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A_Problemática_da_Dívida_Externa_e_o_Seu_Impacto_no_Desenvolvimento_Económico_de_Moçambique

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INSTITUTO SUPERIOR DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE MOÇAMBIQUE

Trabalho de Licenciatura Curso de Gestão

A Problemática da Dívida Externa e o seu Impacto no Desenvolvimento Económico de Moçambique

Jonasse Manuel Carlos Nº 142001046 Maputo Dezembro, 2005

Título: A Problemática da Dívida Externa e o seu Impacto no Desenvolvimento Económico de Moçambique. Data de Conclusão: Dezembro de 2005 Estudante: Jonasse Manuel Carlos Supervisor: Dr. Estevão Júlio Licussa

DECLARAÇÃO DO AUTOR

Declaro por minha honra que este trabalho é da minha autoria e resulta da minha investigação. Esta é a primeira vez que o submeto para um grau académico numa instituição educacional.

_____________________ (Jonasse Manuel Carlos)

APROVAÇÃO DO JÚRI Este trabalho foi aprovado aos___ de _____________ de 2005. Por nós membros do júri examinador do Instituto Superior de Ciência e Tecnologia de Moçambique.

Bancada Examinadora:

___________________ (Presidente)

________________ (Supervisor)

__________________ (Oponente)

. Dedico à minha avó Joana. mãe e tia Glória razões de minha luta.Ofereço à minha família e à todos aqueles que sempre acreditaram em mim.

. sem ser injusto com os demais. Belmira e Paulina Ao ISCTEM – Instituto Superior de Ciências e Tecnologias de Moçambique. das bibliotecas visitadas. Gina. pessoal do departamento da dívida do Ministério das Finanças. MPF. Olga. pelo auxílio financeiro e pela oportunidade que me ofereceu para cursar numa instituição privada. e especialmente. desfrutamos dos momentos felizes. À todos quanto. especialmente a minhas tias Glória. desempenhou um papel orientador muito apreciado na construção deste trabalho. na ordem alfabética. designadamente.AGRADECIMENTOS À Deus À minha família. Cristiano. inúmeros e pertinentes comentários. Aos Professores do Curso. com os seus múltiplos conselhos. naturalmente. À todos eles o meu profundo reconhecimento . Aos colegas do curso. Estevão Júlio Licussa. Dentre eles cito. Mataruca e Óscar. B. Claúdia. os nomes de Aires. possibilitaram a realização deste trabalho: Júlio Sitoe (Banco de Moçambique). GMD e do Instituto Nacional de Estatística.M. Assembleia da República. os quais foram superados em conjunto e. Gildo. mercê do seu contributo. ISCTEM. Cumpre-me enfim agradecer muito particularmente a Dr. Tivemos momentos difíceis. aos amigos.

indústria e comércio externo. tomou-se em consideração o período 1983 a 2003. Foi desenvolvido um modelo econométrico. A seguir. apresenta a dívida no caso moçambicano. A equação foi estimada pelo método dos mínimos quadrados. o restante é explicada por outras variáveis não incluídas no modelo.8% da variação do PIB. a procura de solução. depois apresenta modelos de desenvolvimento económico (modelo de Lewis e de Solow). e estratégias de desenvolvimento económico relacionadas com a agricultura. O trabalho começa por fazer uma revisão da literatura sobre a dívida externa no geral.RESUMO Este trabalho analisa a problemática da dívida externa e o seu impacto no desenvolvimento económico de Moçambique. . Para efeito de análise. Dos resultados econométricos obtidos no presente trabalho. pode-se afirmar que dívida teve um impacto negativo sobre o desenvolvimento económico de Moçambique e explica 29. considerando o PIB como variável dependente e dívida externa como variável independente. com recurso ao Eviews e SPSS. sua origem.

..................... 1...........18 ...............................................................3 2.........................................3 2.........3 ESTRATÉGIAS DE DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO.....4 2..............................1...........................2 Sustentabilidade da Dívida na Óptica do HIPC.......2 Objectivos Específicos.........2 Metodologia...................................2 Capacidade e Necessidade de Financiamento.....2 Capítulo II – REFERÊNCIAL TEÓRICO.........ÍNDICE Página 1...........1 Objectivos........................................3 2..............10 2......1 O Papel da Agricultura no Desenvolvimento Económico e na Diminuição da Pobreza................................5..........................................3.......................1 1................9 2............3......3....15 2........2 Organização do trabalho..........................2 O Papel e Estratégias da Indústria.............................................................1...................5 Iniciativa HIPC.......................3.....................................1.....5 INTRODUÇÃO................3 1..........2..............................................5..........................................................................17 2.....1 Etapas do Processo HIPC.........3...........................................1..............2 1.....................................2 Estratégias da Indústria.....10 2................................................1 Noção da Dívida Externa............3.............................1..................12 2... Crescimento e Diminuição da Pobreza......................2 MODELOS DE DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO...1...............4 Busca de Solução.....................................................................................................................2.................................1....................1 Modelo de Lewis: Modelo de Oferta Ilimitada de Trabalho.................................................1 Papel e Importância da Agricultura no Desenvolvimento Económico...................................................1.........1 Apresentação..................................................................................3..................................................1 O Papel da Indústria e Problemas do seu do Desenvolvimento nos PVD..........................................3 Origem e Evolução da Dívida......................1................................................................................................................3...........................17 2...................................2...........7 2..........2 Modelo de Solow........................................................3.....16 2..........2................8 2...2 1.....17 2.....................15 2...........4 1.....................3 Soluções........2 Agricultura.......15 2............................................................2 Objectivos Gerais.......................10 2...............1 1.................................................1 Pertinência do tema..................................................................................................................................................................1 CRISE DA DÍVIDA EXTERNA...........3 2................................1..............................

.................................4 Coeficientes.1.......32 4............................1 Origem e Evolução da Dívida Moçambicana........................5...........28 3...............1 Industrias Industrializantes........................................3..........................................................................3............30 3.1...............................................................30 Capítulo IV – CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES..2.....................................1.....................25 3........................................1 Análise das Variáveis.............1..............................3 Industrialização Virada para as Exportações..................................4 Plano de Acção para a Redução da Pobreza Absoluta .....................................................................1.....................1 Teste de Homoscedasticidade ... Testes de Hipóteses das Médias e das Variâncias da Amostra......29 3..........................................2...........25 3.............27 3.......................30 3................1...............2 RECOMENDAÇÕES...2....35 ANEXOS.......................................................................2...........1....................3................................19 2.................................2............................2 Soluções para Redução do Peso da Dívida................32 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS............................................23 3.....5...................................2.1.............................3 Moçambique e a Iniciativa HIPC....................5 ANÁLISE ECONOMÉTRICO......................18 2...................3 Políticas do Comércio Externo no Âmbito do Desenvolvimento Económico.................................................28 3............20 2...18 2...........................................5....23 3..............................3 Teste de Normalidade dos µi .........................................1 CONCLUSÕES........................................5..........................................1 Testes dos Pressupostos....5......................................................................................5............37-47 ........2 Estratégia de Industrialização por Substituição de Importações................2.....................................................................30 3...............................3................1.........................PARPA (20012005)..........................................1 Estratégias............3.....32 4.3...........22 Capítulo III – IMPACTO DA DÍVIDA EXTERNA NO DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO DE MOÇAMBIQUE..........................2 Teste de Autocorrelação dos µi .....................

.38 Quadro 5 .........................................................26 Quadro 3 ..Dívida da África Subsahariana...................................................46 Quadro 12 – Teste Durbin-Watson do modelo de regressão linear...Capital e Produto no Modelo de Solow............................37 Quadro 4 ...................................7 Quadro 2 ..............41 Quadro 8 – Resultados de implementação do PARPA (saúde).......................................Recursos transferidos para os PVD (1980-1992).......................................................................42 Quadro 9 – Resultados de implementação do PARPA (agricultura e desenvolvimento rural)................46 .......................Principais Indicadores Sociais..........................................................Evolução do PIB e da Dívida Externa do país (1983 – 2003).. 1980-89... (em biliões de USD)......Montantes e Termos de Reescalonamento com o Clube de Paris............40 Quadro 7 – Resultados de implementação do PARPA (educação e infra-estrutura).............Total da assistencia HIPC no Completion Point...........39 Quadro 6 ...................LISTA DE QUADROS Página Quadro 1 .......43 Quadro 10 ...................44 Quadro 11 – Coeficientes do modelo de regressão linear.......................

................................O colapso dos empréstimos internacionais às nações em desenvolvimento na década de 1980 (valores em biliões de USD)....Stock da Dívida Externa do País...............................LISTA DE GRÁFICOS Página Gráfico 1..............................37 Gráfico 2 ........... 1985-2004...........38 Gráfico 4 .........................37 Gráfico 3 ..........Condições para que haja comércio externo entre dois países..47 ....Oferta ilimitada de trabalho.............................................................45 Gráfico 6 – Teste de normalidade dos erros..............39 Gráfico 5 – PIB e Dívida externa de Moçambique (1983 – 2003)............................................

ABREVIATURAS BM – Banco Mundial DW – Darbin-Watson EUA – Estados Unidos da América FMI – fundo Monetário Internacional GMD – Grupo Moçambicano da Dívida GoM – Governo de Moçambique Ho – Hipótese Nula Ha – Hipótese Alternativa HIPC – Países Pobres Altamente Endividados OCDE – Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico PARPA – Plano de Acção para a Redução da Dívida PIB – Produto Interno Bruto PVD – Países em Vias de Desenvolvimento USAID – Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional USD – Dólar dos Estados Unidos VAL – Valor Actual Líquido .

Para a formulação de uma estratégia que identifique as forças sobre as quais o investimento irá desencadear efeitos multiplicadores que permitirão sair-se do ciclo da pobreza. . Os PVD enfrentam uma situação muito difícil no que diz respeito ao endividamento interno e externo. As políticas económicas e sociais (internas e externas) são responsáveis pela pobreza.1.2 Pertinência do tema Analisar o impacto do alívio da dívida externa no desenvolvimento económico de Moçambique revela-se particularmente importante: Em virtude de interesse pessoal em aprofundar os conhecimentos adquiridos e por sempre ter se interessado em saber a origem e os benefícios que dela advém. aliado à necessidade de fortes ajustes fiscais. vem colocando-os em um estado de escassez de recursos públicos para investimentos em políticas sociais.1 Apresentação Este trabalho analisa a problemática da dívida externa e o seu impacto no desenvolvimento económico de Moçambique. As instituições de Bretton Woods reconheceram a insustentabilidade da dívida dos PVD e lançaram a iniciativa HIPC e Moçambique tem tido alívio da dívida ao abrigo dessa iniciativa. Para se ter um desenvolvimento económico e social requere uma formulação de estratégias apropriadas que permitam atingir a redução da pobreza e o desenvolvimento económico. desigualdade e baixa produtividade que caracteriza o nosso país e muitos países em vias de desenvolvimento (PVD). 1. o investimento propiciado pelo crédito externo pode ter uma resultante benéfica para o país. o que. INTRODUÇÃO 1. Mostrar que se o acréscimo em investimentos permite um excesso de produção cujo resultado líquido permita superar os encargos do empréstimo.

