e o terceiro, nas proximidades de Sucote. O rio Jordão, sob todosos pontos de vista, como: geográfico, histórico, político, econômico e religioso, é o rio maisimportante do mundo antigo. Está ligada a Revelação desde os dias de Abraão até os dias de Jesus. Nas suas margens ocorreram numerosos e importantes acontecimentos, como a separaçãodas águas para o povo de Israel entrar na Terra de Canaã, sob o comando de Josué (Js 3.9-17); apermissão dada por Moisés às tribos de Rúben e Gade para ficarem na Transjordânia (Nm 32.1-32); a história de Gideão, bem como a de Jefté (Jz 7,8,10,11); as lutas políticas de Davi (II Sm 17.24,19.18); a travessia, em seco, dos profetas Elias e Eliseu (II Rs 2.6-14); a cura de Naamã, generalsírio que fora acometido de lepra (II Rs 5.1 -i 4); a recuperação do machado de um “seminarista’(II Rs 6.1-7); a anexação dos territórios dos gaditas, rubenitas e manassitas (Transjordânia) à Síriapelo seu rei Hazael (II Rs 10.32,33); o ministério de João Batista e o batismo de Jesus (Mc 1.5,9). b) Querite - Verdadeiramente não se trata de um rio perene, e sim de um wadi, torrente das épocas de chuvas, que desce dos montes de Efraim e desemboca no Jordão, pela margem ocidental, pouco ao norte de Jericó, depois de percorrer uma região agreste, povoada de corvos e águias. Em alguma gruta nas margens deste ribeiro escondeu-se o profeta Elias, por ordem do Senhor, onde foi sustentado pelos corvos que lhe levavam pão e carne todos os dias pela manhã e à tarde (I Rs 17.17). c) Cedrom - Também este não é um rio perene, porem nas épocas de chuvas tornase uma torrente impetuosa. Nasce a dois quilômetros a noroeste de Jerusalém e, correndo na direção sudeste, passa ao lado leste da Cidade Santa pelo Vale de

Josafá - que separa esta do Monte das Oliveiras - e prossegue rumo sudeste até o Mar Morto, numa distância de cerca de 40 quilômetros, por um leito profundo e sinuoso. Os principais fatos bíblicos relacionados com o ribeiro de Cedrom são: a fuga de Davi por causa da revolta de Absalão, seu filho, e a travessia de Jesus para o jardim de Getsêmane na noite de sua agonia (Jo 18.1). d) Yarmuque - Este é o principal afluente oriental do Jordão, embora não esteja mencionado naBíblia. É formado por três braços, dos quais o mais setentrional recebe águas abundantes dasvertentes orientais e meridionais do Monte Hermom e desemboca no Jordão, seis quilômetros aosul do Mar da Galiléia. e) Jaboque - É outro tributário oriental do Jordão. Nasce ao sul do Monte Gileade, corre para leste, depois para norte e noroeste, descrevendo uma verdadeira semielipse, até desaguar no Jordão, mais ou menos no meio do curso deste, entre o Mar da Galiléia e o Mar Morto, depois de terpercorrido cerca de 130 quilômetros. É célebre na história bíblica pela luta de Jacó com o anjo do Senhor, ocasião em que o nome deste foi mudado para Israel (Gn 32.22-32). f) Arnom - Nasce nas montanhas de Moabe, a leste do Mar Morto, despejando neste as suas águas. Este rio primeiramente separava os moabitas dos amorreus e depois os moabitas do território datribo de Rúben, ficando como limite meridional permanente dos territórios israelitas da Transjordânia. Os profetas Isaías e Jeremias pronunciaram condenações contra Moabe referindo-se a Arnom (Is 16.2; Jr 48.20). O missionário alemão F. A. Klein, em 1868, achou a célebre pedra Moabita nas ruínas da cidade de Dibon, que fica a quilômetros ao norte de Arnom. Esta pedracontém uma inscrição feita pelo rei moabita Mesa em 850 a.C., em hebraicofenício, que confirmaa passagem bíblica de II Reis 3.1-27.

1.5.7. Desertos Palestínicos Do ponto de vista bíblico, os desertos que nos interessam mais na área palestínica são os localizados a norte e oeste do Mar Morto, também conhecido como Deserto de Judá (Jz 1.16) ou Deserto da Judéia (Mt 3.1). O uso da forma

1. entre as cidades de Betel ao norte. fica ao sul. a vida e ministério do profeta Amós (Am 1.em parte. conjunto este que se subdivide nos seguintes desertos menores: Maon. condensama ponto de precipitá-las em forma de chuva. o clima ésubtropical ou temperado brando. ribeiro de Cedrom ao sul e Jordão a leste. Isto se deve a cinco fatores fundamentais: 1) Posição Geográfica Encontrando-se o pais entre 30º e 33º latitude norte.8 Clima Palestínico A Palestina. o segundo.5.80). 2) Topografia Acidentada Os altos montes. Porém esta condição básica. E ainda mais ao norte destes desertos ficam os de Jericó. São particularmente relacionados com Davi durante as suas fugas das perseguições de Saul (I Sm 24-26). bem como de João Batista (Lc. como o nome indica. é modificada por outros fatores. 1. .singular explica-se pela referência ao conjunto de áreas desertas a leste das montanhas de Judá até o Jordão e Mar Morto. a leste da cidade de Gabaom (ou Gideão) (IISm 2. O primeiro. embora pequena em extensão. ao sul e leste de Betel. apresenta um clima muito variado. que tentaram atacar o reino de Judá pelo sul (II Cr 20). Zife e Engedi.1). que ficam entre sul de Hebrom e o Mar Morto.os profundos vales. especialmente o Vale do Jordão. leste e oeste da história cidade. São ligados a singular vitória do rei Jeosefá sobre os seus inimigos amonitas e moabitas. Betaven e Gabaom. o terceiro.24). Mais ao norte destes três estendem-se outros dois desertos: Tecoa e Jeruel. já nos termos de Benjamim. 3) A Proximidade do Mediterrâneo Este é o fornecedor de nuvens para a Palestina que osmontes altos. como Hermon. causam profundas modificações no climacom as suas correntes aéreas frias e quentes.

tanto a abundância quanto a escassez seriam proporcionais ao estado espiritual do povo (Dt 28). 2. 5) Os Ventos As correntes úmidas do mar. a Palestina oferece também abundante variedade de produtos nos três reinos da natureza: vegetal animal e mineral. São os vapores quentes que se elevam durante o dia e são condensados pelas correntes frias das montanas e então caem em forma de orvalho cerrado sobre a vegetação ávida pela umidade. as frias das montanhas do norte e as quentes dos desertos completam a formação do clima. Em Lucas 12. que é tão quente e seca que. queima toda a plantação. Há uma corrente aérea seca e quente que vem do deserto da Arábaia (leste). Este é de vital importância na época da seca. 55.Esta variedade do clima oferece ao país também variedade de cultura e consequente riqueza. Já no Vale do Jordão.3.5). Entretanto. o termômetro marca em média 25º.4) A proximidade dos Desertos A leste e ao sul as correntes quentes dos desertos contribuem com a sua parcela na variedade do clima palestínico. Na orla do mediterrâneo o clima “é mais unifome e menos rigorososo” enquanto na região montanhosa da Galiléia. a produção da terra estaria intimamente à religião. Samária e Judéia o frio chega a demorar semanas. isto é. GEOGRAFIA ECONÔMICA DA PALESTINA Devido à variedade do clima e do solo. Geadas fortes e neve sobre as montanhas da Palestina são coisas comuns no inverno. chamada siroco. Jesus referiu-se a orientação popular pelos ventos. As referências bíblicas aos diferentes produtos e á fartura dos mesmos nos tempos antigos convencem-nos dos santos e amoráveis propósitos de Deus em dar aquela terra em herança perpétua a seu povo. quando prevalece. na mesma época. . particularmente “o orvalho de Hermon” citado no Salmo 133. Daí a expressão bíblica “terra que mana leite e mel” (Ex 13. Uma referência especial merece o orvalho no clima palestínico. sendo Israel um povo teocrático. ao passo que no verão chega a 45º à sombra. 54.

leopardo. Arrancandolhe as asas e os pés. palmeira. salgema. galinha. ovelha. com exceção de betume (Gn 14. lírio do campo e Rosa de Saron. betume (asfalto) e também ouro. assim retirando os intestinos.10) na região de Sodoma e Gomorra. abelhas e gafanhotos de várias espécies. mula. Entretanto. formigas. os bosques de acácias. Embora em maior ou menor proporção. Hoje. ao sul do Mar Morto. acácia. tostado no fogo ou frito no azeite e está pronto para o consumo.27). potassa. que prosperam mesmo em terrenos pedregosos. feijão. e vinho”. mosquitos. pepino. Convém notar aqui que na Judéia são mais comuns os olivais e vinhedos. avestruz. corvo e tantas outras aves. a Bíblia não indica que estes minerais nos tempos antigos fossem extraídos do solo palestínico. alho. perdiz. Depois o corpo do gafanhoto é secado ao sol. puxa-se a cabeça. chacal.2. Das plantas silvestres podemos citar cedro. pelicano.2. pinheiro. jumento. cavalo e o cão.. Referência especial merece o gafanhoto que até hoje é consumido como alimento.“pão. dos quais somente uns poucos podiam servir para o consumo. porém. rola. carvalho. Reino Vegetal No reino vegetal os produtos mais comuns eram o trigo. Reino Mineral Entre os metais o mais abundante parece ter sido a prata (1Rs 10. cebola.1. pombo. cabra. estanho. 2. chumbo. Estes eram os elementos básicos da alimentação dos hebreus e formavam o trinômio tão repetido na Bíblia . enxofre. etc. os cereais. Reino animal Os animais palestinos mais importantes eram: vaca. hiena. melão. . embora estes sejam também comuns nos vales e planícies de outras regiões. enxofre. lentilha. raposa. corça. 2.3. na Galiléia. leão. na ordem dos insetos. víbora e outros na ordem dos selvagens. e uma abundante variedade de peixes (cerca de 43 espécies). Também eram comuns: cevada. depois cobre. cegonha. mostarda. e do qual João Batista se alimentava. azeite. murta. pode-se encontrar toda esta flora pela extensão total do território palestino. tâmara e romã. lebre. figo. na Samaria. codorniz. lobo. comprimindo ao mesmo tempo o corpo. especialmente pela classe pobre. na ordem dos domésticos que serviam tanto para o alimento como para o trabalho e transporte. cedro e pinheiros. moscas. faia. camelo. a oliva e a uva. há bastante mineração de carvão.

exceto umas poucas que eram de natureza mais nômade. entretanto os israelitas não o fizeram. os cananeus. quase todos os povos da região da Terra da Promessa primitivamente eram da estirpe camita. o classifiquem como cananitas. baseados em Números 15:45 e Deut. cada uma tendo o seu próprio rei. casavam-se com os israelistas (I Cr 2. o norte da Palestina.3. As provas arqueológicas nos dão a idéia desta distribuição. . etc.ferro. pois eram descendentes do mais moço de Cão. reduzindo-se a sete ao tempo da conquista (Gn 15.1 Os habitantes primitivos da Palestina Bem nos primórdios da história étnica da Palestina. havendo quem opine que essas tribos eram dez. chamado Canaã. como os demais povos da Terra da Promessa. O comércio aos tempos bíblicos variava conforme as circunstâncias políticas em relação aos países vizinhos. 5). Arábia. Parece. a Palestina comerciava os seus produtos com a Síria. deveriam ser exterminados por causa de seus pecados. na linguagem bíblica. e principalmente com a Fenícia (Ez 27. Egito. Conforme a ordem divina. Os mais importantes deles são os seguintes: 3. a todos os povos da Palestina primitiva.3) e um dos apóstolos era cananeu (Mt 10.1).1821.2 Amorreus É outro povo descendente de Canaã. desde o Mediterrâneo até o Vale do Jordão. e ao longo do Vale do Jordão até o sul do Mar Morto.6. geralmente.37). a princípio. cobre. filho de Cão. 3 GEOGRAFIA HUMANA DA PALESTINA 3. pois são citados no recenseamento de Davi muitos séculos mais tarde (II Sm24.4). Cananeus Ainda que esta designação seja aplicada. antes da chegada de Abraão á terra então chamada Canaã. 1:44. a região era ocupada por diversas tribos conhecidas sob o nome geral de cananeus (Gn 12. Alguns desses reinos. eram subordinados ao Egito. que habitavama costa do mediterrâeno desde a Baía do Acre até Jope.1.1. e em certas épocas quase todos eles. independentes e bastante belicosos para alcançar a supremacia.1. no sentido mais restrito se limitavaaos descendentes de Canaã. Assim. Dt 7. As cidades desses povos eram muradas e fortificadas.17).7). 24. embora alguns historiadores.15-20. (Dt 9. pelo que nos informa Moisés em Gn 10. Esses reinos eram. 3.

estendiam-se desde a Ásia Menor. nos dias do rei Davi. Foi o povo que ofereceu a mais tenaz oposição ao avanço dos israelitas. Esaú. sempre existiram na terra da Palestina.15). 1. Só muito mais tarde. 23. Parece que ao tempo de Abraão era um povo que rivalizava com os cananeus e os amorreus em poder e número. Daí concluí-seque comunidades (colônias) dos heteus. nos registros históricos e arqueológicos. Síria. indo até o rio Eufrates. em menor ou maior número. quando da volta do cativeiro. Porém. era um povo valente. resistiu aos ataques de Josué e seus exéctios. pois descendem de Hete. a Transjordânia (Núm. 6 -9). 3. irmão de Jacó.1.34. sudoeste da Palestina. Os israelistas encontram os heteus na Palestina e casam-se com suas filhas. casou-se com duas mulheres hetéias (Gn 26. nos dias de Esdras. 13:30).porém mais razoável fazer uma distinção entre os dois povos parentes. quando Moisés enviou os doze espias para o reconhecimento da terra que haviam de ocupar. pois não é mencionada outra qualquer área ocupada por eles.2). quando Josué pediu a Deus que o sol e a lua se detivessem (Jos.norte da Palestina. 24). Foi quando Jerusalém foi proclamda capital do reino de Israel (2Sm 5. Abraão os encontrou também em Hebrom (Gn 23).1. cometendo abominação contra o Senhor (Ed 9. Pelo quejá se conhece deste povo.3 Heteus Também estes são camitas. Hoje são conhecidos como hiteus e hititas. 3. e nunca foram exterminados por Israel. embora este lograsse aprisionar e matar o seu rei (Js 10. também fizeram parte de uma aliança contra os hebreus sob o comando de Josué a leste de Jerusalém (Js 9. 1. os heteus são citados entre outros povos presentes nas montanhas do sul da Palestina (Nm 13. 10:4-5. éque foram expulsos de sua fortificação. Encastelado na suacidade de Ofel (Sião?).as áreas por ele ocupadas.4 Jebuseus Jesus ou Jerusalém era o único lugar onde habitava este pequeno povo. os jebuseusnao foram completamente exterminados . 12-24). 35) na região de Berseba. 29). 2). ao tempo da peregrinação dos hebreus. em diversas épocas de sua história. Entretanto. ainda que pequeno.filho de Canaãe neto de Cão (Gn 10. Os amorreus ocupavam ao tempo da conquista a região ao sul e leste de Jerusalém e a vasta montanhosa a leste do Jordão. haja vista a batalha em Gabaom.

um tipo de vida diferente. Habitavam algumas regiões de ambos os lado do Jordão e de Hebrom. ou a oeste de Jericó. derrotou Ogue. também estes não parecem possuir qualquer parentesco com os cananeus. 3. A áera em que Salomão mais tarde edificou o famoso templo foi comprada por Davia de um jebuseu de nome Araúna (25m 24.7). outros apenas desconfiados.7 Refains Também conhecidos como anaquins e emins (Js 11.8 Girgazeus Segundo Gênesis10. Alguns desses povos vizinhos eram francamente hostis ao povo de Deus. também por não ter o costume demurar as suas cidades. tendo. ocupado também as montanhas do norte (Jz 17. 3. logo após a morte de Josué. e só uns poucos (como os fenícios) de .1-5).21 e Dt 2.1. Pertencendo a uma raça aborígene de gigantes (Dt 2. 15 – 20 e.1.10). 3.30). vários foram os povos que se limitavam com ela. ainda sob o comando de Moisés. antes.80m. cuja cama de ferro media nove côvados de cumprimento e quatro de largura (Dt 3. 3. A leste do Mar da Galiléia.e continuaram a habitar entre os hebreus. Alguns admitem que tenham ocupado alguma área na margem ocidental do Jordão. ou seja. 18 – 25).6 Perizeus Este era um dos povos que habitavam a terra de Canaã e que parece evidente não ter origem carmita. 10. levando. travaram batalha com Judá e Simeão nas montanhas do sul (Jz 1. nos dias de Jacó havia um grupo ou colônia deste povo nas proximidades de Siquém (Gn 34. como provam as escavações arqueológicas. primeiramente. mas não se sabe em que partes da Palestina habitavam.1.11). os israelitas. 11).15). portanto.16 eram camitas. o rei de Basã que era um remanescente dos gigantes. por não constar o seu nome na lista dos filhos de Cão em Gênesis 10.2 Os Habitantes Vizinhos da Palestina ao Tempo da Conquista pelos Hebreus Devido á posição geográfica da Palestina. São várias vezes mencionados na Bíblia. uma vez que a sua ocupação era a agricultura. na região de Basã. Ao tempo de Abraão estavam eles entre os cananeus na região de Betel (Gn 13. aproximadamente 4m por 1.

