O MUNDO ANTIGO O mundo antigo, ou mundo bíblico, compreende todos os povos antigos mencionados na Bíblia que habitavam a área

banhada pelo Mediterrâneo (Grande Mar) e aqueles que ficam entre este, o Mar Negro(Euxino), Mar Cáspio(também chamado Mar Setentrional), Golfo Pérsico(ou mar meridional) e Mar Vermelho(denominado pelos romanos Mar Eritreu). Considerando que o relato bíblico de ambos os Testamentos abrange a área desde Espanha, o ponto mais ocidental das atividades do apóstolo Paulo, até Pérsia, país mais oriental com que esteve relacionado o povo de Israel, e desde o Ponto, provincia mais setentrional da Ásia Menor, ao Sul do Mar Negro, cujo povo estava representado em Jerusalém no dia de Pentecostes (At 2.9), até o extremo sul da Arábia onde, provavelmente, ficará a lendária terra de Ofir, tantas vezes mensionada na Bíblia, podemos dizer que a expresões mundo antigo e mundo bíblico são praticamente são praticamente sinônimas. 1. LIMITES Em termos gerais, pode-se delimitar a área do mundo antigo da seguinte maneira: Norte: uma linha reta que começa na Espanha, passa pelo norte da Itália e mar negro e vai até o Mar Cáspio. Leste: Uma linha reta que parte do mar Cáspio, e passando pelo Golfo Pérsico vai até o Mar Arábico. Sul: Uma linha reta que, partindo do Mar Arábico, vai na direção oeste, passando pela Etiópia e terminando no deserto da Líbia, no continente Africano. Oeste: Uma linha reta que parte do sul do deserto da Líbia e termina na Espanha, abrangendo o Egito e as regiões do norte da África. Em termos mais específicos, diríamos que a referida área fica situada em longitude 5º oeste e 55º leste, e entre 10º e 45º latitude norte.

2. EXTENSÃO São as seguintes as regiões do mundo antigo, ligadas as Revelação, e suas caracteristicas: 2.1. Mesopotâmia Literalmente “entre rios”, é a vasta região do oeste asiático margeada pelos rios Tigres e Eufrades, que se estende desde os montes da Armênia ao norte até o Golfo Pérsico ao sul, de cerca de um milhão e meio de quilômetros quadrados. É a terra dos primeiros dias da história bíblica e o berço da humanidade. Isto porque, acordo com as possibilidades geográficas e as mais recentes conclusões históricas e antropológicas, o surgimento do homem ocorreu na região da Mesopotâmia, o jardim do Éden certamente localizou-se nas nascentes dos rios Tigre e Eufrates (Gn 2. 10-14). Também fatos importantes como o dulúvio, formação da família de Noé, migrações de sua descendência etc. deram-se nesta região. A parte norte desta região é conhecida como Assíria e a parte sul como Babilônia ou Caldéia, habitadas por vários povos em diferentes épocas. Súmérios, acadios, amorreus e semitas estabeleceram-se na Mesopotâmia e se fundiram, saindo deste Hoje a região é ocupada pelo Iraque e parte pela Turquia. Agora apreciemos, separadamente, as duas subdivisões da Meso potâmia. 1) Assíria: Região de planalto montanhoso em quase toda a área, filho de Sem neto de Noé (Gn 10.11). A sua mais antiga cidade e capital doi Assur; filho de Sem e neto de Noé (Gn 10.11). A sua mais antiga cidade e capital foi Assur, em torno de cujo distrito desenvolveu-se o país que em épocas diferentes tem possuído diferentes dimensões. Os primitivos habitantes da Assíria, mesclando-se com os acádios, semitas, vindos da Síria por volta de 2500 a.C., formaram o povo conhecido pelo nome de Assírio2.A cidade mais célebre da região, e desde 885 a.C. capital da mesma, foi Nínive, à margem oriental do terço superior do Rio Tigre. Foi nas montanhas da Assíria que o rei Salmanazar instalou uma grande parte do cativo de Israel (Reino do Norte). 2) Babilônia ou Caldéia: Conhecida também pelos nomes antigos de Sumer, Acade, terra de Sine ou de Sinear, é região baixa a alagadiça, extremamente caldeamento a notável figura do patriarca Abraão, que por sua vez, deu origem ao povo hebreu.

fértil devido ao lado depositado pelos rios Tigres e Eufrates, especialmente na parte sul, e também devido a irrigação artificial produzida por um sistema de canais. Seus habitantes primitivos foram os sumérios vindos do planalto persa que, fundindo-se com os acádios, formaram o povo mais tarde chamado babilônio. A fertilidade do aluvião tornou esta área frequentemente cobiçada por povos próximos e distantes. Várias cidades prósperas estabeleceram-se na região: Ur, Eridu, Obeide, Larsa, Fara, Ereque, Nipur e outras, merecendo menção especial a Babilônia, edificada por Nimrode – filho de Cusi, neto de Cão e bisneto de Noé e que se tomou em capital do famoso Império Babilônico, situada no noroeste do país atravessada pelo rio Eufrates. Pelo sistema de canais, não só em toda a região se faziam presentes as águas carregadas de húmus fertilizantes, como também se faziam a comunicação e intercâmbio comercial entre muitas cidades. E quando em decorrência de inundações mais violentas, ou negligencia de governos, os leitos dos rios e canais apresentavam desvios consideráveis, verificava-se o declínio de varias dessas cidades. Como exemplo deve-se mencionar a cidade de Ur que, julgando-se pelas escavações ali realizadas, ao tempo de Abraão era porto marítimo, mas cujas ruínas hoje encontram se a cerca de 250 quilômetros ao norte do fundo do Golfo Pérsico Nesta região, Judá ficou exilado ao 70 anos, e nela exerceram seu ministério profetas Daniel e Ezequiel. 2.2 Arábia Esta é uma região de imensos desertos que se estende desde a foz do rio Nilo até o golfo Pérsico no sentido oeste-leste, e desde a Síria até o Golfo Arábico no sentido norte-sul. Foi na parte ocidental da Arábia, também chamada Arábia Pétrea – incluindo-se nela a Península do Sinai e Edom – que os israelitas peregrinaram 40 anos e onde foi dada a lei por intermédio de Moisés. Os seus habitantes primitivos foram os amalequitas, os idumeus (edomitas), os israelitas, os midianitas, os amonitas e os cenitas, pertencendo a estes últimos o sogro de Moisés, Jetro. Cada um desses povos, alguns nômades e outros seminômades, constituía um pequeno reino. No extremo sul da Arábia provavelmente ficava a lendária terra de Ofir, célebre pelo seu ouro, tantas vezes mencionada na Bíblia. A maio caminho entre o Golfo de Ácaba e o Mar Morto ficava a cidade mais importante

da chamada Arábia Pétrea quiça de toda a Arábia – Selá ou Petra. A capital mais antiga era Persagada. o rei persa. foi quem decretou o repatriamento dos judeus.portanto com Babilônia e Assíria – ao norte com a Média e a leste com a Pérsia. Ciro. 5.como Assíria.Hoje é província do Irã. . ao oriente do Monte Hor em cujo cimo morreu Arão.era rei de Elão(Gên. ou Pasárgada. e até Susã. Hoje a região é ocupada pelo Irai moderno.1Em épocas diferentes pertenceu aos impérios vizinhos. a oeste com o rio Tigre.4 Elão ( ou Elami) País antigo ao qual os gregos denominavam Suziânia. que aprisionou Ló e em cuja perseguição saiu Abraão derrotando-o.Babilônia e Pérsia. 13 – 15).Quedorlaomer. O império persa chegou a abranger toda a Ásia Ocidental. a sudeste de Babilônia e Elão. 14).Segundo provas arqueológicas.3 Pérsia Primitivamente a região era pequena. Depois da queda do império babilônico sob o poder medo-persa. Grécia e Egito. Foi na Pérsia que tiveram lugar os acontecimentos descritos no livro de Ester. havia tomado (ED. em Atos 2:9. sem vida organizada. situada a nordeste do Golfo Pérsico. rei da Babilônia. e a oeste da Partia. que hoje corresponde á moderna província persa de Khorasan e que ao tempo do império romano marcava o limite oriental do mesmo.5 Média Esta região ficava ao norte do Elão. 2. sem exército. 2.É região montanhosa e relativamente fértil. Grande parte da Média é uma vasta planície com cerca de 1000 metros de altitude coberta de ricas pastagens. a leste da Assíria. ordenado ao mesmo tempo a reconstrução do templo e a restituição dos vasos sagrados que Nabucodonozor. onde se faz referência aos povos representantes em Jerusalém no dia de Pentecostes. limitando-se ao sul com o golfo Pérsico.1 -11.foi fundada cerca de 4000 A.C. 1. ao sul do mar Cáspio e partes da Armênis. antiga capital do Elão. 2. portando sem governo central. Há uma única menção dos partas na bíblia. irmão de Moisés. ao sul da Média. Os medos em tem pos remotos viriam divididos em muitas tribos.sua capital.Susã.

Assim foram presa fácil de impérios vizinhos mais poderosos.A princípios.A princípio a Média esteve sujeita á Assíria.Foi naquele tempo que os cativos de Samaria (Reino do Norte) foram levados por Sargão II, rei da Assíria, para essa terra (2 Reis 17.6, 18. 11). Mais tarde, quando as tribos escolheram Déjoces como seu rei, estas foram definitivamente unificadas numa só nação, com sua capital na cidade de Ramada – que os gregos denominaram Ecbatana, que é a Acmetá de ESDRAS 6.2, cercada de “sete muralhas concêntricas e de alturas diferentes de tal modo que sobressaíam uma das outras, predominando a mais interna sobre as demais’. Aliada à Babilônia, a Média sacudiu o jugo da periclitante Assíria. Cerca de cem anos mais tarde a Pérsia absorveu a Média, que nunca mais deixou de ser uma província persa (hoje iraniana). 2.6 Armênia ou Arará Esta região abrange extensas e altas serras ao norte da Média, Asssíria e Síria, tendo a Ásia Menor e o Mar Negro a oeste, o Mar Cáspio a leste, e ao norte as montanhas do Cáucaso. Nesta região encontram-se as cabeceiras dos rios tigre e Eufrates, a provável área do Éden e o monte Arará – na parte nordeste - - onde descansou a arca de Noé no fim do dilúvio (embora alguns dicionaristas afirmem que a arca desceu sobre “um dos montes de Araá, ignorando-se qual seja”). 2.7 Síria ou Arã (hebr) Localiza-se a sudeste da Armênia, a leste da Ásia Menor e do Mediterrâneo, ao norte da palestina e a oeste da Assíria e partes da Arábia, cortada na direção norte - sul pela cordilheira do Líbano, paralela á costa do Mediterrâneo, que apresenta duas divisões: Líbano – a mais ocidental, a ante-Líbano – a oriental, em cujo extremo sul fica o célebre Monte Hermon. Os dois rios mais importantes da região correm entre as duas divisões dos Líbanos: Orontes, para o norte e depois oeste, passando perto da cidade de Antioquia e desaguando no Mediterrâneo, e o Leontes, para o sul, repentinamente desviando o seu curso para o mesmo mar. Grande parte da região é uma planície exuberante de fertilidade. Os sírios (ou arameus) são descendentes de Arã, filho de Sem e neto de Noé. Nos dias patriarcais esta região era constituída de pequenos reinos independentes que levavam o nome de sua cidade principal, como Arã-naaraim, Arã-demascus, Arãzoba etc. Parece que Harã, centro comercial e militar que ficava no distrito de Padã-

Arã, onde Abraão habitou com seu pai e onde deixou sua parentela para sair para Canaã, ao tempo do patriarca, pertencia ao noroeste da Mesopotâmia, vindo mais tarde incorporar-se a Síria. Damasco é capital da síria até hoje, sendo, conforme se crê, a mais antiga cidade viva da Terra. A Síria foi conquistada sucessivamente por Salomão, assírios, babilônios, persas, gregos e romanos. A Síria foi o primeiro país estrangeiro a receber o cristianismo pelo testemunho dos crentes perseguidos em Antioquia, onde estes foram primeiramente chamados cristãos (At 11.26). 2.8 Fenícia Esta região era uma nesga de terra entre o Mediterrâneo, a oeste, a cordilheira do Líbano, ou Síria, a leste, Palestina ao sul e Síria, também ao norte, até a pequena ilha de Arada onde ficava a cidade de Arvade, medindo, em média, 25 quilômetros de largura por 250 de comprimento. As suas cidades principais citadas no antigo testamento são Tiro e Sidom. Entretanto pelas escavações arqueológicas, depreende-se que os limites da Fenía em tempos bem remotos estendiam-se ao norte além de Rashamra, antiga Ugarit, defronte da ilha de Chipre. Seus habitantes, provavelmente originários do Golfo Pérsico, ocupam a costa do Mediterrâneo por volta de 1700 a.C. Eram famosos em navegação, comercio. Ciências, artes e literatura, exercendo uma notável influência sobre as demais nações do mundo de então. Durante a sua existência foram muitas vezes subjugados pelas potências próximas e distantes, mas sempre souberam conservar a sua cultura e unidade. As suas colônias espalhadas pela costa e ilhas do Mediterrâneo, bem como seu intercâmbio comercial com outros povos, foram os fatores principais de sua expansão. Os cartagineses (colônia de Cartago,África) eram seus descendentes.Os libaneses que hoje ocupam a região são seus descendentes. 2.9 Palestina ou Canaã É região banhada pelo Mediterrâneo a oeste, tendo ao norte a Fenícia e a Síria, e a leste e sul a Arábia, sendo que ao sul também fica parte do Egito. As suas características serão estudadas detalhadamente mais adiante neste livro. 2.10 Egito

Certamente depois de Palestina , a terra que mais se salienta na bíblia, do ponto de vista histórico e religioso, é o Egito.Isto porque está intimamente relacionando á formação dos hebreus, um povo distinto e especialmente destinado a ser o instrumento a Revelação. A sua posição geográfica é no nordeste africano;tendo ao norte o Mar Mediterrâneo, a leste partes da Palestina e Arábia esta separada pelo Mar Vermelho – ao sul, antigamente a Etiópia, hoje Sudão, e a oeste da Líbia, com seu imenso deserto também conhecido pelo nome de Saara.É uma vasta região deserta vivificada pelo rio d’água que corre na direção sul – norte, que é o Rio Nilo.Seu nome antigo é Misraim, ou Misr, deriva do folho Cham ou Cão,filho de Noé, que para lá se dirigiu depois do dilúvio. Seu nome poético foi Rahabe, usado nos Salmos, livro de Jó e profecia de Isaías, que alguns interpretes pensam seja alusivo a algum monstro marinho da mitologia semita, como Dragão. Em tempos remotos o Egito atingiu grande desenvolvimento em ciências, letãs e artes, como provam os monumentos e documentos descobertos em grande quantidade. A famosa fertilidade do Egito devia-se ao lodo espalhado em vastas áreas, especialmente no Baixo Egito ou Delta, pelas inundações do grande rio. O Egito foi o lugar da longa permanência dos descendentes de Jacó (430 anos) da qual os últimos 80 anos foram de dura escravidão. Das doze famílias do filho de Jacó já haviam se formado doze grandes tribos com cerca de dois milhões e meio a três milhões de pessoas. Dentre elas Deus levantou Moisés, a quem preparou maravilhosamente para ser o libertador do seu povo. A província de Gósen, a sudeste do Delta (denominação dada ao estuário do rio Nilo que toma a configuração da letra D do alfabeto grego em posição invertida) foi a área habitada pelos israelistas. Mênfis, Tebas, Alexandria e Cairo são as cidades principais do Egito. 2.11 Etiópia Região do Oriente africano frequentemente citadas nas Escrituras Sagradas, compreendendo a área do alto Nilo, Sudão e Abissínia. Seus limites são; Egito, ao norte (modernamente Sudão); Mar Vermelho ou Arábia, a leste; Líbia, a oeste; e partes orientais da África, ao sul, desconhecidas nos tempos bíblicos, hoje ocupadas pela Somália. Em língua hebraica a região era conhecida pelo nome de terra de Cush, no antigo egípcio Kas ou Kesh e em etíope Kish. Era habitada pelos descentes de Cusi, filho de Cão e noto de Noé. Parece que segundo Gênesis 2.3

sendo Cireneu a capital. terra natal de Paulo. bem como a área em que se encontravam as “sete igrejas da Ásia” referidas no livro de Apocalipse. As provínciasou distritos emque os romanos dividiram a região eram as seguintes: Ao norte – Ponto.9. Lídia e Cária. Glácia. a oeste pelo Mar Egeu e ao sul pelo Mediterrâneo. o apóstolo. Licaônia e Capadócia. a oeste – Mísia. ou Lubim (Jr 46. Ao tempo dos romanos a província era dividida em Líbia Marmárica (parte oriental) e Líbia Cirenaica (parte ocidental). e Caico. ao sul – Lícia. 2. Hoje o moderno Estado da Turquia abrange toda esta área.43). Os habitantes primitivos desta . No dia de Pentecoste estavam presentes em Jerusalém alguns habitantes desta região (At.havia na região Asiática – norte da Mesopotâmia ou Armênia – uma outra área com o mesmo nome até certa altura da pré-história. extremo norte da Mesopotâmia e Síria. A região é um planalto elevado e pedregoso. povo dividido em pequenas tribos que mais tarde passaram a ser conhecidos como líbios. na costa do Mediterrâneo. Aleste limita-se com a Armênia. Meandro e Caister (às margens deste último ficava situada a famosa cidade de Éfeso. Paflagônia e Bitínia. 2. Dn 11. capital de toda a região ao tempo do Novo Testamento) que despejam as suas águas no Mar Egetu. Foi esta região o grande palco das atividades missionário sde Paulo e seus companheiros. no centro e a leste – Frígia. rodeada de cadeias de montanhas qu ecorrem pela orla marítima e semeada de inúmeros lagos de água doce e salgada. Todas estas provinciais a leste da Mísia e Lídia também era conhecidas simplesmente como Ásia. banhada ao norte pelo Mar Negro. quase totalmente deserta. 2.10). Pisídia. senão o Cidno que deságua no Mediterrâeno e a cujas margens ficava a célebre cidade de Tarso. Hermo. razão esta por que há poucos rios de volume considerável.13. O tesoureiro do reino da Etiópia. Seus habitantes são descendentes de Put. Ásia Menor É a enorme península do extremo ocidental do coninente asiático. com limites ocidentais muito vagos. cuja conversão é narrada no capítulo 8 do livro de Atos dos Apóstolos. Panfília. filho de Cão.12 Líbia Uma extensa região do norte da África. a oeste do Egito. parece ter sido o primeiro a introduzir a religião cristã naquela região. Cilícia (cuja cidade principal era Tarso).

C. 2. Nenhum outro povo conseguiu imprimir. com suas colônias agrícolas e entrepostos comerciais. coberta de montanhas de declives abruptos. o Macedônio. mas educado na Grécia – já a cultura helenista era conhecida por toda parte. de ambição por riquezas. quase sem planícies e sem rios. Mar Negro. ou seja.15 Macedônia País quefica ao norte da Grécia cuja história antes de 560 a. pobreza da terra. norte da África (Líbia) e até Massília (sul da França atual). A Grécia é toda recortada pelo mar. chamada Anatólia. isto é.sul da Itália. Ásia Menor. as marcas do seu pensamento sobre as gerações de todos os tempos”. e de seu filho Alexandre. tão indelevelmente como este. a expansão dos gegos para além das fronteiras da Grécia propriamente dita. etc – os gregos tornaram-se cheios do espírito de aventuras. E com as conquistas de seu filho Alexandre. que ofi parai dos jônios. e a região de Atenas. Por esta e outras razões como lutas políticas. o . o Grande. que é a parte sul da península. particularmente na região central. ao sul pelo Mediterrâneo e a oeste pelo Mar Jônico. Os gregos – também chamados helenos – são descendentes de Javão. de conquistas. 2. podendo-se cultivar somente plantas que suportem os estios ardentes e secos dominantes. o que explicaa chamada Diáspora gega do século 12 ao século 6 a. Ao norte ficava a Macedômia. a língua grega divulgou-se pelo mundo antigo de tal forma que a propagação do cristianismo por aquela vasta área tornou-se fácil. merecendo destaque os hititas que na Ásia Menor tiveram o centro de sua civilização. conhecia-se como a Ática.14 Grécia ou Hélade A península do sudeste europeu banhada a leste pelo Mar Egeu.. o apóstolo. pouco se conhece. cercada por muitas ilhas e ilhotas. ilhas do Egetu e do Mediterrâneo. uma das principais tribos na formação da raça grega juntamente com os dórios). mas que sob o domínio de Filipe. a sudeste. A Grécia foi outro palco de atividades missionárias de Paulo. A Grécia Antiga era conhecida pelo nome de Acáia. Quando a Grécia caiu sob a tutela de Filipe da Macedônia – que era meio grego e meio bárbaro. Assim “os gregos usaram e assimilaram todos os tipos antigos de civilização e lhes deram um sentido próprio do seu modo de sentir e vir. neto de Noé. cultos e culturas diferentes.C.região representavam a mais complexa mistura de raças.

6. Filips. que ao tempo do Novo Testamento era . Modernamente esta regiãocompreende a Albânia e Iugoslávia.). na sua segunda viagem missionária pela Síria (51 d. tornou-se potência mundial do seu tempo (36ºa 323 a. Tessalônica e Beréia. a leste o Mar Adriático e a oeste o Mar Tirreno. nooreste da Grécia e leste do Mar Adriáticos. Limitava-se sul com a Grécia. estes quatro assumiram o título de reis. Após a morte de Alexandre. solicitado por meio de uma visão (At 16. senão que ao tempo das conquists romanas eram montanheses bastante selvagens. O apóstolo Paulo. seu filho. a leste com o Mar Egetu e com a Trácia. quiseram os seus generais “assegurar o impéri para o infante. 8. incluindo-se nela a Dalmácia. mas o profeta Daniel refere-se a este império em 2. na Ásia Menor. e Filetero.9). e fundaram quatro realezas: Ptolomeu. Macedônia era uma vasta planície fértil envolvida por altas montanhas. ao norte com os Montes balcânicos e aoste com partes de Trácia e Ilíaco. que a separa da Itália. 2. da Iugoslávia e o sul da Bulgária e Turquia européia. deixando duas igrejas estabelecidas em Filipose Tessalônica. Todos os membros da família de Alexandre foram afastados do poder. Muito pouco se sabe da história desta região e seus habitantes primitivos. tendo ao norte a cadeia dos Montes Alpes. no Mediterrâneo. na Macedônia. 8. Segundo Romanos 15.C.39. atravessou o Mar Egetu e penetrou no continente europeu pela Macedônia. sua capital. surgiram dissensões entre os generais.Grande.C. proém sofrendo maior mistura de tribos bárbaras da Ásia e das regiões do norte do Mar Negro. Na Itália está a célebre cidade de Roma. Hoje a região forma o norte da Grécia.. no Egito. o Grande.C. porém. Anfípolis. 2. sob a regência da imperatriz víúva e de seu irmão.5.17 Itália Esta é outra Península do sul da Europa. Em 142 a. Em breve. o número dos generais foi reduzido de sete para quatro. 7. passando por Neápolis. e ao sul da Pnaônia.” No Antigo Testamento não é mencionada a Macedônia. tornou-se província do Império Romano. Apolônia.16 Ilírico ou Ilíria Esta região ficava a oeste da Macedônia. Os seus habitantes eram provavelmente da mesma origem dos gregos. na Síria. Antípater.19 esta foi a reigão mais distante na direção norte a que chegou Paulo com a mensagem do evangelho. Seleuco.).

C. E o chamado fragmento Muratori.. Não obstante. perto da atual Gibraltar.C. especialmente durante a Idade Média com o estabelecimento dos tristemente célebres tribuinais de inquisição. Esta região também foi palco de perseguições antrozes aos cristãos. Chipre. em 63 a. por reis. 2. Paulo pregou em Roma.C.também a capital do vasto e poderoso Império Romano. E região montanhosa. Entre 61 e 63 d. a Palestina tornou-se tributária do Império Romano. 24 – 28.19 Ilhas do Gentious ou Ilha do Mar É designação aplicada na Bíblia às ilhas do Mediterrâeno e Mar Egetu. já para com os cristãos – devido a sua agressividade aos ritos pagãos e o seu esforço de fazer adeptos – não o foi. no ano 57 ou 58 d. entremeada de vales férteis com rios abundantes. em cujas margens fica a cidade de Roma. estes continuaram a multiplicar-se e exercer a sua influência a tal ponto que. dos quais o principal é o Tibre. sendo governada. governadores e procuradores. Rodes. Ainda que o império fosse tolerante para com a religião dos povos conquistados. o cristianismo tornou-se a religião do Estado sob o governo de Constantino. Não se sabe quem teria levado o evangelho à Itália.. Em 190 a.Segundo Romanos 15. no sudoeste da Europa. já havia crents ali.Patmos. mas quando Paulo escreveu a sua Carta aos Romanos. fundada em 753 a. Segundo alguns estudiosos. banhada ao sul pelo Mar mediterrâeno e ao norte pelo Oceano Altântico. os exércitos romanos invadiram a Síria. sucessivamente. das quais as principais são: Creta. escrito em 170 d.. Paulo demonstrou o desejo de visitar a Espanha para ali pregar o evangelho.C. tera para onde se dirigia o profeta Jonas quando entendeu desobedecer ao Senhor.C. ficava ao sul da Espanha. Társis. afirma que o apóstolo havia chegado até a Espanha. fazendo parte da chamada Península Ibérica. o pequeno reino foi se estendendo até abranger toda a península. Fortes perseguições foram desencadeadas ao tempo de Nero e de Domiciano contra os cristãos em toda parte. Assim. Samotrácia e .. no princípio do quarto século da nossa era.C. na Ásia Menor e paultainamente foram submetendo outras regiões ao poder romano. embora como prisioneiro. o Grande.18 Espanha Esta região fica no extremo ocidental do mundo antigo. Mitilene. 2.

embora a tradição aponte a montanha mais lata da região como tal e cujo nome é Arará. Provavelmente a primeira é a melhor explicação. Dizem uns que as duas designações não se referem ao mesmo local. 8:4 diz que a arca parou sobre “os montes de Arará”. de cerca de 2. na Península do Sinai. outra ao sul. ignora-se o local exato do pouso da arca. 3.2 Sinai ou Horebe Localizando no extremo sudoeste da Ásia .500m de altitude e que fica mais ao sul e Horebe deve ter sido o nome do conjunto montanhoso e Sinai uma das elevações mais salientes (Hengstenberg e Robinson). a mais alta. ficando este do lado oriental da península e aquele do lado ocidental. MONTANHAS Uma vez que vamo estudar separadamente – na Parte II deste livro – a geografia da Palestina. trataremos neste tópico das montanhas extrapalestínicas do Mundo Antigo relacionadas com a história bíblica. as cinco mais importantes são as seguintes: 3. Portanto.Tem cerca de 5000m de altitude.000 e 2. 3. poucos conhecidas aos tempos bíblicos. na qual predomina a topografia montanhosa. Destas. E ainda outros acham que Sinai era o nome mais antigo e Horebe o mais recente da mesma montanha (Ewald). também chamado Horebe. predominantemente deserta com leves elevações. que tem forma triangular e que é banhada por dois braços do Mar Vermelho chamados golfo Suez e Golfo de Acaba. No Monte Sinai Moisés . Esta dupla nomenclatura é explicada por diversos modos pelos exploradoresorientalistas. bem como de regiões mais remotas.O texto bíblico de Gên. A península por sua natureza divide-se em duas parte: urna ao norte.talvez Malta e Sicília. É nesta região sul da península que se localiza o Monte Sinais.000m de altitude cortadas por valesde dimensões variadas cobertos de algumas vegetações em certas épocas do ano.1 Arará Fica no sudoeste da Armênia e é célebre pelo encalhe da arca de Noé. de elevações entre 1. embora apontem o mesmo bloco maciço (Gesenius) com duas elevações próximas – Sinais.

