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CANTE - Albernoa - Músicas de Cante Alentejano

CANTE - Albernoa - Músicas de Cante Alentejano

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CANTE - uma recolha do Grupo Coral de Albernoa, organizada por Pedro Jonas - uma recolha como há em centenas de Grupos Corais e Instrumentais...
CANTE - uma recolha do Grupo Coral de Albernoa, organizada por Pedro Jonas - uma recolha como há em centenas de Grupos Corais e Instrumentais...

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Published by: José Rabaça Gaspar on Mar 23, 2012
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GRUPO CORAL da CASA DO POVO de ALBERNÔA

Músicas de Cante Alentejano Grupo Coral da Freguesia de Albernoa Recolha Feita por: Pedro Jonas

http://www.joraga.net/gruposcorais/pags00/019BejaAlbernoa.htm

01 Ó Águia Que Vais Tão Alta Os Desgostos do presente, São Maiores que os do passado. Embora estejas ausente, Teu nome será lembrado! Ò Águia que vais tão alta, Voando de pólo a pólo, Leva-me ao céu onde eu tenho A mãe que me trouxe ao colo, Ficou-me fazendo falta, Voando de pólo a pólo, Ó Águia que vais tão alta! Eu vi minha mãe rezando Aos pés da Virgem Maria Era uma Santa escutando O que outra Santa dizia. Ó Águia que vais tão alta, Voando de pólo a pólo... etc.

02

Trigueirinha de Raça No nosso Alentejo É tão lindo ouvir Cantar as ceifeiras Ver as mondadeiras No campo a sorrir Trigueira de raça Quem te fez assim Ceifando os trigais Ouvindo os teus ais Com pena de mim Eu por ti chorando Alegre cantando Sinto o teu desejo Linda trigueirinha Linda alentejana Dá-me cá um beijo À sombra da silva É que eu adormeço Sonhando contigo Linda alentejana Eu não te mereço. Trigueira de raça Quem te fez assim...etc.

03

Camponês Trabalhador O pobre trabalhador Todo o mal consigo tem Trabalha e não tem valor No mundo não é ninguém Camponês alentejano Camponês agricultor Tu trabalhas todo o ano Dás produto ao lavrador Dás produto ao lavrador Tua vida é um engano Nem por isso tens valor Camponês alentejano Quem canta seu mal espanta Quem chora seu mal aumenta Eu canto para disfarçar Uma paixão que me apoquenta Camponês alentejano Camponês agricultor... etc.

04

ALENTEJO, ALENTEJO (Terra sagrada do pão) Eu sou devedor à Terra A Terra me 'stá devendo Eu sou devedor à Terra A Terra me 'stá devendo A Terra paga-m'em vida Eu pago à Terra em morrendo Alentejo, Alentejo Terra sagrada do pão Eu hei-de ir ao Alentejo Mesmo que seja no Verão Ver o doirado do trigo Na imensa solidão Alentejo Alentejo Terra sagrada do pão Daqui para a minha terra Tudo é caminho e chão Daqui para a minha terra Tudo é caminho e chão Tudo são cravos e rosas Dispostas por minhas mãos Alentejo, Alentejo Terra sagrada do pão...etc.

05

A ROUPA DE UM MARINHEIRO A minha mãe coitadinha Já está farta de chorar Só por pensar que o seu filho Vai p'ra vida militar A roupa do marinheiro Não é lavada no rio É lavada no mar alto À sombra do seu navio À sombra do seu navio À sombra do seu vapor Não é lavada no rio A roupa do meu amor Adeus que me vou embora Adeus que me quero ir Dá-me os teus braços, amor Que eu me quero despedir A roupa do marinheiro Não é lavada no rio... etc.

06

Pelo Toque da Viola Ó luar da meia-noite Não digas à minha amada Que eu passei à rua dela Às quatro da madrugada Pelo toque da viola, Já sei as horas que são. Ainda não é meia-noite, Já passei um bom serão! Já passei um bom serão, Vai dormir vai descansar, Vai dormir vai descansar, Amor do meu coração! Suspirava por te ver, Já matei a saudade, Uma ausência custa muito, A quem ama com verdade! Pelo toque da viola, Já sei as horas que são... etc.

07

LINDO RAMO VERDE ESCURO Cantavam dois passarinhos Cantigas ao desafio Um no tronco empoleirado O outro nas margens do rio Lindo ramo verde-escuro Ó casa dos passarinhos Onde cantam docemente Poisados nesse raminho Poisados nesse raminho Cantam sempre ao ar puro Ó casa dos passarinhos Lindo ramo verde-escuro Alentejo dos trigais Suas vermelhas papoilas Arrancadas com amor Por lindas e belas moçoilas Lindo ramo verde-escuro Ó casa dos passarinhos... etc.

