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  • 1 INTRODUÇÃO
  • 2.1.1 Coração
  • 2.1.2 Artérias
  • 2.1.3 Veias
  • 2.1.4 Vasos Linfáticos
  • 2.2 FISIOLOGIA DO CHOQUE
  • 2.3 CHOQUE HIPOVOLÊMICO
  • 3.1.1 Equipe de Enfermagem no centro cirúrgico
  • 3.1.2 Atividades gerais da equipe de enfermagem
  • 3.2 SALA DE RECUPERAÇÃO PÓS-ANESTÉSICA
  • 4.1 CARACTERIZAÇÃO DA PESQUISA
  • 4.2 TÉCNICA DE INVESTIGAÇÃO
  • 4.3 PERÍODO DA COLETA DE DADOS
  • 4.4 SUJEITO DE ESTUDO
  • 4.5 DISCUSSÃO DOS DADOS
  • 5 RESULTADOS E DISCUSSÕES
  • 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
  • 7 REFERÊNCIAS
  • 8- A prescrição de enfermagem é executada com exatidão, em tempo e
  • 9- Você busca conhecimento teórico/científico relacionado ao choque
  • 10-O enfermeiro repassa o conhecimento teórico/científico sobre o choque
  • 11-Ao enfermeiro (a):

FACULDADE PITÁGORAS – UNIDADE TEIXEIRA DE FREITAS

GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM

MORGANA TORRES DE MATOS RODRIGO BARBOSA AGUIAR

ATUAÇÃO DA EQUIPE DE ENFERMAGEM NO CENTRO CIRURGICO DIANTE DE QUADRO DE CHOQUE HIPOVOLÊMICO NAS INSTITUIÇÕES HOSPITALARES NO MUNICÍPIO DE TEIXEIRA DE FREITAS - BA

TEIXEIRA DE FREITAS 2009

1 MORGANA TORRES DE MATOS RODRIGO BARBOSA AGUIAR

ATUAÇÃO DA EQUIPE DE ENFERMAGEM NO CENTRO CIRURGICO DIANTE DE QUADRO DE CHOQUE HIPOVOLÊMICO NAS INSTITUIÇÕES HOSPITALARES NO MUNICÍPIO DE TEIXEIRA DE FREITAS - BA

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Colegiado de Enfermagem da Faculdade Pitágoras Teixeira de Freitas, como requisito para obtenção do título de Bacharel em Enfermagem. Orientadora: Jackeline Sousa Pires.

TEIXEIRA DE FREITAS 2009

2

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Biblioteca Teixeira de Freitas, BA, Brasil) M433a Matos, Morgana Torres de, 1987Atuação da equipe de enfermagem no centro cirúrgico diante de quadro de choque hipovolêmico nas instituições hospitalares no município de Teixeira de Freitas-BA / Morgana Torres de Matos, Rodrigo Barbosa Aguiar. – 2009. 62 f. Orientador: Jackeline Sousa Pires. Trabalho de conclusão de curso (graduação) Faculdade Pitágoras de Teixeira de Freitas, Curso de Enfermagem, 2009. 1. Choque hipovolêmico. 2. Enfermagem cirúrgica. 3. Centros cirúrgicos - Teixeira de Freitas-BA. I. Aguiar, Rodrigo Barbosa. II. Pires, Jackeline Sousa. III. Faculdade Pitágoras de Teixeira de Freitas. Curso de Enfermagem. IV. Título. CDD 610.7367

como requisito parcial para obtenção do título de Bacharel em Enfermagem.BA Trabalho de conclusão de curso apresentado ao curso de Enfermagem da Faculdade Pitágoras – Teixeira de Freitas.3 MORGANA TORRES DE MATOS RODRIGO BARBOSA AGUIAR ATUAÇÃO DA EQUIPE DE ENFERMAGEM NO CENTRO CIRURGICO DIANTE DE QUADRO DE CHOQUE HIPOVOLÊMICO NAS INSTITUIÇÕES HOSPITALARES NO MUNICÍPIO DE TEIXEIRA DE FREITAS . Faculdade Pitágoras – Teixeira de Freitas _________________________________________ Prof. Faculdade Pitágoras – Teixeira de Freitas . COMISSÃO EXAMINADORA _________________________________________ Prof.ª Jackeline Pires Faculdade Pitágoras – Teixeira de Freitas Orientadora _________________________________________ Prof. Aprovada em _____ de _________________ de _________.

pela dedicação.4 Dedico este trabalho a minha família e a todos os amigos que de maneira direta foram meus alicerces para a conquista dessa pesquisa. Em especial a minha mãe que sempre esteve ao meu lado. principalmente por ter oferecido boa parte do seu tempo para me ajudar em tudo que foi necessário e que por muitas vezes abriu mão de suas vontades para me proporcionar o melhor. Morgana Torres de Matos . por todo carinho a mim demonstrado.

5 Dedico esse trabalho a toda minha família e amigos. e em especial ao meu pai pelo apoio e dedicação incondicional. Rodrigo Barbosa Aguiar .

paciência e pelo incentivo que me foi dado nessa jornada. Agradeço aqueles professores que quando deveriam ser simplesmente professores. Agradeço a turma de Enfermagem pela amizade e pelas alegrias que me foram proporcionadas durante os quatro anos de convivência. e que na amizade. incentivo e ajuda. Morgana Torres de Matos . Que além de mestres foram amigos. compreensão. e por ter me acompanhado nessa monografia. Ao meu pai Istênio e a minha mãe Ernandia pelo apoio e esforço. A minha família pelo incentivo nos momentos difíceis. foram mestres. Agradeço em especial ao meu colega Rodrigo pelo companheirismo. Ninguém vence sozinha.6 Agradeço a Deus por essa vitória alcançada. Agradeço especialmente a Jackeline Sousa Pires pelos momentos de dedicação. e pelo amor incondicional. paciência. me compreendeu e incentivou a seguir meu caminho. Quero levar ao pódio todos aqueles que me fizeram vencedora. A todos o meu muito obrigado. Aos meus amigos. pela compreensão e pela paciência para que fosse atingido meu objetivo e por entenderem que não podia sair em vários momentos. por ter estado ao meu lado nos momentos de cansaço e por ter-me concedido força no decorrer do curso.

A todos os meus professores e nossa querida coordenadora que foram tão importantes na minha vida acadêmica. sobretudo incentivo. Aos meus pais Antônio e Iolanda. A minha irmã Rayane que muito nos ajudou tendo paciência para nos emprestar seu notebook para elaboração deste trabalho e a quem me orgulho de ser irmão. Aos meus fiéis amigos. Aos meus grandes amigos e futuro colegas de profissão Guilherme. Agradecer então pode não ser tarefa fácil. agradeço de antemão a todos que de alguma forma passaram pela minha vida e contribuíram para a construção de quem sou hoje. nem justa. em especial a minha parceira de monografia Morgana. me ajudando a buscar o melhor de mim.7 Agradeço a Deus. A minha namorada Larissa que sempre me deu muito carinho e atenção. Enfim ao termino desse ciclo de quatro anos se torna difícil lembrar-se de todos. A toda minha família. com muito carinho e apoio. o que seria de mim sem a fé que eu tenho nele. Para não correr o risco da injustiça. em especial a minha professora Jackeline Sousa Pires pela paciência na orientação e incentivo que tornaram possível a conclusão desta monografia. Sinceros colegas de turma que certamente deixarão saudades. Rodrigo Barbosa Aguiar . Thabata e Carol pelo seu apoio e companheirismo ao longo desses quatro anos de curso e sua amizade sincera. não mediram esforços para que eu chegasse até esta etapa de minha vida. que.

8 “Cada um de nós tem na vida um ponto distante: é com ele que sonhamos. dia a dia. hora a hora. até o final de nossa existência” Luiz Gama Filho . é por ele que lutamos e é dele que devemos nos aproximar.

9 RESUMO O Choque Hipovolêmico é descrito como uma perda de sangue ou plasma que saem da circulação para o exterior ou para os tecidos. é a chave para melhorar o prognóstico do paciente. que pode ser revertido estando atento aos sinais que o antecedem. observar e descrever a conduta da Enfermagem diante do paciente em PO na sala de RPA. A tabulação e análise dos dados evidenciaram que embora o Choque Hipovolêmico seja uma manifestação clinica comum em cirurgias. Tem como objetivos específicos caracterizar os fatores de risco para o Choque Hipovolêmico. e avaliar da eficácia das medidas de prevenção e intervenção utilizadas. Procurou–se então. realizar uma pesquisa quali-quantitativa para demonstrar e avaliar as ações e o nível de conhecimento da equipe de Enfermagem sobre o Choque Hipovolêmico no Centro Cirúrgico na cidade de Teixeira de Freitas – BA. Equipe de Enfermagem. a ocorrência de Choque Hipovolêmico no Centro Cirúrgico nas Instituições Hospitalares pesquisadas é rara. Palavras-chave: Choque hipovolêmico. O choque hipovolêmico é uma condição de difícil tratamento. Cirurgia. Recuperação. A equipe de Enfermagem que atua no centro cirúrgico tem papel importante e fundamental. atuando na intervenção precoce ao longo da condição de choque. O tratamento do choque vai depender da sua causa visando à correção da causa auxiliar e os mecanismos de compensação fisiológicos a restabelecerem nível adequado de perfusão tecidual. . entretanto há assistência e suporte hemodinâmico para os casos ocorridos.

make a qualitative and quantitative research to demonstrate and evaluate the actions and level of knowledge of the nursing team on hypovolemic shock in the Surgical Center in the city of Teixeira de Freitas .BA. Its specific objectives to characterize the risk factors for hypovolemic shock. observe and describe the conduct of nursing before the patient DB in the PAR room and to evaluate the effectiveness of prevention and intervention used. The nursing team who works in the operating room has an important and fundamental working in early intervention over the condition of shock. is the key to improving patient outcomes.10 ABSTRACT Hypovolemic shock is described as a loss of blood or plasma leaving the movement to the outside or to the tissues. which can be reversed paying attention to the signs which precede it. Keywords: Hypovolemic shock. It was then. Nursing Team. however there is hemodynamic support and assistance where cases occurred. Recovery. the occurrence of hypovolemic shock in the Surgical Center Hospital in the institutions surveyed is rare. Tabulation and analysis of data showed that although hypovolemic shock is a common clinical manifestation in surgery. The shock treatment will depend on its cause in order to correct the cause and help the physiological compensatory mechanisms to restore adequate tissue perfusion. . Surgery. Hypovolemic shock is a condition difficult to treat.

