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DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA

Prof. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves

SUMÁRIO
1. Introdução...................................................................................................................................................................2 1.1- Material Obrigatório............................................................................................................................................3 Um jogo de esquadros será considerado um par, quando dispostos conforme a figura ao lado, se encaixarem perfeitamente...............................................................................................................................................................3 1.2- Material ...............................................................................................................................................................6 1.4-Caligrafia Técnica.................................................................................................................................................9 1.5-ATIVIDADE BÁSICA DE DESENVOLVIMENTO DE TRAÇADO- Espiral...............................................10 1.5.1- Traçado de Perpendiculares........................................................................................................................11 1.5.2-CONCORDÂNCIAS ENTRE ARCOS.......................................................................................................13 1.6- Construção de polígonos regulares...................................................................................................................15 2-NOÇÕES GEOMETRIA DESCRITIVA..............................................................................................................17 COORDENADAS....................................................................................................................................................21 Exercícios complementares......................................................................................................................................40 2.1 Regra da mão-direita...........................................................................................................................................40 2.2- Representações da reta no plano.......................................................................................................................42 2.3- Planos projetantes..............................................................................................................................................45 3.2- Perspectiva Isométrica..........................................................................................................................................47 3.1- Dicas para interpretação....................................................................................................................................47 3.1.1- Exercícios de sobre perspectiva isométrica....................................................................................................51 3.2- Método Mongeano............................................................................................................................................52 3.3 – Exercícios.........................................................................................................................................................57 3.3- Traçando a perspectiva isométrica do círculo...................................................................................................62 3.3.1- EXERCÍCIO...............................................................................................................................................63 4- Escala NBR 8196/1983 (DIN 823)...........................................................................................................................70 4.1- Escala natural.....................................................................................................................................................71 4.2-Escala de redução...............................................................................................................................................71 4.3-Escala de ampliação............................................................................................................................................72 4.4- Exercícios..........................................................................................................................................................74 5.Cotagem de ângulos em diferentes escalas................................................................................................................75 6- Conveção de representação de roscas.......................................................................................................................77 7- Corte ........................................................................................................................................................................79 7.1- Corte Total.........................................................................................................................................................79 7.1.1-Linhas para hachuras...................................................................................................................................80 7.1.2-TIPOS DE LINHAS SEGUNDO- NB-8.....................................................................................................80 7.2-Corte composto..................................................................................................................................................84 7.2.1- Exercício: ......................................................................................................................................................86 7.3.1- Exercícios....................................................................................................................................................89 ...................................................................................................................................................................................89 Uma exceção em relação a representação do corte: estamos representando na esquerda da vista elevação............89 7.3.2- Meio-corte em peças com rosca.....................................................................................................................90 7.4- Corte parcial......................................................................................................................................................91 7.5-Indicação de tipos de materiais no desenho técnico...........................................................................................92 8-Seção e encurtamento................................................................................................................................................93 9- Representação de Seções..........................................................................................................................................95 9.1- fora da vista..........................................................................................................................................................95 9.2-Seções sucessivas fora da vista..........................................................................................................................96 9.3-Seção dentro da vista..........................................................................................................................................96 10- REPRESENTAÇÕES ESPECIAIS........................................................................................................................97 10.1-Vistas parciais...................................................................................................................................................98 10.2Meia-vista..........................................................................................................................................................98 10.3- Quarta-parte de vista........................................................................................................................................98 11-Omissão de corte.....................................................................................................................................................99 12- Projeção com rotação............................................................................................................................................101 13-COTAGEM...........................................................................................................................................................102 13.1-COTAGEM POR LINHA BASE..................................................................................................................105 13.2-COTAGEM ESPECIAL.................................................................................................................................107 13.3- Exemplos de conjunto correia polia e motores a combustão e plantas baixas residências. ........................112 .................................................................................................................................................................................114 PLANTA BAIXA 3 COM INDICAÇÃO DE CORTE..........................................................................................114 SIMBOLOGIA E CONVENÇÔES EM ELETRICIDADE E HIDRÁULICA. ....................................................114

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.................................................................................................................................................................................115 A simbologia e convenções gráfica constituem uma ferramenta de apoio à elaboração de plantas e projetos de edificações. Consultar as normas técnicas da ABNT referente ao seu projeto ou estudo. ...................................116 Considerações finais..............................................................................................................................................117

1. Introdução O Desenho Técnico e a Tecnologia Nos trabalhos que envolvem os conhecimentos tecnológicos de engenharia, a viabilização de boas idéias depende de cálculos exaustivos, estudos econômicos, análise de riscos etc. que, na maioria dos casos, são resumidos em desenhos que representam o que deve ser executado ou construído ou apresentados em gráficos e diagramas que mostram os resultados dos estudos feitos. Todo o processo de desenvolvimento e criação dentro da engenharia está intimamente ligado à expressão gráfica. O desenho técnico é uma ferramenta que pode ser utilizada não só para apresentar resultados como também para soluções gráficas que podem substituir cálculos complicados. Apesar da evolução tecnológica e dos meios disponíveis pela computação gráfica, o ensino de Desenho Técnico ainda é imprescindível na formação de qualquer modalidade de engenheiro, pois, além do aspecto da linguagem gráfica que permite que as idéias concebidas por alguém sejam executadas por terceiros, o desenho técnico desenvolve o raciocínio, o senso de rigor geométrico, o espírito de iniciativa e de organização. Assim, o aprendizado ou o exercício de qualquer modalidade de engenharia irá depender, de uma forma ou de outra, do desenho técnico. O Desenho é uma linguagem universal de representação e comunicação. Permite a interpretação e compreensão harmoniosa de uma multiplicidade de realidades, bem como a transmissão fácil dessas e de eventuais outras mensagens que encerre. Associado à normalização, funciona como um eficaz veículo de comunicação de idéias e de ordenações técnicas e operacionais, que não se esgota apenas na simples representação normalizada ( cuja apresentação gráfica rigorosa tem sofrido uma extrema evolução com a aplicação das novas tecnologias ), mas que proporciona uma conjugação de saberes complementares. Na indústria, para a execução de uma determinada peça, as informações podem ser apresentadas de diversas maneiras: A palavra - dificilmente transmite a idéia da forma de uma peça. A peça - nem sempre pode servir de modelo. A fotografia - não esclarece os detalhes internos da peça. O desenho - transmite todas as idéias de forma e dimensões de uma peça, e ainda fornece uma série de informações, como: • o material de que é feita a peça • o acabamento das superfícies • a tolerância de suas medidas, etc. O desenho mecânico, como linguagem técnica, tem necessidade fundamental do estabelecimento de regras e normas. É evidente que o desenho mecânico de uma determinada peça possibilita a todos que intervenham na sua construção, mesmo que em tempos e lugares diferentes, interpretar e produzir peças tecnicamente iguais. Isso, naturalmente, só é possível quando se têm estabelecidas, de forma fixa e imutável, todas as regras necessárias para que o desenho seja uma linguagem técnica própria e autêntica, e que possa cumprir a função de transmitir ao executor da peça as idéias do desenhista.

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1.1- Material Obrigatório Boa vontade. Pratique, pratique, pratique, pratique, pratique, pratique e pratique. Mais não esqueça de praticar com gosto e não só por praticar. Regra básica no desenho: Aprendendo e praticando, praticar para aprender. Mesa regulável e com iluminação superior para evitar sombras no desenho. Régua de 300mm de Acrílico Cristal; Jogo de Esquadros de Acrílico Cristal, sendo um de 45º45º e outro de 30º60º;
Obs: Um jogo de esquadros será considerado um par, quando dispostos conforme a figura ao lado, se encaixarem perfeitamente.

Compasso de boa qualidade com grafite 2B; Dois lápis sendo um de dureza 2H e o outro 2B; Borracha: prefira as plásticas, pois são mais macias, não arranham e nem marcam o papel. Limpa-Tipos: borracha em forma de massa. Ideal para apagar grandes e pequenas áreas. Pode ser usada para limpar o papel, retirando manchas ou marcas. Também é muito usada para criar iluminação ao apagar partes escuras feitas com o lápis. Estiletes: são melhores que apontadores, pelo fato de proporcionarem um corte mais eficiente e específico. Com o estilete, você pode deixar a ponta do lápis mais grossa ou fina, conforme sua necessidade. Lápis: existem vários tipos, dos mais moles (6B) aos mais duros (6H). Quanto mais duro o lápis, mais leve e clara será a linha; e quanto mais mole, mais carregado será o traço. O lápis mais mole é ideal para cobrir grandes áreas e para fazer sombras espessas, enquanto que o mais duro é usado para se fazer linhas com maior precisão e de tons mais claros. No início, vc pode optar pelos lápis HB, 2B, 4B e 6B. Com esses quatro tipos poderão ser feitos ótimos trabalhos. Como guardar Papel: os papéis avulsos ou em blocos, devem ser guardados na horizontal de preferência em uma pasta para são sujar, perder e amassar. Lápis: Cuide para não cair e deixa-lo quebrar por dentro, não deixe jogado em gavetas, pois podem quebrar, procure deixar em um vibro de boca larga e com as pontas para cima. • • • Borracha plástica; Fita adesiva tipo Durex;; Folhas de papel tamanho A4.

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Normas da ABNT A execução de desenhos técnicos é inteiramente normalizada pela ABNT. Os procedimentos para execução de desenhos técnicos aparecem em normas gerais que abordam desde a denominação e classificação dos desenhos até as formas de representação gráfica, como é o caso da NBR 5984 – NORMA GERAL DE DESENHO TÉCNICO (Antiga NB 8) e da NBR 6402 – EXECUÇÃO DE DESENHOS TÉCNICOS DE MÁQUINAS E ESTRUTURAS METÁLICAS (Antiga NB 13), bem como em normas específicas que tratam os assuntos separadamente, conforme os exemplos seguintes: •NBR 10647 – DESENHO TÉCNICO – NORMA GERAL, cujo objetivo é definir os termos empregados em desenho técnico. A norma define os tipos de desenho quanto aos seus aspectos geométricos (Desenho Projetivo e Não-Projetivo), quanto ao grau de elaboração (Esboço, Desenho Preliminar e Definitivo), quanto ao grau de pormenorização (Desenho de Detalhes e Conjuntos) e quanto à técnica de execução (À mão livre ou utilizando computador) •NBR 10068 – FOLHA DE DESENHO LAY-OUT E DIMENSÕES, cujo objetivo é padronizar as dimensões das folhas utilizadas na execução de desenhos técnicos e definir seu lay-out com suas respectivas margens e legenda. NBR 10582 – APRESENTAÇÃO DA FOLHA PARA DESENHO TÉCNICO, que normaliza a distribuição do espaço da folha de desenho, definindo a área para texto, o espaço para desenho etc.. Como regra geral deve-se organizar os desenhos distribuídos na folha, de modo a ocupar toda a área, e organizar os textos acima da legenda junto à margem direita, ou à esquerda da legenda logo acima da margem inferior. •NBR 13142 – DESENHO TÉCNICO – DOBRAMENTO DE CÓPIAS, que fixa a forma de dobramento de todos os formatos de folhas de desenho: para facilitar a fixação em pastas, eles são dobrados até as dimensões do formato A4. •NBR 8402 – EXECUÇÃO DE CARACTERES PARA ESCRITA EM DESENHOS TÉCNICOS que, visando à uniformidade e à legibilidade para evitar prejuízos na clareza do desenho e evitar a possibilidade de interpretações erradas, fixou as características de escrita em desenhos técnicos. Nesta apostila e quem sabe, futuramente livro, além das normas citadas acima, como exemplos, os assuntos abordados nos capítulos seguintes estarão em consonância com as seguintes normas da ABNT: •NBR 8403 – APLICAÇÃO DE LINHAS EM DESENHOS – TIPOS DE LINHAS – LARGURAS DAS LINHAS •NBR10067 – PRINCÍPIOS GERAIS DE REPRESENTAÇÃO EM DESENHO TÉCNICO •NBR 8196 – DESENHO TÉCNICO – EMPREGO DE ESCALAS •NBR 12298 – REPRESENTAÇÃO DE ÁREA DE CORTE POR MEIO DE HACHURAS EM DESENHO TÉCNICO •NBR10126 – COTAGEM EM DESENHO TÉCNICO •NBR8404 – INDICAÇÃO DO ESTADO DE SUPERFÍCIE EM DESENHOS TÉCNICOS •NBR 6158 – SISTEMA DE TOLERÂNCIAS E AJUSTES •NBR 8993 – REPRESENTAÇÃO CONVENCIONAL DE PARTES ROSCADAS EM DESENHO TÉCNICO Existem normas que regulam a elaboração dos desenhos e têm a finalidade de atender a uma determinada modalidade de engenharia. Como exemplo, pode-se citar: a NBR 6409, que

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normaliza a execução dos desenhos de eletrônica; a NBR 7191, que normaliza a execução de desenhos para obras de concreto simples ou armado; NBR 11534, que normaliza a representação de engrenagens em desenho técnico. Uma consulta aos catálogos da ABNT mostrará muitas outras normas vinculadas à execução de algum tipo ou alguma especificidade de desenho técnico. Formatos de papel - NBR - 5984/1980 (DIN 476) O formato básico do papel, designado por A0 (A zero), é o retângulo cujos lados medem 841mm e 1.189mm, tendo a área de 1m² . Do formato básico, derivam os demais formatos. Existem vários tipos de papéis, mas o ideal para o iniciante seria o papel sulfite branco, que é fácil de encontrar e é barato. O tamanho mais usado para desenho é o tipo A4, encontrado em blocos, cadernos de espiral ou mesmo em folhas soltas. Existe ainda o A3 que é um pouco maior e usado por desenhistas profissionais. O A4 é muito bom para estudos e esboços rápidos e o A3 é usado mais para trabalhos mais acabados. Existem outros tipos de papéis que podem ser usados para adquirir-se experiência. Para as aulas de Desenho Técnico será obrigatória a seguinte lista de material: Obs: Formatos de papel - NBR 5984/1980 (DIN 476)
O formato básico do papel, designado por A0 (A zero), é o retângulo cujos lados medem 841mm e 1.189mm, tendo a área de 1m 2 . Do formato básico, derivam os demais formatos. O tipo ideal de papel para se trabalhar com grafite é o Sulfite, porém serão aceitos quaisquer tipos, desde que o tamanho seja A4 (210x297mm) A figura ao lodo mostra a relação dos tamanhos de papeis usados em Desenho Técinico nas mais variadas áreas como Mecânica, Construção Civil, Arquitetura etc.

Abaixo temos a ilustração, a título de exemplo, da norma para a dobradura de uma folha tamanho A1.

Esses tamanhos de papéis são caracterizados pelas chamadas MEDIDAS REAIS, pois sempre que divididos ao meio, mantém constante a relação Altura/Largura.