08

Ó ERVA CIDREIRA Se eu tivesse amores Que me têm dado Tinha a casa cheia Até ao telhado Ó erva cidreira, Que'stás no alpendre, Quanto mais se rega, Mais a folha pende. Mais a folha pende, Mais a rosa cheira, Que'stás no alpendre, Ó erva cidreira! Algum dia eu era Agora já não Da tua roseira O melhor botão Ó erva cidreira, Que'stás no alpendre, ... etc.

09

Alentejo és Nossa Terra Quando o melro assobia Escondido no silvado Quer de noite, quer de dia É tão lindo o seu trinado.

Alentejo, que és nossa terra Ai quem nos dera lá estarmos agora! Para a mocidade, Com saudade, De ouvir cantar, como ouvia outrora! Terra bela, tão desejada, Casas singelas de branco caiadas, Eu nunca esqueço, Que fostes meu berço, Lindo cantinho desta Pátria amada! Quando eu não tinha Desejava ter Uma hora no dia Meu bem p'ra te ver Alentejo que és nossa terra Ai quem nos dera lá estarmos agora... etc.

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Cabelo Entrançado Eu pensava amor Que já te não via Parecia-me um ano Sendo só um dia Cabelo entrançado À luz do vapor Eu não posso estar Sem ti meu amor Sem ti meu amor Sem ti meu benzinho Cabelo entrançado Chapéu redondinho Quando eu não tinha Desejava ter Uma hora no dia Meu bem, para te ver Cabelo entrançado À luz do vapor... etc.

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Verão Verão A brasa dourada e celeste Queima este solo agreste Doirando mais as espigas Ceifeiros corpos curvados Ceifando e atando em molhos A benção loira da vida. Meu Alentejo Enquanto isto se processa O sol ferindo, sem pressa Queima mais a tez bronzeada O suor rasga a camisa O homem queimado mais fica E a vida é feita de brasa. O calor castiga os corpos Os ceifeiros vão ceifando Sem parar o seu labor O seu cantar é dolente É certo que é boa gente Tem verdade, e tem mais cor! Meu Alentejo... etc.

12 É Tão Grande o Alentejo No Alentejo eu trabalho Cultivando a dura terra Vou fumando o meu cigarro Vou cumprindo o meu horário Lá na encosta da serra. É tão grande o Alentejo Tanta terra abandonada A terra é que dá o pão Para bem desta nação Devia ser cultivada. Tem sido sempre esquecido À margem ao sul do Tejo Há gente desempregada Tanta terra abandonada É tão grande o Alentejo. Trabalha homem trabalha Se queres ter o teu valor Os calos são os anéis Os calos são os anéis Do homem trabalhador. É tão grande o Alentejo Tanta terra abandonada A terra é que dá o pão Para bem desta nação Devia ser cultivada. Tem sido sempre esquecido À margem ao sul do Tejo Há gente desempregada Tanta terra abandonada É tão grande o Alentejo.

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Albernoa és Nossa Terra Lá onde o sol é brasa No Alentejo profundo É que eu tenho a minha casa No melhor sitio do mundo. Albernoa és nossa terra Entre Beja e Castro Verde Rodeada por trigais, onde o nosso olhar se perde Onde o nosso olhar se perde Da planície até a serra Entre Beja e Castro Verde Albernoa és nossa terra. Tens vinha, tens olival Por entre as loiras espigas Tens alegria no ar Ao cantar das raparigas. Albernoa és nossa terra Entre Beja e Castro Verde Rodeada por trigais, onde o nosso olhar se perde Onde o nosso olhar se perde Da planície até a serra Entre Beja e Castro Verde Albernoa és nossa terra.

14 Que inveja tens tu das Rosas Se os beijos espigassem Como espiga o Alecrim Havia muitas cachopas Cujo rosto era um jardim. Que inveja tens tu da Rosas Se és linda como elas são A rainha das flores Tratadas por tuas mãos. Tratada por tuas mãos P'las tuas mãos mimosas Se és linda como elas são Que inveja tens tu das Rosas. Tens 'ma Rosa na boca Em cada face um botão As folhas ornam-te o peito E a raiz o coração.

15 Foste Foste Que Bem Sei Quem Foste O meu amor é aquele Que me não tira o chapéu Tem a porta para a rua O telhado para o céu. Foste, foste, eu bem sei que foste No Domingo à tourada, Ao subir do camarote, Eu vi-te a saia bordada. Eu vi-te a saia borbada Mas que bordado tão lindo! Foste, foste, eu bem sei que foste À tourada no Domingo! Se eu soubesse cantar bem Nunca estaria calado Mesmo assim cantando mal Não vivo desmaginado. Foste, foste, eu bem sei que foste No Domingo à tourada... etc.