Mas. Pela influência que tais povos exerceram sobre o povo de Israel nos terrenos político. (Gn 36. que depois de vender a sua primogenitura. 3.13. como secas.12. Dt 25. Tiveram várias batalhas com os israelitas. a vida deste último foi se alterando com sérios prejuízos morais. nômade. o que se cumpriu nos dias do rei Ezequias (1Cr 4. embora alguns os tenham identificado como descendentes de Esaú.8-16.2. e Edom ao leste (sul do Mar Morto). Israel. desviando-se dos mandamentos e caminhos de Deus por força desta influência. de origem muito incerta. durante vários séculos antes do seu extermínio. Entretanto. Deus usou os amalequitas como instrumentos para castigar o seu povo rebelde (Jz 3. mas cujo território principal de guerrilhas e pilhagens ficava entre o Mar Vermelho ao sul. irmão gêmeo de Jacó. espirituais e econômicos. cujo neto Amaleque era príncipe (chefe de uma família tribal) e habitava na região de Edom. fala da numerosa descendência de Esaú que se estabeleceu na montanha de Seir. sendo a primeira em Refidim. Sempre hostis ao povo de Deus.16). frequentemente Deus recompensava a fidelidade do seu povo com as vitórias e abundância de bens que concedia a ele perante os olhos daqueles povos inimigos. irmão de Jacó. na região entre o sul de Moabe e Mar Morto e o Golfo de Ácaba. descendentes de Esaú.41-43). pois são parentes dos hebreus. por pura pilhagem.1 Amalequitas Frequentemente citados na Bíblia. Na mesma ocasião Moisés anunciou o extermínio posterior deste povo inimigo de Israel. quando. por outro lado. Apreciemos alguns daqueles Povos vizinhos de Israel. sofreu toda sorte de castigos. cativeiros. que é um vasto maciço montanhoso de cerca de 180 . sabemos que era um povo numeroso e poderoso. pouco depois da travesia do Mar Vermelho. atacaram o povo de Deus pelam retaguarda e foram derrotados (Êx 17. social. seguiu rumo diferente na vida. Neguebe (área deserta entre o sul da Palestina e Egito) a oeste. Porém.12.17-19). derrotas em guerras.atitudes cordial.7.3-5).2 Edomitas ou Idumeus Estes são semitas. etc.2. como vamos aceitar esta identidade se já no tempo de Abraão (tetravó do príncipe Amaleque) havia amalequitas na mesma região (Gn 14.1-17)? De qualquer forma. comercial e notadamente religioso. sem provocação. 3. ou seja. 6. conforme 1Sm 15. O capítulo 36 de Gêneses. na zona do Sinai.

Por motivo de parentesco deste povo com Israel. o Senhor ordenou que não fossem admitidos na congregação até a décima geração (Dt 23.3-6). (Nm 25. mas.7). 1 v. . Mas quando os hebreus chegaram a Canaã os amorreus os havia obrigado a recuar até o rio Arnon (Nm 21. ora eram dominados. Deus mandou que os moabitas não fossem guerreados Dt 2. que foi a capital.18-21). Mais tarde. sempre foram inimigos declarados dos hebreus. Apesar do parentesco.3 Moabitas Segundo Gn 19. que governou cerca de 40 anos sobre os judeus durante o domínio romano.3). no tempo dos Juizes. embora algumas vezes demonstrassem boa vontade para com alguns deles como no caso de Davi e sua família quando perseguidos por Saul (1Sm 22.26). por certo os edomitas recusaram a passagem aos israelitas pelo seu território quando estes já estavam próximos a Canaã.quilômetros de extensão. sua última parada. (Nm 20. Ezion-Geber (Dt 2. este povo chegou a invadir o território israelita. conquistado aos aborígenes horeus onde há seu tempo floresceriam cidades como Elatia (1Rs 9. 1-5. Herodes. para finalmente serem obrigados a se refugiarem em Judá sob a humilhação dos nabateus (presume-se de descendência ismaelita) em 320 a. também eles eram semitas. o Grande.37 os moabitas eram descendentes de Moabe. era idumeu. 3. Este não logrando êxito contra o povo de Deus.9). e voltou ao seu lugar” (Nm 24. E temendo o povo de Deus foram buscar aliança com os midianitas.Devido á antiga inimizade. contratando a Balaão para amaldiçoar Israel. antes de atravessar o Jordão para a conquista da Terra Prometida. assim cumprindo-se a profecia de Malaquias em cap.9). que os expulsaram de sua terra. ora ganhavam independência. filho de Ló que era sobrinho de Abraão. também os Moabitas recusaram a Israel passagem pelo seu território quando este já se aproximava de Canaã.C. Como fizeram os Edomitas. Porém as filhas dos moabitas seduziram os israelitas as práticas idólatras e licenciosas do seu culto.25). por causa da hostilidade que estes sempre demonstraram para com os israelitas. Durante o período da monarquia hebréia. Bosra (Gn 36.33) e Selá ou Petra (2Rs 14.20-26). pelo que morreram de uma vez 24 mil israelitas.9).2. Portanto. enquanto Israel chegou são e salvo a Sitim. “foi-se. Ocupavam o território ao leste do Mar Morto e do Jordão até a altura do rio Jaboque.

ao norte do rio Arnon. Parece. Depois houve diversos conflitos entre Moabe e Israel durante a monarquia hebraica. atacando e pilhando muitas vezes por longos anos durante os períodos dos Juízes e do Reino. 3. portanto. bem como aconselhou a seu genro uma distribuição de responsabilidades para evitar um esgotamento (Êx 18). quando Gideão. ficava ao leste do Sinai. Ez 25. Sf 2. integrando.16. e ofereceu sacrifício a Deus.No decorrer da história os moabitas foram alternadamente tributários e independentes de Israel. Tudo faz crer que mais tarde se expandiram para oeste e norte. onde o venderam como escravo ao capitão da guarda de Faraó. Ao tempo dos Juízes chegaram a oprimir o povo de Deus por 18 anos. Contudo. cobrando-lhe tributo. Antigas listas genealógicas Árabes mencionam uma tribo por nome Ketura. Am 2.8. filho de Abraão com Cetura (Quetura). Foram muito cruéis e vingativos para com o povo de Israel.15-22). anos depois. os exterminou para sempre (Jz 7 e 8).8-11. na Transjordânia. pois. segundo Gn 25. pois no tempo de Moisés parece que a “terra de Midiã”. pois descendiam de Midiã. Deus honrou uma mulher moabita. 3.25. Jr 48. para nunca mais reerguer-se. escolhendo-a para bisavó de Davi. Rute. Deus .1-3.38). levou a mulher deste ao Sinai. Jetro.1-6. É o que ameniza a triste memória daquele povo. a linhagem de Jesus. tratar-se de um povo nômade que finalmente desapareceu. na região de Jesreel.4 Midianitas Eram semitas. Potifar (Gn 37. Quando o povo de Israel chegou á Moabe.5 Amonitas Igualmente semitas. E de fato Moabe foi reduzido à ruína por Nabucodonozor. encontrou outro grupo de midianitas que se aliaram aos moabitas para resistirem ao povo de Deus. Note-se. Nos dias dos Juízes eles subjugaram os israelitas por sete anos. acabando por os profetas de Israel anunciarem o extermínio de Moabe por constituir-se tão ferrenho inimigo do reino de Deus (Is 15. onde os israelitas estavam acampados.36). descendentes de Ló (Gn 19. viviam nômades na região da transjordânia.2. para onde este fugira do Egito e onde se casara (Êx 2. o sogro de Moisés. entre o Jordão e o deserto arábico. dando como seu local de habitação as proximidades da cidade de Meca.2.25. que nos dias do patriarca Jacó.11). Isto porque. seu filho José foi vendido a uma caravana de mercadores e midianitas que o levaram ao Egito. ainda. 28.

e que tocaria á tribo de Aser.7 Fenícios Este foi um grande povo que habitava a estreita faixa de terra no norte da Palestina. 49. não foi tomado (Jz 1. Entretanto as relações entre os hebreus e os fenícios sempre foram pacíficas e cordiais. a oeste de Zobá.11. indo até os limites da Fenícia (1Cr 19. com a sua capital Aaman. Este povo era camita (Gn 10. Mais tarde. uma vasta riqueza.7-19). As divindades principais dos fenícios Baal e Asterote.1-5 e Ez 25:1-7. em diferentes épocas eram Tiro e Sidon. 3. pela navegação e comércio.15-19). Hoje a região é habitada pelos Árabes do novo Estado da Transjordânia. Sabemos que os sírios (ou arameus) os quais no tempo do reino unido de Israel eram organizados em pequenos reinos independentes. Jezabel.vingou a sua crueldade por ocasião da invasão dos babilônicos cumprindo-se as profecias de Jr. situado a oeste de Damasco. Hirão. desenvolvendo. indo até Hamate (1Sm 14. ora hostis. entre os montes Líbanos o Mediterâneo.6 Sírios Ao nordeste e norte da Palestina ficavam os domínios da Síria cujas relações com o povo de Deus foram ora fraternais. eram da estirpe semita. embora contido na promessa dada por Deus. o território fenício. As duas cidades que sobressaíam. foram conquistados por Davi durante seu reinado. cujo culto se infiltrou em Israel e atingiu as culminâncias quando do reinado de Acabe que casou-se com a princesa fenícia. E o ódio deste povo contra Israel parece que não diminuiu em nada.2. que foi mais poderoso e mais hostil para com Israel. tornando-se adversário tenaz de Israel. nos dias de Davi e Salomão. reduzindo a ruínas as suas cidades. sempre conhecidos pelo nome de sua cidade principal. tornou-se o grande fornecedor do material para a construção da casa real de Israel e do templo de Jerusalém (2Sm 5. 3. embora sua língua pertencesse ao grupo semita. Todos eles. (Ez 27).2.31). Zobá (ou Aram-Zobá). porém ao final do tempo de Salomão o reino de Damasco logrou libertação. e Maaca (ou Aram-Maaca). 1Rs 5). bem como ajudou a Salomão nos Seus . Por ocasião da conquista sob o comando de Josué. Três destes reinos sírios limitavam-se com a Palestina e em diversas épocas guerrearam com esta: Damasco (on Aram-Damasco).47). de triste memória. o rei de Tiro.

o Grande. Gat. durante os períodos dos Juízes. Não nos deteremos nos detalhes da história dessas relações. 3. Somente depois da morte de Josué é que Judá atacou a Filistia e tomou Gaza. São eles: os egípcios.17). que destruiu Gaza. isto é.3 Cidades Palestínicas Por cidades. Só depois da divisão do reino os fenícios romperam a aliança com Judá. Asquelom e Ecrón (Jz 1.empreendimentos comerciais pelo mar. e mais vinte e cinco cidades da região da Galiléia (1Rs 9. e cujas nomes foram Asquelom. a leste. vinho e azeite. ocupava uma área de terra no extremo sul da costa palestínica e era extremamente belicoso.6-7. é que os filisteus desapareceram para sempre como povo. uma vez que esta já foi abordada na parte referente ao Mundo Antigo.23. razão pela qual alguns profetas pronunciaram sentenças fortes contra os fenícios (Ez 28. Am 1. Na divisão da Terra da Promessa. ou belicosas. Abraão. Jl 3. a Síria anexou a Filistia. do reino unido. deveriam ser camitas.18). 3. possa concluir-se que. Gaza.8 Filisteus Este povo. Depois do cativeiro de Judá. devemos mencionar os grandes povos pouco mais distantes dos limites da Palestina e com os quais Israel teve relações diplomáticas. a última cidade fortificada que resistiu. já encontrou muitas cidades.3.11). As cinco cidades fortificadas dos filisteus representavam os cinco estados independentes. mas confederados. Azdod e Ecrón. cuja origem é desconhecida embora pela referência de Jz 14. razão por que Deus não permitiu que o seu povo por ocasião do êxodo seguisse o caminho mais curto para Canaã que passava pela terra dos filisteus. (Êx 13. apoiando as dez tribos de Israel. em troca de provisões de trigo. entendemos os conjuntos de habitações humanas fixas.2.4-8). dos dois reinos e de Judá quando ficou sozinho na Palestina. Além desses povos vizinhos mais próximos que apreciamos neste estudo. Estiveram em lutas constantes durante toda a história de Israel. a Filistia coube ás tribos de Judá e Dá. e bailônios e assírios. não sendo semitas. Nunca foi possível uma paz permanente entre os filisteus e os hebreus. das . ao sul. E só depois das conquistas de Alexandre. em que os filisteus são chamados “incircuncisos”.9-10. 22. quando chegou à Terra da Promessa ou Canaã.

Ne 3. ao chegar à terra de Canaã.34). Jericó.18). Como prova disto são apresentados os vestígios de vida humana na Idade da Pedra encontrados nas camadas mais profundas de suas ruínas. Passemos em revistas as principais cidades palestínicas. nos dias do rei Acabe (1 Rs 16. Entretanto. pois mais tarde ali foram sepultados também o . certamente é a mais antiga do mundo. a 272 metros abaixo do nível do Mediterrâneo. dominando a passagem do Jordão ao sudeste da Palestina à margem do caminho de Jerusalém para a Transjordânia. 1-15). 3.3. Geralmente as cidades palestínicas antigas eram construídas sobre elevações ou mesmo montes. Naquela ocasião Josué amaldiçoou o homem que viesse a reedificar a cidade o que se cumpriu cerca der quinhentos anos depois.600 metros a sudeste da anterior. a 32 quilômetros ao sul de Jerusalém. a oito quilômetros deste na direção oeste.10). tanto no tempo do Velho Testamento como no do Novo Testamento. aos olhos do povo de DEUS comandado por Josué.24. a oeste do Mar Morto. Ao tempo da Conquista de Canaã pelo povo de Israel. estão registradas na Bíblia. Abraão. a 12 quilômetros ao norte do Mar Morto e a 24 quilômetros de Jerusalém na direção leste. foi destruída. (Js 6). milagrosamente.1 Jericó Segundos alguns pesquisadores. figura também entre as cidades mais antigas do mundo. depois de um cerco de sete dias com marchas ao redor de seus muros. Seu nome primitivo foi Kiriath – Arba (Js 1. certamente é a mais antiga de toda a Canaã. Foi lá que ele adquiriu a cova de Macpela dos heteus para sepultar a sua mulher Sara. cercadas de muros de defesa de altura e largura variadas. com torres devigia sobre os muros e ainda uma vala circundando seus limites por fora dos muros (Dt 3.5.quais algumas são mencionadas no livro de Gênesis. ainda.lugar este que se tornou verdadeiro cemitério dos patriarcas. e. se não é a cidade mais antiga do mundo.3. Fica localizada na parte inferior do vale do Jordão. A cidade moderna está a 1. Jericó aos poucos foi retomando seu lugar de importância e várias ocorrências ali verificadas com relação ao povo hebreu. I Rs 11. 3. junto da fonte de Eliseu ou Ain es-Sultan. Uma vez reedificada. Jericó era uma cidade grande e bem fortificada. com portas pesadas providas de trancas seguras.2 Hebrom Situada a sul das montanhas de Judá. permaneceu por algum tempo em Hebrom (Gn 3.

19.7 os cedros do Líbano. habitada em sua grande maioria por maometanos que construiram sobre a antiga cova de Macpela uma mesquita. 3. que dissipou as dúvidas dos apótolos . onde é vedada a entrada dos cristãos. 17.29-33. Hebrom não é mencionada no Novo Testamento.9. Jope aparece no livro de Atos com duas ocorrencias do ministério do apóstolo Pedro: a da ressurreição de Tabita (At 99. uma estrangeira que se tornou a bisavô do rei Davi e. 137 a. utilizados na construção do primeiro e depois do segundo templo em Jerusalém. que ocorreu pouco ao norte desta cidade por ocasião do nascimento de Benjamin (Gn 35.como nome de El Khalil. segundo alguns escritores romanos. era o porto da capital israelita. na costa do Mediterraeneo. bem como nos do faraó Amenófis IV (Cartas de Tel-el-Amarna. 49. Nos registros egípcios o seu nome já era conhecido nos dias do faraó Tutmés III (c. Foi ali que se realizou o casamento de Boaz com a moabita Rute. Também ali nasceu Davi. uma região sobremodo fértil. na estrada que vai para Hebrom numa colina de 700m de altitude nas montanhas de Judá. e depois conduzidos a Cidade Santa. o Filho de Deus e Salvador do mundo. depois do que a capitaldo reino passou a ser Jerusalém. 22).). 16 – 20).C. Situada a cerca de 60 quilômetros a noroeste de Jerusalém.próprio Abraão. seu filho Isaque e sua mulher Rebeca. 50. para distinguir de outra cidade de igual nome existente na Planície de Esdraelom. Já nos dias do Novo Testamento.11). Situada 10 quilômetros ao sul de Jerusalém. e Jesus.). portanto.C.13). o notável rei de Israel.Segundo II Crônicas 2. bemcomo Jacó e sua mulher Léia (Gn 23. eram levados pelo mar até Jope. é até antediluviana. 1504-1450 a.9. A primeira menção de Belém na Bíblia é relativa aos tempos patriarcais.3. quando da morte da Raquel a amada de Jacó. Seu nome bíblico é Bethlehem-Efrata (que significa “casa de pão”) ou Belém de Judá. 19.4 Jope (Jafa ou Iafa) É outra cidade das mais antigas da Palestina e.3 Belém Também é uma das mais antigas cidades da Palestina. Existe até hoje.3643) e da visão na casa de Simão o curtidor. ali desembarcados. ascendente de Jesus (Rt 4. 21. Séculos depois Davi foi ungido rei em Hebrom e ali reinou durante sete anos e seis meses sobre todo o Israel (25m 2. Foi neste porto que Jonas embarcou para Tarsis tentando fugir da vontade de Deus (Jn 13). 25.3.16 e Esdras 3. 3.

junto da velha Jope. rei de Israel e pai de Acabe. o grande centro dos sionistas judeus. tucos.C. Esta é outra das cidades mais antigas da Palestina. Abraão. por Onri. bem no centro geográfico da Palestina. A cidade foi destruída e reconstruída varias vezes. Situada a oito quilômetros a noroeste de Siquém. Fundada em 921 a. Os profetas freuqentemente condenavam Samária por sua idolatria. foi a capital do Reino do Norte durante 200 anos. foi coroado rei de Israel. num monte de cerca de 100m de altitude. 3.6. o rei das dez tribos revoltadas. a ponto de tornar- . egipcios. Ampliada e embelezada durante os dias de diferentes reis de Israel. assírios. acampou em Siquém e ali erigiu o seu primeiro altar na terra de Canaã após a aparição do Senhor que lhe declarou: “A tua semente darei esta terra” (Gn 12. certamente também Siquém recebeu os colonos assírios que. esta cidade foi uma das mais importantes e influentes na vida de Israel. Conforme II Reis 17. na Samaria.. 18-20). ao voltar da Mesopotâmia. Ainda em Siquem. ergue-se a moderna Tel Aviv. sempre voltou a prosperar. Roboão.quanto ao acesso dos gentios à graça do evangelho. após a queda do Reino do Norte. pois sua historia remonta a mais de 2000 a. gregos. estabeleceram-se nas cidades e de cuja mesclagem com os judeus remanescents resultou a raça samaritana. mas devido a sua imprudência e arrogância. no fértil vale de Siquém. isto é.C. Também ali foramenterrados os ossos de José trazidos do Egito (Js 24. Nas cercanias de Siquém Jacó cavou um poço que se tornou celebre pelo encontro que se deujunto domesmo entre Jesus e a mulher samaritana. Fica situada entre os montes Ebal e Gerizim. Mais tarde Jacó.3. Hoje é chamada Neblus.7). Caiu sob o poder da assíria em 722 a.5 Siquém. fixou-se ali e levantou um altar ao Senho (Gn 33. Jope sofreu muitos ataques e arrasamentos dos exércitos inimigos atravésdos tempos.o reino foi dividido ejeroboão. que era adorado num templo de Jesrusalém em riqueza e esplendor. filho de Salomão. rodeada de muralhas quase inexpugnáveis. romanos.Havia umavila na Galiléia com o mesmo nome. e hoje. cruzados e franceses. Jafa ou Jafia. quando das peregrinações de Abraão. foi também sede de idolatria a Baal.3.C.depois de um prolongado cerco que começou no tempo de Salmanasar V e terminou no de Sargão II.24. vindo de Ará.6. 3. Samaria.32). fez de Siquém a capital do Reino do Norte (Irs12). Porém.

