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planos de aula - EDUCAREDE - ARTES( 1º A O 5º ANO )

planos de aula - EDUCAREDE - ARTES( 1º A O 5º ANO )

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001.

Estudo de cores Disciplina: Arte - Educação Artística Ciclo: Ensino Fundamental - 1ª a 4ª Assunto: Cores Tipo: Artes Visuais As cores utilizadas pelos artistas na pintura de suas obras são um dos elementos da linguagem plástica que, com a linha, a forma e os materiais, constroem os sentidos das obras de arte. Para que as crianças possam perceber a força da cor na obra dos artistas sugerimos aos professores a realização do seguinte trabalho: Primeira aula • Entregue para cada criança uma cópia em xerox preto-e-branco da obra Paisagem Brasileira, de Lasar Segall. • Os alunos deverão pintá-la com lápis de cor ou giz de cera, colorindo essa imagem da maneira que melhor lhes convier. • Guarde os trabalhos para a aula seguinte. Segunda aula Pendure na parede todos os trabalhos dos alunos e junto deles uma cópia colorida da obra "Paisagem Brasileira", de Lasar Segall. Peça aos alunos que observem todos os trabalhos do grupo e a obra de arte do artista assinalando: • • • • • • • • • • as que chamam mais atenção e por quê; se alguém conseguiu pintar igual ao artista; as cores que o artista utilizou na sua pintura; se a obra do artista chama mais atenção do que o trabalho dos alunos; se alguém conseguiu ser tão caprichoso quanto o artista; se existem, na pintura do artista, cores que se repetem; onde elas estão e quais são; o que acontece na pintura de Lasar Segall; o que os alunos vêem na pintura do artista; que cor mais aparece nessa pintura.

Ao observar todos os trabalhos e as cores predominantes da pintura do artista, o professor pode mostrar ao grupo outras obras de Segall do período de Paisagem Brasileira e perceber os temas, as cores usadas e tentar descobrir por que as pinturas dessa fase do artista são tão coloridas. Essas informações podem ser obtidas no site do Museu Lasar Segall. Terceira aula Para finalizar esse trabalho, que objetiva o conhecimento e o uso de cores, o professor poderá propor aos alunos a pintura da paisagem brasileira por eles imaginada a partir da motivação criada pela obra apresentada. Será que ela é diferente da pintada por Lasar Segall? Por quê? A sugestão é que os alunos pintem com cores primárias, que você explicará quais são e por que são chamadas assim. Exponha os resultados juntando a eles o xerox colorido da obra do artista. Outro ponto importante é sistematizar e registrar os conhecimentos adquiridos a respeito do artista e acerca das cores escrevendo sobre o que os alunos aprenderam com esse trabalho. Por fim, decida com os alunos o local ideal para a exposição dos trabalhos. Texto original: Lelê Ancona Consultoria pedagógica: Anamélia Bueno Buoro Edição: Equipe EducaRede Os sites indicados neste texto foram visitados em 08/05/2003

002. Fugindo do estereótipo I – Projeto “Árvore” Disciplina: Arte - Educação Artística Ciclo: Ensino Fundamental - 1ª a 4ª Assunto: Observação e desenho Tipo: Artes Visuais Nas produções artísticas de alunos da 4a série são comuns alguns desenhos estereotipados como a casinha, a árvore de maçãs, o “homem palito”, pássaros em forma de um “v”, sol com carinha, entre outros. O desenho estereotipado se justifica porque as crianças os identificam como aceitos, um tipo de desenho que elas “não erram” ao realizá-lo. Esses desenhos estereotipados, no entanto, acabam por limitar as descobertas visuais e a capacidade de expressão das crianças, reduzindo seu repertório visual e expressivo. Assim, propor desafios para os alunos desenharem, descobrindo, com o professor, novas maneiras de realizar esses desenhos consagrados amplia o conhecimento e desenvolve a expressão. Propomos um trabalho, em três aulas, sobre o tema “árvore”, pois é um dos desenhos freqüentemente realizados pelos alunos a partir do estereótipo. Quando solicitados a desenhar uma árvore costumam apresentá-la com copa verde e maçãs vermelhas. Na primeira aula, converse com os alunos sobre as variedades de árvores que existem, leve-os a perceber que cada tipo de árvore tem formas, linhas, cores, folhas, tamanhos, flores e frutos diferentes. Em seguida, convide-os a dar uma volta no quarteirão da escola ou em algum outro lugar próximo, descobrindo e observando pausadamente as diferentes árvores existentes. Conversem sobre os detalhes, as semelhanças e diferenças entre uma e outra. Ao observar essas árvores, os alunos podem registrar as observações com rascunhos de desenhos ou anotações descritivas. Se não houver pelo menos duas árvores nas proximidades da escola, passa-se para a etapa seguinte, que é a de observação de árvores em reproduções, fotografias etc. Se for possível, peça aos alunos que tragam de casa recortes de revistas e jornais, calendários, fotografias ou selos que contenham imagens de árvores para a próxima aula. Para essa aula, leve reproduções de diferentes épocas com imagens de árvores que mostrem os vários momentos da História da Arte como os antigos egípcios, os artistas japoneses, os africanos, as árvores no Renascimento e na Arte Contemporânea. Pode ser interessante trazer a série de árvores criadas por Mondrian, que pode ser encontrada em livros de arte. Mostre essas imagens aos alunos e compare-as entre si e com as que os alunos trouxeram; proponha a observação de semelhanças e diferenças entre elas, as diversas cores que existem, quantos tons de verde conseguem identificar, as muitas formas, texturas, tipos de folha, flores, galhos, troncos e as variadas formas que os artistas usam para representar uma árvore. Cole as imagens que você trouxe no centro de cartolinas grandes e peça que cada aluno escolha uma imagem de árvore que ele trouxe e cole em uma dessas cartolinas, justificando para a classe por que essas imagens devem ficar juntas. Monte, assim, vários painéis que poderão ser colocados nas paredes da sala. Conversem sobre esses painéis e os detalhes que os impressionaram. Procure estimulá-los a perceber que, em Arte, não existem duas árvores iguais, a não ser que usemos um tipo de reprodução para copiar o modelo. Na aula seguinte, com os painéis expostos, proponha a cada aluno escolher um detalhe de árvore para ser desenhado, como os galhos, as folhas, a forma externa da árvore, a forma dos galhos etc. É interessante que eles utilizem todo o espaço da folha. Depois, organize os desenhos

agrupando-os pelos temas desenhados: folhas, galhos, raízes, formatos etc. Exponha os trabalhos para que todos observem os resultados dos temas tratados que, em geral, são bons, bens diferentes das eternas árvores com maçãs. Discuta com os alunos sobre a possibilidade de fazer o desenho de um modo novo, que fuja ao lugar comum. Reveja com eles as condições desse trabalho de arte – procurar conhecer o que se vai representar, observar ou mesmo imaginar esse objeto ou situação de um jeito diferente do habitual, buscar novas formas de representá-lo. Referência Ticuna. O livro das árvores. Benjamin Constant: Global, 2000. Programa “Um pé de que?” – Canal Futura, apresentado por Regina Casé. Texto original: Maria Terezinha Teles Guerra Consultoria pedagógica: Anamélia Bueno Buoro Edição: Equipe EducaRede

003. Imitando animais Disciplina: Arte - Educação Artística Ciclo: Ensino Fundamental - 1ª a 4ª Assunto: Teatro Tipo: Metodologias Quando se trabalha com jogos teatrais, o objetivo é ampliar a expressividade gestual dos alunos. É preciso ter em mente que todo trabalho de teatro deve começar com um aquecimento físico a fim de preparar o corpo para que se possa trabalhar sua expressividade. Para isso, proponha um aquecimento físico com música. Inicialmente, os alunos, orientados pelo professor, deverão se locomover no espaço, explorando-o. A consigna consiste em acompanhar o ritmo da música movimentando o corpo na altura do chão, na altura de quem está andando e no mais alto nível que conseguirem. Com o corpo aquecido, passa-se ao aquecimento do pensamento/imagem, que consiste em um levantamento do conhecimento prévio dos alunos sobre bichos que se locomovem na altura do chão, na altura do andar humano e em alturas maiores. Proponha que eles ocupem um lugar no espaço da sala divididos em três grupos: • um canto para os animais que se locomovem e produzem movimentos na altura do chão; • outro espaço para aqueles que querem trabalhar a expressividade dos animais que se locomovem no nível médio; • outro espaço para os que querem trabalhar com alturas maiores. Os grupos devem realizar ensaios representando o bicho anteriormente imaginado. Depois, os alunos sentam-se no chão de forma que ocupem todo o espaço da sala, e cada um apresenta seu animal e imita sua forma de ser, ressaltando: • • • • posição do animal parado; forma de locomoção; voz (som que emite); expressão física do animal.

Com a ajuda de todo o grupo, o professor pode propor também algumas situações nas quais os

animais podem estar dormindo, comendo, passeando etc. Novas situações de cenas podem ser criadas: • Uma conversa entre o animal que se locomove no alto e o rastejante. • Uma confusão criada pelos animais que se locomovem no nível médio. • Uma coisa engraçada que acontece nos três grupos de animais... No decorrer da atividade, é interessante a troca de personagens para que os alunos possam vivenciar diversos animais e, conseqüentemente, diferentes maneiras de produzir gestos e sons. No final da atividade, faça uma avaliação a partir das respostas dos alunos sobre o que foi mais difícil fazer, o que foi mais fácil e o que eles gostariam de ter feito e não aconteceu nessa aula, e aproveite esse material para preparar a próxima aula de teatro com o seu grupo. Para aprofundar: É interessante olhar livros e revistas com informações sobre animais, conversar sobre seus hábitos, programar visitas ao zoológico, resgatar conhecimentos prévios dos alunos sobre animais, assistir a filmes e vídeos com imagens de animais... Texto original: Lelê Ancona Consultoria pedagógica: Anamélia Bueno Buoro Edição: Equipe EducaRede

004. O corpo pode produzir sons Disciplina: Arte - Educação Artística Ciclo: Ensino Fundamental - 1ª a 4ª Assunto: Percepção sonora, corpo, som Tipo: Metodologias Antes de iniciar esta atividade, converse com os alunos a respeito da grande variedade de sons que podemos produzir com o nosso corpo. Dentre os inúmeros músicos que utilizam sons realizados com o corpo para fazer seus trabalhos, comente sobre Hermeto Pascoal e Tom Zé. Descubra com eles sons que podemos produzir usando o corpo: palmas, voz, batidas de pé, estalos de dedos, respiração forte, estalos com a boca etc. Estimule-os a descobrir sons a partir de cada parte do corpo. Para isso, proponha o seguinte jogo: “que som posso fazer com” a boca, os dentes, a língua, as bochechas, os lábios, o nariz, o rosto, os braços, as mãos, os dedos, as coxas, as pernas, os pés etc. Em roda, realize os jogos em grupos compostos por três ou quatro alunos. Cada um deles deverá produzir sons com apenas uma parte do corpo para o grupo seguinte responder com novas produções de som usando outra parte do corpo. Por exemplo, um grupo bate palmas uma vez, o outro bate os pés duas vezes, o seguinte joga um beijinho, o outro estala os dedos três vezes e assim sucessivamente. Crie vários jogos, alternando seqüências rítmicas. Uma batida conversa com cinco batidas, duas batidas conversam com quatro etc. Na aula seguinte, conte para eles que existe um grupo chamado Barbatuques e que eles usam apenas os sons produzidos pelo corpo para fazer música. Busque materiais na Internet e em outros locais sobre o grupo. Utilize esse material em sala de aula para desenvolver a percepção auditiva dos alunos, fazendo o seguinte exercício: ao ouvir fragmentos da música, as crianças deverão descobrir com qual parte do corpo o som foi produzido. Conclua o trabalho ouvindo uma música inteira e proponha a construção de uma mímica com movimentos corporais tendo por trilha sonora a música do grupo Barbatuques. Se possível, leve os alunos para assistir a uma apresentação desse grupo.

Referência: Disco do grupo Barbatuques. Tom Zé, música "Chique-chique", disco Parobelo (ele começa essa música esfregando bexigas na boca). Discos de Hermeto Pascoal. Texto original: Lelê Ancona Consultoria pedagógica: Anamélia Bueno Buoro Edição: Equipe EducaRede

005. Paisagem sonora Disciplina: Arte - Educação Artística Ciclo: Ensino Fundamental - 1ª a 4ª Assunto: Música, paisagem sonora Tipo: Músicas

O conceito de “Paisagem sonora” tornou-se conhecido para os educadores em música a partir do trabalho produzido pelo professor canadense Murray Schaffer. Em seus estudos, ele trabalha com a percepção de sons de diversos ambientes e utiliza estratégias para sensibilizar o ouvido de seus alunos, como fazer um passeio por um bosque de olhos vendados. Povos e culturas diversos apresentam paisagens sonoras diferentes. A paisagem sonora na qual vivemos nos traz o sentimento de pertencimento, de fazer parte daquele ambiente. Alguns músicos da contemporaneidade inspiram-se nessas diferentes paisagens, criando em suas composições sons que não são produzidos por instrumentos musicais, como Hermeto Pascoal e John Cage, entre outros. Para que as crianças sejam estimuladas a perceber e identificar sons nos diversos ambientes em que vivem e de entender melhor o conceito de paisagem sonora, uma atividade que pode ser proposta é um passeio pela escola. Nesse passeio, as crianças registram em gravadores os sons do pátio, da diretoria, da rua, da sala de aula, da cantina, da aula de Educação Física, do recreio, da sala dos professores, da entrada, da saída, enfim, os sons que compõem a paisagem sonora da escola. De volta à classe, todos ouvem as fitas, tentando descobrir a localização de cada som e suas principais características - se são altos ou baixos (volume), graves ou agudos, longos ou curtos (duração). Para ampliar o foco da discussão, pode-se conversar com os alunos e pedir-lhes que descubram outras paisagens sonoras diferentes da escola: a rua em diferentes horários, a casa, o shopping, um ginásio de esportes, a igreja etc. Na aula seguinte, o professor propõe uma nova audição do material recolhido para reorganizá-lo, estimulando as crianças a perceberem pelos sons os locais de onde foram gravados. Depois, pode-se construir um roteiro como se fosse um percurso pela escola e produzir com o grupo uma nova gravação, seguindo o roteiro. Essa gravação deve corresponder a um passeio sonoro pela escola. Esse trabalho pode ser realizado em grupos, com cada um cuidando de uma parte do passeio. Para finalizar a atividade, toda a classe ouve o “Passeio sonoro pela escola”, avalia os sons que descobriram nesse percurso e como esse trabalho interferiu na percepção de

outros sons fora da escola. Referência: SCHAFER, Murray. O ouvido pensante. São Paulo: Unesp, 1991. Texto original: Maria Terezinha Teles Guerra Consultoria pedagógica: Anamélia Bueno Buoro Edição: Equipe EducaRede

006. Como trabalhar com teatro Disciplina: Língua Portuguesa/Literatura, Arte - Educação Artística Ciclo: Ensino Fundamental - 1ª a 4ª Assunto: Tipo: Metodologias Essa atividade está sendo proposta para os professores que desejam trabalhar com o gênero literário teatro, especialmente com os livros da coleção "Literatura em Minha Casa", do Programa Nacional Biblioteca da Escola, distribuídos pelo Ministério da Educação. Esse acervo, destinado a alunos de 4a e 5a séries do Ensino Fundamental de todo o Brasil, compõe-se de cinco conjuntos de livros (cada um em um gênero literário — novela, conto, poesia, teatro, clássico), sendo que cada um deles reúne seis títulos. A oportunidade de trabalhar com peças teatrais, além de aguçar a criatividade, o interesse e o espírito crítico dos alunos, pode trazer bons resultados com relação à leitura, à expressão oral, à integração da classe e apreensão dos conteúdos veiculados nos textos. As peças que compõem a coleção já foram encenadas muitas vezes, mas temos certeza que sua leitura e posterior montagem na escola, pelos alunos, mostrarão facetas ainda despercebidas desses textos. Para um bom trabalho, é necessário introduzir as noções do que é teatro, como se monta uma peça, o papel do diretor, dos atores, do cenário, do figurino, da sonoplastia. Para facilitar o entendimento sobre teatro, consulte e apresente, quando necessário, o Pequeno Glossário do Teatro.

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Ator/atriz: aquele(a) que representa uma personagem. Cenário: conjunto de materiais e efeitos de luz, som, formas, que servem para criar um ambiente propício para a peça teatral. Cenógrafo(a): aquele(a) que cria o cenário. Coreógrafo(a): aquele(a) que cria a seqüência de movimentos, passos e gestos das personagens. Diretor(a): responsável artístico pela peça teatral, é aquele(a) que integra e orienta os diversos profissionais. (...) Dramaturgo: escritor que compõe peças teatrais. Figurinista: responsável pelas roupas e acessórios utilizados na peça teatral. Iluminador(a): aquele(a) que concebe e planeja a colocação das luzes em uma peça teatral. Maquiador(a): responsável pela pintura do rosto ou do corpo dos atores e atrizes. Mímica ou pantomima: peça em que o(a) ator(atriz) se manifesta por gestos, expressões corporais ou do rosto, sem utilizar a palavra. Peça: texto e/ou representação teatral. Personagem: o papel representado pelo ator ou pela atriz.

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cidades.

Platéia: espaço destinado aos espectadores. Rotunda: pano de fundo, de flanela, feltro etc. Saltimbanco: artista popular que se exibe em circos, feiras, ruas, percorrendo diversas Sonoplasta: aquele(a) que compõe e faz funcionar os ruídos e sons de um espetáculo teatral. Teatro: palco onde se representam peças; coleção das obras dramáticas de um(a) autor(a), de uma época ou de um país. Teatro de bonecos: aquele em que se fazem representar marionetes ou fantoches. Titeriteiro: aquele que movimenta o fantoche ou a marionete. Trupe: grupo de artistas.” O autor da peça nos indica o roteiro. Esse roteiro proporcionará uma base a ser interpretada, bem como os personagens que são apresentados. Ao estudar a peça e preparar sua apresentação, cada um dos envolvidos vai realizando sua recriação. Por exemplo, como será determinada fala: alegre, triste, melancólica, serena, raivosa; e o cenário será figurativo? É necessário que o texto teatral seja lido dramatizado. Esclareça o que isto significa e faça um exercício com a classe toda, com a leitura dramatizada de um trecho de um dos livros escolhido aleatoriamente. Diga a seus alunos que leiam em casa a peça que eles receberam com a coleção do PNBE ou outro texto teatral que você selecionou, e marque um dia para realizar a atividade. Reúna os alunos em pequenos grupos e proponha que pesquisem e discutam o texto: quem é o autor, em que época foi escrito, quando foi editado e por quem, quem são os personagens principais, que problemas enfrentam, como se desenvolve o enredo, que temas abordam, entre outras questões. Combine com os grupos leitura em voz alta com bastante entonação de alguns trechos dos textos escolhidos. Outra possibilidade é organizar com os alunos um festival de teatro na escola. Durante uma semana, ou quinze dias, dependendo de combinar com professores de outras áreas esse trabalho conjunto, da disponibilidade de tempo e local, todos encenarão a peça para os seus familiares, amigos e colegas de outras classes. Essa montagem tem de ser “profissional”, com direção, atores, cenário, sonoplastia, figurino, entradas, confirmação de presença etc. Afinal, os alunos vão virar “artistas” no festival. Uma possibilidade de encaminhar esse trabalho pode ser: Cada grupo, sob sua supervisão, fará a leitura dramática de um texto. No caso do conjunto Literatura em minha casa – “O fantástico mistério de Feiurinha”, “Eu chovo, tu choves, ele chove...”, “Hoje tem espetáculo: No país dos prequetés”, “O macaco malandro”, “Pluft, o fantasminha” e “Bazar do Folclore” (escolher um conto popular desse livro e os alunos transformam-no em peça). Em seguida, deverão decidir quem fará o quê na peça. Ressalte que não só os atores são importantes, pois a montagem é um processo coletivo e o sucesso depende da equipe. Dê início aos ensaios. Fique atento para que essa atividade seja realmente levada a sério. Marque a data das apresentações. Cada grupo deverá fazer os convites para a peça, ilustrando-os com motivos ligados ao tema da encenação. Para tal, oriente-os sobre as informações que deverão constar no convite. Também deverão confeccionar cartazes para serem espalhados na escola, criando um clima de pré-estréia, envolvendo todo mundo.

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Marque um último ensaio para cada grupo. Este ensaio deve ser feito com a presença de público (outra classe, por exemplo), que poderá opinar sobre aspectos que podem ser melhorados. Finalmente, é importante fazer um ensaio geral, o último antes da estréia. Depois das apresentações, como conclusão e parte da avaliação, pode-se propor que cada aluno faça uma crítica da peça, dizendo o que achou, se gostou, quais os pontos fortes e fracos. Se você julgar necessário, apresente um esquema com os itens que eles devem tratar e leia com eles alguns recortes de jornal ou revistas com críticas que possam ser utilizadas como referência. Bom trabalho. Sugestão de leitura: VASCONCELOS, Luiz Paulo. Dicionário de Teatro.

007. A História de uma Folha Disciplina: Ciências Ciclo: Ensino Fundamental - 1ª a 4ª Assunto: Partes da planta, folha Tipo: Texto O livro “A História de uma Folha”, de Leo Buxcaglia, pode ser uma boa opção para trabalhar o conteúdo Seres Vivos com alunos de 3ª e 4ª séries, introduzindo o tema das plantas e o estudo mais aprofundado das folhas: suas partes, pigmentos, fisiologia. O livro narra a história de uma folha que, ao crescer, encontra um amigo chamado Daniel. Esse amigo explica a ela todos os fenômenos que ocorrem durante as estações do ano, as características climáticas, a influência do sol e do vento na vida das folhas e questões referentes ao ciclo da vida. Na história, a folha vive todas as fases de sua vida com intensidade e, um dia, sente-se flutuando em direção ao solo. Ao olhar para a árvore, percebe o começo de um novo ciclo da vida. Depois de ler o texto com os alunos, o professor pode fazer uma roda e estimular uma conversa sobre o que leram e as experiências que eles têm com plantas, abordando os seguintes tópicos: • • • • Vida das folhas Semelhanças e diferenças entre as folhas Influências do clima na vida das plantas Ciclo da vida

Nas aulas seguintes, o professor propõe a elaboração de um herbário (álbum com exemplares vivos) e, para isso, solicita que as crianças tragam de casa ou coletem nas proximidades da escola algumas folhas de vegetais. Em sala de aula, os alunos reúnem-se em grupos de quatro participantes. Cada grupo analisa o seu material, observando as diferentes formas que as folhas possuem. Devem identificar com que se parece cada folha, associando a forma de cada uma delas a objetos conhecidos, por exemplo: coração, grão de feijão, ponta de lança, fio de cabelo, estrela. Esse trabalho de análise do material recolhido propicia o desenvolvimento das habilidades de observação, a partir da busca de padrões de classificação das folhas: cor, tamanho, reação ao tato (macio/áspero), tipo de borda, nervuras. Para subsidiar o trabalho dos alunos, o professor pode trazer, entre outras, informações sobre: • As partes da folha: limbo, pecíolo, bainha. • Os pigmentos que estão presentes nas folhas: clorofila, xantofila. • Possíveis formas de classificação da borda da folha: lisa, serrilhada.