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1.2- Material Prancheta para Fixação das Folhas (em substituição ‘a fita adesiva)

Este tipo de prancheta permite a fixação das folhas de uma forma muito prática, além facilitar o apoio dos esquadros para o traçado de retas. É o material ideal para folhas no formato A4 e substitui totalmente o uso da Régua T. Na medida do possível, o aluno deve adquirir esta prancheta, mesmo que de “segunda mão”, ou mesmo construir uma.

Duas lapiseiras para minas de 0,5 mm (em substituição aos lápis) Obviamente uma será carregada com minas 2B e a outra com 2H Algumas Técnicas de Manuseio
Para traçados apoiados em esquadro ou régua, o grafite jamais deverá tocar suas superfícies, evitando assim indesejáveis borrões. Para conseguir isso, incline ligeiramente a lapiseira/lápis conforme a figura ao lado:

O grafite do compasso deverá ser apontado em forma de cunha, sendo o chanfro voltado para o lado contrário da ponta seca, conforme o ilustrado abaixo:

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fluxogramas etc. porém só serão aceitos os trabalhos (os desenhos propriamente ditos) desenvolvidos em sala de aula. Nos dias de hoje a expressão “desenho técnico” representa todos os tipos de desenhos utilizados pela engenharia incorporando também os desenhos não. dimensões Todo traçado e texto deverão ser feitos com lápis 2B e as medidas devem ser precisas. Margens e Legenda Deverão ser desenhadas em todas as folhas usadas nas aulas. criou. as margens e a legenda.data e nome 6 .descrição dos componentes: quantidade denominação peça material.firma 5 . Gonçalves 120 70 Agrícola 2º X 01 10 0 1 Nº 00 20/02/91 30 A legenda consiste de : 1 . normas. Conforme histórico feito por HOELSCHER. 10 5 1 5 1 0 1 100 CADG CARLOS Nathalia A . por patriotismo e visando facilitar as construções de fortificações. chamando-a de Desenho Técnico.3.número 3 . utilizando projeções ortogonais. com a explosão mundial do desenvolvimento industrial. simplificasse a comunicação e viabilizasse o intercâmbio de informações tecnológicas. Obs. No século XIX.DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof.título do desenho 2 . O sistema criado por Gaspar Monge. diagramas. Para transformar o desenho técnico em uma linguagem gráfica foi necessário padronizar seus procedimentos de representação gráfica. o matemático francês Gaspar Monge.: Obviamente o aluno NÃO deverá desenhar a linhas de cotas. Essa padronização é feita por meio de normas 7/118 .Importância das Normas Técnicas e como acessar os arquivos A Origem do Desenho Técnico A representação de objetos tridimensionais em superfícies bidimensionais evoluiu gradualmente através dos tempos. a nível internacional. O aluno poderá trazer de casa suas folhas com esses itens já desenhados. 1.). Carlos Aurélio Dilli Gonçalves Nesta aula serão definidas as normas para o “layout” das folhas usadas e como exercício prático serão feitos traços com o auxílio dos esquadros e compasso. conforme o modelo abaixo. que além de sábio era dotado de extraordinária habilidade como desenhista. foi necessário normalizar a forma de utilização da Geometria Descritiva para transformá-la numa linguagem gráfica que. SPRINGER E DOBROVOLNY (1978) um dos exemplos mais antigos do uso de planta e elevação está incluído no álbum de desenhos na Livraria do Vaticano desenhado por Giuliano de Sangalo no ano de 1490. Desta forma. um sistema com correspondência biunívoca entre os elementos do plano e do espaço.projetivos (gráficos.escala 4 . a Comissão Técnica TC 10 da International Organization for Standardization – ISO normalizou a forma de utilização da Geometria Descritiva como linguagem gráfica da engenharia e da arquitetura. No século XVII. publicado em 1795 com o título “Geometrie Descriptive” é a base da linguagem utilizada pelo Desenho Técnico.

As normas técnicas que regulam o desenho técnico são normas editadas pela ABNT. Cada país elabora suas normas técnicas e estas são acatadas em todo o seu território por todos os que estão ligados. é fundamental e necessário que o desenhista conheça com segurança todas as normas do desenho técnico mecânico. Buscando difundir seus serviços a todo o território nacional. Representante no Brasil: ABNT . essa norma é organizada e editada como norma internacional. Como em outros países. Editada pelo DIN Deutsche Institut fur Normung – Instituto Alemão para Normalização.Associação Brasileira de Normas Técnicas. São mais de 11. a este setor. os órgãos responsáveis pela normalização em cada país. exclusivo para pesquisa e compra de normas técnicas que disponibiliza de forma rápida e fácil a relação de todos os títulos de normas da ABNT. As normas técnicas são resultantes do esforço cooperativo dos interessados em estabelecer códigos técnicos que regulem relações entre produtores e consumidores. permitindo ainda a incorporação de Normas digitais no sistema por download.DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. controle de acervo de Normas.000 normas catalogadas de vários setores que podem ser adquiridas tanto em formato impresso (papel) quanto digital. existe no Brasil uma associação (ABNT) que estabelece. Tanto o software ABNT Digital (ABNT) quanto o Cenwin (Target) são sistemas multi-usuários. reunidos em Londres. Fundada em 1940. engenheiros. Normalização e Qualidade Industrial) como normas brasileiras -NBR e estão em consonância com as normas internacionais aprovadas pela ISO. direta ou indiretamente.Deutsche Normen (antigamente Deutsche Industrie -Normen).que possui na sua sede no Rio de Janeiro e na Delegacia de São Paulo coleções completas e em dia de todas as normas DIN. para acesso ao texto integral e impressão das informações de interesse. fundada em 1940. fundamenta e recomenda as normas do desenho Técnico Mecânico. a ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas – é o único órgão responsável pela normalização técnica no país. Normas ABNT Editadas e distribuídas pela ABNT . Esta parceria possibilitou também o desenvolvimento de 2 (duas) versões de um software para instalação local: o Catálogo Eletrônico de Normas e o Gerenciador Eletrônico de Normas. que contém o catálogo oficial das Normas Técnicas ABNT e Mercosul. com ferramentas de pesquisa simultânea por diversos parâmetros. elaboração de orçamentos de Normas impressas e digitais com possibilidade de compra pela internet. como também as normas DIN. É a evolução da normalização agilizando seus negócios. registradas pelo INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia.Internacional Organization for Standardization. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves técnicas seguidas e respeitadas internacionalmente. criaram em 1947 a Organização Internacional de Normalização (International Organization for Standardization – ISO) Quando uma norma técnica proposta por qualquer país membro é aprovada por todos os países que compõem a ISO. através da parceria tecnológica com a Target um site. empreiteiros e clientes. Normas ISO Editadas e distribuídas pela ISO . Normas DIN DIN . as quais serão expostas gradativamente no desenvolvimento deste curso. 8/118 . Por essa razão. a ABNT lançou em 1º de agosto de 2000. Para favorecer o desenvolvimento da padronização internacional e facilitar o intercâmbio de produtos e serviços entre as nações. No Brasil as normas são aprovadas e editadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. fornecendo a base necessária ao desenvolvimento tecnológico brasileiro.

O desenho da “flor” foi feito com o compasso numa abertura qualquer. deve-se manter uma uniformidade na forma das letras. As proporções de distância para as pautas é mostrada no esquema ao lado e as linhas guia tem uma inclinação de 75º. Os desenhos de segmentos de retas cruzados foram feitos com o auxílio dos esquadros.DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. Porém. incluindo os desenhos desta primeira aula. Para facilitar a escrita com caligrafia técnica usamos pautas especiais e linhas guia. ( 45º + 30º = 75º) 2h Ao lado temos o “layout” completo da folha. 2h 9/118 5h . permitindo assim a grande variedade de ângulos de inclinação.4-Caligrafia Técnica Sabemos que a através da caligrafia pode-se determinar os traços psicológicos de uma pessoa e portanto a caligrafia é uma característica pessoal. em desenho técnico. Pode-se consguir este ângulo com o par de esquadros. 1. 2. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves 1. nas mais diversas combinações de posições. porém sempre a mesma.

Até aqui você fez a primeira volta. parabéns! 7. Então. 2. Faça uma abertura qualquer no compasso. Agora com a ponta seca em A gire o compasso até o ponto 1 5. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves 1. Com a abertura marque os pontos A e B 4. Trace uma reta. Agora com a ponta seca em A abra até o ponto 2 e encontre o ponto 3 e assim sucessivamente. 3.5-ATIVIDADE BÁSICA DE DESENVOLVIMENTO DE TRAÇADO.Espiral 1. 10/118 . por exemplo 20mm ou seja 2cm. agora.DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. de por exemplo 170mm ou seja 17 cm. com a ponta seca do compasso em B abra até o ponto 1 e trace até encontrar o ponto 2 6. com auxílio de uma régua.

DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof.5. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves - EXERCÍCIOS CALIGRAFIA - 1.1.Traçado de Perpendiculares 11/118 .

sempre com o auxílio do compasso. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves Nesta aula você vai aprender o traçado de retas perpendiculares de várias maneiras.DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. 12/118 . 1 2 3 4 5 Para entender o processo usado é necessário seguir os passos descritos na página seguinte.

inicie a marcação do ponto D. Marque um ponto P qualquer na região central desta reta. Sendo assim. defina o ponto C.2-CONCORDÂNCIAS ENTRE ARCOS Desenhe na folha A4 Desenhe na folha A4 Desenhe na folha A4 No espaço abaixo. Obviamente o processo será mais complexo e exigirá muita precisão para que funcione. Trace a reta r passando por P e C. Coloque a ponta seca do compasso sobre o ponto P e com uma abertura conveniente trace um semicírculo obtendo os pontos A e B. Trace a reta r e determine sobre ela o segmento AB. Trace uma reta t qualquer. Trace a reta perpendicular passando por A e D. finalize a marcação do ponto D. reproduza as concordâncias. Com a ponta seca do compasso em A e com uma abertura maior que a distância entre A e r marque os pontos B e C. Execício 4 Traçar uma reta perpendicular numa das extremidades do segmento de reta marcado sobre a reta dada. 13/118 . Exercício 2 Traçar um perpendicular a uma reta que passe por um ponto não pertencente a essa reta Trace a reta r e marque um ponto A não pertencente a ela. Usando o compasso com uma abertura maior que BC e centrado em C inicie a marcação do ponto E. Exercício 1 Traçar uma perpendicular por um ponto na região central de uma reta. Centre o compasso em B e com uma abertura qualquer marque os pontos C e D desenhando um arco de circunferência. mas nesta aula você usará o compasso para traçá-las. Com a mesma abertura no compasso e centrado em D. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves 1. Com o compasso centrado em C e mesma abertura. Com a ponta seca do compasso em A e com uma abertura maior que o seguimento definido por A e P. inicie a marcação do ponto C. Exercício 3 Traçar uma reta perpendicular numa das extremidades do segmento de reta marcado sobre a reta dada. que fique claro que na avaliação da aula de hoje será analisada a precisão do traçado. Com a ponta seca do compasso em B e com uma abertura maior que a metade do segmento definido pelos pontos B e C. utilizando os instrumentos.5.DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. Roteiro– Retas Perpendiculares Retas Perpendiculares são retas que se cruzam e formam um ângulo de 90º entre si. Trace a reta passando por E e B. termine a marcação do ponto E. Na aula anterior você traçou algumas retas que eram perpendiculares usando o jogo de esquadros. Com a ponta seca do compasso em B e com a mesma abertura anterior.

Com o compasso centrado em A e com uma abertura qualquer trace um arco. Trace a reta passando por F e A.DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. Centre o compasso em C e com abertura igual a AC. Trace a reta r e determine sobre ela o segmento AB. marque o ponto F. Com a mesma abertura marque os pontos D e E. Exercício 5 Traçar uma reta perpendicular numa das extremidades do segmento de reta marcado sobre a reta dada. Marque um ponto C qualquer que não pertença a reta r. Trace uma reta s passando por C e D obtendo o ponto E. centrando o compasso em C e depois em D. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves Trace a reta r e determine sobre ela o segmento AB. Trace a reta t passando por E e A. Ainda com mesma abertura. centrando o compasso em E e depois em D. 14/118 . trace uma circunferência. marcando o ponto D.

marque o ponto H. 3. Trace uma reta de apoio e defina sobre ela o segmento AB. Com mesma abertura. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves 1. Com o compasso centrado em A e com abertura igual ao comprimento de AB inicie a marcação do ponto C. Com mesma abertura. Com abertura AB. centrando o compasso em G e depois em B. 2. 3.DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. 7. marque o ponto F. marque o ponto G. Obtenha o ponto E (centro do segmento AB).Construção de polígonos regulares Nesta aula você vai aprender alguns processos para construir alguns polígonos regulares e treinar caligrafia. mas agora centrando o compasso em B. 8. centrando o compasso em A e depois em B. Pentágono 1. Trace uma perpendicular ao segmento AB. 3. Copie toda página para sua folha de desenho. termine a marcação do ponto C. 5. 6. 4. centrando em G e depois em A. Trace um triângulo ABC qualquer. Com abertura AF. marque o p 15/118 . C A B Triângulo Equilátero 1. Circunferência Inscrita 1. Trace um segmento AB qualquer. O ponto definido pela união das três mediatrizes é o centro da circunferência. 2.6. trace um arco definindo C. Com abertura BC e centrando o compasso em E. Ache as mediatrizes de cada um dos lados. 2. iniciando em B. Com abertura igual a AB e centrando o compasso em B.

Continue assim até terminar 5-DIVISÃO DA CIRCUNFERÊNCIA. marque o próximo vértice. 8. 1 Construir uma circunferência que passe por três pontos quaisquer e desalinhados. marque o vértice acima. Com centro em C e abertura AC. Marque uma perpendicular para cada segmento. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves Nesta aula continuaremos ainda com geometria plana e treino em caligrafia técnica.Observe a divisão da circunferência abaixo e crie um texto explicativo mesma abertura. perpendicular) e obtenha C. Trace uma reta r e determine sobre ela o segmento AB. 3. reproduza o exercício. 1. Marque os pontos A. passando pelo ponto médio dos mesmos. centrando o 3 Dividir uma circunferência compasso no ponto médio do em 12 partes iguais. 6. B e C. segmento AB (intersecção com a Crie você o texto explicativo. 2. O ponto O é o centro da circunferência 2 Construir um octógono a partir de um lado dado. 1. Com abertura AB.DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. trace uma circunferência. 5. 3. trace um arco definindo o ponto O. 16/118 . Com centro em O e abertura OA. desalinhados e úna-os com segmentos. 2. 7. centrando em B. Centradno neste novo vértice e 4. Determine o centro do segmento com uma reta tracejada. Trace um arco. 4.

