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2012-1982-OG-020412

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10/28/2012

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OGLOBO

RIO DE JANEIRO, SEGUNDA-FEIRA, 2 DE ABRIL DE 2012 • ANO LXXXVII • N
o
- 28.728 IRINEU MARINHO (1876-1925) ROBERTO MARINHO (1904-2003)
O GLOBO

SEGUNDO CADERNO

PÁGINA 1 - Edição: 2/04/2012 - Impresso: 1/04/2012 — 23: 26 h
oglobo.com.br
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
2
a
- Edição Metropolitana • Preço deste exemplar no Estado do Rio de Janeiro: R$ 2,50 • Circulam com esta edição: Classificados, Segundo Caderno e caderno Esportes: 46 páginas
CHI CO
.
ENTREOUVIDO NO AR,
ANTES DE MERGULHAR
LOTERIAS
MEGA-SENA•1.376
09•11•21•49•53•54(Acumulado)
QUINA•2.862
03•15•19•53•75(3acertadores)
LOTOMANIA•1.232
12•19•24•26•32•40•41•44•46•47
•61•62•64•66•70•84•89•93•94•95
(Acumulado)
Página9
PrincipaisobrasdoPACtêm
atrasos de até quatroanos
Projetos bilionários de infraestrutura com prazos de entrega revistos
Ivo Gonzalez
WELLINGTON NEM, destaque do Flu, chuta, apesar da marcação de Márcio Azevedo
● Num jogo chato, Botafogo e Fluminen-
se empataram ontem em 1 a 1, no Enge-
nhão. O tricolor sentiu o cansaço da via-
gem para a Venezuela, enquanto o alvine-
gro mostrou falta de ambição. Bom para
o Flamengo, que, ao superar o Bangu por
2 a 1, assumiu a liderança do Grupo A,
com 15 pontos, um a mais do que o Bo-
tafogo. No B, liderado pelo Vasco, o Flu-
minense está em terceiro.
DEM já
fala em
expulsar
Demóstenes
BC reduz juro,
mas bancos
ganham mais
● Apesar da queda na ta-
xa básica de juros, a Se-
lic, nos últimos anos, os
bancos estão aumentan-
do suas margens de lucro
nas operações de crédi-
to. Levantamento da con-
sul tori a Austi n Rati ng
mostra que o ganho já
chega a 33%. Página 19
Cruzamento
de dados já
gira US$ 70 bi
● Tecnologia que combina
cruzamento com análise
avançada de dados — a
chamada Big Data — vem
ganhando espaço em em-
presas e governo. No Bra-
sil, ela está no mapeamen-
to do pré-sal. Página 17
● O destino político do se-
nador Demóstenes Torres
(DEM-GO), envolvido como
bicheiro Carlinhos Cachoei-
ra, começa a ser definido. O
DEM deu prazo até amanhã
para que ele se explique. Do
contrário, partirá para a ex-
pulsão. O presidente da Or-
dem dos Advogados do
Brasil (OAB), Ophir Caval-
cante, pediu a renúncia.
Ricardo Noblat e página 5
● Problemas ambientais, de fiscalização, gre-
ves e gastos questionados pelo TCU levam as
maiores obras de infraestrutura do Programa
Nacional de Aceleração (PAC) a atrasos de até
quatro anos e meio. A Ferrovia Norte-Sul, que
se arrasta desde o governo Sarney, e o eixo
leste da transposição do Rio São Francisco es-
tão na lista. Promessa de campanha do então
presidente Lula, a Nova TransNordestina, uma
obra de R$ 5,3 bilhões, será entregue quatro
anos depois da previsão inicial. Olevantamen-
to feito pelo GLOBO mostra ainda que em dez
chamadas megaobras, que somam R$ 171 bi-
lhões, todas tiveram seus prazos revistos. Os
entraves acabam atrasando os investimentos:
recursos são reservados, mas ficam sem apli-
cação efetiva. O governo promete fiscalizar
mais de perto as obras. Página 3
Em novo ataque, jovem
é baleado em Niterói
● Menos de 24 horas após a morte de um mé-
dico num assalto em Icaraí, um estudante de
24 anos foi baleado ontem por bandidos no In-
gá, outro bairro da Zona Sul de Niterói. Ferido
no pescoço, Jorge Luiz Carvalho foi operado e
respira com a ajuda de aparelhos. No mesmo
bairro, a polícia prendeu assaltantes após o se-
questro-relâmpago de um casal. Página 10
Rocinha tem a oitava
morte em 50 dias
● Um homem foi executado ontem na Rocinha.
É a 8
a
- morte em 50 dias na comunidade. A Se-
cretaria de Segurança confirmou que investiga
denúncias de que PMs estariam recebendo su-
borno de traficantes da favela. Página 11
Rebeldes da Síria terãosalário
Murad Sezer/Reuters
● Partidários de Bashar al-Assad participam de um protesto, em Istambul, contra a decisão do
grupo “Amigos da Síria” de reconhecer os rebeldes e lhes conceder um salário. Página 23
Malvinas: mais perto do Brasil
— Até aqui, tudo bem...
No site, histórias dos jornalistas que cobriram a Guerra das Malvinas
SEGUNDO CADERNO
Feitas por grupos de
artistas e produtores
que venceram editais,
as programações de
16 teatros públicos do
Rio entram em cartaz
a partir desta semana.
● O governador das
Malvinas, o inglês Ni-
gel Haywood, afirma
que a Argentina atra-
palha as relações do
Reino Unido com o
Brasil, que poderiam
ser ainda melhores, e
que seu país não tem
interesse em elevar a
tensão na região. Se-
gundo ele, o povo das
Malvinas deve ter di-
reito à autodetermi-
nação. Página 24
Alexandre Vidal/FlaImagem
VÁGNER LOVE pula carniça em Ronaldinho (encoberto)
Fla pula para
ponta com
1 a 1 no clássico
Rubro-negro supera Botafogo
2 2ª edição • Segunda-feira, 2 de abril de 2012
O GLOBO
O GLOBO
● ●
PÁGINA 2 - Edição: 2/04/2012 - Impresso: 1/04/2012 — 23: 12 h PRETO/BRANCO
Ganhadora do Nobel da Paz
vence eleição em Mianmar
● Em votação histórica, a ativista Aung San
Suu Kyi conquistou uma vaga no Parlamen-
to, informou a Liga Nacional pela Democra-
cia, da oposição. O MUNDO, página 24
Evento discute favelas, legado
olímpico e transporte público
● A arquiteta americana Karen Stein e o
economista carioca José Alexandre Scheik-
man participaram sábado do debate “O
GLOBO no Arq.Futuro”. RIO, página 13
Cabral e Paes se encontram
com Bento XVI no Vaticano
● Ogovernador e o prefeito deramao Papa
uma miniatura do Cristo, durante evento
na Itália voltado para a Jornada Mundial da
Juventude em 2013 no Rio. RIO, página 12
Educação: Brasil testa projeto
adotado em Nova York
● Projeto piloto em escolas de São Paulo
e Goiás, que chegará ao Rio, cria tutores
para a equipe pedagógica e coordenado-
res para ajudar pais. O PAÍS, página 4
GEORGE VIDOR
Juro brasileiro só será ‘normal’
com inflação menor e déficit zero
ECONOMIA • PÁGINA 19
Polícia detém 62 torcedores
do Botafogo para evitar briga
● Integrantes da Fúria Jovem pretendiam
atacar tricolores, numa rua do Méier, mo-
mentos antes do jogo entre os dois times
no Engenhão. RIO, página 15
Debênture da BNDESPar, bom
negócio a partir de R$ 1 mil
● Para quemquer investir no papel, prazo
termina amanhã. Especialistas recomen-
dam ficar com o título até o vencimento,
ou seja, até 7 anos. ECONOMIA, página 21
A partir de hoje, Itamaraty
adota mais rigor para espanhóis
● Vigoram a partir de hoje as novas exigên-
cias para a entrada de espanhóis nopaís. Me-
didas, no entanto, são mais brandas do que
para brasileiros na Espanha. O PAÍS, página 9
Feijoada carioca faz sucesso
em leilão de vinhos na França
● Kátia Leite, do Aconchego Carioca, serviu
seus bolinhos de feijoada emevento que ho-
menageou o Rio. Outros chefs fizeramjantar
de gala para 900 convidados. RIO, página 14
PORDENTRODOGLOBO
IMAGENS DA SEMANA
O PAPA EM CUBA: Na imagem da REUTERS, Bento XVI segura as mãos de Fidel durante
encontro no qual condenou o embargo dos EUA e pediu liberdade para o povo cubano
ENCONTRO DE
LÍDERES: Os ex-
presidentes
Fernando
Henrique e Lula
conversam
durante uma hora
no Hospital Sírio-
Libanês, em São
Paulo, onde o
petista está
fazendo seu
tratamento de
câncer na laringe
EM CHAMAS:
Jampa Yeshi, de
26 anos, corre
após atear fogo ao
corpo em Nova
Délhi. Em um ano,
30 outros tibetanos
já fizeram o mesmo
em protesto contra
a ocupação chinesa
no Tibete. O
registro é de
MANISH
SWARUP/AP
Vitória em Copacabana, de olho em Londres
Guito Moreto
● Os competidores iniciam a disputa da Travessia dos
Fortes, entre Copacabana e Leme, com percurso de 3.500
metros. O vencedor foi o baiano Luiz Rogério Arapiraca,
que tenta ainda índice nos 1.500m nado livre para ir às
Olimpíadas de Londres, em julho. No feminino, a vitória
ficou com a santista Isabelle Longo. CADERNO ESPORTES
de Brasília
RICARDO
NOBLAT
E-mail para esta coluna: noblat@oglobo.com.br
BLOG DO NOBLAT: www.oglobo.com.br/noblat
Jaz insepulto

A esta altura, quem são as mais ostensivas ví-
timas do senador Demóstenes Torres(DEM-GO),
acusado pela Polícia Federal de ser sócio do ex-
bicheiro Carlinhos Cachoeira na exploração de jo-
gos ilegais em Goiás? São os 44 senadores estúpi-
dos que hipotecaram solidariedade a ele quando
Demóstenes ocupou a tribuna do Senado para ju-
rar inocência.
n n
Reagiram como sempre. E
da boca deles saíram as
costumeiras palavras de
desagravo com as quais so-
correm amiúde colegas em
dificuldades. Foram feitos
de bobo por um ator de pri-
meira linha. Tamanho era o
seu talento que, ao ser des-
mascarado, admitiu, apa-
rent ando resi gnação e
traindo uma ponta de me-
lancolia: “Eu não sou mais o
Demóstenes.”. Qual? O que
imaginávamos que existia?
Enganou o distinto público
numa atuação soberba co-
mo político acima de qual-
quer suspeita. E também a
nós, jornalistas, céticos por
obrigação. Em momento al-
gum nos perguntamos: po-
derá haver político tão fi-
cha-limpa? Era uma precio-
sa fonte de informações. E
isso basta para amolecer o
coração do mais duro entre
nós. O mensalão ocorreu
nas nossas barbas. E se não
fosse Roberto Jefferson...
O Senado é um luxuoso e
exclusivo clube frequenta-
do por 81 privilegiados ci-
dadãos. Todos ali se prote-
gem apesar das diferenças
políticas. Todos ali prati-
cam os mesmos crimes. Os
que não praticam sabem
quem o faz, mas fingem não
ver. Em 188 anos de funcio-
namento do Senado, so-
mente um senador foi cas-
sado – Luiz Estevão de Oli-
veira (PMDB-DF), acusado
de mentir aos seus pares.
Com a experiência de ex-
chefe do Ministério Público
de Goiás, Demóstenes men-
tia com engenho e arte. Há
pouco, mentiu da tribuna
do Senado grosseiramente.
É por isso que morreu e sa-
be disso. Mas ainda jaz in-
sepulto. Resta-lhe ganhar
tempo e torcer para que o
acaso faça uma surpresa.
Aos que pensam que renun-
ci ará ao mandat o para
abreviar a própria agonia,
digo: esqueçam a hipótese.
Se renunciasse, baixaria à
sepultura. Pior: na condi-
ção de ex- senador, não
mais seria julgado pelo Su-
premo Tribunal Federal
(STF). Ficaria ao alcance de
decisões de qualquer juiz
da primeira instância. De-
móstenes coleciona inimi-
gos em toda parte. Foram
presas 30 pessoas suspei-
tas de integrar a quadrilha
comandada por Cachoeira.
Uma vez sem mandato, por
que ele não acabaria preso
pela mesma razão?
Existe uma boa chance de o
STF declarar nulas as pro-
vas apresentadas pela polí-
cia contra Demóstenes. O
grampeado foi Cachoeira.
Mas o que ele disse ou ou-
viu de Demóstenes só po-
deria ser usado contra De-
móstenes com a prévia au-
torização do STF. Há duas
semanas, Demóstenes aca-
lentava a esperança de não
ser julgado pelo Senado. O
julgamento ali é político.
Tem a ver com as idiossin-
crasias dos senadores.
Ideli Salvatti, ministra das
Relações Institucionais, co-
municou a gente de sua
confiança no Congresso
que o governo não tinha in-
teresse na cassação do
mandato de Demóstenes.
Era preferível continuar
convivendo com ele de cris-
ta baixa a correr o risco de
agitar os ânimos no Sena-
do. Os senadores José Sar-
ney (PMDB-AP) e Renan Ca-
lheiros (PMDB-AL) se ofere-
ceram para ajudar Demós-
tenes. Não deu certo.
Jayme Campos (DEM), sena-
dor por Mato Grosso, é o
presidente em exercício do
Conselho de Ética do Sena-
do. O PSOL pediu a cassa-
ção de Demóstenes. Jayme
poderia arquivar o pedido,
empurrando o problema
com a barriga. Não topou.
Pedro Taques (PDT), outro
senador por Mato Grosso, é
voto certo pela cassação de
Demóstenes. Jayme e ele
podem disputar o governo
do estado em 2014.
Do início da última semana
para cá, abriu-se a torneira
das revelações capazes de
embaraçar Demóstenes
ainda mais. Resultado: a
banda sadia do Senado lar-
gou- o de mão. E o DEM
anunciou que irá expulsá-
lo. Diante disso, fazer o
quê? Então o governo re-
cuou de sua intenção ini-
cial. O PT pediu a cabeça
de Demóstenes. E Sarney e
Renan deram o caso por
perdido. Cumpram-se os
trâmites previstos para
tais ocasiões.
“Realmente, os políticos estão
perdendo a vergonha na cara.”
(Senador Demóstenes Torres em 2007)
Claudio Duarte
hSegunda-feira, 2 de abril de 2012 O GLOBO 3
O PA Í S
Grandes obras do PAC atrasam
Alguns dos projetos bilionários do governo estão empacados há mais de quatro anos
C
inco anos após a criação do
Programa de Aceleração do
Crescimento (PAC), as mai-
ores obras de infraestrutu-
ra do país têm atraso de até 54 me-
ses em relação ao cronograma ori-
ginal. É o caso da Ferrovia Norte-
Sul e do Eixo Leste da Transposi-
ção do Rio São Francisco.
Entre as obras com orçamento
acima de R$ 5 bilhões, os atrasos
são de, pelo menos, um ano. Le-
vantamento feito pelo GLOBO nos
balanços do PAC mostrou que em
dez megaobras, que somam R$ 171
bilhões, os prazos de conclusão
previstos no cronograma inicial
foram revistos.
Ontem, OGLOBOmostrou, a par-
tir de umestudo da ONGTrata Bra-
sil, que o atraso é comum também
em grandes obras de saneamento,
que beneficiariam cidades com
mais de 500 mil habitantes. Ape-
nas 7% de 114 obras estavam con-
cluídas, e 60% apareciam como
atrasadas, paralisadas ou não ini-
ciadas.
No caso das grandes obras bilio-
nárias, há exceções, como as pla-
taformas da Petrobras e as hidre-
létricas do Rio Madeira, que estão
com as obras andando no tempo
previsto e, em alguns casos, até
antecipadas. As usinas de Jirau e
Santo Antônio, porém, colocaram
seus cronogramas sob reavalia-
ção por greves em seus canteiros
na semana passada.
Transnordestina
adiada para 2014
l Além de greves, ao longo desses
cinco anos foram e continuam fre-
quentes alguns poucos motivos
que levaram a atrasos nas grandes
obras. São eles: questionamentos
no processo de licenciamento am-
biental — o mais notório foi o da hi-
drelétrica Belo Monte —, gastos
não previstos no projeto executivo
que causaram questionamento do
Tribunal de Contas da União (TCU),
atrasos em desapropriações ou fal-
ta de interesse da iniciativa privada
em tocar ou acelerar as obras, caso
do trem-bala.
A Nova Transnordestina, obra
de R$ 5, 3 bilhões, é um grande
exemplo dos atrasos. A ampliação
da ferrovia foi promessa de cam-
panha do ex-presidente Luiz Iná-
cio Lula da Silva, mas teve seu cro-
nograma interrompido diversas
vezes por problemas, principal-
mente, de desapropriações. No
lançamento do PAC, sua conclu-
são estava prevista para o último
ano do segundo mandato de Lula.
Agora, a entrega está programada
para o penúltimo dia do mandato
de Dilma Rousseff, no fim de 2014.
Na Ferrovia Norte-Sul, o atraso é
de quatro anos e meio.
No caso da Refinaria Premium I,
do Maranhão, a obra mais cara do
PAC (R$ 40,1 bilhões), o atraso de-
ve-se principalmente ao ritmo da
terraplenagem, que já consumiu
mais de R$ 1 bilhão e, até o último
balanço, estava com apenas 38%
do andamento realizados.
O custo da obra de transposição
do Rio São Francisco foi novamen-
te questionado pelo TCU na sema-
na passada. O governo federal já
teve de relicitar parte dos trechos
por conta de reclamações do tri-
bunal, o que colaborou para o adi-
amento da entrega do Eixo Leste
em mais de quatro anos. O custo
da transposição disparou nos últi-
mos anos: saiu de R$ 4, 8 bilhões e
já está em R$ 7,8 bilhões — um va-
lor também questionado pelo
TCU, que indica um custo total de
R$ 8,2 bilhões.
Embora a maioria dos atrasos
no PAC seja motivada por proble-
mas ambientais, de fiscalização
ou gerenciais — ou seja, a princí-
pio, não faltam recursos para as
obras —, os entraves acabam
atrasando os investimentos finan-
ceiros no âmbito do programa,
acumulando um elevado volume
de recursos já reservados, mas
sem aplicação efetiva.
Entre 2007 e 2011, segundo da-
dos da Secretaria de Orçamento
Federal (SOF), do valor total em-
penhado para o PAC, R$ 125 bi-
lhões, apenas R$ 86,7 bilhões fo-
ram gastos no período.
Descontente com tal resultado,
a presidente Dilma Rousseff deter-
minou agilidade na execução do
programa em 2012 para que esses
investimentos, de fato, acelerem o
crescimento da economia. Para o
ano, a previsão de gastos é de R$
42,5 bilhões, metade do valor exe-
cutado nos últimos cinco anos.
Diante de críticas relacionadas
aos atrasos, a ministra do Planeja-
mento, Miriam Belchior, disse no
último balanço do PAC, no dia 12
de março, que o trabalho do go-
verno nestes cinco anos tem sido
aperfeiçoar o monitoramento das
obras e superar os obstáculos que
se apresentam para cada uma.
— Esse continuará sendo o nos-
so trabalho, de monitoramento
mais global do PAC. A cada mo-
mento, vamos aperfeiçoando. O
acompanhamento “in loco” vai ga-
nhar mais relevância no nosso tra-
balho — disse Miriam.
Os atrasos exigiram do governo
agilidade para fiscalizar as obras.
Recentemente, a presidente e minis-
tros viajaram para canteiros da
Transnordestina, da transposição
do São Francisco, da Norte-Sul e da
BR-101 no Nordeste, e planejam no-
vas visitas.
— Essas viagens são muito pro-
veitosas porque todos os envolvi-
dos sentam no campo e repassam
o que está acontecendo, onde está
pegando e por que está pegando
— disse Paulo Passos, ministro
dos Transportes.
Restos a pagar
se acumulam
l A demora nas obras traz uma
outra consequência para as con-
tas públicas: o acúmulo dos cha-
mados restos a pagar — despesas
contratadas em um exercício para
serem pagas nos próximos. So-
mente no ano passado, dos R$ 28
bilhões efetivamente pagos no âm-
bito do PAC, R$ 18,6 bilhões referi-
am-se a “restos a pagar” de anos
anteriores. Ou seja, as despesas
do passado acabaram ocupando
espaço no orçamento do ano do
programa.
Em 2009, essa parcela de despe-
sas passadas correspondia a me-
nos da metade dos desembolsos,
que somaram R$ 17,9 bilhões. Se-
gundo a SOF, o estoque de restos a
pagar acumulado no fim de 2011
era de R$ 36 bilhões.
O coordenador do PAC no Plane-
jamento, Maurício Muniz, esclarece
que essas despesas não foram qui-
tadas antes porque o ritmo das
obras não permitia o pagamento.
Ocorre que, pela regra do Orçamen-
to, uma despesa com investimento
só pode ser paga após a comprova-
ção de que o empreendimento foi
realizado, mesmo que por etapas.
—No fimdo ano, premiamos quem
vai bem e penalizamos quem vai mal
— disse Muniz, explicando que o go-
verno tem liberdade para remanejar
até 30% do orçamento do PAC todos
os anos, destinando mais recursos às
obras mais adiantadas. n
COMOESTÃOAS PRINCIPAIS OBRAS
FONTE: Balanços do PAC *Emrevisão; **Data de entrega emoperação
1
Refinaria PremiumI**(Maranhão)
Refinaria para processar 600 mil
barris por dia de petróleo nacional
VALOR
(bilhões)
PRAZO
INICIAL
PRAZO
ATUAL
ATRASO
(emmeses)
40,1 24 Dez/2014 Dez/2016
2
Tremde Alta Velocidade (Rio/São Paulo)
Trem-bala de 511km, ligando
Campinas, Rio e São Paulo
33,2 35
24
Leilão:
dez/2009
Conclusão:
2014
Leilão:
nov/2012
Conclusão:
2016
3
Refinaria Abreu e Lima**
(Pernambuco)
Refinariano Porto de Suape paraprocessar
600mil barris/diade petróleo nacional
26,6 30 Jan/2011 Jun/2013
4
Hidrelétrica Belo Monte (Pará)
Construção de usina no Rio Xingu com
capacidade de 11.233MW
25,9 32 Mai/2016 Jan/2019
5 Comperj**(Rio de Janeiro)
Complexo petroquímico comcapacidade
de processamento de 165 mil barris por
dia de óleo
22,1 31 Mar/2012 Out/2014
6 Hidrelétrica Santo Antônio(Rondônia)
Construção de usina no Rio Madeira,
comcapacidade de 3.150MW
16,1 1 Dez/2015 Jan/2016
7 Hidrelétrica Jirau(Rondônia)
Construção de usina no Rio Madeira,
comcapacidade de 3.750MW
13,1 -2 Dez/2016 Out/2016
8 Termonuclear Angra 3(Rio de Janeiro)
Construção de usina Termonuclear
com1.214,2MWmédios
10 14 Out/2014 Dez/2015
9 Transposição do Rio São Francisco
(Paraíba, Pernambuco e Ceará)
Refinaria para processar 600 mil
barris por dia de petróleo nacional
7,8 54
0
Leste:
jun/2010
Norte:
dez/2015
Leste:
dez/2014
Norte:
dez/2015
10 Ferrovia Norte-Sul (Tocantins,
Goiás, Minas Gerais e São Paulo)
Construção de canal, estações
de bombeamento, reservatórios,
túneis e aqueduto
6,8* 54 Dez/2009 Jun/2014
11 Ferrovia Oeste-Leste (Bahia)
Construção de ferrovia de 1.022km
entre Barreiras e o Porto de Ilhéus
6* 36 Dez/2012 Dez/2015
12
Nova Transnordestina
(Ceará, Pernambuco e Piauí)
Construção de 1.728kmde ferrovia
ligando o interior do Nordeste aos
portos de Pecéme Suape
5,3 48 Dez/2010 Dez/2014
ATRASO
(emmeses)
24
35
24
30
32
31
1
-2
14
54
0
54
SP RJ
BA
PE
PB
RN
PI
MA PA
RO
CE
GO
MG
TO
1 4
2
6
7
5 8
9 10
11
3
12
Vista aérea da
construção do
complexo do
Comperj
l BRASÍLIA. Mais de quatro anos depois do prazo e pe-
lo dobro do preço previsto, poderá ficar pronto o Ar-
co Rodoviário do Rio de Janeiro, trecho de 100 quilô-
metros da BR-493 entre a BR-101 e Manilha. O minis-
tro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, afirmou ao
GLOBO que o valor da obra, que era de R$ 536 mi-
lhões em 2007 e está em revisão, deverá ficar acima
de R$ 1 bilhão.
O custo do empreendimento vai subir novamente
pela quantidade de componentes exigida pelo em-
preendimento e pelas obras complementares, expli-
cou o ministro. Segundo Passos, porém, a diferença
de preço nessa nova revisão, em relação ao valor an-
terior, deverá ser paga integralmente pelo governo
do Rio, porque se refere ao trecho sob responsabili-
dade do DER-RJ
No cronograma original, a conclusão do Arco esta-
va prevista para setembro de 2010. Oprazo atual é 30
Arco Rodoviário do Rio emmarcha lenta
Obra, que custaria R$ 536 milhões, vai sair a mais de R$ 1 bilhão
Fabio Rossi
OBRAS DO Arco Rodoviário paradas em Brisamar, Itaguaí: conclusão era prevista para 2010, mas mudou para 2014
de dezembro de 2014, no fim dos atuais mandatos da
presidente Dilma Rousseff e do governador do esta-
do, Sérgio Cabral.
Ainda que tenha incorporado essa elasticidade no
prazo, a obra ainda merece o sinal de “preocupante”
no balanço feito pelo governo do andamento do PAC.
Depois de passar por problemas de licenciamento
ambiental — que incluíram a discussão sobre a pre-
servação de uma espécie de perereca que seria afeta-
da —, acomodação de sítios arqueológicos e desa-
propriações de quase três mil famílias, falta ainda, se-
gundo o balanço, a definição da jazida para forneci-
mento de brita ao trecho entre Santa Guilhermina e
Manilha.
Por esses motivos, o Arco Rodoviário do Rio está
entre as próximas obras do PAC que o governo fede-
ral planeja visitar “in loco” para resolver entraves.
(Danilo Fariello e Vivian Oswald)
Danilo Fariello
danilo.fariello@bsb.oglobo.com.br
BRASÍLIA
Editoria de Arte
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O PAÍS O GLOBO Segunda-feira, 2 de abril de 2012
EDUCAÇÃO
l SÃOPAULO. Inspirado na re-
forma educacional realizada
em Nova York, em 2002, um
projeto piloto que introduz na
escola um coordenador, para
ajudar pais de alunos, e tuto-
res, para auxiliar professores
em sala de aula e coordenado-
res, vai ser ampliado e, em
breve, chegará ao Rio e ao Es-
pírito Santo. Fruto da parceria
entre a Fundação Itaú Social,
prefeituras e governos, a inici-
ativa já está em andamento
em São Paulo e em Goiás.
O projeto piloto vai ser ado-
tado em 1.140 instituições de
ensino e creches da rede pú-
blica. Cada uma delas recebe-
rá a figura de, pelo menos, um
dos três novos profissionais
introduzidos no cotidiano es-
colar pelo programa Excelên-
cia em Gestão Educacional.
Esses novos personagens
representam duas das oito
principais medidas da refor-
ma educacional executada em
Nova York e de mais fácil ado-
ção no Brasil.
Em São Paulo, primeira ci-
dade a receber o projeto, dez
escolas da Zona Leste, região
considerada de alta vulnera-
bilidade social, receberam,
durante três anos, o reforço
de tutores e também de coor-
denadores de pais.
Os professores de Língua
Portuguesa e Matemática in-
teressados em aderir ao pro-
jeto passaram a a ter o apoio
de tutores, contratados pela
Fundação Itaú Social. Eles en-
travam em sala de aula para
observar de perto as deficiên-
cias e dificuldades de profes-
sores, assim como as boas ini-
ciativas que poderiam servir
de exemplo para os demais.
Mesmo com cinco anos de
experiência em sala de aula,
Cintia Dias Marei, professora
de Língua Portuguesa da Es-
cola Estadual Aquilino Ribei-
ro, em São Paulo, sentiu que
precisava de ajuda para me-
lhorar o desempenho de suas
turmas. Ela enfrentava a in-
disciplina dos alunos e o de-
safio de alfabetizar em torno
de 15 alunos da 6+ série que
não sabiam ler.
— Os tutores deram ideias
de leituras e de formação de
grupos de trabalho na sala de
aula para atrair ointeresse dos
alunos. Os tutores tambémme
ajudaram a criar questões de
provas e a sistematizar os re-
sultados, para que eu soubes-
se quantos alunos foram mal e
entendesse a razão disso —
detalha Cintia.
Professor de Português da
escola Aquilino Ribeiro há
seis anos, Cícero Leonardo do
Nascimento diz que os tutores
ajudaram a encontrar novas
maneiras de lidar com a leitu-
ra e a produção de textos:
— Passei a trabalhar contos
de suspense usando histórias
em quadrinho para atrair os
alunos, por exemplo. E, na sa-
la de aula, antes eu falava, e os
alunos ouviam. Hoje, eles par-
ticipam mais. Eu sou só o me-
diador — relata Cícero.
Prioridade para
rotina pedagógica
Os coordenadores, profissi-
onais que atuamemcada esco-
la ajudando na formação dos
professores, também tiveram
a ajuda dos tutores nos últi-
mos três anos.
— O coordenador, às ve-
zes, é desviado da função de-
le e acaba tendo que cuidar
da merenda, de fechar por-
tão, de funções burocráticas.
A proposta da tutoria é aju-
dar esse profissional a priori-
zar a rotina pedagógica, a fa-
zer um diagnóstico da escola
e o planejamento do ano —
explica a especialista emges-
tão educacional da Fundação
Itaú Social, Maria Carolina
Nogueira Dias.
Além de São Paulo, Goiás
adotou esse tipo de tutor, po-
rém, em escala maior, já que
cerca de 1.100 escolas parti-
cipam do projeto piloto.
Com o objetivo de aumentar
a interação entre pais e esco-
las, colégios que participam
doprojetocontamcoma ajuda
dos coordenadores de pais.
São pessoas que conhecem
bem a comunidade e não são,
necessariamente, pais de alu-
nos. Elas recebem os estudan-
tes na porta, conversam com
os pais, procuram convencê-
los a participar das reuniões
periódicas e podem até ir à ca-
sa da família quando notam al-
gum problema com o aluno.
— Queremos que esse pro-
fissional trate com alunos que
estão propensos à evasão ou
que têm baixo rendimento es-
colar — disse o secretário de
Educação do Espírito Santo,
Klinger Barbosa Alves.
Ainda neste primeiro semes-
tre, coordenadores de pais
vão atuar em 15 escolas esta-
duais de ensino fundamental e
médio emcinco cidades da Re-
gião Metropolitana de Vitória,
no Espírito Santo.
No Rio, os coordenadores de
pais terão uma participação
distinta: vão ajudar no atendi-
mento de famílias cujos filhos
frequentam cerca de 20 cre-
ches municipais apenas uma
vez por semana.
A Fundação Itaú Social ainda
está avaliando os resultados
do projeto em São Paulo, onde
o piloto se en-
cerra este
ano. Agora, a
entidade está
prestando as-
sessoria à Se-
cretaria de
Educação, pa-
ra que o pro-
cesso de tuto-
ria possa ser
replicado pe-
lo governo do
estado inde-
pendente-
mente da fun-
dação. Mas
pessoas que
participaram
da iniciativa já
apontam
avanços.
— Hoje, 95%
dos pais com-
parecem às
reuniões na
escola. Anti-
gamente, só
se falava da in-
disciplina dos
alunos nestes
encontros.
Agora, fala-se
mais das no-
tas, e os pais
ficam infor-
mados sobre
o aprendiza-
do dos filhos
— relata a coordenadora de
pais Maria Aparecida Alexan-
dre Custódio.
Segundo ela, as visitas às ca-
sas dos alunos também deram
resultado: depois de uma de-
las, uma mãe que nãoparticipa-
va das reuniões se engajou tan-
to que voltou a estudar e con-
cluiu o ensino médio na mesma
escola onde o filho estuda.
Além disso, os pais reconhe-
cema importância de umentro-
samento maior coma escola.
— Não adianta ter o traba-
lho só da escola com o aluno
ou só do pai como aluno. Tem
que haver um vínculo maior
— afirma a agente comunitá-
ria de saúde Maria Vanmaira
Nascimento, mãe de José Ma-
teus, que estuda numa das es-
colas integrantes do projeto.
Cidineia Carvalho Oliveira,
mãe do estudante Willian Car-
valho de Souza Lima, de 11
anos, ressalta que a coordena-
dora de pais ajudou quando o
filho recebeu ameaças de um
colega e também quando ele
foi agredido por outro aluno.
— O contato agora é maior.
Na reunião de pais, não dá
tempo de falar tudo, e, às ve-
zes, você quer falar em parti-
cular com alguém da escola
— observa Cidineia, referin-
do-se à importância de exis-
tir na escola uma outra forma
de obter apoio. n
Reforma de NY inspira projeto no Brasil
Escolas da rede pública vão receber tutores e coordenadores para aprimorar prática pedagógica e estreitar laços com pais de alunos
Marcelle Ribeiro
marcelle@sp.oglobo.com.br
Fotos de Marcos Alves/23-3-012
Quando anunciou, há dez
anos, que faria da critica-
da educação da cidade de
Nova York a principal
bandeira de sua gestão
como prefeito, o bilioná-
rio Michael Bloomberg
atraiu olhos do mundo in-
teiro para as ousadas mu-
danças que propôs.
Seudiscursoeraodeque, a
partir de então, colocaria o
foconoaprendizadodoalu-
no, mesmo que para isso
precisasse comprar briga
com o poderoso sindicato
de professores da cidade.
Os pontos de sua reforma
que foram adaptados ao
Brasil são os menos polê-
micos: acriaçãodetutores
paraprofessores ecoorde-
nadores e de um coorde-
nador de pais. Mas Bloom-
berg propôs também o
afastamento de maus pro-
fessores por baixo rendi-
mento, o fechamento de
escolas mal avaliadas, o
pagamento de bônus para
docentes e um sistema de
gestão que desse mais au-
tonomia aos diretores pa-
ra remanejar verbas e
montar sua equipe.
A média dos alunos avan-
çousignificativamente nas
avaliações da prefeitura,
mas a melhora foi menor
quando medida pelos exa-
mes nacionais.
Algumas políticas, no en-
tanto, foram revistas. O
afastamento de professo-
res por mau desempe-
nho, por exemplo, foi ex-
tinto, porque acabou pre-
miando os maus docen-
tes, que eram afastados
da escola mas continua-
vam recebendo salário. A
política de bônus por de-
sempenho também foi
abandonada depois que
um estudo mostrou não
ter havido impacto no de-
sempenho dos alunos.
Permaneceram, no entan-
to, o rigoroso sistema de
cobrança de metas por re-
sultado — inclusive com
fechamento de escolas, o
quegeroupesadas críticas
de que estaria preparando
os alunos apenas para fa-
zer testes de matemática e
leitura —, as políticas de
autonomia do diretor e as
iniciativas adotadas no
Brasil: o tutor de professo-
res edecoordenadores eo
coordenador de pais. (An-
tonio Gois)
n
a
Revolução na
gestão escolar
NA AQUILINO
Ribeiro,
instituição da
rede pública
estadual de
São Paulo, a
coordenadora
de pais Maria
Aparecida
em plena
orientação:
trabalho procura
aumentar
interação
entre a família
e a escola
O PROFESSOR Cícero (de blusa xadrez) diz que os tutores ajudaram a encontrar novas maneiras de lidar com a leitura e a produção de textos
l SÃO PAULO. A Prefeitura do Rio
estima que, até maio, os coorde-
nadores de pais comecem a atu-
ar em 15 ou 20 creches munici-
pais situadas em áreas de risco,
emtodas as regiões da cidade.
Essas unidades fazem parte
de umprograma municipal cha-
mado Primeira Infância Com-
pleta (PIC), noqual famílias que
nãoconseguiramvaga para que
seus filhos frequentem diaria-
mente creches públicas ou que
optaram por não as matricular
vivenciam, aos sábados, a roti-
na de um dia de creche. Além
disso, os pais recebemaulas pa-
ra auxiliar no desenvolvimento
de seus filhos, que, para serem
beneficiados, devem ter até 3
anos e11meses.
A ideia é que os coordenado-
resdepaisdoprogramaExcelên-
cia em Gestão Educacional
acompanhemessas crianças aos
sábados e conversem com os
pais. Eles vão ficar atentos a be-
bêsquenãoestãocomdesenvol-
vimentoadequadoàidade, oque
pode ocorrer, por exemplo, com
crianças que não andam e nem
falamna idade esperada. Nesses
casos, eles agendarão visitas às
casas das famílias para estreitar
o contato.
— Em casa, os orientadores
vão ajudar os pais a estimular a
criança. Vão ler para elas e falar
dos cuidados com alimentação,
sono e nutrição. Eles vão ver o
que a criança está comendo em
casa, checar se os pais estão le-
vando a criança ao pediatra e
também orientar sobre outros
benefícios a que a família temdi-
reitoenãoestáusufruindo—de-
talha a secretária municipal de
EducaçãodoRio, ClaudiaCostin.
A escolha de creches que fi-
cam em áreas de conflito foi
feita porque a secretaria acre-
dita que a tensão criada pela
violência influencia na educa-
ção dos pequenos.
—Crianças que vivememáre-
as de risco são submetidas a
muito estresse. A violência colo-
ca uma tensão enorme nos pais,
e isso acaba por influenciar os
bebês —afirma Claudia.
Segundo ela, há dois anos, a
prefeitura fez uma avaliação que
detectou que a evolução de mui-
tas crianças de creches munici-
pais não era adequada.
O projeto piloto durará um
ano, mas pode ser ampliado,
conforme avaliação dos resulta-
dos. Se houver progressos, as 52
creches que fazem parte do PIC
podem aderir à iniciativa. E o
programa pode chegar também
às crianças que frequentam as
creches diariamente.
As expectativas em relação
aos resultados, segundo a secre-
tária, são grandes:
— Se as crianças tiverem um
bom começo, as chances de se
desenvolverem adequadamente
serão maiores.
A prefeitura já colocou em
prática outroprojetonoqual as
casas de estudantes também
sãovisitadas. Ainiciativa atinge
151 escolas do ensino funda-
mental localizadas em áreas
controladas pelo tráfico ou por
milícias, e, segundo a secreta-
ria, a evasão escolar nessas ins-
tituições caiu de 5,1%, em 2008,
para 3,18%, em dezembro de
2011. (Marcelle Ribeiro)
No Rio, creches situadas em áreas
de risco terão programa piloto
Famílias serão orientadas para estimular o desenvolvimento das crianças
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hSegunda-feira, 2 de abril de 2012 O GLOBO O PAÍS