................ 44 Gráfico 3 ....... 46 Gráfico 5 ......................11 LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1 ......... 45 Gráfico 4 . 41 Gráfico 2 ........Busca de conhecimento científico teórico sobre o choque hipovolêmico.....................................................................O repasse de conhecimento teórico/científico sobre choque hipovolêmico do enfermeiro para a equipe de enfermagem (pelo enfermeiro)............ em tempo e técnica correta.............................................. 50 ..............................Acompanhamento do paciente pelo cirurgião e o anestesista até o seu quadro fisiologicamente estável na sala de recuperação pós anestésica......................................................Avaliação da existência de protocolo para tratamento de choque hipovolêmico..................................Média de permanência do paciente na sala de recuperação pós anestésica..O repasse de conhecimento teórico/científico sobre choque hipovolêmico do enfermeiro para a equipe de enfermagem...................... 49 Gráfico 7 ................ 47 Gráfico 6 ...........................................................................................................................................................................................................Execução da prescrição de enfermagem com exatidão.............................

12 LISTA DE SIGLAS ABEn – Associação Brasileira de Enfermagem PO – Pós Operatório RPA – Recuperação Pós Anestésica SRPA – Sala de Recuperação Pós Anestésica URPA – Unidade de Recuperação Pós Anestésica .

....4 SUJEITO DE ESTUDO...13 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO.................................. 4.....................................................4 Vasos linfáticos............................. 5 RESULTADOS E DISCUSSÕES.... 20 2.....1 CARACTERIZAÇÃO DA PESQUISA....................1................... 17 2........3 PERÍODO DE COLETA DE DADOS..............1.................................... 30 3............................................................................................................................................2 TÉCNICA DE INVESTIGAÇÃO......................................... 20 2...................................... 4..............................3 Veias................ 17 2......................................3 CHOQUE HIPOVOLÊMICO................................................................... 14 2 O QUE ACONTECE NO CORPO HUMANO......5 DISCUSSÃO DOS DADOS.......... 31 3....2 Atividades gerais da equipe de enfermagem.........1........................... 17 2............................ 21 2.................................................................1 CONHECENDO O CENTRO CIRÚRGICO....................1....................1 Coração...............................................................2 Artérias.......... 4 METODOLOGIA DA PESQUISA................1.1................................................................. 39 41 52 54 57 ............................................................................................................................2 UNIDADE/ SALA DE RECUPERAÇÃO PÓS ANESTÉSICA.. 22 23 3 DINÂMICA DE FUNCIONAMENTO DO CENTRO CIRÚRGICO................................ 39 4................................................................................................................................ 34 38 38 38 39 4................................................................................ 4...........................................1 Equipe de enfermagem no centro cirúrgico.. 7 REFERÊNCIAS..1 ANATOMIA CARDIOVASCULAR.. APÊNDICES....... 28 3.........................................................2 FISIOLOGIA DO CHOQUE............................................................................. 2...... 28 3................. 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS............

Atualmente as atividades do Enfermeiro em Centro Cirúrgico podem ser divididas em quatro papeis considerados importantes: administrativo (atividades referentes ao planejamento. E como objetivos específicos caracterizar os fatores de risco para o choque hipovolêmico. no sentido de verificar o cumprimento adequado das técnicas. e avaliar da eficácia das medidas de prevenção e intervenção utilizadas. assistencial (aplicado o processo científico na assistência peri operatória). Este Trabalho de Conclusão de Curso tem por objetivo geral verificar e avaliar se a Enfermagem. que acredita ser necessária uma avaliação segura e eficaz. isto é o preparo dos materiais e equipamentos indispensáveis ao procedimento cirúrgico. organização. e sugere ainda. a criação de padrões e critérios de avaliação para a assistência prestada ao paciente neste período e a avaliação dos mesmos. ao lidar com o paciente em PO (pós operatório) está adotando medidas preventivas e eficazes visando detectar precocemente crises de choque hipovolêmico e interceptar seu curso antes que ocorram complicações graves. Segundo Correia (1978). o Enfermeiro assumiu a prática no Centro Cirúrgico.14 1 INTRODUÇÃO O trabalho da Enfermagem no Centro Cirúrgico nasceu para atender ás necessidades do trabalho médico ao organizar uma unidade onde fossem realizadas as cirurgias. apenas para fiscalizar o serviço de Enfermagem. onde as alterações endócrinas e metabólicas decorrentes do trauma anestésico – cirúrgico do paciente sejam consideradas. ensino (considerado relevante como fator motivador para o aperfeiçoamento e atualização do profissional) e pesquisa (possui valor indiscutível para que a profissão se afirme cada vez mais como ciência). observar e descrever a conduta da enfermagem diante do paciente em PO na sala de RPA. . direção ou liderança e controle ou avaliação). A avaliação do paciente no período de recuperação anestésica foi discutida por Peniche (1998).

a metodologia utilizada será quali-quantitativa. É antiga a tentativa de controlar o choque em pacientes que entram no centro cirúrgico. à frequência cardíaca. seu diagnóstico é feito exclusivamente através do exame físico. a pesquisa será realizada nas Instituições Hospitalares públicas e particulares no município de Teixeira de Freitas que realizam cirurgias de médio – grande porte.15 O desenvolvimento deste Trabalho de Conclusão de Curso justifica-se pela necessidade que se tem de estar conhecendo. diante do quadro de choque no centro cirúrgico. A verificação de sinais vitais é a maneira mais eficaz de se detectar um choque. identificar o tipo de choque. bem como as dificuldades e perspectivas em relação à situação. a oportunidade de conhecer a realidade da cidade de Teixeira de Freitas . Para a consecução dos propósitos da monografia. como por exemplo. O segundo passo na abordagem do choque é identificar sua provável etiologia. discutindo e avaliando as ações da equipe de Enfermagem. nenhum teste laboratorial identifica imediatamente o choque. Os resultados serão apresentados em forma de estudo através de gráficos e tabelas a partir das análises dos dados obtidos.BA. representa para o profissional da Enfermagem. O passo inicial na abordagem do choque é reconhecer sua presença. colocando assim o choque como um desafio para o sistema de saúde. A coleta de dados será através de aplicação de questionário com questões objetivas e subjetivas. ou seja. A complexidade do quadro de choque acarreta problemas de grande dimensão. em relação a tal situação. onde serão entrevistados profissionais da equipe de Enfermagem que atuam nos centros cirúrgicos. neurogênico ou séptico. frequência respiratória. parada cardiorespiratória. Além do suporte teórico. . ou se é devido a causas não hemorrágicas como choque cardiogênico. Ao mesmo tempo. realizado corretamente. que deve ser dirigido aos sinais vitais. faz com que a equipe consiga reverter o quadro de choque. perfusão cutânea e pressão arterial. ou seja. podendo evoluir para o óbito. através de ações que tentam estabilizar o paciente para que não entrem em parada e morram. chamado de choque hemorrágico. se é devido à perda de sangue apresentado componente de hipovolemia.

16 O capítulo 1 aborda aspectos objetivos sobre a anatomia do sistema cardiovascular e fisiologia do choque. . dando ênfase ao choque hipovolêmico. descrevendo a sua definição. visou analisar a atuação da equipe de enfermagem diante do quadro de choque hipovolêmico no centro cirúrgico. O capítulo 2 fala sobre a finalidade do centro cirúrgico. que considerando o tema em questão. O capítulo 3 revela a apresentação dos resultados. abordando aspectos importantes sobre o papel do enfermeiro dentro do mesmo. destacando a utilidade e a importância do Enfermeiro (a) na sala de recuperação pósanestésica. identificação e os danos causados pelo mesmo.

e ventrículo direito e esquerdo localizados inferiormente. Trata-se de um capítulo teórico que busca algumas definições imprescindíveis para a compreensão da temática em estudo. Para Dangelo e Fattini (2007) o Sistema Circulatório é um sistema fechado. dentro desses circula o sangue. pelo coração. Os principais componentes do sistema circulatório são: coração.1 ANATOMIA CARDIOVASCULAR O Sistema Cardiovascular ou Cardiocirculatório é uma vasta rede de tubos (veias. veias e capilares). Apresenta quatro cavidades: átrio direito e esquerdo que se localizam na região superior do coração. Os átrios são separados pelo septo interatrial e os ventrículos são separados por outro septo chamado interventricular. que tem como função impulsionar o sangue por toda a rede vascular. alguns esclarecimentos que servirão de base para a compreensão da pesquisa de campo (apresentada no 3º capitulo). O Sistema Cardiovascular tem como função segundo Moore e Dalley (2001). impulsionado pelas contrações cardíacas. entre outros aspectos. sem comunicação com o exterior. de carregar nutrientes. identificação e danos. descrever a Anatomia e Fisiologia do choque em destaque para o choque hipovolêmico. que põe em comunicação todas as partes do corpo. De acordo .1. artérias e capilares) de vários tipos e calibres. vasos linfáticos e linfa. 2. 2. oxigênio e substâncias residuais das células e para elas.17 2 O QUE ACONTECE NO CORPO HUMANO O capítulo que ora se apresenta. O capítulo aponta. enfatizando a sua definição. dentre outros. vasos sanguíneos (artérias.1 Coração O coração é o órgão central do Sistema Cardiovascular que funciona como uma bomba. constituído por vasos sanguíneos. objetiva. teoricamente.