). e os colocou em único texto com uma apresentação ao unificada. e pela escolha que fez dos axiomas. o que hoje chamamos de Geometria euclidiana estava totalmente desenvolvida. Na forma como a conhecemos. Um cubo em três tipos diferentes de perspectiva: A Geometria é uma ciência muito antiga. A fotografia mostra um objeto do mesmo modo como ele é visto pelo olho humano. temos a sensação de profundidade e relevo. Pelo tempo de Euclides. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves 2-NOÇÕES GEOMETRIA DESCRITIVA Quando olhamos para um objeto. C e H s o G B F ã c p nr s o la ae c p nr s o la ae cp nr s o la ae k )A . Euclides e seus predecessores reconheceram o que nos dias de hoje todo estudante de Filosofia sabe: que não se pode provar tudo. B e C s o c p n re B G F ã o la a s m A . o trabalho de Euclides foi aquele de um compilador que reuniu os teoremas conhecidos. B B C eC G so ã i)A . modelo para todos os outros em qualquer ramo da ciência. Conhecimentos geométricos não triviais já eramdominados no Egito antigo. As partes que estão mais próximas de nós parecem maiores e as partes mais distantes aparentam ser menores. Ela representa graficamente as três dimensões de um objeto em um único plano. largura e altura. já demostrados por seus predecessores. O desenho. Na construção de uma estrutura lógica. precisa recorrer a um modo especial de representação gráfica: a perspectiva.DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. considerado como o primeiro tratado científico. De fato. para transmitir essa mesma idéia. pois transmite a idéia de três dimensões: comprimento. Exercício: Coloque Verdadeiro ou Falso a )D H b )A B c )A B d)A F =F B = H − G ⊥G C ⊥ B C |= F |H | e) | A C f) | A G |=D | | F g)B G / E / D h) A . D e F s o c p n re C B G ã o la a s l) A . de maneira a transmitir a idéia de profundidade e relevo. Existem diferentes tipos de perspectiva. na Babilônia e na Grécia. no tempo de Ptolomeu I. F B G eE G so ã j)E .C. D e C s o c p n re ) B C F ã o la a s n A éo gnl ) E rto o a o A éo gnl ) B rto o a p D é p ra lo ) C a le a p n o la o a p n o la o a p n o la o AC B B G C HF E 17/118 . Euclides ficou famoso pela concepção do livro em si. podemos estabelecer o seu ponto inicial na Grécia. quando Euclides escreveu os Elementos (por volta do ano 300 a. uma ou mais proposições devem sempre ser admitidas como axiomas a partir dos quais todas as outras são deduzidas.

18/118 . a elevação e o perfil.DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. figura política do final do século XVIII e início do século XIX. Theodore Oliver. que é também chamada de vista superior.F. e foi exatamente por esse motivo que. Barnabé Busson. Jules de La Gourmiere e Victor Amadeé Macleim. os problemas em que se consideram as três dimensões. um dos fundadores da Escola Politécnica Francesa. PLANO DE PROJEÇÃO: é o plano sobre o qual se projeta uma figura. criador da Geometria Descritiva e grande teórico da Geometria Analítica. Michel Chasles. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves GEOMETRIA DESCRITIVA Gaspard Monge. é o plano onde incidem os raios projetantes horizontais. definiu a Geometria Descritiva ou das representações. A Geometria Descritiva deu um grande impulso à indústria. C. seu criador. Charles Dupin. Gaspar Monge aprimorou uma técnica de representação gráfica já iniciada pelos egípcios que representavam apenas: a planta. onde teve como discípulos e seguidores de sua obra Jean Pierre Hachette. PLANO HORIZONTAL DE PROJEÇÃO: em Geometria Descritiva. É uma ciência que estuda os métodos de representação gráfica das figuras espaciais sobre um plano. tendo este último exercido o magistério no último quartel do século XIX. seu criador. PLANO VERTICAL DE PROJEÇÃO: em Geometria Descritiva. é o plano onde incidem os raios projetantes verticais. de modo a poder resolver. neste plano aparece aparece a projeção horizontal do objeto. também chamada de vista frontal. neste plano aparece a projeção vertical do objeto. Leroy. Jean Victor Poncelet. pode ser considerado o pai da Geometria Diferencial de curvas e superfícies do espaço. com o auxílio da Geometria Plana. Esse interesse em estudar essa técnica resultou de impulsos patrióticos que visavam tirar a França da dependência da indústria estrangeira. Gaspar Monge se dedicou a esse estudo. obtenção das verdadeiras grandezas de cada face do objeto através de métodos descritivos e também a construção de protótipos do objeto representado. Monge foi professor da Escola Militar de Meziéres e da Escola Politécnica de Paris. Gaspard Monge (1746 a 1818) Foi um sábio desenhista francês. A Geometria Descritiva surgiu no século XVII. como sendo a parte da Matemática que tem por fim representar sobre um plano as figuras do espaço. Resolve problemas como: construção de vistas.

no infinito dados e resultados PONTO E TRACEJADO. A interseção de duas retas determina um ponto e. TRACEJADO. Interseção de planos determinados pelos traços.É a reta (tracejada ou fraca) na épura perpendicular a LT unindo as projeções verticais e horizontais. os quais se supõe colocados em posição horizontal e vertical repectivamente. por isso recebem o nome Plano Horizontal e Plano Vertical de projeção. indicadas na figura com os números I. linhas de chamada (usa-se também linhas claras por conveniência). terceiro e quarto diedros (quadrantes). com planos determinados por retas concorrentes ou paralelas Lembrando. A intersecção LT dos planos de projeção se chama Linha de Terra e divide cada um dos planos em dois. 19/118 . retas invisíveis. CONVENÇÕES OBSERVADOR LINHA CHEIA. respectivamente.DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. LINHA DE CHAMADA . O PH se divide em PH anterior e PH posterior. que se chamam primeiro. linha auxiliares de construção PONTILHADO. qualquer ponto do espaço pode ter a sua representação neste sistema. segundo. perpendiculares entre si. Assim. O PV se divide em PV superior e PV inferior. Um plano pode ser definido por: Pode ser representado por seus traços. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves Os elementos fundamentais do Método de Monge são os planos PH e PV. III e IV. três pontos não colineares Um ponto e uma reta (onde o ponto não pertence a reta) Duas retas que se encontram Duas reta paralelas Por sua reta de maior declive ou inclinação. II. dividem o espaço em 4 regiões. Como esses planos são considerados infinitos.

20/118 .DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves A projeção de A no plano vertical Ponto A no espaço A2 Primeiro Diedro A A1 Plano horizontal Segundo Diedro Terceiro Diedro A projeção Horizontal Do ponto A Quarto Diedro Exercício: Verifique se aprendeu através do exercício de localização dos pontos na épura dizendo em qual diedro ou semi-planos o ponto se encontra na épura .

cota) -Principe Junior ou outros. em função do movimento do plano horizontal de projeção. Note que isto é valido para todos os diedros. afast. ABSCISSA. existe uma dificuldade de se apresentar corretamente os pontos na épura em função de suas coordenadas. Deve-se lembrar que a ordem de apresentação das coordenadas as vezes é alterada em função do autor. A abscissa o afastamento e a cota de um ponto se constituem nas suas coordenadas. em relação 21/118 . COTA. Simetria de pontos Dois pontos são simétricos em relação a um plano (alfa) quando este plano é o mediador é o mediador do seguimento formado pelos dois pontos. Quando positiva. para isso servem as coordenadas. AFASTAMENTO.. Quando positiva a abscissa é marcada para direita e quando negativa para esquerda. Quando positiva. caminhamos para direita.DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. caminhamos para cima.é tomada considerando um ponto zero arbitrário na Linha de Terra. não podemos dar precisão a sua posição. Note que isto é valido para todos os diedros. em relação ao plano horizontal de projeção e quando negativa para baixo.“é a distancia de um ponto de origem situado na linha de terra até a linha de chamada da projeção do ponto na épura. em relação ao plano vertical de projeção e quando negativa para esquerda. Coordenadas (abscissa. A abscissa . Carlos Aurélio Dilli Gonçalves A1 • E1≡ E2 • C1 • 1 G • 2 2 • D2 F1≡ F2 • • A2 B1 • 2 B2 @ • 2 •G1 C2 • D • 1 COORDENADAS Apesar de podermos já verificar qual o diedro em que o ponto se encontra. Apesar dessas regras com bastante rigidez.é a distancia de um ponto ao plano vertical de projeção. na épura.é a distancia de um ponto ao plano horizontal de projeção.

em relação Linha de Terra Abscissa iguais e cota e afastamento simétricos. TEOREMAS (isto é muito importante) 1 Um ponto pertencendo a uma reta . Em seguida giramos o PV ao redor da LT. diedros 2 e 4) dois pontos são simétricos quando possuem a mesma abscissa a cota de um é simétrica ao afastamento de outro e vice-versa. Igual ao caso anterior. diedros 1 e 3) dois pontos são simétricos quando possuem a mesma abscissa a cota de um é igual ao afastamento de outro e vice-versa. 4. Projeção V. ou melhor igual sub-indice 2 A projeção de uma reta sobre o plano não perpendicular a mesma .o ponto A é simétrico a B em relação aos plano de projeção vertical quando possui a mesma abscissa. 3 A projeção de uma reta sobre o plano perpendicular a mesma . 3. A LT é representada por uma reta com dois traços nas extremidades (inferior) para indicar o sentido do rebatimento do PV.DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. Projeção H. Projetamos a figura dada sobre cada um dos planos de projeção. Em relação ao Bissetor par (div. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves P. até coincidir com o PH. suas projeções pertencem as projeções de igual nome da reta. Para conseguir esta representação sobre um só plano. A GD consiste em representar sobre um plano as figuras do espaço e neste sistema utilizamos os planos de projeção. é um ponto. mesmo cota em grandeza e sentindo e mesmo afastamento em grandeza e sentido contrário. em sentido antihorário. 2. é uma reta. em relação P. empregamos o artifício abaixo: 1.o ponto A é simétrico a B em relação aos plano de projeção horizontal quando possui a mesma abscissa. P. é uma reta em VG. Assim obtemos um só plano que é exatamente o papel onde a única referência é a LT. A projeção de uma reta sobre o plano paralelo a mesma . Bissetores Em relação ao Bissetor impar (div. mesmo afastamento em grandeza e sentindo e mesmo cota em grandeza e sentido contrário. REPRESENTAÇÃO DO PONTO 22/118 .

F. 0) G( 0. Linha de chamada é o segmento que une as duas projeções de um ponto e é sempre perpendicular à LT. situado no primeiro diedro. A(-6.-1. ou seja.E. o projetamos ortogonalmente sobre o PH e PV.-2. 0) 23/118 . -3) L(5. Dar a posição dos pontos abaixo. Semi-plano vertical superior 11.C. Abscissa é a posição da linha de chamada em relação à LT. 3.-4) J( 3. 0) F(-1. 2) K(4.2. cota) EXERCÍCIOS 1. Para representá-lo neste sistema. Cota de um ponto (h) é a distância de A2 até a LT.-3) B(-5. Semi-plano vertical inferior 2 Encontrar as coordenadas dos pontos A. As coordenadas de um ponto (x. Afastamento de um ponto (d) é a distância de A1 até a LT. é a distância do ponto até o PV.2) D(-3. 0.B.D. 3.DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. afastamento. ou seja. 0. é a distância do ponto até o PH. Plano bissetor ímpar 7.-3. 2) C(-4. Linha de Terra 8.1) I( 2. Terceiro diedro 4. Plano bissetor par 6. Primeiro diedro 2. Quarto diedro 5.4) E(-2. obtendo as projeções A1 e A2 que se chamam projeção horizontal e vertical. Dizer se estão no: 1. -2. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves Seja um ponto qualquer A do espaço. 3. Semi-plano horizontal direito 9. Segundo diedro 3. Semi-plano horizontal esquerdo 10.-1) H(1. -3. 4.G e H do cubo representado abaixo. y z) são (abscissa.

__) 7. Vértice E (__.__) 4. Vértice E (__.__.__) 5.__. Vértice H (__.DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof.__.__) 3.__) 6.__. Vértice H (__. Vértice A (__.__. Determinar a posição dos pontos representados na épura abaixo: 24/118 . Vértice C (__. Vértice D (__.__.__.__. Vértice C (__.__) 4.__.__. Vértice B (__.__) 2.__) 7.__) 3.__) Quais seriam as coordenadas se o cubo fosse transladado para o II diedro? 1.__. Vértice G (__. Vértice B (__. Supondo que o ponto A tenha abscissa nula e o cubo tenha 3 cm de lado. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves Observe o cubo de vidro cuja aresta AB está contida na LT e complete as coordenadas abaixo.__) 8.__) Quais seriam as coordenadas se o cubo transladado para o IV diedro? 1.__) 2. Vértice H (__.__) 8. Vértice D (__.__) 4. Pede-se encontrar as coordenadas de todos os vértices: 1. Vértice F (__.__) 8. Vértice G (__.__.__) Quais seriam as coordenadas se o cubo transladado para o III diedro? 1. Vértice G (__.__.__. Vértice F (__.__) 2.__.__) 3. Vértice D (__.__) 6. Vértice A (__. Vértice C (__.__) 4.__.__) 5.__) 6.__. Vértice E (__. Vértice A (__.__) 3.__.__) 2.__) 6.__. Vértice F (__.__) 8.__.__. Vértice B (__. Vértice E (__.__) 5.__.__.__.__.__) 7. Vértice D (__. Vértice A (__. Vértice B (__.__) 3. Vértice C (__.__.__.__.__. Vértice F (__.__.__) 5.__) 7. Vértice G (__.__. Vértice H (__.__.

B diste 4 unidades de A. Pede-se encontrar sua projeção vertical. basta unir as projeções de dois de seus pontos. Na figura abaixo está representada uma reta r na qual tomamos dois de seus pontos A e B. .1) e suas projeções em épura A1 e A2.2. 3. 4.DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. Girando o PV no sentido anti-horário até coincidir com o PH também obtemos a épura. Girando o PH no sentido horário até coincidir com o PV obtemos a épura da reta r. ESTUDO DA RETA Representação da reta Para fazer a projeção de uma reta. conhecendo a distância d de A até a LT. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves O ponto A está no ___diedro O ponto B está no ___diedro O ponto C está no ___diedro O ponto D está no ___diedro 4.__ ) tal que: 1. Pede-se achar outro ponto B( __ .__ . Na figura abaixo é dada a projeção horizontal A1 de um ponto A. B tenha o mesmo afastamento de A. B tenha cota igual a 3 unidades. . A projeção horizontal r1 é a reta A1B1 que une as projeções horizontais A1B1 dos pontos A e B e a projeção vertical r2 é determinada pelas projeções verticais A2B2. Dado um ponto A ( 0. 5. B esteja no mesmo diedro de A. 25/118 . 2.

e por pertencer ao PH. se prolonga sua projeção horizontal r1 até sua intersecção V1 com a LT e por este ponto se levanta uma perpendicular até sua interseção V2 com a outra projeção da reta. e V2) de uma reta é muito simples. por exemplo." POSIÇÕES PARTICULARES DE UMA RETA Estudaremos agora as particularidades que apresentam as projeções de uma reta. V1. H2. Retas situadas em um plano horizontal 26/118 . As intersecções da reta r com o PV e PH são dois pontos denominados: traço vertival V e traço horizontal H respectivamente. não pode ser outro ponto. por pertencer à reta r. segundo sua posição no espaço. Se observarmos a figura acima veremos que o traço H." Podemos empregar um raciocínio análogo para o traço vertical: "Para encontrar o traço vertical de uma reta. H2 deve estar sobre r2 e sobre a LT. assim. que. suas projeções H1 e H2 estão situadas em r1 e r2 respectivamente. senão a intersecção de r2 com a LT. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves Pontos notáveis da reta Os pontos notáveis da reta são as suas intersecções com o PH e o PV. Daí a regra: "Para encontrar o traço horizontal de uma reta.DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. se prolonga sua projeção vertical r2 até sua intersecção H2 com a LT e por este ponto se levanta uma perpendicular até sua interseção H1 com a outra projeção da reta. Como encontrar os traços de uma reta? O modo de achar os quatro traços (H1. sua projeção vertical H2 está sobre a LT. logo.