5
l BRASÍLIA. Integrantes do DEM
pressionam para que o senador
Demóstenes Torres (DEM-GO)
se afaste dopartidoe, assim, evi-
te um processo de expulsão já
em discussão na sigla. A Ordem
dos Advogados do Brasil (OAB)
foi mais aléme pediuontema re-
núncia do senador ao mandato.
Mesmo com o esvaziamento do
Congresso, devido ao feriado da
Páscoa, o DEMdeu umprazo en-
tre hoje e amanhã para que De-
móstenes apresente explicações
sobre suas ligações com o em-
presário do jogo Carlos Cachoei-
ra, preso desde fevereiro.
A pressão maior dentro do
DEM para que Demóstenes se
desligue do partido definitiva-
mente, oupeçaumalicença, vem
da Câmara dos Deputados. A in-
tenção do partido é resolver o
caso com urgência, para evitar
maior desgaste.
Emcasode desfiliação, por ini-
ciativaoupor expulsão, oDEMfi-
caria com um senador a menos.
Opartido temcinco senadores.
ACMNeto quer “defesa
convincente e contundente”
Já em caso renúncia de De-
móstenes ao seu mandato, assu-
mirá a vaga um de seus suplen-
tes. Oprimeirosuplenteéoatual
secretário de Infraestrutura do
governo de Goiás, o empresário
Wilder Pedro de Morais.
Masparlamentaresnãoacredi-
tamnessa possibilidade porque,
comarenúncia, eleperderiaofo-
ro privilegiado, não sendo mais
julgado pelo Supremo Tribunal
Federal (STF). Ontem, diante de
novos diálogos revelados no fi-
nal de semana, a cúpula doparti-
do cogitava uma reunião reser-
vada hoje para analisar o tema.
Olíder do DEMna Câmara, de-
putado ACM Neto (BA), elevou
ontemo tome disse que o prazo
para Demóstenes apresentar
“explicações convincentes” ter-
mina na manhã de terça-feira.
—Opartido deu prazo até ter-
ça-feira, pela manhã, para ele
apresentar argumentos contun-
dentes, o que consideramos ca-
da vez mais difícil, em função da
quantidade de evidências que
envolveram o senador. Se ele
não apresentar uma defesa con-
tundente e consistente, haverá
abertura de processo de expul-
são. A situação dele é muito difí-
cil e, se ele não conseguir trazer
elementos mais consistentes e
contundentes, ficará insustentá-
vel —disse ACMNeto.
Já o presidente do DEM, sena-
dor JoséAgripinoMaia(RN), tem
procurado manter uma posição
mais cautelosa. Integrantes do
partido consideraramque a situ-
ação de Demóstenes se agravou
nos últimos dias, com a divulga-
ção de diálogos com Cachoeira
—comoOGLOBOrevelounase-
mana passada.
Demóstenes, por meio de in-
terlocutores, vem argumentan-
doqueécurtooprazodadopelo
DEM, porque somente agora ele
está tendo acesso ao conteúdo
da investigação. Na quinta-feira,
Demóstenes prometeu ao parti-
do dar explicações até hoje.
Oadvogado Antonio Carlos de
Almeida Castro, que representa
o senador, considera as investi-
gações nulas, porque corriamna
primeira instância na Justiça de
Goiás, quando na verdade deve-
riam ter sido abertas no Supre-
mo desde o início.
— Esse processo é absoluta-
mente nulo. Isso é uma fraude,
uma burla à Constituição, um
abuso. Nãosei os motivos, quem
está por trás disso — disse,
acrescentando que ainda não te-
veacessoatodooinquérito, que
está no STF desde a semana pas-
sada. Por isso, não houve ainda
tempo hábil para decidir a estra-
tégia de defesa.
O presidente da OAB, Ophir
Cavalcante, defendeu ontem a
renúncia de Demóstenes ao
mandatodesenador. ParaCaval-
cante, não há outra alternativa.
— A Ordem esclarece que, in-
dependentemente da defesa que
ele possa formular juridicamen-
te, do ponto de vista moral, a re-
núncia se impõe. O que a socie-
dade espera é um ato dele para
renunciar ao mandato e não ex-
por o Parlamento. O Brasil intei-
roestásurpresocomisso(as de-
núncias envolvendo Demóste-
nes), não é só a OAB — disse o
presidente da entidade.
Na mesma linha, o presidente
da OAB do Rio (OAB-RJ), Wadih
Damous, defendeu a renúncia
imediata de Demóstenes.
— O senador Demóstenes,
mais do que qualquer outro, já
deveria ter renunciado — disse
Damous, lembrando que, duran-
te vários anos, Demóstenes foi
“umativo vestal do Senado”. n
DEM decide amanhã se expulsa Demóstenes
Senador ligado a Cachoeira reclama de tempo curto para fazer a defesa; OAB pede renúncia imediata do parlamentar
l ORIGEM: Em 29 de feverei-
ro, a Polícia Federal deflagrou
em Goiás uma operação para
combater a exploração ilegal
de jogos de azar.
lOS ALVOS: Batizada de Mon-
te Carlo, a operação resultou
na prisão de 35 pessoas, entre
elas Carlos Augusto Ramos, o
Carlinhos Cachoeira.
lGRAMPOS: Durante a inves-
tigação, iniciada em2009, a PF
gravou 300 ligações telefôni-
cas de conversas entre Cacho-
eira e Demóstenes Torres.
lINVESTIGAÇÃO: A PF desco-
briu que Cachoeira presenteou
Demóstenes com um fogão e
uma geladeira importados,
além de um telefone para con-
versas exclusivas entreos dois,
a fimde evitar grampos.
lDEFESA: Em 6 de março, na
tribuna do Senado, Demóste-
nes admitiu ter recebido os
presentes para sua cozinha,
mas negou ter conhecimento
dos atos ilícitos de Cachoeira.
Após opronunciamento, elere-
cebeu o apoio de senadores da
oposição e governistas.
l FINANCIAMENTO: Em 23
de março, O GLOBO revelou
que Demóstenes pediu R$ 3
mil a Cachoeira para pagar
uma viagem de táxi-aéreo.
lO PROFESSOR: Na sexta-fei-
ra passada, O GLOBO mostrou
gravações que trazem Demós-
tenes fazendo lobby a favor de
Cachoeira no Congresso. Nas
conversas, o senador chama o
contraventor de “Professor”.
lINSUSTENTÁVEL: Líder do
DEMnaCâmara, ACMNetoafir-
ma que a situação de Demóste-
nes ficará insustentável se ele
não apresentar uma defesa
consistente a respeito da de-
núncia.
lINQUÉRITO: Na semana pas-
sada, oprocurador-geral da Re-
pública, Roberto Gurgel, pediu
ao Supremo Tribunal Federal a
abertura de um inquérito para
investigar Demóstenes. O mi-
nistro do STF Ricardo Lewan-
dowski autorizou a quebra do
sigilo bancário. No Senado, o
PSOL protocolou representa-
çãoaoConselhodeÉticadoSe-
nado, que está sempresidente.
naOs problemas do senador
Divulgação/Agência Senado
DEMÓSTENES TORRES discursando no Senado no início do mês: para político, prazo dado pelo DEM para que apresente argumentos é curto
Cristiane Jungblut
crisjung@bsb.oglobo.com.br
Carolina Brígido
carolina@bsb.oglobo.com.br
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6 Segunda-feira, 2 de abril de 2012
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TEMA EM DISCUSSÃO: A política monetária e a estabilidade econômica
O
s avanços obtidos pela economia
brasileira após o lançamento do
real, que deu partida a um perío-
do de relativa estabilidade mone-
tária, já próximo da “maioridade”, foram
enormes. No entanto, vencer uma inflação
aguda que já havia se incrustado na vida do
país não foi tarefa fácil, e manter a estabili-
dade exigiu ajustes de toda ordem, até hoje
não concluídos.
As restrições ao crédito foram absoluta-
mente necessárias nesse período de transi-
ção, pois a queda brusca da inflação asse-
gurou de imediato um aumento de poder
aquisitivo para a população. Até que a ofer-
ta doméstica pudesse responder à expan-
são de demanda, a economia
andou sobre o fio da navalha,
pois o instável equilíbrio das
contas externas, na época, im-
pedia que se recorresse maci-
çamente a importações.
“Esfriar” a demanda tem sido
o desafio da economia brasilei-
ra, para adequá-la ao que os es-
pecialistas chamam de Produ-
to Interno Bruto (PIB) potenci-
al. Équantoopaís pode crescer
sem gerar desequilíbrios que
ponham em risco os avanços
conquistados.
A política monetária teve, e ainda tem,
papel fundamental nesse processo. Nos
primeiros anos do real os juros básicos
chegaram a ser estratosféricos e evidente-
mente que tal dosagemcausou grande des-
conforto ao sistema produtivo, com refle-
xos negativos sobre os endividamentos pú-
blicos e privados. À medida que, com tem-
po, a memória inflacionária foi enfraque-
cendo (mas ainda não desapareceu), e re-
formas macro e microeconômicas pude-
ram ser implementadas, as taxas de juros
básicos começaram a baixar. Em termos
nominais, depois de várias décadas, chega-
ram a cair, em 2010, para o patamar de um
dígito, e no qual se encontram neste mo-
mento (9,75% ao ano, com perspectiva de
nova queda quando o Copom voltar a se
reunir).
Isso somente foi possível porque, gradu-
almente, a situação das contas externas
melhorou, a ponto de a economia brasilei-
ra ter alcançado o grau de investimento na
avaliação das principais agências interna-
cionais de classificação de risco.
Emfuturo não distante, o Brasil provavel-
mente terá juros básicos equiparados aos
da maioria das economias emergentes.
Mas esse novo estágio dependerá também
da solução de problemas que dificultam a
redução do nível de inflação no país. Opon-
to central das metas estabele-
cidas pelo governo está em
4,5%ao ano, comintervalo de
tolerância bem elástico (de
2,5% a 6,5% ao ano). Mesmo
assim, a inflação tem andado
mais próxima do teto.
Para o Brasil reduzir os ju-
ros de forma mais expressiva
sem que se tenha de voltar
atrás rapidamente, a econo-
mia precisará reunir condi-
ções de crescimento susten-
tável, poupando e investindo
mais do que o observado nos
últimos anos. Adívida pública terá de dimi-
nuir, e sem artificialismos (como o que
ocorreria por uma redução imprudente
nos juros). Nesse caso, os gastos governa-
mentais devemter seu rumo corrigido, dei-
xando de crescer mais do que o desejável.
Reformas continuarão sendo necessári-
as, como a que está prestes a ser implanta-
da na previdência dos servidores públicos.
Acriação, já aprovada, de umfundode pen-
são para funcionários que ingressarem no
serviço público e quiserem se aposentar
combenefícios acima do teto do regime ge-
ral é um passo importante, poderá contri-
buir para essa almejada queda nos juros.
NOSSA OPINIÃO
Próximos passos
Enquanto a
inflação não cair,
os juros terão
de permanecer
ainda elevados
A
pesar da grita dos numerosos
porta-vozes dos rentistas, o Ban-
co Central vem mantendo a ten-
dência declinante da taxa Selic
de juros. A última reunião do Copom es-
tabeleceu a taxa anual de 9,75%, dando
sequência a uma trajetória de queda que
possa levar os juros no Brasil a um pata-
mar civilizado. Muitas são as razões para
a adoção desta política.
Os juros altos, por definição, prejudi-
cam os setores produtivos da economia,
favorecendo apenas o setor financeiro,
que não gera riqueza. As altas taxas de ju-
ros praticadas no Brasil atra-
em o capital especulativo in-
ternacional. Ele ingressa aqui
apenas para explorar a dife-
rença entre as taxas vigentes
no Brasil e no exterior. Ga-
nha-se dinheiro semqualquer
esforço produtivo.
A redução da taxa de juros
tem também um efeito fiscal
muito salutar. Cada ponto per-
centual a menos da taxa Selic
acarreta uma redução de R$ 8
bilhões na dívida pública do
Brasil. Isso tem um efeito alta-
mente saudável, pois libera recursos neces-
sários para novos investimentos em dife-
rentes áreas, como saúde, segurança e in-
fraestrutura, contribuindo assimpara dina-
mizar a economia.
Ao desestimular a entrada de capital es-
peculativo, a redução das taxas de juros
permite conter a enxurrada de dólares e eu-
ros, promovida pelos Bancos Centrais dos
Estados Unidos e da Europa. Essa ação levi-
ana daquelas autoridades monetárias pro-
voca hoje uma inundação de dólares e eu-
ros nos mercados internacionais.
A contenção dessa enxurrada de divi-
sas estrangeiras faz parte da estratégia
para evitar a supervalorização do real, já
que esta supervalorização é danosa para
Brasil, prejudica a competitividade inter-
nacional de nossos produtos e acarreta
desindustrialização.
Além da redução da taxa de juros, con-
duzida pelo Banco Central, o Ministério
da Fazenda recorreu ao aumento das alí-
quotas e de prazos de incidência do IOF
(Imposto Sobre Operações Financeiras)
sobre capitais especulativos que tentam
entrar no Brasil.
Naturalmente, não cabe ao governo dar
ouvidos aos rentistas nem aos coloniza-
dos que sempre armamuma grita quando
julgam que algum protecionismo está
sendo aplicado. O governo
sabe que o protecionismo,
sobretudo em época de cri-
se, não é um bom conselhei-
ro. Mas o governo não ignora
que americanos e europeus
sempre praticaram proteci-
onismo, mesmo quando a si-
tuação não era de crise. Ca-
be ao governo saber dosar
as reações brasileiras.
O governo Dilma Rousseff
tem cacife para aplicar esta
política e obter respostas rá-
pidas. Pois o Brasil tem re-
servas cambiais, não depende de capitais
especulativos, é credor internacional.
Não guarda a menor semelhança com o
governo FHC, que chegou a praticar uma
taxa Selic de assombrosos 45% ao ano. E
mesmo assim, ou talvez por isso, naquela
época tucana, nos primeiros sinais de cri-
se na periferia do capitalismo, em países
como México, Rússia e do Sudeste Asiáti-
co, o Brasil já estava batendo de pires na
mão na porta do FMI. De 2003 para cá o
Brasil mudou, mas os saudosos do neoli-
beralismo parecem não perceber.
OUTRA OPINIÃO
O Brasil mudou
JILMAR TATTO
O país é credor
e não
depende de
capitais
especulativos
JILMAR TATTO é deputado federal (PT-SP).
J
unto com a década de 90, que su-
postamente representa, o libera-
lismo foi demonizado entre nós.
Esta condenação ideológica, que
nãoé exclusiva dokirchnerismoporque
convocainclusivepartidossupostamen-
te opositores, comoa UniãoCívica Radi-
cal (UCR), parte de premissas falsas. É
falso como considerar que o menemis-
mo, tambémdemonizado por identifica-
ção com os anos 90, foi autenticamente
“liberal”. Ele o foi apenas parcialmente
na área econômica, tanto por sua políti-
ca de privatizações como por sua alian-
çacomaUCeDedos Alsogaray. Mas não
ofoi naáreapolítica, jáqueas reeleições
de Menem pouco tiveram a ver com a
ideia liberal de que os mandatos presi-
denciais não se devem alongar no tem-
po, na maneira chavista ou kirchnerista.
Também é falso que a ofensiva antili-
beral seja, na América Latina, majoritá-
ria. Crer nisso é supor que a demoniza-
ção do liberalismo que campeia entre
nós encarna uma corrente regional,
quando seu eixo está centrado unica-
mente no governo kirchnerista e outros
governos afins, como os que imitam a
Venezuela de Chávez, francamente mi-
noritários se comparados com o que
ocorre no México, Brasil, Chile, Colôm-
bia e no próprio Peru, onde o giro à cen-
tro-direitadeseupresidente, OllantaHu-
mala, já é manifesto.
Que a guinada à centro-direita predo-
mina emnossa regiãofoi visível durante
osúltimosdiasemdoisacontecimentos.
O primeiro ocorreu, paradoxalmente,
em Buenos Aires, quando a Universida-
de Argentina da Empresa (Uade) outor-
gou ao ex-presidente do governo espa-
nhol José María Aznar, doPartidoPopu-
lar que governa a Espanha, o título de
doutor honoris causa, em cerimônia de
se expandiu por décadas o marxismo
quando difundiu a ideia de que o futuro
pertence ao socialismo. Através dessa
imagem “redentora”, o marxismo pôde
condenar o liberalismo como seu pró-
prio passado, como reacionário. Segun-
do essa premissa, que se impôs entre
nós, ser liberal era ser “anti-histórico” e
ser socialista era ser progressista. Mas a
reuniãodeLimadifundiuentreseus par-
ticipantes umentusiasmode sinal inver-
tido, jáqueoqueprovaomundomoder-
no, nãocomideologias mas comfatos, é
queofuturocomeçaacoincidir cadadia
mais com a liberdade política da demo-
craciaealiberdadeeconômicadainicia-
tiva privada. Esta dupla convicção bri-
lhou na reunião de Lima.
Se esta é a perspectiva histórica que
deveria caracterizar a Europa e a Améri-
ca, nãosóàluzdeseusinegáveisresulta-
dos mas tambémàsombrados penosos
fracassos do coletivismo, que começou
a naufragar na União Soviética para cul-
minar em todas as sociedades submeti-
das ao estatismo, é porque o papel prin-
cipal do Estado nas sociedades moder-
nas é estimular a concorrência política
entre os partidos e a concorrência eco-
nômicaentreasempresas. Quelugar en-
tão ocupam hoje na caravana das na-
ções o chavismo e o kirchnerismo? On-
de estamos os argentinos sob a condu-
ção de Cristina Kirchner, dona de 54%
dos votos? Estamos na vanguarda ouna
retaguarda da história? Estamos acom-
panhandoomundoouisolados? Ogran-
de problema que enfrentamos os argen-
tinos hoje talvez não resida em nossos
recursos, mas em nossas mentes, que
continuamconfundindo o passado com
oquechamamde“futuro” eum“futuro”
que ainda chamamde “passado”.
“moderna”, o próprio Aristóteles.
O ex-presidente Uribe foi recebido
com extraordinários aplausos porque,
tendo-se alçado em seu país contra to-
dasasformasdedemagogia, numaatitu-
de supostamente suicida, cansou-se de
ganhar eleições. Um parágrafo à parte
merece o historiador Enrique Krauze,
discípulo de Octavio Paz e autor de um
livronotável erecente, “Redentores”, no
qual descreve a patologia de uma série
de caudilhos latino-americanos, de Eva
Perón a Che Guevara e de Fidel Castro
aopróprioChávez. Todos fundaramsua
atração na ideia semirreligiosa comque
seapresentaramanteopovolatino-ame-
ricano como os novos profetas, os no-
vos “redentores” de uma salvação que
nuncachegounessenovomundoquese
caracteriza, ao contrário, pela eficiência
e competitividade.
A chave do êxito de uma ideologia
consiste em convencer os contemporâ-
neos de que nela pulsa o futuro. Assim
quecer, emnossopaís, emmeioaoclima
de repulsa que o rodeia, que o liberalis-
mo triunfa hoje no mundo e na América
Latina.
Impressionou-me a exposição do chi-
leno Rojas, um ex-comunista que, em
sualongapassagempelaSuécia, conver-
teu-se à liberdade e cuja palestra se con-
centrou na denúncia do populismo co-
mocausa dos graves problemas que ho-
je enfrenta nada menos que a Europa,
por essa espécie de “facilitário” em que
caiu ao exagerar a ilusão do estado de
bem-estar, por causadoqual oshomens
são tentados pelo enganoso direito de
receber tudográtis, semacontrapartida
do trabalho e do esforço. Uma deforma-
çãoa que Rojas atribuiuas enormes difi-
culdades quehojeenfrentaoVelhoCon-
tinente. Aguinis dedicou sua exposição
ao “neopopulismo”, mais que uma dou-
trina uma forma contemporânea de de-
magogia que já havia denunciado, com
uma linguagem surpreendentemente
forte impacto. O segundo aconteceu na
Universidade de Lima, que acolheu mês
passado um seminário internacional
promovidopeloPrêmioNobel de Litera-
tura Mario Vargas Llosa, de notável irra-
diação no Peru e além. Passo a resumir
suas conclusões, nãosemantes advertir
que a suposiçãode que oque hoje ocor-
re nas esferas oficiais de nosso país seja
representativo do pensamento regional
respondeaumparoquialismoqueàsve-
zesnosafligepor supor queomundoea
América Latina se espelham em nós e
não, aoinverso, queogovernoargentino
é percebido hoje, no resto da região, co-
mo uma exceção bizarra ao curso que
seguema Europa e os EUA.
A jornada da última terça-feira na Uni-
versidade de Lima, convocada pela Fun-
dação Internacional para a Liberdade,
de Vargas Llosa, reuniu umnotável con-
juntode políticos e intelectuais, entre os
quais os ex-presidentes da Colômbia, Al-
varoUribe; da Bolívia, Jorge Quiroga; do
Uruguai, Luis Alberto Lacalle; do Peru,
Alejandro Toledo, além do economista
chileno José Piñera, irmão do atual pre-
sidente, da mexicana Josefina Vázquez,
candidata presidencial do PAN, e de in-
telectuais e escritores doporte docuba-
no Carlos Alberto Montaner, do mexica-
no Enrique Krauze, do chileno Maurício
Rojas e do argentino Marcos Aguinis.
Chamou-me a atenção o entusiasmo
contagiantequedemonstraramos parti-
cipantes ante a doutrina liberal. Vindo
de um país cujo oficialismo condena tu-
doque assuma umar liberal, e onde oli-
beralismo é chamado pejorativamente
de neoliberalismo para agravar sua con-
denação, porque com esse neologismo
faz-se com que pareça reincidente num
velho erro, o surpreendente fervor dos
presentes demonstrou que consideram
a doutrina em pleno apogeu, instalada
maisnofuturoquenopassado. Éfácil es-
A contraofensiva liberal
MARIANO GRONDONA é colunista do La
Nación (Argentina)/ GDA.
MARIANO GRONDONA
Marcelo
Product: OGlobo PubDate: 02-04-2012 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_F User: Schinaid Time: 04-01-2012 20:14 Color: K
hSegunda-feira, 2 de abril de 2012 OPINIÃO

