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A Teoria da Relatividade de Einstein
RELATIVIDADE

INTRODUÇÃO A Relatividade, teoria desenvolvida no início do século 20, objetivava inicialmente dar conta de certas anomalias no conceito do movimento relativo, mas nas suas ramificações desenvolveu-se em um das mais importantes conceitos básicos da Física. A Teoria da Relatividade, desenvolvida originalmente pelo Físico Albert Einstein, é a base para posteriores teorias que envolvem a Unidade Essencial , da Matéria e Energia, Espaço e Tempo e das forças da Gravidade e Aceleração. FÍSICA CLÁSSICA As Leis da física aceitas pelos cientistas antes do desenvolvimento da Teoria da Relatividade, agora chamadas de Leis Clássicas, eram baseadas nos princípios da Mecânica enunciados no século 17 pelo matemático e físico inglês Isaac Newton. A diferença nos resultados da Mecânica Clássica e da Relatividade mostram-se mais claramente com o aumento da velocidade dos corpos medidos. Em geral a diferença entre as duas predições envolvem um fator descoberto pelo físico Holandês Hendrik Antoon Lorentz e o físico irlandês George Francis Fitzgerald no século 19. Este fator é geralmente representado pela letra grega ß (beta) e é determinado pela velocidade do objeto de acordo com a seguinte equação; ß =

na

v = velocidade do objeto e c = velocidade da luz O fator beta não difere essencialmente da unidade para toda velocidade normalmente medida; a mais alta velocidade encontrada normalmente em balística é mais ou menos 1.6 km/seg, e a velocidade da terra movendo-se em torno do sol é mais ou menos 29 km/seg. assim o valor de beta diverge da unidade por somente cinco bilionésimos. Assim, para fenômenos terrestres ordinarios, a correção relativistica é de pouca importância. No entanto quando as velocidades aumentam como é o caso dos fenômenos astronômicos, a correção relativistica torna-se significante. Assim, a relatividade é importante no cálculo de distancias muito grandes ou grandes agregados de matéria. Assim como a Teoria Quântica aplica-se ao muito pequeno, a Teoria da Relatividade aplica-se ao muito grande. Até 1887 não havia falha aparente na física clássica, que se desenvolvia rapidamente. Naquele ano foi realizado o experimento de Michelson-Morley , pelo físico Americano Albert Michelson e o químico americano Edward Williams Morley. Era uma tentativa de determinar a

qual

2 razão do movimento da terra através do "Éter", uma substância hipotética a qual se imaginava tinha a propriedade de transmitir radiação eletromagnetica, incluindo a luz, e a qual se imaginava permear todo o espaço. Se o sol está em repouso absoluto no espaço, então a terra tem que estar a uma velocidade constante de 29 km/seg, causada pela sua revolução , mas se o sol e o sistema solar estiverem movendo-se através do espaço, a constante mudança de direção da velocidade orbital da terra se somará ao valor do movimento da terra à velocidade do sol em certa época do ano, e será subtraída dele em outras. O resultado do experimento foi inteiramente inesperado e inexplicável, a velocidade aparente da terra através do Éter hipotético era zero em qualquer época do ano. O que o experimento Michelson-Morley realmente mediu foi a velocidade da luz através do expaço em duas diferentes direções. Se um raio de luz está se movendo através do espaço a 300.000 km/seg e um observador está movendo-se na mesma direção a 29 km/seg, então a luz deveria se mover a uma velocidade de 299.971 km/seg em relação a ele, e se o observador estivesse se movendo na direção oposta, a luz deveria se mover a 300.029 km/seg em relação a ele. Foi esta diferença que o experimento não conseguiu detetar. A falha não poderia ser explicada pela hipótese que a passagem da luz não é afetada pelo movimento da terra, porque esse efeito havia sido observado no fenômeno da aberração da luz. Em 1890, Fitzgerald e Lorentz aventaram a hipotese de que quando qualquer objeto move-se através do espaço, seu comprimnento na direção do seu movimento é alterado pelo fator beta. O resultado negativo do experimento Michelson Morley era assim explicado assumindo-se que a luz realmente viajava uma menor distancia no mesmo tempo (isto é movia-se mais devagar) mas esse efeito era encoberto pela necessidade da medida ser feita por meio mecânico, o qual sofria o mesmo encurtamento, exatamente como quando um objeto de 2m de comprimento é medido com uma fita de 3m a qual encolhe 2m, assim o objeto aparentará ser 3 m de comprimento. Assim, no experimento Michelson-Morley a distancia a qual a luz viaja em 1 segundo parecia ser 300.000 km, sem importar sua velocidade real. A assim chamada contração de Lorentz-Fitzgerald era considerada pelos cientistas uma hipótese insatisfatória porque não podia ser aplicada a qualquer problema no qual a medida de um movimento absoluto poderia ser feita. TEORIA DA RELATIVIDADE RESTRITA Em 1905 Einstein publicou o primeiro de dois imporantes trabalhos sobre a Teoria da Relatividade, no qual ele rejeitou o problema do movimento absoluto, negando sua existência. De acordo com Einstein, nenhum objeto particular no Universo pode ser escolhido como um padrão de referência, ou seja, que possa estar em repouso com relação ao espaço. Qualquer objeto (como o centro do sistema solar, por exemplo) pode ser um sistema de referência e o movimento de qualquer objeto pode assim referir-se àquele sistema. Assim é igualmente correto dizer que um trem move-se afastando-se da estação ou que a estação move-se para trás do trem. embora este exemplo não seja inteiramente correto como pode parecer à primeira vista porque a estação está movendo-se devido a movimento da terra no seu eixo e de acordo com Einstein todo movimento é relativo. Nenhuma das suposições básicas de Einstein era revolucionária, Newton já havia afirmado que o repouso absoluto não pode ser determinado da posição de corpos . Einstein afirmou que a razão relativa do movimento entre qualquer observador e qualqur raio de luz é sempre o mesmo (300.000 km/seg) e assim dois observadores, movendo-se um relativamente ao outro a uma velocidade de 160.000 km/seg ambos mediriam a velocidade do mesmo raio de luz com o mesmo valor e esta anomalia aparente foi provada pelo experimento Michelson-Morley. De

3 acordo com a física clássica, um dos dois observadores estaria em repouso e o outro faria um erro na medição devido a contração de Lorentz-Fitzgerald do mecanismo de medição, mas de acordo com Einstein ambos observadores teriam direito igual para considerarem eles mesmos em repouso e nenhum dos dois erraria nos suas medições. Cada observador usaria um sistema de coordenadas como referencia para as medidas e estas coordenadas poderiam ser transformadas uma na outra por manipulação matemática. As equações para esta transformação eram conhecidas como as transformações de Lorentz as quais foram adotadas por Einstein, mas ele deu a elas uma interpretação inteiramente nova. A velocidade da luz é invariante em qualquer dessas transformações. De acordo com as transformações relativisticas, não somente os comprimentos na linha do movimento são alterados mas também a massa e o tempo. ou seja, um relógio em movimento relativo a um observador pareceria estar atrazado, e qualquer objeto material pareceria aumentar em massa, pelo fator beta. O eletron, o qual havia sido recentemente descoberto, serviu como meio de testar o valor de beta, por exemplo, os eletrons emitidos por substancias radioativas tinham velocidades próximas à velocidade da luz, assim o valor de beta, por exemplo, poderia ser tão grande quanto 0.5 e a massa do eletron dobrada. A massa de eletrons que se movessem rapidamente poderia ser facilmente determinada pela medida da curvatura produzida nas sua trajetória pelo campo magnetico, quanto mais pesado o eletron, maior sua inercia e menor a curvatura produzida por um dado campo. As experiencias confirmaram as predições de Einstein, o eletron aumentava de massa em exatamente a quantidade predita. Assim, a energia cinética de um eletron acelerado tinha sido convertida em massa de acordo com a formula E = mc2. A Teoria de Einstein era tambem confirmada por experiências da velocidade da luz na agua. A hipótese fundamental na qual a Teoria de Einstein era baseada era a não existência do repouso absoluto no Universo. Einstein afirmou que dois observadores movendo-se um em relação ao outro a uma velocidade constante observariam igualmente os fenômenos da natureza. Um desses observadores, no entanto deve observar dois eventos em estrelas distantes como ocorrendo simultaneamnete, enquanto o outro observador acharia que um evento havia ocorrido antes do outro, essa disparidade não sendo uma objeção real à teoria da relatividade, porque de acordo com aquela teoria a simultaneidade não existe para eventos distantes. Em outras palavras, não é possível especificar o tempo quando um evento ocorre sem referencia ao local onde ele ocorre. Toda particula ou objeto no universo é descrito por uma assim chamada "Linha do Mundo", a qual descreve sua posição no tempo e espaço. Se duas ou mais "linhas do mundo" se interceptam, um evento ou ocorrencia existirá , se duas linhas do mundo de uma partícula não intercepta qualquer outra linha do mundo, nada ocorrerá e não é importante ou significante determinar o local da partícula em qualquer dado intstante. A "distancia" ou "intervalo" entre quaisquer dois eventos pode ser precisamente descrito através de uma combinação de espaço e tempo, mas não de ambos separadamente. O "Espaço Tempo" de quatro dimensões (três para o espaço e um para tempo) no qual todo evento no universo ocorre é assim chamado o "Continuo espaço-tempo". As consequencias acima são resultados da Relatividade Especial ou Restrita, o nome dado por Einstein em 1905, como resultado da sua consideração de objetos movendo-se relativamente a outros, com velocidade constante.

O Princípio da Equivalência afirma que forças produzidas pela gravidade são em todos aspectos equivalentes à forças produzidas pela aceleração. A força devida à aceleração não pode ser distinguida da força devida à gravidade.4 TEORIA DA RELATIVIDADE GERAL Em 1915 Einstein desenvolveu a Teoria da Relatividade Geral. e assim não está acelerado. comparando. Na Relatividade Geral ele afirmou que se o carro estivesse acelerado ou retardado ou dirigindo em uma curva. Aceleração é definida como a razão da mudança de velocidade. mas nas quatro dimensões do espaço tempo. o astronauta nao terá maneiras de dizer se o foguete está em repouso na terra ou acelerando no espaço. Sem olhar para fora da janela. Ele desenvolveu esta teoria para explicar conflitos aparentes entre as leis da relatividade e as leis da gravidade. os ocupantes não poderiam dizer se as forças eram produzidas pela gravidade ou se eles estavam acelerando. As leis da gravidade de Einstein afirma simplesmente que a" linha do mundo" de todo objeto é uma geodesica no contimnuum Uma geodesica é a mais curta distancia entre dois pontos. Na teoria da relativicdade restrita. Por exemplo. De acordo com Einstein. mas no espaço curvo não é uma linha reta. e é atraído ao centro da terra. No espaço de tres dimensões. Considere um astronauta fixo em um foguete estacionado. Da mesma maneira.8 m/seg2. a relatividade restrita pode ser compreendida por qualquer estudante de colegio que tenha estudado o calculo elementar. a Leias da Gravitação de Newton é uma hipótese desnecessária. Einstein tinha afirmado que uma pessoa em um veiculo fechado movendo-se em uma estrada suave não poderia determinar por qualquer experiencia se ele estava em descanso ou em movimento uniforme. A famosa afirmação apócrifa que somente dez pessoas no mundo compreendiam a Teoria de Einstein se referia à complexa algebra tensorial e a geometria Riemaniana da Relatividadde Geral. CONFIRMAÇÃO E MODIFICAÇÃO Nos casos mencionados acima. as predições classicas e relativisticas são geralmente identicas. Por causa da gravidade ele é pressionado contra o assoalho deste foguete com uma força igual ao seu peso (w). Assim. ela prediz que a linha do mundo de um raio de luz será curvo na vizinhança . Assim quando o foguete estaciona na superficie da terra. a linha do mundo é curva. (a aceleração da gravidade na superfície da terra) a força com a qual o astronauta é pressionado contra o assoalho será igual a (w). longe de qualquer objeto gravitacional o astronauto é novamente pressionado contra o assoalho se o foguete estiver acelerando e se a aceleração for 9. o foguete está em movimento ao longo da linha do mundo. A Teoria da Relatividade Geral tem sido confirmada de várias maneiras desde que foi criada. na qual ele considerava objetos acelerados com respeito a outros. assim é teoreticamente impossível distingui-las em qualquer experiência. baseada no princípio da equivalência. o foguete está parado. a hipótese newtoniana de que todo objeto atrai todo objeto na proporção direta a sua massa é substituida pela hipotese relativistica que o continuum é curvo na proximidade de objetos com massa. De acordo com a Teoria de Einstein. Se o mesmo foguete estiver no espaço. Einstein afirma que este fenomeno de atração é atribuivel a uma aceleração do foguete. a geodesica na superficie da terra é um grande circulo o qual não é uma linha reta em qualquer mapa. mas a matematica relativistica é mais complexa. pela curvatura do continuum espaço tempo nas proximidades da terra. Para resolver esses conflitos ele desenvolveu uma visão inteiramente nova do conceito de gravidade.

745 segundos de arco para uma estrela próxima ao controno do sol. Em 1998 um outro grupo de astronomos dos Estados Unidos e Europa anunciaram que a orbita de satelites artificiais em torno da terra mostraram os efeitos do arrastamento. varios testes feitos concordaram com as predições da Teoria da Relatividade. com progressivamente menores mudanças para estrelas mais distantes. As expedições que foram enviadas para estudar os eclipses verificaram essas predições . A Teoria da Relatividade Geral prediz que um corpo em rotação arrastará o espaço e o tempo em volta . Para verificar esta predição. Einstein predisse uma mudança aparente de 1. testes comparaveis foram feitos com defleções de ondas de radio dos quasares distantes usando interferometros de radiotelescopios. assim os efeitos do arrastamento são muito mais sutis que o das estrelas Os astronomos acharam que as orbitas de dois satelites Italianos pareciam mudar 2 m na direção da rotação da terra . A terra é muito mais leve e menos densa que uma estrela de neutron. é curvo e o seu exato grau de curvatura na . por exemplo.5 imediata de um objeto com massa como o sol. Os ultimos resultados concordavam dentro de 1 por cento com os valores preditos pela Relatividade Geral Uma outra confirmação da relatividadel geral envolveu o perihelio do planeta Mercurio. e que parte deste movimento de perihelio é completamente inexplicado pelas teorias classicas. O espaço. no qual sinais enviados do sol aos planetas ou espaconaves experimenta um retardamento do tempo comparado com o tempo de retorno indicado pela teoria classica. Embora o intervalo de tempo envolvido seja muito pequeno. Expedições foram enviadas para observar o eclipse de 1919 e 1922 e as observações foram realizadas. Os astronomos tambem se esforçaram para desenvolver consequencias cosmologicas daTeoria da Relatividade. Um outro fenômeno predito pela relatividade Geral é o efeito de retardamento do tempo. a qual obscurece a estrela proxima. Embora algum progresso tenha sido feito. os resultados têm sido pequenos. Tal observação não pode normalmente ser feita por causa da luminosidade . Por muitos anos foi sabido que o perihelio ( o ponto no qual Mercurio passa mais perto ao sol) move-se em volta do sol a uma razão de um em 3 milhoes de anos. Em anos recentes. Dentro do quadro dos axiomas das Teorias de Einstein muitas linhas de desenvolvimento são possiveis. Os astronomos acharam evidencias do arrastamento examinando a radiação emitida quando o puxão gravitacional de uma estrela de neutron suga materia da superficie. Durante o eclipse total. Em 1997 um grupo de astronomos Italianos anunciaram que tinham detectado o arrastamento em volta de estrelas de neutrons. Este efeito. no entanto. quando elas apareciam a noite. As posições aparentes das estrelas foram então comparadas com suas posições aparentes alguns meses mais tarde. Muito do trabalho feito tem sido devotado ao esforço de estender a Teoria da Relatividade para incluir fenomenos eletromagneticos (Teoria Unificada). todo ano. O lançamento da espaçonave "Prova Gravitacional B" em 2000 fornecerá mais evidencias do arrastamento em torno da terra OBSERVAÇOES RECENTES Desde 1915 a Teoria da Relatividade foi desenvolvida por Einstein e colaboradores. A Teoria da Rleatividade no entanto predisse este efeito. as estrelas podem ser observadas e suas posições precisamente medidas . os cientistas primeiro observaram uma estrela próxima ao contorno do sol. chamado de arrastamento do campo é mais notavel se o objeto é muito denso . longe do sol. Não há nenhum desenvolvimento desta aplicação da teoria que seja atualmente aceita.

Stephen Hawking .6 proximidade dos corpos é conhecida . à tarefa da integração entre a Mecânica Quântica e a Teoria da Relatividade. Nos anos recentes é notável a contribuição de um fisico britanico. A Teoria da Relatividade leva à possibilidade de que o universo esteja se expandindo Muito dos recentes trabalhos em Relatividade foram direcionados para a criação de uma mecânica quantica relativística que funcionasse. from Encarta Encyclopedia ==================================================== . mas sua curvatura no espaço vazio não é certa.