3 Objectivos 1. Alem disso. 1. apresenta-se o referencial teórico. 1. No capitulo 2. incluindo introdução. a metodologia se compôs de pesquisa bibliográfica. pesquisa documental. 1. e para finalizar. Analisar o impacto que a crise da dívida externa teve em Moçambique.4 Metodologia Para a elaboração do trabalho foram empregues dois métodos: descritivo e análise econométrico. recolha e análise de dados estatísticos. pesquisa na Internet e análise de conteúdos curriculares. Assim.3.3.1 Objectivos Gerais Objectivo geral do presente trabalho é procurar mostrar como sair de uma economia de endividamento para financiar um desenvolvimento duradouro e socialmente justo e garantir a satisfação das necessidades humanas fundamentais. No capitulo 4 são apresentadas as conclusões e as recomendações. Identificar as razões do fracasso das estratégias implementadas.2 Objectivos Específicos Os objectivos específicos do trabalho são: • • • • Identificar os sectores em que foram canalizados os recursos provenientes da dívida e quais foram os resultados.1. Identificar a estratégia de desenvolvimento que o PARPA apresenta e analisar os resultados da sua implementação.5 Organização do trabalho O presente trabalho compõe-se de quatro capítulos. também são discutidos os procedimentos para obter as variáveis que compõem a equação estimada. referentes a PIB e a dívida externa. o capítulo 3 trata da dívida externa moçambicana. as referências bibliográficas e os anexos. . são apresentados e analisados os resultados de estimação do modelo. apresenta a análise econométrico dos dados estatísticos.

a nãoresidentes. pode obter recursos do exterior para investir.1.C. em troca por poder importar mais produtos estrangeiros actualmente que o volume que pode ser pago por suas exportações actuais. 2001: 706). Banco de Pagamentos Internacionais e O. com ou sem pagamentos de juros. À dívida externa corresponde o serviço da dívida2. os juros ou o principal sobre os empréstimos ou os dividendos sobre acções de empresas vendidas para estrangeiros (Krugman & Obstfeld. as reservas de ouro ou divisas. 2.1 Noção da Dívida Externa Segundo Medeiros (2000: 733).1 CRISE DA DÍVIDA EXTERNA 2. representa sempre um encargo real para a economia e consequente cerceamento das possibilidades nacionais de consumo. FMI. comportando a obrigação do reembolso do principal. Isto é: fixa-se o prazo de amortização do empréstimo. calcula-se o juro respectivo. ou de pagamentos de juros.” Divida externa é um termo que implica a existência de um débito de um país para com o outro.Capítulo II – REFERÊNCIAL TEÓRICO 2. fixo ou variável. bens ou serviços prestados.D. . E o investimento total (I) é a soma do investimento do sector público e do sector privado (I = Ig + Ip). por parte dos residentes de um país. prometendo pagar. com ou sem reembolso do principal.E. futuramente. previsionalmente.1. 1 2 Banco Mundial. podemos escrever que a conta corrente (CC) é a diferença entre a poupança total (S) e o investimento total (I) da economia: CC = S – I (1) Um país com défice em sua conta corrente. 2000: 736). Das equações atrás apresentadas. quatro organizações internacionais1 definiram a dívida externa bruta como sendo “ igual ao montante dos compromissos contratuais existentes e dá lugar ao pagamento. salvo a hipótese de uma utilização selectiva que só dará maior reproductividade no PIB (Medeiros. no que diz respeito a reposição de fundos.2 Capacidade e Necessidade de Financiamento A poupança total (S) é a soma da poupança governamental e da poupança privada (S = Sg + Sp). e quando esta é de montante elevado. que vai afectar.

que não tinha poder militar para proteger suas colônias (Lima. importando produtos manufacturados da Inglaterra. entre o império britânico e Portugal. Vide SACHS & LARRAIN (2000: 209 e 212). agravando a dependência económica e o endividamento externo5. colocam em evidencia a força do poder económico. Forneceram recursos para sua recuperação material e económica. entre vários. especialmente a Alemanha.Quando um país é aberto pode ter endividamento externo. e o seu endividamento aumentava. 2004). eis alguns exemplos: Segundo Lima (2004)4. Disponível na internet via: www. Falamos da capacidade de financiamento quando a poupança doméstica é maior que o investimento doméstico (S>I). cortiça. Portugal exportava bacalhau.com. o rei Filipe da Espanha governou Portugal. vinho. “de 1580 a 1640. 4 3 . é o oposto de uma capacidade de financiamento (S<I)3. Mês a mês a balança ficava negativa para Portugal. que haviam perdido a guerra.br/artigos/nf189/online/alex-lima2-198 5 Idem 6 Um programa de investimentos e de recuperação económica para os países europeus em crise após a guerra. evidentemente . azeitonas e óleo. de protecção militar em troca de pagamento. ainda hoje. mas assumiu um destaque particular depois da Segunda Guerra Mundial. para que o Brasil deixasse de ser sua colónia. mas impuseram condições que se revelaram em muitos casos perversas e que. 2. A Inglaterra paga a indemnização à Portugal e o Brasil vira devedor.” Em 1703 foi assinado o Tratado de Metwin.3 Origem e Evolução da Dívida A expressão “dívida externa” vem de longe.noticiasforenses. e uma necessidade de financiamento. Portugal exigiu vultuosa indemnização.1. pois conseguem acumular suas acções de capital apesar dos limitados recursos nacionais economizados e os financiadores dos empréstimos recebem retornos mais altos por suas economias do que poderiam receber em seus países (Krugman & Obstfeld. Praticamente tudo começou com o famoso Plano Marshall6 (depois da II Guerra Mundial) criado com o objectivo de recuperar os países. em 1641 a Inglaterra patrocina a re-independência de Portugal e obriga a criação de uma taxa ad valorem de 2% nos portos ingleses e 14% no porto português. obtêm ganhos de operação. 2001: 707). Quando os PVD tomam empréstimos.

e que se firmam nos créditos bancários. Quase todas os países que passaram por sérios problemas económicos na década passada só tinham uma coisa em comum: uma enorme dívida externa e. MEDEIROS (2000) e NAVALHA (2002) têm a mesma opinião ao dizerem que. SACHS & LARRAIN (2000). principalmente a partir de 1980. a crise resultou de uma combinação de elementos: factores externos e internos. aumento das taxas de juro reais no mercado internacional e a deterioração dos termos de troca e consequente queda das receitas de exportação. 2000: 743 e 745). porém. Em nome da Comunidade Internacional. que dão origem à constituição de novos activos ou à aquisição por parte de agentes nãoresidentes. 7 MEDEIROS (2000: 749 e 750). a necessidade de desenvolvimento. Um aspecto notável da crise. (ii) os investimentos directos. ou em créditos fornecidos por um Estado para outro Estado. a dívida externa crescia mais rapidamente do que a de outras regiões em desenvolvimento.Segundo Medeiros (2000). ao mesmo tempo causando quase nenhum efeito nos países de renda média da Ásia (Sachs & Larrain. a par da política de afectação dos recursos públicos por parte da Comunidade Internacional. uma pesada carga de serviço da dívida. (iii) os mercados de capitais. Grupo Moçambicano da Dívida (GMD. “As razões que podem levar um país a enfrentar uma crise de dívida são várias e diferem de país para país. SERRA (2003). “a crise da dívida tem na sua base uma série de factores de natureza interactiva e complexa. a zona austral de África. é possível agrupá-las de seguinte modo”8: i) Factores Externos: Aumento dos preços do petróleo nos anos 1970. 2004). por tanto. veio determinar o aperfeiçoamento da teoria das Transferências”. é a força com que ela atingiu os países de renda média da América Latina. surgem três instrumentos7: (i) as transferências de origem pública. Segundo Navalha (2002). consubstanciada em donativos. nos créditos à exportações e emissões de obrigações. relativamente. patenteada nos anos 60. que servem a estratégia da globalização das redes bancárias. 8 .

que cresceu muito mais rapidamente do que o desenvolvimento económico. Um dos primeiros sinais dos efeitos nefastos e visíveis da crise da dívida para os PVD foi a redução da entrada de capitais e empréstimos externos11 (Sachs & Larrain. bem como motivar a fuga de capitais. e Serra (2003) diz que. esta combinação. segundo Navalha (2002). 9 . prática de taxas de câmbios desajustadas (na sua maioria sobrevalorizadas).ii) Factores Internos: adopção de políticas ineficientes de gestão macroeconómica que geravam elevados défices orçamentais. Os devedores que optem por esta via acumulam atrasados e podem perder a credibilidade no mercado finaceiro. quando o Governo do México. por causa dos factores atrás apresentados entramos na próxima década de desenvolvimento ( década 90) com uma dívida externa dos países africanos. políticas de subsídios governamentais. “ocorrendo o que tecnicamente se denomina default9”. A África Subsahariana começa a enfrentar problemas da crise da dívida no princípio dos anos 80. por incapacidade financeira viram-se obrigados a optar pelo não pagamento da dívida. afectando de forma negativa o crescimento económico. e ser-lhes vedado ao acesso ao Mercado de capitais. o nível de investimento destes países reduziu de forma significativa. 11 Ver gráfico 1 e o quadro 3 (anexo I). 2000: 753). Segundo Serra O default tem consequências negativas tanto para os credores como para os devedores. em particular os da América Latina e África Subsahariana. Como consequência. 10 SERRA (2003). confrontado com a queda dos preços de petróleo que exportava viu reduzirem-se as suas possibilidades de saldar as dívidas. manutenção de elevados níveis de importações. comunicou aos seus credores que suspendia todos os pagamentos das suas dívidas até que elas fossem renegociadas10. levou a que os PVD não conseguissem efectuar o pagamento do serviço da dívida conforme os compromissos assumidos e alguns países. Na opinião de vários autores. SACHS & LARRAIN (2000) e MEDEIROS (2000). e a contracção de empréstimos para o financiamento de projectos ambiciosos improdutivos a taxas de juro comercias. A crise começa em Agosto de 1980. o resultado combinado de todos estes factores foi o agravamento da dívida externa dos países em desenvolvimento. Segundo Abrahamsson & Nilsson (1995).

SACHS & LARRAIN (2000).5 18.3 Quadro 1 .9 1988 139. (v) Termos de Nápoles (1994): reescalonamento e alívio até 67% do valor do serviço da dívida.3 33.7 61.0 8.8 7. 1980 Dívida Total a curto prazo de longo prazo nao garantida Garantida a credores oficiais a credores privados Rácio do Serviço da Dívida (%) Rácio dos juros pagos (%) 8.6 32. a dívida da África Subsahariana conheceu a seguinte evolução durante os anos 80. foram medidas usadas.9 5.5 24.(2003). pela High Indebted Poor 12 Para mais detalhes cf.7 101. O resultado da aplicação das iniciativas antes de 1996 foi insatisfatório.2 22.8 3.5 3. renegociação dos termos e contratos da dívida com os credores. 2000: 773). MEDEIROS (2000) .7 26.1 56.1 112.4 16.0 4.0 13.8 23.2 1989 143.9 12.0 16.4 24.9 119.5 15. SERRA (2003).5 22.1 87. in SERRA.5 1986 113.2 9.5 5. Fonte: African Development Bank.6 70.6 34. (em biliões de USD). (vii) Iniciativa HIPC II ou Termos de Colónia (1999): HIPC reforçado (aumento do alívio).2 13.6 8.9 1982 70.7 85.8 7.7 1981 64.9 52. (iv) Termos de Toronto (1988) e Termos de Londres (1991): reescalonamentos e taxas de juro concessionais.1 7.1.3 45.7 1985 96. 1980-89.6 14. Assim.2 9.3 11.0 40. “de entre as várias tentativas destacam-se as seguintes propostas tradicionais de solução”: (i) O Reescalonamento Clássico (1982): adiamento do pagamento.4 27. 2003.Dívida da África Subsahariana.2 1984 82.0 10.2 12.8 9.0 1987 137.7 5.0 58.4 9.0 17.1 5.6 4. (ii) O Plano Baker (1985): reescalonamentos e novos fundos.2 9. a fim de reduzir a carga da dívida para um nível razoável (Sachs & Larrain.8 34. não conseguiam aceder às suas condições e/ou não as podiam suportar.4 Busca de Solução12 A redução dos gastos domésticos.9 37.3 57.0 5.2 30. daí que em 1996 o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial (BM) tenham lançado o que ficou conhecido na sua versão em inglês.7 12.4 3. (vi) Iniciativa HIPC ou Termos de Lyon (1996): Reescalonamento e alívio de 80% do serviço da dívida.7 78.7 19.4 6. 2. GMD (2004).8 3.5 21. (iii) O Plano Brady (1989): reestruturação com redução da dívida.3 46.3 79. muitos países.3 1983 79.9 8.2 22.3 19.2 22.