7
O GLOBO
É
cada vez mais descontínua e vo-
látil a percepção da realidade
pelos políticos franceses. Os
dez candidatos a presidente da
República nas eleições cujo primeiro
turno será no fimdeste mês pegaramo
estrangeiro para Cristo. As pessoas e
as mercadorias, tudo que vem de fora
anda mal faladonopaís doiluminismo.
Nação mais visitada do mundo, com
produtos cobiçados nos cinco conti-
nentes, aFrançareagecommauhumor
ao mal-estar da política e da economia,
estasatividadesmovidaspor oportuni-
dades e oportunismos.
A campanha presidencial está um
panfleto de um único objetivo: achar
um culpado. Os franceses tinham tan-
ta consciência de que o debate sobre
os imigrantes e as minorias estava tão
agressivo e racista que, sintomatica-
mente, quando se deram conta da sé-
rie de assassinatos no Sul do país, não
saía de suas cabeças o massacre de
Oslo no ano passado, onde um neona-
zista trucidou dezenas de pessoas in-
defesas. Quando a polícia descobriu
que o massacre de Toulouse e região
fora feito por um fanático “deles”, de
descendência árabe, um certo alívio
tomou conta da maioria. “Afinal não
somos tão ruins assim, enquanto eles,
que tanto criticamos, continuam os
donos das atrocidades.”
Se o autor das sete mortes fosse ou-
tro, o rumo do discurso da campanha
certamente mudaria. E a análise sobre
os estrangeiros e sua contribuição pa-
ra a história do país encontraria um
caminhomais equilibradoejusto. Por-
que o mais difícil de fazer é defender a
ideia de que, sob o discurso da bestia-
lidade, qualquer umpoderia ter feitoa
ignominia, à esquerda e à direita. O
medo de que o assassino fosse um
francês “legítimo” — descendente co-
mo alguns gostamde dizer de “nossos
ancestrais gauleses” — tomou conta
de toda a campanha, pois ela temsido
a munição para diferentes tipos de
ódio e revolta que andam pelos sub-
terrâneos da Europa.
Felizmente em boa hora líderes das
comunidades judaica e islâmica na
França dãooexemploe se unempara a
luta contra a xenofobia, preconceito e
fanatismo que sempre ameaçaram os
dois filhos de Abraão.
Aliás, preconceito que ameaça a to-
dos. Toda forma de fascismo esconde
uma grande fraqueza, abrigada nos ar-
gumentos mais estúpidos, resultando
nas práticas mais agressivas.
Alémdoisolacionismocultural, épo-
cas de crise são pródigas em muitas
outras formas de segregação e estere-
ótipos. É o que não percebem os prin-
cipais candidatos da França ao unifor-
mizarem o elogio do protecionismo e
o fechamento das fronteiras. Agora
são os produtos estrangeiros os gran-
des vilões da crise econômica pela
qual passa o país. Num mundo sem
criatividade e bom-senso, é péssima
hora para aumentar o prestígio das
ideias sobre protecionismo comercial
e industrial e aumentar a confusão so-
bre oque queremde fatoos franceses.
Será que não aprenderam alguma coi-
sa coma última grande crise econômi-
ca que engolfoua Europa de tal manei-
ra e culminou comuma guerra mundi-
al ? Comprar sóprodutos franceses vi-
rou uma atividade cívica e elemento
polarizador da campanha. Só que em-
brulhar com ideologia nacionalista as
dificuldades para se enfrentar a crise
econômica é omais curtocaminhopa-
ra piorar as coisas.
Nos anos 30 a ultraprotecionista lei
Smoot-Hawley nos EUA exacerbou a
depressão no mundo ao forçar politi-
camente todos ao protecionismo,
dentro da lógica da reciprocidade.
Não há meio termo que detenha a re-
gra de que protecionismo gera prote-
cionismo. Ea escalada é uma só: todos
os países passama ter regras cada vez
piores. Nacionalismo e comércio não
combinamnummundo multipolar, de
cadeias produtivas transnacionais,
nem se harmonizam com a noção de
balança comercial, um conceito de
equilíbrio. Depois, com que moral
quem fecha sua economia para os ou-
tros espera vender alguma coisa no
estrangeiro?
Sentimentos equilibrados andamem
baixa na admirada França. País de tu-
ristas deslumbrados finge esquecer
quecomocomérciolivreasociedadee
o desejo se encontram. Coincidência
ou não, no último grande comício de
Sarkozy haviam vinte e cinco mil ban-
deiras francesas e somente uma da
União Europeia. Cada um colhe o que
planta e desde o paraíso as maçãs nun-
ca caemlonge da árvore.
Pegaram o
estrangeiro!
PAULO DELGADO
PAULO DELGADO é sociólogo e foi
deputado federal pelo PT de Minas Gerais.
E-mail: contato@paulodelgado.com.br
A
disponibilidade abundante de
recursos naturais sempre asse-
gurou ao Brasil uma vantagem
comparativa clássica na expor-
tação de commodities. Exportamos,
na verdade, terra, água e sol, em for-
ma de produtos minerais e agrícolas.
Temos matérias-primas essenciais à
formação de cadeias produtivas in-
dustriais de amplo alcance, da agroin-
dústria aos manufaturados, dos pe-
troquímicos ao aço.
Mas começam aí as dificuldades das
empresas brasileiras. Estão ameaçadas
mesmo indústrias convencionais de
baixo valor agregado: têxtil, de sapa-
tos, de móveis, de brinquedos, de cons-
trução e outras mais que empregam
mão de obra pouco qualificada. Isso
porque as vantagens competitivas em
uma economia moderna dependem,
fundamentalmente, da qualidade das
políticas públicas.
O regime fiscal, expansionista há dé-
cadas, trouxe uma trajetória de juros
explosivos e câmbio sobrevalorizado.
O manicômio tributário aumentou a ta-
xa de mortalidade das pequenas e mé-
dias empresas. Excessivos encargos
sociais e trabalhistas condenaram ao
desemprego a mão de obra menos qua-
lificada. A insuficiência de investimen-
tos públicos e a regulamentação inade-
quada tornaram deficientes a infraes-
trutura e a logística, emperrando as ca-
deias produtivas. As fontes de capital
de risco e a qualificação do capital hu-
mano são insatisfatórias para setores
mais especializados.
“Aumentar a produtividade de uma
economia a longo prazo deveria ser
o principal objetivo da política eco-
nômi ca. Esforços do governo para
estimular a demanda a curto prazo
não garantem a prosperidade do pa-
ís a longo prazo. A tentativa de criar
empregos sem melhorar a produtivi-
dade não aumenta o padrão de vida
dos trabalhadores e a competitivi-
dade das empresas”, adverte Micha-
el Porter, especialista em estratégia
competitiva.
Enquanto se perdemmacroeconomis-
tas puxando alavancas de política mo-
netária, emmeio à grande crise contem-
porânea, Porter atualiza a mensagem
dos economistas clássicos: “Precisa-
mos de instituições políticas efetivas,
um regime fiscal sensato, um ambiente
de negócios que estimule o empreende-
dorismo e a inovação. Investimentos na
infraestrutura de transporte, comuni-
cação, logística e informação. Merca-
dos de capitais eficientes. E educação
de qualidade em todos os níveis.”
O aumento da produtividade é que ga-
rante os aumentos de salário dos traba-
lhadores, a maior competitividade das
empresas e a prosperidade de um país.
PAULO GUEDES
O caminho da prosperidade
A
morosidade crônica que assola
as várias instâncias do Judiciá-
rio vem causando prejuízos
imensuráveis à sociedade. O
“congestionamento” da Justiça brasi-
leira também gera danos sociais à me-
dida que dificulta o acesso do cidadão
aos seus direitos fundamentais, ferin-
dode morte a ConstituiçãoFederal (ar-
tigo5,, incisoXXXV). Dopontode vista
empresarial, os prejuízos são visivel-
mente expressivos, já que as empresas
destinam grande parte do seu resulta-
do ao provisionamento dessas ações,
comprometendo diretamente o lucro
dos acionistas. Emresumo: perdemto-
dos, inclusive oJudiciário, que temsua
imagem arranhada por não conseguir
atuar de maneira célere e eficiente.
Para um país com perfil contencioso
como o Brasil, esse cenário precisa ser
revisto e já há ensaios de mudanças
com práticas sustentáveis e importan-
tes implementadas por alguns setores
do segmento, cultuando a conciliação
emnomedaceleridadedaengrenagem
ecominvestimentos emmutirões eem
acordos que tragam uma resposta sa-
tisfatória e dinâmica aos envolvidos. O
endividamento, que infelizmente afeta
grande parte da população, faz com
que milhares de brasileiros percam
seus créditos, sendo colocados à mar-
gem da sociedade de consumo. Mas é
possível promover uma reintegração
e, acimadetudo, “destravar” onúmero
de demandas que esperampor respos-
ta na Justiça.
Os números comprovam o sucesso
desse tipo de iniciativa. Segundo o Tri-
bunal deJustiçadeSãoPaulo, noperío-
do de 28 de novembro até1, de dezem-
bro, foram atendidas mais de 30 mil
pessoas emtodo o Estado. Os acordos
ultrapassaramR$ 21milhões, somados
os casos processuais e pré-processu-
ais. No Rio de Janeiro, o Tribunal de
Justiça contabilizou um índice de cer-
ca de 90%de acordos, comuma média
de 4.800 audiências realizadas nototal.
Os resultados comprovamque a me-
diação e os acordos são a maneira
mais adequada de resolução de litígi-
os, contribuindo para promover a paz
social, que não é exercida apenas com
o julgamento das ações propostas,
mas, sobretudo, por meio da concilia-
ção e da mediação.
A relevância do tema fez com que o
Conselho Nacional de Justiça (CNJ)
elaborasse a Resoluçãon, 125, que ins-
titui a Política Judiciária Nacional de
Tratamento Adequado dos Conflitos
de Interesses. Essa iniciativa estabele-
ce que cabe ao Poder Judiciário orga-
nizar em âmbito nacional, não apenas
os serviços prestados nos processo
judiciais, mas também a solução de
conflitos por meio de outros mecanis-
mos, principalmente a conciliação e a
mediação.
Não restam dúvidas de que o acor-
do decorrente da mediação tem mui-
to mais condições de corresponder
aos anseios e expectativas dos envol-
vidos, pois estes contam com plenas
condições de manifestarem o que
pretendem e esperam. Em decorrên-
cia dessa transparência, diversas al-
ternativas podem ser encontradas. É
possível trilhar um novo caminho,
construir um desfecho diferente e in-
cutir nocidadãoconhecimentosobre
seus direitos e deveres.
Um novo caminho
RODRIGO MARTINS DE OLIVEIRA
RODRIGO MARTINS DE OLIVEIRA é
advogado.
O GLOBO NA INTERNET
OPINIÃO Leia mais artigos
oglobo.com.br/opinião
A
bancada ruralista da Câmara dos
Deputados se uniu novamente
em torno de uma bandeira que
pode levar a um retrocesso que
anulará décadas de conquistas sociais
emnossopaís: aComissãodeConstitui-
ção, Justiça e Cidadania admitiu a Pro-
posta de Emenda Constitucional (PEC)
215/2000 e de outras dez anexas a ela.
UmadecisãocontráriaàConstituição, à
Justiça, e à Cidadania — exatamente o
que a Comissão deve proteger.
Emsíntese, as emendas admitidas, se
aprovadas pelo Congresso, farão com
quenenhumareservaindígena, quilom-
bola ouzona de conservaçãoambiental
venha a ser criada sem votação no Le-
gislativo. Considerando a força da ban-
cada ruralista, isto significa, na prática,
que não haverá novas reservas indíge-
nas, áreasdeconservaçãoambiental ou
quilombolas. Os defensores destas pro-
postas argumentam que, por ser o Le-
gislativo mais plural e representativo
doque oExecutivo, aose dar àquele es-
ta atribuição, a proposta seria umavan-
ço democrático. Falso.
Antes de mais nada, tais propostas
são flagrantemente inconstitucio-
nais. Jamais poderiam ter sido consi-
deradas admissíveis porque violamo
artigo 60, parágrafo 4, da Constitui-
ção Federal, que estabelece que “não
será objeto de deliberação a propos-
ta de emenda tendente a abolir (III) a
separação dos Poderes” e “(IV) os di-
reitos e as garantias individuais”. De
uma só vez, as emendas propostas vi-
olam essas duas proibições constitu-
cionais.
Primeiro, porque o ato de demarca-
ção de terras indígenas é administrati-
vo e cabe, exclusivamente, ao Executi-
vo — conforme entendimento do STF
no julgamento da ação popular emtor-
no da Reserva Raposa Serra do Sol.
Assim, o Congresso tomar esse po-
der do Executivo representa usurpa-
ção, uma afronta à separaçãode Pode-
res republicanos. Segundo, porque os
constituintes de1988 consideraramas
terras indígenas direitos originários
destes povos e, portanto, anteriores à
atual Constituição, que precisam ser
reconhecidos e respeitados. Na medi-
da em que as propostas de emendas
constitucionais criam obstáculos ao
reconhecimento e ao respeito a estes
direitos, tendem a aboli-los e, portan-
to, violam, evidentemente, a Consti-
tuição (artigo 60, parágrafo 4,).
A aprovação da PEC 215/2000 foi
mais uma demonstração de força da
bancada ruralista na Câmara. É a sa-
nha por mais terras para o agronegó-
cio. A nova fronteira, depois da muti-
lação do Código Florestal. Impedir
que continuem sendo reconhecidas
terras indígenas e quilombolas e cria-
das zonas de conservação ambiental
parece ser fundamental para quemsó
pensa em derrubar árvores para ga-
nhar mais dinheiro. Mesmo que isto
represente uma ameaça aos ecossis-
temas de nosso país e violações aos
direitos de indígenas e afrodescen-
dentes. Mesmo que isto signifique fa-
zer a Câmara retroceder décadas.
Perdeu-se a primeira batalha, mas
não a guerra. Vamos recorrer da deci-
são, lutar contra este atentadoà Cons-
tituição e combater este absurdo. Se
não for suficiente, rumo ao STF — pa-
ra impedir esse absurdo retrocesso.
Ataque à Constituição
ALESSANDRO MOLON
ALESSANDRO MOLON é deputado
federal (PT-RJ).
Alvim
O
leitor é sempre o melhor ter-
mômetro para medir a tem-
peratura da sociedade. Em
um de meus últimos artigos
fiz uma radiografia da corrupção e
defendi a seguinte prioridade no
combate aos malfeitos: cobrar dos
ministros do Supremo Tribunal Fede-
ral o julgamento do mensalão.
Recebi uma enxurrada de e-mails
de leitores de várias cidades brasilei-
ras. Um denominador comum esteve
presente em todas as mensagens: as
pessoas não admitem o não julga-
mento do mensalão, com a conse-
quente consagração da impunidade.
Ao mesmo tempo, afirmam que o tra-
balhoinvestigativoda imprensa deve
continuar e se aprofundar.
Em que pé estão as coisas? O pro-
cesso aguarda a conclusão do traba-
lho de revisão do ministro Ricardo
Lewandowski. Alguns crimes já pres-
creveram. Se o mensalão não for jul-
gado em 2012, a probabilidade de im-
punidade é total. Em19 de abril, assu-
me a presidência do STF o ministro
Ayres Britto. Conhecendo a biografia
do ministro e suas tomadas de posi-
ção, é praticamente certo que o novo
presidente queira julgar o mensalão
durante sua gestão.
Chegou a hora do Supremo Tribu-
nal Federal. Julgar o mensalão não é
uma questão de prazos processuais.
É um dever indeclinável. A cidadania
espera que a Suprema Corte priorize
o que é, de fato, relevante. Se o STF
carimbar o mensalão com a prescri-
ção, hipótese gravíssima, concederá,
na prática, um passaporte para a ins-
titucionalização dos malfeitos.
A desqualificação do mensalão é
essencial para aqueles que se apro-
priaram do Estado brasileiro. O pri-
meiro sinal do desmonte do mensa-
lão foi dado pelo ex-presidente Luiz
Inácio Lula da Silva. Ao deixar o go-
verno, ele disse que sua principal
missão, a partir de janeiro de 2011,
seria mostrar que o mensalão “é
uma farsa”. A “farsa” a que se referia
Lula derrubou ministros do seu go-
verno, destituiu dezenas de direto-
res de estatais e mandou para o es-
paço a cúpula do seu partido. Encur-
ralado, o então presidente só não
caiu graças ao tamanho da incompe-
tência da oposição.
Está nas mãos da Supremo assumir
o papel histórico de defesa da demo-
cracia e dos valores republicanos ou
— Deus não queira — virar as costas
para a cidadania. A sociedade tem o
direito de confiar nos ministros do
STF. Eles saberão honrar suas togas e
suas biografias. Os brasileiros espe-
ramque os ministros respondamà in-
dignação da sociedade.
Não podemos mais tolerar que o
Brasil seja um país que discrimina os
seus cidadãos. Pobre vai para a ca-
deia. Poderoso não só não é punido,
mas invoca presunção de inocência,
submerge estrategicamente, cai noes-
quecimento e volta para roubar mais.
A ausência de punição é a mola da
criminalidade.
A hora de
julgar
CARLOS ALBERTO DI FRANCO
CARLOS ALBERTO DI FRANCO é diretor
do Departamento de Comunicação do
Instituto Internacional de Ciência Sociais.
Product: OGlobo PubDate: 02-04-2012 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_G User: Schinaid Time: 04-01-2012 20:14 Color: K
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OPINIÃO Segunda-feira,2 de abril de 2012
O GLOBO
O GLOBO acolhe opiniões sobre todos os temas.
Reserva-se, no entanto, o direito de rejeitar acusa-
ções insultuosas ou desacompanhadas de docu-
mentação. Também não serão publicados elogios
ou agradecimentos pessoais. Devido às limitações
de espaço, será feita uma seleção das cartas e
quando não forem suficientemente concisas, serão
publicados os trechos mais relevantes.
As cartas devem ser dirigidas à seção Cartas dos
Leitores (OGLOBO-Rua IrineuMarinho 35, CEP
20.233.900), pelo fax 2534-5535 ou pelo e-mail
cartas@oglobo.com.br. Só serão levadas emconta
cartas comnome completo, endereço e telefone pa-
ra contato, mesmo quando enviadas por e-mail.
DOS LEITORES
Pelo e-mail, pelo site do GLOBO, por celular e por carta, este é um espaço aberto para a expressão do leitor
N A I N T E R N E T E N O C E L U L A R
Sem surpresas
Há muitos anos que qualquer pessoa ra-
zoavelmente informada sabe que não existe
contrato de prestação de serviço, de venda
de material de qualquer natureza, obras
etc. firmado com prefeituras, governos es-
taduais e federal em que não haja pagamen-
to de propina. O que as reportagens vêm fa-
zendo é mostrar claramente o que antes fi-
cava no terreno das certezas que não podi-
am ser provadas. É só seguir o fio da meada
que no outro lado da linha serão encontra-
dos os “homens públicos” responsáveis pe-
lo roubo, em grande número de vezes, colo-
cados onde estão pelo voto do povo.
JOSÉ LUIZ D’AVILA
Rio
Diante da transparência que se tem hoje
dos movimentos políticos, os próprios par-
lamentares ficam mais expostos à execra-
ção pública. O que se pode ver, às claras, é
que o Parlamento tem seu telhado de vidro,
e, assim, verifica-se que os algozes de on-
tem tornam-se réus hoje. Os ferrenhos acu-
sadores tornam-se acusados. Infelizmente,
é o que se tem visto constantemente. É pre-
ciso que haja uma tsunami de moralidade
que atinja esses representantes de umpovo
tão confiante e esperançoso.
MARLY FAJARDO DE MELO BRAGA
Rio
A corrupção é secular. É praticada em to-
do o mundo, pelos apadrinhados dos políti-
cos (licitações), que se empenhamemapro-
var suas emendas. Daí, as composições, as
adesões, os apoios partidários e as chanta-
gens preconizadas no “dá ou desce”. Não é
defesa dos interesses do povo, e sim dos
pessoais. O eleitor está observando as difi-
culdades do governo. Vamos selecionar nas
eleições. Não merecem nossa confiança.
LOURIVAL DE SOUZA MOREIRA FILHO
Rio
Por que concorrem?
Sintovergonha por certas atitudes de cer-
tos políticos brasileiros. Fico enojado ao
ouvir ou ler certas notícias produzidas por
estes certos políticos, emespecial as que se
referema seus vencimentos, às vantagens e
ao custo médio de cada parlamentar para o
sofrido bolso do brasileiro. Haja vista o que
gastam nas campanhas eleitorais, seja pelo
caixa um, dois, três etc., estes aumentos
amorais em nada iriam “amortizar” os cus-
tos de suas campanhas eleitorais. E como
não acredito que se candidatem por patrio-
tismo ou idealismo, ou mesmo altruísmo,
por que será que concorrem às eleições?
LUIZ NUSBAUM
São Paulo, SP
Falso moralismo
As dissimulações fazem parte da vida hu-
mana. Ninguém sai aos gritos pela rua de-
clarando sua própria falta de ética e seus
delitos mais comprometedores. Mas não
precisa chegar à hipocrisia de não só apre-
goar publicamente a própria honradez co-
mo atacar sistematicamente as corrupções
alheias. É o caso de Demóstenes Torres, pe-
dindo dinheiro a um contraventor. Jamais
assisti a este personagem, no Senado, apre-
sentando qualquer projeto de lei que bene-
ficiasse o povo de Goiás ou sequer minoras-
se os conhecidos problemas do seu estado.
Sua arenga nauseante é acusar ogovernode
corrupção. Istonos mostra quais sãoas ver-
dadeiras intenções de muitos daqueles que
mais recentemente no Brasil optaram pela
pior das imoralidades: o falso moralismo.
DRAUZIO GONZAGA
Rio
Hora do troco
Em 2010, em campanha para a presidente
Dilma, o ex-presidente inaugurou as obras
de transposição das águas do Rio São Fran-
cisco. Dois anos depois, a mídia anuncia
que as obras foram reajustadas em 100% e
só estarão prontas em 2016. Aí, pergunto:
por que os políticos não são honestos com
o povo que os elegeu? Tal como essa, inú-
meras outras obras do PAC, do qual a presi-
dente atual foi eleita a mãe, continuam qua-
se paradas. Vivemos no país da mentira, da
esperteza, no qual os políticos mentem e
nada acontece. Acho que está na hora de
darmos o troco a essa turma de demagogos.
JULIO AMARO
Araruama, RJ
Votação obrigatória
Há consenso de que o Estado brasileiro
está inchado, caro e ineficiente. Tive minha
solicitação de renovação do passaporte ne-
gada, por não estar com a situação eleitoral
em dia, apesar de ter justificado a não vota-
ção nas últimas eleições, por estar no exte-
rior. Vejam o desperdício de tempo e di-
nheiro por uma exigência que não deveria
existir. Quanto o Brasil gasta com a Justiça
Eleitoral nos estados e em nível nacional?
Quanto poderia ser economizado se não
houvesse a obrigatoriedade da votação? Fa-
ria um bem à democracia do Brasil.
ARLINDO GOMES
Niterói, RJ
Jeitinho brasileiro
Amenos de três meses para a cidade sedi-
ar a Rio+20, o prefeito pede socorro à popu-
lação. Como aqui as coisas são feitas sem-
pre na base do improviso e do oba-oba, não
é de admirar nossa falta de previsãoe plane-
jamento para realizar eventos dessa enver-
gadura. Fica, assim, delineado o que nos es-
pera para a Copa de 2014 e as Olimpíadas de
2016. A eficiência para montar o marketing
que atraiu para nossa cidade tais aconteci-
mentos contrasta comodespreparodos go-
vernantes. Tudoaqui rola na base doimpro-
viso, do chato e cansativo jargão “jeitinho
brasileiro”. Em junho teremos uma prévia
de como a cidade se comportará.
RICARDO KIMAID
Rio
Previdência do servidor
Já que a ideia é igualar a aposentadoria do
servidor público com a da iniciativa priva-
da, deveriam, então, conceder o Fundo de
Garantia para os servidores, também, para
que os mesmos possamfinanciar umimóvel
ousacar oFundo, aose aposentarem. Coma
justificativa de que é preciso igualar a apo-
sentadoria dos dois regimes, estão tirando
as vantagens do servidor público sem con-
ceder aos mesmos as vantagens do traba-
lhador da iniciativa privada.
PAULO ROBERTO EVARISTO
Rio
Plano de saúde
Fiquei indignada ao receber um boleto
com um aumento de 106% no plano de saú-
de do meu marido, que passou de 58 anos
para 59 anos. Um assalto! Alguém tem esse
aumento? Só se for anual. Como um traba-
lhador pode sobreviver em um país que
quando você fica mais velho ganha menos e
paga mais? Fazer aniversário é aumentar o
plano. Não é justo, mas só acontece porque
não reclamamos. Se cobrássemos nossos
direitos, o plano teria umaumento compatí-
vel com nosso aumento salarial. É melhor
esquecer, pois neste país saúde é privilégio
dos que podempagar. Amaioria grita coma
voz rouca por uma solução. Será utopia?
LUCI MARY MELO LEON
Rio
Perguntar não ofende
Estudo revela que cerca de 75%dos brasi-
leiros jamais pisaram em uma biblioteca. E
qual será o percentual dos brasileiros que
nunca pisaram num bar?
IZABEL AVALLONE
São Paulo, SP
Legendas na TV
A TV paga está uma bagunça. Dublando
as suas programações, esquecem o respei-
to pelos deficientes auditivos e os idosos,
não dando a opção de legendas. Tudo aqui
no Brasil começa bem. Depois, vira escu-
lhambação. Vamos fazer como queremos e
o telespectador que se dane. O brasileiro
paga, pois acredita que receberá o melhor.
JOSIANE MOSER
Rio
Gritaria no rádio
Os comerciais no rádio são feitos aos gri-
tos. Quem grita não tem razão, já dizia mi-
nha avó. Se os anunciantes soubessem que
se muda de estação, ou baixa-se o volume,
já teriamcancelado seus contratos. E o pior
é que a TV está indo pelo mesmo caminho.
Já há um movimento para boicotar os co-
merciais gritados. Ninguém aguenta mais.
THAIS ARRUDA
Rio
Pedras portuguesas
Seremos Terceiro Mundo, sempre. Cadei-
rantes, idosas e suas damas de companhia
— que também já não são novas — já não
podem sair de casa, pelo excesso de bura-
cos e imperfeições das pedras portuguesas,
mal coladas, cheias de buracos e altos-rele-
vos. Quando o país cuidar mais de seus ido-
sos, as calçadas não foremempecilhos para
cadeiras de rodas, aí, sim, começaremos a
sair do Terceiro Mundo.
JACQUELINE C. G. SANTOS
Niterói, RJ
Voos perigosos
A nossa Cidade Maravilhosa é para ser
apreciada, mas sofremos com a insistência
de certas empresas operadoras de helicóp-
teros — transporte que deveria ser usado
apenas por serviços de emergência — de
explorarempasseios turísticos. Alémde po-
luírem com barulho excessivo, as aerona-
ves colocamemrisco os moradores sobsua
rota. Será que nossos governantes estão
aguardando um acidente para agir?
MONICA CLARO
Rio
O Rio vai sediar diversas conferências, a
Rio+20, as Olimpíadas, a Copa... Será que va-
mos ter mais helicópteros voando sobre
nossa cidade, indiscriminadamente, colo-
cando em risco nossa segurança e saúde?
PAULO ROBERTO SILVA MARINHO
Rio
Asfalto pela cidade
É notório em deixar a cidade pronta para
a Copa. Contudo, meios-fios e calhas de dre-
nagens estão sumindo, engolidos pelo asfal-
to. A consequência imediata é que o meio-
fio deixou de ter a sua função original, pro-
teger para que o carro desgovernado não
avance sobre a calçada, e guiar a água (pela
calha aos seus pés), para que esta chegue
embomtermoe na hora certa até a “boca de
lobo” da esquina. Placa da prefeitura na Pra-
ça José de Alencar, no Flamengo, aponta um
valor que supera os R$ 5 milhões. Sr. prefei-
to, por que gastar todo esse dinheiro para
fazer a coisa malfeita? As chuvas vêm aí, e
vamos ter muitos alagamentos.
ANDRES PASSARO
Rio
Li que a Operação Asfalto Liso terminará
emjulho e que a Avenida Maracanã não está
na lista das contempladas. Sendo assim,
que ao menos o trecho entre as ruas Pinto
de Figueiredo e José Higino seja recapeado,
pois encontra-se emestado deplorável. Isso
sem contar a própria José Higino (entre
Conde de Bonfim e Barão de Mesquita) e a
Barão de Mesquita e a Uruguai (entre Barão
de Mesquita e Maxwell), também com o as-
falto lastimável.
RAFAEL DE ALMEIDA
Rio
Além dos riscos crescentes de acidentes no
trânsito do Rio provocados pela ausência da si-
nalizaçãodasfaixasderolamento, têmcontribuí-
do para aumentar esta estatística os buracos
ocasionados pelo desnivelamento dos tampões
das galerias de concessionárias públicas no
meio de ruas e avenidas. Fui testemunha de co-
lisões em vias de Ipanema e Leblon, sobretudo
naRuaPrudentedeMoraes, ocasionadaspor es-
tes obstáculos. As concessionárias deveriamur-
gentemente reparar este sério problema.
MIGUEL ANGELO HADDAD
Rio
Millôr Fernandes
Nãobastasse a dor de enterrar meupai Millôr
Fernandes, durante o velório fui apresentado a
um obituário, travestido de homenagem, publi-
cado pela SBAT, sociedade que ele tanto amou,
utilizando como massa de manobra funcionári-
os honrados, fidelíssimos, honestíssimos, que
merecem todos o meu imenso respeito, assim
comosempre mereceramodomeupai. Aconte-
ce que oobituárioemquestãovisava à AçãoDe-
claratória que movi provando que Millôr não foi
Conselheiroda SBAT, pois jamais compareceua
qualquer Assembleia ou sequer assinou qual-
quer ata desde 2004 quando foi "homenageado"
com este cargo meramente honorífico e que o
prejudicou, materialmente, durante o período
crítico de sua doença . Mesmo assim, jamais re-
clamei quaisquer indenizações —morais ouma-
teriais — apenas o reconhecimento deste fato.
Nunca solicitei o desligamento de Millôr da
SBATcomosócio. Mas, usar umobituáriocomo
tribuna para reforçar tese jurídica contrária à
AçãoaoinvésdoforoapropriadoécovardiaNão
hádesculpascabíveis. Nemcompensações. Pois
não as quereremos. Em Shakespeare só conhe-
ço umpersonagemcapaz de tal ato, Iago.
IVANFERNANDES
Rio

