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IRINEU MARINHO (1876-1925)

OGLOBO
RIO DE JANEIRO, QUARTA-FEIRA, 28 DE MARÇO DE 2012 • ANO LXXXVII • N o 28.723

ROBERTO MARINHO (1904-2003)

Procurador pede que STF investigue Demóstenes
● Três anos após receber a denúncia sobre as relações entre o senador Demóstenes Torres e o contraventor Carlinhos Cachoeira, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pediu ao Supremo a abertura de inquérito. Demóstenes se afastou da liderança do DEM no Senado e, sob risco de ser expulso do partido, já cogita renunciar. Página 3

PM começa a substituir o Exército no Alemão
Nova ocupação dispõe até de software para monitorar os policiais
Domingos Peixoto

ELIO GASPARI

O problema do senador Demóstenes está em se distinguir o verossímil do verdadeiro. Página 6

Que pena!
O projeto que põe fim ao pagamento de 14 o e 15 o salários a senadores foi aprovado ontem numa comissão da Casa, sob lamento do senador Cyro Miranda (PSDBGO): “Tenho pena daqueles obrigados a viver com R$ 19 mil líquidos com a estrutura que temos aqui.” Página 9

Após um ano e quatro meses de atuação do Exército no Complexo do Alemão, a Polícia Militar começa a substituir as tropas federais. Um grupo de 750 policiais — entre os quais 300 recrutas — chegou ontem à região para iniciar a instalação das duas primeiras Unidades de Polícia Pacificadora em duas favelas. As outras dez comunidades do complexo serão ocupadas gradativamente. Segundo o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, todo o processo de implantação das oito UPPs será concluído em 27 de junho. A operação conta com um programa de computador capaz de controlar, em tempo real, toda a movimentação da tropa. Página 14

Na Rocinha, mais 40 homens no policiamento
● Dois dias após a morte do líder comunitário Vanderlan Barros de Oliveira, a PM reforça a segurança na Rocinha, com mais 40 homens no policiamento. Página 15 e editorial “Instalação de UPP na Rocinha corre riscos”

Cidades terão 6,3 bilhões até 2050
Estudo da ONU divulgado na conferência Planeta sob Pressão revela que a população urbana quase dobrará até 2050. Em Nova York, os países ricos se recusaram a estender o prazo das negociações que antecedem a Página 32 Rio+20.

POLICIAIS DO Batalhão de Choque participam da nova ocupação da PM no Complexo do Alemão, para instalação de UPPs

Cordialidade entre líderes

Divulgação

Gol e TAM perdem mais de R$ 1 bilhão
● Com a guerra de tarifas, o salto de 23% nos preços do querosene de aviação e a alta do dólar, a Gol registrou prejuízo de R$ 710 milhões em 2011 (contra lucro de R$ 214 milhões no ano anterior), enquanto a TAM perdeu R$ 335 milhões,

Papa e Cuba em troca de alfinetadas
Sem citações diretas um ao outro, o Papa Bento XVI defendeu indiretamente os direitos humanos, enquanto o governo cubano disse que o socialismo permanecerá. Página 29
● ●

após lucrar R$ 637 milhões em 2010. O valor de mercado das duas maiores empresas aéreas do país despencou. Desde 2007, caiu mais de R$ 11 bilhões. A Gol vai fazer cortes de pessoal e eliminar até 100 voos diários. Página 23

ZUENIR VENTURA

ROBERTO DAMATTA
A morte, mesmo de um desconhecido da maioria, obriga a recordar a beleza e o encanto. Página 7

Os ex-presidentes Fernando Henrique e Lula conversaram ontem por uma hora no Hospital Sírio-Libanês, onde o petista trata de um câncer na laringe. Página 10

Heleno de Freitas, Raul Seixas e Chico Anysio: três tipos do clube dos gênios mortos. Página 7

Enquanto isso, na Índia...

Roberto Stuckert Filho/PR

CHICO

SEGUNDO CADERNO
Reprodução

ENTREOUVIDO ENTRE OS NEORROMÂNTICOS DE CUBA

Um texto inédito de Chico Anysio, em uma busca pelo menino que tinha sido. ARTUR XEXÉO: Ninguém é insubstituível, mas Chico Anysio é uma exceção. O museu francês Pompidou mostra interesse na arte brasileira contemporânea.
•••

Dilma é recebida, em Nova Délhi, com colar de flores e bindi na testa (tinta vermelha), tradições da Índia, onde a presidente participa de reunião do Brics. Página 24
2,50

— ...a ver se logramos afinar...
.

Edição Metropolitana • Preço deste exemplar no Estado do Rio de Janeiro • R$

• Circulam com esta edição: Classificados, Segundo Caderno, Carro etc e caderno Esportes: 128 páginas

2

2ª edição • Quarta-feira, 28 de março de 2012

O GLOBO
John Vizcaino/Reuters

PANORAMA POLÍTICO
de Brasília

Subalterno
Com dois temas relevantes para serem votados, a Lei Geral da Copa e o Código Florestal, o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), e os líderes aliados chegaram à conclusão de que pegaria muito mal para a Casa esperar a presidente Dilma voltar do exterior para retomar as votações, como havia sido anunciado. Os mais experientes dizem que o Congresso sempre se submeteu aos governos que formam maioria, mas que, no passado, havia a preocupação de salvar as aparências.

A posição do relator do Código Florestal

Sequência de golpes nas Farc
Policiais colombianos alinham os corpos de 35 guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) mortos anteontem numa operação militar nas selvas remotas da província de Meta, no centro do país. O ataque contou com apoio da Força Aérea, e foi realizado, segundo as autoridades, quando os guerrilheiros faziam cursos. Foi o segundo golpe duro seguido na guerrilha. Na semana passada, outro ataque matou 33 integrantes das Farc em Arauca.

Com acordo, Câmara vota hoje a Lei Geral da Copa
O presidente interino da República, Marco Maia (PT-SP), costurou um acordo para votar hoje a Lei Geral da Copa. O Código Florestal será votado em abril. O PAÍS, página 4

Clube culpa o instrutor de parapente e põe mais fiscais

Rufolo tinha funcionário na cúpula de hospital federal
Uma das empresas acusadas de fraudar licitações conseguiu colocar funcionário como coordenador administrativo do RIO, página 21 Hospital do Andaraí.

O Clube São Conrado de Voo Livre concluiu que o instrutor é o responsável pela morte de jovem que caiu do parapente e reforçará segurança das rampas. RIO, página 17

● Relator do Código Florestal, o deputado Paulo Piau (PMDBMG) fechou sua proposta e adotou como linha a posição do ministro Mendes Ribeiro (Agricultura). No artigo 1 o , que trata da função da propriedade rural, vai retomar o texto aprovado pela Câmara, pois o texto do Senado fere a Lei Complementar 98. Assim, a função será produzir alimen-

tos, e não preservar o meio ambiente. No artigo 62, vai ficar com o texto do Senado, rejeitando os incisos 5, 7, 13 e 14. Essa condução desagrada a ministra Izabella Teixeira (Meio Ambiente) e também os ruralistas mais radicais. Numa reunião reservada, Mendes Ribeiro manifestou otimismo: “Nunca estivemos tão perto de um acordo”.

Não foi vitória acachapante. Melhor assim, não

humilha ninguém” — Alberto Goldman, vice-presidente do
PSDB, sobre o desempenho de José Serra nas prévias
Ricardo Stuckert/Instituto Lula/6-3-2012

Rio investiga mais uma morte OCDE alerta que crise da por dengue, agora na Tijuca Europa está longe do fim
● A Secretaria municipal de Saúde investiga se Edson Couto, de 71 anos, é a terceira vítima de dengue na cidade. Exame confirmou RIO, página 16 que ele tivera a doença. ● A organização diz que os bancos continuam vulneráveis, a dívida dos países aumentou e as metas fiscais não foram alcançadas. ECONOMIA, página 25, e Míriam Leitão

Cristina apresenta projeto para facilitar divórcio e adoção
O projeto do governo argentino permite que o divórcio seja iniciado por apenas um dos cônjuges, que não precisarão explicar os motivos da decisão. O MUNDO, página 30

Flamengo tenta, pelo menos, um empate contra Olimpia
Segundo colocado no Grupo 2 da Libertadores, o Flamengo tem jogo-chave contra o Olimpia, hoje, em Assunção. O empate é bom resultado. CADERNO ESPORTES

Novo Fiat Siena cresce, traz novidades e se liberta do Palio
Depois de 14 anos o Fiat Siena mudou de aparência. A nova geração do sedã tem estilo diferente do Palio. Testes mostram que o destaque é a suspensão. CARRO ETC

HÁ 50 ANOS
Em sua coluna, Nelson Rodrigues cria o termo a pátria de chuteiras
CADERNO ESPORTES • PÁGINA 2

JEITO. O ex-presidente Lula tem se mostrado preocupado com a
tensão crescente entre a presidente Dilma e o Congresso. Ele não questiona suas decisões, mas sim a metodologia. Lula tem repetido a aliados que ela poderia fazer as mesmas coisas, mas de outra forma. O ex-presidente considera a truculência de Dilma desnecessária. Um exemplo recente foi o processo de troca dos líderes do governo na Câmara e no Senado.

POR DENTRO DO GLOBO
air de um dos países mais ricos e pequenos do mundo — a Suíça, com menos de 8 milhões de habitantes — para desembarcar num gigante emergente com uma população de 1,2 bilhão de pessoas, na sua maioria, pobres, “é uma experiência, em si”, relata D EBORAH B ERLINCK , enviada especial a Nova Délhi. A repórter vai cobrir a 4 a reunião de cúpula do grupo Brics, que reúne a partir de hoje, na capital da Índia, as cinco maiores potências emergentes (Brasil, China, Índia, Rússia e África do Sul), como mostra reportagem publicada na editoria de Economia. A presidente Dilma Rousseff desembarcou ontem no início da tarde na cidade. — Cheguei de madrugada no hotel, um palácio, e já me diverti lendo o “Sunday Times” da Índia — conta Deborah. — Uma das manchetes era “Avião provoca engarrafamento na estrada”. Um Airbus 320 comprado por um rico empresário indiano, que quer instalar um museu dentro do avião, ficou preso entre fios e árvores em plena estrada, quando era transportado. Na foto, via-se o Airbus, entre bicicletas, motos e população, emperrado nos fios e numa árvore. E a outra manchete era “Epidemia de divórcio por cau-

Bola com Sarney
AUTOCRÍTICA
Na página 6 de ontem: “A incompetência virou elogio.” “Além do que, foi mantida a mesma lógica na designação dos novos ministros.” Erro de grafia. Certo: “Além do quê, foi mantida a mesma lógica na designação dos novos ministros.” P 9: “Senadores . agora querem investigar Demóstenes.” “Prefiro sofrer uma injustiça do que provocar uma injustiça.” Erro de regência. Certo: “Prefiro sofrer uma injustiça a provocar uma injustiça.” P 10: “Pistola de choque . mata mais um no Sul.” “Considerada ‘não letal’, arma da PM de Santa Catarina foi a mesma responsável por morte de brasileiro na Austrália.” Incoerência no uso do adjetivo. Certo: “Considerada ‘não letal’, arma da PM de Santa Catarina foi igual à responsável por morte de brasileiro na Austrália.” P 14: “Banco do cinema.” . (Ancelmo Gois). “A turma do cinema, que reclamando de atrasos no desembolso, sempre foi um pote até aqui de mágoas com a Finep.” Crítica: “que” a mais. Certo: “A turma do cinema, reclamando de atrasos no desembolso, sempre foi um pote até aqui de mágoas com a Finep.”

Modus operandi
● Sobre o congelamento da receita do Rio com royalties no patamar de 2011, o deputado Anthony Garotinho (PR-RJ) propõe a correção desse valor por um indexador. Os não produtores defendem a conversão em barris de petróleo.

S

Entre motos e vacas sagradas
sa de jejum de sexo nos casamentos”. Contava a história de um indiano que ganhou uma disputa de divórcio alegando que a mulher dele só teve relações sexuais com ele 15 vezes em cinco meses. O juiz concluiu que isso era “crueldade”. Aproveitando o tempo antes de a presidente chegar à Índia, Deborah foi ao Taj Mahal, mausoléu considerado uma das sete maravilhas do mundo, que Dilma vai visitar no sábado, quando encerra sua visita ao país. Uma viagem de 200 quilômetros de Nova Délhi até Agra, a cidade do monumento, que levou quatro horas e meia. — Eu me dei conta, no trajeto, dos problemas de infraestrutura da Índia: na estrada, era uma confusão de motos, algumas carregando até quatro pessoas, carro, vaca sagrada, caminhão velho, carroça, pedestre. Tinha carro na contramão e todos buzinavam: aqui, isso é esporte nacional. A Índia foi um dos países que mais cresceram nos últimos anos (mais de 9%), mas desacelerou para 6,1% no último trimestre, e o país enfrenta problemas políticos, além de enormes desafios econômicos, como inflação e falta de investimento estrangeiro.
Arquivo pessoal

Contrariando a resolução que impede a participação seguida na Comissão do Orçamento, o PSD indicou seus únicos senadores, Sérgio Petecão (AC) e Kátia Abreu (TO), como membros novamente. Está sendo questionado pelo PT.

Fim da guerra fiscal

A pedido do governo, o senador Armando Monteiro (PTB-PE) apresentará hoje, na CCJ, um voto em separado a favor do projeto de unificação do ICMS para produtos importados, contrariando o governador Renato Casagrande (ES). O parecer do relator, Ricardo Ferraço (PMDB-ES), é contrário. E os outros estados se opõem à proposta feita por Casagrande de um período de transição. Como compensação, o estado deve receber cerca de R$ 3 bi em antecipação de royalties e linhas de financiamento para obras de infraestrutura.

Ex-biônico

Racha
● A bancada do PSB no Senado se dividirá na votação do Funpresp. A líder, Lídice da Mata (BA), e Antonio Carlos Valadares (SE) votarão a favor, enquanto João Capiberibe (AP) será contra. Rodrigo Rollemberg (DF) ainda é dúvida.

O PMDB substituiu o exsenador Wilson Santiago (PB) pelo senador Luiz Henrique (SC) no Parlamento do Mercosul. Santiago tomou posse no Parlasul após ter perdido o mandato para Cássio Cunha Lima (PSDB-PB).

■■■■■■
● A VICE-PRESIDENTE da Câmara, Rose de Freitas (PMDBES), está uma arara por causa da demissão do assessor da diretoria-geral da ANP Fernando Câmara. ● PLANO B. Além de Luiza Erundina, o advogado Pedro Dallari é citado por dirigentes do PSB como opção para disputar a prefeitura de São Paulo. ● DUPLA JORNADA. Enquanto tentava desatar o nó na Câmara, a ministra Ideli Salvatti dividia suas preocupações com o nascimento da neta, quinta-feira passada, em Santa Catarina. “E eu aqui, naquela semana simples”, disse ela ontem, em um fórum sobre saúde da mulher.

Deborah, ao
centro, no Taj Mahal, em Agra, com indianos que pediram para tirar uma foto com a repórter

(Resumo da crítica interna coordenada pelo jornalista Aluizio Maranhão, distribuída todos os dias na Redação do GLOBO)

a Leia a íntegra da coluna
oglobo.com.br

O GLOBO NA INTERNET

ILIMAR FRANCO
correspondentes

com Fernanda Krakovics, sucursais e

E-mail para esta coluna: panoramapolitico@oglobo.com.br

h

Quarta-feira, 28 de março de 2012

O GLOBO

3

O PA Í S

Procurador-geral vê indícios consistentes contra senador e pede ao STF abertura de inquérito
roberto.maltchik@bsb.oglobo.com.br carolina@bsb.oglobo.com.br

Demóstenes sob investigação
Roberto Maltchik Carolina Brígido
BRASÍLIA

Ailton de Freitas

A

Procuradoria Geral da República (PGR) pediu ontem ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de inquérito para investigar o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), além dos deputados federais Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO) e Sandes Junior (PPGO), envolvidos com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso pela Polícia Federal sob a acusação de chefiar um esquema de exploração de jogos de azar. A decisão foi anunciada no início da noite, após intensa pressão sobre o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que desde 2009 conhecia as relações entre parlamentares e o contraventor. Ontem, Torres pediu afastamento da liderança do DEM no Senado. Ao pedir a investigação, Roberto Gurgel afirmou que os indícios contra os dois deputados federais são menos contundentes, em comparação com o material coletado sobre a relação entre Demóstenes e Carlinhos Cachoeira. Segundo reportagem do GLOBO, o senador do DEM pediu R$ 3 mil a Cachoeira para contratar um serviço de táxi-aéreo e confidenciou ao contraventor conversas que manteve no Executivo, no Legislativo e no Judiciário. A defesa do parlamentar confirmou que o cliente recebeu um aparelho Nextel, habilitado nos Estados Unidos, que teria sido usado para conversas secretas, segundo a PF. — Em relação a esses outros parlamentares, há menos elementos. Considerei os diálogos graves o suficiente para que pedisse abertura de inquérito — afirmou Gurgel, logo após apresentar a peça ao STF. Diante de indícios mais robustos contra o senador, Gurgel pediu ao STF que desmembre a investigação. Ele quer que seja instaurado um inquérito só para apurar as possíveis condutas ilícitas de Demóstenes Torres. Outro processo deve investigar se os dois deputados federais cometeram alguma ilegalidade. O procurador fez questão de frisar que a investigação parte de elementos ligados apenas ao contato dos parlamentares com o contraventor. — Os indícios são sempre relacionados ao personagem central daquelas investigações, que é conhecido como Carlinhos Cachoeira — afirmou o procurador.

DEMÓSTENES TORRES evitou entrevistas e saiu pelos fundos do Senado. Em encontros com líderes do governo e da oposição, tentou evitar um julgamento político

Renúncia é cogitada
Sem apoio, senador entrega liderança do DEM e pode até deixar mandato
marlima@bsb.oglobo.com.br

Maria Lima

Pressão de frente anticorrupção
Gurgel disse que passou os últimos 20 dias analisando o material produzido pela Polícia Federal, e ouvindo conversas gravadas, em um período de dez meses. Na documentação entregue ao STF, o procurador reuniu o material da Operação Monte Carlo, que no fim de fevereiro desbaratou uma organização criminosa que comandava os jogos de azar em Goiás. A operação resultou na prisão de 29 pessoas. O procurador-geral ainda incorporou informações recolhidas pela Superintendência da PF em Anápolis, em 2009, durante investigação precedente sobre os jogos de azar, que já indicava o envolvimento do contraventor com políticos do estado. O procurador, porém, não abriu inquérito à época. Gurgel entrou com o pedido de investigação após reunião com parlamentares da Frente de Combate à Corrupção do Congresso, que exigiam a apuração do caso. De acordo com o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), Gurgel argumentou que “tinha poucos elementos probatórios” para abrir um inquérito. E explicou que, em 2010, a Monte Carlo começara, dando ao procurador os indícios suficientes para investigar os parlamentares. — Segundo as informações do procurador, a investigação (Monte Carlo) ainda estava em curso. E como, claramente, envolvia membros do Congresso Nacional, ou seja, pessoas com foro privilegiado, se ele se antecipasse poderia interromper, atrapalhar as investigações — afirmou o senador Randolfe Rodrigues (PSOLl

A situação política do senador Demóstenes Torres piorou muito ontem e já não se descarta até uma renúncia do mandato em função da perda do apoio de antigos aliados no Senado. Com a imagem de defensor da ética maculada, a abertura de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) e sob o risco de ser expulso do partido e processado no Conselho de Ética do Senado por quebra de decoro parlamentar, Demóstenes foi forçado a entregar o cargo de líder do DEM. Nas primeiras horas da manhã ainda pediu aos colegas para não ter um julgamento político. O senador goiano chegou a apelar para inimigos ferrenhos, como o líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), e o presidente do Senado, José Sarney (PMDBAP), com quem teve um dos mais acalorados embates no plenário nos últimos anos. Mas não conseguiu garantia de que não sofrerá um julgamento político. Em 2007, quando enfrentava processo de cassação pelo envolvimento com lobistas, Renan teve em Demóstenes um dos mais duros algozes. Sem dar entrevistas e fugindo dos jornalistas — entrando e saindo do Senado pelos fundos —, Demóstel BRASÍLIA.

Ailton de Freitas

AGRIPINO MAIA: novo líder do DEM não descarta expulsão

nes passou a manhã em reuniões reservadas com líderes no Senado, do seu grupo de oposição e também com governistas. O encontro com Renan Calheiros, pelo menos por enquanto, teve o resultado esperado. — Eu acho que , em havendo investigação dos órgãos de controle, não há necessidade de uma investigação política aqui no Senado — defendeu Renan, que enfrentou processo de cassação no Senado e foi absolvido, mas teve que renunciar à presidência da Casa. Depois de receber de Demóstenes a carta-renúncia à liderança, o presidente do DEM, senador José Agripino (RN), assumiu o cargo de líder e lembrou o caso da expulsão do ex-governador José Roberto Arruda, declarando que, oficialmente, o partido ainda não discute uma possível expulsão de Demóstenes. Mas, ao ser questionado, deixou claro que, se ficar comprovado seu envolvimento em irregularidades no escândalo da Operação Monte Carlo, isso não está descartado. — Se chegar a evidências como no caso do Arruda? O partido não hesitará nem um minuto! (sobre a expulsão de Demóstenes) — disse Agripino, informando que não conversou sobre a possibilidade com Demóstenes, mas que ele sabe disso. — Até lá estaremos reféns dos fatos. Estamos no campo das hipóteses. O DEM tem autoridade moral para dizer e fazer o que os outros partidos não fizeram. Não convivemos com a perda da ética — disse Agripino. Até a decisão do procurador Roberto Gurgel de encaminhar o caso ao Supremo, o PSDB ainda relutava em falar em processo no Conselho de Ética. Mas, no final do dia, o líder tucano Álvaro Dias (PR) mudou o discurso e disse que, se houver envolvimento de parlamentares, o PSDB vai tomar providências enérgicas e imediatas: — Conhecendo o teor das investigações e se houver justificativas para tal, se houver envolvimento de parlamentares, eu apoio a ida do caso para o Conselho de Ética. Não podemos usar dois pesos e duas medidas. Em silêncio desde 6 de março, quando foi à tribuna se defender das primeiras denúncias e recebeu a solidariedade maciça do plenário, Demóstenes divulgou carta enviada a Sarney afirmando que não pretende voltar à tribuna até conhecer o teor das investigações da PGR e da Polícia Federal. Mas disse que não deixará nada sem resposta. “(...) Não me escusarei de responder a qualquer questionamento que, porventura, seja feito pelos senadores e senhoras senadoras. Reafirmo o que disse no plenário: se existe alguma suspeita sobre o meu procedimento, exijo profunda e meticulosa investigação no foro constitucional adequado, qual seja o Supremo Tribunal Federal.” em três inquéritos dependerá da decisão do STF. O advogado de Demóstenes, Antônio Carlos de Almeida Castro, afirmou que o pedido de abertura de inquérito era o que a defesa queria para impedir a exposição “cruel e indevida” do senador. Castro ressaltou que as provas contra Demóstenes, caso existam e sejam fruto das interceptações telefônicas, são nulas, pois o parlamentar não era investigado. n

Na ocasião, recebemos diversos presentes, inclusive um fogão e uma geladeira ofertados pelo casal de amigos. A boa educação recomenda não perguntar o preço de um presente, muito menos recusá-lo
Demóstenes sobre os presentes que recebeu de Carlinhos Cachoeira, em março

Podem grampear à vontade. Não vão encontrar nada. Isso não vai me intimidar
Ao afirmar não temer investigação de suas ligações com o contraventor, em março

Já esgotei a capacidade de aguentar calado e a paciência se esvaiu. Vou pedir o desligamento dos membros do DEM que estão no governo (do Distrito Federal). Ou saem do governo, ou do partido.
Sobre mensalão do DEM em Brasília, em 2010

Vamos continuar o processo de obstrução e lutar para investigá-lo dignamente
Ao votar pela cassação de Renan Calheiros, a quem pediu ajuda ontem, em 2007

AP), antes de anunciar que pedirá hoje a abertura de processo por quebra de decoro parlamentar contra o senador Demóstenes Torres. Randolfe e o senador Pedro Taques (PDT-MT) pediram ao procurador-geral que envie ao Congresso o conteúdo da investigação que relaciona o contraventor aos parlamentares, citados nas conversas telefônicas interceptadas pela PF, com autorização judicial. Também pediram

que a PGR informe os nomes de todos os parlamentares citados no relatório da investigação. A representação também foi remetida para julgamento do STF, uma vez que o processo corre em segredo judicial. Uma terceira frente de apuração deve ser feita na Justiça de Goiás, contra Carlinhos Cachoeira e integrantes de seu grupo, que não têm foro privilegiado. A decisão sobre o desmembramento da investigação

Corrupção é um negócio suprapartidário. Os malandros estão em todos os governos e, às vezes, migram de um governo para outro
Como relator da CPI do apagão aéreo, em 2007

4 • O PAÍS

O GLOBO

Quarta-feira, 28 de março de 2012

MERVAL PEREIRA
A mesma crise
l

Com Dilma na Índia, Câmara vota hoje Lei Geral da Copa e Funpresp
Após duas semanas de crise, líderes da oposição e do governo fecham acordo
Ailton de Freitas

isabraga@bsb.oglobo.com.br crisjung@bsb.oglobo.com.br

Isabel Braga

Os casos do ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, e do senador Demóstenes Torres, até ontem líder do Democratas, são duas faces da mesma questão: a incompatibilidade de nossos homens públicos com a ética.
ce para mostrar que ele fez as consultorias tão regiamente pagas. Na opinião do historiador Boris Fausto, já registrada aqui na coluna, mas que vale a pena ser relembrada, os políticos atuais não são piores que seus antecessores históricos. Ele atribui a decadência na parte ética a circunstâncias históricas do desenvolvimento do país, típicas da pós-modernidade: o crescimento avassalador do capitalismo de Estado e a possibilidade de ganhar muito dinheiro no mercado financeiro no mundo globalizado. O capitalismo de Estado fez surgir uma nova classe dirigente que mistura o poder sindicalista emergente, dominando os fundos de pensão das estatais, e as megaempresas multinacionais. Boris Fausto também destacou que os desvios éticos são tratados com leniência, explicados com desculpas do tipo “sempre foi assim” ou com versões fantasiosas que passam a ser tratadas como verdades, como no caso do mensalão, que, com a ajuda do próprio presidente Lula, quer-se fazer passar por um financiamento de caixa dois de campanhas eleitorais. No caso do senador Demóstenes Torres, há um movimento dentro do Senado para blindá-lo de uma investigação pela Comissão de Ética. Ele está negociando com seus pares essa blindagem e já recebeu apoios públicos de alguns deles, da mesma forma que grande parte subiu à Tribuna para defendê-lo nas primeiras acusações. Agora, com as denúncias se avolumando, e os indícios levando à evidência de uma relação promíscua entre o senador e o bicheiro, os senadores tentam um recuo constrangedor. O ex-senador Darci Ribeiro dizia que o Senado era melhor do que o Céu porque não era preciso morrer para estar nele. Esse corporativismo que mais uma vez se fez presente é reflexo de uma distorção ética denunciada pelo sociólogo Pierre Bourdieu, que identifica um modo artificial de pensar exigido para os que querem participar do mundo político, um verdadeiro monopólio da política pelos profissionais da política. Para exercê-la, segundo Bourdieu, seria preciso dominar certos códigos próprios, submeter-se “aos valores, às hierarquias e às censuras inerentes a esse campo ou à forma específica que suas obrigações e seus controles revestem no seio de cada partido”. Haveria entre os políticos “um contrato tácito” que implica reconhecer esse jogo “pelo próprio fato de que vale a pena ser jogado. Por isso, Bourdieu considera a representação política uma luta, com regras próprias, pela conquista de poderes. O cidadão comum e a ética pública, da maneira como a cidadania se expressa, ficariam alijados desse jogo, o que explicaria o distanciamento cada vez maior entre a sociedade e os políticos, um fenômeno que ocorre em termos mundiais e é responsável pela crise institucional que a atividade política vive no país.

Cristiane Jungblut

Os dois estão perdendo as condições políticas de exercerem suas respectivas funções por deslizes éticos. O senador já renunciou à liderança e é capaz de ser defenestrado do partido que parece condenado a sofrer baixas éticas entre suas principais lideranças. O ex-governador de Brasília José Roberto Arruda era a grande estrela do DEM, considerado até mesmo um potencial candidato à Presidência da República, e escorreu pelo ralo da História com a descoberta de um amplíssimo esquema de corrupção em seu governo. O senador Demóstenes Torres ia pelo mesmo caminho, arvorando-se de candidato a presidente, quando sua amizade com o bicheiro Carlinhos Cachoeira cortou-lhe as ambições. O ministro, alvo de investigação da Comissão de Ética Pública da Presidência, não tem como explicar as consultorias que teriam lhe rendido R$ 2 milhões. Mesmo não tendo cargo público na ocasião, Pimentel já era cotado para o Ministério de Dilma e atuava na coordenação de sua campanha. Já o senador Demóstenes Torres terá uma investigação pedida pelo procurador-geral da República ao Supremo e dificilmente escapará de ser investigado pela Comissão de Ética do Senado. Está vendo cair por terra a imagem que construíra para si mesmo, a do defensor da ética na política. Suas relações com o bicheiro Carlinhos Cachoeira não lhe permitem mais assumir esse papel, que, aliás, desempenhou muito bem durante longo tempo, enganando quem acreditava nele. No voto de Minerva que decidiu o pedido de explicações ao ministro Fernando Pimentel, o presidente da Comissão de Ética da Presidência da República, ex-ministro do STF Sepúlveda Pertence, marcou uma posição importante nessa questão da ética pública. Ele alegou que, mesmo estando Pimentel fora de um cargo público na ocasião das supostas palestras e consultorias — fato que levou três membros da Comissão a votar pelo arquivamento do caso —, há situações em que o passado deve ser levado em conta para a definição da situação funcional do servidor público. Essa decisão é fundamental conceitualmente e retira de Pimentel uma de suas defesas mais fortes. E criará um problema a mais para ele caso não consiga provar que realmente fez os serviços que justificaram o pagamento milionário. A questão do ministro agora se desdobra em duas: ele primeiro precisa convencer os membros da Comissão de Ética de que trabalhou como consultor privado enquanto estava fora do governo, para depois fazer prevalecer sua tese de que esse tipo de trabalho não fere a ética pública. Até o momento ele está atolado na primeira fase do processo, sem conseguir provar que os trabalhos foram realizados. Pelo contrário, reportagens do GLOBO já mostraram que as palestras alegadas não foram realizadas, e nenhum documento apare-

A presidente Dilma Rousseff viajou para Índia, e o clima no Congresso ficou mais distensionado: após duas semanas de paralisia e crise na base aliada, a Câmara vota hoje à noite a Lei Geral da Copa. E há grande possibilidade de o Fundo de Previdência Complementar dos Servidores Públicos (Funpresp) também ser votado hoje no plenário do Senado, deixando a proposta pronta para virar lei. O acordo fechado entre líderes da oposição e do governo foi um recado claro ao governo de que a pauta de votações da Câmara é definida pela Casa, e não pelo Palácio do Planalto. O acordo foi fechado ontem à noite, em reunião do presidente da República em exercício, Marco Maia (PT-RS), líderes da bancada ruralistas, dos partidos da base e da oposição. Pelo acordo, o Código Florestal, será votado em abril.
l BRASÍLIA.

OS SENADORES José Pimentel (gravata vermelha) e Eduardo Braga conversam na Comissão de Assuntos Econômicos

No Senado, parceria entre PT e PSDB
Acordo permite aprovação de fundo do servidor em comissão da Casa
. O primeiro sinal de entendimento para a retomada das votações no Congresso ocorreu ontem de manhã no Senado, quando, em parceria inédita de senadores do PT e do PSDB, a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) aprovou o projeto que cria o Regime de Previdência Complementar do Servidor Público da União e seus fundos de pensão (Funpresp). E o governo quer dar uma demonstração de força e concluir ainda hoje a votação do fundo no Senado: aprovar a proposta, pela manhã, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) e, à tarde, votar no plenário. Para conter resistências, em especial do senador Roberto Requião (PMDB-PR), o ministro da Previdência, Garibaldi Alves, se reuniu ontem à tarde com a bancada do PMDB. O temor é que algum pedido de vista possa postegar o plano do governo de, no mínimo, liquidar hoje a etapa das comissões temáticas. Depois do encontro com Garibaldi, o líder do governo no Senado, Eduardo Braga
l BRASÍLIA

“Negociação faz com que o Congresso volte a andar” Maia deverá reassumir a presidência da Câmara no final da tarde de hoje, com a volta ao país do vice-presidente Michel Temer, e comandará a votação da Lei da Copa. Despachando no Palácio do Planalto, Maia se reuniu com líderes aliados e de oposição e representantes da bancada ruralista. — Dessa forma, estanca a crise e a negociação faz com que o Congresso Nacional volte a andar — comemorou Maia. O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária e vice-líder do PSD, deputado Moreira Mendes (RO), confirmou o acordo: — Conseguimos distensionar e vamos votar a Copa. Marco Maia assumiu o compromisso de finalizar a votação do Código no mês de abril. Ninguém discutiu o mérito do Código. Se houver acordo, ótimo. Se não, votamos e a frente irá votar com o texto do relator. É uma decisão da Casa que o Código será votado. Não é briga com o governo. O líder do governo, Arlindo Chinaglia (PT-SP), afirmou que em nenhum momento o goverTAXA DE VENDA

(PMDB-MA), confirmou a estratégia. — Se Deus quiser, vamos votar quarta-feira (hoje) à tarde no plenário. Mas, primeiro, temos que votar na CAS e na CCJ — disse Braga. A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, também apostou na aprovação final esta semana. — Acredito que temos grande possibilidade de, por acordo, levar (o Funpresp) ao plenário do Senado esta semana. Se não, vamos fazê-lo no início da semana que vem — disse Ideli, no início da tarde. Disfarçada de “emenda de redação”, o relator José Pimentel (PT-CE) fez apenas uma pequena mudança no texto aprovado pela Câmara: dividiu em dois o parágrafo que exige parecer do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sobre a criação e fiscalização do Fundo do Judiciário. O texto original permitia um único parecer, mas o STF não quer precisar do aval do CNJ; por isso, pedirá o veto à exigência da manifestação do CNJ. (Cristiane Jungblut) Exatamente no momento em que não houve pressão do Executivo, acertamos votar a Lei da Copa e o Código. Optamos por mostrar que a crise viajou com a Dilma — afirmou o líder do DEM, ACM Neto (BA). n
COLABOROU Luiza Damé

no assumiu posição contrária à votação do Código e as conversas sobre mérito irão continuar nas próximas semanas: — Estamos negociando isso desde o primeiro momento, com o papel insubstituível de Marco Maia. Deu certo. Nos bastidores, Maia e os lí-

deres concluíram que capitalizariam o fato de decidirem retomar as votações justamente com Dilma no exterior. Maia, que vive em tensão com a presidente, sai como o negociador do acordo. — A pauta do Legislativo é construída pelo Legislativo.

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APLAINADO O terreno no Supremo, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) se prepara para fazer auditorias sobre a remuneração de magistrados nos tribunais de São Paulo e Rio. MEDIDA SALUTAR, a se tornar rotineira, para dar transparência à administração do Judiciário. Assim como a Controladoria Geral da União (AGU) audita o destino dos repasses federais a estados e municípios, é imprescindível o CNJ averiguar se os tribunais gastam com lisura o dinheiro dos impostos.

CORREÇÃO
l Na edição de ontem, houve um erro de identificação na foto dos integrantes da Comissão de Ética da Presidência da República, publicada na página 5. O conselheiro Roberto Caldas foi identificado como Fábio Coutinho. E Fábio Coutinho foi identificado como Roberto Caldas.

E-mail para esta coluna: merval@oglobo.com.br

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Quarta-feira, 28 de março de 2012

O GLOBO

O PAÍS

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Quarta-feira, 28 de março de 2012

O GLOBO

olíticos e partidos brasileiros, com exceções, têm ojeriza a prévias eleitorais. Pode ser que pela tradição autoritária nacional, muito presente na vida política, candidato goste de ser ungido em conversas de gabinetes, sem precisar gastar o verbo com a militância e filiados. Mesmo o PT, durante muito tempo legenda que se vangloriava de supostas práticas democráticas internas, se acomodou a decisões do líder supremo Lula. Quem o ex-presidente apontar, este será o escolhido. Dilma Rousseff e Fernando Haddad que o digam. O PSDB de São Paulo acaba de dar positiva demonstração de como primárias nunca prejudicam o partido. Mesmo que a adesão não tenha sido maciça na escolha de quem irá disputar as eleições na capital — 6 mil em 21 mil em condições de votar —, as prévias confirmaram a preferência por José Serra, considerado por muitos dirigentes tucanos a melhor opção para tentar manter

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Prévias eleitorais são avanço político
Matarazzo. a prefeitura sob influência do partido. Houve reparos ao fato de Serra ter obtido O ex-governador ficou muito tempo indeci52% dos votos, contra 31,2% de José Aníbal e so, ainda na dependência de um projeto pes16,7% de Trípoli, sob o argumento de que apesoal irrealista — o de candidatar-se, mais uma nas se ultrapassasse a barreira vez, em 2014, ao Planalto —, e jados 70% haveria a certeza de que mais poderia ser imposto como contaria com o apoio efetivo dos candidato da legenda, apesar de ser o único a poder costurar ali- Escolha de Serra tucanos. Ora, para quem na prática não fez campanha, atrair anças importantes para fazer pouco mais da metade dos votos frente a Haddad, lançado em em São Paulo não pode ser minimizado. Serra mais um “dedazo” de Lula, e Gaficou à frente do segundo colocabriel Chalita, do PMDB. Particimostrou a do cerca de vinte pontos percenpar das primárias, junto com o tuais, uma razoável margem. secretário estadual de Energia, validade das As primárias tucanas servem José Aníbal, e o deputado estade lição aos demais partidos. dual Ricardo Trípoli, contornou primárias Ao próprio Serra, que se opôs a qualquer possibilidade de crise concorrer com Aécio Neves no no partido. E, ao se lançar, Serra processo de definição do canconseguiu logo o apoio de dois didato à Presidência em 2010. Agora, a escooutros pré-candidatos, que renunciaram à lha interna do seu nome retirou o partido de disputa, os secretários estaduais de Meio Amum beco sem saída. Ou melhor, o desfecho biente e de Cultura, Bruno Covas e Andrea seria uma derrota assegurada este ano em São Paulo. Que pode ocorrer, mas, vistas de hoje, as eleições ficaram mais promissoras para os tucanos. Ou menos ingratas. O exemplo americano deve ser sempre citado. As primárias dos dois grandes partidos, Republicano e Democrata, são exercícios vibrantes de democracia e de esclarecimento do eleitorado, assim como de formação de unidades dentro das legendas. Se em 2008 Hillary Clinton era a favorita diante de Barack Obama, e travou com ele ácida luta, isso não impediu que se tornasse ativa secretária de Estado do governo do ex-adversário. Agora, o duro confronto entre os republicanos, em que o não tão conservador Mitt Romney lidera, tem mostrado que, se o Tea Party é capaz de falar alto e condicionar a agenda do partido, não conta com votação proporcional à sua gritaria. Ganha a democracia americana, como poderia ganhar a brasileira.

OPINIÃO

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Instalação de UPP na Rocinha corre riscos
Escaramuças ocorridas no Alemão, antes o apoio das Forças Armadas se revelou imde as UPPs começarem a chegar ao local, a prescindível, foi um ato necessário de ousapartir de ontem, mostraram que os riscos dia. Ela aconteceu antes do previsto, pois em torno deste projeto inovanão havia efetivos suficientes dor de segurança pública são para atender a todas as necessigrandes. O mesmo alerta tamdades de policiamento ao mesmo tempo. Mas era necessária Será desastroso bém é dado pela deterioração do quadro na Rocinha. Na seuma resposta imediata à ação gunda-feira, houve o sexto asde quadrilhas locais, decididas retrocesso sassinato na comunidade desa afrontar o Estado com uma de novembro do ano passado, série de ataques de inspiração um revés na quando tropas policiais, com terrorista na cidade. Não havia apoio de blindados das Forças alternativa, e a entrada de solocupação Armadas, tomaram a comunidados e policiais no complexo dade. O morto tinha ligações foi um sucesso. É possível que a da favela com a associação de moradopercepção da população tenha res local e com Nem, o traficanaté excedido em otimismo, te dono do morro, preso ao tencom a cena registrada por câtar fugir durante a ocupação. meras do helicóptero da Globo de bandidos Embora as autoridades procurem minimiem fuga desorganizada pelo alto da Serra da zar o que acontece na Rocinha, há um moviMisericórdia. mento perigoso de volta de traficantes, e já ocorre uma guerra entre “invasores” e remanescentes da quadrilha de Nem. Pontos de venda de drogas voltam a funcionar, e as mortes são decorrentes da luta entre os dois grupos. A Rocinha ainda está em fase de consolidação da retomada de território, tanto que o Bope se encontra na área. Também não espanta que haja comércio de drogas, pois sabe-se da impossibilidade de, em qualquer parte do mundo, mesmo desenvolvido, desaparecer o tráfico. Mas os acontecimentos na Rocinha alertam para o perigo de um sério retrocesso no controle da favela-símbolo da crise de segurança enfrentada pelo Rio há muito tempo. O secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, disse ontem que o efetivo de policiais na favela pode aumentar. Medida sensata.

evido ao enorme desafio do projeto, as UPPs começaram a ser instaladas em comunidades menores. Em novembro de 2008, no Dona Marta, em Botafogo, o poder público deu os primeiros passos para desenvolver o modelo de pacificação de favelas, de sua integração à cidade formal e retomada do controle territorial de amplas áreas da cidade. Primeiro, entra a tropa especial do Bope, para o trabalho de efetiva tomada do controle da região pelo poder público. Depois, garantida a pacificação, chega a Unidade de Polícia Pacificadora propriamente dita, com tropas recém-treinadas. E logo se amplia o desembarque da UPP Social, responsável por fazer chegar a locais nunca antes atendidos todos os serviços públicos aos quais qualquer cidadão precisa ter acesso. A grande operação de entrada no Complexo do Alemão, em novembro de 2010, quando

A cachoeira de Demóstenes Torres
custou o cargo ao diretor da Agência Brasileira de Informações, delegado emóstenes Torres, ex-líder Paulo Lacerda. Mendes, cuja enteada do DEM no Senado, foi dele- é hoje funcionária do gabinete do segado de polícia, promotor e nador, disse na ocasião que o país visecretário de Segurança de via “um quadro preocupante de crise Goiás. Fosse um frade, seria possível institucional”. As investigações da Polícia Federal dizer que se aproximou do contraventor Carlinhos Cachoeira por amor em torno das atividades de Carlinhos ao próximo. No ano passado, aceitou Cachoeira haviam começado em um fogão e uma geladeira (importa- 2006. Uma sindicância da Abin e outra da PF não conseguidos) de presente de caram chegar à origem do samento. Vá lá que, pegrampo, cujo áudio jala sua etiqueta, “a boa mais apareceu. Gilmar educação recomenda Como diria Mendes disse, posterinão perguntar o preço nem recusá-los”. Em Gilmar Mendes, ormente, que “se a história não era verdadei2009, Demóstenes recera, era extremamente beu de Cachoeira um o problema do verossímil”. aparelho Nextel, habiliO futuro do senador tado nos Estados Uni- senador está em Demóstenes está pendos, e utilizava-o para durado na distância que conversar com o amise distinguir o separa o verdadeiro do go, sem medo de gramverossímil. O verdadeipos. Segundo um relaverossímil do ro só aparecerá quando tório da Polícia Federal, ele e a patuleia tiverem as chamadas contamverdadeiro acesso a toda a docuse às centenas. Isso e mentação reunida pela mais um pedido de R$ 3 Polícia Federal. Nesse mil para quitar uma conta de táxi aéreo. Geladeira e fogão sentido, não é saudável que seja subsão utensílios domésticos. Rádios metido à tortura dos vazamentos adcom misturador de voz para preser- ministrados. (Paulo Lacerda foi detovar conversas com um contraventor, nado por um deles e não se descocujas traficâncias haviam derrubado, briu quem o administrou.) Se o negóem 2004, o subchefe da assessoria cio é verossimilhança, o senador está parlamentar da Casa Civil da Presi- frito. dência da República, são outra coisa. nnn Em 2008 (e não em 2009, como o sigl Patrulha e censura natário informou no domingo), o seDiga qual foi a publicação onde nador foi personagem da denúncia de um grampo onde teriam captura- aconteceu isso: Tendo publicado em seu site uma do uma conversa sua com o então presidente do Supremo Tribunal Fe- resenha favorável a um livro, ela foi deral, Gilmar Mendes. A acusação denunciada pela direção de um partiELIO GASPARI

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do político e daí resultaram os seguintes acontecimentos: 1) A resenha foi expurgada. 2) O autor do texto foi dispensado. 3) Semanas depois o editor da revista foi demitido. Isso aconteceu na revista “História”, o livro resenhado foi “A privataria tucana”, a denúncia partiu do doutor

Sérgio Guerra, presidente do PSDB, o jornalista dispensado foi Celso de Castro Barbosa e o editor demitido foi o historiador Luciano Figueiredo. Em nove anos de poder, não há registro de que o comissariado petista, com suas teorias de intervenção na imprensa, tenha conseguido desempenho semelhante.

A revista é editada pela Sociedade de Amigos da Biblioteca Nacional, que pouco tem a ver com a administração da veneranda instituição. No episódio, sua suposta amizade ofendeu a ideia de pluralidade essencial às bibliotecas.
ELIO GASPARI é jornalista.

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Quarta-feira, 28 de março de 2012

OPINIÃO

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O GLOBO

Com o aval do Supremo
CID BENJAMIN

ZUENIR VENTURA

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debate sobre a abrangência da Lei da Anistia tem sido marcado por desinformação e por bobagens — ditas inclusive por integrantes do Supremo Tribunal Federal, por ocasião do julgamento da interpretação da Lei da Anistia, em abril de 2010. De lá até hoje repete-se à exaustão que a lei aprovada protegia assassinos, torturadores e estupradores de presos políticos — algo que não é verdade. Vamos aos fatos. Como resultado da convergência entre a pressão popular pela democracia e o processo de abertura do regime militar, a Lei da Anistia foi votada em meados de 1979. O projeto aprovado não era o da oposição, nem teve seus votos. O então MDB, a OAB, a ABI e os vários comitês de anistia tinham uma proposta diferente. Como a ditadura contava com maioria no Congresso (em parte por conta das cassações de mandatos), seu projeto acabou aprovado. Mas foi um placar apertado: 206 a 201 votos. Aqui cai, então, uma primeira mentira. Fica claro que a Lei da Anistia não foi fruto de um acordão entre ditadura e oposição. Qual a diferença básica entre os projetos de cada lado? A oposição queria uma anistia ampla, geral e irrestrita. No jargão da época isso significava que não haveria discriminação entre os acusados e condenados por participar de ações armadas contra o regime e os demais presos e perseguidos políticos. Já o projeto da ditadura excluía os participantes do que ela chamava de “crimes de sangue” — entendidos como ações em que tivesse havido feridos ou mortos. Tendo sido aprovada a proposta dos militares, a anistia não beneficiou certo número de presos ou exilados. Estes foram libertados ou puderam voltar ao país devido à redução de suas penas, o que foi possível pela revisão da Lei de Segurança Nacional. Posteriormente, a ditadura e seus defensores utilizaram a expressão “crimes conexos aos crimes políticos”, constante do projeto aprovado, para tentar estender a anistia aos integrantes do aparato repressivo. Ora, qualquer jurista bem-intencionado demonstrará, com facilidade, que esse artifício é um descalabro. Crime conexo é quando alguém comete um crime menor para viabilizar outro, maior. Por exemplo, falsifica documentos para cometer outro tipo de crime. Ou rouba um carro para usar num assalto a banco. A punição é pelo crime “maior”. E o que a Lei da Anistia queria dizer ao lembrar os “crimes conexos” é que eles também estavam abrangidos pelo texto aprovado. Considerar que torturas, estupros e assassinatos de acusados de delitos políticos seriam “crimes conexos” é uma interpretação de fazer corar qualquer magistrado que se preze. Mas não se tem notícia de qualquer ministro do Supremo que tenha se envergonhado de aceitá-la. Mas há algo ainda mais grave. Ainda que se aceitasse esta interpretação absurda sobre os “crimes conexos”, fica uma pergunta: torturas e assassinatos não seriam o que os militares chamaram de “crimes de sangue”? Não estariam, portanto, fora da abrangência da anistia, assim como os “crimes de sangue” cometidos por opositores da ditadura estiveram? Esquecer isso é tão absurdo como reescrever a história de forma mentirosa e afirmar hoje que a consigna “anistia ampla, geral e irrestrita” tinha como objetivo proteger torturadores e assassinos. Francamente, duvido que os argumentos apresentados acima sejam novidade para o ministro Eros Grau — relator na ação da OAB ajuizada no STF — e seus pares. O que houve foi, simplesmente, um julgamento político. As questões jurídicas foram deixadas de lado. E, mais uma vez, 28 anos depois do fim da ditadura, ficou demonstrado que os militares ainda têm poder de veto sobre certas questões. Com a aquiescência do Supremo.
CID BENJAMIN é jornalista.

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O clube dos gênios mortos
bad-boys ou rebeldes sem causa como Edmundo. Há pelo menos uma diferença: mesmo bebendo e cheirando éter, Heleno, o angustiado perfeccionista, só fez mal a si mesmo. Sem sífilis e com barba e cabelos grandes, ele estaria mais para contestadores como Sócrates e como Afonsinho, outro botafoguense maltratado pelo clube de Dapieve e Sérgio Augusto. Em relação a Raul, o documentário de Walter, que é também o extraordinário fotógrafo de “Heleno”, desfaz o mito que atribui sua genialidade às drogas (impressionante a revelação de Paulo Coelho de que ele, o mago, foi quem iniciou o parceiro no vício). O compositor foi genial apesar delas, que, junto com o alcoolismo e a pancreatite, só serviram para abreviar sua vida. Heleno e Raul pertenceriam à categoria dos “iracundos”, dos seres radicalmente inconformados, na qual o antropólogo Darcy Ribeiro se incluía e incluía Glauber Rocha. De Chico Anysio também não fui próximo, a não ser por meio de seu irmão Zelito, meu amigo. Graças a isso, tive o privilégio de passar alguns fins de semana no sítio da família e, em uma dessas vezes, pude observar que o inacreditável criador de mais de 200 tipos (Fernando Pessoa criou 68 e quatro heterônimos) não correspondia à expectativa de que profissional do riso tem que fazer graça o tempo todo. Não ri uma vez sequer com ele, só com o irmão cineasta, que, esse sim, parecia o humorista da família. O que se pode concluir desses exemplos é que não há receita para a matéria-prima com que são feitos os gênios. Trata-se de um enigma. O que há de comum é o fato de que cada um é uma matriz, um padrão original, uma fôrma que não consegue ser replicada. Em outras palavras, eles são aqueles raros exemplares que vieram ao mundo para serem fundadores de novos modos de proceder em qualquer ramo de atividade.

eleno de Freitas, Raul Seixas e Chico Anysio. O primeiro no futebol, o segundo na música e o terceiro no humor. Os dois primeiros foram tidos como loucos, o terceiro, como normal, o que dificulta a caracterização dos tipos a que chamamos de gênios. Podem ser esquisitos ou malucos, mas podem ser também gente como a gente, aparentemente. Em menos de 15 dias estive em contato com os três: dois na tela grande — “Heleno”, de José Henrique Fonseca; “O início, o fim e o meio”, de Walter Carvalho — e Chico em todas as TVs, jornais e revistas do país. Não vi Heleno jogar, só ouvi (sou da época em que se ouvia, mais do que se via futebol), mas ele foi meu ídolo, mesmo sendo botafoguense incurável, tanto quanto a doença que o matou. Raul também só conheci de ouvido. Embora eu tivesse lido muito sobre eles, os filmes me foram indispensáveis para a compreensão desses trágicos personagens. Não concordo com os que acham que Heleno foi o precursor de

Meu primo Raul
ROBERTO DAMATTA
Marcelo

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Para evitar perdas
ROSINHA GAROTINHO

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o lado de Chico Anysio, que vi e admirei uma ou duas vezes no teatro e em incontáveis ocasiões na telinha da televisão, partiu meu primo Raul Augusto da Matta. Chico é notícia necessária da mídia e, no jornal, ocupa toda uma página. Raul é personagem da humilde coluna. Ao jornal, as notícias; à crônica, os fatos da vida e da morte que pertencem eventualmente ao cronista e por meio dele podem, quem sabe, recompensar o leitor. Mesmo quando o seu centro é um morto desconhecido da maioria e o texto fala da perda e do luto. Será preciso lembrar o poeta inglês John Donne, quando ele descobria que nenhum homem é uma ilha — todo homem é parte de um continente? E que, quando os sinos dobram, eles têm a autoridade de dobrar para todos nós e também para o meu primo Raul? “A morte de todo homem, segue o poeta, diminui-me porque eu estou envolvido na humanidade.” Estou mais pobre, mas, se não fosse por essa morte, eu não seria alcançado pelo poderoso badalar dos sinos que tocam por todos nós. Meus olhos estão turvados, mas eu ouço os sons que nos unem e inventam insuspeitas teias de solidariedade porque não há como ficar indiferente ao nascimento e à morte. Todas as vidas tocam — querendo ou não — muitas outras vidas. E Raul atingiu a vida de nossa família, primeiro na Rua Nilo Peçanha, 31, no Ingá, casa de nossos avós Raul e Emerentina; depois, no apartamento de Renato e Lulita, meus pais, no Edifício Abaeté, aqui em Niterói. A mediunidade da literatura me deixa ver Raulzinho pela primeira vez. Ele chega, menino alto e de calça curta, segurando uma pequena maleta de Laranjeiras, Rio de Janeiro. Naquele tempo, eu imaginava a Rua das Laranjeiras como sendo um laranjal e o Rio de Janeiro como a cidade que tinha todos os cinemas do mundo na Cinelândia. Raulzinho deixava meus avós orgulhosos e despertava inveja nos meus irmãos e em mim, porque ele tinha o mesmo nome do meu avô, o Velho Raul, desembargador aposentado e sisudo, cujo prazer mais visível era fumar um charuto aos domingos. Aos 10 anos, Raulzinho realizava a façanha de vir das Laranjeiras ao Ingá, em Niterói, tomando bondes e barcas. Era órfão de pai e visto como audacioso por andar contando somente com ele mesmo. Logo que chegava, Vovó telefonava para a sempre elegante e bonita tia Celeste, mãe do primo, avisando que estávamos todos juntos, brincando. Naquele tempo, a morte estava longe de mim. Roberval, o pai de Raulzinho, havia morrido quando ele era uma criança de 4 anos. Uma variedade de Lupus o levou em 19 dias aos 39 anos, numa morte que foi o maior golpe vivido por meus pais, tios e avós, sobretudo pelo meu avô Raul. O nome do meu primo falava desse amor feito de obediência, respeito e amizade, tão difícil de articular entre Raul e esse Roberval rouba-

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do pela morte. Raulzinho era o teste- o carisma do ator. munho vivo dessa ausência. Vocês Como não lembrar de Raulzinho, não sabem o que é não ter pai, dizia Romero, Fernando, Ricardo, Renato, ele para nós, cujo pai — sempre pre- Ana Maria e eu dançando com vovó sente — não permitia imaginar essa Emerentina, viúva e jogadora inveteexperiência. rada de pif-paf e pôquer, capaz de viHoje, como membro da fraternida- ver com alegria, mesmo tendo enterde dos que enterraram filhos, estou rado tantos filhos, uma das canções seguro que a postura soturna de Vo- de My Fair Lady na nossa sala de visivô tinha muito a ver com esse Rober- tas? Fizemos uma roda ao som do val que foi o primogênito de Raul e maravilhoso “I’m getting married in Emerentina, dois viúvos que se uni- the morning”, demos as mãos e, com ram com filhos dos seus primeiros Emerentina no centro, dançamos samatrimônios. Roberval transborda- cralizando o apartamento com a múva de gosto pela vida. Dançava como sica e o amor que amenizam as difeFred Astaire e, esturenças e as dores. dante de Medicina, deu Raul está hoje com a um viúvo e a uma viútodos os meus mortos va cujo marido foi asA morte obriga que você, querido leisassinado na Manaus tor, não conheceu, mas de 1908, a prova de que sabe muito bem quem a recordar a a vida, afinal e a despeisão. A menos que você to de tudo, valia a penão tenha amado, a beleza e o na. Ele está imortalizamenos que você jamais do numa fotografia — tenha ouvido o grande encanto alto e bonito — ao lado sino que dobra por tode meu avô Raul, igualdos nós. mente alto e bonito. Um dia, quando eu Detalhe: pai e filho estão de chapéu, também estiver nessa terra dos esgravata, colete e de mãos dadas, co- quecidos e, às vezes, lembrados somo deve ser. mente para serem definitivamente Raulzinho se parecia com o pai. Foi deslembrados, nós todos — Raul, ator e empresário. Casou-se com a Raulzinho, Emerentina, Amalia, Reatriz Leina Krespe (falecida em 2009), nato, Lulita, Roberval, Rosalvo, Oyateve Patricia e Georgia e escreveu a ma, Kronge, Marcelino, Silvio, Yolanpeça “Caiu Primeiro de Abril”, que fez da, Fernando, Rodrigo, Renatinho, muito sucesso em 1964. Regina — e muitos outros; todos esA morte obriga a recordar a beleza ses seres amados, vamos nos encone o encanto do primo. Estudante de trar e dançar debaixo dos acordes teatro, Raul fazia laboratório com as do piano de mamãe, na celebração suas apaixonadas. Declarava, repre- desse casamento combinado com o sentando, um amor incondicional fim. O fim sem o qual não seríamos para, na semana seguinte, desfazer como o Raul desta crônica, amados suas promessas, deixando as moças e pranteados porque somos tudo: em lágrimas e às vezes encaminha- apenas humanos. do-as a nós, os primos comuns que não moravam no Rio e não possuíam ROBERTO DAMATTA é antropólogo.

e olho no que a exploração do pré-sal pode render em royalties, o Brasil viu nascer um dilema que tem dividido municípios e estados da Federação. Quem de casa assiste ou lê notícias a respeito, sem estar tão familiarizado com a questão, pode ter a ideia errada de que os royalties são um favorecimento injusto, quando na verdade são compensações pelos danos acometidos pela atividade exploratória de um recurso finito. Discussão esta à parte — mesmo diante de um novo vazamento da Chevron —, nós produtores e também os não produtores sentamos à mesma mesa, através de nossos representantes da Câmara dos Deputados, numa Comissão Paritária que originou propostas de ambas as partes em torno do projeto aprovado no Senado de autoria de Vital do Rêgo (PMDB-PB). Nossa intenção de chegar a um acordo, mesmo conscientes de nossos direitos constitucionais, é impedir que os estados irmãos briguem ainda mais entre si, porém, evitando que as perdas para quem produz sejam tão dolorosas. Desmontar um orçamento já existente e quebrar contratos firmados até o momento seria não apenas uma grande injustiça, mas nos levaria ao caos. Por isso, neste momento, o dilema é: Como distribuir de forma igualitária atendendo a todos sem quebrar o Rio de Janeiro e o Espírito Santo, que são os que sofrem o ônus da exploração? Parece que finalmente estamos perto de um acordo. Propostas surgiram de ambos os lados — quem produz e quem não produz. E eu defendo a proposta do deputado federal Anthony Garotinho, que tem acompanhado de bem perto minha luta desde fevereiro de 2009, quando assumi a presidência da Organização dos Municípios Produtores de Petróleo (Ompetro), onde hoje ocupo o posto de vice-presidente. A sugestão de Garotinho é manter para os produtores os valores atuais de royalties recebidos em relação aos campos já licitados até o momento, chegando a uma média de arrecadação dos últimos seis meses. Este valor deverá sofrer correção sistemática e anual pelo IGPM (Índice Geral de Preços de Mercado). Desta forma, não haverá perdas. Tudo o que for licitado daqui para a frente, do pré ou do pós-sal, será dividido de acordo com os índices do FPE (Fundo de Participação dos Estados) e FPM (Fundo de Participação dos Municípios), porém, com novos critérios, que ainda serão discutidos, para não haver injustiças. A ideia foi lançada e mereceu o interesse de muitos deputados. Espero que ao final deste caminho de batalhas cada deputado possa lembrar que é um autor de leis, e que nossa lei maior (Constituição) merece respeito. Lembrar também que, ao defender o crescimento do país como um todo, é preciso evitar que o Rio e o Espírito Santo paguem alto esta conta, indo à falência. Desejo que ao final de tanta luta, disputa e discussão nós possamos encontrar equilíbrio.
ROSINHA GAROTINHO é prefeita de Campos e vice-presidente da Organização dos Municípios Produtores de Petróleo (Ompetro) da Bacia de Campos.

8 • OPINIÃO

Quarta-feira,28 de março de 2012

Pelo e-mail, pelo site do GLOBO, por celular e por carta, este é um espaço aberto para a expressão do leitor

DOS LEITORES

O GLOBO

CNJ e a Ficha Limpa
Os Tribunais de Justiça em todo o Brasil clamam por modernização, mas a explicação para o baixo investimento está nos gastos com pessoal e custeio. Entretanto, o problema dos tribunais — e, talvez, o mais importante deles — é que a maioria dos magistrados não está preocupada com a sua produtividade funcional, mas de maneira recorrente a corrupção campeia em grande parte dos tribunais, onde a toga é o escudo que leva ao enriquecimento fácil e ilícito. Juiz do TJ (Tribunal de Justiça) do Rio é acusado de autorizar escutas ilegais, destruir gravações, repassar armas e cobrar por alvarás de soltura. A sociedade brasileira, quanto à moralidade pública, encontra-se em estado de falência múltipla de órgãos. A contaminação desse tecido vem dos tempos das naus lusitanas.

NA INTERNET E NO CELULAR
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Foto de Raphael Rezende

www.facebook.com/jornaloglobo

No Facebook

“Somos chamados de racionais. Uma consequência direta disso é a capacidade de pensar e falar. Porém, num lugar onde o direito de falar é cerceado, talvez essas atitudes sejam a única maneira de expressar a indignação”. — De Leandro Roberto Silva. “A acusação a Dalai Lama é, por enquanto, só especulação, e já tem gente condenando-o. Quem leva a sério dados e pronunciamento de ditadores em relação a líder de país que eles mesmos invadiram e onde cometeram atrocidades? Vamos manter a coerência.” — De Paulo Mahrs, sobre homem que ateou fogo
em si mesmo em protesto à China.
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JAIR GOMES COELHO Vassouras, RJ

Agora que o CNJ está finalmente investigando os tribunais, e especialmente o do Rio de Janeiro, e que estão vindo à tona algumas revelações, como o fato de os magistrados ganharem acima do teto, com gratificações variadas, uma pelo menos chama a atenção: por que uma gratificação de insalubridade para quem trabalha em um ambiente tão sadio? E por que os demais funcionários não a recebem, também? A não ser que esses funcionários é que causem essa insalubridade aos magistrados. EVANDRO DE SOUZA SANTANA Rio A tendência de se estender as proibições da Lei da Ficha Limpa a todo o setor da gestão pública é salutar. Se o Judiciário assim decidir, entraremos em outro patamar civilizatório que nos levará à correção de outras vulnerabilidades, como uma profunda reforma política, a mãe de todas as reformas de que tanto necessitamos. Urge, assim, que nós, opinião pública — eleitores/ contribuintes —, fiquemos atentos e vigilantes, no sentido de pressionar democraticamente para que mudanças ocorram o mais rapidamente possível em nosso país. JOSÉ DE ANCHIETA N. DE ALMEIDA Rio

Jovens nas ruas
Começou mal o “movimento para constranger militares que atuaram durante a ditadura”, por participantes do chamado Levante Popular da Juventude, segundo informações, composto por estudantes, que na realidade deveriam estar lutando contra as péssimas condições atuais da educação, da saúde etc. no país. Ao picharem paredes e ruas, demonstraram tão somente falta de educação ou de civilidade com a coisa pública. Que oportunidade perdida! ELISABETH SIMÕES Rio A manifestação do grupo de jovens contra torturadores seria pertinente se fosse também contra sequestradores e assassinos que hoje andam rindo por aí. Outra bandeira importante é ir à Praça dos Três Poderes e pichar nas calçadas o seguinte: “Por aqui orbitam corruptos”; “A Justiça é lenta”; “Quando será julgado o mensalão do PT?”; “Pelo fim dos atos secretos no Senado”; “Senadores querem 15, salário e dizem que ganham pouco”; “Ministro ganha fortuna em palestras” etc. Só assim se muda um país, como os caras-pintadas fizeram na época do governo Collor e, claro, com o voto. Caso contrário, continuaremos com os mesmos “artistas” assaltando o Brasil. GILBERTO RODRIGUES ORNELAS Rio Magnífica a iniciativa do Levante da Juventude. Enquanto comissões da verdade e iniciativas parecidas naufragam ao longo dos anos, é uma satisfação saber que torturadores covardes passam noites em claro temendo ser desmascarados e escrachados em seus prédios e locais de trabalho. JUAN MARTIN COMESANA Rio Membros do Levante Popular da Juventude importunaram, em São Paulo, pessoas supostamente identificadas com a tortura. Um deles, com 26 anos, disse que “queria ter acesso à verdadeira História do Brasil”. A verdadeira história é que os derrotados de 64 queriam implantar no Brasil um sistema comunista que, como se verifica no mundo, só subsiste com um sistema político autocrático, uma ditadura, e só existe em poucos e infelizes países. O movimento feito pelos militares, mas instado pelo povo brasileiro, foi, pois, em favor da democracia, que temos a felicidade de usufruir, hoje. A Lei da Anistia pacificou os ânimos. Faria melhor o Levante se usasse a sua jovem energia para levantar protestos contra a corrupção no país, e contra a inaceitável assistência médica aos senadores, ex-senadores e seus premiados dependentes. LUIZ SÉRGIO SILVEIRA COSTA Rio

FH visita Lula no hospital
O EDIFÍCIO Unitas, no número 228 da Rua Dias Ferreira, no Leblon, Zona Sul,
instalou dois bancos cujos assentos são dobrados e trancados com um cadeado, à noite, como mostra a foto de Raphael Rezende. A Subprefeitura da Zona Sul diz que o mobiliário foi ali colocado sem autorização do município. O síndico do Unitas, Virgílio de Oliveira, promete retirar os bancos hoje de manhã. Segundo ele, o cadeado era usado para “não virar favela”. — oglobo.com.br/participe
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COMENTÁRIO

twitter.com/jornaloglobo

No Twitter

ovo de Páscoa pode sair 84% mais barato. Só no YouTube. (@BetoSchneider) RT @JornalOGlobo: Sarkozy exige que imagens de ataque a escola não sejam mostradas na TV. Taí a explicação pra inspiração do @nando_reis. (@dwlevati) RT @JornalOGlobo: Ruivos são mais sensíveis à dor, sugerem estudos. Homens de bem! (@marcioferreira) RT @JornalOGlobo: FH visita Lula no hospital.

“Sinceramente, acho que os dois foram bons para o Brasil. Por que essa dicotomia? Para um ganhar, o outro tem de perder? Em todas as economias mundiais, a saída de uma crise é a mesma. A crise do Brasil era a hiperinflação. Primeiro, o país passa por um período de acerto de contas e recessão, para depois retomar o crescimento. Acho o perfil de FH melhor que o de Lula para acertar as contas. E acho o perfil de Lula melhor que o de FH para estimular o crescimento e aumento de renda.” — De Robson Hexacorde, em
comentário no site do GLOBO.
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Meus 87,5 kg desmentem. (@VaniaLST) RT @JornalOGlobo: Quem come chocolate com frequência costuma ser mais magro, sugere pesquisa. Tentáculos polvorosos. (@carlosfaria_) RT @JornalOGlobo: Além de prestar serviços à PF, Locanty também está no MP. Vai explicar isso para uma criança. (@DANILADINIZ) RT @JornalOGlobo: Comprar caixa de bombom em vez de

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No Google+

Não é vendendo mais geladeiras e fogões que o Brasil vai crescer, sr. ministro -Angela Almeida Segundo

“Esse senhor tem que ser avisado de que o salário mínimo não é esse valor; que os votos que recebeu não foram daqueles que ganham R$ 19 mil, mas, sim, dos que ganham salário mínimo; e que ele não tem o menor respeito pelos eleitores, vivendo na ilha da fantasia. Até quando seremos obrigados a ouvir besteiras e sermos humilhados?”
— De Mayse Nascimento, sobre a declaração do senador Ciro Miranda (PMDB-GO), que disse ter pena daqueles colegas que vivem com R$ 19 mil, revoltado com o fim do privilégio dos 14, e 15, salários.

Redução do IPI
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, reduziu o IPI dos produtos chamados da linha branca até junho. Com essa medida, acha que o crescimento do país vai ser maior em relação a 2011. Puro engano. Para crescer precisamos de investimento em educação, infraestrutura, ciência e tecnologia etc. O que naturalmente vai acontecer após essa medida será o endividamento das classes CD, que de acordo com pesquisa já está de dívidas até o pescoço. Não é vendendo mais geladeiras e fogões que o Brasil vai crescer, sr. ministro. Se o governo conseguisse diminuir pelo menos a metade da corrupção, aí cresceríamos a passos largos. ANGELA ALMEIDA SEGUNDO Vitória, ES Com a redução de IPI para vários produtos visando ao aumento de consumo pela população, o governo lança uma boia salvavidas para a indústria. É óbvio que a providência do governo tem caráter emergencial e pontual, quando se sabe que as verdadeiras raízes do problema — enorme carga tributária, supervalorização do real e infraestrutura cara e deficiente, dentre outras — devem merecer uma atenção redobrada e urgente. Espera-se a união de esforços visando à solução, no mais curto espaço de tempo, desses problemas reais, e não a adoção de medidas paliativas de curto alcance. A situação é grave, e, se nada de fundamental for feito, voltaremos a ser Colônia, com economia baseada em exportação de produtos primários. PAULO ROBERTO GOTAÇ Rio Enquanto a indústria do país continua anêmica, o governo tenta tapar o sol com a peneira, adotando medidas tópicas aqui e ali, como a recente prorrogação de redução de IPI para a linha branca e sua isenção para móveis. Faz uma média com a galera e a alegria de alguns segmentos, aliás, um deles totalmente dominado por empresas multinacionais, que agradecem a gentileza. Resolver o problema definitivo, através de reformas estruturais, pois tem avassaladora maioria no Congresso, nem pensar. Falta vontade política, mas é melhor ir empurrando as questões com a barriga, promovendo reuniões inócuas com os empresários. DIRCEU LUIZ NATAL Rio

Bênção à corrupção
Nosso país é uma bênção com quem não trabalha e com os corruptos. Vejam o caso dos senadores que, mesmo sem mandato, continuam a ter direitos à assistência médica ilimitada: é só apresentar o recibo de qualquer valor que o Senado paga. E os senadores com mandato acham que ganham pouco. E agora mais essa, a do sr. Ricardo Teixeira, que será recompensado com salários até 2030. Ele está sendo investigado e ainda ganha um prêmio de bom comportamento. Quando isso vai acabar? Eles só não protegem quem trabalha ou trabalhou, como os aposentados. Trabalho há 54 anos, e vou morrer trabalhando, pois ganho a metade do que deveria. OTAVIO BASILE NOVELLO Duque de Caxias, RJ Uma classe privilegiada desfrutando as benesses na saúde. Uma democracia tendenciosa, caracterizada por um Senado elitista, generoso, complacente com uma assistência médico-hospitalar de ponta. Na outra ponta, os súditos do INSS esperam o atestado de óbito da vergonha. Os aposentados sobrevivem de esmolas, garimpando migalhas nas prateleiras vazias das farmácias populares. Os senadores são predestinados em gastos milionários de saúde e não entram em filas constrangedoras. Quanto aos reembolsos médicos, as brechas podem ocorrer. As estatísticas não são favoráveis. Não nos esqueçamos: cartões corporativos, passagens aéreas, horas extras, ponto eletrônico, atos secretos etc. Tudo foi possível com a ineficiência do Senado. FRITZ MUELLER Araruama, RJ

Em dia com o Leão
Endosso a indignação de Elizabeth Regina F. de Assis (26/3). Preciso, até o fim de abril, apresentar duas declarações para a Receita Federal: a minha e a da minha mãe, de quem sou curadora. Somos funcionárias estaduais aposentadas. Todos os comprovantes foram recebidos no prazo estipulado, exceto os informes do Rio Previdência. Tentei, em vão, obter os dados através da internet — somente constam as informações referentes ao exercício anterior. Março está praticamente acabado e abril com um feriadão de Páscoa. Poucos dias nos restam para enfrentar o Leão! CLEIA MARIA BRAGA DE CARVALHO Rio

Lastimável!
No dia 5 de dezembro de 2011, fui à Polícia Federal do Shopping Leblon renovar meu passaporte. Como meu visto americano era válido até junho de 2013, eles me devolveram o passaporte antigo, com duas perfurações. No último dia 23, fui ao Galeão para embarcar para Nova York. Para minha surpresa, a companhia aérea me alertou para o fato de que as perfurações haviam sido feitas também no meu visto válido e que, portanto, eu não entraria nos EUA. Depois de conversas com a companhia aérea, o Consulado americano, delegado de plantão da PF no Galeão, nada mudou. As pessoas com quem eu viajaria foram, e eu fiquei. Segundo a companhia aérea, este não foi o primeiro caso. Só após tirar novo visto e comprar outra passagem, vou para Nova York hoje (ontem), à noite. Perdi quatro dias e meio de uma viagem que seria de oito dias e que foi planejada por, pelo menos, oito meses. O serviço prestado pela PF foi, no mínimo, um desserviço, que me causou inúmeros prejuízos. Quando o cônsul americano viu meu visto perfurado, disse: “Lastimável!”. JULIANA DA SILVA VILLELA BASTOS Rio

Saudáveis senadores
Luiz Garcia, em seu artigo (27/3), pergunta como deve ser remunerado o exercício de um mandato legislativo. Sugiro que se volte à redação original da Constituição de 1988, que estabelecia remuneração exclusiva por subsídio fixado por parcela única, vedado o acréscimo de gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de representação ou qualquer outra espécie remuneratória, tendo como teto o subsídio do ministro do STF. De lá para cá, os políticos, com a faca e o queijo nas mãos, souberam muito bem como legislar em causa própria. HAROLDO L. C. BRANCO Nova Friburgo, RJ Excelente o artigo de Luiz Garcia. Todos sabemos que as díspares diferenças sociais que imperam em nosso país são as causas maiores de nossos problemas econômicos e sociais. Os senhores senadores deveriam, sim, cultivar um pouco mais o seu patriotismo e a sua compreensão do mundo e das humanidades, exercendo um mandato mais coerente e mais honesto com aqueles que lhes conferem seus mandatos, pois ser senador, antes de ser uma glória e uma conquista pessoal, deveria ser um reconhecimento e um maior esforço no sentido de honrar o voto dos sempre fiéis e esperançosos cidadãos, em sua espera por dias melhores e mais justos. MARCELO GOMES JORGE FERES Rio

Voos perigosos
Urge uma intervenção da Anac na Associação Brasileira de Voo Livre (ABVL). Às notícias sobre as falhas de segurança que podem ter propiciado o acidente fatal ocorrido em um voo de parapente no domingo e sobre o desaparecimento da câmera que poderia ajudar a esclarecer a dinâmica do acidente, associa-se retrospecto de acidente fatal anterior com asa-delta, que teve perícia da ABVL sem resultado conclusivo, em que pese haver, segundo familiares de uma das vítimas, evidentes indícios de falta de manutenção do equipamento sinistrado. Os fatos sugerem a prática de corporativismo, a ser combatida com rigor. CARLOS FERNANDO MOREIRA E SILVA Rio

Lapa suja
É com satisfação que vejo as obras de revitalização na Rua da Lapa, que estava muito degradada. Só gostaria de saber se também serão instaladas latas de lixo, visto que no trecho entre a Rua da Glória e a Sala Cecília Meirelles não há uma! A esquina com a Rua Taylor talvez precise até de uma caçamba, tal a quantidade de sacolas de lixo jogadas ali, diariamente. E a Secretaria de Ordem Pública terá de dar um jeito nos vendedores de quinquilharias usadas que espalham suas “mercadorias” nas calçadas, contribuindo ainda mais para a desordem. LIANE REIS Rio

O GLOBO acolhe opiniões sobre todos os temas. Reserva-se, no entanto, o direito de rejeitar acusações insultuosas ou desacompanhadas de documentação. Também não serão publicados elogios ou agradecimentos pessoais. Devido às limitações de espaço, será feita uma seleção das cartas e quando não forem suficientemente concisas, serão publicados os trechos mais relevantes. As cartas devem ser dirigidas à seção Cartas dos Leitores (O GLOBO - Rua Irineu Marinho 35, CEP 20.233.900), pelo fax 2534-5535 ou pelo e-mail cartas@oglobo.com.br. Só serão levadas em conta cartas com nome completo, endereço e telefone para contato, mesmo quando enviadas por e-mail.

CORREÇÃO
Diferentemente do publicado no artigo “Liberdade e regulação”, de Denis Rosenfield, na edição de segunda-feira, a legislação brasileira não proíbe a “propriedade cruzada”, ou seja, a mesma empresa manter jornais, rádios e televisão numa única cidade.

Poucos dias nos restam para enfrentar o Leão, e nada do Rio Previdência -Cleia Maria Braga de Carvalho

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Quarta-feira, 28 de março de 2012

O GLOBO

O PAÍS

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PMDB evita embate com Dilma, mas rejeita Lobão
Partido quer esvaziar candidatura sugerida pela presidente e fortalecer Renan; Planalto nega interferência na escolha
Maria Lima, Gerson Camarotti, Luiza Damé e Catarina Alencastro
opais@oglobo.com.br
BRASÍLIA. A cúpula do PMDB decidiu que não vai brigar com a presidente Dilma Rousseff, que decidiu influir na sucessão das presidências do Senado e da Câmara, no próximo ano. Apesar do desconforto causado pela notícia publicada ontem pelo GLOBO de que Dilma deseja fazer do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, o próximo presidente do Senado, em 2013, os peemedebistas querem mostrar que o senador Renan Calheiros (AL) é um aliado “fundamental e indispensável”. Dessa forma, pretendem esvaziar a possível candidatura de Lobão e fortalecer Renan, para que ele decida o candidato. Ontem, por meio de nota, o Planalto negou essa interferência, mas Dilma já conversou com Lobão sobre sua intenção de que ele substitua o senador José Sarney (PMDB-AP) na presidência. Em resposta, Renan, líder do PMDB na Casa, foi curto e direto: disse que a ele, como líder, cabe a condução do processo de sucessão de Sarney, na hora certa. — Precisamos resguardar o direito, conquistado pelo PMDB, de eleger o presidente do Senado. Na hora certa, vamos conduzir a bancada. Esse papel é do líder. Esse é o meu papel. Os peemedebistas dizem que Lobão foi “boi de piranha” nesse episódio e que a coisa não vai acabar bem para ele, se continuar dando corda a Dilma. — O Renan vai trabalhar como um leão. Vai fazer um monte de favor. Dilma vai precisar. E vai chegar muito forte em dezembro para disputar a presidência do Senado — resumiu um dos interlocutores de Renan. Para mostrar que não será algo fácil de resolver, o senador Vital do Rego (PMDB-PB) avisou que
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pretende disputar o cargo. A avaliação na cúpula do PMDB é que Dilma está ignorando a real situação do partido ao dizer que não existe crise. Um experiente senador lembra o cotidiano do poder em Brasília para alertar: — Em oito anos, Lula saía do Planalto, ia dormir no Alvorada e, quando passava pelo Jaburu (residência oficial do vice-presidente), via as luzes apagadas. Agora Dilma, ao passar pelo Jaburu, vê as luzes sempre acesas. Michel não resolve tudo, mas aceita qualquer tipo de encomenda, apaga incêndios, discute a crise do dia.
“O Legislativo é autônomo. Não há interferência” O Planalto negou que haja articulação de Rousseff. A Secretaria de Relações Institucionais divulgou nota da ministra Ideli Salvatti desmentindo que a presidente esteja trabalhando por Lobão: “Não têm qualquer fundamento as notícias divulgadas nos últimos dias atribuindo ao Executivo uma suposta intenção de patrocinar candidato à presidência do Senado. Tais referências desrespeitam a independência do Poder Legislativo e afrontam às prerrogativas dos senhores parlamentares, a quem caberá, em 2013, de forma soberana e autônoma, escolher os dirigentes das duas casas legislativas”. Mais tarde, ao sair do Fórum Saúde da Mulher no Século XXI, Ideli falou sobre o assunto: — O Poder Legislativo é autônomo. Não há qualquer interferência. Não há, não deve haver e nem acontecerá. O presidente da República em exercício, deputado Marco Maia (PT-RS), saiu em defesa de Dilma: — É muito cedo ainda para falar sobre este assunto. E são duas questões que dizem respeito ao Senado e à Câmara dos Deputados. n

Waldemir Barreto/Agência Senado/21-03-2012

Esse valor está há oito anos sem correção! E quando tem correção, a sociedade grita! Eu não vivo de salário de senador, mas tenho pena daqueles que são obrigados a viver com R$ 19 mil líquidos
Senador Cyro Miranda (PSDB-GO)

SENADOR CYRO MIRANDA: para ele, viver com menos de R$ 19 mil líquidos é digno de pena

‘Tenho pena dos que vivem com R$ 19 mil’
Mesmo com protesto de senador goiano, fim do 15, salário no Congresso é aprovado
marlima@bsb.oglobo.com.br BRASÍLIA. Mesmo com o tradicional chororô e com as ironias dos que continuaram reclamando que senador ganha pouco, a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) aprovou ontem, por unanimidade, projeto de decreto legislativo que acaba com a farra dos salários extras dos parlamentares, os chamados 14, e 15, salários, sobre os quais eles não pagam Imposto de Renda. Para não pagar o preço da execração pública, alguns senadores votaram a favor à força e não esconderam a revolta com o fim dos dois extras, de R$ 26,7 mil, pagos no início e no fim de cada ano. O senador Ivo Cassol (PP-RO), que na semana passada reclamou que senador é muito mal remunerado e impediu a votação da matéria, hoje não apareceu e
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Maria Lima

mandou um voto em separado a favor. A revolta maior, ontem, foi manifestada pelo senador Cyro Miranda (PSDB-GO), suplente de Marconi Perillo, governador de Goiás. Cyro disse que o salário de R$ 19 mil líquidos não é condizente com as atividades de um senador — não levando em conta que, somando todas outras verbas e auxílios, além de outros benefícios, o custo mensal de um senador chega a R$ 170 mil. — Esse valor está há oito anos sem correção! E quando tem correção, a sociedade grita! Eu não vivo de salário de senador, tenho outras atividades, mas tenho pena daqueles que são obrigados a viver com R$ 19 mil líquidos, com a estrutura que temos aqui — reclamou Cyro Miranda, antes de também votar a favor do projeto. Cyro, que em 2006 declarou à Justiça Eleitoral patrimônio de R$ 3 milhões, provocou espanto em alguns colegas. — Meu Deus do céu! Eu ando nas ruas,

vejo as pessoas! Como um senador pode dizer uma coisa dessas? — disse o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), autor do projeto. O senador Benedito de Lira (PP-AL) recorreu à ironia para demonstrar seu incômodo em votar sim. Pediu a Lindbergh que incluísse em seu relatório também o fim do 13, salário dos parlamentares, sugerindo que o petista deveria também abdicar deste direito: — Lindbergh poderia até, talvez, instituir a honorabilidade para o cargo de senador, já que seria um grande honra ser senador e servir ao seu país! A senador Ana Amélia Lemos (PP-RS) sugeriu a Lindbergh que fizesse uma emenda para proibir que ministros e servidores aumentem seus salários com jetons de conselhos de estatais. O projeto segue agora para a Mesa Diretora do Senado e será votado no plenário da Casa. Depois, ainda precisa tramitar na Câmara.

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10 • O PAÍS

O GLOBO

Quarta-feira, 28 de março de 2012

PT e PMDB unem forças no 2, turno em SP
Pré-candidatos Haddad e Chalita firmam pacto de não agressão durante campanha eleitoral e fazem acordo para o futuro
gustavo.uribe@sp.oglobo.com.br
PAULO E BRASÍLIA. Em um esforço para viabilizar uma aliança no segundo turno da disputa à prefeitura de São Paulo, os précandidatos do PT e PMDB selaram um pacto de não agressão para o primeiro turno da corrida eleitoral. O enlace, que teve o aval do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi fechado no apartamento do deputado federal Gabriel Chalita (PMDB), na capital paulista, em um jantar com o exministro Fernando Haddad (PT) e a esposa, além de Lurian Cordeiro Lula da Silva, filha do expresidente petista e assessora do pré-candidato peemedebista. Haddad e Chalita acordaram que irão evitar ataques mútuos na campanha para, em um segundo turno, unir forças contra a candidatura do ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB). — É evidente que divergências políticas podem haver, mas isso sempre será feito com base no respeito, na discussão de ideias, em esclarecer ao cidadão sobre o que está em jogo. É disso que depende a qualidade da eleição. Então, nós simplesmente celebramos essa vontade mútua de contribuir com o debate público na cidade de São Paulo — afirmou Haddad, ressaltando que mantém uma relação de amizade e de respeito com Chalita desde 2002, quando o peemedebista presidiu o Conselho Nacional de Secretários de Educação. — Foi uma reunião na qual os dois colocaram a precaução de manter a seriedade na corrida municipal. Um desgaste na campanha é ruim para a boa relação entre PT e PMDB, tanto na esfera municipal como na federal — acrescentou Chalita. A costura de um pacto era discutida desde dezembro entre lideranças municipais do PT e PMDB favoráveis a uma política de boa vizinhança que facilite um acordo entre as duas siglas no futuro, seja em um segundo
l SÃO

Gustavo Uribe

turno seja na composição de um governo municipal. A ideia era selar o acordo em agosto, mas a entrada na corrida eleitoral de Serra apressou a formalização, ante a possibilidade de antecipação do debate eleitoral.
“Se um de nós for para o 2, turno, contará com o outro” O pacto ganhou força diante da insistência do PMDB em lançar candidatura própria em São Paulo, cenário eleitoral que já é admitido por Lula, antes entusiasta de uma dobradinha como a que elegeu a presidente Dilma Rousseff ao Palácio do Planalto. — Eu penso que se isso acontecer, se um de nós for para o segundo turno, contará com o apoio do outro. Na verdade, a primeira conversa que tive com o PMDB a esse respeito foi com o vice-presidente Michel Temer. Ele próprio tomou a iniciativa de dizer que pretendemos estar juntos. É uma eleição em dois turnos, e depois tem o governo. Você pode decidir o momento de unir forças. Pode unir no primeiro, no segundo turno ou no governo — ressaltou Haddad, que acrescentou: — O vice-presidente sinalizou que poderíamos conversar para estarmos juntos em um eventual segundo turno. Ontem, o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, disse que a participação do expresidente Lula é “fundamental” para qualquer eleição, mas observou que ele não vai resolver tudo. Trata-se de um discurso preventivo dos petistas mais afinados com o ex-presidente, no caso de derrota de Haddad. — Em qualquer campanha, uma pessoa como ele (Lula) vai nos ajudar muito. Agora, não vamos achar que ele resolve tudo. Nossa militância, em São Paulo particularmente, vai ter um peso enorme. A militância não entrou na campanha ainda, quando entrar, vai dar uma diferença. A campanha não começou ainda. (Colaborou Catarina Alencastro) n

Ricardo Stucker/Instituto Lula

FH E LULA: líderes de partidos rivais históricos, eles se encontraram no Sírio-Libanês, onde o petista faz tratamento para câncer na laringe

Encontro de presidentes
Após telefonema do tucano, Lula recebeu FH no hospital e conversaram por quase uma hora
marcelle@sp.oglobo.com.br
l SÃO

Marcelle Ribeiro

PAULO. Os ex-presidentes da República Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso conversaram ontem, por quase uma hora, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde o petista trata o câncer na laringe. O encontro foi marcado a pedido de tucano, que telefonara para Lula dizendo que gostaria de visitá-lo. Segundo a a assessoria do tucano, os ex-presidentes não conversaram sobre política, apenas sobre o estado de saúde do petista e os institutos que cada um deles mantém, onde preservam seus acervos e promovem debates políticos. Lula disse, inclusive, que gostaria de visitar a Fundação Instituto Fernando Henrique Cardoso (IFHC). A necessidade de conseguir recursos para a manutenção das fun-

dações foi abordada na conversa, de acordo com o diretor-presidente do Instituto Cidadania — do qual Lula é presidente de honra —, Paulo Okamoto. Ao sair do hospital, onde Lula esteve ontem para mais uma sessão de fonoaudiologia, Fernando Henrique disse que o petista parecia “bastante animado” e, a assessores, teria comentado: “Quis dar uma força ao presidente Lula, para que ele se recupere o mais rápido possível”. O pré-candidato do PT à prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, disse que o encontro é a prova de que o Brasil “amadurece” e de que há atualmente um ambiente "democrático" e "respeitoso". Em dezembro, FH havia afirmado que não guarda mágoas de Lula e que, em outubro, assim que soube do diagnóstico do câncer, telefonou-lhe para conversar. — Eles são amigos de longa data, não

há motivos para se manterem afastados, sobretudo no momento em que o ex-presidente Lula passa por uma recuperação. É um gesto muito correto, assim como quando o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso perdeu a esposa, Ruth Cardoso, e fomos todos encontrá-lo e abraçá-lo — afirmou Haddad, após participar de reunião com líderes partidários na Câmara Municipal de São Paulo. Depois do encontro, Lula retornou para sua casa, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, mas é possível que retorne hoje ao Sírio-Libanês para fazer exames que avaliarão os resultados do tratamento do câncer. A informação foi dada anteontem pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que esteve reunido com Lula no domingo. A assessoria do hospital, porém, não confirmou a data. (Colaborou Gustavo Uribe)

Prévias: Serra teve pior desempenho na periferia
José Aníbal foi o mais votado na região Sul, onde o PSDB, historicamente, tem baixo índice de votação
silvia.amorim@sp.oglobo.com.br
SÃO PAULO. O ex-governador José Serra teve o seu pior desempenho nas prévias do PSDB junto aos filiados da região Sul da cidade. Segundo levantamento divulgado ontem pelo partido, o tucano recebeu nessa área, que inclui parte da periferia da capital, 34% dos votos válidos e perdeu a preferência da militância para o secretário de Energia, José Aníbal, que garantiu 37%. No restante da
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LOTERIAS
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Silvia Amorim

cidade, o ex-governador venceu com o apoio de mais de 55% dos tucanos. Na votação geral, domingo passado, Serra obteve 52% dos votos válidos; Aníbal, 31%; e o deputado Ricardo Tripoli, 16%. Cerca de seis mil pessoas votaram para escolher o candidato do partido para a eleição deste ano. A vitória apertada surpreendeu aliados de Serra, que contavam reunir mais de 70% dos votos. O distanciamento em relação à militância, a entrada tardia

nas prévias e a aliança com o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, foram apontados como os principais motivos para o desempenho abaixo do esperado. As maiores votações do précandidato foram nas zonas Leste e Norte, com 57% dos votos da militância. Aníbal teve 29% e 31%; e Tripoli, 13% e 11%, respectivamente. Nas regiões mais centrais (Centro, Oste e Sudeste), Serra manteve a média (55%), contra 30% de Aníbal e 14% de Tripoli. Os dados colocaram à pré-

campanha do tucano um problema a ser administrado nos próximos meses. O menor apoio dos militantes tucanos a Serra ocorre numa região em que o PSDB, historicamente, já não vai bem com o eleitor. O cientista político e especialista em pesquisas eleitorais na capital paulista, Carlos Novaes, disse que uma análise das últimas eleições revela que o PSDB ainda enfrenta dificuldades de penetração nas franjas da cidade. Apesar da soberania do PT

estar diminuindo a cada eleição, ainda é forte nesses locais. — O eleitorado dessa região (Sul) tem se mostrado ao longo do tempo mais difícil para o partido. Ter nessa mesma área problemas internos torna as coisas mais complicadas. Aliados do ex-governador já trabalham numa aproximação dele com os derrotados nas prévias. Serra viajaria ontem para a Espanha, mas cancelou o compromisso por causa das articulações para firmar alianças. n

QUINA: As dezenas sorteadas no concurso 2.858 foram 23, 37, 62, 63 e 72.

DUPLA SENA: As dezenas sorteadas no concurso 1.058 foram 09, 25, 36, 37, 38 e 44 (primeiro sorteio); e 05, 14, 22, 23, 46 e 47 (segundo sorteio).
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• O leitor deve checar os resultados tam-

bém em agências oficiais e no site da CEF porque, com os horários de fechamento do jornal, os números aqui publicados, divulgados sempre no fim da noite pela CEF, podem eventualmente estar defasados.

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Quarta-feira, 28 de março de 2012

O GLOBO

O PAÍS • 11

Crianças são obrigadas a ficar nuas em escola
Revista íntima foi feita nos alunos por professora e monitora após o sumiço de R$ 32; caso ocorreu em Minas Gerais
thiago.herdy@sp.oglobo.com.br

Thiago Herdy

Uma professora e uma monitora da Escola Municipal Nossa Senhora Aparecida, em São Gonçalo do Sapucaí, no sul de Minas Gerais, foram afastadas depois de obrigar crianças de 8 e 9 anos de idade a ficar nuas em sala de aula para apurar o sumiço de R$ 32. O episódio ocorreu na última semana e levou pais de alunos a comunicar o caso à polícia e ao Ministério Público. Eles cobraram punição para as funcionárias pelo ato. — Ainda temos um prazo de 30 dias para conclusão do inquérito, mas deslumbramos inicialmente o indiciamento pela prática do crime de constrangil SÃO PAULO.

mento ilegal — adiantou o delegado da Polícia Civil na cidade, Wellington Clair de Castro. A ideia de revistar os alunos nus teria sido da monitora do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti) na escola, ao constatar a falta do dinheiro em sua bolsa. Segundo as crianças, a monitora e uma professora chamaram os alunos para a sala e fizeram a revista, separando meninos e meninas. Pelo menos 15 crianças teriam sido submetidas ao constrangimento. — Tudo indica que a intenção da monitora não era libidinosa, ela queria resgatar valores que tinham sumido de sua bolsa. Nossa responsabilidade agora é apurar como os fatos ocorreram e individualiReprodução

zar a responsabilidade de cada um dos educadores — explicou o delegado. Alunos relataram terem sido orientados no mesmo dia a não falar sobre o assunto com os pais, sob o risco de sofrerem punição da escola. A diretora do estabelecimento, Maria Olímpia Magalhães, condenou o ato e disse que, caso seu dinheiro tivesse sumido, teria tratado o assunto de outra forma. — Quando acontece alguma coisa de minha responsabilidade, eu chamo as crianças uma a uma para conversar na minha sala. Nesse caso, o fato aconteceu antes de me comunicarem — afirmou a diretora. De acordo com a secretária de Educação do município, Marli Oraboni de Souza, a mo-

nitora passava um período de experiência na escola como voluntária da Secretaria de Assistência Social e assinou termo se desligando do programa. Um processo administrativo foi instaurado para apurar a participação da professora da escola no episódio. Paralelamente à ação da polícia, os pais de algumas crianças contrataram um advogado que apresentou ao Ministério Público representação pedindo responsabilização das educadoras por constrangimento ilegal e ameaça. Os pais devem ser chamados para prestar depoimento nos próximos dias, assim como funcionários da escola. De acordo com a polícia, o dinheiro não foi encontrado. n

Reprodução/Jornal Hoje

MARIA OLÍMPIA na escola: diretora condenou a revista dos alunos

Homem assume ter matado jornalista
Onei de Moura foi morto no Paraná; agricultor confessa e pode ter prisão decretada
l SANTA

A BRIGA entre os vereadores na Câmara de Itatinga, em São Paulo

HELENA. O delegado de Santa Helena, no Oeste do Paraná, Sérgio Luiz Alves, encaminhou à Justiça ontem o inquérito que investiga a morte de Onei de Moura, dono do jornal “Costa Oeste”, assassinado a tiros na noite de sábado no município. O delegado deve pedir a prisão preventiva do agricultor Sérgio Adriani Schawnn, que se apre-

sentou anteontem na delegacia e assumiu ter atirado em Moura. Como não houve flagrante, Schawnn foi liberado. O delegado descarta motivações políticas para o crime. —Tem muita gente falando muita coisa, mas o principal é que temos o autor, a arma e a motivação — afirma. Segundo ele, em seu depoi-

mento, Schawnn disse que matou Onei de Moura por causa de uma dívida de R$ 4,3 mil. O delegado ainda ouvirá depoimentos de familiares da vítima. A Associação dos Jornais e Revistas do Interior do Paraná publicou nota lamentando a morte do jornalista, repudiando a violência e clamando por segurança e justiça.

O presidente da Associação, Sérgio Jonikartes, afirma que a morte de Moura pode ter sido causada pela disputa eleitoral em Santa Helena ou por briga pelo controle do jornal. Segundo Jonikartes, Schawnn não é agricultor, mas pistoleiro. Ele diz ainda que Onei de Moura já vinha sofrendo ameaças de morte. n

Vereadores trocam socos no interior de SP
Briga foi durante sessão da Câmara de Itatinga, após votação de requerimentos sobre denúncias
juliana.azevedo@oglobo.com.br

Juliana Castro

Dois vereadores da Câmara de Itatinga, cidade do interior paulista localizada a 230km da capital São Paulo, trocaram socos durante uma sessão realizada na noite de segunda-feira. Segundo a assessoria de imprensa da Casa, Antônio dos Santos Barbosa (PP), mais conhecido como Quati, e Julio Aparecido Fogaça (PT) se desentenderam depois da votação de requerimentos com duas denúncias, uma para afastar o prefeito Ailton Fernandes Faria (PSDB) e outra para afastar o próprio vereador Fogaça, por gastos excessivos com adiantamento de viagens. As duas denúncias foram rejeitadas pelo mesmo placar, 4 a 3. Por causa da manifestação de alguns moradores da cidade que estavam no plenário, o presidente da Casa, José Rosa dos Santos
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(PSDB), interrompeu a sessão quando cada um dos vereadores usava seus 15 minutos para discursar. Nesse intervalo, os dois começaram a trocar socos. Policiais militares foram chamados. — O problema é que ele quer encrenca. Ele ofende a moral da gente e da família — disse Quati, sem querer falar sobre o motivo da briga porque seu advogado pediu para evitar fazer declarações sobre o caso. À GloboNews, Fogaça disse que Quati foi quem o agrediu, e ele apenas se defendeu: — Sempre falo primeiro que os demais vereadores, e aí eles aproveitam quando vão à tribuna para descer a lenha em mim, falar um monte de coisa. Fui tirar satisfação com ele porque a sessão estava suspensa. Segundo a assessoria da Câmara, ainda será discutido se os dois responderão por falta de decoro parlamentar.n

12 • O PAÍS

O GLOBO

Quarta-feira, 28 de março de 2012

Sites de turismo sexual na mira do governo
Ministério notificou mais de 2 mil páginas da internet que associavam o Brasil à prostituição; PF analisa informações
andre.renato@oglobo.com.br

André de Souza

. Os sites que usam a internet para promover o turismo sexual no Brasil estão na mira do governo. Ao todo, o Ministério do Turismo notificou 2.169 páginas que associam o país à prostituição, das quais 65% estão hospedadas nos Estados Unidos; 12%, na Alemanha; 10%, na Austrália; 10%, no Brasil ;e 2%, no Canadá. A ofensiva teve início no ano passado, quando o governo decidiu identificar as páginas que usam de forma indevida marcas e programas relacionados ao ministério. Depois, a busca foi ampliada e passou a incluir os sites que fazem associações à prostituição. Do total, 1.770 sites (82%) apresentavam apelo sexual;1.100 deles (51%) já se ajustaram ou foram retirados do ar. O ministério diz que, ao todo, foram analisados 38.865 sites, mas não foram encontradas irrel BRASÍLIA

gularidades na maioria dos casos. Ao observar o grande número de páginas com apelo sexual, o ministério passou a trocar informações com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, o Ministério da Justiça e a Polícia Federal. Em nota, a PF disse que ainda está analisando as informações do Ministério do Turismo para verificar se os sites de fato cometeram crimes. Ainda não há prazo para a conclusão dessa análise, e, no caso dos sites hospedados no exterior, a PF vai procurar a cooperação de órgãos policiais internacionais. Entre os sites notificados está um que, em inglês, se identifica como o “guia para o sexo ao redor do mundo” e compara o Brasil à Tailândia, dizendo que há discussões para saber qual dos dois é o melhor. Mas acrescenta: “Se você escolher o Brasil como um de seus destinos para viagens adultas, você provavelmente não vai se arrepender. O sexo

lá é ótimo”. Destaca ainda que os melhores lugares para sexo estão no Rio e em São Paulo, mas não deixa de mencionar Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife e Salvador. Outro site oferece um pacote que inclui uma noite com duas garotas brasileiras. Há também páginas que trazem fotos e vídeos de adolescentes. “A imagem negativa (associada ao turismo sexual), que não condiz com a realidade turística do país, tem sido combatida com afinco pelas instituições públicas”, escreveu ontem o Ministério do Turismo em sua página na internet. A postura atual é radicalmente diferente da que existia nos anos 70 e 80, quando a própria Embratur explorava a sensualidade das mulheres brasileiras para atrair turistas. — A exploração sexual no turismo é crime, e os responsáveis devem ser punidos — avaliou o ministro do Turismo, Gastão Vieira. n

Reprodução

UM DOS SITES que exploram o turismo sexual no Brasil: no pacote, uma noite com duas meninas brasileiras

STJ absolve acusado de estuprar menores
Segundo a Corte, as meninas de 12 anos já se prostituíam antes do suposto crime
leonardo.guandeline@sp.oglobo.com.br
PAULO . O Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a absolvição de um homem acusado de estuprar três menores, todas de 12 anos. Segundo a Corte, as meninas já se prostituíam antes do suposto crime. No entendimento da relatora, ministra Maria Thereza de Assis Moura, não se pode considerar crime o ato que não viola a liberdade sexual.
l SÃO

Corpo de brasileiro chega semana que vem
PAULO. O corpo do estudante Roberto Laudisio Curti, de 21 anos, morto por policiais australianos em Sydney, após levar vários choques de pistola Taser, no último dia 18, deve chegar ao Brasil na próxima semana. Segundo Patrícia Laudisio, tia de Roberto, o velório e o sepultamento acontecerão em São Paulo, cidade do rapaz. Segundo Patrícia, a manifestação em homenagem ao sobrinho foi adiada para sábado, às 11h30m, em frente ao Consulado Geral da Austrália em São Paulo. Os participantes vão levar pacol SÃO

Leonardo Guandeline

A decisão foi baseada, segundo o STJ, no artigo 224 do Código Penal, que foi revogado em 2009, mas estava em vigor à época dos fatos. Dizia o dispositivo que “presume-se a violência se a vítima não é maior de catorze anos”. Apesar disso, o Tribunal de Justiça de São Paulo tinha inocentado o acusado, sob o argumento de que as meninas “já se dedicavam à prática de atividades sexuais desde longa data”. De acordo com o TJ-SP, a mãe de uma das supostas vítimas afirmou em juízo que a fi-

lha enforcava aulas e ficava na praça com as demais para fazer programas com homens em troca de dinheiro. “A prova trazida aos autos demonstra, fartamente, que as vítimas, à época dos fatos, lamentavelmente, já estavam longe de serem inocentes, ingênuas, inconscientes e desinformadas a respeito do sexo. Embora imoral e reprovável a conduta praticada pelo réu, não restaram configurados os tipos penais pelos quais foi denunciado”, afirmou o acórdão

do TJ-SP, na ocasião. Quando o caso foi levado ao STJ, a Quinta Turma do Tribunal reverteu a decisão da Justiça paulista e decidiu pela condenação do réu com base na presunção de violência no ato sexual praticado com menor de 14 anos. Mas, como a decisão não foi unânime, a defesa pôde apresentar um novo recurso na própria Corte. A Terceira Seção do STJ, então, decidiu pela relatividade da presunção da violência e absolveu o acusado.n

tes de biscoito. Policiais australianos alegam que Roberto foi morto porque antes teria furtado biscoitos de uma loja de conveniência no Centro de Sydney. Imagens das câmeras de segurança do estabelecimento, porém, ainda não foram divulgadas. — Pretendemos, além da homenagem, realizar a doação desses biscoitos para instituições de caridade — disse Patrícia. As duas irmãs do jovem, que estão na Austrália, pediram ao consulado brasileiro em Sydney sigilo sobre o caso, para não atrapalhar nas investigações. n

OFERTAS VÁLIDAS

28/3/12

PARA O DIA

1

0

Chuchu, laranja-pera ou limão tahiti a granel - kg

,79

0

Cebola, cenoura ou tomate a granel - kg

,98

1,99

Ovos brancos tipo grande Qualitá com 12 unidades

Banana-prata ou maçã-gala a granel - kg

1

,99

Caqui-ramaforte, maracujá-azedo ou pera-portuguesa rocha a granel - kg

2,99

3,98

Alho a granel - kg

ONDE:

1

A campanha “PREÇO NÃO SE DISCUTE” é válida somente para as lojas físicas do Extra Hiper e Extra Supermercado, não valendo para as lojas Extra Fácil ou loja virtual www.extra.com.br. Não serão aceitas, para comparação de preços, as ofertas emitidas por comerciantes ou empresas atacadistas. Será válido somente o anúncio impresso da concorrência, do mesmo município, na forma de tabloide, lâmina, folheto ou anúncio de jornal de grande circulação, com o prazo de oferta dentro do período desta promoção, para produtos idênticos (mesma marca, tipo, voltagem, cor, sabor, quantidade etc.). O anúncio apresentado não será devolvido ao cliente e ficará retido pelo Extra. Esta condição não é válida para promoções especiais com múltiplos de produtos, do tipo “pague 2 e leve 3”, “leve 4 e, com mais um centavo, leve outro produto ou mais um exemplar do mesmo produto”. Não vendemos por atacado e reservamo-nos o direito de limitar, por cliente, a quantidade dos produtos vendidos, de acordo com esta promoção, em 5 unidades/kg por produto da categoria alimentos e 2 unidades por produto da categoria não alimentos. Consulte o SAC das lojas Extra Hiper e Extra Supermercado para mais informações.

Ofertas válidas para o dia 28/3/2012 ou enquanto durarem os estoques. Após essa data, os preços voltam ao normal. Verifique a disponibilidade dos produtos na loja mais próxima. Garantimos a quantidade mínima de 5 unidades/kg de cada produto por loja em que ele esteja disponível. Para melhor atender nossos clientes,nãovendemosporatacadoereservamo-nosodireitodelimitar,porcliente,aquantidadedosprodutosanunciados.Pagamentoàvistapodeserfeitoemdinheiro,cheque,cartãodedébitooucomoscartõesdecréditoAmex,Aura,Diners,GoodCard,MasterCard,Policard,Sorocred,ValeShop,UnikouVisa. No site www.extra.com.br, as ofertas e formas de pagamento podem ser diferenciadas. Consulte condições para pagamento com cheque na loja. O Extra aceita vários vales-alimentação (confira relação na loja). Fica ressalvada eventual retificação das ofertas aqui veiculadas.

Alguns produtos em oferta neste folheto podem não estar disponíveis nas lojas Extra Supermercado, havendo variação nos estoques e sortimento de cada loja.Consulte a loja mais próxima no www.familiaextra.com.br.

Ofertas válidas para todas as lojas Extra Hiper e Extra Supermercado do Rio de Janeiro.

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Importante: não mande vídeos onde aparecem bebidas alcoólicas.

Os objetos de decoração não fazem parte do preço.

Fotos meramente ilustrativas.

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Quarta-feira, 28 de março de 2012

O GLOBO

O PAÍS • 13

Na Justiça, projetos que inovaram e ficaram
Das 36 práticas que o Innovare premiou desde 2004, só quatro não foram adiante, mostra estudo de professora da USP
Divulgação/Instituto Innovare

cassio.bruno@oglobo.com.br

Cássio Bruno

O artigo 88 do Estatuto da Criança e do Adolescente funcionava apenas no papel. O trecho da lei que obriga a integração de órgãos de atendimento a menores infratores num mesmo espaço físico nunca fora cumprido até 2000. A iniciativa do juiz João Batista Galhardo Júnior, no entanto, criou, em São Carlos (SP), naquele ano, o Núcleo de Atendimento Integrado (NAI). O projeto garantiu a execução da legislação e a ressocialização dos jovens de forma mais eficaz. Hoje, o NAI já foi adotado em 80 cidades; até 2014, será implantado em todas as capitais do país pela Secretaria Nacional de Direitos Humanos. Essa experiência é uma das 36 práticas vencedoras do Prêmio Innovare desde a sua primeira edição, em 2004. Em estudo inédito, a cientista política Maria Tereza Sadek revela justamente a consolidação da premiação como motivadora de práticas para modernizar e combater vícios do Judiciário. — A conclusão foi que o Innovare faz a diferença na esfera da Justiça e na disseminação de políticas públicas. O prêmio é mais que um reconhecimento — diz Maria Tereza. — Das 36 iniciativas que o Innovare premiou, só quatro não foram adiante. Por seis meses, Maria Tereza, professora de Ciências Políticas da USP, entrevistou os 36 premil

PARTICIPANTES DE um dos projetos premiados: apoio a meninas que tiveram o couro cabeludo arrancado

ados. Representantes de 15 unidades da Federação foram reconhecidos como inovadores. — O objetivo foi fazer uma avaliação deste prêmio. Eu queria saber se ele estava realmente cumprindo com o que propôs inicialmente — explica. Antes da criação do NAI, jovens que cometeram crimes não eram atendidos pelos órgãos responsáveis de forma conjunta. À época, o delegado fazia o registro de ocorrência, o documento era enviado ao promotor, que o repassava ao juiz para ele determinar a medida socioeducativa a ser executada. O processo demorava, em média, oito meses .

— A integração fez com que as famílias desses jovens recebessem também atendimento especial — conta Galhardo Júnior, atualmente juiz assessor da Presidência do Tribunal de Justiça de São Paulo e vencedor do Innovare na edição 2007. O prêmio, que recebeu 1.961 inscrições em toda a sua história, é uma realização do Instituto Innovare; Secretaria de Reforma do Judiciário, do Ministério da Justiça; Associação dos Magistrados Brasileiros; Associação Nacional dos Membros do Ministério Público; Associação dos Defensores Públicos; Associação dos Juízes Federais do Brasil; OrAlexandre Cassiano

dem dos Advogados do Brasil; e Associação Nacional dos Procuradores da República; com apoio das Organizações Globo. A iniciativa contempla práticas de juízes, defensores públicos e promotores. Em nove anos, reconheceu a importância de projetos sobre adoção e reintegração à família, cidadania, meio ambiente, modernização do Judiciário e crescimento urbano, entre outras áreas. Em 2009, a defensora pública da União Luciene Strada também conquistou o Innovare com o projeto de apoio a mulheres vítimas de escalpelamento — perda do couro cabeludo quando ele é

arrancado por acidente ou violência, principalmente por motores de embarcações. O projeto teve início no Pará. Além do trabalho de conscientização com os donos dos barcos, a iniciativa fez com que o Ministério da Saúde incluísse esse tipo de cirurgia plástica no SUS. O projeto de Luciene motivou ainda a realização de mutirões com operações de graça no Pará, no Amapá e no Amazonas. — As vítimas são filhas ou parentes dos donos dos barcos, e temiam que, se contassem o que houve, o pai seria preso. Comecei com 61 casos. Hoje, temos 224 só no Pará — afirma Luciene no relatório de Maria Tereza. Outros projetos também mereceram destaques no Innovare, entre eles o da integração entre a Justiça Eleitoral e a sociedade civil, premiado em 2004. Iniciada no Maranhão pelo juiz Marlon Reis, a prática consistia na divulgação da legislação eleitoral à população para descobrir casos de políticos envolvidos em compra de votos e uso da máquina administrativa na campanha. A partir deste bem-sucedido exemplo, surgiu a Lei da Ficha Limpa, projeto de lei de iniciativa popular com cerca de 1,3 milhão de assinaturas. Aprovado pelo Congresso em 2010, a lei vale este ano, barrando políticos condenados em 2+ instância por órgão colegiado, com mandatos cassados ou que renunciaram para evitar a cassação n.

Edição 2012 será lançada amanhã
O Prêmio Innovare 2012 será lançado amanhã, às 11h, no plenário do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília. Este ano, serão aceitas iniciativas ligadas ao tema “Desenvolvimento e Cidadania” e, na premiação especial, práticas ligadas ao tema “Justiça e Sustentabilidade”, em apoio à Conferência de Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que será realizada pela Organização das Nações Unidas (ONU), entre15 e 23 de junho, no Rio. — Queremos criar uma agenda positiva para a Justiça. Temos muitos problemas ainda? Temos. Mas também há bons projetos. A ideia é identificá-los para melhorar a prestação dessa Justiça à população, principalmente porque o Brasil cresceu e, neste ano, sediará a Rio+20 — ressalta Carlos Araújo, diretor do Instituto Innovare . As inscrições podem ser feitas em www.premioinnovare.com.br até 31 de maio.
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FAZ DIFERENÇA: Prêmio para quem foi destaque em 2011
l Na sua nona edição, a festa de entrega do Prêmio Faz Diferença, do GLOBO, com o apoio da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), foi realizada na noite de ontem no Copacabana Palace. Pessoas e instituições que contribuíram para ajudar a transformar o país durante o ano de 2011 foram as grandes homenageadas. Os internautas puderam acompanhar ao vivo pelo site do GLOBO as entrevistas com os vencedores nas 17 categorias.

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O GLOBO

Quarta-feira, 28 de março de 2012

RIO

PM controla via satélite movimentação de policiais que ocuparam Alemão para instalar UPPs
Fotos de Domingos Peixoto

Pacificação monitorada

Ana Cláudia Costa
accosta@oglobo.com.br

Diego Barreto

om um programa de computador capaz de controlar, em tempo real, toda a movimentação da tropa, para combater o tráfico e evitar desvios de conduta de policiais, a PM deu início ontem ao processo para instalar as duas primeiras Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) no Complexo do Alemão, ocupado pelo Exército desde novembro de 2010. A ação contou com 750 homens, que substituíram os militares do Exército nas favelas de Nova Brasília e da Fazendinha. As outras dez comunidades do complexo, onde o Exército mantém 1.800 militares, serão ocupadas pela PM gradativamente, como antecipou O GLOBO há dez dias. Segundo o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, todo o processo de implantação das oito UPPs será concluído em 27 junho. Através do programa Center of Communication and Coordination (Ccoco), o comandante do EstadoMaior da PM, coronel Alberto Pinheiro Neto, conseguia ver a movimentação de cem veículos e 50 equipes (cada uma com oito policiais) da corporação. O mesmo programa de monitoramento será utilizado na Rio+20 e aperfeiçoado, segundo o oficial, para a Copa das Confederações, em 2013. O monitoramento era feito dentro de um centro de controle instalado na sede da Força de Pacificação. Cada um dos cem veículos tem um GPS e cada equipe conta com um rádio monitorado também via satélite. Essas informações são repassadas aos computadores do centro de controle. O programa permite mostrar a movimentação dos PMs num mapa. Segundo o coronel Pinheiro Neto, o software já é usado nos veículos dos batalhões da Região Metropolitana. Ele informou ainda que estão sendo licitadas câmeras para serem instaladas dentro dos carros da PM.

C

diego.barreto@oglobo.com.br

POLICIAIS MILITARES junto à estação Palmeiras do teleférico, na Fazendinha, onde ficará uma das UPPs do Complexo do Alemão: operação mobilizou 750 PMs ontem

Em 2010, a retomada
A operação de ontem no Alemão marca o início de uma nova fase da pacificação do complexo, onde vivem 69 mil pessoas. A tomada da comunidade — que por 30 anos foi considerada um dos mais violentos redutos do tráfico — aconteceu após uma série de ataques criminosos na cidade. Com o apoio de tanques da Marinha, policiais e militares do Exército entraram na Vila Cruzeiro no dia 25 de novembro de 2010. Acuados, cerca de cem bandidos fugiram pelo alto do complexo para a Favela da Grota, numa das cenas mais marcantes da retomada. Quando todo o complexo foi dominado, o governo estadual assinou um convênio para que o Exército mantivesse a ocupação até o estado formar PMs para as UPPs.

Novas UPPs vão contar com 300 PMs
A operação, que incluiu a substituição de parte dos integrantes da Força de Pacificação por PMs, começou às 4h30m, quando três helicópteros da Polícia Militar sobrevoaram as favelas da Fazendinha e de Nova Brasília. Por volta das 7h, todos os militares do Exército que estavam nessas duas comunidades já haviam sido substituídos por PMs. PMs do Bope e do Batalhão de Choque, com reforço do Grupamento Aeromarítimo, da Companhia de Cães e mais 300 policiais que farão parte das UPPs, começaram a vasculhar a região. Dois homens acusados de tráfico foram presos. Foram apreendidas 1.156 cápsulas de cocaína e 110 pedras de crack, além de 147 trouxinhas e 170 tabletes de maconha. Durante a ação, também foi recuperado um veículo roubado. E equipes do Detran apreenderam um carro e 18 motos com documentação irregular. À tarde, PMs do Bope encontraram um campo de paintball no Morro do Adeus, que, segundo eles, provavelmente era usado por traficantes como área de treinamento. Localizado perto da estação do teleférico, o local tinha barricadas, pilhas de pneus e sacos de areia. Durante operação no Morro da Serrinha, em Madureira, semana pas●

DROGAS APREENDIDAS durante a ação realizada no Complexo do Alemão: a PM recorreu à ajuda da Companhia de Cães
Pedro Kirilos

MILITARES DA Força de Pacificação: parte deles foi substituída ontem por PMs

sada, policiais também encontraram um campo de treinamento do tráfico. As sedes das duas UPPs já estão sendo construídas ao lado das estações Palmeiras (Fazendinha) e Itararé (Nova Brasília) do teleférico. Enquanto não ficam prontas, as unidades funcionarão provisoriamente em contêineres. O major Edson Raimundo dos Santos, formado no Bope, comandará a UPP de Nova Brasília. O comandante da unidade da

Fazendinha ainda será escolhido. Assim que o processo de implantação das UPPs nos complexos do Alemão e da Penha for concluído, a base da Força de Pacificação, montada na antiga fábrica da Coca-Cola, na Avenida Itaoca, será transformada em sede do Comando de Polícia Pacificadora (CPP). Quando a sede do Bope for instalada na Maré, o CPP ocupará o atual quartel do batalhão, em Laranjeiras. De acordo com o relações-públi-

cas da PM, coronel Frederico Caldas, os 300 policiais que ocuparão as UPPs da Nova Brasília e da Fazendinha fizeram estágio em outras unidades. Ele informou ainda que equipes dos batalhões de área vão ocupar os morros da Baiana e do Adeus: — A intenção é ocupar duas favelas do complexo por mês, até que o processo de pacificação seja concluído. Segundo o comandante da PM, coronel Erir Costa Filho, a ação do Bope e do Batalhão de Choque para a implantação das UPPs no Complexo do Alemão começou na verdade no dia 22 deste mês. Foram realizadas operações em outras favelas dominadas por criminosos da mesma facção dos traficantes do Alemão. A intenção era prender bandidos que tivessem fugido do complexo. Até agora, 95 criminosos foram presos nessas ações. Ontem, por exemplo, um traficante que fugiu da região foi capturado no Morro do Palácio, em Niterói. Ele estava com uma pistola, uma submetralhadora e maconha. O governador Sérgio Cabral afirmou que o Alemão e a Rocinha vivem um momento de transição. Segundo ele, nas duas áreas ainda existem pessoas ligadas ao tráfico que tentam minar as ações de pacificação: — É importante dizer que, tanto

no Alemão, como na Penha e na Rocinha, estamos numa grande fase de transição. É evidente que existem as “viúvas” do tráfico, aquelas pessoas, de dentro ou de fora das comunidades, que ficam tentando minar o trabalho da política de segurança do governo, porque isso quebra uma série de lógicas que permaneceram nos últimos 30 anos. Nunca tivemos a ilusão de que as comunidades fossem se transformar em lugares absolutamente tranquilos e pacíficos, sem nenhum problema, após um ano e três, quatro meses do processo de retomada. Mas vamos continuar nessa luta. O trabalho é extenuante, mas a população do Rio merece. O secretário José Mariano Beltrame disse ontem, ao visitar a base da Força de Pacificação, que já era prevista a reação do tráfico à ocupação do Alemão: — Estamos lidando com homens que estavam instalados há décadas na região e estão tendo seus interesses contrariados. Claro que haverá reação, mas é preciso trazer paz e garantir o direito de ir e vir dos cidadãos. ■
VÍDEO GPS monitora ação da tropa no Alemão. Assista
oglobo.com.br/rio

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Quarta-feira, 28 de março de 2012

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PM reforça ainda mais patrulhamento na Rocinha
Dois dias depois do assassinato de presidente de associação de moradores, favela receberá mais 40 policiais
Waleska Borges
waleska.borges@oglobo.com.br
● Dois dias depois do assassinato do presidente da Associação de Moradores e Amigos do Bairro Barcelos (Amabb), Vanderlan Barros de Oliveira, de 41 anos, a Polícia Militar vai reforçar a segurança na Rocinha. A partir de hoje, serão mais 40 homens no policiamento, que totaliza 350 PMs. De acordo com o chefe da coordenadoria de comunicação social da Polícia Militar, coronel Frederico Caldas, o patrulhamento será feito a pé. Reforçarão o patrulhamen-

to PMs formados no início deste mês. Na sexta-feira, 130 recrutas já tinham sido deslocados para a Rocinha. — Quando ocorreu o crime, havia policiamento na Rocinha, que tinha ganhado reforço na sexta-feira. Esse novo policiamento a pé será empregado em becos e vielas de difícil acesso. Será uma medida importante para dar tranquilidade à comunidade — disse Caldas. O corpo de Vanderlan foi sepultado ontem no Cemitério São João Batista, em Botafogo. Cerca de 60 pessoas, entre parentes e e amigos, compareceram à cerimônia. O cai-

xão foi coberto com uma bandeira do Botafogo e, no momento em que o corpo foi colocado na gaveta, uma pessoa pediu uma salva de palmas “para o guerreiro”. Ninguém quis falar com a imprensa. O velório, fechado a jornalistas, tinha sido realizado na quadra da Unidos da Rocinha. Na favela, moradores não queriam falar sobre o crime ontem. Feijão presidia uma das quatro associações de moradores da Rocinha. Ele foi morto a cerca de 50 metros da sede da entidade, na Travessa Palmas, que liga a Via Ápia ao Caminho do Boiadeiro. Feijão

foi surpreendido ao deixar a associação sozinho, em sua motocicleta. Ele foi executado pelas costas com três tiros de pistola, disparados por um homem que usava colete de motoboy e capacete. O governador Sérgio Cabral disse ontem que a polícia está enfrentando na Rocinha “um tumor” que estava matando o Rio: — Quando se mexe numa ferida, quando se ataca um tumor, é evidente que há repercussões. Eu posso garantir que a população estava muito mais assustada quando havia o poder paralelo (do tráfico). ■

Marcelo Piu

O MENOR que foi detido pela polícia com drogas na Favela da Rocinha

Assassino usou arma de calibre restrito à polícia
Delegacia busca na Rocinha testemunhas da morte de líder

A Divisão de Homicídios (DH) está muito perto de identificar os responsáveis pela morte de Feijão. Já foram ouvidas 13 pessoas, e hoje novos depoimentos devem ser prestados. O assassino usou uma pistola calibre .40, de uso restrito das polícias Civil e Militar. Equipes estiveram novamente ontem na Rocinha para localizar novas testemunhas e buscar imagens que possam levar à autoria do crime. Os policiais trabalham com a possibilidade de três pessoas terem participado do assassinato. De manhã, PMs prenderam um menor com pequena quantidade de drogas na favela. — Estamos numa fase em que o quebra-cabeça está sendo montado — disse o delegado Rivaldo Barbosa, diretor da DH, que não quis adiantar o teor dos depoimentos já ouvidos. O secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, informou que, se for preciso, pode deslocar mais policiais para a favela: — A Polícia Civil continua investigando muito bem a área. Agora só temos que consolidar isso. Não sou mercador de ilusões para dizer que em quatro ou cinco meses de trabalho levaremos paz total à Rocinha. Mas nós já mudamos a política dentro daquela comunidade e é claro que há pessoas insatisfeitas com isso. Suspeito de “lavar” o dinheiro do tráfico da Rocinha, Feijão era investigado pela Polícia Federal e respondia a processo na Justiça estadual. ■

Relembre as outras mortes
A guerra travada entre traficantes na Rocinha após a ocupação policial em novembro passado deu os primeiros sinais em fevereiro, quando foram encontrados os corpos de Thiago Schimmer C á rc e re s ( P a t e t a o u Leão) e de outro bandido conhecido como PQD, considerados homens de confiança de Antonio Bonfim Lopes, o Nem. O traficante Amaro Pereira da Silva, o Neto, que seria aliado de Nem, teria determinado as execuções. Aproveitando-se da disputa interna, Inácio de Castro Silva, o Canelão, expulso da Rocinha por Nem em 2008 e que voltara à favela, entrou na briga para assumir as bocas de fumo. Nascido e criado na favela, Canelão tem contra si dois mandados de prisão por tráfico e associação para o tráfico. No último dia 19, três homens da quadrilha de Canelão foram mortos. A polícia investiga a informação de que o grupo de Canelão tem apoio de uma facção rival e já teria assumido a venda de drogas na parte alta da favela.

