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SIMBERG S. Resumo do curso: MÉTODO DOS TUBOS DE RESSONÂNCIA NA TERAPIA DE VOZ. Liubliana,

SIMBERG S. Resumo do curso: MÉTODO DOS TUBOS DE RESSONÂNCIA NA TERAPIA DE VOZ. Liubliana, Eslovênia, 2009. 7th CPLOL Congress.

Notas para discussão:

Os tubos de ressonância na terapia de voz foram propostos por SOVIJÄRVI, um foneticista da Universidade de Helsinki, e têm sido utilizados desde a década de 1960. O professor testou diversos tipos em crianças com hipernasalidade passando a empregá-los em cantores adultos com problemas de voz. O princípio básico é produzir fonação em um tubo, dentro de uma vasilha com água (copo ou garrafa não são adequados).

- O uso dos tubos é indicado para a maior parte dos distúrbios vocais e tem foco

holístico na fonação, respiração e postura, podendo ser usados em combinação com outros exercícios.

- Os resultados positivos do uso dos tubos de ressonância devem-se ao abaixamento da laringe e à firmeza na vibração das pregas vocais.

- Os tubos não devem ser usados se provocam tosse para o paciente.

- Quando o exercício é realizado corretamente, os músculos envolvidos na produção da voz se equilibram com maior economia muscular.

- O comprimento do tubo foi calculado pelo seu idealizador, a partir de estudos de raio-X da área da bifurcação da traquéia até os dentes, dobrando o valor deste comprimento.

- O tubo deve ser de vidro para que a refração do som em suas paredes contribua ao monitoramento auditivo (tubos de borracha absorvem o som) com 1mm de espessura e 9mm de diâmetro para adultos e 8mm para crianças.

- O comprimento médio do tubo deve ser de 24 a 25cm para crianças e de 26 a

28cm para adultos, com as seguintes especificações: 24cm para 8 anos; 24,5cm para 9; 25cm para 10 anos; 25,5cm para 11 anos; 26cm para 12 anos; 26cm para soprano e tenor; 26,5cm para soprano dramático e tenor-barítono; 27cm para mezzo-soprano e barítono; 27,5cm para mezzo-alto e baixo-barítono; e 28cm para

contralto e baixo.

- Como os pacientes não conhecem sua classificação vocal e como a voz pode estar desviada a ponto de impedir a categorização, sugere-se testar diferentes comprimentos e verificar qual contribui para um maior abaixamento da laringe durante a produção do som.

- Mantenha um recipiente com água na mesa (e não segurando com as mãos), com

dois terços de líquido para não transbordar durante o exercício, na altura da cabeça

para favorecer uma postura relaxada, mantendo-se o tubo entre o polegar e o indicador, com cerca de 1mm entre os dentes, lábios arredondados para que não haja escape de ar e cabeça em postura reta.

- A ponta do tubo deve atingir somente de 1 a 2cm abaixo da superfície da água nos casos de hiperfunção vocal, voz tensa, fadiga e nódulos; nos casos de

fechamento glótico incompleto, como por exemplo por paralisia ou paresia, o tubo deve ser aprofundado para 5 a 15cm (nesse caso, as emissões devem ser obrigatoriamente curtas).

- Pode-se solicitar ao paciente que simplesmente emita um som prolongado no tubo

ou usar palavras como “jjjibbbiiii”, “jjjobbbo”, “jjjubbbu”, com a fricativa sonora para evitar o ataque vocal e prolongando-se os sons, particularmente a fase do /b/, para que o músculo depressor da laringe tenha mais tempo de reagir; o uso da fricativa também amplia a faringe e traz a epiglote para uma posição mais elevada.

- O paciente deve exercitar na terapia e em casa (intensivamente nas primeiras

duas semanas, de 10 a 12 vezes ao dia, com duração de 1 minuto cada, seguindo-

se nas semanas subseqüentes com 5 a 6 vezes ao dia por 4 a 5 minutos cada).

- As sensações são de vibrações distintas e de pressão retroflexa na laringe, o que é geralmente interpretado como uma situação relaxante.

- Alguns pacientes têm sensações negativas no início do treinamento, como secura, muco excessivo, coceira e pigarro, o que geralmente desaparece em dois dias.

- Com a progressão do treinamento podem-se utilizar modulações diversas.

- Os erros mais comuns são: borbulhar a água sem fonação, deixar o tubo muito

fundo, usar uma frequência muito grave ou muito aguda, usar uma emissão cantada e não de fala, esquecer de respirar ou postura corporal inadequada; alguns

pacientes têm dificuldade de concentração ou de feedback auditivo.

- Quando o terminal livre do tubo é mantido na água, as borbulhas durante a fonação se refletem até a glote, o que foi verificado em análise com fotografia ultra-rápida.

- Deve-se controlar constantemente a qualidade vocal durante o exercício.

- Se o tubo for muito estreito, muito longo, ou mantido muito submerso na água, a fonação pode ser difícil e a resistência muito grande.

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A
B
B

C

pode ser difícil e a resistência muito grande. A B C A.Postura correta fechamento glótico incompleto

A.Postura correta

fechamento glótico incompleto

B.Profundidade casos de para hiperfunção

C. Profundidade para

Resumido por: Dra Mara Behlau e Me Gisele Oliveira cevfono@uol.com.br CEV. Rua Machado Bittencourt 361. São Paulo, SP. 04044-001 tel. 11-5575-1710