3. por serem de grande duração. e do centro para o norte toma o nome de Vale do Orontes. que corre paralelamente à costa oriental do mediterrâneo. fica na parte ocidental da Síria. oscilando entre 2.365m). cobertura de navios. Os Montes Líbanos são frequentemente citados nas Escrituras. pouco mais para o norte é conhecido como o Vale de Mispá. ao norte da Palestina.750 e 3.. mas vem do tempo da dominação grega e persiste até hoje.000m (os dados oferecidos pelos vários autores diverge consideravelmente quanto à altitude destemonte. Nas encostas dos Líbanos cresciamos famosos cedros e as esbeltas faias. A altitude de ambas as cadeias varia entre 1. 3.recebeu a Lei. Ao tempo de Josué o vale era conhecido simplesmente como Vale do Líbano. originando-se. o profeta. Moisés teve a visaõ da sarça ardente – quando apascentava os rebanhos do seu sogro – e seis séculos depois Elias. A cadeia de montanhas que fica a oeste é conhecida como Líbano e a que fica a leste como Ante-Líbano. tambémconhecida como Monte Sirion e Monte Senir. uns oucos anos antes. Esta divisão não é conhecida nas Escrituras Sagradas. teve a visão de Deus (Irs 19) emquelhe foi revelado que apesar da idolatria de Israel havia muitos joelhos em seu meio que não se haviam dobrado a Baal.4 Hermon Ete monte fica no exremo sul da cadeia dos Montes Ante-Libanos. madeiras empregadas na construção do templo de Salomão. Era famoso pela sua fertilidade. que significa “monte de Moisés”. no limite sul da Síria e extrem norte da Palestina.O vale que separa as duas cadeias demontanhas toma nomes diferentes: ao sulé chamado Vale do Leontes. e apresenta-se em duas divisões: 1)Líbano e 2) Ante –Libano. No mesmo monte.3 Líbanos A cordilheira dos Montes Líbanos. com a qual se firmou o pacto entre Deus e o povo de Israel.por onde correo rio do mesmo nome. Hoje o Sinai é conhecido pelo nome de Jebel – Musa. sua escassa vegetação (exceto . A sua extensão na direção norte-sul é de cerca de180 quilômetros e na direção oste-leste varia entre 20 e 20 em linha área. instrumentos musicais etc. que se estende por entre os contrafortes das duas cadeias. a nacionalidade hebraica com seus aspectos religioso e civil. assim. palácios dos reis.900 e 3.300m. pois que serve de leito para o rio do mesno nome. Devido a sua altitude que atinge pouco mais de 3.

um pouco afastado da serra. como era o significado do seu nome. a distância enorme. Nas montanhas de Seir.000 metros. formando fios de Água e riachos que descem pelas encostas e regam as partes inferiores do monte e os vales. na Galiléia. podendo ser avistado de muitas partes da Palestina. irmão de Jacó. Principalmente na Palestina. pode-se concluir que em tempos antigos o Hermom foi de fato um monte sagrado. também conhecida como Selá. Pelas numerosas ruínas de templos dedicados a Baal e outros deuses pagãos encontrados ao seu redor. ficando no seu tríplice cume (formado por três elevações ou picos dispostos em triângulo) uma calota de gelo que reflete os raios solares. posto militar grardião das fronteiras meridionais do Império Romano. Atualmente seu nome é Jebel-esh-Sheik. Nele morreu Arão. Fenícia e Mediterrâneo. 3. este nome se reveste de uma imponência majestosa. que corre na direção norte-sul na região de Edom na Arábia ocidental (durante a dominação romana era denominada Arábia Petra).nas encostas inferiores onde a vegetação é extremamente rica) e sua cobertura permanente de neve e gelo. Acreditase que a transfiguração de Jesus teve lugar em algum ponto da encosta sul deste monte. provavelmente na parte norte. Durante o inverno. Sua altitude varia entre 300 e 2. mas pertencendo ao mesmo sistema fica o Monte Hor. Isto devido a baixa temperatura reinante em suas culminâncias. O Hermom tem um papel importante na formação do clima da região. Arábia. uma serra de montanhas. qual um espelho. o enorme véu da neve baixa até cerca de 1500m. cataliza as correntes de ar quente e úmido vindas do Mediterrâneo. Síria. 4. Na realidade Seir não é um monte isolado e sim. entre o sul do Mar Morto e o extremo norte do Golfo de Acaba. durante a peregrinação de Israel em demanda da terra prometida. Seir. Na região central dos Montes Seir ficava a cidade-fortaleza Petra. a neve vai derretendo. embora a tradição aponte o Monte Tabor. “O Monte chefe”. irmão de Moisés. habitava Esaú. RIOS . Isto é.5. precipitando um orvalho denso em áreas mais próximas e chuvas abundantes em regiões próximas e distantes. À medida que avança o verão. Na encosta leste.

Tigre. Há mais cinco outras cataratas no Alto Nilo que não permitem a navegação. Devido à mudança do leito do rio através dos tempos – quer pelos meios naturais (inundações). Daí o caráter que o povo atribuía ao rio.2 Tigre ou Hidequel (Gr. Eufrates e Jordão. a narrativa bíblica ao assunto.780 e 2. Além de ser o ponto final da rota comercial.Na vasta área do Mundo Antigo. antigamente chamada Yeb. As chuvas produzidas pelas nuvens formadas sobre o Oceano Índico e levadas pelos ventos sobre as cordilheiras da África Oriental e Equatorial faziam transbordar o Nilo a seus afluentes. Provas iguais nos oferecem as ruínas da cidade de Siene (moderna Assuã). Nos tempos remotos ele desaguava . tendo suas nascentes na região dos grandes lagos da África Equatorial. Resp.10. formado pelos três braços ( que antigamente eram sete). suplementando. O Nilo corre na direção sul-norte através do Egito desagregando no Mediterrâneo através de um vasto estuário de 25 quilômetros de largura. 1. nascendo nas montanhas da Armênia.) Este é o rio que. A parte navegavel ia até a Ilha Elefantina. C. notadamente na região do Delta. E Hebr. o percurso total do Tigre varia entra 1. junto da primeira catarata. 4. oferecendo novos dados sobre a dispersão dos judeus pelo mundo então. levando para o Egito aluvião fertilizantes das vertentes das montanhas. o Nilo é o primeiro rio do continente africano e o segundo do mundo.11 4. O transbordamento do Nilo nos regiões áridas do Egito e conseqüente abundância das colheitas. corre na direção sudeste do lado oriental da Mesopotâmia até juntar-se com o Eufrates cerca de 160 quilômetros antes do golfo Pérsico. Nilo Branco e Nilo Azul e seus afluentes. quer pelos artificiais (canalização) – e também preferência de suas diversas nascentes. podemos considerar quatro rios importantes: Nilo. que fica em frente à ilha. por onde se estendem os seus dois braços chamados.500 quilômetros de comprimento. segundo os dados oferecidos pelos diversos autores. era considerado pelos egípcios obra dos deuses. denominado Delta.1. a ilha Elefantina também era o posto militar mais avançado do governo egípcio na direção sul.300 quilômetros. assim.145 quilômetros ao sul de Cairo. Nilo De cerca de 6. pois as escavações nela efetuadas mostram vestígios de fortificações que abrigavam guarnições militares. referida em Ez 29.. Na mesma ilha ainda foram encontradas ruínas de uma colônia judaica e documentos em grande quantidade que relatam acontecimentos entre 400 e 525 a.

Hoje cerca de 160 quilômetros ao norte do referido golfa junta-se com o rio Tigre e daí em diante é chamado Shat-elArab. desaguando no Mar Morto. fica a cidade de Bagdá. Calcula-se que desde os tempos de Abraão. De início o rio corre para o ocidente. Todos os dois rios depositam uma faixa de terra no fundo do Golfo Pérsico fazendo-o recuar.diretamente no Golfo Pérsico. Na época da maior glória do domínio hebreu. atravessando a célebre cidade de Babilônia a cerca de 140 quilômetros de seu estuário.Seu percurso totaliza cerca de 340 quilômetros e atravessa dois lagos: A)Meron e B)Galiléia. da terra santa inúmeras vezes referido nas escrituras sagradas. Fora os primeiros capítulos de Gênesis. mas.Também o Eufrates nos tempos antigos desaguava diretamente no Golfo Pérsico. ficam as ruínas da antiquíssima cidade de Nínive. cuja história começa no terceiro milênio a. Depois toma a direção sudeste. chegando a uma distância de apenas 93 quilômetros do Mediterrâneo. segundo diversos autores.880 e 3. 4.3. O curso total do rio também varia entre 2. quando a sua cidade (Ur dos Caldeus) era porto marítimo. pouquíssimas são as referências bíblicas ao Tigre. especialmente na região sul.. Também constituía o limite ocidental da Mesopotâmia. o rio Eufrates era o seu limite nordeste. Aparentemente esta diferença se explica pelas mesmas razões citadas com referência ao comprimento do Rio Tigre.É formado por várias nascentes nas encostas noroeste e oeste do Monte Hermom. 4. Em sua margem esquerda. na altura do seu terço superior. Devido à diferença de nível do Eufrates e do Tigre. A depressão começa desde três quilometros ao sul das águas de Meron e continua cada vez . As suas nascentes acham-se no maciço montanhosos na Armênia. o Golfo Pérsico tenha cerca de 250 quilômetros. na margem direita. Eufrates Também conhecido como “Grande Rio”.A peculiaridade do Jordão é que este é o único rio do mundo cujo leito é inferior ao nível do mar. hoje despeja suas águas no Eufrates. devido ao aluvião formado na Baixa-Mesopotâmia.330 quilômetros. foi construído pelos antigos um sistema de canais. ou BaixaMesopotâmia. que daí pra frente recebe o nome de Shat-el-Arab.4. C. e no seu terço inferior. Jordão Este é o rio. tornando assim o vale da Mesopotâmia estgremamente fértil. também chamada Caldéia.

DESERTOS Na bíblia encontramos várias referencias a desertos. 5. o grande guia do povo de Deus. 2) Sin. na época chuvosa do ano transformava-se em campo viçoso procurado pelos pastores para pastagem de seus rebanhos. abrangendo o terço médio da mesma. São eles: Leontes e Orontes. a saber: Yeshimon – deserto absoluto.20). É o caso de cidades destruídas pela guerra. na Itália. incluindo o monte Sinai. bem como a parte oriental da mesma até . Alguns identificam como o de Etã (Ex 13. A idéia de deserto entre os antigos Judeus abrangia três aspectos distintos.1. relacionados com a Bíblia podem ser divididos em dois grupos.2).(Ex 15. que se efetuou especialmente nos desertos do Êxodo. porém sem importância para a Geografia Bíblica. cuja profundidade chega a 400m. em conseqüência de destruição. na Síria. quando tratarmos dos rios da Palestina. trata-se de uma depressão de 826m. Aqui abordaremos os desertos extrapalestínicos. Heraboth – lugar devastado. os palestinicos veremos quando tratamos da geografia da palestina. tendo a linha do Mar Morto-Golfo de Ácaba como divisória: 5. 3) Sinai. Os desertos extrapalestínicos da Palestina. 1) Shur. que alguns identificam como o de Etam (Ex 13. (Mais adiante. Há outros três grandes rios no Mundo Antigo. bem como da formação de Moisés. abrange toda a parte sul da península. em cuja margem esquerda fica a cidade de Roma.2). O Grupo do Oeste. O primeiro correndo no seu último trecho pelo limite norte de Canaã e o segundo banhando a cidade de Antioquia – e Tibre. Os israelitas peregrinaram 40 anos em desertos deste tipo. Midbar ou Arabah deserto com certas possibilidades de vida animal e vegetal que. o Jordão será apreciado com mais detalhes). que é o prolongamento do anterior na direção sul da costa oriental do mesmo mar. sendo a mais profunda do globo terrestre. e isto em virtude das peregrinações dos patriarcas e do povo de Israel. onde não há possibilidade de sobrevivência animal ou vegetal. estende-se pelo noroeste da península do Sinai.mais acentuadas até chegar a 426m no Mar Morto. Portanto. desértico. ao largo da fronteira nordeste do Egito e costa oriental do Mar vermelho (Golfo de Suez).

ou Cades-Barneia. Estes dois últimos desertos constituíam o limite sul da Palestina. A altura desses muros variava de acordo com a importância e o tamanho da cidade.1 Descrição Geral Entende-se por cidades bíblicas aquelas que de alguma forma são relacionadas com a história bíblica. Davis. A esta altura do nosso estudo vamos focalizar as do primeiro grupo. ao norte de Moabe. Segundo o Dicionário da Bíblia. A parte principal no interior da cidade era o palácio real. 1) Indumeu. As portas eram poucas em cidades menores e numerosas em maiores. a nordeste do mesmo mar. Junto delas. pequena área que fica ao norte do parã e leste de Shur. de John D.2. são desertos de pouquíssima importância histórica e que são mencionadas apenas acidentalmente. fica a sudeste do Mar Morto. localizado geralmente bem no centro. 6. extrapalestínico. 4) Diblat. deslocandose um pouco para nordeste da mesma. 4) Parã. 2) Moabe. faziam-se feiras livres e outras . ou 112 metros”. Berseba. que correspondente a 20 metros e a altura de 200 cúbitos reais. O Grupo Leste. 5. diz queos seus muros tinham “a espessura de 50 cúbitos reais. o grande historiador Heródoto. cuja localização é desconhecida. CIDADES O estudo das cidades do mundo antigo requer que as dividamos em dois grupos: a) grupo extrapalestínico e b) o grupo palestino. 7. o elementos fundamental era o muro protetor queabrigava a cidade dos ataques dos inimigos. 5) Cades. ou seja. Porém antes façamos uma descrição geral das cidades bíblicas. em estilo de fortaleza muito resistente. descrevendo a célebre cidade de Babilônia. ainda que não mencionadas especificamente. 6) Zim. igualmente a sua largura. de forma retangular. fica a leste do Cades. em praças ou largos. também conhecido pelo nome de Negeb. cobre todo o centro da península. 5.o fundo do Golfo de Ácaba. Sobre os muros do palácio e da cidade haviam torres e vigias permanentes. 3) Quedemote. A expressão “de Dã a Berseba” era maneira de definir a extensão norte-sul do território Palestino. Quanto ao planejamento das cidades antigas. 5) Beser. Este é um pequeno deserto em torno da cidade de Berseba o marco meridional da Terra Santa.

numerosas cidades em vastas regiões planas. embora fosse usado também o tijolo de barro. Estas. as seguintes: . Já no Egitoera a pedra o material principal. ou seja. as cidades eram duplamente notáveis. predominava o barro. junto a alguns oásis ou poços. é que seriva para todos estesfins. junto de nascentes de águas. tijolos de barro secados ao sol ou queimados. Havia. suas piscinas e objetos de ornamentação. abandonavam os seus campos e recolhiam-se nas cidades ao abrigo de suas muralhas.transações comerciais. geralmente. vasos etc. em tempo de guerra. As ruas das cidades antigas eram estreitas e geralmente escuras. estatuetas. com poucas divisões e mobiliário modesto. junto do palácio real. bem como as assembléia dos cidadãos e os julgamentos. seus jardins bem tratados. o material empregado na construção das cidades dependia do predominante na região. As residências dos ricos eram geralmente miniaturas de paláciao real. Em algumas cidades a praça central. tendo sido construídas em lugares estratégicos ou passagens obrigatórias que davam acesso às regiões menos defensáveis. Em primeiro lugar. devido às pontes que ligavam as casas de ambos os lados. as ruas não obedeciam a qualquer planejamento. Cidades Principais do Grupo Extrapalestínico Destacam-se neste grupo. porém. constituíam as cidades militares para obstar a invasão dos inimigos. pela sua importância e relação com os hebreus e com o cristianismo primivito. ainda que a pedra fosse mais comum. Entre estas pode-se mencionar Jericó junto do vau (passagem rasa) do Jordão. por exemplo. como colunetas. muitas delas. constituindo. eram muito úmidas e sujas devido ao lixo das casas que era despejado nelas. Em segundo lugar. Ao passo que as casas dos pobres eram simples.Na Babilônia. A localização das cidades geralmente obedecia às conveniências da população. eram construídas sobre montes ou elevações onde a posição contribuía para a sua defesa. As casas e o mobiliário variavam de acordo com as posses dos proprietários. a exibição do poderio econômico. por onde os exércitos dos inimibos do leste obrigatoriamente tentariam invadir a terra de Canaã pelo sudeste. Na Palestina também os dois elementos eram comuns nas construções das cidades. com as suas peças amplas. e em lugares férteis. A não ser em cidades grandes. Quanto a importância. porque constituíam o refúgio das populações rurais ou agrícolas. Assim.

Ur. teria sido edificada por Menes. Damasco. porto marítimo. por se tratar de um ponto de entroncamento das estradas que culminavam Egito e Arábia com Assíria. terminando assim a sua glória. Situada ao sul da Babilônia ou caldeia. agrícola e comercial de grande importância. Cidade natural do patriarca Abraão. segundo Heródoto. que habitava aquelas regiões (provavelmente o cenário da historia de Jô). Através dos séculos tem sido a Capital da Síria. Com a mudança do leito do rio Eufrates e ascendência da cidade de Babilônia que ficava a 25 quilômetros de Babilônia ao norte.17). 4.Dois dos livros proféticos do antigo testamento tem Nínive por objetivo: Jonas e Naum. A cidade mais importante do Egito sentetorial que. localizada ao sul da Síria. levava-se três dias para percorer (atravessar?) a cidade. hoje chamada Mugheir (perto das escavações da antiga Ur). Os hebreus a conheciam pelo nome de Nofe (Is 19. Segundo Jonas 3. no planalto oriental do Ante-Libano. neto de Sem. Os judeus que permaneceram na . Damasco teve por fundador Uz. cerca de 20 quilômetros ao sul de Cairo capital do Egito. localizada na margem ocidental do Nilo. 3. antidiluviana. Notável Por se constituir centro estratégico para o comércio do mundo antigo. 50 quilômetros ao norte da confluência do rio zabe com aquele. primeiro rei do Egito mencionado na historia. Nas escavações arqueológicas de Ur temos as mais antigas evidencias da cultura sumeriana. Tornou-se a capital do mundo no período áureo do império Assírio. Menfis.11 foi uma das cidades mais antigas da Assíria. centro industrial. Babilônia e Roma (via Éfeso. Ficava a margem oriental do Tigre superior. segundo as escavações arqueológicas (o Golfo Pérsico antigamente ia até Ur). Segundo Gênesis 10. foi perdendo a sua importância. Segundo os historiadores “a cidade viva mais antiga da terra”. Foi tomada pelos babilônios em 612 A. É citada frequentemente nas Escrituras Sagradas em que as referências vão desde os dias das peregrinações de Abraão (Gn 14) até o tempo do apóstolo São Paulo (Gl 1. As pirâmides egípcias mais famosas ficam perto desta cidade.C.Geralmente os hebreus e outros estrangeiros nas suas condiçõesincluíam as cidades vizinhas que confinavam com Ninive como seus subúrbios. na Ásia Menor). Conforme a tradição. Ninive. 2.3.1.13).

cerca de 500 quilômetros a noroeste do Golfo Pérsico (250 quilômetros ao tempo de Abraão. mais tarde fugiram para o Egito e se estabeleceram em Menfis (Nofe) e mais outros pontos daquele país (Jr 44. jardins suspensos. muralhas quase inexpugnáveis etc. podemos imaginar o que eram os muros de Babilônia.citado por J. Hoje no localda antiga capital do Baixo Egito achamse duas aldeias. Ásia Menor. C. terminou os seus dias em 323 a . 51:58.As suas origens pré-históricas remontam aos dias de Nimrode (Gn 10. Poucas informações temos desta cidade. depois da destruição de Jerusalém pelo rei babilônio Nabucodonozor.as muralhas que cercavam a “cidade maravilhosa” do mundo antigo eram duplas e tinham cerca de 28 metros de largura e até 112 metros de altura e 96 quilômetros de extensão.10). Entretanto. D. historiador grego . 7. século 6 A.portanto nos dias do profeta Daniel. Babilônia. era cidade marítima. cidade do Patriarca. notável pelos seus maravilhosos palácios. Conforme Jeremias . o Grande. Davis em seu Dicionário da Bíblia .. Jerusalém: (Ver estudo adiante sobre cidades principais do Grupo Palestino) . conforme provam as escavações em suas ruinas que hoje ficam a cerca de 250 quilômetros do fundo do Golfo Pérsico) A época de seu maior esplendor foi o tempo do rei Nabucodonosor. 5. ou seja. Esta cidade foi edificada sobre as duas margens do rio Eufrates. ponto de convergência dos caminhos da Assíria. em torno do local da torre de Babel. Egito (via Palestina) e Síria. tratava-se de um importante centro militar e comercial.C. 6. pois que Ur. Babilônia.quando o povo de Judá foi levado cativo para aquela região. Arã. Segundo Heródoto. construídas de tijolos com argamassa de betume com 250 torres e 100 portões de cobre. no planalto sentetorial da Mesopotâmia. onde permaneceram por algum tempo Terá e seu filhos depois de deixarem Ur. pelo que se pode concluir de alguns dados arqueológicos. Foi na cidade de Babilônia que Alexandre.Palestina. É certo que ficava na região chamada Arã-naaraim. A antiga e bela capital do famoso império babilônico. ou Padã-arã.1).

no século 9 a. fundada em 1156 a. manteve estreita amizade com Israel. Ao tempo de Davi e Salomão.1 – 16). quando de sua viagem a Roma. Hirão.. não mantiveram as mesmas relações com os hebreus como os de Tiro. Foram eles que fundaram Cartago. Um dos reis sidonios.8. Hoje seu nome é Saida. distante ceca de nove quilómetros do Mar Pireu. porto marítimo do Mediterrâneo. Atenas era celebre como centro da ciência.. sendo seu porto comercial mais próximo Falero. que em 1834 tornou-se a capital de todo reino da Grécia. Foram as cidades fenícias Tiro e Sidom as únicas em território estrangeiro que Jesus vistiou durante o seu ministério terreno (Mt 15. um dos estados da Grécia. C. era pai de Jezabel. O nome moderno desta cidade é Sur. da literatura e das artes do mundo antigo. Outra cidade importante e muito antiga da Fenícia.C. cerca de 30 quilômetros ao norte de Tiro. Este é o nome da capital da Ática. o Grande. transferindo-se mais tarde para uma ilha próxima a fim de resistir melhor aos constantes ataques dos inimigos. Tiro.C. foi sepultado na basílica cristã de Tiro. Conforme relatos de escritores e historiadores antigos (Hérodoto e outros). tendo construído um molhe através do estreito que a separava do continente. A importância desta cidade foi tão grande que os historiadores da antiguidade freqüentemente referiam-se aos sidonios como sinônimo de fenícios. Mas Alexandre. o rei de Tiro. 21 – 31). tanto no Antingo quanto no Novo Testamento.3) onde tinha amigos 10 Atenas. parece. (At 27. sua fundação remonta a 2750 a. a terrível mulher de Acabe. que mantinham relações com regiões as mais distantes. As As referencias . tomou a ilha de Tiro em 332 a. ajudando comsua madeira e artíficesa construir os palácios e o templo (2Cr 2. Foi arrasada. 9. que morreuem 254 d.C. depois de sete meses de cerco.Orígenes. Sidon. Cidade antiga e muito importante da Fenícia. pelos conquistadores. os sidonios. muitas vezes. e reconstruída. atraindo inúmeros estudantes de todas as regiões. Etbaal. Foram os Tírios navegantes e comerciantes famosos. É mencionada muitas vezes nas Escrituras Sagradas. rei de Israel. Paulo atracou neste porto. Segundo pode-se concluir das referências biblícas.C. um dos notáveis pais das Igreja Cristã. onde havia um grupo de cristãos. De início a cidade foi edificada sobre um pequeno promontório. na África setentrional. Paulo tocou em Tiro no final de sua terceira viagem missionária. é freqüentemente referida na Bíblia.

localizada na margem direita do rio cayster. 1.C. Famosa por ter sido a capital política e cultural do mundo por vários séculos. . edificada sobre sete colinas. a 24 quilômetros da desembocadura deste no mar Tirreno. reconhecendo a importância estratégica de Éfeso. ficou ali durante dois anos e três meses (At 19. 1 Ts 3.C. na margem esquerda do rio Tibre. cuja origem remonta ao século 11 a.. A data de fundação. 12 Roma.C. que levou 220 anos para ser construído e tinha 55m de largura por 122 m de comprimento. realizando o seu maior trabalho missionário. seu teatro com capacidade para 25 mil pessoas assentadase seu hipódromo eram de fama mundial. Paulo esteve preso em Roma durante dois anos e dali escreveu quatro epistolas: aos Éfesios.bíblicas a esta cidade são todas elas relacionadas com a obra missionária de Paulo (At 17. Era a um só tempo o porto mais importante do Egeu oriental. A cidade mais importante da costa ocidental da Ásia Menor. Paulo.. cerca de 18 quilômetros da desembocadura deste com o mar Egeu. 15 – 18. 8 – 10) entre os anos 54 e 57 d. a capital da Ásia Proncosular e o entrocamento das duas estradas mais importantes (leste – oeste e norte – sul) da grande península ao tempo dos romanos. Seu magnífico templo consagrado à deusa Diana (Ártemis dos gregos). Cidade das mais antigas da península itálica. universalmente aceita. 11 Éfeso. na costa ocidental da península. aos Filipenses.1). na província de Lídia. é 753 a. Ao tempo do apóstolo Paulo a “Cidade Eterna” como é chamada já possuía cerca de 1 milhão de habitantes. aos Colossences e a Filemom.

bem como tem sofrido alterações quanto à sua extensão. Esta designação ocorre com freqüencia no Antigo Testamento e significa "terra pertencente aos descendentes de Jacó" a quem o Senhor colocou o nome e .1. alusão à circunstância de que Abraão veio de um país situado do outro lado do Rio Eufrates. 1.3. É outro nome antigo que. De muitas passagens bíblicas depreende-se que este era o nome para designar o território entre o Mediterrâneo e o rio Jordão. 1. a preferência dos descendentes de Canaã pelas planícies.1.1. Terra de Israel ou Terra dos Israelitas. Canaã ou Terra de Canaã É o nome mais antigo por se tratar da terra habitada pelo neto de Noé. através dos tempos. ou do além". 1. designa a mesma região territorial conhecida como Canaã.PARTE II A PALESTINA 1. GOEGRAFIA FÍSICA DA PELESTINA 1. tanto no Antigo Testamento. pois os amorreus são descendentes dos cananeus.1. 1. patriarca importante de quem descende Abraão.1.4. e outros a Haber ou Habirú. termo que significa "o do outro lado. Literalmente significa “habitante de terras baixas”. Provavelmente. Canaã e sua decendência.2 Terra dos Amorreus. como nos escritos profanos. Nome cuja origem uns atribuem a Éber.Terra dos Hebreus.1 Nomes A região que nós conhecemos pelo termo Palestino tem recebido. nomes diferentes.( o grande divisor natural de regiões do antigo Oriente) e cujo descendentes vieram a torna-se donos da terra. designado assim.

1. Depois da divisão do reino de Israel. Palestina era o nome mais usado. este nome passou a ser usado para designar todo o território comprometido na benção de Jacó ( Gênesis 49:8-12) e seus habitantes foram chamados de "judeus". 1. na distribuição da terra de Canaã.de cujos doze filhos formaram-se as doze tribos que constituíram o povo de Israel. ao largo do Mar Mediterrâneo até o Egito. 1.5.6. mais ou . 1. assim formando o Reino de Judá. Quando o povo de Deus voltou do cativeiro babilônico e reorganizou a sua vida nacional. É o nome dado a terra de Canaã por causa da promessa de Deus feita a Abraão. É a designação dada pelo profeta Zacarias em (2:12) e pelos cristãos desde a Idade Media.1. quando de sua chamada.Terra Santa. a 30º latitude norte. ministério e sacrifício do Filho de Deus em favor dos homens.7.e na qual Deus estabeleceu o seu servo e sua descendência.1.8. Posteriormente figuras como Plinio e Josefo passaram a chamar por este nome toda a região de Canaã. Palestina Este nome deriva-se do termo Filístia. por ter sido aquela terra palco de maravilhas divinas.ou seja. a terra habitada pelos filisteus. (Gênesis 12:1-4). Desde os tempos do domínio romano até os dias que precederam a fundação do moderno Estado de Israel. Terra da Promessa ou Terra Prometida. particularmente do nascimento. Terra de Judá ou Judéia.2. após a conquista. nesta designação incluía-se também a área pertencente à tribo de Benjamim.este nome aplicava-se apenas ao Reino do Norte. banhada pelo Mar Mediterrâneo (extremo leste) em toda a extensão do seu limite ocidental. 1. Na Bíblia este nome é dado a uma faixa de terra a sudoeste de Canaã. A princípio este nome se referia somente à área que. 1. Localização Localizada no continente asíatico. Após o cisma. tocou por sorte à tribo de Judá.1.