7 Teoria da Relatividade revolucionou a Física do século XX Albert Einstein. Uma massa pequena de urânio ou plutônio. Um dos mais significativos aspectos do trabalho de Albert Einstein foi o de dar natural unidade aos conceitos de eletricidade e magnetismo. A Teoria da Relatividade Geral. de 1916. é igual à massa. a não ser que ele é relativo. as duas teorias são uma só. Através dela são postulados o princípio da relatividade – isto é. é impossível determinar algo sobre seu movimento. o tempo). apenas relativos. que as leis físicas são as mesmas em todos os sistemas de referência inerciais – e o princípio da constância da luz. A Teoria da Relatividade Restrita é proposta em 26 de setembro de 1905. "E". Enquanto para a geometria clássica a menor distância entre dois pontos é a reta. Isso se deve ao fato de a velocidade da luz no vácuo ser constante. amplia os conceitos a outros sistemas. seja em reatores para produzir eletricidade. de alguns quilos. Essa unificação está presente nas equações de . Einstein explica essas interações como resultado da influência dos corpos – como os planetas – na geometria do espaço-tempo curvo (um espaço de quatro dimensões. "m". De acordo com a Relatividade Restrita. mas ambos se combinam em um espaço-tempo curvo. um relógio em movimento parece andar mais devagar do que um relógio estacionário. como os sistemas de referência acelerados. basta para produzir uma bomba capaz de destruir uma cidade. o Universo não é plano como na geometria euclidiana. Para Einstein. na teoria de Einstein é a linha curva. nem o tempo é absoluto. sendo a quarta. "c²"). multiplicada pelo quadrado da velocidade da luz. ou a massa de um objeto aumentar com sua velocidade. Na verdade. Com isso verifica-se que massa e energia são intercambiáveis – o que resultou na equação mais famosa do século: E = mc² (energia. Na medida em que a velocidade desse objeto se aproxima da velocidade da luz . autor da Teoria da Relatividade Teorias propostas pelo físico Albert Einstein (1879-1955) que revolucionaram a Física no século XX. mas foram apresentadas por Einstein em momentos diferentes. se dois sistemas se movem de modo uniforme em relação um ao outro. As duas teorias – da Relatividade Restrita e da Relatividade Geral – trouxeram a noção de que não há movimentos absolutos no Universo. Um dos empregos dessa fórmula é na energia nuclear. sua massa se torna infinita. e às interações gravitacionais entre a matéria. Dito de maneira simples: qualquer elétron em movimento ou quaquer objeto em movimento passa a ter massa maior quando se desloca em relação a um observador do que quando se encontra em repouso relativamente a esse mesmo observador. seja em armas nucleares. sem depender da velocidade de sua fonte ou de quem observa. pois a quantidade "E" equivale a "m" multiplicado por 300 mil km/s. Também se depreendem da Relatividade Restrita fenômenos que o senso comum duvida: para um observador parado.

Na verdade. Um ano depois enuncia a Teoria Geral da Relatividade. mas são apresentadas por Einstein em momentos diferentes. em essência. Einstein demonstra que uma vez em movimento o elétron. apenas relativos.8 Maxwell. mas viveu em Munique e na Suíça. acredita que sua teoria está errada por pressupor que o Universo é estático. Em 1909. Com a chegada de Hitler ao poder. Nasceu em Ulm. e o aspecto que recebe realce depende da velocidade do observador relativamente ao elétron. Cinco anos depois. formulou a Teoria da Relatividade Restrita e passou a publicar artigos sobre Física teórica. a força elétrica se altera e.sustentam a noção de que não há movimentos absolutos no Universo. Suas teorias permitem a construção da primeira bomba atômica . a eletricidade e o magnetimo são. em Berlim. Quem foi Albert Einstein: O físico alemão Albert Einstein que radicou-se nos EUA é considerado um dos maiores gênios científicos de todos os tempos. mas a teoria da relatividade proporciona maneira nova de encará-la. pesquisadores provam que as teorias da relatividade são compatíveis com o modelo de Universo em expansão. defende a fiscalização do uso da energia atômica e luta pelo pacifismo. pesquisador do Instituto de Física Kaiser Guilherme. Diante dos avanços de outros cientistas. Em 1921. o Universo não é plano como na geometria. mas ambos se combinam em um espaço-tempo curvo. o elétron passa a gerar força magnética. Teorias da Relatividade Teorias propostas pelo físico Albert Einstein que revolucionam a física no século XX. Para Einstein. A Teoria da Relatividade Restrita é proposta em 1905. o mesmo fenômeno. Em 1900. recebe o Prêmio Nobel de Física. Após as explosões no Japão. Enquanto para a geometria clássica a menor distância entre dois pontos é a reta. formou-se na Escola Politécnica de Zurique. Com base nela são postulados o . na teoria de Einstein é a linha curva. Em ouras palavras. as duas teorias formam uma só. nem o tempo é absoluto. é obrigado a fugir do país. As duas teorias: da Relatividade Restrita e da Relatividade Geral . tornou-se professor da Universidade de Zurique e. Nos anos 80. em 1914. que apresenta uma nova visão dos fenômenos gravitacionais. a par disso. no final da 2ª Guerra Mundial (1939-1945). Vai para os EUA e ganha cidadania norte-americana em 1940.

sem depender da velocidade de sua fonte ou de quem observa.e o princípio da constância da luz. Também se depreendem da relatividade restrita fenômenos de que o senso comum duvida: para um observador parado. A confirmação prática disso vem em 1919. (5) o tempo é uma quarta dimensão.9 princípio da relatividade . (3) as formas matemáticas das leis da Física são invariáveis em todos os sistemas inertes. caracterizando o buraco negro . e às interações gravitacionais entre a matéria. "E". (2) a velocidade da luz é um máximo que a velocidade de um corpo material nunca poderá atingir. multiplicada pelo quadrado da velocidade da luz. de 1916. se dois sistemas se movem de modo uniforme em relação um ao outro. sendo a quarta. basta para produzir uma bomba capaz de destruir uma cidade.isto é. Uma massa pequena de urânio ou plutônio. amplia os conceitos a outros sistemas. leva a conclusões tais como: (1) velocidade da luz no vácuo é constante e independe da velocidade relativa da origem e do observador. seja em reatores para produzir eletricidade. quando é possível notar a curvatura da luz das estrelas ao passar perto do Sol durante um eclipse solar . A Teoria da Relatividade Geral. a não ser que ele é relativo. seja em armas nucleares. o tempo). A compreensão moderna do Buraco Negro é toda baseada na Teoria da Relatividade Geral.o que resulta na equação mais famosa do século: E = mc² (energia. a sua densidade passa a crescer indefinidamente. Einstein explica essas interações como resultado da influência dos corpos . de alguns quilos. como os sistemas de referência acelerados. é igual à massa. um relógio em movimento parece andar mais devagar do que um relógio estacionário. Isso se deve ao fato de a velocidade da luz no vácuo ser constante. O resultado é uma grande explosão e resíduos extremamente condensados. Esse processo ocorre quando a estrela esgota seu combustível termonuclear interno.como os planetas . (4) a massa de um corpo depende da sua velocidade. O campo gravitacional criado torna-se tão forte que não deixaria nenhum tipo de radiação escapar. existe equivalência de massa e energia e de mudança de massa.na geometria do espaço-tempo curvo (um espaço de quatro dimensões. ou a massa de um objeto aumentar com sua velocidade. "m". <ALIGN="JUSTIFY"Uma extensão da teoria de Einstein inclui gravitação e o fenômeno da aceleração relativa. pois a quantidade "E" equivale a "m" multiplicado pelo quadrado de 300 mil km/s. O buraco negro é formado a partir dos restos da explosão de uma estrela com massa dezenas de vezes superior à do Sol. dimensão e tempo com o aumento de velocidade. relativa ao espaço. ou seja. Caso essa massa remanescente seja superior a duas ou três vezes a massa do Sol. Um dos empregos dessa fórmula é na energia nuclear.A. Com isso se verifica que massa e energia são intercambiáveis . Fonte: Almanaque abril 1998. passando a se contrair e elevar intensamente a temperatura. que as leis físicas são as mesmas em todos os sistemas de referência inerciais . Editora Abril S. . desenvolvida matematicamente por Einstein. é impossível determinar algo sobre seu movimento. Esta Teoria. "c²"). De acordo com a relatividade restrita.

A bola de ferro deforma a superfície de modo que o corpo C vai em direção a B não porque haja uma força de atração. como por exemplo o Sol. Em 1915. quanto maior a massa do corpo. maior será a curvatura. Einstein analisa as leis da Física em referenciais inerciais. assim. só poderia ser observado quando a luz passasse perto de corpos de grande massa. Einstein abandona a noção newtoniana de força e introduz a noção de espaço curvo. Nela temos uma bola de ferro (B) colocada sobre uma superfície elástica. Vamos aqui comentar apenas alguns aspectos da teoria da gravitação. os corpos produzem em torno de si uma curvatura do espaço. A confirmação dessa teoria aconteceu em 19 de maio de 1919. seria possível constatar se o raio de luz sofre desvio ao passar perto do Sol. Para Einstein. Comparando-se a posição obtida da estrela (posição aparente) com a posição em que ela deveria estar. Podemos fazer uma analogia com a situação representada na figura 16. Para explicar a atração gravitacional entre corpos. . mas sim porque segue a linha do espaço curvo. sendo que. mas esse efeito seria pequeno e. Nesse dia ocorreu um eclipse do Sol que propiciou a obtenção de fotos de estrelas durante o dia.10 Teoria da Relatividade Geral Na Teoria da Relatividade Especial (também chamada de Relatividade Restrita). ele publica sua Teoria da Relatividade Geral em que analisa as leis da Física em referenciais acelerados e desenvolve uma nova teoria da gravitação. A teoria de Einstein previa que a luz também seria atraída pelos corpos.

e tempo era o universal e misterioso "relógio no céu". Tony Phillips 31/03/2005 Este ano marca o centésimo aniversário de uma revolução em nossas noções de tempo e espaço. com nuvens. A equipe de Sobral foi mais feliz. Numerosos exemplos reais nos últimos 100 anos indicam que. juntamente com outro. e outra para a ilha de Príncipe (África Ocidental).11 Para garantir bons resultados da observação do eclipse. sobre o qual se desenrolava o grande drama cósmico. publicado em 1915. O espaço está constantemente sendo distorcido e curvado pela matéria e pela energia que se movem nele. ========================================= Testando a Teoria da Relatividade de Einstein Patrick L. no Ceará. uma equipe de astrônomos ingleses foi enviada para a cidade de Sobral. de 1905. Mesmo hoje. imutável. Desse episódio ficou famosa uma frase pronunciada por Einstein algum tempo depois: "O problema concebido por meu cérebro foi resolvido pelo luminoso céu do Brasil". espantosamente. as pessoas comuns assumem que essa noção intuitiva de espaço e tempo esteja correta. quando Albert Einstein publicou sua teoria da relatividade especial. a maioria das pessoas acreditava que o espaço e o tempo eram como sir Isaac Newton os descrevera no século XVII: o espaço era o "palco" fixo. e o tempo flui a taxas diferentes para diferentes observadores. . de fundir a cuca. Mas ela não está. O artigo de Einstein. Antes de 1905. Einstein estava correto. pintou um quadro totalmente diferente. pois na ilha de Príncipe o céu estava um pouco encoberto. Barry Dr.

elástica. Como a Terra gira. Mas os cientistas hoje têm razões para pensar que mesmo a teoria de Einstein não conta a história toda. a partir dessa medição. outra revolução parece inevitável. explica: "Giroscópios se movendo ao longo do espaço-tempo curvo irão gradualmente alterar sua direção de giro em relação às estrelas. utilizada pelos cientistas em sua busca de superar a teoria da relatividade de Einstein. do subatômico ao cósmico.12 O espaço fixo de Newton versus o espaço-tempo flexível de Einstein. mostrados no filme "Testando o Universo de Einstein". gama corresponde à curvatura do espaço tridimensional. a Terra faz uma pequena ondulação no espaço-tempo ao seu redor . da NASA. formando um suave vórtice.ou. essa ondulação é distorcida. a sonda espacial irá medir o gama. A Gravity Probe B irá medir esse movimento de inclinação com extraordinária precisão e. Francis Everitt. uma variável física importante. nesse momento. Quando as teorias são utilizadas em conjunto. nós poderemos calcular a estrutura do espaço-tempo próximo à Terra.algo Gravity Probe B orbitando a Terra. De acordo com Einstein. pelo menos. em busca dessas distorções. A grosso modo. a chamada "Teoria do Tudo". outro pilar da Física moderna. que descreve o singular mundo das partículas subatômicas. . A sonda espacial detecta a distorção do espaço-tempo ao redor de nosso planeta utilizando giroscópios (há quatro deles a bordo). os cientistas estão fazendo experimentos que podem medir as previsões da relatividade com precisão cada vez maior. não estava totalmente certo. algumas vezes suas equações combinadas não fazem sentido. Um desses experimentos é a sonda espacial Gravity Probe B. na como uma bola de boliche colocada sobre uma mesa visão de um artista. Quando os primeiros sinais desta revolução na Física irão dar seus ares? Talvez quando for provado que Einstein. Isto levou os cientistas a acreditar que as teorias atuais irão eventualmente ser substituídas por uma única e elegante teoria que explique todos os fenômenos físicos. estava errado ." Além disso. Para procurar por falhas nas teorias de Einstein. de Norbert Bartel. tal como Newton antes dele. A razão para essas dúvidas é que a teoria de Einstein é incompatível com a mecânica quântica. A Gravity Probe B está orbitando a Terra. chefe da missão e professor da Universidade de Stanford.

" afirma Thibault Damour. Esse movimento deverá permitir aos cientistas medir gama com uma precisão de cerca de 0.exatamente como Einstein previu. se espera.podendo chegar até a 0. Se gama for ligeiramente maior do que um. de forma que os físicos não têm idéia de como explicar essa eventual descoberta. "Descobrir que gama é ligeiramente menor do que um irá sustentar a idéia de um campo escalar e. Uma medição do valor de gama que seja minimamente diferente de um poderá ser o primeiro sinal daquilo que os físicos estão procurando.13 Se a teoria de Einstein coincidir perfeitamente com a realidade. Einstein continua sendo manchete. seja menor do que a Gravity Probe B é . "Gama é a forma mais sensível de medir qualquer possível desvio de Einstein. gama é igual a um . se é que ela existe. O que isso significará? Talvez a falha. isso significará o "retorno às pranchetas" para o teóricos.01% de seu valor . desde o subatômico até o cósmico. A teoria das cordas é popular devido à sua elegância em explicar todos os fenômenos físicos conhecidos." afirma Thibault.001%. movimentem-se 6. que é um experimentalista. eles mudam de assunto. "Basta dizer que. entretanto. Os físicos o chamam de um "campo escalar". gama deverá ser exatamente igual a um. O problema é que a teoria das cordas é muito difícil de ser testada no mundo real. dentro dos limites de precisão do seu experimento. porque ele é sensível a [qualquer tipo de campo desconhecido]. A Gravity Probe B também poderá descobrir que. No experimento da Gravity Probe B. Nenhuma teoria atual prevê que gama possa ser maior do que um.6 arcosegundos (0.00183 graus) durante o período de um ano que durará a fase de coleta de dados da missão. isso poderá sustentar a idéia de que existe um novo campo de força. mas muito mais fraco. desta forma. como a gravidade. França. afirma Everitt. toda vez que eu pergunto aos téoricos o que poderia significar se gama fosse maior do que um. gama contribui para a minúscula inclinação do eixo de rotação dos giroscópios. dar-nos um primeiro suporte experimental para a teoria das cordas. os quais. Esse novo campo é uma característica de algumas teorias candidatas a se tornarem a "Teoria do Tudo". Se gama mostrar-se ligeiramente menor do que um. incluindo a teoria das cordas. professor do Institut des Hautes Etudes Scientifiques. e especialista em teorias que possam substituir a teoria da relatividade. e até hoje não foi encontrada nenhuma evidência experimental de suas previsões únicas." brinca Everitt.

que prevê que o universo tem dimensões extras para as quais a gravidade poderia escapar. alterações gravitacionais no universo devem ser atribuídas à matéria ou à energia. Estados Unidos. Entretanto.14 capaz de detectar. talvez. Fique antenado para saber as respostas. argumenta Dvali.podem escapar rumo às dimensões extras se eles viajarem por certas distâncias críticas. como proposto por vários cientistas da área. Esta modificação.emitidos por estrelas e outros objetos na "brana" do universo (ou superfície tridimensional) . "O universo em aceleração pode ser uma janela de oportunidade para se entender os aspectos mais fundamentais da gravitação. concluiu que a aceleração da expansão do universo pode ser causada pela modificação das leis tradicionais da gravidade em distâncias extremamente grandes. Alguns teorizaram que. Em sua palestra. Dvali busca apoio na teoria das cordas. causam a aceleração do universo James Devitt . e não a energia escura. os primeiros sinais da nova revolução deverão aparecer em outro lugar. "Esses gravitons se comportam como o som em uma chapa de metal. Cem anos se passaram e faltam agora seis meses para a chegada. e não pela "energia escura". Esse "vazamento" poderia alterar o continuum espaço-tempo e acelerar a expansão cósmica. Dvali reconhece que os físicos ainda precisam descobrir porque a expansão do universo está se acelerando. como as leis da física estabelecem que a gravidade é gerada pela matéria e pela energia. A apresentação de Dvali foi feita na reunião anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS). Mas a propagação do som não é exatamente bidimensional. Alterações na Lei da Gravidade. pode ser causada por dimensões extras do espaço para as quais a gravidade "vaza" em distâncias cósmicas. e pode sinalizar a modificação das leis tradicionais da gravidade a distâncias muito grandes. da Universidade de Nova Iorque." . propôs que estas dimensões extras são exatamente como as três dimensões que nós encontramos em nosso dia-a-dia. A Gravity Probe B está no meio de sua missão de um ano.New York University 15/03/2005 O físico Georgi Dvali. a perda de energia é pequena. Isto forma a base teórica para a energia escura. em Washington. que alguns descrevem como matéria ou energia indetectável." afirmou ele. não há nenhum teste experimental independente ou qualquer fundação teórica estabelecida para a existência de tal substância. gravitons . mas distante dele ela é muito mais significativa. Próximo ao martelo. Dvali. Ninguém sabe. Além disso. o que abre as portas para explicações alternativas. "Bater na chapa com um martelo cria uma onda sonora que viaja ao longo de sua superfície. junto com seus colegas Gregory Gabadadze e Massimo Porrati." explica Dvali. Ou. de forma que parte da energia é perdida no ar circundante.

