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2012-1900-JC-280312

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11/16/2012

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O montante de R$ 18,7

bilhões que o mercado de
comércio eletrônico mo-
vimentou em 2011 e o po-
tencial de crescimento do
setor atraíram a Credi-
card, administradora de
cartões de crédito, para o
negócio de vendas onli-
ne. Em parceri a com a
Comprafaci l . com, em-
presa do grupo Hermes, a
companhia montou um
shopping virtual, o Credi-
card Shopping, que pre-
cisará enfrentar concor-
rentes de peso, como o
B2W (da Lojas America-
nas) e a Nova Pontocom
(do grupo Pão de Açú-
car), para atingir a meta
de abocanhar 20% do se-
tor até 2015, como plane-
ja o presidente da Credi-
card, Leonel Andrade. Se-
gundo o executivo, a pre-
vi são é que o shoppi ng
virtual responda por 5%
dos R$ 4 bi l hões que a
companhia pretende fa-
turar com transações de
seus clientes no mercado
de comércio eletrônico
em 2012. B-3
Jornal do Commercio
WWW. JORNALDOCOMMERCI O.COM. BR QUARTA-FEI RA, 28 DE MARÇO DE 2012
BRASIL
EXEMPLAR DE ASSINANTE - VENDA PROIBIDA
F U N D A D O E M 1 º D E O U T U B R O D E 1 8 2 7 - A N O C L X X X V - N º 1 2 0
Credicard quer 20%
do comércio eletrônico
A Companhia Siderúr-
gica Nacional (CSN) está
detectando espaço para
aumento de preços de aço
no Brasil este ano, de 5% a
10%, segundo o diretor
comercial da empresa,
Luis Fernando Martinez.
A recuperação de preços
pode ocorrer, assinalou
ele em teleconferência
com analistas, diante de
um cenário de maior de-
manda no mercado inter-
no, dólar no nível de R$
1,85 e aprovação, no Se-
nado, da uniformização
do ICMS entre os estados
para encerrar a chamada
guerra dos portos, que fa-
cilita a entrada excessiva
de importados no Brasil. A
CSN informou ter encer-
rado o quarto trimestre
com lucro líquido de R$
817 milhões, salto de 81%
sobre o resultado apurado
um ano antes. B-3
CSN já vê condições
de elevar preços do aço
O aumento inesperado
na pressão dos custos so-
bre as operações da Gol
Linhas Aéreas nos últimos
meses levou a companhia
a reduzir sua malha de
voos, informou o diretor-
presidente da compa-
nhia, Constantino de Oli-
veira Junior, ontem, em
teleconferência com jor-
nalistas. “Estamos pas-
sando por um aperto nos
custos de combustível, de
tarifas aeroportuárias e de
variação cambial”, expli-
cou ele. O corte vai alcan-
çar de 80 a 100 voos diá-
rios, aproximadamente
8% do total. A Gol também
está diminuindo o quadro
de pessoal. De acordo
com o executivo, as pers-
pectivas para a economia
mostram-se pouco favo-
ráveis e na avaliação dele
os preços das passagens
terão de ser majorados,
afetando o desempenho
do mercado. B-4
Gol aperta o cinto, com
corte de vagas e de voos
A montadora chinesa
Chery passa a contar com
uma equipe de executivos
da matriz para comandar
as operações de venda de
veículos no Brasil. Até en-
tão, os carros eram comer-
cializados no País por
meio de uma importado-
ra, a Venko. A vinda dos
executivos está relaciona-
da à construção da fábrica
brasileira da Chery, em Ja-
careí (SP), a primeira da
montadora com todas as
etapas de produção reali-
zadas fora da China.
"Trouxemos nossos exe-
cutivos para sincronizar
os padrões da companhia
com o crescimento do
mercado brasileiro”, disse
o presidente de Operações
Internacionais e vice-pre-
sidente global da empre-
sa, Zhou Biren. B-4
Mesmo com a economia desacelerada, o
governo federal conseguiu arrecadação recor-
de em fevereiro. O total pago em impostos e
contribuições federais atingiu R$ 71,9 bi-
lhões, o maior saldo para o mês, segundo a
Receita Federal. Na comparação com igual
período do ano passado, houve aumento real
(descontada a inflação) de 5,91%. No somató-
rio de janeiro e fevereiro deste ano, R$ 174,9
bilhões entraram nos cofres públicos, alta de
5,99% ante período equivalente de 2011. A ca-
da dia, incluindo sábados, domingos e feria-
dos, os brasileiros e as empresas instaladas no
País despejaram nada menos que R$ 2,9 bi-
lhões nas contas do governo. A arrecadação
do primeiro bimestre está ancorada, princi-
palmente, no consumo de bens e serviços e
no aumento do poder aquisitivo dos trabalha-
dores. Para a secretária adjunta da Receita Fe-
deral, Zayda Bastos Manatta, a tendência ago-
ra é de perda de fôlego no recolhimento de
impostos e contribuições, que deverá fechar o
ano com montante de 4,5% a 5% acima do re-
gistrado em 2011. Embora o percentual seja
positivo, representará menos da metade da
taxa de expansão observada no ano passado,
em relação a 2010. A-2
Arrecadação bate recorde, apesar
do desaquecimento da economia
AZIZ AHMED
Navegar é preciso
A-3
BRASIL S/A Apego à cartilha
A-4
ENTRELINHAS
A roda da fortuna
A-15
BRASÍLIA/DF
Pelas beiradas
A-20
M A R C I A P E L T I E R
A empresária Marisa Moreira Salles
(foto) está à frente da Arq.Futuro.
Cerimônia pela
restauração da Praça
Tiradentes terá a presença
da família imperial. A-12
NIELS ANDREAS
JALK DEIXA A UNICA
Mudanças na estrutura do setor sucroalcooleiro e menor
espaço para diálogo com o governo teriam sido algumas
das razões que levaram o presidente da União da In-
dústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Marcos Jank, a
pedir demissão do cargo. Acostumado a ter acesso
ao governo, Jank perdeu espaço para represen-
tantes dos grandes grupos formados após a con-
solidação do setor de açúcar e de álcool. A-19
Matriz manda executivos
para a Chery no País
DIVULGAÇÃO/CHERY
CNI
INDÚSTRIA LANÇA
AGENDA LEGISLATIVA
Em meio à crise política, com a
base aliada se rebelando, o go-
verno da presidente Dilma
Rousseff recebeu a ajuda do se-
tor produtivo na pressão para
que o Congresso destrave a
pauta de votação. Diante de
uma plateia formada por parla-
mentares e dirigentes empre-
sariais, a Confederação Nacio-
nal da Indústria (CNI) lançou
ontem a Agenda Legislativa da
Indústria, com 131 projetos de
interesse do setor em tramita-
ção no Legislativo. Destes, 16
integram a chamada pauta mí-
nima, com as propostas consi-
deradas prioritárias. A-2
CONSTRUÇÃO
CYRELA VAI ACELERAR
OS LANÇAMENTOS
Após se concentrar na venda de
imóveis em estoque nos três
primeiros meses deste ano, a
Cyrela Brazil Realty deve acele-
rar o ritmo de lançamentos no
segundo trimestre, dando con-
tinuidade à estratégia de redu-
zir despesas e voltar a gerar cai-
xa, informou a empresa. No úl-
timo trimestre de 2011, o lucro
líquido da companhia atingiu
R$ 181 milhões, mais que o do-
bro dos R$ 83 milhões obtidos
em igual período do ano ante-
rior e bem acima das expectati-
vas do mercado. B-3
AÇÕES
BOLSA NÃO CONSEGUE
ENGRENAR NA ALTA
Depois de tentar pela manhã
manter o sinal positivo da vés-
pera, o Ibovespa acompanhou
Wall Street e passou a traba-
lhar em queda, aprofundando
as perdas nas três últimas ho-
ras do pregão. As vendas se
acumularam por causa da de-
cepção com indicadores ame-
ricanos divulgados ontem e
que eram esperados como
possíveis catalisadores para a
recuperação do ânimo dos in-
vestidores após as perdas da
semana passada. Assim, o Ibo-
vespa terminou o dia em baixa
de 0,97%, aos 66.037,35 pon-
tos. O giro do pregão foi de R$
6,47 bilhões. B-1
assinaturas@jcom.com.br
0800-0224080
FAX: ( 2 1 ) 2 5 1 6-5 495
A S S I N A T U R A S
I N D I C A D O R E S
E ATENDIMENTO AO LEITOR
O Brasil foi o primeiro
país em desenvolvimento a
estabelecer parceria estraté-
gica com a China. A afirma-
ção é do presidente chinês
Hu Jintao, que hoje e ama-
nhã estará em Nova Délhi,
na Índia, para a IV Cúpula de
Líderes do Brics — reunião
que terá a presença da presi-
dente Dilma Rousseff e dos
governantes dos demais
países do grupo. Em entre-
vista ao Jornal do Commer-
cio, Hu Jintao lembra que,
nos últimos anos, Brasil e
China têm realizado fre-
quentes trocas de visitas de
alto nível, que, em sua opi-
nião, vêm aumentando con-
sistentemente a confiança
política mútua e aperfei-
çoando os mecanismos de
cooperação. De acordo com
ele, “a comunidade interna-
cional deve avaliar positiva-
mente” e apoiar o desenvol-
vimento do Brics, “com uma
visão estratégica e de longo
prazo”. A-4
Presidente chinês destaca parceria com o Brasil
BC: bancos elevam juros e
inadimplência aumenta. A-2
cyan magenta amarelo preto
ECONOMIA
Quarta-feira, 28 de março de 2012 A-2
EDITORES // MARIO RUSSO
PEDRO ARGEMIRO
Jornal do Commercio
CRISTIANE BONFANTI
A
pesar da desace-
l eração da eco-
nomia, o governo
federal teve arre-
cadação recorde
no mês passado. O total pago
em impostos e contribuições
federais atingiu R$ 71,9 bi-
lhões, o maior saldo para o
mês de fevereiro, segundo a
Receita Federal. Na compara-
ção com fevereiro do ano pas-
sado, houve aumento real
(descontada a inflação) de
5,91% na arrecadação. No so-
matório dos meses de janeiro
e fevereiro deste ano, R$ 174,9
bilhões entraram nos cofres
públicos, alta de 5,99% ante
período equivalente de 2011.
A cada dia, incluindo sába-
dos, domingos e feriados, os
brasileiros despejaram nada
menos que R$ 2,9 bilhões nas
contas do governo.
A arrecadação do primeiro
bimestre está ancorada, prin-
cipalmente, no consumo de
bens e serviços e no aumento
do poder aquisitivo dos tra-
balhadores. Entre janeiro de
2011 e janeiro deste ano, o
volume geral de vendas cres-
ceu 7,7%. No caso da massa
salarial – que representa a so-
ma de todos os salários pagos
aos empregados – a elevação
foi de 16,5% no período.
A antecipação do recolhi-
mento de impostos, princi-
palmente pelas instituições
financeiras, teve forte impac-
to no balanço do Fisco. Em
fevereiro, o Imposto de Ren-
da Pessoa Jurídica (IRPJ) e a
Contribuição Social sobre o
Lucro Líquido (CSLL) totali-
zaram R$ 13,1 bilhões, cresci-
mento de 33,36% na compa-
ração com fevereiro de 2011.
Além disso, destacam-se os
impostos sobre Importações
(II) e sobre Produtos Indus-
trializados vinculado à im-
portação (IPI-Vi ncul ado),
que regi straram R$ 3, 4 bi -
lhões e avanço de 12,92% an-
te fevereiro de 2011.
Por outro lado, a produção
industrial caiu 3,4% em ja-
neiro com relação ao primei-
ro mês de 2011. Para Zayda
Bastos Manatta, secretária
adjunta da Receita Federal,
apesar dessa redução, vários
outros fatores contribuem
para o incremento das contas
públicas. “A arrecadação está
ancorada na atividade eco-
nômica, não apenas na pro-
dução industrial”, afirmou.
Embora o saldo de fevereiro
tenha sido recorde, quando
comparado a janeiro, ele re-
presenta queda de 30, 2%.
“Todos os anos, o resultado
do mês de janeiro é muito su-
perior ao de fevereiro. Isso é
comum. Não há nada fora do
usual”, justificou Zayda.
ESTÍMULOS. Diante da previ-
são de desaceleração do Pro-
duto Interno Bruto (PIB) este
ano, a secretária ressaltou que
o governo está engajado para
que a economia retome seu
crescimento. “O próprio mi-
nistro (Guido Mantega, da Fa-
zenda) tem anunciado medi-
das para estimular a atividade
econômica”, disse. Zayda ad-
mite que, este ano, a arrecada-
ção perderá fôlego. O governo
projeta aumento entre 4,5% e
5% em 2012, menos da meta-
de dos 10,1% alcançados no
ano passado.
A projeção da Austin Ra-
ting também é de arrefeci-
mento no ritmo de recolhi-
mento de impostos e contri-
bui ções, com expansão de
5% frente a 2011. Na opinião
do economista Felipe Quei-
roz, o resultado será influen-
ciado por fatores como a de-
soneração fiscal para a in-
dústria e a manutenção do
Imposto sobre Produtos In-
dustrializados (IPI) para ele-
trodomésticos da linha bran-
ca até junho, o que já se refle-
tiu nos dados de fevereiro.
“O resultado de fevereiro
ficou ligeiramente abaixo da
nossa projeção (R$ 74,5 bi-
lhões), por causa, principal-
mente, da queda da arreca-
dação com a produção i n-
dustrial, em virtude da redu-
ção do IPI”, afirmou.
Outro recorde na arrecadação
TESOURO - Apesar da fraca atividade econômica neste início de ano, impostos e contribuições federais chegam a R$ 71,9 bi, alta
real de 5,91% em comparação a igual período de 2011. Só no primeiro bimestre R$ 174,9 bi já entraram nos cofres do governo
FABIO RODRIGUES POZZEBOM/ABR
ZAYDAMANATTA
SECRETÁRIAADJUNTADARECEITA
A arrecadação
está ancorada na
atividade econômica,
não apenas na
industrial. Todos
os anos, o resultado
do mês de janeiro
é muito superior
ao de fevereiro.
Não há nada fora
do usual.”

■ CRÉDITO
VÂNIA CRISTINO
Mesmo com a queda da taxa
de captação – o que as institui-
ções pagam aos clientes que
têm dinheiro para aplicar – os
bancos vêm aumentando o
spread, o que significa que es-
tão ganhando mais na hora de
emprestar os recursos. A conse-
qüência tem sido taxas de juros
elevadas e inadimplência, que
não dá sinal de que vai cair.
Dados divulgados ontem pe-
lo Banco Central não deixam
dúvidas. Sob a alegação de que
a inadimplência resiste em mu-
dar de patamar – para as pes-
soas físicas o percentual perma-
neceu em 7,6% em fevereiro –
os bancos puxaram a taxa de ju-
ros de 45,1% ao ano em janeiro
para 45,4% ao ano em fevereiro
para os consumidores. A alta do
spread foi ainda mais elevada,
de 0,9 ponto percentual de um
mês para outro num cenário de
queda da taxa Selic e também
de queda no custo de captação
em 0,6 ponto percentual em
igual período.
O chefe do Departamento
Econômico do Banco Central,
Túlio Maciel, disse que essas ta-
xas elevadas não se sustentarão.
“A tendência é que elas passem
a seguir a queda da taxa de cap-
tação”, observou. De acordo
com Maciel, até mesmo a
inadimplência, que se estabili-
zou num patamar alto, deve
mudar de tendência já no se-
gundo semestre. “Com o cresci-
mento robusto do emprego e
também da massa salarial, a
perspectiva para a inadimplên-
cia é de queda no segundo se-
mestre”, salientou.
Para Maciel, a alta da
inadimplência vem sendo pu-
xada pelo financiamento para
a aquisição de veículos e está
relacionada à abundância de
crédito no passado, que obri-
gou o Banco Central a baixar
medidas restritivas como, por
exemplo, a determinação para
os bancos reforçarem o capital
próprio no caso de emprésti-
mos concedidos por prazo su-
perior a 60 meses. As chama-
das medidas macropruden-
ciais, já revogadas, pegaram o
crédito consignado e o finan-
ciamento para veículo na veia.
Em 2010, segundo os dados
do BC, o crédito para veículo
cresceu 49%, baixando para
23% em 2011 depois da adoção
das medidas. Segundo Maciel,
esta velocidade estava mais
compatível com a do cresci-
mento do crédito em geral, que
foi de 19% no ano passado. Para
este ano, o BC prevê crescimen-
to do crédito da ordem de 15%,
com a relação entre crédito e
Produto Interno Bruto (PIB)
passando dos atuais 48,8% para
51%. No momento, o crédito
vem crescendo 17,3%.
“Os bancos estão mais seleti-
vos na concessão de crédito”,
disse Maciel. Ele acredita que a
alta da inadimplência está con-
centrada nos créditos concedi-
dos no passado. Mesmo sem ter
os parâmetros para comprovar
essa tese, o chefe do Departa-
mento Econômico do BC disse
que, em geral, os consumidores
pagam as primeiras prestações,
relaxando com os compromis-
sos já assumidos mais para o
meio do contrato.
VEÍCULOS. No segmento de veí-
culos, no entanto, a inadim-
plência não dá sinais de que vai
ceder. O percentual de atraso
com mais de 90 dias vem au-
mentando gradativamente des-
de dezembro de 2010, batendo
em 5,5% em fevereiro, mesmo
patamar de junho de 2009, o
mais elevado da série histórica,
cujos dados começaram a ser
coletados no ano 2000. O per-
centual de operações vencidas
com 15 a 90 dias de atraso tam-
bém vem subindo, alcançando
8,4% em fevereiro contra 8,1%
no mês anterior.
A inadimplência alta aconte-
ce também num momento de
redução dos prazos dos finan-
ciamentos. Essa redução pouco
aparece no quadro geral porque
nele é computado o prazo longo
dos financiamentos imobiliá-
rios. Nas demais modalidades
no entanto, como no financia-
mento para a compra de veícu-
los, o prazo caiu sete dias de ja-
neiro para fevereiro e 45 dias
nos últimos 12 meses.
Já o crédito consignado,
uma das modalidades com
menor taxa de juros do merca-
do – a taxa está estável em
27,5% ao ano – que vinha per-
dendo participação dentro do
crédito pessoal, voltou a ga-
nhar fôlego. Pela primeira vez
em mais de um ano o crédito
com desconto em folha voltou
a subir, passando de 58,5% do
total do crédito pessoal para
58,7%. De acordo com Maciel,
o principal motivo para isso foi
o aumento do salário mínimo,
que abriu espaço para as famí-
lias pegarem mais crédito.
■ CNI
Indústria lança
agenda legislativa
ROSANA HESSEL
Em meio à crise política,
com a base aliada se rebe-
lando, o governo da presi-
dente Dilma Rousseff rece-
beu a ajuda do setor produ-
tivo na pressão para que o
Congresso destrave a pauta
de votação. Diante de uma
plateia formada por parla-
mentares e dirigentes em-
presariais, a Confederação
Nacional da Indústria (CNI)
lançou ontem a Agenda Le-
gislativa da Indústria, com
131 projetos de interesse do
setor em tramitação no Le-
gislativo. Destes, 16 inte-
gram a chamada Pauta Mí-
ni ma, com as propostas
consideradas prioritárias. A
indústria quer a aprovação
de 11 deles e a rejeição dos
demais.
Três projetos foram con-
si derados mai s urgentes
pelo presidente da CNI, Ro-
bson Andrade. O primeiro é
a unificação da alíquota in-
terestadual do Imposto so-
bre a Circulação de Merca-
dori as e Servi ços (ICMS)
em 4%, pondo fim à guerra
dos portos. A proposta tam-
bém é defendida pelo go-
verno federal.
A segunda matéria apon-
tada por Andrade como
prioritária é a eliminação
do adicional de 10% sobre a
multa rescisória do Fundo
de Garantia por Tempo de
Serviço (FGTS). O terceiro
projeto é a adoção do crédi-
to financeiro do Imposto
sobre Produtos Industriali-
zados (IPI). O empresário
também defendeu a rejei-
ção da proposta de redução
da jornada de trabalho de
44 para 40 horas.
O presidente da CNI es-
pera que o Congresso
apresse o passo das vota-
ções antes das eleições mu-
nicipais deste ano. “A pro-
teção contra o ambiente in-
ternacional de incertezas
depende de ações que es-
tão sob o nosso alcance. É
por isso que, mesmo se tra-
tando de um ano de el ei-
ções municipais, devemos
prestar atenção a al guns
projetos em tramitação no
Congresso que constroem
pontes para o futuro e cri-
am condi ções para mai s
crescimento”, afirmou.
PRIORIDADES. Em discurso
no evento de lançamento
da agenda, a presidente em
exercício da Câmara, Rose
de Freitas (PMDB-ES), de-
clarou que a Câmara está
disposta a votar as propos-
tas consideradas prioritá-
rias pela indústria, mas ad-
mitiu que haverá dificulda-
des para que as votações
andem, devido ao impasse
do Código Florestal.
O presidente da CNI des-
tacou a i mportânci a da
prorrogação do desconto
do IPI para produtos da li-
nha branca e para móveis,
anunci ado pel o governo
anteontem. “Gostaria que
essas desonerações abran-
gessem também a toda ca-
dei a produti va da l i nha
branca”, disse Andrade, de-
monstrando oti mi smo
quanto à desoneração da
folha para todos os setores
da indústria. “Ela (Dilma
Rousseff ) prometeu i sso
para breve. Estamos espe-
rando”, afirmou.
ROBSONANDRADE
PRESIDENTEDACNI
A proteção contra
o ambiente
internacional de
incertezas depende
de ações que estão
ao nosso alcance.”

DA AGÊNCIA ESTADO
Em dois dias com investidores em Miami,
nos Estados Unidos, o presidente do Banco
Central, Alexandre Tombini, defendeu os úl-
timos passos dados na política monetária e
assegurou que o BC tem o controle das ré-
deas da inflação no País. Ele garantiu ainda
que a inflação vai convergir para o centro
da meta de 4,5% ainda este ano, mesmo com
a alta de preços de serviços mais salgada. Ao
final de um dos eventos do qual o presidente
do BC participou, um grupo de investidores
comentava o discurso. "Tombini disse que a
inflação vai ficar na meta, mas como se a
inflação de serviços está explodindo?", inda-
gou um dos investidores.
Questionado sobre o tema, Tombini negou
que a inflação de serviços possa ser uma pe-
dra no caminho do BC. “Como explodindo?”,
perguntou. “A inflação mais alta é em servi-
ços, mas a inflação é o todo. Se eu falei isso
(que a inflação vai convergir para o centro da
meta de 4,5% este ano), é porque é isso.”
A autoridade monetária rebateu ainda
críticas de que o BC esteja agindo de modo
diferente de seu discurso. As críticas surgi-
ram no mercado após a divulgação da ata
da última reunião de política monetária e
da decisão do Comitê de Política Monetária
(Copom) de cortar a Selic em 0,75 ponto
percentual, para 9,75% ao ano.
“Só foi possível o corte porque estamos
em trajetória de convergência para a meta
de inflação. Vamos convergir este ano”, dis-
se. Tombini também reafirmou aos investi-
dores que o Brasil vai crescer mais este ano
do que em 2011, e mais no segundo semes-
tre do que no primeiro, graças ao efeito do
corte de juros iniciado no fim de agosto de
2011. O presidente do BC retornou ainda
ontem a Brasília.
Tombini diz que BC
tem as rédeas da inflação
PREÇOS
Bancos elevam juro e atrasos crescem
ECONOMIA
Quarta-feira, 28 de março de 2012 A-3 Jornal do Commercio
PE.DAQ.G.0002.2012
1. FURNAS Centrais Elétricas S.A. torna público que realizará Pregão
Eletrônico para contratação da prestação de serviços de elaboração de refeições
com fornecimento, distribuição de café e outras atividades correlatas, no
restaurante do Escritório Central de FURNAS.
2. Obtenção do Edital: O Edital está disponível a partir desta data, no sítio do
Banco do Brasil, www.licitacoes-e.com.br (Nº Licitação 416472) que também
poderá ser acessado pelo sítio de FURNAS (www.furnas.com.br - opção
“Fornecedores/Editais”).
3. Outras informações no Diário Ofcial da União do dia 28/03/2012.
Departamento de Aquisição
AVISO DE LICITAÇÃO
Ministério de
Minas e Energia
Ministério da
Saúde
A licitação acima foi suspensa sine die.
JAMES HENRIQUE MACEDO
Pregoeiro
SUSPENSÃO – PREGÃO ELETRÔNICO Nº 60/2012
Ministério da
Saúde
A licitação acima encontra-se suspensa sine die.
JAMES HENRIQUE MACEDO
Pregoeiro
SUSPENSÃO – PREGÃO ELETRÔNICO Nº 65/2012
Ipea: estrangeiros estão
mais dispostos a investir
DA REDAÇÃO
O
atual ambiente
político do Brasil
tem contribuído
de forma positiva
sobre a decisão de
empresas estrangeiras investi-
rem mais no País. A avaliação
consta da sexta edição do Moni-
tor da Percepção Internacional
do Brasil divulgada ontem pelo
Instituto de Pesquisa Econômi-
ca Aplicada (Ipea).
Segundo o estudo, os agentes
internacionais (embaixadas,
câmaras de comércio, empresas
com controle estrangeiro e or-
ganizações internacionais com
representação no Brasil) perce-
bem influência positiva do atual
ambiente político doméstico
sobre a decisão de grandes cor-
porações com sede no exterior
de investirem no Brasil.
O indicador relativo ao tema
atingiu 45 pontos na edição de
março, valor mais alto observa-
do desde o início da pesquisa.
Do total de entrevistados, 28%
avaliam que tal influência é
muito positiva, 51% creem que
é ligeiramente positiva e os de-
mais entendem que não há in-
fluência (5%) ou que ela é ligei-
ramente negativa (13%) ou
muito negativa (3%).
Com isso, pela primeira vez
desde o início da pesquisa, o
Brasil deve ficar entre os três
países que receberão os maio-
res volumes de investimentos
estrangeiros diretos (IED) nos
próximos 12 meses. Esta opção
foi escolhida por 38% dos entre-
vistados, seguida pela resposta
“entre o quarto e o quinto colo-
cado”, com 36% do total. O indi-
cador relativo ao tema passou
de 43 pontos, em agosto de
2011, para 51 pontos, em março
de 2012, em uma escala que vai
de cem pontos positivos a cem
pontos negativos.
PIB. A maior parte dos estran-
geiros consultados pelo Ipea
avalia que o País terá cresci-
mento entre 1,6% e 3,5% nos
próximos 12 meses. Apenas um
terço dos entrevistados estima
expansão superior a esse per-
centual. O indicador sobre a ex-
pectativa de evolução do Pro-
duto Interno Bruto (PIB) nos
próximos 12 meses, que chegou
a 59 pontos nas duas primeiras
edições da pesquisa, realizadas
em 2010, caiu para 14 pontos,
menor nível entre todas as edi-
ções. Na última edição, divulga-
da em agosto, estava em 30
pontos em uma escala que vai
de 100 pontos a -100 pontos.
Em relação à inflação para
os próximos 12 meses, o levan-
tamento apontou, na média,
expectativa de uma taxa próxi-
ma de 5,5%, acima do centro
da meta (4,5%). Aumentou, no
entanto, a confiança em rela-
ção ao controle da inflação,
que passou de zero para 23
pontos. O indicador sobre con-
dições de crédito (oferta, pra-
zos e taxas de juros) passou de
zero para 14 pontos, o que su-
gere, segundo o Ipea, continui-
dade do processo de afrouxa-
mento das políticas de crédito
e juros do Banco Central.
O levantamento também
mostra melhora no indicador
sobre acesso da população a
bens de consumo, que passou
de 8 pontos negativos para 27
pontos positivos. Em relação à
qualidade de infraestrutura de
transportes, comunicação e
energia, o indicador passou
de 8 pontos negativos para 12
pontos positivos, maior valor
nas últimas cinco edições da
pesquisa, inferior apenas ao
verificado em julho de 2010
(13 pontos).
INFRAESTRUTURA. Outro indi-
cador que apresentou evolu-
ção favorável foi o de qualida-
de da infraestrutura, que al-
cançou 12 pontos, frente aos -8
pontos da edição de agosto de
2011. Este é o maior valor re-
gistrado nas últimas cinco edi-
ções da pesquisa, inferior ape-
nas ao da edição de julho de
2010, que foi de 13 pontos.
Todos os índices ligados à
política externa do Brasil tam-
bém registraram significativos
aumentos. Merece destaque a
evolução da percepção sobre a
influência do Brasil em organis-
mos multilaterais, cujo indica-
dor subiu de 15 pontos para 40
pontos entre as duas últimas
pesquisas, e a respeito da im-
portância do País para a Améri-
ca Latina, cujo medidor saltou
de 30 pontos para 54 pontos.
(Com agências)
ESTUDO - Ambiente político favorável leva o Brasil a se posicionar entre os três
países que mais receberão investimentos estrangeiros diretos ao longo ao ano
Navegar é preciso
Após ouvir versões diversas na imprensa, o presidente do
Sindicato da Construção Naval (Sinaval), Ariovaldo
Rocha, resolveu embarcar na polêmica e revelar sua visão
sobre o momento em que vive o setor. Lembrou, de início,
que, mesmo na crise dos anos 70, o segmento jamais
deixou de entregar navios encomendados: “É um setor
produtivo, que ficou paralisado de 1979 até 1999. Há12
anos, voltou a construir navios e plataformas de petróleo
offshore. Vem entregando navios, de grande sofisticação
tecnológica, para o apoio marítimo offshore, suporte à
construção submarina de campos produtores e
assentamento de dutos flexíveis.” Ao abordar a situação
do Estaleiro Atlântico Sul (EAS), de Pernambuco,
informou que a plataforma P-55 foi lá concluída com
perfeição e já está na Quip gaúcha para integração de
módulos. E afirmou: “Conforme a diretoria do EAS, o
petroleiro ‘João Cândido’ apresentou problemas, que
foram solucionados, e sua construção é certificada pelo
independente American Bureau of Shipping. A Samsung
deixou de ser sócia, e o estaleiro busca novo parceiro
estratégico para a construção dos navios-sonda da Sete
Brasil. A construção naval brasileira sabe que navegar é
preciso e não tem do que se envergonhar.Ao contrário,
sempre gerou empregos de qualidade, promoveu o avanço
social ao formar e qualificar recursos humanos e produz
aumento de renda na rede de fornecedores.”
O luxo dos deputados
A Câmara dos Deputados vai gastar R$ 6,9 mil com a
instalação e manutenção de sprays automáticos em
banheiros e mictórios, a encargo da empresa Bobson
Brasília Higiene Ltda. A informação é do Contas Abertas,
fiscal dos gastos públicos.
Tem mais
A Câmara dos Deputados contratou serviços de
conservação, limpeza, portaria, zeladoria e garagista
com fornecimento de material, em imóveis funcionais,
para o período de 1° de abril até 31 de dezembro de 2012.
O custo da mordomia é de R$ 4,4 milhões mensais e R$
243,9 mil de 13° salário.
Babás
O fim do período de férias
escolares provocou uma
corrida de mães por
candidatas para cuidar de suas
crianças. A diretora da agência
de treinamento e seleção
Cuidar Bem, Aline Gomes
(foto), explica: “A procura por
cuidadores de idosos sempre
foi maior do que todas as
outras funções, mas neste mês
as candidatas ao cargo de babá
foram as que mais se
apresentaram em nosso
espaço. A principal justificativa
– mais de 200 pedidos desde o
início do ano – é o término do período de férias dos pais e
das crianças, e a volta à rotina escolar.”
Bochincho no mercado
Bruno Melcher, que deixou recentemente o comando das
operações sucroalcooleiras da Louis Dreyfus no Brasil,
vem sendo assediado por um fundo americano
interessado em comprar participações em usinas no País.
Favas quase contadas
Não será surpresa se o ex-presidente do Banco Central
Henrique Meirelles (PSD de Kassab) for o candidato a vice
na chapa de José Serra (PSDB) à prefeitura de São Paulo.
Francês na Casa da Suíça
Amanhã, às 16h, na Casa da Suíça, a importadora Terral
vai promover uma degustação especial de vinhos. Será
comandada pelo ex-cônsul francês Erick Recchia, cuja
família é dona dos vinhedos na região do Touraine, onde
estão os grandes castelos que formam o Vale dos Reis.
Pipoca previne envelhecimento
Cientistas da Universidade de Scranton, na Pensilvânia,
revelaram uma importante descoberta em uma reunião
da Sociedade Química Americana, em San Diego, nos
Estados Unidos. A pipoca, já apontada como bom
alimento para a dieta devido a seu baixo teor calórico,
pode prevenir o envelhecimento.
FROM POMONA. O ex-
presidente Lula estará no Rio dia
3 de maio. Virá para o seminário
sobre investimentos na África,
no BNDES, no Centro da cidade.
DIET. O consumo moderado,
mas regular, de chocolate pode
contribuir para o
magrecimento. É o que indica
estudo recente da Universidade
da Califórnia, em San Diego
(EUA).
DIVULGAÇÃO
Fico
orgulhosa
De Graça Foster,
presidente da Petrobras,
sobre ser chamada de
“Dilma da Dilma”


aziz.ahmed@jcom.com.br
AZIZ AHMED
CONFIDENCIAL
■ COMÉRCIO EXTERIOR
FRANCISCO CARLOS DE ASSIS
DA AGÊNCIA ESTADO
O ex-ministro do Desenvol-
vimento, Indústria e Comércio
Exterior e atual membro do
Conselho de Administração da
Brasil Foods, Luiz Fernando
Furlan, disse ontem ter preo-
cupação com o risco de uma
recaída protecionista do Bra-
sil. Ele fez a observação ao ser
questionado sobre a insistên-
cia do governo brasileiro em
manter, no âmbito da Organi-
zação Mundial do Comércio
(OMC), o debate sobre o ajuste
de políticas comerciais à va-
riação cambial para evitar pre-
juízos ao setor produtivo.
Ontem, o embaixador bra-
sileiro na OMC, Roberto Aze-
vedo, disse que o País “quer
ter o direito reconhecido de
elevar tarifas de importação
ou implementar barreiras to-
das as vezes que uma valori-
zação excessiva do câmbio
afetar a entrada de produtos
no País e prejudicar a indús-
tria nacional”.
“Acho que algumas medi-
das são importantes, mas te-
nho preocupação com uma
recaída protecionista do Bra-
sil”, disse Furlan. “Estamos
usando algumas desculpas
protecionistas para justificar
nossa deficiência em tomar
medidas que desonerem a
produção e aumentem a com-
petitividade. Colocaria toda a
minha energia em uma agen-
da de competitividade, melho-
rando a infraestrutura, simpli-
ficando a burocracia, desone-
rando e tratando do custo do
dinheiro para a produção, que
não pode ser comparado com
o custo do dinheiro para con-
sumo. Essas coisas são funda-
mentais”, sugeriu.
Um exemplo dado por Fur-
lan como sendo de cunho pro-
tecionista foi o aumento de 30
pontos percentuais na alíquo-
ta do Imposto sobre Produtos
Industrializados (IPI) para car-
ros importados. A medida foi
adotada pelo governo federal
em meados de setembro.
“É uma medida heterodoxa,
não se sustenta na OMC e o
governo sabe disso”, afirmou.
“Foi uma medida meio padrão
argentino, que ameaça com
tributação se a empresa não
investir no País. Até tem dado
certo (algumas montadoras
estão anunciando investimen-
tos no Brasil), mas esta é uma
cantilena perigosa. Você toma
uma medida heterodoxa, ela
produz um resultado e você
acha que isso é legal. Mas o
protecionismo não é caminho
de desenvolvimento de um
país do porte do Brasil.”
O ex-ministro lembra que,
quando foi convidado a assu-
mir o Ministério do Desenvol-
vimento, em 2002, uma das
primeiras perguntas que fez a
Luiz Inácio Lula da Silva foi se
ele teria uma política prote-
cionista ou apoiaria uma polí-
tica de expansão das exporta-
ções e de conquista de merca-
dos. “Eu disse: olha, presiden-
te, se o senhor acha que tem
de ter uma política protecio-
nista eu não sou a pessoa cer-
ta”, afirmou.
Para o ex-ministro, hoje à
frente de um dos mai ores
grupos industriais e exporta-
dores do País, o Brasil deve
ser um “atacante”, ou sej a,
tem de conquistar mercado,
identificar as oportunidades
e buscar resultados, “sem jo-
gar na retranca”.
Furlan critica ‘recaída protecionista’
LUIZ FERNANDOFURLAN
MEMBRODOCONSELHODEADMINISTRAÇÃODABRASIL FOODS
Estamos usando algumas desculpas
protecionistas para justificar nossa deficiência
em tomar medidas que desonerem a produção
e aumentem a competitividade.”

■ INDICADORES
Cai uso da capacidade
instalada na construção
DA AGÊNCIA ESTADO
O nível de utilização da capa-
cidade instalada da indústria de
materiais de construção atingiu
82% em março, queda de 5 pon-
tos percentuais na comparação
com março de 2011, quando o
indicador ficou em 87%, e recuo
de 1 ponto percentual ante fe-
vereiro, quando o percentual
era de 83%. As informações são
de pesquisa mensal divulgada
ontem, da Associação Brasileira
da Indústria de Materiais de
Construção (Abramat), entida-
de que conta atualmente com
49 empresas filiadas.
O estudo ainda apontou que
a indústria, em sua maioria
(60%), considerou “boas” as
vendas do setor em março, en-
quanto 36% as classificaram co-
mo “regulares” no período. Já
com relação às expectativas so-
bre as ações do governo para o
desenvolvimento do setor nos
próximos 12 meses, a indústria
está mais pessimista. Em feve-
reiro, 54% se mantinha otimista
e em março, esse percentual
passou para 41%.
O presidente da Abramat,
Walter Cover, afirmou, em nota,
que o foco das conversas entre a
associação e o governo será a
desoneração fiscal e da folha de
pagamentos e defesa comercial.
“O ano de 2011 não foi muito
positivo para a indústria de ma-
teriais, que pretendia crescer
9% no inicio do ano e fechou o
mesmo com 2,9%. É preciso,
portanto, retomar alguns pon-
tos importantes, como o ritmo
mais acelerado das obras do
programa Minha Casa Minha
Vida e do Programa de Acelera-
ção do Crescimento (PAC), e a
desoneração do setor”, declarou
Cover.
PREÇOS. A inflação da constru-
ção civil, medida pelo Índice
Nacional de Custos da Constru-
ção - Mercado (INCC-M), foi de
0,37% em março, após ter regis-
trado taxa de 0,42% em feverei-
ro, informou ontem a Fundação
Getulio Vargas (FGV).
cyan magenta amarelo preto
ECONOMIA
Quarta-feira, 28 de março de 2012 A-4 Jornal do Commercio
JORNAL DO COMMERCIO —
Quais são as expectativas da China
quanto à IV Cúpula de Líderes do
Brics?
Hu Jintao – A IV Cúpula de
Líderes do Brics, que é mais
um grande evento no proces-
so de cooperação do grupo,
terá lugar no contexto de con-
tínuas mudanças profundas e
complexas na conjuntura in-
ternacional, incertezas na re-
cuperação da economia mun-
dial e elevação constante da
posição e do papel dos países
de mercado emergente e
aqueles em desenvolvimento
nos assuntos internacionais. A
Índia, como presidente rotati-
vo do Brics, tem feito traba-
lhos efetivos na preparação da
Cúpula. A China está disposta
a se esforçar junto com os ou-
tros países membros para que
a reunião alcance resultados
positivos e está na expectativa
de que ela continue a mani-
festar o espírito de coopera-
ção e parceria dos países do
Brics, marcado por solidarie-
dade, benefício recíproco e
ganhos compartilhados, in-
tensificar coordenação e coo-
peração nos assuntos econô-
mico-financeiros internacio-
nais, de desenvolvimento e
outras questões de importân-
cia do nosso interesse co-
mum. Além disso, esperamos
promover a cooperação
substanci al nas di versas
áreas, transmitir confiança à
estabilidade e recuperação
da economia mundial e inje-
tar vigor ao fortalecimento
da governança econômi ca
global, de modo a contribuir
para a promoção do desen-
volvimento comum do mun-
do. Esperamos também que a
Cúpula possa consolidar o
mecanismo do Brics, plane-
jar a futura cooperação e dar
uma base sólida para o de-
senvolvimento a longo prazo
da cooperação do Bri cs.
Aguardo o encontro com os
outros l í deres do Bri cs em
Nova Delhi, para discutir em
conjunto a nossa cooperação
para um futuro melhor.
Como a China avalia os impac-
tos da força crescente dos países
de mercado emergente e em de-
senvolvimento sobre a configura-
ção mundial?
– Atualmente, um grande
número de países de mercado
emergente e em desenvolvi-
mento torna-se numa força
importante na salvaguarda da
paz mundial e promoção do
desenvolvimento comum. Es-
tes países persistem no cami-
nho de desenvolvimento pací-
fico, harmonioso e de coope-
ração e contribuem para uma
economia mundial mais equi-
librada, a relação internacio-
nal mais razoável, a governan-
ça global mais eficiente e a
paz mundial mais duradoura.
Após a ocorrência da crise fi-
nanceira internacional em
2008, estes países contribui-
ram para a recuperação da
economia mundial com o seu
próprio desenvolvimento, au-
mentaram a sua representati-
vidade e voz e promoveram a
evolução da ordem interna-
cional numa direção mais jus-
ta e razoável. Os fatos com-
provam mais uma vez que não
haveria a prosperidade co-
mum do mundo sem a revita-
lização dos países de mercado
emergente e aqueles em de-
senvolvimento, nem a paz e
estabilidade mundial sem a
segurança e estabilidade des-
ses países. A influência do de-
senvolvimento destes países
sobre a configuração mundial
é construtiva. A comunidade
internacional deve avaliar po-
sitivamente e apoiar o desen-
volvimento destes países com
uma visão estratégica e de
longo prazo.
Como a China avalia a trajetó-
ria do desenvolvimento da coope-
ração do Brics, seu rumo no futuro
e seu papel na governança glo-
bal? Como o Brics pode reforçar a
coordenação para defender os in-
teresses dos países em desenvol-
vimento?
– O Brics é defensor e pro-
motor dos interesses dos paí-
ses em desenvolvimento. Tem
envidado esforços para pro-
mover a cooperação sul-sul, o
diálogo sul-norte e a materia-
lização dos Objetivos do Milê-
nio das Nações Unidas, de for-
ma a que se cumpra com
maior brevidade o desenvolvi-
mento da Rodada de Doha,
bem como para aumentar a
voz dos países em desenvolvi-
mento na governança econô-
mica global e combater o pro-
tecionismo em todas as for-
mas. Como demanda objetiva
gerada pelo desenvolvimento
da globalização econômica e
da democratização das rela-
ções internacionais, a coope-
ração do Brics segue a tendên-
cia de paz, desenvolvimento e
cooperação da época, e bene-
ficia a construção de um
mundo harmonioso de paz
duradoura e prosperidade
compartilhada. De Ecaterim-
burgo a Brasília, de Sanya a
Nova Delhi, o mecanismo do
Encontro dos Líderes do Brics
vem se aperfeiçoando cons-
tantemente e já está formada
sua estrutura de cooperação
de múltiplos níveis e diversas
áreas. Os países membros do
Brics incrementam constan-
temente a confiança política
mútua, aprofundam a coope-
ração pragmática em áreas
econômica, financeira, co-
mercial e do desenvolvimen-
to, e reforçam consistente-
mente a comunicação e coor-
denação nos importantes as-
suntos internacionais. Cons-
tata-se que a cooperação do
Brics tem base sólida, poten-
cial imenso e perspectiva pro-
missora. A China toma sem-
pre como foco da política di-
plomática a cooperação com
os países de mercado emer-
gente e em desenvolvimento,
apoia e participa ativamente
da cooperação do Brics. Esta-
mos dispostos a empenhar, a
ampliar a conjugação dos in-
teresses comuns e elevar o ní-
vel de cooperação, no sentido
de contribuir ainda mais à
causa nobre da promoção da
paz e do desenvolvimento do
ser humano.
Após o estabel eci mento do
Brics, quais são os resultados im-
portantes da cooperação até ao
momento? Em termos do fortaleci-
mento da construção do mecanis-
mo e da cooperação pragmática,
quais as novas propostas na próxi-
ma etapa?
– A cooperação tem atendi-
do aos interesses comuns de
todas as partes e está com
boas bases econômica, social
e de opinião popular nos paí-
ses membros. No ano passa-
do, o Brics materializou ativa-
mente o plano de ação da De-
claração de Sanya, mediante a
ampliação da cooperação nas
áreas de finanças, indústria,
comércio, saúde, agricultura,
estatística e tecnologia, tra-
zendo aos povos benefícios
verdadeiros e intensificando a
tendência da cooperação. No
próximo passo e na opinião
da China, a cooperação prag-
mática do Brics terá os se-
guintes focos: primeiro, con-
solidação da base, ou seja,
concretizar-se a cooperação
existente para formar uma
marca conhecida, baseada no
princípio de pragmatismo e
eficiência; segundo, empreen-
der e avançar para a frente, ou
seja, procurar adequadamen-
te novas áreas da cooperação
em função da necessidade do
desenvolvimento socio-eco-
nômico do Brics, de modo a
explorar a potencialidade da
cooperação e ingerir novo vi-
gor ao mecanismo do bloco.
Estou convencido de que, ba-
seada nos princípios de trans-
parência, solidariedade e as-
sistência mútua e sob contí-
nuos esforços em comum, a
cooperação pragmática do
Brics em todas as áreas alcan-
çará, com certeza, o progresso
constante em benefício de to-
dos os povos.
Como a China observa as rela-
ções com os outros países do Brics,
e a contribuição da África do Sul,
país que ingressou no grupo no
ano passado?
– É uma das prioridades da
política diplomática da China
desenvolver as relações com os
outros países membros do
Brics, todos parceiros estratégi-
cos da China. O Brasil foi o pri-
meiro país em desenvolvimen-
to a estabelecer parceria estra-
tégica com a China. Nos últi-
mos anos, os dois países reali-
zaram frequentes trocas de visi-
tas de alto nível, que vêm au-
mentando consistentemente a
confiança política mútua, aper-
feiçoando a cada dia o meca-
nismo de cooperação e man-
tendo comunicação e coorde-
nação estreitas nas questões in-
ternacionais e regionais. O rela-
cionamento entre a China e a
Rússia, bem como os maiores
países vizinhos em termos recí-
procos, além dos parceiros es-
tratégicos de coordenação glo-
bal, têm mantido boa tendên-
cia do desenvolvimento saudá-
vel e estável. Atualmente, am-
bas as partes estão implemen-
tando positivamente o plano
do desenvolvimento das rela-
ções bilaterais para os próxi-
mos dez anos e uma série de
consensos e acordos importan-
tes definidos por líderes dos
dois países. A parceria estraté-
gica entre a China e a Índia
também tem se desenvolvido
abrangentemente nos últimos
anos. Como dois grandes paí-
ses em desenvolvimento que
também são vizinhos, a China e
a Índia têm desenvolvido as re-
lações bilaterais de forma con-
tínua, saudável e estável, o que
não apenas beneficiará ambos
os povos, mas também favore-
cerá a paz, a estabilidade e a
prosperidade da Ásia e do
mundo. Os povos da China e
África do Sul têm mantido a
amizade profunda e tradicio-
nal. Desde o estabelecimento
das relações diplomáticas, os
dois países têm desenvolvido as
relações bilaterais de forma
plena e rápida. É muito produ-
tiva a cooperação bilateral em
áreas como política, econômi-
co-comercial, humanística e
nos assuntos internacionais,
que não apenas beneficia os
dois países, mas também im-
pulsiona vigorosamente tanto
as relações entre a China e a
África como a solidariedade e a
cooperação entre países em de-
senvolvimento. O ingresso da
África do Sul no Brics contribui
para o aumento da representa-
ção do grupo. Estou na expec-
tativa de me reunir com os líde-
res de outros países membros
do Brics, em Nova Delhi, oca-
sião na qual sejam trocadas as
opiniões sobre relacionamento
bilateral e as questões impor-
tantes internacionais e regio-
nais de interesse comum.
Mais economia na página A-19
Presidente chinês destaca
força dos emergentes
ENTREVISTA// HU JINTAO
“O Brasil foi o primeiro país em desenvolvimento a
estabelecer parceria estratégica com a China”. A
afirmação é do presidente chinês Hu Jintao, que hoje e
amanhã estará em Nova Délhi, na Índia, para
participar da IV Cúpula de Líderes do Brics — reunião
que terá ainda a presença da presidente Dilma
Rousseff e dos governantes dos demais países
integrantes do grupo, a própria Índia, a Rússia e a
África do Sul.
Nesta entrevista exclusiva ao Jornal do Commercio, Hu
Jintao lembra que, nos últimos anos, Brasil e China
têm realizado frequentes trocas de visitas de alto nível,
que, em sua opinião, vêm aumentando
consistentemente a confiança política mútua e
aperfeiçoando a cada dia os mecanismos de
cooperação. Ele também destaca o relacionamento de
seu país com os demais membros do Brics, “todos
parceiros estratégicos da China”, citando a
proximidade com a Rússia e a índia e a “amizade
profunda e tradicional” com a África do Sul.
Em relação às expectativas de seu país quanto à
Cúpula de Líderes do Brics, Hu Jintao observou que “a
comunidade internacional deve avaliar positivamente
e apoiar o desenvolvimento dos países do bloco, com
uma visão estratégica e de longo prazo”. A reunião, diz
Hu Jintao, ocorrerá num contexto de mudanças
profundas e complexas na conjuntura internacional,
de incertezas na recuperação da economia mundial e
de elevação constante da posição e do papel dos países
de mercado emergente e aqueles em desenvolvimento
nos assuntos internacionais.
Ele disse ainda que está na expectativa de que a
Cúpula continue a manifestar o espírito de cooperação
e parceria dos países membros, marcado por
“solidariedade, benefício recíproco e ganhos
compartilhados”.
Os fatos comprovam que
não haveria a prosperidade
comum do mundo sem a
revitalização dos países de
mercado emergente e aqueles
em desenvolvimento.”
JOSÉ ALBERTO BRAGA E MANUEL DE ARRIAGA
ESPECIAL PARA O JORNAL DO COMMERCIO

Presidente da República
Popular da China
Apego à cartilha
Entre fortalecer a produtividade e a competitividade
da indústria, o pé fraco do crescimento da economia, co-
mo foi exposto na reunião da presidente Dilma Rousseff
com empresários na última quinta-feira, e mostrar servi-
ço gastando uns trocados, o governo não suou a camisa.
O ministro Guido Mantega articulou com a Federa-
ção das Indústrias de São Paulo (Fiesp) um evento para
anunciar a prorrogação, até fim de junho, da desonera-
ção ou da redução do IPI, o Imposto sobre Produtos In-
dustrializados, de geladeira, máquina de lavar, tanqui-
nho e fogão e incluir móveis, luminárias e laminados
nessa cesta. O estímulo do IPI, anunciado em dezembro
passado, terminaria no próximo sábado.
O incentivo às vendas de móveis é possível de enten-
der. É um setor tradicional da indústria que há anos vem
ficando para trás, embora favorecido pelo aumento do
poder aquisitivo dos setores do piso da pirâmide de renda
e não sofra a concorrência das importações tanto quanto
os segmentos de eletroeletrônicos e eletrodomésticos.
E laminados, luminárias? Parece tributo a lobbies se-
toriais. Como resposta aos reclamos da cúpula armada
para instar o empresariado a investir, o conjunto dessas
medidas foi patético, seja pela timidez das providências
como pelo que pretende: atiçar a demanda, quando a
economia não carece desse impulso, como os dados so-
bre as vendas do comércio em janeiro, divulgados na
sexta-feira, constataram.
O movimento do varejo, alinhado aos números do
mercado de trabalho e da confiança das famílias, segun-
do o economista Fernando Montero, corrobora a im-
pressão de mais um ano de muito consumo. E também
de menos indústria de transformação, mas não pela fra-
queza do consumo, como o ministro da Fazenda diag-
nosticou ao prorrogar os benefícios do IPI, e, sim, por
não ter preço para enfrentar as importações.
A medida, segundo Mantega, envolve renúncia fiscal
de mais R$ 489 milhões, o que não é um grande desfal-
que para a receita do IPI — um dos dois únicos tributos
federais (Imposto de Renda é o outro) cuja arrecadação
é partilhada com estados e municípios. Mas, diante da
exaustão do Tesouro Nacional, as desonerações com o
fim de política industrial deveriam concentrar-se no
que é mais necessário, como os estímulos à exportação
e ao investimento para aumentar a produção.
O QUE PARECE INCOMODAR
Mantega previu que a economia voltará a se aquecer
graças a esses estímulos, chegando ao segundo semes-
tre com crescimento ao ritmo de 5%. A aceleração do
crescimento, que começou o ano devagar, já está con-
tratada mais pela dinâmica da renda, do emprego e do
crédito que pelo incentivo do IPI prorrogado até a vira-
da do semestre.
O ministro também
falou de medidas para
reduzir o custo do cré-
dito para a compra de
carros, sem adiantar o
que será feito. O que
está claro é que, ape-
sar de Dilma e Mante-
ga anunciarem como
prioridade o investi-
mento industrial, o
governo parece inco-
modado, de verdade, é
com o receio de o cres-
cimento estancar e re-
petir o baixo desem-
penho de 2011, quando o Produto Interno Bruto (PIB)
avançou 2,7%.
SEM MOTIVO PARA TREMER
No indicador antecedente do BC sobre a evolução do
PIB, a economia decresceu 0,13% em janeiro, impulsio-
nada por serviços e contida pela atividade industrial, o
que sinaliza 2,4% de expansão para o ano. O BC projeta
crescimento de 3,5% em 2012 e a Fazenda, 4%/4,5%. O
PIB morno deve continuar por dois a três meses e de-
pois ganhar tração.
O governo não deveria assombrar-se com isso. A evo-
lução do crédito bancário em fevereiro, divulgada pelo
Banco Central, sugere aumento moderado, o que é coe-
rente com o endividamento médio do brasileiro, de
22,3% da renda (17% nos EUA), e com a taxa de inadim-
plência, que tem se mantido em nível elevado. Em feve-
reiro foi de 7,6%.
DÍVIDA É COMO SANFONA
O saldo do crédito cresceu 0,4% em fevereiro, ou
17,3% sobre igual mês de 2012, desacelerando em rela-
ção aos 18,4% até janeiro. Mas em termos de novas con-
cessões, que é o que importa para a atividade, o crédito
para empresas cresceu 2% em fevereiro, depois de cair
5,5% em janeiro. Para pessoas físicas, aumentou 0,3%,
abaixo do aumento de 2,3% no mês anterior. O cresci-
mento no ano do crédito total está estimado entre 16%,
projeção dos bancos, e 18%, da consultoria LCA.
Isso é muito ou pouco? Depende. Como disse numa
palestra na sexta-feira o presidente do BNDES, Luciano
Coutinho, "o ciclo das dívidas pessoais é como sanfona:
abre e fecha, após certo tempo, para poder expandir-se
de novo". As bolhas surgem quando se tenta apressar tal
movimento. Não há nada errado com ele, mas há com o
investimento.
O QUE ENXERGA O BNDES
Coutinho enxerga a fotografia ampliada da economia
a partir de seu observatório no BNDES, o que o leva a as-
sumir, em linha com a visão da presidente, que a indu-
ção do crescimento precisa vir agora menos do crédito
ao consumo que do financiamento do investimento.
Essa é a prioridade. A transição entre as duas pegadas
da economia é questão de tempo, já estando em curso,
embora lento, nas obras de infraestrutura. A grande dife-
rença, no entanto, virá da retomada do investimento pri-
vado em várias vertentes, sobretudo dos projetos de am-
pliação da capacidade produtiva industrial e de novos
negócios. E não só da indústria de transformação, mas
do agronegócio e do setor extrativo, nos quais o país tem
vantagens comparativas. É a defesa contra a desacelera-
ção da China e possível refluxo das commodities.
GOVERNO SE REPETE E
PRORROGA E AMPLIA
ISENÇÃO DO IPI PARA
AQUECER O
CONSUMO, QUE ESTÁ
MORNO, NÃO FRIO
cidadebiz@correioweb.com.br
ANTONIO MACHADO
BRASIL S/A
Quarta-feira, 28 de março de 2012 A-5 Jornal do Commercio
www.amilpar.com.br
Senhores Acionistas,
Nos termos das disposições legais e estatutárias, a administração da Amil Participações S.A. ("Companhia") submete
à apreciação dos Senhores o Relatório da Administração e as demonstrações fnanceiras da Companhia individuais
e consolidadas, acompanhadas do relatório dos auditores independentes, referentes ao exercício social fndo em 31
de dezembro de 2011.
Conjuntura econômica
O ano de 2011 comportou um cenário de instabilidade para a economia global. A economia americana demonstrou sinais
de recuperação (ainda que branda) ao passo que a Europa enfrentou difculdades com as incongruências fscais entre
seus membros, imensos défcits públicos, contágios fnanceiros e alto nível de desemprego. O resultado foi de recessão
em diversos países e um baixíssimo índice de confança dos mercados no velho continente.
No entanto, as economias emergentes - apesar de não estarem impermeáveis aos efeitos recessivos - conseguiram ser
impulsionadas a partir de políticas econômicas expansionistas, certa estabilidade quanto às exportações e largas reservas
cambias. Pode-se colocar em destaque a economia chinesa que se ascendeu em 9,2%, atingindo o Produto Interno Bruto
(PIB) de US$ 7,46 trilhões, colocando-se na posição de segunda maior economia mundial, atrás apenas dos EUA.
No caso do Brasil, o crescimento está intrinsicamente relacionado ao poder de consumo das famílias que segue em
relativa ascensão, fomentado a partir de programas de distribuição de renda, importantes incentivos fscais, queda
da taxa básica de juros, expansão das linhas de oferta de crédito e o controle infacionário. Desta forma, a economia
nacional no ano de 2011 sofreu considerável desaceleração em relação ao ano precedente, registrando 2,7% de
crescimento sobre o valor do Produto Ìnterno Bruto (PÌB), uma vez que medidas de restrição ao crédito foram aplicadas,
bem como o aumento na taxa de juros nos primeiros meses do ano, tencionando-se moldar o país à meta de infação
instituída pela autoridade monetária. Apesar de se obter resultados positivos quanto às exportações, especialmente no
setor de alimentos, registrando crescimento de 27% em 2011 (US$ 256 bilhões) o Brasil apresentou resultados bastante
tímidos em relação à produção industrial, que teve alta de apenas 0,27% em comparação com o ano anterior.
A economia brasileira, no ano de 2011, contou com o apoio de um recorde, referente ao volume de investimento estrangeiro
direto (ÌED), compreendendo US$ 75,9 bilhões, fato que demonstra a crescente visibilidade brasileira à ótica mundial. Além
disso, segundo o ÌBGE, a taxa de desemprego do país no mês de dezembro de 2011 apresentou o resultado de 4,7%,
representando, em perspectiva anualizada, 5,98%, atingindo uma das menores taxas em termos históricos.
Em relação à taxa de câmbio nominal, o real passou a maior parte do ano de 2011 oscilando ao redor de R$/US$ 1,65.
Porém, no segundo semestre de 2011 o real sofreu desvalorização frente ao dólar, oscilando ao redor de R$/US$ 1,79,
fator positivo aos exportadores.
O ÌPCA - Índice de Preços ao Consumidor Amplo, que é o principal índice de infação e que serve de base para a meta
de infação estabelecida pelo Ministério da Fazenda, teve alta de 6,5%, compreendendo o teto da projeção calculada
pelo Banco Central. Ainda assim, visando impulsionar o consumo nacional, a autoridade monetária baixou para 11% a
taxa básica de juros (SELÌC) no fnal de 2011, padrão acima do registrado no fnal de 2010 (10,75%).
A Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) atingiu R$ 1,5 trilhões ao fnal de 2011, o equivalente a 36,5% do PÌB, e 2,7
pontos percentuais inferior em relação a dezembro de 2010. A retração da DLSP contou com contribuição do superávit
primário, do crescimento do PÌB e do aumento das reservas cambiais.
Em 2011 a Amil esteve ainda mais presente na vida de uma parcela signifcativa dos Brasileiros. Encerramos o ano com
120,2 mil empresas clientes e mais de 5,8 milhões de benefciários, os quais utilizaram dos nossos serviços com 44,1
milhões de exames, 388,1 mil internações, 14 mil resgates terrestres e aéreos e em mais de 26 milhões de ligações
atendidas pelo nosso Call Center. Além disso, nossos resultados operacionais também apresentaram um desempenho
altamente positivo. Nossa receita atingiu R$ 9,3 bilhões e nosso EBÌTDA Ajustado foi de R$ 793,0 milhões, cerca de 30%
maior do que em 2010. Estes números representam um novo recorde histórico para nós.
Apesar dos desafos, também tivemos diversas oportunidades, que foram as aquisições realizadas em 2011. Ao todo
foram 3 empresas - Hospital Samaritano, Hospital Pasteur e a operadora Lincx, os quais melhoraram ainda mais nosso
posicionamento em relação às suas respectivas regiões e públicos. Em termos de crescimento orgânico, uma das
principais frentes que a Companhia tem focado são os Planos Dentais. Atualmente a Amil Dental é a segunda maior
operadora de planos dentais no Brasil, apresentando um crescimento anual de 28% na sua carteira de benefciários e
de 35% nas suas receitas. Apesar de representar um percentual pequeno das receitas totais da Amilpar (cerca de 2,5%),
os planos dentais possuem grande atratividade por apresentar uma rentabilidade superior.
Continuamos confantes com a nossa Companhia e com o Brasil para 2012. Acreditamos que novos desafos e
oportunidades irão surgir e estaremos prontos para conquistá-los.
Fonte: Banco Central do Brasil, IBGE e IPEA Data.
Comentário sobre o setor de saúde suplementar
O número de novos benefciários de planos de saúde no Brasil continua com tendência de crescimento, acima do
crescimento vegetativo da população. No país o número de benefciários em planos de assistência médica, em setembro
de 2011, já havia alcançando a marca de 47 milhões usuários. Além disso, no mesmo período, foram registrados 16
milhões de benefciários exclusivamente de planos odontológicos. Ìsso representa uma taxa de crescimento de 15,1%,
em relação ao ano de 2010. Outra característica do mercado é a predominância da contratação coletiva dos planos de
saúde, já que atualmente, aproximadamente 76,9% de benefciários de planos de assistência médica são vinculados a
planos coletivos, o que representa aproximadamente 36 milhões de benefciários.
Como fator adicional, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) passou a atuar com maior rigidez na fscalização
e regulação do setor, o que traz credibilidade para as operadoras sérias e que respeitam as regras.
Aproximadamente 24,6% da população brasileira dispunham de planos médico-hospitalares, segundo dados da ANS
de setembro de 2011. Essa taxa de cobertura pode ser considerada ainda mais baixa pelo fato dos benefciários
incluídos nas estatísticas disponíveis serem contados mais de uma vez, como é o caso de benefciários que possuem
mais de um plano médico. Além disso, esse valor é muito baixo se comparado a países desenvolvidos, onde esse
número ultrapassa 70% da população.
Portanto, ainda há muito espaço para crescimento para a Amilpar, devido a uma pequena taxa de penetração aliada ao
processo de consolidação pelo qual o mercado de saúde suplementar vem passando no Brasil.
Fonte: ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar)
Descrição dos negócios da companhia
A Amil Participações S.A. é a maior empresa de saúde no Brasil, de acordo com a ANS, atendendo a mais de 5,8 milhões
de benefciários nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais, Pernambuco, Bahia, Rio Grande do
Norte e no Distrito Federal. A Amil iniciou suas atividades em 1978 e oferece uma ampla variedade de Planos Médico-
Hospitalares para empresas de grande, médio e pequeno porte e micro empresas, bem como planos a pessoas físicas
de todos os segmentos de renda, propiciando aos seus benefciários acesso a hospitais, clínicas, laboratórios e médicos
criteriosamente escolhidos.
Governança corporativa
A Amilpar possui exclusivamente ações ordinárias listadas na Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros
(BM&FBOVESPA) e busca adotar as melhores práticas de governança corporativa aderindo ao regulamento do Novo
Mercado da BM&FBOVESPA.
O Novo Mercado é um segmento de listagem da BM&FBOVESPA destinado à negociação de ações emitidas por
empresas que se comprometem, voluntariamente, com a adoção das práticas de governança corporativa e divulgação
de informações adicionais em relação ao que é exigido pela legislação vigente.
Mercado de capitais
As ações da Amilpar, negociadas sob o código AMÌL3, encerraram o ano de 2011 com a cotação de R$ 16,43, uma
desvalorização de 7,69% no ano, enquanto o Ìbovespa registrou queda de 18,11% no mesmo período. Em 2011 as
ações da Companhia foram negociadas em todos os pregões da BM&FBOVESPA com volume médio diário de R$
10,9 milhões, representando um crescimento de 41% em relação ao ano anterior. O valor de mercado da Amilpar em
29 de dezembro de 2011 registrava R$ 5,9 bilhões.
Relacionamento com Auditores Independentes
Atendendo ao que determina a Ìnstrução CVM n° 381/03, informamos que a Companhia contratou junto aos seus auditores
independentes, Ernst &Young Terco, ou pessoas ligadas, serviços de auditoria externa (R$ 928 mil) e de consultoria tributária
(R$ 2.839 mil). A política adotada atende aos melhores princípios de governança que preservam a independência do auditor,
de acordo com critérios internacionalmente aceitos, quais sejam: o auditor não deve auditar seu próprio trabalho, nem exercer
funções gerenciais no seu cliente ou promover os interesses deste. É importante ressaltar que o nível de relacionamento com
a Ernst &Young Terco se deve ao fato da Ernst &Young, que era uma prestadora de serviços de consultoria para a Amilpar, ter
adquirido a Terco, que era nossa auditoria externa no momento da aquisição. Em virtude do rodízio obrigatório de auditorias
externas imposto pela CVM - Comissão de Valores Mobiliários, esta situação será alterada no ano de 2012.
Aderência à Câmara de Arbitragem
A Companhia, seus Acionistas, Administradores e membros do Conselho obrigam-se a resolver, por meio de arbitragem,
toda e qualquer disputa ou controvérsia que possa surgir entre eles, relacionada, ou oriunda, em especial, da aplicação,
validade, efcácia, interpretação, violação e seus efeitos das disposições contidas no Contrato de Participação no Novo
Mercado, no Regulamento de Listagem do Novo Mercado, no Estatuto Social, nos acordos de acionistas arquivados na
sede da Companhia, na Lei das Sociedades por Ações, nas normas editadas pelo Conselho Monetário Nacional, pelo Banco
Central do Brasil ou pela CVM - Comissão de Valores Mobiliários, nos regulamentos da BM&FBOVESPA, nas demais
normas aplicáveis ao funcionamento do mercado de capitais em geral, nas Cláusulas Compromissórias e no Regulamento de
Arbitragem da Câmara de Arbitragem do Mercado, conduzida em conformidade com este último Regulamento.
Aprovação das Demonstrações Financeiras
Em observância às disposições da Ìnstrução CVM n° 480/09, a diretoria estatutária da Companhia declara que discutiu,
reviu e concordou com as opiniões expressas no parecer dos auditores independentes e com as demonstrações
fnanceiras relativas ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2011, que foram aprovadas para divulgação
pelo Conselho de Administração, em reunião realizada em 12 de março de 2012.
2EVHUYDo}HVÀQDLV
Comentários adicionais sobre o desempenho operacional da Amilpar podem ser obtidos no website da Amilpar: www.
amilpar.com.br/ri.
Agradecimentos
A Amilpar agradece o empenho de todos seus colaboradores, e o apoio e profssionalismo de seus clientes e fornecedores,
bem como às entidades governamentais e órgãos reguladores e todos os que, de alguma forma, contribuíram para o
desempenho da Companhia em 2011.
Rio de Janeiro, 12 de março de 2012.
A Administração.
ATIVO Controladora Consolidado
Nota 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010
Ativo circulante
Caixa e equivalentes de caixa 4 5.897 2.777 837.254 757.803
Aplicações fnanceiras 5 - - 669.306 488.041
Contraprestações pecuniárias a receber 6 - - 125.844 100.240
Contas a receber com outras atividades 7 - - 99.843 64.574
Estoques 8 - - 32.383 46.179
Dividendos e JCP a receber 9 5.555 25.051 - -
Impostos e contribuições a compensar 10 21.504 14.637 119.128 67.954
Outros créditos 11 80 98 54.721 80.579
Total do ativo circulante 33.036 42.563 1.938.479 1.605.370
Ativo não circulante
Realizável a longo prazo
Depósitos judiciais 12 3.184 2.916 71.165 67.983
Impostos e contribuições a compensar 10 - - 974 974
Créditos tributários diferidos 13 42.365 24.897 92.857 156.940
Adiantamentos para futuro aumento de capital - 39.436 - -
Outros créditos 11 - - 5.473 10.617
45.549 67.249 170.469 236.514
Ìnvestimentos 15 2.859.745 2.367.632 38.435 38.313
Imobilizado 16 10 11 1.460.306 1.151.692
Ìntangível 17 - - 1.784.672 1.440.272
2.859.755 2.367.643 3.283.413 2.630.277
Total do ativo não circulante 2.905.304 2.434.892 3.453.882 2.866.791
Total do ativo 2.938.340 2.477.455 5.392.361 4.472.161
PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO Controladora Consolidado
Nota 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010
Passivo circulante
Provisões técnicas 18 - - 951.481 758.495
Adiantamento de clientes - - 229.057 225.018
Empréstimos e fnanciamentos 19 - - 46.877 38.594
Debêntures 20 190.888 178.667 190.888 178.667
Fornecedores e outros débitos 21 1.216 104 395.050 208.199
Salários, provisão de férias e honorários médicos - - 137.036 117.081
Impostos e contribuições a recolher 22 490 10 98.605 91.891
Impostos e contribuições a recolher - parcelamentos 23 - - 37.341 26.756
Dividendos e juros sobre capital próprio 41.666 30.221 41.863 30.478
Total do passivo circulante 234.260 209.002 2.128.198 1.675.179
Passivo não circulante
Provisões técnicas 18 - - 1.521 1.238
Empréstimos e fnanciamentos 19 - - 72.470 59.118
Debêntures 20 1.194.781 893.928 1.194.781 893.928
Provisão para contingências 24 - - 225.739 207.526
Débitos tributários diferidos 13 - - 36.565 29.137
Impostos e contribuições a recolher 22 - - 60 19.146
Impostos e contribuições a recolher - parcelamentos 23 - - 80.398 125.621
Outros débitos 21 307 307 131.062 85.174
1.195.088 894.235 1.742.596 1.420.888
Patrimônio líquido 25
Capital social 1.156.593 1.156.593 1.156.593 1.156.593
Reservas de capital 32.750 16.010 32.750 16.010
Reservas de lucro 335.473 210.371 335.473 210.371
Ações em tesouraria (30.627) (29.832) (30.627) (29.832)
Outros resultados abrangentes 6.385 11.226 6.385 11.226
Dividendos adicionais propostos 8.418 9.850 8.418 9.850
1.508.992 1.374.218 1.508.992 1.374.218
Participação de acionistas não controladores - - 12.575 1.876
Total do passivo e patrimônio líquido 2.938.340 2.477.455 5.392.361 4.472.161
As notas expIicativas são parte integrante das demonstrações ñnanceiras
Ű

BALANÇOS PATRIMONIAIS LEVANTADOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010

(Em milhares de reais, exceto quando indicado)
Ű
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO
Controladora Consolidado
Nota 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010
Receita líquida de serviços 27 - - 9.008.826 7.635.444
Custo dos serviços prestados 27 - - (6.664.526) (5.692.653)
Lucro bruto 35 - - 2.344.300 1.942.791
Despesas e receitas operacionais
Despesas gerais e administrativas 28 (26.636) (12.521) (1.491.860) (1.243.105)
Despesas de comercialização 29 - - (450.180) (379.737)
Outras receitas (despesas) operacionais líquidas 30 8 - (61.369) (63.612)
Resultado de equivalência patrimonial 15 322.151 193.766 - -
Lucro antes do resuItado ñnanceiro 295.523 181.245 340.891 256.337
Despesas fnanceiras 31 (139.764) (87.738) (250.551) (184.826)
Receitas fnanceiras 31 1.883 12.148 194.487 144.274
Lucro antes dos tributos sobre o lucro 157.642 105.655 284.827 215.785
Imposto de renda e contribuição social 13 17.467 21.290 (106.064) (84.158)
Lucro líquido do período 175.109 126.945 178.763 131.627
Lucro atribuído aos acionistas:
Controladores 175.109 126.945 175.109 126.945
Não controladores - - 3.654 4.682
175.109 126.945 178.763 131.627
Lucro básico por ação 0,48926 0,35543
Lucro diluído por ação 0,48872 0,35440
As notas expIicativas são parte integrante das demonstrações ñnanceiras
Controladora Consolidado
31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010
Lucro líquido do período 175.109 126.945 178.763 131.627
Ajuste a valor de mercado das operações com hedge - - (263) 210
Ganho(perda) por variação na participação no capital de
controladas - - (4.578) 11.016
Resultado abrangente do período 175.109 126.945 173.922 142.853
Lucro atribuído aos acionistas:
Controladores 175.109 126.945 170.268 138.171
Não controladores - - 3.654 4.682
175.109 126.945 173.922 142.853
As notas expIicativas são parte integrante das demonstrações ñnanceiras
DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010
(Em milhares de reais, exceto quando indicado)
DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO ABRANGENTE PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010
(Em milhares de reais, exceto quando indicado)
Controladora Consolidado
31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010
RECEITAS
Vendas de serviços e outras receitas operacionais - - 9.376.284 7.889.329
Provisão para perdas sobre créditos - - (84.553) (56.866)
- - 9.291.731 7.832.463
INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS
Custos dos serviços prestados - - (5.923.843) (5.080.139)
Materiais, energia, serviços de terceiros e outros (17.684) (11.756) (1.287.387) (1.043.153)
(17.684) (11.756) (7.211.230) (6.123.292)
VALOR ADICIONADO BRUTO (17.684) (11.756) 2.080.501 1.709.171
Depreciação e amortização (1) (1) (128.127) (112.229)
VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA COMPANHIA (17.685) (11.757) 1.952.374 1.596.942
VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA
Resultado de equivalência patrimonial 322.151 193.766 - -
Receitas fnanceiras 1.883 12.148 194.487 144.274
Outras 8 - - -
VALOR ADICIONADO TOTAL A DISTRIBUIR 306.357 194.157 2.146.861 1.741.216
DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO
Pessoal e encargos (exceto INSS) 740 539 930.126 811.926
Remuneração direta 740 531 734.102 636.579
Benefícios - 8 121.070 113.367
FGTS - - 74.954 61.980
Impostos, taxas e contribuições (9.256) (21.065) 679.369 524.879
Federais (9.256) (21.065) 575.899 442.381
Estaduais - - 371 11.223
Municipais - - 103.099 71.275
Remuneração de capitais de terceiros 139.764 87.738 358.603 272.784
Juros 139.764 87.738 250.551 184.826
Aluguéis - - 108.052 87.958
Remuneração de capitais próprios 175.109 126.945 178.763 131.627
Dividendos 50.006 40.000 50.006 40.000
Lucro retido 125.103 86.945 125.103 86.945
Participação dos não-controladores nos lucros retidos - - 3.654 4.682
306.357 194.157 2.146.861 1.741.216
As notas expIicativas são parte integrante das demonstrações ñnanceiras
DEMONSTRAÇÕES DE VALOR ADICIONADO PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010
(Em milhares de reais, exceto quando indicado)
Controladora Consolidado
Reapre-
sentado
Reapre-
sentado
31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010
Fluxo de caixa das atividades operacionais
Lucro líquido do período 175.109 126.945 178.763 131.627
Ajustes para reconciliar o lucro ao caixa e equivalentes de
caixa gerados (aplicados) pelas atividades operacionais
Ajuste de exercícios anteriores - - - -
Opções outorgadas reconhecidas 16.304 8.168 16.304 8.168
Depreciação e amortização 1 1 128.127 112.229
Provisão para perdas sobre créditos - - 84.553 56.866
Provisões para remissão - - 246 (473)
Provisão para eventos ocorridos e não avisados - - 50.186 32.530
Resultado de equivalência patrimonial (322.152) (193.766) - -
Provisão para contingências - - (7.836) (48.575)
Valor justo das propriedades para investimento - - (3.962) -
Juros / custo apropriados 139.228 87.407 161.848 98.049
Participação de acionistas não controladores - - 3.654 4.682
Outros (17.467) (21.290) 69.376 49.530
(8.977) 7.465 681.259 444.633
Variações nos ativos e passivos
Diminuição (aumento) ativos circulantes 6.806 (27.555) (263.633) (179.844)
Diminuição (aumento) ativos não circulantes 39.168 (39.446) (250.196) 255.526
Aumento (diminuição) passivos circulantes 1.592 28.863 323.908 232.622
Aumento (diminuição) passivos não circulantes - 523 (9.694) (303.416)
Caixa líquido gerado (aplicado) nas atividades operacionais 38.589 (30.150) 481.644 449.521
Fluxo de caixa das atividades de investimento
Adição de ativo imobilizado - - (239.969) (202.750)
Adição de ativo intangível - - (14.538) (15.575)
Adição de investimentos, líquida do caixa de empresas adquiridas - - (274.434) (689.891)
Aumento de capital em controladas (349.941) (734.103) - -
Dividendos e JCP recebidos 181.656 - - -
Caixa líquido aplicado nas atividades de investimento (168.285) (734.103) (528.941) (908.216)
FIuxo de caixa das atividades de ñnanciamento
Empréstimos, fnanciamentos e debêntures captados 298.753 1.342.970 357.085 1.409.731
Empréstimos, fnanciamentos, debêntures e juros pagos (125.585) (663.067) (188.340) (718.626)
Venda de ações próprias 6.108 14.535 6.107 14.535
Compra de ações próprias (6.903) (17.208) (6.903) (17.208)
Ganho ou perda com ações em tesouraria 436 2.088 436 2.088
Dividendos e juros sobre capital próprio pagos (39.993) (26.556) (41.637) (26.556)
Caixa Iíquido gerado nas atividades de ñnanciamento 132.816 652.762 126.748 663.964
Aumento (redução) do caixa e equivalentes de caixa 3.120 (111.491) 79.451 205.269
Saldos do caixa e equivalentes de caixa
No fm do período 5.897 2.777 837.254 757.803
No início do período 2.777 114.268 757.803 552.534
Aumento (redução) do caixa e equivalentes de caixa 3.120 (111.491) 79.451 205.269
As notas expIicativas são parte integrante das demonstrações ñnanceiras
DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010
(Em milhares de reais, exceto quando indicado)
A-6 Quarta-feira, 28 de março de 2012 Jornal do Commercio
www.amilpar.com.br
Reservas de lucro
Capital
social
Reservas
de capital
Reserva
legal
Reserva de
expansão
Outros resultados
abrangentes
Dividendos
adicionais propostos
Lucros
acumulados
Total
Controladora
Participação de
não controladores
Total
Consolidado
Saldos em 31 de dezembro de 2009 1.155.702 4.863 19.155 77.112 669 - - 1.257.501 488.428 1.745.929
Aumento de capital 5.122 - - - - - - 5.122 - 5.122
Redução de capital (4.231) - - - - - - (4.231) - (4.231)
Participação de acionistas não controladores - - - - - - - - (486.552) (486.552)
Opções outorgadas reconhecidas - 8.168 - - - - - 8.168 - 8.168
Exercício de opção de compra de ações - 2.088 - (2.673) - - - (585) - (585)
Ágio na subscrição de ações - 891 - - - - - 891 - 891
Outros resultados abrangentes - - - - 10.557 - - 10.557 - 10.557
Lucro líquido do exercício - - - - - - 126.945 126.945 - 126.945
Destinação do lucro:
Reserva legal - - 6.347 - - - (6.347) - - -
Dividendos - - - - - 9.850 (40.000) (30.150) - (30.150)
Reserva de expansão - - - 80.598 - - (80.598) - - -
Saldos em 31 de dezembro de 2010 1.156.593 16.010 25.502 155.037 11.226 9.850 - 1.374.218 1.876 1.376.094
Aumento de capital - - - - - - - - - -
Redução de capital - - - - - - - - - -
Participação de acionistas não controladores - - - - - - - - 10.699 10.699
Opções outorgadas reconhecidas - 16.304 - - - - - 16.304 - 16.304
Exercício de opção de compra de ações - 436 - (796) - - - (360) - (360)
Dividendos - - - - - (9.850) - (9.850) - (9.850)
Outros resultados abrangentes - - - - (4.841) - - (4.841) - (4.841)
Lucro líquido do exercício - - - - - - 175.109 175.109 - 175.109
Destinação do Lucro:
Reserva Legal - - 8.755 - - - (8.755) - - -
Dividendos - - - - - 8.418 (50.006) (41.588) - (41.588)
Reserva de expansão - - - 116.348 - - (116.348) - - -
Saldos em 31 de dezembro de 2011 1.156.593 32.750 34.257 270.589 6.385 8.418 - 1.508.992 12.575 1.521.567
As notas expIicativas são parte integrante das demonstrações ñnanceiras
Ű

DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO CONSOLIDADO PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010