a candidatura será aprovada ou rejeitada.HIPC (Iniciativa sobre a Dívida dos Países Altamente Endividados)13.5. se os rácios da dívida do 13 SERRA. cujos mecanismos tradicionais de alívio. o objectivo principal do HIPC é trazer o ónus da dívida para níveis sustentáveis. 2. após a análise. 2002: 19). surgida em 1996. em resultado de várias pressões exercidas pelos países em desenvolvimento no sentido de verem as suas dívidas reduzidas para níveis considerados sustentáveis (Navalha. os técnicos do FMI e do país candidato fazem a consolidação do stock da dívida. análise dos rácios de sustentabilidade da dívida.1 Etapas do Processo HIPC Segundo Navalha (2002). os países reconhecidamente pobres (com PIB per capita inferior a 895 USD/ano pessoa) e altamente endividados. a assistência HIPC consiste na redução do valor actual da dívida do país e consequentemente o seu serviço da dívida (Navalha. 2. Segundo Medeiros (2000). . 2002: 18). que estejam a seguir políticas económicas sólidas e um programa de reformas e ajustamentos. recorrendo a uma aplicação de políticas satisfatórias de modo a assegurar que os esforços de ajustamento e de reformas não sejam postas em risco pelo elevado peso do seu serviço.5 Iniciativa HIPC HIPC é um esquema adoptado conjuntamente pelo FMI e BM para apoiar a resolver a problemática da dívida externa dos países pobres altamente endividados. beneficiam-se desta iniciativa. tem sido insuficientes para obter níveis de dívida sustentáveis. 2003. Assim.1. o processo começa com a apresentação pelo país devedor ao board do FMI/BM da sua candidatura sobre a sua pretensão de ver a sua dívida reduzida. o país será assim considerado elegível para a assistência especial. determinando a situação corrente da dívida externa do país.Countries Initiative.1.

isto faz com que a iniciativa seja sempre acompanhada de planos de acção para a redução da pobreza. diz que. também. pelos países que contraíram empréstimos externos durante a década de 70 a taxas de juros reais muito baixas. determinando assim o Decision Point (Ponto de Decisão). durante esta fase. aqui o board do FMI/BM anuncia o valor total da assistência e a contribuição de cada um dos credores que permita tornar a dívida do país dentro dos parâmentros de sustentabilidade pré-estabelecidos (Navalha. os credores bilaterais e comerciais são obrigados a ter que reescalonar as obrigações do país enquanto que os credores multilaterais poderão avançar outro plano de assistência para o Completion Point (Ponto de Conclusão)14. Este autor. passados três anos (após a aprovação da candidatura) de bom desempenho económico. representando assim o final do processo. 2002: 26).2 Sustentabilidade da Dívida na Óptica do HIPC Uma dívida é insustentável quando compromete o crescimento económico. alcançado esta fase. O Decision Point é o momento. onde serão canalizados os recursos decorrentes da assistência externa. o problema da insustentabilidade da dívida começa a ser sentido fortemente a partir de 1980. Na fase do Completion Point será dada a assistência final.1. os recursos libertos na sequência do HIPC devem ser aplicados em programas de redução de pobreza.5. De acordo com Navalha (2002). que o board do FMI/BM decide formalmente a elegibilidade do país para uma redução do stock da dívida oficial e a comunidade internacional compromete-se a dar assistência na fase seguinte (Completion Point).país se fixarem fora dos parâmentros estabelecidos. . 2002: 24. 14 NAVALHA. o país deverá estabelecer um programa adicional de reformas e ajustamentos durante três anos com o suporte do FMI/BM e obter um bom performance. 2.

2. 3. Ld a procura de trabalho. conclui-se que o salário do sector tradicional é menor que o do sector moderno. 2. sendo por isso considerados sustentáveis ou não os países cujos indicadores estejam de acordo com os seguintes parâmentros15: a) O rácio do valor actual líquido (VAL) da dívida sobre as exportações passou de 200% para 150%. em suma. A medida que absorve o L 15 16 Aqui refere-se ao HIPC II. assim o VAL da dívida em relação as receitas fiscais baixou de 280% para 250%. No gráfico 2 (anexo I). o reinvestimento dos lucros desloca a Ld para a direita. de um caso especial de emprego ineficiente dos recursos (incluindo o tempo) e que se chama de desemprego disfarçado (Moraes. eis o seu ponto de partida: “há ilimitada oferta de trabalho nos países onde a população é tão numerosa em relação ao capital e recursos naturais.Segundo Navalha (2002). quando temos a oferta ilimitada de trabalho. Trata-se. Segundo o Modelo. isto é aumenta a procura de trabalho. 2004 . nula ou mesmo negativa”. Segundo Moraes (2004). c) O peso rácio serviço da dívida em relação à exportações diminuiu de 20% para 15%. que existem amplos sectores da economia em que a produtividade marginal do trabalho é ínfima. aquilo que causa a riqueza das nações16. O Modelo de oferta ilimitada de trabalho desenvolvida por Lewis. Lewis define como “causas imediatas do desenvolvimento”: 1. O que não promete muito em termos de eficiência e crescimento. b) Diminuição de crítérios orçamentais. o esforço para economizar. o Tradicional (campo) e o Moderno (cidade).2 MODELOS DE DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO 2. 2004). L é o trabalho e L* trabalho no ponto de equilíbrio. π representa o lucro. Ls a oferta de trabalho. Moraes. faz com que haja êxodo rural. tem como pressuposto a existência de dois sectores. a aplicação de conhecimento. o capital. o FMI apresentou alguns indicadores. em outros tempos.1 Modelo de Lewis: Modelo de Oferta Ilimitada de Trabalho A pretensão do estudo é a de reconsiderar. w é o salário.2. mas com a mesma ambição dos clássicos. Comparando o salário nos dois sectores. Moraes (2004). Essa diferença de salários.

Porém. o investimento em economias com oferta ilimitada de trabalho teria retornos altos até se estabelecer o equilíbrio entre o capital e o trabalho17. “Um Inquérito sobre a Natureza e as Causas da Riqueza das Nações”. este modelo ignora a sazonalidade no campo. ou seja: 17 18 Segundo conteúdos curricular da cadeira de Desenvolvimento Económico Idem 19 Roberto (2002) .haverá crescimento económico e este crescimento vai até um certo ponto. porque nem sempre existe oferta ilimitada de trabalho. ignora a interdependência dos dois sectores. Assim. a tecnologia que as empresas utilizam não são intensivas em capital e cria emprego. aparece com um modelo capaz de explicar o crescimento a partir do comportamento de firmas e famílias. a taxa de poupança de 100% é irrealista. por isso. Rostow e Lewis repetem com insistência a ideia de que o desenvolvimento económico só resulta possível com transferência de renda daqueles que gastam (entesouram ou emprestam) menos produtivamente para aqueles que gastam (ou emprestam) mais produtivamente (Moraes. foi a principal motivação do primeiro tratado sobre economia. 2004). deslocá-los de outros. o melhor que pode ocorrer com o dinheiro adicional é que vá para as mãos daqueles que voltarão a investi-lo produtivamente.2 Modelo de Solow19 O crescimento económico sempre esteve presente nas discussões sobre economia. Robert Solow em 1956. não recorrendo ao financiamento externo (dívida externa). 2. nem sempre a emigração campo cidade é por razões económicas. é necessário concentrar riqueza nas mãos de certos grupos. De acordo com a teoria keynesiana da época assumiu-se que as famílias poupavam uma fracção fixa da renda. escrito por Adam Smith e publicado em 1776.2. Segundo Moraes (2004). Crítica à Lewis18: nem toda mão-de-obra que emigra será absorvida. Isto contribui para o aumento da poupança interna para financiar despesas de investimento.

de forma que Nt+1 = (1 + η)Nt e At+1 = (1 + γ)At. Se α + β > 1. α e β20 representam as elasticidades do produto em relação aos insumos. isto permite escrever a equação (4) da seguinte forma (equação 5. o capital e o trabalho utilizados no mesmo período. conhecida como função Cobb-Douglas. o investimento deve ser igual a poupança a cada período. Definindo a variável por unidade de eficiência como a variável dividida pela mão-de-obra vezes o nível de tecnologia. ou seja: Kt+1= (1 . temos que: (1 + γ)(1 + η) κt+1 = (1 . ou seja. fazendo κt = Kt / (AtNt) e it = It / (AtNt) . Considere que a população cresce a uma taxa η e a tecnologia cresce a uma taxa γ. E assumiu-se também que na economia existe um único produto que as firmas produzem de acordo com uma função de produção que exibe rendimentos decrescentes de escala em cada factor de produção. A é uma variável que captura mudanças na tecnologia. ou seja. há rendimentos constantes de escala. anexo IV).δ) κt + it (5) (3) Aplicando o conceito de unidades de eficiência na função de produção. Yt a renda e s ∈ (0. Assim: • • • Se α + β = 1. Se α + β < 1. possui a forma: Q = AKαLβ (2) onde Q é a quantidade produzida num determinado período. trabalho e capital. Sabe-se que em economias fechadas sem. a soma α + β fornece o grau de homogeneidade da função Cobb-Douglas. há retornos decrescentes de escala. a cada período o correspondente a δKt é depreciado. descrita em (2). um exemplo deste tipo de função. K e L representam. há rendimentos crescentes de escala. o produto por unidades de eficiência será dado por: Nota: β = 1 .St = sYt (1) onde St representa a poupança.δ)Kt + It (4) onde δ representa a taxa de depreciação do stock de capital.1) representa a fracção da renda que será poupada no período t. respectivamente.α 20 . ou seja: It = St = sYt também sabe-se que o investimento representa a variação no stock de capital.