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Quarta-feira, 28 de março de 2012

a Idoso é 3- pessoa a morrer de dengue na capital
Caso é investigado por secretaria, mas exames feitos em hospital da Tijuca já confirmaram que doença causou óbito
Célia Costa
celia@oglobo.com.br
● A morte de mais uma vítima da dengue está sendo investigada pela Secretaria municipal de Saúde, mas exames laboratoriais já confirmaram que a doença causou o óbito. Edson Couto, de 71 anos, faleceu no dia 13 de março na Casa de Saúde Santa Terezinha, na Tijuca, vítima de falência hepática. O caso ainda não consta das estatísticas oficiais, mas é a terceira morte provocada por dengue na capital este ano. Ontem, a Secretaria munici-

pal de Saúde divulgou o boletim semanal da doença. Na capital, são 21.305 notificações, 4.982 a mais em relação à semana passada, e dois mortos este ano. Em todo o estado, são 31.597 casos da doença, de 1 o de janeiro ao dia 24 deste mês, conforme levantamento da Secretaria estadual de Saúde. O caso de Edson Couto foi de rápida evolução, segundo o prontuário médico. Segundo a família, ele não tinha doença preexistente. De acordo com a pediatra Márcia Couto, filha de Edson, ele sentiu os primeiros sintomas seis dias antes

de morrer, mas, como era alérgico, achou que se tratava de uma sinusite. Edson foi ao médico no dia 9 deste mês e não tinha sintomas de dengue. — No dia seguinte, quando cheguei à casa dele, vi que tinha piorado. A pressão arterial estava muito baixa, e ele tinha com dores no corpo. Levei meu pai para o hospital e mencionei a suspeita de dengue — contou Márcia. O responsável técnico da Casa de Saúde Santa Terezinha, Alcino Soares, disse que Edson chegou ao hospital na sexta-feira, dia 9, já com um

quadro grave da doença. — Fizemos a sorologia na emergência e constatamos que ele estava com dengue. O paciente já apresentava danos no fígado e foi internado na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Apesar do tratamento e da hidratação, seu quadro de saúde se agravou, e ele morreu quatro dias depois — disse Alcino Soares. A morte de Edson pode ter sido a causa de um equívoco da Secretaria estadual de Saúde, que ontem à tarde chegou a divulgar a terceira morte por dengue no municí-

pio este ano. O caso, que ainda está na comissão de óbitos do município, pode ter entrado por engano nas estatísticas do estado. No final do dia, a Secretaria estadual de Saúde divulgou que havia somente dois óbitos. A segunda vítima da doença este ano foi uma mulher, de 49 anos, moradora do Grande Méier. Ela morreu no dia 4 deste mês, no Hospital Pasteur, no Méier. Exames constataram que a mulher foi vítima do vírus tipo 4, que começou a circular no estado em meados do ano passado.

O primeiro óbito do ano foi o de um menino de 9 anos, que morava em Campo Grande e morreu em fevereiro. No mesmo período do ano passado, foram registrados 17 óbitos, enquanto em 2008, ano da última epidemia, foram 114 nos três primeiros meses do ano. O secretário municipal de Saúde, Hans Dohmann, disse que a queda no número de óbitos se deve ao melhor atendimento. A cidade já conta com 30 polos de hidratação, e um maior número de médicos recebeu treinamento para diagnosticar a doença. ■

Infestação de ‘Aedes’ é a menor desde 2007
Mais informações: www.arqfuturo.com.br

Madureira é área com maior quantidade de mosquitos e de casos
O índice de infestação predial do mosquito transmissor da dengue, realizado entre 11 e 17 de março e divulgado ontem pela Secretaria municipal de Saúde, é o menor da história — desde o começo da medição em 2007 — neste período do ano. O levantamento Rápido do Índice de Infestação de Aedes aegypti (Lira) apontou índice de 1,5% — a cada cem casas visitadas 1,5 tinha focos do mosquito. O índice considerado tolerável pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é de menos de 1%. Além do trabalho de combate que tem sido realizado pelos agentes, a queda da infestação também deve-se ao baixo de volume de chuvas neste ano. Em janeiro, a média da cidade foi de 2,3%. A região que apresentou o maior índice de infestação da cidade foi a área de Madureira, Irajá, Pavuna e adjacências, com 2,5%. É também a área da cidade com o maior número de casos de dengue, com 5.597 registros. Em seguida, com 1,7% de infestação, está o Grande Méier, que aparece em quarto lugar no número total de notificações.

O Arq.Futuro é uma série de palestras, aulas e seminários dirigidos a todos os que querem pensar sobre arquitetura e urbanismo hoje no Brasil e no mundo. Veja quem são os convidados:

RIO DE JANEIRO 2012

ZAHA HADID SHIGERU BAN AUGUSTO IVAN PINHEIRO SÉRGIO MAGALHÃES EDWARD GLAESER JOSÉ ALEXANDRE SCHEINKMAN
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Conheça os participantes que estarão no Rio nos dias 29 e 30 de março para o Arq.Futuro ZAHA HADID Arquiteta de origem iraquiana radicada na Inglaterra, projetou as piscinas para os jogos olímpicos de Londres. Foi a primeira mulher a receber o prêmio Pritzker, em 2004. SHIGERU BAN O arquiteto japonês é conhecido por suas pesquisas com madeira, têxteis e papéis, propondo soluções para situações emergenciais. É professor da Universidade de Kioto. AUGUSTO IVAN PINHEIRO Arquiteto e urbanista, integra atualmente a equipe responsável pelo planejamento de ações relacionadas às Olimpíadas no Rio de Janeiro. É professor de urbanismo da PUC-Rio. SÉRGIO MAGALHÃES Arquiteto e professor da FAU-UFRJ, ocupou cargos na administração pública no Rio de Janeiro, atuando em programas de política habitacional. É consultor de urbanismo do BID e presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil-RJ. EDWARD GLAESER Professor de economia na Universidade de Harvard e diretor do Taubman Center e do Rappaport Institute. Pesquisador das relações entre economia e desenvolvimento urbano, é autor de vários estudos sobre o assunto e do livro Os centros urbanos – a maior invenção da humanidade, publicado em 2011. JOSÉ ALEXANDRE SCHEINKMAN Economista carioca e professor da Universidade de Princeton, onde desenvolve seu trabalho acadêmico. Paralelamente, profere palestras e escreve artigos sobre economia brasileira. KAREN STEIN (mediadora) Parte do corpo de jurados do prêmio Pritzker, é membro da Architectural League e copresidente do círculo de arquitetura e design do Museu de Arte Moderna, ambos em Nova York. ANDRÉ CORRÊA DO LAGO (mediador) Diplomata, economista e crítico de arquitetura, é diretor do Departamento de Meio Ambiente e Temas Especiais do Ministério das Relações Exteriores e negociador-chefe do Brasil para mudança do clima e para a Rio+20. LAURO CAVALCANTI (curador) Arquiteto e doutor em antropologia social pela UFRJ, é professor da Escola Superior de Desenho Industrial, diretor do Paço Imperial e autor de vários livros e artigos sobre arquitetura.

Realização:

Zona Sul e Santa Cruz têm os menores índices Os menores índices foram registrados em Santa Cruz, Paciência, adjacências) e a Zona Sul, que registraram 0,7% e 0,9%, respectivamente. Calhas, tanques, lajes e toldos em desníveis, ralos, piscinas não tratadas e cacos de vidro em muros são os locais onde são encontrados os principais focos do mosquito, com 33,7% das ocorrências. No levantamento anterior, apareciam na segunda colocação, com 24,9%. Em seguida, com 23,4%, aparecem os depósitos de água para armazenamento doméstico, como tonéis, tambores, barris, tinas, cisternas, potes, poços/cisternas e caixas d’água, que anteriormente estavam na quarta colocação. Exames realizados em amostras de sangue confirmaram a presença do vírus tipo 1 da dengue em Barra do Piraí, Itaboraí, Mesquita, Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, Valença e Vassouras. Há notificações do tipo 3 no Rio, e a presença do tipo 4 no Belford Roxo, Japeri, Mesquita, Nilópolis, Niterói, Nova Iguaçu, Rio, São Gonçalo e São João de Meriti. Na capital, a identificação viral, que é feita por amostragem mostra que o tipo 4 é predominante, com 77,8% dos casos. Exames realizados em amostras de sangue confirmaram a presença do vírus tipo 1 da dengue em Itaboraí, Mesquita, Nova Iguaçu, Rio de Janeiro e Valença. Há notificações do tipo 3 no Rio de Janeiro. Na capital, o vírus tipo 4 (que começou a circular no estado em meados do ano passado). O tipo 4 também está presente em Belford Roxo, Mesquita, Nilópolis, Niterói e Nova Iguaçu. ■

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Rampa de São Conrado terá mais dois fiscais
Flávia Milhorance

Medida é anunciada pelo Clube São Conrado de Voo Livre, que culpa instrutor pela morte de Priscila Boliveira
Flávia Milhorance
flavia.milhorance@oglobo.com.br

Após o acidente com o parapente que resultou na morte da nutricionista Priscila Boliveira, de 24 anos, o Clube São Conrado de Voo Livre, que fiscaliza os voos, divulgou ontem um laudo apontando o instrutor Allan Figueiredo como o único responsável pela queda de Priscila. O clube decidiu ainda reforçar a segurança das rampas da Pedra Bonita com mais dois fiscais. Eles ficarão responsáveis por checar especificamente os equipamentos de voo. Priscila estava com as travas das pernas soltas quando decolou. Atualmente, os quatro fiscais atuam apenas no controle da infraestrutura das rampas e das condições meteorológicas. Piloto está afastado por tempo indeterminado Às 16h45m de domingo, Priscila caiu de uma altura de cerca de 20 metros na Praia de São Conrado. Após analisar evidências, fotos e vídeos do momento do acidente, a comissão técnica do clube concluiu que houve negligência do instrutor DIRETORES DO Clube São Conrado de Voo Livre apresentam novas medidas adotadas após morte da nutricionista e divulgam laudo do acidente na verificação do Eduardo Naddar Reprodução equipamento, já que as duas travas que sustentavam as pernas da nutricionista estavam aber tas antes do salto. Por isso, o clube decidiu afastar o piloto por tempo indeterminado e reforçar a fiscalização na rampa, interditada desde o dia do acidente. O local só deve ser reaberto na segunda-feira. No momento do acidente, o clube garante que as condições meteorológicas do local estavam adequa- O INSTRUTOR Allan Figueiredo à esquerda, após depoimento na 15 a DP (Gávea) no domingo; à direita, Priscila Boliveira se prepara para o salto de parapente das para o voo. superior do parapente, contiDe acordo com o diretor de co- Conrado, mas que agora pas- mento por homicídio culpo- hoje em Salvador. O diretor-técnico da Asso- nua desaparecida. municação do clube, Vinícius sa a defender os interesses so. O instrutor responderá ao — Eu cheguei à Praia de São ciação Brasileira de ParapenCordeiro, houve uma primeira apenas do clube. Segundo processo em liberdade. Ainda segundo Barucke, o te, Arthur Lewis, analisou o ví- Conrado logo após a queda. Hatentativa de decolagem, que Marco Aurélio, Allan assumifoi abortada. Neste momento, ria a responsabilidade do laudo divulgado pelo clube deo em que Patrícia Boliveira via muitos curiosos em volta e a não influencia na investiga- se preparava para o salto e en- câmera já tinha sumido. Alguém Priscila estava com as travas acidente. — A falha foi única e exclu- ção, já que apenas corrobora a controu o que considera dois pode tê-la levado — afirmou o de segurança conectadas. graves erros: além da falta de diretor do clube São Conrado, Dois minutos depois, ela e o sivamente dele. Na decola- linha seguida pela polícia. — Essa conclusão já esta- travas nas pernas, havia nu- Flávio Dias. instrutor voltaram à rampa e, gem, ele tinha a obrigação de Outra hipótese é que a câfinalmente, decolaram. Mas já ter checado o equipamento va no inquérito — disse Ba- vens sob a rampa e o vento sonovamente — afirmou. rucke, que ainda informou prava em direção contrária ao mera tenha se perdido no mocom as travas soltas. mento em que o parapente se que o clube não será respon- recomendado. — Ainda não se sabe como Instrutor responderá a — Há muitos pilotos que- chocou com árvores da Flosabilizado. — Possivelmenestas travas se soltaram — processo em liberdade te, a família entrará na Justi- rendo ganhar dinheiro, e, com resta da Tijuca. Allan Figueireafirmou Cordeiro. De acordo com o advoga- ça por danos morais, mas is- isso, descuidam da segurança, do não foi encontrado pelo Ontem de manhã, o advopois saltam em intervalos pe- GLOBO para comentar o caso. gado Marco Aurélio Gomes do, Allan prestaria depoimen- so não cabe à polícia. A família de Priscila, cujo ir- quenos. É evidente que deve- De acordo com o Clube São de Araújo disse que deixou to ontem na 15 a DP (Gávea). de defender Allan Figueire- No entanto, o delegado Fábio mão é o ator Fabrício Boliveira, ria ser colocado um fiscal na Conrado, o instrutor tinha 12 do. Marco Aurélio contou ter Barucke disse que a ida dele que atuou em “Tropa de Elite 2”, rampa. Para um local onde se anos de experiência e seu acompanhado o instrutor à à delegacia está confirmada filme dirigido por José Padilha, ganha tanto dinheiro, sairia equipamento passou por uma vistoria antes do carnaval. ■ delegacia no domingo, quan- a p e n a s p a r a s e x t a - f e i r a , não informou se pretende pro- barato. Uma das provas do acidendo ocorreu a queda, a pedido quando Allan receberá a no- cessar os envolvidos. O enterro do Clube de Voo Livre de São tificação oficial do indicia- de Priscila está previsto para te, a câmera instalada na parte COLABOROU: Duilo Victor

Vistoria da Anac foi em 2010
A atividade de voo livre carece de um órgão fiscalizador. As próprias associações desportivas se encarregam da manutenção e do controle de segurança do esporte. A Associação Nacional de Aviação Civil (Anac), que publicou uma norma regulamentando o voo livre, afirma que não é sua incumbência fiscalizar a atividade. A última vistoria da Anac na Pedra Bonita ocorreu em 2010, motivada por uma recomendação do Ministério Público federal. Na ocasião, o MP pediu que a Anac fizesse periodicamente a fiscalização do local, além de verificar se o serviço de voo duplo era comercializado, prática proibida. O que hoje é permitido é o voo de instrução. Em dezembro de 2011, a Anac informou ao MP ter realizado 17 inspeções entre março e maio de 2010 e não ter encontrado irregularidades. No documento, a Anac reitera não ser responsável pela fiscalização da atividade. Em março, o MP enviou ofício à Anac requisitando o cronograma de vistorias de 2012. Até agora, nenhuma foi feita. Em entrevista ao “Jornal Nacional”, um instrutor de voo afirmou ontem que há deficiências no controle da atividade e que, a cada nova determinação do Clube de São Conrado de Voo Livre, não há um órgão superior para avaliar a norma.

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OPINIÃO

FARSA

a da Anac de regular o voo livre. Mais estranho, ainda, que ela estabeleça proibições na atividade, mas diga que não a fiscaliza.
SE A agência sequer conse-

ESTRANHA ATRIBUIÇÃO

gue atuar com eficiência na própria aviação civil, sua função primordial, é uma ilusão esperar que ela acompanhe o uso de parapentes e asas deltas.
FINGE QUE regula, finge-se

que é regulado.

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OAB acompanhará investigações da Atriz pagará R$ 70 mil morte de adolescente em Caxias a idoso após colisão
Menino de 13 anos foi morto pelas costas a tiros de fuzis. PMs são suspeitos
Gustavo Goulart
gus@oglobo.com.br

NOTA

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, seção Rio (OAB-RJ), Wadih Damous, disse que a entidade vai acompanhar as investigações sobre a morte do menino Igor Cordeiro Manhães, de 13 anos, atingido por quatro tiros de fuzil, pelas costas, supostamente disparados por policiais militares, em Duque de Caxias, na madrugada de anteontem. Damous vai pedir hoje à chefe de Polícia Civil, delegada Marta Rocha, que a polícia se empenhe ao máximo na apuração do crime. Damous se disse estarrecido com o caso e enfatizou que mesmo se o garoto tivesse envolvimento com o tráfico de drogas na Vila Centenário, onde mora, não deveria ter sido morto. — Todas as evidências indicam que o menino não tinha

envolvimento com qualquer tipo de crime. Era um estudante. E, mesmo se fizesse parte de algum grupo de criminosos, nada justifica uma execução sumária. Vou dizer à chefe de Polícia que a OAB vai acompanhar o caso e pedir a ela que dê muita atenção ao episódio — disse. Parentes se encontrarão com chefe da polícia Parentes de Igor vão se encontrar hoje à tarde com Marta Rocha. Antes, porém, serão recebidos pela Comissão de Direitos Humanos da OAB. A entidade quer apurar o caso com lisura e pretende ouvir a família para ter um perfil do menino. Igor era bastante querido no bairro onde morava. Ontem, o delegado-titular da 59 a DP (Duque de Caxias), Cláudio Vieira, ouviu quatro policiais militares que participaram da operação no Morro da Man-

gueirinha, na Vila Centenário, quando Igor foi baleado. Policiais do 21 o BPM (Mesquita), que também participaram da ação, serão ouvidos no inquérito. De segunda-feira até ontem, a 59 a DP apreendeu 18 fuzis e cerca de 20 pistolas das duas unidades. Elas já foram encaminhadas para o Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), onde será periciadas. Parentes de Igor, cujo corpo foi sepultado ontem no cemitério Nossa Senhora de Belém, no Corte Oito, enfatizaram que o garoto não estava na garupa de uma motocicleta quando foi baleado. Ele pegara uma carona com um amigo para buscar a sandália da mãe na casa de uma tia e já estava a pé quando foi atingido. Ontem, poucos alunos foram à aula na sala do 7 o ano do ensino fundamental na Escola Estadual Irineu Marinho. Eles estavam de luto. ■

Vítima quebrou o pescoço após carro em que Grazi Massafera estava avançar sinal vermelho

Os atores Grazi Massafera e Cauã Reymond concordaram em pagar R$ 70 mil a um idoso, vítima de um acidente de trânsito, em 2010, na Barra da Tijuca. José Manuel Bouzas Villalon, na época com 70 anos, fraturou o pescoço numa colisão, com o carro de Cauã. O ator não estava no veículo, apenas Grazi e o motorista do casal, Jaivaldo de Jesus Silva. O acordo foi homologado pelo juiz Joaquim Domingos de Almeida Neto, do 9 o Juizado Especial Criminal do Fórum Regional da Barra, ontem, segundo informações do Tribunal de Justiça. Durante a audiência judicial, Grazi reconheceu o erro em não ter mantido contato com José Manuel, mas disse que tentou obter informações sobre o estado de saú-

de dele através do hospital e de parentes. A atriz pediu desculpas por não tê-lo procurado diretamente. O pedido foi aceito pelo idoso, assim como a proposta de reparação de dano. Em 20 de outubro de 2010, o veículo onde a atriz estava bateu no carro conduzido por José Manuel, no cruzamento entre a Avenida Luís Carlos Prestes e a Avenida Ayrton Senna, após avançar um sinal vermelho. O idoso acabo ferido. José Manuel chegou a afirmar aos policiais civis que investigavam o caso que era Grazi quem dirigia o carro. Naquela época, a atriz não tinha habilitação para dirigir. No entanto, imagens gravadas por câmera da CET-Rio que registraram o acidente derrubaram a versão de José Manuel. ■

Os corpos de um homem e de uma mulher, ambos com as mãos cortadas e marcas de tiros, foram deixados na noite de segunda-feira, na Tijuca e no Maracanã, a uma distância de 800 metros um do outro. A mulher foi encontrada a cem metros do Instituto de Educação, e o homem em frente ao Cefet na Avenida Maracanã. Segundo policiais da Divisão de Homicídios (DH), o casal foi torturado em outro lugar e deixado no local.

CASAL EXECUTADO

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Calma, gente!
Dez coronéis prometem saltar de paraquedas na Praia da Barra da Tijuca, na altura do Quiosque 172, no Rio, com uma bandeira do Brasil de dez metros de comprimento, no dia 31 de março. É para celebrar os 48 anos do golpe militar de 1964.

Vida que segue
Orlando Silva e sua mulher, a atriz Ana Cristina Petta, que já são pais de uma menininha, estão grávidos novamente. O ex-ministro decidiu terminar seu curso de ciências sociais, na USP, interrompido quando assumiu o ministério.

ANCELMO GOIS

Mãos ao alto!
Edson Vidigal, ex-presidente do STJ, e sua mulher, Eurídice, ex-secretária de Segurança Pública do Maranhão, foram assaltados no último fim de semana, numa praia, em São Luís (MA). Pelo Twitter, Vidigal contou que roubaram seus documentos, cartões, dinheiro, celular e “arrancaram-nos as alianças”: — No Maranhão é cada um por si, a sorte é só para alguns. Acabamos, Eurídice e eu, de escapar ilesos de um assalto...

‘Harmonices mundi’
A Biblioteca Nacional incorporou ao seu acervo de obras raras um exemplar da primeira edição de “Harmonices mundi”, de Johannes Kepler (1571/1630). O livro do astrônomo, matemático e astrólogo alemão (foto) passará por higienização e restauro e, depois, ficará disponível para consulta.
Reprodução

Ana Cláudia Guimarães (interina)
Divulgação

Segue...
A Comissão da Verdade ainda não foi instalada. Aliás, seus membros nem foram escolhidos, mas ela já funciona na prática. Por causa da comissão, muita gente, dos dois lados, debate democraticamente sobre esse período de trevas. Isso é bom. Isso é ótimo.

Prende eu
Glória Perez está escrevendo um papel para Giovanna Antonelli em sua próxima novela na TV Globo. A bela será uma delegada.

Seguro de... você sabe
A corretora SCK e a seguradora Zurich criaram, veja só, um seguro para advogados. É assim: ressarce o cliente prejudicado por algum erro ou omissão do “doutor”. Será lançado hoje na OAB-RJ.

Retratos da vida
O mercado de trabalho específico para anões cresce. Uma empresa especializada, veja em lc5.zip.net, oferece esse tipo de mão de obra para festas e eventos. Geralmente, trabalham como garçons, mas também como... seguranças. Que sejam felizes.

Matisse em Sampa
As vinte serigrafias de Henri Matisse (1869-1954) furtadas há sete anos e recentemente recuperadas pela PF voltarão para a Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo. A decisão é de José Nascimento Jr., diretor do Ibram. Mas, antes disso, elas serão expostas no MNBA, no Rio.

Nova vizinha
Adriano, o Imperador, vai ganhar uma vizinha famosa em seu condomínio, o Mansões, na Barra. É Juliana Paes, que acaba de comprar um casarão no local.

O mundo se move
A CAL, Casa das Artes de Laranjeiras, no Rio, uma das principais escolas de atores do país, está para formar a primeira travesti. Joana dos Santos, aluna da professora Celina Sodré, estreia em maio na montagem “Fantasmas de guerra e paz”, do Studio Stanislavski, no Instituto do Ator, na Lapa.

Justiça
A 17 a Câmara Cível do Rio determinou que a Estância Turística Jonosake indenize em R$ 15 mil o espólio do mestre Cartola. Em 2009, a empresa confeccionou blusas e folhetos com a imagem de Cartola, sem autorização, para um evento carnavalesco.

ZONA FRANCA

O RIO GANHOU um novo parque estadual, pertinho do complexo do Porto do Açu, projeto tocado por
Eike Sempre Ele Batista no Norte Fluminense. O local foi batizado por Carlos Sempre Alerta Minc de “Lagoa do Açu” e tem 8.400 hectares ou quase duas vezes e meia a área da Floresta Nacional da Tijuca. É belíssimo. Preserva dunas, restingas e espécies ameaçadas como o lagarto-branco-da-areia e o pássaro formigueiro-do-litoral

No mais...
Luíza, aquela que estava no Canadá, foi para Londres. Ou seja: não é nada, não é nada... não é nada.

A Amil anuncia hoje uma parceria com a ABBR para a reabertura de seu hospital no Jardim Botânico. Terá convênio com o Hospital for Special Surgery (HSS), dos EUA. ● É amanhã a festa Gandaia, na Prainha Lounge, na Lagoa. ● A BabyBoo Emporium lança coleção na loja de Icaraí (babyboo.com.br). ● O ateliê Dinde lança coleção. ● Línox lança CD hoje na Erotika. ● Salitre faz hoje jantar harmonizado. ● Renato Sant’ana abre exposição hoje no Centro Cultural dos Correios. ● Domingo, na orla do Leblon, haverá caminhada pelo Dia Internacional do Autista. A concentração será às 9h.

Poxa, Naldo!
Ronaldinho Gaúcho está uma fera com o cantor Naldo. É que ele teria postado na internet uma foto da festa de aniversário do craque. Mas um dos pré-requisitos para entrar no arrasta-pé era... não tirar fotos.

Samba e chuvisco
Campos inaugura sambódromo para 15 mil pessoas
Mariana Ricci/ Folha da Manhã

Aloysio Balbi
granderio@oglobo.com.br
● CAMPOS. Famosa pelo doce de origem portuguesa, feito à base de ovos — batizado de chuvisco — e com um carnaval sem tradição, a cidade de Campos, no Norte Fluminense, vai ganhar uma passarela de desfiles com capacidade para receber 15 mil pessoas. A cidade, que completa hoje 177 anos, inaugura um sambódromo batizado de Cen- O SAMBÓDROMO de Campos, que receberá desfiles carnavalescos em abril tro de Eventos Populares Osório Peixoto (Cepop). A arena, decem a um outro calendário, uma espécie de com pista de 280 metros de extensão, re- carnaval fora de época. Além da estrutura para ceberá diversos eventos de cultura. Além desfiles, o projeto conta com um imenso palco, de praça de alimentação com espaço para sala técnica, banheiros, cozinha, copa e camaquatro restaurantes, camarins, camarotes, rins. O custo da obra não foi divulgado. O diretor do Departamento de Cultura de centro médico e estacionamento para 520 veículos, o espaço cultural terá subesta- Campos, Orávio de Campos Soares, disse ção de energia, estação de tratamento de que a ideia é que o espaço receba diversas manifestações culturais. esgoto e um castelo d’água. — Por isso, optamos pela construção de Vários eventos de música serão realizados até o fim desta semana no sambódromo. Mas o um imenso palco. Poucas cidades no país primeiro carnaval está marcado para abril, já têm hoje essa estrutura. É um presente para que os desfiles das 11 escolas da cidade obe- Campos no dia do seu aniversário.

NOTA

GATÃO DE MEIA-IDADE

Miguel Paiva

O escritório de advocacia Siqueira Castro promove sexta-feira, a partir das 14h, o seminário "Temas Atuais no Direito do Trabalho", tendo como palestrantes o procurador do Trabalho Patrick Maia Merísio (Os Novos Desafios do Direito Coletivo do Trabalho), o juiz Marcos Dias (Aspectos do Direito Processual do Trabalho), e o advogado Paulo Valed Perry Filho (Efeitos Jurídicos do Trabalho à Distância). A coordenação é da advogada Cláudia Brum Mothé. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pelo telefone 2514-7364 ou pelo email seminário.rj@siqueiracastro.com.br.

DIREITO DO TRABALHO

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FERNANDA LINDA, ops,
Lima, a apresentadora de “Amor e sexo”, da TV Globo, exibe toda-toda sua tatuagem (eu disse tatuagem!) em catálogo de moda
Divulgação/Rio Eco Moda

Jaques Dequeker

Arquitetos brasileiros e estrangeiros vão discutir soluções para metrópoles
Segunda edição do Arq.Futuro acontecerá amanhã e sexta-feira no Rio
Para debater a arquitetura como elemento de transformação social, especialistas estrangeiros e brasileiros vão se juntar na segunda edição do Arq.Futuro, que acontecerá amanhã e sextafeira no Rio. Do evento, que tem o apoio do GLOBO, participarão os arquitetos Zaha Hadid, do Iraque, e Shigeru Ban, do Japão; os economistas Edward Glaeser, professor da Universidade de Har vard, e José Alexandre Scheinkman, de Princeton; e os urbanistas brasileiros Augusto Ivan Pinheiro e Sérgio Magalhães. Os critérios estéticos que movem cada arquiteto e as possíveis soluções para as metrópoles de hoje são alguns dos temas a serem abordados. A versão carioca do Arq.Futuro (no semestre passado, o encontro aconteceu em São Paulo) terá como debatedores o crítico de arquitetura André Corrêa do Lago e a escritora e consultora de arquitetura Karen Stein. Curador do evento, o arquiteto e antropólogo Lauro Cavalcanti destaca a importância da troca de experiências e opiniões: — A arquitetura brasileira, por conta da recessão econômica e de um protecionismo de reserva de mercado, permaneceu duas décadas isolada e medíocre. Agora que o Brasil, em geral, e o Rio, em particular, estão num excelente momento, é fundamental recuperar o tempo perdido. E o melhor modo de fazer isso é através da cooperação concreta entre arquitetos brasileiros e profissionais internacionais de primeira grandeza. Quando a arquitetura brasileira atingiu um alto nível, tudo começou com as palestras e a consultoria que Le Corbusier prestou a um grupo de jovens arquitetos, dentre os quais Lucio Cos●

Divulgação

O GLOBO promove debate
● O GLOBO vai promover um debate adicional no Arq.Futuro. Com entrada gratuita, “O GLOBO no Arq.Futuro” acontecerá na Casa do Saber (Avenida Epitácio Pessoa 1.164, na Lagoa), no sábado, a partir das 17h. Do debate, participarão a americana Karen Stein, escritora e consultora de arquitetura, e o economista carioca José Alexandre Scheinkman. A mediação será do jornalista Mauro Ventura. Karen foi chefe da Phaidon Press, editora de livros de arte. Ela é formada em arquitetura pela Universidade de Princeton, nos Estados Unidos; membro da Architectural League, de Nova York; e copresidente do Círculo de Arquitetura e Design do Museu de Arte Moderna (MoMa), de Nova York. Scheinkman é professor de Princeton desde 1999. Ele foi chefe do Departamento de Economia da Universidade de Chicago e vice-presidente em estratégias financeiras da Goldman Sachs. O evento do GLOBO terá distribuição de senhas, uma hora antes do seu início. Há 50 lugares disponíveis. O encontro terá tradução simultânea.
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ISABEL FILLARDIS, a
atriz, de 39 anos, posa cheia de elegância, repare só, como madrinha do Rio Eco Moda, o projeto de moda ecologicamente correto

A IRAQUIANA Zaha Hadid vem ao Rio participar do Arq.Futuro

PONTO FINAL
● Ana de Hollanda esteve semana passada em Macapá e aproveitou para conhecer o Marco Zero do Equador. A ministra fez questão de levar um ovo para constatar a veracidade do que lhe falaram sobre a Linha do Equador: “Fiquei sabendo que aqui o ovo fica em pé e tenho de ver isso”, disse. O ovo ficou. Todavia, mais difícil é Ana ficar de pé no cargo com tanto fogo amigo. É pena!

ta, Affonso Reidy, Roberto Burle Marx e Oscar Niemeyer. Amanhã, o evento acontecerá no Museu de Arte Moderna (MAM), no Aterro. Das 12h às 14h, haverá um fórum com a participação de Glaeser e Scheinkman. Palestra de iraquiana será sexta à noite Na sexta-feira, as atividades serão no Espaço Tom Jobim, no Jardim Botânico. Das 9h às 10h30m, está programada palestra de Shigeru Ban, conhecido por criar edificações temporárias, em papelão e materiais alternativos, para lugares que enfrentam desastres naturais. Ainda na sexta-feira, das 11h às 12h30m, Shigeru Ban, Augusto Ivan Pinheiro, Sérgio Magalhães e Lauro Cavalcanti participarão de um fórum. Zaha Hadid, que projetou as piscinas para os Jogos Olímpicos de Londres, da-

oglobo.com.br/ancelmo COM MARCEU VIEIRA E DANIEL BRUNET Email: coluna.ancelmo@oglobo.com.br • Fotos: fotoancelmo@oglobo.com.br

Restaurante japonês na Tijuca é interditado
Vigilância Sanitária encontra fezes de ratos no estabelecimento

rá palestra das 18h às 20h. Para Lauro Cavalcanti, ideias adotadas no exterior podem ser aplicadas no Rio: — É o caso de soluções estruturais novas, de sistemas autossustentáveis e de uma arquitetura de qualidade com baixo custo, como aquela realizada por Shigeru Ban, por exemplo. Da mesma forma, Cavalcanti acredita que soluções desenvolvidas no Rio — como o programa Favela-Bairro — voltadas para a população carente podem ser utilizadas em outros países. — Podemos, com novas tecnologias e relações sociais inclusivas, dar um belo exemplo de convivência de contrários e de enriquecimento do país que não deixe pelo caminho os mais desfavorecidos — conclui o arquiteto. Mais detalhes sobre o evento podem ser obtidos no site www.arqfuturo.com.br. ■

A Vigilância Sanitária municipal interditou ontem o restaurante Mitsuba, que fica na Rua São Francisco Xavier, na Tijuca. Os fiscais encontraram fezes de ratos no segundo andar do estabelecimento. Foi constatado ainda que as vitrines mantinham os alimentos em temperatura inadequada e havia pescado embalado sob temperatura ambiente. A prefeitura foi ao local verificar o cumprimento de um auto de infração anterior, expedido no dia 9 de março, e verificou que o termo não fora totalmente cumprido. Além disso, o fluxo de produção na cozinha apresentou irregularidades. Talheres e louças sujas foram encontrados próximos a verduras. O restaurante só poderá ser reaberto após cumprir todas as exigências e depois de passar por nova vistoria dos técnicos da Vigilância Sanitária. Supermercado também é multado por falta de higiene A prefeitura também interditou o setor de padaria e confeitaria do supermercado Extra, na Rua Aristides Lobo, no Rio Comprido. Os agentes constataram a presença de moscas e baratas e falta de higiene na manipulação de alimentos. O supermercado foi autuado também por comercializar frios fatiados com rotulagem inadequada. Além disso, no local foram encontradas falhas estruturais que provocam infiltrações de água da chuva. O setor só poderá voltar a funcionar após fazer reformas estruturais, limpeza completa e desinsetização. Será feita uma nova inspeção dos técnicos da Vigilância Sanitária. A Secretaria municipal de Saúde e Defesa Civil recomenda que os consumidores fiquem atentos a irregularidades encontradas em qualquer estabelecimento e denuncie à Vigilância Sanitária, pelo telefone 1746. ■

Katya Lacerda

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O TEMPO NO GLOBO

Idosa morre intoxicada por fumaça de Agência mantém multa de R$ 587 mil à SuperVia incêndio em apartamento na Tijuca
Outras cinco pessoas foram internadas, mas não correm risco de vida
Reprodução de vídeo do leitor Fábio Barreiro

Concessionária foi considerada culpada no caso do trem que partiu sem maquinista em 2010
Carolina Heringer
carolina.heringer@extra.inf.br

Isabel de Araújo
isabel.araujo@oglobo.com.br

Uma idosa morreu e outras cinco mulheres ficaram intoxicadas num incêndio que atingiu um apartamento na Tijuca, na madrugada de ontem. Segundo informações do quartel do Corpo de Bombeiros da Tijuca, Iara de Almeida, de 75 anos, morreu no local, vítima de intoxicação. O fogo começou por volta das 3h num dos cômodos do apartamento 301 do edifício 31 da Rua Pinto de Figueiredo. Iara estava acompanhada por Lais Monteiro, de 23 anos, Percicília de Freitas, de 80, Norma Sueli, de 59, e Rosana Martins, de 40. As quatro foram atendidas no local e liberadas. Em estado mais grave, a idosa

CHAMAS CONSOMEM o apartamento, na Rua Pinto de Figueiredo

Célia de Almeida, de 81 anos, continuava internada no Hospital do Andaraí até a noite de ontem. Segundo a assessoria do hospital, o estado de saúde da paciente é estável, mas ainda inspira cuidados. Célia não so-

freu queimaduras, apenas inalou fumaça. A paciente, a pedido da família, seria transferida para uma clínica particular. Os bombeiros ainda não sabem determinar as causas do incêndio. Apenas um aparta-

mento foi atingido. Na segunda-feira, por volta das 19h40m, outro incêndio de grandes proporções atingiu um estabelecimento comercial na Rua da Carioca, na altura da Avenida República do Paraguai, no Centro. Caminhões do Corpo de Bombeiros interditaram a via entre a Praça Tiradentes e a Avenida Rio Branco para o combate ao fogo. Uma densa coluna de fumaça pôde ser vista desde a Avenida Presidente Vargas. As chamas foram controladas por volta das 20h40m. Ninguém ficou ferido. ■
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A Agência Reguladora de Transportes (Agetransp) decidiu ontem manter a multa de R$ 587 mil à SuperVia, por causa de um episódio que ficou conhecido como “trem fantasma”, em janeiro de 2010. A concessionária não pode mais recorrer da decisão. No incidente, um trem partiu das proximidades da estação de Ricardo de Albuquerque sem maquinista. De acordo com a Agetransp, a SuperVia foi considerada culpada porque não garantiu a segurança dos usuários. Ainda de acordo com a agência, o maquinista teria deixado “as portas da cabine destravadas, descumprindo o regulamento operacional da própria SuperVia”.

A polícia divulgou o retrato falado de um suspeito de invadir a cabine do trem. Depois de o maquinista sair da cabine para resolver problemas técnicos, o homem entrou e acionou a composição. Trem enguiça com problemas de tração Um trem que seguia de Santa Cruz para a Central do Brasil enguiçou na estação do Engenho de Dentro, ontem de manhã. Segundo a SuperVia, a composição apresentou problemas no sistema de tração. Ainda de acordo com a concessionária, os passageiros desembarcaram e seguiram viagem num trem que vinha em seguida. O problema provocou atrasos no ramal de Santa Cruz durante algumas horas. ■

Liga do Grupo de Acesso já tem novo presidente
Déo Pessoa, da Rocinha, substitui Reginaldo Gomes, da Inocentes
Bruno Rohde
bruno.rohde@extra.inf.br

Com a imagem arranhada depois do desfile deste ano, a Liga das Escolas de Samba dos Grupos de Acesso (Lesga) começa a se reestruturar. Um novo presidente foi escolhido: Déo Pessoa, que deixa o comando da Acadêmicos da Rocinha. Ele substitui Reginaldo Gomes, da Inocentes de Belford Roxo, escola que fará sua estreia no Grupo Especial em 2013. O vice-presidente da Lesga será Renato Thor, presidente da Paraíso do Tuiuti. — Nós queremos transparência, seriedade e igualdade — disse Déo Pessoa. O ex-presidente da Lesga vinha sendo muito questionado. Mensagens na internet denunciavam, quatro meses antes do carnaval, um suposto esquema para beneficiar a escola da Baixada, que se sagrou campeã. ■

Quarta-feira, 28 de março de 2012 • 2ª edição

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Contratado da Rufolo virou gestor da União
Carla Rocha
rocha@oglobo.com.br
● Além de fornecer profissionais de apoio para hospitais do Rio, a Rufolo Empresa de Ser viços Técnicos e Construções Ltda teve um de seus funcionários, que trabalhava como terceirizado no Hospital do Andaraí, promovido a gestor da unidade federal. Lotado como analista administrativo, através da empresa que agora é investigada, Berilo Jorge Lopes Silva virou coordenador administrativo com cargo comissionado, passando a ficar responsável, entre outras coisas, pelas compras daquela unidade. Ele foi nomeado em abril pelo próprio ministro da Saúde, Alexandre Padilha, como consta no Diário Oficial da União. Antes de chegar ao Andaraí, Berilo já havia trabalhado como terceirizado da Rufolo, em 2008, no próprio Departamento de Gestão Hospitalar (DGH), no escritório do Ministério da Saúde no Rio. A Rufolo é investigada num escândalo de pagamento de propina em contratos do Instituto de Pediatria Martagão Gesteira da UFRJ, denunciado pelo “Fantástico”, da TV Globo. Segundo a assessoria do ministério no estado, Berilo saiu do DGH e foi transferido para o Setor de Orçamento e Finanças do Hospital Federal do Andaraí, onde permaneceu como funcionário terceirizado até 31 de dezembro de 2010. No ano passado, quando o médico Dásio Simões assumiu a direção da unidade, ele chamou Berilo de volta para assumir o cargo de confiança.

Reprodução da TV Globo

Funcionário terceirizado ganhou cargo de administrador do Hospital do Andaraí
fluência. Haveria apenas restos a pagar de contratos de anos anteriores. E os profissionais da empresa que prestavam ser viço ao hospital eram contratados por intermédio do Instituto de Traumato-Ortopedia (Into), que concentrava os contratos, inclusive de mão de obra, para as unidades federais. Segundo o site Transparência do Governo Federal, a Rufolo, a título de fornecimento de mão de obra, recebeu, em 2007, R$ 25,3 milhões repassados somente pelo Into, fora o que obteve de outras unidades hospitalares. Em 2008, os repasses para o Into chegaram a R$ 27,4 milhões. Em 2009, o Into pagou à Rufolo R$ 33,8 milhões. Em 2010, R$ 34,6 milhões. E, no ano passado, mesmo proibido de contratar pessoal de nível superior terceirizado, por ordem do Tribunal de Contas da União, as despesas do Ministério da Saúde com a Rufolo apenas em repasses para o Into foram de R$ 16,1 milhões. Lentidão em obras prejudica atendimento de emergência Ontem, o vereador Paulo Pinheiro (PSOL) e o presidente do Sindicato dos Médicos do Rio, Jorge Darze, constataram as más condições em que se encontra o Hospital do Andaraí. Muitas obras foram iniciadas, mas não concluídas. Os transtornos atingem, principalmente, uma área essencial da unidade: a emergência. Com as reformas, os pacientes se amontoam num local improvisado para atender os casos urgentes. — Por causa das obras, eles improvisaram uma emergência num espaço muito reduzido comparado ao que atendia os pacientes anteriormente. Com isso, há uma superlotação até com doentes graves, em respiradores, que deveriam estar no CTI. A morosidade das reformas está interferindo na qualidade do atendimento, que está sendo precária e comprometendo a dignidade dos pacientes. No vídeo feito pela TV Globo, o dono da Rufolo, Rufolo Villar, diz que negociava contratos mediante o pagamento de 10% do valor. Nas gravações, ele estava acompanhado de uma funcionária de sua empresa, Renata Cavas, que afirmou que o grupo estava em várias unidades federais, citando o Into e os hospitais Cardoso Fontes, da Lagoa, de Ipanema e do Andaraí. ■
RUFOLO VILLAR, ao lado de Renata Cavas, diz que manda na empresa, mas os nomes de sua mãe e seu tio é que aparecem nos contratos

NAS IMAGENS da reportagem, Rufolo explica ainda como funciona o esquema em que várias empresas combinam o resultado da concorrência

TCM fará devassa em contratos
Luiz Ernesto Magalhães
luiz.magalhaes@oglobo.com.br

Tribunal vai cruzar dados sobre sócios de empresas que participaram de licitações
prévia entre os participantes sobre os preços dos serviços. — A investigação será ampla. Além do cruzamento de informações sobre as empresas, os técnicos do TCM irão até os locais, verificar se todos os serviços contratados pela prefeitura estão sendo plenamente fornecidos, seja em pessoal ou material — disse o presidente do TCM, Thiers Montebello. Nas visitas, os auditores vão verificar também se as empresas sonegam ou recolhem impostos pelos serviços. O pedido para a investigação partiu dos vereadores Paulo Pinheiro e Eliomar Coelho, ambos do PSOL. Na segunda-feira, os conselheiros vão discutir em plenário os detalhes de como será feita a investigação. — Se houver indícios de favorecimento a empresas ou de formação de cartel, vamos enviar o relatório para o Ministério Público estadual, por exemplo — disse o presidente do TCM. Como O GLOBO revelou, a Locanty estendeu sua influência a outras companhias com contratos com o setor público. Na Polícia Federal do Rio, por exemplo, a Mello Camargo e Araújo, após ganhar uma licitação, adotou o nome de Locanty Segurança e Vigilância, apesar de não integrar oficialmente o grupo. Thiers disse que todos os editais com grandes cifras da prefeitura são previamente analisados, para evitar restrições à concorrência. Mas, nas compras de menor valor, nem sempre a análise prévia é possível. Ontem, o procurador-geral de Justiça, Cláudio Lopes, disse que a contratação da empresa SCMM, que tem os mesmos sócios da Locanty Com, aconteceu dentro da lei. A empresa, segundo ele, venceu a concorrência, oferecendo o melhor preço. Além disso, ao ser contratada, a SCMM não tinha ainda como sócios João e Pedro Ernesto Barreto, que só assumiram mais tarde o controle da firma. — Mesmo assim, já realizamos uma auditoria nos contratos. Dois deles já foram encerrados e tiveram a aprovação até do Tribunal de Contas do Estado. Os outros dois, numa primeira análise, estão dentro da lei, sem nenhuma irregularidade constatada. Eles ofereceram os melhores preços e atenderam a todos os requisitos exigidos. Se houve algum problema na contratação do grupo por terceiros, isso não aconteceu aqui no MP. Mesmo assim, estou aprofundando as investigações e, dentro de algumas semanas, teremos um quadro mais nítido. A SCMM, conforme O GLOBO revelou ontem, teve dois contratos (já encerrados) e tem dois em andamento com o MP, para fornecimento de mão de obra a várias unidades do órgão. ■

● O Tribunal de Contas do Município (TCM) fará uma devassa nos contratos em andamento da prefeitura do Rio com os grupos Locanty, Rufolo, Toesa e Bella Vista. A investigação vai cruzar dados cadastrais para tentar identificar se, entre os participantes das concorrências vencidas pelos grupos, haveria empresas com sócios em comum. Na reportagem do “Fantástico”, representantes das empresas explicaram que, para assegurar a vitória nas licitações, havia uma combinação

Motivo de exoneração não foi revelado Ainda de acordo com nota do escritório do Ministério da Saúde no Rio, Berilo passou pouco tempo na função e acabou sendo dispensado “por não ter tido o desempenho profissional esperado”. A exoneração do servidor, que tinha um cargo comissionado DAS, aconteceu em setembro de 2011. O motivo exato da dispensa dele não foi informado. O diretor do Hospital do Andaraí, Dásio Simões, não quis comentar o caso. O Ministério da Saúde informou que, na época em que Berilo entrou, o Andaraí já não mantinha laços com a Rufolo, o que afastaria qualquer hipótese de tráfico de in-

Vereadores de Caxias vão abrir CPIs
Cíntia Cruz
cintia.cruz@extra.inf.br

Na sessão de ontem à noite da Câmara de Vereadores de Duque de Caxias, os 21 parlamentares concordaram com a instauração de duas comissões parlamentares de inquérito (CPIs), com o objetivo de investigar contratos com a Locanty. Uma comissão ficará responsável por investigar os processos licitatórios do legislativo. A outra, os contratos de terceirização feitos pelo Executivo. Em abril de 2011, a Locanty foi contratada pela Câmara de Caxias para alugar até 30 veículos oficiais por um ano. Cada carro custaria R$ 6,9 mil por mês com uma cota de 650 litros de combustível. Sem combustível, cada um sairia por R$ 5.151, enquanto em São Paulo, o Legislativo da capital

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paga R$ 2.331 por similar. O vereador Junior Reis (PMDB) disse ontem que a Casa tem mais de um contrato com a empresa: — Ela faz limpeza e acho que também faz manutenção e portaria. Reis admitiu ter usado dois carros fornecidos pela Locanty no ano passado. — Usei um Celta 2012 três ou quatro vezes. Para mim, tem que ter carro oficial. Mas como a maioria preferiu alugar, o presidente pediu que eu assinasse (a solicitação). Ontem, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) informou que vai avaliar o contrato de aluguel de carros. A Locanty afirmou que os serviços contratados seguem todos os procedimentos legais. Já o presidente da Câmara, Dalmar Mazinho, disse, em nota, que não tem nada a temer perante a Justiça.

OBITUÁRIO
Hugo Paim, radialista, aos 73
● Tido entre os amigos como um contador de histórias, Hugo Paim se tornou um respeitado radialista e cronista de turfe. Figura popular nas tribunas do Hipódromo da Gávea, era conhecido ainda pela elegância e pela educação. Admirador da escola chilena de jóqueis, Paim participou ativamente de grandes momentos do esporte. Por anos, integrou o programa Turfe Espetacular, na TV Turfe. Especialista em

tangos, ele apresentava o programa "Tangos e Boleros", na Rádio Roquette Pinto, aos domingos. Era considerado o maior colecionador brasileiro de tangos, dono de um acervo de 40 mil discos. Paim morreu na segundafeira, aos 73 anos, no Hospital Rio D’Or, de complicações pulmonares. Era casado, há 40 anos, com Maria Inês Witte Paim. Não deixa filhos. Ele foi enterrado ontem, no Cemitério São João Batista.

MARIA HELENA ORNELLAS SANTIAGO

Sergio e Maria do Carmo, Rafael e Ana Claudia, Luciano e Juliana, Eduardo e Patricia, Gabriel, Miguel e Sofia, filho, nora, netos e bisnetos convidam para a Missa de 7º Dia a realizarse amanhã, dia 29 de março de 2012, às 18:30 horas, na Igreja de Santa Monica - Av. Ataulfo de Paiva, 527 - Leblon.

E-mail para esta seção: obit@oglobo.com.br

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ECONOMI A

Gol e TAM perderam mais de R$ 1 bi em 2011. Valor de mercado despenca
Ronaldo D'Ercole, Paulo Justus e Geralda Doca
economia@oglobo.com.br

Prejuízos das aéreas nas alturas
SÃO PAULO e BRASÍLIA

Editoria de Arte

OS NÚMEROS DAS AÉREAS
COMPARE AS EMPRESAS Participação de mercado das empresas
2010 2011 2010 2011 -710,4 2010 2011 2010 2011 2010 6,97 7,53 214,1 2010 2011 -335,1 2010 2011 2010 2011 2010 2011 2011

Receita líquida

(voos domésticos - em %)
TAM GOL 41,15

11,37 12,99 637,4 41,99

(R$ bilhões)

40,71

Resultado líquido

38,15 2010

(R$ milhões)

37,42 2011 34,13 Jan 2012

Frota

(número de aviões)

125 147* 66,7 68,7

151 156 71,9 73,5 28 29

Preço das ações ontem
TAM (PN)

Taxa média de ocupação
(Em %)

R$ 45,35
GOL (PN)

0,13%

Alta de

R$ 13,14
Ibovespa teve queda de 0,97%

2,58%

Alta de

A

pós três adiamentos, a Gol divulgou ontem seu balanço de 2011, que trouxe um dos piores resultados de sua história — prejuízo de R$ 710,4 milhões, invertendo lucro líquido do R$ 214 milhões no ano anterior. Os números da Gol são uma versão amplificada do desempenho de sua maior rival, a TAM, que fechou o ano passado com perda líquida de R$ 335,1 milhões, depois de lucrar R$ 637 milhões em 2010. Juntas, as perdas das duas maiores companhias aéreas nacionais somou R$ 1,045 bilhão. O valor de mercado também despencou — uma redução conjunta de mais de R$11 bilhões desde 2007. Por trás desses péssimos desempenhos estão fatores que vão da guerra tarifária no mercado doméstico no primeiro semestre à disparada dos preços do querosene de aviação, que subiu 23,7%, passando pelo dólar, cuja cotação média variou 12,6% ao longo de 2011. Em teleconferência com analistas de mercado, ontem, o presidente da Gol, Constantino de Oliveira Jr, afirmou que a meta para este ano é de crescimento zero na oferta de assentos, e enfatizou que a “racionalização” das operações a “uma mudança no cenário macroeconômico” será o foco estratégico da empresa. Isso significa cortes de pessoal e do número de voos da empresa. Para Oliveira Jr, não é possível afirmar que a Gol errou no seu planejamento de voos e na contratação de funcionários: — É uma mudança de visão e não dá para atribuir essa mudança de visão a um erro. O erro seria a gente permanecer com problemas, permanecer com voos dando prejuízo para a companhia e talvez comprometendo a sobrevivência da empresa. Eu diria que houve uma mudança no cenário macroeconômico, de patamares, e nós estamos nos ajustando a essa mudança. A Gol anunciou que está eliminando de sua malha de 80 a 100 voos diários entre este e o próximo mês. Operando entre1.100 e1.150 voos diários, isso significará um corte de 8% na malha operacional. Entre os dias 6 e16 deste mês, a companhia lançou um plano de licenças não remuneradas para pessoal de bordo, cujo objetivo, segundo o Sindicato Nacional dos Aeronautas, era conseguir a adesão de 220 profissionais (120 pilotos e 100 comissários). Como menos de 20 funcionários aderiram ao programa, na sexta-feira passada a em-

presa anunciou um plano de demissões voluntárias, que vai até amanhã, dia 29. Sem revelar números exatos, a Gol também está reduzindo a frota de 120 aeronaves. Além da devolução de cinco Boeing 767, a empresa está repassando aeronaves para a Webjet, acelerando o plano de renovação de frota da companhia, com a troca de seus 737300 por modelos 737-700, mais modernos. A empresa também está fechando suas salas VIP nos aeroportos de Curitiba e Porto Alegre. — O foco continua sendo retomar a rentabilidade da empresa, ajustando a malha, elevando as receitas auxiliares e renegociando a devolução de aeronaves da WebJet. E também, adequando a força de trabalho ao tamanho dos negócios que podemos ter — disse o diretor financeiro da Gol, Leonardo Pereira, lembrando que desde o ano passado a companhia tem um plano para reduzir em mais de R$ 600 milhões sua base de custos.

2010

Empregados
(mil)

2011

18,7 20,5

*Número considera as 15 aeronaves incoporadas da WebJet.

Valor de mercado das companhias
(R$ bilhões)

VARIAÇÃO DAS AÇÕES
Gol PN TAM PN Ibovespa
**Até ontem

EM MARÇO 2012** -12,34% 13,37% 0,34%

EM 2012 5,63% 27,03% 16,36%

EM 12 MESES -40,15% 44,78% -2,55%

TAM

Jan 2007 9,74 Ontem 7,09

GOL

Jan 2007 Ontem 3,68

12,44

Fabiano Rocha/12-8-2009

Anac autoriza corte de comissários
l O mal resultado da Gol já era esperado, e de certa forma as cotações das ações da companhia já haviam sofrido por isso. Na segundafeira, véspera do anúncio do balanço, os papeis tiveram a maior queda do pregão, de 3,68%. Ontem, com os resultados já conhecidos, os papéis recuperaram parcialmente as perdas, subindo 2,58%. Embora tenha rivalizado de igual para igual com a TAM na disputa pelo mercado doméstico nos últimos anos, a Gol vem perdendo progressivamente valor de mercado e hoje enfrenta forte concorrência de empresas menores. Mesmo com as aquisições da Varig e da Webjet, a companhia dirigida pela família Constantino valia ontem R$ 3,68 bilhões pelas cotações de suas ações, enquanto a TAM valia o dobro, R$ 7,09 bilhões. Há cinco anos, em janeiro de 2007, o valor de mercado da Gol era de R$ 12,4 bilhões, contra R$ 9,74 bilhões da TAM. — Gol e TAM partiram para uma briga de tarifas que foi um tiro no pé. Paralelamente, teve o aumento de câmbio e petróleo — disse Pedro Galdi, analista-chefe da SLW Corretora. Apesar disso, observou ele, o resultado da Gol foi mais afetado porque a companhia tem quase toda a

Fonte: Balanço das empresas, Economática e BM&F Bovespa

receita oriunda do mercado doméstico e, portanto, é mais vulnerável às variações cambiais. — Na Gol, os voos locais representam 90% do faturamento enquanto na TAM significam 70% — disse. Para os analistas da XP Investimentos, mesmo implementando os cortes anunciados a Gol terá dificuldade em alcançar as metas de rentabilidade fixadas para este ano (entre 4% e 7% de margem operacional). Eles entendem ser complicado a empresa buscar rentabilidade em detrimento de crescimento, uma vez que isso implica em aumento das tarifas, sempre acompanhado de queda da ocupação dos voos. Enquanto isso, a TAM avança no processo de fusão com a LAN, o que deve lhe trazer ganhos de sinergia e maior musculutura financeira. Além de lhes roubar rentabilidade, a guerra de tarifas do ano passado resultou em perda de participação para Gol e TAM — que recuaram de 38,15% e 41,9%, respectivamente, em 2010, para 34,1% e 40,7% em janeiro deste ano. Com a meta de não aumentar a oferta de assentos, a Gol corre o risco de perder ainda mais

mercado. — A demanda no mercado de aviação civil deve dobrar nos próximos anos. Se a Gol não souber manter os clientes vai perder mercado para outras companhias — disse Galdi. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) confirmou ontem que a Gol está autorizada a reduzir o número de comissários por voo para três. Hoje, a empresa opera com quatro funcionários por avião. A medida, que valerá para as 42 aeronaves 737-700, com capacidade para 144 passageiros, abre espaço para que a companhia reduza o quadro de funcionários. Segundo executivos ligados à empresa, isso deverá ocorrer a partir de maio. Pelos cálculos de especialistas, os cortes deverão atingir cerca de 250 comissários. A legislação em vigor prevê um comissário por cada grupo de 50 passageiros, mas para reduzir esse número as empresas precisam da autorização do órgão regulador. As companhias devem entrar com processo na Anac, comprovando que a equipe é suficiente para atender as normas de segurança e prestar o serviço de bordo.

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Empresa contesta documentação apresentada por consórcio vencedor do leilão de Viracopos. Anac analisa o caso
6-2-2012/Marcos Alves

Odebrecht entra com novo recurso contra a Triunfo
geralda@bsb.oglobo.com.br lino.rodrigues@sp.oglobo.com.br
l BRASÍLIA

Geralda Doca

Lino Rodrigues

LEILÃO NA Bovespa: Anac decidirá sobre concessão na próxima semana

e SÃO PAULO. A disputa por Viracopos teve mais um capítulo ontem. A Odebrecht entrou com recurso adicional na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), no qual reforça o argumento, com documentos anexados, de que a sócia francesa Egis do consórcio liderado pela Triunfo Participações e Investimentos S.A, vencedora do leilão, não entregou a documentação exigida no edital. Apesar de comissão da Anac ter indeferido recurso anterior da Odebrecht contra Triunfo, a contestação está sendo analisada, e a decisão agência, que será tomada na próxima semana, vai considerar o novo recurso. A Anac

quer mais tempo para analisar os recursos, pois a falta de exame de documentos pode causar nulidade do processo, em eventual ação judicial. A Odebrecht anexou uma certidão negativa de falência em nome da Egis. Durante o processo, a empresa francesa fez uma declaração atestando sua capacidade financeira e alegou que a certidão negativa de falência não existia na França. Apesar de ser uma questão burocrática e da Egis obter “nada consta”, fontes alegam que fechar os olhos a esses formalismos seria tratamento diferenciado, pois qualquer concorrente que disputa uma licitação é desclassificado se não apresentar a papelada exigida no edital. A Odebrecht mostra complicada cadeia societária, afirmando que a Egis não é operadora do aeroporto de Chipre — exigência do edital. Há críticas

ao plano de negócios do vencedor, que não prevê a construção de uma quarta pista em Viracopos. A Odebrecht alega que o consórcio vencedor não conseguira pagar a outorga e fazer os investimentos no aeroporto. O consórcio liderado pela Triunfo espera que a Anac confirme, até sexta-feira, a decisão de que é o vencedor do leilão de Viracopos. O presidente da UTC, João Santana, um dos cotados para presidir o consórcio, afirmou que desde o início, as três empresas apostavam na vitória e na derrubada dos recursos da Odebrecht. — Agora, esperamos que nossa vitória seja confirmada pela direção da agência — disse Santana, acrescentando que, caso a decisão seja mesmo ratificada pela Anac, o contrato definitivo da concessão de Viracopos será assinado em 21 de maio. n

24 • ECONOMIA

O GLOBO

Quarta-feira, 28 de março de 2012

Freio dos emergentes e crise da Europa dominarão cúpula do Brics
Dilma vai reforçar posição de que países do grupo darão impulso à economia global

MÍRIAM LEITÃO
l

deborah.berlinck@oglobo.com.br
Enviada especial NOVA DÉLHI e BRASÍLIA. A desaceleração do crescimento nos países emergentes, assim como no resto da economia mundial, é o principal assunto na pauta da quarta reunião de cúpula do grupo Brics, que reúne a partir de hoje, em Nova Délhi, capital da Índia, as cinco maiores potências emergentes: Brasil, China, Índia, Rússia e África do Sul. A presidente Dilma Rousseff desembarcou ontem no início da tarde (horário local) na capital, tendo na agenda outra preocupação: a crise europeia. Segundo a embaixadora Maria Edileuza Fontenele Reis, principal negociadora do Brasil no Brics, desaceleração e crise dominarão os debates. — A redução da economia global é um assunto que preocupa todos: Brics, países em desenvolvimento e desenvolvidos — disse Edileuza, acrescentando que, com relação à crise europeia, o Brics vai reiterar sua posição. — Os países do Brics, em 2012, serão responsáveis por 56% do crescimento mundial. O G-7 (que reúne os sete países mais ricos do mundo: Estados Unidos, Alemanha, França, GrãBretanha, Japão, Canadá e Itália) vai responder por 9%, menos que a América Latina, com 9,5%. Só isso já é eloquente. O Brics, que surgiu para tentar mudar o domínio de europeus e americanos no comando das agências internacionais, como ocorre desde a Segunda Guerra Mundial, não lançou um candidato ao Banco Mundial (Bird) nem chegou a um acordo sobre um nome. O mesmo aconteceu na escolha do comando do Fundo Monetário Internacional (FMI). A Índia já havia anunciado a decisão, confirmada ontem por negociadores brasileiros: cada país está livre para apoiar o nome que quiser.
l

Deborah Berlinck

O retrato do bloco
Produto Interno Bruto em 2011
BRASIL Rússia Índia China* África do Sul Taxa de crescimento real em 2011

Reservas internacionais ao final de 2011
BRASIL Rússia Índia China África do Sul

oglobo.com.br/economia/miriam

US$ 2,52 trilhões US$ 1,88 trilhão US$ 1,84 trilhão

2,7%

132º no mundo

US$ 357,9 bilhões US$ 513 bilhões US$ 345,8 bilhões US$ 3,2 trilhões US$ 50,3 bilhões

4,3% 7,8%

A fila anda
A Espanha trouxe novamente desconfiança à Europa ao anunciar que não cumprirá este ano a redução do déficit que havia prometido. Será 5,3% no vermelho, ao invés de 4,4%. A economia da Espanha é três vezes maior do que Irlanda e Portugal juntas, com um PIB de C 1 trilhão. Não há dinheiro para socorrer os espanhóis, em caso de problemas. O fundo europeu dispõe de meio trilhão de euros e têm dois fregueses na fila que chegaram primeiro.
Depois do calote grego, Portugal e Irlanda são os candidatos a receber ajuda. Ambos já foram socorridos, estão fora do mercado, mas ainda carregam déficits públicos elevados. O governo irlandês fechou 2010 com um rombo de 30% do PIB. Reduziu para 10% em 2011, mas ainda ficará no vermelho em 8,5% este ano. Tem a seu favor o currículo de já ter feito um forte ajuste nos anos 90 e sua economia tem perspectivas de crescimento. Para Portugal, a situação é mais crítica porque, além do déficit alto, tem um buraco nas transações correntes e o país está há quatro trimestres em recessão. — O desafio em ambos é muito grande: colocar as contas em ordem, de forma crível, e voltar a mercado no final de 2012. Portugal tem que fazer um ajuste maior, mas nos dois casos os programas são muito ambiciosos. O que vamos ver daqui a pouco é que o ajuste prometido é tão severo que os países não vão conseguir crescer. Por isso, houve esse anúncio do governo espanhol — explicou o economista-chefe do MSafra, Marcelo Fonseca. Entre portugueses e irlandeses, há uma forte distinção: o mercado cobra 13,5% de juros para rolar a dívida do governo de Portugal e 5% da Irlanda. Os irlandeses têm a seu favor um passado de ajuste e se comprometeram a cortar gastos antes de receberem ajuda. Os portugueses passaram o período de bonança com déficits altos e usaram artifícios para melhorar as contas públicas recentes. A chanceler alemã Angela Merkel admitiu esta semana que a Europa poderá manter em funcionamento os dois fundos de socorro, que juntos terão poder de fogo de cerca de C 700 bilhões. Os líderes sabem que o calote ordenado grego não quer dizer que os problemas da Zona do Euro foram resolvidos. O governo português recebeu C 78 bilhões em ajuda para ficar fora do mercado até o final do ano que vem. Mas isso significa que o país terá que voltar a ganhar confiança para ser financiado pelos bancos privados com juros mais baixos. O problema é que ninguém acredita ser possível reduzir essa taxa, dos atuais 13,5%, para padrões normais, em torno de 3%. Então só há duas saídas para Portugal, receber mais dinheiro ou dar um calote como fez a Grécia. Outra diferença entre Portugal e Irlanda é o saldo em transações correntes, que mostra o fluxo de entrada e saída de moeda nos países. A Irlanda voltou a ter superávit em 2010, de 0,4%, e estima-se que tenha fechado 2011 no azul em 1,7%. Isso quer dizer
COM ALVARO GRIBEL

92º no mundo 15º no mundo

US$ 6,99 9,2% 7º no mundo trilhões US$ 422 bilhões 3,4%
118º no mundo

PIB “per capita” 2011
(em poder de paridade de compra)

Inflação em 2011

Taxa de desemprego em 2011

BRASIL Rússia Índia China África do Sul

US$ 11,6 mil BRASIL
100º no mundo

6,6% 8,9% 10,6% 5,5% 5,9%

BRASIL Rússia Índia China África do Sul

6% 6,8% 9,8% 6,5% 23,9%

US$ 16,7 mil
70º no mundo

Rússia Índia China África do Sul

que há mais euros entrando do que saindo do país, pelas mais diversas portas: balança comercial, remessa de lucros, captações de empresas e governo, gastos de turistas. Em 2011, por exemplo, as exportações irlandesas cresceram 3,4%. Já Portugal teve um rombo em conta corrente de 12% em 2008, que diminuiu para 9,8% em 2010, e ficará em 8,6% em 2011. — O saldo em transações correntes reflete o grau de competitividade dos países. Tanto Irlanda quanto Portugal fazem parte da Zona do Euro e por isso não podem desvalorizar suas moedas para ganhar impulso via exportação. Se os irlandeses estão com superávit nas transações correntes é porque fizeram um ajuste muito forte, com corte de gastos do governo. Já os portugueses continuaram com o déficit no mesmo patamar — explicou a economista Monica de Bolle, da Galanto Consultoria. Irlandeses e portugueses estão em recessão. Portugal acumula quatro trimestres seguidos de retração no PIB. Os irlandeses, dois, mas conseguiram terminar 2011 com alta de 0,7%, enquanto a economia portuguesa caiu 1,6%. O BC português estima queda de 3,3% este ano. O FMI prevê crescimento de 1,2% para a Irlanda. Os dois também sofrem com o desemprego. A taxa chegou a 14,8% em janeiro, em ambos. O desemprego de jovens irlandeses, com menos de 25 anos, foi a 29,5%; entre os portugueses, subiu a 35,1%. Para se ter uma ideia, a média de desemprego de jovens na Zona do Euro é 21,6%. Na Alemanha, 7,8%. O número de casais portugueses em que ambos os cônjuges estão desempregados subiu 70% em fevereiro em relação ao mesmo mês de 2011. Isso tudo está causando outro problema em Portugal, a emigração de jovens. O país está perdendo o talento de sua juventude, que tenta a vida em outros países diante da incapacidade de ingressar no mercado de trabalho. O número de emigrações chegou a 150 mil em 2011, admitiu o governo, para uma população de 10 milhões de pessoas. É o maior número de emigrantes desde o pico dos anos 60 e 70. Uma boa notícia para a Europa, segundo Marcelo Fonseca e Monica de Bolle, foi o que houve com o CDS (credit default swap) grego. O CDS é um seguro que protege o comprador de dívida dos governos, em caso de calote. Havia um temor de que ele não fosse respeitado e o risco de que se fosse pago poderia quebrar as seguradoras. Eles foram respeitados e não houve quebra das instituições que venderam o seguro. Isso deu mais segurança ao mercado de dívida pública.

US$ 3,7 mil

161º no mundo

US$ 8,4 mil

118º no mundo

US$ 11 mil

104º no mundo

População abaixo da linha da pobreza
BRASIL
(2008)

África do Sul (2000) Rússia
(2010) (2011)

Índia

26%

13,1%

25%

China**

50%

13,4%

(2011)

*Porque a taxa de câmbio da China é determinada por decreto, em vez de forças de mercado, a medida da taxa de câmbio oficial do PIB não é uma medida exata da produção da China, o PIB na taxa de câmbio oficial substancialmente subestima o nível real de produção da China **Em 2011, a China estabeleceu um novo limiar de pobreza em RMB 2300 (cerca de EUA $ 363, este novo padrão é significativamente maior do que a linha definida em 2009, e como resultado, 128 milhões de chineses agora são considerados abaixo da linha da pobreza. FONTES: Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Central (BC), Central de Inteligência Americana (CIA)

Dilma passa o dia em hotel, e filha celebra aniversário Há três candidatos para o Bird: o americano de origem coreana Jim Yong Kim, a ministra da economia da África do Sul, Ngozi Okonjo-Iweala, apoiada pelos países africanos, e o ex-ministro colombiano José Antonio Ocampo. O Brasil não anunciou sua preferência. Já a China negociou, no ano passado, apoio ao candidato americano. Em troca, os EUA apoiarão um chinês para o terceiro posto mais importante do FMI. Edileuza não vê problema no fato de não haver um candidato apoio conjunto do Brics:

— Não se trata de um problema de nomes, mas de mudar a maneira de escolher os líderes dessas instituições. Deveria ser por mérito e não por critério. O Brics também está sendo pressionado a colocar mais dinheiro no FMI para ajudar países europeus a saírem da crise. Na cúpula, o bloco insistirá que pode ajudar, mas só quando os europeus acertarem o volume de recursos do fundo de proteção contra o contágio da crise grega. A reunião vai anunciar um grupo de trabalho para discutir como criar uma espécie de BNDES do Brics. A importância disso, explicou Edileuza, é criar uma opção de financiamento, sobretudo para países em desenvolvimento. Até que a instituição seja criada, cada banco de desenvolvimento do bloco assinará acordo para facilitar a concessão de cartas de crédito para financiar exportações e investimentos em moedas locais.

Dilma desembarcou por volta de13h (hora local) e foi direto para o hotel Taj Palace, onde foi recebida com um colar de flores no pescoço e um bindi na testa (tinta vermelha), tradições indianas. Cansada, ela passou o dia no hotel, onde celebrou o aniversário de sua filha Paula, que está na comitiva, junto com ministros e cerca de 60 empresários.
Empresário indiano: setor privado não está engajado O indiano Rakesh Vaidyanathan, sócio do Jai Group, que busca incentivar o comércio, a criação de empresas e os investimentos no bloco, acha que os países do Brics, em vez se concorrerem entre si, deveriam se unir e criar multinacionais para concorrer com os ricos. — A agenda Brics é muito governamental: o setor privado não está engajado como deveria. Há desconfiança no Brasil em relação a indianos e chineses, vistos como concorrentes — afir-

mou. — Brasil, Índia e China têm tentado exportar as mesmas coisas para os países ricos. Vaidyanathan cita como exemplo o café. O Brasil, explicou, é um grande exportador, mas não tem uma marca internacionalizada de café, enquanto a Alemanha, “que não produz um grão”, tem. Ele ainda propôs um banco comercial do Brics. — Empresários brasileiros definem a cultura como língua comum e vão para Moçambique e Angola ou para Europa e EUA. Empresas coreanas, que não falam inglês facilmente, estão fazendo muito sucesso na Índia. Na sexta-feira, será lançado em Bombaim o Bricsmart, índice das bolsas dos países do Brics. Segundo o Itamaraty, participarão a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa); a HKEx, de Hong Kong; a JSE, da África do Sul; a Bolsa de Bombaim (Índia); e a Micex-RTS (Rússia).n
COLABOROU Eliane Oliveira

DÍVIDAS FISCAIS
PAGUE COM PRECATÓRIO OU Parcele com redução de 50%
DEFESA DE EXECUÇÃO FISCAL E AUTO DE INFRAÇÃO

SEU IMPOSTO DE RENDA
Sou funcionário público federal aposentado por invalidez desde dezembro de 1986. No ano passado, recebi um Precatório Judicial de diferenças de proventos de 1999 a 2001. Apesar de apresentar na Caixa a documentação comprovando a isenção, foram retidos 3% de IR no ato do pagamento. Como fazer minha declaração para recuperar o IR retido? (Luiz Meneses)
l Para

TELS.:

www.davidnigri.com.br

2220-2112 / 2544-8148

IR. Na declaração, informe o IR retido em Rendimentos Recebidos de Pessoa Jurídica e em Rendimentos Isentos e Não Tributáveis, o valor recebido.
As dúvidas dos leitores devem ser enviadas, até 24 de abril, pelo site www.oglobo.com.br/servicos/ir2012/tireduvidas. As respostas estão a cargo da consultoria IOB Folhamatic. O GLOBO e a IOB Folhamatic se reservam o direito de selecionar as perguntas que serão respondidas e publicadas no site e no jornal.
n

ficar dispensado da retenção do IR, seu advogado deveria ter informado à instituição financeira que efetuou o pagamento que os rendimentos são isentos por força de moléstia grave, conforme art. 39 do

h

Quarta-feira, 28 de março de 2012

O GLOBO

ECONOMIA

25

BC corta juros, mas bancos aumentam taxas
Apesar de captarem recursos a 9,7% ao ano, instituições cobraram em média 50% por empréstimo pessoal em fevereiro
valente@bsb.oglobo.com.br

Gabriela Valente

Além de não repassar o ganho que tiveram com a queda do custo do dinheiro no Brasil, os bancos aumentaram os juros ao consumidor no mês passado, mesmo com a inadimplência estável, embora alta. Há um ano, as instituições financeiras não captavam recursos com taxas tão baixas, cerca de 9,7% ao ano. Porém, em fevereiro, as famílias pagaram uma taxa média de 45,4% ao ano pelos seus empréstimos, a maior desde outubro, de acordo com o Banco Central (BC). Já os juros do crédito pessoal chegaram a 50,6% ao ano, também os maiores desde aquele mês. Em fevereiro, o spread bancário — diferença entre o custo do dinheiro para a instituição financeira e o custo para o cliente — cresceu 0,9 ponto percentual para as pessoas físicas, chegando ao maior nível em cinco meses. É nessa parcela dos juros que os bancos embutem seus lucros. Para o BC, o comportamento do bancos se deve ao alto nível de calote no país. A taxa da pessoa física, por exemplo, está estável no maior nível desde 2009, auge da crise financeira mundial por aqui. Mas a autarquia garante que a tendência é de queda no fim do ano. — Há uma certa resistência da inadimplência em recuar — disse o chefe do Departamento Econômico do BC, Túlio Maciel. Ele ressaltou que o atraso de mais de 90 dias nos financiamentos de automóveis quebrou todos os recordes históricos no mês passado, mas considerou que o BC agiu bem em dezembro quando retirou todas as medidas que travavam os bancos na hora
l BRASÍLIA.

de conceder esse tipo de crédito por prazo mais longo. — Ela (a inadimplência em financiamento de veículos) está associada à expansão do crédito mais intensa em 2010. Para o BC, o aumento da inadimplência fez com que os bancos ficassem seletivos na hora de conceder empréstimos. Por isso, o spread — tanto do crédito pessoal como o de financiamento de veículos — cresceu 0,9 ponto percentual só no mês passado. No crédito pessoal, os bancos põem, em média, 41 pontos percentuais sobre o que custa o dinheiro para essas instituições.
Governo prepara ação para baratear financiamento O movimento dos bancos de elevação dos juros e do spread para pessoas físicas e empresas está na contramão do pretendido pelo governo, que finaliza um pacote de medidas para a redução do custo dos financiamentos no Brasil. As medidas deveriam ter sido anunciadas na semana passada, mas, segundo fontes, foram travadas pelo lobby dos bancos, que temem perder lucro se forem forçados a cortar os juros a consumidores e empresas para fazer frente à concorrência com instituições públicas como o Banco do Brasil e a Caixa. — Os bancos estão na contramão do que quer o governo, por isso é discutível a eficácia de medidas assim — disse o economista do Banco Espírito Santo (BES) Flávio Serrano. Em fevereiro, o volume de crédito no Brasil cresceu 0,4%, para R$ 2,03 trilhões. O BC quer que esse volume tenha um crescimento de 15% neste ano. Nos últimos 12 meses, esse ritmo está em 17,3%.n

Evolução do mercado de crédito no país
TAXA MÉDIA DE JUROS (% ao ano)
47 43,8 43,8 45 44,7 43,8 45,1 45,4 PESSOAS FÍSICAS

EVOLUÇÃO DOS JUROS PARA PESSOAS FÍSICAS
CHEQUE ESPECIAL
Mês (% ao ano) Janeiro 185,9 Fevereiro 182,8

SPREAD BANCÁRIO (pontos percentuais)
Período Janeiro/2011 Fevereiro Março Outubro Novembro Dezembro Janeiro/2012 Fevereiro Março* 2003 2011 2012** Pessoa Física Pessoa Jurídica 31,4 18,1 31,2 19,2 32,4 19,6 36,6 19 34,6 19,2 33,7 17,9 34,9 18,5 35,8 18,8 36,3 18,2 24%

45,5

37,4

38,1

39

,5 39,5

38,5

GERAL 37,1 38 38,1

CRÉDITO PESSOAL
Mês (% ao ano) Janeiro 50,3 Fevereiro 50,6

37,8

VEÍCULOS
30,6 31,3 29,8 29,8 28,2 28,7 28,6 PESS PESSOAS JURÍDI JURÍDICAS Mês (% ao ano) Janeiro 26,8 Fevereiro 27

OPERAÇÕES DE CRÉDITO (percentual do PIB)
49,1% 51% **Estimativa 2012 projetado:

29,3

27,8
MAR*

VOLUME DE CRÉDITO NA ECONOMIA R$ 2 trilhões
Fevereiro Variação no mês

JAN/2011 FEV *Até o dia 15

MAR

OUT

NOV

DEZ JAN/2012 FEV

+0,4%

17,3% (48,8% do PIB)

Variação em 12 meses

crescimento de 15%

Fonte: BC

Governo já arrecadou R$ 175 bi no ano
Com crise, receita dos tributos cobrados da indústria caiu 3,4% em fevereiro
geralda@bsb.oglobo.com.br

Geralda Doca

. O governo arrecadou em fevereiro R$ 71,902 bilhões em impostos e contribuições, um avanço de 5,91% frente a igual mês de 2011, descontado o efeito da inflação. No ano, já entraram nos cofres públicos R$ 174,943 bilhões, 5,99% mais do que no mesmo período do ano passado. Apesar do recorde no montante total, a queda da arrecadação dos tributos da indúsl BRASÍLIA

tria se intensificou: o recuo foi de 3,4% ante fevereiro de 2011, refletindo a crise do setor. A arrecadação sobre os salários também cresceu: a alta foi de 16,51%. A arrecadação do IOF subiu 11%, frente ao mesmo período de 2011, gerando ganho extra de R$ 572 milhões sobre o crédito e R$ 342 milhões nos contratos de derivativos. O que mais ajudou na arrecadação, para o coordenador de Previsão de Análise da Receita Federal, Raimundo Eloi de Carva-

lho, foi a antecipação do imposto de renda pago pelo setor financeiro, com previsão de recolhimento para março, e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) — que responderam por quase 90% do volume extra obtido pela Receita no mês. egundo Carvalho, a arrecadação vai continuar crescendo, mas num patamar abaixo de 2011, quando as receitas subiram 10,1%. A estimativa é de alta de 4,5% a 5% — projeção que pode ser revista, sobretudo com a decisão do gover-

no de desonerar a folha de pagamento para setores mais prejudicados pela crise e reduzir impostos sobre produtos da linha branca e móveis. — A arrecadação deve cair, mas o governo ganha com as medidas para reaquecer a economia — disse. A Receita arrecadou R$ 50,2 bilhões com Imposto de Renda, alta de 6,26% sobre o fevereiro de 2011. E, com o alívio tributário na linha branca, houve queda de 6,3% nas receitas do IPI. n

OCDE: crise do euro está longe do fim
Espanha vende títulos de curto prazo com facilidade, mas taxa em 10 anos subiu
vinicius.neder@oglobo.com.br

Taxa de retorno dos títulos com vencimento de 10 anos. Quanto maior a taxa, mais arriscado o título é considerado 30/DEZ/2011 27/MAR

Os títulos soberanos

Vinicius Neder*

nização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) lançou ontem um alerta, afirmando que a crise da dívida na zona do euro ainda não foi superada, apesar dos sinais de calmaria nos mercados. Segundo a instituição, que reúne os principais países ricos e emergentes, os bancos do bloco de 17 nações continuam vulneráveis, o endividamento dos países está aumentando e as metas fiscais ainda estão longe de serem alcançadas. A OCDE recomenda reformas econômicas ambiciosas. “A confiança do mercado na dívida soberana da região do euro é frágil”, afirma o relatório. “A perspectiva para o crescimento é excepcionalmente incerta e depende da resolução da crise da dívida.” A instituição prevê alta de 0,2% do bloco este ano. Rogério Freitas, sócio da ges-

l BRUXELAS,

MADRI e RIO. A Orga-

tora Teórica Investimentos, destaca que a situação da crise da dívida na Europa ainda é complicada. O risco de contágio para Espanha, Portugal e Irlanda se mantém. — O problema na Europa é estrutural, combinando excesso de dívida com baixo crescimento. Ações de injeção de liquidez e elevação dos fundos empurram a situação com a barriga — diz Rogério.
Espanha e Itália vendem títulos com facilidade Ontem, Itália e Espanha conseguiram vender títulos de suas dívidas soberanas sem dificuldade. A Itália vendeu título com vencimento em dois anos por 2,35%, abaixo dos 3,01% registrados há um mês, graças a uma demanda sustentada por liquidez dada aos bancos pelos estímulos do Banco Central Europeu. Foi o menor rendimento para esse tipo de título desde novembro de 2010. A demanda foi quase duas

vezes mais que os C 2,8 bilhões vendidos. A Espanha, mais pressionada que a Itália, vendeu com facilidade C 2,6 bilhões em títulos de curto prazo. A taxa para títulos de seis meses caiu de 0,84% para 0,76% em um mês, apesar da preocupação persistente do mercado com sua capacidade de reduzir o déficit público. No entanto, os títulos da Espanha com prazos mais longos são um dos poucos da zona do euro que estão com rendimento em alta. A taxa do papel de 10 anos foi de 5,311%, maior que os 5,279% de 30 de dezembro. Movimento inverso do verificado pela própria Itália e pela França. O Tesouro espanhol vendeu C 1,5 bilhão em títulos de três meses e C 1,08 bilhão em títulos de seis meses. Em dia de correção para baixo nas bolsas de valores do mundo, o Ibovespa, índice de referência da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), recuou ontem 0,97%,

aos 66.037 pontos. O dólar comercial, que passou a maior parte do pregão em queda, na contramão do cenário externo, fechou em leve alta de 0,11%, a R$ 1,818. O Banco Central rolou contratos de compra de dólar no mercado futuro, mas não impediu a queda ao longo do dia. Rumores de que o governo taxaria todas as operações de câmbio influenciaram no fim do pregão, mas foram desmentidos pelo Ministério da Fazenda. Nos EUA, caíram os índices Dow Jones (0,33%), S&P 500 (0,28%) e Nasdaq (0,07%). Na Europa, as atenções se concentraram nos leilões da Espanha e Itália. A Bolsa de Madri recuou 1,03%. Também caíram Londres (0,56%) e Paris (0,92%). Na Bovespa, OGX Petróleo ON (ordinária, com voto) caiu 3,47%, a R$ 15,28, e Petrobras PN (preferencial, sem voto) recuou 1,69%, a R$ 23,80.n
(*) Com agências internacionais

PAÍS COM TAXA ESTÁVEL
Alemanha

1,880%

1,886%

COM TAXAS EM ALTA
Ho Holanda Es Espanha

2,433% 5,279%

2,462% 5,311%

COM TAXAS EM QUEDA
Fr França It Itália Irlanda* Ir Portugal Po Grécia Gr
*Títulos de 9 anos FONTE: Bloomberg

2,958% 5,282% 6,779% 10,999% 20,133%

2,939% 5,097% 6,633% 10,864% 19,216%

INDICADORES
ÍNDICES
OUTUBRO NOVEMBRO DEZEMBRO Bovespa Salário mínimo (Federal) Salário mínimo (RJ)* +11,49% R$ 545 R$ 639,26 -2,51% R$ 545 R$ 639,26 -0,21% R$ 545 R$ 639,26 JANEIRO FEVEREIRO +11,13% R$ 622 R$ 639,26 +4,34% R$ 622 R$ 729,58 MARÇO N.D. R$ 622 R$ 729,58

O GLOBO NA INTERNET Veja mais indicadores e números do mercado financeiro
oglobo.com.br/economia/indicadores

INSS/Março
Trabalhador assalariado
Salário de contribuição (R$) Até 1.174,86 De 1.174,87 até 1.958,10 De 1.958,11 até 3.916,20 Alíquota (%) 8 9 11

INFLAÇÃO IPCA (IBGE)
Índice (12/93=100) No mês Variações percentuais No ano Últ. 12 meses

CÂMBIO Dólar
Compra R$ Dólar comercial (taxa Ptax) Paralelo (São Paulo) Diferença entre paralelo e comercial Dólar-turismo esp. (Banco do Brasil) Dólar-turismo esp. (Bradesco) 1,8129 1,76 -2,92% 1,73 1,74 Venda R$ 1,8135 1,94 6,97% 1,87 1,91

Obs: * Piso para empregado doméstico, servente, contínuo, mensageiro, auxiliar de serviços gerais e funcionário do comércio não especializado, entre outros.

TR
24/03: 0,0335% 25/03: 0,0581% 26/03: 0,0885%

IMPOSTO DE RENDA
IR na fonte
Base de cálculo
l

Selic 9,75% Correção da Poupança
25/03 26/03 27/03 28/03 29/03 30/03 31/03 01/04 02/04 03/04 04/04 05/04 06/04 07/04 08/04 09/04 10/04 11/04 12/04 13/04

Março/2012
Parcela a deduzir

Obs:Percentuais incidentes de forma não cumulativa (artigo 22 do regulamento da Organização e do Custeio da Seguridade Social).

Setembro Outubro Novembro Dezembro Janeiro Fevereiro

3354,85 3369,28 3386,80 3403,73 3422,79 3438,19

0,53% 0,43% 0,52% 0,50% 0,56% 0,45%

4,97% 5,43% 5,97% 6,50% 0,56% 1,02%

7,31% 6,97% 6,64% 6,50% 6,22% 5,85%

Euro
Compra R$ Euro comercial (taxa Ptax) Euro-turismo esp. (Banco do Brasil) 2,4177 2,30 2,33 Venda R$ 2,4187 2,49 2,56 Euro-turismo esp. (Bradesco)

Alíquota

Trabalhador autônomo
Para o contribuinte individual e facultativo, o valor da contribuição deverá ser de 20% do salário-base, que poderá variar de R$ 622 a R$ 3.916,20

IGP-M (FGV)
Índice (08/94=100) Variações percentuais No mês No ano Últ. 12 meses

R$ 1.637,11
0,5995% 0,5522% 0,5330% 0,5494% 0,5750% 0,5888% 0,5885% 0,5914% 0,5569% 0,5284% 0,5337% 0,5584% 0,5889%

Isento

Dia

0,5575% 0,5575% 0,5836% 0,5819% 0,6073% 0,6073% 0,6073% 0,6073% 0,5622% 0,5631% 0,5895% 0,6169% 0,6273% 0,5936% 0,5585% 0,5396% 0,5291% 0,5537% 0,5767% 0,5882%

Índice Dia

14/04 15/04 16/04 17/04 18/04 19/04 20/04 21/04 22/04 23/04 24/04 25/04 26/04

Índice

De R$ 1.637,12 a R$ 2.453,50 De R$ 2.453,51 a R$ 3.271,38 De R$ 3.271,39 a R$ 4.087,65 Acima de R$ 4.087,65

7,5% R$ 122,78 15% R$ 306,80 22,5% R$ 552,15 27,5% R$ 756,53

Obs: Segundo norma do Banco Central, os rendimentos dos dias 29, 30 e 31 correspondem ao dia 1( do mês subsequente.

Deduções: a) R$ 164,56 por dependente; b) dedução especial para aposentados, pensionistas e transferidos para a reserva remunerada com 65 anos ou mais: R$ 1.637,11; c)contribuição mensal à Previdência Social; d) pensão alimentícia paga devido a acordo ou sentença judicial. l Obs: Para calcular o imposto a pagar, aplique a alíquota e deduza a parcela correspondente à faixa. l Esta nova tabela só vale para o recolhimento do IRPF este ano. Correção da primeira parcela: N.A.
Fonte: Secretaria da Receita Federal

Ufir
Março R$ 1,0641
Obs: foi extinta

Ufir/RJ
Março R$ 2,2752

Setembro Outubro Novembro Dezembro Janeiro Fevereiro

468,975 471,466 473,808 473,252 474,429 474,138

0,65% 0,53% 0,50% -0,12% 0,25% -0,06%

4,15% 4,70% 5,22% 5,10% 0,25% 0,19%

7,46% 6,95% 5,95% 5,10% 4,53% 3,43%

Outras moedas (comercial)
Cotações para venda ao público (em R$)
Franco suíço Iene japonês Libra esterlina Peso argentino Yuan chinês Peso chileno Peso mexicano Dólar canadense
Fonte: Mercado

IGP-DI (FGV)
Índice (12/93=100) No mês Variações percentuais No ano Últ. 12 meses

Unif
Obs: A Unif foi extinta em 1996. Cada Unif vale 25,08 Ufir (também extinta). Para calcular o valor a ser pago, multiplique o número de Unifs por 25,08 e depois pelo último valor da Ufir (R$ 1,0641). (1 Uferj = 44,2655 Ufir-RJ)
Setembro Outubro Novembro Dezembro Janeiro Fevereiro

462,509 464,349 466,331 465,586 465,979 467,308

0,75% 0,40% 0,43% -0,16% 0,30% 0,07%

4,30% 4,72% 5,17% 5,00% 0,30% 0,37%

7,45% 6,78% 5,56% 5,00% 4,29% 3,38%

2,01338 0,0219047 2,90741 0,416681 0,28884 0,00374741 0,143352 1,83003

Obs: As cotações de outras moedas estrangeiras podem ser consultadas nos sites www.xe.com/ucc e www.oanda.com

BOLSA DE VALORES: Informações sobre cotações diárias de ações e evolução dos índices Ibovespa e IVBX-2 podem ser obtidas no site da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), www.bovespa.com.br CDB/CDI/TBF: As taxas de CDB e CDI podem ser consultadas nos sites de Anbid (www.anbid.com.br), Andima (www.andima.com.br) e Cetip (www.cetip.com.br). A Taxa Básica Financeira (TBF) está disponível no site do Banco Central (www.bc.gov.br). É preciso clicar em “Economia e finanças” e, posteriormente, em “Séries temporais”. FUNDOS DE INVESTIMENTO: Informações disponíveis no site da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid), www.anbid.com.br. Clicar, no quadro “Rankings e estatísticas”, em “Fundos de investimento”. IDTR: Pode ser consultado no site da Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e de Capitalização (Fenaseg), www.fenaseg.org.br. Clicar na barra “Serviços” e, posteriormente, em FAJ-TR. Selecionar o ano e o mês desejados. ÍNDICE DE PREÇOS: Outros indicadores podem ser consultados nos sites da Fundação Getulio Vargas (FGV, www.fgv.br), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, www.ibge.gov.br) e da Andima (www.andima.com.br)

26 • ECONOMIA
ESTUDO DA Apsa no TJ-RJ mostra redução de 18% nos processos de despejos por falta de pagamento. De 3.769 em 2010 para 3.174 em 2011. Reflexo da nova Lei do Inquilinato, diz.

O GLOBO

Quarta-feira, 28 de março de 2012

NEGÓCIOS & cia
Flávia Oliveira

Bolsa Verde 1
O BNDES pode se tornar sócio da Bolsa Verde do Rio, projeto das secretarias estadual do Ambiente e municipal de Fazenda. Em carta ao governador Sérgio Cabral, Luciano Coutinho, presidente do banco, avisou que vai analisar o plano de negócios da BVRio para possível aporte da BNDESPar.
l

Hotelaria
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Investidores espanhóis do grupo Arena compraram por R$ 35 milhões o Edifício Erlu, na Avenida Atlântica. Outros R$ 35 milhões serão gastos em reformas para transformar o local no Arena Leme Hotel. Terá 66 quartos. A previsão é que seja aberto para a Copa de 2014.

Sede de combustível
A meia dúzia de refinarias que a Petrobras vai pôr em operação até 2020 ajudará a manter entre 10% e 15% a proporção de combustível importado no consumo interno brasileiro. “É mais ou menos o mesmo percentual de hoje”, diz Paulo Roberto Costa, diretor de Abastecimento da estatal. “Sem as refinarias, estaríamos importando 40% em 2020”, completa. Além de acompanhar as obras, o executivo se ocupa de viabilizar a logística de chegada e distribuição de algo entre 280 e 300 mil barris/dia de combustível importado. “Nossa capacidade está chegando ao limite. Precisamos de mais terminais, árel

Novas refinarias vão apenas estabilizar nível de importação da Petrobras
as de tancagem e dutos”, diz. Importante também, afirma o diretor, é manter o bom relacionamento com os fornecedores, dos mais variados países. Gasolina, a Petrobras traz dos EUA; diesel, da Índia; querosene de aviação, do Oriente Médio. As novas refinarias tornaram-se urgentes, por causa de um crescimento na deDivulgação

Bolsa Verde 2
l

Parceria
A Amil assinou com a ABBR. Vai instalar no complexo da associação, no Jardim Botânico, um hospital de ponta em ortopedia. O Hospitalys é parceria da brasileira com o americano Hospital for Special Surgery (HSS), referência no mundo. O investimento é de R$ 10 milhões. A primeira fase fica pronta em maio.
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Com a BVRio, estado e prefeitura pretendem instituir na capital fluminense um mercado de ativos ambientais. As negociações envolverão crédito de carbono e reposição florestal entre empresas com ativos e passivos ambientais. O BNDES foi convidado para conselho da BVRio. Coutinho praticamente aceitou.

manda superior às mais otimistas previsões. Em 2010, o PIB brasileiro cresceu 7,5%, e o consumo de derivados de petróleo avançou 9%. Ano passado, a economia patinou em 2,7%, mas a demanda por combustíveis líquidos cresceu 8%. Sozinho, o consumo de gasolina avançou 24%. No primeiro bimestre deste ano, informa Costa, houve expansão de 12% nos derivados líquidos e de 34% na gasolina. O conjunto de refinarias (PE, CE, duas no MA e duas etapas do Comperj) vai adicionar 3,2 milhões de barris de capacidade de refino ao país, até 2020. Ainda assim, será preciso importar.

Renda das flores
“FLORES DE Pilões”, documentário de Ronaldo Uzeda e Naura Schneider, conta história de superação de 21 mulheres do interior da Paraíba. Elas formaram uma cooperativa de plantio de flores em Pilão. A cidade, de sete mil habitantes, vivia da cana-de-açúcar e de pequenas lavouras. O cultivo de crisântemos, margaridas, gladíolos e rosas praticamente triplicou a renda das associadas. Um exemplo de empreendedorismo.

Bolsa Verde 3
O presidente do BNDES, também na carta a Cabral, disse que o banco quer integrar câmaras técnicas da Bolsa Verde. E propôs a assinatura de convênios de cooperação para desenvolver com o Rio, a União e outros estados o mercado local de ativos ambientais.
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Emergência
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Bolsa Verde 4
Carlos Minc, secretário do Ambiente, diz que o impulso do BNDES vai ajudar na implantação de metas de redução de emissões de CO2 para a indústria fluminense. A BVRio, afirma, via negociação dos ativos ambientais, reduzirá em até 40% o custo dos programas de cortes das emissões.
l

O Hospital Samaritano, também da Amil, abre a nova emergência no início de abril, após oito meses de obras. Investimento de R$ 10 milhões, a unidade terá dez leitos, sala de trauma equipada para procedimentos de alta complexidade e área de isolamento. O total de atendimentos deve crescer 20%, estima Luis Fernando Correia, chefe da emergência.

Banco de sangue
l

O número de unidades armazenadas na Cryopraxis, banco de sangue de cordão umbilical, cresceu 50% em fevereiro sobre o mesmo mês do ano passado. A empresa tem 25 mil clientes e desenvolve também estudos com células-tronco.

Pampili, de calçados e roupas infantis, inaugura o primeiro espaço conceito no Rio amanhã, no Riosul. Terá 53m² e mais de mil produtos a venda. A grife de Birigui (SP), que está em sete mil pontos de venda no Brasil, decidiu apostar em espaços próprios há três anos. Esta será a sétima unidade da marca no formato. Há

A

Espaços conceito para clientes mirins
cinco em São Paulo e uma em Curitiba. “Chovem pedidos de franquia, mas optamos por um formato em que o público conheça os conceitos da marca. Preferimos os espaços conceito a lojas comuns porque, dessa forma, mostramos a essência da Pampili”, explica Edson Arita, gerente de marketing da empresa. Os espaços, explica, simulam um quarto de menina. Entre outros mimos, as clientes mirins têm direito a atenção especial das vendedoras, que também são contadoras de histórias. O investimento para abertura de cada espaço conceito é de R$ 600 mil, em média. O oitavo deles deve ser inaugurado já no início de maio, em um shopping de Belo Horizonte.

Barreira ao vinho estrangeiro pode tirar bebida brasileira do cardápio
Investigação pode impor cotas ao importado ou aumentar tarifa de entrada
Divulgação Berg Silva/Studio Bs

Brasileiros mais ricos e mais generosos
Entidade registra aumento da filantropia
cleide.carvalho@sp.oglobo.com.br

Cleide Carvalho

hugo.naidin@oglobo.com.br paulo.junior@oglobo.com.br
l O importador português de vinhos Bernardo Gonçalves da Costa aponta o lacre de uma garrafa de Quinta Seara D’Ordens exposta em seu estande na Brasil Wine Fair — feira no Riocentro que reuniu produtores nacionais e internacionais da bebida, semana passada — e pergunta: “O que consegues ver aqui?”. O que ele está “a indicar” é o que não consta na garrafa: o selo fiscal. A ausência do item foi uma vitória para todas as importadoras de vinho filiadas à Associação Brasileira de Exportadores e Importadores de Alimentos e Bebidas (ABBA). Em outubro, a entidade conseguiu liminar contra a determinação do Ministério do Desenvolvimento que obrigava a aplicação do selo em todos os vinhos comercializados no país. Isso é parte da polêmica que opõe entidades de classe da bebida no Brasil e o resto do mundo. O enredo inclui acusações de tentativa de eliminar pequenas vinícolas nacionais, recuos estratégicos de grandes empresas, a grita de chefs de cozinha e a discussão sobre se a taxação de vinhos importados é eficaz, visto que argentinos e uruguaios, nossos grandes concorrentes, estão fora da lista. Arrastando-se entre o Congresso e tribunais há um ano, a novela está prestes a ganhar capítulo decisivo: no último dia 15, a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) abriu investigação que pode impor cotas ao produto estrangeiro ou aumentar a tarifa de importação. Segundo Ciro Lilla, dono da importadora Mistral, 30% dos vinhos estão livres do selo graças a mandados de segurança. As liminares, porém, chegaram tarde para cerca de cem micro e pe-

Hugo Naidin

Paulo Junior

LUIS HENRIQUE Zanini: meta é o oligopólio

FELIPE BRONZE, do Oro: ameaça de boicote

quenas vinícolas, a maioria no Rio Grande do Sul, que fecharam as portas desde que a norma entrou em vigor, em 10 de janeiro de 2011. Além das dificuldades de aplicação do selo, a empresa não pode ter pendência legal e a produção precisa de parâmetros estranhos à natureza do vinho. — Do ponto de vista fiscal, o vinho é tratado como bebida alcoólica, mas, do sanitário, é um alimento. Essa política relega a cultura da viticultura familiar em nome do agronegócio — diz.
Cerca de 90% da produção são das grandes vinícolas Das vinícolas brasileiras, 95% são familiares (500 mil litros ao ano), mas 90% da produção estão com15 ou 20 grandes, explica Luiz Henrique Zanini, da Vallontano, a principal entre as menores do país. Para ele, é um movimento que visa ao oligopólio e acaba com a diversidade. — Os produtores artesanais tendem a produzir um vinho com mais qualidade. Por isso, passaram a representar uma

ameaça aos vinhos industriais — acusa Pedro Hermeto, dono do restaurante Aprazível, no Rio. Além dos selos, o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), a União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra), a Federação das Cooperativas do Vinho (Fecovinho) e o Sindicato da Indústria do Vinho do Estado do Rio Grande do Sul (Sindivinho) lutam para que o vinho seja incluído na lista de exceções da Tarifa Externa Comum, aplicada pelo Mercosul a terceiros — o que permitira elevar o imposto de 27% para até 55% — e para que sejam estabelecidas cotas de importação. — São demandas totalmente legais, previstas pela Organização Mundial do Comércio quando os países se sentem prejudicados. Dos 91,9 milhões de litros de vinhos finos comercializados em 2011, 56% vieram de fora do Mercosul e 21,3% eram nacionais — defende Carlos Paviani, diretor executivo da Ibravin. Chefs, importadoras e sommeliers classificam o eventual aumento de impostos um contras-

senso e “um tiro no pé”. Segundo os contrários à proposta, impostos mais pesados, em vez de ampliar o consumo das bebidas brasileiras, desestimularão a venda no Brasil e toda uma cultura de sofisticação, com profissionais especializados, que surgiu nas últimas duas décadas. E os grandes beneficiados com a medida poderão ser os produtores argentinos, não os brasileiros. O chef Felipe Bronze, do restaurante Oro, diz-se perplexo com a discussão. Ele ameaça tirar da carta da casa carioca qualquer vinho brasileiro. A chef Roberta Sudbrack é uma das mais ativas contra as medidas e tem postado em sua conta no Twitter o link de um abaixo-assinado. Ela retirou da carta de seu restaurante vinhos das vinícolas que apoiam a salvaguarda. Mas frisa que a medida é momentânea, “até que o bom senso impere”, e que não é um boicote ao vinho brasileiro. n
• ESTA REPORTAGEM FOI PUBLICADA NO VESPERTINO PARA TABLET “O GLOBO A MAIS”

Cresce no Brasil o investimento de famílias em projetos sociais. A novidade é que isso não vem apenas de ações sociais patrocinadas por empresas, mas do engajamento pessoal de empresários na criação e no comando de institutos e fundações, afirma o Grupo de Institutos Fundações e Empresas (Gife), criado há 17 anos. Com o crescimento econômico, aumentou o número de brasileiros na lista de bilionários da revista “Forbes”. Eram 13 em 2009, e este ano são 36. — As grandes concentrações de riqueza pessoal geram filantropia. Quando uma pessoa tem o privilégio de ser rica, o que a motiva é a chance de ajudar a transformar a realidade — diz Fernando Rossetti, secretário-geral do Gife. Na década de 90, o investimento social das empresas era associado às ONGs. Com os sucessivos escândalos de desvio de verba, cresceram os institutos próprios. Além disso, boa parte das empresas abriu capital e precisa da aprovação dos acionistas para aplicar em projetos sociais. Rossetti afirma que há um “apagão” de números no Brasil. Os empresários preferem não divulgar o investimento social, e a Receita Federal não divulga essas informações. Mas, na avaliação do Gife, o investimento social privado nunca foi tão alto.
l SÃO PAULO.

Luís Norberto Pascoal, presidente do grupo DPaschoal, de serviços automotivos, criou a Fundação Educar no fim da década de 80 e investe 30% de seu tempo em atividades não empresariais. Em 2001, ajudou a criar o Instituto Faça Parte, de incentivo ao voluntariado. — Não acredito em investimento só do dinheiro. Precisamos de energia e experiência profissional. Nossa presença é o mais importante — afirma Pascoal. Rossetti diz ainda que a atuação das famílias é importante porque elas conseguem se engajar em temas mais polêmicos. O instituto Alana, por exemplo, da família Villela, do Grupo Itausa, tem um projeto chamado “Criança e Consumo”, que atua nos direitos da criança e do consumidor. Um grupo de empresários é doador do Fundo Brasil de Direitos Humanos. O Fundo Baobá, que substituirá a Fundação Kellogg no Brasil, também deve captar entre pessoas físicas. Um de seus alvos será a discriminação racial. — As empresas têm de prestar contas aos acionistas e evitam aplicar recursos em temas polêmicos. As famílias não, elas atuam de acordo com sua consciência — diz o secretário-geral do Gife, que divulga esta semana um novo censo de investimento social no país e realiza um congresso em São Paulo.
• ESTA REPORTAGEM FOI PUBLICADA NO VESPERTINO PARA TABLET “O GLOBO A MAIS”

ESCLARECIMENTO
l Em relação ao publicado na página 36 da edição de 11 de março de 2012, o Grupo Fasano esclarece que seus hotéis de Rio e São Paulo entraram nas listas de melhores das revistas “Condé Nast Traveler” e “Wallpaper”, entre outras, entre 2007 e 2011.

h

Quarta-feira, 28 de março de 2012

O GLOBO

ECONOMIA

27

ASSOCIADOS ELEGERAM ontem, entre 21 candidatos, os nove membros do conselho do IBGC. Sandra Guerra, a mais votada, deve ser presidente. Outras duas mulheres foram eleitas.

DIGITAL & MÍDIA

Sem sinistro
l A Austral Seguradora arrecadou R$ 92 milhões em prêmios em 2011, seu ano de estreia. Voltada a seguro garantia e riscos de engenharia, a empresa atravessou 2011 sem ocorrência de sinistros. O resultado fez a sócia Vinci Partners aportar mais R$ 13,5 milhões na Astral. A meta para 2012 é ampliar em 40% os prêmios emitidos.

É seguro
l A Susep, órgão regulador do setor seguros no Brasil, assina acordo com sua gêmea argentina amanhã. O superintendente Luciano Santanna vai a Buenos Aires firmar a aliança. O objetivo é ampliar a troca de informações sobre a situação das empresas nos dois países. É intensa a entrada de seguradoras brasileiras no país vizinho.

Coleção de best-sellers Harry Potter agora em formatos e-book e audiolivro
Pacote com os sete livros, lançados apenas em inglês, custa US$ 57,54
l LONDRES.

Divulgação

Móveis em mostra
A LIDER INTERIORES, moveleira de Minas Gerais, investiu R$ 400 mil na 3ª edição da mostra Decora Lider. Será realizada a partir de amanhã na loja do CasaShopping. Deve render alta de 35% nas vendas. Serão 22 ambientes assinados por 25 profissionais, entre os quais André Piva e Roseli Muller.

LIVRE MERCADO
l

GRAÇA FOSTER, presidente da Petrobras, recebe hoje prêmio da Associação de Mulheres Empreendedoras. É reconhecimento pelo pioneirismo no setor.

l A CASA da Criação será a agência de propaganda da Oi no Estado do Rio.

micro e pequenos empresários da Baixada ao Bradesco para empréstimos. Fez convênio com agência em Nova Iguaçu. A meta é chegar a 50 pedidos até o meio do ano. Capital de giro e veículos são as linhas mais demandadas.
l A NÃO+Pêlo abre no Shopping da Gávea em abril. Investiu R$ 250 mil.

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A AMPEB já encaminhou 22

E-mail: colunanegocios@oglobo.com.br COM GLAUCE CAVALCANTI E DANDARA TINOCO

Os best-sellers de J.K. Rowling da série “Harry Potter” estão disponíveis pela primeira vez no formato ebook no novo site dedicado às aventuras do bruxo. A versão digital dos três primeiros livros da série custa US$ 7,99, cada (R$ 14,50). Já os outros quatro volumes custam US$ 9,99 (R$ 18) cada um. Também é possível comprar o pacote com os sete e-books com 10% de desconto, por US$ 57,54 (R$ 105). As sete histórias, que venderam cerca de 450 milhões de cópias em todo o mundo e produziram oito filmes para o cinema, estão à venda desde ontem no site Pottermore, elaborado por Rowling. A loja on-line shop.pottermore.com é rede varejista exclusiva para os e-books e audiobooks de Harry Potter, lançados apenas em inglês. Edições em francês, italiano, alemão e espanhol são esperadas para as próximas semanas e em mais outras línguas na sequência. O site principal da Pottermore é esperado para estrear no início de abril, vários meses depois do anunciado anteriormente, devido a problemas técnicos. Designers esperam permitir aos leitores explorar elementos do mundo de Harry Potter que não apareceram nos livros e a interagir com as histórias e personagens. O website gratuito, em parceria com a Sony, é um dos vários empreendimentos lançados por Rowling para manter a

Divulgação

O BRUXO Harry Potter, finalmente, abraçou o formato digital. Seus livros agora estão em EPUB e MP3

mágica de Harry Potter viva e a continuidade dos lucros. Rowling, que recentemente anunciou que se dedicará à ficção para adultos, resistiu em transformar as histórias para o formato digital, mas por fim decidiu que o progresso tecnológico não poderia ser impedido. O lançamento dos e-books levanta questões sobre infrações de direitos autorais, apesar de os organizadores estarem usando técnicas de marca d'água para proteger o material contra cópias ilegais. Segundo o site oficial, os livros eletrônicos da Pottermore Shop estão no formato EPUB — o mais popular e aberto padrão de e-books no mundo — e são compatíveis com a vasta maioria de computadores e dispositivos. Além

disso, estão disponíveis também no formato Amazon Kindle. A lista completa de dispositivos em que é possível ler os e-books da série Harry Potter pode ser vista pelo link <adobe.ly/dm_potter>. O site também oferece os títulos da série em formato de audiolivro digital, com itens entre US$ 29,99 (R$ 54) e US$ 44,99 (R$ 90). A coleção dos audiolivros sai por US$ 242,94 (R$ 440). Os arquivos estão no formato MP3 e foram divididos em um por capítulo, sendo oferecidos para download em pacotes zipados, com tamanho variando entre 200MB e 1GB. É possível ouvir amostras dos títulos em áudio diretamente no site oficial, que, em função da parceria com a Sony, anuncia abertamente o Reader Digital Book, leitor de e-books do fabricante. n

O GLOBO

MAIS TECNOLOGIA E MÍDIA HOJE NA INTERNET:
oglobo.com.br/digitalemidia

AMPLIANDO: Peixe Urbano compra site de delivery e aumenta área de atuação SAMSUNG: Empresa divulga lançamentos em evento no Peru
Acompanhe a cobertura de tecnologia e de mídia no Twitter: twitter.com/digitalemidia

Credicard abre shopping virtual
Em parceria com Comprafácil, site quer 20% do e-commerce brasileiro até 2015
l SÃO

E-mails ainda conectam 85% dos internautas
Levantamento mundial mostra que 62% se comunicam por redes sociais, como Facebook
l NOVA YORK.

çou ontem um portal de comércio eletrônico por meio do qual espera alcançar uma fatia de 20% no faturamento do setor no Brasil até 2015. O projeto, batizado de Shopping Credicard, conta com uma parceria exclusiva com a varejista on-line Comprafácil.com e dá a usuários de cartões Credicard e Diners Club acesso, com desconto de 10%, a cerca de 50 mil produtos, incluindo artigos esportivos, de perfumaria, ferramentas etc. A meta é que a parceria seja responsável por 5% da receita de R$ 4 bilhões esperada pela Credicard para este ano, incluindo o percentual das vendas

PAULO. A Credicard lan-

de lojistas e a comercialização de anúncios no portal. — É o primeiro shopping center virtual do país — disse a jornalistas o presidente da Credicard, Leonel Andrade, explicando que o portal diferencia-se dos demais por reunir diferentes lojas em um mesmo ambiente, mas permitindo que as compras sejam feitas como se fossem uma só. Controlada pelo Citibank, a administradora afirma ter tido receita de R$ 3,1 bilhões oriunda de compras na internet. Agora, a Credicard quer gradualmente concentrar no portal as operações feitas por seus sete milhões de clientes de cartões, para os quais também passará

a oferecer no ano que vem produtos financeiros do Citi, como seguros e linhas de crédito. Antes disso, o portal será aberto a donos de cartões de outras bandeiras, e a oferta de produtos também deve ser incrementada, incluindo venda de ingressos para shows, entre outros. O desconto de 10% nas compras, contudo, seguirá restrito para clientes do grupo Credicard. Este mês, a e-bit, consultoria especializada em comércio eletrônico, estimou que as vendas via internet no país devem registrar crescimento de 25% em 2012, movimentando R$ 23,4 bilhões. A iniciativa chega ao mercado

num momento turbulento para a B2W, a maior empresa do setor no Brasil, cujos problemas de logística vêm provocando repetidas quedas nas margens de lucro. No começo do mês, a empresa, que reúne os portais Submarino, Americanas.com e Shoptime, reportou prejuízo de R$ 28,8 milhões para o quarto trimestre de 2011. Segundo o diretor de marketing da Comprafácil.com, Leandro Siqueira, a companhia percebeu que a logística tem sido um fator cada vez mais importante na relação com consumidores. Por isso, no ano passado a empresa aumentou em 70% o número de transportadoras terceirizadas para entregas. n

Tim Cook se reúne com governo chinês
Apple quer expandir negócios no país. Na Austrália, queixa contra 4G do novo iPad
da Apple, Tim Cook, se reuniu ontem com autoridades do governo chinês em Pequim, num esforço para expandir seus negócios na região. Cook, que substituiu o falecido cofundador Steve Jobs, viajou pela primeira vez ao país desde que se tornou presidente-executivo, em agosto. — Planejamos ainda mais investimento e crescimento aqui — disse Carolyn Wu, porta-voz da Apple na China. A Apple só tem cinco lojas em território chinês, embora haja mais de cem revendedores. A Apple já tem acordos com a China Telecom e a Unicom, mas uma parceria com a China Mobile, a maior operadora chinesa de telefonia móvel, é entendida por analistas como crucial para acelerar as vendas do iPhone, ainda que restem problemas de compatibilidade com a rede. Enquanto Cook circulava na China, uma comissão de defesa do consumidor na Austrália, a ACCC, afirmou que vai fazer uma queixa formal hoje contra a Apple por caul SÃO

A maior parte do mundo está interconectada graças aos recursos de e-mail e de redes sociais como Facebook e Twitter, de acordo com uma nova pesquisa divulgada ontem. Os e-mails são enviados e recebidos por 85% das pessoas que estão conectadas à internet, e 62% delas se comunicam por sites de redes sociais, especialmente na Indonésia, Argentina e Rússia, que apresentam as maiores taxas de usuários. Mais de 80% dos indonésios e 75% dos argentinos, russos e sul-africanos visitam sites de mídia social, de acordo com a nova pesquisa Ipsos/Reuters. Apesar de o Facebook e outros sites populares de redes sociais, blogs e fóruns de dis-

cussão terem sido criados nos EUA, a porcentagem de usuários no país era menor, de 6 a cada 10 usuários, e no Japão ela caiu a 35%, a menor entre os 24 países que foram pesquisados. — Mesmo que o número nos EUA seja de 61%, já é a maioria dos americanos que usa sites de redes sociais — disse Keren Gottfried, gerente de pesquisa na Ipsos Global Public Affairs — É uma verdadeira interconexão e contato com os outros. Não se trata apenas de enviar e receber mensagens, mas de construir mensagens em diversas comunidades, e apenas as mensagens significativas se firmam. Parece que a maioria do planeta está se comunicando dessa maneira. n

FRANCISCO. O presidente-executivo

Reuters

Hollywood e militares usavam Megaupload
O fundador do Megaupload, Kim Dotcom, afirmou em entrevista que estúdios de Hollywood chegaram a propor acordos com o site de compartilhamento de arquivos antes da operação do FBI que encerrou a página e o pôs na prisão. Especula-se que tenha sido justamente o lobby da indústria cinematográfica que pressionou as autoridades para levar a cabo a operação. De acordo com o site TorrentFreak, Dotcom recebeu cinco emails de executivos de Disney, Fox e Warner Bros. propondo parcerias. A Warner queria uma ferramenta que fosse capaz de introduzir vários dos seus vídel AUCKLAND.

TIM COOK
visita uma Apple Store no centro de Pequim, na China

sa da propaganda do novo iPad 4G veiculada no país. Segundo a ACCC, a empresa mente ao dizer que o tablet se conecta a redes de quarta geração, pois o país utiliza frequências diferentes das suportadas pelo novo iPad. “A propaganda diz aos consumidores australianos que o produto pode, com um chip SIM, se conectar a uma rede

de dados móvel 4G na Austrália, quando este não é o caso”, disse a entidade. Em letras miúdas, a Apple avisa no ato da compra que, “quando o consumidor viajar ao exterior, poderá usar um micro-SIM de uma operadora local e se conectar às redes 4G (LTE) da AT &T nos EUA e de Bell, Rogers, e Telus no Canadá”.
SEGUNDA-FEIRA
Garimpo Digital

os de uma só vez no Megaupload, enquanto os outros buscavam acordos de publicidade. Ele também revelou que cerca de 490 contas do Megaupload pertenciam a funcionários e associados da MPAA e da RIAA, órgãos patronais das indústrias cinematográfica e fonográfica, respectivamente. Ainda segundo Dotcom, muitos funcionários do governo e das Forças Armadas americanas compartilhavam arquivos pelo Megaupload. Segundo ele, havia1.058 contas acessadas via domínios do governo dos EUA. Já os militares somavam 15.634 contas, sendo mais de 10 mil usuários premium. n
SEXTA-FEIRA
Multimídia

TERÇA-FEIRA
Games e Pedro Doria

QUARTA-FEIRA
Mobilidade

QUINTA-FEIRA
Redes Sociais

SÁBADO
Cora Rónai

28 • ECONOMIA

O GLOBO

Quarta-feira, 28 de março de 2012

l ONDE

RECLAMAR • A Proteste — Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, na Av. Sernambetiba 6.420, atende aos seus associados pelo telefone 3906-3800 ou pelo e-mail: proteste@proteste.org.br

DEFESA DO CONSUMIDOR

Calor excessivo reprova sanduicheiras
De oito modelos analisados pela Proteste, três foram eliminados devido ao risco de queimaduras
Editoria de Arte

luiza.xavier@oglobo.com.br

Luiza Xavier

Elas são apresentadas pelos fabricantes como práticas, eficientes e multifuncionais, mas quem decide comprar uma sanduicheira grill buscando ter menos trabalho e mais sabor na hora de preparar refeições pode se decepcionar. A Proteste — Associação Brasileira de Defesa do Consumidor analisou oito modelos — Arno, Britânia, Cadence, Electrolux, Mallory, Mondial Premium, NKS e Suggar — em um laboratório certificado pelo Inmetro e constatou problemas capazes de causar acidentes. Além disso, alguns aparelhos não preparam um bom bife nem tostam os sanduíches por igual. E, o pior, as marcas Mallory, Suggar e Mondial foram reprovadas por esquentaram demais, acima dos 90°C permitidos pelo padrão europeu, considerado mais exigente. De acordo com a entidade, a Mallory é reincidente, pois o aquecimento excessivo já havia sido observado em 2006. A tampa do aparelho alcançou temperatura de 97°C no teste realizado agora. Suggar, com 93°C, e Mondial, com 91°C, também não são recomendadas pela entidade.
l

OS RESULTADOS DO TESTE
ARNO Compacta Grill ELECTROLUX Chef Gourmet NKS Mais Você CADENCE Snack216 BRITANIA Crome5 MONDIAL PREMIUM Inox Grill SUGGAR SD-2021 BR MALLORY Grilmax Inox A A A A A A A Elim. A D B B A Elim. Elim. Elim. A D B B A Elim. Elim. Elim.