(Em milhares de reais, exceto quando indicado)
Ű

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010

(Valores expressos em milhares de reais)
1. Contexto operacional
Amil Participações S.A. (¨Companhia¨ ou ¨Amil Participações¨), com sede situada na Av. das Américas, 4200, bloco
3, sala 601, na cidade e estado do Rio de Janeiro, e suas controladas têm como atividades preponderantes: (i)
a cobertura de custos de assistência médica, hospitalar e odontológica de seus associados, (ii) a prestação de
serviços médico-hospitalares e odontológicos; e (iii) a participação em outras sociedades. Constituída como uma
¨Sociedade Anônima¨ e domiciliada no Brasil, as ações da Amil Participações são negociadas na BM&FBOVESPA
sob a denominação AMÌL3.
Novas aquisições, incorporações, cisão e constituição de empresas
Ź MediaI Saúde: Companhia adquirida pela Amil Assistência em dezembro de 2009, sob a denominação Medial Saúde
S.A.. Ao longo de 2010, teve seu registro de companhia aberta cancelado e sua razão social foi alterada para Amil
Saúde S.A.. Em dezembro de 2010, sofreu uma cisão parcial com versão da parcela cindida (operações com planos de
saúde) para sua controladora Amil Assistência. Por se tratar de uma incorporação que envolveu empresas pertencentes
ao mesmo grupo econômico, a mesma foi realizada com base nos valores de livros contábeis, não representando,
portanto, efeito nas demonstrações fnanceiras consolidadas da Amil Participações. Desde então, passou a ter como
objeto social somente a prestação de serviços médico-hospitalares e a participação em outras sociedades. Em
novembro de 2011, foi aprovada a transformação do tipo societário da companhia, de sociedade anônima de capital
fechado para sociedade limitada, sem a liquidação, dissolução ou alteração no seu capital social, permanecendo em
vigor todos os direitos e obrigações sociais.
Ź Esho - Empresa de Serviços HospitaIares S.A.: Em fevereiro de 2010, Amil Assistência adquiriu 99,99%
desta sociedade, que tem por objeto a prestação de serviços médico-hospitalares e a participação em outras
empresas, exercendo opção de compra conforme estabelecido em contrato frmado em 18 de outubro de
2007. Em junho de 2010, com a incorporação da parcela cindida do patrimônio da Cemed Care, a sociedade
teve seu capital aumentado em R$ 18.744, passando Amil Assistência a deter 97,55% do seu capital e Amico
Saúde os 2,45% restantes. Esta incorporação foi realizada com base nos valores de livros contábeis, sem
impacto nas demonstrações fnanceiras consolidadas da Amil Participações. Em dezembro de 2010, com
a incorporação do Hospital Pró-Cardíaco S.A. e da Casa de Saúde Santa Lucia S.A. pela Esho, o capital
social da companhia sofreu um aumento. Em consequência, a participação da Amil Assistência passou para
97,78% e a participação da Amico Saúde para 1,07%. Posteriormente, em abril de 2011, a Esho incorporou
a Organização Médica Clinihauer Ltda. e a Casa de Saúde e Maternidade São José S.A.. Após estas
incorporações a participação da Amil Assistência no capital social da companhia aumentou para 98,91%
e da Amico Saúde passou a ser de 0,52%. Em junho de 2011, a Esho incorporou a UN Diagnósticos Ltda..
Em 30 de setembro de 2011 o capital social da Esho é de 99,31% detido pela Amil Assistência, 0,33% pela
Amico. Em outubro de 2011 a Esho incorporou o Hospital Samaritano e o Hospital Pasteur. Em novembro de
2011 a controlada indireta Esho adquiriu de seus minoritários absorvidos após a incorporação do Hospital
Pró-Cardíaco, 19.132 ações ao preço de R$100. Estas ações foram contabilizadas em ações em tesouraria.
Em 31 de dezembro de 2011 o capital social da Esho é de 97,04% detido pela Amil Assistência, 0,25% pela Amico.
Estas incorporações foram realizadas com base nos valores de livros contábeis, sem impacto nas informações
consolidadas da Amil Participações.
Ź HospitaI Pró-Cardíaco S.A. ("Pró-Cardíaco"): Em maio de 2010, Esho adquiriu 89,40% do capital desta
sociedade e no decorrer do mês de junho de 2010 aumentou sua participação em 0,11%. Em dezembro de 2010,
com a aprovação do Protocolo e Justifcação de Ìncorporação, o Hospital Pró-Cardíaco foi incorporado na Esho,
com base nos saldos contábeis levantados na data da incorporação.
Ź Cemed Care: Em junho de 2010, foi aprovado o Protocolo e Justifcação de Cisão Parcial da referida empresa,
com versão da parcela cindida de seu patrimônio para Esho no valor total de R$ 18.744. Em função deste ato
foram transferidas para Esho as participações da Cemed Care nas investidas Hospital e Clínicas SK Steckelberg
Ltda. (14.505.063 quotas) e São José (8.346.710 quotas).
Ź HospitaI e CIínicas SK SteckeIberg Ltda. ("HCB"): Em junho de 2010, em virtude da cisão parcial da Cemed
Care, HCB teve sua composição acionária alterada passando a ter como sócios Esho e Amico Saúde. Ainda em
junho de 2010, Amico Saúde cedeu e transferiu suas quotas para Esho retirando-se da sociedade. Na mesma
data, foi aprovada a incorporação do HCB pela Esho que neste momento já detinha 100% das quotas da referida
empresa. Esta operação foi realizada com base nos saldos contábeis.
Ź ASL - Assistência à Saúde Ltda.: Sociedade que tem como objeto a comercialização de planos de assistência
médico-hospitalar. Em julho de 2010, Amil Assistência assumiu seu controle acionário, com a aquisição de 99,99%
do seu capital social.
Ź CEAME - Centro EspeciaIizado de Atendimento à MuIher S/S Ltda.: Sociedade que tem como objeto a prestação
de serviços médicos e de laboratório. Em julho de 2010, Amil Assistência adquiriu 99,99% do seu capital, tendo
como sócia a Cemed Care com 0,01%.
Ź ETHO - Empresa de TecnoIogia HospitaIar Ltda.: Sociedade que tem como objeto o serviço de análise e
desenvolvimento de softwares, a comercialização e a prestação de serviços de instalação, manutenção e
confguração de softwares. Amil Assistência detém 50,01% do seu capital.
Ź Casa de Saúde Santa Lúcia S.A. ("Santa Lúcia"): Adquirida em outubro de 2008 pela Amil Assistência, que
posteriormente concede e transfere sua participação nesta sociedade para sua também controlada Esho. Em
dezembro de 2010, Santa Lúcia foi incorporada na Esho. Ambas as transações foram realizadas com base em
valores contábeis.
Ź Sistema Ipiranga de Assistência Médica Ltda. ("AmpIa"): Sociedade que tinha por objeto a administração e
comercialização de planos de assistência à saúde, bem com a prestação de serviços médico-hospitalares. Em
abril de 2008, Amico Saúde adquiriu 62,84% da sociedade, passando a ter o seu controle acionário, tendo como
sócio o Hospital Ìpiranga que possuía 37,16% de participação na sociedade. Em novembro de 2010, foi aprovada
a incorporação da controlada Ampla pela sua controladora Amico Saúde, operação também realizada com base
em saldos contábeis.
Ź HospitaI e Maternidade Ipiranga de Mogi das Cruzes S.A. ("HospitaI Ipiranga"): Adquirida pela Amico Saúde
em 2008, esta sociedade foi incorporada pela sua controladora em novembro de 2010, com base em saldos
contábeis.
Ź ExceIsior Med S.A. ("ExceIsior"): Sociedade que tem como objeto o desenvolvimento, a administração e a
contratação de planos de saúde de assistência médica, hospitalar, ambulatorial e odontológica a serem prestadas
por terceiros, pessoas naturais ou jurídicas. Em fevereiro de 2011, Amil Assistência assumiu seu controle acionário,
com a aquisição de 100% do seu capital social.
Ź CIínica Médico Cirúrgica Botafogo S.A. ("HospitaI Samaritano"): Em fevereiro de 2011, a Esho adquiriu 83,93%
da sociedade cujo objeto é a prestação de serviços médicos, a manutenção de estabelecimentos hospitalares,
casas de saúde, maternidade, pronto-socorros e a execução de atividades médicas. Em outubro de 2011, com a
aprovação do Protocolo e Justifcação de Ìncorporação, o Hospital Samaritano foi incorporado na Esho, com base
nos saldos contábeis levantados na data da incorporação.
Ź Organização Médica CIinihauer Ltda. ("CIinihauer"): Adquirida em agosto de 2007 pela Amil Assistência, que
posteriormente concede e transfere sua participação nesta sociedade para sua também controlada Esho. Em abril
de 2011, foi aprovado o Protocolo e Justifcação de Ìncorporação da Clinihauer na Esho.
Ź Casa de Saúde São José Ltda. ("São José"): Sociedade que tinha como objeto a prestação de serviços médico-
hospitalares. Em abril de 2011, foi aprovado o Protocolo e Justifcação de Ìncorporação da São José na Esho.
Ź Méier MedicaI Center Ltda. ("HospitaI Pasteur"): A Esho adquiriu, em abril de 2011, 99,99% da sociedade
cujo objeto é a prestação de serviços da área de saúde em geral, de qualquer natureza, categoria ou porte,
inclusive hospitalares e de exames de diagnósticos, serviços e procedimentos médicos. Em outubro de 2011, com
a aprovação do Protocolo e Justifcação de Ìncorporação, o Hospital Pasteur foi incorporado na Esho, com base
nos saldos contábeis levantados na data da incorporação.
Ź UN Diagnósticos Ltda. ("UN"): Sociedade que tinha como objeto a prestação de serviços profssionais para a
realização de exames de análises clínicas e diagnósticos em geral e controle de qualidade de exames laboratoriais
próprios e de terceiros. Em junho de 2011, foi aprovado o Protocolo e Justifcação de Ìncorporação da UN pela
Esho.
Ź Lincx Sistemas de Saúde Ltda. ("Lincx"): Sociedade que tinha por objeto social a operação de planos
privados de assistência à saúde, individuais, familiares e coletivos, através da garantia de cobertura de custos
de assistência médica, ambulatorial, hospitalar ou odontológica, mediante, exclusivamente, o credenciamento de
terceiros, técnica e legalmente habilitados. Em julho de 2011 a Amil Assistência assumiu seu controle, aprovado
pela ANS, com aquisição de 99,99% do seu capital social. Em novembro de 2011, com a aprovação do Protocolo
e Justifcação de Ìncorporação, a Lincx foi incorporada na Amil Assistência, com base nos saldos contábeis
levantados na data da incorporação.
Ź Logserv Serviços de Logística Ltda. ("Logserv"): Em julho de 2011, através do instrumento particular de cessão
de quotas, a Esho adquiriu 99,99% desta sociedade que tem por objeto social a armazenagem em trânsito de
material de escritório, gráfco e de consumo, controle de estoque, etiquetagem, logística, gestão e intermediação
de compras.
Reestruturação societária
Os Conselhos de Administração da Amil Participações e da Medial Saúde, em reuniões realizadas em 12 de abril de
2010, aprovaram a proposta de submeter a seus acionistas reorganização societária, envolvendo Amil Participações
e suas controladas Amil Assistência e Medial Saúde. Em junho de 2010, com a conclusão da reorganização,
Medial Saúde passou a ser subsidiária integral da Amil Assistência e essa passou a ser subsidiária integral da Amil
Participações. Na proposta de reorganização societária, o acionista minoritário da Medial Saúde poderia exercer
direito de recesso ou através de relação de troca, conforme laudo de avaliação elaborado por empresa especializada
e independente, efetuar a troca de suas ações por ações da Amil Assistência e em seguida por ações da Amil
Participações. Em 02 de junho de 2010, encerrou-se o prazo para que os titulares das ações de emissão da Medial
Saúde manifestassem o exercício do direito de recesso em razão da incorporação, pela Amil Assistência, da totalidade
das ações de emissão da Medial Saúde. O valor de reembolso, em função do exercício do direito de recesso, totalizou
R$24.271, correspondendo a R$ 17,50 por ação e foi pago em 09 de junho de 2010. Em 30 de junho de 2010, Amil
Assistência frmou contrato de compra e venda destas ações. Os acionistas que, por força da incorporação das ações
de emissão da Medial Saúde, remanesceram com fração de ação de emissão da Amil Assistência após a operação,
receberam ações da Amil Participações em substituição de ações da Amil Assistência.
No primeiro trimestre de 2010, a Companhia resgatou R$ 557.223 de seus fundos de investimento para liquidação
da operação de compra de 45,7% da Medial Saúde e captou R$ 450.000 com duas emissões de debêntures para
recompor suas disponibilidades.
2. Políticas contábeis
2.1. DecIaração de conformidade e base de eIaboração
As demonstrações fnanceiras da Companhia e de suas controladas para os exercícios fndos em 31 de dezembro de
2011 e 2010 são apresentadas em milhares de reais, exceto quando mencionado, e compreendem:
Ź As demonstrações fnanceiras individuais da Amil Participações preparadas de acordo com as práticas contábeis
adotadas no Brasil, com base nas disposições contidas na Lei das Sociedades por Ações - Lei nº 6.404/76, alterada
pelas Leis nº 11.638/07 e nº 11.941/09, nas normas estabelecidas pela Comissão de Valores Mobiliários (¨CVM¨),
nos pronunciamentos, nas orientações e nas interpretações emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis
(¨CPC¨). Estas demonstrações individuais, de acordo com a legislação brasileira, apresentam a avaliação dos
investimentos em controladas pelo método da equivalência patrimonial. Desta forma, essas demonstrações não
são consideradas como estando de acordo com normas internacionais de relatório fnanceiro (¨ÌFRS¨), que exigem
a avaliação desses investimentos nas demonstrações separadas da controladora pelo seu valor justo ou pelo custo.
Ź As demonstrações fnanceiras consolidadas preparadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, que
compreendem as normas da CVM e os pronunciamentos técnicos emitidos pelo CPC, que estão em conformidade
com as normas internacionais de contabilidade (¨ÌFRS¨), emitidas pelo Ìnternational Accounting Standards Board
(¨ÌASB¨), e interpretações emitidas pelo Ìnternational Financial Reporting Ìnterpretations Committee (¨ÌFRÌC¨).
O Conselho de Administração da Companhia aprovou as demonstrações fnanceiras individuais e consolidadas em
12 de março de 2012, considerando os eventos subsequentes ocorridos até esta data.
2.2. Bases de consolidação, investimentos e combinação de negócios
2.2.1 Base de consolidação
As demonstrações fnanceiras consolidadas foram preparadas de acordo com as normas internacionais de
contabilidade (¨ÌFRS¨), práticas contábeis adotadas no Brasil e normas estabelecidas pela CVM, e compreenderam
a Companhia e as empresas controladas direta e indiretamente, conforme descrito na nota explicativa nº 1 e 2.2.2.
As controladas são integralmente consolidadas a partir da data na qual a Companhia obtém controle, e continuam
a ser consolidadas até a data em que esse controle deixe de existir. Uma mudança na participação sobre uma
controlada que não resulta em perda de controle é contabilizada como uma transação entre acionistas, no patrimônio
líquido. As práticas contábeis foram consistentemente aplicadas em todas as empresas consolidadas e também são
uniformes em relação àquelas utilizadas nos períodos anteriores. Na consolidação são eliminados os investimentos
nas sociedades controladas diretas e indiretas, assim como todos os registros provenientes de transações entre as
sociedades.
2.2.2 Investimentos e combinação de negócios
As participações em empresas controladas são avaliadas pelo método da equivalência patrimonial.
As propriedades para investimento são registradas pelo método do valor justo.
A variação verifcada na adoção inicial foi contabilizada no patrimônio líquido (outros resultados abrangentes) em
31 de dezembro de 2010. Variações posteriores no valor justo destas propriedades para investimento vêm sendo
registradas no resultado.
A Companhia adota o método de aquisição em combinações de negócios, quando adquire controle. Nessas operações
os ativos identifcáveis adquiridos e os passivos e passivos contingentes assumidos em uma combinação de negócios
são mensurados inicialmente pelos valores justos na data da aquisição. A Companhia reconhece a participação de
acionista não controlador na adquirida pela parcela proporcional da participação do acionista não controlador no valor
justo de ativos líquidos da adquirida.
O excesso da contraprestação transferida e do valor justo na data da aquisição de qualquer participação patrimonial
anterior na adquirida em relação ao valor justo da participação do grupo de ativos líquidos identifcáveis adquiridos
é registrado como ágio. Quando a contraprestação transferida for menor que o valor justo dos ativos líquidos da
controlada adquirida, a diferença é reconhecida diretamente na demonstração do resultado do exercício.
O ágio registrado como ativo intangível não está sujeito a amortização. O ágio é atribuído a cada unidade geradora de
caixa e o teste de recuperabilidade (teste de impairment) é efetuado pelo menos uma vez ao ano, durante o quarto
trimestre. Quando identifcado que o ágio registrado não será recuperado integralmente, é efetuada baixa defnitiva
da respectiva parcela do ágio na demonstração de resultados.
As demonstrações fnanceiras consolidadas incluem as seguintes controladas diretas e indiretas:
Participação Total (%)
Aquisição/
reestruturação 31/12/2011 31/12/2010
Controladas diretas
Operadoras de pIanos de saúde
Amil Assistência Médica Ìnternacional S.A. jun/07 100,00% 100,00%
Amico Saúde Ltda. jun/07 99,99% 99,99%
Controladas indiretas
Operadoras de pIanos de saúde
Amil Planos - Amil Planos por Administração Ltda. jun/07 99,99% 99,99%
ASL - Assistência à Saúde Ltda. ago/10 99,99% 99,99%
Excelsior Med S.A. set/10 100,00% 100,00%
Assistência médico-hospitaIar
Aeromil - Aeromil Táxi Aéreo Ltda. jun/07 100,00% 100,00%
Cemed Care - Empresa de Atendimento Clínico Geral Ltda. jun/07 100,00% 100,00%
TotalCor - Orion Participações e Administração Ltda. ago/07 100,00% 100,00%
Medial Saúde - Amil Saúde Ltda. dez/09 100,00% 100,00%
HAT - Hospital Alvorada Taguatinga Ltda. dez/09 99,99% 100,00%
Esho - Empresa de Serviços Hospitalares S.A. fev/10 97,29% 98,85%
CEAME - Centro Especializado de Atendimento à Mulher S/S Ltda. ago/10 100,00% 100,00%
Excellion - Excellion Serviços Biomédicos S.A. dez/10 99,05% 96,00%
Outros investimentos
Hangar - Hangar 116 Participações e Ìnvestimentos Ltda. jun/07 99,98% 99,98%
Bosque - Bosque Medical Center S.A. jun/07 100,00% 100,00%
Promarket - Promarket Propaganda e Marketing Ltda. jun/07 100,00% 100,00%
ÌMED - Ìmed Star Serviços Médicos e Odontológicos Ltda. out/07 100,00% 100,00%
ETHO - Empresa de Tecnologia Hospitalar Ltda. ago/10 50,01% 50,01%
Logserv - Logserv Serviços de Logística Ltda. jul/11 99,99% -
2.3. Reconhecimento da receita e custo com prestação de serviços
As receitas com serviços prestados englobam as contraprestações provenientes das operações com planos de
assistência à saúde e o atendimento médico-hospitalar a particulares e benefciários de outros convênios. Estas
receitas são reconhecidas na extensão em que for provável que benefícios econômicos serão gerados e quando
possa ser mensurada de forma confável, a receita é mensurada com base no valor justo da contraprestação,
excluindo descontos, abatimentos e tributos ou encargos sobre as vendas. As receitas com as contraprestações
são apropriadas pelo valor correspondente ao rateio diário - pro rata dia - do período de cobertura individual de
cada contrato, a partir do primeiro dia de cobertura. As receitas com atendimento médico-hospitalar a terceiros são
apropriadas pelo regime de competência.
Os custos com serviços prestados englobam os eventos indenizáveis, serviços médico-hospitalares e odontológicos
prestados pela rede credenciada aos benefciários dos planos de assistência à saúde comercializados pelas
operadoras controladas e os custos com a operação da rede própria de assistência médico-hospitalar. Os eventos
indenizáveis são reconhecidos com base no valor das faturas apresentadas pela rede credenciada. Como parte
destas faturas não são apresentadas dentro do período da sua competência, os eventos ocorridos e não avisados são
registrados mediante constituição de provisão. Os custos com a rede própria são reconhecidos no resultado quando
incorridos.
2.4. Moeda funcionaI e de apresentação das demonstrações ñnanceiras
A moeda funcional da Companhia é o Real, mesma moeda de preparação e apresentação das demonstrações
fnanceiras.
2.5. Caixa e equivalentes de caixa
Ìncluem caixa, saldos positivos em conta movimento, aplicações fnanceiras com liquidez imediata e com risco
insignifcante de mudança de seu valor de mercado. As aplicações fnanceiras incluídas nos equivalentes de caixa
são classifcadas na categoria ¨ativos fnanceiros ao valor justo por meio do resultado ÷ mantidos para negociação¨
(vide nota explicativa nº 4).
2.6. Contraprestações pecuniárias a receber
Registradas e mantidas no balanço pelo valor nominal dos títulos representativos desses créditos, em contrapartida à
conta de resultado de contraprestações de operações de planos de assistência à saúde. A provisão para perdas sobre
créditos de contraprestações a receber é constituída sobre valores a receber de benefciários com títulos vencidos há
mais de 90 dias, para planos coletivos, e há mais de 60 dias, para planos individuais. A administração da Companhia
revisa periodicamente o critério de constituição para adequá-la à evolução da inadimplência de sua carteira.
2.7. Contas a receber com outras atividades
Registradas e mantidas no balanço pelo valor nominal dos títulos representativos dos créditos por serviços não
relacionados aos planos de saúde, em contrapartida à conta de receitas com outras atividades. A provisão para
perdas sobre créditos de operações com outras atividades é constituída para os valores vencidos há mais de 180
dias. A administração da Companhia revisa periodicamente o critério de constituição para adequá-la à evolução da
inadimplência dessas operações.
2.8. Estoques
Registrados pelo método do custo médio de aquisição e demonstrados no balanço pelo menor valor entre custo e
realização, os estoques representam materiais médico-hospitalares, de nutrição e medicamentos utilizados pela rede
própria na prestação de serviços de assistência médica e imóveis referentes a atividade imobiliária desenvolvida pela
controlada indireta Bosque Medical Center.
2.9. Imobilizado
Registrado ao custo de aquisição, formação ou construção. A Companhia optou por não avaliar o seu ativo imobilizado
pelo valor justo como custo atribuído. Considerando as características e controles sobre seus ativos fxos, a Companhia
acredita ser o método de custo o melhor para avaliação do ativo imobilizado. A depreciação é calculada pelo método
linear com base nas vidas úteis estimadas dos bens, às taxas mencionadas na nota explicativa nº 16. O prazo de vida
útil-econômica remanescente é revisado anualmente com efeitos registrados prospectivamente.
2.10. Arrendamento mercantil
Os contratos de arrendamento mercantil fnanceiro são reconhecidos no ativo imobilizado e no passivo em empréstimos
e fnanciamentos, pelo valor presente das parcelas mínimas obrigatórias do contrato ou valor justo do ativo, dos dois
o menor, acrescidos, quando aplicável, dos custos iniciais diretos incorridos na transação. A depreciação dos bens é
calculada pelo método linear às taxas mencionadas na nota explicativa nº 16.
Quarta-feira, 28 de março de 2012 A-7 Jornal do Commercio
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2.11. Intangível
Ativos intangíveis adquiridos separadamente são mensurados no reconhecimento inicial ao custo de aquisição e,
posteriormente, deduzidos da amortização acumulada e perdas do valor recuperável, quando aplicável. Ìntangíveis
gerados internamente são reconhecidos no resultado do período. Os ativos intangíveis com vida útil defnida são
amortizados de acordo com sua vida útil-econômica estimada e, quando são identifcadas indicações de perda de seu
valor recuperável, submetidos a teste de avaliação do valor recuperável, assim como os ativos com vida útil indefnida.
O período e o método de amortização para um ativo intangível com vida útil defnida são revisados no mínimo ao fnal
de cada exercício social. Mudanças na vida útil estimada ou no consumo esperado dos benefícios econômicos futuros
desses ativos são contabilizadas por meio de mudanças no período ou método de amortização, conforme o caso, sendo
tratadas como mudanças de estimativas contábeis.
Os ágios gerados nas aquisições foram amortizados pelo método linear até 31 de dezembro de 2008, quando por
determinação da Lei 11.638/07, passaram, apenas, a ser submetidos a teste anual de ajuste ao seu provável valor
recuperável (vide nota explicativa n° 17).
2.12. AvaIiação do vaIor recuperáveI de ativos ("teste de impairment")
A administração revisa anualmente o valor contábil líquido dos seus ativos com o objetivo de avaliar eventos que
possam indicar perda de seu valor recuperável, sendo constituída provisão para perda com o ajuste, quando
necessário, do valor contábil líquido ao valor recuperável. O valor recuperável de um ativo ou de determinada
unidade geradora de caixa é defnido como sendo o maior entre o valor em uso e o valor líquido de venda.
Na estimativa do valor em uso do ativo, os fuxos de caixa futuros estimados são descontados ao seu valor
presente, utilizando uma taxa de desconto antes dos impostos que refita o custo médio ponderado de capital da
Companhia. O valor líquido de venda é determinado, sempre que possível, com base em contrato de venda frme
em uma transação em bases comutativas, entre partes conhecedoras e interessadas, ajustado por despesas
atribuíveis à venda do ativo, ou, quando não há contrato de venda frme, com base no preço de mercado de um
mercado ativo, ou no preço da transação mais recente com ativos semelhantes.
2.13. Outros ativos e passivos (circulantes e não circulantes)
Um ativo é reconhecido no balanço patrimonial quando for provável que seus benefícios econômicos futuros
serão gerados em favor da Companhia e seu custo ou valor puder ser mensurado com segurança. Um passivo
é reconhecido quando a Companhia possui uma obrigação legal ou é constituído como resultado de um evento
passado, sendo provável que um recurso econômico seja requerido para liquidá-lo. São acrescidos, quando
aplicável, dos correspondentes encargos e das variações monetárias ou cambiais incorridos. As provisões são
registradas tendo como base as melhores estimativas do risco envolvido. Os ativos e passivos são classifcados
como circulantes quando sua realização ou liquidação é provável que ocorra nos próximos doze meses. Caso
contrário, são demonstrados como não circulantes.
2.14. Provisões técnicas
Calculadas com base em metodologia estabelecida pela RN ANS nº 160/07 ou metodologia diferenciada,
consubstanciada em nota técnica atuarial, excetuando-se a provisão de eventos a liquidar que é calculada com
base nas faturas de prestadores de serviços de assistência à saúde, efetivamente recebidas pelas operadoras,
conforme estabelecido pela RN ANS nº 209/09. Adicionalmente, a Companhia realiza teste de adequação de
passivos com o objetivo de verifcar se as provisões técnicas registradas são sufcientes para cumprir com as
obrigações contratuais (vide nota explicativa nº 18).
2.15. Adiantamentos de clientes
Basicamente, contraprestações emitidas e recebidas antecipadamente ao seu período de cobertura. Este
passivo está representado pela obrigação de prestar o serviço e caso não se concretize, pela devolução do
dinheiro recebido.
2.16. Empréstimos e ñnanciamentos
Registrados pelo valor do principal, acrescidos dos encargos fnanceiros proporcionais até a data do balanço.
Os empréstimos denominados em moedas estrangeiras foram convertidos para Reais pela taxa de câmbio nas
datas dos balanços. Os ganhos auferidos e as perdas incorridas em virtude desses contratos são reconhecidos
como receitas e despesas fnanceiras, respectivamente.
2.17. Imposto de renda e contribuição social
As despesas de imposto de renda e contribuição social são reconhecidas no resultado do exercício, exceto para
transações reconhecidas diretamente no resultado abrangente, para os quais, o imposto também é reconhecido
no resultado abrangente.
A provisão para imposto de renda é calculada individualmente por entidade do grupo com base em alíquotas
e regras fscais em vigor na localidade da entidade. O reconhecimento do imposto diferido é baseado nas
diferenças temporárias entre o valor contábil e o valor para base fscal dos ativos e passivos, nos prejuízos
fscais apurados e na base de cálculo negativa de contribuição social sobre o lucro, na medida em que foram
consideradas prováveis suas realizações contra resultados tributáveis futuros. Os impostos de renda diferidos
ativo e passivo são compensados quando existir um direito legalmente praticável de compensar os ativos fscais
contra os passivos fscais e quando os impostos de renda diferidos ativos e passivos estiverem relacionados a
impostos de renda lançados pela mesma autoridade fscal sobre a mesma entidade tributável.
2.18. Instrumentos ñnanceiros
a) Ativos ñnanceiros
A Companhia classifca os ativos fnanceiros de acordo com a fnalidade para qual foram adquiridos e determina
a classifcação no reconhecimento inicial na seguinte categoria:
· Mensurados ao valor justo por meio do resultado ÷ são registrados nesta categoria os ativos fnanceiros
adquiridos mantidos para negociação, com o propósito de venda no curto prazo.
b) Passivos ñnanceiros
Os passivos fnanceiros são classifcados como ¨Outros passivos fnanceiros¨ (incluindo empréstimos
e fnanciamentos) e são inicialmente mensurados ao valor justo, líquido dos custos da transação, e,
subsequentemente, mensurados pelo custo amortizado usando-se o método da taxa efetiva de juros, sendo as
despesas com juros reconhecidas com base no rendimento. O método da taxa efetiva de juros é um método que
calcula o custo amortizado de um passivo e aloca as despesas com juros durante o período relevante. A taxa
efetiva de juros é aquela que desconta exatamente os pagamentos estimados futuros de caixa através da vida
esperada do passivo fnanceiro ou, quando aplicável, por um período menor.
c) Operações de hedge
Somente são reconhecidos a partir da data em que a Companhia e/ou suas controladas se tornam parte das
suas disposições contratuais. Quando reconhecidos, são inicialmente registrados ao seu valor justo acrescido
dos custos de transação que sejam diretamente atribuíveis à sua aquisição ou emissão. Sua mensuração
subsequente ocorre na data de balanço de acordo com as regras estabelecidas para cada tipo de classifcação
de ativos e passivos fnanceiros (vide nota explicativa n° 33).
2.19.Lucro por ação
O lucro básico por ação é calculado com base no lucro líquido atribuído aos acionistas controladores e na média
das ações em circulação nos exercícios. O lucro diluído por ação considera os mesmos dados do cálculo do
lucro básico, porém a quantidade de ações em circulação é ajustada pelo potencial de diluição das opções de
compra em aberto.
2.20. Ativos e passivos contingentes e obrigações legais
Ź Ativos contingentes: Reconhecidos somente quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis,
transitadas em julgado. Os ativos contingentes com êxitos prováveis são apenas divulgados em nota
explicativa;
Ź Passivos contingentes: Provisionados quando as perdas forem avaliadas como prováveis e os montantes
envolvidos forem mensuráveis com sufciente segurança. Os passivos contingentes avaliados como perdas
possíveis são apenas divulgados em nota explicativa e os passivos contingentes avaliados como perdas
remotas não são provisionados nem divulgados;
Ź Obrigações Iegais: Registradas como exigíveis, independente da avaliação sobre as probabilidades de
êxito de processos em que a Companhia e/ou suas controladas questionaram a inconstitucionalidade de
tributos.
2.21. Ajustes a valor presente de ativos e passivos monetários
Os ativos e passivos monetários de longo prazo são atualizados monetariamente e, portanto, estão ajustados
pelo seu valor presente. Com base nas análises efetuadas e na melhor estimativa da administração, a
Companhia concluiu que o ajuste a valor presente de ativos e passivos monetários circulantes é irrelevante
em relação às demonstrações financeiras tomadas em conjunto e, dessa forma, não registrou nenhum ajuste.
2.22. Plano de opções de compra de ações
O pagamento baseado em ações, qualifcado como um instrumento patrimonial, é determinado pelo valor justo
das opções outorgadas, estabelecido na data da outorga de cada programa, através do modelo de precifcação
de opções Black Scholes, e é reconhecido como despesa em contrapartida do patrimônio líquido durante o
período de carência de direito à opção, compreendido entre a data da outorga e a data que se adquire o direito
de exercer.
2.23.Demonstração do vaIor adicionado ("DVA")
Essa demonstração tem por fnalidade evidenciar a riqueza criada pela Companhia e suas controladas e sua
distribuição durante determinado exercício e é apresentada, conforme requerido pela legislação societária
brasileira, como parte de suas demonstrações fnanceiras individuais e como informação suplementar às
demonstrações fnanceiras consolidadas, pois não é uma demonstração prevista, nem obrigatória, segundo
normas internacionais de contabilidade.
2.24. Pronunciamentos do IFRS ainda não em vigor em 31 de dezembro de 2011
Pronunciamentos, interpretações e alterações de normas existentes que ainda não estão em vigor e não foram
adotadas antecipadamente pela Companhia. Listamos a seguir as normas emitidas que ainda não haviam
entrado em vigor até a data de emissão das demonstrações fnanceiras da Companhia.
Ź ÌAS 1 Apresentação das Demonstrações Financeiras ÷ Apresentação de Ìtens de Outros Resultados
Abrangentes
Ź ÌAS 12 Ìmposto de Renda ÷ Recuperação dos Ativos Subjacentes
Ź ÌAS 19 Benefícios aos Empregados (Emenda)
Ź ÌAS 27 Demonstrações Financeiras Consolidadas e Ìndividuais (revisado em 2011)
Ź ÌAS 28 Contabilização de Ìnvestimentos em Associadas e Joint Ventures (revisado em 2011)
Ź ÌFRS 7 Ìnstrumentos Financeiros: Divulgações - Aumento nas Divulgações Relacionadas a Baixas
Ź ÌFRS 9 Ìnstrumentos Financeiros ÷ Classifcação e Mensuração
Ź ÌFRS 10 Demonstrações Financeiras Consolidadas
Ź ÌFRS 11 Acordos Conjuntos
Ź ÌFRS 13 Mensuração de Valor Justo
Considerando as atuais operações da Companhia e de suas controladas, a Administração não espera que essas
novas normas, interpretações e alterações tenham um efeito relevante sobre as demonstrações contábeis a
partir de sua adoção.
O Comitê de Pronunciamentos Contábeis (¨CPC¨) ainda não editou os respectivos pronunciamentos e
modifcações correlacionados às ÌFRSs novas e revisadas apresentadas anteriormente. Em decorrência do
compromisso do CPC e da Comissão de Valores Mobiliários (¨CVM¨) de manter atualizado o conjunto de normas
emitidas com base nas atualizações feitas pelo International Accounting Standards Board - IASB, é esperado
que esses pronunciamentos e modifcações sejam editados pelo CPC e aprovados pela CVM até a data de sua
publicação obrigatória.
3. Julgamentos, estimativas e premissas contabeis signihcativas
A preparação das demonstrações fnanceiras consolidadas da Companhia e de suas controladas requer que
a Administração faça julgamentos e estimativas e adote premissas que afetam os valores apresentados de
receitas, despesas, ativos e passivos, bem como as divulgações de passivos contingentes, na data base das
demonstrações fnanceiras. Contudo, a incerteza relativa a essas premissas e estimativas pode levar a resultados
que requeiram um ajuste signifcativo ao valor contábil do ativo ou passivo em períodos futuros. As estimativas
que tiveram efeito mais signifcativo sobre os valores reconhecidos nas demonstrações fnanceiras referem-se a:
3.1. Imposto de renda e contribuição sociaI diferidos
A Companhia e suas controladas reconhecem os ativos e passivos fscais diferidos com base nas diferenças
entre o valor contábil apresentado nas demonstrações fnanceiras e a base tributária dos ativos e passivos
utilizando as alíquotas em vigor. A Companhia revisa regularmente os impostos diferidos ativos em termos de
possibilidade de recuperação, considerando-se o lucro histórico gerador e o lucro tributável futuro projetado, de
acordo com um estudo de viabilidade técnica.
3.2. Valor justo das propriedades para investimento
A Companhia e suas controladas apresentam suas propriedades para investimento a valor justo, sendo as
mudanças no valor justo reconhecidas na demonstração do resultado. A Companhia contratou empresa
independente especializada para determinar o valor justo em 31 de dezembro de 2011. Para as propriedades
para investimento, a empresa especializada utilizou técnica de avaliação a valor de mercado. As principais
premissas adotadas para determinar o valor justo da propriedade para investimento são detalhadas na nota
explicativa nº 15.
3.3. Redução de valor recuperável de ágio
Para determinar se o ágio apresenta redução em seu valor recuperável é necessário
fazer estimativa do valor em uso das unidades geradoras de caixa para as quais o ágio foi alocado. O cálculo
do valor em uso exige que a Administração estime os fuxos de caixa futuros esperados oriundos das unidades
geradoras de caixa e uma taxa de desconto adequada para que o valor presente seja calculado.
3.4. Vida útiI dos bens do imobiIizado e intangíveI de vida útiI deñnida
Conforme descrito na nota explicativa nº 2.9 e nº 2.11, a Companhia e suas controladas revisam a vida útil
estimada dos bens do imobilizado e do ativo intangível de vida útil defnida anualmente. Durante o exercício
corrente, a Administração manteve a vida útil dos bens do imobilizado e modifcou a estimativa da vida útil
remanescente de suas carteiras de benefciários de planos de saúde (ativo intangível), em função do histórico de
perda de benefciários destas carteiras.
3.5. Avaliação de passivos contingentes
A Companhia e suas controladas reconhecem provisão para obrigações tributárias, cíveis, regulatórias e
trabalhistas, conforme descrito na nota explicativa nº 24. Estas provisões são registradas somente quando
a possibilidade de perda for considerada provável pela diretoria jurídica da Companhia e seus consultores
jurídicos.
O registro das contingências ocorre quando o valor da perda puder ser razoavelmente estimado. Por sua
natureza, as contingências serão resolvidas quando um ou mais eventos futuros ocorrerem ou deixarem de
ocorrer. Tipicamente, a ocorrência ou não de tais eventos não depende da atuação da Companhia, o que difculta
a realização de estimativas precisas acerca da data em que tais eventos serão verifcados. Avaliar tais passivos,
particularmente no incerto ambiente legal brasileiro, bem como em outras jurisdições envolve o exercício de
estimativas e julgamentos signifcativos da Administração quanto aos resultados dos eventos futuros
3.6. Transações com pagamentos baseados em ações
A Companhia e suas controladas mensuram o custo de transações liquidadas com ações com funcionários
baseado no valor justo dos instrumentos patrimoniais na data da sua outorga. A estimativa do valor justo
dos pagamentos com base em ações requer a determinação do modelo de avaliação mais adequado para a
concessão de instrumentos patrimoniais, o que depende dos termos e condições da concessão. Isso requer
também a determinação dos dados mais adequados para o modelo de avaliação, incluindo a vida esperada da
opção, volatilidade e rendimento de dividendos e correspondentes premissas. As premissas e modelos utilizados
para estimar o valor justo dos pagamentos baseados em ações são divulgados na nota explicativa nº 34.1.
3.7. Provisão de eventos ocorridos e não avisados
As operadoras controladas constituem mensalmente provisão de eventos ocorridos e não avisados (PEONA)
para fazer frente aos pagamentos dos eventos ocorridos e que não tenham sido registrados contabilmente. O
valor desta provisão é estimado conforme cálculo atuarial próprio ou por metodologia estabelecida pela ANS.
3.8. Valorização de ativos adquiridos e passivos assumidos em combinações de negócios
A Companhia aloca o custo da entidade adquirida aos ativos adquiridos e passivos assumidos, baseado nos seus
valores justos estimados na data de aquisição. Qualquer diferença entre o custo da empresa adquirida e o valor justo
dos ativos adquiridos e passivos assumidos é registrada como ágio. A Companhia exerce julgamentos signifcativos
nos processos de identifcação de ativos e passivos tangíveis e intangíveis e de avaliação de tais ativos e passivos
e na determinação da sua vida útil remanescente. A avaliação destes ativos e passivos é baseada em premissas e
critérios que, em alguns casos, incluem estimativas de fuxos de caixa futuro descontados pelas taxas apropriadas
e podem resultar em valores estimados diferentes dos ativos adquiridos e passivos assumidos. A Companhia não
acredita que existam indicativos de uma alteração material nas estimativas e premissas usadas para completar a
alocação do preço de compra e estimar o valor justo dos ativos adquiridos e passivos assumidos.
4. Caixa e equivalentes de caixa
Controladora Consolidado
31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010
Caixa e bancos (i) 901 198 92.046 123.645
Fundo de investimento exclusivo (ii)
Cotas de fundo de investimentos em renda fxa 4.996 2.579 617.731 531.090
Outros fundos de investimentos (iii) - - 76.523 78.892
CDB (iv) - - 50.954 24.176
Total 5.897 2.777 837.254 757.803
(i) Numerário mantido em conta corrente para pagamento de serviços de assistência à saúde com vencimento
no primeiro decêndio de cada mês;
(ii) As aplicações fnanceiras em fundo de investimento exclusivo são realizadas de acordo com a política de investimentos
defnida pela Administração. Possuem liquidez imediata, estão sujeitas a variações nas taxas de juros do mercado
fnanceiro, ao risco de crédito de seus emissores, e estão indexadas à variação do Certifcado de Depósito Ìnterbancário
(¨CD̨). A Companhia pode ser chamada a responder pelas taxas de funcionamento do fundo (administração, custódia
e auditoria). Para fns de apresentação, o fundo de investimento exclusivo é consolidado;
(iii) As aplicações fnanceiras em outros fundos de investimentos possuem liquidez imediata e estão indexadas à
variação do Certifcado de Depósito Ìnterbancário (¨CD̨). O valor de mercado das quotas desses investimentos
fnanceiros foi apurado com base nos valores de quotas divulgados pelos administradores dos fundos;
(iv) As aplicações em CDB (Certificado de Depósito Bancário) são emitidas por bancos de primeira linha,
possuem liquidez diária e a remuneração está indexada a variação do Certificado de Depósito Ìnterbancário
(¨CD̨). Estas aplicações poderão, a qualquer momento, ser resgatadas sem prejuízo do seu rendimento.
5. Aplicações hnanceiras
Consolidado
31/12/2011 31/12/2010
ApIicações ñnanceiras vincuIadas
Cotas de fundos de investimento em renda fxa 226.260 186.918
Carteira administrada
Cotas de fundos de investimento em renda fxa 408.985 292.612
Subtotal 635.245 479.530
ApIicações ñnanceiras não vincuIadas
Fundo de investimento exclusivo
Debêntures 3.568 4.973
Depósitos a prazo 19.760 -
Cotas de fundos de investimentos em direitos creditórios 6.251 -
Cotas de fundo de investimento em renda fxa 4.482 3.538
Subtotal 34.061 8.511
Total 669.306 488.041
As aplicações fnanceiras vinculadas lastreiam provisões técnicas e contingências relacionadas ao ressarcimento
ao SUS das operadoras do grupo (vide nota explicativa nº 18). A movimentação destes recursos segue regras
estabelecidas pela ANS.
6. Contraprestações pecuniárias a receber
O saldo desse grupo de contas refere-se a valores a receber dos conveniados dos planos de saúde das controladas
da Companhia, conforme segue:
Composição por tipo de plano Consolidado
31/12/2011 31/12/2010
PIanos médico-hospitaIares
Planos coletivos 377.409 312.220
Planos individuais 332.772 219.643
Subtotal 710.181 531.863
Planos odontológicos
Planos coletivos 12.486 8.573
Planos individuais 3.435 3.138
Subtotal 15.921 11.711
Faturamento antecipado (i) (522.187) (399.079)
Total 203.915 144.495
Provisão para perdas sobre créditos (78.071) (44.255)
Total líquido 125.844 100.240
(i) Os boletos de cobrança pela operação de planos de assistência à saúde são emitidos e contabilizados em períodos
compreendidos de três a seis meses. No entanto, para que a Companhia demonstre o seu faturamento consolidado
pelo regime de competência, é contabilizado na conta redutora ¨faturamento antecipado¨ o montante referente ao
faturamento dos meses subsequentes.
Composição por idade de vencimento Consolidado
31/12/2011 31/12/2010
A vencer 9.987 11.974
Vencidos
Até 30 dias 88.382 65.593
De 31 a 60 dias 35.102 27.092
De 61 a 90 dias 16.697 15.783
De 91 a 120 dias 11.752 7.426
Há mais de 121 dias 41.995 16.627
Subtotal 193.928 132.521
Total 203.915 144.495
Movimentação da provisão para perdas Consolidado
31/12/2011 31/12/2010
Saldos no início do exercício (44.255) (59.868)
Constituições (490.456) (269.227)
Reversões 446.280 225.257
Baixas 13.100 68.289
Aquisições de empresas (2.740) (8.706)
SaIdos no ñm do exercício (78.071) (44.255)
7. Contas a receber com outras atividades
O saldo deste grupo refere-se a valores a receber de clientes por serviços não relacionados aos planos de saúde,
basicamente atendimento hospitalar a não conveniados dos planos de saúde comercializados por controladas da
Companhia, cuja composição é demonstrada abaixo.
Composição por tipo de cliente Consolidado
31/12/2011 31/12/2010
Pessoa jurídica 121.113 81.315
Pessoa física 11.516 6.517
Total 132.629 87.832
Provisão para perdas sobre créditos (32.786) (23.258)
Total líquido 99.843 64.574
Composição por idade de vencimento Consolidado
31/12/2011 31/12/2010
A vencer 52.006 31.453
Vencidos
Até 30 dias 26.946 8.586
De 31 a 60 dias 10.841 5.811
De 61 a 90 dias 3.533 4.318
De 91 a 120 dias 2.067 9.482
De 121 a 150 dias 1.968 2.052
De 151 a 180 dias 2.482 2.872
Há mais de 180 dias 32.786 23.258
Subtotal 80.623 56.379
Total 132.629 87.832
A-8 Quarta-feira, 28 de março de 2012 Jornal do Commercio
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Movimentação da provisão para perdas Consolidado
31/12/2011 31/12/2010
Saldos no início do exercício (23.258) (8.555)
Constituições (41.479) (17.375)
Reversões 16.781 4.479
Baixas 18.115 3.962
Aquisições de empresas (2.945) (5.769)
SaIdos no ñm do exercício (32.786) (23.258)
8. Estoques
Consolidado
31/12/2011 31/12/2010
Material médico-hospitalar 11.199 9.304
Medicamentos 10.042 5.966
Material gráfco 3.730 3.404
Ìmóveis em construção (i) - 24.004
Outros 7.412 3.501
Total 32.383 46.179
(i) Custo incorrido na construção de imóveis destinados à venda. Em 13 de dezembro de 2011, com a certidão de
habite-se do empreendimento expedida, reconhecemos o fm do risco de transferência do ativo. Foi reconhecido
como custo no ano o valor de R$ 33.454 e transferido para imobilizado o valor de R$9.450.
9. Dividendos e juros sobre capital próprio a receber
Em dezembro de 2011, a controlada Amil Assistência provisionou dividendos no valor de R$1.216 referente à
destinação do lucro líquido de 2011 e a controlada Amico Saúde aprovou a distribuição de juros sobre capital próprio,
no valor bruto de R$5.106 (R$4.339 líquido de ÌRRF), calculados sobre o balanço patrimonial de 30 de novembro de
2011. Em fevereiro de 2012, os juros sobre o capital próprio foram integralmente recebidos.
10. Impostos e contribuições a compensar
Controladora Consolidado
31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010
ÌRPJ e CSLL 21.504 14.637 95.550 54.234
PÌS e COFÌNS - - 9.087 6.180
Outros - - 15.465 8.514
Total 21.504 14.637 120.102 68.928
Circulante 21.504 14.637 119.128 67.954
Não circulante - - 974 974
Total 21.504 14.637 120.102 68.928
11. Outros créditos
Consolidado
31/12/2011 31/12/2010
Adiantamentos a fornecedores (i) 16.386 38.296
Créditos com funcionários 11.025 10.955
Permuta 7.978 6.773
Precatórios (ii) 6.936 9.624
Despesas antecipadas 6.811 5.457
Créditos na venda de imóveis 1.859 9.265
Outros 9.199 10.826
Total 60.194 91.196
Circulante 54.721 80.579
Não circulante 5.473 10.617
Total 60.194 91.196
(i) As operadoras controladas efetuam adiantamentos para a rede credenciada de hospitais e laboratórios para a
cobertura dos custos provenientes da assistência médica aos seus conveniados. Estes adiantamentos são liquidados
nos meses subsequentes, mediante apresentação de documentação suporte dos custos incorridos.
(ii) A controlada Esho efetuou depósitos caução para garantia na aquisição de precatórios judiciais de terceiros. Caso
a Receita Estadual não homologue estes créditos na quitação de débitos de ÌCMS desta controlada, os recursos
caucionados retornarão para o caixa da mesma.
12. Depósitos judiciais
Controladora Consolidado
31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010
Tributários
PIS 309 309 11.010 10.064
COFÌNS - - 4.730 3.647
ISS - - 747 747
SAT (i) - - - 15.687
Outros 157 167 5.750 5.109
Subtotal 466 476 22.237 35.254
Trabalhistas (ii) 2.708 2.430 28.857 17.777
Cíveis 10 10 20.071 14.952
Total 3.184 2.916 71.165 67.983
(i) Questionamento quanto à alíquota do grau de risco aplicada sobre quadro administrativo. Amico Saúde depositou
em juízo o complemento do montante estabelecido pelo ÌNSS. Em novembro de 2011, por determinação judicial,
estes depósitos foram convertidos em pagamento defnitivo a favor do ÌNSS e o processo arquivado. A expectativa
de perda deste processo era considerada como provável e, consequentemente, estes valores encontravam-se
integralmente provisionados (vide nota explicativa nº22).
(ii) Questionamentos em diversos pedidos de reclamação relativos a diferenças salariais, horas extras, adicional
de periculosidade e responsabilidade subsidiária, entre outros. Aqueles depósitos judiciais vinculados a litígios
cuja probabilidade de perda seja considerada provável estão devidamente provisionados, conforme apresentado
na nota explicativa nº 24.
13. Imposto de renda e contribuição social
13.1. Imposto de renda e contribuição social reconhecidos no resultado
O imposto de renda e contribuição social reconhecidos no resultado do exercício estão demonstrados como segue:
Controladora Consolidado
31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010
Imposto de renda e contribuição social corrente:
Despesa de imposto de renda e contribuição
social correntes - - (37.432) (34.679)
Imposto de renda e contribuição sociaI diferidos:
Relativo à constituição e reversão de diferenças temporárias - - (53.983) (76.959)
Prejuízo fscal e base negativa 17.467 21.290 (14.649) 27.480
Despesas de imposto de renda e contribuição social
apresentadas na demonstração do resultado 17.467 21.290 (106.064) (84.158)
A reconciliação do imposto de renda e da contribuição social apurada conforme alíquota nominal e efetiva está
apresenta a seguir:
Consolidado
31/12/2011 31/12/2010
Lucro contábil antes do imposto de renda e contribuição social 284.827 215.785
Alíquota fscal nominal 34% 34%
Imposto de renda e contribuição social pela alíquota nominal (96.841) (73.367)
Ajustes para apuração da aIíquota efetiva
Diferenças permanentes
Regime tributário de transição - RTT 12.086 1.547
Baixa de créditos fscais diferidos (i) (29.643) (26.807)
Outras diferenças permanentes (19.491) (20.588)
Outros (ii) 27.825 35.057
Imposto de renda e contribuição social no resultado (106.064) (84.158)
AIíquota ñscaI efetiva 37,24% 39,00%
(i) Reversão de ÌR/CS diferidos pela expectativa de não realização futura e constituição de ÌR/CS diferidos incidentes
sobre amortização de ágio.
(ii) Basicamente amortização de ágio, que para fns contábeis, encontra-se totalmente provisionado.
13.2. Imposto de renda e contribuição social reconhecidos diretamente no patrimônio líquido
Em 31 de dezembro de 2010 foi reconhecido diretamente no patrimônio líquido o valor de R$5.741 referente a
imposto de renda e contribuição social diferidos sobre o valor justo das propriedades para investimento.
13.3. Imposto de renda e contribuição sociaI diferidos
São registrados para refetir os efeitos fscais futuros atribuíveis às diferenças temporárias entre a base fscal de
ativos, passivos, e o respectivo valor contábil.
Controladora Consolidado
31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010
Prejuízo fscal e base negativa de CSLL 42.365 24.897 106.071 120.720
Provisão para contingências - - 44.733 48.387
Provisão para perdas sobre créditos - - 33.755 17.731
Provisão para eventos a liquidar - - - 22.488
Outras provisões - - 44.158 24.160
Créditos tributários diferidos 42.365 24.897 228.717 233.486
Avaliação a valor justo de propriedades para investimento - - (8.792) (5.741)
Alocação de ágios - PPA - - (16.679) (18.309)
Amortização fscal de ágio dedutível de empresas
incorporadas (i) - - (121.345) (63.082)
Outos passivos fscais diferidos - - (25.609) (18.551)
Débitos tributários diferidos - - (172.425) (105.683)
Ativo (passivo) ñscaI diferido Iíquido (ii) 42.365 24.897 56.292 127.803
Reñetido no baIanço patrimoniaI da seguinte maneira:
Ativo fscal diferido 42.365 24.897 92.857 156.940
Passivo fscal diferido - - (22.212) (29.137)
Ativo ñscaI diferido Iíquido 42.365 24.897 70.645 127.803
(i) Ágios gerados na aquisição de investimentos que deixaram de ser amortizados contabilmente a partir de 01 de
janeiro de 2009. No entanto, os mesmos continuaram sendo amortizados para fns fscais, com base no RTT - Regime
Tributário de Transição (Lei 11.941/09).
(ii) O imposto de renda e a contribuição social diferidos ativos e passivos líquidos estão apresentados de acordo com
a posição líquida de cada empresa integrante do consolidado.
A Administração elabora estudo técnico, ao fnal de cada exercício social, de realização futura do ativo fscal
diferido. Anualmente esse estudo sofre atualizações, considerando a capacidade provável de geração de lucros
tributáveis no contexto das principais variáveis de seus negócios. De acordo com estas projeções, estima-se
que o ativo referente ao imposto de renda e à contribuição social diferidos será realizado nos seguintes prazos:
Controladora Consolidado
2012 - 65.712
2013 - 53.040
2014 - 24.665
2015 - 21.340
2016 133 8.370
2017 4.383 10.059
2018 6.387 10.046
2019 8.423 9.764
2020 10.494 11.835
2021 12.545 13.886
Total 42.365 228.717
As projeções dos lucros tributáveis de exercícios futuros foram calculadas com base no histórico de crescimento do
setor, estimativas de mercado para crescimento do PÌB e índice de infação e perspectivas da Administração para
custos e despesas administrativas ao longo dos próximos anos. A Administração da Companhia considera que as
premissas utilizadas e, consequentemente, a expectativa de realização dos tributos diferidos, espelham objetivos a
serem atingidos. Mudanças nos cenários político, fscal, econômico e regulatório podem alterar o quadro apresentado
14. Combinação de negócios
Aquisições em 2010
Ź Esho: Em fevereiro de 2010, em linha com regras estabelecidas pelo contrato de gestão e compra de hospitais,
frmado em outubro de 2007 com partes relacionadas, a controlada Amil Assistência adquiriu participação de 99,99%
e Amico 0,01% do capital social da Esho pelo valor de R$60.082. O pagamento foi acordado em 48 parcelas mensais
iguais e sucessivas, corrigidas pelo CDÌ tendo sido paga a 1ª parcela em fevereiro de 2010. O ágio pago de R$1.190
compreende o valor dos benefícios econômicos futuros oriundos das sinergias decorrentes da aquisição.
Ź ASL: Em agosto de 2010, como parte da estratégia de crescimento e expansão na região nordeste do país,
a controlada Amil Assistência celebrou contrato para aquisição de 99,99% do capital social da operadora
ASL pelo valor de R$8.663, apurando um ágio de R$14.336 dos quais R$ 2.926 foram alocados à rubrica
de marcas e R$301 em carteira de clientes. O pagamento foi acordado da seguinte forma:
· Sinal: R$4.298 pago em julho de 2010;
· R$ 2.865 será pago em 02 parcelas iguais e sucessivas, atualizadas pelo ÌPCA; e
· R$ 1.500 como parcela adicional.
Ź Hospital Pró-Cardíaco: Em maio de 2010, a controlada indireta Esho celebrou contrato para aquisição de 92,47%
do capital do Hospital Pró-Cardíaco pelo valor de R$101.694, apurando um ágio de R$87.460 dos quais R$9.142
foram alocados à rubrica de edifcações e R$27.202 em marcas. O pagamento foi acordado da seguinte forma:
· Sinal: R$17.883 pago em abril de 2010;
· R$37.413 em maio de 2010, na assinatura do contrato;
· R$23.199 em 12 meses após a assinatura do contrato corrigido pelo CDÌ; e
· R$23.199 em 24 meses após a assinatura do contrato, corrigido pelo CDÌ.
O valor da participação de não controladores nas empresas adquiridas em 2010 no valor de R$1.159 foi
representado pelo valor proporcional de participação nos ativos líquidos na data de combinação de negócios e
demonstrado como componente do patrimônio.
Os valores justos dos ativos e passivos identifcáveis e dos ágios reconhecidos das empresas adquiridas, nas
respectivas datas de aquisição, estão apresentados a seguir:
Valor justo reconhecido na aquisição
Esho ASL
Hospital
Pró-Cardíaco
Ativo circulante 15.891 17.327 28.419
Ativo não circulante 8.913 1.241 10.134
Ativo investimento 12.590 - 1.718
Ativo imobilizado 78.456 232 48.036
Edifícios 2.311 - 21.675
Valor contábil anterior 2.311 - 12.533
Valor alocado - - 9.142
Outros 76.145 232 26.361
Ativo intangível 482 3.227 27.752
Marcas - valor alocado - 2.926 27.202
Carteira de clientes - valor alocado - 301 -
Outros 482 - 550
Total Ativo 116.332 22.027 116.059
Passivo circulante 22.812 18.151 48.792
Passivo não circulante 34.628 6.322 15.530
Total Passivo 57.440 24.473 64.322
Patrimônio Líquido 58.892 (2.446) 51.737
Participação de não controladores - - (1.159)
Ágio na aquisição 1.190 11.109 51.116
Valor total de aquisição 60.082 8.663 101.694
Aquisições em 2011
A Companhia, com o apoio de empresa especializada, está trabalhando na alocação do preço de compra das
aquisições realizadas em 2011, conforme normas contábeis estabelecidas pelo CPC 15 ÷ Combinação de Negócios.
Com base em levantamentos preliminares a Companhia optou por classifcar provisoriamente a diferença entre
o preço pago e o valor contábil destas aquisições nas rubricas edifícios, marcas, carteira de clientes e ágio por
expectativa de rentabilidade futura.
Ź Excelsior: Em fevereiro de 2011, a controlada Amil Assistência celebrou contrato para aquisição de 100% do
capital social da operadora Excelsior pelo valor de R$50.130. A transferência de controle acionário foi aprovada
pela ANS somente em setembro de 2011. Do ágio total apurado na transação, no montante de R$52.976, a
Companhia classifcou provisoriamente R$17.661 na rubrica de edifcações, R$9.497 em marcas e R$8.991 em
carteira de clientes. O pagamento foi acordado da seguinte forma:
· Sinal: R$1.980 pago em setembro de 2010;
· R$ 14.445 pago em fevereiro de 2011; e
· Saldo de R$33.705 que será pago em 08 parcelas trimestrais, atualizada pelo CDÌ.
Ź HospitaI Samaritano: Em fevereiro de 2011, a controlada indireta Esho celebrou contrato para aquisição de
83,94% do capital social do Hospital Samaritano pelo valor de R$160.772, apurando um ágio de R$125.693, dos
quais R$30.982 foram alocados provisoriamente à rubrica de edifcações e R$29.096 em marcas. O pagamento
foi estruturado da seguinte forma:
· Sinal: R$ 15.965 pago em fevereiro de 2011;
· Parcela 1: R$ 26.061 pago em março de 2011;
· Parcela 2: R$38.360 atualizado pelo CDÌ pago em julho de 2011; e
· Parcelas 3 a 6: R$80.386 a ser pago em quatro parcelas semestrais iguais, atualizadas pelo CDÌ, pagáveis
a partir de janeiro de 2012.
Em outubro de 2011, a controlada indireta Esho incorporou o Hospital Samaritano. Decorrente desta incorporação,
a Esho procedeu com a substituição das ações dos acionistas minoritários do Hospital Samaritano por ações de
sua própria emissão.
O valor da participação de não controladores nas empresas adquiridas em 2011 no valor de R$6.707 foi
representado pelo valor proporcional de participação nos ativos líquidos na data de combinação de negócios e
demonstrado como componente do patrimônio.
Ź Hospital Pasteur: Em abril de 2011, a controlada indireta Esho celebrou contrato para aquisição de 99,99% do
capital social do Hospital Pasteur pelo valor de R$ 90.000, apurando um ágio de R$ 90.726 dos quais R$36.617
foram alocados provisoriamente à rubrica de edifcações e R$9.865 em marcas. O pagamento foi estruturado
da seguinte forma:
· Sinal: R$3.815 pago em abril de 2011;
· R$85.000, pago em 34 parcelas mensais, corrigidas pelo ÌPCA, a partir de maio de 2011; e
· R$1.185 a ser pago em março de 2014, corrigido pelo ÌPCA.
Ź Lincx: Em julho de 2011, a Companhia, através de sua controlada Amil Assistência, assinou contrato de compra
e venda de quotas com os controladores da sociedade Lincx Sistemas de Saúde Ltda. (¨Lincx¨) para aquisição
de 99,99% do capital social pelo valor de R$ 170.000, apurando um ágio de R$ 176.183. A transferência de
controle acionário foi aprovada no próprio mês de julho de 2011 pela ANS. O pagamento desta operação está
estruturado da seguinte forma:
· Sinal: 35% do preço de aquisição, equivalente a R$59.500, pago em julho de 2011;
· Parcela 1: R$25.500, atualizada pelo CDÌ, pago em outubro de 2011;
· Parcela 2: R$59.500, atualizada pelo CDÌ, a ser paga em janeiro de 2012; e
· Parcela 3: R$25.500, atualizada pelo CDÌ, a ser paga em julho de 2012.
Os valores justos dos ativos e passivos identifcáveis e dos ágios reconhecidos das empresas adquiridas, nas
respectivas datas de aquisição, estão apresentados a seguir:
Valor justo reconhecido na aquisição
Excelsior
Hospital
Samaritano
Hospital
Pasteur Lincx
Ativo circulante 30.966 41.609 6.605 35.330
Ativo não circulante 606 1.024 1.324 -
Ativo investimento - 35 - -
Ativo imobilizado 31.403 68.804 51.926 1.133
Edifícios 21.521 49.539 46.042 30
Valor contábil anterior 3.860 18.557 9.425 30
Valor alocado 17.661 30.982 36.617 -
Outros 9.882 19.265 5.884 1.103
Ativo intangível 20.915 29.266 9.929 -
Marcas - valor alocado 9.497 29.096 9.865 -
Carteira de clientes - valor alocado 8.991 - - -
Outros 2.427 170 64 -
Total Ativo 83.890 140.738 69.784 36.463
Passivo circulante 42.267 26.395 17.716 28.550
Passivo não circulante 8.320 12.479 6.312 14.096
Total Passivo 50.587 38.874 24.028 42.646
Patrimônio Líquido 33.303 101.864 45.756 (6.183)
Participação de não controladores - (6.707) - -
Ágio na aquisição 16.827 65.615 44.244 176.183
Valor total de aquisição 50.130 160.772 90.000 170.000
15. Investimentos
Controladora Consolidado
31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010
Amil Assistência 2.469.599 1.978.276 - -
Amico Saúde 390.146 389.356 - -
Adiantamento para futura aquisição de investimento - - - 1.992
Propriedades para investimento (i) - - 38.365 36.250
Outros investimentos - - 70 71
Total 2.859.745 2.367.632 38.435 38.313
(i) As propriedades para investimento, representadas por imóveis mantidos para ganhos com aluguel e/ou
valorização do capital, são registradas pelo método de valor justo, com base em avaliações realizadas por empresa
especializada e independente.
As principais informações das controladas diretas, mantidas em 31 de dezembro de 2011 e 2010, estão resumidas a seguir:
AmiI Assistência Amico Saúde
31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010
Ativos circulantes 1.380.278 1.106.658 286.233 303.296
Ativos não circulantes 2.613.400 2.199.605 386.117 388.593
Passivos circulantes 1.332.384 1.083.994 237.212 205.688
Passivos não circulantes 191.695 243.993 44.992 96.845
Patrimônio líquido 2.469.599 1.978.276 390.146 389.356
Receita líquida 6.809.387 4.156.314 1.548.889 1.291.867
Lucro líquido 233.812 105.478 88.339 88.288
Quantidade de ações/cotas 1.745.675 1.519.994 346.604 345.771
Participação 100,00% 100,00% 99,99% 99,99%
Resultado de equivalência patrimonial 233.812 105.478 88.339 88.288
A movimentação dos saldos de investimentos da controladora para os exercícios fndos em 31 de dezembro de 2011
e 2010 estão demonstrados a seguir:
Amil
Assistência
Amico
Saúde Total
Saldos em 31/12/2009 1.162.799 293.523 1.456.322
Aumento de capital 724.775 9.328 734.103
Outros resultados abrangentes 10.437 120 10.557
Efeitos da adoção inicial (ÌFRS) (1.053) (1.903) (2.956)
Equivalência patrimonial 105.478 88.288 193.766
Ágio na subscrição de ações 891 - 891
Dividendos e JCP (25.051) - (25.051)
Saldos em 31/12/2010 1.978.276 389.356 2.367.632
Aumento de capital 403.420 834 404.254
Outros resultados abrangentes (5.794) 953 (4.841)
Equivalência patrimonial 233.812 88.339 322.151
Dividendos e JCP (i) (140.115) (89.336) (229.451)
Saldos em 31/12/2011 2.469.599 390.146 2.859.745
(i) Dividendos no montante de R$142.946 (Amico Saúde - R$66.730; Amil Assistência - R$76.216) e juros sobre
capital próprio de R$86.505 (Amico Saúde - R$22.606; Amil Assistência - R$63.899).
A movimentação dos saldos de investimentos consolidado para os exercícios fndos em 31 de dezembro de 2011 e 2010
estão demonstrados a seguir:
Quarta-feira, 28 de março de 2012 A-9 Jornal do Commercio
www.amilpar.com.br
Consolidado
31/12/2011 31/12/2010
Saldos no início do exercício 38.313 20.088
Adição - 2.063
Baixas (i) (3.839) -
Ajuste a valor justo 3.961 16.162
SaIdos no ñnaI do exercício 38.435 38.313
(i) Venda de imóvel e baixa de adiantamento para futura aquisição de investimento.
16. Imobilizado
Consolidado
31/12/2011 31/12/2010
Taxa média anuaI
de depreciação % Custo
Depreciação
acumulada Líquido Líquido
Titularidade própria
Terrenos - 149.818 - 149.818 134.512
Edifícios 4 568.205 (86.165) 482.040 336.773
Instalações 10 90.930 (26.271) 64.659 40.295
Benfeitorias em propriedades de terceiros 4 331.760 (78.042) 253.718 204.703
Equipamentos de informática 20 87.315 (67.153) 20.162 22.062
Equipamentos hospitalares 10 286.078 (181.233) 104.845 116.098
Máquinas 10 27.290 (6.958) 20.332 19.658
Móveis e utensílios 10 109.231 (52.892) 56.339 48.173
Aeronaves 4 50.910 (7.087) 43.823 26.356
Veículos 20 16.139 (11.133) 5.006 3.120
Imobilizado em andamento (i) - 197.291 - 197.291 174.638
Subtotal 1.914.967 (516.934) 1.398.033 1.126.388
Arrendamento mercantil
Veículos 20 11.209 (4.608) 6.601 4.612
Equipamentos de informática 20 25.119 (8.699) 16.420 13.465
Equipamentos hospitalares 10 44.327 (8.367) 35.960 7.064
Móveis e utensílios 10 3.896 (604) 3.292 163
Subtotal 84.551 (22.278) 62.273 25.304
Total 1.999.518 (539.212) 1.460.306 1.151.692
(i) Principalmente, gastos efetuados pelas controladas Amico Saúde e Cemed Care com construção de imóveis da rede
própria, no montante de R$27.588 (R$60.485, em 31 de dezembro de 2010), e Bosque, no montante de R$114.833
(R$73.481, em 31 de dezembro de 2010), na construção do Hospital das Américas no Rio de Janeiro.
Movimentação do imobilizado Consolidado
Terrenos, edifí-
cios, instalações
e benfeitorias
Equipamentos,
máquinas, móveis
e utensílios
Imobilizado
em anda-
mento Outros Total
Saldos em 31/12/2009 457.236 177.809 239.720 33.822 908.587
Adições 69.595 42.599 85.626 4.930 202.750
Baixas (1.402) (88) (298) (43) (1.831)
Depreciação (33.978) (47.642) - (6.849) (88.469)
Transferência 179.842 5.807 (176.533) 26 9.142
Aquisição de empresas 44.990 48.198 26.123 2.202 121.513
Saldos em 31/12/2010 716.283 226.683 174.638 34.088 1.151.692
Adições 60.416 63.382 89.295 32.220 245.313
Baixas (48) (56) (14) (368) (486)
Depreciação (47.513) (44.722) - (6.210) (98.445)
Transferência 167.808 2.078 (77.693) (5.602) 86.591
Aquisição de empresas 53.289 9.985 11.065 1.302 75.641
Saldos em 31/12/2011 950.235 257.350 197.291 55.430 1.460.306
Revisão da vida útiI-econômica de bens
A Companhia e suas controladas efetuam anualmente análise do prazo de vida útil-econômica remanescente dos bens
do ativo imobilizado. Em 2010, como consequência desta revisão, a taxa média ponderada anual de depreciação de
aeronaves foi alterada de 10% para 4%, com efeitos registrados a partir de 01/01/2010.
17. Intangível
Consolidado
31/12/2011 31/12/2010
Taxa média anuaI
de amortização % Custo
Amortização
acumulada Líquido Líquido
Vida útiI deñnda
Software (i) 20 128.235 (69.794) 58.441 60.258
Carteira de clientes (ii) 26 62.382 (22.351) 40.031 40.039
Ponto comercial 3 6.055 (554) 5.501 5.730
Marcas 26 9.497 (1.739) 7.758 -
Acordo de não competição 20 3.506 (1.461) 2.045 2.746
Software - arrendamento mercantil 20 1.677 (88) 1.589 316
Subtotal 211.352 (95.987) 115.365 109.089
Vida útiI indeñnida
Ágio em controladas indiretas (iii)
Excelsior 16.827 - 16.827 -
Bosque 22.777 (2.833) 19.944 19.944
ASL 11.109 - 11.109 11.109
Esho 1.190 - 1.190 1.190
51.903 (2.833) 49.070 32.243
Ágio em controladas incorporadas (iii)
Amesp Sistema 253.000 (84.333) 168.667 168.667
Medial Saúde 182.363 - 182.363 183.123
Lincx 176.183 - 176.183 -
Blue Life 160.515 (21.318) 139.197 139.197
Hospital Samaritano 65.615 - 65.615 -
Hospital Pasteur 44.244 - 44.244 -
Hospital Pró-Cardíaco 51.116 - 51.116 51.116
Grupo Life 72.796 (6.466) 66.330 66.330
Clinihauer 46.686 (35.747) 10.939 10.939
Grupo Saúde 33.418 (1.671) 31.747 31.747
Santa Lúcia 23.360 - 23.360 23.360
Med Card Saúde 20.713 (2.751) 17.962 17.962
Semic 19.660 (3.768) 15.892 15.892
HCB 17.144 - 17.144 17.144
SAE - Serviços de Análise 11.800 (224) 11.576 11.576
Ampla 9.219 (839) 8.380 8.380
UN Diagnósticos 6.946 (1.023) 5.923 5.923
E-Nova Odontologia 2.086 (730) 1.356 1.356
Hospital Ìpiranga 363 (26) 337 337
1.197.227 (158.896) 1.038.331 753.049
Marcas
Subtotal
Total
584.851 (2.945) 581.906 545.891
1.833.981 (164.674) 1.669.307 1.331.183
2.045.333 (260.661) 1.784.672 1.440.272
(i) Basicamente aquisição de licenças e customização de sistemas corporativos.
(ii) Em 2011, com base no histórico de perda de benefciários, a Companhia revisou a estimativa do prazo de vida útil-
econômica remanescente das suas carteiras de benefciários de plano de saúde. Como consequência desta revisão,
a taxa média ponderada anual de amortização destes ativos intangíveis foi alterada para 26% e uma despesa, no
montante de R$8.999, foi registrada no resultado de 2011.
(iii) Os ágios gerados na aquisição de investimentos estão fundamentados em expectativa de rentabilidade futura, suportados
por laudo de peritos independentes e, até 31 de dezembro de 2008, vinham sendo amortizados pelo prazo de 10 anos.
Teste de impairment
A Companhia efetuou, no quarto trimestre de 2011, teste de perda por redução no valor recuperável para todos
os ativos intangíveis com vida útil indefnida registrados em 31 de dezembro de 2011, conforme descrito na nota
explicativa nº 2.12. O valor recuperável destes ativos foi determinado com base no valor em uso a partir dos fuxos de
caixa descontados das unidades geradoras de caixa. Estes fuxos foram calculados conforme histórico de crescimento
do setor, estimativas de mercado para crescimento do PÌB e índice de infação, perspectivas da Administração para
custos e despesas administrativas para os próximos anos e taxa de desconto com base no custo médio ponderado de
capital da Companhia. Como resultado deste trabalho, a Companhia baixou integralmente o valor atribuído à marca
Total Laboratórios (R$2.945), que deixou de ser utilizada neste período. Em 2010, a Companhia reconheceu uma
baixa no montante de R$5.632 sobre o ágio na aquisição da Clinihauer.
Movimentação do intangível Consolidado
31/12/2011 31/12/2010
Saldos no início do exercício 1.440.272 1.249.065
Adições
Ágio 388.129 178.176
Carteira 8.991 301
Marcas 48.458 30.128
Software 14.085 13.678
Aquisições de empresas 4.023 1.070
Outros itens - 755
463.686 224.108
Baixas por impairment
Ágio - (5.632)
Marcas (2.945) -
(2.945) (5.632)
(-) Transferências (i) (86.659) (9.142)
(-) Amortização (29.682) (18.127)
SaIdos no ñm do exercício 1.784.672 1.440.272
(i) Basicamente alocação de ágio em edifícios.
18. Provisões técnicas
Consolidado
31/12/2011 31/12/2010
Provisão de eventos a liquidar (i) 419.832 309.237
Provisão para eventos ocorridos e não avisados (ii) 529.855 447.436
Provisão de remissão (iii) 3.315 3.060
Total 953.002 759.733
Curto prazo 951.481 758.495
Longo prazo 1.521 1.238
Total 953.002 759.733
(i) Provisão para garantia de eventos já ocorridos, registrados contabilmente e ainda não pagos. RN ANS nº 209/09
determinou a constituição desta provisão a partir de 01/01/2010, cujo registro contábil é realizado pelo valor integral
informado pelo prestador ou benefciário no momento da apresentação da cobrança às operadoras.
(ii) Provisão para fazer frente ao pagamento dos eventos que já tenham ocorrido e que não tenham sido avisados.
(iii) Provisão para garantia das obrigações decorrentes das cláusulas contratuais de remissão das contraprestações
pecuniárias referentes à cobertura de assistência à saúde, frmadas com os benefciários das operadoras controladas
e calculadas por atuários independentes.
Adicionalmente as operadoras de plano de saúde do grupo estão sujeitas às seguintes exigências estabelecidas pela
RN ANS nº 159/07:
Ź Patrimônio mínimo ajustado: Capital base de R$5.596, multiplicado pelo fator K, o qual depende da região de
comercialização e do segmento da operadora;
Ź Margem de solvência: Manter patrimônio líquido superior a 20% das contraprestações líquidas dos últimos doze
meses, ou 33% da média anual dos eventos indenizáveis líquidos dos últimos 36 meses, dos dois o maior. O prazo
máximo permitido para adequação é de 10 anos, onde as operadoras deverão observar a proporção cumulativa
mínima de 1/120 avos por mês, a partir de janeiro de 2008;
Ź Ativos garantidores: As provisões técnicas e contingências relacionadas ao ressarcimento ao SUS exigem a
constituição de garantias fnanceiras a serem mantidas de acordo com as regras estabelecidas pela RN ANS nº
159/07. Em 31 de dezembro de 2011, as garantias fnanceiras eram constituídas exclusivamente por aplicações
fnanceiras (vide nota explicativa nº 5).
Teste de adequação de passivos
A Companhia contratou empresa especializada e independente para efetuar estudo atuarial sobre a adequação de seus
passivos relacionados aos planos de saúde vigentes em 31 de dezembro de 2011. Este teste é realizado anualmente
e tem por objetivo verifcar se as provisões técnicas registradas são sufcientes para cumprir com as obrigações
decorrentes destes contratos. Com base nos fuxos de caixa descontados para entradas e saídas de caixa estimadas
para as carteiras de clientes individuais e coletivos, não foi identifcada necessidade de complemento aos passivos já
constituídos. Estes fuxos foram calculados a partir de premissas atuariais para sinistralidade, estimativas para despesas
de comercialização e administrativas, de reajuste das contraprestações e custos médicos, e trazidos a valor presente.
Movimentação das provisões técnicas Consolidado
Eventos a liquidar Remissão Peona Total
Saldos em 31/12/2009 260.759 3.533 409.575 673.867
Constituições 5.336.590 705 75.884 5.413.179
Reversões (362.577) (1.178) (43.354) (407.109)
Baixas (4.939.585) - - (4.939.585)
Aquisição de empresas 14.050 - 5.331 19.381
Saldos em 31/12/2010 309.237 3.060 447.436 759.733
Constituições 5.327.901 1.156 81.491 5.410.548
Reversões (224.410) (910) (31.304) (256.624)
Baixas (5.022.969) - - (5.022.969)
Aquisição de empresas 30.073 8 32.233 62.314
Saldos em 31/12/2011 419.832 3.314 529.856 953.002
19. Empréstimos e hnanciamentos
Consolidado
31/12/2011 31/12/2010
Descrição Início
Venci-
mento Encargos Garantias
Circu-
lante
Não
circulante
Circu-
lante
Não
circulante
Financiamentos:
Banco Safra,
Finame set/05 fev/12 TJLP + 5,80% a.a. Equipamentos 8 - 95 7
Banespa mar/06 mar/11 TJLP + 4,00% a.a. Equipamentos - - 95 -
BNDES (i) mai/06 jun/11 TJLP + 5,80% a.a.
Equipamentos e
recebíveis - - 1.250 -
BNDES (ii) jul/06 jun/14 TJLP + 2,80% a.a. Recebíveis 6.202 9.217 6.226 15.362
Banco Ìtaú BBA (iii) jul/07 jul/12 USD + 6,75% a.a. Recebíveis 3.634 - 6.136 3.575
Banco Ìtaú jul/07 jan/13 9,00% a.a. Reserva de domínio 607 58 510 437
BNDES (i) mar/08 mar/12 TJLP + 6,30% a.a. Equipamentos 33 - 141 24
HSBC mai/08 abr/11 CDÌ + 0,722% a.a. Nota promissória - - 1.538 -
HSBC set/08 set/11 CDÌ + 3,00% a.a. Nota promissória - - 587 -
Banco Ìtaú jun/09 mai/14 CDÌ + 4,00% a.a. Aval 111 157 120 290
General Electric ago/09 ago/13 USD + Libor + 5,25% a.a. Nota Promissória 911 743 1.081 1.236
BNDES (i) dez/09 jul/17 TJLP + 9,15% a.a. Aval 4.004 18.031 3.502 20.827
General Electric jan/10 jan/13 Libor + 5,25% a.a. Equipamentos 176 6 158 158
General Electric mar/10 mar/13 USD + Libor + 7,00% a.a. Equipamentos 341 62 269 339
Banco Ìtaú BBA jun/10 nov/12 CDÌ + 3,4% a.a. Aval 1.149 - - -
HSBC jun/10 jul/14 CDÌ + 1,22% a.a. Reserva de domínio 5.104 4.951 3.176 9.025
General Electric jan/11 dez/15 USD + Libor + 5,26% a.a. Nota Promissória 485 1.897 - -
Banco Ìtaú BBA,
Finame (iv) jun/11 jan/21 TJLP + 5,50% a.a. Aeronave 103 801 - -
Banco Ìtaú BBA,
Finame (iv) jun/11 jan/21 5,50% a.a. Aeronave 1.615 12.792 - -
Outros - - - - 1.279 906 2.748 1.399
Subtotal 25.762 49.621 27.632 52.679
31/12/2011 31/12/2010
Descrição Início
Venci-
mento Encargos Garantias
Circu-
lante
Não
circulante
Circu-
lante
Não
circulante
Arrendamentos:
Em moeda
estrangeira (v) - - USD + 5,20% a.a. Equipamentos - - 928 -
Em moeda
nacional (v) - - 6,76 a 22,80% a.a.
Equipamentos
e veículos 21.115 22.849 10.034 6.439
Subtotal 21.115 22.849 10.962 6.439
Total 46.877 72.470 38.594 59.118
(i) Financiamentos obtidos junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (¨BNDES¨) para a
construção e ampliação da rede própria, bem como compras de equipamento hospitalar;
(ii) Financiamento para construção do Hospital Vitória em São Paulo;
(iii) Em 31 de dezembro de 2011, o saldo de empréstimos era de R$3.641 (R$8.778, em 31 de dezembro de 2010) e
o diferencial a receber de swap de R$7 (vide nota explicativa nº 33);
(iv) Financiamentos obtidos junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (¨BNDES¨) para a
aquisição de aeronave, pela controlada indireta Aeromil.
(v) Compromissos decorrentes de contratos de arrendamento mercantil de bens para equipamentos de informática,
hospitalares e veículos, com prazos que variam de 24 a 36 meses, devendo os bens serem adquiridos ao fnal dos
contratos por um valor residual simbólico. O saldo dos arrendamentos mercantis está abaixo demonstrado:
Composição de arrendamentos por natureza Consolidado
31/12/2011 31/12/2010
Equipamentos hospitalares 24.265 5.198
Equipamentos de informática 9.776 9.420
Veículos 5.157 2.660
Móveis e utensílios 3.146 123
Direito de uso de Software 1.620 -
43.964 17.401
Em 31 de dezembro de 2011, os montantes referentes a empréstimos e fnanciamentos têm a seguinte composição
por ano de vencimento:
Consolidado
2012 46.877
2013 34.662
2014 17.147
2015 5.928
2016 5.638
2017 a 2021 9.095
Total 119.347
20. Debêntures
Controladora e Consolidado
Descrição Valor emitido Início Vencimento Encargos ñnanceiros 31/12/2011 31/12/2010
2ª emissão (i) 150.000 Mar/10 Mar/12 109,5% CDÌ 155.299 154.569
Custo de emissão (83) (55)
Subtotal 155.216 154.514
3ª emissão
1ª série 300.000 Out/10 Out/13 CDÌ + 1,3% 307.462 307.421
2ª série 300.000 Out/10 Out/14 CDÌ + 1,45% 307.557 307.518
3ª série 151.000 Out/10 Out/15 CDÌ + 1,6% 154.851 154.833
4ª série 149.000 Out/10 Out/15 ÌPCA+7,61% 164.311 154.381
Custo de emissão (4.229) (6.072)
Subtotal 929.952 918.081
4ª emissão 300.000 Dez/11 Dez/14 110,0% CDÌ 301.491 -
Custo de emissão (990) -
Subtotal 300.501 -
Total 1.385.669 1.072.595
Curto prazo 190.888 178.667
Longo prazo 1.194.781 893.928
Total 1.385.669 1.072.595
(i) Em março de 2011 a Companhia renegociou o vencimento do valor principal desta emissão para março de 2012.
Os custos relativos a esta renegociação serão amortizados pelo prazo remanescente do contrato.
Abaixo características gerais das debêntures da Companhia:
Segunda emissão
Tipo: simples, não conversíveis em ações.
Espécie: quirografária, em série única e em regime de garantia frme.
Terceira emissão - características das quatro séries
Tipo: simples, não conversíveis em ações.
Espécie: em quatro séries com garantia futuante.
Quarta emissão
Tipo: simples, não conversíveis em ações.
Espécie: quirografária, em série única e em regime de garantia frme.
CIáusuIas ñnanceiras restritivas (covenants)
A 3ª e 4ª emissão de debêntures estão sujeitas à antecipação de vencimento caso não sejam mantidos os seguintes
índices de endividamento e cobertura de juros: (i) dívida líquida/EBTÌDA ajustado igual ou inferior a 3,00 e EBTÌDA/
resultado fnanceiro líquido superior ou igual a 1,75.
21. Fornecedores e outros débitos
Consolidado
31/12/2011 31/12/2010
Circulante Não circulante Circulante Não circulante
Contas a pagar na aquisição de investimentos:
Hospital Samaritano 44.532 40.047 - -
Hospital Pasteur 29.978 37.306 - -
Hospital Pró-Cardíaco 27.870 747 25.566 24.565
Excelsior 17.887 5.962 - -
Esho 18.591 20.141 16.365 34.095
Lincx 93.933 - - -
Santa Lúcia - - 15.762 -
Outros 94 - 58 -
Subtotal 232.885 104.203 57.751 58.660
Fornecedores 110.196 1.755 94.199 1.358
Comissões 8.874 - 16.351 -
Aluguéis 7.727 - 6.305 -
Outros 35.368 25.104 33.593 25.156
Total 395.050 131.062 208.199 85.174
Em 31 de dezembro de 2011, os montantes referentes ao contas a pagar na aquisição das controladas indiretas têm
a seguinte composição por ano de vencimento:
Consolidado
2012 232.885
2013 93.327
2014 10.876
Total 337.088
22. Impostos e contribuições a recolher
Controladora Consolidado
31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010
ÌRPJ e CSLL - - 275 7.934
ÌNSS e FGTS - - 34.934 30.087
PÌS e COFÌNS 472 - 23.520 20.827
ISS - - 13.740 15.366
SAT - - - 15.687
ÌRRF 17 7 20.371 13.642
Outros 1 3 5.825 7.494
Total 490 10 98.665 111.037
Circulante 490 10 98.605 91.891
Não circulante - - 60 19.146
Total 490 10 98.665 111.037
A-10 Quarta-feira, 28 de março de 2012 Jornal do Commercio
www.amilpar.com.br
Como informações adicionais ao fuxo de caixa, apresentamos a seguir os valores de imposto de renda e contribuição
social pagos no período:
Valores pagos no exercício
Controladora Consolidado
31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010
ÌRRF 182 219 123.987 100.146
ÌRPJ e CSLL - - 42.894 19.172
Total 182 219 166.881 119.318
23. Programa de parcelamento hscal
Em 2009, empresas controladas aderiram ao programa de parcelamento especial concedido através da Lei 11.941/09
(¨REFÌS ÌV¨), desistindo dos parcelamentos de tributos federais então existentes (PAES, PAEX e parcelamentos ordinários)
e constituindo novos débitos tributários não previdenciários (PÌS, COFÌNS, ÌRPJ e CSLL).
Em 2011, o processo de consolidação deste novo programa de parcelamento foi concluído, tendo as empresas
controladas optado por utilizar o saldo de prejuízos fscais, quando existentes, para pagamento de juros e multas,
conforme previsto na referida lei. Os valores deste e dos demais programas de parcelamento estão assim distribuídos:
Consolidado
31/12/2011 31/12/2010
Tributos federais
Não previdenciários (i) 56.938 76.693
Previdenciários (ii) 23.909 32.878
Outros tributos (iii) 36.892 42.806
Total 117.739 152.377
Circulante 37.341 26.756
Não circulante 80.398 125.621
Total 117.739 152.377
(i) PÌS, COFÌNS, ÌRPJ, CSLL e CPMF exigidos tanto pela Secretaria da Receita Federal do Brasil como pela
Procuradoria Geral da Fazenda Nacional;
(ii) Débitos tributários devidos ao Ìnstituto Nacional de Seguridade Social (¨ÌNSS¨) incidentes sobre folha de pagamento
e serviços prestados por autônomos;
(iii) Tributos exigidos pelos fscos estadual (ÌCMS) e municipal (ÌSS e ÌPTU).
Em 31 de dezembro de 2011, os montantes referentes ao programa de parcelamento fscal têm a seguinte composição
por ano de vencimento:
Consolidado
2012 37.341
2013 27.601
2014 21.840
2015 8.047
2016 6.011
2017 4.107
2018 a 2024 12.792
Total 117.739
24. Provisão para contingências
24.1. Contingências com risco de perda prováveI
A Companhia e suas controladas constituem provisão para contingências com base na opinião de seus assessores
jurídicos. Processos com risco de perda provável são integralmente provisionados, conforme demonstrados a seguir:
Consolidado
31/12/2011 31/12/2010
Trabalhistas 38.194 60.899
Cíveis (i) 81.330 77.466
Tributárias (ii) 28.300 18.074
Regulatórias 77.915 51.087
Total 225.739 207.526
Movimentação da provisão para contingências Consolidado
31/12/2011 31/12/2010
Saldos no início do exercício 207.526 199.705
Constituições 152.792 42.078
Reversões/Baixas (160.628) (90.653)
Transferências 8.494 -
Aquisições de empresas 17.555 56.396
SaIdos no ñm do exercício 225.739 207.526
24.2. Contingências com risco de perda possíveI
Amil Participações e suas controladas também possuem processos cujas expectativas de perda são classifcadas
como possíveis, na opinião de seus consultores jurídicos. A Companhia não provisiona os valores envolvidos nesses
processos, porém os divulga, conforme segue:
Consolidado
31/12/2011 31/12/2010
Trabalhistas 64.716 52.174
Cíveis (i) 165.821 156.030
Tributárias (ii) 29.779 51.169
Regulatórias 73.227 42.828
Total 333.543 302.201
(i) Basicamente, questões contratuais, como carência, cancelamentos de contratos, exclusão de cobertura e doenças
preexistentes;
(ii) Questionamentos na esfera administrativa.
A Companhia possui depósitos judiciais, quando requeridos, registrados no ativo realizável a longo prazo referentes aos
processos em andamento (vide nota explicativa nº 12).
As operadoras de planos de assistência à saúde controladas pela Companhia estão contabilizando como contingência
com risco de perda provável o montante de ressarcimento ao SUS conforme valores fornecidos pela ANS, líquidos
dos débitos prescritos.
25. Patrimônio líquido
25.1. Capital social
A Companhia está autorizada a aumentar o seu capital social, independente de reforma estatutária, mediante
deliberação do Conselho de Administração, até o limite de 540.000.000 (quinhentos e quarenta milhões) de ações
ordinárias. Dentro do limite do capital autorizado e de acordo com plano aprovado pela Assembléia Geral, o Conselho
de Administração pode autorizar a Companhia a outorgar opções de compra de ações a seus administradores,
empregados ou pessoas naturais que prestem serviços a Companhia ou sociedade sob seu controle, assim como aos
administradores e empregados de outras sociedades sob o seu controle, conforme plano aprovado pela assembléia
geral sem direito de preferência para os acionistas.
Em Assembléia Geral Extraordinária (¨AGE¨) realizada em 30 de abril de 2010 foi aprovado o aumento de capital
social de R$5.122, com a emissão de 1.362.218 novas ações ordinárias nominativas, sem valor nominal e com direito
a voto, que foram subscritas pela controlada Amil Assistência, em nome de seus acionistas, ao preço de emissão de
R$3,7603 por ação. Com este aumento, o capital social subscrito passou de R$1.155.702 para R$1.160.824.
Ocorre que tal aumento de capital da Companhia estava condicionado ao não exercício do direito de recesso pelos
acionistas da Medial Saúde (na primeira incorporação) e/ou pelos acionistas da Amil Assistência (na segunda
incorporação).
Como a maioria dos titulares das ações incorporadas exerceu o seu direito de recesso, dentro do prazo legal,
recebendo o valor do reembolso proposto, cerca de 1.125.066 ações das novas ações emitidas em 30 de abril de
2010 não foram atribuídas aos acionistas e, consequentemente, o valor de R$4.231 não foi integralizado no período.
Portanto, do capital social subscrito, no valor de R$1.160.824, representado por 361.785.118 ações ordinárias
nominativas e sem valor nominal, em 30 de junho de 2010, restavam R$ 4.231 (1.125.066 ações) a integralizar.
Em AGE realizada em 16 de setembro de 2010, foi aprovada a redução do capital social subscrito no montante de
R$4.231, com o respectivo cancelamento de 1.125.066 ações, passando o mesmo de R$1.160.824 para R$1.156.593
(360.660.052 ações ordinárias nominativas e sem valor nominal).
25.2. Reserva de capital
A Companhia registra como reserva de capital o efeito da remuneração por ações (vide nota explicativa nº 34).
Adicionalmente, como resultado da reestruturação societária envolvendo Amil Participações, Amil Assistência e
Medial Saúde, a Companhia contabilizou, em 2010, ágio na subscrição de ações no montante de R$891.
25.3. Reserva de expansão
Conforme artigo 26 do Estatuto Social da Companhia, Amil Participações destina parte do lucro líquido auferido
no exercício para constituição de reserva de lucros estatutária, denominada ¨Reserva de Expansão¨, que tem por
objetivo fnanciar a expansão das atividades da Companhia e/ou de suas controladas.
Na reunião do Conselho de Administração realizada em 12 de março de 2012 foi aprovada a destinação de R$116.347
do lucro líquido do exercício fndo em 31 de dezembro de 2011 para esta reserva (2010- R$80.598).
25.4. Ações em tesouraria
Os membros do Conselho de Administração da Companhia aprovaram, em 2 de outubro de 2008, programa de
recompra de ações de emissão da Companhia. A recompra de ações tem por objetivo a aplicação efciente de
recursos e sua posterior utilização no Plano de Opção de Compra de Ações e não importará em redução do capital
social, sendo realizada com a utilização das reservas disponíveis.
A recompra de ações respeita o limite de 6,5% das ações em circulação (6.642.000 ações), que corresponde a
1,8% das ações de emissão da Companhia e são realizadas a preço de mercado. O primeiro programa de recompra
vigorou de 2 de outubro de 2008 até 29 de junho de 2009 e o segundo entre 10 de agosto de 2009 e 5 de fevereiro
de 2010.
Em 31 de dezembro de 2011, a Companhia possuía 2.757.134 ações em tesouraria a um valor total de R$30.627 (2010-
2.936.287 ações a um valor total de R$29.832). O custo médio de aquisição destas ações foi de R$11,1081 (2010
- R$10,1594) e o custo mínimo e máximo foi de R$5,9239 e R$19,8600 respectivamente. As ações da Companhia,
em 31 de dezembro de 2011, fecharam em R$16,43 (2010-R$17,80). Desta forma, o valor de mercado das ações em
tesouraria no encerramento deste período totalizava R$45.300 (2010 - R$52.266).
25.5. Outros resultados abrangentes
Contempla o ajuste inicial de avaliação patrimonial ao valor justo das propriedades para investimento, variação do
valor justo dos instrumentos fnanceiros derivativos destinados a hedge de fuxo de caixa (vide notas explicativas nº
15 e nº 33) e ganhos e perdas por variações na participação no capital de controladas.
25.6. Destinação do lucro líquido do exercício
Conforme Estatuto Social da Companhia, os resultados apurados são distribuídos da seguinte forma: (i) abatimento
de prejuízos, se houver; (ii) 5% para constituição da reserva legal, limitada a 20% do capital social; (iii) dividendo
obrigatório, proporcional ao número de ações. No exercício em que o dividendo obrigatório ultrapassar a parcela
realizada do lucro, a Assembléia Geral Ordinária (¨AGO¨) poderá destinar o excesso à constituição de reserva de
lucros a realizar, conforme previsto no artigo 197 da Lei 6.404/76; e (iv) 100% do lucro líquido que remanescer, após
as deduções legais e estatutárias, para constituição da reserva de expansão.
Em 21 de janeiro de 2010, a administração aprovou o pagamento de juros sobre capital próprio (¨JCP¨), no montante
bruto de R$ 6.000 (R$5.113 líquido de ÌRRF), como adiantamento para dividendos mínimos do exercício de 2009.
Em reunião realizada em 05 de março de 2010, o Conselho de Administração, ad referendum da AGO, aprovou o
pagamento de dividendos complementares no montante de R$21.451.
31/12/2011 31/12/2010
Lucro líquido do exercício da controladora 175.109 126.945
Apropriação da reserva legal (8.755) (6.347)
Saldo base para distribuição 166.354 120.598
Percentual mínimo 25% 25%
Dividendos mínimos a pagar 41.588 30.150
Dividendos adicionais propostos 8.418 9.850
Dividendos totais 50.006 40.000
Apropriação para reserva de expansão 116.348 80.598
25.7. Lucro por ação
O lucro por ação básico é calculado por meio de divisão do lucro líquido do exercício atribuído aos detentores
de ações ordinárias da controladora pela quantidade média ponderada de ações ordinárias disponíveis durante o
exercício, excluídas as ações em tesouraria.
O lucro por ação diluído é calculado por meio da divisão do lucro líquido atribuído aos detentores de ações ordinárias da
controladora pela quantidade média ponderada de ações ordinárias disponíveis durante o exercício mais a quantidade
média ponderada de ações ordinárias que seriam emitidas no pressuposto do exercício das opções de compra de ações
com valor de exercício inferior ao valor de mercado, excluídas as ações em tesouraria.
Consolidado
31/12/2011 31/12/2010
Lucro líquido do exercício da controladora 175.109 126.945
Média ponderada das ações ordinárias em circulação 357.903 360.956
Lucro por ação básico (em R$) 0,48926 0,35170
Média ponderada das ações ordinárias em circulação 357.903 360.956
Efeito das opções de compra de ações 395 1.030
Ações aplicáveis à diluição 358.298 361.986
Lucro por ação diluído (em R$) 0,48872 0,35070
26. Transações com partes relacionadas
26.1. Transações e saldos com partes relacionadas
As transações com partes relacionadas possuem prazos, preços e demais condições semelhantes àquelas realizadas
com terceiros, sendo as principais operações e saldos sumariados por partes relacionadas como segue:
Consolidado
31/12/2011 31/12/2010
Partes relacionadas
Contas a receber /
Adiantamentos Contas a pagar
Contas a receber/
Adiantamentos Ativo
Contas a
pagar
CDPÌ - - 10 2.097
Hospital de Clínicas de Niterói 23 7.224 25 5.403
Hospital Pasteur - - 112 39
Preslaf 194 122 196 397
Laboratório Dr. Sérgio Franco - - 109 7.959
Serv Baby 2.651 2.041 54 187
Hospital Santa Paula 190 1.507 27 1.490
Hospital 9 de Julho 219 9.137 - 4.119
Pro Echo - - - 1.193
Mult Ìmagem - - - 465
Outros 3.296 2.525 1.059 1.270
Total 6.573 22.556 1.592 24.619
Consolidado
31/12/2011 31/12/2010
Partes relacionadas Receita
Custo/
despesa Receita
Custo/ des-
pesa
CDPÌ - - 1.234 24.559
Hospital de Clínicas de Niterói 1.987 80.394 1.887 76.088
Hospital Pasteur 384 11.727 1.411 33.107
Preslaf 2.193 42.651 2.756 41.475
Laboratório Dr. Sérgio Franco - - 3.233 85.471
Serv Baby 609 40.415 677 36.418
Hospital Santa Paula 739 44.878 301 41.856
Hospital 9 de Julho 2.677 65.182 1.808 45.981
Pro Echo - - 321 15.153
Mult Ìmagem - - 303 7.055
Outros 1.423 50.982 777 37.969
Total 10.012 336.229 14.708 445.132
A seguir estão descritas as principais operações que geraram os valores no quadro acima:
a) Assistência médica, hospitalar e diagnóstica: As controladas têm contrato de credenciamento para a prestação
destes serviços com as seguintes partes relacionadas:
ŹContratos com vencimento em 2017
Carpevie, Hospital de Clínicas de Niterói, Hospital Santa Paula, Preslaf, Hospital 9 de Julho, Serv Baby; e
ŹContratos com vencimento indeterminado
LAF - Serviços Hospitalares e Medise.
b) Aluguel: As controladas possuem contratos de aluguel, com prazos até 2012, de imóveis pertencentes a
acionistas e empresas ligadas.
c) Receita sobre cobertura de custos de assistência médico-hospitalar e odontológico: Receitas provenientes da
comercialização, pelas operadoras da Companhia, de planos de saúde com partes relacionadas.
Em janeiro de 2011, MD1 Diagnósticos S/A, controladora do CDPÌ, Laboratório Dr. Sérgio Franco, Pro Echo,
Mult Ìmagem, foi adquirida mediante troca de ações com DASA ÷ Diagnósticos das Américas S/A passando a
ser subsidiária integral desta empresa. A Administração da Companhia concluiu que, a partir desta data, as
empresas controladas pela MD1 deixaram de ser partes relacionadas.
Em abril de 2011, a Companhia, através de sua controlada indireta ESHO, assumiu o controle do Hospital
Pasteur que passou então a ter seus números consolidados pela Companhia.
26.2. Remuneração do pessoal chave da administração
Em 2011, a Companhia considerou como ¨Pessoal chave da administração¨ somente os integrantes da sua diretoria
estatutária e os membros do conselho de administração. Além de honorários, bônus, plano de previdência privada
complementar, pessoas chave da administração são elegíveis ao plano de opções de ações da Companhia. A
remuneração anual e as despesas com plano de opções de ações atribuídas ao pessoal chave da administração
estão demonstradas como segue:
Consolidado
31/12/2011 31/12/2010
Honorários e bônus 3.901 6.436
Benefícios 169 378
4.070 6.814
Despesas com a remuneração por ações 3.680 2.341
Total 7.750 9.155
27. Receita líquida de serviços e custo dos serviços prestados
Consolidado
31/12/2011 31/12/2010
Contraprestações líquidas 8.662.939 7.446.805
Variação da provisão para remissão (246) 473
Receitas com outras atividades 611.671 374.913
Tributos sobre a receita (265.538) (186.747)
Receita líquida de serviços 9.008.826 7.635.444
Consolidado
31/12/2011 31/12/2010
Custo médico-hospitalar (7.032.947) (6.022.701)
Recuperação de eventos indenizáveis 418.607 362.578
Variação da PEONA (50.186) (32.530)
Custo dos serviços prestados (6.664.526) (5.692.653)
28. Despesas gerais e administrativas
Controladora Consolidado
31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010
Pessoal (866) (679) (540.482) (488.859)
Serviços de terceiros (i) (846) (2.623) (355.102) (292.416)
Localização e funcionamento (ii) (174) (383) (271.764) (256.786)
Depreciação e amortização (1) (1) (65.900) (59.978)
Publicidade e propaganda (25) (32) (116.192) (67.374)
Tributos (iii) (8.084) (85) (39.843) (30.378)
Contingências - - 7.836 48.575
Outras (16.640) (8.718) (110.413) (95.889)
Total (26.636) (12.521) (1.491.860) (1.243.105)
(i) Serviços advocatícios, consultoria, tele-atendimento, informática, entre outros;
(ii) Utilização e manutenção das instalações da Companhia e suas controladas, como luz, água, serviços de
manutenção, segurança, etc;
(iii) Impostos e contribuições, exceto aqueles diretamente calculados sobre o faturamento.
29. Despesas de comercialização
Despesas com comissões a corretores pela venda de planos de assistência médico-hospitalar e odontológica. No
exercício fndo em 31 de dezembro de 2011, as despesas de comercialização totalizaram R$450.180 (R$379.737 em
31 de dezembro de 2010).
30. Outras receitas e despesas operacionais líquidas
Consolidado
31/12/2011 31/12/2010
Outras despesas operacionais
Provisão para perdas sobre recebíveis (i) (68.874) (56.866)
Custo de operações imobiliárias (ii) (37.232) (28.278)
Provisão para perdas sobre outros créditos (iii) (15.679) -
Impairment (2.945) (5.632)
Outras (iv) (38.688) (39.973)
Subtotal (163.418) (130.749)
Consolidado
31/12/2011 31/12/2010
Outras receitas operacionais
Aluguel 10.697 6.645
Receita de operações imobiliárias (ii) 36.665 40.970
Outras (iv) 54.687 19.522
Subtotal 102.049 67.137
Total líquido (61.369) (63.612)
(i) Em 2011, a Companhia efetuou provisões no montante de R$531.935 (R$286.602, em 31 de dezembro de
2010) e reversões de R$463.061 (R$229.736, em 31 de dezembro de 2010).
(ii) Receita e custo relacionados a alienação de imóveis destinados a venda.
(iii) Em 2011, a Companhia efetuou provisão para perdas sobre outros créditos. Basicamente adiantamento a
fornecedores.
(iv) Em 2010, substancialmente ganhos relacionados a processos administrativos para ressarcimento de tributos
(PÌS). Em 2011, essencialmente ganhos do REFÌS.
31. Resultado hnanceiro
Controladora Consolidado
31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010
Despesas ñnanceiras
Empréstimos, fnanciamentos e debêntures (137.156) (85.626) (161.801) (108.718)
Parcelamento de tributos (i) (78) (13) (12.861) (23.020)
Outras (ii) (2.530) (2.099) (75.889) (53.088)
Subtotal (139.764) (87.738) (250.551) (184.826)
Receitas ñnanceiras
Recebimentos em atraso - - 41.813 37.994
Aplicações fnanceiras 459 11.175 136.738 91.946
Outras 1.424 973 15.936 14.334
Subtotal 1.883 12.148 194.487 144.274
Total líquido (137.881) (75.590) (56.064) (40.552)
(i) Encargos sobre impostos e contribuições inscritas nos programas de parcelamento (REFÌS e PAES). Esses valores
são atualizados monetariamente pela variação da TJLP e SELÌC;