• Fisiologia da folha: função das nervuras e dos pêlos. Depois da etapa de classificação do material, cada grupo monta um cartaz com as folhas recolhidas, colocando os nomes criados e/ou convencionados pelos próprios alunos para cada uma delas e apresentam seu trabalho para a classe. É interessante que o próximo passo da atividade seja a consulta de bibliografia específica sobre folhas de vegetais (enciclopédia, livro didático ou paradidático), para que os alunos conheçam a classificação e a nomenclatura oficiais. Referência: BUXCAGLIA, Leo. A História de uma Folha. Rio de Janeiro: Record, 1999. Texto original: Vera Lúcia Moreira

008. A Luz e a Visão Disciplina: Ciências Ciclo: Ensino Fundamental - 1ª a 4ª Assunto: A necessidade da luz para a visão Tipo: Metodologias Para que os alunos entendam por que a luz é necessária para vermos o que nos cerca, o professor pode desenvolver um experimento que favoreça a ação concreta, a observação, a comparação e a conclusão por parte do aluno. Essa experiência permitirá aos alunos perceberem porque, com pouca luz, as cores não podem ser diferenciadas pelo olho humano. No caso dessa atividade, veremos os pedaços de papel colados no fundo da caixa, mas não sua cor. Isso só será possível se a janela estiver aberta e houver um mínimo de luz. Não se esqueça de que é preciso vedar bem a tampa na caixa, com fita adesiva e papel, para não haver muita entrada de luz. Material necessário:

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Cinco caixas de sapatos com tampa ou similares. 20 quadrados de papel colorido de 10 cm x 10 cm – 5 amarelos, 5 azuis, 5 vermelhos e 5 brancos. Caderno dos alunos. Procedimentos: O professor deve organizar a classe em cinco grupos e solicitar que cada um deles, com o seu material, prepare suas caixas da seguinte forma: Faça um orifício redondo com mais ou menos 2 cm de diâmetro na tampa ou na parte superior da caixa. Em um dos lados da caixa, recorte uma janelinha retangular (2 cm x 5 cm), sem destacála, de modo que se possa abri-la e fechá-la como uma janela. No fundo da caixa, por dentro, cole 4 quadrados de papel colorido, um de cada cor (ver figura). Com esse material pronto, o professor inicia os trabalhos. Cada aluno do grupo, com a janelinha da caixa fechada, coloca o olho no orifício redondo anteriormente feito e olha atentamente para dentro da caixa. Os alunos anotam no caderno o resultado da observação. A seguir, o professor solicita aos alunos que abram a janelinha e olhem novamente pelo orifício. Os alunos deverão registrar as seguintes observações a partir das questões apresentadas pelo professor:

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O que observaram com a janelinha fechada? E com ela aberta? É possível ver o que há dentro da caixa com a janelinha fechada ou aberta? Por quê? Os alunos relatam suas observações e comparações, debatem, trocam idéias. O professor, para concluir, discorre sobre a importância da luz para a visão, sem desconsiderar que possivelmente os alunos já saibam que “sem luz não dá para ver”.

Esse trabalho é um bom começo para o professor iniciar um estudo ou pesquisa sobre o órgão da visão, trabalhar com cores ou explorar características e componentes da luz. É bom salientar que, em uma Mostra Cultural ou Feira de Ciências, esse é um experimento interessante para ser apresentado a todos porque favorece a participação dos visitantes. 009. A mágica das misturas Disciplina: Ciências Ciclo: Ensino Fundamental - 1ª a 4ª Assunto: Noções básicas sobre solução e suspensão Tipo: Metodologias O experimento é uma prática educativa que tem o objetivo de ilustrar conceitos teóricos que facilitem a compreensão do fazer e do observar. Quando o aluno consegue perceber a diferença de resultado com misturas de porções de partículas sólidas e líquidas, os conceitos de solução (mistura homogênea) e suspensão (mistura heterogênea) tornam-se significativos. Peça aos alunos dois frascos de boca larga bem limpos. Podem ser, por exemplo, vidros de maionese ou geléia. Coloque água filtrada ou fervida até a metade dos recipientes. Em um dos frascos, adicione uma colher de sopa de sal e misture bem. Acrescente uma colher de sopa de areia à água do outro frasco e mexa da mesma forma. Solicite aos alunos que observem as reações das duas misturas e anotem em ficha própria: Água + Sal Água + Areia Por meio de perguntas, o professor pode orientar a observação dos alunos. Por exemplo:

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Qual a diferença entre as duas misturas? O que aconteceu com o sal? Onde está a areia na mistura com a água? Os alunos apresentam as observações registradas e, em seguida, o professor discute com eles as idéias surgidas nos grupos, concluindo que o sal se dissolve na água. Água mais sal formam uma solução, porque o sal está dissolvido na água. O que caracteriza a solução, ou seja, a dissolução do sal, é justamente o fato de que ele não é visto, apesar de estar ali. Sua presença pode ser verificada pelo paladar. O sal parece sumir porque seus componentes se separam entre as moléculas da água, formando uma mistura homogênea – solução. A água formou uma solução com o sal. Nesse caso, é possível pedir aos alunos que provem um pouco da substância para sentirem que, mesmo não podendo ser visto, o sal está na água. No caso da areia, parte dela acaba por depositar-se no fundo, e parte fica flutuando, o que forma uma mistura heterogênea – suspensão. Essa mistura não deve ser provada pelos alunos e isso precisa ficar claro para eles. Ao final, os alunos desenham o que observaram e escrevem as conclusões. Este experimento pode ser apresentado na feira de Ciências da escola. 010. Aprenda com a bolha de sabão Disciplina: Ciências Ciclo: Ensino Fundamental - 1ª a 4ª

Assunto: Células, tensão superficial, decomposição da luz Tipo: Texto Um modo de enriquecer sua aula e garantir a aprendizagem de seus alunos é propiciar que eles brinquem e pensem sobre o que estão fazendo. No artigo “A Ciência da Bolha de Sabão”, da revista Ciência Hoje das Crianças, você encontrará vários tipos de brincadeiras como forma de abordar conteúdos científicos, envolvendo conhecimentos sobre células biológicas, tensão superficial e decomposição da luz. Elas podem ser aproveitadas por você. Após a leitura do artigo com a classe, divida os alunos em grupos e desenvolva a experiência da bolha de sabão, construindo o “aparelho” e preparando a água. Em seguida, releia o artigo e, junto com eles, organize as informações enfatizando os seguintes pontos: • semelhança da bolha de sabão com alguns aspectos da membrana biológica de células de plantas e animais – estrutura e permeabilidade; • tensão superficial e elasticidade; • decomposição da luz – o que acontece com a luz quando passa por um prisma. “Aparelho” para fazer bolhas Modele um arame em forma de círculo, quadrado ou retângulo de tamanho que permita colocá-lo em um copo ou caneca. Enrole um fio de lã sobre o arame e amarre com o próprio fio de lã um palito de churrasco para segurar. Faça uma mistura de água e sabão com detergente neutro de boa qualidade. De preferência, deixe essa mistura repousar por 12 horas. Referência: “A Ciência da Bolha de Sabão”, in Ciência Hoje das Crianças, ano 12, nº 88, jan./fev., p. 8. 011. Brincando de Cientista Disciplina: Ciências Ciclo: Ensino Fundamental - 1ª a 4ª Assunto: Desenvolvimento da capacidade de pensar Tipo: Metodologias Ao trabalhar a capacidade de pensar e solucionar problemas, o professor deve criar condições em sala de aula para que os alunos exercitem as habilidades de observação, descrição, classificação, análise de dados, elaboração de hipóteses, experimentação etc. O ensino de Ciências envolve não só aprender os conhecimentos científicos atuais, mas aprender, também, como se constrói um novo conhecimento científico. É necessário que, desde a primeira série, o professor crie oportunidades e situações nas quais a criança participe ativamente da construção desses conhecimentos. Brincando de cientista é uma atividade simples, mas que proporciona ao aluno a vivência de situações de descoberta e das habilidades de experimentação, observação, inferência, levantamento de hipóteses e comparação. Materiais necessários:

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5 sacos plásticos de 5 litros; 5 sacos de papel pardo; objetos variados como tampinhas, sementes, bolinhas, clipes etc.; cordão;

cadernos dos alunos. Procedimento 1 - Explicando para as crianças como é a atividade Neste momento, não divida a turma em grupos. Se as crianças estiverem agrupadas vão começar a conversar e o professor vai ter muita dificuldade de falar com todas elas. Procedimento 2 - Cada equipe vai descobrir o que tem dentro dos sacos

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Divida a classe em cinco grupos e elabore um material para cada grupo. Selecione objetos variados: um que faça algum barulho (chaveiro simples, argola com duas chaves, por exemplo); um que role, mas que não seja esférico (carretel de linha, ou pedaço de lápis, um chocolate “batom”); um esférico (bolinha de pingue-pongue); um cúbico (pedaço de madeira), um “plano” (como um clipe grande). Coloque em cada saco plástico apenas um dos objetos selecionados. Encha-o de ar (como balão), amarre-o com o cordão e coloque-o dentro do saco de papel pardo, amarrando-o bem. Escolha um para simular o que será feito com todos os sacos, que devem ser numerados. Não abra o que foi usado para a simulação. Estimule as crianças a exporem suas idéias. Em seguida, entregue os sacos para as equipes. Os alunos devem observar todos os sacos (as equipes ficam 5 minutos com cada saco, registram o que conseguem observar e pegam o próximo, em rodízio). Isso é importante para que elas possam pensar nos dados de observação – roda, não roda; faz barulho metálico; é espesso (cubo) ou fino (clipe). Esse procedimento é importante porque provoca diferentes observações por parte dos alunos e permite ao professor trabalhar com eles a idéia de inferência. A resposta à pergunta “O que você acha que tem dentro do saco nº 3?” pode ser obtida simplesmente ao abrir cada saco. O mais importante aqui é o professor se preocupar com as problematizações. “Por que a gente acha que no saco 2 tem metais?” Os alunos têm condições de dizer que é “por causa do som”. Em toda a atividade, as observações serão auditivas e tácteis – roda, não roda; é fino (difícil de virar) ou espesso (dá trancos quando vira) etc. Para finalizar a atividade o professor esclarece aos alunos que as atividades dos cientistas, na maioria das vezes, é de descobertas e de comprovações “do que há dentro”. 012. Energia Elétrica Disciplina: Ciências Ciclo: Ensino Fundamental - 1ª a 4ª Assunto: Circuito elétrico Tipo: Metodologias

É importante trabalhar em sala de aula a energia como um recurso natural que possibilita ao homem uma vida saudável e confortável. Entre as formas de energia utilizadas pelo homem, a energia elétrica faz parte do dia-a-dia dos alunos e, portanto, deve ser utilizada racionalmente. Para isso, a compreensão das noções básicas do circuito elétrico favorece a tomada de consciência por parte das crianças em relação ao desperdício e à prevenção de acidentes. Inicialmente, os alunos precisam ter uma idéia do que é um circuito. Precisam compreender que, para a lâmpada acender, ela precisa estar ligada a fios que formem um caminho fechado. Isso pode ser feito em uma atividade em que o professor entrega a cada equipe de 5 alunos uma pilha, dois fios-cabinho de 20 cm e uma lâmpada e propõe aos grupos que façam com que a lâmpada acenda. Em seguida, o professor pede aos alunos para desenharem o circuito construído, podendo discutir o fato de que um circuito é um caminho fechado, como o circuito de Fórmula 1. O professor também pode dar mais um pedaço de fio e uma lâmpada para cada equipe para que eles façam duas lâmpadas acenderem. Feitas essas observações, a construção da maquete de uma casa com três lâmpadas que acendem de forma independente poderá se tornar um projeto prazeroso para os alunos da quarta série. O objetivo desta construção é compreender os princípios básicos do circuito elétrico de uma casa. A

classe é dividida em grupos de cinco alunos. Cada grupo constrói uma casa e, no final, ela é sorteada entre a equipe. Material necessário por grupo:

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Três caixas de sapato ou similar. 6m de fio tipo cabinho. Uma base de madeira para apoiar as caixas. 4 pilhas pequenas. 2 porta-pilhas. 6 lâmpadas pingo-d’água de 2,2 volts. 6 soquetes para lâmpadas. 6 interruptores de painel (chave TTI ). Fita isolante. Faca de desencapar fio. Fita adesiva. Cola. Percevejos Material para a decoração: tecidos, papéis coloridos, tintas, lápis de cor, miniaturas, entre outros. Etapas do projeto: A equipe decide como colar as caixas formando a casa e desenha a sua planta em proporção real em relação ao tamanho das caixas. Sobre a planta, os alunos desenham o circuito elétrico. As casinhas são construídas com as caixas coladas e presas à madeira com percevejos e fita adesiva. Os alunos montam o circuito elétrico conforme o desenho da planta: ligam dois fios às pilhas e puxam os fios até os lugares a serem iluminados. Em cada ponto de luz é ligado um fio ao soquete, outro ao interruptor e um terceiro que liga o soquete ao interruptor. Para esta ligação é necessário desencapar os fios que, depois de conectados, deverão ser protegidos com fita isolante. Colocam-se as lâmpadas e decora-se a casa, encapando as paredes para esconder os fios e enfeitando-as com miniaturas ou outros objetos de acordo com a decisão do grupo. Finalmente, o professor poderá complementar o projeto com o registro das atividades e aprofundamento dos conhecimentos por meio de: pesquisa sobre Thomas Edison; propostas de como economizar energia elétrica em casa; cuidados necessários contra choques e curtos-circuitos; outras fontes de energia.

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Para aprofundar: Antes de propor o trabalho, o professor deve estudar um pouco sobre energia. Em o Assunto é Energia existe um bom material de base para isso.
Energia... Desde o início do século XX, a humanidade tem passado por um processo de transformações sem precedentes na História. A produção industrial e agrícola cresce continuamente, as cidades tornam-se cada vez maiores e esse processo tem uma conseqüência: precisa-se cada vez mais de energia. O grande aumento do uso de energia tem suas origens em meados do século XVIII, com a invenção da máquina a vapor, na Inglaterra. A primeira máquina construída por James Watt (1736-1819) foi ligada a um tear para fabricar tecido, em 1785. Até essa época a energia necessária ao funcionamento das máquinas era obtida dos músculos humanos, da tração animal, de quedas d'água ou moinhos de vento. A máquina a vapor obtém energia da queima do carvão, que libera o calor utilizado

Máquina a vapor de Marcelino Gauthier Foto: Museu tecnológico da Argentina

para produzir vapor. Com o aperfeiçoamento das máquinas, foi possível diminuir seu tamanho e aumentar sua potência. Inicialmente as máquinas eram usadas como bombas de água, depois passaram a ser usadas na indústria têxtil e serrarias. No final do século XVIII, surgem as primeiras locomotivas. Durante o século XIX, os seres humanos aprenderam a utilizar uma outra forma de energia: a eletricidade. Em 1880, a primeira lâmpada industrializável foi produzida e, dois anos depois, projetou-se a primeira usina produtora de energia elétrica. O motor elétrico e os motores que usam a energia de combustão foram desenvolvidos nessa época. O trem elétrico surge em 1879. Em 1893, os primeiros automóveis.

O que é energia? Conservação e transformação de energia A origem da energia presente nas fontes A energia solar

:: O que é energia? Apesar de sua enorme presença na vida de todos e de sua importância como conceito científico nas explicações dos fenômenos naturais, é muito difícil expressar por meio de uma definição o que é energia. Em física existe uma definição: energia é a capacidade de realizar trabalho. Mas essa definição não agrada nem mesmo aos físicos, pelas limitações que ela tem. Quando vemos uma lâmpada iluminando uma sala dizemos que ela está emitindo energia luminosa. É difícil imaginar como essa energia luminosa, emitida pela lâmpada e que se espalha pela sala, pode ser vista como uma "capacidade de realizar trabalho". Assim, a compreensão do conceito de energia não vem do conhecimento de sua definição, mas sim da percepção de sua presença em todos os processos de transformação que ocorrem em nosso organismo, no ambiente terrestre ou no espaço sideral. No mundo macroscópico, das galáxias, estrelas e dos sistemas planetários, ou no microscópico, das células, moléculas, dos átomos ou das partículas subatômicas.

A energia elétrica é produzida pela água

:: Conservação e transformação de energia A principal característica da energia é sua conservação. Ela não pode ser criada, não pode ser destruída, só pode ser transformada. Sempre que uma quantidade de energia é necessária para alguma atividade, essa energia deve ser obtida por meio de transformações, a partir de outra forma já existente. A energia pode assumir diferentes formas: elétrica, química, nuclear, térmica, luminosa, cinética. Quando ocorrem fenômenos no universo, seja a fissão de um núcleo atômico, a emissão de luz por uma estrela, a queda de uma pedra na gravidade terrestre, ou o funcionamento de um motor de carro, alguma transformação de energia também acontece.

Fontes de energia são os materiais ou fenômenos a partir dos quais podemos obter alguma forma de energia. Com o desenvolvimento tecnológico, os seres humanos descobriram várias dessas fontes. Atualmente, as mais utilizadas são: • • • • • • • petróleo e seus derivados; carvão vegetal; carvão mineral; lenha; álcool; cursos d'água; átomos de alguns elementos químicos como o Urânio e o Tório.

Existem ainda outras fontes de energia que começaram a ser utilizadas há poucas décadas e representam uma pequena parcela das fontes atuais: o Sol (pelo uso direto da energia que ele emite), os ventos, o gás natural (metano, CH4). O gás utilizado no fogão é uma fonte de energia. Nas moléculas do gás existe energia armazenada na forma de energia química. Por meio de uma combustão (uma queima) essa energia química presente nas moléculas do gás se transforma em energia térmica (calor). Na água represada por uma barragem, a energia está armazenada na forma de energia potencial gravitacional. Se essa água for solta, ela cai ganhando velocidade, com a energia gravitacional se transformando em energia cinética, que pode ser transmitida a um gerador. No chuveiro elétrico, a energia da corrente elétrica, que é transportada por fios condutores, transforma-se em energia térmica (calor) ao passar pela resistência. Esse cal or aquece a água do banho. O aumento constante da exploração de novas fontes de energia interfere cada vez mais nos processos naturais. Grandes áreas alagadas por lagos artificiais, poluição atmosférica resultante da queima de combustíveis fósseis, aquecimento do ambiente pelo funcionamento de motores elétricos. As principais conseqüências dessa interferência humana são as alterações no ambiente terrestre e o desequilíbrio ecológico.

:: A origem da energia presente nas fontes As fontes de energia nos possibilitam obter a energia necessária para as diversas atividades cotidianas. Mas, se ela não pode ser criada, qual a origem da energia presente no petróleo e seus derivados, no carvão vegetal, no carvão mineral, na lenha, no álcool, nos cursos d'água e nos átomos de alguns elementos químicos como o Urânio e o Tório? Nessa lista de fontes de energia, apenas as duas últimas (cursos d'água e átomos) não têm origem em seres vivos. Petróleo, carvão, lenha e álcool são fontes de energia que têm origem em materiais que fizeram parte do corpo de algum ser vivo. E qual a origem da energia presente nesses materiais, que são todos combustíveis? A energia química dos materiais combustíveis encontra-se armazenada em algumas de suas moléculas. Essas, por sua vez, são produzidas a partir de uma reação química fundamental para a existência de vida na Terra, a fotossíntese, que ocorre nos vegetais, nas algas e em alguns organismos unicelulares como as cianobactérias.

Roda d'água transforma

em rotação a energia da Durante a reação de fotossíntese, moléculas de gás carbônico (CO2) água que cai combinam-se com moléculas de água (H2O), formando um açúcar, geralmente a glicose (C6H12O6), e gás oxigênio (O2), que se mistura ao ar. A reação de fotossíntese pode ser representada da seguinte maneira:

Para essa reação ocorrer é preciso haver luz (energia luminosa) transformada, durante a fotossíntese, em energia potencial química, presente na molécula de açúcar. A presença da clorofila é indispensável, apesar de não fazer parte dos reagentes e dos produtos, porque ela é responsável por reações intermediárias que fazem parte da fotossíntese. Se os combustíveis têm origem em seres vivos e se os seres vivos obtêm energia da luz solar, por meio da fotossíntese, então, toda a energia existente nos combustíveis é uma energia proveniente do Sol. Voltando à lista de fontes de energia (petróleo, carvão mineral e vegetal, lenha, álcool, cursos d'água, átomos), vemos que a origem da energia dos combustíveis é o Sol. Falta considerar os cursos d'água e os átomos. No caso dos cursos d'água, qual a origem da energia que a água possui quando se encontra em lugares elevados, seja por causa do relevo natural ou de uma barragem? Neste caso, a energia que a água possui foi obtida quando ela se elevou na atmosfera, e na gravidade terrestre, depois de evaporar por ser aquecida pelo Sol. Ao se elevar, a água acumula energia potencial gravitacional. Como uma pedra que tiramos do chão e elevamos a uma certa altura. É essa energia que permite à água mover-se pelos cursos dos rios em direção às terras mais baixas, até chegar a um grande lago, ou no oceano. Como a pedra, ao ser solta, cai aumentando sua velocidade. Portanto, a energia presente nos cursos d'água também tem origem no Sol, pois é a energia solar que faz ocorrer o ciclo da água, começando por sua evaporação na superfície terrestre. Assim, de todas as fontes de energia citadas na lista,apenas a energia de reações nucleares nos átomos de certos elementos químicos não tem origem no Sol. O organismo humano obtém a energia necessária ao seu funcionamento pela respiração celular. A respiração celular é uma reação química como a combustão. Moléculas presentes nos alimentos reagem com oxigênio, liberando energia. Nos alimentos, a energia potencial química que suas moléculas possuem é, sempre, o resultado de reações de fotossíntese. Mesmo quando nos alimentamos de carne, a energia existente nesse alimento veio dos vegetais que um animal

comeu. Podemos dizer, então, que nosso organismo, por meio dos alimentos, utiliza energia solar para manter-se vivo. :: A energia solar

O sol é a principal fonte de energia na Terra Ilustração: SOHO (ESA e NASA)

Quase toda a energia utilizada pela humanidade é, em última instância, energia solar. Quando queimamos carvão, obtendo energia térmica, estamos utilizando uma energia que o Sol emitiu há muitos anos e que foi transformada em energia potencial química, por uma reação de fotossíntese. No caso do petróleo, a fotossíntese ocorreu há milhões de anos. As plantas morreram, ou se transformaram em alimentos de outros seres vivos, que também morreram, e seus corpos passaram por inúmeras transformações que deram origem ao petróleo. Hoje, quando um automóvel a gasolina está se movendo, a energia luminosa transformada em energia química por meio de uma fotossíntese ocorrida há muito tempo, transforma-se em calor no interior do motor e move o carro. Ou seja, a energia cinética do carro a gasolina, ou óleo diesel, em movimento tem origem na energia solar emitida há milhões de anos. Mas, de onde vem a energia que o Sol emite? No interior do Sol ocorrem reações nucleares de fusão. Nessas reações, 4 núcleos de átomos de hidrogênio, ou seja, 4 prótons, se fundem, para formar um núcleo de átomo de hélio. Cada núcleo de hélio possui 2 prótons e dois nêutrons. Durante a fusão, dois dos prótons iniciais se transformam em nêutrons.