Especificamente. Um exemplo é o experimento Lunar Laser Ranging. Lukin. publicada no último exemplar da revista Science." afirma o cientista. 15 bilhões de anos-luz. representa a "pedra fundamental" que poderá levar ao desenvolvimento de redes quânticas de grande escala. O trabalho se baseia em uma proposta feita em 2001 por pesquisadores da Universidade de Innsbruck. "Esta é a diferença crucial entre a energia escura e a hipótese da gravidade modificada. É a primeira vez que se consegue transmitir informação da matéria para a luz. a teoria da gravidade modificada tem uma característica de escala-comprimento (rc) ou. Estados Unidos. "A aceleração cósmica do universo indica que as leis da Relatividade Geral se modificam não apenas em distâncias extremamente curtas mas também em distâncias extremamente grandes. Áustria (Duan. . pela primeira. Ainda que a escala rc seja enorme. a partir de observações cosmológicas. já que. o elemento básico da luz. nenhum desvio observável é previsto em distâncias curtas. O feixe de luz é refletido por espelhos colocados na superfície lunar pelos astronautas da missão Apollo 11. os sinais de modificação são detectáveis a distâncias muito menores por causa da força gravitacional adicional." Dvali acrescenta que o impacto da gravidade modificada pode ser testada por outros experimentos que não as observações cosmológicas de longa distância.15 O cientista propõe que esta perda tem um profundo efeito sobre a força gravitacional entre objetos separados por uma distância maior do que a distância crítica. desta forma. Cirac and Zoller)." conclui ele. e não a energia escura. Cientistas transferem informação da matéria para a luz Da redação 27/10/2004 Um grupo de cientistas do Instituto de Tecnologia da Geórgia. que é responsável pela expansão acelerada do universo. que monitora a órbita lunar com precisão extraordinária disparando raios laser para a Lua e detectando o feixe refletido. "Gravitons virtuais exploram todas as rotas possíveis entre os objetos e o vazamento abre um gigantesco número de desvios multidimensionais. Isto marca a distância além da qual a expansão cosmológica se torna acelerada e. É esta modificação. rc é fixada para ser do tamanho do universo observável. A pesquisa. acaba de dar um passo importante na busca do desenvolvimento de sistemas de computação quântica ao conseguir transferir informação de dois diferentes grupos de átomos para um único fóton. aproximadamente. os quais sugerem uma alteração na lei da gravidade.

uma propriedade chamada entrelaçamento. Mas muitos progressos ainda terão que ser feitos." O trabalho tem imenso interesse científico e aponta no sentido de aplicações práticas no futuro. enquanto que a transmissão convencional em redes de fibras óticas utiliza comprimentos de onda de 1. Os físicos utilizaram luz com um comprimento de onda de 780 nanômetros. "A conversão da matéria para a luz mostra-se eficiente numa direção porque a emissão de todos os átomos se junta para criar um direcionamento preferencial à frente. "O estado do qubit é um estado coletivo do reagrupamento atômico". Passando um feixe de luz através de cada nuvem. ou bits quânticos. você precisa converter bits quânticos de informação baseados na matéria em fótons". uma operação também conhecida como "reagrupamento"." Qubits.16 Os pesquisadores Alex Kuzmich e Dzmitry Matsukevich relataram a transferência de informações de estado atômico a partir de duas diferentes nuvens de átomos de rubídio para um único fóton. de maneiras absolutamente singulares. similar à forma como as antenas de rádio são capazes de emitir direcionalmente. No fóton. a informação sobre os estados espaciais das nuvens de átomos foi representada como uma polarização ótica vertical ou horizontal. eles foram capazes de criar um qubit que ficou entrelaçado com um único fóton. que podem existir ou no estado 0 ou no estado 1. Kuzmich estima que uma aplicação prática ainda demorará cerca de dez anos. "Esse é o primeiro passo. O enfoque adotado por Kuzmich e Matsukevich utiliza duas nuvens de átomos de rubídio. explica Kuzmich. os qubits podem existir simultaneamente nos dois estados.550 nanômetros. são muito diferentes dos bits digitais da computação convencional. Os bits quânticos também podem interagir com outros qubits. "Uma questão realmente importante nos sistemas de informação quânticos atuais refere-se às redes quânticas distribuídas e. Astrônomos criam estrela artificial com raio laser Da redação 11/11/2004 . o primeiro "tijolo". Por exemplo. cada nuvem em um estado diferente. formando um qubit material. Ao contrário dos bits convencionais. disse Kuzmich. para obtê-las. e agora precisamos criar o segundo nó da rede e conectá-los.

Muitas crianças já fizeram isso antes. O sistema de ótica adaptativa utiliza a estrela como uma fonte por meio da qual os astrônomos monitoram e corrigem as distorções produzidas pela atmosfera. que é capaz de efetuar até 2. O raio laser é muito fraco e só poderá ser visto por quem estiver muito próximo ao telescópio. utilizando estrelas naturais como guia. não precisando se limitar a locais onde o próprio Universo providenciou estrelas naturais. A nuvem de sódio torna sua luz ainda mais tênue.17 O Telescópio Hale. dando-lhes uma visão que freqüentemente ultrapassa em qualidade aquela produzida por pequenos telescópios espaciais. Mas agora ele finalmente enviou alguma coisa de volta: uma equipe de astrônomos do Instituto de Tecnologia da Califórnia. Missão tentará alterar rota de asteróide em curso de colisão com a Terra Da redação 20/07/2004 . Agora o raio laser irá funcionar como uma estrela corretiva artificial. exigindo a utilização do equipamento de ótica adaptativa para tirar proveito de sua luminosidade. que não estão sujeitas à ação da atmosfera. Deste forma ele não atrapalhará nenhum outro tipo de observação do céu. Mas o laser apontado para o céu pelos cientistas é apenas o primeiro passo de um programa que visa expandir a fração do céu disponível para observação por meio de uma técnica conhecida como ótica adaptativa. o feixe de raios laser cria pequenas luzes brilhantes a partir do sódio em gás. comprados em lojas de brinquedos. Mas isso só é possível se existir uma estrela brilhante bastante próxima ao objeto que estiver sendo observado. utilizando feixes de laser menos potentes. instalado no Monte Palomar. A uma altitude de cerca de 100 quilômetros. da Universidade de Chicago e do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA criaram uma estrela artificial.000 correções por segundo. tem captado a luz das profundezas do Universo nos últimos 55 anos. A ótica adaptativa permite que os astrônomos corrijam as imagens aleatórias produzidas pela atmosfera terrestre. podendo ser colocada em qualquer lugar do céu que os astrônomos quiserem observar. O brilho refletido por essa nuvem de gás serve como uma estrela artificial para o funcionamento do sistema de ótica adptativa. ao propagar pelo espaço um feixe de raio laser de 4 watt. Os cientistas já utilizam a técnica há bastante tempo.

Três dessas propostas consistem em observatórios espaciais capazes de rastrear continuamente nosso espaço vizinho em busca de meteoros que possam apresentar riscos de colisão. Isto deverá fornecer informações sobre o comportamento da estrutura interna do asteróide durante um impacto. assim como fará uma "excavação" na superfície. A recomendação foi de que uma missão de alteração da órbita de um corpo celeste tenha a mais alta prioridade. As outras três são missões para alterar de fato a rota de um corpo celeste que esteja em rota de colisão com a Terra. principalmente pelo grande número de telescópios terrestres potentes que estão sendo continuamente inaugurados no mundo todo. durante os quais seriam enviadas sondas de penetração e sismógrafos à superfície do corpo celeste. A argumentação de Einstein se desenvolveu a partir de dois postulados. a sonda começaria um esforço de observação e caracterização física com duração de sete meses. A decisão foi tomada depois que um grupo de especialistas se reuniu para discutir os riscos de um choque real de um corpo celeste com a Terra. mas a Sancho pegaria uma rota mais rápida em direção ao alvo. . O principal objetivo desse estudo é o entendimento da estrutura interna e da densidade do asteróide. Os Postulados de Einstein Einstein apresentou a solução desses problemas em um trabalho intitulado "Sobre a eletrodinâmica dos corpos em movimento". Ambas seriam lançadas ao mesmo tempo. tanto a sonda Sancho quanto os telescópios na Terra poderão monitorar o asteróide para verificar como sua órbita e sua rotação foram afetadas. O conceito escolhido pelo cientistas foi batizado de Dom Quixote. Sancho e Fidalgo. Fidalgo funcionará como uma bala de canhão: cheia de explosivos. Quando Sancho atingisse o asteróide. tanto pela necessidade de se conhecer mais sobre os asteróides como para a avaliação dos efeitos reais que as técnicas atualmente disponíveis teriam sobre o objeto. A missão seria empreendida por duas naves. que será monitorada e estudada por Sancho. publicado em 1905 numa revista científica alemã chamada Anais da Física. O grupo de cientistas considerou que observatórios espaciais não seriam eficazes. deverá simplesmente chocar-se em alta velocidade contra o asteróide.18 A Agência Espacial Européia decidiu classificar como "alta prioridade" o desenvolvimento de uma missão capaz de mover um asteróide. Após o impacto. Os especialistas analisaram seis propostas que visam o monitoramento e a alteração de rotas de corpos celestes com riscos de se chocarem com a Terra.

No entanto. a velocidade da luz emitida pela lanterna também é C. do mesmo modo que o som precisa do ar ou de outro meio material. Dentro do vagão há uma bola que se move com velocidade VB em relação ao vagão. Na figura 6 representamos um observador A. fixo em relação ao solo. De acordo com o segundo postulado de Einstein. pois contraria nossa experiência diária. tanto as leis da Mecânica como as leis do Eletromagnetismo devem ter a mesma forma em qualquer referencial inercial. para o indivíduo B.Consideremos. como a representada na figura 5. a velocidade da luz é C. as coisas são diferentes. O segundo postulado foi o mais difícil de ser aceito. Dentro do vagão um indivíduo B acende uma lanterna de modo que. Nela temos um observador A. No caso da luz. a velocidade da bola é: VB + V. . que observa um vagão cuja velocidade em relação ao solo é V. independentemente da velocidade da fonte de luz.19 isto é. Na época. para o observador A. a maioria dos físicos acreditava que a luz precisava de um meio para se propagar. e um vagão movendo-se com velocidade V em relação ao solo. mesmo por físicos famosos. O primeiro desses postulados foi chamado por Einstein de Princípio de Relatividade: As leis da Física são as mesmas em todos os referenciais inerciais. Tanto para o observador A como para o observador B a velocidade da luz é C. uma situação já analisada por nós no estudo da Mecânica. o segundo postulado refere-se à velocidade da luz: A velocidade da luz no vácuo tem o mesmo valor C em qualquer referencial inercial. Desse modo. para o observador B. o segundo postulado tornou desnecessária a idéia da existência de um éter luminoso. para o indivíduo A. por exemplo. e não C + V. Portanto. Com o segundo postulado. Esse meio hipotético no qual a luz se propagaria havia sido chamado de éter. que está fixo em relação ao vagão. De acordo com Einstein. de duas afirmações consideradas válidas sem necessidade de demonstração. fixo em relação ao solo. a velocidade da bola é VB.

Dentro do vagão há um observador O'. um tendo velocidade constante em relação ao outro. na ida e na volta o pulso de luz gasta um intervalo de tempo ∆t' dado por: 2d' = c . Esse pulso é refletido por um espelho e volta para a fonte. a luz pode se propagar no espaço vazio (vácuo). com isso. comprimento. Se tivermos dois observadores situados em dois referenciais inerciais diferentes. O observador O' (fig. matéria. Nas figuras 7 e 8 representamos um trem que se move com velocidade constante V em relação ao solo. Durante o século XX. fixo em relação ao solo. consideremos as situações abaixo. resolveu alguns dos problemas que afligiam os físicos no fim do século XIX. As mais importantes foram em relação ao tempo. A Relatividade do Tempo Vamos supor que queiramos medir o intervalo de tempo gasto para ocorrer um fenômeno. fixo em relação ao vagão. ( ∆t' ) Equação I . segundo ele. energia. Baseado nos dois postulados.20 Einstein elimina o éter da Física. os intervalos de tempo medidos por esses observadores serão diferentes. Para demonstrar isso. Einstein deduziu uma série de conseqüências e. radiação e aos campos elétricos e magnéticos. vários experimentos comprovaram a validade do segundo postulado. Para o observador O'. Uma das conseqüências dos postulados de Einstein é que o valor desse intervalo de tempo vai depender do referencial em que está o observador. e fora dele há um observador O. 7) aciona uma fonte de luz que emite um pulso para cima. massa.

em que os dois eventos (emissão e recepção de luz) ocorrem no mesmo local. ( ∆t ) Equação II pois a velocidade da luz é a mesma (c) para os dois observadores. obtemos: 2d' = c. ( ∆t ) → ∆t' = 2d' / c → ∆t = 2d / c ∆t' <∆t Como d' < d. Aplicando o teorema de Pitágoras ao triângulo retângulo sombreado na figura 9. Nesse intervalo de tempo. Vamos agora encontrar uma equação que relacione ∆t com ∆t'. Para qualquer outro referencial inercial o intervalo de tempo (∆t) é maior do que o tempo real. é chamado de tempo próprio. incluindo reações químicas e processos biológicos. Essa relação vale para todos os processos físicos.(∆t) enquanto o deslocamento da luz (fig. O intervalo de tempo ∆t'. para o observador O o deslocamento do trem foi igual a V. temos: . temos: Daí podemos concluir que um relógio que está em um referencial que se move em relação a nós "anda" mais devagar do que nosso relógio.21 em que c é a velocidade da luz. 9) foi: 2d = c . Das equações I e II. ( ∆t ) 2d = c. o qual mede um tempo ∆t para o percurso da luz. Na figura 8 representamos o trajeto da luz como é visto pelo observador O.

108 m / s ) . uma distância de: d = v . 10-6 s) d = 650 m No entanto. Muitos múons são criados na alta atmosfera. entre o momento em que são criados e o momento em que se desintegram. Quando fazemos experimentos no laboratório com múons em repouso.2 . ( ∆t ) d = ( 2.994 . deveriam percorrer. l0-6 s.2 . a experiência mostra que múons criados a quase l0 km de altitude são detectados na superfície da Terra. observamos que eles se desintegram com uma vida média de 2. (2. 10-6 s . Esses múons movem-se com velocidade próxima da luz: v = 2.994 . em média. Para um referencial fixo no múon. o tempo de desintegração é: ∆t' = 2.2 . Isso acontece por causa da dilatação temporal.108 m/s Portanto.22 Evidências da dilatação temporal Uma das primeiras evidências da dilatação temporal foi obtida por meio de experimentos com uma partícula chamada múon. como resultado do bombardeio dos raios cósmicos.

enquanto outro foi colocado em um avião que percorreu uma grande distância a uma grande velocidade em relação à Terra. 108 m / s ) . a distância percorrida pelo múon antes de desintegrar-se é: D = v . (35 .23 Para um referencial fixo na Terra. ( ∆t ) D = ( 2. 10-6 s) D = 10. Um foi mantido no solo. Terminado o vôo.000 m Outro tipo de teste. A Relatividade do Comprimento . que marcam intervalos de tempo muito pequenos. consistiu em comparar relógios atômicos. os relógios foram comparados e constatou-se que o relógio do avião estava ligeiramente atrasado em relação ao relógio que foi mantido no solo. para um observador na Terra. temos: Como: Assim: Portanto: Assim.994 .