(ii) Basicamente atualização de contas a pagar pela aquisição de empresas e descontos que as operadoras controladas
concedem comercializando planos de saúde, com o objetivo de captar novos clientes e aumentar a sua base de benefciários.
32. Seguros
A Companhia e suas controladas adotam a política de contratar cobertura de seguros para os bens sujeitos a riscos por
montantes considerados pela administração como sufcientes para cobrir eventuais sinistros, considerando a natureza de sua
atividade. As apólices estão em vigor e os prêmios foram devidamente pagos. Em 31 de dezembro de 2011, a Companhia e
suas controladas possuíam as seguintes principais apólices contratadas com terceiros:
Item Tipo de cobertura Valores segurados
Complexo administrativo
e hospitalar
Danos materiais às edifcações, instalações, máquinas
e equipamentos 1.019.743
Equipamentos aeromédicos Danos materiais a aeronaves e equipamentos e danos corporais 445.213
Veículos Danos materiais e corporais 158.100
Outros Responsabilidade civil 89.690
Quarta-feira, 28 de março de 2012 A-11 Jornal do Commercio
www.amilpar.com.br
As premissas de riscos adotadas, dada as suas naturezas, não fazem parte do escopo da auditoria das informações
trimestrais, consequentemente, não foram auditadas pelos nossos auditores independentes.
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33.1. Considerações gerais
A Companhia e suas controladas participam de operações envolvendo instrumentos fnanceiros com o objetivo de fnanciar
suas atividades, proteger posições passivas ou ativas assumidas ou aplicar seus recursos fnanceiros disponíveis. Os riscos
associados a estes instrumentos são gerenciados por meio de estratégias conservadoras, visando liquidez, rentabilidade,
prazo adequado e segurança. Modelos e informações de mercado são utilizadas nos controles internos para estimar os
montantes de valor justo, que podem divergir se utilizadas hipóteses e metodologias diferentes. Os principais instrumentos
fnanceiros ativos e passivos da Companhia em 31 de dezembro de 2011 estão descritos a seguir:
a) ApIicações ñnanceiras: A política de aplicações fnanceiras adotada pela administração estabelece as
instituições com as quais a Companhia e suas controladas podem operar, os limites de alocação de recursos
e objetivos. Em 31 de dezembro de 2011, as aplicações fnanceiras estavam concentradas em fundos de
investimentos administrados por bancos de primeira linha que atuam sob amparo de normas e fscalização da CVM
e participam do Código Anbima de Regulação e Melhores Práticas. As aplicações em fundos de investimentos
mantidas pela Companhia e suas controladas são precifcadas através de mecanismo de marcação a mercado.
Essa estrutura viabiliza maior diversifcação do portfólio de investimentos através da compra direta de ativos
fnanceiros, como títulos públicos e privados e cotas de outros fundos de investimentos, gestão de análise de
carteira, gestão de risco e o cumprimento da política de investimento dos recursos fnanceiros adotada pela
Companhia que busca uma rentabilidade próxima à variação do CDÌ, em investimentos com alta liquidez e
segurança.
b) Empréstimos, ñnanciamentos e debêntures: As debêntures emitidas e os empréstimos e fnanciamentos contratados
pela Companhia e suas controladas estão indexados substancialmente à variação do CDÌ, TJLP, ÌPCA e dólar norte-
americano, tendo sido captados para a construção e ampliação da rede própria, compra de equipamentos hospitalares,
aquisição de outras empresas e refnanciamento da dívida de curto prazo de empresas adquiridas nos últimos anos.
c) Derivativos: A Companhia e suas controladas não possuem operações com derivativos que tenham caráter
especulativo, pois a política, estabelecida pela administração, restringe a utilização destas operações apenas como
proteção. As operações de hedge, na modalidade de swap cambial (Plain Vanilla), mantidas pelas controladas Amil
Assistência, visam a proteção contra a exposição de determinados empréstimos à variação cambial. Por serem
destinados à compensação de variações nos fuxos de caixa futuros de determinados empréstimos (liquidações de
parcelas vincendas sujeitas à variação do câmbio), estes instrumentos fnanceiros foram classifcados na categoria
de ¨hedge¨ de fuxo de caixa. Na avaliação destes instrumentos a Companhia documentou os riscos do item objeto
de hedge com as informações específcas das operações e do processo de gerenciamento. A administração calcula
a efetividade destes instrumentos em bases contínuas e em 31 de dezembro de 2011 apresentaram efetividade em
relação às dívidas objeto desta cobertura, portanto, permaneceram classifcados como hedge de fuxo de caixa.
Desta forma, a marcação a mercado dos swaps foi registrada no patrimônio líquido na conta de ajuste de avaliação
patrimonial no montante de R$263 e será levada ao resultado quando da liquidação das operações, onde se espera
que a ponta ativa dos swaps esteja idêntica ao passivo objeto de hedge.
33.2. CIassiñcação e vaIor justo dos instrumentos ñnanceiros
Os valores justos dos instrumentos fnanceiros são calculados projetando os fuxos futuros das operações, utilizando
as curvas da BM&FBOVESPA. Os valores a mercado dos swaps cupom cambiais x CDÌ foram obtidos utilizando as
taxas de câmbio de mercado vigentes na data do balanço e as taxas projetadas pelo mercado obtidas de curvas
de cupom da moeda. Para a apuração do cupom das posições indexadas em moeda estrangeira foi adotada a
convenção linear de 360 dias corridos e para a apuração do cupom das posições indexadas em CDÌ foi adotada a
convenção exponencial de 252 dias úteis. Por serem liquidados num prazo de até 30 dias, os valores contábeis das
contas a receber (contraprestações pecuniárias a receber e contas a receber com outras atividades) e contas a pagar
(provisão para eventos a liquidar e fornecedores) representam substancialmente seus respectivos valores justos em
31 de dezembro de 2011.
Os valores justos e contábeis dos instrumentos fnanceiros em 31 de dezembro de 2011 e suas respectivas
classifcações são os seguintes:
31/12/2011
Controladora Consolidado
Valor
Justo
Valor
Contábil
Valor
Justo
Valor
Contábil
Ativos ñnanceiros
Empréstimos e recebiveis
Caixa e bancos 901 901 92.046 92.046
Contraprestações pecuniárias a receber - - 125.844 125.844
Contas a receber com outras atividades - - 99.843 99.843
Valor justo por meio do resultado
Aplicações fnanceiras 4.996 4.996 1.414.514 1.414.514
Passivos ñnanceiros
Custo amortizado
Provisões para eventos a liquidar - - 419.832 419.832
Fornecedores e outros débitos 1.295 1.295 526.112 526.112
Empréstimos e fnanciamentos - - 119.354 119.354
Debêntures 1.397.467 1.385.669 1.397.467 1.385.669
Derivativos designados como hedge
Derivativos a valor justo - - (7) (7)
33.3. Análise de sensibilidade
A controlada Amil Assistência contratou operações de swap para proteger seus empréstimos denominados em dólar
com vencimento fnal em julho de 2012. De acordo com esses contratos, a controlada Amil Assistência possui posição
ativa em dólar, acrescida de taxa prefxada de 6,75% a.a., e posição passiva atrelada a CDÌ, acrescida de taxa prefxada
de 0,9% a.a.. Os contratos foram frmados com o Banco Ìtaú BBA S.A. e registrados na CETÌP. Tendo em vista que os
fuxos da posição ativa dos contratos de swap serão integralmente compensados pelos fuxos passivos da dívida em
dólar, não foram estimados cenários de oscilações para a taxa futura do dólar. A Administração considera que o risco de
estar passiva em CDÌ é a elevação da taxa CDÌ.
Para análise dos instrumentos sujeitos à variação do CDÌ, a Administração utilizou em sua análise a taxa efetiva de
10,87% para a taxa CDÌ em 31 de dezembro de 2011 e, com base na expectativa do mercado, a taxa prevista de
9,84% para 31 de dezembro de 2012.
Adicionalmente, considerou a deterioração de 25% e 50% para projetar os cenários possível e remoto, respectivamente:
Risco
Valor
Contábil
Cenário
provável
Elevação
de índice
em 25%
Elevação
de índice
em 50%
Ativos ñnanceiros
Aplicações fnanceiras Variação CDÌ 1.414.514 139.188 173.985 208.782
Passivos ñnanceiros
Contas a pagar na aquisição de investimentos Variação CDÌ (269.804) (26.549) (33.186) (39.823)
Contas a pagar na aquisição de investimentos Variação ÌPCA (67.284) (3.580) (4.474) (5.369)
Empréstimos e fnanciamentos Variação TJLP (38.399) (2.304) (2.880) (3.456)
Empréstimos e fnanciamentos Variação CDÌ (11.472) (1.129) (1.411) (1.693)
Empréstimos e fnanciamentos Variação USD (8.073) 554 692 831
Debêntures Variação CDÌ (1.221.358) (120.182) (150.227) (180.272)
Debêntures Variação ÌPCA (164.311) (8.741) (10.927) (13.112)
Derivativos Variação CDÌ 7 1 1 1
33.4. Gerenciamento de risco
A Companhia e suas controladas estão expostas a diversos riscos inerentes à natureza de suas operações. Dentre
os principais fatores de risco de mercado que podem afetar o negócio, destacam-se:
a) Risco de crédito: O risco de crédito associado à possibilidade do não recebimento de valores faturados a seus
clientes é atenuado pela venda a uma base pulverizada de clientes e pela possibilidade legal de interrupção do
atendimento aos benefciários de planos de saúde após determinado período de inadimplência. A Companhia e suas
controladas também estão sujeitas a risco de crédito associado às suas aplicações fnanceiras e valores a receber das
operações de swap. Esse risco é atenuado pela restrição de suas operações a instituições fnanceiras consideradas
de primeira linha pelo mercado e concentração das aplicações em títulos públicos de renda fxa com liquidez imediata.
b) Risco de taxa de câmbio: A Amil Assistência e outras controladas possuem empréstimos e fnanciamentos
denominados em moeda estrangeira. O risco vinculado a esses passivos surge em virtude da possibilidade de
existirem futuações nas taxas de câmbio que possam aumentar os saldos desses passivos. Os empréstimos e
fnanciamentos sujeitos a esse risco representavam 0,5% do total da dívida consolidada em 31 de dezembro de 2011
(2010- 1,1%). A dívida em moeda estrangeira está coberta por operações de hedge na modalidade de swap cambial,
excetuando-se contratos de fnanciamento com General Electric. Os efeitos positivos ou negativos não realizados nas
operações de hedge (curva) são registrados no resultado como ganho ou perda fnanceira. Adicionalmente, assim
como as demais empresas atuantes no setor de saúde suplementar, a Companhia também está sujeita aos efeitos
da variação cambial sobre os custos dos serviços prestados, tendo em vista que parte dos medicamentos e materiais
médico-hospitalares está vinculada à variação cambial.
c) Risco de taxas de juros: O risco inerente de taxas de juros surge da possibilidade de existirem futuações nas
taxas de juros vinculados aos indexadores TJLP, CDÌ e ÌPCA, sobre os saldos de empréstimos, fnanciamentos
e debêntures. Para reduzir a exposição a variações nas taxas de juros do mercado local, a Companhia e suas
controladas concentram suas aplicações fnanceiras em títulos públicos indexados à variação do CDÌ.
34. Benefícios a empregados
34.1. Plano de opção de compra de ações
Em AGE realizada em 01/08/2008, a Companhia aprovou o plano de opção de compra de ações, que tem o objetivo
de alinhar os interesses e objetivos dos benefciários com as estratégias e os resultados esperados pela Companhia.
Como benefciários das opções outorgadas nos termos do plano, podem ser selecionados administradores,
empregados e pessoas naturais que prestem serviços à Companhia ou outras sociedades sob o seu controle,
desde que vinculados à Companhia pelo prazo mínimo de 6 meses. O referido plano não contempla condições de
desempenho dos empregados para fazer jus à outorga das opções.
O plano de opção de compra de ações é administrado pelo Conselho de Administração da Companhia, o qual
possui poderes para estabelecer as normas apropriadas a respeito da concessão de opções a cada ano, por meio
de programas de opções de ações (¨Programas¨). A concessão de opções, através da instituição dos Programas,
deve respeitar o limite máximo de 3% das ações de emissão da Companhia, contanto que o número total de
ações emitidas ou passíveis de serem emitidas nos termos do plano esteja sempre dentro do limite do capital
autorizado da Companhia. As ações emitidas no âmbito do plano terão os mesmos direitos das ações existentes
nas respectivas datas de emissão, inclusive direito de recebimento integral de dividendos e juros sobre capital
próprio. As opções podem ser exercidas em três lotes e o preço de subscrição é corrigido pelo ÌPCA entre a data
de outorga e a data do efetivo exercício das opções.
As informações relativas aos programas de opções de compra de ações da Companhia estão resumidas a seguir:
Programa
Data da Ou-
torga
Data
exercício
1º lote
Data
exercício
3º lote
Quantidade
de ações outor-
gadas
Quantidade
de ações exer-
cidas
Quantidade
de ações em
aberto
1º 11/08/2008 11/08/2009 11/08/2011 2.350.370 (1.336.335) 1.014.035
2º 17/09/2009 17/09/2010 17/09/2012 2.551.074 (745.846) 1.805.228
3º 09/08/2010 09/08/2011 09/08/2013 2.722.778 (128.027) 2.594.751
4º 08/08/2011 08/08/2012 08/08/2014 2.722.776 - 2.722.776
Total 10.346.998 (2.210.208) 8.136.790
Programa Preço na data de outorga
Preço médio corrigido
de exercício Preço médio de recompra
1º 10,50 11,64 16,80
2º 7,61 8,09 16,90
3º 12,89 13,82 17,25
4º 15,11 - -
O valor justo médio ponderado das opções de compra de ações foi calculado utilizando o modelo de precifcação de
opções Black-Scholes assumindo as seguintes premissas:
Programa
Pagamento de
dividendos Volatilidade
Taxa livre
de risco
Expectativa
de exercício
Custo médio
ponderado
1º 1,12% 50,88% a.a. 13,59% 3 anos 6,21
2º 5,16% 56,38% a.a. 8,60% 3 anos 3,83
3º 0,60% 51,89% a.a. 10,75% 3 anos 7,69
4º 0,47% 46,90% a.a. 12,50% 3 anos 5,41
A despesa com a remuneração por ações em 2011, calculada com base no valor justo na data da concessão das
opções de compra de ações, foi de R$16.303 (2010 - R$ 8.168).
Caso todas as opções em aberto pudessem ser executadas e considerando as ações em circulação em 31 de
dezembro de 2011, a diluição da participação dos atuais acionistas no lucro líquido por ação seria de 2,27% (1,68%,
em 31 de dezembro de 2010), conforme cálculo a seguir:
31/12/2011
Total de ações emitidas 360.660.052
(-) Ações em tesouraria (2.757.134)
357.902.918
N° de opções de ações em aberto 8.136.790
Total 366.039.708
% de diluição 2,27%
Para evitar a necessidade de emissão de novas ações e a consequente diluição dos acionistas, a Companhia vem recomprando
ações de emissão própria para atender ao possível exercício de opções outorgadas (vide nota explicativa nº 25.4).
Ao ser adquirida em dezembro de 2009, a controlada Medial Saúde possuía seu próprio plano de opção de compra
de ações. Ao longo de 2010, Medial Saúde negociou com seus colaboradores o cancelamento do programa. Em 31
de dezembro de 2011, não restava qualquer opção de ações em aberto para este programa.
34.2. PIano de previdência privada compIementar
Em agosto de 2009, a Companhia implantou um plano de previdência privada complementar, na modalidade de
contribuição defnida, para todos os colaboradores com mais de um ano de Companhia.
O plano é viabilizado através de contribuições feitas pelos participantes (colaboradores) e pelos patrocinadores (Amil
Participações e suas controladas), que são creditadas em contas individuais dos participantes. As contribuições
efetuadas pelo colaborador variam de 3% a 8% do salário base e as efetuadas pelos patrocinadores variam de 50%
a 150% do percentual de contribuição do colaborador.
As contribuições ao plano são reconhecidas como despesa quando efetivamente incorridas, ou seja, no momento
da prestação de serviços dos empregados, e em 2011 atingiram o montante de R$2.927 (2010- R$2.559).
A Companhia ou suas controladas não possuem qualquer obrigação ou direito com relação a qualquer superávit ou
défcit que venha a ocorrer no plano.
35. Informações sobre segmentos de negócios
A Companhia procedeu com a segmentação de sua estrutura operacional levando em consideração a forma com a
qual a administração gerencia o negócio. Com base nos critérios de segmentação estabelecidos pelo CPC 22, as
informações referentes ao exercício fndo em 31 de dezembro de 2011 e 2010 foram revisadas pela Companhia e
sumarizadas como segue:
31/12/2011
Operadoras Hospitais Eliminações Consolidado
Receita líquida 8.503.125 1.737.695 (1.231.994) 9.008.826
Custo (6.558.088) (1.338.432) 1.231.994 (6.664.526)
Lucro bruto 1.945.037 399.263 - 2.344.300
Depreciação e amortização
Custo - 62.227 - 62.227
Despesa 65.900 - - 65.900
65.900 62.227 - 128.127
Ativo circulante 1.784.684 322.177 (168.382) 1.938.479
Passivo circulante 1.653.287 643.293 (168.382) 2.128.198
Imobilizado 528.000 932.306 - 1.460.306
Ìntangível 1.499.077 285.595 - 1.784.672
31/12/2010
Operadoras Hospitais Eliminações Consolidado
Receita líquida 7.332.207 1.285.019 (981.782) 7.635.444
Custo (5.697.364) (977.071) 981.782 (5.692.653)
Lucro bruto 1.634.843 307.948 - 1.942.791
Depreciação e amortização
Custo - (52.251) - (52.251)
Despesa (59.978) - - (59.978)
(59.978) (52.251) - (112.229)
Ativo circulante 1.493.513 236.142 (124.285) 1.605.370
Passivo circulante 1.524.536 274.928 (124.285) 1.675.179
Imobilizado 465.559 686.133 - 1.151.692
Ìntangível 1.427.553 12.719 - 1.440.272
O segmento operadoras representa as operações com planos de assistência médico-hospitalar e odontológica,
cujas receitas contribuíram com 97,6% e 2,4%, respectivamente, do total apurado para este segmento de negócio.
O segmento hospitais representa a rede própria de atendimento médico-hospitalar aos benefciários de planos
de saúde comercializados pelas operadoras controladas e a terceiros (particulares e benefciários de outros
convênios). Com a aquisição dos hospitais Pró-Cardíaco, Samaritano e a Casa de Saúde Santa Lúcia, as receitas
com atendimento a terceiros em 2011 alcançaram 33,0% do total do segmento, representando um aumento de
63,2% sobre o exercício anterior.
Ű
CONSELHO DA ADMINISTRAÇÃO
Ű
RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Edson de Godoy Bueno
Diretor Presidente
Erwin Aff Yacoub Kleuser
Diretor de Relações com Investidores
Gilberto João Ferreira da Costa
Diretor Financeiro
Telmo Ferreira Pereira
Diretor de TecnoIogia da Informação
Ű
DIRETORIA
Ű
CONTADOR
Presidente
Edson de Godoy Bueno
Gustavo Rocha Neiva Pereira
CRC/RJ 077.319/O-8
Aos
Administradores e Acionistas da
Amil Participações S.A.
Rio de Janeiro - RJ
Examinamos as demonstrações financeiras individuais e consolidadas da Amil Participações S.A. (¨Compa-
nhia¨), identificadas como Controladora e Consolidado, respectivamente, que compreendem o balanço patri-
monial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, do resultado abrangente,
das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa, para o exercício findo naquela data, assim como o
resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas.
Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras
A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação das demonstrações
financeiras individuais de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e das demonstrações finan-
ceiras consolidadas de acordo com as normas internacionais de relatório financeiro (ÌFRS), emitidas pelo
International Accounting Standards Board - IASB, e de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil,
assim como pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração dessas
demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro.
Responsabilidade dos auditores independentes
Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em
nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas
requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada
com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção
relevante.
Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos
valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados depen-
dem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações
financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera
os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras
da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não
para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria
inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas
contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras
tomadas em conjunto.
Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião.
Opinião sobre as demonstrações financeiras individuais
Em nossa opinião, as demonstrações fnanceiras individuais acima referidas apresentam adequadamente, em todos
os aspectos relevantes, a posição patrimonial e fnanceira da Amil Participações S.A. em 31 de dezembro de 2011,
o desempenho de suas operações e os seus fuxos de caixa para o exercício fndo naquela data, de acordo com as
práticas contábeis adotadas no Brasil.
Opinião sobre as demonstrações financeiras consolidadas
Em nossa opinião, as demonstrações fnanceiras consolidadas acima referidas apresentam adequadamente, em
todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e fnanceira consolidada da Amil Participações S.A. em 31 de
dezembro de 2011, o desempenho consolidado de suas operações e os seus fuxos de caixa consolidados para o
exercício fndo naquela data, de acordo com as normas internacionais de relatório fnanceiro (ÌFRS) emitidas pelo
International Accounting Standards Board - IASB e as práticas contábeis adotadas no Brasil.
Ênfase
Conforme descrito na nota explicativa 2, as demonstrações fnanceiras individuais foram elaboradas de acordo com
as práticas contábeis adotadas no Brasil. No caso da Amil Participações S.A. essas práticas diferem do ÌFRS, aplicá-
vel às demonstrações fnanceiras separadas, somente no que se refere à avaliação dos investimentos em controladas
pelo método de equivalência patrimonial, enquanto que para fns de ÌFRS seria custo ou valor justo. Nossa opinião
não está ressalvada em função desse assunto.
Outros assuntos
Demonstrações do valor adicionado
Examinamos, também, as demonstrações individual e consolidada do valor adicionado (DVA), referentes ao exercício
fndo em 31 de dezembro de 2011, preparadas sob a responsabilidade da administração da Companhia, cuja apresen-
tação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas, e como informação suplementar pelas
ÌFRS que não requerem a apresentação da DVA. Essas demonstrações foram submetidas aos mesmos procedimentos
de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, estão adequadamente apresentadas, em todos os seus as-
pectos relevantes, em relação às demonstrações fnanceiras tomadas em conjunto.
Rio de Janeiro, 12 de março de 2012.
Auditores Independentes S.S.
CRC - 2SP 015.199/O-6 - F - RJ
Eduardo José Ramón Leverone
Contador CRC - 1RJ 067.460/O-6
Vice-Presidente
Dulce Pugliese de Godoy Bueno
Conselheiros
Gilberto João Ferreira da Costa
Jorge Ferreira da Rocha
Luiz Fernando Furlan
Vai fundo,
mas nem tanto
A turma do Casseta e Planeta,
que reestreia nesta sexta-feira
na TV Globo após um ano fora do ar,
volta com algumas restrições no humor.
O programa não poderá mais fazer
paródias das novelas da emissora.
Chique e despojado
Mais um lugar privilegiado para produtores
de festa e show explorarem no Rio: neste
domingo e segunda, a partir das 19h, o
bondinho do Pão de Açúcar vai promover o
recital da cantora Ithamara
Koorax em local raramente
usado no Morro da Urca. O
espaço Baía de Guanabara,
onde ficam os restaurantes,
tem capacidade para 360
pessoas sentadas. A área
será decorada com
mesinhas, espreguiçadeiras
e bancos formando mini
lounges, tendo o jardim de
Burle Max ao fundo.
Do Rio para
a cybersfera
Marisa Moreira Salles,
casada com o banqueiro
Pedro Moreira Salles (leia-se
Itaú-Unibanco), começou a
investir na produção de
projetos culturais no Rio.
Sócia da editora Bei, que em
tupi que dizer “um pouco
mais”, é dela a organização
do evento Arq.Futuro,
amanhã no MAM e sexta
no Espaço Tom Jobim. A
ideia é reunir, uma vez ao
ano, grandes nomes
internacionais e
profissionais brasileiros
para debater a
revitalização da cidade, a
reurbanização das favelas
e obras de infraestrutura.
Todo o conteúdo gerado
nos encontros será
transformado em material
audiovisual, incluindo e-book
para tablets.
Em recuperação
A arquiteta iraquiana Zaha Hadid, estrela
do Arq. Futuro, não deverá satisfazer o seu
desejo de conhecer Oscar Niemeyer
pessoalmente. É que a mulher do
arquiteto, Vera Lúcia Cabreira, de 66 anos,
submeteu-se a uma cirurgia cardíaca e
está internada no Samaritano. Niemeyer
tem ido visitá-la todos os dias no hospital.
Como se sabe, é dona Vera que cuida,
também, da agenda do arquiteto.
Do povo e
dos nobres
Dom Antônio de Orleans e
Bragança e a princesa
Christine de Ligne vão
representar a família imperial
brasileira, amanhã, às 10h, na
cerimônia promovida pela
Secretaria de Conservação
para entrega da Praça
Tiradentes restaurada. Além
de ostentar a estátua equestre
de Dom Pedro I e o brasão das
armas do Império no desenho
do seu piso em pedras
portuguesas, a relação da praça
com a nobreza brasileira é
grande. Foi da sacada do Real
Teatro São João, onde agora se
ergue o João Caetano, que o
príncipe-regente D. Pedro
jurou fidelidade à constituição
portuguesa.
Bem representados
O Comitê Nacional de Cerimonial
e Protocolo elegeu, na semana
passada, com 80% dos votos, a
chapa formada pelo mineiro
Ronan Ramos de Oliveira
(presidente) e pelo assessor do
cerimonial do governo do Estado
do Rio, Eduardo de Carvalho
(vice-presidente). A nova
administração estuda a
indicação de outros
cerimonialistas cariocas para
compor a estrutura do
CNPC/Brasil.
Atriz e videomaker
Guta Stresser encena a peça O
Casamento, de Nelson
Rodrigues, esta sexta e sábado
no Festival de Teatro de
Curitiba, e já retorna com
compromisso de trabalho
agendado. Vai dirigir o terceiro
videoclipe do marido, o músico
André Paixão. “Vai ser um clipe
de época, gravado em Santa
Teresa, com os personagens em
clima de acampamento”, diz a
Bebel de A Grande Família. Os
figurinos, aliás, serão assinados
por Cao Albuquerque, o
mesmo do seriado televisivo.
Desligamento
O atual presidente do Jardim Botânico,
Liszt Vieira, deve entregar o cargo logo
após a Rio + 20, em junho.
Sem medo de marola
A Travessia dos Fortes Embratel será
disputada pelo 10º ano este domingo,
com largada no Posto 6. O mais
curioso é que, depois dos cariocas, o
maior número de participantes vem
de estados onde não tem praia.
Seguem no ranking, com mais de 2,5
mil inscritos: paulistas, brasilienses e
goianos. E 544 são mulheres, das
quais 77 atletas de elite.
A Associação Golfe Público de Japeri
promove o V Campeonato Aberto, este
sábado. As inscrições podem ser feitas
através dos sites da AGPJ e da Federação
de Golfe do Estado do Rio de Janeiro.
Gustavo Vasques transportou o grafismo
de seus quadros e serigrafias para a
estamparia de camisetas e vestidos. O
resultado pode ser visto na próxima
edição da Babilônia Feira Hype, sábado
e domingo no Jockey.
Hoje, às 19h, no Centro Cultural
Correios, tem vernissage de Cada um
de nós, também os outros, exposição
individual do artista plástico baiano
Gustavo Moreno.
Depois do Cantagalo e da Providência,
a Cidade de Deus é a terceira
comunidade pacificada a receber o
programa de ensino de inglês Up With
English. É uma iniciativa do Consulado
Geral dos EUA em parceria com Amil, a
Secretaria Municipal de Educação do
Rio, a Secretaria de Estado de
Segurança, o curso IBEU e a Câmara de
Comércio Americana,
Erick Recchia, ex-cônsul francês,
apresenta amanhã, na Casa da Suíça,
os vinhos de propriedade de sua
família, de uma vinícola na região do
Touraine, no Vale do Loire. O evento
promovido pela Terral terá degustação
a partir das 16h.
O artista visual Marco Antonio Portela,
criador do Museu de Arte Postal na
internet, inaugura sábado, a partir das
17h, o espaço de arte Eu, Vira, na Rua
Aarão Reis, circuito mais badalado de
Santa Tereza.
Amanhã, a festa MOOD, no 00 Cozinha
Contemporânea, apresenta o desfile de
lançamento da marca feminina
Tomate!, da estilista Carol Lima e da
publicitária Raquel Borges.
L I V R E A C E S S O
Marcia
Quarta-feira, 28 de março de 2012 A-12
PELTI ER
www.twitter.com/@PeltierMarcia www.facebook.com/marciapeltier
mpeltier@jcom.com.br www.marciapeltier.com.br
O querer e o poder, se divididos são nada;
junto e unidos são tudo.
Pe. Antonio Vieira
COM MARCIA BAHIA, CRISTIANE RODRIGUES, MARCIA ARBACHE E GABRIELA BRITO
Jornal do Commercio
Daniela Pedras, presidente da
ONG Rio Solidário, e a major
Pricilla de Oliveira, primeira
mulher a comandar uma UPP
no Rio, receberam o prêmio
Mulher Destaque 2011, da Alerj
Vânia Bonelli e Rita Paes, respectivamente
vice-presidente e gerente de projetos da
ONG Rio Solidário, no coquetel que reuniu a
turma engajada em ações sociais, no prédio
anexo ao Metrô Rio
Adriana Pinto,
diretora da
Masan, que
formou a
primeira turma
de auxiliar de
cozinha, na
sede da ONG
Entre Amigas,
no Centro do
Rio
A deputada Myrian Rios, ao centro, confraterniza com
Ivone Kassu e Ísis Penido no evento que valorizou a
participação feminina na sociedade
Maria Cristina Sá e Isabel Gimenez
aplaudem os alunos que vão ingressar no
mercado de trabalho, na Rua São Clemente
No Palácio da
Cidade, a
primeira-
dama Cristine
Paes
comemora a
primeira
turma de
cabeleireiros
do Rio Inclui,
formada na
ONG Entre
Amigas e
capacitada
pelo
empresário
Rudi Werner
Renata Beczkowski e Mariangela Mello,
do Metrô Rio, em tarde de diplomação
na Av. Presidente Vargas
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LEILÃO
Quarta-feira, 28 de março de 2012 A-13 Jornal do Commercio
EDITAL DE NOTIFICAÇÃO E LEILÃO NA FORMA ABAIXO:
O Departamento de Trânsito do Estado do Rio de Janeiro, através de sua Presidência, no exercício de suas atribuições contidas no Código de Trânsito Brasileiro e com base na Lei Federal n.° 6575/78, que dispõe sobre o depósito e venda de veículos removidos,
apreendidos e retidos, FAZ SABER a todos que o presente Edital de Notificação e Leilão virem, ou dele conhecimento tiverem, especialmente aos proprietários e/ou possuidores a qualquer título dos veículos abaixo mencionados, que a falta de pagamento dos
débitos relativos a IPVA´s e multas, no prazo de 30 dias, resultará na alienação, em público leilão no dia 16/04/2012 e no dia, 17 de Abril de 2012 , às 11:00 h, na Rod Washington Luiz, 13.105- Jd Primavera – Duque de Caxias/R.J, pelo Leiloeiro Público Alexandre
Pereira da Costa, dos veículos automotivos abaixo relacionados, para pagamento desses débitos, bem como ressarcimento das despesas de reboque, diárias (de estadia) e outros encargos, sendo o saldo restante do produto arrecadado, se houver, depositado
em conta a favor do ex-proprietário, na forma da Lei e conforme a Portaria n.° 3502/05 - Presidência do DETRAN/RJ e RESOLUÇÃO nº 331/2009 do CONTRAN. Caso os veículos não alcancem valor igual ou superior ao da avaliação estipulada para venda em
leilão, a venda ocorrerá pelo maior lance alcançado. Os veículos que forem considerados irrecuperáveis serão vendidos como sucata e a respectiva baixa junto à Repartição de Trânsito será requerida logo após o leilão, conforme Decreto n.° 1305/94, que
regulamenta a Lei Federal n.° 8722/93. AAR7559, KOMBI, 1988/1988, 9BWZZZ23ZJP013020, SEVERINO VICENTE DA SILVA/THIAGO FLORES, ABW5327, KOMBI, 2001/2002, 9BWGB07X52P001219, CIA ITAULEASING DE ARR MERCANTIL/CARLOS MAGNO
SANTOS MESQUITA, AEX4476, KOMBI, 1994/1995, 9BWZZZ23ZRP035294, VLADEMIR CELINI, AFA9971, CORSA GL, 1994/1995, 9BGSE08XSRC629299, IVANDRO ARAGAO DA SILVA/JOAO PAULO MOREIRA SANTOS, AHK0236, KOMBI, 1997/1998,
9BWZZZ237VP042175, MARIA DO CARMO DURAES/BANCO BRADESCO SA, AHX3062, KOMBI, 1998/1999, 9BWZZZ237WP007598, ROBSON DE ARAUJO OLIVEIRA/DENILTON VAZ DE MENEZES, AHX3566, LAGUNA NEVADA, 1996/1997, VF1K56M05TS100304,
ALEXANDRE RAMOS DELGADO/PRISCILA FERNANDES F DA SILVA, AIA5573, KOMBI, 1998/1999, 9BWZZZ237WP014777, ELCY DOS SANTOS OLIVEIRA, AIA9737, GOL MI, 1998/1999, 9BWZZZ373WT140121, LOCA RIO LOCADORA DE VEICULOS LTDA/
SEBASTIAO PEREIRA DOS SANTOS/BANCO ITAULEASING SA, AII2788, KOMBI, 1986/1986, 9BWZZZ23ZGP018395, PAULO ROBERTO SOUZA NETTO, AMQ3582, PALIO FIRE, 2005/2005, 9BD17146752581070, MIRAGE VEICULOS LTDA ME/CIA
ITAULEASING DE ARREND MERCANTIL/CESAR SANTIAGO CAMPISTA/SANTANDER LEASING SA ARREND MERCANTIL, APW7621, GOL 1.0, 2008/2008, 9BWCA05W98T219420, UNIDAS SA, BFN4596, GOL CL, 1991/1992, 9BWZZZ30ZMT116639, MARIO
SERGIO ALVES/SIMONY LOPES REIS/BCO ABN AMRO REAL SA/ITAU UNIBANCO SA, BMS1001, VOYAGE CL 1.8, 1992/1992, 9BWZZZ30ZNT030943, NELSON FILGUEIRAS DOS SANTOS/BCO ABN AMRO REAL SA, BOX6960, UNO ELECTRONIC, 1994/
1994, 9BD146000R5236968, JOSE EUGENIO DE MESQUITA, BST9366, LOGUS CL, 1993/1994, 9BWZZZ55ZPB405869, JOSEMAR DOS SANTOS PORTO/BCO ABN AMRO REAL SA, BTL3035, GOL CLI, 1995/1995, 9BWZZZ377ST078513, ARILDO PEREIRA
DA SILVA/CARLOS ANTONIO ALVES DE MENDONCA/BV FINANCEIRA S A C F I, BXS9954, APOLLO GL, 1991/1991, 9BWZZZ54ZMB168244, EZIO FRANCISCO VALLADAO, CAL9541, GOL 1000, 1995/1995, 9BWZZZ30ZSP041125, CID NEVES, CBR0218,
F11000, 1980/1981, LA7QYD85064, JOSE PEREIRA NETO, CCD5770, TIPO SLX, 1995/1995, ZFA160000S5135958, SONIA CRISTINA COREIXAS SILVA, CDL4528, GRAHL, 1978/1978, , ELISANGELA DIAS DA SILVA, CFC4507, KOMBI, 1996/1996,
9BWZZZ231TP017193, ADRIANA MELLO RODRIGUES MENDES/CHARLES LEITE DA SILVA, CGL1197, KOMBI, 1996/1996, 9BWZZZ231TP025945, SENIRA MATEUS FAIOLI, CHA6631, MONZA SL/E 1.8, 1987/1988, 9BGJK11VJHB002264, ERANDI DOS
SANTOS, CIN4970, GOLF GL 1.8 MI, 1997/1997, 3VW1931HLVM314508, PATRICIA ARAUJO XAVIER DOS SANTOS, CIY5634, MONZA SL/E, 1986/1987, 9BGJK69ZHGB003063, LUIZ ALBERTO FRANCA GOMES, CNN0517, BLAZER, 1997/1997,
9BG116ARVVC936615, EDSON VIANA DE SOUZA, COR8886, DUCAT0, 1997/1998, ZFA230000V5494639, DAMIAO FERREIRA LIMA, CRD7880, UNO MILLE EX, 1999/1999, 9BD158018X4067981, ALINE SALIM SUAREZ/JOMAR MARTINS P DE VASCONCELLOS/
SANTANDER LEASING SA ARREND MERCANTIL, CYH1133, A4 2.4, 1998/1999, WAUZZZ8DZWA277298, DARIO DA SILVA NETO, CYN0604, UNO MILLE SMART, 2001/2001, 9BD15828814237773, WAGNER RIBEIRO GOMES/MARIA DE LOURDES DE
SOUZA/BANCO J SAFRA SA, DAE3638, KA GL IMAGE, 2001/2002, 9BFBDZGDA2B766158, DERCIO CIRINO DE FRANCA/JORGE RAMOS DA SILVA/BV FINANCEIRA SA CRED FINANC E INVESTIMENTO, DHK1869, PALIO WK ADVEN FLEX, 2004/2005,
9BD17309C54107373, DENIS TUTOMU GUSHIKEM, DKD7675, CELTA 3 PORTAS SUPER, 2003/2004, 9BGRD08X04G146722, HSBC BANK BRASIL SA BCO MULTIPLO, DLA3560, STILO, 2004/2004, 9BD19240T43025401, BRADESCO LEASING SA ARREND
MERCANTIL, DLW3091, FAZER YS250, 2006/2006, 9C6KG017060022369, LAURA DA COSTA LARA/MARCELO DE MEDEIROS/CIFRA SA CRED FINANC E INVESTIMENTO, DMF6047, PALIO ELX, 2003/2004, 9BD17140742374587, ABIBE FRANCISCO
NAHUM/ANTONIO MOREIRA RIBEIRO/DIBENS LEASING SA ARREND MERCANTIL, DOT1770, FOCUS GHIA 2.0LHA, 2004/2004, 8AFCZZFHA4J356004, LAURA AMADIO MACHADO/MAURICIO MELLO MACHADO/BANCO SANTANDER(BRASIL) SA,
DWN6490, KOMBI LOTACAO, 2007/2008, 9BWGF07X38P001880, JULSIARA DE CARVALHO ALVES CARDOSO/BANCO SANTANDER BANESPA SA, EPM2611, OMEGA GLS, 1995/1995, 9BGVP19LSSB207819, SANDRA RODRIGUES DE OLIVEIRA/PETERSON
BRITO PASSOS/BV FINANCEIRA SA CRED FINANC E INVESTIMENTO, ERC3163, AGILE LTZ, 2010/2011, 8AGCN48X0BR106224, ODETE SANTOS LIMA, GLU6314, KOMBI, 1987/1987, 9BWZZZ23ZHP011357, HELIO CARREIRO DO AMARAL, GLV4908,
CHEVETTE SE, 1987/1987, 9BGTE11UHHC139952, JORGE PEIXOTO FEITOSA/ADRIANA EFRAIM MARINS, GLZ1552, KADETT SL , 1990/1990, 9BGKT08ZLLC327193, RUBENS MISAEL DE CARVALHO, GMC0189, UNO MILLE BRIO, 1991/1991, 9BD146000M3755727,
DEISE LUCIDI PINTO MOURA / LUCICLEIDE F DE OLIVEIRA, GMC0527, GOL, 1988/1988, 9BWZZZ30ZJT071414, ANTONIO ANASTACIO DA SILVA NETO, GMW5680, CHEVETTE, 1983/1983, 5C11UCC150088, IRIS MARIA LIEBERENZ, GOY4607, UNO
ELECTRONIC, 1994/1994, 9BD146000R5336091, JOSE LUIZ ALVES/BCO SUDAMERIS BRASIL SA, GPL6784, ESCORT 1.8 GL, 1993/1993, 9BFZZZ54ZPB375370, GENIVAL EVARISTO DE FRANCA, GTD5567, UNO ELECTRONIC, 1994/1995, 9BD146000R5378931,
MARTA SILVA MARCELO/BANCO SANTANDER BRASIL SA, GTG5416, KOMBI, 1995/1995, 9BWZZZ231SP012382, PAULO SERGIO LOPES/BCO ABN AMRO REAL SA, GTH2387, UNO ELECTRONIC, 1995/1995, 9BD146000S5481245, OSWALDO DE ALMEIDA
BERNARDO, GTW4403 , UNO MILLE EP , 1995/1996 , 9BD146097S5584966 , JOAO BATISTA DAS CHAGAS NETO/JULIANA LOURENCO PIRES/BANCO ABN AMRO SA/ JOAO BATISTA DAS CHAGAS NETO, GUH2666, GOL 1000, 1995/1996, 9BWZZZ30ZSP135979,
CELSO SATHLER LAGE, GUX7512, SANTANA GL 2000 I, 1996/1996, 9BWZZZ327TP022449, CARLA RADAEL GOMES/LUCIANA DE SOUZA/BANCO GMAC SA, GVT0503, PALIO ED, 1996/1997, 9BD178016T0120665, BMG LEASING SA ARREND MERCANTIL,
GWV1394, UNO MILLE SMART, 2000/2001, 9BD15828814149596, MARIO DA SILVA/RUTH DE LIMA SANTOS/BANCO ITAULEASING SA, GWV4746, SIENA FIRE, 2003/2004, 9BD17201243074818, LOCADORA TAXIL LTDA/SEVERINO ALRINO DA COSTA/
BANCO ITAULEASING SA, GXT7114, PARATI 1.6, 2000/2000, 9BWDB15X3YT201348, DALMI APARECIDA NETO PEREIRA, GYM0632, UNO MILLE EX, 2000/2000, 9BD158018Y4122883, OSVALDO DA SILVA COSTA / ALEXANDRE MESQUITA GUARANI / BANCO
SANTANDER SA, GZN1675, KOMBI, 2001/2001, 9BWGB07X71P020613, MARCOS ANTONIO SANTIAGO/GUARACI MARTINS GUIMARAES/BANCO ABN AMRO REAL SA, HFR3933, GOL 1.0, 2006/2007, 9BWCA05W97T084714, JMD VITORIA COMERCIO E
LOCACAO DE VEICULOS/MAGALY FATIMA FERREIRA DOS SANTOS/SANTANDER LEASING SA ARRENDAMENTO MERCANTIL, HHJ7586, UNO VIVACE 1.0, 2010/2011, 9BD195152B0072933, LOCALIZA RENT A CAR SA, HHT2390, GOL 1.0, 2007/2008,
9BWCA05W88T156696, LOCALIZA RENT A CAR SA/MARIA DA PENHA BRAGA DAS NEVES/SANTANDER LEASING SA ARRENDAMENTO MERCANTIL, HIO3033, CLASSIC SPIRIT, 2008/2008, 9BGSN19908B290241, BFB LEASING SA ARRENDAMENTO
MERCANTIL/ LUCIA HELENA FARIA ANTUNES, HLJ9214, CELTA 2P SPIRIT, 2009/2010, 9BGRX0810AG169029, LOCALIZA RENT A CAR SA/ANDERSON TADEU DA SILVA JOAQUIM/AYMORE CRED FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO SA, HMP8399, UNO
MILLE EX, 1999/2000, 9BD158018Y4114351, BANCO ITAUCARD SA/MARIA EDINA MARIANO DOS SANTOS, HVT8148, PALIO ED, 1997/1997, 9BD178016V0418373, CIA ITAULEASING DE ARR MERCANTIL/LEONALDO SILVA RODRIGUES, ICO1612, TIPO
1.6 IE, 1994/1995, ZFA160000R5066221, LUCIA BRANDAO BESSA/ALEXANDRE PINTO DE OLIVEIRA, IKU9259, FIESTA EDGE, 2002/2003, 9BFZF12C338034822, BANCO SOFISA SA, JEC8088, KOMBI, 1994/1994, 9BWZZZ23ZRP027918, MARLENE
MARTINS DOS SANTOS, JFL4161, UNO MILLE FIRE, 2003/2003, 9BD15802534452940, CATARINO GABRIEL DE PAULA/BANCO ITAUCARD SA/MARCIO ANDRE DOS SANTOS, JLK0719, ESCORT HOBBY, 1993/1993, 9BFZZZ54ZPB365107, RODRIGO MATOS
DA SILVA, JMI0219, KA, 1997/1998, 9BFZZZGDAVB534719, PAULO FERNANDES AYRES NEVES, JMP5267, CORSA SEDAN, 2002/2002, 9BGXF19X02C168534, SILVANDO BRITO SANTOS/RODRIGO VICTOR VARANDA/SANTANDER LEASING SA ARREND
MERCANTIL, JNG5412, KOMBI, 1996/1996, 9BWZZZ231TP000125, LUIZ DOS SANTOS COSTA/CESAR ROGERIO AUGUSTO REGO, JVB4260, COURIER, 1998/1999, 9BFGSZPPAWB882657, ELIS RICARDO PONCIANO DA SILVA/BC ABN AMRO REAL SA/
ALMIR SOARES GUILLAND/BANCO CIFRA SA, JWG5720, TIPO 1.6 IE, 1993/1994, ZFA160000P4834190, ERNI CORREA DOS SANTOS/NELSON COSTA/BCO ABN AMRO REAL SA, JYE6234, GOL 1000, 1995/1995, 9BWZZZ30ZSP030839, BOZANO SIM SA
ARREND MERCANTIL, JYT9389, MAREA ELX, 1998/1999, 9BD185235W7003802, ONESIMO BEZERRA DE ARAUJO, KHB6711, CELTA 2P LIFE, 2005/2006, 9BGRZ08906G174838, INTER VEICULOS SEMI NOVOS LTDA/SILVANA FERNANDES DO
NASCIMENTO/PANAMERICANO ARRENDAMENTO MERCANTIL SA, KHI6130, QUANTUM CL, 1987/1987, 9BWZZZ33ZHP227716, GERALDO ANTONIO RIOS JUNIOR, KJC5592, ESCORT GL 16V H, 1997/1998, 8AFZZZEHCVJ092448, FATIMA LEONARDO
CRUZ, KJN3898, GOL 1.0, 2004/2005, 9BWCA05X25T021086, BV LEASING ARRENDAMENTO MERCANTIL SA/SERGIO MANHAES LOURENCO, KLM6239, KA, 1998/1999, 9BFZZZGDAWB620363, RAISSA ALEXANDRE RODRIGUES ALVES/ERMINIO
SANTANA FUMERO JUNIOR/BANCO ABN AMRO REAL SA, KMG8504, FIESTA, 1997/1997, 9BFZZZFHAVB120452, ANA MARIA FIALHO DE ARAUJO/BCO ABN AMRO REAL SA, KMI8303, FIESTA GL, 2000/2001, 9BFBSZFDA1B353069, DISNAVE DIST
NACIONAL DE VEICULOS LTDA/SERGIO NASCIMENTO DE SOUZA/BANCO ABN AMRO REAL SA, KMJ2885, CORSA SUPER, 1997/1997, 9BGSD68ZVVC703305, MARLENIO PERES DA CUNHA/BANCO ABN AMRO SA, KMJ8138, 205 XSI, 1997/1997,
9U620CKD2VN578572, PAULO CESAR ALVES PERROTTI, KMJ8697, PALIO EDX, 1998/1998, 9BD178226W0535420, ADEMIR PESSANHA DOS SANTOS, KMJ9145, GOL 16 V, 1997/1998, 9BWZZZ377VT252872, GUSTAVO DA ROCHA FIGUEIREDO/
TERESINHA APARECIDA B DE S LIMA/BV FINANCEIRA SA CRED FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO, KML5127, PALIO YOUNG, 2000/2001, 9BD17834612254331, ROBERTO CHAVES DE CARVALHO/BCO LLOYDS TSB SA, KMN3440, GOL MI, 1997/1997,
9BWZZZ377VT037711, LEILA DE SOUZA MELLO/BANCO AUTOLATINA SA, KMP2273, TOPIC, 1997/1997, KN2FAD2A1VC072060, HELIO PINTO DE REZENDE/CIA ITAULEASING DE ARR MERCANTIL, KMP2722, CORSA WIND, 1997/1998, 9BGSC08ZWVB600176,
BANCO ITAUCARD SA / ALESSANDRO DA SILVA SANTANA, KMP3124, FIESTA, 1997/1998, 9BFZZZFHAVB149831, SELMA RODRIGUES VIRMOND/CIA ITAULEASING ARREND MERCANTIL/BANCO PANAMERICANO SA, KMQ0911, TIPO 1.6 IE, 1994/1995,
ZFA160000R5085973, VIVIANE MANSO MILEIPP, KMQ7099, FIESTA, 1998/1999, 9BFZZZFHAWB236580, FORD LEASING SA ARREND MERCANTIL/SERGIO BEZERRA DA SILVA, KMV6951 , BRAVA SX , 2000/2001 , 9BD18221612022747 , WANDERSOM
BRAGA GONCALVES LEAL/TALLIS RODRIGUES DA SILVA , KMX2762, GOL SPECIAL, 2001/2001, 9BWCA05Y61T097106, MARIA IRACEMA FANERSANI DA COSTA/JULIO CESAR TORQUATO DA SILVA/BCO VOLKSWAGEN SA, KMZ8113, PALIO EX, 2001/
2001, 9BD17101212073902, EUROBARRA RIO LTDA/BANCO ITAUCARD SA/ALEXANDRE PAURA VIEIRA ALEIXO, KNA1739, KADETT SL/E EFI, 1992/1992, 9BGKS08GNNC328750, GUILHERME RIBEIRO/BCO ITAU SA, KNA3449, TIPO 1.6 IE, 1994/1995,
ZFA160000R5083553, JOSE LUIZ DE SOUZA MAIA, KNA5013, LOGUS GL, 1993/1993, 9BWZZZ55ZPB364373, NELSON DA SILVEIRA FILHO/PAULO ALBERTO RODRIGUES, KNA6238, GOL CLI 1.8, 1995/1995, 9BWZZZ377ST094808, FLOC IND DE
BRINQUEDOS LTDA, KNA7542, GOL 1000I, 1995/1995, 9BWZZZ377ST041638, OLBER FERNANDES LOURES, KNC3176, KADETT GL, 1996/1997, 9BGKZ08BWVB407337, CARLOS DJALMA BARBOSA SALDANHA / BANCO GE CAPITAL SA, KND3139, H100
GL, 2000/2001, KMJFD27BP1K484120, SOLIMAR JOSE DO VALE ROCHA/BANCO ABN AMRO REAL SA, KNE0632, 106 SELECTION, 2000/2001, VF31ACDZ91M005199, AMELIA ROSA VIEIRA/MARCELA DA S ALVES/SANTANDER LEASING SA
ARRENDAMENTO MERCANTIL, KNE4382, 306 PAS B 18, 2000/2001, 9U37ELFYW1P000478, FRANCISCO CHAGAS ELOIA JUNIOR/BANCO SANTANDER BANESPA SA/BV FINANCEIRA SA CRED FINANC E INVESTIMENTO, KNF0366, PARATI CL, 1994/
1994, 9BWZZZ30ZRP243353, JOSE CESARIO DO ESPIRITO SANTO/JOSE ESTEVES DA ROCHA/BCO HOLANDES UNIDO, KNF0933, KOMBI, 1986/1987, 9BWZZZ23ZHP003063, JOEL ALVES CASSA, KNF1527, PAMPA 4X4 L, 1990/1990, 9BFZZZ55ZLB014630,
MITRA DIOCESANA DE DUQUE DE CAXIAS, KNF6296, KOMBI, 1988/1989, 9BWZZZ23ZJP023862, ARLINDO JOAQUIM DO NASCIMENTO, KNG1755, KOMBI, 1980/1980, BH642099, FRANCISCO MANOEL P DA SILVA, KNH0980, PALIO ELX, 2000/2001,
9BD17141312009457, SYLVETTE ANDREE THIRY JACOBINA/CORIOLANO PEREIRA DE OLIVEIRA/BV FINANCEIRA SA CRED FINANC E INVESTIMENTO, KNI8665, KOMBI, 1982/1983, 9BWZZZ21ZDP008608, RENATO VALENCA DE ASSIS, KNJ2750, HI-
TOPIC, 1996/1996, KN2FAD2A1TC064178, LUCIANO TAQDEU MENEZES DOS SANTOS, KNJ3890, GOL MI, 1998/1998, 8AWZZZ377WA105114, ALDEMIRO GOMES / JOSENILDO COSTA DA SILVA / BV FINANCEIRA S A C F I, KNP8163, GOL CL, 1990/1990,
9BWZZZ30ZLT094025, CIA ITAULEASING DE ARR MERCANTIL/ALEXANDRE B CELESTINO, KNU2748, UNO MILLE EX, 1999/1999, 9BD158018X4044686, EUNICE COELHO/MARICARRO DE MARICA VEICULOS LTDA, KOC0762, LOGUS CL, 1994/1994,
9BWZZZ55ZRB504649, BOZANO SIMONSEN LEAS SA ARREND MERCANTIL/CARLOS ALBERTO CARVALHO MALAFAIA, KOC3501, ESCORT 1.8I GL, 1994/1994, 9BFZZZ54ZRB549709, ALCIONE GAUDENCIO DA SILVA/ISMAEL FALHEIRO DOMINGUES/
BCO FIAT SA, KOD2686, HI-TOPIC, 1995/1996, KN2FAD2A1SC060352, DANILO GOMES SICURO/ROSELANJA GOMES SICURO, KOD3303, FIESTA, 1998/1998, 9BFZZZFDAWB195728, FABIANO TARRADT/BCO ABN AMRO REAL SA, KOD4969, CIVIC LX,
1998/1998, 93HEJ6640WZ201882, JOSE LUIZ NITZSCHE NOBRE MACHADO/MARCIA CRISTINA TEIXEIRA ALVES/BCO BRADESCO SA, KOG2139, MONZA SL/E, 1984/1984, 9BG5JK69ZEB037207, LEONARDO GONCALVES RIBEIRO, KOI1090, TIPO 1.6
IE, 1994/1994, ZFA160000R4927258, BANCO PECUNIA SA / RICARDO FREITAS DE AZEVEDO / DELARDINO DE JESUS DA SILVA, KOI6617, CHEVETTE SL, 1990/1990, 9BGTC11JLLC130602, ANNETE CLARINDA DE OLIVEIRA NETO, KOK7629, ESCORT
GHIA, 1984/1984, 9BFBXXLBABDM24177, IVO DIAS FRANCISCO, KOS0781, PALIO EX, 2000/2001, 9BD17140212008827, CIA ITAULEASING DE ARR MERCANTIL/IVAN BARIS ANDRIEWISKI, KOT4230, UNO MILLE, 1990/1991, 9BD146000L3656843, CREUZA
ARAUJO DA SILVA/JOSE CARLOS MANHAES/BANCO PANAMERICANO SA, KOU0600, GOL 1.0, 2000/2001, 9BWCA05Y31P024154, SUPER VEICULOS LTDA/AMARA ALMEIDA DA SILVA RODRIGUES/BANCO ITAUCARD SA, KOV0646 , TEMPRA IE , 1994/
1995 , 9BD159000R9073129 , FRANCISCO JOSE MARQUES DE OLIVEIRA/ NILCEIA ESTEVES DE ABREU/AYMORE CRED FINANC E INVESTIMENTO SA, KOV4555, SAVEIRO CLI, 1997/1997, 9BWZZZ308VP014172, MARISE PEREIRA DE LIMA, KOW0285,
CORSA WIND, 1995/1996, 9BGSC08WTSC640143, PAULO CESAR DIAS/BANCO ABN AMRO REAL SA/JEFFERSON HENRIQUE GOMES/BV FINANCEIRA SA CRED FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO, KOW0861, DOBLO ADVENTURE, 2005/2005,
9BD11985451026943, CHALLENGE 2003 MOTORS AUT LTDA/ROBERTO CARLOS MOREIRA/BANCO ITAUCARD SA, KPB9429, PARATI 16V, 1999/2000, 9BWZZZ374YT010797, LACI GERALDO/UNIAO DE REVEND ADM CONS LTDA, KPC5462, CORSA
SUPER, 1996/1996, 9BGSD08ZTTC801390, JORGE RABELLO COSTA, KPC6284, CORSA SUPER, 1997/1997, 9BGSD68ZVVC686034, PAULO SERGIO CASTRO DE MENEZES, KPC6737, CORSA SUPER, 1997/1998, 9BGSD68ZWVC608722, VELAIR LUIZ
FIGUEIRA/CIA ITAULEASING DE ARREND MERCANTIL/MARCELO HENRIQUE DE FRANCA MARQUES/BANCO ITAULEASING SA, KPC8107, PARATI 16V, 1997/1998, 9BWZZZ379VT248094, FERNANDO JOSE REBELO CRUZ/JOSE ANDRE COSTA/BV
FINANCEIRA S A C F I, KPC8433, CLIO RN 1.0, 2000/2001, 93YBB0Y151J195039, FABRIZIO DA SILVA BRAGA/GERARDA MAGELA RODRIGUES/BANCO ITAUCARD SA, KPG0920, VOYAGE GL, 1995/1995, 8AWZZZ30ZSJ045672, BANCO ITAU SA/JOSE
JORGE SOARES DE BARROS, KPG2508, COURIER, 1999/2000, 9BFGSZPPAYB892025, CIA ITAULEASING DE ARR MERCANTIL/I S CONTR PRAGAS VETOR LTDA ME, KPJ1700, PALIO ED, 1998/1998, 9BD178016W0551695, ABN AMRO ARREND
MERCANTIL SA, KPO0233, 206 14 PRESENCE, 2004/2004, 9362CKFW94B028840, MARCUS ANDRE ACIOLY DE SOUSA/SONIA SARTHOU SANTOS CAMARA/DISAL ADMINISTRADORA CONSORCIO, KPQ7042, GOL MI, 1997/1998, 9BWZZZ377VT223148,
MARIA DA GLORIA LIMA AFFONSO/IRLEY MOREIRA ALVES/UNIBANCO UNIAO DE BANCOS BRASILEIROS SA, KPU8544, GOL 16V, 1998/1999, 9BWZZZ373WT153044, CLAUDIOMAR DOS SANTOS/HSBC BANK BRASIL SA BCO MULTIPLO/SALIM
FERREIRA/BANCO ITAULEASING SA, KPV0669, CBX 250 TWISTER, 2008/2008, 9C2MC35008R046985, BANCO FINASA SA/RAINE LEMOS DE SOUZA, KPV4451, GOL 1000I, 1995/1995, 9BWZZZ377ST072371, GUILHERME GASPAR PEREIRA PINTO/ABN
AMRO ARRENDAMENTO MERCANTIL SA/CONS NAC VOLKSWAGEN LTDA, KPV7109, LOGUS GLI 1.8, 1995/1995, 9BWZZZ55ZSB722708, JOSE CARLOS BEZERRA DA SILVA/OMNI S A FINC INVEST, KPY3936, PREMIO CSL, 1989/1989, 9BD146000K3450908,
SERGIO LUIZ DA SILVA, KQA3112, QUANTUM GLS 2000, 1990/1990, 9BWZZZ33ZLP007938, MAIZA DA FONSECA MUNIZ/BCO ABN AMRO SA, KQA3121, ESCORT 1.8I L, 1994/1994, 9BFZZZ54ZRB591627, ADEMIR POSTIGA DO COUTO/HERALDO FARIAS
MACHADO, KQA3301, KOMBI, 1994/1995, 9BWZZZ23ZRP037933, ADRIANA TEIXEIRA DA SILVA, KQA8168, HI-TOPIC, 1994/1995, KN2FAD2A1RC050935, FLORIANO DA SILVA OMENA/JORGE CLAUDIO THOMAZ DA CRUZ/BCO BRADESCO SA, KQA9561 ,
GOL CL , 1987/1987 , 9BWZZZ30ZHT089357 , MARCO ANTONIO DE MORAES NUNES , KQC1660, ESCORT GL, 1989/1989, 9BFBXXLBAKBR99306, ALEXANDRE BARRETO DE OLIVEIRA SILVA, KQC4843, CHEVY 500 DL, 1990/1991, 9BGTC80JMLC102510,
FRANCISCO DE PAULA, KQC9302, GOL GL, 1988/1989, 9BWZZZ30ZJT140614, JEFERSON DA SILVA DE LIMA/FLAVIO DAMIAO DA COSTA DE SOUZA, KQE2212, ACCORD EX, 1995/1995, 1HGCD5630SA806368, CARLOS HUMBERTO RODRIGUES / EGON
PACHECO FONTES JR., KQE2470, TEMPRA IE, 1995/1995, 9BD159000S9107259, CIA REAL DE ARRENDAMENTO MERCANTIL, KQE3196, ESCORT 1.0 HOBBY, 1995/1995, 9BFZZZ54ZSB712417, RENE MARINHO DE FREITAS/BANCO ITAU SA/PAULO
RICARDO ALVES CRUZEIRO/AYMORE CRED, FINANC E INVESTIMENTO SA , KQE5754, GOL GL, 1988/1988, 9BWZZZ30ZJT006476, ADIRSON MARIA DA SILVA/CSC SA CRED FIN INVEST, KQG4232, ESCORT 1.0 HOBBY, 1993/1994, 9BFZZZ54ZPB416029,
MAURILIO DA CUNHA CARVALHO FILHO/BC ABN AMRO REAL SA, KQG4441, CORSA WIND, 1995/1995, 9BGSC08WSSC704676, MARCO ANTONIO DE PAULA LOUREIRO/SATEPLAN CONSORCIOS LTDA, KQG5232, VOYAGE CL, 1993/1993,
9BWZZZ30ZPP238749, VALERIA PETTENDPORFER/BCO PANAMERICANO, KQG8970, GOL 1000I, 1995/1995, 9BWZZZ377ST154962, ANTONIO ROGERIO P MARTINS/LUCIANA DA SILVA JALES/BANCO ITAU SA/JUNIOR FERREIRA DE JESUS/BANCO
BRADESCO FINANCIAMENTOS SA, KQG9069, ESCORT 1.6I GL, 1995/1995, 9BFZZZ54ZSB753275, FABIO ROSAS GUTTERRES, KQH0102, GOL 1000I, 1996/1996, 9BWZZZ377TT005931, ELIANE FREITAS DA SILVA, KQH7641, ESCORT 1.0 HOBBY, 1996/
1996, 9BFZZZ542TB816728, ALMIRA DIAS DA COSTA/CIA STO AMARO AD CON SC LTDA, KQH9095, ESPERO CD, 1995/1995, KLAJF19W1SB740899, CLAUDIO DOS SANTOS SIMAO/BANCO ITAUCARD SA, KQH9585, UNO MILLE EP, 1996/1996,
9BD146107T5768232, ADRIANA DA SILVA LAGNI/ISRAEL DO NASCIMENTO ALVES/BCO PANAMERICANO, KQM2070, LOGUS CLI, 1996/1996, 9BWZZZ558TB830808, JOACIR LESSA FERREIRA/WALDECIR BASTOS/BANCO SANTANDER BRASIL SA,
KQM2695, ESCORT 1.8I GL, 1996/1996, 8AFZZZ54ATJ025597, MARIA DA PENHA DANTAS DE SOUZA/HSBC BANK BRASIL BCO MULTIPLO, KQM5510, GOL I, 1996/1996, 9BWZZZ377TP561251, CARLOS HENRIQUE FERREIRA DA SILVA/BANCO ITAUCARD
SA, KQM5883, PALIO EDX, 1996/1997, 9BD178226T0102680, SEBASTIAO MOURAO DE ABREU/BANCO BMG SA, KQN3022 , FIESTA , 1996/1997 , 9BFZZZFHATB071847 , ADRIANA SEDA DA SILVEIRA /BANCO FINASA SA/PAULO CESAR MOREIRA DE
CASTRO, KQN3536, ASTRA GL, 2000/2000, 9BGTT08C0YB144735, RUI LOURENCO MONTEIRO/BANCO ABN AMRO REAL SA, KQQ1896, FIESTA GL, 2000/2000, 9BFBSZFDAYB329600, MARLENE PADUA TOLEDO, KQQ2562, 206 14 PRESENC, 2004/2005,
9362AKFW95B006312, 4 E VEICULOS LTDA/SANDRA MARTA ROSA DA SILVA/BANCO ITAUCARD SA, KQZ2554, GOL 1000I, 1996/1996, 9BWZZZ377TT020991, DANIEL VIEIRA DE SIQUEIRA RIBEIRO, KRB3170, FIESTA CLX, 1996/1996, 9BFZZZFHATB008545,
SOCIEDADE DE FOMENTO COM TRADECASH, KRB5198, UNO MILLE FIRE, 2004/2004, 9BD15822544576340, TINO PNEUS LTDA/BV FINANCEIRA S A C F I/MARIVETE PONTES FIGUEIREDO, KRD7727, PARATI S , 1983/1983 , 9BWZZZ30ZDP083108 ,
PAULO CEZAR SILVEIRA GUIMARAES , KRE8185, CORSA WIND, 2000/2001, 9BGSC68Z01B108683, JULIO JOSE CLEMENTE/RONALDO PAVAO DE MELO/BCO ABN AMRO REAL SA, KRF0046, GOL 1.0, 2004/2004, 9BWCA05X74T125409, JULIANA ARAUJO
CARNEIRO/BANCO ITAULEASING SA/BCO ABN AMRO REAL SA/MARCOS REIS ALVES FERREIRA, KRJ0309, PALIO EX, 1998/1999, 8AP178096W4098305, CIA ITAULEASING DE ARR MERCANTIL/DRM COM DE VEICULOS LTDA/JARDIEL FERROZ DA
SILVA FILHO/JOSE LUIZ RODRIGUES DA SILVA/BANCO ABN AMRO REAL SA, KRJ1067, FIESTA, 1998/1998, 9BFZZZFDAWB221785, HEBERT MENEZES MAURAT/ELBER COSTA DA CUNHA, KRJ4774, GOL SPECIAL, 1999/1999, 9BWZZZ377XP066091,
FERNANDO ARAUJO BORGES/BCO BRADESCO SA, KRJ5014, KOMBI, 1999/1999, 9BWZZZ237XP010157, CIA ITAU LEASING DE ARR MERCANTIL/CARLA ARARIBA SAMPAIO PEREIRA, KRJ5678, PALIO EX, 1999/1999, 9BD178296X0811805, ADRIANE
GARCIA/PERSIO LEOCADIO/BANCO SANTANDER(BRASIL) SA, KRK2213, KOMBI, 2009/2010, 9BWMF07X9AP002847, AFND FEIRAS E EVENTOS LTDA/EMS EMPREITEIRA DE CASIMIRO LTDA ME/BV FINANCEIRA SA CRED FINANC E INVESTIMENTO,
KRM2167, KOMBI, 1997/1998, 9BWZZZ237VP029527, ANDREA CORREA RAMOS/CLEUSA CORREA LEA/BANCO ABN AMRO REAL SA, KRM5855, KOMBI, 1999/2000, 9BWGB17X1YP002656, KARLA DELYRA KREJCI/BANCO ITAU SA, KRQ0217, YBR 125K,
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DE AZEVEDO BOMFIM, KSA4249, CHEVETTE, 1986/1986, 9BG5TE11UGC124865, FRANCISCO GONCALVES DA SILVA/CONS NAC GM LTDA, KSD4623, ESCORT, 1985/1986, 9BFBXXLBABFG48712, JORGE GUTEMBERG CAMPOS/CLAUDIO MARTINS
PINTO, KSG4254, KOMBI, 1977/1977, BH506766, ANTONIO PEREIRA DA SILVA, KSI5052, PASSAT, 1981/1981, BT438566, ALDACIRA FERREIRA DE LIMA, KSK6731, UNO S, 1988/1988, 9BD146000J3318384, ADAILTON CRUZ TEIXEIRA/PAULO PEREIRA
DE LUCENA FILHO, KSL3698, KOMBI, 1978/1978, BH555657, MANOEL DA CONCEICAO BARRETO, KSP1014, VOYAGE, 1985/1985, 9BWZZZ30ZFP034984, SIMONE SANTOS DE SOUZA, KSP8536 , MONZA SL/E , 1985/1985 , 9BG5JK11ZFB022704 , JANIO
MARQUES SILVA OLIVEIRA , KSQ3524, FUSCA 1500, 1972/1972, BS257349, MARCO ANTONIO MOREIRA, KSQ3928, CHEVETTE SL, 1982/1983, 5E11ACC104238, ANTONIO AGILDO FERREIRA MARTINS/JOSE RODRIGUES PEREIRA, KSR4655, MONZA
SL/E, 1985/1986, 9BG5JK11ZGB002697, ROBERTO CARDOSO CALDERAL, KSS2711 , ESCORT GL , 1987/1987 , 9BFBXXLBABGG48052 , ANTONIO LUCAS CAVALCANTE , KST9596, GOL GL, 1991/1991, 9BWZZZ30ZMT079693, EDESIO LEAO SOARES,
KSV1636, ESCORT GL, 1988/1989, 9BFBXXLBAJBV50079, JOSE SILVEIRA PEREIRA/RONILDO M PACHECO, KSV6943, GOL GL, 1991/1991, 9BWZZZ30ZMT005395, ELIANDRA DA CUNHA BASTOS/BANCO SANTANDER BRASIL SA/ROMARIO BARRETO
COUTINHO, KSV7373, CHEVETTE MARAJO, 1986/1987, 9BGTE15UHGC113257, BELINHO CARNEIRO DE SENA, KSZ2685, CHEVETTE, 1978/1978, 5D11AHC189797, RAUNILDO ALVES ROCHA, KSZ8581, KADETT SL/E, 1992/1993, 9BGKS08GPNC318909,
FERNANDO JOSE DE MAGALHAES SILVA/FLORENTINO PEREIRA, KTB8506, CHEVETTE, 1979/1979, 5D11AJC141281, DOUGLAS MEDEIROS LA FALCE, KTB9914, MONZA SL/E, 1985/1985, 9BG5JK69ZFB033535, RONNIE DE OLIVEIRA COUTINHO,
KTC6484, KOMBI, 1992/1993, 9BWZZZ23ZNP017854, EDSON JOSE DE BARROS/ANDRE LUIZ MACIEL HOSKEN, KTF2622, ESCORT HOBBY, 1993/1993, 9BFZZZ54ZPB345850, MARCELO FIGUEIREDO DE ARRUDA/JOSE CARLOS MARQUES DE
CARVALHO/BCO LLOYDS TSB SA, KTF8378, PARATI CL, 1992/1993, 9BWZZZ30ZNP247320, JORGE SIQUEIRA CASAIS/JONAS MORAES TELLES, KTG6578, PARATI GLS, 1991/1992, 9BWZZZ30ZMP240308, ANA CRISTINA ANTUNES/BCO PANAMERICANO,
KTN5701, CHEVETTE, 1985/1985, 9BG5TC11UFC119798, ARLINDO CESAR DE OLIVEIRA, KTQ2307, MONZA SL/E 2.0, 1990/1990, 9BGJK69YLLB046227, UMBERTO RIBEIRO DA SILVA/VIVIANE FONSECA, KTR0232, PASSAT, 1980/1980, BT355764,
NILBERTO MARTINS FREIRE, KTS3659, PARATI CL , 1991/1991 , 9BWZZZ30ZMP201721 , ABN AMRO ARRENDAMENTO MERCANTIL S.A , KTS3869, MONZA SL/E 2.0, 1989/1989, 9BGJK11TKKB071990, HELIO MORAES DA SILVA FILHO, KTW5683, GOL
CL 1.8, 1992/1992, 9BWZZZ30ZNT018158, NODIR CAMPOS DA SILVA, KTW7882, MONZA SL/E, 1989/1989, 9BGJK11ZKKB043637, ELISANGELA GOMES ABREU/FRANCISCO FLAVIO CORDEIRO DA SILVA, KTZ5287, UNO S, 1985/1986, 9BD14600003063780,
RAFAEL DE FARIAS ROCHA, KTZ5623, CHEVETTE, 1983/1983, 5E11UCC162071, SERGIO FERREIRA JORGE, KTZ7462, SPAZIO CL, 1983/1983, 9BD147A0000772567, NATANAEL QUINTALINO/MARCIO DE ASSIS RIBEIRO, KUA5155, CHEVETTE MARAJO
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ARRENDAMENTO MERCANTIL SA, KUH8885, PREMIO CSL 1.6, 1990/1991, 9BD146000L3635912, CARLOS DE VASCONCELOS, KUJ3607, CARAVAN, 1980/1981, 5N15EAB100207, MARIA ALICE MARQUES DE ALBUQUERQUE, KUK0427, XLX 250 R, 1986/
1986, XL250BR2029825, JOSE ESPO PEREIRA PINTO/ADELSON MOREIRA SERRA, KUL3883, MONZA, 1983/1984, 9BG5JG11SEB011124, ELVIS DE ABREU PESSOA, KUM3129, KOMBI, 1981/1981, BH703020, DJALMA MARTINS DE SOUZA/BCO GENERAL
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XLT1.6FLEX, 2005/2006, 9BFZE16P568707095, FRANCISCO DI BIASE NETO/MARIA ELISABETE CAMPOS DE PAULA/BV FINANCEIRA SA C F I/BANCO ITAUCARD SA, KVI3387, CELTA 2P LIFE, 2008/2009, 9BGRZ08909G172531, BANCO BMC SA/CARLOS
ALBERTO DA LUZ PAPALEO, KXD0557, SIENA HLX FLEX, 2006/2007, 9BD17241T73263272, GIOVANI SILVEIRA/TEREZA CRISTINA SANTOS DE LEMOS/BANCO ITAUCARD SA, KYB1870, FACTOR YBR125 K , 2008/2009, 9C6KE122090003044, BANCO BMC
SA/FABIANO PEREIRA RIBEIRO, KYH0400, YBR 125K, 2007/2007, 9C6KE092070093361, PANAMERICANO ARRENDAMENTO MERCANTIL SA/TIAGO DA SILVA SILVESTRE/BANCO PANAMERICANO SA, KYR0285, GOL 1.0, 2007/2007, 9BWCA05W07P051822,
SUPER VEICULOS LTDA/SILVIA MARIA SANTOS DA SILVA/BV FINANCEIRA SA CRED FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO, KZS5947, GOL 1.6 POWER, 2006/2006, 9BWCB05W36P095924, BFB LEASING SA ARRENDAMENTO MERCANTIL/GUSTAVO
SALGUEIRO MEDEIROS, KZT2260, CLIO EXP 10 16VS, 2005/2006, 93YLB8B156J688136, BFB LEASING SA ARRENDAMENTO MERCANTIL/ADALIA TRINDADE, KZX8761, SIENA 1.4 TETRAFUEL, 2006/2007, 9BD17201X73274558, EDUARDO EUGENIO DA
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ANA PAULA PIRES DOS SANTOS/ARLENI DE MELO PORTO/BANCO FIAT SA/THOMAZ PORTO/BV FINANCEIRA SA CRED FINANC E INVESTIMENTO, LAB2210, LOGUS CL, 1994/1994, 9BWZZZ55ZRB501171, MARTIA DAS GRACAS SOUZA BASTOS,
LAB8190, GOL CL, 1994/1994, 9BWZZZ30ZRT020657, MARIA CLAUDINA MIRANDA PIRES/BC ABN AMRO REAL SA, LAB9442, ESCORT 1.8I GHIA, 1994/1994, 9BFZZZ54ZRB546273, ANTONIO DO NASCIMENTO FERREIRA/RICARDO ALVES ARRUDA/
BV FINANCEIRA SA C F I, LAC1286, CORSA WIND, 1994/1994, 9BGSC08WRRC608952, FINAUSTRIA ARRENDAMENTO MERCANTIL SA/CARLOS HENRIQUE LACORT NERY, LAC4198, OMEGA GLS, 1992/1993, 9BGVP19BPNB210453, GILDA MIRANDA
XIMENES, LAC4254, CORSA WIND, 1994/1994, 9BGSC08WRRC614053, ROLEMBERG THEODORO DA SILVA/BANCO SANTANDER BRASIL SA, LAD2299, DEL REY BELINA, 1988/1989, 9BFDXXLD2JBV78102, THIAGO ALVES DE OLIVEIRA PALACIO,
LAD6914, SANTANA GLS 2000, 1988/1989, 9BWZZZ32ZJP236543, HUMBERTO TERTULINO DOS SANTOS/HAMILTON DE MORAES CAVALCANTE, LAD9878, LOGUS GL, 1994/1994, 9BWZZZ55ZRB542961, PAULO AFONSO FAZZA/SANDRO BAYER
MARIANTE/ITAU UNIBANCO SA, LAE9038, DOBLO EX, 2005/2006, 9BD11995861029156, SANTANDER LEASING S.A ARRENDAMENTO MERCANTIL/MARIA OSITA DOS SANTOS SILVA/JOAO BATISTA DE SOUZA/BANCO ITAUCARD SA, LAG6924, GOL CLI,
1996/1996, 9BWZZZ377TP550210, FABIO CHEFAN PALMA DE SOUSA/BANCO VOLKSWAGEN, LAG8363, KOMBI, 1996/1996, 9BWZZZ231TP037514, MARILENE ANDRADE DE SOUSA, LAI2408, TOWNER COACH, 1996/1996, KN2ANM8D1TK028541, JOSE
AMAURY LADEIRA/SIDNEY LINA DE BARROS/CARLOS ALBERTO DOS SANTOS AMARAL/BCO ABN AMRO SA, LAI2469, CORSA SUPER, 1996/1996, 9BGSD68ZTTC816356, TATIANA DE OLIVEIRA A VIANA, LAI3099, FIESTA, 1996/1996, 9BFZZZFDATB036810,
ROSA DE FARIA RODRIGUES/CRISTIANE DA SILVA VIEIRA, LAI7927, UNO MILLE SX, 1996/1997, 9BD146047T5854573, CIA ITAULEASING DE ARR MERCANTIL/GILSARA ALVES, LAJ4371, KOMBI, 1996/1996, 9BWZZZ231TP035258, JACI MACIEL DE
MORAIS, LAJ7230, CORSA SUPER, 1996/1996, 9BGSD08ZTTC7611869, DIEGO ARAUJO DE ASSUNCAO/PAULO VICTOR GONZAGA DE SOUZA MAIA, LAJ7652, SANTANA 2000 MI EXCL, 1996/1996, 9BWZZZ327TP041559, MARIO RENATO AKINORI KAWAI/
BANCO BRADESCO SA, LAJ7700, CORSA SUPER, 1996/1996, 9BGSD08ZTTC779495, LUIZ CLAUDIO DE F COSTA, LAK6404, TIPO 1.6 IE, 1994/1995, ZFA160000R4988343, ISAAC DE ANDRADE BARBOSA/JEAM DE ANDRADE LINS/JULIO MACIANO
BEZERRA DA SILVA/HSBC BANK BRASIL SA BANCO MULTIPLO, LAK6555, ESCORT 1.8I L, 1994/1994, 9BFZZZ54ZRB591629, RUBENS MARQUES DE AMORIM, LAK7664, UNO ELECTRONIC, 1994/1995, 9BD146000R5345650, RENATO PISTILLI, LAK8919,
KADETT LITE, 1994/1994, 9BGKY08KRRC342224, AMILTON JESUS DA SILVA/DAVID HERMIDA DE CASTRO/OMNI SA CREDITO FINANC E INVESTIMENTO, LAL1438, ESCORT 1.6I GL, 1994/1995, 9BFZZZ54ZRB617800, VERA LUCIA PINHEIRO GOMES
/ BV FINANCEIRA S A C F I / VALDECIR GOMES VALENTIM / MILTON MARTINS SALES, LAL1906, UNO, 1987/1988, 9BD146000H3273708, NEUZA MARIA MARTINS, LAM1922, GOL 1000, 1994/1995, 9BWZZZ30ZRP304913, MARCO ANTONIO ALVES MORAIS/
LUIS RONALDO RODRIGUES/BANCO PONTUAL SA, LAM3012, UNO ELECTRONIC, 1994/1995, 9BD146000R5378066, WANDA MORAES ALVES MARTINS/BANCO ABN AMRO SA, LAM7986, CORSA WIND, 1994/1995, 9BGSC08WSRC633676, CIA
ITAULEASING DE ARR MERCANTIL/HERBERT OLIVEIRA RAMALHO, LAN2183, TIPO 1.6 IE, 1994/1995, ZFA160000R5055193, CARLOS ALBERTO TEIXEIRA LIMA, LAN6178, GOL 1000, 1995/1995, 9BWZZZ30ZSP000734, PANAMERICANO ARRENDAMENTO
MERCANTIL SA/BILHIGRAN NUNES RIBEIRO, LAN9249 , GOL 1000I , 1995/1995 , 9BWZZZ377ST007187 , ABN AMRO ARREND MERCANTIL S/A , LAN9570, ESPERO DLX, 1994/1995, KLAJF19W1RB737550, ALEXANDRE BARBOSA DA SILVA/BCO ABN
AMRO REAL SA, LAN9713, ESPERO DLX, 1994/1995, KLAJA19W1RB738030, GILSON CLAUDIO LIMA DE MORAES/BCO ABN AMRO REAL SA, LAN9724, ESCORT 1.0 HOBBY, 1995/1995, 9BFZZZ54ZSB657016, ALEXANDRE SARMENTO CATALDO/BANCO
PONTUAL SA, LAO0458, VERONA 1.8I GL, 1995/1995, 9BFZZZ54ZSB656776, KATIA SANDRA DE ARAUJO / CRECIO DA SILVA LOPES, LAP0545, ESCORT 1.0 HOBBY, 1995/1995, 9BFZZZ54ZSB671256, ANTONIO FLAVIO LEITAO ATAIDE / CIA SANTO
AMARO DE AUTOMOVEIS LTDA, LAP5599 , GOL CLI , 1995/1995 , 9BWZZZ377ST030625 , LUIZ CARLOS PECANHA CRESPO JUNIOR/ LEANDRO MARTINS DA SILVA/PANAMERICANO ARRENDAMENTO MERCANTIL SA, LAP9124, TEMPRA OURO 16V,
1995/1995, 9BD159000S9108841, JOSE JORGE DA COSTA, LAP9341, FIESTA, 1995/1995, VS6BSXWPFSWC63600, CARLOS EDUARDO DOS SANTOS CANELLAS/CARLOS HENRIQUE DA SILVA MANHAES, LAQ1810, TIPO 1.6 IE, 1995/1995, ZFA160000S5093128,
DENISE MARIA DE SOUZA RODRIGUES/JULIO CESAR DA SILVA WANDERLEI/BV FINANCEIRA SA CRED FINANC E INVESTIMENTO, LAQ2696 , TIPO 1.6 IE , 1995/1995 , ZFA160000S5107001 , LUZIA RODRIGUES COELHO/BANCO ABN AMRO SA/
AURORA BENITTO RIBEIRO/BANCO SAFRA SA, LAQ4626, FIESTA, 1995/1995, VS6BSXPFSWC67268, FINAUSTRIA ARREND MERCANTIL SA/JOSE JUAREZ DOS SANTOS, LAQ5374, ESCORT 1.0 HOBBY, 1995/1995, 9BFZZZ54ZSB688367, ABN AMRO
ARRENDAMENTO MERCANTIL SA, LAQ6030, SAVEIRO CL, 1995/1995, 9BWZZZ30ZSP037369, LUIZ ANTONIO BARROZO, LAQ6653, TIPO 1.6 IE, 1995/1995, ZFA160000S5111184, BANCO CIDADE L A MERCANTIOL SA/CARLOS HENRIQUE SILVA
FERREIRA, LAR1115, ASTRA GLS, 1995/1995, W0L000058S5203418, JOSE AUGUSTO M DE P JUNIOR/BANCO SANTANDER BRASIL SA, LAR4908, TIPO SLX, 1995/1995, ZFA160000S5111772, ROGERIO OLIVEIRA DE ABREU/PEDRO PAULO DE ARAUJO
PAZ/BANCO ABN AMRO REAL SA, LAS6764, KOMBI, 1995/1995, 9BWZZZ231SP021106, NELSON GUSTAVO CAVADAS FERNANDES/ALBERTO DE SOUZA BARROS, LAS8947, KOMBI, 1995/1995, 9BWZZZ231SP020478, ABN AMRO ARREND MERC SA,
LAT6144, VOYAGE CL, 1988/1988, 9BWZZZ30ZJT012230, FRANCISCO DE ASSIS FERREIRA DA SILVA, LAT8782, ESCORT, 1984/1984, 9BFBXXLBABEK63462, ADRIANO ADAUTO FRANCISCO, LAU2192, MONZA GL, 1995/1995, 9BGJG69RSSB045704,
JUVENAL BENTO DE OLIVEIRA/BCO MERC SP SA FINASA, LAU9664, ESCORT 1.8I GLX, 1996/1996, 8AFZZZ54ATJ044350, RONEY SILVEIRA ARRUDA, LAV2696, 19 RN, 1995/1995, 8A1B53PZZSS005197, JOSE AUGUSTO DIAS RIBEIRO/WASHINGTON
LUIZ DA CONCEICAO BERBA, LAV7410, ESPERO CD, 1995/1995, KLAJF19W1SB752752, JOSE TORQUATO PEDROSA DE SOUZA, LAV7647, MONZA GL, 1995/1995, 9BGJG11SSSB027259, JAIME MACHADO MEDEIROS/VANDERLEI DO AMARANTE DOS
SANTOS/BV FINANC SA CRED FINANC INVESTIMENTO, LAV8085, CORSA WIND, 1995/1995, 9BGSC08WSSC717074, SABRINA COSTA DA SILVA/BANCO SANTANDER BRASIL SA, LAW0529, TEMPRA OURO 16V, 1995/1995, 9BD149000S9128420,
HENRIQUE CARVALHO LIMA/BCO SANTANDER BRASIL SA, LAW3605, CHEVETTE HATCH, 1984/1984, 9BG5TC08JEC140649, KELLER TAVARES DE BARROS, LAX1225, ASTRA GLS, 1995/1995, W0L000058S5241354, PAULO ROBERTO DE ALBUQUERQUE
ALMEIDA/ELIANA VIEIRA DA CRUZ/BCO ABN AMRO SA, LAY3725, APOLLO GL, 1991/1992, 9BWZZZ54ZMB211431, IVANIL FRANCISCO CHAGAS, LAY5101, TIPO 1.6 IE, 1995/1995, ZFA160000S2765373, LUCICLEI ROGERIO DE C SOUZA/BC ABN AMRO
REAL SA, LAY6517, VECTRA GLS, 1995/1996, 9BGLK19BTSB302539, MARIA DAS GRACA SILVA/BANCO FINASA SA/MIRTES HELENA VIEIRA , LAY9826, UNO MILLE EP, 1995/1996, 9BD146097S5617807, LLOYDS TSB LEAS S A ARREND MERCANTIL/
UELITON CASTELO RODRIGUES, LAZ4651, KOMBI, 1996/1996, 9BWZZZ231TP028702, GUTEMBERG MARONHA ORTELHADO/HSBC BANK BRASIL S A BCO MULTIPLO, LAZ7810, UNO MILLE SX, 1996/1997, 9BD146047T5824137, MARIA PENHA DOS
SANTOS HERGUET, LAZ8391, FIESTA, 1996/1996, 9BFZZZFDATB014419, PATRICIA COSTA PERAL/DENIZE ALEXANDRA FRANCO PAIVA/ABN AMRO BANK/DJAN DOS SANTOS NUNES/ITAU UNIBANCO SA, LAZ9842, CORSA WIND, 1996/1996,
9BGSC08ZTTC816436, DANIEL ANDRADE SILVA/UNIBANCO FIN SA CFI/LEONARDO DE SANT ANNA/BANCO PANAMERICANO SA, LBA1105, TAURUS GL, 1995/1995, 1FALP52U7SG253788, JOSE BAPTISTA COSTA JUNIOR/WALTER SALLES DE FREITAS,
LBA1773, UNO MILLE IE, 1995/1996, 9BD146067S5633169, CARLOS MARQUES BEATRIZ DA SILVA/DUCAR BRIGADEIRO VEICULOS LTDA, LBA2518, VECTRA GLS, 1995/1996, 9BGLK19BTSB305274, MARCELO PRUDENTE BASTOS/ROBERTO GONCALVES
DA SILVA, LBA9162, KOMBI, 1995/1996, 9BWZZZ231SP044600, JORGE ANTONIO PINHEIRO DOS SANTOS, LBB8812, YBR 125ED, 2004/2004, 9C6KE042040025136, JORGE GOMES DE OLIVEIRA, LBC2629, CORSA WIND, 1995/1996, 9BGSC08WTSC668122,
CORA EMILIA A SOARES/VANIA M DE A SOARES/LUCIA HELENA MAXIMO CANARIO, LBC3467, 19 RT, 1995/1995, VF1L538ZZSD021352, EVERARDO MOREIRA LIMA/BANCO ABN AMRO SA/HANS AUTOMOVEIS LTDA, LBC7896, HI-TOPIC, 1995/1996,
KN2FAD2A1SC056567, PATRICIA RIBEIRO COUTINHO, LBD8409, ASTRA GLS, 1995/1995, W0L000058S5303951, CARLOS ALBERTO SANTOS/BANCO FINASA SA/VANESSA GONCALVES DA SILVA/BANCO CIFRA SA, LBE7664 , UNO MILLE EP , 1996/
1996 , 9BD146097T5712998 , GOMERCIDIO RAPHAEL FILHO/ANTONIO CARLOS RAPHAEL/CONTEMPLAR ADM CONS LTDA , LBF6583, TOWNER COACH, 1995/1995, KN2ANM8D1SK022522, WILSON MEDEIROS PEREIRA/CONS NACIONAL GM LTDA,
LBG2367, UNO MILLE IE, 1996/1996, 9BD146067T5740331, FREDERICO AUGUSTO OLIVEIRA DE QUEIROZ, LBG3814, CORSA WIND, 1996/1996, 9BGSC08ZTTC734366, MARIZA DA SILVA NOBRE, LBG4026, TEMPRA IE, 1996/1996, 9BD159044T9154852,
GUSTAVO ROSA DE ANDRADE/ARTUR JORGE MARTINS/ITAU UNIBANCO SA, LBG7198, TOWNER COACH, 1995/1996, KN2ANM8D1SK024396, PAULO ROBERTO SBANO MARQUES/MARIA CRISTINA NASCIMENTO, LBG7634, TIPO 1.6 IE, 1995/1995,
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1996/1996, 8AFZZZ54ATJ021174, MANOEL ALVES PEREIRA, LBI5093, UNO MILLE EP, 1996/1996, 9BD146097T5762453, BANCO SOFISA SA/ALEXANDRE CAVALHEIRO, LBI9146, CORSA WIND, 1996/1996, 9BGSC08ZTTC781384, MARCELO DELFINO/BCO
ABN AMRO REAL SA/PAULO GONCALVES/BV FINANCEIRA SA CREDITO FINANC E INVESTIMENTO, LBJ3093, PALIO EDX, 1996/1996, 9BD178226T0019218, FABIANO LUIS DA SILVA/BANCO DO BRASIL SA, LBL4150, FIESTA, 1996/1997, 9BFZZZFDATB063234,
CIA ITAULEASING DE ARR MERCANTIL/ELZA COSTA ALVES, LBL6736, UNO MILLE SX, 1996/1997, 9BD146047T5882739, ORIAS FRANCA CORTEZ, LBL8917, QUANTUM, 1996/1997, 9BWZZZ331TP061798, EDGLAUCO BARRETO GUIMARAES, LBM2077,
KADETT GL, 1996/1997, 9BGKZ08GVTB403450, ELIANE DO NASCIMENTO SANTOS/BANCO DAYCOVAL SA, LBM4483, CORSA GL, 1996/1997, 9BGSE68NVTC629209, WALEYR MACHADO MUNIZ/UNIBANCO FIN SA CFI, LBM8699, CORSA WIND, 1997/
1997, 9BGSC08ZVVC670582, ANTONIO MARCOS PEREIRA RIBEIRO/CIA ITAU LEASING DE ARR MERCANTIL, LBN1619, GOL CL 1.8 MI, 1996/1997, 9BWZZZ377TP574116, MARIO CESAR OLIVEIRA ALMEIDA, LBN2646, PALIO EDX, 1997/1997,
9BD178226V0163882, BANCO ITAUCARD SA/KELLY CRISTIANE S SILVA PEREIRA/VANESSA CARDOSO AFFONSO/BANCO PECUNIA SA, LBO0593, BALENO GLX, 1996/1997, JSAEGC31STV100011, FABIO CAMPOS SILVA, LBP3395, KA, 1997/1997,
9BFZZZGDAVB001979, SELMA DA SILVA S FARIA/BANCO SANTANDER BRASIL SA, LBQ0532, GOLF GL 1.8 MI, 1997/1997, 3VW1931HLVM313102, SONIA MARIA DA FONSECA/UNICAR ADM NAC CONS LTDA, LBQ1158, CORSA SUPER, 1997/1997,
9BGSD08ZVVC721058, MARIA DO CARMO BARBOSA, LBQ3224, PASSAT VARIANTVR , 1996/1996, WVWFE83A9TE270639, GUMERCINDO FERNANDES NETO/TULIO CLAUDIO RAMOS/BANCO SANTANDER BRASIL SA, LBQ3430, PALIO EDX, 1997/1997,
9BD178026V0250971, GLORIA MARIA NUNES BATISTA DE SOUSA/BCO ABN AMRO SA, LBQ6015, PALIO ED, 1997/1997, 9BD178016V0267162, JOSE MOACIR MARQUES MONTEIRO/BCO FORD SA, LBQ6077, FIESTA, 1997/1997, 9BFZZZFDAVB092583,
SEBASTIAO JORGE DA CRUZ MATTOS/MARIA APARECIDA PEREIRA/VALDECI VEREDIANO/BANCO ITAUCARD SA, LBS8632, FIESTA, 1997/1997, 9BFZZZFHAVB117156, DISNAVE DISTRIBUIDORA NACIONAL DE VEICULOS/BANCO ITAUCARD SA/
GERALDINO DE SOUZA SILVA, LBT1542, FIORINO WORKING, 1997/1997, 9BD255394V8555485, SAFRA LEASING SA ARRENDAMENTO MERCANTIL, LBT1895, TOWNER SDX, 1997/1997, KN2ANM8D1VK039422, AFFONSO ELIZIO DE CASTRO SILVA,
LBT3622, TOWNER SDX, 1997/1997, KN2ANM8D1VK039170, HILARIO JOSE DA SILVEIRA, LBU6025, SANTANA , 1997/1997, 9BWZZZ327VP029234, SEBASTIAO FREIRE/CIA ITAULEASING DE ARREND MERCANTIL/JEFFERSON TEIXEIRA VIEIRA,
LBV3283, FIESTA, 1997/1998, 9BFZZZFHAVB144210, RONYLDO BARBOSA PEREIRA/CARLOS ALBERTO MARTINS DE OLIVEIRA/BANCO GE CAPITAL SA, LBX0708, CORSA GL, 1997/1998, 9BGSE80NWVC614756, MARCIA CRISTINA PINTO DE SOUZA
Continua ... Continua ...
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LEILÃO
Quarta-feira, 28 de março de 2012 A-14 Jornal do Commercio
Continuação ...
CODECO/CIA ITAULEASING DE ARRENDAMENTO MERCANTIL/ANDERSON DOS SANTOS TRANCOSO, LBY6829, COURIER, 1997/1998, 9BFGSZPPAVB855879, CIA ITAULEASING DE ARRENDAMENDO MERCANTIL/JORGE ANDRE COUTINHO,
LBY8566, ESCORT GL 16V D, 1997/1998, 8AFZZZEDAVJ055438, CARLOS HENRIQUE DE OLIVEIRA/AMERICAS RECREIO VEICULOS LTDA, LBZ1773, CORSA SUPER, 1997/1998, 9BGSD68ZWVC665049, PAULO ROBERTO BERNARDO DE SOUZA/CONS
NAC GM LTDA/ANDERSON VIEIRA MACEDO/BANCO ITAULEASING SA, LBZ9286, PALIO ED, 1997/1998, 9BD178216V0437300, BANCO ITAUCARD SA/MANOEL FRANCISCO WERNECK, LCC6059, UNO MILLE SX, 1997/1998, 9BD146048V5972491,
ROBERTO ALVES HENRIQUES / MARCOS AURELIO COIMBRA, LCC7486 , UNO MILLE SX YOUNG , 1998/1998 , 9BD146058W5978731 , CIA ITAULEASING DE ARR MERCANTIL/MARCOS ANTONIO S NAZARE , LCC8767, HILUX SW4 D, 1997/1998,
JTA11GNJ5V0048628, MC DONALD WALKER PAMPHILE/PELLY AUTOMOVEIS LTDA/BANCO DO BRASIL SA/DEBORA FREITAS FIGUEIREDO, LCC9100, 205 XSI, 1997/1997, 9U620CKD2VN579045, LUCIENE DE OLIVEIRA CORTINHAS/EDSON
GONCALVES MOREIRA, LCC9226, GOL PLUS MI, 1997/1997, 9BWZZZ377VP573155, ROBERTO CASTRO DA SILVA, LCE3404, GOL 16V, 1998/1998, 9BWZZZ373WT048581, LUZIBEL UBIRAJARA T BRANDAO COSTA/BC ABN AMRO REAL SA, LCE4427,
IBIZA SXE, 1997/1997, VSSGAZ6KZVR138302, SORAYA LEMOS PEREIRA/BCO ABN AMRO SA, LCE7270, KADETT GLS, 1998/1998, 9BGKS08BWWB416162, MARCUS ALVES SOARES, LCE9117, FIORINO WORKING, 1997/1997, 9BD255394V8564307,
EDSON ANTONIO ALMEIDA/FINAUSTRIA CIA CFI, LCF7598, FIESTA, 1998/1998, 9BFZZZFHAWB208478, MARCO AURELIO PIMENTA DE MELO/BCO ABN AMRO REAL SA, LCG3648, NEON LE, 1997/1998, 1C3ESA7C5VD581300, JESUS DE OLIVEIRA F
FILHO/SAFRA LEASING SA ARRENDAMENTO MERCANTIL, LCH7042, CORSA WIND, 1998/1998, 9BGSC08ZWWC732983, WALLACE MACIEL RIBEIRO/LUIZ FELIPE MACIEL DA COSTA/BANCO FINASA SA, LCI0792, 106 SOLEIL, 1997/1998,
VF31ACDZWVM003545, ABN AMRO ARRENDAMENTO MERCANTIL SA / BANCO PSA FINANCE BRASIL SA / JOSE ANDRE DE MEDEIROS SOBRINHO, LCI2549, KOMBI, 1998/1999, 9BWZZZ237WP019367, MONIQUE MARQUES NOBREGA, LCI7008, 306
PAS S 18, 1998/1998, 8AD7BLFYWW5315799, JOSE DA SILVA CORREIA/COMERCIAL ETOILE VEICULOS LTDA, LCI8493, FIESTA, 1998/1998, 9BFZZZFHAWB226272, ROGERIO DE PAULA GOMES/NELBER SEIXAS TOSTES/BANCO ITAULEASING SA,
LCJ4405, GOL MI, 1998/1999, 9BWZZZ373WT096328, NOVO RIO VOLKS LTDA/ANDRE LUIZ MIRANDA DE OLIVEIRA/BANCO PANAMERICANO SA, LCK0520, PALIO EX, 1998/1998, 9BD178296W0697520, MARCUS VINICIUS DOS SANTOS TEIXEIRA/
BANCO FINASA BMC SA, LCK7674, ESCORT GL, 1994/1994, 9BFZZZ54ZRB575193, SANDRA LUCENA DE PAULA, LCK7799, MONZA SL/E, 1985/1986, 9BG5JK11ZGB024790, ALEXANDER PEIXOTO DE CARVALHO, LCM3748, KA, 1998/1999,
9BFZZZGDAWB615742, MILENE SARINHO VICTORIO/BANCO ABN AMRO REAL SA, LCM9735, KOMBI, 1998/1999, 9BWZZZ237WP015423, JORGE LUIZ GENTIL SCORZA / MARIA AMALIA LOBO SILVA, LCO6733, PALIO EX, 1998/1999, 9BD178296W0792550,
CAR NEWS COMERCIO DE VEICULOS LTDA/FRANCISCO DA CONCEICAO/BANCO ITAUCARD SA, LCQ3059, GOL CL 1.6 MI, 1999/1999, 9BWZZZ373XP023597, BRUNNO LEONARDO FERNANDES DA SILVA/GISELLI REQUIAO DE SANTANA/BANCO
BRADESCO FINANCIAMENTOS SA, LCR1462, FIORINO IE, 1999/1999, 9BD255044X8639164, JOSE AMERICO GOMES NAZARE/BANCO SANTANDER(BRASIL) SA, LCR4236, GOL SPECIAL, 1999/1999, 9BWZZZ377XP041383, ROBERTO ALVES PEREIRA,
LCT7268, 328I AM 51, 1999/1999, WBAAM5108XEH72821, ANTONIO CESAR CHAYIN/JANE MARIA RANGEL DA CRUZ/UNIBANCO UNIAO DE BANCOS BRASILEIROS SA, LCU1654, GOL 16V, 1999/2000, 9BWZZZ373YT009369, ALICE BARBOSA ESTEVES/
NELY SELEM/BANCO ITAU SA/BANCO SANTANDER (BRASIL) SA, LCU6747, UNO MILLE EX, 1999/1999, 9BD158068X4045241, KATIA NUNES FALCAO FIGUEIRA, LCV1768, GOL 16V, 1999/2000, 9BWZZZ373YT002186, JOAO SALVADOR NATIVIDADE,
LCW0137, GOL 16V, 1999/2000, 9BWZZZ373YT042373, CIA ITAULEASING DE ARR MERCANTIL/JOSEFA BARBOSA DA SILVA, LCW2065, 306 SEL H 18, 1998/1999, 8AD7ALFYWW532773, WALTER JEROME JOSE DAVILA / BV FINANCEIRA S A C F I /
MAURICIO ALVES CUSTODIO, LCW7902, CORSA GLS, 1999/2000, 8AGSJ35N0YR100252, BOZANO SIMONSEN LEASING SA ARR MERCANTIL/RITA DE CASSIA MARQUES DA SILVA/MARIA LUCIA MEDEIROS DA CUNHA/ALESSANDRA DIOTTI DA MATTA/
BANCO ABN AMRO REAL SA, LCX0001, CARAVAN SE, 1998/1999, 1C4GYB2B2WU116109, IVAN MAXIMIANO SALGADO/MULT POINT VEICULOS LTDA/BANCO SAFRA SA, LCY1992, XSARA BK GLX, 1999/2000, VF7N2LFYYYJ002627, URRACO
AUTOMOVEIS LTDA/HERCULES RABELLO DOS SANTOS/BANCO SANTANDER(BRASIL) SA, LCY8361, CLIO RT, 1999/1999, 8A1557TTZXL057963, ALEX MEDEIROS DO AMARAL RIBEIRO, LCZ8422, A3 1.8, 1999/1999, 93UNB48L1X4001023, BANCO ABN
AMRO REAL SA, LDB9188, MONZA SL/E 2.0, 1987/1987, 9BGJK11YHHB055325, LEONARDO SANTANA, LDD1730, FUSCA, 1971/1971, B8053272, FRANCISCA LESSA CARNEIRO , LDH9764, FUSCA, 1961/1961, , MARIA DA GRACA C DE ALBUQUERQUE,
LDS4819, FUSCA, 1965/1965, B5217439, MARIA FATIMA LIXA DO NASCIMENTO, LDX6790, CORCEL II L, 1979/1979, LB4KXT60427, MAURO CESAR FIESCHI LAVAGNINO, LEI4664, BRASILIA, 1977/1977, BA465315, JOSE LEOPOLDINO COUTINHO/
FERNANDES RIBEIRO PAES, LEX2869, MONZA SL/E, 1983/1983, 5K08SCB040867, MARCOS SILVERIO DA SILVA, LEX8351, MONZA, 1986/1987, 9BGJK11ZHGB024842, PEDRO CESAR TEIXEIRA SILVA/ROBSON SUZART PASSOS, LFL2347, CORCEL, 1981/
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LUIZ MACIEL DE OLIVEIRA, LGL2000, PASSAT TS, 1977/1977, BT212767, MARIA MARQUES DODO, LGN1810, KOMBI, 1982/1982, BH730822, CANDIDA SORAYA DE SOUSA BATISTA/LUIZ ANDRE DE ALBUQUERQUE, LGN2019, CHEVETTE, 1980/1980,
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5C11UCC126722, SEBASTIANA FERNANDES DA SILVA, LGS3222, 147 C, 1984/1984, 9BD147A000789784, JOSE PINHEIRO FILHO/ALEXANDRE RODRIGUES CAVALCANTE, LGS6737, PASSAT GTS, 1983/1984, 9BWZZZ32ZEP006010, MAURICIO
CARVALHO PANNAIN, LGT9829, SANTANA CS, 1986/1986, 9BWZZZ32ZGP268699, ROBSON NEY LOPES/CARLOS ROBERTO DAS NEVES, LGV4555, BELINA, 1988/1989, 9BFDXXLD2JBV77536, JOSE ANTONIO NOGUEIRA PIRES, LGY9420, CHEVETTE
SL, 1986/1986, 9BG5TE11UFC116173, JORGE BRANCO MOREIRA/EDNA DE SOUZA V DA SILVA, LGZ0077, PREMIO S, 1986/1986, 9BD14600003075747, JORGE DE BARROS BARRETO WINTER/ADENIL VILHETE, LGZ2376 , CHEVETTE HATCH , 1982/
1982 , 5E08ABC111059 , ABELARDO ALVES PEREIRA , LGZ5842, CHEVETTE, 1980/1980, 5C11AKC161919, ANDRE LUIZ CHAGAS PRISCO/ALLAN DE A GOIS, LGZ8231, KOMBI, 1980/1980, BH653295, JOSE ADILSON CARNEIRO, LGZ9998, SANTANA,
1987/1987, 9BWZZZ32ZHP218072, FLAVIO GONCALVES FABBRI/WILLIAM PIRES DE CARVALHO/BANCO ABN AMRO SA, LHA6123, ESCORT L, 1985/1985, 9BFBXXLBABFB32616, CARMEM CHACAITIS DOS SANTOS/BANCO ABN AMRO SA, LHA7880, GOL
1000, 1983/1983, 9BWZZZ30ZDT443740, ANTONIO FERNANDO LEAO FERREIRA/SOCRATES GONCALVES VIEIRA, LHB6137, MONZA SL/E, 1984/1984, 9BG5JK11ZEB057128, GERALDO FRANCISCO OLIVEIRA DA SILVA/ADRIANO DE OLIVEIRA SOUZA,
LHE6317, MONZA CLASSIC SE, 1989/1990, 9BGJL11TKB003619, JOSE LINDOSO DO NASCIMENTO, LHE6509, UNO S, 1985/1985, 9BD14600003019658, ISABEL CRISTINA MOTTA VARDIERO, LHF2825, MONZA, 1985/1985, 9BG5JK11ZFB033552, OLIVEIRA
DINIZ DA SILVA/BCO ITAU SA, LHH2177, KOMBI, 1981/1981, BH707479, MARIA DA PENHA SOUZA COSTA , LHH2753, MONZA, 1983/1984, 9BG5JG11SEB017119, LUIZ CLAUDIO DE SOUZA LIMA, LHH7240, GOL, 1984/1984, 9BWZZZ30ZET432312,
YONILDO JOSE DA SILVA/MAURICIO DOS SANTOS SPINDOLA, LHI3659, CHEVETTE, 1984/1984, 9BG5TC11UEC140206, JANE DE OLIVEIRA EUSEBIO/JOSE CARLOS DA SILVA, LHI7708, PASSAT GTS, 1985/1985, 9BWZZZ32ZFP008208, ARMANDO
BRAGA SANTOS CRUZ, LHI9129, CHEVETTE, 1979/1979, 5C11AJC179297, SERGIO RODRIGO DE SOUZA ANCHIETA, LHJ2991, CHEVETTE, 1987/1987, 9BGTB11AHGC127039, ADILSON DE MEDEIROS ROQUE, LHJ7850, DEL REY, 1983/1983,
LB8ABE67461, JONAS PINTO MARTINS/JUAREZ MASSONI VARGAS, LHJ8067, KOMBI, 1988/1989, 9BWZZZ23ZJP017865, JORGE LUIZ RODRIGUES LIMA, LHK0658, VOYAGE S, 1985/1985, 9BWZZZ30ZFP035215, GUTEMBERG DE OLIVEIRA SILVA,
LHK7372, MONZA SL/E, 1987/1987, 9BGJK11YHHB033382, JOSE MARIA DIAS DE SOUSA/JOSE FERNANDO GUIMARAES, LHL1099, DEL REY GL, 1989/1989, 9BFCXXLC2KBJ94567, HORACIO CESAR DE SOUZA/BCO PANAMERICANO, LHL4018, DEL
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CARLOS DOS SANTOS/KADON APLICACOES EM INVESTIMENTOS DE CREDITOS SA, LHN1717, ESCORT GL, 1988/1988, 9BFBXXLBAJBN20516, ALEX DE MORAES MONTEIRO, LHN4389, MONZA CLASSIC SE MPF, 1992/1993, 9BGJL69BPNB010759,
ANDERSON MARQUES DE BARROS/BCO ABN AMRO REAL SA, LHS3722, ESCORT L, 1986/1987, 9BFBXXLBABGR31394, NILCE CURY NARDI/MANOEL HENRIQUES BARBOSA FILHO, LHS4809, CHEVETTE, 1983/1984, 9BG5TC11UEC100609, CARMEM
LUCIA P DE CARVALHO, LHS9972, QUANTUM CL, 1986/1987, 9BWZZZ33ZHP204240, JOSE PEREIRA FILHO/BCO AUTOLATINA SA, LHT3046, CHEVETTE, 1983/1983, 5C11JCC130700, JOAO FRANCIJANIO TOME, LHT5505, KOMBI, 1988/1988,
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KADETT SL, 1991/1991, 9BGKT08VMMC337190, UNIBANCO LEASING SA ARRENDAMENTO MERCANTIL/JOSE ALVES DE SOUSA/SIDNEI MARTINS LOURENCO, LIO7423, CHEVY 500 DL, 1991/1991, 9BGTC80JMMC137087, MARIA ELZA KNUPFER DA
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MULTIPLO, LIR1408, KADETT SL, 1990/1991, 9BGKT08VMLC308828, JORGE LUIZ VIANA PIMENTA / BANCO ABN AMRO REAL SA, LIR6304, ESCORT L, 1993/1993, 9BFZZZ54ZPB376110, JUAREZ JARDEL MACEDO/DENISE SANTIAGO DA SILVA/BANCO
FORD, LIR9939, SAVEIRO CL, 1993/1993, 9BWZZZ30ZPP234560, IVAN DA SILVA MORAES, LIS3336, GOL 1000, 1993/1994, 9BWZZZ30ZPT144620, FABIO TAVARES DA ROCHA/FINAUSTRIA CIA CFI, LIS7336, UNO MILLE BRIO, 1991/1991, 9BD146000M3799309,
MAURICIO JOSE MAGARAO DA SILVA/ANA CAROLINA GONCALVES TEIXEIRA, LIS8173, VOYAGE CL, 1992/1992, 9BWZZZ30ZNT039381, THAND FOTO COMERCIO E SERVICOS LTDA, LIT9433, KADETT SL EFI, 1993/1993, 9BGKT08GPPC335373, HELENA
LINDO DE SOUZA/BANCO FINASA SA/MAURICEIA SERRANO, LIU1190, SWIFT HT, 1993/1994, JS2AA41SRP5101213, MARCIA CARVALHO SANTOS/BCO ABN AMRO REAL SA, LIV4561, CHEVETTE, 1984/1984, 9BG5TC11UFC100699, MARCIA ROSA DE
ARAUJO/NAUBER CRUSIUS, LIV8187, MONZA SL/E, 1988/1988, 9BGJK11ZJJB063460, CELINA GONCALVES/JEFFERSON DA SILVA FIGUEIREDO, LIW7258, UNO CS IE, 1993/1993, 9BD146000P3969647, MAURO DOS SANTOS SANT ANA/BANCO
SANTANDER BRASIL SA, LIW8033, MONZA CLASS EFI, 1993/1993, 9BGJJ11RPPB067987, ALFEU CALIXTO, LIW8645, ESCORT L, 1992/1992, 9BFZZZ54ZNB292055, MARIA DAS GRACAS DA SILVA/BANCO DAYCOVAL SA, LIX9102, UNO S, 1987/1987,
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FERNANDO LISBOA DA SILVA, LJC3900, CHEVETTE SL, 1989/1989, 9BGTC11UKKC139595, JOELMA CANDIDO DA SILVA, LJC5629, CHEVETTE, 1983/1983, 5C11UCC170995, MARCIO GOMES PEREIRA/MARCELO ROSA PINTO/BANCO ITAU SA, LJC7380,
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ARAUJO, LJD5876, CHEVETTE, 1985/1985, 9BG5TC08UFC118569, EVANDRO FABIO ALVIM, LJE2079, CHEVETTE SL, 1986/1986, 9BG5TE11UGC110905, HELENA FIGUEIREDO F BRABOSA BELMIRO, LJE3834, GOL CL, 1989/1989, 9BWZZZ30ZKT091281,
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PINHEIRO, LJK6233, PANORAMA C, 1983/1983, 9BD147A0000740610, JEOVA ALVES DE OLIVEIRA, LJK6643, APOLLO GLS, 1991/1991, 9BWZZZ54ZMB142601, CARLOS HENRIQUE DA SILVA BASILIO/BCO PANAMERICANO, LJK7045, GOL LS, 1986/1986,
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LJL7048, KADETT SL, 1990/1991, 9BGKT08VMLC307953, ANDERSON DANTAS DE OLIVEIRA, LJL7803, PASSAT, 1978/1978, BT214846, MARLI ASSUNCAO, LJL8403, UNO, 1988/1988, 9BD146000J3352548, ERONILDES CARDOSO DE ALMEIDA, LJL9409,
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2005, 93YLB06255J568160, BFB LEASING SA ARRENDAMENTO MERCANTIL/FLAVIO LUCIO DOS SANTOS MATEUS, LSS0134, SIENA FIRE, 2003/2004, 9BD17203743081591, PATRICIA DE FIGUEIREDO TORRES/BC ABN AMRO REAL SA, LSU0729, PALIO
FIRE, 2004/2005, 9BD17146752520140, CIA ITAULEASING DE ARR MERCANTIL/ANTONIO TADEU S PEREIRA, LSY0529, GOL 1.6 POWER, 2004/2004, 9BWCB05X74P121222, DANILO J DE CASTRO/GERALDO M S DE CAS/GELCIMAER MACHADO DE
OLIVEIRA/BANCO ITAUCARD SA, LSZ0520, FOCUS 1.6L HA, 2004/2004, 8AFDZZFHA4J349579, BANCO ITAUCARD SA/JOSEFA FIRMINO DE LIMA, LTB0961, PALIO FIRE FLEX, 2005/2006, 9BD17146G62644249, ANDERSON JOSE RODRIGUES/BANCO ITAU
SA, LTF0341, PALIO HLX FLEX, 2004/2004, 9BD17141C42450384, SIMONE C DA S DUQUE ESTRADA M N DE OLIVEIRA, LTL0504, FIESTA, 2004/2005, 9BFZF10BX58228728, BANCO FINASA SA/RUBENS TARANTO BATISTA, LTN1928, STILO FLEX, 2007/2008,
9BD19240R83069115, BANCO SAFRA SA/CARLOS HENRIQUE COUTINHO, LTZ0504, 206 10SENSAT, 2004/2004, 9362A7LZ94B027129, BV LEASING ARREND MERCANTIL SA/RAFAEL BELLAS RASO, LUN3418, SIENA EL FLEX, 2010/2010, 9BD17202LA3552948,
BANCO ITAUCARD SA/ZELY FREITAS CARBALLO, LUV0878, SCENIC AUT 1616V, 2005/2005, 93YJA15255J616119, LUCIANA MAYUMI SUGAHARA MUTO/BANCO SANTANDER BRASIL SA, LUV8588, MASTER BUS 16 DCI, 2006/2006, 93YCDDUH56J749263,
SUDAMERIS ARRENDAMENTO MERCANTIL SA/BUGASSINO DISTR DE PECAS DE GNV EMP, LUX3515, CLIO PRI 10 16VH, 2005/2006, 93YBB2R2F6J668805, FLAVIO QUEIROZ M DA CRUZ/SIMCAUTO MEC E REPRES LTDA/CIA CFI RENAULT DO BRASIL/
MUNIQUE LYSA MEDEIROS CASTRO/BFB LEASING SA ARREND MERCANTIL, LVN0204, CORSA WIND, 1997/1997, 9BGSC08ZVVC720865, FERNANDO JORGE DA ROSA GOMES/CARFACIL CENTRO DISTR DE VEICULOS LTDA, LWT7440, KOMBI, 1994/1995,
9BWZZZ23ZRP035778, RAIMUNDA CATARINA CAMARA DE JESUS, MPF8194, CORSA WIND, 1996/1997, 9BGSC08ZVTC634030, SILVANA SARTORIO LOPES/ROBSON PEREIRA DE OLIVEIRA/BANCO BRADESCO FINANCIAMENTOS SA, MPH3941, ESCORT
L, 1989/1989, 9BFBXXLBAKBJ75815, MARIA DO CARMO SANTOS DE SOUZA, MPO0081, KOMBI, 1990/1990, 9BWZZZ23ZLP009766, FABIANO CASTRO TEIXEIRA, MPO9882, SANTANA 2000 MI EVID, 1997/1997, 9BWZZZ327VP004976, PEDRO PEULO DE SOUZA
MELLO/BV FINANCEIRA S A C F I, MPP6107, KOMBI, 1997/1997, 9BWZZZ237VP025148, GILBERTO CARLOS GALVAO/BCO ABN AMRO REAL SA, MPT3340, PALIO WK ADVENTURE, 2003/2004, 9BD17309944100006, MERIELY DA SILVA BASILIO/GISLAINE
OCACIA/BANCO DO BRASIL SA, MPV8527, CORSA SUPER, 1997/1997, 9BGSD68ZVVC774706, SEVERINO PEREIRA DE BARROS/JORGE IVO DA SILVA/BANCO ITAULEASING SA, MQQ0371, LOGUS GL, 1994/1994, 9BWZZZ55ZRB440123, BRADESCO AUTO
RE COMPANHIADE SEGUROS, MRY2370, PUNTO ELX 1.4, 2008/2008, 9BD11812181030546, FREDERICO FERREIRA CAVALCANTE/ADRIANO DE SOUZAFERREIRA/BANCO BRADESCO FINANCIAMENTOS SA, MRZ0642, GOL CLI, 1994/1995, 9BWZZZ377RT020441,
PANAMERICANO ARREND MERCANTIL SA/LEOMAR SIQUEIRA CASQUEIRA, MTD7806, FIESTA FLEX, 2010/2010, 9BFZF55A6A8031587, DIMAS SCHNEIDER, MTG9727, PALIO WK ADVENTURE, 2000/2000, 9BD178844Y2134377, ITAVEMA RIO VEICULOS E
PECAS LTDA/BANCO ITAUCARD SA/MARIO CELSO DE SOUZA CARVALHO, MTK3730, VOYAGE LS, 1983/1983, 9BWZZZ30ZDP106844, FABIANO SILVA DE FREITAS, MTP9959, STRADA WORKING, 2001/2002, 9BD27807222783330, ANTONIO PEDRO SABINO
DE ANDRADE/MARIA JOSE GILIO/BV FINANCEIRA SA CRED FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO, MWB7442, RANGER XLS 10A, 2006/2007, 8AFCR10A37J004655, PHELIPS DA PRACA AUTOMOVEIS LTDA/ANDRE RIBEIRO PUJOL/BANCO BRADESCO
FINANCIAMENTOS SA, MWE7801, PALIO FIRE FLEX, 2007/2007, 9BD17106G72911986, BANCO J SAFRA SA, MYH9460, MONZA CLASSIC, 1986/1986, 9BG5JK11VGB056353, GENIVAL DO NASCIMENTO R DE MOURA. E para que chegue ao conhecimento de
todos os interessados foi expedido o presente, que será afixado nas dependências do Órgão Executivo de Trânsito do Estado do Rio de Janeiro, ficando os devedores NOTIFICADOS para as providências aqui contidas. Cientes que o prazo para pagamento dos débitos
e retirada do veículo se estende até a data do Leilão. Pagamento dos débitos (IPVA’s / Multas) no Banco Bradesco S/A. Retirada, pagamento das diárias e demais encargos na Av. Presidente Vargas, 817 – Acesso 6 (Detran/RJ) - Centro/RJ. Ficam cientes os interessados/
arrematantes de que os débitos de IPVA (e mora), seguro DPVAT, Taxas de DAD e Licenciamento Anual, correspondente ao ano em curso e os seguintes (quando houver), e os DUDAS necessários para transferência, 2ª via e baixa de sucata será por conta dos
arrematantes. Rio: 26/03/2012. Informações: (21) 2705-3652/2676-1411, nos dias úteis das 8 às 17 horas. –Departamento de Trânsito do Estado do Rio de Janeiro – DETRAN/RJ – Presidência.
EDITAL DE NOTIFICAÇÃO DE LEILÃO
Pelo presente edital, por estarem em lugar incerto e não sabido, ficam os mutuários
citados neste edital, notificados de que o 1º Público Leilão e o 2º e último Público
Leilão dos imóveis abaixo descritos, serão realizados respectivamente nos dias 17/
04/2012 e 04/05/2012, as 12:00 horas, na Estrada dos Bandeirantes, nº 10.639,
Recreio dos Bandeirantes, Rio de Janeiro, RJ, na forma da Lei (Decreto-Lei Nº
70 de 21/11/66) e Regulamentação Complementar, para pagamento da dívida
hipotecária em favor da Caixa Econômica Federal, por se acharem vencidas e não
pagas as obrigações pecuniárias referentes ao financiamento imobiliário contratado,
e cuja hipoteca encontra-se inscrita no respectivo Cartório do Registro Geral de
Imóveis, informados abaixo.
Rio de Janeiro, 28 de Março de 2012.
João Emílio de Oliveira Filho.
Leiloeiro Público Oficial
1) Sed: RJ1-098/11 Contrato: 8022570011366
Mutuário(s): PAULO ROBERTO ANTUNES THOME, CPF nº 013.455.027-70 - ELAINE
SAIAO LEMOS, CPF nº 074.514.717-80, brasileiros, casados pelo regime da comunhão
universal de bens, Ele gerente, Ela psicóloga, inscritos no CPF sob os nºs 013.455.027-
70 e 074.514.717-80, respectivamente - Imóvel: Rua Silva Rosa, nº 165 apto. 201
- Maria da Graça - Rio de Janeiro - RJ, cuja hipoteca encontra-se inscrita no 1º Ofício
do Registro Geral de Imóveis, em 20/03/2006, sob a matrícula nº 36.297.
CONVOCAÇÃO
Ficam os sócios de Fisioreal Fisioterapia e Reabilitação Ltda., inscrita no
CNPJ sob o n° 11.449.392/0001-97 convocados a comparecerem no dia
10 de abril de 2012 às 10 (dez) horas, na sede da sociedade, localizada na
Rua Smith Vasconcelos, n° 73, Cosme Velho, nesta cidade, a fim de
deliberarem sobre a dissolução da sociedade e nomeação de liquidante.
Rio de Janeiro, 27 de março de 2012.
E R R A T A
EXTRAÍDO DA AÇÃO DE COBRANÇA PROPOSTA POR CONDOMINIO DO
EDIFICIO ESMERALDA em face de GILBERTO ALVES CORREIA,
Processo 2006.004.015811-2, comunica que no edital publicado no Jornal
do Comercio em 27.03.2012, fls. D-4, onde se lê ...14 horas, ler-se-á ...15
horas... Pelo presente adita-se e ratifica-se todos os demais termos
contidos naquele Edital publicado. Rio, 27.03.2012.
PAÍS
Quarta-feira, 28 de março de 2012 A-15 Jornal do Commercio
EDITOR // LUÍS EDMUNDOARAÚJO
São convidados os Senhores Acionistas do Banco do Brasil S.A. - companhia
aberta - a participarem, em primeira convocação, das Assembleias Gerais Ordinária
e Extraordinária que serão realizadas no Edifício Sede III, 20º andar, Brasília (DF),
às quinze horas do dia 26.04.2012, a fm de tratar dos seguintes assuntos:
Assembleia Geral Ordinária
I- conhecimento do Relatório da Administração e deliberação das contas,
balanços, demonstrações fnanceiras, pareceres do Conselho Fiscal
e dos auditores independentes e do relatório do Comitê de Auditoria
relativos ao ano de 2011;
II- destinação do lucro líquido do exercício de 2011 e a distribuição de
dividendos;
III- eleição dos membros do Conselho Fiscal;
IV- fxação da remuneração dos membros do Conselho Fiscal;
V- fxação do montante global anual de remuneração dos membros dos
órgãos de administração.
Assembleia Geral Extraordinária
I- alteração estatutária relativa às modifcações nas composições do
Conselho de Administração e do Comitê de Auditoria;
II- alteração estatutária relativa à criação do Comitê de Remuneração;
III- alteração do artigo 32 do Estatuto Social, que trata da segregação de
funções no âmbito dos órgãos de administração;
IV- alterações no Estatuto Social visando a adaptar o seu texto ao
Regulamento de Listagem do Novo Mercado da BM&FBOVESPA.
Os instrumentos de mandatos deverão ser depositados no Banco,
na Secretaria Executiva, no 23º andar do Ed. Sede ÌÌÌ, em Brasília (DF),
preferencialmente até 24 horas antes da realização da Assembleia.
Para admissão na Assembleia, conforme prevê o artigo 126 da Lei 6.404/76,
o acionista, ou seu representante legal, deverá apresentar documento hábil
de identidade e, no caso de titulares de ações escriturais ou em custódia,
comprovante expedido pela instituição fnanceira depositária.
A documentação relativa às propostas a serem apreciadas está disponível
na sede do Banco do Brasil, na Secretaria Executiva, 23º andar do Ed. Sede ÌÌÌ,
em Brasília (DF), na página de relações com investidores (www.bb.com.br)
e na página da Comissão de Valores Mobiliários (www.cvm.gov.br) na rede
mundial de computadores.
Brasília (DF), 26 de março de 2012
Aldemir Bendine
Vice-Presidente do Conselho de Administração
ASSEMBLEIAS GERAIS ORDINÁRIA E EXTRAORDINÁRIA
CNPJ 00.000.000/0001-91
Você, sem fronteiras.
(',7$/'(&2192&$d­2
$66(0%/(,$*(5$/25',1È5,$((;75$25',1È5,$
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0DQRHO+RUiFLR)UDQFLVFRGD6LOYD
3UHVLGHQWHGR&RQVHOKRGH$GPLQLVWUDomR
A Casa da Moeda do Brasil – CMB comunica que realizará a seguinte Licitação:
- Pregão Eletrônico nº 0039/2012 – Aquisição de Ácido Nítrico, no dia 12 de abril
2012, às 9 horas. O Edital encontra-se disponível nos endereços eletrônicos:
www.casadamoeda.gov.br e www.licitacoes-e.com.br. Tel.: (21) 2414-2201/
2717. E-mail: vcoelho@cmb.gov.br.
VALDIR COELHO
PREGOEIRO
AVISO DE LICITAÇÃO
CASA DA MOEDA DO BRASIL
A roda da fortuna
O calendário estava longe de registrar a data do
bug do milênio quando ouvi do então senador
Gilbeto Miranda, à época no PMDB, que o Senado
era uma "confraria". Empresário da Zona Franca
de Manaus, pouco afeito aos meandros da Casa,
ele logo pegou o "espírito da coisa". Ali, governo e
oposição convivem em relativa harmonia. Não por
acaso, os embates, quando ocorrem, viram logo
notícia de primeira página. Foi assim quando, por
exemplo, o então senador Antonio Carlos Magal-
hães, à época do PFL, se atirou sobre a gravata de
Pato Donald do colega Ney Suassuna. Ou quando
Tasso Jereissati, no período mais recente, xingou o
senador Almeida Lima, num embate em plenário.
Como toda a confraria, há regras e comporta-
mentos considerados pecados capitais. O mais
visível deles é ir à tribuna jurar que não há mais
nada, seja sobre o quê ou quem for e, mais dias,
menos dias, os fatos mostrarem uma coisa aqui,
outra ali. É nesse ponto que está hoje o senador
Demóstenes Torres (DEM-GO). A muitos ali não
interessa mais se Demóstenes era amigo de Car-
linhos Cachoeira, o que não é crime. O que vale é
que Demostenes disse aos senadores que eles não
encontrariam mais nada entre ele e o empresário,
e houve novidades.
Desde segunda-feira, os bastidores da
Casa se referem a
Demóstenes como
alguém que deixou
os senadores com a
"cara no chão".
Quando surgiram
as primeiras notí-
cias, o senador
goiano foi à tribuna
e saiu do plenário
ovacionado pelos
colegas. Recebeu o
apoio de todos os
partidos, sem ex-
ceção. Do intransi-
gente PSol, repre-
sentado pelo jovem
Randolfe Rodrigues
(AP), passando pe-
los partidos da base
do governo, todos
se solidarizaram
com o senador do
DEM. Talvez jamais
tenha havido um
caso em que os
senadores tenham
sido tão cordatos
com alguém que
aparecesse citado numa investigação.
Os integrantes do PCdoB, que ouviram poucas
e boas do DEM quando do episódio envolvendo o
então ministro do Esporte, Orlando Silva, comen-
tavam à boca pequena estarem arrependidos de
terem defendido Demóstenes. E não foram os úni-
cos. Demóstenes teve a solidariedade de nomes
como Pedro Simon (PMDB-RS) e Pedro Taques
(PDT-MT), que chegou ali como um procurador
implacável com desvios de qualquer espécie.
POR FALAR EM DESVIOS…
A história recente da Casa está recheada de
casos parecidos. Há mais de 10 anos, ouvi de um
ilustre senador da República a seguinte frase:
"Não adianta ele querer lutar. A roda da fortuna
girou. E ele foi espirrado". O "ele" era o então
senador Luiz Estevão, do PMDB do Distrito Fed-
eral. Por meses, Estevão negou envolvimento no
escândalo do Tribunal Regional do Trabalho de
São Paulo, a obra que virou símbolo do desperdí-
cio de dinheiro público e da corrupção, ao ponto
de levar um juiz para a cadeia: Nicolau dos San-
tos Neto.
Estevão bem poderia ter continuado senador,
não fosse o fato de ter dito aos colegas que não
tinha envolvimento direto com o episódio e as
páginas do Correio Braziliense revelarem um
contrato de gaveta que o colocou no epicentro da
trama. Pouco depois, seria a vez de José Roberto
Arruda e Antonio Carlos Magalhães, no episódio
de quebra de si gi l o dos votos regi strados no
painel eletrônico da Casa quando da cassação de
Estevão.
Esses casos mais antigos, todos ocorridos há
mais de uma década, têm em comum o fato de
seus protagonistas terem recorrido à tribuna em
busca de socorro, conquistarem esse apoio e, de-
pois, os apoiadores se sentirem meio que engana-
dos. Afinal, a relação de confiança é moeda inego-
ciável entre as excelências.
Por isso, hoje interessa pouco aos senadores
saber se Demóstenes é culpado ou inocente na le-
tra fria da lei.
O que vale é ele ter deixado grande parte de
seus colegas com a cara no chão. Ou seja, a roda
da fortuna girou e, ali, quando ela gira, alguém
cai. Alguns ainda se seguram, ou retomam seu lu-
gar, como ocorreu com o próprio Antonio Carlos
Magalhães, que morreu senador, lembrado pela
legislação que criou o fundo de Combate à Po-
breza. Mas ACM, depois daquele caso, nunca
mais foi o mesmo. Demóstenes também não será.
Podem ter certeza.
ENTRELINHAS
deniserothenburg.df@diariosassociados.com.br DENISE ROTHENBURG
NAS
A MAIORIA DOS
CASOS DE CASSAÇÃO
OU RENÚNCIA NO
SENADO OCORREU
PORQUE SEUS
PROTAGONISTAS
BUSCARAM APOIO
DOS COLEGAS NA
TRIBUNA E, DEPOIS,
OS APOIADORES SE
SENTIRAM
ENGANADOS. É POR
AÍ QUE DEMÓSTENES
CAMINHA HOJE
JOÃO VALADARES
Q
uase ninguém acre-
ditava, mas os sena-
dores, pressionados
pela opinião públi-
ca, deram, na ma-
nhã de ontem, o primeiro passo
para acabar com a regalia histó-
rica do 14
o
e do 15
o
salários.
Mais de um ano depois de o
projeto que determina o fim da
mordomia ser apresentado no
Senado, os integrantes da Co-
missão de Assuntos Econômi-
cos (CAE) aprovaram a matéria
por unanimidade. Utilizaram o
argumento da isonomia e, so-
bretudo, da economia gerada
pelo corte dos extras, para ata-
car uma benesse que permane-
cia intocável desde a Constitui-
ção de 1946. Em nome do
exemplo de austeridade a ser
dado ao Brasil, mesmo com
atraso de mais de meio século,
os senadores prometeram tra-
balhar para levar a matéria ao
plenário o mais rápido possível.
A expectativa é de que em até 15
dias a proposta seja apreciada
pelos 81 parlamentares da Casa.
O prazo considerado razoável é
de um mês. Antes, como é de
praxe, o texto passa pela Comis-
são da Mesa Diretora.
Colocado como o primeiro
ponto a ser votado, a inversão da
pauta foi aprovada pelos sena-
dores e a proposta só foi apre-
ciada no fim da reunião delibe-
rativa. O senador Ricardo Ferra-
ço (PMDB-ES) chegou a ques-
tionar se o projeto da então se-
nadora e atual chefe da Casa Ci-
vil, Gleisi Hoffmann, seria mes-
mo votado. Na semana passada,
um pedido de vista do senador
Ivo Cassol (PP-RO) adiou a vota-
ção por uma semana. Ontem,
em virtude da hora, houve ru-
mores de que, novamente, a ex-
tinção dos extras seria empurra-
da para a próxima semana.
Quando o debate foi inicia-
do, ao meio-dia em ponto, 11
senadores fizeram questão de
pedir a palavra para falar publi-
camente sobre o assunto consi-
derado polêmico. Era visível a
necessidade de se posicionar
favoravelmente diante da opi-
nião pública. No primeiro le-
vantamento realizado pela re-
portagem com os integrantes
da comissão, a maioria fugiu do
tema. Com a crescente pressão
da sociedade, motivada pela
instauração de procedimento
investigatório por parte da Re-
ceita Federal após denúncia de
que os senadores não pagavam
Imposto de Renda, o placar mu-
dou e a maioria garantiu apoiar
a extinção da benesse.
O senador Lindbergh Farias
(PT-RJ), relator da matéria,
acredita que, após a aprovação
unânime na CAE, a tramitação
será rápida: "Tudo depende da
pressão da imprensa e da opi-
nião pública. A votação de hoje
SENADO - Comissão aprova por unanimidade o projeto que derruba os 14
o
e 15
o
de
parlamentares. Proposta passará agora pela análise dos senadores em plenário
(ontem) é o maior exemplo dis-
so." Ele declarou que havia um
clima ruim na Casa em relação
ao projeto. "Algumas pessoas
não queriam colocá-lo em vota-
ção, mas hoje não apareceu
ninguém. Era uma pressão
oculta. A velocidade de tramita-
ção depende da imprensa. Não
existe nenhum argumento lógi-
co para defender o recebimento
de 14º e 15º salários. Como ex-
plicar isso para um trabalha-
dor?", questionou.
Como o projeto não é termi-
nativo, a votação não foi nomi-
nal. No momento em que o pre-
sidente da CAE, senador Delcí-
dio Amaral (PT-MS), determi-
nou que, quem concordasse
com o fim da regalia permane-
cesse como estava, ninguém le-
vantou a mão para discordar.
Alguns demonstraram insatis-
fação com a denominação "14º
e 15º salários".
O senador Ivo Cassol (PP-
RO), por exemplo, que havia di-
to que "político no Brasil é mui-
to mal remunerado", não apa-
receu, mas encaminhou voto
favorável ao projeto por escrito
à comissão. No voto, o senador
solicitou que fosse suprimido
da proposta a expressão 14º e
15º salários. Para ele, as duas
parcelas são ajudas de custo.
Hoje, os senadores e depu-
tados recebem duas parcelas
no mesmo valor do salário (R$
26,7 mil) em fevereiro e de-
zembro. Com a aprovação da
proposta, os parlamentares
passam a ganhar apenas uma
ajuda de custo no início e ou-
tra no fim do mandato. "Quan-
do foi criado, o procedimento
se justificava porque os parla-
mentares se mudavam para o
Rio com suas famílias e passa-
vam todo o ano lá. Hoje, volta-
mos todas as semanas para os
nossos estados", explicou Lin-
dbergh Farias (PT-RJ).
Durante a sessão de ontem da Comissão de Assuntos
Econômicos (CAE) do Senado, a senadora Ana Amélia Le-
mos (PP-RS) pegou de surpresa o relator do projeto, Lind-
bergh Farias (PT-RJ), ao solicitar uma emenda acrescen-
tando que o corte de regalias fosse ampliado também para
o Executivo. A parlamentar pediu que fosse acrescentado a
extinção dos chamados jetons, para que ministros não en-
gordassem os salários quando assumissem conselhos de
empresas estatais – prática corriqueira. O senador carioca
disse que não acataria. "É necessário a apresentação de
um novo projeto", tergiversou. Na saída da sessão, a sena-
dora garantiu que apresentaria a proposta no Senado.
Na reunião, muitos que nunca tinham se posicionado
resolveram falar. O líder do PMDB no Senado, Renan
Calheiros (AL), mesmo não sendo integrante da CAE e
nunca ter opinado sobre o assunto, foi à sessão. O sena-
dor Valdir Raupp (PMDB-RO), sentado ao lado de Re-
nan, fez questão de salientar que a bancada inteira do
partido era contra a regalia. "Estou aqui ao lado do líder
Renan e digo que o PMDB concorda com o projeto. Já te-
mos verbas indenizatórias e passagens para irmos aos
nossos estados de origem."
O presidente do DEM, senador José Agripino Maia (RN),
falou em nome do partido. "Quero salientar que, em 1995,
essas duas parcelas a mais foram aprovadas com argu-
mentos que resistem até hoje. No entanto, entendemos que
o Senado tem que ser exemplo. Por isso, sou a favor." (JV)
Senadora pede fim de
jetons para ministros
EXECUTIVO
Fim dos salários extras
vira assunto de plenário
cyan magenta amarelo preto
PAÍS
Quarta-feira, 28 de março de 2012 A-16 Jornal do Commercio
PSB pode ter candidato próprio ou apoiar
Haddad, em São Paulo
Eduardo Campos, governador de Pernambuco e presidente
do PSB, e aliado de Lula