Essa é uma representação simplificada da reação nuclear de fusão que ocorre no interior de estrelas como o Sol. Durante essa reação, uma grande quantidade de energia é liberada. Essa mesma reação nuclear ocorre quando uma bomba de hidrogênio (bomba-H) é detonada.

A energia liberada na reação nuclear surge da transformação de matéria em energia. A possibilidade de transformar matéria em energia foi considerada, pela primeira vez, pelo físico alemão Albert Einstein (18791955). Por meio de um complexo trabalho teórico, Einstein calculou a relação existente entre energia e matéria, mostrando que matéria e energia são formas diferentes de um mesmo objeto físico. A relação entre quantidades de matéria e energia é dada pela fórmula E = m . c2 na qual E é a energia, m é a massa convertida em energia e c é o valor da velocidade da luz no vácuo (300 mil km/s, ou 3,0 X108 m/s).

Interior de um reator nuclear

Na reação nuclear que ocorre no Sol, a massa de cada átomo de hélio que se forma é ligeiramente menor que a massa dos 4 prótons que deram origem a ele. Essa diferença é devida à quantidade de matéria que foi transformada em energia durante a reação de fusão. No Sol, a cada segundo, 657 milhões de toneladas de hidrogênio transformam-se em 653 milhões de toneladas de hélio. As 4 milhões de toneladas de diferença correspondem à matéria que se transforma em energia, e é emitida pelo Sol em todas as direções do espaço. Texto original: Vinicius Signoreli Edição: Equipe EducaRede (Abril/2003) 013.Estetoscópio Disciplina: Ciências Ciclo: Ensino Fundamental - 1ª a 4ª Assunto: Corpo Humano Tipo: Metodologias Desde as séries iniciais, é importante para a formação do aluno que o professor desenvolva em sala de aula conteúdos sobre o nosso corpo (anatomia) e como ele funciona (fisiologia). A abordagem desses assuntos deve, preferencialmente, privilegiar o fazer, o observar e o representar fenômenos e características do corpo. Com isso, o aluno terá a oportunidade de aprender a observar, fazer leituras e interpretações daquilo que sentimos, seja pela visão, audição, tato, paladar, ou pelo olfato. Ensinar a sentir é, também, ensinar a crescer. Para tanto, o professor pode propor à classe a construção de um estetoscópio e, assim, promover entre seus alunos a capacidade de observação e de entendimento das batidas do coração e de outros barulhos do corpo decorrentes da respiração, da tosse e de movimentos dos alimentos no estômago. Material necessário:

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2 balões de ar. 2 funis de plástico. Fita crepe ou fita adesiva. Procedimentos: Corte a boca dos balões. Encaixe cada um dos balões sobre a boca do funil. Com a fita adesiva, una os funis pelo “pescoço”, isto é, pelas partes finas. Uma criança encosta uma das bocas do estetoscópio sobre o peito do colega e põe o ouvido na outra boca para ouvir os sons e batimentos rítmicos do coração. Em seguida peça para que uma delas coma algo ou beba água, enquanto o colega ouve os barulhos do estômago.

Outra possibilidade é solicitar a um aluno que encoste o estetoscópio nas costas do outro, ouvindo a respiração e a força de uma tosse simulada. Estimule os alunos a produzirem relatos orais sobre a construção do brinquedo, sobre as ações realizadas e sensações vividas. Para concluir a atividade, oriente as crianças na produção de desenhos e frases sobre o trabalho e, com elas, construa um painel dos trabalhos realizados, que poderá ser apresentado à comunidade escolar. 014. Lixo – Coleta Seletiva Disciplina: Ciências Ciclo: Ensino Fundamental - 1ª a 4ª Assunto: Lixo tecnológico: pilhas e baterias Tipo: Metodologias Uma pesquisa sobre o destino de pilhas e baterias pode ser um começo interessante para os alunos perceberem que o lixo tecnológico contamina o solo, os lençóis freáticos e, conseqüentemente, o próprio ser humano. Para tanto, peça aos alunos que perguntem aos familiares, amigos e vizinhos o que fazem com pilhas e baterias usadas. Por exemplo: • O que você faz com as pilhas usadas? • Você sabe que as pilhas e baterias jogadas no lixo podem prejudicar o meio ambiente e a nossa saúde? Se a resposta a esta pergunta for “Sim”, pode-se fazer uma outra pergunta. • Você sabe como as pilhas e baterias jogadas no lixo podem chegar a prejudicar o meio ambiente e a nossa saúde? Se a resposta for “Não”, as crianças devem ser incentivadas a informar os entrevistados sobre o problema, incluindo o que fazer com essas pilhas. Feita a pesquisa de campo, o professor coordena a tabulação dos dados e, com os alunos, elabora um relatório com a síntese das respostas. Informe aos alunos que as pilhas e baterias são altamente prejudiciais porque contêm metais pesados como o chumbo, cádmio, zinco e mercúrio em níveis que podem causar sérios danos à saúde. O cádmio provoca disfunções renais e problemas pulmonares; o mercúrio afeta o estômago, os rins e o cérebro; o chumbo causa anemia, disfunção renal e perda de memória, e o zinco ataca os pulmões. Explique aos alunos como o lixo acaba voltando para casa e causando todos esses problemas aos homens. Finalmente, promova um concurso de cartazes para divulgar o impacto causado pelas pilhas e baterias. Mas antes mostre aos alunos alguns exemplos a fim de que eles percebam as qualidades de um bom cartaz, tais como texto curto, de fácil leitura, frases que chamam a atenção para a questão central, uso de cores etc. Decida com a classe os critérios de seleção e premiação dos cartazes vencedores. O prêmio pode ser um pequeno diploma, um livro, uma menção honrosa etc. Para valorizar todos os trabalhos, organize uma exposição pela escola ou em algum espaço comunitário; assim os alunos poderão perceber a importância de contribuírem para a formação de cidadãos capazes de agir corretamente com a natureza.

Organize com os alunos uma coleta semanal de pilhas e baterias usadas e pesquise na comunidade para quais empresas ou locais poderão ser enviadas. 015. O estudo da água Disciplina: Ciências Ciclo: Ensino Fundamental - 1ª a 4ª Assunto: Água Tipo: Texto Se você estiver trabalhando o tema água nas suas aulas, aproveite o livro “Aventuras de uma Gota d’Água”, de Samuel M. Branco. Esse texto conta a história de Carolina, que tenta saber se a água do mar é viva ou não. A menina coloca um pouco de água em um vidro e, chegando em casa, percebe uma gota aflita se mexendo. Ao abrir a tampa, ela e a gota conversam. Falam sobre as nuvens, evaporação, infiltração, córregos, rios e mares. Discutem a ingratidão dos homens por poluírem as águas. No fim, as duas se despedem e Carolina descobre que a água é viva, não por se mexer, mas por conter vida. O professor pode pedir aos alunos que façam uma leitura em grupo e, em seguida, discutam os capítulos do livro a partir de questões que provoquem a busca de informações e conhecimentos, por exemplo: Carolina sabia que iria faltar água. Encheu um latão com água, deixando-o no sol. Qual fenômeno ocorreu com a água? (processo de evaporação) Como há seis capítulos, é possível dividir essa tarefa entre grupos. Cada um expõe uma parte do texto e abre-se a discussão para toda a classe. É importante enfatizar o respeito pela saúde da água, evitando o seu desperdício e considerando as perspectivas do seu valor neste século. Referência bibliográfica: BRANCO, Samuel M. Aventuras de uma Gota d’Água. São Paulo: Moderna, 1992.

016. Plantas aquáticas Disciplina: Ciências Ciclo: Ensino Fundamental - 1ª a 4ª Assunto: Fotossíntese, reprodução assexuada da planta Tipo: Metodologias Os conceitos de fotossíntese e reprodução assexuada das plantas são abstratos para os alunos da 4ª série. Um aquário com plantas aquáticas é um recurso que facilita a observação e a compreensão desses fenômenos. Para preparar a atividade, o professor traz à sala de aula um aquário simples e cobre o fundo com uma camada de pedras. Nestas, espeta três ou quatro espécies de plantas aquáticas, que podem ser: aguapé, alface d’água ou salvínia. Essas plantas podem ser encontradas em qualquer casa especializada em peixes ou animais. Adiciona-se água até encher o recipiente. Está pronto um pequeno laboratório, por meio do qual o professor pode mostrar que as plantas respiram, realizam fotossíntese e se reproduzem. O professor direciona a observação dos alunos para perceberem que:

• Quando a luz do sol incide diretamente no aquário, surgem bolhas na água. Isso indica que o processo de fotossíntese (ver abaixo) produz mais oxigênio; • Se alguns pedaços de caule ou pequenas raízes das plantas forem colocados na água, eles crescem normalmente, exemplificando uma forma de reprodução assexuada (ver abaixo); • Com excesso de luz e ausência de animais (peixes), haverá uma superpopulação de plantas, tornando a água turva. Essa situação remete à noção de equilíbrio ecológico, porque demonstra que a ausência de animais que se alimentem das plantas e que absorvam o oxigênio produzido por elas provoca interferência na vida saudável das plantas aquáticas. Com essas observações, os alunos podem acompanhar de perto alguns fenômenos de sistemas ecológicos, que ocorrem de maneira dispersa na natureza. Depois, o professor pode solicitar aos alunos a leitura de textos informativos sobre o assunto. Por fim, elabora um texto coletivo, anotando na lousa as observações e informações coletadas por eles. Faz intervenções para organizar os conhecimentos, enfatizando os conceitos e os processos de fotossíntese e reprodução assexuada das plantas.

Fotossíntese: os vegetais produzem o seu próprio alimento, obtendo a glicose a partir da combinação de água, luz solar e gás carbônico. Essa reação libera o oxigênio das folhas submersas, em forma de bolhas. Na respiração, o gás carbônico é liberado e o oxigênio transforma a glicose em energia. Reprodução Assexuada: nesse tipo de reprodução, uma parte isolada da planta é capaz de criar cópias dela mesma.

017. Saúde do Corpo Disciplina: Ciências Ciclo: Ensino Fundamental - 1ª a 4ª Assunto: Temperatura corporal, febre Tipo: Metodologias Ao trabalhar os conteúdos referentes à saúde do corpo, o professor pode criar um clima propício em sala de aula para que as crianças construam alguns conceitos relacionados à febre, seus sintomas e controle. A atividade pode ser iniciada com uma conversa entre os alunos sobre a questão da febre. Sugestão: • O que é ter febre? • Qual é a temperatura normal de nosso corpo? • Qual é a temperatura do nosso corpo quando estamos com febre? • O que provoca a febre? • O que as pessoas sentem quando têm febre? • A febre ajuda o organismo em alguma coisa, ou só atrapalha? Observação: É importante que o professor diga aos alunos que a febre é uma manifestação de saúde do organismo. Ela faz com que o metabolismo seja acelerado e, com ele, o combate feito pelo sistema imunológico à infecção. Ao mesmo tempo, a febre é um indicador de que uma infecção deve estar em curso. Essa conversa poderá tratar de conceitos como febre, termômetro clínico, doenças, sintomas, entre outros. Ao final dos comentários, o professor pode convidar os alunos a escreverem individualmente um pequeno texto sobre o que cada um considerou mais importante durante a conversa.

A seguir, direciona o trabalho para a realização de uma investigação de ocorrências de febre na vida da criança e de seus familiares. É interessante iniciar a pesquisa investigatória planejando como os alunos podem se informar sobre o assunto e focalizando os seguintes aspectos: • início da febre; • evolução do quadro; • temperatura máxima atingida; • tempo de evolução do processo até o desaparecimento da febre; • formas de tratamento utilizadas; • remédios usados; • cuidados tomados; • como a pessoa se sentiu e vivenciou o problema. Após a pesquisa, o professor solicita aos alunos (em grupos de quatro) que socializem os casos e registrem no quadro de giz as informações mais relevantes para o grupo usando os mesmos itens discutidos durante o trabalho em campo. Na síntese geral feita pela classe, o professor coordena as apresentações de cada grupo, registrando no quadro de giz os aspectos apresentados pelos alunos referentes à temperatura corporal – febre, organizando um relatório com base nas semelhanças e diferenças apresentadas nos relatos dos alunos, enfatizando os seguintes aspectos: • Temperatura corporal – temperatura normal: conceito de febre. • Causas – o que pode provocar a febre (infecção viral ou bacteriana). • Sintomas da febre – como o corpo reage e a pessoa se sente. • Tratamento e prevenção. Ela é feita coletivamente, e cada aluno faz as devidas anotações no próprio caderno. A avaliação é feita ao longo do processo, considerando-se o produto das diferentes atividades realizadas pelo aluno. O professor pode enriquecer a proposta ao pedir aos alunos que criem “slogans” de prevenção às doenças, fixando cartazes na escola ou na própria classe.

Para saber mais:

Febre
Descrição
A temperatura normal de uma criança varia de 36,5 a 37,2° C. Nem sempre o aumento da temperatura significa doença associada. Ambientes muito quentes, sol ou agitação em excesso podem elevar a temperatura corporal de crianças, principalmente de bebês. Nestes casos, em pouco tempo, após retirada de roupa em excesso ou mudança de ambiente, haverá o retorno à temperatura normal, sem qualquer intervenção.

Causas
Apesar de preocupante, a febre infantil é um bom sinal, na maioria dos casos. A febre é um mecanismo de defesa do organismo. Na verdade, a febre não é uma doença, sendo um sintoma comum de diversas causas. Geralmente, a temperatura do organismo pode se elevar como resposta a uma infecção, seja ela viral ou bacteriana. Nesse caso, a febre é um sinal de que o sistema imunológico está reagindo à agressão.

Sintomas
Alguns sinais indiretos podem ser indicativos de que a criança está com febre: a criança fica com a respiração mais rápida e com o coração acelerado, apática ("caidinha"), podendo, às vezes, ficar pálida e com as extremidades (mãozinhas e pezinhos) frias. Para se ter certeza de que a criança está com febre é necessária a medição da temperatura. Não basta colocar a mão na testa, pois algumas situações deixam a criança mais quente (calor, excesso de roupas, ambientes abafados), mas não correspondem à febre.

Diagnóstico

Devemos medir a temperatura utilizando um termômetro. O mais comum é o uso de termômetro axilar, que deve ser mantido em região axilar por 3 minutos até a leitura final da temperatura. Se esta estiver acima de 37,5° C, a criança está com febre.

Tratamento
Se a criança está com temperatura acima do normal, mas sorrindo, brincando e com bom estado geral, deve-se tirar o excesso de roupa, ventilar o ambiente e oferecer bastante líquido (água, sucos, sais de reidratação oral, etc.). Banho em água morna ("quente o suficiente somente para quebrar o gelo") ajuda a diminuir a temperatura. Nunca coloque álcool nesse banho! ATENÇÃO: Entre em contato com o pediatra informando a temperatura, bem como o estado da criança. Use o antitérmico quando ele receitar, sempre respeitando a dose e o intervalo proposto por ele.

Prevenção
Não existe forma de se prevenir o estado febril. No entanto, mantendo uma vida saudável e as vacinações em dia, a criança provavelmente crescerá bem e sem problemas. Não se esqueça de levar as crianças periodicamente ao pediatra, para que ele faça o acompanhamento de seu crescimento e desenvolvimento.

018. Vida no Jardim: plantas e animais Disciplina: Ciências Ciclo: Ensino Fundamental - 1ª a 4ª Assunto: Seres vivos: plantas e animais, ciclo, equilíbrio, adaptação, vida Tipo: Metodologias O livro "Vida no Jardim" envolve animais e plantas que vivem ou freqüentam os jardins dos centros urbanos como praças, parques, casas, condomínios. O texto enfoca uma visita a um desses espaços da cidade, contando como vivem alguns animais e plantas, o que comem, que relações estabelecem com os outros seres vivos e algumas das adaptações que fazem para sobreviver nesse ambiente. Em cada página há atividades lúdicas, estimulando os alunos a procurarem animais escondidos, verificarem a quantidade de alguns e reconhecê-los no ambiente ilustrado. O livro é composto por ilustrações que misturam desenhos e fotos de seres vivos, retratando de forma atraente e dinâmica o ambiente real. O texto aborda conceitos e conteúdos de forma não sistematizada. Convida as crianças a observarem os jardins, identificando o que conhecem e o que não é percebido: cadeias e teias alimentares, relação presa–predador, equilíbrio e desequilíbrio ambiental, comportamento animal, ciclo de vida, adaptações dos seres ao ambiente. Além disso, permite abordar a intervenção de agentes externos ao ambiente com atitudes destruidoras, tais como a utilização de inseticidas, a eliminação de plantas, entre outros. Há atividades complementares ao final do texto e encarte de orientação aos professores. Antes da leitura é recomendável que os alunos manipulem o livro livremente, ressaltando suas características: ilustrações, formato, número de páginas, dados sobre o escritor e o ilustrador. O professor pode pedir às crianças para identificar o que é desenho ou foto, animais ou plantas conhecidas ou desconhecidas. A leitura propriamente dita deve ser feita pelo professor, por partes, possibilitando comentários, explicações ou fatos pertinentes. Após a leitura ou conforme o momento da leitura, é possível desenvolver atividades de aprofundamento, tais como: Visita a um jardim

Incentivar os alunos a identificarem, nos locais das observações, plantas e animais que estejam no livro é uma ótima atividade de observação. O professor divide a classe em grupos e seleciona o que eles vão observar. Que características estão na foto, ou desenho, que garantem que aquela planta é a mesma que está no jardim? Qual o nome dado pelos cientistas a esse bicho que aqui a gente chama de ....? Após a visita, o professor organiza coletivamente as informações e cada grupo elabora um texto com desenhos ou fotos. Outros locais podem ser estudados: as proximidades da escola, a própria escola, a rua etc., dependendo da região. Escrita de texto Com base na leitura, os alunos podem fazer um relato do que observaram. “Vimos que na praça existem tais e tais plantas, um tipo de bicho que parece um grilo e que não vimos no livro...” e assim por diante. Os textos podem ser expostos no mural da classe ou organizados em pequenos livros. Exposição de desenhos de observação dos animais e plantas Solicite aos alunos que, em grupos, observem e desenhem animais e plantas e, depois, montem uma exposição. Junto à amostra deverá constar um pequeno relato das características e modo de vida do animal ou planta. Observação: Leia as dicas Montagem de minhocário e Construção de terrário. Para trabalhar cadeia e teias alimentares utilize o vídeo Ciências – Ecologia e Meio Ambiente – Volume 6: Os Seres Vivos – SBJ Produções – Rua Campevas, 313 - cj. 12 – Perdizes – São Paulo – SP – CEP 05016-010.

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Para saber mais:
Montagem de minhocário Disciplina: Ciências Ciclo: Ensino Fundamental - 5ª a 9ª Assunto: Seres vivos Tipo: Metodologias No estudo dos seres vivos, a observação do ambiente natural favorece o desenvolvimento das habilidades de observar, levantar hipóteses, discutir e experimentar. Nesse sentido, a montagem de um minhocário ajuda na construção de projetos de investigação sobre a influência da minhoca na decomposição de detritos orgânicos e da luz no comportamento das minhocas. Material e procedimentos para a construção do minhocário • encher um pote de vidro ou plástico incolor com camadas alternadas de terra, areia e pó de giz; • acrescentar água, vagarosamente, até umedecer todas as camadas; • colocar na superfície três ou quatro minhocas e uma folha de alface. Monte quatro minhocários, divida os alunos em grupos de trabalho e peça-lhes que observem: • o que os animais fazem assim que colocados no viveiro; • o que ocorre com dois viveiros descobertos sob a influência da luz; • o que ocorre com dois viveiros no escuro, cobertos com papel ou pano preto. A cada semana programe momentos de observação e registro: a) data da observação; b) descrição do que foi observado; c) material utilizado; d) alterações. Após quatro semanas, socialize o trabalho dos grupos e elabore, coletivamente, a conclusão: a minhoca atua na formação e manutenção da fertilidade do solo porque afofa a terra e seu tratamento digestivo aumenta o teor de nutrientes vegetais assimiláveis pelas plantas. O ambiente úmido, rico em matéria orgânica e escuro, é favorável à vida da minhoca. Ao desativar o minhocário, coloque as minhocas em um jardim ou horta. É uma boa oportunidade para o exercício do respeito aos seres vivos.

Construção de terrário Disciplina: Ciências Ciclo: Ensino Fundamental - 5ª a 9ª Assunto: Ciclo da água Tipo: Metodologias Nas aulas sobre o ciclo da água, é interessante que os alunos observem uma simulação do ambiente natural, para compreender o processo de condensação da água causado pela evaporação. A construção de um terrário é uma ótima alternativa para essa finalidade. O professor pode dividir a classe em grupos e solicitar aos alunos que tragam um vidro incolor de boca larga e com tampa. Deve colocar no interior do recipiente uma camada de pedregulho (pedrinhas de aquário) e outra de terra vegetal (usada para vaso de planta). Depois é preciso umedecer a terra com água e plantar vários tipos de folhagens pequenas ou flores, como a violeta e a maria-sem-vergonha. Por fim, acrescentar um pequeno tronco com folhas em broto. O vidro deve estar limpo e ser bem tampado, para posterior observação. É importante desenvolver um processo de observação por, aproximadamente, quatro semanas. Os alunos irão perceber que a evaporação é visível quando a água estiver condensada em gotas nas laterais e na parte superior do vidro. As gotas, com o peso, cairão, simulando a chuva e umedecendo novamente a terra. Completa-se o ciclo da água. A atividade pode ser realizada em grupo e cada um deve registrar sua observação em cartaz com data, descrição do observado e conclusão do grupo. Cada grupo socializa as suas conclusões e o professor coordena a síntese coletiva, ampliando a experiência para a dimensão do ecossistema planetário. No fim da atividade, os terrários podem ser expostos em eventos escolares, como Feira de Ciências ou Semana Cultural.