(desrto arábico). Do ponto de vista comercial. igualmente passagem inevitável dos exércitos conquistados das grandes portências ao seu redor. 1. a Oeste – com o mar Mediterrâneo. 1. ou zona montanhosa de Galaad.ora sendo mais reduzidas. as devastações sofridas pela Palestina em repetidas ocasiões durante a sua história. Entretanti em termos médios. Comparando com as superfícies dos estados brasileiros. ora sendo mais extensa. podemos dizer que a sua superfície é de cerca de 30 mil quilômetros quadrados. 1. ao Sul – com Arábia. sendo o seu comprimento em direção do norte para o sul .5 Topografia De um modo geral os geógrafos modernos costumam dividir a Palestina em quatro secções longitudinais: 1 Planice da costa do Mediterrâneo.5. ao Leste – com partes da Síria e partes da Arábia.1 Planícies . e do ponto de vista político. a Palestina constituía-se num centro de gravidade para mundo e as civilizações da antiguidade. Para um estudo mais detalhado da topografia da Palestina vamos seguir o esquema a baixo: 1. Limites A Palestina limita-se: ao norte com a Síria e Fenícia. Naturalmente estes são os limites médios ou prevalecentes da história política da Palestina. Superfície A superfície da Palestina variou consideravelmente no decorrer dos tempos. ficava na rota obrigatória do trafego entre o Oriente e o Ocidente.de aproximadamente 250 quilômetros e largura media de 120 quilômetros. quando foi invadida pelos reinos ao seu redor. bem como entre o Norte e o Sul.4. 2 Região montanhosa central. quando pela conquista anexaram-se vários territórios vizinhos. Como nos dias dos reis Davi e Salomão. 3 Vale do Jordão. 4 Planalto Oriental. a Transjordania.menos equidistante dos pontos principais do Mundo Antigo. a Palestina era um pouco maior que o Estado de Sergipe. havendo épocas em que eles sofriam algumas modificações resultantes das conquistas ou perdas nas lutas com as nações vizinhas.3.

alargando-se na direção das montanhas da região central à medida que avança para o sul. produzindo principalmente trigo. a planície foi palco de inúmeras batalhas desde os dias de . fortemente muradas. De modo que a cidade empresta o seu nome tanto a planície que se estende para o noroeste da mesma. Ecron. Jesreel. Região muito fértil. Azoto. Devido a sua posição estratégica.(1) Planície do Acre ou Aco – região do extremo noroeste da costa palestínica. No ângulo suleste da planície fica o local da antiga e importante cidade fortificada de Jesreel. (5) Planície de Jesreel ou Esdralon. (4) Planície de Sefelá – Região situada entre a planície da Filístia e as montanhas de Judá ao oriente. pela sua extensão e aspecto do conjunto é preferível qualificá-la de planície. cujo o nível é ligeiramente mais elevado que a da planície da Filistia. Está situada entre os montes da Galileia e os de Samaria. eram: Gaza. As cinco cidades principais dos filisteus. Confluência de três vales. (3) Planície da Filístia ou marítima– A faixa de terra habitada pelos filisteus. entre Jope e Gaza. junto da costa sul. bordejando a Baía do Acre. dos quais o central. que foi a capital do Reino do Norte ao tempo de Acabe e Jezabel. produzindo em abundância cereais e frutas. semeada de colinas baixas e muito fértil. também chamada de Armargedon – Embora possa também ser classificada como vale. Para o leste desta cidade desce o Vale de Jesreel até atingir o Jordão na altura de Bete-Sea. com cerca de 75 quilômetros de comprimento por 25 de largura. a planície que traz este nome é considerada a maior da Palestina e a mais famosa. alargando-se para o noroeste até as fraldas do Monte Carmelo e sul dos Montes Líbanos. via de comunicação natural entre Damasco e Mediterrâneo. no sudeste da Palestina. Eram as fortalezas da planície. (2) Planície de Sarom – Região compreendida entre o monte Carmelo e a cidade de Jope. ou seja. Esta planície é particularmente conhecida pelos famosos lírios e outras variedades de flores. é o mais importante. como ao vale que toma a direção leste. Ascalom e Gate. ao sul da Fenícia e que se estende até o Monte Carmelo. uva e oliva.

no qual se deu o apedrejamento e queima de Acã e toda a sua família. a de Moabe. que lhe empresta o nome. corta o país longitudinalmente até o Mar Morto.Gideão. (2) Vale de Jesreel. O rio Quison (Kishoi) atravessa a planície longitudinalmente. Situa-se na região de Sefel. a 24 quilômetros a nordeste de Jerusalém. desembocando no Mediterrâneo ao norte do Monte Carmelo.5. alargando-se para 3 quilômetros logo a baixo do Mar da Galileia. a de Genezaré etc 1. confusão que ocorre frequentemente pelo fato de alguns autores chamarem a planície também pelo nome de Vale deEsdraelon. onde se deu a vitoriosa batalha de Josué com os amorreus quando o sol .Armargedon. ao sul de Jericó. Este fica entre as terras de Judá e Benjamim. (3) Vale de Açor. cerca de 100 metros. ao sul da planície. chegando a 15 quilômetros na região de Jericó. O nome profético desta planície . a de Dotam. de leste a oeste. Este é o maior vale da Palestina. 426 metros a baixo do nível do Mar Mediterrâneo. (Ap 16. no seu ponto final. É o vale que chega a maior profundidade de toda a face da terra. no extremo norte. No seu ponto inicial é muito estreito.2. como a de Jericó. aqui vamos enumerar e localizar os principais: (1) Vale do Jordão. Po este vale corre o célebre rio Jordão. Existem outras planícies menores espalhadas pelo interior da Palestina. que significa “Montanha de Magedo ou Megido” é uma associação de fundo histórico com sangrentas batalhas ocorridas perto da cidade de Megido.Vales A Palestina é terra de muitos vales. (4) Vale de Aijalom. Não se deve confundir este vale com a planice do mesmo nome. para caracterizar as futuras dores e os triunfos do povo de Deus. começando ao sapé do monte Hermom. numa distância de 215 quilômetros em linha reta desde Hermom até o Mar Morto. na época dos Juízes. que serpenteia pelo mesmo.16). e termina no vale do Jordão na altura de Bete-Seã. . O vale de Jesreel tem o seu começo nas cabeceiras do ribeiro de Jalud. e tornando a estreitar-se pouco antes do Mar Morto. no extremo sul.

(5) Vale de Escol. Fica a cerca de 30 quilômetros a sudeste de Jerusalém.que é como a continuação dos Montes Líbanos. 3 – 10. chamada atualmente Nablus. c) Planalto de Judá. Neste vale está o poço de Jacó. Outros vales menores serão mencionados mais adiante em relação a diversos acidentes geográficos. é o vale mais largo dos três “wadis” que desembocam na planice de Moabe a nordeste do Mar Morto. por 9 de largura. entre os montes Gerizim ao sul e Ebal ao norte. 1. em cujas cercanias fixou-se por longo tempo a família de Abraão. Conforme Gênesis 14. no qual se levanta a célebre cidade de Hebrom. (7) Vale de Sidim. que pode ser considerado como continuação do Ante – Líbano. (8) Vale de Siquém. e o Planalto Oriental. famoso pelo encontro de Jesus com a samaritana. famoso pela sua fertilidade especialmente a dos vinhedos. (6) Vale de Hebrom ou Manre. Segundo Números 13. ao sul. entre Betel e Hebrom.5. foi deste vale que os espias levaram a Moisés um cacho de uvas tão pesado que foram preciso dois homens para transportá-lo. (2) Planalto Oriental – Fica ao oriente do Jordão.300m. Sua extensão mede-se em 18 quilômetros de comprimento na direção do Mediterrâneo.parou sobre Gibeom e a lua sobre o vale de Aijalom. tudo faz crer que este é o valoe onde se encontra hoje o Mar Morto. 22 – 27. estendendo-se na direção noroeste da cidade de Siquém. Planalto de Naftali. tem cerca de 12 quilômetros de comprimento. É a região mais fértil para o plantio de trigo e . (9) Vale de Moabe. a região de Samária ao centro. a oeste de Hebrom. correndo na mesma direção do anterior. A altitude de ambos varia entre 650 e 1. provável região de Sodoma e Gomorra. que corre pelo centro do país na direção nortesul.3 Planaltos Dois sãoos planaltos gerais da Palestina: O Planalto Central. Situado no centro de Canaã. também subdivide-se em três partes distintas: a. queé a reigão da Galiléia ao norte. desde o sul do Montem Hermon até o vale por onde corre o rio Yarmuque. Planalto de Basã ou Auran. (1) Planalto Central – Subdivide-se em três seções:a. b) Planalto de Efraim. especialmente a pare do sul do mesmo.

Também Deus geralmente falava aos líderes do pov onosmontes – assim falou a Moisés no Monte Sinais. Issacar e Naftali. As numerosas e variadas experiências religiosas e militares frequentemente estiveram relacionadas com os montes. Os Montes de Naftali A expressão no singular. sendo que a última. em todos os sentidos. deu o nome a toda a região. um Deus transcendente. entre Yarmuque e Hesbom. mascomo qual o homem pode ter comunhão. 1. o qual. depois. Zebulo. c. Montes Palestínicos Propriamento Ditos O estudo dos montes obedeerá a subdivisão dos planaltos já estudados. a Elias no Monte Horebe etc. Planalto de Moabe.a leste da última parte do curso do Jordão e Mar Morto até o rio Arnon. a elevação e a distancia entre a criatura e o Criador.4 MONTES É interessante notar a atitude dos hebreus para com os montes. Esta já é a região mais rochosa entrecortada de prados de exuberantes pastagens. Daí nota-se um certo temor pelos montes. b.Neles este povo via a justiça e a grandeza de Deus reveladas na natureza. Isto certamente concorreu para a formação do conceito que eles tinham de Deus como estando.5. os montes de Basã. acima do homem. abrangendo a alta e a baixa Galiléia. mais acessível a este. Nas tradições mais recentes já se usa a expressão “região montanhosa de Naftali” da qual os quatro montes abaixo destacados são os mais importantes. os de Gileade e os de Moabe no Planalto Oriental. Assim teremos os montes de Naftali. Podemos dividir os montes da Palestina em dois grupos gerais: Os montes Palestínicos propriamente ditos e os montes transjordânicos. por ocasião da conquista de Canaã por Israel. 1.coube às tribos de Aser. A.pastagem de gado. cortado pelo Jaboque. os de Efraim e os de Judá no Planalto Central.Monte de Naftali –usada nas antigas traduções da Bíblia designa todo o conjunto montanhoso do norte ocidental da Palestina. . também região de grande fertilidade. ocupando a área mais extensa. Neste temor parece que os hebreus expressavam a superioridade. Planalto de Gileade.

formando. medindo 13 por 5 a 8 quilômetros e altura de 543 metros.formando um promontório ao sul da Planície do Acre (Acho ou Ashet) e é a única parte do território da Palestinaque avança Mar Mediterrâneo adentro. b) Monte Tabor: Com 615m de altitude. Ao lado norte do monte corre o rio Quison em cuja margem Elias mandou exterminar os profetas de Baal em fuga. Inesquecível pela morte de Saul e seu filho Jõnatas na batalha contra os filisteus. pouco acima do sopé. c) Monte Gilboa. a Baía do Acre.cerca de 180m – tendo no lado oriental uma meseta. lugar do desafio lançado pelo profeta Elias aos profetasde Baal e consequente fracasso destes. outro para Moisés e outro para Elias. É de pouca altitude . chegando a construir em seu topo marcos comemorativos do acontecimento. um paraJesus. ao norte. Cornos de hatim localiza-se a oeste do Mar da Galiléia. Posteriormente. jardim” – isto provavelmente devido a proverbial fertilidade que nos tempos idos cobria vastas áreas de sua cobertura. Por se tratar de lugar pitoresco. na parte nordeste da planície de Jesreel ou Esdraelon. Santa Helena. razões fortes fizeram crer que a transfiguração teria ocorrido em alguma elevação do lado sul do monte Hermom. Seu nome significa “campo fértil.fazendo parte do pequeno conjunto chamado. coberta de vegetação rearefeita. O ponto mais alto desta serra fica na extremidade sudeste –cerca de 575 metros – em cujas imediações havia um altar antigo. No segundo século da nossa era grandes teólogos pensaram que a transfiguração de Jesus se dera ali. como sejam: a de Baruque e Débora contra Sisera (z 4) e de Gideão contra os reis midianitas (Jzs 8). Na realidade o Carmelo é uma pequena cordilheira com cerca de 30 quilômetros de comprimento por 5 a 13 de largura que pende do Mediterrâneo para sudeste Palestina adentro. Note-se que este monte ou serra forma . Seus flancos são íngremes e escarpados. localiza-se também na Galiléia. transformou em três templos. Este fica a sudeste da planice de Jesreel e tem forma alongada.a) Monte Hatin. porém. d) Monte Carmelo.Este é o único monte que se destaca do Planalto Central na direção oeste. Na historia do Velho Testamento este monte tem significação importante devido às batalhas ocorridas junto ao mesmo. referido em Ireis 18. razão pela qual também é conhecido como “Monte das Bem-Aventuranças”.onde se localiza a cidade de Haifa. que mais tarde a mãe de Constantino.32. mas copada. com ampla vista para o Mar da Galileia. julga-se ter sido ali o lugar onde Jesus reuniu os seus discípulos e proferiu o célebre Sermão do Monte.

com um amém. Este era genro de Sambalá.7. fossem lidas as bençãos para os que guardam a lei do Senhor. sob o governo de sambalá.5.uma barrreira entre as planícies Esdraelom ao norte e Sarom ao sul. ficando a arca. os sacerdotes. conforme determinação de Moisés (Dt 11. respondendo. depois do cativeiro babilônico dos judeus. . respondendo o povo das seis tribos reunidas no Ebal com um amém. como se deduz da conversa de Jesus com a mulher samaritana junto ao poço de Jacó que ficava a beira da estrada que passava pelo vale de Siquém. em 129 a. É que. reuniu seis tribos num monte e seis no outro. antiga Siquém. situado ao norte de Nablus. bem como Monte de Israel e Monte (ou montes) de Samária (Js 20. Também com referencia a esta região. também conhecidos como o Monte da Maldição e o Monte da Benção.29. Dizem os que tem visitado o vale de Siquém que os dois montes de fato forma uma espécie de anfiteatro em que os efeitos acústicos permitem distinguir num dos montes e no vale a voz de uma pessoa que fala do outro nome. o Ebal. para que de um dos montes.. que hoje é um santuário muçulmano. em algumas traduções mais antigas fala-se em singular – Monte de Naftali. tem uma atitude de 300 m acima do vale (1. também árido e escarpado. b) Monte Gerizim. os samaritanos. construíram um templo rival ao de Jerusalém. com apenas 230m. Os mais importantes destes montes são Ebal e Gerizim.30 -34). apresentando em seus flancos inúmeras cavernas que pela sua conformação interna algumas parecem (algumas) ter sido habitadas.28). Embora mais tarde. o governador. nos dias de Jesus ainda os samaritanos continuavam a celebrar o seu culto no alto do monte Gerizim (Jo 4). Uma delas é assinalada como “Gruta de Elias”. e fora expulso do sacerdócio judaico de Jerusalém por ter esposado uma mulher estrangeira (Ne 13.015m acima do nível do Mediterrâneo) e é árido e escarpado. as tribos reunidas no Gerizim (Js 8. por suavez. o templo fosse destruído por João Hircano. 6). Jr 31. fossem pronunciadas as maldições que viriam sobre os infiéis.1 – 13). porque Josué. Fica ao sul do vale de Siquém. acima do vale (940m do Mediterrâneo). e destenome. a) Monte Ebal. 27. Possui uma história particular. os levitas e os anciãos no vale. e) Monte de Efraim: É a região montanhosa que abrange principalmente a área que coube a tribo de Efraim. o Gerizim. a meia tribo de Manassés e um pouco da de Benjamim. constituindo a Manassés sumo-sacerdote do mesmo.C.

Salomão construiu nesse mesmo lugar o famoso tempo de Jerusalém (2Cr 3.Geralmente é aceito que foi neste monte que Abraão levantou um altar e preparou-se para sobre o mesmo sacrificar o Isaque. A cordilheira apresenta quatro elevações distintas. Quando a arca foi transferida para o templo que Salomão construiu no monte Moriá. Os montes de Judá. a que fica defronte do monte . em sua forma singular.As principais elevações que devemos considerar neste conjunto montanhoso são as da região de Jerusalém (ou Aglomerados de Jerusalém). logoquesefez rei de todo o Israel. separado deste pelo Vale de Tiropeon. Segundo Gênesis 22. este nome deisgnava não propriamente um monte. desde 798 até 900m (parce que a primeira é a mais aceitável). elevando-se mais na região deJerusalém. Várias são as atitudes atribuídas a este monte. mais baixa era chamada Ofel. o aspecto primitivo deste monte. “o nome Sião compreendia também o templo”. para elevar-se novamente nos arredores de Hebrom. Mais tarde.2. foi profundamente alterado através dos séculos pelos aterros e edificações. ou ainda Montanhas de Judéia.C. separada por vales formosos opor onde correm riachos com suas vertentes para o Mediterrâneo ou para o Mar Morto. baixando-se depois na direção sul. Este monte faz parte de uma pequena cordilheira. a) Monte Sião . e finalmente perder-se nos desertos de Zim e de Edom. Todo o conjunto montanhoso que se estende ao sul dos montes de Efraim é denominado na Bíblia Montes de Judá. c) Monte das Oliveiras. sendoque a parte sul.1). e daí por diante designava freqüentemente toda a cidade de Jerusalém. mas sim. Cerca de um milênio depois.É um monte com cerca de 800m de altitude.comandando os homens da tribos de Judá e Benjamin (em cujos termos achava-se a cidadela até então não conquistada). Trata-semais de uma série de elevações. com cerca de três quilômetros de comprimento. devido a sua posição privilegiada. o mais alto dos montes da cidade de Jerusalém. Hoje não há dúvida que a fortaleza achava-se sobre Ofel.9. este monte passou a ser considerado monte sagrado. 10). seu único filho (Gn 22. Fica a leste de Sião. 6 – 10).. Até algumas décadas atrás discutia-se sobre Sião ou Ofel estava a antiga fortaleza dos jebuseus que. tomou. ou . fazendo dela a capital do seu reino (2Sm 5. b) Monte Moriá. tendo Davi levado para Sião a arca. uma região. sendo que a mais baixa. principalmente no seu lado ocidental. É de forma alongada e pende na direção norte-sul. Monte de Judá. se prestava bem para a defesa da cidade de Jerusalém e que Davi. que corre do norte para o sul no lado oriental do vale de Cedrom que o separa do monte Moriá.

e cuja cama de ferro media cerca de 4 m de comprimento por 1. porém 320m acima de sua base. pois se encontra já na depressão do Vale do Jordão. dividido ao meio pelo ribeiro de Jaboque. de forma levemente arredondada. As escrituras não o identificam. Nos dias de Abraão esta parte da Transjordania era habitada pelo povo de gigantes chamados Refains. embora a inferência por Lucas 4. a qual os Arábes chamam . olhando para a cidade de Jerusalém. esta região coube a meia tribo de Manassés.15. Não se trata de uma certa elevação e sim de um largo e fértil conjunto montanhoso na parte norte. Montes Tranjordânicos Estes também chamados Montes do Planalto Oriental (ou Montes de Galaada ou Gileade). levando os viajores para Betfagé. Jericó e outras partes do Oriente. 2. cujo último rei foi Ogue . d) Monte da tentação ou da quarentena.5 possa nos levar a aceitação do que diz a tradição. Foi deste monte que Jesus. b) Monte de Galaada ou Gileade. igualmente podem ser agrupados nas três regiões distintas em que se dividem as terras para o oriente do Jordão. alguns deles passavam pelo seu cume.Moriá. Na sua base ocidental fica o jardim de Getsemane e nos seus flancos há abundancia de oliveiras. Fica cerca de 29 quilômetros a sudeste de Jerusalém. Para este monte Jesus se dirigiu muitas vezes. chorou sobre ela. com apenas 98m acima do nível do Mediterrâneo.11). Planalto Oriental. É o monte a que se refere o Salmo 68. tem 820 metros de altitude acima do nível do Mar. Outro conjunto montanhoso. A tradição assinala como local onde Jesus foi tentado logo após seu batismo.80 de largura (Dt 3. a) Monte de Basã. É este o monte das Oliveiras propriamente dito.morto pelos israelitas ainda sob o comando de Moisés . 120 metros acima do Cedrom e cerca de 60 metros sobre o platô do Templo no monte Moriá. Betânia. ao sul de Yarmuque. Na parte sul há uma montanha mais elevada. ao sul pelo Vale de Yarmuque e a oeste pelo Jordão e Mar da Galiléia. Vários eram os caminhos que rodeavam o monte. pronunciando as palavras proféticas referentes à sua destruição (Lc 19. 28-44). indo até a parte norte do Mar Morro. limitado ao norte pelo Hermon. Na conquista. a leste pelo deserto da Síria e parte do deserto da Arábia.

6 Hidrografia A Hidrograma da Palestina pode ser dividida em três partes. Também conhecido na Bíblia como o Mar Grande e “Mar Ocidental”. cujo rei era Seom. lagos e rios. apontando este último como um pico daquele. b) Monte Peor. 36). 25). que é um conjunto de elevações da parte central do Planalto Oriental. Talvez este fosse o monte que deu nome a região toda. 1. o fato é que a região ocupada por moabitas ao sul da Transjordânia e ao oriente do Mar Morto é bastante montanhosa. rei de Moabe (Nm 23. Este Mar banha toda costa ocidental da Palestina. de onde Moisés contemplou a Terra da Promessa e onde morreu (Dt 34. c) Montes de Moabe. Do cume deste. 1 Mares (1) Mar Mediterrâneo. chamado “montes de Abarim” com as seguintes elevações: a) Nebo ou Pisga (Dt 34. com 800m de altitude.5.de Jeber Jilade. destacando-se o conjunto mais próximos do Mar Morto. assim impedindo a aproximação de navios de . 28 – 24. Este monte fica pouco a nordeste de Nebo. a saber. esta parte da Transjordânia era conhecida como Peréia. Alguns autores fazem distinção entre os montes Nebo e Pisga. 24.Ainda que não se encontre na Bíblia uma expressão precisamente Montes de Moabe e sim “campo de Moabe” e “país de Moabe”. quando era para ser amaldiçoado. o grande profeta de Israel (IRs 17.1-6). É de pouca profundidade na costa palestina. mares. A linguagem bíblica parece que usa a designação Monte de Gileade com referência à região toda.1). como era o desejo de Balaque.1). A cerca de 15 quilômetros ao leste da foz do Jordão e por trás da planice de Moabe. Balaão contemplou o acampamento de Israel na planície e o abençoou pela terceira vez. Esta região coube à tribo de Gade por ocasião da conquista e foi o primeiro território conquistado pelos Israelitas (Nm 21. Esta foi a terra de Elias. até então dominado pelos amorreus. No tempo do Novo Testamento. entretanto não há certeza disto. Dt 2.

parece tiveram lugar no sul do Mar Morto. Mar Morto. Na verdade tratase de um lago de água doce formado pelo rio Jordão. em razão das enormes jazidas de sal no sul e da excessiva evaporação. Fica na foz do rio Jordão. Asfaltite (Josefo). Na parte sudeste (na altura do terço inferior) há um promontório ou península. antes o isolava do mundo. chamada Lisã ou língua.25.17. onde há um pequeno promontório com um alinha de arrecifes. era de pouca procura pelos navegantes.maior calado mesmo dos tempos antigos. com seu nível a 426m abaixo do nível do Mediterrâneo e com 400m de profundidade máxima que se verifica na parte norte.11). II Rs 14. destinados à construção do templo de Salomão em Jerusalém. devido ao aspecto triste e desolador que domina a região. hoje coberto por um pantanal betuminoso. do ponto de vista político-militar. Por suas águas navegou o apóstolo Paulo mais de uma vez em suas viagens missionárias. “Mar Oriental”. “Mar de Ló. devido a esses arrecifes e os bancos de areia.1). as populações adjacentes o tem chamado de mar. Por este mar foram levados os famosos cedros do Líbano para Jope. Neste mar foi lançado o profeta Jonas quando fugia da missão recebida. O único porto do Mediterrâneo de que se valiam os israelitas era Jope. Jl 2. É de forma ovalada. Neste mar ficam as ilhas referidas na Bíblia.20. O fato bíblico mais importante relacionado com este mar é a destruição de Sodma e Gomorra. 2) Mar Morto – Também conhecido pelos nomes de “Mar Salgado”. Entretanto. É o segundo lago equilibrador das . preferindo estes os portos fenícios. com cerca de 25% de salinidade. Assim. mas. cidades que. das quais destacamos Chipre. devido as suas dimensões avantajadas e temporais violentos que freqüentemente o agitam.1) e Lago de Genezaré (Lc 5. na mais profunda depressão do globo. foi lhe dado pelos geógrafos e historiadores antigos do século II da nossa era. entre os montes de Judá e os montes de Moabe. O seu nome atual. Pausanias (grego) e Justino (romano). As suas costas são mais planas no lado ocidental e bastante acidentadas e escarpadas no lado oriental. As suas águas são as mais densas da superfície da terra. 3) Mar da Galiléia .Também conhecido pelos nomes de Mar de Quinerete (Nm 31. Creata e Malta. Mar do Arabá e Mar da Planície (Dt 3. razão por que o Mediterrâneo não funcionava para Israel como caminho marítimo. o Mediterrâneo constituía para a Palestina uma vasta defesa natural de sua fronteira ocidental. medindo 76 quilômetros de comprimento na direção norte-sul e 17 quilômetros de largura. Mar de Tiberíades (Jo 21.

especialmente ao norte. Mede aproximadamente 24 quillômetros de comprimento por l4 de largura. na direção do Mediterrâneo. Suas águas são claras e muito piscosas. enquanto do lado ocidental e na direção noroeste estendem-se planícies férteis com cidades importantes.águas do Jordão. 2) Lagos Um único lago encontramos no território palestínico o Lago de Merom. e modernamente como lago de Hulé (nome árabe). propício à lavoura e pecuária. pouco ao sul da cidade de Aco (mais tarde denominada Ptolemaide e Acre). O clima da região. trata-se de Sior Libnate referido em Josué 19. tendo seu nível 225m abaixo do nível do Mediterrâneo e profundidade média de 50 m. Também era formado pelas águas do Jordão.7). alimentando milhares com a multiplicação de pães. e localizava-se a 20 quilômetros ao Rios Os rios Palestinícos são distribuídos em duas bacias hidrográficas: Bacia do Mediterrâneo e Bacia do Jordão. é muito agradável.26. É torrente que se manifesta somente na época das chuvas. pronunciando preciosos ensinamentos (Sermão do Monte) e aparecendo aos discípulos após a ressurreição. sendo o primeiro o de Meronm que fica 20 quilômetros ao norte. Corre a sudoeste dos termos de Asser. . despejando as suas águas na Baía de Acre. As suas margens do lado oriental são montanhosas. como o Mar da Galiléia. apaziguando a tempestade. Corazim.5. Betsaida. Magdala. 1) Bacia do Mediterrâneo a) Belus – Segundo se crê. também conhecido como Águas de Merom (Js 1. andando sobre o mar. Tiberíades e outras. Genezaré. As cidades das margens do Mar da Galiléia e as próprias praias e águas deste foram palco de acontecimentos importantes do ministério terreno de Jesus operando milagres. como Cafarnaum.

b) Quisom (ou Kishon) . ao norte da Filistia.1-5 e 16. despeja suas águas no Mediterrâneo entre Jope e Acalom.É outro ribeiro. na parte sul da Baía de Acre. e recolhendo outras águas da Planície de Esdraelom. Nascendo das pequenas correntes de Gilboa e Tabor.30e 1 Crônicas 1. É mencionado em Josué 16. Segundo Juízes 14. este wadi. nas proximidades deste rio ficava Timná. por sinal largo e fértil. d) Gaás . c) Caná . Montes da Galiléia.21). e) Sorec . f) Besor . o seu nome provavelmente devese a um monte. Quanto às referencias bíblicas ao ribeiro. seguindo a direção noroeste. mulher filistéia que cavou a ruína de Sansão. cidade de Dalila.9 como limite entre as terras de Manassés e Efraim.30).permanecendo seco o seu leito por quase dois terços do ano.8 e 17. Os flancos suaves do vale que ele percorre.Este é o mais volumoso de todos os wadis que desembocam no Mediterrâneo.32.4. que nasce perto de Siquém e. É um dos chamados Wadis que são abundantes na Palestina.Outro wadi ou torrente dos meses de chuvas. encontramos em I Samuel 23. Foi junto deste rio que Baraque derrotou Sísera.40). passa ao largo de Berseba pelo lado sul desta cidade e lança-se no mar à uns oito quilômetros ao sul da cidade . e Elias matou os profetas de Baal depois do célebre desafio no Monte Carmelo (I Rs 18. verte no Mediterrâneo sete quilômetros ao norte de Jope. que atravessa a região de Sarom na direção lesteoeste e deságuam no Mediterrâneo perto de Jope. wadi. As suas águas são impetuosas e perigosas durante o inverno. atravessando a Planície de Sarom. ao passo que no verão são escassas. são famosos pelos vinhedos de uma espécie de uva síria muito apreciada. a sudoeste de Jerusalém. perto do qual foi sepultado o grande líder Josué (Js 24. corre na direção noroeste ao largo do Monte Carmelo até desaguar no Mediterrâneo.Nascendo nas montanhas de Judá.Este é o maior rio da Bacia do Mediterrâneo e o segundo da Palestina. Nasce no sul das montanhas de Judá. não identificado. sendo os cadáveres dos seus soldados arrastados pela corrente do mesmo (Jz 5.