No entanto. A equação que liga L'e L é: • Veja Bem: A contração de comprimento dada pela equação IV pode ser percebida por meio de medidas. A conseqüência disso é que a imagem vista (ou fotografada) é levemente distorcida. quando se move com velocidade V (em relação a esse mesmo observador) na mesma direção em que foi medido o comprimento (fig. Na figura a mostramos um cubo em repouso. A imagem formada na retina de um observador (ou no filme de uma máquina fotográfica) é constituída de raios de luz que chegam praticamente ao mesmo tempo na retina (ou no filme). mas partiram do objeto em momentos diferentes. 11 ). a imagem observada tem o aspecto da figura b.24 Suponhamos que um objeto tenha comprimento L' quando em repouso em relação a um observador (fig. Einstein mostrou que. o aspecto visual é outra coisa. A Relatividade da Massa . Quando esse cubo se move para a direita com velocidade próxima de c. Dizemos então que houve uma contração de comprimento. l0). como mostra uma simulação feita em computador. esse objeto apresenta um comprimento L tal que: Observe que o comprimento h não se altera.

mas sim sua massa inercial. O significado dessa equação. Antes de considerá-la. a velocidade v não pode atingir (nem superar) o valor c. contudo. temos: A massa aumenta com a velocidade.25 Outra conseqüência dos postulados de Einstein é que a massa inercial varia com a velocidade. a equação E = m . . sem dúvida. c2 que relaciona a massa (m) com a energia (E). mais difícil torna-se a variação de velocidade. complementando o anterior. maior será a inércia. é bem mais complexo do que pode parecer à primeira vista. vamos analisar o significado de uma equação parecida com ela: ∆E = ( ∆m ) . Em setembro do mesmo ano. a qual mede a inércia do corpo. Quanto maior a velocidade. ele publicou mais um pequeno trabalho. O que aumenta com a velocidade não é a quantidade de matéria do corpo. c2 Einstein introduziu a Teoria da Relatividade em seu trabalho "Sobre a eletrodinâmica dos corpos em movimento". para que o denominador não se anule. isto é. Atenção: massa não é matéria. o aspecto mais conhecido da Teoria da Relatividade é. Porém. Sendo Mo a massa de um corpo quando está em repouso em relação a um referencial inercial e M a massa desse mesmo corpo quando tem velocidade v em relação a esse mesmo referencial. Massa e Energia Entre o grande público. intitulado "A inércia de um corpo depende de seu conteúdo de energia?". escrito em junho de 1905.

26 Nesse trabalho ele mostrou que a massa inercial de um corpo varia toda vez que esse corpo ganha ou perde energia, qualquer que seja o tipo de energia. Se um corpo receber uma quantidade de energia ∆E, sua massa inercial terá um aumento ∆m dado por: ∆E = ( ∆m ) . c2 Do mesmo modo, se o corpo perder energia, sua massa inercial irá diminuir. Assim, a massa de um tijolo quente é maior do que a de um tijolo frio; uma mola comprimida tem massa maior do que quando não estava comprimida, pois o acréscimo de energia potencial elástica ocasiona um aumento da massa inercial da mola. Quando um corpo tem sua velocidade aumentada, aumenta também sua energia cinética; é esse aumento de energia cinética que acarreta o aumento da massa inercial do corpo.

Por Exemplo:

Um recipiente contém 1 kg de água à temperatura de 3 °C. Se ela for aquecida até atingir a temperatura de 93 °C, qual será sua nova massa? São dados: ca = calor específico da água = 1 cal / g . °C c = velocidade da luz no vácuo = 3.108 m/s 1 caloria = 4 joules

Resolução:

A massa inercial da água é: M1 = 1kg = 1000 g A temperatura inicial da água é θ1 = 3 °C e a temperatura final é θ2 = 93 °C. Assim, a variação de temperatura é: ∆θ = θ 2 - θ 1 = 93°C - 3°C = 90°C Deixando de lado os cuidados com os algarismos significativos, a quantidade de calor absorvida pela água foi: Q = m . ca . ( ∆θ ) = ( 1 000 g ).(1 cal / g, °C).(90 °C) Q = 9.104 cal = 36.104 J

27 Essa quantidade de calor é a energia absorvida pela água, ou seja: ∆E = Q = 36.104 J Da equação ∆E = ( ∆m ) . c2 tiramos: ∆m = ∆E / c2 = 36.104 J / ( 3.108 m/s2 ) ∆m = 36.104 J / ( 9.1016 m2/s2 ) ∆m = 4.10-12 Kg = 0,000000000004 Kg Como vemos é uma variação muito pequena, que mesmo as balanças mais precisas não conseguem determinar. Mas, de qualquer modo, sendo m2 a massa final da água teremos: m2 = m1 + ∆m = 1Kg + 0,000000000004 Kg ∆m = 1,000000000004 Kg Nas aulas de Química você deve ter aprendido a lei da conservação da massa de Lavoisier. Segundo essa lei, a massa total dos reagentes é igual à massa total dos produtos de uma reação química. Agora sabemos que essa igualdade é aproximada, pois durante uma reação química em geral há absorção ou liberação de calor (ou luz) para o ambiente. Desse modo há uma variação de massa. Porém, como ocorreu no exemplo anterior, essa variação de massa é tão pequena que as balanças não conseguem determiná-la. Só foi possível verificar a validade da equação de Einstein quando os físicos conseguiram analisar as transformações com os núcleos dos átomos, pois, durante essas transformações, as variações de massa são muito maiores do que as que ocorrem numa reação química e, assim, podem ser mais facilmente percebidas. É importante ressaltar que no interior do núcleo há dois tipos de energia potencial: a energia potencial elétrica, devida à repulsão elétrica entre os prótons, e a energia potencial nuclear, correspondente à força nuclear que mantém os componentes do núcleo unidos.

Conversão ou variações proporcionais?
Quando a equação ∆E = ( ∆m ) . c2 é comentada em artigos publicados em jornais ou revistas, freqüentemente lemos frases do tipo: "A energia pode ser convertida em massa, e vice-versa". Essa frase, porém, não está correta. Não há conversão de energia em massa (ou vice-versa). Vejamos por quê. Em primeiro lugar a massa não é uma "coisa", mas sim uma propriedade, é uma medida da inércia. Portanto, não pode ser convertida (transformada) em nada.

28 Em segundo lugar quando há conversão, algo deve desaparecer para dar lugar a outra coisa. No entanto, quando fornecemos energia a um corpo, ela não desaparece, continua lá, como energia. Consideremos, por exemplo, o caso da compressão de uma mola. Ao comprimirmos a mola, fornecemos a ela uma energia que fica armazenada na forma de energia potencial elástica, ela não desaparece. Então, por que essa energia produz um aumento da massa da mola? A energia produz aumento da massa porque tem inércia, isto é, a energia tem massa. Por isso, um dos trabalhos de Einstein sobre a relação entre massa e energia, publicado em 1907, tinha o seguinte título: "Sobre a inércia da energia, como conseqüência do princípio de relatividade". Outra noção freqüente que também deve ser evitada é a da equivalência entre massa e energia, pois ela dá uma idéia de igualdade entre massa e energia, o que não é verdade. A massa inercial mede a inércia de um corpo, isto é, sua resistência a mudanças de velocidade, enquanto a energia representa, numa definição simplificada, capacidade de realizar trabalho. O que podemos dizer, então, é que a equação de Einstein exprime uma proporcionalidade entre os valores numéricos das variações de massa e energia. O equívoco com a palavra conversão tem como origem o fenômeno que comentaremos a seguir.

Matéria e Radiação
De acordo com a Física Clássica, as ondas eletromagnéticas se propagam de uma maneira
contínua. No entanto, de acordo com a Mecânica Quântica, as ondas eletromagnéticas se propagam na forma de "pacotinhos" denominados fótons. Cada fóton tem uma quantidade de energia que depende da freqüência da onda eletromagnética, como veremos no próximo apêndice. Aqui, para simplificar os termos empregados, chamaremos uma onda eletromagnética de radiação. Existe variadas transformações de radição em matéria, como o reproduzido na figura 13, onde um fóton se transforma em duas partículas materiais, que são um elétron e um pósitron.

a equação ∆E = ( ∆m ) . os físicos constataram que para cada partícula existe uma antipartícula de modo que. Na figura 14 mostramos o caso em que um elétron se encontra com um pósitron. Durante o século XX. c2 .29 Também é possível o fenômeno inverso: a transformação de matéria em radiação. se aniquilam. c2 ) Quando um corpo tem massa m podemos dizer que esse corpo tem um conteúdo energético E dado por: E = m . Quando isso ocorre. ao se encontrarem. produzindo dois fótons. pois algo desapareceu dando origem a outra coisa. c2 pode ser usada para relacionar a energia da radiação com a massa da matéria. transformam-se em radiação. A Equação ( E = m . isto é. Nestes dois casos podemos dizer que houve conversão.

a velocidade da luz. c2 A energia cinética do corpo é dada pela diferença entre E e Eo: Ec = E .Eo Ec = m . c2 chamado de energia de repouso. a energia cinética de um corpo de massa m e velocidade V é dada por: Ec = m . nesse caso o seu conteúdo energético é: Eo = mo . o novo conteúdo energético do corpo será dado por: E = m . essa equação nos dá o valor aproximado de energia cinética quando a velocidade v é pequena em comparação com c.mo . v2 2 No entanto. A equação que nos dá o valor exato da energia cinética é outra. Energia cinética Na Física Clássica. c2 . de acordo com a Teoria da Relatividade.30 O conteúdo energético do corpo é a soma de sua energia cinética com todas as energias armazenadas no seu interior e com a energia da radiação que pode ser obtida pela conversão de suas partes materiais. Se uma força realizar trabalho sobre o corpo. c2 Ec = ( m + mo ) . ele passará a ter uma velocidade li e uma massa m dada por: Com isso. c2 . Suponhamos que um corpo em repouso (em relação a um determinado referencial inercial) tenha massa m a qual é chamada massa de repouso.

o He (fig. o caso do núcleo de um dos isótopos do hélio. Consultando uma tabela. Uma fusão é uma reação em que duas ou mais partículas se unem para formar um corpo maior.66054.00867 u) → → mt = 2. nós consigamos juntar dois prótons e dois nêutrons para formar a partícula alfa: p+p+n+n → α Essa reação é um exemplo de fusão nuclear. algum próton ou nêutron perdeu um "pedaço" ? Não.03190 u mt > mα' Podemos observar que isto é.01734 u = 4.00728 u) +2. de algum modo. composto de dois prótons e dois nêutrons. 15). Vamos supor que. Como isso aconteceu? Será que. dada por: 1 u = 1.31 Energia de Ligação Podemos usar a equação de Einstein para calcular a energia potencial armazenada nos núcleos dos átomos. Durante a reação houve uma perda de massa. Esse núcleo é também chamado de partícula alfa. Consideremos.01456 u +2.00728 u mn = massa do nêutron = 1. a massa total antes da reação é maior do que a massa da partícula alfa. durante a reação.10-27 Kg Vamos calcular a massa total ( mt ) antes da reação: mt = 2 mp + 2 mn = 2.00867 u mα = massa da partícula alfa = 4. obtemos as massas de repouso dos elementos que participam da fusão: mp = massa do próton = 1.(1.00260 u em que u é a unidade de massa atômica. A razão dessa perda . prótons e nêutrons continuam "inteiros". por exemplo.(1.

devemos ter EEp > 0 e.3785.c2 = (4.0. (3.10-12 J Essa energia é a soma de duas energias potenciais: a energia potencial elétrica ( EEp ) corresponde à repulsão elétrica dos prótons e a energia potencial nuclear ( NEp ) correspondente à força nuclear. devemos ter NEp < 0. em módulo.66054. a energia liberada foi: ∆Ε = |∆m|. Vamos calcular a energia liberada. Durante a fusão há uma liberação de energia.0293 u = (0.108 m/s)2 = 4.10-12 J Após essa liberação de energia. fica armazenada na partícula alfa uma energia potencial (Ep) negativa cujo módulo é igual à energia liberada na fusão: Ep = . a energia nuclear é maior do que a energia elétrica: | NEp | > | EEp | de modo que a soma é negativa ( Ep < 0 ). calculando antes a variação de massa: ∆m = mα + mt = (4.0.00260 u) . (1.(4. O módulo de Ep é chamado de energia de ligação do núcleo ( EL ): EL = | Ep | = 4.0293 u Assim: |∆m| = 0.32 de massa está na perda de energia. e essa energia tem massa.10-29 Kg) .10-27 Kg) = 4.10-12 J A energia de ligação é a energia mínima que devemos fornecer ao núcleo para separar seus componentes.865.10-29 Kg Portanto. como a força nuclear é de atração.3785.4.03190 u) = . O fato de o núcleo se manter coeso significa que. No interior do Sol ocorrem vários tipos de reações de fusão e são essas reações que produzem a energia emitida por ele. que mantém o núcleo coeso: Ep = EEp + NEp Como a força elétrica é de repulsão. .3785.865.0293 u) .

10-19 C temos: 1 eV = 1.33 Unidades de Massa e Energia Os físicos nucleares usam freqüentemente unidades que não pertencem ao SI. 10-19 J ou: 1J= 1 eV 1.987552 .6095864 . Vamos obter a equivalência entre o kg e o Mev / c2.6021773 . c2 = (1kg) . 108 m/s) = = 8. em vez do joule eles preferem o elétron-volt (eV). fazendo m = 1 kg e adotando para a velocidade da luz o valor mais preciso: c = 2. são usadas com freqüência a unidade de massa atômica (u) e também uma outra unidade obtida a partir da equação de Einstein: E = m . l016 J = = ( 8. Adotando para a carga elementar o valor mais preciso: e = 1. 1019 eV / 1. obtemos a massa numa outra unidade: o Mev / c2.6021773 . c2 → m = E c2 Expressando a energia em MeV.6021773.9979246 . E = m .6095864 . 1029 MeV Portanto: .9979246 .l0-19 Outras unidades freqüentemente usadas são o kev e o MeV: 1 kev = 10(3) eV 1MeV = 10(6) eV No caso da massa.987552 . 1 eV expresso em joule é numericamente igual à carga elementar expressa em Coulomb. 108 m/s. Como vimos no estudo da Eletricidade.1016 ) .6021773 = = 5. 1035 eV = 5. No caso da energia. (2.

isto é. isso não é verdade.6095864 . com isso. confirmar a validade da equação de Einstein. Se quisermos.34 1 kg = 5. No entanto. uma parte da energia potencial armazenada no núcleo (elétrica e nuclear) transforma-se em radiação e energia cinética dos fragmentos que resultam após a fissão. . Não há alteração no número total de prótons e nêutrons. Um nêutron atinge o núcleo de urânio tomando-o instável.c2 tornou possível a Fabricação da bomba atômica. Nesse processo. Porém. Com isso o núcleo de urânio se divide em dois núcleos menores com emissão de dois ou três nêutrons e alguns fótons. 1029 MeV / c2 • Não é bem assim: Freqüentemente ouvimos dizer que a equação AE=(Am). não há conversão de matéria em radiação. b). podemos calcular as variações de massa e energia e. como veremos a seguir: Um dos tipos de bomba atômica é construído a partir da fissão (fragmentação) do núcleo do átomo de urânio (fig. não precisamos da equação para construir (e explodir) a bomba. mas apenas transformações de energia.

000 km/s.” . A velocidade mais próxima da luz calculada até hoje é de: 299. Entretanto. a força total que atua em cada carga é a mesma. os suíços de alemão e os alemães me chamarão de judeu. A partir dos seus postulados. Se ficar provado que a relatividade está errada. achavam que ela era instantânea. Einstein conseguiu demonstrar que os campos produzidos por uma carga em repouso são diferentes dos produzidos quando ela está em movimento. 1) A velocidade da luz Na Antiguidade já se acreditava na propagação retilínea da luz. os franceses me chamarão de suíço. demora 4 anos e meio para ser vista de nosso planeta. prêmio Nobel de Física em 1907. quando contemplamos o céu estrelado. sabemos que estamos diante de imagens do passado: os raios de luz que estão atingindo nossos olhos saíram daquelas estrelas muitos anos antes.792. seus estudos sobre a luz foram tão exatos que Einstein se baseou neles para desenvolver a Teoria da Relatividade. ================================================================== Teoria da Relatividade de Albert Einstein Uma rápida observação “Se for provado que a relatividade está certa.458 km/s. Hoje. representado pela letra c. Basta dizer que a luz emitida pela Alfa de Centauro. os suíços de cidadão suíço e os franceses me chamarão de grande cientista. c = 300. o norte americano Albert Michelson (1852-1931). em qualquer referencial inercial. Suas investigações aperfeiçoaram ao grau máximo a medida da velocidade da luz. adotamos atualmente o valor de aproximadamente 300. Muitos físicos se dedicaram à empolgante tarefa de determinar a velocidade da luz. Isaac Newton (1642-1727). Entre os mais importantes temos: Galileu Galilei (1564-1642). As alterações ocorrem de tal modo que. a estrela mais próxima da Terra (depois do Sol é claro). o cientista dinamarquês Olaüs Roemer (1644-1710) que determinou a velocidade da luz através da observação de Júpiter e um de seus satélites.000km/s . mas pensava-se que ela era emitida pelos astros no mesmo momento em que ela podia ser vista da Terra. ou seja. os alemães me chamarão de alemão.Albert Einstein (1879-1955).35 Campos Elétricos e Magnéticos Uma das questões que afligia Einstein era a questão da força eletromagnética. o francês Hipólito Fizeau (1819-1896) que efetuou a primeira medida direta da velocidade da luz. Além disso.