Segurança Temperatura Cabo de Facilidade de Limpeza Qualidade do Desempenho Avaliação antiaderente alimentação manuseio elétrica final A A B B B n/a n/a n/a B A C B B n/a n/a n/a B B C B D n/a n/a n/a A A B C C n/a n/a n/a 84 79 65 63 62 x x x

A Muito Bom B Bom C Aceitável D Fraco N/A Não aceitável Elim. Eliminado
Foto: Divulgação

A TEMPERATURA DOS APARELHOS
São feitas verificações em três partes dos aparelhos, usando como referência a norma europeia para limite de temperatura Um dos aparelhos registrou 97ºC

A sanduicheira Arno Compacta Grill obteve a melhor avaliação no teste

TAMPA SUPERIOR

Duas marcas atingiram 85ºC e 86ªC, consideradas altas

FRENTE DO PUXADOR

ALÇA DO PUXADOR
A maior temperatura encontrada foi 33ºC
FONTE: Proteste

Desempenho também não foi satisfatório A Proteste analisou a segurança elétrica, a temperatura, o cabo de alimentação, a facilidade de manuseio, de limpeza, a qualidade do antiaderente e o desempenho. Em relação à segurança elétrica, foram verificados, entre outros aspectos, se havia acesso às partes vivas do aparelho, risco de choque ou de o eletrodoméstico pegar fogo. No caso do Mallory, a peça plástica que protege a lâmpada na tampa da sanduicheira se soltou, permitindo o acesso à parte metálica da ligação da lâmpada, oferecendo risco de choque ao usuário. Quanto à temperatura, ela foi medida em várias partes das sanduicheiras. — Esse, sem dúvida, é um problema grave, pois há alto risco de queimaduras. E há modelos de desempenho similar que não apresenta-

ram esse nível de risco — comentou o engenheiro eletrônico Eduardo Cação, coordenador técnico da Proteste, referindo-se aos modelos eliminados na avaliação. Durante o teste de desempenho, foram preparadas três receitas: misto quente, filé e linguiça. Segundo a Proteste, no preparo do sanduíche, os melhores resultados foram registrados por Electrolux e Arno, que tostaram de forma igual e uniforme. Nos outros aparelhos, parte do sanduíche ficou branca ou tostada demais. No teste com as linguiças, a maioria foi aceitável. Já na receita de filé, apenas a sanduicheira Electrolux grelhou a carne. Todas as demais apenas cozinharam o bife, recebendo o conceito “aceitável” nessa análise. Esse alimento exigiu muito mais dos aparelhos, que não tiveram potência térmica suficiente para pre-

parar os bifes. “Conclusão: as sanduicheiras garantem o pãozinho quente do café da manhã, mas a carne do almoço fica melhor se feita no fogão mesmo”, informa a Proteste. O consumidor também pode ficar frustrado ao verificar que a maioria desses aparelhos não é fácil de limpar. A análise da Proteste concluiu que entre a chapa e o corpo das sanduicheiras grill existem frestas que acumulam pedaços de pão e gordura de alimentos, dificultando a limpeza. “Apenas a sanduicheira Electrolux saiu-se bem nessa análise, porque possui duas chapas intercambiáveis que podem ser removidas e limpas individualmente em água corrente”, destaca a entidade. Outro fator decisivo para facilitar a limpeza, de acordo com os testes, é a qualidade do antiaderente. Alguns modelos possuem uma fina camada de tinta antiaderente que des-

casca e envelhece, como as sanduicheiras das marcas Britânia e NKS. A Proteste também analisou as facilidades de fechamento e de manuseio dos aparelhos. As sanduicheiras Britânia e Cadence foram consideradas difíceis de fechar e frágeis, com o risco de a presilha ficar na mão do consumidor. Empresa não reconhece norma utilizada nos testes Por outro lado, as marcas Arno e Electrolux têm presilhas de fechamento de melhor qualidade, o que permite que sejam fechadas sem fazer força e sem sujar as mãos. Ao final das análises, apenas a sanduicheira da Arno apresentou “desempenho impecável, com ótimo acabamento do cabo de alimentação, carcaça e empunhadeira, além de ser encontrada em quase todo o país”, ressalta a Proteste.

A Mallory informou que a sanduicheira Grillmax Inox foi citada pela Proteste sem as especificações do modelo analisado. “Ressaltamos que esse é um nome utilizado pela empresa há várias gerações de produtos, em modelos que vão se sucedendo”, diz a empresa, acrescentando que a última versão do aparelho, de julho de 2011, tem o certificado obrigatório do Inmetro. Além disso, a fabricante destaca que as versões europeia e brasileira das normas de segurança “são certamente muito similares, mas não são exatamente iguais. Nossos produtos são destinados e adquiridos no mercado brasileiro, no qual existe uma normativa própria, com certificação compulsória, que é a referência para todas as marcas que operam no país.” A Mondial afirmou que todos os seus produtos, inclusive as sanduicheiras e grills, são aprovados pelas normas técnicas brasileiras sobre instalações elétricas e que desconhece os métodos de avaliação da Proteste. A Cadence disse que realiza “exaustivos testes” no desenvolvimento de seus produtos, sendo os mesmos analisados quanto ao desempenho e atendimentos aos requisitos das normas vigentes. E acrescenta que todos os produtos comercializados estão em conformidade com o Inmetro. A fabricante da sanduicheira Suggar informou que seu produto já está certificado pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e que atende a todos os requisitos de segurança exigidos pelo Inmetro. A Britânia, por sua vez, destacou que o modelo de sanduicheira grill Crome 5, “apesar de estar fora de linha desde março de 2011, atende a todos os requisitos das normas vigentes”. A NKS não se manifestou a respeito do resultado dos testes. A Electrolux do Brasil informou que está satisfeita com os resultados do teste e ressaltou que seus produtos seguem todos os padrões exigidos pelo Inmetro e normas técnicas, “além de ter sempre como foco na satisfação dos consumidores”. n

Colchão dá problema
No dia 26 de maio de 2011, compramos na loja Colchões Botafogo do Shopping Nova América uma cama baú. No mês de fevereiro de 2012, notamos que a cama fazia ruídos. Ao levantar o baú, vimos que um dos amortecedores estava solto. No dia 27 de fevereiro deste ano, ligamos para a loja e o vendedor nos disse para ligarmos para o fabricante, a empresa Herval. Liguei, porém não consegui falar com a representante. Como possuía seu e-mail, descrevi todo o problema. Pediram que eu aguardasse. Na semana seguinte, retornei a ligação e o funcionário que me atendeu disse que o problema era da fábrica dos amortecedores. Uma semana depois, entrei em contato a loja e o vendedor se prontificou a nos ajudar, mas nada aconteceu. Na próxima semana, fará um mês que estou com esse problema e ninguém consegue resolvê-lo.
MICHEL ANTONIO COLODETE Rio

MALA DIRETA
transportadora, porém a loja entrou em contato com a cliente via e-mail para informar sobre o ocorrido.

em questão está disponível apenas para a contratação do Combo (TV, internet e telefone). Em contato com a leitora, foram esclarecidas as informações citadas.

Começa hoje atendimento do Procon Carioca
Órgão vai atender durante 24 horas, pelo 1746 ou pela internet
nadja@oglobo.com.br

Joias quebram rápido
Meu pai me deu, no Natal de 2011, um anel com pérola da loja Elister e deu um cordão com um pingente de cruz para o meu irmão. Em menos de um mês, a pérola soltou do anel, e deu para perceber que a forma como ela era presa ao anel não era adequada. Fui à loja e exigi que fosse trocado o anel, não mais querendo o modelo antigo. Tive que completar com mais R$ 150 e consegui um modelo novo. Agora, nesta semana, o pingente do meu irmão quebrou. Fui à loja também, queria o mesmo modelo do pingente. Mas não o quebrado, que seria soldado. E informaram que não poderiam efetuar a troca. Se com um pingente novo o defeito apareceu em três meses, imagina com um pingente soldado? Sem contar que me cobraram R$ 40 pela solda.
ANNA CAROLINE OLIVEIRA Rio

ocorreu. Como faço para retirar esta cobrança da conta e fazer com que a Net não continue a cobrar por um serviço não foi solicitado e nunca foi usado?
ANA LÚCIA C. GUIMARÃES Rio

A Net informa que esclareceu as dúvidas da cliente.

balham na secretaria estão reclamando desde novembro de 2011. Eu já reclamei diretamente com a Cedae e, na semana passada, com o Ministério Público. Outros moradores do bairro também denunciaram esta sujeira nojenta. E a Cedae não resolve o problema.
VERA DE SOUZA LIMA Rio

Problema sem saída?
Mudei-me de endereço recentemente e estou tentando alterar meus dados cadastrais do Santander por meio do atendimento via telefone. Entrei em contato com o atendimento via telefone e fui informado que para efetuar a alteração eu necessitaria de uma assinatura eletrônica, que não possuo. A atendente questionou-me sobre meu telefone de cadastro, o qual confirmei, mas a informei que o mesmo também encontrava-se desatualizado, pois havia mudado de celular. Confirmei todos os dados com a atendente, mesmo assim ela informou que não teria como fazer a alteração sem a tal assinatura eletrônica, a única opção seria me enviar a mesma pelos Correios. OK, mas vão mandar para qual endereço? Para o endereço que está desatualizado no meu cadastro?
IGOR BERTAME VACARI Rio

Nadja Sampaio

Juros de fatura que não chega
Fiz um cartão no site Submarino que é administrado pela Cetelem. Tive, no primeiro mês, atraso na entrega do boleto em minha casa. Não recebi em tempo hábil para pagamento e paguei com os juros absurdos do cartão. No mês seguinte, paguei a mesma fatura, pois recebi uma carta ameaçando a inclusão de meu nome no Serasa. Informo que o cartão está cancelado. Tenho ligado constantemente para a Cetelem para resolver o problema. Fui informada de que remeteriam as faturas quitadas para meu e-mail, o que não ocorreu. Liguei em vários dias seguidos e as informações eram as mais desencontradas e nunca cumpriram o que prometeram. Estou sem nenhuma confiança nas duas empresas: Submarino e Cetelem.
LENIR CASTRO Niterói, RJ

A Cedae informa que constatou que a situação está normalizada, sem nenhum tipo de vazamento. O que ocorre na região é a formação de poças, proveniente de águas pluviais.

Propaganda enganosa
Minha irmã adquiriu o serviço de internet fibra ótica de cinco megas por R$ 79,90. Ligaram da Embratel e um operador de vendas ofertou uma TV por assinatura. O acordado foi o valor total pela TV por assinatura mais a internet de cinco megas em torno de R$ 79,90 por nove meses, sujeito a alteração após este prazo. Recebemos uma carta dizendo que a TV por assinatura passará a se chamar Claro TV e a sua banda larga passará a ser um produto Net e informaram que pela nossa promoção (adquirida há menos de dois meses) passariam a cobrar o valor na totalidade, a partir de março. Recebemos a fatura onde foi cobrado pela TV R$ 69,90 mais internet por R$ 79,90, totalizando R$ 149,80. Não autorizamos nenhuma troca de fornecedor do serviço mediante a parceria da empresa. Estamos sendo obrigados a aceitar. Segundo, o que foi acordado deve ser mantido.
ANDREZZA OLIVEIRA Barueri, SP

A Colchões Botafogo afirma que foi agendada uma visita ao cliente, com vistas a uma solução, para o dia 28 de fevereiro.

Presente depois do aniversário
Comprei um brinquedo Lego Toy Story Zurg no dia 19 de março. A data prevista para entrega era dia 23 de março, mas o brinquedo ainda não chegou. Comprei o brinquedo para dar de presente em uma festa no dia 24 de março. Vou ter que falar com o aniversariante para esperar um pouco para receber, porque o boneco não chegou. O horário de atendimento da Toymania é de segunda a sexta de 9h às 17h, ou seja, o cliente não consegue reclamar ou saber o andamento da entrega.
LUCIANA P. NASCIMENTO Rio

A Elister esclarece que o problema foi solucionado.

O Santander afirma que o cadastro foi atualizado e o cliente está em posse da senha mencionada.

Serviço empurrado
Meu filho fez uma assinatura de um combo da Net, incluindo serviço de banda larga e TV a cabo. Após seis meses, a Net, por conta própria, resolveu incluir neste combo o Net Fone, ao custo de R$ 40,75. Após várias tentativas para a retirada deste serviço não solicitado e a devolução dos valores pagos, a Net informou que faria um abatimento durante seis meses em sua conta e que não mais cobraria pelo Net Fone, o que não
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Revista não chega
No fim de semana de 4 de março, não recebi a revista “Veja”. Liguei nos dias 5, 6 e 9 e em todas as ligações recebi promessas, mas a revista não foi entregue. E quando recebi a revista estava encharcada.
SEBASTIÃO LOPES ANTÔNIO Rio

A Celetem diz que vai enviar o cálculo de todos os débitos e por e-mail para a cliente.

Esgoto ou água pluvial?
No Largo do Machado, sob o posto de castração de animais da prefeitura e em frente à cabine da PM, há dois bueiros que diariamente jorram esgoto! Os funcionários da prefeitura que tra-

A Toymania afirma que realmente ocorreu um atraso, por falha da

A Embratel informa que a oferta

A Editora Abril informa que o problema foi resolvido e que pediu ao distribuidor que desse mais atenção à entrega da revista nos dias de chuva.

Reclamações devem ser enviadas pelo www.oglobo.com.br/defesadoconsumidor

Começa hoje o atendimento 24 horas do Procon Carioca. De acordo com a secretária de Defesa do Consumidor, Solange Amaral, inicialmente, foram escolhidos dois setores e dois problemas. Por meio do número 1746 ou pelo site www.1746.rio.gov.br, o consumidor carioca vai poder fazer dois tipos de reclamações: tempo de espera na fila de banco e não cumprimento do prazo de entrega de compras pela internet. — No caso dos bancos, o consumidor vai nos ajudar a monitorar quais as instituições que estão descumprindo a lei municipal que obriga que o atendimento seja feito em 15 minutos, no máximo. Quanto ao prazo de entrega de compras pela internet, os clientes poderão fazer as reclamações quando não receberem a mercadoria dentro do prazo estabelecido na hora da compra — afirma Solange Amaral. Segundo secretária, a ideia é começar aos poucos para ter condições de atender bem. — Seremos o primeiro Procon a atender 24 horas. Vamos enviar as reclamações para as empresas e acompanhar a solução. Começamos com esses dois temas, mas vamos ampliar para planos de saúde, operadoras de telefonia, produtos com defeito etc — explica Solange. n
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Quarta-feira, 28 de março de 2012 2ª Edição

O GLOBO

29

O MUNDO
BENTO XVI EM CUBA

Sem se citarem diretamente, Papa e governo cubano rebatem um ao outro sobre futuro da ilha
Gregorio Borgia/AP
SANTIAGO DE CUBA e HAVANA, Cuba

Debate ideológico enviesado

P

oucas horas depois de o Papa Bento XVI pedir à Virgem da Caridade do Cobre avanços no caminho da renovação e da esperança para a sociedade cubana e fazer novas alusões veladas à questão dos direitos humanos na ilha, um dos principais nomes do governo descartou qualquer hipótese de reforma política no país, afirmando que o sistema da ilha é “inquestionável”. A troca de declarações num debate indireto resume uma viagem em que as autoridades procuram consolidar a imagem de regime aberto aos católicos e impulsionar bandeiras como o fim do embargo americano, enquanto a Igreja se prepara para ganhar espaço em Cuba e criar as bases para um futuro pós-irmãos Castro. Em uma entrevista no Hotel Nacional, sede da imprensa estrangeira credenciada para a visita do Papa, o vicepresidente do Conselho de Ministros e supervisor das reformas, Marino Murillo, deu a primeira resposta direta aos comentários do Pontífice — mas sem citá-lo nominalmente — feitos antes de sua chegada ao país, de que o comunismo não servia mais para Cuba. Na ilha, Bento XVI abrandou o discurso, mas manteve referências veladas a presos políticos e exilados. Murillo assegurou que o plano de 300 reformas empreendido pelo presidente Raúl Castro seguirá como a base para garantir a sobrevivência do ideário marxista no país. — Em Cuba, não haverá uma reforma política. Em Cuba, estamos falando da atualização do modelo econômico cubano que faça nosso socialismo sustentável. Todo aquele que vem a Cuba para nos ajudar a atualizar nosso modelo econômico, que venha nos ajudar de verdade e não para impor coisas, será bem-vindo. Estamos dispostos a revisá-lo — disse, reiterando que qualquer mudança terá como premissa a permanência do socialismo. O supervisor das reformas econômicas que deram aos cubanos o direito de comprar e vender casas e carros disse, ainda, que o governo está acompanhando as mudanças em outros países, como Rússia, Vietnã e China. A ideia, segundo ele, não é copiar fórmulas, mas evitar os mesmos erros.

O PAPA Bento XVI e o presidente Raúl Castro no Palácio da Revolução: governo promete atualizar modelo econômico, mas descarta fazer uma reforma política

Pauta menos assertiva que há 14 anos
Ao contrário de João Paulo II, Pontífice alemão não deixa explícito o tom da visita
l MADRI. Há 14 anos, entre os dias 21 e 25 de janeiro de 1998, o Papa João Paulo II fez uma verdadeira maratona em sua visita a Cuba, cheia de atos públicos, encontros com Fidel Castro e representantes de outras crenças religiosas. Bem diferente de agora, quando Bento XVI tem atividades contadas. E discursos aparentemente contidos. Karol Wojtyla visitou quatro cidades cubanas — Camagüey, Santa Clara, Havana e Santiago de Cuba. Em todas, rezou missas em praças públicas, transmitidas ao vivo pela televisão, em um acontecimento sem precedentes na história da revolução, e acompanhadas por centenas de milhares de pessoas. A viagem, a convite de Fidel, começou com um discurso no aeroporto, onde o Pontífice foi recebido pelo então presidente cubano, visto pela primeira vez sem seu tradicional uniforme militar verde-oliva, mas sim de terno de gravata para receber um chefe de Estado. Desde o primeiro momento, fixaram-se os limites da visita. Logo aos pés da escadaria do avião, João Paulo II criticou o embargo comercial americano e pediu que “o mundo se abrisse a Cuba, e Cuba, ao mundo” — frase que definiu o sentido da viagem. Durante a estada na ilha, Wojtyla se reuniu com Fidel Castro, com intelectuais cubanos e representantes de outras religiões, além de visitar um abrigo para

Troca de presentes e gentilezas com Raúl
l Durante cerimônia para homenagear a Virgem da Caridade do Cobre, o Papa Bento XVI instou os cubanos a “trabalhar por justiça” e disse estar próximo daqueles que foram “privados de liberdade”. — Confiei à Mãe de Deus o futuro de sua pátria, avançando por caminhos de renovação e esperança, para o bem maior de todos os cubanos. Supliquei pelas necessidades dos que sofrem, dos que estão privados de liberdade, separados de seus entes queridos ou que passam por graves momentos de dificuldade — disse o Papa, em referência indireta aos presos políticos e exilados. Durante a tarde, o Papa se encontrou, em Havana, com o presidente Raúl Castro no Palácio da Revolução. Eles fizeram fotos oficiais e trocaram presentes. Raúl comentou sobre o fuso horário e disse que o governo havia decidido esperar para iniciar o horário de verão na ilha como cortesia ao Pontífice. O encontro fechado durou pouco mais de 45 minutos e, segundo o portavoz do Vaticano, o ex-presidente Fidel Castro não estava presente. Sem maiores detalhes sobre o encontro, o portavoz disse ainda que Bento XVI pediu a Raúl para que a Sexta-Feira Santa volte a ser feriado no país. Após a visita de João Paulo II, em 1998, o governo reinstaurou o feriado de Natal. Para o economista e dissidente Oscar Chepe, que acompanha atentamente a visita do Papa, a Igreja é a única força capaz de promover mudanças em Cuba com reconciliação pacífica. — O governo perdeu seu capital político. Todos estão conscientes do fracasso, até o próprio presidente, que já reconheceu estar à beira do precipício. Falta alguém que promova uma mudança racional e gradual. Vejo a Igreja como uma força progressiva na socie-

leprosos dirigido pela Igreja, entre outros compromissos. Ele não viu integrantes da dissidência, tampouco familiares de presos políticos — mas falou de liberdade e direitos humanos em suas homilias. O momento mais tenso foi, sem dúvida, em Santiago de Cuba. Na presença do então vice-presidente e ministro das Forças Armadas, Raúl Castro, o arcebispo Pedro Meurice criticou abertamente o regime ao apresentar seus concidadãos cubanos ao Papa como “um grupo crescente que confundiu a pátria com um partido, a nação com o processo histórico pelo qual passamos nas últimas décadas e a cultura como ideologia”. O cenário hoje não poderia ser mais distinto. Bento XVI não parece disposto a intervir diretamente em questões políticas, e críticos afirmam que seu interesse é apenas defender a Igreja — e não os ideais de liberdade ansiados pelos cubanos. O motivo da viagem do Papa, de 85 anos e cuja saúde dá sinais crescentes de fragilidade, desperta questionamentos: “que necessidade teria de meter-se em tamanha confusão?” No Vaticano, não falta quem expresse temores. Bento XVI precisa mostrar saúde, personalidade e, principalmente, um bom assessoramento. — Ele terá que ser hábil para evitar que Raúl e Fidel Castro convertam a visita em um balão de oxigênio para o regime — diz uma alta fonte do Vaticano. (Do El País)
Reprodução de TV

Que Cuba, com todas as suas magníficas possibilidades, se abra ao mundo, e que o mundo se abra a Cuba Em nossos dias, nenhuma nação pode viver sozinha. O povo cubano não pode se ver privado dos vínculos com outros povos.
Papa João Paulo II, em 1998

OPOSITOR QUE
gritou “abaixo o comunismo” durante a missa do Papa, em Santiago de Cuba, é agredido: dissidentes querem saber seu paradeiro

Levo no coração as justas e legítimas aspirações de todos os cubanos, onde quer que se encontrem, seus sofrimentos e alegrias, suas preocupações e seus desejos mais nobres, e de maneira especial os dos jovens e idosos, dos adolescentes e das crianças, dos enfermos e dos trabalhadores, dos presos e suas famílias Cuba, neste momento especialmente importante de sua História, está olhando para o amanhã
Papa Bento XVI, anteontem Nada disso foi suficiente para desanimar um grupo de exilados cubanos que vivem na Flórida. Eles partiram em direção a Cuba e pretendiam lançar fogos de artifício em homenagem ao Papa, além de realizar um ato com reflexos de luz em espelhos para saudar os compatriotas. n
Colaborou: Ana Lucia Valinho

dade diante do elemento reacionário e conservador do governo, que dificulta mudanças — disse ele ao GLOBO. Durante a missa realizada em Santiago de Cuba, anteontem, outro incidente deu mostras de que a boa vontade do governo com discursos divergentes tem limites definidos. Pouco antes de Bento XVI iniciar a cerimônia, um rapaz gritou palavras de ordem contra o

regime, como “abaixo o comunismo!” e “abaixo a ditadura!”. Ele foi agredido e retirado do local com a ação rápida de agentes de segurança. Em nota, Elizardo Sánchez, da Comissão Nacional de Direitos Humanos e Reconciliação, que funciona como uma espécie de porta-voz informal dos dissidentes na ilha, pediu ao governo que identifique o opositor e forneça in-

formações sobre sua localização. “Até o momento se desconhece o paradeiro dessa pessoa”. Segundo a Comissão, mais de 150 dissidentes foram presos por conta da viagem do Papa e cerca de 200 a 300 mendigos e pedintes foram detidos. Há ainda relatos de telefones fixos e celulares de dissidentes e jornalistas independentes desconectados durante a passagem do Pontífice.

30 • O MUNDO

O GLOBO

Quarta-feira, 28 de março de 2012

BENTO XVI EM CUBA

Chávez: ‘Cristianismo é socialismo’
Comparação feita em Havana é aparente recado ao Papa, com quem presidente não quis se encontrar
. Num aparente recado ao Papa Bento XVI, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, exaltou ontem o socialismo como único remédio para a pobreza. O recado foi dado de Cuba, onde o venezuelano realiza mais uma etapa de seu tratamento contra o câncer e o Papa realiza uma visita de três dias, que se encerra hoje. Num discurso televisionado de um gabinete improvisado com direito à bandeira da Venezuela na mesa e um retrato de Simón Bolívar ao fundo, Chávez saudou a presença de Bento XVI na América Latina, mas afirmou que não pediu um encontro com o Papa, apesar de os dois estarem em Havana. — Minha missão aqui coincidiu com a presença do Papa, mas eu não vou interferir em sua agenda. O Papa é um chefe de Estado, eu sou um chefe de Estado, Raúl (Castro) é um chefe de Estado. Não vou interferir — afirmou. O Vaticano disse que, apesar de não ter pedido uma audiência, Chávez será bem-vindo na missa que o Pontífice rezará hoje em Havana.
l HAVANA

China culpa Dalai Lama por autoimolações
Estado de tibetano que ateou fogo a si mesmo na Índia é gravíssimo
. O governo chinês acusou ontem o Dalai Lama, líder espiritual tibetano, de estar por trás da onda de autoimolações cujo episódio mais recente ocorreu anteontem na Índia, quando um jovem ateou fogo a si próprio em protesto contra a visita ao país do presidente da China, Hu Jintao. O porta-voz da Chancelaria chinesa disse, ainda, que o Dalai Lama vem causando “todo tipo de distúrbios”. — Essas acusações não têm nenhum fundamento e são absurdas. O crescente número de tentativas de autoimolação por tibetanos é um resultado apenas da insatisfação com as políticas erradas e o controle ilegal do Tibete pela China — rebateu um porta-voz do Dalai Lama. O jovem Jampa Yeshi, que ateou fogo a seu próprio corpo num protesto em Nova Délhi contra a visita de Hu para uma cúpula dos Brics — grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul — encontra-se internado em estado gravíssimo, com queimaduras em 98% do corpo. — Ele está muito seriamente queimado, mas todo o povo tibetano está sofrendo. Nós estamos lutando por liberdade. O mundo deveria saber disso — disse Sonam Wangyal, primo de Yeshi. Acostumada a reprimir protestos tibetanos desde o levante de 1959, a China vem desta vez enfrentando problemas para conter a onda de autoimolações, no Oeste do país — 30 casos em um ano, sete nas últimas semanas. — Esses atos que buscam a independência tibetana e o separatismo por meio da morte não têm a menor possibilidade de sucesso, e serão severamente condenados pela comunidade internacional — disse ontem o portavoz da Chancelaria chinesa. n
l PEQUIM

AP

EM HAVANA,
Chávez se reúne com ministros e faz discurso televisionado para a Venezuela

Vantagem em pesquisa eleitoral: 44% contra 31% Católico praticante, Chávez reforçou sua religiosidade em público na luta contra o câncer. Ao voltar da fase anterior de seu tratamento em Cuba, por exemplo, agradeceu às orações do arcebispo de Havana e afirmou que retornava à Venezuela “com Cristo em mim”. Mas agora ele parece ter colocado as divergências ideológicas com o Papa acima das afinidades religiosas. Chávez disse que aproveitará a presença de Bento XVI em

Cuba para reforçar suas orações pelo bem dos pobres. — Tomara que a Igreja Católica aprofunde seu trabalho pelos pobres. Sem se referir à avaliação do Papa — feita a jornalistas no avião que o levou do Vaticano ao México, escala anterior de sua visita à América Latina — de que o modelo socialista de Cuba se esgotou e deve ser substituído, Chávez defendeu tese totalmente oposta. — Só no socialismo é possível acabar com a pobreza. O cristianismo é socialismo. O capitalismo é o contrário, é disso que deveríamos ter me-

do. O capitalismo é o reino da desigualdade — afirmou Chávez, que diz adotar na Venezuela um modelo que denominou socialismo do século XXI. — Durante estes 13 anos (de seu governo), a pobreza na Venezuela se reduziu drasticamente de mais de 20% a 7%. É um dos poucos países onde isso aconteceu. Ele completou o raciocínio dizendo que a Revolução Cubana é “sólida” como o povo venezuelano. No discurso, Chávez ainda encontrou tempo para fazer campanha pela sua reeleição. Ele enfrenta em outubro o opo-

sitor Henrique Capriles na busca de um novo mandato que o manteria no poder até 2018. O tratamento contra o câncer, porém, tem levantado dúvidas sobre as condições de saúde do líder venezuelano para enfrentar a campanha. Ontem, uma pesquisa do mais conceituado instituto de opinião pública da Venezuela, o Datanálisis, deu 13 pontos de vantagem ao presidente na disputa contra Capriles, um alívio para o governo depois que outro levantamento apontara um empate entre os dois. Chávez teria hoje 44% dos votos contra 31% de Capriles,

vencedor de primárias da oposição, que decidiu ter um candidato único na tentativa de derrotar o presidente. Apesar da confortável vantagem, o Datanálisis ressalta o fato de 20% dos eleitores ainda se declararem indecisos como fator que pode alterar o cenário, além dos desdobramentos da doença do presidente. — A burguesia está desesperada. O único lugar que eles vão governar é Plutão — bravateou Chávez em seu discurso de ontem. O presidente apareceu no discurso ladeado de importantes ministros como Nicolás Maduro (Relações Exteriores), Rafael Ramírez (Energia e Petróleo) e María Cristina Iglesias (Trabalho), além de familiares. Membros da oposição vêm criticando Chávez por não se licenciar do cargo para fazer o tratamento e virtualmente transferir o governo para Cuba. Um deputado opositor disse que a etapa anterior do seu tratamento em Havana, de 22 dias, custou US$ 4 milhões aos cofres venezuelanos com diárias e viagens de integrantes do governo e familiares. Chávez voltou a Cuba no último fim de semana para ser submetido a novas sessões de radioterapia. O presidente e seus auxiliares vêm adotando um discurso otimista, resumido no bordão “viverei e viveremos”, e Chávez prometeu recentemente ficar no poder até 2030. Mas alguns jornalistas afirmam que o cenário real é bem mais sombrio — o câncer do presidente seria incurável e ele teria poucos meses de vida. — O tratamento está indo bem — limitou-se a dizer Chávez ontem em seu discurso. n

Argentina propõe reforma do Código Civil para facilitar ‘divórcio express’
Casais poderão se separar por iniciativa de um dos cônjuges e sem explicações
janaina.figueiredo@oglobo.com.br
Correspondente BUENOS AIRES. O governo da presidente argentina, Cristina Kirchner, apresentou ontem um projeto de reforma do Código Civil que prevê, entre outras novidades, modificações que tornarão mais simples o trâmite de divórcio e a adoção de menores. A proposta já é chamada por alguns argentinos de “divórcio express”. Defendida pela Casa Rosada e questionada por setores conservadores e, sobretudo, pela Igreja, permitirá a dissolução do casamento com o consentimento de apenas uma das partes. Esta e outras iniciativas incluídas no documento ainda deverão passar pelo Legislativo, onde o kirchnerismo controla, com representantes próprios e aliados, ambas as câmaras. — Vamos simplificar este trâmite (de divórcio) e permitir que possa ser realizado quando uma das duas pessoas deixa de amar — declarou Cristina, na cerimônia de apresentação do projeto. Segundo a presidente, esta mudança representa “um novo salto qualitativo para a Argentina”. — São coisas cotidianas. Para que exista casamento, as duas pessoas devem estar de acordo — enfatizou Cristina. A partir da aprovação do novo código, um casal poderá divorciar-se sem ter de explicar à Justiça por que tomou a decisão, que poderá ser conjunta ou unilateral, ou tampouco quem é o responsável pelo fim do casamento. Também serão acelerados os prazos para a
l

AFP/2-8-2011

Janaína Figueiredo

A PRESIDENTE ao lado do ex-chefe de Gabinete Anibal Fernandez

adoção de menores — atualmente um casal espera, em média, cinco anos — e reconhecidos os procedimentos de fertilização assistida, não contemplados no atual código da Argentina. — Nosso país vai aceitar a reprodução com material genético que pertence a terceiras pessoas — explicou a jurista Aida Kemelmajer, integrante da equipe de profissionais responsável pela elaboração do projeto.
Opositores são convidados a participar de cerimônia Segundo ela, “nestes casos, a filiação será determinada pela vontade de procriar e não pelo dado genético”. O projeto foi redigido por uma equipe comandada pelo presidente da Corte Suprema de Justiça, Ricardo Lorenzetti, e contou com a participação de cem juristas argentinos. Nos próximos 30 dias, o documento será analisado pelo Executivo e posteriormente enviado ao

Parlamento para aprovação. — Este é um trabalho que melhorará a qualidade de vida dos argentinos — assegurou o presidente da Corte Suprema. Na mesma cerimônia também foi entregue à presidente um projeto de reforma do Código Comercial. Até congressistas da oposição participaram do evento na Casa Rosada, a convite de Lorenzetti. — Estamos aqui porque fomos convidados pelo presidente da Corte e porque acreditamos que esta mudança é positiva para o país — disse o deputado Ricardo Gil Lavedra, da União Cívica Radical (UCR). Ontem, Cristina lembrou que seu governo também é autor do projeto de lei sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo, aprovado em 2009 pelo Congresso: — Hoje temos um Código Civil do século XIX e estamos vivendo no século XXI. Basta dizer isso para entender que este projeto é necessário. n

O GLOBO

MAIS MUNDO HOJE NA INTERNET:
oglobo.com.br/mundo

CUBA: Vídeo mostra dissidente sendo preso durante visita do Papa

ÁFRICA: Entre percalços, países dão passos firmes rumo à democracia

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Quarta-feira, 28 de março de 2012

O GLOBO

O MUNDO

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Assad aceita plano de paz sob desconfiança
Regime sírio promete cessar-fogo a Annan, mas anúncio é recebido com cautela. Número de mortos chega a 9 mil
l PEQUIM

e DAMASCO. O enviado especial da ONU e da Liga Árabe à Síria, Kofi Annan, anunciou ontem que o regime de Bashar alAssad aceitou o plano de seis pontos, endossado pelo Conselho de Segurança, que visa a pôr fim aos 12 meses de conflito no país. O anúncio, no entanto, foi recebido com cautela pela comunidade internacional e pela oposição — por ter coincidido com mais mortes de civis, com uma dura ofensiva síria contra um reduto rebelde perto do Líbano e pelo próprio Assad já ter falhado no passado em cumprir outras promessas de paz. Se for posto em prática imediatamente, como Annan pediu a Assad, o plano colocará em andamento um cessar-fogo supervisionado pela ONU; permitirá acesso à ajuda humanitária; liberará a entrada de jornalistas; determinará a libertação de detidos em protestos; autorizará manifestações públicas; e dará início a um processo que leve a um sistema multipartidário. “É um passo inicial importante que pode pôr um fim à violência e ao banho de sangue, e criar um ambiente que leve ao diálogo político, mas a implementação do plano é fundamental”, diz um comunicado assinado por Ahmad Fawzi, porta-voz de Annan. A aceitação ao plano foi enviada por escrito pelo regime sírio ao emissário especial da ONU, que está em Pequim. De

lá, onde disse ter conseguido também o apoio chinês às medidas, Annan enviou uma resposta a Assad pedindo a implantação imediata de todos os pontos delineados. A real aplicação do plano foi o principal ponto de ceticismo da comunidade internacional. A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse que o anúncio só poderá ser julgado pelas ações de Assad e voltou a cobrar o fim imediato da repressão. O embaixador Robert Ford, retirado de Damasco pelos EUA em outubro passado, reforçou o coro e afirmou que sua experiência aconselha a “não interpretar literalmente as palavras” do presidente sírio.
Tropas fazem dura ofensiva na fronteira com Líbano A suspeita dos americanos se explica por outras promessas quebradas por Assad. Em novembro, o regime sírio dissera estar de acordo com um plano de paz elaborado pela Liga Árabe, mas jamais o pôs em prática. O passo atrás num momentochave desencadeou uma série de sanções da comunidade internacional e culminou na exclusão do país do organismo. A oposição reagiu da mesma forma que os EUA. Bassma Kodmani, membro da direção do Conselho Nacional Sírio disse dar “boas-vindas cautelosamente ao anúncio” e reiterou que a principal demanda

dos opositores — para que Assad deixe o poder — está mantida. Kodmani participou ontem de uma reunião em Istambul com outros 300 dissidentes sírios, organizada por Turquia e Qatar numa tentativa de unificar a oposição a Assad. O encontro, porém, terminou com velhos entraves entre as diferentes facções e com Haitham al-Maleh, um dos membros mais proeminentes da resistência ao regime, abandonando as sessões alegando “falta de democracia”. Se no campo diplomático os obstáculos continuaram os mesmos, o regime deu nova mostra ontem de que também não pretende mudar. No mesmo dia em que a ONU elevou a 9 mil o número de mortos civis no conflito na Síria — mais de mil vítimas acima do levantamento de fevereiro — as tropas de Assad lançaram uma forte ofensiva contra rebeldes na fronteira com o Norte do Líbano. Os ataques aconteceram a poucos quilômetros da fronteira, mas militares libaneses negaram que qualquer soldado ou tanque sírio tenha entrado em seu território. Ontem, numa tentativa de demonstrar estar no controle do conflito, o governo sírio mostrou imagens de Assad em visita a Baba Amro, antigo reduto rebelde em Homs, cidade onde, segundo ativistas, estavam 12 das mais de 50 pessoas mortas pelo regime durante o dia de ontem.n
Susan Walsh/AP

Reuters

ONU cogita observadores militares
. O chanceler Antonio Patriota disse ontem ter conversado com Kofi Annan sobre a questão síria e que, para o enviado especial da Liga Árabe e da ONU, é possível uma missão de observadores militares. — Annan disse que a intervenção militar seria um desastre, mas que via espaço para uma missão de observadores militares da ONU — contou Patriota, que acompanha a presidente Dilma Rousseff na Índia para a reunião dos Brics. Patriota disse esperar que o bloco dê um “forte respaldo” à missão de Kofi Annan e ressaltou que o Brasil apoia o plano de seis pontos proposto pelo exsecretário-geral da ONU. Questionado se apoia a iniciativa conjunta de EUA e Turquia, de dar ajuda não letal aos rebeldes, Patriota afirmou que o Brasil apoia o que está no plano de Annan. (Deborah Berlinck)
l NOVA DÉLHI

ASSAD CONVERSA com militares em Baba Amro, bairro de Homs

Al-Jazeera bloqueia difusão de vídeo das chacinas na França
TV decide não exibir gravação de Mohammed Merah após apelo de Sarkozy
Fernando Eichenberg
eichenberg@oglobo.com.br
Correspondente
l PARIS

Anis Belghoul/AP

OBAMA BRINCA e cobre microfone no plenário da reunião sobre segurança nuclear: “Não escondo o jogo”

Gafe de Obama e foguete da Coreia do Norte ofuscam cúpula em Seul
. Sem grandes acordos e medidas significativas, a 2ª Cúpula de Segurança Nuclear terminou ontem, em Seul, ofuscada pela insistência norte-coreana em realizar o controverso lançamento de um satélite e pelas tentativas do presidente americano, Barack Obama, de justificar suas declarações privadas vazadas na véspera. Na segunda-feira, Obama irritou os republicanos ao, sem saber que estava sendo gravado, dizer ao presidente russo, Dmitri Medvedev, que seria mais flexível sobre questões como o escudo antimísseis após ser reeleito. Ontem, buscou aplacar as críticas e sugeriu haver uma hipocrisia, justificando que seus comentários refletem uma realidade política que todos entendem. — Não é questão de esconder o jogo. Estou falando em “on” —
l SEUL

brincou Obama, ao lado de Medvedev, e continuando: — Não é surpresa que eu não possa começar (essas conversas) nestes meses que antecedem as eleições nos EUA e no momento em que acabaram de terminar as eleições na Rússia. A polêmica entrou com força na corrida republicana nos EUA. Ao criticar Obama num programa de TV, o ex-governador Mitt Romney cometeu a gafe de dizer que a Rússia “é o inimigo geopolítico número um” dos EUA, o que foi rapidamente rebatido pelo governo americano e, em Seul, por Medvedev. Jay Carney, porta-voz da Casa Branca, disse que “a al-Qaeda e grupos similares são claramente a ameaça proeminente”, enquanto o presidente russo afirmou que os comentários de Romney parecem ter saído dos anos 1970 e sugeriu que o

republicano “use a cabeça”. A reunião de Seul foi marcada também pela nova enxurrada de críticas à Coreia do Norte por insistir com o lançamento de um satélite que, para o Ocidente, esconde um teste com mísseis de longo alcance e viola as leis internacionais. Obama classificou o teste como uma provocação, e o Japão iniciou um protocolo de alerta para eventualmente interceptar o foguete norte-coreano. Tóquio teme que o lançamento, marcado para entre 15 e 17 de abril e criticado até pela Rússia, possa jogar fragmentos em seu território. A principal conclusão da cúpula foi o compromisso dos mais de 50 líderes presentes de reforçar a luta contra o tráfico de urânio enriquecido. A não proliferação nuclear ficou de fora. A próxima reunião será em 2014. n

. As imagens das chacinas cometidas pelo atirador Mohammed Merah em Toulouse e Montauban serão mantidas em segredo. A rede de TV árabe al-Jazeera, que havia recebido pelo correio um pen drive com as cenas filmadas pelo criminoso, decidiu ontem, citando seu código de ética, não exibir o vídeo intitulado “A al-Qaeda ataca a França”. “Os vídeos não acrescentam nenhuma informação que já não seja de domínio público”, justificou a rede do Qatar através de um comunicado. Horas antes, em um pronunciamento no Palácio de Eliseu, o presidente Nicolas Sarkozy havia feito um apelo para que as cenas de barbárie — mostrando a execução de três militares, um rabino e três crianças judias — não fossem exibidas: — Peço àqueles responsáveis de todos os canais de televisão em posse dessas imagens que não as divulguem sob nenhum pretexto, em respeito às vítimas e em respeito à República. Antes mesmo da decisão da al-Jazeera, os principais canais de TV franceses já haviam decidido não reproduzir o material. — É a boa decisão, era a única decisão a ser tomada. Neste momento, me sinto aliviada — afirmou Latifa Ibn Ziaten, mãe de Imad, o primeiro militar assassinado por Merah. Segundo Zied Tarrouche, chefe do escritório da al-Jazeera em Paris, as imagens das matanças

O PAI do atirador tenta esconder o rosto ao deixar um jornal em Argel

em Toulouse e Montauban foram editadas em ordem cronológica e mixadas com cânticos religiosos e a leitura de versos do Alcorão por uma voz não identificada.
Presidente condena ameaça jurídica de pai do atirador Segundo autoridades francesas, Merah não foi o remetente dos vídeos. A polícia está à procura de um terceiro homem que teria participado do roubo da scooter T-Max 530 usada por Merah. O cúmplice também poderia estar implicado na compra de acessórios para a moto ou na tentativa de obter informações sobre o mecanismo antirroubo do veículo. O irmão de Merah que havia sido detido, Abdelkader, foi colocado numa ala de isolamento na penitenciária de Fresnes, na região de Val-de-Marne. Segundo in-

formações vazadas por investigadores à imprensa francesa, ele também teria colaborado na compra de equipamento para a scooter e teria jantado com seu irmão no último dia 18, na noite anterior ao ataque à escola judaica de Toulouse. Sarkozy manifestou ainda indignação com a intenção do pai do atirador, Mohammed Benalel Merah, de contratar advogados para processar a França pela morte do filho: — É preciso lembrar a este homem que o filho dele filmou seus crimes e teve o cuidado diabólico de fazer com que essas imagens hediondas fossem enviadas para um canal de TV. O ministro de Relações Exteriores francês, Alain Juppé, foi ainda mais duro. — Se fosse pai de um monstro assim, eu me calaria na vergonha — declarou. n

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OGLOBO

Quarta-feira, 28 de março de 2012

CIÊNCIA

População das cidades quase dobrará até 2050, o que ameaça desenvolvimento sustentável
Latinstock

Metrópoles inchadas

RIO+20

roberta.jansen@oglobo.com.br

Roberta Jansen

N

Enviada especial • LONDRES

em nas florestas nem nos mares. Está nas cidades o mais urgente desafio socioambiental deste início de século. A urbanização do mundo foi o tema central da conferência Planeta sob Pressão, que acontece em Londres até amanhã e é o último grande evento ambiental global antes da Rio+20. Em apenas duas décadas, as cidades ocuparão uma área adicional de1,5 milhão de quilômetros quadrados — o equivalente aos territórios de França, Alemanha e Espanha combinados —, segundo estudo divulgado ontem, no segundo dia da conferência. Números das Nações Unidas mostram que a população mundial deverá chegar a 9 bilhões de habitantes até 2050 (hoje somos 7 bilhões), e que a maior parte se concentrará nos centros urbanos. Além disso, segundo a ONU, as migrações do campo devem aumentar em 1 bilhão de pessoas o contingente das cidades. Com isso, elas abrigarão, até 2050, 6,3 bilhões de pessoas, quase o dobro dos 3,5 bilhões atuais. O desafio, de acordo com os cientistas, é como transformar em área sustentáveis estes locais tão inflados. Os padrões atuais de ocupação das cidades, segundo Michail Fragkias, especialista da Universidade Estadual do Arizona, geram graves problemas ambientais, colocando a Humanidade em MULTIDÃO CIRCULA em Xangai, na China: população das cidades chegará a 6,3 bilhões em 2050, segundo estudo da ONU risco. Fragkias lembra que, há um séPablo Jacob/12-3-2012 culo, existiam menos de 20 cidades em todo o mundo com mais de um milhão Crescimento fora de habitantes. Hoje, há 450. E, embora de controle cubram apenas 5% da superfície terrestre, elas são as maiores consumidol Até 2030, as cidades ocuparas de recursos naturais do planeta. rão uma área adicional de 1,5 — A forma como as cidades cresmilhão de quilômetros quadraceram desde a Segunda Guerra Mundos, o equivalente aos territóridial não é sustentável nem social os de França, Alemanha e Espanem ambientalmente — criticou Kanha combinados. ren Seto, da Universidade de Yale, especialista em crescimento popul Até 2050, a população do lacional. — O custo ambiental para planeta chegará a 9 bilhões de manter esta expansão é muito alto. habitantes, dos quais 6,3 biEm todo o mundo, disse a especialhões viverão em cidades. lista, as pessoas adotaram o modelo ocidental de arquitetura e urbanizal Dos novos habitantes das cição, que demanda um alto uso de redades, 1 bilhão virão do campo. cursos naturais e, muitas vezes, sequer é adaptado aos climas locais. l Hoje, as cidades ocupam 5% da Terra, mas 70% das emissões mundiais de CO2 estão relacionadas às suas necessidades.

Alterar o padrão de consumo é o maior desafio
l Mudar as mais populares formas de consumo hoje no mundo ocidental teria um efeito positivo para um planeta mais sustentável, mas estes hábitos são muito difíceis de serem alterados. Foi esta a constatação exposta ontem, na plenária da manhã do Planeta sob Pressão, pela ecologista Pamela Collins, da Escola Politécnica de Lausanne, na França. — As pessoas consomem itens de que não precisam; elas gostam de consumir. Mais do que isso, são persuadidas a consumir. Todo o marketing atual é nesse sentido — afirmou. — Então, se ficarmos dizendo “você é mau, você dirige um carro”, não vai adiantar nada. Temos que encontrar uma forma de dizer, por exemplo, que é legal andar de bicicleta. A exemplo do que houve depois da Segunda Guerra Mundial, precisamos criar um novo estilo de patriotismo, um patriotismo global, que diga “sim, você pode fazer algo”. Estimativas mostram que, em 2050, 2 bilhões de pessoas pertencerão à classe média. Embora não seja uma tarefa simples, Pamela acredita que é possível mudar padrões de consumo tão arraigados e disseminados no Ocidente. — Acho que tudo é possível, dependendo das prioridades e do conhecimento. As pessoas não são más. Elas não têm consciência de que, ao consumir desta forma, estão tirando de outras pessoas. Por exemplo, quando compramos uma TV nova, o que fazemos com a velha? Reciclamos, o que pode ser difícil, ou simplesmente jogamos fora sem pensar, por exemplo, que sua corrosão pode contaminar a água? Se muita gente já aprendeu a fechar a torneira enquanto escova os dentes ou mesmo a preferir carros híbridos, Pamela acredita que ainda é possível avançar. — Sozinho ninguém faz nada, claro. Mas somos parte de algo. Cada decisão individual ajuda a moldar a economia global. (Roberta Jansen)

a n

Reengenharia urbana é fundamental

l Ela admite, no entanto, que não há como evitar a urbanização do planeta, embora seja possível conduzir esta etapa de forma sustentável. O melhor modo de fazê-lo foi um dos tópicos debatidos ontem na conferência, no dia dedicado a buscar soluções para os problemas ambientais que serão abordados na Rio+20, em junho. Diretor do Projeto Carbono Global, Shobhakar Dhakal afirmou que reformar as cidades e planejar melhor sua expansão são as melhores saídas. — A reengenharia das cidades é urgente para a sustentabilidade global — ressaltou. — Quanto às novas áreas, há a vantagem de já termos conhecimento, pensamento sustentável e tecnologia para lidar melhor com questões fundamentais como transporte e resíduos. A questão climática também é essencial, segundo os cientistas. Atualmente, 70% das emissões mundiais de CO2 estão relacionadas às necessidades das áreas urbanas. Em 1990, as emissões de CO2 das cidades eram estimadas em 15 bilhões de toneladas métricas, número que saltou para 25 em 2010. Estima-se que, se nada for feito, a cifra chegará a 36,5 bilhões em 2030. De acordo com especialistas, as novas áreas urbanas deveriam levar em conta, por exemplo, a adoção de medidas para reduzir o tráfego de automóveis e os congestionamentos, que causam desperdício de combustível, poluição e mais emissões de CO2. — Nosso foco deve ser no sentido de melhorar a qualidade da urbanização, desde o espaço propriamente dito à infraestrutura, passando por estilo de vida, energia e eficiência — explicou Dhakal.

l Quinze bilhões de toneladas métricas de carbono eram liberadas pelos centros urbanos em 1990. Em 2010, foram 25 bilhões. l

Países ricos não querem mais debates
Emergentes temem que Rio+20 resulte em compromissos vagos; financiamento é entrave
flavia.barbosa@oglobo.com.br
Correspondente
l NOVA

TRÂNSITO NO Centro do Rio: desperdício de combustível e mais emissão de CO2

Há um século, menos de 20 cidades tinham um milhão de habitantes; hoje, são 450.

Flávia Barbosa

YORK. Os países ricos vetaram a extensão do calendário de negociações da Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), proposta defendida pelas nações em desenvolvimento, reunidas no chamado G-77. Este grupo, do qual o Brasil faz parte, advoga a necessidade de novos encontros para negociação direta das propostas e compromissos a serem endossados pelos chefes de Estado e governo em junho, quando acontecerá a cúpula, sob pena de se ter um documento final fraco e do qual não constem ações concretas, frustrando as ambições do evento. A criação de mecanismos de financiamento de ações em países mais pobres é um dos principais entraves nas negociações preparatórias. Enfrentando dificuldades econômicas, os países ricos têm sido refratários à ideia de firmar um compromisso explícito de injeção de recursos em pro-

jetos e capacitação, incluindo transferência de tecnologia, o que pode limitar iniciativas locais que visem à transição para uma economia de baixo carbono, com inclusão social. A relutância se dá em diversos tipos de financiamento, segundo diplomatas que participaram das discussões na terceira sessão informal de debates da Rio+20, segunda-feira e ontem, em Nova York. Ela está presente no debate sobre a necessidade de um orçamento fixo para o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), mas também em temas mais amplos, como o apoio à capacitação profissional e administrativa e ao fortalecimento de instituições nacionais capazes de criar políticas de desenvolvimento sustentável e monitorá-las. O G-77 teme que a falta de dinheiro limite a implementação das diretrizes e metas que a Rio+20 vai traçar. — O grande pleito dos países em desenvolvimento é que haja mais solidariedade. E a resposta dos ricos tem sido “não estamos dando conta nem da gente” — simplifica um diplomata que acompanha as negociações pelo G-77.

O Brasil tem defendido a adoção da contribuição obrigatória dos membros da ONU ao programa, que hoje depende de contribuições voluntárias. O objetivo é estruturar o Pnuma para que ele passe de formulador de ideias e estudos a um braço da ONU que ajude os países-membros a trocar informações, elaborar políticas e implementar ações. — Os Estados Unidos, por exemplo, são mais conservadores nos gastos, e isso causa dificuldade em relação a uma contribuição obrigatória — diz o secretário-executivo da comissão brasileira da Rio+20, embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado.
‘É preciso botar carne e musculatura no esqueleto’ Ele considera, porém, que o maior legado da Rio+20 poderá ser a sinalização positiva aos agentes de mercado: — Quando os países assinalam o que têm como meta para os próximos 20 anos, isso abre as portas para que o Banco Mundial empreste, para que empresas e bancos privados saibam onde e no que devem investir.

O rascunho do documento final tem atualmente 160 páginas, recheadas de diferentes maneiras de se tratar os mesmos tópicos. — A expectativa é que consigamos limpar o texto para que, na próxima fase (das negociações, no fim de abril), tenhamos um documento mais claro. Temos um esqueleto; agora temos que botar carne, musculatura nele — afirmou o embaixador. Machado não quis comentar a suposta supressão de tópicos sobre clima, biodiversidade, segurança alimentar e direitos humanos nem o baixo número de autoridades que já estariam confirmadas na Rio+20. Negociadores afirmam, porém, que a informação do secretariado da Rio+20 é de que quase cem chefes de Estado e governo estarão presentes, incluindo os líderes de China, Índia, Rússia, África do Sul e Alemanha. Eles argumentam que presidentes como o dos EUA, Barack Obama, só definem suas participações em cima da hora. E garantem que nenhum assunto saiu ou entrou no texto. n

esportes
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Quarta-feira, 28 de março de 2012

Em segundo lugar no Grupo 2 da Libertadores, com um ponto a mais do que o Olimpia, adversário de hoje, o Flamengo precisa de pelo menos um empate para não se complicar

Consciente dos riscos
ASSUNÇÃO

OGLO BO

C

Jorge Adorno/Reuters

om cinco pontos em três jogos e em segundo lugar no Grupo 2 da Copa Liber tadores — dois atrás do líder Lanús —, o Flamengo entra em campo hoje, às 22h, no Estádio Defensores del Chaco, para enfrentar o Olimpia (terceiro colocado com quatro pontos), sabendo que não pode perder. Uma derrota deixará o time rubro-negro em terceiro e com a obrigação de vencer seus dois últimos jogos da fase de classificação, contra Emelec (em Guaiaquil) e Lanús (no Engenhão), para ter chances de passar para a próxima fase. Isso talvez explique a cautela do técnico Joel Santana. Ontem, no treino realizado no campo do Libertad — apenas cruzamentos e finalizações —, o treinador fez de tudo para não dar trunfos ao inimigo. A ponto de virar as costas para as câmeras de TV para evitar que os paraguaios fizessem leitura labial do que transmitia aos jogadores nos dez minutos de finalização. Depois, na entrevista, tentou ser o mais econômico possível. — Só queremos ganhar a partida. Quem joga e trabalha no Flamengo nunca entra em campo para empatar. O clube é tão grande que a sua torcida não aceita nada que não seja a vitória — disse Joel Santana. Treinadores se alfinetam O treinador rubro-negro bem que tentou evitar qualquer tipo de provocação. Elogiou o Olimpia e, inicialmente, preferiu não responder ao técnico do time paraguaio, Gerardo Pelusso, que não teria gostado de uma declaração de Joel, de que o Olimpia tivera sorte no jogo em que empatou de 3 a 3 no Rio, após estar perdendo por 3 a 0. — O meu problema é o Olimpia, e não o Santana (Joel). Vejo o Santana e, para mim, não existe — afirmou o uruguaio que dirige o Olimpia. Joel disse que não falara nada sobre o Olimpia e que não queria saber de polêmica. Mas fair play tem limite e o rubro-negro acabou não conseguindo manter a calma até o fim. — O treinador deles é excelente, muito experiente. Agora, se ele diz que não me conhece, está precisando ler um pouco mais — rebateu. Ronaldinho Gaúcho é atração O Flamengo terá a volta de Gonzalez, Ronaldinho Gaúcho e Bottinelli, que não enfrentaram o Volta Redonda, sábado, na Taça Rio. O camisa 10, por sinal, foi a grande atração do treino de ontem. Sua presença deixou fascinados cerca de 50 garotos das escolinhas do Libertad que acompanharam o treino do Flamengo. O craque deverá re-

RONALDINHO GAÚCHO caminha para o treino no campo do Libertad seguido por segurança do Flamengo e por garotos paraguaios que queriam chegar perto do craque

ceber marcação especial hoje. — Chegou a hora da superação. Temos que mostrar toda a nossa capacidade para vencermos. É um momento decisivo nesta fase de classificação — reforçou Pelusso. O Olimpia perdeu apenas uma partida oficial este ano. Foi na estreia na Libertadores, contra o Emelec (1 a 0), no Equador. Nos outros jogos, empate com o Flamengo (3 a 3) e vitória sobre o Lanús (1 a 0). No Campeonato Paraguaio foram seis vitórias e dois empates. O Olimpia lidera. Olimpia: Silva, Nájera, Romero, Enrique Meza e Ariosa; Aranda, Sergio Orteman, Fabio Caballero e Marín; Zeballos e Maxi Biancucchi (Luis Caballero). Flamengo: Felipe, Leonardo Moura, David Braz, Marcos Gonzalez e Júnior César; Muralha, Luís Antônio, Willians e Bottinelli; Ronaldinho Gaúcho e Vágner Love. Juiz: Enrique Osses (Chile). ■
TRANSMISSÃO: Rede Globo, Fox Sports, Rádios Globo e CBN

A tabela da competição GRUPO 1
Clubes 1. Santos 2. Internacional 3. The Strongest 4. J. Aurich/PER PG J 9 7 7 0 4 4 4 4 V E D S 3 2 2 0 0 1 1 0 1 1 1 4 5 5 -3 -7

GRUPO 2
Clubes 1. Lanús/ARG 2. Flamengo 3. Olimpia/PAR 4. Emelec/EQU PG J 7 5 4 3 4 3 3 4 V E D S 2 1 1 1 1 2 1 0 1 0 1 3 2 1 0 -3

GRUPO 3
Clubes 1. U. Española/CHI 2. Bolívar/BOL 3. U. Católica/CHI 4. Junior/COL PG J 7 7 3 1 3 4 3 4 V E D S 2 2 0 0 1 1 3 1 0 1 0 3 4 0 0 -4

GRUPO 4
Clubes 1. Fluminense 3. Arsenal/ARG 4. Zamora/VEN PG J 9 3 1 3 3 3 3 V E D S 3 1 1 0 0 1 0 1 0 1 2 2 3 0 1 -4 2. Boca Juniors/ARG 4

JOGOS

4/4 e 5/4 Internacional × Santos J.Aurich × The Strongest

JOGOS

Hoje e 3/4 Olimpia × Flamengo Lanús × Olimpia

JOGOS

Hoje e 4/4 U. Católica × U. Española Junior × U. Católica

JOGOS

Amanhã Boca Juniors × Arsenal Zamora × Fluminense

GRUPO 5
Clubes 1. Libertad/PAR 2. Vasco 3. Nacional/URU 4. Alianza/PER PG J 7 7 6 3 4 4 4 3 V E D S 2 2 2 1 1 1 0 0 1 1 2 2 2 2 0 -3

GRUPO 6
Clubes 1. Corinthians 2. Cruz Azul/MEX 3. Nacional/PAR PG J 8 7 3 4 4 3 3 V E D S 2 2 1 0 2 1 0 1 0 1 2 2 3 4 -2 -5

GRUPO 7
Clubes 1. Vélez/ARG 2. Dep. Quito/EQU 3. Chivas/MEX 4. Defensor/URU PG J 9 4 4 3 4 4 3 3 V E D S 3 1 1 1 0 1 1 0 1 2 1 2 4 0 -2 -2

GRUPO 8
Clubes 1. Nacional-COL 3. U. Chile/CHI 4. Peñarol/URU PG J 8 4 1 4 4 3 3 V E D S 2 1 1 0 2 2 1 1 0 1 1 2 6 -3 2 -5 2. Godoy Cruz/ARG 5

4. Dep. Táchira/VEN 1

JOGOS

Ontem e 3/4 Nacional 1×0 Alianza Alianza × Vasco

JOGOS

Ontem e 3/4 Táchira × Nacional Táchira × Cruz Azul

JOGOS

Hoje e 10/4 Defensor × Chivas Dep. Quito × Defensor

JOGOS

Ontem e 4/4 U. Chile × Peñarol Godoy Cruz × U. Chile

2 ESPORTES O GLOBO 28/03/2012

FERNANDO CALAZANS
calazans@oglobo.com.br

HÁ 50 ANOS

José Figueiredo

‘O Brasil em calção e chuteiras’
28 DE MARÇO DE 1962

Revoltante
Será que entendi bem os argumentos do presidente da Federação do Rio, Rubens Lopes, sobre a questão das faltas e da péssima arbitragem no nosso Campeonato Estadual, na entrevista a Carlos Eduardo Mansur publicada ontem aqui? Por exemplo: o Flamengo reclamou de faltas violentas dos rivais. Em resposta, o dirigente tem na mesa o DVD “Lances violentos do Flamengo”.
O Botafogo reclamou também da quantidade de faltas, e ele apresenta então o DVD “Faltas contra o Botafogo”, imagino eu que para mostrar também as infrações que o Botafogo fez. Então, o raciocínio seria o seguinte: se o Botafogo sofre muitas faltas, mas comete muitas faltas também; e, se o Flamengo sofre faltas violentas, mas também comete as mesmas faltas — se isso acontece mesmo, está tudo bem. Elas por elas. Se todos os times reclamam das faltas e se todos eles fazem faltas, fica tudo igual, democraticamente, não é preciso mexer em nada. Deixa tudo como está. Será esse o raciocínio? Por analogia, poderíamos entender o seguinte: se a arbitragem, no Rio de Janeiro ou em qualquer outro estado ou cidade, é ruim para todos, como acontece de fato, não é preciso corrigir coisa alguma. Todos são beneficiados e prejudicados, cada um de sua vez. É isso mesmo? Se for esse o pensamento, a arbitragem continuará em nível rasteiro, amadorístico, pior a cada ano. Dizem exatamente que uma reclamação comum dos quatro grandes do Rio é (ou seria) contra a má qualidade da arbitragem estadual e nacional. Se foi (ou se será) uma reivindicação coletiva, 100 por cento de razão para os grandões do Rio. Porque o hábito nacional é que clube, cartolas, técnicos e jogadores só reclamem quando os erros dos juízes, as faltas e a violência são exclusivamente contra cada um deles. Quando são a favor, ou são contra os outros, ficam todos caladinhos. Há pouco tempo, o doutor Muricy e o Santos reclamaram da caçada que os adversários movem a Neymar, dentro de campo. Ambos, o Santos e seu técnico, com toda a razão, vou logo dizendo. Deviam se queixar oficialmente à Federação Paulista e à CBF. Mas os dois reclamam contra a violência no futebol brasileiro, como um todo, ou só reclamam porque a violência é contra o Neymar e o clube? Aí é que está o xis da questão. O Flamengo reclamou — com toda a razão também — da entrada criminosa de Tony, que quase fraturou o tornozelo de Willians, e da expulsão de campo de Ronaldinho Gaúcho. Por outro lado, passa a mão na cabecinha dos mesmos jogadores quando são eles que fazem as faltas e quando são expulsos. Os jogadores do Flamengo são especialistas em provocar as próprias expulsões (parecem discípulos do Diego Souza), e em geral o que Joel Santana faz é reclamar do “rigor” dos juízes, que aliás não têm nada de rigorosos com a disciplina. Ao contrário, são omissos. Independentemente de reclamações de Flamengo e Botafogo, de Santos e Corinthians, de Cruzeiro e Inter, o que dirigentes de federações, como Rubens Lopes, e da CBF têm de fazer é (tentar) melhorar o patamar da arbitragem em todo do país, na parte técnica e na parte disciplinar, pois estão ambas muito abaixo do padrão exigido num futebol civilizado. Porque é incivilizado e é inculto admitir que jogadores como Neymar, Ganso e Lucas entrem em campo para mostrar seu futebol a quem pagou ingresso, e que quatro ou cinco pernas de pau do outro lado, instruídos por seus admirados “professores”, se revezem em faltas para impedi-los de se exibir. É revoltante. Revoltante ao menos para quem sabe e quer apreciar futebol. FALTA DE ESTRUTURA. Outro ponto negativo do Campeonato do Rio foi bem abordado pelo técnico Abel, que soltou o verbo contra a precariedade de condições que seu time (assim como os outros) encontra em estádios como o Godofredo Cruz e o de Moça Bonita, entre outros: imundice (inclusive nos vestiários), pipas com cerol nos gramados, campos de várzea, falta de estrutura... Nem isso precisa ser mudado nos campeonatos do Rio?

Pérolas de Nelson
O leitor do GLOBO ainda se deleitava com a crônica de reestreia de Nelson Rodrigues no jornal, uma ode torta a Garrincha, publicada dois dias antes, quando o genial cronista carioca consagraria de uma vez só duas expressões que nunca mais se dissociariam de sua obra. Em 28 de março de 1962, a sua coluna diária apareceria pela primeira com o título “À sombra das chuteiras imortais” — que permaneria até meados dos anos 1970 — e daria ao scratch a sua mais polêmica definição: ele seria a pátria de chuteiras: “De vez em quando, vou empunhar esta coluna como um estandarte de chama. E escreverei, com abundância, sôbre o Bi. Alguém poderá perguntar: “Mas o scratch é o Brasil?” Exato. Ao jogar no Chile, o scratch será, sim, o Brasil em calção e chuteiras. Eu diria, ainda, que o Brasil é tudo. O Brasil pode ser, em dado momento, um zebu premiado. Quando Escorial correu na Argentina e ganhou, o Brasil foi um cavalo de Garcia Lorca, com dois punhais cravados nos olhos, e cascos de prata e crinas de flama. O Brasil tem a chance única de ser campeão mundial por duas vêzes consecutivas. E, depois do Bi, partiremos para o Tri. É o momento, pois, de não temer o ridículo. Sejamos ferozmente ridiculos.”

Boxe em perigo
Continuam os protestos contra as conseqüências da luta que colocou Benny Paret num leito de hospital, entre a vida e a morte, desde sábado. O inquérito ordenado pelo governador Rockfeller prossegue, e o fâmoso senador Kefauver anuncia que é hora de tomar providências para evitar repetição de tais fatos. Os boletins médicos do Hospital Roosevelt infelizmente ainda não dão esperanças de salvação do lutador cubano, que está em coma. Outras informações entre muitos telegramas da AP, UPI e F.P: uma emissora de Mississipi, a TV-WTOK, deixará de transmitir boxe; e o governador Edmund G. Brown, da Califórnia, falando na Universidade de São Francisco, assinalou que o boxe profissional é “esporte que embrutece” e prometeu “proibir o boxe a partir de 1963”, segundo velha idéia sua; tenta-se, por intermédio da Suíça, conseguir licença de Cuba para a ida para Nova York da mãe do lutador, Maria Crespo, que vive em Havana; finalmente, o mais triste: para a luta que pode lhe trazer a morte, Paret recebeu apenas 20.000 dólares e não tem dinheiro guardado.

CAMPEONATO CARIOCA

A boa média de Fellype Gabriel no Botafogo
Com cinco gols em cinco jogos, apoiador agrada à torcida e mostra início promissor no clube alvinegro
Jorge William/ 27-2-2012

CAMPEONATO CARIOCA

Greve ameaça o Bonsucesso
Os jogadores do Bonsucesso ameaçam entrar em greve e não enfrentar o Duque de Caxias, domingo. Ontem, o time já não treinou. A razão é o atraso dos salários de fevereiro e março, além de parte do pagamento de janeiro. O Bonsucesso, com apenas 11 pontos no Estadual, corre risco de rebaixamento.

É

Marcos Penido

penido@oglobo.com.br

Destaques na TV
REDE GLOBO
12:45 “Globo esporte” 15:45 Liga dos Campeões: Milan x Barcelona 21:50 Copa Libertadores: Olimpia/PAR x Flamengo

PREMIERE 3
22:00 Paulista x Palmeiras

ESPN BRASIL
15:30 Liga dos Campeões: Olympique de Marselha x Bayern de Munique

costume na torcida do Botafogo, devido à rivalidade, olhar com certa desconfiança jogadores revelados no Flamengo. Mas o encontro de Fellype Gabriel com o clube alvinegro não poderia ter início mais promissor: em cinco jogos, foram cinco gols, com a média de um gol por jogo. Ele marcou contra o Americano (1), Vasco (3) — coisa que nunca havia feito antes em um único jogo em sua carreira — e Duque de Caxias (1). Com isso, colaborou para o Botafogo ser a equipe com o ataque mais positivo do Estadual até o momento, com 31 gols, contra 28 do Vasco. Na parte defensiva, a equipe sofreu dez gols.

LIBERTADORES

Fox acerta com NET e Claro
● A Fox acertou com NET e Claro a transmissão, em TV fechada, do Fox Sports, com os jogos da Libertadores. “Em menos de 2 meses, o Fox Sports estará disponível para 7,3 milhões de assinantes”, afirma Carlos Martinez, presidente da Fox.

FELLYPE GABRIEL domina a bola durante treino: bom início com gols

SÃO CRISTÓVÃO

SPORTV
19:30 Vasco x Barcelona-EQU — despedida de Edmundo

ESPN
15:30 Milan x Barcelona 23:00 NBA: Orlando Magic x New York Knicks

SPORTV 2
16:00 Tênis: Masters 1000 Miami 19:30 Campeonato Paulista: Ponte Preta x Portuguesa 22:00 Tênis: Masters 1000 Miami

FOX SPORTS
19:45 Copa Libertadores: Defensor/URU x Chivas/MEX 22:00 Copa Libertadores: Olímpia/PAR x Flamengo OBS: Horários e programação fornecidos pelas emissora

PREMIERE 2
22:00 Corinthians x XV de Piracicaba

Mudança de conduta O interessante é que Fellype Gabriel é apoiador. Ele atribui ao estilo de jogo da equipe, com muita movimentação dos jogadores e boa técnica, as constantes oportunidades de gol que surgem. — Nosso time toca a bola com boa técnica e é rápido.

Mas ainda temos muita coisa para evoluir — disse o atacante, que acredita que com a sequência de jogos e treinos o entrosamento da equipe vai melhorar e a torcida vai ver bons jogos da equipe. Quem viu uma grande mudança de conduta na equipe foi Marcelo Mattos. O apoiador não cansa de elogiar o trabalho feito pelo técnico Oswaldo de Oliveira este ano. — Nosso time está aprendendo a jogar na adversidade.

A não se intimidar e buscar o resultado que interessa. Falta a gente traduzir isto em títulos. Espero que aconteça. O Oswaldo está passando está confiança para a gente — disse o apoiador. Marcelo Mattos não espera nenhuma facilidade no clássico contra o Fluminense. — Com time titular ou misto, eles têm um grande elenco. Vai ser um jogo duro, mas temos que dar um passo à frente na classificação — disse. ■

Conselho rejeita venda de estádio
● O Conselho Deliberativo do São Cristóvão decidiu anteontem não aceitar, por 15 votos a 2, a venda do campo de Figueira de Melo para uma construtora. Agora, conselheiros do clube, com o apoio da Associação de Moradores e Amigos de São Cristóvão, reforçaram o pedido de tombamento do estádio.

ha50anos@oglobo.com.br

28/03/2012 ESPORTES O GLOBO 3

NA INTERNET
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CLIQUE TEMPO REAL
Acompanhe a partida decisiva do Flamengo na Libertadores contra o Olimpia, às 22h

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Relembre o ano mágico de Edmundo no Brasileiro de 1997 pelo Vasco

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Confira uma fotogaleria da partida de despedida de Edmundo

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Venus Willians vence jogo de 2h23m em Miami. Siga os resultados do torneio no blog

ADEUS AO ANIMAL

Despedida no jogo dos sonhos
Edmundo será homenageado hoje pelo Vasco em amistoso contra Barcelona de Guaiaquil, adversário da final da Libertadores de 98, da qual o atacante não participou. Carlos Alberto volta a treinar com o elenco
Tatiana Furtado
tatiana.furtado@oglobo.com.br Cezar Loureiro

A

última imagem de Edmundo com a camisa do Vasco é melancólica: a derrota para o Vitória e o rebaixamento do clube à Segunda Divisão do Brasileiro em 2008. Pouco mais de três anos depois, o ídolo vascaíno terá a chance de recriar a sua despedida do time de coração. Agora com uma grande festa. Hoje, ele será homenageado no jogo amistoso contra o Barcelona de Guaiaquil (Equador). Às 19h30m, em São Januário, o ex-jogador vestirá a camisa dez que não pôde usar diante do mesmo adversário há 14 anos na final da Libertadores. Ele havia se transferido para o Fiorentina da Itália. A partida nada vale. Ainda assim os titulares entrarão em campo em nome da grandeza do evento. A Edmundo, um dos principais ídolos do Vasco, significa muito. Com o contrato encerrado no início de 2009, o atacante deu fim à carreira e saiu do clube sem qualquer pompa e algumas rusgas com o presidente Roberto Dinamite. Rival cheio de reservas Pazes e convite feitos, ele passa a limpo sua trajetória vitoriosa em São Januário, que teve seu auge em 1997. Da concentração com o elenco à entrada pelo túnel do estádio, tudo é levado a sério pelo ex-jogador. — A festa vai ficar para o final. Antes e durante a partida é como se fosse um jogo para valer. A ideia é apagar aquela imagem de 2008 e fechar com chave de ouro. O time vai ter o espírito vitorioso que é do Vasco. Seria muito frustrante para mim e todos os torcedores não conseguirmos a vitória. Faltava essa celebração. Faltava uma pecinha para ficar em paz — disse Edmundo, que fez cinco treinos
CARLOS ALBERTO, sem colete, corre observado por Edmundo, no centro: o meia foi reintegrado ao elenco do Vasco no dia do último treino do ex-jogador para sua despedida

No Flu, hora de gastar energia acumulada
Ivo Gonzalez

com o elenco para não ficar muito abaixo do nível dos demais. À sua volta, alguns companheiros dos seus grandes momentos no clube. Odvan, Pedrinho, Mauro Galvão, entre outros, estarão presentes. Em campo, ao seu lado, Felipe e Juninho Pernambucano — com problemas dentários ainda não está confirmado. A equipe equatoriana jogará com time reserva. — O número expressivo de ingressos me dá responsabilidade maior e fico mais contente. Estou preocupado em mostrar bom futebol e jogar no nível dos demais — afirmou ele, que se

desculpou por atrapalhar a semana do time. — Era para recuperar os jogadores, treinar tática, e eles abriram mão disso. No mesmo dia que Edmundo fez os aprontos finais para sua despedida, sem tantos holofotes, Carlos Alberto foi reintegrado ao grupo. Ao menos é a tentativa da diretoria. Tirar um pouco do peso sobre o meia e dele sobre o elenco. Após conversa longa com o presidente Roberto Dinamite, o jogador admitiu seu erro ao discutir com o dirigente em janeiro do ano passado depois da derrota para o Boavista. Discussão que lhe valeu o afastamento do time e o

empréstimo ao Grêmio. Com problemas também no time gaúcho, ele foi emprestado ao Bahia, onde não se saiu bem. Desde o início do ano, Carlos Alberto estava treinando separadamente em São Januário. Assim que o problema com a diretoria foi resolvido, o meia prontamente foi bem acolhido pelos companheiros. Ontem, ele participou de todo o treinamento, inclusive do recreativo. Todas as questões pendentes com o meia serão acertadas. Como o pagamento dos dois meses de salários atrasados. — Hoje (ontem) foi o primeiro treino do Carlos Alberto. Es-

tá todo mundo contente por ele estar voltando. E ele desse convívio, da relação no vestiário que é muito boa. Essa volta é sempre gratificante. Começou a treinar, vai precisar de alguns dias para melhorar a condição física — afirmou o técnico Cristóvão Borges. Vitória do Nacional No Grupo 5 da Libertadores, o Nacional, do Uruguai, venceu o Alianza Lima por 1 a 0, ontem, em Montevidéu, e chegou a seis pontos, atrás do líder Libertad e do Vasco, que têm sete pontos. O resultado foi ruim para o time carioca, que fará seus dois últi-

mos jogos fora — Alianza Lima, em 3 de abril; e Nacional, em 12 de abril. Se o Vasco vencer o Alianza e o Libertad derrotar o Nacional, em 5 de abril, os dois times se classificam. Vasco: Fernando Prass, Fágner, Dedé (Rodolfo), Renato Silva e Thiago Feltri; Rômulo, Felipe, Juninho Pernambucano e Edmundo; Diego Souza e Alecsandro. Barcelona de Guaiaquil: Toro, Gómez, Anchundia, Valdez e Bermeo; Aspiazu, Brayan de la Torre, Villón e Quiñonez; Alárcon e Nicolas Asencio. Juiz: Marcelo de Lima Henrique. ■
TRANSMISSÃO: Sportv

Abel confirma retorno de Thiago Neves contra Zamora e do zagueiro Gum diante do Botafogo
Gian Amato
gian.amato@oglobo.com.br
● Depois de poupar, chegou a hora de gastar. Com grande investimento, o Fluminense precisa sacar do banco os jogadores disponíveis para tentar liquidar a fatura na Libertadores e no Carioca. Contra o Zamora-VEN, amanhã, em Barinas, Thiago Neves voltará ao time desde o início do jogo, após mais de 20 dias parado. No clássico com o Botafogo, domingo, o zagueiro Gum reaparecerá após seis meses sem disputar uma partida oficial. A estratégia do que vier é lucro não poderá ser aplicada neste momento de objetivos definidos. Se vencer o Zamora e o Arsenal empatar com o Boca Juniors no mesmo dia, o Fluminense praticamente assegura a classificação para as oitavas. E caminhará para fechar a conta da fase de grupos em primeiro e com a vantagem de decidir em casa. Time 100% na Libertadores, Abel espera que Thiago se apresente da mesma forma na Venezuela.

— Gosto dos jogadores 100%. Quem não estiver nestas condições, eu não quero — disse Abel, para explicar em seguida como foi a decisão de ter Thiago Neves em campo desde o início. — Eu perguntei o que ele preferia. E ele disse que era jogar desde o início. Então, ele começará a partida, mas não ficará os 90 minutos. Dois dias de folga Para abrir espaços na esperada retranca do Zamora, Abel ensaiou jogadas que passam, em sua maioria, pelos pés de Deco e Thiago Neves. Enquanto estiver em campo, o técnico espera que Thiago seja decisivo. — Mas precisa estar 100%... — insiste o treinador. A fixação pelo número toma conta do discurso de Abel. Ao determinar a centena para entrada no time, o treinador faz uma aposta na força do elenco. Por mais que a viagem à Venezuela seja desgastante, ele irá conversar com o jogadores antes de chegar ao Brasil, na madrugada de sábado, para ver quem tem condições de dispu-

ABEL BRAGA cumprimenta Thiago Neves no último treino nas Laranjeiras, antes da viagem à Venezuela

tar o clássico do dia seguinte, crucial para o time seguir com chance de classificação às semifinais da Taça Rio. — Quem estiver em condições de jogar, vai do aeroporto direto para a concentração. E quem começar a partida com o Botafogo ganhará dois dias de folga — disse Abel. Gum será um deles. Sem Anderson, suspenso (Diguinho também cumprirá suspensão), o zagueiro reaparecerá. A última vez que entrou em campo foi no empate em 1 a 1 com o Atlético-PR, em setembro de 2011. Ao sofrer uma lesão muscular na coxa direita, perdeu o restante do Brasileiro e também a vaga. — Tem que jogar, porque está inteiro... — resume Abel. Araújo também estava inteiro, recuperado da lesão na coxa esquerda, e repareceu, depois de quase um mês, como titular contra o Bonsucesso, no último sábado. Não resistiu, voltou a sentir dores e está fora do time por 15 dias. Enquanto isto, Souza nem para o banco foi relacionado. ■

4 ESPORTES O GLOBO 28/03/2012

MMA: por dentro da arena
GUGA NOBLAT
Belfort era conhecido por ser um atleta que pecava pela falta de confiança e de condicionamento físico em momentos decisivos. Não vai dar para Wanderlei Silva bater Vitor Belfort. Não será Isso agora é coisa do passado. Na primeira vez que lutou contra um massacre como foi na primeira vez que lutaram. Em 98, Wanderlei, o medo era tão grande Belfort desferiu uma sessão avassaladora de diretos e cruzados que Belfort quase teve que ser puxado pela orelha até o octógono para nocautear o rival em apenas 44 segundos. A próxima luta pelo treinador Carlson Gracie. entre eles também deve terminar com Wanderlei de cara Pouco antes da luta, Wanderlei ficou sabendo da quase amarelada de na lona, mas num combate muito mais árduo e parelho. Belfort. Por isso, entrou com a americano que privilegiam o jogo de confiança nas alturas e a guarda Wanderlei revelou a esta coluna solo. Estava acostumado as pisadas também. De nariz empinado e que ainda está “engasgado” com a derrota para Belfort. Só não foi mais no rosto permitidas no evento onde braços baixos ele partiu para cima se tornou o maior ícone do MMA, humilhante do que uma outra mais de Belfort achando que ia acuar um o falecido Pride. Perdeu a confiança menino assustado, mas levou a pior recente para Chris Leben. A revanche, enfim, foi programada para de outrora tão necessária para e sucumbiu aos golpes do rival. o dia 23 de junho, no Rio de Janeiro. seguir enfileirando oponentes. E Se um Belfort sem autoestima Será o desfecho final do reality show perdeu também o comprometimento foi capaz daquilo, imagina hoje. com a vitória. Diz hoje que luta para The Ultimate Fighter exibido desde 3. Anos de pancadas na cabeça “dar espetáculo” independente de o último domingo na Rede Globo. deixaram Wanderlei menos resistente vencer. Quando lutava no Japão Wanderlei e Belfort são treinadores a golpes. Ele vem de uma escola a marca dele era justamente de equipes rivais no programa. chamada Chute Boxe, que ficou a de ser quase imbatível. Quatro motivos para a derrota conhecida pela rotina quase 2. Belfort está na melhor fase de Wanderlei: espartana. Os atletas desse time desde que começou a lutar aos 1. Wanderlei está na pior fase da saíam na mão nos treinos como 13 anos de idade. Apesar de ter se vida dele. A idade pesou depois de se tivessem se enfrentando num tornado campeão do UFC quando 16 anos dedicado às artes marciais. combate para valer. Isso contribuiu era um jovem de 19 anos, é agora, No UFC venceu apenas três de sete para as sequelas no lutador. O estilo aos 34, que ele atinge a maturidade lutas. Demorou para se adaptar ao de luta de Wanderlei sempre foi no de um verdadeiro dono de cinturão. limite da agressividade. Ele sempre octógono e às regras do evento

Na bolsas de apostas e nas previsões de grande parte dos críticos Belfort é favorito. Mas Wand disse que “vai quebrar a banca” dos apostadores. Apesar de otimismo dele, eu não poria meu dinheiro nessa. A conferir! se valeu do muay thai para aniquilar os oponentes. De certa forma isso encurtou o tempo de vida dele no esporte. Wanderlei me disse que não se arrepende dos treinos de quando era da Chute Boxe, mas ele mudou de treinamento assim quem mudou de time. Entre amigos, Belfort comenta que Wanderlei não tem mais queixo para trocar socos com ele. Diz isso sem arrogância, mas por entender do esporte e conhecer o histórico do oponente. 4. Verdade seja dita, Wanderlei não tem mais nada a provar. Ele é um ícone do MMA e um dos maiores campeões desse esporte. Já Vitor sente ainda que não conquistou tudo o que podia ter conquistado mesmo tendo sido campeão do UFC e do Cage Rage. Belfort ainda sonha com o cinturão e uma revanche contra o temido Anderson Silva. Wanderlei confidenciou que o maior objetivo dele é o de chegar a 50 lutas no cartel, faltam quatro, portanto. Disse também que não deseja enfrentar Anderson. Os dois eram companheiros de time na Chute Boxe, mas se desentenderam anos mais tarde. Ou seja, a sede de Belfort pela vitória é maior ou deveria ser maior do que a de Wanderlei. AFC vs Jungle. Enquanto no Norte do Brasil o Amazon Forest Combat chega a 2 a edição, no Sudeste, na capital paulista, o Jungle Fight 37 lota o ginásio do Ibirapuera. Os dois eventos começam às 21h e disputarão a atenção dos fãs de artes marciais. O Jungle será exibido pela primeira vez ao vivo no canal Sportv. O AFC, também ao vivo, terá transmissão da Rede TV. Para tentar tomar o lugar do Jungle como evento mais visto da América Latina, o AFC investiu pesado num card de estrelas. Foram escalados alguns veteranos aposentados com cinturão do UFC na bagagem. Bolsas de até R$ 100 mil estão sendo pagas a esses atletas contra a média de R$ 3 mil do Jungle. O AFC pretende promover mais dois eventos este ano, um no Rio de Janeiro e outro em São Paulo. Mas, para chegar aos 37 como o Jungle, vai ter que pôr muito dinheiro em jogo. Wallid Ismail, dono do Jungle, não só aposta que o AFC não terá banca para arcar com mais eventos dessa proporção como acha que baterá a audiência deles no próximo dia 31, apesar de ser televisionado por um canal fechado. A conferir!

Por que Belfort vencerá Wanderlei

Clubes menores se unem contra redução do torneio. Fla, Flu, Vasco e Botafogo pregam novo modelo comercial e ações do poder público
Marcelo Carnaval

A guerra fria entre grandes e pequenos
Carlos Eduardo Mansur
carlos.mansur@oglobo.com.br

CAMPEONATO CARIOCA

Torcedor tem morte cerebral em SP
ferro, é outra vítima fatal da briga de torcidas
SÃO PAULO. O confronto entre torcidas de Corinthians e Palmeiras antes do clássico de domingo, pelo Campeonato Paulista, resultou na segunda vítima fatal: o palmeirense Guilherme Vinicius Jovanelli Moreira, de 19 anos, que sofreu traumatismo no crânio, consequência de várias pancadas com barras de ferro, teve morte cerebral decretada ontem, às 10 horas, pelo Hospital São Camilo, em São Paulo. O diagnóstico conclusivo foi fechado às 5h15m de ontem, “a partir de provas clínicas e de exame de imagem”, segundo boletim médico. No domingo, morrera o estudante de engenharia André Alves Lezo, 21 anos, baleado na cabeça. A polícia ainda investiga quem disparou os tiros que atingiram Lezo e outro torcedor, cujo estado de saúde é estável. Também investiga crimes de lesão corporal, tentativa de homicídio e formação de quadrilha. Ontem, a polícia cumpriu seis mandatos de prisão e vários de apreensão, incluindo nas sedes da Gaviões da Fiel e da Mancha Alviverde. Os locais foram fechados e computadores levados para a Decradi (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância) e DHPP (Delegacia de Homicídio). A polícia apreendeu R$ 150 mil na sede da Gaviões. O delegado Jorge Carlos Carrasco, chefe do DHPP, confirmou que a briga do último domingo foi agendada pela internet para vingar a morte de um corintiano em 2011, cujo corpo foi encontrado no Rio Tietê. E que já estaria sendo marcada

Jovem de 19 anos, atingido por barras de

N

o Conselho Arbitral da Federação, eles formam dois blocos. De um lado os 14 pequenos, que entregaram um documento contra qualquer mudança no número de clubes ou na fórmula do Estadual. Se votarem juntos, pelas regras da Federação de Futebol do Rio (Ferj), terão sempre maioria. De outro, os grandes, que, desfalcados do presidente do Fluminense, Peter Siemsen, querem mudanças. Não são radicais quanto à redução de clubes, mas querem uma nova gestão do campeonato. No fim da reunião, apesar de discursos conciliadores, ficou claro que a batalha política entre as duas correntes continuará. Repetindo o que dissera na véspera ao GLOBO, o presidente Rubens Lopes anunciou que uma pesquisa vai medir as razões da baixa média de público. E pediu sugestões aos clubes, e que aceitem mudanças. Mas exibiu argumentos que, nas entrelinhas, combatem a redução do número de clubes. Entre elas, as médias de público do Flamengo nos Estaduais de 2006, com 12 clubes, e de 2008, com 16. Neste último, o público foi maior. Porém, o Flamengo não foi campeão e nem foi às finais em 2006. E foi campeão em 2008.

nova briga para vingar a morte dos dois palmeirenses. Carrasco e a delegada Margarette Barreto, do Decradi, informaram que cinco torcedores da Mancha foram presos, inclusive Tiago Alves Lezo, irmão gêmeo de um dos mortos — e irmãos do vice-presidente da Mancha, Lucas Lezo, baleado ano passado também em confronto entre as torcidas. Tiago foi preso em casa e a polícia apreendeu seu computador. Não houve prisões na sede da Gaviões relacionadas ao caso. A única foi por porte de maconha. Todos estão em prisão temporária e alguns torcedores presos têm passagem pela polícia por briga de torcida. Uma guerra sem mocinhos Também de acordo com a polícia, na última sexta-feira, foi comprada quantidade excessiva de rojões por torcedores. E que a Gaviões chegou a alugar um galpão próximo ao local da briga para guardar as armas. — Nessa guerra não há mocinhos — disse a delegada Barreto, que explicou que, mesmo com emboscada armada por corintianos, os palmeirenses assumiram o risco de provocar uma tragédia. — A Gaviões fez a emboscada. Mas a Mancha sabia que não devia sair sem escolta. Pessoas estavam armadas — comentou Barreto, que afirmou que os policiais que estavam no local no momento da confusão entre 300 torcedores nada puderam fazer por causa do escasso contingente. Mancha e Gaviões estão proibidas de entrar nos estádios. Seus membros não podem usar trajes que os identifiquem com as facções. ■

ROBERTO DINAMITE cumprimenta Patrícia Amorim durante a reunião do Conselho Arbitral na Federação

Grandes rebatem Lopes O Fluminense, hoje maior opositor da Federação, defende a redução gradual do número de clubes. Lopes rebate que os grandes foram favoráveis ao aumento para 16 clubes. Hoje, tese dos grandes é mais ampla. Eles defendem um novo modelo de comercialização do campeonato, a contratação de empresas para medir o valor de mercado da competição e ações junto ao poder público para melhorar condições de acesso e transporte aos estádios, estacionamento, segurança e até subsídio em troca do cumprimento de leis

de gratuidade e meia entrada. — Não podemos é chegar para negociar com a TV ou com uma empresa que queira comprar o nome do Estadual sem saber quanto ele vale — disse Mário Bittencourt, representante do Fluminense, citando até a 9Nine, empresa de Ronaldo, como possível parceira. — Qualquer fórmula pode ser boa, desde que aumente receita. Temos que discutir o produto. Meu estádio me custa R$ 450 mil por mês. Sei como é difícil pagar a conta. Em 2010, apresentei o elenco num amistoso com um show de pagode antes do jogo. Dos 10 mil pagantes, 2 mil foram embora após o show. Ou seja, não foram pelo jogo. É prova de que há produtos a agregar ao futebol — diz o presidente do Botafogo, Maurício Assumpção. — Há muitas variáveis para levar público. Trânsito, acesso, que é um problema do meu estádio, segurança e a proibição de ven-

der cerveja. Todas dependem de ações com o poder público. É o que precisamos debater. Unidos, os pequenos têm maioria dos votos. Além disso, pelo Estatuto do Torcedor, nenhuma modificação de número de clubes pode acontecer até 2014. Estes clubes pedem melhor distribuição das cotas. — O campeonato foi mal negociado, e a culpa é dos grandes — disse Elias Duba, presidente do Madureira. Assumpção rebateu: — Não vejo a união dos pequenos como um problema. Se você for negociar o Estadual com uma TV, ou com uma empresa, vão perguntar onde estão os grandes. Sem os grandes, não negociam. Para 2013, em tentativa de aumentar o interesse de jogos na primeira fase, é dar vantagem de empate na semifinal para os líderes de cada grupo. O Flamengo propõe a inversão

dos turnos do Estadual. Ou seja, na Taça Guanabara os jogos seriam entre clubes de grupos diferentes. Na Taça Rio, os times se enfrentariam no mesmo grupo, evitando que um grande, ao poupar titulares no segundo turno, prejudique os times de maior porte da outra chave. Os clubes grandes rebateram as declarações de Rubens Lopes, presidente da Ferj, ao GLOBO. Segundo ele, os grandes depreciam o Estadual ao reclamar das condições e usar reservas. — O Fluminense não deprecia. É quem mais investe e traz estrelas para jogar aqui — afirmou Mário Bittencourt. — O Flamengo colocou reservas quando estava na Bolívia ou quando teve muitos problemas de contusão — disse a presidente Patrícia Amorim. O Flamengo x Vasco da penúltima rodada da Taça Rio passou de domingo (8 de abril) para sábado(dia 7). ■

OPINIÃO

HORA DE AGIR
AS BRIGAS entre torcidas organizadas de futebol, com mortos e feridos graves, têm resistido às medidas até agora adotadas para preveni-las.

tar o problema. Como o fizeram, com sucesso, países europeus.
EM VEZ de perderem tempo com a discussão sobre a liberação de bebidas nos estádios, cláusula do acerto entre a Fifa e o governo, os parlamentares fariam melhor tratando deste assunto.

COM A Copa do Mundo no

horizonte, o Congresso deveria propor uma legislação específica para enfren-

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oglobo.globo.com/blogs/mma

2ª edição • 28/03/2012 ESPORTES O GLOBO 5

OLIMPÍADAS- 2012

Caçula do Brasil em Londres
Claudio Nogueira
csn@oglobo.com.br

Filha de ex-boxeador, canoísta Ana Sátila Vieira Vargas é, até o momento, a mais jovem classificada da delegação nacional que irá aos Jogos. Ela está treinando na Itália e na Alemanha para ganhar experiência
Itália, onde, há algumas semanas, ela está treinando. Esta semana, ela e seu técnico, o italiano Ettore Ivaldi, irão à Alemanha, para competições amistosas e treinamentos. — Na Itália, a prioridade foi o treinamento de força, e na Alemanha, vou poder enfrentar algumas adversárias fortes. No dia 9 de maio, volto ao Brasil, para a Copa Brasil, que vai ser na minha cidade, Primavera do Leste — contou. Confronto com canadenses Além de Ana Sátila, que competirá no K1 (caiaque 1), na canoagem slalom, o Brasil terá na canoagem de velocidade a dupla formada por Erlon Silva e Ronílson Oliveira, na C2 (canoa para dois), que asseguraram a vaga da guarnição no Pan de Guadalajara-2011. Antes de competir em Foz do Iguaçu, a brasileira participou de duas semanas de treino, naquela cidade. — Foi meu primeiro Campeonato Pan-Americano, e antes da competição eu estava meio apreensiva, mas depois de ter treinado com as meninas com as quais eu iria competir, fui ganhando confiança — relatou Ana Sátila, que conquistou a vaga num confronto direto com duas experientes atletas do Canadá: Jessica Groeneveld e Thea Froehlich. — Fui a última a entrar na pista, tendo de superar as canadenses. Teve uma pressão em ser a última a entrar, mas eu estava bem relaxada e era algo que eu queria muito — disse. — Tive de ser a última a entrar, porque como havia sido a primeira na fase classificatória, entrei como a favorita. Eu me saí bem até por estar no meu país, com todo mundo torcendo para mim. Um projeto para 2016 A classificação de alguém tão jovem para Londres é fruto também do trabalho do treinador italiano Ettore Ivaldi, contratado pela Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa), visando, a princípio, aos Jogos do Rio, daqui a quatro anos. — Ana Sátila é uma atleta de muito talento — ressalta ele. O talento vem de berço, já que, pelo menos desde os 6 anos, quando começou na natação, Ana Sátila está ligada ao esporte. É algo que já herdou no DNA, graças ao pai, o ex-boxeador Cláudio Vargas, atualmente professor de canoagem, natação e boxe em Primavera do Leste (MT). — Na canoagem, comecei com nove anos. Meu pai teve uma influência muito forte na minha carreira. Ele sempre me incentivou, nunca se recusou a me levar a um treino, nem negou seu apoio — conta. — A minha irmã Omira, de 12 anos, também está na canoagem. Em paralelo à canoagem, Ana Sátila cursa o segundo ano do ensino médio: — Pelo fato de ser atleta e de ter viajar para competir, tenho toda a ajuda do colégio. Tenho acesso a muitas matérias pela internet. Às vésperas de uma experiência com a qual muitos sonham a vida inteira, ela treina forte, sem deslumbre. — Será uma experiência muito boa poder ir à primeira Olimpíada antes dos Jogos do Rio-2016. Londres vai ser incrível — afirma ela, sem esconder a pretensão de, apesar da pouca idade, lutar por um resultado expressivo. — Tenho o pensamento positivo e vou buscar o melhor resultado possível, além de me preparar para a Rio-2016. ■
Iran Schleder/Divulgação/11-03-2012

A

os 16 anos, Ana Sátila Vieira Vargas, da canoagem slalom, é, até o momento, a mais jovem integrante da delegação brasileira que irá às Olimpíadas de Londres, em julho. Para a matogrossense de Primavera do Leste, mas radicada em Foz do Iguaçu (PR), a classificação foi mais especial, por ter sido obtida a 11 de março, dois dias antes de ter completado 16 anos. — Eu fiz 16 anos no dia 13 de março. Foi um presentaço! — resumiu, por telefone, da

NAS CORREDEIRAS de Foz do Iguaçu, local do Campeonato Pan-Americano de Canoagem Slalom, a jovem Ana sátila desce o percurso para vencer a prova de caiaque e assegurar a vaga em Londres

Rio de Janeiro atropela Vôlei Futuro
Time carioca faz 19 pontos de bloqueio e abre 1 a 0 na melhor de três das semifinais da Superliga Feminina. Próximo jogo é no Maracanãzinho

VÔLEI

FÓRMULA-1

FÓRMULA-INDY

Felipe Massa viaja a Maranello

Lotus garante os motores
● Depois de Sébastien Bourdais quase ter ficado de fora da etapa de São Petersburgo da F-Indy por causa do atraso da Lotus no fornecimento de motor, a montadora inglesa garantiu que isso não vai se repetir. No domingo, Rubens Barrichello teve pane seca, por um erro de cálculo da equipe KV.

de Janeiro saiu na frente por uma vaga na decisão da Superliga Feminina de Vôlei. Ontem, em Araçatuba, a equipe carioca atropelou o Vôlei Futuro por 3 sets a 0 (25/17, 25/13 e 25/15), fez 1 a 0 na série semifinal da competição e acabou com a invencibilidade do time paulista em casa. As duas equipes voltarão a se enfrentar sábado, às 10h, no Maracanãzinho. Se for preciso, a terceira partida será na sexta-feira, dia 6 de abril, também no ginásio carioca. — A gente treina muito, vê vídeos, estuda as adversárias, e esse jogo foi o resultado disso. A equipe foi muito regular, o bloqueio funcionou na hora certa. A gente impôs respeito e não as deixou jogar. Estão todas de parabéns — comentou a levantadora Fernanda Venturini, eleita a melhor jogadora da partida. Nas duas outras vezes em

ARAÇATUBA, SP. O Unilever/Rio

Luiz Doro/Adorofoto/Divulgação

JOGADORAS DO Rio comemoram, enquanto adversárias saem cabisbaixas

que se enfrentaram nesta Superliga, cada time havia vencido uma vez. Ontem, reconheceu a ponteira Fernanda Garay, o Vôlei Futuro jogou abaixo da expectativa: — A gente deixou a equipe delas jogar. Cometemos mui-

tos erros. Foi um jogo atípico. Claro que agora vai ser mais difícil, mas não tem nada perdido. Temos que levantar a cabeça e ir para o Rio de Janeiro atrás da vitória. O Vôlei Futuro começou muito ligado na partida, abrindo 3 a

0, mas logo o Rio de Janeiro assumiu a frente do placar. Com um bom saque e o bloqueio bem posicionado, a equipe carioca não teve problemas para fechar o primeiro set em 25/17. No segundo, o domínio do Rio continuou. Mal na recepção e com saque pouco eficiente, o time de Araçatuba não ofereceu resistência ao carioca, que fechou em 25/13. No terceiro e mais equilibrado set da partida, o Vôlei Futuro melhorou a recepção e passou a forçar mais o saque, mantendo o jogo empatado até 13/13. A partir daí, mais uma vez o bloqueio do Rio de Janeiro fez a diferença — foram 19 em toda a partida — e o time venceu por 25/15 em um ataque de Sheilla. Na outra semifinal, entre Sollys/Nestlé e Usiminas/Minas, o time de Osasco está na frente. A segunda partida será sextafeira, em Belo Horizonte. ■

Sob pressão por parte de fãs e da mídia italiana e sem ponto no Mundial, o brasileiro Felipe Massa cancelou a viagem que faria ao Brasil e seguiu ontem para a fábrica da Ferrari em Maranello. Lá, ele irá trabalhar com os engenheiros e analisar os problemas enfrentados com o F2012.

VÔLEI DE PRAIA

TÊNIS

Na areia, atletas de bermuda
A Federação Internacional de Vôlei (FIVb) decidiu que, em Londres-2012, as jogadoras de vôlei de praia poderão usar camisetas com mangas e bermudas em lugar dos tradicionais biquinis, como demonstração de respeito à cultura e às normas religiosas de cada país.

Nadal e Djokovic nas quartas
● O espanhol Rafael Nadal enfrenta hoje, às 22h30m (de Brasília), o francês JoWilfried Tsonga pelas quartas de final do Masters 1.000 de Miami. O Sportv 2 transmite. Ontem, o tenista sérvio Novak Djokovic, número 1 do mundo, passou pelo francês Richard Gasquet por 7/5 e 6/3.

6 28/03/2012

o globo.com.br/esportes

planeta que rola
ALLAN CALDAS E MARCELO ALVES

Luca Bruno/AP

Um brasileiro campeão europeu sub-19
● Sofrendo com um time envelhecido, o Inter de Milão já começou a olhar para a prata da casa. Após a conquista do título sub-19 da primeira edição da NextGen Series, uma espécie de Liga dos Campeões da categoria, o treinador da equipe, Andrea Stramaccioni, 36 anos, foi alçado ao cargo de técnico do time principal no lugar de Claudio Ranieri e já começou a aproveitar os garotos da base. No primeiro coletivo, escalou o atacante Longo entre os titulares e prometeu rejuvenescer a equipe. Quem pode ganhar uma chance é o ítalobrasileiro Daniel Bessa. Camisa 10 da equipe campeã, o meia de 19 anos marcou três gols na campanha e bateu um dos pênaltis na final contra o Ajax. “Desde o primeiro dia, Stramaccioni me transmitiu uma confiança incrível”, disse Bessa.

O NOVO técnico do Inter de Milão quer rejuvenescer a equipe e pode dar chance a Daniel Bessa

Apenas em duas oportunidades nos 77 anos da Liga Portuguesa o título saiu das mãos dos três grandes Benfica, Porto e Sporting. O último “intruso” foi o Boavista, campeão há 11 anos. Agora quem se arrisca a romper o domínio dos gigantes é o Braga. O time, que conta com 13 brasileiros no elenco assumiu a liderança depois de conquistar a 13ª vitória consecutiva no fim de semana. Agora o Braga terá pela frente dois jogos-chave contra Benfica e Porto.

A rebelião do Braga na Liga Portuguesa

Frank Augstein/AP

Cobiçado por muitos clubes europeus, Mario Götze renovou contrato até 2016 com o Borussia Dortmund. O meia ajudou o time a conquistar o título na temporada passada. Hoje, o clube lidera a Bundesliga, cinco pontos a frente do Bayern.

Contrato novo

● Ex-ídolo do Liverpool nos anos 90, Robbie Fowler, 37 anos, não se considera aposentado. Depois de um período na Austrália e na Tailândia, onde foi jogador e treinador, ele está procurando um novo clube para jogar em qualquer lugar do planeta.

Fowler quer voltar Segue na fila?

● Eliminado de duas competições europeias, o bilionário Manchester City parece que vai ficar sem taça nesta temporada. Depois de dois tropeços no Campeonato Inglês, o time viu o Manchester United ultrapassá-lo na liderança.

LIGA DOS CAMPEÕES

O

Madrid e Chelsea vencem fora
NICÓSIA e LISBOA

s u r p re e n d e n t e Apoel, de Chipre, resistiu em casa até os 28 minutos do segundo tempo. Mais precisamente até que a estrela de Kaká começou a brilhar. Substituindo Higuain, ele se tornou o grande nome da vi-

tória do Real Madrid sobre o Apoel, por 3 a 0, ontem, no GSP Stadium, em Nicósia. Kaká deu o passe para o primeiro gol, feito por Benzema, e marcou o segundo, em grande jogada de Marcelo. Benzema fechou o marcador, que dá ao Real Madrid a vantagem de jogar na próxima quarta-feira, dia 4, no Santiago Bernabéu, às 15h45m (de Brasília), podendo perder por dois gols e

chegar às semifinais da Liga dos Campeões da Europa. No outro jogo de ontem pelas quartas de final, o Chelsea venceu o Benfica, por 1 a 0, no Estádio da Luz, em Lisboa. A vitória surgiu aos 30 do segundo tempo, gol de Kalou. As equipes voltarão a se enfrentar dia 4 de abril, em Londres, e o Chelsea joga pelo empate. O vencedor deste confronto terá pela frente Barcelona ou

Milan, que hoje, às 15h45m, no San Siro, em Milão (a TV GLobo transmite), dão sequência às emoções da mais importante competição europeia.

Duelo Milan x Barcelona Em Milão, a torcida italiana vive momentos de expectativa por conta do confronto entre Milan e Barcelona. Em concorrida entrevista coletiva ontem, o técnico Massilimiano Allegri

disse que sua equipe, por estar atuando no San Siro, está tranquila e vai jogar sem medo, partindo para cima do adversário. — Chegamos entre os oito melhores times da Europa, o que não acontecia há oito anos. Vou tentar algumas coisas taticamente. O Messi é a cereja do bolo em um time que joga um futebol bonito. E nossa única preocupação tem que ser errar pouco — disse Allegri.

No Barcelona, o clima também é de respeito, embora todos no time catalão saibam que Messi & Cia. são apontados os favoritos. — O Milan é sempre é um time perigoso — disse o técnico Pep Guardiola. — Nós os enfrentamos na fase de grupos e foram jogos difíceis. É um dos grandes da Europa, uma equipe com muita história e com jogadores de talento. ■

oglobo.com.br/planetaquerola

A relevância de ‘Check your head’, disco dos Beastie Boys que completa 20 anos • 3

SEGUNDO CADERNO
QUARTA-FEIRA, 28 DE MARÇO DE 2012

Em texto inédito, Chico Anysio busca o menino comum e sonhador que foi • 6

Georges Meguerditchian

A INSTITUIÇÃO, em Paris, enaltece a cena brasileira, “uma das mais apaixonantes do mundo”; mostra em cartaz no museu, que este ano vai expor Gerhard Richter e Salvador Dalí, inclui parangolés de Hélio Oiticica

O principal museu de arte contemporânea da França investe na aquisição de obras de arte brasileira e se articula para trazer ao país exposições que tenham a sua marca
segundocaderno@oglobo.com.br

Pompidou
Audrey Furlaneto
Divulgação/Loïc Venance/AFP

O Brasil na mira do
guejo” (1960), um dos “bichos” de Lygia Clark. Atualmente, o museu conta com aproximadamente 600 obras de cerca de 60 artistas brasileiros. E ainda quer mais. Não está nos planos do Pompidou, no entanto, abrir um braço permanente no Brasil — ou em qualquer outro país. A instituição, que em 2010 deu o primeiro passo em direção à descentralização (com a inauguração do Pompidou-Metz, em Lorraine, na França), quer que seu acervo, de 70 mil obras, circule mais. — O Brasil tem todas as ferramentas para desenvolver suas próprias instituições, como os Estados Unidos têm o MoMA, ou a Inglaterra, a Tate. Não creio na implantação de um Pompidou permanente no exterior. Por outro lado, acredito que podemos levar nosso apoio e expertise para projetos de duração temporária. Um museu global e virtual O pensamento de Seban sobre a arte nacional está totalmente alinhado com o da curadora-chefe da instituição, Christine Macel. Sem economizar, ela diz que “a história da arte no século XX não pode ser escrita sem mencionar artistas como os neoconcretos Lygia Clark, Hélio Oiticica e Lygia Pape”: — Ando especialmente fascinada por Lygia Clark, que viveu parte de sua vida em Paris, mas ainda é pouco conhecida do grande público francês. Ela inventou uma arte baseada na ação e na interação, em que o espectador se torna o verdadeiro ator. Christine assina a curadoria de “Danser sa vie”, em cartaz atualmente junto com a exposição principal da casa, de Henri Matisse. Na mostra, ela encontrou espaço para incluir parangolés e um vídeo de Kátia Maciel em que o poeta Waly Salomão veste uma das peças criadas por Hélio Oiticica. A exposição sobre dança, que termina na próxima segunda-feira, tem média diária de quatro mil visitantes. Com relação à arte contemporânea brasileira, Christine também se mostra animada. Lembra que o Pompidou já exibiu, por exemplo, vídeos de Janaina Tschäpe e que efetivamente vem aumentando seu acervo. Segundo o presidente do museu, existem muitos projetos em discussão para que o Brasil acolha mostras de duração limitada do Pompidou. Seban, porém, evita detalhar as negociações. O interesse no país é reflexo não só do alardeado boom da arte do Brasil, mas também da presença maciça de brasileiros pelos corredores do museu. De acordo com as últimas pesquisas da casa, o Brasil está entre os dez países que mais levam visitantes ao Pompidou anualmente — ganha de chineses e japoneses, e é o segundo no ranking dos não europeus, perdendo apenas para os Estados Unidos. Para Seban, a América Latina é o “centro criativo mais ativo e dinâmico do mundo”, e ocupa “evidentemente um lugar prioritário” no cenário cultural. O interesse é tanto que, há dois anos, o museu conta com a consultoria de um grupo de especialistas e colecionadores de arte latino-americana (o Centro Pompidou América Latina), que o direciona nas aquisições de obras de arte por aqui. O presidente explica que o movimento em direção ao Brasil também é parte de uma estratégia maior, de “mundialização” da marca Pompidou. — Para um museu de arte contemporânea no século XXI, o que está em jogo é justamente isso. A arte se tornou global. Nossa coleção se pretende universal e, então, deve refletir essa nova geografia da criação, abrindo-se às cenas emergentes. Para isso, pre-

cisamos reorganizar profundamente o museu e encontrar novos meios de aumentar a coleção. Dentro do pacote da “mundialização”, há ainda a proposta de criar um Pompidou virtual. Previsto para estrear em setembro, o projeto não é apenas um museu digital, mas, segundo Seban, abrirá na web todo o acervo e as exposições desenhadas pela casa. Para tanto, o museu vem investindo no desenvolvimento de uma plataforma tecnológica com “arquitetura de interface simples e intuitiva”. Mostras ‘blockbusters’ O plano de “mundialização” tem, é claro, inegável viés econômico. Num continente imerso em crise, em que a visitação de museus está em queda, expandir-se na direção de mercados em ascensão é um bom caminho para obter mais recursos. — Nosso orçamento já era frágil e, no ano passado, a verba do Estado caiu mais 5% (o equivalente a C 3,5 milhões) — afirma Seban. — O Pompidou, no entanto, soube reagir aumentando suas receitas próprias, de C 20 milhões para C 30 milhões nos últimos cinco anos, graças, entre outras coisas, ao mecenato, à locação de espaços e ao desenvolvimento de exposições fora da França. Já fizemos parcerias com Benin, Líbano e África do Sul. Seban é o décimo presidente do Pompidou e, após cinco anos, foi reeleito. Assim como oito de seus antecessores, não tem formação em arte. Ocupa o posto como um administrador do governo francês. Orgulha-se de, na primeira gestão, ter elevado o número de visitantes do museu em 40% (no ano passado, foram 3,6 milhões de pessoas) e de ter aumentado as receitas próprias do Pompidou em 50%. Há, do ponto de vista curatorial, empenho em criar mostras que resultem em público. O próprio Seban comandou exposições de Kandinsky, Calder e Munch. A programação para 2012 reforça a busca por blockbusters. Estão agendadas retrospectivas do alemão Gerhard Richter (o pintor vivo mais bem cotado em leilões) e do surrealista Salvador Dalí. ■

Para um museu de arte contemporânea no século XXI, o que está em jogo é a mundialização. Nossa coleção se pretende universal e, então, deve refletir a nova geografia da criação, abrindo-se às cenas emergentes
Alain Seban, presidente do Centro Pompidou

s olhos do Centro Pompidou estão fixados no Brasil. O principal museu de arte contemporânea da França vem trabalhando silenciosamente em território nacional para encontrar parceiros locais e trazer ao país exposições temporárias que levem sua marca. Enquanto isso, em Paris, a prestigiada instituição adota uma “política ativa” de aquisição de obras brasileiras. Quer tornar mais robusta a presença do Brasil em seu acervo. Em entrevista ao GLOBO, o recém-reeleito presidente do Pompidou, Alain Seban, enaltece a cena de arte contemporânea brasileira e a classifica como “uma das mais apaixonantes do mundo”. Revela ainda qual é a estratégia do museu para estreitar relações com o país: o investimento em novas aquisições e a exibição de parte de seu acervo por aqui. — Recentemente, com apoio de um grupo de colecionadores franceses e latino-americanos, compramos trabalhos de Ernesto Neto, José Damasceno, José Bechara e Rivane Neuschwander — diz Seban. Além disso, o Pompidou vem tentando enriquecer sua coleção com obras da arte moderna brasileira. Recebeu em doação do mecenas americano Daniel Brodsky, por exemplo, “Caran-

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cris.tardaguila@oglobo.com.br

Cristina Tardáguila

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SEGUNDO CADERNO

O GLOBO

Quarta-feira, 28 de março de 2012

Um documentário baseado na memória
André Miranda

Homenageado do festival É Tudo Verdade, o diretor argentino Andrés di Tella participa de debate domingo, no CCBB
andre.miranda@oglobo.com.br

memória serve como um elemento para a construção da identidade no cinema do diretor argentino Andrés di Tella. É uma memória que surge em documentários como “Montoneros, uma história”, “Fotografias”, “O país do diabo” ou “A televisão e eu”, algumas de suas obras que estão em exibição em Rio e São Paulo no festival É Tudo Verdade. Pelo bom cinema que faz, Di Tella é o homenageado internacional desta 17 a edição do principal evento de documentários do país. Com uma carreira iniciada no início dos anos 1990, o cineasta argentino é considerado um dos grandes de seu país, sobretudo na produção documental. Além disso, Di Tella foi o primeiro diretor artístico do prestigiado Festival Internacional de Cinema Independente de Buenos Aires (Bafici, na sigla em espanhol), uma mostra surgida em 1999, mais ou menos na época em que a produção audiovisual argentina passou por um boom criativo. O cineasta também é o diretor do Festival de Documentário de Princeton, nos EUA. — Hoje em dia parece haver um festival por semana, mas quando começou o É Tudo Verdade não havia tantos, e ainda menos de documentários. Acho que devemos a esses festivais o gosto do público pelos documentários hoje — explica Di Tella. — Antes, o gênero era visto como uma coisa feita para a TV, com bichinhos. Quando a gente falava que fazia documentário, perguntavam sobre que animal estávamos tratando. Isso mudou. No Bafici, por exemplo, nós programamos os documentários nas mesmas mostras que os filmes de ficção. Isso fez com que público e críticos se

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acostumassem com o gênero. Além de ajudar a popularizar o documentário na Argentina, o Bafici também foi fundamental para dar vazão à nova produção de cinema argentino surgida no fim do século passado. — O festival coincidiu com esse renascimento, com filmes de Pablo Trapero, Martín Rejtman, Lucrecia Martel. A última década do cinema argentino foi uma idade de ouro — diz. — Mas, agora, a todo tempo os críticos escrevem que o novo cinema argentino morreu. Eu não concordo. O que morreu foi a expectativa. Não há surpresa. Não há mais o impacto que “Mundo grua”, do Trapero, teve ao ser exibido no primeiro Bafici. Hoje, a realidade do cinema argentino é tão rica que se perdeu o elemento surpresa. O próprio Di Tella fez parte da construção desta realidade. Seus documentários em geral partem de questionamentos pessoais para buscar uma comunicação com o público. “A televisão e eu”, por exemplo, analisa a penetração do imaginário da TV na memória coletiva de uma sociedade. Já em “Fotografias”, ele vai atrás da história de sua mãe, nascida na Índia, através de imagens. Tudo isso vai ser debatido no domingo, no Centro Cultural Banco do Brasil, num encontro do público com Di Tella, após a sessão de “Golpes de machado”, marcada para as 18h30m. — A memória representa a identidade. Lembra de “Blade Runner”? Quando eles criaram os Replicantes, a memória deles foi feita com quatro ou cinco fotos inseridas na lembrança, para que eles acreditassem que eram humanos. E é assim que acontece. A memória de um indivíduo é sua identidade. E por isso, a memória de uma comunidade é também é sua identidade. ■

Fotos de divulgação

NO FILME “O país do diabo”, o diretor recorda através de imagens a campanha argentina contra os índios levada a cabo no século XIX

À espera da morte com Werner Herzog

DI TELLA: cineasta é também diretor de festivais

Acostumado a retratar a relação entre o homem e a natureza, o alemão Werner Herzog mostrou no ano passado que tem uma nova obsessão: o corredor da morte nos EUA. O É Tudo Verdade exibe hoje o documentário, inédito no Brasil, “Ao abismo, um conto de morte, um conto de vida”, em que Herzog se debruçou sobre o caso de um homem preso no Texas, à espera da execução, após ser condenado por um triplo homicídio cometido dez anos antes. No filme, Herzog busca compreender cada detalhe do crime, ao mesmo tempo em que questiona a pena de morte. O projeto deu origem a uma sé-

Divulgação

O ‘DOC’ “Ao abismo...” será exibido hoje

rie de quatro episódios, “On death row”, dirigida por Herzog para a TV, sobre outros casos de detentos no corredor da morte americano. No É Tudo Verdade, “Ao abismo” passa hoje, às 22h30m, no Unibanco Arteplex.

Lei de Incentivo Cultural ainda provoca críticas
Produtores se queixam de manutenção da ordem cronológica em edital do município
Mauro Ventura

‘Avenida Brasil’ tem estreia eletrizante
Adriana Esteves, Tony Ramos e Mel Maia dominam o primeiro capítulo
Divulgação TV GLOBO/Matheus Cabral

‘Avenida Brasil’
TV Globo
Patrícia Kogut
kogut@oglobo.com.br

epois da confusão que marcou a entrega dos documentos relativos à Lei Municipal de Incentivo à Cultura — com filas e muita discussão —, o prefeito Eduardo Paes decidiu criar mais um edital, de R$ 14,8 milhões, mas com novos critérios de escolha dos projetos a serem contemplados. Agora são dois editais, de igual valor, cada um correspondente a 0,38% do total do ISS arrecadado. Para o primeiro edital, nada muda: vale a ordem de chegada dos termos de compromisso e adesão. Já para o novo edital, todos os documentos serão recebidos, e deixa de existir a ordem cronológica. Uma comissão de avaliação, composta por três integrantes indicados pelo secretário municipal de Cultura, Emilio Kalil, escolherá os projetos. Todo mundo satisfeito? Nem perto. Produtores reclamam da manutenção da ordem de chegada para o primeiro edital. A confusão começou quando, na semana retrasada, a secretaria tinha anunciado a entrega dos termos com uma semana de antecedência. Com isso, produtores, captadores e funcionários de empresas patrocinadoras acamparam na fila, já que os primeiros seriam beneficiados. Essa fila informal foi organizada pelos próprios interessados. — Mais tarde ela foi desfeita por ordem do prefeito, que reconheceu que era indigna — diz o diretor teatral Luiz Fer-

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mventura@oglobo.com.br

nando Lobo. — Tanto que no segundo edital o critério é de mérito cultural. Então é estranho achar que a fila é indigente, e validá-la. Qual a legalidade dessa fila? É uma situação estapafúrdia ter dois critérios. A decisão do novo edital ocorreu após reunião com um grupo de produtores e captadores. — É legítimo um grupo se reunir com o prefeito, mas não pode ir como se representasse determinado segmento, o que não representa — diz Lobo, ressaltando a importância do aumento da renúncia. Produtor de cinema reclama Um produtor de cinema, que preferiu não se identificar, também faz críticas. — Esse grupo não tinha, por exemplo, ninguém do audiovisual, que é quem mais capta. Presente ao encontro, Eduardo Barata, presidente da Associação dos Produtores de Teatro do Rio (APTR), rebate: — O prefeito se sensibilizou ao saber da fila e da ordem cronológica. Achou degradante, quis mudar a regra, mas ela estava estabelecida. As pessoas ficaram lá baseadas num critério contido num edital que já havia sido publicado. Isso tem que ser respeitado, é questão de justiça. Kalil pediu desculpas públicas pela confusão: — Passamos por um momento muito delicado, o episódio lamentável da fila. Aquilo partiu de um erro de leitura, e eu me penitencio e peço desculpas em nome da minha equipe. Espero que isso nunca mais se repita. ■

“Avenida Brasil”, novela das 21h da Globo, estreou anCRÍTICA teontem sem que seu autor, João Emanuel Carneiro, perdesse tempo com liturgias consideradas imprescindíveis na teledramaturgia, como a (eventualmente longa e burocrática) apresentação de cada trama. Em vez disso, ofereceu de cara sua história bem construída e eletrizante, sem furos, capaz de arrastar o mais preguiçoso dos espectadores. Os personagens, fortes, impuseram-se ao público naturalmente. Foi também consequência da escalação de elenco matadora e da direção de atores competentíssima — Ricardo Waddington (direção de núcleo), Amora Mautner e José Luiz Villamarim (diretores-gerais).