3.10). embora por pouco tempo. imperador romano. Por algum motivo não gozava de boa reputação entre os judeus (Jo 1. Hoje é a cidade palestinica de maior proporção de cristãos entre os seus habitantes. C. . A cidade não é mencionada no Antigo Testamento. depois de Jerusalém e Belém. 21. instalação de água e esgoto. Os grandes edifícios. lá estão como testemunhas da antiga glória de Samária.8.. na direção oeste. Filipe lá pregou o evangelho com muita aceitação.46). Foi visitada várias vezes pelo apóstolo Paulo. o hipódromo. fizeram a gloria da cidade. Notáveis são os restos da chamada Colunata de Herodes. o centurião romano. O Novo Testamento registra a sua incredulidade.3. ruas pavimentadas. Foi ali que nasceu o célebre Eusébio. o anfiteatro. fica a cidade de Nazaré.se aquela cidade sinônimo de infidelidade a Jeová. porém. Nos tempos do Novo Testamento foi a cidade mais célebre da Palestina por tratar-se de sua capital política. Lá estava a sede da administração civil e militar da província romana. que apesar dos dois mil anos decorridos.. (At 8. Finalmente. Hoje. de dois quilômetros de extensão. entre Jope e o Monte Carmelo. 3. primícias entre os gentios (At 8. etc. onde trancorreu a infância e a juventude de Jesus de Nazaré. o Grande local da antiga cidadela dos filisteus chamada Torre de Strato. e cognominada Cesaréia em homenagem a César Augusto. É certamente a cidade do evangelista Filipe e de Cornélio. 3. João Hircano.rodeadas de ruínas que estão sendo exploradas e estudadas por várias entidades arqueológicas. que ali esteve preso durante dois anos após a sua magnífica defesa diante de Festo a Agripa e de onde embarcou para Roma. no local. em 109 a. os teatros. ela é a cidade mais célebre da Palestina.8. para os cristãos. arrasou a cidade. o templo.40. há uma pequena povoação por nome Sebustieh . No período grego foi reestabelecida a sua glória antiga. A 22 quilômetros do extremo sul do mar da Galiléia. Nazaré. Cesaréia Fica a 75 quilômetros a noroeste de Jerusalém. Foi construída por Herodes. 1-25). ao tempo de Herodes. era a Samária do tempo do Novo Testamento. “primeiro historiador da igreja cristã e o primeiro geógrafo da Palestina”.7. foi reedificada. Entretanto. no litoral do Mediterrâneo. já nas lutas nacionalistas posteriores.

que a Tiberíades do Novo Testamento foi construída por Herodes Antipas entre os anos 17 e 25 d. Para lá foi transferido o . teria assinalado o local onde ao tempo de Jesué havia uma cidade forte por nome Racate. Sabemos.3.. se que fala a literatura rabínica do período interbíblico. por ter sido construída sobre um cemitério. Cesaréia de Filipo.8). Por encontrar-se no extremo norte do país. 23). Outra razão teria sido para evitar um encontro com Herodes. Porém. A sua primeira menção na Bíblia está em Josué 11. foi palco de várias batalhas durante a sua história. e uma só vez seu nome aparece no Novo Testamento (João 6. A cidade não é mencionada no Antigo Testamento.C. sendo considerada cidade imunda pelos judeus. veio a ser o centro do judaísmo na Palestina. para servir de capital à tetrarquia da Galiléia e Peréia.3. podemos compreender que. ocasião em que Jesus pronunciou a profecia da indestrutibilidade de sua igreja. Ampliando e embelezando a cidade que se encontrava ao sopé do monte Hermom.32. a quem considerava como raposa (traiçoeira e mau). quando os cananeus ali ofereram a sua resistência ao exército de Jesué. O judeu que entrasse na cidade se tornava cerimonialmente impuro. Fica na margem ocidental do mar da Galiléia (ao lago de Tiberíades) a 8 quilômetros da extremidade sul do referido mar. o Filho do Deus vivo”.13. deveria ter um caráter gentílico. e que durante a construção os operários descobriam que o local era de um antigo cemitério.10. depois da destruição de Jerusalém.24). E para distingui-la da Cesaréia do Mediterrâneo acrecentou-lhe o seu próprio nome. seu protetor..3. em 70 d. 23. Entretanto. referida em Jesué 19:35. Provavelmente a antiga de Rakkart. Filipe fê-la uma espécie de estância de veraneio para a aristocracia da época. Tibério César. (Mt 16.16. Não temos notícia de que Jesus tivesse visitado alguma vez a cidade.9. Teria sido a cidade forte de Recate? O nome da cidade foi dado em homenagem ao imperador romano da época. apesar de sua importância. e que mais tarde deu lugar a Tíberiades. Tiberíades. O tetrarca Filipe deu este nome à antiga vila fenícia de Baal-Gade em honra ao Tibério César. porém. pois havia mandado matar o João Batista e poderia também antecipar a sua morte (Lc 13. 18. 3. Mas o acontecimento mais importante para os cristãos foi que ali Pedro fez a sua célebre confissão: “Tu és o Cristo.C.

Por motivos vários. enfim. emTiberíades. 3.3. da justiça. em grande parte. porém. hoje a cidade é chamada Tubariyeh. Originou-se. nem em sua riqueza ou expressão cultural e artística. sendo que das outras – como Cafarnaum. 3. posto militar romano (Mt 5 – 13) e centro de recolhimento de imposto do império (Mt 9. e Ptolemaida.sinédrio e foram construídas muitas sinagogas.ou seja.12 Jerusalém “Lugar de paz” “Habitação segura” entre as cidades mais celébres do mundo encontramos Jerusalém.1-4. no Mediterrâneo. sendo que o primeiro reúne as probabilidades maiores.14-17. dois temsido os lugares presumíveis da antiga Cafarnaum: Tel-Hum e Khan – Minieh. . Ap 21). a principal entre outras tantas regiões.3. Magdala. Também a Massora. 9. durante o século IV da nossa era. o Talmude Palestínico (também chamado Talmude de Jerusalém). sendo a única das cidades da margem ocidental do Mar da Galiléia que ainda subsiste. fixando a pronúncia das palavras pormeio de sinais – chamados massoréticos – em lugar das vogais. da sabedoria. Da Grandeza de Deus. que é uma coleção de tradição e interpretação do Antigo Testamento. no seu sentido religioso. Ela foi de um modo especial. Pelos vestígios das antigas estradas.1). que era cidade da costa noroeste do Mar da Galiléia. pois ficava na margem da rota entre Damasco. o cenário das manifestações patentes e evidentes do poder. fundando-se a célebre academia rabínica que preparou o Mischnâ. Corazim – restam apenas ruínas. ou seja. da misericórdia. da bondade. na Síria. há indícios de que Cafarnaum era centro comercial movimentado. e sim em sua profunda e ampla relação com a revelação. Esta posição privilegiada de Jerusalém não está em sua extensão. Por isto as alusões proféticas e apostólicas a apresentam como o próprio símbolo do céu (Is 52. 9-13). conjunto de comentários críticos e gramaticais sobre o texto hebraico do Antigo Testamento. No que diz respeito a historia bíblica ela ocupa o primeiro lugar. Também foi ali que o Salvador realizou o maior numero de milagres e pronunciou os mais profundos ensinamentos. Sabemos. bem como do seu discípulo Pedro (Mt 8. Mas o fato mais importante para os estudiosos da Bíblia é que Capernaum era a cidade residencial de Jesus.11 Cafarnaum Não há certeza absoluta do local exato de Cafarnaum. Eetsaida.

f) Cidade de Davi ou Cidade do Grande Rei –Estes nomes relacionam-se como ato heróico de Davi na tomada da fortaleza.000 anos – a cidade era conhecida por vário snomes. Está edificada sobreum promontório a 800m de altitude.11). antiga divindade semítica da paz e prosperidade. quando então a cidade foi conquistada e feita a capital do Reino de Israel (Irs 8.10. Sl 48. Provavelmente trata-se de uma abreviação da palavra Jerusalém. que separa a cidade do Monte das Oliveiras. b) Salém – É o nome mais antigo que apareceu na Bíblia.C.28). cujo primeiro nome era Aelius. . a 21 quilômetros a oeste do mesmo e a 51 quilômetros a leste do Mediterrâneo. Ne 11. (2) Localização e Topografia –Jerusalém fica situada na parte sul da cordilheira central da Palestina.20. assim como: a) Urasalim – Encontrado nas Cartas de Tel-el-Amarna escritas por voltade 1400 a. 31 – 34) e dos fogos que ardiam constantemente. Jr 7. Aelia em honra a Adriano.(1) Nomes – Durante a sua longa historia – já cerca de3. nas montanhas de Judá.1). divindade suprema dos romanos. cidade devotada a Shalém. e) Sião – Este era o nome de um dosmontes da cidade.. Aoeste e ao sul fica o vale de Hinon (Gehena gr. olocal do culto centralizado (Sl 46. i) Aelia Capitolina. j) El Kuds – É o nome que os árabes deram a Jerusalém.4. assim chamado por causa dos sacrifícios das crianças em holocausto ao ídolo Moloque (II Rs 23. g) Cidade de Deus ou Cidade Santa – Assim chamada por estar ali o templo nacional. a cidade principal do reino (II Cr25. II Rs 14. c) Jebus – Assim era conhecida a cidade dos jebuseus na época dos Juízes (Jz 19. ouseja. h) Cidade de Judá – A capital do reino de Judá. que a reedificou no século II d.Foi o nome dado pelo imperador romano Adriano. d) Jerusalém –É o nome mais comum e que permanece até o presente.) que em certa época da historia foi o “vale da matança”. subdivididoem uma série de montes ou elevações. O seu significado é “a santa’.18). provavelmente é o seu nome mais antigo. na mesma latitude do extremo norte do Mar Morto. A leste do promontório fica o Vale de Josafá ou Cedrom. já em uso nos dias de Abraão (Gn 14. 10.C. e Capitolina.2).1.

sul e oeste por uma só muralha. dividindo-se em cinco zonas ou bairros caracterizados pelas elevações do tabuleiro: Ofel.C.42. Um vale interno chamado Tiropeom. Daí por analogia a palavra grega Gehena que significa “vale de Hinon” que veio a designar o lugar de castigo eterno dos condenados. Este muro era provido de 60 torres para as sentinelas. Também os vestígios deste muro são escassos e discutidos quanto à sua exata direção. que fica a sudeste e onde havia uma antiga fortificação. O aspecto geral da cidade ao tempo de Cristo apresentava uma configuração de um trapézio irregular que se alarga do sul para o norte. Mc 9. através dos tempos. cujo fim era incluir os subúrbios do norte no sistema de segurança da cidade.rodeava a antiga cidade do Ofoel. subindo pelo lado oeste do mesmo. edificados em épocas diferentes. o inferno (Mt 13. O terceiro muro. onde estava edificado o templo de Salomão. abrangendo. a leste. nolado nortenovas áreas – Acra e parte de Bezeta. Porém a linha norte od segundo muro é muito discutida e por ora nada de definitivo se sabe a seu respeito. que corria mais ou menos na direção de noroeste para sudeste e sul. oeste e sul do conjunto da cordilheira pelos vales já mencionados. Jerusalém era protegida aoleste. porém. começada cerca de dez anos após a crucificação de Cristo. O segundo muro foi levantado por Jotão. o antigo aspecto em que as elevações eram mais distintas.. sul e oeste. ao norte três muros. foi obra de Herodes Agripa I. os detritos dos holocaustos pagãos. até o norte do Monte Moriá. tendo havido. Salomão e seus sucessores. na direção norte. porém. descendo pela aba oriental deste até Ofel na direção sul. e daí na direção leste. Acra. por força da expansão da mesma. a superfície da cidade tem sofrido muitas alterações com os aterros deste vale. desaparecendo. Sendo que a cidade é isolada pelos lados leste. O primeiro. (3) Muros e Portas – Até a destruião da cidade pelos romanos no ano 70 d. e Sião. Moná. a noroeste. até o sul da elevação de Acra. a sudoeste. Trechos deste muro já existiam desde os tempos dos jebuseus. . etc. Porém.consumindo o lixo da cidade. resta apenas o lado norte suscetível ao crescimento. ao norte. uma vez que por ele o tabuleiro continua ligado ao conjunto montanhoso.q eu data dos dias de Davi. Bezeta. passando pelo sul do Vale do Tiropeom e do Monte Sião. separava alguns desses bairros. Ezequias e Manassés – e depois do cativeiro reedificado por Neemias – seguindo praticamente o mesmo traçado do primeiro nos lados leste. assim. 43-48).

. hoje fechada. porta do Efraim. Síria etc. Galiléia. g. também ao nort. bem como para as estradas da Transjordânia que levavam os viajantes para a Arábia. ao norte. por exemplo. j. porta da água. não é mencionada na Bíblia.4 Estradas Palestínicas Desde os tempos de Abraão já havia caminhos cruzando a Tera de Canaã em todas as direções. Porém as principais portas de Jerusalém. Fenícia. pois ficava no muro quefoi edificado pouco depois de Crsito mais ou menosna direção da porta velha do segundo muro.As portas nos muros de Jerusalém eram numerosas durante a longa história da cidade. A oeste ligava-se com Jope e os caminhos para a Filistia e Egito. porta dos cavalos. porta oriental. Porta do Vale. bem como ao estrangeiro. Porta do Esterco ou de Monturo. junto do tanque de Siloé e o açude velho para abeberar o gado. A leste. porta das ovelhas. Porta da Água. Porta Oriental ou do Ouro. dando acesso ao centro e ao norte do país. também ao sul.s Já nos dias de Josué. porta do gado. Porta de Jope (ou Jafa) a oeste. que no primeiro muro teve o nome de Efraim. no canto sudoeste da cidade.desde as quatro portas orientais. i. porta do esterco. h. Porta de Herodes. ou dos Essêncios. que conduzia a fonte de Guiom. também a leste.ao sul. convergiam os caminhos para Jericó e todo o Vale do Jordão. c. Nem todas elas podem ser localizadas. porta da fonte.que dava para as vias de comunicação com as cidades da região ocidental. d. bem como para a Fenícia. Ao norte partiam os caminhos para Samária. porta do peixe. Certamente nos dias dos patriarcas esses caminhos não passavam de trilhos por onde trafegavam caravanas dos mercadores e dos pastores de rebanho. pelas quais o povo transitva mais frequentemente. temos referencia a cerca de dez delas: porta velha. Porta das Ovelhas ou de Benjamim a leste. Ao sul a cidade comunicava-se com Hebrom e Egito. dos Juízes e da monarquia hebraica. No livro de Neemias. (4) Cidade de Comunicação – Jerusalém sempre esteve ligada pelos quatros pontos cardeais a toda a Palestina e aos países estrangeiros. Porta de Damasco ou Peixe. logo ao norte da esquina do templo. do msmo lado oriental. Porta da Fonte. na direção norte. b. ainda ao sul. foram estas: a. Síria e Mesopotâmia. vemos o uso de carros ferrados que certamente exigiam estradas mais definidas. logo ao sul da esquina sudeste da área do templo. 3. e cujos nomes perduraram por mais tempo. e.

ao norte da Galiléia.4. passando pelas cidades da margem ocidental do Mar da Galiléia. e mais outro atravessando o Vale de Esdraelom. Na altura de Jerusalém.19. onde havia uma passagem rasa do Jordão. na altura das cidades de Siquém e Samaria. ao norte. De Bete-Seã também partia uma ramificação para norte indo até Cafarnaum. das quais as mais importantes são as seguintes: no extremo sul da Judéia uma ramificação para oeste.embora seguindo os trilhos antigos. saindo um ramal de Gaza e passando por Berseba e sul da Judéia na direção da Arábia. Era um grupo composto de várias estradas com ramificações para oeste. outro de Lida para Jerusalém. Este grupo.28. devido a sua importância internacional. embora não das mais antigas. Tais noções podemos colher de Juízes 1. uma ramificação para oeste.28 etc. passando por Hebrom. indo até Damasco. Belém Jerusalém. indo até Jope. indo até o Egito.1 Grupo da Costa Eram estradasque corriam paralelas à costa do Mediterrâneo.4.31. e para leste. via Peréia. Jericó e Transjordânia. Assíria.2 Grupo Central Este grupo partia do sul da Judéia. na direção da Ásia Menor. onde se entroncava com a estrada de Damasco. Betel. Sidom e outras. e. entroncando-se o ramal com as estradas da Transjordânia. e outra para leste. era também chamado o caminho das nações.30. a baixa Galiléia. Samária. e na de Damasco. Babilônia e Egito) deslocavam-se por estas estradas para os seus encontros bélicos. Ireis 22. Os exércitos das grandes nações do norte. Aos 8. Mais outra ramificação. ia até Cafarnaum. a ramificação na . indo até a Arábia. Tiro. conhecidas também como Caminho da Terra dos Filisteus. onde se desviavam para oeste. atingindo a Transjordânia e entroncando-se com outro grupo de estradas na direção de Petra. via Lida. Siquém. 35. via Jericó. E por último. E no tempo dos romanos já havia até estradas pavimentadas para o deslocamento rápido de suas legiões militares. atingindo Cesaréia para oeste e Bete-Seã (Citópolis) para nordeste. Costuma-se dividir em quatro grupos principais as estradas da Palestina: 3. Também este grupo apresentava ramificações tanto para oeste como para leste. ou vau. para o sul. e também para leste. do leste e do sul da Palestina (Síria. e outra para leste. para o norte. Tinham a sua origem no Egito e estendiam-se até Fenícia e Síria. na direção da Mesopotâmia. atingindo cidades costeiras como Jope. 3. II Reis 23. ocorria na região central de Samária. em Nazaré. Ptolemaida. na direção de Gaza.