A partir de um certo período o stock de capital e o produto por unidades de eficiência chegam a um valor constante22. produto. quanto maior for a taxa de poupança maior será o produto por unidades de eficiência.δ) κt + s κα (7) esta equação determina o comportamento do stock de capital por unidades de eficiência e. assuma também que α = 0.q = kα (6) considerando as equações (3). 2. uma economia está no estado estacionário quando todas as suas variáveis (stock de capital. (6) e o facto que o produto é igual a renda (Qt = Yt) temos que: (1 + γ)(1 + η) κt+1 = (1 . O quadro 4 (anexo II) mostra o comportamento do stock de capital e do produto quando a economia parte de um stock de capital igual a um para diversos valores de s. existem dois factores que não são levados em conta e podem comprometem as políticas de incentivo a poupança (Roberto. a tecnologia (ou a produtividade) cresça a uma taxa de 2.6% ao ano. A segunda conclusão diz respeito ao valor do produto no estado estacionário. por consequência. consumo. “uma de carácter mais teórico e outra capaz de sugerir políticas macro-económicas”: 1. γ = 0. Segundo Roberto (2002). Ou seja: η = 0. Do quadro 4 (anexo II) pode-se chegar a duas conclusões importantes sobre o modelo de Solow. visto que ambos são fracções do produto. Isto sugere que uma maneira de estimular o crescimento da economia seria implementar políticas que aumentem a taxa de poupança.35 e que a depreciação é de 10% ao ano21.1. Consideremos um exemplo numérico para melhor entender-se o comportamento desta equação.35 e δ = 0. A adopção deste tipo de política nem sempre é bem sucedida. determina como o produto se comporta no tempo. α = 0. 21 22 . Se o produto por unidade de eficiência é constante. investimento e poupança) assumirem um valor constante no tempo. Nesta situação diz-se que a economia atingiu o estado estacionário.026.02. o consumo e o investimento também devem ser constantes. 2002). Roberto (2002). Suponha que a taxa de crescimento da população seja de aproximadamente 2% ao ano.

aumentos na taxa de poupança levam a um crescimento do produto por unidades de eficiência no estado estacionário. 2.1 O Papel da Agricultura no Desenvolvimento Económico e na Diminuição da Pobreza Grande parte da população do país vive e trabalha em áreas rurais (segundo o GoM. Neste contexto. a infra-estrutura rural. segundo o Modelo de Solow. . diz que “nada pode ser afirmado quanto a taxa de crescimento da economia. Roberto (2002). todo o esforço será concentrado no sentido de identificar as condições que fazem da agricultura um sector líder para fins de desenvolvimento e crescimento económico. a despesa pública com pesquisa e extensão agrícola. a extensão e a densidade da população rural . e quando consideramos o longo prazo a taxa de crescimento da economia será determinada apenas pela taxa de crescimento tecnológico.O primeiro é que. se estima que vivem com menos de um dólar por dia. de acordo com a definição de estado estacionário. o aumento da poupança interna irá aumentar a capacidade de um país poder importar tecnologias sem ter que recorrer a empréstimos externos. a taxa de poupança é importante na determinação do nível de renda e da taxa de crescimento a curto prazo. e dependem em grande medida da agricultura. a educação rural. mais de 70%).3 ESTRATÉGIAS DE DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO 2. as principais determinantes do crescimento agrícola são o capital físico e humano (capital e trabalho). e não influencia a taxa de crescimento a longo prazo. a taxa de crescimento seria zero”. 2001. PARPA 2001-05. até porque. O segundo factor importante é que o Modelo de Solow assume que a taxa de poupança é constante e determinada de forma exógena. Assim.3. a economia só irá apresentar um crescimento sustentável se for capaz de operar com tecnologias cada vez mais produtivas (Roberto. Do Modelo de Solow conclui-se que. ou seja. Segundo Sarris (2001). 2002).

o autor apresenta as condições que podem fazer com que o crescimento da produtividade agrícola seja em simultâneo factor favorável do crescimento em geral e diminuição da pobreza.2. (iii) é um sector de risco e incerteza (porque depende do clima). (iv) falta de infra-estruturas de vias de acesso. sendo assim um estímulo à produção e ao crescimento em geral. e (iv) Instabilidade de preços e rendimentos.1. 26 Em Sarris (2001).1. dos preços dos produtos e da produtividade dos activos não agrícolas. dos salários. e (v) dilema de preços25 (aumentar ou baixar os preços dos produtos agrícolas). (vii) é mercado para as industrias. (ii) é um sector que tem um baixo e lento retorno. Específicos PVD: (i) falta de incentívos (ex: crédito). (ii) baixa/fraca produtividade (devido ao atraso tecnológico). (vi) tem maior peso no PIB desses países. Escolheram esta política para garantir a estabilidade política no país e afecta negativamente a agricultura. O papel e importância da agricultura nos PVD23: (i) Fonte de mão-de-obra para outros sectores.1 Papel e Importância da Agricultura no Desenvolvimento Económico O crescimento agrícola é importante para a geração de demanda por produtos locais não comercializáveis. Problemas da agricultura em geral e específicos dos PVD24: 1.2 Agricultura. Crescimento e Diminuição da Pobreza Questiona-se se o crescimento na agricultura conduz à diminuição da pobreza em geral. 2. o desenvolvimento agrícola pode afectar o nível geral de pobreza num país de duas maneiras: A maneira directa implica que o crescimento agrícola diminua directamente o grau de pobreza em áreas rurais e na economia como um todo (através de melhoria de rendas agrícolas) ou indirectas. (v) é uma fonte de divisas. Segundo conteúdos curricular da cadeira de Desenvolvimento Económico Idem 25 A decisão tomada pelos PVD foi a política “Urban Bias” com baixa de preços dos produtos agrícolas (favorecem os citadinos em deterioramento dos camponeses). 2. (iv) contribui para o aumento da população.3. através dos impactos do emprego. 24 23 .3. (ii) é fonte de alimentos. Segundo Sarris (2001)26. (iii) é fonte de matéria prima. (iii) resistência a modernização. Geral: (i) a curva da procura é rígida e não elástica.

inseticídas e herbicidas). maneiras pelas quais as pessoas podem melhorar suas rendas reais). 2. concessão de benefícios fiscais. também.3. etc).3.3 Soluções28 Apresenta-se como soluções: a intervenção do Governo através de concessão de incentivos fiscais a agricultura (isenção de impostos. A actividade industrial impulsiona. etc). há basicamente três canais através dos quais o desenvolvimento agrícola diminui a pobreza (isto é.2 O Papel e Estratégias da Indústria Apesar dos acelerados progressos da ciência e da tecnologia actuais. fertilizantes.1 O Papel da Indústria e Problemas do seu do Desenvolvimento nos PVD29 27 28 SARRIS (2001) SARRIS (2001) e conteúdo curricular da cadeira de Desenvolvimento Económico . distribuição e comercialização. aumento dos gastos com extensão rural. através de aumentos nos activos produtivos que possuem. tratamento especial no sector de insumos: tractores. e à demanda por serviços ao longo das etapas de produção.2.1. graças à utilização de matérias-primas e de produtos agrícolas. segundo. modernização da agricultura (abertura ao comércio internacional. através da melhoria no nível de emprego e do retorno sobre activos que já possuem. a indústria continua sendo o principal vector da geração e difusão de inovações tecnológicas e a mais importante fonte de criação de novos produtos. os demais sectores da economia. para o processamento industrial. induzir o avanço tecnológico. apoio ao acesso aos microcréditos (micro-finanças). transporte. 2. O crescimento agrícola tem implicações diferentes em matéria de diminuição da pobreza e de crescimento em diferentes situações.Segundo Sarris (2001). intervenção do governo no processo produtivo (reforma agrária. finalmente. construção de infra-estruturas necessárias. através do aumento da produtividade dos activos que possuem. armazenamento. 2. e segundo diferentes grupos de pobres27. expansão dos programas de crédito rural subsidiado. Primeiro.3.

tem preços mais estáveis).2.2. g) assistência a balança de pagamentos. (v) Inexistência de fornecedores (uma vez que a agricultura não oferece a produtividade necessária para fornecer matéria-prima para a indústria). o crescimento industrial leva ao crescimento sócio-cultural). E tem como aspectos negativos: endividamento externo. d) tem menor risco em relação a agricultura (porque não depende do clima.2 Estratégias da Indústria30 2. e) industrialização trás progresso tecnológico. porque é um sector com maior interactividade. baixo nível de criação de emprego. São problemas ou barreiras do desenvolvimento industrial nos PVD: (i) Falta de tecnologia moderna ou utilização de tecnologia obsoleta (oferecidas pelos países desenvolvidos ou comprados em terceira ou quarta mão). (ii) desenvolvimento das indústrias nacionais cujas produções substituirão as importações. 2. (ii) Falta de técnicos qualificados. (iv) Inexistência de mercado. (iii) criação de pólos de desenvolvimento. f) cria empregos mais bem remunerados para aliviar os problemas de desemprego.2 Estratégia de Industrialização por Substituição de Importações Os seus pressupostos são: (i) estratégia introvertida.Apresenta-se a seguir alguns argumentos a favor da indústria: a) sector mais dinâmico. b) este sector produz com maior valor acrescentado (em relação a agricultura). que arrastariam a restante economia. (iii) Inexistência de know-how. (ii) assenta no desenvolvimento de indústrias consideradas motoras do crescimento. como a pretroquímica e a siderurgica. dependência tecnológica.3. .3. c) traz mudanças estruturais na economia (isto é.3.2.1 Industrias Industrializantes Tem como pressupostos: (i) estratégia introvertida. 2. (iii) ao Estado compete 29 30 Conteúdo curricular da cadeira de Desenvolvimento Económico KRUGMAN & OBSTFELD (2001) e conteúdo curricular da cadeira de Desenvolvimento Económico.2.2. abandono da agricultura. degradação das condições de vida das populações rurais.

(iv) existência de mercado interno e fornecedores. na medida em que importações mais intensivas em capital e tecnologicamente mais avançadas. Tem como desvantagens: a protecção contra a concorrência estrangeira leva a anulação da concorrência e não há motivação para que se tornem mais eficientes.2. do que forçar as nações desenvolvidas a diminuir as barreiras comerciais às suas exportações de produtos manufacturados. acelerar a industrialização (proteger a industria nascente da concorrência externa por forma a possibilitar a fase de arranque económico).2. as empresas estrangeiras são induzidas a estabelecer as chamadas “fábricas tarifárias” para superar a barreira tarifária das nações em desenvolvimento. proibições na importação de determinados produtos (principalmente os produzidos internamente). porque a reduzida dimensão do mercado doméstico de diversas nações em desenvolvimento não permite que elas se beneficiem de economias de escala.3. dependência tecnológica e o abandono de agricultura. a cobrança de tarifas elevadas (direitos aduaneiros) para os produtos importados.3 Industrialização Virada para as Exportações .proteger o mercado interno da concorrência criando medidas proteccionistas. restrições quantitativos (quotas de importações). Tem como instrumentos. 2. (v) alto grau de qualificação do pessoal para a tecnologia. a substituição das importações torna as industrias ineficientes. O principal objectivo é aliviar a balança comercial pela diminuição das importações. a importação de manufacturados se torna cada vez mais difícil e custosa (devido a protecção). o que leva a falta de competitividade. política cambial (favorável às protecções). as nações em desenvolvimento tem mais facilidades de proteger os seus mercados internos da concorrência estrangeira. agravamento do saldo da balança comercial. As suas vantagens são: a existência do mercado para o produto industrial reduz o risco de estabelecimento de uma industria para substituir as importações. tem de ser substituídas pela produção doméstica. estimular o emprego.

pois.Os objectivos desta estratégia são: ganhos de divisas (para pagar as importações úteis e dívidas externas). diminuição da dependência de um produto à exportar que causa vulnerabilidade da economia a flutuação dos preços ao mercado internacional. Tem como desvantagens: para os PVD pode ser muito difícil implantar indústrias de exportação devido à concorrência com as industrias já estabelecidas e eficientes dos países desenvolvidos. As suas vantagens são: é superada a reduzida dimensão do mercado doméstico. As estratégias são complementares. controle das importações e facilidades de importar produtos utilizados nas industrias exportadoras. facilidades de créditos às actividades exportadoras. estimulo ou criação de emprego. investimentos nas infraestruturas. O modelo de desenvolvimento ideal é a combinação da expansão e diversificação rápida das exportações. permitindo que o país se beneficie de economias de escala. os países desenvolvidos frequentemente concedem um grau elevado de protecção às suas indústrias ao produzir bens simples intensivos em mão-de-obra nos PVD já possuem ou podem em breve conseguir uma vantagem comparativa. Utiliza os seguintes instrumentos: política de desvalorização da moeda nacional. matérias-primas e amortizar a dívida externa. um processo de substituição das importações é necessário que as exportações cresçam para financiar as importações de máquinas. a produção de mercadorias manufacturadas para a exportação exige e estimula a eficiência em toda a economia.3 Políticas do Comércio Externo no Âmbito do Desenvolvimento Económico Será que o comércio externo contribui para o desenvolvimento económico dos países envolvidos? Para responder Estruturalista. a expansão da exportação de manufacturados não é limitada pelo crescimento do mercado. com substituição selectivas de importações. sobretudo quando a produção de uma indústria é utilizada como insumo de uma outra industria doméstica. criação de zonas francas. melhoramento da competitividade. esta questão surgem duas posições: Clássica e . 2. concessão de incentivos às exportações.3.