] a circulação pulmonar ou pequena circulação tem início no ventrículo direito do coração para os pulmões e de volta ao átrio esquerdo do coração. onde é impulsionado para a aorta e desta para todo o corpo. órgãos abdominais e membros inferiores) e do seio coronário que drena o miocárdio que logo segue para o ventrículo direito. que é responsável por levar o sangue para todo o corpo. A circulação sanguínea é a passagem do sangue através do coração e dos vasos.p. onde ocorre a hematose. e no átrio esquerdo desembocam as veias pulmonares. [. do ventrículo esquerdo sai à artéria aorta que formará o arco aórtico. as veias pulmonares (duas esquerdas e duas direitas) são responsáveis pelo retorno do sangue do pulmão para o átrio esquerdo. que são as artérias responsáveis por levar o sangue que será oxigenado nos pulmões... FATTINI.18 com Souza (2001) os átrios funcionam como reservatórios de sangue e os ventrículos como bombas que propulsam o sangue em direção às artérias. Podem ser dividias em circulação pulmonar. Na circulação sistêmica o sangue oxigenado dos pulmões retorna ao átrio esquerdo através das veias pulmonares de onde segue para o ventrículo esquerdo. [.] DANGELO. sendo que para este estudo a circulação de maior importância é a circulação pulmonar e a circulação sistêmica. onde é impulsionado para o tronco pulmonar e artérias pulmonares direto para os capilares pulmonares. tórax e membros superiores).. No átrio direito desembocam as veias cava superior e inferior. veia cava inferior (traz sangue do tronco. A partir do ventrículo direito sai o tronco pulmonar que se bifurca em artérias pulmonares direita e esquerda.. circulação sistêmica.. .] a circulação sistêmica ou grande circulação tem início no ventrículo esquerdo do coração para todo o organismo e retorna pelas veias ao átrio direito [. circulação colateral e circulação portal..136) Através da circulação pulmonar o átrio direito recebe o sangue venoso da veia cava superior (traz sangue da cabeça. A veia cava superior e inferior são responsáveis pelo retorno do sangue venoso do corpo para o átrio direito. 2007.

que segue em direção a Rede de Purkinje. é localizado na junção da veia cava superior com o átrio direito. com isso o impulso se espalha ao miocárdio. também denominado Feixe de Hiss. A sístole cardíaca ocorre quando os ventrículos (direito e esquerdo) se contraem e impulsionam o sangue através das artérias pulmonar e aorta. .19 As câmaras cardíacas contraem-se e dilatam-se alternadamente 70 vezes por minuto. é constituído por fibras musculares cuja finalidade é de iniciar e conduzir os impulsos responsáveis pela contração dos átrios e dos ventrículos. onde segundo Dangelo e Fattini (2007) o controle da atividade cardíaca é feito através do vago e do simpático. Essas fibras musculares são denominadas de complexo estimulante do coração que compreende o nó sinoatrial. É sabido que as veias e as artérias são plexos que percorrem todo o corpo humano. onde logo passará para o fascículo atrioventricular. em média. O sistema condutor do coração coordena os batimentos cardíacos através do bombeamento do sangue de forma eficiente. cujo resultado é a contração. fazendo assim com que haja a contração ventricular. o nó atrioventricular e o fascículo atrioventricular. ou seja o estímulo chega aos átrios e vai em direção aos ventrículos. A diástole cardíaca ocorre quando o sangue retorna ao coração através das veias cavas (superior e inferior) e veias pulmonares e chega aos átrios (direito e esquerdo). Souza (2001). pela sua importância para o quadro de choque hipovolêmico. Spence (1991). O Nó Sinoatrial. mas para este trabalho será atentado para as que compõem o coração e o pulmão. ora inibindo ora estimulando. também denominado como o marcapasso do coração. O impulso do nó sinoatrial chega ao Nó Atrioventricular que se localiza na porção inferior do septo interatrial. O processo de contração do coração é denominado sístole e o relaxamento chamado de diástole.

e uma parte abdominal que se ramificam em artérias lombares. A aorta descendente divide-se de uma parte torácica que ramificam em artérias intercostais posteriores e anteriores. ilíacas comuns direita e esquerda e sacral mediana. A artéria aorta é uma das principais artérias do corpo sendo também a mais calibrosa de todas. Para melhor compreensão é possível dividir a aorta em três partes: aorta ascendente. 2. cada veia braquiocefálica é constituída pela junção da veia subclávia (que recebe sangue .1. A veia cava superior da origem a dois troncos braquiocefálicos (veia braquiocefálica direita e esquerda). bronquiais. De acordo com Spence (1991) essas artérias fornecem todo o sangue necessário à cabeça. arco da aorta e aorta descendente (com uma parte torácica e outra abdominal). A aorta ascendente ramifica-se em artérias coronárias direita e esquerda cuja finalidade é irrigar a musculatura cardíaca. ela sai do ventrículo esquerdo e sua ramificação distribui o sangue por todos os órgãos.3 Veias As veias são vasos sanguíneos que transportam o sangue que já realizou a troca de nutrientes com os órgãos para o coração. ao pescoço e aos membros superiores. esofágicas. e geralmente as principais seguem as artérias. com exceção das artérias pulmonares direita e esquerda (que são ramos do tronco pulmonar).20 2.1. a carótida comum esquerda e a subclávia esquerda. subcostal e frênicas. O arco da aorta se divide em três ramos: o tronco braquicefálico (que por sua vez originam a subclávia direita e a carótida comum esquerda). cuja finalidade é levar o sangue para ser oxigenado nos pulmões.2 Artérias As artérias são vasos sanguíneos que transportam o sangue do coração para o corpo com finalidade de nutrir os órgãos. dentre outras.

O seio coronário é um amplo canal de veias que recebe quase todo o sangue venoso do miocárdio. A veia cava Inferior é conhecida como a maior veia do corpo e é formada pelas duas veias ilíacas comuns que recolhem sangue da região pélvica e dos membros inferiores. Segundo Williams et al (1995) os vasos linfáticos podem transportar proteínas e mesmo partículas grandes que não poderiam ser removidas dos espaços teciduais pelos capilares sanguíneos.21 do membro superior) com a veia jugular interna (que recebe sangue da cabeça e pescoço). Os vasos linfáticos transportam a linfa para todo o corpo através do ducto torácico e do ducto linfático direito.4 Vasos Linfáticos O sistema linfático é um meio acessório da circulação sanguínea. permitindo que os líquidos dos espaços intersticiais possam fluir para o sangue sob a forma de linfa (normalmente é um líquido claro. O sangue venoso da porção torácica desemboca na veia cava superior e o sangue venoso da porção abdominal e da região pélvica retorna ao coração através da veia cava inferior. com os mesmos componentes do plasma sanguíneo). a veia cardíaca média e a veia cardíaca parva. . ele recebe a veia cardíaca magma.1. 2. É através das veias jugulares internas e externas e da veia vertebral que grande parte do sangue venoso retorna ao coração da cabeça e do pescoço.

.22 2. no qual há uma perda de sangue ou plasma e saem da circulação para o exterior ou para os tecidos. deve haver um volume adequado de sangue na veia cava e nas veias pulmonares. 2004. (2) compressão do coração ou grandes veias.. Se a pressão de enchimento do coração for exageradamente elevada. para Ganong (1989) podem ser descritas frequentemente e divididas em três tipos gerais de choque: o choque hipovolêmico. 166). que segundo Guyton (2006. maior a força de contração do coração. de modo que chega menos sangue ao coração e as fibras não têm uma distenção efetiva. p. o choque por queda da resistência periférica ou também denominado choque neurogênico ocorre devido à vasodilatação. mantendo – se normal o débito cardíaco e a volemia.2 FISIOLOGIA DO CHOQUE O choque é considerado uma insuficiência cardiovascular grave que pode ocorrer de diversas formas [.] por: (1) depleção do volume vascular. o choque cardiogênico no qual a função de bombeamento de sangue do coração torna – se inadequada. Essa pressão (précarga) que enche o coração distende as fibras do músculo cardíaco fazendo com que o enchimento ventricular seja adequado. Para que o coração trabalhe de forma efetiva. Existe ainda o choque circulatório. quando os tecidos do corpo deixam de receber suprimento adequado de sangue. Todas essas formas de insuficiência cardiovascular grave.. A hemorragia significativa e a hipovolemia relativa diminuem a pré-carga cardíaca. as fibras do músculo cardíaco distendem-se demais e não conseguem manter um volume sistólico satisfatório (PHTLS. p. que ocasionalmente ocorre quando o individuo exposto ao antígeno pelo qual tenha sido previamente sensibilizado. para encher os ventrículos. (4) perda do controle autonômico da vasculatura. Ganong cita ainda o choque anafilático como reação alérgica grave de uma rápida evolução. 265) é uma condição que resulta na redução extrema do débito cardíaco. DOHERTY. A lei de Starling exprime um conceito importante que explica como funciona essa relação – quanto mais os ventrículos se enchem. p. 2007. (3) insuficiência intrínseca do próprio coração. (5) infecção grave não tratada e (6) infecção grave mas parcialmente compensada (WAY. o que leva a diminuição do volume sistólico. 166).