Outros estados
São Paulo paga R$ 1.998,82 para professor de
nível superior. Minas Gerais, R$ 1.320,00. Bahia,
R$ 1.953,56. Paraná, R$ 874,03.
Com Ana Paula Leitão e Teresa Barros // www.claudiohumberto.com.br
Qualificação premiada
No DF, professor de escola pública com mestrado
tem remuneração final de R$ 8.414,68. Com
doutorado, R$ 8.794,44.
Pobres sem aulas
Sem solução, porque o governo do DF já bateu no
teto de gastos com salários, a greve deixa em casa
meio milhão de alunos pobres.
Caso criminal
É subordinado à 11ª Vara do Tribunal do Júri de
Brasília, responsável por julgar crimes contra a vida,
o inquérito 1571, sobre a morte no Hospital Santa
Lúcia, em Brasília, do garoto Marcelo, 13, durante
uma crise de asma. Ele era filho de Flávio Dino,
presidente da Embratur.
Pensando bem...
...será lista em cascata a revelação de todos os
amigos de Cachoeira.
CLÁUDIO
HUMBERTO
ch@claudiohumberto.com.br
Mantega quer unificar
logo ICMS de importados
O ministro Guido Mantega (Fazenda) exigiu da ministra
Ideli Salvatti (Relações Institucionais) pressa na
aprovação, no Senado, da proposta de unificar em 4% o
ICMS sobre produtos importados nas operações
interestaduais, o que em alguns casos pode reduzir o
tributo. Para suavizar os efeitos da medida, Santa
Catarina e Espírito Santo, os mais prejudicados, querem
redução gradual das alíquotas, em 1%, até 2020.
Outra medida
Para compensar, SC e ES sugerem produtos que
perderiam incentivos fiscais por prejudicar nossa
indústria: têxteis, aço, calçados e plásticos.
O substituto
O governo brasileiro fará muito gosto se a Fifa
substituir o intratável Jérome Valcke por Franz
Beckenbauer, como interlocutor da entidade.
PODER SEM PUDOR
Debate sincero
Certa vez, durante reunião de uma Frente
Parlamentarista no Senado, que aliás deu em nada, o
então líder tucano Arthur Virgílio (AM) sugeriu
incluir o ex-presidente FHC na lista de convidados
para discutir o tema. O gaúcho Pedro Simon (PMDB)
ironizou:
- Desde quando Fernando Henrique é
parlamentarista?
A resposta de Virgílio sobre o "parlamentarista" FHC
arrancou gargalhadas:
- Ele é parlamentarista tanto quanto o senhor é
defensor da ética...
A conta é nossa
É paga pela Itaipu Binacional a iluminação da
catedral de Havana, em Cuba, durante a visita de
Bento 16. O projeto é de um artista francês.
Terceira via
Para evitar briga, os senadores Cássio Cunha Lima e
Cícero Lucena fizeram um acordo: o deputado Ruy
Carneiro presidirá o PSDB-PB.
DF: professor em greve ganha
três vezes o piso
Representante do DF, Denílson Bento foi alvo de
gozações, na reunião do Conselho Nacional de
Secretários de Educação, em razão da greve de
professores, apesar da remuneração inicial de R$
4.226,47 (três vezes maior que o piso nacional) e final
de R$ 7.655,14 para quem tem nível superior. Apenas
oitocentos professores de escola pública no DF não
possuem licenciatura plena, por isso ganham R$
3.723,17 de remuneração inicial. Com gratificações,
chega a R$ 6.033,75.
DA REDAÇÃO
O
ex-senador, ex-
ministro da Jus-
ti ça e j uri sta
Bernardo Cabral
foi homenagea-
do na noite de ontem com o
título de doutor honoris cau-
sa pela Academia Brasileira
de Filosofia. No mesmo dia
de seu ani versári o de 80
anos, Cabral recebeu o título
em sol eni dade na sede da
Confederação Nacional de
Comércio de Bens, Serviços e
Turismo (CNC), com a pre-
sença de representantes do
Poder Judiciário, advogados,
empresári os, executi vos e
políticos.
No evento, foi lembrada a
luta de Cabral contra o regi-
me militar – o jurista teve seu
mandato de deputado fede-
ral cassado pelo Ato Institu-
cional 5 (AI-5) –, assim como
seu trabal ho durante a As-
sembleia Constituinte, para a
edi ção da Consti tui ção de
1988. Cabral, em 1987, foi re-
l ator do PMDB na Assem-
bleia. “Admirei seu trabalho
durante o período de rede-
mocratização. Com firmeza,
Cabral soube devol ver ao
País o estado democrático”,
disse o tributarista, professor
e jurista Ives Gandra da Silva
Martins, que integra a acade-
mia. “Quem viveu aquele pe-
ríodo sabe como foi difícil
manter o controle.”
ESTUDANTE. Em discurso, Ca-
bral relembrou seus tempos
de estudante de filosofia. “Te-
nho procurado no passado,
para fazer del e o ponto de
partida do futuro. Assim, bus-
co evitar a teimosia de reto-
mar experiências frustran-
tes.” De acordo com o jurista,
aos 13 anos ele já ouvia a res-
peito de nomes como Platão e
Sócrates. Em discurso, Cabral
deu sua própria visão da filo-
sofia, ressaltando o papel dela
como ferramenta na criação
de ideias.
O presidente da Academia
Brasileira de Filosofia, João
Ricardo Moderno, lembrou
que o título concedido ao ju-
rista coloca Cabral na com-
panhia de poucos e ilustres
personagens. Al ém de Ca-
bral, já foram homenageados
o vice-presidente Michel Te-
mer, o presidente de honra
da Fifa, João Havelange, e a
ministra aposentada do Su-
premo Tribunal Federal (STF)
Ellen Gracie, que estava pre-
sente ao evento. “Este título
só é concedido àqueles que
demonstram liderança feno-
menal e deram benefício sem
igual ao mundo”, disse Mo-
derno, em discurso.
MESA. A mesa diretora do
evento foi composta por Mo-
derno; pel o presidente da
CNC, Antonio Oliveira Santos;
pelo presidente do STJ, minis-
tro Ari Pargendler; pelo secre-
tário-geral do Ministério das
Relações Exteriores, Ruy No-
gueira; pelo reitor da Univer-
sidade de Paris, Edouard Hus-
son; pelo presidente da Aca-
demia Internacional de Direi-
to e Economia, Ney Prado; pe-
lo presidente da Academia
Amazonense de Letras, Arlin-
do Porto; pelo secretário de
Cultura do estado do Amazo-
nas, Robério Braga; pelo ex-
presidente do Tribunal de
Contas do Amazonas e repre-
sentante do tribunal amazo-
nense no evento, Júlio Cabral;
pelo presidente da Associação
Comercial do Rio de Janeiro
(ACRJ), Antenor Barros Leal;
pelo presidente do Tribunal
de Contas do município do
Rio, Thiers Montebello; pelo
presidente do Jornal do Com-
mercio e da Rádio Tupi, Mau-
ricio Dinepi; pelo presidente
da Rede Amazônica de Televi-
são, Phelippe Daou; e pelo ju-
rista Ives Gandra da Sil va
Martins.
FILOSOFIA - Ex-senador e ex-ministro da Justiça ganha título de doutor honoris
causa pela Academia Brasileira de Filosofia, em solenidade na sede da CNC
Bernardo Cabral discursa ao receber título de doutor honoris causa da Academia Brasileira de Filosofia
FABIO COSTA /JCOM/D. A. PRESS
Bernardo Cabral recebe
homenagem de academia
■ COPA DO MUNDO
KARLA CORREIA
E JULIANA BRAGA
Um acordo firmado com a
oposição e deputados ruralis-
tas marcando a discussão em
plenário do Código Florestal
para abril deve permitir, hoje,
a votação da Lei Geral da Copa
na Câmara. O acerto foi costu-
rado ontem à noite pelo presi-
dente da Câmara e presidente
da República em exercício,
Marco Maia (PT-RS), que assu-
miu o papel de articulador do
governo no período de interi-
nidade em que ocupa o co-
mando do Palácio do Planalto.
"Dessa forma, a negociação
estanca a crise e faz com que
realmente o Congresso volte a
andar", comemorou Maia, lo-
go depois da reunião em que
foi fechado o acordo.
Segundo deputados que
participaram da discussão, o
principal fator que permitiu
destravar a Lei Geral da Copa
foi o compromisso de votar o
Códi go Fl orestal até 30 de
abril. O governo não teria ce-
dido em nenhum ponto de
discórdia em torno do docu-
mento. "Até hoj e (ontem),
não havia avanços nessa dis-
cussão, porque ocorreu uma
interferência clara do Execu-
tivo no cronograma de vota-
ções do Parlamento, o que é
inadmissível", avalia o líder
do PSDB na Câmara, Bruno
Araújo (PE). "Foi uma decisão
da Casa, que dá um sinal de
autonomi a. A cri se vi aj ou
com a Dilma", disse o líder do
DEM na Casa, ACM Neto
(BA), mencionando a agenda
que a presidente cumpre na
Índia.
O governo deve usar o pra-
zo até o fim de abril para ten-
tar um consenso em torno do
relatório do Código Florestal,
de autoria do deputado Paulo
Piau (PMDB-MG). No Planal-
to, a intenção é admitir um
mínimo possível de modifica-
ções no texto aprovado pelo
Senado, mas o relatório de Pi-
au sugere 29 alterações, reto-
mando pontos aprovados na
Câmara em discordância com
o Planalto.
Lei Geral entra na pauta da
Câmara e deve ser votada hoje
PMDB tem maioria em comissões
ERICH DECAT
Em meio à tensão dentro da
base do governo, integrantes
da cúpula do PMDB consegui-
ram, sem fazer estardalhaço,
estabelecer uma verdadeira
dança das cadeiras dentro de
comissões tidas como estraté-
gias na Câmara, deixando os
demais aliados ainda mais re-
féns do partido. Após negocia-
ções nos bastidores com pe-
quenas legendas, os peemede-
bistas asseguraram a maioria
dos assentos nas comissões de
Constituição e Justiça (CCJ) e
na de Finanças e Tributação
(CFT) na Câmara. Até então, as
maiores bancadas dentro dos
dois colegiados – destino obri-
gatório dos projetos de interes-
se do governo – eram do PT.
Por ser o segundo maior
partido na Câmara, o PMDB
tem direito, de acordo com o
regimento da Casa, a nove va-
gas na CCJ, contra 11 do PT. Na
CFT, a divisão é de cinco pee-
medebistas contra seis petis-
tas. Na disputa por espaço, o
PMDB adotou a estratégia de
ir para cima de legendas como
PP, PSC, PMN e o bloco PV-PPS
– todas com assentos assegu-
rados nos dois colegiados. Na
base da troca, conseguiu mais
quatro cadeiras na CCJ e duas
em Finanças e Tributação, so-
brepondo a quantidade de pe-
tistas nos dois casos.
Em troca do assento na CCJ,
o PSC, por exemplo, barga-
nhou a indicação para o co-
mando da Comissão de Fisca-
lização Financeira, tida como
de "segunda linhagem". O de-
putado Ratinho Junior (PSC-
PR) comenta as movimenta-
ções: "Qual é o objetivo (das
trocas)? Ter o domínio na co-
missão que antevê a pauta da
Câmara", ressaltou o parla-
mentar. "Todo mundo quer a
CCJ. Todo parlamentar quer a
CCJ e a CFT, porque são as
únicas comissões que têm vo-
tação com caráter terminati-
vo, ou seja, que podem derru-
bar projetos. É normal", disse
Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Para os petistas, as trocas
protagonizadas pelo PMDB
podem deixar o clima na base
ainda mais tenso. "Se não
houver entendimento em um
determinado projeto, pode ser
gerado um entrave. A mano-
bra é parte da tática que o
PMDB está usando", analisa o
deputado João Paulo Lima
(PT-PE), integrante da CCJ.
Procurador-
geral quer
ivestigar
Demóstenes
ERICH DECAT
O procurador-geral da
República, Roberto Gurgel,
apresentou um pedido de
abertura de inquérito no
início da noite de ontem ao
Supremo Tribunal Federal
(STF) contra o senador De-
móstenes Torres (DEM-GO)
e os deputados Carlos Al-
berto Leréia (PSDB-GO) e
Sandes Júnior (PP-GO). Os
três estariam envolvidos em
supostas ligações crimino-
sas com o contraventor Car-
los Augusto Ramos, conhe-
cido como Carlos Cachoei-
ra. O inquérito corre em se-
gredo de Justiça. Por meio
da assessoria, Gurgel infor-
mou que o pedido tem co-
mo base as investigações
feitas pela Polícia Federal na
Operação Monte Carlo, rea-
lizada no fim de fevereiro.
Na ocasião, foram presas 35
pessoas, inclusive Cachoei-
ra, suspeitas de atuar em
um esquema de jogos com
caça-níqueis em Goiás.
Além do material dessa
operação, também faz parte
do inquérito o conteúdo das
investigações realizadas pe-
la PF em 2009 em que o se-
nador teria recebido R$ 3
mil de Cachoeira para o pa-
gamento de um táxi-aéreo.
Demóstenes teria vazado
informações sigilosas de en-
contros feitos no Executivo,
Judiciário e Legislativo. "Ele
nos disse que recebeu o ma-
terial da Polícia Federal em
2009, e mais dados surgiram
com a operação Monte Car-
lo", ressaltou o líder do PSol,
Chico Alencar (RJ).
■ CACHOEIRA
Quarta-feira, 28 de março de 2012 A-17 Jornal do Commercio
Ministério de
Minas e Energia
Companhia Locadora de Equipamentos Petrolíferos
CNPJ Nº 05.911.239/0001-37 - Empresa do Sistema Petrobras
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS - Exercícios ñndos em 31 de dezembro de 2011 e 2010
(Em milhares de reais, exceto quando indicado em outra moeda)
BALANÇOS PATRIMONIAIS
Exercícios ñndos em 31 de dezembro de 2011 e 2010
(Em milhares de reais)
Ativo Nota 2011 2010 Passivo e patrimônio líquido Nota 2011 2010
Circulante Circulante
Caixa e equivalentes de caixa 4 1.924.652 149.285 Empréstimos 7 561.633 531.364
Contas a receber - compromissos contratuais 5 e 12 601.268 2.490.162 Fornecedores 61 36
Despesas antecipadas - 883 Impostos e contribuições a recolher 8b 3.129 53.589
Impostos e contribuições a recuperar 8a 53.748 - Dividendos 11c e 11d 120 523.918
2.579.668 2.640.330 564.943 1.108.907
Não circulante
Contas a receber - compromissos contratuais 5 e 12 1.475.490 1.814.758 Não circulante
Despesas antecipadas - 1.355 Empréstimos 7 1.204.264 935.988
Imposto de renda e contribuição social diferidos 9a 273.208 412.938
Provisão para contingências 15 471.073 416.901
1.475.490 1.816.113 Receitas diferidas 10 112.627 153.652
Diferido 6 44.087 59.637 2.061.172 1.919.479
1.519.577 1.875.750 Patrimônio líquido
Capital social 11a 826.976 826.976
Reserva de lucro 11b 645.795 645.770
Dividendo adicional proposto 11c 359 14.948
1.473.130 1.487.694
Total do ativo 4.099.245 4.516.080 Total do passivo e patrimônio líquido 4.099.245 4.516.080
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.
DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO
Exercícios ñndos em 31 de dezembro de 2011 e 2010
(Em milhares de reais, exceto o lucro por lote de mil ações do capital social)
Nota 2011 2010
Receitas (despesas) operacionais
Despesas gerais e administrativas (1.763) (1.597)
Resultado fnanceiro, líquido 13 146.232 511.700
Despesas tributárias 14 (96.619) (97.515)
Provisão para contingências 16 (54.173) (416.901)
Amortização do diferido e das receitas diferidas 25.476 25.114
ResuItado antes do imposto de renda e da contribuição sociaI
19.153 20.801
Imposto de renda e contribuição social corrente 9b (158.379) (103.485)
Imposto de renda e contribuição social diferido 9b 139.730 103.663
Resultado do exercício 504 20.979
ResuItado por Iote de miI ações do capitaI sociaI no ñm do exercício - R$ 0,003 0,12
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.
DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Exercícios ñndos em 31 de dezembro de 2011 e de 2010
(Em milhares de reais)
Reservas de lucros
Capital
social Legal
Lucros a
reaIizar
Dividendo
adicional
proposto
Lucros
acumulados Total
SaIdos em 1º de janeiro de 2010 826.976 48.912 595.810 - - 1.471.698
Resultado do exercício - - - - 20.979 20.979
Destinações:
Constituição de reserva legal - 1.048 - - (1.048) -
Dividendo mínimo obrigatório (4.983) (4.983)
Dividendo adicional proposto - - - 14.948 (14.948) -
SaIdos em 31 de dezembro de 2010 826.976 49.960 595.810 14.948 - 1.487.694
Dividendos pagos - - - (14.948) - (14.948)
Resultado do exercício - - - - 504 504
Destinações:
Constituição de reserva legal - 25 - - (25) -
Dividendo mínimo obrigatório - - - - (120) (120)
Dividendo adicional proposto - - - 359 (359) -
SaIdos em 31 de dezembro de 2011 826.976 49.985 595.810 359 - 1.473.130
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.
DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO
Exercícios ñndos em 31 de dezembro de 2011 e de 2010
(Em milhares de reais)
2011 2010
VaIor adicionado recebido em transferência
Receitas fnanceiras - inclui variações monetárias 445.700 819.440
Insumos adquiridos de terceiros
Serviços de terceiros e outros (1.763) (1.597)
Retenções
Provisão para contingências (54.173) (416.901)
Amortização do ativo diferido e das receitas diferidas 25.476 25.114
VaIor adicionado a distribuir 415.240 426.056
Distribuição do vaIor adicionado
Tributos
Imposto de renda e contribuição social 18.649 (178)
Demais impostos e contribuições 96.619 97.515
115.268 97.337
Instituições ñnanceiras e fornecedores
Juros e variações monetárias e cambiais 299.468 307.740
Acionistas
Constituição da reserva legal 25 1.048
Dividendos propostos 479 19.931
504 20.979
VaIor adicionado distribuído 415.240 426.056
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.
DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA
Exercício ñndo em 31 de dezembro de 2011 e 2010
(Em milhares de reais)
2011 2010
Fluxos de caixa das atividades operacionais
Resultado do exercício 504 20.979
Ajustes para conciliar o resultado ao caixa e equivalentes de caixa das
atividades operacionais:
Amortização do diferido e receitas diferidas (25.476) (25.114)
Encargos fnanceiros líquidos 298.545 39.732
Imposto de renda e contribuição social diferidos (139.730) (103.663)
Ajuste a valor presente dos compromissos contratuais (325.958) (530.541)
Provisão para contingências 54.173 416.901
Variações nos ativos e passivos:
Diminuição de Contas a Receber 2.554.119 -
Aumento de impostos e contribuições a recuperar (53.748) -
Diminuição (aumento) outros ativos 2.238 (2.238)
Aumento (diminuição) de fornecedores 25 (46)
Aumento (diminuição) de impostos e contribuições a recolher (50.460) 18.724
Caixa e equivaIentes de caixa Iíquidos provenientes das (utiIizados nas) atividades operacionais
2.314.232 (165.266)
FIuxos de caixa das atividades de ñnanciamentos
Dividendos pagos (538.865) -
Caixa e equivaIentes de caixa Iíquidos utiIizados nas
atividades de ñnanciamentos (538.865) -
Variação Iíquida do caixa e equivaIentes de caixa no exercício 1.775.367 (165.266)
Caixa e equivalentes de caixa em 1º de janeiro 149.285 314.551
Caixa e equivalentes de caixa em 31 de dezembro 1.924.652 149.285
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.
1 Contexto operacionaI
A Companhia Locadora de Equipamentos Petrolíferos (¨Sociedade¨) foi originalmente constituída em 16 de setembro de 2003
com a razão social de Langstrand Holdings S.A. e tinha por finalidade a participação em outras sociedades, civis ou comerciais,
nacionais ou estrangeiras, na qualidade de sócia ou cotista, bem como a gestão e a comercialização de bens próprios.
Em 20 de setembro de 2004, a Assembléia Geral Extraordinária alterou a razão social para Companhia Locadora de
Equipamentos Petrolíferos, alterando nessa mesma data seu objeto social para prever a aquisição de ativos a serem
locados à Petróleo Brasileiro S.A. - Petrobras, para sua utilização nos diversos campos explorados para a produção
de petróleo e gás natural. Tendo em vista o contexto acima, a Sociedade foi considerada uma Sociedade de Propósito
Específico cujo objetivo é atender as necessidades das operações desenvolvidas pela Petrobras.
Em 23 de dezembro de 2004, a Sociedade iniciou suas atividades operacionais com a locação dos equipamentos
petrolíferos adquiridos até aquela data.
Em 11 de dezembro de 2009, conforme previsto no Contrato de Opção de Compra de Ações, a Petrobras exerceu a opção
de compra de 100% das ações da Companhia Locadora de Equipamentos Petrolíferos. O preço de exercício da opção
foi de R$ 90.000, o que correspondeu ao valor do capital social da Sociedade naquela data. A aquisição da Sociedade
ocorreu após a amortização integral dos investimentos de cada um dos acionistas no referido projeto, bem como após o
cumprimento integral de todas as suas obrigações estatutárias e financeiras. Após a transferência das ações, a Petrobras
realizou todos os atos societários necessários para indicar os seus novos administradores e alterou o seu Estatuto Social.
A Sociedade segue o plano de negócios da Petrobras na condução de suas operações.
2 Base de preparação
a. Declaração de conformidade com relação às normas do Comitê de Pronunciamentos Contábeis - CPC
As demonstrações contábeis foram elaboradas com base nas práticas contábeis adotadas no Brasil, as quais
abrangem a legislação societária, os Pronunciamentos, as Orientações e as Ìnterpretações emitidos pelo Comitê de
Pronunciamentos Contábeis (CPC).
A demonstração do resultado abrangente, que compreende itens de receita e despesa que não são reconhecidos na
demonstração do resultado, não está sendo apresentada porque não existem receitas e despesas que não estejam
reconhecidas na demonstração do resultado para o exercício findo em 31 de dezembro de 2011 e 2010.
Em 09 de março de 2012, a Diretoria da Sociedade autorizou a conclusão destas demonstrações contábeis e o
consequente envio à Assembléia Geral Ordinária - AGO para aprovação.
b. Base de mensuração
As demonstrações contábeis foram preparadas com base no custo histórico.
c. Moeda funcional e moeda de apresentação
As demonstrações contábeis são apresentadas em Real, que é a moeda funcional da Sociedade.
d. Uso de estimativas e julgamentos
A preparação das demonstrações contábeis de acordo com as normas CPC exige que a Administração faça
julgamentos, estimativas e premissas que afetam a aplicação de políticas contábeis e os valores reportados de ativos,
passivos, receitas e despesas. Os resultados reais podem divergir dessas estimativas.
Estimativas e premissas são revistos de uma maneira contínua. Revisões com relação a estimativas contábeis são
reconhecidas no período em que as estimativas são revisadas e em quaisquer períodos futuros afetados.
3 Sumário das principais poIíticas contábeis
As políticas contábeis descritas em detalhes abaixo têm sido aplicadas de maneira consistente a todos os períodos
apresentados nessas demonstrações contábeis.
a. Moeda estrangeira
Transações em moeda estrangeira, isto é, todas aquelas que não realizadas na moeda funcional, são convertidas pela
taxa de câmbio das datas de cada transação. Ativos e passivos monetários em moeda estrangeira são convertidos
para a moeda funcional pela taxa de câmbio da data do fechamento. Os ganhos e as perdas de variações nas taxas de
câmbio sobre os ativos e os passivos monetários são reconhecidos na demonstração de resultados (até 23 de dezembro
de 2004, data de início das operações, nas receitas diferidas - Nota10). Ativos e passivos não monetários adquiridos ou
contratados em moeda estrangeira são convertidos com base nas taxas de câmbio das datas das transações.
b. Instrumentos hnanceiros
(i) Ativos fnanceiros não derivativos
A Sociedade possui ativos financeiros não derivativos classificados como ¨empréstimos e recebíveis¨.
Empréstimos e recebíveis são ativos financeiros com pagamentos fixos ou calculáveis que não são cotados
no mercado ativo. Tais ativos são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de quaisquer custos
de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, os empréstimos e recebíveis são medidos pelo custo
amortizado através do método dos juros efetivos, decrescidos de qualquer perda por redução ao valor recuperável.
Os empréstimos e recebíveis abrangem o contas a receber de compromissos contratuais (vide Notas 3c, 5 e 12).
(ii) Caixa e equivalentes de caixa
Estão representados por saldos de bancos e aplicações fnanceiras de curto prazo, de alta liquidez, que são
prontamente conversíveis em numerário, com vencimento em três meses ou menos da data de aquisição.
(iii) Passivos fnanceiros não derivativos
Todos os passivos fnanceiros são reconhecidos inicialmente na data de negociação na qual a Sociedade se torna
uma parte das disposições contratuais do instrumento. A Sociedade baixa um passivo fnanceiro quando tem suas
obrigações contratuais retiradas, canceladas ou vencidas.
Em 31 de dezembro de 2011 e 2010, os passivos fnanceiros não derivativos da Sociedade estavam representados
por empréstimos e fornecedores.
Tais passivos fnanceiros são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de
transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, esses passivos fnanceiros são medidos pelo custo
amortizado através do método dos juros efetivos.
(iv) Capital social
Ações ordinárias
São classifcadas como patrimônio líquido. Custos adicionais diretamente atribuíveis à emissão de ações e
opções de ações são reconhecidos como dedução do patrimônio líquido, líquido de quaisquer efeitos tributários.
Os dividendos mínimos obrigatórios conforme defnido em estatuto são reconhecidos como passivo.
Senhores acionistas, de acordo com a legislação aplicável e em obediência ao estatuto social da Companhia Locadora de
Equipamentos Petrolíferos - CLEP, submetemos a apreciação dos Srs. Acionistas as Demonstrações Financeiras relativas
ao exercício social encerrado em 31/12/2011, acompanhadas do parecer dos auditores independentes. Ressaltamos que
as atividades da Companhia durante o exercício social de 2011 restringiram-se à consecução de seus objetivos sociais,
conforme previsão estatutária, tendo suas operações iniciado em 23/12/2004. Agradecemos desde já a atenção dispensada e
permanecemos à disposição para esclarecimentos. Atenciosamente, a Administração.
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO
A-18 Quarta-feira, 28 de março de 2012 Jornal do Commercio
Ministério de
Minas e Energia
Companhia Locadora de Equipamentos Petrolíferos
CNPJ Nº 05.911.239/0001-37 - Empresa do Sistema Petrobras
c. Arrendamento mercantil hnanceiro
Para fns da utilização dos ativos da Sociedade pela Petrobras no projeto, foram conferidos a esta a posse e o pleno
direito de uso de todos os seus ativos presentes e futuros. Em função da alteração trazida pela Lei nº 11.638/07,
regulamentada pelo Pronunciamento Técnico CPC 06, ao fnal do exercício de 2008, mas, com efeito retroativo a 1º de
janeiro de 2008, a Sociedade deixou de registrar em seu ativo imobilizado, tendo como contrapartida a transferência
para o contas a receber, dos equipamentos petrolíferos alocados em plataformas localizadas nos campos de Garoupa,
Cherne, Carapeba, Pargo, Namorado, Vermelho, Enchova, Pampo, Bicudo, Marimbá, Marlim, Corvina, Marlim Sul,
Viola, Espadarte, Albacora, Linguado e Roncador e nas plataformas P-38 e P-40, ainda de sua propriedade, operados
pela Petrobras e contratados na forma de arrendamento mercantil. Com isso, as contraprestações recebidas da
Petrobras, e até 31 de dezembro de 2007 registradas como receita operacional, passaram a ser baixadas diretamente
daquelas contas a receber.
Dessa forma, a partir de 1º de janeiro de 2008, a Sociedade passou a reconhecer os compromissos contratuais
relacionados ao seu ativo imobilizado como contas a receber pelo valor igual ao valor presente do fuxo de caixa
gerado pela contraprestação do contrato de aluguel.
Os efeitos dos ajustes a valor presente das contraprestações do aluguel de equipamentos para Petrobras são
apropriados ao resultado como receita fnanceira de forma sistemática e racional, com base no padrão que refita a
taxa de retorno periódica constante sobre o investimento líquido da Sociedade.
d. Ativo diferido
A formação do diferido compreende as despesas pré-operacionais, estas referentes à manutenção da estrutura
administrativa de empreendimentos em fase de implantação incorridas até 23 de dezembro de 2004, data de início
das suas operações, que, pela sua natureza, não puderam ser alocadas a outro grupo de contas, conforme previsto
na Medida Provisória n° 449/08, posteriormente convertida na Lei nº 11.941/09, e, portanto, foram mantidas no ativo
sob essa classifcação até que ocorra a sua completa amortização, esta que vem sendo realizada pelo método linear
em 10 anos.
e. Redução ao valor recuperável (“impairment”)
(i) Ativos fnanceiros
Os ativos fnanceiros classifcados como ¨empréstimos e recebíveis¨ são avaliados a cada data de apresentação
para apurar se há evidência objetiva de que tenha ocorrido perda no seu valor recuperável. Um ativo tem perda no
seu valor recuperável se uma evidência objetiva indica que um evento de perda ocorreu após o reconhecimento
inicial do ativo, e que aquele evento de perda teve um efeito negativo nos fuxos de caixa futuros projetados que
podem ser estimados de uma maneira confável.
Uma redução do valor recuperável com relação a um ativo fnanceiro medido pelo custo amortizado é calculada
como a diferença entre o valor contábil e o valor presente dos futuros fuxos de caixa estimados descontados à
taxa de juros efetiva original do ativo. As perdas são reconhecidas no resultado e refetidas em uma conta de
provisão contra recebíveis.
Não houve indicação de perda no valor recuperável dos valores contábeis dos ativos fnanceiros da Sociedade
nos exercícios fndos em 31 de dezembro de 2011 e 2010.
(ii) Ativos não fnanceiros
Os ativos não fnanceiros da Sociedade estão representados pelo ativo diferido.
Os valores contábeis do ativo diferido são revistos a cada data de apresentação para apurar se há indicação de
perda no valor recuperável. Caso ocorra tal indicação, então o valor recuperável do ativo é determinado.
Uma perda por redução ao valor recuperável é reconhecida caso o valor contábil do ativo exceda seu valor
recuperável estimado. Perdas de valor são reconhecidas no resultado.
Não houve indicação de perda no valor recuperável dos valores contábeis do ativo diferido da Sociedade nos
exercícios fndos em 31 de dezembro de 2011 e 2010.
f. Provisões
Uma provisão é reconhecida, em função de um evento passado, se a Sociedade tem uma obrigação legal ou
construtiva que possa ser estimada de maneira confiável, e é provável que um recurso econômico seja exigido para
liquidar a obrigação. As provisões são apuradas através do desconto dos fluxos de caixa futuros esperados a uma
taxa antes de impostos que reflete as avaliações atuais de mercado quanto ao valor do dinheiro no tempo e riscos
específicos para o passivo.
g. Receitas diferidas
Apresentam os resultados fnanceiros e as variações cambiais líquidas (quando credores), incorridos na fase pré-
operacional até 23 de dezembro de 2004 (data de início das suas operações) e estão sendo amortizadas pelo método
linear em 10 anos.
h. Receitas e despesas hnanceiras
As receitas fnanceiras abrangem receitas de juros sobre aplicações fnanceiras e o ajuste a valor presente
das contraprestações do aluguel de equipamentos para Petrobras, registrados sob a forma de arrendamento
mercantil fnanceiro.
As despesas fnanceiras abrangem despesas com juros sobre empréstimos. Custos de empréstimo que não são
diretamente atribuíveis à aquisição, construção ou produção de um ativo qualifcável são mensurados no resultado
através do método de juros efetivos.
Os ganhos e perdas cambiais são reportados em uma base líquida.
i. Imposto de renda e contribuição social
O imposto de renda e a contribuição social, correntes e diferidos, são calculados e registrados com base nas alíquotas
efetivas vigentes na data de elaboração das demonstrações contábeis.
O imposto de renda e a contribuição social diferidos passivos foram reconhecidos sobre a variação cambial positiva
não realizada, dedutível apenas quando liquidada.
j. Demonstração do valor adicionado
A Sociedade elaborou demonstração do valor adicionado (DVA) nos termos do pronunciamento técnico CPC 09 -
Demonstração do Valor Adicionado, a qual é apresentada como parte integrante das demonstrações contábeis.
k. Novas normas e interpretações ainda não adotadas
Diversas normas, emendas a normas e interpretações ÌFRS emitidas pelo ÌASB ainda não entraram em vigor para o
exercício encerrado em 31 de dezembro de 2011, sendo essas:
Novos Standards, emendas aos Standards e interpretações são efetivos para os períodos anuais iniciados a partir de 15
de dezembro de 2013, e não foram aplicados na preparação destas demonstrações fnanceiras. É esperado que nenhum
desses novos Standards tenha efeito material sobre as demonstrações fnanceiras da Sociedade exceto pelo ÌFRS 9
Financial Ìnstruments que pode modifcar a classifcação e mensuração de ativos fnanceiros mantidos pela Sociedade.
A Sociedade não espera adotar esse standard antecipadamente e o impacto de sua adoção ainda não foi mensurado.
O CPC ainda não emitiu pronunciamento equivalente ao ÌFRS acima citado, mas existe expectativa de que o faça antes
da data requerida de sua entrada em vigor. A adoção antecipada dos pronunciamentos do IFRSs está condicionada à
aprovação prévia em ato normativo do Conselho Federal de Contabilidade.
4 Caixa e equivalentes de caixa
2011 2010