019. A volta dos mortos-vivos Disciplina: Educação Física Ciclo: Ensino Fundamental - 1ª a 4ª Assunto: Jogo motor Tipo: Jogos O jogo “A volta dos mortos-vivos” é uma adaptação do tradicional jogo da queimada que promove uma participação mais ativa das crianças durante toda sua duração. Trabalha com as habilidades de arremesso e recepção da bola e a capacidade de se esquivar de um arremesso. O espaço ideal para esse jogo é uma quadra de voleibol, ou seja, um retângulo de 9 por 18 metros, com uma linha central atravessando a lateral maior. O jogo é uma espécie de “contrário” da tradicional “queimada”. As crianças são divididas em duas equipes, sendo que apenas duas de cada equipe começam o jogo dentro de seu próprio campo, representando os “vivos”; enquanto as demais ficam no “cemitério”, que é ao redor do campo adversário (veja esquema ilustrativo). O objetivo dos jogadores que estão “mortos” é voltarem a ser “vivos”, o que acontece quando “queimam” alguém da outra equipe. “Queimar” significa fazer com que a bola atinja o corpo do

colega e caia no chão logo em seguida. Se o colega consegue agarrar a bola arremessada, ou se a bola bate no chão antes de atingi-lo, ele não é considerado queimado. Os que estão “vivos” precisam ajudar os “mortos” da equipe a voltarem, passando a bola para eles tentarem queimar os colegas da outra equipe. A primeira equipe em que todos os “mortos” conseguirem voltar para seu campo é considerada vencedora. Ao término do jogo, o professor promove uma discussão com os alunos sobre as diferenças entre o novo jogo vivenciado e a queimada, nos aspectos que considerar mais relevantes, por exemplo, motivação, cooperação nas equipes, dinamicidade, interação entre colegas com níveis de habilidade diferenciados, entre outros. 020. Boneco articulado Disciplina: Educação Física Ciclo: Ensino Fundamental - 1ª a 4ª Assunto: Consciência corporal e articulações Tipo: Metodologias

As atividades que estimulam o conhecimento do próprio corpo pelo aluno, explorando limites e possibilidades de movimentos, desenvolvem a consciência corporal desde as primeiras séries. Desse modo, essa proposta tem como objetivo propiciar que a criança perceba o significado de uma articulação e seja capaz de identificar as grandes articulações em seu próprio corpo. Depois de conversar em roda com os alunos sobre o trabalho a ser feito, organize a turma em duplas e entregue a elas canetas e duas folhas grandes de papel. Peça, então, que uma das crianças se deite sobre a folha e a outra faça o contorno do corpo do colega. Lembre-se de orientar o grupo de alunos deitados para que fechem os olhos, relaxem e fiquem bem quietinhos, imóveis. Aos que fazem o contorno, que sejam cuidadosos e cuidem do “corpo” do colega. Com os desenhos prontos, as crianças completam sua própria imagem, acrescentando olhos, boca, nariz, unhas, óculos, roupas. Feito isso, questione as duplas sobre as principais articulações que permitem os movimentos corporais e peça-lhes que as identifiquem em si próprios e no desenho. Proponha, então, que separem, com a tesoura, as duas peças de cada articulação móvel, fixando um colchete entre elas, o que vai permitir, de fato, o movimento do corpo desenhado. Organize os bonecos em um varal na classe ou guarde-os para outras atividades

021. Jogue tênis com raquete adaptada Disciplina: Educação Física Ciclo: Ensino Fundamental - 1ª a 4ª Assunto: Jogo motor Tipo: Metodologias

Esta atividade tem como objetivo fazer com que os alunos desenvolvam a criatividade e participem da experiência de “jogar tênis”, desenvolvendo habilidades e capacidades como rebater, desenvolver a orientação espaço-temporal e a coordenação motora grossa. Material necessário para a raquete: um cabide de arame, pedaços de arame, uma meia-calça de seda e fita crepe. O professor pode ter por perto um alicate para resolver pequenos problemas. A proposta é que as crianças deformem o cabide com as próprias mãos, transformando-o em uma forma arredondada ou oval com um cabo reforçado por um arame duplo, como nas raquetes.

Veste-se, então, a cabeça da raquete com uma perna de uma meia-calça de seda e enrola-se bastante fita crepe no cabo da mesma, fixando-se assim a meia-calça no arame. Uma bola de meia é ideal para ser usada com esse tipo de raquete, permitindo uma exploração do material, tanto em propostas individuais, quanto em duplas, ou mesmo em pequenos grupos. Os alunos podem controlar a bola com a própria raquete: • bater com a raquete na bola consecutivamente; • bater na bola, andando para frente ou para trás; em cima de uma linha; • acertar um determinado alvo com uma bola jogada pela raquete. As propostas em duplas podem envolver jogos sem rede; com rede baixa ou alta; com ou sem limitação de campo; com ou sem limitação de número de “raquetadas” por jogador. Em grupos, os jogos podem ser em rodinhas, e seu objetivo é não deixar a bola cair no chão. A distância entre os jogadores vai se alterando segundo o domínio das habilidades envolvidas. Cabe também a sugestão de jogos com rede, envolvendo três contra três, quatro contra quatro. As próprias crianças podem ir elaborando seu jogo, conversando sobre as regras, que devem ser, sempre, mediadoras do desafio e do prazer. O professor deve estar atento para sempre colocar novos desafios, capazes de provocar uma desestabilização momentânea e a busca de um sucesso. Texto original: Iza Anaclêto e Mônica Arruda Xavier 022. Dupla dinâmica Disciplina: Educação Física Ciclo: Ensino Fundamental - 1ª a 4ª Assunto: Jogo motor Tipo: Jogos Pela sua natureza lúdica, os jogos são importantíssimos porque permitem às crianças exercitar suas habilidades e construir a própria identidade como um ser único no grupo, pelo exercício diário com a diversidade. Essa vivência coletiva é rica em aprendizagens sociais porque permite à criança lidar com perdas e ganhos, frustrações, limitações pessoais, companheirismo, conflitos, tão fundamentais à sua formação. É nessa relação que a criança tem a chance de perceber mais intensamente que a convivência exige um exercício árduo e diário, um trabalho constante. E o olhar permanentemente atento do professor é muito importante para que essas crianças tenham a possibilidade de se tornar pessoas solidárias e comprometidas com o bem-estar social. Em uma situação de jogo, o professor deve estar preparado para lidar com os conflitos. Não deve evitá-los ou minimizá-los porque eles criam uma situação privilegiada para o questionamento e a construção de valores fundamentais para essa faixa etária. Nessa medida, as interrupções durante a aula, quando necessárias para a resolução de possíveis conflitos, ou as interferências, não devem ser entendidas como perda de tempo mas, sim, como um espaço privilegiado para esse longo processo. Querer abandonar o jogo antes de seu término; não querer jogar por considerar antecipadamente sua equipe fraca; provocar o time perdedor... são situações que merecem ser discutidas coletivamente porque dizem respeito a todos. Para a realização desta atividade é necessária apenas uma bola de vôlei de praia meio murcha, ou uma bola de vôlei velha, para não machucar a criança. É um jogo interessante porque cada criança tem o seu momento de evidência, isto é, cada uma delas será o centro das atenções do grupo, tendo que lidar com essa exposição acentuada, alternado com momentos em que ela pode se "dissolver" no grupo, sentindo-se apenas mais uma, sem perder a noção da sua importância na dinâmica coletiva. Inicialmente, divida a classe em dois grupos e mantenha todos os alunos sentados. Explique-lhes

a atividade da maneira que julgar mais adequada para a compreensão de todos sobre o jogo. O espaço físico pode ser a quadra de voleibol (um retângulo de 10 m por 20 m aproximadamente). É interessante destacar os quatro cantos da quadra com cones ou com bolas murchas. Uma equipe espalha-se dentro desse espaço; a outra se organiza em duas colunas externamente à quadra, em um de seus cantos. Os primeiros de cada coluna constituem uma dupla, os segundos, outra, e assim por diante... O primeiro da coluna mais próxima à quadra segura uma bola e, ao sinal do professor, deve lançála para o interior da quadra, se deslocando para dentro dela em seguida. Seu objetivo é fugir da bola que será arremessada contra ele pelos componentes da outra equipe, na tentativa de queimá-lo; enquanto isso seu parceiro, ao mesmo sinal do professor, sai correndo ao redor da quadra, tentando chegar ao último canto, o mais rápido possível. Se a equipe espalhada na quadra conseguir "queimar" (acertar a bola) a criança da outra equipe, que está tentando se esquivar dos arremessos, antes que o corredor complete sua volta ao redor da quadra, ela ganha um ponto, e o jogo se reinicia com a segunda dupla tentando sucesso na façanha. Por outro lado, a equipe que está fora da quadra ganha um ponto quando o corredor chegar ao último canto da quadra antes do seu parceiro ser queimado. O objetivo da equipe que está fora da quadra é conseguir que o companheiro que lança a bola se esquive dos arremessos durante o tempo em que seu parceiro leva para completar a corrida ao redor da quadra. Caso contrário, é a outra equipe que ganha esse ponto. Depois que todos os alunos de uma mesma equipe passam pelas duas posições (de corredor e de "esquiva"), as equipes trocam de lugar. A contagem de pontos das equipes continua até o momento em que todos os componentes das duas equipes tenham passado pelas duas posições de destaque. Finalizada a atividade, o professor deve promover entre os alunos uma troca de impressões sobre o jogo. É importante que eles ressaltem as sensações vivenciadas nas situações de destaque, momento em que a pressão dos colegas geralmente é bastante acentuada. Chame a atenção para o fato de que as pessoas reagem diferentemente às mesmas situações. Se possível, comente os motivos que levam a essas reações.

023. História de Pinóquio e Gepeto Disciplina: Educação Física Ciclo: Ensino Fundamental - 1ª a 4ª Assunto: Consciência corporal, articulações Tipo: Metodologias Essa atividade deve ser proposta, de preferência, após a criação do Boneco articulado, pois ela propiciará às crianças uma melhor compreensão sobre as articulações e suas possibilidades de movimento. O professor deve levar os alunos para uma sala de aula limpa, de preferência de piso quente (madeira ou carpete) e pedir que eles tirem os sapatos, deitem no chão em decúbito ventral (barriga para cima) e fechem os olhos. Se não houver sala com essas características, pode-se utilizar outro ambiente e contar com o auxílio de colchonetes. O professor explica que irá contar uma história e, por isso, é necessário que todos permaneçam em silêncio e que só abram os olhos depois que a história terminar. Quando as crianças estiverem

relaxadas e concentradas, contar a história de Pinóquio, com bastante expressividade e detalhes. Depois de terminar a história, o professor diz aos alunos que Pinóquio é uma marionete e pergunta se eles já viram ou conhecem esse tipo de boneco. Deve explicar que a marionete se movimenta por meio de fios presos às articulações. Se houver possibilidade, pode levar uma no dia da atividade, mostrar ilustrações ou, ainda, mostrar trechos do filme "História de Pinócchio", de Walt Disney. Em seguida, deve propor a atividade propriamente dita. As crianças serão divididas em duplas: uma será a marionete (Pinóquio) e a outra será o manipulador (Gepeto). Devem ficar de pé, uma de frente para a outra. Por meio de fios imaginários presos às articulações (cotovelo, pulso, ombro, joelho, quadril e tornozelo), Gepeto deverá manipular Pinóquio, “puxando” ou “soltando” a articulação desejada. Pinóquio só deve se movimentar sob o comando de Gepeto, comportando-se exatamente como uma marionete. Deve-se trabalhar, inicialmente, uma articulação de cada vez, buscando o máximo de concentração e clareza de movimentos, tanto por parte de Gepeto como de Pinóquio. No decorrer do exercício, é importante que as crianças explorem ao máximo as possibilidades articulares, não se limitando às grandes articulações, incluindo aos poucos as pequenas (pés e mãos) e até a coluna, que é considerada articulada. Depois de explorar todas as articulações, os papéis são invertidos. Quem era Pinóquio vira Gepeto e vice-versa. Como última etapa, todos os alunos se transformam em “Pinóquios” e realizam uma “dança” coletiva através de movimentos que privilegiem as articulações. No fim, o professor pergunta sobre as articulações que eles tiveram mais facilidade ou dificuldade para trabalhar, quais delas são mais independentes ou móveis, e aproveita para reforçar o conceito de articulação. Fonte de pesquisa adicional: LABAN, Rudolf. Dança educativa moderna. São Paulo: Ícone, 1990. Filme História do Pinócchio, de Walt Disney. 024. Jogo de Construção e Criação Disciplina: Educação Física Ciclo: Ensino Fundamental - 1ª a 4ª Assunto: Trabalho com sucata Tipo: Jogos

Dentro da pedagogia infantil, os jogos de construção são uma etapa de transição entre os jogos simbólicos (faz-de-conta) e os jogos sociais (jogos de regra). Eles são de grande importância porque permitem à criança explicitar sua visão de mundo concretamente, revelando seu universo interior (medos, fantasias) por meio dessas construções. Esta atividade tem por objetivo fazer com que os alunos desenvolvam a criatividade e a capacidade de elaboração e expressão, além de conscientizá-los sobre a importância da reciclagem de materiais. Para sua realização serão necessárias sucatas higienizadas, que podem ser trazidas pelas crianças:

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latas de alumínio; embalagens de caixa de leite (tetrapak); embalagens plásticas de garrafa (pet);

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tampinhas de garrafa; tubos e caixas de papelão; jornais e revistas; potes plásticos (manteiga, margarina) etc. Preparação do ambiente: Antes da chegada dos alunos, misture a sucata ao material da aula de Educação Física (bolas, plinto, bambolê, cones, colchonetes) e deixe-os no centro da quadra. Crie "cantos" na quadra com giz ou fita crepe. Feito isso, leve os alunos para a quadra e peça para que eles construam livremente algo com o material disponível. Essa construção pode ser feita em trios, duplas ou individualmente. Ao final da aula, cada grupo ou realizador individual deverá dar um título à obra construída, apresentá-la e explicar seu trabalho aos demais colegas. Se for possível, fotografe o material para uma futura exposição ou para uma apresentação durante o intervalo. O acompanhamento de todo o processo de construção de cada grupo é muito importante para que o professor possa verificar o grau de elaboração e de expressão dos alunos, e até mesmo observar questões relativas à socialização. Seguramente esta observação indicará caminhos muito importantes para a formação das crianças.

Para aprofundar:
Leia a matéria RPG torna a aula uma aventura

RPG torna a aula uma aventura
Criado na década de 70, nos EUA, o "Roleplaying Game" (jogo de interpretação) vem sendo usado por educadores em diversas disciplinas. O 1º Simpósio Brasileiro de RPG e Educação, marcado para os dias 24, 25 e 26 de maio, promete trazer mesas de debate sobre o tema e experiências bem sucedidas
Por Mirna Feitoza Pereira

Que tal trocar as aulas expositivas por um jogo que dá asas à imaginação? É exatamente isso que estão fazendo professores de algumas escolas no Brasil. Os resultados apontados são para lá de satisfatórios: motivação para participar das aulas, assimilação dos conteúdos programáticos, integração do grupo, melhora da auto-estima, entre outros benefícios. O jogo chama-se RPG, sigla em inglês de "Roleplaying Game", que, se fosse traduzido para o português, ganharia um nome como "Jogo de

Rosangela e os alunos da 4ª série da Escola Municipal Dom Pedro I em partida de RPG sobre a dengue Foto: Beatriz Levischi

Representação" ou "Jogo de Interpretação". Se fosse, pois o jogo manteve por aqui o mesmo título que recebeu nos Estados Unidos, país em que foi criado nos anos 70. Trata-se de um jogo de contar histórias no qual cada participante atua como personagem, como no teatro. Só que não é preciso cenário, figurino nem palco, muito menos uma história com final definido. É assim: sentados em volta de uma mesa, os jogadores imaginam e relatam a ação de seus personagens a partir de situações expostas por um jogador que atua como mestre. A cada solução apresentada, o mestre propõe uma nova situação, e os participantes imaginam outras ações e assim vão decidindo os rumos da aventura. Ou seja, nesse jogo de contar histórias, o desenvolvimento da narrativa depende da imaginação dos participantes. E o melhor de tudo: RPG não envolve disputa. Todos ganham e se divertem ao criar uma história coletivamente. O RPG está entrando na sala de aula por iniciativas esparsas de professores que jogam há algum tempo. Só que essas experiências estão começando a tomar corpo no Brasil. Prova disso é que este mês acontece o 1o. Simpósio Brasileiro de RPG e Educação, nos dias 24, 25 e 26, dentro da programação do 10o. Encontro Internacional de RPG, em São Paulo. O evento é a principal novidade desse encontro de jogadores de RPG que está completando dez anos de realização. O simpósio - que vai reunir RPGistas e profissionais da educação, literatura e da psicologia que aplicam o jogo em atividades educativas - surgiu da demanda crescente no país de experiências em sala de aula e trabalhos acadêmicos que demonstravam a eficácia do RPG como ferramenta pedagógica. Segundo Douglas Quinta Reis, da Livraria Devir, um dos idealizadores do simpósio e um dos principais divulgadores desse jogo no Brasil, há pelos menos seis edições, o encontro anual reserva espaço para oficinas de RPG direcionadas a crianças e adolescentes e oferece palestras sobre como aplicar RPG na sala de aula, além de mesas com acadêmicos que discutem o potencial do jogo como narrativa. Ao montar a programação do encontro deste ano, os organizadores verificaram que a quantidade de teses sobre RPG e de experiências com o jogo em sala de aula havia crescido tanto que merecia um simpósio só para discutir as contribuições do RPG à educação. "Estávamos certos. Desde que começamos a divulgar o evento, não passamos um só dia sem receber um e-mails de professores de todo o país que estão usando ou escrevendo algum trabalho sobre RPG, e aplicado às mais diversas disciplinas", comemora Douglas.

Alunos criam fichas

A professora e RPGgista Rosangela Basilli Mendes Valente, da Escola Municipal Dom Pedro I, zona norte de São Paulo, é uma das educadoras que vai expor sua experiência com RPG em sala de aula no simpósio. Ela começou a adaptar as técnicas do jogo aos poucos, trabalhando o tema "família" com uma turma de 2a. série, há quatro anos. Rosangela propôs às crianças imaginar que todos eles viviam em clãs. "Pude destacar o senso de solidariedade e responsabilidade necessárias à vida social e ainda mostrei a elas uma forma milenar de organização cultural. Tudo de maneira lúdica", conta. No ano seguinte, com a turma já na 3a. série, Antes de jogar, é preciso que Rosangela trabalhou os adjetivos da Língua Portuguesa cada aluno crie uma ficha com os aplicando uma técnica mais complexa: a criação de atributos, a descrição e um fichas para os personagens (no RPG, cada personagem desenho do seu personagem Foto: Beatriz Levischi tem uma ficha com várias habilidades. A cada jogada, eles adquirem atributos que o caracterizam no jogo). Os alunos de Rosangela imaginaram um personagem, inventaram uma história para ele e o desenharam em uma folha, escrevendo nela as qualidades de cada um: fadas, guerreiros, arautos do rei, high landers, jedais. Este ano, ao começar os trabalhos com uma turma de 4a. série, Rosangela percebeu que muitas crianças ainda tinham dificuldades para ler e escrever, e por isso se sentiam inferiores aos colegas que já dominavam a leitura e a escrita. O desafio era resgatar a auto-estima desses alunos. Para isso, ela aplicou a ficha dos personagens, dessa vez incrementada com uma lista repleta de atributos, como sabedoria, raciocínio, força de vontade, respeito ao próximo, auto-estima, honra, etiqueta, higiene. Cada vez que o aluno respondia uma questão corretamente ou tinha um comportamento que correspondia a um atributo da ficha, o personagem dele ganhava um ponto no quesito equivalente à ação de seu criador. "Hoje ainda temos crianças com dificuldades de leitura e de escrita, mas toda a turma está muito motivada a participar das aulas. Os alunos se esmeram para conquistar pontos em todos os quesitos, e a auto-estima deles aumentou muito, porque se sentem contribuindo com as aulas. Até a higiene da classe melhorou. Não há uma carteira riscada nem papel no chão em minha sala", afirma a professora.

História e música Na escola municipal Barão de Santa Margarida, zona oeste do Rio de Janeiro, o RPG foi aplicado no ensino de História por meio de oficinas direcionadas aos alunos da 6a. e 8a. séries. O mestre era o professor de educação musical e RPGista Marcelo Telles. Ele adaptou a história do Descobrimento do Brasil e da Primeira Guerra Mundial para RPG, "mestrando" as situações das aventuras para um grupo de alunos da classe, enquanto os demais assistiam a partida. "A cada oficina, a

dinâmica ia melhorando, e vários alunos que ficavam apenas assistindo, tornaramse membros da frota de Cabral, por iniciativa deles. Eu apenas tive que adaptar na hora. Eles deixaram, espontaneamente de ser público para se tornarem jogadores e participantes ativos da oficina", relata Marcelo. Nessa escola, o RPG proporcionou uma experiência muito bem-vinda à educação que se pretende alcançar nos dias hoje: a interdisciplinaridade. Para organizar as oficinas, Marcelo trabalhou em conjunto com os professores de História da escola, assim que os conteúdos sobre os temas envolvidos foram trabalhados em sala de aula. As partidas de RPG funcionaram como ponto culminante para compreensão das matérias.

Projeto pedagógico Em Juiz de Fora (MG), no colégio Satélite, uma cooperativa formada pelos pais dos alunos, o RPG não é mais apenas uma iniciativa localizada de um professor jogador. Tornou-se um dos projetos educacionais da escola. Segundo a diretora da escola, a pedagoga e psicopedagoga Lais Helena Gouveia Pires - que vai relatar a experiência de sua escola no simpósio de RPG e Educação -, cabe ao professor decidir se quer ou não usar a ferramenta. Lá, o formato do jogo não foi alterado, o RPG é aplicado em forma de partida. Os professores apenas adaptam os conteúdos programáticos às situações do jogo.
Ficha de RPG feita por aluna de "Percebemos mais aproximação humana e maior escola paulista crescimento na confiança de um aluno com o outro com a aplicação do RPG. Os trabalhos em equipe também ganham força, pois, nesse jogo, a conquista é do grupo", conta Lais. Como o jogador de RPG precisa dominar uma gama de informações para imaginar ações lógicas de seus personagens, houve histórias de RPG no colégio Satélite que levaram os alunos a estudar, espontaneamente, temas da Geografia, História, Artes e demais disciplinas para dar continuidade aos jogos.

Outra experiência de RPG aplicado à educação já sistematizada é a organizada por Alessandro Vieira dos Reis, em Florianópolis. Mestre de RPG e estudante do 7o. período do curso de Psicologia da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), Alessandro desenvolveu a FLER (Ferramenta Lúdica de Ensino por Representação), após trabalhar com recursos do RPG em uma escola pública de Florianópolis. Essa experiência rendeu ao jovem uma bolsa de estudos na universidade para um projeto de extensão no qual trabalha com RPG em escolas escolas públicas e com crianças de comunidades de baixa renda de sua cidade. A aplicação da FLER não substitui as aulas convencionais. Ela é usada como uma didática alternativa e complementar aos demais métodos da escola. O uso da

ferramenta também dispensa o treinamento dos professores, pois é um mestre de RPG quem ministra o jogo em classe. "Este, sim, precisa ser qualificado", afirma Alessandro. Para implementar a FLER na sala de aula, o estudante de Psicologia introduziu no jogo novas categorias de participantes. Além do mestre e do jogador, há o "consultor", que permite ao professor participar da história, o ator, responsável pela dramaticidade da aventura, e o "auxiliar", que torna possível a mais de um aluno interpretar o mesmo personagem. "Isso faz com que todos participem, evitando a formação de platéias passivas", ensina Alessandro.

RPG na escola: por onde começar?

Por Carlos Klimick

Educadores por todo o Brasil estão interessados em aplicar o RPG ao ensino, mas se encontram em dúvidas sobre como fazê-lo. Portanto, seguem aqui algumas dicas do método que utilizo em meu trabalho, espero que sejam úteis. Que tal começar criando aventuras a partir de temas da atualidade, envolvendo o conteúdo didático? Trata-se de um bom recurso para captar o interesse dos alunos. Nesse caso, o importante é buscar um assunto em destaque, correlacioná-lo com o conteúdo disciplinar e planejar a história ou aventura: a linha central de trama, desafios, personagens com as quais os jogadores interagirão, etc.