p. segundo Brunner e Suddarth (2005) a intervenção precoce ao longo da condição de choque é a chave para melhorar o prognóstico do paciente. p. por isso deve sempre se estar atendo aos sinais que antecedem o quadro de choque. Uma dessas é citada por Way e Doherty (2004). com a confusão ou combatividade. Esse resultado da perfusão inadequada é o metabolismo anaeróbico e o acumulo de ácido láctico. Além disso. 2. o paciente mostra inúmeros sinais clínicos que indicam a perfusão orgânica inadequada. 550) o tratamento do choque deve visar a correção da causa e auxiliar os mecanismos de compensação fisiológicos a restabelecerem nível adequado de perfusão tecidual. a enfermeira avalia a resposta do paciente e da família à crise e ao tratamento (BRUNNER. Se o tratamento do choque começa nesse estágio. produzindo uma acidose metabólica. A freqüência respiratória aumenta em resposta a acidose metabólica. causa uma alcalose respiratória compensatória. monitora o estado do paciente durante o tratamento e avalia os efeitos imediatos do tratamento. a depleção do volume vascular é representada pelo choque hipovolêmico. grifo nosso). de uma forma geral para Ganong (1989. mas eleva o pH sanguíneo e. A hipovolemia quer dizer redução do . O estado alcalótico provoca alterações do estado mental. o prognóstico para o paciente é bom. Esta freqüência respiratória rápida facilita a remoção do excesso de dióxido de carbono. 2005. SUDDARTH. A enfermagem tem papel importante e fundamental. com freqüência.3 CHOQUE HIPOVOLÊMICO É de relevância assim essa condição que representa grave risco de vida. geralmente a enfermeira os implementa. levando – se em conta que o tratamento do choque vai depender da sua causa. 319. opera e soluciona os problemas do equipamento usado no tratamento. O choque é uma condição de difícil tratamento. Embora os tratamentos sejam prescritos e iniciados pelo médico.23 Considerando suas manifestações clinicas segundo Brunner e Suddarth (2005) apesar de uma pressão arterial normal. bem como a dilatação arteriolar.

tendo assim na hemorragia a causa mais comum do choque hipovolêmico. a ascite. as queimaduras. cirurgia. Em se tratando de choque hipovolêmico é importante ressaltar também aquele causado por trauma que. Isso resulta em um menor retorno venoso do sangue para o coração e no subseqüente enchimento ventricular diminuído. porém. p. “o choque traumático parece ser conseqüência principalmente. a pressão arterial . Quando o débito cardíaco cai. é possível que o mesmo possa ocorrer mesmo sem hemorragia. o débito cardíaco cai abaixo do normal. Várias tentativas também já foram feitas para implicar fatores tóxicos liberados pelos tecidos traumatizados como uma das causas do choque após o trauma.24 volume sanguíneo. Por outro lado. 246). conforme Guyton e Hall (2002). o próprio choque produz ainda mais choque. da hipovolemia” (GUYTON. 2002. a peritonite e a desidratação. desde a diminuição mais branda do débito cardíaco até a quase cessação completa do débito dependendo da quantidade do sangue perdido (GUYTON. p. O enchimento ventricular diminuído resulta em redução do volume sistólico (a quantidade de sangue ejetada a partir do coração) e débito cardíaco diminuído. frequentemente resulta da hemorragia causada pelo trauma. Isto é. A hemorragia diminui a pressão de enchimento da circulação e. 241) a hemorragia além do nível crítico faz com que o choque torna – se progressivo. 241). o que significa um circulo vicioso que termina por levar a deterioração do sistema circulatório e a morte. há que se enfatizar os fatores externos para as perdas de líquidos. diurese e diabetes insípida. é possível identificar os fatores internos quando ocorre perda de líquidos. p. HALL. Isso produz grande redução do volume do plasma. vômitos. diarréia. e começa o choque. Todos os níveis do choque podem ser conseqüência de hemorragia. permitindo perda excessiva de plasma. 2002. tais como o trauma. como conseqüência. Em suma. resultando em choque hipovolêmico. HALL. A sequência de eventos no choque hipovolêmico [considerado o tipo de choque mais comum] começa com uma diminuição no volume intravascular. No que se refere aos fatores de risco. como a hemorragia. para os tecidos. De acordo com Guyton e Hall (2002. porque a contusão do corpo pode lesar os capilares suficientemente.

Apresenta taquicardia mínima e não ocorrem alterações mensuráveis da . Para Way e Doherty. progridem para letargia. Entretanto em nível de comparação segundo PHTLS (2007) o choque hipovolêmico decorrente da perda de sangue pode ser dividido em quatro classes.25 cai e os tecidos não podem ser adequadamente perfundidos (BRUNNER. 2004. inicialmente os sintomas de choque são agitação e inquietação. p. baixa pressão arterial e pulso rápido. 1999). SUDDARTH. por vezes. fraco e irregular. E por fim na hipovolemia grave ocorre um déficit > 40% do volume sanguíneo. A hipovolemia pode ser leve. obnubilado ou “bêbado”. WANG. pulso rápido. músculos esqueléticos e ossos) e tem manifestações como quando o paciente queixa – se de sentir frio. podendo levar a uma parada cardíaca. confusão e coma (BULLOCK. agitado. apresenta também respirações profundas a uma frequência rápida. Na hipovolemia leve ocorre um déficit < 20% do volume sanguíneo resultando em uma menor perfusão de órgãos que suportam bem a isquemia (pele. pele pálida. que. apresenta alterações posturais na pressão arterial e pulso. veias cervicais achatadas e urina concentrada. posteriormente. Podendo se manifestar quando o paciente queixar – se de estar com sede. 2005. e não em três como cita os autores acima. essas classes dependem da gravidade da hemorragia. moderada ou grave. tecido adiposo. Hipovolemia moderada quando ocorre um déficit = 20 – 40% do volume sanguíneo resultando em uma menor perfusão de órgãos que suportam mal a isquemia (pâncreas. ocasionalmente. baixa pressão arterial e. É um estágio com ouças manifestações clinicas. em posição de decúbito dorsal e oligúria. resultando em uma menor perfusão do cérebro e coração. fria e úmida. 323) Os sinais físicos do choque dependem do estágio do mesmo e da gravidade da disfunção. apresentando manifestações como o paciente ficar inquieto. confuso. 1 A hemorragia classe I representa uma perda de 15% do volume sanguíneo no adulto (até 750 mL). BOYLE. baço e rins).

que incluem taquicardia (freqüência cardíaca > 120 batimentos/minuto). taquipnéia (freqüência ventilatória > 35 ventilações/minuto). O débito urinário apresenta uma discreta queda. Este estágio de choque grave é caracterizado por taquicardia acentuada (freqüência cardíaca > 140 batimentos/minuto). A sobrevivência depende do controle imediato da hemorragia (cirurgia se a hemorragia for interna) e de reanimação agressiva. em geral na faixa de 60 mmHg. ficando. contanto que não ocorre mais perda sanguínea. mas a maioria responde bem à reposição com cristalóides. a maioria dos pacientes não consegue compensar a perda de volume e ocorre hipotensão. Os sinais clínicos incluem aumento da freqüência ventilatória. A maior parte dos adultos consegue compensar essa perda de sangue ativando o sistema nervoso simpático e mantendo a pressão arterial. taquicardia e aumento da pressão do pulso. no adulto. entre 20 a 30 mL/hora. O débito urinário cai para 5 a 15 mL/hora. Possivelmente. Nesse estagio fica mais evidente os sinais clássicos de choque. da pressão do pulso ou freqüência ventilatória.500 mL). Os mecanismos de compensação do organismo restauram o volume intravascular. confusão grave ou letargia e queda acentuada da pressão arterial sistólica. Frequentemente o paciente pode demonstrar ansiedade ou medo.26 pressão arterial. 4 A hemorragia classe IV representa uma perda de mais de 40% do volume sanguíneo (mais de 2.000 mL). 3 A hemorragia classe III representa uma perda um pouco maior de 30% a 40% do volume sanguíneo (1. esses pacientes podem precisar de transfusão de sangue. A maioria dos pacientes sadios que apresenta essa perda de sangue apenas requer reanimação intravenosa com fluídos. 2 A hemorragia classe II representa uma perda de 15% a 35% do volume sanguíneo (750 a 1.000 mL). Quando a perda de sangue atinge este nível. incluindo . taquipnéia (freqüência ventilatória de 30 a 40 ventilações/minuto) apresenta ainda ansiedade ou confusão acentuadas. Boa parte desse pacientes necessita de transfusão de sangue e intervenção cirúrgica para reanimação.500 a 2.

27 transfusão de sangue. WANG. 1999). levando em conta que na realidade esses pacientes tem apenas poucos minutos de vida. Pode ser ainda por desidratação. . liberadas no local infectado. pelos rins ou através da pele desidratando o corpo e consequentemente assim reduzindo o volume sanguíneo da circulação (BULLOCK. BOYLE. O choque hipovolêmico pode ainda ser subdividido em choque séptico que ocorre quando infecções da corrente sanguínea ou toxinas bacterianas. que refere a perda de líquido pelo trato gastrintestinal. facilitando o movimento de líquido para os tecidos e intensificando a hipotensão. causam hipotensão ou também SEPSES Gram – negativas aumentam a permeabilidade da microvasculatura.

pelo fato de sua especificidade. presença de estresse contínuo e a possibilidade de riscos à saúde constantes a que os pacientes estão suscetíveis ao serem submetidos a alguma intervenção cirúrgica. diminuindo assim o risco de contaminação ao paciente. por meio da ação de uma equipe integrada. .28 3 DINÂMICA DE FUNCIONAMENTO DO CENTRO CIRÚRGICO O capítulo que inicia irá abordar aspectos importantes na unidade do Centro Cirúrgico. entre esses aspectos descreverá também o papel do enfermeiro dentro do mesmo.1 CONHECENDO O CENTRO CIRÚRGICO Possari (2007) refere que o centro cirúrgico pode ser considerado uma das unidades mais complexas do hospital. De acordo com Ribeiro e Souza (1997). na maioria das vezes são desenvolvidos procedimentos cirúrgicos complexos. Nele. O Centro Cirúrgico é uma área do hospital destinada à prática da cirurgia. Nele devem ser realizadas técnicas estéreis a fim de assegurar o controle de infecção. destacando a utilidade da sala de recuperação pósanestésica (SRPA) e o papel do enfermeiro na sala de recuperação pósanestésica. sendo então necessária a presença de profissionais capacitados para o ato cirúrgico. Segundo Gatto (1996). anestésicas e dos recursos materiais e de equipamentos utilizados nos procedimentos cirúrgicos. na prevenção de complicações pós-operatórias imediatas. visando atender a resolução de intercorrências cirúrgicas. o Centro Cirúrgico é um dos setores hospitalares que sofreu grandes transformações em função da evolução das técnicas cirúrgicas. ao ato cirúrgico. o Centro Cirúrgico é um setor do hospital onde se realizam intervenções cirúrgicas. ou seja. 3. dando ênfase para o quadro de choque hipovolêmico.