Caixa e bancos 1 4
Aplicações fnanceiras 1.924.651 149.281

1.924.652 149.285
Em 2011, estão representadas por cotas seniores do Fundo de Ìnvestimento em Direitos Creditórios Não-Padronizados
FIDC-NP do Sistema Petrobras. Este fundo de investimentos é destinado preponderantemente à aquisição de direitos
creditórios performados e/ou não performados de operações realizadas pelas empresas do Sistema Petrobras e visa
à otimização da gestão financeira do caixa das empresas do Sistema. Estas cotas são conversíveis em numerário,
resgatadas a qualquer tempo, no decorrer do tempo do prazo de duração do fundo.
Em 2010, referem-se, substancialmente, a aplicações financeiras que são representadas por cotas de Fundo de
Ìnvestimento em renda fixa no Banco BNP Paribas Brasil S.A., que possuem liquidez imediata e que estão atualizadas
pelos rendimentos auferidos até a data das demonstrações contábeis com base no valor diário da cota, não excedendo
os seus respectivos valores de mercado.
Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010, os fundos acima apresentaram rendimentos de 11,59% e
9,37%, respectivamente.
As aplicações financeiras são de curto prazo, de alta liquidez, e prontamente conversíveis em um montante conhecido
de caixa, estando sujeitas a um insignificante risco de mudança de valor. O valor contábil das aplicações financeiras
representa a exposição máxima do crédito.
5 Contas a receber - compromissos contratuais
Conforme mencionado nas notas explicativas 1 e 3c, a Sociedade possui contratos de arrendamento de bens arrendados
à Petróleo Brasileiro S.A. - Petrobras, que atingem as características de arrendamento mercantil financeiro. Assim, de
acordo com Pronunciamento Técnico 06, a Sociedade reconhece o valor presente do fluxo de caixa futuro gerado pelas
contraprestações do contrato de aluguel como contas a receber:
2011 2010

2011 - 2.554.120
2012 851.374 851.374
2013 851.374 851.374
2014 851.374 851.374

Recebimentos futuros dos compromissos estimados 2.554.122 5.108.242

(-) Ajuste a valor presente dos recebimentos (477.364) (803.322)

Valor presente dos recebimentos 2.076.758 4.304.920

(-) parcela circulante dos recebimentos (601.268) (2.490.162)

Parcela não circulante dos recebimentos 1.475.490 1.814.758
6 Diferido
2011 2010

Despesas gerais e administrativas 23.135 23.135
Juros sobre empréstimos (a) 132.367 132.367

155.502 155.502

(-) Amortização acumulada (111.415) (95.865)

44.087 59.637
(a) Referem-se aos juros incorridos na fase pré-operacional, os quais não estavam relacionados à construção de bens
integrantes do ativo imobilizado.
7 Empréstimos
2011 2010

Encargos Vencimento Principal Juros Total Principal Juros Total

BB Fund
Promissory
Note - 1
Variação
cambial +
8% a.a. Outubro/2014 919.142 236.117 1.155.259 816.437 143.513 959.950
BB Fund
Promissory
Note - 2
Variação
cambial +
8% a.a. Outubro/2014 485.832 124.806 610.638 431.546 75.856 507.402

1.404.974 360.923 1.765.897 1.247.983 219.369 1.467.352

(-) Circulante 200.710 360.923 561.633 311.995 219.369 531.364

Não circulante 1.204.264 - 1.204.264 935.988 - 935.988
Em 30 de dezembro de 2003, a Sociedade emitiu notas promissórias no mercado internacional que somavam
US$ 700 milhões, remuneradas a taxa de 2,5% ao ano, por um prazo de 3 meses.
Essas notas promissórias foram adquiridas por uma classe exclusiva da Petrobras Ìnternational Finance Company - Pifco
no fundo de investimento BB Fund. A Petrobras Ìnternational Finance Company - Pifco é uma empresa do Sistema
Petrobras que possui aplicação na classe exclusiva no referido fundo de investimento.
Em 31 de agosto de 2004, a Sociedade efetuou nova emissão de notas promissórias no mercado internacional no valor
total de US$ 1 bilhão, nas mesmas condições da emissão anterior.
Em 26 de setembro de 2004, as notas promissórias até então emitidas, totalizando US$ 1,7 bilhão, foram renegociadas e
tiveram seus termos revistos, sendo remuneradas, a partir daquela data, à taxa de 8% ao ano por um prazo de 10 anos,
com amortizações semestrais.
Em agosto de 2005, a estrutura de pagamento foi novamente revista, de modo que o principal fosse amortizado em
18 parcelas semestrais e consecutivas, sendo a primeira delas devida em 30 de abril de 2006 e a última em 30 de outubro
de 2014. As 16 primeiras parcelas semestrais de amortização do principal eram de 1/20 cada e as duas últimas de 2/20 cada.
Em janeiro de 2006, a Sociedade realizou ¨pré-pagamento¨ de US$ 630 milhões do principal captado (além dos juros
correspondentes) da dívida que totalizava US$ 1,7 bilhão de principal, remanescendo um principal de US$ 1,07 bilhão.
No exercício findo em 31 de dezembro de 2009 não houve amortização do principal, sendo a estrutura de pagamento
mais uma vez revista e os contratos aditados, de modo que o principal fosse amortizado em 8 parcelas semestrais e
consecutivas, sendo a primeira delas devida em 30 de abril de 2011 e a última em 30 de outubro de 2014. As 2 primeiras
parcelas semestrais de amortização do principal são de 1/14 cada e as seis últimas de 2/14 cada.
Em 10 de dezembro de 2010 a Sociedade assinou aditivo alterando o detentor (¨holder¨) das referidas notas das Ìlhas
Caiman para a Irlanda.
No exercício findo em 31 de dezembro de 2011, não houve amortização do principal, sendo a estrutura de pagamento
mais uma vez revista e os contratos aditados, de modo que o principal fosse amortizado da seguinte forma: A 1ª primeira
parcela, de 14% do principal, a vencer em 30 de outubro de 2012; 2 parcelas semestrais (abril e outubro) em 2013 (29%
do principal) e o saldo (correspondendo 57%) em 2014.
A seguir estão as maturidades contratuais dos fnanciamentos, incluindo pagamento de juros provisionados até 31 de
dezembro de 2011, pelo seu valor nominal:
Valor
nominal
1 ano ou
menos 1 - 2 anos 2 - 3 anos
BB Fund Promissory Note - 1 1.387.725 441.975 335.558 610.192
BB Fund Promissory Note - 2 733.510 233.615 177.366 322.529
2.121.235 675.590 512.924 932.721
Os valores de financiamentos a pagar em 31 de dezembro de 2011 apresentados acima estão convertidos para Reais com
base na taxa de fechamento de R$ 1,8758 e apropriação de juros a pagar até 31 de dezembro de 2011 às taxas de juros
também mencionadas anteriormente. Os valores nominais dos vencimentos futuros estarão sujeitos a variação da taxa
do Dólar Norte-Americano e aplicação da taxa de juros até a data de vencimentos dos juros e do principal. Uma análise
de sensibilidade desses saldos às variações nas taxas do Dólar Norte-Americano, considerando os cenários provável,
possível e remoto está apresentada na Nota Explicativa nº 15.
As garantias estão representadas substancialmente por pagamentos antecipados de aluguel para cobrir eventuais
deficiências de caixa da CLEP.
8 Impostos e contribuições
a. A recuperar
2011 2010
Imposto de renda 6.462 -
PIS 8.407 -
COFÌNS 38.879 -
53.748 -
b. A recoIher
2011 2010
Imposto de renda - 43.794
Contribuição social 3.129 3.233
PIS - 1.170
COFÌNS - 5.392
3.129 53.589
9 Imposto de renda e contribuição sociaI
a. Imposto de renda e contribuição social diferidos passivos
O imposto de renda e a contribuição social diferidos passivos foram calculados como segue:
2011 2010
Variação cambial ativa não realizada 771.248 968.297
Provisão para contingência fiscal (471.133) (416.901)
Efeito dos ajustes decorrentes da adoção da lei 11.638/07 (RTT) 503.438 663.126

803.553 1.214.522
Alíquota fiscal combinada 34% 34%

273.208 412.938
b. Despesas com imposto de renda e contribuição social
A conciliação entre a despesa total calculada pela aplicação das alíquotas fiscais combinadas e as despesas de
imposto de renda e contribuição social debitadas no resultado dos exercícios findo em 31 de dezembro de 2011 e
2010 é demonstrada como segue:
2011 2010

Lucro antes do imposto de renda e da contribuição social: 19.153 20.801
Alíquota fiscal combinada de imposto de renda e contribuição social 34% 34%
Ìmposto de renda e contribuição social pela alíquota fiscal combinada 6.512 7.072

Adições (exclusões) permanentes:
Juros sobre financiamentos - MP 472/09 26.110 6.723
Amortização da variação cambial do diferido (13.949) (13.949)
Outras (24) (24)
Ìmposto de renda e contribuição social no resultado do exercício 18.649 (178)

Imposto de renda e contribuição social correntes 158.379 103.485
Imposto de renda e contribuição social diferidos (139.730) (103.663)
Alíquota efetiva 97% 1%
10 Receitas diferidas
2011 2010

Variação cambial, líquida 400.933 400.933
Amortização acumulada (288.306) (247.281)

112.627 153.652
11 Patrimônio Iíquido
a. Capital social
O capital social subscrito e integralizado em 31 de dezembro de 2011 e de 2010 está representado por 180.000.000
ações ordinárias, todas nominativas e sem valor nominal.
Conforme deliberação dos antigos acionistas (até a data do exercício antecipado da opção de compra pela Petrobras
em 11 de dezembro de 2009 - Nota 1), a Sociedade deveria pagar (via redução de capital), a cada seis meses
contados a partir da data da integralização das ações, a quantia mínima de 5% do saldo do capital integralizado na
proporção da participação de cada acionista no seu capital social.
Atendendo à essa deliberação, em abril e em outubro de 2009, ocorreram reduções de capital de R$ 9.000 cada uma,
totalizando R$ 18.000, sem afetar o total de ações emitidas.
Em 11 de dezembro de 2009, houve a transferência da totalidade das ações da Sociedade para a Petrobras, conforme
disposto nos Termos de Transferência de Ações da Sociedade. Em 23 de dezembro de 2009, foi deliberado em
Assembléia Geral Extraordinária o aumento do capital da Sociedade em R$ 736.976, sem a emissão de novas ações,
com a utilização dos dividendos propostos em anos anteriores, que não foram aprovados e/ou pagos.
Dessa forma, o capital social em 31 de dezembro de 2011 e 2010 é de R$ 826.976.
b. Reservas de lucros
Reserva legal
É constituída à razão de 5% do lucro líquido apurado em cada exercício social nos termos do art. 193 da Lei
11.638/07, até o limite de 20% do capital social. No exercício de 2011, foi constituída reserva legal no montante de
R$ 25 (R$ 1.048 em 2010).
Reserva de lucros a realizar
O saldo de R$ 595.810, apresentado em 31 de dezembro de 2011 e de 2010, refere-se à variação cambial sobre os
empréstimos de anos anteriores, no valor de R$ 160.967, e aos ajustes de alterações de práticas contábeis relacionadas
à adoção da Lei nº 11.638/07, reconhecidos no exercício findo em 31 de dezembro de 2008, no valor de R$ 434.843.
c. Dividendo adicional proposto
Em 31 de dezembro de 2011, a Administração da Sociedade propôs a distribuição de dividendos no valor de R$ 479
com base no lucro líquido apurado no exercício de 2011, a ser deliberado em Assembléia Geral Ordinária, tendo
sido a parcela referente ao mínimo obrigatório (25% conforme o estatuto social), no valor de R$ 120, reconhecida
no passivo circulante, enquanto o restante, no valor de R$ 359, mantida como ¨Dividendo Adicional Proposto¨, no
patrimônio líquido, conforme disposto no Pronunciamento Técnico ÌCPC 08, que somente poderá ser reconhecida no
passivo após sua aprovação em AGO.
d. Dividendos propostos
No exercício fndo em 31 de dezembro de 2011, os dividendos foram calculados de acordo com o artigo 202 da Lei
nº 11.638/07 e estão assim demonstrados:
2011 2010

Lucro líquido do exercício 504 20.979

Constituição da reserva legal (25) (1.048)

Lucro básico para determinação do dividendo 479 19.931

Dividendos obrigatórios - 25% 120 4.983

Dividendos adicionais propostos 359 14.948
ECONOMIA
Quarta-feira, 28 de março de 2012 A-19 Jornal do Commercio
Ministério de
Minas e Energia
Companhia Locadora de Equipamentos Petrolíferos
CNPJ Nº 05.911.239/0001-37 - Empresa do Sistema Petrobras
12 Transações com partes reIacionadas
Petrobras
2011 2010
Ativo
Contas a receber - compromissos contratuais de curto e longo prazo (Nota 5) 2.076.758 4.304.920
Passivo
Empréstimos (Nota 7) 1.765.897 1.467.352
Dividendos propostos (Nota 11 (d)) 120 523.918
Resultado
Juros sobre empréstimos (Nota 13) (102.419) (106.846)
Ajuste a valor presente dos compromissos contratuais (Nota 5 e 13) 325.958 530.541
Variação cambial (Nota 7 e 13) (197.049) 67.114
13 Receita (despesa) financeira Iíquida
2011 2010

Ajuste a valor presente dos compromissos contratuais (Nota 5 e 12) 325.958 530.541
Variações cambiais (197.049) 67.114
Juros sobre empréstimos (Nota 12) (102.419) (106.846)
Rendimentos de aplicações financeiras 119.720 20.905
Outros 22 (14)

146.232 511.700
14 Despesas Tributárias
2011 2010
Cofins 64.704 64.704
Pasep 14.048 14.048
IRRF sobre remessa de juros ao exterior 17.867 18.763
96.619 97.515
15 Instrumentos financeiros
A Sociedade mantém operações com instrumentos fnanceiros. A administração desses instrumentos é efetuada por meio
de estratégias operacionais e controles internos visando assegurar sua liquidez e rentabilidade. A política de controle
consiste em acompanhamento permanente das condições contratadas versus condições vigentes no mercado.
Em 31 de dezembro de 2011 e 2010, a Empresa não possuía nenhum instrumento fnanceiro e durante os exercícios
também não efetuou aplicações de caráter especulativo ou quaisquer outros ativos de risco. Os resultados estão
condizentes com as políticas e estratégias defnidas pela Administração da Sociedade.
Os controles para identifcação de eventuais derivativos embutidos nas operações da Sociedade são aplicados pela
Petrobras. Tais controles estão relacionados principalmente à identifcação de possíveis derivativos embutidos e
orientação relacionada ao tratamento contábil a ser dado pela Sociedade e pelas empresas do sistema Petrobras.
Durante os exercícios fndos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 não foram identifcados derivativos embutidos nas
operações da Sociedade.
Todas as operações com instrumentos fnanceiros estão reconhecidas nas demonstrações contábeis da Sociedade e estão
demonstradas abaixo em 31 de dezembro de 2011 e 2010:
2011 2010

VaIor contábiI VaIor justo VaIor contábiI VaIor justo

Caixa e equivalentes de caixa 1.924.652 1.924.652 149.285 149.285
Contas a receber - compromissos contratuais 2.076.758 2.076.758 4.304.920 4.304.920
Fornecedores 61 61 36 36
Empréstimos 1.765.897 1.765.897 1.467.352 1.467.352
Dividendos 120 120 523.918 523.918
As operações da Sociedade estão sujeitas aos fatores de riscos abaixo descritos:
a. Risco de crédito
Decorre da possibilidade de a Sociedade sofrer perdas decorrentes de inadimplência de suas contrapartes ou de
instituições fnanceiras depositárias de recursos ou de investimentos fnanceiros. Esse risco é naturalmente mitigado
em função dos créditos da Sociedade, oriundos de suas atividades operacionais, serem em sua totalidade com a
Petrobras. No que tange às instituições fnanceiras, a Sociedade somente realiza operação com instituições fnanceiras
de baixo risco avaliadas por agências de rating.
b. Risco de liquidez
A Sociedade utiliza seus recursos principalmente com despesas de capital e no intuito de pagamento de dividendos.
As origens de recursos somadas à posição fnanceira da Sociedade em 31 de dezembro de 2011 não permitirão a
liquidação de suas obrigações de curto prazo sem que haja postergações do prazo das parcelas dos fnanciamentos,
conforme mencionado na Nota 7. O risco de liquidez é administrado de forma corporativa pela Petrobras.
c. Risco de taxas de juros
Decorre da possibilidade de a Sociedade sofrer ganhos ou perdas decorrentes de oscilações de taxas de juros
incidentes sobre seus ativos e passivos fnanceiros. Visando à mitigação desse tipo de risco, a Sociedade busca
diversifcar a captação de recursos em termos de taxas prefxadas ou pós-fxadas.
d. Risco de taxas de câmbio
Decorre da possibilidade de oscilações das taxas de câmbio das moedas estrangeiras utilizadas pela Sociedade
para a aquisição de equipamentos ou serviços e a contratação de instrumentos fnanceiros. Além dos fnanciamentos
obtidos em moeda estrangeira, a Sociedade não tem fuxos operacionais em outras moedas. A Sociedade avalia
permanentemente essas oscilações, procurando renegociar suas dívidas na medida em que essas impactem
signifcativamente seus fuxos fnanceiros.
A Sociedade tem como política a eliminação dos riscos de mercado, evitando assumir posições expostas a flutuações
de valores de mercado e operando apenas instrumentos que permitam controles de risco. Em 31 de dezembro de
2011 e 2010, não havia instrumentos financeiros derivativos em aberto.
e. Análise de sensibilidade
A seguinte análise de sensibilidade foi realizada para os instrumentos fnanceiros com risco de taxa de câmbio,
considerando que o cenário provável é o valor dos empréstimos em 31 de dezembro de 2011 e que os cenários
possível e remoto consideram a variação de risco de 25% e 50% dos valores dos empréstimos, respectivamente, em
relação a estas mesmas datas.
Cenários
ProváveI Possível Remoto
Empréstimos expostos a variação do dólar dos Estados Unidos da América 1.765.897 441.475 882.948
f. Mensuração dos instrumentos financeiros
Os instrumentos fnanceiros da Sociedade estão mensurados ao custo amortizado. Os valores justos dos instrumentos
fnanceiros da Sociedade são equivalentes aos seus valores contábeis.
16 Contingências
a. Provável
Em 16 de julho de 2009, a Sociedade recebeu um Auto de Ìnfração, emitido pela Delegacia da Receita Federal do
Rio de Janeiro, que questiona a alíquota de Ìmposto de Renda Retido na Fonte e o ÌOF (Tratado Brasil - Japão, Dec.
61.889/67) aplicáveis sobre os valores pagos de principal e juros relacionados às notas promissórias emitidas no
mercado internacional (Nota 7).
Em 14 de agosto de 2009, a Sociedade protocolou, na Delegacia da Receita Federal do Rio de Janeiro, impugnação
a este Auto de Infração.
Em 3 de setembro de 2009, o Processo foi remetido ao Serviço de Controle e Julgamento - DRJ.
AAdministração da Sociedade, baseada na legislação fscal pertinente e na opinião de seus consultores jurídicos, classifca
o processo acima como uma contingência de risco de perda provável, sendo a exposição máxima atualizada até 31 de
dezembro de 2011 de R$ 471.073 (R$ 416.901 em 2010), o qual está registrado contabilmente em 31 de dezembro de 2011.
b. Possíveis
A Administração não constituiu provisão para processos judiciais, por considerar as estimativas de perdas com as
ações em curso como remota ou possível, com base em informações de seus assessores jurídicos e análise das
demandas judiciais pendentes.
Apresentamos a seguir a situação atual das principais contingências consideradas como perdas possíveis e os
respectivos valores atualizados em 31 de dezembro de 2011:
Descrição Natureza e vaIor Situação AtuaI
Autor: Fazenda Nacional
Processo: 201051015112692
Cobrança judicial de débitos de CSLL do período de 31 de
dezembro de 2005, decorrentes do indeferimento do pedido
de compensação com créditos apurados em função de
recolhimentos indevidos a títulos de estimativas.
Tributária
R$ 44.844
O processo encontra-se com
embargo à execução em face da
Carta de Fiança Bancária.
Autor: Fazenda Nacional
Processo: 201051015017970
Cobrança judicial de débitos de ÌRPJ do período de 31 de
dezembro de 2005, decorrentes do indeferimento do pedido
de compensação com créditos apurados em função de
recolhimentos indevidos a títulos de estimativas.
Tributária
R$ 102.613
Petição protocolada de Cia.
Aceitando a Carta de Fiança
Bancária como garantia da
execução.
Autor: Receita Federal do Brasil
Processo: 12898001180200915
Glosa das despesas incorridas com juros de empréstimos
tomados junto à instituição financeira e deduzido do lucro real.
Tributária
R$ 26.361
A Cia. Apresentou recurso
voluntário e o processo encontra-
se no Conselho Administrativo de
Recursos Fiscais – CARF.
Autor: Receita Federal do Brasil
Processo: 12898001181200960
Cobrança de valores supostamente devidos a título de ÌOF,
ref. Fato gerador ocorrido em 2004.
Tributária
R$ 50.703
Em análise da área tributária da
Companhia.
17 Cobertura de seguros
A responsabilidade pela contratação e manutenção do seguro é da Petrobras, conforme está previsto no contrato de suporte
assinado por essa empresa e pela Sociedade. Em 31 de dezembro de 2011 e 2010, a Sociedade possuía cobertura de
seguros para os bens sujeitos a riscos por montantes considerados suficientes para cobrir eventuais sinistros, considerando
a natureza de sua atividade. As premissas de riscos adotadas, dada a sua natureza, não fazem parte do escopo de uma
auditoria de demonstrações contábeis, consequentemente não foram examinadas pelos nossos auditores independentes.
Aos
Administradores e Acionistas da
Companhia Locadora de Equipamentos Petrolíferos - CLEP
Rio de Janeiro - RJ
Examinamos as demonstrações contábeis da Companhia Locadora de Equipamentos Petrolíferos - CLEP (¨Sociedade¨), que
compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações
do patrimônio líquido e dos fuxos de caixa, para o exercício fndo naquela data, assim como o resumo das principais práticas
contábeis e demais notas explicativas.
Responsabilidade da Administração sobre as demonstrações contábeis
A Administração da Sociedade é responsável pela elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis de acordo
com as práticas contábeis adotadas no Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a
elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro.
Responsabilidade dos auditores independentes
Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria,
conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de
exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de
que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante.
Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e
divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do
auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se
causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração
e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Sociedade para planejar os procedimentos de auditoria que são
apropriados nas circunstâncias, mas não para fns de expressar uma opinião sobre a efcácia desses controles internos da
Sociedade. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade
das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis
tomadas em conjunto.
Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é sufciente e apropriada para fundamentar nossa opinião.
Opinião
Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes,
a posição patrimonial e fnanceira da Companhia Locadora de Equipamentos Petrolíferos - CLEP em 31 de dezembro de 2011,
o desempenho de suas operações e os seus fuxos de caixa para o exercício fndo naquela data, de acordo com as práticas
contábeis adotadas no Brasil.
Ênfase
Conforme mencionado nas Notas explicativas n
o
1 e 14b, a Sociedade foi constituída com o objetivo de atender as necessidades
das operações e o plano de negócios da Petróleo Brasileiro S.A. - Petrobras. Estas demonstrações contábeis devem ser lidas
neste contexto.
Outros assuntos
Demonstração do vaIor adicionado
Examinamos, também, a demonstração do valor adicionado (DVA), referente ao exercício fndo em 31 de dezembro de
2011, elaborada sob a responsabilidade da Administração da Sociedade. Essa demonstração foi submetida aos mesmos
procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, está adequadamente apresentada, em todos os seus
aspectos relevantes, em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto.
Rio de Janeiro, 09 de março de 2012
KPMG Auditores Ìndependentes
CRC SP-014428/O-6 F-RJ
Moacyr Humberto Piacenti
Contador CRC SP-204757/O-9 S-RJ
RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
ADMINISTRAÇÃO
DIRETORIA
Sonia Tereza Terra Figueiredo
Diretora
Fábio Barreto Lourenço
Diretor
CONTADOR RESPONSÁVEL
Carlos Alberto de Macena Ferreira
Contador CRC - RJ - 056.314/O-0
Dificuldade com governo
faz Jank deixar a Unica
EDUARDO MAGOSSI
DA AGÊNCIA ESTADO
M
udanças na es-
trutura do se-
tor sucroalcoo-
leiro e o menor
diálogo com o
governo teriam sido algumas
das razões que levaram o presi-
dente da União da Indústria de
Cana-de-Açúcar (Unica), Mar-
cos Jank, a pedir demissão do
cargo, anunciada ontem pela
entidade. Acostumado a ter
acesso ao governo, Jank perdeu
espaço para representantes
dos grandes grupos formados
após a consolidação do setor
sucroalcooleiro, que passaram
a ter contato direto com o go-
verno. A crise econômica que
levou à quebra da safra de ca-
na-de-açúcar e, em conse-
quência, à menor produção de
etanol também provocou es-
tresse entre produtores e o go-
verno.
A necessidade de um inter-
locutor de maior trânsito polí-
tico levou a Unica a criar o car-
go de presidente do conselho
deliberativo e indicar Pedro Pa-
rente para ocupá-lo. Ex-chefe
da Casa Civil do governo Fer-
nando Henrique, Parente não
apenas é próximo da presiden-
te Dilma Rousseff, como tam-
bém representa um dos princi-
pais grupos sucroalcooleiros
do País, a Bunge, do qual é pre-
sidente.
Segundo fontes do setor, a
proximidade entre Dilma e Pa-
rente se deu durante o apagão
do setor energético, no início
da década passada, quando a
presidente era secretária de
Minas e Energia do Rio Grande
do Sul. No auge da crise do eta-
nol, por exemplo, em agosto de
2011, quando a Unica não con-
seguia dialogar com o governo,
Parente reuniu-se por mais de
cinco horas com a presidente
Dilma em São Paulo.
Grande negociador em
questões regulatórias e em co-
mércio internacional, Jank
sempre se sentiu mais à vonta-
de no ambiente técnico, o que
o fazia se afastar de Brasília.
Ele é tido, pelos associados,
como um executivo de impor-
tância fundamental para di-
vulgação e expansão do açú-
car e etanol no mercado exter-
no. Segundo fontes, o executi-
vo foi escolhido em um perío-
do em que a internacionaliza-
ção era o grande gargalo, e
cumpriu de forma exemplar o
papel. A mudança de cenário,
porém, pede um articulador
mais político, e muitos produ-
tores passaram a criticá-lo.
USINAS - Acostumado a trânsito político livre, líder de associação da indústria
de açúcar e álcool perde espaço em ambientes oficiais e deixa o cargo
■ ENERGIA
Justiça torna inválida
licença de Teles Pires
LUCIANA COLLET
DA AGÊNCIA ESTADO
A Justiça Federal em Mato
Grosso declarou inválida a li-
cença ambiental de instala-
ção da usina hidrelétrica Teles
Pires e determinou a suspen-
são das obras do projeto, em
especial as detonações de ro-
chas naturais que vêm sendo
realizadas na região de Salto
de Sete Quedas.
Em decisão datada de se-
gunda-feira, a juíza Célia Re-
gina Ody Bernardes, da 2º Va-
ra Federal de Mato Grosso,
concedeu a medida liminar
pleiteada pelo Ministério Pú-
blico do Estado de Mato Gros-
so (MP/MT) e pelo Ministério
Público Federal no Pará
(MPF/PA) e em Mato Grosso
(MPF/MT) para suspender o
licenciamento da usina.
Na ação ajuizada no último
dia 16, os procuradores da Re-
pública e promotores de Justi-
ça autores da ação alegaram
que o Instituto Brasileiro do
Meio Ambiente e dos Recur-
sos Naturais Renováveis (Iba-
ma) concedeu a licença am-
biental sem cumprir determi-
nação constitucional que
obriga a realização de consul-
ta livre, prévia e informada
dos povos indígenas afetados
e não ouviu os povos Kayabi,
Munduruku e Apiaká.
A ação do MP ressaltou
também dados que mostram
a existência de danos iminen-
tes e irreversíveis para a quali-
dade de vida e o patrimônio
cultural dos povos indígenas
da região, entre os quais a
inundação das corredeiras de
Sete Quedas, que, segundo os
procuradores, é considerada
uma área sagrada para os in-
dígenas.
PAÍS
A-20 Quarta-feira, 28 de março de 2012 Jornal do Commercio
CLUBE DE INVESTIMENTO CSN
CNPJ nº 68.670.512/0001-07
Administrado pela FIBRA ASSET MANAGEMENT DTVM Ltda.
EDITAL DE CONVOCAÇÃO
Ficam os senhores cotistas do Clube de Investimento CSN - CSN Invest,
administrado pela FIBRA ASSET MANAGEMENT DTVM Ltda., convidados
a se reunirem em Assembléia Geral Ordinária, no dia 04 de abril de 2012,
às 18h, em primeira convocação, com a presença de cotistas que dete-
nham a maioria absoluta de cotas emitidas ou no dia 12 de abril de 2012,
às 18h, em segunda convocação, com qualquer número de cotistas no
Auditório do Novo Escritório Central UPV, situado a Rodovia BR 393 Lúcio
Meira, Km 5001 nº 1740 Vila Santa Cecília em Volta Redonda, para deli-
berarem a seguinte ordem do dia: 1) Apreciação e aprovação das demons-
trações fnanceiras do CSN Ìnvest, elaboradas pela administradora FÌBRA
ASSET MANAGEMENT DTVM Ltda. e auditadas pela PriceWaterhouse-
Coopers, relativas ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de
2011; 2) Apreciação e aprovação do relatório anual preparado pela direto-
ria do CSN Invest; e 3) Proposta de atuação do CSN Invest para o exer-
cício de 2012. Em conformidade com o disposto no Artigo 24 do Estatuto,
informo que a cada cota detida corresponderá um voto nas deliberações
da Assembléia Geral. Além disto, o acesso do cotista a referida assem-
bléia se dará mediante a apresentação de: (i) no caso de empregado, de
seu crachá do grupo CSN, e (ii) nos demais casos, de um documento de
identidade.
Volta Redonda, 27 de março de 2012.
Antonio Francisco dos Santos
Presidente do Conselho Deliberativo
GABRIEL MASCARENHAS
O
projeto de criação
da Fundação de
Previdência Com-
plementar do Ser-
vidor Público Fede-
ral (Funpresp) passará hoje pela
última etapa no Senado antes
de ser votado no plenário da
Casa, o que deve acontecer até a
próxima semana – a ministra de
Relações Institucionais disse
que há acordo para apreciar a
matéria. A proposta foi aprova-
da na Comissão de Assuntos
Econômicos (CAE) ontem e está
na pauta de hoje das comissões
de Constituição e Justiça (CCJ) e
de Assuntos Econômicos (CAS).
A matéria passou pela CAE
com tranquilidade depois da
intervenção do ministro da
Previdência Social, Garibaldi
Alves. Na segunda-feira, ele li-
gou para os líderes e integran-
tes da comissão para pedir que
eles não criassem obstáculos à
aprovação. Na quinta-feira, o
presidente da CAE, senador
Delcídio do Amaral (PT-MS),
procurou o líder do PMDB no
Senado, Renan Calheiros (AL),
demonstrando preocupação
com a ameaça de derrota. Ele
temia que integrantes da base,
sobretudo de PDT, PSB e PC-
doB, votassem contra, abrindo
brecha para a oposição atrapa-
lhar os planos do Palácio do
Planalto. Embora seja pouco
provável que a Funpresp não
passe por uma das duas comis-
sões, o governo ainda não dá o
assunto como encerrado, e
continua trabalhando para
costurar acordo. A qualquer si-
nal de surpresa, o projeto será
retirado da pauta.
Ontem, apesar das críticas, a
proposta recebeu apoio de par-
lamentares da base e da oposi-
ção. Apenas os senadores Ro-
berto Requião (PMDB-PR) e
Randolfe Rodrigues (PSol-AP)
— que apresentou voto em se-
parado — foram contrários. As-
sim como Randolfe, senadores
do PSDB lembraram que uma
matéria semelhante à da Fun-
presp já havia sido apreciada no
Congresso durante o governo
Fernando Henrique Cardoso.
Porém, os parlamentares do PT,
à época na oposição, consegui-
ram derrubá-la.
SEM EMENDAS. O texto terá que
ser votado no plenário até o pró-
ximo dia 7, caso contrário, tran-
cará a pauta. Líder do PSDB, o
senador Alvaro Dias (PR) desis-
tiu de apresentar emendas para
evitar que a matéria tenha de
voltar à Câmara dos Deputados,
rito obrigatório quando há mo-
dificações. Ele avisou, no entan-
to, que irá apresentá-las em ple-
nário e, em caso de rejeição, for-
mulará projetos de lei propondo
as mudanças consideradas ne-
cessárias. "São 13 anos de atra-
so. E agora vemos os antigos
opositores apresentando o mes-
mo projeto em regime de urgên-
cia, sem permitir que façamos
melhorias. Fomos impedidos
pela pressa do PT", criticou.
Já Randolfe atacou a possibi-
lidade de o fundo ser operado
pela iniciativa privada e lem-
brou que, se for eficiente como
o governo espera, a Funpresp só
corrigirá o deficit previdenciá-
rio no prazo de 30 anos. "Vemos
o futuro repetir o passado, co-
mo disse Cazuza. Os únicos
coerentes politicamente aqui
somos nós (PSol), contrários
desde sempre, e o PSDB, que,
mesmo na oposição, continua a
favor do projeto."
Líder do governo, o senador
Eduardo Braga (PMDB-AM) saiu
em defesa da Funpresp. Ele afir-
mou que o projeto é o melhor
caminho para solucionar os pro-
blemas da previdência e recha-
çou as críticas de Requião, que
apontou o risco de o fundo não
ter a liquidez esperada e prejudi-
car os trabalhadores. "O texto
tem salvaguardas que discipli-
nam a transparência da gestão.
As regras para aplicação dos re-
cursos são rígidas", disse Braga.
Em regime de urgência, o
projeto está tramitando simul-
taneamente em três comissões,
com relatoria do senador José
Pimentel (PT-CE) em todas elas.
A proposta, de autoria do Exe-
cutivo, prevê a criação de três
fundos de previdência comple-
mentar para os Poderes Execu-
tivo, Legislativo e Judiciário.
CONGRESSO - Proposta que muda as regras de aposentadoria para servidores
públicos federais é aprovada na Comissão de Assuntos Econômicos da Casa
GERALDO MAGELA/AGÊNCIA SENADO
ALVARODIAS
LÍDERDOPSDBNOSENADO
São 13 anos de atraso. E agora vemos os antigos opositores
apresentando o mesmo projeto em regime de urgência, sem permitir
que façamos melhorias. Fomos impedidos pela pressa do PT.”