pela troca internacional. a divisão internacional do trabalho aumenta a quantidade dos produtos. trouxe um contributo significativo na explicação das vantagens que advêm do comércio internacional. atendendo as suas dotações e recursos disponíveis. Teoria das vantagens Comparativas32: David Richard (1817).1. demostra que “ O comércio internacional seria mutuamente vantajoso para os países que dele participassem. Vantagens: Divisão internacional do trabalho. os preços relativos de dois bens diferem de um país para o outro. na sua obra “ A Riqueza das Nações”. com a condição de obter. os dois países podem beneficiar de uma troca de bens com rácios intermédios de preços”. Consequências da formulação Ricardiana: (i) Um país pode ter interesse em importar mercadorias que ele próprio produziria a um custo inferior ao do país onde as compra. Nesses casos. KRUGMAN & OBSTFELD (2001) e SALVATORE (1998) . 31 32 SALVATORE (1998). Preços relativos é a quantidade de um outro bem que deve ser fornecida para se obter uma unidade do bem em causa numa troca no mercado. Ricardo demostrou a possibilidade de se verificarem vantagens mútuas não só nos casos em que ocorram vantagens absolutas de custos. E segundo ele. pudesse produzir determinado produto a custos comparativamente mais baixos (custos absolutos) do que outros países. o que implica a alocação óptima dos recursos. trocando-os no mercado exterior pelos bens nos quais outros países iriam especializar-se”. “Se na ausência do comércio. Clássica (Teorias Clássicas do Comércio Internacional) Teoria das vantagens absolutas31: Adam Smith (1776). a especialização trás maior produtividade e permite um intercâmbio entre nações. (ii) Um país pode ter interesse em produzir mercadorias cujo é para ele mais desvantajoso. mercadorias que lhe custaria ainda mais caro se ele próprio as produzisse. o país deveria especializar-se na produção do bem em que apresenta vantagens absolutas. e o livre cambismo permite aos consumidores obtê-los por menos custos. existem vantagens comparativas sempre que o rácio dos custos relativos de dois bens nos dois países sejam diferentes. desde que um país. Partindo da formulação de Adam Smith. como também naqueles em que se verificassem vantagens relativas.

A primeira condição para que haja comércio internacional é: se o preço do país de importação for inferior que o preço do país importador. onde Pa é preço do bem no país A. Aponta como razões de deterioração dos termos de troca: evolução tecnológica. 2.Segundo os clássicos. etc. prejudicando os consumidores e ganham os produtores porque PM. isto é. de recursos. uma parte ganha a custa da outra. < Pb). Pode existir comércio externo entre dois países quando houver diferenças das condições de capacidade de produção. o comércio internacional contribui para o desenvolvimento económico. condições de clima. E a especialização leva a deslocação da linha de fronteira de possibilidades de consumo (LFPC) para mais.I. A segunda condição é: se o preço do país A for menor que o preço do mercado internacional e menor que o preço do país B (Pa < PM. 35 Conteúdo curricular da cadeira de Desenvolvimento Económico 34 33 . porque há benefícios mútuos para todas partes. Conteúdo curricular da cadeira de Desenvolvimento Económico Termos de troca é o preço relativo pelo qual um país comercializa um dado produto com outro produto de um outro país. X é a exportação e Z é a importação (o país A exporta e o país B importa). beneficia os centros e prejudica a periferia por causa da deterioração dos termos de troca34.1 Estratégias35 Substituição das importações de produtos primários (defendida pelos estruturalistas).3. E isso faz com que o país exportador beneficia. segundo eles. Promoção de Exportações (defendida pelos clássicos).) 2.I. ou um perde em benefício do outro.3. Por exemplo. anexo II). curva de Engel (relaciona a procura de um bem e o aumento do rendimento. Estruturalista33 Os estruturalistas dizem que existem vantagens no comércio externo. Isto porque. Diversificação. mas vantagens assimétricas.> Pa e no país importador acontece o contrário (Pb > PM. políticas proteccionistas nos países desenvolvidos. criam condições para a troca: Suponhamos que nos dois países tem o mesmo produto (ver gráfico 3. a medida que o rendimento aumenta a quantidade procurada diminui). pressões sindicais nos países desenvolvidos.I. E calcula-se pelo rácio de Índice Preço Exportação e Índice Preço Importação. Pb é o preço do bem no país B.

A substituição das importações tem que ser selectiva e temporária. isto é.As duas primeiras estratégias são complementares. . temos que especializar e promover as exportações e ao mesmo tempo substituir as importações.

bem como as forças do mercado.ces. E mostrou ser a menos adequada para a solução dos problemas económicos preconizados pelo Estado39 (Abrahamsson & Nilsson. 1995. Em Moçambique. a sociedade civil era embrionária demais para dinamizar o aparecimento dum regime de desenvolvimento mais orientado para a via de economia de mercado. ainda não estava consolidada para que o país pudesse sozinho.fe. 39 Tinham marginalizado os camponeses familiares a favor do desenvolvimento de uma agricultura mecanizada. o efeito imediato provocado pela independência foi o de mergulhar o país numa profunda recessão. 1995: iii e 6). estavam muito pouco desenvolvidas.uc. a estratégia de desenvolvimento moçambicana. agravada pelos efeitos da guerra Israelo-árabe em 1973. esta degradação da economia agrícola afectou todos os sectores. durante o ano subsequente assistiu-se à saída maciça de quadros portugueses (Newitt. 37 Disponível na internet via: http://www. e a sua hegemonia sobre todas as forças económicas e políticas38”. incluindo o Vale do Limpopo.uc. A capacidade administrativa do estado e a capacidade de gestão política.fe. Para Silva37.ces. as fortes chuvas que inundaram algumas zonas agrícolas vitais.html 36 .pt/emacipa/gen/mozambique.1 Origem e Evolução da Dívida Moçambicana Devido à herança colonial36. citado por SILVA. 40 Disponível na internet via: http://www. Silva40). estes factores contribuíram ainda para a criação de dívidas de importação e “a estratégia de desenvolvimento permitiu um total monopólio pelo poder do Estado. 1997: 472-478). destruindo assim o sistema que havia garantido a maior parte da produção para consumo interno e uma parte de produção para exportação. antes deste êxodo verificara-se uma queda de diversos indicadores.html 38 ADAM (1997). a estratégia de desenvolvimento económico tinha como objectivo explícito acabar com o subdesenvolvimento num período de dez anos (Abrahamsson & Nilsson. Segundo Newitt (1997).Capítulo III – IMPACTO DA DÍVIDA EXTERNA NO DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO DE MOÇAMBIQUE 3. guerra fria. Apesar do crescimento económico verificado nos primeiros sete anos depois da independência. fazer face aos efeitos da desestabilização e à seca. seguindo-se um período de seca que durou até 1982 e que "levou a população do país quase à beira da fome".pt/emacipa/gen/mozambique.

políticas económicas domésticas e de financiamento e refinanciamento dos credores. Os dados existentes indicam que o elevado endividamento do país ocorreu depois de 1979. O surgimento da dívida externa dos países subdesenvolvidos e a moçambicana em particular pode ser atribuída a um conjunto de factores de natureza macro-económica. Navalha (2002: 10) diz que. Isto resultou no endividamento público interno e externo42.uc. destacando-se43: A problemática da falta da poupança interna e o problema da procura interna.fe. 2002: 5). conclui-se que: os choques externos.pt/emacipa/gen/mozambique. 3.ces.uc. depois deste ano o país começou a acumular elevados montantes de passivos externos e antes deste ano o nível de reservas disponível era suficiente para financiar a conta corrente do país (Navalha.ces. a situação económica do país transportava já sinais alarmantes (Silva41): (i) crescimento do nível de importações sem que houvesse disponibilidade de divisas.Nos princípios da década de 80. factores políticos. foi a primeira medida e talvez a mais importante de todas. isto porque. 1997. desestabilização da África do Sul e a necessidade de receber ajuda alimentar para superar a crise económica levaram o Estado a redifinir a sua política externa (Hanlon. guerra.5 Soluções para Redução do Peso da Dívida Para fazer face aos efeitos das calamidades naturais. 1995). os desastres naturais são factores que contribuíram para o agravamento da dívida externa do país.html . (ii) os subsídios estatais à educação. Silva44. Abrahamsson & Nilsson. De um modo geral. diz que.pt/emacipa/gen/mozambique. os factores acima apresentados podem ser considerados as causas primárias do problema da dívida externa moçambicana e o seu agravamento está associado a outro conjunto de factores. a adesão do país ao FMI e BM. pois com ela o país passou a ter acesso a empréstimos 41 42 Disponível em: www.html Ver gráfico 4 (anexo III) 43 NAVALHA (2002: 8 e 9). 44 Disponível na internet via: http://www. Assim.fe. saúde e despesas correntes do sector estatal incluindo as empresas estatais levavam um déficit no orçamento do Estado. Navalha (2002).

anexo III) terem permitido a uma redução do serviço da dívida e vários governos credores tomaram iniciativas individuais de cancelamento da dívida do país. Africa Moçambique 90 47 128 1100 60 61 45 Indicadores PNB per capita (USD. 3. conversão em investimentos e “buy-back”.Principais Indicadores Sociais Fonte: FMI/Governo de Moçambique. (ii) O reconhecido nível de pobreza do país aliado a vulnerabilidade do país a choques externos. in Navalha (2002) 45 Segundo NAVALHA. através de cancelamento. (iii) O bom desempenho económico do país (redução da inflação. revelaram um nível insustentável da dívida externa e foram determinantes para a elegibilidade do país à iniciativa. o seu peso continuava insustentável. no âmbito do Clube de París. e (iv) O bom desempenho do processo de reformas e economias em curso desde 1997. 2002:28. reescalonamento. Apesar dos alívios que o país se beneficiou no âmbito do Clube de Paris (quadro 5.mais concessionais bem como a mecanismos tradicionais de alívio da dívida externa. . o nível de pobreza do país traduzido nos indicadores constantes no quadro abaixo e os vários rácios da dívida calculados.3 Moçambique e a Iniciativa HIPC Navalha (2002: 26) diz que. 1996) Esperança media de vida a nascença Mortalidade infantil (por 1000) Mortalidade materna (por 100 000) Alfabetizaçao (% populaçao > 15 anos) Gross Primary Dos quais mulheres Subsahariana 490 52 92 700 43 71 64 Quadro 2 . crescimento acelerado do PIB e estabilização da taxa de câmbio). Os directores executivos do FMI e BM acordaram que Moçambique era elegível a iniciativa HIPC tomando em consideração45: (i) O elevado peso da dívida externa (com base nos rácios de sustentabilidade). factores fundamentais para evitar a crise e a capitalização constante de juros.