Exemplos - Copa do Mundo e História Nossos alunos são viajantes no tempo, que querem impedir que a Taça ganha pelo Brasil na Copa de 1970 seja derretida. Eles viajam no tempo até a Segunda Guerra Mundial, quando nazistas tentaram pegar a Taça, para colocar um localizador nela e recuperá-la no ano que ela foi derretida (evitando assim mudar a História). O momento histórico da Segunda Guerra pode ser abordado nessa etapa. Na sessão seguinte eles viajam até 1950 para impedir que um viajante renegado roube a taça. O impacto da final da Copa de 50, a importância cultural para o Brasil da Copa do Mundo e o questionamento dessa importância podem entrar aí. - Drogas e Geografia Humana Um amigo do grupo é preso como traficante de drogas e deverá ir a julgamento. Enquanto buscam provar a inocência dele, descobrem que na verdade ele era usuário regular e estava fazendo um serviço de entrega para pagar o vício. Criar situações que representem indagações como: Por que ele se viciou? Como lidar com a dívida dele? Será que ele não viu que estava arruinando a própria vida? O quanto de dinheiro é movimentado pela droga? Por que o tráfico domina as favelas?

Pontos importantes a considerar

1) Como planejar a atividade? Tenha seus objetivos bem claros em mente. Uma série de sessões de RPG que tenham por meta trabalhar socialização, responsabilidade, ética e levantar um perfil psicológico dos alunos tem um formato diferente de uma que tenha por objetivo tornar o conteúdo de História mais atraente e auxiliar na sua fixação. 2) A participação será voluntária ou obrigatória? O RPG é normalmente uma atividade voluntária. Se for obrigatória será necessário muito jogo de cintura por parte do narrador ou mestre para motivar a todos. O ideal talvez seja passar outra atividade para os alunos que se recusem a participar. Também deve-se evitar que eles fiquem atrapalhando os que querem participar com comentários, brincadeiras, etc. 3) O jogo de RPG deve ocorrer em período de aula ou extra-classe? Isso é importante para o planejamento. Sempre é importante ter um bom relacionamento e sincronia com o/s professor/es cujas matérias serão abordadas nas sessões de RPG. O RPG permite o uso da interdisciplinaridade, uma mesma história pode ter elemantos de Historia, Geografia, Biologia etc. 4) Quantos jogadores por mestre? Se a atividade for feita com mestres, ou narradores, "presentes", cada mestre deverá ficar com no máximo oito alunos. Se for necessário, divida a turma em grupos e treine alunos para serem "mestres assistentes". Se a aventura for interdisciplinar e houver possibilidade, cada professor poderá pegar um grupo.

Carlos Eduardo Klimick Pereira é formado em Administração e mestrando em Design(pesquisa em Design Educacional) pela PUC-Rio. Autor e profissional de RPG desde 1992, trabalha com RPG aplicado à educação há mais de 4 anos

025. Jogos de luta Disciplina: Educação Física Ciclo: Ensino Fundamental - 1ª a 4ª Assunto: Consciência corporal Tipo: Metodologias As brincadeiras de luta representam uma necessidade infantil manifestada principalmente entre os meninos, sendo na maioria das vezes reprimidas e punidas. A proposta é fazer uso de jogos de lutas, nos quais essa necessidade de contato corporal seja suprida de forma organizada e a criança possa expressar seu ímpeto em condições seguras, possibilitando a liberação da agressividade sem deixar de lado o reconhecimento do outro. Afinal, lutar com o outro é, antes de tudo, encontrá-lo fisicamente. Ao longo da atividade, propicia-se que a criança: • Faça uso de uma variedade de deslocamentos, apoios e condutas motoras que contribuem para aperfeiçoar a sua imagem de corpo em construção. • Reconheça ser mais leve ou mais pesada; mais alta ou mais baixa; mais ágil ou mais lenta do que seu colega. • Desenvolva estratégias de ataque e defesa que se refinam com a análise das atitudes do adversário, pois qualquer desequilíbrio ou falta de atenção devem ser rapidamente aproveitados.

É importante lembrar que o contato físico com o outro provoca uma grande carga emocional. Os jogos de combate implicam agarrar, dominar, imobilizar, arrastar, empurrar. É preciso aceitar ser jogado no chão, ser imobilizado sob o corpo do outro e ser capaz de controlar todas as emoções que decorrem de tais experiências. Para tanto, os alunos devem contar com a ajuda do professor na conquista do autocontrole sobre impulsos e emoções e no trabalho da solidariedade e da tolerância à frustração. Todos devem passar pelos papéis de defensor e atacante e observar os colegas. O professor socializa as conquistas individuais dos alunos, enfatizando as melhores estratégias para cada situação, estimulando a reflexão sobre as experiências vividas e ressaltando as diferenças entre os alunos como fonte de riqueza. Exemplos de jogos: 1. Jogo de posse da bola: Em duplas, uma das crianças, em posse da bola, tenta de todas as formas impedir que a outra a tome de suas mãos, em um minuto de disputa. À espera do sinal de início, a ser dado pelo professor, o defensor deve usar o seu corpo para proteger a bola, enquanto o atacante permanece ajoelhado cerca de 50 cm do guardião. O professor deve banir as brutalidades, combinar e garantir as regras junto com os alunos e enunciar as estratégias possíveis para cada um dos papéis, fazendo com que as crianças verbalizem as tentativas de movimento executadas e suas respectivas intenções. O defensor procura garantir o maior contato corporal possível com a bola, fazendo uso de todo o seu corpo para protegê-la. Pode resistir aos ataques, girando sobre seu próprio corpo e puxando a bola presa pelo adversário. O atacante, por sua vez, age diretamente sobre a bola, tentando agarrá-la e desprendê-la das mãos do colega, puxando-a e empurrando-a. Também pode agarrar o colega e tentar afastar seus braços ou suas mãos. 2. Jogo de deslocamento forçado: Em duplas, dentro de um espaço quadrado delimitado, medindo 2m X 2m, uma das crianças tenta, de todas as formas, retirar a outra desse espaço, em um minuto de disputa. À espera do sinal de início, a ser dado pelo professor, as crianças devem permanecer ajoelhadas, no centro do quadrado. O professor deve lembrar que as ações sobre o adversário não podem ser violentas e combinar, junto com os alunos, as possíveis estratégias de defesa e ataque. Fonte de pesquisa adicional: OLIVIER, Jean-Claude. Das Brigas aos Jogos com Regras: Enfrentando a Indisciplina na Escola. Porto Alegre: ARTMED, 2000. 026. O aprendizado da convivência Disciplina: Educação Física Ciclo: Ensino Fundamental - 1ª a 4ª Assunto: Controle das emoções Tipo: Metodologias Como é freqüente nas situações de jogo, questões afetivas e sociais das crianças aparecem no cotidiano das aulas, expressas em atitudes como recusa de participar da atividade quando não se está na mesma equipe dos melhores amigos; sair no meio do jogo, reclamando que ninguém passa a bola; chorar depois de uma derrota; direcionar gozações aos perdedores. Essas manifestações precisam ser acolhidas e trabalhadas pelo professor, que deve ter em mente que elas representam uma dificuldade infantil genuína de lidar com as frustrações inerentes ao processo de socialização. É interessante que o professor antecipe para os alunos situações como essas, de modo que, se surgirem, possam ser enfrentadas com mais tranqüilidade. O jeito é falar sobre os sentimentos

que essas experiências podem suscitar, deixando claro que os compreende e reconhece a dificuldade de lidar com eles. Mas que, o viver em sociedade, implica muitas vezes ceder, esperar a vez, resolver conflitos. A convivência solidária deve ser exaustivamente buscada e, portanto, trabalhada. Uma dica é variar a divisão de equipes: • Deixar que os alunos se escolham, garantindo que todos, sem exceção, tenham possibilidade de fazê-lo no decorrer do curso. • Utilizar critérios aleatórios, como vencedores do “par ou ímpar” e perdedores; aniversariantes do 1º e 2º semestre. • Utilizar critérios determinados como sexo, peso, habilidade, afinidade. • Fazer a distribuição de papéis coloridos ou apenas indicação de uma cor para cada aluno. É importante comentar, antes da divisão das equipes, que provavelmente muitos alunos ficarão em grupos diferentes dos de seus amigos. Mesmo sendo difícil aceitar esse fato, essas mudanças são ótimas oportunidades para conhecerem melhor colegas com os quais não estão acostumados a se relacionar. Às vezes, até mudamos a opinião que temos sobre determinadas pessoas ao nos relacionarmos mais de perto com elas. É fundamental, também, aproveitar cada conflito que aparecer na classe como possibilidade de aprendizagem para todos, com o cuidado de tentar perceber os sentimentos subjacentes às mensagens explicitadas e aos comportamentos manifestos. Se compreendermos o que se passa com a outra pessoa, podemos responder a partir da perspectiva dela, manifestando uma sintonia importante, mesmo quando não concordamos com os fatos. Outro ponto importante é retomar as situações difíceis que provocaram sentimentos e ficaram mal elaborados. Por meio de conversas constantes e cuidadosas, podem-se estabelecer e alcançar objetivos coletivos.

027. Trabalhando com os pés Disciplina: Educação Física Ciclo: Ensino Fundamental - 1ª a 4ª Assunto: Fortalecimento dos músculos dos pés Tipo: Metodologias Os pés são os apoios que temos quando estamos na posição vertical e são eles que suportam o peso do nosso corpo. Conseqüentemente, uma boa postura é obtida a partir deles, quando alinhamos as pernas, a bacia, o tronco e a cabeça. Quando um indivíduo possui pés debilitados, toda a sua postura fica comprometida. A Educação Física deve voltar-se para a promoção da saúde e não se restringir às habilidades necessárias para a prática desportiva. Assim, é recomendável que ela contemple habilidades relacionadas à funcionalidade do corpo, como ficar de pé, andar, sentar ou transportar peso, pois são essas habilidades que os alunos usam no seu cotidiano. Descrição da Atividade 1ª etapa – Sensibilização e preparação O professor inicia o trabalho em uma aula anterior à atividade propriamente dita, com uma conversa sobre a importância dos pés e sua funcionalidade. Pode levantar questões como: • Para que servem os pés? • Eles são uma parte do corpo de que você gosta?

• O que causa o mau cheiro dos pés (chulé)? • Você sabia que se pode fortalecer os pés por meio de ginástica? • Você sabia que, segundo a medicina oriental, pode-se atingir a maioria dos órgãos do corpo ao massagear os pés? Em seguida, o professor fala sobre apoio, postura, asseio e a importância do uso de calçados adequados. Depois, combina com os alunos sobre a aula seguinte, em que será realizada uma ginástica para os pés, sendo necessário que estes estejam bem limpos (higienizados), pois os sapatos serão retirados. 2ª etapa – Atividade propriamente dita Essa atividade é constituída por um circuito de dez estações numeradas, que pode ser montado na quadra, pátio ou mesmo na sala de aula. Os alunos dividem-se em grupos eqüitativos (por exemplo, no caso de trinta alunos, ficam três por estação). Cada grupo permanece por um minuto em cada estação, realizando o movimento estipulado, deixando-se um tempo de aproximadamente trinta segundos para a troca de estações. Cada grupo escolhe uma estação para iniciar a atividade e depois segue para a seguinte, conforme a seqüência numérica. O professor faz um aquecimento inicial e um relaxamento no fim da aula. Material necessário: • • • • • • • • • • • • • Cabos de vassoura Bambolês Bolinhas de gude Caixas de papelão Escada ou tábua Plinto Latas (tamanho leite em pó) Papel e caneta Bolas Pedrinhas Papel de jornal ou revista Cones ou fita crepe Tambor plástico ou de metal

Antes da chegada dos alunos, o professor prepara as dez estações, que devem ser sinalizadas por cones ou fita crepe. Aquecimento Inicial Os alunos tiram os sapatos e sentam-se em um grande círculo, com as pernas estendidas. Devem observar seus pés quanto a tamanho, largura, cor, temperatura e sensações. Essas impressões devem ser guardadas para comparação no fim da aula. Levantam e andam livremente pelo espaço, tentando apoiar todo o pé no chão, “desenrolando-o” do calcanhar à ponta. Em seguida, ao comando do professor, os alunos caminham apoiando as seguintes partes: • • • • Calcanhar Ponta dos pés Borda externa Borda interna

Para finalizar o aquecimento, os alunos andam alternando livremente esses quatro apoios. Em seguida, realizam o circuito. Relaxamento Final Ao comando do professor, os alunos retomam a disposição do início da aula (em círculo, com as pernas estendidas). Devem observar atentamente se houve mudanças nos seus pés em relação às impressões obtidas no aquecimento (tamanho, largura, cor, temperatura, sensações). Em seguida, cada um comenta suas impressões com o grupo. O professor deve concluir ressaltando a importância dos pés, retomando a conversa da aula anterior.

028. “Sentir” o Corpo Disciplina: Geografia Ciclo: Ensino Fundamental - 1ª a 4ª Assunto: Localização e relações projetivas Tipo: Metodologias As idéias de localização são abstratas para as crianças de 7 e 8 anos, porém o professor pode encontrar formas de torná-las mais concretas. Por meio de exercícios e brincadeiras que tenham o próprio corpo da criança como referência e que possibilitem “sentir” o espaço, o professor pode, periodicamente, verificar se todos conseguem estabelecer corretamente as relações projetivas - direita/esquerda, frente/trás, cima/baixo. O professor pede às crianças que colem um barbante na testa (com fita adesiva) em direção ao nariz, indo até o chão. O barbante fica pendurado, simulando uma divisão do corpo ao meio, no sentido vertical. As crianças podem imaginar que seu corpo está separado em duas partes – a direita e a esquerda - pelo barbante colado. Em seguida, podem desenvolver exercícios de identificação: levantar o braço direito, pular com a perna esquerda, pegar na orelha direita, dobrar o joelho esquerdo, fechar a mão direita, e assim por diante. Em duplas, os alunos são colocados um de frente para o outro; o professor repete os comandos. As crianças devem observar a inversão que ocorre entre esquerda e direita no colega que está a sua frente, em relação a seu próprio corpo. Uma variação desse exercício é o “banho de papel”. Com uma bolinha de papel que será utilizada como se fosse um sabonete, as crianças, ainda “divididas ao meio”, brincam de tomar banho limpando as partes do corpo ditadas pelo professor. O professor observa o desempenho dos alunos durante a atividade, intervindo com perguntas quando for necessário. Brincando, os alunos passam a dominar os conceitos e as idéias de localização, que são necessários para a compreensão da linguagem cartográfica. Desenvolver, posteriormente, atividades com gravuras, apontando-se objetos que estejam à direita ou à esquerda em relação a outros, conforme a orientação do professor. Outra possibilidade é solicitar que os alunos desenhem, a partir de um determinado ponto da folha ou de uma figura, objetos que fiquem atrás, na frente, em cima, embaixo, à esquerda ou à direta do referencial definido pelo professor.

029. Aonde você chegou? Disciplina: Geografia Ciclo: Ensino Fundamental - 1ª a 4ª Assunto: Alfabetização cartográfica, relações projetivas Tipo: Jogos O estabelecimento das relações projetivas — esquerda/direita, cima/baixo, frente/trás — varia de acordo com o ponto de vista de quem observa ou a partir de uma determinada referência.

A construção dessas noções não é simples para a criança. Inicia-se por volta dos cinco anos e tem como ponto de partida o seu próprio corpo. Em um processo gradativo de descentralização, passa a considerar a esquerda e a direita de pessoas colocadas à sua frente para, finalmente, por volta dos onze anos, considerar o posicionamento dos objetos uns em relação aos outros, a ela própria ou a outras pessoas. Por essa razão, os alunos das séries iniciais do Ensino Fundamental precisam experimentar muitas vezes e de formas variadas situações que enfoquem as relações projetivas. Para isso, o professor pode utilizar recursos como o jogo, por ser um procedimento didático que favorece a concretização de deslocamentos com base nessas relações. O jogo “Aonde você chegou?” enfoca as relações projetivas que precedem o trabalho de orientação espacial por meio dos Pontos Cardeais — Norte, Sul, Leste, Oeste — e dos Pontos Colaterais — Nordeste, Sudeste, Noroeste e Sudoeste. Para a montagem do tabuleiro, pode-se utilizar uma cartela de duas dúzias e meia de ovos. Colar na ponta de cada cone as letras de A a Z, incluindo o K e, na última fileira, os números de 1 a 6.

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Confeccionar envelopes contendo, na parte externa, indicações de como se deslocar no tabuleiro e, em seu interior, uma filipeta com a resposta correspondente. O jogo deverá ser jogado em duplas. Cada uma delas receberá um tabuleiro e dez envelopes. Um aluno de cada vez sorteia um envelope, lê as indicações, executa o deslocamento indicado e confere o local de chegada. O professor acompanha o desempenho das duplas, fazendo as intervenções necessárias: Esta é a sua direita? Quantas casas você tem de se deslocar para cima? Ande você chegou? Vence o aluno que obtiver o maior número de acertos.

030. Construção de maquetes com sucata Disciplina: Geografia Ciclo: Ensino Fundamental - 1ª a 4ª Assunto: Representação tridimensional do espaço Tipo: Metodologias Mapas como o do Brasil ou dos Estados são representações abstratas e podem ter um significado muito diferente do usual para as crianças das séries iniciais. O trabalho com mapas e a linguagem cartográfica podem ser iniciados a partir da construção de maquetes de espaços mais próximos, com os quais a criança tem relação afetiva: a sala de aula, a quadra de esportes, o lugar que mais gosta de sua casa etc.

Antes da realização da atividade, o professor deve conversar com os alunos, mostrando alguns desenhos, fotografias e mapas, levantar com eles o que já sabem a respeito das formas de representar espaços e as hipóteses que têm sobre essas representações. Com esses dados, o professor discute a questão e propõe a construção de uma maquete. Material para a maquete: papel colorido, caixas de papelão, caixas de fósforo vazia, retalhos e vários tipos de sucata. Para a confecção de maquete da sala de aula, por exemplo, pode-se dividir a classe em grupos de quatro alunos. Em primeiro lugar, os alunos devem discutir como vão representar a sala, onde se localizam a porta e as janelas, quais são os objetos ali existentes. Depois escolhem os materiais que desejam utilizar, como uma caixa de papelão que tenha formato parecido com o da sala de aula. As carteiras, a mesa do professor, o armário, o cesto de lixo e demais móveis podem ser feitos com caixas de fósforos, tampinhas e outros objetos. Mesmo sem escala, todos os móveis e objetos da sala devem ser representados na posição real. Os alunos podem enfeitar a maquete cobrindo as caixas com papel colorido, representar a lousa com papel verde e acrescentar outros detalhes, se houver. O professor acompanha os procedimentos de cada grupo, intervindo quando necessário para que a representação seja a mais próxima possível do espaço real. Por exemplo: • • • • • Vocês contaram a quantidade de carteiras que existem na sala? A quantidade de janelas está correta? Onde a lousa deve ser colocada? Como vocês podem representar o armário? Verifiquem se o cesto de lixo está à esquerda da porta etc.

Por fim, o professor pode promover uma exposição na sala de aula ou no pátio da escola das maquetes confeccionadas pelos diversos grupos. É importante lembrar que a percepção espacial da criança, nessa faixa etária, é tridimensional. A maquete que reproduz o espaço do cotidiano do aluno é condição para a futura compreensão das formas de representação espacial mais abstratas, como a planificação do espaço e a escala. 031. Escala Disciplina: Geografia Ciclo: Ensino Fundamental - 1ª a 4ª Assunto: Proporção de grandezas Tipo: Metodologias A compreensão do conceito de escala exige que a criança consiga estabelecer relações e comparações entre objetos de diferentes tamanhos e formatos: grande/pequeno, maior/menor, alto/baixo, comprido/curto. O professor precisa verificar se a turma faz essas relações com facilidade antes de iniciar o trabalho com escala. Para isso, pode propor algumas comparações, por exemplo, se a quadra de esportes é maior ou menor que o pátio interno, se o armário da sala de aula é mais alto ou mais baixo que a porta da sala, se o corredor é mais curto ou mais comprido que o jardim, e assim por diante. Uma forma interessante para trabalhar com o conceito de escala é utilizar uma planta baixa, especialmente a da sala de aula, que é um ambiente do cotidiano do aluno. Para trabalhar com

essa planta, o professor pode utilizar medidas não padronizadas e propor exercícios que favoreçam a vivência dessa relação — real x representação. Para começar, os alunos medem com barbante a parede mais longa da sala. O “barbante-medida” é dobrado ao meio sucessivamente, até ficar de um tamanho que caiba dentro do lado mais comprido de uma cartolina (em geral é dobrado de quinze a dezoito vezes). Essa cartolina será a base da planta baixa. O barbante é cortado e colado na cartolina. Em seguida, todos os objetos da sala devem ser medidos, cada qual com um barbante próprio. Após cada medição, o barbante é dobrado sucessivamente ao meio, o mesmo número de vezes que o primeiro, para garantir a proporção de grandezas. Quando houver objetos iguais, como no caso das carteiras, pode-se fazer um molde de cartolina, evitando repetir a mesma ação de medir por muitas vezes. Após essa vivência coletiva, deve-se proceder da mesma forma com os demais objetos da sala de aula, dividindo a classe em equipes, ficando cada uma delas responsável por medir um determinado objeto ou espaço. Não se pode esquecer de colocar na planta baixa uma legenda que mostre quantas vezes o barbante foi dobrado – a escala. Na introdução das medidas padronizadas, o procedimento é o mesmo. Repetir a construção da planta baixa da sala de aula, medindo o espaço com uma fita métrica ou uma trena, tendo como referência a medida de um metro equivalente a um centímetro (escala 1m:1cm). Os alunos podem comparar esse segundo momento com a vivência do barbante. Na continuidade, o professor introduz a observação de atlas, guias, mapas ou plantas convencionais, nos quais os alunos possam identificar o registro da escala, discutindo e interpretando as proporções de grandeza.

032. Mapas e Caminhos Disciplina: Geografia Ciclo: Ensino Fundamental - 1ª a 4ª Assunto: Mapa, atlas, pontos de referência Tipo: Texto O livro “Mapas e Caminhos”, de Kate Petty e Jakki Wood, aborda os aspectos básicos da leitura e compreensão da linguagem e da representação cartográfica. Os autores contam as aventuras de Bruno e seu cão Ralf na exploração do espaço onde vivem. A história é dividida em doze tópicos que abordam a noção de espaço e formas de localização, traçando uma progressão espacial que vai do próximo ao distante. O livro enfoca a importância do mapa como forma de comunicação e locomoção, a necessidade que temos de estabelecer pontos de referência, as características naturais do espaço, o uso de instrumentos de localização (como a bússola) e a exploração do atlas. Cada um desses tópicos é colocado de forma simples e sintética, dando pistas de como o professor pode desenvolver e adaptar as ações em sala de aula. Algumas sugestões para o professor explorar o livro com os alunos: • Confeccionar plantas baixas de diferentes locais que fazem parte do dia-a-dia do aluno, utilizando medidas não padronizadas, como passos, para estabelecer uma proporção de tamanho e de distância;

• confeccionar plantas usando medidas padronizadas – escala; • imaginar-se em um balão para observar aspectos da natureza em determinado lugar – passando por rios, lagos, morros, praias. Representar em desenho como viram as paisagens, comparando-as com fotos aéreas selecionadas de revistas ou jornais; • comentar com os alunos o caminho da casa para a escola, feito por Bruno, o personagem do livro (p. 14). Desafiá-los a traçar o caminho que cada um percorre da casa para a escola, utilizando uma legenda para identificar os pontos de referência; • comparar representações próximas e distantes: fotos aéreas com o mapa da cidade, cidade/estado, estado/país, país/mundo, favorecendo a construção do conceito de inclusão espacial, ou seja, que a cidade está no estado que, por sua vez, está no país e este, no mundo. É importante que os alunos possam manipular o globo terrestre e vários tipos de mapa. Depois de trabalhar cada tópico do livro, o professor deve realizar uma síntese ou um pequeno relatório ilustrado com as produções dos alunos – plantas, trajetos, aspectos da natureza, entre outros, destacando: • • • • • para que e como utilizar o mapa; a importância dos pontos de referência; como fazer um mapa ou representar um trajeto; a relação do tamanho do real e da representação do mapa (escala); como e por que compreender o espaço onde se vive.