Não acredito
que políticos se
candidatem por
idealismo, ou
mesmo altruísmo
-
Luiz Nusbaum

Além do barulho,
os helicópteros
colocam em risco
os moradores
sob sua rota
-
Monica Claro
.......................................................................
No Twitter
O lance é superação (@car-
lospcmunoz)
RT @JornalOGlobo: Cresce o
número de adeptos da natação
no mar. Se aventuraria?
Isso sim que é sonhar grande...
(@andypabst)
RT @JornalOGlobo Atirador
norueguês tinha plano para ma-
tar Obama.
Podemos notar uma evolução
de comportamento, vamos
melhorar! (@gabrielpalne)
RT @JornalOGlobo: Pequenas
atitudes que ajudam o planeta.
Só no Brasil (@IndignadoRJ)
RT @JornalOGlobo: Ônibus da
polícia circula no Rio com ar-
condicionado adaptado na tra-
seira.
O repórter não é gaúcho (@eli-
zamali)
RT @JornalOGlobo: Comer muita
carne aumenta risco de câncer e
doenças cardiovasculares, diz
Harvard.
Nana é luxo só! (@Lnagle2)
RT @JornalOGlobo: Nana Caym-
mi anuncia aposentadoria.
A pacificada né? (@san_deca)
RT @JornalOGlobo: Homem é
baleado e morto na Rocinha, no
Rio.
Estimo muito sua melhora.
(@merendaonline )
RT @JornalOGlobo: Diagnostica-
da com lúpus, Astrid Fontenelle
conta o que mudou em sua vida.
Que nem no Brasil... basta in-
vestigar (@felipecarpes)
RT @JornalOGlobo: Dados opos-
tos da economia põem em xeque
crescimento da China.
Tava indo bem até "Preta Gil"
(@davihu4)
RT @JornalOGlobo Claudia Leit-
te, Sandy e Preta Gil substituem
Luana Piovani no ‘Superbonita’.
twitter.com/jornaloglobo
...................................................................................................................................................................
No Facebook
www.facebook.com/jornaloglobo
“Meu Deus. Agora temos que ter medo de morrer num hospital por
negligência, seja administrativamente, seja por erros de atendimento.
Que os Céus nos ajudem.” — De Fluizm Kabalah, sobre números alarmantes de mortes por
infecção hospitalar no Hospital Salgado Filho
O Brasil continua imbatível e nos surpreendendo a cada dia em ter-
mos de corrupção. Os valores envolvidos nos coloca, sem sombra de
dúvidas, emuma posição de destaque no cenário mundial. Se estamos
em sexto lugar, economicamente falando, em termos de corrupção
certamente estamos em primeiro. Se conseguíssemos combater essa
chaga que nos persegue desde os tempos do descobrimento estaría-
mos disputando a posição de maior economia do mundo... porque ha-
ja dinheiro para ser desviado! Aproveitando, gostaria de deixar uma
sugestão para quem de direito: por que não contratar os funcionários
das empresas pegos coma boca na botija para trabalhar para o gover-
no? Afinal, eles conseguem ser melhores que o pessoal da Receita Fe-
deral, dos Tribunais de Contas, da Polícia Federal etc. Ao que me pare-
ce, só não estão conseguindo ser melhores que a imprensa.
PAULO CESAR PASSARELLI
Rio
O Brasil e a corrupção
PODE SUBIR, mas não descer. Na estreita calçada entre a Avenida de Santa Cruz e uma
alça de retorno, em Santíssimo, Zona Oeste do Rio, só há rampa de um lado do passeio.
Cadeirantes, idosos e mães com carrinhos de bebê dependem da boa vontade de algum
pedestre para atravessar a rua. “Eles ficam ilhados no meio da pista, esperando que alguém
vá socorrê-los”, disse o leitor Paulo Cesar da Costa ao Eu-Repórter. A Secretaria municipal
de Obras afirma que exigirá a construção imediata de uma rampa no local, caso ela já não
exista, fato atestado pelo leitor. — oglobo.com.br/participe
...................................................................................................................................................................
Paulo Cesar da Costa
...................................................................................................................................................................
No Google+
http://bit.ly/jornaloglobo
“E assim a nossa música vai per-
dendo seus principais nomes, que
acabam por desaparecer da mídia.
Há quanto tempo não vemos Ivan
Lins, Chico Buarque, Milton Nasci-
mento, Gilberto Gil e outros sendo
destacados? Dizem que a mídia
destaca o que vende. Pois eu digo
que o que vende é o que está em
destaque. Então, mostrem-nos
coisas de valor cultural, não nos
façam perder tempo com descar-
táveis e com modismos. Lembram
da tsunami de cantores de lamba-
da, forró universitário, sertanejo
universitário, pagode eletrônico
que foram apresentados ao públi-
co como a 'nova sensação' da mú-
sica brasileira? Não tenho nada
contra estilos musicais, mas, por
favor, acima do estilo está o talen-
to musical. Talento este que ve-
mos desanimar, assim como a
Nana Caymmi, por falta de reco-
nhecimento.” — De Juarez Pellizer, sobre
Nana Caymmi, que anunciou sua aposentadoria
dizendo que, apesar do elogiado repertório, ganhou
apenas um disco de ouro na carreira.
Product: OGlobo PubDate: 02-04-2012 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_H User: Schinaid Time: 04-01-2012 20:20 Color: CMYK
hSegunda-feira, 2 de abril de 2012 O GLOBO O PAÍS

9
LOTERIAS
l QUINA: As dezenas sortea-
das no concurso 2.862 fo-
ram 03, 15, 19, 53 e 75. Três
apostadores vão dividir o
prêmio principal, cabendo
a cada umR$165.575,39.
l MEGA-SENA: As dezenas
sorteadas no concurso
1.376 foram 09, 11, 21, 49,
53 e 54. Não houve ganha-
dor na faixa da sena.
l LOTOMANIA: As dezenas
sorteadas no concurso
1.232 foram 12, 19, 24, 26,
32, 40, 41, 44, 46, 47, 61, 62,
64, 66, 70, 84, 89, 93, 94e95.
Não houve vencedor na
faixa de 20 acertos.
• O leitor deve checar os resultados tam-
bém em agências oficiais e no site da CEF
porque, com os horários de fechamento do
jornal, os números aqui publicados, divul-
gados sempre no fim da noite pela CEF,
podem eventualmente estar defasados.
GOLPE DE 64: 300 protestamemSP
l Cerca de 300 pessoas, segundo a Polícia Militar, partici-
param de um protesto contra o golpe militar de 1964 on-
tem à tarde, no Centro de São Paulo. Organizado por gru-
pos políticos, atores e músicos, o ato “Cordão da mentira”
lembrou que muitos civis apoiaram o regime durante os
anos de chumbo. Os manifestantes cobraram a apuração
de informações sobre as ações da repressão no período e
a punição dos responsáveis por crimes como tortura.
Michel Filho
l BRASÍLIA. A partir de hoje, o
Brasil se tornou mais rigoroso
em relação à entrada de visi-
tantes espanhóis. Entre as exi-
gências no controle imigrató-
rio estão a exigência de bilhe-
te aéreo de volta, com data de
retorno marcada, e compro-
vação de meios econômicos
para permanência no país, no
caso, a quantia mínima de R$
170 para ingressar em territó-
rio brasileiro. Mesmo assim,
não conseguiu equiparar as
dificuldades criadas para o in-
gresso de brasileiros no país
europeu. Alguns obstáculos
previstos na legislação espa-
nhola não existem por aqui,
como, por exemplo, o paga-
mento de quase cem euros
por uma carta-convite, que só
pode ser obtida pelo anfitrião
na Comisaría de Polícia. E
mais: o tratamento dado aos
brasileiros não é isonômico
em relação a outras nações la-
tino-americanas, como alega
o governo espanhol.
No país ibérico, de acordo
com o Boletim Oficial de Esta-
do, de 12 de janeiro de 2010, o
anfitrião de turista estrangeiro
precisa pagar uma taxa de 96,6
euros para receber das autori-
dades espanholas uma carta-
convite padronizada, além da
taxa de um euro por documen-
to anexado à carta. Esse convi-
te precisa ser enviado ao es-
trangeiro antes do seu embar-
que para a Espanha.
Detalhe: o anfitrião deverá
comprovar sua relação com o
imóvel identificado como o en-
dereço da estadia do estran-
geiro. Poderá, ainda, ser cha-
mado para uma entrevista
como objetivo de checar as in-
formações fornecidas na carta
padronizada.
No caso das viagens ao Bra-
sil, a partir de agora, os espa-
nhóis deverão portar uma
carta escrita pelo anfitrião
brasileiro, de próprio punho,
e com firma reconhecida em
cartório. No entanto, cartas
padronizadas ou entrevistas
do anfitrião, por ora, estão fo-
ra de cogitação.n
A partir de hoje espanhóis só entram
no Brasil com bilhete de volta na mão
Novas exigências estão muito aquém dos obstáculos na Espanha a brasileiros
Roberto Maltchik
roberto.maltchik@bsb.oglobo.com.br
l Um diplomata brasileiro ouvi-
dopeloGLOBOexplicouquenão
há tratamento isonômico, como
argumentam os espanhóis em
frequentes reuniões para deba-
ter o constrangimento de brasi-
leiros que desembarcam ou fa-
zem conexão em Madri. Ao che-
garàEspanha, aregraparaamai-
oria dos latino-americanos é es-
tar munido de documentos que
comprovem recursos econômi-
cos para se manter como turis-
tas. Mas a página oficial na inter-
net da Polícia da Espanha escla-
rece que essa mesma exigência
não será feita para cidadãos me-
xicanos e chilenos.
“Aos cidadãos de México e
Chile não se exigirá, sistemati-
camente, a comprovação de
meios econômicos para efetu-
ar sua entrada na Espanha”,
explica o governo espanhol.
Entre 2007 e 2011, de acordo
com o Itamaraty, 10.020 brasilei-
ros foram barrados ao desem-
barcar em aeroportos da Espa-
nha. Consultado pelo GLOBO, o
Itamaraty se limitou a informar
que promoverá a reciprocidade
seguindo as normas de legisla-
ção brasileira. Um diplomata in-
formou que, em recente reunião
comintegrantesdaImigraçãoes-
panhola, o governo brasileiro
percebeu “boa vontade inédita”
para reduzir o constrangimento
debrasileiros quedesembarcam
no país europeu. n
No país europeu,
regras diferentes
para turistas
OGLOBO
MAIS PAÍS NA
INTERNET
oglobo.com.br/pais
PAC: Vídeo mostra
problemas decorrentes da
paralisação de obras
DEMÓSTENES: A
cronologia das denúncias
contra o senador
FACES DA DITADURA:
Historiadores
destrincham relações
que sustentaram o regime
Product: OGlobo PubDate: 02-04-2012 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_I User: Schinaid Time: 04-01-2012 22:08 Color: CMYK
10
R I O
2ª edição • Segunda-feira, 2 de abril de 2012 O GLOBO
.
O GLOBO