de Gaza. Seu nome moderno é wadi Sheriah. É mencionado nas Escrituras em I Samuel 30.1-25, no episódio da libertação dos habitantes de Ziclague das mãos dos amalequitas, por Davi e seus seiscentos homens, dos quais duzentos haviam ficado junto de Besor, cansados, para guardar a bagagem. Bacia do Jordão - Este é o rio principal da Palestina e corre na direção norte-sul, assim dividindo o país em duas partes distintas - Canaã propriamente dita e Transjordânia. Seu nome significa declive ou o que desce. o Jordão origina-se da confluência de quatro pequenos rios, a 1 quilômetros ao norte do Lago de Merom, cujas cabeceiras - menos as do primeiro - encontram-se nos flancos ocidental e meridional do Monte Hermom. São eles: Bareighit, o mais ocidental e cujas fontes não se alimentam das torrentes do Hermom. Hasbani, o mais longo - cerca de 40 quilômetros de extensão - e tem sua nascente na encosta ocidental do Hermom, a 520m de altitude. Ledan, o mais volumoso porque se origina de muitas fontes nas proximidades da antiga cidade de Dã, nosopé meridional do Hermom, e cujo leito pode ser considerado como começo do Vale do Jordão;por ser o braço central das nascentes do grande rio. Banias, a mais oriental das quatro nascentesdo Jordão, a mais curta, de apenas 8 quilômetros, porém a mais bela, que jorra de uma imensagruta na encosta meridional do Hermom, pouco ao norte da antiga cidade de Cesárea de Filipe,da qual hoje resta apenas uma pequena aldeia cujo nome moderno é Banias.Costuma-se dividir ocurso do Jordão em três trechos, para um estudo mais detalhado: o primeiro trecho, ou seja, aregião das nascentes, é o que acabamos de descrever nos seus aspectos mais setentrionais e quevai até o Lago de Merom. Depois da junção das quatro nascentes, o Jordão atravessa uma planíciepantanosa numa extensão de 11 quilômetros e entra no Lago de Merom. Neste trecho a sualargura varia muito e a profundidade vai a 3 e 4m. O segundo trecho, também chamado o JordãoSuperior, compreende o rio entre o Lago de Merom e o Mar da Galiléia, extensão esta de cerca de20 quilômetros. E um trecho quase reto, com um declive de 225m o que tornam as suas águasimpetuosas e provoca um enorme trabalho de erosão. A força da impetuosidade das águas do Jordão neste trecho é tanta que quase 20 quilômetros Mar da Galiléia adentro ainda se percebe asua correnteza. Neste trecho o terreno é rochoso, de vegetação média e a largura do rio variaentre 8 e 1 5m. o terceiro trecho, ou o Jordão Inferior, estende-se do Mar da Galiléia ao Mar Mortonuma distância de 117 quilômetros em

linha reta e cerca de 340 quilômetros pelo leito sinuoso dorio, tendo uma largura que varia entre 25 e 35m e 1 a 4m de profundidade. Este trecho sofre umdeclive de 200m pelo qual o rio desce precipitadamente, formando numerosos meandros ecascatas e alargando o vale até 15 quilômetros, como ocorre na altura de Jericó. Este vale élimitado quase em toda a sua extensão por verdadeiras muralhas de rocha calcária, o que tornamuito difícil a travessia do mesmo. Até o tempo dos romanos não havia ponte sobre o Jordão, demodo que a travessia do mesmo era feita em certos lugares de margens mais rasas e águas menosprofundas, chamados vaus. Um desses vaus ficava defronte de Jericó, outro, perto dadesembocadura do rio Jaboque; e o terceiro, nas proximidades de Sucote. O rio Jordão, sob todosos pontos de vista, como: geográfico, histórico, político, econômico e religioso, é o rio maisimportante do mundo antigo. Está ligada a Revelação desde os dias de Abraão até os dias de Jesus. Nas suas margens ocorreram numerosos e importantes acontecimentos, como a separaçãodas águas para o povo de Israel entrar na Terra de Canaã, sob o comando de Josué (Js 3.9-17); apermissão dada por Moisés às tribos de Rúben e Gade para ficarem na Transjordânia (Nm 32.1-32); a história de Gideão, bem como a de Jefté (Jz 7,8,10,11); as lutas políticas de Davi (II Sm 17.24,19.18); a travessia, em seco, dos profetas Elias e Eliseu (II Rs 2.6-14); a cura de Naamã, generalsírio que fora acometido de lepra (II Rs 5.1 -i 4); a recuperação do machado de um “seminarista’(II Rs 6.1-7); a anexação dos territórios dos gaditas, rubenitas e manassitas (Transjordânia) à Síriapelo seu rei Hazael (II Rs 10.32,33); o ministério de João Batista e o batismo de Jesus (Mc 1.5,9). b) Querite - Verdadeiramente não se trata de um rio perene, e sim de um wadi, torrente das épocas de chuvas, que desce dos montes de Efraim e desemboca no Jordão, pela margem ocidental, pouco ao norte de Jericó, depois de percorrer uma região agreste, povoada de corvos e águias. Em alguma gruta nas margens deste ribeiro escondeu-se o profeta Elias, por ordem do Senhor, onde foi sustentado pelos corvos que lhe levavam pão e carne todos os dias pela manhã e à tarde (I Rs 17.17). c) Cedrom - Também este não é um rio perene, porem nas épocas de chuvas tornase uma torrente impetuosa. Nasce a dois quilômetros a noroeste de Jerusalém e, correndo na direção sudeste, passa ao lado leste da Cidade Santa pelo Vale de

Josafá - que separa esta do Monte das Oliveiras - e prossegue rumo sudeste até o Mar Morto, numa distância de cerca de 40 quilômetros, por um leito profundo e sinuoso. Os principais fatos bíblicos relacionados com o ribeiro de Cedrom são: a fuga de Davi por causa da revolta de Absalão, seu filho, e a travessia de Jesus para o jardim de Getsêmane na noite de sua agonia (Jo 18.1). d) Yarmuque - Este é o principal afluente oriental do Jordão, embora não esteja mencionado naBíblia. É formado por três braços, dos quais o mais setentrional recebe águas abundantes dasvertentes orientais e meridionais do Monte Hermom e desemboca no Jordão, seis quilômetros aosul do Mar da Galiléia. e) Jaboque - É outro tributário oriental do Jordão. Nasce ao sul do Monte Gileade, corre para leste, depois para norte e noroeste, descrevendo uma verdadeira semielipse, até desaguar no Jordão, mais ou menos no meio do curso deste, entre o Mar da Galiléia e o Mar Morto, depois de terpercorrido cerca de 130 quilômetros. É célebre na história bíblica pela luta de Jacó com o anjo do Senhor, ocasião em que o nome deste foi mudado para Israel (Gn 32.22-32). f) Arnom - Nasce nas montanhas de Moabe, a leste do Mar Morto, despejando neste as suas águas. Este rio primeiramente separava os moabitas dos amorreus e depois os moabitas do território datribo de Rúben, ficando como limite meridional permanente dos territórios israelitas da Transjordânia. Os profetas Isaías e Jeremias pronunciaram condenações contra Moabe referindo-se a Arnom (Is 16.2; Jr 48.20). O missionário alemão F. A. Klein, em 1868, achou a célebre pedra Moabita nas ruínas da cidade de Dibon, que fica a quilômetros ao norte de Arnom. Esta pedracontém uma inscrição feita pelo rei moabita Mesa em 850 a.C., em hebraicofenício, que confirmaa passagem bíblica de II Reis 3.1-27.

1.5.7. Desertos Palestínicos Do ponto de vista bíblico, os desertos que nos interessam mais na área palestínica são os localizados a norte e oeste do Mar Morto, também conhecido como Deserto de Judá (Jz 1.16) ou Deserto da Judéia (Mt 3.1). O uso da forma

1. a vida e ministério do profeta Amós (Am 1. E ainda mais ao norte destes desertos ficam os de Jericó.em parte. como Hermon.5. causam profundas modificações no climacom as suas correntes aéreas frias e quentes.singular explica-se pela referência ao conjunto de áreas desertas a leste das montanhas de Judá até o Jordão e Mar Morto. fica ao sul. o clima ésubtropical ou temperado brando. apresenta um clima muito variado. condensama ponto de precipitá-las em forma de chuva. Betaven e Gabaom. a leste da cidade de Gabaom (ou Gideão) (IISm 2. já nos termos de Benjamim. 2) Topografia Acidentada Os altos montes. o segundo. O primeiro. Isto se deve a cinco fatores fundamentais: 1) Posição Geográfica Encontrando-se o pais entre 30º e 33º latitude norte. . leste e oeste da história cidade. 3) A Proximidade do Mediterrâneo Este é o fornecedor de nuvens para a Palestina que osmontes altos. é modificada por outros fatores. ribeiro de Cedrom ao sul e Jordão a leste. 1. que ficam entre sul de Hebrom e o Mar Morto. especialmente o Vale do Jordão. entre as cidades de Betel ao norte. conjunto este que se subdivide nos seguintes desertos menores: Maon. o terceiro. São ligados a singular vitória do rei Jeosefá sobre os seus inimigos amonitas e moabitas. Mais ao norte destes três estendem-se outros dois desertos: Tecoa e Jeruel. ao sul e leste de Betel. São particularmente relacionados com Davi durante as suas fugas das perseguições de Saul (I Sm 24-26).1). que tentaram atacar o reino de Judá pelo sul (II Cr 20). como o nome indica.8 Clima Palestínico A Palestina. Zife e Engedi. embora pequena em extensão.80).24). bem como de João Batista (Lc.os profundos vales. Porém esta condição básica.

queima toda a plantação.Esta variedade do clima oferece ao país também variedade de cultura e consequente riqueza. Em Lucas 12. 54. a Palestina oferece também abundante variedade de produtos nos três reinos da natureza: vegetal animal e mineral. as frias das montanhas do norte e as quentes dos desertos completam a formação do clima. As referências bíblicas aos diferentes produtos e á fartura dos mesmos nos tempos antigos convencem-nos dos santos e amoráveis propósitos de Deus em dar aquela terra em herança perpétua a seu povo. 5) Os Ventos As correntes úmidas do mar. particularmente “o orvalho de Hermon” citado no Salmo 133. o termômetro marca em média 25º. que é tão quente e seca que. Este é de vital importância na época da seca. Há uma corrente aérea seca e quente que vem do deserto da Arábaia (leste). na mesma época. a produção da terra estaria intimamente à religião. 55. Na orla do mediterrâneo o clima “é mais unifome e menos rigorososo” enquanto na região montanhosa da Galiléia. São os vapores quentes que se elevam durante o dia e são condensados pelas correntes frias das montanas e então caem em forma de orvalho cerrado sobre a vegetação ávida pela umidade. sendo Israel um povo teocrático. . chamada siroco. Entretanto. quando prevalece. ao passo que no verão chega a 45º à sombra. GEOGRAFIA ECONÔMICA DA PALESTINA Devido à variedade do clima e do solo. Samária e Judéia o frio chega a demorar semanas. Uma referência especial merece o orvalho no clima palestínico.5). Daí a expressão bíblica “terra que mana leite e mel” (Ex 13. 2. Jesus referiu-se a orientação popular pelos ventos. tanto a abundância quanto a escassez seriam proporcionais ao estado espiritual do povo (Dt 28).3. isto é. Já no Vale do Jordão. Geadas fortes e neve sobre as montanhas da Palestina são coisas comuns no inverno.4) A proximidade dos Desertos A leste e ao sul as correntes quentes dos desertos contribuem com a sua parcela na variedade do clima palestínico.

porém. lírio do campo e Rosa de Saron. os bosques de acácias. os cereais. cedro e pinheiros. e do qual João Batista se alimentava. formigas. chacal. a oliva e a uva. estanho. Reino Mineral Entre os metais o mais abundante parece ter sido a prata (1Rs 10. moscas. hiena. ovelha. Hoje. raposa. leão. pepino. Estes eram os elementos básicos da alimentação dos hebreus e formavam o trinômio tão repetido na Bíblia . Arrancandolhe as asas e os pés. galinha.2. jumento. puxa-se a cabeça. depois cobre.27). cegonha. Convém notar aqui que na Judéia são mais comuns os olivais e vinhedos. víbora e outros na ordem dos selvagens. betume (asfalto) e também ouro. com exceção de betume (Gn 14. mosquitos. . corvo e tantas outras aves. e vinho”. a Bíblia não indica que estes minerais nos tempos antigos fossem extraídos do solo palestínico. corça.. pinheiro. tostado no fogo ou frito no azeite e está pronto para o consumo. e uma abundante variedade de peixes (cerca de 43 espécies). tâmara e romã. assim retirando os intestinos. mostarda. faia. mula. 2. lobo. murta. leopardo. pombo. pode-se encontrar toda esta flora pela extensão total do território palestino. feijão. codorniz. Referência especial merece o gafanhoto que até hoje é consumido como alimento. enxofre. especialmente pela classe pobre. cavalo e o cão. chumbo. abelhas e gafanhotos de várias espécies. cabra. Reino Vegetal No reino vegetal os produtos mais comuns eram o trigo. palmeira. potassa. azeite. na ordem dos insetos. Das plantas silvestres podemos citar cedro. 2. lentilha. acácia. há bastante mineração de carvão. figo.“pão. na ordem dos domésticos que serviam tanto para o alimento como para o trabalho e transporte.1. alho.10) na região de Sodoma e Gomorra.2. melão. Entretanto. lebre. comprimindo ao mesmo tempo o corpo. salgema. perdiz. dos quais somente uns poucos podiam servir para o consumo. avestruz. ao sul do Mar Morto. Reino animal Os animais palestinos mais importantes eram: vaca. na Samaria. rola. na Galiléia.3. embora estes sejam também comuns nos vales e planícies de outras regiões. etc. Também eram comuns: cevada. Embora em maior ou menor proporção. pelicano. carvalho. cebola. enxofre. Depois o corpo do gafanhoto é secado ao sol. camelo. que prosperam mesmo em terrenos pedregosos.

Alguns desses reinos. e principalmente com a Fenícia (Ez 27. embora alguns historiadores. eram subordinados ao Egito.1. pois são citados no recenseamento de Davi muitos séculos mais tarde (II Sm24. Parece.1821. Dt 7.1. na linguagem bíblica. chamado Canaã. filho de Cão.1. a região era ocupada por diversas tribos conhecidas sob o nome geral de cananeus (Gn 12. Os mais importantes deles são os seguintes: 3. baseados em Números 15:45 e Deut.2 Amorreus É outro povo descendente de Canaã.7). pelo que nos informa Moisés em Gn 10. Egito. Assim. a Palestina comerciava os seus produtos com a Síria. desde o Mediterrâneo até o Vale do Jordão. quase todos os povos da região da Terra da Promessa primitivamente eram da estirpe camita. casavam-se com os israelistas (I Cr 2. a princípio. As provas arqueológicas nos dão a idéia desta distribuição. geralmente. 3. os cananeus.ferro. O comércio aos tempos bíblicos variava conforme as circunstâncias políticas em relação aos países vizinhos. cada uma tendo o seu próprio rei. cobre. 1:44.6. reduzindo-se a sete ao tempo da conquista (Gn 15. independentes e bastante belicosos para alcançar a supremacia. havendo quem opine que essas tribos eram dez. e ao longo do Vale do Jordão até o sul do Mar Morto. o norte da Palestina. (Dt 9.3) e um dos apóstolos era cananeu (Mt 10. o classifiquem como cananitas. etc. Cananeus Ainda que esta designação seja aplicada. 3 GEOGRAFIA HUMANA DA PALESTINA 3.17). 5).1 Os habitantes primitivos da Palestina Bem nos primórdios da história étnica da Palestina.37). e em certas épocas quase todos eles. entretanto os israelitas não o fizeram.3. antes da chegada de Abraão á terra então chamada Canaã. Esses reinos eram. deveriam ser exterminados por causa de seus pecados.15-20. Conforme a ordem divina. a todos os povos da Palestina primitiva. pois eram descendentes do mais moço de Cão. . como os demais povos da Terra da Promessa. que habitavama costa do mediterrâeno desde a Baía do Acre até Jope. As cidades desses povos eram muradas e fortificadas.4). 24.1). exceto umas poucas que eram de natureza mais nômade. no sentido mais restrito se limitavaaos descendentes de Canaã. Arábia.

2). nos dias do rei Davi. 3. pois descendem de Hete. Os israelistas encontram os heteus na Palestina e casam-se com suas filhas. estendiam-se desde a Ásia Menor. ainda que pequeno. resistiu aos ataques de Josué e seus exéctios. irmão de Jacó. em diversas épocas de sua história. Foi quando Jerusalém foi proclamda capital do reino de Israel (2Sm 5. Daí concluí-seque comunidades (colônias) dos heteus. Pelo quejá se conhece deste povo. 35) na região de Berseba.1. 1. em menor ou maior número. casou-se com duas mulheres hetéias (Gn 26. Foi o povo que ofereceu a mais tenaz oposição ao avanço dos israelitas. sudoeste da Palestina. Esaú. nos registros históricos e arqueológicos. Porém.filho de Canaãe neto de Cão (Gn 10. a Transjordânia (Núm.porém mais razoável fazer uma distinção entre os dois povos parentes.4 Jebuseus Jesus ou Jerusalém era o único lugar onde habitava este pequeno povo. 13:30). Abraão os encontrou também em Hebrom (Gn 23).15). sempre existiram na terra da Palestina. 2). Hoje são conhecidos como hiteus e hititas. os jebuseusnao foram completamente exterminados .34. nos dias de Esdras. 10:4-5. quando da volta do cativeiro. embora este lograsse aprisionar e matar o seu rei (Js 10.1. haja vista a batalha em Gabaom. Entretanto. cometendo abominação contra o Senhor (Ed 9. Só muito mais tarde. quando Josué pediu a Deus que o sol e a lua se detivessem (Jos. era um povo valente. quando Moisés enviou os doze espias para o reconhecimento da terra que haviam de ocupar. Encastelado na suacidade de Ofel (Sião?). 23. 24). pois não é mencionada outra qualquer área ocupada por eles. 6 -9). 1.as áreas por ele ocupadas. e nunca foram exterminados por Israel. os heteus são citados entre outros povos presentes nas montanhas do sul da Palestina (Nm 13. éque foram expulsos de sua fortificação. Parece que ao tempo de Abraão era um povo que rivalizava com os cananeus e os amorreus em poder e número. indo até o rio Eufrates. 12-24). 29).norte da Palestina.3 Heteus Também estes são camitas. Síria. ao tempo da peregrinação dos hebreus. também fizeram parte de uma aliança contra os hebreus sob o comando de Josué a leste de Jerusalém (Js 9. 3. Os amorreus ocupavam ao tempo da conquista a região ao sul e leste de Jerusalém e a vasta montanhosa a leste do Jordão.

15 – 20 e. como provam as escavações arqueológicas. tendo. o rei de Basã que era um remanescente dos gigantes. ou a oeste de Jericó.80m. portanto. travaram batalha com Judá e Simeão nas montanhas do sul (Jz 1. 3. A leste do Mar da Galiléia. A áera em que Salomão mais tarde edificou o famoso templo foi comprada por Davia de um jebuseu de nome Araúna (25m 24.16 eram camitas. Pertencendo a uma raça aborígene de gigantes (Dt 2.7). antes. primeiramente. mas não se sabe em que partes da Palestina habitavam. cuja cama de ferro media nove côvados de cumprimento e quatro de largura (Dt 3.6 Perizeus Este era um dos povos que habitavam a terra de Canaã e que parece evidente não ter origem carmita.11). vários foram os povos que se limitavam com ela. os israelitas. Habitavam algumas regiões de ambos os lado do Jordão e de Hebrom. um tipo de vida diferente.30). levando.1. ou seja.1. 18 – 25). 3. aproximadamente 4m por 1.1-5). Alguns admitem que tenham ocupado alguma área na margem ocidental do Jordão.21 e Dt 2. nos dias de Jacó havia um grupo ou colônia deste povo nas proximidades de Siquém (Gn 34.10).2 Os Habitantes Vizinhos da Palestina ao Tempo da Conquista pelos Hebreus Devido á posição geográfica da Palestina.7 Refains Também conhecidos como anaquins e emins (Js 11. 10. por não constar o seu nome na lista dos filhos de Cão em Gênesis 10.15).8 Girgazeus Segundo Gênesis10. na região de Basã.1. uma vez que a sua ocupação era a agricultura. 3. 11). Alguns desses povos vizinhos eram francamente hostis ao povo de Deus. outros apenas desconfiados.e continuaram a habitar entre os hebreus. ocupado também as montanhas do norte (Jz 17. Ao tempo de Abraão estavam eles entre os cananeus na região de Betel (Gn 13. 3. derrotou Ogue. também por não ter o costume demurar as suas cidades. logo após a morte de Josué. São várias vezes mencionados na Bíblia. também estes não parecem possuir qualquer parentesco com os cananeus. ainda sob o comando de Moisés. e só uns poucos (como os fenícios) de .

seguiu rumo diferente na vida.7. sabemos que era um povo numeroso e poderoso. desviando-se dos mandamentos e caminhos de Deus por força desta influência.2. que depois de vender a sua primogenitura. O capítulo 36 de Gêneses.17-19). como secas. Pela influência que tais povos exerceram sobre o povo de Israel nos terrenos político. quando. sem provocação. embora alguns os tenham identificado como descendentes de Esaú. (Gn 36. espirituais e econômicos. social.12.atitudes cordial. pouco depois da travesia do Mar Vermelho. como vamos aceitar esta identidade se já no tempo de Abraão (tetravó do príncipe Amaleque) havia amalequitas na mesma região (Gn 14. ou seja. cativeiros. na região entre o sul de Moabe e Mar Morto e o Golfo de Ácaba. Dt 25. Sempre hostis ao povo de Deus. a vida deste último foi se alterando com sérios prejuízos morais.8-16. Apreciemos alguns daqueles Povos vizinhos de Israel. Mas. conforme 1Sm 15.1 Amalequitas Frequentemente citados na Bíblia. cujo neto Amaleque era príncipe (chefe de uma família tribal) e habitava na região de Edom. descendentes de Esaú. Tiveram várias batalhas com os israelitas. atacaram o povo de Deus pelam retaguarda e foram derrotados (Êx 17. por pura pilhagem. 3. mas cujo território principal de guerrilhas e pilhagens ficava entre o Mar Vermelho ao sul. de origem muito incerta. na zona do Sinai.12. que é um vasto maciço montanhoso de cerca de 180 .3-5). etc. Porém. 6.13. irmão gêmeo de Jacó. 3.16). Neguebe (área deserta entre o sul da Palestina e Egito) a oeste.2 Edomitas ou Idumeus Estes são semitas. Deus usou os amalequitas como instrumentos para castigar o seu povo rebelde (Jz 3. fala da numerosa descendência de Esaú que se estabeleceu na montanha de Seir. derrotas em guerras. durante vários séculos antes do seu extermínio. Entretanto. nômade. Na mesma ocasião Moisés anunciou o extermínio posterior deste povo inimigo de Israel.41-43). pois são parentes dos hebreus. por outro lado. sofreu toda sorte de castigos.1-17)? De qualquer forma. irmão de Jacó. Israel. o que se cumpriu nos dias do rei Ezequias (1Cr 4. e Edom ao leste (sul do Mar Morto).2. comercial e notadamente religioso. sendo a primeira em Refidim. frequentemente Deus recompensava a fidelidade do seu povo com as vitórias e abundância de bens que concedia a ele perante os olhos daqueles povos inimigos.

Devido á antiga inimizade. Ezion-Geber (Dt 2. o Grande. por certo os edomitas recusaram a passagem aos israelitas pelo seu território quando estes já estavam próximos a Canaã.3).20-26). mas.quilômetros de extensão. para finalmente serem obrigados a se refugiarem em Judá sob a humilhação dos nabateus (presume-se de descendência ismaelita) em 320 a. que foi a capital. era idumeu.33) e Selá ou Petra (2Rs 14. por causa da hostilidade que estes sempre demonstraram para com os israelitas. E temendo o povo de Deus foram buscar aliança com os midianitas. que governou cerca de 40 anos sobre os judeus durante o domínio romano. Portanto. filho de Ló que era sobrinho de Abraão. Ocupavam o território ao leste do Mar Morto e do Jordão até a altura do rio Jaboque.9). (Nm 20. também eles eram semitas.26). sempre foram inimigos declarados dos hebreus.18-21).25). este povo chegou a invadir o território israelita. que os expulsaram de sua terra. também os Moabitas recusaram a Israel passagem pelo seu território quando este já se aproximava de Canaã. 3. (Nm 25. assim cumprindo-se a profecia de Malaquias em cap. Deus mandou que os moabitas não fossem guerreados Dt 2. 1 v. no tempo dos Juizes. Por motivo de parentesco deste povo com Israel.37 os moabitas eram descendentes de Moabe.9). Mais tarde. Como fizeram os Edomitas. o Senhor ordenou que não fossem admitidos na congregação até a décima geração (Dt 23.3 Moabitas Segundo Gn 19. Este não logrando êxito contra o povo de Deus.7). e voltou ao seu lugar” (Nm 24. Bosra (Gn 36. 1-5. Porém as filhas dos moabitas seduziram os israelitas as práticas idólatras e licenciosas do seu culto. ora ganhavam independência.3-6). “foi-se. Mas quando os hebreus chegaram a Canaã os amorreus os havia obrigado a recuar até o rio Arnon (Nm 21. pelo que morreram de uma vez 24 mil israelitas. embora algumas vezes demonstrassem boa vontade para com alguns deles como no caso de Davi e sua família quando perseguidos por Saul (1Sm 22.9). sua última parada. . Apesar do parentesco. enquanto Israel chegou são e salvo a Sitim. conquistado aos aborígenes horeus onde há seu tempo floresceriam cidades como Elatia (1Rs 9.2. ora eram dominados. antes de atravessar o Jordão para a conquista da Terra Prometida. Herodes.C. contratando a Balaão para amaldiçoar Israel. Durante o período da monarquia hebréia.

na região de Jesreel.25. portanto. 3.16. descendentes de Ló (Gn 19.8-11. ficava ao leste do Sinai. Antigas listas genealógicas Árabes mencionam uma tribo por nome Ketura. quando Gideão. tratar-se de um povo nômade que finalmente desapareceu. onde os israelitas estavam acampados.38). o sogro de Moisés. Contudo. Am 2.1-3. encontrou outro grupo de midianitas que se aliaram aos moabitas para resistirem ao povo de Deus. Jetro.8. na Transjordânia. para onde este fugira do Egito e onde se casara (Êx 2. É o que ameniza a triste memória daquele povo. Depois houve diversos conflitos entre Moabe e Israel durante a monarquia hebraica. Isto porque. Tudo faz crer que mais tarde se expandiram para oeste e norte.36). os exterminou para sempre (Jz 7 e 8). Foram muito cruéis e vingativos para com o povo de Israel. Ez 25. acabando por os profetas de Israel anunciarem o extermínio de Moabe por constituir-se tão ferrenho inimigo do reino de Deus (Is 15. ao norte do rio Arnon. Sf 2. cobrando-lhe tributo. ainda. atacando e pilhando muitas vezes por longos anos durante os períodos dos Juízes e do Reino. segundo Gn 25.15-22). Deus honrou uma mulher moabita. pois descendiam de Midiã. Nos dias dos Juízes eles subjugaram os israelitas por sete anos. seu filho José foi vendido a uma caravana de mercadores e midianitas que o levaram ao Egito. escolhendo-a para bisavó de Davi. filho de Abraão com Cetura (Quetura).2. entre o Jordão e o deserto arábico. Deus . onde o venderam como escravo ao capitão da guarda de Faraó. 3.5 Amonitas Igualmente semitas.25. que nos dias do patriarca Jacó. Jr 48. para nunca mais reerguer-se.1-6. anos depois. bem como aconselhou a seu genro uma distribuição de responsabilidades para evitar um esgotamento (Êx 18). pois. Parece. Potifar (Gn 37. E de fato Moabe foi reduzido à ruína por Nabucodonozor.2.4 Midianitas Eram semitas. levou a mulher deste ao Sinai. integrando. Quando o povo de Israel chegou á Moabe. dando como seu local de habitação as proximidades da cidade de Meca. e ofereceu sacrifício a Deus. Ao tempo dos Juízes chegaram a oprimir o povo de Deus por 18 anos. pois no tempo de Moisés parece que a “terra de Midiã”. 28. a linhagem de Jesus. Note-se. viviam nômades na região da transjordânia. Rute.No decorrer da história os moabitas foram alternadamente tributários e independentes de Israel.11).