Referência bibliográfica: PETTY, Kate & WOOD, Jakki. Mapas e Caminhos. São Paulo: Callis, 1994 (Coleção Viajando em um Balão). 033. O mapa do corpo Disciplina: Geografia Ciclo: Ensino Fundamental - 1ª a 4ª Assunto: Cartografia, conceitos espaciais Tipo: Metodologias No estudo da cartografia (leitura e interpretação de mapas), as relações projetivas — esquerda/direita, cima/baixo, frente/trás — precisam ser bem compreendidas e internalizadas pelos alunos. A confecção do “mapa do corpo” é um recurso que pode ajudar o aluno a compreender essas relações. Trata-se de um boneco desenhado a partir do contorno do corpo da criança. Ter o próprio corpo como referencial torna mais concreto para a criança o estabelecimento dessas relações. Para o desenvolvimento da atividade, cada aluno precisará de duas folhas de cartolina coladas com fita adesiva, materiais para colorir e tesoura. Trabalhando em duplas, um aluno se deita sobre o papel e o outro desenha o contorno de seu corpo. Depois a dupla se reveza. Usando material para colorir, cada aluno desenha a si próprio no boneco e, em seguida, recorta o mapa de seu corpo. Terminado o trabalho, o professor desenvolve exercícios e brincadeiras que favoreçam a compreensão das localizações. Por exemplo:

• •

Solicita que coloquem o boneco à sua esquerda, à frente, atrás, à direita de seu colega. Um grupo pode fazer perguntas para os colegas com as referências - esquerda/direita, cima/baixo, frente/trás – indicando no corpo do boneco uma parte. Por exemplo: O umbigo fica na frente ou atrás no corpo? As mãos ficam abaixo ao acima da cabeça?

O boneco funciona também como um espelho em exercícios de inversão direita/esquerda: a esquerda do boneco corresponde à direita do aluno e vice-versa. Obs.: Veja também as dicas Sentir o corpo e Boneco articulado 034. Onde você está? Disciplina: Geografia Ciclo: Ensino Fundamental - 1ª a 4ª Assunto: Pontos Cardeais e Colaterais Tipo: Jogos Quando as crianças conseguem estabelecer as relações projetivas com facilidade (esquerda/direita, cima/baixo, frente/trás), estão em condições de entender o que é orientação por meio dos Pontos Cardeais – Norte, Sul, Leste, Oeste – e Colaterais – Nordeste, Sudeste, Noroeste e Sudoeste. Primeiramente, o professor deve iniciar esse estudo no espaço concreto da criança, utilizando a observação do sol e a bússola. Identificar, com esses recursos, os Pontos Cardeais e Colaterais da sala de aula, da quadra, do pátio, da rua da escola, em casa. Depois de experimentar essas situações, os alunos podem estabelecer relações entre dois ou mais pontos por meio de sua representação. O jogo “Onde está você?” trabalha com essas relações e favorece a proposição de desafios que mobilizam a reflexão e a interação dos alunos a respeito desse assunto. Para a realização do jogo, deve-se montar um tabuleiro de cartolina (30 cm x 25 cm), quadriculada em 5 cm x 5 cm, com as letras de A a Z ( incluindo o K) e os números de 1 a 6. Iniciar com a seqüência das letras e finalizar com os números. Tabuleiro:

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Preparar dez envelopes contendo as indicações de como se deslocar no tabuleiro. As fichas com as respostas correspondentes devem ficar no interior do envelope. Envelope (parte externa):
Partindo do ponto S, ande: 5 casas para o Leste 1 casa para o Sul 2 casas para o Noroeste 2 casas para o Norte 3 casas para o Oeste Onde você está?

Ficha com a resposta (dentro do envelope):

No ponto A.

Divididos em duplas, cada jogador sorteia um envelope, lê as instruções, executa o deslocamento e reponde onde está. Depois da jogada, confere a resposta e ganha um ponto se acertar. Vence quem acumular mais pontos. Se o professor desejar continuar com esse tipo de trabalho, pode adaptar o jogo ao mapa rodoviário do Estado em que a criança vive. O mapa rodoviário é uma representação formal onde aparecem as estradas que ligam as principais cidades do Estado. Exemplo de instrução para esse jogo:
Partindo de São Paulo, vá até: a 1a cidade a Sudeste a 2a cidade a Norte a 2a cidade a Noroeste Onde você está?

035. Planta baixa Disciplina: Geografia Ciclo: Ensino Fundamental - 1ª a 4ª Assunto: Planificação de espaço tridimensional Tipo: Metodologias Os alunos de 3ª e 4ª séries, em geral, têm dificuldade de compreender a planta baixa, por esta ser uma representação abstrata. Após a confecção de maquetes (ver em Turbine sua aula a dica Construção de maquetes com sucata), o professor pode iniciar um trabalho para ajudar os alunos a descobrirem como se faz para representar um espaço ou objeto tridimensional no papel, ou seja, passar para uma representação bidimensional. No dia da atividade, o professor traz algumas embalagens de papel, papelão ou plástico que possam ser desmontadas (caixas de pasta de dente, remédios, alimentos etc.), ou pede para que os alunos as tragam de casa. Os alunos devem fazer duas representações de cada embalagem: primeiramente, um desenho da embalagem inteira. Depois, o professor a desmonta e eles fazem o contorno dela no papel. Após o desenho dos contornos, o professor pede para os alunos compararem os traçados e as duas dimensões. Eles devem perceber que a caixa montada fica incompleta no papel e a desmanchada fica com todas as suas partes. Em seguida, promove-se a observação da maquete confeccionada em outra atividade, olhando-a de cima. Os alunos devem cobri-la com papel celofane ou similar (desde que seja transparente) e copiar com caneta hidrocolor o contorno dos objetos que estão dispostos nela. No papel celofane, fica representada a planta baixa da maquete. Depois o professor comenta as duas representações e pede aos alunos que comparem semelhanças e diferenças entre as ações de desmanchar as embalagens e copiar o contorno da maquete no celofane. Após essa vivência, o professor lança um novo desafio: que os alunos elaborem uma planta baixa de outro local — do pátio, corredor, quadra de esportes. Esse exercício estimula a projeção mental da criança em imaginar o espaço visto do alto.

036. Canção de Todas as Crianças Disciplina: História Ciclo: Ensino Fundamental - 1ª a 4ª Assunto: Direitos da criança e do adolescente Tipo: Músicas Onde encontrar: Lojas convencionais Ter todas as crianças vivendo com dignidade e com seus direitos garantidos é uma das grandes utopias de muitos brasileiros nesse início de milênio. Para chegar lá, é preciso um duro trabalho de conscientização desses direitos, sintetizados na "Declaração Universal dos Direitos da Criança", da ONU (Organização das Nações Unidas). O texto completo da Declaração está disponível no site da Unicef. Um modo bem interessante de trabalhar com os princípios dessa declaração é por meio do CD “Canção de Todas as Crianças”, com músicas de Toquinho e Elifas Andreato, cantadas por conhecidos intérpretes da nossa música popular, como Chico Buarque, MPB-4, Quarteto em Cy, Leandro e Leonardo e Maurício Mattar. São doze canções que tentam traduzir para o universo infantil alguns dos princípios da Declaração. Destaque para as canções "Gente Tem Sobrenome", interpretada por Chico Buarque, e a delicada " Natureza Distraída", cantada por Toquinho, que comenta o princípio V da Declaração — A criança deficiente tem direito a educação e a cuidados especiais. Todas as letras (algumas são bem interessantes) abrem espaço para conversas sobre a situação da infância no mundo e no Brasil, sobre a importância de se respeitar e garantir direitos básicos às crianças: à vida, à saúde, à educação, entre outros. Além disso, as músicas proporcionam momentos de pura emoção com as melodias e arranjos de Toquinho. Observação: Para obter mais informações sobre Direitos, veja o tema Cidadania

037. Canções do Brasil Disciplina: História Ciclo: Ensino Fundamental - 1ª a 4ª Assunto: Diversidade cultural Tipo: Músicas Onde encontrar: Lojas convencionais ou pelo e-mail atendimento@palavracantada.com.br Um jeito interessante de estudar as diferentes origens da população brasileira ou mesmo as divisões regionais do Brasil é começar pela música, que expressa, de forma eloqüente, a diversidade cultural de nosso país. O CD “Canções do Brasil – O Brasil Cantado por Suas Crianças”, produzido por Sandra Peres e Paulo Tatit, fornece um repertório interessante: são 27 canções cantadas por crianças de todos os Estados do Brasil, abarcando uma gama variada de ritmos, como o maracatu (PE), o samba (RJ), o bumba-meu-boi (MA), a congada (MG), o rap (SP), entre outros. Nem todas as canções são consideradas folclóricas, mas se buscou uma identidade com as raízes culturais de cada lugar. Destaque para "Tso Ere Poma", de Rondônia, e "Você Conhece o Vento?", um rap de Nelson Triunfo, de São Paulo. Acompanha o CD um livro com as letras das músicas e um texto comentando cada ritmo e sua história. Esse material pode ser reproduzido para leitura e comentários com os alunos.

O mais empolgante, contudo, é ouvir e cantar as músicas e depois conversar sobre elas: os ritmos, os instrumentos usados, o sentido das letras, o jeito de cantar das crianças. O professor pode, também, ajudar os alunos a identificarem a tradição cultural que as músicas expressam: africana, indígena, européia. Depois de ouvir as músicas selecionadas, os alunos podem se organizar em grupos e escolher uma delas para descobrir o sentido da letra. Inicia-se com uma leitura silenciosa, seguida de leitura oral, procurando acompanhar o ritmo da canção. Após a leitura, o grupo discute sobre o assunto tratado nos versos e como ele é abordado: • • • • Do que fala essa canção? Quem fala? Como fala? Que pontos de vista ela expressa?

O importante é verificar se há associações possíveis ao contexto cultural (urbano ou rural) de onde saiu a música. Por exemplo, na canção “Tso Ere Poma”, o assunto é a busca de animais de estimação para brincar. A referência cultural é a caça, atividade de sobrevivência ainda utilizada por grupos indígenas da Amazônia. Por fim, em uma roda, realiza-se a troca de impressões e sentidos atribuídos aos textos das músicas pelos diversos grupos. Nesse momento, pode-se propor uma comparação entre as diversas músicas, retomando sons, ritmos, sentidos, instrumentos, verificando semelhanças e diferenças e concretizando a questão da diversidade cultural. Pode-se também propor uma pesquisa sobre os diferentes ritmos selecionados, com a colaboração dos professores de Artes, Música, Língua Portuguesa e Geografia. Referência: CD Canções do Brasil – O Brasil Cantado por Suas Crianças, produzido por Sandra Peres e Paulo Tatit, Editora Palavra Cantada. 038. Nossos heróis de ontem e de hoje Disciplina: História Ciclo: Ensino Fundamental - 1ª a 4ª Assunto: Conceito de tempo, noção de sucessão Tipo: Metodologias O professor, ao trabalhar em sala de aula a construção da noção de tempo nas séries iniciais, deve procurar entender como os alunos pensam a questão do tempo e quais suas representações a respeito da sucessão temporal e, a partir daí, planejar as aulas de modo a auxiliá-los nessa caminhada. Para que os alunos construam essa noção de tempo, uma atividade que pode desafiá-los a expressar suas hipóteses e a estabelecer comparações entre diferentes momentos é a pesquisa sobre seus heróis e os de seus pais. Primeira etapa: Para criar um clima favorável à proposta, inicie uma conversa sobre os heróis dos alunos. Ao final dessa conversa, relacione os mais significativos para o grupo: Batman, Homem Aranha, Pokemon, Barbie etc. Observe se há, entre outras possibilidades, um:

• • •

herói comum ao grupo todo; herói para os meninos; herói para as meninas. O passo seguinte é orientar a pesquisa. Definidos pelo menos dois heróis, divida a classe em cinco grupos e convide-os a coletar, individualmente, materiais sobre os personagens: brinquedos, revistas, jogos, gravuras. Determine com os alunos o tempo mais adequado para essa coleta.

Cada grupo, com base no material coletado, deverá elaborar um cartaz e criar um slogan pertinente às características e qualidades colhidas pelo grupo acerca do herói escolhido. Depois disso, exponha os cartazes feitos pelos grupos de preferência num local escolhido por eles. Se possível, estimule outros tipos de produção, como dramatização, desenhos, produções no computador. Segunda etapa: Em seguida, lance o desafio da pesquisa dos heróis dos pais dos alunos. É importante definir um tempo adequado para essa pesquisa considerando as especificidades das classes. Clique aqui para ver uma sugestão para a coleta de dados. Concluído o levantamento, tabule os dados com os alunos. Em seguida, proponha a análise dos dados com base nas seguintes questões:

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Todos os pais tiveram heróis? Quais foram os heróis de seus pais? As causas defendidas pelos ídolos dos pais são as mesmas dos heróis de vocês? Qual a diferença entre os ídolos dos pais e os heróis de vocês? Quanto tempo passou para surgirem novos heróis? Por que isto aconteceu? Enfatize junto aos alunos a concepção de tempo histórico, analisando épocas de um mesmo tempo e de outros. O tempo vivido precisa ser aproveitado em todas as atividades escolares, pois é a partir dele que melhor se compreende e se estabelece relações com os tempos mais distantes e não vividos pelo indivíduo. Outro aspecto a ser trabalhado são os princípios e valores que esses heróis defendem. Fale sobre o aparecimento de heróis na cultura grega e romana e os heróis “nacionais”, por exemplo, Tiradentes, Duque de Caxias e outros. Observe com eles os interesses – econômicos, políticos, financeiros - que são mobilizados quando se “fabrica um herói”. Para finalizar a proposta, organize uma exposição dos cartazes e desenho dos pais com o título “Heróis de Ontem e de Hoje”. Um vídeo interessante para dar idéia de heróis gregos é “Hércules” (em VHS), encontrável em locadoras.

039. Os escravos no Brasil Disciplina: História Ciclo: Ensino Fundamental - 1ª a 4ª Assunto: Escravidão no Brasil Tipo: Texto Para complementar suas aulas sobre a escravidão no Brasil, nada melhor do que o livro “A História dos Escravos”, da historiadora Isabel Lustosa, com ilustrações de Maria Eugênia. Nele, mesclam-se memórias familiares da autora (um antepassado dela foi escravo e outro dono de escravo) com dados históricos sobre a escravidão no Brasil. A narrativa gira em torno de um garoto, o Chico, que se apropria das histórias por meio do avô e de uma empregada da fazenda em que passava as férias. Destaque para as gravuras de época e para os desenhos de Maria Eugênia. Após a leitura do texto pelos alunos, convide-os a contarem o que sabem a respeito de suas próprias famílias e seus antepassados. Pergunte se sabem da existência de antepassados indígenas ou negros escravizados.

Depois, você pode recuperar com eles: o escravo como propriedade, a procedência dos negros, as condições de trabalho nas fazendas e nas cidades, os castigos e maus-tratos, as diferentes formas de resistência, a luta pela abolição e as duras condições de vida depois da libertação. As imagens (gravuras e fotografias) de época podem ser objeto de leitura à parte: identifique os autores de cada uma delas (na p. 31, nos créditos das ilustrações, há dados sobre eles) e peça aos alunos para descreverem o que vêem nela, o que há em primeiro plano, o que há ao fundo. Em seguida, desafie-os a escrever, em duplas, um pequeno texto sobre o que aprenderam. Ou a fazer um painel, incluindo texto e imagens. Referência bibliográfica: LUSTOSA, Isabel. A História dos Escravos. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 1998. 040. Pluralidade Cultural Disciplina: História Ciclo: Ensino Fundamental - 1ª a 4ª Assunto: Diversidade cultural Tipo: Metodologias As relações humanas que se constróem na escola merecem ser objeto de reflexão. Que ações a escola pode realizar para valorizar a pluralidade cultural? Quais as possibilidades de convívio tolerante, democrático, solidário e com respeito à autonomia do outro estão dadas no dia-a-dia escolar? Veja sugestões de atividades em O Assunto é... 041. Uma Visita à Cidade dos Direitos Disciplina: Informática Educativa Ciclo: Ensino Fundamental - 1ª a 4ª Assunto: Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), trabalho infantil, direitos da população infantil Tipo: Sites Onde encontrar: www.risolidaria.org.br e www.educarede.org.br O objetivo da atividade é apresentar aos alunos artigos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) de uma maneira lúdica e, ao mesmo tempo, fazer com que eles reflitam sobre esses direitos a partir de suas próprias experiências. O ponto de partida é a Cidade dos Direitos do Portal RISolidaria. Os alunos devem acessar www.risolidaria.org.br e entrar no link Visite a Cidade (no menu da esquerda) ou clicar no banner (no lado direito da sua tela). Na página inicial, clicar em Embarcar. Após a recepção do prefeito da Cidade, serão propostos dois tipos de navegação: pela Excursão ou pelo Mapa. Vamos utilizar a segunda opção. Clique no Mapa para encontrar um resumo da Cidade como um guia de ruas pelo qual se dá a navegação. Entre na rua da Cultura, na avenida das Políticas Sociais Básicas, e depois no Museu. Após a recepção da Belazarte, acesse a sala Portinari. Será aberta uma nova janela na qual será possível visualizar vários quadros do pintor Candido Portinari (1903-1962). Clicando nos quadros será aberta outra janela relacionando um artigo do ECA à obra. É aqui que começa nossa dica. Caso não seja possível aos alunos acessarem a Cidade, o professor pode imprimir as figuras e os artigos relacionados. Depois da visita dos alunos, escolha um quadro para ser trabalhado. Nossa sugestão é a obra “Trabalhadores do Algodão”. Em grupos de cinco, os alunos são convidados a observar a obra: quais os personagens? O que estão fazendo? Como são representados (cores, formas, organização da obra)? Há crianças na obra? O que estão fazendo? Você conhece crianças que trabalham? Apresente, então, o artigo relacionado ao quadro e proponha ao grupo que opine sobre ele a partir das questões:

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O que quer dizer o artigo? Qual é a sua importância para a vida das crianças? Se não existisse esse direito, como seria a vida das crianças? Este direito é respeitado atualmente? Depois da discussão, peça aos alunos que produzam um desenho ou um texto sobre a discussão realizada. O texto pode ser narrativo, poético, de opinião ou outro gênero que já esteja sendo trabalhado com a classe. Para finalizar a atividade, os alunos expõem para o grupo seus desenhos e textos. A partir do material apresentado, o professor constrói com a classe a síntese das aprendizagens: o que aprendemos com a observação da obra e com a discussão sobre o artigo? Como podemos contribuir para que o ECA seja conhecido e respeitado? Como material de apoio ao professor, sugerimos a leitura do conteúdo O Assunto é Cidadania, do EducaRede, que traz textos teóricos e propostas metodológicas sobre temas como a conquista dos direitos e a Cidadania no Brasil.

042. Trabalho infantil em pauta Disciplina: História Ciclo: Ensino Fundamental - 1ª a 4ª Assunto: Trabalho infantil Tipo: Texto O emprego da força de trabalho de crianças e adolescentes no Brasil é considerado natural por muitas pessoas e vem acontecendo há séculos. Isso porque a idéia de que o trabalho infantil ajuda a mudar a situação de pobreza da família ou “tira os meninos da rua” está arraigada em nossa cultura. Uma possibilidade para tentar mudar esse pensamento, para além dos direitos conquistados e garantidos pela legislação brasileira, passa pela conscientização da sociedade sobre o tema. Um bom começo é discutir o assunto em sala de aula. Entre tantos outros recursos que podem ser utilizados para criar um ambiente propício à discussão, sugerimos o livro "Serafina e a Criança que Trabalha”, de Jô Azevedo, Iolanda Huzak e Cristina Porto, para enriquecer o debate. Com visual primoroso, aliando desenho e fotografia, o livro narra a história de um outro livro a respeito do trabalho infantil, que uma professora leva para ler em uma aula. É dessa forma que as autoras apresentam dados sobre o trabalho infantil no Brasil: sua incidência por diversas regiões, as atividades econômicas em que crianças e adolescentes mais trabalham, os baixíssimos salários. Essas informações são úteis porque permitem aos alunos visualizar o problema do trabalho infantil em sua complexidade. Como a estrutura do livro reproduz uma situação de aula, sua leitura fornece ao professor dicas de como o assunto pode ser trabalhado com os alunos do Ensino Fundamental. Referência: AZEVEDO, Jô; HUZAK, Iolanda & PORTO, Cristina. Serafina e a criança que trabalha. São Paulo: Ática, 2000.