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GENÉSIO (TONY RAMOS) conversa com Carminha (Adriana Esteves): novela trouxe personagens fortes

Longe da caricatura Vimos um primeiro capítulo impecável em todos os aspectos. Já na estreia, ficou claro: “Avenida Brasil” é para ser acompanhada com atenção, ou corre-se o risco de perder o fio da meada; por outro lado, é preciso uma dose de espírito contemplativo para apreciar a luz bem feita, os planos caprichados, enfim, usufruir de uma produção que se aproxima do cinema. “Falar para a classe C”, lema repetido ad nauseam nos últimos tempos pelos realizadores de TV, não significa fa-

zer um simulacro daquilo que se acredita ser o universo deste telespectador. “Avenida Brasil” entendeu isso. Tem acima de tudo este mérito: escapa à caricatura e à literalidade fabricando um ambiente próprio. Seu subúrbio não é delirante e possui inúmeros elementos de realidade, mas foi digerido pela cabeça pensante de um criador. Ele surgiu apenas sugerido via imagens de trens, de copos de cerveja, de uma mulher passando gelo no rosto para espantar o calor etc. Não precisa ir muito fundo em semiologia para entender que essas são representações, signos, sinais, alegorias que, por analogia, fazem o público pensar

num universo e o transportam para ele. A novela dá uma rasteira no imitativo e no explicadinho e aposta na capacidade do telespectador para completar espaços em branco. Essa inteligência está também nos figurinos, na direção de arte e na cenografia. O elenco brilhou. A vilã Carminha promete ser um divisor na carreira de Adriana Esteves. Ela mostrou que estava pronta para a missão. Tony Ramos, o Genésio, deixou para trás o tipo ingênuo demais e obteve a simpatia do público como aquele que só não driblou o malfeito da malvada mulher porque morreu antes. A menina Mel Maia é um gênio precoce; pena que

sua participação será breve. Murilo Benício, um ator completo, domou totalmente as limitações de voz do passado. Quem duvida do alcance do seu Tufão? Além deles, Eliane Giardini, Marcelo Novaes, Heloísa Périssé e Fabiula Nascimento se destacaram. Débora Bloch e Camila Morgado dividem um marido fissurado por ruivas, personagem de Alexandre Borges. Na estreia, o trio esteve bem, mas ali, o risco da repetição é grande. Se João Emanuel os mantiver presos a uma situação cômica eterna, eles podem ficar reduzidos à dimensão de um quadro de programa de humor. É esperar para ver. ■

FRANCISCO BOSCO: a coluna volta a ser publicada na próxima quarta-feira

Quarta-feira, 28 de março de 2012

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SEGUNDO CADERNO

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Um exame na cabeça de uma geração
O disco dos Beastie Boys ‘Check your head’, bíblia de artistas como Marcelo D2, Yuka e BNegão, chega aos 20 anos
Divulgação

Silvio Essinger

MCA, MIKE D
e Ad-Rock (a partir da esquerda): os Beastie Boys usaram o dinheiro ganho com o disco “Licensed to ill” na produção de “Check your head”

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silvio.essinger@oglobo.com.br

em “Check your head”, talvez não houvesse um Planet Hemp, diz o rapper (e ex-Planet) BNegão. Ele é um dos muitos garotos que tiveram suas vidas mudadas por esse terceiro álbum do grupo americano Beastie Boys, que completa 20 anos de lançamento no dia 21. No entanto, se esse inovador coquetel de rap, punk, jazzfunk dos anos 1970, reggae e latinidades afetou a vida de um brasileiro em especial, foi a de Mario Caldato, Jr.. Paulistano que foi criança para os EUA, ele estreou como produtor em “Check your head” e, por causa desse disco, acabaria produzindo trabalhos de grande sucesso de Jack Johnson, Manu Chao, Planet Hemp (e seu rapper, Marcelo D2), Marisa Monte e Seu Jorge.

De volta aos instrumentos Engenheiro de som do disco anterior dos Beastie Boys, “Paul’s boutique”, de 1989, Mario foi convidado pelo grupo (formado pelos rappers brancos e novaiorquinos Mike D, MCA e Ad-Rock) para conduzilos em um álbum “diferente”. — Eles decidiram não fazer mais shows só para pensar no disco — conta o produtor, por telefone, de Los Angeles. — Em vez de gastar dinheiro com um estúdio caro em Hollywood, sugeri que eles comprassem equipamento e arrumassem um lugar para a gente gravar. Eles estavam de saco cheio de fazer rap e queriam tocar bateria, baixo e guitarra, os instrumentos da época em que faziam punk hardcore.

Tranquilos, com o dinheiro que ganharam com seu primeiro LP (“Licensed to ill”, de 1986, que então havia vendido 5 milhões de cópias), eles puderam passar três anos em Los Angeles concebendo “Check your head”. De segunda a sexta, a rotina era: ir à noite para o estúdio montado por Mario, jogar basquete, andar de skate, ouvir discos de funk e aí tocar de improviso, tentando imitar aquele som. — Mas eles eram bem limitados como músicos, era muito solto, só barulho — conta o produtor. — Só melhorou quando o Money Mark (amigo de Mario, que trabalhara como carpinteiro no estúdio) entrou

na parada, tocando teclados e ajudando com os arranjos. Aos poucos, Caldato foi descobrindo recursos inusitados, como “um microfone vagabundo de karaokê”, que distorcia o som e foi usado para gravar as vozes de “So wat’cha want” e “Stand together”. Ele também gostava de abusar do eco (influência do mestre jamaicano do dub Lee Perry) e até incluiu uma brasileiríssima cuíca em “Lighten up”. — Ela foi tocada por um cubano, o Juanito Vazques, que eu descobri numa loja de instrumentos — revela Mario. No primeiro ano e meio de trabalho, o produtor e o grupo só trabalharam em faixas ins-

trumentiais. Mas aí MCA (pseudônimo de Adam Nathaniel Yauch) apareceu com uma colagem com vários trechos sonoros (entre os quais o de uma obscura gravação de Jimi Hendrix, “Happy birthday”). Era o embrião do rap “Jimmy James”, que virou faixa de abertura do disco. — “Check your head” foi uma bomba na cabeça da galera. Ele abriu uma porta no hip-hop para que se experimentasse com banda. E a parte rap dele é sujaça, com uns samples malucos e umas batidas bem pesadas — diz Edu K, líder do Defalla, banda gaúcha que, num incrível fenômeno de sincronicidade, usou o

mesmo sample de “Happy birthday” na faixa que abre seu disco “Kingzobullshitbackinfulleffect92”, de 1992. — O “Check your head” foi um disco catalisador para todos nós — conta Marcelo Yuka, que, na época, estava a um passo de montar O Rappa. — Antes dele, os estúdios eram uma coisa muito distante. Ver no encarte do disco a imagem daqueles garotos gravando e se divertindo com aquilo nos libertou e nos deu a autoridade para peitar os produtores e sair em busca do nosso som. A impressão foi a de que aquele era um disco que poderíamos ter feito. Afinal, nós ouvíamos as mesmas coisas que eles.

Produtor de Pitty e Raimundos, Rafael Ramos tinha 13 anos quando ouviu “Check your head” pela primeira vez. — E não entendi nada. Ficava me perguntando: “Mas pode isso?” — confessa. — Já da segunda vez que ouvi, ele me ganhou para sempre. É um disco que não para, é informação nova o tempo todo. Até hoje. — “Check your head” conseguiu reunir várias coisas diferentes, do hardcore mais pulsante ao funk mais lento, de uma forma fluida. É um dos discos que mais influenciaram a nossa geração — diz BNegão, que trabalhou com Caldato em dois CDs do Planet Hemp. — Cara, foi uma era dourada! Era “Check your head” e o Cypress Hill dia e noite no discman! — recorda-se o DJ Marcelinho da Lua. — No final do disco, a faixa “Namasté” dava o relax do rolê de skate. — A colaboração entre nós estava fluindo. Fazíamos uma coisa de que gostávamos e esperávamos que as pessoas fossem gostar. Mostramos que uma boa vibe é mais importante que um som perfeito e limpo — encerra Mario Caldato, pouco antes de entrar no último dia de mixagem do novo CD de Marcelo D2. ■

Divulgação

JELLO BIAFRA
acusa o governo americano de tentar, até hoje, ocultar a verdade sobre os prisioneiros mantidos na prisão de Guantánamo, em Cuba

Brasil e Jamaica em encontro de bambas
Bid mostra sua mistura de reggae com ritmos locais no Teatro Casa Grande
Divulgação/Matheus Rangel

Carlos Albuquerque

Aulas de punk na escola do professor Jello Biafra
O ainda indignado fundador do grupo Dead Kennedys volta ao Rio com sua nova banda
ão é por acaso que um cara como Jello Biafra tem uma banda chamada Guantánamo School of Medicine. — Algumas daquelas pobres pessoas estão lá (na prisão de Guantánamo) há quase 12 anos. E uma das razões porque eu acho que não as levam a julgamento é porque o governo americano não quer que o mundo saiba que elas ficaram loucas depois desse tempo todo — acusa o vocalista, fundador dos Dead Kennedys (os “Kennedys Mortos”, lendária banda punk californiana), que se apresenta hoje, no Teatro Odisséia, com seu GSOM (a festa começa às 20h, com abertura da banda Halé). Da era Bush, quando Guantánamo foi lotada de acusados de terrorismo, até hoje, com Barack Obama na presidência, pouco mudou, garante Jello. — Quando ninguém está olhando, Obama tem feito muito mal aos direitos humanos, deixando passar leis muito piores que as de Bush — diz ele, que traz para o palco canções do novo álbum da banda, “Enhanced methods of questioning”. Um disco musical-

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mente bem variado. — Nós fazemos muitas coisas, não é só punk rock. Mas até o punk que fazemos é, de certa forma, único — diz Jello, que confessa não aguentar o tal de pop punk. — Tem um monte de bandas que parecem os Eagles (ídolos do rock de FM dos anos 1970), só que com guitarras barulhentas. As letras estúpidas são as mesmas. É a terceira vez que Jello Biafra vem ao Brasil. Em 2010, ele fez turnê com o GSOM. E, em 1992, debutou no país a convite do jornalista André Barcinski, que lançava o livro “Barulho”. Ele acabou ficando no Rio para a Eco 92 e para alguns shows com o grupo francês Mano Negra (do cantor Manu Chao) e com o Sepultura e os Ratos de Porão. — Um dia, um simpático estranho ofereceu-me pouso. Dias depois descobri que ele era um astro de rock, o Renato Russo — conta Jello, que dedicou ao legionário o show de 2010 no Rio. — Renato era muito corajoso. E amoroso. Ele vivia me perguntando: “Jello, você já esteve apaixonado?” — diverte-se o veterano punk, ainda agitando aos quase 54 anos de idade (Silvio Essinger). ■

e Bid fosse levar todos os convidados que participam do seu disco “Bamba dois” para o palco do Teatro Oi Casa Grande — onde se apresenta hoje, às 21h, dentro do festival Sonoridades — o espaço ficaria engarrafado. Gravado entre o Brasil e a Jamaica, dentro de um conceito de união entre ritmos nacionais e o reggae, o trabalho tem as participações dos jamaicanos Sizzla, Kymani Marley, Tony Rebel, Ernest Ranglin, Prince Tiger, Luciano, U-Roy e Jesse Royal, além dos locais Bi Ribeiro, Lúcio Maia, Luis Melodia, Anelis Assumpção, Jorge Du Peixe, Dominguinhos, Chico César e Karina Buhr. Desse time misto, apenas Luciano, Priest Tiger, Jesse Royal e Chico César vão participar do show. — Desde que finalizamos esse projeto, com o lançamento do disco, ano passado, já sabíamos que seria difícil termos todo mundo no mesmo palco — conta Bid. — Mas por outro lado, criamos um show flexível, abrindo a possibilidade de termos sempre um convidado se apresentando conosco. Já tocamos com o Sizzla uma vez. Agora, pela agenda, vamos poder contar com o Luciano e o Jesse Royal. Da próxima vez, poderão ser outros. E por aí vai. Se Jesse Royal é uma estrela emergente do reggae, Luciano é um consagrado representante da escola jamaicana de cantores, que já apresentou ao mundo vozes de ouro como Dennis Brown, Gregory Isaacs e Beres Hammond. Como eles, Luciano foi profundamente influenciado pelo soul e pelo r&b produzidos nos Estados Unidos. — Historicamente, os can-

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carlos.albuquerque@oglobo.com.br

BID (à esquerda) com o produtor e cantor jamaicano Luciano, que faz participação especial no show de hoje

tores jamaicanos sempre tiveram essa ligação com a soul music, que crescemos ouvindo pelo rádio e, hoje em dia, pela internet — conta Luciano. — Eu não sou diferente, aprendi a cantar ouvindo astros como Stevie Wonder e Curtis Mayfield, além do meu mestre jamaicano, Freddie McGregor. Na Jamaica, dominada pelo som digital do dancehall e do ragga (parentes locais do hiphop) e seus jovens e hiperativos MCs, com suas rimas sobre sexo e violência, Luciano, aos 47 anos, é sinônimo da velha guarda do reggae, com suas letras “positivas” e seu apego aos ideais rastafári, mesma religião do percussionista Priest Tiger. — Quando eu comecei a gravar, no começo dos anos 1990, só se ouvia dancehall nas ruas, nas festas e nas rá-

dios. Aquele era e ainda é o som dos jovens, das cidades. Mas eu e outros cantores que surgiram naquela época, como o próprio Tony Rebel, que também gravou o disco do Bid, fizemos as pessoas lembrarem que dancehall não era tudo, que era preciso lembrar das raízes do reggae, das mensagens positivas de Bob Marley. Hoje, acredito que temos um equilíbrio maior entre essas duas vertentes. Homenagem a Bob Marley No show, Chico César deve interpretar o forró regueiro “Little Johnny”, uma das músicas que canta no disco, enquanto Jesse Royal vai rever “World cry”, dueto que fez com Karina Buhr. Destaque da noite, Luciano deve cantar quatro músicas, entre elas, uma canção acústica, uma “surpresa”, segundo Bid.

— Ele vai fazer uma homenagem a Bob Marley nesse momento acústico — diz o produtor, que começou a carreira nos anos 1980, como integrante do grupo Tokyo, ao lado de Supla. — Já o Priest Tiger vai fazer a abertura do show, tocando tambores nyahbingui, usados em rituais rastafári. Vai ser uma espécie de bênção para o espetáculo. Bênção foi também o que Bid buscou quando voltou à Jamaica, em fevereiro deste ano, para entregar o CD “Bamba dois” aos músicos que participaram do projeto. — Me senti muito bem fazendo isso, porque eles estão acostumados com gente que vai à Jamaica, grava com eles e depois desaparece. Todos agradeceram e sentiram o respeito que tenho pelo país e por seus artistas. ■

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Quarta-feira, 28 de março de 2012
SEGUNDA-FEIRA TERÇA-FEIRA QUARTA-FEIRA QUINTA-FEIRA SEXTA-FEIRA Música Artes Cênicas Cinema Transcultura Artes Visuais

Incomunicações modernas
Texto de Julia Spadaccini faz interessante cruzamento de relações afetivas
Divulgação

ARTES CÊNICAS

CENA ABERTA
● Um dos maiores diretores teatrais do mundo, Peter Brook é também o autor de alguns dos livros mais instigantes sobre as artes cênicas. Um de seus mais importante trabalhos, fora de catálogo no Brasil, “O teatro e seu espaço” acaba de ganhar uma bela reedição espanhola, “El espacio vacío” (Península). Responsável por lançar a obra no Brasil em 1970, a editora Vozes estudou, em 2011, uma nova edição, mas a ideia não foi aprovada pelo conselho da editora. A nova edição espanhola conta com um prefácio assinado pelo crítico Mark Ordonez, que classifica o escrito como um dos “mais claros, sábios e influentes livros de teatro já escritos”. Divididas em quatro seções, as reflexões de Brook atravessam Tchekhov, Beckett, Grotowski, Merce Cun ningham e Shakespeare. Enquanto os direitos do livro seguem em aberto no Brasil, a editora Civilização Brasileira acaba de reeditar “A porta aberta” e o selo Bertrand planeja reeditar a biografia “O fio do tempo”.

Brook em livro

‘O céu está vazio’

Casa de Cultura Laura Alvim
Barbara Heliodora
segundocaderno@oglobo.com.br

PRISCILA STEINMAN
e Paulo Giardini, ela uma “cosplayer” que ajuda o personagem dele a se relacionar com o filho emo: panorama contemporâneo que fala à plateia

A comédia de costuTEATRO mes de Julia Spadaccini gira em torno de CRÍTICA um marido, uma mulher e um filho que não se comunicam, de uma amante em busca da liberdade e de uma cosplayer (do inglês costume player — gente que se veste com trajes de super-heróis) cuja leveza consegue fazer acontecer ao menos um princípio de degelo entre pai e filho. A peça é escrita como uma série de confrontações, cada uma delas contida em si, mas cujo acúmulo empresta ao todo uma razoável coerência. Ivan, o pai, é o personagem mais bem escrito, perturbado porque a vida não o deixa ser tranquilo em sua mediocridade. Os outros personagens, inclusive Lui, o filho emo (outro grupo de jovens, que se vestem de preto e são muito emotivos), cujo isolamento é sublinhado pela linguagem corporal, ficam um pouco na base do tipo, mas os diálogos levantam problemas que falam de perto à plateia, elaborando um panorama contemporâneo perfeitamente reconhecível. Diretor dá bom ritmo à ação O texto de Spadaccini avança por um excesso de simbolismo em algumas cenas, que interfere, sem necessidade, em um quadro mais satisfatório quando desafiador em si; mas a autora levanta questões significa-

tivas para uma indagação dos valores, ou a perda deles, da sociedade de hoje em dia. É claro que a indagação sobre o céu estar ou não vazio, e outras tantas de igual significação, não podem ser discuticas a fundo em uma peça de uma hora e pouco, mas mesmo assim o diálogo fica acima de boa parte de outras obras que têm sido apresentadas nos palcos cariocas nos últimos tempos. A cenografia de Fernando

Mello da Costa é simples e eficiente, e bons são os figurinos de Flavio Graff. O universo de isolamentos é bem servido pela direção de movimento de Marcia Rubin, sendo adequadas a luz de Ana Kutner e a trilha sonora de Jorge Caetano. Este último, diretor do espetáculo, obviamente tem muito carinho pelo texto com que lida, dá bom ritmo à ação, e procura fazer com que os vários personagens cumpram suas tarefas com anda-

mentos diferentes, correspondentes ao universo de cada um. As várias características que afastam “O céu está vazio” do realismo puro e simples exigem alterações na interpretação, principalmente por parte dos personagens que vivem fora dos valores e hábitos rotineiros. Paulo Giardini aguenta bem seu Ivan contestado, que sonha com a ilusão das soluções fáceis, enquanto Rael Barja começa um pouco exagerado mas depois en-

contra o ritmo certo para o sofredor emo que na verdade anseia por comunicação. Ticiana Passos está discreta como Laura, prejudicada pela indefinição do personagem. Thais Tedesco faz uma Sandra alegre como pede o texto, e Priscila Steinman consegue render bem na pitoresca figura de Emilia. No todo, um espetáculo interessante, que levanta questões, como deve fazer o teatro que quer ser levado a sério. ■

Divulgação/Robert Schwenck

PIERRE Baitelli e Malu Rodrigues

● Depois de belas atuações e uma polêmica cena de nudez — muito mais casta que tórrida, é verdade — Malu Rodrigues e Pierre Baitelli voltam a formar um casal no teatro. Eles serão Dorothy e o Espantalho na nova montagem de “O Mágico de Oz”, que estreia dia 1 o de junho com direção de Charles Möeller e Claudio Botelho. Os dois se juntam a Maria Clara Gueiros (Bruxa Má), Miele (Mágico) e Lucio Mauro Filho (Leão Covarde). Nicola Lama, que fazia par romântico com Malu em “Um violinista no telhado”, será o Homem de Lata. O espetáculo estreia no Teatro João Caetano, e os ensaios começam nesta semana.

Festival de Curitiba abre hoje ao público com 300 peças mas menos estreias nacionais que em 2011

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VÁ AO TEATRO
“‘Os mamutes’ é mais um texto brilhante do Jô Bilac. O texto, com a perspicácia da direção da Inez Viana e o esplendor que todos os atores atingem, é de um humor crítico raro de se encontrar, e mais que necessário. A frase de Woody Allen: ‘O humor é uma forma de você ver o lado engraçado de algo que é realmente triste’ cabe perfeitamente. Vá rir e refletir!” Alexandre Nero, ator

om a abertura, hoje, de sua programação ao público, o Festival de Curitiba, em sua 21 a edição, continua mantendo a pompa de ser, numericamente, o maior festival “AH, A HUMANIDADE!”: uma das novidades do país, com 30 espetáculos na mostra princi- Abreu, e “Ah, a humanidade! E pal, e mais de 300 na paralela, a outras exclamações”, coletâFringe. Mas em comparação ao nea de textos de Will Eno evento do ano passado, a gra- (“Temporada de gripe”), que de central de 2012 apresenta marca a estreia de Murilo Hauestreias nacionais menos im- ser na direção, após anos coponentes e em menor número. mo assistente de Felipe Hirsch. Se em 2011 Curitiba recebeu oi- Anunciada como estreia, mas to montagens nacionais inédi- na verdade uma remontagem, tas, de nomes como Galpão, a adaptação do romance “EsSutil Cia, Denise Stoklos, Ga- cravas do amor”, de Nelson briel Vilella e Deborah Colker, Rodrigues, feita pela Cia. Os Fodidos Privilegiados em 1997, este ano serão cinco. Duas delas vêm da própria será apresentada hoje, com dicidade-base e servirão como reção de João Fonseca. “Los abre-alas do Festival: “De ver- pájaros muertos”, do espanhol dade”, da Cia. Brasileira de Marcos Morau, também faz Teatro, dirigida por Marcio única apresentação logo mais.

Divulgação/Camila Cornelsen

Passando o texto

Um novo casal em ‘O Mágico de Oz’

E começa a festa


pessoas. Eu começou a falar

EU DETESTO ser tratada
dessa maneira, como uma modelo, uma

carinha bonitinha que serviu pra enganar as

personifiquei o JT. Se ele falou com um monte de gente no mundo inteiro,

● O Teatro Carlos Gomes acaba de se tornar o primeiro teatro do país a oferecer recursos de acessibilidade para cegos e surdos. Em cartaz no teatro, o musical “As mimosas da Praça Tiradentes” agora pode ser acompanhado através de recursos de audiodescrição, no caso dos deficientes visuais, e de interpretação em Libras (Língua Brasileira de Sinais) e legendas, para os deficientes auditivos. O projeto da Lavoro Produções prevê sessões inclusivas aos domingos, duas vezes por mês, durante todo o ano. A próxima será no dia 1 o de abril.

Teatro para todos

também foi por mim. Era como se o JT saísse da Laura e entrasse em mim. Falando assim, parece que eu sou maluca. Mas o JT existia. Não era eu, nem a Laura. Era a cabeça dela com o meu corpo. Depois de um tempo, ele entrou na minha cabeça também, e

Trecho de “JT — Um conto de fadas punk”, de Luciana Pessanha, no CCBB

Após vencer os prêmios APCA de melhor ator (Joca Andreazza) e atriz (Lavínia Pannunzio), e de receber indicações ao Shell (SP) por direção e atriz, a Cia. Razões Inversas chega ao CCBB com “A ilusão cômica”, no dia 5 de abril. Clássico do francês Pierre Corneille, a peça, dirigida por Márcio Aurélio, transita por diferentes gêneros para tratar da história de Pridamante, um burguês que provoca a fuga de seu filho de casa e recorre a um mago para reencontrá-lo.

Corneille no CCBB

AGENDA

[Teatro]
campus da universidade (95531685), às 21h, “A leitura de Electra”, de Eduardo Teffé, e “A pena, a lei e outros causos”, dirigida por Guedes Betho. A mostra segue até 9 de abril. Amanhã • Escrita por Nelson Rodrigues, “Anjo negro” ganha versão da Cia de Teatro Mosaico, do Mato Grosso, em temporada até domingo, às 19h, no Teatro Dulcina (2240-4879), pelo Mambembão. A trama é sustentada pelo embate travado entre Ismael, um homem rico, poderoso, de pele negra, e Virgínia, mulher linda, de pele branca, a quem possui de forma violenta. • Também pelo Mambembão, “Cabaré das donzelas inocentes”, de Brasília, fica em cartaz até domingo no Glauce Rocha (22200259), às 19h. Com direção de Murilo Grossi e William Ferreira, a peça parte da vivência de quatro prostitutas num decadente cabaré. • A Cia. Atores de Laura leva ao Galpão Gamboa (2516-5929), às 21h, a elogiada “Adultério”. Com direção de Daniel Herz, a montagem toma como inspiração a obra de Luigi Pirandello para tratar de diferentes maneiras da infidelidade. Sexta, dia 30 • Claudia Raia volta à cidade com o musical “Cabaret”, às 21h, no Oi Casa Grande (2511-0800). Imortalizado no cinema pelo diretor Bob Fosse, com Liza Minelli no longa homônimo de 1972, a montagem acompanha a trajetória da cantora e prostituta Sally Bowles, que se apaixona por um homem gay, o escritor Cliff Bradshaw (Guilherme Magon). A trama se passa no decadente Cabaret Kit Kat, na Alemanha dos anos 1930. A criação de Joe Masteroff (texto), John Kander (música) e Fred Ebb (letras), ganha versão de Miguel Falabella, com direção José Possi Neto.

[Dança]
Amanhã • A Cia Dezeo Ito, fundada na França mas com sede também em Itacaré, na Bahia, encerra às 19h, no Cacilda Becker (2265-9933) a programação de dança do Mambembão com os solos “Sol” e “Saudade”. O programa se repete na sexta. Sexta, dia 30 • Criação de Eliane Carvalho, “Transitório” estreia às 20h, no Espaço Sesc (2548-1088), com Eliane e a bailarina Laura Laguna em cena.

Hoje • O Grupo Pedras reestreia “O reino do Mar Sem Fim”, no Teatro Glaucio Gill (2332-7904), às 21h. A peça traz a história da princesa Elizabete, filha do rei do Mar Sem Fim, que se livra de um encanto graças ao valente Adriano. O espetáculo explora a dureza do trabalho na cana-de-açúcar, e lida com as tradições brincantes da Zona da Mata de Pernambuco. • A Mostra UniRio de Teatro apresenta até sexta-feira, no

Por Luiz Felipe Reis

Quarta-feira, 28 de março de 2012

O GLOBO

GENTE BOA
JOAQUIM FERREIRA DOS SANTOS

SEGUNDO CADERNO
Divulgação

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Da radionovela ao prontuário
Exposição sobre Mario Lago mostra sua vida de artista e combatente político
cabou em samba (“como ele gostaria”, resumiu Graça, filha do compositor), a abertura de “Eu lago sou — Mario Lago, um homem do século XX”, no Arquivo Nacional, Praça da República, Centro.
● “Vamos beber muita cerveja!”, brindou Mariozinho Lago, outro filho e boêmio como o pai, ao microfone, anunciando o início da roda de samba no belo pátio do prédio histórico. ●

SALDANHA é o segundo, Heleno, o terceiro: turma da pesada

Médici quer Dadá
colocaram no documentário sobre João Saldanha, o vídeo que confirma uma das mais famosas histórias do futebol. O repórter da TV gaúcha diz que o general Médici queria o o atacante Dadá Maravilha na seleção. João responde: “Nem eu escalo ministério, nem o presidente escala time”. Uma semana depois João deixou o cargo de técnico da seleção.
● Beto Macedo e André Iki Siqueira descobriram, e

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Fotos de Marcos Ramos

Jovens músicos capitaneados pela cantora Mariana Iris e pelo cavaquinista Tomas Miranda, cria do Bip Bip e da nova geração do Simpatia é quase amor, apresentaram músicas compostas por Mario Lago. Abriram com “Nada além” e seguiram com “Covardia”. Quando tocou “Mulher infernal”, Graça Lago não se conteve e foi para o meio da roda sambar. “Essa música o papai fez pra mamãe.”

Turma da pesada
MARIOZINHO LAGO reproduz a pose do pai diante de um dos cartazes da exposição “Um homem do século XX”

● Monarco deu canja em “Devolve” e “Atire a primeira pedra”, de Lago com Ataulfo Alves. “Tudo que rola com o nome desse velho eu tenho que ir, foi um professor”, definia o sambista. “Todo show que ele fazia, mandava me buscar. Antes disso, eu ouvia as novelas dele na Rádio Nacional.”

na próxima semana, cada um em seu filme, eram amigos. Eles concentravam suas andanças em Copacabana, anos 1930, onde chegaram a alugar uma garçonière, em cima de uma funerária. Era uma dupla infernal.

Heleno de Freitas e João Saldanha, que chegam às telas

Palavrão em cena
O cineasta Eduardo Coutinho vai fazer um documentário sobre dicionários. Palavrões terão destaque.

Programas de Lago na Nacional são destaque. O visitante pode ouvir a novela “Presídio de mulheres” por um fone plugado num rádio antigo. “A maioria aqui está ouvindo a Rádio Nacional pela primeira vez”, ressaltava o cantor Pedro Paulo Malta, que assina a mostra com Daniel Pereira.

Divino subúrbio
● Sai em abril, pela Pallas, o Dicionário da Hinterlândia Carioca, de Nei Lopes. Hinterlândia é o subúrbio. Trata-se do melhor roteiro para curtir ainda mais os arredores, na vida real ou na novela, da Avenida Brasil.

GRAÇA LAGO, filha do compositor, ouve o samba “Mulher infernal” e cai na dança

Essas tiranas
Felipe Gaspar/TPM

Companheiros, acordem/ Companheiros, de pé/ Começou a despontar o sol retangular/ Já é hora do café/ Que nos serve José”,
Hino feito por Mario Lago na prisão
O COMPOSITOR MONARCO: ao fundo a bonita iluminação do Arquivo Nacional, local da mostra

Na primeira sala da mostra, um paredão à la La Fiorentina, a cantina do Leme frequentada pelo compositor, oferece pilot para os convidados assinarem. Capas de livros e discos, além de imagens da boemia carioca, de amigos, e troféus também estão lá. Num quarto escuro, as paredes são todas forradas com documentos do prontuário de Mario, que, membro do Partido Comunista, foi preso pela primeira vez em 1932.
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● Da filósofa Viviane Mosé, na TPM que sai amanhã, sobre as mulheres de hoje: “São as grandes tiranas. Elas conquistaram muito poder e usam isso de maneira tirana. Resultado: são arrogantes, acham que estão sozinhas porque são poderosas demais.”

CURTINHAS
● Karl Erik, do Departamento de Letras da Puc, lança hoje o livro “Memórias presente”, no Museu da República.

Ali ouve-se a marcha que ele compôs em 1964 para ser cantada por seus companheiros de cela na Vila Militar. “Companheiros, acordem/ Companheiros, de pé/ Começou a despontar o nosso sol retangular/ Já é hora do café/ Que nos serve José”, diz o hino.

ADRIANA RATTES, Nelson Cavaquinho, Cartola e Mario Lago

PAULÃO e o microfone da Nacional

Línox lança hoje o CD “Me gustan las posibilidades” na boate Erotika, em Copacabana.

COM CLEO GUIMARÃES, MARIA FORTUNA E FERNANDA PONTES • E-mail: genteboa@oglobo.com.br

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SEGUNDO CADERNO

O GLOBO

Quarta-feira, 28 de março de 2012

Em texto publicado com exclusividade, humorista relembra o menino tímido, calado, subnutrido e de grande olhos
um Natal, já faz alguns anos, Chico Anysio escreveu um texto e pensou em usá-lo na TV Globo. Acabou não fazendo isso. O texto permaneceu inédito e agora é publicado com exclusividade pelo Segundo Caderno. Trata-se de um texto autobiográfico, em que o humorista — que morreu na sexta-feira passada, aos 80 anos — relembra o menino que um dia foi. Apesar do tom melancólico e triste, há uma passagem bem-humorada, quando ele diz que o mundo pode ser um inferno ou uma badalação, dependendo se ele é visto pelo escritor e dramaturgo Nelson Rodrigues ou pelo novelista Gilberto Braga. O texto mostra o Chico Anysio já adulto procurando pelo Chico Anysio ainda criança, um menino de 11 anos, comum, tímido, com grandes olhos, “desproporcionais ao tamanho do rosto”. Nessa busca, ele relembra um amor não correspondido, os brinquedos de infância, as roupas de época, os sentimentos de então. Um autorretrato revelador e inédito de um grande gênio do humor nacional. ■

Um autorretrato inédito de Chico Anysio
Chico Anysio

Vou fazer um apelo. É o caso de um menino desaparecido. Ele tem 11 anos, mas parece menos; pesa 30 quilos, mas parece menos; é brasileiro, mas parece menos. É um menino normal, ou seja: subnutrido, desses milhares de meninos que não pediram pra nascer; ao contrário: nasceram pra pedir. Calado demais pra sua idade, sofrido demais pra sua idade, com idade demais pra sua idade. É, como a maioria, um desses meninos de 11 anos que ainda não tiveram infância. Parece ser menor carente, mas, se é, não sabe disso. Nunca esteve na Febem, portanto, não teve tempo de aprender a ser criança-problema. Anda descalço por amor à bola. Suas roupas são de segunda mão, seus livros são de segunda mão e tem a desconfiança de que a sua própria história alguém já viveu antes. Do amor não correspondido pela professora, descobriu que viver dói. Viveu cada verso de “Romeu e Julieta”, sem nunca ter lido a história.

CHICO ANYSIO: um menino comum e sonhador
Foi Dom Quixote sem precisar de Cervantes e sabe, por intuição, que o mundo pode ser um inferno ou uma badalação, dependendo se ele é visto pelo Nelson Rodrigues ou pelo Gilberto Braga. De seu, tinha uma árvore, um estilingue zero quilômetro e um pássaro preto que cantava no dedo e dormia em seu quarto. Tímido até a ousadia, seus silêncios grita-

Prêmio APTR confirma a boa fase do teatro carioca
‘Inverno da luz vermelha’ levou três troféus, e ‘Palácio do fim’ foi eleito o melhor espetáculo; júri repete escolhas do Shell
Leonardo Aversa

Reprodução

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O menino

vam nos cantos da casa e seus prantos eram goteiras no telhado de sua alma. Trajava, na ocasião em que desapareceu, uns olhos pretos muito assustados e eu não digo isso pra ser original: é que a primeira coisa que chama a atenção no menino são os grandes olhos, desproporcionais ao tamanho do rosto. Mas usava calças curtas de caroá, suspensórios de elástico, camisa branca e um estranho boné que, embora seguro pelas orelhas, teimava em tombar pro nariz. Foi visto pela última vez com uma pipa na mão, mas é de todo improvável que a pipa o tenha empinado. Se bem que, sonhador de jeito que ele é, não duvido nada. Sequestrado, não foi, porque é um menino que nasceu sem resgate. Como vocês veem, é um menino comum, desses que desaparecem às dezenas todas os dias. Mas se alguém souber de alguma notícia, me procure, por favor, porque... ou eu encontro de novo esse menino que um dia eu fui, ou eu não sei o que vai ser de mim.

Luiz Felipe Reis

O ATOR Paulo José foi um dos homenageados especiais, junto com Domingos Oliveira e Aderbal Freire-Filho

classe teatral tomou a plateia do Teatro Carlos Gomes, na Praça Tiradentes, na última segunda-feira, para prestigiar a cerimônia de entrega do 6º Prêmio APTR, idealizado pela Associação de Produtores de Teatro do Rio de Janeiro. O presidente da APTR, Eduardo Barata, assumiu o palco às 20h40m, e logo depois os atores Michel Melamed e Cissa Guimarães, apresentadores da noite, lembraram do centenário de Nelson Rodrigues e iniciaram uma série de etapas que, até o fim da noite, rendeu uma homenagem especial aos atores e diretores Domingos Oliveira, Paulo José e Aderbal Freire-Filho. Ao todo, 22 espetáculos concorriam em 13 categorias, e a peça “Inverno da luz vermelha” saiu com o maior número de láureas, pela direção de Monique Gardenberg, o cenário de Daniela Thomas e pela iluminação de Maneco Quinderé. — Em 2002, eu ainda não tinha dirigido teatro e perguntei ao Zé Celso (Martinez Corrêa) o que ele achava. Ele me disse para eu ir adiante e aí eu tomei coragem — lembrou Monique. — O Paulo José também me ajudou a levar à frente a minha intuição. O teatro é uma arte do ator, então estou sendo premiada pelo trabalho magnífico dos meus três atores, que foi difícil, cheio de armadilhas, mas que conseguimos contornar. Com um júri formado pelos críticos Barbara Heliodora, Macksen Luiz, Daniel Schen-

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luiz.reis@oglobo.com.br

PREMIADOS

cio do fim”

Espetáculo: “Palá-

Diretor: Monique Gardemberg (“Inverno da luz vermelha”)

Autor: Felipe Rocha (“Ninguém falou que seria fácil”) Ator: Charles Fricks (“O filho eterno”)
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Atriz: Dani Barros (“Estamira — Beira do mundo”)

Iluminação: Maneco Quinderé (“Inverno da luz vermelha” e “Palácio do fim”) Cenário: Daniela Thomas (“Inverno da luz vermelha”)

ker, Tania Brandão, Lionel Fischer, Mauro Ferreira e Daniele Ávila, e pela produtora Norma Thiré, o APTR consagrou como melhor espetáculo “Palácio do fim”, que foi representado pela atriz Vera Holtz. O júri repetiu as escolhas do último Prêmio Shell, realizado na semana passada, nas categorias melhor autor, vencida por Felipe Rocha (“Ninguém falou que seria fácil”), além de melhor ator para Charles Fricks (“O filho eterno”) e melhor atriz para Dani Barros (“Estamira — Beira do mundo”), confirmando a boa fase de uma cena carioca que prova

ser capaz de, ao mesmo tempo, propor novas experiências cênicas e estabelecer uma relação direta com o público. Entre os homenageados da noite, Paulo José foi o primeiro a subir ao palco. Protagonista dos longas “Todas as mulheres do mundo” (1966) e “ E d u , C o r a ç ã o d e O u ro ” (1967), dirigidos por Domingos, ele lembrou com carinho a trajetória artística e de amizade vivida entre os três. — Fiz os primeiros filmes do Domingos e sempre estivemos ligados por uma grande cumplicidade. Já o Aderbal eu conheci depois, e percebi uma intimidade com o teatro dele. São muitas afinidades. Domingos foi o segundo a subir ao palco. Com mais de 60 peças no currículo, ele ressaltou que o prêmio ao trio representava uma homenagem ao próprio processo teatral: — Eu, Paulo e Aderbal somos amigos, mas visto por outro lado trata-se de um autor, um ator e um diretor. É o teatro que hoje está sendo homenageado. Os outros ganhadores da noite foram Jorge Caetano (melhor ator coadjuvante, por “Outside”), Analu Prestes (atriz coadjuvante, por “Mulheres sonharam cavalos” e “Um dia como os outros”), Felipe Storino (música, por “Outside”), Emília Duncan (figurino, por “A escola do escândalo”), Galpão Gamboa (prêmio especial) e o prêmio de melhor produção foi dividido entre a Aventura Entretenimento, por “Um violinista no telhado”, e Turbilhão de Ideias, por “R&J de Shakespeare — Juventude interrompida”. ■

Quarta-feira, 28 de março de 2012

O GLOBO

SEGUNDO CADERNO

Este caderno não se responsabiliza por mudanças em preços e horários. Ambos são fornecidos pelos organizadores dos espetáculos. Como nem todas as casas fornecem a classificação etária, é recomendável a pais e responsáveis a consulta prévia por telefone, fax ou e-mail.

RIO SHOW
NOS BAIRROS

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Zona Sul
> Cine Joia — Av. Nossa Senhora de Copacabana 680, subsolo H, Copacabana — 2236-5624. (87 lugares): As mulheres do 6º andar, 13h, 19h30m; L’Apollonide — Os amores da casa de tolerância, 15h15m, 21h45m; e Anderson Silva: como água, 17h45m. R$ 10 (seg a qui) e R$ 16 (sex a dom e feriados). > Cinemark Botafogo — Praia de Botafogo, 400, Botafogo Praia Shopping, 8° piso, Botafogo — 2237-9485. Sala 1 (124 lugares): Protegendo o inimigo, 15h, 17h40m, 20h20m. Sala 2 (139 lugares): Jogos vorazes, 13h20m, 16h20m, 19h20m, 22h20m. Sala 3 (219 lugares): A invenção de Hugo Cabret, dub, 18h50m; e John Carter — Entre dois mundos, (3-D), 13h10m, 16h, 21h40m. Sala 4 (186 lugares): Guerra é guerra, 14h15m, 16h30m, 18h45m, 21h. Sala 5 (290 lugares): Jogos vorazes, 15h10m, 18h10m, 21h10m. Sala 6 (290 lugares): Pequenos espiões 4, (3-D), dub, 12h50m, 14h50m; e Pina, (3-D), 16h50m, 19h30m. R$ 13 (qua), R$ 14 (seg, ter e qui, até as 17h), R$ 16 (seg, ter e qui, após as 17h), R$ 18 (sex a dom e feriados, até as 17h), R$ 20 (sex a dom e feriados, após as 17h), R$ 22 (qua, 3D), R$ 23 (seg, ter e qui, 3-D) e R$ 27 (sex a dom e feriados, 3-D). Maiores de 60 anos e crianças menores de 12 pagam meia-entrada. Toda a semana, na Sessão Desconto, é selecionado um filme nas sessões das 15h em que o espectador paga R$ 4 (consulte qual é o filme da semana por telefone, no site www.cinemark.com.br ou no próprio cinema). > Cinépolis Lagoon — Av. Borges de Medeiros 1.424, Estádio de Remo da Lagoa, Leblon — 3029-2544. Sala 1 (235 lugares): Protegendo o i n i m i g o, 1 3 h 5 0 m , 1 6 h 1 5 m , 1 8 h 5 0 m , 21h20m. Sala 2 (150 lugares): Raul — O início, o fim e o meio, 14h30m, 17h30m, 20h40m. Sala 3 (162 lugares): Guerra é guerra, 15h20m, 17h50m, 20h20m. Sala 4 (173 lugares): Pina, (3-D), 14h, 16h45m, 19h40m, 22h15m. Sala 5 (161 lugares): Pequenos espiões 4, (3-D), dub, 15h, 17h10m, 19h20m; e Shame, 21h30m. Sala 6 (232 lugares): Jogos vorazes, 16h, 19h, 22h. R$ 9 (qua, exceto feriados), R$ 14 (seg, ter e qui, até 16h55m), R$ 16 (seg a qui, exceto feriados, após 17h), R$ 19 (qua, exceto feriados, salas 3-D), R$ 22 (seg a qui, exceto feriados, 3-D), R$ 24 (sex a dom e feriados) e R$ 30 (sex a dom e feriados, 3-D). > Espaço Museu da República — Rua do Catete, 153, Catete — 3826-7984. (90 lugares): O artista, 14h, 18h (até qua); e A Dama de Ferro, 16h, 20h (até qua). R$ 10 (seg a qui) e R$ 12 (sex a dom e feriados). > Estação Sesc Botafogo — Rua Voluntários da Pátria, 88, Botafogo — 2226-1988. Sala 1 (280 lugares): Shame, 13h20m, 15h20m, 17h20m, 19h20m, 21h30m. Sala 2 (41 lugares): O artista, 14h, 18h; A Dama de Ferro, 16h; e Anderson Silva: como água, 22h. Sala 3 (66 lugares): Medianeras — Buenos Aires na era do amor virtual, 13h; A separação, 14h50m, 19h30m; Drive, 17h10m; e Caminho para o nada, 21h50m. R$ 15 (seg a qui) e R$ 18 (sex a dom e feriados). > Estação Sesc Ipanema — Rua Visconde de Pirajá, 605, Ipanema — 2279-4603. Sala 1 (141 lugares): Shame, 13h20m, 15h20m, 17h20m, 19h20m, 21h20m (exceto qua). Sala 2 (163 lugares): Adorável Pivellina, 13h40m, 15h40m, 17h40m, 19h40m, 21h40m. R$ 16 (seg a qui) e R$ 20 (sex a dom e feriados). > Estação Sesc Laura Alvim — Av. Vieira Souto, 176, Ipanema — 2267-4307. Sala 1 (73 lugares): O porto, 14h, 16h, 20h10m; Albert Nobbs, 18h; e Os descendentes, 22h. Sala 2 (37 lugares): A Dama de Ferro, 13h50m; W.E. — O romance do século, 16h10m (qua); A separação, 18h30m; e Millenium — Os homens que não amavam as mulheres, 21h. Sala 3 (45 lugares): Tão forte e tão perto, 13h15m; Precisamos falar sobre o Kevin, 15h40m; O artista, 17h50m; Meu primeiro casamento, 19h50m; e Drive, 21h50m. R$ 16 (seg a qui) e R$ 18 (sex a dom e feriados). > Estação Sesc Rio — Rua Voluntários da Pátria, 35, Botafogo — 2266-9952. Sala 1 (267 lugares): As mulheres do 6º andar, 14h30m, 19h10m; e Albert Nobbs, 16h50m, 21h30m. Sala 2 (228 lugares): L’Apollonide — Os amores da casa de tolerância, 13h45m, 16h15m, 18h45m, 21h15m. Sala 3 (104 lugares): Adorável Pivellina, 13h30m, 15h40m, 17h40m, 19h40m, 21h40m. R$ 15 (seg a qui) e R$ 18 (sex a dom e feriados). > Estação Vivo Gávea — Rua Marquês de São Vicente, 52, Shopping da Gávea, 4º piso, Gávea — 3875-3011. Sala 1 (79 lugares): L’Apollonide — Os amores da casa de tolerância, 14h10m, 16h50m, 19h10m, 21h30m. Sala 2 (126 lugares): Jogos vorazes, 13h10m, 16h, 18h50m, 21h40m. Sala 3 (91 lugares): Habemus Papam, 13h50m, 15h50m, 17h50m, 19h50m, 22h. Sala 4 (84 lugares): Shame, 13h40m, 15h40m, 18h, 20h, 22h10m. Sala 5 (156 lugares): Pina, (3-D), 13h, 15h20m, 17h30m, 19h40m, 21h50m. R$ 18 (seg a qui), R$ 24 (sex a dom e feriados), R$ 26 (seg a qui, 3-D) e R$ 30 (sex a dom e feriados, 3-D). > Kinoplex Fashion Mall — Estrada da Gávea, 899, Fashion Mall, 2º piso, São Conrado — 24612461. Sala 1 (139 lugares): Jogos vorazes, 15h, 18h, 21h. Sala 2 (195 lugares): A invenção de Hugo Cabret, (3-D), 15h50m, 18h30m, 21h15m (qua); e pré-estreia de Um método perigoso, 21h15m (qui). Sala 3 (114 lugares): Guerra é guerra, 15h20m, 17h30m; e Shame, 19h40m, 21h50m. Sala 4 (129 lugares): Protegendo o inimigo, 16h30m, 19h, 21h30m. R$ 20 (qua), R$ 21 (seg, ter e qui), R$ 25 (sex a dom e feriados), R$ 26 (qua, 3-D), R$ 27 (seg, ter e qui, 3-D) e R$ 31 (sex a dom e feriados, 3-D). > Kinoplex Leblon — Av. Afrânio de Melo Franco, 290, Shopping Leblon, 4º piso, Leblon — 2461-2461. Sala 1 (170 lugares): Raul — O início, o fim e o meio, 15h50m, 18h30m, 21h10m. Sala 2 (171 lugares): Guerra é guerra, 14h, 16h10m, 18h20m, 20h45m. Sala 3 (172 lugares): Jogos vorazes, 14h30m, 17h30m, 20h30m. Sala 4 (161 lugares): A invenção de Hugo Cabret, (3-D), 16h30m; e Shame, 19h10m, 21h30m. R$ 18 (qua), R$ 21 (seg, ter e qui, exceto feriados), R$ 25 (sex a dom e feriados), R$ 26 (qua, 3D), R$ 27 (seg, ter e qui, 3-D) e R$ 31 (sex a dom e feriados, 3-D). > Leblon — Av. Ataulfo de Paiva, 391, lojas A e B, Leblon — 2461-2461. Sala 1 (640 lugares): Jogos vorazes, 15h, 18h, 21h. Sala 2 (300 lugares): Protegendo o inimigo, 14h, 16h30m, 19h, 21h30m. R$ 18 (qua), R$ 21 (seg, ter e qui, exceto feriados), R$ 25 (sex a dom e feriados), R$ 26 (qua, 3-D), R$ 27 (seg, ter e qui, exceto feriados, 3-D) e R$ 31 (sex a dom e feriados, 3-D). > Rio Sul — Rua Lauro Müller, 116, Shopping Rio

Sul, 4º piso, Botafogo — 2461-2461. Sala 1 (159 lugares): Jogos vorazes, 15h, 18h, 21h. Sala 2 (209 lugares): Jogos vorazes, 14h30m, 17h30m, 20h30m. Sala 3 (151 lugares): Guerra é guerra, 14h50m, 17h10m, 19h20m, 21h30m. Sala 4 (156 lugares): Protegendo o inimigo, 16h15m, 18h45m (exceto qua), 21h15m (exceto qua). R$ 14 (qua), R$ 16 (seg, ter e qui, até as 17h), R$ 18 (seg, ter e qui, após as 17h), R$ 20 (sex a dom e feriados, até as 17h), R$ 22 (sex a dom e feriados, após as 17h), R$ 23 (seg, ter e qui, 3-D), R$ 24 (qua, 3-D) e R$ 26 (sex a dom e feriados, 3-D). > Roxy — Av. Nossa Senhora de Copacabana, 945, Copacabana — 2461-2461. Sala 1 (304 lugares): Guerra é guerra, 14h45m, 19h30m; e Habemus Papam, 17h, 21h40m. Sala 2 (306 lugares): Jogos vorazes, 15h, 18h, 21h. Sala 3 (309 lugares): Protegendo o inimigo, 14h, 16h20m, 18h50m, 21h20m. R$ 14 (qua), R$ 16 (seg, ter e qui, até as 17h), R$ 18 (seg, ter e qui, após as 17h), R$ 20 (sex a dom e feriados, até as 17h), R$ 22 (sex a dom e feriados, após as 17h), R$ 24 (seg a qui, 3-D; qua, 3-D) e R$ 28 (sex a dom e feriados, 3-D). > São Luiz — Rua do Catete, 311, Flamengo — 2461-2461. Sala 1 (140 lugares): Raul — O início, o fim e o meio, 15h40m, 18h20m, 21h15m. Sala 2 (258 lugares): Jogos vorazes, 15h, 18h, 21h. Sala 3 (267 lugares): Jogos vorazes, 14h30m, 17h30m, 20h30m. Sala 4 (149 lugares): Guerra é guerra, 14h40m, 19h20m; e Protegendo o inimigo, 16h50m, 21h30m. R$ 14 (qua), R$ 16 (seg, ter e qui, até as 17h), R$ 18 (seg, ter e qui, após as 17h), R$ 20 (sex a dom e feriados, até as 17h), R$ 22 (sex a dom e feriados, após as 17h), R$ 24 (seg a qui, 3-D) e R$ 28 (sex a dom e feriados, 3-D). > Unibanco Arteplex — Praia de Botafogo, 316, Botafogo — 2559-8750. Sala 1 (150 lugares): Shame, 13h20m, 15h30m, 17h40m, 19h50m, 22h. Sala 2 (126 lugares): Raul — O início, o fim e o meio, 14h10m (até qua), 16h40m, 19h10m, 21h40m. Sala 3 (109 lugares): Habemus Papam, 13h, 15h10m, 17h20m, 19h30m, 21h40m. Sala 4 (165 lugares): Pina, (3-D), 13h, 15h, 17h10m, 19h30m, 21h50m. Sala 5 (136 lugares): O porto, 13h10m, 15h20m, 19h40m, 21h50m; e A música segundo Tom Jobim, 18h. Sala 6 (250 lugares): É Tudo Verdade - 17° Festival Internacional de Documentários (ver programação e preço em filmes). R$ 14 (qua), R$ 18 (seg, ter e qui), R$ 22 (sex a dom e feriados), R$ 26 (seg a qui, 3-D) e R$ 28 (sex a dom e feriados, 3-D).

Barra da Tijuca/Recreio
> Cinemark Downtown — Av. das Américas, 500, Downtown, bloco 17, 2º piso, Barra da Tijuca — 2494-5004. Sala 01 (143 lugares): O pacto, 12h35m; John Carter — Entre dois mundos, 15h05m, 17h55m; e Anderson Silva: como água, 20h50m. Sala 02 (131 lugares): O artista, 12h50m, 17h10m, 19h30m, 21h50m; e Projeto X — Uma festa fora de controle, 15h. Sala 03 (261 lugares): Pina, (3-D), 13h50m, 16h30m, 19h, 21h30m. Sala 04 (286 lugares): Jogos vorazes, 13h05m, 16h10m, 19h15m, 22h25m. Sala 05 (159 lugares): Jogos vorazes, dub, 12h40m, 15h40m, 18h40m, 22h. Sala 06 (156 lugares): Guerra é guerra, 12h, 14h20m, 17h05m, 19h20m, 21h40m. Sala 07 (172 lugares): O amor chega tarde, 14h; e Guerra é guerra, 15h50m, 18h15m, 20h40m. Sala 08 (297 lugares): Jogos vorazes, 11h50m, 14h50m, 18h, 21h10m. Sala 09 (154 lugares): pré-estreia de A dançarina e o ladrão, 13h35m, 16h20m, 19h10m, 22h05m (até qua); e Protegendo o inimigo, 22h05m (qui). Sala 10 (172 lugares): Pequenos espiões 4, (3-D), dub, 13h20m, 15h35m, 17h50m, 19h55m; e A invenção de Hugo Cabret, (3-D), 22h10m. Sala 11 (145 lugares): Raul — O início, o fim e o meio, 12h45m, 15h30m, 18h20m, 21h15m. Sala 12 (267 lugares): John Carter — Entre dois mundos, (3-D), dub, 12h25m; leg, 15h20m, 18h10m, 21h. R$ 11 (qua), R$ 14 (seg, ter e qui, até as 17h), R$ 16 (seg, ter e qui, após as 17h; sex a dom e feriados, até as 17h), R$ 19 (sex a dom e feriados, após as 17h), R$ 21 (qua, 3-D), R$ 22 (seg, ter e qui, 3-D) e R$ 24 (sex a dom e feriados, 3-D). Toda semana, na Sessão Desconto, é selecionado um filme nas sessões das 15h em que o espectador paga R$ 4 (consulte qual é o filme da semana pelo telefone, no site www.cinemark.com.br ou no próprio cinema). > Cinesystem Recreio Shopping — Av. das Américas, 19.019, Recreio dos Bandeirantes — 4003-7049. Sala 1 (286 lugares): Guerra é guerra, 14h10m, 16h30m, 19h, 21h20m. Sala 2 (286 lugares): Jogos vorazes, 15h, 19h10m, 22h. Sala 3 (212 lugares): John Carter — Entre dois mundos, dub, 14h, 16h30m, 19h20m, 21h55m. Sala 4 (212 lugares): Pequenos espiões 4, dub, 14h05m, 16h, 17h55m, 19h50m; e Projeto X — Uma festa fora de controle, 21h45m. R$ 10 (ter e qua, exceto feriados, 3-D), R$ 12 (seg e qui, exceto feriados), R$ 14 (ter e qua), R$ 16 (sex a dom e feriados, até as 17h), R$ 18 (sex a dom e feriados, após as 17h), R$ 20 (seg e qui, exceto feriados, 3-D) e R$ 23 (sex a dom e feriados, 3-D). Terça e Quarta Mais Cinema: R$ 7 nas sessões 2-D. Promoção do Beijo: às quintas-feiras, o casal que der um beijo na bilheteria paga R$ 12 (o casal) e R$ 20 (casal, 3-D). Promoções por tempo indeterminado e não válidas em feriados. > Espaço Rio Design — Avenida das Américas, 7.777, Rio Design Barra, 3º piso, Barra da Tijuca — 2438-7590. Sala 1 (149 lugares): Pequenos espiões 4, (3-D), dub, 14h, 16h, 18h, 20h, 21h40m. Sala 2 (88 lugares): Jogos vorazes, 15h, 18h, 21h. Sala Vip (116 lugares): Shame, 13h50m, 15h50m, 19h50m, 21h50m; e A Dama de Ferro, 17h50m. R$ 19 (seg a qui), R$ 24 (sex a dom e feriados), R$ 25 (seg a qui, 3-D), R$ 29 (sex a dom e feriados, 3-D), R$ 32 (seg a qui, Sala VIP) e R$ 40 (sex a dom e feriados, Sala VIP). > Estação Sesc Barra Point — Av. Armando Lombardi, 350, Barra Point, 3º piso, Barra da Tijuca — 3419-7431. Sala 1 (165 lugares): L’Apollonide — Os amores da casa de tolerância, 14h10m, 18h40m; As mulheres do 6º andar, 16h30m; e A separação, 21h. Sala 2 (165 lugares): Shame, 13h50m, 15h45m, 19h30m, 21h30m; e O porto, 17h45m. R$ 14 (seg a qui) e R$ 18 (sex a dom e feriados). > UCI New York City Center — Av. das Américas, 5.000, Barra da Tijuca — 2461-1818. Sala 01 (168 lugares): Raul — O início, o fim e o meio, 14h50m, 17h30m, 20h10m. Sala 02 (238 lugares): Pequenos espiões 4, (3-D), dub, 13h15m, 15h15m, 17h15m, 19h15m; e John Carter — Entre dois mundos, (3-D), 21h20m. Sala 03 (383 lugares): Jogos vorazes, dub, 15h, 18h, 21h. Sala 04/IMAX (383 lugares): John Carter — Entre dois mundos, (3-D), dub, 13h45m; Anjos da noite — O despertar, (3-D), dub, 22h15m; e John Carter — Entre dois mundos, (3-D); leg, 16h30m, 19h30m. Sala 05 (299 lugares): Protegendo o inimigo, 13h05m, 15h30m, 17h55m, 20h20m. Sala 06 (173 lugares): Viagem 2 — A ilha misteriosa, dub, Aventura. Baseado no best-seller homônimo de Suzanne Collins. Num futuro distante, quando a América do Norte é extinta e sua população passa a ser dividida em distritos, dois jovens de cada um deles são sorteados, todos os anos, para participar de um jogo mortal. 180 minutos. Não recomendado para menores de 14 anos. Baixada: Cinemaxx Unigranrio Caxias 1 (dub): 14h50m, 17h30m, 20h20m. Cinesercla Nilópolis Square 1 (dub): 14h30m, 17h30m, 20h30m. Iguaçu Top 3 (dub): 14h, 17h, 20h. Kinoplex Grande Rio 2 (dub): 14h, 17h, 20h. Kinoplex Grande Rio 6 (dub): 14h30m, 17h30m, 20h30m. Multiplex Caxias 1 (dub): 13h30m (qua), 16h15m, 19h, 21h45m. Multiplex Caxias 3 (dub): 15h, 17h45m, 20h30m. Multiplex Caxias 5 (dub): 16h30m, 19h15m, 22h. Barra: Cinemark Downtown 04: 13h05m, 16h10m, 19h15m, 22h25m. Cinemark Downtown 05 (dub): 12h40m, 15h40m, 18h40m, 22h. Cinemark Downtown 08: 11h50m, 14h50m, 18h, 21h10m. Cinesystem Recreio Shopping 2: 15h, 19h10m, 22h. Espaço Rio Design 2: 15h, 18h, 21h. UCI New York City Center 03 (dub): 15h, 18h, 21h. UCI New York City Center 12: 15h30m, 18h30m, 21h30m. UCI New York City Center 13: 13h10m, 16h10m, 19h10m, 21h10m. UCI New York City Center 14 (dub): 13h30m, 16h30m, 19h30m, 22h30m. UCI New York City Center 17: 14h15m, 17h15m, 20h15m. UCI New York City Center 18: 14h15m, 17h15m, 20h15m. Via Parque 3: 15h, 18h, 21h. Via Parque 4 (dub): 14h30m, 17h30m, 20h30m. Ilha: Cinesystem Ilha Plaza 1: 13h30m, 16h20m, 19h10m, 22h. Niterói: Bay Market 1 (dub): 14h, 17h, 20h. Box Cinemas São Gonçalo 7 (dub): 13h, 16h, 19h, 22h. Box Cinemas São Gonçalo 8 (dub): 14h30m, 17h30m, 20h30m. Cinemark Plaza Shopping 3: 11h50m, 14h50m, 18h, 21h10m. Cinemark Plaza Shopping 7 (dub): 13h10m, 16h10m, 19h30m, 22h30m. CinEspaço Boulevard 2 (dub): 14h30m, 17h30m, 20h30m. Zona Norte: Cinecarioca Nova Brasília (dub): 16h40m, 22h10m. Cinemark Carioca 1 (dub): 12h50m, 15h50m, 18h50m, 21h50m. Cinemark Carioca 5 (dub): 11h50m, 14h50m, 18h, 21h10m. Cinesystem Via Brasil Shopping 2 (dub): 15h, 18h30m, 21h30m. Cinesystem Via Brasil Shopping 6: dub, 13h30m, 16h20m, 19h10m; leg, 22h. Kinoplex Nova América 1: 15h, 18h, 21h. Kinoplex Nova América 5: dub, 14h; leg, 17h, 20h. Kinoplex Nova América 6 (dub): 14h30m, 17h30m, 20h30m. Kinoplex S h o p p i n g Ti j u c a 1 : 1 4 h 3 0 m , 1 7 h 3 0 m , 20h30m. Kinoplex Shopping Tijuca 6: 15h, 18h, 21h. Multiplex Jardim Guadalupe 2 (dub):

13h20m; e Cada um tem a gêmea que merece, dub, 15h25m, 17h30m; leg, 19h35m, 21h40m. Sala 07 (158 lugares): John Carter — Entre dois mundos, 13h45m; Shame, 16h30m, 18h45m; e O pacto, 21h05m. Sala 08/De Lux (297 lugares): Meu primeiro casamento, 14h, 19h20m; e A Dama de Ferro, 16h40m, 22h. Sala 09/De Lux (159 lugares): A invenção de Hugo Cabret, (3-D), dub, 13h, 18h20m; leg, 15h40m, 21h. Sala 10 (166 lugares): Pequenos espiões 4, dub, 13h55m, 15h55m, 17h55m, 19h55m; e Tão forte e tão perto, 21h55m. Sala 11 (215 lugares): Guerra é guerra, dub, 13h40m, 16h15m, 18h50m, 21h25m. Sala 12 (252 lugares): Jogos vorazes, 15h30m, 18h30m, 21h30m. Sala 13 (383 lugares): Jogos vorazes, 13h10m, 16h10m, 19h10m, 21h10m. Sala 14 (252 lugares): Jogos vorazes, dub, 13h30m, 16h30m, 19h30m, 22h30m. Sala 15 (215 lugares): Guerra é guerra, 14h40m, 17h15m, 19h50m, 22h25m. Sala 16 (166 lugares): Projeto X — Uma festa fora de controle, 16h20m, 20h20m; e Anderson Silva: como água, 14h20m, 18h20m, 22h20m. Sala 17 (297 lugares): Jogos vorazes, 14h15m, 17h15m, 20h15m. Sala 18 (277 lugares): Jogos vorazes, 14h15m, 17h15m, 20h15m. R$ 13 (qua), R$ 14 (seg, ter e qui, até as 17h), R$ 18 (seg, ter e qui, após as 17h), R$ 19 (sex a dom e feriados, até as 17h), R$ 21 (sex a dom e feriados, após as 17h), R$ 22 (qua, Imax 2D), R$ 23 (seg a qui, 3-D), R$ 24 (qua, Imax 3-D), R$ 25 (exceto qua, Imax 2-D), R$ 26 (sex a dom e feriados, 3-D), R$ 34 (, Imax 3-D), R$ 43 (seg a qui e feriados, De Lux), R$ 45 (sex a dom e feriados, De Lux; seg a qui, De Lux 3-D) e R$ 50 (sex a dom e feriados, De Lux 3-D). Sessão Família: sáb, dom e feriados, os ingressos para as sessões até as 13h55m custam R$ 14. Ticket Família: na compra de quatro ingressos — 2 adultos e 2 crianças de até 12 anos —, a família paga R$ 45 (exceto na sala 3D) em todos os dias da semana. Na sala 3-D, o valor do Ticket Família é R$ 55. Na sala IMAX 2-D, o valor do Ticket Família é R$ 56. Na sala IMAX 3-D, o valor do Ticket Família é R$ 77. Na sala De Lux 2D, o valor do Ticket Família é R$ 95. Na sala De Lux 3-D, o valor do Ticket Família é R$ 105. Promoção por tempo indeterminado e não válida para véspera de feriados, feriados e salas em 3-D e IMAX. Segunda Mania: às segundas-feiras, ingressos a R$ 7 (não válida para feriados, salas 3-D, IMax e De Lux). > Via Parque — Av. Ayrton Senna, 3.000, Barra da Tijuca — 2461-2461. Sala 1 (242 lugares): Guerra é guerra, 14h50m, 17h10m, 19h20m, 21h30m. Sala 2 (311 lugares): Pequenos espiões 4, dub, 14h40m, 16h40m, 18h40m, 20h40m. Sala 3 (308 lugares): Jogos vorazes, 15h, 18h, 21h. Sala 4 (311 lugares): Jogos vorazes, dub, 14h30m, 17h30m, 20h30m. Sala 5 (313 lugares): John Carter — Entre dois mundos, (3-D), dub, 15h30m, 18h10m; leg, 20h50m. Sala 6 (242 lugares): Protegendo o inimigo, 16h20m, 18h50m, 21h20m. R$ 9 (seg), R$ 11 (qua), R$ 13 (ter e qui, até 17h), R$ 16 (sex a dom e feriados, até as 17h; ter e qui, após 17h), R$ 18 (sex a dom e feriados, após as 17h), R$ 21 (seg a qui, 3-D) e R$ 24 (sex a dom e feriados, 3-D). Segunda Irresistível: ingresso a R$ 9. Promoção por tempo indeterminado e não válida para feriados e salas em 3-D.

17h, 20h. Sala 6 (311 lugares): Jogos vorazes, dub, 14h30m, 17h30m, 20h30m. Sala 7 (285 lugares): Pequenos espiões 4, (3-D), dub, 14h20m, 19h; e John Carter — Entre dois mundos, (3-D), dub, 16h20m, 21h. R$ 9 (seg), R$ 12 (qua), R$ 14 (ter e qui, exceto feriados, até as 17h), R$ 16 (ter e qui, exceto feriados, após as 17h), R$ 18 (sex a dom e feriados, até as 17h), R$ 20 (sex a dom e feriados, após as 17h), R$ 21 (ter, qua e qui, exceto feriados, 3-D) e R$ 24 (sex a dom e feriados, 3-D). Segunda Irresistível: ingresso a R$ 9. Promoção por tempo indeterminado e não válida para feriados e salas em 3-D. > Kinoplex Shopping Tijuca — Av. Maracanã, 987, Loja 3, Tijuca — 2461-2461. Sala 1 (340 lugares): Jogos vorazes, 14h30m, 17h30m, 20h30m. Sala 2 (264 lugares): Protegendo o inimigo, 14h, 16h30m, 19h, 21h30m (até qua); e pré-estreia de Um método perigoso, 21h30m (qui). Sala 3 (197 lugares): Raul — O início, o fim e o meio, 15h40m, 18h20m, 21h10m. Sala 4 (264 lugares): Pequenos espiões 4, (3-D), dub, 14h, 18h40m; e John Carter — Entre dois mundos, (3D), 16h, 20h40m. Sala 5 (340 lugares): Guerra é guerra, 14h50m, 17h, 19h10m, 21h20m. Sala 6 (405 lugares): Jogos vorazes, 15h, 18h, 21h. R$ 16 (qua; seg, ter e qui, até as 17h), R$ 18 (seg, ter e qui, após as 17h), R$ 19 (sex a dom e feriados, até as 17h), R$ 21 (sex a dom e feriados, após as 17h), R$ 25 (seg a qui, 3-D) e R$ 29 (sex a dom e feriados, 3-D). > Multiplex Jardim Guadalupe — Av. Brasil, Shopping Jardim Guadalupe, loja 301, Guadalupe — 3178-8600. Sala 1 (271 lugares): Guerra é guerra, dub, 15h30m, 17h30m, 19h30m, 21h30m. Sala 2 MAX Screen (392 lugares): Jogos vorazes, dub, 14h30m, 17h15m, 20h. Sala 3 (242 lugares): Jogos vorazes, dub, 16h30m, 19h30m; e Projeto X — Uma festa fora de controle, 14h45m. Sala 4 MAX Screen (392 lugares): Jogos vorazes, dub, 13h30m (qua), 16h15m, 19h, 21h45m. Sala 5 (316 lugares): Pequenos espiões 4, (3-D), dub, 14h30m; e John Carter — Entre dois mundos, (3-D), dub, 16h30m, 19h, 21h30m. R$ 7 (qua, exceto feriados), R$ 8 (seg), R$ 10 (qua, salas 3-D), R$ 11 (ter e qui), R$ 12 (seg), R$ 14 (sex a dom e feriados, até 18h), R$ 15 (ter e qui, salas 3-D), R$ 16 (sex a dom e feriados, após 18h), R$ 17 (sex a dom e feriados, até 18h (salas 3-D)) e R$ 19 (sex e sáb e feriados, após 18h (salas 3-D)). > Ponto Cine — Estrada do Camboatá, 2.300, Guadalupe Shopping - 1º piso, Guadalupe — 3106-9995. (73 lugares): As canções, 14h, 18h; e Habemus Papam, 16h, 20h. R$ 6. > Shopping Iguatemi — Rua Barão de São Francisco, 236, 3º piso, Vila Isabel — 24612461. Sala 1 (240 lugares): John Carter — Entr e dois mundos, (3-D), dub, 15h15m, 17h50m; leg, 20h40m. Sala 2 (156 lugares): Jogos vorazes, 15h, 18h, 21h. Sala 3 (156 lugares): Pequenos espiões 4, dub, 14h50m, 16h50m, 18h50m, 20h50m. Sala 4 (188 lugares): Jogos vorazes, dub, 14h30m, 17h30m, 20h30m. Sala 5 (155 lugares): A invenção de Hugo Cabret, dub, 14h45m, 17h45m, 20h45m. Sala 6 (152 lugares): Protegendo o inimigo, 16h15m, 18h45m, 21h15m. Sala 7 (146 lugares): Guerra é guerra, dub, 15h, 17h10m, 19h20m, 21h30m. R$ 10 (qua), R$ 12 (ter e qui), R$ 15 (sex a dom e feriados, até as 17h), R$ 17 (sex a dom e feriados, após as 17h), R$ 18 (seg a qui, 3-D) e R$ 20 (sex a dom e feriados, 3-D). Promoção no mês de março: de seg a qui (exceto feriados e salas 3-D), ingresso a R$ 8. > UCI Kinoplex — Av. Dom Helder Câmara, 5.474, Pátio NorteShopping, Del Castilho — 24610050. Sala 01 (244 lugares): Pequenos espiões 4, (3-D), dub, 14h05m, 16h10m; e Anjos da noite — O despertar, (3-D), dub, 18h15m; leg, 20h20m, 22h25m. Sala 02 (182 lugares): Cada um tem a gêmea que merece, dub, 14h, 16h05m, 18h05m, 20h05m; e Projeto X — Uma festa fora de controle, 22h05m. Sala 03 (170 lugares): Motoqueiro Fantasma — Espírito de vingança, (3-D), dub, 13h20m, 15h25m; Anjos da noite — O despertar, (3-D), dub, 17h40m; e Motoqueiro Fantasma — Espírito de vingança, (3-D); leg, 19h40m, 21h45m. Sala 04 (178 lugares): Guerra é guerra, dub, 14h15m, 16h45m, 19h15m, 21h15m. Sala 05 (471 lugares): Jogos vorazes, 13h, 16h, 19h, 22h. Sala 06 (471 lugares): Jogos vorazes, 15h, 18h, 21h. Sala 07 (165 lugares): A saga Molusco — Anoitecer, dub, 15h25m; e Protegendo o inimigo, 13h, 17h20m, 19h45m, 22h10m. Sala 08 (159 lugares): John Carter — Entre dois mundos, dub, 14h40m; e Raul — O início, o fim e o meio, 17h20m, 19h55m, 22h30m. Sala 09 (166 lugares): Jogos vorazes, dub, 15h30m, 18h30m; leg, 21h30m. Sala 10 (230 lugares): John Carter — Entre dois mundos, (3-D), dub, 13h35m, 16h20m; leg, 19h05m, 21h50m. R$ 12 (qua, exceto feriados), R$ 14 (seg, ter e qui, até as 17h), R$ 16 (seg, ter e qui, após as 17h), R$ 18 (sex a dom e feriados, até as 17h; qua, exceto feriados, salas 3D), R$ 20 (seg, ter e qui, até as 17h, salas 3-D; sex a dom, após as 17h), R$ 22 (seg, ter e qui, após as 17h, salas 3-D), R$ 23 (sex a dom e feriados, até as 17h, salas 3-D) e R$ 25 (sex a dom e feriados, após as 17h, salas 3-D). Maiores de 60 anos e crianças menores de 12 anos pagam meia-entrada. Sessão Família: R$ 12 (sáb, dom e feriados, em sessões iniciadas até as 13h55m). Ticket Família: na compra de quatro ingressos — dois adultos e duas crianças de até 12 anos —, a família paga R$ 42 para assistir a qualquer sessão (exceto na sala 3-D) em todos os dias da semana. Na sala 3-D, o valor do Ticket Família é R$ 53. Promoção por tempo indeterminado e não válida para vésperas de feriados, feriados e salas em 3-D e IMAX. Segunda Mania: às segundas-feiras, ingressos a R$ 7 (não válida para feriados, salas 3-D, IMax e De Lux).

tegendo o inimigo, 16h50m, 21h10m. Sala 4 (292 lugares): John Carter — Entre dois mundos, (3-D), dub, 14h, 16h40m, 19h20m; leg, 22h. R$ 12 (seg e qui, exceto feriados), R$ 14 (ter e qua, exceto feriados), R$ 16 (sex a dom e feriados, até as 17h), R$ 18 (sex a dom e feriados, após as 17h), R$ 20 (ter e qua, exceto feriados, 3-D; seg e qui, exceto feriados, 3-D) e R$ 23 (sex a dom e feriados, 3-D). Terça e Quarta Mais Cinema: R$ 7 (salas 2-D) e R$ 10 (salas 3-D). Promoção do Beijo: às quintas-feiras, exceto feriados, o casal que der um beijo na bilheteria paga R$ 12 (o casal, salas 2-D) e R$ 20 (o casal, salas 3-D). Promoções por tempo indeterminado e não válidas para feriados.

mundos, dub, 16h30m, 20h45m. R$ 6 (seg e qua), R$ 9 (ter e qui; seg e qua, 3-D), R$ 12 (sex a dom e feriados), R$ 13 (ter e qui, 3-D) e R$ 17 (sex a dom e feriados, 3-D). > Iguaçu Top — Rua Governador Roberto Silveira, 540, 2º piso, Centro, Nova Iguaçu — 2461-2461. Sala 1 (222 lugares): Anjos da noite — O despertar, dub, 15h15m, 17h15m, 19h15m, 21h15m. Sala 3 (200 lugares): Jogos vorazes, dub, 14h, 17h, 20h. R$ 8 (seg), R$ 11 (qua), R$ 13 (ter e qui), R$ 15 (sex a dom e feriados, até as 17h), R$ 18 (sex a dom e feriados, após as 17h; seg a qui, 3-D) e R$ 21 (sex a dom e feriados, 3-D). Segunda Irresistível: R$ 8. Promoção por tempo indeterminado e não válida em feriados e salas 3-D. > Kinoplex Grande Rio — Rodovia Presidente Dutra, 4.200, Jardim José Bonifácio, São João de Meriti — 2461-2461. Sala 1 (304 lugares): Pequenos espiões 4, dub, 17h15m; e Anjos da noite — O despertar, dub, 15h, 20h15m. Sala 2 (305 lugares): Jogos vorazes, dub, 14h, 17h, 20h. Sala 3 (231 lugares): Guerra é guerra, dub, 14h30m, 16h40m, 18h50m, 21h. Sala 4 (232 lugares): Motoqueiro Fantasma — Espírito de vingança, dub, 14h40m, 16h50m, 21h30m; e Protegendo o inimigo, 19h. Sala 5 (304 lugares): John Carter — Entre dois mundos, (3-D), dub, 15h, 17h50m, 20h45m. Sala 6 (305 lugares): Jogos vorazes, dub, 14h30m, 17h30m, 20h30m. R$ 8 (seg), R$ 11 (qua), R$ 13 (ter e qui), R$ 15 (sex a dom e feriados, até as 17h), R$ 18 (sex a dom e feriados, após as 17h), R$ 19 (seg a qui, 3-D) e R$ 22 (sex a dom e feriados, 3-D). Segunda Irresistível: ingresso a R$ 8. Promoção por tempo indeterminado e não válida para feriados e salas em 3-D. > Multiplex Caxias Shopping — Rodovia Washington Luiz, 2.895, Caxias Shopping, 2º piso, Parque Duque, Duque de Caxias — 2784-2240. Sala 1 (392 lugares): Jogos vorazes, dub, 13h30m (qua), 16h15m, 19h, 21h45m. Sala 2 (273 lugares): Pequenos espiões 4, (3-D), dub, 14h45m; John Carter — Entre dois mundos, (3-D), dub, 16h30m, 19h; e Anjos da noite — O despertar, (3D), dub, 21h30m. Sala 3 (254 lugares): Jogos vorazes, dub, 15h, 17h45m, 20h30m. Sala 4 (204 lugares): Guerra é guerra, dub, 15h, 17h, 19h, 21h. Sala 5 (193 lugares): Jogos vorazes, dub, 16h30m, 19h15m, 22h. Sala 6 (193 lugares): Projeto X — Uma festa fora de controle, 17h; e Protegendo o inimigo, 19h15m, 21h30m. R$ 7 (qua, exceto feriados), R$ 8 (seg, exceto feriados), R$ 10 (qua, exceto feriados, 3-D), R$ 11 (ter e qui, exceto feriados), R$ 12 (seg, exceto feriados, 3-D), R$ 14 (sex a dom e feriados, até as 17h59m), R$ 15 (ter e qui, exceto feriados, 3-D), R$ 16 (sex a dom e feriados, a partir das 18h), R$ 17 (sex a dom e feriados, 3-D, até as 17h59m) e R$ 19 (sex a dom e feriados, 3-D, a partir das 18h).

Zona Oeste
> Cine 10 Sulacap — Avenida Marechal Fontenelle 3.555, Jardim Sulacap. Sala 1 (406 lugares): Pequenos espiões 4, (3-D), dub, 14h, 16h, 18h, 20h, 22h. Sala 2 (235 lugares): Guerra é guerra, dub, 14h30m, 16h50m, 19h10m, 21h20m. Sala 3 (255 lugares): Protegendo o inimigo, 14h, 16h30m, 19h, 21h30m. Sala 4 (239 lugares): Jogos vorazes, dub, 15h, 18h, 21h. Sala 5 (137 lugares): Anderson Silva: como água, 14h, 18h, 22h; e Projeto X — Uma festa fora de controle, 16h, 20h. Sala 6 (101 lugares): Cada um tem a gêmea que merece, dub, 14h, 16h, 18h, 20h, 22h. R$ 7 (ter e qua), R$ 10 (ter e qua, salas 3-D; seg), R$ 12 (qui), R$ 16 (sex a dom; seg, salas 3-D; qui, salas 3-D) e R$ 20 (sex a dom, salas 3-D). > Cine Sesc Freguesia Rioshopping — RioShopping. Rua Gabinal 313, salas 205/07, Freguesia — 2189-8481. Sala 1 (158 lugares): Jogos vorazes, dub, 14h50m, 17h40m, 20h30m. Sala 2 (94 lugares): Anderson Silva: como água, 15h20m, 19h20m; e O pacto, 17h, 21h. Sala 3 (92 lugares): John Carter — Entre dois mundos, dub, 15h40m, 18h20m, 20h40m. R$ 10 (qua, exceto feriados), R$ 12 (seg, ter e qui, exceto feriados) e R$ 16 (sex a dom e feriados). > Cinesercla PátioMix Costa Verde — Rodovia Rio Santos s/n, Lote B, Shopping Pátio Mix, 1° piso, Zona Industrial — 3781-8794. Sala 1 (116 lugares): Guerra é guerra, dub, 14h40m, 16h40m, 18h40m, 20h40m. Sala 2 (171 lugares): Jogos vorazes, dub, 14h40m, 17h40m, 20h40m. Sala 3 (175 lugares): John Carter — Entre dois mundos, dub, 14h30m, 17h30m, 20h30m. Sala 4 (119 lugares): Motoqueiro Fantasma — Espírito de vingança, dub, 14h45m, 16h45m, 18h45m, 20h45m. R$ 6 (seg e qua), R$ 9 (ter e qui), R$ 12 (sex a dom e feriados), R$ 13 (ter e qui, 3-D), R$ 17 (sex a dom e feriados, 3-D) e R$ 18 (seg e qua, 3-D). > Cinesystem Bangu Shopping — Rua Fonseca, 240, loja 145, Bangu — 4003-7049. Sala 1 (371 lugares): John Carter — Entre dois mundos, (3-D), dub, 19h20m, 22h. Sala 2 (368 lugares): Jogos vorazes, dub, 13h30m, 16h20m, 19h10m; leg, 22h. Sala 3 (197 lugares): Anderson Silva: como água, 14h15m; e Protegendo o inimigo, 16h45m, 19h15m, 21h45m. Sala 4 (187 lugares): Motoqueiro Fantasma — Espírito de vingança, dub, 17h50m, 19h50m, 21h50m; e Projeto X — Uma festa fora de controle, 13h50m, 15h50m. Sala 5 (211 lugares): Jogos vorazes, dub, 15h, 18h, 21h. Sala 6 (201 lugares): Guerra é guerra, dub, 14h20m, 16h40m, 19h, 21h20m. R$ 12 (seg e qui, exceto feriados), R$ 14 (ter e qua), R$ 16 (sex a dom e feriados, até as 17h), R$ 18 (sex a dom e feriados, após as 17h), R$ 20 (seg e qui, exceto feriados, 3-D; ter e qua, 3-D) e R$ 23 (sex a dom e feriados, 3-D). Promoção Terça e Quarta Mais Cinema: R$ 7 (salas 2-D) e R$ 10 (salas 3-D). Promoção do Beijo: às quintas-feiras, o casal que der um beijo na bilheteria paga R$ 12 (o casal, salas 2-D) e R$ 20 (o casal, salas 3-D). Promoções por tempo indeterminado e não válidas em feriados. > Kinoplex West Shopping — Estrada do Mendanha, 550, loja 401 E, Campo Grande — 2461-2461. Sala 1 (223 lugares): Jogos vorazes, dub, 14h30m, 17h30m, 20h30m. Sala 2 (221 lugares): Jogos vorazes, dub, 15h, 18h, 21h. Sala 3 (202 lugares): Motoqueiro Fantasma — Espírito de vingança, dub, 15h50m, 18h15m, 21h15m. Sala 4 (133 lugares): Cada um tem a gêmea que merece, dub, 14h50m; e Guerra é guerra, dub, 17h, 19h20m, 21h30m. Sala 5/Evolution (285 lugares): John Carter — Entre dois mundos, (3-D), dub, 15h10m, 17h50m, 20h45m. R$ 9 (seg), R$ 12 (qua, exceto feriados), R$ 15 (ter e qui, exceto feriados), R$ 17 (sex a dom e feriados, até as 17h), R$ 19 (sex a dom e feriados, após as 17h), R$ 21 (seg a qui, exceto feriados, 3-D) e R$ 24 (sex a dom e feriados, 3-D). Segunda Irresistível: ingresso a R$ 9. Promoção por tempo indeterminado e não válida para feriados e salas em 3-D. > Star Center Shopping Rio — Av. Geremário Dantas, 404, Tanque, Jacarepaguá — 3312-5232. Sala 1 (208 lugares): Jogos vorazes, dub, 15h20m, 18h10m, 21h. Sala 2 (148 lugares): Pequenos espiões 4, dub, 15h10m, 17h, 18h50m, 20h40m. Sala 3 (148 lugares): John Carter — Entre dois mundos, dub, 15h30m, 18h10m, 20h50m. Sala 4 (148 lugares): O pacto, 14h20m, 16h30m; e Protegendo o inimigo, 18h40m, 21h. R$ 6 (qua, exceto feriados), R$ 8 (ter, exceto feriados) e R$ 12 (seg e qui). Quarta-Maluca: toda quarta, R$ 12, com meia-entrada para todos. Promoção por tempo indeterminado e não válida para feriados.

Niterói/São Gonçalo
> Bay Market — Av. Visconde do Rio Branco, 360, loja 3, Centro — 2461-2461. Sala 1 (221 lugares): Jogos vorazes, dub, 14h, 17h, 20h. Sala 2 (221 lugares): Motoqueiro Fantasma — Espírito de vingança, dub, 15h, 17h30m, 20h30m. Sala 3 (207 lugares): John Carter — Entre dois mundos, (3-D), dub, 15h30m, 18h20m, 21h. Sala 4 (207 lugares): Pequenos espiões 4, dub, 15h20m; e Guerra é guerra, dub, 17h10m, 19h20m, 21h30m. R$ 7 (seg), R$ 11 (qua, exceto feriados), R$ 12 (ter e qui; sex a dom e feriados, até as 17h), R$ 15 (sex a dom e feriados, após as 17h), R$ 17 (qua, 3-D), R$ 18 (ter e qui, 3-D) e R$ 20 (sex a dom e feriados, 3-D). Segunda Irresistível: R$ 7. Promoções por tempo indeterminado e não válidas para feriados e sessões em 3-D. > Box Cinemas São Gonçalo Shopping — Rodovia Niterói-Manilha, Km 8,5, Boa Vista — 2461-2090. Sala 1 (169 lugares): Pequenos espiões 4, (3-D), dub, 13h20m, 15h20m, 17h20m, 19h20m; e Anjos da noite — O despertar, (3-D), 21h20m. Sala 2 (159 lugares): Billi Pig, 14h10m, 16h30m, 18h40m, 20h50m. Sala 3 (169 lugares): Motoqueiro Fantasma — Espírito de vingança, dub, 14h45m, 16h50m, 18h55m, 21h. Sala 4 (169 lugares): Protegendo o inimigo, 14h40m, 19h10m, 21h40m; e Anderson Silva: como água, 17h10m. Sala 5 (169 lugares): Cada um tem a gêmea que merece, dub, 13h50m, 15h50m, 19h50m, 21h50m; e Projeto X — Uma festa fora de controle, 17h50m. Sala 6 (169 lugares): Guerra é guerra, dub, 14h20m, 16h40m, 18h50m, 21h10m. Sala 7 (215 lugares): Jogos vorazes, dub, 13h, 16h, 19h, 22h. Sala 8 (215 lugares): Jogos vorazes, dub, 14h30m, 17h30m, 20h30m. R$ 9 (seg), R$ 10 (qua), R$ 12 (ter e qui), R$ 16 (sex a dom e feriados; qua, 3-D), R$ 18 (seg, ter e qui, 3D) e R$ 21 (sex a dom e feriados, 3-D). > Cinemark Plaza Shopping — Rua Quinze de Novembro, 8, Plaza Shopping, 3º piso, Centro — 2722-3926. Sala 1 (207 lugares): Raul — O início, o fim e o meio, 12h40m, 15h30m, 18h20m, 21h20m. Sala 2 (301 lugares): Pequenos espiões 4, (3-D), dub, 12h50m, 17h50m, 22h; A invenção de Hugo Cabret, dub, 15h; e Anjos da noite — O despertar, (3-D), 22h10m. Sala 3 (345 lugares): Jogos vorazes, 11h50m, 14h50m, 18h, 21h10m. Sala 4 (345 lugares): John Carter — Entre dois mundos, (3-D), dub, 13h20m, 19h25m; leg, 16h20m, 22h15m. Sala 5 (195 lugares): Projeto X — Uma festa fora de controle, 13h; Protegendo o inimigo, 15h20m, 18h10m (qua), 20h50m (qua); e Cavalo de guerra, 19h20m (qui). Sala 6 (225 lugares): Guerra é guerra, 12h45m, 15h10m, 17h25m, 19h45m, 22h20m. Sala 7 (317 lugares): Jogos vorazes, dub, 13h10m, 16h10m, 19h30m, 22h30m. R$ 10 (seg, ter e qui, até as 14h), R$ 12 (sex a dom e feriados, até as 14h), R$ 15 (seg, ter e qui, das 14h às 17h; qua), R$ 17 (sex a dom e feriados, das 14h às 17h; seg, ter e qui, após as 17h), R$ 19 (sex a dom e feriados, após as 17h), R$ 20 (qua, 3-D), R$ 22 (seg, ter e qui, 3-D) e R$ 24 (sex a dom e feriados, 3-D). Toda semana, na Sessão Desconto, é selecionado um filme nas sessões das 15h em que o espectador paga R$ 4 (consulte qual é o filme da semana pelo site www.cinemark.com.br ou no próprio cinema). > CinEspaço Boulevard — Av. Presidente Kennedy 425, Boulevard Shopping, 3 piso, Centro — 2606-4855. Sala 1 (271 lugares): Guerra é guerra, dub, 13h30m, 16h, 18h30m, 21h. Sala 2 (272 lugares): Jogos vorazes, dub, 14h30m, 17h30m, 20h30m. Sala 3 (194 lugares): John Carter — Entre dois mundos, (3-D), dub, 15h40m, 18h30m, 21h30m. Sala 4 (118 lugares): Protegendo o inimigo, 13h50m, 16h10m, 18h50m, 21h20m. Sala 5 (143 lugares): Motoqueiro Fantasma — Espírito de vingança, dub, 13h, 19h, 21h; Anderson Silva: como água, 15h; e Reidy — A construção da utopia, 17h. Sala 6 (137 lugares): Cada um tem a gêmea que merece, dub, 13h30m, 15h30m, 17h30m, 19h30m, 21h30m. R$ 10 (seg), R$ 12 (ter, qua e qui), R$ 16 (sex a dom e feriados), R$ 18 (seg a qui, 3-D) e R$ 22 (sex a dom e feriados, 3-D). te. 95 minutos. Não recomendado para menores de 12 anos. Niterói: Box Cinemas São Gonçalo 2: 14h10m, 16h30m, 18h40m, 20h50m. > ‘Cada um tem a gêmea que merece’. “Jack and Jill”. De Dennis Dugan (EUA, 2011). Com Adam Sandler, Al Pacino, Katie Holmes. Comédia. Jack Sadelstein, um publicitário de sucesso que vive em Los Angeles com sua esposa e filhos, teme um evento ano após ano: a visita de sua irmã gêmea idêntica Jill no feriado de Ação de Graças. A carência e a atitude passivoagressiva de Jill o enlouquecem. 91 minutos. Não recomendado para menores de 10 anos. Barra: UCI New York City Center 06: dub, 15h25m, 17h30m; leg, 19h35m, 21h40m. Niterói: Box Cinemas São Gonçalo 5 (dub): 13h50m, 15h50m, 19h50m, 21h50m. CinEspaço Boulevard 6 (dub): 13h30m, 15h30m, 17h30m, 19h30m, 21h30m. Zona Norte: Kinoplex Nova América 2 (dub): 14h50m, 16h50m, 18h50m, 20h50m. UCI Kinoplex 02 (dub): 14h, 16h05m, 18h05m, 20h05m. Zona Oeste: Cine 10 Sulacap 6 (dub): 14h, 16h, 18h, 20h, 22h. Kinoplex West Shopping 4 (dub): 14h50m. > ‘Caminho para o nada’. “Road to nowhere”. De Monte Hellman (EUA, 2010). Com Shannyn Sossamon, Cliff De Young, Dominique Swain. Suspense. Ao começar a rodar o seu novo filme, um cineasta encontra a atriz ideal para o papel de protagonista, mas acaba se envolvendo numa trama de suspense. 121 minutos. Não recomendado para menores de 14 anos. Zona Sul: Estação Sesc Botafogo 3: 21h50m. > ‘As canções’. De Eduardo Coutinho (Brasil, 2011). Documentário. Homens e mulheres cantam e contam as músicas que marcaram suas vidas. 92 minutos. Livre. Zona Norte: Ponto Cine: 14h, 18h. > ‘Cavalo de guerra’. “War horse”. De Steven Spielberg (EUA, 2012). Com Jeremy Irvine, Niels Arestrup, David Thewlis. Drama. Baseado no livro homônimo, escrito por Michael Morpurgo. A amizade entre o jovem Albert e o cavalo Joey, forçados a se separar durante a Primeira Guerra Mundial. 146 minutos. Não recomendado para menores de 12 anos. Niterói: Cinemark Plaza Shopping 5: 19h20m (qui).

Zona Norte
> Cinecarioca Nova Brasília — Rua Nova Brasília s/n, Bonsucesso. (93 lugares): Pequenos espiões 4, dub, 14h40m; Jogos vorazes, dub, 16h40m, 22h10m; John Carter — Entre dois mundos, (3-D), dub, 19h30m; e Anderson Silva: como água, 13h. R$ 4 (moradores da região, estudantes e professores) e R$ 8. > Cinemark Carioca — Estrada Vicente Carvalho, 909, Carioca Shopping, Vicente de Carvalho — 3688-2340. Sala 1 (282 lugares): Jogos vorazes, dub, 12h50m, 15h50m, 18h50m, 21h50m. Sala 2 (188 lugares): Motoqueiro Fantasma — Espírito de vingança, dub, 16h05m, 18h20m, 20h25m, 22h30m; e Inquietos, 14h. Sala 3 (188 lugares): Pequenos espiões 4, dub, 12h, 14h10m, 16h10m, 18h10m; e Anjos da noite — O despertar, dub, 20h30m. Sala 4 (312 lugares): Guerra é guerra, dub, 13h20m, 15h30m, 17h50m, 20h10m, 22h20m. Sala 5 (312 lugares): Jogos vorazes, dub, 11h50m, 14h50m, 18h, 21h10m. Sala 6 (228 lugares): Protegendo o inimigo, 12h30m, 17h20m, 20h20m; e Anderson Silva: como água, 15h. Sala 7 (188 lugares): John Carter — Entre dois mundos, dub, 14h20m, 19h10m, 22h; e Projeto X — Uma festa fora de controle, 17h10m. Sala 8 (282 lugares): John Carter — Entre dois mundos, dub, 12h40m, 15h40m, 18h40m, 21h30m. R$ 10 (seg, ter e qui, até as 17h; qua), R$ 15 (sex a dom e feriados, até as 17h) e R$ 17 (sex a dom e feriados, após as 17h). Toda semana, na Sessão Desconto, é selecionado um filme nas sessões das 15h em que o espectador paga R$ 4 (consulte qual é o filme da semana pelo telefone, no site www.cinemark.com.br ou no próprio cinema). > Cinesystem Via Brasil Shopping — Rua Itapera, 500, Vista Alegre — 4003-7049. Sala 1 (143 lugares): Anderson Silva: como água, 13h40m; Projeto X — Uma festa fora de controle, 15h40m; e Protegendo o inimigo, 17h40m, 19h40m, 21h40m. Sala 2 (192 lugares): Jogos vorazes, dub, 15h, 18h30m, 21h30m. Sala 3 (161 lugares): Guerra é guerra, dub, 14h10m, 16h30m, 19h, 21h20m. Sala 4 (267 lugares): John Carter — Entre dois mundos, (3-D), dub, 14h, 16h40m, 19h20m, 22h. Sala 5 (213 lugares): Pequenos espiões 4, (3-D), dub, 13h50m, 15h50m, 17h50m; Motoqueiro Fantasma — Espírito de vingança, (3D), dub, 19h50m; e Anjos da noite — O despertar, (3-D), dub, 21h50m. Sala 6 (184 lugares): Jogos vorazes, dub, 13h30m, 16h20m, 19h10m; leg, 22h. R$ 12 (seg e qui, exceto feriados), R$ 14 (ter e qua, exceto feriados), R$ 16 (sex a dom e feriados, até as 17h), R$ 18 (sex a dom e feriados, após as 17h), R$ 20 (ter e qua, exceto feriados, 3-D; seg e qui, exceto feriados, 3-D) e R$ 23 (sex a dom e feriados, 3-D). Terça Quarta Mais: R$ 7 (salas 2-D) e R$ 10 (salas 3-D). Promoção do Beijo: às quintasfeiras, o casal que der um beijo na bilheteria paga R$ 12 (o casal, salas 2-D) e R$ 20 (o casal, salas 3-D). Promoção por tempo indeterminado e não válida para feriados. > Kinoplex Nova América — Av. Martin Luther King Jr., 126, Shopping Nova América, Del Castilho — 2461-2461. Sala 1 (206 lugares): Jogos vorazes, 15h, 18h, 21h. Sala 2 (144 lugares): Cada um tem a gêmea que merece, dub, 14h50m, 16h50m, 18h50m, 20h50m. Sala 3 (183 lugares): Guerra é guerra, dub, 14h40m, 17h, 19h10m, 21h30m. Sala 4 (155 lugares): Protegendo o inimigo, 16h10m, 18h40m, 21h10m. Sala 5 (274 lugares): Jogos vorazes, dub, 14h; leg, 14h30m, 17h15m, 20h. Multiplex Jardim Guadalupe 3 (dub): 16h30m, 19h30m. Multiplex Jardim Guadalupe 4 (dub): 13h30m (qua), 16h15m, 19h, 21h45m. Shopping Iguatemi 2: 15h, 18h, 21h. Shopping Iguatemi 4 (dub): 14h30m, 17h30m, 20h30m. UCI Kinoplex 05: 13h, 16h, 19h, 22h. UCI Kinoplex 06: 15h, 18h, 21h. UCI Kinoplex 09: dub, 15h30m, 18h30m; leg, 21h30m. Zona Oeste: Cine 10 Sulacap 4 (dub): 15h, 18h, 21h. Cine Sesc Freguesia 1 (dub): 14h50m, 17h40m, 20h30m. Cinesercla PátioMix 2 (dub): 14h40m, 17h40m, 20h40m. Cinesystem Bangu 2: dub, 13h30m, 16h20m, 19h10m; leg, 22h. Cinesystem Bangu 5 (dub): 15h, 18h, 21h. Kinoplex West Shopping 1 (dub): 14h30m, 17h30m, 20h30m. Kinoplex West Shopping 2 (dub): 15h, 18h, 21h. Star Center 1 (dub): 15h20m, 18h10m, 21h. Zona Sul: Cinemark Botafogo 2: 13h20m, 16h20m, 19h20m, 22h20m. Cinemark Botafogo 5: 15h10m, 18h10m, 21h10m. Cinépolis Lagoon 6: 16h, 19h, 22h. Estação Vivo Gávea 2: 13h10m, 16h, 18h50m, 21h40m. Kinoplex Fashion Mall 1: 15h, 18h, 21h. Kinoplex Leblon 3: 14h30m, 17h30m, 20h30m. Leblon 1: 15h, 18h, 21h. Rio Sul 1: 15h, 18h, 21h. Rio Sul 2: 14h30m, 17h30m, 20h30m. Roxy 2: 15h, 18h, 21h. São Luiz 2: 15h, 18h, 21h. São Luiz 3: 14h30m, 17h30m, 20h30m. Redondezas: Cine Bauhaus 2: 14h30m, 17h30m, 20h30m. Cine Show Nova Friburgo 1 (dub): 14h30m, 17h30m, 20h30m. Cine Show Teresópolis 1 (dub): 14h30m, 17h30m, 20h30m. Cine Show Teresópolis 3 (dub): 15h, 18h. Cinemaxx Mercado Estação 2 (dub): 15h20m, 18h, 20h40m. > ‘Pina’. De Wim Wenders (Alemanha/França/Reino Unido, 2010). Documentário. A trajetória da coreógrafa alemã Pina Bausch, contada por meio de coreografias dançadas no palco e em locais da cidade de Wuppertal, onde ela viveu durante 35 anos. Exibição em 3-D em algumas salas. 106 minutos. Livre. Barra: Cinemark Downtown 03 (3-D): 13h50m, 16h30m, 19h, 21h30m. Zona Sul: Cinemark Botafogo 6 (3-D): 16h50m, 19h30m. Cinépolis Lagoon 4 (3-D): 14h, 16h45m, 19h40m, 22h15m. Estação Vivo Gávea 5 (3-D): 13h, 15h20m, 17h30m, 19h40m, 21h50m. Unibanco Arteplex 4 (3-D): 13h, 15h, 17h10m, 19h30m, 21h50m. > ‘Raul — O início, o fim e o meio’. De Walter Carvalho (Brasil, 2011). Documentário. A trajetória do cantor e compositor, criador da "sociedade alternativa" ao lado

Baixada
> Cinemaxx Imperial — Rua Dominique Level 30, Centro, Paracambi. (272 lugares): Motoqueiro Fantasma — Espírito de vingança, dub, 21h; e Poder sem limites, 19h. R$ 8 (seg a qui, exceto feriados, até 17h59m), R$ 10 (seg a qui, exceto feriados, após 18h; sex a dom e feriados, até 17h59m) e R$ 12 (sex a dom e feriados, após 18h). > Cinemaxx Unigranrio Caxias — Rua Marquês de Herval 1.216, loja A, box 306, Jardim 25 de Agosto, Duque de Caxias — 2672-2875. Sala 1 (120 lugares): Jogos vorazes, dub, 14h50m, 17h30m, 20h20m. Sala 2 (195 lugares): Pequenos espiões 4, dub, 15h10m, 17h, 18h50m; e John Carter — Entre dois mundos, dub, 20h40m. R$ 8 (seg a qui) e R$ 10 (sex a dom e feriados). Maiores de 60 anos e crianças menores de 12 pagam meia-entrada. Promoção por tempo indeterminado e não válida para feriados: às segundas, quartas e domingos, todos pagam meia-entrada. > Cinesercla Nilópolis Square — Rua Professor Alfredo Gonçalves Filgueiras, 100, Centro, Nilópolis — 2792-0824. Sala 1 (172 lugares): Jogos vorazes, dub, 14h30m, 17h30m, 20h30m. Sala 2 (102 lugares): Guerra é guerra, dub, 14h40m, 16h40m, 18h40m, 20h40m. Sala 3 (102 lugares): Motoqueiro Fantasma — Espírito de vingança, dub, 14h20m, 19h; e John Carter — Entre dois Shopping 1: 13h40m. Zona Oeste: Cine 10 Sulacap 5: 14h, 18h, 22h. Cine Sesc Freguesia 2: 15h20m, 19h20m. Cinesystem Bangu 3: 14h15m. Zona Sul: Cine Joia: 17h45m. Estação Sesc Botafogo 2: 22h. Redondezas: Top Cine Hipershopping ABC 2 (dub): 17h40m, 19h20m, 21h. > ‘Anjos da noite — O despertar’. “Underworld awakening”. De Mans Marlind, Bjorn Stein (EUA, 2012). Com Kate Beckinsale, Kris Holden-Ried, Charles Dance. Ação. Quarto episódio da franquia. Depois de ser mantida em estado de coma por 15 anos, a vampira Selene descobre que tem uma filha híbrida chamada Nissa, que precisa defender de um grupo assassino. 88 minutos. Não recomendado para menores de 16 anos. Baixada: Iguaçu Top 1 (dub): 15h15m, 17h15m, 19h15m, 21h15m. Kinoplex Grande Rio 1 (dub): 15h, 20h15m. Multiplex Caxias 2 (3-D/dub): 21h30m. Barra: UCI New York City Center 04 (3-D/dub): 22h15m. Niterói: Box Cinemas São Gonçalo 1 (3-D): 21h20m. Cinemark Plaza Shopping 2 (3-D): 22h10m. Zona Nor te: Cinemark Carioca 3 (dub): 20h30m. Cinesystem Via Brasil Shopping 5 (3D/dub): 21h50m. UCI Kinoplex 01 (3-D): dub, 18h15m; leg, 20h20m, 22h25m. UCI Kinoplex 03 (3-D/dub): 17h40m. Redondezas: Cinemaxx Mercado Estação 3 (dub): 15h10m. > ‘O artista’. “The artist”. De Michel Hazanavicius (França/Bélgica, 2011). Com Jean Dujardin, Berenice Bejo, John Goodman. Drama. Hollywood, 1927. George Valentin, um astro de filmes mudos, teme que a chegada do cinema falado faça com que ele seja esquecido. Ganhador do Oscar 2012 nas categorias melhor filme, direção, ator, figurino e trilha sonora. 100 minutos. Não recomendado para menores de 12 anos. Barra: Cinemark Downtown 02: 12h50m, 17h10m, 19h30m, 21h50m. Zona Sul: Espaço Museu da República: 14h, 18h (até qua). Estação Sesc Botafogo 2: 14h, 18h. Estação Sesc Laura Alvim 3: 17h50m. Redondezas: Cine Itaipava: 19h40m. Cinemaxx Mercado Estação 1: 15h. > ‘Billi Pig’. De José Eduardo Belmonte (Brasil, 2011). Com Selton Mello, Grazi Massafera, Otávio Muller. Comédia. Um malandro vendedor de seguros e sua namorada são perseguidos por um trafican-

Centro
> Odeon Petrobras — Praça Floriano, 7, Centro — 2240-1093. (600 lugares): Raul — O i n í c i o , o f i m e o m e i o, 1 3 h 3 0 m , 1 6 h , 18h30m, 21h. R$ 12.

Ilha do Governador
> Cinesystem Ilha Plaza — Av. Maestro Paulo e Silva, 400, Ilha Plaza Shopping - 3º piso, Ilha do Governador — 4003-7049. Sala 1 (292 lugares): Jogos vorazes, 13h30m, 16h20m, 19h10m, 22h. Sala 2 (206 lugares): Guerra é guerra, 14h10m, 16h30m, 19h, 21h20m. Sala 3 (206 lugares): Pequenos espiões 4, dub, 14h30m, 19h20m; e Prodo hoje escritor Paulo Coelho, é contada por meio de documentos e depoimentos de familiares, amigos e músicos. 115 minutos. Não recomendado para menores de 14 anos. Barra: Cinemark Downtown 11: 12h45m, 15h30m, 18h20m, 21h15m. UCI New York City Center 01: 14h50m, 17h30m, 20h10m. Centro: Odeon: 13h30m, 16h, 18h30m, 21h. Niterói: Cinemark Plaza Shopping 1: 12h40m, 15h30m, 18h20m, 21h20m. Zona Norte: Kinoplex Shopping Tijuca 3: 15h40m, 18h20m, 21h10m. UCI Kinoplex 08: 17h20m, 19h55m, 22h30m. Zona Sul: Cinépolis Lagoon 2: 14h30m, 17h30m, 20h40m. Kinoplex Leblon 1: 15h50m, 18h30m, 21h10m. São Luiz 1: 15h40m, 18h20m, 21h15m. Unibanco Arteplex 2: 14h10m (até qua), 16h40m, 19h10m, 21h40m.

CINEMA
Os endereços das salas de exibição e os preços das sessões estão na seção Nos Bairros.

Pré-Estreia
> ‘A dançarina e o ladrão’. “El baile de la victoria”. De Fernando Trueba (Espanha, 2012). Com Ricardo Darín, Abel Ayala, Miranda Bodenhofer. Drama. Com a chegada da democracia ao Chile, após a saída do ditador Augusto Pinochet do poder, o jovem Angel e o veterano Vergara são anistiados. Eles, no entanto, seguem caminhos diferentes. 127 minutos. Não recomendado para menores de 12 anos. Barra: Cinemark Downtown 09: 13h35m, 16h20m, 19h10m, 22h05m (até qua). > ‘Um método perigoso’. “A dangerous method”. De David Cronenberg (Canadá/Reino Unido/Alemanha, 2011). Com Viggo Mortensen, Keira Knightley, Michael Fassbender. Drama. Um olhar sobre a relação entre Freud e Jung, criadores da psicanálise. 93 minutos. Não recomendado para menores de 14 anos. Zona Norte: Kinoplex Shopping Tijuca 2: 21h30m (qui). Zona Sul: Kinoplex Fashion Mall 2: 21h15m (qui).

Continuação
> ‘Albert Nobbs’. “Albert Nobbs”. De Rodrigo García (Reino Unido/Irlanda, 2011). Com Glenn Close, Jonathan Rhys Meyers, Mia Wasikowska. Drama. Na Irlanda do século XIX, Albert Nobbs trabalha como mordomo e esconde um segredo: é, na verdade, uma mulher. 113 minutos. Não recomendado para menores de 14 anos. Zona Sul: Estação Sesc Laura Alvim 1: 18h. Estação Sesc Rio 1: 16h50m, 21h30m. > ‘O amor chega tarde’. “Love comes lately”. De Jan Schütte (Alemanha/Áustria/EUA, 2007). Com Otto Tausig, Caroline Aaron, Olivia Thirlby. Comédia romântica. Baseado em um conto de Isaac Bashevis Singer. Max Kohn, aclamado escritor de contos e imigrante austríaco que vive em Nova York, está chegando aos 80 anos, mas sente que sua vida está apenas começando. 86 minutos. Não recomendado para menores de 12 anos. Barra: Cinemark Downtown 07: 14h. > ‘Anderson Silva: como água’. “Like water”. De Pablo Croce (EUA, 2011). Documentário. Registro de diversos momentos do lutador Anderson Silva, como o treinamento para a luta em defesa do título de campeão mundial contra Chael Sonnen. 76 minutos. Não recomendado para menores de 12 anos. Barra: Cinemark Downtown 01: 20h50m. UCI New York City Center 16: 14h20m, 18h20m, 22h20m. Niterói: Box Cinemas São Gonçalo 4: 17h10m. CinEspaço Boulevard 5: 15h. Zona Norte: Cinecarioca Nova Brasília: 13h. Cinemark Carioca 6: 15h. Cinesystem Via Brasil

Estreia
> ‘Adorável Pivellina’. “La Pivellina”. De Tizza Covi, Rainer Frimmel (Itália, 2009). Com Tairo Caroli, Asia Crippa, Patrizia Gerardi. Drama. A pequena Asia tem 2 anos e foi encontrada por Patti, uma artista de circo que mora com o marido em um trailer no parque, nos arredores de Roma. Logo, toda a trupe se encanta pela pequenina. 100 minutos. Livre. Zona Sul: Estação Sesc Ipanema 2: 13h40m, 15h40m, 17h40m, 19h40m, 21h40m. Estação Sesc Rio 3: 13h30m, 15h40m, 17h40m, 19h40m, 21h40m. > ‘Jogos vorazes’. “The hunger games”. De Gary Ross (EUA, 2011). Com Jennifer Lawrence, Wes Bentley, Woody Harrelson.

8
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SEGUNDO CADERNO

O GLOBO

Quarta-feira, 28 de março de 2012

> ‘A Dama de Ferro’. “The iron lady”. De Phyllida Lloyd (Reino Unido, 2011). Com Meryl Streep, Jim Broadbent, Olivia Colman. Drama. A história da vida de Margaret Thatcher, ex-primeira-ministra do Reino Unido, suas polêmicas e o preço que ela pagou pelo poder. Ganhador do Oscar 2012 nas categorias melhor atriz e maquiagem. 105 minutos. Não recomendado para menores de 12 anos. Barra: Espaço Rio Design Vip: 17h50m. UCI New York City Center 08: 16h40m, 22h. Zona Sul: Espaço Museu da República: 16h, 20h (até qua). Estação Sesc Botafogo 2: 16h. Estação Sesc Laura Alvim 2: 13h50m. Redondezas: Cine Bauhaus 1: 16h45m, 21h. Cine Itaipava: 17h30m. Cine Show Nova Friburgo 3: 19h15m. > ‘Os descendentes’. “The descendants”. De Alexander Payne (EUA, 2011). Com George Clooney, Matthew Lillard, Robert Forster. Comédia dramática. Depois que sua mulher, Elizabeth, sofre um grave acidente que a deixa entre a vida e a morte, o milionário Matt King leva suas filhas para uma viagem de Oahu para Kauai, onde ele irá se confrontar com o corretor de imóvel Brian, com quem ela teve um caso antes do ocorrido. Ganhador do Oscar 2012 na categoria melhor roteiro adaptado. 115 minutos. Não recomendado para menores de 12 anos. Zona Sul: Estação Sesc Laura Alvim 1: 22h. Redondezas: Cine Bauhaus 1: 18h45m. > ‘Drive’. De Nicolas Winding Refn (EUA, 2011). Com Ryan Gosling, Carey Mulligan, Bryan Cranston. Ação. Um piloto profissional trabalha como dublê em cenas de perseguição de carros em Hollywood e usa sua precisão no volante como motorista em assaltos, até que conhece Irene, cujo marido sairá da prisão em poucos dias. 100 minutos. Não recomendado para menores de 16 anos. Zona Sul: Estação Sesc Botafogo 3: 17h10m. Estação Sesc Laura Alvim 3: 21h50m. > ‘Guerra é guerra’. “This means war”. De Bruce McGill (EUA, 2012). Com Tom Hardy, Chris Pine, Reese Witherspoon. Comédia romântica. Dois agentes secretos da CIA batalham pelo amor de uma mesma mulher. 98 minutos. Não recomendado para menores de 12 anos. Baixada: Cinesercla Nilópolis Square 2 (dub): 14h40m, 16h40m, 18h40m, 20h40m. Kinoplex Grande Rio 3 (dub): 14h30m, 16h40m, 18h50m, 21h. Multiplex Caxias 4 (dub): 15h, 17h, 19h, 21h. Barra: Cinemark Downtown 06: 12h, 14h20m, 17h05m, 19h20m, 21h40m. Cinemark Downtown 07: 15h50m, 18h15m, 20h40m. Cinesystem Recreio Shopping 1: 14h10m, 16h30m, 19h, 21h20m. UCI New York City Center 11 (dub): 13h40m, 16h15m, 18h50m, 21h25m. UCI New York City Center 15: 14h40m, 17h15m, 19h50m, 22h25m. Via Parque 1: 14h50m, 17h10m, 19h20m, 21h30m. Ilha: Cinesystem Ilha Plaza 2: 14h10m, 16h30m, 19h, 21h20m. N i t e r ó i : B a y M a r ke t 4 ( d u b ) : 1 7 h 1 0 m , 19h20m, 21h30m. Box Cinemas São Gonçalo 6 (dub): 14h20m, 16h40m, 18h50m, 21h10m. Cinemark Plaza Shopping 6: 12h45m, 15h10m, 17h25m, 19h45m, 22h20m. CinEspaço Boulevard 1 (dub): 13h30m, 16h, 18h30m, 21h. Zona Norte: Cinemark Carioca 4 (dub): 13h20m, 15h30m, 17h50m, 20h10m, 22h20m. Cinesystem Via Brasil Shopping 3 (dub): 14h10m, 16h30m, 19h, 21h20m. Kinoplex Nova América 3 (dub): 14h40m, 17h, 19h10m, 21h30m. Kinoplex Shopping Tijuca 5: 14h50m, 17h, 19h10m, 21h20m. Multiplex Jardim Guadalupe 1 (dub): 15h30m, 17h30m, 19h30m, 21h30m. Shopping Iguatemi 7 (dub): 15h, 17h10m, 19h20m, 21h30m. UCI Kinoplex 04 (dub): 14h15m, 16h45m, 19h15m, 21h15m. Zona Oeste: Cine 10 Sulacap 2 (dub): 14h30m, 16h50m, 19h10m, 21h20m. Cinesercla PátioMix 1 (dub): 14h40m, 16h40m, 18h40m, 20h40m. Cinesystem Bangu 6 (dub): 14h20m, 16h40m, 19h, 21h20m. Kinoplex West Shopping 4 (dub): 17h, 19h20m, 21h30m. Zona Sul: Cinemark Botafogo 4: 14h15m, 16h30m, 18h45m, 21h. Cinépolis Lagoon 3: 15h20m, 17h50m, 20h20m. Kinoplex Fashion Mall 3: 15h20m, 17h30m. Kinoplex Leblon 2: 14h, 16h10m, 18h20m, 20h45m. Rio Sul 3: 14h50m, 17h10m, 19h20m, 21h30m. Roxy 1: 14h45m, 19h30m. São Luiz 4: 14h40m, 19h20m. Redondezas: Cine Show Nova Friburgo 3: 15h15m, 17h15m, 21h15m. Cine Show Teresópolis 2: 19h15m, 21h15m. Cinemaxx Mercado Estação 1 (dub): 17h, 19h, 21h. > ‘Habemus Papam’. “Habemus Papam”. De Nanni Moretti (Itália/França, 2011). Com Michel Piccoli, Nanni Moretti, Margherita Buy.

RIO SHOW
O BONEQUINHO VIU...
> ‘Shame’. Drama. “Uma crônica sobre o vazio afetivo das novas gerações.” (Rodrigo
Fonseca)

> ‘O porto’. Drama. “O diretor Aki Kaurismäki foge do óbvio.” (Érico Reis) > ‘Precisamos falar sobre o Kevin’. Drama. “A performance de Tilda Swinton é avassaladora.” (Marcelo Janot)

> ‘Protegendo o inimigo’. Ação. “Seu trâmite pela violência afronta a correção política, fortalecendo o gênero.” (Rodrigo Fonseca)

> ‘L’Apollonide — Os amores da casa de tolerância’. Drama. “O diretor Bertrand Bonello fez um filme de resultado fenomenal.” (Ruy Gardnier) > ‘O artista’. Drama. “Fiel ao espírito de uma época, consegue a proeza de seduzir os acelerados espectadores do século XXI.” (Susana Schild) > ‘Drive’. Ação. Para Rodrigo Fonseca, aplaude de pé: “Parte de atos violentos para propor uma reflexão sobre as desarmonias do real”. Para Ruy Gardnier, dorme: “De tanto buscar o impacto visual, acaba por chafurdar na cafonice.” > ‘Habemus Papam’. Comédia dramática. “Uma obra-prima leve e grave, que diz muito sobre o mundo que nos rodeia.” (Ruy
Gardnier)

> ‘Reidy — A construção da utopia’. Documentário. “Traz uma lição oportuna para o Rio de hoje.” (Ruy Gardnier) > ‘Tão forte e tão perto’. Drama. “Fica o tempo inteiro entre a fronteira do conto de fadas e da realidade.” (André Miranda)

> ‘Albert Nobbs’. Drama. “Uma reflexão sobre a autonomia feminina em tempos de modernidade.” (Rodrigo Fonseca) > ‘Anderson Silva: como água’. Documentário. “Ganha a plateia por nocaute já na sequência de abertura.” (Rodrigo Fonseca)

(Ely Azeredo)

> ‘Adorável Pivellina’. Drama. “Humanidade à flor da pele, delicadeza e humor.” > ‘Guerra é guerra’. Comédia romântica. “Um equívoco de concepção e de execução.” (Carlos Helí de Almeida) > ‘Motoqueiro Fantasma — Espírito de vingança’. Ação. “Não faz justiça às ambições estéticas de Cage.” (Rodrigo Fon-

> ‘O amor chega tarde’. Drama. “A trama é abordada com leveza e humor.” (Susana Schild)

> ‘Anjos da noite — O despertar’. Ação. “O mais bem lapidado visualmente da franquia, graças à fotografia de Scott Kevan.” (Rodrigo Fonseca) > ‘Billi Pig’. Comédia. “Um gesto corajoso e arriscado de José Eduardo Belmonte.”
(Consuelo Lins)

> ‘Caminho para o nada’. Suspense. “Um belo filme noir metalinguístico.” (Ruy
Gardnier)

seca)

15h15m, 17h15m, 19h15m. UCI New York City Center 10 (dub): 13h55m, 15h55m, 17h55m, 19h55m. Via Parque 2 (dub): 14h40m, 16h40m, 18h40m, 20h40m. Ilha: Cinesystem Ilha Plaza 3 (dub): 14h30m, 19h20m. Niterói: Bay Market 4 (dub): 15h20m. Box Cinemas São Gonçalo 1 (3-D/dub): 13h20m, 15h20m, 17h20m, 19h20m. Cinemark Plaza Shopping 2 (3-D/dub): 12h50m, 17h50m, 22h. Zona Norte: Cinecarioca Nova Brasília (dub): 14h40m. Cinemark Carioca 3 (dub): 12h, 14h10m, 16h10m, 18h10m. Cinesystem Via Brasil Shopping 5 (3-D/dub): 13h50m, 15h50m, 17h50m. Kinoplex Nova América 7 (3-D/dub): 14h20m, 19h. Kinoplex Shopping Tijuca 4 (3-D/dub): 14h, 18h40m. Multiplex Jardim Guadalupe 5 (3-D/dub): 14h30m. Shopping Iguatemi 3 (dub): 14h50m, 16h50m, 18h50m, 20h50m. UCI Kinoplex 01 (3-D/dub): 14h05m, 16h10m. Zona Oeste: Cine 10 Sulacap 1 (3-D/dub): 14h, 16h, 18h, 20h, 22h. Star Center 2 (dub): 15h10m, 17h, 18h50m, 20h40m. Zona Sul: Cinemark Botafogo 6 (3-D/dub): 12h50m, 14h50m. Cinépolis Lagoon 5 (3D/dub): 15h, 17h10m, 19h20m. Redondezas: Cine Show Nova Friburgo 2 (3D/dub): 14h45m, 19h10m. Cine Show Teresópolis 2 (dub): 15h15m, 17h15m. Top Cine Hipershopping ABC 1 (dub): 15h20m, 17h10m, 19h. > ‘Poder sem limites’. “Chronicle”. De Josh Trank (EUA, 2011). Com Michael B. Jordan, Michael Kelly, Alex Russel. Aventura. Três amigos ganham superpoderes após ingerir uma sustância misteriosa. A princípio, tudo não passa de uma brincadeira, mas, com o passar do tempo, eles são forçados a avaliar conceitos éticos e morais. 83 minutos. Não recomendado para menores de 14 anos. Baixada: Cinemaxx Imperial: 19h. > ‘O porto’. “Le Havre”. De Aki Kaurismäki (Finlândia/França/Alemanha, 2011). Com André Wilms, Kati Outinen, Jean-Pierre Darroussin. Drama. Marcel Marx é um escritor conhecido pela boemia. Por vontade própria, ele resolveu se exilar na cidade portuária de Havre, onde passa a trabalhar como engraxate e leva uma vida tranquila, até que uma criança negra vinda da África surge em sua vida. 93 minutos. Não recomendado para menores de 12 anos. Barra: Estação Sesc Barra Point 2: 17h45m. Zona Sul: Estação Sesc Laura Alvim 1: 14h, 16h, 20h10m. Unibanco Arteplex 5: 13h10m, 15h20m, 19h40m, 21h50m. > ‘Precisamos falar sobre o Kevin’. “We need to talk about Kevin”. De Lynne Ramsay (EUA, 2011). Com Tilda Swinton, John C. Reilly, Ezra Miller. Drama. Baseado no livro de Lionel Shriver. Eva tenta reconstruir sua vida familiar, que inclui um filho que nunca quis ter, responsável por um terrível massacre na escola onde estudava. Enquanto repassa sua história desde antes do nascimento do menino, ela tenta lidar com o luto e a culpa. 112 minutos. Não recomendado para menores de 16 anos. Zona Sul: Estação Sesc Laura Alvim 3: 15h40m. > ‘Projeto X — Uma festa fora de controle’. “Project X”. De Nima Nourizadeh (EUA, 2012). Com Thomas Mann, Jonathan Daniel Brown, Oliver Cooper. Comédia. Três alunos do último ano do colegial decidem entrar para a história promovendo uma festa que ninguém jamais vai esquecer. 90 minutos. Não recomendado para menores de 18 anos. Baixada: Multiplex Caxias 6: 17h. Barra: Cinemark Downtown 02: 15h. Cinesystem Recreio Shopping 4: 21h45m. UCI New York City Center 16: 16h20m, 20h20m. Niterói: Box Cinemas São Gonçalo 5: 17h50m. Cinemark Plaza Shopping 5: 13h. Zona Norte: Cinemark Carioca 7: 17h10m. Cinesystem Via Brasil Shopping 1: 15h40m. Multiplex Jardim Guadalupe 3: 14h45m. UCI Kinoplex 02: 22h05m. Zona Oeste: Cine 10 Sulacap 5: 16h, 20h. Cinesystem Bangu 4: 13h50m, 15h50m. > ‘Protegendo o inimigo’. “Safe house”. De Daniel Espinosa (EUA, 2012). Com Denzel Washington, Ryan Reynolds, Vera Farmiga. Ação. Depois que o centro de operações da CIA é destruído por um grupo de vilões, um jovem agente precisa transportar para um lugar seguro um agente renegado que estava sendo escondido pela agência. 115 minutos. Não recomendado para menores de 14 anos. Baixada: Kinoplex Grande Rio 4: 19h. Multiplex Caxias 6: 19h15m, 21h30m. Barra: Cinemark Downtown 09: 22h05m (qui). UCI New York City Center 05: 13h05m, 15h30m, 17h55m, 20h20m. Via Parque 6: 16h20m, 18h50m, 21h20m. Ilha: Cinesystem Ilha Plaza 3: 16h50m, 21h10m. Niterói: Box Cinemas São Gonçalo 4: 14h40m, 19h10m, 21h40m. Cinemark Plaza Shopping 5: 15h20m, 18h10m (qua), 20h50m (qua). CinEspaço Boulevard 4: 13h50m, 16h10m, 18h50m, 21h20m. Zona Norte: Cinemark Carioca 6: 12h30m, 17h20m, 20h20m. Cinesystem Via Brasil Shopping 1: 17h40m, 19h40m, 21h40m. Kinoplex Nova América 4: 16h10m, 18h40m, 21h10m. Kinoplex Shopping Tijuca 2: 14h, 16h30m, 19h, 21h30m (até qua). Shopping Iguatemi 6: 16h15m, 18h45m, 21h15m. UCI Kinoplex 07: 13h, 17h20m, 19h45m, 22h10m. Zona Oeste: Cine 10 Sulacap 3: 14h, 16h30m, 19h, 21h30m. Cinesystem Bangu 3: 16h45m, 19h15m, 21h45m. Star Center 4: 18h40m, 21h. Zona Sul: Cinemark Botafogo 1: 15h, 17h40m, 20h20m. Cinépolis Lagoon 1: 13h50m, 16h15m, 18h50m, 21h20m. Kinoplex Fashion Mall 4: 16h30m, 19h, 21h30m. Leblon 2: 14h, 16h30m, 19h, 21h30m. Rio Sul 4: 16h15m, 18h45m (exceto qua), 21h15m (exceto qua). Roxy 3: 14h, 16h20m, 18h50m, 21h20m. São Luiz 4: 16h50m, 21h30m. Redondezas: Cinemaxx Mercado Estação 3: 16h50m, 18h50m, 20h50m.