Carlos Aurélio Dilli Gonçalves Reta horizontal ou paralela ao PH Reta de topo ou perpendicular ao PV Reta fronto-horizontal ou paralela à LT Retas situadas em um plano perpendicular ao PH 27/118 .DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof.

Carlos Aurélio Dilli Gonçalves Reta vertical ou perpendicular ao PH Reta frontal ou paralela ao PV Reta de perfil Reta que passa pela LT Reta situada em um plano oblíquo ao PH e PV 28/118 .DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof.

DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. para encontrar a VG e seus traços basta rebater a reta para o PV ou para o PH. Daí a regra: "Para que duas retas se cortem. portanto. No exemplo 2: as retas são paralelas e se cortam no infinito. cujas projeções não aparecem em VG e cujos traços H e V não são possíveis de serem identificados nas projeções. por ser um ponto do espaço. deverá coincidir com as interseções das projeções das retas e. a reta que une suas projeções deverá ser perpendicular à LT. Ver o exemplo abaixo: 29/118 . logo as projeções deste ponto. a reta que une os pontos de interseção das projeções das duas retas deve ser perpendicular à LT. Rebater é girar o plano que contém a reta até coincidir com o PV ou PH. Rebatimento da reta de perfil Seja uma reta de perfil." No exemplo 1: as retas r e s se cortam e as projeções P1 e P2 estão numa perpendicular à LT. No exemplo 3: a reta s é de perfil. por pertencer às retas. o ponto de interseção será comum a ambas. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves Reta qualquer Retas que se cortam Se duas retas se cortam. Para comprovar se essas duas retas se cortam de fato é preciso fazer o rebatimento da reta de perfil. não se aplica à regra.

Como encontrar a VG de uma reta qualquer (método dos segmentos) Para encontrar a VG de um segmento AB qualquer pelo método dos segmentos basta construir um triângulo retângulo. Poderia ser rebatido para o PH e em qualquer sentido. EXERCÍCIOS 1. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves O segmento AB foi rebatido para o PV no sentido horário. 2. A base do triângulo é A2B2 e a altura á a diferença de afastamento. Pergunta-se: 30/118 . Seja o cubo dado abaixo cujos vértices AB pertencem à LT.DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. A VG será a hipotenusa. A base do triângulo é A1B1 e a altura é a diferença de cota. Existem duas opções para construir o triângulo: 1. A VG será a hipotenusa.

determinada pelos pontos A1B1 e A2B2. ficando oculta (tracejado) o resto dela. 4. Achar os traços de uma reta r.DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. pois. Indicar a parte visível e achar as projeções dos seus traços (H1H2 e V1V2): Partes vistas e ocultas de uma reta: Supõe-se que o observador esteja situado no 1o quadrante. de perfil. dada pelos pontos A1B1 e A2B2 e determinar a sua (VG) Verdadeira Grandeza. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves Que tipo de retas passam pelas seguintes arestas do cubo: EF EC EG Que tipo de retas passam pelas seguintes diagonais das faces: ED FG GC Que tipo de retas passam pelas diagonais do cubo: HC GD AF BE 2. Desenhar as projeções da reta r. A parte vista de uma reta será. determinada pelos pontos A1B1 e A2B2. somente serão vistas as figuras situadas nele. 3. 31/118 . a parte da reta situada no primeiro quadrante. portanto. Pede-se achar a VG do segmento AB pelo método dos segmentos. Desenhar as projeções da reta r.

Verificar se o ponto P pertence às retas r e s ESTUDO DO PLANO Generalidades sobre planos Um plano  pode ser determinado por: 1. Um ponto e uma reta (A e r). 2. 1. Três pontos (A. Da mesma maneira. 3. 1. B e C) não alinhados. etc. traços de um plano são retas onde o plano intersecta o PH ou PV. Duas retas que se cortam (r e s). 32/118 .DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. etc. Quando o plano intersecta o PV tem traço vertical 2. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves 5. Representação de planos Os planos são representados por seus traços. 2. Quando o plano intersecta o PH tem traço horizontal 1. Traços de uma reta são pontos onde a reta fura o PH ou PV. 2.

Carlos Aurélio Dilli Gonçalves Na figura ao lado podemos observar um plano qualquer  que corta os planos de projeção PH e PV nos traços 1 e 2 respectivamente. que a reta r pertence ao plano . Posições particulares do plano Plano vertical ou perpendicular ao PH Este plano se caracteriza por ter seu traço vertical perpendicular à LT e seu traço horizontal pode ter qualquer direção diferente de 90o. Observe a épura e veja que os traços 1 e 2 são oblíquos à LT. Qualquer ponto contido nele se projeta verticalmente sobre seu traço vertical. Plano de perfil ou perpendicular a LT. Qualquer figura contida nele não se projeta em VG. 33/118 . isto ocorre com todo plano que intersecta os dois planos de projeção.DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. Os dois traços se encontram na LT. Plano de topo. Observe na figura acima. A certeza de que ela pertence ao plano está no fato de que seus traços H e V coincidem com os traços do plano 1 e 2. sendo esta a condição que o caracteriza. Qualquer ponto contido nele se projeta horizontalmente sobre seu traço horizontal. é oblíquo aos dois planos de projeção PH e PV. Qualquer figura contida nele não se projeta em VG. de canto ou perpendicular ao PV No plano de topo o traço horizontal é perpendicular à LT e o traço vertical pode ter qualquer direção diferente de 90o. Este plano é chamado de "qualquer" porque. como no caso da reta qualquer.

Por ser paralelo ao PH não o cortará. Qualquer figura contida nele não se projeta em VG. logo.DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves No plano de perfil os dois traços são perpendiculares à LT. logo. logo. de nível ou paralelo ao PH. Qualquer figura contida nele se projeta em VG no PH. Qualquer ponto contido nele se projeta entre seus traços. Plano de rampa ou paralelo a LT. Plano horizontal. Por ser paralelo `a LT não poderá cortá-la. sendo esta a condição que o caracteriza. Plano que passa pela LT. apresenta apenas o traço horizontal que é paralelo à LT Qualquer ponto contido nele se projeta horizontalmente sobre o seu traço horizontal. Qualquer figura contida nele se projeta em VG no PV. Por ser paralelo ao PV não o cortará. Qualquer figura contida nele não se projeta em VG. seus dois traços são paralelos à LT. 34/118 . apresenta apenas o traço vertical que é paralelo à LT Qualquer ponto contido nele se projeta vertivalmente sobre seu traço vertical. Qualquer ponto contido nele se projeta sobre seus traços. Plano frontal ou paralelo ao PV.

É necessário. o plano é dado pela LT e o ponto A. Qualquer figura contida nele não se projeta em VG. pois estes estão confundidos com a LT. Como encontrar os traços de um plano dado por duas retas? Primeiro encontrar as projeções H1. Os dois traços deverão se encontrar na LT. V1 e V2 das duas retas. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves Este é o único caso em que um plano não pode ser determinado por seus traços. outra informação para determinar sua posição. EXERCÍCIOS 1. Ligando V2 de uma reta com V2 da outra reta você obterá o traço vertical do plano. Por ser oblíquo aos dois planos de projeção seus dois traços são oblíquos à LT. então.DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. Plano qualquer. 35/118 . sendo esta a condição que o caracteriza. Ligando H1 de uma reta com H1 da outra reta você obterá o traço horizontal do plano. Qualquer figura contida nele não se projeta em VG. assim. H2. Normalmente se utiliza um ponto do plano. Completar o quadro de planos.

Carlos Aurélio Dilli Gonçalves 2.DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. DESAFIO: Dada a poligonal ABCDE formada pelos beirais de uma cobertura.2.2) D (8. Encontrar os traços de um plano dado pelos segmentos AB e CD.5) 3.6. Completar o quadro de retas contidas nos planos. 4. desenhar suas 36/118 .1.2) C (4. A (3.7.4) B (7.

o ponto A descreve uma circunferência. Ao rebater um plano. ou rebater uma reta são usadas apenas para abreviar a nomenclatura. as expressões: rebater um ponto. Rebatimento de um ponto Seja um ponto A do plano  que vamos rebater sobre o PH. poderemos rebater qualquer ponto ou reta contidos nele. Exemplo de aplicação de rebatimento na planificação de telhados . Então. quando quisermos rebater uma reta. Portanto. Ao girar o plano  ao redor de sua interseção com o PH (charneira).DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. é fazê-lo coincidir com este último. sobre outro plano H. 37/118 . A projeção no PH desta circunferência será uma linha perpendicular à charneira e no PV será a própria circunferência. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves REBATIMENTO DE PLANO Generalidades Rebater um plano . Na interseção das linhas de chamada temos o ponto A rebatido. Nota-se que a definição de rebatimento se refere exclusivamente ao plano que gira ao redor de sua interseção com o PH ou PV. O eixo de rebatimento é conhecido por "charneira". teremos que fazer passar por ela um plano.

neste processo. A VG aparecerá no plano de projeção paralelo ao segmento rotacionado. uma aresta. vamos girar o segmento. uma face. 38/118 .DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. Como encontrar a VG de um segmento por rotação? Seja o segmento de reta AB qualquer. deixando fixo o ponto A ou B até que o segmento fique paralelo ao PV ou PH. mantendo-se fixo o sistema de projeção: Plano Horizontal de Projeção e Plano Vertical de Projeção. Para encontrar sua verdadeira grandeza (VG) pelo método da rotação. em torno de um eixo fixo (que é sempre uma reta) até que venha a ocupar uma posição pretendida. ou um vértice do objeto. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves ROTAÇÃO E MUDANÇA DE PLANOS Rotação Rotação é um dos métodos descritivos da Geometria Descritiva. roda-se um objeto.

Para obter a verdadeira grandeza desta face. de forma que fique paralelo ao segmento AB. plano horizontal de projeção ou plano vertical de projeção. Para encontrar sua verdadeira grandeza (VG) pelo método da mudança de planos. Para isso é preciso mudar a posição de um dos planos de projeção. é preciso projetá-la em um plano auxiliar que lhe seja paralelo. um após o outro. A VG aparecerá no novo plano de projeção que é paralelo ao segmento AB 39/118 . Quando um objeto possui uma face inclinada em relação aos planos principais de projeção.DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. vamos colocar o PV ou o PH em uma determinada posição. esta face não aparece em verdadeira grandeza. ou os dois. Assim o objeto permanece fixo e os planos de projeção mudam de posição. de forma que fique paralelo à face inclinada. Como encontrar a VG de um segmento por mudança de planos? Seja o segmento de reta AB qualquer. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves Mudança de planos Mudança de planos é um dos Métodos Descritivos da Geometria Descritiva.

.50. 7.40) 8) Representar os segmentos AB. 2) A(2. onde P (60.30. AC. ¶2. Onde C (60.G. 3. 3.50) e Q(20. 2) C(7.. indicando as arestas que estão em V.00) C(00. e ¶0.15. 2) A(2. 6) Representar em épura um plano de nível através de um trapézio isóscele... ou P. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves Exercícios complementares 1) Sabendo-se que a base de uma pirâmide é retangular e está no plano horizontal ¶1 em V. sendo dados L(80.15.40) e D (10. 2) B(7. a VG do lado da pirâmide. 6) D(2. Encontrar a VG da reta AB . 3. Encontrar os traços das retas AB..15) M(10.00) V(20.10. gráfica e numérica. representar em épura um plano de perfil.45. DE e AF através de suas coordenadas: A(2.45... e calcule a área da base e a altura do prisma em questão. 3. Completar as coordenadas C(60. Represente em épura. AC.30.15) T(40. 6. As coordenadas dos vértices são A(40.R. 6) . sabendo-se que a sua VG é igual a 35 mm e faz com plano vertical de projeção um Ângulo de 650. Ou seja. 3. 2) F(7.) A(. Encontrar a VG da reta AF 2.30.1 Regra da mão-direita 40/118 .00).10.G.50) 2) Determine a VG da reta CD marcando o ângulo que faz com ¶2.10. 4) Representar em épura as projeções da reta horizontal CA..DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof.. DE e AF.50. 7) Determinar a verdadeira grandeza da distância do ponto T à reta LM.10). Encontrar a VG da reta DE ... 6. B(40..30) 5) Determinar a VG da reta PQ..15) 3) Representar em Épura um quadrado que está formando um de 900 com ¶1 e ¶2 . 6) E(2.. . Identifique também. marcando o ângulo que faz com o plano horizontal de projeção e denominando as retas de cada sistema de planos de projeção ¶1 .

para cima e para baixo e para frente e para trás. Porém. basta dar a seqüência de coordenadas necessárias. respectivamente. Desenhe os eixos isométricos 2. Una os vértices formando as respectivas arestas 6. a linguagem VRML é utilizada para desenhar figuras em três dimensões.0). X e Y. Determine a visibilidade. Sendo assim. desenhar uma figura em duas dimensões torna-se bastante simples. Figura– Regra da mão direita para os eixos X. 0. 0. Neste caso. Y e Z formam o sistema de coordenadas 3D.0. que correspondem aos números ao longo dos eixos X e Y. Exercício: Dadas às coordenadas dos vértices de um poliedro. LEIA COM ATENÇÃO 1.0. Z] 41/118 . Agora. uma "caneta virtual" pode ser movida para esquerda e para direita. Para facilmente identificar como o eixo Z é posicionado em relação a X e Y pode-se utilizar a regra da mão direita para os eixos 3D. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves Para os alunos de Desenho Técnico e Geometria Descritiva o uso da regra da mãodireita é importante para localização das coordenadas no espaço.DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. cuja origem consiste na coordenada espacial (0.Y e Z. traçar uma perspectiva isométrica.0). Os eixos X. Ache a posição dos pontos pelas suas coordenadas espaciais 4. Inicialmente. deve-se relembrar que um sistema de coordenadas é composto por dois eixos. o eixo Z.0. Deixe aparecer as linhas leves de construção VÉRTICES [X. Divida os eixos com segmentos unitários – como uma régua 3. Coloque as letras dos vértices no desenho 5. e pela origem (0. Uma coordenada é formada pelo valor de X e de Y. A figura mostra o "funcionamento" da regra da mão direita. Nesta regra a mão direita deve ficar reta com o indicador apontando para direção positiva de Y (para cima). 0. é acrescentado um terceiro eixo ao sistema de coordenadas. o polegar apontando para a direção positiva de X (para o lado) e com o dedo do meio apontando para a direção positiva de Z (para frente). fazendo as linhas visíveis cheias e as invisíveis tracejadas 7. Y. e então imaginar que uma "caneta" irá ligar estes pontos para formar a figura final.