043. Como trabalhar com novelas (4a série) Disciplina: Língua Portuguesa/Literatura Ciclo: Ensino Fundamental - 1ª a 4ª Assunto: Novela Tipo: Metodologias Essa atividade está sendo proposta para os professores que desejam trabalhar com o gênero literário novela, especialmente com os livros da coleção "Literatura em Minha Casa", do Programa Nacional Biblioteca da Escola – PNBE, distribuídos pelo Ministério da Educação. Esse acervo, destinado a alunos de 4ª e 5ª séries do Ensino Fundamental de todo o Brasil, compõe-se de cinco conjuntos de livros (cada um em um gênero literário — novela, conto, poesia, teatro, clássico), sendo que cada conjunto reúne seis títulos. Observação: veja na seção Biblioteca, as resenhas das novelas e as biografias dos autores. Se perguntarmos aos alunos o que é uma novela, eles provavelmente vão se lembrar das novelas transmitidas pela televisão, pois entre o texto literário e o televisivo existem muitos aspectos em comum. Esse gênero surgiu na Idade Média como relato de aventuras de um herói, por exemplo as novelas de cavalarias. Em uma novela, há uma história principal, na qual os protagonistas (personagens principais) vivem acontecimentos e enfrentam problemas até o desfecho no final. Essas peripécias, em geral, vão sendo construídas com tramas (histórias) paralelas de outros personagens e se entrelaçam em diversos tempos e espaços. A novela é maior que o conto e menor que o romance. Esse gênero literário oferece uma ampla gama de possibilidades de trabalho, pois a diversidade de tramas centradas em uma temática com personagens bem definidos costuma ser atrativa para os leitores. Outra questão diz respeito à estrutura literária da novela, que os alunos precisam conhecer e se apropriar. Aprender a identificar personagens principais, suas características, os conflitos que vivem e os aspectos do desfecho de uma narrativa pode capacitá-los não só para outras leituras, mas também para a produção textual. Dicas para trabalhar com as novelas: Existem muitas possibilidades de trabalho com leitura em sala de aula. Entre elas, por exemplo, ler um mesmo gênero (no caso, a novela), escrito por diferentes autores. De qualquer modo, é importante desenvolver um trabalho que envolva todos os alunos, despertando o seu interesse e permitindo, além de um aprendizado significativo, momentos de prazer. Esse trabalho necessita de várias aulas e, para isso, é importante que o professor organize um cronograma, faça antecipadamente as leituras e pesquise informações sobre as obras e autores. Para trabalhar com o acervo PNBE/2001 (ao qual podem ser agregados outros títulos, retirados na biblioteca), o professor organiza a classe em grupos, atribui a cada grupo a leitura de um dos livros, sendo que todos os componentes deverão ler em casa a respectiva novela, e combina a data em que devem apresentar a tarefa concluída. Se o grupo tem dificuldade com leitura, outra possibilidade é o professor programar seções de leitura em voz alta, feitas por ele mesmo e/ou por alunos que tenham maior domínio dessa habilidade. O importante é ler com entonação, procurando despertar o interesse e a curiosidade dos grupos. Depois da leitura, o professor propõe uma roda de conversa sobre as impressões que os alunos

tiveram dos livros. Nesse momento, é importante ajudá-los a expressar livremente o que sentiram, suas dúvidas, as relações que fizeram com a própria experiência de vida ou de suas famílias, sem se preocupar com a descrição do texto. Antes de iniciar essa conversa, é conveniente combinar algumas regras (poucas e simples) para que todos possam falar e ser ouvidos. Em seguida, cada grupo prepara a exposição da história lida para a classe: temáticas, personagens, situações e desfechos. Para isso, podem utilizar, por exemplo, a capa e as ilustrações do próprio livro, cartazes, fazer pequenas dramatizações ou completar a narrativa com sonoplastia (feita pelos alunos do próprio grupo ou CD). Em seguida, o professor organiza com os alunos o esquema das histórias, em cartazes ou na lousa. Depois de comparar com os alunos os esquemas dos livros, o professor lança um desafio: a partir do esquema, cada grupo discute, cria e registra um final diferente do escrito pelo autor. O professor deve alertar para a necessária coerência do desfecho com o restante da narrativa. Ou seja, os personagens têm características próprias e existem situações que permanecem no texto; o final deve referir-se a esse contexto. Por fim, é necessário combinar com a classe como será a finalização do trabalho. O professor corrige os textos e os alunos fazem a reescrita para publicar em um pequeno jornal ou no mural da escola. Os finais podem ser ilustrados, escritos em quadrinho ou em outro formato escolhido pelo grupo. O importante é que se faça esse registro e que ele seja lido por outros leitores. Acervo: PNBE/2001 044. Gêneros do discurso e produção de textos (1a a 4a série) Disciplina: Língua Portuguesa/Literatura Ciclo: Ensino Fundamental - 1ª a 4ª Assunto: Produção de textos Tipo: Metodologias Os gêneros do discurso são um elemento fundamental no processo de produção de textos, porque são os responsáveis pelas formas que estes assumem. Qualquer manifestação verbal organiza-se, inevitavelmente, em algum gênero do discurso, seja uma conversa de bar, uma tese de doutoramento, seja linguagem oral ou escrita. Os gêneros são, portanto, formas de enunciados produzidas historicamente, que se encontram disponíveis na cultura, como notícia, reportagem, conto (literário, popular, maravilhoso, de fadas, de aventuras...), romance, anúncio, receita médica, receita culinária, tese, monografia, fábula, crônica, cordel, poema, repente, relatório, seminário, palestra, conferência, verbete, parlenda, adivinha, cantiga, anúncio, panfleto, sermão, entre outros. Os gêneros se caracterizam pelos temas que podem veicular, por sua composição e marcas lingüísticas específicas. Assim, não é qualquer gênero que serve para se dizer qualquer coisa, em qualquer situação comunicativa. Se alguém pretender discutir uma questão polêmica, como a descriminalização das drogas ou a pena de morte, precisará organizar o seu discurso em um gênero como artigo de opinião, por exemplo. É o gênero que pressupõe a argumentação a favor ou contra questões controversas, mediante a apresentação de argumentos que possam sustentar a posição que se defende e refutar aquelas que forem contrárias àquilo que se defende. Por outro lado, se a finalidade for relatar um fato ocorrido no dia anterior, certamente a notícia

deverá ser o gênero escolhido. Se o que se pretende é orientar alguém na realização de determinada tarefa, pode-se escrever um manual ou relacionar instruções, por exemplo. Se a intenção for apresentar algum ensinamento por meio de situações exemplares, colocando animais como protagonistas para representar determinadas características humanas, então a fábula é o gênero mais apropriado. Portanto, saber selecionar o gênero para organizar um discurso implica conhecer suas características, para avaliar a sua adequação aos objetivos a que se propõe e ao lugar de circulação, por exemplo. Quanto mais se sabe sobre esse gênero, maiores são as possibilidades do discurso ser eficaz. Dessa forma, a proficiência do aluno em Língua Portuguesa depende também do conhecimento que ele tem sobre os gêneros e de sua adequação às diferentes situações comunicativas. Suas características, portanto, devem ser objeto de ensino e tema das atividades que se organizar. Texto original: Kátia Lomba Bräkling Edição: Equipe EducaRede 045. Mude as Regras – Jogo das Instruções Disciplina: Língua Portuguesa/Literatura Ciclo: Ensino Fundamental - 1ª a 4ª Assunto: Regras, escrita de instruções Tipo: Jogos Um dos aspectos importantes no ensino da Língua Portuguesa é utilizá-la de modo diversificado, ou seja, favorecer o desenvolvimento da competência lingüística dos educandos. Isso significa aprender a manipular diversos tipos de textos escritos e adequar o registro às diferentes situações de comunicação (recados, cartas, bilhetes, avisos etc.). O texto instrucional contém informações sobre procedimentos ou normas adequadas a um determinado contexto, por exemplo: • • • • uma receita de comida; uso e dosagens de um medicamento; uso de um aparelho eletrônico; um jogo.

A linguagem deve ser clara e objetiva, identificar todos os passos a serem percorridos, indicar quantidades ou informações relevantes e os cuidados a serem tomados. Relacionar esses conteúdos ao cotidiano do aluno torna a aprendizagem significativa e prazerosa. O professor deve abordar o texto instrucional de forma a favorecer a compreensão sobre a necessidade e importância desse tipo de estrutura de linguagem. O “Jogo das Instruções” é uma atividade que atende esses objetivos e é uma alternativa para mobilizar o pensamento da criança sobre suas próprias ações e sobre as ações do seu grupo. O registro das instruções e regras de um jogo e a interação entre os elementos do grupo torna mais dinâmica a escrita de um texto instrucional. Além disso, possibilita ao professor perceber como seus alunos o produzem e quais as relações que se estabelecem entre eles durante o processo: o que pensam, o que sentem, como reagem diante de diferentes situações. Nesse clima, é mais fácil intervir sobre as questões que envolvem o registro de instruções, além de auxiliar no entendimento da forma de organização e convivência social do grupo classe. O “Jogo das Instruções” parte de brincadeiras conhecidas pelos alunos. O professor pede a eles que tragam de casa um jogo de que gostem, divide a classe em grupos e os deixa jogar na sala de aula. Depois de uma partida, o professor solicita a eles que escrevam as regras que utilizaram para jogar. Esse é um momento precioso para a intervenção na escrita de instruções: clareza das

regras, seqüência das ações, estabelecimento de critérios de ganhos ou perdas etc. Como desafio, os grupos podem ser orientados a criar outra forma de jogar o mesmo jogo, enfatizando-se que as idéias devem ser novas, estimulando a reflexão e a criatividade dos alunos. As novas instruções precisam ser testadas pelos jogadores. No fim, os grupos contam para a classe quais eram as regras originais e as mudanças que foram realizadas. O professor deve mediar e problematizar a exposição de cada grupo, para que a turma perceba a coerência e a lógica das novas instruções. Outra possibilidade é trocar os jogos e as instruções escritas entre os grupos, pedir para que joguem a partir das regras escritas pelos colegas e façam a crítica desses textos. Além de possibilitar a produção de um texto instrucional, essa proposta reforça a importância de regras e normas para qualquer ação organizada que envolve um grupo de pessoas. Pode-se associar a discussão sobre as regras a outras situações de convivência e organização coletiva — como escola, casa, trânsito —, ampliando a especificidade do jogo. Por exemplo: • O que acontece quando chegamos atrasados na escola? • Qual a regra que temos de respeitar para atravessar a rua? Por quê? • Podemos falar todos ao mesmo tempo? Para aprofundar o estudo sobre a estrutura do texto instrucional, podem-se analisar receitas de culinária, bulas de remédios, regras da classe e outros jogos. Texto original: Vera Lúcia Moreira Edição: Equipe EducaRede 046. Ninguém é igual a ninguém Disciplina: Língua Portuguesa/Literatura Ciclo: Ensino Fundamental - 1ª a 4ª Assunto: Leitura e escrita, interação leitor/escritor Tipo: Texto O livro “Ninguém é Igual a Ninguém”, de Regina Otero e Regina Rennó, favorece a discussão sobre a identidade e as diferenças pessoais. O texto se divide em duas partes. Na primeira, o personagem Danilo narra as características físicas dos amigos da rua onde mora. Ele conta sobre o gorducho, a negra, o ruivo e como cada um reage quando atingido em sua fragilidade. Em suas reflexões, Danilo percebe que ninguém é igual a ninguém e que cada um tem qualidades a serem aproveitadas. Na segunda parte, há um diálogo entre o personagem Tim e o leitor. Esse personagem mobiliza o leitor a pensar sobre si mesmo, lançando questões reflexivas sobre a identidade da criança e seus sentimentos. Desse modo, o livro possibilita à criança desenvolver sua relação intrapessoal e interpessoal. Na relação intrapessoal, ela pode pensar como identifica seu corpo, seus sentimentos e suas possibilidades. Na relação interpessoal, pode tomar consciência do seu olhar sobre o outro e como interage com as diferenças. O professor pode explorar a leitura e diferentes formas de expressão. Como parte do trabalho, é importante socializar as produções dos alunos, por exemplo, montando painéis, publicando pequenos livros, apresentando dramatizações. O texto permite também desenvolver o tema transversal Ética, enfocando o respeito por si e pelo outro. Referência bibliográfica: OTERO, Regina & RENNÓ, Regina. Ninguém é Igual a Ninguém. São Paulo: Editora do Brasil, 2000.

Texto original: Vera Lúcia Moreira Edição: Equipe EducaRede 047. Orientação para leitura de textos I (1ª a 4ª série) Disciplina: Língua Portuguesa/Literatura Ciclo: Ensino Fundamental - 1ª a 4ª Assunto: Leitura e compreensão de textos Tipo: Metodologias Nas atividades de leitura e compreensão de textos, é preciso estar atento para dois tipos fundamentais de atividades: as que tematizam o processo de leitura e as que buscam o produto do processo de leitura e compreensão do texto. No primeiro caso, é necessário que a ativação de conhecimentos prévios aconteça. Nos dois casos, é preciso que as questões apresentadas para o desenvolvimento da atividade (estratégias de leitura) não estejam apenas relacionadas à localização de informações no texto, mas que permitam a realização de antecipações e inferências, seguidas de verificação das mesmas. Dessa forma, antes de propor a leitura de um texto, é preciso ter uma conversa com os alunos, para levantar os conhecimentos que eles já têm sobre o assunto. Esse levantamento possibilita uma leitura mais fácil e aprofundada do texto. A partir da leitura do título do texto e da articulação dessa informação com outras como autoria, fonte e características do gênero, é importante solicitar aos alunos que realizem antecipações do que irão encontrar no texto. Por exemplo: • Considerando que o título do texto é “A Princesa e as Ervilhas”, que tipo de assunto você acha que o texto abordará? • Você acha que será uma história, uma notícia, um poema...? • Sabendo que quem o escreveu foi o mesmo autor de “Chapeuzinho Vermelho”, você mantém suas respostas anteriores ou as modifica? Por quê? • E sabendo que ela foi publicada em um livro cujo título é “Um Tesouro de Contos de Fadas”, que hipóteses levantadas até agora você mantém? Durante a leitura, é preciso que sejam explicitados as pistas e os procedimentos utilizados pelos diferentes leitores (os alunos) que possibilitaram determinadas compreensões. Para tanto, é importante que sejam feitas questões ao longo da leitura para propiciar inferências e antecipações, assim como a verificação das mesmas a partir de pistas lingüísticas. Por exemplo: • Você acha que a Chapeuzinho Vermelho irá seguir o caminho da floresta ou o caminho do rio? Por quê? • Você acha que o lobo irá conseguir realizar o seu intento? Por quê? • Por que esse fato - o da proibição da utilização das rocas em todo o reino (em “A Bela Adormecida”) - foi mencionado agora, logo no começo da história? • Será que o príncipe irá encontrar a princesa? Por quê? O que faz você pensar assim? No que se refere ao produto do processo de leitura e compreensão do texto, as questões devem estimular os alunos a realizarem inferências e reconstrução de informações de trechos do texto e não apenas a localização de informações. Por exemplo: • Quais fadas estiveram no batizado/nascimento da Bela Adormecida? • De que animal o caçador retirou o coração para enganar a rainha (em “Branca de Neve”)? • Inferência: que sentido faz descobrir que a princesa identifica um grão de ervilha colocado embaixo dos colchões (em “A Princesa e a Ervilha”)? • Reconstrução de informações: por que o lobo conseguiu chegar à casa da vovó antes de Chapeuzinho? Esses tipos de questões e estratégias de leitura podem levar à compreensão efetiva do texto. Texto original: Kátia Lomba Bräkling Edição: Equipe EducaRede

048. Disciplina: Língua Portuguesa/Literatura Ciclo: Ensino Fundamental - 1ª a 4ª Assunto: Produção de textos Tipo: Metodologias Ao propor atividades de produção de textos – orais ou escritos – é fundamental o professor apresentar todas as características do contexto de produção: • quem são os leitores do texto; • qual a finalidade do texto; • onde vai circular – na escola, nas mídias impressa, eletrônica, radiofônica ou televisiva, em outros meios sociais, como clubes, igreja etc.; • em que portador será tornado público – livro, revista, panfleto, sites e páginas da Internet, jornal, almanaque; • em que gênero será organizado – conto de ficção científica, conto popular, conto maravilhoso, conto literário, crônica, notícia, artigo de opinião, reportagem, anúncio, propaganda, tese, verbete, monografia, carta comercial, carta pessoal, bilhete, romance etc.; • de que posição social o autor do texto falará – como aluno, representante de classe ou do colégio, sindicalista, filho, irmão, adolescente, leitor de um determinado jornal ou revista. Os alunos precisam saber que o texto terá maiores possibilidades de atingir a sua finalidade se estiver adequado aos elementos do contexto de produção. Isto é, se o produtor adequar a linguagem e o tipo de informação que considerar relevantes e necessárias para a compreensão do assunto às possibilidades de compreensão que seu interlocutor possui, às características do gênero, do portador e do meio onde o texto circulará. Mesmo que o assunto seja idêntico, não se escreve do mesmo modo para uma criança de dez anos, para leitores de uma revista de rock, ou para o público que freqüenta a igreja de uma determinada religião, por exemplo. Da mesma forma, escrever para uma revista não é a mesma coisa que escrever para um jornal – ainda que a seção seja equivalente –, para um panfleto ou folder, ou ainda, para um livro ou almanaque. Igualmente, não é o mesmo escrever para uma revista que circulará em um determinado meio acadêmico, na mídia popular impressa ou em um meio religioso. E, finalmente, é muito diferente falar sobre um determinado assunto quando se está na posição de filho, pai, professor, aluno, colega, especialista ou estudioso de um determinado assunto. Assim, saber escrever bem é, fundamentalmente, saber adequar o texto às características do contexto de produção. Quando o professor pedir para seu aluno produzir um determinado texto (oral ou escrito), é preciso contextualizar melhor o pedido e não simplesmente indicar um tema, como comumente se faz. Por exemplo, ao invés de dizer “Escreva uma história sobre a necessidade de preservação do meio ambiente”, é preciso apresentar todos os elementos do contexto de produção: “Escreva, como um escritor de livros infanto-juvenis (posição social), um conto de aventuras (gênero), para compor um volume de contos de aventura (portador), que passará a compor o acervo da biblioteca da sua escola (esfera de circulação), que aborde a necessidade de preservação do meio ambiente (assunto)”. Texto original: Kátia Lomba Bräkling Edição: Equipe EducaRede. 049. Orientação para produção de textos II (1ª a 4ª série) Disciplina: Língua Portuguesa/Literatura Ciclo: Ensino Fundamental - 1ª a 4ª Assunto: Produção de textos Tipo: Metodologias Uma aprendizagem efetiva pressupõe a construção sólida de conceitos. Isso significa estabelecer relações de comparação e identificar diferenças e

semelhanças entre exemplos, ou seja, comparar fatos e conteúdos, quaisquer que sejam eles. A comparação é necessária para que se possam observar as características do tema em estudo, construindo os conceitos respectivos. Por exemplo, ao propor aos alunos a produção de um conto de fadas, é preciso que eles conheçam as características desse gênero. Para tanto, o professor pode trabalhar tais características por meio de duas atividades: • A primeira visa a comparação de textos de um determinado gênero com outros de gêneros diversos, para estabelecer diferenças; • A segunda tem por objetivo a comparação de textos dentro de um mesmo gênero, para estabelecer semelhanças e aprofundar as observações anteriores. O professor pode solicitar que os alunos comparem um conto de fadas – por exemplo, “A Bela Adormecida” – com um conto maravilhoso – “Aladin e a Lâmpada Maravilhosa” – e um conto de aventuras – “Os Doze Trabalhos de Hércules” –, para observar as características que os diferenciam. Isso possibilita o levantamento das características específicas do conto de fadas, tais como: • presença de fadas; • presença de uma heroína (virtuosa, que sofre a história toda, sendo recompensada no final com um belo casamento com um príncipe); • existência de uma vilã ou de um vilão; • organização em um eixo temporal, com tempo indeterminado, que prevê a apresentação do cenário e de uma situação de equilíbrio inicial; • alteração do equilíbrio por algum problema; • volta a um equilíbrio reconstruído pela resolução do problema (castigo do vilão, recompensa à heroína ou ao herói); • término com a apresentação de algumas expressões consagradas, como “E foram felizes para sempre”. É importante que as observações feitas na comparação entre textos de diferentes gêneros sejam registradas por escrito (coletiva ou individualmente), para que sejam comparadas com as observações que forem feitas na segunda atividade, de comparação entre textos de um mesmo gênero. Como essa proposta tem por objetivo realizar tanto uma generalização quanto um aprofundamento, é interessante que, após o primeiro registro, se procure caracterizar explicitamente o gênero em estudo. Isso pode ser feito por meio da elaboração de um verbete, ao qual se deve voltar depois da segunda atividade para acrescentar informações e reformular o enunciado, aprofundando o conceito. Texto original: Kátia Lomba Bräkling Edição: Equipe EducaRede. 050. Produção de conto de fadas Disciplina: Língua Portuguesa/Literatura Ciclo: Ensino Fundamental - 1ª a 4ª Assunto: Produção de textos Tipo: Metodologias Uma aprendizagem efetiva pressupõe uma construção sólida de conceitos. Essa construção, por sua vez, implica estabelecer diferenças e semelhanças entre exemplos dos fatos/conteúdos em estudo e fazer comparações. Elas são necessárias para que as características do que está em estudo possam ser observadas, construindo os conceitos respectivos. Por exemplo, se a proposta é produzir contos de fadas, é preciso que os alunos conheçam as características desse gênero. Conhecer tais características pressupõe comparar textos organizados nesse gênero com outros de outros gêneros, para estabelecer diferenças. Depois, comparar com textos do mesmo gênero, para estabelecer semelhanças e aprofundar as observações anteriores.

É possível, por exemplo, solicitar que os alunos comparem um conto de fadas ("A Bela Adormecida") com um conto maravilhoso ("Aladin e a lâmpada maravilhosa") e com um conto de aventuras ("Os doze trabalhos de Hércules"). Após observar as diferenças entre eles, é possível fazer o levantamento das características específicas do conto de fadas: • presença das fadas, de uma heroína e da(o) vilã(ão); • organização num eixo temporal, com tempo indeterminado, que se organiza num movimento que prevê a apresentação do cenário e de uma situação de equilíbrio inicial; • a alteração do equilíbrio por algum problema; • a volta a um equilíbrio reconstruído pela resolução do problema (castigo do vilão, recompensa à “heroína/herói”) e um término com a apresentação de algumas expressões consagradas como “E foram felizes para sempre”. É importante que essas observações sejam registradas por escrito (coletiva ou individualmente), para que possam ser comparadas com as que forem feitas na comparação entre textos do mesmo gênero, com a perspectiva de realizar tanto uma generalização quanto um aprofundamento. Após o primeiro registro, é interessante que se procure caracterizar explicitamente o gênero em estudo, por meio da elaboração de um verbete, ao qual se deve voltar depois da segunda atividade de comparação para acrescentar informações, reformular o enunciado, aprofundando o conceito. Texto original: Kátia Lomba Bräkling Edição: Equipe EducaRede. 051. A revolta dos números Disciplina: Matemática Ciclo: Ensino Fundamental - 1ª a 4ª Assunto: Valor Posicional, convenção numérica, situação-problema (adição e subtração) Tipo: Texto O livro “A Revolta dos Números”, de Odete Barros Mott, conta a história de Júlia, uma garota que, ao tentar resolver um problema de Matemática, enfrenta dificuldades porque os números de seu caderno resolveram se revoltar, formando a maior confusão. Após a leitura do livro em sala de aula, o professor pode discutir a história com a classe e pedir aos alunos que apontem todas as noções matemáticas que puderam perceber enquanto liam. Iniciar esse levantamento com questões do tipo: • • • • • Quais foram os números que organizaram a revolta? Por que os números se revoltaram? Qual o problema que Júlia precisava resolver? Se você estivesse na revolta, que número gostaria de ser? Qual outra forma você proporia para os números se organizarem?

Terminando os comentários, o professor pode extrair da história conteúdos matemáticos e explorá-los por meio de problematizações: 1. Valor Posicional
(*)

• Quanto vale o número 4 em 24? E em 42? • Com os algarismos 1, 2, 3, e 4, quantos números diferentes de dois algarismos podemos formar? 2. Convenção Matemática • Como seria a nossa vida se cada um escrevesse os números de um jeito diferente? O que iria acontecer?

• Montar, junto com os alunos, uma lista de situações e lugares do dia-a-dia em que os números são usados: hora, número da classe, andares de um prédio, número das casas, números de telefone etc. 3. Situações-Problema (adição e subtração) Partindo do problema apresentado no livro, criar variações como: • • • • Alterar a pergunta inicial; Solicitar que os alunos formulem outras perguntas, considerando a situação apresentada; Alterar dados do problema; Modificar a estrutura do problema.