Pedido por Código Florestal
GUILHERME AMADO
A presidente em exercício
da Câmara, deputada Rose de
Freitas (PMDB-ES), pediu on-
tem à ministra do Meio Am-
biente, Izabella Teixeira, para
entrar na negociação sobre o
Código Florestal, que divide a
Casa e impede a votação da
Lei Geral da Copa. Em um se-
minário que discutiu na Câ-
mara dos Deputados qual será
a posição brasileira na confe-
rência Rio+20, Rose afirmou
ainda que ambientalistas e ru-
ralistas já entenderam que de-
vem voltar a discutir o projeto
para tentar sair do impasse.
"Esperamos que a senhora
consiga, nos próximos dias,
com muito diálogo, apaziguar
os ânimos desta Casa (em rela-
ção ao Código Florestal) para
que votemos a Lei Geral da
Copa", cobrou Rose, dirigin-
do-se à ministra.
INSURGENTES. Atrelar a vota-
ção da Lei Geral da Copa à do
Código Florestal tem sido uma
estratégia de deputados insur-
gentes, tanto da bancada rura-
lista quanto da ambientalista,
para fazer com que a balança
do Palácio do Planalto penda
para um ou outro lado. A ten-
são tende a se agravar à medi-
da que se aproxima o 11 de
abril, quando expira a vigência
de um decreto que altera as re-
gras de punição por desmata-
mento. Sem esse decreto, de-
zenas de ruralistas entrariam
na ilegalidade.
A resistência em votar o có-
digo parte principalmente de
alas do PT insatisfeitas com o
governo desde a substituição
do deputado Cândido Vacca-
rezza (PT-SP) na liderança da
Câmara. No evento, a ministra
não quis responder se o pedi-
do da presidente da Câmara se
referiu ao PT. Izabela Teixeira
também foi cobrada sobre o
conteúdo do código. Presiden-
te da Fundação SOS Mata
Atlântica, Roberto Klabin de-
fendeu que o texto, como está
hoje, significa um retrocesso
da legislação ambiental, que
"enfraquecerá a liderança bra-
sileira na Rio+20."
Funpresp é aprovado pela
CAE e avança no Senado
■ SEGURANÇA
Falhas em cursos dão
prejuízo de R$ 5 milhões
O projeto Bolsa-Forma-
ção do Programa Nacional
de Segurança Pública com
Cidadania (Pronasci), carro-
chefe do governo federal no
combate à violência, repas-
sou indevidamente recursos
a cerca de 3 mil profissionais
em todo o país. Policiais,
bombeiros, agentes peni-
tenciários e peritos recebe-
ram o benefício mensal de
R$ 443 como incentivo para
fazerem cursos virtuais de
capacitação, mesmo sem
atender as condicionalida-
des impostas pelo projeto –
como o teto salarial de R$
1,7 mil ou estar em atividade
na área da segurança. A
quantia embolsada ilegal-
mente entre 2008 e 2011
chega a R$ 5 milhões – valor
que agora o Ministério da
Justiça, gestor do Pronasci,
tenta receber de volta.
Ofícios começaram a ser
expedidos neste mês aos
profissionais solicitando a
devolução dos recursos re-
passados indevidamente.
Eles terão 60 dias para ques-
tionar a cobrança. Se decidi-
rem quitar os débitos, pode-
rão parcelar. Caso se recu-
sem a ressarcir os cofres pú-
blicos, serão acionados judi-
cialmente, via Procuradoria-
Geral da Fazenda Nacional.
A secretária Nacional de Se-
gurança Pública, Regina Mi-
kki, não acredita que será
preciso chegar a tal ponto.
"Creio que, na maior parte
dos casos, os profissionais
receberam de boa-fé, achan-
do que poderiam receber.
Pode ser um policial que te-
nha morrido, por exemplo.
Essa família vai ser convida-
da a devolver o que foi repas-
sado", diz.
Pelas beiradas
Quem anda feliz da vida com as agruras da base do
governo no Congresso é o ex-governador de Minas Aécio
Neves (PSDB-MG), que virou uma espécie de muro das
lamentações dos descontentes da base aliada do gover-
no. "Política é olho no olho, o trato pessoal é muito im-
portante entre os políticos", explica. Segundo o senador
mineiro, as conversas com os colegas do Senado e da Câ-
mara revelam que o distanciamento adotado pela presi-
dente Dilma Rousseff em relação ao parlamento terá um
alto preço em 2014.
Aécio promete endurecer seu discurso oposicionista
no Senado, onde vem tendo uma atuação considerada
moderada e conciliadora por setores de oposição que fi-
caram órfãos do ex-governador José Serra (PSDB) depois
que o tucano paulista resolveu concorrer à Prefeitura de
São Paulo. Essa opção – consumada com a vitória nas
prévias do PSDB de domingo passado – praticamente o
afasta das eleições de 2014.
A visita de parlamentares de oposição aos canteiros
de obras da Ferrovia Transnordestina e do projeto de
transposição do Rio São Francisco, na sexta-feira passa-
da, deixou Aécio animado. "O governo não está conse-
guindo executar os projetos do Programa de Aceleração
do Crescimento (PAC), que têm graves dificuldades de
gestão", avalia. Como se sabe, a principal marca de seu
período de governo em Minas foi o "choque de gestão",
uma reforma gerencial que culminou com a criação da
Cidade Administrativa do estado na localidade de Serra
Verde, na periferia de Belo Horizonte.
Assédio
Dono de 31,2% dos votos dos militantes do PSDB que
participaram das prévias, o secretario de Energia de São
Paulo, José Aníbal (PSDB), ainda processa a vitória aper-
tada do ex-governador José Serra, que obteve 52,1% dos
votos, apenas. O deputado federal Ricardo Tripoli obteve
outros 16,7% dos votos. Aníbal e Serra trocam bicadas
desde os tempos do governo Fernando Henrique Cardo-
so. Está sendo assediado pelo vice-presidente Michel Te-
mer (PMDB), que ligou de Seul para parabenizá-lo pelo
resultado.
Pede pra sair
Presidente do DEM, o senador José Agripino Maia
(RN) acumula a liderança do DEM desde ontem, no lu-
gar do senador Demóstenes Torres (GO), enrolado na
Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, que investiga
as atividades ilegais do contraventor Carlos Cachoeira.
O parlamentar goiano pediu demissão do cargo. Nos
corredores do Congresso, ontem, as apostas é de que
Torres acabará renunciando ao mandato para não ser
cassado pelos colegas.
Quero mais
Depois de elogiar a prorrogação da desoneração Im-
posto sobre Produtos Industrializados (IPI) para a linha
branca e sua ampliação aos segmentos de móveis e lu-
minárias, o presidente da Confederação Nacional da In-
dústria (CNI), Robson Braga de Andrade, defendeu a ex-
tensão da medida a toda a cadeia produtiva dos segmen-
tos beneficiados. "A medida dá um fôlego aos setores,
reduz custos e torna os produtos da linha branca mais
competitivos diante dos similares importados, mas o
aço e os plásticos não estão sendo beneficiados", disse.
Linha branca
O governo prorrogou por três meses a desoneração
do IPI para fogões, geladeiras e máquinas de lavar, zerou
o imposto para móveis (que era de 5%) e laminados (an-
tes de 15%) e diminuiu de 15% para 5% o IPI das luminá-
rias. A medida representará uma renúncia fiscal de R$
489 milhões.
Dívidas
Presidente da Comissão de Desenvolvimento Urba-
no, o deputado Domingos Neto (PSB-CE), resolveu pedir
à Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro
(Firjan) mais esclarecimentos sobre o levantamento que
a entidade fez sobre a saúde financeira das cidades. Um
quinto das cidades brasileiras começam o ano devendo.
O Nordeste tem os piores indicadores.
Comando
O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon,
nomeou o general brasileiro Fernando Rodrigues Gou-
lart como novo comandante da Missão das Nações Uni-
das para a Estabilização no Haiti. Substituirá o general
Luiz Ramos, que completou sua missão ontem.
De honra
A Executiva Nacional do PPS ontem, em Brasília,
aprovou a indicação de Antonio Ribeiro Granja para pre-
sidente de honra do partido. Granja, com 98 anos, vai
substituir o ex-deputado Fernando Sant’Anna, que mor-
reu no último dia 2, em Salvador (BA).
luiz.azedo@correioweb.com.br
LUIZ CARLOS AZEDO
BRASÍLIA-DF
A CASA DE VIDRO DE CAPIBERIBE
Quatro meses depois de recuperar o mandato, negado pelos
critérios da Lei da Ficha Limpa até a liberação por parte do
Supremo Tribunal Federal (STF), o senador João Capiberibe
(PSB-AP) é envolvido em novo escândalo. Está nas mãos da
Procuradoria-Geral da República (PGR) no Amapá uma
investigação que acusa o parlamentar de adquirir um imóvel
com recursos públicos que deveriam pagar obra de Saúde,
graças a um acordo com uma empreiteira contratada pelo
estado quando Capiberibe era governador. O imóvel em
questão é a casa onde vive o senador, em Macapá.
CURTA
RIO DE JANEIRO
Quarta-feira, 28 de março de 2012 A-21
EDITOR // KATIA LUANE
Jornal do Commercio
DA REDAÇÃO
O
Tesouro do Esta-
do do Rio confir-
mou, ontem, sua
certificação de
qualidade ISO 9001. A qualifica-
ção é um selo que atesta o nível
de excelência na padronização
e na agilidade dos serviços pres-
tados por empresas ou entes
públicos. A primeira qualifica-
ção ISO 9001 foi obtida pela
Subsecretaria de Finanças – no-
me oficial do Tesouro fluminen-
se – no ano passado. Esta nova
confirma que os procedimen-
tos mantiveram a excelência
exigida pelos padrões estabele-
cidos pela ISO (em inglês, Inter-
national Organisation for Stan-
dardization) – conjunto de re-
gras definidas internacional-
mente para balizar serviços de
qualidade.
“Em 2011, quando obteve o
título pela primeira vez, o Te-
souro foi também a primeira
unidade federativa brasileira a
receber a certificação. O objeti-
vo da secretaria de Fazenda é
garantir a qualidade dos servi-
ços prestados aos cidadãos, as-
sim como aconteceu com o
Conselho de Contribuintes que
também teve confirmada a ISO
9001 este ano”, frisou o secretá-
rio Renato Villela.
Os servidores e fornecedores
percebem a melhoria dos servi-
ços da subsecretaria de Finan-
ças ao receberem seus paga-
mentos de forma célere e pro-
gramada. Para o contribuinte, a
melhoria no serviço se reflete
em economia nas compras do
estado. Além disso, indireta-
mente, aumenta a confiabilida-
de do governo junto a outros
governos e instituições multila-
terais de fomento e de crédito,
como o Banco Mundial (BIRD)
e o Banco Interamericano de
Desenvolvimento (BID), entre
outros.
Sessenta e três servidores tra-
balham na subsecretaria de Fi-
nanças, responsável pelo geren-
ciamento do fluxo de caixa. No
ano passado, o Tesouro cuidou
de cerca de R$ 30 bilhões e em
2012 estima-se que os recursos
cheguem a R$ 31 bilhões.
Para manter a certificação
ISO 9001 neste ano, a subsecre-
taria investiu no aperfeiçoa-
mento de mão-de-obra. Tam-
bém foi fundamental aprimorar
os procedimentos reduzindo
prazos de tramitação de proces-
sos e de pagamentos.
Tesouro do estado é certificado
ISO 9001 - Selo atesta nível de excelência na padronização e na agilidade dos serviços prestados por empresas ou
entes públicos. Setor é responsável pelo gerenciamento de fluxo de caixa que este ano pode chegar a R$ 31 bilhões
RIO DE JANEIRO
Quarta-feira, 28 de março de 2012 A-22 Jornal do Commercio
MARINHA DO BRASIL
HOSPITAL NAVAL MARCÍLIO
DIAS
DIVISÃO DE AQUISIÇÃO E
CONTRATOS
ATO AVISO DE SUSPENSÃO
PROCESSO: Concorrênci a nº
65720/ 007/ 2012; OBJETO:
Const r ução da Nova Cabi ne
de Medição, no Hospital Naval
Marcílio Dias (HNMD). A licitação
supra citada, publicada no D.O.U
do di a 15/ 03/ 2012, seção 3,
pági na 22, foi suspensa para
i ncl usão de Anexos. Ri o de
Janei r o, 27/ 07/ 2012.
PEDRO PAULO PAES DOS
SANTOS
Capitão-de-Corveta (T)
Pregoeiro
SAJUTHÁ PARTICIPAÇÕES S.A.
CNPJ N
o
30.458.020/0001-71
A V I S O
Encontram-se à disposição dos Senhores Acionistas, na sede da Sociedade, na
Praia do Flamengo, nº 200 – 19º andar (parte), na cidade do Rio de Janeiro, Estado
do Rio de Janeiro, os documentos a que se refere o artigo 133 da Lei n
o
6.404, de
15 de dezembro de 1976, relativos ao exercício social encerrado em 31 de dezem-
bro de 2011. Rio de Janeiro, 27 de março de 2012.
WILSON LEMOS DE MORAES JUNIOR
Diretor-Administrativo
“CONDOMÍNIO PERSONNALISÉ RESIDENCE”
EDITAL DE CONVOCAÇÃO
ASSEMBLÉIA GERAL ORDINÁRIA
Na qualidade de Administradora, por solicitação do Síndico, vimos convocar os
senhores condôminos do “Condomínio Personnalisé Residence”, para a
Assembleia Geral Ordinária, que se realizará no salão de festas do Condomínio,
situado à Rua Queiros Júnior, n.º 15, no dia 26 de abril de 2012, quinta-feira, às
19 horas e 30 minutos, em primeira convocação, com quorum legal, ou às 20
horas, em segunda e última convocação, com qualquer número de presentes
para discutirem e deliberarem sobre os seguintes assuntos, constantes da
Ordem do Dia: 1 – Aprovação de contas do período anterior compreendido
entre 31/10/2011 a 26/04/2012; 2 – Aprovação da previsão Orçamentária do
Condomínio para o próximo exercício; 3 – Eleição do Síndico, Subsíndico e
Membros do Conselho Fiscal; 4 – Assuntos Gerais. Sublinhamos a importância
da presença de todos os comunheiros a esta reunião, pois as decisões tomadas
obrigarão a todos. Informamos aos condôminos que quiserem ser representados
por procuradores, que estes deverão apresentar seus mandatos, revestidos
das formalidades legais e com firma reconhecida. Só terão direito a voto os
condôminos que estiverem quites com suas obrigações condominiais.
Atenciosamente,
UNIQUE CONSULTORIA E ADMINISTRADORA
DE CONDOMÍNIOS LTDA
TECNOSOLO ENGENHARIA S.A.
CNPJ/MF nº 33.111.246/0001-90
AVISO AOS ACIONISTAS. Comunicamos aos nossos acionistas que se
acham à disposição, na sede social da Tecnosolo Engenharia S.A., situada na
Rua Cônego Felipe, n.º 219, Taquara, nesta cidade, os documentos a que se
refere o artigo 133 da Lei nº 6.404/76, relativos ao exercício social encerrado
em 31/12/2011. Rio de Janeiro, 22 de março de 2012. Marnio Everton Araujo
Camacho – Presidente do Conselho de Administração.
PM retoma segurança
do Complexo do Alemão
DA REDAÇÃO
O
governador Sérgio
Cabral afirmou,
ontem, que a
substituição dos
militares do Exér-
cito Brasileiro pela Polícia Mili-
tar no Complexo do Alemão
acontecerá gradativamente até
o próximo dia 27 de junho. O
governador explicou que este é
um momento de transição den-
tro do processo de implantação
das Unidades de Polícia Pacifi-
cadora (UPP) nas comunidades
e agradeceu ao governo federal,
reforçando a importância da
parceria entre as forças de segu-
rança do estado e o Exército
Brasileiro. “A transição começa
hoje (ontem), é uma operação
grande, que envolve mais de
700 homens. Tem escalas, pla-
nejamento, comandado pelo
secretário de Segurança, José
Mariano Beltrame, pela Polícia
Militar e com a Polícia Civil dan-
do apoio, mas é, sobretudo,
uma operação da Polícia Mili-
tar, totalmente integrada com o
Comando Militar do Leste”, en-
fatizou Cabral.
O governador explicou que,
quando concluída a substitui-
ção do Exército pela PM nas co-
munidades, terá início nova fa-
se. “A UPP segue um processo,
não se dá de imediato. Portanto,
esse trabalho será feito pela
nossa polícia. Temos um longo
caminho pela frente. A previsão
é de que tenhamos grande con-
tingente de policiais trabalhan-
do nos Complexos do Alemão e
da Penha. Algumas unidades
que serão sedes das UPPs já es-
tão prontas, outras estão em
construção, dentro do planeja-
mento da Secretaria de Segu-
rança”, afirmou.
Cabral lembrou que foi pron-
tamente atendido quando soli-
citou à presidente Dilma Rous-
seff a extensão do prazo de per-
manência dos militares nas co-
munidades da Zona Norte. Isso
possibilitou a retomada da Ro-
cinha, na Zona Sul da cidade. “É
importante dizer que, tanto no
Alemão, como na Penha e na
Rocinha, estamos em uma
grande fase de transição. É evi-
dente que existem as ‘viúvas’ do
tráfico, aquelas pessoas, de
dentro ou de fora das comuni-
dades, que ficam tentando mi-
nar o trabalho da política de se-
gurança do governo do estado,
porque isso quebra uma série
de lógicas que permaneceram
nos últimos 30 anos”, asinalou.
O governador destacou que,
além da presença permanente
da polícia, a pacificação possi-
bilita que a cidadania, em seus
vários aspectos, chegue às co-
munidades e falou sobre os ru-
mos da pacificação na Rocinha.
“Quando entramos na Rocinha,
havia lá centenas de fuzis, dro-
gas, veículos roubados. Quando
se mexe em uma ferida, quando
se ataca um tumor, é evidente
que há repercussões. Estamos
enfrentando um tumor que es-
tava matando o Rio de Janeiro.
Eu posso garantir que a popula-
ção estava muito mais assusta-
da quando ela tinha o poder pa-
ralelo, quando as filhas dos tra-
balhadores tinham medo de su-
bir a comunidade, quando er-
am chamadas pelos traficantes
para se meter em festinhas par-
ticulares, quando os meninos
eram atraídos para segurar um
fuzil e as mães ficavam desespe-
radas”, sublinhou.
COMUNIDADE - Retirada de militares será gradual até 27 de junho. Governador
agradece colaboração federal e ressalta parceria com o Exército Brasileiro
Bope e Batalhão de Choque voltarão a policiar favela
MARCELO HORN/GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Cabaral lembrou que atual-
mente a Rocinha tem complexo
esportivo com cinco mil jovens
praticando esportes, escola téc-
nica, ensino à distância, mais
creches e escolas de ensino fun-
damental que a Prefeitura está
instalando. “Posso garantir que
um ou outro episódio pode as-
sustar a população, mas ela sa-
be o caminho que estamos per-
seguindo e o resultado que va-
mos alcançar”, afirmou.
Quanto à expansão do pro-
cesso de pacificação para outras
regiões da capital e do estado, o
governador garantiu que a reto-
mada de territórios onde há
controle por parte de bandidos
armados é caminho sem volta.
“Temos uma estratégia pela
frente. Em Niterói, Vila Kenne-
dy, na Zona Oeste, Madureira,
na Zona Norte, e comunidades
em São Gonçalo, além daquelas
em municípios da Baixada Flu-
minense. Nossa estratégia está
sendo seguida”, assinalou.
■ PODER DE COMPRA
Renda do trabalhador
fluminense bate recorde
DA REDAÇÃO
O rendimento médio dos
trabalhadores fluminenses
bateu recorde em fevereiro,
com crescimento de 3,7%
mensal e 0,4% anual. Segun-
do a Pesquisa Mensal do Em-
prego do Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística
(IBGE), o Rio registrou o me-
lhor salário desde fevereiro de
2003, R$ 1,8 mil. Comparado a
janeiro deste ano, o aumento
da renda foi o maior entre as
seis regiões metropolitanas
pesquisadas, e superou o ín-
dice de 2,6% registrado em
São Paulo, que apresenta a
maior renda do País.
De acordo com o IBGE, que
pesquisou também o ganho
de poder de compra em Belo
Horizonte, Salvador, Porto
Alegre e Recife, a renda flumi-
nense é maior que a atual mé-
dia nacional, que é de R$ 1,6
mil. A taxa de ocupação no Rio
também cresceu em relação
ao ano passado: de 51,6% para
52%. Os setores que apresen-
taram alta de empregabilida-
de entre fevereiro de 2011 e
2012 foram construção em ge-
ral, de 7,4% para 7,9%, e co-
mércio, de 18,5% para 18,6%.
Nos últimos cinco anos, o
Rio tem registrado aumento
da renda média do trabalha-
dor. A variação do rendimen-
to médio real do trabalho
principal, recebido no setor
privado com carteira de pro-
fissional assinada, ficou em
torno de 20% entre 2003 e
2010. Neste período, o setor
extrativo mineral, que corres-
ponde às atividades petrolífe-
ras, cresceu 130%.
“O Rio tem uma das rendas
médias per capita mais altas
do Brasil. Os Jogos de 2016 e a
Copa de 2014 também devem
contribuir para geração de
renda, bem como as políticas
de incentivo, que atraem no-
vos investidores”, assinalou o
secretário de Desenvolvimen-
to Econômico, Julio Bueno.
O programa Renda Melhor
– que transfere renda entre R$
30 e R$ 300 a beneficiários do
Bolsa Família, do governo fe-
deral, que vivem com menos
de R$ 100 per capita – ajudará
a aumentar ainda mais o po-
der de compra do trabalhador
fluminense. Este ano, os mu-
nicípios do estado serão con-
templados com R$ 250 mi-
lhões. Em 2011, a Secretaria
de Assistência Social e Direi-
tos Humanos incluiu no Ren-
da Melhor 300 mil famílias.
SÃO PAULO
Quarta-feira, 28 de março de 2012 A-23 Jornal do Commercio
Senhores Acionistas: Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, submetemos à apreciação de V. Sas., as Demonstrações Contábeis relativas
aos exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010. Agradecemos aos nossos colaboradores, clientes, fornecedores e a todos que, direta ou indireta-
mente, nos deram apoio e confiança. Colocamos-nos à disposição para quaisquer outros esclarecimentos. São Paulo, 15 de Março de 2012.
SANTAS PARTICIPAÇÕES S/A
CNPJ n° 09.602.438/0001-14
Relatório da Administração
Demonstrações das Mutações do Patrimônio Líquido para os
Exercícios Findos em 31/12/2011 e 2010 (Em Milhares de Reais)
Capital Reserva Lucros
Social Legal Acumulados Total
Saldo em31/12/2009 63.389 56.783 - 120.172
Lucro Líquido do Exercício - - 11.199 11.199
Destinação do Lucro
Reserva Legal - 560 (560) -
Res. p/Invest. e Capital de Giro - 8.342 (8.342) -
Aumento do Capital Social 2.297 (2.297) -
Saldo em31/12/2010 65.686 65.685 - 131.371
Aumento do Capital Social 1.191 - - 1.191
Lucro Líquido do Exercício - - 11.232 11.232
Destinação do Lucro
Reserva Legal - 562 (562) -
Res. p/Invest. e Capital de Giro - 5.650 (5.650)
Aumento do Capital Social 5.020 - (5.020) -
Saldo em31/12/2011 71.897 71.897 - 143.794
Balanços Patrimoniais em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 (Em Milhares de Reais)
Ativo 2011 2010
Circulante 175 218
Disponibilidades 162 208
Impostos a Recuperar 8 5
Outros Créditos 5 5
Não Circulante 143.620 131.153
Investimentos 143.620 131.153
Total 143.795 131.371
Passivo e Patrimônio Líquido 2011 2010
Circulante 1 -
Outras Obrigações 1 -
Patrimônio Líquido 143.794 131.371
Capital Social 71.897 65.686
Reservas de Luros 71.897 65.685
Total 143.795 131.371
Demonstrações dos Resultados para os Exercícios Findos em 31 de
Dezembro de 2011 e 2010 (Em Milhares de Reais)
2011 2010
Receita Operacional Líquida 11.279 11.238
Resultado Equivalência Patrimonial 11.279 11.238
Lucro Bruto 11.279 11.238
Despesas ( Receitas ) Operacionais (47) (39)
Despesas Administrativas e Gerais (69) (62)
Receitas Financeiras 22 23
Lucro Operacional 11.232 11.199
Lucro Líquido do Exercício 11.232 11.199
Lucro Líquido por Ação ( Em R$ ) 324 348
Demonstrações dos Fluxos de Caixa para os Exercícios Findos em 31 de Dezembro de 2010 e 2009 (Em Milhares de Reais)
Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis: As Demonstrações Contábeis foram elaboradas de acordo com os critérios estabelecidos pela Lei
nº 11.638/07, que dispõe sobre as sociedades por ações e pela Legislação Tributária. O resultado é apurado pelo regime de competência do Exercício.
Os Investimentos em empresas coligadas estão avaliados pelo método de equivalência patrimonial. O Capital Social está representado por 34.377
ações ordinárias nominativassem valor nominal
A Diretoria
Fluxo de Caixa de Atividades Operacionais: 2011 2010
Lucro Líquido do Exercício 11.232 11.199
Despesas (Receitas) que não afetaram o Caixa
Equivalência Patrimonial (11.279) (11.238)
Lucro Operac. Bruto Antes Mud. Capital de Giro (47) (39)
Variação de Ativos e Passivos Operacionais
Outros Créditos - (5)
Impostos a Recuperar (3) (5)
Total da Variação de Ativos e Passivos Operacionais (3) (10)
Fluxo de Caixa Líquido das Atividades Operacionais (50) (49)
Fluxo de Caixa das Atividades de Investimentos
Integralização de Capital em Dinheiro 1.191 5
Outras Obrigações 1 -
Investimentos (1.188) -
Fluxo de Caixa Líquido de Atividades de Financ. 4 5
Aumento (Redução) nas Disponibilidades (46) (44)
(+) Disponibilidades – No Início Do Período 208 252
(=) Disponibilidades – No Final Do Período 162 208
Mov. Líq. Caixa, Bancos e Aplicação Líquida Imediata (46) (44)
Salvador Clemente Vama ( Contador ) CRC 1SP57416/O-6
LESTE PARTICIPAÇÕES S.A.
CNPJ n° 59.889.022/0001-05
RELATÓRIO DA DIRETORIA
Senhores Acionistas: Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, submetemos à apreciação de V. Sas., as Demonstrações Contábeis relativas aos exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010. Agradecemos aos
nossos colaboradores, clientes, fornecedores e a todos que, direta ou indiretamente, nos deram apoio e confiança. Colocamos-nos à disposição para quaisquer outros esclarecimentos. São Paulo, 14 de Março de 2012.
Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis
As Demonstrações Contábeis foram elaboradas de acordo com os critéri-
os estabelecidos pela Lei nº. 11638/07, que dispõe sobre as sociedades
por ações e pela Legislação Tributária. O resultado é apurado pelo regi-
Balanços Patrimoniais em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 (Em Milhares de Reais)
Ativo 2011 2010
Circulante 6.414 7.604
Disponibilidades 13 1.761
Impostos a Recuperar 190 960
Outros Créditos 6.211 4.883
Não Circulante 73.406 66.264
Realizavel a Longo Prazo 591 591
Outros Créditos 591 591
Investimentos 70.791 63.622
Imobilizados 2.024 2.051
Total 79.820 73.868
Passivo e Patrimônio Líquido 2011 2010
Circulante 5.300 4.575
Impostos a Recolher 178 723
Credores Diversos 5.122 3.852
Não Circulante 343 279
Exigível a Longo Prazo 343 279
Déito de Empresas Coligadas 343 279
Patrimônio Líquido 74.177 69.014
Capital Social 51.103 51.103
Reservas de Luros 23.074 17.911
Total 79.820 73.868
Demonstrações dos Resultados para os Exercícios Findos em 31 de
Dezembro de 2011 e 2010 (Em Milhares de Reais)
2011 2010
Receita Operacional Bruta 225 207
Impostos e Deduções da Receita Bruta (21) (19)
Receita Operacional Líquida 204 188
Resultado Equivalência Patrimonial 5.132 3.827
Lucro Bruto 5.336 4.015
(Despesas) Receitas Operacionais (117) (321)
Despesas com Vendas - (125)
Despesas Administrativas e Gerais (898) (829)
Despesas Financeiras (3.001) (3.014)
Receita Financeira 3.782 3.647
Lucro Operacional 5.219 3.694
Outras Receitas - 45
Lucro Antes dos Impostos 5.219 3.739
Imposto de Renda e Contribuição Social (56) -
Lucro Líquido do Exercício 5.163 3.739
Lucro Líquido por Ação ( Em R$ 1 ) 50 36
Demonstrações dos Fluxos de Caixa para os Exercícios Findos em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 (Em Milhares de Reais)
2011 2010
Fluxo de Caixa de Atividades Operacionais:
Lucro Líquido do Exercício 5.163 3.739
Despesas (Receitas) que não afetaram o Caixa
Depreciações 22 22
Baixa de Investimentos 46 2.110
Resultado Equivalência Patrimonial (5.132) (3.827)
Lucro Operac. Bruto Antes Mudanças Capital de Giro 99 2.044
Variação de Ativos e Passivos Operacionais
Impostos a Recuperar 770 (553)
Outros Créditos (1.328) (2.989)
Impostos a Recolher (545) (127)
Credores Diversos 1.270 93
Total da Variação de Ativos e Passivos Operac. 167 (3.576)
Fluxo de Caixa Líquido das Atividades Operac. 266 (1.533)
Fluxo de Caixa das Atividades de Investimentos
Aquisição de Investimentos (2.078) (2.110)
Recebimento de Lucros e Dividendos - 264
Fluxo de Caixa Líq. das Atividades Investimentos (2.078) (1.846)
Fluxo de Caixa das Atividades de Financiamentos
Outros Créditos - -
Créditos Empresas Coligadas - 1.718
Débito Empresas Coligas 64 279
Fluxo de Caixa Líq. de Atividades de Financiamentos 64 1.997
Aumento (Redução) Nas Disponibilidades (1.748) (1.381)
(+) Disponibilidades - No Início Do Exercício 1.761 3.142
(=) Disponibilidades - No Final Do Exercício 13 1.761
Mov. Líq. Caixa, Bancos e Aplicação Líq. Imediata (1.748) (1.381)
Demonstrações das Mutações do Patrimônio Líquido para os
Exercícios Findos em 31/12/2011 e 2010 (Em Milhares de Reais)
Capital Reserva Lucros
Social de Lucros Acumulados Total
Saldo em 31/12/2009 51.103 14.172 - 65.275
Lucro Líquido do Exercício - - 3.739 3.739
Destinação do Lucro:
Reserva Legal - 187 (187) -
Res. p/Invest. e Capital de Giro - 3.552 (3.552) -
Saldo em 31/12/2010 51.103 17.911 - 69.014
Lucro Líquido do Exercício - - 5.163 5.163
Destinação do Lucro:
Reserva Legal - 258 (258) -
Res. p/Invest. e Capital de Giro - 4.905 (4.905) -
Saldo em 31/12/2011 51.103 23.074 - 74.177
me de competência do Exercício. Os Investimentos em empresas coliga-
das estão avaliados pelo método de equivalência patrimonial. O Capital
Social está representado por 104.116 ações ordinárias nominativas sem
valor nominal.
A Diretoria Salvador Clemente Vama ( Contador ) CRC 1SP57416/O-6
EUROP ASSISTANCE BRASIL SERVIÇOS DE ASSISTÊNCIA S.A.
CNPJ nº 01.020.029/0001-06
Demonstrações Financeiras
Balanços patrimoniais em 31 de dezembro - Em milhares de reais
Ativo 2011 2010
Circulante
Caixa e equivalentes de caixa 5.531 7.531
Contas a receber de clientes 64.145 58.982
Demais contas a receber 5.558 4.757
Impostos a recuperar 17 18
75.251 71.288
Não circulante
Realizável a longo prazo
Partes relacionadas 2.018 -
Imposto de renda e contribuição social diferidos 5.197 4.328
7.215 4.328
Imobilizado 6.293 4.577
Intangível 3.040 1.777
9.333 6.354
16.548 10.682
Total do ativo 91.799 81.970
Passivo e patrimônio líquido 2011 2010
Circulante
Fornecedores 38.202 39.958
Empréstimos 39 1.440
Obrigações tributárias 5.730 3.764
Outras contas a pagar 9.131 7.745
Obrigações com instrumentos derivativos 86 271
Dividendos a pagar 7.351 5.250
60.538 58.428
Não circulante
Provisão para contingências 1.031 916
Empréstimos 63 6
1.094 922
Patrimônio líquido
Capital social 9.225 9.225
Reserva de capital 4.523 4.523
Reservas de lucros 16.419 8.872
30.167 22.620
Total do passivo e patrimônio líquido 91.799 81.970
Demonstrações das mutações do patrimônio líquido - Em milhares de reais
Demonstrações do resultado - Exercícios findos em 31 de dezembro
Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma
2011 2010
Receita líquida de serviços 363.141 324.743
Custo dos serviços prestados (258.818) (251.220)
Lucro bruto 104.323 73.523
Despesas operacionais
Com vendas (981) (994)
Gerais e administrativas (77.587) (53.702)
Depreciação e amortização (2.018) (1.502)
Outras despesas operacionais, líquidas (43) (22)
Lucro operacional antes do resultado financeiro 23.694 17.303
Resultado financeiro
Despesas financeiras (1.037) (1.249)
Receitas financeiras 778 847
Variações monetárias e cambiais (626) 101
Lucro antes do imp. de renda e da contrib. social 22.809 17.002
Imposto de renda e contribuição social
Do exercício (8.780) (6.101)
Diferidos 869 151
Lucro líquido do exercício 14.898 11.052
Quant. de ações no final do exercício (em milhares) 2.975 2.975
Lucro líquido básico e o diluído por lote de mil ações
do capital social no final do exercício - R$ 5,01 3,71
Reserva de lucros
Dividendos
Capital Reserva de Para adicionais Lucros
social capital Legal investimentos propostos acumulados Total
Em 31 de dezembro de 2009 9.225 4.523 1.097 - 3.286 - 18.131
Constituição de reserva para investimentos
aprovada em assembleia de acionistas - - - 1.973 (1.973) - -
Dividendos adicionais de 2009 aprovados em
assembleia de acionistas - - - - (1.313) - (1.313)
Lucro líquido do exercício - - - - - 11.052 11.052
Destinações do lucro líquido
Constituição de reserva legal - - 553 - - (553) -
Constituição de reserva para investimentos - - - 5.249 - (5.249) -
Dividendos propostos - - - - - (5.250) (5.250)
Em 31 de dezembro de 2010 9.225 4.523 1.650 7.222 - - 22.620
Lucro líquido do exercício - - - - - 14.898 14.898
Destinações do lucro líquido
Constituição de reserva legal - - 196 - - (196) -
Constituição de reserva para investimentos - - - 7.351 - (7.351) -
Dividendos propostos - - - - - (7.351) (7.351)
Em 31 de dezembro de 2011 9.225 4.523 1.846 14.573 - - 30.167
Fluxos de caixa das atividades operacionais 2011 2010
Lucro antes do imp. de renda e da contrib. social 22.809 17.002
Ajustes para conciliar o lucro do exercício
Depreciação e amortização 2.018 1.502
Encargos financeiros e variação cambial e monetária
sobre empréstimos e financiamentos 11 (243)
Baixa de imobilizado 43 28
Variações nos ativos e passivos
Contas a receber de clientes (5.163) (8.776)
Impostos a recuperar 1 190
Demais contas a receber (801) (317)
Imposto de renda e contribuição social diferidos (869) (151)
Fornecedores (1.756) 6.449
Obrigações tributárias 1.966 467
Salários e encargos sociais 2.469 2.235
Obrigações com instrumentos derivativos (185) (104)
Provisão para contingências 115 (29)
Demais contas a pagar (17) (36)
Fluxo de caixa das atividades operacionais 20.641 18.189
Juros pagos (182) (141)
Imposto de renda e contribuição social pagos (8.760) (5.950)
Caixa líquido gerado pelas atividades operac. 11.699 12.098
Fluxo de caixa das atividades de investimentos
Aquisições de bens do ativo imobilizado e intangível (5.040) (2.670)
Dividendos recebidos 850 -
Caixa líq. aplic. nas atividades de investimentos (4.190) (2.642)
Fluxos de caixa das atividades de financiamentos
Amortização de empréstimos (1.193) (2.043)
Partes relacionadas (3.066) 1.905
Dividendos pagos (5.250) (4.599)
Caixa líquido aplic. nas ativid. de financiamentos (9.509) (4.737)
Aumento (red.) de caixa e equivalentes de caixa (2.000) 4.719
Caixa e equivalentes de caixa no início do exerc. 7.531 2.812
Caixa e equivalentes de caixa no final do exercício 5.531 7.531
Aumento (red.) de caixa e equivalentes de caixa (2.000) 4.719
Demonstrações dos fluxos de caixa
Exercícios findos em 31 de dezembro - Em milhares de reais
1) Informações gerais: A Europ Assistance Brasil Serviços de Assistência
S.A. (“EAB” ou “Companhia”), tem por objetivo a organização e gestão de
serviços de credenciamento e filiação de serviços de assistência a pessoas
e a domicílios, incluindo serviços de socorro a veículos, assistência jurídica
em casos de acidentes, assistência para repatriação e assistência jurídica
em casos de acidentes domésticos. Adicionalmente, presta serviços de
assistência em viagem, tanto no Brasil quanto no exterior, bem como pode
Notas explicativas da Administração às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 – Em milhares de reais
participar no capital de outras sociedades.
2) Apresentação das demonstrações financeiras: As presentes
demonstrações financeiras individuais da Europ Assistance Brasil
Serviços de Assistência S.A. foram aprovadas pela diretoria da
Companhia, bem como elaboradas e apresentadas de acordo com as
práticas contábeis adotadas no Brasil emitidas pelo Comitê de
Pronunciamentos Contábeis (CPCs).
A Diretoria
Wlamir Morales Ianez
Contador – CRC – 1SP177844/O-2
Relatório da Administração
Senhores Acionistas, em obediência às disposições estatutárias e às determinações legais que regem o funcionamento das sociedades por
ações, submetemos à apreciação dos Senhores Acionistas o Balanço Patrimonial e as Demonstrações Financeiras dos exercícios encerrados
em 31/12/2011 e 2010. Informamos que as demonstrações completas e auditadas encontram-se à disposição de V.Sas. na sede da Companhia.
Agradecemos todo apoio recebido.
São Paulo, 05 de março de 2012 A Administração
Sabesp descarta provisão
para revisão tarifária
ALINE BRONZATI
DA AGÊNCIA ESTADO
A
Companhia de Sa-
neamento Básico
do Estado São Pau-
lo (Sabesp) não
planeja fazer provi-
sões para compensar a revisão
tarifária, cujo resultado foi pos-
tergado para novembro próxi-
mo, de acordo com Rui de Brit-
to Alvares Affonso, diretor fi-
nanceiro da companhia. “Não
cabe a nós fazer especulações.
Esperamos que a metodologia
seja adequada e moderna, dei-
xando de proteger os consumi-
dores que não precisam pagar
tarifas menores”, avaliou ele,
em conversa com jornalistas
após reunião com investidores
promovida pela Apimec-SP.
Questionado sobre o possí-
vel aumento de tarifas ao con-
sumidor final, o executivo dis-
se que esta resposta está a car-
go da Agência Reguladora de
Saneamento e Energia do Es-
tado de São Paulo (Arsesp).
“Agora começa a parte pesada
da precificação do inventário
físico dos ativos da Sabesp. A
tarifação está distorcida há dé-
cadas. O quanto antes a Arsesp
definir o início das novas ta-
xas, melhor”, disse.
Isso porque, segundo
Affonso, os investimentos da
Sabesp, de cerca de R$ 2 bi-
lhões ao ano, são sustentados
pelas tarifas pagas pelos con-
sumidores. Ele elogiou a atua-
ção da Agência Reguladora e
disse que o trabalho da com-
panhia com a Arsesp está em
um “bom caminho”. “Estamos
fazendo de tudo para que até o
final do ano a revisão seja con-
cluída”, destacou.
Com o adiamento do cro-
nograma do processo da revi-
são tarifária - antes era agosto
e agora foi postergado para
novembro - os impactos desse
processo no balanço da Sa-
besp podem ser observados,
principalmente, somente em
2013. Hoje, a companhia reali-
zou reunião presencial com
analistas, na tarde de hoje, pa-
ra comentar os resultados do
ano passado, quando a em-
presa apurou lucro líquido de
R$ 1,223 bilhão, com recuo de
24,9% em comparação aos R$
1,630 bilhão alcançados em
2010. Já o volume faturado foi
de 3,531 bilhões de m3, eleva-
ção de 3,1%.
TARIFAS - Companhia de Saneamento Básico de São Paulo espera decisão da
Arsesp quanto à revisão das tarifas, fundamental para garantir investimentos
Definidos os mecanismos
de reajuste do gás canalizado
LUCIANA COLLET
DA AGÊNCIA ESTADO
A Agência Reguladora de
Saneamento e Energia do
Estado de São Paulo (Arsesp)
informou ontem ter publica-
do os mecanismos para o ga-
tilho de reajuste das contas
de gás canalizado. A nova re-
gra prevê que o repasse de
oscilações nos custos de gás
para a tarifa seja feito sem-
pre que o saldo mensal da
Conta Gráfica - que registra a
diferença entre a tarifa apli-
cada aos consumidores e os
custos das distribuidoras
com o gás e o transporte do
combustível - atingir 3,5%
da receita líquida de venda
de gás das empresas. Será
utilizado como parâmetro a
receita publicada nas de-
monstrações das compa-
nhias referente ao ano ante-
rior ao período regulatório
em questão.
A Arsesp explica que o ob-
jetivo da medida é proteger o
equilíbrio econômico-finan-
ceiro dos contratos de con-
cessão, assim como dar
transparência e visibilidade
aos consumidores sobre a
evolução do saldo da conta
gráfica. "Com a nova regra,
uma vez que os limites esta-
belecidos na deliberação se-
jam atingidos, a recomposi-
ção das tarifas é acionada
automaticamente. Dessa
forma, é possível evitar que a
tarifa sofra reajustes muito
altos por conta do acúmulo
anual, sem recorrer a mu-
danças constantes nas tari-
fas", diz a agência, em nota
publicada nesta terça-feira
em seu site.
PREÇO VARIÁVEL. Conforme
a agência reguladora paulis-
ta, parte relevante das tarifas
aos consumidores é com-
posta pelos preços do gás e
do transporte pagos pela
distribuidora à Petrobras.
Esses preços, no entanto,
não são fixos, mas variam se-
gundo a oferta no mercado
internacional e a variação
cambial. Diferente de outros
Estados brasileiros, onde o
repasse é feito automatica-
mente, em São Paulo a con-
tabilização das diferenças
entre os valores reais, pagos
pela concessionária na aqui-
sição e transporte do gás, e
os valores autorizados nas
tarifas é feita por meio da
conta gráfica e até agora esse
repasse normalmente só
ocorria uma vez por ano, na
ocasião do reajuste anual ou
da revisão tarifária.
O gatilho pode significar
um aumento ou uma redu-
ção nas tarifas, dependendo
se o saldo estiver positivo ou
negativo, e só poderá ser
aplicado caso a última alte-
ração tenha sido feita a, no
mínimo, 90 dias. Os preços
do gás e do transporte conti-
dos nas tarifas serão ajusta-
dos aos preços de aquisição,
de modo a evitar novos
montantes acumulados na
conta gráfica.
DELIBERAÇÃO. A Arsesp po-
derá alterar os índices que
determinam os limites supe-
rior e inferior do saldo da
conta gráfica durante os pro-
cessos de revisões tarifárias
das concessionárias.
A deliberação também in-
dica que a agência regulado-
ra estadual irá disponibilizar
mensalmente em seu site
(www.arsesp.sp.gov.br) o Ín-
dice Mensal da Conta Gráfi-
ca (IMCG), isto é, a porcen-
tagem do saldo mensal da
Conta Gráfica em relação à
receita líquida das distribui-
doras, bem como as infor-
mações sobre os componen-
tes para seu cálculo, como a
receita de venda de gás do
ano anterior ao período re-
gulatório em estudo e o sal-
do mensal da Conta Gráfica.
Além disso, se houver apli-
cação de reajuste, a agência
também divulgará o valor da
parcela de recuperação, que
corresponde ao saldo da con-
ta gráfica distribuído pelos
volumes projetados para os
meses de aplicação, o perío-
do de aplicação utilizado, a
projeção de volumes utiliza-
da, a taxa de câmbio utilizada
e o novo preço médio de gás
contido nas tarifas, por seg-
mento de usuário.
■ PREÇOS
Cesta básica semanal
cai 0,52% na capital
DA REDAÇÃO
O valor da cesta básica no
município de São Paul o
apresentou queda de 0,52%,
no período de 16 a 22 de
março. Segundo a pesquisa
da Fundação Procon-SP, de
31 produtos pesquisados, 18
apresentaram redução de
preço, 12 ficaram mais caros
e um se manteve estável. O
custo médio, que no dia 15
de março era R$ 334,11 pas-
sou para R$ 332,36 em 22 de
março.
Por grupo, os itens de lim-
peza tiveram a maior varia-
ção de preços, com queda de
1,25%. Os produtos com as
maiores baixas foram o pa-
pel higiênico (-3,79%), mar-
garina (-3,64%), batata (-
3,33%), leite em pó integral
(-2,76%) e frango resfriado
inteiro (-2,66%).
Na lista dos que mais su-
biram, a linguiça fresca ocu-
pa o primeiro lugar (+2,48%),
seguida pelo queijo muçare-
la fatiado (+2,32%), açúcar
refinado (+2,00%), alho
(+1,57%) e sabonete
(+1,30%). Dos 31 produtos
pesquisados, na variação se-
manal, 12 apresentaram alta,
18 diminuíram de preço e
um permaneceu estável.
RUI ALVARESAFFONSO
DIRTORFINANCEIRODASABESP
Agora começa a parte pesada da precificação
do inventário físico dos ativos da Sabesp”.