1Rs 5). tornando-se adversário tenaz de Israel. Jezabel. Este povo era camita (Gn 10.vingou a sua crueldade por ocasião da invasão dos babilônicos cumprindo-se as profecias de Jr. bem como ajudou a Salomão nos Seus . As divindades principais dos fenícios Baal e Asterote. foram conquistados por Davi durante seu reinado. As duas cidades que sobressaíam. não foi tomado (Jz 1. nos dias de Davi e Salomão.2. em diferentes épocas eram Tiro e Sidon. Todos eles. tornou-se o grande fornecedor do material para a construção da casa real de Israel e do templo de Jerusalém (2Sm 5.47). E o ódio deste povo contra Israel parece que não diminuiu em nada.6 Sírios Ao nordeste e norte da Palestina ficavam os domínios da Síria cujas relações com o povo de Deus foram ora fraternais. 49. ora hostis.7 Fenícios Este foi um grande povo que habitava a estreita faixa de terra no norte da Palestina. 3. sempre conhecidos pelo nome de sua cidade principal. com a sua capital Aaman. entre os montes Líbanos o Mediterâneo.7-19). indo até Hamate (1Sm 14. uma vasta riqueza. de triste memória. pela navegação e comércio. Três destes reinos sírios limitavam-se com a Palestina e em diversas épocas guerrearam com esta: Damasco (on Aram-Damasco).15-19). Hirão. cujo culto se infiltrou em Israel e atingiu as culminâncias quando do reinado de Acabe que casou-se com a princesa fenícia. embora contido na promessa dada por Deus. Por ocasião da conquista sob o comando de Josué.11. Hoje a região é habitada pelos Árabes do novo Estado da Transjordânia. e Maaca (ou Aram-Maaca). Zobá (ou Aram-Zobá). embora sua língua pertencesse ao grupo semita. a oeste de Zobá. o rei de Tiro.2. o território fenício. Entretanto as relações entre os hebreus e os fenícios sempre foram pacíficas e cordiais. Mais tarde. situado a oeste de Damasco. 3. reduzindo a ruínas as suas cidades. Sabemos que os sírios (ou arameus) os quais no tempo do reino unido de Israel eram organizados em pequenos reinos independentes. que foi mais poderoso e mais hostil para com Israel. eram da estirpe semita. (Ez 27).1-5 e Ez 25:1-7. e que tocaria á tribo de Aser.31). indo até os limites da Fenícia (1Cr 19. desenvolvendo. porém ao final do tempo de Salomão o reino de Damasco logrou libertação.

vinho e azeite. 22. Depois do cativeiro de Judá. Gaza. Asquelom e Ecrón (Jz 1. ou belicosas.4-8).2. que destruiu Gaza. E só depois das conquistas de Alexandre. ocupava uma área de terra no extremo sul da costa palestínica e era extremamente belicoso. a leste. As cinco cidades fortificadas dos filisteus representavam os cinco estados independentes. Só depois da divisão do reino os fenícios romperam a aliança com Judá. cuja origem é desconhecida embora pela referência de Jz 14. deveriam ser camitas. quando chegou à Terra da Promessa ou Canaã. das . em que os filisteus são chamados “incircuncisos”. e cujas nomes foram Asquelom. 3.18).23. 3.6-7. São eles: os egípcios.9-10. Além desses povos vizinhos mais próximos que apreciamos neste estudo. em troca de provisões de trigo.8 Filisteus Este povo. e mais vinte e cinco cidades da região da Galiléia (1Rs 9. uma vez que esta já foi abordada na parte referente ao Mundo Antigo. e bailônios e assírios. a última cidade fortificada que resistiu. apoiando as dez tribos de Israel. ao sul.11). Não nos deteremos nos detalhes da história dessas relações.17). Abraão. razão por que Deus não permitiu que o seu povo por ocasião do êxodo seguisse o caminho mais curto para Canaã que passava pela terra dos filisteus. Gat. Azdod e Ecrón. Estiveram em lutas constantes durante toda a história de Israel. do reino unido. entendemos os conjuntos de habitações humanas fixas. devemos mencionar os grandes povos pouco mais distantes dos limites da Palestina e com os quais Israel teve relações diplomáticas. (Êx 13. isto é. durante os períodos dos Juízes. razão pela qual alguns profetas pronunciaram sentenças fortes contra os fenícios (Ez 28. a Filistia coube ás tribos de Judá e Dá. a Síria anexou a Filistia.3. Jl 3. Am 1. o Grande. Na divisão da Terra da Promessa. mas confederados. dos dois reinos e de Judá quando ficou sozinho na Palestina. já encontrou muitas cidades. Somente depois da morte de Josué é que Judá atacou a Filistia e tomou Gaza. possa concluir-se que.empreendimentos comerciais pelo mar. não sendo semitas.3 Cidades Palestínicas Por cidades. Nunca foi possível uma paz permanente entre os filisteus e os hebreus. é que os filisteus desapareceram para sempre como povo.

3. 3. ainda. tanto no tempo do Velho Testamento como no do Novo Testamento. foi destruída. aos olhos do povo de DEUS comandado por Josué. Naquela ocasião Josué amaldiçoou o homem que viesse a reedificar a cidade o que se cumpriu cerca der quinhentos anos depois. Ne 3. dominando a passagem do Jordão ao sudeste da Palestina à margem do caminho de Jerusalém para a Transjordânia. Ao tempo da Conquista de Canaã pelo povo de Israel. ao chegar à terra de Canaã. 1-15).quais algumas são mencionadas no livro de Gênesis. (Js 6).5.600 metros a sudeste da anterior. se não é a cidade mais antiga do mundo. depois de um cerco de sete dias com marchas ao redor de seus muros. A cidade moderna está a 1.34). Jericó aos poucos foi retomando seu lugar de importância e várias ocorrências ali verificadas com relação ao povo hebreu.18). Jericó. Abraão.1 Jericó Segundos alguns pesquisadores. junto da fonte de Eliseu ou Ain es-Sultan. com portas pesadas providas de trancas seguras.24. pois mais tarde ali foram sepultados também o . milagrosamente. a oeste do Mar Morto.10). com torres devigia sobre os muros e ainda uma vala circundando seus limites por fora dos muros (Dt 3. Uma vez reedificada. Passemos em revistas as principais cidades palestínicas. a 12 quilômetros ao norte do Mar Morto e a 24 quilômetros de Jerusalém na direção leste. a oito quilômetros deste na direção oeste. Como prova disto são apresentados os vestígios de vida humana na Idade da Pedra encontrados nas camadas mais profundas de suas ruínas. Geralmente as cidades palestínicas antigas eram construídas sobre elevações ou mesmo montes. nos dias do rei Acabe (1 Rs 16. Fica localizada na parte inferior do vale do Jordão. a 32 quilômetros ao sul de Jerusalém. Jericó era uma cidade grande e bem fortificada. e. Foi lá que ele adquiriu a cova de Macpela dos heteus para sepultar a sua mulher Sara. certamente é a mais antiga do mundo. Seu nome primitivo foi Kiriath – Arba (Js 1.3. cercadas de muros de defesa de altura e largura variadas.2 Hebrom Situada a sul das montanhas de Judá.lugar este que se tornou verdadeiro cemitério dos patriarcas. estão registradas na Bíblia.3. a 272 metros abaixo do nível do Mediterrâneo. Entretanto. I Rs 11. figura também entre as cidades mais antigas do mundo. certamente é a mais antiga de toda a Canaã. permaneceu por algum tempo em Hebrom (Gn 3.

bem como nos do faraó Amenófis IV (Cartas de Tel-el-Amarna. Foi ali que se realizou o casamento de Boaz com a moabita Rute. onde é vedada a entrada dos cristãos. e depois conduzidos a Cidade Santa.29-33. seu filho Isaque e sua mulher Rebeca. 16 – 20). que ocorreu pouco ao norte desta cidade por ocasião do nascimento de Benjamin (Gn 35. 137 a.3643) e da visão na casa de Simão o curtidor. Situada 10 quilômetros ao sul de Jerusalém.).13). 1504-1450 a. na costa do Mediterraeneo.C. que dissipou as dúvidas dos apótolos . 49.3.11). era o porto da capital israelita.próprio Abraão.Segundo II Crônicas 2. ascendente de Jesus (Rt 4. ali desembarcados. Situada a cerca de 60 quilômetros a noroeste de Jerusalém. Foi neste porto que Jonas embarcou para Tarsis tentando fugir da vontade de Deus (Jn 13). uma estrangeira que se tornou a bisavô do rei Davi e. Hebrom não é mencionada no Novo Testamento.C.4 Jope (Jafa ou Iafa) É outra cidade das mais antigas da Palestina e. Seu nome bíblico é Bethlehem-Efrata (que significa “casa de pão”) ou Belém de Judá. 17. 50. 22). o notável rei de Israel. Séculos depois Davi foi ungido rei em Hebrom e ali reinou durante sete anos e seis meses sobre todo o Israel (25m 2. 21. habitada em sua grande maioria por maometanos que construiram sobre a antiga cova de Macpela uma mesquita.7 os cedros do Líbano.3. portanto. quando da morte da Raquel a amada de Jacó. eram levados pelo mar até Jope. 3. Também ali nasceu Davi. utilizados na construção do primeiro e depois do segundo templo em Jerusalém. para distinguir de outra cidade de igual nome existente na Planície de Esdraelom. 3.16 e Esdras 3. A primeira menção de Belém na Bíblia é relativa aos tempos patriarcais. depois do que a capitaldo reino passou a ser Jerusalém. Jope aparece no livro de Atos com duas ocorrencias do ministério do apóstolo Pedro: a da ressurreição de Tabita (At 99. Existe até hoje.como nome de El Khalil. é até antediluviana. Já nos dias do Novo Testamento. e Jesus. o Filho de Deus e Salvador do mundo. 25.9. uma região sobremodo fértil. segundo alguns escritores romanos.). Nos registros egípcios o seu nome já era conhecido nos dias do faraó Tutmés III (c. na estrada que vai para Hebrom numa colina de 700m de altitude nas montanhas de Judá.9. bemcomo Jacó e sua mulher Léia (Gn 23. 19.3 Belém Também é uma das mais antigas cidades da Palestina. 19.

fez de Siquém a capital do Reino do Norte (Irs12). certamente também Siquém recebeu os colonos assírios que. mas devido a sua imprudência e arrogância. Jope sofreu muitos ataques e arrasamentos dos exércitos inimigos atravésdos tempos. 18-20). romanos. na Samaria. sempre voltou a prosperar. Nas cercanias de Siquém Jacó cavou um poço que se tornou celebre pelo encontro que se deujunto domesmo entre Jesus e a mulher samaritana.Havia umavila na Galiléia com o mesmo nome.o reino foi dividido ejeroboão.7).24. Também ali foramenterrados os ossos de José trazidos do Egito (Js 24. Abraão.3. estabeleceram-se nas cidades e de cuja mesclagem com os judeus remanescents resultou a raça samaritana. rei de Israel e pai de Acabe. foi a capital do Reino do Norte durante 200 anos. junto da velha Jope. após a queda do Reino do Norte.. 3. isto é. Conforme II Reis 17. Caiu sob o poder da assíria em 722 a. Mais tarde Jacó. 3. vindo de Ará. Porém. foi coroado rei de Israel. Esta é outra das cidades mais antigas da Palestina.3.C. ergue-se a moderna Tel Aviv.6. gregos. que era adorado num templo de Jesrusalém em riqueza e esplendor. acampou em Siquém e ali erigiu o seu primeiro altar na terra de Canaã após a aparição do Senhor que lhe declarou: “A tua semente darei esta terra” (Gn 12. no fértil vale de Siquém.6. Fica situada entre os montes Ebal e Gerizim. bem no centro geográfico da Palestina. cruzados e franceses. tucos. o rei das dez tribos revoltadas. Os profetas freuqentemente condenavam Samária por sua idolatria. esta cidade foi uma das mais importantes e influentes na vida de Israel. ao voltar da Mesopotâmia. o grande centro dos sionistas judeus. Hoje é chamada Neblus.32). egipcios.quanto ao acesso dos gentios à graça do evangelho. pois sua historia remonta a mais de 2000 a. Roboão. foi também sede de idolatria a Baal. quando das peregrinações de Abraão. e hoje. por Onri. fixou-se ali e levantou um altar ao Senho (Gn 33. rodeada de muralhas quase inexpugnáveis. num monte de cerca de 100m de altitude. filho de Salomão. Samaria. Ainda em Siquem.C. Fundada em 921 a.depois de um prolongado cerco que começou no tempo de Salmanasar V e terminou no de Sargão II.C. a ponto de tornar- . A cidade foi destruída e reconstruída varias vezes.5 Siquém. Jafa ou Jafia. Ampliada e embelezada durante os dias de diferentes reis de Israel. assírios. Situada a oito quilômetros a noroeste de Siquém.

arrasou a cidade. Hoje é a cidade palestinica de maior proporção de cristãos entre os seus habitantes. “primeiro historiador da igreja cristã e o primeiro geógrafo da Palestina”.8. Por algum motivo não gozava de boa reputação entre os judeus (Jo 1. (At 8. No período grego foi reestabelecida a sua glória antiga. embora por pouco tempo. entre Jope e o Monte Carmelo. fizeram a gloria da cidade.rodeadas de ruínas que estão sendo exploradas e estudadas por várias entidades arqueológicas. Lá estava a sede da administração civil e militar da província romana.8.7. ela é a cidade mais célebre da Palestina. lá estão como testemunhas da antiga glória de Samária. para os cristãos. Filipe lá pregou o evangelho com muita aceitação.46). O Novo Testamento registra a sua incredulidade. depois de Jerusalém e Belém. primícias entre os gentios (At 8. porém. 1-25). o anfiteatro. o hipódromo. É certamente a cidade do evangelista Filipe e de Cornélio. A 22 quilômetros do extremo sul do mar da Galiléia.40.3. há uma pequena povoação por nome Sebustieh . ruas pavimentadas. instalação de água e esgoto.3. 21. na direção oeste. o Grande local da antiga cidadela dos filisteus chamada Torre de Strato. C. Entretanto. Notáveis são os restos da chamada Colunata de Herodes. João Hircano. os teatros. em 109 a. que ali esteve preso durante dois anos após a sua magnífica defesa diante de Festo a Agripa e de onde embarcou para Roma. já nas lutas nacionalistas posteriores. no litoral do Mediterrâneo. Foi construída por Herodes. ao tempo de Herodes. no local. 3. onde trancorreu a infância e a juventude de Jesus de Nazaré. Finalmente. imperador romano. o centurião romano. Foi ali que nasceu o célebre Eusébio. Foi visitada várias vezes pelo apóstolo Paulo. e cognominada Cesaréia em homenagem a César Augusto. A cidade não é mencionada no Antigo Testamento. de dois quilômetros de extensão. Cesaréia Fica a 75 quilômetros a noroeste de Jerusalém. Nazaré. Nos tempos do Novo Testamento foi a cidade mais célebre da Palestina por tratar-se de sua capital política. era a Samária do tempo do Novo Testamento. Os grandes edifícios.se aquela cidade sinônimo de infidelidade a Jeová. 3.. .10).. Hoje. etc. que apesar dos dois mil anos decorridos. o templo. fica a cidade de Nazaré. foi reedificada.

sendo considerada cidade imunda pelos judeus. podemos compreender que. apesar de sua importância. O tetrarca Filipe deu este nome à antiga vila fenícia de Baal-Gade em honra ao Tibério César. Ampliando e embelezando a cidade que se encontrava ao sopé do monte Hermom.C. Para lá foi transferido o . e que durante a construção os operários descobriam que o local era de um antigo cemitério. se que fala a literatura rabínica do período interbíblico. que a Tiberíades do Novo Testamento foi construída por Herodes Antipas entre os anos 17 e 25 d. (Mt 16. quando os cananeus ali ofereram a sua resistência ao exército de Jesué. Porém. Teria sido a cidade forte de Recate? O nome da cidade foi dado em homenagem ao imperador romano da época. A sua primeira menção na Bíblia está em Josué 11. Cesaréia de Filipo. em 70 d. ocasião em que Jesus pronunciou a profecia da indestrutibilidade de sua igreja.16. Não temos notícia de que Jesus tivesse visitado alguma vez a cidade. o Filho do Deus vivo”. veio a ser o centro do judaísmo na Palestina.C.13. deveria ter um caráter gentílico. e uma só vez seu nome aparece no Novo Testamento (João 6. depois da destruição de Jerusalém. O judeu que entrasse na cidade se tornava cerimonialmente impuro. por ter sido construída sobre um cemitério.24). teria assinalado o local onde ao tempo de Jesué havia uma cidade forte por nome Racate. Tiberíades. 3.3.10. Outra razão teria sido para evitar um encontro com Herodes. 23).3. Por encontrar-se no extremo norte do país. Mas o acontecimento mais importante para os cristãos foi que ali Pedro fez a sua célebre confissão: “Tu és o Cristo. Fica na margem ocidental do mar da Galiléia (ao lago de Tiberíades) a 8 quilômetros da extremidade sul do referido mar. Sabemos. foi palco de várias batalhas durante a sua história.. seu protetor. referida em Jesué 19:35. Entretanto.3. a quem considerava como raposa (traiçoeira e mau).8).. A cidade não é mencionada no Antigo Testamento. para servir de capital à tetrarquia da Galiléia e Peréia. Tibério César. Filipe fê-la uma espécie de estância de veraneio para a aristocracia da época. Provavelmente a antiga de Rakkart.9. porém. 18.32. e que mais tarde deu lugar a Tíberiades. 23. E para distingui-la da Cesaréia do Mediterrâneo acrecentou-lhe o seu próprio nome. pois havia mandado matar o João Batista e poderia também antecipar a sua morte (Lc 13.

porém.sinédrio e foram construídas muitas sinagogas. emTiberíades. Pelos vestígios das antigas estradas. e Ptolemaida. Ap 21). 3. o cenário das manifestações patentes e evidentes do poder. nem em sua riqueza ou expressão cultural e artística.3. da bondade. 9-13). fundando-se a célebre academia rabínica que preparou o Mischnâ. a principal entre outras tantas regiões. 3. que é uma coleção de tradição e interpretação do Antigo Testamento. No que diz respeito a historia bíblica ela ocupa o primeiro lugar. 9. Por motivos vários. Magdala. no Mediterrâneo. Ela foi de um modo especial. que era cidade da costa noroeste do Mar da Galiléia. Também foi ali que o Salvador realizou o maior numero de milagres e pronunciou os mais profundos ensinamentos. o Talmude Palestínico (também chamado Talmude de Jerusalém).12 Jerusalém “Lugar de paz” “Habitação segura” entre as cidades mais celébres do mundo encontramos Jerusalém. fixando a pronúncia das palavras pormeio de sinais – chamados massoréticos – em lugar das vogais. sendo que das outras – como Cafarnaum.11 Cafarnaum Não há certeza absoluta do local exato de Cafarnaum.1). Corazim – restam apenas ruínas. Sabemos.ou seja. ou seja. no seu sentido religioso. Eetsaida. sendo a única das cidades da margem ocidental do Mar da Galiléia que ainda subsiste. conjunto de comentários críticos e gramaticais sobre o texto hebraico do Antigo Testamento. da justiça. da misericórdia. hoje a cidade é chamada Tubariyeh. Por isto as alusões proféticas e apostólicas a apresentam como o próprio símbolo do céu (Is 52. Mas o fato mais importante para os estudiosos da Bíblia é que Capernaum era a cidade residencial de Jesus. Também a Massora. Originou-se.14-17. Da Grandeza de Deus.1-4. há indícios de que Cafarnaum era centro comercial movimentado. Esta posição privilegiada de Jerusalém não está em sua extensão. sendo que o primeiro reúne as probabilidades maiores. posto militar romano (Mt 5 – 13) e centro de recolhimento de imposto do império (Mt 9.3. e sim em sua profunda e ampla relação com a revelação. pois ficava na margem da rota entre Damasco. durante o século IV da nossa era. em grande parte. na Síria. dois temsido os lugares presumíveis da antiga Cafarnaum: Tel-Hum e Khan – Minieh. enfim. da sabedoria. . bem como do seu discípulo Pedro (Mt 8.

j) El Kuds – É o nome que os árabes deram a Jerusalém. provavelmente é o seu nome mais antigo. b) Salém – É o nome mais antigo que apareceu na Bíblia. cidade devotada a Shalém. cujo primeiro nome era Aelius.C. a cidade principal do reino (II Cr25. a 21 quilômetros a oeste do mesmo e a 51 quilômetros a leste do Mediterrâneo.Foi o nome dado pelo imperador romano Adriano.2). Provavelmente trata-se de uma abreviação da palavra Jerusalém.C. subdivididoem uma série de montes ou elevações. quando então a cidade foi conquistada e feita a capital do Reino de Israel (Irs 8.10.20. h) Cidade de Judá – A capital do reino de Judá. 31 – 34) e dos fogos que ardiam constantemente. que separa a cidade do Monte das Oliveiras. g) Cidade de Deus ou Cidade Santa – Assim chamada por estar ali o templo nacional.4. d) Jerusalém –É o nome mais comum e que permanece até o presente.18). que a reedificou no século II d. II Rs 14. (2) Localização e Topografia –Jerusalém fica situada na parte sul da cordilheira central da Palestina. Jr 7. divindade suprema dos romanos. A leste do promontório fica o Vale de Josafá ou Cedrom.1). Aoeste e ao sul fica o vale de Hinon (Gehena gr. olocal do culto centralizado (Sl 46. c) Jebus – Assim era conhecida a cidade dos jebuseus na época dos Juízes (Jz 19. . Aelia em honra a Adriano.11). já em uso nos dias de Abraão (Gn 14. ouseja. e) Sião – Este era o nome de um dosmontes da cidade.1.) que em certa época da historia foi o “vale da matança”. i) Aelia Capitolina. O seu significado é “a santa’.000 anos – a cidade era conhecida por vário snomes. na mesma latitude do extremo norte do Mar Morto. nas montanhas de Judá.28).(1) Nomes – Durante a sua longa historia – já cerca de3. 10. f) Cidade de Davi ou Cidade do Grande Rei –Estes nomes relacionam-se como ato heróico de Davi na tomada da fortaleza. assim como: a) Urasalim – Encontrado nas Cartas de Tel-el-Amarna escritas por voltade 1400 a. Está edificada sobreum promontório a 800m de altitude. assim chamado por causa dos sacrifícios das crianças em holocausto ao ídolo Moloque (II Rs 23.. Ne 11. antiga divindade semítica da paz e prosperidade. e Capitolina. Sl 48.

. O terceiro muro. etc.42. e Sião. Acra. foi obra de Herodes Agripa I. nolado nortenovas áreas – Acra e parte de Bezeta. uma vez que por ele o tabuleiro continua ligado ao conjunto montanhoso. desaparecendo. separava alguns desses bairros. até o sul da elevação de Acra. Salomão e seus sucessores. abrangendo. (3) Muros e Portas – Até a destruião da cidade pelos romanos no ano 70 d. assim. a leste. Bezeta. Sendo que a cidade é isolada pelos lados leste. tendo havido. através dos tempos. ao norte. sul e oeste por uma só muralha. 43-48). os detritos dos holocaustos pagãos. Este muro era provido de 60 torres para as sentinelas. por força da expansão da mesma. ao norte três muros.rodeava a antiga cidade do Ofoel. começada cerca de dez anos após a crucificação de Cristo. o inferno (Mt 13. Um vale interno chamado Tiropeom.. até o norte do Monte Moriá. o antigo aspecto em que as elevações eram mais distintas. porém. porém. a noroeste. O segundo muro foi levantado por Jotão.consumindo o lixo da cidade. Daí por analogia a palavra grega Gehena que significa “vale de Hinon” que veio a designar o lugar de castigo eterno dos condenados. cujo fim era incluir os subúrbios do norte no sistema de segurança da cidade. resta apenas o lado norte suscetível ao crescimento.q eu data dos dias de Davi. que fica a sudeste e onde havia uma antiga fortificação. subindo pelo lado oeste do mesmo. Porém a linha norte od segundo muro é muito discutida e por ora nada de definitivo se sabe a seu respeito. onde estava edificado o templo de Salomão. Moná. a sudoeste. dividindo-se em cinco zonas ou bairros caracterizados pelas elevações do tabuleiro: Ofel. Também os vestígios deste muro são escassos e discutidos quanto à sua exata direção. Porém. passando pelo sul do Vale do Tiropeom e do Monte Sião.C. oeste e sul do conjunto da cordilheira pelos vales já mencionados. descendo pela aba oriental deste até Ofel na direção sul. que corria mais ou menos na direção de noroeste para sudeste e sul. O primeiro. O aspecto geral da cidade ao tempo de Cristo apresentava uma configuração de um trapézio irregular que se alarga do sul para o norte. Mc 9. a superfície da cidade tem sofrido muitas alterações com os aterros deste vale. Jerusalém era protegida aoleste. edificados em épocas diferentes. Ezequias e Manassés – e depois do cativeiro reedificado por Neemias – seguindo praticamente o mesmo traçado do primeiro nos lados leste. na direção norte. sul e oeste. Trechos deste muro já existiam desde os tempos dos jebuseus. e daí na direção leste.

logo ao sul da esquina sudeste da área do templo. c. que no primeiro muro teve o nome de Efraim. do msmo lado oriental. porta oriental. A oeste ligava-se com Jope e os caminhos para a Filistia e Egito. foram estas: a. pois ficava no muro quefoi edificado pouco depois de Crsito mais ou menosna direção da porta velha do segundo muro. ainda ao sul. g. Porta de Jope (ou Jafa) a oeste. hoje fechada.4 Estradas Palestínicas Desde os tempos de Abraão já havia caminhos cruzando a Tera de Canaã em todas as direções. Porém as principais portas de Jerusalém. bem como ao estrangeiro. não é mencionada na Bíblia. 3. Porta Oriental ou do Ouro.que dava para as vias de comunicação com as cidades da região ocidental. Certamente nos dias dos patriarcas esses caminhos não passavam de trilhos por onde trafegavam caravanas dos mercadores e dos pastores de rebanho. porta da fonte. convergiam os caminhos para Jericó e todo o Vale do Jordão. pelas quais o povo transitva mais frequentemente. porta dos cavalos. No livro de Neemias. e. Porta das Ovelhas ou de Benjamim a leste. . também a leste. também ao nort. Porta de Herodes.ao sul. porta do Efraim. (4) Cidade de Comunicação – Jerusalém sempre esteve ligada pelos quatros pontos cardeais a toda a Palestina e aos países estrangeiros.desde as quatro portas orientais. i. Porta de Damasco ou Peixe. porta do esterco. Porta da Água. h. dos Juízes e da monarquia hebraica. logo ao norte da esquina do templo. b. Nem todas elas podem ser localizadas. Porta do Vale. por exemplo. também ao sul. porta do gado. ao norte. vemos o uso de carros ferrados que certamente exigiam estradas mais definidas. bem como para as estradas da Transjordânia que levavam os viajantes para a Arábia. Síria e Mesopotâmia.As portas nos muros de Jerusalém eram numerosas durante a longa história da cidade. porta da água. Porta do Esterco ou de Monturo. Síria etc. dando acesso ao centro e ao norte do país. no canto sudoeste da cidade. bem como para a Fenícia. j. porta do peixe. d. temos referencia a cerca de dez delas: porta velha. na direção norte. Ao sul a cidade comunicava-se com Hebrom e Egito. Ao norte partiam os caminhos para Samária. Galiléia. que conduzia a fonte de Guiom. junto do tanque de Siloé e o açude velho para abeberar o gado. A leste. Fenícia.s Já nos dias de Josué. ou dos Essêncios. porta das ovelhas. Porta da Fonte. e cujos nomes perduraram por mais tempo.

28. e na de Damasco. Era um grupo composto de várias estradas com ramificações para oeste. indo até a Arábia. II Reis 23. Belém Jerusalém. ia até Cafarnaum. entroncando-se o ramal com as estradas da Transjordânia. Sidom e outras. passando por Hebrom. e mais outro atravessando o Vale de Esdraelom. Costuma-se dividir em quatro grupos principais as estradas da Palestina: 3. Jericó e Transjordânia. onde havia uma passagem rasa do Jordão. das quais as mais importantes são as seguintes: no extremo sul da Judéia uma ramificação para oeste. indo até o Egito. E no tempo dos romanos já havia até estradas pavimentadas para o deslocamento rápido de suas legiões militares. na direção de Gaza. em Nazaré. via Lida. e também para leste. via Peréia. Tais noções podemos colher de Juízes 1. uma ramificação para oeste. atingindo Cesaréia para oeste e Bete-Seã (Citópolis) para nordeste. Este grupo. para o sul. Assíria. atingindo cidades costeiras como Jope. Também este grupo apresentava ramificações tanto para oeste como para leste. E por último. via Jericó.embora seguindo os trilhos antigos. e para leste. na direção da Ásia Menor.4. Betel.30. e. era também chamado o caminho das nações. na direção da Mesopotâmia. 3. Tinham a sua origem no Egito e estendiam-se até Fenícia e Síria. para o norte.31. ao norte. conhecidas também como Caminho da Terra dos Filisteus. embora não das mais antigas. 35. a baixa Galiléia. Ptolemaida. Ireis 22. Siquém. De Bete-Seã também partia uma ramificação para norte indo até Cafarnaum. Os exércitos das grandes nações do norte. a ramificação na . devido a sua importância internacional.19. onde se desviavam para oeste. e outra para leste. Tiro. ao norte da Galiléia. Samária. na altura das cidades de Siquém e Samaria. e outra para leste.4. onde se entroncava com a estrada de Damasco. Mais outra ramificação. saindo um ramal de Gaza e passando por Berseba e sul da Judéia na direção da Arábia. ocorria na região central de Samária.1 Grupo da Costa Eram estradasque corriam paralelas à costa do Mediterrâneo. Babilônia e Egito) deslocavam-se por estas estradas para os seus encontros bélicos.2 Grupo Central Este grupo partia do sul da Judéia.28 etc. Aos 8. do leste e do sul da Palestina (Síria. passando pelas cidades da margem ocidental do Mar da Galiléia. indo até Damasco. outro de Lida para Jerusalém. atingindo a Transjordânia e entroncando-se com outro grupo de estradas na direção de Petra. indo até Jope. Na altura de Jerusalém. ou vau.

desce para Cafarnaum.prosseguindo para nordeste até Damasco.1-19). no sentido leste a cidade de Bete-Seã. que deixando Damasco passava por Cesaréia de Filipe dirigindo-se para Tiro.42). originando-se em Elate. apesar de ser esta estrada do centro o caminho mais curto entre a Judéia e Galiléia.51-56).que era itinerário preferido pelos judeus para evitar a passagem pela Samária . e quando curou os dez leprosos. cidade costeira da Fenícia. os judeus evitavam-na devido à inimizade antiga entre eles e os samaritanos. Grupo da Transjordânia ou Leste Havia neste grupo pelo menos duas estradas: uma que partia do vau do Jordão. As que aqui mencionamos dão-nos uma idéia geral das vias de comunicação terrestre que dispunham os antigos na . ele atravessou a Samária: quando manteve memorável diálogo com a mulher samaritana junto ao poço de Jacó perto de Sicar. que era samaritano. é que voltou para agradecer a graça recebida (Lc 17. Havia outras estradas que cruzavam a Palestina. e para nordeste chegava a Cafarnaum.3. ou Acre dos franceses). e outra que. onde entroncava-se com a estrada que vinha de Damasco. Entretanto parece que Jesus não deu importância a este fato. Notese que. e para se viajar por ela cobrava-se pedágio. Alguns acham que o ofício de Mateus. A primeira era pavimentada ao tempo dos romanos. as que passam pelo território palestínico são apenas duas: a primeira. sendo que somente um deles. porém eram de menor importância. a que passa pelo sul do lago de Merom. no fundo do Golfo de Ácaba. no Vale de Siquém (Jo 4. Grupo de Damasco Neste grupo geralmente são contadas somente as estradas que partem da velha cidade Síria e se dirigem para o Mar Mediterrâneo. antes de seu chamado para o discipulado. e de Hesbom avançando pelos montes de Abarim e Gileade para o norte até Damasco. passando por Petra e o leste do Monte Seir e do Mar Morto. era ode cobrar o pedágio. pelo menos em três vezes. dirigia-se para Hesbom. pois. Segundo esta classificação. deixando para oeste uma ramificação que passava por Jericó e Jerusalém indo até Jope. preferindo passar pela Transjordânia. e se dirigia para o norte pelo lado leste do Jordão até o vau que fica defronte de Bete-Seã . vai até Nazaré e antiga Ptolemaida na costa marítima. durante o seu ministério. quando os discípulos rogaram a Jesus poder para fazer descer fogo do céu para consumir os samaritanos que rejeitaram a presença de Jesus (Lc 9. e a segunda.direção noroeste atingia Ptolemaida (antiga Aco. em frente a Jericó.