contém a visão estratégica para a redução da pobreza e tem como objectivo principal a redução da pobreza absoluta.0 milhões de USD contra uma média de 113. 2002: 34 e 35). De modo global. 3. os gastos correntes orçados pelo Governo estavam projectados que aumentassem na saúde 9% em 1998. no período 2000/6.O quadro 6 (anexo IV) mostra o total da assistência HIPC no Completion Point. estava projectado um aumento dos gastos correntes na saúde e educação de cerca de 16% em termos reais durante 1999/2000. a média de pagamentos da dívida passou a ser 56. e) A carga fiscal medida pelo serviço da dívida em relação as receitas fiscais. para 4% até 2010 e menos de 4% depois de 2010. b) Comparando o serviço da dívida previsto com e sem o HIPC.4 Plano de Acção para a Redução da Pobreza Absoluta . A iniciativa HIPC visa sobretudo contribuir para alteração dos indicadores sociais do país. e g) Quanto aos sectores sociais. com o HIPC atinge os cerca de 115 milhões de USD ao ano. f) O rácio VAL da dívida sobre as exportações reduziu de 538% em 1998 para menos de 100%. fornecimento de água e saneamento e ainda desenvolvimento de infra-estruturas nas zonas rurais. de um rácio de VAL sobre as receitas de 610% em finais de 1998.PARPA (2001-2005) É um documento elaborado pelo Governo de Moçambique sob a coordenação do Ministério do Plano e Finanças. previase reduzir o peso de 30% para cerca de 10%. c) A carga fiscal da dívida também caiu significativamente. o impacto da iniciativa HIPC na economia moçambicana foi o seguinte46: a) No período de 2000 e 2006. Considerava o Governo que 46 NAVALHA (2002: 33 e 34) . nomeadamente educação. através da aplicação das poupanças pelo não pagamento do serviço da dívida em programas sociais. para 20% em 2000. saúde. reduziu para cerca de 100% em 2010.0 milhões de USD pagos anteriormente. d) O rácio serviço da dívida sobre as receitas de exportação caiu de 30% em 1998. para 10% em 2000 e na educação de 18% em 1998. em conformidade com o Plano de Acção para a Erradicação da Pobreza – PARPA (Navalha. nota-se o nível de poupança que resultou com a iniciativa (a poupança média anual.

desenvolvimento de infraestruturas. PARPA. segundo as normas da sociedade” (GoM. através do investimento em capital humano.4% no inquérito de 1996-97 para 54. O Desafio do Desenvolvimento. e também têm efeitos profundos e abrangentes (GoM. apresentam os resultados de implementação do PARPA de alguns indicadores (valores observados e as metas de 2004. 47 USAID. Agricultura e Desenvolvimento rural. e menos de 50% por volta de 2010. e Gestão macro-económica e Financeira. “Os resultados do inquérito ao consumo doméstico mostram uma queda de 15. Saúde. 2001-05). são consideradas “áreas de acção fundamentais”: Educação. 2001.3% na incidência da pobreza. PARPA 2001-05). E apresenta uma estratégia de desenvolvimento baseada no mercado. programas para melhorar a qualidade das instituições públicas e políticas para uma gestão macro-económica financeira eficiente (GoM. o número de agregados familiares pobres reduziu de 69. 2001-05: 10). PARPA. e as metas para 2005). O PARPA define a pobreza como sendo a “incapacidade dos indivíduos de assegurar para si e para os seus dependentes um conjunto de condições básicas mínimas para a sua subsistência e bem-estar. a estratégia de redução da pobreza em Moçambique é baseada em seis prioridades para a promoção do desenvolvimento humano e a criação de um ambiente favorável para o crescimento rápido. 2001. Janeiro de 2005 .até 2005 era possível manter uma taxa de crescimento na ordem de 8% ao ano. 2001.1% no inquérito de 2002-0347”. Em simultâneo a esta estratégia é ainda evidente o empenho do Governo em prosseguir políticas e desenvolver actividades que cobrem outras dimensões básicas da pobreza (a vulnerabilidade e empowerment). Infra-estrutura básica. VI e VII). Boa governação. Os quadros dos anexos (V. onde o governo tem o papel principal de promover o investimento e produtividade. e consequentemente reduzir a incidência da pobreza absoluta do nível de 70% em 1997 para menos de 60% em 2005. Concretamente. porque são absolutamente essenciais para a redução da pobreza e para o crescimento. tendo alcançado a meta do PARPA para 2005 (reduzir a incidência da pobreza para menos de 60% em 2005). inclusivo e abrangente.

3.5 ANÁLISE ECONOMÉTRICO 3.5.1 Análise das Variáveis, Testes de Hipóteses das Médias e das Variâncias da Amostra

Neste trabalho usar-se-á amostras de séries temporais, referentes à PIB e Dívida Externa de Moçambique para procurar estabelecer relações entre as duas variáveis, a função causal entre ambas e determinar os parâmetros da função no sentido de se retirar conclusões económicas, pelo método dos mínimos quadrados. Este método é aplicado para ajustar uma linha de regressão, “tal que a soma dos desvios ao quadrado seja mínima” (Woiler & Mathias, 1996: 75). Pelo critério dos mínimos quadrados, a linha (e a equação) de regressão que melhor ajusta é aquela para qual é mínima a soma dos quadrados dos desvios entre os valores observados e estimados da variável dependente para os dados amostrais.

A falta de registo de dados referente a dívida externa de Moçambique, levou a que o estudo se circunscrevesse numa amostra inferior a 30 ( 21 observações), embora não constituam uma amostra representativa, as duas variáveis contém dados aceitáveis para o tratamento estatístico: PIB e Dívida Externa, séries temporais que compreendem os anos de 1983 a 2003, foram computados e gravados no Excel, as amostras da população em estudo conforme o quadro 10 (anexo VIII).

Com recurso ao Eviews 4.0 na plamilha de trabalho importou-se os dados gravados no Excel e procedeu-se a representação gráfica para melhor visualização do comportamento das variáveis em estudo (gráfico 5, anexo IX). A análise gráfica mostra grandes oscilações no comportamento de cada uma das variáveis. Com os testes realizados no Eviews 4.0 e SPSS 10.1 sobre as variáveis PIB e Dívida, obteve-se pelo método dos mínimos quadrados, o modelo de regressão linear com a seguinte expressão analítica48: PIB = - 0.657Dívida + 6364.677 (1)

onde: PIB é o valor estimado da variável dependente, dado um valor específico da variável independente (Dívida); 6364.677 é o ponto de intersecção da linha de regressão
48

Ver quadro 11 (anexo X).

linear com o eixo do PIB (ponto no qual Dívida =0); -0.657 é a inclinação da linha de regressão.

3.5.1.1 Testes dos Pressupostos

Quando um modelo de regressão é escolhido em uma pesquisa, deve-se verificar se ele é adequado para os propósitos a que se destina, uma ou mais características do modelo podem não se ajustar aos dados da amostra. É importante investigar a aptidão do modelo, antes de qualquer análise mais profunda dos resultados. Segundo Kazmier (2004), o objectivo principal da análise de regressão é predizer o valor da variável (dependente), dado que seja conhecido o valor da variável associada (variável independente).

Segundo Pinto & Curto (1999), a verificação das hipóteses é importante, porque toda a inferência estatística no modelo de regressão linear (testes de hipótese e intervalos de confiança) se baseia no pressuposto de que as hipóteses sobre o εi se verificam. Caso as hipóteses sejam violadas, deve ser posta em causa a utilidade do modelo.

3.5.1.1.1 Teste de Homoscedasticidade O teste da hipótese é a seguinte: Ho: a variância é constante (r2 = 0) Ha: a variância não é constante (r2 ≠ 0) O resultado é que r2 = 0.298145 ( quadro 11, anexo XI) com a probabilidade menor que 5% (Sig. F Change = 0.010), rejeita-se a Ho. Coeficiente de determinação (r2) “mede quanto da variação observada é explicada pela regressão49 “, isto é, é a percentagem da variação variável independente 3.5.1.1.2 Teste de Autocorrelação dos µi Ho: há correlação dos erros Ha: não há correlação dos erros
49

da variável dependente que é explicada pela variação da

Woiler & Mathias, 1996

O resultado do Dw é 1.090708 (quadro 12, anexo X), sendo o Dw <1.5 concluí-se que existe correlação dos erros, violando assim este pressuposto. 3.5.1.1.3 Teste de Normalidade dos µi Ho: µi tem distribuição normal Ha: µi não tem distribuição normal O gráfico 6 (anexo XI), mostra que a distribuição dos erros obedece ou tende à distribuição normal, não violando este pressuposto.

3.5.1.1.4 Coeficientes Ho: b2 = 0 Ha: b2 ≠ 0 p = 0.0104 ; Ho: b1 = 0 ; Ha: b1 ≠ 0 ; p = 0.0000

Os dois coeficientes (b2 e b1) tem probabilidades menores que 5% (p = 0.0104 e p = 0.0000, respectivamente) o que leva a concluir que os coeficientes são significativos.

Assim, conclui-se que o modelo é racional, r = 0.546027, isto quer dizer que, existe uma relação inversa negativa entre o PIB e a dívida externa e a sua extensão é 0.54, isto é, quanto maior for ao dívida externa menor será o PIB. O r2 = 0.298145, significando que somente 29.8% da variação da variável dependente (PIB) é explicada pela variação da variável independente (dívida externa).

A correlação entre as variáveis é provada pela estatística Durbin-Watson cujo o valor é 1.090708, bem distante da vizinhança normal que é 2 e a probabilidade P(Fstatistic) = 0.010446, o Dw está acima do coeficiente de determinação (r2 = 0.298145), o que revela que o modelo seleccionado é explicativo com relação ao comportamento normal da população. Apesar deste modelo violar alguns pressupostos: homoscedasticidade e autocorrelação dos µi,

pois existe uma grande demanda potencial a ser atendida. a economia deverá operar com tecnologias cada vez mais produtivas. enfatizam a necessidade de existência da poupança que deverá ser investido produtivamente para se ter o desenvolvimento económico. Os dois modelos de desenvolvimento apresentados no presente trabalho. por um crescimento da oferta de produtos industriais. concluíse que: i) Os investimentos governamentais em capital humano. e o seu oposto é uma necessidade de financiamento.1 CONCLUSÕES Este trabalho analisou a problemática da dívida externa e o seu impacto no desenvolvimento económico de Moçambique e estimou um modelo de determinação do PIB dado qualquer valor da dívida externa. que foi um dos principais factor do surgimento da dívida dos países africanos. tomou-se em consideração o período de 1983 a 2003. ii) O desenvolvimento industrial tem importância estratégica e fundamental. Divida externa é um termo que implica a existência de um débito de um país para com o outro. substituindo de forma competitiva as importações contribuindo para diminuir o défice de transações correntes. Existência de poupança interna é importante para financiar despesas de investimento.Capítulo IV – CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES 4. Para termos um crescimento a longo prazo. infra-estruturas e em pesquisa agrícola são importantes para a melhoria de produtividade agrícola. iii) Há uma correlação positiva entre o rápido crescimento das exportações e o rápido crescimento económico. E a crise da dívida externa resultou de uma combinação de factores externos e internos. E políticas que aumentam a taxa de poupança estimulam o crescimento da economia a curto prazo. Cabe a industria expandir as exportações. isto pode ser ao mesmo tempo factor de promoção do crescimento e de diminuição da pobreza. são . em relação as estratégias de desenvolvimento económico. para a qual haviam informações. Neste trabalho. Para efeito de análise. As políticas de livre comércio e algumas taxas de protecção fundamentais para o alto crescimento. Um país tem capacidade de financiamento quando a poupança doméstica é maior que o investimento doméstico. evitando o recurso do financiamento externo .