RIO

PÁGINA 10 - Edição: 2/04/2012 - Impresso: 1/04/2012 — 23: 23 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Dias difíceis emNiterói
Estudante é baleado por bandidos no Ingá 24h após morte de médico em assalto
Marta Paes
marta.paes@oglobo.com.br
Paulo Roberto Araújo
pra@oglobo.com.br
N
o centro de uma onda de
violência, Niterói teve on-
tem mais um dia tenso. Me-
nos de 24 horas depois do
assassinato do médico Carlos Vieira
de Carvalho Sobrinho, em Icaraí,
durante um assalto na porta de ca-
sa, uma tentativa de roubo de carro
fez mais uma vítima na Zona Sul da
cidade. Na madrugada de ontem,
por volta das 2h30m, o estudante de
administração Jorge Luiz Carvalho,
de 24 anos, foi baleado no pescoço
após ser atacado por dois homens
na Rua Justino Bulhões, em Icaraí.
De acordo com o comandante do
12
o
- BPM (Niterói), coronel Wolney
Dias, a população de Niterói tem ra-
zão ao reclamar da falta de policiais
no batalhão. Ele afirmou, no entanto,
que o comando da corporação está
ciente do problema e fazendo esfor-
ços para mudar o quadro. Esta sema-
na, 30 recrutas serão incorporados à
unidade, responsável pelo policia-
mento de Niterói e Maricá.
— Nós estamos conversando
muito com a sociedade de Niterói,
com o objetivo de buscar soluções
para a segurança da cidade. Quere-
mos dar uma resposta rápida e, por
isso, estamos dinamizando o poli-
ciamento nos locais de maior inci-
dência criminal — disse.
O coronel Dias disse ainda que não
pode afirmar que o aumento da crimi-
nalidade em Niterói e São Gonçalo te-
nha relação com a fuga de bandidos
das comunidades pacificadas do Rio:
—- Não podemos especular. Não
temos números para confirmar esta
suspeita de alguns segmentos da so-
ciedade. Desde que assumi o bata-
lhão, foram feitas cerca de 600 pri-
sões. Desse total, apenas 5% dos de-
tidos declararam que vieram do Rio.
No entanto, reportagem do GLO-
BO revelou, em março, que o Minis-
tério Público estadual investiga a
ação de traficantes da Rocinha e do
Vidigal na Favela do Sabão, no Cen-
tro de Niterói.
Estudante respira
por aparelhos
● O ataque ao estudante Jorge Luiz
também aconteceu na porta de casa.
O rapaz estava dentro de seu carro,
em frente a um prédio no Ingá, onde
mora um amigo. Os bandidos atira-
ram no jovem e fugiram sem levar o
carro dele. Mas, na fuga, roubaram
dois veículos: o primeiro com pouca
gasolina foi abandonado na Praia de
Icaraí, onde assaltaram outro moto-
rista. O amigo de Jorge Luiz o encon-
trou caído no chão. Ele foi levado pe-
los bombeiros para o Hospital Aze-
vedo Lima, no Fonseca, onde foi ope-
rado de manhã. Segundo o hospital,
Jorge Luiz respira com a ajuda de
aparelhos e seu estado de saúde é
grave. À tarde, ele foi transferido pa-
ra um hospital particular, em Icaraí.
Também na manhã de ontem, po-
liciais do 12
o
- BPM prenderam em fla-
grante Gustavo Gabriel Sampaio, de
24 anos, e um menor, de 16 anos. Eles
tinham rendido um casal num Fiat
Uno, na Rua Fagundes Varela, no Ingá,
e planejavam seguir com as vítimas
para São Gonçalo, com a intenção de
fazer saques em caixas eletrônicos.
Quando os ladrões passavam pela
Avenida Visconde de Rio Branco, no
Centro de Niterói, policiais militares
desconfiarame pararamo carro onde
eles estavam. Com a dupla, foi apre-
endido umrevólver. Gustavo mora no
bairro Gradim e o menor, na Favela
da Chumbada, no bairro Mutondo,
um dos principais pontos de venda
de drogas em São Gonçalo.
—- Os policiais fizeram um exce-
lente trabalho, ao efetuarem a pri-
são sem colocar em risco a vida dos
reféns —- disse o tenente Maurício,
supervisor do 12
o
- BPM.
Ontem, no Cemitério Parque da Co-
lina, em Cantagalo, durante o enterro
do médico Carlos Vieira de Carvalho
Sobrinho, morto quando chegava em
casa na madrugada de sábado, paren-
tes e amigos estavam indignados com
a situação de Niterói. Compadre do
médico, o ex-secretário de Segurança
do município e atual assessor do pre-
feito Jorge Roberto Silveira, Marival
Gomes, criticava a falta de integração
dos governos estadual e municipal.
— O governo do estado tem que
cuidar de todo o estado e não só do
Rio de Janeiro. Falta um plano de ava-
liação da política de segurança para
outros municípios — criticou Gomes.
— Esse e outros crimes não podem fi-
car sem solução. Carlos era um irmão
para mim. Foi ele que fez o parto das
minhas filhas. Ele voltava para casa de-
pois de deixar umfilho na rodoviária e
morreu ao tentar recuperar laudos
médicos que estavam no carro. Era
um homem voltado para a família e de
muita responsabilidade profissional.
Uma manifestação pela paz foi orga-
nizada ontem, na Praia de Piratininga,
pelo SOS São Francisco e SOS Niterói,
movimentos surgidos na internet, em
redes sociais. Segundo o analista judi-
ciário Luís Roberto Saad, membro do
SOS São Francisco, há quase duas mil
assinaturas já coletadas em uma peti-
ção pública que o grupo pretende le-
var ao governo estadual, pedindo o
aumento do efetivo no 12
o
- BPM.
— O batalhão, que já foi classe A,
com 1.200 policiais, agora é classe C,
com efetivo máximo de 600 homens.
Além disso, é responsável pelo poli-
ciamento de Niterói e Maricá. Reivin-
dicamos um efetivo maior e um bata-
lhão para Maricá — observou Saad.
Um novo protesto está marcado
para o dia 29, em São Francisco. ■
Domingos Peixoto
PARENTES E amigos de Carlos Vieira de Carvalho Sobrinho, que foi sepultado ontem no Cemitério Parque da Colina, em Cantagalo: médico foi assassinado na porta de casa
Desabafo contra a criminalidade
Tio diz que arquiteta morta no Alto é mais uma na estatística de violência
Viviane Freitas
viviane.freitas.personale@oglobo.com.br
● Muito emocionado, o tio da arquiteta Renata da
Trindade Mendonça, de 29 anos, morta anteontem
durante um assalto no Alto da Boa Vista, fez um de-
sabafo ontem contra a violência:
— Agora, ela é mais uma que entra para a estatís-
tica de criminalidade, mas precisamos acreditar nas
autoridades que trabalham tão dignamente. É lamen-
tável a perda da minha sobrinha, uma pessoa muito
alegre, de bem com a vida, muito bonita e que tinha
um futuro brilhante pela frente. O que aconteceu de-
sestruturou completamente a família.
Renata foi sepultada ontem no Cemitério São Fran-
cisco Xavier, no Caju. Cerca de cem pessoas, entre
parentes e amigos, estiveram presentes. A jovem
morreu na madrugada do último sábado num assalto
na Estrada de Furnas, no Alto da Boa Vista. De acor-
do com o delegado da Divisão de Homicídios (DH),
Rivaldo Barbosa, a polícia está empenhada em des-
cobrir quem são os assassinos.
— Por enquanto, estamos em fase de investigação
e colhendo informações de testemunhas. No mo-
mento, não temos suspeitos, mas há um empenho
muito grande — disse o delegado.
Depois de deixar a casa de um amigo, na Barra da
Tijuca, a arquiteta seguia para o Grajaú, onde mora-
va. Segundo o arquiteto Leonardo Camões, colega de
faculdade de Renata, amigos ainda tentaram impedir
que ela fosse embora sozinha.
— Ela estava na casa de um grande amigo nosso na
Barra, que pediu para que ela ficasse por lá e fosse
embora de manhã. Já estava tarde. Mas a Renata não
quis ficar porque tinha um compromisso de trabalho
muito cedo, no dia seguinte — lembrou Leandro.
Números que preocupam
● Os índices de criminalidade divulgados, na
semana passada, pelo Instituto de Segurança
Pública (ISP), referentes a fevereiro, mostram
que a violência emNiterói recrudesceu. No es-
tado, o roubo de veículos subiu 31,1%; na ci-
dade do Rio, 23,1%; e somente na Grande Ni-
terói — Niterói, São Gonçalo e Maricá —, au-
mentou 97%. Em fevereiro deste ano, a cidade
de Niterói registrou 352 casos do crime contra
178 no mesmo mês do ano passado. A situa-
ção assusta ainda mais quando são analisados
apenas os índices da área que engloba Ingá e
Centro de Niterói. Onúmero de roubos de car-
ros na região sofreu umsalto de cinco para 18,
de 2011 para fevereiro deste ano.
ASecretaria estadual de Segurança informou
que, na última quarta-feira, houve uma reunião
com a cúpula das polícias Civil e Militar para
analisar os indicadores de roubos de veículos.
Entre as medidas acertadas, de acordo com a
secretaria, está a busca de uma maior integra-
ção entre os setores de inteligência das duas
corporações. Outra medida será melhorar a
forma como esses crimes são registrados na
delegacia, para que a polícia tenha informações
mais precisas que agilizem as investigações.
Os casos de latrocínio (roubos seguidos de
morte), como o assassinato do médico no sá-
bado, tambémpreocupam. Embora emfeverei-
ro passado não tenha sido registrada qualquer
ocorrência desse tipo em Niterói, os números
cresceram em todo o estado. Os latrocínios
passaram de sete, em fevereiro de 2011, para
14, em fevereiro deste ano.
RIO

11 Segunda-feira, 2 de abril de 2012 O GLOBO
O GLOBO

RIO

PÁGINA 11 - Edição: 2/04/2012 - Impresso: 1/04/2012 — 22: 16 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Rocinha tem
oitava morte
em50 dias
Suspeito de tentativa de estupro é
executado a tiro em frente a bar
Aline Custódio
aline.custodio@extra.inf.br
Bruno Rohde
bruno.rohde@extra.inf.br
● As marcas de sangue num
dos cruzamentos mais movi-
mentados da Favela da Roci-
nha, na manhã de ontem, eram
o registro do oitavo assassinato
em50 dias dentro da favela ocu-
pada há quatro meses pela po-
lícia. Por volta das 5h30m, Ale-
xandre da Cunha Fernandes, de
30 anos, conhecido como Dan-
te, foi baleado com um tiro na
testa enquanto bebia na frente
de um bar, na Estrada da Gávea
com a Via Ápia. Ele morreu en-
quanto recebia atendimento no
Hospital Miguel Couto. Teste-
munhas contaram que dois ho-
mens numa moto se aproxima-
ram de Alexandre, e que o ca-
rona, portando uma pistola,
disparou uma única vez.
— Estamos apurando os
motivos do crime. Provavel-
mente, o caso está ligado ao
tráfico — disse a delegada-as-
sistente da Divisão de Homicí-
dios (DH), Renata Araújo.
De acordo com a Polícia Mi-
litar, Alexandre tinha passa-
gem pela polícia por furto e
porte ilegal de arma. Ainda se-
gundo a PM, no dia 29 de feve-
reiro, ele foi esfaqueado nos
dois braços e na barriga pelo
pai de uma moradora que Ale-
xandre teria tentado estuprar,
dentro da comunidade.
No local do crime, uma boi-
na do Batalhão de Choque foi
encontrada no meio-fio por
policiais da Divisão de Homi-
cídios (DH). Chegou a circu-
lar o boato de que Alexandre
teria sido assassinado por
um policial do Choque, mas
essa versão foi negada pelo
major Edson Raimundo dos
Santos, coordenador de poli-
ciamento da Rocinha:
— Os policiais seguiram pa-
ra o local quando ouviram o
disparo. Eles tiveram que usar
gás de pimenta para dispersar
as pessoas, porque estava
ocorrendo um tumulto. Na
tentativa de socorrer rapida-
mente a vítima, o policial dei-
xou cair a boina no local.
Segundo a delegada Renata
Araújo, o policial militar dono
da boina esteve na DH e con-
firmou ter deixado o acessório
cair durante o socorro.
Tiroteios e execuções nos
últimos dois meses
No dia 16 de fevereiro, uma
disputa entre traficantes rivais
na Rocinha deixou dois mor-
tos. Há cerca de um mês, três
homens foram encontrados
mortos a tiros na comunidade.
E um suspeito ferido nesse
mesmo tiroteio acabou mor-
rendo quando estava sendo
socorrido no hospital. No últi-
mo dia 26, Vanderlan Barros
de Oliveira, conhecido como
Feijão, que presidia uma das
quatro associações de mora-
dores da Rocinha, foi executa-
do pelas costas com três tiros
de pistola. ■
Fabiano Rocha
POLICIAIS DA Divisão de Homicídios e peritos analisam o local na Favela da Rocinha onde um homem foi morto com um tiro na cabeça
Propina a PMs na favela é investigada
Segundo relatório de inteligência, pagamento seria de até R$ 200 mil
● A Secretaria estadual de Se-
gurança confirmou, ontem,
que está investigando infor-
mações de que policiais mili-
tares responsáveis pelo pa-
trulhamento na favela da Ro-
cinha estariam recebendo di-
nheiro de traficantes para dei-
xar de reprimir a venda de
drogas em alguns becos e vie-
las da comunidade. De acordo
com uma reportagem publica-
da pela revista “Veja” este fim
de semana, um documento da
Coordenadoria de Inteligên-
cia da Polícia Civil, de 15 de
fevereiro, dá conta de que a
propina seria de R$ 200 mil de
“entrada”, além de um “men-
salinho” de R$ 80 mil.
A assessoria de imprensa da
Secretaria de Segurança infor-
mou que, a partir das conclu-
sões do relatório de inteligên-
cia, “as denúncias poderão ser
confirmadas e as punições, im-
plementadas, ou pode ser com-
provado que eram infundadas”.
Segundo a “Veja”, o documento
indica que o comércio de dro-
gas pode ter sido transferido
para pontos discretos dentro
da Rocinha, enquanto os PMs li-
mitariam o patrulhamento às
vias principais da favela.
A Rocinha foi ocupada em
novembro do ano passado, nu-
ma operação que mobilizou
três mil homens, blindados da
Marinha e do Bope, além de he-
licópteros. Na mesma época, as
comunidades vizinhas do Vidi-
gal e da Chácara do Céu tam-
bém passaram pelo processo
de ocupação. No dia 10 de no-
vembro, três dias antes da ope-
ração, o traficante Antônio Bon-
fim Lopes, o Nem, que coman-
dava o tráfico na Rocinha, foi
preso por policiais militares do
Batalhão do Choque quando
tentava fugir dentro da mala de
um carro. Ele tentou subornar
os dois PMs que o detiveram,
mas não teve sucesso.
Levado para a Polícia Fede-
ral, o traficante contou em de-
poimento informal que arreca-
dava cerca de R$ 1 milhão por
mês com venda de drogas na
Rocinha, mas que metade era
usada para pagar policiais.
No dia da prisão de Nem, po-
liciais federais prenderam três
agentes da Polícia Civil e dois
ex-PMs na Gávea auxiliando na
fuga de cinco bandidos, entre
eles Anderson Rosa Mendonça,
o Coelho, ex-chefe do tráfico no
complexo de favelas de São
Carlos, no Estácio.
Após a retomada, a Rocinha
foi ocupada pelo Bope. Há dois
meses, o Batalhão de Choque
assumiu o patrulhamento. Se-
mana passada, a favela ganhou
um xerife, o major Edson Rai-
mundo dos Santos, de 38 anos,
ex-integrante do Bope, que co-
mandará o policiamento. ■
Mais do que novos produtos, nós da Chilli Beans lançamos novas
tendências. Novas opções para realçar o estilo das pessoas. Atento
às novidades, percebemos logo que a moda agora é reservar espaço
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RIO Segunda-feira, 2 de abril de 2012 O GLOBO
.
O GLOBO

RIO

PÁGINA 12 - Edição: 2/04/2012 - Impresso: 1/04/2012 — 22: h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
GATÃO DE MEIA-IDADE Miguel Paiva
Cabral e Paes encontram Bento XVI
No Vaticano, governador entrega miniatura do Cristo Redentor ao Papa
Divulgação
SÉRGIO CABRAL e Eduardo Paes assistem à missa celebrada pelo Papa
● Ogovernador Sérgio Cabral e
o prefeito Eduardo Paes se en-
contraram, ontem, com o Papa
Bento XVI no Vaticano, onde
assistiram à Missa de Ramos
na Praça de São Pedro. Cabral
aproveitou a oportunidade pa-
ra entregar ao pontífice uma
miniatura do Cristo Redentor.
Bento XVI virá ao Rio, pela pri-
meira vez, para a Jornada Mun-
dial da Juventude, evento que
deverá reunir quatro milhões
de pessoas de 23 a 28 de julho,
no ano que vem.
— O Papa manifestou uma fe-
licidade enorme de vir ao Rio
com a Jornada Mundial da Ju-
ventude. Entreguei a ele uma
miniatura do Cristo Redentor. É
um presente do Rio, uma de-
monstração de que o povo do
nosso estado e o povo brasilei-
ro estão ansiosos para recebê-lo
— disse Cabral.
Paes conversou com Bento
XVI sobre o calendário de gran-
des eventos no Rio e ouviu de-
le que a Jornada será o mais
emocionante de todos.
— O Papa fez um comentário
muito especial. Disse que o Rio
vai receber os eventos mais im-
portantes nos próximos anos,
como a Copa e as Olimpíadas,
mas que nenhum será tão mar-
cante para a cidade como a Jor-
nada Mundial da Juventude. ■
Protesto contra traçado
do metrô no Leblon
Associação de moradores distribui panfletos
para divulgar reivindicações sobre a Linha 4
Pedro Kirilos
MANIFESTANTES ENTREGAM panfletos com reivindicações no Leblon
● Uma manifestação do movi-
mentoOMetrôLinha 4 que oRio
Precisa, da Associação de Mora-
dores do Leblon (Anima Le-
blon), reuniu cerca de 100 pes-
soas ontem, na Praia do Leblon.
O grupo distribuiu panfletos
com reivindicações contra mu-
danças no traçado original da Li-
nha 4 e o fechamento das esta-
ções General Osório e Cantagalo
por um ano para as obras.
—Desde 1976, oPlanoDiretor
estabelece que o metrô iria até a
Praça Antero de Quental. Gas-
tou-se R$ 400 milhões na Esta-
ção General Osório. Agora, vão
gastar mais R$ 400 milhões por-
que não querem manter o traça-
do original, insistindo em fazer
uma extensãonãoprevista da Li-
nha 1 — afirma o presidente da
Anima Leblon, William Hossel.
Outra queixa é que a ligação
direta do Leblon a São Conrado,
sem passar pela Gávea. Por
meio de nota, o estado afirmou
que a Estação Gávea será cons-
truída e que a paralisação das
estações General Osório e Can-
tagalo por oito meses será ne-
cessária para as obras. ■
Inea: mancha de
óleo em Maricá
já se dissipou
Órgão agora tenta
localizar responsáveis
pelo vazamento
● Após um sobrevoo realizado
ontem, a equipe do Instituto Es-
tadual do Ambiente (Inea) infor-
mou que não encontrou a man-
cha de óleo fotografada no sába-
do, a 20 quilômetros da costa de
Ponta Negra, em Maricá.
— Algum navio causou o pro-
blema, provavelmente ao lavar
seus tanques de lastro. Hoje (on-
tem) foi feito um novo sobrevoo
e a mancha já se dispersou. O
objetivo agora é tentar identifi-
car os responsáveis, em investi-
gação da Capitania dos Por-
tos—disse a presidente do Inea,
Marilene Ramos. — Foi um va-
zamento muito pequeno.
Segundo nota divulgada pe-
lo Inea, o óleo “evaporou”. A
denúncia sobre a existência do
material partiu de pescadores
da colônia Z4, de Cabo Frio,
que teriam avistado a mancha
em Arraial do Cabo na tarde de
sexta. No sábado, técnicos do
Inea localizaram a mancha,
mas em Maricá. Ela tinha dois
quilômetros de extensão e um
metro de largura — o equiva-
lente a 1,6 mil litros de óleo
derramados no mar. ■
F
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t
o
s
d
e
M
a
r
i
n
o
A
z
e
v
e
d
o
O Papa calça Prada
Fantasma da Ópera
Fenômenos sinistros aconte-
ceram sexta à noite no show de
Chico Buarque, em São Paulo.
Minutos antes do início do
show, vários cabos da ilumi-
nação de cena se desconecta-
ram sozinhos, provocando
um atraso de 30 minutos.
Segue...
Quando o compositor inter-
pretava “Terezinha”, a luz da pla-
teia acendeu sozinha, quase ao
mesmo tempo em que o box de
vidro do camarim explodiu.
E não parou por aí. A copeira
dos camarins viu, assustada,
um copo estourar na sua mão.
O cabra desistiu
Ontem à noite, no debate so-
bre o clássico “Cabra marcado
para morrer” no Instituto Morei-
ra Salles, no Rio, o cineasta
Eduardo Coutinho revelou que,
em 1964, o ator Cecil Thiré, en-
tão com 21 anos, era assistente
de direção, mas abandonou o
projeto depois que caiu de um
coqueiro e foi parar no hospital.
Saiu todo enfaixado.
Filme que segue
Na plateia, o filho de Thiré,
o também ator Carlos Artur
Thiré, 40 anos, comentou:
— Agora entendi por que
meu pai não quis vir ao deba-
te, dizendo que precisava ir
ao sítio dele, em Piraí.
No mais
Para quemacha que a ditadu-
ra se resumiu a uma guerra de
militares contra grupos armados
de esquerda: na época, a aver-
são dos generais à democracia e
ao voto era tanta que até a cida-
de de Poços de Caldas nãopodia
eleger seu prefeito porque era...
estância hidromineral.
Homens de cinema Rainha do chorinho
Ademilde Fonseca, a cantora
que nos deixou semana passada
aos 91 anos, deixou gravada fai-
xa no novo CD de Anna Bello,
produzido por Edu Krieger.
A rainha do choro canta “Ar-
rasta-pé”. O álbum será lançado
dia 23, dia nacional do choro.
ZONA FRANCA
● Hoje, o PEN Clube do Brasil
comemora 76 anos de fundação
(1936-2012) com uma conferência do
acadêmico Eduardo Portella.
● Carlos Mafra de Laet e o Cabinet
Marvell, em Paris, firmaram parceria.
● Márcio Gomes lança amanhã seu
novo CD, no Teatro Rival.
● World Study inaugura filial na
Visconde de Pirajá, em Ipanema.
● Dez professores da PUC-Rio estão
na Planet Under Pressure, em Londres.
● O deputado mineiro Eduardo
Azeredo, presidente da Comissão
de Ciência e Tecnologia da Câmara,
marcou para dia 12 audiência
pública para debater a transmissão
de lutas marciais pela televisão.
● Joana Siqueira e Marianna Furtado
foram promovidas a sócias sênior do
Escritório Montaury Pimenta,
Machado & Vieira de Mello.
Chico Anysio vive
Dia 12, agora, quando Chico
Anysio completaria 81 anos
de vida, entra no ar o novo si-
te do humorista, hospedado
na Globo.com.
Apágina na internet já estava
prevista antes da morte do
mestre do humor. A família de-
cidiu manter o lançamento.
Os vários Chicos
O projeto reúne todo o acer-
vo do artista, inclusive os 209
personagens vividos por ele.
Circo da violência
Alguns integrantes do Cir-
que du Soleil, em Recife para
o espetáculo “Varekai”, tive-
ram suas bicicletas roubadas
quando passeavam pela Praia
de Boa Viagem.
Aliás
No Brasil de hoje não tem
mais cidade tranquila.
ANCELMO
GOIS
oglobo.com.br/ancelmo
NO FILME de
sucesso, o diabo
veste Prada. Mas na
vida real é o Papa
quem calça Prada.
No encontro de
Bento XVI com
Sérgio Cabral, em
Roma, para uma
reunião preparatória
da Jornada Mundial
da Juventude, que se
realiza ano que vem
no Rio, chamou a
atenção de um dos
presentes o sapato
do Papa, feito
especialmente pela
grife italiana. Na
verdade, em 2007,
os sapatos vermelhos
de sua santidade
foram eleitos pela
americana “Esquire”
um dos “melhores
acessórios do ano”.
Não é fofo?
Est e re-
trato de Ca-
cá Diegues
desenhado
por Glauber
Rocha, por
v o l t a d e
1 9 7 0 , f a z
p a r t e d a
mostra so-
bre o diretor de “Bye, Bye Bra-
zil”, que abre hoje na Caixa
Cultural, no Rio.
“Cacá Diegues, cineasta do
Brasil” inclui exposição de
cartazes, desenhos e exibição
de filmes do autor.
Segue...
Luiz Severiano Ribeiro Ju-
nior, que completaria 100
anos, e Roberto Farias, que
acaba de fazer 80, tinham em
comum em suas trajetórias o
cinema e a Atlântida.
Amanhã a família Severiano
Ribeiro faz homenagem aos dois
em evento no Kinoplex Leblon.
A imbatível
A transformista Jane Di
Castro acaba de ser reeleita e
segue no sexto mandato co-
mo síndica do edifício Kansas,
em Copacabana.
É ela quem cuida do visual
dos porteiros. Apara os cabelos
e corta as unhas da rapaziada.
Acabou em samba
O governador sergipano
Marcelo Deda, que acompa-
nhou Dilma na visita à Índia,
encarou quarta o karaokê do
Orient Express, restaurante
do luxuoso hotel Taj Palace.
Cantou Zeca Pagodinho e
Vinicius de Moraes, embala-
do, veja só, por um pianista
português e uma cantora pa-
raguaia. Danadinho.
RIO