18. e poderia ser despedida em qualquer tempo e sem qualquer direito a amparo (Dt 21.28).5 Costumes Orientais Especialmente os Palestínicos Os habitantes do Oriente Próximo.3.2. Timóteo e Lucas. e só . o casamento havia de ser monogâmico (Mt 19. de onde prosseguiam para a Ásia Menor. sempre tiveram. social e nacional (Gn 2. nobres e reis (Gn 16. O concubinato era tolerado nos casos de esterilidade da mulher legítima. 30. vamos apresentar aqui apenas um esboço sucinto desses costumes e usos das terras bíblicas. quando. o seu estilo peculiar de vida. I Sm 1.1-4). seu irmão mais velho. mas freqüentemente também fora desta condição.2. por morte do marido que não deixava filhos. especialmente entre ricos.Palestina. e para a Mesopotâmia e Pérsia na direção leste. Jz 8. dada a importância deste conhecimento na interpretação bíblica. como ainda têm.10-14). 3. Na impossibilidade de uma apreciaçã vasta e completa do assunto – pois que o escopo deste livro é limitado. a) Contrato de Casamento -.4. Destas últimas serviram-se os patriarcas nas suas peregrinações para Canaã. da tribo e da pureza da raça (Dt 7. Resta ainda fazer referência ligeira às estradas que partiam de Damasco para o norte até Hamate e Arã. a poligamia era tolerada no Antigo Testamento. Silas.de expressão e de pensamento. a Bíblia não esconde os males da poligamia e da concubinagem. 1. Segundo o ideal divino. I Rs 1.3). ou algum amigo muito chegado.Este. Entretanto. porém no Novo Testamento inteiramente repudiada. tio. Havia também o casamento por levirato.9. ou das terras bíblicas. os missionários das novas do evangelho de Cristo do primeiro século: Paulo.30. O casamento misto era proibido em defesa da família.5). 3. geralmente. A posição de concubina sempre era de uma esposa secundária. Grécia e Roma na direção oeste. especialmente Abraão e Jacó e os hebreus cativos. era feito por terceiros .1 Sobre a Família Hebraica (1) Casamento Os hebreus consideravam o casamento de origem divina e de importância básica para a vida individual.pai do noivo.13. o irmão deste deveria casar-se com a cunhada viúva para suscitar descendência ao seu irmão falecido (Dt 25. 25m 5. pois geralmente tratava-se de uma serva (escrava) ou prisioneira de guerra.5. Isto se deve às particularidades geográficas. étnicas e religiosas dos mesmos. e daqueles.1-8).

1-13). b) Noivado . como no caso de Jacó (Gn 29.Este era o primeiro ato do casamento. Desde o momento em que o noivo entregava à noiva. ficando. até catorze dias. para a casa de seu pai ou para a sua própria.253). I Sm 18. Depois do exílio babilônico. A lua-de-mel legal era de um ano. porém. sete dias (Jz 14. acompanhada das bênçãos paternais. O dote da concubina era o preço da compra (no caso de serva ou escrava). Nos seis dias subseqüentes.A festa de núpcias durava.10). embora a sua vida conjugal se efetuasse só depois das núpcias (Mt 1.12. e nos acertos quanto ao dote que o noivo havia de pagar ao pai da moça (uma espécie de dádiva que compensava a perda da filha).8). Ex 2. mas podia ser efetuado também em forma de trabalho. porém tão importante que somente a morte ou infidelidade podiam dissolvê-lo. o esposo a conduzia.15-20. os egípcios.11). distribuía roupa nupcial aos convidados (Mt 22.1. Recebendo a esposa na casa dos pais desta. 34. sendo rico. Durante o noivado o homem era isento do serviço militar. embora fossem comuns entre os caldeus (Gn 20.9-1. durante a qual o marido estava isento das obrigações militares. onde seguia-se o banquete depois do qual os noivos eram conduzidos à câmara nupcial (Mt 2.4). Is 61. os persas e outras nações orientais.1-18). 24. em cortejo ainda maior. 34. poderiam ocorrer um mês depois para as viúvas e um ano depois para as virgens (no caso de Jacó durou sete anos). ou ao representante dela. ia à casa dos pais da noiva acompanhado de amigos e vestido de sua melhor roupa. Estas consistiam nas consultas quanto ao destino dos bens por força do enlace que não poderiam enfraquecer a tribo nem expor a moça ao desamparo (Nm 36). c) Núpcias . com grinalda na cabeça (Ct 3. geralmente. Os casamentos consangüíneos entre os hebreus eram proibidos (Lv 18. as festas continuavam. adotou-se o costume de lavrar um compromisso escrito. segundo o Talmude. . 25. Quando as núpcias eram realizadas à noite. Ez 6.1-10. geralmente oscilava entre 30 e 50 ciclos e selava o contrato matrimonial. Em alguns casos o próprio filho fazia a sua escolha. ao som de música e de cânticos. O noivo. as pessoas que acompanhavam o cortejo muniam-se de tochas (lâmpadas).12). Gn 24. com rosto velado. embora mais resumidas.excepcionalmente pela mãe (Gn 21.8) considerado casado.38. Saindo de sua casa. com terceiros as negociações (Gn 34.12).18) que.17. excepcionalmente.25. prolongando-se. na presença de testemunhas uma moeda com a inscrição “Seja consagrada “casada” a mim” uma espécie de juramento .21.o jovem casal era (Rt 4.

(3) Os Filhos . porém não aprovada. O primogênito recebia a porção dobrada dos bens paternos. trabalhava nos campos (Rt 2. Priscila e Paulo sabiam fabricar tendas (At 18. e mesmo repudiada já na última parte do Antigo Testamento (Dt 24. .3). 1. Quanto às ocupações.16). uma vez que se encontrava contaminada pela coabitação com outro homem (Dt 24. a mulher moça pastoreava rebanhos (Gn 29.13-16). Pv. a mulher tinha o direito de requerer justiça (Nm 27. para lhe dar direito a um novo casamento. com a morte do pai.3-9).A dissolução dos laços matrimoniais entre os hebreus era permitida como uma “necessidade calamitosa”. 1 Rs 3. assumia a direção da família e as funções sacerdotais da mesma (na época anterior à adoção da lei mosaica).Estes eram considerados dádivas divinas. Quanto à educação dos filhos.2 Sobre a Vida Social Hebraica (1) O Lugar da Mulher na Sociedade – De um modo geral. 3.5.16-18). A primogenitura era honrada e respeitada entre todos os povos orientais. A mãe era digna das mesmas honras que se deviam ao pai (Ex 21. Perante as autoridades.(Nm 27. especialmente os do sexo masculino. Ex 2.4). exceto no caso de adultério (Mt 19. Assim. O divórcio tinha que ser efetivado por um documento escrito.12. o pai era obrigado a ensinar-lhes desde cedo um ofício que lhes garantisse a subsistência. entregue à mulher pelo marido (Mt 19. quase que não existia distinção de sexo. Dt 21.6. viesse a divorciar-se do seu segundo marido ou mesmo se este viesse a morrer. As filhas recebiam a herança somente na falta de filhos herdeiros. as principais obrigações das mulheres eram os trabalhos domésticos. porém. A herança era dividida somente entre os filhos do sexo masculino. Também Jesus repudiou o divórcio. As filhas solteiras eram sustentadas pelos irmãos até que se casassem.7). Áquila.15-17). Mt 2. Se.(2) Divórcio . já não poderia reconciliar-se com o primeiro.8). Entretanto. Seu casamento podia ocorrer somente com alguém de dentro da mesma tribo. chamado carta de divórcio.10-31).1. Entre os hebreus ela merecia lugar de honra e distinção (Pv 31. Por isso a esterilidade era julgada como uma falta de favor de Deus.1. Porém os hebreus asseguravam à mulher o gozo de vários direitos não encontrados nos costumes de outras nações.3) e carregava a água das fontes para o abastecimento da casa. os orientais dos tempos antigos relegavam a mulher à uma condição bastante inferior à do homem.

Gn 50. era a prostração ou inclinação até a terra (Gn 18.12. 42. que o foram pelos egípcios.6.3 1. porém. Elas moíam o grão (Mt 24. Os sepulcros eram geralmente localizados fora da cidade. Como demonstração de respeito filial e para a perpetuação da memória dos mortos (I Sm 18. para fechá-los.20.1-16) . I Sm 18. Lc 24. o corpo do falecido era lavado e enrolado com faixas ou lençóis impregnados de perfumes.Constatada a morte. “Paz seja convosco”. Jesus.4) e pelo menos três profetisas (Ex 15. O período de luto era de sete dias.7. Os túmulos dos pobres eram simples covas no chão cobertas de terra e marcadas por uma pedra. as carpideiras (eram as lamentadoras profissionais). que possuíam o segredo do processo. As manifestações de luto eram variadas: o rasgar de roupas. Jó 2.acompanhado do cortejo fúnebre na seguinte ordem: as mulheres. o andar com rosto coberto etc. Na história do povo hebreu há também uma juíza (Jz 4. O costume de caiar os túmulos era praticado para evitar a contaminação cerimonial por pisar neles. Dt 34. ao passo que os sepulcros dos mais abastados eram cavados na rocha.1-4. por exemplo. “Paz esteja nesta casa” (I Sm 25.30.41). O embalsamamento não era costumeiro entre os hebreus. Raramente eram usados esquifes ou caixões abertos. o choro desesperado.36.13. o lançar-se no chão. com umas pedras grandes. mas também em certas regiões e épocas ficavam nos pátios das casas.19). I Rs 2. preparavam as refeições (Gn 18. e o povo.34.18). “fiavam a lã e teciam o pano” (1 Sm 2. à porta. redondas. I Cr 12. mandou aos seus discípulos que a ninguém saudassem pelo caminho justamente para poupar tempo (Lc 10.10. o vestir-se de saco.6).2.18) costumavam os hebreus levantar . (2) Saudações -. o lançar do pó na cabeça. (Gn 37. sabemos.12). I Sm 13. A posição mais comum era a inclinação do corpo para a frente e com a mão direita posta no lado esquerdo do peito (Gn 23.4). especialmente perante pessoas superiores.8).6. o andar descalço.38. 15. Mc 5. o arrancar os cabelos e a barba.Estas sempre eram prolongadas no Oriente. os parentes e amigos mais próximos.14). o defunto.10. Am 8. As expressões mais comuns eram: “Paz”. o jejuar. (3) Enterros e Manifestação de Luto .isto por exigência do clima quente que favorecia a decomposição rápida e também por força da lei que tornava imundo quem tocasse em um defunto (Nm 19. O enterro era feito no mesmo dia da morte .8).39). Embora José e Jacó tivessem sido embalsamados. Outra maneira usada.bem mais complicados e difíceis que aqueles que as mulheres têm hoje. em casos excepcionais era delongado para mais (I Sm 31.

muito resistente). segundo as descrições de I Reis 6 e I Crônicas 3. Os telhados nas regiões mais quentes eram chatos e transformados em terraços. sala.20. servos. fenício ou algum outro.Este era o tipo mais primitivo de habitação palestínica e de um modo geral de todo o Oriente. e preso pelos quatro cantos a estacas ao rés-do-chão até o mais complicado feitio octogonal. com acesso por uma escada exterior. não sabemos se o seu tipo arquitetônico era egípcio. mulheres. Quanto ao tamanho. ou mesmo de tecidos. Os cidadãos mais abastados construíam casas de dois pavimentos com vários cômodos.um grande pedaço de tecido retangular levantado sobre uma vara horizontal.“colunas” (monumentos que consistiam de uma pedra mais ou menos alongada que se fixava na terra no sentido vertical). de tijolos e de madeira (menos Comum). conclui-se que na Palestina as casas eram feitas de pedra. cobertos. A primeira referência a tendas na Bíblia temos em Gênesis 4.Eram ranchos feitos de estacas encimando varas cobertas de ramos ou folhagens. (3) Tabernáculo . destinados a permanência mais prolongada no local. crianças. era algo majestoso. ou seja. depois evoluíram para tecido de pêlos de cabra de uma qualidade especial (de pêlo longo. (4) Casas -Pelas escavações arqueológicas. Os tipos de tendas variavam de tempos em tempos. cozinha etc. 3. que foi substituída pelo famoso templo de Salomão construído em Jerusalém. Esses telhados ou terraços eram feitos de paus colocados em sentido cruzado ou paralelo. Originalmente parece que eram feitas de pele de cabra. escuro. dependendo do que era mais encontrado na região. Era uma construção portátil de 30 côvados de comprimento por 10 côvados de largura. Aquele templo. com uma ou duas colunas verticais no centro e divisões internas para dormitórios de homens. Porém.O termo que significa simplesmente habitação e que tanto pode ser uma tenda como uma cabana. (2) Cabanas . de barro . Entretanto. aproximadamente 15m por 5m.5. cercados de parapeitos. Já nas regiões mais frias eram encontrados telhados em forma de meia-água ou cumeeira para o deslizamento da neve. na Bíblia esta palavra é aplicada especificamente à tenda que durante a peregrinação dos israelitas pelo deserto servia para o culto de Deus. apoiada em alguns esteios verticais. geralmente eram de um só cômodo e de um só andar.3 Habitações (1) Tendas . casais. desde o mais primitivo .

Eram as residências reais. A divisão interna das casas dependia das posses do dono e do tamanho da mesma. As portas eram estreitas e baixas e as janelas poucas e sem vidros.misturado com capim (estuque). estas de 20 e 25cm de altura.5. Mt 12.Eram armações de estacas e galhos.5m de altura para facilitar a vigilância dos pomares e das lavouras (Is 5. embora estas sempre baixas.10). Nas tendas geralmente nada mais havia senão tapetes ou esteiras servindo como divã. duas pedras de moinho para moer o grão. Esses cômodos sempre davam a porta para o pátio interno. em estilos que variavam com a época de influência histórica . de cereais etc. ficava a sala de visitas. com a costumeira área central ou pátio. No segundo andar. introduziram mais cedo que os outros povos a cadeira e a mesa. Na parte da frente. assírio. romano (os últimos ao tempo do Novo Testamento). Outros objetos de um habitante de tendas eram: o martelo para fixar as estacas. amassadeiras e odres (recipientes de couro de animais para leite e vinho) e sela de camelo. mais adiante. tanques e até piscina. A estalagem (khan .2. mesa e cama. como as cabanas. de dois andares. bem como mesas. Dos telhados dos edifícios públicos proclamavam-se os decretos e os avisos de natureza coletiva (Lc. ao lado. logo à entrada. a cozinha.3. As casas de dois andares possuíam um pátio interno com poço.1).27). a despensa etc. fenício. as acomodações dos servos. Mt 10. pois os orientais tinham por costume sentar-se no chão sobre as pernas cruzadas. tigelas. e uma plataforma em cima para a guarda. 3. (5) Torres de Vigia . (6) Palácios . Devido ao clima quente. acrescida de acomodação para os animais e servos na parte posterior. cadeira. e durante o dia para secagem de roupa.4 Mobília A mobília dos antigos no Oriente era bem reduzida. segundo parecem.hospedaria) era sempre uma casa maior. grego. com uma plataforma de 2m a 2. As torres de caráter permanente eram feitas de pedra com acomodações para a família na parte inferior. para os meses de calor. Os egípcios e babilônios. os cômodos dos filhos ou outros moradores da casa e freqüentemente também dos próprios donos. o quarto dos hóspedes e o dos donos da casa e. à noite o terraço era o lugar preferido para o descanso. 12. Nas casas já havia camas e cadeiras (I Rs 4. meditação e dormida.egípcio. Os candeeiros eram de barro ou metal em forma de . algumas panelas de barro ou metal para preparar comida. construídas com requintes de luxo.

(1) Peças do Vestuário Masculino Túnica . bastante comprido para dar várias voltas na cintura.Era uma peça de fazenda geralmente de lã que se usava por sobre a túnica. repolho e couve-flor. servindo também como cobertor. chegando até os joelhos. leite. seda. ameixas.5 Alimentação Pão. havia garfos para uso no preparo do alimento na cozinha. o endro e o coentro. pepino. cozido em leite ou em caldo de carne. cevada. Os ornamentos masculinos mais comuns eram o cajado. sem mangas. Um pedaço de pão ou mesmo a mão eram usados para retirar a comida da tigela. 3. O azeite era a gordura mais usada para temperar a comida.6 Vestuário Este era confeccionado de algodão. figo. Os legumes mais comuns eram lentilha. A carne geralmente aparecia somente em ocasiões festivas. legumes. tapete. Era uma peça bastante adornada com franjas e bordas (Dt 2. azeite e vinho eram a base alimentar. assada ou cozida em água ou no leite. Também costumava-se comer o grão dos cereais cru como vinha do campo . O sapato dos palestinos era a sandália confeccionada de couro ou pano e presa ao pé por cordões de algodão ou fitas de couro fino. O cinto do manto . Com o tempo os candeeiros passaram a ser cobertos por uma tampa em que havia um orifício para o pavio. farinha. por dentro do qual também carregavam-se dinheiro e outras miudezas.12). A túnica dos ricos e dos sacerdotes tinha mangas compridas e largas. 3. alho. Manto ou capa .tostado. o anelsinete (que nos tempos mais remotos usava-se pendurado ao pescoço por meio de um cordão. Porém. pêssegos. com uma espécie de beiço num certo ponto da borda para o descanso do pavio. mel. centeio ou milho. tâmaras.pires. A carne mais apreciada era a de cabra. Das frutas fazemos a menção de uva. deixado de molho.5. Também eram comuns as amêndoas.Era uma camisola de algodão ou linho. Também o peixe era comum nas proximidades dos lagos e mares. Manteiga e queijo eram feitos de leite de cabra ou de vaca (mais raramente). O combustível comumente era o óleo de oliva (azeite) ou de sésamo (gergelim). porém posteriormente no .Era feito de couro ou fazenda espesso.5. linho ou lã. frutas. que era de algodão ou lã. cebola. Talheres não se usavam antigamente. sela etc. O pão era feito de farinha de trigo. o cominho.

pipetas ou barras (cunhas) . 13 Na cabeça usava-se o turbante que consistia de uma fita longa enrolando a parte superior da cabeça.7 Dinheiro. era um padrão de peso que variava conforme o metal que se pesava (prata. moeda corrente entre os mercadores’ (Gn 23. exceto o turbante.16-24). uma moeda persa (Ed 2. Quanto aos ornamentos e enfeites.As mulheres usavam as mesmas peças.pelos objetos ou propriedades imóveis.16). Depois entrou em uso a troca de um certo peso de metais preciosos . apreciavam pendentes no nariz.de tempos em tempos . de ofertas e aquisição de animais para o .C. Porém a cobertura mais comum. anéis e pulseiras. (2) Peças do Vestuário Feminino. Com a introdução de novas moedas na Palestina . Parece que os calções eram usados. porém mais longas e mais ornamentadas. A pintura em volta dos olhos já era conhecida nos dias de Jezabel (I Rs 9. diademas na cabeça (Is 3. 39. ao necessitar de um campo para sepultar a sua esposa Sara. Geralmente a fita era de cor diferente dado lenço. deixando a parte mais longa para trás a fim de proteger o pescoço. por algum tempo. para metais preciosos.dedo) e as filacténas (tiras de couro com caixinhas. ora em cônica. Lv 6. usado para valores maiores (como entre nós hoje usamos arroba.C. nos dias do sacerdócio de Simão Macabeu.30). Abraão.5. Talento Era outro peso. ouro ou cobre). 3. portanto.. O ciclo cunhado (no valor de um e de meio ciclo) apareceu pela primeira vez entre os hebreus por volta do ano 143 a.. O lançamento das primeiras moedas de curso nas transações comerciais deve-se aos gregos entre 700 e 650 a. ora em forma esférica. seguindo-se os persas por volta do ano 500 a. A primeira moeda citada na Bíblia é o dárico.28. somente pelos sacerdotes (Ex 28.11).8).42.9.). O uso mais remoto de permuta de valores entre os povos orientais era feito pela simples troca de mercadorias.e face à exigência legal de pagamento de impostos do Templo.Ex 13. presas à testa e ao pulso esquerdo . dependendo do gosto. pesos e medidas O intercâmbio comercial palestino sofreu as constantes influências políticas estrangeiras. truncada. tonelada etc. quando exerceu autoridade sobre a Palestina Antíoco VII da Síria. Assim.) quatrocentos ciclos de prata.69) com que os hebreus já estavam familiarizados.em forma de pó.C. Dt 6. As mulheres usavam o véu sobre o rosto quando apareciam em público. ‘pesou (.. era um lenço quadrado preso por uma fita ao redor da cabeça.. O siclo. contendo alguns trechos da lei. nos lábios e nas orelhas.

Múltiplo de siclo. o shekel ou siclo de ouro tinha cerca de 1 6g e o de prata aproximadamente 1 4g. (2) Moedas Cunhadas a) Dárico .29). valendo 50 siclos. b) Óbolo ou jeira . seus valores nas diversas épocas e o seu valor correspondente nos dias presentes. Didracma. Seu valor-peso correspondente em gramas dependia do metal tomado como padrão. damos. ou cerca de 800 gramas. segundo o historiador Josefo. d) Estáter .Outro submúltiplo de siclo. era igual a 10 óbolos ou meio siclo (Ex 3 8. e) Mané . c) Beca . pois somente a moeda judaica podia entrar no tesouro sagrado.sacrifício. Assim.mas de peso padrão preservado no Tabernáculo. 2.3 mil siclos. d) Arratel . meio siclo. igual a um siclo ou shekel judaico. O siclo sagrado. um dólar.26). algumas moedas e valores em curso na Palestina.Moeda romana. Como o uso e o valor das moedas variava de tempos em tempos e de país para país. (1) Dinheiro a) Shekel ou siclo . Dois ceitis equivaliam a um quadrante. .300 gramas. Já o siclo babilônico era apenas de 8g. ou seja. c) Dracma . e 4 quadrantes a um as ou asse. valia uma oitava parte de um as (Lc. é interpretado de várias maneiras. Entretanto. Mt 10. e) Ceitil .Moeda romana. b) Shekel ou siclo . aproximadamente 50 quilogramas. era também chamado mina. 12.Era a unidade básica de peso entre os hebreus que servia também como padrão de valor antes da cunhagem de moedas. conhecida pelos hebreus no período da restauração (Ed. era a moeda do tributo (Mt 17.2 1). a seguir.Ambas valiam um quarto de um shekel ou siclo. surgiu o ofício de cambista. ou o siclo de santuário (Ex 30.6. segundo John D. a sua vigésima parte (Nm 18. principalmente nos dias do Novo Testamento.A moeda cunhada persa mais antiga.A primeira moeda judaica cunhada (shekel e meio shekel de prata e a subdi visão em quartos de cobre. toma-se muito difícil preparar um quadro exato das moedas orientais. valendo.Era submúltiplo do siclo.que era o de prata . também chamada sescum.(moeda grega) e denário (moeda romana) . ou 60 minas. Davis. f) Talento . chamados leptos).16). mas parece não tratar-se de um siclo diferente do siclo comum .13).69).

20m (At 27. segundo Angus.000m aproximadamente. d) Palmo -Aproximadamente 23cm. b) Dedo ou dígito . e) Vara ou cana de medir.6 litros. d) Cabo ou medida .Cerca de quatro dedos. Nota: alguns autores dão apenas 8. arratel.Equivalente a 1. que. de não se percorrer no sábado distância maior que a do arraial até o tabernáculo.36). b) Alqueire. cujos valores já foram apreciados na primeira parte do tópico sobre o dinheiro.A unidade principal que variava entre 45 e 55cm.36. junto do Sinai. e talento. e originou-se do costume observado no deserto.Unidade padrão contendo cerca de 36 litros. c) Gomer ou omer .Correspondendo à largura de um dedo. f) Braça . mais ou menos 12 litros. i) Caminho de um Sábado .Igual a seis côvados ou cúbitos.(3) Pesos Segundo Levítico 19. “é um espaço de terra que uma junta de bois pode lavrar num dia” Evidentemente a dimensão exata da jeira não é possível de se estabelecer. g) Estádio .A terça parte de uma efa. seá ou três medidas .Aproximadamente 1. shekel ou siclo.(medida grega) .500 m2.10 efas ou 360 litros.Medidas de Comprimento a) Cúbito ou côvado . c) Mão .Medida de Superfície Jeira. beca. mas os autores opinam em tomo de 2. cerca de 2cm. os hebreus desde os tempos mais remotos de sua nacionalidade usavam pesos e medidas para avaliar o dinheiro e outros artigos comerciais.(medida grega equivalente ao comprimento da pista do estádio de Olímpia. centro de competições atléticas) – Igual a 185m. C . h) Milha .28). e) Homer ou coro .5 litros.Medidas de Capacidade Para secos: a) Efa .Cerca de 2. cerca de 3.(medida romana) . Os pesos referidos na Bíblia são os seguintes: óbolo ou jeira. B. mané ou mina.5 litro.A décima parte de uma efa (Ex 16. (4) Medidas A .500m.Correspondia a 1. .

Cinco batos: aproximadamente 180 litros. Fresco do dia . Quanto à subdivisão do dia. Terceira vigília: -de 3 às 6 horas da manhã.de meianoite às 3 horas.8 Calendário e festas de Israel (1) Calendário Judaico Apresenta as seguintes divisões dotempo e maneiras de contá-lo.5). Davis. Nota: Algumas destas medidas variam de acordo com os autores e investigadores que nem sempre tiveram ao seu alcance as melhores fontes.1). O período da noite obedecia a uma divisão em três vigílias: Primeira vigília: . embora o termo também significasse o período da luz nas 24 horas.Para líquidos: a) Bato . pelo seu caráter sagrado. ou seja. o sábado (descanso).A unidade básica. c) Logue . Décima segunda hora do dia 18 horas. 3. Segunda vigília: . Nona hora do dia .12 horas.de 18 horas até meia-noite.de 10 até 14 ou 15 horas. nota-se que o sistema de hora era desconhecido. também chamada ‘a manhã” b) Semana – Este era de setedias chamados pelos ordinais –primeiro dia etc. e o sétimo.de 18 às 21 horas. igual à efa: com capacidade de 36 litros (Ez 45. e) Léteque . a) Dia . Nesta tabela baseamo-nos em Joseph Angus e John D.de 6 até 10horas ou pouco mais. no Antigo Testamento.de 3 às 6horas. ainda queo sexto dia geralmente fosse denominado o dia da preparação. também designada pela expressão “o cantar do galo”. Já no Novo Testamento temos a seguinte subdivisão do dia: Terceira hora do dia -9 horas. Ao passo que a. .5. considerados os melhores. Segunda vigília – de 2l horas a meia-noite.Um doze avos de um hin.6 litros. Sexta hora do dia .de 15 às 18 horas. Quarta vigília .Uma sexta parte de efa: 6.noite era dividida em quatro vigílias: Primeira vigília . Costumava-se dividir o dia simplesmente em períodos. Terceira vigília . Calor do dia .Igual ao bato: 36 litros.Este era contado do pôr-do-sol até o pôr-do-sol do dia seguinte (Gn 1.de meianoite às 3 horas. cerca de meio litro. b) Hin . com a nomenclatura seguinte: Manhã .. d) Almude ou metreta .15 horas.