O período que se seguiu as independências africanas caracterizou-se no geral pela estratégia de substituição das importações pela industrialização. é importante que qualquer projecto nacional contemple uma política industrial. Os vários rácios da dívida do país revelaram um nível insustentável da dívida externa e foram determinantes para a sua elegibilidade a iniciativa HIPC. mas ainda há muito por fazer. sendo que os coeficientes foram estatisticamente significativos. concluí-se que a dívida teve um impacto negativo sobre o desenvolvimento económico de Moçambique e somente 29. apresentou bons resultados. O coeficiente estimado do PIB tem sinal negativo. crise do petróleo dos anos 70. diminuição de contratos de moçambicanos na África do sul. encerramento da fronteira entre Moçambique e o Zimbabwe. e consequentemente uma redução do serviço da dívida. secas cíclicas. o Governo priorizou acções que possam contribuir para o crescimento económico sustentável e a redução da pobreza e das desigualdades sociais. fortes chuvas.8% da variação do PIB é explicada pela variação da dívida externa e o restante (70. a industrialização. A equação estimada da determinação do PIB. rompimento do acordo entre o país e a África do sul (que previa o pagamento dos trabalhadores em ouro). a modernização da agricultura iria garantir a substituição das importações valorizando o produto nacional para o consumo e para as exportações. Moçambique opta por economia centralmente planificada. Na implementação do PARPA 2001-05. Dados existentes mostram que várias acções foram tomadas e houve melhorias nos indicadores das consideradas “áreas de acção fundamentais”. O modelo inicialmente positivo veio a falhar pelos seguintes factores: o avanço da guerra fria. obtido pelo método de mínimos quadrados. Iniciativa essa que permitiu ao país reduzir a dívida externa para níveis sustentáveis. 4. comercial e de serviços de valor acrescentado. que permita . assim. agrícola.2%) é explicada por outras variáveis não incluídas no modelo.2 RECOMENDAÇÕES • Num país com a dimensão territorial como o nosso e com o tamanho da sua população. o avanço da guerra civil.

elevando a taxa de eficiência dos seus processos produtivos. investimento. • O investimento em capital físico e no emprego produtivo mostrou-se incapaz de diminuir a pobreza e desigualdade social. O país deve continuar apostar em investir nos sectores que permitirão a longo prazo retornos individuais e sociais para a sua população (sector de educação e saúde). • Para se sair de uma economia de endividamento para financiar o desenvolvimento económico é necessário o crescimento do PIB real anual (8 a 10%). • O presente trabalho considerou apenas uma variável independente (dívida externa) para análise da situação do país. optar por uma agricultura familiar altamente produtiva ou pela agricultura de escala com uso intensivo de força de trabalho é recomendável para reduzir a pobreza via sector agrário. a solução avançada para promover a melhoria das condições de vida dos indivíduos e. o que é importante para reduzir o défice comercial. redução das importações e o aumento das exportações. das comunidades onde estes estão inseridos é o investimento no capital humano. consequentemente. Como grande parte da população do país vive no meio rural. . exportações ou importações). redução dos gastos do governo. são exemplos: formação e treinamento de quadros profissionais qualificados a operar em vários sectores. uma política activa de abertura do mercado. sugere-se que os próximos estudos relacionados com o tema estudem outras variáveis (consumo.aumentar a base da nossa economia. Também é necessário que se decida como o país irá exportar: exportar matéria-prima ou se vai acrescentar valor via transformação industrial. • • Existência de políticas que aumentem a taxa de poupança e estimulem o uso de tecnologias. gastos do governo. • Vários instrumentos devem ser utilizados de forma coordenada para alcançar o desenvolvimento económico.

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5 -56.4 -20. 1982-1992.9 49.1 -13.6 -53.5 -59. in Navalha (2002) πew π Ls w L* Ld L (Pleno emprego) Gráfico 2 .O colapso dos empréstimos internacionais às nações em desenvolvimento na década de 1980 (valores em biliões de USD). in Sachs & Larrain (2000:753). Fonte: FMI. International Capital Markets.0 -38. Abril de 1990.8 -16.Recursos transferidos para os PVD (1980-1992) Fonte: FMI. (em biliões de USD) 1980 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 27.5 -41.8 Quadro 3.6 38.Anexo I 60 50 40 30 20 10 0 -10 -20 Anos 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989* Gráfico 1.Oferta ilimitada de trabalho .6 -51. (*) Somente os três primeiros trimestres.2 -8. World Economic Outlook.

0127 .2739 .5560 . 1.6139 1 1.0900 11137 .6139 1.1823 1.25 1 1. 0. 1.2749 2.0367 .8484 . 050 .0984 1. 098 099 100 . Z Q País B .Anexo II s = 0. 0. 0.8802 005 0.0989 1.0511 1.0022 1.0367 1 1.0012 1. 0.0063 1. 2. 2. 0.0091 10116 .2749 1 1.1421 11824 . 1.I. 025 .3305 . 2.5556 0.3333 1.Condições para que haja comércio externo entre dois países. 0.9697 0.10 Ano 001 002 1 1 0.0127 s = 0.0334 1. 1.8143 .9158 004 0. 1.5593 .5467 .2791 13604 . 1.2614 .6077 .8141 s = 0.0367 1.1281 . 1.1823 1.8160 . 1.0364 .8141 0.0367 1.5960 . 1. 2.0634 1.0127 1.0114 .1808 . 1.0031 10041 . 0.1649 . 1.0330 .15 1 1.20 1 1.9555 003 0.0476 10604 . 1.1823 s = 0. 1.6139 1.5556 Quadro 4 . 1. 0.6134 . 075 .0176 1. 1.0335 1.9563 0. 1.0033 1.8141 0.Capital e Produto no Modelo de Solow P P Pb X Pa Q País A Gráfico 3 .2749 2.0127 1.9842 0.3333 1. 1. 1.3026 .1919 1.9441 .3333 capital produto capital produto capital produto capital produto 0.0126 .8343 .1822 . PM.5557 0. 1. 1.3331 .

0% 90.000 4.000 2.3% 50.000 Milhoes de USD 5.0% 67.000 3. III 14/Jun/90 Reescal.000 6. in Navalha (2002:16) . IV 23/Mar/93 Reescal. Bilateral Div. (1998) Reescal. Multilateral Bancos Comerciais Total Geral Anos Gráfico 4 .000 0 1985 1987 1989 1991 1993 1995 1997 1999 2001 2003 Div.000 1.Stock da Dívida Externa do País.0% Emenda ao V Reescal. II 10/Jun/87 Reescal. V 21/Nov/96 de Divida da Termos Montante Reescalonado 312 (milhoes de USD) 506 (milhoes de USD) 844 (milhoes de USD) 497 (milhoes de USD) 644 (milhoes de USD) Reescalonamento 10 anos de pagamento 11 anos de graça e 10 de pagamento Termos de Toronto(1) Termos de Londres (2) Termos de Napoles (3) Termos de Lyon (4) Iniciativa HIPC/ Termos de Colonia Iniciativa HIPC/ Termos de Colonia de Consolidaçao cancelada 12 (meses) 19 (meses) 30 (meses) 12 (meses) 48 (meses) 0 0 33.0% 80. I 25/Out/84 Reescal. 1985-2004 % Periodo Data do Acordo Reescal.Anexo III 7. VII 09/Jul/99 Reescal VIII 2001 Quadro 5 .0% 95.Montantes e Termos de Reescalonamento com o Clube de Paris Fonte: BM/MPF.

507 538 916 1076 194 1712 1129 205 302 76 526 95 352 115 62 18 98 119 22 202 38 55 9 86 564 168 Quadro 6 .... . . (para alcançar os 150%) Memoria VAL da Divida Clube de Paris (incluindo Brasil e Excluindo Russia) Russia Outras Bilateral Comercial Media das Exportaçoes (3 anos) VAL da Divida/Exportaçoes 1442 1716 306 2731 ..Anexo IV Divida Multilateral Total da Divida Divida Bilateral IDA FMI BAD Outros No Decision Point-HIPC orig.δ)Kt + A t+1N t+1 It ⇒ A t+1N t+1 (1 .. ... . (para alcançar os 200%) No Completion Point-HIPC ref.Total da assistencia HIPC no Completion Point Fonte: IDA/FMI 1999 e FMI 2001 K t+1 = At+1N t+1 (1 .δ) + AtNt It ⇒ (1 + γ)(1 + η) At+1Nt+1 AtNt Equação 5 – do modelo de Solow.δ)Kt Kt+1 It + ⇒ At+1Nt+1 = (1 + γ)At(1 + η)Nt ⇒ (1 + γ)At(1 + η)Nt Kt+1 Kt = (1 ..

392 13.2% 74% 78% Sem dados no momento 48% 53% 36% 813 1. Kms manutenção periódica. .Melhoria da qualidade.160 2062 14. 2005 2006 72% 75.653 41% 1. Melhorar o sistema de Procurement execução de obras e serviços Abrir poços. estabelecer novas ligações Latrinas melhoradas.aumento do acesso e redução das desistências. . fossas sépticas Percentagem populacional com acesso à água potável Percentagem populacional com acesso a serviço de saneamento 41% 41% 43. Implementar o Plano Estratégico 2004-2008 Indicadores 2004 Taxa líquida de escolarização EP1 Metas 2004 obs.578 819 514 9.247 Infraestruturas Estradas Melhoria de rede nacional Água Aumento do acesso Saneamento Aumento do acesso Reabilitar e melhorar a rede nacional. Kms manutenção rotina 73.8% 35% 35% 37% 39% Quadro 7 – Resultados de implementação do PARPA (educação e infra-estrutura) .6% 76% 80% Taxa líquida 69% de escolarização raparigas EP1 Taxa de conclusão 43% EP1 Taxa de conclusão de raparigas EP1 Kms reabilitadas.343 52% 705 2001 15.Anexo V Programa do Governo PARPA Objectivos Áreas Sub-áreas Estratégico Redução da Educação Ensino pobreza Primário através da orientação privilegiada dos serviços públicos para as populações mais carentes Prioridades Objectivos Acções Escolarização Universal .4% 45.Redução das disparidades de género.

6% 15.02 0.Anexo VI Programa do Governo Objectivos Áreas Estratégico Redução da pobreza através da Saúde orientação privilegiada dos serviços públicos para as populações mais carentes PARPA Sub-áreas Prioridades Objectivos Acções Indicadores 2004 Metas 2004 2005 obs.6% 16.93 0.91 acesso ao utilização : tratamento para Consultas as doenças externas/habitante transmissíveis e nãotransmissíveis Iniciar a Taxa de 14.94 13. 2006 MaternoInfantil Redução da mortalidade da materna Redução da mortalidade infantil Aumentar o acesso aos serviços básicos de saúde HIV/Sida CNCs Redução de índices de infecção e mortalidade Taxa de cobertura 95% < 1 ano DPT3 e Hepatite B (3-23 meses) Expandir o Índice de 0.9% implementação prevalência do do PNCS II HIV/Sida adultos Reduzir a Número de 8000 transmissão mulheres vertical grávidas e neonatos com HIV que recebem profilaxia para efitar a transmissão vertical Aumentar o Número de 4000 acesso aos pessoas vivendo retrovirais com HIV/Sida que retrovirais Aumentar a oferta de cuidados obstétricos Aumentar a cobertura de PAV Partos institucionais 47% 49% 49% 51% 96% 95% 95% 1. .1% 4000 15000 20000 8000 10000 29000 Quadro 8 – Resultados de implementação do PARPA (saúde).

Privados..5% 12% 12.5 22% 34% 30% 40% Quadro 9 – Resultados de implementação do PARPA (agricultura e desenvolvimento rural). ONG) Clientes 80000 microcrédito Percentagem produção de cereais efectivamente comercializada (selecção de cereais) Número de processos tramitados no prazo de 90 dias 54.. . 21% 2006 22% Facilitar o acesso ao financiamento Estimular os mecanismos de mercado 60000 90000 100000 57% 59.. .5% Gestão dos Recursos naturais Acesso a terra Promoção da exploração sustentável Simplificar mecanismos de tramitação do direito de uso e aproveitamento de terra Promover o uso sustentável de técnicas de rega 2500 2117 3000 3200 Estimular a gestão comercial sustentável dos recursos naturais Percentagem de pequenas e médias explorações que usam técnicas de rega Percentagem de concessões em Plano Maneio aprovado 11.5% Metas 2004 2005 obs.Anexo VII Programa do Governo PARPA Objectivos Áreas SubEstratégico áreas Redução da Agricultura e Serviços pobreza Desenvolvimento Agrários através da rural orientação privilegiada dos serviços públicos para as populações mais carentes Prioridades Objectivos Acções Promoção de produção agrícola Aumentar a abrangência dos serviços de extensão agrária Indicadores 2004 Percentagem das 20% explorações agrárias assistidas pelos serviços de extensão com/ou pécuaria durante os 12 meses anterior (Públicos.