13 Segunda-feira, 2 de abril de 2012 • 2ª edição O GLOBO RIO

13 Segunda-feira, 2 de abril de 2012 • 2ª edição O GLOBO
O GLOBO

RIO

PÁGINA 13 - Edição: 2/04/2012 - Impresso: 1/04/2012 — 23: 23 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Encontro discute legado dos Jogos de
2016, UPPs e transporte público no Rio
Casa do Saber ficou lotada durante o debate ‘O GLOBO no Arq.Futuro’
Carlos Albuquerque
carlos.albuquerque@oglobo.com.br
● O legado de eventos como a
Copa do Mundo de 2014 e as
Olimpíadas de 2016, o papel do
estado na revitalização das fa-
velas e a necessidade de inves-
timentos em transporte públi-
co foram alguns dos temas dis-
cutidos no debate “O GLOBO
no Arq.Futuro”, promovido pe-
lo jornal, anteontem, na Casa
do Saber, na Lagoa. O evento
teve participação da america-
na Karen Stein, professora da
School of Visual Arts de Nova
York, e do economista carioca
José Alexandre Scheikman,
com mediação do jornalista
Mauro Ventura, do GLOBO.
— A arquitetura tem um pa-
pel muito importante nesse mo-
mento de crescimento do Brasil
e do Rio, motivado por esses
grandes eventos — afirmou Ka-
ren, formada em arquitetura pe-
la Universidade de Princeton,
nos EUA, e colaboradora de pu-
blicações como a “NewYork Ma-
gazine”. — O Rio sempre esteve
presente no imaginário interna-
cional pela beleza, mas hoje se
destaca também pela economia
e cultura. Por isso, a forma co-
mo a cidade se desenvolve cha-
ma a atenção de todos.
Um dos temas mais discuti-
dos neste debate adicional do
evento Arq.Futuro foi o impacto
dos Jogos na cidade. Segundo
Karen, as Olimpíadas têm que
ser um pretexto para resolver
problemas da cidade, como
ocorreu em Barcelona, na Espa-
nha, sede dos Jogos de 1992.
— Barcelona era uma cida-
de que ficou sem atenção du-
rante muito tempo. Havia um
grande atraso. Mas os grandes
investimentos trouxeram re-
sultado — disse ela.
Scheinkman concordou, mas
fez um alerta para que os cario-
cas não se esqueçam do exem-
plo de Montreal, no Canadá, que
recebeu os Jogos de 1976.
—Se as Olimpíadas servirem
como uma espécie de prazo pa-
ra que as coisas de que a cida-
de precisa sejam realizadas, se-
rá uma vitória. Esse tipo de
evento cria um estado de ur-
gência para a solução de pro-
blemas. Mas os investimentos
têm que ser bem coordenados.
Não podemos esquecer de
Montreal, que ficou anos pa-
gando dívidas dos Jogos.
Em resposta a uma pergun-
ta da plateia, sobre como ame-
nizar problemas como engar-
rafamentos, o economista de-
fendeu a tese de que “é preci-
so fazer o carro sofrer”.
— Com o Rio crescendo em
direção à Barra da Tijuca, sem
investimento em transportes
públicos, o que vamos ter é
mais gente andando de carro,
com um custo muito alto para a
qualidade de vida da cidade —
disse ele. — Em lugares como
Nova York, há um limite de cria-
ção de vagas de estacionamen-
to, e taxação para circulação em
certos lugares. É preciso tornar
a “vida do carro” mais difícil.
Professora cita arquitetura
ativista ao falar de favelas
A ocupação das favelas, em
tempos de UPP, e a forma co-
mo a arquitetura pode atuar
em áreas menos favorecidas
também foram tema de per-
guntas feitas à dupla pelo pú-
blico que lotou a Casa do Sa-
ber (uma sala extra foi aberta
para que mais pessoas acom-
panhassem o debate).
—Se você visitasse uma fave-
la há 15 anos, veria que o setor
privado já estava lá, com loca-
doras, bares e outros empreen-
dimentos, mas o estado não es-
tava —comentouScheikman. —
Agora, o estado marca presença
com as UPPs. Isso é importante,
mas não é tudo. Um segundo
passo seria dar aos residentes a
possibilidade de direito à pro-
priedade. Assim, a favela ganha-
ria cuidados e poderia se valo-
rizar. Uma terceira etapa seria a
delimitação dessas áreas.
Karen citou o valor da cha-
mada arquitetura ativista.
— A arquitetura ativista é
uma corrente cada vez mais
forte, com uma abordagem
mais ampla de problemas em
áreas menos favorecidas, como
as favelas. É uma visão mais
sensível a temas econômicos e
ambientais. Na essência, a ar-
quitetura é otimista, mas isso
só pode ser desenvolvido atra-
vés de um amplo diálogo com
outros setores. ■
O JORNALISTA MAURO Ventura entre José Alexandre Scheikman e Karen Stein durante o debate, ontem
Mônica Imbuzeiro
Dalton Valerio
CAROLINA DIECKMANN,
linda como ela só, na pré-
estreia do circo de Marcos
Frota, na Quinta da Boa
Vista, em São Cristóvão.
Nas mãos, o muriqui de
pelúcia da Eco-Atântica,
ONG que lançou
campanha do macaco
para mascote dos Jogos
Olímpicos de 2016
Cristina Granato
LETÍCIA
SPILLER e
Cissa
Guimarães se
encontram em
noite animada
no Carlos
Gomes, Centro
do Rio, no
prêmio APTR
de Teatro
COM ANA CLÁUDIA GUIMARÃES, MARCEU VIEIRA, DANIEL
BRUNET E ELISA TORRES
Email: coluna.ancelmo@oglobo.com.br • Fotos: fotoancelmo@oglobo.com.br
GAL COSTA
comemora o
sucesso de seu
show, “Recanto”,
com canções de
Caetano, na recém-
inaugurada
Miranda, na Lagoa
Ticiana Porto
14

RIO 3ª edição • Segunda-feira, 2 de abril de 2012 O GLOBO
.
O GLOBO

RIO

PÁGINA 14 - Edição: 2/04/2012 - Impresso: 1/04/2012 — 23: 57 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Carioca aproveita o domingo sobre duas rodas
Pela primeira vez no Rio, World Bike Tour leva seis mil à orla e entra para o calendário oficial da cidade
Mariana Belmont
mariana.belmont@oglobo.com.br
● A Princesinha do Mar foi inundada
na manhã de ontem. Mas, em vez de
água, a enxurrada em Copacabana
foi de biblicletas. Seis mil ciclistas
ocuparam a pista sentido Leme da
Avenida Atlântica, entre a Rua Figuei-
redo de Magalhães e a Praça do Lido,
por conta da primeira edição carioca
do World Bike Tour, evento já reali-
zado em outras cidades mundo afora
e que tem como objetivo estimular a
mudança de hábitos e criar uma cul-
tura de sustentabilidade e de cuida-
dos com o meio ambiente. Em clima
de festa num belo domingo de sol —
com direito à leve brisa —, os ciclis-
tas percorreram8,6 quilômetros pela
orla, até o Monumento aos Praci-
nhas, no Aterro do Flamengo.
Ao final da pedalada, o presidente
do Comitê Organizador do World Bi-
ke Tour, Diamantino Nunes, disse
que o evento vai entrar para o calen-
dário oficial do Rio:
— A intenção é que o World Bike
Tour vire um evento anual aqui no
Rio. Queremos ajudar a promover
uma passagem para um estilo de vi-
da saudável, fomentando a prática
da atividade física e o uso da bicicle-
ta como meio de transporte.
A largada foi às 10h45m, mas desde
as 9h os participantes já se concentra-
vam em Copacabana. A prova de que
o carioca abraçou a ideia de usar as
“magrelas” como meio de transporte
foi a adesão ao evento: a organização
recebeu mais de 60 mil inscrições. Um
sorteio foi realizado para escolher os
seis mil participantes. Cada um dos
selecionados pagou uma taxa de R$
200, que dava direito a um kit com ca-
miseta, mochila, capacete e à bicicleta
— um modelo desenhado especial-
mente para o passeio, com 21 mar-
chas e até suspensão dianteira.
—Demos a bicicleta aos participan-
tes como forma de estimular a adesão
ao passeio, além de deixar um legado
para a cidade. Estamos colocando
mais seis mil novas bicicletas nas ruas
— afirmou Diamantino Nunes.
O secretário estadual do Ambiente,
Carlos Minc, participou do evento. Ele
defendeu a ampliação das ciclovias:
— Os meios de transporte conven-
cionais, como carro, ônibus e afins,
poluem o meio ambiente, causam po-
luição sonora e causam imensos
transtornos à cidade por conta dos
engarrafamentos. Gastamos milhões
para fazer mergulhões e elevados,
mas, na hora do rush, um carro anda
mais devagar do que uma bicicleta ou
até do que um cavalo. Humanizar a ci-
dade é ampliar as ciclovias e o espaço
cidadão — disse.
O secretário acrescentou que é
preciso também criar uma integra-
ção melhor entre a bicicleta e meios
de transporte como as barcas, o
trem e o metrô:
—Hoje, para entrar nas barcas com
uma bicicleta, é preciso pagar duas ta-
rifas. Assim, fica inviável, é um deses-
tímulo ao uso da bicicleta.
Ocasal Marcos Rogério e Gisele Go-
mes e o filho, Pablo, de 18 anos, saí-
ram de São Gonçalo, onde moram. A
família toda é adepta da bicicleta. Mar-
cos disse que vai todos os dias para o
trabalho, em São Cristóvão, pedalan-
do e usando as barcas.
—Ficamos sabendo do evento pelo
Facebook e logo nos animamos. Pra-
ticamos cicloturismo regularmente. Já
fomos pedalando até Minas Gerais, fo-
ram cerca de 1.400 quilômetros, entre
ida e volta. É uma curtição. E eventos
como esse são legais para conscienti-
zar as pessoas de que é possível divi-
dir o espaço. É preciso educação de
ambas as partes, porque assim como
há motoristas imprudentes, há ciclis-
tas mal educados — opinou Marcos.
Morador da Barra, o engenheiro
agrônomo David Silva, de 76 anos,
esperava animado na fila a hora de
pegar a bicicleta.
— Corro meia maratona, pedalo,
pratico todo tipo de atividade física —
disse.
Outras pessoas não tão adeptas
de esportes também optaram por
participar do passeio ciclístico, co-
mo o securitário Humberto Carri-
lho, também morador da Barra:
— A bicicleta eu vou dar de pre-
sente para o meu filho.
Uma promoção da Globo Rio, em
parceria comos governos federal e es-
tadual, além da prefeitura, o World Bi-
ke Tour Rio foi produzido pela agência
portuguesa Grupo Sportis. Depois de
passar por Lisboa, Porto, Madri , São
Paulo e Rio, o passeio ciclístico apor-
tará agora em Maputo, capital de Mo-
çambique.
CICLISTAS SAEM de Copacabana com destino ao Aterro do Flamengo: passeio em dia ensolarado, mas com direito à brisa
Pedro Kirilos
Feijoada carioca conquista a França
Prato do Aconchego Carioca rouba cena em evento gastronômico europeu
Renata Izaal
renata.izaal@oglobo.com.br
enviada especial
● CARCASSONE, França. A nossa
feijoada, quemdiria, foi parar na
França. Mais precisamente na
região do Languedoc, no Sul do
país, onde um importante leilão
de vinhos, o Toques et Clochers,
homenageou o Rio de Janeiro
neste fim de semana. Uma tropa
de elite da gastronomia carioca
foi convidada pela organização
do evento para levar os sabores
brasileiros à Europa e “apimen-
tar” o Velho Mundo.
Kátia Leite, do “pé-limpo”
Aconchego Carioca, na Praça da
Bandeira, causou alvoroço com
sua feijoada. Já os chefs Claude
Troisgros, Roland Villard e Ro-
berta Sudbrack comandaram
umjantar de gala como somme-
lier Dionísio Chaves. Os quatro
também ganharam uma home-
nagem especial: seus nomes
agora batizam carreiras de vi-
nhas da Sieur d’Arques, coope-
rativa de produtores da região
de Limoux, onde estão eterniza-
das grandes figuras da gastrono-
mia francesa como Paul Bocuse
e Alain Ducasse. Roberta e Dio-
nísio são os primeiros brasilei-
ros a receber a homenagem.
— Quero trazer meu filho
quando ele ficar mais velho, pa-
ra mostrar nossos nomes imor-
talizados — disse Dionísio, pai
de um menino de sete anos.
No domingo, um jantar de
gala para 900 convidados reu-
niu os mais premiados nomes
da gastronomia carioca. O
chef francês Troisgros, do res-
taurante Olympe, no Jardim
Botânico, foi o padrinho da
noite, posição já ocupada pelo
pai, Pierre, e o irmão, Michel.
Ele preparou o prato que criou
em homenagem à avó e que
está no menu do Olympe: o filé
de cherne com banana cara-
melada e molho de passas.
Roberta Sudbrack apostou
no lagostim em lâminas de
chuchu e leite de amendoim
com brigadeiro de colher de
sobremesa. Roland Villard, do
Le Pré Catelan, em Copacaba-
na, preparou uma costela de
boi confitada e empanada na
farofa, com batata baroa defu-
mada e molho de açaí. De so-
bremesa, torta de chocolate e
mousse de cupuaçu.
— Eu escolhi viver no Brasil
e fico feliz de representar o
país aqui na França, onde nas-
ci — disse Roland Villard.
Mas o feijão de Kátia Leite
roubou a cena no sábado. Ela le-
vou seus famosos bolinhos de
feijoada à festa na cidade de An-
tugnac. Foram consumidos 900
bolinhos. Horas antes, a 13 qui-
lômetros dali, em Limoux, Katia
havia dividido a cozinha com o
chef Pierre Vaquié. A dupla fez
um almoço no qual 200 pessoas
provaram o cassoulet (prato
francês feito com feijão branco)
de Pierre e a brasileiríssima fei-
joada de Kátia. No final, uma vo-
tação elegeu o melhor prato:
deu feijoada, por quatro votos
de diferença.
—- As pessoas aqui foram
incríveis. Todos são muito
amorosos — contou Kátia.
Para o almoço, ela levou do
Brasil 20 kg de farinha, comprou
23 kg de feijão preto na França e
encomendou 20 caixas de couve
de Portugal. A festa foi animada
por música brasileira e por dan-
çarinos de samba de gafieira.
O Toques et Clochers é um
dos mais importantes leilões de
vinhos da França. É realizado
em benefício do patrimônio his-
tórico, e os recursos arrecada-
dos são usados na restauração
dos campanários das igrejas
medievais da região. Foi a pri-
meira vez que uma cidade bra-
sileira foi tema do evento. ■ OS CHEFS Roland Villard, Roberta Sudbrack e Claude Troisgros
Ana Branco
Reuniões no TRT
decidem sobre
greves de ônibus
● Duas reuniões decidirão o
destino das greves dos rodo-
viários em Niterói e na Baixa-
da Fluminense. Na sexta-fei-
ra, a paralisação na Baixada
havia sido suspensa. Já o Sin-
dicato dos Transportes Ro-
doviários de Passageiros de
Niterói a Arraial do Cabo in-
formou ontem que, apesar de
uma circulação maior de ôni-
bus no fim de semana, a gre-
ve estava mantida na região.
Num encontro no Tribunal
Regional do Trabalho (TRT),
representantes dos rodoviá-
rios e do Sindicato das Empre-
sas de Transportes Rodoviá-
rios do Estado do Rio (Se-
trerj) tentarão hoje um acor-
do. A decisão vai definir se a
paralisação dos ônibus conti-
nua em São Gonçalo, Niterói,
Itaboraí, Maricá e Tanguá. A
situação na Baixada Flumi-
nense é parecida. Funcioná-
rios e patrões também vão ao
TRT buscar um consenso.
Segundo os rodoviários, a
greve, que foi suspensa, pode
voltar se umacordo não for fir-
mado com os patrões. ■
Classifone
das 8h às 20h
ANTECIPE SEU ANÚNCIO
FERIADO DE
PAIXÃO DE CRISTO
No dia 06 de abril - sexta-feira, o Classifone
e a Loja de Classificados não funcionarão.
As publicações para sábado (07/04),
domingo (08/04) e segunda-feira (09/04)
deverão ser solicitadas até quinta-feira (05/04),
nos horários abaixo:
Loja
das 9h às 18h
RIO