> ‘A invenção de Hugo Cabret’. Aventura. “Uma declaração de amor ao cinema.” (Marcelo Janot) > ‘Millenium — Os homens que não amavam as mulheres’. Suspense. “Vai muito além do conceito de refilmagem.” > ‘A música segundo Tom Jobim’. Documentário. “Um marco no seio do filme musical brasileiro.” (Ruy Gardnier) > ‘Pina’. Documentário. “Um ritual de despedida e uma homenagem à altura dessa artista tão fundamental.” (Consuelo
Lins)

Schild)

> ‘As canções’. Documentário. “Diante da câmera de Coutinho, todos vivem seus cinco minutos como personagem.” (Susana

> ‘Cada um tem a gêmea que merece.’ Comédia. “Compensa a falta de brilhantismo com a presença de Al Pacino, interpretando a si mesmo.” (Rodrigo Fonseca) > ‘Cavalo de guerra.’ Drama. “Spielberg frisa sua crença na bondade humana.” (Daniel Schenker)

> ‘Projeto X — Uma festa fora de controle’. Comédia. “Tudo é muito previsível e melancólico.” (Carlos Helí de Almeida) > ‘Viagem 2 — A ilha misteriosa’. Aventura. “Aposta no conflito entre desejo de aventura e senso de responsabilidade.”
(Daniel Schenker)

(Rodrigo Fonseca)

> ‘Os descendentes’. Comédia dramática. “Tem o mérito da simplicidade.” (André Miranda)

> ‘Inquietos’. Drama. “Gus Van Sant não se repete.” (André Miranda) > ‘John Carter — Entre dois mundos’. Ficção científica. “Evoca a mecânica das aventuras da Hollywood dos anos 1930, resgatando um espírito épico perdido.”
(Rodrigo Fonseca).

> ‘A Dama de Ferro’. Drama. “O grande trunfo do filme é a presença de Meryl Streep.” (André Miranda) > ‘Jogos vorazes’. Aventura. “Jennifer Lawrence é o que há de mais instigante no filme.” (André Miranda) > ‘Meu primeiro casamento’. Comédia. “Tem seu charme e momentos divertidos.” (Susana Schild) > ‘O pacto’. Suspense. “O diretor Roger Donaldson imprime um ritmo de vertigem aos seus filmes.” (Rodrigo Fonseca) > ‘Pequenos espiões 4’. Aventura. “É disparado o mais ‘infantil’ da série.” (Ruy Gardnier)

dré Miranda)

> ‘W.E. — O romance do século’. Romance. “Madonna parece não ter tido a menor ideia de onde queria chegar.” (An-

> ‘Raul — O início, o fim e o meio’. Documentário. “Ao fim da projeção, não restarão mais dúvidas: Raul era um gênio.”
(Marcelo Janot)

> ‘Medianeras — Buenos Aires da era do amor virtual’. Drama. ““Uma radiografia desencantada da Argentina.” (Rodrigo Fonseca) andar’. Comédia. > ‘As mulheres do “Com humor e solidariedade às domésticas, o diretor deita por terra a velha luta de classes.” (Susana Schild)
6o

Schild)

> ‘A separação’. Drama. “Uma elaborada radiografia dos impasses entre diferenças sociais, religiosas ou legais.” (Susana

Schenker)

> ‘Poder sem limites’. Aventura. “Mera exibição de efeitos especiais.” (Daniel

redo)

> ‘A sala Molusco — Anoitecer’. Comédia. “Trata-se de um engodo.” (Ely Aze-

Comédia dramática. Diante das responsabilidades de seu novo cargo, papa recém-eleito entra em crise e precisa recorrer à terapia para vencer seus medos. 102 minutos. Não recomendado para menores de 12 anos. Zona Norte: Ponto Cine: 16h, 20h. Zona Sul: Estação Vivo Gávea 3: 13h50m, 15h50m, 17h50m, 19h50m, 22h. Roxy 1: 17h, 21h40m. Unibanco Arteplex 3: 13h, 15h10m, 17h20m, 19h30m, 21h40m. > ‘Inquietos’. “Restless”. De Gus Van Sant (EUA, 2011). Com Mia Wasikowska, Chin Han, Ryo Kase. Drama. Um jovem casal divide suas preocupações sobre o amadurecimento e as questões sobre a mortalidade. 91 minutos. Não recomendado para menores de 12 anos. Zona Norte: Cinemark Carioca 2: 14h. > ‘A invenção de Hugo Cabret’. “Hugo”. De Martin Scorsese (EUA, 2011). Com Chloë Moretz, Jude Law, Sacha Baron Cohen, Gustaf Hammarsten. Aventura. Hugo é um garoto de 12 anos que vive em uma estação de trem em Paris no começo do século XX. Seu pai, um relojoeiro que trabalhava em um museu, morre pouco depois de mostrar a Hugo a sua última descoberta: um robô. Ganhador do Oscar 2012 nas categorias melhor fotografia, direção de arte, edição de som, mixagem de som e efeitos visuais. 126 minutos. Livre. Barra: Cinemark Downtown 10 (3-D): 22h10m. UCI New York City Center 09 (3-D): dub, 13h, 18h20m; leg, 15h40m, 21h. Niterói: Cinemark Plaza Shopping 2 (dub): 15h. Zona Norte: Shopping Iguatemi 5 (dub): 14h45m, 17h45m, 20h45m. Zona Sul: Cinemark Botafogo 3 (dub): 18h50m. Kinoplex Fashion Mall 2 (3-D): 15h50m,

18h30m, 21h15m (qua). Kinoplex Leblon 4 (3D): 16h30m. Redondezas: Cine Itaipava: 15h. > ‘John Carter — Entre dois mundos’. “John Carter”. De Andrew Stanton (EUA, 2012). Com Mark Strong, Willem Dafoe, Taylor Kitsch. Ficção científica. Baseado no livro de Edgar Rice Burroughs. John Mars é transportado para Marte, onde se vê envolvido em um conflito épico entre os habitantes do planeta, incluindo o vilão Tars Tarkas e a princesa Dejah Thoris. Exibição em 3-D em algumas salas. 132 minutos. Não recomendado para menores de 12 anos. Baixada: Cinemaxx Unigranrio Caxias 2 (dub): 20h40m. Cinesercla Nilópolis Square 3 (dub): 16h30m, 20h45m. Kinoplex Grande Rio 5 (3D/dub): 15h, 17h50m, 20h45m. Multiplex Caxias 2 (3-D/dub): 16h30m, 19h. Barra: Cinemark Downtown 01: 15h05m, 17h55m. Cinemark Downtown 12 (3-D): dub, 12h25m; leg, 15h20m, 18h10m, 21h. Cinesystem Recreio Shopping 3 (dub): 14h, 16h30m, 19h20m, 21h55m. UCI New York City Center 02 (3-D): 21h20m. UCI New York City Center 04 (3-D): dub, 13h45m; leg, 16h30m, 19h30m. UCI New York City Center 07: 13h45m. Via Parque 5 (3-D): dub, 15h30m, 18h10m; leg, 20h50m. Ilha: Cinesystem Ilha Plaza 4 (3-D): dub, 14h, 16h40m, 19h20m; leg, 22h. Niterói: Bay Market 3 (3-D/dub): 15h30m, 18h20m, 21h. Cinemark Plaza Shopping 4 (3D): dub, 13h20m, 19h25m; leg, 16h20m, 22h15m. CinEspaço Boulevard 3 (3-D/dub): 15h40m, 18h30m, 21h30m. Zona Norte: Cinecarioca Nova Brasília (3D/dub): 19h30m. Cinemark Carioca 7 (dub): 14h20m, 19h10m, 22h. Cinemark Carioca 8 (dub): 12h40m, 15h40m, 18h40m, 21h30m. Cinesystem Via Brasil Shopping 4 (3-D/dub): 14h, 16h40m, 19h20m, 22h. Kinoplex Nova América 7 (3-D/dub): 16h20m, 21h. Kinoplex Shopping Tijuca 4 (3-D): 16h, 20h40m. Multiplex Jardim Guadalupe 5 (3-D/dub): 16h30m, 19h, 21h30m. Shopping Iguatemi 1 (3-D): dub, 15h15m, 17h50m; leg, 20h40m. UCI Kinoplex 08 (dub): 14h40m. UCI Kinoplex 10 (3-D): dub, 13h35m, 16h20m; leg, 19h05m, 21h50m. Zona Oeste: Cine Sesc Freguesia 3 (dub): 15h40m, 18h20m, 20h40m. Cinesercla PátioMix 3 (dub): 14h30m, 17h30m, 20h30m. Cinesystem Bangu 1 (3-D/dub): 19h20m, 22h. Kinoplex West Shopping 5/Evolution (3-D/dub): 15h10m, 17h50m, 20h45m. Star Center 3 (dub): 15h30m, 18h10m, 20h50m. Zona Sul: Cinemark Botafogo 3 (3-D): 13h10m, 16h, 21h40m.

Redondezas: Cine Show Nova Friburgo 2 (3-D): dub, 16h30m; leg, 21h. Cine Show Teresópolis 3 (3-D): 21h. Top Cine Hipershopping ABC 2 (dub): 15h10m. > ‘L’Apollonide — Os amores da casa de tolerância’. “L’Apollonide — Souvenirs de la maison close”. De Bertrand Bonello (França, 2011). Com Hafsia Harzi, Jasmine Trinca, Adele Haenel. Drama. No início do século XX, o bordel L’Apollonide vive seus últimos dias. Neste mundo fechado, onde alguns homens se apaixonam e outros se tornam dependentes, as garotas dividem seus segredos, seus medos e suas dores. 125 minutos. Não recomendado para menores de 18 anos. Barra: Estação Sesc Barra Point 1: 14h10m, 18h40m. Zona Sul: Cine Joia: 15h15m, 21h45m. Estação Sesc Rio 2: 13h45m, 16h15m, 18h45m, 21h15m. Estação Vivo Gávea 1: 14h10m, 16h50m, 19h10m, 21h30m. > ‘Medianeras — Buenos Aires na era do amor virtual’. “Medianeras”. De Gustavo Taretto (Argentina, 2011). Com Pilar López de Ayala, Javier Drolas. Drama. Mariana e Martín são dois jovens que vivem em edifícios de uma mesma rua, mas que nunca conseguem se encontrar. 95 minutos. Não recomendado para menores de 12 anos. Zona Sul: Estação Sesc Botafogo 3: 13h. > ‘Meu primeiro casamento’. “Mi primera boda”. De Ariel Winograd (Argentina, 2011). Com Natalia Oreiro, Daniel Hendler, Imanol Arias. Comédia. No dia de seu casamento, o nervoso Adrian comete um pequeno erro que resolve esconder de sua noiva, Leonora, para evitar maiores problemas, mas acaba complicando tudo. 102 minutos. Não recomendado para menores de 12 anos. Barra: UCI New York City Center 08: 14h, 19h20m. Zona Sul: Estação Sesc Laura Alvim 3: 19h50m. > ‘Millenium — Os homens que não amavam as mulheres’. “The girl with the dragon tattoo”. De David Fincher (EUA/Suécia/Reino Unido/Alemanha, 2011). Com Daniel Craig, Stellan Skarsgård, Rooney Mara. Suspense. Baseado no best-seller de Stieg Larsson. No centro do labirinto que dá o tom da história, há assassinatos, corrupção, segredos de família e os dramas pessoais de dois parceiros improváveis em busca da verdade, por trás de um mistério de 40 anos. Ganhador do Oscar 2012 na categoria melhor montagem. 158 minutos. Não recomendado para menores de 16 anos. Zona Sul: Estação Sesc Laura Alvim 2: 21h.

> ‘Motoqueiro Fantasma — Espírito de vingança’. “Ghost rider: spirit of vengeance”. De Mark Neveldine, Brian Taylor (EUA, 2011). Com Nicolas Cage, Idris Elba, Violante Placido. Ação. O Motoqueiro Fantasma se esconde na Europa Oriental, onde tenta impedir que o demônio adquira forma humana. Versão em 3-D em algumas salas. 95 minutos. Não recomendado para menores de 12 anos. Baixada: Cinemaxx Imperial (dub): 21h. Cinesercla Nilópolis Square 3 (dub): 14h20m, 19h. Kinoplex Grande Rio 4 (dub): 14h40m, 16h50m, 21h30m. Niterói: Bay Market 2 (dub): 15h, 17h30m, 20h30m. Box Cinemas São Gonçalo 3 (dub): 14h45m, 16h50m, 18h55m, 21h. CinEspaço Boulevard 5 (dub): 13h, 19h, 21h. Zona Nor te: Cinemark Carioca 2 (dub): 16h05m, 18h20m, 20h25m, 22h30m. Cinesystem Via Brasil Shopping 5 (3-D/dub): 19h50m. UCI Kinoplex 03 (3-D): dub, 13h20m, 15h25m; leg, 19h40m, 21h45m. Zona Oeste: Cinesercla PátioMix 4 (dub): 14h45m, 16h45m, 18h45m, 20h45m. Cinesystem Bangu 4 (dub): 17h50m, 19h50m, 21h50m. Kinoplex West Shopping 3 (dub): 15h50m, 18h15m, 21h15m. > ‘As mulheres do 6º andar’. “Les femmes du 6ème étage”. De Philippe Le Guay (França, 2011). Com Fabrice Luchini, Carmen Maura, Natalia Verbeke. Comédia. Na Paris dos anos 1960, a chegada de uma empregada doméstica espanhola muda radicalmente a rotina de um casal conservador. 104 minutos. Não recomendado para menores de 16 anos. Barra: Estação Sesc Barra Point 1: 16h30m. Zona Sul: Cine Joia: 13h, 19h30m. Estação Sesc Rio 1: 14h30m, 19h10m. > ‘A música segundo Tom Jobim’. De Nelson Pereira dos Santos, Dora Jobim (Brasil, 2011). Documentário. Filme conta a história do compositor por meio de sua música. Participação de artistas nacionais e internacionais que entoaram suas canções. 88 minutos. Livre. Zona Sul: Unibanco Arteplex 5: 18h. > ‘O pacto’. “Seeking justice”. De Roger Donaldson (EUA, 2012). Com Nicolas Cage, January Jones, Guy Pearce. Suspense. Will leva uma vida normal até o dia em que sua mulher é atacada brutalmente por um desconhecido. Logo depois, um estranho se oferece para acertar as contas com o agressor. 105 minutos. Não recomendado para menores de 14 anos. Barra: Cinemark Downtown 01: 12h35m. UCI New York City Center 07: 21h05m. Zona Oeste: Cine Sesc Freguesia 2: 17h, 21h. Star Center 4: 14h20m, 16h30m. > ‘Pequenos espiões 4’. “Spy kids 4: all the time in the world”. De Robert Rodriguez (EUA, 2011). Com Jessica Alba, Danny Trejo, Jeremy Piven. Aventura. Quarta aventura da série. Os irmãos Rebecca e Cecil descobrem que sua madrasta é uma agente secreta e se envolvem numa missão fantástica. Exibição em 3-D em algumas salas. 111 minutos. Livre. Baixada: Cinemaxx Unigranrio Caxias 2 (dub): 15h10m, 17h, 18h50m. Kinoplex Grande Rio 1 (dub): 17h15m. Multiplex Caxias 2 (3-D/dub): 14h45m. Barra: Cinemark Downtown 10 (3-D/dub): 13h20m, 15h35m, 17h50m, 19h55m. Cinesystem Recreio Shopping 4 (dub): 14h05m, 16h, 17h55m, 19h50m. Espaço Rio Design 1 (3-D/dub): 14h, 16h, 18h, 20h, 21h40m. UCI New York City Center 02 (3-D/dub): 13h15m,

LEANDRO HASSUM EDUARDO DUSSEK
Hoje e 11 de Abril

20h 21h

FEIJOADA AOS DOMINGOS
1º de Abril - a partir das 14h

Feijoada com a BANDA SAMBA SOCIAL CLUBE miranda Participação FUNDO DE QUINTAL às17h

FERNANDO CARUSO 20h 21h EDUARDO DUSSEK
04 de Abril

Feijoada com a BANDA SAMBA SOCIAL CLUBE miranda Participação LEANDRO SAPUCAHY às17h

FEIJOADA AOS DOMINGOS
08 de Abril - a partir das 14h

GREGÓRIO DUVIVIER 20h 21h EDUARDO DUSSEK
18 de Abril
D E B A T E S

Homenageando Carmen Miranda

“DISSERAM QUE EU VOLTEI AMERICANIZADACARMEN MIRANDA E A MÚSICA NORTE-AMERICANA” COM

TERÇAS NOTÁVEIS

03 de Abril - 20h

ROBERTO DAMATTA, CECILIA SPYER E MARCO BRITO

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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS.

Quarta-feira, 28 de março de 2012

O GLOBO

SEGUNDO CADERNO

> ‘A saga Molusco — Anoitecer’. “Breaking wind”. De Craig Moss (EUA, 2012). Com Frank Pacheco, Heather Ann Davis, Eric Callero. Comédia. Sátira da saga Crepúsculo. Bella está às voltas com o aguardado casamento com Edward, uma possível gravidez do primeiro filho e as trapalhadas de Jacob, o amigo de todas as horas que não larga do pé dela. 120 minutos. Não recomendado para menores de 14 anos. Zona Norte: UCI Kinoplex 07 (dub): 15h25m. Redondezas: Top Cine Hipershopping ABC 1 (dub): 20h50m. > ‘A separação’. “Nader az Simin”. De Asghar Farhadi (Irã, 2011). Com Leila Hatami, Peyman Moaadi, Sareh Bayat. Drama. Na hora de decidir onde morar, um casal não chega a um acordo. Ela quer ir para o exterior, para que a filha tenha mais oportunidades. Ele não aceita sair, pois precisa cuidar do pai que tem Alzheimer. Ganhador do Oscar 2012 nas categorias melhor filme em língua estrangeira. 123 minutos. Não recomendado para menores de 12 anos. Barra: Estação Sesc Barra Point 1: 21h. Zona Sul: Estação Sesc Botafogo 3: 14h50m, 19h30m. Estação Sesc Laura Alvim 2: 18h30m. > ‘Shame’. De Steve McQueen (Reino Unido, 2011). Com Michael Fassbender, Carey Mulligan, James Badge Dale. Drama. Brandon é um homem bem-sucedido que mora sozinho em Nova York. Sua rotina de viciado em sexo acaba sendo profundamente abalada quando sua irmã Sissy aparece de surpresa e pretende morar com ele. 101 minutos. Não recomendado para menores de 18 anos. Barra: Espaço Rio Design Vip: 13h50m, 15h50m, 19h50m, 21h50m. Estação Sesc Barra Point 2: 13h50m, 15h45m, 19h30m, 21h30m. UCI New York City Center 07: 16h30m, 18h45m. Zona Sul: Cinépolis Lagoon 5: 21h30m. Estação Sesc Botafogo 1: 13h20m, 15h20m, 17h20m, 19h20m, 21h30m. Estação Sesc Ipanema 1: 13h20m, 15h20m, 17h20m, 19h20m, 21h20m (exceto qua). Estação Vivo Gávea 4: 13h40m, 15h40m, 18h, 20h, 22h10m. Kinoplex Fashion Mall 3: 19h40m, 21h50m. Kinoplex Leblon 4: 19h10m, 21h30m. Unibanco Arteplex 1: 13h20m, 15h30m, 17h40m, 19h50m, 22h. > ‘Tão forte e tão perto’. “Extremely loud and incredibly close”. De Stephen Daldry (EUA, 2011). Com Tom Hanks, Sandra Bullock, Thomas Horn. Drama. Menino de 9 anos, que é inventor, designer de joias, astrofísico, tocador de tamborim e pacifista, procura em Nova York uma fechadura em que se encaixe uma chave deixada por seu pai, morto nos atentados de 11 de setembro. 129 minutos. Não recomendado para menores de 10 anos. Barra: UCI New York City Center 10: 21h55m. Zona Sul: Estação Sesc Laura Alvim 3: 13h15m. Redondezas: Cine Bauhaus 1: 14h15m. > ‘Viagem 2 — A ilha misteriosa’. “Journey 2: The mysterious island”. De Brad Peyton (EUA, 2011). Com Josh Hutcherson, Dwayne Johnson, Michael Caine. Aventura. Sequência do sucesso mundial de 2008 "Viagem ao centro da Terra". O jovem Sean Anderson sai em uma missão com Hank, namorado de sua mãe, para procurar o avô, que supostamente está perdido em uma ilha mítica. 94 minutos. Livre. Barra: UCI New York City Center 06 (dub): 13h20m. > ‘W.E. — O romance do século’. “W.E.”. De Madonna (Inglaterra, 2011). Com James D’Arcy, Abbie Cornish, Andrea Riseborough. Romance. O rei Eduardo VIII, da Inglaterra, se apaixona pela americana divorciada Wallis Winthrop. Décadas depois, uma mulher casada vive um caso de amor com um segurança russo. 120 minutos. Não recomendado para menores de 16 anos. Zona Sul: Estação Sesc Laura Alvim 2: 16h10m (qua).

ção: Daniel Belmonte, Nigel Goodman e Rafael Studart. Improvisação sobre situações do cotidiano a partir de visões peculiares e divertidas. o Teatro Ziembinski: Av. Heitor Beltrão s/n -, Tijuca — 2254-5399. Qua, às 20h. R$ 20. 90 minutos. Não recomendado para menores de 12 anos. Último dia. > ‘Muita mulher pra pouco musical’. Texto: Ana Luisa Leite. Direção artística: Cláudia Ricart. Com Aline Carrocino, Ana Luisa Leite, Aurora Dias, Marcela Dias, Tatiana Sobral. A peça apresenta números de musicais contemporâneos de Broadway e off-Broadway. Teatro Candido Mendes Rua Joana Angélica 63, Ipanema — 2267-7295. Qua e qui, às 21h. R$ 40. 60 minutos. Livre. Até amanhã. > ‘A pena e a lei’. Texto: Ariano Suassuna. Direção: Caíque Botkay. Com 16 formandos da CAL. Inspirado no teatro de mamulengos, nos bonecos brincantes e nas histórias populares de cantores nordestinos, a peça mostra a realidade de um Nordeste autêntico, regional, erudito. Teatro Municipal do Jockey: Rua Mário Ribeiro 410, Gávea — 3114-1286. Qua e qui, às 19h. R$ 20. Livre. 90 minutos. Até amanhã.

EXPOSIÇÃO
Abertura

RIO SHOW

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Grátis >‘Dimensõesvariáveis’e‘Incontáveis’. A primeira mostra é composta de vídeos de Evandro Machado. Na segunda, Matias Mesquita apresenta trabalhosemgrafitesobreplacasdegessofragmentadas. Até 26 de maio. A Gentil Carioca: Rua Gonçalves Ledo 17, sobrado, Centro — 2222-1651. Ter a sex, do meio-dia às 19h. Sáb, do meio-dia às 17h. Grátis >‘Lagoeusou—MárioLago,umhomem doséculoXX’.Aexposiçãoemhomenagemaocentenário de nascimento do ator e compositor Mário Lago (1911-2002) reúne gravações, frases, cartazes, versos, cenas, manuscritos, discos e registros da boemia, além de outros elementos do universo do homenageado. Uma linha do tempo mostra a interação do artistacomosprincipaisfatosdeseutempo.Até24de maio. Arquivo Nacional: Praça da República 173, Centro — 2179-1228. Seg a sex, das 10h às 18h. Grátis >MuseudasTelecomunicações.Entreas novas atrações do espaço, há um jogo de luz e som que simula uma viagem ao espaço; um equipamento interativo com informações sobre a internet e seu impacto no mundo; e uma linha do tempo digital, com material sobre etapas da história das telecomunicações e da sociedade. Oi Futuro Flamengo: Rua Dois de Dezembro 63, Flamengo – 3131-3060. Ter a dom, das 11h às 17h. Grátis > ‘Traços & Tarsilões ®’. Carlos Contente, queatualmentetrabalhacomdesenhoseinstalações, se inspira na modernista Tarsila do Amaral e mostra grafites sobre máscaras ovais de madeira. Até 26 de maio. A Gentil Carioca Lá: Av. Epitácio Pessoa 1.674, sala 401, Lagoa — 2523-1157. Ter e qua, das 14h às 20h. Qui a sáb, das 14h às 22h.

direito às outras atrações. Apenas as demais atrações: grátis (aos domingos e para menores de 5 anos e maiores de 65 anos) e R$ 6. ‘Japão: um ano depois do terremoto’: Marcando um ano da tragédia do Grande Terremoto do Leste, que, em 11 de março de 2011, devastou a costa Nordeste do Japão e gerou uma gigantesca tsunami, a exposição mostra em painéis fotográficos e cem imagens detalhes do episódio. A recuperação e a cultura das áreas afetadas fazem parte do registro. Até 13 de maio.

18h. Sáb e dom, das 14h às 19h. Para ter acesso ao espaço, é necessário apresentar documento de identidade com foto.
Grátis > ‘Silhuetas de amor à luz da Lua’. FernandodeLaRocqueexpõeumainstalaçãofeitaapartir de pinturas, em tela e na parede. Até 7 de abril. Armazém Artur Fidalgo: Rua Siqueira Campos 143, sobreloja 138 — 2549-6278. Seg a sex, das 10h às 19h. Sáb, das 10h às 14h. Grátis > ‘Symbiosis’. Roberta Carvalho apresenta 16 fotografias e dois vídeos, além de uma intervenção. Até 5 de maio. Galeria do Ateliê: Av. Pasteur 453, Urca — 2541-3314. Seg a sex, das 9h às 22h. Sáb, das 9h às 17h. Grátis > ‘Umas e outros’. Maria do Carmo Secco expõe trabalhos recentes e inéditos, entre pinturas, desenhos e objetos. Até 20 de abril. Largo das Artes: Rua Luís de Camões 2, sobrado, Centro — 2224-2985. Ter a sex, do meiodia às 18h. Sáb, do meio-dia às 17h.

Jogos e kart
> Barra Bowling. Espaço com 20 pistas. BarraShopping: Av. das Américas 4.666, Barra — 2431-9566. Seg a qui, do meio-dia à meianoite. Sex, do meio-dia à 1h. Sáb, das 11h às 3h. Dom e feriados, das 11h à meia-noite. R$ 55 (seg a sex, até as 18h), R$ 75 (seg a qui, após as 18h) e R$ 105 (sex e véspera de feriados, após as 18h; sáb, dom e feriados). A partir das 21h, menores de 13 anos só com o responsável. > CasaBowling. Espaço com 14 pistas. CasaShopping: Av. Ayrton Senna 2.150, Barra — 2108-8142. Seg, das 16h à meia-noite. Ter a sex, do meio-dia à meia-noite. Sáb e dom, das 10h à meia-noite. Preço por período de uma hora: R$ 55 (seg a sex, até as 18h), R$ 75 (seg a qui, após as 18h), R$ 95 (sex e véspera de feriados, após as 18h) e R$ 105 (sáb, dom e feriados). > Philadélfia Park & Games. Espaço com quatro pistas para até seis pessoas. West Shopping: Estrada do Mendanha 555, Campo Grande — 2418-8869. Seg a qui, das 14h às 22h. Sex, das 14h às 23h. Sáb, das 13h às 23h. Dom, 13h às 22h. Preço por hora: R$ 40 (seg a qui), R$ 60 (sex a dom, véspera de feriados e feriados). Menores de 13 anos, só com responsável. > Striker Casual Bowling. Espaço com 26 pistas de boliche. NorteShopping: Av. Dom Helder Câmara 5.080, Cachambi — 3979-5555. Dom a qui, do meio-dia à meia noite. Sex e sáb, do meiodia às 2h. R$ 75 (seg a qui), R$ 95 (sex e véspera de feriado) e R$ 105 (sáb, dom e feriado). A partir das 21h, menores de 13 anos só com o responsável. > Top Kart Indoor. Adultos e crianças podem disputar corrida nas pistas. Extra 24h: Av. das Américas 1.510, subsolo, Barra — 2484-4545. Seg a sex, das 15h às 23h. Sáb, dom, véspera de feriados e feriados, das 14h às 23h. Kart adulto: R$ 49 por piloto (modalidade 6,5hp) e R$ 69 por piloto (modalidade 9hp), em 20 minutos de bateria. Kart infantil: R$ 39, por piloto (modalidade 5,5hp), em 15 minutos de bateria. Recomendado para crianças com altura mínima de 1,20 metro.

Grátis >OiFuturoFlamengo.RuaDoisdeDezembro 63, Flamengo – 3131-3060. Ter a dom, das 11h às 20h. ‘High Tech/Low Tech — Formas de produção’: Com curadoria de Alfons Hug, a exposição reúne obras de 20 artistas e coletivos brasileiros e de Alemanha, Turquia, China, Canadá, EUA, Índia, Taiwan, Colômbia, Vietnã, Nigéria, Suíça e Curaçao. O tema em comum éo a tecnologia no mundo contemporâneo. Até 1 - de abril. ‘[sub]Urbano]’: Daniela Dacorso mostra projeções de fotografias feitas em Madureira, Encantado, Pavuna, Japeri, Nova Iguaçu e São João de o Meriti. Até 1 - de abril. Grátis >PaçoImperial.PraçaQuinzedeNovembro 48,Centro—22152093.Teradom,do-meio-diaàs 18h. Atelie Sergio Camargo: O acervo do escultor teve o regime de comodato renovado com a instituição e é reaberto à visitação. Individuais: Seis novos artistas contemporâneos de destaque mostram sua produção em exposições no centro cultural: Felipe Barbosa, Gabriela Machado, Maria Lynch, Matheus Rocha Pitta, Rafael Alonso e Rosana Ricalde. Até 13 de maio. Exposição histórica: Depois de seis meses de pesquisa, o paço apresenta mostra sobre a história do prédio, com acervo digitalizado à disposição do público.

Continuação
> ‘O caso Valkiria R.’. Texto: Claudia Süssekind. Direção: Victor Garcia Peralta. Com Helena Ranaldi, Marcos Breda, Thávyne Ferrari, Yaschmin Gazal, Ana Jansen e Thais Garayp. A peça é inspirada em um caso clínico real de psicanálise e conta a história de uma paciente (Valkiria R.) com sintomas físicos sem resposta na medicina convencional. o Teatro Vannucci: Shopping da Gávea, 3 - piso. Rua Marquês de São Vicente 52, Gávea — 2274-7246. Ter e qua, às 21h30m. R$ 60. 60 minutos. Não recomendado para menores de 12 anos. Até 4 de abril. > ‘Coisa da sua cabeça’. Texto: Diego Gianni. Direção: Marcos Wainberg. Com Marcos Wainberg e Roberto Lopes. Após bater as botas, Vicente volta do além para atazanar e revelar segredos insólitos ao melhor amigo, o desbocado Gregório. Uma comédia sobre dois camaradas que não conseguem se separar. o Teatro Clara Nunes: Shopping da Gávea, 3- piso. Rua Marquês de São Vicente 52, Gávea — 22749696. Ter e qua, às 21h. R$ 60. 70 minutos. Não recomendado para menores de 14 anos. Até 30 de maio. Texto: Dario Fo. Direção: Alessandra Vannucci. Com Julio Adrião. Um malandro que se vira contando vantagens vive fugindo da fogueira da Inquisição. Teatro Serrador: Rua Senador Dantas 13, Cinelândia — 2220-5033. Diariamente, às 19h. R$ 20. 90 minutos. Não recomendado para menoo res de 14 anos. Até 1 - de abril. > ‘O grande amor da minha vida’. Texto: Guel Arraes, João Falcão e Karina Falcão. Direção: Michel Bercovitch. Com Giovanna Ewbank e Joaquim Lopes. Um casal apresenta um manual de como encontrar um grande amor. Teatro dos Quatro: Shopping da Gávea. Av. Marquês de São Vicente 52, Gávea — 2239-1095. Qua e qui, às 21h. $ 60. 80 minutos. Não recomendado para menores de 12 anos. Até 17 de maio. > ‘Pandemos’. Texto: Caique Botkay, Marcelo de Alvarenga e Maria Gândara. Direção: Caique Botkay. Com Maria Gândara, Caio Graco, Nicolai Nunes e Bia Ramos. Elenco apresenta uma análise bem-humorada dos fatos divulgados pela imprensa. Teatro Municipal Café Pequeno: Av. Ataulfo de Paiva 269, Leblon — 2294 4480. Qua e qui, às 20h30m. R$ 30. 70 minutos. Não recomendado para menores de 18 anos. > ‘Uma sociedade’. Texto: Marina Monteiro. Direção: Lelette Couto. Com Alice Assef, Andréa Buzato, Diana Herzog, Marina Monteiro, Marina Palha e Mitzi Evelyn. Um grupo de amigas que vivem em 1910 tentam compreender o mundo em que vivem. Para isso, elas vestem-se como homens e vão às bibliotecas aprender o que eles pensam, a jantares para descobrir o que sentem, ao tribunal para saber como julgam e aos museus para enxergar o que vêem. Solar de Botafogo: Rua General Polidoro 180, Botafogo — 2543-5411. Qua e qui, às 21h. R$ 30. 75 minutos. Não recomendado para menores de 14 anos. Até 19 de abril.
O GLOBO indica > ‘A descoberta das Américas’.

multimídia retrata a folia de reis a partir de pesquisa do jornalista turco Emrah Kartal, reunindo fotos, videoinstalação, esculturas e pinturas de Di Freiras. Até abril. Centro Cultural Laurinda Santos Lobo: Rua Monte Alegre 306, Santa Teresa — 2215-0618. Ter a dom, das 10h às 18h.
Grátis > ‘Vida, morte e sons‘. Noé Klabin expõe 19 trabalhos, que incluem obras feitas com café, discos de vinil, brinquedos e penas. Até 30 de abril. Centro Cultural Solar de Botafogo: Rua General Polidoro 180, Botafogo — 2543-5411. Ter a sex, das 18h às 22h. Sáb e dom, das 17h às 20h. Grátis > ‘Você, eu e os outros’ e ‘Diálogos poéticos’. A primeira mostra tem intervenções em fotos do tipo das que são usadas em documentos de identidade, tiradas por Ana Paula Albé em espaços públicos. Na segunda, Rosilda Sá mostra as instalações “Inventário”e“Imagensamadas”,queenvolvemfotografias e cerâmicas. Até 14 de abril. Mercedes Viegas Arte Contemporânea: Rua João Borges 86, Gávea — 2294-4305. Seg a sex, do meio-dia às 20h. Sáb, das 16h às 20h.

Grátis > ‘Terreiro em movimento’. A exposição

Coletivas
Grátis > ‘Banco de tempo’. Isabel Löfgren e Patricia Gouvêa mostram fotografias, videoinstalações e interferência no jardim do Museu da República e na Galeria do Lago. A partir de uma foto, do arquivo do museu,emqueoex-presidenteNiloPeçanhaaparece sentado num dos bancos do lugar com seus cães, o trabalho iniciou uma trajetória que passa por diversos bancosdejardins.AcuradoriaédeIsabelSansonPortella. Até 29 de abril. Galeria do Lago: Museu da República. Rua do Catete 153, Catete — 3235-3693. Ter a sex, das 10h ao meio-dia e das 13h às 17h. Sáb e dom, das 14h às 18h. Grátis > ‘[edições] | UM’. O mote da exposição é mostrar álbuns de gravuras. Os artistas reunidos são Amador Perez, Antonio Bokel, Alê Souto, Ana Freitas, Iuri Casaes, Gabriel Giucci, Pedro Sanchez, Pedro Meyer e Pedro Victor Brandão. Até 29 de abril. Portas Vilaseca Galeria: Av. Ataulfo de Paiva 1.079, subsolo, loja 109, Leblon — 29 de abril. Seg a sex, das 11h às 19h. Sáb, das 11h às 14h. Grátis > ‘Vivendo no vermelho’. A coletiva, que tem como tema a cor que lhe dá nome e referências comoocomunismo,reúnecerâmicas,tapeçarias,peças gráficas, pinturas, gravuras, fotografias e objetos de 19 artistas de Brasil, EUA, Cuba, Grã-Bretanha, França, Espanha, México, Argentina e Benin. Entre eles, Anish Kapoor e Vik Muniz. Até 10 de abril. Graphos:Brasil: Rua Siqueira Campos 143, sobrelojas 1 e 2, Copacabana — 2256-3268. Seg a sex, das 11h às 19h. Sáb, das 11h às 18h.

Museus e centros culturais
Almirante Barroso 25, Centro — 2544-4080. Ter a sáb, das 10h às 22h. Dom, das 10h às 21h. ‘Gesto amplificado’: A mostra reúne artistas contemporâneos de Brasil, México e Argentina: Alê Souto, Bruno Miguel, Carla Evanovitch, Coletivo Acidum, Demián Flores, Heberth Sobral, Horácio Cadzco, Magrão, Pablo Rosales e Pedro Sánchez. Até 22 de abril. ‘Modernismos — 90 anos de 1922’: A mostra, com curadoria de Daniela Name e Marcus de Lontra Costa, marca a comemoração do aniversário de 90 anos da Semana de Arte Moderna de São Paulo. Entre as obras, há peças de Anita Malfatti, Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti e Ismael Nery. Até 29 de abril. boraí 78, Centro — 2332-5120. Ter a dom, das 10h às 20h. ‘Prêmio CNI-Sesi Marcantonio Vilaça’: A exposição contempla o trabalho dos vencedores do prêmio: o pernambucano Jonathas de Andrade, a mineira Laura Belém, o maranhense Marcone Moreira e os paulistas André Komatsu e Paulo Nenflidio. Até 29 de abril.
Grátis > Centro Cultural Banco do Brasil. Rua Primeiro de Março 66, Centro — 3808-2020. Ter a dom, das 9h às 21h. ‘Anticorpos’: A retrospectiva, com 200 peças dos irmãos Campana, tem como curador Mathias Schwartz-Clauss, do Vitra Design Museum, instituição alemã responsável pela exposição. Fazem parte do conjunto dos trabalhos de Fernando e Humberto Campana peças de mobiliário e joias, além de objetos que os dois colecionam. Até 6 de maio. ‘Divortium aquarum’: A instalação de José Rufino parte de temas como o mar. Até 29 de abril. ‘Tarsila do Amaral — Percurso afetivo’: A exposição inspirada no diário de viagens de Tarsila do Amaral (1886-1973) com o marido, Oswald de Andrade, tem 82 obras, entre pinturas, desenhos e gravuras. Objetos pessoais também fazem parte da mostra. Até 29 de abril Grátis > Casa França-Brasil. Rua Visconde de ItaGrátis > Caixa Cultural — Unidade Barroso. Av.

Fotografia
Grátis >‘Abrealas’.AAgênciaOGLOBO,emparceria com a Alerj, promove a mostra com fotos e músicas que contam a história do carnaval de rua. A exposição reúne 32 fotografias dos anos 1930 aos anos 1980, projeçõesde70imagensregistradasdesdeadécadade 90 e uma seleção de marchinhas. Até 31 de março. Palácio Tiradentes: Alerj. Salão Nobre. Rua Prio meiro de Março s/n -, Centro. Seg a sex, das 10h às 17h. Sáb, dom e feriados, do meio-dia às 17h. Grátis > ‘Encante’. O fotógrafo do GLOBO Gustavo Pellizzon expõe 20 imagens, além de vídeos registrados no período da seca que afeta cidades ao longo do Rio Jaguaribe, no Ceará. O trabalho é inspirado em lendasdosriosdaculturapopularbrasileira.Até13de abril. Centro de Artes Maria Teresa Vieira: Rua da Carioca 85, Centro — 2533-8438. Ter a sex, do meio-dia às 20h. Sáb, do meio-dia às 16h. Grátis > ‘Invenções do feminino’. A fotógrafa francesa de origem romena Irina Ionesco tem 18 trabalhos na mostra, incluindo registros polêmicos da filha,feitosporelados4aos12anos,queenvolvemfetiches e nudez e foram acusadas de pedofilia. Até 31 de maio. Casa do Saber: Av. Epitácio Pessoa 1.164, Lagoa — 2227-2237. Seg a sex, das 11h às 20h. Não recomendado para menores de 18 anos.

Patinação no gelo
> Barra On Ice. Pista para 120 pessoas. Extra 24h: Av. das Américas 1.510, Barra — 3151-3354 e 2431-4602. Qua e sex, das 15h às 21h. Qui, das 15h às 20h. Sáb, dom e feriados, das 14h às 22h. R$ 30 (por uma hora). Não recomendado para menores de 5 anos. > Espaço RioSul. Pista para 70 pessoas. RioSul: Rua Lauro Müller 116, Botafogo — 3527-7257 e 2122-8070. Seg a sex, das 14h às 22h. Sáb, das 10h às 22h. Dom e feriados, do meio-dia às 21h. R$ 20 (meia hora) e R$ 30 (uma hora). Não recomendado para menores de 1 ano. Crianças entre 1 e 4 anos entram na pista com um trenó. > Norte On Ice. Pista para 100 pessoas. NorteShopping (estacionamento Pedras Altas): Av. Dom Helder Câmara 5.474, Cachambi — 2178-4606 e 2178-4607. Seg a qui, das 14h às 21h. Sex, das 14h às 22h. Sáb, dom e feriado, das 13h às 22h. R$ 30 (por uma hora de patinação). Não recomendado para menores de 5 anos.

Individuais
Grátis > ‘Afinidades (a escolha do artista)’. ComorganizaçãodoartistaplásticoFábioCarvalho,a coletiva conta com seis brasileiros e quatro portugueses. Até 30 de março. Caza Arte Contemporânea: Rua do Resende 52, Lapa — 9802-1848 (informações). Seg a sex, das 14h às 19h. Grátis > ‘... e quem te escuta é o silêncio’. Stella Da Poian expõe 15 trabalhos em óleo sobre tela. Até 19 de abril. Galeria de Arte Maria de Lourdes Mendes de Almeida: Universidade Candido Mendes. Rua Joana Angélica 63, Ipanema — 2523-4141 ramal 206. Seg a sex, das 14h às 20h. Sáb, das 16h às 20h. Grátis > ‘Edifício Líbano’. Leila Danziger mostra 24 fotografias, divididas em quatro séries, e dois vídeos. Até 30 de março. Galeria de Arte Ibeu: Av. Nossa Senhora de Coo pacabana 690, 2 - andar — 3816-9473. Seg a sex, das 13h às 19h. Grátis > ‘Ensaios não destrutivos’ e ‘Retratos e autorretratos’. Na primeira mostra, Ana Holck expõe oito esculturas. Na segunda, José Paulo apresentatrabalhoscomoasérie“Quarentaretratos”,com 40 desenhos em grafite sobre papel feitos a partir de copos recolhidos. Até 12 de maio. Anita Schwartz Galeria de Arte: Rua José Roberto Macedo Soares 30, Gávea — 2274-3873. Seg a sex, das 10h às 20h. Sáb, do meio-dia às 18h. Grátis >‘Estandartesgerais’.Acoleçãode27estandartes e palmas barrocas foi criada pela artista mineira Andrea Gerheim. Os pedaços de tecidos retangulares com imagens de santos ou emblemas ganham cetim, veludo, sianinhas, contas, canutilhos, prata e ouro. Até 22 de abril. Teatro Oi Casa Grande: Av. Afrânio de Melo Franco 290, Leblon — 2511-0800. Ter a sex, das 16h às 19h. Grátis > ‘Favelas’. Alex Brazil mostra 20 trabalhos, incluindo pinturas sobre tela e sobre esculturas feitas com pedras portuguesas. Completam a exposição registros fotográficos de intervenções urbanas e objetos montados a partir de brinquedos. O destaque é um painelcomtrêsmilbonecoseseismetrosdeextensão. Até 31 de março. Sesc Tijuca: Rua Barão de Mesquita 539, Tijuca — 3238-2100. Ter a sex, do meio-dia às 20h30m. Sáb, dom e feriados, das 8h às 16h30m.

Recreação
Grátis > ‘Alice e a Páscoa no País das Maravilhas’ Na toca do Coelho Branco, os pequenos podem encontrar os personagens da fábula como os Gêmeos Tweedledee e Tweedledum e o Chapeleiro Maluco. Já dentrodaCasadoCoelho,ameninadaaprendeaconfeccionar bombons de chocolate. Shopping Tijuca: Av. Maracanã 987, Tijuca — 3094-6605. Seg a sex, das 13h às 21h. Sáb, das 10h às 22h. Dom, de meio-dia às 21h. Livre. Até 15 de abril. Grátis > CCBB Educativo. Aproveitando a exposição de Tarsila do Amaral, em cartaz no local, os arteeducadores prestam uma homenagem ao movimento modernista com contação de histórias. Centro Cultural Banco do Brasil: Rua Primeiro de Março 66, Centro — 3808-2070. Ter a dom, das 10h às 19h. Livre. Até 29 de abril.

Reapresentação
> ‘Reidy — A construção da utopia’. De Ana Maria Magalhães (Brasil, 2010). Documentário. A obra de Affonso Eduardo Reidy, um dos pioneiros da arquitetura moderna, com projetos notáveis como o Conjunto Habitacional do Pedregulho e o Museu de Arte Moderna, é narrada por meio de depoimentos de Paulo Mendes Rocha, Lucio Costa, Carmen Portinho e Roland Castro. 77 minutos. Livre. Niterói: CinEspaço Boulevard 5: 17h.

EVENTOS
Grátis > 67 - Mega Gestante & Bebê. O evento promove um saldão com preços de fábrica. Riocentro: Pavilhão II. Av. Salvador Allende 6.555, Barra da Tijuca — 2490-2293. Qua, o das 14 às 22h. Livre. Até 1 - de abril. Grátis > ‘O olhar modernista: uma viagem pelo Modernismo no Brasil’. O curso propõe uma viagem pelo universo do Modernismo, em meio às comemorações pelos 90 anos da Semana de 1922. A aula de hoje é a primeira sobre “Pensando a cultura brasileira: Modernismo, políticas públicas e patrimônio”. Ganha um certificado quem atingir 79% de presença. Caixa Cultural (Cinema 2): Av. Almirante Barroso 25, Centro — 2544-4080. Seg a sex, das 19h às 21h. Inscrições pelo e-mail <modernista@vastomundo.com>. Livre. Até 30 de março. Grátis >MaluFatorelli.ArtistaplásticaMaluFartorelli lança o livro que leva seu nome e promove mesaredonda com Glória Ferreira, Marisa Flórido e Tania Rivera. Escola de Artes Visuais do Parque Lage (salão nobre): Rua Jardim Botânico 414, Jardim Botânico — 3257-1800. Qua, às 19h. Livre.
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Extra
a cional de Documentários. Em sua 17 - edição, o o festival, em cartaz de 24 de março a 1 - de abril, exibe

Grátis >ÉTudoVerdade—17 - FestivalInterna-

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SHOW
> Batuque Carioca. O grupo toca canções de ícones do samba e da bossa nova. Bar Cariocando: Rua Silveira Martins 139, Catete — 2557-3646. Qua, às 20h. R$ 16. Não recomendado para menores de 18 anos. > Bossa Sempre Nova. André Gonçalves (violão e voz), Gefferson Horta (baixo), Marcello Moreno, (sax e flauta) e Moacyr Neves (bateria) fazem uma noite com clássicos da bossa nova. Vinicius Show Bar: Rua Vinicius de Moraes 39, Ipanema — 2523-4757. Qua, às 22h. R$ 30. Não recomendado para menores de 18 anos. > Ed Motta. O cantor é atração desta semana do projeto Vozes do Brasil. Sesc Tijuca (Teatro I): Rua Barão de Mesquita 539 — 3238-2164. Qua, às 20h. R$ 20. Livre. > Eduardo Dussek.O cantor apresenta composições bem-humoradas que marcaram a sua carreira. Antes, haverá stand up com Leandro Hassum. Miranda: Espaço Lagoon, Avenida Borges de o Medeiros 1.424, 2 - piso, Lagoa. Qua, às 21h. R$ 120 (Bar Regata), R$ 200 (Bar Notável e Setor Notável), R$ 160 (Setor Sustenido) e R$ 240 (Setor Um Tom Acima). Não recomendado para menores de 16 anos.
Grátis > Festival Grito Rock. O evento, que reúne exposição de artes visuais, intervenções poéticas e exibiçãodefilmesemvárioslocais,apresentaabanda de rock Maglore e Fê Paschoal. o Studio RJ: Av. Vieira Souto 110, 1 - andar, Arpoador — 2523-1204. Qua, às 20h30m. Não recomendado para menores de 18 anos.

80títulosde27países,divididosemmostrascompetitivas e programas especiais. Centro Cultural Banco do Brasil: Qua, às 10h30m, Competição Internacional — Longas: “Com amor, Carolyn”, de Maria Ramström e Malin Korkeasalo (Suécia, 2011). Às 12h30m, Competição Internacional — Longas: “O homem que ninguém conheceu”, de Carl Colby (EUA, 2011). Às 14h30m, Retrospectiva Internacional: Andrés Di Tella: “Fotografias”, de Andrés Di Tella (Argentina, 2007). Às 16h30m, Retrospectiva Internacional: Andrés Di Tella: “O País do Diabo” (Argentina, 2008). Às 18h30m, Competição Internacional — Longas: “O emprego”, de Didier Cros (França, 2012). Às 20h30m, Competição Internacional — Longas: “Calafate, zoológicos humanos”, de Hans Mülchi e Gerona (Chile, 2011). Instituto Moreira Salles: Qua, às 14h, O Estado das Coisas: “Jardins Lawnswood”, de Pawel Kuczynski (Polônia, 2011). Às 16h, O Estado das Coisas: “Domingo em Brazzaville”, de Enric Bach e Adrià Monés (Espanha/Congo, 2011). Às 18h, Foco Latino-Americano: “Os arquivos”, de Maite Rivera Carbonell (Porto Rico/Espanha, 2011). Às 20h, O Estado das Coisas: “Crise”, de Nina Maria Paschalidou e Nikos Katsaounis (Grécia, 2011). Oi Futuro Ipanema: Qua, às 14h, Projeção Especial: “Salvando a face”, de Daniel Junge e Sharmeen Obaid-Chinoy (EUA/Paquistão, 2011). Às 16h, Foco Latino-Americano: “O céu aberto”, de Everardo González (México, 2011). Às 18h, Foco Latino-Americano: “O huaso”, de Carlo Guillermo Proto (Canadá/Chile, 2011). Às 20h, Programas Especiais: “Amargas sementes”, de Micha X. Peled (Índia/EUA, 2011). Unibanco Arteplex 6: Qua, às 13h, Competição Brasileira — Longas: “Coração do Brasil”, de Daniel Solá Santiago (Brasil, 2012). Às 15h, Competição Brasileira — Curtas: “Piove, Il film di Pio”, de Thiago Brandimarte Mendonça (Brasil, 2012); “A galinha que burlou o sistema”, de Quico Meirelles (Brasil, 2012); entre outros. Às 17h, Programas Especiais: “Ricky sobre Leacock”, de Jane Weiner (França, 2012). Às 19h, Programas Especiais: “Santos, 100 anos de futebol arte”, de Lina Chamie (Brasil, 2012). Às 21h, Competição Brasileira — Longas: “Tokiori Dobras do tempo”, de Paulo Pastorelo (Brasil, 2012). Às 22h30m, Programas Especiais: “Ao abismo, um conto de morte, um conto de vida”, de Werner Herzog e Karim El Hakim (EUA/Inglaterra/Alemanha, 2012). Filmes não são recomendados para menores de 16 anos. Centro: Centro Cultural Banco do Brasil. Zona Sul: Instituto Moreira Salles; Unibanco Arteplex 6; Oi Futuro Ipanema (Rua Visconde de Pirajá 54, Ipanema — 3201-3000). > Sessão Sesc Premiere. Exibição da pré-estreia de “A dançarina e o ladrão”, de Fernando Trueba (Espanha, 2012). 127 minutos. Não recomendado para menores de 12 anos. Zona Sul: Estação Sesc Ipanema 1: qua, às 21h20m. R$ 10.

Branco 241, Centro — 3261-2550. Ter a dom, do meio-dia às 19h. ‘Simplesmente Doisneau’: A mostra, com curadoria de Agnès de Gouvion Saint-Cyr, comemora o centenário de nascimento do fotógrafo francês Robert Doisneau (1912-1994) com 152 imagens, entre fotografias que nunca foram expostas no Brasil e outras que se tornaram emblemáticas, como “O beijo do Hotel de Ville”. O documentário “Robert Doisneau: tout simplement”, de Patrick Jeudy, completa a mostra. Até 17 de junho.
Grátis >CentrodeArtesHélioOiticica.RuaLuís de Camões 68, Centro — 2232-4213. Ter a sex, das 11h às 18h. Sáb, dom e feriados, das 11h às 17h. ‘Chaplin e sua imagem’: A exposição reúne mais de 200 fotografias, muitas delas inéditas, vídeos documentais e gravuras do acervo da família de Charles Chaplin e de instituições como Cineteca del Comune di Bologna; Kunsthal, em Roterdã; Deichtorhallen, de Hamburgo; e Jeu de Paume, de Paris. A curadoria é do francês Sam Stourdzé, diretor do Musée de l’Elysée, de Lausanne, na Suíça. Até 29 de abril. ‘Gramáticaurbana’: Coletiva com 11 participantes que costumam mostrar suas criações nas ruas e pela primeira vez apresentam seus trabalhos juntos e de forma institucional. Vanda Klabin assina a curadoria da exposição, que reúne grafite, colagens, esculturas e vídeos. Até 20 de abril. Grátis > Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Rua Jardim Botânico 414, Jardim Botânico — 3257-1800. Seg a qui, do meio-dia às 21h. Sex a dom, das 10h às 17h. ‘(In)possíveis’: Com curadoria de Anna Bella Geiger, Fernando Cocchiarale e João Modé, a mostra reúne obras de 17 alunoso do programa aprofundamento da escola. Até 1 - de abril.

Grátis > Centro Cultural Justiça Federal. Av. Rio

> Lagoa Aventuras. Escaladas, arvorismo, tirolesa e rapel. Parque da Catacumba: Av. Epitácio Pessoa 3.000, Lagoa — 4105-0079. Ter a dom, das 9h30m às 16h30m. R$ 13 (tirolesa infantil), R$ 15 (muro de escalada), R$ 20 (arvorismo infantil e tirolesa), R$ 30 (arvorismo adulto) e R$ 100 (rapel). Não recomendado para menores de 4 anos.

> ‘O Evangelho segundo Raban Gamliel’. Reflexão do rabino Nilton Bonder sobre liberalismo e conservadorismo, e proselitismo e sectarismo, com base no livro de Gerald Heard. Midrash Centro Cultural: Rua General Venâncio Flores 184, Leblon — 2239-1800. Qua, às 20h30m. R$ 60. Livre.

MÚSICA
> Odette Dias e Noel Devos. Pela série “Música no Museu”, a flautista Odette Ernest Dias, acompanhada de Noel Devos (oboé), interpreta obras de Bach e Beethoven no Museu da República. Museu da República: Rua do Catete 153, Catete — 3235-2650. Qua, ao meio-dia e meia. Livre.

INFANTIL/JOVEM
Exposição
> Era T-Rex. Experiência interativa com réplicas de dinossauros gigantes. No local, os visitantes podem não apenas ver os bonecos, mas sentir odores, ventos e até tomar chuva. NorteShopping: NorteShopping. Av. Dom Helder Câmara 5.332, Cachambi — 2595-8245. Diariamente, das 10h às 22h. R$ 30. Até 22 de abril.

> Iracema Werneck e Olivinha Mansur. No show “Vozes do sentimento”, as cantoras apresentam canções de jazz e MPB. Bar Semente: Rua Joaquim Silva 138, Lapa — 2507-5188 e 9781-2451. Qua, às 20h. R$ 20. Não recomendado para menores de 18 anos. > Jello Biafra . O ex-integrante do grupo Dead Kennedys chega ao país com o seu show solo. Teatro Odisseia: Av. Mem de Sá 66, Lapa — 2226-9691 e 2224-6367. Qua, às 20h. R$ 130. Não recomendado para menores de 18 anos. > Leandro Fregonesi. O sambista se apresenta acompanhado dos músicos Márcio Ricardo (violão sete cordas), Guilherme Sá (cavaquinho), Denize Rodrigues (sax e flauta), Camilo Mariano (bateria), Luiz Augusto, Rafael Chaves e Sandro Salvador (percussões). > Rio Scenarium: Rua do Lavradio 20, Centro — 3147-9000. Qua, às 22h. R$ 20. Não recomendado para menores de 18 anos. > Línox. O músico faz o show de lançamento do seu novo CD “Me gustan las possibilidades”. > Erotika: Rua Prado Junior 63, Copacabana— 2275-4899. Qua, às 22h. R$ 50. Não recomendado para menores de 18 anos. > Nando do Cavaco. O cantor, também integrante do grupo Toque de Arte, faz uma apresentação com clássicos do samba. Café Cultural Sacrilégio: Av. Mem de Sá 81, Lapa — 3970-1461. Qua, às 21h. R$ 20. Não recomendado para menores de 18 anos. > Quarta Democrática. O projeto de música nordestina recebe hoje o grupo Quarteto Vixe! e Trio Pé de Serra. Clube dos Democráticos: Rua Riachuelo 91, Lapa — 8848-8889 (informações). Qua, às 22h. R$ 20. Não recomendado para menores de 18 anos. > Sideways. A banda carioca formada por Flávio Jacaré (voz e violão), Edu Pereira (guitarra e voz), Daniel Corbacho (baixo) e Luiz Urjais (bateria) toca clássicos de rock, pop e R&B. o Lapa Café: Av. Gomes Freire 457, 2 - piso, Lapa — 2222-6679 e 3971-6812. Qua, às 20h. R$ 20. Livre. > Sonoridades. A série apresenta novidades da cena musical, com encontros inéditos entre estilos e gerações. Hoje, Bid recebe Chico César e os jamaicanos Luciano e Jesse Royal para tocar o CD “Bamba dois”. Oi Casa Grande: Av. Afrânio de Melo Franco 290, Leblon — 2511-0800. Qua, às 21h. R$ 30. Não recomendado para menores de 16 anos. > Zucchero. O cantor italiano interpreta sucessos como “Senza una donna (Without a Woman)”, “Diamante”, “Diavolo in me” e “You are so beautiful”. Vivo Rio: Av. Infante Dom Henrique 85, Aterro do Flamengo — 4003 1212. Qua, às 22h. R$ 180 (setor 3), R$ 200 (Setor 2), R$ 250 (setor 1), R$ 280 (Camarote B), R$ 300 (Frisas e setor Vip) e R$ 350 (Camarote A e Vip Premium). Não recomendado para menores de 16 anos.

deSãoVicente476,Gávea—3284-7400.Terasex, das 13h às 20h. Sáb, dom e feriados, das 11h às 20h. ‘Tutto Fellini’: Com 400 itens pertencentes ao universo do cineasta italiano Federico Fellini (1920-1993), como fotografias de bastidores, desenhos feitos pelo diretor, revistas de época, cartazes, entrevistas, trechos de filmes e documentos inéditos, a mostra chega ao Rio depois de Paris, San Sebastian, Moscou e Toronto. A curadoria é do francês Sam Stourdzé, diretor do Musée de l’Elysée, em Lausanne, na Suíça, o mesmo que assina a exposição “Chaplin e sua imagem”, em cartaz no Centro de Artes Hélio Oiticica. Até 17 de junho. > Museu da Chácara do Céu. Rua Murtinho Nobre 93, Santa Teresa — 3970-1126. Qua a seg, do meio-dia às 17h. Grátis (às quartas e para menores de 12 anos e maiores de 65 anos) e R$ 2. ‘Gente’: A exposição tem 160 obras do acervo dos Museus Castro Maya, incluindo Portinari, Picasso, Braque, Modigliani, Di Cavalcanti, Mestre Vitalino, Rugendas e Debret. Até 30 de julho. > Museu de Arte Moderna. Av. Infante Dom Henrique 85, Parque do Flamengo — 22404944. Ter a sex, do meio-dia às 18h. Sáb, dom e feriados, do meio-dia às 19h. Grátis (até 12 anos) e R$ 8. Dom, ingresso família a R$ 8. Fernanda Gomes: A artista usa objetos para criar um ambiente que ocupa mais de 1.800 metros quadrados. Até 22 de abril. ‘Heartbeat’: A maior exposição da fotógrafa americana Nan Goldin já feita no Brasil reúne fotos impressas e slideshows, dos anos 70 aos 2000. Os registros que envolvem travestis, cenas de sexo, drogas, crianças e vítimas de Aids renderam fama e polêmica à fotógrafa. Os slideshows não são recomendados para menores de 18 anos. Até 8 de abril. ‘Novas aquisições 2010/2012 — Coleção Gilberto Chateaubriand’: Mostra com 70 obras de artistas brasileiros incorporadas recentemente à coleção. São nomes de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás, Pernambuco, Bahia, Rio Grande do Norte, Maranhão, Rio Grande do Sul e Paraná. Até 20 de maio. ‘Tropical’: Pedro Varela expõe três telas de 2m x 2m em acrílica. Até 15 de abril. > Museu Nacional de Belas Artes. Av. Rio Branco 199, Centro — 2219-8474. Ter a sex, das 10h às 18h. Sáb, dom e feriados, do meiodia às 17h. Grátis (aos domingos) e R$ 8. ‘Modigliani, imagens de uma vida’: A mostra reúne 12 pinturas e cinco esculturas, além de documentos, fotos, desenhos, diários e manuscritos de Modigliani e contemporâneos, como Picasso, num total de 230 peças. Até 20 de maio. > Museu Nacional. Quinta da Boa Vista s/n -, São Cristóvão — 2562-6042. Ter a dom, das 10h às 16h. Grátis (até 5 anos e acima de 60), R$ 1 (de 6 a 10 anos) e R$ 3. ‘Os Karajás: plumária e etnografia’: A exposição reúne peças inéditas da coleção de arte plumária do museu, além de peças como as tradicionais bonecas da cultura karajá que recentemente foram tombadas como Patrimônio Cultural do Brasil pelo Iphan. > Museu Histórico Nacional. Praça Marechal o Âncora s/n -, Centro — 2550-9220. Ter a sex, das 10h às 17h30m. Sáb, dom e feriados, das 14h às 18h. “Água”: R$ 14 (dom) e R$ 20, com
o

Grátis > Instituto Moreira Salles. Rua Marquês

mostra suas obras, em que reconstrói casinhas, sobrados, bares, cortiços e favelas, tendo o lixo como matéria-prima. Até 11 de maio. Galpão das Artes Urbanas Helio Pellegrino: Rua o Padre Leonel Franca s/n - , Gávea — 38745148. Seg a sex, das 10h às 16h.
Grátis > Isa Nissembaum. A exposição reúne esculturas que retratam situações jocosas. Até 5 de abril. Galeria Marly Faro: Rua Aníbal de Mendonça 221, Ipanema — 2259-9417. Seg a sex, das 13h às 19h. Sáb, das 9h às 13h. Grátis > ‘Lembrança de Brasília’. Laercio Redondo, que se inspirou na obra de Athos Bulcão e seu trabalhonospainéisdeazulejodeBrasília,apresentanove serigrafias sobre compensado, dois vídeos e uma pintura na parede. Até 5 de abril. Galeria Silvia Cintra + Box 4: Rua das Acácias 104, Gávea — 2521-0426. Seg a sex, das 10h às 19h. Sáb, do meio-dia às 19h. Grátis > Nia Sanges. A pintora e ambientalista mostratrabalhossobreaságuasdaBaíadeGuanabara. Até 30 de março. Sala Djanira: Av. Carlos Peixoto 54, Botafogo. Seg a sex, das 10h às 18h. Grátis > ‘Observador de tudo’. A mostra comemora os 50 anos de carreira de Roberto Magalhães com40desenhosemtécnicasvariadaseummúltiplo inédito, feito especialmente para a exposição. Até 28 de abril. Mul.ti.plo Espaço Arte: Rua Dias Ferreira 417, sala 206, Leblon — 2259-1952. Seg a sex, das 10h às 18h. Sáb, das 10h às 14h. Grátis > ‘Ouroborus’. Bruno Vilela expõe nove obras, quatro delas pinturas a óleo em grande formato. Até 28 de abril. Galeria Laura Marsiaj: Rua Teixeira de Melo 31C, Ipanema — 2513-2074. Ter a sex, das 10h às 19h. Sáb, das 11h às 16h. Grátis > ‘Paisagens: ruas; inflexões’. César Dantas mostra 36 pinturas. Até 13 de julho. Baukurs Cultural: Rua Goethe 15, Botafogo — 2246-6242. Seg a sáb, das 13h às 19h. Grátis > ‘Pneumática’. Contemplada com o Prêmio Funarte de Arte Contemporânea 2010 do MinistériodaCultura,aexposiçãodeesculturasinfláveisde Paulo Paes é inspirada em balões. Na versão da mostra, eles são seguros: não usam fogo para serem inflados e não voam. Até 4 de maio. Palácio Gustavo Capanema: Mezanino. Rua da Imprensa 16, mezanino, Centro — 2279-8089. Seg a sex, das 9h às 18h. Grátis > ‘Reis, rainhas e plebeus’. O pernambucano Derlon Almeida, que também trabalha com cenografia e design gráfico, imprime sua experiência com arte de rua em telas, esculturas e pinturas. Até 6 de maio. Espaço Cultural Eletrobras Furnas: Rua Real Grandeza 219, Botafogo. Ter a sex, das 14h às

Grátis > ‘O gigante do papelão’. Sérgio Cezar

PISTA
Bar
Grátis > Funkalicious. Precursor do charme e do baile funk de Madureira, DJ Corello comanda a noite, com o melhor da black music norte-americana e inglesa no set list. doiZ: Rua Capitão Salomão 55, Humaitá —2179-6620. Qua, das 19h à 1h. Não recomendado para menores de 18 anos.

Museus e centros culturais
> Espaço Cultural da Marinha. O local é dedicado à História do Brasil e da navegação. De quinta-feira a domingo, passeios guiados à Ilha Fiscal e a bordo do rebocador Laurindo Pitta. Espaço Cultural da Marinha: Av. Alfred Agache o s/n -, Praça Quinze — 2233-9165. Ter a dom, do meio-dia às 17h. Grátis (visita) e R$ 15 (passeio). Livre.
Grátis > Museu de Astronomia. Os visitantes podem conhecer o segundo maior meteorito do Brasil, o Santa Luzia, encontrado em Goiás. Museu de Astronomia: Rua General Bruce 586, São Cristóvão — 3514-5200. Ter, qui e sex, das 9h às 17h. Qua, das 9h às 21h. Sáb, das 14h às 21h. Dom e feriados, das 14h às 18h. Livre.

Festas
> Na Varanda. George Israel e banda convidam Milton Guedes. DJ Alberto Dias, além de embalar a noite, faz performance de saxofone ao vivo com Israel. Nuth: Av. Armando Lombardi 999, Barra da Tijuca — 3575-6850. Qua, a partir das 21h. R$ 30 (mulher) e R$ 50 (homem). Não recomendado para menores de 18 anos. > Ao cair da tarde. Baile de dança de salão, embalado pela DJ Viviane Chan. Estudantina Musical: Praça Tiradentes 79/81 — 2232-1149. Qua, à partir das 18h30m. R$ 12. Não recomendado para menores de 18 anos. > Karaokê Indie. No cardápio musical, sucessos dos The Strokes, Rolling Stones, Oasis e outros (rock indie). Casa da Matriz: Rua Henrique de Novaes 107, Botafogo — 2266-1014. Qua, a partir das 22h. R$ 25. Não recomendado para menores de 18 anos.

> Museu Nacional. No acervo há três mil itens de antropologia e botânica. o Museu Nacional: Quinta da Boa Vista s/n -, São Cristóvão — 2562-6042. Ter a dom, das 10h às 16h. R$ 3. Livre.
Grátis > Museu da Vida. Os visitantes podem conhecer o Parque da Ciência. O museu também dá início a uma série de atividades didáticas chamada “Vida de inseto”. Com a ajuda de monitores, as crianças aprendem tudo sobre eles. Museu da Vida: Fiocruz. Av. Brasil 4.365, Manguinhos — 2590-6747. Ter a sex, das 9h às 16h30m. Sáb, das 10h às 16h. Livre. A mostra “Vida de Inseto” vai até 31 de julho.

TEATRO
Únicas apresentações
Grátis O GLOBO indica > ‘Ato de comunhão’.Texto: Lautaro Vilo. Tradução: Amir Harif. Direção e atuação: Gilberto Gawronski. O monólogo é baseado no caso real de um alemão que praticou o canibalismo com o consentimento de outro homem. Biblioteca Pública de Botafogo: Rua Farani 53, Botafogo — 2551-6911. Ter e qua, às 15h e às 19h. 55 minutos. Não recomendado para menores de 18 anos. Grátis >MostraUnirio.De22demarçoa9deabril, aUniriorecebenoveespetáculos,quesomamaotodo 30 apresentações. Qua e qui, às 21h, “A leitura de Electra”, de Eduardo Teffé, na Sala Roberto Cleto. Unirio: Av. Pasteur 436, Urca — 9553-1685 (informações). Distribuição de senhas 1h antes de cada espetáculo.

Gay/Festas
> Free Funny Party. DJs Vine e Ricardo Rodrigues, na pista 1, e Arli Pinsard, na pista 2 (house tribal). Show de Karina Karão. Le Boy: Rua Raul Pompéia 102, Copacabana — 2513-4993. Qua, a partir das 23h. Homem: Grátis (até a meia-noite) e R$ 10. Mulher, R$ 50. Não recomendado para menores de 18 anos. > X-Tudo — House of Gottsha. DJs LC Ambient (MPB, mash-ups e hits vintage) recebe a cantora Gottsha, que faz pocket show. Galeria Café: Rua Teixeira de Melo 31 E e F, Ipanema — 2523-8250. Qua, a partir das 23h. R$ 28 (até a 0h30m) e R$ 38. Não recomendado para menores de 18 anos.

> Planetário da Gávea. Cúpula com filmes e exposições do Museu do Universo. Entre os destaques da programação, “A janela mágica” e “O fim do mundo”, na Cúpula Carl Sagan, além de “Galaktos” e “Planetas”, na Cúpula Galileu Galilei. Planetário da Gávea: Rua Vice-Governador Rubens Berardo 100, Gávea — 2274-0046. Ter a sex, das 14h às 18h. Sáb e dom, das 14h30m às 18h. R$ 16. Livre.

Última semana
> ‘Adorável Bossa Nova’. Texto: Franco Fanti. Direção: Sandro Pamponet. Com Adriana Valdevina, Flavio Meira, Leobruno Gama e Patricia Britto. A peça faz um questionamento sobre as escolhas e de que forma elas influenciam a vida. Teatro Maria Clara Machado (Planetário): Av. Padre Leonel Franca 240, Gávea — 22747722. Qua, às 21h. R$ 30. 60 minutos. Não recomendado para menores de 14 anos. Último dia. > ‘Estação stand-up’. Texto, direção e atua-

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SEGUNDO CADERNO

O GLOBO

Quarta-feira, 28 de março de 2012

PATRÍCIA KOGUT
Filme é pedra no sapato da Globo
“Malhação” é certeza na grade da Globo até dezembro: com ajustes recentes, não é mais a audiência do programa que incomoda e, sim, a do filme que o precede e “entrega” o horário com índices baixos. Anteontem, “Malhação” recebeu com 11, entregou para “Amor eterno amor” com 19 e teve média de 14. Ou seja, subiu quase 100%. No horário, o SBT marcou dois, a Band, cinco, e a Record, seis, total de 13.

Para Adriana Esteves, Tony Ramos e Mel Maia, destaques do maravilhoso capítulo de estreia de “Avenida Brasil”, novela de João Emanuel Carneiro. A crítica completa está na página 2 deste caderno. Para a predominância do catastrofismo nos documentários do “NatGeo”. São sempre histórias de algum naufrágio, ou desastre natural demolidor. O público gosta, mas é preciso variar.

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Homens da Madison

A estreia da quinta temporada de “Mad men” nos EUA, no último domingo, teve recorde de audiência. Segundo a Nielsen, houve um aumento do público masculino e de 18 a 49 anos. Alô, alô, HBO, o pessoal aqui também quer ver.

Em cozimento

...E mais

...Finalmente
Ao mesmo tempo, outros fatores tornam a equação ainda mais complicada: a classificação indicativa — uma imposição do ministério da Justiça — exige censura livre para o horário.

Há estudos para descobrir, afinal, qual é o público do filme vespertino. Uma corrente aposta que as crianças já não acompanham a “Sessão da tarde” como no passado. E os títulos escolhidos são mais para elas.

ÁLVARO GARNERO posa com Elena Votsi, que desenhou a atual
medalha olímpica. Ele gravou com ela em Atenas para o “50 por 1”, programa que volta ao ar na Record no próximo sábado
Estevam Avellar

O game “Estação teen”, que será apresentado por Dudu Surita na RedeTV!, estreia dia 9 de abril, às 19h. Vários pilotos, dirigidos por Cesar Scarpatto, serão gravados ao longo desta semana.

O DIRETOR de
núcleo Rogério Gomes ensaia uma cena de “Amor eterno amor” com Cassia Kis Magro, Luis Melo e Carmo Dalla Vecchia. Na ficção, eles formam a família do mal

Audiência

...No Twitter
A estreia de “Avenida Brasil” explodiu também nas redes sociais. A novela ocupou todas as posições nos trending topics do Twitter e a maioria esmagadora dos comentários era elogiosa.

O primeiro capítulo de “Avenida Brasil” marcou 37 pontos e 61% de share. Sua antecessora, “Fina estampa”, teve 41 pontos na estreia, em agosto; e “Insensato coração” começou com 36 pontos.

Livro
Antônio Calloni lançará no 14 o Salão do Livro FNLIJ “João maior do que um cavalo e Maria menor do que um burro”. A obra foi escrita a seis mãos com a mulher dele, Ilse Rodrigues, e o filho, Pedro.

De volta
● Suzana Faini fez bonito em “A favorita” e em “Escrito nas estrelas”. Agora, convidada por Glória Perez, será a mãe de Rodrigo Lombardi em “Salve Jorge”, que vai ao ar na Globo depois de “Avenida Brasil”.

Editora Impala ....................................................

a

O GLOBO NA INTERNET oglobo.com.br/kogut

• Michelle Martins, a Deusa de “Fina estampa”, fez um ensaio fotográfico para a revista “TV 7 dias”, de Portugal. A novela vai estrear em breve naquele país, na SIC.
twitter.com/PatriciaKogut

facebook.com/PatriciaKogutOGlobo

COM FLORENÇA MAZZA E ANNA LUIZA SANTIAGO • E-mail: kogut@oglobo.com.br

HOJE NA TV
PROGRAMAS
ZEAN BRAVO

FILMES
CATHARINA WREDE

Dupla possibilidade

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Aventura gastronômica

ELLEN JABOUR
ajuda a jovem Nat (de preto) a conhecer quatro pretendentes nesta edição: ela gosta de meninos e meninas

Depois de exibir edições gays — a mais recente, só com rapazes, foi ao ar no início deste mês —, o “Luv MTV” resolveu ampliar o leque de possibilidades aos seus participantes. Hoje à noite, irá ao ar a primeira edição bissexual do programa apresentado por Ellen Jabour no canal. No centro do palco, está Natalia, jovem que se define como total flex. Ela terá quatro pretendentes para escolher, duas meninas e dois meninos: a Gracie, a My, o Sulivan e o Pato. — A gente trabalha bastante com a resposta da molecada no nosso site. Criamos uma rede social onde os candidatos se conhecem e se paqueram, independentemente do programa. Lá, percebemos que tinha
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um número considerável de pessoas que se dizem bissexuais — conta o diretor do programa, David Feldon: — Mas os pretendentes da Nat não são todos “bis”. Tem heterossexual e menina gay também. Apesar de trazer uma novidade, uma simulação das clássicas brincadeiras de médico entre os participantes, as outras provas de compatibilidade — que irão ajudar Natalia a decidir quem beijar no último bloco — são as já conhecidas, como o Kama Sutra e o bailinho. — No final, a Nat ficou entre um menino e uma menina — adianta David.

“Luv MTV”. ‘Smash’

Variedades. MTV, 22h30m.

Na famosa crise feminina dos 30 anos, uma mulher pode surtar. Com Julie Powell (Amy Adams, adorável) não foi diferente. Prestes a entrar para o clube das balzaquianas, a americana se vê completamente frustada com a vida que leva: não aguenta mais o trabalho entediante de funcionária pública e não vê perspectivas no futuro. Cor ta para o ano de 1948. Julia Child (Meryl Streep) é uma americana que vai morar em Paris por conta do emprego de seu marido, Paul (Stanley Tucci). Em busca de algo JULIA CHILD (Meryl Streep): suas receitas são o estopim da trama para se ocupar, ela opta Mas nem tudo corre como o planejado. pela culinária. Em pouco tempo, ela se torna um fenômeno nos Estados Unidos por Nem na vida pessoal nem nas receitas de Juconta do programa de TV que passa a apre- lie. A mocinha acaba surtando em meio a sentar, se transformando, alguns anos de- frangos assados, tortas de maçã, crème pois, numa porta-voz da gastronomia fran- brûlées e se vê desesperada tentando cumprir a regra que impôs a si mesma. As dicesa para as donas de casa americanas. Cinquenta anos depois, Julie, a balzaquia- ficuldades acabam atrapalhando o casana em crise, encontra a saída para sua tor- mento da moça, até então uma relação mais menta: estabelecer um objetivo e alcançá- do que perfeita com um marido paciente e lo. Ela resolve passar um ano cozinhando as que sempre a apoia. 524 receitas do livro de Julia Child, “Mastering the art of french cooking”. Ao longo desse período, Julie escreve um blog, onde “Julie & Julia” (“Julie & Julia”). EUA, 2009. Direção: relata suas experiências. Nora Ephron. Drama. MAX HD, 12h55m

Divulgação

Série. Universal Channel, 23h. Programas que mostram os bastidores de grandes produções, com acirradas competições internas e guerra de egos, são sempre irresistíveis. Este é o mote do seriado sobre a montagem de um musical a respeito da vida de Marilyn Monroe. Ex-participante do “American idol”, Katherine McPhee interpreta a novata Karen Cartwright, uma garota do interior que briga com a experiente Ivy Lynn (Megan Hilty) pelo papel principal. No elenco, estão ainda Anjelica Houston, como uma produtora, e Debra Messing, no papel de uma compositora.

‘Serpentes a bordo’
“Snakes on a plane”. EUA, 2006. Direção: David R. Ellis. Ação. “Motherfuckin’ snakes”. O filme foi declarado um trash-cult mesmo antes de estrear por conta de algumas falas (o momento “já chega!” de Samuel L. Jackson é inesquecível) e de seu mote: um avião cheio de cobras. Elas estão lá para matar a testemunha de um crime, prestes a depor. TNT, 19h40m.

‘Rio’
“Rio”. EUA, 2011. Direção: Carlos Saldanha. Animação. 40 graus. A arara azul Blu, macho domesticado, sai da tranquilidade de seu cativeiro no Minesota para o Rio, para perpetuar a espécie com a fêmea Jade. Acaba entrando de gaiato no purgatório da beleza e do caos, encarnado em personagens como um cão babão e uma cacatua vilã. Telecine Premium, 22h.

‘OFF Docs’
Esporte. Canal OFF, 23h. Série de quatro documentários que mostra as curiosidades sobre o Havaí, com depoimentos de quem entende do assunto. Em “Pipeline”, na estreia, será explicada, em detalhes, a dinâmica das ondas mais temidas do mundo.

‘Chasing Gaga’
Documentário. Multishow, 19h30m. O canal programou a exibição deste documentário sobre Lady Gaga no dia em que a cantora completa 26 anos. A atração levanta a polêmica se ela é uma artista completa ou fruto da indústria de marketing, através de declarações controversas.

‘The protector’
Série. AXN, 23h. Intitulado “Safe”, o episódio final desta temporada mostra que, após o assassinato de um dono de livraria pacífico, a detetive Gloria Sheppard (Ally Walker) investiga o estilo de vida hippie da vítima e descobre segredos que parecem ir contra o estilo de vida da vítima.

‘Peixe grande e suas histórias maravilhosas’
“Big fish”. EUA, 2003. Direção: Tim Burton. Drama. É mentira, Terta? O bordão de Pantaleão, personagem de Chico Anysio, se encaixa como luva nas memórias fantasiosas que um pai, à beira da morte, conta a seu cético filho. Elas incluem um gigante, uma bruxa e cantoras siamesas. HBO, 12h35m.

Quarta-feira, 28 de março de 2012

O GLOBO

SEGUNDO CADERNO

11

HQs
A CABEÇA É A ILHA
André Dahmer

AGENTE ZERO TREZE

Arnaldo Branco e Claudio Mor

DUSTIN
VAMOS Lh, SIMONE... SABE QUE TENHO MUITOS PONTOS FORTES PARA OFERECER AOS EMPREGADORES!
POR EXEMPLO, SOU UM ESPECIALISTA NO USO DAS MiDIAS SOCIAIS!

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SIM... O MAIOR PROBLEMA m QUE O SEU CURRiCULO PODE SER EXPRESSO EM 140 CARACTERES!

LIBERTY MEADOWS

Frank Cho
DIZ AO JULIO QUE SEU VELHO AMIGO AUGUSTO ESTÁ AQUI!

CONTINUA

BICHINHOS DE JARDIM

Clara Gomes

URBANO, O APOSENTADO

A. Silvério

LOGODESAFIO
SÔNIA PERDIGÃO

HÁ 50 ANOS
JOSÉ FIGUEIREDO
O GLOBO NOTICIAVA EM 28 DE MARÇO DE 1962
● Em meio a crescente ansiedade e confusão, os altos chefes militares argentinos debateram ontem à noite, durante três horas, o futuro do govêrno do presidente Frondizi. A reunião a portas fechadas realizou-se no Ministério da Defesa, sob a presidência de seu titular, Rodolfo Martinez, e com a participação dos secretários da Guerra e da Fôrça Aérea, assim como dos subsecretários das três armas, os três comandantes-chefes e seus respectivos estados-maiores. Segundo alguns observadores, os militares parece que se detiveram à última hora, à beira do golpe, e estariam dispostos a aceitar um govêrno Frondizi controlado. ● O Exército assumiu o poder na Síria, sendo demitidos todos os ministros, bem como o presidente da República, Nazim al-Kudsy, anunciou hoje a Rádio de Damasco. Tôdas as fronteiras da Síria, além de seus aeroportos e portos, foram fechadas. Segundo a rádio, o grupo do Exército que assumiu o controle do país e o mesmo que provocou a separação entre a Síria e a RAU. ● O Grupo de Trabalho designado pelo ministro da Saúde para estudar e apresentar medidas que permitirão à população adquirir remédios de grande uso com o abatimento de 50% deverá apresentar dentro de mais alguns dias o seu relatório. ● É de um soldado da PM e milionário o cadáver encontrado, sábado à tarde, no Parque Guinle. Domingos Floriano Endich (solteiro, 30 anos, Ladeira da Glória n o 228) era soldado-motorista da PM. Segundo colegas de Domingos, o crime deve estar ligado à agiotagem, pois o morto movimentava cêrca de Cr$ 5 milhões, emprestando dinheiro a juros.

HORÓSCOPO

N I R U F DI E G A T
Foram encontradas 47 palavras: 31 de 5 letras, 10 de 6 letras, 6 de 7 letras, além da palavra original. Com a sequência de letras DI foram encontradas 10 palavras. INSTRUÇÕES: Encontrar a palavra original utilizando todas as letras contidas apenas no quadro maior. Com estas mesmas letras, formar o maior número possível de palavras de 5 letras ou mais. Achar outras palavras (de 4 letras ou mais) com o auxílio da sequência de letras do quadro menor. As letras só poderão ser usadas uma vez em cada palavra. Não valem verbos, plurais e nomes próprios.

CLAUDIA LISBOA
(21/3 a 20/4) Elemento: fogo. Modalidade: impulsivo. Signo complementar: Libra. Regente: Marte. A extrema sensibilidade pode criar um nevoeiro que impede a visão clara do que está acontecendo. Tudo fica confuso e é possível que não consiga distinguir uma coisa da outra. É tempo de filtrar os acontecimentos para saber melhor como agir.

ÁRIES

(23/9 a 22/10) Elemento: ar. Modalidade: impulsivo. Signo complementar: Áries. Regente: Vênus. Quando você decide fazer algo e, por razões desconhecidas, não é bem sucedido, a tendência é se culpar porque não foi capaz de fazer o que tinha de ser feito. É tempo de ter confiança de que está dando o melhor de si para solucionar os problemas.

LIBRA

TOURO (21/4 a 20/5) Elemento: terra. Modalidade: fixo. Signo complementar: Escorpião. Regente: Vênus. Às vezes, a firmeza e determinação podem estar encobrindo uma grande insegurança. É tempo de compreender que as dúvidas existem e que é preciso gerenciá-las de modo a causar o mínimo possível de desgaste emocional. GÊMEOS (21/5 a 20/6) Elemento: ar. Modalidade: mutável. Signo complementar: Sagitário. Regente: Mercúrio. A mente ávida de conhecimento faz com que a vida se torne mais interessante. Isso faz com que um mundo de grandes possibilidades se descortine à sua frente. É tempo de deixar que a curiosidade o estimule a aprender cada vez mais.
(21/6 a 22/7) Elemento: água. Modalidade: impulsivo. Signo complementar: Capricórnio. Regente: Lua. Uma boa conversa pode ser um remédio milagroso para liberar as tensões emocionais. As ideias ficam mais claras quando você consegue falar sobre suas angústias. É tempo de sair da casca e ir para o mundo, encontrar pessoas e expressar o que sente.

ESCORPIÃO (23/10 a 21/11) Elemento: água. Modalidade: fixo. Signo complementar: Touro. Regente: Plutão. A necessidade de ter tudo sob seu controle pode fazer com que perca a perspectiva da situação e tome atitudes baseadas em percepções distorcidas da realidade. É tempo de aceitar que nem sempre é possível controlar todas as situações.

SAGITÁRIO (22/11 a 21/12) Elemento: fogo. Modalidade: mutável. Signo complementar: Gêmeos. Regente: Júpiter. Os projetos que exigem criatividade chamam mais a sua atenção neste momento e, se estiver estimulado, será mais fácil enfrentar os desafios que encontrar no caminho. É tempo de se envolver com coisas que agucem sua vontade de ir além dos limites. CAPRICÓRNIO (22/12 a 20/1) Elemento: terra. Modalidade: impulsivo. Signo complementar: Câncer. Regente: Saturno. A suavidade das atitudes faz toda a diferença nos relacionamentos. Um comportamento muito rígido, sem possibilidade de adaptação, pode causar ressentimentos. É tempo de agir com delicadeza para conviver melhor com as pessoas. AQUÁRIO (21/1 a 19/2)

SOLUÇÃO: Etnia, feira, feita, féria, finta, frita, fruta, fúria, grená, greta, grife, gruta, guria, ígnea, infra, íngua, negra, neura, régua, ruína, tênia, tenra, terna, tigre, trena, trina, trufa, turfe, turnê, ureia, urina; enguia, feiúra, ferina, figura, finura, ínfera, neutra, retina, trégua, urtiga; feitura, frienta, grafite, íntegra, negrita, uterina; FIGURANTE. Com a sequência de letras DI: diante, dieta, difteria, dinar, direita, direta, dita, diurna, erudita, nédia.

CRUZADAS

CÂNCER

LEÃO (23/7 a 22/8) Elemento: fogo. Modalidade: fixo. Signo complementar: Aquário. Regente: Sol. Compartilhar as atenções dentro de uma relação é um desafio à sua necessidade de ser o centro. No entanto, também possibilita a experiência de se sentir mais completo. É tempo de aproveitar os encontros que colaboram para a sua evolução pessoal. VIRGEM (23/8 a 22/9)

Elemento: ar. Modalidade: fixo. Signo complementar: Leão. Regente: Urano. O frescor de novas ideias estimula a confiança de que muita coisa poderá ser realizada, ajudando-o também a direcionar melhor suas ações. É tempo de ficar atento às oportunidades que surgem e trabalhar arduamente para aproveitá-las.

Elemento: terra. Modalidade: mutável. Signo complementar: Peixes. Regente: Mercúrio. O planejamento detalhado dá uma perspectiva mais realista do todo, além de uma maior confiança naquilo que está sendo feito. É tempo de ficar atento para não deixar passar nada que possa comprometer a concretização dos seus planos.

Elemento: água. Modalidade: mutável. Signo complementar: Virgem. Regente: Netuno. A extrema sensibilidade pode criar um nevoeiro que impede a visão clara do que está acontecendo. Tudo fica confuso e é possível que não consiga distinguir uma coisa da outra. É tempo de filtrar os acontecimentos para saber melhor como agir.

PEIXES (20/2 a 20/3)

12

Quarta-feira, 28 de março de 2012

SEGUNDOCADERNO
P
assei a vida toda me divertindo com Chico Anysio. Literalmente. Eu não tinha completado ainda 10 anos de idade, quando conheci Valentino, o personagem que ele interpretava, todo sábado à noite, na TV Rio, na “Praça da Alegria”. Valentino era um garoto ingênuo que não percebia as investidas de Lolita (a vedete Mara Di Carlo), uma menina da sua idade, mas muito mais esperta. Quando chamavam a sua atenção para o fato de ele estar sendo assediado pela garota, Valentino desconversava dizendo “Eu sou criança, eu não sou de nada”. E encerrava o quadro — era asim que a gente chamava os esquetes naquele tempo —, fazendo voar seu aviãozinho de brinquedo, ao mesmo tempo em que dizia o bordão “Lá vai o Caravelle”. Era uma graça infantil que, não por acaso, transformou Chico Anysio em ídolo da garotada daquele tempo. Não demorou muito tempo para eu descobrir que, além de grande comediante, Chico Anysio também era mágico. Porque era pura magia o que ele fazia, agora nas noites de domingo, no “Chico Anysio Show”. Chico já fazia mais de um personagem, nas noites de terça-feira, no programa “Eta Nordeste da peste”. Mas, no show de domingo, era um escândalo. Em uma hora de programa, ele mostrava mais de uma dezena de personagens. Mais mágico ainda: muitas vezes, um dos personagens contracenava com outro. Como é que podia? Chico Anysio, ao lado do diretor Carlos Manga, foi o primeiro artista brasileiro a ver as possibildades do videoteipe, uma novidade da época. E nós fomos ficando íntimos do Alfacinha (“Antonio Alfacinha, aqui está meu cartão”), do Santelmo (“Tem que ser que nem que eu sou: durão”), do Seu Urubulino e, principalmente, do Coronel Limoeiro, aquele que nunca percebia que era traído pela mulher, Maria Tereza (Zelia Hoffman): “Maria Tereza? Isso me ama!” Já estava mais grandinho quando conheci outra faceta de Chico, a do ator de teatro. Se na televisão ele se desdobrava em muitos personagens de características completamente distintas, ele nos atraía ao teatro mostrandose diferente: de cara lavada, sem figurinos, sem mudanças de voz. Era humor em forma

Duas ou três lembranças de um comediante que atravessou cinco ou seis gerações
Cláudio Duarte

Uma vida ao lado de Chico Anysio

ARTUR XEXÉO

pura. Não foi Chico quem inventou a stand up comedy no Brasil. José Vasconcellos tinha chegado antes. Mas enquanto Vasconcellos era mais gaiato, investindo num humor popular, Chico sofisticava a graça em suas apresentações teatrais. Era sensacional. Não foi por acaso que a stand up comedy custou a pegar por aqui. Na ocasião, por sinal a gente nem chamava o gênero desta maneira. Era one man show. A língua portuguesa sempre foi muito criativa. Mas com um modelo como

Chico Anysio, era muito arriscado enfrentar o gênero. Só outro gênio da comédia, Jô Soares, foi pelo mesmo caminho. O padrão de stand up deixado pela dupla era alto demais para ter seguidores. Desde “Chico Anysio só”, o primeiro de seus espetáculos, foram muitas as temporadas de Chico no já extinto Teatro da Lagoa. E sempre com casa lotada. Foi mais ou menos o humor que fazia no teatro que Chico levou para seu quadro no “Fantástico”,

que também ficou muitos anos em cartaz. Já adulto, continuei admirando Chico na “Escolinha do professor Raimundo”. O professor nunca foi meu personagem favorito, mas era um exemplo da genorosidade do ator. O personagem não tinha muitas piadas. Ele servia como escada para a inacreditável turma de comediantes que representava seus alunos. E ali a minha geração tinha a chance de reencontrar alguns de seus ídolos da infância como Ary Leite, Zezé Macedo, Antônio Carlos, Nádia Maria, Walter D’Ávila, Nélia de Paula, Costinha... Enquanto a “Escolinha” esteve no ar, não houve um só comediante brasileiro desempregado. A profissão de jornalista me deu oportunidade de conhecer muitos dos meus ídolos. Chico foi um deles. Trabalhava numa revista semanal quando ele viveu uma de suas inúmers temporadas de sucesso com esse ou aquele personagens de um dos muitos shows que comandou na Rede Globo. O personagem da ocasião era o preguiçoso Painho, o pai de santo baiano que sofria de “dor nos quartos”. A revista resolveu dar uma capa para ele. E lá fui eu entrevistar Chico, além de acompanhar a gravação de um de seus programas. O ator me recebeu em sua casa depois de uma jornada de trabalho que incluiu, além da gravação do programa, os arremates num livro e os preparativos para uma turnê com um dos espetáculos teatrais que fazia sozinho. Chico tinha o defeito de ser criativo demais. Ele elaborava roteiros de cinema, escrevia romances, compunha canções, era dramaturgo, atuava em filmes, fazia crônicas... tudo isso sem se esquecer do jeito, da voz, da postura dos seus 154 personagens — alguém sabe mesmo quantos ele criou? —, pois volta e meia ressuscitava um ou outro. Chico nunca foi só um. E não estou falando apenas dos seus muitos personagens. A cada morte, o mundo comprova a máxima de que ninguém é insubstituível. Mas agora é preciso abrir uma exceção. Ninguém é insubstituível. A não ser Chico Anysio.
E-mail: axexeo@oglobo.com.br Blog: oglobo.com.br/cultura/xexeo

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QUARTA-FEIRA, 28 DE MARÇO DE 2012

Sr. Certinho:

Nova geração do Civic agrada. Só falta emoção
Fotos de Jason Vogel

Aos 14 anos, Fiat Siena cresce e se liberta do Palio
Jason Vogel

Adolescente emancipado
nente — apesar de os dois modelos terem nascido do projeto 326. Comecemos pelo tamanho — o que mais importa em um carro para a família e a praça. O Grand Siena tem 9cm a mais de entre-eixos que o novo Palio e 14cm a mais que o Siena antigo. A parte dianteira da plataforma vem do novo Palio, bem como as opções de motor e transmissão. Já a suspensão traseira foi emprestada pelo Punto (que tem bitola bem larga). É isso que garante os maiores méritos do Grand Siena, como veremos adiante.

AS LANTERNAS traseiras são destaque no desenho do Grand Siena

os 14 anos, ele já está crescido e busca a independência... O Siena ficou maior, ganhou o prenome “Grand” e quer deixar bem clara sua distância em relação ao irmão, o novo Palio. Ao menos foi isso que notamos durante a apresentação do sedã: a todo momento, o povo da Fiat tentava mostrar que o Grand Siena é bem mais do que um Palio com porta-malas proemi-

A

jason@oglobo.com.br

As diferenças de personalidade entre Siena e Palio estão marcadas nas linhas da carroceria. De partes externas em comum, há apenas o para-brisa e as portas dianteiras. Ao sedã coube um estilo meio genérico. Seu maior destaque está nas lanternas traseiras, cujo recorte se integra em harmonia aos para-lamas e para-choque. Por dentro, contudo, nota-se bem o parentesco entre os dois. Volante e painel são basicamente os mesmos — o que muda são as saídas centrais da ventilação. Continua na página 3

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CARROETC

O GLOBO

Quarta-feira, 28 de março de 2012
Fotos de divulgação

MÃO NA RODA Saiu do armário
A GM mostrou ao mundo, durante o Salão da Tailândia, a versão definitiva da nova Blazer. Desenhado no Brasil, o modelo será apresentado por aqui em outubro, no Salão de São Paulo. Derivada da S10 recém-lançada, a nova Blazer em nada lembra a antiga: o interior é muito mais refinado, com três fileiras de bancos e capacidade para sete pessoas — as duas filas de trás são rebatíveis, o que dará ao modelo um dos maiores porta-malas do país. A GM não fala sobre uma versão com apenas cinco lugares. Esta função, provavelmente, caberá ao “Mini Captiva”, como vem sendo chamado um futuro jipinho da marca, a ser lançado até o próximo ano. Por falar em Captiva, é possível que o utilitário mexicano deixe de ser importado a médio ou longo prazo. A nova Blazer nacional ficaria, assim, em seu lugar.

Fotos de divulgação

O FIT teve os preços alterados na linha 2013. O carro ficou mais equipado, mas modelo 2012 está mais barato em várias concessionárias Honda

Fim de ano antecipado traz bom presente de Natal na troca do carro
Linha 2013 dá ao consumidor descontos generosos em modelos ‘antigos’
Fernando Miragaya

A NOVA BLAZER deve ter aqui motores 2.4 Flex e 2.8 a diesel

Carros do povão

Mala despachada
A GM lançará no dia 9 a versão hatch do Cruze. O carro terá o sobrenome Sport6 em alusão às seis marchas, tanto no câmbio manual, quanto no automático. O motor 1.8 de 16 válvulas é o mesmo do sedã. Há duas versões: LT (preços estimados entre R$ 65 mil e R$ 70 mil) e LTZ, com bancos de couro, teto solar (de R$ 78 mil a R$ 80 mil).

Volkswagen é “carro do povo” em alemão. Agora, o grupo estuda ter uma marca ainda mais popular. A ideia é fazer carros de baixo custo (C 5 mil) para brigar com os chineses na Europa. Já a PSA Peugeot Citroën revê a fabricação de modelos do mesmo tipo na Espanha, ressuscitando a marca Talbot. Os projetos serão frutos da aliança com a GM.

ESTRADA VIRTUAL

http://blogdosanco.blogspot.com.br Automobilismo no Rio Grande do Sul, histórias, personalidades e muita nostalgia sobre rodas.
Divulgação

SEDÃ GIGANTE, o Equus pretende brigar com Mercedes e BMW

apai Noel descansa, Roberto Carlos ainda esboça seu especial de fim de ano e os fabricantes de panetone miram na Páscoa. Para as marcas de automóveis, contudo, já é hora de estourar o espumante. Diferentes modelos já chegam às revendas como “linha 2013”. Tão tradicional como rabanada na ceia natalina, a antecipação do “ano modelo” — que não é obrigatoriamente o ano de fabricação, mas o seguinte — é a estratégia dos fabricantes para evidenciar um carro e queimar estoques. Para o consumidor, pode ser a chance de um bom negócio. Na mudança, as marcas incluem equipamentos. Com o Fit, a Honda enxugou o número de versões, mexeu em faróis, grade, para-choque e nos itens de série, além de alterar preços. O Renault Duster, lançado há menos de um ano, já tem linha 2013 com sensor de estacionamento para mais versões. Para aquela turma que não sossega e muda de carro a cada dois anos, comprar a linha 2013 agora é o ideal. Quando trocá-lo em 2014, estará (do ponto de vista comercial) com modelo de um ano. — No Brasil se negocia pelo ano modelo. Para quem está sempre trocando de carro, o melhor é um 2013 — receita Myrian Lund, professora de Finanças Pessoais da Fundação Getúlio Vargas (FGV-RJ). Mudança visual significativa desvaloriza na revenda Quem leva mais tempo para trocar o automóvel, a chegada da linha 2013 pode significar condições de negociação interessantes: modelos 2012 tendem a ter descontos maiores. — Costuma se cobrar o preço de lista para o ano modelo novo, enquanto o antigo mantém os bônus. É a maneira mais honesta para lidar com esse tipo de ação — defende Henrique Sampaio, gerente de marketing da Volkswagen. Um exemplo é o Nissan Sentra: a linha 2013 tem o mesmo preço inicial de R$ 53.190. Em algumas concessionárias, o sedã ano 2012/2012 é anunciado por R$ 48.900. No caso do Toyota Corolla, que ganhou uma configuração pseudo-esportiva, tem revenda cobrando R$ 4 mil a menos pelo modelo 2012. — Para quem quer for ficar pelo menos três anos com o carro, é melhor levar o modelo antigo — explica Myrian. Já se o carro mudou de geração ou de desenho, é melhor antecipar o réveillon: — Uma mudança visual significativa desvaloriza mais na hora da revenda — alerta a professora da FGV. É o caso do Gol G5. A linha 2013 já está por aí, mas o carro passará por uma plástica de meia vida ainda neste ano.

P

miragaya@oglobo.com.br

REPLETA DE FRU-FRUS pseudo-esportivos, a versão XRS é a novidade da virada de linha do Toyota Corolla

MAL CHEGOU
e o Renault Duster já tem linha 2013. A diferença é o sensor de estacionamento traseiro de série para versões mais básicas do utilitário

O Hyundai mais caro do mundo!

MÁSCARA NEGRA
nos faróis e nas lanternas marcam a mudança de ano modelo do Nissan Sentra. Além disso, o sedã ganhou Bluetooth nas versões S e SL

Nosso locutor preferido pode preparar a voz para enaltecer o novo Hyundai Equus. O modelo, que desembarcará no Brasil até setembro, é o maior e mais luxuoso da marca, ficando

acima do Genesis. Com 5,16m de comprimento e motor V8 de 435cv, o sedã custará uns R$ 300 mil. Tem a modesta pretensão de brigar com Mercedes Classe S, Audi A8 e BMW Série 7.

CALENDÁRIO DE VENCIMENTOS DO IPVA-2012/RJ
Final de placa 5 6 7 8 9 0 1 2 3 4 Pagamento integral ou
vencimento 1 a parcela

Vencimento Vencimento
2 a parcela 3 a parcela

08/02 16/02 24/02 27/02 08/03 12/03 14/03 15/03 19/03 21/03

16/03 22/03 26/03 28/03 09/04 12/04 16/04 20/04 24/04 25/04

18/04 23/04 27/04 30/04 11/05 14/05 16/05 18/05 21/05 23/05

Estes já estão em 2013...
NISSAN SENTRA: Recebeu lentes escurecidas nos faróis e nas lanternas. As versões S e SL ganharam Bluetooth. Os preços continuam entre R$ 53.150 e R$ 70.490.

passarão por uma reestilização no meio do ano.
● HONDA FIT: Teve grade, para-lamas, faróis e parachoques sutilmente retocados. Os preços começam em R$ 51.900 na versão DX — a mesma versão, mas do modelo 2012, sai por R$ 49 mil em algumas lojas. ●

de ano é uma versão XRS cheia de enfeites esportivos por R$ 79.500. Já é possível encontrar o sedã 2012 com descontos de R$ 4 mil. RENAULT DUSTER: Recebeu sensor de estacionamento a partir da versão Dynamique 1.6.

O GLOBO

CARROetc

Editor: Jason Vogel (jason@oglobo.com.br) Editor assistente: Marco Antonio Rocha (marco.rocha@oglobo.com.br) Repórter: Fernando Miragaya (miragaya@oglobo.com.br) Roberto Dutra (roberto.dutra@oglobo.com.br) Diagramadora: Jacqueline Donola Telefones/Redação: 2534-5000 Publicidade: 2534-4310 (publicidade@oglobo.com.br) Correspondência: Rua Irineu Marinho 35 - 2º andar. CEP: 20230-901

VW GOL, PARATI E VOYAGE: O hatch ganhou temporizador do limpador do parabrisa e algumas versões passam a ter piscas integrados aos retrovisores. Só que Gol e Voyage, além da Saveiro,

TOYOTA COROLLA: A novidade da virada antecipada

NISSAN FRONTIER: A maior novidade é o motor 2.5, com 190cv.

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O GLOBO

CARROETC

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ADOLESCENTE EMANCIPADO • Continuação da página 1

Fotos de Jason Vogel

O GRAND SIENA é 13,4cm mais comprido e 6cm mais largo que seu antecessor. Em entre-eixos, são 14cm extras, o que se traduz em espaço. Ainda assim, o Fiat é menor do que os rivais Nissan Versa e Chevrolet Cobalt
Nota-se a preocupação em criar várias texturas dos plásticos, para valorizar o ambiente. O problema é que os encaixes das peças são péssimos, com gretas grandes e irregulares, além de rebarbas. Não acredita? Dê uma olhada no acabamento atrás do volante, em torno da coluna de direção e dos comandos de seta... Seria algo inadmissível em carros de marca japonesa, por exemplo. Se a Fiat continuar dando bobeira nesse quesito, será superada até pelas novatas chinesas. Por mais que se abaixe o assento, o motorista vai no alto. E encontra logo uma posição confortável para dirigir. Enjoado é regular a inclinação do encosto na alavanca. Mesmo “Grand”, o Siena ainda tem entre-eixos menor que o de seus rivais diretos. Seus 2,51m ficam aquém das medidas de Nissan Versa (2,60m), Chevrolet Cobalt (2,62m) e Renault Logan (2,63m). Ainda assim, viaja-se com muito conforto no Fiat: com o banco ajustado para um motorista de 1,70m, sobra um palmo de folga para os joelhos de um passageiro da mesma altura no banco de trás. Além disso, o novo modelo é bem mais largo do que o antigo. Seu porta-malas, com capacidade para 520 litros, faz até eco. A melhor caixa de câmbio ficou para a versão 1.4 De olho em mercados latino-americanos, a Fiat apresentou o carro no Chile. O roteiro original era tediosamente plano e reto, por entre vinícolas da Ruta 68, que liga Santiago a Valparaíso. Primeiro, pegamos o Grand Siena em sua versão mais simples, a Attractive 1.4. Sai por R$ 38.710, já com airbag duplo, ABS e computador de bordo de série. Para ter ar-condicionado, pague mais R$ 2.979. Será, certamente, a mais vendida da gama. O motorzinho Fire Evo de oito válvulas se defende bem com seus 85cv (com gasolina). Presta-se à labuta diária — mantivemos boas velocidades de cruzeiro, sem reclamações. O melhor é que nem precisaram encurtar exageradamente a transmissão para garantir boas arrancadas. A 100km/h, em quinta marcha, estamos a 2.800rpm. Uma vantagem do Grand Siena 1.4 é um câmbio italiano, que já conhecíamos do novo Palio. Tem bom acionamento e não faz ruídos — agora é torcer para que esta caixa seja feita no Brasil e volte a oferecer a sexta marcha que lhe foi extirpada. A direção é levinha e, em um caminho de terra até a Ruta 68, notamos o quanto a suspensão absorve bem as irregularidades. Parece até que estamos sobre asfalto-tapete... Na estrada, a evolução da espécie: o Grand Siena é justo e controlado, nada tendo em comum com seu gelatinoso (e enjoativo) antecessor. Milagre: “Siena” e “prazer de dirigir” na mesma frase Passamos à versão Essence, que usa o motor E.torQ 1.6 16v (115cv/117cv) e custa a partir de R$ 43.470. Para conhecer o melhor o carro, tivemos que “roubá-lo” e fugir do roteiro. De cara, percebe-se a direção um pouco mais pesada do que na versão 1.4. Tal diferença deve se dar pelos pneus 195/55 R16 (contra 185/65 R14 do irmão mais manso). Tocamos para uma estradinha de montanha estreita, íngreme e sinuosa. Asfalto ruim, cheio de curvas — e foi aí que apareceram as maiores qualidades do sedã. Se o novo Palio já é bom de chão, o Grand Siena consegue ser muito melhor. Os movimentos da suspensão são contidos. No meio da curva, um degrau... A traseira abaixa, “segura” e o carro nem esboça sair da trajetória. Enormes carretas Freightliner serpenteiam montanha acima e continuamos nossa descida com total sensação de

Qualidades do novo sedã aparecem morro acima
Grand Siena é muito maior do que o antecessor e brilha pela suspensão

LEVAMOS o Grand Siena a uma estradinha sinuosa, onde seus maiores dotes apareceram. Com suspensão traseira do Punto, o sedã é bom de curva
segurança. Quem poderia imaginar que “Siena” e “prazer de dirigir” pudessem ser unidos na mesma frase? O motor 1.6 prefere trabalhar acima de 3.000rpm — não tenha preguiça de reduzir marcha. A partir de 4.500rpm, continua enchendo e chega a 6.000rpm na maior felicidade. No plano, a 100km/h, estamos a 2.600rpm e o silêncio é absoluto. Pena que a versão 1.6 ainda traga o antigo câmbio nacional, com curso longo, lasso de engates e ruidoso. Pegamos ainda a versão com câmbio automatizado Dualogic (R$ 45.900). O motor é o mesmo 1.6 16v e os trancos são cada vez menos sentidos. Por R$ 249 extras, há a recomendável opção de acionar as marchas por aletas atrás do volante. Desde o começo, encafifamos com um detalhe: no teste da versão 1.4, tivemos que fazer pequenas (e constantes) correções ao volante para manter o carro reto. — É que venta muito aqui — disse Robson Cotta, da engenharia experimental da Fiat. No dia seguinte ao lançamento oficial, o tira-teima: pegamos novamente o Grand Siena 1.4, para um circuito de 50km partindo de Santiago, rumo à Cordilheira dos Andes. A direção estava reta como uma flecha e perdemos a cisma. Queimando a gasolina pura vendida no Chile (sem a adição de 22% de álcool), o carro fez 16,5km/l na estrada. No Brasil, o consumo será maior. Não havia para testes a versão Tetrafuel (R$ 48.210). No mês que vem, o Grand Siena e o Palio ganharão como opcional um big teto solar. Já o Siena antigo sobreviverá somente nas versões EL 1.0 (R$ 31.180) e EL 1.4 (R$ 33.300). Motor E.torQ 1.8 16v? Não tem como, pois a daria em canibalismo na fábrica de Betim — o que fazer com o Linea? Logan e Cobalt são maiores do que o Grand Siena. Em desempenho, porém, o Fiat bate o Chevrolet. O grande problema para o novo sedã é o Nissan Versa. Mexicano espaçoso, com motor esperto e econômico, faz o gênero simples-mas-caprichado. “Ah.. mas o Versa é feio”, dirão. Gosto não se discute. ■

GRAND SIENA ATTRACTIVE 1.4
PREÇO: R$ 38.710 ORIGEM: Brasil MOTOR: flex, quatro cilindros, oito válvulas, 1.368cm³; potência de 85/88cv (a 5.750rpm) e torque de 12,4/12,5kgfm (a 3.500rpm). Taxa de compressão de 12,3:1 TRANSMISSÃO: tração dianteira. Câmbio manual de cinco marchas SUSPENSÃO: McPherson na dianteira e eixo de torção na traseira FREIOS: a disco na frente e a tambor atrás PNEUS: 185/65 R14 DIMENSÕES: 4,29m de comprimento, 2,51m de entre-eixos e 1,70m de largura PORTA-MALAS: 520 litros PESO: 1.094 quilos DESEMPENHO: 0-100km/h em 12,5km/h e máxima de 175km/h CONSUMO: 14,0km/l (g) e 9,5km/l (a) na cidade; 19,4km/l (g) e 13,2km/l (a) na estrada
Dados do fabricante

POR DENTRO, o novo Siena não esconde o parentesco
com o Palio. A maior mudança está nas saídas de ar no centro do painel. O acabamento poderia ser melhor

O PORTA-MALAS cresceu de 500 para 520 litros. O detalhe estranho é que o estepe tem
medida máxima de 15 polegadas — e só serve provisoriamente nos Siena com aro 16

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Quarta-feira, 28 de março de 2012

CARROetc
O PAINEL tem jeitão
retrô-futurista. Tela de ré é pequena Fernando Miragaya
miragaya@oglobo.com.br

Economia e poucas emoções em 12 dias com o novo Civic
Fotos de Fabio Rossi

Cheiro-verde e pouco sal

Honda trata a nova geração do Civic como um espetáculo de tecnologia. Realmente, a marca japonesa conseguiu melhorar o que já era bom: o modelo está mais confortável e ganhou uma (modesta) dose de tecnologia. Foi o que pudemos perceber ao longo de duas semanas de convivência com o carro. Entre os alardes para cima do sedã produzido em Sumaré (SP) está a entrada de novos equipamentos. Um deles é a câmera de marcha a ré, item de série desde a versão LXS testada. O dispositivo integra o i-MID — sigla usada para a central multimídia que reúne informações do computador de bordo, som e ar-condicionado. O problema é que as imagens surgem numa pequena tela (são cinco polegadas). E mais: a câmera não vem acompanhada de alertas sonoros. Sob sol forte ou sombra, não se enxerga nada no visor na hora de estacionar. Saudades do “pi-pi-pi” dos auxílios tradicionais... Tudo isso vai em um painel de linhas retas e, ao mesmo tempo, assimétricas. O quadro de instrumentos continua em dois andares, mas agora tem jeito retrô-futurista. Cores e grafismos lembram o filme “Tron, uma odisseia eletrônica”, de 1982. Apesar de esta ser considerada uma nova geração, é preciso olhar duas vezes para perceber que o visual mudou. O desenho dos faróis ficou um pouco diferente, com um pequeno recorte próximo à grade. O parachoque dianteiro está mais pronunciado e os vincos do capô saltam à vista. Na traseira, o carro ficou parecendo um Accord, com luzes auxiliares totalmente dispensáveis ao lado da placa. No geral, o modelo perde para a geração anterior em ousadia e harmonia. Porta-malas, enfim, cresceu A plataforma do antigo Civic foi aprimorada com novos tipos de aço e soldas. E o sedã continua a exibir um comportamento exemplar. Foi feito um trabalho para suavizar a suspensão. Mesmo assim, ainda é um carro durinho, como se pôde notar nas crateras lunares das ruas cariocas (mas nada que incomode demais os passageiros). Já na Via Dutra, a 110km/h, nota-se a melhor parte: o equilíbrio é total, sem sinais de flutuação O conforto a bordo continua exemplar. A distância entre eixos foi reduzida em três centímetros. Apesar disso, há bom espaço para pernas, ombros e cabeça. Atrás, dois adultos viajam sem problemas com uma criança no meio, ainda mais com o assoalho totalmente plano. O maior ganho foi para aquela turma que adora levar a casa no automóvel. O portamalas passou dos parcos 340 para 449 litros. Mais profundo, acomoda malas grandes. Um detalhe importante é que as colunas dos para-brisas ficaram mais finas e mudaram na inclinação, reduzindo o ponto cego e o risco ao se dobrar a esquina. O motorista do Civic já não se sente um cavalo com antolhos. No desempenho, o Honda é o carro certinho e previsível de sempre. Os 140cv do motor 1.8 dão certa agilidade, mas nada de

A

OS FARÓIS, agora, têm um pequeno recorte próximo à grade, enquanto o para-choque está mais pronunciado. Os pontos cegos à frente foram reduzidos

CIVIC LXS AUTOMÁTICO
PREÇO: R$ 69.700 ORIGEM: Brasil MOTOR: flex, quatro cilindros, 16v, 1.799cm³; potência de 139/140cv (a 6.500rpm) e torque de 17,7kgfm (a 5.000rpm) TRANSMISSÃO: tração dianteira. Câmbio automático de cinco marchas SUSPENSÃO: McPherson na frente e multibraço atrás DIMENSÕES: 4,52m de comprimento e 2,66m de entre-eixos. Peso: 1.264kg DESEMPENHO: não informado CONSUMO URBANO*: 10,8km/l com gasolina e 8,2km/l com álcool

A TRASEIRA do novo sedã lembra a do irmão Accord, com luzes auxiliares totalmente dispensáveis ao lado da placa
respostas vigorosas. A versão avaliada tinha caixa automática de cinco velocidades. Aquele toque retrô do painel continua no seletor de câmbio — parece saído de um carro dos anos 90. O volante mudou, mas continua com ótima empunhadura. Uma novidade é o modo Econ, acionado numa tecla verde no lado esquerdo do painel. Sua promessa é reduzir o consumo de combustível. O dispositivo altera a abertura da borboleta do acelerador e faz as trocas de marcha de modo mais parcimonioso. Também modifica o funcionamento de equipamentos, como o ar-condicionado. Ao lado do velocímetro digital, há duas barrinhas coloridas. Quando estão verdes, é sinal de que o motorista está dirigindo de forma econômica. Ao pisar forte no acelerador, ficam azuis — parece um cenário kitsch de um programa do Silvio Santos. Andamos boa parte da avaliação com o Econ acionado. O que se percebe é que o Civic fica com um comportamento mais suave e linear. O sistema funciona direitinho: o sedã fez bons 10,8km/l de gasolina na cidade. O pedal do acelerador não é mais pivotado no chão. Que pena... A direção com assistência elétrica é leve e precisa. Mesmo na

* Medição do CARROetc

versão de entrada — a LXS — o acabamento é caprichado, com materiais agradáveis aos olhos e ao toque. Som e ar-condicionado têm operação simples e botões grandes. Isso ajuda a compor um ambiente amistoso. O Civic custa a partir de R$ 69.700 (com câmbio manual), mas não tem itens como Bluetooth, disponível até em modelos ditos populares. Airbag duplo e ABS são de série. Controles de estabilidade e de tração e bolsas laterais só na versão topo de linha, a EXS, que custa R$ 15 mil a mais. Esta traz também GPS com a câmera de ré mais visível em uma tela central e teto-solar. ■

Quarta-feira, 28 de março de 2012

O GLOBO

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RELATÓRIO ANUAL DA ADMINISTRAÇÃO DAS EMPRESAS DO GRUPO GAS NATURAL FENOSA NO BRASIL REFERENTE AO EXERCÍCIO DE 2011
CENÁRIO MACROECONÔMICO E ENERGÉTICO Com o agravamento da crise na União Europeia e a fraca perspectiva de crescimento nos Estados Unidos, a solidez da economia brasileira vem atraindo cada vez mais o investidor estrangeiro. Em 2011, as três maiores agências mundiais de risco elevaram a nota do Brasil, ao mesmo tempo em que reduziram a de diversos países europeus e dos Estados Unidos – que permanecia inalterada no nível máximo desde 1941. Em 2011, o Brasil foi a sexta maior economia do mundo depois de ultrapassar a Grã-Bretanha. No terceiro trimestre deste ano, porém, o PIB brasileiro ficou estagnado, depois que o consumo das famílias e a indústria tiveram ligeira queda, fechando o ano com um crescimento de 2,7%. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2011 encerrou o ano no teto da meta do governo, 6,50%, por conta principalmente do aumento dos preços das “commodities”. No acumulado do ano, o dólar experimentou uma valorização do 12,15%, a maior desde 2008, ano da crise financeira internacional, fechando a taxa de câmbio em 1,8685 real para venda. O preço médio ponderado do gás natural no mercado spot Henry Hub - preço que não inclui impostos, transporte, nem margem do distribuidor - fechou 2011 em US$ 2,98/MMBtu, valor bem inferior à média de 2010 (US$ 4,38/MMBtu). O gás natural tem se tornado, cada vez mais, um energético estratégico, representando 21% da matriz energética mundial. No Brasil, apesar das reservas abundantes, esse percentual é de 9%. De acordo com a Agência Internacional de Energia (EIA), o gás natural deve atingir, até 2035, um quarto da demanda de energia do mundo. Atualmente, já existe uma grande produção de gás natural no Brasil, e perspectivas concretas de aumento significativo desse volume com as descobertas do pré-sal. Há ainda uma enorme demanda para consumo industrial como matéria-prima do processo de produção. A produção de gás e de petróleo, em 2011, foi a maior já registrada no Brasil, de acordo com dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP). Segundo a agência, foram produzidos 768 milhões de barris de petróleo e 24 bilhões de metros cúbicos de gás natural. Isso representa um aumento de 2,5% na produção de petróleo e de 4,9% na de gás natural, em relação ao ano anterior. Em 2011, houve redução de 27% na prática de queima do gás, em relação ao ano anterior. Em média, foram queimados 4,8 milhões de metros cúbicos por dia, contra a média de 6,6 milhões em 2010. O volume diário de gás natural consumido pelas distribuidoras brasileiras foi de 47,6 milhões de metros cúbicos/dia, 4% abaixo do volume registrado no ano anterior. Essa redução foi provocada pelo menor consumo termoelétrico, uma vez que o maior nível dos reservatórios das hidroelétricas diminuiu o acionamento das térmicas a gás natural, que registraram um consumo 37% inferior ao consumido em 2010. Entretanto, o segmento de cogeração apresentou um aumento de 3,1% no consumo de gás natural. Já com relação à indústria, com a retomada da produção, o setor industrial apresentou acréscimo de 9,8% no consumo de gás natural, aproximadamente o mesmo percentual alcançado pelo segmento residencial no período, porém, como a demanda residencial representa menos que 2% da demanda total, este resultado teve pouco impacto sobre o somatório final. No mercado comercial, houve acréscimo de 8,6% no consumo de 2011 ante 2010, enquanto o consumo automotivo teve baixa de 1,7%. As distribuidoras continuaram investindo em infraestrutura para disponibilizar o gás natural em áreas ainda não abastecidas e o mercado brasileiro encerrou o ano com, aproximadamente, 21 mil km de rede de distribuição e mais de 2 milhões de clientes de gás natural. No que se refere à energia elétrica, de acordo com a Empresa de Pesquisa Energética - EPE foram consumidos, em 2011, 430,1 mil GWh de eletricidade, 3,6% a mais do que em 2010. Este crescimento, contudo, é praticamente a metade do verificado em 2010, quando a economia teve expansão de 7,5% e o consumo de energia subiu 7,8%. O crescimento do consumo de energia foi motivado principalmente pela atividade do comércio, seguido pelo consumo das famílias. Os leilões de energia realizados neste ano fecharam a contratação de cerca de 5,1GW em potência instalada. Por um lado, houve a surpresa positiva da energia eólica, que viabilizou 2,9GW, o equivalente a 56,7% das usinas contratadas no ano. Em contraponto, houve uma freada brusca no desenvolvimento de hidrelétricas. Se em 2010 foram licitados projetos de grande porte, como Belo Monte e Teles Pires, em 2011 tudo ficou somente na expectativa, devido principalmente a problemas na obtenção de licença ambiental, respondendo apenas por cerca de 10% da contratação do ano. Por sua vez, as usinas a gás voltaram a participar dos leilões e conseguiram viabilizar 1.029MW, através dos projetos da Petrobras e MPX, que produzem o próprio combustível. Segundo o Renewable energy country attractiveness indices, ranking trimestral elaborado pela Ernst & Young, o Brasil figura, pela primeira vez, entre os dez países mais atrativos para receber investimentos em energias renováveis. GAS NATURAL FENOSA, MAIOR DISTRIBUIDORA DE GÁS DA AMÉRICA LATINA A Ceg é operada pela Gas Natural Fenosa - grupo multinacional de serviços de gás e eletricidade, presente em 24 países e com mais de 20 milhões de clientes. O Grupo entrou para o mercado de eletricidade em 2010, após concluir sua fusão com a Union Fenosa. Através da fusão, a empresa ampliou seu perfil de negócios, com a diversificação de suas atividades e geografia, o que traz grande estabilidade aos resultados obtidos. Trata-se da maior companhia integrada de gás e eletricidade da Espanha e América Latina, líder em comercialização de gás natural na península Ibérica e primeira distribuidora de gás da América Latina. Com uma frota de 10 navios metaneiros é um operador de referência de gás natural liquefeito (GNL) e gás natural, na bacia do Atlântico e Mediterrâneo, onde opera 30 bcm. Em seu plano estratégico 2010-2014, estabelece duas fases diferenciadas: até 2012 a companhia estará focada no fortalecimento do balanço, na otimização para consecução de sinergias e crescimento orgânico. Na segunda fase, até 2014, estará centrada na realização de investimentos em função do entorno, para aproveitar as oportunidades nos mercados chave, mantendo a solidez financeira. O plano prevê manter a América Latina como um pilar chave dentro do grupo. Presença no mundo: 24 países e mais de 20 milhões de clientes Na Espanha, a Gas Natural Fenosa distribui e comercializa gás e eletricidade, desenvolve atividades de geração elétrica, de regaseificação e exploração. Na França, Bélgica e Luxemburgo, realiza atividades de comercialização de gás; e na Itália distribui e comercializa gás natural e desenvolve projetos de regaseificação. Sua atividade em Portugal inclui comercialização de gás e eletricidade e, ainda, projetos eólicos. Na América Latina, a Companhia realiza atividade de distribuição de gás na Argentina e Brasil, distribuição no mercado elétrico e gasista na Colômbia e geração elétrica e distribuição de gás no México. Em Porto Rico, atua nos mercados de geração elétrica e operação de uma planta de regaseificação. A Companhia realiza distribuição elétrica na Nicarágua e Moldávia, gera e distribui eletricidade no Panamá e participa no negócio de telecomunicações na Guatemala. Na Costa Rica, República Dominicana e Quênia, o grupo desenvolve atividades de geração. No Sul da África conta com uma mina de carbono e no Marrocos realiza atividades de exploração e operação do gasotudo Magreb-Europa. Além disso, a Gas Natural Fenosa participa em duas plantas de liquefação, no Egito e Omán, conta com carteira de projetos eólicos na Austrália, e tem projetos de upstream em Angola. Adicionalmente, a Gas Natural Fenosa mantém relações comerciais de compra e venda de gás em vários países, entre os quais se destaca a Argélia, localidade em que se encontra parte do gasoduto Magreb-Europa. GAS NATURAL FENOSA NO BRASIL: MAIS DE R$ 4,2 BILHÕES DE INVESTIMENTOS A Gas Natural Fenosa registrou mais um ano de relevante crescimento no Brasil, com a realização de R$ 153,8 milhões em investimentos tanto no negócio não regulado (venda de equipamentos e prestação de serviços) quanto no negócio regulado (distribuição de gás). Desde 1997, a Gas Natural Fenosa já contabiliza mais de R$ 4,2 bilhões de investimentos no país, sendo boa parte destinada à criação de infraestrutura para ampliação da malha de distribuição de gás em todas as áreas de concessão. A Ceg, a Ceg Rio e a Gas Natural SPS registraram um incremento líquido de 24.360 novos clientes e passaram a contar com um total de 841.360 consumidores e uma rede de 6.136 Km de extensão. O projeto de expansão contemplou os municípios Itatiaia e Teresópolis, no Rio de Janeiro. No município de Teresópolis, o gás natural é oriundo de uma estação de descompressão de Gas Natural Comprimido (GNC), e em Itatiaia foi construído gasoduto de 8,5 quilômetros de rede em polietileno. Em São Paulo, a Gas Natural SPS passou a abastecer clientes residenciais e comerciais no município de Alumínio que, até então, só possuía clientes industriais. No segmento industrial, o Grupo assinou novos contratos de fornecimento, com destaque para o contrato com a CSA, em Itaguaí, a Nestlé, em Três Rios, e a Toyota, em Sorocaba. A Gas Natural Serviços - que atua na área de negócio não regulado - implantou o serviço de venda e instalação de aquecedores a gás e conseguiu comercializar mais de 5.000 aparelhos, já no primeiro ano de atividade. A empresa também fechou contratos com a Vital Brasil, CasaShopping e INT, para implantação de sistemas de Geração; com o Shopping Via Parque, para ampliação da planta de Geração; e com o Centro Comercial Pólo I, para instalação de sistema de Climatização. O serviço de atendimento ao cliente da Gas Natural Fenosa teve, em 2011, o reconhecimento externo por meio de 11 premiações. A empresa recebeu o Prêmio ABT, primeiro lugar nas categorias Atendimento Técnico, Campanhas de Comunicação, Multicanal e Serviço de Atendimento ao Público - SAP. O prêmio tem como co-realizadores o Centro de Estudos da Comunicação com o Mercado, da Fundação Getulio Vargas, e o Instituto de Marketing e Relacionamento com o Cliente.