A figura mostra as duas naves alinhadas momentaneamente no tempo "t0". ela perceberá a luz azul antes da luz vermelha (figura 3 e 5). a explosão das estrelas aconteceu realmente no mesmo instante. Porém. a luz deste evento demorou mais a ser identificada por Maria. Os dois encontram-se em repouso nos centros de suas respectivas naves. Observando a figura 1 vemos João e Maria cada um em uma nave. Isso quer dizer que nem sempre um observador concordará com a opinião de outro observador quando assistem a um evento onde há um movimento relativo entre eles. A nave de João está parada para nós. Na descrição da experiência. o evento vermelho para ela aconteceu depois do evento azul. As naves servirão como referenciais inerciais para os observadores João e Maria. Logo. Consideramos a experiência hipotética. A supernova da esquerda produziu uma luz vermelha e a supernova da direita produziu uma luz azul. chegaram ao mesmo tempo até os seus olhos. Como Maria estava em movimento em direção a supernova azul. Maria possui uma opinião diferente. Para João que estava em repouso na nossa observação. a nave de Maria encontra-se a uma velocidade "v". geralmente não existe concordância entre dois observadores acerca da simultaneidade de dois eventos que estejam assistindo. duas supernovas explodem ao mesmo tempo segundo nosso referencial conforme a figura 2.36 2) Relatividade da Simultaneidade O futuro pode preceder o passado Será que a análise de um mesmo acontecimento é identica para dois observadores que tenham diferentes referências? Existe alguma relação entre a observação e a conclusão desse mesmo evento para esses mesmos indivíduos? Em um movimento relativo. Podemos dizer ainda: já que a sua nave estava fugindo do evento (explosão) vermelho. já que a luz das duas supernovas vermelha e azul. podemos perceber: . Neste exato momento.

3: No instante t2. Fig.1: No tempo t0. . as duas naves encontram-se na mesma posição segundo um imaginário eixo "x". "c". onde S1 e S2 designam as distâncias nos quais. as supernovas vermelha e azul se encontram em relação as naves. neste momento. As frentes luminosas locomovem-se com velocidades constantes a da luz.37 Fig. 2. a nave de Maria não encontra-se mais na mesma posição.2: As duas estrelas explodem emitindo a luz de suas catástrofes em direção as naves. 2. Sabe-se também que S1=S2. Neste intervalo de tempo. 2. Fig. a luz chega até a nave de Maria. logo as estrelas encontram-se a uma mesma distância das naves em relação a um eixo "x" neste espaço e neste tempo.

já que a luz azul a atingiu antes da luz vermelha. Para Maria as explosões ocorreram em tempos diferentes. que a simultaneidade entre dois eventos é relativa. João detectou as duas explosões ao mesmo tempo. As conclusões dos dois observadores são completamente simétricas.5: Somente agora a nave de Maria pode identificar a explosão vermelha.). Neste caso. João diria que eles não foram simultâneos. as luzes vermelha e azul chegam até a nave de João.38 Fig. percebemos e podemos afirmar. afirmei: as frentes de onda colidiram de tal modo que. 2. . Esta aparente contradição decorre da relatividade da simultaneidade. Após a observação dos eventos com João e Maria. Esta frase motivaria a pergunta: simultaneamente em relação a que referencial? Em vez disto. 2. Para ela os eventos não foram simultâneos. a explosão das estrelas aconteceu ao mesmo tempo. Como ele não apresentava movimento. As frentes de onda poderiam ter colidido de tal modo que os eventos fossem simultâneos para Maria. ou seja. Fig.. simultâneos. (Note que eu evitei dizer coisas do tipo: as frentes de onda colidiram simultaneamente com a nave.4: No instante t3. Na situação simulada. Contudo os dois observadores falam a verdade e estão corretos. É importante compreender que existe apenas uma frente de onde que se expande a partir do local de cada evento e que estas frentes de onda se deslocam com a mesma velocidade "c" em ambos os referenciais.. As duas descrições não concordam.

O passageiro dentro desse ônibus joga uma bola horizontalmente no chão com uma velocidade uniforme v. Existem dois fatores essenciais que serão considerados a partir de agora para um entendimento mais amplo do nosso estudo: a luz sempre têm a mesma velocidade em qualquer que seja o referencial. Por exemplo: consideremos um ônibus em movimento. O segundo conceito parece até tolo de ser mencionado. o tempo parecia ser sempre o mesmo para qualquer que seja o referencial (isso não acontece na relatividade). A luz não pode ser mais rápida do que a luz. a física clássica não obedece aos princípios percebidos por nós. para um observador que esteja do lado de fora do ônibus. veja como o espaço e o tempo são obrigados a se contorcer para permitir a passagem da luz. o tempo de chegada da bola até o extremo do ônibus é identica para os dois observadores. Na relatividade também consideramos a fusão dos dois elementos espaço e tempo em apenas uma dimensão: o espaçotempo. nos tópicos: "Dilatação do tempo" e "Contração do espaço". da dilatação do tempo e do aumento da massa de um corpo. 4) Voltando a Mecânica clássica Na mecânica clássica. Medimos a mesma velocidade da luz que vem de uma estrela.39 3) Efeitos da velocidade limite Percebemos no último exemplo as situações que podem ocorrer quando lidamos com a velocidade da luz. a bola estará correndo com uma velocidade superior.000km/s. Nós sabemos que o ônibus viaja a uma velocidade v'. Obviamente. segundo a ilustração 1. o observador interno verá sua bola correr normalmente na velocidade v. já que ela está viajando junto com o ônibus. . É importante lembrar que a velocidade da luz é sempre igual para todos os referenciais 300. como a luz de uma lanterna que acendemos dentro de um carro em movimento. As velocidades se somam e a velocidade resultante da bola para o observador externo será v + v' porém. porém depende-se dele a estrutura das idéias que serão apresentadas mais adiante como a percepção da contração do espaço. Apesar do ônibus continuar com seu movimento contínuo. A medida que nos aproximamos da velocidade da luz.

A Mecânica de Newton aparentemente não tinha defeitos..40 Fig. produzindo como consequência um mesmo intervalo de tempo para os dois observadores. será que era só isso? .1: Na ilustração 1. vemos o ponto de vista do observador interno. ela também percorre uma distância maior. Mas. Podemos calcular a relação entre esses eventos da seguinte forma: Observador interno Observador externo Parecia que tudo estava perfeitamente explicado.. 4. Apesar do observador externo (ilustração 2) ver a bola ir a uma velocidade mais elevada. ao lançar uma bola dentro do ônibus com certa velocidade v.

Porém ocorre um problema. Anteriormente afirmamos que a velocidade da luz era sempre constante. Esta relação entre os movimentos parecia indiscutível Bastava somarmos as velocidades dos corpos. Evento 2. Ligar urna lanterna no chão do trem. novamente baseando nossa análise na visão da teoria da relatividade. depois de refletir—se num espelho fixo no teto do trem. isto é.41 5) Dilatação do tempo . Não desacelera nem aumenta sua velocidade. a observação do tempo de um evento para qualquer referencial era sempre igual para observadores desses referenciais. nunca muda e que equivale a 300. A relatividade da simultaneidade está intimamente ligada à relatividade do tempo. Na figura 5.1. Maria encontra: t0=S0/c (Maria) .000 km/s em movimento uniforme. Normalmente esses observadores não concordarão quanto a duração deste intervalo de tempo. a luz sempre corre a esta velocidade uniforme "c". Vamos examinar um caso simples. (ver pequena introdução em: Efeitos da velocidade limite. A volta da luz. Maria está em um trem que se move com velocidade "v" em relação a estação. neste trabalho). diferentes observadores medem intervalos de tempo diferentes para um determinado par de eventos. Ela possui um relógio eletrônico para determinar o intervalo de tempo t0 entre dois eventos: Evento 1.Parte 1 de 2 A juventude eterna Até pouco depois de Newton. Ou seja. Para o intervalo de tempo entre esses dois eventos.

novamente para o observador externo. Considere agora estes mesmos eventos observados por João (figura 5. a luz percorreu um caminho maior. percebemos que o desenho mostra o movimento do "facho de luz" em relação a Maria que está dentro do trem. Porém para o observador externo. 5. indo e voltando para o chão. 5.000km/s. estes dois eventos ocorrem no mesmo local e ela pode medir o intervalo de tempo entre eles usando um único relógio localizado no mesmo ponto. A luz da lanterna que bate no espelho e volta. a lanterna está parada. No segundo momento. ou seja. esta será vista em diagonal.2: O movimento da luz vista por um observador externo (João): a figura representa o ponto de vista de como um obsevador externo (no caso João) veria o percurso da luz da lanterna. O tempo que Maria mede é um tempo próprio e se chama to. pois o vagão de trem está em movimento. Um intervalo de tempo medido por um único relógio em repouso denomina-se intervalo de tempo próprio e será identificado por um índice zero abaixo do símbolo "t" do intervalo. pois está fora do trem em movimento.2). a luz refletida volta à lanterna. Note que para Maria. Onde t0 (lê-se 'tê zero') é o tempo medido por Maria que a luz demorou para ir da lanterna do chão ao espelho do teto. No primeiro momento. é perpendicular ao plano do trem. A velocidade da luz nunca muda. junto com a lanterna. e c é a constante da velocidade da luz que equivale a 300. devido ao fato da lanterna estar mais a frente. Contudo.) Fig. Não podemos somar a velocidade do trem com a velocidade da luz (a luz não pode ser mais rápida que a luz!). que está em repouso na plataforma e observa a passagem do trem.1: Luz vista por Maria dentro do trem: analisando bem. o espelho vai estar um pouquinho mais a frente. porém. o facho de "luz" sai da lanterna para refletir no espelho. S0 (lê-se 'esse zero') é a distância medida por Maria a qual a luz da lanterna percorreu do chão ao teto. Para ela. Devido a natureza da luz. ela percorre uma distância maior para João. a luz se propaga sempre com a mesma velocidade "c" tanto para João quanto para Maria. O intervalo de tempo medido por João entre esses dois eventos é dado por: t=S/c (João) (João vê o facho formar um triângulo. ela segue o trajeto de comprimento 2S. . Maria mede com um relógio o tempo que o "facho de luz" foi e voltou.42 Fig. Para isso.

o tempo para tal fato acontecer também foi maior.Parte 2de 2 A juventude eterna Portanto. ainda vale a relação apresentada: Pitágoras: finalizando a equação: . Repare que o percurso da luz para um observador externo (fig.43 Como a luz para o observador externo percorreu um distância maior. 5. Onde t (delta t.2) em relação ao chão e a altura perpendicular do trem. forma um triângulo retângulo. Esse triângulo retângulo é a base da fórmula no qual se deduz o principio da dilatação do tempo. S é a distância do percurso que a luz fez para ir da lanterna até o espelho e c é a velocidade da luz. aquele "t" com um triângulo na frente) é o tempo medido por João fora do trem. 5) Dilatação do tempo .

portanto.44 Podemos escrever novamente a equação da dilatação do tempo da seguinte forma: onde substituímos a razão v/c pela letra grega Ò. teremos sempre t > t0. a qual chamamos de parâmetro da velocidade. Ainda podemos escrever: Onde a quantidade adimensional g é o fator de Lorentz1. nota1 . ou seja. o tempo para você seria sempre igual a zero.vocé poderá perguntar porque esta última relação não é chamada de equação de Einstein ou o fator de transformação de Lorentz não se chama fator de transformação de . Esse efeito da dilatação do tempo é muito real e não tem nada a ver com defeitos mecânicos produzidos pelo movimento. Isto decorre simplesmente da própria natureza do tempo1. Agora ocorre uma coisa interessante: se você pudesse viajar num trem que estivesse a velocidade da luz. Como sempre temos (v/c) < 1. permanece jovem em relação a quem não está dentro do trem. devido ao fato do aumento do fator de Lorentz. simplesmente não existiria! Isso leva ao fato de que então você não envelhece.

O intervalo de tempo que ele mede não é próprio.. Desta vez João mede o comprimento da estação de um ponto ao outro da plataforma. O grande fisico ho1andês H. Maria resolve medir o comprimento da plataforma.Parte 1 de 2 -Pai? -Sim meu filho. o comprimento medido por Maria não é próprio. na realidade. para Pequim. pois ela utilizou apenas um relógio. os seguintes fatos: . Porém. É esta interpretação fisica que constitui o âmago da teoria da relatividade.1) Maria está dentro do trem em movimento. Ela medirá um comprimento L. Sabendo a sua velocidade. A medida do seu tempo é própria. Como a plataforma permanece em repouso para João. Mas. e com apenas um relógio. João mede o intervalo em que a frente do trem atravessa de um ponto ao outro a plataforma da estação. por mais que os trens se movam. mas como o próprio Lorentz concordou. deduziu estas equações antes de Einstein. v é a velocidade em que o trem se encontra e t é o tempo em que a frente do trem atravessa a plataforma. A. já que o trem está em movimento e ele utiliza de dois relógios sincronizados para medir este tempo. (agradecimentos a Willian Limeira pela identificação de correção nesta página) 6) Contração do espaço . Portanto. A velocidade do trem é v. pela velocidade do trem: t = L0/v Onde Lo é o comprimento próprio da plataforma. Voltemos a nossa estação de trem. Ao observar o evento do lado de dentro. já que a plataforma estava em movimento para ela. Chamaremos esta distância da plataforma de Lo. O tempo que ele mede. 6. (fig.. e você se mova com eles. o comprimento a ser medido por ele é próprio. é a distância que a frente do trem atravessa. Chamaremos o seu tempo de medida de To. Lorentz. ela mede o intervalo em que ela passa de uma ponta para outra da plataforma. você jamais se move de tí.45 Einstein. para Cariri. Para diversos lugares do mapa. ele não foi capaz de dar um passo decisivo na interpretação do espaço e do tempo decorrentes dessas equações. -Para onde vão os trens? -Para Macau. o comprimento medido por Maria será: Sabemos então.

A medida feita por João também pode ser feita através da velocidade do trem (v). Como o trem está em movimento. .1: João mede calmamente com uma trena o comprimento da plataforma do trem. fica fácil relacionar que o comprimento sempre será relativamente menor. seu tempo não é próprio (t). pois a plataforma está em repouso para ele. Como podemos perceber que o fator de Lorentz será sempre maior que 1. Sabendo esta. 6. João apenas dividiria o comprimento da estação por v. o espaço se contrai. Fig.2: Para medir o tempo que o trem de Maria passa pela plataforma. 6.Parte 2 de 2 Fig. João utiliza dois relógios. Ou seja. achando o mesmo tempo. O primeiro numa ponta e o segundo na outra ponta. 6) Contração do espaço . O comprimento medido é próprio.46 Onde a quantidade adimensional "gama" é o fator de Lorentz.

achando L.3: Em relação a Maria. 7) Uma nova visão do momento linear . Sabendo sua velocidade. 6. Como o movimento da plataforma é relativo para ela. ela utiliza um relógio para medir o tempo em que uma ponta da plataforma passa pela frente do seu trem a outra ponta.v onde a letra Q representa a quantidade de movimento do corpo. ou melhor.47 Fig. Um corpo que possui uma maior velocidade em relação a outro corpo que possui a mesma massa. A quantidade de movimento é a relação entre o produto da massa de um corpo com a sua velocidade: Q = m. o seu comprimento não é próprio. m é a massa desse corpo em kg e v é a velocidade no qual o corpo se encontra em m/s. basta multiplicar esta pelo tempo próprio. O equilíbrio das fórmulas dos dois observadores dará a relação da contração do movimento. Chegamos a incrível conclusão.O aumento da massa Alguns autores chamam de quantidade de movimento. é a estação que está andando. possui mais momento linear que este último. de que numa viagem a velocidade da luz. Mesmo assim. O tempo medido por Maria é próprio (t0). A quantidade de movimento é diretamente proporcional a massa do corpo e diretamente proporcional a velocidade do corpo. o comprimento do trem no qual você está se locomovendo é igual a zero. . ela aumenta quando a velocidade do corpo aumentar ou quando o corpo possuir mais massa.

B . João arremessa com uma velocidade relativamente grande para os dois. a quantidade de movimento de um corpo. D .l. Como sabemos.No 2o exemplo. o corpo possui um momento linear baixo. A relação do momento linear relativo pode ser desenvolvida da seguinte maneira: . representada por c. Agora chega a pare interessante.João arremesa para Maria um corpo de massa m com uma pequena velocidade v. porém está ERRADA. que todos os corpos devem ter o seu momento linear máximo. O princípio físico do momento linear é relativo quanto a observadores em referenciais inerciais diferentes. O leitor possivelmente perguntaria: isso quer dizer. deveria crescer infinitamente. já que a maior velocidade existente no universo é a da luz. todas as nossas idéias em relação a física que os homens conhecem desmoronaríam como castelos de baralho construídos sobre areia. Essa conclusão é muito simples de se chegar.48 Fig. caso contrário.c para cada um é aparente. 7. A conclusão para esses observadores quanto a quantidade de movimento em sistemas distintos é diferente. C .Devido ao fato da velocidade ser baixa.O corpo com maior momento linear acerta Maria. e o momento linear máximo de um corpo Q = m.: A .

produz como consequência direta o aumento de massa de um corpo. mo é a massa própria do corpo e o parâmetro representado pela letra "gama" é o fator de Lorentz. Já que a quantidade de movimento pode ser aparentemente aumentada até o infinito.000km/s. mo é a massa de repouso de um corpo e m é o aumento de massa ou massa relativística. e é exatamente a massa desse corpo. E ainda sabemos que a medida que a velocidade do corpo aumenta. v a velocidade do corpo. fazendo Q tender ao infinito. representada pela massa relativística dele ou pelo aumento relativo da massa. A massa relativística de um corpo é notada quando lidamos com referenciais diferentes.49 Onde Q é a quantidade de movimento. . o fator de Lorentz tende ao infinito. e como a velocidade máxima que um corpo de prova será sempre a da luz: c = 300. O momento linear relativístico. Abaixo temos um esquema que possibilita a melhor compreensão desse princípio. podemos reescrever a fórmula do momento relativístico da seguinte forma: Onde a quantidade adimensional representada pela letra "gama" é o fator de Lorentz. Por isso. Veja mais sobre o fator de Lorentz aqui Não é difícil raciocinar. algo inevitavelmente tem que aumentar com esse movimento.