15 Segunda-feira, 2 de abril de 2012 • 2ª edição O GLOBO
O GLOBO

RIO

PÁGINA 15 - Edição: 2/04/2012 - Impresso: 1/04/2012 — 23: 24 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Cremerj vai investigar mortes noSalgadoFilho
Entidade diz que aparelhos contaminados podem estar causando óbitos de pacientes em outros hospitais
Cláudio Motta
claudio.motta@oglobo.com.br
● O Conselho Regional de Me-
dicina do Estado do Rio (Cre-
merj) vai apurar se as mortes
ocorridas no Hospital munici-
pal Salgado Filho em 2010 fo-
ram causadas por algum pro-
blema na unidade. De acordo
com a presidente do Cremerj,
Márcia Rosa de Araujo, uma
comissão de fiscalização ava-
liará a situação da emergên-
cia, além de verificar outros
hospitais. Caso as denúncias
sejam confirmadas, a direção
será notificada a corrigir as ir-
regularidades. Já o Sindicato
dos Médicos do Rio anunciou
que vai acionar o Ministério
Público Federal (MPF).
Ontem, o GLOBO mostrou
que o Ministério Público (MP)
estadual instaurou uminquéri-
to para apurar as razões pelas
quais quase a metade (363)
dos 854 pacientes internados
por mais de 24 horas em 2010
no hospital da prefeitura no
Méier morreu por infecção
hospitalar.
Sindicato dos Médicos vai
acionar MP Federal
Além dos óbitos da emer-
gência, 30% dos 289 pacientes
do CTI não resistiram à infec-
ção, de acordo com os dados
que estão no inquérito do MP.
Nele, há um laudo, assinado
pelo biofísico e biomédico da
Uerj Sebastião David dos San-
tos Filho, que considera gra-
víssimo o uso de um aparelho,
o respirador Inter-5, que não
apresentava o registro correto
do volume respirado pelo pa-
ciente. O especialista sugeriu
a substituição do equipamen-
to por outros, de maior preci-
são. Ele ainda explicou que a
taxa de mortalidade aceitável
seria de 5%.
Para o Cremerj, é fundamen-
tal garantir treinamento ade-
quado para que os profissio-
nais de saúde possam detec-
tar problemas nos equipamen-
tos. A presidente do Conselho
também considera importante
avaliar quais são as responsa-
bilidades da empresa que for-
neceu os respiradores.
— Nossa comissão de fisca-
lização vai avaliar a situação da
emergência do Salgado Filho. O
problema também pode estar
acontecendo em outras unida-
des — afirmou Márcia Rosa. —
Se forem detectadas irregulari-
dades, faremos uma notifica-
ção para corrigi-las, daremos
um prazo para sanear os pro-
blemas e notificaremos o res-
ponsável-técnico.
Infectologista responsável
pela Câmara Técnica de Doen-
ças Infecciosas do Cremerj,
Marilia de Abreu diz que os re-
latórios de vistorias já feitas
pelo Conselho serão revistos:
—Claro que vamos ver (estes
relatórios das vistorias anterio-
res). Várias fiscalizações foram
feitas e todas elas estão docu-
mentadas. Para avaliar o que
aconteceu, teríamos que anali-
sar o que concluímos em 2010.
Compressores estariam em
local insalubre
A reportagem do O GLOBO
mostrou, ainda, que um relató-
rio feito pelos próprios funcio-
nários do hospital denunciava
as péssimas condições do res-
pirador mecânico. Os com-
pressores estariam em local
insalubre. Situação esta que,
de acordo com o presidente
do Sindicato dos Médicos (Sin-
Med), Jorge Darze, persiste.
— Além do MP, a questão
Laura Marques / 29-03-2012
A FACHADA do Hospital Salgado Filho, no Méier: 363 mortes de pacientes em 2010 estão sendo investigadas
.
Secretaria nega problema
Prefeitura fez obra no hospital em 2009
● A Secretaria municipal de Saúde e Defesa Civil afirma
que as fotos dos sistemas de ar comprimido e de captação
de rejeitos do relatório que consta no inquérito do MP fo-
ram feitas antes de 2009, quando ocorreu uma obra “a fim
de adequar totalmente o sistema às normas”.
A direção do hospital, que foi trocada na última quinta-
feira, reafirma ter aberto uma sindicância para apurar as
irregularidades, mas não constatou problemas. E que o
CTI é ligado diretamente à fonte de oxigênio, não usando
o ar comprimido. Quanto aos respiradores Inter 5, eles se-
rão substituídos em toda a rede por equipamentos moder-
nos. A nota diz que “o cancelamento do registro não im-
pede o uso dos dispositivos adquiridos anteriormente”.
A mortalidade relacionada à pneumonia em pacientes
sob ventilação no Salgado Filho foi 40% menor em 2010
em relação ao ano anterior, informou a prefeitura. Os
números, porém, não foram revelados, mas apenas o
percentual de queda.
Bióloga morre afogada durante curso
de mergulho em Arraial do Cabo
Mulher, que estava com amigos, praticava o esporte pela primeira vez
Lívia Breves
livia.breves@oglobo.com.br
● A bióloga Regina Célia Gon-
çalves Peralta, de 47 anos, mo-
radora de Piedade, morreu
afogada no fim da tarde de an-
teontem quando participava
de um curso básico de mergu-
lho próximo à ponta sul da
Ilha dos Porcos, uma área de
mar aberto em Arraial do Ca-
bo. Era a primeira vez que ela
praticava o esporte.
Regina era funcionária da
agência Espaço e Vida — Via-
gens Culturais e estava acompa-
nhada por nove amigos de tra-
balho. O grupo navegava em
uma embarcação da Tubarão
Rio, empresa que atua há mais
de 15 anos, e era assistida pelos
instrutores Henrique Jabor Fa-
rias e Paulo Gustavo Oliveira.
De acordo com testemu-
nhas, Regina perdeu a cons-
ciência a cerca de 10 metros da
superfície. O fato de o mar es-
tar com águas turvas teria pre-
judicado o socorro. A bióloga
demorou a ser encontrada pe-
los instrutores. Ainda no bar-
co, foram aplicados procedi-
mentos de primeiros socorros,
mas Regina chegou morta à
Marina dos Pescadores, onde
uma ambulância do Corpo de
Bombeiros a aguardava.
Amiga da vítima, a secretária
do Meio Ambiente de Búzios,
Adriana Saad, conta que Regina
tinha marcado uma reunião com
ela para falar de um projeto de
educação ambiental.
— Só desmarcamos porque
ela foi mergulhar. Soube que ela
desmaiou com a pressão quan-
do tentou fazer uma subida rá-
pida. Já aconteceu comigo,
mas, por sorte, consegui chegar
à superfície e receber ajuda. Ela
era uma mulher ativa e muito
alegre — lamentou Adriana,
que conheceu Regina quando
cursavam a faculdade de biolo-
gia na Santa Úrsula.
Medidas emergenciais foram
tomadas, diz agência
Segundo o presidente da As-
sociação das Empresas de
Mergulho Turístico e Lazer de
Arraial do Cabo (AMA), Sand-
derson Barros, que também é
proprietário da operadora de
mergulho SandMar, todas as
medidas emergenciais foram
tomadas e o caso foi uma si-
também deveria ser investiga-
da pelo Ministério Público Fe-
deral porque a rede municipal
recebe recursos federais. Vou
provocar o MPF pedindo que
seja feito um trabalho conjun-
to — anunciou Darze. — Nos-
so levantamento indica que
houve 5,7 mil mortes nas qua-
tro emergências da prefeitura
(Salgado Filho, Lourenço Jor-
ge, Mi guel Couto e Souza
Aguiar) de janeiro a agosto do
ano passado. O número é
maior do que os da guerra do
Iraque, na qual, em oito anos,
morreram 4,7 mil soldados
americanos em combate.
O presidente da Comissão
de Saúde da Câmara de Ve-
readores, Carl os Eduardo
(PSB), quer melhorias emer-
genciais no Salgado Filho. Ele
ressalta que a suspeita levan-
tada pelo relatório enviado
ao MP é que o sistema de
ventilação mecânica tenha
sofrido fissuras, por onde es-
taria sendo contaminado. O
vereador descartou a instala-
ção de uma Comissão Parla-
mentar de Inquérito (CPI).
— O MP já está investigan-
do, mas está demorando — re-
clamou o parlamentar. — Es-
pero que sejam tomadas medi-
das emergenciais para garan-
tir o direito à vida. ■
tuação isolada. Além disso, os
profissionais são cadastrados
na AMA e estão com o curso
de primeiros socorros dentro
da validade.
— O mar turvo não é um
problema para o mergulho. Es-
tou há 25 anos atuando na
área e nunca aconteceu um
afogamento durante uma prá-
tica. Todas as medidas emer-
genciais foram tomadas. A Ma-
rinha revistou a embarcação e
não encontrou irregularidades
— disse ele.
Sandderson acrescentou que
sua empresa permite, no máxi-
mo, quatro alunos por instrutor
em mar aberto. Amigos da víti-
ma argumentam que a tragédia
era evitável.
— O conselho da Reserva Ex-
trativista de Arraial do Cabo
vem denunciando a forma negli-
gente com que empresas de
mergulho atuam. É lamentável
— disse a bióloga Alba Simon.
Na página do Facebook de
Regina, que era guia de ecotu-
rismo desde 1990, muitos ami-
gos enviaram mensagens de
solidariedade à família, posta-
ram fotos e agradeceram pela
amizade. ■
Polícia detém
62 torcedores
do Botafogo
Eles planejavam ataque
a tricolores antes
de jogo no Engenhão
● Uma semana após a morte de
dois torcedores do Palmeiras
numa briga com corintianos em
São Paulo, a polícia deteve on-
tem 62 integrantes da torcida
Fúria Jovem do Botafogo. O gru-
po estava escondido numa rua
no Méier, para tentar surpreen-
der torcedores do Fluminense.
SegundooGrupamentoEspecial
de Policiamento em Estádios
(Gepe), os torcedores — 47
adultos, sendo uma mulher, e 15
menores — aguardavam na Rua
José Bonifácio, para atacar inte-
grantes da torcida Young Flu
pouco antes da partida entre os
dois times, no Engenhão.
Os baderneiros estavam ar-
mados com pedaços de pau e
pedras, mas conseguiram se
desfazer do material antes de
serem detidos pela polícia.
— Nas vésperas dos clássi-
cos, realizamos reuniões comas
torcidas para definir as rotas
por onde cada uma vai passar e
para organizar escoltas. Os po-
liciais que acompanhavama tor-
cida do Fluminense foram sur-
preendidos pela Fúria Jovem,
que se preparava para atacar —
conta o tenente-coronel Fioren-
tini, comandante do Gepe.
Por determinação do Gepe, a
torcida do Botafogo foi punida
imediatamente e proibida de
entrar no estádio ontemportan-
do faixas, bandeiras e instru-
mentos. Fiorentini disse ainda
que hoje pretende pedir ao Mi-
nistério Público uma punição
ainda mais rigorosa, já que há
algum tempo foi assinado um
Termo de Ajuste de Conduta
(TAC) comas torcidas organiza-
das, que se comprometeram a
não brigar mais, principalmente
em dias de clássicos.
O caso foi levado para o Jui-
zado Especial Criminal (Je-
crim) do Engenhão. Segundo o
delegado Orlando Zaccone, ti-
tular da 18
a
- DP (Praça da Ban-
deira), os integrantes detidos
feriram o Estatuto do Torce-
dor e vão responder por pro-
vocação de tumulto em espe-
táculo esportivo. ■
● O JOGO ENTRE FLUMINENSE
E BOTAFOGO no
Caderno Esportes
16

RIO Segunda-feira, 2 de abril de 2012 O GLOBO
.
O GLOBO

RIO

PÁGINA 16 - Edição: 2/04/2012 - Impresso: 2/04/2012 — 00: 48 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
OTEMPONOGLOBO
ºA|fi|:|c .…||dc a|œ c d|a 02/04/2012 cu e|(ua||c du|a| c eº|c(ue (c (ue c:c||e| p||re||c,. Pcde |a.e| |a||a de p|cdu|cº er a|¸ura |c(a de.|dc ac |cººc a|fi|:|c ºe| |e||c :cr ru||a a||e:ed–|:|a. Ta/a de (u|cº daº pa|:e|aº a|u|:|adaº de a|œ 8,b0º ac r–º e b1,10º ac a|c cu pa|a :a||‹eº
de :|œd||c e de a|œ b,99º pa|a c :|ed|…||c + |0| de 0,2bº ac r–º. Cc||||oua :cr a ||rpe/a de |cººa :|dade, |Œc (c¸ue c pape| |c :|Œc. Te|e.e|daº de Se¸u|da a S…oadc de 9| aº 21|. Ve|da r…/|ra de 2 pe†aº pc| :||e||e pa|a :ada p|cdu|c, (ua|||dade r”||ra de 1 p|cdu|c pc| |c(a ºa|.c
:aºc |c||u||c cu |c|†a ra|c|, |er|cdcº cº p|cdu|cº a|u|:|adcº ºe e|:c|||arer|cdaº aº |c(aº. Ve|daº a p|a/c :crpa¸are||c da 1ª pa|:e|a a .|º|a e aº dera|º de 80 er80 d|aº e p|eº|a†Œc r”||ra de V|||e |ea|º. Va|c|eº daº pa|:e|aº .…||daº ºcre||e pa|a pa¸are||cº er:a||Œc de :|œd||c.
t V≠||O0 PARA T0O0 0TERR∑T0R|0 \AC|0\A|, E/CET0 BA (OOO /8, /4, /b, //,, A|, RR, AP, PA, |A, P|, PE (OOO 8/,, CE (OOO 88, e RS.
|||||||] P|œ. œ .…||dc pa|a aº :|aradaº T||-T|| (|c:a|º e de |c|¸a O|º|å|:|a \a:|c|a| c||¸||adaº pe|c :cd|¸c 41,, |e:eo|daº er .|a¸e|º pe|c B|aº|| e pa|a ||/cº |c:a|º de cu||aº cpe|adc|aº. Pa|a ºaoe| c pe|”cdc de .a||dade deººeº oe|e|”:|cº a:eººe c º||e WWW.||r.:cr.o|. |||||||] Tc|-
pedc. pe|r||e (ue cº C||e||eº dcº P|a|cº |||||||] P|œ e |||||||] Cc|||c|e e|.|er |c|pedcº dc ºeu rc.e| T|| pa|a (ua|(ue| cpe|adc|a dc pa”º pa¸a|dc ºcre||e c .a|c| dc p||re||c e|.|c dc d|a. 0º dera|º |c|pedcº e|.|adcº |c reºrc d|a ºe|Œc ¸|a|u||cº. Pa|a ºaoe| c pe|”cdc de .a||dade
deººe oe|e|”:|c e c .a|c| p|crc:|c|a| de R$ 0,b0 pa|a c p||re||c |c|pedc dc d|a, a:eººe c º||e WWW.||r.:cr.o|. |||||||] weo. pe|r||e (ue cº :||e||eº dcº p|a|cº |||||||] P|œ e |||||||] Cc|||c|e |a.e¸uer |a |||e||e| de ºeu rc.e| T|| pa¸a|dc ºcre||e c .a|c| da p||re||a :c|e/Œc dc d|a.
Aº dera|º :c|e/‹eº dc d|a |Œc ºe|Œc :co|adaº. Pa|a ºaoe| c pe|”cdc de .a||dade deººe oe|e|”:|c e c .a|c| p|crc:|c|a| de R$0,b0 da p||re||a :c|e/Œc a:eººe c º||e WWW.||r.:cr.o|. Pa|a ra|º |||c|ra†‹eº ºco|e |cdcº eººeº oe|e|”:|cº, :c|ºu||e cº |e¸u|are||cº er WWW.||r.:cr.o|.
¯ |PH0\E 8ûS 8ûB d|ºpc|”.e| |aº |c(aº. Ba|¸u S|cpp||¸,Ba||a S|cpp||¸,Bc|a|c¸c,Ca|†adŒc Carpc û|a|de,Ca/|aº 8,|adu|e||a S|cpp||¸,\c||e S|cpp||¸,P|a/a S|cpp||¸,Tcp S|cpp||¸,U|u¸ua|a|a.
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Sistema Operacional
Android
Sistema Operacional
2
GB
CÂMERA
2.0MP
REDES
SOCIAIS
CÂMERA
5.0MP
REDES
SOCIAIS
GPS GPS
Cód: 1233904
Samsung Ch@t 222 Duos
Media
PLAYER
2 1
DUAL CHIP
RÁDIO
FM
REDES
SOCIAIS
CÂMERA
DIGITAL
Cód: 1166476
Samsung Chat 335
2
GB
MP3
PLAYER
CÂMERA
2.0MP
REDES
SOCIAIS
Cód.: 1204220
Motorola Motokey XT EX118
RÁDIO
FM
REDES
SOCIAIS
CÂMERA
3.0MP
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P
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lg
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a
s
lo
ja
s
d
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r
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Nos cartões de crédito*
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Por: ¿ vista
299
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INFINITY PRÉ
10x27
,90
SEM JUROS
Nos cartões de crédito*
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279
,00
Por: ¿ vista
299
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INFINITY PRÉ
10x39
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399
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449
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De:
INFINITY PRÉ
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SEM JUROS
Nos cartões de crédito*
cada
679
,00
Por: ¿ vista
739
,00
De:
NOVIDADE CASA&VIDEO
IPHONE 3GS 8GB
C
ó
d
:
1
2
0
6
8
9
3
999
,00
¿ vista
10x99
,90
SEM JUROS
Nos cartões de crédito*
cada
INFINITY PRÉ
*
2
GB
Cód: 1204211
Samsung S3850 Corby II
CÂMERA
2.0MP
REDES
SOCIAIS
MP3
PLAYER
INFINITY PRÉ
10x30
,90
SEM JUROS
Nos cartões de crédito*
cada
309
,00
Por: ¿ vista
329
,00
De:
*
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hSegunda-feira, 2 de abril de 2012 17
OGLOBO
ECONOMI A
A companhia Skybox
tira fotos de satélite e
vende a seus clientes
informações em
tempo real sobre a
disponibilidades de
vagas de
estacionamento
livres numa cidade
em determinada
hora ou quantos
navios estão
ancorados no mundo
neste momento
O projeto Global
Pulse, das Nações
Unidas, vai utilizar um
programa que decifra
a linguagem humana
na análise de
mensagens de texto e
posts em redes sociais
para prever o aumento
do desemprego, o
esfriamento
econômico e
epidemias de
doenças
A varejista americana
Dollar General
monitora as
combinações de
produtos que seus
clientes põem nos
carrinhos. Ganhou
eficácia e ainda
descobriu
curiosidades: quem
bebe Gatorade tem
mais chances de
comprar também
laxante
A Sprint Nextel
saltou da última
para a primeira
posição no ranking
de satisfação dos
usuários de celular
nos EUA ao
integrar os dados
de todos os seus
canais de
relacionamento. De
quebra, cortou pela
metade os gastos
com call center
No terremoto do
Haiti, pesquisadores
americanos
perceberam antes
de todo mundo a
diáspora de Porto
Príncipe por meio
dos dados de
geolocalização de 2
milhões de chips
SIM de celulares,
facilitando a atuação
da ajuda
humanitária
Um hospital no
Canadá usou
tecnologia da IBM e
da Universidade de
Ontário para
monitorar em tempo
real dezenas de
indicadores de saúde
de bebês
prematuros. O
cruzamento permitiu
aos médicos
antecipar ameaças
às vidas das crianças
Em busca dos
melhores lugares
para instalar turbinas
eólicas, a
dinamarquesa
Vestas Wind
analisou petabytes
de dados climáticos,
de nível das marés,
mapas de
desmatamento etc.
O que costumava
levar semanas durou
algumas horas
Alguns exemplos de como a solução tem sido usada
Fontes: sites de notícias, empresas e consultoria Gartner
Um hospital no Em busca dos Um hospital no Em busca dos Um hospital no Em busca dos Um hospital no Em busca dos Um hospital no Em busca dos Um hospital no Em busca dos Um hospital no Em busca dos Um hospital no Um hospital no Um hospital no Um hospital no Um hospital no dd b Em b Em b Em Em pital pital pital pita rint N tel No
Big Data é o conjunto de soluções tecnológicas capaz de lidar com dados digitais em volume, variedade e velocidade inéditos até hoje. Na prática, a
tecnologia permite analisar qualquer tipo de informação digital em tempo real, sendo fundamental para a tomada de decisões
A grande novidade das soluções de Big Data é lidar também com os chamados dados
não-estruturados, que até então só podiam ser compreendidos por pessoas. São tweets,
posts no Facebook, vídeos, geolocalização e comportamentos de clientes que dependem
de contexto para ter sentido.
O mercado de Big
Data crescerá
quase 40% ao ano
até 2015
A quantidade global de dados digitais
deve crescer de 1,8 zettabyte, hoje,
para 7,9 zettabytes em 2015. Daqui a
três anos, toda a informação do mundo
poderá ser armazenada em:
COMOFUNCIONA
A NOVIDADE
493
bilhões
de iPads
COMPARE
1 Zettabyte é igual
1.000.000.000.000.000.000.000 bytes
1 Gigabyte é igual
1.000.000.000 bytes
endem
mada de decisões
to doo Um Um hospi Um hospi Um hospi Um hospi Um hospi Um hospi Um hospi Um hospi Um hospi h pi Um h pi Um h pi Um h pi Um h pi No terremoto remoto moto moto to No t to to to to to do to do to do to do to do to do doo to to d to d to dd
Esses dados
não-estruturados
representam 85% das
informações com as quais
as empresas lidam hoje
85%
Editoria de Arte
A revolução do Big Data
Nova fronteira de mercado, tecnologia de análise extrema com cruzamento de dados já movimenta US$ 70 bi
V
ocêvai aomercadocomoobjeti-
vode comprar apenas oque fal-
taparaojantar e, aopassar pelo
corredor de produtos de higie-
ne, seu celular o surpreende comuma
mensagem. Oremetenteéaprópriava-
rejista, que deseja chamar sua atenção
para o desodorante em promoção na
prateleira ali do lado. O SMS não diz,
mas a rede sabe que o seu estoque do
produto está mesmo no fim e que, há
duas semanas, você escreveu no Face-
book o quanto gostava da marca. Se a
precisão da mensagem lhe é espanto-
sa, prepare-se: a tecnologia que cruza
dados dessa forma já existe, represen-
ta um mercado direto estimado em
US$70bilhões eestáinvadindoempre-
sasegovernosnoBrasil enomundo—
oquedeveelevar àenésimapotênciaa
possibilidade de ganhos com o uso
dessas informações. A promessa é de
revolução em várias áreas da econo-
mia e até na ciência —alémde uma re-
novada discussão sobre privacidade.
Trata-se do Big Data, termo de mer-
cado para o conjunto de soluções que
analisa informações em variedade, vo-
lume e velocidade inéditos até hoje.
Ferramentas desse tipo surgiram no
fimda década passada, mas este anoo
conceito extrapolou de vez os limites
da academia e dos setores de TI. Isso
porque o preço para armazenamento
de dados está despencando e diversas
ferramentas baratas ou gratuitas para
lidar com tamanho volume informa-
ções estão surgindo.
O uso dessa nova tecnologia tem
vasta abrangência. No último Fórum
Econômico Mundial, emDavos, foi pu-
blicado umestudo mostrando como o
Big Data pode ser uma arma contra
problemas socioeconômicos. E até
Brad Pitt temcontribuído para sua po-
pularização: o filme “Moneyball (OHo-
memquemudouojogo)”, queprotago-
niza, conta a história da mais famosa
aplicaçãodoconceito: ogerentedeum
timedebeisebol queusaoBigDatapa-
ra reunir um elenco de primeira linha
semgastar muito.
‘Pré-sal existe por
causa do Big Data’
lO executivo de operações da EMC,
Pat Gelsinger, diz que o mercado glo-
bal deBigDatajámovimentaUS$70bi-
lhões por ano — sem contar inestimá-
veis ganhos nos negócios. A consulto-
ria IDC estima que o segmento cresce-
rá quase 40%ao ano entre 2010 e 2015,
mas consideraumpatamar deUS$16,9
bilhões ao fim desse período. A tecno-
logia envolve tanto dinheiro porque
soluciona umproblema inadiável para
a economia, o da quantidade de dados
digitais. Ovolume deve crescer doatu-
al 1,8 zettabyte para 7,9 zettabytes em
2015, prevê a IDC. Zettabyte equivale a
umtrilhão de gigabytes.
Acentelhadessarevoluçãoéaproli-
feração de plataformas que geramda-
dos como nunca. São celulares, GPS,
redes sociais, câmeras e sensores dos
mais diversos tipos. Grande parte da
informação gerada é classificada de
não-estruturada: ou seja, não é facil-
mente computável, costuma ser cria-
dapeloser humano, nãopor máquina.
Até pouco tempo, essa informação só
podia ser compreendida por pessoas.
Com o Big Data, as máquinas apren-
dema lê-la. Essa é, nas palavras de es-
pecialistas, a beleza do conceito.
— Nos últimos 50 anos, a evolução
domercadodeTI sedeuapenasno“T”
dasigla, atecnologia. ComoBigData, é
chegadaahoradeo“I”, deinteligência,
guiar o avanço — afirmou Alexandre
Kazuki, diretor demarketingdadivisão
da HP Brasil que cuida de Big Data.
Se o Big Data está dando os primei-
ros passos nomundo, a tecnologia ain-
da engatinha noBrasil, na avaliaçãode
Kátia Vaskys, diretora de Bussiness
AnalyticsdaIBM. Elacitaaformacomo
amaioriadasempresasbrasileirasmo-
nitora suas marcas nas redes sociais:
— Aqui costuma-se contratar um ti-
me de estagiários para isso. Isso é ba-
sear a estratégia de marketing na intui-
ção, mas não há intuição que resista a
tanta informação! Há uma ferramenta
tecnológica para fazer isso com muito
mais precisão e emtempo real.
A aplicação por aqui está restrita a
setores como varejo, financeiro (análi-
sederisco), telecomunicaçõesepetro-
lífero, mas começa a chegar à mídia.
ARenner usaoBigDataparamonito-
rar emtempo real o fluxo de mercado-
rias dalojaaocruzar dados delocaliza-
ção GPS dos caminhões dos fornece-
dorescomosníveisdosestoques, con-
tou o diretor de TI Leandro Balbinot. A
rede também acompanha a aceitação
dos produtos nas redes sociais. E já
imagina outros usos, como a possibili-
dadedereorganizar umalojacombase
em dados meteorológicos. Exemplo:
se, nas últimas chuvas, os clientes
comprarammais calças ouacessórios,
a rede pode dar destaque a esses itens
quando os primeiros pingos caírem.
— Apesar de o uso no Brasil ainda
ser pouco maduro, a expectativa é
enorme. Temos um dos principais
mercados de internet no mundo, so-
bretudoderedes sociais, oqueécruci-
al para a adesão ao Big Data — obser-
vou Maurício Prado, gerente geral de
servidores da Microsoft Brasil.
— Só sabemos que o pré-sal existe
por causa do Big Data e da economia
da nuvem — resumiu Patrícia Florissi,
CTOda EMCpara as Américas.
Isso porque a tecnologia agiliza o
processamento de dados sísmicos
captados pelas sondas que procuram
petróleo no fundo do mar. Como são
milhões as variáveis, o trabalho exige
intermináveis simulações de imagens,
e sóoBig Data é capaz de dar conta do
trabalho emumtempo razoável.
Visando a esse mercado, a gigante
EMC está construindo no Parque Tec-
nológico do Fundão umcentro de pes-
quisas totalmente dedicado ao uso de
Big Data para a indústria do petróleo.
Ele ficará pronto em no máximo dois
anos e empregará 35 pesquisadores. A
companhia vai investir R$ 100 milhões
no país nos próximos quatro anos.
Polícia chega
antes do crime
lHá também iniciativas brasileiras na
seara governamental, aceleradas pela
proximidade da Lei de Acesso à Infor-
mação, que entra em vigor em maio.
UmaparceriadoMinistériodoPlaneja-
mento, do Serviço Federal de Proces-
samento de Dados (Serpro) e da PUC-
Rio disponibilizou na web dados aber-
tos dos mandatos do governo Lula.
A massificação do Big Data, porém,
enfrenta obstáculos. O maior deles é
com a privacidade. Mas, para Karin
Breitman, da PUC-Rio, os cientistas
não devem“censurar” pesquisas:
—Éumaquestãoética. Cabeàsocie-
dade impor limites à aplicaçãoda ciên-
ciaedatecnologia, masospesquisado-
res precisamtrabalhar na ponta.
Outro problema é a escassez de pro-
fissionais com habilidades em mate-
mática, estatísticaecomputação. OBig
Data levou as empresas a uma disputa
frenética por esse perfil e tornoua IBM
a maior empregadora de matemáticos
PhDs no mundo. O instituto McKinsey
prevê que faltarão até 190 mil desses
profissionais em2018 nos EUA.
— Já há carência desse profissio-
nal no Brasil. Se houver uma explo-
são do Big Data, teremos problemas
— advertiu Kazuki, da HP.
Apesar dos desafios, a expectativa
é enorme. A “Economist” escreveu
que o Big Data pode transformar mo-
delos de negócio de empresas cente-
nárias. ARollsRoyce, cita, deixaria de
vender turbinas para alugá-las, co-
brandopelouso. Sensores e ohistóri-
co do cliente dariamo preço.
Patrícia Florissi, da EMC, diz que
ainda é incipiente o uso da presciên-
cia da tecnologia. Por exemplo: como
são capazes de entender imagens,
softwares de Big Data poderiam mo-
nitorar as câmeras de uma cidade e
acionar a polícia antes de um crime
acontecer com base em padrões que
antecedem assaltos e assassinatos.
Sairíamos de “Moneyball” para cair
em“Minority Report” —comos prós
e contras disso. n
SEGUNDA-FEIRA
Garimpo Digital
TERÇA-FEIRA
Games e Pedro Doria
QUARTA-FEIRA
Mobilidade
QUINTA-FEIRA
Redes Sociais
SEXTA-FEIRA
Multimídia
SÁBADO
Cora Rónai
DIGITAL & MÍDIA
Rennan Setti
rennan.setti@oglobo.com.br
Product: OGlobo PubDate: 02-04-2012 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_Q User: Schinaid Time: 04-01-2012 21:22 Color: CMYK
18