– Verdadeira Grandeza Por ser paralela ao PV. BC. 12. 0 B: 0. Generalizando esse exemplo. podemos afirmar que a projeção ortográfica a projeção ortográfica a projeção ortográfica a projeção ortográfica a projeção ortográfica de um ponto num plano é sempre um ponto idêntico a ele mesmo de um ponto num plano é sempre um ponto idêntico a ele mesmo de um ponto num plano é sempre um ponto idêntico a ele mesmo de um ponto num plano é sempre um ponto idêntico a ele mesmo. IJ. 0 F: 11. Sendo paralela ao PV e ao PH também o será à LT. Observe a linha projetante no plano abaixo. IO. 0. portanto é paralela ao PH. DE. 5 K: 8. 0.G. EF. 8. a sua projeção horizontal está em V. 7 R: 8. 11 ARESTAS QUE DEFINEM FACES AB. 8. RM ST.2. XS ARESTAS COMPLEMENTARES AS. 11 W: 8. KL. A linha perpendicular que vai do ponto tomado como modelo ao plano de projeção é chamada linha projetante. a sua projeção vertical também estará em V. 5 H: 0. QR. 0 G: 3. 7 S: 0. CU. 42/118 . VW. TU. 11 V: 3. FX. 7 O: 11. 7 Q: 8. 3. 3.DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. 0. 2. 5 M: 3. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves A: 0.em todos os seus pontos e portanto é paralela ao PV. 0. 3. 0. VD . 3. 8. 0 E: 8. PQ. EW. 0 C: 3. 5 L: 8. 11 T: 0. 3. 8. CD. 12. 8. LR. 5 I: 11. OP. 5 J: 11. 11 X: 11. JK. 12. WX. 3. 7 N: 0. 0 D: 3. 7 P: 11. UV. BT. 12. HI. Tem também. 0.em todos os seus pontos.Representações da reta no plano A reta representada pelo segmento AB é chamada reta FRONTO-HORIZONTAL. o mesmo afastamento – distância do ponto ao PV . Por ser paralela ao PH. 12.G. FA GH. 12. LG MN. Características da reta Fronto-horizontal: O segmento AB tem a mesma cota – distância do ponto ao PH . 8. NO. 11 U: 3.

Carlos Aurélio Dilli Gonçalves Observe a representação NO ESPAÇO EM ÉPURA A reta representada. Características da reta Horizontal: O segmento AC tem mesma cota em todos os seus pontos. a sua projeção vertical é paralela à LT. a sua projeção horizontal está em V. Características da reta Vertical: O segmento AE temo mesmo afastamento em todos os seus pontos. ABAIXO. Por ser paralela ao PH porém oblíquo ao PV.DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. portanto é paralela ao PH. é oblíquo ao PV. 43/118 .G. Porém tem cotas diferentes nos seus pontos e. ABAIXO. pelo segmento AE é denominada reta VERTICAL. portanto é paralelo ao PV. é perpendicular ao PH. pelo segmento AC é denominada reta HORIZONTAL ou reta de NÍVEL. Sendo oblíquo ao PV e paralelo ao PH. Observe a representação NO ESPAÇO EM ÉPURA: A reta representada. Porém tem afastamentos diferentes nos pontos. e é oblíqua à LT.

G.DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. EM ÉPURA NO ESPAÇO 44/118 . a sua projeção horizontal estará reduzida a um ponto. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves Sendo paralelo ao PV. Por ser perpendicular ao PH. e é perpendicular à LT. a sua projeção vertical estará em V.

toda e qualquer figura que estiver contida nele. Como o plano alfa é duplamente PROJETANTE. terá a projeção no PV e no PH coincidente com (alfa). PLANOS CONSIDERADOS NO SÓLIDO.FRONTO-HORIZONTAL Retas AD e BC . Estará em V. que é uma reta.Planos projetantes Agora vamos ver as faces do sólido: Cada face determina um plano. 45/118 . ao qual ela pertence. toda e qualquer figura que estiver contida nele. A sua projeção: Será uma reta no PV.DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. A sua projeção: Será .3. é Projetante em relação tanto ao PV quanto ao PH e dizemos que ele é DUPLAMENTE PROJETANTE. Planos Projetantes são planos perpendiculares a pelo menos um dos Planos de Projeção. A projeção de faces contidas em Planos Projetantes é reduzida a um segmento de reta no Plano de Projeção ao qual é perpendicular. é Projetante em relação ao PH) e paralelo ao PV.G.G. Os planos determinados pelas faces do sólido do nosso exemplo são chamados PLANOS PROJETANTES. RETAS PERTENCENTES AO PLANO ABCD. Retas AB e CD . uma reta no PH e. se for paralela ao outro Plano de Projeção. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves 2.VERTICAL Retas AC e BD – FRONTAL PLANO de PERFIL O plano de PERFIL é Perpendicular em relação ao PV e ao PH portanto. terá a projeção no PH coincidente com alfa1. PLANO FRONTAL O plano Frontal é Perpendicular em relação ao PH (portanto. Será uma recta no PH. no PV. no plano ao qual é paralela. será projetada em V. que é uma reta. Como o plano alfa é PROJETANTE. E. RETAS PERTENCENTES AO PLANO ABCD.

terá a projecção no PV coincidente com (alfa1). RETAS PERTENCENTES AO PLANO ABCD. Estará em V.PERFIL PLANO HORIZONTAL O plano HORIZONTAL é Perpendicular em relação ao PV (portanto. no PH.TOPO Retas AC e BD .HORIZONTAL 46/118 .DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof.TOPO Retas AD e BC . Retas AB e CD . é Projetante em relação ao PV) e paralelo ao PH.G.FRONTO-HORIZONTAL Retas AD e BC . Carlos Aurélio Dilli Gonçalves Retas AB e CD . que é uma reta. A sua projeção: Será uma recta no PV. toda e qualquer figura que estiver contida nele.VERTICAL Retas AC e BD . Como o plano alfa é PROJETANTE.

Olhe e analise todas as vistas. 47/118 . Imagine-se que a figura seja iluminada por uma fonte luminosa colocada à distância infinita e perpendicular ao plano. nestas condições. Em problemas que pedem o desenho das vistas. Supõe-se que uma superfície do objeto. Lembre-se que as vistas ortogonais são representações de um mesmo objeto a partir de diferentes pontos de vista e que funcionam como um sistema.1. Sendo a perspectiva cavaleira uma perspectiva oblíqua.Dicas para interpretação Dicas para resolver melhor os problemas e agilizar o seu desenho A princípio. esse sólido envolvente será um paralelepípedo. 3.Perspectiva Isométrica 3. Isométrica dimétrica ou trimétrica. Em problemas que pedem os desenhos das vistas.DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. Comece.2.projeção oblíqua ou cavaleira. na(s) outra(s) vista(s)? Da mesma forma . se você tiver dificuldade para acabar uma das vistas. por exemplo a figura plana F. tentando ver a relação entre elas: as linhas ou recortes em uma vista correspondem a que. Perspectivas cilíndricas ou paralelas dividem-se em OBLÍQUAS e Axométrica ortogonal que abrangem as: Cavaleira. o problema resolve-se facilmente simplesmente trabalhando em todas as vistas simultaneamente. F de modo tal que os raios luminosos. comece traçando os contornos de um sólido regular que possa envolver o sólido do problema. que se subdivide em: . Lembrese que as vistas não são colocadas em qualquer posição nem de qualquer tamanho: existe uma relação espacial e dimensional precisa e estrita entre elas. Na maioria das vezes. Na maioria das vezes. Dimétrica e Trimétrica . ficando perpendiculares ao plano P. obtém-se a projeção axonométrica ortogonal.projeção axonométrica ortogonal. Os desenhos técnicos já são bastante abstratos. formem com ele um ângulo diferente de 90o. Os métodos de representação de um objeto num plano são fundamentalmente três: a) projeções cilíndricas ou paralelas. num vai-vem que realimenta a visualização e que auxilia na transferência do que se encontrou de uma para outra. não tente resolver "de cabeça".Projeção axonométrica ortogonal. se você tentar resolver um problema sem desenhar.1 . seja colocada não ortogonalmente a um plano P posterior a ela. desenhando retângulos de tamanho correspondente aos contornos em tantas vistas quantas forem pedidas pelo problema. 3.e pelo mesmo motivo. passe imediatamente para outra. a figura não se reproduz em verdadeira grandeza. não tente desenhar uma vista completa de uma só vez. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves 3-Projeções O problema fundamental que se apresenta ao desenhista é o de representar um objeto tridimensional em um plano com somente duas dimensões e que normalmente é uma folha de papel ou a tela de um computador. Isométrica. b) perspectiva cônica. Axonometria representação de figuras espaciais num plano. estará aumentando exponencialmente a abstração. portanto.

estarão a 90º. Nesta aula você vai apresnder a desenhar peças em perspectiva ISOMÉTRICA. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves É fundamental usar o método de transferência de uma para outra vista... Agora observe o desenho abaixo e tente achar os pontos indicados no prisma( espaço) na representação por vistas ortogonais. Portanto o jogo de esquadros será suficiente para todo traçado. Alguns problemas não são solucionáveis por desenho se não for feito um trabalho com o traçado simultâneo de todas as vistas e transferência de vértices e arestas de uma para outra... Os 48/118 . diferentes dos comuns. mas. Poderá ter casos em que as peças apresentem ângulos não retos e então teremos traços com inclinações.. isso é para estudos posteriores. As linhas que não estiverem em 30º (obs. 90º + 30 º = 120º) em relação a horizontal... A perspectiva Isométrica nos dá uma visão muito próxima do real e é amplamente usada para a representação de peças. Casos mais complicados como desenhar círculos.DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. Seus eixos principais estão inclinados em 120º uns dos outros e por esse motivo o par de esquadros facilitrá muito o desenho..

vista frontal. elevação e de frente referem-se à mesma vista ortográfica. Em desenho técnico usamos dois planos básicos para representar as projeções de modelos: um plano vertical plano e um plano horizontal que se cortam perpendicularmente. O mesmo ocorrendo com a vista superior que também é chamada de planta ou vista de cima. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves planos de projeção podem ocupar várias posições no espaço. Na bibliografia existem várias denominações para identificar a mesma vista no primeiro diedro. 49/118 .DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. Por exemplo.

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3.1.1- Exercícios de sobre perspectiva isométrica a mão-livre

Exercício, indique nas arestas as letras que estão na perspectiva.

O símbolo 1 a baixo indica que o desenho técnico está representado no 1 º diedro. Este símbolo aparece no canto inferior direito da folha de papel dos desenhos técnicos, dentro da legenda. Quando o desenho técnico estiver representado no 3 º diedro, você verá o símbolo 2: 1- Cuidado! Procure gravar bem, 2-Atenção - As representações no 3º diedro principalmente o símbolo do 1 º diedro, que requerem preparo específico para sua leitura e é o que você usará com mais freqüência. interpretação. O estudo das representações no

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3º diedro foge aos objetivos deste curso.

Exercício, Qual dos dois símbolos indicativos de diedro, representados abaixo, é encontrado em desenhos técnicos brasileiros, de acordo com a determinação da ABNT?

3.2- Método Mongeano O método de representação de objetos em dois semiplanos perpendiculares entre si, criado por Gaspar Monge, é também conhecido como método mongeano. Atualmente, a maioria dos países que utilizam o método mongeano adotam a projeção ortográfica no 1 º diedro. No Brasil, a ABNT recomenda a representação no 1º diedro. Entretanto, alguns países, como por exemplo os Estados Unidos e o Canadá, representam seus desenhos técnicos no 3º diedro. Neste curso, você estudará detalhadamente a representação no 1º diedro, como recomenda a ABNT. Ao ler e interpretar desenhos técnicos, o primeiro cuidado que se deve ter é identificar em que diedro está representado o modelo. Esse cuidado é importante para evitar o risco de interpretar errado as características do objeto. Para simplificar o entendimento da projeção ortográfica passaremos a representar apenas o 1º diedro, o que é normalizado pela ABNT. Chamaremos o semiplano vertical superior de plano vertical . O semiplano horizontal anterior passará a ser chamado de plano horizontal.

Nesta aula vamos estudar as vistas principais das peças. pode ser representada por três vistas planas. São elas: Vista de frente (elevação) Vista de cima ou superior (planta) Vista lateral esquerda (perfil) Observe o exemplo:

Toda peça tridimensional

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As vistas ou PROJEÇÕES ORTOGONAIS são usadas para dar uma maior clareza e precisão nos detalhes para os profissionais de produção. Na bibliografia existem várias denominações para identificar a mesma vista no primeiro diedro. Como já falamos anteriormente a vista frontal projetada em ¶2 também conhecida por elevação e/ou de frente, essas se referem à mesma vista ortográfica e a de perfil projetada no plano ¶0 também chamada de vista lateral esquerda. O mesmo ocorrendo com a vista superior projetada em ¶1 que também é chamada de planta ou vista de cima. Devem estar dispostas sempre da mesma maneira. Quando uma peça for muito complexa, será necessário o auxílio de CORTES para a representação de partes internas que geram interpretações dúbias em relação sua forma ou detalhes, porém esse assunto será estudado mais tarde. O desenho abaixo representa a peça anterior:

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54/118 . Carlos Aurélio Dilli Gonçalves Desenhe agora as vistas da peça abaixo e também a sua perspectiva Isométria.DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof.

DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves Desenhe apenas a perspectiva das peças abaixo: 55/118 .

DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves 56/118 .

Exercício: Faça a projeção ortogonal no primeiro diedro das seguintes peças. apresentar ao professor 57/118 . Exercício a mão-livre: em perspectiva isométrica. Aproveite o quadro milimetrado.3 – Exercícios O tamanho do prisma depende do comprimento. altura e da largura. Em folha A4. use como modelo o sólido com cantos arredondados. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves 3. visto acima.DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof.

apenas a aresta visível é representada. Observe novamente o modelo representado em perspectiva e suas vistas ortográficas: Copie as peças para a folha A4de desenho os sólidos e faça suas projeções ortogonais. As medidas devem ser rigorosamente as especificadas. mas não desenhe as cotas nem suas linhas. em desenho técnico.DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. A projeção da aresta do chanfro coincide com a projeção da aresta do rebaixo. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves O rebaixo e o chanfro estão localizados na mesma altura em relação à base do modelo. Neste caso. 58/118 .

DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. ainda sem desenhar as cotas e suas linhas. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves Continuando as perspectivas. 59/118 .

mas agora desenhe também as linhas de cotas. 60/118 . Carlos Aurélio Dilli Gonçalves Mais perspectivas.DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof.

Carlos Aurélio Dilli Gonçalves Desenhe as peças abaixo em escala 2:1.DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. Obs: o valor das cotas permanecem inalterados 61/118 .

Com mesma abertura. O. e centrando o compasso em A. F. Neste exemplo. entre os eixos z e y. trace o arco NQ. O cruzamento das mediatrizes são os nos dá os pontos R e S. porém centrando em B. F. Com a ponta seca do combasso e D e abertura DN trace o arco NO. L e M. P e Q. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves 3.Traçando a perspectiva isométrica do círculo O traçado da perspectiva isométrica do círculo também será demonstrado em cinco fases. Com a mesma abertura anterior. 1 ª fase Trace os eixos isométricos e o quadrado auxiliar. J e I. Com mesma abertura. Para as outras faces do cubo. porém centrando em S. porem centrando em D. trace o arco OP. vemos o círculo de frente. F e H. porém centrando em B. termine a marcação dos pontos. Com a ponta seca do compasso em R e abertura RQ. apague todas as linhas de construção e reforce o traçado. porém centrando em C. M e L.3. inicie a marcação dos pontos E. o P. E N A R Q G B F L S I D IH P O J c M 62/118 . O traçado do circulo em perspectiva temos o que podemos chamar de: A Falsa Elipse Desenhe um cubo com aresta qualquer. Com mesma abertura anterior. Com abertura maior que a metade do segmento AB. Para entregar seu trabalho. termine a marcação dos pontos I e J e inicie a marcação dos pontos L e M. G e H. Q R e S) e perceba que para a marcação dos pontos R e S será necessário tracar o segmento de reta AC. Com a mesma abertura anterior.DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. termine a marcação dos pontos E e G e inicie a marcação dos pontos I e J. use o compasso para transportar os pontos necessários (N. Trace quatro as mediatrizes passando pelos pontos E e G. obtendo os pontos N. trace o arco QP. respectivamente. H.

Carlos Aurélio Dilli Gonçalves 3.EXERCÍCIO 63/118 .DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof.1.3.

DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves Faça o desenho a mão-livre 64/118 .

DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves Desenhe a perspectiva das peças abaixo: 65/118 .

66/118 . Carlos Aurélio Dilli Gonçalves Desenhe a perspectiva das peças abaixo: .DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof.

DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves 67/118 .

Carlos Aurélio Dilli Gonçalves 68/118 .DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof.

DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves Relembrando o que já afirmamos anteriormente. a vista frontal projetada em ¶2 também conhecida por elevação e/ou de frente. O mesmo ocorrendo com a vista superior projetada em ¶1 que também é chamada de planta ou vista de cima. 69/118 . essas se referem à mesma vista ortográfica e a de perfil projetada no plano ¶0 também chamada de vista lateral esquerda. em ralação as projeções no primeiro diedro.

DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. as dimensões da peça correspondem em igual valor às apresentadas no desenho. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves 4. Na representação através de desenhos executados em escala de redução. significa dizer que 5mm no desenho correspondem a 1mm na peça real. significa que 1mm no desenho corresponde a 2mm na peça real. 1 : 20 . 70/118 . 1 : 5 . 1 : 100 Na escala 5 : 1. O desenho de um elemento de máquina pode estar em: escala natural 1 : 1 escala de redução 1 : 5 escala de ampliação 2 : 1 Medida do desenho 1 : 5 Medida real da peça Na representação através de desenhos executados em escala natural (1 : 1). as dimensões do desenho se reduzem numa proporção definida em relação às dimensões reais das peças. 1 : 2 . 1 : 50 . 1 : 10 .Escala NBR 8196/1983 (DIN 823) Escala é a proporção definida existente entre as dimensões de uma peça e as do seu respectivo desenho. Na escala 1 : 2.

.......... as dimensões do desenho técnico abaixo....... R. O numeral à direita dos dois pontos representa as medidas reais da peça.... 4.... A relação entre o tamanho do desenho e o tamanho do objeto é de 1:1 (lê-se um por um).. as medidas do desenho coincidem com as cotas indicadas... b) isso ocorre porque o desenho foi feito em escala natural. A indicação da escala de redução também vem junto do desenho técnico.. com uma régua milimetrada.... O numeral à direita é sempre maior que 1. As medidas deste desenho são vinte vezes menores que as medidas correspondentes do rodeiro de vagão real.. Na indicação da escala natural os dois numerais são sempre iguais.....DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof......... b) Por que isso ocorre? R..... Isso porque o tamanho do desenho técnico é igual ao tamanho real da peça. A indicação da escala do desenho é feita pela abreviatura da palavra escala: ESC....Escala natural Escala natural é aquela em que o tamanho do desenho técnico é igual ao tamanho real da peça..:. Verificando o entendimento Meça.. A escala natural é sempre indicada deste modo: ESC 1:1 Verifique se ficou bem entendido... 71/118 .. As respostas esperadas são: a) sim........... resolvendo o próximo exercício.2-Escala de redução Escala de redução é aquela em que o tamanho do desenho técnico é menor que o tamanho real da peça.. Você observou que no desenho aparece um elemento novo? É a indicação da escala em que o desenho foi feito........... Veja um desenho técnico em escala natural... seguida de dois numerais dois numerais dois numerais dois numerais dois numerais separados por dois pontos. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves 4. O tamanho do desenho é exatamente igual ao tamanho real do modelo.... Veja um desenho técnico em escala de redução.. Na indicação da escala de redução o numeral à esquerda dos dois pontos é sempre 1..............:.. O numeral à esquerda dos dois pontos representa as medidas do desenho técnico....1.....

. a escala usada é de 1:2 (um por dois).. Neste exemplo...: .DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. Analise o próximo desenho e responda à questão seguinte..... Carlos Aurélio Dilli Gonçalves No desenho acima o objeto foi representado na escala de 1:20 (que se lê: um por vinte).. 4... Veja o desenho técnico de uma agulha de injeção em escala de ampliação.. Se você medir as dimensões lineares do desenho verá que elas correspondem à metade da cota......3-Escala de ampliação Escala de ampliação é aquela em que o tamanho do desenho técnico é maior que o tamanho real da peça. Veja bem! O desenho acima está representado em escala de redução porque o numeral que representa o tamanho do desenho é 1 e o numeral que representa o tamanho da peça é maior que 1..... as medidas lineares deste desenho técnico são duas vezes menores que as medidas correspondentes da peça real.............. Verificando o entendimento Quantas vezes as medidas deste desenho são menores que as medidas correspondentes da peça real? R.. 72/118 . Logo.

. O numeral da direita é sempre 1 e representa as medidas reais da peça. enquanto o numeral 1 refere-se às medidas reais da . é maior que 1. Veja.. também. Veja. as palavras que completam corretamente os espaços em branco: medidas....... do desenho. de redução e de ampliação..... Escalas recomendadas Você já aprendeu a ler e interpretar desenhos técnicos em escala natural. representada. que representa as medidas do desenho técnico.. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves As dimensões deste desenho são duas vezes maiores que as dimensões correspondentes da agulha de injeção real.. Verificando o entendimento Na indicação da escala o numeral 5 refere-se às ........ a seguir.. vezes maiores que as medidas reais da peça. Só que.. cinco. seguida de dois numerais separados por dois pontos. através da norma técnica NBR 8196/1983 73/118 .. neste caso. Mas... Agora você já sabe. Recorde essas escalas: Nas escalas de ampliação e de redução os lugares ocupados pelo numeral 2 podem ser ocupados por outros numerais.... A indicação da escala é feita no desenho técnico como nos casos anteriores: a palavra escala aparece abreviada (ESC).... as escalas recomendadas pela ABNT. como se interpretam desenhos técnicos em escala de ampliação.. o numeral da esquerda..DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof........... Examine o próximo desenho técnico....... também representado em escala e depois complete as questões....... peça.. a escolha da escala a ser empregada no desenho técnico não é arbitrária. a seguir... As medidas do desenho técnico são ... Lembre-se: na escala de ampliação o numeral que representa o tamanho do desenho técnico é sempre maior que o numeral que representa o tamanho real da peça. Este desenho foi feito na escala 2:1 (lê-se: dois por um).....

Exercícios 74/118 .DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves 4.4.

Variam apenas os tamanhos lineares dos lados do ângulo. Verificando o entendimento Observe o modelo representado. escolhendo a alternativa correta.Cotagem de ângulos em diferentes escalas Observe os dois desenhos a seguir. a abertura do ângulo também não muda. As cotas que indicam a medida do ângulo (90º) aparecem nos dois desenhos. 75/118 .DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. O desenho da esquerda está representado em escala natural (1 : 1) e o desenho da direita. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves 5. meça suas dimensões e depois complete as questões nos espaços em branco. em escala de redução (1 : 2). As duas peças são semelhantes. que não influem no valor da sua medida em graus. Além das cotas que indicam a medida do ângulo permanecerem as mesmas. porém as medidas lineares da peça da direita são duas vezes menores que as medidas da peça da esquerda porque o desenho está representado em escala de redução. neste caso.

. maior que........ menor) que as dimensões reais da peça. de redução).. (maior.. (duas.... logo. 40) d) A abertura do ângulo da peça..... c) A medida real do comprimento da peça é .... a medida do comprimento da peça no desenho é ................... e) O comprimento do lado do ângulo. (o mesmo.... (20. é . no desenho.............................................. menor que) a abertura real do ângulo... b) As dimensões deste desenho são . (20...... cinco) vezes ............................ 40). (natural. 76/118 . de ampliação......... igual a. (maior que...... menor que) o comprimento real do lado do ângulo na peça........... Carlos Aurélio Dilli Gonçalves a) Este desenho está representado em escala ...DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. no desenho é .....

Traçado de uma hélice no torno Obtenção de uma rosca com perfil triangular Porca . etc.Provocar um esforço de pressão entre duas peças para imobilizá-las mutuamente.DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. etc.). "espiga roscada" . com dispositivo de movimentação e destinada a entrar numa rosca macho. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves 6. Perno roscado .haste roscada em ambas as extremidades. figura primitiva 77/118 . Espigão . Se a ferramenta de corte penetrar mais profundamente no cilindro. obtém-se uma ranhura helicoidal. destinada a fazer aperto entre a face de uma peça em que é implantada por roscagem e a face interior de uma porca aplicada à extremidade livre.): conjunto formado por um parafuso com cabeça e uma porca. por forma a que a ponta se mantenha em contato com o cilindro. DEFINIÇÕES Parafuso . destinado normalmente a fazer aperto entre as faces interiores da porca e da cabeça do parafuso. cavilha roscada. As roscas podem ter utilizações muito diferentes: . O aspecto com que fica a rosca quando a ponta da ferramenta de corte tiver perfil triangular.peça constítuida por uma espiga (haste) roscada a todo o comprimento ou não.peça furada com rosca fêmea. Por definição a curva descrita sobre a superfície do cilindro é uma hélice.(parafuso com porca. Uma regulação adequada da profundidade da ranhura e do seu passo permite obter uma sucessão de saliências e reentrâncias que constituem a rosca. Considere-se que entre os cabeçotes de um torno está montado um cilindro rodando em torno do seu eixo e que uma ferramenta com ponta afiada se desloca paralelamente ao eixo com velocidade constante. mas sempre com dispositivo de imobilização ou de movimentação. com cabeça ou sem cabeça ( e neste caso diz-se "parafuso degolado" . .Conveção de representação de roscas As peças roscadas são de utilização freqüente em mecânica.Transformar um movimento de rotação num movimento de translação (por exemplo: um parafuso micrométrico). Rosca exterior ou macho(parafuso) e interior ou Perfil de rosca triangular e respectivamente fêmea(porca).

DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. pelo que basta geralmente indicar algumas delas para definir complemente a rosca. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves Designação das roscas As várias dimensões do perfil de uma rosca estão relacionadas entre si. O tipo de rosca indica-se por uma ou duas letras inscritas antes do diâmetro nominal. As letras correspondentes aos vários tipos são as seguintes: Rosca ISO (métrico) M Rosca Whitworth (ausência de letra) Rosca retangular R Rosca trapezoidal Tr Rosca de dente de serra S Rosca redonda Rd 78/118 .

Carlos Aurélio Dilli Gonçalves 7. No caso de corte total. Os cortes são imaginados e representados sempre que for necessário mostrar elementos internos da peça ou elementos que não estejam visíveis na posição em que se encontra o observador. atingindo suas partes maciças. também imaginário. o plano de corte atravessa completamente a peça.Corte 7.1. como mostra a figura a seguir Complete o desenho abaixo: .Exercícios: 79/118 . Você deve considerar o corte realizado por um plano de corte plano de corte plano de corte plano de corte plano de corte. Lembre-se que em desenho técnico mecânico os cortes são apenas imaginários.Corte Total O corte total é aquele que atinge a peça em toda a sua extensão.DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof.

Servem também para indicar o material de que é feita.NB-8 80/118 .2-TIPOS DE LINHAS SEGUNDO. 7. 7. geralmente inclinadas a 45º e mostram as partes cortadas da peça. traço contínuo ou tracejadas. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves REPRESENTE AS VISTAS NO PRIMEIRO DIEDRO E CORTE A VISTA FRONTAL. de acordo com as convenções recomendadas pela ABNT.1-Linhas para hachuras São de espessura fina.Considere o desenho em utilize a escala 2:1. reproduza o desenho na escala 2:1.1. represente me folha A4 padrão.DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. 3. Ou seja. desenho com instrumentos.1.

1.DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof.1. 81/118 . as linhas devem ser: grossas médias finas A espessura da linha média deve ser a metade da linha grossa e a espessura da linha fina. metade da linha média. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves Exemplo: Tipos e Emprego Ao analisarmos um desenho. Linhas para arestas e contornos visíveis são de espessura grossa e de traço contínuo. observe a tabela acima. e complete com o número correspondente as linhas indicadas no desenho.2. 7. Quanto à espessura.Exercícios Exercício. notamos que ele apresenta linhas de tipos e espessuras diferentes. O conhecimento destas linhas é indispensável para a interpretação dos desenhos.

as linhas tracejadas que representam um detalhe não-visível devem tocar uma linha externa sem interrupção. 82/118 . arestas e contornos não-visíveis A aparência de um desenho perfeito pode ser prejudicada por linhas de centro e de simetria descuidadamente produzidas. Tente observar as seguintes regras simples. como mostrado abaixo. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves Linha de centro. Geralmente. de simetria.DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. e a junção deve ser arranjada como um “T” ou um “X”. As tracejadas também se encontram e se cruzam.