SÃO PAULO
Quarta-feira, 28 de março de 2012 Jornal do Commercio
A-24
Ativo 2011
Ativo Circulante 826
Disponibilidades 75
TVM e Instrumentos financeiros derivativos 605
Carteira própria 605
Outros créditos 146
Rendas a receber 42
Diversos 104
Total 826
Passivo e Patrimônio Líquido 2011
Passivo Circulante 416
Outras Obrigações 416
Fiscais e previdenciárias 133
Diversas 283
Patrimônio líquido 410
Capital
de domiciliados no país 600
(Prejuízos) acumulados (190)
Total 826
DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO
LÍQUIDO
PERÍODO DE 07 DE FEVEREIRO DE 2011
A 31 DE DEZEMBRO DE 2011 (Em milhares de reais)
Lucros ou
Capital Prejuízos
realizadoAcumulados Total
Saldos em 1º de julho de 2011 600 210 810
Prejuízo do semestre – (400) (400)
Saldos em 31 de dezembro
de 2011 600 (190) 410
Mutações do período – (400) (400)
Saldos em 07 de fevereiro
de 2011 – – –
Capital social integralizado 600 – 600
Prejuízo do período – (190) (190)
Saldos em 31 de dezembro
de 2011 600 (190) 410
Mutações do período 600 (190) 410
As notas explicativas são parte integrante
das demonstrações contábeis
DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS PERÍODO
DE 07 DE FEVEREIRO DE 2011 A 31 DE DEZEMBRO DE 2011
(Em milhares de reais)
Segundo 07/02/2011
semestre a
de 2011 31/12/2011
Receitas de intermediação financeira 49 56
Resultado de operações com títulos
e valores mobiliários 49 56
Resultado bruto da intermediação
financeira 49 56
Outras receitas (despesas) operacionais (449) (110)
Receitas de prestação de serviços 1.021 1.846
Despesas de pessoal (1.383) (1.756)
Outras despesas administrativas (138) (172)
Despesas tributárias (7) (7)
Outras receitas operacionais 141 142
Outras despesas operacionais (83) (163)
Resultado operacional (400) (54)
Resultado não operacional – –
Resultado antes da tributação sobre o
lucro e participações (400) (54)
Imposto de renda e contribuição social – (136)
Provisão para imposto de renda – (84)
Provisão para contribuição social – (52)
Prejuízo do período (400) (190)
As notas explicativas são parte integrante das
demonstrações contábeis
DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA PERÍODO
DE 07 DE FEVEREIRO DE 2011 A 31 DE DEZEMBRO DE 2011
(Em milhares de reais)
Segundo 07/02/2011
semestre a
Fluxo de caixa das atividades operacionais de 2011 31/12/2011
(Prejuízo) antes do imposto de renda
e contribuição social (400) (190)
(Aumento) Diminuição nos subgrupos
dos ativos operacionais 427 (751)
Títulos e valores mobiliários e instr.
Financeiros derivativos 552 (605)
Rendas a receber (42) (42)
Outros créditos (83) (104)
Aumento (Diminuição) nos subgrupos
dos passivos operacionais (80) 416
Fiscais e previdenciárias (113) 133
Diversos 33 283
Caixa líquido usado nas atividades
operacionais (53) (525)
Fluxo de caixa das atividades de
financiamento – 600
Capital social integralizado – 600
Caixa líquido gerado nas atividades
de financiamento – 600
Aumento (Diminuição) de caixa
e equivalentes de caixa (53) 75
Equivalentes de caixa
No início do período 128 –
No final do período 75 75
Aumento (Diminuição) de caixa
e equivalentes de caixa (53) 75
As notas explicativas são parte integrante das
demonstrações contábeis
BALANÇO PATRIMONIAL EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 (Em milhares de reais)
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 (Em milhares de reais)
1. Contexto operacional: A BRL Trust Distribuidora de Títulos e
Valores Mobiliários Ltda. foi constituída em 07 de fevereiro de 2011,
obteve do Banco Central do Brasil (BACEN) em 22 de março de
2011 a autorização para funcionamento e, em 30 de junho de 2011
obteve autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para
prestar serviços de administração de carteira de valores mobiliários,
previsto na Instrução CVM nº 306/99. A BRL Trust tem por obje-
to a prestação de serviços de agente fiduciário; administração de
carteiras de valores mobiliários; administração de fundos e clubes
de investimentos, constituição de sociedades de investimento e de
capital estrangeiro; intermediação de operações de câmbio; prati-
car operações em bolsas de mercadorias e de futuros, compras e
vendas de metais preciosos, compras e vendas de títulos e valores
mobiliários por conta própria e de terceiros; prestar serviços de in-
termediação e de assessoria ou assistência técnica emoperações e
atividades nos mercados financeiros e de capitais; intermediar ofer-
ta pública e distribuição de títulos e valores mobiliários e; incumbir-
-se da subscrição, da transferência e da autenticação de endossos,
de desdobramento de cautelas, de recebimento e pagamento de
resgates, juros e outros proventos de títulos e valores mobiliários. 2.
Apresentação das demonstrações contábeis: As demonstrações
contábeis foram preparadas de acordo com as práticas contábeis
adotadas no Brasil, as quais abrangem a legislação societária, os
Pronunciamentos, as Orientações e Interpretações emitidas pelo
Comitê de Pronunciamentos Contábeis - CPC, e apresentadas com
as diretrizes estabelecidas, pelo Banco Central do Brasil, através do
Plano Contábil das Instituições do Sistema Financeiro Nacional -
COSIF. Na elaboração das demonstrações contábeis, é necessário
utilizar estimativas para contabilizar certos ativos, passivos e outras
transações. As demonstrações contábeis incluem, portanto, esti-
mativas referentes à seleção das vidas úteis do ativo imobilizado,
provisões necessárias para passivos contingentes, determinações
de provisões para imposto de renda e outras similares. Os resulta-
dos reais podem apresentar variações em relação às estimativas.
3. Resumo das principais práticas contábeis. 3.1. Apuração
do resultado: O resultado é apurado de acordo com o regime de
competência, que estabelece que as receitas e despesas devem
ser incluídas na apuração dos resultados dos períodos em que
ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem,
independentemente de recebimento ou pagamento. 3.2. Estimati-
vas contábeis: Na preparação das demonstrações foram utilizadas
estimativas contábeis que se basearam em fatores objetivos e
subjetivos e levaram em consideração o julgamento da adminis-
tração para determinação do valor adequado a ser registrado nas
demonstrações contábeis. A liquidação das transações envolvendo
essas estimativas poderá resultar em valores divergentes devido à
subjetividade inerentes ao processo de sua determinação. A BRL
Trust revisa as estimativas e premissas pelo menos mensalmente.
3.3. Caixa e equivalentes de caixa: Para fins de demonstrações
dos fluxos de caixa, caixa e equivalentes de caixa correspondem
aos saldos de disponibilidades e aplicações financeiras de liquidez
imediatamente conversíveis, ou com prazo original igual ou inferior
a noventa dias. 3.4. Títulos e valores mobiliários e instrumentos
financeiros derivativos: Os títulos e valores mobiliários devem ser
classificados, conforme determinam a Circular nº 3.068, de 8 de
novembro de 2001 e regulamentações posteriores, nas seguintes
categorias: Títulos para negociação; títulos disponíveis para venda
e títulos mantidos até o vencimento. Os títulos para negociação e
disponíveis para venda serão mensalmente ajustados pelos seus
valores de mercado, procedendo ao registro da valorização ou
desvalorização em contas adequadas de resultado do período e
de patrimônio líquido pelo valor líquido dos efeitos tributários, res-
pectivamente. Os títulos mantidos até o vencimento serão avaliados
pelo seu valor de aquisição acrescido dos rendimentos auferidos,
os quais serão registrados no resultado do período. De acordo com
a Circular nº 3.082 de 30 de janeiro de 2002 e regulamentações
posteriores, os instrumentos financeiros derivativos passaram a ser
classificados na data de sua aquisição de acordo coma intenção da
administração para fins ou não de proteção (hedge). As operações
que utilizam instrumentos financeiros efetuados por solicitação de
clientes, por conta própria, ou que não atendamaos critérios de pro-
teção (principalmente derivativos utilizados para administrar a ex-
posição global de risco), são contabilizados pelo valor de mercado,
com os ganhos e perdas realizados e não realizados, reconhecidos
diretamente na demonstração do resultado. Em 31 de dezembro de
2011, a BRL Trust não possuía operações eminstrumentos financei-
ros derivativos. 3.5. Ativos e passivos circulantes: Demonstrados
pelos valores de custo incluindo, quando aplicável, os rendimentos,
encargos e as variações monetárias e cambiais incorridas, deduzi-
dos das correspondentes rendas, despesas a apropriar e, quando
aplicável, provisões para perdas. 3.6. Provisão para imposto de
renda e contribuição social: A provisão para o imposto de ren-
da é calculada à alíquota de 15% do lucro tributável, acrescida de
adicional de 10% sobre os lucros que excederem R$ 240 no ano.
A provisão para contribuição social é calculada à alíquota de 15%
após efetuados os ajustes determinados pela legislação fiscal. No
período de 07 de fevereiro a 31 de dezembro de 2011, a BRL Trust
apresentou prejuízo, sendo revertidos os valores provisionados de
imposto de renda e de contribuição social. 3.7. Avaliação do valor
recuperável: Os ativos não financeiros estão sujeitos à avaliação do
valor recuperável, anualmente ou sempre que eventos ou mudanças
nas circunstâncias indicarem que seus valores contábeis não serão
recuperados no futuro. 3.8. Contingências: O reconhecimento, a
mensuração e a divulgação das contingências ativas e passivas e
obrigações legais são efetuados de acordo com os critérios defini-
dos no pronunciamento técnico CPC nº 25 do Comitê de Pronuncia-
mentos Técnicos, aprovado pela Resolução nº 3.823/09 do Banco
Central do Brasil. Contingências ativas - Não são reconhecidas
nas demonstrações contábeis, exceto quando da existência de
evidências que propiciem a garantia de sua realização, sobre as
quais não cabem mais recursos. Contingências passivas - São
reconhecidas nas demonstrações contábeis quando, baseado na
opinião de assessores jurídicos e da administração, for considerado
provável o risco de perda. Os passivos contingentes classificados
como perdas possíveis pelos assessores jurídicos são apenas divul-
gados em notas explicativas, quando relevantes, enquanto aquelas
classificadas como perda remota não requerem provisão e divulga-
ção. Obrigações legais - Ação judicial ou administrativa, comuma
provável saída de recursos para a liquidação das obrigações fiscais
e tributárias, quando os montantes envolvidos forem mensuráveis
com suficiente segurança. 4. Títulos e valores mobiliários: A BRL
Trust adota como estratégia de atuação não adquirir títulos e valores
mobiliários com o propósito de mantê-los até o vencimento. Em 31
de dezembro de 2011 os títulos estão classificados em sua totalida-
de para “negociação”.
2011
Valor do
custo
Valor de
mercado
Cotas de fundos de investimento
Itaú Premium DI FICFI 605 605
Total 605 605
5. Outros créditos
2011
Rendas a receber 42
Comissões e corretagem a receber 42
Diversos 104
Adiantamentos e antecipações salariais 5
Adiantamento a fornecedores 7
Impostos e contribuições a compensar 92
Total 146
6. Outras obrigações
2011
Fiscais e previdenciárias 133
Impostos e contribuições a recolher 133
Diversas 283
Despesas de pessoal 183
Outras despesas administrativas 3
Credores diversos - País 97
Total 416
7. Patrimônio líquido. 7.1. Capital social: Ocapital social em31 de
dezembro de 2011 é de R$ 600 (seiscentos mil reais), totalmente in-
tegralizados em moeda corrente do país, dividido em 600.000 (seis-
centos mil) ações ordinárias nominativas, todas sem valor nominal.
8. Receitas de prestação de serviços
2011
Rendas de comissões e colocação de títulos 1.846
Total 1.846
9. Outras receitas e despesas operacionais
2011
Água, energia e gás 11
Comunicação 1
Materiais de escritório 3
Despesas de pessoal - Benefícios 140
Despesas de pessoal - Encargos Sociais 324
Despesas de pessoal - Proventos 1.292
Processamento de dados 9
Serviços do sistema financeiro 19
Serviços de terceiros 2
Serviços técnicos especializados 115
Despesas tributárias 7
Outras despesas administrativas 12
Total 1.935
10. Partes relacionadas. 10.1. Pessoal-chave da administração:
A BRL Trust não possui transações com partes relacionadas e
quaisquer garantias dadas ou recebidas. 10.2. Remuneração da
administração: Não houve pagamento de honorários aos adminis-
tradores da BRL Trust, durante o ano de 2011, em decorrência do
início de suas atividades. 11. Contingências: Os passivos contin-
gentes são reconhecidos quando, baseado na opinião de assesso-
res jurídicos, for considerado provável o risco de perda de uma ação
judicial ou administrativa, gerando uma provável saída de recursos
para a liquidação das obrigações, e quando os montantes envolvi-
dos forem mensuráveis com suficiente segurança. Os ativos contin-
gentes são reconhecidos quando a administração possui total con-
trole da situação ou quando há garantias reais ou decisões judiciais
favoráveis, sobre as quais não cabem mais recursos. Em 31 de
dezembro de 2011, a BRL Trust não possuía contingências ativas
ou passivas. 12. Cobertura de seguros: A BRL Trust adota a políti-
ca de contratar cobertura de seguros para os bens sujeitos a riscos
por montantes considerados suficientes para cobrir eventuais sinis-
tros, considerando a natureza de sua atividade. As premissas de
riscos adotadas, dada a sua natureza, não fazem parte do escopo
de uma auditoria de demonstrações contábeis, consequentemen-
te não foram examinadas pelos nossos auditores independentes.
13. Risco operacional: A BRL Trust tem aperfeiçoado conti-
nuamente seus sistemas tecnológicos voltados ao controle e
prevenção de riscos, visando reduzir possíveis perdas, por meio
do acompanhamento constante de suas operações e garan-
tias prestadas. Os riscos inerentes à atividade são analisados
e administrados diretamente pela diretoria, acompanhando o
controle dos fatores de exposição a riscos de mercado, cré-
dito e institucionais. Atendendo as disposições da Resolução
CMN nº 3.380/06, possui estrutura de gerenciamento capa-
citada a identificar, avaliar, monitorar, controlar e mitigar seus
riscos, inclusive aqueles decorrentes de serviço terceirizados.
14. Eventos subsequentes: Em 19 de janeiro de 2012 foi celebra-
do o acordo de acionistas entre a BRL Trust DTVM S.A. e o Banco
BVA S.A. que passou a ser acionista majoritário.
Aos Administradores e quotistas da BRL TRUST DISTRIBUIDORA
DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS S.A. São Paulo - SP.
Examinamos as demonstrações contábeis individuais da BRL
Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., que
compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011
e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do
patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o período de 07 de
fevereiro (data de sua constituição) a 31 de dezembro de 2011,
assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais
notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre
as demonstrações contábeis: A administração da instituição é
responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas
demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis
adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcio-
nar pelo Banco Central do Brasil e pelos controles internos que
ela determinou como necessários para permitir a elaboração de
demonstrações contábeis livres de distorção relevante, indepen-
dentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade
dos auditores independentes: Nossa responsabilidade é a de
expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com
base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas
brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem
o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a audito-
ria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança
razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distor-
ção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos
selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e
divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os pro-
cedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, in-
cluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demons-
trações contábeis, independentemente se causada por fraude ou
erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles
internos relevantes para a elaboração e a adequada apresentação,
das demonstrações contábeis da Instituição para planejar os pro-
cedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias,
mas não para expressar uma opinião sobre a eficácia dos contro-
les internos da instituição. Uma auditoria inclui também a avaliação
da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade
das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a
avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas
em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é
suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião:
Em nossa opinião, as demonstrações contábeis referidas acima
apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a
posição patrimonial e financeira do BRL Trust Distribuidora de
Títulos e Valores Mobiliários S.A., em 31 de dezembro de 2011,
o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para
o período de 07 de fevereiro (data de sua constituição) a 31 de
dezembro de 2011, de acordo com as práticas contábeis adotadas
no Brasil, aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo
Banco Central do Brasil.
19 de Março de 2012
BDORCS Auditores Independentes Alfredo Ferreira Marques Filho
CRC 2SP 013846/O-1 CRC 1SP 154954/O-3
RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO
A administração da BRL Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S/A, em conformidade com as disposições legais e estatutárias, submete à apreciação de V.Sas., as Demonstrações Financeiras re-
lativas ao exercício findo em31 de dezembro de 2011. A evolução das operações e os principais fatos ocorridos neste exercício, alémda situação econômico-financeira da Companhia, poderão ser examinados
através do Balanço Patrimonial, das Demonstrações do Resultado do Exercício, das Mutações do Patrimônio Líquido, dos Fluxos de Caixa e das Notas Explicativas. A Diretoria.
Diretoria: Rodrigo Boccanera Gomes - Diretor; Maurício da Costa Ribeiro - Diretor Contador: HLV Contadores S/S - CRC RJ nº 0003614/O-1
DAIENE CARDOSO
DA AGÊNCIA ESTADO
O
ex- pr es i dent e
Fernando Henri-
que Cardoso (PS-
DB) visitou na
manhã de ontem,
no Hospital Sírio-Libanês, o
ex-presidente Luiz Inácio Lula
da Silva (PT). O encontro du-
rou cerca de 50 minutos e os
dois conversaram, a maior
parte do tempo, a sós. Segundo
a assessoria de Lula, na saída,
FHC comentou apenas que
Lula estava bem melhor, “me-
lhor do que ele imaginava”. Es-
ta é a primeira visita do tucano
ao petista, desde que ele ini-
ciou o tratamento contra um
câncer na laringe, em 31 de ou-
tubro do ano passado.
Os dois tiraram fotos juntos
e Fernando Henrique saiu sem
dar declarações à imprensa. A
assessoria de Lula não divulgou
o teor da conversa entre os ex-
presidentes, uma vez que o en-
contro teve caráter pessoal. In-
dependentemente das disputas
políticas entre suas legendas,
eles foram parceiros de luta pe-
la redemocratização do País e
fazem questão de dar demons-
trações de respeito mútuo em
momentos delicados, como na
morte da ex-primeira dama Ru-
th Cardoso, ocasião em que Lu-
la era presidente da República e
esteve no velório para prestar
solidariedade a FHC.
Nesta semana, Lula deve ser
submetido a exames que visam
detectar se houve remissão do
tumor na laringe. O petista tem
ido diariamente ao hospital Sí-
rio-Libanês para se submeter a
sessões de fonoaudiologia.
Após a visita de FHC, Lula re-
tornou para a sua residência,
em São Bernardo do Campo. O
ex-presidente Lula ficou inter-
nado no Sírio-Libanês do dia 4
a 11 deste mês para tratar de
uma pneumonia.
RESPEITO MÚTUO - Encontro de Fernando Henrique Cardoso com Luiz Inácio Lula da Silva durou 50 minutos,
tempo em que os dois conversaram a sós mas, ao final, nada divulgaram sobre os temas e questões que abordaram
Os ex-presidentes posaram sorridentes para o registro fotográfico do encontro.
DIVULGAÇÃO/RICARDO STUCKERT/INSTITUTO LULA
Serra perdeu
para Aníbal
em 11
diretórios
BRUNO BOGHOSSIAN
DA AGÊNCIA ESTADO
O ex-governador José Serra
perdeu para José Aníbal na zona
Sul da capital paulista na prévia
do PSDB para a eleição munici-
pal de outubro. Serra teve 32,6%
dos votos nos 11 diretórios zo-
nais da região contra 37% do se-
cretário de Energia, José Aníbal,
e 28,4% do deputado federal Ri-
cardo Tripoli.
Nas outras três regiões da ci-
dade, Serra venceu. Seu melhor
desempenho foi registrado na
região Leste, com 57,8% dos vo-
tos contra 28,4% de Aníbal. Na
zona Norte, o ex-governador te-
ve 57,1%, e nas regiões Centro-
Oeste e Sudeste, conseguiu o
apoio de 54,8% dos eleitores tu-
canos. Serra venceu a prévia
com 52,1% dos 6.229 votos.
Lula ajuda,
mas ‘não
resolve tudo’,
diz Carvalho
RAFAEL MORAES MOURA
DA AGÊNCIA ESTADO
Ao comentar a campanha
de Fernando Haddad à prefei-
tura de São Paulo, o ministro
da Secretaria-Geral da Presi-
dência da República, Gilberto
Carvalho, disse ontem que não
se pode acreditar que o ex-
presidente Luiz Inácio Lula da
Silva “resolve tudo” em relação
à disputa. “Em qualquer cam-
panha, uma pessoa como ele
(Lula) vai nos ajudar muito. É
evidente. Agora, não vamos
achar que ele resolve tudo.
Nossa militância, em São Pau-
lo particularmente, vai ter um
peso enorme. A militância não
entrou na campanha ainda.
Quando entrar, vai dar uma di-
ferença”, disse o ministro a jor-
nalistas, após participar de se-
minário no Ministério das Ci-
dades, em Brasília.
Lula começou em outubro
passado um tratamento con-
tra câncer na laringe. O ex-
presidente é o padrinho da
campanha do ex-ministro da
Educação Fernando Haddad à
Prefeitura de São Paulo. Had-
dad, no entanto, ainda patina
nas pesquisas, aparecendo
com cerca de 3% das inten-
ções de voto. “Em São Paulo
sempre temos no mínimo 30%
de eleitores. Tem um processo
agora de colar o Haddad na
militância. A campanha não
começou ainda, está muito ce-
do. Somos um time que tem
vários jogadores importantes
e um deles é a nossa militân-
cia, que é um jogador muito
importante”, disse Carvalho.
ÂNIMO TOTAL. O ministro in-
formou ainda que deve apro-
veitar uma viagem amanhã a
São Paulo para visitar Lula du-
rante a tarde. “Falei com o
presidente (Lula) ontem (an-
teontem) de manhã. Devo vi-
sitá-lo amanhã (hoje), porque
tenho de ir a São Paulo para
participar de um debate sobre
a questão do terceiro setor.
Vou lá tomar café com ele. Ele
está bem. A voz melhorou
muito”, comentou Gilberto. “A
voz está ótima e o ânimo está
total”, reforçou o ministro.
Campos: PSB pode ter
candidato próprio
ROSA COSTA
DA AGÊNCIA ESTADO
O presidente nacional do
PSB, governador de Pernambu-
co, Eduardo Campos, pratica-
mente descartou ontem, em
Brasília, o apoio do partido a Jo-
sé Serra, candidato do PSDB à
prefeitura de São Paulo. Cam-
pos disse que na disputa da pre-
feitura da capital paulista, con-
sidera “mais provável” o PSB
lançar candidato próprio. Caso
isso não ocorra, ele acredita que
a tendência do partido é de se
coligar com o candidato do PT,
Fernando Haddad.
“Não tendo candidatura
própria, o mais provável hoje é
que iremos para a aliança que
sempre tivemos”, afirmou
Campos, referindo-se à base de
apoio da presidente Dilma
Rousseff, da qual faz parte. “Es-
se é o sentimento que eu aco-
lho. Agora, a decisão só vai vir
em junho. Isso está em movi-
mento, está em debate e quem
vai decidir tem de levar em
conta a situação municipal e
nacional”, ressaltou.
Eduardo Campos falou no
Senado, após solicitar ao presi-
dente da Casa, José Sarney
(PMDB-AP), que encaminhe
em regime de urgência a pro-
posta de liberação do emprésti-
mo do Banco Mundial, no valor
de US$ 3,5 bilhões, para Estados
da Região Nordeste.
O governador avaliou que a
prefeitura de São Paulo, por ser
“a mais expressiva cidade do
Brasil”, tem de ser analisada em
todos seus aspectos. “É neces-
sário ouvir o conjunto do parti-
do no País” frisou. “Eu não acho
provável que o partido decida
nessa direção”, reiterou, referin-
do-se ao apoio a José Serra.
“Mas respeito o tempo do deba-
te do município para que,
quando (o assunto) chegar à di-
reção geral, eu possa expressar
opinião com muita clareza. Não
vamos atropelar o debate”.
Sobre a conversa que teve
com o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva, o governador dis-
se que não viu o pedido de Lula
para que apoie Fernando Had-
dad como um “apelo”, mas sim
como um diálogo político. “A
palavra de Lula é muito impor-
tante para o partido, temos res-
peito pela sua biografia e pela
história que temos juntos”. Ele
informou que dos 1.200 pré-
candidatos do PSB nas eleições
municipais, pelos menos 10 dos
15 interessados em disputar as
prefeituras de capitais mante-
rão a candidatura até o final.
Meirelles não deve
ser vice do PSDB
DAIENE CARDOSO
DA AGÊNCIA ESTADO
Os rumores que surgiram
após a vitória do tucano José
Serra nas prévias deste domin-
go na capital paulista, de que o
ex-presidente do Banco Central
Henrique Meirelles, atual presi-
dente do conselho consultivo
do grupo J&F, holding que con-
trola, entre outras, a JBS, pode-
ria integrar a chapa tucana na
condição de vice, foram descar-
tados nesta terça por interlocu-
tores ligados a Meirelles. O ex-
presidentes do BC, que se filiou
recentemente ao PSD do prefei-
to de São Paulo, Gilberto Kas-
sab, teria, na avaliação desses
interlocutores, diferenças pro-
fundas com Serra, o que invia-
bilizaria um bom entendimen-
to para a composição da chapa
neste pleito municipal.
Os interlocutores lembram
que Serra, principalmente quan-
do esteve à frente do governo de
São Paulo, foi um dos maiores
críticos da política de juros ado-
tada pelo Banco Central no go-
verno do ex-presidente Luiz Iná-
cio Lula da Silva, ocasião em que
a instituição era comandada por
Henrique Meirelles.
Antes mesmo da confirma-
ção de Serra nessa disputa, o
nome de Henrique Meirelles já
vinha sendo apontado como
um dos principais trunfos do
PSD na composição de even-
tuais alianças, em razão do seu
potencial em atrair apoio de
boa parte do empresariado.
Mas, com as diferenças com
Serra, um acordo neste sentido
não deve ser concretizado.
Ontem pela manhã, o vice-
governador de São Paulo e um
dos fundadores do PSD, Gui-
lherme Afif Domingos, disse
que depois da confirmação do
nome de José Serra, a priori-
dade é formar alianças.
FHC visita Lula no hospital
cyan magenta amarelo preto
Páscoa de ofertas diversificadas
Variedades nas prateleiras é uma das apostas para este ano. IPC Marketing prevê
que as vendas de chocolates e bombons chegue até R$ 2 bilhões no mercado
nacional. “Em torno de 55 % dos itens de páscoa foram renovados. Um dos
principais focos da empresa são as novidades", reforça Rosi Luz (foto). B-12
Vitrine internacional para tecnologia brasileira
De 6 a 10 de março, o Brasil fez história no mundo tecnológico. Consolidando sua posição entre os grandes mercados
produtores e consumidores de tecnologia do mundo, foi o País parceiro da edição de 2012 da CeBIT, a maior feira de
tecnologia do mundo, em Hanover, na Alemanha. Quem pensa que a grande força tecnológica e de inovação do
Brasil, hoje chamando a atenção do mundo, vem apenas na iniciativa privada está redondamente enganado. B-5
EDITOR // DIRLEY FERNANDES
Seudinheiro
B-1 Jornal do Commercio Quarta-feira, 28 de março de 2012
DA REDAÇÃO
D
epois de tentar
pela manhã man-
ter o sinal positivo
da véspera, o Ibo-
vespa acompa-
nhou o sinal de Wall Street e
passou a trabalhar em queda,
aprofundando as perdas nas
três últimas horas do pregão. As
vendas se acumularam após in-
dicadores americanos que
eram esperados como possíveis
catalisadores para a recupera-
ção do ânimo dos investidores
após as perdas da semana pas-
sada terem decepcionado.
Assim, o Ibovespa terminou
o dia em baixa de 0,97%, aos
66.037,35 pontos. Na mínima,
registrou 65.925 pontos (-
1,14%) e, na máxima, os 66.968
pontos (+0,42%). No mês, ainda
sobe 0,34% e, no ano, 16,36%. O
giro do pregão foi de R$ 6,47 bi-
lhões, bem acima da véspera –
quando somou apenas R$ 5,19
bilhões –, puxado pelas nego-
ciações das petroleiras OGX e
Petrobras e da mineradora Vale.
As bolsas americanas e euro-
peias também fecharam em
queda, ainda que mais leve que
a brasileira, com investidores
embolsando os ganhos recen-
tes. Ontem foi divulgado que os
preços das moradias em 20 ci-
dades americanas caíram
0,04% em janeiro, menos que a
baixa estimada de 0,3% e que a
queda de 0,47% de dezembro,
sinalizando estabilização do
mercado imobiliário.
O foco maior, no entanto, se
concentrou na confiança do
consumidor da maior econo-
mia do mundo, que recuou de
71,6 em fevereiro para 70,2 em
março. A previsão dos econo-
mistas era de que o índice fica-
ria em 70, mas as preocupações
com a inflação subiram este
mês, segundo dado divulgado
pelo Conference Board.
“Nós vimos dados mais fra-
cos na Europa e na China sema-
na passada, o que deixou todo
mundo um pouco mais preocu-
pado com a recuperação da
economia mundial, e levou o
mercado a esperar que hoje
(ontem), os números nos Esta-
dos Unidos pudessem reverter
um pouco essa preocupação”,
disse João Pedro Brugger, ana-
lista de renda variável da Leme
Investimentos. “No final, entre-
tanto, os números não foram
bons o suficiente. Acho que
agora o investidor está preferin-
do ficar de fora do mercado até
que haja um sinal mais forte de
que essa recuperação realmen-
te vai acontecer.”
As perdas de ontem foram
puxadas, sobretudo pelos pa-
péis da Petrobras, que caíram
1,32% nas ON, a R$ 24,65 e per-
deu 1,69% nas PN, a R$ 23,80,
enquanto a OGX recuou 3,47%,
a R$ 15,28, sendo o terceiro pa-
pel mais negociado do dia.
A preferencial da Vale, ao
contrário, que foi o papel mais
negociado do dia, subiu 0,85%,
a R$ 41,35, enquanto as ON
avançaram 0,71%, a R$ 42, 41,
impedindo um recuo maior do
Ibovespa.
A mineradora foi beneficia-
da pela notícia de pagamento
da primeira parcela de US$ 3
bilhões em dividendos e tam-
bém pela elevação de reco-
mendação do Margan Stanley,
que passou o status dos papéis
da companhia do equivalente
a neutro para compra.
A companhia afirmou on-
tem que apoia qualquer ini-
ciativa que possa aumentar a
transparência como a plata-
forma de negociação de miné-
rio de ferro proposta pela Chi-
na, disse Claudio Alves, diretor
global de marketing, a jorna-
listas durante conferência de
mineração em Cingapura.
Não há prazos e a empresa
espera decidir em prazo razoá-
vel se vai aderir ou não à nova
plataforma, disse ele. O execu-
tivo disse ainda que a compa-
nhia está em discussões com a
China para permitir que seus
navios possam atracar nos
portos do país.
O setor siderúrgico, por ou-
tro lado, também pesou forte no
Ibovespa, com Usiminas PNA
puxando as perdas, com queda
de 5,79% e liderou as perdas do
Ibovespa. (Com agências)
Incerteza externa derruba Bolsa
AÇÕES - Ibovespa recua 0,97% após divulgação de indicadores americanos sem a força necessária para reverter as
desconfianças sobre a recuperação da economia mundial após os dados ruins da China e da Europa na semana passada
BOLSAS PELO MUNDO
As bolsas de valores dos Estados Unidos recuaram na sessão de
ontem das máximas em quase quatro anos atingidas na véspera,
após dados mostrarem um recuo na confiança do consumidor
americano.
Uma série de ações de elevado valor de mercado, no entanto,
atingiram novas altas, com a ajuda de administradores de portfó-
lios, que compraram os papéis de melhores performances no fe-
chamento do trimestre fiscal utilizado pelos operadores locais.
O índice Dow Jones recuou 0,33%, para 13.197 pontos. O Standard
& Poor ' s 500 t eve
desval or i zação de
0, 28%, para 1. 412
pont os. O Nasdaq
cai u 0, 07%, para
3.120 pontos.
"Acho que estamos
em uma espéci e de
parada para respi -
rar", comentou Daniel Morgan, gerente de portfólio da Synovus
Trust, sem arriscar o rumo que as bolsas deverão tomar nos próx-
imos dias. "O mercado estava um pouco exaurido hoje (ontem)",
disse o analista.
As ações do Bank of America caíram 3,32%, o maior declínio entre
os componentes do Dow Jones, depois de analistas da Robert W.
Baird terem rebaixado para "neutra" sua recomendação para os
papéis do banco.
DA REDAÇÃO
ESTADOS UNIDOS
As bolsas europeias fecharam em baixa ontem, após os dados desa-
pontadores sobre a confiança do consumidor nos Estados Unidos.
"No momento, parece haver uma grande quantidade de incertezas",
disseram analistas do Nomura em uma nota.
Na Bolsa de Frankfurt, o índice DAX ficou estável. Lufthansa registrou
al ta de 2,2% após o
JPMorgan avaliar de
manei ra posi ti va os
papéis da companhia
aérea.
A companhia francesa
Total registrou queda
de 6% em meio a um
vazamento de gás que
teve início no domingo no campo Elgin, no Mar do Norte, e que ainda
está em curso. O índice CAC 40, da Bolsa de Paris, recuou 0,92%.
Em Londres, o índice FTSE caiu 0,56%. Royal Dutch Shell recuou 1,3%.
Em Madri, o índice Ibex 35 seguiu em baixa, caindo 1,03%.
Mais cedo, a maioria dos mercados asiáticos apresentou acentuada
recuperação, após os fracos resultados da véspera. Os investidores
reagiram bem à declaração do presidente do Federal Reserve (Fed,
o banco central dos EUA), Ben Bernanke, de que as baixas taxas de
juros são necessárias para apoiar o mercado de trabalho local.
Tóquio fechou em forte alta. A desvalorização do iene e os sinais de
contínuo afrouxamento na política monetária dos Estados Unidos
ajudaram as ações de
exportadoras, como
Canon e Renesas
Electronics, e levaram
o índice Nikkei a atin-
gir seu maior fecha-
mento desde 10 de
março de 2011 – um
di a antes do terre-
moto e tsunami que devastaram a região nordeste do Japão.
O Ni kkei di sparou 236, 91 pontos, ou 2, 4%, e termi nou aos
10.255,15 pontos. O volume de negociações subiu para robustos
2,26 bilhões de ações.
"O sentimento do mercado recuperou-se temporariamente com os
comentários de Bernanke e depois de a chanceler alemã, Angela
Merkel, sugerir o aumento da capacidade de resgate da zona do
euro", disse Fumiyuki Nakanishi, gerente geral de investimento e
pesquisa da SMBC Friend Securities.
Na China, a potencial pressão inflacionária provocada pela alta dos
preços das commodities levou o índice Xangai Composto a cair
0,2%. O Shenzhen Composto perdeu 0,5%. Em Hong Kong, por ou-
tro lado, o Hang Seng ganhou 1,83%.
O índice Taiwan Weighted avançou 0,78%; o sul-coreano Kospi su-
biu 1,02% e o australiano S&P/ASX 200 subiu 0,9%.
EUROPA
ÁSIA
Nikkei tem dia
de forte alta
Gol se recupera e Copel cai
REBECCA MELLO
Os papéis da Gol foram do
fundo ao topo das negociações
nos primeiros dois pregões da
semana, por conta da perspec-
tiva, na segunda-feira, e da di-
vulgação, ontem pela manhã,
do balanço da companhia aé-
rea. Após a perda de 3,76% na
segunda-feira, a ação preferen-
cial da empresa recuperou on-
tem 2,58%, fechando a R$
13,14. Apesar do resultado ne-
gativo no quarto trimestre de
2011, a incorporação dos nú-
meros da Webjet na linha da re-
ceita fez com que o desempe-
nho trimestral viesse acima da
expectativa.
A lucro líquido da Gol no
quarto trimestre de 2011 foi de
R$ 54,3 milhões, queda de
58,9%, ante igual período de
2010. A previsão do mercado
era de prejuízo, mas a adição de
R$ 280,6 milhões da Webjet à re-
ceita reportada aliviou os nú-
meros. Para a Ágora, a degrada-
ção do resultado veio por conta
do forte aumento dos custos,
principalmente devido aos gas-
tos com combustíveis, que cres-
ceram 56,6%, e da folha de pa-
gamento, que subiu 30,3%. “Os
números são negativos e devem
afetar o desempenho dos pa-
péis no curto prazo”, disse a cor-
retora, em relatório. No entanto,
a Ágora recomenda a compra
da ação para investidores com
horizonte mais ampliado, com
preço alvo de R$ 22.
Na visão dos analistas da
Planner Corretora, a ação da
Gol passou por um ajuste dian-
te do pessimismo do mercado
na segunda-feira, em movi-
mento propiciado pela linha de
redução de custos previstas pa-
ra o ano. No entanto, para a
equipe da corretora, as ações
podem recuar no curto e médio
prazo diante da comparação
com os números da TAM.
“A Gol vem perdendo pontos
em relação à concorrente, que,
apesar de também ter divulga-
do um fraco balanço, ainda
apresenta uma consolidação
mais robusta. Temos preferên-
cia pelo papel da TAM no setor”,
disseram os analistas. Na sessão
de ontem, TAM PN fechou em
alta de 0,13%, a R$ 45,35.
COPEL. Engrossando o desem-
penho das ações impactadas
pelos reportes de balanço tri-
mestral, Copel PNB se desva-
lorizou 3,49%, a R$ 43,19. A
companhia elétrica divulgou
dívida líquida de R$ 541 mi-
lhões no quarto trimestre de
2011. Para Rafael Andreata,
analista da Planner Corretora,
os números apresentados pela
empresa foram fracos e abaixo
das expectativas da corretora,
e também do consenso de
mercado. “Os custos e despe-
sas operacionais continuaram
em um nível muito elevado,
corroendo praticamente todo
resultado. A tendência é de
queda para as ações”, disse o
analista, em relatório.
CYRELA E CSN. A ação da Cyrela
recuou 3,88%, a R$ 17,10. No
entanto, o resultado da constru-
tora no quarto trimestre agra-
dou ao mercado. A receita líqui-
da cresceu 42,8%, em compara-
ção com igual período de 2010,
superando as estimativas. De
acordo com os analistas da
Planner, a receita ultrapassou as
perspectivas devido o reconhe-
cimento de dois projetos im-
portantes da companhia: Thera
Faria Lima e Wave Ipanema. “Os
números são sólidos e reco-
mendamos a compra da ação.
O desempenho de hoje (ontem)
está atrelado ao pessimismo do
mercado (ações do setor de
construção costumam acom-
panhar de perto a tendência ge-
ral do mercado). No entanto,
quando essa linha se reverter o
papel irá disparar”, acredita a
equipe da corretora. O preço al-
vo da ação é de R$ 26.
Completando a lista, CSN
ON perdeu 2,24%, a R$ 17,89. O
lucro da siderúrgica disparou a
81% no quarto trimestre de
2011, ante igual período de
2010. A Ativa Corretora ressalta
que a companhia deve conti-
nuar apresentando melhores
números que as outras empre-
sas do mercado brasileiro, devi-
do a maior exposição à minera-
ção – que passa por um período
de bons resultados e perspecti-
vas do que a siderurgia. “Acredi-
tamos que a performance sobre
o desenvolvimento do projeto
de mineração será um impor-
tante catalisador para o papel
no curto prazo”, disse a correto-
ra, em relatório. A Ativa reco-
menda a compra da ação, com
preço alvo de R$ 21,90.
cyan magenta amarelo preto
MERCADOS
Jornal do Commercio Quarta-feira, 28 de março de 2012 B-2
EDITOR // DIRLEY FERNANDES
Dólar sobe com rumores
de medidas do governo
DA REDAÇÃO
A
pós operar em bai-
xa durante boa par-
te do dia, o dólar fe-
chou em leve alta
ante o real a sessão
de ontem, após rumores de que
o governo estaria avaliando ele-
var a alíquota do Imposto sobre
Operações Financeiras (IOF)
sobre todas as transações que
envolvam conversão da moeda.
O dólar encerrou o dia com
alta de 0,06% ante o real, cotado
a R$ 1,816 para compra e a R$
1,817 para venda. Durante o
dia, a moeda oscilou entre a mí-
nima de R$ 1,809 e a máxima de
R$ 1,823, mas o volume de ne-
gócios manteve-se relativa-
mente pequeno, refletindo um
mercado "engessado", segundo
o gerente da mesa de derivati-
vos de um banco. No mês, a
moeda acumula valorização de
5,65% e, no ano, queda de 3%. O
euro comercial, por sua vez,
caiu 0,04%, a R$ 2,426 para
compra e a R$ 2,427 para venda.
Segundo informações divul-
gadas ontem ao longo do dia, a
medida estaria em estudo pelo
governo federal e envolveria a
cobrança generalizada de alí-
quotas mais pesadas do IOF so-
bre operações de câmbio, in-
cluindo Investimento Estran-
geiro Direto (IED). No entanto,
não haveria consenso sobre a
medida dentro da equipe eco-
nômica. O próprio ministro da
Fazenda, Guido Mantega, tem
dito que o governo não preten-
de taxar o IED.
Durante o dia, a moeda havia
operado descolada do movi-
mento no mercado externo, em
dia de leilão de swap cambial
reverso e sem leilões de compra
de dólares no mercado à vista.
A sexta edição do Monitor da
Percepção Internacional do
Brasil, divulgada hoje pelo Insti-
tuto de Pesquisa Econômica
Aplicada (Ipea), afirma que o
Brasil deve ficar entre os três
países que receberão os maio-
res volumes de investimentos
estrangeiros diretos (IED) nos
próximos 12 meses. “O governo
está querendo usar todas as ar-
mas possíveis, mas as empresas
estão captando lá fora, o Tesou-
ro também captou recente-
mente, e não sei se cercear o
acesso a um dinheiro barato lá
fora é a melhor forma de segu-
rar o dólar”, diz Reginaldo Ga-
lhardo, operador da Treviso.
Para o economista da Link
Investimentos Thiago Carlos, a
moeda pode ter operado desco-
lada do exterior devido à entra-
da de dólares no País mais cedo.
"É provável que tenha ocorrido
um fluxo de entrada mais efeti-
vo", disse. No entanto, o Banco
Central não realizou leilões de
dólares no mercado à vista e
continua deixando dúvidas do
momento em que vai intervir.
"Apesar do fluxo, o BC pode
não ter visto um movimento
significativo, mas pode voltar
se o real se apreciar mais",
afirmou o analista.
O último leilão no mercado à
vista foi realizado na sexta-feira,
indicando que o BC vem ten-
tando ser menos previsível em
sua intervenção, sem fixar um
piso para a moeda.
O BC informou ontem que
vendeu todos os 41.200 contra-
tos de swap cambial reverso em
leilão, o equivalente a R$ 2,06
bilhões. O objetivo da oferta foi
a rolagem de vencimento do
dia 2 abril de 2012. O último lei-
lão de swap cambial reverso
havia sido realizado no dia 29
de fevereiro.
Para um economista que
preferiu não ser identificado, o
leilão de swap pode ter causado
algum ruído no mercado quan-
do foi anunciado, na segunda-
feira à noite. No entanto, por
ser um leilão para rolagem não
causou impacto na cotação.
No exterior, o dólar tinha alta
ante outras moedas. Frente a
uma cesta de divisas tinha gan-
hos de 0,19%, enquanto o euro
mostrava queda de 0,27% às 20
horas ante o dólar, cotado a
US$ 1,331.
O dólar turismo recuou
1,04%, a R$ 1,79 para compra e
a R$ 1,897 na venda. O euro tu-
rismo caiu 0,52%, negociado a
R$ 2,397 na compra e a R$ 2,507
na venda. (Com agências)
CÂMBIO - Informações de uma possível elevação da alíquota do IOF em uma série
de operações fizeram com que cotações mudassem de rumo no fim da sessão
■ REGULAÇÃO
Para CVM, a hora
é de cobrar regras
JULIANA SCHINCARIOL
DA AGÊNCIA REUTERS
Depois de tudo o que foi
discutido e aprendido da crise
de 2008, além das novas regu-
lamentações instauradas no
que diz respeito especialmen-
te à segurança e proteção de
investidores, o momento é de
cobrar a implementação de
regras, avalia a presidente da
Comissão de Valores Mobiliá-
rios (CVM), Maria Helena
Santana.
"Emergiu a percepção de
muitos dos bons princípios e
recomendações dos princi-
pais organismos internacio-
nais não eram aplicados. É
necessária uma cobrança
mútua, acompanhamento
dos princípios muito proxi-
mamente", disse ela ontem,
na abertura de um evento no
Rio de Janeiro.
Maria Helena afirmou que
a recente quebra da corretora
MF Global reforça a necessi-
dade de um aperfeiçoamento
da regulação. Segundo ela,
desde 2008, há um novo para-
digma, em que é mais difícil
diferenciar mercados desen-
volvidos e emergentes.
"Essa realidade que even-
tualmente estava oculta e se
mostrou para todos trouxe li-
ções que podemos nos bene-
ficiar. Mercados mais regula-
dos já tratavam de determina-
das questões, que podemos
entender muito e fazer uma
agenda baseada nos proble-
mas verificados", disse.
A presidente da CVM men-
cionou a missão do Fundo
Monetário Internacional
(FMI) e do Banco Mundial ao
Brasil no contexto do Progra-
ma de Avaliação do Setor Fi-
nanceiro, neste mês. Os dois
organismos afirmaram que o
sistema financeiro brasileiro é
estável, com baixo nível de
risco sistêmico e amplas mar-
gens de proteção. "Teremos
espaço para melhorar e essa
avaliação vai nos ajudar a en-
tender as nossas deficiências
e termos apoio institucional
para buscar melhorias que
dependem de reforma legal",
disse a presidente da CVM.
Ela ressaltou que o nível de
entendimento da autarquia
evoluiu "espetacularmente".
"Estamos muito bem na foto”
Ela citou medidas como a
reforma da lei para atuação da
CVM contra a manipulação de
mercado, "insider trading" e a
volta do direito de tag along no
caso de fechamento de capital
– temas que traziam insegu-
rança ao investidor.
O Instituto Internacional
para a Unificação do Direito
Privado (Unidroit) estima que
o valor combinado dos papéis
em custódia do mundo é de
US$ 50 trilhões, "quatro vezes
maior do que o PIB norte-
americano.
■ COMMODITIES
Temor sobre oferta
eleva petróleo em 0,28%
DA REDAÇÃO
Os futuros do petróleo nos
EUA fecharam em leve alta
ontem, em meio às crescen-
tes preocupações sobre a
oferta mundial. A probabili-
dade da liberação de reservas
estratégicas de petróleo dos
EUA, para limitar o aumento
dos custos com combustí-
veis, evitou maiores ganhos,
segundo fontes do mercado.
O contrato de maio subiu
US$ 0,30, ou 0,28%, fechando
em US$ 107,33 o barril. O vo-
lume de negócios da terça-
feira foi o mais baixo do ano e
o preço oscilou numa mar-
gem bastante estreita, entre
US$ 106,52 e US$ 107,73.
Mais cedo, o petróleo che-
gou a operar em queda após
uma notícia da agência
Bloomberg, citando o secre-
tário-assistente para energia
fóssil do Departamento de
Energia dos EUA, Charles
McConnell, dizendo que a li-
beração de reservas "está
sendo considerada".
O governo dos EUA, no en-
tanto, informou à agência
Reuters que a administração
Obama não mudou a sua po-
sição sobre reservas, ou sobre
outras considerações para
ajudar a frear os preços dos
combustíveis.
Os futuros do petróleo
Brent fecharam em leve que-
da de 0,09%, a US$ 125,54,
com operadores pesando as
preocupações sobre a oferta
contra a probabilidade de
uma liberação dos estoques.
OURO. Os contratos futuros
de ouro fecharam em ligeira
queda ontem na Comex, a di-
visão de metais da bolsa mer-
cantil de Nova York (Nymex),
em sessão marcada pelo ven-
cimento de opções em ouro e
pelos movimentos nos mer-
cados de câmbio. O ouro pa-
ra entrega em abril recuou
US$ 0,70 (0,04%), encerrando
a sessão em US$ 1.684,90 por
onça-troy.
DA REDAÇÃO
As taxas projetadas no mer-
cado futuro de juros operaram
em linha com a queda dos ju-
ros dos Treasuries. A expecta-
tiva de inflação futura menor
aqui e a estabilidade da
inadimplência em fevereiro
ante janeiro ajudaram ainda
para o movimento.
Ao término da sessão nor-
mal, o DI janeiro 2013 estava
em 8,91% de 8,94% na véspera
e o janeiro 2014 caía de 9,58%
para 9,54%. Já o janeiro 2017
estava em 10, 66%, ante
10,75% e o janeiro 21 recuava
de 11,22% para 11,13%.
A queda dos juros com res-
pectiva alta dos preços dos tí-
tulos do Tesouro norte-ameri-
canos está amparada na fala
do presidente do Federal Re-
serve (Fed, banco central dos
EUA), Ben Bernanke, na vés-
pera, quando destacou a me-
lhora no mercado de trabalho
norte-americano.
Bernanke, no entanto, se
mostrou cauteloso com a sus-
tentabilidade dessa recupera-
ção. Para a economista da
Link Investimentos, Marianna
Costa, o presidente do Fed,
em seu discurso, se mostrou
mais inclinado a adotar uma
nova rodada de estímulo mo-
netário. "Essa indicação suge-
rindo um estímulo monetário
é o que está fazendo a curva
(de juro futuro) fechar um
pouco, acompanhando a per-
formance dos Treasuries".
O BC informou que a
inadimplência média nas
operações de crédito livre fi-
caram estáveis em 5,8% em fe-
vereiro. O nível de calote su-
perior a 90 dias no crédito às
pessoas físicas seguiu em
7,6%. (Com agências)
DIs caem em linha com Treasuries
ASSINATURA EXECUTIVA (2ª A 6ª)
Pagamento Semestral Anual
À Vista R$ 277,00 R$ 554,00
2 Vezes R$ 138,50 R$ 277,00
3 Vezes R$ 92,33 R$ 184,67
4 Vezes R$ 69,25 R$ 138,50
5 Vezes R$ 55,40 R$ 110,80
6 Vezes R$ 92,33
7 Vezes R$ 79,14
8 Vezes R$ 69,25
9 Vezes R$ 61,56
10 Vezes R$ 55,40
11 Vezes R$ 50,36
ASSINATURA DIGITAL
Pagamento Semestral Anual
À Vista R$ 205,00 R$ 410,00
2 Vezes R$ 102,50 R$ 205,00
3 Vezes R$ 68,33 R$ 136,67
4 Vezes R$ 51,25 R$ 102,50
5 Vezes R$ 41,00 R$ 82,00
6 Vezes R$ 68,33
7 Vezes R$ 58,57
8 Vezes R$ 51,25
9 Vezes R$ 45,56
10 Vezes R$ 41,00
11 Vezes R$ 37,27
PREÇO DO EXEMPL AR EM BANCA: R$ 2, 50 (RJ, SP e DF)
www.jornaldocommercio.com.br
CENTRAL DE ATENDIMENTO E VENDAS: 0800-0224080
ASSINATURA IMPRESSA
Pagamento Mensal
À Vista R$ 46,50
Pagamento Mensal
À Vista R$ 35,00
■ JUROS FUTUROS
EMPRESAS
Jornal do Commercio Quarta-feira, 28 de março de 2012 B-3
EDITORA // MARTHA IMENES
EDITAL
LEILÃO EXTRAJUDICIAL E NOTIFICAÇÃO
SEGUNDO E ÚLTIMO LEILÃO ( 1 )
Aos 16 dias do mês de Abril do ano de 2012, às 10:30 horas, na Av. Nilo
Peçanha, nº 249, Centro, Duque de Caxias, RJ, na sala de auto-atendimento.
JOÃO EMILIO DE OLIVEIRA FILHO - Leiloeiro Público faz saber, que
devidamente autorizado por Companhia Província de Crédito Imobiliário, Agente
Financeiro, designado pelo extinto Banco Nacional da Habitação, sucedido por CAIXA
ECONÔMICA FEDERAL, na forma do Decreto-Lei nº 2291/86, venderá na forma da
Lei (Decreto Lei nº 70, de 21/11/66 e regulamentação complementar RC 58/67, RC
24/68, RD 08/70, do extinto BNH) em segundo e último Público Leilão, no dia, hora
e local acima referido, os imóveis abaixo relacionados, para pagamento da dívida
hipotecária que seus proprietários mantêm com a CAIXA ECONÔMICA FEDERAL,
no estado de ocupação e conservação que se encontram.
CONDIÇÕES DE VENDA:
À VISTA: Sinal de 20% do valor da arrematação e a comissão de Lei, no ato de
arrematação. O saldo restante será pago no prazo impreterível de 08 (oito) dias, sob
pena de anul ação da praça e perda do si nal em favor do exeqüente,
independentemente de notificação ou interpelação judicial ou extrajudicial. Quando
o recurso utilizado for o FGTS, o arrematante deverá apresentar, no ato da compra
a carta de habilitação do FGTS. Quando através de financiamento, deverá ser
apresentada proposta aprovada para aquisição da carta de crédito. O valor do lance
mínimo está sujeito à atualização até a data da realização da praça.
As despesas relativas à comissão do leiloeiro, registro da carta de arrematação,
custas de execução, remuneração do agente fiduciário, e eventuais impostos, taxas,
débitos fiscais e condominiais, correrão por conta do arrematante. Caso o imóvel esteja
ocupado, o arrematante fica ciente, que será o responsável pelas providências para a
desocupação do mesmo. O Leiloeiro acha-se habilitado a fornecer aos interessados,
informações pormenorizadas sobre os imóveis, pelos telefones: (21) 3416-6350.
Ficam, desde já, intimados por este edital para ciência do dia, hora e local do
leilão, os devedores hipotecários, caso não tenham sido localizados.
Rio de Janeiro, 28 de Março de 2012.
João Emílio de Oliveira Filho.
Leiloeiro Público
Duque de Caxias
1) Sed: M-13255 Contrato: 8133480015780
Mutuário(s): José Nicodemos de Paula, brasileiro, divorciado, técnico de solda, nascido
em 07/01/1950, portador da carteira de identidade nº 05.056.537-3, expedida pelo IFP-
RJ em 14/01/1993, e inscrito no CPF sob o nº 540.809.408-15, residente e domiciliado
nesta cidade - Imóvel: Rua Maria Caran, nº 240 - Casa 04 - Bairro 4º do Parque João
Pessoa - Saracuruna - Duque de Caxias - RJ, correspondente fração ideal de 57/1000
do terreno, identificado por lote 06 da quadra «C», área construída de 46,90m², uma
área de uso exclusivo destinada a quintal e jardim de 16,13m², uma área total de utilização
exclusiva de 63,03m², cuja hipoteca encontra-se inscrita no 1º Ofício do Registro Geral
de Imóveis, em 09/01/2004, sob a matrícula nº 28.413 - Saldo: R$ 53.328,21.
EDITAL
LEILÃO EXTRAJUDICIAL E NOTIFICAÇÃO
SEGUNDO E ÚLTIMO LEILÃO ( 3 )
Aos 28 dias do mês de Março do ano de 2012, as 10:00 horas, na Rua Dr. Nilo
Peçanha, nº 125, Centro, São Gonçalo, RJ, na sala de auto-atendimento.
JOÃO EMILIO DE OLIVEIRA FILHO - Leiloeiro Público faz saber que
devidamente autorizado pela Companhia Província de Crédito Imobiliário, Agente
Fiduciário, designado pelo extinto Banco Nacional de Habitação na forma da Lei
(Decreto Lei n.º 70, de 21/11/66, e regulamentação complementar RC 58/67, RC 24/
68, RD 08/70 e RD 13/69 do extinto BNH), e artigo 3º da Circular 1832/90 do Banco
Central do Brasil, venderá em Segundo e Último Público Leilão, no dia, hora e local
acima referido, os imóveis abaixo relacionados, para pagamento de dívida hipotecária
que seus proprietários mantêm com a EMGEA - Empresa Gestora de Ativos, no
estado de ocupação e conservação em que se encontram.
CONDIÇÕES DE VENDA:
Á VISTA: Sinal de 20% (vinte por cento) do valor da arrematação e a comissão
de Lei, no ato da arrematação. O saldo restante será pago no prazo impreterível de
08 (oito) dias, sob pena de anulação da praça e perda do sinal em favor do exeqüente,
independentemente de notificação ou interpelação judicial ou extrajudicial. Quando
o recurso utilizado for o FGTS, o arrematante deverá apresentar, no ato da compra
a carta de habilitação do FGTS. Quando através de financiamento, deverá ser
apresentada proposta aprovada para aquisição da carta de crédito. O valor do lance
mínimo está sujeito à atualização até a data da realização da praça.
As despesas relativas à comissão do leiloeiro, registro da carta de arrematação,
custas de execução, remuneração do agente fiduciário, e eventuais impostos, taxas,
débitos fiscais e condominiais, correrão por conta do arrematante. Caso o imóvel esteja
ocupado, o arrematante fica ciente, que será o responsável pelas providências para a
desocupação do mesmo. O Leiloeiro acha-se habilitado a fornecer aos interessados,
informações pormenorizadas sobre os imóveis, pelos telefones: (21) 3416-6350.
Ficam, desde já, intimados por este edital para ciência do dia, hora e local do
leilão, os devedores hipotecários, caso não tenham sido localizados.
Rio de Janeiro, 28 de Março de 2012.
João Emílio de O. Filho.
Leiloeiro Público
São Gonçalo
1) Sed: RJ2-10025 Contrato: 8017430007530
Mutuário(s): José Almir de Mesquita, CPF nº 53212436700 - Lucimar de Jesus Silva,
CPF nº 96306467734; Ele, brasileiro, solteiro, nascido em 14/02/1957, gerente, portador
da carteira de identidade nº 3918060 do IFP-RJ de 31/12/1975, CPF nº 532.124.367-
00; Ela, brasileira, solteira, nascida em 20/10/1967, costureira, portadora da carteira de
identidade nº 078871209 do IFP-RJ, de 28/07/1987, CPF nº 963.064.677-34 - Imóvel:
Av. José Mendonça de Campos, nº 187 - Bl. 07 - Apto 202-B - Empreendimento Habit.
Marquês de Maricá - Mutondo - São Gonçalo - RJ, cuja hipoteca encontra-se inscrita no
4º Ofício do Registro Geral de Imóveis, em 30/06/1994, sob a matrícula nº 37.382.
EDITAL
LEILÃO EXTRAJUDICIAL E NOTIFICAÇÃO
SEGUNDO E ÚLTIMO LEILÃO ( 1 )
Aos 17 dias do mês de Abril do ano de 2012, às 12:00 horas, na Estrada dos
Bandeirantes, nº 10.639, Recreio dos Bandeirantes, Rio de Janeiro, RJ.
JOÃO EMILIO DE OLIVEIRA FILHO - Leiloeiro Público faz saber, que
devidamente autorizado por Companhia Província de Crédito Imobiliário, Agente
Financeiro, designado pelo extinto Banco Nacional da Habitação, sucedido por CAIXA
ECONÔMICA FEDERAL, na forma do Decreto-Lei nº 2291/86, venderá na forma da
Lei (Decreto Lei nº 70, de 21/11/66 e regulamentação complementar RC 58/67, RC
24/68, RD 08/70, do extinto BNH) em segundo e último Público Leilão, no dia, hora
e local acima referido, os imóveis abaixo relacionados, para pagamento da dívida
hipotecária que seus proprietários mantêm com a CAIXA ECONÔMICA FEDERAL,
no estado de ocupação e conservação que se encontram.
CONDIÇÕES DE VENDA:
À VISTA: Sinal de 20% do valor da arrematação e a comissão de Lei, no ato de
arrematação. O saldo restante será pago no prazo impreterível de 08 (oito) dias, sob
pena de anul ação da praça e perda do si nal em favor do exeqüente,
independentemente de notificação ou interpelação judicial ou extrajudicial. Quando
o recurso utilizado for o FGTS, o arrematante deverá apresentar, no ato da compra
a carta de habilitação do FGTS. Quando através de financiamento, deverá ser
apresentada proposta aprovada para aquisição da carta de crédito. O valor do lance
mínimo está sujeito à atualização até a data da realização da praça.
As despesas relativas à comissão do leiloeiro, registro da carta de arrematação,
custas de execução, remuneração do agente fiduciário, e eventuais impostos, taxas,
débitos fiscais e condominiais, correrão por conta do arrematante. Caso o imóvel esteja
ocupado, o arrematante fica ciente, que será o responsável pelas providências para a
desocupação do mesmo. O Leiloeiro acha-se habilitado a fornecer aos interessados,
informações pormenorizadas sobre os imóveis, pelos telefones: (21) 3416-6350.
Ficam, desde já, intimados por este edital para ciência do dia, hora e local do
leilão, os devedores hipotecários, caso não tenham sido localizados.
Rio de Janeiro, 28 de Março de 2012.
João Emílio de Oliveira Filho.
Leiloeiro Público
Rio de Janeiro
1) Sed: RJ1-241/05 Contrato: 802197000511
Mutuário(s): Gilson Nicolau de Araújo, brasileiro, motorista, portador da C. I. nº
07882652-6, expedida pelo IFP, CPF sob o nº 973.592.707-15 e Luciana Salkini de
Araújo, brasileira, sub-gerente, portadora da C. I. nº 08539199-3, expedida pelo IFP,
CPF nº 009.134.507-31, casados pelo regime da comunhão parcial de bens - Imóvel:
Rua Senador Vasconcelos Torres ( antiga Rua 15), nº 105 - Casa 01 - Quadra M -
Lote 11 (50%) - Campo Grande - Rio de Janeiro - RJ, cuja hipoteca encontra-se
inscrita no 4º Ofício do Registro Geral de Imóveis, em 21/10/1999, sob a matrícula
nº 146.379 - Saldo: R$ 50.248,21
EDITAL DE NOTIFICAÇÃO DE LEILÃO
Pelo presente edital, por estarem em lugar incerto e não sabido, ficam os mutuários
citados neste edital, notificados de que o 1º Público Leilão e o 2º e último Público
Leilão dos imóveis abaixo descritos, serão realizados respectivamente nos dias 13/
04/2012 e 30/04/2012, as 12:00 horas, na Estrada dos Bandeirantes, nº 10.639,
Recreio dos Bandeirantes, Rio de Janeiro, RJ, na forma da Lei (Decreto-Lei Nº
70 de 21/11/66) e Regulamentação Complementar, para pagamento da dívida
hipotecária em favor da EMGEA - Empresa Gestora de Ativos, por se acharem
vencidas e não pagas as obrigações pecuniárias referentes ao financiamento imobiliário
contratado, e cuja hipoteca encontra-se inscrita no respectivo Cartório do Registro
Geral de Imóveis, informados abaixo.
Rio de Janeiro, 28 de Março de 2012.
João Emílio de Oliveira Filho.
Leiloeiro Público Oficial
1) Sed: RJ2-099/11 Contrato: 1020885016939
Mutuário(s): LUIZ ROBERTO DA CRUZ, industriário, e sua mulher MARIA
ALDENORA DA SILVA CRUZ, do lar, brasileiros, casados pelo regime da comunhão
parcial de bens, portadores das identidades nºs 04360931-2 (IFP) e M-4937052 (SSP-
MG), e inscritos no CPF sob os nºs nº 604.195.637-68 e CPF nº 799.138.737-20,
respectivamente; MARIA DO CARMO DOS SANTOS, CPF nº 156.824.477-00 -
Imóvel: Rua Valdir Azevedo, nº 210 - Lote 13 - Quadra 31 - Campo Grande - Rio de
Janeiro - RJ, inscrição nº 1.453.955, CL 16.321, cuja hipoteca encontra-se inscrita
no 4º Ofício do Registro Geral de Imóveis, em 06/06/1989, sob a matrícula nº
103.362.
2) Sed: RJ2-107/11 Contrato: 8022420011182
Mutuário(s): ALCIMERE FERREIRA DE SOUZA, funcionária pública municipal e
seu marido MARCELO DA SILVA DE SOUZA, vendedor, brasileiros, casados pelo
regime da comunhão parcial de bens, portadores das identidades nºs 081752545 e
109898254, do IFP, e inscritos no CPF sob os nºs 014.491.527-83 e 903.370.857-49,
respectivamente - Imóvel: Rua Sete, nº 145 / Casa - Quadra 26 - Lote 35 - Campo
Grande - Rio de Janeiro - RJ, PA 34.941, inscrição municipal nº 2.033.146-8 e CL nº
17.039-9, prédio residencial unifamiliar com 01 pavimento, com área construída de
60,32m², cuja hipoteca encontra-se inscrita no 4º Ofício do Registro Geral de Imóveis,
em 03/04/2000, sob a matrícula nº 148.183.
EDITAL
LEILÃO EXTRAJUDICIAL E NOTIFICAÇÃO
PRIMEIRO PÚBLICO LEILÃO ( 2 )
Aos 10 dias do mês de Abril do ano de 2012, às 12:00 horas, na Estrada dos
Bandeirantes, nº 10.639, Recreio dos Bandeirantes, Rio de Janeiro, RJ.
JOÃO EMILIO DE OLIVEIRA FILHO - Leiloeiro Público faz saber que,
devidamente autorizado por Companhia Província de Crédito Imobiliário, Agente
Financeiro, designado pelo extinto Banco Nacional da Habitação, na forma da Lei
(Decreto Lei nº 70, de 21/11/66), e regulamentação complementar (RC 58/67, RC
24/68, RD 08/70 e RD 13/69, do extinto BNH) e artigo 3º da Circular 1832/90 do
Banco Central do Brasil, venderá em Primeiro Público Leilão, no dia, hora e local,
acima referido, os imóveis abaixo relacionados, para pagamento da dívida hipotecária
que seus proprietários mantêm com a EMGEA - Empresa Gestora de Ativos.
A venda será feita pelo maior lance obtido, a vista ou através de financiamento.
A venda a vista, com recursos próprios, se fará mediante pagamento integral no ato
do leilão, podendo o arrematante, pagar como sinal, 20% (vinte por cento) do valor
da arrematação, a comissão de lei, e o saldo restante no prazo impreterível de 08
(oito) dias, sob pena de anulação da praça e perda do sinal em favor do exeqüente,
independentemente de notificação ou interpelação judicial ou extrajudicial. Quando
o recurso utilizado for o FGTS, o arrematante deverá apresentar, no ato da compra
a carta de habilitação do FGTS. Quando através de financiamento, deverá ser
apresentada proposta aprovada para aquisição da carta de crédito. O valor do lance
mínimo está sujeito à atualização até a data da realização da praça.
As despesas relativas à comissão do leiloeiro, registro da carta de arrematação,
custas de execução, remuneração do agente fiduciário, e eventuais impostos, taxas,
débitos fiscais e condominiais, correrão por conta do arrematante. Caso o imóvel esteja
ocupado, o arrematante fica ciente, que será o responsável pelas providências para a
desocupação do mesmo. O Leiloeiro acha-se habilitado a fornecer aos interessados,
informações pormenorizadas sobre os imóveis, pelos telefones: (21) 3416-6350.
Ficam, desde já, intimados por este edital para ciência do dia, hora e local do
leilão, os devedores hipotecários caso não tenham sido localizados.
Rio de Janeiro, 28 de Março de 2012.
João Emílio de Oliveira Filho.
Leiloeiro Público
Rio de Janeiro
1) Sed: RJ2-106/11 Contrato: 1102480005190
Mutuário(s): Dalmir Ferreira Rodrigues, CPF nº 275.902.917-49 - Izabel Borges
Rodrigues, CPF nº 467.086.347-91; brasileiros, casados pelo regime da comunhão
parcial de bens, ele bancário, ela do lar, portadores das identidades nºs 266010-0 /
IFP de 16/11/1970 e 04111351-5 / IFP de 13/06/1980 - Imóvel: Rua Professor
Henrique Costa, nº 338 - Apto 603 - Jacarepaguá - Rio de Janeiro - RJ, cuja hipoteca
encontra-se inscrita no 9º Ofício do Registro Geral de Imóveis, em 24/10/1985, sob
a matrícula nº 116.809 - Lance Mínimo: R$ 455.380,21.
EDITAL
LEILÃO EXTRAJUDICIAL E NOTIFICAÇÃO
PRIMEIRO PÚBLICO LEILÃO ( 2 )
Aos 11 dias do mês de Abril do ano de 2012, às 10:30 horas, na Av. Marechal
Floriano Peixoto, nº 2.370, Centro, Nova Iguaçu, RJ, na sala de auto-atendimento.
JOÃO EMILIO DE OLIVEIRA FILHO - Leiloeiro Público faz saber que,
devidamente autorizado por Companhia Província de Crédito Imobiliário, Agente
Financeiro, designado pelo extinto Banco Nacional da Habitação, na forma da Lei
(Decreto Lei nº 70, de 21/11/66), e regulamentação complementar (RC 58/67, RC
24/68, RD 08/70 e RD 13/69, do extinto BNH) e artigo 3º da Circular 1832/90 do
Banco Central do Brasil, venderá em Primeiro Público Leilão, no dia, hora e local,
acima referido, os imóveis abaixo relacionados, para pagamento da dívida hipotecária
que seus proprietários mantêm com a EMGEA - Empresa Gestora de Ativos.
A venda será feita pelo maior lance obtido, a vista ou através de financiamento.
A venda a vista, com recursos próprios, se fará mediante pagamento integral no ato
do leilão, podendo o arrematante, pagar como sinal, 20% (vinte por cento) do valor
da arrematação, a comissão de lei, e o saldo restante no prazo impreterível de 08
(oito) dias, sob pena de anulação da praça e perda do sinal em favor do exeqüente,
independentemente de notificação ou interpelação judicial ou extrajudicial. Quando
o recurso utilizado for o FGTS, o arrematante deverá apresentar, no ato da compra
a carta de habilitação do FGTS. Quando através de financiamento, deverá ser
apresentada proposta aprovada para aquisição da carta de crédito. O valor do lance
mínimo está sujeito à atualização até a data da realização da praça.
As despesas relativas à comissão do leiloeiro, registro da carta de arrematação,
custas de execução, remuneração do agente fiduciário, e eventuais impostos, taxas,
débitos fiscais e condominiais, correrão por conta do arrematante. Caso o imóvel esteja
ocupado, o arrematante fica ciente, que será o responsável pelas providências para a
desocupação do mesmo. O Leiloeiro acha-se habilitado a fornecer aos interessados,
informações pormenorizadas sobre os imóveis, pelos telefones: (21) 3416-6350.
Ficam, desde já, intimados por este edital para ciência do dia, hora e local do
leilão, os devedores hipotecários caso não tenham sido localizados.
Rio de Janeiro, 28 de Março de 2012.
João Emílio de Oliveira Filho.
Leiloeiro Público
Nova Iguaçu
1) Sed: RJ2-0908754 Contrato: 3018500192323
Mutuário(s): Espólio de Clenil de Souza Sant’ Anna, brasileiro, solteiro, maior,
identidade nº 5008695 / IFP, emitida em 14/08/1972, CPF nº 210.419.627-20 - Imóvel:
Rua Paraíba nº 522 - Bloco 10 - Apto 206 - Posse - Nova Iguaçú - RJ, constituído de
02 quartos, sala, circulação, cozinha, banheiro e área de serviço, inscrição municipal
nº 353.362-7, com área privativa real de 48,86m², mais área real comum de 9,02m²,
perfazendo a área total real de 57,88m², e a respectiva fração ideal de 0,002800 do
terreno, cuja hipoteca encontra-se inscrita no 2º Ofício do Registro Geral de Imóveis,
em 04/07/1984, sob a matrícula nº 22.627 - Lance Mínimo: R$ 198.919,72
■ AÇO
CSN prevê aumento
de preços de até 10%
DA REDAÇÃO
O diretor comercial da
Companhia Siderúrgica Na-
cional, Luis Fernando Marti-
nez, disse ontem que há espa-
ço para aumentar os preços
do aço no Brasil este ano entre
5% a 10%, conforme avaliação
da empresa divulgada junto
com o balanço financeiro do
ano passado. A companhia
encerrou o quarto trimestre
com lucro líquido de R$ 817
milhões, montante 81%
maior que o obtido em igual
período de 2010, resultado
acima do esperado pela mé-
dia de previsões de analistas
do setor, de R$ 733 milhões.
“Sentimos em todos os
segmentos, sem exceção uma
demanda maior, desde cons-
trução civil, linha branca e o
setor automotivo. Imagina-
mos que há espaço para recu-
peração de preços da ordem
de 5% a 10%”, disse Martinez
em teleconferência.
A estimativa contrasta com
a redução da atividade indus-
trial registrada no País no iní-
cio do ano. Na véspera, o índi-
ce de atividade econômica do
Banco Central (IBC-Br), con-
siderado um sinalizador do
Produto Interno Bruto (PIB),
mostrou contração econômi-
ca em janeiro.
Além do cenário de alta dos
preços, Martinez comentou
ainda que a CSN projeta cres-
cimento nas vendas de aço
este ano, considerando a
compra de usina do grupo Al-
fonso Gallardo na Alemanha,
de 4,9 milhões de toneladas
para cerca de 5,8 milhões de
toneladas. No Brasil, o foco
continuará forte no mercado
interno, com um mínimo de
85% das vendas destinadas ao
Brasil, disse o executivo.
O aumento do lucro no ano
passado resultou do incre-
mento de 15% nas vendas de
aço, para 1,196 milhão de to-
neladas, e de 25% no volume
comercializado de minério de
ferro, que foi recorde no quar-
to trimestre de 8,016 milhões
de toneladas, considerando
100% de participação na uni-
dade Namisa.
Porém, os custos de pro-
dutos vendidos para aço
avançaram 25%, para r$ 1,85
bilhão, no período e os custos
da mineração dispararam de
r$ 330 milhões no quarto tri-
mestre de 2010 para R$ 677
milhões nos três últimos me-
ses de 2011.
A empresa, que atua prin-
cipalmente nos segmentos de
aço e mineração, obteve gera-
ção de caixa ajustada medida
pelo lucro antes de juros, im-
postos, depreciação e amorti-
zação (Ebitda) de R$ 1,463 bi-
lhão em termos ajustados,
avanço ligeiro de 1% na com-
paração anual e praticamente
ajustado às previsões dos ana-
listas, de R$ 1,5 bilhão. No pe-
ríodo, a margem a passou de
42% para 35%.
A CSN fechou o trimestre
com receita líquida de R$
4,167 bilhões, 21% acima do
obtido um ano antes. No ano,
a receita foi recorde, avançan-
do 14% sobre a registrada em
2010, para R$ 16,5 bilhões. O
resultado consolidou a ten-
dência de crescimento do ne-
gócio de mineração para a
CSN. Enquanto a participa-
ção da siderurgia no Ebitda
recuou de 56,6% para 37,6%
de 2010 para 2011, a fatia da
mineração cresceu de 36,5%
para 55%. A companhia en-
cerrou o ano passado com
caixa de R$ 15,42 bilhões, sal-
to de 51% sobre 2010, en-
quanto a dívida líquida subiu
27%, para R$ 12,47 bilhões.
Credicard quer 20%
de e-commerce
MARIA CAROLINA FERREIRA
O
montante de R$
18,7 bilhões que o
mercado de co-
mércio eletrônico
movimentou em
2011 e o potencial de cresci-
mento do setor atraíram a Cre-
dicard, administradora de car-
tões de crédito do Citibank, pa-
ra o negócio de vendas online.
Em parceria com a Comprafa-
cil.com, empresa do grupo Her-
mes, a companhia montou o
um shopping virtual, o Credi-
card Shopping, que precisará
enfrentar concorrentes de pe-
so, como B2W (da Lojas Ameri-
canas) e Nova Pontocom (do
grupo Pão de Açúcar), para
atingir a meta de participação
de mercado de 20% até 2015,
como planeja o presidente da
operadora, Leonel Andrade.
Segundo o executivo, a pre-
visão é que o shopping virtual
responda por 5% dos R$ 4 bi-
lhões que a companhia pre-
tende faturar com transações
de clientes no mercado de co-
mércio eletrônico este ano.
“Esta é a meta, mas acho que
ultrapassaremos o percentual
estipulado”, afirmou. A receita
da Credicard no negócio virá
de comissões cobradas sobre
as vendas e da comercialização
dos espaços online.
Gastos de clientes com com-
pras na internet representaram
R$ 3,1 bilhões dos R$ 32 bilhões
faturados pela empresa no ano
passado, segundo Andrade. A
princípio, a loja virtual será ex-
clusiva para consumidores com
cartões administrados pela ad-
ministradora (Credicard, Citi-
bank e Diners Club), que terão
desconto de 10% nos 50 mil
produtos oferecidos no portal
de compras. Até o final do se-
gundo semestre, contudo, o
shopping também atenderá a
clientes de outras bandeiras.
“Cartões dos nossos concor-
rentes serão muito bem-vin-
dos”, afirmou.
PORTFÓLIO. O portfólio inicial
do portal é formado por seis
lojas, que incluem marcas do
grupo Hermes, como Mania
de Esporte, Cama & Banho, All
Perfurmes, Pra Bebê e Mala de
Ferramentas. Segundo Andra-
de, a proposta da companhia é
expandir o shopping, que de-
verá atuar, por exemplo, no se-
tor de entretenimento. “Nasce
hoje e já começa em fase de
expansão”.
Segundo o executivo, o sho-
pping virtual oferecerá aos
clientes a vantagem de com-
parar preços e produtos em to-
das as lojas do portal a partir
de uma única transação. “O
check-out será um só”, disse.
Compras acima de R$ 299 te-
rão frete gratuito para qual-
quer lugar do País.
De acordo com Andrade, a
Credicard tem participação de
9% do mercado brasileiro, com
quase sete milhões de clientes.
Estes consumidores, afirma,
são responsáveis por aproxi-
madamente 15% das operações
de compra no varejo online.
Segundo a e-bit, empresa es-
pecializada em informações
sobre comércio eletrônico, o
mercado de vendas pela inter-
net deve atingir faturamento de
R$ 23,4 bilhões no ano, cresci-
mento de 25,1% ante receita de
R$ 18,7 em 2011. A companhia
estima que, apenas no primeiro
semestre, o setor deverá movi-
mentar R$ 10,4 bilhões.
No ano passado, a B2W, líder
no segmento e responsável pe-
las operações de Submarino e
Americanas.com, registrou fa-
turamento líquido de R$ 4,2 bi-
lhões, mas apurou prejuízo de
R$ 89,2 milhões no período. Já
Nova Pontocom, sua maior
concorrente, reportou receita
bruta de R$ 3,5 bilhões no exer-
cício. A empresa responde pe-
las vendas online das redes Ca-
sas Bahia, Ponto Frio e Extra.
CITI. Andrade, também respon-
sável pela área de varejo do Ci-
tibank no Brasil, antecipou ain-
da que o banco está fazendo
uma forte campanha para am-
pliar a base de correntistas, de
400 mil para 500 mil, neste ano.
No entanto, segundo o executi-
vo, a estratégia continua sendo
a de concentrar-se em clientes
de alta renda.
VENDAS ONLINE- Tendo movimentado R$ 18,7 bilhões em
2011, segmento atrai administradora de cartões de crédito
Corte de
despesas
será
mantido
DA REDAÇÃO
A Cyrela Brazil Realty de-
ve dar continuidade ao pro-
cesso de redução de despe-
sas iniciado no ano passado,
cuja estratégia foi de corte
em geral para melhorar as
margens, disse ontem o vi-
ce-presidente financeiro da
companhia, José Florêncio
Rodrigues Neto. Neste ano,
de acordo com o executivo,
a empresa planeja raciona-
lizar contas administrativas.
“Comprar melhor é um dos
objetivos, visando custos
menores”, citou.
As despesas gerais e ad-
ministrativas, incluindo os
honorários da administra-
ção, totalizaram R$ 112,9
milhões no quarto trimes-
tre do ano passado, repre-
sentando 5,7% da receita
líquida reconhecida no tri-
mestre, de 7,9% em igual
período de 2010. Em 2011,
as despesas gerais e admi-
nistrativas somaram R$
404 milhões, ou 6,6% da re-
ceita líquida do exercício,
contra 7,2% em 2010.
No último trimestre do
ano passado, o lucro líqui-
do da Cyrela atingiu R$ 181
milhões, mais que o dobro
dos R$ 83 milhões de um
ano antes. As vendas con-
tratadas totalizaram R$
6,497 bilhões, superando
em 5,3% as do ano anterior.
No fechado do ano, o lucro
líquido encerrou com que-
da de 17% ante 2010, a R$
498 milhões.
■ CYRELA
EMPRESAS Jornal do Commercio Quarta-feira, 28 de março de 2012 B-4
O MERCADO
Ibovespa
Juros Inflação Poupança Correção
Aluguel
INSS
Dólar comercial
Título da Dívida Externa
Euro Comercial
Imposto de Renda
Janeiro/12 Fevereiro/12
CDB Dia Índice
HOT MONEY CAPITAL DE GIRO
Contribuinte individual e facultativos
Turismo R$ 1,79 R$ 1,897
Ptax R$ 1,8129 1,8135
Salário até R$ 608,80 R$ 31,22
Salário de R$ 608,81 a R$ 915,05 R$ 22,00
Julhoasetembro/2011 6%aoano
Outubroadezembro/2011 6%aoano
Janeiroamarço/2012 6%aoano
Saláriode
contribuição
R$ %
Ao mês:
1,19%
Ao ano:
12,55%
OVER CDI
Ao ano:
9,65%
Ao ano:
9,49%
Valor mínimo 622,00* 11 ou 20
Valor máximo De 622,01 a 3.916,20 20
*Quemoptar pela alíquota de 11%só pode se aposentar por idade
Até 1.174,86 8%
de 1.174,87 até 1.958,10 9%
de 1.958,11 até 3.916,20 11%
30 dias
9,26%
ao ano
60 dias
9,01%
ao ano
Mês INPC INCC IGP-DI IGP-M IPCA
IBGE (IGP-DI/FGV) FGV FGV IBGE
JAN/11 0,94 0,41 0,98 0,79 0,83
FEV/11 0,54 0,28 0,96 1 0,8
MAR/11 0,66 0,43 0,61 0,62 0,79
ABRIL/11 0,72 1,06 0,50 0,45 0,77
MAI/11 0,57 2,94 0,01 0,43 0,47
JUN/11 0,22 0,37 -0,13 -0,18 0,15
JUL/11 0 0,45 -0,05 -0,12 0,16
AGO/11 0,42 0,13 0,61 0,44 0,37
SET/11 0,45 0,14 0,75 0,65 0,53
OUT/11 0,32 0,23 0,40 0,53 0,43
NOV/11 0,32 0,72 0,43 0,5 0,52
DEZ/11 0,51 0,11 -0,16 -0,12 0,5
JAN/12 0,51 0,89 0,3 0,25 0,56
FEV/12 0,39 0,3 0,07 -0,06 0,45
NOANO 0,51 1,2 0,37 0,19 0,56
12 MESES 5,63 8,01 4,29 3,43 6,22
Deduções: R$ 164,56por dependente; pensãoalimentícia integral; contribuiçãoaoINSS. Aposentadocom65anos ou
mais temdireitoa uma deduçãoextra de R$ 1.566,61 nobenefíciorecebidoda previdência.
Até 1.637,11 - Isento
De 1.637,12 até 2.453,50 7,5 122,78
De 2.453,51 até 3.271,38 15 306,80
De 3.271,39 até 4.087,65 22,5 552,15
Acima de 4.087,65 27,5 756,53
Comercial R$ 2,426 R$ 2,427
Turismo R$ 2,397 R$ 2,507
Compra R$ 1,816
Venda R$ 1,817
Alta de 0,06%
Global 40
132,85
Centavos de Dólar
Alta de 0,04%
Compra Venda
Compra Venda
BasedeCálculo(R$) Alíquota(%) Deduzir (R$)
IGP-M(FGV) 1,0453 1,0343
IGP-DI (FGV) 1,0429 1,0338
IPCA (IBGE) 1,0622 1,0585
INPC (IBGE) 1,0563 1,0547
Salário Família TJLP
Segurados de empregos, inclusive
domésticos e trabalhadores avulsos
Salário de contribuições (R$) Alíquotas (%)
UFIR-RJ/2012
R$ 2,2752
Obs.: De acordocomnorma doBancoCentral, os
rendimentos dos dias 29, 30e 31 correspondemao
dia 1º domês subsequente.
Valores em %
Salário Mínimo e UPC Taxa Selic
Mês Sal./Mínimo UPC Vigência Valores
MAR/11 545,00 17,45
ABR/11 545,00 17,45
MAI/11 545,00 17,45
JUN/11 545,00 17,45
JUL/11 545,00 17,45
AGO/11 545,00 17,45
SET/11 545,00 17,45
OUT/11 545,00 17,45
NOV/11 545,00 17,45
DEZ./11 545,00 17,45
JAN./12 622,00 17,45
FEV./12 622,00 17,45
MAR./12 622,00 17,45
9/6/10 10,25%
21/7/10 10,75%
1º/9/10 10,75%
20/10/10 10,75%
8/12/10 10,75%
19/1/11 11,25%
2/3/11 11,75%
20/4/11 12%
08/6/11 12,25%
20/7/11 12,5%
31/8/11 12%
19/10/11 11,5%
30/11/11 11%
18/1/12 10,5%
7/3/12 9,75%
Principais ações
Maiores altas
Queda de
-0,97%
Queda de
-0,33%
Dow Jones
» Indicadores econômicos //27 de março de 2012
VALE PNA 0,85%
PETROBRAS PN -1,69%
TAÚ UNIBANCO PN 0,08%
BRADESCO PN -0,27%
BM&F BOVESPA ON Estável
GERDAU PN -2,29%
USIMINAS PNA -5,79%
CSN ON -2,24%
PETROBRAS ON -1,32%
VALE ON 0,71%
Valores emR$
26/Mar./2012 0,5575%
27/Mar. 0,5836%
28/Mar. 0,5819%
29/Mar. 0,6073%
30/Mar. 0,6073%
31/Mar. 0,6073%
1º/Abr. 0,6073%
2/Abr. 0,5622%
3/Abr. 0,5631%
4/Abr. 0,5895%
5/Abr. 0,6169%
6/Abr. 0,6273%
7/Abr. 0,5936%
8/Abr. 0,5585%
9/Abr. 0,5396%
10/Abr. 0,5291%
11/Abr. 0,5537%
12/Abr. 0,5767%
13/Abr. 0,5882%
14/Abr. 0,5595%
15/Abr. 0,5522%
16/Abr. 0,533%
17/Abr. 0,5494%
18/Abr. 0,575%
19/Abr. 0,5888%
20/Abr. 0,5885%
21/Abr. 0,5914%
22/Abr. 0,5569%
23/Abr. 0,5284%
24/Abr. 0,5337%
TBF
Taxa Básica Financeira
24/Fev./2012 0,7864%
25/Fev. 0,7476%
26/Fev. 0,7476%
27/Fev. 0,7838%
28/Fev. 0,7821%
29/Fev. 0,7846%
1º/Mar. 0,7875%
2/Mar. 0,7623%
3/Mar. 0,7632%
4/Mar. 0,7997%
5/Mar. 0,8371%
6/Mar. 0,8476%
7/Mar. 0,7737%
8/Mar. 0,7286%
9/Mar. 0,6997%
10/Mar. 0,6892%
11/Mar. 0,7238%
12/Mar. 0,7468%
13/Mar. 0,7684%
14/Mar. 0,7797%
15/Mar. 0,7222%
16/Mar. 0,693%
17/Mar. 0,7095%
18/Mar. 0,7451%
19/Mar. 0,799%
20/Mar. 0,7687%
21/Mar. 0,7715%
22/Mar. 0,727%
23/Mar. 0,6885%
24/Mar. 0,6937%
USIMINAS PNA -5,79%
MRV ENGENHARIA ON -5,04%
CYRELA ON -3,88%
B2W VAREJO ON -3,7%
COPEL PNB -3,49%
OGX ON -3,47%
TELEMAR PN -2,99%
BRASIL TELECOM PN -2,91%
DURATEX ON -2,68%
BROOKFIELD ON -2,57%
Maiores baixas
GOL PN 2,58%
MARFRIF ALIMENTOS ON 2,4%
CCR ON 2,31%
DASA ON 2,01%
CEMIG PN 1,85%
VIVO PN 1,76%
PÃO DE AÇUCAR PN 1,63%
TRANSM. PAULISTA PN 1,18%
LOCALIZA ON 1,05%
ULTRAPAR PART. ON 0,97%
■ AÉREA
Gol reduz voos diários
para diminuir custos
ELISA SOARES
O aumento inesperado na
pressão dos custos sobre as
operações da Gol Linhas Aé-
reas nos últimos meses levou
a companhia a reduzir a ma-
lha de voos de março a abril,
informou o diretor-presiden-
te e fundador da companhia,
Constantino de Oliveira Ju-
nior, ontem, em teleconferên-
cia. “Estamos passando por
um aperto nos custos de com-
bustível, tarifas aeroportuá-
rias e variação cambial, ao
mesmo tempo em que a Gol
vinha executando um plano
de inclusão de novos voos em
sua malha, de forma que isso
aumentou ainda mais a pres-
são principalmente sobre os
custos variáveis e fomos obri-
gados a revisar nosso plano de
voo”, detalhou.
A Gol vai reduzir, portanto,
de 80 a 100 voos diários, o que
representa 8% da média regis-
trada em janeiro e fevereiro,
de 1.100 a 1.150 voos diários.
“O corte vai gerar uma redu-
ção nos custos fixos inerentes
à esses voos, para que não ha-
ja penalização no caixa da
companhia”, explicou Con-
stantino. Associado a esse re-
planejamento, a companhia
iniciou, em março, uma redu-
ção no quadro de funcioná-
rios. “Todo movimento que
vem sendo feito em relação à
licenças não remuneradas e
demissões voluntárias são de
adequação à nova realidade
da empresa”, acrescentou.
Segundo o diretor-presi-
dente da Gol houve uma mu-
dança na expectativa de cres-
cimento do mercado, e do
Produto Interno Bruto (PIB)
brasileiro, além de uma alte-
ração nos preços médios esti-
mados pela companhia para
o petróleo e para a cotação do
dólar este ano. “Algumas pre-
missas não estão se confir-
mando. Há pressão no valor
cobrado pelo combustível,
nas tarifas aeroportuárias e
temos que adequar nossas
projeções à realidade”, justifi-
cou Constantino.
O executivo projeta que es-
sa alteração no cenário para o
mercado aéreo deve implicar
no aumento dos preços das
passagens e, consequente-
mente, no desempenho do
mercado, que não deve ser tão
estimulado em 2012 quanto
nos anos anteriores. “Não
classificaria esse reajuste co-
mo erro de projeção. Erro se-
ria permanecer com o progra-
ma, com voos dando prejuízo
para a companhia, e compro-
metendo a sua sobrevivência
a longo prazo”, assinalou Con-
stantino, afirmando que esse
ajuste é normal, porque a in-
dústria de transporte aéreo é
muito dinâmica.
RESULTADO. A Gol divulgou
prejuízo de R$ 751,3 milhões
no acumulado do ano passa-
do, de lucro líquido de R$
214,2 milhões de 2010. Pereira
destacou que cerca de R$ 400
milhões do prejuízo líquido
total refere-se à variação cam-
bial. Já a receita líquida foi de
R$ 7,54 bilhões no ano de
2011, alta de 8% em relação ao
ano anterior. O Ebitdar (lucro
antes dos juros, impostos, de-
preciação, amortização e ar-
rendamento de aeronaves) fi-
cou em R$ 747,91 milhões no
ano passado, queda de 51,3%
no comparativo com o exercí-
cio anterior.
No último trimestre do
ano, a Gol registrou lucro lí-
quido de R$ 54,3 milhões,
queda de 58,9% sobre o resul-
tado apurado um ano antes,
afetado por aumento de cus-
tos e despesas e variação
cambial. A empresa apurou
geração de caixa medida pelo
lucro antes de juros, impos-
tos, depreciação, amortização
e aluguel de aeronaves de R$
238,9 milhões no período,
queda ante os R$ 475 milhões
registrados no quarto trimes-
tre de 2010. De acordo com
comunicado distribuído pela
Gol, o caixa total consolidado
era de R$ 2,3 bilhões ao final
do quarto trimestre de 2011, o
equivalente a 31,1% da receita
líquida dos últimos 12 meses.
Chery do Brasil terá
comando de chineses
RODRIGO PETRY
AGÊNCIA ESTADO
A
montadora chinesa
Chery destacou
uma equipe de exe-
cutivos da matriz
para comandar as
operações de venda de veículos
no Brasil. Até então, os carros er-
am comercializados no País por
meio da importadora Venko. A
mudança está relacionada à
construção da fábrica brasileira
da companhia, em Jacareí (SP),
a primeira da marca com todas
as etapas do processo produtivo
realizados for a da China. A ca-
pacidade de produção prevista é
de 50 mil veículos a partir da
inauguração, programada para
o final de 2013. Os investimen-
tos totais da Chery no Brasil de-
verão somar US$ 400 milhões.
“Trouxemos nossos executi-
vos para sincronizar os padrões
da companhia com o cresci-
mento do mercado brasileiro,
que se assemelha ao que acon-
tece na China”, justificou o pre-
sidente de operações interna-
cionais e vice-presidente global
da Chery, Zhou Biren. O novo
presidente da Chery no Brasil
será Kong Fan Long; o vice-pre-
sidente, Du Weiqiang; o vice-
presidente e diretor industrial,
Wu Dejun; e o diretor-executivo
e diretor comercial, Luis Curi.
Segundo Biren, a fabricação
será adequada à exigência do
governo brasileiro de 65% de
conteúdo nacional na produção
dos veículos. “A ideia é atender
as leis brasileiras”, afirmou. O
executivo global da Chery afir-
mou que, independente da ini-
ciativa tomada pelo governo
brasileiro no final do ano passa-
do de elevar em 30 pontos per-
centuais o Imposto sobre Pro-
dutos Industrializados (IPI) para
carros importados sem maior
parcela de conteúdo nacional, a
construção da fábrica sempre
esteve nos planos. “Mesmo com
o IPI, temos confiança no Bra-
sil”, afirmou.
IPI. Contudo, Biren não escon-
deu a preocupação com a medi-
da do IPI, que reduziu pela me-
tade a projeção de vendas de
veículos da Chery, por meio de
importação, este ano no País, de
60 mil para 30 mil. O executivo
defendeu que sejam considera-
das condições especiais para a
companhia, “já que estamos
construindo uma fábrica no
Brasil. Acreditamos que alguma
medida sobre o IPI possa sair
em breve”, afirmou.
No ano passado, as vendas
no mercado brasileiro somaram
22 mil unidades, ante 7,6 mil de
2010. No total, a Chery dispõe de
105 revendedoras no País, que
passaram a ser atendidas direta-
mente pela equipe comercial da
montadora chinesa no Brasil.
Até o final deste ano, este núme-
ro de concessionários deverá
saltar para 150.
Por meio da fábrica no Brasil,
que quando estiver funcionan-
do plenamente, em três turnos,
terá capacidade para produzir
150 mil veículos, a Chery quer se
beneficiar dos acordos comer-
ciais com o Mercosul (Argentina,
Uruguai e Paraguai) e com o Mé-
xico para exportar a estes países.
Até o final de 2013, a linha de
montagem contemplará um
modelo, e depois dois no ano se-
guinte, devendo chegar a três. Os
aportes na primeira fase, até de-
zembro de 2013, somarão US$
200 milhões. Hoje, a empresa co-
mercializa no Brasil os modelos
Face, Cielo (hatch e sedã), Tiggo,
QQ e S18, todos importados.
A montadora chinesa busca
atingir uma fatia de mercado de
3% no Brasil até 2015, quando a
fábrica em Jacareí estiver fun-
cionando plenamente. No en-
tanto, as vendas no País deverão
incluir ainda a importação de
veículos produzidos pela mon-
tadora no Uruguai e originários
da China.
Atualmente, a participação
de mercado da Chery é de 0,66%
no Brasil, mas a previsão é en-
cerrar este ano em 0,75%. A in-
tenção da companhia é tam-
bém passar a oferecer linhas de
financiamento próprio aos con-
sumidores para a aquisição dos
veículos.
AUTOPEÇAS. No mesmo terreno
onde será construída a fábrica
da Chery, com um total de 1 mi-
lhão de metros quadrados, está
prevista a instalação de um par-
que industrial, destinado ao for-
necimento de peças à montado-
ra. “Imaginamos que algumas li-
nhas de peças comecem a ser
produzidas simultaneamente
com a inauguração da fábrica
em dezembro de 2013”, disse.
Segundo Biren, fornecedo-
res brasileiros e chineses, entre
os quais alguns parceiros glo-
bais da Chery, devem se instalar
na área do parque industrial,
que ocupará cerca de 500 mil
metros quadrados. Algumas
empresas devem começar a
prospecção ao Brasil a partir da
metade deste ano.
O executivo global da Chery
informou ainda que a empresa
poderá investir num centro de
pesquisa e desenvolvimento no
País. “Isso ocorrerá, dependen-
do das nossas necessidades”,
disse. Já a Prefeitura de Jacareí
está fechando convênio com
uma universidade na região pa-
ra o ensino do mandarim aos fu-
turos funcionários da montado-
ra. A construção da fábrica co-
meçou no mês passado e en-
contra-se atualmente na fase de
terraplenagem.
No ano passado, a Chery ven-
deu 643 mil unidades no mun-
do, das quais 160 mil foram des-
tinadas à exportação. A empresa
atua em 80 países com 13 unida-
des produtivas fora da China,
porém por meio do modelo
apenas de montagem (CKD).
VEÍCULOS - Asiáticos assumem operações no País. Decisão está relacionada à
fábrica brasileira, a primeira com todas as etapas de produção fora da China
RIO TINTO COLOCA NEGÓCIO DE DIAMANTES À VENDA
A Rio Tinto, a terceira maior mineradora do mundo, pôs a venda
ontem, por US$ 1,2 bilhão, seus negócios de diamantes. A
companhia, que opera três minas na Austrália, Canadá e África,
informou que está revendo o portfólio para focar na expansão de
commodities mais lucrativas, como minério de ferro, cobre e urânio.
INBEV E HEINEKEN TENTAM COMPRAR DOMINICANA
As duas maiores cervejarias do mundo, a Anheuser Busch InBev e a
Heineken, estão em uma disputa de US$ 1,5 bilhão para comprar a
Cervecería Nacional Dominicana (CND), a maior da República
Dominicana segundo fontes. A fabricante da cerveja President foi
colocada à venda pela maior companhia do país o Grupo Leon Jimenes.
CURTAS
cyan magenta amarelo preto
TECNOLOGIA &CIÊNCIA
Jornal do Commercio Quarta-feira, 28 de março de 2012 B-5
MAX MILLIANO MELO
D
e 6 a 10 de março,
o Brasil fez histó-
ria no mundo
t e c n o l ó g i c o.
Cons ol i dando
sua posição entre os grandes
mercados produtores e consu-
midores de tecnologia do
mundo, foi o País parceiro da
edição de 2012 da CeBIT, a
maior feira de tecnologia do
mundo, que ocorreu em Hano-
ver, na Alemanha. Quem pen-
sa que a grande força tecnoló-
gica e de inovação do Brasil,
hoje chamando a atenção do
mundo, vem apenas na inicia-
tiva privada está redondamen-
te enganado. Algumas das so-
luções tecnológicas nacionais
que mais despertaram o inte-
resse dos estrangeiros vieram
da iniciativa pública, de órgãos
como a Receita Federal, mos-
trando que tecnologia de pon-
ta combina com transparência
pública e democracia.
Até 30 de abril, o governo fe-
deral espera receber mais de 25
milhões de declarações de im-
posto de renda, de cidadãos de
norte a sul do País, das grandes
cidades aos centros mais isola-
dos. Baixar o programa no site
da Receita, preencher com to-
dos os dados e depois enviar o
formulário de volta já virou ro-
tina entre os brasileiros, que,
desde 1991, quando a internet
nem existia comercialmente
no país, já tinham nos meios
digitais uma ferramenta para
declarar sua renda. Vinte anos
depois, em 2011 a declaração
se tornou 100% digital, forçan-
do o desaparecimento dos for-
mulários em papel.
A tecnologia, relativamente
simples e amigável para o pú-
blico em geral, mas formada
por um complexo sistema de
gerenciamento e proteção de
dados, foi uma das sensações
brasileiras na CeBit. “Por incrí-
vel que pareça, o Brasil é o único
país do mundo que tem o seu
sistema de Imposto de Renda
totalmente informatizado”,
conta Marcelo Silva, da Secreta-
ria de Receita Federal. “A dele-
gação da Suíça, por exemplo, foi
uma das que ficaram especial-
mente interessadas no modelo
brasileiro e demonstraram inte-
resse em implantá-lo lá”, conta.
ECOLOGIA. Outro produto 100%
nacional que promete fazer su-
cesso no exterior depois de ser
apresentado na CeBit 2012 é o
e-processo. O sistema de pro-
cessos tributários totalmente
informatizado eliminou com-
pletamente o uso de papel.
Além de ser ecologicamente
mais amigável, a plataforma
venceu o prêmio Inovação na
Administração Tributária, con-
cedido pelo Centro Interameri-
cano de Administrações Tribu-
tárias (Ciat), em 2011. “Quando
se elimina o papel, não é ape-
nas a questão física que muda.
Muda-se a forma como pode-
se organizar a relação com o
contribuinte, facilitando a im-
plantação de estruturas que
contribuam para que haja mais
fidedignidade entre um fato e
uma norma”, opina Marcelo Sil-
va, da Receita Federal. “A Ale-
manha se mostrou bastante in-
teressada em nosso sistema.
Convidamos a delegação alemã
para visitar o Brasil e ver de per-
to o e-processo”, contou.
Além da vantagem óbvia re-
lacionada à economia de pa-
pel, a adoção de processos to-
talmente digitalizados, como a
declaração anual de imposto
de renda, o sistema e-processo
e a nota fiscal eletrônica possi-
bilitam que as estruturas dos
serviços oferecidos à popula-
ção nem sempre estejam alo-
cadas fisicamente onde as
pessoas estão. “Antes, com o
sistema de papel, uma instân-
cia local analisava as questões
e uma outra regional confir-
mava, caso uma das partes se
sentisse prejudicada. Por fim,
uma estrutura nacional dava a
palavra final, caso a questão
ainda estivesse em aberto.” Es-
se modelo exigia um enorme
sistema logístico para trans-
portar processos e outros do-
cumentos de um lado para o
outro, além de possibilitar
mais erros, já que cada instân-
cia analisava questões dos
mais diversos assuntos.
Digitalizados, os processos
tributários podem ser vistos
por comissões altamente es-
pecializadas em cada área.
“Assim, um problema que
ocorre no interior pode ser
analisado por especialistas na-
quele assunto do outro lado
do país, sem a necessidade de
o contribuinte se deslocar ou
de os documentos de papel se-
rem transportados”, conta o
especialista da Receita Fede-
ral. “Com isso, minimizam-se
os erros por ignorância dos
funcionários, já que ninguém
é capaz de entender tudo; os
de conveniência, pois o siste-
ma será analisado por espe-
cialistas da área; e os de cor-
rupção, pois a questão será
tratada fora da região onde es-
tá o contribuinte”, completa
Marcelo Silva.
DIGITALIZAÇÃO - Sistemas inovadores, como a declaração de Imposto de
Renda por via digital, chamam a atenção de empresas e governos estrangeiros
PARA SABER MAIS
PRODUÇÃO EM CRESCIMENTO
■ ASTRONOMIA
Via Lactea: vizinhos
semelhantes à Terra
PALOMA OLIVETO
Definitivamente, não esta-
mos sós. Se até agora não há
evidências da existência de
seres alienígenas, a Terra, po-
rém, está acompanhada por
muitos outros planetas pare-
cidos com ela. Dezenas de bi-
lhões, mais precisamente, e
levando em consideração
apenas a Via Láctea. Uma
equipe de astrofísicos do Ob-
servatório Europeu do Sul
(ESO) revelou que um dos
mais eficientes caçadores de
corpos celestes, o instrumen-
to Harps, não apenas desco-
briu uma quantidade exorbi-
tante de exoplanetas, aqueles
que estão em outros sistemas
solares, mas detectou que
muitos se encontram em zo-
nas habitáveis, que oferecem
condições para o floresci-
mento da vida.
Durante seis anos, a equipe
de cientistas analisou dados
obtidos pelo Harps, incluindo
os de 102 estrelas anãs verme-
lhas observáveis no Hemisfé-
rio Sul e, portanto, próximas
ao nosso Sistema Solar. Esses
objetos celestes, menores do
que o Sol, mas muito mais lon-
gevos, respondem por 80% das
estrelas da Via Láctea, e são
cerca de 160 bilhões. Os astro-
físicos constataram que 40%
das anãs vermelhas são orbita-
das por super-Terras, planetas
rochosos muito semelhantes à
Terra, com massa entre uma e
dez vezes a terrestre.
Os pesquisadores conse-
guiram estudar dois desses
planetas, que se encontram
no interior habitável das es-
trelas Gliese 581 e Gliese 667.
Localizado a 20 anos-luz da
Terra, na constelação de Li-
bra, o Gliese 581b é um dos
mais fortes candidatos a ser
um “novo Planeta Azul”. “Se
esse planeta tiver uma com-
posição rochosa similar à da
Terra, seu diâmetro seria 1,2 a
1,4 vez maior. A gravidade da
superfície seria quase igual
ou ligeiramente mais forte
que a terrestre, possibilitando
que se andasse em pé. O que
faz com que seja habitável é o
fato de estar localizado em
uma zona que recebe calor
suficiente para se manter
aquecido, mas não é quente
demais, possibilitando a vi-
da”, explica Steven Vogt, pro-
fessor de astronomia da Uni-
versidade da Califórnia em
Santa Cruz.
O astrofísico, que não faz
parte da equipe do ESO, é um
dos estudiosos dos sistemas
Gliese. Ele lembra, porém,
que isso apenas significa que
o ambiente não é hostil à vida.
“Em nenhum momento afir-
mamos que há seres nesses
locais”, insiste Vogt.
Já o Gliese 667 é um siste-
ma de três estrelas a 23 anos-
luz de distância, na constela-
ção de Escorpião. De acordo
com um estudo do Instituto
de Astrofísica da Universida-
de de Göttingen, que usou da-
dos do supertelescópio do
ESO instalado no Chile, ele
abriga pelo menos dois plane-
tas na zona habitável. Um de-
les é o 667Cc. Quatro vezes
mais pesado que a Terra, ele
possui condições de abrigar
água líquida na superfície.
MUITO COMUM. Com os novos
dados do Harps, sabe-se que
existem muitos outros plane-
tas semelhantes ao 581b e ao
667Cc, mais próximos do nos-
so Sistema Solar do que se
pensava. “As nossas novas ob-
servações obtidas com o
Harps indicam que quase me-
tade das anãs vermelhas pos-
suem uma super-Terra que
orbita na zona habitável, isso
é, onde água líquida pode
existir na superfície do plane-
ta”, disse, em um comunica-
do, Xavier Bonfils, líder da
equipe que anunciou as des-
cobertas. “Como as anãs ver-
melhas são muito comuns,
chegamos ao resultado sur-
preendente de que existem
dezenas de bilhões desses
planetas só na nossa galáxia.”
Stéphane Urdy, astrofísica
suíça que faz parte da equipe
que analisou os dados do
Harps, destaca a importância
do instrumento na busca de
novos planetas. “As anãs ver-
melhas servem como uma re-
ferência para fazermos um
‘censo’ dos sistemas planetá-
rios; elas são, sem dúvida, o
melhor alvo para buscarmos
exoplanetas. Anteriormente,
já se estimava, pela frequên-
cia dessas estrelas, que have-
ria muitos planetas em suas
órbitas, mas perdemos mui-
tos porque não tínhamos ins-
trumentos com precisão sufi-
ciente. Com o Harps, isso mu-
dou”, conta.
“Agora que sabemos que
existem muitas super-Terras
em órbita de anãs vermelhas
próximas de nós, precisamos
identificar mais delas utili-
zando tanto o Harps como
futuros instrumentos”, afir-
mou Bonfils no comunicado.
“Espera-se que alguns desses
planetas passem em frente
das suas estrelas hospedeiras
à medida que as orbitam, o
que nos dará uma excelente
oportunidade de estudar sua
atmosfera e procurar sinais
de vida.”
Equipe da Receita Federal na CeBit: programa de processos tributários e IR via internet se destacaram
RECEITA FEDERAL/DIVULGAÇÃO
STEVENVOGT
PROFESSORDEASTRONOMIA
“Em nenhum
momento
afirmamos que
há seres nesses
locais.”

■ MEGAUPLOAD
DA REDAÇÃO
Os estúdios de Hollywood
buscaram entrar em acordo
com o site de compartilha-
mento de arquivos Megaupo-
lad, antes de processar a equi-
pe da página, liderada pelo
fundador Kim “Dotcom” Sch-
mitz, por violação de direitos
autorais. A medida, que facili-
taria a vida dos executivos –
quatro foram presos em janei-
ro, mas já conquistaram liber-
dade condicional –, porém,
não foi aceita. De acordo com
o jornal neozelandês New Zea-
land Herald, empresários dos
estúdios Warner Bros, Disney,
Turner Broadcasting e Fox en-
viaram e-mails aos donos do
Megaupload, nos quais propu-
seram que as produtoras e o
site compartilhassem o con-
teúdo de filmes, músicas e se-
riados, além de dividirem os
lucros com publicidade. Em
troca, as quatro empresas re-
duziriam as acusações de pira-
taria que recaem sobre Do-
tcom e seus sócios.
A Warner Bros teria sugeri-
do enviar para a página de
compartilhamento, que atual-
mente está fechada, todo o
conteúdo que possui. A Broad-
casting e a Fox, por sua vez,
propuseram que fizessem pu-
blicidade conjuntamente. O
jornal comenta que Dotcom,
no entanto, teria recusado to-
das as propostas, já que sua in-
tenção seria tornar o Megau-
pload um tipo de gravadora,
cujas músicas seriam vendi-
das por preços menores do
que os cobrados no mercado.
DEFESA. Segundo a defesa da
equipe do site, aproximada-
mente 490 contas do portal er-
am de membros da Associa-
ção de Cinema dos Estados
Unidos (MPAA, na sigla em in-
glês) e da Associação da Indús-
tria Fonográfica dos EUA (RI-
AA). Os advogados afirmam
que esses usuários teriam car-
regado quase 16,5 mil arqui-
vos para a página e, portanto,
não há motivos para fazerem
acusações de violação de di-
reitos autorais, ao menos em
relação a esse material. Outro
argumento da defesa é que
“mais de mil contas perten-
cem a integrantes de órgãos
dos Estados Unidos, como o
FBI e a Nasa”.
O Megaupload foi fechado
em 20 de janeiro, mesmo dia
em que Dotcom, Mathias Ort-
mann, Finn Batato e Bram van
der Kolk, todos sócios no site,
foram detidos em Auckland, na
Nova Zelândia. Os quatro
aguardam, em liberdade condi-
cional, o começo do processo
de extradição para os EUA, pre-
visto para agosto. A Justiça de
Washington acusa os empresá-
rios, além de outros três empre-
gados da página, de pirataria
digital, crime organizado, da-
nos à propriedade intelectual –
cujos prejuízos ultrapassariam
os US$ 500 milhões – e obten-
ção ilícita de US$ 175 milhões.
Fundador recusou acordo, afirma jornal
■ O Centro de Automação de Escritórios, Tecno-
logia da Informação e Telecomunicações (CeBIT,
na sigla em alemão), organizado desde 1986 pela
Deutsche Messe AG, combina feira, conferências,
palestras, encontros corporativos e salas de negó-
cios. No ano passado, a mostra recebeu 4,2 mil
empresas, de 70 países, e foi visitada por cerca de
330 mil profissionais, consolidando-se como uma
das mais importantes da área tecnológica em to-
do o mundo. “A tecnologia ‘made in Brazil’ está
ganhando a atenção de todo o mundo. Cada vez
mais empresas internacionais estão interessadas
em produtos e soluções do Brasil, elas também
estão interessadas em investir no mercado de TI
brasileiro”, disse à reportagem na época do
evento Brock McCormack, representante da CeBIT,
A participação nacional foi além dos seis pavi-
lhões com expositores nacionais dedicados ao
país. Uma programação paralela dedicada à pro-
dução nacional incluiu workshops, seminários e
palestras. Entidades nacionais, como a Associação
Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informa-
ção e Comunicação (Brasscom) e a Agência Brasi-
leira de Promoção de Exportações e Investimentos
(Apex-Brasil), utilizaram esses eventos paralelos
para a promoção do país no exterior. Além da
presidente Dilma Rousseff, que fez a abertura do
evento ao lado da colega alemã Angela Merkel,
outras autoridades como os ministros das Comu-
nicações, Edison Lobão, e das Minas e Energia,
Virgílio Almeida, participaram da extensa progra-
mação do evento, que contou também com em-
presas nacionais de peso como a Embraer, a Pe-
trobras e a Positivo.
Vitrine internacional
para tecnologia brasileira
cyan magenta amarelo preto
DIREITO &JUSTIÇA
Jornal do Commercio Quarta-feira, 28 de março de 2012 B-6
EDITOR // LUÍS EDMUNDO ARAÚJO
DA REDAÇÃO
A
Quarta Turma do
Superior Tribunal
de Justiça (STJ) re-
conheceu excesso
de R$ 50 milhões
em execução movida pela
Splice do Brasil Telecomunica-
ções e Eletrônica S/A contra a
Brasil Telecom S/A (BRT), por
contrato firmado em 1989. Os
honorários advocatícios com-
plementares também foram
reduzidos de R$ 10 milhões
para R$ 500 mil.
A ação foi movida pela Spli-
ce contra a Telecomunicações
do Paraná S/A (Telepar), que
deixou de pagar pelo forneci-
mento de equipamentos. Tida
por procedente, passou-se à
execução. Depois de uma série
de incidentes processuais, cál-
culos e decisões divergentes, a
Splice buscou o cumprimento
da sentença e a penhora de va-
lores da BRT. A Justiça para-
naense considerou corretos os
valores apresentados pela cre-
dora e determinou a penhora,
o que levou a devedora a inter-
por recurso.
Para a BRT, o juiz aceitou
inovação nos cálculos e con-
cedeu honorários comple-
mentares, apenas para a fase
de execução, de mais de R$ 10
milhões. Havia sido determi-
nado ainda o levantamento de
R$ 30 milhões depositados em
garantia, decisão que fora sus-
pensa pelo STJ em vista do re-
curso especial pendente.
PRECLUSÃO. Conforme o mi-
nistro Luis Felipe Salomão, a
Splice não poderia ter contes-
tado os critérios fixados na li-
quidação, porque deixou de
recorrer no momento oportu-
no. “A decisão que fixa crité-
rios para a elaboração dos cál-
culos da liquidação de senten-
ça tem conteúdo decisório,
por isso, em não havendo re-
forma por intermédio de
oportuno recurso, opera a pre-
clusão”, esclareceu.
“De fato, as inovações pre-
tendidas pela exequente, que
elevam a execução em mais
de R$ 50 milhões, contrariam
os critérios expressos quando
do julgamento da apelação,
que acolheu o primeiro laudo
pericial, critérios que não fo-
ram alterados pelo acórdão
dos embargos infringentes”,
completou.
As questões controversas são
as datas a partir das quais de-
vem incidir juros sobre a multa
contratual, a correção das dife-
renças pagas pelos índices ofi-
ciais e a exclusão de leis sobre
congelamento de preços. “Deve
ser reconhecido como correto o
primeiro laudo pericial, que
apurou os valores de R$
12.409,644,47 (data base da exe-
cução, maio 1998) e R$
25.472.276,87 (outubro de
2003), sendo contados os juros
moratórios sobre o valor da
multa, após atualizada moneta-
riamente, a partir da data base
da execução, expurgando a
aplicação da Lei 8.178/91”, afir-
mou o relator.
EXORBITANTES. O ministro
também apontou que, confor-
me o laudo, o valor dos hono-
rários fixados na ação de co-
nhecimento correspondia a
mais de R$ 4,4 milhões, ou 10%
da condenação. Nos embargos
à execução, os honorários fo-
ram fixados em 10% do valor
atribuído aos embargos, em
sucumbência recíproca; e na
execução provisória de senten-
ça foram fixados honorários de
10% sobre o valor da execução,
equivalentes a R$ 9,4 milhões,
em dezembro de 2008.
“Os honorários advocatícios
sucumbenciais, fixados em
10% sobre o valor da execução,
resultando num montante su-
perior a R$ 10 milhões, mos-
tram-se exorbitantes, especial-
mente porque se trata de com-
plemento de verba honorária,
devendo o arbitramento ser
feito com equidade”, concluiu
o relator. Ele fixou o valor de R$
500 mil para os honorários.
A Turma ainda rejeitou a
substituição da penhora por
fiança bancária, porque im-
portaria retrocesso em vista
da menor liquidez do título
substituto. Os ministros tam-
bém excluíram a multa por
embargos de declaração tidos
como protelatórios pelo Tri-
bunal de Justiça do Paraná, já
que a questão inserida nos
embargos foi devolvida à
apreciação do STJ, tendo efei-
to de prequestionamento.
(Com informações do STJ)
TELECOMUNICAÇÕES - Quarta Turma reconhece excesso em ação da Splice do
Brasil contra a Brasil Telecom; honorários foram reduzidos em R$ 9,5 milhões
■ MENORES
Presunção de violência
em estupro é relativa
DA REDAÇÃO
Para a Terceira Seção do
Superior Tribunal de Justiça
(STJ), a presunção de violên-
cia no crime de estupro tem
caráter relativo e pode ser
afastada diante da realidade
concreta. A decisão diz respei-
to ao artigo 224 do Código Pe-
nal (CP), revogado em 2009.
Segundo a relatora, ministra
Maria Thereza de Assis Mou-
ra, não se pode considerar cri-
me o ato que não viola o bem
jurídico tutelado – no caso, a
liberdade sexual. Isso porque
as menores a que se referia o
processo julgado se prosti-
tuíam havia tempos quando
do suposto crime.
Dizia o dispositivo vigente
à época dos fatos que “presu-
me-se a violência se a vítima
não é maior de catorze anos”.
No caso analisado, o réu era
acusado de ter praticado estu-
pro contra três menores, to-
das de 12 anos, mas tanto o
magistrado quanto o tribunal
local o inocentaram, porque
as garotas “já se dedicavam à
prática de atividades sexuais
desde longa data”.
Segundo o Tribunal de
Justiça de São Paulo (TJ-SP),
a própria mãe de uma das
supostas vítimas afirmara
em juízo que a filha “enforca-
va” aulas e ficava na praça
com as demais para fazer
programas com homens em
troca de dinheiro.
“A prova trazida aos autos
demonstra, fartamente, que
as vítimas, à época dos fatos,
lamentavelmente, já esta-
vam longe de serem inocen-
tes, ingênuas, inconscientes
e desinformadas a respeito
do sexo. Embora imoral e re-
provável a conduta pratica-
da pelo réu, não restaram
configurados os tipos penais
pelos quais foi denunciado",
afirmou o acórdão do TJ-SP,
que manteve a sentença ab-
solutória.
A Quinta Turma do STJ,
porém, reverteu o entendi-
mento local, decidindo pelo
caráter absoluto da presun-
ção de violência no estupro
praticado contra menor de 14
anos. A decisão levou a defesa
a apresentar embargos de di-
vergência à Terceira Seção,
que alterou a jurisprudência
anterior do tribunal para re-
conhecer a relatividade da
presunção de violência na hi-
pótese dos autos.
Segundo a ministra Maria
Thereza, a Quinta Turma en-
tendia que a presunção era
absoluta, ao passo que a Sex-
ta considerava ser relativa.
Diante da alteração significa-
tiva de composição da Seção,
era necessário rever a juris-
prudência. Por maioria, ven-
cidos os ministros Gilson Di-
pp, Laurita Vaz e Sebastião
Reis Júnior, a Seção entendeu
por fixar a relatividade da
presunção de violência pre-
vista na redação anterior do
Código Penal.
Para a relatora, apesar de
buscar a proteção do ente
mais desfavorecido, o magis-
trado não pode ignorar si-
tuações nas quais o caso
concreto não se insere no ti-
po penal. “Não me parece ju-
ridicamente defensável con-
tinuar preconizando a ideia
da presunção absoluta em
fatos como os tais se a pró-
pria natureza das coisas
afasta o injusto da conduta
do acusado”, afirmou.
■ MUNICÍPIOS
Câmara aprova PEC do
procurador em 1
o
turno
DA REDAÇÃO
O plenário da Câmara dos
Deputados aprovou em pri-
meiro turno, por 396 votos a
2, e uma abstenção, a Pro-
posta de Emenda à Consti-
tuição (PEC) 153/03, do de-
putado licenciado Maurício
Rands (PT-PE), que permite
aos municípios organizarem
a carreira de procurador pú-
blico municipal.
A proposta determina a
inclusão na Constituição da
necessidade de os municí-
pios formalizarem uma car-
reira que j á é obrigatória
para a União, os estados e o
Distrito Federal. Os procu-
radores serão responsáveis
pela consultoria e assesso-
ramento jurídico das prefei-
turas, atuando como um
advogado-geral do municí-
pio. A matéria poderá ser
votada em segundo turno,
após o prazo de cinco ses-
sões do plenário.(Com Agên-
cia Câmara)
■ TRF-2
59% de acordos no
1
o
dia de mutirão
DA REDAÇÃO
O mutirão de audiências
de conciliação do Sistema
Financeiro da Habitação
(SFH), iniciado na segunda-
feira, na sede do Tribunal Re-
gional Federal da 2ª Região
(TRF-2), já tem seus primei-
ros resultados: das 97 au-
diências realizadas no pri-
meiro dia do evento, 45
(59,21%) terminaram com o
consenso entre as partes. No
total, 323 pessoas foram
atendidas e o valor dos acor-
dos homologados passou de
R$ 3,1 milhões.
Até segunda-feira, o TRF-
2 vai realizar centenas de au-
diências de conciliação em
processos judiciais ajuiza-
dos na Justiça Federal. O
evento tem como prioridade
ações que questionam índi-
ces de reajuste da casa pró-
pria adquirida pelo Sistema
Financeiro de Habitação
(SFH). Durante o mutirão,
estão sendo realizadas au-
diências simultâneas nos
dias úteis, conduzidas por
juízes federais na sede da
Corte (Rua Acre 80, 3º andar,
no centro do Rio). Para esta
edição do evento, foram se-
lecionados 600 processos do
tribunal e da 1ª Instância, to-
dos envolvendo o SFH.
O mutirão de conciliação é
promovido pelo Núcleo Per-
manente de Solução de Con-
flitos da 2ª Região (NPSC-2),
vinculado ao TRF-2, em par-
ceria com a Emgea (Empresa
Gestora de Ativos). A Emgea é
a empresa pública responsá-
vel pela adquisição de bens e
direitos da União e das de-
mais entidades integrantes da
administração pública fede-
ral. (Com informações do TRF-2)
STJ/DIVULGAÇÃO
LUIS FELIPESALOMÃO
MINISTRODOSTJ
De fato, as inovações pretendidas pela
exequente, que elevam a execução em mais
de R$ 50 milhões, contrariam os critérios
expressos quando do julgamento da apelação,
que acolheu o primeiro laudo pericial,
critérios que não foram alterados pelo
acórdão dos embargos infringentes”.

STJ reduz em R$ 50 milhões
execução entre empresas
■ STJ
DA REDAÇÃO
A Corte Especial do Supe-
rior Tribunal de Justiça (STJ)
decidiu que quando a sen-
tença determina a aplicação
do IGP-M para cál cul o de
correção monetária do valor
devido, devem ser considera-
dos eventuais índices de de-
flação que venham a ser veri-
ficados ao longo do período a
ser corrigido. Com essa deci-
são, o STJ unifica os entendi-
mentos até então divergentes
no âmbito de suas turmas e
seções.
A tese foi firmada no julga-
mento de um recurso espe-
cial interposto pelo estado
do Rio Grande do Sul contra
acórdão do Tribunal de Justi-
ça gaúcho ( TJ-RS). Os de-
sembargadores haviam de-
terminado que nos períodos
de deflação não deveriam in-
ci di r í ndi ces negati vos de
IGP-M nos cálculos de corre-
ção monetária, mas sim índi-
ce igual a zero.
O relator do recurso, mi-
nistro Teori Albino Zavascki,
lembrou que a jurisprudên-
cia de todos os tribunais con-
sidera que “correção monetá-
ri a nada mai s é do que um
mecanismo de manutenção
do poder aquisitivo da moe-
da, não devendo representar,
por si só, nem um plus nem
um minus em sua substân-
cia”. Corrigir o valor nominal
da obri gação representa
manter no tempo o poder de
compra original, alterado pe-
las oscilações positivas e ne-
gativas ocorridas no período.
VARIAÇÕES. Para o ministro,
atualizar o poder de compra
supõe considerar todas as va-
riações, para mais ou para
menos. “Atualizar a obriga-
ção levando em conta apenas
as oscilações positivas im-
portaria distorcer a realidade
econômica, produzindo um
resultado que não representa
a si mpl es manutenção do
primitivo poder aquisitivo,
mas um indevido acréscimo
no valor real”, afirmou Zavas-
cki, no voto.
O ministro destacou que o
Manual de Ori entação de
Procedimento de Cál cul os
aprovado pelo Conselho da
Justiça Federal (CJF) estabe-
lece que, não havendo deci-
são judicial em contrário, os
índices negativos de correção
monetária serão considera-
dos no cálculo de atualiza-
ção. Há uma ressalva: caso a
atualização no cálculo final
resultar na redução do prin-
cipal, deve prevalecer o valor
nominal, pois um valor abai-
xo disso representaria o des-
cumprimento do título exe-
cutivo. A maioria dos minis-
tros da Corte Especial acom-
panhou o voto do relator. Fi-
caram vencidos os ministros
Cesar Asfor Rocha, Mari a
Thereza de Assi s Moura e
Mauro Campbell Marques.
(Com informações do STJ)
Correção pelo IGP-M
deve considerar deflação
STJ admite
reclamação
sobre
prescrição
DA REDAÇÃO
Por constatar divergên-
cia entre decisão tomada
pelo Colégio Recursal da 22ª
Circunscrição Judiciária de
Itapetininga (SP) e a Juris-
prudência do Superior Tri-
bunal de Justiça (STJ), o mi-
nistro Cesar Asfor Rocha ad-
mitiu o processamento de
mais uma reclamação apre-
sentada por servidor públi-
co em razão de equívoco na
conversão dos salários de
servidores em URV.
Segundo o reclamante, a
decisão do colégio recursal
contraria o disposto na Sú-
mula 85/STJ, uma vez que,
para os casos que tratam da
conversão dos vencimentos
para URV, não se aplica a
prescrição do fundo de di-
reito. Para comprovar a di-
vergência, o reclamante ci-
tou a posição do STJ no jul-
gamento de alguns recursos.
Para o ministro Cesar Ro-
cha, no caso analisado ficou
comprovada a plausibilida-
de do direito. No entanto,
ele observou que não existe
risco iminente para a parte,
“tendo em vista que o even-
tual afastamento da prescri-
ção permitirá o prossegui-
mento da ação principal no
juizado especial”.
■ URV
TEORI ALBINOZAVASCKI
MINISTRODOSTJ
Correção monetária nada mais é do
que um mecanismo de manutenção
do poder aquisitivo da moeda, não
devendo representar, por si só, nem
um plus nem um minus em sua substância”.