onde entroncava-se com a estrada que vinha de Damasco. As que aqui mencionamos dão-nos uma idéia geral das vias de comunicação terrestre que dispunham os antigos na . passando por Petra e o leste do Monte Seir e do Mar Morto. era ode cobrar o pedágio. e outra que. dirigia-se para Hesbom. no sentido leste a cidade de Bete-Seã. e para nordeste chegava a Cafarnaum. desce para Cafarnaum. Grupo da Transjordânia ou Leste Havia neste grupo pelo menos duas estradas: uma que partia do vau do Jordão. pois. Notese que. pelo menos em três vezes. a que passa pelo sul do lago de Merom. e se dirigia para o norte pelo lado leste do Jordão até o vau que fica defronte de Bete-Seã . que deixando Damasco passava por Cesaréia de Filipe dirigindo-se para Tiro. e a segunda. ele atravessou a Samária: quando manteve memorável diálogo com a mulher samaritana junto ao poço de Jacó perto de Sicar. e quando curou os dez leprosos. A primeira era pavimentada ao tempo dos romanos.prosseguindo para nordeste até Damasco. ou Acre dos franceses). sendo que somente um deles. e para se viajar por ela cobrava-se pedágio. os judeus evitavam-na devido à inimizade antiga entre eles e os samaritanos. deixando para oeste uma ramificação que passava por Jericó e Jerusalém indo até Jope. porém eram de menor importância.1-19). preferindo passar pela Transjordânia.51-56). antes de seu chamado para o discipulado. Segundo esta classificação. no fundo do Golfo de Ácaba. originando-se em Elate. quando os discípulos rogaram a Jesus poder para fazer descer fogo do céu para consumir os samaritanos que rejeitaram a presença de Jesus (Lc 9. as que passam pelo território palestínico são apenas duas: a primeira.3. e de Hesbom avançando pelos montes de Abarim e Gileade para o norte até Damasco. que era samaritano. cidade costeira da Fenícia. em frente a Jericó. Havia outras estradas que cruzavam a Palestina. vai até Nazaré e antiga Ptolemaida na costa marítima.42).que era itinerário preferido pelos judeus para evitar a passagem pela Samária . Grupo de Damasco Neste grupo geralmente são contadas somente as estradas que partem da velha cidade Síria e se dirigem para o Mar Mediterrâneo. Alguns acham que o ofício de Mateus.direção noroeste atingia Ptolemaida (antiga Aco. durante o seu ministério. Entretanto parece que Jesus não deu importância a este fato. no Vale de Siquém (Jo 4. apesar de ser esta estrada do centro o caminho mais curto entre a Judéia e Galiléia. é que voltou para agradecer a graça recebida (Lc 17.

Grécia e Roma na direção oeste. 25m 5. e só . por morte do marido que não deixava filhos. os missionários das novas do evangelho de Cristo do primeiro século: Paulo.Palestina. especialmente entre ricos.4.30. a) Contrato de Casamento -.1-4).13.5 Costumes Orientais Especialmente os Palestínicos Os habitantes do Oriente Próximo. e poderia ser despedida em qualquer tempo e sem qualquer direito a amparo (Dt 21.2. pois geralmente tratava-se de uma serva (escrava) ou prisioneira de guerra. Na impossibilidade de uma apreciaçã vasta e completa do assunto – pois que o escopo deste livro é limitado. A posição de concubina sempre era de uma esposa secundária. Timóteo e Lucas. Havia também o casamento por levirato. vamos apresentar aqui apenas um esboço sucinto desses costumes e usos das terras bíblicas. como ainda têm. 3.5). de onde prosseguiam para a Ásia Menor. tio. Resta ainda fazer referência ligeira às estradas que partiam de Damasco para o norte até Hamate e Arã. seu irmão mais velho. 1. 30. Entretanto. Silas. 3. sempre tiveram. mas freqüentemente também fora desta condição.28). Destas últimas serviram-se os patriarcas nas suas peregrinações para Canaã. dada a importância deste conhecimento na interpretação bíblica. e daqueles. da tribo e da pureza da raça (Dt 7. Segundo o ideal divino. O concubinato era tolerado nos casos de esterilidade da mulher legítima. nobres e reis (Gn 16. a Bíblia não esconde os males da poligamia e da concubinagem.18.3). Jz 8. era feito por terceiros . étnicas e religiosas dos mesmos.1-8). o casamento havia de ser monogâmico (Mt 19. O casamento misto era proibido em defesa da família. o seu estilo peculiar de vida.de expressão e de pensamento.1 Sobre a Família Hebraica (1) Casamento Os hebreus consideravam o casamento de origem divina e de importância básica para a vida individual. ou algum amigo muito chegado.pai do noivo.3. I Sm 1. I Rs 1. quando. social e nacional (Gn 2.Este.10-14). ou das terras bíblicas. geralmente.2.9. porém no Novo Testamento inteiramente repudiada. Isto se deve às particularidades geográficas. especialmente Abraão e Jacó e os hebreus cativos. a poligamia era tolerada no Antigo Testamento. e para a Mesopotâmia e Pérsia na direção leste. o irmão deste deveria casar-se com a cunhada viúva para suscitar descendência ao seu irmão falecido (Dt 25.5.

na presença de testemunhas uma moeda com a inscrição “Seja consagrada “casada” a mim” uma espécie de juramento .21. geralmente oscilava entre 30 e 50 ciclos e selava o contrato matrimonial. Quando as núpcias eram realizadas à noite. sete dias (Jz 14. segundo o Talmude. durante a qual o marido estava isento das obrigações militares. Is 61. embora fossem comuns entre os caldeus (Gn 20. Gn 24. mas podia ser efetuado também em forma de trabalho. poderiam ocorrer um mês depois para as viúvas e um ano depois para as virgens (no caso de Jacó durou sete anos).A festa de núpcias durava. Durante o noivado o homem era isento do serviço militar. com grinalda na cabeça (Ct 3.38. sendo rico.Este era o primeiro ato do casamento. Saindo de sua casa. Desde o momento em que o noivo entregava à noiva. ao som de música e de cânticos.17. b) Noivado . adotou-se o costume de lavrar um compromisso escrito. A lua-de-mel legal era de um ano. porém. Estas consistiam nas consultas quanto ao destino dos bens por força do enlace que não poderiam enfraquecer a tribo nem expor a moça ao desamparo (Nm 36). I Sm 18.1-10.25.12). em cortejo ainda maior. ou ao representante dela. Os casamentos consangüíneos entre os hebreus eram proibidos (Lv 18. ficando. 34. acompanhada das bênçãos paternais.8) considerado casado. 24.9-1. O noivo.8).1-18). e nos acertos quanto ao dote que o noivo havia de pagar ao pai da moça (uma espécie de dádiva que compensava a perda da filha). as pessoas que acompanhavam o cortejo muniam-se de tochas (lâmpadas). os persas e outras nações orientais.excepcionalmente pela mãe (Gn 21. excepcionalmente. 25. até catorze dias. embora mais resumidas. o esposo a conduzia.1. Ex 2. distribuía roupa nupcial aos convidados (Mt 22.11). c) Núpcias .15-20. O dote da concubina era o preço da compra (no caso de serva ou escrava). embora a sua vida conjugal se efetuasse só depois das núpcias (Mt 1. geralmente.12. prolongando-se. Ez 6. . os egípcios.18) que. as festas continuavam.o jovem casal era (Rt 4. Depois do exílio babilônico.1-13). ia à casa dos pais da noiva acompanhado de amigos e vestido de sua melhor roupa.12). para a casa de seu pai ou para a sua própria. onde seguia-se o banquete depois do qual os noivos eram conduzidos à câmara nupcial (Mt 2. Nos seis dias subseqüentes. porém tão importante que somente a morte ou infidelidade podiam dissolvê-lo. Recebendo a esposa na casa dos pais desta. com rosto velado. com terceiros as negociações (Gn 34.253). como no caso de Jacó (Gn 29. 34. Em alguns casos o próprio filho fazia a sua escolha.4).10).

1. Dt 21.16).1. chamado carta de divórcio. Porém os hebreus asseguravam à mulher o gozo de vários direitos não encontrados nos costumes de outras nações. e mesmo repudiada já na última parte do Antigo Testamento (Dt 24. Ex 2. Entre os hebreus ela merecia lugar de honra e distinção (Pv 31.5.3).3-9).3) e carregava a água das fontes para o abastecimento da casa. Mt 2. Priscila e Paulo sabiam fabricar tendas (At 18. exceto no caso de adultério (Mt 19.13-16). A primogenitura era honrada e respeitada entre todos os povos orientais. viesse a divorciar-se do seu segundo marido ou mesmo se este viesse a morrer.1. especialmente os do sexo masculino. o pai era obrigado a ensinar-lhes desde cedo um ofício que lhes garantisse a subsistência. As filhas solteiras eram sustentadas pelos irmãos até que se casassem.16-18). Áquila. 1 Rs 3. Quanto às ocupações.2 Sobre a Vida Social Hebraica (1) O Lugar da Mulher na Sociedade – De um modo geral. As filhas recebiam a herança somente na falta de filhos herdeiros. porém não aprovada.10-31). Quanto à educação dos filhos. Assim. A herança era dividida somente entre os filhos do sexo masculino. a mulher tinha o direito de requerer justiça (Nm 27. (3) Os Filhos . entregue à mulher pelo marido (Mt 19. já não poderia reconciliar-se com o primeiro. Por isso a esterilidade era julgada como uma falta de favor de Deus.(Nm 27. O divórcio tinha que ser efetivado por um documento escrito. Entretanto.Estes eram considerados dádivas divinas. A mãe era digna das mesmas honras que se deviam ao pai (Ex 21.7).4). . assumia a direção da família e as funções sacerdotais da mesma (na época anterior à adoção da lei mosaica).15-17). com a morte do pai.8). Seu casamento podia ocorrer somente com alguém de dentro da mesma tribo. quase que não existia distinção de sexo. Se. os orientais dos tempos antigos relegavam a mulher à uma condição bastante inferior à do homem. Perante as autoridades. Também Jesus repudiou o divórcio. porém. 3. trabalhava nos campos (Rt 2. Pv.6. O primogênito recebia a porção dobrada dos bens paternos. a mulher moça pastoreava rebanhos (Gn 29.12.(2) Divórcio . uma vez que se encontrava contaminada pela coabitação com outro homem (Dt 24.A dissolução dos laços matrimoniais entre os hebreus era permitida como uma “necessidade calamitosa”. para lhe dar direito a um novo casamento. as principais obrigações das mulheres eram os trabalhos domésticos.

1-4.38. Na história do povo hebreu há também uma juíza (Jz 4. os parentes e amigos mais próximos.39).34. o choro desesperado. A posição mais comum era a inclinação do corpo para a frente e com a mão direita posta no lado esquerdo do peito (Gn 23. O enterro era feito no mesmo dia da morte .8). o andar com rosto coberto etc. preparavam as refeições (Gn 18. Dt 34. O costume de caiar os túmulos era praticado para evitar a contaminação cerimonial por pisar neles. Elas moíam o grão (Mt 24.30. (Gn 37. (3) Enterros e Manifestação de Luto .14). Jó 2. Como demonstração de respeito filial e para a perpetuação da memória dos mortos (I Sm 18. 15. Jesus. porém.4).41). Am 8.Estas sempre eram prolongadas no Oriente. Lc 24. Raramente eram usados esquifes ou caixões abertos.20. Mc 5.18).10. “Paz seja convosco”.1-16) . (2) Saudações -.10. Gn 50.7. sabemos.Constatada a morte.2. I Cr 12.acompanhado do cortejo fúnebre na seguinte ordem: as mulheres.3 1.18) costumavam os hebreus levantar . O embalsamamento não era costumeiro entre os hebreus. o lançar do pó na cabeça. mandou aos seus discípulos que a ninguém saudassem pelo caminho justamente para poupar tempo (Lc 10. especialmente perante pessoas superiores.bem mais complicados e difíceis que aqueles que as mulheres têm hoje.12. Outra maneira usada. e o povo.6). As expressões mais comuns eram: “Paz”. I Sm 13. à porta. que o foram pelos egípcios. mas também em certas regiões e épocas ficavam nos pátios das casas.36.19). “Paz esteja nesta casa” (I Sm 25. I Rs 2. I Sm 18. em casos excepcionais era delongado para mais (I Sm 31.6. o vestir-se de saco. o corpo do falecido era lavado e enrolado com faixas ou lençóis impregnados de perfumes. o lançar-se no chão. que possuíam o segredo do processo. por exemplo. redondas.6. ao passo que os sepulcros dos mais abastados eram cavados na rocha. As manifestações de luto eram variadas: o rasgar de roupas. o andar descalço.13.12).isto por exigência do clima quente que favorecia a decomposição rápida e também por força da lei que tornava imundo quem tocasse em um defunto (Nm 19. o jejuar. as carpideiras (eram as lamentadoras profissionais). o arrancar os cabelos e a barba. para fechá-los. Embora José e Jacó tivessem sido embalsamados. com umas pedras grandes. 42.8).4) e pelo menos três profetisas (Ex 15. O período de luto era de sete dias. era a prostração ou inclinação até a terra (Gn 18. o defunto. “fiavam a lã e teciam o pano” (1 Sm 2. Os sepulcros eram geralmente localizados fora da cidade. Os túmulos dos pobres eram simples covas no chão cobertas de terra e marcadas por uma pedra.

3. muito resistente).3 Habitações (1) Tendas . com acesso por uma escada exterior. destinados a permanência mais prolongada no local.Eram ranchos feitos de estacas encimando varas cobertas de ramos ou folhagens. (4) Casas -Pelas escavações arqueológicas. fenício ou algum outro. era algo majestoso. apoiada em alguns esteios verticais. Os tipos de tendas variavam de tempos em tempos. Aquele templo.20. Esses telhados ou terraços eram feitos de paus colocados em sentido cruzado ou paralelo.5. segundo as descrições de I Reis 6 e I Crônicas 3. servos.um grande pedaço de tecido retangular levantado sobre uma vara horizontal. Quanto ao tamanho. Era uma construção portátil de 30 côvados de comprimento por 10 côvados de largura. A primeira referência a tendas na Bíblia temos em Gênesis 4. e preso pelos quatro cantos a estacas ao rés-do-chão até o mais complicado feitio octogonal. na Bíblia esta palavra é aplicada especificamente à tenda que durante a peregrinação dos israelitas pelo deserto servia para o culto de Deus. Originalmente parece que eram feitas de pele de cabra. Entretanto. depois evoluíram para tecido de pêlos de cabra de uma qualidade especial (de pêlo longo. de barro . casais.O termo que significa simplesmente habitação e que tanto pode ser uma tenda como uma cabana. (3) Tabernáculo . aproximadamente 15m por 5m. cozinha etc. ou seja. Os telhados nas regiões mais quentes eram chatos e transformados em terraços. que foi substituída pelo famoso templo de Salomão construído em Jerusalém. geralmente eram de um só cômodo e de um só andar. de tijolos e de madeira (menos Comum). Porém. conclui-se que na Palestina as casas eram feitas de pedra. cercados de parapeitos. Já nas regiões mais frias eram encontrados telhados em forma de meia-água ou cumeeira para o deslizamento da neve.“colunas” (monumentos que consistiam de uma pedra mais ou menos alongada que se fixava na terra no sentido vertical). crianças. sala.Este era o tipo mais primitivo de habitação palestínica e de um modo geral de todo o Oriente. escuro. com uma ou duas colunas verticais no centro e divisões internas para dormitórios de homens. desde o mais primitivo . mulheres. ou mesmo de tecidos. cobertos. dependendo do que era mais encontrado na região. (2) Cabanas . não sabemos se o seu tipo arquitetônico era egípcio. Os cidadãos mais abastados construíam casas de dois pavimentos com vários cômodos.

cadeira. ficava a sala de visitas. as acomodações dos servos. tanques e até piscina.27).2. Outros objetos de um habitante de tendas eram: o martelo para fixar as estacas. acrescida de acomodação para os animais e servos na parte posterior. algumas panelas de barro ou metal para preparar comida. Mt 10.5m de altura para facilitar a vigilância dos pomares e das lavouras (Is 5. (6) Palácios .Eram armações de estacas e galhos. Dos telhados dos edifícios públicos proclamavam-se os decretos e os avisos de natureza coletiva (Lc. ao lado.10).hospedaria) era sempre uma casa maior. introduziram mais cedo que os outros povos a cadeira e a mesa. a cozinha. Nas casas já havia camas e cadeiras (I Rs 4. à noite o terraço era o lugar preferido para o descanso. em estilos que variavam com a época de influência histórica . A divisão interna das casas dependia das posses do dono e do tamanho da mesma. para os meses de calor. embora estas sempre baixas.1). de dois andares. grego. 12. pois os orientais tinham por costume sentar-se no chão sobre as pernas cruzadas. assírio.misturado com capim (estuque). segundo parecem. Esses cômodos sempre davam a porta para o pátio interno.5. estas de 20 e 25cm de altura. de cereais etc. No segundo andar. Devido ao clima quente. logo à entrada. mais adiante.4 Mobília A mobília dos antigos no Oriente era bem reduzida.egípcio. fenício. Os egípcios e babilônios.Eram as residências reais. bem como mesas. e durante o dia para secagem de roupa. mesa e cama. com uma plataforma de 2m a 2. como as cabanas. construídas com requintes de luxo. 3. romano (os últimos ao tempo do Novo Testamento). a despensa etc. e uma plataforma em cima para a guarda. Nas tendas geralmente nada mais havia senão tapetes ou esteiras servindo como divã. meditação e dormida. amassadeiras e odres (recipientes de couro de animais para leite e vinho) e sela de camelo. Na parte da frente.3. Os candeeiros eram de barro ou metal em forma de . duas pedras de moinho para moer o grão. (5) Torres de Vigia . o quarto dos hóspedes e o dos donos da casa e. tigelas. os cômodos dos filhos ou outros moradores da casa e freqüentemente também dos próprios donos. As torres de caráter permanente eram feitas de pedra com acomodações para a família na parte inferior. Mt 12. com a costumeira área central ou pátio. As casas de dois andares possuíam um pátio interno com poço. As portas eram estreitas e baixas e as janelas poucas e sem vidros. A estalagem (khan .