10. pois foi “O plano de Deus para evitar que a riqueza da nação fosse acumulada nas mãos de poucos” e que os irmãos de raça ficassem perpetuamente escravizados uns aos outros. as lições que as festas pretendiam ensinar eram as seguintes: a) Tudo provém de Deus.1) para o descanso do solo. Zife (Zive) ou lar. tornouse necessário intercalar um mês intermediário cada três anos. Inclusive a própria fertilidade da terra e a colheita resultante eram provas da providência de Deus a favor de seu povo. Tebel.14-19). que começava com a Páscoa no dia do mês de Abib ou Nisã (março ou abril) e o ano civil. Havia. Ab.eram três: a da Páscoa. flui. Shebat e Adar. como proprietário que é de todas as coisas. Mas como o ano lunar retrocedia em números de dias e assim desencontrava das estações agrícolas determinadas pelo ciclo solar. c) Este Deus a quem pertencem todas . cujo início era assinalado com a Festa das Trombetas no dia 2 de Tishri ou Etanim (correspondendo ao final de setembro ou começo de outubro). bem como a babilônica: Abib (mais antigo) ou Nisã (pós-exílico) era o nome do primeiro mês correspondente ao fim de março ou começo de abril. de sete em sete anos um ano sabático (Ex 23. Parece que isto contribuiu muito para a cultura social do povo. denominado Ve-Adar (exatamente sete vezes em cada ciclo de 19 anos). cada 50 anos.c) Meses . destinação da produção espontânea para os pobres e peregrinos e cancelamento das dívidas. e o ano do jubileu. em cujos nomes percebe-se a raiz cananéia. o que levou a se adotar o ano do ciclo solar. Elas objetivavam manter viva no coração do povo a realidade de que tudo que ele possuía ou tudo que ele era em si vinham de Deus como dádiva. Tamuz. Etaním ou Tishrí. Bul (Chesvan ou Marchesvani) Kislev. o 13º mês. Sivã.A observação das fases da lua determinou a divisão do ano em doze meses ou período de 29 e 30 dias alternadamente. quando todos os escravos hebreus eram libertados e as terras vendidas restituídas aos primitivos donos ou seus legítimos descendentes. ou seja. ou sela.às quais um judeu homem não podia faltar por exigência da lei . Em resumo.No calendário hebreu havia o ano religioso. (2) As Festas de Israel Os judeus celebravam sete festas religiosas anualmente. também. sendo que cinco eram da época mosaica e duas de épocas posteriores. As mais importantes delas . a de Pentecostes e a dos Tabernáculos (Ex 23. d) Anos . b) A natureza produz pela providência de Deus (uma espécie de maná).

21-27). as ervas amargas eram alusivas à amargura do cativeiro. . adicionouse do segundo dia em diante uma significação relativa à alegria e gratidão pela colheita dos primeiros frutos da semeadura da cevada (o período das colheitas dividia-se em duas partes: da cevada e o do trigo). Entretanto.Também chamada Festa dos Pães Asmos ou Dias dos Asmos. ao passo que a negligência neste sentido provava o declínio espiritual do povo e atraía sobre o mesmo pobreza. Festa da Ceifa ou Festa das Primícias.as coisas e que faz a terra produzir milagrosamente é o Deus dos hebreus. Celebrava-se 50 dias (ou sete semanas) após a Páscoa. não era aceita por Deus (Am 5.1). A oferta peculiar desta festa era composta de dois “pães movidos” (Lv 23. Depois do exílio babilônico adicionou-se à festa de Pentecostes também a comemoração da adoção da lei no Sinai. quando o sacerdote agitava perante o altar um molho deste cereal (Lv 23. era celebrada de 14 a 21 do mês de Abib ou Nisã. os lares em cujos umbrais israelitas havia o sangue do cordeiro sacrificado na véspera.17).porque representavam as imperfeições do povo . composta de dois cordeiros. como um memorial do livramento dos hebreus do jugo egípcio. O sangue aspergido nos umbrais significava a redenção ou expiação. com o fim de habilitá-los a desempenhar no mundo uma missão específica e messiânica. no 3º mês. fermentados . e durava um dia. a passagem (este é o significado da palavra “páscoa”) do anjo que feriu os primogênitos dos egípcios. que os dirige.e era acompanhada de uma outra. o primeiro do ano religioso. b) Pentecostes . De modo que o zelo na celebração das festas expressava a consonância espiritual do coração do povo com a sua conduta. porém. tristeza e perturbações sociais e políticas que o faziam sofrer. E como o ano começava na primavera. Sivã. sem os fundamentos espirituais que as deviam motivar. a celebração simples e formal das festas.10. O cordeiro devia ser assado inteiro e comido com ervas amargas e com pães asmos (sem fermento).Denominada também Festa das Semanas. a alimentação comum do povo. Comemorava aproximação do fim da colheita do trigo (e com ele a de todos o cereais) de que era feito o “pão de cada dia” ou seja. e os pães asmos eram o símbolo da pureza com que a festa devia ser celebrada. poupando. Isto também fomentava a unidade nacional indispensável. As festas eram as seguintes: a) Páscoa. especialmente. destacando. para expiação de pecados. guia e protege.

o que falava eloqüentemente do favor de Deus e ao mesmo tempo lembrava a proteção de Deus durante a peregrinação no deserto quando o povo habitava em tendas ou cabanas. Hb 9 e 10).c) Tabernáculos . plano este que tornou-se em maldição para Hamã (Et 9. f) Purim .3-43. visava a recordação dos 40 anos de peregrinação no deserto sob a proteção divina.Este era o dia l0 do 7º mês. frutos recolhidos e a vindima feita. 7º mês. como expressão de pureza.Festa conhecida também como a da Colheita.21).26-32. e deriva-se do fato de Hamã ter lançado sorte para saber o dia em que seria executado o seu plano macabro (Et 3. mas especiais. todo dia primeiro de cada mês caía em lua nova e era assinalado por ofertas e celebrações solenes. improvisadas).7). d) Trombetas ou Lua Nova . Festa do Senhor ou simplesmente “a festa” (Ex 23. Tishri. Edersheim que três eram as coisas principais que distinguiam esta festa das demais: “o caráter alegre das celebrações. 23. que visava o extermínio total da raça judaica nos domínios persas.34). Jo 7. seus detalhes e seu oficiante (Lv 16. e durava sete dias (15 a 21). a celebração desta festa sofreu algumas modificações de pouca monta. .Era observada no 10 e 20 dias de Tishri. somente o sumo sacerdote oficiava. tabernáculos (habitações portáteis.25). O termo purim significa sorte. É observado com abstenção dos trabalhos e com jejum. e) Dia da Expiação . durante os sete dias da festa. De todas as festas. pelos sacerdotes e pelo povo. na história dos judeus. o mês de Adar (Et 9. isto é. Era realmente o dia mais importante de todo o calendário judaico e o mais complexo no que diz respeito aos sacrifícios. Dt 16. A particularidade desta celebração era o toque de trombetas dos sacerdotes com que se dava o início da festa. porque assinalavam a 7ª lua nova do ano religioso e o inicio do ano civil. Entretanto. Tishri. Mais tarde. Diz A. e o fazia não com vestes comuns. ou seja.13-15. seu preparo. celebrava-se no 7 º mês. a habitação em “tendas” e os sacrifícios e ritos peculiares à semana” A habitação em tendas ou cabanas feitas de ramos de árvores. esta era a mais alegre porque caía justamente numa época do ano em que todos os corações estavam repletos de contentamento pelas colheitas guardadas nos celeiros. Este era o único dia do ano em que o sumo sacerdote entrava no Santo dos Santos para oferecer expiação por si mesmo.Festa instituída para comemorar o livramento dos judeus que habitavam a Pérsia nos dias da perseguição planejada por Hamã. Neste dia. A festa era celebrada nos dias 14 e 15 do 120 mês.

neta de seu irmão Naor. encontrando-a na pessoa de sua sobrinha-neta. Mais tarde o neto de Abraão. seu neto Jacó e os doze bisnetos. irmão de Rebeca. ondejá estava José.Com75 anos de idade. no quediz respeito. portanto a parte central e a do sul. Ur dos caldudes. Depois de cereca de cem anos de peregrinação na Terra da Promessa. morendo seu pai Tera. Deustomou um caldeu.4. no sul da Babilônia. Seu filho Isaque. a sudoeste de Arã. A área geográfica percorrida pelos três patriarcas durante as suas peregrinações na Palestina se fixava entre Siquém. Abraão. Jacó. ambiente idólatra e politeísta. quando a tribo de Jacó desceu para o Egito. mas tudo faz crer que foi ali que Abraão mandou buscar esposa para o seu filho Isaque. Abraão morreu aos 175 anos de idades. cujas famílias deramorigem às doze tribos de Israel.1 Origem dos Hebreus Como é do conhecimento de todo estudante da Bíblia.C.9). durante mais ou menos 215 anos. Algum tempo depois. próximo ao Egito. Rebeca. apresentamos aqui um resumo do aspecto étnico dos hebreus. filhas de Labão.. à sua origem. e com sua mulher Sara e seu sobrinho Ló. como primeiro ministro do Faraó. mais tarde conhecida como Sina. 10 – 12. irmão de Abraão. Destas duas uniões e mais duas com as concubinas. Bilá e Zilpa. parte para Canaã ou Palestina. que eram servas de suas esposas. 1 – 3). o patriarca deixou a sua cidade natal. com as respectivas famílias habitaram na mesma terra. a Palestina . detendo-se em Arã. para nele constituir um povo seu que viesse beneficiar todas as demais raças com a revelação que lhe daria do seu caráter. porém sem possuí-la. nasceram a Jacó doze filhos. A data do nascimento de brão não é possível de ser determinada com precisão. e emigrou em companhia de seupai e seu sobrinho Ló para Canaã. Betél. terra que Deus havia prometido ao patriarca e sua descendencia por herança perpétua(Gn 11. Abraão deixa Arã. Filho da Promessa. filho de Jacó. Não sabemos em que tempo também Naor. localizada no noreste da Mesopotâmia. Hebrom e Berseba. Naquela época da formação pré-tribal dos hebreus. GEOGRAFIA POLÍTICA DA PALESTINA Antes dos aspectos geográficos relacionadoscom as fases políticohistóricas. ou seja. encontra na mesma parentela e no mesmo lugar as suas duas esposas – Lia e Raquel. mas a época geralmente aceita é 2000 a. de origem semita. Nesta altura eram 70 os descendentes de Jaco em sua tribo. fixou-se em Arã. sua natureza e seu própito (Gn 12. particularmente. 4.

outra vez. Efraim. que junto do Sinai foi constituído em nação.que era desde o Egito até o rio Eufrates (Gn15. Mediterrâeno e Jordão. Este povo. Gade. entre Fenícia. seria dividida entre os seus dois filhos. sendo que o predominante era o cananeu. segundo a Septuaginta (tradução grega do Antigo Testamento) e 430 anos segundo Êxodo 12. 4. dividimos a distribuição delas em dois grandes agrupamentos: tribos da Palestina Oriental ou Transjordânia.(2) Grupo do Centro – Issacar. ao norte de Rúben e a leste do Jordão.46 e 26. Manassés Ocidental (meia tribo de Manassés). Porém.1Tribos da Palestina Oriental ou Transjordânia Estas são duas e meia: Rúben. logo ao norte de Moabe e a leste do Jordão. Josué repartiu a terra entre as doze tribos da seguinte maneira: a tribo de Levi não teria herança. filho de Jacó. Benjamim . juntas. 4. ou Galiléia.40 – as doze tribos desenvolvera-se num grande povo que ao tempo do Êxodo deve terchegado a cerca de três milhões de pessoas. o número de12 as heranças na terra conquistada. não representavam maisque uma sexta parte da área prometida por Deus a Abraão. Não foram conquistadas a Filistia. uns maiores. masteria 48 cidades entre as demais tribos por todo o território conquistado (Js21. e tribos da Palestina Ocidental ou Canaã propriamentedita. 4. Aser e Zebulom. ao norte de Gade e a leste do Jordão e do Mar da Galiléia.estava ocupada por vários povos. perfazendo. assim. A área conquistada por Josué somada àquela que na Transjordânia já fora conquistada por Moisés.51).2 A Palestina ao Tempo da Conquista e dos Juízes Uma vez encerradas as campanhas da conquista. a Fenícia.2. a parte de José. entrou em Canaã praticamente com o mesmo número de almas (comparar Nm 1.18). ou Manassés Oriental. e meia tribo de Manassés. segundo os cálculos dos entendidos. a terra do Emate (Síria) nem as partes de Edom e Moabe ao sul e leste do Mar Morto. outros menores. 41).2. Efraim e Manassés.2Tribos da Palestina Ocidental ou Canaã Estas podem ser divididas em três grupos: (1) Grupo do Norte – Naftali. Durante a permanência dos israelitas (como são chamados os filhos de Israel ou Jacó) no Egito – que durou 215 anos.

ou mais tarde Samária. a saber: Dâ (no extremo norte ao pé do Hermom. com a capital em Jerusalém.4 Divisão Política no Período dos Dois Reinos Como sabemos. Com o culto idolátra estabelecido por Jerobão – primeiro rei do Reino do Norte – em Dã e Betel. às barreiras naturais – como o Vale do Jordão e montanhas na vastidão territorial – que impediam o desenvolvimento de uma unidade política sólida. como no caso da tribo de Simeão que se confundiu com a de Judá. Devido à incapacidade dos reis. ao norte (II Sm 8). o território do império hebreu estendeu-se desde Filistia. ou Síria. os reinos de Damasco. Zebulom. após a morte de Salomáo o reino hebreu cindiu-se em dois: 1) O Reino do Norte ou de Israel. com a capital inicialmente em Siquém e depois em Samária. até Hamate e Damasco. porém com menos precisão devido às misturas dos elementos das tribos pelo casamento e emigração de áreas mais desertas para as mais propícias à agricultura e pecuária. abrangendo o território das . Recordese que a tribo de Levi não recebeu herança territorial na divisão daterra conquistada por ser tribo sacerdotal.ou seja. abrangendo Edom. esta divisão permaneceu praticamente a mesma. Efraim é uma parte de Benjamim a oeste do Jordão. aquela que fora prometida por Deus a Abraão. e Manassés Oriental (meia tribo). os limites do território de Isarel na parte nortevoltaram ao que eram antes da época davídica. Aser. integrado pelas áreas ocupadas por 10 tribos.Dã. Hamate. para onde havia emigrado do sul devido à pressão dos filisteus e cananeus nos dias dos Juízes). mas 35 de suas 48 cidades estavam localizadas na área do Reino do Norte. 4. Amon e Moabe sacudiram o jugo hebreu e um após outro recuperaram a sua independência. posteriormente conhecida como Judéia. Naftali. muitos dos levitas retiraram-se para Judá. Durante o período de Juízes. 4. Issacar. Gadee Rúben a leste do Jordão. Manassés Ocidental (meia tribo).3 DivisãoPolítica no Período do Reino Unido Neste período a Palestina possuia a maior área em toda a sua história. Assim. 2) O Reino do Sul ou Reino de Judá. Berseba e o Golfo de Ácaba (ou cidades deEzion-Geber e Elate ao sul) até a Babilõnia a leste. Foi quando devido às conquistas de Davi e Salomão. (3) Grupo do Sul – Judá e Simeão. Moabe e Amon.

C.foi levada em cativeiro para a Babilônia.6) para nunca mais voltar às suas herdades.C. 4. a extensão territorial da parte sul do antigo Reino Unido. como algumas cidades dos filisteus e o reino de Edom. Simeão e parte de Benjamim. a área deste rieno era muito menor e maispobre que a do norte. assim. Judá foi reduzido a um estado de vassalagem e a maioria dos habitantes – entre eles Daniel . embora a queda definitiva do reino só ocorresse em 587 a.(I Cr 5. Os tributos pesados impostos pela Babilônia e a insuportável influencia das populações pagãs alienigenas a modificar os costumes judaicos e a pureza racial entre os . e cujo centro religioso era o templo construído no Monte Gerizim. As partes anteriormente subjugadas por Davi. ao tempo de Nabucodonozor. quando o rei de Judá era Joaquim.C. reduzindo-se. Porém. 2441). com a ascensão da Babilônia sobre a Assíria. o Reino de Judá.26. voltaram à sua independência. a Palestina como tal deixou de existir.tribos de Judá.5 A Palestina no Período de Judá Sozinho Depois da queda do Reino do Norte. permaenceu ainda cerca de 135 anos em seu território bastante reduzido e como tributário da Assíria durante a maior parte desse período. A invasão ocorrem em 605 a. senão como uma província da Babilônia subdividida em setores de influência de governos fantoches das areas da Síria. Com a ascensão da Assíria. II Rs 17. Como se vê. com a destruição de Jerusalém. com variantes samartinadas.33). especialmente em Samária e seus arredores (áreas de Efraim e Manassés) de cuja mescla com os remanescentes judeus originou-se a raça dos samaritanos. De modo que aquela data assinala o começo dos 70 anos de cativeiro babilônico..6 A Palestina Durante o Cativeiro e a Ressureição Durante os 70 anos de cativeiro babilônico. formando um sincretismo religioso sempre hostilizado pelos judeus (III Rs17. o estudante pode encontrar um resumo dos acontecimentos deste período e assim perceber as circunstâncias em que se deu o término do Estado judeu na Palestina. os reis assírios colocaram populações de outras áreas conquistadas do seu império (II Rs 17. raça estaque evoluiu para uma seita que adotava apenas o Pentauco. da Samária e de Judá. 4. o Reino do Norte caiu nas mãos deste império e o povo foi levado em cativeiro em 722 a. veio o cativeiro de Judá pela Babilônia.Em lugar do povo de Israel.. Do capítulo 32 ao 36 de II Crônicas.

4. Judéia. o fator importante era a cidade de Jerusalém.7 A Palestina no Período Grego A dominação grega secundou a persa em 331 a. Nofe ou Mênfis e Patros.remanescentes (exceto na área de Judá no quediz respeito a miscigenação das populações) fizeram com que muitos judeus que ficaram na Palestina emigrassem mais tarde como refugiados para o Egito. Migdol. Entretanto. O cativeiro babilônico cessou com a supermacia da Pérsia sobre o mundo antigo. dosquais dois – Ptolomeu e Seleuco. Ao sul o limite era uma linha entre Hebrom e Mar Morto na direção leste. referida em Jeremias 44. na costa do Mediterrâno. O seu limite setentrional começava na margem ocidental do Rio Jordão pouco acima de Jericó. 23).. reconstruiremo seu templo em Jerusalém em restaurarem o seu culto (II Cr 36. no centro desta área. Durante este período. os judeus aos poucos iam se fixando em outras áreas . Ciro. Com a morte do grande conquistador macedônio. a antiga capital. O limite do flanco oeste partia de Jope e em direção sudeste ia até Hebrom.C.C. com a marcha de Alexandre. subjugou o rei da Babilônia. respectivamente reis gregos do Egito e da Síria – passaram a disputar a Palestina. O panorama geográfico da nova comunidade judaica. o Grande.1 e Ilha Elefantina). as áreas conquistadas passaram às mãos dos seus quatro generais. por força da política helenizadora dos ptolomeus. polarizando as futuras esperanças pelo ressurgimento da vida nacional na Terra da promessa.. Porém a situação político geográfia da Palestina não se alterou muito. 22. Quando o rei persa. A sua reconstrução (notadamente o Templo e os muros da cidade) requereu muito sacrifício.C. isto é. Por 122 anos. pois temos referências bíblicas e descobertas arqueológicas que indicam este fato (Tafnes. decretou no mesmo ano uma lei pela qual foi dada permissão aos judeus para voltarem a sua terra. então começou o longo e penoso período da restauração do Estado judeu na Palestina. E a leste o seu limite era a costa ocidental da parte noroeste do Mar Morto e a margem ocidental do Rio Jordão até um ponto pouco ao norte de Jericó. restaurada sob a proteção persa e adminsitrada por governadors nomeados pela Pérsia – como o foram Zorobabel e Neemias – era muito insignificante. a Palestina permaneceu sob os ptolomeus do Egito.. sobre Jerusalém. de 320 a 198 a. ou mais propriamente nos limites reduzidos do antigo Reino de Judá. e passando ao norte de Betel findava em Jope. Isto aconteceu em 538 a. quando.

. coube a tetrarquia de Abilene. quando o romano Pompeu tomou a cidade de Jerusalém. o Grande. Herodes Antipas. o Grande.. Após a morte de Agripa I. quando Herodes... a Herodes Arquelau que levou o título de etnarca –foi dada a tetraquia de Samária.C.C. toda esta região foi dividida com os seus três sucessores. Traconites e Pereia. após a morte de Herode. dando-se o nome de tetrarquia a cada divisão territorial. em 63 a. a região recebeu uma nova divisão política. o Grande (um idumeu) foi noemado. o Grande. o Grande.. onde morreu ignominiosamente (At 12). da família dos hasmoneus.C. permitindo.C. Galiléia. Auranites. Porem. Antioco. abrangendo as áreas de Samária. Porém. a Judéia já não era apenas a antiga área do Reino de Judá. é que o domínio romano como tal se fez sentir. Entre 41 e 44 d. Assim. Na guerra entre Egito e Síria em 198 a. Herodes superintendia toda a área da Palestina dos tempos dos reis de Israel. eclodiu a revolta dos macabeus. porém. quando Herodes. a dos ptolomeus era apenas persuasiva. a política helenizadora dos selêucidas foi muito mais violenta que a dos ptolomeus. que não era descendente de Herodes. Samária.. com o advento de Calígula ao trono do império Romano. neto de Herodes. a Judéia dos macabeus passou a ser uma província romana. Com este feito.. Pompeu tomou a cidade de Jerusalém. Porém. como Galiléia. Judéiae Iduméia. Herode Agripa I. arrebatou a Palestina ao Egito. inclusive a região de Decápolis. um período de independência sob o governo dos reis-sacerdotes macabeus até 63 a. Peréia (ou Transjordânia) etc. saiu vitoriosa da luta. passou a governar a Judéia em nome de Roma. a região de Basã. que era o sexto rei selêucida da Síria. sendo dividida em duas . no ano 4 d. mas Judéia.da Palestina.C. dividida em cinco distritos. só em 37ª. 4. que os macabeus continuassem na posse do trono até 40 a. pelo senado romano.então. ou a Divisão Política do Tempo do Novo Testamento Como sabemos. a Herodes Filipe. Ituréia e Traconites.C. ao passo que a dos seléucidas foi de uma violência cruel. aliás. governou sozinho sobre todo esse vasto território das quatro tetrarquias. Como resultado da tirania sacrílega dos grecos-sírios. e finalmente Lisânias. que em 167 a. Gaulanites. Seguiu-se. Batana.C. rei da Judéia. com sede em Cesária. Nesta altura. região pertencente a Palestina nos dias de Salomão. a tetrarquia da Galiléia.C..8 A Palestina sob o Domínio dos Romanos. localizada entre o Líbano e Ante-Líbano. compreendendo a Galiléiae Peréia.

Mas com a decadência do Império Romano (476 d. com a famosa Proclamação de Balfour (1917). as portas do país à imigração judaica em ampla escala. governada por Herodes. abrindo em seguida. Ambas permaneceram até o ano 70 d. a Palestina esteve sob as mais variadas influências políticas. antes por tratar-se do berço do cristianismo do quepor ser a terra dos judeus. quando da revolta dos judeus sufocada pelos romano. Só depois do ano 323 d. com sede em Cesaréia. que liquidou de novo o Estado Judaico. Samária. a Palestina deixou de ter qualquer importancia política. é que a Palestina gozou de alguma importancia. conquistado pelos árabes. Desde a queda do Império Romano Ocidental até os dias atuais. quando o imperador Constantino abraçou o cristianismo e cessaram as perseguições aos judeus e cristãos. 4.províncias: ao norte a chamada Quinta Província.C.C. porém. quando os aliados invadiram e libertaram a Palestina do Império Otomano.9 A Palestina Desde os Tempos Bíblicos Até os Nossos Dias Depois dos anos70 da nossa era. Agripa II.. sob o comando geral de Tito.. De 750 a 960 – Torna-se parte do governo sírio dos domínios arábes De 960 a 1095 – A Palestina é dominada pelo califado egípcio De 1095 a 1187 – Período das Cruzadas para libertar a Terra Santa das mãos dos muçulmanos De 1187 a1250 – A Palestina torna-se parte do Império Muçulmano sob a chefia de Saladino. De 634 a 750 – É governada pelos califas (soberanos muçulmanos) do reino de Damasco.. e Província da Judéia abrangendo a Judéia. .).C. quese compunha das tetrarquias de Filipe e de Lisânias. governada por procuradores romanos. anexando-se à Síria. devastadas as cidadese as povoações de toda a área da Judéia reduzidas a escravos fugitivos ou cadáveres. De 1250 a 1517 – Governam a Palestina os mamelucos egípcios (forças militares egípcias formadas pelos escravos). Galiléia e Peréia. destruido o Templo e arrasada a cidade de Jerusalém. a Palestina foi relegada a um longo esquecimento até quase o fim da Primeira Guerra Mundial.cujo quadro cronológico segue abaixo: De 476 a 634 – A Palestina é uma província longíqua e insignificante do Império Romano Oriental com sede em Constantinopla.

de um Estado judeu e de um Estado árabe. o Mandato da Palestina. votou a resolução que recomendava o estabelecimento. declaração esta que passou a ser conhecida como a Declaração de Balfour. atendendo às aspirações do movimento sionista em todo o mundo (Sociedade Amigos de Sião. a Inglaterra assume. queso terminou em 1949 com a assinatura de armísticos. com Egito. Iraque.De 1517 a 1914 – A Palestina faz parte do Império Otomano. a Inglaterra. de um lar para o povo judeu e que envidará o máximo esforço para a conquista desse objetivo”. não conformados com a partilha. emite uma declaração oficial em 2 de novembro de 1917. Já em 1918 incrementou-se consideravelmente a imigração dos judeus para a Palestina. O mandato terminou em 15 demaio de 1948. cujo conteúdo responsibiliza “a Potência Mandatária por colocaro país em condições políticas. sob a presidência do eminente brasileiro Oswaldo Aranha. os Estados da Liga-Arábe – Jordânia. em 1922. resultando em uma ampliação da área do Estado além das fronteiras propostas pelas Nações Unidas na chamada Revolução da Partilha. . na Palestina. administrativas e econômicas que garantam a instalação do lar nacional judeu e o desenvolvimento de instituições autônomas”. exatmente quando termina o mandato ingles na Palestina. Jordânia. No mesmo Mandato foram delimitadas as fronteiras do país. organização judaica que desde 1869 começou a promover a colonização da Palestina pelos judeus). Líbano e Síria. No dia seguinte. Egito e Arábia Saudita – invadiram o território do Estado de Israel com o propósito de liquidá-lo. a provacação. estabelecido pelo sultão Selim I. apoiando a “criação. que resistiu heroicamente. Síria. com a estrutura de república democrática. De 1914 a 1918 – Após a invasão da Palestina pelos aliados. Os árabes palestinianos.Estava deflagrada a Guerra Israelense de Independência. pelos secretário do exterior LordeBalfour. com a retirada da administração britânica que o cumpriu procurando restaurar o país com a colaboração da Agência Judaica. Líbano. que foi a própria organização sionista. Em 14 de maio de 1948 foi proclamado o Estado de Israel. logo deram início a uma série de hostilidades contra a população judaica. De 1918 a 1948 – Por delegação da Liga das Nações. excluindo a Transjordânia da Palestina. depois de varridas as forças atacantes nas três frentes. liquidando em poucos meses. na Palestina. em separado. De 1948 a 1949 – A 29 de novembro de 1947 a Assembléia das Nações Unidas. o primeiro governo autônomo judaico em mais de 2 mil anos.

jordaniana e egípcia – destruindo o poder beligerante dos mesmos em cerca de 100 horas e ocupando todas as áreas ao ocidente do Jordão e quase toda a Península do Sinai. provocação que resultou na invasão da Península do Sinai por Israel em outubro de 1956. e guarnecer. assim. mas Israel respondeu que só aceitaria quaisquer discussões de condições de paz definitiva.sob promessa de levantar o bloqueio egípcio à entrada do Golfo de Ácaba. a chamada Guerra do Sinai. no entanto. a ONU apelou para que as forças israelenses voltassem às posições anteriores ao início do conflito. de bandos armados egípcios no território israelense. Egito e Argélia. mas dez anos depois. com seus vizinhos. no sentido de cessar fogo. direta e separadamente. que. matando centenas de judeus. as forças internacionais foram retiradas da fronteira israelense e em 5 de junho de 1967 Israel foi invadido pelos quatros países arábes simultaneamente – Síria. a pedido do Egito (aliado da Síria. As Nações Unidas. Israel enfrentou os inimigos em três frentes – Síria.De fato as promessas foram cumpridas. Terminou. terminando por vencer o inimigo e destruir suas bases de penetração.De 1949 a 1967 . a fronteira com o Egito para fazer cessar as incursões provocadoras. constrangeram as forças israelenses a se retirarem para suas fronteiras anteriores. Jordânia. saqueando bens. provocadora da tensão). sozinho.Já em 1955 voltaram a registrar-se incursões. que impedia a navegação com o porto de Eliat no extremo sul do país. com força internacional neutria. a luta terminou com grandes vantagens para Israel. derrotou uma aliança de 12 nações. Mediante um apelo das Nações Unidas. Por proposta da União Soviética. . arrastando consigo mais oito Estados árabes.

foi palco das muitas atividades missionárias do apóstolo Paulo e seus companheiros Barnabé. segundo a tradição. Às margens deste último ficava a célebre cidade de Tarso. o Mar Egeu. Ao Sul. O maior deles é o Halis. abrange a província romana com os antigos distritos da Mísia. Saros e Cidno. João. Atenas e Alexandria. Para se entender melhor esta expansão. Frígia e Cária) tenham estado por algum tempo sob os seus cuidados. a enorme península do extremo ocidental do continente asiático. Os rios navegáveis são poucos. do mais jovem dos doze que andavam com Jesus. terra natal de Paulo. SITUAÇÃO E EXTENSÃO A Ásia Menor. Silas e Tito. de cerca de 520 mil quilômetros quadrados. torna-se necessário apreciar. a extensão dessa região. 1. Timóteo. ao norte. desembocando no Mar Egeu. temos na direção de leste para este. e quase todos eles de curso relativamente pequeno. há . os seguintes: Píramos. pois é muito provável que tenha terminado o seu ministério em Éfeso e que as sete igrejas da Ásia (Ásia. Lídia. devido à natureza lacustre da península. despejando suas águas no Mediterrâneo. e os Montes Taurus. É um planalto pedregoso. e um dos três maiores centros intelectuais do mundo antigo. a leste. preliminarmente. quando já em avançada idade. bem como econômico e também político. ASPECTO FÍSICO. o apóstolo. que a limitam com a Síria. A oeste. Lucas. sendo os outros dois. e. A oeste. na concepção do Apocalipse de João. fica entre o Mediterrâneo. seu aspecto físico. Mesopotâmia e Armênia. rodeado de cadeias de montanhas e de costa acidentada. ou seja.ÁSIA MENOR INTRODUÇÃO Os aspectos bíblicos relacionados com a Àsia Menor são os da expansão missionária do cristianismo no primeiro século da nossa era. 2. o Mar Negro. que percorre uma vasta área do leste da península para finalmente desaguar no Mar Negro. semeando de lagos de água doce e salgada. ao sul. Toda esta vastíssima região.

na parte central da península. é frio e úmido. Entretanto.quatro rios dignos de referência: Meandro. Na parte central-leste predominam as chuvas e a temperatura amena. e para sudeste. acompanhando a costa do Mar Egeu desde Éfeso através de Esmirna. como carvão. desde a antiguidade. porém foi levado. ao passo que nas partes sul e oeste é seco e tropical. A agricultura vem em terceiro lugar. ASPECTO ECONÔMICO A região é rica em minérios. como aqueles seguidos por Paulo na sua segunda viagem missionária quando de Listra dirigiu-se para a Bitínia. Colosso e Apaméia. As estradas da Ásia Menor. considerando apenas de um modo geral os fatores temperatura e umidade. desde as mais remotas épocas. capital dum antigo reino do mesmo nome e depois capital da província romana da Ásia. Inúmeras outras ramificações ligavam esses dois rumos fundamentais. o clima na região norte. cobre. na costa do Mar Negro. cobiçada pelos antigos assírios. rumo a Anatólia e Capadocia. O clima da região é de grande variedade. em cuja parte superior encontra-se o tributário Licos. bifurcava-se para o nordeste. cujo tributário Pactolo banha as cidades de Filadélfia e Sardes. obedeciam a dois rumos fundamentais com ramificações na direção de nordeste. ficava a antiga Pérgamo. e outra para as regiões da Bitínia e Ponto. níquel e prata. em cuja margem direita. A pecuária é muito desenvolvida. na direção de Antioquia da Pisídia. embarcadouros para Macedônia e Grécia. sendo que esta. que banha já quase na sua foz a célebre cidade de Éfeso. Derbe e Tarso. Pérgamo e Adramitio. mais tarde suplantada pos Éfeso. devido à natureza do terreno que é extremamente pedregoso. principalmente a criação de ovelhas e cabras. para Trôade. 3. os ventos dominantes e a configuração física. listra. nas proximidades do Mar Negro. e b) O de sul-norte. zinco. . Caister. Icônio. onde entroncava-se com as vias mesopotâmicas e palestino-egipcias. partindo de Éfeso e passando por Laodicéia. Os rumos fundamentais eram: a) O de oeste-leste. e Cairo. provocou até guerras. distando 20 quilômetros do Mar Egeu. rumo oeste. Hermo. nas margens do qual ficavam as cidades de Colosso e Laodicéia. por direção divina. ferro. indo uma das ramificações para os portos de Troas e Tróia. penetrando na Síria. dadas as diferenças de altitude.