cyan magenta amarelo preto
DIREITO &JUSTIÇA Quarta-feira, 28 de março de 2012 Jornal do Commercio
B-7
WADIH DAMOUS*
O Con-
selho Naci-
onal de Jus-
tiça tem,
entre suas atribuições
constitucionais, o poder
de fiscalizar o Poder Ju-
diciário. É exatamente
nesse contexto de nor-
malidade que se situa o
exame da evolução patri-
monial dos
magi st rados
do Tribunal de
Justiça do Rio
de Janeiro.
Três meses
depois de ser
impedido, por
liminar do Su-
premo Tribu-
nal Federal
concedida a
associações da
magistratura,
de continuar investigan-
do o pagamento de juízes
em vários tribunais do
país, o CNJ obteve a re-
lativização da medida e
pôde enfim retomar, por
decisão também do Su-
premo, sua atividade fis-
calizadora de rotina, co-
meçando por São Paulo e
seguindo-se o Rio, antes
da Bahia. Esses três es-
tados receberam priori-
dade da Corregedoria
Nacional de Justiça.
Por enquanto, está
mantida a proibição de o
CNJ utilizar-se do relató-
rio do Conselho de Con-
trole de Atividades Fi-
nanceiras, o Coaf, que
apontou movimentações
fora do padrão em 22 cor-
tes. A decisão final a res-
peito é aguardada para
abril, quando a ação das
entidades de juízes deve-
rá ter seu mérito julgado.
Tal como os magistra-
dos que vieram a público
defender a fiscalização, a
OAB/RJ saúda a volta à
normalidade, ainda que
parcial, do importante
trabalho de-
senvolvido pelo
CNJ em prol
da transparên-
cia no Judiciá-
rio e da neces-
sária prestação
de contas dos
recursos imen-
sos que admi-
nistra.
Esperamos
que em breve o
Conselho este-
ja liberado para prosse-
guir, com os dados do
Coaf , a i nvest i gação
das movimentações atí-
picas, notadamente no
Tribunal Regional do
Trabalho da 1ª Região.
At é agora, não temos
uma explicação plausível
ou qualquer informação
acerca de transferênci-
as no montante de R$
282,9 milhões que teriam
sido realizadas por um
único funcionário, em
2002. Vamos continuar
cobrando.
( * ) Presidente da
Ordem dos Advogados
do Brasil, seção Rio de
Janeiro
CNJ pôde
retomar, enfim,
sua atividade
fiscalizadora
e examina
evolução
patrimonial dos
magistrados
Ainda sem
explicação
O projeto Ouvidoria Itinerante da OAB/RJ recebe
amanhã, dia 29, das 11h às 18h, na sede do TRT-1
na Rua do Lavradio, reclamações e sugestões dos
advogados. Tendo como objetivo estreitar a relação da
Seccional com os colegas, o serviço completa dois
anos em abril, celebrando a marca de cerca de 12 mil
advogados atendidos.
A ADVCredi, Cooperativa
de crédito dos advogados,
firmou convênio com a
Caarj para oferta de
linhas de crédito aos
colegas atingidos pelas
enchentes no Noroeste
fluminense e aos
afetados pelo desmoro-
namento de prédios no
Centro do Rio. O acordo
prevê empréstimos de até
R$ 15 mil, com juro
abaixo do mercado. Os
interessados devem
procurar o Serviço
Social da Caarj para
mais informações, pelos
telefones (21) 2730-
6525 e (21) 2272-
6150, por formulário de
contato ou pelo e-mail
falecomacaarj@caarj.org.br.
Ouvidoria
Biblioteca
digital
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Advocacia cível
promovido pela
Escola Superior de
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de abril a 16 de
maio, das 9h às
12h, o curso prático
será ministrado pela
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Marechal Câmara,
150, 2º andar –
Centro. Inscrições
pelo site
www.oabrj.org.br e
mais informações
pelo telefone (21)
2272-2097 ou pelo
email
esa@oabrj.org.br.
Direito das sucessões
é o tema do curso
oferecido pelo ESA
entre 9 e 30 de
abril, às segundas e
sextas-feiras, das 9h
às 12h, com o
professor Affonso
Pernet Junior. Valor:
R$ 150. Local: Av.
Marechal Câmara,
150, 2º andar –
Centro. Inscrições pelo
site www.oabrj.org.br
e mais informações
pelo telefone (21)
2272-2097 ou pelo
email
esa@oabrj.org.br.
A morte no ambiente de
trabalho – efeitos e direitos
é o tema da palestra que
será ministrada pela
professora Sílvia Correia no
dia 3 de abril, às 18h, no
auditório da Caixa de
Assistência dos Advogados
do Rio de Janeiro (Caarj).
Av. Marechal Câmara, 210,
6º andar. Entrada franca.
Palestra
DA REDAÇÃO
Q
uestão constitu-
cional levantada
no Recurso Ex-
traordinário (RE)
669465 teve reper-
cussão geral reconhecida pelo
Supremo Tribunal Federal
(STF). O recurso discute a pos-
sibilidade de concubinato de
longa duração gerar efeitos
previdenciários.
O Instituto Nacional do Se-
guro Social (INSS) interpôs o
RE contra acórdão (decisão
colegiada) da Turma Recursal
dos Juizados Especiais Fede-
rais do Espírito Santo, que
manteve a sentença que reco-
nheceu direitos previdenciá-
rios à concubina de um segu-
rado do INSS. De acordo com
os autos, ela teve um filho com
o beneficiário e com ele convi-
veu por mais de 20 anos, em
união pública e notória, ape-
sar de o segurado ser casado. A
decisão recorrida determinou
que a pensão por morte fosse
rateada entre a concubina e a
viúva.
O INSS alega violação ao ar-
tigo 226, parágrafo 3º, da
Constituição Federal, ao sus-
tentar que “não sendo possível
reconhecer a união estável en-
tre o falecido e a autora (con-
cubina), diante da circunstân-
cia de o primeiro ter permane-
cido casado, vivendo com es-
posa até a morte, deve-se me-
nos ainda atribuir efeitos pre-
videnciários ao concubinato
impuro”.
Para o relator do recurso,
ministro Luiz Fux, “a matéria
não é novidade nesta Corte,
tendo sido apreciada algu-
mas vezes nos órgãos fracio-
nários, sem que possa, con-
tudo, afirmar que se estabe-
leceu jurisprudência”, decla-
rou.
Em sua manifestação, o
ministro-relator citou deci-
sões do Supremo como, por
exemplo, no RE 590779, em
que se destacou que “a titula-
ridade decorrente do faleci-
mento de servidor público
pressupõe vínculo agasalha-
do pelo ordenamento jurídi-
co, mostrando-se impróprio o
implemento de divisão a be-
neficiar, em detrimento da fa-
mília, a concubina”.
Nesse sentido, o relator ma-
nifestou-se pela presença do
requisito da repercussão geral.
“Considero que a matéria pos-
sui repercussão geral, apta a
atingir inúmeros casos que ex-
surgem na realidade social”,
salientou o ministro. O enten-
dimento foi confirmado pela
Corte por meio de deliberação
no Plenário Virtual.
EXTRADIÇÃO. Ainda na sessão
de ontem, a Primeira Turma
do Supremo Tribunal Federal
(STF) deferiu a extradição
(EXT 1221) do português Celso
Pereira Lopes para a Itália,
país no qual ele responde pe-
los crimes correspondentes ao
tráfico e associação para o trá-
fico internacional de drogas.
Relator do caso, o ministro
Dias Toffoli lembrou que o pe-
dido de extradição, instrutó-
rio, atende ao que dispõe a Lei
6.815/80 e ao acordo bilateral
Brasil-Itália. Disse ainda que
está presente a dupla tipicida-
de – os atos imputados ao por-
tuguês são considerados cri-
mes pelas legislações dos dois
países; e afirma que tanto no
Brasil quanto na Itália, os fatos
apontados ainda não foram al-
cançados pela prescrição da
pretensão punitiva.
Com esses esclarecimentos,
o ministro votou pelo deferi-
mento do pedido, apenas res-
saltando que o Estado italiano
deve se comprometer a, em
caso de eventual condenação,
não aplicar pena maior do que
a pena máxima prevista no
Brasil, que é de 30 anos. O voto
do relator foi seguido por to-
dos os membros da Primeira
Turma. (Com informações do STF)
SUPREMO - Ministros do STF julgarão recurso do INSS contra decisão que
dividiu pensão por morte de segurado entre a viúva e a concubina dele
DA REDAÇÃO
A Segunda Turma do Supremo Tribunal
Federal negou ontem o Habeas Corpus (HC)
106871, formulado pela defesa de E.J.D., de-
sembargador aposentado do Tribunal de
Justiça do Espírito Santo (TJ-ES), e P.G.D.,
advogado, contra decisão do Superior Tri-
bunal de Justiça (STJ) que determinou a re-
messa de ação penal em que ambos são par-
te à Justiça estadual capixaba.
O desembargador e o advogado, seu filho,
foram denunciados pelo Ministério Público
Federal (MPF) por suposto envolvimento em
crimes contra a administração pública e a ad-
ministração da Justiça, juntamente com ou-
tros desembargadores, juízes, advogados e ser-
vidores públicos, praticados no âmbito do TJ-
ES. Segundo o MPF, uma operação da Polícia
Federal constatou que o grupo patrocinava e
intermediava interesses particulares para ob-
ter decisões favoráveis e outras facilidades, em
troca de favores ou vantagens pessoais.
A ação penal foi instaurada inicialmente
no STJ, por envolver desembargadores. Com
a aposentadoria destes, a relatora do caso
naquela corte reconheceu a incompetência
do STJ para processar e julgar o caso, que foi
remetido ao TJ-ES. No HC impetrado no STF,
a defesa alegava que o artigo 95, inciso I, da
Constituição da República garante a vitali-
ciedade aos magistrados, de forma que, mes-
mo depois do jubilamento por atingir a ida-
de máxima para o exercício do cargo, E.J.D.
manteria o direito a ser julgado pelo STJ, e
não pelo TJ-ES.
O relator, ministro Gilmar Mendes, seguiu
em seu voto a decisão do plenário do STF na
última quinta-feira, no julgamento dos re-
cursos extraordinários RE 549560 e RE
546609, no sentido de que a prerrogativa de
foro só se aplica aos membros ativos da car-
reira. Na ocasião, o ministro Gilmar Mendes
ficou vencido, mas no julgamento de ontem
observou que a matéria já está pacificada
pelo plenário.
Negada prerrogativa de foro
a desembargador aposentado
ESPÍRITO SANTO
Efeito previdenciário em
concubinato tem repercussão
AULA INAUGURAL
DIVULGAÇÃO
Ricardo Lewandowski, ministro do Supremo Tribunal Federal; Marcio André, reitor da
Universidade Gama Filho; José Antônio Dias Toffoli, ministro do STF; Ronald Guimarães
Levinsohn, reitor da UniverCidade; e Nametala Jorge Machado, vice-presidente do TJ-RJ,
participaram da aula inaugural do Curso de Direito das duas universidades, em Ipanema.
Sindicato
contra
ampliação
de reserva
DA REDAÇÃO
O ministro Luiz Fux, do
Supremo Tribunal Federal
(STF), é o relator do Manda-
do de Segurança (MS)
31240, impetrado pelo Sin-
dicato Rural de Sidrolândia
(MS), com pedido de limi-
nar, para determinar que a
Presidência da República se
abstenha de editar e assinar
decreto presidencial homo-
logatório da Portaria
3.079/10, editada pelo Mi-
nistério da Justiça. A porta-
ria refere-se à ampliação de
área da Reserva Buriti, no
Mato Grosso do Sul, desti-
nada tradicionalmente à
ocupação indígena.
O sindicato sustenta que,
tendo em vista o entendi-
mento de que não é possível
a ampliação de reservas in-
dígenas já demarcadas, o
decreto não pode ser edita-
do. Afirma que a Aldeia Bu-
riti, situada no município de
Sidrolândia, teve finalizada
sua demarcação em 1991,
quando houve o reconheci-
mento de que mais de 2 mil
hectares de terras da região
seriam de tradicional ocu-
pação indígena.
Segundo o sindicato, o
argumento da Funai e da
União Federal é de que a
área atual é insuficiente pa-
ra a população residente no
local, sendo necessário au-
mentar os limites já demar-
cados anteriormente. Se-
gundo o mandado, a Funai
já finalizou a demarcação.
■ ÍNDIOS
■ DIGITALIZAÇÃO
DA REDAÇÃO
O juiz auxiliar da Presidência
do Tribunal de Justiça do Estado
do Rio de Janeiro (TJ-RJ) Fábio
Ribeiro Porto apresentou on-
tem, aos desembargadores das
câmaras criminais e assessores,
a nova versão do sistema de di-
gitalização para o 2º grau que
será colocado em prática hoje.
Presente na reunião, que acon-
teceu no Auditório Nelson Ri-
beiro Alves, no 4º andar da Lâ-
mina I, o presidente do TJ-RJ,
desembargador Manoel Alberto
Rebêlo dos Santos, disse que a
ideia é tornar o sistema o mais
confortável possível para o
usuário.
O juiz Fábio Porto, junto com
a equipe da Diretoria Geral de
Tecnologia da Informação (DG-
TEC) do TJ-RJ, enumerou as
vantagens e desvantagens do
modelo atualmente em uso e da
nova versão, e os participantes
aprovaram o novo modelo. O
magistrado citou algumas das
importantes mudanças que fa-
cilitarão a vida de quem utiliza o
software: visualização na web
das peças indexadas, possibili-
dade de renomear arquivos,
processo eletrônico idêntico ao
físico, agrupamento de PDFs do
modo que se desejar, utilização
da barra de rolagem dentro de
um mesmo PDF etc.
TJ-RJ tem nova versão de sistema
cyan magenta amarelo preto
MUNDOECONOMIA
Quarta-feira, 28 de março de 2012 B-8 Jornal do Commercio
China
analisa
reforma
financeira
DA AGÊNCIA REUTERS
Autoridades chinesas
estão finalizando planos
para uma reforma finan-
ceira experimental que
permitirá que indivíduos
em uma cidade chinesa in-
vistam em ativos financei-
ros no exterior, marcando
um importante passo para
a liberalização da conta de
capitais no país, informou
ontem a imprensa local.
O projeto-piloto de zo-
na de reforma financeira
geral vai permitir que os
moradores de Wenzhou,
na província de Zhejiang,
invistam diretamente em
ativos estrangeiros, segun-
do o 21º Century Business
Herald, citando um regula-
dor provincial financeiro
envolvido no desenvolvi-
mento do plano.
Uma medida separada
incluída em um rascunho
do plano, que teria permi-
tido ações em relação à li-
beralização da taxa de ju-
ros pelos bancos de Wen-
zhou, foi rejeitada, segun-
do o jornal. A rejeição da
reforma da taxa indica que
formuladores de políticas
econômicas continuam re-
lutantes em avançar com
reformas financeiras mais
abrangentes que poderiam
ameaçar a rentabilidade
do sistema bancário esta-
tal e elevar o custo de capi-
tal para os financiadores
estatais.
O fornecimento de in-
vestimento estrangeiro iria
criar um novo canal para
investidores chineses ga-
nharem exposição a ativos
financeiros no exterior fo-
ra do atual programa In-
vestidor Doméstico Quali-
ficado Institucional.
■ ÁSIA
Bernanke:
redução do
desemprego
será lenta
DA REDAÇÃO
O presidente do Federal
Reserve (Fed, o banco cen-
tral americano), Ben Ber-
nanke, disse ontem, em
entrevista à rede de TV
americana ABC, que pode-
rá levar mais alguns anos
até que a taxa de desem-
prego nos Estados Unidos
chegue a um patamar mais
normal. “A menos que te-
nhamos um crescimento
mais rápido do que o que
estamos vendo, é provável
que ainda leve mais um
tempo”, disse Bernanke.
Na entrevista, o presi-
dente do Fed afirmou que
pode ser que não haja mais
progressos na taxa de de-
semprego neste ano.
Quando questionado se o
banco central planejava
uma terceira rodada de
compra de bônus para im-
pulsionar a economia, Ber-
nanke respondeu que o
Fed está preparado para
responder à medida que a
economia evoluir e que
não descartou qualquer
opção. “O Fed nunca forne-
ceu uma garantia sobre as
taxas de juros”, afirmou.
Bernanke afirmou que as
chances de um duplo mer-
gulho da economia ameri-
cana na recessão são muito
baixas, mas reconheceu que
o Fed estava um pouco oti-
mista demais no começo da
recuperação. O crescimento
real da economia ainda é
moderado. Se a economia
parecer diferente, o Fed mu-
dará de planos”, concluiu.
INFLAÇÃO. Os norte-ameri-
canos aumentaram neste
mês suas expectativas de in-
flação para o maior nível em
10 anos e a confiança dos
consumidores diminuiu,
embora ainda se considere
que a recuperação econô-
mica está no caminho certo.
Outro indicador divulgado
ontem mostrou que os pre-
ços das moradias nos Esta-
dos Unidos ficaram inalte-
rados na comparação entre
janeiro desde ano e o último
mês de 2011. Foi a primeira
vez desde julho que o índice
S&P/Case Shiller de 20 áreas
metropolitanas, em base sa-
zonalmente ajustada, não
diminuiu, em um sinal de
que o combalido mercado
imobiliário está se estabili-
zando pouco a pouco.
Relatório do instituto pri-
vado de conjuntura Confe-
rence Board mostrou que o
índice de atitude do consu-
midor caiu para 70,2, ante
71,6 no mês anterior. Eco-
nomistas esperavam leitura
de 70,3, de acordo com uma
pesquisa da Reuters.
Os detalhes do estudo
foram variados, com as ex-
pectativas dos consumido-
res diminuindo, embora
suas avaliações da situação
atual tenham subido para o
maior nível desde setem-
bro de 2008. A melhora na
visão dos consumidores so-
bre o atual momento suge-
re que eles ainda avaliam
que a economia não está
perdendo força.
As expectativas de infla-
ção para os próximos 12
meses, no entanto, saltaram
de 5,5% para 6,3%. Este é o
maior nível desde maio de
2011. “A maior parte móvel
nesse cenário é o preço da
gasolina. Logo, isso está cer-
tamente na tela dos radares
dos consumidores”, disse o
diretor e economista sênior
dos Estados Unidos em pes-
quisa em mercados globais
do Deutsche Bank Securi-
ties em Nova York, Carl Ric-
cadonna. (Com agências)
■ ESTADOS UNIDOS
DA REDAÇÃO
A
crise da dívida
pública da zona
do euro não está
superada, apesar
de os mercados
financeiros terem se acalma-
do este ano, disse ontem a Or-
ganização para Cooperação e
Desenvolvimento Econômico
(OCDE), com um al erta de
que os bancos do bloco per-
manecem fracos, que os ní-
veis de dívida ainda estão au-
mentando e que as metas fis-
cais estão longe de serem as-
seguradas. Na medida em que
a zona do euro se encaminha
para sua segunda recessão em
apenas três anos, a OCDE dis-
se que a região, formada por
17 países, precisa de reformas
econômicas ambiciosas e que
não há espaço para compla-
cência.
“A confiança do mercado
na dívida soberana da região
do euro é frágil”, disse o centro
de estudos econômicos sedia-
do em Paris em relatório sobre
a situação da saúde da zona
do euro. “A perspectiva para o
crescimento é excepcional-
mente incerta e depende da
resolução da crise de dívida
soberana.” Diferentemente
das previsões do Fundo Mo-
netário Internacional (FMI) e
da Comissão Europeia, a OC-
DE prevê crescimento de 0,2%
no bloco este ano, em vez de
contração absoluta.
Embora os economi stas
internacionais estejam divi-
didos sobre quão profunda
será uma eventual recessão
no bloco, a maioria concorda
que a fraca confiança empre-
sarial e a austeridade orça-
mentária estão minando o
poder de compra das famílias
europeias, puxando para ci-
ma o desemprego e deixando
a demanda da Ásia e dos Es-
tados Unidos como motor do
crescimento.
Dois anos após iniciada a
epopeia da dívida soberana da
zona do euro, o compromisso
dos líderes da União Europeia
(UE) com a disciplina fiscal e
os estímulos do Banco Central
Europeu (BCE) de 1 trilhão de
euros para os bancos esfria-
ram o pânico nos mercados fi-
nanceiros que, no final do ano
passado, havia conduzido os
yields dos títulos italianos e
espanhóis para níveis quase
insustentáveis.
Os níveis de dívida gover-
namental da zona do euro de-
vem atingir 91% da produção
econômica no próximo ano,
ainda que o bloco cumpra al-
guns dos mais profundos pro-
gramas de austeridade em
meio século, e bem acima dos
limites da União Europeia pa-
ra uma economia saudável.
A OCDE, que acompanha
as economias industrializa-
das para promover o cresci-
mento, alertou que metas de
corte de défi ci t preci sam
atingir um equilíbrio com o
que é realista e politicamente
possível, ou os sistemas de
imposição da UE perderão
credibilidade.
“A zona do euro deve fixar
planos orçamentários de mé-
dio prazo mais detalhados e
confiáveis, disse a organiza-
ção. A crise pode ter aumen-
tado a determinação dos for-
muladores de políticas para
impor austeridade, mas as re-
cessões neste ano nos países
do sul da Europa podem difi-
cultar para os líderes da zona
do euro e para a Comi ssão
Europeia imporem sanções
sobre os estados-membros
que não atingirem as metas.
FMI. Um reaparecimento po-
tencial dos problemas da dívi-
da da zona do euro, fluxos de
capital voláteis, pressões in-
flacionárias e preços altos do
petróleo estão entre os princi-
pais riscos enfrentados pela
economia mundial, afirmou o
primeiro vice-diretor-gerente
do Fundo Monetário Interna-
cional (FMI), David Lipton.
O fundo não mudou suas
bases de perspecti va para
economia mundial para o re-
l atóri o que será di vul gado
nas próximas semanas e ain-
da projeta uma lenta recupe-
ração nos EUA, recessão mo-
derada na Europa, continui-
dade de um crescimento sóli-
do na Ásia e um pouso suave
da China, afirmou Lipton du-
rante entrevista coletiva em
Seul, na Coreia do Sul.
Os preços mundiais do pe-
tróleo aumentaram um pou-
co neste ano, mas ainda não
ati ngi ram um ní vel que
ameace a economi a mun-
dial. “As altas significantes
adi ci onai s nos custos dos
combustíveis, no rastro de
elevados riscos geopolíticos,
como os que cercam o Irã,
poderi am representar um
risco para países como a Co-
rei a do Sul , que i mporta a
maior parte de sua energia”,
acrescentou. (Com agências)
ZONA DO EURO - Organização vê sistema bancário frágil, níveis de dívida
aumentando e metas fiscais do bloco ainda longe de serem asseguradas
PREÇOS DE IMPORTADOS
SOBEM NA ALEMANHA
Os preços dos produtos im-
portados pela Alemanha ti-
veram alta de 1% em feve-
reiro ante o mês anterior e
de 3,5% em relação ao
mesmo mês do ano passa-
do, informou a Agência Fe-
deral de Estatísticas. Em ja-
neiro, os preços dos impor-
tados haviam apresentado
elevação de 1,3% sobre o
mês anterior e aumento
anual de 3,7%. Ao contrário
dos preços, o ânimo do
consumidor diminuiu ines-
peradamente para abril,
contrariando uma tendência
ascendente de seis meses.
ÂNIMO DO CONSUMIDOR
FRANCÊS VOLTA A SUBIR
O ânimo do consumidor
francês subiu mais fortemente
do que o esperado em março,
em um sinal de que os
eleitores podem estar se
sentindo mais confiantes em
relação à economia na
medida em que se aproxima a
eleição, embora as
preocupações com o
desemprego e a inflação
tenham persistido. O índice de
confiança do consumidor da
agência de estatísticas INSEE
subiu para 87, de 82 em
fevereiro, seu nível mais alto
desde fevereiro de 2011. O
indicador superou o consenso
de 20 pontos em uma
pesquisa da Reuters com 20
economistas. O índice, porém,
manteve-se bem abaixo de
sua média de longo prazo
desde 1987, de 100 pontos.
CURTAS
DA AGÊNCIA REUTERS
Os bancos europeus correm o risco de fragmentar o
mercado financeiro ao se desfazerem de mais ativos na
tentativa de atender até junho aos níveis mais altos de ca-
pital mínimo, informou, ontem, a Autoridade Bancária
Europeia (EBA, na sigla em inglês). “Existe o risco de que a
desalavancagem do setor bancário da UE nos deixe com
um mercado financeiro mais segmentado”, disse o presi-
dente da EBA, Andrea Enria, em uma conferência em Bru-
xelas que reuniu reguladores financeiros da região.
A União Europeua (UE) está transformando em lei um
acordo global sobre capital bancário, conhecido como
Basileia 3, mas alguns países querem maior flexibilida-
de, argumentando que nem todos os 8 mil concessores de
crédito do bloco têm o mesmo modelo de negócio. Em de-
zembro de 2011, a EBA pediu aos bancos europeus que
ampliassem a base de capital em um total de 115 bilhões
de euros. O acordo Basileia pede aos bancos que mante-
nham o capital principal em um nível equivalente a pelo
menos 7% de seus ativos de risco ponderado até 2019.
Enria disse que bancos do centro e do leste da Europa
controlaram seus empréstimos, levando a uma retração
em mercados nacionais. Segundo ele, uma maneira de li-
dar com o problema seria organizar uma instalação
pan-europeia que emprestasse diretamente aos bancos,
permitindo a eles acessar o financiamento sem ter que
passar pelos governos nacionais. Isso contrasta com o
Fundo Europeu de Estabilização Financeira (EFSF, na si-
gla em inglês), fundo de resgate europeu procurado pelos
governos de Grécia, Portugal e Irlanda para lidar com a
crise financeira.
Venda de ativos
gera apreensão
BANCOS
OCDE alerta que crise
ainda não foi superada
Credores cobram ações da Grécia
DA AGÊNCIA DOW JONES
As perspectivas da Grécia
de retornar ao crescimento e à
sustentabilidade da dívida são
distantes e só se materializa-
rão após uma consolidação
fiscal e reformas econômicas
mais rápidas e profundas,
alertaram ontem três repre-
sentantes das instituições que
financiam e supervisionam o
resgate da economia grega.
Durante audiência no Par-
lamento Europeu sobre a crise
grega, o representante do Ban-
co Central Europeu (BCE), Jorg
Asmussen, afirmou que o pro-
grama de ajuste do país só será
bem-sucedido se for 100%
adotado. “Há uma chance de o
programa vir a dar certo, mas
há garantia de que o programa
de resgate funcione? Não”, re-
sumiu Asmussen.
O representante da Comis-
são Europeia, Olli Rehn, tam-
bém alertou que o ritmo atu-
al de reforma e aj uste está
longe de ser suficiente para
tornar as finanças públicas
da Gréci a sustentávei s ou
próximas de fechar o gap de
competi ti vi dade do paí s.
“Logo, são necessários esfor-
ços adicionais”, afirmou.
O representante do Fundo
Monetário Internacional
(FMI), Poul Thomsen, disse
que nenhum governo grego
poderá levar o duro ajuste fis-
cal combinado com dolorosas
reformas estruturais sem um
sistema tributário equilibrado
que reduza a evasão de impos-
tos. “Não consigo ver como a
Grécia poderá manter um
apoio adequado de seus cida-
dãos sem enfrentar a evasão
tributária”, afirmou.
REESTRUTURAÇÃO. Thomsen
ressaltou que, a despeito dos
profundos cortes de gastos fei-
tos pela Grécia e da reestrutu-
ração maciça de sua dívida pri-
vada, o país continuaria com
um volume de dívida excessivo
no futuro. De acordo com aná-
lise recente do FMI sobre a
sustentabilidade da dívida gre-
ga, a relação dívida/PIB da
Grécia cairá para 116% até
2020, patamar que Thomsen
afirma ser ainda está muito
elevado. “Isso significa que a
dívida continuará muito eleva-
da até a próxima década.”
O governo interino da Gré-
cia planeja aprovar as partes
finais da legislação, que são
uma precondição para o rece-
bimento do novo resgate, até
meados de abril e pavimentar
o caminho para as eleições na-
cionais, disse ontem o porta-
voz do governo, Pantelis Kap-
sis. Segundo ele, o Parlamento
ainda precisa votar uma legis-
lação criando novas leis que
regem as questões trabalhis-
tas, de transportes e progra-
madas destinados a aumentar
o investimento no país.
Itália e Espanha emitem títulos
DA REDAÇÃO
A Itália e a Espanha vende-
ram títulos de suas dívidas on-
tem com pouca dificuldade e
com custos de empréstimos. A
Itália vendeu um título com
vencimento em dois anos
com cupom zero por um ren-
dimento médio de 2, 35%,
abaixo dos 3,01% registrados
há um mês, graças a uma de-
manda sustentada dos bancos
cheios de liquidez do Banco
Central Europeu (BCE). Foi o
menor rendimento para esse
tipo de título desde novembro
de 2010. A demanda atingiu
cerca de 1,9 vez os 2,8 bilhões
de euros vendidos, em linha
com a relação entre oferta e
demanda vista há um mês.
A Espanha, que tem ficado
sob mais pressão do que a Itá-
lia, vendeu com facilidade 2,6
bilhões de euros em títulos de
curto prazo do Tesouro, com a
demanda se mostrando sau-
dável, apesar da preocupação
persistente do mercado com
sua capacidade de reduzir o
déficit público. O Tesouro es-
panhol vendeu 1,5 bilhão de
euros em títulos de três meses
e 1,08 bilhão de euros em títu-
los de seis meses. Juntos, os
leilões ficaram pouco acima
do meio da faixa meta de 2 bi-
lhões a 3 bilhões de euros.
Os custos dos empréstimos
foram mistos em relação aos
últimos leilões de papéis simi-
lares há um mês, mas manti-
veram níveis baixos. O rendi-
mento médio do título de três
meses foi de 0,381%, em com-
paração com 0,396% obtido há
um mês. Para os títulos de seis
meses, o rendimento médio
foi de 0,836%, um pouco aci-
ma do registrado em fevereiro.
(Com agências)
EDITOR // VINICIUS PALERMO
cyan magenta amarelo preto
MUNDOGERAL
Quarta-feira, 28 de março de 2012 B-9 Jornal do Commercio
■ PENA DE MORTE
Oriente Médio
concentra execuções
LARISSA GARCIA
A pena de morte ainda é
uma grande preocupação de
organismos internacionais
de direitos humanos. O nú-
mero de execuções aumen-
tou consideravelmente em
2011, principalmente no Irã
e na Arábia Saudita, segundo
relatório da Anistia Interna-
cional (AI). Pelo menos 676
detentos – de um total de
18.750 condenados à pena
capital – foram mortos no
ano passado, contra 527 em
2010. Em contrapartida,
após a Primavera Árabe, ca-
da vez menos países man-
têm a condenação à morte:
atualmente, são apenas 20.
“Graças à evolução dos
tribunais internacionais,
conseguimos diminuir o nú-
mero de países que execu-
tam prisioneiros. Ainda as-
sim, o número é alarmante”,
explicou Roseann Rife, chefe
de projetos especiais da AI. O
relatório lista os crimes que
mais motivaram sentenças
de morte no Oriente Médio,
a região com maior incidên-
cia de condenações: adulté-
rio, sodomia, blasfêmia, feiti-
çaria,drogas e tráfico de ór-
gãos humanos. Os métodos
de execução usados são de-
capitação, enforcamento, in-
jeção, letal e fuzilamento.
De acordo com o Itamara-
ty, nenhum brasileiro foi exe-
cutado no ano passado, mas
dois aguardam no corredor da
morte na Indonésia, ambos
por tráfico de drogas. Em
2010, 2.659 brasileiros esta-
vam presos no exterior, cum-
prindo pena ou aguardando
julgamento.
A Anistia Internacional
acredita que a China seja o
país com o maior número de
execuções, mas as estatísticas
reais não são divulgadas pelo
regime. O governo suspendeu
a pena de apenas 13 condena-
dos, principalmente por cri-
mes de colarinho branco.
O recurso à pena de morte
se intensificou no Irã, onde a
AI contabilizou ao menos
360 execuções em 2011. En-
tre os condenados estavam
três menores de 18 anos, o
que viola as normas do direi-
to internacional. No Oriente
Médio, o número de senten-
ciados à pena capital do-
brou, principalmente no Ira-
que, com pelo menos 68 exe-
cuções, na Arábia Saudita
(82) e no Iêmen (41). Na
maior parte desses países, a
organização encontrou ca-
sos de “julgamentos injus-
tos”, que envolveram confis-
sões obtidas sob tortura e
outros tipos de coação.
ESTADOS UNIDOS. Os Estados
Unidos ainda são o único país
de economia desenvolvida a
adotar a pena de morte. Em
2011, 43 detentos foram exe-
cutados nos 34 estados que
permitem a sentença, o que
representa uma queda de
mais de 30% no intervalo de
uma década. A Anistia Inter-
nacional se opõe à pena de
morte “independentemente
da natureza do crime, das ca-
racterísticas do criminoso ou
do método utilizado pelo Es-
tado para realizar a execução”,
como explicou a chefe de pro-
jetos especiais.
■ SÍRIA
Bashar al-Assad
aceita plano da ONU
CAROLINA VICENTIN
O regime sírio recebeu mais
um voto de confiança da co-
munidade internacional. Após
diversos planos fracassados
para pôr fim ao derramamento
de sangue, o presidente Bashar
Al-Assad disse ter aceitado a
proposta do enviado das Na-
ções Unidas. Kofi Annan listou
seis pontos a serem cumpridos
pelo ditador e pela oposição,
incluindo o término imediato
da violência, a negociação en-
tre os diferentes grupos políti-
cos e a permissão para a entra-
da de jornalistas estrangeiros.
O “sim” de Assad se seguiu à
pressão da Rússia e da China,
aliados do regime, que sinaliza-
ram para uma pronta solução
do impasse. Segundo a ONU,
mais de 9 mil pessoas foram
mortas desde o início do levan-
te, há pouco mais de um ano.
Annan, ex-secretário-geral
das Nações Unidas, recebeu a
confirmação por escrito. “O
governo sírio escreveu ao en-
viado especial para aceitar seu
plano de seis pontos, aprova-
do pelo Conselho de Seguran-
ça”, afirmou um porta-voz.
“Annan escreveu ao presidente
Assad para convocar o gover-
no sírio a cumprir imediata-
mente com seus compromis-
sos. O essencial é a aplicação”,
assinalou o texto. A oposição
síria, porém, duvida do dita-
dor e rejeita o diálogo com o
presidente. “O assunto-chave,
que não está plano de Annan,
é que Assad deve renunciar ao
poder. Sem isso, não há ne-
nhuma chance de negociação,
porque o regime é absoluta-
mente desacreditado”, disse à
reportagemAusama Mona-
jed, do Conselho Nacional Sí-
rio, a maior coalizão opostora.
A TV estatal síria exibiu on-
tem imagens do ditador cami-
nhando pelas ruas de um
bairro semidestruído na cida-
de de Homs, um dos berços
da resistência. Na gravação,
ele conversa com correligio-
nários sobre o fim do conflito.
“Assad está sob intensa pres-
são, inclusive dos russos, en-
tão decidiu fazer essa ‘cami-
nhada da vitória’, para mos-
trar que nada está acontecen-
do e que as operações milita-
res terminaram. Mas ele não
percebe que a frustração con-
tinua e que as pessoas vão sair
às ruas de novo”, afirma Mo-
najed. Segundo os Comitês de
Coordenação Local (LCCs),
que articulam os protestos
nas cidades sírias, 57 pessoas
morreram no país apenas on-
tem – 23 em uma execução
em massa na cidade de Idlib.
CETICISMO. O anúncio do plano
também foi recebido com ceti-
cismo por líderes ocidentais.
“É preciso prudência. A Síria já
teve problemas de credibilida-
de no passado”, advertiu o em-
baixador alemão na ONU, Pe-
ter Wittig. A secretária de Esta-
do norte-americana, Hillary
Clinton, fez um apelo à oposi-
ção para que se una em torno
de negociações. No próximo
domingo, os políticos contrá-
rios a Assad farão uma confe-
rência na Turquia. A Liga Ára-
be, cujo plano de observação
na Síria fracassou, também pe-
diu um “diálogo nacional”. A li-
ga se reuniu ontem em Bagdá,
que sediou um encontro pan-
árabe após mais de 20 anos,
para discutir os problemas
econômicos da região.
O agravamento da repres-
são na Síria também preocupa
vizinhos como Turquia e Jor-
dânia, que já vêm recebendo
levas de refugiados.
■ FRANÇA
DA REDAÇÃO
Os sete assassinatos cometi-
dos na região de Toulouse pelo
franco-argelino Mohamed Me-
rah, que alegou cumprir mis-
são da rede Al-Qaeda e foi mor-
to pela polícia francesa, não te-
ve impacto na campanha para
a eleição presidencial. As pes-
quisas de intenção de voto para
o primeiro turno, no próximo
dia 22, registraram um quadro
estável, com disputa apertada
pela liderança entre o presi-
dente Nicolas Sarkozy e o desa-
fiante socialista François Ho-
llande. Quando perguntados,
os eleitores põem a crise eco-
nômica e o desemprego acima
do terrorismo islâmico em suas
prioridades.
A sondagem do Ifop mostra
Sarkozy com 28,5% e Hollande
com 27% das intenções de vo-
to. O instituto Ipsos captou nú-
meros praticamente idênticos,
porém com as posições inver-
tidas: o socialista lidera, com
28%, e o atual presidente tem
27,5%. Ambos os levantamen-
tos apontam vitória de Hollan-
de no segundo turno, marcado
para 6 de maio, com o mesmo
placar: 54% a 46%. As pesqui-
sas coincidem também em
acusar o crescimento do can-
didato da Frente de Esquerda,
Jean-Luc Mélenchon, que che-
ga a 13% e ameaça a terceira
posição da ultradireitista Mari-
ne Le Pen (15,5%).
A estabilidade nas tendên-
cias dos candidatos ao Palácio
do Eliseu se explica em parte
pelos resultados de outra son-
dagem, realizada pelo instituto
BVA e publicada no jornal Le
Parisien. Nela, os entrevistados
elegeram o poder aquisitivo
(42%) e o desemprego (30%)
como principais preocupações
na definição do voto, bem à
frente da segurança pública,
com apenas 8% das preferên-
cias. Pouco mais da metade
(51%), porém, crê que a segu-
rança poderá pesar no resulta-
do das urnas.
VÍDEOS. A rede de tevê árabe
Al-Jazeera decidiu não vai di-
vulgar os vídeos dos ataques
de Mohamed Merah. A emis-
sora, com sede no Catar, argu-
mentou que preservará as fa-
mílias e explicou que as “ima-
gens não traziam informações
novas”. Horas antes, Sarkozy ti-
nha feito um apelo para que as
imagens não fossem mostra-
das. O pai do autor dos atenta-
dos ameaça processar o Estado
francês pela morte do filho.
Mohamed Benalel Merah disse
ontem que entrará na Justiça
contra as autoridades. A res-
posta do governo veio por uma
declaração do chanceler Allain
Juppé: “Se eu fosse o pai de um
tal monstro, ficaria calado de
vergonha”, disparou.
Albert Chenuf, pai de um
militar que está entre as víti-
mas de Merah, questionou Sa-
rkozy por ter exaltado a pre-
sença de fiéis de diversas cren-
ças nas forças de segurança
francesas. “Peço que ele mode-
re um pouco o discurso. Eu
não sabia que havia muçulma-
nos, budistas e outros no Exér-
cito. Para mim, meu filho era
(apenas) mum soldado. Por-
tanto, por favor, cale-se, presi-
dente”, disse ao canal Itelé.
Economia pesa mais que terror
RODRIGO CRAVEIRO
“O
número
mar c a-
do não é
correto.
Ve r i f i -
que-o” e “o celular para o qual
você está discando não existe”.
As mensagens puderam ser ou-
vidas cada vez que a reporta-
gem tentou entrar em contato
com os principais opositores
ao presidente Raúl Castro. O
regime socialista impôs uma
espécie de voto de silêncio aos
dissidentes e intensificou a re-
pressão. O Departamento de
Segurança do Estado (DSE)
ameaçou vários deles com a se-
guinte mensagem: “Tão logo o
papa se vá, vamos desaparecer
com todos vocês”. No dia mais
político de sua curta visita a
Cuba, Bento XVI enviou, mais
uma vez, recados sutis ao regi-
me castrista. “Confiei à Mãe de
Deus o futuro de sua Pátria,
avançando pelos caminhos da
renovação e da esperança, para
o bem maior de todos os cuba-
nos. Também tenho suplicado
à Virgem Santíssima pelas ne-
cessidades dos que sofrem, dos
que estão privados de liberda-
de, separados de seus seres
queridos”, declarou. O discurso
ocorreu após o papa orar dian-
te da imagem da Virgem da Ca-
ridade do Cobre, em Santiago
de Cuba, às 9h30 de ontem
(11h30 em Brasília).
“Vim como peregrino até a
casa da bendita imagem de
Nossa Senhora da Caridade, la
Mambisa, como vocês a invo-
cam afetuosamente”, declarou o
pontífice, diante de centenas de
fiéis. Ele pediu aos jovens para
que “não sucubam às más pro-
postas, e que deixem a tristeza
para atrás, em alusão às drogas,
ao hedonismo, à prostituição e à
permissividade sexual”. Tam-
bém orou “pela população do
Haiti, que ainda sofre com as
consequências do terremoto de
dois anos atrás”. Às 19h25 (hora
de Brasília), Bento XVI reuniu-se
com Raúl no Palácio da Revolu-
ção, já em Havana. O presidente
venezuelano, Hugo Chávez, co-
gitava participar do encontro,
mas desistiu.
MISTÉRIO. As palavras do líder
católico parecem longe de co-
mover a liderança comunista da
ilha. “Em Cuba não vai haver
uma reforma política; em Cuba
estamos falando da atualização
do modelo econômico, que tor-
ne nosso socialismo sustentável
e que tem a ver com o bem-estar
de nosso povo”, afirmou o vice-
presidente, Marino Murillo. Na
noite de segunda-feira, a deten-
ção de um manifestante, em
Santiago de Cuba, tornou-se
simbólica. Até o fechamento
desta edição, o paradeiro do ho-
mem que gritou “Abaixo o co-
munismo, abaixo a ditadura” e
“em Cuba, não há liberdade”
permanecia um mistério. O pro-
testo ocorreu no momento em
que o papa chegava à Praça An-
tonio Maceo para a missa. Mu-
lato de idade média, o homem
foi imobilizado, retirado do local
por civis vestidos com a tradi-
cional guayabera e golpeado no
rosto por um suposto funcioná-
rio da Cruz Vermelha. “Ninguém
me deu dinheiro”, gritou.
Em nota, Elizardo Sánchez –
presidente da Comissão Cuba-
na de Direitos Humanos e Re-
conciliação Nacional
(CCDHRN) – exigiu que o gover-
no cubano divulgue o nome do
detido e informe seu paradeiro.
“Estimamos que o total de dissi-
dentes detidos em todo o país, a
propósito da visita papal, princi-
palmente em Havana e nas pro-
víncias limítrofes, supera o nú-
mero de 150, e inferimos que as
detenções continuarão aumen-
tando entre hoje e amanhã”,
afirmou o ativista. “Como parte
das medidas repressivas adota-
das pelo regime, várias centenas
de telefones fixos e celulares de
dissidentes, jornalistas inde-
pendentes, blogueiros e outros
ativistas da sociedade civil fo-
ram desconectados”, acrescen-
tou. Segundo a comissão, cerca
de 200 pessoas “que não se sim-
patizam com o governo ditato-
rial” estão proibidas de assistir
às missas do papa.
DETENÇÕES. Alejandrina García,
militante da organização Da-
mas de Branco e mulher de Dio-
sdado González – um dos 75
prisioneiros de consciência –,
afirmou à reportagem que seis
colegas haviam sido detidas no
povoado de Roque, na provín-
cia La Matanzas. “A maior parte
dos celulares das damas de
branco foi interrompida pela
segurança do Estado. Estou em
Havana desde ontem (segunda-
feira) e recebi a informação de
que uma patrulha levou seis de
nossas ativistas, por volta das
12h30”, relatou. “Eles não que-
rem que participemos hoje da
missa do papa”, emendou. Ale-
jandrina ironizou as declara-
ções do vice-presidente. “Eu
considero que nosso país preci-
sa mudar. A Igreja Católica cu-
bana tenta se aproximar do Es-
tado. Temos o direito de ser
uma democracia e de eleger um
presidente”, comentou.
Aos 85 anos, Emilio Bringas,
coordenador do partido La De-
mocracia em Jovellanos, foi pre-
so anteontem e impedido de
viajar a Havana. “Eu estive deti-
do das 7h às 14h. Com certeza, o
regime aumentou a repressão”,
afirmou. Ele não deposita espe-
rança na visita do papa. “O papa
veio trazer uma mensagem de
paz e celebrar o 400º aniversário
da aparição Virgem da Caridade
do Cobre. É só uma missão pas-
toral”, disse, por telefone.
CUBA - Regime bloqueia celulares de dissidentes. Ativistas exigem notícias de
manifestante preso. Vice-presidente responde a Bento XVI e descarta reforma política
Desde que substituiu em 2006 o irmão mais
velho Fidel, patriarca do regime, Raúl Cas-
tro vem promovendo um conjunto de refor-
mas econômicas destinadas a aliviar as des-
pesas do Estado e corrigir distorções acumu-
ladas pelo modelo socialista implantado
nos anos 1960. As mudanças atingiram al-
guns pilares da Revolução Cubana, como o
cartão de racionamento, que fixava cotas
para compra de gêneros a preços subsidia-
dos: paulatinamente, o sistema será substi-
tuído pela complementação de renda para
os mais necessitados, enquanto profissio-
nais como médicos e engenheiros terão rea-
justes de salário. A abertura à iniciativa pri-
vada foi incentivada com a autorização do
trabalho autônomo em setores de serviços,
como contrapartida para a demissão de 500
mil trabalhadores no setor estatal. Além dis-
so, pela primeira vez em meio século, foi li-
berada a compra e venda de carros e imóveis
diretamente entre cidadãos.
Socialismo flexibilizado
REFORMAS ECONÔMICAS
PARA SABER MAIS
PADROEIRA DE CUBA
Uma imagem de madeira da santa, com a inscrição “Eu sou a
Virgem da Caridade”, foi encontrada no mar por dois pescadores
indígenas e um escravo, em 1612. Foi levada, então, para a mina
de El Cobre, perto de Santiago (sudeste), e ficou associada à
história da libertação cubana, especialmente à luta abolicionista do
século 19. Após a guerra da independência, iniciadas em 1868, os
veteranos pediram ao Vaticano que declarasse a santa patrona da
ilha. Durante os combates, as tropas do Exército Libertador de Cuba
manifestavam grande devoção pela Virgem e faziam promessas
para ela.
Por meio de um documento assinado em 10 de maio de 1916 pelo
cardeal Obispo de Hostia e avalizado pelo papa Bento XV, a Virgem
da Caridade do Cobre passou a ser considerada patrona principal
da República de Cuba. No entanto, a coroação ocorreu apenas no
pontificado de João Paulo II, em 24 de janeiro de 1988, durante
uma missa celebrada pelo papa em Santiago de Cuba.
A imagem é venerada na Basílica do Santuário Nacional da
Caridade do Cobre, em Santiago de Cuba. Os adeptos da santería
Orisha também a adoram e chamam-na de Oshun. Na segunda-
feira, primeiro dia de visita a Cuba, o papa Bento XVI outorgou a
Rosa de Ouro da Cristandade à santa. Quem visita o santuário
costuma deixar o local com pequenas pedras que teriam resquícios
do cobre da mina. Os fiéis creem que a peça funciona como um
amuleto, lhes protegendo do mal.
Governo cubano impõe
silêncio a opositores
cyan magenta amarelo preto
OPINIÃO
Quarta-feira, 28 de março de 2012 B-10
EDITOR // LUÍS EDMUNDO ARAÚJO
Hora de transição
O início ontem da substituição
de militares do Exército pela Polícia
Militar, no Complexo do Alemão, a
qual ocorrerá gradativamente e se
prolongará até 27 de junho, confor-
me anunciou o governador Sérgio
Cabral, marca também, conforme
assinalou, um momento de transi-
ção no âmbito do processo de im-
plantação das Unidades de Polícia
Pacificadora (UPPs) nas comuni-
dades, refletindo uma vez mais, a
seu ver, a importância da parceria
estabelecida com as forças de segu-
rança do Estado.
“A transição que começa hoje –
disse ele – é uma operação grande,
envolvendo mais de 700 homens e
com escalas e planejamento, co-
mandada pelo secretário de Segu-
rança, José Mariano Beltrame, com
a Polícia Civil dando apoio, mas é,
sobretudo, uma operação da Polí-
cia Militar, totalmente integrada
com o Comando Militar do Leste”.
Quando concluída a substituição,
de acordo com o que informou ain-
da, terá início uma nova fase: “A
UPP segue um processo, não se dá
de imediato. Portanto, esse traba-
lho será feito pela nossa polícia. Te-
mos um longo caminho pela frente.
A previsão é a de que teremos um
grande contingente de policiais tra-
balhando nos Complexos do Ale-
mão e da Penha. Algumas unida-
des que serão sedes das UPPs já es-
tão prontas, outras estão em cons-
trução, dentro do planejamento da
Secretaria de Segurança”.
Lembrando ainda a presteza
com que foi atendido pela presi-
dente Dilma Rousseff, quando soli-
citou a extensão do prazo de per-
manência dos militares nas comu-
nidades da Zona Norte, o governa-
dor não deixou igualmente de assi-
nalar: “Nunca tivemos a ilusão de
que elas fossem se transformar em
lugares absolutamente tranquilos e
pacíficos, após esse processo de re-
tomada. Não é assim.Vamos conti-
nuar nessa luta. Além da presença
permanente da polícia, a pacifica-
ção possibilita que a cidadania, em
seus vários aspectos, chegue a seus
moradores”. Quanto à extensão do
processo de pacificação a outras re-
giões da capital e do Estado do Rio,
reiterou que a retomada de territó-
rios onde há controle por parte de
bandidos armados é um caminho
sem volta.
Por outro lado, estudo realizado
pelo Instituto Brasileiro de Pesqui-
sa Social (IBPS), por encomenda do
Clube de Diretores Lojistas do Rio,
confirma, segundo o presidente do
CDL, Aldo Gonçalves, que “o suces-
so da implantação das UPPs come-
çou a se refletir no desempenho do
comércio, especialmente das lojas
de rua, surgindo novos estabeleci-
mentos, retomando a geração de
empregos e movimentando a eco-
nomia local”.
Atente-se a esse respeito para o
fato de que, segundo a pesquisa,
23% dos estabelecimentos comer-
ciais registraram aumento no mo-
vimento de clientes e, quando con-
siderado também o entorno das
comunidades pacificadas, o índice
sobre para 34%. A maior circula-
ção de pessoas nessas áreas levou
ao aumento nas vendas em 26%
dos estabelecimentos e, destes,
quase um terço registrou incre-
mento de mais de 20%, tendo 46%
dos comerciantes ouvidos, em re-
giões de 17 UPPs, apontado o me-
lhoria da segurança como a maior
vantagem por elas proporciona-
das. Em diferentes esferas sobres-
saem portanto, a partir da pacifi-
cação, “claros indicativos de cresci-
mento das atividades”, de acordo
com o secretário de Desenvolvi-
mento Econômico, Julio Bueno.
Tudo isso deixando entrever, ade-
mais, um rumo de transformação
e de integração urbana, sobrepon-
do-se à chamada síndrome da “ci-
dade partida” e abrindo veredas à
geração de oportunidades de tra-
balho e renda, bem como à eleva-
ção dos índices de desenvolvimen-
to humano.
GRÁFICA EDITORA JORNAL DO COMÉRCIO
FUNDADO POR PI ERRE PLANCHER EM 1
0
DE OUTUBRO DE 1827
FUNDADOR DOS DI ÁRI OS ASSOCI ADOS: ASSI S CHATEAUBRI AND
MAURICIO DINEPI
Diretor-Presidente
ALFREDO RAYMUNDO FILHO
Vice-Presidente Executivo
SOLON DE LUCENA
Vice-Presidente Institucional
Guerra de torcidas
A pouco mais de dois anos de voltar
a sediar uma Copa do Mundo, o país
do futebol ainda não conseguiu pôr
ponto final na selvageria que faz da
ida aos estádios aventura de alto risco.
No domingo, mais de 500 torcedores
partiram para uma briga generalizada
e deixaram a polícia, com contingente
reduzido para a ação, acuada em São
Paulo. Com paus, canos, rojões e até
arma de fogo, eles estavam prepara-
dos para a batalha campal, não para o
espetáculo da bola. A barbárie custou
a vida a dois jovens: um de 21 anos, ví-
tima de um tiro na cabeça, enterrado
na segunda-feira, e outro, de 19, com
traumatismo craniano, declarado on-
tem com morte cerebral.
Desde maio de 2003, início do pri-
meiro mandato do presidente Lula,
corintiano fanático cuja primeira lei a
sancionar foi o Estatuto do Torcedor,
as esperanças de restabelecer a paz no
esporte mais popular do Brasil pade-
cem de sucessivas frustrações. O
mandatário ainda voltou à carga ao
fim do segundo mandato, em julho de
2010, aumentando o rigor das penas
previstas na lei. Este ano, o Supremo
Tribunal Federal, questionado pelo PP
sobre a constitucionalidade da mu-
dança, que passou a responsabilizar
organizadores das competições por
falhas na segurança, garantiu a legiti-
midade das medidas.
Difícil é fazer cumprir a lei. O con-
tingente policial foi aumentado, torci-
das rivais passaram a ser separadas,
ônibus fretados por torcedores ganha-
ram escolta, a vigilância sobre o trans-
porte público cresceu. Nada disso,
contudo, impediu que, no domingo, a
oito quilômetros do Pacaembu e às
10h da manhã – portanto, muitas ho-
ras antes do clássico entre Corinthians
e Palmeiras –, membros da Gaviões da
Fiel e da Mancha Verde entrassem em
guerra. Em entrevista à tevê, um cabo
da PM admitiu que, com a integridade
física ameaçada, restou à polícia re-
cuar. Comandante-geral da corpora-
ção em São Paulo, o coronel Álvaro
Camilo negou ter havido omissão da
polícia, lamentando ter sido tudo
muito rápido.
É inadmissível que as autoridades
públicas sejam surpreendidas em si-
tuações como essa. A ineficiência po-
licial e a precariedade dos sistemas ju-
rídico e penitenciário fomentam a im-
punidade, que, por sua vez, encoraja
os infratores.
EDITORIAL
SON SALVADOR
LEITORES
MEMÓRIA
❚ CHÁVEZ
Pesquisas
Como o eleitor é uma presa fácil de seduzir. O
presidente venezuelano Hugo Chávez, o pé na cova,
que mais tem ido à Cuba para tratar do câncer que
governado a Venezuela, lidera as pesquisas de
intenção de votos. Tudo bem que pesquisa também
pode ser manipulada. Em todo lugar urubu é preto.
Na Venezuela as pesquisas mostram que um terço
dos venezuelanos estão indecisos, o que pode
mudar dependendo da campanha a ser feita. O
candidato Capriles, governador de Estado, é visto
como a melhor esperança da oposição. Sua
plataforma de campanha visa acabar com os
confrontos e levar progresso ao povo com
economia de mercado livre. Por seu lado, Chávez, o
populista radical, anti-EUA, mas dependente do
país para refinar seu petróleo, não perde a mania de
criticar quem lhe atrapalha os caminhos. Tanto lá
como cá, o que dá vitória aos candidatos é o
dinheiro. Competência, eficiência e pessoas com
vontade de melhorar o país, só nas histórias da
carochinha. O tempo dirá quem está certo. Por
enquanto o que temos visto é que alguém lá em
cima anda fazendo justiça com as próprias mãos,
visto que o povo parece que perdeu o juízo e o bom
senso. Outubro vem aí. A conferir.
IZABEL AVALLONE
SÃO PAULO, SP
HÁ 150 ANOS
DOENTES
Compram-se escravos doentes,
com moléstias como asma, escor-
buto, inflamação no fígado, unhei-
ras, feridas e escravas com falta de
menstruação. Pagamos um ótimo
valor por estas peças com defeitos
e tratamos muito bem delas. O mo-
tivo do interesse neste tipo de es-
cravo, aparentemente inútil, será
revelado por ocasião do fechamen-
to do negócio, que poderá ser feito
na Rua do Rosário, número 60.
NEGÓCIOS
Atenção: as pessoas que tiverem
qualquer negócio, em qualquer ra-
mo que lhe for afim, com o abaixo
assinado, poderão fazer isto com
brevidade na Rua da Quitanda, nú-
mero 135, 1] andar, nesta corte do
Rio de Janeiro. Escrito na cidade
do Rio de Janeiro, no dia 7 de mar-
ço de 1862. Assinado: Justino José
de Miranda. Que todos fiquem
cientes do que aqui está dito!
OUTRO CAIXEIRO
Atenção: Felix Marcillach, com
estaleiro montado e em pleno fun-
cionamento na Rua da Saúde, nú-
mero 102, nesta capital do império
do Brasil, participa a esta praça que
o Sr. João Pinto de Seabra não é
mais seu caixeiro, e que agora tem
outro que logo será apresentado. O
anunciante não se responsabiliza,
assim, por qualquer dívida que seu
ex-caixeiro possa ter contraído em
seu nome a partir de hoje.
MEIA IDADE
Aluga-se, por valor justo men-
sal, uma senhora de meia idade
para trabalhar em uma casa de fa-
mília nesta corte do Rio de Janeiro.
Ela sabe lavar roupas e engomar
com muita perfeição e tem como
dar fiança de seu comportamento
e de suas habilidades casa aden-
tro. Quem estiver interessado em
seus serviços pode ir à Rua Nova
do Sabão, número 9. A anunciante
tem uma filha com quase sete
anos de idade.
HÁ 100 ANOS
BOMBAS
Uma arma muito efetiva para a
guerra foi testada ontem na cida-
de de Verona, na Itália. Um dirigí-
vel militar de nome P. I fez várias
evoluções ontem sobre o campo
de manobras militares nas proxi-
midades da cidade e lançou algu-
mas bombas ao solo. Os chefes do
exército consideraram excelentes
os resultados do voo e do lança-
mento das bombas. A Itália está
em guerra com a Turquia no norte
da África.
SUCESSO
Na convenção realizada em No-
va York para eleger os delegados à
convenção nacional do partido do
presidente William Taft, ele obteve
um grande sucesso, conseguindo
uma extraordinária maioria sobre
o grupo que dá seu apoio ao ex-
presidente Theodore Roosevelt,
que planeja voltar ao poder no
próximo pleito nacional. Sua pre-
tensão, porém, ficou muito mais
difícil de ser realizada.
EXPANSÃO
O Sr. Boto Machado, entrevista-
do sobre sua próxima missão polí-
tica no Brasil, respondeu aos jor-
nais portugueses que seu objetivo
será tratar da expansão econômi-
ca e comercial de seu país junto à
antiga colônia lusa na América do
Sul, com a qual sempre houve um
ótimo relacionamento, desde a in-
dependência brasileira em 1822.
Boto machado chegará dentro de
poucos dias ao Rio de Janeiro.
HÁ 50 ANOS
DESPEDIDA
O presidente da República, João
Goulart, concederá hoje, às 20 ho-
ras, uma audiência aos dirigentes
da Confederação Nacional dos
Trabalhadores na Indústria (CNTI)
e aproveitará para despedir-se de-
les, por motivo de sua próxima
partida para os Estados Unidos.
Antes, o ministro do Trabalho ex-
porá aos trabalhadores detalhes
do Plano Nacional de Habitação e
do projeto de salário-família.
CONCORDÂNCIA
O chanceler britânico, Lord Ho-
me, declarou ontem, na conferên-
cia de Genebra sobre desarmamen-
to, que estava de acordo com quase
tudo o que disse o representante
russo no mesmo evento, chanceler
Andrei Gromyko, em encontro par-
ticular ocorrido mais cedo. Referin-
do-se, depois, ao discurso feito pelo
secretário de estado americano,
Dean Rusk, Home destaco que o
considerava “o mais importante
pronunciado perante uma confe-
rência sobre desarmamento.”
DIREITO
O Brasil pediu ontem, na ONU,
a aplicação do Direito Internacio-
nal ao espaço cósmico. Outros
países, como o México e a Índia,
seguiram o mesmo caminho e es-
peram que haja um tratamento ju-
rídico para as questões referentes
à “exploração” espacial. Os Esta-
dos Unidos e a União Soviética
têm debatido o tema nos últimos
tempos, mas ainda de forma mui-
to tímida, segundo os países não-
alinhados como o próprio Brasil.
JOSÉ PINHEIRO JÚNIOR
O JORNAL DO COMMERCIO PUBLICAVA NA EDIÇÃO DE 28 DE MARÇO
cartasdosleitores@jcom.com.br
Jornal do Commercio
❚ GOVERNO
Medidas
Mais uma medida muito boa e inteligente do
governo para contra-atacar os efeitos da crise
econômica: estendeu a redução do IPI para ajudar os
industriais a se recuperarem. Este é de fato o
caminho, pois o setor privado produz riquezas e
empregos e precisa estar livre de camisas de força
para poderem produzir e ajudar o governo a combater
os terrores na economia mundial e brasileira neste
momento tão difícil.
VILSON MORGADO
BRASÍLIA, DF
❚ IRÃ
Agressividade
A agressividade do Irã é algo assustador Mesmo com
todos os erros e posições radicais de Israel, melhor faria
o país muçulmano se desistisse de suas bravatas e de
sua intenção de produzir bombas atômicas. Acredito
que se prosseguir neste caminho, um ataque do estado
judeu será inevitável e as consequências para a região,
com pela proximidade da Rússia e da China da zona de
conflito – para não falar do verdadeiro barril de pólvora
que sempre é o Oriente Médio – serão muito grandes.
JOSUÉ FIRMINO
PETRÓPOLIS, RJ
cyan magenta amarelo preto
OPINIÃO
Quarta-feira, 28 de março de 2012 B-11 Jornal do Commercio
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TRIBUTARISTAS DO ESCRITÓRIO PEIXOTO E CURY
Na semana passada, ao falar sobre a
problemática na escolha do melhor regime
de tributação para uma empresa num arti-
go, destaquei diversos pontos importantes
que devem ser observados pelo con-
tribuinte. Dentre estes aspectos, um deles
chama atenção em especial: a relação entre
o ICMS devido pelo regime de substituição
tributária e o Simples Nacional.
O Regime Especial Unificado de Ar-
recadação de tributos e contribuições de-
vidos pela Microempresas e Empresas de
Pequeno Porte (ME e EPP) – Simples Na-
cional–, instituído pela Lei Complemen-
tar nº 123/06, tem por principal objetivo
reduzir a carga tributária das ME e EPP,
dando, assim, maior competitividade às
tais empresas frente aos grandes con-
glomerados.
Tal regime visa o recolhimento dos im-
postos e contribuições da União, dos Esta-
dos, Distrito Federal e dos Municípios me-
diante regime único de arrecadação, por
meio da aplicação de alíquota variável, con-
forme atividade (industrial, comercial ou
serviços) e nível de faturamento, sobre a re-
ceita bruta.
Assim, mencionado regime único de
tributação inclui o IRPJ, CSLL, Cofins,
PIS/Pasep, Contribuição Patronal – de
que trata o artigo 22, da Lei nº 8.212/91–,
ICMS e ISS.
Ocorre que o recolhimento do ICMS nos
moldes do regime do Simples Nacional não
inclui a incidência do ICMS devido por sub-
stituição tributária. Assim, para determi-
nação da base de cálculo dos impostos e
das contribuições devidos na sistemática
do Simples Nacional, as ME’s e EPP’s devem
considerar, destacadamente, mensalmente
e por estabelecimento, conforme o caso, as
receitas decorrentes da revenda de mer-
cadorias não sujeitas à substituição trib-
utária e da revenda de mercadorias sujeitas
à substituição tributária.
Desta forma, quando as empresas com-
erciais adquirem mercadorias sujeitas à
substituição tributária, o ICMS acaba por
ser excluído de tal sistemática, sujeitando-
se à tributação normal.
Tal procedimento tem impacto direto
na carga tributária das ME’s e EPP’s, já que
o ICMS deixa de ser apurado nos moldes
do Simples Nacional, excluindo-se o prin-
cipal objetivo desse regime, que é reduzir
a carga tributária das ME’s e EPP’s. Portan-
to, quando essa categoria de empresa
adquire mercadorias sujeitas à substitu-
ição tributária do ICMS, sua carga trib-
utária, com relação a tal tributo, é idêntica
a de outros contribuintes sujeitas aos
regimes normais de apuração.
O grande problema da questão é que a
substituição tributária, que deveria ser
tratada como exceção pela legislação, ho-
je é praticamente regra, ou seja, a grande
maioria dos produtos acabados está su-
jeita à substituição tributária do ICMS.O
efeito prático é notório, a substituição
tributária do ICMS acabou por excluir tal
imposto da sistemática de apuração do
Simples Nacional, trazendo enormes pre-
juízos às ME’s e EPP’s.
Por tais motivos, faz-se necessário que
o Estado estude melhor tal questão e que
se encontre uma solução intermediária
que, ao mesmo tempo, permita a apli-
cação da substituição tributária do ICMS
para as ME’s e EPP’s, seja capaz de trazer
regras específicas para tais empresas, de
modo a atingir o real objetivo do Simples
Nacional, que hoje vem se tornando sem
efeito com relação ao ICMS.
A governança
corporativa no Brasil
Substituição tributária do
ICMS e o Simples Nacional
Capacitação
profissional: o
desafio de todos
LUIZ ROMERO
DIRETOR DE PÓS-GRADUAÇÃO DA ESPM-RJ
O Brasil vive um momento único em sua trajetória
de desenvolvimento. Nunca tivemos tantas oportuni-
dades e desafios a serem enfrentados. Certamente as
gerações futuras vão nos cobrar as ações hoje em-
preendidas diante desta realidade. Neste contexto se
insere o grande desafio da capacitação profissional pa-
ra darmos conta das muitas oportunidades observa-
das.
Esta é uma responsabilidade que deve ser comparti-
lhada por toda sociedade, desde seus governantes até
as crianças que hoje ingressam na escola, passando
por famílias, empresas, organizações profissionais,
instituições de ensino e pesquisa, órgãos dirigentes em
todas as suas camadas e expressões, enfim, todos nós
devemos assumir este imenso desafio de nos capacitar
como cidadãos e profissionais para empreendermos
um desenvolvimento sustentável.
No âmbito governamental cabe a urgência de se es-
tabelecer políticas públicas e prioridades que possam
nortear as instituições a cumprirem seus papéis, cola-
borando e induzindo os esforços de profissionalização
e formação de trabalhadores.
Na perspectiva das empresas cumpre proporcionar
capacitação compatível com sua missão e objetivos es-
tratégicos, cuidando de seus ativos humanos com o
mesmo empenho
que cuidam dos de-
mais ativos patrimo-
niais. Isto inclui uma
diversidade de ações
onde se destaca a
adoção de estratégias
e instrumentos de
gestão de pessoas,
com destaque para
os programas de trei-
namento.
A ideia e a prática
de universidade cor-
porativa nunca fo-
ram tão pertinente e
urgente, indepen-
dente do porte da or-
ganização. Evidente-
mente empresas me-
nores vão adequar
este conceito às suas
possibilidades, contudo, o esforço de educação profis-
sional permanente deve estar presente em qualquer ti-
po de entidade.
Na esfera das famílias urge priorizar a educação co-
mo prioridade, seja em sua ação política, seja na defi-
nição de seus gastos, ou mesmo no seu empenho de
assumir a parte que lhes cabe. Neste campo se observa
por vezes uma grande ausência de ação concreta. A fa-
mília deve ser uma escola permanente em todos os
sentidos, inclusive no sentido profissional.
A trajetória laborativa depende muito de ensina-
mentos e exemplos que deveriam ser observados no
convívio familiar. Um bom profissional não domina
apenas a técnica, mas também é aquele que possui va-
lores e sabe se conduzir num grupo social, observando
a ética e entendendo a cooperação e a competitividade
a partir dela.
No tocante às instituições de ensino cabem ações
das mais diversas e fundamentais, como, por exemplo,
saber conjugar o conhecimento técnico-científico com
os valores humanos e sociais. Capacitação profissional
significa desenvolver pessoas em busca da plenitude
de suas competências.
Impõe interpretar as demandas e escolher adequa-
dos conteúdos e técnicas educacionais com senso de
urgência, pertinência e importância. Cabe alinhar a um
só tempo a reprodução de práticas exitosas e a inova-
ção que permitirá o crescimento e a renovação criativa,
indispensáveis num mundo em contínua mudança.
No nível pessoal cada profissional deve assumir esta
responsabilidade como sendo indelegável. Cada um
deve construir seu próprio plano de capacitação pro-
fissional, articulando sua iniciativa pessoal com as
possibilidades institucionais disponíveis. É incrível co-
mo muitos não pensam nem agem neste sentido, dei-
xam que outros decidam seu futuro profissional ou
simplesmente deixam ao acaso.
Neste sentido a educação básica deveria tratar desde
cedo deste tema, refletindo em torno de possibilidades,
sem determinar uma direção, mas discutindo seu senti-
do e suas perspectivas. De todo modo, em todas as ida-
des cabe indagar a este respeito: estou capacitado a rea-
lizar aquilo que me proponho profissionalmente?
Capacitação profissional é uma responsabilidade de
todos. Isto significa que os avanços e melhorias não se-
rão factíveis somente com esforços de alguns, a inter-
dependência de seus agentes impõe a ação de todos,
com todos e para todos.
O Brasil vive um
momento único em
sua trajetória de
desenvolvimento.
Nunca tivemos tantas
oportunidades e
desafios a serem
enfrentados.
Certamente as
gerações futuras vão
nos cobrar as ações
hoje empreendidas
diante desta realidade
PAULO ROGÉRIO MENDES
DIRETOR DA EMPRESA L3 CRM
Existem seis principais motivos para
uma negociação. Todos eles estão devida-
mente associados a palavras-chave. A
identificação da principal motivação da
compra facilita a empatia.
Colocar-se no lugar do cliente e entender
seus interesses é o que faz a venda.
Quem pensa não ser vendedor porque
“não nasceu” ou “não tem jeito pra coisa”
pode acreditar: além de sempre estarmos
vendendo, esse assunto é muito mais TÉC-
NICO do que você possa imaginar! O difícil
é aceitar os próprios defeitos e sair da inér-
cia! E saiba também: esse pequeno detalhe
(sair da inércia) pode ser a diferença entre o
sucesso e o fracasso da sua carreira.
São eles:
1 – Obter lucro – É o tipo de cliente que
deseja aumentar seu faturamento, maximi-
zar ganhos, ganhar mais, vender mais, cres-
cer em números, etc;
2 – Evitar perdas – O cliente tem uma
abordagem mais conservadora: cortar des-
pesas, diminuir a folha, enxugar o time, etc;
3 – Sentir prazer – O cliente usa expres-
sões relacionadas a beleza, conforto, ale-
gria, satisfação, etc;
4 – Evitar dor – São clientes que passa-
ram recentemente por alguma dificulda-
de e querem evitá-la a qualquer custo.
Usam expressões como “nunca mais”,
“não quero mais ouvir falar”, “estamos sa-
turados de”, etc;
5 – Autoestima – Clientes que compram
unicamente para se sentir bem. Aqui não
importa qual a opinião de outras pessoas.
Ele já sabe o que quer e principalmente, sa-
be o que não quer. Aqui não existem muitas
palavras-chave, mas esse tipo pode ser per-
cebido, pois a venda ocorre sozinha e o pró-
prio cliente exalta suas melhores caracterís-
ticas. Ele geralmente usa expressões como
“vou comprar de você, pois já sei que você
entrega no prazo”, “estou precisando de sua
experiência”, etc;
6 – Aprovação social – Clientes que pro-
curam aprovação social buscam status.
Sempre querem exposição, mídia, marca
ou saber se você já atendeu empresas
maiores do mesmo ramo.
E aí chegamos a três alternativas: vai ficar
parado esperando o “dom divino da venda”
cair no seu colo? Acha que essa habilidade
“não faz parte da sua carreira”? Ou quer ser
diferente e iniciar vendendo a si mesmo?
Por que os clientes compram?
GILBERTO MIFANO
PRESIDENTE DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DO IBGC
A visibilidade internacional e os novos patamares alcançados pe-
la economia brasileira com uma série de indicadores macroeconô-
micos favoráveis, conjugados com a adoção de melhores práticas
de Governança Corporativa estão atraindo mais investidores, e as-
sim, ajudando o mercado de capitais a cumprir seu papel de finan-
ciar ideias e projetos.
Por sua vez, em um cenário internacional marcado por forte ins-
tabilidade vivenciam-se saídas repentinas de capital para outros
mercados. Neste sentido, a adoção das boas práticas de Governança
pelas empresas é fundamental
para transpor esse momento
com menos impactos negativos.
Na última década, pude-
mos constatar um avanço na
posição brasileira como refe-
rência mundial em boas práti-
cas, principalmente no cená-
rio latino-americano, em que
figuramos como incubadores
e promotores do tema.
Diferentemente do padrão
dos mercados norte-america-
no e inglês, com muitas empresas com controle disperso, o Bra-
sil desenvolveu sua Governança num cenário de controle defini-
do, em que os principais conflitos aparecem entre controladores
e minoritários.
A fim de ganharem a confiança dos investidores, o mercado e as
empresas incorporaram regras e práticas fundamentais, utilizando
as recomendações em Governança Corporativa para indicar o ca-
minho. Os destaques ficam por conta da criação do Novo Mercado,
pela bolsa brasileira (BM&FBovespa), e os Códigos de Governança,
na segunda metade dos anos 1990.
Os avanços na discussão das responsabilidades e expectativas no
desempenho dos conselhos de administração mostram-se relevan-
tes. Antes vistos como uma formalidade, eles tomaram a liderança
das decisões estratégicas e são valorizados pelas organizações.
O fortalecimento do conselho associa-se à necessidade da práti-
ca da transparência, além dos princípios de responsabilidade cor-
porativa, prestação de contas e equidade. E foi neste contexto que
observamos o nascer de duas importantes instruções normativas
emitidas pela CVM em 2010: a 480 e a 481.
Enquanto a primeira instituiu o Formulário de Referência, tra-
zendo muito mais informações estruturadas sobre as empresas e a
obrigação da divulgação da remuneração mínima, máxima e média
dos conselhos de administração,
fiscal e diretoria das empresas
abertas, a segunda ampliou os di-
reitos dos acionistas, facilitando o
processo de participação e vota-
ção em assembleias.
Atualmente, acompanhamos
discussões sobre a adoção de
avaliação de conselheiros e
conselho, a necessidade de
aprimoramento de seu funcio-
namento e composição, com
esperado nível de diversidade
em gênero e qualificações. Temos ainda debates sobre a institui-
ção de quotas para mulheres e a inclusão de representantes de
funcionários em conselhos além da criação de um Comitê do
Mercado para Aquisições e Fusões (CAF). Assuntos importantes
e que merecem seriedade em suas conduções.
Estamos em um novo patamar. Com enorme satisfação, consta-
tamos que a adoção dos princípios e das melhores práticas de go-
vernança no Brasil tem criado um caminho natural, com constante
evolução, em direção a empresas cada vez melhores e um País mais
forte e justo para todos os brasileiros.
Com enorme satisfação, constatamos que a
adoção dos princípios e das melhores práticas de
governança no Brasil tem criado um caminho
natural, com constante evolução, em direção a
empresas cada vez melhores e um País mais
forte e justo para todos os brasileiros
cyan magenta amarelo preto
Jornal do Commercio Quarta-feira, 28 de março de 2012
JC&CIAJORNAL DO LOJISTA
EDITOR // KATIA LUANE
B-12
Quando uma pessoa está em iminência de morte, qual a
maneira correta de dizer: risco de vida ou risco de morte?
MARCEL, BH
A questão mereceu debates calorosos. Uns defendiam risco de
vida porque subentendiam o verbo perder (risco de perder a
vida). Outros interpretavam o que estava escrito. Risco é
perigo. Perigo de vida? Que bom! Consultada, a Academia
Brasileira de Letras bancou o rei Salomão. Disse que ambas as
formas merecem nota 10. O freguês escolhe.
Devo dizer que o crime de sequestro teria prescrito ou
prescrevido?
JÚNIA GAMA, BRASÍLIA
Dê crédito ao ouvido. Ele sabe das coisas: O crime teria prescrito.
Estou morando em Manaus. Aqui, cachorro-quente é
conhecido como kikão – escrito assim, segundo os
manauaras. Os colegas jornalistas ficaram em dúvida sobre o
plural da delícia. Pode nos ajudar?
MÔNICA HARADA, MANAUS
O plural das palavras terminadas em ão castigam os miolos. Alguns
aceitam três plurais. O mais comum é ões. Delicie-se com os kikões
da terra.
LEITOR PERGUNTA
Manhas e artimanhas
A língua é cheia de caprichos. Às vezes a mesma
pessoa pratica e sofre a ação expressa pelo verbo. Quer
ver?
Eu me feri. Ele se feriu. Nós nos ferimos. Eles se feriram.
Viu? Polivalente, o sujeito pratica e sofre a ação de
ferir.
O ministro se demitiu. (Ele praticou e sofreu a ação de
demitir.)
Chico se divertiu com os 208 personagens que criou. (Ele
praticou e sofreu a ação de divertir.)
Pra dar e vender
Exemplos não faltam. Acender (alguém acende a luz,
mas a luz se acende), apagar (alguém apaga a luz, mas
a luz se apaga), aposentar (o INSS aposenta o
trabalhador, mas o trabalhador se aposenta),
complicar (alguém complica a vida de outro, mas ele
se complica), derreter (o calor derrete o sorvete, mas o
sorvete se derrete).
É pouco? Há mais. Encerrar (o apresentador encerra o
programa, mas o programa se encerra), esgotar (o
repórter esgota a matéria, mas a matéria se esgota),
estragar (o sol estraga a fruta, mas a fruta se estraga),
esvaziar (o líder esvaziou a sessão, mas a se sessão
esvaziou), formar (a universidade forma o aluno, mas o
aluno se forma), iniciar (o presidente inicia a reunião,
mas a reunião se inicia-se).
Em bom português
Quando o sujeito pratica e sofre a ação, o pronome tem
de aparecer — firme, inelutável: eu me separo, tu te
separas, Carlos se separa, nós nos separamos, Eles se
separam.
Manda quem pode
Atenção, navegantes. Suicidar-se é sempre
pronominal. Quem conhece a origem do verbo acha
estranho. O caprichoso vem do latim. É formado de sui
(de si, a si) + cídio (matar). Significa matar a si mesmo.
No duro, não precisaria do se. Mas o teimoso bate pé.
Exige o pronome e não abre. Manda quem pode.
Obedece quem tem juízo: eu me suicido, ele se suicida,
nós nos suicidamos, eles se suicidam.
Não, obrigado
"Por que não?", perguntaram leitores intrigados. A
questão se refere à coluna de domingo. Entre os "tropeços
com pedigree" ali apontados, um lhes pôs a pulga atrás da
orelha. Trata-se do verbo sobressair. Alguém sobressai.
Não "se" sobressai. A razão? Ele não é pronominal. Altivo,
dispensa o pronome.
Nem todos gozam desse privilégio. A companhia do
pronome se impõe a alguns verbos. São os transitivos dire-
tos. Coitados! Incompletos, eles não conseguem dar o
recado sozinhos. Precisam de socorro — o objeto direto,
que duramente aprendemos na escola. Lembra-se da fór-
mula? Veja:
A líder da gangue das louras feriu três mulheres.
Quem fere fere alguém. A líder da gangue feriu três mul-
heres. Três mulheres é o objeto direto.
Dilma demitiu o ministro.
Ora, quem demite demite alguém. Dilma demitiu o min-
istro. O ministro, no caso, é o objeto direto.
Chico Anysio divertiu os brasileiros.
A gente diverte alguém. Chico divertiu os brasileiros. Os
brasileiros, claro, é o objeto direto.
Dad Squarisi
DICAS DE
PORTUGUÊS
dad.squarisi@correioweb.com.br
(Blog da Dad www.correiobraziliense.com.br)
RECADO
"Escrever é exercitar a liberdade."
Dady Marlene
VIVIANE FAVER
A
pesar dos recentes
sinais de recuo na
atividade econô-
mica, a festejada e
esperada sazonali-
dade no consumo de bombons
e chocolates em tempos de Pás-
coa caminha na contramão do
desempenho da economia, su-
perando as expectativas para
2012. É de se esperar que tais
itens movimentem o equivalen-
te a R$ 2 bilhões no mercado na-
cional, no período, informa
Marcos Pazzini, diretor da IPC
Marketing Editora, empresa de
dados geográficos. A estimativa
baseia-se na mostra do Instituto
de Geografia e Estatística (IBGE)
que mapeia todos os municí-
pios brasileiros, por itens da
economia e categorias sociais,
revelando a potencialidade de
consumo em cada localidade.
Em 2011, os gastos na com-
pra de doces em geral chegou a
R$ 21 bilhões, dos quais R$, 5,1
bilhões somente com chocola-
tes e derivados – o consumo re-
ferente ao período de Páscoa fi-
cou em torno de R$ 1,9 bilhão.
As mulheres lideram o ranking
dos amantes de chocolate e res-
pondem por 71% do chocolate
consumido no país.
Com base nos dados do
IBGE, Pazzini destaca que a
classe C será responsável pela
maior parte da receita gerada
pela comercialização de choco-
lates e bombons – o montante
deve chegar R$ 837,4 milhões,
correspondendo 42,3% do mer-
cado sazonal dos produtos, em
2012. “Em segundo lugar, com
valores muito próximos, está a
classe B, que deverá responder
por 38,9% desse mercado, ou
seja, valor da ordem de R$ 769
milhões. A classe A, por sua vez,
garantirá o consumo equivalen-
te a R$ 192 milhões, correspon-
dendo a 9,7% do potencial de
consumo de chocolates e bom-
bons, nesta época do ano. Já as
classes D e E ficam com a parce-
la de 9,1%, representando o va-
lor significativo de R$ 180 mi-
lhões”, informa o especialista.
Os números podem divergir,
mas são consensuais em escala
crescente na previsão de vários
segmentos do varejo. A amos-
tragem feita pela Associação
Brasileira de Lojistas de Shop-
ping (Alshop), por exemplo,
mostra que a expectativa é de
crescimento de 7,5% nas ven-
das realizadas pelas lojas de
shoppings centers.
“A confiança do consumidor
na economia nacional estimula
o crescimento das vendas no
varejo neste período, que certa-
mente terá desempenho ex-
pressivo em comparação ao
ano passado, fazendo com que
a Páscoa cumpra com a sua par-
te dentro do calendário promo-
cional do setor varejista”, co-
menta o presidente da Alshop,
Nabil Sahyoun.
Outros segmentos também
aproveitam o período para ex-
pandirem suas vendas, como o
setor supermercadista que,
além de comercializarem ovos
de chocolate, dispõe de produ-
tos que são comuns ao almoço
da Páscoa, como o bacalhau, e
os demais lojistas de shoppings
que pegam carona no aumento
de fluxo de consumidores e ela-
boram ações promocionais di-
ferenciadas à época.
A Confederação Nacional de
Dirigentes Lojistas (CNDL) pre-
vê alta nas vendas do varejo de
4% em relação a 2011. O per-
centual fica abaixo do cresci-
mento registrado ano passado,
de 7,26%, segundo dados do
Serviço de Proteção ao Crédito
(SPC Brasil).
A estimativa mais baixa, ava-
lia o presidente da CNDL, Ro-
que Pellizzaro Junior, decorre
de um cenário de fraca recupe-
ração da atividade econômica
interna, além de considerar o
peso mais forte da inflação nos
ovos de Páscoa, bombons e
chocolates. O número, porém,
não é visto como negativo para
o varejo, diz Junior, porque con-
templa expansão consistente
sobre o resultado já forte de
2011. “Ninguém ficará sem ovo
de Páscoa, mas o brasileiro op-
tará por tamanhos menores es-
te ano”, disse.
CASAS DE CHOCOLATES. Pellizza-
ro Junior destca um dos aspec-
tos importantes nesta época do
ano: a geração de empregos
temporários (para atender a
produção e para o atendimento
em lojas) que temforte impacto
nas vendas do varejo no mês de
maio. “Estimamos em 80 mil os
empregos temporários para es-
ta Páscoa, o que deve permitir
sobressalto das vendas do vare-
jo no Dia das Mães, em maio,
que é a segunda data forte do
comércio no ano, perdendo
apenas para o Natal”, previu.
De acordo com dados do Ins-
tituto Nielsen, o varejo de doces
e chocolates movimentou, em
2011, o varejo de doces e choco-
lates teve o faturamento de R$
815 milhões no Brasil. Este nú-
mero consagrou o país como
maior mercado do mundo para
a Páscoa – data passou a ser
considerada o natal do varejo
de chocolates e doces.Segundo
pesquisas feitas pelo Instituto
em relação ao período de Pás-
coa desde ano, o faturamento
dos lojistas podem chegar até
R$ 456 milhões, o que represen-
tará 9% a mais do em relação ao
igual período do ano anterior.
Na internet desde 2010, há
um ano a Brigaderia Chic, che-
gou ao Shopping Barra Square.
A abertura de outros cinco
pontos comerciais está no ca-
lendário de 2012. A fórmula do
sucesso, segundo a proprietá-
ria, Carolina Sales, foi o dire-
cionamento para comunica-
ção com foco no marketing. Os
produtos criados para Páscoa,
por exemplo, estão sendo di-
vulgados via Facebook, site,
blog, além de mala direta para
os mais de 10 mil clientes ca-
dastrados. A empresa também
usa suas próprias lojas para di-
vulgar as novidades (sinaliza-
ção das vitrines, novas embala-
gens e o interior da loja).
“A empresa está reformu-
lando sua marca e estruturan-
do a nova expansão que será
realizada até setembro deste
ano. O investimento previsto é
da ordem de R$250 mil, está
voltado para esse novo posi-
cionamento”, informa Caroli-
na, acrescentando que a em-
presa investiu cerca de 30% a
mais na criação de novos pro-
dutos para a Páscoa deste ano.
“Esperamos aumentar as ven-
das em 40%, passando da mé-
dia mensal de 50 mil para 70
mil somente nos meses de
março e abril”, completou.
A Katz Chocolates, inaugura-
da há quase 60 anos (1953) em
Petrópolis, aposta no diferen-
cial dos produtos, feitos artesa-
nalmente, sem conservantes,
com matéria prima belga, para
reforças as vendas deste ano. A
proprietária, Peka Toenjes, ar-
gumenta que, por ser uma das
datas mais importantes, a pro-
dução para a Páscoa começa
com bastante antecedência.
“Em 2011, a Katz contava com
oito lojas (Rio de Janeiro e Pe-
trópolis) e tivemos faturamento
bastante satisfatório. Na Páscoa
desse ano, estamos com dez
unidades, aliemntando a ex-
pectativa de receita superior ao
ano passado”, conta Peka.
Uma das apostas está na li-
nha infantil: embalagens, cho-
colates temáticos e até bichinho
de pelúcia. “A ideia é resgatar o
lado lúdico da infância e fazer
com que a criança se divirta,
aprenda e se delicie com a gulo-
seima. Estamos otimistas. Esta-
mos fabricando três vezes mais
do que no ano passado”, acen-
tua a dona da Katz.
Responsável pela Convenção
da Páscoa – encontro anual de
fornecedores e lojistas, onde
são apresentados produtos,
materiais de boas práticas, mer-
chandising e calendários pro-
mocionais – a Toca do Biscoito
espera , no mínimo, crescimen-
to de 40%, evolução média do
faturamento para o périodo. O
diretor executivo, Miguel Yazeji,
conta que este ano foi investido
R$ 1 milhão para a páscoa, 50%
a mais que no ano passado. “Va-
le o investimento, pois nosso fa-
turamento justifica o esforço. O
segmento do varejo vem cres-
cendo a cada dia mais e oferece
hoje boas oportunidades. A ca-
da ano as indústrias investem
mais em lançamentos de pro-
dutos diferenciados para com-
petirem de igual para igual com
os demais concorrentes”, afir-
ma. Yazeji prevê crescer 15% em
todo ano de 2012.
PÁSCOA - De chocolates a produtos artesanais, comércio aposta em vendas
maiores este ano. Receita pode chegar R$ 2 bilhões somente com itens tradicionais
CAROLINASALES
DONADABRIGADERIACHIC
Esperamos aumentar as vendas em 40%,
passando da média mensal de 50 mil para 70
mil somente nos meses de março e abril.”

Oferta mais diversificada
Nem só de ovos e bombons
de chocolate vive a Páscoa. O
varejo descobriu a diversifica-
ção na demanda do consumi-
dor. A Linna é considerada,
atualmente, a maior rede de lo-
jas no Rio Grande do Sul na ofer-
ta de artesanatos e produtos pa-
ra festas. Para a Páscoa, a em-
presa priorizou conteúdos diá-
rios nas diversas redes sociais
sobre os produtos das lojas e
técnicas dos cursos de artesana-
tos que oferecem. Para abril
também criou concurso virtual,
que premiará os participantes
com chocolates, de acordo com
a diretora, Rosi Luz. “Em torno
de 55 % dos itens de páscoa fo-
ram renovados. Um dos princi-
pais focos da empresa são as no-
vidades, sempre solicitadas pe-
los clientes, principalmente em
datas comemorativas. Com isso,
a média de investimento para
essas inovações foi 30% superior
em relação ao ano passado”, diz.
MODELOS. A empresa já regis-
trou crescimento nas vendas
desde a semana passada. Entre
os mais procurados, estão pro-
dutos artesanais como guirlan-
das de páscoa e coelhos de di-
versos modelos para decora-
ção de casas, escritórios e ces-
tas de variados tamanhos e co-
res. A procura por cursos para
desenvolvimento de peças ar-
tesanais especificamente para
o atendimento da demanda de
páscoa também cresceu, em
torno de 7%.
Rosi diz que espera crescer
em torno de 10% comparada
com a Páscoa do ano anterior. O
perfil de seus clientes são as
classes C e B. 90% na maioria
mulheres, liderando a faixa-etá-
ria entre 25 e 50 anos.
“Nosso foco de trabalho aqui
na loja é o segmento de artesa-
nato e festas. Oferecemos mais
de cem opções de cursos, com
média de mil alunos por mês. E
na venda direta ao consumidor
nas unidades da Linna, oferece-
mos mais de 25 mil itens. So-
mos pioneiros em oferecer es-
tes diferencias aos consumido-
res do Sul do país”, frisa.
A melhor estratégia para fide-
lizar clientes feita pela empresa,
diz Rosi, é oferecer novidades e
diversidade de produtos, atra-
vés de parceiros e fornecedores
confiáveis. Viagens internacio-
nais para verificar as tendências
também são fundamentais. E,
sobretudo, investimento em re-
lacionamento com o cliente
através do marketing digital e
qualidade no atendimento.
Ela espera ter crescimento de
25% em abril, se comparado
com mês normal. ( VF)
Faturamento
recheado de
boas expectativas
DIVULGAÇÃO

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