Era uma peça de fazenda geralmente de lã que se usava por sobre a túnica.6 Vestuário Este era confeccionado de algodão. por dentro do qual também carregavam-se dinheiro e outras miudezas. O pão era feito de farinha de trigo.5 Alimentação Pão. Um pedaço de pão ou mesmo a mão eram usados para retirar a comida da tigela. Manto ou capa . Os ornamentos masculinos mais comuns eram o cajado. Com o tempo os candeeiros passaram a ser cobertos por uma tampa em que havia um orifício para o pavio. assada ou cozida em água ou no leite. alho. linho ou lã. mel. pêssegos. repolho e couve-flor. centeio ou milho. ameixas. que era de algodão ou lã.tostado. A carne geralmente aparecia somente em ocasiões festivas. O azeite era a gordura mais usada para temperar a comida.5. cebola. Também o peixe era comum nas proximidades dos lagos e mares. havia garfos para uso no preparo do alimento na cozinha. leite. Manteiga e queijo eram feitos de leite de cabra ou de vaca (mais raramente). bastante comprido para dar várias voltas na cintura.Era uma camisola de algodão ou linho. Era uma peça bastante adornada com franjas e bordas (Dt 2. Também costumava-se comer o grão dos cereais cru como vinha do campo . Porém. com uma espécie de beiço num certo ponto da borda para o descanso do pavio. porém posteriormente no . o anelsinete (que nos tempos mais remotos usava-se pendurado ao pescoço por meio de um cordão. O cinto do manto . o endro e o coentro. Também eram comuns as amêndoas.12). (1) Peças do Vestuário Masculino Túnica . 3. pepino. cevada. o cominho. tâmaras. A túnica dos ricos e dos sacerdotes tinha mangas compridas e largas. chegando até os joelhos. figo. azeite e vinho eram a base alimentar. cozido em leite ou em caldo de carne. Das frutas fazemos a menção de uva. frutas. servindo também como cobertor. Os legumes mais comuns eram lentilha. O sapato dos palestinos era a sandália confeccionada de couro ou pano e presa ao pé por cordões de algodão ou fitas de couro fino. Talheres não se usavam antigamente. tapete. legumes.pires. sela etc.Era feito de couro ou fazenda espesso. O combustível comumente era o óleo de oliva (azeite) ou de sésamo (gergelim). farinha. seda. A carne mais apreciada era a de cabra. deixado de molho. sem mangas.5. 3.

Quanto aos ornamentos e enfeites. nos dias do sacerdócio de Simão Macabeu. contendo alguns trechos da lei. ‘pesou (.. O uso mais remoto de permuta de valores entre os povos orientais era feito pela simples troca de mercadorias. ouro ou cobre). Abraão.em forma de pó. O siclo. 39.C. ora em forma esférica. seguindo-se os persas por volta do ano 500 a. ora em cônica. O ciclo cunhado (no valor de um e de meio ciclo) apareceu pela primeira vez entre os hebreus por volta do ano 143 a.69) com que os hebreus já estavam familiarizados. quando exerceu autoridade sobre a Palestina Antíoco VII da Síria. (2) Peças do Vestuário Feminino. As mulheres usavam o véu sobre o rosto quando apareciam em público. nos lábios e nas orelhas. presas à testa e ao pulso esquerdo .5.) quatrocentos ciclos de prata. Porém a cobertura mais comum. apreciavam pendentes no nariz.11).8).42. 3. exceto o turbante. tonelada etc..9. O lançamento das primeiras moedas de curso nas transações comerciais deve-se aos gregos entre 700 e 650 a.Ex 13. dependendo do gosto. Depois entrou em uso a troca de um certo peso de metais preciosos . pesos e medidas O intercâmbio comercial palestino sofreu as constantes influências políticas estrangeiras. truncada. porém mais longas e mais ornamentadas. por algum tempo. Dt 6. Com a introdução de novas moedas na Palestina .e face à exigência legal de pagamento de impostos do Templo. pipetas ou barras (cunhas) . Geralmente a fita era de cor diferente dado lenço. ao necessitar de um campo para sepultar a sua esposa Sara. deixando a parte mais longa para trás a fim de proteger o pescoço.C. Parece que os calções eram usados. anéis e pulseiras..). somente pelos sacerdotes (Ex 28.pelos objetos ou propriedades imóveis. A pintura em volta dos olhos já era conhecida nos dias de Jezabel (I Rs 9. era um padrão de peso que variava conforme o metal que se pesava (prata.de tempos em tempos .C. para metais preciosos.7 Dinheiro. portanto.16).16-24). Assim.30). Lv 6. diademas na cabeça (Is 3. 13 Na cabeça usava-se o turbante que consistia de uma fita longa enrolando a parte superior da cabeça. uma moeda persa (Ed 2. Talento Era outro peso. moeda corrente entre os mercadores’ (Gn 23.28. era um lenço quadrado preso por uma fita ao redor da cabeça. usado para valores maiores (como entre nós hoje usamos arroba.As mulheres usavam as mesmas peças.. de ofertas e aquisição de animais para o . A primeira moeda citada na Bíblia é o dárico.dedo) e as filacténas (tiras de couro com caixinhas.

Outro submúltiplo de siclo. 2. pois somente a moeda judaica podia entrar no tesouro sagrado. chamados leptos).69). O siclo sagrado.16). a seguir.Era submúltiplo do siclo. ou cerca de 800 gramas.6.300 gramas.Moeda romana. valendo 50 siclos. Mt 10. d) Arratel . igual a um siclo ou shekel judaico. era a moeda do tributo (Mt 17. Didracma. 12.mas de peso padrão preservado no Tabernáculo. era também chamado mina. Seu valor-peso correspondente em gramas dependia do metal tomado como padrão. seus valores nas diversas épocas e o seu valor correspondente nos dias presentes. a sua vigésima parte (Nm 18. toma-se muito difícil preparar um quadro exato das moedas orientais.29). Assim.A moeda cunhada persa mais antiga. conhecida pelos hebreus no período da restauração (Ed. .sacrifício. valendo. algumas moedas e valores em curso na Palestina. b) Shekel ou siclo . aproximadamente 50 quilogramas. valia uma oitava parte de um as (Lc.26).2 1). ou seja. (1) Dinheiro a) Shekel ou siclo . Davis. também chamada sescum. ou o siclo de santuário (Ex 30. e) Ceitil . principalmente nos dias do Novo Testamento.Ambas valiam um quarto de um shekel ou siclo. surgiu o ofício de cambista. (2) Moedas Cunhadas a) Dárico .13). d) Estáter . mas parece não tratar-se de um siclo diferente do siclo comum . e 4 quadrantes a um as ou asse. c) Dracma . é interpretado de várias maneiras. o shekel ou siclo de ouro tinha cerca de 1 6g e o de prata aproximadamente 1 4g. c) Beca . damos.Era a unidade básica de peso entre os hebreus que servia também como padrão de valor antes da cunhagem de moedas. meio siclo. era igual a 10 óbolos ou meio siclo (Ex 3 8. ou 60 minas.que era o de prata . um dólar.Múltiplo de siclo. segundo o historiador Josefo. e) Mané . segundo John D.Moeda romana.A primeira moeda judaica cunhada (shekel e meio shekel de prata e a subdi visão em quartos de cobre. Entretanto. Dois ceitis equivaliam a um quadrante.3 mil siclos. Como o uso e o valor das moedas variava de tempos em tempos e de país para país. Já o siclo babilônico era apenas de 8g.(moeda grega) e denário (moeda romana) . f) Talento . b) Óbolo ou jeira .

C . d) Cabo ou medida .Cerca de 2.6 litros. cujos valores já foram apreciados na primeira parte do tópico sobre o dinheiro.Medidas de Comprimento a) Cúbito ou côvado .Medidas de Capacidade Para secos: a) Efa .(medida grega) . centro de competições atléticas) – Igual a 185m. (4) Medidas A . d) Palmo -Aproximadamente 23cm. “é um espaço de terra que uma junta de bois pode lavrar num dia” Evidentemente a dimensão exata da jeira não é possível de se estabelecer. mas os autores opinam em tomo de 2.28).A décima parte de uma efa (Ex 16. B. cerca de 3. g) Estádio .500 m2. Nota: alguns autores dão apenas 8.Igual a seis côvados ou cúbitos. e) Homer ou coro . shekel ou siclo. Os pesos referidos na Bíblia são os seguintes: óbolo ou jeira. h) Milha . que.(3) Pesos Segundo Levítico 19.Medida de Superfície Jeira.10 efas ou 360 litros. segundo Angus.A terça parte de uma efa.A unidade principal que variava entre 45 e 55cm. f) Braça . i) Caminho de um Sábado .36. cerca de 2cm.5 litros.000m aproximadamente. c) Gomer ou omer . e) Vara ou cana de medir. mais ou menos 12 litros. b) Alqueire. arratel.Correspondia a 1.Cerca de quatro dedos.Correspondendo à largura de um dedo.(medida romana) . mané ou mina. junto do Sinai.500m. os hebreus desde os tempos mais remotos de sua nacionalidade usavam pesos e medidas para avaliar o dinheiro e outros artigos comerciais.36). b) Dedo ou dígito . e originou-se do costume observado no deserto.(medida grega equivalente ao comprimento da pista do estádio de Olímpia.Equivalente a 1. c) Mão .Aproximadamente 1.20m (At 27. .5 litro.Unidade padrão contendo cerca de 36 litros. de não se percorrer no sábado distância maior que a do arraial até o tabernáculo. seá ou três medidas . e talento. beca.

d) Almude ou metreta . Nesta tabela baseamo-nos em Joseph Angus e John D. ou seja. Calor do dia . Fresco do dia . Davis.1). ainda queo sexto dia geralmente fosse denominado o dia da preparação.noite era dividida em quatro vigílias: Primeira vigília . igual à efa: com capacidade de 36 litros (Ez 45. 3.8 Calendário e festas de Israel (1) Calendário Judaico Apresenta as seguintes divisões dotempo e maneiras de contá-lo.12 horas. Costumava-se dividir o dia simplesmente em períodos.de meianoite às 3 horas.6 litros. .de 18 horas até meia-noite.A unidade básica. Já no Novo Testamento temos a seguinte subdivisão do dia: Terceira hora do dia -9 horas.de 18 às 21 horas. pelo seu caráter sagrado. Nota: Algumas destas medidas variam de acordo com os autores e investigadores que nem sempre tiveram ao seu alcance as melhores fontes. Ao passo que a. Terceira vigília .de 3 às 6horas. Décima segunda hora do dia 18 horas. Sexta hora do dia . Quanto à subdivisão do dia. e) Léteque . Segunda vigília – de 2l horas a meia-noite. e o sétimo. também chamada ‘a manhã” b) Semana – Este era de setedias chamados pelos ordinais –primeiro dia etc.de 10 até 14 ou 15 horas.Uma sexta parte de efa: 6. Nona hora do dia . Quarta vigília .Igual ao bato: 36 litros.Este era contado do pôr-do-sol até o pôr-do-sol do dia seguinte (Gn 1. embora o termo também significasse o período da luz nas 24 horas.Cinco batos: aproximadamente 180 litros. considerados os melhores. Terceira vigília: -de 3 às 6 horas da manhã.Um doze avos de um hin.Para líquidos: a) Bato . o sábado (descanso). O período da noite obedecia a uma divisão em três vigílias: Primeira vigília: . nota-se que o sistema de hora era desconhecido. c) Logue .de 6 até 10horas ou pouco mais.5. b) Hin . com a nomenclatura seguinte: Manhã .de 15 às 18 horas. também designada pela expressão “o cantar do galo”.de meianoite às 3 horas.5).15 horas. Segunda vigília: . cerca de meio litro. no Antigo Testamento.. a) Dia .

denominado Ve-Adar (exatamente sete vezes em cada ciclo de 19 anos). como proprietário que é de todas as coisas. o 13º mês.No calendário hebreu havia o ano religioso.1) para o descanso do solo. bem como a babilônica: Abib (mais antigo) ou Nisã (pós-exílico) era o nome do primeiro mês correspondente ao fim de março ou começo de abril. Shebat e Adar. Zife (Zive) ou lar. cada 50 anos. (2) As Festas de Israel Os judeus celebravam sete festas religiosas anualmente. As mais importantes delas . Inclusive a própria fertilidade da terra e a colheita resultante eram provas da providência de Deus a favor de seu povo.eram três: a da Páscoa.14-19). as lições que as festas pretendiam ensinar eram as seguintes: a) Tudo provém de Deus. d) Anos . ou seja. destinação da produção espontânea para os pobres e peregrinos e cancelamento das dívidas. Parece que isto contribuiu muito para a cultura social do povo. Mas como o ano lunar retrocedia em números de dias e assim desencontrava das estações agrícolas determinadas pelo ciclo solar. e o ano do jubileu. flui. sendo que cinco eram da época mosaica e duas de épocas posteriores. Etaním ou Tishrí. quando todos os escravos hebreus eram libertados e as terras vendidas restituídas aos primitivos donos ou seus legítimos descendentes. de sete em sete anos um ano sabático (Ex 23. b) A natureza produz pela providência de Deus (uma espécie de maná). tornouse necessário intercalar um mês intermediário cada três anos. a de Pentecostes e a dos Tabernáculos (Ex 23. Havia. Em resumo. Tebel. Bul (Chesvan ou Marchesvani) Kislev. em cujos nomes percebe-se a raiz cananéia. Elas objetivavam manter viva no coração do povo a realidade de que tudo que ele possuía ou tudo que ele era em si vinham de Deus como dádiva. pois foi “O plano de Deus para evitar que a riqueza da nação fosse acumulada nas mãos de poucos” e que os irmãos de raça ficassem perpetuamente escravizados uns aos outros. ou sela.c) Meses . Sivã.10. Ab. cujo início era assinalado com a Festa das Trombetas no dia 2 de Tishri ou Etanim (correspondendo ao final de setembro ou começo de outubro). c) Este Deus a quem pertencem todas .A observação das fases da lua determinou a divisão do ano em doze meses ou período de 29 e 30 dias alternadamente. o que levou a se adotar o ano do ciclo solar. também.às quais um judeu homem não podia faltar por exigência da lei . Tamuz. que começava com a Páscoa no dia do mês de Abib ou Nisã (março ou abril) e o ano civil.

que os dirige. adicionouse do segundo dia em diante uma significação relativa à alegria e gratidão pela colheita dos primeiros frutos da semeadura da cevada (o período das colheitas dividia-se em duas partes: da cevada e o do trigo). Festa da Ceifa ou Festa das Primícias. E como o ano começava na primavera. no 3º mês.10.Denominada também Festa das Semanas. guia e protege. De modo que o zelo na celebração das festas expressava a consonância espiritual do coração do povo com a sua conduta. com o fim de habilitá-los a desempenhar no mundo uma missão específica e messiânica. b) Pentecostes .21-27). . e os pães asmos eram o símbolo da pureza com que a festa devia ser celebrada.e era acompanhada de uma outra. Isto também fomentava a unidade nacional indispensável. Depois do exílio babilônico adicionou-se à festa de Pentecostes também a comemoração da adoção da lei no Sinai. As festas eram as seguintes: a) Páscoa. quando o sacerdote agitava perante o altar um molho deste cereal (Lv 23. sem os fundamentos espirituais que as deviam motivar. destacando. a alimentação comum do povo. Entretanto. não era aceita por Deus (Am 5.as coisas e que faz a terra produzir milagrosamente é o Deus dos hebreus. Sivã. especialmente.1). as ervas amargas eram alusivas à amargura do cativeiro. A oferta peculiar desta festa era composta de dois “pães movidos” (Lv 23. era celebrada de 14 a 21 do mês de Abib ou Nisã.Também chamada Festa dos Pães Asmos ou Dias dos Asmos. Celebrava-se 50 dias (ou sete semanas) após a Páscoa. a celebração simples e formal das festas. composta de dois cordeiros.17). O cordeiro devia ser assado inteiro e comido com ervas amargas e com pães asmos (sem fermento). Comemorava aproximação do fim da colheita do trigo (e com ele a de todos o cereais) de que era feito o “pão de cada dia” ou seja. para expiação de pecados.porque representavam as imperfeições do povo . porém. O sangue aspergido nos umbrais significava a redenção ou expiação. como um memorial do livramento dos hebreus do jugo egípcio. ao passo que a negligência neste sentido provava o declínio espiritual do povo e atraía sobre o mesmo pobreza. poupando. e durava um dia. o primeiro do ano religioso. tristeza e perturbações sociais e políticas que o faziam sofrer. fermentados . a passagem (este é o significado da palavra “páscoa”) do anjo que feriu os primogênitos dos egípcios. os lares em cujos umbrais israelitas havia o sangue do cordeiro sacrificado na véspera.