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Ceifeira Linda Ceifeira O sol é que alegra o dia Pela manhã quando nasce Ai de nós o que seria Se o sol um dia faltasse. Ceifeira! Ceifeira, linda ceifeira! Eu hei-de, Eu hei-de casar contigo! Lá nos campos, secos campos, Lá nos campos, secos campos. À calma À cama a ceifar o trigo, Pela força do calor! Ceifeira! Ceifeira, linda ceifeira Ceifeira, linda ceifeira Hás-de ser o meu amor! Não é a ceifa que mata, Nem os calores do "V´rão"! É a é... É a erva unha-gata, É a erva unha-gata, Mais o cardo beija-mão! Ceifeira! Ceifeira, ó linda ceifeira Eu hei-de casar contigo... etc.

17 Trigueirinha Alentejana É bonito ver no campo Tão linda ceifando Trigueirinha alentejana Numa mão levas a foice Tão linda ceifando Noutra os canudos de cana Com seu traje à camponesa Tão linda ceifando Sempre de chapéu ao lado Cantando lindas cantigas Tão linda ceifando As espigas do pão sagrado No Alentejo é que é Tão linda ceifando No celeiro da Nação Nós somos alentejanos Tão linda ceifando E somos da terra do pão É bonito ver no campo Tão linda ceifando Trigueirinha alentejana Numa mão levas a foice Tão linda ceifando Noutra os canudos de cana Com seu traje à camponesa Tão linda ceifando Sempre de chapéu ao lado Cantando lindas cantigas Tão linda ceifando As espigas do pão sagrado.

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Rosa que estás em botão Alegria de uma casa É uma moça solteira Vem o cravo leva a rosa Fica a triste da roseira. Rosa que estás em botão Nesse teu lindo jardim Causas-me admiração Estás guardada para mim. Estás guardada para mim Dentro do meu coração Nesse teu lindo jardim Rosa que estás em botão. Ó minha mãe, minha mãe Ó minha mãe, minha amada Quem tem uma mãe tem tudo Quem não tem nada.

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Meu Alentejo Querido Fui uma cova na areia Para enterrar minha mágoa Entrou por ela o mar todo Não encheu a cova de água. Meu Alentejo querido Cheio de sol e calor És meu torrão preferido Meu Baixo Alentejo És para nós encantador Embora vivas esquecido Cheio de sol e calor Meu Baixo Alentejo Meu Alentejo querido.

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As Nuvens Que Andam No Ar Ontem à noite à meia noite Ouvi cantar e chorei Lembrei-me da mocidade Que tão criança a deixei As nuvens que andam no ar Arrastadas pelo vento Foram buscar água ao mar P'ra regar em todo o tempo P'ra regar em todo o tempo Em todo o tempo regar Arrastadas pelo vento As nuvens que andam no ar O cantar à meia-noite É um cantar excelente Acorda quem está dormindo Melhora quem está doente As nuvens que andam no ar Arrastadas pelo vento... etc.

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Castelo De Beja O meu coração Anda adivinhando Que há-de morrer cedo Que há-de morrer cedo Mas não sabe quando Castelo de Beja Subindo lá vai Tu metes inveja Castelo de Beja Às águias-reais Às águias-reais Tu metes inveja Subindo lá vai Subindo lá vai Castelo de Beja Se eu tivesse amores Que me têm dado Enchia uma casa Enchia uma casa Até ao telhado Castelo de Beja Subindo lá vai... etc.

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Malmequer Criado No Campo Eu levo a vida cantando Eu levo a vida a cantar Quem leva a vida cantando Não lhe custa trabalhar Malmequer criado no campo Delírio da mocidade Pelas tuas brancas folhas Malmequer diz-me a verdade Malmequer diz-me a verdade E guarda-me o teu segredo Pelas tuas brancas folhas Malmequer não tenhas medo Desfolhando o malmequer Lembrei-me de ti um dia Malmequer, bem me quer Era o que a flor dizia Malmequer criado no campo Delírio da mocidade... etc.

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Olha A Noiva Se Vai Linda Compadre já te casaste Já o laço te apanhou Deus queira que sempre digas, Se bem estava, Se bem estava, melhor estou Olha a noiva se vai linda, No dia do seu noivado! Também eu queria ser, Também eu queria ser, Também eu queria, Também queria ser casado! Ser casado, e ter juízo, Acho que é bonito estado! Também eu queria ser, Também eu queria ser, Também eu queria, Também queria ser casado! À luz daquela candeia Foi feito meu casamento Ó candeia não t'apagues Hás-de ser, Hás-de ser, um juramento Olha a noiva se vai linda, No dia do seu noivado!... etc.

CONTACTOS: Grupo Coral da Freguesia de Albernoa Rua do Porto, nº 27 7800 - 601 Albernoa GrupoCoral_Albernoa@hotmail.com 965268028 (Pedro Jonas)

RESPONSÁVEIS: José Romão e Joaquim Romão Ficha Técnica: Este grupo é composto por 20 (18) elementos, todos eles residentes na Freguesia de Albernoa. Ensaia todos ás Quartas-Feiras, no antigo Posto da GNR, a partir das 20h30. Traje: Calça Preta, Colete Preto, Camisa Azul, Chapéu Preto, Lenço Bordô.
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