Essas variações proporcionam o exercício do raciocínio da criança e evitam que conceitos matemáticos sejam trabalhados de forma isolada e sem significado.
(*)

Valor Posicional corresponde ao valor que o algarismo adquire em função da sua posição no número. Por exemplo: em 24, o algarismo 4 equivale à unidade, portanto a 4; em 42, o 4 corresponde à dezena, portanto a 40. Fonte:

CÂNDIDO, Patrícia Terezinha et al. Era uma vez na Matemática: uma conexão com a literatura a infantil. 3 ed. São Paulo: IME-USP, Centro de Aperfeiçoamento do Ensino da Matemática, 1996 (vol. 4).
Referência bibliográfica: MOTT, Odete Barros. A Revolta dos Números. São Paulo: Edições Paulinas, 1995. Texto original: Vera Lúcia Moreira Edição: Equipe EducaRede 052. Como dividir um pirulito Disciplina: Matemática Ciclo: Ensino Fundamental - 1ª a 4ª Assunto: Frações Tipo: Texto O livro “O Pirulito do Pato”, de Nilson José Machado, é próprio para tratar de fração com os alunos que estão começando a compreender esse conceito. O livro narra a história de dois patos que ganham um pirulito e têm que dividi-lo entre amigos. Faça uma leitura compartilhada da história com os alunos. Depois, os alunos comentam e discutem o enredo. O professor então pode propor a dramatização da história que possibilita praticar o conceito de fração. Dramatização da história Os dois patos e seus amigos, os outros animais, serão representados pelos alunos. Para fazer o pirulito, use um círculo de cartolina (de 20 cm a 30 cm de diâmetro) e um palito de churrasco. Os dois patos têm de resolver como dividir o pirulito a cada amigo que chega, criando desafios de novas frações. Após a dramatização, as crianças recortam círculos de cartolina em meios, terços, quartos e sextos de frações. Essas ações devem ser seguidas da representação matemática, por exemplo: 1/2, 2/4, 1/6. O professor pode também estimular a descoberta de equivalência de frações ao sobrepor os círculos. Essas atividades favorecem a construção dos conceitos formais de fração, porque o aluno, para desenvolvê-los, precisa refletir sobre suas ações e estabelecer as relações entre parte/todo, todo/parte e parte/parte.

Fonte:

CÂNDIDO, Patrícia Terezinha; SMOLE, Kátia Stocco; STANCANELLI, Renata. Matemática e a literatura infantil. 4 ed. Belo Horizonte: Formato/Lê, 2000.
Referência bibliográfica: MACHADO, Nilson José. O Pirulito do Pato. São Paulo: Scipione, 1996. Texto original: Vera Lúcia Moreira Edição: Equipe EducaRede 053. As Três Partes Disciplina: Matemática Ciclo: Ensino Fundamental - 1ª a 4ª Assunto: Relações espaciais, formas geométricas Tipo: Texto Integrar a Literatura às aulas de Matemática pode representar uma mudança significativa no processo de ensino-aprendizagem. Nos primeiros anos do Ensino Fundamental, o livro “As Três Partes”, de Edson Luiz Kozminski, possibilita desenvolver o senso de relações espaciais, conceitos e linguagem da Geometria. O livro conta a história de uma casa que resolve se transformar. Para isso, ela se divide em três partes que se movem, formando novos objetos de acordo com as aventuras e experiências narradas. Trabalhar com essa história pode ajudar os alunos no processo de aquisição dos conhecimentos referentes à idéia de número, medidas, formas geométricas, conceito de ângulo e simetria. Após uma ou duas leituras e comentários sobre o livro, o professor pode propor aos alunos, organizados em dupla: • • • • • • • reconstruir as formas que as três partes fazem ao longo do livro; comparar duas páginas do livro, identificando semelhanças e diferenças entre as figuras; identificar o nome das figuras, número de lados, ângulos (cantos); construir novas figuras com as três partes feitas em cartolina; escolher uma das três partes e montar seqüências em desenho ou colagem; compor e decompor a figura de cada parte a partir do eixo de simetria; reescrever e recriar a história a partir das figuras criadas.

O professor pode utilizar seus conhecimentos e criatividade para outras possibilidades de trabalho com essa história. Fonte:

CÂNDIDO, Patrícia Terezinha et al. Era uma vez na Matemática: uma conexão com a literatura a infantil. 3 ed. São Paulo: IME-USP, Centro de Aperfeiçoamento do Ensino da Matemática, 1996 (vol. 4).
Referência: KOZMINSKI, Edson Luiz. As Três Partes. São Paulo: Ática, 1998 (Coleção Lagarta Pintada). Texto original: Vera Lúcia Moreira Edição: Equipe EducaRede.

054. Jogo das Bandeirinhas Disciplina: Matemática Ciclo: Ensino Fundamental - 1ª a 4ª Assunto: Adição – representação gráfica e frase matemática Tipo: Jogos Construir e representar graficamente a frase matemática da adição exige que o professor favoreça o desenvolvimento das habilidades de observação, comparação, classificação e relações lógicas. Para que isso ocorra, nada melhor do que o jogo. Isso porque, ao jogar, a criança se sente estimulada a pensar, comparar e estabelecer relações, optando por alternativas, arriscando jogadas para encontrar possíveis soluções ou respostas. Ao levantar hipóteses, a criança chega à percepção da melhor escolha a ser feita e pode compreender o porquê de sua escolha. O Jogo das Bandeirinhas é um caminho possível para compreender a representação matemática e as relações lógicas que envolvem a ação de juntar (adição). Materiais necessários para a atividade: • 15 bandeirinhas vermelhas e 15 bandeirinhas azuis, de cartolina (5 cm x 10 cm), confeccionadas pelos alunos e professor. • Um dado de cartolina etiquetado de 1 a 3 com bolinhas vermelhas, e um outro, de 1 a 3, com bolinhas azuis. Como o dado tem seis lados, repetem-se os números de 1 a 3 nos lados opostos. Elaborar três “kits” desse material. • Fita adesiva. Procedimentos: • O professor organiza os “kits” em sua mesa e divide a classe em três grupos, propondo a cada um deles a escolha de um nome que o identifique. • O professor divide a lousa em três partes, colocando em cada uma delas o nome de um grupo. Exemplo:

• O professor dá início ao jogo. Um aluno do grupo 1 joga os dois dados, verifica as quantidades sorteadas, pega o número correspondente de bandeirinhas vermelhas e azuis. Com a fita adesiva, vai até a lousa e cola as bandeirinhas no espaço reservado ao seu grupo, formando fileiras por cor. Os demais grupos fazem o mesmo, até terminar as bandeirinhas. Durante o jogo, o professor questiona a classe sobre que grupo tem mais bandeirinhas, se está sendo respeitada a formação das fileiras pela cor, ou ainda, outras questões que favoreçam a comparação de quantidades e a classificação pelo critério de cor. Na última rodada, caso o número sorteado seja maior do que as bandeirinhas restantes, o professor pode decidir com o grupo o procedimento a ser adotado nesse caso: jogar de novo, passar a vez ou usar as bandeirinhas que sobraram. Ganha o grupo que sortear maior número de bandeirinhas. Para conferir o resultado, o professor pede aos alunos que contem as bandeirinhas de cada fileira e registrem o número. A partir desse momento, introduz a frase matemática, comparando a leitura das quantidades e sua representação. Por exemplo, cinco mais quatro é igual a nove:

5+4=9

Cada aluno registra o relatório de seu grupo (veja sugestão de relatório).

É interessante que o professor proponha esse jogo sempre que considerá-lo fundamental ao conteúdo desenvolvido com a classe, podendo substituir as bandeirinhas por bonecos, frutas, formas geométricas, animais. O jogo pode ser realizado em grupos de quatro ou cinco alunos, favorecendo uma participação mais efetiva de todos. Cada grupo necessita de um “kit” e uma planilha com o nome dos jogadores, espaço para o desenho das bandeirinhas e registro dos números. A avaliação de caráter formativo deve ser feita por meio da observação quanto à participação do aluno no jogo e na elaboração do relatório. Texto original: Vera Lúcia Moreira Edição: Equipe EducaRede. 055. Matemática na Literatura Disciplina: Matemática Ciclo: Ensino Fundamental - 1ª a 4ª Assunto: Contagem, escrita e ordenação de números, medida de comprimento Tipo: Texto A partir da leitura do livro "Sabe de Quem Era Aquele Rabinho?", de Elza C. Sallut, é possível trabalhar com alunos das séries iniciais do Ensino Fundamental algumas noções de Matemática, como contagem e escrita de números, ordenação e seqüência numérica e medida de comprimento. Envolvidas com a história, as crianças participam criativamente e usam a representação escrita e numérica. O livro conta a história de um elefante que vai viajar e resolve dar uma festa de despedida para seus amigos. Nessa festa, é tirada uma foto de recordação, na qual aparece um rabinho estranho que ninguém sabe identificar de quem é e todos tentam descobrir esse personagem. É interessante que o livro seja lido em sala de aula, possibilitando comentários e problematizações lançadas pelo professor. Sugestões: Contagem, ordenação, seqüência e escrita numérica • • • • • Numerem as páginas do livro. O que aparece na página 6? E na página 8? Quantos animais foram à festa? Quantos animais foram à festa, mas não aparecem na capa do livro? Quais são esses animais?

Medida de comprimento e massa • Qual o animal mais alto? E o mais baixo? • Qual o animal mais leve? E o mais pesado? Posteriormente, o professor solicita que as crianças, divididas em grupos, criem outro fim para a história e, em seguida, promove a votação do fim preferido. Ao terminar, o professor registra o número de alunos votantes, o fim da história sugerido pelos grupos e a quantidade de votos. Pode discutir, então, questões que envolvem contagem, ordenação e comparação de quantidades, usando as expressões “a mais” e “a menos”, que são importantes para a construção de conceitos matemáticos, como sistema de representação de quantidades, operações com números naturais e, principalmente, subtração. Sugestões: • • • • • • Quantos alunos votaram? Quantos alunos votaram em cada fim? Qual foi o fim mais votado? E o menos votado? Como ficariam ordenados os grupos a partir do mais votado? Quantos votos o grupo que ficou em primeiro lugar teve a mais do que o segundo e o terceiro? Quantos votos o grupo que ficou em terceiro lugar teve a menos que o segundo e o primeiro?

O professor pode finalizar a atividade solicitando a representação da história em desenho, com o

fim escolhido, e a escrita numérica das quantidades trabalhadas. Além disso, pode solicitar a escrita ou o desenho referentes às perguntas realizadas durante a leitura da história. Fonte:

CÂNDIDO, Patrícia Terezinha et al. Era uma vez na Matemática: uma conexão com a literatura a infantil. 3 ed. São Paulo: IME-USP, Centro de Aperfeiçoamento do Ensino da Matemática, 1996 (vol. 4).
Referência: SALLUT, Elza C. Sabe de Quem Era Aquele Rabinho? São Paulo: Scipione, 1992. Texto original: Vera Lúcia Moreira Edição: Equipe EducaRede. 056. Minimercado Disciplina: Matemática Ciclo: Ensino Fundamental - 1ª a 4ª Assunto: Problemas com as quatro operações Tipo: Metodologias A dramatização de situações cotidianas da vida do aluno pode favorecer a compreensão de conceitos e operações matemáticas pelas crianças de forma contextualizada, significativa e considerando seus conhecimentos prévios. Montar um minimercado com a classe para experimentar ações de compra e venda é um excelente caminho para o desenvolvimento das habilidades do pensamento quantitativo e cálculos. Primeiro passo – Como planejar e montar o minimercado Inicialmente, o professor orienta os alunos para que realizem uma relação de produtos a serem vendidos no minimercado e coletem dados no comércio próximo à escola ou de suas casas, ou mesmo com os pais, para se informarem sobre os preços desses vários produtos. Durante a pesquisa, os alunos deverão guardar embalagens cujos preços foram consultados ou representálas com caixas, plásticos, vidros etc. O professor divide a turma em pequenos grupos, atribuindo a cada um deles uma tarefa: • • • • • separar as embalagens (cereais, frutas, laticínios, limpeza etc.); confeccionar cédulas e moedas; montar a tabela de preços pesquisados e etiquetar as mercadorias; montar prateleiras, balcão, caixa; organizar as embalagens.

Segundo passo – Como organizar e definir papéis Com o minimercado pronto, o professor encaminha uma eleição para definir o nome do mercado. Os personagens da dramatização são escolhidos pelos alunos em pequenos grupos – por exemplo, quem vai ser o proprietário, o caixa, o vendedor, o freguês. Cada equipe apresenta para a classe uma situação-problema no minimercado. Quando um grupo estiver se apresentando, a classe observa e faz as seguintes anotações: • • • • • O que o freguês comprou? Quanto pagou? Houve troco ou não? Faltou dinheiro ou não? Houve algum erro de cálculo?

É importante que o professor oriente os alunos sobre essas anotações. Terceiro passo – Comentário das dramatizações e síntese

Ao término da dramatização de cada grupo, o ideal é que o professor sintetize as observações feitas pela classe, problematizando-as e registrando-as na lousa. Sugestão de encaminhamento: • • • • • • Quem foi o freguês? O que comprou? Quanto custou cada mercadoria comprada? Qual a quantidade de cada produto comprado? Quanto o freguês apresentou de dinheiro para pagar a compra? Houve troco ou não?

Para cada situação dramatizada, o professor deve estimular os alunos para que calculem, identifiquem a operação matemática para cada situação e registrem a frase ou o cálculo matemático. Por exemplo: • • • • • • • O dinheiro foi suficiente para comprar tudo que o freguês escolheu? Como posso saber isso? Por quê? Como vamos calcular se houve troco ou não? Que operação precisa ser feita para saber isso? Que operação (conta) devemos fazer para saber quanto o freguês gastou? Como escrever esta operação?

Pela reflexão das ações vividas e pelo diálogo desafiador, o professor pode trabalhar cálculo, representações matemáticas, dobro, triplo, dúzia, medidas de capacidade (lista de compras, unidade, peso, litro), sistema monetário. Além disso, o professor pode incluir assuntos de outras áreas do conhecimento. É interessante que a avaliação final sobre a atividade seja feita coletivamente, mas o professor deve ter clareza dos aspectos matemáticos que deseja priorizar e verificar se os alunos aprenderam os conceitos ou não. Fonte: Revista do Professor. Rio Pardo – RS, CPOEC, ano XII, no 48, 1996. Texto original: Vera Lúcia Moreira Edição: Equipe EducaRede. 057. Número: contagem, medição, ordenação ou codificação? Disciplina: Matemática Ciclo: Ensino Fundamental - 1ª a 4ª Assunto: Números Tipo: Texto Assim como as palavras escritas, os números estão presentes no nosso cotidiano de uma forma tão natural, que os diferentes significados que eles assumem passam desapercebidos. Tomar ciência desses diferentes significados – resultantes de contagem, medição, ordenação ou codificação –, em situações que demandam identificação, possibilita um maior domínio do seu uso. Por isso, é importante desenvolver com os alunos a habilidade de leitura e escrita dos números, a partir da observação de seus significados e usos. Para trabalhar essas questões, o professor pode propor aos alunos a leitura do texto Significados e Usos dos Números, de César Coll e Ana Teberosky. Se houver alunos com dificuldade de leitura, o professor ou colega pode ajudá-los, lendo o texto para eles. Os que ainda apresentam dificuldades na escrita devem ser incentivados a ditar o que têm a dizer para que outros escrevam, ou registrar como souberem (inclusive por meio de desenhos).

Após a leitura, os alunos, em pequenos grupos, devem preencher a tabela a seguir, explicitando as situações contidas no texto que podemos associar à contagem, medição, ordenação e codificação, por exemplo:

Contagem Quantificar o número de alunos presentes na aula

Medição Quantificar a altura dos alunos

Ordenação Identificar os resultados finais de uma maratona

Codificação Identificar as pessoas pelo RG

(Clique aqui para obter cópia da planilha) Um dos grupos apresenta a sua tabela e, caso haja divergência, inicia-se uma discussão para esclarecimento das dúvidas. A intervenção do professor deve ser no sentido de problematizar (apresentando outras situações), estimulando a participação dos alunos, e não de expor a resposta esperada a solução do problema. Em seguida, cada aluno produz um texto com exemplos dos quatro significados e usos dos números. Dessa forma, o professor terá um diagnóstico da aprendizagem deles sobre os diferentes significados que podem ser associados aos números. Caso perceba alguma dificuldade, o professor pode escolher um texto representativo de algum aluno e propor sua reescrita com ajuda do autor e da classe. Referência: COLL, César & TEBEROSKY, Ana. Aprendendo Matemática. São Paulo: Ática, 2000. Texto original: Edna Aoki Edição: Equipe EducaRede. 059. Projeto "Minha leitura virtual, minha escrita digital" Disciplina: Língua Portuguesa/Literatura, Arte - Educação Artística, Informática Educativa Ciclo: Ensino Fundamental - 1ª a 4ª Assunto: Projeto de desenvolvimento de leitura utilizando o computador. Tipo: Informática Público Alvo: 3ª e 4ª séries do ensino fundamental. Duração: Aproximadamente 02 a 03 dias. Objetivo Geral: * Desenvolver produções textuais relacionadas à temática diversas para a criação de um banco de textos do Programa Ciência e Tecnologia.

Objetivos Específicos: •Trabalhar a coordenação motora através de atividades rítmicas de músicas e gestos; •Desenvolver a oralidade através do conto de histórias utilizando fantoches; •Motivar a leitura virtual de textos e imagens dos alunos; •Estimular nos alunos o interesse em construir textos, digitando-os no computador; •Descobrir os meios de utilizar o processador de texto (Word).

Metodologia •Utilizar teatro de fantoches e música, falando da importância do uso do computador em nossas vidas, em que ele pode contribuir e outras temáticas de grande relevância como família, amigos,

objetivos de vida, etc. •Apresentar aos alunos o processador de textos, o teclado e estimular a produzirem textos diversos. Podem ser escritos diversos tipos de gêneros textuais, tais como a dissertação, fábula, poesia. O importante é permitir que a criatividade se desenvolva.

Desenvolvimento Tempo estimado: 20 minutos ? apresentação ? música e teatro com fantoches simultaneamente Tempo estimado: 20 minutos ? Explicar que eles realizarão a leitura das histórias clássicas: Contos de Fadas no computador. Ensinar o processo de clicar nas histórias. Tempo estimado: 50 minutos ? Explicar o uso do teclado, como teclas maiúsculas, minúsculas, espaço entre as palavras, enter (mudar de linha), etc. ? Pedir aos alunos que utilizem a criatividade para produzir textos no Word. Sugerir alguns temas, como: •Uma história sobre a sua Família, o bairro onde mora, os vizinhos. •Sobre a escola, sua sala de aula, seus colegas, etc. •O que pretende ser, a profissão que deseja ter, os planos para o futuro. •Sobre os clássicos lidos. •Criar uma história com base no teatro com fantoches realizado. •Falar sobre a informática, o que o computador representa para ele. •E outros.... ? Finalização...

Recursos Didáticos •ônibus “Projeto Expresso Digital” ou laboratório de informática na escola. •Fantoches •Instrumento musical: violão •Software educativo com clássicos infantis: Contos de Fadas •Cartazes de papel sulfite com letras de música

Bibliografia utilizada Bettega, Maria Helena. Educação continuada na era digital, Cortez editora.

Culminância Os textos poderão serão lidos nos computadores disponíveis no Expresso Digital, nos cartazes que serão confeccionados posteriormente e colados no ônibus e na distribuição de textos aos alunos em outras unidades escolares. Terá, ainda, como culminância a divulgação no blog do Expresso Digital www.expressodigital.uniblog.com.br. ANEXO TEATRO COM FANTOCHE

JOÃOZINHO: Oiiiiiiiiii Genteee!!!!! Mas que tanto de criança bonita, que tanto de aluno inteligente. Eu sou o Joãozinho, o menino mais esperto do pedaço, comigo ninguém pode, na sala de aula sou o primeiro, faço minhas tarefas sempre bem feitas, minha professora diz que sou um grande e expert aluno, minha família se enchem de tanto orgulho, mais tem uma coisa que eu não sei sabe....(fica triste) MARIA: Oi, Joãozinho. Oiiiii Genteeeee!!!! Eu sou a Maria, a menina mais bonita da escola. Sabe Joãozinho, fui até convidada pra ser miss , miss informateca Expresso Digital JOÃOZINHO: Miss Informateca Expresso Digital???? (fala de surpresa) Que que isso? Nunca ouvi falar em Informateca, muito menos em Miss informateca, menos ainda em Expresso Digital. MARIA: Ah...seu tapado, você não é informado não. Vive dizendo que é o mais esperto de todos e não sabe o que é a informateca. Eh...de antenado, você não tem nada... Informateca Expresso Digital é um lugar muito legal, ele anda sabia Joãozinnho, ele tem pernas...risos...digo , rodas. Ele vai de um lugar a outro, rapidinho e todos os dias, quem faz isso é o Tio Giovane, o seu motorista. JOÃOZINHO: Não entendi nada. Ele tem pernas, tem rodas, anda, Fala sério Maria, que lugar é esse? MARIA: Joãozinho, é um ônibus com 20 computadores da Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia, que faz a gente ter o primeiro contato com a informática. O Tio Luiz, a Tia Cláudia e a Tia Rosana são professores nele. JOÃOZINHO: Nossa, Que Legal...Mas, BuaBuaBuaBuaBuaBuaBua, (Joãozinho começa a chorar).... MARIA: Que foi Joãozinho? Não chora. Joãozinho olha surpresa para o público e chora bem alto de novo ,BUA BUA BUA BUA JOÃOZINHO: É que eu não sei usar compitadô, nem essa tal de itete.....Bua Bua Bua MARIA: Não chora Joãozinho... Seu desinformado,não é compitadô, é computador e não é itete, é internet...risos....Vamos combina...Fala Sério...Não te chamo de tapado mais, mais vai ter uma condição.... JOÃOZINHO: Qual? (Fala surpreso e espantado) MARIA: Você vai ter que aprender Informática com o Tio Luiz na Informateca Expresso Digital JOÃOZINHO: O que a gente aprende lá? MARIA: Tudo de novo, de atual, de moderno, Sabe Joãozinho, eu sou uma garota moderna, a minha professora disse que sou Contemporânea...Mas, vou explicar melhor...Ligar computador, utilizando o estabilizador, a CPU e o monitor, a fazer desenhos legais em um programa de desenho chamado PAINT, a brincar em Jogos maneiros e também a escrever no Word, que é uma forma de caderno no computador, só que ao invés de você escrever de lápis, você vai digitar as teclas do teclado...Tio Giovane, coloca a mão aí no estabilizador, vamos mostrar pro Joãozinho, coloca a mão na CPU, coloca a mão no monitor, essa que parece uma televisão....Legal !!! Olha o mouse. Tio coloca a mão no mouse. Sabe pessoal, mouse é uma palavrinha em inglês que significa pequeno ratinho. Olha o teclado (Tio Giovane mostra o teclado). Aí tem tecla pra letra maiúscula, minúscula, tem uma tecla cumpridinha pra você dar espaço...Viu Joãozinho, é tudo muito fácil... JOÃOZINHO: È mesmo. Eu prometo...Vou estudar na Informateca Expresso Digital e quem sabe até ajudar o Tio Luiz, a Tia Cláudia e a Tia Rosana ...Vamos cantar uma música pra despedir

desses garotos e garotas ... MARIA: Que Que Que Que....Vamos Lá!!! Criançada, tem a letra ali ó...(aponta para o cartaz)....Coloca as vozes para fora e vamos lá.... MÚSICA TRA LA LA LA LA (Fica só o Fantoche da Maria) MÚSICA

O O O O

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la, la, la, la,

la la, la – la –ôh la la, la – la –ôh la , la, la – Tra, la, la, la, la la, la, la- la ôh ô ô

As pessoas já não são iguais Querem sempre aprender muito mais O Joãozinho ouviu bem A Informática aprendeu Quando que o expresso digital passou ô ô ô

Cláudia Helena dos Santos Araújo email: helena.claudia@gmail.com Anápolis-GO Autor(a): Cláudia Helena Santos Função: Profissionais da Secretaria de Educação Estado: Goiás

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