somente o sumo sacerdote oficiava. o mês de Adar (Et 9. O termo purim significa sorte. Festa do Senhor ou simplesmente “a festa” (Ex 23. seus detalhes e seu oficiante (Lv 16. durante os sete dias da festa. De todas as festas. .13-15.25). d) Trombetas ou Lua Nova . e) Dia da Expiação . Tishri.Festa instituída para comemorar o livramento dos judeus que habitavam a Pérsia nos dias da perseguição planejada por Hamã. Tishri. a celebração desta festa sofreu algumas modificações de pouca monta. A particularidade desta celebração era o toque de trombetas dos sacerdotes com que se dava o início da festa.7). a habitação em “tendas” e os sacrifícios e ritos peculiares à semana” A habitação em tendas ou cabanas feitas de ramos de árvores. e deriva-se do fato de Hamã ter lançado sorte para saber o dia em que seria executado o seu plano macabro (Et 3. na história dos judeus. pelos sacerdotes e pelo povo. visava a recordação dos 40 anos de peregrinação no deserto sob a proteção divina. Edersheim que três eram as coisas principais que distinguiam esta festa das demais: “o caráter alegre das celebrações. porque assinalavam a 7ª lua nova do ano religioso e o inicio do ano civil. f) Purim . Entretanto. esta era a mais alegre porque caía justamente numa época do ano em que todos os corações estavam repletos de contentamento pelas colheitas guardadas nos celeiros.26-32.Era observada no 10 e 20 dias de Tishri. como expressão de pureza. isto é. ou seja. e o fazia não com vestes comuns. Este era o único dia do ano em que o sumo sacerdote entrava no Santo dos Santos para oferecer expiação por si mesmo. e durava sete dias (15 a 21). A festa era celebrada nos dias 14 e 15 do 120 mês. Jo 7. que visava o extermínio total da raça judaica nos domínios persas.34). Era realmente o dia mais importante de todo o calendário judaico e o mais complexo no que diz respeito aos sacrifícios. mas especiais. tabernáculos (habitações portáteis.c) Tabernáculos . improvisadas). 23. Neste dia. Dt 16.Este era o dia l0 do 7º mês.Festa conhecida também como a da Colheita. frutos recolhidos e a vindima feita. celebrava-se no 7 º mês. Mais tarde.21). É observado com abstenção dos trabalhos e com jejum. o que falava eloqüentemente do favor de Deus e ao mesmo tempo lembrava a proteção de Deus durante a peregrinação no deserto quando o povo habitava em tendas ou cabanas. 7º mês. plano este que tornou-se em maldição para Hamã (Et 9. seu preparo. Hb 9 e 10).3-43. todo dia primeiro de cada mês caía em lua nova e era assinalado por ofertas e celebrações solenes. Diz A.

e com sua mulher Sara e seu sobrinho Ló. fixou-se em Arã. terra que Deus havia prometido ao patriarca e sua descendencia por herança perpétua(Gn 11. Betél. que eram servas de suas esposas. neta de seu irmão Naor. sua natureza e seu própito (Gn 12. filhas de Labão.. Deustomou um caldeu. a sudoeste de Arã. Abraão deixa Arã. parte para Canaã ou Palestina. mas tudo faz crer que foi ali que Abraão mandou buscar esposa para o seu filho Isaque. Abraão morreu aos 175 anos de idades. detendo-se em Arã. no quediz respeito.1 Origem dos Hebreus Como é do conhecimento de todo estudante da Bíblia. nasceram a Jacó doze filhos. Seu filho Isaque. o patriarca deixou a sua cidade natal. morendo seu pai Tera. cujas famílias deramorigem às doze tribos de Israel. 10 – 12.4. Destas duas uniões e mais duas com as concubinas. irmão de Rebeca. com as respectivas famílias habitaram na mesma terra. Rebeca. Bilá e Zilpa. GEOGRAFIA POLÍTICA DA PALESTINA Antes dos aspectos geográficos relacionadoscom as fases políticohistóricas.9).C. quando a tribo de Jacó desceu para o Egito. seu neto Jacó e os doze bisnetos. Jacó. e emigrou em companhia de seupai e seu sobrinho Ló para Canaã. filho de Jacó. Filho da Promessa. mas a época geralmente aceita é 2000 a. no sul da Babilônia. localizada no noreste da Mesopotâmia. ambiente idólatra e politeísta.Com75 anos de idade. Hebrom e Berseba. durante mais ou menos 215 anos. à sua origem. irmão de Abraão. Mais tarde o neto de Abraão. de origem semita. encontra na mesma parentela e no mesmo lugar as suas duas esposas – Lia e Raquel. Algum tempo depois. particularmente. portanto a parte central e a do sul. Depois de cereca de cem anos de peregrinação na Terra da Promessa. a Palestina . Nesta altura eram 70 os descendentes de Jaco em sua tribo. A área geográfica percorrida pelos três patriarcas durante as suas peregrinações na Palestina se fixava entre Siquém. A data do nascimento de brão não é possível de ser determinada com precisão. apresentamos aqui um resumo do aspecto étnico dos hebreus. Não sabemos em que tempo também Naor. próximo ao Egito. Abraão. 1 – 3). ondejá estava José. Naquela época da formação pré-tribal dos hebreus. encontrando-a na pessoa de sua sobrinha-neta. ou seja. porém sem possuí-la. como primeiro ministro do Faraó. para nele constituir um povo seu que viesse beneficiar todas as demais raças com a revelação que lhe daria do seu caráter. Ur dos caldudes. 4. mais tarde conhecida como Sina.

outra vez. filho de Jacó. Manassés Ocidental (meia tribo de Manassés). entrou em Canaã praticamente com o mesmo número de almas (comparar Nm 1. Efraim. Mediterrâeno e Jordão. a terra do Emate (Síria) nem as partes de Edom e Moabe ao sul e leste do Mar Morto. ao norte de Rúben e a leste do Jordão.51). Porém. Josué repartiu a terra entre as doze tribos da seguinte maneira: a tribo de Levi não teria herança. entre Fenícia.(2) Grupo do Centro – Issacar. Benjamim . 41). perfazendo. Gade. e meia tribo de Manassés. dividimos a distribuição delas em dois grandes agrupamentos: tribos da Palestina Oriental ou Transjordânia. sendo que o predominante era o cananeu. o número de12 as heranças na terra conquistada. uns maiores. a Fenícia. Este povo. Não foram conquistadas a Filistia.estava ocupada por vários povos. Efraim e Manassés. 4. que junto do Sinai foi constituído em nação.2 A Palestina ao Tempo da Conquista e dos Juízes Uma vez encerradas as campanhas da conquista.2. assim. Durante a permanência dos israelitas (como são chamados os filhos de Israel ou Jacó) no Egito – que durou 215 anos. A área conquistada por Josué somada àquela que na Transjordânia já fora conquistada por Moisés. masteria 48 cidades entre as demais tribos por todo o território conquistado (Js21.40 – as doze tribos desenvolvera-se num grande povo que ao tempo do Êxodo deve terchegado a cerca de três milhões de pessoas.46 e 26. juntas. a parte de José.18).que era desde o Egito até o rio Eufrates (Gn15. ou Manassés Oriental. segundo os cálculos dos entendidos. seria dividida entre os seus dois filhos. outros menores. logo ao norte de Moabe e a leste do Jordão.2. Aser e Zebulom. e tribos da Palestina Ocidental ou Canaã propriamentedita. ou Galiléia. ao norte de Gade e a leste do Jordão e do Mar da Galiléia.1Tribos da Palestina Oriental ou Transjordânia Estas são duas e meia: Rúben. segundo a Septuaginta (tradução grega do Antigo Testamento) e 430 anos segundo Êxodo 12.2Tribos da Palestina Ocidental ou Canaã Estas podem ser divididas em três grupos: (1) Grupo do Norte – Naftali. não representavam maisque uma sexta parte da área prometida por Deus a Abraão. 4. 4.

4 Divisão Política no Período dos Dois Reinos Como sabemos. Efraim é uma parte de Benjamim a oeste do Jordão. os reinos de Damasco. e Manassés Oriental (meia tribo). os limites do território de Isarel na parte nortevoltaram ao que eram antes da época davídica. aquela que fora prometida por Deus a Abraão. integrado pelas áreas ocupadas por 10 tribos. Foi quando devido às conquistas de Davi e Salomão. para onde havia emigrado do sul devido à pressão dos filisteus e cananeus nos dias dos Juízes). às barreiras naturais – como o Vale do Jordão e montanhas na vastidão territorial – que impediam o desenvolvimento de uma unidade política sólida. o território do império hebreu estendeu-se desde Filistia. ao norte (II Sm 8). Devido à incapacidade dos reis. muitos dos levitas retiraram-se para Judá. Recordese que a tribo de Levi não recebeu herança territorial na divisão daterra conquistada por ser tribo sacerdotal.Dã. Berseba e o Golfo de Ácaba (ou cidades deEzion-Geber e Elate ao sul) até a Babilõnia a leste. como no caso da tribo de Simeão que se confundiu com a de Judá. Gadee Rúben a leste do Jordão. 4. abrangendo o território das . (3) Grupo do Sul – Judá e Simeão. Issacar. Durante o período de Juízes. Zebulom.ou seja.3 DivisãoPolítica no Período do Reino Unido Neste período a Palestina possuia a maior área em toda a sua história. Naftali. a saber: Dâ (no extremo norte ao pé do Hermom. até Hamate e Damasco. Assim. Com o culto idolátra estabelecido por Jerobão – primeiro rei do Reino do Norte – em Dã e Betel. ou mais tarde Samária. Hamate. Moabe e Amon. abrangendo Edom. posteriormente conhecida como Judéia. ou Síria. esta divisão permaneceu praticamente a mesma. 4. Manassés Ocidental (meia tribo). mas 35 de suas 48 cidades estavam localizadas na área do Reino do Norte. porém com menos precisão devido às misturas dos elementos das tribos pelo casamento e emigração de áreas mais desertas para as mais propícias à agricultura e pecuária. 2) O Reino do Sul ou Reino de Judá. Amon e Moabe sacudiram o jugo hebreu e um após outro recuperaram a sua independência. após a morte de Salomáo o reino hebreu cindiu-se em dois: 1) O Reino do Norte ou de Israel. com a capital em Jerusalém. Aser. com a capital inicialmente em Siquém e depois em Samária.

o Reino de Judá. ao tempo de Nabucodonozor.C. embora a queda definitiva do reino só ocorresse em 587 a. especialmente em Samária e seus arredores (áreas de Efraim e Manassés) de cuja mescla com os remanescentes judeus originou-se a raça dos samaritanos. Do capítulo 32 ao 36 de II Crônicas. reduzindo-se. a Palestina como tal deixou de existir. Simeão e parte de Benjamim. os reis assírios colocaram populações de outras áreas conquistadas do seu império (II Rs 17. e cujo centro religioso era o templo construído no Monte Gerizim. permaenceu ainda cerca de 135 anos em seu território bastante reduzido e como tributário da Assíria durante a maior parte desse período. com variantes samartinadas. a extensão territorial da parte sul do antigo Reino Unido.tribos de Judá.. Com a ascensão da Assíria. Porém. assim. raça estaque evoluiu para uma seita que adotava apenas o Pentauco. voltaram à sua independência.Em lugar do povo de Israel. 2441).6) para nunca mais voltar às suas herdades. Judá foi reduzido a um estado de vassalagem e a maioria dos habitantes – entre eles Daniel . De modo que aquela data assinala o começo dos 70 anos de cativeiro babilônico.C. como algumas cidades dos filisteus e o reino de Edom. As partes anteriormente subjugadas por Davi. veio o cativeiro de Judá pela Babilônia. quando o rei de Judá era Joaquim. A invasão ocorrem em 605 a. o Reino do Norte caiu nas mãos deste império e o povo foi levado em cativeiro em 722 a. a área deste rieno era muito menor e maispobre que a do norte.. o estudante pode encontrar um resumo dos acontecimentos deste período e assim perceber as circunstâncias em que se deu o término do Estado judeu na Palestina. formando um sincretismo religioso sempre hostilizado pelos judeus (III Rs17. com a destruição de Jerusalém. 4. Os tributos pesados impostos pela Babilônia e a insuportável influencia das populações pagãs alienigenas a modificar os costumes judaicos e a pureza racial entre os . com a ascensão da Babilônia sobre a Assíria. senão como uma província da Babilônia subdividida em setores de influência de governos fantoches das areas da Síria.26. da Samária e de Judá. II Rs 17.33).5 A Palestina no Período de Judá Sozinho Depois da queda do Reino do Norte.foi levada em cativeiro para a Babilônia.(I Cr 5. 4. Como se vê.C.6 A Palestina Durante o Cativeiro e a Ressureição Durante os 70 anos de cativeiro babilônico.

Nofe ou Mênfis e Patros. Judéia.. O cativeiro babilônico cessou com a supermacia da Pérsia sobre o mundo antigo. O limite do flanco oeste partia de Jope e em direção sudeste ia até Hebrom. referida em Jeremias 44.7 A Palestina no Período Grego A dominação grega secundou a persa em 331 a.. de 320 a 198 a. a Palestina permaneceu sob os ptolomeus do Egito.C. O seu limite setentrional começava na margem ocidental do Rio Jordão pouco acima de Jericó. as áreas conquistadas passaram às mãos dos seus quatro generais. 22.. E a leste o seu limite era a costa ocidental da parte noroeste do Mar Morto e a margem ocidental do Rio Jordão até um ponto pouco ao norte de Jericó. com a marcha de Alexandre. Isto aconteceu em 538 a. Por 122 anos.C. por força da política helenizadora dos ptolomeus. a antiga capital. Durante este período. 23). respectivamente reis gregos do Egito e da Síria – passaram a disputar a Palestina. pois temos referências bíblicas e descobertas arqueológicas que indicam este fato (Tafnes. o Grande. e passando ao norte de Betel findava em Jope. Ao sul o limite era uma linha entre Hebrom e Mar Morto na direção leste. no centro desta área. decretou no mesmo ano uma lei pela qual foi dada permissão aos judeus para voltarem a sua terra. O panorama geográfico da nova comunidade judaica. ou mais propriamente nos limites reduzidos do antigo Reino de Judá. A sua reconstrução (notadamente o Templo e os muros da cidade) requereu muito sacrifício. dosquais dois – Ptolomeu e Seleuco. quando. Ciro. restaurada sob a proteção persa e adminsitrada por governadors nomeados pela Pérsia – como o foram Zorobabel e Neemias – era muito insignificante.C. 4. subjugou o rei da Babilônia. Com a morte do grande conquistador macedônio.1 e Ilha Elefantina). então começou o longo e penoso período da restauração do Estado judeu na Palestina.remanescentes (exceto na área de Judá no quediz respeito a miscigenação das populações) fizeram com que muitos judeus que ficaram na Palestina emigrassem mais tarde como refugiados para o Egito. sobre Jerusalém. Quando o rei persa. reconstruiremo seu templo em Jerusalém em restaurarem o seu culto (II Cr 36. isto é. na costa do Mediterrâno. Entretanto. Migdol. o fator importante era a cidade de Jerusalém. os judeus aos poucos iam se fixando em outras áreas . Porém a situação político geográfia da Palestina não se alterou muito. polarizando as futuras esperanças pelo ressurgimento da vida nacional na Terra da promessa.

é que o domínio romano como tal se fez sentir.C. que era o sexto rei selêucida da Síria. a Judéia já não era apenas a antiga área do Reino de Judá.C... Assim.então. Ituréia e Traconites. governou sozinho sobre todo esse vasto território das quatro tetrarquias. a Judéia dos macabeus passou a ser uma província romana. passou a governar a Judéia em nome de Roma. que não era descendente de Herodes. abrangendo as áreas de Samária. a região de Basã. Nesta altura. Herodes Antipas. o Grande. coube a tetrarquia de Abilene.C. dividida em cinco distritos. eclodiu a revolta dos macabeus.. rei da Judéia. quando o romano Pompeu tomou a cidade de Jerusalém. o Grande.8 A Palestina sob o Domínio dos Romanos. quando Herodes.C.. 4. permitindo. Peréia (ou Transjordânia) etc. com sede em Cesária. Porém. e finalmente Lisânias. região pertencente a Palestina nos dias de Salomão.. neto de Herodes. Auranites. compreendendo a Galiléiae Peréia. Com este feito. mas Judéia.C. Gaulanites. porém. só em 37ª. que em 167 a. em 63 a. ou a Divisão Política do Tempo do Novo Testamento Como sabemos. Porém. Judéiae Iduméia. a dos ptolomeus era apenas persuasiva. a Herodes Filipe. a tetrarquia da Galiléia. Entre 41 e 44 d.C. um período de independência sob o governo dos reis-sacerdotes macabeus até 63 a. a política helenizadora dos selêucidas foi muito mais violenta que a dos ptolomeus.C. quando Herodes. no ano 4 d. Seguiu-se. Porem. o Grande.C. ao passo que a dos seléucidas foi de uma violência cruel. a região recebeu uma nova divisão política. o Grande. Na guerra entre Egito e Síria em 198 a. Como resultado da tirania sacrílega dos grecos-sírios. pelo senado romano.da Palestina. dando-se o nome de tetrarquia a cada divisão territorial. arrebatou a Palestina ao Egito. Herode Agripa I.. saiu vitoriosa da luta.. a Herodes Arquelau que levou o título de etnarca –foi dada a tetraquia de Samária. com o advento de Calígula ao trono do império Romano. o Grande (um idumeu) foi noemado. que os macabeus continuassem na posse do trono até 40 a. Pompeu tomou a cidade de Jerusalém. Herodes superintendia toda a área da Palestina dos tempos dos reis de Israel. da família dos hasmoneus. toda esta região foi dividida com os seus três sucessores. Samária. localizada entre o Líbano e Ante-Líbano. inclusive a região de Decápolis. onde morreu ignominiosamente (At 12). Antioco. Batana. Após a morte de Agripa I.. após a morte de Herode. sendo dividida em duas . Galiléia. Traconites e Pereia. aliás. como Galiléia.