RELATÓRIO DE ADMINISTRAÇÃO DA CEG
EVOLUÇÃO DA ATIVIDADE CLIENTES CAPTADOS NO ANO: As altas por gestão comercial acumuladas totalizaram 32.809 clientes, sendo 32.262 residenciais, 520 comerciais, 16 industriais, 1 de geração elétrica e 10 postos de GNV. Devido à maior atividade comercial, as captações foram 54,2% superiores às do mesmo período de 2010. INCREMENTO LÍQUIDO E TOTAL DE CLIENTES: No período, houve o incremento líquido (altas menos baixas) de 19.248 clientes, número 63,5% superior ao incremento do ano passado, que correspondeu a 11.770. O número total de clientes da companhia soma 777.757 clientes. VENDAS: As vendas médias diárias totais atingiram 6.623,4 mil metros cúbicos. As vendas de gás convencional (excluídas as vendas para geração elétrica) apresentaram acréscimo de 0,3% em relação ao mesmo período de 2010. As vendas para geração elétrica foram 52,3% menores em relação ao mesmo período de 2010. INVESTIMENTOS: Foram investidos R$ 110.329 mil, de janeiro até dezembro de 2011, valor 47,1% superior ao mesmo período do ano passado. A maior parte dos investimentos - 50,6% - foi direcionada para a conversão e renovação da rede. Expansões e instalações de redes representam quase a totalidade do restante dos outros investimentos. ATIVIDADE OPERACIONAL. Teleatendimento: Foram recebidas 580.708 chamadas, de janeiro até dezembro de 2011, número 4,9% superior ao total de chamadas do mesmo período do ano passado. O percentual de chamadas abandonadas foi de 7,3%. ATIVIDADE COMERCIAL 17 municípios atendidos com o gás natural canalizado Em 2011, a CEG atingiu o total de 777.757 clientes, o que representou um aumento de 3% em comparação com o exercício anterior, e um incremento líquido de 19.248 clientes usuários em toda a área de concessão. Para atender a essa demanda, foram instalados 82 km de novas redes, o que permitiu à Ceg fechar o ano com um total de 3,9 mil Km de extensão. Número de Clientes Residencial Comercial Industrial Geração Elétrica Postos de GNV Total 2011 766.472 10.511 334 3 437 777.757 2010 747.269 10.477 330 2 431 758.509 Variação 3% 0,3% 1,2% 50% 1,4% 3% Vendas convencionais No mercado comercial, houve incremento de 7,8% no volume de vendas; e no residencial, foi obtido incremento de 4,2%, frente a 2010. Os volumes vendidos para o mercado industrial em 2011 permaneceram em linha frente a 2010 (-0,2%), mesmo com a queda da produção de determinados segmentos industriais. Com o objetivo de recuperar o nível de vendas e fomentar o número de conversões para o mercado de gás natural veicular (GNV), foi realizada, no segundo semestre de 2011, uma campanha publicitária que visou esclarecer os mitos relacionados à utilização do GNV e suas vantagens econômicas frente aos demais combustíveis. A campanha - que foi veiculada em rádios, mobiliários urbanos, outdoors, postos de combustíveis, revista, jornal e taxisdoor - reforçou que o GNV é uma decisão inteligente por não prejudicar o motor, aumentar o período entre as manutenções, possuir rendimento superior, ser menos poluente e ser um combustível seguro. O resultado da campanha foi a manutenção, praticamente, do volume vendido, observando-se um freio na queda das vendas, impactada em apenas 0,6%, frente a 2010, quando a região Sudeste do país teve uma queda de 1,7% no volume total de venda de GNV. Além disso, foi identificado um aumento de 33% nas conversões realizadas no Estado do Rio de Janeiro. Vendas para Geração Elétrica Em 2011, as vendas de gás para as termelétricas do Rio de Janeiro, situadas na área de concessão da Ceg, registraram uma redução de 52,3% em comparação com o ano anterior. O fato foi consequência do elevado nível dos reservatórios de água, o que reduziu a necessidade de acionamento das térmicas. O despacho médio das térmicas, no período, ficou em torno 1,9 Mm³/dia, quando em 2010 tinha alcançado 3,8 Mm³/dia. Dos dois leilões de Energia Nova (A-3 e A-5) realizados em 2011, o estado do Rio de Janeiro contribuiu com aproximadamente 52% da nova capacidade térmica a ser instalada no país. Com isso, a Ceg assinou com a Petrobras mais um contrato, com vigência até 21/07/2027, na categoria de consumidor livre, e estima investir R$ 49 milhões na implantação de toda infraestrutura de distribuição necessária para a prestação do serviço de distribuição de gás natural à UTE Baixada Fluminense (530MW). Para atender à térmica, que tem compromisso de entrega da energia em 01/03/2014, a Ceg construirá gasoduto de aproximadamente 15 km, em canalização de aço, e uma estação de medição e regulagem com cromatografia e analisadores de gás. Vendas (mil m³/dia) Residencial Comercial Industrial Postos de GNV Total do mercado convencional Geração Elétrica Total Vendas (Mm³/dia) nos últimos 5 anos •
7.000,0 6.000,0 5.000,0 4.000,0 3.000,0 2.000,0 1.000,0 0,0 5.063,6 3.542,9 1.405,0 2008 2009 2010 6.093,6 4.270,5 4.841,5 3.710,0 1.768,70 4.854,70

discutir processos, avaliar ações e gerar dados de pesquisa, transformando clientes em parceiros. O resultado foi bastante positivo, o qual foi mensurado pela explícita satisfação dos clientes e demais envolvidos. No processo de Leitura e Faturamento, os clientes com consumo excessivo passaram a ser identificados ainda durante o faturamento, sendo previamente contatados pela Companhia, através de carta ou telefone, com o objetivo de reduzir o volume de reclamações por alta de consumo. Em 2011, foi também fomentada a utilização do site da companhia, sendo disponibilizados serviços online para a modificação da data de vencimento das faturas e para a Leitura Facilitada da conta, que consiste em permitir que o próprio cliente comunique sua leitura de consumo de gás, caso tenha estado ausente no momento da marcação. Além dos novos projetos e ações, foram mantidas as melhores práticas já implantadas nos anos anteriores, tal como a Campanha Vip e a campanha motivacional interna, realizada pelo quarto ano consecutivo, e que tem como principal objetivo o envolvimento e a conscientização de todas as áreas da companhia na busca pela satisfação do cliente. O resultado de 2011 superou as expectativas, uma vez que houve uma redução de 90% na quantidade de reclamações, frente ao ano de 2008, ano de início da campanha. A redução em relação a 2010 foi de 43%. Assim como em 2010, os serviços em medidores realizados pela área de Assistência Técnica tiveram índice de conformidade de 99%. O resultado de todas as ações desenvolvidas durante o ano também pode ser observado na retenção de 40% dos clientes que intencionavam cancelar o fornecimento, tendo sido persuadidos a permanecerem utilizando o serviço, e na contínua evolução dos acordos nos Juizados Especiais, que alcançaram o índice de 49% em 2011. A Oficina de Garantia de Serviço ao Cliente atendeu, no período, 5.666 clientes.
3500 3000 2500 2000 1500 1000 500 0 52 Agenersa 121 Ouvidoria CEG 105 1 107 9 1802 3469

Mídia CEG RIO

Outros Orgãos

2011 314,9 228,8 2.129,5 2.181,5 4.854,7 1.768,7 6.623,4

2010 302,1 212,2 2.133,4 2.193,8 4.841,5 3.710,0 8.551,5

Variação 4,2% 7,8% -0,2% -0,6% 0,3% -52,3% -22,5% •

Ao longo de todo o ano, o comprometimento e excelente trabalho realizado pelas áreas, teve seu mérito reconhecido pelos clientes, proporcionando à Companhia a conquista dos dez importantes prêmios abaixo relacionados: • • Prêmio PECC Categoria: Excelência em Contact Center Terceirizado XI Prêmio ABT Categoria: Serviço de Atendimento ao Público. Case: MAIS ENERGIA NO RELACIONAMENTO COM O CLIENTE Prêmio Nacional de Telesserviços Categoria: Comunitário/Cidadania – Gás Case: CEG: NOSSA ENERGIA É O CLIENTE Prêmio Nacional de Telesserviços Categoria: Melhor Ação de Capacitação Case: CEG: ATENDIMENTO 5 ESTRELAS PARA TODOS OS CLIENTES XI Prêmio ABT Categoria: Atendimento Técnico Case: DETETIVE NA PISTA DA QUALIDADE XI Prêmio ABT Categoria: Campanha de Comunicação Externa Case: SOMANDO PARA MULTIPLICAR XI Prêmio ABT Categoria: Multicanal Case: NOSSA EQUIPE ESPECIAL É FERA Prêmio Nacional de Telesserviços Categoria: Comunicação Interna e Externa Case: CEG:Gás Natural Fenosa – Unidos pelo Cliente Prêmio Nacional de Telesserviços – Alexandra Periscionoto Categoria: Comunicação Interna e Externa Case: CEG:Gás Natural Fenosa – Unidos pelo Cliente Colocação: Empresa Destaque Prêmio Nacional de Telesserviços Categoria Comunitário / Cidadania Case: “CEG e TIVIT: Pura Energia!”

O desenvolvimento da atividade comercial foi realizado em 17 municípios: Belford Roxo, Duque de Caxias, Guapimirim, Itaboraí, Itaguaí, Magé, Mesquita, Nilópolis, Niterói, Nova Iguaçu, Paracambi, Queimados, Rio de Janeiro, São Gonçalo, São João Meriti, Seropédica e Maricá. Em Maricá, o atendimento é feito por meio do sistema de gás comprimido (GNC). O município de Japeri já possui rede de gás canalizado, cuja atividade comercial já está pronta para ter início, quando passarão a 18 os municípios abastecidos com gás natural. No município do Rio de Janeiro já são mais de 766 mil clientes residenciais atendidos. Na região de São Gonçalo e Niterói o número chega a 40.756, e nos municípios que compõem a Baixada Fluminense a CEG já fornece gás natural para 7.872 clientes residenciais. O Projeto Minha Casa Minha Vida (MCMV) contemplou 573 novos clientes. No segmento de Gás Natural Veicular (GNV), houve a captação de 10 novos postos, localizados 1 em Nova Iguaçu, 5 no município do Rio de Janeiro, 1 em Queimados, 1 em Niterói, 1 em Duque de Caxias e 1 em Santa Cruz, sendo que 4 postos deixaram de ser abastecidos. No total, a Companhia já abastece 437 postos de GNV. No segmento de pequenos comércios são atendidos 10.236 clientes e no grande comércio 275. Já no segmento industrial, a Ceg fornece gás a 334 indústrias. Crescimento do número de clientes nos últimos 5 anos

934,0 2007

2011

Mercado Convencional

Geração Elétrica

SERVIÇO A CLIENTES Melhora dos indicadores e reconhecimento externo
800.000 724.786 700.000 746.739 758.509 777.757

735.656

Permanecendo com foco na satisfação do cliente, a Companhia implantou novos projetos e ações, cujo sucesso foi refletido nos resultados positivos e grandes conquistas que consolidaram ainda mais a imagem de Excelência no Atendimento ao Cliente, durante 2011. Logo no início do ano, a Companhia mudou seu fornecedor de Call Center, sendo um marco na trajetória do serviço, que já vinha sendo feito há mais de 10 anos por um mesmo fornecedor. Cabe ressaltar que, decorridos apenas 30 dias da migração, o nível de serviço acumulado do mês teve sua meta alcançada, com o resultado de 81%.

600.000

Além do prêmio conquistado pela empresa fornecedora do serviço de Call Center: •

500.000

2007

2008

2009

2010

2011

Um importante projeto, e que mereceu destaque no ano de 2011, foi o Comitê de Clientes, grupo de trabalho formado por funcionários da companhia e clientes, com o objetivo de

2
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O GLOBO

Quarta-feira, 28 de março de 2012

ATIVIDADE TÉCNICA Em 2011, foram executadas importantes ações técnicas que ampliaram e otimizaram o fornecimento de gás à cidade. Iniciou-se a execução do assentamento de 9,0 km de rede em alta pressão - AP16 para Reforço Avenida Brasil Novas Fontes 3 – Fase 4, visando o abastecimento de indústrias e postos de GNV da zona oeste. Até o final de 2011, foram assentados 2,5 km de rede de aço carbono. Também foi iniciado o remanejamento de 18,0 km de redes em alta pressão (AP) e média pressão (MP) na cidade do Rio de Janeiro, devido às obras de reurbanização das regiões da Transcarioca, Transoeste e Porto Maravilha, em razão dos futuros eventos internacionais - Copa do Mundo e Olimpíadas. Foram ainda remanejados cerca de 2,7 km de redes. Foi concluída a construção de 1,2 km de rede em alta pressão AP32 para abastecimento da indústria Nitriflex, no município de Duque de Caxias, e 1,5 km, em alta pressão AP16, para abastecimento de novos clientes no distrito industrial de Queimados. Dando prosseguimento ao programa de renovação de redes antigas da cidade, foram substituídos 42.590 metros de canalizações e 1.027 ramais. Neste trabalho, a segurança foi um objetivo prioritário na linha de atuação da Ceg. A Companhia manteve as valorações dos índices de segurança em muito positivas, medidas de acordo com as mais eficientes referências internacionais, e dentro dos objetivos fixados no início do ano pelo Grupo. Junto a outras Concessionárias e a órgãos da Prefeitura do Rio de Janeiro, sob coordenação da Ceg, foi formado um Grupo de Trabalho visando o mapeamento das redes de utilidades existentes no subsolo da cidade. Para isso, está sendo desenvolvido um sistema (GEOVIP) contendo a base cartográfica do município, base sobre a qual será inserida a localização das redes assentadas. Este sistema proporcionará maior segurança nas ações de construção e manutenção de todos os concessionários e facilitará a coordenação das ações no subsolo da cidade. Ainda em 2011, foram desenvolvidos projetos para ampliação do fornecimento de gás e abastecimento de novos clientes, tais como 22,0 km referentes ao empreendimento Gasoduto Presidente Kennedy (Duque de Caxias e Rio de Janeiro), e 14,5 km para abastecimento da UTE Baixada Fluminense (Seropédica e Japeri). De 1997 até agora, a Companhia modernizou mais de 915 km da rede. Desse total, 735 km foram feitos por meio da substituição de dutos e 188 km através de aplicação de líquido selante. Substituição Renovação da Rede (extensão Período 2011 Total (de 1997 a 2011) 735.027 187.557 34.128 50.023 em metros) 42.590 Aplicação de liquido selante (em metros) 0 de ramal completo (Nº de ramais) 1.027 Troca de válvula de ramal (Nº de válvulas) 0

RECURSOS INVESTIDOS A Companhia investiu em 2011 mais de R$ 110 milhões, dos quais R$ 56,8 milhões foram aplicados no programa de conservação e renovação das redes de gás, e R$ 45,5 milhões foram destinados ao projeto de expansão. Em comparação com o exercício anterior, cujo total de investimentos foi em torno de R$ 75 milhões, o nível de investimentos realizados pela Companhia quase dobrou (houve um acréscimo de 47%) passando a R$ 110 milhões. Este aumento se deu, sobretudo, no programa de conservação e renovação das redes de gás, que concentrou cerca de 50% dos investimentos, sendo o restante destinado a expansões e instalações de redes. Investimentos realizados nos últimos 5 anos

PANORAMA TRIBUTÁRIO A Instrução Normativa da Receita Federal que instituiu a obrigatoriedade do Sistema Público de Escrituração Digital Contribuição para o PIS/COFINS – SPED EFD PIS/COFINS, foi alterada por nova norma da Receita Federal, dispensando a entrega da obrigação para os meses de Abril a Dezembro de 2011. Desta forma, a implantação do projeto foi postergada para janeiro de 2012. Ao longo do ano, a Companhia buscou aumentar a eficiência operacional e de gestão fiscal, fornecendo orientações para a correta aplicação da legislação, principalmente no segmento de combustível. O quadro tributário que se segue demonstra os valores dos tributos pagos com base na gestão fiscal adotada. COFINS PIS IRPJ CSLL IOF CPMF AGENERSA ICMS IPVA IPTU ISS TOTAL (MBRL) 2011 64,58 14,27 73,50 29,81 1,99 10,97 148,11 0,13 0,07 1,02 344,45 2010 60,42 13,12 87,88 37,00 3,11 10,49 133,36 0,12 0,20 1,02 346,72

200.000 150.000 100.000 50.000 -

165.785

179.464 110.329 75.020

91.095

2007

2008

2009

2010

2011

SUMÁRIO FINANCEIRO Receita Líquida Em 2011, as receitas líquidas da Companhia corresponderam a R$ 2.304.053 mil, o que representou um aumento de 1,79%, com relação a 2010, mantendo-se praticamente em linha em comparação com o ano anterior, quando somaram R$ 2.263.645 mil. Desta forma, e como apontam os demais índices do sumário financeiro, a Companhia mantevese em ritmo de crescimento, embora um pouco mais tímido do que os anos anteriores. Lucro Bruto O lucro bruto em 2011 foi de R$ 780.371 mil, superando em 15,67% o resultado obtido no ano anterior, o que representa uma margem bruta de 33,87%. Essa margem é superior em 03 pontos percentuais a apresentada em 2010. Resultado Financeiro A política monetária adotada pelo Banco Central do Brasil (BACEN), no início de 2011, foi de elevação da taxa básica de juros (Selic). A partir do agravamento da crise europeia, o Banco Central alterou a política monetária, passando a reduzir a taxa Selic em seguidos cortes, passando a taxa de 12,50% para 11,00%, em dezembro de 2011. Apesar do impacto referente à subida da Selic frente ao ano de 2010, a Companhia apresentou em 2011 um menor custo financeiro, em função principalmente da redução do endividamento, o que gerou menor gasto financeiro com dívida. O resultado financeiro apresentou, em 2011, o valor negativo de R$ 67.586 mil, frente ao valor negativo de R$ 82.260 em 2010. O endividamento financeiro da empresa, que era de 49,2% em 2010, caiu para 38,3% em 2011. 2011 2010 82.260 Variação (%) -17,84% Variação (R$) -14.674

RESPONSABILIDADE SOCIAL CORPORATIVA Público Interno Visando estabelecer com o público interno uma boa comunicação e transparência, a Companhia implantou e manteve alguns programas de treinamento, desenvolvimento, reconhecimento e qualidade de vida para os colaboradores, focando suas ações na promoção de um entorno de trabalho motivador e no desenvolvimento constante de todos os seus profissionais. Principais Indicadores Quadro de Pessoal. Número de empregados ......................................... 440 Homens/Mulheres (%).............................................................................. 63 / 37 Total de diretivos*..................................................................................... 27 8 Mulheres em postos diretivos................................................................... Gastos de Pessoal (R$) ........................................................................... 76.109.104 Horas de treinamento por empregado ..................................................... 57 Investimento em formação anual (R$) ..................................................... 1.437.064 * Diretores e gerentes A Companhia realizou diversas atividades voltadas para a melhoria do clima laboral, desenvolvimento e reconhecimento de seus colaboradores. Com o objetivo de fomentar a proximidade com a Direção e facilitar a troca de informações e comunicação da Diretoria com os empregados, foi mantido o projeto “Café com a Direção”, do qual participaram cerca de 100 funcionários. Esta ação possibilitou a construção de um foro de intercâmbio de opiniões sobre temas de interesse do público interno. No intuito de proporcionar aos seus empregados cada vez mais o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal, o Programa de Qualidade de Vida foi mantido, sendo disponibilizadas mais sessões de shiatsu e reflexologia, além de coral, caminhadas ecológicas, palestra sobre saúde e finanças. A Ceg, através do Programa de Reconhecimento do Empregado, homenageou o empenho dos funcionários em temas como o apoio às famílias atingidas pelas chuvas na Região Serrana; a dedicação dos funcionários das áreas envolvidas nas inspeções dos bueiros e o desenvolvimento de projetos de melhoria contínua dos funcionários formados em Green Belts. Oportunidades de Desenvolvimento Com o objetivo de reforçar o compromisso da Companhia com o desenvolvimento profissional de seus funcionários, ampliando canais de comunicação para que empresa e colaboradores mantenham aberta a discussão sobre desenvolvimento e carreira, e para que possam utilizar corretamente as ferramentas disponíveis para seu desenvolvimento, a empresa realizou a segunda edição do evento “Carreira em Foco”. Esta ação contou com especialistas em Recursos Humanos, teve workshops sobre planejamento de carreira, treinamentos para o autodesenvolvimento e autoconhecimento e consultoria individual de carreira para os colaboradores. Além disso, foi realizado o “Be Right” com o objetivo de propiciar aos jovens de 16 a 18 anos, filhos dos empregados, orientação vocacional baseada em técnicas e Instrumentos de carreira. Foi potencializado o Programa de mobilidade interna, iniciado em março de 2009, com o objetivo de promover a movimentação interna no Grupo, aumentando com esse contingente a cobertura de vagas e obtendo uma ótima adequação pessoa-posto. Também foram investidos R$ 1.437.063,57 em mais de 40 mil horas de capacitação para os colaboradores. Através do Programa Bolsa de Estudos - que patrocina parte importante do investimento na educação – a Ceg promoveu o desenvolvimento profissional e pessoal de seus colaboradores. Mais de 239 colaboradores já foram contemplados em cursos ligados às necessidades da empresa e atividades do cargo. Foi realizado o quarto ciclo do Programa de Avaliação de Desempenho, no qual a Ceg conseguiu identificar o potencial de contribuição e os aspectos que necessitam ser desenvolvidos em seus colaboradores. O Programa Jovem Aprendiz, em parceria com o SENAI/RJ, preparou jovens de 14 a 21 anos nos cursos de Encanador Gasista Predial. O Programa já está em sua 10ª edição. Políticas de Benefícios Sempre com o compromisso de oferecer aos seus empregados uma Política de Benefícios diversificada e abrangente, a Companhia contou, no ano de 2011, com 18 tipos de benefícios entre os quais se destacam: Plano de Previdência, Plano de Saúde, Plano Odontológico, Auxílio Medicamentos, Seguro de Vida, Auxílio Creche, Auxílio Excepcional, Vale Refeição, Cesta Básica, Empréstimo Emergencial e Extensão da Licença maternidade de 4 para 6 meses. Vale destacar que, em 2011, a Companhia implantou o benefício de empréstimo consignado com desconto em folha de pagamento e fez a troca da operadora do Plano de saúde para BRADESCO, com expansão da rede credenciada e melhoria dos níveis de reembolso. Flexibilidade Na Ceg, a jornada de trabalho, exceto para os empregados de serviços essenciais, realiza-se em horários flexíveis, tanto para a entrada quanto para a saída. Os empregados podem chegar à Empresa até 1 hora depois do horário estabelecido em seu contrato de trabalho, devendo compensar no horário de saída. Em todos os feriados que ocorrem às terças e quintas-feiras, os empregados são dispensados do trabalho às segundas e sextas (com exceção daqueles que trabalham em serviços essenciais), mediante a compensação, conforme calendário estabelecido pela Empresa. Às sextas-feiras, no período de horário de verão, a jornada de trabalho foi reduzida em 2 horas, mediante compensação ao longo do ano. RELACIONAMENTO COM A SOCIEDADE Em 2011, a Ceg patrocinou cerca de 20 projetos. São iniciativas alinhadas com os pilares que norteiam a estratégia das empresas, principalmente, educação e cultura. Um desses projetos é o “Futuro no Meu Jardim”, apresentado em 100 escolas públicas e privadas, com o objetivo de sensibilizar 17.267 alunos de 9 a 14 anos sobre a importância da consciência ambiental, do consumo consciente e do impacto ambiental das principais fontes de energia. A empresa contribuiu para o desenvolvimento de muitas crianças e adolescentes, na faixa etária de 6 a 17 anos, atendidas pelo Instituto Bola pra Frente. O projeto - uma iniciativa do tetracampeão mundial de futebol, Jorginho - foi inaugurado em 29 de junho de 2000 e desde então oferece oportunidades de promoção social por meio do esporte, educação, cultura e qualificação profissional. A Ceg, por meio de doações, também ajudou para que as atividades sociais do Rio Solidário se tornassem uma realidade. Trata-se de uma associação civil, sem fins lucrativos, que tem como missão unir esforços do Estado, da sociedade civil e da iniciativa privada para o desenvolvimento de projetos de responsabilidade social. No âmbito cultural, a Ceg esteve presente em eventos por todo o estado, tais como o 19º Concurso Gastronômico de Visconde de Mauá e o 4º Festival Internacional de Cinema de Paraty. Neste último, foram cerca de 14 sessões de cinema por dia, todas gratuitas, que aconteceram em três locais de exibição espalhados pelo Centro Histórico. Os diretores selecionados apresentaram filmes inéditos no país e promoveram debates com a participação do público. A Companhia participou ainda do “Niterói – Encontro com a América do Sul”, evento que promoveu shows, teatro, exposições e palestras em vários pontos da cidade. O objetivo foi integrar os países participantes e promover um intercâmbio cultural, acadêmico, científico e econômico. Em uma iniciativa de apoio ao esporte, a Ceg contribuiu para a restauração da Sede Náutica do Estádio de Remo da Lagoa.

Renovação das redes desde a privatização em 1997

Resultado Financeiro Lucro Operacional

67.586

800 700 600 500 400 300 200 100 0 307,4 395,4

463,9

516,1

554,3 567,2

615,3

665,1 692,4

735

O lucro operacional do período foi de R$ 429.225 mil, resultado maior, portanto, do que o obtido em 2010, que foi de R$ 400.652 mil, e representa incremento de 7,13%. Lucro Líquido O lucro líquido do exercício fechou em R$ 251.667 mil, verificando-se um aumento de R$ 21.624 mil, ou seja, 9,40% superior ao exercício anterior. Variação Variação (%) (R$) 1,79% 15,67% 6,16% 7,13% 9,40% 40.408 105.737 31.309 28.573 21.624

197,2

270,3

89,4 26 0 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 Renovação de Redes - Km

2011 Conta de Resultados (R$ mil)

2010

Receita líquida das vendas e serviços 2.304.053 2.263.645 Lucro bruto 780.371 539.469 429.225 251.667 674.634 508.160 400.652 230.043 Lajida (Ebitda) Lucro operacional Lucro líquido do exercício Lajida (Ebitda)

A Ceg também decidiu antecipar o programa de renovação da rede de gás canalizado dos bairros do Centro e Copacabana. A meta é modernizar 50 km de rede nestes dois bairros em, no máximo, 12 meses. Para isso, a empresa vai investir R$ 25 milhões. Essa decisão da empresa está ratificada em um termo de compromisso assinado com o Ministério Publico do Rio de Janeiro em 2011. Só na renovação e modernização de rede a Companhia investiu R$ 500 milhões nos últimos 14 anos. Isso faz com que a rede de distribuição de gás do Rio de Janeiro, que já foi modernizada esteja dentro de padrões internacionais de segurança de confiabilidade. Parte desses investimentos foi aplicada na modernização e renovação de 600 estações de regulagem nas quais não há histórico de acidentes. Todas são novas, blindadas, ventiladas, mapeadas e monitoradas pelo centro de controle da Companhia. A Ceg também tem um sistema de detecção preventiva que inspeciona constantemente a rede de distribuição de gás da cidade. Através desse programa define seu cronograma de manutenções e renovações. Inspeção com a Prefeitura A Ceg também participou das vistorias realizadas pela Prefeitura, prestando toda a assessoria técnica à empresa contratada. As equipes da Companhia atuaram em campo acompanhando toda a operação, que tem o objetivo de verificar, preventivamente, se há presença de gases e/ou superaquecimento em cabos de energia elétrica. Meio Ambiente Desde que o Grupo estabeleceu, voluntariamente a política ambiental até a atualidade, a GNF Brasil tem fortalecido os compromissos com o meio ambiente. Neste sentido, com o objetivo de contribuir para sua preservação, foram realizadas, ao longo de 2011, diversas ações de responsabilidade socioambiental. Entre elas, destaque para: • • Programa de Neutralização da GNF Brasil, que compensou um total de 14.008 kg de CO2 e emitidos em eventos realizados pela empresa; Workshops para conscientização e divulgação do Ano Internacional das Florestas, declarado pelas Nações Unidas como “Florestas para as pessoas”. O primeiro, Workshop Ambiental – Meio Ambiente e Florestas, realizado para comemorar o Dia Mundial do Meio Ambiente, 5 de junho, para os colaboradores da Ceg e Ceg Rio. O segundo, Workshop Ambiental – Natureza e Florestas foi realizado para os colaboradores da GNF SP (Sorocaba), em comemoração ao Dia da Natureza, 4 de outubro; Campanhas de Reciclagem: 136,35 kg de pilhas e baterias e 414 cartuchos e tonners foram reciclados.

O Lajida (lucro antes dos juros, impostos, depreciações e amortizações) de R$ 539.469 mil do ano supera em 6.16% o obtido em 2010. É resultado da redução de custos operativos, aumento da margem do gás, e demonstra o comportamento favorável que apresentam os negócios da Companhia, o qual se reflete na manutenção do crescimento médio anual do Lajida em torno dos 10,92% nos últimos 06 anos. Variação Variação (%) (R$) 6,16% 7,13% -1,86% 64,94% 31.309 28.573 -1.866 4.602

2011 Lajida (R$ mil) Lucro antes do resultado financeiro Depreciação e amortização Perdas e Recuperação de Créditos REMUNERAÇÃO AOS ACIONISTAS 539.469 429.225 98.556 11.688

2010 508.160 400.652 100.422 7.086

Em conformidade com a estrutura de capital apresentada pela Companhia, a qual apresentou nos últimos anos redução do nível de alavancagem financeira, a Administração propôs uma distribuição de resultados de R$ 239.084 mil, sendo R$ 42.566 mil a título de juros sobre o capital próprio - já aprovado pela Assembleia Geral de Acionistas, realizada em 20/12/11 - e R$ 196.518 mil sob a forma de dividendos. Esses valores somados representam 100% do lucro líquido do exercício, deduzida a constituição da reserva legal aplicável. A proposta de distribuição de dividendos será apreciada na Assembleia Geral de Acionistas, a ser realizada no mês de abril de 2012. FINANCIAMENTOS Ao longo de 2011 a Ceg manteve a estrutura de financiamentos necessários à realização dos seus investimentos. Suas ações foram pautadas na obtenção de recursos financeiros provenientes das linhas de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e em empréstimos com taxas variáveis (indexadas ao CDI). A Companhia apresentou projeto de financiamento ao BNDES referente aos investimentos para os anos de 2010, 2011 e 2012. Esse financiamento é destinado aos projetos de expansão e saturação comercial e substituição da rede de distribuição de gás natural em municípios da região metropolitana do Rio de Janeiro, perfazendo um total de R$ 398 milhões. O empréstimo foi aprovado nas seguintes condições: montante de R$ 239 milhões (correspondente a 60,0% dos investimentos apresentados); prazo total de 90 meses; e custos indexados à taxa de juros de longo prazo (TJLP). De acordo com o planejado, os desembolsos desse contrato serão realizados até 2013, sendo o primeiro programado para o 1º trimestre de 2011, contribuindo para o equilíbrio do fluxo de caixa da Companhia ao longo desse período. A política de buscar financiamentos preferencialmente junto a entidades multilaterais tem colaborado para que a Ceg mantenha os custos financeiros alinhados com o retorno esperado dos seus projetos. Para 2012, a meta é a manutenção da busca contínua das melhores condições de financiamento. ACIONISTAS Em 31 de dezembro de 2011 o capital social da Companhia estava representado por 51.927.546.473 ações ordinárias nominativas, sem valor nominal, de propriedade dos seguintes acionistas: Participação no capital social (%) Grupo Gas Natural Gas Natural Internacional SDG S.A. Gas Natural SDG S.A. BNDES Participações S.A. – BNDESPAR Fundo em Investimento em ações Dinâmica Energia Pluspetrol Energy Sociedad Anônima Demais acionistas Ações em tesouraria Total 54,16 35,26 18,90 34,56 8,78 2,26 0,23 0,0047 100

Assim, alinhada com outros projetos ambientais, a GNF Brasil trabalhou, mais um ano, minimizando o impacto sobre o meio ambiente, aportando os recursos necessários para o desenvolvimento sustentável e preparando-se para a certificação ISO 14.001. Segurança Índices de Acidentabilidade Em 2011, as empresas do grupo no Brasil atingiram os objetivos da GNF no que diz respeito aos índices de acidentabilidade, conforme tabela a seguir: Objetivos Índices Acidentes do Trabalho – Índice de Frequência Acidentes do Trabalho – Índice de Gravidade Sistema de Distribuição – valoração Sistema de Utilização - valoração GNF ≤ 6,7 ≤ 0,31 ≥ 8,0 ≥ 8,0 Indicadores GNF Brasil 1,72 0,01 10,0 8,0

COMITÊ DE DIREÇÃO
Bruno Armbrust Diretor-Presidente Antoni Almela Casanova Diretor Geral Ignácio Pascual Planejamento, Ingressos e Regulação Kátia Valverde Junqueira Serviços Jurídicos Jorge Henrique da Silva Baeta Econômico-Financeiro e de Relações com Investidores Eduardo Cardenal Rivera Área Comercial Jordi Gutierrez Serviços Compartidos José Maria Margalef Badenas Área Técnica Katia Brito Repsold Serviço a Clientes Fernando Cezar dos Santos Camilo Recursos Humanos Mario Nevares Organização e Qualidade Fernanda Amaral Mendes Alves Comunicação Gilberto Guimarães Rosa da Silva Controle de Gestão Marcelo Medeiros Maia Braga Informática Ana Carolina Almeida Auditoria Interna

Destaques: Acidentes no sistema de distribuição de gás natural: não houve acidentes no sistema de distribuição de gás natural e consequentemente não houve vítimas, permitindo fechar o ano com o indicador máximo (=10,0 pontos). Acidentes do Trabalho: houve redução tanto nos índices de frequência, quanto nos índices de gravidade de acidentes do trabalho, em relação a 2010. Dentre os vários aspectos que foram relevantes para a redução dos índices de acidentabilidade, destacam-se: • Semana de prevenção ao risco - destacou as atuações em situações de emergência, complementando com o treinamento prático de combate a incêndio com gás natural para o Corpo de Bombeiros; Treinamentos de segurança para Gestores e Chefes de Obras; Análises das ocorrências pelo Comitê de Análise de Acidentes (CAE).

• •

Em março de 2011 iniciou-se a implantação do Sistema Integrado de Gestão onde serão unificadas e implantadas a ISO 9.001, 14.001 e a OSHAS 18.001.

Quarta-feira, 28 de março de 2012

O GLOBO

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BALANÇOS PATRIMONIAIS EM 31 DE DEZEMBRO Em milhares de reais Ativo Circulante Caixa e equivalentes de caixa (Nota 7) Títulos e valores mobiliários (Nota 8) Instrumentos financeiros derivativos (Nota 4.1) Contas a receber de clientes (Nota 9) Provisão para créditos de liquidação duvidosa (Nota 9) Tributos a recuperar (Nota 10) Contas a receber de partes relacionadas (Nota 12) Adiantamentos a fornecedores Cessão de crédito Demais contas a receber (Nota 13) Estoques Despesas antecipadas Não circulante Realizável a longo prazo Instrumentos financeiros derivativos (Nota 4.1) Ativos fiscais diferidos (Nota 11) Tributos a recuperar (Nota 10) Demais contas a receber (Nota 13) Empréstimos compulsórios e incentivos fiscais Provisão para perdas sobre bens e direitos (Nota 14) Depósitos judiciais (Nota 15) Outros realizáveis a longo prazo (Nota 16) Investimentos Intangível (Nota 17) Diferido (Nota 18) Total do ativo 2011 48.807 343 299.166 (37.198) 9.932 1.429 717 381 21.672 1.581 1.833 348.663 97.337 39.194 30.720 920 (920) 59.178 831 227.260 380 1.195.635 156.078 1.579.353 1.928.016 2010 95.483 2.060 2 310.517 (28.099) 7.225 1.308 2.789 21.573 1.289 3.222 417.369 467 105.802 45.399 48.972 920 (920) 47.885 1.975 250.500 380 1.142.937 198.157 1.591.974 2.009.343 Passivo e patrimônio líquido Circulante Fornecedores (Nota 19) Instrumentos financeiros derivativos (Nota 4.1) Empréstimos e financiamentos (Nota 20) Obrigações trabalhistas Tributos a recolher (Nota 21) Obrigações com fundo de pensão (Nota 24) Contas a pagar a partes relacionadas (Nota 12) Dividendos propostos e juros sobre o capital próprio (Nota 23.2 (b)) Demais contas a pagar Não circulante Instrumentos financeiros derivativos (Nota 4.1) Empréstimos e financiamentos (Nota 20) Tributos a recolher (Nota 21) Obrigações com fundo de pensão (Nota 24) Provisão para contingências (Nota 25) Demais contas a pagar Total do passivo Patrimônio líquido (Nota 23) Capital social Reserva de capital Reservas de lucros Ajuste de avaliação patrimonial Total do patrimônio líquido Total do passivo e patrimônio líquido 2011 198.799 40 213.374 6.940 82.410 11.054 74 59.771 4.490 576.952 2010 250.087 958 317.210 6.939 79.525 9.610 43 29.648 3.699 697.719

DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma Receita líquida (Nota 26) Venda de gás Contratos de construção Outras receitas Receitas (despesas) operacionais Compra de gás e de serviços Custo dos contratos de construção Pessoal Utilidades, materiais e serviços Serviços e outros gastos gerais (Nota 28) Amortizações do intangível e diferido Obrigações com fundo de pensão (Nota 24) Outras, líquidas (Nota 29) Lucro operacional Resultado financeiro (Nota 30) Receitas financeiras Despesas financeiras 2011 2.187.937 88.765 27.351 2.304.053 2010 2.186.599 58.146 18.900 2.263.645

149 282.681 355.437 2.558 20.628 138.028 117.876 57.515 66.926 2.364 45 483.146 561.061 1.060.098 1.258.780 353.617 341.787 2.194 2.194 545.512 419.666 (33.405) (13.084) 867.918 750.563 1.928.016 2.009.343

(1.434.917) (1.530.865) (88.765) (58.146) (76.264) (71.371) (16.677) (16.906) (120.407) (137.353) (98.556) (100.422) (4.894) 3.633 (34.348) 48.437 (1.874.828) (1.862.993) 429.225 400.652 32.904 (100.490) (67.586) 361.639 19.580 (101.840) (82.260) 318.392

As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras. DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO Em milhares de reais Reserva de capital incentivos fiscais 2.194 Reservas de lucros (Nota 23.2) 350.450 Ajuste de avaliação patrimonial 1.237 (14.321) (14.321) (13.084) Ajuste de avaliação patrimonial (13.084) (20.321) (20.321) (33.405)

Lucro antes do imposto de renda e da contribuição social Imposto de renda e contribuição social (Nota 22) Do exercício (98.261) (93.317) (11.711) 4.968 Diferidos Lucro líquido do exercício 251.667 230.043 Quantidade média ponderada de ações ordinárias 51.927.546 51.927.546 em circulação (em milhares) Lucro básico e diluído por lote de mil ações atribuível aos acionistas da Companhia durante o exercício 4,84 4,43 (expresso em R$ por ação) As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras. DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO ABRANGENTE EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO Em milhares de reais 2011 2010 251.667 230.043 Lucro líquido do exercício Outros componentes do resultado abrangente (20.321) (14.321) Perda atuarial de fundo de pensão (Nota 24) Outros componentes do resultado abrangente do (20.321) (14.321) exercício 231.346 215.722 Total do resultado abrangente do exercício Os itens na demonstração de resultado abrangente são apresentados líquidos de impostos. Os efeitos fiscais de cada componente do resultado abrangente estão apresentados na Nota 23.2. As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras. DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO Em milhares de reais Fluxo de caixa das atividades operacionais Lucro líquido antes do imposto de renda e da contribuição social Ajustes Amortizações do intangível e diferido Resultado na baixa do intangível Juros, variações monetárias e cambiais sobre empréstimos, contingências e provisão para créditos de liquidação duvidosa Variações nos ativos e passivos Contas a receber de clientes Tributos a recuperar e diferidos Estoques Créditos restituíveis Outros ativos Fornecedores Obrigações trabalhistas Tributos a recolher Partes relacionadas Obrigações com fundo de pensão Outros passivos Caixa proveniente das operações Juros pagos Imposto de renda e contribuição social pagos IRRF sobre juros sobre capital próprio pagos Caixa líquido proveniente das atividades operacionais Fluxo de caixa das atividades de investimentos Aquisições do ativo intangível Recebimento de venda de ativo intangível Aplicações financeiras Caixa líquido aplicado nas atividades de investimentos Fluxo de caixa das atividades de financiamentos Amortização de empréstimo Ingressos de empréstimo Dividendos e juros sobre o capital próprio pagos Caixa líquido aplicado nas atividades de financiamentos Aumento líquido (redução) de caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício (Nota 7) Caixa e equivalentes de caixa no final do exercício (Nota 7) 2011 361.639 98.556 285 65.246 525.726 11.351 110.887 (292) (381) 11.465 (51.288) 1 (128.367) (90) 1.275 3.110 (42.329) 483.397 (74.420) (95.714) (5.336) (175.470) 307.927 (109.686) 226 2.060 (107.400) 2010 318.392 100.422 (8.410) 85.069 495.473 (121.139) 105.700 (16) 27.641 (16.294) 55.741 607 (113.749) (1.428) 3.745 (4.277) (63.469) 432.004 (62.763) (121.342) (4.451) (188.556) 243.448 (71.564) 10.710 4.570 (56.284)

Em 1º de janeiro de 2010 Resultado abrangente do exercício Lucro líquido do exercício Perda atuarial de fundo de pensão, líquida dos impostos Transferência para ajuste de avaliação patrimonial Total do resultado abrangente do exercício Contribuições dos acionistas e distribuições para os acionistas Aumento de capital Dividendos e juros sobre o capital próprio Transferência entre reservas Total das contribuições dos acionistas e distribuições para os acionistas Em 31 de dezembro de 2010

Capital social 264.451 77.336 77.336 341.787 Capital social 341.787 11.830 11.830 353.617

Lucros acumulados 230.043 (14.321) 14.321 230.043 (29.648) (200.395) (230.043) Lucros acumulados 251.667 (20.321) 20.321 251.667 (59.771) (191.896) (251.667) -

Total 618.332 230.043 (14.321) 215.722 (83.491) (83.491) 750.563

Em 31 de dezembro de 2010 Resultado abrangente do exercício Lucro líquido do exercício Perda atuarial de fundo de pensão, líquida dos impostos Transferência para ajuste de avaliação patrimonial Total do resultado abrangente do exercício Contribuições dos acionistas e distribuições para os acionistas Aumento de capital Dividendos e juros sobre o capital próprio Transferência entre reservas Total das contribuições de acionistas e distribuições aos acionistas Em 31 de dezembro de 2011

(77.336) (53.843) 200.395 69.216 2.194 419.666 Reserva de capital - Reservas de lucros incentivos (Nota 23.2) fiscais 2.194 419.666 2.194 (11.830) (54.220) 191.896 125.846 545.512

Total 750.563 251.667 (20.321) 231.346 (113.991) (113.991) 867.918

As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras. NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma 1. Informações gerais A Companhia Distribuidora de Gás do Rio de Janeiro - CEG tem como objetivo, no âmbito de sua concessão, operar os serviços públicos de gás, de qualquer tipo e origem, no Estado do Rio de Janeiro e explorar, com exclusividade, a distribuição de gás canalizado, bem como todos os subprodutos resultantes, pelo período de trinta anos, contados a partir de 21 de julho de 1997 (data da privatização), prorrogáveis, a critério exclusivo do Estado do Rio de Janeiro, por igual período de tempo e por uma única vez. A área de concessão da CEG inclui a cidade do Rio de Janeiro e os seguintes municípios que integram a sua região metropolitana: Belford Roxo, Duque de Caxias, Guapimirim, Itaboraí, Itaguaí, Japeri, Magé, Mangaratiba, Maricá, Nilópolis, Niterói, Nova Iguaçu, Paracambi, Queimados, São Gonçalo, Tanguá, Seropédica e São João de Meriti. De acordo com o Edital de Venda PED/ERJ nº 02/1997 e com o contrato de concessão, a CEG deverá cumprir determinações requeridas pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro (Poder Concedente). O não cumprimento das referidas determinações sujeitará a Companhia a penalidades que vão desde à advertência até a extinção da concessão. As principais determinações são: • realizar, por sua conta e risco, as obras ou outras intervenções necessárias à prestação dos serviços concedidos, mantendo e repondo os bens e operando as instalações e equipamentos, de modo a assegurar a qualidade dos serviços; • manter as instalações e equipamentos existentes e futuros, promover o registro e inventário permanente dos bens vinculados à concessão, zelando pela integridade dos mesmos; • manter cobertura de seguros, por valores adequados de reposição, dos bens vinculados à concessão, contratando, pelo menos, os seguros de danos materiais e de responsabilidade civil por danos causados a terceiros; • captar, aplicar e gerir os recursos financeiros necessários à adequada prestação dos serviços; • indenizar os danos decorrentes da prestação dos serviços; • providenciar, desde que haja disponibilidade de gás natural e não havendo negativa dos consumidores, a total conversão do sistema de distribuição para a utilização de gás natural, no prazo máximo de noventa meses, contados da assinatura do contrato, sendo que 25% das unidades residenciais e comerciais deverão estar aptas a serem abastecidas com gás natural até o final do quadragésimo oitavo mês (concluído); • atingir as metas de qualidade e segurança, constantes do Anexo II ao Contrato de Concessão, nos prazos e condições fixados; • substituir as garantias de natureza real e/ou as fianças, prestadas pelo Governo do Estado ou qualquer outra pessoa jurídica de direito público, em operações financeiras realizadas pela Companhia (concluído); • manter em operação o Instituto de Seguridade Social da CEG - GASIUS; • dar cumprimento às resoluções da Presidência da Companhia, anteriores ao contrato de concessão, relacionadas com os planos de incentivo à aposentadoria de empregados; • manter, a todo e qualquer tempo, a sede da Companhia no Estado do Rio de Janeiro; e • cumprir integralmente o acordo coletivo de trabalho vigente, durante o prazo nele estipulado. A Companhia entende que as determinações estipuladas no contrato de concessão mencionadas acima têm sido cumpridas adequadamente. Na hipótese de extinção da concessão, a Companhia seria indenizada pelo valor residual dos bens integrantes da concessão (Notas 2.12 e 17). A Companhia é uma sociedade anônima sediada no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro, Estado do Rio de Janeiro, é parte do grupo GAS NATURAL FENOSA, e está registrada na Bolsa de Valores de São Paulo-BOVESPA. A emissão dessas demonstrações financeiras foi autorizada pela Administração da Companhia em 14 de março de 2012. 2. Resumo das principais políticas contábeis As principais políticas contábeis aplicadas na preparação destas demonstrações financeiras estão definidas abaixo. Essas políticas foram aplicadas de modo consistente nos exercícios apresentados, salvo disposição em contrário. Base de preparação As demonstrações financeiras foram preparadas considerando o custo histórico como base de valor e ativos e passivos financeiros (inclusive instrumentos derivativos) mensurados ao valor justo. As demonstrações financeiras foram elaboradas e estão sendo apresentadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, incluindo os pronunciamentos emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPCs). A preparação de demonstrações financeiras requer o uso de certas estimativas contábeis críticas e também o exercício de julgamento por parte da administração da Companhia no processo de aplicação das políticas contábeis. Aquelas áreas que requerem maior nível de julgamento e possuem maior complexidade, bem como as áreas nas quais premissas e estimativas são significativas para as demonstrações financeiras, estão divulgadas na Nota 3. (a) Mudanças nas políticas contábeis e divulgações Não há novos pronunciamentos ou interpretações de CPCs vigindo a partir de 2011 que poderiam ter impacto significativo nas demonstrações financeiras da Companhia. (c) (b) 2.4 2.2 Apresentação de informação por segmentos As informações por segmentos operacionais são apresentadas de modo consistente com o relatório interno fornecido para o principal tomador de decisões operacionais. O principal tomador de decisões operacionais e estratégicas, responsável pela alocação de recursos e pela avaliação de desempenho dos segmentos operacionais, é a Diretoria-Executiva. Ver detalhes na Nota 26. 2.3 Conversão de moeda estrangeira Os itens incluídos nas demonstrações financeiras são mensurados usando a moeda do principal ambiente econômico, no qual a empresa atua (“a moeda funcional”). As demonstrações financeiras da Companhia estão apresentadas em R$, que é a moeda funcional e, também, a moeda de apresentação da Companhia. As operações com moedas estrangeiras são convertidas para a moeda funcional utilizando as taxas de câmbio vigentes nas datas das transações ou da avaliação, na qual os itens são remensurados. Os ganhos e as perdas cambiais resultantes da liquidação dessas transações e da conversão pelas taxas de câmbio do final do exercício, referentes a ativos e passivos monetários em moedas estrangeiras, são reconhecidos na demonstração do resultado, exceto quando diferidos no patrimônio como operações de hedge de fluxo de caixa qualificadas. Os ganhos e as perdas cambiais relacionados com empréstimos, caixa e equivalentes de caixa são apresentados na demonstração do resultado como receita ou despesa financeira. Todos os outros ganhos e perdas cambiais são apresentados na demonstração do resultado como “Outras receitas (despesas) operacionais, líquidas”. Caixa e equivalentes de caixa Compreendem dinheiro em caixa, depósitos bancários e outros investimentos de curto prazo de alta liquidez, que são prontamente conversíveis em um montante conhecido de caixa e que estão sujeitos a um risco insignificante de mudança de valor (Nota 7). Ativos financeiros A Companhia classifica seus ativos financeiros sob as seguintes categorias: mensurados ao valor justo por meio do resultado, empréstimos e recebíveis e mantidos até o vencimento. A classificação depende da finalidade para a qual os ativos financeiros foram adquiridos. A administração determina a classificação de seus ativos financeiros no reconhecimento inicial. (a) Ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado Os ativos financeiros ao valor justo por meio do resultado são ativos financeiros mantidos para negociação. Um ativo financeiro é classificado nessa categoria se foi adquirido, principalmente, para fins de venda no curto prazo. Derivativos também são categorizados como mantidos para negociação, a menos que tenham sido designados como instrumentos de hedge. Os ativos dessa categoria são classificados como ativos circulantes, exceto os instrumentos derivativos associados à operação de empréstimos de longo prazo, os quais são classificados como ativo não circulante. Empréstimos e recebíveis Os empréstimos e recebíveis são ativos financeiros não derivativos com pagamentos fixos ou determináveis, que não são cotados em um mercado ativo. São apresentados como ativo circulante, exceto aqueles com prazo de vencimento superior a 12 meses após a data do balanço (estes são classificados como ativos não circulantes). Os empréstimos e recebíveis da Companhia compreendem os empréstimos a partes relacionadas, contas a receber de clientes, demais contas a receber e caixa e equivalentes de caixa. Investimentos mantidos até o vencimento São, basicamente, os ativos financeiros que não podem ser classificados como empréstimos e recebíveis, por serem cotados em um mercado ativo. Nesse caso, esses ativos financeiros são adquiridos com a intenção e capacidade financeira para sua manutenção em carteira até o vencimento. 2.5.2 Reconhecimento e mensuração As compras e as vendas de ativos financeiros são normalmente reconhecidas na data de negociação. Os investimentos são, inicialmente, reconhecidos pelo valor justo, acrescidos dos custos da transação para todos os ativos financeiros não classificados como ao valor justo por meio do resultado. Os ativos financeiros ao valor justo por meio de resultado são, inicialmente, reconhecidos pelo valor justo, e os custos da transação são debitados à demonstração do resultado. Os ativos financeiros são baixados quando os direitos de receber fluxos de caixa tenham vencido ou tenham sido transferidos; neste último caso, desde que a Companhia tenha transferido, significativamente, todos os riscos e os benefícios da propriedade. Os ativos financeiros disponíveis para venda e os ativos financeiros mensurados ao valor justo através do resultado são, subsequentemente, contabilizados pelo valor justo. Os empréstimos e recebíveis e os títulos mantidos até o vencimento são contabilizados pelo custo amortizado, usando o método da taxa efetiva de juros. Os ganhos ou as perdas decorrentes de variações no valor justo de ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado são apresentados na demonstração do resultado em “Resultado financeiro” no período em que ocorrem. A Companhia avalia, na data do balanço, se há evidência objetiva de perda (impairment) em um ativo financeiro ou um grupo de ativos financeiros. 2.5.3 Compensação de instrumentos financeiros Ativos e passivos financeiros são compensados e o valor líquido é reportado no balanço patrimonial quando há um direito de compensar os valores reconhecidos e há uma intenção de liquidá-los numa base líquida, ou realizar o ativo e liquidar o passivo simultaneamente.

(358.703) (210.620) 190.032 172.000 (78.532) (103.236) (247.203) (141.856) 45.308 (46.476) 95.483 50.175 48.807 95.483

As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras. DEMONSTRAÇÕES DO VALOR ADICIONADO EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO Em milhares de reais Receitas Vendas de gás, serviços e contratos de construção Outras receitas operacionais Constituição de provisão para contas de cobrança duvidosa Insumos adquiridos de terceiros Custo de gás vendido e dos serviços prestados Materiais, energia, serviços de terceiros e outros operacionais e respectivos impostos indiretos Valor adicionado bruto Retenções Amortização Valor adicionado líquido produzido pela entidade Valor adicionado recebido em transferência Receitas financeiras Valor adicionado total a distribuir Distribuição do valor adicionado Remuneração direta Benefícios Honorários da diretoria Impostos, taxas e contribuições Federais Estaduais Municipais Remuneração de capitais de terceiros Juros Aluguéis Remuneração de capitais próprios Juros sobre capital próprio Dividendos propostos Lucros retidos 2011 2010

2.5

2.5.1 Classificação

2.818.708 2.733.706 11.078 23.280 (11.688) (7.086) 2.818.098 2.749.900 (1.523.682) (1.589.011) (467.672) (102.213) (1.991.354) (1.691.224) 826.744 1.058.676 (98.556) 728.188 32.904 761.092 46.110 13.748 4.183 64.041 223.034 110.236 1.595 334.865 108.376 2.143 110.519 (100.422) 958.254 19.580 977.834 41.582 15.094 3.635 60.311 313.312 265.263 1.582 580.157 105.532 1.791 107.323 29.648 54.220 146.175 230.043 977.834

42.566 196.518 12.583 251.667 761.092 Valor adicionado distribuído As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras.

2.6

2.1

(i) (ii) (iii) (iv)

Impairment de ativos financeiros mensurados ao custo amortizado A Companhia avalia, na data de cada balanço, se há evidência objetiva de que o ativo financeiro ou o grupo de ativos financeiros está deteriorado. Um ativo ou grupo de ativos financeiros está deteriorado e os prejuízos de impairment são incorridos somente se há evidência objetiva de impairment como resultado de um ou mais eventos ocorridos após o reconhecimento inicial dos ativos (um “evento de perda”) e aquele evento (ou eventos) de perda tem um impacto nos fluxos de caixa futuros estimados do ativo financeiro ou grupo de ativos financeiros que pode ser estimado de maneira confiável. Os critérios que a Companhia usa para determinar se há evidência objetiva de uma perda por impairment incluem: dificuldade financeira relevante do emissor ou devedor (mais de 6 meses de atraso); uma quebra de contrato, como inadimplência ou mora no pagamento dos juros ou principal; o desaparecimento de um mercado ativo para aquele ativo financeiro devido às dificuldades financeiras; ou dados observáveis indicando que há uma redução mensurável nos futuros fluxos de caixa estimados a partir de uma carteira de ativos financeiros desde o reconhecimento inicial daqueles ativos, embora a diminuição não possa ainda ser identificada com os ativos financeiros individuais na carteira, incluindo condições econômicas nacionais ou locais que se correlacionam com as inadimplências sobre os ativos na carteira.

4
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Quarta-feira, 28 de março de 2012

A Companhia avalia, em primeiro lugar, se existe evidência objetiva de impairment. O montante de perda por impairment é mensurado como a diferença entre o valor contábil dos ativos e o valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados (excluindo os prejuízos de crédito futuro que não foram incorridos) descontados à taxa de juros em vigor original dos ativos financeiros. O valor contábil do ativo é reduzido e o valor do prejuízo é reconhecido na demonstração do resultado. Se um empréstimo ou investimento mantido até o vencimento tiver uma taxa de juros variável, a taxa de desconto para medir uma perda por impairment é a atual taxa efetiva de juros determinada de acordo com o contrato. Como um expediente prático, a Companhia pode mensurar o impairment com base no valor justo de um instrumento utilizando um preço de mercado observável. Se, num período subsequente, o valor da perda por impairment diminuir e a diminuição puder ser relacionada objetivamente com um evento que ocorreu após o impairment ser reconhecido (como uma melhoria na classificação de crédito do devedor), a reversão da perda por impairment reconhecida anteriormente será reconhecida na demonstração do resultado. 2.7 Instrumentos derivativos e atividades de hedge Os derivativos financeiros contratados pela Companhia são reconhecidos pelo valor justo na data em que um contrato de derivativos é celebrado e são, subsequentemente, remensurados ao seu valor justo, com as variações do valor justo lançadas contra o resultado. Em 31 de dezembro de 2011 e de 2010 a Companhia não possuía operações em aberto classificadas como “hedge”. A política adotada para a contratação das operações de derivativos está descrita na Nota 4. O valor justo dos instrumentos derivativos está divulgado nas Notas 4.3 e 18. 2.8 Contas a receber de clientes e provisão para créditos de liquidação duvidosa As contas a receber de clientes correspondem aos valores a receber pela venda de mercadorias ou prestação de serviços no curso normal das atividades da Companhia. Se o prazo de recebimento for equivalente a um ano ou menos, as contas a receber são classificadas no ativo circulante. Caso contrário, são apresentadas no não circulante. As contas a receber de clientes são, inicialmente, reconhecidas pelo valor justo e, subsequentemente, mensuradas pelo custo amortizado com o uso do método da taxa efetiva de juros menos a provisão para créditos de liquidação duvidosa (“PDD” ou “impairment”), considerando os critérios descritos na Nota 2.6. A provisão para créditos de liquidação duvidosa é estabelecida quando existe uma evidência objetiva de que a Companhia não será capaz de cobrar todos os valores devidos de acordo com os prazos originais das contas a receber. O valor da provisão é a diferença entre o valor contábil e o valor recuperável. 2.9 Estoques Referem-se, principalmente, a itens de almoxarifado e estão apresentados pelo menor valor entre o custo de aquisição e o valor líquido realizável. 2.10 Imposto de renda e contribuição social correntes e diferidos As despesas de imposto de renda e contribuição social do período compreendem os impostos corrente e diferido. Os impostos sobre a renda são reconhecidos na demonstração do resultado, exceto na proporção em que estiverem relacionados com itens reconhecidos diretamente no patrimônio líquido ou no resultado abrangente. Nesse caso, o imposto também é reconhecido no patrimônio líquido ou no resultado abrangente. O encargo de imposto de renda e contribuição social corrente e diferido, é calculado com base nas leis tributárias promulgadas, ou substancialmente promulgadas, na data do balanço. A administração avalia, periodicamente, as posições assumidas pela Companhia nas apurações de impostos de renda com relação às situações em que a regulamentação fiscal aplicável dá margem a interpretações. Estabelece provisões, quando apropriado, com base nos valores estimados de pagamento às autoridades fiscais. O imposto de renda e a Contribuição social diferidos são reconhecidos usando-se o método do passivo sobre as diferenças temporárias decorrentes de diferenças entre as bases fiscais dos ativos e passivos e seus valores contábeis nas demonstrações financeiras. Entretanto, o imposto de renda e a contribuição social diferidos não são contabilizados se resultar do reconhecimento inicial de um ativo ou passivo em uma operação que não seja uma combinação de negócios, a qual, na época da transação, não afeta o resultado contábil, nem o lucro tributável (prejuízo fiscal). O imposto de renda e a contribuição social diferidos ativos são reconhecidos somente na proporção da probabilidade de que lucro tributável futuro esteja disponível e contra o qual as diferenças temporárias possam ser usadas. Os impostos diferidos ativos e passivos são apresentados pelo líquido no balanço quando há um direito legal e a intenção de compensá-los quando da apuração dos tributos correntes e quando os impostos de renda diferidos ativos e passivos se relacionam com os impostos de renda incidentes pela mesma autoridade tributável sobre a entidade tributária ou diferentes entidades tributáveis onde há intenção de liquidar os saldos numa base líquida. 2.11 Depósitos judiciais Existem situações em que a Companhia questiona a legitimidade de determinados passivos ou ações movidas contra si. Por conta desses questionamentos, por ordem judicial ou por estratégia da própria administração, os valores em questão podem ser depositados em juízo, sem que haja a caracterização da liquidação do passivo. Estes depósitos são atualizados monetariamente (vide Nota 15). 2.12 Ativos intangíveis (i) Contrato de concessão Como resultado da adoção da interpretação do ICPC 01, a Companhia classifica como intangível os custos dos ativos construídos ou adquiridos para fins de prestação de serviços de concessão, líquidos de amortização, o qual representa o direito de cobrar dos usuários pelo serviço de gás durante o período de vigência do contrato de concessão. A amortização é calculada com base na vida-útil estimada para os ativos compreendidos e integrantes da base de cálculo da tarifa de prestação de serviços, e reflete o padrão em que se espera que os benefícios econômicos futuros do ativo sejam consumidos pela Companhia. Adicionalmente, a Companhia revisa anualmente a vida útil de seus ativos (Nota 17). O serviço de construção da infraestrutura necessária para a distribuição de gás, conforme a referida norma, é considerado um serviço prestado ao Poder Concedente e a correspondente receita é reconhecida ao resultado por valor igual ao custo. A Companhia não reconhece margem na construção de infraestrutura, pois essa margem está, em sua grande maioria, vinculada aos serviços contratados de terceiros por valores que refletem o valor justo. Ao fim da concessão, os ativos vinculados à prestação de serviço de distribuição de gás serão revertidos ao Poder Concedente, tendo a Companhia direito à indenização a ser determinada com base no levantamento dos valores contábeis a serem apurados nessa época. (ii) Softwares As licenças de software adquiridas são capitalizadas com base nos custos incorridos para adquirir os softwares e fazer com que eles estejam prontos para ser utilizados. Esses custos são amortizados durante sua vida útil estimável de três a cinco anos. Os custos associados à manutenção de softwares são reconhecidos como despesa, conforme incorridos. Os custos de desenvolvimento que são diretamente atribuíveis ao projeto e aos testes de produtos de software identificáveis e exclusivos, controlados pelo Grupo, são reconhecidos como ativos intangíveis quando os seguintes critérios são atendidos: É tecnicamente viável concluir o software para que ele esteja disponível para uso. A administração pretende concluir o software e usá-lo ou vendê-lo. O software pode ser vendido ou usado. Pode-se demonstrar que é provável que o software gerará benefícios econômicos futuros. Estão disponíveis adequados recursos técnicos, financeiros e outros recursos para concluir o desenvolvimento e para usar ou vender o software. O gasto atribuível ao software durante seu desenvolvimento pode ser mensurado com segurança. Os custos diretamente atribuíveis, que são capitalizados como parte do produto de software, incluem os custos com empregados alocados no desenvolvimento de softwares e uma parcela adequada das despesas indiretas aplicáveis. Os custos também incluem os custos de financiamento incorridos durante o período de desenvolvimento do software. Outros gastos de desenvolvimento que não atendam a esses critérios são reconhecidos como despesa, conforme incorridos. Os custos de desenvolvimento previamente reconhecidos como despesa não são reconhecidos como ativo em período subsequente. Os custos de desenvolvimento de softwares reconhecidos como ativos são amortizados durante sua vida útil estimada, não superior a três anos. (iii) Servidão de passagem As servidões de passagem são registradas como ativo intangível e amortizadas pela expectativa de vida útil, limitada ao prazo de concessão (Nota 17). 2.13 Diferido Refere-se a gastos incorridos no projeto de conversão de gás manufaturado para gás natural e para captação de novos clientes até 31 de dezembro de 2008. É amortizado pelo prazo de 10 anos a partir da data da conclusão dos trabalhos em cada área geográfica, quando os benefícios começaram a ser gerados (Nota 18). Conforme Lei nº 11.941/09 e o Pronunciamento Técnico CPC 13 - Adoção Inicial da Lei nº 11.638/07 e da Medida Provisória nº 449/08, convertida na Lei nº 11.941/09, estes gastos permaneceram registrados no ativo diferido até sua amortização total. A partir de 2009, os gastos dessa natureza passaram a ser reconhecidos no resultado do exercício. 2.14 Impairment de ativos não financeiros Os ativos que têm uma vida útil indefinida, não estão sujeitos à amortização, são testados anualmente para identificar eventual necessidade de redução ao valor recuperável (impairment). Os ativos que estão sujeitos à amortização são revisados para a verificação de impairment sempre que eventos ou mudanças nas circunstâncias indicarem que o valor contábil pode não ser recuperável. Uma perda por impairment é reconhecida pelo valor ao qual o valor contábil do ativo excede seu valor recuperável, o qual representa o maior valor entre o valor justo de um ativo menos os custos de venda e o seu valor em uso. Para fins de avaliação do impairment, os ativos são agrupados nos níveis mais baixos (d) (a)

para os quais existam fluxos de caixa identificáveis separadamente (Unidades Geradoras de Caixa (UGC)). Os ativos não financeiros, exceto o ágio, que tenham sido ajustado por impairment, são revisados subsequentemente para a análise de uma possível reversão do impairment na data de apresentação do balanço. Fruto dessa avaliação, não foi identificada qualquer perda a ser reconhecida até 31 de dezembro de 2011. 2.15 Contas a pagar aos fornecedores As contas a pagar aos fornecedores são obrigações a pagar por bens ou serviços que foram adquiridos de fornecedores no curso normal dos negócios, sendo classificadas como passivos circulantes se o pagamento for devido no período de até um ano (ou no ciclo operacional normal dos negócios, ainda que mais longo). Caso contrário, as contas a pagar são apresentadas como passivo não circulante. Elas são, inicialmente, reconhecidas pelo valor justo e, subsequentemente, mensuradas pelo custo amortizado com o uso do método de taxa efetiva de juros. Na prática, são normalmente reconhecidas ao valor da fatura correspondente. 2.16 Provisões As provisões para ações judiciais (trabalhista, cível e tributária) são reconhecidas quando: a Companhia tem uma obrigação presente ou não formalizada (constructive obligation) como resultado de eventos já incorridos; é provável que uma saída de recursos seja necessária para liquidar a obrigação; e o valor puder ser estimado com segurança. As provisões não incluem às perdas operacionais futuras. Quando houver uma série de obrigações similares, a probabilidade de liquidálas é determinada, levando-se em consideração a classe de obrigações como um todo. Uma provisão é reconhecida mesmo que a probabilidade de liquidação relacionada com qualquer item individual incluído na mesma classe de obrigações seja pequena. As provisões são mensuradas pelo valor presente dos gastos que devem ser necessários para liquidar a obrigação, usando uma taxa antes de impostos, a qual reflita as avaliações atuais de mercado do valor temporal do dinheiro e dos riscos específicos da obrigação. O aumento da obrigação em decorrência da passagem do tempo é reconhecido como despesa financeira. 2.17 Empréstimos e financiamentos Os empréstimos são reconhecidos, inicialmente, pelo valor justo, líquido dos custos incorridos na transação e são, subsequentemente, demonstrados pelo custo amortizado. Qualquer diferença entre os valores captados (líquidos dos custos da transação) e o valor de liquidação é reconhecida na demonstração do resultado durante o período em que os empréstimos estejam em aberto, utilizando o método da taxa efetiva de juros. Os empréstimos são classificados como passivo circulante, a menos que a Companhia tenha um direito incondicional de diferir a liquidação do passivo por, pelo menos, 12 meses após a data do balanço. 2.18 Benefícios a funcionários Obrigações de aposentadoria O passivo relacionado aos planos de benefício definido é o valor presente da obrigação de benefício definida na data do balanço menos o valor justo dos ativos do plano, ajustados pelo custo de serviços passados não reconhecidos. A obrigação de benefício definido é calculada anualmente por atuários independentes usando-se o método de unidade de crédito projetada. O valor presente da obrigação de benefício definido é determinado mediante o desconto das saídas futuras estimadas de caixa, usando taxas de juros condizentes com os rendimentos de mercado, as quais são denominadas na moeda em que os benefícios serão pagos e que tenham prazos de vencimento próximos daqueles da respectiva obrigação do plano de pensão. O custo do serviço passado é o aumento no valor presente da obrigação de benefício quando da introdução ou mudança no plano de benefício pós-emprego, resultante de serviços prestados pelos empregados participantes em períodos passados. Ganhos e perdas atuariais compreendem (i) os ajustes de experiência, ou seja, os efeitos de diferenças entre as premissas atuariais adotadas e as efetivamente ocorridas; (ii) os efeitos de alterações de premissas atuariais. A Companhia adotou o método de reconhecimento imediato dos ganhos e perdas atuariais que está de acordo com as disposições contidas no Pronunciamento Técnico CPC 33, aprovado pela Deliberação CVM nº 600/09, que trata de benefícios a empregados. Os ganhos e as perdas atuariais são reconhecidos no resultado abrangente, ficando a variação dentro do patrimônio, nunca transitando pelo resultado (outros resultados abrangentes não reclassificáveis). Este método suaviza as flutuações no resultado, tendo o efeito diluído no patrimônio e, em adição, mantém o passivo por um valor adequado. Em atendimento à Deliberação CVM nº 600 de 07 de outubro de 2009, a Companhia, com base em estudo atuarial, apurou os passivos oriundos dos benefícios futuros a que os funcionários têm direito (Nota 24). (b) Outras obrigações pós-aposentadoria A Companhia oferece a seus funcionários benefícios de plano de assistência médica pós-aposentadoria. O direito a esses benefícios é concedido a um grupo fechado de aposentados e seus dependentes legais que, em 17 de junho de 1998, faziam parte do plano de assistência médica da Companhia. Os custos esperados desses benefícios são acumulados pelo período do vínculo empregatício, usandose uma metodologia contábil semelhante à dos planos de pensão de benefício definido. Essas obrigações são avaliadas anualmente por atuários independentes e qualificados. (c) Participação nos lucros O reconhecimento dessa participação é usualmente efetuado quando do encerramento do exercício, momento em que o valor pode ser mensurado de maneira confiável pela Companhia. 2.19 Capital social As ações ordinárias são classificadas no patrimônio líquido. 2.20 Distribuição de dividendos e juros sobre capital próprio A distribuição de dividendos e juros sobre capital próprio para os acionistas da Companhia é reconhecida como um passivo nas demonstrações financeiras ao final do exercício, calculada com base no estatuto social da Companhia. Qualquer valor acima do mínimo obrigatório somente é provisionado na data em que são aprovados pelos acionistas, em Assembleia Geral. Para efeito de apresentação das demonstrações financeiras, os juros sobre o capital próprio são reclassificados para a conta de lucros acumulados. 2.21 Reconhecimento de receita A receita compreende o valor justo da contraprestação recebida ou a receber pela venda de gás e serviços. A Companhia reconhece a receita quando o valor da receita pode ser mensurado com segurança, é provável que benefícios econômicos futuros fluirão para a entidade e quando critérios específicos tiverem sido atendidos para cada uma de suas atividades, conforme descrição a seguir. A Companhia baseia suas estimativas em resultados históricos, levando em consideração o tipo de cliente, o tipo de transação e as especificações de cada venda. A receita é apresentada líquida dos impostos, das devoluções, dos abatimentos e dos descontos. (a) Venda de gás A receita pela venda de gás é reconhecida por medição equivalente ao volume de gás transferido para o cliente e através de estimativas para mensurar o gás entregue, mas ainda não considerado pelas medições anteriores ao fechamento do exercício. (b) Venda de mercadorias A Companhia vende determinados equipamentos destinados aos usuários residenciais de gás canalizados, como aquecedores e acessórios e classifica como “Outras receitas” na demonstração do resultado. Essas vendas são reconhecidas sempre que a Companhia efetua a entrega dos produtos para o cliente e não há nenhuma obrigação não satisfeita que possa afetar a aceitação dos produtos pelo cliente. A entrega não ocorre até que: (i) os produtos tenham sido enviados para o (retirados no) local especificado; (ii) os riscos de obsolescência e perda tenham sido transferidos para o cliente; (iii) o cliente tenha aceitado os produtos de acordo com o contrato de venda; e (iv) as disposições de aceitação tenham sido acordadas, ou a Companhia tenha evidências objetivas de que todos os critérios para aceitação foram atendidos. As vendas de equipamentos são, geralmente, realizadas em dinheiro ou por meio de cartão de crédito. (c) Venda de serviços O serviço de construção da infraestrutura necessária para a distribuição de gás a ser realizado é considerado um serviço prestado ao Poder Concedente e a correspondente receita é reconhecida ao resultado por valor igual ao custo, pelo fato da Companhia subcontratar essa construção e por não haver margem de lucro nesse serviço. Para mensuração e reconhecimento da receita e custo dos serviços de construção da infraestrutura de distribuição de gás, a Companhia considera o estágio de execução do serviço prestado. Receita financeira A receita financeira é reconhecida conforme o prazo decorrido, pelo regime de competência, usando o método da taxa efetiva de juros. Quando uma perda (impairment) é identificada em relação a um contas a receber, a Companhia reduz o valor contábil para seu valor recuperável, que corresponde ao fluxo de Valor de referência (nocional) 2011 Contratos de “swaps” - curto prazo Posição ativa Moeda estrangeira Posição passiva Variação do CDI Contratos de swap - longo prazo Posição ativa Moeda estrangeira Posição passiva Variação do CDI 5.379 5.268 5.733 5.391 10.895 11.429 5.683 5.380 2010 2011

caixa futuro estimado, descontado à taxa efetiva de juros original do instrumento. Subsequentemente, à medida que o tempo passa, os juros são incorporados às contas a receber, em contrapartida de receita financeira. Essa receita financeira é calculada pela mesma taxa efetiva de juros utilizada para apurar o valor recuperável, ou seja, a taxa original do contas a receber. (e) Cessão de crédito Consiste na compra dos direitos de recebimento pela venda de produtos ou serviços de clientes do Grupo Gas Natural Fenosa, a empresas do grupo, de modo que a Companhia se encarrega de cobrá-los nas contas de consumo de gás. O reconhecimento desta receita é feito no momento da emissão das contas de gás. 3. Estimativas e julgamentos contábeis críticos As estimativas e os julgamentos contábeis são continuamente avaliados e baseiam-se na experiência histórica e em outros fatores, incluindo expectativas de eventos futuros, consideradas razoáveis para as circunstâncias. 3.1 Estimativas e premissas contábeis críticas Com base em premissas, a Companhia faz estimativas com relação ao futuro. Por definição, as estimativas contábeis resultantes raramente serão iguais aos respectivos resultados reais. As estimativas e premissas que apresentam um risco significativo, com probabilidade de causar um ajuste relevante nos valores contábeis de ativos e passivos para o próximo exercício social, estão contempladas abaixo. (a) Reconhecimento da receita de venda de gás Para a mensuração da receita pela venda de gás é efetuada estimativa com base no consumo histórico e em projeções de consumo, para mensurar o gás entregue mas ainda não considerado pelas medições anteriores ao fechamento do período. Conforme apresentado na Nota 9, a receita estimada nessas condições em 31 de dezembro de 2011 foi de R$ 79.257 (R$ 115.203 em 31 de dezembro de 2010). (b) Valor justo de derivativos e outros instrumentos financeiros O valor justo de instrumentos financeiros que não são negociados em mercados ativos é determinado mediante o uso de técnicas de avaliação. A Companhia usa seu julgamento para escolher esses métodos e definir premissas que se baseiam principalmente nas condições de mercado existentes na data do balanço. (c) Imposto de renda e contribuição social diferidos sobre prejuízos fiscais Esses impostos diferidos ativos são reconhecidos na extensão em que seja provável que o lucro futuro tributável esteja disponível para serem utilizados na compensação das diferenças temporárias e/ou prejuízos fiscais, com base em projeções de resultados futuros elaboradas e fundamentadas em premissas internas e em cenários econômicos futuros que podem, portanto, sofrer alterações. (d) Provisão para créditos de liquidação duvidosa A provisão para créditos de liquidação duvidosa é constituída com base no julgamento da Companhia sobre sua capacidade de cobrar todos os valores devidos considerando os prazos originais das contas a receber. Caso todas as contas a receber vencidas e não impaired fossem consideradas não recuperáveis, a Companhia sofreria uma perda em 31 de dezembro de 2011 de R$ 24.468 (R$ 56.156 em 31 de dezembro de 2010). (e) Vida útil do ativo intangível A vida útil dos ativos classificados no ativo intangível reflete o período em que se espera que os benefícios econômicos futuros serão consumidos pela Companhia. Anualmente a Companhia revisa a vida útil desses ativos. (f) Provisão para contingência A administração da Companhia, com base na opinião de seus consultores jurídicos, estabelece o valor da provisão para contingências, a qual reflete os montantes das prováveis saídas de recursos para liquidação das obrigações decorrentes de ações judiciais de natureza cíveis, trabalhistas e tributárias. (g) Benefícios de planos de pensão O valor atual de obrigações de planos de pensão depende de uma série de fatores que são determinados com base em cálculos atuariais, que utilizam uma série de premissas. Entre as premissas usadas na determinação do custo (receita) líquido para os planos de pensão, está a taxa de desconto. Quaisquer mudanças nessas premissas afetarão o valor contábil das obrigações dos planos de pensão. A Companhia determina a taxa de desconto apropriada ao final de cada exercício. Essa é a taxa de juros que deveria ser usada para determinar o valor presente de futuras saídas de caixa estimadas, que devem ser necessárias para liquidar as obrigações de planos de pensão. Ao determinar a taxa de desconto apropriada, o Grupo considera as taxas de juros de títulos privados de alta qualidade, sendo estes mantidos na moeda em que os benefícios serão pagos e que têm prazos de vencimento próximos dos prazos das respectivas obrigações de planos de pensão. Outras premissas importantes para as obrigações de planos de pensão se baseiam, em parte, em condições atuais do mercado. Informações adicionais estão divulgadas na Nota 24. 4. 4.1 Gestão de risco financeiro Fatores de risco financeiro As atividades da Companhia a expõem a riscos financeiros: risco de mercado (incluindo risco de taxa de juros de valor justo, risco de taxa de juros de fluxo de caixa e risco de preço), risco de crédito e risco de liquidez. O programa de gestão de risco da Companhia se concentra na imprevisibilidade dos mercados financeiros e busca minimizar potenciais efeitos adversos no desempenho financeiro da Companhia. A Companhia usa instrumentos financeiros derivativos para proteger certas exposições ao risco. A gestão de risco é realizada pela tesouraria da Companhia, segundo as políticas aprovadas pelo Conselho de Administração. A Diretoria Financeira da Companhia identifica, avalia e aplica política de proteção contra eventuais riscos financeiros. O Conselho de Administração estabelece princípios, para a gestão de risco, bem como para áreas específicas, como risco cambial, risco de taxa de juros, risco de crédito, uso de instrumentos financeiros derivativos e não derivativos e investimento de excedentes de caixa. A Companhia não está exposta ao risco de volatilidade no preço do gás distribuído, uma vez que as tarifas aplicadas são autorizadas pelo Poder concedente e levam em consideração o aumento dos custos do gás distribuído. Além disso, embora o custo do gás adquirido para distribuição esteja atrelado ao dólar estadunidense, oscilações averiguadas na margem de contribuição estipulada são revisadas e aplicadas a cada revisão tarifária efetuada. Para gerenciamento de risco de variação cambial, a Companhia tem como estratégia a obrigatoriedade de que 100% dos empréstimos e financiamentos indexados a uma moeda estrangeira possuam também, um instrumento financeiro de troca de moeda (swap de dólar para CDI). Com a adoção dessa prática, a Companhia pôde contratar empréstimos em moeda estrangeira sem o ônus da variação cambial. A Companhia tem os juros de seus empréstimos indexados ao CDI e TJLP. O risco associado é oriundo da possibilidade de ocorrer perdas resultantes de flutuações nas taxas de juros que podem aumentar as despesas financeiras relativas aos empréstimos e financiamentos contratados. A Companhia monitora continuamente as flutuações das taxas de juros de mercado com o objetivo de avaliar a eventual necessidade de contratação de operações de derivativos para proteger, parte ou total de seus empréstimos, contra o risco de volatilidade dessas taxas. Em 31 de dezembro de 2011, não existia nenhum derivativo contratado com a finalidade de proteção à exposição dessas taxas de juros. (a) (i) Risco de mercado Risco cambial O risco cambial decorre de operações de empréstimos indexadas à moeda estrangeira, notadamente operações em relação ao dólar dos Estados Unidos. A política adotada está descrita no item 4.1 acima e na Nota 20. Risco com taxa de juros O risco associado é oriundo da possibilidade de a Companhia incorrer em perdas resultantes de flutuações nas taxas de juros que aumentam as despesas financeiras relativas a empréstimos e financiamentos captados no mercado. A Companhia monitora continuamente as taxas de juros de mercado com o objetivo de avaliar a eventual necessidade de contração de operações para proteger-se contra o risco de volatilidade dessas taxas. (iii) Derivativos (Deliberação CVM nº550) Os instrumentos derivativos contratados pela Companhia têm o propósito de proteger suas operações de empréstimos e financiamento contra os riscos de flutuação nas taxas de câmbio, e não são utilizados para fins especulativos. As perdas e os ganhos com as operações de derivativos de “swap” são reconhecidos mensalmente no resultado, considerando-se o valor justo (mercado) desses instrumentos. Metodologia de cálculo do valor justo dos derivativos Swaps - são avaliados pelo valor presente, à taxa de mercado na data-base, do fluxo futuro apurado pela aplicação das taxas contratuais até o vencimento. Em conformidade com a deliberação CVM nº 550, os derivativos da Companhia podem ser assim demonstrados: Ganhos (perdas) realizados 2011 2010

(ii)

Valor justo 2010

Valores a receber 2011 2010

Valores a pagar 2011 2010

10.899 11.855

343

2

40

958

-

(210)

5.170 4.814

-

467

-

149

-

-

Quarta-feira, 28 de março de 2012

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Análise de sensibilidade Apresentamos, a seguir, quadro demonstrativo de análise de sensibilidade dos instrumentos financeiros derivativos, que descreve os riscos que podem gerar prejuízos materiais para a Companhia, com cenário mais provável (considerando a manutenção dos mesmos níveis de câmbio e de CDI de 31 de dezembro de 2011), segundo avaliação efetuada pela administração para os próximos três meses, quando deverão ser divulgada as próximas informações financeiras contendo tal análise. Adicionalmente, dois outros cenários são demonstrados, nos termos determinados pela CVM, por meio da Instrução nº 475/08, a fim de apresentar 25% e 50% de deterioração na variável de risco considerada, respectivamente (cenários II e III). Os resultados demonstrados simulam efeitos no resultado do exercício para 12 meses. Risco Instrumento/operação Cenário I Cenário II Cenário III Cambial Instrumentos financeiros derivativos - "Swap" Despesa financeira (54) (68) (81) (993) (1.242) (1.490) Receita financeira (1.047) (1.310) (1.571) CDI Aplicações financeiras e empréstimos e financiamentos Despesa financeira (66.723) (83.404) (100.085) 4.020 5.026 6.031 Receita financeira (62.703) (78.378) (94.054) A análise de sensibilidade apresentada acima considera mudanças com relação a determinado risco, mantendo constantes todas as demais variáveis, associadas a outros riscos. Risco de crédito A política de vendas da Companhia considera o nível de risco de crédito a que está disposta a se sujeitar no curso de seus negócios. A concentração de risco de crédito com respeito às contas a receber é minimizada devido à grande base de clientes. Adicionalmente, em caso de inadimplência no pagamento de faturas, a distribuição do gás é paralisada nos prazos descritos na Nota 9. Uma provisão para contas de cobrança duvidosa é estabelecida em relação àquelas que a administração acredita que não serão recebidas integralmente. Risco de liquidez É o risco de a Companhia não dispor de recursos líquidos suficientes para honrar seus compromissos financeiros, em decorrência de descasamento de prazo ou de volume entre os recebimentos e pagamentos previstos. Para administrar a liquidez do caixa em moeda nacional e estrangeira, são estabelecidas premissas de desembolsos e recebimentos futuros, sendo monitoradas diariamente pela área de Tesouraria, conforme mencionado na Nota 4.3 (c). A tabela abaixo analisa os passivos financeiros não derivativos do Grupo e os passivos financeiros derivativos liquidados pelo Grupo, por faixas de vencimento, correspondentes ao período remanescente no balanço patrimonial até a data contratual do vencimento. Os passivos financeiros derivativos estão incluídos na análise se seus vencimentos contratuais quando forem essenciais para um entendimento dos fluxos de caixa. Os valores divulgados na tabela são os fluxos de caixa não descontados contratados. Menos Entre um Entre dois Acima de um e dois e cinco de cinco ano anos anos anos Em 31 de dezembro de 2011 Fornecedores 198.799 26.936 Empréstimos e financiamentos 225.594 191.890 147.059 27.821 8.731 11.389 Contas a pagar - assunção de dívida Contas a pagar - partes relacionadas 74 Em 31 de dezembro de 2010 Fornecedores 250.087 Empréstimos e financiamentos 352.885 157.277 324.538 3.782 8.022 9.582 9.709 Contas a pagar - assunção de dívida 25.441 43 Contas a pagar - partes relacionadas Observações: (i) Como os valores incluídos na tabela são os fluxos de caixa não descontados contratuais, esses valores não serão conciliados com os valores divulgados no balanço patrimonial para empréstimos, instrumentos financeiros derivativos, fornecedores e outras obrigações. (ii) As faixas de vencimento apresentadas não são determinadas pela norma, e sim, baseadas em uma opção da administração. (iii) A análise dos vencimentos aplica-se somente aos instrumentos financeiros e, portanto, não estão incluídas as obrigações decorrentes de legislação. Do montante de longo prazo demonstrado anteriormente, a Companhia não pretende realizar antecipações. Gestão de capital Os objetivos da Companhia ao administrar seu capital são os de salvaguardar a capacidade de continuidade da mesma para oferecer retorno aos acionistas e benefícios às outras partes interessadas, além de manter uma estrutura de capital ideal para reduzir esse custo. A Companhia monitora o capital com base no índice de alavancagem financeira. Esse índice corresponde à dívida líquida dividida pelo capital total. A dívida líquida, por sua vez, corresponde ao total de empréstimos (incluindo empréstimos de curto e longo prazos, conforme demonstrado no balanço patrimonial), subtraído do montante de caixa e equivalentes de caixa. O capital total é apurado através da soma do patrimônio líquido, conforme demonstrado no balanço patrimonial, com a dívida líquida. Os índices de alavancagem financeira em 31 de dezembro de 2011 e 2010 podem ser assim sumariados: 2011 2010 Total dos empréstimos e financiamentos (Nota 20) 496.055 672.647 (48.807) (95.483) Menos: caixa e equivalentes de caixa (Nota 7) Dívida líquida 447.248 577.164 867.918 750.563 Total do patrimônio líquido 1.315.166 1.327.727 Total do capital próprio e de terceiros Índice de alavancagem financeira - % 34 43 A redução no índice de alavancagem financeira em 2011 foi decorrente, principalmente, da geração de caixa da Companhia, o que permitiu liquidação de empréstimos e financiamentos com vencimento no ano de 2011. Para manter ou ajustar a estrutura do capital, a Companhia pode rever a política de pagamento de dividendos. Instrumentos financeiros Identificação e valorização dos instrumentos financeiros A Companhia opera com alguns instrumentos financeiros, com destaque para disponibilidades, incluindo aplicações financeiras, contas a receber de clientes, fornecedores e empréstimos e financiamentos. Adicionalmente, a Companhia opera com instrumentos financeiros derivativos, especialmente operações de swap. Considerando a natureza dos instrumentos, excluindo-se os instrumentos financeiros derivativos, o valor justo é basicamente determinado pela aplicação do método do fluxo de caixa descontado. Os valores registrados no ativo e no passivo circulante têm liquidez imediata ou vencimento, em sua maioria, em prazos inferiores a três meses. Considerando o prazo e as características desses instrumentos, que são sistematicamente renegociados, os valores contábeis aproximam-se dos valores justos. Política de gestão de riscos financeiros A Companhia possui e segue política de gerenciamento de risco, que orienta em relação a transações e requer a diversificação de transações e contrapartidas. Nos termos dessa política, a natureza e a posição geral dos riscos financeiros é regularmente monitorada e gerenciada a fim de avaliar os resultados e o impacto financeiro no fluxo de caixa. Também são revistos, periodicamente, os limites de crédito e a qualidade do hedge das contrapartes. A política de gerenciamento de risco da Companhia foi estabelecida pelo Conselho de Administração. Nos termos dessa política, os riscos de mercado são protegidos quando é considerado necessário suportar a estratégia corporativa ou quando é necessário manter o nível de flexibilidade financeira. O Conselho de Administração auxilia a Diretoria Financeira a examinar e revisar informações relacionadas com o gerenciamento de risco, incluindo políticas significativas, procedimentos e práticas aplicadas no gerenciamento de risco. Nas condições da política de gerenciamento de riscos, a Companhia administra alguns dos riscos por meio da utilização de instrumentos derivativos, que geralmente proíbem negociações especulativas e venda a descoberto. Endividamento financeiro O endividamento financeiro líquido compreende os ativos (disponibilidades e aplicações financeiras) e passivos financeiros (empréstimos) que podem ser assim apresentados: 2011 Dívida líquida Ativos (164.567) 97.543 (282.681) (447.248) 97.543 2010 Dívida líquida (219.667) (355.437) 575.104

5.

Instrumentos financeiros por categoria Ativos ao valor justo Empréstimos por meio do e recebíveis resultado 299.166 48.807 59.178 407.151 Passivo ao valor justo por meio do resultado 40 40

31 de dezembro de 2011 Ativos, conforme o balanço patrimonial Instrumentos financeiros derivativos Contas a receber de clientes Caixa e equivalentes de caixa Depósitos Judiciais

Total

343 343 - 299.166 - 48.807 - 59.178 343 49.150 Outros passivos financeiros

31 de dezembro de 2011 Passivo, conforme o balanço patrimonial Empréstimos Instrumentos financeiros derivativos Fornecedores e outras obrigações, excluindo obrigações legais

Total

496.055 496.055 40

2010, ocorreram aumentos do custo de aquisição do gás natural, impactando as tarifas nos referidos meses em 3,16%, 9,81%, 3,01% e 2,77%, respectivamente. Em janeiro de 2011, as tarifas foram atualizadas pela variação do índice de inflação de 10,27% ocorrida no período de 1º de dezembro de 2009 a 30 de novembro de 2010, além da aplicação do percentual de 3,79% sobre as margens praticadas em 31 de dezembro de 2010, visando à compensação tarifária autorizada no §1º do Art. 2º da Deliberação AGENERSA nº 427, de 27/08/09. Em fevereiro, ocorreu aumento do custo de aquisição do gás natural, resultante do custo de gás de longo prazo, impactando sobre as tarifas em 4,63%. A análise de vencimentos do contas a receber está apresentada abaixo: 2011 2010 A vencer Faturado 158.243 111.059 115.203 Não faturado 79.257 Vencidas Até três meses 21.837 50.442 7.483 De três a seis meses 5.714 32.346 28.099 Acima de seis meses 299.166 310.517 A totalidade dos créditos com clientes que possuem débitos vencidos há mais de seis meses é objeto de provisão para créditos de liquidação duvidosa. Após 30 dias de atraso no pagamento da fatura, os clientes residenciais e comerciais têm o fornecimento de gás paralisado. Para os clientes industriais, o fornecimento é suspenso em 10 dias. A movimentação na provisão para créditos de liquidação duvidosa segue demonstrada abaixo: 2011 2010 Em 1º de janeiro 28.099 23.740 Provisão para impairment de contas a receber 15.589 20.352 Recuperação de provisão para impairment de contas a receber (6.490) (15.993) 37.198 28.099 Em 31 de dezembro A exposição máxima ao risco de crédito na data da apresentação das demonstrações financeiras é o valor contábil das contas a receber demonstradas acima. A Companhia não ofereceu nenhum título como garantia. 10. Tributos a recuperar 2011 2010 6.119 4.766 24.413 27.629 2.310 1.720 17.242 16.733 395 423 49.126 52.624 (9.932) (7.225) Circulante 39.194 45.399 Não circulante - Realizável a longo prazo (a) Refere-se a antecipações mensais de contribuição social. (b) Refere-se a ICMS a recuperar decorrente de aquisições do ativo intangível, no montante de R$ 4.984 (R$ 9.414 em 31 de dezembro de 2010), sendo R$ 2.572 com expectativa de realização a curto prazo e R$ 2.412 com expectativa a longo prazo, além de R$ 19.810, classificados no longo prazo em 2011, (R$ 19.956 em 31 de dezembro de 2010) referentes, principalmente, a valores do imposto a recuperar por pagamento a maior em compras de gás provenientes do Espírito Santo e Mato Grosso, cuja contrapartida está registrada na conta de fornecedores (Nota 19). Sobre os impostos pagos a maior no Espírito Santo e Mato Grosso, a Companhia já abriu processo administrativo e aguarda a sua conclusão. Por representarem pagamentos realizados a maior, não há possibilidade de perda do ativo. (c) Refere-se, substancialmente, a créditos do processo do FINSOCIAL, transitado em julgado com expectativa de realização a longo prazo (Nota 25(a(ii))). Ativos fiscais diferidos O imposto de renda e a contribuição social diferidos ativos são calculados sobre as diferenças temporárias entre as bases de cálculo do imposto sobre ativos e passivos e os valores contábeis das demonstrações financeiras. As alíquotas desses impostos, definidas atualmente para determinação dos tributos diferidos, são de 25% para o imposto de renda e de 9% para a contribuição social. Impostos diferidos ativos são reconhecidos na extensão em que seja provável que o lucro futuro tributável esteja disponível para ser utilizado na compensação das diferenças temporárias, com base em projeções de resultados futuros elaboradas e fundamentadas em premissas internas e em cenários econômicos futuros que podem, portanto, sofrer alterações. Contribuição Social (a) ICMS a recuperar (b) Imposto de renda retido na fonte FINSOCIAL (c) Outros Composição Imposto de renda e contribuição social diferidos PIS e COFINS diferidos (*) 2011 2010 92.884 96.726 4.453 9.076 97.337 105.802 (*) Incidentes sobre a receita de retroatividade contabilizada em 2009 e revertida em 2010 (Nota 27.4). O imposto de renda e a contribuição social diferido ativo são calculados sobre os seguintes eventos: 2011 2010 26.993 Obrigações de fundo de pensão 36.559 Provisão para créditos de liquidação duvidosa 7.039 4.339 Provisão para contingências 19.555 22.755 30.417 Mudança de prática - novos CPC's (*) 13.974 Fornecimento Governo 8.399 7.986 7.358 4.236 Outras 92.884 96.726 Ativo não circulante (*) Os principais itens das mudanças de prática são: 2011 2010 29.728 Ativo regulatório (Nota 27.4) 37.345 Receita de ajuste a valor presente (739) (838) Fundo de pensão CVM 600 (13.959) (6.090) (1.056) Juros e variação monetária Gasius (CPC 33) 13.974 30.417 Movimentação A movimentação do imposto de renda e contribuição social diferidos é demonstrada como segue: Provisão para contingências 22.755 (3.200) 19.555 (i) Fornecimento governo 7.986 413 8.399 IR e CS diferidos ativos sobre Mudanças Outras Total de práticas provisões 30.417 4.236 96.726 (14.794) 15.623 3.122 7.358 (11.711) 7.869 92.884

(b)

31 de dezembro de 2010 Ativos, conforme o balanço patrimonial Instrumentos financeiros derivativos Contas a receber de clientes Caixa e equivalentes de caixa Depósitos Judiciais

198.799 198.799 694.854 694.894 Ativos ao valor justo Empréstimos por meio do e recebíveis Total resultado 310.517 95.483 47.885 453.885 Passivos ao valor justo por meio do resultado 1.107 1.107 469 469 - 310.517 - 95.483 - 47.885 469 454.356 Outros passivos financeiros

(c)

31 de dezembro de 2010 Passivo, conforme o balanço patrimonial Empréstimos Instrumentos financeiros derivativos Fornecedores e outras obrigações, excluindo obrigações legais 6.

Total

672.647 672.647 1.107 250.087 250.087 922.734 924.799

7.

Qualidade do crédito dos ativos financeiros A qualidade do crédito dos ativos financeiros que não estão vencidos ou impaired pode ser avaliada mediante referência às classificações externas de crédito (se houver) ou às informações históricas sobre os índices de inadimplência de contrapartes. A Companhia concentra 100% do volume de caixa e equivalente de caixa em bancos com rating AAA. Em relação às contas a receber, a Companhia possui uma carteira de 777.757 mil clientes dos segmentos residencial, comercial, industrial, veicular e termogeração, não havendo concentração significativa em nenhum de seus clientes, diluindo, assim, o risco de inadimplência. Caixa e equivalentes de caixa 2011 2010 18.419 Caixa e bancos 19.581 30.388 75.902 Aplicação de liquidez imediata - CDB 48.807 95.483 As aplicações em Certificados de Depósito Bancário - CDB têm liquidez imediata e estão valorizadas ao custo amortizado em 31 de dezembro de 2011 e 2010. A Companhia concentra suas operações financeiras em instituições da primeira linha. A exposição máxima ao risco de crédito na data da apresentação das demonstrações financeiras é o valor contábil de caixa e equivalente de caixa.

11.

8.

Títulos e valores mobiliários 2011 2010 Mantidas até o vencimento Certificados de Depósitos Bancários - CDBs mantidos 2.060 até o vencimento (Circulante) Essa aplicação está atrelada às operações de empréstimos e financiamentos e não atende aos critérios de caixa e equivalente de caixa. Com o fim das operações de empréstimos a ela atreladas, houve o resgate total da aplicação.

(a)

4.2

9.

Contas a receber de clientes Estão compostas por créditos decorrentes de fornecimento de gás (faturados e a faturar), prestação de serviços e vendas de equipamentos como demonstrado a seguir: 2011 2010 Faturado Consumidores 182.644 Do setor privado 206.570 7.766 7.963 Do setor público 214.336 190.607 Não faturado Consumidores Do setor privado 76.836 112.782 2.421 2.421 Do setor público 79.257 115.203 5.573 4.707 Vendas de equipamentos 299.166 310.517 Com o objetivo de cobrir o impacto da inflação, as tarifas foram atualizadas em janeiro de 2010, pela variação do índice de inflação de 1,59% ocorrida no período de 1º de dezembro de 2008 a 30 de novembro de 2009, além da aplicação do percentual de 2,00% sobre as margens vigentes em 31 de dezembro de 2009, visando à compensação tarifária autorizada no §1º do Art. 2º da Deliberação AGENERSA nº 427, de 27/08/09. Em fevereiro, maio, agosto e novembro de Obrigações de fundo de pensão 26.993 1.697 7.869 36.559

(b)

4.3 (a)

Em 31 de dezembro de 2010 Creditado (debitado) na demonstração do resultado Creditado (debitado) nos lucros abrangentes Em 31 de dezembro de 2011 (c)

Provisão para devedores duvidosos 4.339 2.700 7.039

(b)

(c)

12.

Circulante Não circulante

Ativos 48.807 48.807

Passivos 213.374 282.681 496.055

Passivos 317.210 355.437 672.647

A política da Companhia é financiar a maior parte de seus investimentos com linhas de crédito de longo prazo do BNDES. A Companhia contratou, junto ao BNDES, financiamento de R$ 239 milhões para realização dos investimentos do triênio de 2010 a 2012. A previsão de recebimento para esse financiamento vai até maio de 2013. O restante das necessidades de caixa é suprido e administrado com empréstimos e financiamentos de curto e longo prazo com entidades financeiras (Nota 20). A Companhia não tem encontrado dificuldades para refinanciar seus empréstimos e financiamentos, bem como para a captação de novos recursos junto às instituições bancárias. (d) Hierarquia do valor justo A Companhia aplica o CPC 40 para instrumentos financeiros mensurados no balanço patrimonial pelo valor justo, o que requer divulgação das mensurações do valor justo pelo nível da seguinte hierarquia de mensuração pelo valor justo: • Preços cotados (não ajustados) em mercados ativos para ativos e passivos idênticos (nível 1). • Informações, além dos preços cotados, incluídas no nível 1, que são adotadas pelo mercado para o ativo ou passivo, seja diretamente (ou seja, como preços) ou indiretamente (ou seja, derivados dos preços) (nível 2). • Inserções para os ativos ou passivos que não são baseadas nos dados adotados pelo mercado (ou seja, inserções não observáveis) (nível 3). As operações da Companhia que estão mensuradas ao valor justo referem-se aos instrumentos financeiros derivativos, os quais não são negociados em mercados ativos. O valor justo desses instrumentos é determinado mediante o uso de técnicas de avaliação (nível 2). Essas técnicas de avaliação maximizam o uso dos dados adotados pelo mercado onde está disponível e confiam o menos possível nas estimativas específicas da entidade (vide Nota 4.1(a)(iii)).

13.

Realização Os ativos fiscais diferidos referem-se a diferenças temporárias, sendo que os mesmos serão aproveitados à medida que as respectivas provisões que serviram de base para a constituição do imposto ativo sejam realizadas. A Companhia possui projeções de realizar os créditos até 2018, conforme demonstrado a seguir: 2012 22.354 2013 27.893 2014 13.850 13.850 2015 2016 13.850 2.770 2017 2.770 2018 97.337 Como a base tributável do imposto de renda e da contribuição social sobre o lucro líquido decorre não apenas do lucro que pode ser gerado, mas também da existência de receitas não tributáveis, despesas não dedutíveis, incentivos fiscais e outras variáveis, não existe uma correlação imediata entre o lucro líquido da Companhia e o resultado de imposto de renda e contribuição social. Portanto, a expectativa da utilização dos créditos fiscais não deve ser tomada como único indicativo de resultados futuros da Companhia. Contas com partes relacionadas Passivo Ativo Passivo não Recei- DesA receber/pagar circulante circulante circulante tas pesas 6 235 Gas Natural SDG, S.A. 18 11.128 1.061 CEG Rio S.A. - 10.036 Gás Natural São Paulo Sul S.A. 74 12 552 Gás Natural Serviços S.A. 55 56 200 4 13 101 Gás Natural do Brasil S.A. 1.429 74 10.819 11.229 Empréstimos e financiamentos Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social 44.394 166.411 - 17.311 - BNDES (Nota 20) Em 31 de dezembro de 2011 1.429 44.468 166.411 10.819 28.540 1.308 43.333 151.290 10.400 26.561 Em 31 de dezembro de 2010 Os saldos a receber e a pagar com partes relacionadas referem-se, substancialmente, a prestação de serviços de informática, aluguéis de hardware e ressarcimento de custos relacionados à cessão de mão-de-obra. Remuneração do pessoal-chave da administração O pessoal-chave da administração inclui os conselheiros e diretores e membros do comitê executivo. A remuneração paga ou a pagar por serviços de empregados está demonstrada a seguir: 2011 2010 Salários e encargos 3.164 2.336 Honorários de diretoria 4.183 3.635 Participação nos lucros 815 465 Planos de aposentadoria e pensão 65 64 346 245 Outros benefícios 8.573 6.745 Demais contas a receber 2011 2010 Adiantamentos a funcionários 754 822 Cartões corporativos 40 1.325 51.598 68.398 Outros devedores (i)(ii) 52.392 70.545 (21.672) (21.573) Circulante 30.720 48.972 Não circulante

14.

15.

16.

Refere-se, substancialmente, a contas a receber junto à CEDAE. Em 2010, a Companhia realizou um acordo com a referida empresa, no processo judicial, no qual questionava pagamentos indevidos no período compreendido entre o ano 1980 a 1999, visto que, neste período, apenas 1/5 da água consumida pela CEG era coletada pela CEDAE, sem que nenhuma parcela fosse efetivamente tratada. Com a realização do citado acordo, a CEG recuperou os gastos que eram discutidos na referida ação judicial, no valor de R$ 58 milhões. Assim sendo, a Companhia procedeu ao reconhecimento contábil do acordo em 30 de setembro de 2010, registrando a recuperação dos gastos em “Outras receitas (despesas) operacionais , líquidas”, tendo em 31 de dezembro de 2011, registrado no ativo o valor de R$ 20.775 (R$ 19.333 em 31 de dezembro de 2010) com expectativa de realização a curto prazo, e R$ 15.582 (R$ 33.833 em 31 de dezembro de 2010) com expectativa de realização a longo prazo. Esse recebível está sendo pago em parcelas mensais com vencimento em outubro de 2013, sendo que sobre o saldo devedor incide atualização anual pelo IGP-M. (ii) O saldo remanescente registrado no ativo não circulante refere-se a auto de infração recebido em 9 de abril de 2010 no montante de R$ 14,5 milhões pela ausência de recolhimento de ICMS. A Companhia detém todas as guias de recolhimento do referido imposto autenticadas pelo agente arrecadador e discute com o mesmo a procedência da reclamação das autoridades fiscais. Para evitar a situação de inadimplência junto à Receita Estadual, em abril de 2010, a Companhia pagou novamente os referidos débitos e aguarda o reembolso, pelo agente arrecadador, dos valores pagos. De acordo com os assessores jurídicos da Companhia, as chances de recuperar tais valores pagos em duplicidade é provável, visto que a Companhia detém as provas do recolhimento do referido débito fiscal. Provisão para perdas sobre bens e direitos 2011 2010 920 920 Aplicação em incentivos fiscais O incentivo fiscal é constituído basicamente por aplicações no FINAM - Fundo de Investimento da Amazônia. Depósitos judiciais 2011 2010 ICMS (a) 2.462 2.304 15.061 INSS (a) 14.029 Processo Administrativo - SRF (b) 5.441 5.045 CIDE (c) 7.551 6.807 7.860 5.183 Penhora Judicial 19.323 14.248 Trabalhistas 1.480 269 Outros 59.178 47.885 (a) Referem-se a depósitos para recursos de autos de infração de ICMS e INSS. A correspondente provisão não foi registrada, pois a administração e seus consultores jurídicos julgam que os autos são improcedentes. (b) Refere-se a depósito para obtenção, junto à Secretaria da Receita Federal, de Certidão Positiva com efeito de Negativa, tendo em vista se tratar de cobrança por suposta falta de recolhimento de PIS incluído da Declaração de Débitos e Créditos Federais - DCTF. A correspondente provisão não foi registrada, pois a administração e seus consultores jurídicos julgam que os autos são improcedentes. Foi feito um pedido de liminar em Mandato de Segurança para a suspensão da exigibilidade do tributo para obtenção da Certidão Fiscal. (c) Refere-se a Contribuição sobre Intervenção de Domínio Econômico - CIDE (Nota 25(a)). Outros realizáveis a longo prazo 2011 2010 Caução contratual 34 831 1.941 Despesas Antecipadas 831 1.975

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O GLOBO

Quarta-feira, 28 de março de 2012

17.

Intangível Em 1º de janeiro de 2010 Aquisição Baixa líquida Transferência para intangível em operação Amortização Em 31 de dezembro de 2010 Custo total Amortização acumulada Valor residual Em 1º de janeiro de 2011 Aquisição Baixa líquida Transferência para intangível em operação Amortização Em 31 de dezembro de 2011 Custo total Amortização acumulada Valor residual Taxas anuais de amortização (%) Servidões de passagem 1.339 (147) 1.192 3.627 (2.435) 1.192 1.192 (147) 1.045 3.627 (2.582) 1.045 6,7 e 5,0 Software 17.701 1.510 (7.253) 11.958 64.587 (52.629) 11.958 11.958 443 (4.733) 7.668 65.030 (57.362) 7.668 20 Contrato de concessão 1.106.827 68.466 (2.301) (50.305) 1.122.687 1.725.603 (602.916) 1.122.687 1.122.687 106.847 (511) (51.597) 1.177.426 1.831.939 (654.513) 1.177.426 Diversas Total em operação 1.125.867 68.466 (2.301) 1.510 (57.705) 1.135.837 1.793.817 (657.980) 1.135.837 1.135.837 106.847 (511) 443 (56.477) 1.186.139 1.900.596 (714.457) 1.186.139 Intangível em andamento (*) 5.511 3.099 (1.510) 7.100 7.100 7.100 7.100 2.839 (443) 9.496 9.496 9.496 Total 1.131.378 71.565 (2.301) (57.705) 1.142.937 1.800.917 (657.980) 1.142.937 1.142.937 109.686 (511) (56.477) 1.195.635 1.910.092 (714.457) 1.195.635 -

Conforme Comunicado ao Mercado divulgado em 18 de agosto de 2010, em cumprimento a decisão judicial da 5ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, a Companhia procedeu à recompra de 2.441 Ações Ordinárias de um acionista minoritário, que correspondem a 0,0047% do Capital Social, no montante de R$ 215. O valor relativo à recompra das referidas ações foi fixado em sentença judicial e está sendo questionado em juízo pela Companhia, sendo este depositado judicialmente. As Ações Ordinárias objeto da operação provisória de recompra estão mantidas em tesouraria, conforme previsto no artigo 30, § 1º, b, da Lei das S.A. 23.2 Reserva de lucros, ajuste de avaliação patrimonial e lucros acumulados São compostos como segue: Reservas de lucros Dividendo Ajuste de Lucros adicional avaliação acumulados Legal Expansão proposto Total patrimonial 43.026 11.502 253.581 (77.336) 53.843 350.450 11.502 1.237 -

(*) Intangível em andamento refere-se a gastos com modernização, melhoria e adaptações dos sistemas informatizados. EquipaEdificaMáquinas mentos de Terreções e Instala- e equipa- informática Móveis e nos obras civis ções mentos hardware utensílios Veículos 3.892 6.394 405 5.061 4.546 2.660 4.177 50 471 371 838 513 (81) (16) (2.051) (108) (4) (8) 1.891 1.891 1.891 1.891 1.891 1.891 1.891 461 (472) 6.302 29.669 (23.367) 6.302 6.302 (31) 374 9.914 (9.540) 374 374 19.933 (3.381) 21.976 106.148 (84.172) 21.976 21.976 1.479 (3.234) 20.221 107.627 (87.406) 20.221 10 e 20 (1.695) 3.218 20.170 (16.952) 3.218 3.218 822 (5) (1.403) 2.632 20.987 (18.355) 2.632 20 20 (425) 3.085 9.829 (6.744) 3.085 3.085 412 (2) (460) 3.035 10.239 (7.204) 3.035 10 Obras em andamento Total 80.309 1.106.827 57.367 68.466 (2.301) (66.226) (50.305) 71.450 1.122.687 71.450 1.725.603 - (602.916) 71.450 1.122.687 71.450 1.122.687 91.759 106.847 (511) (53.083) (51.597) 110.126 1.177.426 110.126 1.831.939 - (654.513) 110.126 1.177.426 -

Em 1º de janeiro de 2010 Aquisição Baixa líquida Transferência para intangível em operação Amortização Em 31 de dezembro de 2010 Custo total Amortização acumulada Valor residual Em 1º de janeiro de 2011 Aquisição Baixa líquida Transferência para intangível em operação Amortização Em 31 de dezembro de 2011 Custo total Amortização acumulada Valor residual Taxas anuais de depreciação (%)

Rede Total em de gás Outros operação 999.034 349 1.026.518 8.731 125 11.099 (33) (2.301) (201) 273 1.179 (906) 273 273 69 66.226 (50.305) 1.051.237 1.654.153 (602.916) 1.051.237 1.051.237 15.088 (511)

45.812 (1.156) (42.944) 3.518 1.010.600 10.051 1.465.302 (6.533) (454.702) 3.518 1.010.600 3.518 1.010.600 1.264 11.042 (162) (342)

637 (458) (32) 5.844 979 29.669 10.551 (23.825) (9.572) 5.844 979 4 3,3 a 20

52.446 53.083 (1.218) (44.601) (191) (51.597) 3.402 1.029.145 151 1.067.300 11.153 1.528.448 1.248 1.721.813 (7.751) (499.303) (1.097) (654.513) 3.402 1.029.145 151 1.067.300 20 3,3 Diversas -

A rubrica “Obras em andamento” refere-se, substancialmente, aos projetos de expansão da rede. Servidões de passagem são custos necessários para utilização, pela Companhia, de propriedades de terceiros para passagens da rede de distribuição. Software em desenvolvimento refere-se a gastos com modernização, melhoria e adaptações de sistemas informatizados. Os juros capitalizados no exercício findo em 31 de dezembro de 2011 foram de R$ 7.885 (R$ 3.692 em 31 de dezembro de 2010) à taxa média de 13,32% (11,35% em 31 de dezembro de 2010). 18. Diferido Captação Conversão de clientes Outros Total Em 1º de janeiro de 2010 115.437 125.172 265 240.874 Amortização (22.515) (20.092) (110) (42.717) Em 31 de dezembro de 2010 92.922 105.080 155 198.157 Custo total 237.719 200.920 1.109 439.748 Amortização acumulada (144.797) (95.840) (954) (241.591) Valor residual 92.922 105.080 155 198.157 105.080 Em 1º de janeiro de 2011 155 198.157 92.922 Amortização (21.940) (20.052) (87) (42.079) 70.982 85.028 68 156.078 Em 31 de dezembro de 2011 Custo total 237.719 200.920 1.109 439.748 Amortização acumulada (166.737) (115.892) (1.041) (283.670) Valor residual 70.982 85.028 68 156.078 Taxas anuais de amortização (%) 10 10 10 Os gastos são compostos por duas atividades: • Projeto de conversão de gás manufaturado para gás natural, que engloba os gastos de revisão das instalações internas e dos equipamentos a gás, de propriedade do cliente e a transformação de equipamentos a gás manufaturado, a fim de deixá-los aptos ao uso do gás natural. • Adequação das instalações de gás a partir do medidor, a fim de deixá-las aptas ao uso do gás natural, conforme estabelece o Regulamento de Instalações Prediais (RIP). Conforme permitido pela Lei nº 11.941/09 e pelo CPC 13, o saldo remanescente do ativo diferido em 31 de dezembro de 2008 que não pôde ser alocado ao ativo imobilizado e intangível permanecerá no ativo sob essa classificação até sua completa amortização, porém sujeito à análise periódica de sua recuperação. 19. Fornecedores De gás De materiais De serviços 20. 2011 148.892 7.137 42.770 198.799 2010 199.819 10.833 39.435 250.087 (iii) Em 21 de novembro de 2003, a Companhia assinou contrato de financiamento com o Banco Europeu de Investimentos - BEI no montante de quarenta milhões de dólares. Esse financiamento possui prazo de carência de dois anos e vencimento final em 2012. Os encargos são calculados pela variação do dólar acrescida da libor mais 0,15% ao ano e tem “swap” para 101,9% da variação do CDI. Esse financiamento também está destinado aos projetos de ampliação, renovação e conversão da rede de gás. É condição suspensiva para utilização dos recursos captados com o BEI que as obrigações da Companhia previstas no contrato de financiamento sejam garantidas por meio de uma prestação de garantia. Dessa forma, a Companhia firmou um Contrato de Prestação de Garantia com instituições financeiras (Partes Garantidas) e, nos termos do referido contrato, as garantias estão sendo prestadas por dois agentes garantidores ao custo de 0,45% ao ano e têm, como lastro, recebíveis da Companhia na proporção de 20% do saldo devedor. As referidas garantias foram dadas por prazo de quatro anos e possuem vencimento em março de 2012. As operações de linha de crédito servem para financiamento de capital de giro sendo renegociadas durante o ano, com custo médio de captação de 115,0% ao ano e não tem garantias oferecidas. O vencimento dos empréstimos a longo prazo é o seguinte: 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2011 2010 127.548 163.098 156.586 52.126 39.919 41.714 29.508 11.366 1.876 9.080 5.297 282.681 355.437 A Companhia possui, ainda, linhas de crédito não utilizadas no montante de R$ 16.500 com vencimento em um ano, que são revisadas em diferentes datas durante o ano. Tributos a recolher Imposto de renda a pagar ICMS PIS COFINS Programa de Recuperação Fiscal - REFIS (i) Outros Circulante Não circulante - Exigível a longo prazo (i) 2011 45.615 16.792 1.230 5.667 8.410 7.254 84.968 (82.410) 2.558 2010 52.349 15.789 1.314 4.940 17.853 7.908 100.153 (79.525) 20.628

Em 31 de dezembro de 2009 Lucro líquido do exercício Reserva legal Perda atuarial de fundo de pensão Impostos sobre perda atuarial de fundo de pensão Aumento de capital Dividendo adicional aprovado referente ao exercício 2009 Juros sobre o capital próprio - mínimo obrigatório Dividendos propostos a aprovar Transferências para ajuste de avaliação patrimonial Reserva para investimentos futuros Efeito de mudança de prática contábil Destinado a projeto de expansão Em 31 de dezembro de 2010 Lucro líquido do período Reserva legal Perda atuarial de fundo de pensão Impostos sobre perda atuarial de fundo de pensão Aumento de capital Dividendo adicional aprovado referente ao exercício 2010 Juros sobre o capital próprio - mínimo obrigatório Dividendos propostos - mínimo obrigatório Dividendos propostos a aprovar Transferências para ajuste de avaliação patrimonial Em 31 de dezembro de 2011 (a) Reserva legal

- 230.043 - (11.502) - (21.700) 7.379 -

- (77.336)

-

-

(53.843) (53.843)

-

-

-

-

54.220

54.220

- (29.648) - (54.220)

-

-

-

-

(14.321) 14.321

54.528 12.584 -

86.866 47.807 310.918 (11.830)

-

86.866 47.807

- (86.866) - (47.807) (13.084) -

54.220 419.666 12.584 -

- 251.667 - (12.584) - (28.190) 7.869 -

- (11.830)

-

-

(54.220) (54.220)

-

-

-

-

-

-

- (42.566) - (17.205) - (179.312)

179.312 179.312

67.112

299.088

-

-

(20.321) 20.321 (33.405) -

179.312 545.512

A reserva legal é constituída anualmente como destinação de 5% do lucro líquido do exercício e não poderá exceder a 20% do capital social. A reserva legal tem por fim assegurar a integridade do capital social e somente poderá ser utilizada para compensar prejuízo e aumentar o capital. Com a transferência de parte dos lucros para a reserva legal, o saldo das reservas de lucros ultrapassou o saldo do capital social. A legislação societária brasileira determina que a assembleia dos acionistas deverá deliberar sobre a aplicação do excesso no aumento de capital social ou na distribuição de dividendos. A administração irá propor a capitalização do excedente, de modo a cumprir o disposto na legislação societária brasileira. (b) Reserva de expansão A reserva de expansão refere-se à retenção do saldo remanescente de lucros acumulados, a fim de atender ao projeto de crescimento dos negócios estabelecido em seu plano de investimentos, conforme orçamento de capital aprovado e proposto pelos administradores da Companhia No ano de 2010, foi constituída reserva de expansão no valor de R$ 47,8 milhões, com a finalidade de financiar parte dos investimentos de períodos posteriores. Em 2011, foram investidos cerca de R$ 110 milhões dos quais de R$ 56,8 milhões foram aplicados no programa de conservação e renovação das redes de gás e R$ 45,5 milhões foram destinados ao projeto de expansão. Em função da estrutura de capital da Companhia apresentada no final do exercício, no ano de 2011 não foi constituída a reserva de expansão. (c) Destinação dos lucros para distribuição de dividendos e juros sobre o capital próprio Os dividendos e os juros sobre o capital próprio foram apurados de acordo com as disposições estatutárias e a legislação societária brasileira, como segue: 2011 2010 Lucro líquido considerado como base de cálculo dos dividendos (*) 251.667 230.043 Constituição da reserva legal (12.584) (11.502) Ajustes acumulados de mudanças de práticas (*) (99.949) Base de cálculo dos dividendos 239.083 118.592 Dividendos mínimos obrigatórios - 25% 59.771 29.648 Distribuição proposta Juros sobre o capital próprio 42.566 29.648 Dividendos - parcela do mínimo obrigatório 17.205 Dividendos - parcela adicional proposta pela 179.312 54.220 administração 239.083 83.868 Total Percentual sobre o lucro líquido ajustado 100,00 70,72 (*) Em 2010, foi procedido o reconhecimento, para fins de cálculo dos dividendos, dos efeitos acumulados das mudanças de práticas incluindo ajuste de exercícios anteriores, referentes ao ano de 2009, uma vez que, naquele exercício, a Companhia não tinha conhecimento dos seus efeitos. De acordo com o Estatuto Social da Companhia, está assegurado um dividendo mínimo obrigatório de 25% do lucro líquido, ajustado nos termos da legislação societária brasileira. Em conformidade com a Lei nº 9.249/95, a Assembleia Geral Extraordinária, realizada em 20 de dezembro de 2011, aprovou a distribuição a seus acionistas de juros sobre o capital próprio, calculados com base na variação de taxa de juros a longo prazo - TJLP, imputando-os ao valor do dividendo mínimo obrigatório, que em 2010 foi aprovado na Assembleia Geral Extraordinária realizada em 22 de dezembro. O imposto de renda de fonte assumido pela Companhia, no montante de R$ 5.821 (R$ 5.336 no exercício findo em 31 de dezembro de 2010), foi reconhecido como despesa diretamente no resultado do exercício. Dividendos complementares para o exercício findo em 31 de dezembro de 2011, correspondentes a R$ 3,453 por lote de mil ações, totalizando R$ 179.312, serão propostos na Assembleia Geral Ordinária de abril de 2012. Estas demonstrações financeiras refletem apenas os dividendos mínimos obrigatórios, dispostos no Estatuto Social da Companhia. A Assembleia Geral Ordinária de 29 de abril de 2011 aprovou a distribuição de dividendos complementares sobre o lucro do exercício findo em 31 de dezembro de 2010, no montante de R$ 54.220, representado por R$ 1,044 por ação do capital social. A Assembleia Geral Ordinária de 26 de abril de 2010 aprovou a distribuição de dividendos complementares sobre o lucro do exercício findo em 31 de dezembro de 2009, no montante de R$ 53.843, representado por R$ 1,037 por ação do capital social. 24. Obrigações com fundo de pensão O fundo de pensão é administrado pelo Instituto de Seguridade Social da CEG Gasius entidade fechada de previdência complementar, sem fins lucrativos e de personalidade jurídica própria, instituída em 1987, patrocinada pela Companhia e que tem por finalidade suplementar benefícios previdenciários aos empregados da Companhia. O Estatuto do Gasius e o Regulamento do plano de benefício estão adaptados à legislação vigente. O plano apresentou, ao fim de 2011, superávit acumulado de R$ 59.647 (R$ 78.548 em 31 de dezembro de 2010) e a confissão de dívida firmada pela CEG com o Gasius em janeiro de 2004 no valor de R$ 54.208 está sendo paga em dia.