Servem para indicar cortes e seções. 83/118 . formadas por traços e pontos. traço contínuo e com zigue-zague. Linha para representações simplificadas São de espessura média.DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. traço contínuo e servem para indicar o fundo de filetes de roscas e de dentes de engrenagens. Linhas de rupturas (acima) Para rupturas curtas São de espessura média. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves CORRETO INCORRETO Linhas de corte( acima) São de espessura grossa. traço contínuo e sinuoso e servem para indicar pequenas rupturas e cortes parciais. conforme figura abaixo. Para rupturas longas São de espessura fina.

não será possível identificar os locais por onde passaram os planos de corte. em corte composto. Nesse caso. Corte composto por planos paralelos Imagine o primeiro modelo. Isso ocorre porque o corte composto permite representar. a seguir. elementos situados em diferentes planos de corte. O corte composto torna possível analisar todos os elementos internos do modelo ou peça. não podem ser observados. como as representadas abaixo. mostra todos os elementos como se eles estivessem no mesmo plano. Para poder analisar os furos redondos. representada em corte. também conhecido como corte em desvio. peças semelhantes às que foram mostradas. por apresentarem seus elementos internos fora de alinhamento. o modelo secionado pelo plano longitudinal vertical que atravessa os furos redondos e. O tipo de corte usado para mostrar elementos internos fora de alinhamento é o corte composto. A vista frontal . Em desenho técnico existe um modo de representar estes cortes reunidos: é o corte composto. entretanto. Veja. você terá de imaginar um outro plano de corte. neste exemplo. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves 7. furo retangular.DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. numa mesma vista numa mesma vista numa mesma vista numa mesma vista numa mesma vista. você aprenderá a representar. Nesta aula. ao lado. você deve examinar a vista onde é representada a 84/118 .2-Corte composto Certos tipos de peças. sua representação ortográfica. abaixo. furo retangular. ou em desvio em desvio em desvio em desvio em desvio. Você deve imaginar o plano de corte desviado de direção. paralelo ao anterior. precisam de outra maneira de se imaginar o corte. furo retangular. ao mesmo tempo. Os furos redondos. sendo secionado por um plano de corte longitudinal vertical que atravessa o furo retangular e veja como fica sua representação ortográfica: Você deve ter observado que o modelo foi secionado por um plano que deixou visível o furo retangular. Se você observar a vista frontal. para atingir todos os elementos da peça. isoladamente. furo retangular.

Observe abaixo que o corte é indicado pela linha traço e ponto na vista superior.DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. Os traços são largos nas extremidades e quando indicam mudanças de direção dos planos de corte. As setas indicam a direção em que o observador imaginou o corte. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves indicação do plano de corte. 85/118 . representadas nas extremidades da linha traço e ponto. O nome do corte é indicado por duas letras maiúsculas.

DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof.1.Exercício: Escolha um parâmetro dimensional e desenhe uma polia em folha A4. 86/118 .2. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves 7.

Em seguida. 87/118 . é que podemos imaginar o meio-corte. as partes resultantes da divisão são iguais entre si? Trata-se. Nesta aula. nos dois casos nos dois casos nos dois casos nos dois casos nos dois casos.3.DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. As partes maciças. Somente em peças ou modelos simétricos longitudinal e transversalmente. Metade da vista frontal não foi atingida pelo meio-corte: o furo passante da esquerda e metade do furo central não são representados no desenho. Neste modelo é possível imaginar a aplicação de meio-corte. Entretanto. Modelos simétricos longitudinal e transversalmente Observe o modelo a seguir. os elementos que ficaram visíveis com o corte são: o furo passante da direita e metade do furo central. Este tipo de corte é o meio-corte. O meio-corte é aplicado em apenas metade da extensão da peça. ao lado. são representadas hachuradas. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves 7. O centro dos elementos internos. não é necessário indicar os planos de corte. Assim. não é necessário repetir a indicação dos elementos internos na parte não atingida pelo corte. A metade da vista frontal não atingida pelo corte é exatamente igual à outra metade. enquanto que a outra parte permanece visível em seu aspecto exterior. imagine este modelo dividido ao meio por um plano horizontal e depois.Meio-corte Há tipos de peças ou modelos em que é possível imaginar em corte apenas uma parte. Quando o modelo é representado com meio-corte. As demais vistas são representadas normalmente. dividido por um plano vertical. que se tornaram visíveis com o corte. suas vistas ortográficas. de um modelo simétrico longitudinal e transversalmente. você aprenderá a interpretar peças representadas com meio-corte. o centro dos elementos não visíveis deve ser indicado. Neste exemplo. Analise o desenhos. é indicado pela linha de centro. Isso ocorre porque o modelo é simétrico. Analise mais uma vez a perspectiva do modelo e. portanto. atingidas pelo corte. representado em perspectiva. Você reparou que.

analisando a vista frontal em meio-corte. abaixo da linha de simetria. Imagine o modelo atingido até a metade por um plano de corte longitudinal (P1). Depois. imagine o modelo cortado até a metade por um plano de corte transversal (P2). É isso que você pode observar. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves Quando a linha de simetria que atravessa a vista em corte estiver na posição horizontal. a metade em corte deve ser representada na parte inferior do desenho. Sempre representar na direita da vista frontal. no exemplo a seguir. 88/118 .DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof.

89/118 .DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof.Exercícios Uma exceção em relação a representação do corte: estamos representando na esquerda da vista elevação. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves 7.3.1.

2. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves 7.3.Meio-corte em peças com rosca 90/118 .DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof.

que você vê na perspectiva. deixando visíveis os elementos internos da peça.4. Nesses casos. É suficiente representar um corte que atinja apenas os elementos que se deseja destacar. com aplicação de corte parcial. os elementos internos que devem ser analisados estão concentrados em partes determinadas da peça. não é necessário imaginar cortes que atravessem toda a extensão da peça.Corte parcial E m certas peças. Nesta aula você saberá como é representado o corte parcial. Além disso. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves 7. é a linha de ruptura. 91/118 . O tipo de corte mais recomendado nessas situações é o corte parcial . A linha de ruptura mostra o local onde o corte está sendo imaginado. você conhecerá os tipos de hachuras utilizadas nas representações em cortes.DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. Representação do corte parcial Observe um modelo em perspectiva. A linha contínua estreita irregular e à mão livre. A linha de ruptura também é utilizada nas vistas ortográficas.

.. O corte parcial também pode ser representado em qualquer das vistas do desenho técnico............. as hachuras podem ser representadas apenas perto dos contornos do desenho... não aparece o nome do corte... ou por uma linha contínua estreita em ..298 / 1991.......... através de uma linha contínua estreita linha contínua estreita linha contínua estreita linha contínua estreita linha contínua estreita........ também......... na vista ortográfica.... as hachuras servem para indicar as partes maciças atingidas pelo corte... Nas partes não atingidas pelo corte parcial... Não é necessário. Veja agora uma outra maneira de representar a linha de ruptura. da ABNT... irregular. quando a área maciça atingida pelo corte é muito grande.. em ziguezague.. ... indicar o corte parcial em outras vistas............ Às vezes..... as hachuras podem ser utilizadas para indicar o tipo de material tipo de material tipo de material tipo de material metálico qualquer material metálico qualquer material metálico qualquer material metálico qualquer material metálico.... Carlos Aurélio Dilli Gonçalves A vista representada em corte é a vista frontal porque. Complete a frase para não esquecer... Você já sabe que. 7. 92/118 .... ao imaginar o corte.. conforme estabelece a norma NBR 12... Além disso. atingidas pelo corte.... Mais de um corte parcial no desenho técnico Você pode imaginar mais de um corte parcial na mesma vista do desenho técnico..... os elementos internos devem ser representados pela linha para arestas e contornos não visíveis linha para arestas e contornos não visíveis linha para arestas e contornos não visíveis linha para arestas e contornos não visíveis linha para arestas e contornos não visíveis.. a inclinação da hachura pode aparecer invertida. Dependendo da conveniência....5-Indicação de tipos de materiais no desenho técnico.. As partes hachuradas representam as partes maciças do modelo. Outra coisa muito importante que você deve observar é que........... na representação em corte parcial.... nos desenhos técnicos em corte..... o observador estava vendo a peça de frente........... Verificando o entendimento A linha de ruptura pode ser representada por: uma linha contínua .DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof.

A vista lateral mostra a superfície atingida pelo corte e também a projeção da parte da peça que ficou além do plano de corte. para não esquecer. no local onde se imaginou passar o plano de corte. outro assunto que você vai estudar nesta aula. As representações em seção também são normalizadas pela ABNT (NBR10067/1987). Esta seção mostra a parte maciça atingida pelo plano de corte. com forma constante. A indicação da seção representada pela linha traço e ponto com traços largos nas extremidades aparece na vista frontal. Representação em seção Secionar quer dizer cortar. você pode encontrar representações de seções e também de encurtamento. a seguir: Este desenho mostra uma peça longa. Mas. às vezes. clara e prática de representar o maior número possível de informações. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves 8-Seção e encurtamento E m desenho técnico busca-se. atingida pelo plano de corte e. que é um dos assuntos que você vai aprender nesta aula. ao lado da vista frontal está representada a seção AA. a representação em seção mostra apenas a parte atingida pelo corte. A vista lateral permite analisar a parte atingida pelo corte e também outros elementos da peça. devemos utilizar a representação em seção. analisando alguns exemplos. Enquanto a representação em corte mostra as partes maciças atingidas pelo corte e outros elementos. Nestes casos. o corte não é o recurso adequado para mostrar a forma de partes internas da peça. A seção representa o perfil interno rebatido da peça ou de uma parte da peça. Em desenho técnico existe um recurso que permite simplificar a representação de peças deste tipo: é por meio do encurtamento. sempre. embaixo. Analise a perspectiva do modelo. Você já viu como a representação em corte facilita a interpretação de elementos internos ou de elementos não visíveis ao observador. fale com o professor. Você vai compreender bem essa diferença. a representação em seção também é feita imaginando-se que a peça sofreu corte. Resolva o exercício. a forma mais simples. as suas vistas ortográficas com a representação do corte na vista lateral. Observe a perspectiva. Imagine o modelo representado a seguir secionado por um plano de corte transversal. Mas existe uma diferença fundamental entre a representação em corte e a representação em seção. Note que. 93/118 .DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. com representação em seção. A linha de corte onde se imagina o rebatimento da seção deve ser sempre no centro do elemento secionado. Não esqueça de fazer os exercícios dados em aula. Veja agora o desenho técnico do mesmo modelo. E tem mais: num mesmo desenho. Assim.

94/118 . Carlos Aurélio Dilli Gonçalves Exercício Escreva C para a afirmativa que se refere a corte e S para a afirmativa que se refere a seção: ( ) mostra apenas a parte cortada da peça. C. dentro da vista ou interrompendo a vista. Nos desenhos técnicos de peças a seção pode ser representada: fora da vista. ( ) mostra a parte cortada e outros elementos.DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. Veja as respostas corretas: a) S e b). .

Observe o próximo desenho. a indicação do corte é feita pela palavra corte. além da parte maciça atingida pelo corte.fora da vista Os desenhos técnicos com seção fora da vista são semelhantes. eles apresentam indicação do plano de corte e as partes maciças atingidas pelo corte são hachuradas. Observe as semelhanças e as diferenças entre os dois desenhos.Representação de Seções 9.DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. 95/118 . Semelhanças: Em ambos os casos imaginaram-se cortes na peça. a vista onde o corte é representado mostra outros elementos da peça. enquanto que o desenho em seção mostra apenas a parte cortada. enquanto que a identificação da seção é feita pela palavra seção. em alguns pontos.1. seguida de duas letras maiúsculas repetidas. Compare as vistas ortográficas desta peça em corte e em seção. aos desenhos técnicos em corte. Diferenças: No desenho em corte. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves 9. também seguida de duas letras maiúsculas repetidas.

DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. A parte maciça é representada hachurada. seguida de letras do alfabeto.2-Seções sucessivas fora da vista Quando se tratar de uma peça com vários elementos diferentes.3-Seção dentro da vista A seção pode ser representada rebatida dentro da vista. ao lado. 9. com a seção representada dentro da vista. desde que não prejudique a interpretação do desenho. Quando a seção aparece rebatida dentro das vistas do desenho técnico. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves 9. sua representação em vista ortográfica. usa-se a linha contínua estreita. Exercício Represente a seção dentro da vista Exercício Analise as vistas ortográficas e escreva: (C) para as que apresentam corte (S) para as que apresentam seção 96/118 . Para representar o contorno da seção dentro da vista. é aconselhável imaginar várias seções sucessivas para analisar o perfil de cada elemento. ela não vem identificada pela palavra seção. Observe a próxima perspectiva em corte e.

você aprenderá a interpretar. às vezes. as vistas localizadas e as vistas parciais. Vista especial Na vista de A e na vista de B os elementos aparecem representados pela linha para arestas e contornos visíveis. neste caso. Mas. nem as vistas auxiliares. você aprendeu a interpretar vistas auxiliares com rotação.REPRESENTAÇÕES ESPECIAIS Você já sabe que há casos em que a projeção ortográfica normal não permite a interpretação satisfatória de todos os elementos da peça. Isso foi possível pela mudança da posição do observador. Nas vistas ortográficas normais alguns elementos.DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. nem a projeção com rotação permitem mostrar com clareza todos os elementos que se quer analisar. por exemplo. Neste caso. dificultando a interpretação da peça. em relação às faces projetadas. Nesta representação com vistas especiais. que são tipos especiais de projeção ortográfica. Por isso. 97/118 . Carlos Aurélio Dilli Gonçalves 10. Nesta aula. Note que. dependendo das características da peça. podemos representar a vista frontal em corte. é bem mais fácil analisar os elementos da peça na representação com vistas especiais do que na representação com vista lateral normal. Veja a peça abaixo. a vista superior é dispensável porque as demais vistas já apresentam as informações necessárias para a execução da peça. evitando as linhas para e contornos não visíveis. a forma mais simples de reproduzir todos os elementos importantes da peça é recorrendo a um outro tipo especial de projeção ortográfica: vistas especiais. além de estarem representados pela linha para arestas e contornos não visíveis. aparecem deformados. A face oblíqua está ligada à base por uma nervura. e isto dificulta a representação da vista auxiliar. além das vistas especiais. Para simplificar ainda mais o desenho técnico.