De acordo com Possari (2007) as principais finalidades do Centro Cirúrgico são: realizar intervenções cirúrgicas e devolver o paciente à sua unidade de origem na melhor condição possível de integridade. (POSSARI. ser praticamente o local mais caro do hospital. ao grande número de alunos que ali estagiam. Técnico e Auxiliar de Enfermagem. aspectos específicos. área de recepção dos pacientes. lavabo. sala de cirurgia. o Centro Cirúrgico deve ser composto das seguintes dependências: vestiários. principalmente nas cirurgias de urgência/emergência.. relacionadas ao controle de infecção. sala administrativa. necessitar de tecnologia de ponta para prestar assistência à clientela. principalmente em sua construção. ante salas.técnica cirúrgica. importância demonstrativa e didática e. aos desperdícios de materiais que podem ocorrer durante os procedimentos cirúrgicos. p.29 Todas as atividades realizadas no Centro Cirúrgico exigem estado permanente de alerta. Técnico de Rx.. principalmente. Anestesiologista. Instrumentador Cirúrgico. copa. pois há intervenções/procedimentos que podem colocar em risco a vida do paciente. Enfermeiro. O Centro Cirúrgico pode ser considerado uma das áreas de mais importância de um hospital pelo fato de [. sala de espera. sala de descanso do pessoal. 2007. dramaticidade das operações. servir de campo de estágio para o aperfeiçoamento de recursos humanos. sala de expurgo.risco de infecção . sala . Para o melhor funcionamento do setor. a necessidade de controle de assepsia . o Centro cirúrgico é o setor do hospital que mais atrai a atenção pela evidência dos resultados. ao grande número de profissionais que ali trabalham (Cirurgião. servir de local de pesquisa e aprimoramento de novas técnicas cirúrgicas e assépticas. pela decisiva ação curativa da cirurgia. sala de pré anestesia.] ser o local onde o paciente deposita toda a esperança de cura. Farmacêutico). 32) Portanto.

Segundo CORREIA (1978). bem como o preparo de material e equipamentos indispensáveis ao procedimento cirúrgico. para a recuperação da anestesia. apenas para fiscalizar o serviço de enfermagem. Possari (2007). Atualmente os hospitais procuram trabalhar com alto nível de qualidade e eficácia de pessoal tento de enfermagem quanto médico. esse tempo pode variar de 1 a 6 horas. se fez necessário suprir o trabalho médico ao organizar o local onde seriam realizadas as cirurgias. isto é. no final dos anos 60. relegando a planos secundários os serviços de saúde publica. daremos ênfase a sala de recuperação pós anestésica (SRPA). para que se tenha um melhor fluxo de profissionais da equipe de enfermagem e anestesia. O ideal é que seja localizado o mais próximo possível da sala de operações.30 para depósito de gases medicinais. cujo objetivo principal no Centro Cirúrgico é de buscar a recuperação ou a melhora do paciente através da cirurgia. podendo exceder ou não. sala de armazenamento de material esterilizado. sala de material de limpeza e sala de recuperação pós anestésica (RPA). Para a importância deste trabalho. O paciente fica o tempo necessário até se restabelecer da anestesia.1. no sentido de verificar o cumprimento adequado das técnicas.1 Equipe de Enfermagem no centro cirúrgico ALCANTRA (1963) refere que os novos estabelecimentos hospitalares passaram a constituir maior mercado para as enfermeiras diplomadas. É sabido que o trabalho do enfermeiro do Centro Cirúrgico nasceu para atender às necessidades da equipe cirúrgica. A qualificação profissional principalmente da equipe de enfermagem que atua no Centro Cirúrgico é de suma importância. A ela é exclusivamente destinado os pacientes no pós operatório imediato. pois um mínimo erro pode ser uma . a enfermeira assumiu a prática no Centro cirúrgico. 3.

465). MAÇALAI... no ambiente cirúrgico. pois é ela que: recepciona o paciente quando este chega ao bloco cirúrgico. equipamentos e meios de o CC dispõe. conhecimento dos materiais. Para Lopez e Cruz (2000) a equipe de enfermagem desempenha sua atividade na área cirúrgica em numerosos campos. habilidade técnica. & KIRCHNER.2 Atividades gerais da equipe de enfermagem As atividades de enfermagem em um centro cirúrgico podem variar dependendo da necessidade.] prevenção de infecções. bem como o manuseio e cuidados de conservação.].31 ameaça em potencial para o paciente. p. em especial.1. 2000. coleta as informações necessárias sobre o mesmo. como por exemplo. responsabilidade. De acordo com Lopez (2000) a equipe de enfermagem deverá possuir uma formação complementar para o desenvolvimento de seu trabalho no Centro Cirúrgico a respeito das seguintes áreas: [. zela pelo correto manuseio de equipamentos. 12). [. favorecendo a administração de conflitos. 2006.. por se tratar de equipamentos especiais e de alto custo. conhecimento das medidas de segurança estabelecidas para o meio hospitalar e de forma mais efetiva no CC (LOPEZ. métodos de desinfecção.. estabilidade emocional. . Para Possari (2007) A equipe de enfermagem desempenha um trabalho de grande expressão no Centro Cirúrgico. além de conhecimento científico. aliados ao conhecimento de relações humanas.] o papel do enfermeiro exige. esterilização [. pela diversidade dos profissionais ali atuantes (STUMM.. podemos citar as infecções hospitalares. zela pelas condições de segurança do paciente e da equipe multiprofissional. 3.. mantém a ordem e a limpeza no Centro Cirúrgico. que são freqüentes. CRUZ. p.

verificar a limpeza de paredes e do piso da sala de cirurgia. conforme orientação do enfermeiro. encaminhar peças para exames e outros pedidos realizados no transcorrer da cirurgia. certificando-se do correto posicionamento de cateteres. . utilizar corretamente equipamentos. verificar o funcionamento da iluminação da sala de cirurgia. compressas e gases como fator de segurança para o paciente. preencher corretamente todos os impressos pertinentes ao prontuário do paciente e a instituição.32 estão cientes das cirurgias marcadas para a sala de sua responsabilidade. solicitar a presença do enfermeiro sempre que necessário. providenciar a manutenção da temperatura adequada da sala. descritas no planejamento de assistência realizado pelo enfermeiro do Centro Cirúrgico. promover a transferência do paciente da maca para a mesa cirúrgica. comunicar ao enfermeiro defeitos em equipamentos e materiais. prioriza os procedimentos de maior complexidade. levando em consideração as orientações do setor de controle de infecção da instituição. controlar materiais. auxiliar o anestesiologista na indução/reversão do procedimento anestésico. sondas e drenos. abrir os materiais estéreis dentro de técnicas assépticas. remover sujidades dos equipamentos expostos e das superfícies. de acordo com cada tipo de cirurgia e as necessidades individuais do paciente. materiais permanentes. descartáveis e roupas. auxiliar no correto posicionamento para o ato cirúrgico. auxiliar na paramentação da equipe cirúrgica. notificar ao enfermeiro responsável sobre possíveis intercorrências. verificar o funcionamento dos gases e equipamentos. prover a sala de cirurgia com material e equipamentos adequados.

auxiliar na transferência do paciente da maca para a mesa cirúrgica. prever e prover o Centro Cirúrgico de recursos humanos e materiais necessários ao atendimento nas salas de cirurgias. checar a programação cirúrgica previamente.33 auxiliar na transferência do paciente da mesa cirúrgica para a maca. avaliar o correto posicionamento do paciente para o ato anestésicocirúrgico. certificando-se do correto preenchimento dos impressos. realizar a desmontagem da sala de cirurgia. acompanhar o paciente à sala de cirurgia. sondas e drenos. colaborar no ato anestésico caso haja necessidade. realizar sondagem vesical. orientar a desmontagem da sala cirúrgica e o encaminhamento de materiais especiais. conferir o material permanente e psicotrópicos do setor. realizar escala diária de atividades dos funcionários. prontuário e exames pertinentes ao ato cirúrgico. realizar inspeção física no paciente na entrada da sala de operações. supervisionar as ações dos profissionais da equipe de enfermagem. caso haja necessidade. recepcionar o paciente no Centro Cirúrgico. priorizar o atendimento aos pacientes dependendo do grau de complexidade clínico e cirúrgico. certificando-se do correto posicionamento de cateteres. . manter ambiente cirúrgico seguro tanto para o paciente quanto para a equipe multiprofissional. São atribuições do enfermeiro do Centro Cirúrgico segundo Possari (2007) realizar plano de cuidados de enfermagem e supervisionar a continuidade da assistência prestada aos pacientes cirúrgicos. certificando-se do correto posicionamento de cateteres. sondas e drenos. checar materiais e equipamentos necessários ao ato cirúrgico.

atuar junto ao chefe de equipe de anestesia e cirurgia na liberação das salas. monitoração e suporte pulmonar e hemodinâmico avançados. supervisionar o serviço de limpeza. auxiliar na transferência do paciente da mesa cirúrgica para maca realizando breve inspeção física para detectar possíveis eventos adversos e certificando-se do correto posicionamento de cateteres. local de incisão cirúrgica. 2005). sondas e drenos. 3. cirurgiões. anestesiologistas ou anestesistas. Na também chamada de unidade de recuperação pós-anestésica (URPA).2 SALA DE RECUPERAÇÃO PÓS-ANESTÉSICA A sala de recuperação pós-anestésica destina-se exclusivamente ao paciente no pós-operatório imediato por isso deve ser um local silencioso e seguir os mesmos parâmetros das salas de cirurgia (SANTOS. ao receber o paciente pós-cirúrgico deve acompanhar e observar o estado geral do paciente.34 checar resultados de exames laboratoriais realizados no transoperatório. verificar o . Segundo Santos (2008) o enfermeiro responsável pela sala de recuperação pós-anestésica. 2008). apud. BRUNNER. SUDDARTH. providenciar a manutenção de equipamentos junto aos setores competentes. providenciar a arrecadação dos pertences dos pacientes e anotar em livro próprio. locais de dreno e condições dele. MEEKER. tipo de curativo e aspecto. sinais vitais. realizar relato em livro de ordens e ocorrências. os pacientes ainda sob anestesia ou ainda recuperando-se da anestesia são colocados nessa unidade para o fácil acesso a enfermeiros. acesso venoso e tipo de medicamento infundido. verificar nível de consciência. ROTHROCK. equipamento especial e medicamentos (LITWACK.