21.

Empréstimos e financiamentos A Companhia tem como estratégia para gerenciamento de risco de variação cambial a obrigatoriedade de todos os empréstimos indexados ao dólar possuírem, também, um instrumento financeiro de troca de moeda (swap de dólar para CDI). Com a adoção dessa prática, a Companhia pôde contratar empréstimos em moeda estrangeira sem o ônus da variação cambial. Os resultados referentes ao ganho ou perda das operações de swap (Nota 4) são registrados como receitas ou despesas financeiras, respectivamente. 2011 2010 Empréstimos e financiamentos Financiamentos 216.541 210.283 279.514 462.364 Linhas de crédito 496.055 672.647 Total do passivo Circulante 213.374 317.210 Não circulante - exigível a longo prazo 282.681 355.437 496.055 672.647 O valor justo dos empréstimos atuais é igual ao seu valor contábil, uma vez que o impacto do desconto não é significativo. Os valores justos baseiam-se no saldo de empréstimos atualizados à taxa de juros do respectivo contrato de empréstimo até a presente data. As operações com derivativos são ajustadas contabilmente com MTM (mark-to-market) dos mesmos. A composição dos empréstimos e financiamentos pode ser assim demonstrada: 2011 2010 Curto Longo Curto Longo Fn (*) Lc (*) prazo prazo prazo prazo (a) Em moeda nacional Banco Itaú BBA S.A. 100% - 13.106 União de Bancos Brasileiros S.A. - Unibanco 100% 18.712 16.667 54.094 33.333 Banco Bradesco S.A. 100% - 16.447 Banco Safra S.A. 100% - 47.527 Banco Alfa de Investimento S.A. 100% 21.286 - 29.760 20.800 Banco HSBC S.A. 100% 1.204 50.000 1.234 50.000 Banco de Tokyo-Mitsubishi UFJ Brasil S.A. 100% 31.505 - 31.451 Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES 100% 44.394 166.411 42.757 151.290 Banco Santander S.A. 100% 43.101 - 40.195 Outros 100% 47.406 49.603 29.647 94.800 207.638 282.681 306.188 350.223 (b) Em moeda estrangeira European Investment Bank - BEI 100% 5.736 - 10.489 5.214 Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES 100% 533 5.736 - 11.022 5.214 Total empréstimos e financiamentos (**) 213.374 282.681 317.210 355.437 (*) Fn - Financiamento, Lc - Linha de Crédito. (**) Valores demonstrados sem efeito do valor justo das operações dos instrumentos financeiros. Os empréstimos e financiamentos estão representados por recursos captados para utilização no incremento das operações da Companhia, principalmente nos projetos de conversão de rede e de obtenção de novos clientes. A Companhia encerrou o ano de 2011 com um custo médio de captação de 103,8 % do CDI (110,6 % - 31 de dezembro de 2010). As operações de financiamentos referem-se a: (i) Recursos do BNDES para os projetos de ampliação da rede de gás. Esse financiamento possui vencimento final em 2011 e caução de contas a receber da Companhia correspondente a cinco vezes o valor da parcela vincenda como garantia. Parte do financiamento tem encargos calculados pela variação cambial e tem “swap” para 129% da variação do CDI. O saldo restante é atualizado pela TJLP acrescido de 4% ao ano. (ii) Recursos do BNDES para os projetos de ampliação, substituição e conversão da rede de gás. Esse financiamento possui vencimento final em 2015 e tem como garantia fiança bancária com custo de 0,5% ao ano. O saldo é atualizado pela TJLP acrescido de juros de 2,8% ao ano e recursos do BNDES para os projetos de expansão e saturação, substituição e conversão da rede de gás. Esse financiamento possui vencimento final em 2016 e tem como garantia fiança bancária com custo médio de 0,72% ao ano. O saldo é atualizado pela TJLP acrescido de juros de 2,3% ao ano.

Em 2010, a Companhia confirmou a adesão ao Programa de Recuperação Fiscal - REFIS e concluiu os estudos para a identificação dos tributos que estavam em discussão a fim de incluí-los no referido programa. A Companhia pretende pagar o referido montante em 11 parcelas mensais. Ver detalhes adicionais na Nota 25(a)(ii).

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Conciliação de alíquota nominal e efetiva de imposto de renda e contribuição social As despesas de imposto de renda e de contribuição social relacionadas aos exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e de 2010 estão reconciliadas às alíquotas nominais como segue: 2011 2010 Imposto Contribui- Imposto Contribuide renda ção social de renda ção social Lucro antes do imposto de renda 361.639 361.639 318.392 318.392 e da contribuição social Despesa de imposto de renda e da contribuição social, às alíquotas nominais de 25% e 9% (90.410) (32.548) (79.598) (28.655) Ajustes para obtenção da alíquota efetiva: Juros sobre o capital próprio 10.641 3.831 9.752 3.511 Adições Permanentes (1.399) (504) (1.182) (425) Incentivos Fiscais 107 69 239 71 6.093 2.086 Outros Despesa de imposto de renda e contribuição social de acordo com (80.822) (29.150) (64.866) (23.483) a demonstração do resultado Alíquota efetiva 22% 8% 20% 7% Para fins de apuração do imposto de renda e da contribuição social sobre o lucro líquido, as Companhias poderiam optar pelo Regime Tributário de Transição (RTT), que permite à pessoa jurídica eliminar os efeitos contábeis das Leis nos 11.638/07 e 11.941/09. O RTT terá vigência até a entrada em vigor de lei que discipline os efeitos fiscais dos novos métodos contábeis, buscando a neutralidade tributária. O regime é optativo nos anos-calendário de 2008 e de 2009, respeitando-se: (i) aplicar ao biênio 2008-2009, não a um único ano-calendário; e (ii) manifestar a opção na Declaração de Informações Econômico-Financeiras da Pessoa Jurídica (DIPJ). A Companhia optou pela adoção do RTT em 2009 e, consequentemente, para fins de apuração do imposto de renda e da contribuição social sobre o lucro líquido dos exercícios findos em 2011 e 2010, foram utilizadas as prerrogativas definidas no referido regime.

23.

Patrimônio líquido O capital social está representado por 51.927.546 mil ações ordinárias nominativas, sem valor nominal, de propriedade dos seguintes acionistas: Capital detido (%) Residentes no exterior: Gas Natural Internacional SDG, S.A. 35,26 Gas Natural SDG, S.A. 18,90 Pluspetrol Energy Sociedad Anonima 2,26 Residentes no país: BNDES Participações S.A. - BNDESPAR 34,56 Fundo de Investimento em Ações - Dinâmica Energia 8,78 Outros (e ações em tesouraria) 0,24 100,00 O capital dos acionistas residentes no exterior está integralmente registrado no Banco Central do Brasil. Em Assembleias Gerais Extraordinárias, realizadas em 29 de abril de 2011 e 26 de abril de 2010, foram deliberados os aumentos do capital social da Companhia em R$ 11.829 e R$ 77.336, respectivamente, sem emissão de novas ações, mediante a capitalização de parte da reserva de lucros para expansão.

23.1 Capital social

Quarta-feira, 28 de março de 2012

O GLOBO

7

Nº participantes GASIUS: Ativos Inativos

2011 85 1.077 1.162

2010 99 1.073 1.172 Plano de Benef. Esp. Prêmio Assistência benefícios de aposent. aposenta- médica para GASIUS (plano 90) doria aposentados (859) 23.112 564 47 233 477

2010

A Companhia é mantenedora dos seguintes planos de benefícios: Planos de benefícios (i) Complementação de Aposentadoria tipo Benefício Definido (Plano BD) Plano de benefício definido puro, em fase de extinção, instituído em 1987, o qual foi fechado a novas adesões em junho de 2004 e continua mantido apenas para os participantes assistidos e pensionistas e para alguns empregados ainda ativos, em caráter residual. As contribuições da Companhia apresentam como se segue: Contribuição normal - destina-se à acumulação de recursos necessários à concessão dos benefícios de renda vitalícia e custeio das despesas administrativas do plano. É idêntica às contribuições dos participantes e assistidos. Contribuição especial - destina-se à acumulação de recursos necessários à concessão dos benefícios de renda vitalícia e custeio das despesas administrativas do plano. Representa 6,3 vezes as contribuições dos participantes e assistidos. Em 2004, foi firmado um termo de Confissão de Dívida, no montante de R$ 54.208 (valor original), junto ao plano de pensão Gasius referentes às diferenças de contribuições devidas pela antiga patrocinadora e vertida à menor no período de fevereiro de 1987 e outubro de 1999 e ao saldo das obrigações assumidas pela CEG para a cobertura de riscos prioritários. O prazo para pagamento da referida dívida é de 12 anos, a qual possui como base pra atualização o INPC acrescido de juros de 1% ao mês. Em garantia das obrigações assumidas, a CEG cedeu o direito de recebimento de contas de gás no exato valor da dívida, caso exigido por ausência de pagamento. (ii) Plano de aposentadoria do ano 1990 Refere-se a benefício de complementação de aposentadoria paga pela Companhia a 18 ex-empregados que no ano 1990 aderiram ao plano especial de desligamento. A estes ex-empregados é paga uma renda mensal vitalícia, não transferível a dependentes, sendo os valores destes benefícios atualizados com a mesma periodicidade e no mesmo percentual-base concedido aos empregados ativos por força dos acordos coletivos de trabalho. (iii) Prêmio aposentadoria Contempla benefício a ser pago a alguns empregados na data em que se desligarem da empresa por aposentadoria. Este prêmio é garantido aos atuais admitidos antes de 31 de dezembro de 1997 e que vierem a se afastar da Companhia em decorrência de aposentadoria concedida pelo regime da previdência oficial. O valor individual do prêmio é calculado com base no salário do empregado e no tempo de serviço prestado à empresa, sendo seu valor individual máximo equivalente a sete remunerações para empregados que, em 31 de dezembro de 1997, contavam 35 anos ou mais de serviço prestado à Companhia. (iv) Plano de saúde para aposentados Trata-se de plano de saúde do tipo administrado, contratado com empresa de medicina de grupo e concedido a um grupo fechado de aposentados e seus dependentes legais que, em 17 de junho de 1998, faziam parte do plano de assistência médica da Companhia e, pelo período de sete anos e meio, para os atuais empregados admitidos até aquela data, extensivo a seus dependentes legais. Os titulares do plano participam, em conjunto com a Companhia, do custeio mensal do plano e nos eventos de pequeno risco. As contribuições da Companhia para o fundo de pensão totalizaram: Fundo de pensão (Gasius) Assistência médica 2011 1.941 3.237 5.178 2011 41.651 5.870 1.695 99.866 149.082 (11.054) 138.028 2010 3.187 2.480 5.667 2010 49.695 5.540 1.554 70.697 127.486 (9.610) 117.876 25.

Custo do serviço corrente Juros sobre obrigações atuariais Rendimento esperado dos ativos do plano Resultado abrangente

Total (335)

Em janeiro de 2010, a Companhia iniciou processo administrativo referente a não homologação, por parte da Receita Federal, das compensações de créditos oriundos do recolhimento a maior de CSLL relativo ao exercício de 2005. Os advogados da Companhia estimam como possível a probabilidade de ganho dessa ação, razão pela qual não foi constituída provisão, cujo valor atualizado até 31 de dezembro de 2011 seria de R$ 9.460 (R$ 8.938 em 31 de dezembro de 2010). Os valores dos demais processos classificados com chances de êxito possível por nossos consultores jurídicos não apresentam individualmente relevância, mas destacamos que os mesmos tratam de contestações, por parte da Companhia, quanto à dedutibilidade de despesas, incidência ou não de impostos, glosa de créditos, entre outros. Adicionalmente aos processos de êxito possível, há o seguinte processo, cujo ganho estimado foi classificado como provável e que deve ser destacado em decorrência de sua relevância: • Em setembro de 2005, a Companhia tomou ciência da decisão emitida pela Delegacia da Receita Federal de Administração Tributária do Rio de Janeiro - DERAT, que tornou sem efeito o reconhecimento do direito creditório das contribuições do PIS e da COFINS pagas em duplicidade em anos anteriores, no valor nominal de R$ 83.549. Os advogados da Companhia apresentaram manifesto de inconformidade, requerendo a anulação da decisão proferida. Em 28 de março de 2007, a Companhia perdeu a causa na instância administrativa e recorreu à esfera judicial, seguindo o trâmite legal. O montante envolvido, atualizado até 31 de dezembro de 2011, seria de R$ 341.638 (R$ 325.096 em 31 de dezembro de 2010) e não foi constituída provisão, tendo em vista as expectativas de ganho favoráveis.

5.466 29.375

(26.216) (3.963) 8.750

564 (22)

280 (946)

- (26.216) 5.943 2.824 13.918 21.700 2011

Custo do serviço corrente Juros sobre obrigações atuariais Resultado abrangente

Plano de Benef. Esp. Prêmio Assistência benefícios de aposent. aposenta- médica para doria aposentados GASIUS (plano 90) (622) (978) (1.600) 5.046 559 559 476 54 155 209 262 1.172 8.827 9.999

Total 604 8.563 9.167

22.406 28.190 (ii)

Em 2011, a Companhia registrou no resultado o montante de R$ 9.167 (R$ 2.824 em 2010). Deste valor, um total de R$ 4.272 foi reconhecido em despesas com pessoal (R$ 6.457 em 2010), pois refere-se à parcela de participação dos empregados e R$ 4.895 em obrigações com fundo de pensão (R$ 3.633 em 2010). A sensibilidade do passivo total dos planos de pensão em 31 de dezembro de 2011 às mudanças nas principais premissas ponderadas é: Percentual Mudança na premissa Taxa de desconto Aumento/redução de 1% Impacto no passivo total Aumento/redução de 8,8%

Programa de Recuperação Fiscal - REFIS Em 1994, após a decisão do Superior Tribunal Federal - STF, que julgou inconstitucionais os aumentos da alíquota do FINSOCIAL majoradas no período de setembro de 1989 a março de 1992, a Companhia entrou com uma ação judicial visando obter o reembolso dos valores que pagou a maior tendo em conta as alíquotas inconstitucionalmente majoradas. Em 2000, antes de ser proferida uma decisão final nos autos da ação judicial, a Companhia também iniciou, perante a Secretaria da Receita Federal, o procedimento administrativo de compensação dos valores indevidamente recolhidos, com valores vincendos e não pagos de IRPJ, CSLL, PIS e COFINS. Em 2006, foi proferida a sentença favorável à Companhia no processo judicial reconhecendo seu direito ao reembolso de parte dos valores indevidamente recolhidos a título de contribuição ao FINSOCIAL. Considerando a decisão judicial, a Secretaria de Receita Federal indeferiu à CEG a compensação efetuada, alegando que para possibilitar eventual compensação, a CEG deveria ter desistido previamente da ação judicial. Desta forma, na via administrativa, perante a Secretaria da Receita Federal, a Companhia passa a dever os impostos compensados no montante de R$ 24.126 e faz jus ao recebimento do reembolso judicialmente reconhecido no montante de R$ 14.613 (transitado em julgado), ambos os valores atualizados até 31 de dezembro de 2009. Como consequência, a Companhia procedeu o reconhecimento desses valores em 31 de dezembro de 2010, retroativamente a 1º de janeiro de 2009. Em 2009, a Companhia aderiu ao REFIS e incluiu o passivo relativo aos impostos mencionados no parágrafo anterior, os quais foram objeto de parcelamento. O passivo corrigido relativo aos impostos indevidamente compensados e incluídos ao REFIS, no montante de R$ 8.410 em 31 de dezembro de 2011, está registrado em “Tributos a Recolher” na rubrica “Programa de Recuperação Fiscal - REFIS” (Nota 21) e o respectivo ativo, no montante de R$ 17.242 em 31 de dezembro de 2011, relativo aos valores recolhidos a maior está registrado na conta “Tributos a Recuperar” (Nota 10), atualizados com base na variação da Taxa Referencial de Juros - TR.

Se a taxa de desconto usada apresentasse uma diferença de um ponto percentual a mais (1%), ou a menos, em relação às estimativas da administração, o valor atuarial das obrigações de planos de pensão em 31 de dezembro de 2011 seria impactado em R$ 13.143 (R$ 35.800 em 31 de dezembro de 2010). As principais premissas atuariais utilizadas nos cálculos das provisões, em 31 de dezembro de 2011, são as seguintes: Hipóteses econômicas Taxa de desconto Taxa de retorno esperado dos ativos Crescimentos salariais futuros Inflação Fator de capacidade Salários Benefícios Hipóteses demográficas Tábua de mortalidade Tábua de mortalidade de inválidos Tábua de entrada em invalidez Provisão para contingências A provisão para contingências foi constituída com base na expectativa da administração da Companhia e de seus consultores jurídicos para as ações judiciais de naturezas cíveis, tributárias e trabalhistas, considerando as diversas instâncias em que os processos se encontram. O montante da provisão é considerado suficiente para cobrir as prováveis perdas decorrentes de decisões desfavoráveis em causas judiciais. A composição das provisões de contingências, por natureza, é a seguinte: Tributárias Trabalhistas Cíveis A movimentação da provisão está demonstrada a seguir: Saldo em 31 de dezembro de 2010 Adições Baixas/reversões Atualizações monetárias Saldo em 31 de dezembro de 2011 (a) Contingências tributárias As provisões para contingências tributárias referem-se, substancialmente, à CIDE. De acordo com a posição de nossos consultores jurídicos, apesar de existirem decisões favoráveis aos contribuintes sobre a incidência da CIDE, a maioria das decisões dos Tribunais de 2ª instância tem sido desfavoráveis, desta forma julgaram como provável a expectativa de perda deste processo. Assim sendo, a Companhia contabilizou a provisão para perda do referido processo, cujo valor em 31 de dezembro de 2011 é de R$ 7.551(R$ 6.807 em 31 de dezembro de 2010) e está suportado por depósitos judiciais (Nota 15(c)). A composição da provisão para contingências tributárias, por esfera de governo, é a seguinte: Esfera Estadual Federal (i) 2011 1.717 7.649 9.366 2010 2.765 11.347 14.112 66.926 13.740 (29.497) 6.346 57.515 2011 9.366 33.422 14.727 57.515 2010 14.112 36.612 16.202 66.926 (b) 5,6% a.a. 6,9% a.a. 2,1% a.a. 5,5% a.a. 98% 98% AT 83 IAPB-57 Álvaro Vindas

A composição das obrigações registradas no balanço patrimonial é: Plano de benefícios - GASIUS Benefícios especiais de aposentadoria (Plano 90) Prêmio aposentadoria Assistência médica para aposentados Circulante Não circulante

Contingências trabalhistas As contingências trabalhistas referem-se a ações movidas por ex-empregados da Companhia e a ações movidas por ex-empregados de empresas terceirizadas por responsabilidade solidária. A quantidade destas ações é demonstrada da seguinte forma: 2011 Quantidade de ações movidas por: Ex-empregados CEG Ex-empregados terceiros Outros (Ministério Público, INSS) 197 1.651 32 1.880 2010 235 1.467 32 1.734

A movimentação do passivo atuarial, em conformidade com a Deliberação CVM nº 600/2009, pode ser assim demonstrada: Em 1º de janeiro Custo do serviço corrente Juros sobre obrigações atuariais Rendimento esperado dos ativos do plano Reconhecimento de ganhos/perdas atuariais Benefícios pagos Contribuições de patrocinadores Pagamentos confissão de dívida Juros confissão de dívida Em 31 de dezembro 2011 2010 127.486 113.932 (335) 1.226 7.941 29.375 - (26.216) 23.944 21.700 (1.010) (791) (5.667) (4.067) (9.970) (9.350) 3.532 4.838 149.082 127.486

O saldo das provisões para processos trabalhistas diminuiu de R$ 36.612 em 31 de dezembro de 2010 para R$ 33.422 em 31 de dezembro de 2011 (decréscimo de 8,71%). Esta diminuição deve-se-à reavaliação de processos e mudança de risco. A tabela a seguir apresenta a composição da provisão dos processos trabalhistas: Ex-empregados CEG Ex-empregados terceiros 2010 7.633 25.789 33.422 2011 9.916 26.696 36.612

A movimentação na obrigação de benefício definido durante o exercício é demonstrada a seguir: Plano de Benef. Esp. Prêmio Assistência benefícios de aposent. aposen- médica para GASIUS (plano 90) tadoria aposentados Em 31 de dezembro de 2009 229.627 5.789 2.220 53.316 Custo do serviço corrente (859) 47 477 Juros sobre obrigações atuariais 23.112 564 233 5.466 Contribuições participantes 1.889 Reconhecimento de ganhos/perdas atuariais 45.668 (22) (946) 13.918 Benefícios pagos (20.675) (791) (2.480) Em 31 de dezembro de 2010 278.762 5.540 1.554 70.697 Custo do serviço corrente (622) 54 1.172 Juros sobre obrigações atuariais 28.857 559 155 8.827 Contribuições participantes 2.054 Reconhecimento de ganhos/perdas atuariais 17.854 566 147 23.237 Benefícios pagos (22.016) (795) (215) (4.067) Em 31 de dezembro de 2011 304.889 5.870 1.695 99.866 A movimentação do valor justo dos ativos do plano de benefícios nos períodos apresentados é a seguinte: Plano de Assistência benefícios médica para GASIUS aposentados 248.785 26.216 17.760 3.187 2.480 1.889 (20.675) (2.480) 277.162 31.211 (2.496) 11.883 4.067 2.053 (22.016) (4.067) 297.797 -

As reclamações trabalhistas classificadas como de êxito possível por parte da Companhia totalizam R$ 53.462 (R$ 25.358 em 31 de dezembro de 2010). A Companhia, visando à redução das contingências trabalhistas atuais e futuras, tem adotado os seguintes planos de ação: (a) Melhoria do processo de contratação e gestão das atividades das empresas contratadas. (b) Análise dos processos mais antigos e relevantes de ex-empregados da CEG e ex-empregados de empresas terceirizadas para propor acordos, visando à redução da contingência laboral e custos com os advogados. (c) Contratação de empresa para realização de auditorias nas empresas terceirizadas e acompanhamento do cumprimento das obrigações trabalhistas e previdenciárias. (d) Realização de reuniões com as empresas terceirizadas que ainda prestam serviço para a CEG e possuem processos trabalhistas, para propor um trabalho conjunto de redução de contingências laborais. (e) Retenção das cauções das empresas terceirizadas para redução das provisões. (c) Contingências cíveis As contingências cíveis provisionadas referem-se a ações movidas por terceiros contra a Companhia, dentre as quais, pela relevância dos montantes envolvidos, podemos destacar: • Em junho de 2010, uma sentença de primeira instância proferida na ação de indenização por acidente em residência, por inalação de gás carbônico, condenou a CEG ao pagamento de indenização no valor de R$ 3.039, que inclui o tratamento necessário pelo prazo da expectativa de vida do autor, conforme critérios apurados em perícia judicial. A Companhia interpôs recurso contra a sentença proferida em primeira instância e aguarda julgamento da apelação. Existem ainda, na Companhia, outras ações cíveis classificadas com chance de êxito provável que não apresentam individualmente relevância, estas montam o valor de R$ 11.688. 26. Informações por segmento A administração analisa o desempenho da Companhia considerando as características do seu mercado consumidor e, dessa forma, subdivide o resultado de suas operações nos seguintes segmentos: mercado residencial, comercial, industrial, termoelétrico e automotivo.

Contingências tributárias com êxitos possíveis e prováveis Há, na Companhia, outros processos de naturezas Federal, Estadual e Municipal, que não estão provisionados por estarem classificados como chances de êxito possível por nossos consultores jurídicos, que acompanham o andamento dos processos em todas as instâncias. O valor dessas contingências corresponde a R$ 43.994 em 31 de dezembro de 2011 (R$ 67.246 em 31 de dezembro de 2010). Desse montante, podemos destacar os seguintes processos: • Em julho de 2005, a Companhia iniciou processo judicial, referente à exigência de pagamento de INSS em razão de diferenças resultantes de retenções supostamente efetuadas a menor no período de fevereiro de 1999 a setembro de 2000. Os advogados da Companhia estimam como possível a probabilidade de ganho dessa ação, razão pela qual não foi constituída provisão, cujo valor atualizado até 31 de dezembro de 2011 seria de R$ 11.183 (R$ 10.337 em 31 de dezembro de 2010). • Em outubro de 2008, a Companhia iniciou processo administrativo referente à exigência, por parte da Receita Federal, de supostas diferenças de PIS e COFINS relativas aos meses de maio a julho de 2004, junho e julho de 2005, devido a não ter sido comprovada a origem dos créditos de ativo imobilizado deste período e a não observação da limitação imposta pelo art. 31, da Lei nº 10.865/04. Os advogados da Companhia estimam como possível a probabilidade de ganho dessa ação, razão pela qual não foi constituída provisão, cujo valor atualizado até 31 de dezembro de 2011 seria de R$ 6.805 (R$ 6.472 em 31 de dezembro de 2010). A composição da margem por segmento pode ser assim demonstrada:

Em 31 de dezembro de 2009 Rendimento esperado Ganhos (perdas) atuariais nos ativos do plano Contribuições da patrocinadora Contribuições dos participantes Benefícios pagos Em 31 de dezembro de 2010 Rendimento esperado Ganhos (perdas) atuariais nos ativos do plano Contribuições da patrocinadora Contribuições dos participantes Benefícios pagos Em 31 de dezembro de 2011 Renda fixa Títulos públicos federais Fundos de investimento de renda fixa Títulos privados Títulos de renda variável Investimento imobiliário Outros ativos

Margem por segmento 2011 Segmentos Volumes m³ mil (Não auditada) Receita Bruta Deduções Receita Líquida Custo Resultado Bruto Despesas/Receitas Operacionais Resultado antes da Tributação Provisão p/IR e Contribuição social Lucro líquido do exercício Residencial 114.943 527.492 (112.697) 414.795 (65.282) 349.513 Comercial 83.505 237.002 (49.667) 187.335 (50.943) 136.392 Industrial 778.946 807.747 (165.970) 641.777 (504.442) 137.335 Termelétrico 645.562 293.383 (1.485) 291.898 (256.879) 35.019 Automotivo 796.230 832.264 (180.132) 652.132 (550.552) 101.580 Construção 88.765 88.765 (88.765) Outras receitas (*) 32.055 (4.704) 27.351 20.532 Total 2.419.186 2.818.708 (514.655) 2.304.053 780.371 (418.732) 361.639 (109.972) 251.667 Margem por segmento 2010 Segmentos Volumes m³ mil (Não revisado) Receita Bruta Deduções Receita Líquida Custo Resultado Bruto Despesas/Receitas Operacionais Resultado antes da Tributação Provisão p/IR e Contribuição social Lucro líquido do exercício (*) As outras receitas têm a seguinte composição: Residencial 110.264 444.711 (95.827) 348.884 (53.175) 295.709 Comercial 77.471 198.954 (42.381) 156.573 (40.617) 115.956 Industrial 778.688 759.407 (157.030) 602.377 (480.197) 122.180 Termelétrico 1.354.167 467.493 (2.329) 465.164 (421.289) 43.875 Automotivo 800.734 783.073 (169.472) 613.601 (531.679) 81.922 Construção 58.146 58.146 (58.146) Outras receitas (*) 21.922 (3.022) 18.900 14.992 Total 3.121.324 2.733.706 (470.061) 2.263.645 674.634 (356.242) 318.392 (88.349) 230.043

A composição dos ativos do plano em 31 de dezembro de 2011 é a seguinte: 166.453 54.916 8.977 230.346 45.043 16.621 676 292.686 2011 304.889 (297.797) 7.092 (7.092) 41.651 41.651 2010 278.762 (277.162) 1.600 (1.600) 49.695 49.695

(6.819) (1.523.682)

A conciliação dos valores reconhecidos no balanço é a seguinte: Plano de benefícios - GASIUS Valor presente das obrigações atuariais Valor justo dos ativos do plano Déficit (superávit) Limite assunção de dívida (*) Assunção de dívida GASIUS Passivo líquido

(*) Passivo atuarial não reconhecido, pois o montante é inferior à dívida de plano de pensão (“assunção de dívida”) presentemente reconhecida. Benefício especial de aposentadoria Valor presente das obrigações atuariais Prêmio aposentadoria Valor presente das obrigações atuariais Assistência médica a aposentados Valor presente das obrigações atuariais 2011 5.870 1.695 99.866 2010 5.540 1.554 70.697

(3.908) (1.589.011)

Os valores reconhecidos na demonstração do resultado e do resultado abrangente são:

8
.

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Quarta-feira, 28 de março de 2012

Receitas de serviços Receitas de serviços taxados Receita de aluguéis Receita de MRV (Nota 27.2)

2011 23.254 2.429 397 5.975 32.055

2010 18.781 2.688 453 21.922

A administração não efetua a gestão dos ativos e passivos da Companhia por segmento, motivo pelo qual não é apresentada a composição dessas informações. 27. Compromissos e contingências Em 28 de novembro de 2008, entrou em vigência o contrato de fornecimento de gás natural com a Petróleo Brasileiro S.A. - PETROBRAS para uso convencional (“CONTRATO”), assinado em 18 de julho de 2008. Este CONTRATO garante o fornecimento a partir de novembro de 2008 de 5,33 milhões de metros cúbicos por dia (Quantidade Diária Contratual - QDC), quantidade essa a ser incrementada ao longo da vigência do contrato, findando em dezembro de 2012 com a garantia de 6,55 milhões de metros cúbicos por dia (Quantidade Diária Contratual - QDC). Por esse contrato, a CEG se compromete, a cada ano de sua vigência, a retirar da PETROBRAS e, mesmo que não retire, pagar uma quantidade de gás que, na média diária do correspondente ano, seja igual ou superior a 80% da QDC - compromisso Take or Pay no ano de 2010, 82% da QDC nos anos de 2011 e 2012 e 80% nos anos de 2013 e 2014. Os valores pagos a título de Take or Pay poderão ser compensados durante todo o prazo do contrato, contra retiradas futuras superiores ao compromisso mínimo de retirada do respectivo ano em que se estiver realizando a compensação. Em 9 de setembro de 2011, foi celebrado o termo aditivo nº 7 ao contrato de fornecimento de gás natural com a Petróleo Brasileiro S.A. - PETROBRAS, para uso convencional, no qual foram acordados: (i) a prorrogação da vigência do contrato, passando a vigorar até dezembro de 2016; (ii) redução das quantidades diárias contratuais - QDC’s para o período de prorrogação; (iii) extinção da modalidade Firme-Flexível. Desta forma, a Companhia melhorou a relação entre suas vendas e o compromisso de Take or Pay, adequando o CONTRATO ao seu atual nível de vendas, bem como o previsto para os próximos anos, em contrapartida a PETROBRAS estendeu por mais dois anos a vigência do Contrato de Fornecimento de Gás Natural, com Take or Pay de 80%. Embora os valores pagos a título de Take or Pay possam ser compensados durante todo o prazo do contrato, contra retiradas futuras superiores ao compromisso mínimo de retirada do respectivo ano em que se estiver realizando a compensação, não há previsão de pagamento de TOP para o ano de 2011. 27.2 Realocação de volumes A Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro - AGENERSA, em 13 de janeiro de 2011 autorizou, por meio da Deliberação nº 672, as concessionárias CEG e CEG RIO a utilizarem o Mecanismo de Realocação de Valores (MRV) para os excedentes dos volumes adquiridos de Curto Prazo de uma concessionária para outra. O Governo do Estado do Rio de Janeiro, como previsto no ofício SEDEIS de 12 de janeiro de 2011, determinou que os excedentes de curto prazo fossem alocados respectivamente e nessa ordem: para o setor de vidros planos, setor de matéria-prima e para o de GNV. Para os dois primeiros setores, o excedente de curto prazo alocado não poderá ultrapassar 50% do seu consumo mensal, enquanto que para o GNV será alocado o excedente que por ventura sobrar após o atendimento dos setores de vidro plano e de matéria-prima. Desta forma, a Companhia vem aplicando o MRV para os excedentes de curto prazo, visando à mitigação de riscos na aquisição de volumes de gás natural na modalidade de Leilão de Curto Prazo, pois as vendas de longo prazo podem ser inferiores ao volume estimado no momento da contratação da compra de curto prazo. 27.3 Compromisso com Poder Concedente Em julho de 2004 e agosto de 2005, o Governo do Estado do Rio de Janeiro e a CEG assinaram Termos Aditivos ao Contrato de Concessão, nos quais a Concessionária obrigou-se a atender aos compromissos de expansão do serviço de gás canalizado devendo implantar, na sua área de concessão, novas redes de distribuição de gás canalizado através da construção de ramais de distribuição, com capacidade para atender à demanda dos municípios de Guapimirim, Mangaratiba e Maricá. Em agosto de 2008, no curso da Segunda Revisão Tarifária que foi concluída ao longo de 2009, a Agência Reguladora deliberou a implementação do Plano de Investimentos apresentado pela Companhia em 2007, prevendo o prazo de conclusão até 2012, tendo sido apresentado pela Companhia, em novembro de 2009, um “Estudo Básico de Expansão de Rede”. O município de Guapimirim já está sendo atendido com rede de gás canalizado, tendo em vista o cumprimento do compromisso assumido em 2004. Não obstante, encontra-se em estudo a expansão do atual abastecimento, através de rede em MP/BP(Média Pressão/Baixa Pressão), estando prevista sua execução até o final de 2012, além disso, está sendo avaliada a ampliação do sistema de distribuição através de GNC (Gás Natural Comprimido), nos termos do “Estudo Básico de Expansão de Rede” enviado à AGENERSA e ao Estado em novembro de 2009. 27.1 Fornecedor de gás

No que se refere aos Municípios de Mangaratiba e Maricá, incluídos no Termo Aditivo ao Contrato de Concessão de 2005, nos termos do “Estudo Básico de Expansão de Rede” enviado à AGENERSA e ao Estado em novembro de 2009, encontra-se em estudo o abastecimento do Município de Mangaratiba através de GNC (Gás Natural Comprimido), com previsão de finalização até o final do ano de 2012 e com relação ao município de Maricá, ainda encontra-se em estudo o abastecimento através de rede de PE (Polietileno) em média pressão, que não chegou a ser concluído no ano de 2011, sendo certo que o Município já vem sendo atendido através de GNC (Gás Natural Comprimido). 27.4 Revisão tarifária - ativo regulatório Em 28 de junho de 2007, a Companhia enviou à Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro - AGENERSA a proposta de revisão tarifária, conforme determina a cláusula sétima do contrato de concessão firmado entre a Companhia e o Estado do Rio de Janeiro em 21 de julho de 1997. Em 30 de abril de 2009, foi formalizado o resultado da 2ª Revisão Quinquenal Tarifária, no julgamento realizado na 5ª Sessão Regulatória ano 2009, na AGENERSA, quando, através da Deliberação AGENERSA nº 371, foi deliberado um incremento de 11,32% de margem e foram criadas novas classes de consumo: climatização, cogeração e termelétricas, além das tarifas para consumidores livres. Esta decisão fixou a vigência do incremento a partir da edição da deliberação, não permitindo a retroatividade, razão pela qual este pleito foi assunto de recurso. Em 16 de setembro de 2009, foi publicada no DOERJ a Deliberação AGENERSA nº 427, a qual autorizou a retroatividade, permitindo à Concessionária realizar a compensação financeira referente ao período de 1º de janeiro de 2008 a 5 de junho de 2009 através de faturamento adicional por aumento de tarifa em 2010, 2011 e 2012, cujo valor presente montava a R$ 111.644, calculados considerando a taxa de desconto (custo do capital) aprovada pelo órgão regulador de 10,22%. Dessa forma, em 2009, a Companhia procedeu ao reconhecimento contábil da retroatividade, registrando seu direito de recebimento no ativo, assim como os impostos incidentes sobre a referida receita, repassados à tarifa conforme contrato de concessão. Em 2010, como resultado da aplicação das novas práticas contábeis que estão de acordo com os padrões internacionais, o ativo regulatório foi revertido retroativamente ao exercício de 2009 por não atender aos critérios para reconhecimento de ativo, uma vez que não há certeza de que os benefícios econômicos futuros dele provenientes fluirão para a Companhia. A partir de 2010, o referido ativo foi registrado à medida em que se realizou o faturamento da retroatividade. 27.5 Termo de compromisso Em 06 de abril de 2011, em decorrência dos acidentes ocorridos nas caixas subterrâneas da Light, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro propôs uma Ação Civil Pública Coletiva nº 0101795-61.2011.8.19.0001, em face da Light e da CEG, visando prevenir a ocorrência de novos acidentes. Após a Light ter firmado um Termo de Compromisso com o Ministério Público, a CEG, o Ministério Público, a AGENERSA e o Município do Rio de Janeiro, com o objetivo de encerrar a ação judicial, em 28 de julho de 2011, firmaram um acordo por meio de um Termo de Compromisso, que foi homologado pelo Juiz da 4ª. Vara Empresarial da Comarca do Rio de Janeiro, no dia 03 de agosto de 2011, extinguindo o processo em relação à CEG. No acordo a CEG assumiu o compromisso de: (i) antecipar os investimentos previstos para renovação de sua rede de distribuição de gás localizada no Centro e Copacabana, considerando o atual programa de investimentos para manutenção e renovação de redes subterrâneas; (ii) as obras deverão ser concluídas no período de 12 (doze) meses; e (iii) duplicar no ano de 2011, em relação a 2010, o número de inspeções previstas em seu Programa de Monitoramento da rede de distribuição localizada no Centro e Copacabana. O descumprimento do acordo ou a ocorrência de novo acidente em que haja lesão corporal ou fatal, ou dano ao patrimônio público ou privado, será aplicada à CEG uma multa no valor de R$ 100 mil. Previamente à aplicação da multa, a CEG poderá se manifestar sobre a causa do evento, nos autos da ação judicial, ficando isenta do pagamento se comprovar que o gás canalizado de sua rede de distribuição não contribuiu ou foi causador do acidente. Desta forma, o pagamento da multa somente será devido após análise do Juiz acerca da responsabilidade da CEG, respeitado o devido processo legal e a ampla defesa.

29.

Outras despesas (receitas) líquidas Ganho na venda de equipamentos Impostos e taxas Ganhos na alienação de intangível Ganho processo CEDAE (Nota 13 (i)) Indenização a terceiros Despesa com impostos Outras receitas e despesas operacionais 2011 9 (16.456) (285) (9.397) (4.846) (3.373) (34.348) 2010 103 (13.738) 8.409 58.000 (6.612) (2.232) 4.507 48.437

30.

Resultado financeiro 2011 Receitas financeiras Rendas sobre aplicações financeiras Atualizações monetárias e cambiais ativas Receita de juros e encargos Outras receitas financeiras Despesas financeiras Comissões Encargos de empréstimo (SWAP e juros) IOF Atualizações monetárias e cambiais passivas Fiança bancária Outras despesas financeiras 5.421 7.805 17.757 1.921 32.904 (509) (70.415) (1.988) (9.099) (15.313) (3.166) (100.490) (67.586) 2010 3.048 7.718 7.298 1.516 19.580 (459) (72.339) (3.107) (11.157) (10.953) (3.825) (101.840) (82.260)

31.

Permissão de uso de logradouros públicos Através da Lei Municipal nº 4017, de 23 de março de 2005, regulamentada pelo Decreto nº 28.002/2007 de maio de 2007, o município do Rio de Janeiro criou a taxa mensal pelo uso das vias públicas sob o domínio municipal, bem como seu subsolo e espaço aéreo. Um novo decreto, emitido em 14 de dezembro de 2007 sob o nº 28.887/07, esclareceu a base de cálculo da referida taxa aplicável às companhias distribuidoras de gás, que resultou em uma obrigação mensal para a companhia de R$ 998. Como a questão do pagamento pelo uso do subsolo por concessionárias de serviços públicos vem sendo declarada ilegal pelo Superior Tribunal de Justiça, e considerando as opiniões legais de nossos consultores jurídicos, a Companhia continuará discutindo em juízo seu direito de não pagar a taxa em virtude de sua ilegalidade. Ademais, de acordo com o contrato de concessão, a Companhia tem o direito de aplicar o parágrafo 16 da cláusula sétima do referido contrato que determina a incorporação, na tarifa, da cobrança desse tributo. Adicionalmente ao pleito acima, em 9 de dezembro de 2009, foi firmado acordo entre a CEG e a Prefeitura do Município do Rio de Janeiro, na forma do qual a Companhia se comprometeu a efetuar o pagamento de valores cobrados referentes aos meses de julho a dezembro de 2009 (pagamento já efetuado), e os valores vincendos a partir de janeiro de 2010. Com relação aos valores referentes ao período de julho de 2007 a junho de 2009, a Prefeitura abdicou da cobrança da taxa, no entanto, em contrapartida, a Companhia realizará projetos de expansão e modernização de redes de canalização de gás natural para as Olimpíadas de 2016. A discussão em juízo sobre a ilegalidade da cobrança da taxa acima mencionada continua, sendo que, no caso de decisão favorável à Companhia, a mesma deixará de efetuar os pagamentos vincendos a partir da decisão, sendo certo que não exigirá reembolso pelos valores efetivamente pagos.

32.

Seguros A Companhia possui um programa de gerenciamento de riscos, buscando no mercado coberturas compatíveis com seu porte e suas operações. As coberturas foram contratadas pelos montantes a seguir indicados, considerados suficientes pela administração para cobrir eventuais sinistros, considerando a natureza de sua atividade, os riscos envolvidos em suas operações e a orientação de seus consultores de seguros. Em 31 de dezembro de 2011, a Companhia possuía as seguintes principais apólices de seguro contratadas com terceiros: Em reais Importâncias Ramos Risco operacional (*) Responsabilidade civil geral (*) Responsabilidade civil - administradores - Diretores e dirigentes (*) seguradas 333.800 169.900 3.708

27.6 Demais compromissos Os encargos tributários e as contribuições apuradas e recolhidas pela Companhia e as declarações de rendimentos estão sujeitos à revisão por parte das autoridades fiscais por prazos prescricionais variáveis. 28. Serviços e outros gastos gerais Serviços de manutenção Serviço de profissionais independentes e contratados Gastos gerais de escritório Viagens e estadas Aluguéis Propaganda e publicidade Despesas empresas do grupo Perdas e recuperação de créditos Provisões (reversões de provisões) 2011 19.081 78.542 2.968 3.107 2.143 9.455 8.742 11.688 (15.319) 120.407 2010 16.653 79.360 2.846 1.578 1.791 5.696 7.787 7.086 14.556 137.353

Apólice/limites únicos compartilhados entre as empresas CEG e CEG RIO.

DIRETORIA
Bruno Armbrust Antoni Almela Casanova Kátia Valverde Junqueira Ignácio Pascual Lopez Eduardo Cardenal Rivera Jordi Gutierrez Oliver Jose Maria Margalef Badenas Katia Brito Repsold Fernando Cezar dos Santos Camilo Jorge Henrique da Silva Baeta Diretor Presidente Diretor Geral Diretora de Serviços Jurídicos Diretor de Planejamento, Ingressos e Regulação Diretor Comercial Diretor de Serviços Compartilhados Diretor Técnico Diretora de Serviço ao Cliente Diretor de Recursos Humanos Diretor Econômico-Financeiro e de Relações com Investidores

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
Sergio Manuel Aranda Moreno Presidente Bruno Armbrust Antoni Almela Casanova Francesc Solbes Pons Juan Manuel Otoya Rojas Narcis de Carreras Roques Ewald Possolo Correa da Veiga José Pais Rangel Cláudio Barbosa da Rocha Ivan Magalhães Junior

CONSELHO FISCAL
Ailton Pinto Siqueira Renato Achutti Felipe Kfuri Moreira da Silva Cleide Mathias da Silva Pinheiro - Contadora CRC-RJ 061137/O-4

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Aos Administradores e Acionistas Companhia Distribuidora de Gás do Rio de Janeiro - CEG Examinamos as demonstrações financeiras da Companhia Distribuidora de Gás do Estado do Rio de Janeiro - CEG (a “Companhia”) que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, assim como o resumo das principais políticas contábeis e as demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou por erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelo auditor e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e das divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou por erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui também a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião Em nossa opinião, as demonstrações financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Companhia Distribuidora de Gás do Rio de Janeiro - CEG em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Outros assuntos Informação suplementar - demonstração do valor adicionado Examinamos, também, a demonstração do valor adicionado (DVA), referente ao exercício findo em 31 de dezembro de 2011, preparadas sob a responsabilidade da administração da Companhia, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas. Essa demonstração foi submetida aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, está adequadamente apresentada, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Rio de Janeiro, 14 de março 2012

PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes CRC 2SP000160/O-5 “F” RJ

Maria Salete Garcia Pinheiro Contadora CRC 1RJ048568/O-7

PARECER DO CONSELHO FISCAL
Os membros do Conselho Fiscal da Companhia Distribuidora de Gás do Rio de Janeiro - CEG, no uso de suas atribuições legais e estatutárias, reunidos nesta data, com base no trabalho de acompanhamento desenvolvido ao longo do exercício, nas informações prestadas pela Administração da Companhia, no Parecer emitido sem ressalvas pelos Auditores Independentes sobre as Demonstrações Financeiras relativas ao exercício social findo em 31 de dezembro de 2011 e após análise do Relatório da Administração, das Demonstrações Financeiras e respectivas notas explicativas e da proposta de Destinação dos Resultados, decidiram recomendar à Assembleia Geral dos Acionistas a aprovação dos referidos documentos e as propostas de Destinação dos Resultados e de aumento do capital social pela incorporação de reservas de lucro sem emissão de novas ações. Rio de Janeiro (RJ), 15 de março de 2012. Felipe Kfuri Moreira da Silva Renato Achutti Aílton Pinto Siqueira

Quarta-feira, 28 de março de 2012

O GLOBO

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RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO DA CEG RIO S.A.
Evolução da Atividade CLIENTES CAPTADOS NO ANO: Em dezembro de 2011, as altas por gestão comercial na Ceg Rio atingiram 4.246 clientes, sendo 4.174 residenciais, 61 comerciais, 5 industriais e 6 postos de GNV. Devido à maior atividade comercial, as captações foram 11,7% superiores ao mesmo período de 2010. INCREMENTO LÍQUIDO E TOTAL DE CLIENTES: Neste período, houve um incremento líquido (altas menos baixas) de 3.279 clientes. No mesmo período do ano passado, o incremento foi de 2.070 clientes. O número total de clientes da Companhia soma 28.377 clientes. VENDAS: As vendas médias diárias totais foram de 4.307,0 mil metros cúbicos. As vendas de gás convencional (excluídas as vendas para geração elétrica) apresentaram decréscimo de 1,9% em relação ao mesmo período de 2010. As vendas para geração elétrica tiveram redução de 45,3%, se comparadas ao mesmo período do ano anterior. INVESTIMENTOS: Os investimentos no período somaram R$ 30.423 mil, montante 51,9% superior ao mesmo período do ano passado. ATIVIDADE OPERACIONAL: Teleatendimento: Até dezembro, foram recebidas 25.792 chamadas, número 9,7% inferior ao total de chamadas do mesmo período do ano passado. O percentual de chamadas abandonadas ficou em 5,6%. Atividade Comercial Em 2011, o número de clientes da Ceg Rio teve um crescimento de 13% em relação ao ano anterior, com incremento líquido de 3.279 clientes, encerrando o período com um total de 28.377 clientes nos diferentes mercados. Número de Clientes Residencial Comercial Industrial Geração Elétrica Postos de GNV Total 2011 27.931 262 84 03 100 28.377 2010 24.694 226 81 03 97 25.098 Variação 13% 15,9% 3,7% 0,0% 3,1% 13,1% • • Atividade Técnica Em 2011, foram realizados três importantes projetos para ampliação das redes de distribuição: • Itatiaia - foram assentados 8,8 km de tubo PE100, com o objetivo de fornecer gás natural à Indústria Michelin, a postos de GNV e a outros clientes residenciais e comerciais locais. Esta foi a primeira rede de polietileno PE100 para utilização em Alta Pressão (AP), 7 bar, construída pelo Grupo Gas Natural Fenosa no Brasil. Nova Friburgo - finalizada a modernização da estação de descompressão do município, elevando assim a capacidade de abastecimento para 3.000 m³/h de gás natural. Campos dos Goytacazes – iniciadas e concluídas as obras da nova Estação de Transferência de Custódia e da rede de abastecimento que se interligou ao sistema existente. Foram assentados 2,2 km de tubulações de Alta Pressão (AP16), com o objetivo de reforçar o sistema de distribuição de gás natural do norte fluminense. LAJIDA (Ebitda) O Lajida (lucro antes dos juros, impostos, depreciações e amortizações) de R$ 154.165 mil registrado no período representou um acréscimo de 7,73% em comparação com o ano anterior. O crescimento médio anual do Lajida foi superior a 18% nos últimos seis anos. LAJIDA Lajida (R$ mil) Lucro antes do resultado financeiro Depreciação e amortização Perdas e Recuperação de Créditos Remuneração aos Acionistas Em conformidade com a estrutura de capital da Companhia, que apresentou nos últimos anos redução do nível de alavancagem financeira, a Administração propôs uma distribuição de resultados de R$ 88.536 mil, sendo R$ 11.431 mil a título de juros sobre o capital próprio - já aprovado pela Assembleia Geral de Acionistas, realizada no dia 20/12/11 - e de R$ 77.105 mil sob a forma de dividendos. Somados, os valores acima representam 100% do lucro líquido do exercício, deduzida a constituição da reserva legal aplicável. A proposta de distribuição de dividendos será apreciada na próxima Assembleia Geral de Acionistas, que deverá ser realizada no mês de abril de 2012. 2011 JCP Dividendos Distribuição Total Financiamentos Em 2011, a Ceg Rio manteve sua estrutura de financiamentos para realização dos seus investimentos. Suas ações foram pautadas na obtenção de recursos financeiros provenientes das linhas de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Foi apresentado projeto de financiamento ao BNDES, referente aos investimentos para os anos de 2010, 2011 e 2012. Esse financiamento é destinado à expansão e saturação comercial em municípios fora da região metropolitana do Rio de Janeiro, perfazendo um total de R$ 80 milhões. O empréstimo foi aprovado nas seguintes condições: montante de R$ 51 milhões (correspondente a 64,0% dos investimentos apresentados); prazo total de 90 meses; e custos indexados à taxa de juros de longo prazo (TJLP). De acordo com o planejado, os desembolsos desse contrato serão realizados até 2013, sendo o primeiro programado para o 1º trimestre de 2011, contribuindo para o equilíbrio do fluxo de caixa da Companhia, ao longo desse período. A política de buscar financiamentos preferencialmente junto a entidades multilaterais tem colaborado para que a Ceg Rio mantenha os custos financeiros alinhados com o retorno esperado dos seus projetos. Para 2012, a Companhia vai continuar na busca das melhores condições de financiamento. Acionistas Em 31 de dezembro de 2011, o capital social da Ceg Rio estava representado por 1.995.022.644 ações (665.007.548 ordinárias e 1.330.015.096 preferenciais) todas nominativas e sem valor nominal, de propriedade dos seguintes acionistas: Acionista Capital Social (%) Gás Natural (grupo) Gás Natural Internacional SDG Gás Natural SDG Pluspetrol Energy SA Gaspetro Panorama Tributário A Instrução Normativa da Receita Federal que instituiu a obrigatoriedade do Sistema Público de Escrituração Digital Contribuição para o PIS/COFINS – SPED EFD PIS/ COFINS foi alterada por nova norma da Receita Federal, dispensando a entrega da obrigação para os meses de abril a dezembro de 2011. Com isso, a implantação desse projeto foi postergada para janeiro de 2012. Ao longo do ano, a Companhia buscou aumentar a eficiência operacional e de gestão fiscal, fornecendo orientações para a correta aplicação da legislação, principalmente no segmento de combustível. O quadro tributário que se segue demonstra os valores dos tributos pagos, com base na gestão fiscal adotada. 27.282 30.423 20.027 COFINS PIS IRPJ 2007 Sumário Financeiro Receita Líquida A Companhia manteve um ritmo de crescimento, embora um pouco mais tímido do que em anos anteriores, como apontam os índices do sumário financeiro. O lucro líquido do exercício de 2011 foi 10,56% maior do que no ano anterior, embora as receitas operacionais da Companhia, que foram de R$ 1.055.126 mil, tenham ficado 13,08% abaixo das receitas do período anterior, que somaram R$ 1.213.851. Essa variação é reflexo principalmente da queda do consumo no segmento industrial, combinada com uma redução do despacho para as térmicas, consequência do elevado nível dos reservatórios de água, o que reduziu a necessidade de acionamento das térmicas. Lucro Bruto O lucro bruto da Ceg Rio em 2011 foi de R$ 189.031 mil, superando em 6,42% os resultados obtidos em 2010, ou seja, R$ 11.400 mil superior ao apresentado no ano anterior, o que representa uma margem bruta de 17,92%. Resultado Financeiro A política monetária adotada pelo Banco Central do Brasil (BACEN) no inicio de 2011 foi de elevação da taxa básica de juros (Selic). A partir do agravamento da crise europeia, o Banco Central alterou a política monetária, passando a reduzir a taxa Selic em seguidos cortes, passando a taxa de 12,50% para 11,00%, em dezembro de 2011. Com base no anterior, a variação do resultado financeiro do ano de 2011 em relação ao ano de 2010 foi motivada, principalmente, pelo menor volume de encargos sobre dívida bancária, gerado principalmente pelo menor volume de dívida em 2011 em relação ao ano de 2010, maior volume de receita de aplicações financeiras, resultado da maior geração de caixa. O endividamento financeiro da empresa, que era de 25,8%, em 2010, caiu para 20,1%, em 2011. 2011 Resultado financeiro Lucro Operacional O Lucro Operacional em 2011 foi de R$ 132.858 mil, valor R$ 8.924 mil superior ao do ano anterior, ou seja, 7,2 pontos percentuais acima do lucro Operacional obtido no exercício anterior. Lucro Líquido O Lucro líquido foi de R$ 90.074 mil, apresentando um aumento de R$ 8.606 mil frente ao ano de 2010, o que representa um aumento percentual de 10,56%. Conta de Resultados (R$ mil) 2.380 1.947 3.834 2.321 2.081 1.678 2.252 2.210 2.097 Receita líquida das vendas e serviços Lucro bruto 2007 2008 2009 2010 2011 Lajida (Ebitda) Lucro operacional Lucro líquido do exercício 2011 2010 Variação Variação (R$) (%) -158.725 11.400 11.057 8.924 8.606 -13,08% 6,42% 7,73% 7,2% 10,56% -1.401 2010 -5.593 Variação (R$) 4.192 Variação (%) -74,95% 2008 2009 2010 2011 CSLL IOF CPMF AGENERSA ICMS IPVA IPTU ISS TOTAL (MBRL) 2011 12,30 2,67 30,14 13,11 0,16 5,10 22,47 0,01 0,002 0,01 85,97 2010 12,62 2,74 27,30 14,61 0,48 5,87 25,17 0,01 0,01 0,02 88,83 59,60 37,33 22,27 3,00 37,41 Quantidade de Ações (%) Capital Votante Preferenciais (Ordinárias) 70,46 51,00 19,46 3,35 26,19 54,20 30,50 23,70 2,80 43,00 11.431 77.105 88.536 2010 10.508 41.186 51.694 Variação (R$) 923 35.919 36.842 Variação (%) 8,78% 87,21% 71,27% 2011 154.165 132.858 16.379 4.928 2010 143.108 123.934 15.881 3.293 Variação Variação (R$) 11.057 8.924 498 1.635 (%) 7,73% 7,20% 3,14% 49,65%

• •

Vale lembrar que no município de Guapimirim está em construção uma nova base de compressão de gás natural, onde será feita a transferência da nova estação de compressão da rede de MPB para rede de AP42, com o objetivo de abastecer os municípios de Nova Friburgo, Teresópolis e Cachoeiras de Macacu, entre outros. Com isso, a Ceg Rio encerrou o exercício de 2011 atingindo um total de 956 km de rede. Meio Ambiente Desde que a Gas Natural Fenosa estabeleceu, voluntariamente, a política ambiental até a atualidade, a GNF Brasil tem fortalecido os compromissos com o meio ambiente. Neste sentido, com o objetivo de contribuir para sua preservação, ao longo de 2011 foram realizadas diversas ações de responsabilidade socioambiental. Entre elas, merece destaque: • O Programa de Neutralização da GNF Brasil, que compensou um total de 14.008 kg de CO2e emitidos em eventos realizados pela empresa; Workshops para conscientização e divulgação do Ano Internacional das Florestas, declarado pelas Nações Unidas como “Florestas para as pessoas”. O primeiro, Workshop Ambiental – Meio Ambiente e Florestas, realizado para comemorar o Dia Mundial do Meio Ambiente, para os colaboradores da Ceg e Ceg Rio. O segundo, Workshop Ambiental – Natureza e Florestas, foi realizado para os colaboradores da GNF SP (Sorocaba), em comemoração ao Dia da Natureza; Campanhas de Reciclagem, nas quais 136,35 kg de pilhas e baterias e 414 cartuchos e tonners foram reciclados.

Dando continuidade ao seu plano de expansão, a Companhia concluiu as obras de infraestrutura e chegou ao Município de Itatiaia, iniciando o abastecimento no segmento Industrial com a empresa Michelin. A Ceg Rio também chegou ao Município de Angra dos Reis através do sistema de fornecimento de gás natural comprimido (GNC). Com isso, a atividade comercial da Companhia foi realizada em 27 municípios, dos quais 21 são abastecidos com rede de gás natural canalizado e 06 são atendidos por meio do sistema de gás comprimido (GNC), sendo eles Teresópolis, Vassouras, Valença, Santo Antonio de Pádua, Araruama e Angra dos Reis. Os municípios de Carapebus e Quissamã já possuem rede de gás canalizado, cuja atividade comercial já está pronta para ter início, quando passarão a 29 os Municípios abastecidos com gás natural. No segmento residencial, a Companhia já atende quase 28 mil clientes, dos quais aproximadamente 40%, ou seja, 11.293 estão localizados nas duas maiores cidades da região Norte Fluminense: Campos dos Goytacazes e Macaé. Destaque também para o município de Cabo Frio, que atingiu 3.978 clientes residenciais. Na região Serrana, já são 5.174 os clientes atendidos. A região que obteve maior crescimento no segmento residencial foi a Norte Fluminense onde, em apenas um ano, mais de 1.900 novas residências passaram a ser abastecidas com gás natural, totalizando 11.946 clientes. Este incremento de clientes residenciais representa 15% frente a 2010. No segmento comercial, destaca-se o incremento de 15,9% no número de clientes, frente ao ano anterior. Com isso, a Ceg Rio já atende a 241 pequenos comércios e 17 grandes comércios, em sua área de concessão. No segmento GNV, foram abertos seis novos postos, distribuídos nos seguintes municípios: Engenheiro Paulo de Frontin, Resende, São Pedro de Aldeia, Volta Redonda, Três Rios e Barra Mansa, sendo que três postos deixaram de ser abastecidos. No total, a Companhia já abastece 100 postos de GNV. No segmento industrial, em 2011, foram atendidos 84 clientes com 05 novos clientes abastecidos nos municípios de Três Rios, Petrópolis, Resende, Rio das Ostras e Itatiaia. Evolução do número de clientes nos últimos 5 anos 28.377 21.537 23.031 25.101

Assim, alinhada com outros projetos ambientais, a GNF Brasil trabalhou, mais um ano, minimizando o impacto sobre o meio ambiente, aportando os recursos necessários para o desenvolvimento sustentável e preparando-se para a certificação ISO 14.001. Segurança Índices de Acidentabilidade O GNF Brasil atingiu os objetivos do GNF no que diz respeito aos índices de acidentabilidade no ano de 2011, conforme tabela a seguir: Índices Acidentes do Trabalho – Índice de Frequência Acidentes do Trabalho – Índice de Gravidade Sistema de Distribuição – valoração Sistema de Utilização - valoração Destaques: Não houve acidentes no sistema de distribuição de gás natural, o que permitiu fechar o ano com o indicador máximo (=10,0 pontos) Quanto aos Acidentes do trabalho, houve redução tanto nos índices de frequência, quanto nos índices de gravidade de acidentes do trabalho, em relação a 2010. Dentre os vários aspectos que foram relevantes para a redução dos índices de acidentabilidade, destacam-se: • Semana de prevenção ao risco, que destacou as atuações em situações de emergência, complementando com o treinamento prático de combate a incêndio com gás natural, para o Corpo de Bombeiros; Treinamentos de segurança para Gestores e Chefes de Obras; Análises das ocorrências pelo Comitê de Análise de Acidentes (CAE). Objetivos GNF ≤ 6,7 ≤ 0,31 ≥ 8,0 ≥ 8,0 Indicadores GNF Brasil 1,72 0,01 10,0 8,0

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Em março de 2011, iniciou-se a implantação do Sistema Integrado de Gestão, onde serão unificados e implantados a ISO 9.001, 14.001 e a OSHAS 18.001. Recursos Investidos Investimentos realizados (R$ mil) nos últimos 5 anos Dos 30.423 mil investidos pela Ceg Rio, 16.170 mil foram aplicados em novas redes de gás e 14.126 em gastos com ativos tangíveis como novos ramais, construção e reforma de estações de medição e regulagem, instalações auxiliares, medidores, entre outros. O investimento em ativos intangíveis, como tecnologia da informação, chegou a R$ 127.

30.000 25.000 20.000 15.000 10.000 5.000 2007 2008 2009 19.555

60.000 50.000 2010 2011 40.000 30.000 20.000 10.000 27.161

48.291

Vendas Convencionais Houve incremento nas vendas da Ceg Rio em 2011, nos mercados Residencial, Comercial e GNV, de 3%, 5% e 5%, respectivamente. No segmento industrial, houve uma redução de 3,2%, já que esse mercado foi muito impactado pela queda da produção. Visando à recuperação do nível de vendas e ao fomento do número de conversões para o mercado de gás natural veicular (GNV), foi realizada, no segundo semestre de 2011, uma campanha de incentivo ao uso do GNV, que abordou as vantagens econômicas frente aos demais combustíveis. A campanha - que foi veiculada nas rádios, mobiliário urbano, outdoors, postos de combustíveis, revista, jornal e taxisdoor - reforçou que o GNV é uma decisão inteligente por não prejudicar o motor, aumentar o período entre as manutenções, possuir rendimento superior, ser menos poluente e ser um combustível seguro. Após o período de veiculação da campanha, registrou-se um incremento de vendas de 0,3% no volume total, número significativo, levando-se em conta que houve uma redução de 1,7% nas vendas de GNV na região sudeste do país. Além disso, foi identificado um aumento de 33% nas conversões realizadas no Estado do Rio de Janeiro. Vale ressaltar que o resultado obtido em 2011 com o GNV está em linha com o resultado obtido em 2010, uma vez que o mercado brasileiro apresentou redução de 3% no período. Este resultado se deve ao trabalho de seleção de novos postos e campanhas de marketing. Vendas para Geração Elétrica Em 2011, as termelétricas do Rio de Janeiro, na área de concessão da Ceg Rio, registraram uma redução de 45% no consumo diário, em comparação com o ano anterior. O principal motivo foi o elevado nível dos reservatórios de água, o que reduziu a necessidade de acionamento das térmicas. O despacho médio das térmicas em 2011 chegou a 2,1 Mm³/dia, quando em 2010 alcançou 3,9 Mm³/dia. Vendas (mil m³/dia) Residencial Comercial Industrial Postos de GNV Total do mercado convencional Geração Elétrica Total Vendas (Mm /dia) nos últimos 5 anos
3

2011 6,9 4,1 1.761,3 437,5 2.209,8 2.097,2 4.307,0

2010 6,7 3,9 1.824,9 416,6 2.252,1 3.834,0 6.086,1

Var. (%) 3% 5% -3% 5% -2% -45% -29%

Relacionamento com a Sociedade Em 2011, a Ceg Rio patrocinou 14 projetos sociais e culturais. São iniciativas alinhadas com os pilares que norteiam a estratégia da empresa, principalmente educação e cultura. Em Resende, a empresa realizou o Jornada Século XXI. Um projeto direcionado a 1.100 professores na rede municipal de ensino e com a participação de grandes nomes da literatura e da música. Por meio desse projeto os professores tiveram a oportunidade de participar gratuitamente da jornada, que reuniu em sua programação ciclo de palestras, conferências, shows, espetáculos com contadores de histórias, oficinas de criação musical, artes e produção de brinquedos lúdicos. No Sul do estado, a Ceg Rio participou do 10º Piraí Fest, um festival de gastronomia e cultura, que faz parte do calendário cultural e turístico da região. No ano passado, o evento comemorou os 174 anos da emancipação político-administrativa do município. O objetivo era promover e divulgar a cultura local. A empresa também foi uma das apoiadoras do Festival Vale do Café, cuja programação teve apresentações de música, além de eventos ligados à história e ao meio ambiente. Em comemoração aos 35 anos de carreira da bailarina Ana Botafogo, a Ceg Rio apoiou a estreia nacional, com o balé “Marguerite e Armand”, uma versão de “A Dama das Camélias”, de Alexandre Dumas. As apresentações foram realizadas no Teatro Municipal. No cenário cultural, a Ceg Rio contribuiu para a publicação do livro “A poesia é para comer”, uma antologia poética cujo tema é gastronomia. São cerca de 90 poemas associados a receitas de chefs renomados e a obras de arte de acervos nacionais e internacionais. A empresa também participou do importante Prêmio Rio Sócio Cultural 2011. O objetivo desse projeto é mobilizar as comunidades de todos os municípios do Estado do Rio de Janeiro, valorizando as ações socioculturais inovadoras, desde que tenham mais de um ano de atividades regulares. O projeto reconhece e premia essas ações, difundindo um banco de dados via internet, entre outros meios de comunicação, para que se tornem exemplos multiplicadores em todos o país. Ainda no ano passado, a Ceg Rio contribuiu para a restauração dos achados arquitetônicos do Palácio Guanabara. COMITÊ DE DIREÇÃO Bruno Armbrust Diretor Presidente Ignácio Pascual Lopes Planejamento, Ingressos e Regulação Kátia Valverde Junqueira Serviços Jurídicos José Eudes Freitas Econômico-Financeiro Antoni Almela Casanova Área Comercial Jordi Gutierrez Serviços Compartilhados José Maria Margalef Área Técnica Kátia Brito Repsold Serviço a Clientes Fernando Cezar dos Santos Camilo Recursos Humanos Mario Nevares Organização e Qualidade Fernanda Amaral Mendes Alves Comunicação Gilberto Guimarães Rosa da Silva Controle de Gestão Marcelo Medeiros Maia Braga Informática Ana Carolina Almeida Auditoria Interna

8.000 7.000 6.000 5.000 4.000 3.000 2.000 1.000 0

6.823

1.055.126 1.213.851 189.031 154.165 132.858 90.074 177.631 143.108 123.934 81.468

Mercado Convencional CEG RIO

Geração Elétrica CEG RIO

10
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O GLOBO

Quarta-feira, 28 de março de 2012

BALANÇOS PATRIMONIAIS EM 31 DE DEZEMBRO Em milhares de reais Ativo Circulante Caixa e equivalentes de caixa (Nota 6) Títulos e valores mobiliários (Nota 7) Contas a receber de clientes (Nota 8) Tributos a recuperar (Nota 9) Contas a receber de parte relacionada (Nota 11) Adiantamentos a fornecedores Estoques Despesas antecipadas Demais contas a receber Não circulante Realizável a longo prazo Tributos a recuperar (Nota 9) Créditos restituíveis (Nota 22) Depósitos judiciais Ativos fiscais diferidos (Nota 10) Outros realizáveis a longo prazo Intangível (Nota 12) Diferido (Nota 13) Total do ativo 2011 53.879 91.465 9.219 522 491 40 36 155.652 734 46.079 919 14.427 158 62.317 278.207 23.990 364.514 520.166 2010 42.893 23 97.787 8.132 3 509 423 199 15 149.984 2.016 28.738 422 16.590 275 48.041 258.554 29.412 336.007 485.991 Passivo e patrimônio líquido Circulante Fornecedores (Nota 14) Empréstimos e financiamentos (Nota 15) Obrigações trabalhistas Tributos a recolher (Nota 16) Contas a pagar a partes relacionadas (Nota 11) Dividendos propostos e juros sobre o capital próprio (Nota 17(b)) Demais contas e despesas a pagar Não circulante Empréstimos e financiamentos (Nota 15) Provisão para contingências (Nota 18) Débitos restituíveis (Nota 22) Recebimentos antecipados (Nota 20) Total do passivo Patrimônio líquido (Nota 17) Capital social Reserva de capital Reservas de lucros Total do patrimônio líquido Total do passivo e patrimônio líquido 2011 97.025 19.806 63 25.008 1.065 22.134 1.614 166.715 45.177 3.517 46.079 224 94.997 261.712 95.212 90 163.152 258.454 520.166 2010 105.543 22.155 59 25.079 1.033 15.906 1.387 171.162 56.724 3.065 28.738 88.527 259.689 87.520 90 138.692 226.302 485.991

DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma Receita líquida (Nota 21) Venda de gás Contratos de construção Outras receitas (Nota 19.3) Despesas operacionais Compra de gás e de serviços Custo dos contratos de construção Pessoal Utilidades, materiais e serviços Serviços administrativos e outros gastos gerais (Nota 26) Depreciação e amortização Outras, líquidas (Nota 24) Lucro operacional Resultado financeiro (Nota 25) Receitas financeiras Despesas financeiras 2011 1.017.771 27.238 10.117 1.055.126 2010 1.197.557 15.676 618 1.213.851

(838.857) (1.020.544) (27.238) (15.676) (3.676) (3.472) (2.060) (2.807) (32.418) (28.443) (16.379) (15.881) (1.640) (3.094) (922.268) (1.089.917) 132.858 123.934 4.304 (5.705) (1.401) 131.457 2.845 (8.438) (5.593) 118.341

As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras. DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma Reservas de lucros Dividendo adicional proposto 23.418 35.788 (23.418) 35.788 66.402 (35.788) 66.402 -

Lucro antes do imposto de renda e da contribuição social Imposto de renda e contribuição social (Nota 16 (b)) Do exercício (39.871) (39.346) (1.512) 2.473 Diferidos Lucro líquido do exercício atribuível aos acionistas da 90.074 81.468 Companhia Quantidade média ponderada de ações em circulação 1.995.023 1.995.023 (em milhares) Lucro básico e diluído por lote de mil ações atribuível aos acionistas da Companhia durante o exercício 45,15 40,84 (expresso em R$ por ação) As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras. DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO Em milhares de reais Fluxo de caixa das atividades operacionais Lucro líquido antes do imposto de renda e da contribuição social Ajustes Amortizações do intangível e diferido Resultado na baixa do intangível Juros, variações monetárias e cambiais sobre empréstimos, contingências e depósitos judiciais Variações nos ativos e passivos Contas a receber de clientes Estoques Tributos a recuperar e diferidos Outros ativos Fornecedores Obrigações trabalhistas Tributos a pagar Partes relacionadas Outros passivos Caixa proveniente das (aplicado nas) operações Imposto de renda e contribuição social pagos IRRF sobre juros sobre capital próprio pago Juros pagos sobre empréstimos 2011 131.457 16.379 (32) 6.959 154.763 6.322 (68) 45.607 (255) (8.518) 4 (41.454) 35 451 2.124 156.887 (43.249) (1.576) (6.961) (51.786) 105.101 2010 118.341 15.881 (24) 8.485 142.683 (35.837) (19) 34.955 223 30.560 2 (35.111) (118) (196) (5.541) 137.142 (39.698) (1.330) (28.290) (69.318) 67.824 308 (18.264) 148 (17.807) (59.136) 40.118 (38.815) (57.833) (7.816) 50.709 42.893 (18.522) (10.442)

Em 31 de dezembro de 2009 Aumento de capital Lucro líquido do exercício Destinação do lucro Reserva legal Juros sobre o capital próprio (R$ 5,27 por lote de mil ações) Dividendos propostos (R$ 2,71 por lote de mil ações) Dividendo adicional proposto (R$ 17,94 por lote de mil ações) Distribuição dividendo adicional proposto de 2009 Reserva para investimentos futuros Efeito de mudança de prática contábil Destinado a projeto de expansão (Nota 17 (d)) Em 31 de dezembro de 2010 Aumento de capital Lucro líquido do exercício Destinação do lucro Reserva legal Juros sobre o capital próprio (R$ 5,73 por lote de mil ações) Dividendos propostos (R$ 5,36 por lote de mil ações) Dividendo adicional proposto (R$ 33,28 por lote de mil ações) Distribuição dividendo adicional proposto de 2010 Em 31 de dezembro de 2011

Capital Reserva de capitalsocial incentivos fiscais 72.377 90 15.143 87.520 7.692 90 -

Expansão 74.224 (15.143) 14.390 11.929 85.400 (7.692) -

Legal 14.049 3.455 17.504 -

Lucros acumulados 81.468 (3.455) (10.508) (5.398) (35.788) (14.390) (11.929) 90.074 (1.538) (11.431) (10.703) (66.402) -

Total 184.158 81.468 (10.508) (5.398) (23.418) 226.302 90.074 (11.431) (10.703) (35.788) 258.454

1.538 77.708 19.042 95.212 90 163.152 As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras.

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma Informações gerais A CEG RIO S.A. é uma sociedade anônima de capital fechado e tem como objetivo, no âmbito de sua concessão (Nota 19.2), operar os serviços públicos de gás, de qualquer tipo e origem, fora da região metropolitana da cidade do Rio de Janeiro, e explorar, com exclusividade, a distribuição de gás canalizado, bem como todos os subprodutos resultantes. A concessão obtida junto à Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro - AGENERSA, tem o prazo de trinta anos, contados a partir de 21 de julho de 1997, prorrogáveis, a critério exclusivo do Estado do Rio de Janeiro, por igual período de tempo e por uma única vez. A área de concessão da CEG RIO inclui as regiões Norte-Fluminense, Noroeste-Fluminense, Baixada Litorânea, Serrana, Médio Paraíba, Centro-Sul e a Baía da Ilha Grande, todas no Estado do Rio de Janeiro. De acordo com o contrato de concessão, a CEG RIO deverá cumprir determinações requeridas pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro (Poder Concedente). O não cumprimento das referidas determinações sujeitará a Companhia a penalidades que vão desde a advertência até a extinção da concessão. As principais determinações são: • realizar, por sua conta e risco, as obras ou outras intervenções necessárias à prestação dos serviços concedidos, mantendo e repondo os bens e operando as instalações e equipamentos, de modo a assegurar a qualidade dos serviços; • manter as instalações e equipamentos existentes e futuros, promover o registro e inventário permanente dos bens vinculados à concessão, zelando pela integridade dos mesmos; • manter cobertura de seguros, por valores adequados de reposição, dos bens vinculados à concessão, contratando, pelo menos, os seguros de danos materiais e de responsabilidade civil por danos causados a terceiros; • captar, aplicar e gerir os recursos financeiros necessários à adequada prestação dos serviços; • indenizar os danos decorrentes da prestação dos serviços; • atingir as metas de qualidade e segurança, constantes do Anexo II ao Contrato de Concessão, nos prazos e condições fixados; • manter, a todo e qualquer tempo, a sede da Companhia no Estado do Rio de Janeiro. A Companhia entende que as determinações estipuladas no contrato de concessão mencionadas acima têm sido cumpridas adequadamente. Na hipótese de extinção da concessão, a Companhia seria indenizada pelo valor residual dos bens integrantes da concessão. A emissão dessas demonstrações financeiras foi autorizada pela Administração da Companhia em 14 de março de 2012. 2 Resumo das principais políticas contábeis As principais políticas contábeis aplicadas na preparação destas demonstrações financeiras estão definidas abaixo. Essas políticas foram aplicadas de modo consistente nos exercícios apresentados, salvo disposição em contrário. 2.1 Base de preparação As demonstrações financeiras foram preparadas considerando o custo histórico como base de valor e ativos e passivos financeiros mensurados ao valor justo. A preparação de demonstrações financeiras requer o uso de certas estimativas contábeis críticas e também o exercício de julgamento por parte da administração da Companhia no processo de aplicação das políticas contábeis. Aquelas áreas que requerem maior nível de julgamento e possuem maior complexidade, bem como as áreas nas quais premissas e estimativas são significativas para as demonstrações financeiras, estão divulgadas na Nota 3. (a) Demonstrações financeiras individuais As demonstrações financeiras foram elaboradas e estão sendo apresentadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, incluindo os pronunciamentos emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPCs). (b) Mudanças nas políticas contábeis e divulgações Não há novos pronunciamentos ou interpretações de CPCs vigendo a partir de 2011 que poderiam ter um impacto significativo nas demonstrações financeiras da Companhia. 2.2 Caixa e equivalentes de caixa Compreendem dinheiro em caixa, depósitos bancários e outros investimentos de curto prazo de alta liquidez, que são prontamente conversíveis em um montante conhecido de caixa e que estão sujeitos a um risco insignificante de mudança de valor (Nota 6). 2.3 Ativos financeiros 2.3.1 Classificação A Companhia classifica seus ativos financeiros sob as seguintes categorias: mensurados ao valor justo por meio do resultado e empréstimos e recebíveis. A classificação depende da finalidade para a qual os ativos financeiros foram adquiridos. A administração determina a classificação de seus ativos financeiros no reconhecimento inicial. (a) Ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado Os ativos financeiros ao valor justo por meio do resultado são ativos financeiros mantidos para negociação. Um ativo financeiro é classificado nessa categoria se foi adquirido, principalmente, para fins de venda no curto prazo. Os ativos dessa categoria são classificados como ativos circulantes. (b) Empréstimos e recebíveis Os empréstimos e recebíveis são ativos financeiros não derivativos com pagamentos fixos ou determináveis, que não são cotados em um mercado ativo. São apresentados como ativo circulante, exceto aqueles com prazo de vencimento superior a 12 meses após a data do balanço (estes são classificados como ativos não circulantes). Os empréstimos e recebíveis da Companhia compreendem os empréstimos a partes relacionadas, contas a receber de clientes, demais contas a receber e caixa e equivalentes de caixa. 1 2.3.2 Reconhecimento e mensuração As compras e as vendas de ativos financeiros são normalmente reconhecidas na data de negociação. Os investimentos são, inicialmente, reconhecidos pelo valor justo, acrescidos dos custos da transação para todos os ativos financeiros não classificados como ao valor justo por meio do resultado. Os ativos financeiros ao valor justo por meio de resultado são, inicialmente, reconhecidos pelo valor justo, e os custos da transação são debitados à demonstração do resultado. Os ativos financeiros são baixados quando os direitos de receber fluxos de caixa tenham vencido ou tenham sido transferidos; neste último caso, desde que a Companhia tenha transferido, significativamente, todos os riscos e os benefícios da propriedade. Os ativos financeiros disponíveis para venda e os ativos financeiros mensurados ao valor justo através do resultado são, subsequentemente, contabilizados pelo valor justo. Os empréstimos e recebíveis são contabilizados pelo custo amortizado, usando o método da taxa efetiva de juros. Os ganhos ou as perdas decorrentes de variações no valor justo de ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado são apresentados na demonstração do resultado em “Resultado financeiro” no período em que ocorrem. A Companhia avalia, na data do balanço, se há evidência objetiva de perda (impairment) em um ativo financeiro ou grupo de ativos financeiros. 2.3.3 Compensação de instrumentos financeiros Ativos e passivos financeiros são compensados e o valor líquido é reportado no balanço patrimonial quando há um direito de compensar os valores reconhecidos e há uma intenção de liquidá-los numa base líquida ou realizar o ativo e liquidar o passivo simultaneamente. 2.3.4 Impairment de ativos financeiros mensurados ao custo amortizado A Companhia avalia, na data de cada balanço, se há evidência objetiva de que o ativo financeiro ou o grupo de ativos financeiros está deteriorado. Um ativo ou grupo de ativos financeiros está deteriorado e os prejuízos de impairment são incorridos somente se há evidência objetiva de impairment como resultado de um ou mais eventos ocorridos após o reconhecimento inicial dos ativos (um “evento de perda”) e aquele evento (ou eventos) de perda tem um impacto nos fluxos de caixa futuros estimados do ativo financeiro ou grupo de ativos financeiros que pode ser estimado de maneira confiável. Os critérios que a Companhia usa para determinar se há evidência objetiva de uma perda por impairment incluem: (i) dificuldade financeira relevante do emissor ou devedor (mais de 6 meses de atraso); (ii) uma quebra de contrato, como inadimplência ou mora no pagamento dos juros ou principal; (iii) o desaparecimento de um mercado ativo para aquele ativo financeiro devido às dificuldades financeiras; ou (iv) dados observáveis indicando que há uma redução mensurável nos futuros fluxos de caixa estimados a partir de uma carteira de ativos financeiros desde o reconhecimento inicial daqueles ativos, embora a diminuição não possa ainda ser identificada com os ativos financeiros individuais na carteira, incluindo: (a) mudanças adversas na situação do pagamento dos tomadores de empréstimo na carteira; (b) condições econômicas nacionais ou locais que se correlacionam com as inadimplências sobre os ativos na carteira. O montante da perda por impairment é mensurada como a diferença entre o valor contábil dos ativos e o valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados (excluindo os prejuízos de crédito futuro que não foram incorridos) descontados à taxa de juros em vigor original dos ativos financeiros. O valor contábil do ativo é reduzido e o valor do prejuízo é reconhecido na demonstração do resultado. Se um empréstimo ou investimento mantido até o vencimento tiver uma taxa de juros variável, a taxa de desconto para medir uma perda por impairment é a atual taxa efetiva de juros determinada de acordo com o contrato. Como um expediente prático, a Companhia pode mensurar o impairment com base no valor justo de um instrumento utilizando um preço de mercado observável. Se, num período subsequente, o valor da perda por impairment diminuir e a diminuição puder ser relacionada objetivamente com um evento que ocorreu após o impairment ser reconhecido (como uma melhoria na classificação de crédito do devedor), a reversão da perda por impairment reconhecida anteriormente será reconhecida na demonstração do resultado. 2.4 Contas a receber de clientes e provisão para créditos de liquidação duvidosa As contas a receber de clientes correspondem aos valores a receber pela venda de mercadoria ou prestação de serviços no curso normal das atividades da Companhia. Se o prazo de recebimento é equivalente a um ano ou menos as contas a receber são classificadas no ativo circulante. Caso contrário, são apresentadas no não circulante. As contas a receber de clientes são, inicialmente, reconhecidas pelo valor justo e, subsequentemente, mensuradas pelo custo amortizado com o uso do método da taxa efetiva de juros menos a provisão para créditos de liquidação duvidosa “PCLD” ou “impairment”, considerando os critérios descritos na Nota 2.3. A provisão para créditos de liquidação duvidosa é estabelecida quando existe uma evidência objetiva de que a Companhia não será capaz de cobrar todos os valores devidos de acordo com os prazos originais das contas a receber. O valor da provisão é a diferença entre o valor contábil e o valor recuperável. 2.5 Estoques Referem-se, principalmente, a itens de almoxarifado e estão apresentados pelo menor valor entre o custo de aquisição e o valor líquido realizável. 2.6 Ativos intangíveis (i) Contrato de concessão Como resultado da adoção da interpretação do ICPC 01, a Companhia classifica como intangível os custos dos ativos construídos ou adquiridos para fins de prestação de serviços de concessão, líquidos de amortização, o qual representa o direito de cobrar dos usuários pelo serviço de gás durante o período de vigência do contrato de concessão. A amortização é calculada com base na vida útil estimada para os ativos compreendidos e integrantes da base de cálculo da tarifa de prestação

Caixa líquido proveniente das atividades operacionais Fluxo de caixa das atividades de investimentos 23 Títulos e valores mobiliários Aquisições do ativo intangível (30.622) 42 Venda de ativo intangível (30.557) Caixa líquido aplicado nas atividades de investimento Fluxo de caixa das atividades de financiamentos (19.408) Amortização de empréstimos 5.968 Ingressos de empréstimos (50.118) Dividendos e juros sobre o capital próprio pagos (63.558) Caixa líquido aplicado nas atividades de financiamentos Redução líquida de caixa e equivalentes de caixa 10.986 42.893 Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício 53.879 Caixa e equivalentes de caixa no final do exercício Transações que não afetam caixa Take or pay com fornecedor (Nota 19.1) 17.341 Créditos/Débitos restituíveis (Nota 22) As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras.

(ii)

(iii)

2.7

2.8

2.9

de serviços, e reflete o padrão em que se espera que os benefícios econômicos futuros do ativo sejam consumidos pela Companhia. Adicionalmente, a Companhia revisa anualmente a vida útil de seus ativos (Nota 12). O serviço de construção da infraestrutura necessária para a distribuição de gás, conforme a referida norma, é considerado um serviço prestado ao Poder Concedente e a correspondente receita é reconhecida ao resultado por valor igual ao custo. A Companhia não reconhece margem na construção de infraestrutura, pois essa margem está, em sua grande maioria, vinculada aos serviços contratados de terceiros por valores que refletem o valor justo. Ao fim da concessão, os ativos vinculados à prestação de serviço de distribuição de gás serão revertidos ao Poder Concedente, tendo a Companhia direito à indenização a ser determinada com base no levantamento dos valores contábeis a serem apurados nessa época. Programas de computador (softwares) Os custos associados à manutenção de softwares são reconhecidos como despesa, conforme incorridos. Os custos de desenvolvimento que são diretamente atribuíveis ao projeto e aos testes de produtos de software identificáveis e exclusivos, controlados pela Companhia, são reconhecidos como ativos intangíveis quando os seguintes critérios são atendidos: • É tecnicamente viável concluir o software para que ele esteja disponível para uso. • A administração pretende concluir o software e usá-lo ou vendê-lo. • O software pode ser vendido ou usado. • Pode-se demonstrar que é provável que o software gerará benefícios econômicos futuros. • Estão disponíveis adequados recursos técnicos, financeiros e outros recursos para concluir o desenvolvimento e para usar ou vender o software. • O gasto atribuível ao software durante seu desenvolvimento pode ser mensurado com segurança. Os custos diretamente atribuíveis, que são capitalizados como parte do produto de software, incluem os custos com empregados alocados no desenvolvimento de softwares e uma parcela adequada das despesas indiretas aplicáveis. Os custos também incluem os custos de financiamento incorridos durante o período de desenvolvimento do software. Outros gastos de desenvolvimento que não atendam a esses critérios são reconhecidos como despesa, conforme incorridos. Os custos de desenvolvimento previamente reconhecidos como despesa não são reconhecidos como ativo em período subsequente. Os custos de desenvolvimento de software reconhecidos como ativos são amortizados usando-se o método linear ao longo de suas vidas úteis, pelas taxas demonstradas na Nota 12. Servidão de passagem As servidões de passagem são registradas como ativo intangível e amortizadas pela expectativa de vida útil, limitada ao prazo de concessão (Nota 12). Diferido Refere-se a gastos incorridos, principalmente, para captação de novos clientes até 31 de dezembro de 2008. É amortizado pelo prazo de 10 anos a partir da data da conclusão dos trabalhos em cada área geográfica, quando os benefícios começaram a ser gerados (Nota 13). Conforme Lei nº 11.941/09 e o Pronunciamento Técnico CPC 13 - Adoção Inicial da Lei nº 11.638/07 e da Medida Provisória nº 449/08, convertida na Lei nº 11.941/09, estes gastos permanecerão registrados no ativo diferido até sua amortização total. A partir de 2009, os gastos dessa natureza passaram a ser reconhecidos no resultado do exercício. Impairment de ativos não financeiros Os ativos que têm uma vida útil indefinida não estão sujeitos à amortização e são testados anualmente para identificar eventual necessidade de redução ao valor recuperável (impairment). Os ativos que estão sujeitos à amortização são revisados para a verificação de impairment sempre que eventos ou mudanças nas circunstâncias indicarem que o valor contábil pode não ser recuperável. Uma perda por impairment é reconhecida quando o valor contábil do ativo excede seu valor recuperável, o qual representa o maior valor entre o valor justo de um ativo menos os custos de venda e o seu valor em uso. Para fins de avaliação do impairment, os ativos são agrupados nos níveis mais baixos para os quais existam fluxos de caixa identificáveis separadamente (Unidades Geradoras de Caixa (UGC)). Os ativos não financeiros, exceto eventual ágio, que tenham sido ajustados por impairment, são revisados subsequentemente para a análise de uma possível reversão do impairment na data de apresentação do balanço. Não foi identificada qualquer perda a ser reconhecida até 31 de dezembro de 2011 em decorrência dessa avaliação. Contas a pagar aos fornecedores As contas a pagar aos fornecedores são obrigações a pagar por bens ou serviços que foram adquiridos no curso normal dos negócios, sendo classificadas como

Quarta-feira, 28 de março de 2012

O GLOBO

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passivos circulantes se o pagamento for devido no período de até um ano. Caso contrário, as contas a pagar são apresentadas como passivo não circulante. Elas são, inicialmente, reconhecidas pelo valor justo e, subsequentemente, mensuradas pelo custo amortizado com o uso do método de taxa efetiva de juros. 2.10Empréstimos e financiamentos Os empréstimos são reconhecidos, inicialmente, pelo valor justo, líquido dos custos incorridos na transação e são, subsequentemente, demonstrados pelo custo amortizado. Qualquer diferença entre os valores captados (líquidos dos custos da transação) e o valor de liquidação é reconhecida na demonstração do resultado durante o período em que os empréstimos estejam em aberto, utilizando o método da taxa efetiva de juros. Os empréstimos são classificados como passivo circulante, a menos que a Companhia tenha um direito incondicional de diferir a liquidação do passivo por, pelo menos, 12 meses após a data do balanço. 2.11Provisões As provisões para ações judiciais (trabalhista, cível e tributária) são reconhecidas quando: a Companhia tem uma obrigação presente ou não formalizada (constructive obligation) como resultado de eventos já incorridos; é provável que uma saída de recursos seja necessária para liquidar a obrigação; e o valor puder ser estimado com segurança. As provisões não incluem as perdas operacionais futuras. Quando houver uma série de obrigações similares, a probabilidade de liquidá-las é determinada, levando-se em consideração a classe de obrigações como um todo. Uma provisão é reconhecida mesmo que a probabilidade de liquidação relacionada com qualquer item individual incluído na mesma classe de obrigações seja pequena. As provisões são mensuradas pelo valor presente dos gastos que devem ser necessários para liquidar a obrigação, usando uma taxa antes de impostos, a qual reflita as avaliações atuais de mercado do valor temporal do dinheiro e dos riscos específicos da obrigação. O aumento da obrigação em decorrência da passagem do tempo é reconhecido como despesa financeira. 2.12 Imposto de renda e contribuição social corrente e diferidos As despesas de imposto de renda e contribuição social do período compreendem os impostos corrente e diferido. Os impostos sobre a renda são reconhecidos na demonstração do resultado, exceto na proporção em que estiverem relacionados com itens reconhecidos diretamente no patrimônio líquido. Nesse caso, o imposto também é reconhecido no patrimônio líquido. O encargo de imposto de renda e contribuição social corrente e diferido é calculado com base nas leis tributárias promulgadas, ou substancialmente promulgadas, na data do balanço. A administração avalia, periodicamente, as posições assumidas pela Companhia nas apurações de impostos de renda com relação às situações em que a regulamentação fiscal aplicável dá margem a interpretações. Estabelece provisões, quando apropriado, com base nos valores estimados de pagamento às autoridades fiscais. O imposto de renda e contribuição social diferidos são reconhecidos usando-se o método do passivo sobre as diferenças temporárias decorrentes de diferenças entre as bases fiscais dos ativos e passivos e seus valores contábeis nas demonstrações financeiras. Entretanto, o imposto de renda e contribuição social diferidos não são contabilizados se resultar do reconhecimento inicial de um ativo ou passivo em uma operação que não seja uma combinação de negócios, a qual, na época da transação, não afeta o resultado contábil, nem o lucro tributável. O imposto de renda e contribuição social diferidos ativos são reconhecidos somente na proporção da probabilidade de que o lucro tributável futuro esteja disponível e contra o qual as diferenças temporárias possam ser usadas. Os impostos diferidos ativos e passivos são apresentados pelo líquido no balanço quando há um direito legal e a intenção de compensá-los quando da apuração dos tributos correntes e quando os impostos de renda diferidos ativos e passivos se relacionam com os impostos de renda incidentes pela mesma autoridade tributável sobre a entidade tributária ou diferentes entidades tributáveis onde há intenção de liquidar os saldos numa base líquida. 2.13 Capital social As ações ordinárias e as ações preferenciais não resgatáveis são classificadas como patrimônio líquido. 2.14 Distribuição de dividendos e juros sobre capital próprio A distribuição de dividendos e juros sobre capital próprio para os acionistas da Companhia é reconhecida como um passivo nas demonstrações financeiras ao final do exercício, calculada com base no estatuto social da Companhia. Qualquer valor acima do mínimo obrigatório somente é provisionado na data em que são aprovados pelos acionistas, em Assembleia Geral. Para efeito de apresentação das demonstrações financeiras, os juros sobre o capital próprio são reclassificados para a conta de lucros acumulados. 2.15 Reconhecimento de receita A receita compreende o valor justo da contraprestação recebida ou a receber da venda de gás e serviços. A Companhia reconhece a receita quando o valor da receita pode ser mensurado com segurança, é provável que benefícios econômicos futuros fluirão para a entidade e quando critérios específicos tiverem sido atendidos para cada uma de suas atividades, conforme descrição a seguir. A Companhia baseia suas estimativas em resultados históricos, levando em consideração o tipo de cliente, o tipo de transação e as especificações de cada venda. A receita é apresentada líquida dos impostos, das devoluções, dos abatimentos e dos descontos. (a) Venda de Gás A receita pela venda de gás é reconhecida por medição equivalente ao volume de gás transferido para o cliente e através de estimativas para mensurar o gás entregue, mas ainda não considerado pelas medições anteriores ao fechamento do exercício. (b) Venda de mercadorias A Companhia vende determinados equipamentos destinados aos usuários residenciais de gás canalizado, como aquecedores e acessórios. Essas vendas são reconhecidas sempre que a Companhia efetua a entrega dos produtos para o cliente e não há nenhuma obrigação não satisfeita que possa afetar a aceitação dos produtos pelo cliente. A entrega não ocorre até que: (i) os produtos tenham sido enviados para o local especificado; (ii) os riscos de obsolescência e perda tenham sido transferidos para o cliente; (iii) o cliente tenha aceitado os produtos de acordo com o contrato de venda; e (iv) as disposições de aceitação tenham sido acordadas ou a Companhia tenha evidências objetivas de que todos os critérios para aceitação foram atendidos. (c) Venda de serviços O serviço de construção da infraestrutura necessária para a distribuição de gás é considerada um serviço prestado ao Poder Concedente e a correspondente receita é reconhecida ao resultado por valor igual ao custo, pelo fato da Companhia subcontratar essa construção e por não haver margem de lucro nesse serviço. Para mensuração e reconhecimento da receita e custo dos serviços de construção da infraestrutura de distribuição de gás, a Companhia considera o estágio de execução do serviço prestado. (d) Receita financeira A receita financeira é reconhecida conforme o prazo decorrido pelo regime de competência, usando o método da taxa efetiva de juros. Quando uma perda (impairment) é identificada em relação a um contas a receber, a Companhia reduz o valor contábil para seu valor recuperável, que corresponde ao fluxo de caixa futuro estimado, descontado à taxa efetiva de juros original do instrumento. Subsequentemente, à medida que o tempo passa, os juros são incorporados às contas a receber, em contrapartida de receita financeira. Essa receita financeira é calculada pela mesma taxa efetiva de juros utilizada para apurar o valor recuperável, ou seja, a taxa original do contas a receber. (e) Resultado abrangente Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010, a Companhia não auferiu resultado abrangente. 3 Estimativas e julgamentos contábeis críticos As estimativas e os julgamentos contábeis são continuamente avaliados e baseiam-se na experiência histórica e em outros fatores, incluindo expectativas de eventos futuros, consideradas razoáveis para as circunstâncias.

(d) Provisão para créditos de liquidação duvidosa A provisão para créditos de liquidação duvidosa é constituída com base no julgamento da Companhia sobre sua capacidade de cobrar todos os valores devidos considerando os prazos originais das contas a receber. Caso todas as contas a receber vencidas e não impaired fossem consideradas não recuperáveis, a Companhia sofreria uma perda adicional de R$ 11.728 no exercício findo em 31 de dezembro de 2011 (R$ 31.722 em 31 de dezembro de 2010). (e) Vida útil do ativo intangível A vida útil dos ativos classificados no ativo intangível reflete o período em que se espera que os benefícios econômicos futuros serão consumidos pela Companhia. Anualmente a Companhia revisa a vida útil desses ativos. (f) Provisão para contingência A administração da Companhia, com base na opinião de seus consultores jurídicos, estabelece o valor da provisão para contingências, a qual reflete os montantes das prováveis saídas de recursos para liquidação das obrigações decorrentes de ações judiciais de natureza cíveis, trabalhistas e tributárias.

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Instrumentos financeiros por categoria Empréstimos e recebíveis Total

31 de dezembro de 2011 Ativos, conforme o balanço patrimonial Contas a receber de clientes e partes relacionadas Caixa e equivalentes de caixa Depósitos Judiciais

91.465 53.879 919 146.263 Outros passivos financeiros

91.465 53.879 919 146.263

4 Gestão de risco financeiro 4.1 Fatores de risco financeiro As atividades da Companhia a expõem a riscos financeiros: risco de mercado (incluindo risco de taxa de juros de valor justo, risco de taxa de juros de fluxo de caixa e risco de preço), risco de crédito e risco de liquidez. O programa de gestão de risco da Companhia se concentra na imprevisibilidade dos mercados financeiros e busca minimizar potenciais efeitos adversos no desempenho financeiro da Companhia. Podem ser usados instrumentos financeiros derivativos para proteger certas exposições a risco. A gestão de risco é realizada pela tesouraria da Companhia, segundo as políticas aprovadas pelo Conselho de Administração. A Diretoria Financeira da Companhia identifica, avalia e a protege contra eventuais riscos financeiros. O Conselho de Administração estabelece princípios, por escrito, para a gestão de risco, bem como para áreas específicas, como risco cambial, risco de taxa de juros, risco de crédito, uso de instrumentos financeiros derivativos e não derivativos e investimento de excedentes de caixa. O risco de volatilidade no preço do gás distribuído a que a Companhia está exposta é reduzido, uma vez que as tarifas aplicadas são autorizadas pelo Poder concedente e levam em consideração o aumento dos custos de gás distribuído. Além disso, embora o custo do gás adquirido para distribuição esteja atrelado ao dólar estadunidense, oscilações averiguadas na margem de contribuição estipulada são revisadas e aplicadas a cada revisão tarifária efetuada. A Companhia tem os juros de seus empréstimos indexados ao CDI e TJLP. O risco associado é oriundo da possibilidade de ocorrerem perdas resultantes de flutuações nas taxas de juros que podem aumentar as despesas financeiras relativas aos empréstimos e financiamentos contratados. A Companhia monitora continuamente as flutuações das taxas de juros de mercado com o objetivo de avaliar a eventual necessidade de contratação de operações de derivativos para proteger, parte ou total de seus empréstimos, contra o risco de volatilidade dessas taxas. Em 31 de dezembro de 2011, não existia nenhum derivativo contratado com a finalidade de proteção à exposição dessas taxas de juros. (a) Risco de mercado (i) Risco cambial O risco cambial decorre de operações de empréstimos indexadas a moeda estrangeira, notadamente operações em relação ao dólar dos Estados Unidos. A Companhia definiu como estratégia para gerenciamento de risco de variação cambial a obrigatoriedade de todos os empréstimos indexados ao dólar possuírem, também, um instrumento financeiro de troca de moeda (swap de dólar para CDI). Com a adoção dessa prática, a Companhia pode contratar empréstimos em moeda estrangeira sem o ônus da variação cambial. A Companhia não possui operações de investimentos financeiros derivativos e nem operações atreladas a variação cambial em aberto em 31 de dezembro de 2011 e de 2010. (ii) Risco com taxa de juros O risco associado é oriundo da possibilidade de a Companhia incorrer em perdas resultantes de flutuações nas taxas de juros que aumentam as despesas financeiras relativas a empréstimos e financiamentos captados no mercado. A Companhia monitora continuamente as taxas de juros de mercado com o objetivo de avaliar a eventual necessidade de contração de operações para proteger-se contra o risco de volatilidade dessas taxas. Em 31 de dezembro de 2011, se as taxas de juros sobre os empréstimos mantidos em reais variassem em torno de 0,25%, considerando que todas as demais variáveis fossem mantidas constantes, o lucro do exercício após o cálculo do imposto de renda e da contribuição social apresentaria variação de R$ 111 (2010 - R$ 135), principalmente em decorrência de despesas de juros mais altas ou mais baixas nos empréstimos de taxa variável. (iii) Derivativos A Companhia não possui operações com instrumentos financeiros derivativos. (b) Risco de crédito O risco de crédito decorre de caixa e equivalentes de caixa, depósitos em bancos e instituições financeiras, bem como de exposições de crédito a clientes. A concentração de risco de crédito com respeito às contas a receber é minimizada devido à grande base de clientes. Uma provisão para contas de cobrança duvidosa é estabelecida em relação àquelas que a administração acredita que não serão recebidas integralmente. (c) Risco de liquidez É o risco de a Companhia não dispor de recursos líquidos suficientes para honrar seus compromissos financeiros, em decorrência de descasamento de prazo ou de volume entre os recebimentos e pagamentos previstos. Para administrar a liquidez do caixa em moeda nacional e estrangeira, são estabelecidas premissas de desembolsos e recebimentos futuros, sendo monitoradas diariamente pela área de Tesouraria. A Companhia monitora suas previsões contínuas das exigências de liquidez para assegurar que ela tenha caixa suficiente para atender às necessidades operacionais. A previsão de fluxo de caixa é realizada pelo departamento de Finanças. Este departamento monitora as previsões contínuas das exigências de liquidez da Companhia para assegurar que ele tenha caixa suficiente para atender às necessidades operacionais. Também mantém espaço livre suficiente em suas linhas de crédito compromissadas disponíveis a qualquer momento, a fim de que a Companhia não quebre os limites ou cláusulas do empréstimo (quando aplicável) em qualquer uma de suas linhas de crédito. Essa previsão leva em consideração os planos de financiamento da dívida da Companhia, cumprimento de cláusulas, cumprimento das metas internas do quociente do balanço patrimonial e, se aplicável, exigências regulatórias externas ou legais. O excesso de caixa mantido é investido em contas correntes com incidência de juros, depósitos a prazo, depósitos de curto prazo e títulos e valores mobiliários, escolhendo instrumentos com vencimentos apropriados ou liquidez suficiente para fornecer margem suficiente conforme determinado pelas previsões acima mencionadas. Na nota 8, são divulgados os ativos de que se espera que gerem prontamente entradas de caixa para administrar o risco de liquidez. A tabela abaixo analisa os passivos financeiros da Companhia, por faixas de vencimento, correspondentes ao período remanescente no balanço patrimonial até a data contratual do vencimento. Os valores divulgados na tabela são os fluxos de caixa não descontados e contratados. Menos de um ano 20.883 97.025 23.268 105.543 Entre um e dois anos 20.637 21.084 Entre dois e cinco anos 37.237 56.092 -

31 de dezembro de 2011 Passivo, conforme o balanço patrimonial Empréstimos Fornecedores

Total

64.983 97.025 162.008 Ativo ao Emprés- valor justo timos e por meio do resultado recebíveis

64.983 97.025 162.008

31 de dezembro de 2010 Ativos, conforme o balanço patrimonial Contas a receber de clientes e partes relacionadas Títulos e valores mobiliários Caixa e equivalentes de caixa Depósitos Judiciais

Total

97.790 42.893 422 141.105

23 23

97.790 23 42.893 422 141.128 Total

31 de dezembro de 2010 Passivo, conforme o balanço patrimonial Empréstimos Fornecedores e outras obrigações, excluindo obrigações legais 6 Caixa e equivalentes de caixa

Outros passivos financeiros

78.879 105.543 184.422 31 de dezembro de 2011 13.513 40.366 53.879

78.879 105.543 184.422 31 de dezembro de 2010 14.618 28.275 42.893

Caixa e bancos Aplicação de liquidez imediata - CDB

As aplicações em Certificados de Depósito Bancário - CDB têm liquidez imediata e estão valorizadas ao custo amortizado em 31 de dezembro de 2011 e 2010. A companhia concentra suas operações financeiras em instituições de primeira linha. A exposição máxima ao risco de crédito na data da apresentação das demonstrações financeira é o valor contábil do caixa e equivalente de caixa. 7 Títulos e valores mobiliários 31 de dezembro de 2011 31 de dezembro de 2010 23

Títulos negociados no mercado Mantidos para negociação CDB - Certificado de Depósito Bancário

Referem-se às aplicações em CDB - Certificado de Depósito Bancário em instituições financeiras de primeira linha, remunerados à taxa média de 100,38% do CDI - Certificado de Depósito Interfinanceiro, com vencimento em até 21 de novembro de 2011, mensurados a valor justo por meio do resultado. Os ativos financeiros ao valor justo por meio do resultado estão apresentados em “Atividades operacionais” como parte das variações do capital circulante na demonstração do fluxo de caixa. As variações dos valores justos de ativos financeiros ao valor justo por meio do resultado estão registradas como resultado financeiro (Nota 25). 8 Contas a receber de clientes Estão compostas por créditos decorrentes de fornecimento de gás (faturados e a faturar), vendas de serviços e de equipamentos, como demonstrado a seguir: 31 de dezembro de 2011 93.558 46.695 140.253 1.168 (49.956) 91.465 31 de dezembro de 2010 87.605 53.976 141.581 1.390 (45.184) 97.787

Consumidores de Gás e Serviços Faturado Não Faturado Vendas de equipamentos Provisão para impairment de contas a receber de clientes Contas a receber de clientes, líquidas

Os saldos das contas a receber de clientes pelo valor contábil, menos a perda (impairment), representa seu valor justo. A análise de vencimentos do contas a receber está apresentada abaixo: 31 de dezembro de 2011 79.737 11.975 1.403 48.306 141.421 31 de dezembro de 2010 66.065 29.332 2.390 45.184 142.971

A vencer Vencidas Até três meses De três a seis meses Acima de seis meses

A provisão para créditos de liquidação duvidosa está representada, principalmente, pela provisão constituída sobre o saldo das contas a receber de três clientes do segmento industrial, clientes esses de longa data da Companhia, que acumularam uma dívida histórica de R$ 15.306, R$ 7.407 e R$ 23.940, respectivamente (R$ 15.306, R$ 7.407 e R$ 18.448 em 31 de dezembro de 2010). Em relação aos dois primeiros montantes, após sucessivos acordos não cumpridos, foi assinado um compromisso final de quitação parcelada de todos os valores vencidos através de acordos finais concluídos em dezembro de 2005 e janeiro de 2006, respectivamente. O fornecimento de gás ficou condicionado ao estrito cumprimento das cláusulas dos citados acordos, que previam o pagamento antecipado. Os acordos finais também não foram cumpridos, resultando no corte do fornecimento de gás através de decisões judiciais e consequentes execuções desses acordos que se encontram em curso, sem expectativa de realização. A terceira indústria relacionada discute judicialmente o valor da tarifa praticada, em função do valor do Poder Calorífico Superior do Gás - PCS, havendo, nesse caso, em primeira instância, decisão favorável à CEG RIO. Além do processo que se encontra em andamento, existem dúvidas substanciais sobre a capacidade financeira desta em pagar a dívida em caso de decisão final provável à CEG RIO. Por isso a administração optou por manter o valor provisionado. As movimentações na provisão para impairment de contas a receber de clientes da Companhia são as seguintes: Em 1º de janeiro Provisão para impairment de contas a receber Recuperação de provisão para impairment de contas a receber Em 31 de dezembro 2011 45.184 5.931 (1.159) 49.956 2010 42.136 6.278 (3.230) 45.184

Em 31 de dezembro de 2011 Empréstimos e financiamentos Fornecedores e outras obrigações Em 31 de dezembro de 2010 Empréstimos e financiamentos Fornecedores e outras obrigações

3.1 Estimativas e premissas contábeis críticas Com base em premissas, a Companhia faz estimativas com relação ao futuro. Por definição, as estimativas contábeis resultantes raramente serão iguais aos respectivos resultados reais. As estimativas e premissas que apresentam um risco significativo, com probabilidade de causar um ajuste relevante nos valores contábeis de ativos e passivos para o próximo exercício social, estão contempladas abaixo. (a) Reconhecimento da receita de venda de gás Para a mensuração da receita pela venda de gás são efetuadas estimativas, com base no consumo histórico e em projeções de consumo, para mensurar o gás entregue mas ainda não considerado pelas medições anteriores ao fechamento do período (Nota 8). A receita estimada nessas condições em 31 de dezembro de 2011 foi de R$ 46.695 (2010 - R$ 53.976). (b) Valor justo de derivativos e outros instrumentos financeiros O valor justo de instrumentos financeiros que não são negociados em mercados ativos (por exemplo, quotas de empresas de capital fechado) é determinado mediante o uso de técnicas de avaliação. A Companhia usa seu julgamento para escolher esses métodos e definir premissas que se baseiam principalmente nas condições de mercado existentes na data do balanço. (c) Imposto de renda e contribuição social diferidos sobre prejuízos fiscais Esses impostos diferidos ativos são reconhecidos na extensão em que seja provável que o lucro futuro tributável esteja disponível para serem utilizados na compensação das diferenças temporárias e/ou prejuízos fiscais, com base em projeções de resultados futuros elaboradas e fundamentadas em premissas internas e em cenários econômicos futuros que podem, portanto, sofrer alterações.

4.2 Gestão de capital Os objetivos da Companhia ao administrar seu capital são os de salvaguardar a capacidade de continuidade da mesma para oferecer retorno aos acionistas e benefícios às outras partes interessadas, além de manter uma estrutura de capital ideal para reduzir esse custo. A Companhia monitora o capital com base no índice de alavancagem financeira. Esse índice corresponde à dívida líquida dividida pelo capital total. A dívida líquida, por sua vez, corresponde ao total de empréstimos (incluindo empréstimos de curto e longo prazos, conforme demonstrado no balanço patrimonial), subtraído do montante de caixa e equivalentes de caixa. O capital total é apurado através da soma do patrimônio líquido, conforme demonstrado no balanço patrimonial, com a dívida líquida. Os índices de alavancagem financeira em 31 de dezembro de 2011 e 2010 podem ser assim sumariados: Total dos empréstimos e financiamentos (Nota 15) Menos: caixa e equivalentes de caixa (Nota 6) Dívida líquida Total do patrimônio líquido Total do capital Índice de alavancagem financeira - % 2011 64.983 (53.879) 11.104 258.454 269.558 4 2010 78.879 (42.893) 35.986 226.302 262.288 14

A totalidade dos créditos com clientes que possuam dívidas vencidas há mais de seis meses é objeto de provisão para devedores duvidosos. Após 30 dias de atraso no pagamento da fatura, os clientes residenciais e comerciais têm o fornecimento de gás paralisado. Para os clientes industriais, o fornecimento é suspenso em 10 dias. A Companhia possui uma carteira de 28.380 mil clientes, dos segmentos residencial, comercial, industrial, veicular e termogeração e, exceto pelos créditos em atraso dos 3 clientes industriais mencionados anteriormente, não há concentração significativa nos seus demais clientes, diluindo, assim, o risco de inadimplência. A exposição máxima ao risco de crédito na data da apresentação das demonstrações financeiras é o valor contábil das contas a receber demonstradas acima. A Companhia não ofereceu nenhum título como garantia. 9 Tributos a recuperar 31 de dezembro de 2011 2.585 6.539 829 9.953 (9.219) 734 31 de dezembro de 2010 4.375 5.251 522 10.148 (8.132) 2.016

Contribuição social (a) ICMS a recuperar (b) Demais tributos (c) Circulante Não circulante - Realizável a longo prazo (a) (b) (c)

A redução no índice de alavancagem financeira em 2011 foi decorrente, principalmente, da geração de caixa da Companhia, o que permitiu liquidação de empréstimos e financiamentos com vencimento no ano de 2011. Para manter ou ajustar a estrutura do capital nos patamares que a administração julga adequados, a Companhia pode rever a política de pagamento de dividendos.

Refere-se a antecipações mensais da contribuição social. Refere-se, principalmente, a créditos de ICMS sobre patrocínio cultural com incentivo fiscal. Refere-se, substancialmente, a impostos retidos na fonte a recuperar.