1-Vistas parciais Peças simétricas. Nos três casos. Acompanhe um exemplo. Ao analisar uma quarta parte da vista você deve imaginar que a peça foi dividida em quatro partes iguais. Quarta-parte de vista Há casos em que a representação ortográfica da peça pode ser ainda mais simplificada se a peça por simétrica longitudinal e transversalmente. podemos desenhar apenas uma parte da peça para representar o todo. a vista frontal correspondente em representação normal. 10.3. FIG. Fig.DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. Vamos analisar a representação de um suporte. 10. 1. Você já sabe que uma peça simétrica. Veja suas vistas: frontal e superior. Em desenho técnico. sem corte. mas apenas uma delas foi representada FIG 2 FIG.2Meia-vista Na representação de peças simétricas em meia-vista apenas metade da vista é desenhada. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves 10. a vista superior foi representada em meia-vista.2. 1 98/118 . Apenas ¼. quando a peça é simétrica. Se a peça for simétrica.Quarta-parte de vista vista é desenhada para representar o todo. cortada ao meio por um plano de corte longitudinal ou transversal. nada impede de representar esta vista única em meia-vista. Há casos em que uma única vista é suficiente para dar uma idéia completa da peça. Veja.. ao lado. fica dividida em duas metades iguais. A peça cilíndrica abaixo pode ser representada através de vista única. Agora veja três maneiras diferentes de representar esta peça com meia-vista.

Agora. Mas. Você estudou também a representação em seção. Existe um outro assunto muito importante que você vai aprender nesta aula. representados em corte. E aprendeu como se interpretam desenhos técnicos com representação de encurtamento. observe os dois modelos abaixo. estudar omissão de corte de corte de corte de corte de corte. corte composto. Qual destas duas peças corresponde à vista em corte anterior? Como as áreas atingidas pelo corte são semelhantes. você precisa. ao final desta aula você será capaz de: identificar elementos que devem ser representados com omissão de corte. A) B) 99/118 . O desenho aparece totalmente hachurado porque o corte atingiu totalmente as partes maciças da peça.DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves 11-Omissão de corte Você já aprendeu muitas noções sobre corte: corte total. dizer qual das peças atingidas pelo corte está representada na vista hachurada. à primeira vista. Para responder a essa questão. que é semelhante à epresentação em corte. meio-corte e corte parcial. você ainda não viu tudo sobre cortes. fica difícil. representada a seguir. antes. Assim. Observe a vista em corte. e interpretar elementos representados com omissão de corte. identificar as vistas ortográficas onde há representação com omissão de corte. que também requer a imaginação de cortes na peça.

Carlos Aurélio Dilli Gonçalves 100/118 .DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof.

Veja alguns exemplos de peças que precisam desse tipo de representação. podem ser representadas com rotação de parte da peça. são representadas por meio de outro tipo especial de projeção ortográfica: a projeção com rotação.DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. Apenas as peças com partes oblíquas associadas a um eixo de rotação. por convenção. A rotação de partes oblíquas possibilita evitar a distorção e o encurtamento que resultariam de uma projeção ortográfica normal. Nem todas as peças que têm partes oblíquas podem ser representadas em projeção com rotação.Projeção com rotação Certas peças que têm superfícies oblíquas em relação aos planos de projeção. 101/118 . Carlos Aurélio Dilli Gonçalves 12.

foi realizada uma cotagem em cadeia. por exemplo. Analise você mesmo as demais cotas.DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. para ilustrar a aplicação do sistema de cotagem em cadeia. cada parte da peça é cotada individualmente. Cotagem em cadeia Neste desenho. na cotagem em cadeia. A parte identificada pela letra A. Observe que. A partir desta face de referência foram indicadas as cotas: 35 e 45. A extremidade do corpo do pino foi escolhida como face de referência. enquanto que a vista frontal apresenta a cotagem completa. mede 25 mm de comprimento. a vista frontal do pino com rebaixo. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves 13-COTAGEM Observe a vista frontal de uma peça cilíndrica formada por várias partes com diâmetros diferentes. como se observa na perspectiva. Note que a perspectiva apresenta apenas duas cotas. Foram inscritas apenas as cotas que indicam o comprimento de cada parte da peça. Você deve ter reparado que a cotagem da peça não está completa. Cotagem por face de referência Observe a perspectiva cotada e. Já a cota 12 indica o comprimento da parte C. Você notou que foi prolongada uma linha auxiliar a partir da face de referência tomada como base para indicação das cotas de comprimento: 35 e 45? 102/118 . ao lado.

DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. 103/118 . Na cotagem por elemento de referência as cotas são indicadas a partir de uma parte da peça ou do desenho tomado como referência. isto é. Este elemento de referência tanto pode ser uma face da peça como também uma linha básica linha básica linha básica linha básica linha básica. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves No desenho acima a Cotagem por elemento de referência. uma linha que serve de base para a cotagem. Este sistema de cotagem deve ser escolhido sempre que é necessário evitar o acúmulo de erros construtivos na execução da peça.

... .... Carlos Aurélio Dilli Gonçalves Exercício Escreva as cotas pedidas: a) comprimento..... altura e espessura da peça: .. .. c) cotas indicadas a partir da face de referência A: .... e) cotas de localização do recorte: ..... ... . Formas de cotagem a partir de elementos de referência Quando a cotagem da peça é feita por elemento de referência... 104/118 ... b) diâmetro dos furos .. Daí o nome: cotagem em paralelo........ ..DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof... e ...... Observe que a linhas de cota estão dispostas em paralelo em paralelo em paralelo umas em relação às outras....................... ................ d) cotas indicadas a partir da face de referência B: ... as cotas podem ser indicadas de duas maneiras duas maneiras duas maneiras duas maneiras duas maneiras: por cotagem em paralelo e cotagem aditiva.. Cotagem em paralelo Observe o próximo desenho... . A localização dos furos foi determinada a partir da mesma face de referência. . ..

.DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof........ .. 50 (altura) e 6 (espessura) – foi indicada a cota 10... que representa o diâmetro dos furos... Veja a peça... Carlos Aurélio Dilli Gonçalves 13... Observe que algumas cotas foram determinadas a partir da linha básica. representada em vista única cotada.. Além das cotas básicas – 95 (comprimento).. Cotagem aditiva Existe uma outra maneira de indicar a cotagem 105/118 . b) Cotas determinadas a partir da linha básica horizontal: ..1-COTAGEM POR LINHA BASE Indique as cotas pedidas: a) Cotas determinadas a partir da linha básica vertical:.. que corresponde à linha de simetria horizontal da peça.. Essa peça apresenta uma curvatura irregular..........

8..................: ............. 10. d) As cotas de localização do furo nº 5 são ...DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof... 12 e 14? R...... a) As cotas de localização do furo nº 2 são ....... mm.. Responda às questões: a. mm de distância na direção do eixo x e a . 106/118 ... mm e em relação ao eixo y é de ................ e ..... Veja a mesma placa com 6 furos.. .. ..... c) A distância do furo nº 4 em relação ao eixo x é de .. mm.. e)) O diâmetro do furo nº 6 é . e seu diâmetro é .Qual o sistema de cotagem que permitiu determinar as cotas: 6.... a) ( ) Cotagem aditiva e cotagem em paralelo..... ( ) Cotagem em cadeia e cotagem em paralelo.... b)) ( ) Cotagem em cadeia e cotagem aditiva.... agora com aplicação de cotagem aditiva......... b) Qual o sistema empregado para determinar as cotas 10 ´ 8 (80)? R.... mm.... que você estudou cotada em paralelo......................... e. aditiva: consiste na cotagem por coordenadas Observe o desenho técnico da placa com furos e a tabela e preencha corretamente os espaços em branco....... b) cotagem em cadeia............. a) cotagem por elemento de referência.... Carlos Aurélio Dilli Gonçalves Este tipo de cotagem pode ser usado quando houver limitação de espaço e desde que não cause dificuldades na interpretação do desenho..: ....... f) O furo nº 7 fica localizado pelas cotas .. e .. mm de distância na direção do eixo y e seu diâmetro é .... b) O furo nº 3 está a ..

2-COTAGEM ESPECIAL 107/118 .DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves 13.

Carlos Aurélio Dilli Gonçalves Observe os desenhos abaixo e escreva. 108/118 . nos parênteses: (D) nas vistas que apresentam o centro de circunferência deslocado e (DA) nas que apresentam o centro de circunferência deslocado e afastado tado da linha de centro ou da linha de simetria.DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof.

Carlos Aurélio Dilli Gonçalves Exercício: No desenho abaixo. complete a cotagem dos furos. sabendo que a peça tem cinco furos espaçados igualmente e a distância entre os centros dos furos é de 10º. Resposta: Faça a leitura da cotagem da peça: Faça a leitura da cotagem da peça Faça a leitura da cotagem da peça 109/118 .DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof.

sabendo que o diâmetro menor desta peça é 10.. b) Qual a cota que dimensiona o elemento esférico B? R... a) Qual a cota que dimensiona o elemento esférico A? R.... a relação de conicidade...... reproduza a peça.. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves Indique. o que significa uma relação de conicidade de 1:50.. se o diâmetro diminuiu 2 mm em 100 mm então a redução do diâmetro foi de 1 mm para cada 50 mm do comprimento da peça. no desenho técnico.: .... Isso porque.: .. 110/118 .....DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. Em folha A4...

.... 111/118 .DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof.... as seguintes cotas: a) comprimento da peça: 158 mm b) comprimento da parte encurtada: 100 mm c) diâmetro da seção da parte encurtada 15 mm Quantos furos tem esta peça? R: ..... no desenho técnico. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves Faça em A4...

Exemplos de conjunto correia polia e motores a combustão e plantas baixas residências. observe a escada de acesso. cote e apresente para o professor. 112/118 . Paredes internas 15 cm e externas 25 cm. desenhe em folha A3 em escala adequada. POLIAS E CORREIAS Exercício: Desenhe as TRÊS plantas baixas.3. A planta número 1 apresenta uma garagem que se encontra em nível inferior da residência. aplique um corte para representar os detalhes internos que você julgar necessário EM CADA UMA DELAS.DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. E ainda. Considere o terreno 12 x27 para cada uma das casas. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves 13.

DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof.3 m² Quarto 11.2 m² Estar Social 14.5 m² Hall Quarto 13.8 m² Quarto 22 m² WC 5.3 m² WC 6.3 m² Cozinha 14. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves Sala TV/Som 16.4 m² Cozinha 12 m² PLANTA BAIXA1 Terraço 9 m² Sala 13.6 m² PLANTA BAIXA 2 113/118 .

DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. 114/118 . Carlos Aurélio Dilli Gonçalves PLANTA BAIXA 3 COM INDICAÇÃO DE CORTE SIMBOLOGIA E CONVENÇÔES EM ELETRICIDADE E HIDRÁULICA.

Carlos Aurélio Dilli Gonçalves 115/118 .DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof.

Carlos Aurélio Dilli Gonçalves 116/119 .DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof.

117/119 . Carlos Aurélio Dilli Gonçalves A simbologia e convenções gráfica constituem uma ferramenta de apoio à elaboração de plantas e projetos de edificações.DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. Consultar as normas técnicas da ABNT referente ao seu projeto ou estudo.

M. 21. 21 de agosto de 2000. e Científicos. Ed. 5.1977. Desenho Arquitetônico. Ardevan (1986).Alegre. SENAI-DTE-DTMD. MACHADO. 1 e 2. MANFÉ. 1981.Didujo Industrial . São Paulo : Projeto Editores Associados. Geometria Gráfica Tridimensional. 1976.Apostila de Desenho Técnico. Projetista de Máquinas. 7. 17. de ª Viera Costa. ETT. 1990. 16. Os conteúdos deste Caderno Universitário foram desenvolvidos através do conhecimento de bases teóricas e de aplicação prática necessárias à perfeita interpretação e elaboração de desenhos. Florianópolis.I. Rio de Janeiro. Geometria Descritiva. 23. R. Ponto . S. Para que projetistas. UFPE. 1977. 24. STRANEO. Desenho Técnico. W. V. S. Globo. ASENSI. UFPE. Geometria Gráfica Tridimensional. Editora SA.A.1989. PRÍNCIPE Jr. São Paulo. CREDER. Globo. 13. Rio de Janeiro. Carlos Aurélio Dilli Gonçalves Considerações finais O Caderno Universitário de Desenho Técnico e Geometria Descritiva foi elaborado a partir de conteúdos que representam um conjunto harmônico de temas com objetivo de integração com outras disciplinas dos cursos de engenharia.Editora Mir . SCHNEIDER. Editora Universitária. 306 p.L.1972 8. São Paulo. 1973. Mário Duarte e Alcyr P. 1976. 18. Geometria Descriptiva.Ed. Ed. desenhistas e fabricantes utilizem à mesma linguagem de comunicação existem regras a serem cumpridas. Publicações Pró-Tec. Porto Alegre. 15. ASENSI. Florianópolis : Editora de UFSC. Instalaçãoes Hidráulicas. NEWMAN.DESENHO TÉCNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA Prof. Expressão Gráfica e Desenho Técnico Livros Técnicos. 26° ed. funciona como um eficaz veículo de comunicação de idéias e de ordenações técnicas. Desenho Técnico Mecânico. JOHANN. ABNT . Ed. Rio de Janeiro. 597p. A. Recife.II.1988. MacGraw Hill. 9. PROVENZA. 10. Porto Alegre. São Paulo. Fernando Izquierdo (1990). 2a Edição. Bibliografia recomendada 1. O Desenho Técnico associado à Normalização. Rio de Janeiro. Ao Livro Técnico. S. Permite interpretação e a compreensão harmoniosa de uma multiplicidade de realidades. R. COSTA.Normas para o Desenho Técnico. Mário Duarte e Alcyr P.Villanueva . Essas regras foram amplamente discutidas e exercitadas neste CARDERNO UNIVERSITÁRIO. 3. FRENCH. 2. 118/119 . Essas regras são definidas através de Normas Brasileiras (NB) e ABNT(Associação Brasileira de Normas Técnicas) que devem estar de acordo com as recomendações da ISO (International Organization for Standardization). e outros. Polígono. Sistemas de Representação. El Dibujo Tecnico Mecânico. II. Jounville. 12. Madrid: Editorial Dossat. Urno Bilbao. Desenho Técnico.Reta e Plano.Manual de Desenho Técnico Mecânico. de ª Viera Costa. BACHMANN e FORBERG. HOELSCHER. O Desenho Técnico e a Geometria Descritiva são linguagens universais de representação e comunicação. 1973. José Henderson. MEC . COSTA. 1973. Manual Básico de Desenho Técnico. Desenvolvimento de Chapas. Geometria Descritiva. 4. Ed. Volume 2. 14.A. Hemus Livraria Editora Ltda. Editora Universitária. Ed.P.1992. 1977. 6.Globo. Coletânea de Normas de Desenho Técnico.1967. 22. Virgílio Vieira (1997). PEIXOTO. William M. Francisco.1972 20. e CONSORTI. Japão. Giovanni e outros. Madrid: Editorial Dossat. Ao Livro Técnico.Moscou. Recife. 1a Edição. ABNT/SENAI. 1977. Sproull. 505p. Ed. Ejercicios de Geometría Descriptiva.Prática de Didujo Técnico . & Robert F. S/A. 11. SPECK. THOMAS. JASHKE. Volume 1. Fernando Izquierdo (1990). Desenho Técnico. ProkrovsKaia . 19.P. Hélio. Vol. Gildo. MONTENEGRO. Principles of Interactive Computer Graphics.

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