002.247.10 6.00 2.00 2.994.685.011.Anexo VIII (milhões de USD) ANO 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 PIB USD DIVIDA 4.90 5.604.495.90 5.60 3.00 3.40 4.938.80 5.00 3.163.90 3.70 5.00 2.00 2.480.00 4.940.00 2.70 4.00 6.000.70 5.00 5.80 Quadro 10 .60 5.419.196.969.20 4.400.391.874.156.50 3.00 1.00 3.985.Evolução do PIB e da Dívida Externa do país (1983 – 2003) .70 4.655.00 7.841.209.436.238.00 5.060.959.00 3.00 2.794.00 2.898.458.627.20 ANO 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 PIB USD DIVIDA 2.50 4.028.711.040.00 3.00 2.605.471.00 2.382.00 3.103.30 3.00 2.276.405.00 2.056.00 4.691.

Anexo IX 8000 7000 6000 5000 4000 3000 Mean 2000 1000 1983 Divida Externa PIB real 1987 1985 1991 1995 1993 1999 2001 2003 1989 1997 ano Gráfico 5 – PIB e Dívida externa de Moçambique (1983 – 2003) .

b Model Summary Model 1 Change Statistics Adjusted Std.Anexo X a Coefficients Standardi zed Unstandardized Coefficien Coefficients ts Model B Std.010 -1.091 a. Predictors: (Constant).249 8599.298 .261 1184. Dependent Variable: PIB real Quadro 12 – Teste Durbin-Watson do modelo de regressão linear. Dependent Variable: PIB real t 5.298 8.000 1.332 .105 .546 a.141 -. Lower Bound Upper BoundTolerance VIF .560 Divida Extern -. .231 -.173 1.010 1. Divida Externa b. Error of R Square Durbin-W R R Square R Square the Estimate Change F Change df1 df2 Sig.677 1067.000 4130.546a . Error Beta 1 (Constant) 6364.841 5% Confidence Interval forCollinearity Statistics Sig.000 Quadro 11 – Coeficientes do modelo de regressão linear. F Change atson .069 1 19 .657 .962 -2.

5 . .0 0.8 1.3 .5 .0 .Anexo XI Normal P-P Plot of Regression Standardized Residual Dependent Variable: PIB real 1.0 Observed Cum Prob Gráfico 6 – Teste de normalidade dos erros.3 0.0 .8 Expected Cum Prob .

agências de crédito à exportação. Credores multilaterais: São considerados credores multilaterais todas as organizações internacionais multilaterais que concedem apoio financeiro aos seus membros. O capital do FMI é . Certos credores oficiais participam em processos de reescalonamento da dívida no âmbito e sob a égide do Clube de Paris. no quadro do novo sistema monetário internacional. Esta instituição financeira financia projectos sectoriais. empresa ou um país deixa de honrar os compromissos no prazo e nas condições previstas.Têm usualmente tratamento preferencial na amortização dos empréstimos. normalmente com deságio. Credores bilaterais: Estes credores são Governos. Empréstimos concessionais: Créditos que requerem reembolso com uma taxa de juros inferior da taxa do mercado. Não pagamento de um empréstimo. sobre a reestruturação da dívida dos países devedores.Glossário Banco Mundial: Criado em 1944 em New Hampshire (Bretton Woods). Clube de Paris: Grupo informal de Governos (na sua maioria de países industrializados membros da OCDE) credores dos países em desenvolvimento que se reúne regularmente em Paris desde 1956. Buy-Back: Operação de resgate de um título pelo emitente.. o Banco Mundial e os bancos regionais de apoio ao desenvolvimento (p. Esta é vista no quadro do apoio da comunidade internacional aos esforços dos países que. Associação Internacional para o Desenvolvimento (AID ou IDA em inglês) para conceder a longo prazo (15 a 20 anos) de empréstimos a taxas de juros nulas ou muito baixas. para este lhe revender parte da sua dívida a um preço a acordar. Default: palavra de origem francesa que significa também calote. FMI (Fundo Monetário Internacional): Uma instituição financeira criada em 1944 em New Hampshire (BrettonWoods) e tem sede em Washington. para os países menos desenvolvidos e Sociedade Financeira Internacional (SFI) para financiar empresas ou instituições privadas dos países em vias de desenvolvimento. Isto é quando uma pessoa. Nas suas reuniões devedores e credores reúnem-se de modo a estabelecerem um acordo. O pagamento é feito em moeda convertível. Os seus créditos são empréstimos concedidos ou garantidos por Governos ou agências governamentais como. aceitável por todas as partes.ex. destinados aos países em vias de desenvolvimento. BancoAfricano de Desenvolvimento). Os principais são o Fundo Monetário Internacional. Consiste no facto do Governo devedor aproximar-se ao país credor. por exemplo. estes não entram nos esquemas usuais de reestruturação e perdão da dívida externa dos países. têm em curso programas de estabilização e de ajustamento estrutural. O secretariado é assegurado pelo Tesouro Francês e as reuniões têm lugar sempre na capital francesa Paris. públicos ou privados. normalmente muito abaixo do valor nominal dos títulos acumulados. E tem três filiais: Banco Internacional para a Reconstrução e o Desenvolvimento (BIRD) para conceder empréstimos relativos a grandes sectores de actividade (agricultura e energia). com o apoio do Fundo Monetário Internacional.

a Polónia. com sucesso. com as moedas fortes que recebe em pagamento das suas exportações. aos quais se acrescentam a Suíça. Rácio do serviço da dívida: É o total do serviço da dívida de um país num dado ano como percentagem dos rendimentos das exportações. OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico): agrupa os 15 membros da União Europeia. de alguma forma. Desde 1995 entraram quatro países do antigo bloco socialista do Leste europeu: a República Checa. incluindo um grupo de 32 com um PNB per capita de US$ 695 ou menos e (cumulativamente) um rácio entre o total da dívida externa e as exportações superior a 220% ou um valor actual da dívida relativamente ao PNB maior do que 80%. a Austrália e a NovaZelândia. . na América do Norte: os Estados Unidos e o Canadá e. Rácio serviço da dívida/exportações: Relação. Em função desse aporte. a Noruega. Países pobres altamente endividados (Highly Indebted Poor Countries . na Ásia-Pacífico. o Japão. dando. ATurquia também participa.HIPC): Esta definição tem sofrido algumas alterações ao longo do tempo de acordo com a evolução da situação dos países e da economia internacional. a Hungria e a República Eslovaca. A pedra angular destas medidas é uma combinação de compra (parcial e com desconto) da própria dívida pelos países devedores e a emissão de “Brady bonds” pelo país devedor em troca dos créditos dos bancos. a ideia da “fuga” de recursos que poderiam ser utilizados para o investimento (re)produtivo promotor do desenvolvimento do país. entre os encargos anuais com o pagamento da dívida (amortização do capital e pagamento de juros da dívida pública ou garantida pelo Estado) e as receitas de exportação. são atribuídos a cada membro direitos especiais de saque (DES). que são de facto activos monetários que podem ser trocados livre e imediatamente contra divisas de um terceiro país. Actualmente estes países são 41. Este indicador indica o esforço que o país tem de fazer anualmente para. Plano Brady: Esquema adoptado no final dos anos 80 para reestruturar a dívida dos países em desenvolvimento aos bancos comerciais e que enfatiza a adopção voluntária de medidas baseadas no mercado de redução da dívida e do seu serviço. Tais operações complementam os esforços desenvolvidos pelos países para restaurar a sua credibilidade externa através da aplicação de programas de ajustamento estrutural apoiados financeiramente pelo FMI e outras organizações nacionais ou multilaterais. por razões históricas. assegurar o pagamento das suas dívidas. medida em percentagem. a Islândia. A Facilidade de Redução da Dívida da AID do Banco Mundial (financiada pelo BIRD e por doadores bilaterais) tem financiado a recompra da dívida comercial para países de baixos rendimentos. Os países nestas condições são elegíveis para a iniciativa HIPC de alívio da dívida desde que tenham assegurado a implementação. de programas de ajustamento estrutural. Desde 1994 entraram dois outros países em vias de desenvolvimento: México e Coreia do Sul. Recompra da dívida: A recompra por parte de um Governo devedor de toda ou de uma parcela da sua dívida externa com desconto do valor facial.composto dos aportes em divisas fortes (e em moedas locais) dos países membros.

. vd. repagamentos de capital ou amortização do capital emprestado) sobre a dívida externa. taxa de juro de mercado e perdão da dívida equivalente a. em geral. As suas principais características são: período de graça de oito anos. principalmente.. cerca de 33% do Valor Actual Líquido. rácio do serviço da dívida. Termos de Nápoles: As principais características do esquema concessional conhecido por esta designação – resultante da reunião de Nápoles (1994) dos países credores do Clube de Paris – são as seguintes: (1) elegibilidade: decidida pelos credores caso a caso com base. Inclui. Termos de Toronto: Conjunto de condições de reescalonamento da dívida dos países em desenvolvimento com dificuldades para assegurar a amortização da sua dívida. pelo qual credores e devedores chegam a acordo quanto à alteração dos termos de uma dívida em atraso. Os valores específicos para o país são determinados no “completion point” tendo em consideração factores de vulnerabilidade da economia do país tais como o grau de concentração das exportações em um ou em poucos produtos e a variabilidade das suas receitas de exportação. os prazos de pagamento da dívida em atraso ou adiando o pagamento do principal e/ou dos juros. Serviço da dívida: Somatório dos pagamentos de juros e repagamentos de principal (i. Sustentabilidade da dívida: Posição de um país em que o valor líquido actual do rácio dívida (pública ou garantida pelo sector público)/exportações e o rácio do serviço da dívida (pública ou empréstimos garantidos pelo Estado)/exportações estão abaixo de um determinado valor específico para um país mas situado entre os valores 200-250% (para HIPC I ou 150 % para HIPC II) e 20-25% (para HIPC I ou 15 % para HIPC II). então o NPV resultante para a dívida é menor que o seu valor facial.e. por exemplo. Se a taxa de juro de um empréstimo for menor que a do mercado. (2) grau de concessionalidade: a maior parte dos países recebe uma redução de 67% do Valor líquido actual da dívida mas pontualmente poder-se-á ir até aos 80% de redução. no máximo. (3) escolha de opções: os credores podem escolher entre duas alternativas para alcançar os valores atrás referidos ou uma redução da dívida com pagamento do restante em 23 anos e com um período de carência de 6 anos ou uma redução do serviço da dívida graças a taxas de juro muito baixas e ao pagamento ao longo de 33 anos. normalmente conduzido no âmbito do Clube de Paris. VAL (Valor Actual Líquido da Dívida): Valor da soma de todas as obrigações futuras com o serviço da dívida (juro e amortização do capital) total de um país actualizado à taxa de juro de mercado. uma componente de perdão de dívida.Reescalonamento da dívida: Processo. modificando. sendo a diferença o elemento donativo. respectivamente. no nível de rendimento de um país e no esforço que o serviço da dívida lhe impõe.

FONTE: 1. 2004.VAL da dívida/exportações: Valor líquido actualizado da dívida externa (pública ou garantida pelo Estado) no final do período expresso em percentagem das exportações de bens e serviços. . Dívida Pública de Moçambique: O endividamento externo e interno e considerações sobre suas ligações com a pobreza e desenvolvimento. Maputo: CIEDIMA. GDM – Grupo Moçambicano da Dívida.

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