Em princípio. Maria vive no seu mundo relativo. Mas como a velocidade da bola para Maria pode ser menor que para João? Afinal. João. não está de acordo. ela vê a bala se aproximando do muro a uma velocidade superior. Essa descoberta deu origem a bomba atômica. . Para ele que observa o movimento. Ela é o centro da terra e tudo se move ao redor dela. Para ela quem se move é a nave de João e a parede.2: A bala de canhão do desenho. Apesar de ela ter lançado a bola a uma velocidade diferente de 600 m/s para João. a soma vetorial da velocidade de Maria e a velocidade da bola não deveria ser maior para Maria do que para João? Se você chegou a esse paradoxo. Também chamamos esse princípio de Lei da conservação. é a mesma coisa que dizer que o muro está parado e a bala está correndo a uma velocidade de 800 m/s. embora os cálculos de João mostre uma velocidade maior. Durante esse evento relativo. Relativisticamente falando. 7. Apesar disso. Até o muro. Em altas velocidades. Da mesma forma que uma pequena quantidade de massa pode se transformar numa grande quantidade de energia. onde E é a energia. Esse fato compensaria a velocidade. os dois observadores não negam que a bala irá destruir a placa. Esse é o princípio que nos leva a famosa fórmula E=m. garantindo o impulso necessário para perfurar a placa. a bala se move a 600 m/s até atingir o alvo. tem como objetivo atravessar a placa com a força de seu impulso. dizer que o muro e bala vão se chocar um contra o outro. pois o muro está se aproximando da bala a 200 m/s.50 Fig. De acordo com os cálculos de Maria. Como vimos na figura. m é a massa e c é a velocidade da luz no vácuo. ele também mediu a bala com uma massa menor. os dois observadores estão convencidos que o projétil vai destruí-la. a energia do movimento se transforma em massa.c2. Maria não sabe que está em movimento. meus parabéns. isto não seria suficiente para fazer um rombo na placa. Você não está pensando relativisticamente. segundo Einstein. Isso porque. a bala corre a 800 m/s.

000. Isso por um lado é bom.c2.000. A energia é igual a matéria. "m" é a massa do sanduíche em kg e "c" é a velocidade da luz em metros/segundo. O físico Albert Einstein introduz a seguinte concepção: massa e energia são duas faces de uma mesma moeda. só que apresentados de forma diferente.000. bastando multiplicar pelo quadrado da velocidade da luz.000) E = 5 x 9 x (10.000. imaginemos um exemplo hipotético: considere que queiramos transformar um sanduíche de carne de 500g. E = m.. Isso quer dizer que matéria e energia são a mesma coisa. E nisto que consiste o princípio da famosa fórmula E=m.000. Tivemos que deixar todos os conhecimentos que achavamos que eram certos para trás.000 x 300. E = 0. é a energia produzida em Joules. por mais de 12 séculos! . transformando. Multiplique pela velocidade da luz.5 x 300.000.c2 ===> onde "E". Já parou para pensar? A energia liberada com a transformação de apenas uma grama de matéria.000) E = 45.000.000 Joules. Para se ter uma idéia do que podemos fazer com esta fórmula.c2 . foi divulgada livremente para a sociedade..51 8) E = m.000. com advento da relatividade e a contribuição de Einstein para o homem.000. seria o suficiente para ferver mais de trinta toneladas de água! Seria o fim do banho frio.000.000. completamente em energia.000 E = 5 x (1/10) x 9 x (100. Hoje. sem se cansar! É a quantidade certinha de energia para fazer seu ar-condicionado funcionar por meio milhão de anos! Torna-se a cifra ideal para que se possa esquentar todo o dia o seu copo de leite do café-da-manhã. O princípio da aniquilação de matéria deixou facinados os cientístas tecnólogos de nossa época.000. Voilá. você tem a quantidade de energia que toda a sua matéria é capaz de concentrar.000. (Uau!) Quarenta e cinco quatrilhões de Joules é energia suficiente para andar a pé. multiplique novamente pela velocidade da luz. A formularização do conceito de matéria-energia por Einstein. Agora. mudamos completamente a visão que tínhamos sobre o universo.Um problema delicado “Porque os homens matam os homens que matam os homens? Para demonstrar que nâo se deve matar?” Pegue um pouco de matéria. 25 vezes a distância equivalente da Terra a Lua.000.

no exato momento que outros viram que ela poderia ser utilizada como arma. Logo em seguida. mais uma bomba atômica foi lançada em Nagazaki.52 Atualmente. o uso da aniquilação de matéria se faz controladamente através da produção eficaz de energia elétrica. quando ela foi submetida a prova. Um pouco de história: Einstein não percebeu de imediato como três letrinhas poderiam causar tantos problemas e afetar o rumo da História da humanidade e com ela a segunda grande guerra mundial. o homem descobre o poder da bomba atômica. Estava terminada a segunda guerra mundial. Em Agosto de 1945. na cidade de Hiroshima-Japão destruindo tudo o que havia pela sua frente. . a partir de Usinas Nucleares. Estava nomeada a fórmula do “genocídio instantâneo”.

que qualquer forma de energia deve ter uma massa correspondente da seguinte forma: E = m. um acontecimento realmente intrigante na relatividade será abordado nesse apêndice. É de nosso conhecimento que matéria pode ser transformada em energia e que energia e matéria são duas faces de uma mesma coisa Vamos concluir observando então. que depende da massa e da distância que os corpos se encontram. pela gravidade do Sol. O estudo da massa inercial da luz. Portanto. Isso acontece devido ao desvio da luz. e infelizmente a diferença é muito pequena. é um efeito da relatividade restrita. Fig. A luz então é desviada e a posição da estrela que o observador da Terra vë. 9.53 9) A massa da luz Embora não tenha sido tratada dentro do enfoque geral do trabalho. seja qual for o seu grau de sensibilidade. A relação entre luz e gravidade. devem ser atraidas em direção a um campo gravitacional. Einstein tornou-se famoso ao provar suas hipóteses. Como a luz possui massa igual a E/c2. quando astrônomos do mundo todo comprovaram as expectativas. É verossímel em principio. A atração dos corpos é uma característica natural da matéria. analisando o deslocamento aparente das estrelas próximas ao Sol através de um eclipse. impossibilitando a identificação por qualquer instrumento conhecido. se as ondas de luz tem massa.. mas a força gravitacional sobre a luz é um efeito da relatividade geral. é aparente.c2 então. Mas existe um efeito sôbre a massa da luz no qual pode ser medido. Contudo. a observação de uma estrela que esteja atrás do Sol. não existe um refletor perfeito desse tipo. A posição dessa estrela será diferente para um observador que estivesse na Terra. Por exemplo.1: Um observador da Terra recebe a luz de uma estrela localizada atrás do Sol. ela será atraida pelo astro como qualquer corpo material.. . A caixa pesaria então mais quando contivesse luz do que quando não a contivesse. m = E/c2 Isto quer dizer que ondas de luz que tem massa de repouso nula devem ter uma massa E/c2 onde "E" é a energia da própria luz. que a massa da luz possa ser medida aprizionando—a em uma caixa com paredes perfeitamente refletoras.

que quando olhamos um relógio ao meio-dia em ponto. exatamente como uma fita de video cassete sendo reproduzida ao reverso. Isso significa. ou seja. mas o conceito faz sentido. Veja: Fig. ele só verá meio-dia. Para nós. O nome é engraçado. mas a imagem dele. e abordar o universo através de um outro ponto de vista. Se você pudesse viajar mais rápido que a velocidade da luz. viaja sempre em movimento uniforme (MU) a 300.54 Observação: matéria e energia são duas coisas tão relacionadas.000km/s. O relógio pareceria estar rodando para trás. Ao fazer isso. marca a hora exata de meio-dia. Logo.1: Vemos João olhando para o relógio. O único empecilho que nos repele a aceitação deste neologismo. Para ele.000km/s.2: João agora “foje’ do raio luminoso. que poderíamos unir as duas em um único nome que seria matergia. o tempo pararia. não passa do tempo necessário para que a luz percorra uma certa distância num determinado período de tempo. também correrá com a gente a 300. 10. é que este nos solicita refletir a uma nova concepção da realidade. A velocidade da luz é sempre constante. . a luz refletida do relógio que marcava meio-dia. Agora vem a parte esquisita da coisa. Como efeito. Fig. você estaria voltando no tempo. 10) O movimento super-luz A concepção básica da teoria da relatividade de Einstein. 10. na mesma velocidade deste. O facho de luz refletido do relógio ao olho de João. até que ela impressione a nossa retina. Como ele nunca recebe um “novo facho de luz” e só olha para o mesmo facho na direção do relógio. emitida no “agora” e ultrapassaria as ondas emitidas antes do “agora”. o tempo parou. afastando-nos do relógio na velocidade da luz. toda a informação visual. pois sempre seria meio-dia em ponto quando olhassemos para o relógio. Imaginamos agora. não olhamos exatamente o relógio. você estaria andando à frente da onda luminosa. costuma ser interessantemente elaborada a partir do seguinte fato. corpos e objetos que identificamos.

desde que você esteja olhando de uma distância grande o suficiente. Superluminal Loopholes in Physics” (Mais rápido que a luz. na qual a terra pode ser considerada em repouso (o antigo modelo Geocêntrico aceito antes de Copérnico) implicaria em velocidades super-luz para Netuno e Plutão. A lista de Herbert dos 14 "objetos" que viajam mais rápido que a luz. 9.Alguns Quasares parecem emitir pequenas quantidades de material movendo-se a velocidades superiores à luz. Falhas na Teoria do Movimento Super-Luz na Física) que o movimento super-luz não está vetado pela relatividade.A imagem dos movimentos rápidos do facho de um holofote. infinitamente rígida. 2.55 Cedo ou tarde. . 3. chegaria—se a conclusão que você teria criado uma máquina do tempo. Hebert apresenta uma lista de 14 "objetos" que viajariam mais rápido que a luz.Uma longa cauda de cometa. 5.Certas luzes de marcação (aquelas vistas no alto de prédios muito altos) podem ser programadas para piscarem em velocidades aparentemente maiores que c. é instântaneamente transmitido a outra extremidade. 12.A interseção das lâminas de um par de tesouras. 11.A velocidade da fase de um sinal radiofônico viajando através de plasma parece adquirir velocidade super—luz. 6. não importa o quão distante estejam. 8. a princípio. Nick Herbert escreveu em seu livro “Fater than Light. viaja mais rápido que a luz quando a cabeça do cometa gira em torno do sol. 10. Hebert lança como dúvida o princípio de que existem certas ocasiões que as leis da física fogem até à relatividade. E isso leva a todos os tipos de paradoxos.Uma barra longa.A colisão de duas ondas (como as do mar) na qual ondículas transitórias se formam e parecem se movimentar mais rápido que a luz. viajar a velocidades maiores que a da luz.O elétron que forma o ponto em um ociloscópio pode. sendo que tais lâminas sejam longas o suficiente e estas sejam fechadas a uma velocidade próxima de "c". envolvem: 1.As ondículas que se formam quando as ondas do oceano quebram na praia podem viajar a velocidades infinitas quando tal onda atinge a praia em certos ângulos e em toda parte simultaneamente. como um holofote. 4. 7. na qual o empurrão empregado em uma extremidade.A sombra do eclipse de um planeta sobre um outro mais distante.Em uma situação ideal.

a da luz. A teoria básica é que uma série de pontos. ou seja. que têm fim. não importando quanto o tempo se dilate. A especulação científica sobre buraco de verme foi proposta por Albert Einstein e Nathan Rosen em 1935. Apesar de ser uma teoria muito arrojada. a decepção de que o universo é finito. os tripulantes desta teriam a impressão de estar viajando a velocidades superiores a c. Essa é uma concepção dentre várias possibilidades da existência de um possível buraco de verme. enquanto dentro distorções visuais estranhas afetam as percepções dos passageiros jogados através do contínuum do espaço-tempo. é lógico que os observadores externos ainda veriam a nave em velocidade sub—luz. Ou ainda uma possível conexão que pode existir entre o nosso universo e um outro universo. O limite temporal consiste no simples fato de que não podemos percorrer dois pontos distintos do espaço em tempo real zero.56 13. mais do que a própria relatividade. um dos problemas que iremos tratar mais adiante. Essa conexão é chamada de ponte Einstein-Rose. o buraco de verme resolveria afinal. Uma maneira de idealizá-lo é pensar no espaço como um interminável queijo suíço dotados de contínuos buracos formados com túneis que se interconectam. . O limite temporal também engloba o segundo problema a ser tratado ou o principio do limite do universo onde a concepção de que o universo é infinito. 14. com uma atmosfera iluminada por um sol interior. 11) O buraco de verme Repentinamente floresce do espaço com múltiplas camadas de nuvens gasosas de quilômetros de diâmetro centradas numa cúpula em forma de cogumelo que se abre para revelar um túnel com campo de energia de ondas de choque que explodem na abertura incinerante. conectam diferentes partes do Universo permitindo viagens de um lugar do espaço-tempo para outro sem as limitações comuns do espaço.Devido à dilatação do tempo a bordo de uma nave que viaja a uma velocidade próxima a da luz. que mudam constantemente de posição.A própria teoria do Big Bang admite que o universo se expandiu a velocidades super-luz imediatamente após a explosão. sempre nos proporcionará a lembrar que estamos fadados a nos atrasar para qualquer evento. com cores brilhantes rodeando a nave. mesmo sabendo que o tempo aparente para quem percorre essa distância pode ser igual a zero. Quanto a este último exemplo. A tese estabelece a possibilidade de uma viagem para fora da nossa região local de espaço-tempo para outra região do mesmo universo. como uma extensão do conceito de buracos negros. Isso nos faz perceber que a velocidade limite no universo. desce por água abaixo. que é o problema do limite temporal. causando como consequência. Um show de luzes espetaculares.

possui a idade aproximada de 20 bilhões de anos e um raio de 20 bilhões de anos-luz. distante da Via Láctea. Isto posto. O pior. escondendo parte do Universo que vemos da Via Láctea. Em outras palavras. . E.57 12) O limite do Universo . Ou seja. Mas tem. Neste caso. é razoável supor que existe uma quantidade imensa de estrelas e galáxias que estão irremediavelmente fora de nosso alcance de observação. E a distância máxima que se pode percorrer neste período é de 20 bilhões de anos-luz. e muito.000km/s. Mas não é nenhum bicho de sete cabeças. ainda não teve tempo de chegar até aqui (veja infográfico). que é a quarta dimensão para os físicos. A diferença é muito sutil e pode até parecer que não tem sentido.5 trilhões de quilômetros. Mas o Universo não é tudo o que existe? A resposta também é não. também é presciso notar que o Universo tem 20 bilhões de anos de idade. nada podemos saber. Esse é o espaço que a luz cobriria. Se olharmos para o ponto mais longe do Universo. Primeiro. justamente porque não podem ser observados. sobre os quais por incrível que pareça. 300. quando o Universo estava nascendo da grande explosão chamada Big-Bang. e não é difícil ver porquê. o horizonte cósmico andaria junto com o observador. Vamos imaginar que estivéssemos em outra galáxia. o horizonte é criado pelo tempo. estaremos vendo o que aconteceu a 20 bilhões de anos. temos que lembrar uma regra básica: toda a informação no Universo viaja no máximo com a velocidade da luz. Na verdade. em suas proporções macroscópicas: o Universo é infinito? Não. tal como entendido pela Física. No cosmo. ele é finito. mas também se encurtaria um pouco mais para o lado de trás. tudo o que está a mais de 20 bilhões de anos-luz não pode ser observado. Ele se extenderia um pouco mais para frente. esse é o tempo máximo que qualquer informação teria para chegar até a Terra. porque a luz de uma hipotética estrela que esteja além dessa distância.têm a forma esférica.Parte 1 de 2 Perguntas muito comuns costumam surgir quando pensamos na natureza. chamamos essa relativa limitação do Universo de horizonte cósmico. sendo que 1 ano-luz mede 9. O Universo é tudo o que pode ser observado. O tempo é que cria esse horizonte no espaço. não estão no Universo. é que não há meio de chegarmos mais perto desse limite do Universo. Para entender melhor o que se quer dizer.

depois de um ano esta estaria vendo um novo horizonte. as informações enviadas à Terra demorariam ainda um ano para chegar aqui. uma nave é lançada da Terra para que percorra na velocidade da luz. e mais um por causa da expansão do horizonte.58 Fig 12. durante a viagem. não podem ser observados e por isso não fazem parte do Universo. Se a nave tivesse a mesma velocidada. para que possa enxergar além do horizonte cósmico e enviar imagens da luz das estrelas que ainda não tiveram tempo de chegar até nós. teriam se passado dois anos do lançamento da nave. pois sua luz não teve tempo de chegar até nos. Contando o tempo da viagem. o horizonte cósmico ia aumentar. 12) O limite do Universo . que um nave espacial fosse explorar a região da fronteira para enviar informações a Terra. sobre o qual a Física nada pode dizer. Imagine por exemplo. a distância de 1 ano luz.2 (A): A figura mostra duas ilustrações. se expandindo com a velocidade da luz. a viagem teria sido inútil. 2. no conforto do nosso lar. Então. Tudo bem.Estrela hipotética além do horizonte: não se pode dizer se ela existe ou não. representa uma região que não se pode observar. éo que se encontra dentro da esfera menor. FONT-SIZE: Fig. Mas nesse tempo estaríamos vendo daqui mesmo.Parte 2 de 2 Infelizmente. um horizonte dois anos-luz maior: exatamente igual ao que estaria chegando nas fotografias enviadas pela nave. ainda temos outros problemas. pois estaria dois anos-luz à frente do antigo: um por causa da viagem da nave. Mas.1: O espaço depois da esfera neste desenho. O Universo para os fisicos. No fim das contas.Horizonte cósmico: os astros que estiverem além dessa esfera. com a Terra no centro. 1. . 12. Na primeira ilustração.