53). 2008. a respiração deve ter se normalizado sem o uso de oxigênio. a causa mais comum é a perda do volume circulante através da perda sanguínea e do plasma. hipertensão e disritmias (BRUNNER. a pressão deve estar estável. sinais vitais. pressão da artéria pulmonar e linhas arteriais. Sendo que o choque como uma das complicações pós-operatórias mais graves pode resultar da hipovolemia. p. uma elevação na resistência periférica e taquicardia. hipotensão e outros. avaliar o estado mental do paciente. e umidade da pele. temperatura. p. Para Brunner e Suddarth (2005) o enfermeiro deve ainda estar atento para monitorar a estabilidade cardiovascular. 2005. é importante a enfermagem saber que além do efeito anestésico. de acordo com a evolução de seu quadro e avaliação do anestesista. represamento do sangue nos membros. Para Brunner e Suddarth (2005) a hipotensão pode vir a acontecer devido a perda sanguínea. verificar se durante o ato cirúrgico houve algum tipo de intercorrência.R. bem como a quantidade e o tempo. e o nível de consciência deve estar parcialmente recuperado (SANTOS. 466. e o débito urinário. cor. ritmo cardíaco. São monitorados a pressão venosa central. hemorragia. As principais complicações cardiovasculares observadas na URPA [Unidade de Recuperação Pós-Anestésica ou também chamada no decorrer do capítulo de Sala de Recuperação Pós-Anestésica] incluem a hipotensão e choque. ou parte dele. grifo nosso). O paciente permanece na Sala de recuperação pós-anestésica (S. SUDDARTH.P. Alguns sinais de choque são clássicos tais como: . A grande importância em estar frequentemente monitorando a pressão arterial no pós-operatório na sala de recuperação pós-anestésica é porque o choque hipovolêmico caracteriza-se pó uma queda na pressão venosa. como hemorragia. hipoventilação. anotar eventuais intercorrências e seguir a prescrição e orientação do anestesista. caso a condição do paciente exija tal avaliação.A.35 anestésico utilizado. ou efeitos colaterais de medicamentos e anestésicos.) até que tenha passado o efeito anestésico.

em grande parte. maior a chance de reverter o quadro que acomete o paciente. através da administração oportuna de líquidos IV. debito urinário. Os medicamentos cardiotônicos.36 Palidez Pele fria e úmida Taquipnéia Cianose dos lábios. . SUDDARTH. p. Na sala de RPA o paciente deve ficar em observação constante pela equipe de enfermagem São monitorados as freqüências respiratória e de pulso. O choque hipovolêmico pode ser evitado. Os sinais vitais são monitorados de maneira contínua até que a condição do paciente tenha se estabilizado (BRUNNER. Brunner e Suddarth. nível de consciência. pressão arterial pulmonar. p. (2005). pois quanto mais cedo perceber uma alteração. 2005. 2005. produtos sanguíneos e medicamentos que elevam a pressão arterial (BRUNNER. auxiliando assim para o quadro de melhora do choque hipovolêmico. vasodilatadores e corticosteróides podem ser prescritos para melhorar a função cardíaca e reduzir a resistência vascular periférica. pressão arterial. 468) A reposição volumétrica é a principal intervenção para o choque. 468) . sangue. SUDDARTH. pressão de cunha capilar pulmonar e débito cardíaco para fornecer informações sobre os estados respiratório e cardiovascular do paciente. gengivas e língua Pulso rápido. fraco e filiforme Pressão de pulso decrescente Pressão arterial baixa e urina concentrada É de extrema importância a equipe de enfermagem estar atenta a tais sinais. pressão venosa central. concentração sanguínea de oxigênio.

mas ele dá pequenos sinais que devem sem encarados com bastante atenção e a equipe de enfermagem tem que estar atenta e em monitoração constante. o quadro de choque hipovolêmico é comum acontecer e muitas vezes muito difícil de reverter. para rápidas ações de controle a fim de minimizar o risco de morte do paciente. não se pode fazer um diagnóstico prévio desse quadro de choque. pois no pós operatório imediato ainda pode ocorrer um risco eminente de morte devido a complicações pós cirúrgicas. .37 Ao fim da cirurgia os cuidados com o paciente devem continuar na sala de recuperação pós anestésica.

trabalha com valores. ao contrário. hábitos.38 4 METODOLOGIA DA PESQUISA Segundo Minayo: Entendemos por metodologia o caminho e o instrumental próprios de abordagem da realidade. Neste sentido. SANCHES.. atitudes e opiniões (MINAYO. 148) 4. dados indicadores e tendências observáveis.. mediante autorização da direção clinica das Instituições Hospitalares e o consentimento livre e esclarecido dos entrevistados.. 2390) Na nossa abordagem quali–quantitativa utilizamos como fundamentação a revisão bibliográfica e o levantamento de informações obtidas através de livros. p. [. A investigação qualitativa. artigos.. é a própria arma do conteúdo porque ele faz a relação entre o pensamento e a existência e vice – versa (MINAYO.] a investigação quantitativa atua em níveis de realidade e tem como objetivo trazer à luz.] Lênin nos ensina que o método não é a forma exterior. a metodologia ocupa o lugar central no interior das teorias sociais. 1993. crenças. (APÊNDICE C) . [. internet.2 TÉCNICA DE INVESTIGAÇÃO O instrumento utilizado foi coleta de dados feita através de aplicação de questionário semi-estruturado com questões objetivas e subjetivas com a proposta de avaliar a atuação da equipe de enfermagem diante do quadro de choque hipovolêmico. p. pois ela faz parte intrínseca da visão social de mundo veiculada na teoria. representações.1 CARACTERIZAÇÃO DA PESQUISA Esta presente pesquisa é caracterizada por ser quali–quantitativa. 4.

(APÊNDICE B) Para preservar a identidade e o anonimato. após explicação completa e pormenorizada sobre a natureza da pesquisa. visando obter informações sobre o objetivo que a pesquisa se propôs. formulada em um termo de consentimento. potenciais riscos e o incômodo que esta possa acarretar. II. Os dados coletados na abordagem quantitativa foram tabulados em . dentre eles auxiliares de enfermagem. 4. C e D. segundo indica a Resolução do Conselho Nacional de Saúde Lei nº 196/96. 4.5 DISCUSSÃO DOS DADOS A partir das respostas obtidas dos entrevistados. É imprescindível observar que a participação dos entrevistados foi de maneira livre e consentida. denominadas como Instituições A. benefícios previstos.3 PERÍODO DA COLETA DE DADOS O período coleta foi compreendido entre 24/10/2009 à 07/11/2009. B. métodos. técnicos de enfermagem e Enfermeiros (as) atuantes no Centro Cirúrgico de quatro Instituições Hospitalares do município de Teixeira de Freitas. livre de vícios (simulação. 11 – Consentimento livre e esclarecido – anuência do sujeito da pesquisa e/ou de seu representante legal. subordinação ou intimidação. os entrevistados foram denominados nesta pesquisa como números. autorizando sua participação voluntária na pesquisa.4 SUJEITO DE ESTUDO A pesquisa foi realizada com 13 pessoas da equipe de Enfermagem. Todos os entrevistados foram orientados quanto ao objetivo da pesquisa e assinarem o Termo Livre e Esclarecido. fraude ou erro). foram realizadas análises estatísticas. dependência. seus objetivos.39 4. com garantia de sigilo e anonimato.

.40 gráficos e discutidos para possibilitar comparações interferências e correlações.

. Além de enfatizar os princípios de um bom atendimento o protocolo ajuda a tomar decisões adequadas no atendimento do paciente. Os protocolos no atendimento são importantes para nortear e conduzir a equipe na prestação do serviço ao paciente. temos a Instituição D. PHTLS (2007).41 5 RESULTADOS E DISCUSSÕES Gráfico 1: Avaliação da existência de protocolo para tratamento de choque hipovolêmico. onde os entrevistados afirmam 100% a não existência do protocolo para o tratamento do choque hipovolêmico. O gráfico mostra a divergência das respostas pela equipe de enfermagem nas Instituições A. podendo ser atribuída ao desconhecimento da existência do mesmo pela equipe ou deficiência na divulgação do protocolo caso exista de fato. C sobre a existência do protocolo para o tratamento do choque hipovolêmico. B. Em contrapartida. Visando avaliar nas instituições pesquisadas a existência de protocolo para o tratamento de choque hipovolêmico nos deparamos com os seguintes resultados expressados acima no gráfico 1.

o Entrevistado 8 deixou em branco. revistas e os médicos com quem trabalho”. diminuição no débito urinário. taquipnéia. .42 Ao questionarmos a equipe de enfermagem no que se refere ao conhecimento dos sinais e sintomas do choque hipovolêmico. Porém quando questionado sobre quais seriam estes sinais e sintomas. sendo alguns dos sinais mais comuns a essas classes a perda de volume sanguíneo que pode variar de 15% a 40%. podendo apresentar ainda ansiedade ou confusão acentuada. na Instituição A encontramos como resposta do Entrevistado 1 “são livros. De acordo com PHTLS (2007) para aumentar a sobrevida do paciente após o choque é essencial uma compreensão exata de sua definição. A mesma literatura afirma também que os sinais de choque hipovolêmico podem variar em quatro classes diferentes dependendo da sua gravidade. o aumento da freqüência ventilatória. taquicardia e aumento da pressão do pulso. A detecção em tempo hábil significa para o paciente a vida e as possíveis seqüelas que poderá acometê-la. 100% dos entrevistados informaram conhecer e saber identificar tais sintomas. fisiopatologia e características clínicas. Analisando este ponto sobre as respostas dos Entrevistados 1 e 8 pode-se notar uma total desatenção ou confusão ao interpretar o enunciado e ainda um despreparo sobre o assunto abordado. e na Instituição C.