12
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O GLOBO

Quarta-feira, 28 de março de 2012

10 Ativos fiscais diferidos O imposto de renda e a contribuição social diferidos são calculados sobre as diferenças temporárias entre as bases de cálculo do imposto sobre ativos e passivos e os valores contábeis das demonstrações financeiras. As alíquotas desses impostos, definidas atualmente para determinação dos tributos diferidos, são de 25% para o imposto de renda e de 9% para a contribuição social. Impostos diferidos ativos são reconhecidos na extensão em que seja provável que o lucro futuro tributável esteja disponível para ser utilizado na compensação das diferenças temporárias, com base em projeções de resultados futuros elaboradas e fundamentadas em premissas internas e em cenários econômicos futuros que podem, portanto, sofrer alterações. (a) Composição 31 de dezembro de 2011 13.684 743 14.427 31 de dezembro de 2011 6.567 1.274 782 3.655 62 1.344 13.684 31 de dezembro de 2011 3.858 (203) 3.655 31 de dezembro de 2010 15.196 1.394 16.590 31 de dezembro de 2010 5.029 1.234 1.086 6.645 27 1.175 15.196 31 de dezembro de 2010 6.890 (245) 6.645

(c) Realização Os ativos fiscais diferidos serão aproveitados à medida que as respectivas provisões que serviram de base para a constituição do imposto ativo sejam realizadas. A Companhia possui expectativa de que esses créditos sejam realizados conforme demonstrado a seguir: 31 de dezembro de 2011 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 3.481 4.268 1.964 1.964 1.964 393 393 14.427 31 de dezembro de 2010 5.139 5.804 1.661 1.661 1.661 332 332 16.590

possui vencimento em 2018 e possui, como garantia, fiança bancária cuja contratação será por desembolso. O saldo total é atualizado pela TJLP acrescido de 2,8% ao ano. Os vencimentos dos empréstimos a longo prazo são os seguintes: 31 de dezembro de 2011 17.713 18.262 6.018 1.194 1.194 796 45.177 31 de dezembro de 2010 17.415 17.415 17.069 4.825 56.724

2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018

Imposto de renda e contribuição social diferidos sobre diferenças temporárias PIS e COFINS diferidos Não circulante

A Companhia possui, ainda, linhas de crédito não utilizadas no montante de R$ 1.500, com vencimento em um ano, revisadas em diferentes datas durante o ano. 16 Tributos a recolher (a) Composição do saldo 31 de dezembro de 2011 19.695 2.314 526 2.473 25.008 31 de dezembro de 2010 20.534 1.949 553 2.043 25.079

Imposto de renda e contribuição social diferidos sobre os seguintes eventos: Provisão para devedores duvidosos Provisão para contingências Fornecedor governo Mudança de prática - novos CPC’s (*) Outras adições e exclusões Ativo Diferido Não circulante (*) Os principais itens das mudanças de prática são:

Como a base tributável do imposto de renda e da contribuição social sobre o lucro líquido decorre não apenas do lucro que pode ser gerado, mas também da existência de receitas não tributáveis, despesas não dedutíveis, incentivos fiscais e outras variáveis, não existe uma correlação imediata entre o lucro líquido da Companhia e o resultado de imposto de renda e contribuição social. Portanto, a expectativa da utilização dos créditos fiscais não deve ser tomada como único indicativo de resultados futuros da Companhia. 11 Contas de partes relacionadas Ativo circulante Companhia Distribuidora de Gás do Rio de Janeiro - CEG Gás Natural do Brasil S.A. Gás Natural Serviços S.A. Em 31 de dezembro de 2011 Em 31 de dezembro de 2010 3 1.061 4 1.065 1.033 10.036 95 10.131 9.680 Passivo circulante Despesas

Imposto de renda a pagar ICMS a pagar Taxa Agência Reguladora Outros

(b) As despesas de imposto de renda e de contribuição social relacionadas aos exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e de 2010 estão reconciliadas às alíquotas nominais, como segue: 2011 Contribuição social Imposto de renda 2010 Contribuição social

Ativo regulatório (Nota 23) Receita de ajuste a valor presente (b) Movimentação Provisão para de- Provisão Fornevedores para cedor duvidocontin- goversos gências no 5.029 1.234 1.086

Imposto de renda Lucro antes do imposto de renda e da contribuição social Despesa de imposto de renda e da contribuição social, às alíquotas nominais de 25% e 9% Ajustes para obtenção da alíquota efetiva Juros sobre o capital próprio Incentivos fiscais Adições permanentes Despesa de imposto de renda e contribuição social, de acordo com a demonstração de resultado Alíquota efetiva

Em 31 de dezembro de 2010 Creditado (debitado) na demonstração do resultado Em 31 de dezembro de 2011 12 Intangível

IR e CS diferidos sobre: Mu- Outras dança adide ções Ativo práti- exclu- difericas sões do Total 6.645 27 1.175 15.196

Referem-se, substancialmente, a obrigações com a Companhia Distribuidora de Gás do Rio de Janeiro - CEG por serviços técnicos e administrativos prestados à Companhia. Remuneração do pessoal-chave da administração O pessoal-chave da administração inclui os conselheiros e diretores, membros do comitê executivo. A remuneração paga ou a pagar por serviços de empregados está demonstrada a seguir: 2011 Salários e encargos 463 3.099 97 3.659 Honorários dos administradores Participação nos lucros 2010 433 2.917 65 3.415

131.457 131.457 118.341

118.341

(32.864) (11.831) (29.585) (10.651)

2.858 24 (440)

1.029 (159)

2.627 394 (444)

946 (160)

1.538 6.567

40 1.274

(304) (2.990) 782 3.655

35

169 (1.512)

62 1.344 13.684

(30.422) (10.961) (27.008) 23% 8% 23%

(9.865) 8%

Em 1º de janeiro de 2010 Aquisição Baixas líquidas Amortização Em 31 de dezembro de 2010 Custo total Amortização acumulada Valor residual Em 1º de janeiro de 2011 Aquisição Baixas líquidas Amortização Em 31 de dezembro de 2011 Custo total Amortização acumulada Valor residual Taxas anuais de amortização - %

Servidões de passagem 185 (19) 166 281 (115) 166 166 (19) 147 281 (134) 147 6,7

Software 872 180 (225) 827 1.345 (518) 827 827 127 (238) 716 1.472 (756) 716 20

Contrato de concessão 249.799 18.083 (124) (10.197) 257.561 311.996 (54.435) 257.561 257.561 30.493 (10) (10.700) 277.344 342.479 (65.135) 277.344 Diversas

Total 250.856 18.263 (124) (10.441) 258.554 313.622 (55.068) 258.554 258.554 30.620 (10) (10.957) 278.207 344.232 (66.025) 278.207 -

Para fins de apuração do imposto de renda e da contribuição social sobre o lucro líquido, as Companhias puderam optar pelo Regime Tributário de Transição (RTT), que permite à pessoa jurídica eliminar os efeitos contábeis das Leis nos 11.638/07 e 11.941/09. O RTT tem vigência até a entrada em vigor de lei que discipline os efeitos fiscais dos novos métodos contábeis, buscando a neutralidade tributária. O regime era optativo nos anos-calendário de 2008 e de 2009, respeitando-se: (i) aplicar ao biênio 2008-2009, não a um único ano-calendário; e (ii) manifestar a opção na Declaração de Informações Econômico-Financeiras da Pessoa Jurídica (DIPJ). A Companhia optou pela adoção do RTT em 2009 e, consequentemente, para fins de apuração do imposto de renda e da contribuição social sobre o lucro líquido dos exercícios findos em 2011 e 2010, foram utilizadas as prerrogativas definidas no referido regime. 17 Patrimônio líquido (a) Capital social Em 31 de dezembro de 2011 e 2010, o capital social está representado por 1.995.023 mil ações, sendo 665.008 mil ordinárias e 1.330.015 mil preferenciais, todas nominativas e sem valor nominal, de propriedade dos seguintes acionistas: Quantidade de ações Ordinárias Preferenciais Residentes no exterior: Gas Natural, SDG S.A. Pluspetrol Energy Sociedad Anonima Gas Natural Internacional, SDG S.A. Residentes no país: Gaspetro - Petrobras Gás S.A. 129.422 22.257 339.154 314.851 37.594 405.494

Em 1º de janeiro de 2010 Aquisição Baixa líquida de depreciação Transferência líquida Depreciação Em 31 de dezembro de 2010 Custo total Depreciação acumulada Valor residual Em 1º de janeiro de 2011 Aquisição Baixa líquida de depreciação Transferência líquida Depreciação Em 31 de dezembro de 2011 Custo total Depreciação acumulada Valor residual Taxas anuais de depreciação - %

Terrenos 797 1.662 2.459 2.459 2.459 2.459 2.459 2.459 2.459 -

Equipamentos Máquinas e de informática Móveis e equipamentos Hardware utensílios 370 1.852 108 268 27 29 (30) 8.457 (1.408) (122) (21) 9.139 275 116 13.938 671 231 (4.799) (396) (115) 9.139 275 116 9.139 275 116 986 23 9 179 (1.273) (121) (23) 9.031 177 102 15.103 694 240 (6.072) (517) (138) 9.031 177 102 10 5 10

Veículos Rede de gás 222.167 287 205 1.133 (94) 12.028 (93) (8.450) 399 226.784 935 274.906 (536) (48.122) 399 226.784 399 226.784 231 909 (10) 10.590 (131) (8.934) 489 229.349 1.156 286.405 (667) (57.056) 489 229.349 5 3,3 e 5,0

Outros 250 272 (103) 419 886 (467) 419 419 112 (218) 313 998 (685) 313 Diversas

Contratos de concessão Obras Total em em andaoperação mento Total 225.831 23.968 249.799 3.596 14.487 18.083 (124) (124) 20.485 (20.485) (10.197) - (10.197) 239.591 17.970 257.561 294.026 17.970 311.996 (54.435) - (54.435) 239.591 17.970 257.561 239.591 17.970 257.561 2.270 28.233 30.943 (10) (10) 10.769 (10.769) (10.700) - (10.700) 241.920 35.424 277.344 307.055 35.424 342.479 (65.135) - (65.135) 241.920 35.424 277.344 -

174.175 665.008

572.076 1.330.015

As ações ordinárias têm direito a voto nas Assembleias Gerais e as ações preferenciais, apesar de não terem direito a voto, têm prioridade no recebimento de dividendos e no reembolso de capital. O capital dos acionistas residentes no exterior está integralmente registrado no Banco Central do Brasil. Em Assembleias Gerais Extraordinárias, realizadas em 29 de abril de 2011 e 26 de abril de 2010, foram deliberados os aumentos do capital social da Companhia em R$ 7.692 e R$ 15.143, respectivamente, sem emissão de novas ações, mediante a capitalização de parte da reserva de lucros para expansão. (b) Dividendos propostos e juros sobre o capital próprio Os dividendos e os juros sobre o capital próprio foram apurados de acordo com as disposições estatutárias e a legislação societária brasileira, como segue: 2011 Lucro líquido considerado como base de cálculo dos dividendos (*) Constituição da reserva legal Ajustes acumulados das mudanças de prática (*) Base de cálculo dos dividendos Dividendos mínimos obrigatórios - 25% Distribuição proposta Juros sobre o capital próprio Dividendos - parcela do mínimo obrigatório Dividendos - parcela adicional proposta pela administração Percentagem sobre o lucro líquido ajustado do exercício 90.074 (1.538) 88.536 22.134 11.431 10.703 66.402 88.536 100,00 2010 81.468 (3.455) (14.390) 63.623 15.906 10.508 41.186 51.694 81,25

A rubrica “Obras em andamento” refere-se, substancialmente, aos projetos de expansão da rede. Servidões de passagem são custos necessários para utilização, pela Companhia, de propriedades de terceiros para passagens da rede de distribuição. Software em desenvolvimento refere-se a gastos com modernização, melhoria e adaptações de sistemas informatizados. Os juros capitalizados no exercício findo em 31 de dezembro de 2011 foram de R$ 2.120 (R$ 597 em 31 de dezembro de 2010) à taxa média de 12,57% (10,58% em 31 de dezembro de 2010). Existem, na Companhia, bens do intangível que, embora totalmente amortizados, ainda encontram-se em uso. Estes perfazem o total de R$ 2.584 (R$ 881 em 31 de dezembro de 2010). 13 Diferido Captação e transformação 34.819 (5.429) 29.390 54.290 (24.900) 29.390 29.390 (5.411) 23.979 54.290 (30.311) 23.979 10 Outros 33 (11) 22 111 (89) 22 22 (11) 11 111 (100) 11 10 Total 34.852 (5.440) 29.412 54.401 (24.989) 29.412 29.412 (5.422) 23.990 54.401 (30.411) 23.990 Os empréstimos e financiamentos estão representados por recursos captados para utilização no incremento das operações da Companhia, principalmente nos projetos de levar gás para novos municípios. A Companhia terminou o ano com um custo médio de 91,1% do CDI (100,1% em 2010). O valor justo dos empréstimos atuais é igual ao seu valor contábil, uma vez que o impacto do desconto não é significativo. Os valores justos baseiam-se no saldo de empréstimos atualizados à taxa de juros do respectivo contrato de empréstimo até a presente data. A composição dos empréstimos e financiamentos pode ser assim demonstrada: 31 de dezembro 31 de dezembro % Curto Fn (*) Lc (*) Em moeda nacional Banco Bradesco S.A. Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social BNDES 100 9.511 19.806 (*) Fn - Financiamento, Lc - Linha de crédito As linhas de créditos em moeda nacional têm encargos de 108% da variação do CDI. A Companhia emitiu notas promissórias como garantia dos empréstimos recebidos. As operações de financiamentos referem-se a: (i) Recursos do BNDES para os projetos de ampliação da rede de gás, mais especificamente a gaseificação dos municípios de Paraíba do Sul e Três Rios, além do avanço em zona já consolidada, Norte Fluminense e Sul Fluminense. Esse financiamento possui vencimento final em 2014 e possui, como garantia, fiança bancária com custo de 0,6% ao ano. O saldo total é atualizado pela TJLP acrescido de 2,8% ao ano. 29.177 11.547 45.177 22.155 32.724 56.724 100 10.295 16.000 10.608 24.000 prazo de 2011 Longo prazo Curto prazo de 2010 Longo prazo

Em 1º de janeiro de 2010 Amortização Em 31 de dezembro de 2010 Custo total Amortização acumulada Valor residual Em 1º de janeiro de 2011 Amortização Em 31 de dezembro de 2011 Custo total Amortização acumulada Valor residual Taxas anuais de amortização - %

Os gastos com o projeto de captação de clientes referem-se à adequação e construção das instalações de gás a partir do medidor, de propriedade do cliente, a fim de deixá-las aptas ao uso de gás natural, conforme estabelece o Regulamento de Instalação Predial (RIP). Conforme permitido pela Lei nº 11.941/09, o saldo remanescente do ativo diferido em 31 de dezembro de 2008 que não pôde ser alocado ao ativo imobilizado e intangível permanecerá no ativo sob essa classificação até sua completa amortização, porém sujeito à análise periódica de sua recuperação. 14 Fornecedores 31 de dezembro de 2011 87.540 5.774 3.711 97.025 31 de dezembro de 2010 95.477 5.317 4.749 105.543

De gás De materiais De serviços 15 Empréstimos e financiamentos

Financiamentos Linhas de crédito Circulante Não circulante - Exigível a longo prazo

31 de dezembro de 2011 38.688 26.295 64.983 (19.806) 45.177

31 de dezembro de 2010 44.271 34.608 78.879 (22.155) 56.724

(ii) Recursos do BNDES para os projetos de expansão e saturação da rede de gás, mais especificamente nos municípios de zona já consolidada. Esse financiamento possui vencimento final em 2015 e possui, como garantia, fiança bancária com custo de 0,5% ao ano. O saldo total é atualizado pela TJLP acrescido de 2,3% ao ano. (iii) Recursos do BNDES para os projetos de expansão e saturação da rede de gás, mais especificamente nos municípios de zona já consolidada. Esse financiamento

(*) Em 2010, foi procedido o reconhecimento, para fins de cálculo dos dividendos, dos efeitos acumulados das mudanças de práticas incluindo ajuste de exercícios anteriores, pois, naquele exercício, a Companhia não tinha conhecimento dos seus efeitos. De acordo com o Estatuto Social da Companhia, está assegurado um dividendo mínimo obrigatório de 25% do lucro líquido, ajustado nos termos da legislação societária brasileira. Em conformidade com a Lei nº 9.249/95, a Assembleia Geral Extraordinária realizada em 20 de dezembro de 2011 aprovou a distribuição a seus acionistas de juros sobre o capital próprio, calculados com base na variação de taxa de juros a longo prazo - TJLP, imputando-os ao valor do dividendo mínimo obrigatório, que em 2010 foi aprovado na Assembleia Geral Extraordinária realizada em 10 de dezembro. O imposto de renda de fonte assumido pela Companhia, no montante de R$ 1.715 (R$ 1.576 no exercício findo em 31 de dezembro de 2010), foi reconhecido como despesa diretamente no resultado do exercício. Dividendos complementares para o exercício findo em 31 de dezembro de 2011, correspondentes a R$ 33,28 por lote de mil ações, totalizando R$ 66.402, serão propostos na Assembleia Geral Ordinária de abril de 2012. Estas demonstrações financeiras refletem apenas os dividendos mínimos obrigatórios, dispostos no Estatuto Social da Companhia. A Assembleia Geral Ordinária de 29 de abril de 2011 aprovou a distribuição de dividendos complementares sobre o lucro do exercício findo em 31 de dezembro de 2010, no montante de R$ 35.788, representados por R$ 17,94 por lote de mil ações do capital social. A Assembleia Geral Ordinária de 26 de abril de 2010 aprovou a distribuição de dividendos correspondentes sobre o lucro do exercício findo em 31 de dezembro de 2009 no montante de R$ 23.418, correspondentes a R$ 11,74 por lote de mil ações do capital social. (c) Reserva legal A reserva legal é constituída anualmente como destinação de 5% do lucro líquido do exercício e não poderá exceder a 20% do capital social. A reserva legal tem por fim assegurar a integridade do capital social e somente poderá ser utilizada para compensar prejuízo e aumentar o capital. Com a transferência de parte dos lucros para a reserva legal, o saldo das reservas de lucros ultrapassou o saldo do capital social. A legislação societária brasileira determina que a assembleia dos acionistas deverá deliberar sobre a aplicação do excesso no aumento de capital social ou na distribuição de dividendos. A administração irá propor a capitalização do excedente, de modo a cumprir o disposto na legislação societária brasileira.

Quarta-feira, 28 de março de 2012

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(d) Reserva de expansão A reserva de expansão refere-se à retenção do saldo remanescente de lucros acumulados, a fim de atender ao projeto de crescimento dos negócios estabelecido em seu plano de investimentos, conforme orçamento de capital aprovado e proposto pelos administradores da Companhia. No ano de 2010, foi constituída reserva de expansão no valor de R$ 11,9 milhões, com a finalidade de financiar parte dos investimentos de períodos posteriores. Em 2011, foram investidos cerca de R$ 30,4 milhões basicamente em projetos de expansão. Em função da estrutura de capital da Companhia apresentada no final do exercício, no ano de 2011 não foi constituída a reserva de expansão. 18 Contingências A provisão para contingências foi constituída com base na expectativa da administração da Companhia e de seus consultores jurídicos para as ações judiciais de natureza cíveis, tributárias e trabalhistas, considerando as diversas instâncias em que os processos se encontram. O montante da provisão é considerado suficiente para cobrir as prováveis perdas decorrentes de decisões desfavoráveis em causas judiciais. A composição das provisões de contingências, por natureza, é a seguinte: 31 de dezembro de 2011 1.981 1.161 375 3.517 31 de dezembro de 2010 1.516 1.154 395 3.065

mais dois anos a vigência do Contrato de Fornecimento de Gás Natural com Take or Pay de 80%. Não houve pagamentos de Take or Pay para os anos de 2011 e 2010. 19.2Compromisso com poder concedente Em julho de 2004 e agosto de 2005, o Estado do Rio de Janeiro e a CEG RIO assinaram Termos Aditivos ao Contrato de Concessão nos quais a Concessionária obrigou-se a atender aos compromissos de expansão do serviço de gás canalizado devendo implantar, na sua área de concessão, novas redes de distribuição de gás canalizado através da construção de ramais de distribuição, com capacidade para atender à demanda dos municípios de Quatis, Engenheiro Paulo de Frontin, Paraíba do Sul, Três Rios, Teresópolis, Itatiaia, Cachoeira de Macacu, Nova Friburgo, Angra dos Reis e Saquarema. Os quatro primeiros municípios acima citados já estão sendo atendidos com rede de gás canalizado, tendo em vista o cumprimento dos compromissos assumidos em 2004 e 2005. Em agosto de 2008, no curso da Segunda Revisão Tarifária que foi concluída ao longo de 2009, o Poder Concedente concordou com a revisão que foi apresentada no Plano de Investimentos da Companhia, autorizando o atendimento dos demais municípios por meio do fornecimento de Gás Natural Comprimido - GNC, e concedendo novo prazo, até 2012, - com exceção do município de Itatiaia, mantido o compromisso de atendimento por rede de gás natural canalizado, e com prazo em 2010. Dessa forma, o município de Itatiaia está sendo atendido com rede de gás canalizado, em cumprimento ao novo prazo do compromisso, e os municípios de Teresópolis, Nova Friburgo e Angra dos Reis são atendidos com Gás Natural Comprimido - GNC. 3.065 984 (751) 219 3.517 19.3Realocação de volumes A Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro - AGENERSA, em 13 de janeiro de 2011 autorizou, por meio da Deliberação nº 672, as concessionárias CEG e CEG RIO a utilizarem o Mecanismo de Realocação de Valores (MRV) para os excedentes dos volumes adquiridos de Curto Prazo de uma concessionária para outra. O Governo do Estado do Rio de Janeiro, como previsto no ofício SEDEIS de 12 de 2011 Líquido Provisões Depósitos 1.981 1.516 1.161 1.683 529 375 431 36 3.517 3.630 565 2010 Líquido 1.516 1.154 395 3.065 janeiro de 2011, determinou que os excedentes de curto prazo fossem alocados, respectivamente e nessa ordem, para o setor de vidros planos, setor de matéria prima e para o GNV. Para os dois primeiros setores, o excedente de curto prazo alocado não poderá ultrapassar 50% do seu consumo mensal, enquanto que para o GNV será alocado o excedente que por ventura sobrar após o atendimento dos setores de vidro plano e de matéria prima. Desta forma, a Companhia vem aplicando o MRV para os excedentes de curto prazo, visando à mitigação de riscos na aquisição de volumes de gás natural na modalidade de Leilão de Curto Prazo, pois as vendas de longo prazo podem ser inferiores ao volume estimado no momento da contratação da compra de curto prazo. Durante o exercício de 2011, a Companhia realizou a transferência do volume excedente de Curto Prazo, gerando uma receita que monta a quantia de R$ 12.214 (R$ 9.618 líquidos de deduções de venda). 20 Recebimentos antecipados Representado pelo pagamento antecipado para possibilitar a elaboração do Estudo de Viabilidade Técnica e Ambiental do projeto para atendimento à termelétrica UTE Resende, decorrente do contrato de prestação do serviço de distribuição de gás celebrado entre CEG RIO e Ômega Engenharia e Assessoria Ltda. Este pagamento foi reconhecido no passivo já que representa antecipação de consumos futuros. 21 Receita de vendas e serviços A reconciliação das vendas brutas para a receita líquida é como segue: Vendas brutas de produtos, serviços e contratos de construção Deduções da receita bruta Receita líquida 2011 1.234.159 (179.033) 1.055.126 2010 1.392.186 (178.335) 1.213.851

Adicionalmente, considerando que a UTE Norte Fluminense ultrapassou o compromisso mensal estabelecido para alguns meses, a mesma obteve o direito de recuperar o gás pago e não retirado em períodos anteriores, totalizando um volume recuperado de gás de 170.518 milhares de m³ que correspondem a R$ 21.992. Abaixo a movimentação desses compromissos restituíveis: Saldo em 31 de dezembro de 2010 Pagamento de Take or pay - mensal Pagamento de Take or pay - compromisso anual Recuperação de Take or pay Saldo em 31 de dezembro de 2011 23 Revisão tarifária - Ativo regulatório Em 28 de junho de 2007, a Companhia enviou à Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro - AGENERSA a proposta de revisão tarifária, conforme determina a cláusula sétima do contrato de concessão firmado entre a Companhia e o Estado do Rio de Janeiro em 21 de julho de 1997. Em 31 de março de 2009, foi formalizado o resultado da 2ª Revisão Quinquenal Tarifária, no julgamento realizado na 4ª Sessão Regulatória do ano 2009, na AGENERSA, na qual através da Deliberação AGENERSA nº 370, foi deliberado um incremento de 11,83% de margem e foram criadas novas classes de consumo: climatização, cogeração e termelétricas, além das tarifas para consumidores livres. Esta decisão fixou a vigência do incremento a partir da edição da deliberação, não permitindo a retroatividade. No entanto, com a publicação da Deliberação AGENERSA nº 462, de 29 de outubro de 2009, a Agência autorizou a Concessionária a realizar a compensação financeira referente ao período de 1º de janeiro de 2008 a 9 de maio de 2009 (“retroatividade”) através de faturamento adicional por aumento de tarifa em 2010, 2011 e 2012, cujo valor presente montava a R$ 25.230, calculados considerando a taxa de desconto (custo do capital) aprovada pelo órgão regulador de 10,22%. Dessa forma, a Companhia procedeu ao reconhecimento contábil da retroatividade, registrando o seu direito de recebimento do ativo, assim como os impostos incidentes sobre a referida receita, repassados à tarifa conforme contrato de concessão. Em 2010, como resultado da aplicação das novas práticas contábeis que estão de acordo com os padrões internacionais, o ativo regulatório foi revertido retroativamente ao exercício de 2009 por não atender aos critérios para reconhecimento de ativo, uma vez que não há certeza de que os benefícios econômicos futuros dele provenientes fluirão para a entidade. A partir de 2010, o referido ativo está sendo registrado na medida em que é realizado o faturamento da retroatividade. 24 Despesas operacionais - Outras, líquidas 2011 Penalidades e indenização a terceiros Impostos e taxas fiscais Baixa de materiais e equipamentos Cessão de capacidade de duto Demais despesas, líquidas 385 848 1 353 53 1.640 25 Resultado financeiro Receitas financeiras Rendas sobre aplicações financeiras Juros e multas Outras receitas financeiras Atualizações monetárias ativas Despesas financeiras Comissões Encargos de empréstimos IOF Outras despesas financeiras Atualizações monetárias passivas Resultado financeiro 2011 2.886 628 350 440 4.304 (53) (4.562) (164) (569) (357) (5.705) (1.401) 2010 1.773 629 318 125 2.845 (33) (7.613) (482) (153) (157) (8.438) (5.593) 2010 829 1.576 330 339 20 3.094 28.738 18.249 21.084 (21.992) 46.079

Cíveis Tributárias Trabalhistas

A movimentação da provisão está demonstrada a seguir: Saldo em 31 de dezembro de 2010 Adições Baixas Atualizações monetárias Saldo em 31 de dezembro de 2011

A provisão para contingências cobertas por depósitos judiciais é composta como segue: Provisões Depósitos Cíveis 1.981 Tributárias 1.356 195 Trabalhistas 411 36 3.748 231

As contingências tributárias referem-se principalmente à compensação indevida de ICMS antes do pagamento do imposto. A Companhia interpôs uma ação anulatória para assegurar a suspensão da exigibilidade do crédito tributário e anular respectivo ato declaratório de débito fiscal, considerando que a empresa já havia recolhido a integralidade dos valores exigidos a título de diferencial de alíquotas dos bens adquiridos de outro Estado. As contingências cíveis referem-se principalmente aos processos interpostos para anular as multas aplicadas pela Agência Reguladora e processos de baixa complexidade de reclamações de consumidores. Existem outros processos na esfera estadual e federal que não estão provisionados, por estarem classificados como chance de êxito possível pelos consultores jurídicos. Os valores dessas contingências totalizam R$ 16.680 em 31 de dezembro de 2011 (R$ 12.879 em 31 de dezembro de 2010) e referem-se, principalmente, ao seguinte processo: Em 19 de outubro de 2009, a Companhia foi notificada da decisão proferida pela Delegacia da Receita Federal de Administração Tributária no Rio de Janeiro, que homologou parcialmente as compensações procedidas pela Companhia, reconhecendo, tão somente, os valores de R$ 1.471 e não os R$ 4.943 resultantes de crédito de saldo negativo da CSLL do ano-calendário de 2005, exercício de 2006, informados por meio do PERDCOMP, utilizados para o pagamento de débitos próprios de Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ. Os advogados da Companhia estimam como possível a probabilidade de êxito dessa ação, razão pela qual não foi constituída provisão, cujo valor atualizado até 31 de dezembro de 2011 seria de R$ 8.716 (R$ 8.275 em 31 de dezembro de 2010). Adicionalmente, a Companhia possui um montante de R$ 339 em 31 de dezembro de 2011 (R$ 177 em 31 de dezembro de 2010) referente a contingências trabalhistas classificadas como chance de êxito possível também não provisionadas. 19 Compromissos 19.1Fornecedor de gás Em 28 de novembro de 2008, entrou em vigência o contrato de fornecimento de gás natural com a Petróleo Brasileiro S.A. - PETROBRAS para uso convencional, assinado em 18 de julho de 2008. Este contrato garante o fornecimento a partir de novembro de 2008 de 2,46 milhões de metros cúbicos por dia (Quantidade Diária Contratual - QDC), quantidade essa incrementada ao longo da vigência do contrato, findando em dezembro de 2012 com a garantia de 2,91 milhões de metros cúbicos por dia (Quantidade Diária Contratual - QDC). Por esse contrato, a CEG RIO se compromete, a cada ano de sua vigência, a retirar da PETROBRAS - e, mesmo que não retire, pagar uma quantidade de gás que, na média diária do correspondente ano, seja igual ou superior a 80% da QDC - compromisso Take or Pay no ano de 2010, 82% da QDC nos anos de 2011 e 2012 e 80% nos anos de 2013 e 2014. Os valores pagos a título de Take or Pay poderão ser compensados durante todo o prazo do contrato, contra retiradas futuras superiores ao compromisso mínimo de retirada do respectivo ano em que se estiver realizando a compensação. Em 9 de setembro de 2011, foi celebrado o termo aditivo nº 5 ao contrato de fornecimento de gás natural com a Petróleo Brasileiro S.A. - PETROBRAS, para uso convencional, no qual foram acordados: (i) a prorrogação da vigência do contrato, passando a vigorar até dezembro de 2016; (ii) redução das quantidades diárias contratuais - QDC’s para o período de prorrogação; (iii) extinção da modalidade Firme-Flexível. Desta forma, a Companhia melhorou a relação entre suas vendas e o compromisso de Take or Pay, adequando o CONTRATO ao seu atual nível de vendas, bem como o previsto para os próximos anos, em contrapartida a PETROBRAS estendeu por

A variação do resultado financeiro do ano de 2011 em relação ao ano de 2010 foi motivada, principalmente, pelo menor volume de encargos sobre dívida bancária, gerado principalmente pelo menor volume de dívida em 2011 em relação ao ano de 2010, maior volume de receita de aplicações financeiras resultado da maior geração de caixa. 26 Serviços administrativos e outros gastos gerais 2011 Serviços de manutenção Serviço de profissionais independentes e contratados Gastos gerais de escritório Viagens e estadas Aluguéis Propaganda e publicidade Perdas e recuperação de créditos Provisões (Reversão) 27 Seguros A Companhia possui um programa de gerenciamento de riscos com o objetivo de delimitar os riscos, buscando no mercado coberturas compatíveis com seu porte e suas operações. As coberturas foram contratadas pelos montantes a seguir indicados, considerados suficientes pela administração para cobrir eventuais sinistros, considerando a natureza de sua atividade, os riscos envolvidos em suas operações e a orientação de seus consultores de seguros. Em 31 de dezembro de 2011, a Companhia possuía as seguintes principais apólices de seguro contratadas com terceiros: Ramos Risco Operacional (*) Responsabilidade Civil Geral (*) Responsabilidade Civil - Administradores Diretores e dirigentes (*) (*) 3.708 Importâncias seguradas 333.800 169.900 5.084 17.149 408 78 464 4.405 4.928 (98) 32.418 2010 3.678 16.752 356 42 373 2.598 3.293 1.351 28.443

22 Débitos restituíveis - compromisso de “Take or Pay” no contrato com termelétricas A CEG RIO possui um contrato de fornecimento de gás firme, assinado com a UTE Norte Fluminense, a qual pertence ao Grupo EDF (90%) e a PETROBRAS (10%). Este contrato prevê, além de outros compromissos, um compromisso (mensal e anual) de consumo, denominado “Take or Pay”, no qual são estabelecidas metas mínimas a serem atingidas (56% e 70% da Quantidade Diária Contratada respectivamente), independente da quantidade de gás efetivamente consumida a cada período. O não cumprimento dessas metas acarreta em cobranças adicionais à termelétrica, bem como em pagamentos correspondentes à PETROBRAS, nesse caso na qualidade de fornecedora da CEG RIO. Durante o exercício de 2010, a UTE Norte Fluminense realizou alguns pagamentos relativos ao compromisso mensal de “Take or Pay” de R$ 2.007, pois, para os meses de janeiro a maio de 2010, não ultrapassou o compromisso mensal estabelecido. A UTE Norte Fluminense também realizou o pagamento relativo ao compromisso anual “Take or Pay” para o exercício de 2010 no valor de R$13.395, pois não cumpriu as metas mínimas. Durante o exercício de 2011, a UTE Norte Fluminense realizou alguns pagamentos relativos ao compromisso mensal de “Take or Pay” de R$ 18.249, pois, para certos meses do ano, não ultrapassou o compromisso mensal estabelecido. A UTE Norte Fluminense também realizou o pagamento relativo ao compromisso anual “Take or Pay” para o exercício de 2011 no valor de R$21.084, pois não cumpriu as metas mínimas. Estes pagamentos foram reconhecidos no passivo já que, de acordo com o contrato de fornecimento, representam antecipações de consumos futuros acima dos limites mínimos estabelecidos. Além disso, o baixo consumo da UTE Norte Fluminense fez com que a CEG RIO também não atingisse os limites mínimos previstos no contrato. Dessa forma, o mesmo valor foi pago pela CEG RIO à PETROBRAS e foi registrado no ativo como antecipação de consumo futuro, na conta créditos restituíveis.

Apólice/limites únicos compartilhados entre as empresas CEG e CEG RIO.

DIRETORIA
Bruno Armbrust Diretor Presidente José Eudes Freitas Diretor Econômico Financeiro Antoni Almela Casanova Diretor Comercial Jose Maria Margalef Badenas Diretor Técnico

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
Sergio Manuel Aranda Moreno Bruno Armbrust Antoni Almela Casanova Narcis de Carreras Roques Francesc Solbes Pons Ewald Possolo Correa da Veiga Alexandre Bahia Santiago

CONSELHO FISCAL
Paulo Andrade Rodrigues Felipe Kfuri da Silva Renato Achutti João Carlos Medeiros Ferraz Carlos Henrique Vieira Candido da Silva Cleide Mathias da Silva Pinheiro - Contadora CRC-RJ 061137/O-4

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Aos Administradores e Acionistas CEG RIO S.A. Examinamos as demonstrações financeiras da CEG RIO S.A (a “Companhia”) que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, assim como o resumo das principais políticas contábeis e as demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações financeiras, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou por erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelo auditor e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e das divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou por erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui também a avaliação da adequação das políticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião Em nossa opinião, as demonstrações financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da CEG RIO S.A. em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Rio de Janeiro, 14 de março de 2012 PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes CRC 2SP000160/O-5 “F” RJ Maria Salete Garcia Pinheiro Contadora CRC 1RJ048568/O-7

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BALANÇOS PATRIMONIAIS EM 31 DE DEZEMBRO Em reais Ativo Circulante Caixa e equivalente de caixa (Nota 4) Demais contas a receber 204.917 309 205.226 Não circulante Realizável a longo prazo Tributos a recuperar (Nota 5) Investimentos (Nota 7) 13.044 88.214 101.258 Total do ativo 306.484 3.770 88.214 91.984 437.301 341.127 4.190 345.317 2011 2010 Passivo e patrimônio líquido Circulante Fornecedores Obrigações trabalhistas Tributos a recolher (Nota 8) Partes relacionadas (Nota 6) Total do passivo Patrimônio líquido Capital social (Nota 9) Reserva de capital Prejuízos acumulados Total do patrimônio líquido Total do passivo e patrimônio líquido 6.900.590 9.900 238.477 306.484 6.900.590 9.900 370.284 437.301 33.194 24.527 6.657 3.629 68.007 23.684 24.978 7.211 11.144 67.017 2011 2010

DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO Em reais, exceto quando indicado de outra forma Receita Receita por participação em Conselho de Administração (Notas 6 e 10) Despesas operacionais Pessoal Gerais e administrativas (Nota 12) Outras, líquidas (Nota 12) Prejuízo operacional Resultado financeiro (Nota 13) Despesas financeiras Prejuízo do exercício Quantidade media ponderada de Ações ordinárias em circulação Prejuízo por ação (expresso em R$) 2011 196.370 (193.977) (88.036) (44.811) (130.454) (1.353) (1.353) (131.807) 100.000 (1,32) 2010 206.321 (192.604) (93.488) (20.389) (100.160) (572.262) (572.262) (672.422) 100.000 (6,72)

(6.672.013) (6.540.206)

As demonstrações do resultado abrangente não foram apresentadas, pois não há componentes de outros resultados abrangentes. As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras. DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO Em reais

As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras. DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO Em reais Capital social 1.000.000 5.900.590 6.900.590 6.900.590 Reserva de capital 9.900 9.900 9.900 Prejuízos acumulados (5.867.784) (672.422) (6.540.206) (131.807) (6.672.013) Total (4.857.884) 5.900.590 (672.422) 370.284 (131.807) 238.477

2011 Fluxo de caixa das atividades operacionais Prejuízo do exercício Ajustes Juros e variações monetárias sobre empréstimos Variações nos ativos e passivos Tributos a recuperar Outros ativos Fornecedores Obrigações trabalhistas Tributos a recolher Partes relacionadas Caixa aplicado nas operações Juros pagos Caixa líquido aplicado nas atividades operacionais Fluxos de caixa das atividades de financiamentos Amortização de empréstimos Ingressos de empréstimos Aumento de capital Caixa líquido (aplicado nas) proveniente das atividades de financiamento Aumento (redução) líquido de caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício Caixa e equivalentes de caixa no final do exercício (131.807) (9.274) 3.881 9.510 (451) (554) (7.515) (136.210)

2010 (672.422) 501.050 (4.190) (2.123) (4.685) 1.117 (41.865) (223.118)

Em 31 de dezembro de 2009 Aumento de capital Prejuízo do exercício Em 31 de dezembro de 2010 Prejuízo do exercício Em 31 de dezembro de 2011

As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras. NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 Em reais, exceto quando indicado de outra forma 1 Informações gerais A Gas Natural do Brasil S.A. integra o grupo espanhol Gas Natural SDG S.A. e tem sede no Rio de Janeiro. É uma Sociedade anônima de capital fechado que tem como finalidade participação no capital de outras empresas, prestação de serviços de assessoria energética, elaboração de estudos de viabilidade e de mercado, prestação de todo e qualquer tipo de serviço de consultoria e assessoria financeira a terceiros e participação em projetos e programas de Termogeração e Termoeletricidade. As operações da Companhia estão praticamente paralisadas, entretanto, a administração estuda e avalia regularmente oportunidades de negócios no contexto dos objetivos do Grupo Gas Natural Fenosa. A emissão dessas demonstrações financeiras foi autorizada pela Administração da Companhia em 14 de março de 2012. 2 Resumo das principais políticas contábeis As principais políticas contábeis aplicadas na preparação destas demonstrações financeiras estão definidas abaixo. Essas políticas foram aplicadas de modo consistente nos exercícios apresentados, salvo disposição em contrário. 2.1 Base de preparação As demonstrações financeiras foram preparadas considerando o custo histórico como base de valor e ativos e passivos financeiros mensurados ao valor justo. As demonstrações financeiras foram elaboradas e estão sendo apresentadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, incluindo os pronunciamentos emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPCs). A preparação de demonstrações financeiras requer o uso de certas estimativas contábeis críticas e também o exercício de julgamento por parte da administração da Companhia no processo de aplicação das políticas contábeis. A Companhia não possui áreas que requerem maior nível de julgamento e possuem maior complexidade, nas quais premissas e estimativas são significativas para as demonstrações financeiras. 2.2 Caixa e equivalentes de caixa Compreendem dinheiro em caixa, depósitos bancários e outros investimentos de curto prazo de alta liquidez, que são prontamente conversíveis em um montante conhecido de caixa e que estão sujeitos a um risco insignificante de mudança de valor. 2.3 Ativos financeiros A Companhia classifica seus ativos financeiros sob a categoria de empréstimos e recebíveis. A administração determina a classificação de seus ativos financeiros no reconhecimento inicial. Os empréstimos e os recebíveis são ativos financeiros não derivativos com pagamentos fixos ou determináveis, que não são cotados em um mercado ativo e são mensurados e contabilizados pelo custo amortizado, usando o método de taxa de juros efetivos, quando aplicável. São incluídos como ativo circulante, exceto aqueles com prazo de vencimento superior a 12 meses após a data do balanço (estes são classificados como ativos não circulantes). Os empréstimos e recebíveis da Companhia compreendem as demais contas a receber (empréstimos a funcionários) e caixa e equivalente de caixa. A Companhia avalia, na data do balanço, se há evidência objetiva de perda (impairment) em um ativo financeiro ou grupo de ativos financeiros. 2.4 Demais ativos circulante e não circulante São apresentados ao valor de custo ou de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias auferidas. 2.5 Capital social As ações ordinárias não resgatáveis são classificadas como patrimônio líquido. 2.6 Reconhecimento de receita A receita compreende o valor justo da contraprestação recebida ou a receber por participação em conselho de administração (Nota 10) e é reconhecida pelo regime de competência. 3 Gestão de risco financeiro 9 COFINS PIS ISS Impostos retidos de terceiros Contribuições sociais a pagar Capital social O capital social totalmente subscrito e integralizado está dividido em 100.000 ações, sem valor nominal, todas ordinárias nominativas, sendo a controladora a Gas Natural SDG S.A. Todo o capital está registrado no Banco Central do Brasil. 2011 1.222 265 2.394 1.187 1.589 6.657 2010 2.394 4.817 7.211 8 6 Imposto de renda e contribuição social PIS INSS (a) Outros Não Circulante - Realizável a Longo Prazo 4 gestão de risco global, bem como para áreas específicas, como risco cambial, risco de taxa de juros, risco de crédito, uso de instrumentos financeiros derivativos e não derivativos e investimento de excedentes de caixa. A Companhia está exposta apenas ao risco de crédito e ao risco de liquidez. (a) Risco de crédito O risco de crédito é aplicável às contas de caixa e equivalentes de caixa. Esse risco de crédito é minimizado, pois a Companhia somente opera com instituições de primeira linha. (b) Risco de liquidez É o risco de a Companhia não dispor de recursos líquidos suficientes para honrar seus compromissos financeiros, em decorrência de descasamento de prazo ou de volume entre os recebimentos e pagamentos previstos. A previsão de fluxo de caixa é realizada pelo departamento de Finanças. Este departamento monitora as previsões contínuas das exigências de liquidez da Companhia para assegurar que ele tenha caixa suficiente para atender às necessidades operacionais. Esse risco é minimizado, pois a Companhia recebeu e, caso necessário, receberá recursos de seus acionistas para reverter à situação de baixa liquidez. (c) Outros passivos financeiros A Companhia classifica os fornecedores e contas a pagar às partes relacionadas como outros passivos financeiros, os quais estão registrados pelo custo amortizado. Caixa e equivalentes de caixa Em 31 de dezembro de 2011 a Companhia mantinha o montante de R$ 214.917 (2010 - R$ 341.127) em conta-corrente bancária em Bancos de primeira linha. 5 Tributos a recuperar 2011 2.968 11 9.978 87 13.044 2010 3.429 11 330 3.770

- (1.749.380) (136.210) (1.972.498) - (5.199.886) - 1.589.053 - 5.900.590 - 2.289.757 (136.210) 317.259 341.127 23.868 204.917 341.127

As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras. Em 2010, os acionistas aportaram capital no montante de R$ 5.900.590, sem emissão de novas ações. Dessa forma, o capital social totalmente subscrito e integralizado é de R$ 6.900.590 em 31 de dezembro de 2011. Nos termos do Estatuto Social, aos titulares de ações será atribuído, em cada exercício, um dividendo mínimo de 25% do lucro líquido do exercício, calculado nos termos da lei societária. Em virtude do prejuízo apurado no exercício não foram calculados dividendos. 10 Receita por participação em conselho de administração Refere-se a valores recebidos da Companhia Distribuidora de Gás do Rio de Janeiro - CEG e da CEG RIO S.A. referentes à remuneração que seus diretores receberiam pela participação no Conselho de Administração. Através de declarações de intenções, os diretores representantes renunciam à remuneração em nome da Gas Natural do Brasil S.A. 11 Passivo contingente A administração da Companhia avalia as contingências existentes em função de processos judiciais movidos contra a sociedade e constitui provisão, sempre que julgado necessário, para fazer face a perdas prováveis decorrentes dos referidos processos. O julgamento da administração leva em consideração a opinião de seus advogados internos em relação à expectativa de êxito de cada processo. Em 31 de dezembro de 2011 e de 2010, não existem ações em andamento envolvendo a Companhia. 12 Despesas gerais e administrativas e outras receitas e despesas líquidas 2011 42.365 729 14.002 30.940 88.036 (10.026) 54.837 44.811 2010 44.134 454 13.092 35.808 93.488 20.839 20.839

(a) Refere-se a salário maternidade pago a funcionária que não foi compensado com INSS a pagar e será feito pedido de restituição. Contas com partes relacionadas 2011 Receitas 100.969 95.401 196.370 206.321 Despesas 12.707 12.707 11.881

Companhia Distribuidora de Gás do Rio de Janeiro – CEG CEG Rio S.A. Em 31 de dezembro de 2011 Em 31 de dezembro de 2010

Passivo circulante 3.629 3.629 11.144

Serviço de profissionais independentes e contratados Gastos gerais de escritório Aluguéis Propaganda e publicidade Reembolso de despesas Impostos e taxas 13 Resultado financeiro Refere-se, em 31 de dezembro de 2011, a tarifas bancárias.

Referem-se, substancialmente, ao recebimento de honorários dos conselheiros e a despesas administrativas incorridas que serão reembolsadas (Nota 10). 7 Investimento Avaliado ao custo e representado por participação de 1,639% na Gas Natural Serviços S.A., correspondente a 100.000 ações ordinárias, sendo as demais ações detidas pela Gas Natural SDG S.A., integrante do Grupo Gas Natural sediado na Espanha. Tributos a recolher

A redução da perda financeira em 2011 em relação ao exercício de 2010 é decorrente dos gastos financeiros com a renovação das operações de empréstimos ocorrida em junho de 2010, sendo estes liquidados com recursos oriundos do aporte de capital ainda em 2010. 14 Créditos fiscais A Companhia possui, em 31 de dezembro de 2011, prejuízo fiscal e base negativa de contribuição social, passíveis de compensação com lucros tributáveis futuros nas condições estabelecidas pela legislação vigente, sem prazo de prescrição, no montante de R$ 6.721.678 (R$ 6.599.640 em 31 de dezembro de 2010). Não foram constituídos créditos diferidos sobre esse montante em decorrência do histórico de prejuízos auferidos pela Companhia. 15 Outras informações Em 2010, a Companhia detinha empréstimos para capital de giro com instituição financeira no Brasil no montante aproximado de R$ 5 Milhões. Foram pagos os juros no decorrer de 2010 no montante de R$ 1.749.380 e o principal corrigido foi liquidado em dezembro de 2010.

3.1 Fatores de risco financeiro A gestão de risco é realizada pelo departamento financeiro, segundo as políticas aprovadas pela Administração. A Administração estabelece princípios, para a

DIRETORIA

CONTADORA

Bruno Armbrust Diretor Presidente

Antoni Almela Casanova Diretor Geral RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

Cleide Mathias da Silva Pinheiro CRC-RJ 061137/O-4

Aos Administradores e Acionistas Gas Natural do Brasil S.A. Examinamos as demonstrações financeiras da Gas Natural do Brasil S.A. (“Companhia”) que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, assim como o resumo das principais políticas contábeis e as demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou por erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelo auditor e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e das

divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou por erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui também a avaliação da adequação das políticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião sem ressalva Em nossa opinião, as demonstrações financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Gas Natural do Brasil S.A.. em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Rio de Janeiro, 27 março de 2012

PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes CRC 2SP000160/O-5 “F” RJ

Maria Salete Garcia Pinheiro Contadora CRC 1RJ048568/O-7

Quarta-feira, 28 de março de 2012

O GLOBO

15

BALANÇOS PATRIMONIAIS EM 31 DE DEZEMBRO Em reais Ativo Circulante Caixa e equivalentes de caixa (Nota 5) Contas a receber de clientes (Nota 6) Contas a receber de partes relacionadas (Nota 7) Cessão de crédito (Nota 8) Tributos a recuperar (Nota 9) Outros ativos Não circulante Realizável a longo prazo Tributos a recuperar (Nota 9) Imposto de renda e contribuição social diferidos (Nota 10) Outros ativos (Nota 16) 630.316 129.468 999.830 Investimentos Intangível (Nota 12) Imobilizado (Nota 11) Total do ativo 590 92.887 30.835.315 31.928.622 45.397.769 460.689 129.468 830.203 590 79.923 33.775.513 34.686.229 43.740.982 240.046 240.046 Não circulante Provisão para contingências (Nota 16) Total do passivo Patrimônio líquido (Nota 17) Capital social Reservas de lucros Total do patrimônio líquido Total do passivo e patrimônio líquido 7.343.225 125.317 7.468.542 45.397.769 7.343.225 3.591.980 10.935.205 43.740.982 49.198 37.929.227 48.747 32.805.777 8.622.540 3.472.175 59.817 860.567 380.244 73.804 13.469.147 4.218.870 3.430.935 1.429 1.085.073 248.550 69.896 9.054.753 2011 2010 Passivo e patrimônio líquido Circulante Fornecedores (Nota 13) Empréstimos e financiamentos (Nota 14) Obrigações trabalhistas Tributos a recolher (Nota 15) Contas a pagar a partes relacionadas (Nota 7) 2011 3.761.414 33.458.688 191.886 412.815 55.226 37.880.029 2010 1.130.476 31.203.510 111.727 259.058 52.259 32.757.030

DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO Em reais, exceto quando indicado de outra forma 2011 Receita líquida (Nota 18) Custo dos serviços prestados (Nota 19) Lucro bruto Despesas operacionais Gerais e administrativas (Nota 20) Lucro operacional Resultado financeiro (Nota 21) Receitas financeiras Despesas financeiras Prejuízo antes do imposto de renda e da contribuição social Imposto de renda e contribuição social (Nota 15) Diferido Prejuízo do exercício Quantidade média ponderada de ações em circulação durante o exercício Prejuízo por ação atribuível aos acionistas da Companhia (0,5683) (0,2351) durante o exercício (expresso em R$ ) As demonstrações do resultado abrangente não foram apresentadas, pois não há componentes de outros resultados abrangentes. As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras. DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO Em reais 2011 Fluxos de caixas das atividades operacionais Prejuízo antes do imposto de renda e da contribuição social Ajustes Depreciação e amortização Juros e variações monetárias sobre empréstimos e contingencias Variações nos ativos e passivos Contas a receber de clientes Tributos a recuperar Cessão de crédito Outros ativos Fornecedores Obrigações trabalhistas Tributos a recolher Partes relacionadas 2010 6.100.000 6.100.000 169.627 (3.466.663) (160.200) (1.433.921) (3.636.290) (1.273.721) 429.740 (4.443.938) (4.014.198) 227.765 (3.971.386) (3.743.621) (3.361.188) 377.908 (1.964.529) 2.469.900 16.506.039 3.739.096 2010 16.011.201 4.434.429

(12.766.943) (11.576.772)

As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras. DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO Em reais Reservas de lucros Capital social Em 31 de dezembro de 2009 Prejuízo do exercício Absorção de prejuízo Em 31 de dezembro de 2010 Prejuízo do exercício Absorção de prejuízo Em 31 de dezembro de 2011 7.343.225 7.343.225 Expansão 4.613.211 (1.433.921) 3.179.290 (3.179.290) Legal 412.690 412.690 (287.373) 125.317 Prejuízos acumulados (1.433.921) 1.433.921 (3.466.663) 3.466.663 Total 12.369.126 (1.433.921) 10.935.205 (3.466.663) 7.468.542

(3.636.290) (1.273.721) 6.536.333 75.859 2.975.902 6.500.840 3.827.833 9.054.952

125.317 7.343.225 As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras.

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 Em reais, exceto quando indicado de outra forma 1 Informações gerais A Companhia integra o Grupo espanhol Gas Natural Fenasa e localiza-se na cidade do Rio de Janeiro. É uma sociedade anônima de capital fechado, constituída em 27 de novembro de 2000 e tem como atividade preponderante a prestação de serviço de compressão de gás natural veicular em postos operados por terceiros, linha de negócios de compressão de gás natural para emprego na indústria, climatização de ambientes e geração de energia e comercialização de produtos e serviços a clientes do Grupo. Em linha com seus objetivos estratégicos de expansão e consolidação de novos negócios, aliado a oportunidades de mercado decorrentes da atual situação energética do país, a Companhia vem ampliando seus negócios no segmento de geração elétrica e climatização de ambientes, ambas voltadas para clientes institucionais. Como previsto no seu plano de negócios, a Companhia aplicou, no início de suas atividades, uma quantia significativa de recursos em gastos de organização e desenvolvimento dos projetos de implantação de compressão de gás natural veicular. Desde então, vem apresentando lucros e geração positiva de caixa, voltando a apresentar prejuízo a partir do ano de 2009, em função do retrocesso do mercado de gás natural veicular. No decorrer do ano de 2009, principalmente nos três primeiros trimestres, o principal negócio da Companhia, a compressão de gás natural veicular para postos de abastecimento, foi afetado de forma negativa frente à maior oferta de álcool combustível a preços menores e o incentivo ao incremento da frota brasileira com motores bi-combustível. Contudo, a administração da Companhia, em parceria com as distribuidoras de gás, ao longo do segundo semestre de 2009 e principalmente durante o ano de 2010, preparou campanha publicitária onde reforçou, junto a seus clientes, a eficiência do GNV. Adicionalmente às linhas de produtos existentes até 2009, a Companhia percebeu a oportunidade de desenvolver e comercializar produtos e serviços a clientes do Grupo Gas Natural Fenosa com o objetivo de gerar valor agregado ao gás natural através de soluções para o dia a dia dos clientes, com investimentos de R$ 4.381.586 em 2011 e projeção de R$ 4.412.900 para 2012. A proposta abrange serviços afins ao gás natural que gerem mais segurança na utilização das instalações e equipamentos a gás e que incrementem o consumo até a atuação em outros segmentos que entreguem além de segurança, conforto, praticidade, inovação e eficiência energética que são conceitos intrínsecos à proposta de criação de valor para os Clientes. As projeções da administração indicam que o mix de produtos gerará uma significativa recuperação nos indicadores financeiros, de forma bastante consistente, e consideram, uma vez mantido o nível de recuperação da atividade atual relacionada à compressão de gás natural veicular e o crescimento das outras linhas de negócios, que as operações voltarão a apresentar resultados positivos mais elevados a partir de 2012. Adicionalmente, caso necessário, os acionistas e/ou as Empresas do grupo no Brasil aportarão recursos para reverter a situação de baixa liquidez da Companhia. A emissão dessas demonstrações financeiras foi autorizada pela Administração da Companhia em 14 de março de 2012. 2 Resumo das principais políticas contábeis As principais políticas contábeis aplicadas na preparação destas demonstrações financeiras estão definidas abaixo. Essas políticas foram aplicadas de modo consistente nos exercícios apresentados, salvo disposição em contrário. 2.1 Base de preparação As demonstrações financeiras foram preparadas considerando o custo histórico como base de valor e ativos e passivos financeiros mensurados ao valor justo. As demonstrações financeiras foram elaboradas e estão sendo apresentadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, incluindo os pronunciamentos emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPCs). A preparação de demonstrações financeiras requer o uso de certas estimativas contábeis críticas e também o exercício de julgamento por parte da administração da Companhia no processo de aplicação das políticas contábeis. Aquelas áreas que requerem maior nível de julgamento e possuem maior complexidade, bem como as áreas nas quais premissas e estimativas são significativas para as demonstrações financeiras, estão divulgadas na Nota 3. 2.2 Caixa e equivalentes de caixa Compreendem dinheiro em caixa, depósitos bancários e outros investimentos de curto prazo de alta liquidez, que são prontamente conversíveis em um montante conhecido de caixa e que estão sujeitos a um risco insignificante de mudança de valor (Nota 5). 2.3 Ativos financeiros A Companhia classifica seus ativos financeiros sob a categoria de empréstimos e recebíveis. A administração determina a classificação de seus ativos financeiros no reconhecimento inicial. Os empréstimos e os recebíveis são ativos financeiros não derivativos com pagamentos fixos ou determináveis, que não são cotados em um mercado ativo e são mensurados e contabilizados pelo custo amortizado, usando o método de taxa de juros efetivos, quando aplicável. São incluídos como ativo circulante, exceto aqueles com prazo de vencimento superior a 12 meses após a data do balanço 2.6 2.3.1 Classificação 2.5 2.4 (iv) (iii) (i) (ii) (estes são classificados como ativos não circulantes). Os empréstimos e recebíveis da Companhia compreendem os empréstimos a partes relacionadas, contas a receber de clientes, demais contas a receber e caixa e equivalentes de caixa. 2.3.2 Impairment de ativos financeiros mensurados ao custo amortizado A Companhia avalia, na data de cada balanço, se há evidência objetiva de que o ativo financeiro ou o grupo de ativos financeiros está deteriorado. Um ativo ou grupo de ativos financeiros está deteriorado e os prejuízos de impairment são incorridos somente se há evidência objetiva de impairment como resultado de um ou mais eventos ocorridos após o reconhecimento inicial dos ativos (um “evento de perda”) e aquele evento (ou eventos) de perda tem um impacto nos fluxos de caixa futuros estimados do ativo financeiro ou grupo de ativos financeiros que pode ser estimado de maneira confiável. Os critérios que a Companhia usa para determinar se há evidência objetiva de uma perda por impairment incluem: dificuldade financeira relevante do emissor ou devedor (mais de 6 meses de atraso); uma quebra de contrato, como inadimplência ou mora no pagamento dos juros ou principal; o desaparecimento de um mercado ativo para aquele ativo financeiro devido às dificuldades financeiras; ou dados observáveis indicando que há uma redução mensurável nos futuros fluxos de caixa estimados a partir de uma carteira de ativos financeiros desde o reconhecimento inicial daqueles ativos, embora a diminuição não possa ainda ser identificada com os ativos financeiros individuais na carteira, incluindo: (a) mudanças adversas na situação do pagamento dos tomadores de empréstimo na carteira; (b) condições econômicas nacionais ou locais que se correlacionam com as inadimplências sobre os ativos na carteira. O montante de perda por impairment é mensurado como a diferença entre o valor contábil dos ativos e o valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados (excluindo os prejuízos de crédito futuro que não foram incorridos) descontados à taxa de juros em vigor original dos ativos financeiros. O valor contábil do ativo é reduzido e o valor do prejuízo é reconhecido na demonstração do resultado. Se um empréstimo ou investimento mantido até o vencimento tiver uma taxa de juros variável, a taxa de desconto para medir uma perda por impairment é a atual taxa efetiva de juros determinada de acordo com o contrato. Como um expediente prático, a Companhia pode mensurar o impairment com base no valor justo de um instrumento utilizando um preço de mercado observável. Se, num período subsequente, o valor da perda por impairment diminuir e a diminuição puder ser relacionada objetivamente com um evento que ocorreu após o impairment ser reconhecido (como uma melhoria na classificação de crédito do devedor), a reversão da perda por impairment reconhecida anteriormente será reconhecida na demonstração do resultado. Contas a receber de clientes e provisão para créditos de liquidação duvidosa As contas a receber de clientes são, inicialmente, reconhecidas pelo valor justo e, subsequentemente, mensuradas pelo custo amortizado com base no método da taxa efetiva de juros menos a provisão para créditos de liquidação duvidosa (“PDD” ou “impairment”), considerando os critérios estabelecidos na Nota 6. A provisão para créditos de liquidação duvidosa é estabelecida quando existe uma evidência objetiva de que a Companhia não será capaz de cobrar todos os valores devidos de acordo com os prazos originais das contas a receber. O valor da provisão é a diferença entre o valor contábil e o valor recuperável. Imposto de renda e contribuição social corrente e diferidos As despesas de imposto de renda e contribuição social dos exercícios compreendem os impostos corrente e diferido. Os impostos sobre a renda são reconhecidos na demonstração do resultado. O encargo de imposto de renda e contribuição social corrente e diferido é calculado com base nas leis tributárias promulgadas, ou substancialmente promulgadas, na data do balanço. A administração avalia, periodicamente, as posições assumidas pela Companhia nas apurações de impostos de renda com relação às situações em que a regulamentação fiscal aplicável dá margem a interpretações. Estabelece provisões, quando apropriado, com base nos valores estimados de pagamento às autoridades fiscais. O imposto de renda e a Contribuição social diferidos são reconhecidos usando-se o método do passivo sobre as diferenças temporárias decorrentes de diferenças entre as bases fiscais dos ativos e passivos e seus valores contábeis nas demonstrações financeiras. O imposto de renda e contribuição social diferidos ativos são reconhecidos somente na proporção da probabilidade de que lucro tributável futuro esteja disponível e contra o qual as diferenças temporárias possam ser usadas. Os impostos diferidos ativos e passivos são apresentados pelo líquido no balanço quando há um direito legal e a intenção de compensá-los quando da apuração dos tributos correntes e quando os impostos de renda diferidos ativos e passivos se relacionam com os impostos de renda incidentes pela mesma autoridade tributável sobre a entidade tributária ou diferentes entidades tributáveis onde há intenção de liquidar os saldos numa base líquida. Ativos intangíveis (Softwares) As licenças de software adquiridas são capitalizadas com base nos custos incorridos para adquirir os softwares e fazer com que eles estejam prontos para ser utilizados. Esses custos são amortizados durante sua vida útil estimável de três a cinco anos.

Caixa proveniente das operações Juros pagos Caixa líquido proveniente das atividades operacionais Fluxo de caixa das atividades de investimentos (590) Aquisição de investimento (77.208) (31.319) Aquisição de intangível Aplicações financeiras 30.782 Aquisição de imobilizado (4.381.586) (772.949) Recebimento pela venda de ativo imobilizado 803.806 Caixa líquido aplicado nas atividades de investimentos (3.609.099) (819.965) Fluxo de caixa das atividades de financiamentos Amortização de empréstimos - (6.585.382) Ingresso de empréstimos 2.217.474 3.520.755 Caixa líquido proveniente das (aplicado nas) atividades de financiamentos 2.217.474 (3.064.627) Aumento (redução) líquido de caixa e equivalente de caixa 4.403.670 (598.847) Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício 4.218.870 4.817.717 Caixa e equivalentes de caixa no final do exercício 8.622.540 4.218.870 As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras. Os custos associados à manutenção de softwares são reconhecidos como despesa, conforme incorridos. Os custos de desenvolvimento que são diretamente atribuíveis ao projeto e aos testes de produtos de software identificáveis e exclusivos, controlados pelo Grupo, são reconhecidos como ativos intangíveis quando os seguintes critérios são atendidos: . É tecnicamente viável concluir o software para que ele esteja disponível para uso. . A administração pretende concluir o software e usá-lo ou vendê-lo. . O software pode ser vendido ou usado. . Pode-se demonstrar que é provável que o software gerará benefícios econômicos futuros. . Estão disponíveis adequados recursos técnicos, financeiros e outros recursos para concluir o desenvolvimento e para usar ou vender o software. . O gasto atribuível ao software durante seu desenvolvimento pode ser mensurado com segurança. Os custos diretamente atribuíveis, que são capitalizados como parte do produto de software, incluem os custos com empregados alocados no desenvolvimento de softwares e uma parcela adequada das despesas indiretas aplicáveis. Os custos também incluem os custos de financiamento incorridos durante o período de desenvolvimento do software. Outros gastos de desenvolvimento que não atendam a esses critérios são reconhecidos como despesa, conforme incorridos. Os custos de desenvolvimento previamente reconhecidos como despesa não são reconhecidos como ativo em período subsequente. Os custos de desenvolvimento de softwares reconhecidos como ativos são amortizados durante sua vida útil estimada, não superior a três anos. 2.7 Imobilizado O imobilizado é mensurado pelo seu custo histórico, menos depreciação acumulada. O custo histórico inclui os gastos diretamente atribuíveis à aquisição dos itens. Os custos subsequentes são incluídos no valor contábil do ativo ou reconhecidos como um ativo separado, conforme apropriado, somente quando for provável que fluam benefícios econômicos futuros associados ao item e que o custo do item possa ser mensurado com segurança. O valor contábil de itens ou peças substituídos é baixado. Todos os outros reparos e manutenções são lançados em contrapartida ao resultado do exercício, quando incorridos. A depreciação é calculada usando o método linear para alocar seus custos aos seus valores residuais durante a vida útil estimada demonstrado na Nota 11. Os valores residuais e a vida útil dos ativos são revisados e ajustados, se apropriado, ao final de cada exercício. O valor contábil de um ativo é imediatamente baixado para seu valor recuperável se o valor contábil do ativo for maior do que seu valor recuperável estimado (Nota 2.8). Os ganhos e as perdas de alienações são determinados pela comparação dos resultados com o valor contábil e são reconhecidos no grupamento “Despesas operacionais” na demonstração do resultado. 2.8 Impairment de ativos não financeiros Os ativos que têm uma vida útil indefinida, não estão sujeitos à amortização, são testados anualmente para identificar eventual necessidade de redução ao valor recuperável (impairment). Os ativos que estão sujeitos à amortização são revisados para a verificação de impairment sempre que eventos ou mudanças nas circunstâncias indicarem que o valor contábil pode não ser recuperável. Uma perda por impairment é reconhecida pelo valor ao qual o valor contábil do ativo excede seu valor recuperável, o qual representa o maior valor entre o valor justo de um ativo menos os custos de venda e o seu valor em uso. Para fins de avaliação do impairment, os ativos são agrupados nos níveis mais baixos para os quais exis-

(571.109) (41.240) (131.694) (53.526) 224.506 (1.085.073) (3.908) (142.658) 2.630.938 (96.436) 80.159 (12.617) 44.718 153.757 (55.421) 75.568 2.857.097 (1.841.133) 7.213.819 5.832.999 (37.704) (3.928.074) 5.795.295 3.285.745

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tam fluxos de caixa identificáveis separadamente (Unidades Geradoras de Caixa (UGC)). Os ativos não financeiros, exceto o ágio, que tenham sido ajustados por impairment, são revisados subsequentemente para a análise de uma possível reversão do impairment na data de apresentação do balanço. 2.9 Contas a pagar aos fornecedores As contas a pagar aos fornecedores são obrigações a pagar por bens ou serviços que foram adquiridos de fornecedores no curso normal dos negócios, sendo classificadas como passivos circulantes se o pagamento for devido no período de até um ano (ou no ciclo operacional normal dos negócios, ainda que mais longo). Caso contrário, as contas a pagar são apresentadas como passivo não circulante. Elas são, inicialmente, reconhecidas pelo valor justo e, subsequentemente, mensuradas pelo custo amortizado com o uso do método de taxa efetiva de juros. Na prática, são normalmente reconhecidas ao valor da fatura correspondente. 2.10 Provisões As provisões para ações judiciais (trabalhista, cível e tributária) são reconhecidas quando: a Companhia tem uma obrigação presente ou não formalizada (constructive obligation) como resultado de eventos já incorridos; é provável que uma saída de recursos seja necessária para liquidar a obrigação; e o valor puder ser estimado com segurança. As provisões não incluem às perdas operacionais futuras. Quando houver uma série de obrigações similares, a probabilidade de liquidá-las é determinada, levando-se em consideração a classe de obrigações como um todo. Uma provisão é reconhecida mesmo que a probabilidade de liquidação relacionada com qualquer item individual incluído na mesma classe de obrigações seja pequena. As provisões são mensuradas pelo valor presente dos gastos que devem ser necessários para liquidar a obrigação, usando uma taxa antes de impostos, a qual reflita as avaliações atuais de mercado do valor temporal do dinheiro e dos riscos específicos da obrigação. O aumento da obrigação em decorrência da passagem do tempo é reconhecido como despesa financeira. 2.11 Empréstimos e financiamentos Os empréstimos são reconhecidos, inicialmente, pelo valor justo, líquido dos custos incorridos na transação e são, subsequentemente, demonstrados pelo custo amortizado. Qualquer diferença entre os valores captados (líquidos dos custos da transação) e o valor de liquidação é reconhecida na demonstração do resultado durante o período em que os empréstimos estejam em aberto, utilizando o método da taxa efetiva de juros. Os empréstimos são classificados como passivo circulante, a menos que a Companhia tenha um direito incondicional de diferir a liquidação do passivo por, pelo menos, 12 meses após a data do balanço. 2.12 Capital social As ações ordinárias são classificadas como patrimônio líquido. 2.13 Reservas de capital e de lucros A reserva legal é calculada na base de 5% do lucro líquido do exercício, conforme determinação da Lei nº 6.404/76, limitada a 20% do capital social e 30% do capital acrescido da reserva de capital. 2.14 Reconhecimento de receita A receita compreende o valor justo da contraprestação recebida ou a receber da prestação de serviços ou por aluguel de equipamentos. A Companhia reconhece a receita quando o valor da receita pode ser mensurado com segurança, é provável que benefícios econômicos futuros fluirão para a entidade e quando critérios específicos tiverem sido atendidos para cada uma de suas atividades, conforme descrição a seguir. A Companhia baseia suas estimativas em resultados históricos, levando em consideração o tipo de cliente, o tipo de transação e as especificações de cada venda. A receita é apresentada líquida dos impostos, das devoluções, dos abatimentos e dos descontos. (a) Venda de serviços A receita pela prestação de serviços é reconhecida quando da conclusão dos serviços prestados, na medida em que todos os custos relacionados aos serviços são mensurados confiavelmente. (b) Aluguel de equipamentos Areceita pelo aluguel de equipamentos é reconhecida tendo como base os contratos vigentes até a data-base do balanço, sendo reconhecida concomitantemente ao período em que o equipamento está arrendado. (c) Cessão de crédito Consiste na venda dos direitos de recebimento pela venda de produtos ou serviços de clientes do Grupo Gas Natural Fenosa a empresas do grupo. O reconhecimento desta receita é feito no momento da transferência dos créditos. (d) Receita financeira A receita financeira é reconhecida conforme o prazo decorrido, pelo regime de competência, usando o método da taxa efetiva de juros. Quando uma perda (impairment) é identificada em relação a um contas a receber, a Companhia reduz o valor contábil para seu valor recuperável, que corresponde ao fluxo de caixa futuro estimado, descontado à taxa efetiva de juros original do instrumento. Subsequentemente, à medida que o tempo passa, os juros são incorporados às contas a receber, em contrapartida de receita financeira. Essa receita financeira é calculada pela mesma taxa efetiva de juros utilizada para apurar o valor recuperável, ou seja, a taxa original do contas a receber. 3 Estimativas e julgamentos contábeis críticos As estimativas e os julgamentos contábeis são continuamente avaliados e baseiam-se na experiência histórica e em outros fatores, incluindo expectativas de eventos futuros, consideradas razoáveis para as circunstâncias. 3.1 Estimativas e premissas contábeis críticas Com base em premissas, a Companhia faz estimativas com relação ao futuro. Por definição, as estimativas contábeis resultantes raramente serão iguais aos respectivos resultados reais. As estimativas e premissas que apresentam um risco significativo, com probabilidade de causar um ajuste relevante nos valores contábeis de ativos e passivos para o próximo exercício social, estão contempladas abaixo. (a) Imposto de renda e contribuição social diferidos Esses impostos diferidos ativos são reconhecidos na extensão em que seja provável que o lucro futuro tributável esteja disponível para serem utilizados na compensação das diferenças temporárias, com base em projeções de resultados futuros elaboradas e fundamentadas em premissas internas e em cenários econômicos futuros que podem, portanto, sofrer alterações. (b) Provisão para créditos de liquidação duvidosa A provisão para créditos de liquidação duvidosa é constituída com base no julgamento da Companhia sobre sua capacidade de cobrar todos os valores devidos considerando os prazos originais das contas a receber. Caso todas as contas a receber vencidas e não impaired fossem consideradas não recuperáveis, a Companhia sofreria uma perda em 31 de dezembro de 2011 de R$ 1.407.866 (R$ 915.000 em 31 de dezembro de 2010). (c) Vida útil do ativo imobilizado A vida útil dos ativos classificados no ativo imobilizado reflete o período em que se espera que os benefícios econômicos futuros serão consumidos pela Companhia. Anualmente a Companhia revisa a vida útil desses ativos. (d) Provisão para contingência A administração da Companhia, com base na opinião de seus consultores jurídicos, estabelece o valor da provisão para contingências, a qual reflete os montantes das prováveis saídas de recursos para liquidação das obrigações decorrentes de ações judiciais de natureza cíveis, trabalhistas e tributárias. 4 4.1 Gestão de risco financeiro Fatores de risco financeiro As atividades da Companhia a expõem a riscos financeiros: risco de mercado (incluindo risco de taxa de juros de valor justo, risco de taxa de juros de fluxo de caixa e risco de preço), risco de crédito e risco de liquidez. O programa de gestão de risco da Companhia se concentra na imprevisibilidade dos mercados financei5 4.2 (c) (iii) (b) (ii) (a) (i)

ros e busca minimizar potenciais efeitos adversos no desempenho financeiro da Companhia. A Companhia usa instrumentos financeiros derivativos para proteger certas exposições a risco. A gestão de risco é realizada pela tesouraria da Companhia, segundo as políticas aprovadas pela Administração. A Diretoria Financeira identifica, avalia e protege a Companhia contra eventuais riscos financeiros. A Administração estabelece princípios, por escrito, para a gestão de risco, bem como para áreas específicas, como risco cambial, risco de taxa de juros, risco de crédito, uso de instrumentos financeiros derivativos e não derivativos e investimento de excedentes de caixa. A Companhia tem os juros de seus empréstimos indexados ao CDI e TJLP. O risco associado é oriundo da possibilidade de ocorrer perdas resultantes de flutuações nas taxas de juros que podem aumentar as despesas financeiras relativas aos empréstimos e financiamentos contratados. A Companhia monitora continuamente as flutuações das taxas de juros de mercado com o objetivo de avaliar a eventual necessidade de contratação de operações de derivativos para proteger, parte ou total de seus empréstimos, contra o risco de volatilidade dessas taxas. Em 31 de dezembro de 2011, não existia nenhum derivativo contratado com a finalidade de proteção à exposição dessas taxas de juros. Risco de mercado Risco cambial O risco cambial decorre de operações de empréstimos indexadas à moeda estrangeira, notadamente operações em relação ao dólar dos Estados Unidos. A Companhia definiu como estratégia para gerenciamento de risco de variação cambial a obrigatoriedade de todos os empréstimos indexados ao dólar possuírem, também, um instrumento financeiro de troca de moeda (swap de dólar para CDI). Com a adoção dessa prática, a Companhia pode contratar empréstimos em moeda estrangeira sem o ônus da variação cambial. A Companhia não possui operações de investimentos financeiros derivativos e nem operações atreladas à variação cambial em aberto em 31 de dezembro de 2011 e de 2010. Risco com taxa de juros O risco associado é oriundo da possibilidade de a Companhia incorrer em perdas resultantes de flutuações nas taxas de juros que aumentam as despesas financeiras relativas a empréstimos e financiamentos captados no mercado. A Companhia monitora continuamente as taxas de juros de mercado com o objetivo de avaliar a eventual necessidade de contração de operações para proteger-se contra o risco de volatilidade dessas taxas. Em 31 de dezembro de 2011, se as taxas de juros sobre os empréstimos mantidos em reais variassem em torno de 0,25% pontos percentuais, considerando que todas as demais variáveis fossem mantidas constantes, o lucro do exercício após o cálculo do imposto de renda e da contribuição social apresentaria variação de R$ 55 (2010 - R$ 52), principalmente em decorrência de despesas de juros mais altas ou mais baixas nos empréstimos de taxa variável. Derivativos A Companhia não possui operações com instrumentos financeiros derivativos. Risco de crédito O risco de crédito decorre de caixa e equivalentes de caixa, depósitos em bancos e instituições financeiras, bem como de exposições de crédito a clientes. A concentração de risco de crédito com respeito às contas a receber é minimizada devido à grande base de clientes. Uma provisão para contas de cobrança duvidosa é estabelecida em relação àquelas que a administração acredita que não serão recebidas integralmente. A qualidade do crédito dos ativos financeiros que não estão vencidos ou impaired pode ser avaliada mediante referência às classificações externas de crédito (se houver) ou às informações históricas sobre os índices de inadimplência de contrapartes. A Companhia concentra 100% do volume de caixa e equivalente de caixa em bancos de primeira linha. Com relação às contas a receber, os ativos vencidos e não impaired referem-se a clientes com sem histórico de perda. Risco de liquidez É o risco de a Companhia não dispor de recursos líquidos suficientes para honrar seus compromissos financeiros, em decorrência de descasamento de prazo ou de volume entre os recebimentos e pagamentos previstos. A Companhia monitora suas previsões contínuas das exigências de liquidez para assegurar que ela tenha caixa suficiente para atender às necessidades operacionais. A previsão de fluxo de caixa é realizada pelo departamento de Finanças. Essa previsão leva em consideração os planos de financiamento da dívida da Companhia, cumprimento de cláusulas, cumprimento das metas internas do quociente do balanço patrimonial e, se aplicável, exigências regulatórias externas ou legais. O excesso de caixa mantido é investido em contas correntes com incidência de juros, depósitos a prazo, depósitos de curto prazo e títulos e valores mobiliários, escolhendo instrumentos com vencimentos apropriados ou liquidez suficiente para fornecer margem suficiente, conforme determinado pelas previsões acima mencionadas. Na Nota 6 são divulgados os ativos de que se espera que gerem prontamente entradas de caixa para administrar o risco de liquidez. A tabela abaixo analisa os passivos financeiros da Companhia, por faixas de vencimento, correspondentes ao período remanescente no balanço patrimonial até a data contratual do vencimento. Os valores divulgados na tabela são os fluxos de caixa não descontados e contratados. Menos de um ano Em 31 de dezembro de 2011 Empréstimos e financiamentos Fornecedores Em 31 de dezembro de 2010 Empréstimos e financiamentos Fornecedores Gestão de capital Os objetivos da Companhia ao administrar seu capital são os de salvaguardar a capacidade de continuidade da mesma para oferecer retorno aos acionistas e benefícios às outras partes interessadas, além de manter uma estrutura de capital ideal para reduzir esse custo. A Companhia monitora o capital com base no índice de alavancagem financeira. Esse índice corresponde à dívida líquida dividida pelo capital total. A dívida líquida, por sua vez, corresponde ao total de empréstimos (incluindo empréstimos de curto e longo prazos, conforme demonstrado no balanço patrimonial), subtraído do montante de caixa e equivalentes de caixa e aplicações financeiras. O capital total é apurado através da soma do patrimônio líquido, conforme demonstrado no balanço patrimonial, com a dívida líquida. Os índices de alavancagem financeira em 31 de dezembro de 2011 e 2010 podem ser assim sumariados: 2011 Total dos empréstimos e financiamentos (Nota 14) Menos: caixa e equivalentes de caixa (Nota 5) Dívida líquida Total do patrimônio líquido Total do capital Índice de alavancagem financeira - % Caixa e equivalentes de caixa 2011 Caixa e bancos Aplicação de liquidez imediata - CDB 2.622.843 5.999.697 8.622.540 2010 1.143.012 3.075.858 4.218.870 33.458.688 (8.622.540) 24.836.148 7.468.542 32.304.690 77 2010 31.203.510 (4.218.870) 26.984.640 10.935.205 37.919.845 71 32.525.756 1.130.476 34.891.210 3.761.414

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Contas a receber de clientes 2011 Contas a receber por aluguel de equipamentos e serviços Provisão para créditos de liquidação duvidosa (impairment) (2.475.036) 3.472.175 (impairment), representa seu valor de realização. A análise de vencimentos das contas a receber está apresentada abaixo: 2011 A vencer Vencidas Até três meses De três a seis meses Acima de seis meses 1.177.463 230.403 2.475.036 5.947.211 569.354 345.646 1.549.046 4.979.981 2.064.309 2010 2.515.935 (1.549.046) 3.430.935 5.947.211 4.979.981 2010

Os saldos das contas a receber de clientes pelo valor contábil, menos a perda

Os créditos superiores a R$ 5.000 vencidos há mais de seis meses são objeto de provisão para devedores duvidosos. Os valores inferiores a R$ 5.000 são baixados do contas a receber após o prazo de 180 dias. A movimentação na provisão para créditos de liquidação duvidosa segue demonstrada abaixo: 2011 Em 1º de janeiro Provisão para impairment de contas a receber Recuperação de provisão para impairment de contas a receber Em 31 de dezembro 87.230 (2.475.036) 239.819 (1.549.046) (1.549.046) (1.013.220) 2010 (1.057.165) (731.700)

A exposição máxima ao risco de crédito na data da apresentação das demonstrações financeiras é o valor contábil das contas a receber demonstrada acima. A Companhia não ofereceu nenhum título como garantia. 7 Transações com partes relacionadas 2011 Ativo Companhia Distribuidora de Gás - CEG Parte relacionada Cessão de crédito (Nota 8) CEG Rio S.A Em 31 de dezembro de 2011 55.617 860.567 4.200 920.384 55.226 55.226 670.222 199.839 199.839 2010 Ativo Companhia Distribuidora de Gás - CEG Parte relacionada Cessão de crédito (Nota 8) Em 31 de dezembro de 2010 1.429 1.085.073 1.086.502 52.259 52.259 16 16 256 256 Passivo circulante circulante Receitas Despesas Passivo Custos e circulante circulante Receitas despesas

Representam, substancialmente, serviços de compressão de gás natural, cessão de crédito e despesas administrativas a serem reembolsadas. As operações foram realizadas a preços e condições normais efetuados com terceiros. Remuneração do pessoal-chave da administração O pessoal-chave da administração inclui os conselheiros e diretores e os membros do comitê executivo. A remuneração paga ou a pagar por serviços de empregados está demonstrada a seguir: 2011 Salários e encargos Participação nos resultados Outros 8 Cessão de crédito sem coobrigação Em linha com a estratégia de expansão e consolidação de novos negócios, a empresa percebeu a oportunidade de desenvolver e comercializar produtos e serviços a clientes do Grupo Gas Natural Fenosa (“GNF”), com o objetivo de gerar valor agregado ao gás natural através de soluções para o dia a dia dos clientes. Pelo anterior e buscando gerar comodidade para os clientes do Grupo GNF, foi estabelecido um acordo com a CEG em março de 2010, onde se estabelece que a cobrança dos produtos e serviços vendidos aos clientes são cobrados através da conta de consumo de gás, gerando desta forma, valor agregado aos clientes. O desenho operacional consiste em, após formalizada a venda pela Companhia ao cliente, ceder a totalidade desses recebíveis à CEG, para que a mesma se encarregue de cobrá-los nas contas de consumo de gás. A referida cessão de crédito é realizada mediante um desconto financeiro de cerca de 10%, com objetivo de remunerar a CEG pelo serviço de emissão do faturamento. 9 Tributos a recuperar 2011 Imposto de renda (a) Contribuição social (a) ICMS a recuperar (b) INSS a recuperar (c) Imposto de renda retido na fonte Outros Circulante Não circulante (a) (b) (c) 10 2010 293 36 20 349 2010 262 44 22 328

135.502 135.502 115.370 103.431 63.418 151.018 135.560 19.422 63.418 97.723 58.165 30.357

620.290 488.596 (380.244) (248.550) 240.046 240.046

Referem-se a antecipações mensais de imposto de renda e a contribuição social. Refere-se, principalmente, a ICMS a recuperar incidente sobre compras de ativo fixo. Refere-se a encargo retido sobre serviços contratados. Ativos fiscais diferidos O imposto de renda e a contribuição social diferidos ativos são calculados sobre as diferenças temporárias entre as bases de cálculo do imposto sobre ativos e passivos e os valores contábeis das demonstrações financeiras. As alíquotas desses impostos, definidas atualmente para determinação dos tributos diferidos, são de 25% para o imposto de renda e de 9% para a contribuição social. Impostos diferidos ativos são reconhecidos na extensão em que seja provável que o lucro futuro tributável esteja disponível para ser utilizado na compensação das diferenças temporárias, com base em projeções de resultados futuros elaboradas e fundamentadas em premissas internas e em cenários econômicos futuros que podem, portanto, sofrer alterações.

(a)

Composição O imposto de renda e a contribuição social diferidos ativos são calculados sobre os seguintes eventos: 2011 Provisão para devedores duvidosos Provisão para contingências Fornecimento governo Ativo não circulante 443.712 16.727 169.877 630.316 2010 343.076 16.574 101.039 460.689

A Companhia concentra suas operações financeiras em instituições de primeira linha. A exposição máxima ao risco de crédito na data da apresentação das demonstrações financeira é o valor contábil do caixa e equivalente de caixa.

(b)

Movimentação A movimentação do imposto de renda e contribuição social diferidos é demonstrada como segue:

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Provisão Provisão para devedores duvidosos Em 31 de dezembro de 2009 Creditado (debitado) na demonstração do resultado Em 31 de dezembro de 2010 Creditado (debitado) na demonstração do resultado Em 31 de dezembro de 2011 (c) Realização Os ativos fiscais diferidos referem-se a diferenças temporárias, sendo que os mesmos serão aproveitados à medida que as respectivas provisões que serviram de base para a constituição do imposto ativo sejam realizadas. A administração da companhia espera realizar esses ativos fiscais diferidos a partir de 2012, quando estima auferir lucro tributário suficiente para compensá-las, conforme demonstrado a seguir: 11 Imobilizado 100.636 443.712 153 16.727 68.838 169.877 169.627 630.316 (16.360) 343.076 (40.600) 16.574 (103.240) (160.200) 101.039 460.689 359.436 para contingências 57.174 Fornecimento governo 204.279 Total 620.889

2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018

75.638 126.063 126.063 126.063 126.063 25.213 25.213 630.316

17 (a)

Patrimônio líquido Capital social O capital social subscrito e integralizado, no montante de R$ 7.343.225, em 2011 e 2010 está representado por 6.100.000 ações ordinárias sem valor nominal, como segue: Acionista Gas Natural Internacional SDG S.A. Gas Natural do Brasil S.A. 6.000.000 100.000 6.100.000 O capital social do acionista não residente, Gas Natural Internacional SDG S.A., está devidamente registrado no Banco Central do Brasil - BACEN. Em 2011 e 2010, não houve alterações do capital social da Companhia.

Adicionalmente, a companhia possui cerca de R$ 1.650 mil de imposto de renda e contribuição social sobre prejuízos fiscais e base negativa de contribuição social que não foram registrados, pois as estimativas da companhia com relação à geração de lucro tributável suficiente para realizar os prejuízos fiscais dependem de eventos que não encontram-se, presentemente, confirmados e formalizados. Dessa forma, os ativos fiscais diferidos foram contabilizados apenas sobre as diferenças temporárias. Como a base tributável do imposto de renda e da contribuição social sobre o lucro líquido decorre não apenas do lucro que pode ser gerado, mas também da existência de receitas não tributáveis, despesas não dedutíveis, incentivos fiscais e outras variáveis, não existe uma correlação imediata entre o lucro líquido da Companhia e o resultado de imposto de renda e contribuição social. Portanto, a expectativa da utilização dos créditos fiscais não deve ser tomada como único indicativo de resultados futuros da Companhia.

(b)

Dividendos e juros sobre o capital próprio De acordo com o estatuto social, aos acionistas está assegurado um dividendo mínimo obrigatório correspondente a 25% do lucro líquido do exercício, ajustado nos termos da legislação societária brasileira. Nos anos de 2011 e 2010, em virtude do prejuízo apurado no exercício, não foram calculados dividendos e juros sobre o capital próprio.

(c)

Reserva para expansão Para os anos de 2011 e 2010, em virtude do prejuízo apurado no exercício, não foi constituída reserva para expansão. Conforme previsto pela legislação societária vigente, a referida reserva foi usada para absorção do prejuízo.

Máquinas e Em 1º de janeiro de 2010 Aquisição Depreciação Em 31 de dezembro de 2010 Custo total Depreciação acumulada Valor residual Em 1º de janeiro de 2011 Aquisição Baixas líquidas Depreciação Em 31 de dezembro de 2011 Custo total Depreciação acumulada Valor residual 494.412 (494.412) 494.412 (494.412) 38.978.020 597.461 (6.307.079) 33.268.402 63.953.957 (30.685.555) 33.268.402 33.268.402 4.269.192 (803.806) (6.361.222) 30.372.566 67.419.343 (37.046.777) 30.372.566

Móveis e Veículos 174.954 160.229 (55.076) 280.107 663.139 (383.032) 280.107 280.107 74.041 (69.131) 285.017 737.180 (452.163) 285.017 24.959 3.820 (8.761) 20.018 126.521 (106.503) 20.018 20.018 11.447 (6.596) 24.869 137.968 (113.099) 24.869

Computadores e periféricos 44.752 11.439 (17.985) 38.206 211.479 (173.273) 38.206 38.206 26.906 (17.132) 47.980 238.385 (190.405) 47.980 Benfeitorias 274.010 (105.230) 168.780 1.343.498 168.780 168.780 (63.897) 104.883 1.343.498 104.883 Total 39.496.695 772.949 (6.494.131) 33.775.513 66.793.006 33.775.513 33.775.513 4.381.586 (803.806) (6.517.978) 30.835.315 70.370.786 30.835.315 19 18

Instalações equipamentos utensílios

Receita 2011 Receita de serviços Receita de aluguel de equipamentos Deduções da receita Receita líquida Custo dos serviços prestados 2011 Custos de compressão elétrica Custos de geração elétrica Custos de cogeração Custos de climatização Custos de telemetria Custo de cessão de crédito Depreciação de máquinas Custos de pessoal Outros custos 2.289.807 477.183 221.029 453.402 146.797 670.222 6.358.222 2.055.963 94.318 12.766.943 2010 2.601.263 373.091 132.527 360.821 6.307.079 1.727.107 74.884 11.576.772 8.624.305 10.039.078 (2.157.344) 16.506.039 2010 7.679.249 10.395.156 (2.063.204) 16.011.201

(1.174.718) (33.017.493)

(1.238.615) (39.535.471)

20 20 20 10 10 25 Taxas anuais de depreciação - % As máquinas e equipamentos referem-se, basicamente, aos ativos para geração de energia e estações de compressão de gás. De acordo com laudo emitido pelos fornecedores dos referidos equipamentos, a sua vida útil se aproxima a 10 anos. 12 Intangível Programas de computadores (Software) Em 1º de janeiro de 2010 Aquisição Amortização Em 31 de dezembro de 2010 Custo total Amortização acumulada Valor residual Em 1º de janeiro de 2011 Aquisição Amortização Em 31 de dezembro de 2011 Custo total Amortização acumulada Valor residual Taxas anuais de amortização - % 13 Fornecedores 2011 De materiais (*) De serviços 3.153.996 607.418 3.761.414 deve-se à aquisição de bens para o imobilizado. 14 Empréstimos e financiamentos Os empréstimos estão representados por recursos captados para utilização no incremento das operações da Companhia, principalmente nos projetos de climatização, cogeração de energia elétrica e compressão de GNV - Gás Natural Veicular. A Companhia terminou o ano de 2011 com encargos médios da variação do CDI - Certificado de Depósitos Interbancários acrescida de 2,48% ao ano (CDI + 3,31% ao ano em 2010). Foram oferecidas notas promissórias como garantia. Para o cumprimento deste compromisso, caso necessário, os acionistas e/ou as Empresas do grupo no Brasil aportarão recursos para o pagamento desses empréstimos. O valor justo dos empréstimos atuais é igual ao seu valor contábil, uma vez que o impacto do desconto não é significativo. Os valores justos baseiam-se no saldo de empréstimos atualizados à taxa de juros do respectivo contrato de empréstimo até a presente data. Os empréstimos vencem em maio de 2012. A composição dos empréstimos pode ser assim demonstrada: 2011 Em moeda nacional Santander S.A. 15 Tributos a recolher 2011 Imposto de renda retido na fonte (a) COFINS PIS ISS ICMS (b) Impostos retidos de terceiros (a) Outros (c) (a) 10.024 119.168 25.873 36.058 55.219 134.233 32.240 412.815 contratação de fornecedores de serviços. 2010 1.171 99.403 21.583 35.768 4.252 70.257 26.624 259.058 33.458.688 33.458.688 31.203.510 31.203.510 2010 16 2010 795.957 334.519 1.130.476 9.424 77.208 (6.709) 79.923 129.929 (50.006) 79.923 79.923 31.319 (18.355) 92.887 161.248 (68.361) 92.887 20 Prejuízo antes do imposto de renda e da contribuição social Receita de imposto de renda e da contribuição social, às alíquotas nominais de 25% e 9% Adições e exclusões temporárias Receita (despesa) de imposto de renda e contribuição social no resultado do exercício 124.726 44.901 (117.794) (42.406) Para fins de apuração do imposto de renda e da contribuição social sobre o lucro líquido, as Companhias puderam optar pelo Regime Tributário de Transição (RTT), que permite à pessoa jurídica eliminar os efeitos contábeis das Leis nºs 11.638/07 e 11.941/09. O RTT tem vigência até a entrada em vigor de lei que discipline os efeitos fiscais dos novos métodos contábeis, buscando a neutralidade tributária. O regime era optativo nos anos-calendário de 2008 e de 2009, respeitando-se: (i) aplicar ao biênio 2008-2009, não a um único ano-calendário; e (ii) manifestar a opção na Declaração de Informações Econômico-Financeiras da Pessoa Jurídica (DIPJ). A Companhia optou pela adoção do RTT em 2009 e, consequentemente, para fins de apuração do imposto de renda e da contribuição social sobre o lucro líquido dos exercícios findos em 2011 e 2010, foram utilizadas as prerrogativas definidas no referido regime. Provisão para contingências A administração da Companhia avalia as contingências existentes em função de processos judiciais movidos contra a sociedade e constitui provisão, sempre que julgado necessário, para fazer face a perdas prováveis decorrentes dos referidos processos. O julgamento da administração leva em consideração a opinião de seus advogados internos com relação à expectativa de êxito de cada processo. A provisão constituída no montante de R$ 49.198 (R$ 48.747 em 31 de dezembro de 2010) refere-se, basicamente, a processos cíveis relativos a reclamações de clientes. Em 2010, houve reversão de provisões no montante de R$ 121.840, como resultado de acordos realizados. Em 2010, a Companhia recebeu um auto de infração no montante de R$ 123.117 pela ausência de recolhimento de COFINS. A Companhia detém todas as guias de recolhimento do referido imposto autenticadas pelo agente arrecadador e discute com o mesmo a procedência da reclamação das autoridades fiscais. Para evitar a situação de inadimplência junto à Receita, a Companhia pagou novamente os referidos débitos e aguarda o reembolso, pelo agente arrecadador, dos valores pagos. De acordo com os assessores jurídicos da Companhia, as chances de recuperar tais valores pagos em duplicidade é provável, visto que a empresa detém as provas do recolhimento do referido débito fiscal. O ativo se encontra registrado em “Outros ativos” no não-circulante. Não existem causas classificadas como “perda possível” contra a Companhia. 22 (i) 21 (784.347) (282.365) (436.224) (157.041) 909.073 327.266 318.430 114.635 (3.636.290) (3.636.290) (1.273.721) (1.273.721) Imposto de renda (c) (b) O aumento do saldo comparado com o período anterior, é derivado do imposto incidente sobre vendas de bens do imobilizado, bem como do diferencial de alíquotas incidente sobre as compras de itens do imobilizado. Referem-se, principalmente, a imposto de renda retido na fonte sobre salários. As despesas de imposto de renda e de contribuição social relacionadas aos exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e de 2010 estão reconciliadas às alíquotas nominais, como segue: 2011 Contribuição social Imposto 2010 Contribuide renda ção social 20

Gerais e administrativas 2011 Serviços de manutenção Serviço de profissionais independentes e contratados Gastos gerais de escritório Viagens e estadas Propaganda e publicidade Perdas e recuperação de créditos Constituição (reversões) de provisões (i) Seguros Depreciação e amortização Outras receitas 51.838 178.111 (296.083) 3.361.188 Resultado financeiro 2011 Receitas financeiras Rendas sobre aplicações financeiras Juros e multas Despesas financeiras Juros Comissões IOF Outras despesas financeiras Atualizações monetárias passivas Descontos concedidos (4.320.482) (23.563) (198) (9.123) (809) (89.763) (4.443.938) (4.014.198) Seguros É política da administração da Companhia a manutenção de apólices de seguro dos ramos de responsabilidade civil e risco operacional, sendo a cobertura dos bens destinados à compressão de gás natural contratada diretamente pelo posto de serviço. As coberturas contratadas em 31 de dezembro de 2011 são consideradas suficientes para cobrir eventuais prejuízos causados por sinistros ao patrimônio da sociedade. Em 31 de dezembro de 2011, a Companhia possuía as seguintes principais apólices de seguro contratadas com terceiros: (3.947.245) (18.742) (120) (5.034) (245) (3.971.386) (3.743.621) 417.731 12.009 429.740 219.531 8.234 227.765 2010 1.491.665 267.543 82.862 307.751 1.249.872 772.311 290.583 55.237 155.927 530.150 (119.659) 51.944 193.761 1.964.529 27.629 2010 34.275

Em 2010, refere-se principalmente a provisões para contingências (Nota 16).

(*) A variação relevante encontrada na linha de fornecedores de materiais

Ramos Responsabilidade civil Risco operacional Risco Civil - Administradores

Importâncias seguradas 20.000.000 50.000.000 1.235.845

A variação encontrada refere-se a maior retenção de impostos, pelo aumento na

DIRETORIA
Bruno Armbrust Diretor Presidente Antoni Almela Casanova Diretor Geral Eduardo Cardenal Rivera Diretor Comercial Jorge Henrique da Silva Baeta Diretor Econômico Financeiro Jose Maria Margalef Badenas Diretor Técnico Hugo Rodrigues Aguiar Gerente Cleide Mathias da Silva Pinheiro Contadora - CRC-RJ 061137/O-4

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Aos Administradores e Acionistas Gas Natural Serviços S.A. Examinamos as demonstrações financeiras da Gas Natural Serviços S.A. (a “Companhia”) que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, assim como o resumo das principais políticas contábeis e as demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou por erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelo auditor e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e das divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou por erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui também a avaliação da adequação das políticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião sem ressalva. Opinião Em nossa opinião, as demonstrações financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Gas Natural Serviços S.A. em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Rio de janeiro, 27 de março de 2012 PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes CRC 2SP000160/O-5 “F” RJ

Maria Salete Garcia Pinheiro Contadora CRC 1RJ048568/O-7

18
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O GLOBO

Quarta-feira, 28 de março de 2012

BALANÇOS PATRIMONIAIS - EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO Em milhares de reais Ativo Circulante Caixa e equivalentes de caixa (Nota 6) Contas a receber de clientes (Nota 7) Estoques (Nota 8) Tributos a recuperar (Nota 9) Partes relacionadas (Nota 10) Outros ativos Não circulante Realizável a longo prazo Tributos a recuperar (Nota 9) Débitos restituíveis (Nota 11) Ativos fiscais diferidos (Nota 12(a)) Depósitos judiciais Outros ativos 2011 101.842 62.769 1.405 2.445 12 196 168.669 2010 40.984 54.141 1.200 1.707 237 98.269 Passivo e patrimônio líquido Circulante Empréstimos e financiamentos (Nota 15) Fornecedores (Nota 16) Obrigações trabalhistas a pagar Tributos a pagar (Nota 17) Imposto de renda e contribuição social a pagar Partes relacionadas (Nota 10) Dividendos (Nota 20) Outros passivos Não circulante Empréstimos e financiamentos (Nota 15) Contencioso Provisão para contingências (Nota 18) Total do passivo 2011 7.431 43.284 282 4.872 3.975 1.914 10.539 834 73.131 11.602 36 2.442 14.080 87.211 2010 7.460 30.355 246 6.165 2.939 2.998 9.599 127 59.889 18.972 925 19.897 79.786

DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma Receita líquida (Nota 21) Venda de Gás Contratos de construção Outras receitas Despesas operacionais Compra de gás e de serviços Custo dos contratos de construção Pessoal Utilidades, materiais e serviços Serviço de manutenção Serviços de profissionais independentes e contratados Publicidade e propaganda Despesas com royalties (Nota 10) Aluguéis Depreciações e amortizações (inclusive concessão e redes de gás) Outras despesas operacionais, líquidas Lucro operacional antes do resultado financeiro Resultado financeiro (Nota 22) Receitas financeiras Despesas financeiras Atualizações monetárias, líquidas 2011 411.995 7.083 561 419.639 (296.035) (7.083) (4.044) (2.194) (3.455) (8.052) (1.826) (4.835) (442) (36.784) (5.515) (370.265) 49.374 8.591 (3.372) 213 5.432 2010 406.902 9.648 509 417.059 (245.608) (9.648) (3.504) (3.528) (3.404) (9.185) (1.480) (5.718) (649) (36.902) (3.432) (323.058) 94.001 2.848 (7.029) 286 (3.895) 90.106 (11.689) 12.961 91.378 595.800 153,37

Intangível (Nota 13) Diferido (Nota 14) Total do ativo

Patrimônio líquido (Nota 19) Capital social Reserva legal 595.133 617.029 Reserva de expansão 16.073 22.103 Dividendo adicional proposto 644.880 669.725 Total do patrimônio líquido 813.549 767.994 Total do passivo e patrimônio líquido As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras. DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO Em milhares de reais Reservas de lucros Dividendo adicional Expansão proposto 33.189 (33.189) 3.007 3.007 3.007 25.791 25.791 (25.791) 31.620 31.620

882 328 32.171 253 40 33.674

1.173 521 28.599 234 66 30.593

684.923 6.788 3.007 31.620 726.338 813.549

654.841 4.569 3.007 25.791 688.208 767.994

Em 31 de dezembro de 2009 Integralização de capital (Nota 19 (a)) Lucro líquido do exercício Destinação do lucro: Reserva legal Reserva de expansão Juros sobre o capital próprio proposto (Nota 20) Em 31 de dezembro de 2010 Integralização de capital (Nota 19 (a)) Dividendos adicionais aprovados Lucro líquido do exercício Destinação do lucro: Reserva legal Juros sobre o capital próprio proposto (Nota 20) Dividendo adicional proposto Em 31 de dezembro de 2011

Capital social 626.630 28.211 654.841 30.082 684.923

Legal 4.569 4.569 2.219 6.788

Lucros (prejuízos) acumulados (48.412) 91.378 (4.569) (3.007) (35.390) 44.378 (2.219) (10.539) (31.620) -

Total 611.407 (4.978) 91.378 (9.599) 688.208 30.082 (25.791) 44.378 (10.539) 726.338

Lucro antes do imposto de renda e da contribuição social 54.806 Imposto de renda e contribuição social (Nota 12(c)) Correntes (14.000) 3.572 Diferidos 44.378 Lucro líquido do exercício Quantidade de ações média e ponderada ao fim de cada exercício - em milhares 595.800 Lucro líquido por lote de mil ações do capital social - R$ 74,48 As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras. DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO Em milhares de reais

Não houve outros resultados abrangentes nos exercícios divulgados, portanto não se apresenta uma demonstração do resultado abrangente. As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras. NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma 1 Informações gerais A Gas Natural São Paulo Sul S.A. (“Companhia”) foi constituída com o objetivo de explorar serviços públicos de distribuição de gás canalizado, incluindo pesquisa, produção, aquisição, armazenamento, transporte, transmissão, exploração, distribuição e comercialização de gás combustível, de produção própria ou de terceiros. A concessão obtida junto à Comissão de Serviços Públicos de Energia - CSPE, sucedida a partir de 7 de dezembro de 2007 pela Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo - ARSESP, tem o prazo de 30 anos a partir do ano 2000, podendo ser renovada por mais 20 anos. Como resultado da adoção da interpretação do ICPC 01, a Companhia classifica como intangível os custos dos ativos construídos ou adquiridos para fins de prestação de serviços de concessão, líquidos de amortização. O serviço de construção da infraestrutura necessária para a distribuição de gás a ser realizado, conforme a referida norma é considerada um serviço prestado ao Poder Concedente e a correspondente receita é reconhecida ao resultado por valor igual ao custo. A Companhia não reconhece margem na construção de infraestrutura, pois essa margem está, em sua grande maioria, vinculada aos serviços contratados de terceiros por valores que refletem o valor justo. Ao fim da concessão, os ativos vinculados à prestação de serviço de distribuição de gás serão revertidos ao Poder Concedente, tendo a Companhia o direito à indenização a ser determinada com base no levantamento dos valores contábeis a serem apurados nessa época. Em consonância com as disposições do OCPC 05, a administração entende que a provisão contratual da indenização não representa um direito incondicional de receber caixa ou outros ativos financeiros do Poder Concedente, motivo pelo qual não aplicou o modelo bifurcado para contabilização dos efeitos do contrato de concessão. Esse entendimento baseia-se no fato de que o valor residual do ativo intangível, que representa a indenização, será objeto de negociação quando da prorrogação do contrato de concessão. A emissão dessas demonstrações financeiras da Companhia foi autorizada por sua Administração, em 14 de março de 2012. 2 Resumo das principais políticas contábeis As demonstrações financeiras foram elaboradas e estão sendo apresentadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPCs). As principais políticas contábeis aplicadas na preparação destas demonstrações financeiras estão definidas abaixo. Essas políticas vêm sendo aplicadas de modo consistente em todos os exercícios apresentados, salvo disposição em contrário. 2.1 Base de preparação As demonstrações financeiras foram preparadas considerando o custo histórico como base de valor e ajustadas por alguns ativos e passivos financeiros (inclusive instrumentos derivativos) mensurados ao valor justo contra o resultado do exercício. Na preparação das demonstrações financeiras, é necessário utilizar estimativas para contabilizar certos ativos, passivos e outras transações. As demonstrações financeiras da Companhia incluem, portanto, estimativas referentes à seleção das vidas úteis do ativo imobilizado, provisões necessárias para passivos contingentes, determinações de provisões para imposto de renda e outras similares. Os resultados reais podem apresentar variações em relação às estimativas. 2.1.1 Mudanças nas políticas contábeis e divulgações Não há novos pronunciamentos ou interpretações de CPCs vigendo a partir de 2011 que poderiam ter um impacto significativo nas demonstrações financeiras da Companhia. 2.2 Conversão de moeda estrangeira (a) Moeda funcional e moeda de apresentação Os itens incluídos nas demonstrações financeiras são mensurados usando a moeda do principal ambiente econômico, no qual a empresa atua (“a moeda funcional”). As demonstrações financeiras estão apresentadas em Reais, que é a moeda funcional e de apresentação da Companhia. (b) Transações e saldos As operações com moedas estrangeiras são convertidas para a moeda funcional, utilizando as taxas de câmbio vigentes nas datas das transações ou da avaliação, quando os itens são remensurados. Os ganhos e as perdas cambiais resultantes da liquidação dessas transações e da conversão pelas taxas de câmbio do final do exercício, referentes a ativos e passivos monetários em moedas estrangeiras, são apresentados na demonstração do resultado na rubrica “Receitas (despesas) financeiras” no período em que ocorrem. 2.3 Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa incluem dinheiro em caixa, depósitos bancários, investimentos de curto prazo de alta liquidez com vencimentos originais de três meses, ou menos, que são prontamente conversíveis em um montante conhecido de caixa e que estão sujeitos a um insignificante risco de mudança de valor. Nas demonstrações do fluxo de caixa, caixa e equivalentes de caixa são apresentados líquidos dos saldos tomados em contas garantidas, quando aplicável. Essas contas garantidas são demonstradas no balanço patrimonial na rubrica de “Empréstimos e financiamentos”, no passivo circulante. 2.4 Ativos financeiros 2.4.1 Classificação A Companhia classifica seus ativos financeiros sob as seguintes categorias: mensurados ao valor justo por meio do resultado, empréstimos e recebíveis e disponíveis para venda. A classificação depende da finalidade para a qual os ativos financeiros foram adquiridos. A administração determina a classificação de seus ativos financeiros no reconhecimento inicial. A Companhia não possui ativos financeiros classificados como mensurados ao valor justo por meio do resultado e como disponíveis para venda. (a) Empréstimos e recebíveis Os empréstimos e recebíveis são ativos financeiros não derivativos com pagamentos fixos ou determináveis, não cotados em um mercado ativo. São incluídos como ativo circulante, exceto aqueles com prazo de vencimento superior a 12 meses após a data de emissão do balanço (estes são classificados como ativos não circulantes). Os recebíveis da Companhia compreendem “contas a receber de clientes”, “demais contas a receber” e “caixa e equivalentes de caixa”. 2.4.2 Reconhecimento e mensuração As compras e as vendas regulares de ativos financeiros são reconhecidas na data de negociação - data na qual a Companhia se compromete a comprar ou vender o ativo. Os investimentos são, inicialmente, reconhecidos pelo valor justo, acrescidos dos custos da transação para todos os ativos financeiros não classificados como ao valor justo por meio do resultado. Os ativos financeiros ao valor justo por meio de resultado são, inicialmente, reconhecidos pelo valor justo, e os custos da transação são debitados à demonstração do resultado. Os ativos financeiros são baixados quando os direitos de receber fluxos de caixa dos investimentos tenham vencido ou tenham sido transferidos; neste último caso, desde que a Companhia tenha transferido, significativamente, todos os riscos e os benefícios da propriedade. Os ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado são, subsequentemente, contabilizados pelo valor justo. Os empréstimos e recebíveis são contabilizados pelo custo amortizado, usando o método da taxa efetiva de juros. Os ganhos ou as perdas decorrentes de variações no valor justo de ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado são apresentados na demonstração do resultado como despesa ou receita financeira no período em que ocorrem. 2.4.3 Compensação de instrumentos financeiros Ativos e passivos financeiros são compensados e o valor líquido é reportado no balanço patrimonial quando há um direito legalmente aplicável de compensar os valores reconhecidos e há uma intenção de liquidá-los numa base líquida, ou realizar o ativo e liquidar o passivo simultaneamente. 2.4.4 Impairment de ativos financeiros Ativos mensurados ao custo amortizado A Companhia avalia, na data do balanço, se há evidência objetiva de perda (impairment) em um ativo financeiro ou um grupo de ativos financeiros. Um ativo ou grupo de ativos financeiros está deteriorado e os prejuízos de impairment são incorridos somente se há evidência objetiva de impairment como resultado de um ou mais eventos ocorridos após o reconhecimento inicial dos ativos (um “evento de perda”) e aquele evento (ou eventos) de perda tem um impacto nos fluxos de caixa futuros estimados do ativo financeiro ou grupo de ativos financeiros que pode ser estimado de maneira confiável. Os critérios que a Companhia usa para determinar se há evidência objetiva de uma perda por impairment incluem: (i) dificuldade financeira relevante do emissor ou devedor; (ii) uma quebra de contrato, como inadimplência ou mora no pagamento dos juros ou principal; (iii) a Companhia, por razões econômicas ou jurídicas relativas à dificuldade financeira do tomador de empréstimo, estende ao tomador uma concessão que um credor normalmente não consideraria; (iv) torna-se provável que o tomador declare falência ou outra reorganização financeira; (v) o desaparecimento de um mercado ativo para aquele ativo financeiro devido às dificuldades financeiras; ou (vi) dados observáveis indicando que há uma redução mensurável nos futuros fluxos de caixa estimados a partir de uma carteira de ativos financeiros desde o reconhecimento inicial daqueles ativos, embora a diminuição não possa ainda ser identificada com os ativos financeiros individuais na carteira, incluindo: • mudanças adversas na situação do pagamento dos tomadores de empréstimo na carteira; • condições econômicas nacionais ou locais que se correlacionam com as inadimplências sobre os ativos na carteira. O montante da perda por impairment é mensurada como a diferença entre o valor contábil dos ativos e o valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados (excluindo os prejuízos de crédito futuro que não foram incorridos) descontados à taxa de juros em vigor original dos ativos financeiros. O valor contábil do ativo é reduzido e o valor do prejuízo é reconhecido na demonstração do resultado. Se um empréstimo ou investimento mantido até o vencimento tiver uma taxa de juros variável, a taxa de desconto para medir uma perda por impairment é a atual taxa efetiva de juros determinada de acordo com o contrato. Como um expediente prático, a Companhia pode mensurar o impairment com base no valor justo de um instrumento utilizando um preço de mercado observável. Se, num período subsequente, o valor da perda por impairment diminuir e a diminuição puder ser relacionada objetivamente com um evento que ocorreu após o impairment ser reconhecido (como uma melhoria na classificação de crédito do devedor), a reversão dessa perda reconhecida anteriormente será reconhecida na demonstração do resultado. 2.5 Instrumentos derivativos e atividades de hedge Inicialmente, os derivativos são reconhecidos pelo valor justo na data em que um contrato de derivativos é celebrado e são, subsequentemente, remensurados ao seu valor justo. A Companhia não possui derivativos designados como instrumentos de hedge. As variações no valor justo de instrumentos derivativos são reconhecidas imediatamente na demonstração do resultado como receita ou despesa financeira. 2.6 Contas a receber de clientes As contas a receber de clientes correspondem aos valores a receber de clientes pela distribuição de gás canalizado, venda de mercadorias ou prestação de serviços no decurso normal das atividades da Companhia. Se o prazo de recebimento é equivalente a um ano ou menos, as contas a receber são classificadas no ativo circulante. Caso contrário, estão apresentadas no ativo não circulante. As contas a receber de clientes são, inicialmente, reconhecidas pelo valor justo e, subsequentemente, mensuradas pelo custo amortizado com o uso do método da taxa efetiva de juros menos a provisão para devedores duvidosos “PDD” (impairment). A provisão para créditos de liquidação duvidosa é calculada com base nas perdas avaliadas como prováveis, cujo montante é considerado suficiente para cobrir perdas na realização das contas a receber e cheques a depositar, os quais são apresentados líquidos das respectivas provisões. 2.7 Estoques Os estoques são apresentados pelo menor valor entre o custo e o valor líquido realizável. O custo é determinado usando-se o método da Média Ponderada Móvel. Para os produtos acabados, o valor realizável líquido é o preço de venda estimado para o curso normal dos negócios, deduzidos os custos de compra e as despesas de venda. Para os itens de almoxarifado, o valor líquido realizável é o seu custo de reposição.

2011 2010 Fluxos de caixa das atividades operacionais Lucro líquido antes do imposto de renda e da contribuição social 54.806 90.106 Ajustes Amortizações do intangível e diferido (Notas 13 e 14) 36.784 36.902 Resultado na baixa do intangível (29) (1) Juros , variações monetárias e cambiais sobre empréstimos 1.891 6.384 Reversão de provisão para créditos de liquidação duvidosa (Nota 7) (61) (52) 34 1.656 Provisão para contingências (Nota 18) Variações nos ativos e passivos Contas a receber de clientes (8.567) (964) Estoques (205) (176) Tributos a recuperar 9.759 210 Outros ativos 102 126 Fornecedores 12.929 2.383 (2) 36 Obrigações trabalhistas a pagar Tributos a pagar (10.684) 925 Partes relacionadas (1.096) (3.737) 743 (29) Outros passivos Caixa proveniente das operações 98.064 132.109 Juros pagos (1.588) (7.339) Imposto de renda e contribuição social pagos (13.778) (8.947) (5.309) (4.978) IRRF sobre juros sobre capital próprio (Nota 20) 77.389 110.845 Caixa líquido proveniente das atividades operacionais Fluxos de caixa das atividades de investimentos Aquisição de intangível (Nota 13) (8.862) (10.297) 33 45 Recebimento pela venda de ativo intangível (8.829) (10.252) Caixa líquido aplicado nas atividades de investimentos Fluxos de caixa das atividades de financiamentos Amortização de empréstimos (7.702) (77.728) 2.067 Ingresso de empréstimos (7.702) (75.661) Caixa líquido aplicado nas atividades de financiamentos Aumento líquido de caixa e equivalentes de caixa 60.858 24.932 40.984 16.052 Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício (Nota 6) 101.842 40.984 Caixa e equivalentes de caixa no final do exercício (Nota 6) As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras. 2.8 Imposto de renda e contribuição social correntes e diferidos As despesas de imposto de renda e contribuição social do período compreendem os tributos correntes e diferidos. Os tributos sobre a renda são reconhecidos na demonstração do resultado, exceto na proporção em que estiverem relacionados com itens reconhecidos diretamente no patrimônio líquido ou no resultado abrangente. Nesse caso, o tributo também é reconhecido no patrimônio líquido ou no resultado abrangente. O encargo de imposto de renda e contribuição social corrente é calculado com base nas leis tributárias promulgadas, na data do balanço e sobre o lucro tributável. A administração avalia, periodicamente, as posições assumidas pela Companhia nas declarações de impostos de renda com relação às situações em que a regulamentação fiscal aplicável dá margem a interpretações. Estabelece provisões, quando apropriado, com base nos valores estimados de pagamento às autoridades fiscais. O imposto de renda e contribuição social diferidos são reconhecidos sobre os prejuízos fiscais do imposto de renda, a base negativa de contribuição social e as correspondentes diferenças temporárias entre as bases de cálculo do imposto sobre ativos e passivos e os valores contábeis das demonstrações financeiras. As alíquotas desses impostos, definidas atualmente para determinação desses créditos diferidos, são de 25% para o imposto de renda e de 9% para a contribuição social (Nota 12). Os impostos de renda diferidos ativos e passivos são compensados quando há um direito exequível legalmente de compensar os ativos fiscais correntes contra os passivos fiscais correntes e quando os impostos de renda diferidos ativos e passivos se relacionam com os impostos de renda incidentes pela mesma autoridade tributável sobre a entidade tributária ou diferentes entidades tributáveis onde há intenção de liquidar os saldos numa base líquida. 2.9 Depósitos judiciais Os depósitos são atualizados monetariamente e apresentados como dedução do valor de um correspondente passivo constituído quando for vinculado a tributo com exigibilidade suspensa e não houver possibilidade de resgate desses depósitos. 2.10 Intangíveis (i) Concessão para exploração de serviços públicos Demonstrado pelo custo de aquisição. O valor é amortizado linearmente em 28 anos, a partir da data em que os benefícios começaram a ser gerados (dois anos após o início da concessão). Esse contrato de concessão representa o direito de cobrar dos usuários pelo fornecimento de gás, durante a sua vigência. (ii) Contrato de concessão Como resultado da adoção da interpretação do ICPC 01, a Companhia classifica como intangível os custos dos ativos construídos ou adquiridos para fins de prestação de serviços de concessão, líquidos de amortização. A amortização é calculada com base na vida útil estimada para os ativos compreendidos e integrante da base de cálculo da tarifa de prestação de serviços. O serviço de construção da infraestrutura necessária para a distribuição de gás a ser realizado, conforme a referida norma é considerada um serviço prestado ao Poder Concedente e a correspondente receita é reconhecida ao resultado por valor igual ao custo. A Companhia não reconhece margem na construção de infraestrutura, pois essa margem está, em sua grande maioria, vinculada aos serviços contratados de terceiros por valores que refletem o valor justo. Ao fim da concessão, os ativos vinculados à prestação de serviço de distribuição de gás serão revertidos ao Poder Concedente, tendo a Companhia o direito à indenização a ser determinada com base no levantamento dos valores contábeis a serem apurados nessa época. Em consonância com as disposições do OCPC 05, a administração entende que a provisão contratual da indenização não representa um direito incondicional de receber caixa ou outros ativos financeiros do Poder Concedente, motivo pelo qual não aplicou o modelo bifurcado para contabilização dos efeitos do contrato de concessão. Esse entendimento baseia-se no fato de que o valor residual do ativo intangível, que representa a indenização, será objeto de negociação quando da prorrogação do contrato de concessão. A amortização do ativo intangível reflete o padrão em que se espera que os benefícios econômicos futuros do ativo sejam consumidos pela Companhia, os quais correspondem à vida útil dos ativos componentes de infraestrutura. Adicionalmente, a Companhia revisa anualmente a vida útil de seus ativos.

Quarta-feira, 28 de março de 2012

O GLOBO

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(iii) Programas de computador (softwares) As licenças de software adquiridas são capitalizadas com base nos custos incorridos para adquirir os softwares e fazer com que eles estejam prontos para ser utilizados. Esses custos são amortizados durante sua vida útil estimável. Os custos associados à manutenção de softwares são reconhecidos como despesa, conforme incorridos. Os custos de desenvolvimento que são diretamente atribuíveis ao projeto e aos testes de produtos de software identificáveis e exclusivos, controlados pela Companhia, são reconhecidos como ativos intangíveis quando os seguintes critérios são atendidos: • É tecnicamente viável concluir o software para que ele esteja disponível para uso. • A administração pretende concluir o software e usá-lo ou vendê-lo. • O software pode ser vendido ou usado. • Pode-se demonstrar que é provável que o software gerará benefícios econômicos futuros. • Estão disponíveis adequados recursos técnicos, financeiros e outros recursos para concluir o desenvolvimento e para usar ou vender o software. • O gasto atribuível ao software durante seu desenvolvimento pode ser mensurado com segurança. Os custos diretamente atribuíveis, que são capitalizados como parte do produto de software, incluem os custos com empregados alocados no desenvolvimento de softwares e uma parcela adequada das despesas diretas aplicáveis. Os custos também incluem os custos de financiamento incorridos durante o período de desenvolvimento do software. Outros gastos de desenvolvimento que não atendam a esses critérios são reconhecidos como despesa, conforme incorridos. Os custos de desenvolvimento previamente reconhecidos como despesa não são reconhecidos como ativo em período subsequente. Os custos de desenvolvimento de softwares reconhecidos como ativos são amortizados durante sua vida útil estimada, pelas taxas demonstradas na Nota 13. (iv) Servidão de passagem Os gastos com servidão de passagem são capitalizados e amortizados usando-se o método linear ao longo das vidas úteis, pelas taxas demonstradas na Nota 13. 2.11 Diferido (i) Despesas pré-operacionais Os custos com implantação e pré-operacionais até 31 de dezembro de 2008 foram capitalizados e são amortizados usando-se o método linear, no período de até dez anos, a partir da data em que os benefícios começaram a ser gerados. (ii) Instalações internas - captação Referem-se aos gastos com instalações e equipamentos em residências, comércios e indústrias para captação de novos clientes e expansão dos negócios incorridos até 31 de dezembro de 2008. Conforme Lei 11.941/09 e o Pronunciamento Técnico CPC 13 - Adoção Inicial da Lei nº 11.638/07 e da Medida Provisória nº 449/08, convertida na lei 11.941/09, esses gastos permaneceram registrados no ativo diferido até sua amortização total. Os valores são amortizados conforme taxa demonstrada na Nota 14. 2.12 Impairment de ativos não financeiros Os ativos que têm uma vida útil indefinida, não estão sujeitos à amortização e são testados anualmente para a verificação de impairment. Os ativos que estão sujeitos à amortização são revisados para a verificação de impairment sempre que eventos ou mudanças nas circunstâncias indicarem que o valor contábil pode não ser recuperável. Uma perda por impairment é reconhecida pelo valor ao qual o valor contábil do ativo excede seu valor recuperável. Este último é o valor mais alto entre o valor justo de um ativo menos os custos de venda e o seu valor em uso. Para fins de avaliação do impairment, os ativos são agrupados nos níveis mais baixos para os quais existam fluxos de caixa identificáveis separadamente (Unidades Geradoras de Caixa (UGC)). Os ativos não financeiros, que tenham sofrido impairment, são revisados subsequentemente para a análise de uma possível reversão do impairment na data do balanço. Fruto dessa avaliação, não foi identificada qualquer perda a ser reconhecida até 31 de dezembro de 2011. 2.13 Fornecedores Os fornecedores são obrigações a pagar por bens ou serviços que foram adquiridos de fornecedores no curso normal dos negócios, sendo classificadas como passivos circulantes se o pagamento for devido no período de até um ano. Caso contrário, as contas a pagar são apresentadas como passivo não circulante. Elas são, inicialmente, reconhecidas pelo valor justo e, subsequentemente, mensuradas pelo custo amortizado com o uso do método de taxa efetiva de juros. 2.14 Provisões As provisões são reconhecidas quando: a Companhia tem uma obrigação presente ou não formalizada (constructive obligation) como resultado de eventos passados; é provável que uma saída de recursos seja necessária para liquidar a obrigação; e o valor tiver sido estimado com segurança. As provisões não são reconhecidas com relação às perdas operacionais futuras. Quando houver uma série de obrigações similares, a probabilidade de liquidá-las é determinada, levando-se em consideração a classe