Apesar do tempo para o observador que realiza o trajeto acabar sendo zero quando a velocidade alcança a da luz. Estaríamos vendo daqui mesmo sem ter precisado sair do lugar. o tempo necessário para que a luz da nossa estrela pudesse percorrer o espaço até a Terra.59 Fig. que é exatamente o que nos importa no caso. é o fato de estarmos fadados a ter que também lidarmos com o problema de que sempre levaremos tempo para qualquer espaço que queiramos percorrer. a viagem foi uma perda de tempo.. o tempo para o observador externo. No fundo.2 (C): A nave tira retratos e envia as fotografias para a Terra na velocidade da luz. 13) O limite temporal Uma consequência de termos que aceitar que existe uma velocidade limite. . sempre será maior que zero. 12. Só que neste instante já se passaram dois anos.

1: Maria espera ansiosamente João. Fig.000km.3: Basta utilizar agora a Mecânica Newtoniana. Abaixo. é igual a distância percorrida.2: João corre a uma velocidade correspondente a da luz. é que sempre estará em nossa lembrança a lógica de que podemos nos atrasar para um evento qualquer. João localiza-se numa plataforma a uma distância S de Mana. perdendo o encontro com Maria . 13. o tempo necessário para que João atravesse o espaço S. Fig. 13. dividida pela velocidade máxima. equivalente a 600. percorrendo a trajetória de uma extremidade a outra da plataforma. 13. Porém. que é a da luz. Fig.60 O pior de tudo. para um encontro que foi marcado para exatos meio dia. considerando o tempo de percurso um fator crucial para um evento. João percebe que faltam apenas 1 segundo para o encontro. correspondente de uma extremidade à outra da plataforma. temos um exemplo. Obviamente João chegará atrasado.

que em nenhum momento. não era o Sol que girava em torno da Terra. é temermos a aprender o estranho. o ser humano “teme” o que não entende. . regido pelos princípios físicos da natureza. Foi obrigado a desmentir. " . quando sem querer. exemplos de preconceitos semelhantes a relatividade já foram verificados. a Relatividade veio suplementar esses valores. pois tudo o que conseguimos acumular até hoje. E falou baixinho: “Mas que gira. girava em torno do Sol. igual e contrária. não pelo princípio de conhecer. Precisamos aprender a mexer com muita sabedoria. É importante ficar claro. Pelo contrário. Ainda é bom saber. pois o homem descobriu vergonhosamente que pode destruir o mundo. mas esta que. parece que ficamos mais próximos de Deus. Einstein.. mas pelo fato de utilizar esses aprendizado.” Em nossa busca pelo conhecimento. Como qualquer ser vivo.A. onde para toda ação. também estamos sugeitos a terceira lei de Newton.61 14) O senso comum da relatividade "Senso comum é o conjunto de preconceitos sedimentados na mente. mas esse preconceito não é de todo ruím. a relatividade despreza as idéias da Física Clássica. sem a qual. que a Relatividade não veio substituir os valores e as idéias que estão implantados em nossos conhecimentos sobre Física. e junto. Devemos rever com muita seriedade o que o homem pode fazer com a ciência. é semelhante a uma criança interessada por saber o que acontece se ela acender uma dinamite. Galileu foi incrivelmente atacado. gira. humildemente. Galileu enfrentou o poder da Igreja. Naturalmente. antes da idade do 18 anos. foram severamente revistas. existe uma reação. Nessas últimas palavras.. Na História. Além da desconfiança a novas idéias. a base para o entendimento lógico da Relatividade. em praça pública. que a Terra não girava em torno do Sol. englobando e melhorando a Mecânica Clássica. arriscando todos os dogmas sedimentados durante a evolução do aprendizado humano. o poder que não nos pertence de forma que desastres como a bomba atômica não voltem a se repetir. jamais saberíamos interpretar o mundo que constantemente revela surpresas para nós. depende desta. descobriu que na verdade. O nosso maior problema. Pelo contrário. o conceito que engloba todos os nossos conhecimentos em relação aos estudos fundamentais dos fenômenos que regem as leis que entendemos como completamente corretas. também a sí próprio.

Era um garoto quieto e particularmente solitário. Ele foi o primeiro e único filho homem de Hermman Einstein e Pauline Koch. Freqüentemente não assistia às aulas. Não gostava do regime monótono e do espírito sem imaginação da escola em Munique. Albert cresceu forte e saudável. e com boas notas somente em Matemática. No mesmo ano recebeu seu grau de Doutor pela Universidade de Zurique por uma dissertação teórica a respeito das dimensões de moléculas. aprendeu por conta própria a Geometria Euclideana. em Ulm. onde se graduou em 1901 com dificuldades. Se considerasse os conselhos de um de seus professores teria abandonado a escola. na Itália. Por dois anos Einstein trabalhou como tutor e professor substituto. Quando sua família mudou-se para Milão. e uma habilidade para compreender conceitos matemáticos avançados. que havia sido sua colega na Escola Politécnica. Em 1903. Em 1902. revista científica alemã. dia 14 de março de 1879. que preferia ler e ouvir música. assegurou uma posição como examinador no Escritório de Patentes da Suíça em Bern. em 1896.62 Biografias de Albert Einstein Albert Einstein nasceu numa sexta-feira. Com 12 anos de idade. porque era muito lento para aprender a falar. onde sua família possuía uma pequena oficina destinada à construção de máquinas elétricas. uma próspera cidade ao sul da Alemanha. Einstein tinha 15 anos. e também publicou 3 trabalhos teóricos de grande importância para o desenvolvimento da Física do século 20. após ter conseguido um emprego no serviço federal de patentes que o deixava com horas vagas para estudar os problemas da física contemporânea. Einstein provocava comentários. casou-se com Mileva Maric. embora não gostasse de praticar esportes organizados. Terminou a escola secundária em Arrau. no Instituto Politécnico de Zurique. Já nos primeiros anos de sua vida. Einstein não falou até os 3 anos de idade. Em 1905. No primeiro desses . Suíça. o mundo tomou conhecimento de sua existência através da publicação de cinco artigos nos Annalen der Physik. Passou nos exames e graduou-se em 1900. Seus professores não o tinham como grande aluno e não o recomendariam para uma posição na Universidade. mas desde jovem mostrou uma curiosidade brilhante sobre a Natureza. Einstein não gostava dos métodos de instrução lá. usando o tempo para estudar Física ou tocar seu adorado violino. Passou sua juventude em Munique. Sua mãe estava convencida de que o formato de sua cabeça era fora do comum e temia que tivesse algum problema mental. entrou. Nesta ocasião passou 1 ano com sua família em Milão.

poucos cientistas compreendiam ou aceitavam suas idéias. A Teoria da Relatividade Especial .Mesmo antes de deixar o Escritório de Patentes em 1907. A confirmação deste último fenômeno durante um . sobre o Efeito Fotoelétrico. ninguém compreendeu seus argumentos. são explicadas como a influência dos corpos sobre a geometria do espaço-tempo (espaço quadridimensional. "Sobre a Eletrodinâmica dos Corposem Movimento". Não existia uma explicação consistente para o modo como a radiação (a luz. é proporcional à freqüência da radiação. sobre o Movimento Browniano. mas também a hipótese que a energia carregada por qualquer partícula de luz. como o Sol. cuja preocupação primordial é compreender a natureza da radiação eletromagnética. desenvolveu posteriormente uma teoria que seria uma fusão dos modelos de partícula e onda para a luz. No Outono de 1905. Uma década mais tarde. por exemplo) e a matéria interagiam quando vistas de referenciais inerciais diferentes. ou como elas interagiam. e previu a inclinação da luz de estrelas na vizinhança de um corpo maciço. em princípio. A Teoria da Relatividade Geral completa não foi publicada até 1916. um postulado que campos gravitacionais são equivalentes à acelerações de referênciais. uma interação vista simultaneamente por um observador em repouso e um observador movendo-se com velocidade constante. Einstein explicou as previamente inexplicáveis variações no movimento orbital dos planetas. continha uma hipótese revolucionária a respeito da natureza da luz. as interações de corpos que até então haviam sido atribuídas às forças gravitacionais. Virtualmente. então. onde a velocidade da luz no vácuo é uma constante universal. o Físico americano Robert Andrews Millikan confirmou experimentalmente a teoria de Einstein. Ele iniciou enunciando o Princípio da Equivalência. ele realizou previsões significantes sobre o movimento de partículas distribuídas aleatoriamente em um fluido. Assim. Einstein não somente propôs que sob certas circunstâncias pode-se considerar a luz feita de partículas.O terceiro grande Trabalho de Einstein em 1905. Einstein desenvolveu. Novamente. Einstein era capaz de dar uma descrição correta e consistente de eventos físicos em referenciais inerciais diferentes sem fazer suposições especiais sobre a natureza da matéria e da radiação. após considerar estes problemas por 10 anos. que as leis físicas são as mesmas em todos os referenciais inerciais. Por exemplo. uma abstração matemática. continha o que tornou-se conhecido como a Teoria Especial da Relatividade. os filósofos naturais (como os físicos e químicos eram conhecidos) tentavam compreender a natureza da matéria e da radiação e como elas interagiam. Baseado em sua Teoria da Relatividade Geral. através de experiências. isto é. O segundo Trabalho. Einstein percebeu que o problema não se encontrava em uma teoria da matéria. uma teoria baseada em dois postulados: o Princípio da Relatividade.63 trabalhos. Desde a época do Matemático e Físico inglês Isaac Newton. uma pessoa em um elevador em movimento não pode. tendo as três dimensões do espaço Euclideano e o tempo como a quarta dimensão). mas em uma teoria relativa às medidas. decidir se a força que atua sobre ela é causada pela gravidade ou pela aceleração constante do elevador. chamada de fóton. começara o trabalho de extender e generalizar o teoria da relatividade para todos os referenciais. e o Princípio da Invariância da velocidade da luz. Einstein e a Teoria da Relatividade Geral . Tais previsões seriam confirmadas posteriormente. Nesta teoria. Einstein.

disse ele sobre este princípio que destruía o determinismo que estava ancorada a ciência desde a Grécia Antiga. tornando Einstein famoso no mundo inteiro. e não pela teoria da relatividade. "Deus pode ser perspicaz. desta vez organizado pela Liga Internacional da Mulher pela Paz e Liberdade. ele trabalhou na generalização de sua teoria para os sistemas acelerados. fosse a respeito da existência do Estado de Israel. três dias depois. contra a fabricação de armas nucleares. Envolveu-se ainda em várias causas sociais.64 eclipse em 1919 tornou-se um grande evento. Esta teoria continha a característica da dualidade partícula-onda (a luz exibe propriedades de partícula. mas não é malicioso. Einstein não aceitava o princípio de Heisenberg que o universo estivesse abandonado ao acaso. Por exemplo. uma nova teoria da gravitação em que a clássica teoria de Newton assume papel particular. fotógrafos e repórteres o seguiam em qualquer lugar. com o passar dos anos. Seu último esforço. Pedia o desarmamento internacional como sendo a melhor maneira de assegurar uma contínua paz. . Durante a I Guerra Mundial. da União Soviética. Einstein. Ganhou o Prêmio Nobel de Física em 1921 pelo seu estudo do campo fotoelétrico. o Cidadão do Mundo. Einstein colocou novamente seu nome em outro importante manifesto internacional. que não foi inteiramente um sucesso. assim como de onda). assim como o Princípio da Incerteza. Einstein tornou-se membro do Comitê de Cooperação Intelectual da Liga das Nações. Einstein escreveu ao presidente Theodore Roosevelt. adquiriu cidadania americana após o surgimento da II Guerra Mundial.". Pelo resto de sua vida. seu sucessor. no entanto. Einstein devotou tempo considerável para generalizar ainda mais esta Teoria. com cidadania suíça. trabalhou numa campanha pela abolição do serviço militar obrigatório. Num último apelo. que estabelece que a precisão nos processos de medidas é limitada. não aceitaria tais noções e criticou seu desenvolvimento até o final da sua vida. da luta contra o nazismo. Em 1925. Truman. foi uma tentativa de compreender todas as interações físicas . em 1939. juntamente com o líder dos direitos civis indianos Mahatma Gandhi. Einstein sempre assumiu posições públicas sobre os grandes problemas de sua época. Einstein entregou uma carta ao presidente americano advertindo-o da possibilidade de os alemães fabricarem sua própria bomba. continua a não aceitar completamente diversas teorias. Em 1922. a Teoria do Campo Unificado.incluíndo as interações eletromagnéticas e as interações forte e fraca . ignorou-a e lançou a bomba atômica em Hiroshima e. Após 1919. em 1930.Einstein. Einstein. conhecida como Teoria Quântica.em termos da modificação da geometria do espaço-tempo entre as entidades interagentes. que morreu sem ao menos ler a carta. a carta levou os EUA a fabricarem a sua. no Japão. em Princeton. ainda controvertida. Einstein tornou-se internacionalmente reconhecido. O Nobel . E. entretanto.Einstein aceitou uma cátedra no Institute for Advance Study. após a II Guerra Mundial. Sua visita a qualquer parte do mundo tornavase um evento nacional. Disse Einstein uma vez: "Deus não joga dados com o mundo". Entre 1915 e 1930 a grande preocupação da Física estava no desenvolvimento de uma nova concepção do caráter fundamental da matéria. ou. Elaborou então. Estados Unidos e. O Homem Político . em 1940. em Nagasaki.

Einstein decidiu deixar a Alemanha imediatamente. a enciclopédia livre. na época algo de pouco comum para um cientista. Esteve no Rio de Janeiro. 1996. Albert Einstein Origem: Wikipédia.65 Em 1925. Einstein enquanto funcionário do registro de patentes em Berna Albert Einstein (14 de Março de 1879 . O seu trabalho teórico sugeriu a possibilidade da criação de uma bomba atómica. Nos seus últimos anos. Editora Scipione. bem como a um elemento químico. no entanto. Proferiu duas conferências: na Academia Brasileira de Ciências e no Instituto de Engenharia do Rio de Janeiro. Einstein tornou-se famoso a nível mundial. a notícia apareceu nas primeiras páginas dos jornais de todo o mundo: "Morreu um dos maiores homens do século 20". Texto extraído da coleção Aprendendo Física. em visita a instituições científicas e culturais. Ganhou o Prémio Nobel da Física de 1921 pela descoberta do efeito fotoeléctrico. e na cultura popular. . Albert Einstein veio ao Brasil. apesar de ter sido contra seu desenvolvimento como arma de destruição em massa. o einsteinium. o einstein. o prémio só foi anunciado em 1922. New Jersey. A sua face é uma das mais conhecidas em todo o mundo. foi atribuído o seu nome a uma unidade usada na fotoquímica. a sua fama excedeu a de qualquer outro cientista na história. Em sua honra. Einstein tornou-se um sinónimo de alguém com uma grande inteligência e um grande génio.18 de Abril de 1955) foi o físico que propôs a teoria da relatividade. Quando Adolf Hitler começou seu governo na Alemanha. Foi para os Estados Unidos e ocupou uma posição no Instituto para Estudos Avançados em Princeton. Quando a morte de Einstein foi anunciada em 1955. Após a formulação da teoria da relatividade em Junho de 1905.

Hermann Einstein e Pauline Koch. o rei Karl I confere por decreto a igualdade legal de plenos direitos aos judeus no reino de Württemberg. A partir de 1850 (350 anos depois da sua expulsão da cidade) volta a haver uma grande comunidade judaica em Ulm. Em 1852. nos arredores de Estugarda (Stuttgart). Em 1850 foi construída uma estação ferroviária em Ulm. crescendo a população a um ritmo de 17000 novos habitantes por ano. em 1493 a câmara municipal (Stadtrat) de Ulm decide a expulsão de todos os judeus desta povoação. situada na margem esquerda do rio Danúbio. Na década de 1880. Munique Em 21 de Junho de 1880. o que foi muito benéfico para a cidade. A empresa do pai de Einstein chegou a ter entre 150 e 200 trabalhadores nos seus melhores dias. Numa manifestação de anti-semitismo. Os dois irmãos estão convencidos de que este sector em pleno crescimento oferece melhor rentabilidade do que o tradicional negócio de penas de colchão. a cidade de Munique. A população de Ulm cresceu imenso nestes anos. Württemberg. Em Bad Buchau. o avô materno de Einstein. Hermann muda-se de Bad Buchau para a cidade de Ulm. tem alta conjuntura nestes anos. Os judeus da cidade contribuíram inclusivamente para a estátua do profeta Jeremias (uma figura do Antigo Testamento) presente na catedral de Ulm. casam-se em 1876. Einstein & Cie. uma cidade a cerca de 90 km a oeste de Ulm. com o seu pendor igualitário e a defesa dos direitos humanos. Apenas em 1864. Esta cidade. onde passou a viver com a esposa. O rei Maximilian I sancionou esta decisão em 1499. . os judeus alemães viveram sempre com um estatuto legal de cidadãos de segunda classe. Até às influências do Iluminismo. Em 1885. a família Einstein muda-se para Munique. Os pais de Einstein. na fronteira entre os actuais estados alemães de BadenWürttemberg e Baviera. uma tecnologia relativamente recente. Alemanha. A empresa chamou-se J. O material eléctrico.66 Ulm Einstein nasceu a 14 de Março de 1879 em Ulm. é construída uma sinagoga. tinha sido já na Idade Média o lar de uma comunidade de judeus (como muitas povoações alemãs). uma localidade a 60 km a sudoeste de Ulm. O negócio prospera. Hermann Einstein funda uma empresa de material eléctrico com o irmão Jacob. Torna-se proprietário de um negócio de penas de colchões (o outro co-proprietário era um primo). Em 1730 volta a haver sinais da existência de uma comunidade judaica próxima de Ulm. em processo de industrialização (relativamente tardio) desenvolveu-se muito. Julius Koch. estabelece-se como comerciante de cereais em Bad Cannstatt.