. Na instituição B. aumentar o gotejamento do soro e comunicar ao cirurgião”. redistribuir o volume de líquido e corrigir a causa subjacente da perda de líquidos o mais rápido possível. e podemos citar também a utilização da terapia farmacológica quando houver necessidade. o Entrevistado 5 diz que “a conduta utilizada foi elevar os MMII. medicamentos beta adrenérgicos. sendo que as instituições A. Para Brunner e Suddarth (2005) o principal tratamento do choque hipovolêmico é restaurar o volume intravascular para inverter a sequência dos eventos que conduzem à perfusão tissular inadequada. já o Entrevistado 2 diz “todos são revertidos. obtivemos as seguintes respostas: Na Instituição A.1% das cirurgias ocorridas evoluem para o choque hipovolêmico. Quando questionados sobre o número de quadros de choque hipovolêmico revertidos e qual seria a conduta adotada para isto. o Entrevistado 13 relata “infusão de volume. e a conduta adotada é hidratação rápida + transfusão sanguínea + medicação venosa”. Na instituição D. B e C relataram que raramente acontecem casos de choque hipovolêmico e na instituição D 2.43 Tabela 1: Média mensal de cirurgias realizadas e freqüência do quadro de choques/mês Instituição A B C D Cirurgias/mês 35 118 27 70 Choque/mês Raro Raro Raro 2. estabilização hemodinâmica”.1% Temos na tabela 1 a média de cirurgias por mês relatado pelos profissionais da equipe de enfermagem que atuam no centro cirúrgico de cada instituição. o Entrevistado 1 diz “nunca presenciei em 04 anos de trabalho”.

a partir daí ficará sob os cuidados permanentes da equipe de enfermagem.44 Tais respostas confirmam a necessidade de um protocolo no atendimento. Porém 23% dos entrevistados relataram que as instituições não possuem sala de recuperação pós anestésica. apenas na Instituição B há uma divergência sobre esse atendimento específico prestado pelo médico e o anestesista. pois numa mesma instituição foi possível identificar práticas diferentes no atendimento prestado. Para Pitrez e Pioner (2003) tanto o cirurgião quanto o anestesista devem acompanhar o deslocamento do paciente e permanecer junto dele até se certificarem de que já está fisiologicamente estável em seu leito. relatando assim que esse acompanhamento . Gráfico 2: Acompanhamento do paciente pelo cirurgião e o anestesista até o seu quadro fisiologicamente estável na sala de recuperação pós anestésica. O gráfico 2 apresenta que 75% dos entrevistados respondem que esse acompanhamento acontece de fato.

. Neste gráfico embora se questione sobre o tempo médio de permanecia na sala de RPA. as respostas mostram em comparação com a discussão do gráfico dois que estes dados foram respondidos. mas não mostrando a permanência na sala de RPA e sim nas salas de cirurgia e nas internações. Gráfico 3: Média de permanência do paciente na sala de recuperação pós anestésica. ainda sim há uma preocupação da equipe de enfermagem no controle hemodinâmico e na estabilização clínica do paciente. o gráfico mostra ainda que 15% dos entrevistados não responderam.45 acontece na sala de cirurgia ou segundo o Entrevistado 7 “a recuperação ocorre no setor de internação” na Instituição B. Observa-se que mesmo na ausência de sala de RPA.

Estes fatos podem estar relacionados ao desconhecimento da rotina dos serviços prestados pelo setor da instituição ou também o não interesse da realização da prescrição de enfermagem caso ela exista de fato. . sendo que nesta última 33% informam não executá-la com exatidão. em tempo e técnica correta. Na Instituição C há respostas nas três alternativas. em contrapartida. tempo e técnica correta.46 Gráfico 4: Execução da prescrição de enfermagem com exatidão. Quando abordado sobre a prescrição de enfermagem observou-se que só há prescrição de Enfermagem nas Instituições A e D. Para Motta (2003) a prescrição de enfermagem é a determinação das condutas a serem tomadas diante do diagnóstico do cliente para o direcionamento dos cuidados de enfermagem a serem prestados. nesta mesma instituição 75% informam não existir. Já na Instituição B 25% afirma executar a prescrição de enfermagem.

47 O profissional de enfermagem deve executar as atividades que envolvem o cuidado ao paciente de acordo com a prescrição da enfermagem, que por meio da determinação do grau de dependência definirá o papel do profissional de enfermagem no cuidado, ou seja, se irá fazer o cuidado, ajudar no cuidado, orientar o autocuidado, supervisionar ou encaminhar.

Gráfico 5: Busca de conhecimento científico teórico sobre o choque hipovolêmico.

O gráfico 5 mostra que apesar das instituições não possuírem sala de RPA e de que a freqüência dos casos de choque hipovolêmico ser rara, a equipe de enfermagem relatou que busca o conhecimento a cerca do assunto.

Dentre as fontes mais comuns citadas pelos entrevistados para busca desse conhecimento foi pesquisa em livros, internet, consulta com outros profissionais da área e cursos.

A grande surpresa foi na Instituição C, pois 66% relatarem que não buscam conhecimento sobre o assunto e os 34% dos entrevistados restantes que

48 responderam buscar conhecimento sobre o choque hipovolêmico não souberam dizer quais as fontes utilizadas, deixando assim a questão em branco. Manter-se atualizado é primordial para qualificação profissional e prestação do serviço de forma correta. Segundo Bezerra (2003) o conhecimento tem aumentado em ritmo acelerado e isso contribui para aumentar a necessidade de atualização ou busca de novos conhecimentos.

Atualmente, a busca pelo conhecimento e atualização dos profissionais de enfermagem tem sido vista como fundamental para a qualidade da assistência á saúde, é um fenômeno vital, uma qualificação de vida de uma população, aos que prestam assistência como aos que são assistidos. Para a enfermagem, representa um esteio que assegura a boa qualidade da assistência. A Associação Brasileira de Enfermagem – ABEn (1980) citado por Bezerra (2003), no I Seminário de Educação Continuada em Enfermagem, considera que a educação continuada em enfermagem significa a aquisição progressiva de competências e que ela apenas será reconhecida pela qualidade do cuidado que se revela na prática da assistência de enfermagem.

49

Gráfico 6: O repasse de conhecimento teórico/científico sobre choque hipovolêmico do enfermeiro para a equipe de enfermagem.

O gráfico 6 retrata apenas e exclusivamente as respostas dos técnicos e auxiliares de enfermagem em relação ao repasse de conhecimento do enfermeiro sobre o choque hipovolêmico para sua equipe de enfermagem.

Na Instituição B o gráfico mostra uma divisão nas respostas, em que 50% dos entrevistados relatam que o enfermeiro repassa o conhecimento sobre o choque hipovolêmico, enquanto os outros 50% dizem não receber esse repasse de informações pelo enfermeiro.

Na Instituição A 34% dos entrevistados não responderam a questão. Por conseguinte as Instituições C e D apresentam unanimidade nas respostas dos entrevistados, na Instituição C 100% confirmam o repasse de conhecimento pelo enfermeiro, enquanto 100% dos entrevistados na Instituição D afirmam não receber esse repasse de conhecimento pelo enfermeiro.

Os Entrevistados 4 e 8 pelas Instituições B e C respectivamente, afirmam receber essas informações do enfermeiro, porém quando questionado como é feito esse repasse de informações acabaram por deixar a questão em branco.

O gráfico 7 mostra as respostas exclusivamente dos enfermeiros. logo o repasse desse conhecimento para a sua equipe seria benéfico.50 De acordo com as respostas é comum encontrar como forma de repasse de conhecimento. Nas Instituições C e D 100% dos enfermeiros afirmam repassar o conhecimento sobre o choque hipovolêmico para sua equipe. orientações e dúvidas da equipe ao qual o enfermeiro tenta repassar esse conhecimento a fim de sanar a dúvida. Entretanto o Enfermeiro enquanto líder da equipe de enfermagem detém um conhecimento teórico/ científico mais abrangente. pois ele teria profissionais mais capacitados atuantes na área. dentre as formas . palestras. Gráfico 7: O repasse de conhecimento teórico/científico sobre choque hipovolêmico do enfermeiro para a equipe de enfermagem (pelo enfermeiro). na Instituição A não foi possível a aplicação do questionário ao enfermeiro pois não estava presente na aplicação do mesmo.