Pisídia. o primeiro impulso evangelístico para fora de Jerusalém na direção dos gentios foi a viagem de Filipe – um dos sete diáconos da Igreja em Jerusalém. Frígia. pouco ou nada se sabe da longíqua península... Cária. Nesta altura é proveitoso recordar a divisão das províncias romanas da Ásia Menor ao tempo de Paulo. . Cerca de 200 anos depois já havia um forte reino hitita na Ásia Menor que estendeu o seu domínio até a Mesopotâmia e que perdurou influente e dominante sob a forma de Império Hitita. Depois da ascensão de Cristo. referem-se a 10 pequenos principados existentes naquela região pelos idos de 1900 a. os romanos já haviam feito os seus reajustes políticos na administração da vasta região. Assim os samaritanos serviramde ponte entre os judeus e os gentios para a evangelização do mundo. divisão esta que posteriormente foi modificada em algumas áreas pelos romanos. Panfília. descobertas em Kanish. Já ao tempo das conquistas dos gregos. Assim. de origem grega – para a Samária. De modo que ao tempo do apóstolo Paulo. como Pisídia e Licaônia. 2) Províncias do Litoral do Mar Negro – Ponto.C. pois admitindo-se crentes dessa raça mistana igreja cristã. por exemplo. Lídia. Durante o domínio assírio. reunindo várias das antigas províncias gregas e dando novos nomes a outras.Patagônia. ou da expansão do cristianismo da Palestina para o Ocidente. Bitínia. Cárdia. 4) Províncias do Interior –Galácia. Cilícia. verifica-se que lá pelo séclo 20 a. algumas das quais eram conhecidas pelo nome de Hati. Mísia e partes da Frígia. ASPECTO POLÍTICO Até onde a História permite estudar o aspecto político da Ásia Menor.C. a região (de origem jafética) foi dividida em várias províncias para melhor administração. Lídia. EXPANSÃO DO CRISTIANISMO PARA O OCIDENTE Este estudo deve ser precedido de um rápido preâmbulo de atividades apostólicas na direção do ocidente de Jerusalém.C. e depois babilônico e persa.foram anexadas à Galácia. 5. 2) Províncias do Litoral do Mar Egetu – Mísia. até o século 8 a. onde obteveum notavel exito. antes da passagem dos missionários da equipe de Paulo para a Ásia Menor. com sua capital Carquêmis.. As chamadas Tabuinhas Capadócias. Licaônia. Capadócia. grupos de tribos indo-européias penetraram na região central ou Anatólia. que etnicamente constituíram – desde longa data – o elemento principal da população ocidental da península. feita na parte I deste livro: 1) Províncias do Litoral do Mediterrâneo – Lícia. quando os assírios o derrotaram.4.

pois era o oficial do exército romano de ocupação da Palestina e ali pregar o evangelho.O piedoso servo do Senhor lembra-se então de Saulo. consola osquechoram a perda sentida e ressucita a jovem. Da Samária. um gentio. Pedro obedece e pela graça deDeus opera maravilhas naquela cidade. de onde partiu o movimento de missões estrangeiras.a prota estava aberta para a admissão dos gentios também. 1-18). dos etíopes. Também o Apóstolo Pedro fez uma viagem curta. De Jerusalém.32. sua cidade natal. via Azoto. que estava em Tarso.haviase retirado para algum lugar da Arábia. resultando o seu trabalho em vários batismos. que conclui pela autenticidade evangélica do movimento (At 11. E assim estava o caminho aberto para a evangelização dos gentios (At 11. porque assinalou a queda do muro de separação entre judeus e gentios. situada poucos quilômetros a sudeste de Jope. além de judeus. em Atos 10).9). Segundo Atos9.Pedro vai a Jope. Em seguida surge um outro movimento missionário por meio de uma perseguição. Dali. ondecurouo paralítico Enéias e levou à conversão “todos que habitavam” aquela cidade e a vizinha localidade de Sarona (At 9. notamos que o apóstolo tocou em muitos lugares para finalmente chegar a Lida.25). depois da conversão. o etíope élog batizado e leva o evangelho para a sua terra no continente africano. predominantemente gentílica.35).42). e também ali muitos creram no Senhor” (At 9. à casa de Cornélio. Este. e numa hora de oração no terraço tem uma visão que o autoriza a ir a Cesaréia. pois havia sido prevenido sobre um plano para Antioquia da Síria (At 11. mas importante. o diácono. a chamado de uma comissão enviada de Jope a propósito do falecimento da jovem Tabita ou Dorcas. que foram os primeiros entre os gentios (fora o eunuco etíope batizado por Filipe. junto à praia. A mão de Deus esteve com os seus dois servos de tal maneira que dentro de apenas um ano já havia em Antioquia uma notável igreja. Filipe foi conduzido pelo Espírito Santo a um ponto de uma estrada que ia de Jerusalém para Gaza. para finalmente refugiar-se em Tarso. a sudoeste daquela. também atinge os gregos em Antioquia da Síria. visitando novamente Damasco e Jerusalém. Desse movimento resultou o célebre . perto do Mediterrâneo. onde fixa residência e evangeliza juntamente com suas filhas (At 21 8. Este. De Lida. com uma competente equipe de obreiros. a igreja envia para lá o seu representante Barnabé. Convertido. Foi ali queele encontrou o ilustre Ministro da Fazenda da Rainha Candace. Em Jope Pedro hospeda-se em casadeum crente por nome Simão. Barnabé prestou o maior serviço à causa das missões. Filipe viaja para Cesaréia. 19-24).

a capital dailha e sede do governo proconsular romano. na foz do Rio Orontes. Para penetrar no continente. Não consta que na ida tivessem os missionários pregado o evangelho nesta cidade.4 a14.27. devota da deusa Artemis (a mesma que em Éfeso era conhecida como Diana). de Jerusalém. descendo a serra da costa. tomando o rumo leste-oeste no sentido lingitudinal da ilha. de onde tomaram um navio para a ilha de Chipre. Acompanha-os o jovem João Marcos. Diante deste fato. capital da província romana da Panfília. foram apregando por todas as povoações até chegar a: Pafos. Parece que na ida foram pertubados pela atitude de João Marcos . Daí os mensageiros das boas – novas navegam para o norte. a 85 quilômetros a oeste da costa da Síria. 1 -3). desembarcando em: Salamina. A descrição detalhada desta viagem está narrada por Lucas em Atos 13. infestados de salteradores. De Antioquia. a 25 quilômetros de Antioquia.1 Primeira Viagem Missionária de Paulo Consolidado o trabalho evangélico em Antioquia. o qual estava tentando desviar do caminho da salvação o procônsul Sérgio Paulo. Porém Paulo (este é o nome pelo qual Saulo é conhecido daí por diante) repreendeu o feiticeiro ferindo-o com cegueira por alguns dias. aportando em: Perge. ondehavia várias sinagogas dos judeus nas quais os missionários pregaram o evangelho de Cristo. Dali. o procônsul rendeu-seao evangelho. na direção do continente da Ásia Menor. Ali os missionários enfrentaram um feiticeiro de nome Bar-Jesus ou Elimas. a igreja local. os missionários chegaram ao porto marítimo de: Selêucia.apelido que passou a ser o qualificativo supremamente honroso dos crentes de todo o mundo – é que os seguidores de Cristo daí para diante passaram a ser chamados cristãos (At 9.23 e 13. evangelizado por eles. 5. porém sabemos que o fizeram na volta. comissiona a Barnabé e Saulo para a pregação das boas-novas ao mundo gentílico. mas adiante dos quais habitavam populações necessitadas do evangelho da graça. distante cerca de 160 quilômetros de Salamina. era necessário atravessar a perigosa cordilheira dos Montes Taurus que se levantam logo atrás da cidade. porto oriental da ilha. orientada pelo Espírito Santo. e famosa pelas suas antigas minas de cobre.

sendo estes apedrejados e Paulo arrastado para fora da cidade como morto. Esta atitude de Paulo redundou em separação entre ele e Barnabé na obra missionária (At 15. De Derbe poderiam voltar para Tarso e Antioquia da Síria com muito mais facilidade. e só a muito custo foi que Paulo conseguiu disuadi-los de tal intento. De Perge. Paulo pregou por dois sábados. não obstante a insistência de Barnabé. não querendo prosseguir. voltou a Jerusalém. Mas os discípulos cuidaram de Paulo e o despediram. os homens de Listra quiseram tributar culto aos pregadores. centro comercial e político daquela província. na sinagoga local. a ponto de os expulsarem da cidade. na Panfília. colônia romana a 35 quilômetros a leste de Icônio. quase 100 quilômetros a leste de Antioquia. porém Paulo. Dali os valorosos pregoeiros da verdade partiram para: Icônio. Depois de uma cura milagrosa do coxo. Ali tiveram muita liberdade de pregar o evangelho. 35-39). No segundo sábado. logo depois. moveram uma tremenda perseguição contra os pregadores.cheio de entusiasmo pela obra do evangelho. um grupo de judeus de Antioquia da Pisídia e de Icônio chegaram a Listra e incitaram o povo contra os missionários. talvez estabelecendo mais outras igrejas das quais não temos notícias. interessando judeus e gregos. os judeus. de onde embarcaram para Antioquia da Síria. na estrada de Éfeso para Tarso e partes do Oriente. para: Derbe. ponto inicial de sua viagem. razão por que no início da segunda viagem missionária de Paulo este de forma alguma quis levar junto a João Marcos. Atália etc. inclusive elegendo anciãos para as mesmas. De Perge os dois missionários partiram para: Antioquia da Psídia. incitando mulheres e autoridades. impressionados pela enorme aceitação que a palavra dos missionários tivera entre os gentios. sendo esta cidade o ponto final desta primeira viagem missionário de Paulo.que. distante dali 32 quilômetros. dirigiram-se para o porto de: Atália. ali ficou uma igreja de Cristo. e confirmando os irmãos nos lugares onde havia deixado igrejas estabelecidas. Então foram para: Listra. como em Perge. Porém. preferiu voltar pelo mesmo caminho por onde haviam passado na ida. Porém. Depois de algum tempo de permanência e intensa atividade evangelística. A igreja os recebeu com alegria e ouviu o relatório cheio de inspiração e . juntamente com Barnabé. também dali foram expulsos os missionários. porém.

5. fácil é perceber que por lá já havia igrejas estabelecidas anteriormente. depois de confirmar na fé os . que foram os pontos finais da primeira viagem. E por certo o foram pelo próprio apóstolo durante a sua permanência em Tarso. com muitos outros. Paulo e Silas tomaram rumo ao norte. resultando a separação em duas equipes – uma composta de Barnabé e João Marcos. segundo a melhor cronologia. 5. cuja capital era Tarso. e outra de Paulo e Silas. Lucas não menciona os nomes das localidades desta província atingidas pelos missionários. As etapas desta viagem podem ser divididas em três itinerários: 1) O da Ásia na ida. Atravessando os Montes Taurus.2 Segunda Viagem Missionária de Paulo A narrativa desta viagem encontra-se em Atos 15. Esta viagem ocorreu. durante os quais dois valorosos obreiros ficaram em Antioquia pregando e ensinando.2.Isto trouxe uma contenda entre os dois obreiros. que se dirigiu para Chipre. que estava em Antioquia. Paulo teve a inspiração do alto para fazer uma segunda viagem missionária pela Ásia. vistiando os grupos de crentes formados na região norte da Síria. Partindo dali. 2) O da Europa. Paulo não concordou com Barnabé em levar denovo com eles João Mardos. pois este os havia deixado no meio da viagem pela sua inconstância. isto é. confirmando o trabalho realizado na primeira incursão envagelística naquela área. Entretanto.C.36 a18. Certamente ele nem por sonho teria imaginando o alcance desta viagem no quediz respeito à penetração.22 Depois de aproximadamente três anos de intervalo. jovem da igreja de Jerusalém. 3) O da Asia na volta. Em Listra Paulo encontrou o jovem Timóteo. a palavra do Senhor.1 O Itinerário da Ásia na Ida Ao preparar a segunda viagem.gozo no Senhor pela operação patente do Espírito Santo na proclamação do evangelho aos gentios. de onde passaram para: Cilícia. entre os anos 46 e 48 d. De Antioquia.antes da partida para Antioquia a convite de Barnabé. chegaram a: Derbe e Listra. que lhe pareceu apto para o trabalho missionário e o convidou para integrar a sua equipe. viajando por terra para: Síria.

pedindo que passasse àquela região e ali anunciasse o evangelho. pois o carcereiro veio a converter-se com toda a sua família. “nós” o que leva a crer que foi em Troas que ele juntou-se aos três missionários para ajudá-los na obra. onde os missionários obtiveram magníficos resultados de sua pregação manifestos na convesão de uma distinta senhora. na província de Bitínia. foram passando pelas regiões da Frígiae da Galácia. Deixando assim o princípio de um trabalho que sabemos foi o mais querido do grande apóstolo. Assim os missionários chegaram a conhecer a vontade de Deus e partiram para a Europa. Também em Neapólis os missionários não demoraram. talvez pretendendo visitar as igrejas de Icônio. da jovem adivinhadora e do carcereiro e toda a sua casa.5. chamada Lídia. tendo passado por Anfilópolis e Apolônia. ponto inicial de Paulo na evangelização da Europa. prosseguindo para. isto é. Samotrácia. Nesta altura notasequeo autor do livro de Atos – Lucas passa ao uso do pronome pessoal na primeira pessoa do plural. foram para: Tessalônica. Foi neste lugar que pregadores das boas novas sofreram também as primeiras perseguições na Europa por parte das autoridades instigadas pelos prejudicados com a conversão da adivinhadora. Foi ali que Paulo teve uma visão de um homem da Macedônia (parte da Europa que fica defronte da Misia).entretanto foram impedidos de alguma forma pelo Espírito Santo que os encaminhou para a Mísia. 5. Mas novamente o Espírito do Senhor lhes impediu o intento e eles desceram para a cidade marítima da Mísia. chamada: Troas. colônia romana. cidade marítima do continente europeu. porto que serivia à importante cidade de Filipos. penetrando no mundo ocidental com a mensagem gloriosa de salvação dos pecadores. sendo dois deles Paulo e Silas encarcerados.2 O Itinérário da Europa De Troas (na Ásia) navegaram para. Dali julgaram conveniente ir e anunciar o evangelho no extremo norte. Mas na providência de Deus até aquela prisão teve resultados favoráveis ao evangelho. Ali não demoraram.irmãos. Antioquia da Pisídia e outras. lugares em que não se detiveram por motivos desconhecidos. Neápolis. certamente pela pressa do navio. mas dirigiram-se imediatamente para: Filipos. que é uma ilha a 33 quilômetros da costa. na costa do Egeu. . Tessalônica era uma cidade histórica.

com os quais iniciou o trabalho em Corinto e depois também em Éfeso. Paulo permaneceu 18 meses. tendo sofrido tremendas perseguições. a 80 quilômetros da Tessalônica. que foi o ponto final da sua segunda viagem missionária na direção do Ocidente. Itinerário da Ásia na Volta De volta para Antioquia da Síria. Também foi ali que o apostolo conheceu o consagrado casal Priscila e Áquila.ponto estratégico para a difusão do evangelo. Nesta cidade. seu hipódromo e seu templo colossal consagrado à deusa Diana (ou Ártemis). os judeus fanáticos de Tessalônica foram a Beréia e alvoroçaram o povo contra os misteriosos a ponto de Paulo ter necessidade de retirar-se por mar para Atenas. Dali o missionário dirigiu-se para: Corinto. a importância capital da cultura grega. Nesta cidade o casal de auxiliares do apóstolo que o acompanhou desde Corinto. Dali navegou em direção leste. Depois de uma rápida vista pela cidade. para: Éfeso. 5. Entretanto. o apóstolo percebeu a idolatria dominante. grupo que atuou eficientemente para preparar o terreno para o trabalho de Paulo que brevemente voltaria para lá. junto à foz do Rio Caister. Paulo embarcou no porto de Cencréia. atravessando o Mar Egeu. onde o evangelho foi muito bem aceito. situada a 70 quilômetros de Atenas. para: Bereia. deixando os companheiros para trás. De Éfeso Paulo navegou diretamente para: Casaréia.grande centro comercial e militar. Porém. Paulo estabeleceu ali uma igreja composta de judeus e gentios. em companhia de Priscila e Áquila. portanto. Falando no areópago (lugar de discussões publicas e de sentenciar as causas). na Palestina. de onde subiu para: . de noite. premidos pela oposição dos judeus fanáticos. ao qual mais tarde juntou-se o jovem Apolo. certamente estabelecida durante a estada do apóstolo em Corinto.2. a 13 quilômetros a leste de Corinto. Porém o orgulho e a corrupção dos atenienses não permitiram que estes aceitassem a mensagem só apostolo. metrópole comercial e política da Grécia naquele tempo. famosa pelo seu teatro. capital da Ásia proconsular. fez uma extraordinária defesa do cristianismo perante os filósofos gregos. chegando a: Atenas. onde também já havia uma igreja.3. os missionários Paulo e Silas (parece que Lucas e Timóteo haviam ficado em Filipos para continuar o trabalho) seguiram.

durante os seus dois anos de atividade nesta cidade. A feitiçaria perdeu seu prestigio pela queima publica de livros dos muitos convertidos em Éfeso. de onde o apóstolo manda chamar os anciãos de Éfeso dos quais se despede para sempre. Galácia e Frigia. indo depois para Mileto. dirigiu-se para Mitilene. tomando o rumo de Trojilo. onde esperou o seu novo companheiro de trabalho Tito. Dali desceu para: Corinto. Partindo de: Antioquia novamente. Paulo dirige-se através das províncias de Cilícia. passou por Cós. dirigindo-se para: Troas. que lhe trouxe noticias de Corinto. e mais adiante para Samos. Continuando. ilha de Rodes. onde pôs em ordem as irregularidades ocorridas na igreja de onde escreveu as duas importantes Epístolas aos Gálatas e Romanos.23 a 21. já os judeus novamente preparava-lhes ciladas para o eliminar do cenário. Pátara. descrita em Atos 18.8. 5.10). confirmando na fé todos os discípulos convertidos nos lugares anteriormente visitados. Três meses depois de sua chegada. aparentemente sob pressão de novas e mais violentas ameaças de perseguição. passando dali para Macedônia. de . que é o ponto principal de suas atenções nesta viagem. Finalmente teve que despedir-se dos discípulos. E a fim de despistar os seus algozes. Paulo empreendeu uma terceira viagem missionária. De Jerusalém dirigiu-se para: Antioquia da Síria. capital da Ilha de Lesbos. subindo até Filipos e dali talves tenha ido a Ilírico. província situada na costa do Mar Adriático da Macedônia. Para evangelizar este centro da província e suas adjacências. A crendice devotada a deusa Diana sofreu sérios abalos. ilha montanhosa do Egeu. provavelmente visitando os lugares em que na viagem anterior havia estabelecido igrejas. promontório da costa da Ásia. De Filipos regressou a Troas na Ásia.Jerusalém. seu ponto de partida para todas as viagens.3 Terceira Viagem Missionária de Paulo Depois de breve período de descanso. voltou pela costa do Mar Egeu. depois passando a Assôs. saudando os irmãos da igreja e relatando-lhes as maravilhas que o Senhor havia operado durante os quase três anos (51 a 53) gastos na sugunda viagem. deve ter dado origem às chamadas “sete igrejas da Ásia” referidas no Apocalipse (At. depois de Quios. Excepcionalmente notável foi a atuação do apóstolo em Éfeso frente às perseguições e alvoroços de seu trabalho trouxe no seio daquela população. 19. também Ilha do mesmo mar. para: Éfeso.

Neste porto fizeram a baldeação para outro navio que. Navegando dali. visitando o evangelista Filipe com as suas filhas. levando pelos ventos. o apóstolo apelou para César. num acesso de cólera os seu inimigos tentaram liquidá-lo. mas o ódio dos judeus o descobriu para tirar-lhe a vida. porque a tendência das autoridades romanas era não julga-lo por tratar-se de uma questão religiosa. e depois para o porto de Cesaréia. Não fosse a pronta intervenção dos soldados romanos. foi até: Bons Portos. até: Antípatres. Reconhecida a sua presença em Jerusalém e particularmente no Templo. onde esperaram melhorar o tempo. na Ásia Menor. Prosseguindo. por ocasião da festa de Pentecostes. naufragando nas proximidades da: . sob forte guarda. partindo dali para: Mirra. De Jerusalém foi que começou a sua ultima viagem para o Ocidente. De Cesaréia navegaram para: Sidom. Paulo chegou a Jerusalém por ocasião da festa de Pentecostes. 5. na costa da Fenícia. onde o amor dos irmãos o envolveu. Viagem de Paulo a Roma Ao concluir a sua terceira viagem missionária. Dali foi remetido para: Cesaréia. Na viagem Paulo foi acompanhado de seus amigos Lucas e Aristarco (de Tessalônica). tendo tido a oportunidade de pregar o evangelho às autoridades romanas: Félix. o oficial da Torre de Antônia (fortaleza junto do Templo) tomou a providência de conduzir o apóstolo de noite.onde navegou diretamente para Tiro. por certo.4. naquela ocasião. ao fim dos quais partiu para Roma. e por isto foi enviado a Roma na condição de prisioneiro. onde lhes foi permitido visitar os amigos crentes. porto da província de Lícia. visitando outro grupo de irmãos. foram acompanhados por uma tremenda tempestade que durante 14 dias os manteve entre a vida e a morte. foi para Ptolemaida (ou Acra). Festo e Agripa. para chegar a Jerusalém. confortando irmãos de uma igreja cuja origem não nos é conhecida. na Ilha de Creta. Diante do perigo de ser arrebatado pela turba enfurecida de judeus fanáticos. O ódio dos judeus havia crescido diante do sucesso do evangelho pregado por Paulo. Paulo teria perecido. onde permaneceu preso por dois anos. Ao perceber a impossibilidade de conseguir garantias na província.

tendo sido preso novamente pouco depois. a grande ilha italiana. após a libertação da sua primeira prisão em Roma. Públio. apesar de suas cadeias. Paulo foi absolvido e posto em liberdade. segundo se concluir de Filipenses 1. ponto final da viagem marítima. Depois de longa espera. Ali havia uma igreja que teria sido fundada pelo trabalho de Epafras e arquipo. já na península itálica. Ali o apóstolo ficou preso durante dois anos. Ásia Menor. Filipos teria sido outro lugar visitado por Paulo nesse período (Fp 2.Este período entre a sua primeira prisão em Roma e a segunda é coberto de incertezas quanto às suas atividades e lugares onde elas foram exercidas. pelo que encontramos nas chamadas “Epistolas Pastorais” de que ele foi absolvido e que reassumiu o seu antigo trabalho de visitar igrejas já estabelecidas e organizar outras novas. foram: Praça de Ápio e Três Vendas. de lá navegando para: Potéoli.24) . Dali Paulo escreveu as seguintes epístolas: Efésios. onde vários irmãos vieram da capital do império para receber o apostolo e seus companheiros. embarcaram num navio alexandrino rumo a: Siracusa. Colossos teria sido o seu novo campo de trabalho. prevendo ele agora a vitória do evangelho também em Roma. antes de chegar a Roma. tendo Paulo curado o pai do homem principal da localidade.22. ou Melita. Viagem de Paulo Entre a sua Primeira e Segunda Prisão em Roma Há evidencias claras. Finalmente chega Paulo a: Roma. e se abastecido dos viveres necessários à viagem. que se acha ao sul da Silícia. na costa oriental da Sicília. às margens do rio Lico. onde acharam alguns crentes que solicitaram a sua permanência. a sua prisão foi bastante suave. As duas ultimas etapas. a setenta quilômetros de Roma.5. na rotaterrestre entre o Ocidente e o Oriente. Dali seguiram para: Régio. Embora acorrentado a um soldado. Filipenses. capital política e cultural do império. ficando ali sete dias.Ilha de Malta. Colossenses e Filemom. tendo sabido de sua chegada a Potéli. Depois de passarem alguns dias naquela ilha. 5. morando em casa particular alugada perto do quartel pretoriano. De modo que o itinerário que segue é apenas uma conjectura. Era uma cidade da Frígia. Este gesto dos irmãos deu mais animo a Paulo.

Pelo que se lê em II Timóteo 4. onde está preso. É o que se depreende de Tito 1.Nicópolis.12. A suposição é que Paulo tenha sido preso em Troas e levado para Éfeso para o interrogatório prévio. situado na região grega de Epiro. a sua capa e os pergaminhos deixados ali. Troas.5 e II Timóteo 4. parece que Paulo teve que deixar apressadamente este lugar. atribuindo a culpa aos cristãos. Mileto e Greta. e no frenesi de sua loucura incendiou a cidade de Roma. pois pede ao seu jovem companheiro que traga a Roma. Em Creta aparentemente desejava desenvolver trabalhos amplos para adiantamento da obra do evangelho. Éfeso. mas teve que deixar os planos nas mãos de Tito. o que provocou a terrível perseguição neroniana. segundo Tito 3. O ministério de Paulo estava já no fim. Nero estava no trono do império. Certamente o bravo soldado de Cristo pareceu na onda desta perseguição. no litoral do Mar Adriático. E assim terminamos o nosso breve estudo de Geografia Bíblica. antes de ser remetido a Roma.13.20. teria sido mais outro lugar visitado pelo apóstolo. . lugares escandalosos na viagem de Jerusalém para Roma. naqueles dias.

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