e Província da Judéia abrangendo a Judéia. Só depois do ano 323 d. quando o imperador Constantino abraçou o cristianismo e cessaram as perseguições aos judeus e cristãos. sob o comando geral de Tito. com a famosa Proclamação de Balfour (1917). quando da revolta dos judeus sufocada pelos romano. as portas do país à imigração judaica em ampla escala. devastadas as cidadese as povoações de toda a área da Judéia reduzidas a escravos fugitivos ou cadáveres.. é que a Palestina gozou de alguma importancia. . porém. com sede em Cesaréia.províncias: ao norte a chamada Quinta Província. anexando-se à Síria. governada por Herodes. De 634 a 750 – É governada pelos califas (soberanos muçulmanos) do reino de Damasco. destruido o Templo e arrasada a cidade de Jerusalém. 4.C. abrindo em seguida.cujo quadro cronológico segue abaixo: De 476 a 634 – A Palestina é uma província longíqua e insignificante do Império Romano Oriental com sede em Constantinopla. a Palestina foi relegada a um longo esquecimento até quase o fim da Primeira Guerra Mundial. De 1250 a 1517 – Governam a Palestina os mamelucos egípcios (forças militares egípcias formadas pelos escravos). quese compunha das tetrarquias de Filipe e de Lisânias. quando os aliados invadiram e libertaram a Palestina do Império Otomano. a Palestina deixou de ter qualquer importancia política. De 750 a 960 – Torna-se parte do governo sírio dos domínios arábes De 960 a 1095 – A Palestina é dominada pelo califado egípcio De 1095 a 1187 – Período das Cruzadas para libertar a Terra Santa das mãos dos muçulmanos De 1187 a1250 – A Palestina torna-se parte do Império Muçulmano sob a chefia de Saladino..C. Desde a queda do Império Romano Ocidental até os dias atuais.). antes por tratar-se do berço do cristianismo do quepor ser a terra dos judeus. Ambas permaneceram até o ano 70 d. Agripa II. que liquidou de novo o Estado Judaico..9 A Palestina Desde os Tempos Bíblicos Até os Nossos Dias Depois dos anos70 da nossa era. governada por procuradores romanos. Mas com a decadência do Império Romano (476 d.C. a Palestina esteve sob as mais variadas influências políticas. Samária. Galiléia e Peréia. conquistado pelos árabes.

atendendo às aspirações do movimento sionista em todo o mundo (Sociedade Amigos de Sião. logo deram início a uma série de hostilidades contra a população judaica. de um lar para o povo judeu e que envidará o máximo esforço para a conquista desse objetivo”. sob a presidência do eminente brasileiro Oswaldo Aranha. organização judaica que desde 1869 começou a promover a colonização da Palestina pelos judeus). Egito e Arábia Saudita – invadiram o território do Estado de Israel com o propósito de liquidá-lo. De 1918 a 1948 – Por delegação da Liga das Nações. a Inglaterra. que resistiu heroicamente. com a estrutura de república democrática. a provacação. No mesmo Mandato foram delimitadas as fronteiras do país. o primeiro governo autônomo judaico em mais de 2 mil anos. De 1948 a 1949 – A 29 de novembro de 1947 a Assembléia das Nações Unidas. com Egito. em 1922.Estava deflagrada a Guerra Israelense de Independência. apoiando a “criação. liquidando em poucos meses. resultando em uma ampliação da área do Estado além das fronteiras propostas pelas Nações Unidas na chamada Revolução da Partilha. Em 14 de maio de 1948 foi proclamado o Estado de Israel. De 1914 a 1918 – Após a invasão da Palestina pelos aliados. Iraque. administrativas e econômicas que garantam a instalação do lar nacional judeu e o desenvolvimento de instituições autônomas”. a Inglaterra assume. os Estados da Liga-Arábe – Jordânia. Já em 1918 incrementou-se consideravelmente a imigração dos judeus para a Palestina. na Palestina. estabelecido pelo sultão Selim I. Líbano. em separado. na Palestina. excluindo a Transjordânia da Palestina. depois de varridas as forças atacantes nas três frentes. votou a resolução que recomendava o estabelecimento. Líbano e Síria. que foi a própria organização sionista. de um Estado judeu e de um Estado árabe. emite uma declaração oficial em 2 de novembro de 1917. com a retirada da administração britânica que o cumpriu procurando restaurar o país com a colaboração da Agência Judaica. o Mandato da Palestina.De 1517 a 1914 – A Palestina faz parte do Império Otomano. O mandato terminou em 15 demaio de 1948. exatmente quando termina o mandato ingles na Palestina. queso terminou em 1949 com a assinatura de armísticos. declaração esta que passou a ser conhecida como a Declaração de Balfour. Os árabes palestinianos. Jordânia. não conformados com a partilha. Síria. . No dia seguinte. cujo conteúdo responsibiliza “a Potência Mandatária por colocaro país em condições políticas. pelos secretário do exterior LordeBalfour.

que impedia a navegação com o porto de Eliat no extremo sul do país.Já em 1955 voltaram a registrar-se incursões. Terminou. mas dez anos depois.sob promessa de levantar o bloqueio egípcio à entrada do Golfo de Ácaba. a fronteira com o Egito para fazer cessar as incursões provocadoras. no sentido de cessar fogo. a ONU apelou para que as forças israelenses voltassem às posições anteriores ao início do conflito. terminando por vencer o inimigo e destruir suas bases de penetração. Por proposta da União Soviética. a chamada Guerra do Sinai. no entanto. As Nações Unidas. Mediante um apelo das Nações Unidas. sozinho. Jordânia. direta e separadamente. saqueando bens. provocação que resultou na invasão da Península do Sinai por Israel em outubro de 1956. a luta terminou com grandes vantagens para Israel. a pedido do Egito (aliado da Síria. matando centenas de judeus. as forças internacionais foram retiradas da fronteira israelense e em 5 de junho de 1967 Israel foi invadido pelos quatros países arábes simultaneamente – Síria. com força internacional neutria. de bandos armados egípcios no território israelense. Egito e Argélia. assim.De 1949 a 1967 . provocadora da tensão). . com seus vizinhos. mas Israel respondeu que só aceitaria quaisquer discussões de condições de paz definitiva. que.De fato as promessas foram cumpridas. jordaniana e egípcia – destruindo o poder beligerante dos mesmos em cerca de 100 horas e ocupando todas as áreas ao ocidente do Jordão e quase toda a Península do Sinai. constrangeram as forças israelenses a se retirarem para suas fronteiras anteriores. Israel enfrentou os inimigos em três frentes – Síria. arrastando consigo mais oito Estados árabes. derrotou uma aliança de 12 nações. e guarnecer.

Para se entender melhor esta expansão. Frígia e Cária) tenham estado por algum tempo sob os seus cuidados. 1. terra natal de Paulo. que a limitam com a Síria. É um planalto pedregoso. despejando suas águas no Mediterrâneo. Timóteo. ao sul. abrange a província romana com os antigos distritos da Mísia. segundo a tradição. o apóstolo. Toda esta vastíssima região. que percorre uma vasta área do leste da península para finalmente desaguar no Mar Negro. a leste. Lucas. a extensão dessa região. ou seja. a enorme península do extremo ocidental do continente asiático. o Mar Negro. há . ao norte. torna-se necessário apreciar. Ao Sul. Às margens deste último ficava a célebre cidade de Tarso. e um dos três maiores centros intelectuais do mundo antigo. sendo os outros dois. Os rios navegáveis são poucos. quando já em avançada idade. Lídia. rodeado de cadeias de montanhas e de costa acidentada. Mesopotâmia e Armênia. o Mar Egeu. Saros e Cidno. e. A oeste. seu aspecto físico. os seguintes: Píramos. 2. ASPECTO FÍSICO. semeando de lagos de água doce e salgada. devido à natureza lacustre da península. e os Montes Taurus. João. do mais jovem dos doze que andavam com Jesus. preliminarmente. foi palco das muitas atividades missionárias do apóstolo Paulo e seus companheiros Barnabé. A oeste. fica entre o Mediterrâneo. e quase todos eles de curso relativamente pequeno. Atenas e Alexandria. temos na direção de leste para este. desembocando no Mar Egeu. bem como econômico e também político. SITUAÇÃO E EXTENSÃO A Ásia Menor. O maior deles é o Halis.ÁSIA MENOR INTRODUÇÃO Os aspectos bíblicos relacionados com a Àsia Menor são os da expansão missionária do cristianismo no primeiro século da nossa era. Silas e Tito. na concepção do Apocalipse de João. pois é muito provável que tenha terminado o seu ministério em Éfeso e que as sete igrejas da Ásia (Ásia. de cerca de 520 mil quilômetros quadrados.

na direção de Antioquia da Pisídia. como carvão. ASPECTO ECONÔMICO A região é rica em minérios. em cuja margem direita. principalmente a criação de ovelhas e cabras. Icônio. cujo tributário Pactolo banha as cidades de Filadélfia e Sardes. ficava a antiga Pérgamo. rumo oeste. mais tarde suplantada pos Éfeso. níquel e prata. os ventos dominantes e a configuração física. na costa do Mar Negro. dadas as diferenças de altitude. rumo a Anatólia e Capadocia. que banha já quase na sua foz a célebre cidade de Éfeso.quatro rios dignos de referência: Meandro. partindo de Éfeso e passando por Laodicéia. As estradas da Ásia Menor. ferro. e para sudeste. provocou até guerras. Os rumos fundamentais eram: a) O de oeste-leste. penetrando na Síria. Hermo. A pecuária é muito desenvolvida. e outra para as regiões da Bitínia e Ponto. bifurcava-se para o nordeste. porém foi levado. Pérgamo e Adramitio. A agricultura vem em terceiro lugar. indo uma das ramificações para os portos de Troas e Tróia. obedeciam a dois rumos fundamentais com ramificações na direção de nordeste. devido à natureza do terreno que é extremamente pedregoso. zinco. na parte central da península. Entretanto. Caister. Colosso e Apaméia. embarcadouros para Macedônia e Grécia. nas proximidades do Mar Negro. desde a antiguidade. cobiçada pelos antigos assírios. distando 20 quilômetros do Mar Egeu. . cobre. 3. desde as mais remotas épocas. para Trôade. Derbe e Tarso. é frio e úmido. listra. onde entroncava-se com as vias mesopotâmicas e palestino-egipcias. o clima na região norte. considerando apenas de um modo geral os fatores temperatura e umidade. e Cairo. como aqueles seguidos por Paulo na sua segunda viagem missionária quando de Listra dirigiu-se para a Bitínia. Na parte central-leste predominam as chuvas e a temperatura amena. O clima da região é de grande variedade. por direção divina. capital dum antigo reino do mesmo nome e depois capital da província romana da Ásia. em cuja parte superior encontra-se o tributário Licos. sendo que esta. nas margens do qual ficavam as cidades de Colosso e Laodicéia. Inúmeras outras ramificações ligavam esses dois rumos fundamentais. e b) O de sul-norte. ao passo que nas partes sul e oeste é seco e tropical. acompanhando a costa do Mar Egeu desde Éfeso através de Esmirna.

por exemplo. 2) Províncias do Litoral do Mar Egetu – Mísia. Cerca de 200 anos depois já havia um forte reino hitita na Ásia Menor que estendeu o seu domínio até a Mesopotâmia e que perdurou influente e dominante sob a forma de Império Hitita. Panfília. descobertas em Kanish. feita na parte I deste livro: 1) Províncias do Litoral do Mediterrâneo – Lícia. algumas das quais eram conhecidas pelo nome de Hati. quando os assírios o derrotaram. 4) Províncias do Interior –Galácia. De modo que ao tempo do apóstolo Paulo. como Pisídia e Licaônia. Lídia. divisão esta que posteriormente foi modificada em algumas áreas pelos romanos.C. pois admitindo-se crentes dessa raça mistana igreja cristã. de origem grega – para a Samária. Capadócia. ASPECTO POLÍTICO Até onde a História permite estudar o aspecto político da Ásia Menor. a região (de origem jafética) foi dividida em várias províncias para melhor administração. Mísia e partes da Frígia. pouco ou nada se sabe da longíqua península. . Já ao tempo das conquistas dos gregos. Nesta altura é proveitoso recordar a divisão das províncias romanas da Ásia Menor ao tempo de Paulo. EXPANSÃO DO CRISTIANISMO PARA O OCIDENTE Este estudo deve ser precedido de um rápido preâmbulo de atividades apostólicas na direção do ocidente de Jerusalém. Pisídia. até o século 8 a. Assim os samaritanos serviramde ponte entre os judeus e os gentios para a evangelização do mundo. Frígia. Cária. Cárdia.C. com sua capital Carquêmis. o primeiro impulso evangelístico para fora de Jerusalém na direção dos gentios foi a viagem de Filipe – um dos sete diáconos da Igreja em Jerusalém. 2) Províncias do Litoral do Mar Negro – Ponto. reunindo várias das antigas províncias gregas e dando novos nomes a outras. antes da passagem dos missionários da equipe de Paulo para a Ásia Menor. que etnicamente constituíram – desde longa data – o elemento principal da população ocidental da península. ou da expansão do cristianismo da Palestina para o Ocidente. Lídia. Assim.. As chamadas Tabuinhas Capadócias.foram anexadas à Galácia.4. onde obteveum notavel exito.C. Durante o domínio assírio. os romanos já haviam feito os seus reajustes políticos na administração da vasta região.. verifica-se que lá pelo séclo 20 a. referem-se a 10 pequenos principados existentes naquela região pelos idos de 1900 a. e depois babilônico e persa. Licaônia.. Bitínia. 5. Cilícia. Depois da ascensão de Cristo. grupos de tribos indo-européias penetraram na região central ou Anatólia.Patagônia.

Segundo Atos9. a sudoeste daquela.Pedro vai a Jope. mas importante.9). a chamado de uma comissão enviada de Jope a propósito do falecimento da jovem Tabita ou Dorcas. ondecurouo paralítico Enéias e levou à conversão “todos que habitavam” aquela cidade e a vizinha localidade de Sarona (At 9. que conclui pela autenticidade evangélica do movimento (At 11. além de judeus.25). De Lida. Da Samária. Convertido. consola osquechoram a perda sentida e ressucita a jovem. Pedro obedece e pela graça deDeus opera maravilhas naquela cidade. Filipe viaja para Cesaréia. Barnabé prestou o maior serviço à causa das missões.32. um gentio. dos etíopes.42). perto do Mediterrâneo. via Azoto. Dali. 1-18). Em seguida surge um outro movimento missionário por meio de uma perseguição. Também o Apóstolo Pedro fez uma viagem curta. que estava em Tarso. e numa hora de oração no terraço tem uma visão que o autoriza a ir a Cesaréia.haviase retirado para algum lugar da Arábia. à casa de Cornélio. em Atos 10). depois da conversão. Desse movimento resultou o célebre . também atinge os gregos em Antioquia da Síria. junto à praia. situada poucos quilômetros a sudeste de Jope. pois era o oficial do exército romano de ocupação da Palestina e ali pregar o evangelho. Filipe foi conduzido pelo Espírito Santo a um ponto de uma estrada que ia de Jerusalém para Gaza. e também ali muitos creram no Senhor” (At 9. para finalmente refugiar-se em Tarso. o diácono.a prota estava aberta para a admissão dos gentios também. Foi ali queele encontrou o ilustre Ministro da Fazenda da Rainha Candace. o etíope élog batizado e leva o evangelho para a sua terra no continente africano. Este. visitando novamente Damasco e Jerusalém. de onde partiu o movimento de missões estrangeiras. a igreja envia para lá o seu representante Barnabé. Em Jope Pedro hospeda-se em casadeum crente por nome Simão. que foram os primeiros entre os gentios (fora o eunuco etíope batizado por Filipe. predominantemente gentílica. porque assinalou a queda do muro de separação entre judeus e gentios. pois havia sido prevenido sobre um plano para Antioquia da Síria (At 11. notamos que o apóstolo tocou em muitos lugares para finalmente chegar a Lida.35). sua cidade natal. Este. A mão de Deus esteve com os seus dois servos de tal maneira que dentro de apenas um ano já havia em Antioquia uma notável igreja.O piedoso servo do Senhor lembra-se então de Saulo. com uma competente equipe de obreiros. 19-24). resultando o seu trabalho em vários batismos. onde fixa residência e evangeliza juntamente com suas filhas (At 21 8. De Jerusalém. E assim estava o caminho aberto para a evangelização dos gentios (At 11.

desembarcando em: Salamina. porto oriental da ilha. de onde tomaram um navio para a ilha de Chipre. de Jerusalém. Diante deste fato. 5. tomando o rumo leste-oeste no sentido lingitudinal da ilha. A descrição detalhada desta viagem está narrada por Lucas em Atos 13. Ali os missionários enfrentaram um feiticeiro de nome Bar-Jesus ou Elimas. era necessário atravessar a perigosa cordilheira dos Montes Taurus que se levantam logo atrás da cidade. ondehavia várias sinagogas dos judeus nas quais os missionários pregaram o evangelho de Cristo.1 Primeira Viagem Missionária de Paulo Consolidado o trabalho evangélico em Antioquia. evangelizado por eles. na foz do Rio Orontes. e famosa pelas suas antigas minas de cobre. foram apregando por todas as povoações até chegar a: Pafos. De Antioquia. a capital dailha e sede do governo proconsular romano. aportando em: Perge. Acompanha-os o jovem João Marcos. orientada pelo Espírito Santo. devota da deusa Artemis (a mesma que em Éfeso era conhecida como Diana). distante cerca de 160 quilômetros de Salamina. a igreja local. comissiona a Barnabé e Saulo para a pregação das boas-novas ao mundo gentílico. Dali.apelido que passou a ser o qualificativo supremamente honroso dos crentes de todo o mundo – é que os seguidores de Cristo daí para diante passaram a ser chamados cristãos (At 9.27. o procônsul rendeu-seao evangelho. infestados de salteradores. a 25 quilômetros de Antioquia. o qual estava tentando desviar do caminho da salvação o procônsul Sérgio Paulo. Parece que na ida foram pertubados pela atitude de João Marcos . porém sabemos que o fizeram na volta. a 85 quilômetros a oeste da costa da Síria. Daí os mensageiros das boas – novas navegam para o norte. Porém Paulo (este é o nome pelo qual Saulo é conhecido daí por diante) repreendeu o feiticeiro ferindo-o com cegueira por alguns dias. mas adiante dos quais habitavam populações necessitadas do evangelho da graça. Não consta que na ida tivessem os missionários pregado o evangelho nesta cidade. na direção do continente da Ásia Menor. Para penetrar no continente.4 a14. descendo a serra da costa. 1 -3). capital da província romana da Panfília. os missionários chegaram ao porto marítimo de: Selêucia.23 e 13.