A juventude de Einstein é solitária. antes de descobrir a sua paixão pelas ciências naturais. que receberia a 21 de Fevereiro de 1901. a família não frequenta a sinagoga. Einstein começa a frequentar uma escola primária católica em Munique (uma cidade fortemente conservadora que sempre permaneceu maioritariamente católica. Os seus colegas de escola sentem-se repugnados pelo pequeno judeu. Itália. Aos 6 anos de idade. a fim de terminar o ano lectivo.ver pormenores no artigo Munique). Ele tencionava abrir ali um novo negócio no sector eléctrico com o dinheiro de que dispunha.67 A 18 de Novembro de 1881. Einstein tinha dificuldades de fala. Os pais estão assustados. Einstein e Maja recebem uma educação não religiosa. Em 1896. Nesta altura. Em 1896 recebeu o seu diploma da escola secundária. nasce Maria Einstein (Maja). Pagou os 20 Francos Suíços que o seu passaporte custou (uma quantia considerável) com as suas próprias poupanças. os negócios do pai de Einstein começam a correr pior do que se esperava. Uma ideia que acabaria por levá-lo à falência. Einstein teria sempre uma relação muito íntima com a irmã. Einstein (com 17 anos de idade) decide que não pretende continuar a ser cidadão alemão. Entretanto. Albert fez exames de admissão à "Eidgenössische Technische Hochschule" (Universidade Politécnica Federal Suíça. As outras crianças chamam-lhe "Bruder Langweil" (irmão tédio) e "Biedermann" (mesquinho). o pequeno Einstein deseja ser músico. Foi então enviado para Aarau (Argóvia) para terminar a escola secundária. em Zurique). Há uma grande concentração da indústria do sector eléctrico. após o período de grandes números de empresas pequenas e inovadoras. Aos 5 anos de idade. apesar das simpatias iniciais por Lutero. Frequentou o Luitpold Gymnasium em Munique até os 15 anos. Como é típico com os mercados tecnológicos. A firma é comprada em 1894 pela AEG. há um ciclo de reestruturações e concentração (Ver: Economias de Escala). Chumbou a parte de humanidades dos exames. Poucos anos depois. Einstein recebe um professor privado. Nunca . Suíça Pede a naturalização suíça. Hermann Einstein vê-se obrigado a largar o controlo da sua empresa de Munique. Com 3 anos. bem cedo combatidas pelos Jesuítas . Em casa não se come Koscher. Em 1 de Outubro de 1885. em 1910. Em 1895. Junta-se depois à família em Itália. O jovem Albert Einstein (tem 15 anos) permanece em Munique por mais uns meses ao cuidado de familiares. Uma situação que ele achou dificil de tolerar. existiriam apenas duas grandes empresas no sector: Siemens & Halske e a AEG (Allgemeine Elektrizitätsgesellschaft) Itália Em 1894 Hermann Einstein muda-se com a família para Pavia. Einstein tem já aulas de violino.

Em 1922. uma explosão de energia pura. mas sua existência concreta era controversa. pode ter dado origem à matéria. morreu num hospital psiquiátrico suíço. Obteve o doutoramento em 1905. A teoria dos quanta de luz de Einstein não recebeu quase nenhum apoio por parte dos físicos durante 20 anos. Einstein deduziu a famosa relação entre a massa e a energia: E=mc2.68 deixaria de ser cidadão suíço. Cursou o ensino superior na Suíça. Nas suas inúmeras viagens que faria no futuro. já que são rejeitados conceitos absolutos de tempo e tamanho. Hans Albert e Eduard. quatro deles fundamentais para três áreas distintas da Física moderna. A teoria ficou conhecida mais tarde por "teoria da relatividade restrita" para ser distinguida da teoria geral que Einstein desenvolveu mais tarde. a ideia de que a velocidade da luz é a mesma para todos os observadores. Wilhelm Ostwald. Albert e Mileva tiveram dois filhos. A equação também pôs as pessoas a especular sobre a possibilidade de construção de bombas extremamente potentes. os átomos eram considerados um conceito útil. Estabeleceu uma relação detalhada entre os conceitos de tempo. apesar de na época a Física nuclear ainda estar pouco desenvolvida. O quarto artigo apresentou mais uma dedução produzida a partir dos axiomas da relatividade. formado em Música e Literatura. na ETH Zurich. Contradizia a teoria ondulatória da luz subjacente às Equações de Maxwell. o outro. massa e energia e que omitia a força da gravidade. A relatividade restrita tem algumas consequências importantes. Algumas das ideias matemáticas já tinham sido introduzidas um ano antes pelo físico neerlandês Hendrik Lorentz. mas que a ideia de quanta de luz fosse impossível. Einstein relacionou as grandezas estatísticas do movimento browniano com o comportamento dos átomos e deu aos experimentalistas um método de contagem dos átomos através de um microscópio vulgar. A 6 de Janeiro de 1903 casou-se com Mileva Maric. Einstein usaria quase sempre o seu passaporte suíço. O seu trabalho baseou-se em dois axiomas: um foi a ideia de Galileu de que as leis da natureza são as mesmas para todos os observadores que se movem a uma velocidade constante relativamente uns aos outros. Nele. No mesmo ano. Podemos dizer que 1905 foi o "annus mirabilis" para Einstein. Mesmo depois de as experiências terem demonstrado que as equações de Einstein para o efeito fotoeléctrico eram exactas. sem a presença dos pais da noiva. mas Einstein mostrou como era possível entender esses conceitos. . O mais velho tornou-se um importante professor de Hidráulica na Universidade da Califórnia e o mais jovem. a explicação proposta por ele não foi aceite. A ideia serviu mais tarde para explicar como é que o Big Bang. quando recebeu o prémio Nobel pelo seu trabalho sobre o efeito fotoeléctrico. distância. a maior parte dos físicos ainda pensava que as equações estavam correctas. O segundo artigo de 1905 propôs a ideia dos "quanta de luz" (os actuais fotões) e mostrou como é que poderiam ser utilizados para explicar fenómenos como o efeito fotoeléctrico. O terceiro artigo de 1905 introduziu a relatividade restrita. Antes deste artigo. um dos que se opunham à ideia dos átomos. que constitui uma evidência experimental da existência dos átomos. Einstein considerou esta equação extremamente importante porque mostra que a energia e a massa estão relacionadas entre si. disse mais tarde a Arnold Sommerfeld que mudou de opinião devido à explicação de Einstein do movimento browniano. O primeiro artigo deste ano milagroso foi sobre o movimento browniano. a qual considera que todos os observadores são equivalentes. onde mais tarde foi docente. escreveu cinco artigos.

Não estava disposto a abandonar essa crença. A frase famosa de Einstein. Einstein concordava que a Mecânica Quântica era a melhor teoria disponível. Einstein sugeriu numa conferência que era necessário encontrar uma forma de entender em conjunto partículas e ondas. Eu estou convencido que Ele não joga aos dados. em meados dos anos 20. a gravidade não é uma força (como na segunda lei de Newton) mas uma consequência da curvatura do espaço-tempo. A relação de Einstein com a Física Quântica é bastante interessante. apareceu numa carta a Max Born datada de 12 de Dezembro de 1926. No entanto. A teoria diz muito. Einstein discordou da Interpretação de Copenhaga porque ela defendia que a realidade era aleatória. A conferência final culminou com a apresentação de uma equação que substituiu a lei da gravitação de Newton. Mas ele não acreditava que. quando o Times de Londres anunciou o sucesso da sua teoria da gravidade) o ódio dos nacionalistas tornou-se ainda mais forte. pouco antes do início da Primeira Guerra Mundial. Einstein apresentou perante a Academia Prussiana das Ciências uma série de conferências onde apresentou a sua teoria da Relatividade geral. na sua essência. o descobridor dos quanta. Na relatividade geral. Depois de se ter tornado mundialmente famoso (em 7 de Novembro de 1919. a realidade fosse aleatória. A sua crença de que a Física descreve "coisas reais" tinha dado bons resultados com átomos. Esta teoria considera que todos os observadores são equivalentes. mas não nos aproxima do segredo do Velho (the Old One).69 Em Novembro de 1915.". Em 1909. tornando-se. mas procurou sempre uma explicação mais completa. cidadão alemão no mesmo ano. quando a teoria quântica original foi substituída pela nova mecânica quântica. isto é. . Ele foi o primeiro. mesmo antes de Max Planck. A teoria serviu de base para o estudo da cosmologia e deu aos cientistas ferramentas para entenderem características do universo que só foram descobertas bem depois da morte de Einstein. a dizer que a teoria quântica era revolucionária. Não era uma rejeição da teoria estatística. Ele tinha usado a análise estatística no seu trabalho sobre movimento browniano e sobre o efeito fotoeléctrico. Mas uma voz interior diz-me que ainda não é a teoria certa. e não só aqueles que se movem a velocidade uniforme. novamente. A sua ideia de luz quântica foi um corte revolucionário com a Física Clássica. fotões e gravidade. "A mecânica quântica está a impor-se. Einstein instalou-se em Berlim onde foi nomeado diretor do Instituto Kaiser Wilhelm de Física e professor da Universidade de Berlim. Berlim Fotografia de Albert Einstein tirada por Yousuf Karsh a 11 de Fevereiro de 1948 Em 1914. determinista. O seu pacifismo e a sua origem judaica tornaram-no impopular entre os nacionalistas alemães.

Einstein passou os últimos quarenta anos de sua vida tentando unificas os campos eletromagnético e o gravitacional. Ele propõe para a Palestina um Estado baseado no modelo da Suíça. Einstein visitaria diversos países. Ganhou o Prémio Nobel de Física de 1921 pela descoberta do efeito fotoeléctrico. Einstein. Nova Jersey. Tornou-se cidadão americano em 1940. encontra-se agora em perigo.000 coroas suecas. onde Muçulmanos e Judeus possam viver lado a lado em paz. Einstein foi presidente da Universidade Hebraica de Jerusalém. Ele apoia o plano de uma universidade onde judeus de todo o mundo possam estudar sem serem vítimas de discriminação. Foi professor de física teórica. Einstein é considerado suspeito e é preterido da participação no projecto. num navio que o traria para os Estados Unidos da América. incluindo alguns da América Latina. no entanto. Em 1920. Albert Einstein divorcia-se de Mileva e casa-se com a sua prima divorciada Elsa. Instituto de Estudos Avançados Seu trabalho no Instituto de Estudos Avançados centrou-se na unificação das leis da física. Einstein parte do porto de Southampton. mantendo a cidadania suíça. Princeton Instalou-se nos Estados Unidos e aceitou uma posição no Instituto de Estudos Avançados de Princeton. Em 1933. A 7 de Outubro de 1933. . Tentou construir um modelo que descrevesse todas as forças como diferentes manifestações de uma única força.70 Em 1919. as forças forte e fraca não eram compreendidas como separadas. que ele chamava de Teoria do Campo Unificado. Em 1941 tem início o Projecto Manhattan (o desenvolvimento de uma bomba atómica). Entre 1925 e 1928. Einstein acompanha uma delegação Sionista à Palestina. Em 1921. Sendo um físico famoso. Einstein receberia a quantia de 120. Einstein participa numa campanha de angariação de fundos para a Universidade Hebraica de Jerusalém. Esta meta de Einstein persiste na pesquisa atual. Ao longo de sua vida. durante uma de suas aulas em Berlim. há um incidente com manifestações anti-semitas. (e até 1970) porém. o que o levou Einstein a deter-se com mais atenção aos fatos que então ocorriam na Alemanha. É avisado por amigos de que há planos para o seu assassínio e é aconselhado a fugir. Nunca voltaria a viver na Europa. o seu novo lar. principalmente como parte da teoria das cordas. o prémio só foi anunciado em 1922. judeu e socialista. Einstein não participou da cerimônia de atribuição do prémio pois se encontrava no Japão nessa altura. Hitler chega ao poder na Alemanha. Na época. Buscou unificar as forças fundamentais e pesquisou este tema no IAS. Einstein renuncia mais uma vez à cidadania alemã.

No início. que recusou. revertendo os cerca de seis milhões de dólares que foram arrecadados para a ajuda às vítimas da guerra. Uma semana antes de sua morte assinou sua última carta. patologista do Hospital de Princeton. foi a favor da construção da bomba atómica para derrotar Hitler. Ben Gurion. Nova Jersey.71 Em 1944. quando defendeu o desenvolvimento da bomba atómica. convida Albert Einstein para suceder a Chaim Weizmann no cargo de presidente do estado de Israel. Foi-lhe proposto o cargo de presidente de Israel. como uma origem de mal a ser ultrapassada. era próximo do panteísmo de Baruch Spinoza: acreditava que Deus se revelava através da harmonia das leis da natureza e rejeitava o Deus pessoal que intervém na História. foi leiloado. devidamente autografado. Do ponto de vista religioso. que dentre as grandes religiões preferia o budismo. então o primeiro-ministro de Israel. alegando que não está à altura do cargo. 14 de Março de 1951 Einstein considerava-se um socialista. Disse. Não concordava com os regimes totalitários de inspiração socialista. Einstein reforma-se da carreira universitária. Exemplo de uma carta de Einstein . Uma posição totalmente diferente da que possuía em 1939. Einstein passou os últimos 20 anos da sua vida numa tentativa mal sucedida de desenvolver uma teoria que unificasse a Relatividade Geral e a Mecânica Quântica. Seu corpo foi cremado e seu cérebro doado ao cientista Thomas Harvey. um dia. Num artigo de 1949. Ideias Pose humorística tirada durante o septuagésimosegundo aniversário de Einstein. descreveu a "fase predatória do desenvolvimento humano". Este documento encontra-se hoje na Livraria Americana do Congresso. Morreu em 18 de Abril de 1955 em Princeton. Em 1952. mas depois da guerra fez pressão a favor do desarmamento nuclear e de um governo mundial. o manuscrito do seu trabalho de 1905. endereçada a Bertrand Russel concordando em que seu nome fosse incluído numa petição exortando todas as nações a abandonar as armas nucleares. Einstein agradece mas recusa. hoje em dia seria considerado um social democrata. exemplificada pelo anarquismo capitalista da sociedade. Em 1945.

1930 "A Minha Filosofia". 1934 "Meus últimos anos". 1905 "Teoria Geral da Relatividade". Os Sonhos de Einstein Obra Científica • • • • "Teoria Especial da Relatividade". um colóquio de Einstein. tenho estado ausente da Sinagoga há tanto tempo. Stern acabou por optar por estudar História. Com os meus melhores cumprimentos e votos de bons feriados para si e para a sua congregação. Agradecendo mais uma vez. Insignificance e o livro de Alan Lightman. 1938 Literária • • • • • "Como Vejo o Mundo". Albert Einstein O encontro com o historiador Fritz Stern Fritz Stern. o conhecido historiador alemão. o filme de Nicolas Roeg. tendo a oportunidade de conversar com o físico. ilustra bem a relação de Einstein com a religião judaica e o seu sentido de humor típico: Meu caro Sr. que receio que Deus não me iria reconhecer. ainda na sua juventude. 1922-1934 "Sobre o Sionismo". No teu lugar eu estudaria Medicina". ao passo que a História não o é. frequentou uma vez. No final. muito obrigado pelo seu gentil convite. que se exilou igualmente nos EUA. A resposta de Einstein foi: "Medicina é uma ciência. e se me reconhecesse seria ainda pior. escrita em 24 de Setembro de 1946 ao Sr. também de origem judaica. o presidente da Congregação B'er Chaym.72 A seguinte carta breve de Einstein. 1916 "Investigações sobre a Teoria do Movimento Browniano". 1950 "Escritos da Maturidade". 1926 "Evolução da Física". Stern disse-lhe que estava indeciso quanto ao rumo a dar aos seus estudos universitários: se Medicina ou História. 1934-1950 . Material adicional A figura de Albert Einstein tornou-se o pretexto para uma série de livros filmes e e peças incluindo a peça Copenhagen. Hirsch. Apesar de eu ser uma espécie de Santo Judeu. Isaac Hirsch.

73 • "Notas Autobiográficas" .

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