” O Entrevistado 7 da Instituição B.” . educação continuada e também por meio de dúvidas quando lhes são questionados.51 mais comum de como é feito este repasse estão: conversas. relata em sua resposta que não faz esse repasse dizendo que “trabalha há 1 mês na Instituição e neste período não foi realizado treinamento técnico” porém o Entrevistado 7 diz que “já foi realizado treinamento aos profissionais do centro cirúrgico. Na Instituição B que tem 50% dos entrevistados dizendo que sim e os outros 50% dizendo que não. temos algumas justificativas como a do Entrevistado 5 que diz que o faz esse repasse de conhecimento quando pode “por meio de reunião pré-plantão quando promove educação continuada” porém deixa a dúvida sobre a freqüência do repasse dessas informações quando diz: “para mim não é uma rotina ainda.

a avaliação da existência de protocolo para o tratamento de Choque Hipovolêmico e o questionamento sobre o conhecimento dos entrevistados em relação à identificação dos sinais e sintomas. a fisiologia do choque. uma discussão fundamentada e reveladora. tais como a anatomia do sistema cardiovascular. Consideramos. Portanto. para isso buscou–se um respaldo teórico acerca do assunto possibilitando assim. Neste sentindo a investigação teve por objetivo analisar e discutir a atuação desses profissionais nessa área bastante especifica e delimitada do estudo. comparando assim com a realidade das Instituições Hospitalares pesquisadas no município de Teixeira de Freitas. dando ênfase ao Choque Hipovolêmico. O estudo mostra especificamente objetos para a compreensão e interpretação do mesmo. sem dúvida que o grande "facilitador" durante todo o transcurso do trabalho foi a nossa fala objetiva e delimitada do tema e seus diversos pontos a serem abordados. uma vez que não adianta ter em uma Instituição Hospitalar um protocolo para esse . mostra com base no questionário aplicado nas Instituições Hospitalares. assumimos o desafio de buscar o envolvimento dos profissionais da equipe da Enfermagem e descrever a atuação dos mesmos no Centro Cirúrgico diante do quadro de Choque Hipovolêmico. mostra as características técnicas do funcionamento do Centro Cirúrgico e Sala de Recuperação Pós Anestésica e ainda a atuação dos profissionais de Enfermagem na mesma diante do quadro de Choque Hipovolêmico. Vimos que a atuação dos profissionais da equipe de Enfermagem no Centro Cirúrgico diante do quadro de Choque Hipovolêmico é de grande importância quando bem estruturada e tendo um protocolo definido para tal atendimento.52 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS Durante a realização do Trabalho de Conclusão de Curso.

avaliação e ações da equipe de Enfermagem diante do quadro de Choque Hipovolêmico no Centro Cirúrgico. tais como o conhecimento. Ainda dentro dessa análise vimos também à média mensal de cirurgias realizadas com algumas Instituições Hospitalares relatando a raridade da ocorrência do quadro de Choque Hipovolêmico. Finalmente podemos considerar na execução deste trabalho os objetivos que se propôs a realizar. Sugerimos levar este presente trabalho à Instituição Hospitalar que não nos permitiu aplicar a pesquisa no local. Percebemos que mesmo sendo raro a ocorrência de Choque Hipovolêmico. conhecimento de toda a equipe das principais Buscou–se saber também sobre a procura do conhecimento teórico científico acerca do Choque Hipovolêmico. ressaltando ainda as dificuldades encontradas e a busca de melhoria em relação à situação. mas para qualquer leitor a oportunidade de conhecer a realidade encontrada em Teixeira de Freitas quando se trata do quadro de Choque Hipovolêmico no Centro Cirúrgico. a equipe de Enfermagem busca saber sobre o mesmo como forma de se manter sempre atualizado. . E mostrar a importância da monitorização constante do paciente em pós operatório para detectar precocemente crises de Choque Hipovolêmico. representou ainda não só para o profissional de Enfermagem. bem como a importância da sala de RPA quando bem estruturada para a monitorização. buscando novos saberes de maneira de transformar a prática do dia-a-dia mais eficiente baseado na teoria e conhecimento adquirido.53 atendimento sem o manifestações clínicas. tanto dos técnicos/auxiliares de Enfermagem como dos Enfermeiros (as) enquanto responsável pela equipe de Enfermagem. e se há de alguma forma o repasse desse conhecimento afim de melhorar e atualizar a execução e os cuidados da assistência de Enfermagem. com intuito de mostrar que apesar de ser rara a ocorrência de Choque Hipovolêmico. ele acontece.

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57 APÊNDICE .

Dr. contendo questões que abordarão o conhecimento do (os) enfermeiro (os) do centro cirúrgico. Unidade Teixeira de Freitas-BA. e garantido o sigilo que assegure a privacidade quanto aos dados colhidos. Tal pesquisa contará com a coleta de dados a ser realizada mediante aplicação de questionários estruturados. mais especificamente a atuação na sala de recuperação pós-anestésica. sob a supervisão da Prof. Enf. Atenciosamente. pré-requisito para conclusão da Graduação em Enfermagem e obtenção do título de Bacharel em Enfermagem da Faculdade Pitágoras. ________________________ Os acadêmicos do 8° período do curso de Enfermagem da Faculdade Pitágoras.____de outubro de 2009. A disseminação dos resultados obtidos durante a realização da pesquisa será apresentada sob forma de TCC/artigo científico.58 APÊNDICE A – Carta de Solicitação CARTA DE SOLICITAÇÃO Teixeira de Freitas. Rodrigo Barbosa Aguiar e Morgana Torres de Matos solicitam. ___________________________ Coordenação de Enfermagem Faculdade Pitágoras . Ilmo Sr. segundo preconizado pela Resolução 169/96. por meio desta. com os enfermeiros desta Instituição Hospitalar abordando o tema: Atuação da enfermagem no centro cirúrgico diante do quadro de choque hipovolêmico. a autorização para realização de pesquisa de campo. Jackeline Pires. Esclarecemos que Será mantido o anonimato do entrevistado e da instituição. A avaliação dessa pesquisa constitui uma postura reflexiva que possibilita a construção de conhecimento através da investigação da prática. a fim de analisar a prática do enfermeiro frente às possíveis complicações no pós operatório imediato.

sem penalização alguma e sem prejuízo ao seu cuidado. mais especificamente a atuação na sala de recuperação pós-anestésica. outrossim._____de_________________de 2009 .59 APÊNDICE B – Termo de consentimento livre e esclarecido Termo de Consentimento Livre e Esclarecido Eu. assegurando-lhe absoluta privacidade. DECLARO para fins de participação em pesquisa. _________________________________.ª Jackeline Sousa Pires do Curso de Enfermagem da Faculdade Pitágoras.RG__________________. que fui devidamente esclarecido do Projeto de Pesquisa intitulado: ATUAÇÃO DA ENFERMAGEM NO CENTRO CIRURGICO DIANTE DE QUADRO DE CHOQUE HIPOVOLÊMICO A Orientadora do projeto será a profª. em qualquer fase da pesquisa. O estudo usará coleta de dados a ser realizada mediante aplicação de questionários estruturados. a fim de analisar a prática do enfermeiro frente às possíveis complicações no pós operatório imediato. Garantimos total sigilo quanto aos dados confidenciais envolvidos na pesquisa. que após convenientemente esclarecido pelo pesquisador e ter entendido o que me (nos) foi explicado. na condição de (sujeito objeto da pesquisa/representante legal do sujeito objeto da pesquisa). DECLARO. A avaliação dessa pesquisa constitui uma postura reflexiva que possibilita a construção de conhecimento através da investigação da prática. O senhor (ª) tem a liberdade de se recusar a participar ou retirar seu consentimento. contendo questões que abordarão o conhecimento do (os) enfermeiro (os) do centro cirúrgico. Teixeira de Freitas. Enf. consinto voluntariamente (em participar/que meu dependente legal participe) desta pesquisa.abaixo qualificado.

Baseada na questão anterior.60 APÊNDICE C – Questionário objetivo e subjetivo relacionado a atuação da equipe de enfermagem no centro cirúrgico diante do quadro de choque hipovolêmico. sabe identificar os sinais que caracterizam o choque hipovolêmico? ( ) Sim ( ) Não Se sim.Você.Existe protocolo para tratar o quadro de choque hipovolêmico no centro cirúrgico? ( ) Sim ( ) Não 2. quais são estes sinais? __________________________________________________________ __________________________________________________________ __________________________________________________________ 3. 1.Qual é a freqüência de quadros de choque hipovolêmico que acontecem em média mensalmente? __________________________________________________________ __________________________________________________________ 5. profissional da equipe de enfermagem. qual o número de quadros revertidos? E qual a conduta adotada? __________________________________________________________ __________________________________________________________ .Qual a média mensal de cirurgias realizadas? __________________________________________________________ __________________________________________________________ 4.

Qual é a permanência em média do paciente na sala de recuperação pós anestésica? ( ) menos de 01h30min ( ) de 1h30min a 3h00min ( ) de 3h00min a 4h30min ( ) de 4h30min a 6h00min ( ) mais de 6h00min 8.61 6. em quais fontes busca esse conhecimento? __________________________________________________________ . em tempo e técnica correta? ( ) Sim ( ) Não ( ) Não há prescrição de enfermagem 9.A prescrição de enfermagem é executada com exatidão.Você busca conhecimento teórico/científico relacionado ao choque hipovolêmico? ( ) Sim ( ) Não Se sim. qual é a conduta/rotina usada? __________________________________________________________ __________________________________________________________ __________________________________________________________ 7.Diante da sua prática/vivência o cirurgião e o anestesista acompanham o deslocamento do paciente e permanecem junto dele até se certificarem que ele já está fisiologicamente estável na sala de recuperação pós anestésica? ( ) Sim ( ) Não Se não.

como? __________________________________________________________ __________________________________________________________ 11-Ao enfermeiro (a): Você repassa o conhecimento teórico/científico sobre o choque hipovolêmico para a equipe de enfermagem? ( ) Sim ( ) Não Se sim.62 10-O enfermeiro repassa o conhecimento teórico/científico sobre o choque hipovolêmico para a equipe de enfermagem? ( ) Sim ( ) Não Se sim. como? __________________________________________________________ __________________________________________________________ .

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