Depois de uma cura milagrosa do coxo. preferiu voltar pelo mesmo caminho por onde haviam passado na ida. Então foram para: Listra. talvez estabelecendo mais outras igrejas das quais não temos notícias. na Panfília.cheio de entusiasmo pela obra do evangelho. moveram uma tremenda perseguição contra os pregadores. Porém. Depois de algum tempo de permanência e intensa atividade evangelística. colônia romana a 35 quilômetros a leste de Icônio. não querendo prosseguir. distante dali 32 quilômetros. como em Perge. Paulo pregou por dois sábados. porém. inclusive elegendo anciãos para as mesmas. 35-39). Mas os discípulos cuidaram de Paulo e o despediram. logo depois. sendo esta cidade o ponto final desta primeira viagem missionário de Paulo.que. ponto inicial de sua viagem. porém Paulo. Esta atitude de Paulo redundou em separação entre ele e Barnabé na obra missionária (At 15. De Perge. impressionados pela enorme aceitação que a palavra dos missionários tivera entre os gentios. e confirmando os irmãos nos lugares onde havia deixado igrejas estabelecidas. juntamente com Barnabé. razão por que no início da segunda viagem missionária de Paulo este de forma alguma quis levar junto a João Marcos. também dali foram expulsos os missionários. não obstante a insistência de Barnabé. incitando mulheres e autoridades. de onde embarcaram para Antioquia da Síria. De Derbe poderiam voltar para Tarso e Antioquia da Síria com muito mais facilidade. No segundo sábado. voltou a Jerusalém. Dali os valorosos pregoeiros da verdade partiram para: Icônio. A igreja os recebeu com alegria e ouviu o relatório cheio de inspiração e . para: Derbe. os judeus. os homens de Listra quiseram tributar culto aos pregadores. e só a muito custo foi que Paulo conseguiu disuadi-los de tal intento. ali ficou uma igreja de Cristo. dirigiram-se para o porto de: Atália. Atália etc. um grupo de judeus de Antioquia da Pisídia e de Icônio chegaram a Listra e incitaram o povo contra os missionários. Porém. Ali tiveram muita liberdade de pregar o evangelho. a ponto de os expulsarem da cidade. interessando judeus e gregos. sendo estes apedrejados e Paulo arrastado para fora da cidade como morto. quase 100 quilômetros a leste de Antioquia. De Perge os dois missionários partiram para: Antioquia da Psídia. na sinagoga local. centro comercial e político daquela província. na estrada de Éfeso para Tarso e partes do Oriente.

que se dirigiu para Chipre. a palavra do Senhor. 5. fácil é perceber que por lá já havia igrejas estabelecidas anteriormente. De Antioquia. viajando por terra para: Síria. confirmando o trabalho realizado na primeira incursão envagelística naquela área. 5. pois este os havia deixado no meio da viagem pela sua inconstância. resultando a separação em duas equipes – uma composta de Barnabé e João Marcos. Esta viagem ocorreu.antes da partida para Antioquia a convite de Barnabé. que estava em Antioquia. que lhe pareceu apto para o trabalho missionário e o convidou para integrar a sua equipe.C. chegaram a: Derbe e Listra. e outra de Paulo e Silas. 2) O da Europa. As etapas desta viagem podem ser divididas em três itinerários: 1) O da Ásia na ida. 3) O da Asia na volta. com muitos outros. depois de confirmar na fé os . E por certo o foram pelo próprio apóstolo durante a sua permanência em Tarso. vistiando os grupos de crentes formados na região norte da Síria. Paulo e Silas tomaram rumo ao norte. Lucas não menciona os nomes das localidades desta província atingidas pelos missionários. cuja capital era Tarso. Paulo não concordou com Barnabé em levar denovo com eles João Mardos. Atravessando os Montes Taurus. entre os anos 46 e 48 d. segundo a melhor cronologia.Isto trouxe uma contenda entre os dois obreiros.gozo no Senhor pela operação patente do Espírito Santo na proclamação do evangelho aos gentios.2. Em Listra Paulo encontrou o jovem Timóteo. isto é.22 Depois de aproximadamente três anos de intervalo.1 O Itinerário da Ásia na Ida Ao preparar a segunda viagem.36 a18. de onde passaram para: Cilícia. Paulo teve a inspiração do alto para fazer uma segunda viagem missionária pela Ásia. que foram os pontos finais da primeira viagem. Certamente ele nem por sonho teria imaginando o alcance desta viagem no quediz respeito à penetração. Partindo dali.2 Segunda Viagem Missionária de Paulo A narrativa desta viagem encontra-se em Atos 15. Entretanto. durante os quais dois valorosos obreiros ficaram em Antioquia pregando e ensinando. jovem da igreja de Jerusalém.

ponto inicial de Paulo na evangelização da Europa. na província de Bitínia. . Foi ali que Paulo teve uma visão de um homem da Macedônia (parte da Europa que fica defronte da Misia). chamada Lídia. cidade marítima do continente europeu. Dali julgaram conveniente ir e anunciar o evangelho no extremo norte. Deixando assim o princípio de um trabalho que sabemos foi o mais querido do grande apóstolo. certamente pela pressa do navio.entretanto foram impedidos de alguma forma pelo Espírito Santo que os encaminhou para a Mísia. Foi neste lugar que pregadores das boas novas sofreram também as primeiras perseguições na Europa por parte das autoridades instigadas pelos prejudicados com a conversão da adivinhadora. pedindo que passasse àquela região e ali anunciasse o evangelho. Nesta altura notasequeo autor do livro de Atos – Lucas passa ao uso do pronome pessoal na primeira pessoa do plural. sendo dois deles Paulo e Silas encarcerados. da jovem adivinhadora e do carcereiro e toda a sua casa. na costa do Egeu.2 O Itinérário da Europa De Troas (na Ásia) navegaram para. colônia romana. tendo passado por Anfilópolis e Apolônia. isto é. prosseguindo para. lugares em que não se detiveram por motivos desconhecidos. foram passando pelas regiões da Frígiae da Galácia.5. 5. talvez pretendendo visitar as igrejas de Icônio. Tessalônica era uma cidade histórica. porto que serivia à importante cidade de Filipos. pois o carcereiro veio a converter-se com toda a sua família. mas dirigiram-se imediatamente para: Filipos. que é uma ilha a 33 quilômetros da costa. “nós” o que leva a crer que foi em Troas que ele juntou-se aos três missionários para ajudá-los na obra.irmãos. foram para: Tessalônica. penetrando no mundo ocidental com a mensagem gloriosa de salvação dos pecadores. Assim os missionários chegaram a conhecer a vontade de Deus e partiram para a Europa. chamada: Troas. onde os missionários obtiveram magníficos resultados de sua pregação manifestos na convesão de uma distinta senhora. Mas na providência de Deus até aquela prisão teve resultados favoráveis ao evangelho. Neápolis. Ali não demoraram. Mas novamente o Espírito do Senhor lhes impediu o intento e eles desceram para a cidade marítima da Mísia. Samotrácia. Antioquia da Pisídia e outras. Também em Neapólis os missionários não demoraram.

atravessando o Mar Egeu. o apóstolo percebeu a idolatria dominante. Nesta cidade o casal de auxiliares do apóstolo que o acompanhou desde Corinto. metrópole comercial e política da Grécia naquele tempo. Dali navegou em direção leste. a 80 quilômetros da Tessalônica. de noite. fez uma extraordinária defesa do cristianismo perante os filósofos gregos. seu hipódromo e seu templo colossal consagrado à deusa Diana (ou Ártemis). Entretanto. os judeus fanáticos de Tessalônica foram a Beréia e alvoroçaram o povo contra os misteriosos a ponto de Paulo ter necessidade de retirar-se por mar para Atenas. para: Éfeso. premidos pela oposição dos judeus fanáticos. De Éfeso Paulo navegou diretamente para: Casaréia. em companhia de Priscila e Áquila. deixando os companheiros para trás. Falando no areópago (lugar de discussões publicas e de sentenciar as causas). para: Bereia. que foi o ponto final da sua segunda viagem missionária na direção do Ocidente. grupo que atuou eficientemente para preparar o terreno para o trabalho de Paulo que brevemente voltaria para lá. chegando a: Atenas. tendo sofrido tremendas perseguições. famosa pelo seu teatro. Paulo embarcou no porto de Cencréia. ao qual mais tarde juntou-se o jovem Apolo.2. capital da Ásia proconsular. certamente estabelecida durante a estada do apóstolo em Corinto. Nesta cidade. 5. portanto.grande centro comercial e militar. onde também já havia uma igreja. Paulo permaneceu 18 meses. de onde subiu para: . Paulo estabeleceu ali uma igreja composta de judeus e gentios. a importância capital da cultura grega. Também foi ali que o apostolo conheceu o consagrado casal Priscila e Áquila.3. na Palestina. a 13 quilômetros a leste de Corinto. situada a 70 quilômetros de Atenas. Depois de uma rápida vista pela cidade. com os quais iniciou o trabalho em Corinto e depois também em Éfeso. junto à foz do Rio Caister. onde o evangelho foi muito bem aceito. Itinerário da Ásia na Volta De volta para Antioquia da Síria. Dali o missionário dirigiu-se para: Corinto. os missionários Paulo e Silas (parece que Lucas e Timóteo haviam ficado em Filipos para continuar o trabalho) seguiram. Porém o orgulho e a corrupção dos atenienses não permitiram que estes aceitassem a mensagem só apostolo. Porém.ponto estratégico para a difusão do evangelo.

23 a 21. de onde o apóstolo manda chamar os anciãos de Éfeso dos quais se despede para sempre. que é o ponto principal de suas atenções nesta viagem.3 Terceira Viagem Missionária de Paulo Depois de breve período de descanso. província situada na costa do Mar Adriático da Macedônia. provavelmente visitando os lugares em que na viagem anterior havia estabelecido igrejas. depois de Quios. indo depois para Mileto. passando dali para Macedônia. subindo até Filipos e dali talves tenha ido a Ilírico. que lhe trouxe noticias de Corinto. também Ilha do mesmo mar. deve ter dado origem às chamadas “sete igrejas da Ásia” referidas no Apocalipse (At. A feitiçaria perdeu seu prestigio pela queima publica de livros dos muitos convertidos em Éfeso. para: Éfeso. Partindo de: Antioquia novamente. já os judeus novamente preparava-lhes ciladas para o eliminar do cenário. passou por Cós. 19. Três meses depois de sua chegada. Finalmente teve que despedir-se dos discípulos. de . descrita em Atos 18. Continuando. De Jerusalém dirigiu-se para: Antioquia da Síria. Paulo dirige-se através das províncias de Cilícia. 5. voltou pela costa do Mar Egeu.10). seu ponto de partida para todas as viagens. E a fim de despistar os seus algozes. onde esperou o seu novo companheiro de trabalho Tito.Jerusalém. tomando o rumo de Trojilo. Pátara. confirmando na fé todos os discípulos convertidos nos lugares anteriormente visitados. dirigiu-se para Mitilene. durante os seus dois anos de atividade nesta cidade. capital da Ilha de Lesbos. ilha de Rodes. e mais adiante para Samos.8. Para evangelizar este centro da província e suas adjacências. saudando os irmãos da igreja e relatando-lhes as maravilhas que o Senhor havia operado durante os quase três anos (51 a 53) gastos na sugunda viagem. ilha montanhosa do Egeu. depois passando a Assôs. De Filipos regressou a Troas na Ásia. Dali desceu para: Corinto. dirigindo-se para: Troas. Paulo empreendeu uma terceira viagem missionária. Excepcionalmente notável foi a atuação do apóstolo em Éfeso frente às perseguições e alvoroços de seu trabalho trouxe no seio daquela população. Galácia e Frigia. aparentemente sob pressão de novas e mais violentas ameaças de perseguição. promontório da costa da Ásia. onde pôs em ordem as irregularidades ocorridas na igreja de onde escreveu as duas importantes Epístolas aos Gálatas e Romanos. A crendice devotada a deusa Diana sofreu sérios abalos.

o apóstolo apelou para César. por ocasião da festa de Pentecostes. e por isto foi enviado a Roma na condição de prisioneiro. o oficial da Torre de Antônia (fortaleza junto do Templo) tomou a providência de conduzir o apóstolo de noite. Na viagem Paulo foi acompanhado de seus amigos Lucas e Aristarco (de Tessalônica). Ao perceber a impossibilidade de conseguir garantias na província. O ódio dos judeus havia crescido diante do sucesso do evangelho pregado por Paulo. Neste porto fizeram a baldeação para outro navio que. onde esperaram melhorar o tempo. mas o ódio dos judeus o descobriu para tirar-lhe a vida.4.onde navegou diretamente para Tiro. Reconhecida a sua presença em Jerusalém e particularmente no Templo. Prosseguindo. Paulo teria perecido. levando pelos ventos. naquela ocasião. Dali foi remetido para: Cesaréia. partindo dali para: Mirra. até: Antípatres. sob forte guarda. onde o amor dos irmãos o envolveu. Festo e Agripa. porque a tendência das autoridades romanas era não julga-lo por tratar-se de uma questão religiosa. Viagem de Paulo a Roma Ao concluir a sua terceira viagem missionária. e depois para o porto de Cesaréia. naufragando nas proximidades da: . Diante do perigo de ser arrebatado pela turba enfurecida de judeus fanáticos. confortando irmãos de uma igreja cuja origem não nos é conhecida. De Cesaréia navegaram para: Sidom. num acesso de cólera os seu inimigos tentaram liquidá-lo. na Ásia Menor. para chegar a Jerusalém. De Jerusalém foi que começou a sua ultima viagem para o Ocidente. tendo tido a oportunidade de pregar o evangelho às autoridades romanas: Félix. visitando outro grupo de irmãos. Navegando dali. na costa da Fenícia. Não fosse a pronta intervenção dos soldados romanos. na Ilha de Creta. foi até: Bons Portos. visitando o evangelista Filipe com as suas filhas. ao fim dos quais partiu para Roma. foi para Ptolemaida (ou Acra). onde permaneceu preso por dois anos. foram acompanhados por uma tremenda tempestade que durante 14 dias os manteve entre a vida e a morte. por certo. Paulo chegou a Jerusalém por ocasião da festa de Pentecostes. onde lhes foi permitido visitar os amigos crentes. 5. porto da província de Lícia.

Colossos teria sido o seu novo campo de trabalho.5. na rotaterrestre entre o Ocidente e o Oriente. Depois de passarem alguns dias naquela ilha. apesar de suas cadeias. As duas ultimas etapas. onde vários irmãos vieram da capital do império para receber o apostolo e seus companheiros. capital política e cultural do império. a setenta quilômetros de Roma. Dali Paulo escreveu as seguintes epístolas: Efésios. ponto final da viagem marítima. Filipenses. tendo Paulo curado o pai do homem principal da localidade. ficando ali sete dias. Era uma cidade da Frígia. Embora acorrentado a um soldado. morando em casa particular alugada perto do quartel pretoriano.Este período entre a sua primeira prisão em Roma e a segunda é coberto de incertezas quanto às suas atividades e lugares onde elas foram exercidas. de lá navegando para: Potéoli. pelo que encontramos nas chamadas “Epistolas Pastorais” de que ele foi absolvido e que reassumiu o seu antigo trabalho de visitar igrejas já estabelecidas e organizar outras novas.22. às margens do rio Lico. Finalmente chega Paulo a: Roma. ou Melita. 5.Ilha de Malta. Este gesto dos irmãos deu mais animo a Paulo. onde acharam alguns crentes que solicitaram a sua permanência. prevendo ele agora a vitória do evangelho também em Roma. tendo sabido de sua chegada a Potéli. Paulo foi absolvido e posto em liberdade. embarcaram num navio alexandrino rumo a: Siracusa. Filipos teria sido outro lugar visitado por Paulo nesse período (Fp 2. segundo se concluir de Filipenses 1. já na península itálica. Ali o apóstolo ficou preso durante dois anos. Viagem de Paulo Entre a sua Primeira e Segunda Prisão em Roma Há evidencias claras. tendo sido preso novamente pouco depois. na costa oriental da Sicília. que se acha ao sul da Silícia. foram: Praça de Ápio e Três Vendas. Ali havia uma igreja que teria sido fundada pelo trabalho de Epafras e arquipo.24) . De modo que o itinerário que segue é apenas uma conjectura. Dali seguiram para: Régio. Públio. Ásia Menor. Colossenses e Filemom. após a libertação da sua primeira prisão em Roma. Depois de longa espera. e se abastecido dos viveres necessários à viagem. a grande ilha italiana. antes de chegar a Roma. a sua prisão foi bastante suave.

no litoral do Mar Adriático. atribuindo a culpa aos cristãos. A suposição é que Paulo tenha sido preso em Troas e levado para Éfeso para o interrogatório prévio. Pelo que se lê em II Timóteo 4. segundo Tito 3. e no frenesi de sua loucura incendiou a cidade de Roma. Mileto e Greta.Nicópolis. pois pede ao seu jovem companheiro que traga a Roma.20. a sua capa e os pergaminhos deixados ali.12.5 e II Timóteo 4. lugares escandalosos na viagem de Jerusalém para Roma. onde está preso. Certamente o bravo soldado de Cristo pareceu na onda desta perseguição. mas teve que deixar os planos nas mãos de Tito. É o que se depreende de Tito 1. O ministério de Paulo estava já no fim. naqueles dias. Troas. . parece que Paulo teve que deixar apressadamente este lugar. teria sido mais outro lugar visitado pelo apóstolo. Em Creta aparentemente desejava desenvolver trabalhos amplos para adiantamento da obra do evangelho. Nero estava no trono do império. E assim terminamos o nosso breve estudo de Geografia Bíblica. o que provocou a terrível perseguição neroniana. antes de ser remetido a Roma.13. situado na região grega de Epiro. Éfeso.

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