ECONOMIA O GLOBO Segunda-feira, 2 de abril de 2012
GARIMPO DIGITAL
garimpodigital@oglobo.com.br
O GLOBO não autoriza quem quer que seja a retirar em seu nome, para qualquer fim, produtos em lojas. As imagens para publicação no Garimpo Digital
podem ser enviadas para o e-mail desta seção. Os produtos que forem fotografados pela equipe do jornal deverão ser entregues na redação e retirados no mesmo dia.
Documentar nossa história de vida em meio digital e depois desfrutar de boas reminiscências revendo e
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Acompanhe a cobertura de tecnologia e
de mídia no Twitter:
twitter.com/digitalemidia
l BOAO, China. A Foxconn —
que fabrica o iPad e o iPhone
— vai continuar a elevar os
salários dos seus trabalhado-
res chineses e a cortar as su-
as horas extras, disse Terry
Goy, presidente da compa-
nhia. Em meio à polêmica so-
bre as condições de trabalho
oferecidas aos funcionários
em suas fábricas, Goy afir-
mou ainda que a Foxconn
construirá uma nova unidade
de tecnologia avançada em
Hainan e que expandirá as
operações no Brasil.
— Agora estamos dizendo na
empresa: “você trabalha me-
nos, mas ganha mais”. Não va-
mos parar aqui e continuare-
mos a incrementar os salários
— disse Goy. — Os salários no
Brasil são ainda mais altos, mas
continuaremos com nossos in-
vestimentos na região. Acaba-
mos defechar umacordocoma
Hainan Airlines que será even-
tualmente nossa conexão com
a cadeia de abastecimento (da
China para o Brasil).
O magnata de 61 anos afir-
mou que a Foxconn aumenta-
ria o salário global dos traba-
lhadores já que alguns empre-
gados de suas fábricas em
Shenzhense queixaramde que
não teriam dinheiro suficiente
caso as horas extras fossem
reduzidas.
A Apple e a Foxconn fecha-
ram um acordo na semana
passada para melhorar as
condições de trabalho de 1,2
milhão de pessoas que traba-
lham montando iPhones e
iPads. Foi um decisão históri-
ca que pode mudar a maneira
como as companhias ociden-
tais fazemnegócios coma Chi-
na. O acordo prevê contratar
milhares de novos trabalha-
dores, eliminar horas extras
ilegais e melhorar os protoco-
los de segurança.
A iniciativa é uma resposta à
pressão da Fair Labor Associa-
tion (FLA), uma associação in-
dependente que investiga pos-
síveis excessos em fábricas de
iPhones e iPads na China a pe-
dido da Apple. A instituição
entrevistou centenas de em-
pregados sobre as condições
de trabalho e de vida, incluin-
do saúde, segurança e habita-
ção e encontrou violações de
leis trabalhistas, como horas
extras não remuneradas.
— O resultado que espera-
mos é a contratação adicional
para cobrir o déficit de horas,
por causa da redução das ho-
ras extras, assim como um
maior investimento em auto-
mação para reduzir o impac-
to dos contínuos aumentos
salariais na China — disse
Jenny Lai, analista de HSBC.
AFoxconn já teria dobrado os
salários de alguns empregados
na China há dois anos após uma
onda de suicídios na empresa.
No ano passado, uma explosão
na sede de Chengdu matou três
pessoas.
Atualmente, a Foxconn em-
prega cerca de um milhão de
pessoas na China, com qua-
tro fábricas de dispositivos
eletrônicos. A companhia for-
nece metade do consumo de
eletrônicos do mundo, com
subsidiárias produzindo dis-
positivos para empresas co-
mo Nokia e Huawei, além da
Apple.n
Foxconn: salários de chineses subirão mais
Product: OGlobo PubDate: 02-04-2012 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_R User: Schinaid Time: 04-01-2012 21:22 Color: CMYK
hSegunda-feira, 2 de abril de 2012 O GLOBO ECONOMIA

19
GEORGE
VIDOR
l A batalha ainda não está vencida, mas é grande a
possibilidade de a economia brasileira passar do es-
tágio dos juros básicos “excessivamente elevados”
para o de simplesmente “altos”. Já o estágio seguinte,
de juros normais, dependerá de algumas mudanças
estruturais, entre as quais a eliminação completa do
déficit do setor público (que no momento equivale a
2,4% do Produto Interno Bruto), prevista para 2015.
Quase normal
Tais mudanças também
terão de ocorrer no sistema
produtivo, para que a infla-
ção caia de patamar. A eco-
nomia brasileira sem dúvi-
da carrega uma parcela de
inflação estrutural, em de-
corrência de vários fatores
(custo do capital, deficiên-
cias de infraestrutura, des-
preparo da mão de obra,
gestão deficiente, carga tri-
butária pesada e inadequa-
da, além de escalas de pro-
dução que não ajudam a se
obter ganhos de produtivi-
dade relevantes). No passa-
do, economistas travaram
grande discussão sobre is-
so, com um dos lados atri-
buindo, no processo inflaci-
onário, demasiado peso à
questão estrutural, e o ou-
tro que considerava o fenô-
meno apenas uma questão
puramente monetária. Am-
bos os lados não deixavam
de ter razão. Hoje, olhando
pelo retrovisor, é possível
ver com mais clareza im-
pacto real desses fatores e,
o que facilita a tomada de
decisões em relação a co-
mo agir sobre eles.
nnnnnn
Até o fim do ano a Statoil
deve atingir o pico de pro-
dução (100 mil barris de pe-
tróleo pesado por dia) em
Peregrino, Bacia de Cam-
pos, assumindo, assim, o
segundo lugar entre os mai-
ores produtores de óleo
crunoBrasil. Aempresa no-
rueguesa é a operadora do
campo, detendo 60% do
que é lá produzido; os de-
mais 40% pertencem aos
sócios chineses (Sino-
chem). Atualmente ocupa o
terceiro lugar, atrás da
Shell, que continuará dis-
putando a posição palmo a
palmo, pois a empresa an-
glo-holandesa se prepara
para ampliar a produção no
Parque das Conchas, no
norte da Bacia de Campos.
A BG, por sua vez, é tam-
bém candidata ao segundo
lugar, à medida que os cam-
pos gigantes de águas ultra-
profundas no pré-sal da Ba-
cia de Santos, nos quais
tem participação, entrarem
em operação. Em situação
semelhante, embora menos
adiantada, está a espanhola
Repsol. A OGX, de Eike Ba-
tista, entrará nessa lista a
partir de 2014/2015.
A Statoil tem condições
de dobrar sua produção no
Brasil em um prazo relati-
vamente curto, com a cha-
mada fase 2 de Peregrino
(ao sul do bloco), com po-
tencial para mais100 mil ba-
ris diários de petróleo. A
empresa cogita de cons-
truir no país uma nova pla-
taforma de produção e por
isso vem se aproximando
de potenciais fornecedo-
res, identificados como ap-
tos a fabricar e montar
equipamentos dentro das
especificações por ela de-
sejadas, que não são neces-
sariamente as mesmas ado-
tadas pela Petrobras, por
exemplo. Além de Peregri-
no, a Statoil participa em
dois blocos na Bacia de
Campos onde foram feitas
descobertas no pré-sal
(prospectos Gávea e Pão de
Açúcar), todas muito pro-
missoras.
ANoruega temuma diver-
sificada indústria de equi-
pamentos para exploração
e produção de petróleo. A
própria Statoil chega a in-
vestir capital em indústrias
pequenas, vendendo a par-
ticipação logo que as com-
panhias decolam. NoBrasil,
a política de estímulo ao de-
senvolvimento tecnológico
na área de petróleo está
mais voltada para a criação
de centros de pesquisas e
laboratórios nas universi-
dades, sem contemplar in-
vestimento no capital de in-
dústrias embrionárias.
Dentro de alguns meses a
Statoil vai transferir suas
instalações, atualmente na
orla de Botafogo, para um
prédio na Glória, que abri-
gou a extinta Manchete.
Com a reforma já quase fi-
nalizada, o prédio receberá
também parte da BP, outra
companhia peso-pesado.
nnnnnn
Os investimentos que a
Vale programou para a regi-
ão de Carajás, no Pará, e no
complexo portuário emSão
Luís, Maranhão, superam
US$ 19 bilhões. A ferrovia
que liga Carajás ao porto
será totalmente duplicada,
com as obras começando
este ano. E ainda será cons-
truídomais umramal de150
quilômetros até a chamada
Serra Sul, que será a nova
frente de exploração de mi-
nério de ferro (depois de
dez anos, a Vale obteve no-
vas licenças ambientais pa-
ra extrair minérios nessa
área). Aduplicação é funda-
mental porque a China pre-
cisa, e muito, do minério de
alto teor de ferro extraído
na região de Carajás.
Também no Pará, a Vale
começará a produzir níquel
(projeto Onça Puma) e am-
pliará a produção de cobre,
com o início das atividades
na mina de Salobo. Em São
Luís, a Vale terá um termi-
nal portuário exclusivo
(Mearim) para movimenta-
ção de grãos, necessário
por conta das safras agríco-
las que serão transporta-
das pela ferrovia Norte-Sul
a partir de julho, quando os
trens deverãochegar a Aná-
polis (Goiás). ANorte-Sul se
interliga à ferrovia de Cara-
jás na cidade de Açailândia,
no Maranhão, e vai até São
Luís. Em2012, a Vale espera
se tornar a maior empresa
de exploração de níquel no
mundo. Hoje já é a primeira
no minério de ferro.
nnnnnn
Começaram na semana
passada as obras de cons-
trução da fábrica de auto-
móveis da Nissan, em Re-
sende. Recentemente, no
Rio, a empresa reuniu re-
presentantes de 400 poten-
ciais fornecedores da nova
fábrica. Na mesma região,
dentro de poucos dias de-
vem começar também as
obras da fábrica de equipa-
mentos pesados da Hyun-
dai. Outra notícia alvissa-
reira para a indústria do Rio
é a iniciativa do síndico da
massa falida do antigo esta-
leiro Caneco de promover o
leilão das instalações no
Caju. O candidato natural à
compra é a Rionave, que já
ocupa as instalações, ar-
rendadas por 20 anos. A si-
tuação falimentar do Cane-
co não impede que a Riona-
ve produza lá, mas limita os
investimentos.
E-mail: vidor@oglobo.com.br
l SÃO PAULO. Mesmo com a
quedados juros básicos daeco-
nomia (Selic) e a forte expansão
do crédito nos últimos anos, os
bancos brasileiros resistem em
reduzir os spreads (diferença
entre a remuneração que pa-
gam aos investidores e o que
cobram nos financiamentos
aos clientes) e, pior, eles vêm
aumentando as margens de ga-
nho sobre empréstimos. É o
quemostraestudoexclusivoda
consultoria Austin Rating.
Com base em informações do
Banco Central, a Austin identifi-
couque, enquantoaSeliccaiude
18% ao ano, em dezembro de
2005, para 10,25% em fevereiro
deste ano, os spreads médios
nos bancos variaram de 28,6 pa-
ra28,4pontos. Noentanto, afatia
que vai para o caixa dos bancos
(margem líquida) subiu de
29,64%para 32,73%.
Os números compilados pela
Austin mostram que os custos
administrativos e com compul-
sórios caíram nesse período,
mas emvez de diminuir as taxas
para o tomador final, os bancos
aumentaram a parte do spread
destinada a cobrir impostos, e
também elevaram seus ganhos
(margem líquida). Para os espe-
cialistas, isso contribuiu para os
lucrosrecordesdosetor nosúlti-
mos anos. Procurada, a Federa-
ção Brasileira de Bancos (Febra-
ban) informou por meio de sua
assessoriaquenãosepronuncia-
ria sobre o assunto.
Considerando que a participa-
ção da margem líquida no spre-
ad cresceu a uma média 0,6 pon-
topercentual aoanonoperíodo,
pode ter alcançado 33,3%no fim
de 2011, segundo a Austin.
— Os números mostram que
os bancos aumentaram mar-
gens de ganho, o que não tem
justificativa — diz Erivelto Ro-
drigues. presidente da Austin.
Nos últimos sete anos, o volu-
me de operações de créditocon-
tratado pelos bancos passou de
R$ 607 bilhões para R$ 2,03 tri-
lhões, um avanço de cerca de
250%. Esse movimento fez com
que os empréstimos passassem
a responder por mais da metade
(51,6%) das receitas dos bancos
com intermediação financeira e
serviços em 2010. Em 2011, com
as restrições aocréditobaixadas
pelo governo para segurar a in-
flação, essa fatia recuou para
47,58%, muito superior aos
42,8%de dezembro de 2005.
Dez maiores bancos detêm
mais de 90% do crédito
Pesquisa do Banco Central, di-
vulgada semana passada, mos-
trou que os bancos voltaram a
subir juros em fevereiro: a taxa
média para empresas e pessoas
físicasnocréditolivre, semdesti-
nação específica, passou de 38%
para 38,1%ao ano. Já, no crédito
pessoal foi de 50,3%para 50,6%.
A justificativa para mais essa
rodada de elevação nos juros re-
cai sobre a inadimplência em al-
ta. O que é verdade. A taxa de
inadimplência nos empréstimos
bancários (prestações com atra-
sos maiores que 90 dias) em fe-
vereiro era de 7,6%, acima dos
7,4% de dois meses antes, e lon-
ge ainda dos 5,7% em dezembro
de 2010. Indicadores de inadim-
plência comooda Serasa Experi-
an, quecomputamosatrasosem
pagamentosdetodaaeconomia,
jásinalizamumareversãodeten-
dência. O índice da Serasa vem
caindo desde novembro, mas
em março ainda estava 17% aci-
ma do medido umano antes.
— Do fim do ano para cá, ob-
servamos que há uma queda na
inadimplência em geral, que de-
ve começar a aparecer nos indi-
cadores do BC agora, a partir
deste mês. Daí, haverá espaço
para os juros na ponta doconsu-
midor voltarem a recuar — diz
Luiz Rabi, gerente de mercado
da Serasa Experian.
A inadimplência, lembrou,
obriga as instituições a elevarem
provisões contra perdas, e esse
custo equivale a quase umterço
dataxaadicional queobancoco-
bra nos empréstimos (spread).
O governo, particularmente o
ministro Guido Mantega (Fazen-
da), vem pressionando os ban-
cos e promete medidas para que
os juros caiam mais. Como na
crisede2008, oBancodoBrasil e
Caixa Econômica Federal devem
ser chamados a atuar mais
agressivamente, reduzindo ta-
xas das linhas de crédito.
Especialistas não veem espa-
ço para alívio significativo no
bolso dos tomadores de em-
préstimos no curto prazo. A Se-
licdevecair mais0,75pontoper-
centual até dezembro. A porta-
bilidade bancária, que permite
ao correntista migrar um em-
préstimo de um banco para ou-
tro comjuros menores, "não pe-
gou" . E não há sinalização efeti-
va de que o governo aliviará ou-
tros custos, como compulsório,
encargos fiscais e impostos —
mais de 23%dos spreads.
— É preciso atacar cada um
dos pontos que pesam nos spre-
ads, mas em condições normais
os juros não cairão bruscamen-
te. Oquevai contribuirmaispara
a reduçãodas taxas será orecuo
da inadimplência, que não terá
queda expressiva —diz Rabi.
Aconcentraçãobancária —os
dez maiores bancos têmmais de
90% do crédito — é outro entra-
ve para o país deixar o topo do
ranking dos países com juros
mais altos domundo, diz oadvo-
gado Marcelo Freitas, sócio do
escritório Siqueira Castro. n
BC reduz juros básicos, mas bancos
ampliam seus ganhos nas operações
Emsete anos, total do crédito nos bancos sobe de R$ 607 bi para R$ 2,03 tri
Ronaldo D'Ercole
ronaldod@sp.oglobo.com.br
VOLUME TOTAL DE OPERAÇÕES (R$ bilhão)
De 2005 a 2011 o volume de crédito cresceu 308% no país
Fonte. Banco Central/Austin Rating.
Spread (ponto percentual) Selic (% ao ano) Se
DEZ/2005 DEZ/20 /2005 /20
28,6
18,0
DEZ/2006 DEZ/20 /2006 /20
27,2
13,25
DEZ/2007
2005 2006 2007 2008 2009 2010
DEZ/20 /2007 /20
22,3
11,25
DEZ/2008 DEZ/20 /2008 /20
30,7
13,75
DEZ/2009 DEZ/20 /2009 /20
24,4
8,75
DEZ/2010 DEZ/20 /2010 /20
23,5
10,75
DEZ/2011 DEZ/20 /2011 /20
26,9
11,00
FEV/2012
2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
FEV/20 /2012 /20
28,4
10,50
Obs. A projeção da Austin para a fatia da margem líquida no spread em 2011 varia entre 32,1% e 33,3%.
Os números oficiais sobre o spread em 2011 somente serão divulgados pelo BC no segundo semestre.
Compulsório/encargos
Impostos diretos
Custo administrativo
Inadimplência
Margem líquida
29,6
27,5
19,1
15,3
8,0
30,5
29,9
17,8
15,4
6,1
30,9
28,4
18,1
16,0
6,4
34,6
26,7
23,2
10,1
5,2
30,5
29,9
19,9
14,2
5,2
32,7
28,74
21,8
12,5
4,0
A expansão do crédito no Brasil
VOLU
De 200
VO
De
A COMPOSIÇÃO DO SPREAD BANCÁRIO (em %)
2004
Margem líq
2004
A COMP A
A EVOLUÇÃO DO SPREAD BANCÁRIO X VARIAÇÃO DA SELIC NO PAÍS
Obs. A projeção
Spread (pont Sp
Obs. projeçã
Os números ofici
A EVOL A
498,7
607,0
(Variação
de 21,7%)
732,5
(20,7%)
935,9
(27,8%)
2.030,2
(19,0%)
1.705,8
(20,6%)
1.414,3
(15,2%) 1.227,2
(31,1%)

Os números mostram que os bancos
aumentaram margens de ganho, o que não
tem justificativa
Erivelto Rodrigues. presidente da Austin
É preciso atacar cada um dos pontos que
pesam nos ‘spreads’, mas em condições
normais os juros não cairão bruscamente
Luiz Rabi, gerente de mercado da Serasa Experian
OGLOBO
MAIS ECONOMIA HOJE
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BLOG: Discussões sobre
sustentabilidade no
Economia Verde e no
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as oscilações do
mercado financeiro
SEU IMPOSTO DE RENDA
Quando o doador e o donatário são
de estados diferentes, como
declarar? Emqual estado deve ser
recolhido o imposto de doação?
lComo o imposto de renda é tri-
buto federal, não importa onde
esteja domiciliado o contribuin-
te. Portanto, na Declaração de
Ajuste Anual, o doador informa a
doação na ficha Pagamentos e
Doações Efetuados. Caso a doa-
ção seja em bens, o donatário in-
forma os bens recebidos na De-
claraçãodeBenseDireitosenafi-
cha Rendimentos Isentos e Não
Tributáveis. Estamos tratandode
imposto de renda e, no caso do
ITCMD, procure a Secretaria de
Fazenda dos estado envolvidos.
Minha avó, que faleceu em2005,
fazia o IRe tinha umimóvel em
seu nome. Foi realizado o IR2006
BASE 2005, o inventário foi aberto
em2005 e até a data não
finalizou. Como proceder? Temos
que fazer as declarações de 2006
a 2012 como espólio? Até o
inventário finalizar e passar o bem
para outra pessoa? (Fabio Crespo)
l Como ai nda não houve a
partilha homologada em juí-
zo, se o espolio estiver obriga-
do a entregar a declaração em
cada ano, deverá ser apresen-
tada a decl aração como se
sua avó estivesse viva. Para
verificar a obrigatoriedade,
você deverá baixar os progra-
mas IRPF de cada época que
não foi entregue para verifi-
car a obrigatoriedade.
n As dúvidas dos leitores
devem ser enviadas, até 24
de abril, pelo site
www.oglobo.com.br/servi-
cos/ir2012/tireduvidas. As
respostas estão a cargo da
consultoria IOB Folhamatic.
O GLOBO e a IOB Folhama-
tic se reservam o direito de
selecionar as perguntas que
serão respondidas e publica-
das no site e no jornal.
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20

ECONOMIA O GLOBO Segunda-feira, 2 de abril de 2012
l SÃO PAULO. Dois indicadores
da atividade industrial na China,
divulgados ontem, mostraram
resultados contraditórios sobre
oritmode crescimentoda maior
economia do planeta. Enquanto
a Federação de Logística e Com-
pra da China (CFLP, na sigla em
inglês), um órgão estatal, infor-
mou que o índice dos gerentes
de compras (Purchasing Mana-
gers Index (PMI), na sigla em in-
glês) subiude51emfevereiropa-
ra 53,1 em março, o maior nível
em11meses, o banco HSBC rela-
tou uma queda no mesmo indi-
cador. De acordo como HSBC, o
PMI caiude 49,6 emfevereiropa-
ra 48,3 em março, quinto mês
consecutivo abaixo da linha dos
50 pontos, o que indica contra-
ção da atividade industrial. O
PMI oficial é um indicador que
analisa o comportamento de di-
ferentes setores da indústria em
820 empresas chinesas.
Ovice-presidente da CFLP, Cai
Jin, disse que as exportações es-
tãomelhores doqueoesperado,
indicando que os EUA e a União
Europeia estão a caminho da re-
cuperação. Eledissequeoíndice
foi impulsionado pela produção
de carros, tabaco e eletrônicos.
O dado oficial mostrou sinais de
contração da atividade nos seto-
restêxtil, equipamentosindustri-
ais especializados e indústrias
de metais ferrosos.
O diretor do departamento de
pesquisa econômica da consul-
toria ANZ Greater China, Liu Li-
gang, afirmou que a leitura de
março reforçou a expectativa de
queocrescimentodoPIBdaChi-
na, para o primeiro trimestre, fi-
cará dentro do esperado. O ana-
lista descartou novas medidas
de incentivo no curto prazo.
—Nãoesperamoscortesdeju-
ros no curto prazo e mudanças
no depósito compulsório (di-
nheiroqueos bancos deixamde-
positado no banco central) deve
ser adiadoparamaiooujunho—
disse Liang à agência Xinhua.
Mas, na avaliação do econo-
mistaHongbinQu, doHSBC, ore-
sultado do PMI de março confir-
ma a desaceleração do cresci-
mentochinês. Oíndice dobanco
reflete mais o setor exportador
do que o índice oficial. Ele afir-
mou, em nota, que a queda foi
puxadapor umenfraquecimento
das exportações.
Segundo o HSBC, as exporta-
ções caíram pelo segundo mês
consecutivo, com declínio do
empregonaindústria, emmarço,
embora o mercado de trabalho
chinês continue no patamar
mais forte dos últimos três anos.
Ele espera esforços para acele-
rar a economia.
No ano passado, a China cres-
ceu 9,2%, um patamar elevado
paraomundo, mas abaixodorit-
mo dos últimos anos, de cerca
de 10%. No último trimestre do
ano passado, houve desacelera-
ção do ritmo, com crescimento
de8,9%, quandoogovernosubiu
um pouco os juros para deter a
inflação. Ogovernochinês prevê
que a economia cresça 7,5% em
2012, o que preocupa analistas e
pode afetar as exportações bra-
sileirasparaopaís, sobretudode
minério de ferro.n
Dados sobre crescimento chinês em xeque
Estatística oficial aponta alta na atividade de grandes empresas, mas índice do HSBC mostra mais um mês de retração
l BUENOS AIRES. Seis provínci-
as argentinas decidiram anu-
lar contratos de exploração
da espanhola Repsol-YPF, no-
vo inimigo público da presi-
dente Cristina Kirchner. O go-
verno da província de Chubut,
que foi um dos primeiros a
aderir à ofensiva contra a
principal companhia petrolí-
fera com operações no país,
ontem, foi ainda mais longe:
Chubut anunciou o fimda con-
cessão da jazida de Manantia-
les Behr, a mais importante da
região. Aestratégia abre cami-
nho para uma possível reesta-
tização da YPF, que tinha sido
privatizada durante o gover-
no Carlos Menem.
— Nossa decisão é avançar
no processo de reversão de
outras quatro jazidas que a
YPF tem em Chubut, começan-
do por Manantiales Behr —de-
clarou o governador de Chu-
but, o peronista Martin Buzzi,
aliado da Casa Rosada.
Os governos provinciais ale-
gam falta de cumprimento dos
contratos de exploração por
parte da Repsol-YPF mas vári-
os analistas acreditam que o
governo Kirchner poderá
aprovar, por lei ou decreto, a
estatizaçãode pelomenos 30%
das ações da companhia. A in-
formação está circulando há
várias semanas em Buenos Ai-
res e Madri e, no último sába-
do, foi publicada com desta-
que no jornal “Página 12”, um
dos mais alinhados com o go-
verno Kirchner.
Segundo o diário argentino,
Cristina está estudando várias
propostas, entre elas, uma que
prevê declarar a empresa co-
mo de “interesse público”,
dando ao Estado o controle de
até 35% de suas ações. Desde
2008, 25%do capital da YPF es-
tãoempoder dogrupoargenti-
no Petersen, um antigo aliado
dos Kirchner. Outros 50% são
da espanhola Repsol. Orestan-
te está diluído no mercado.
Segundo informações publi-
cadas por jornais argentinos e
espanhóis, um telefonema do
rei Juan Carlos teria levado
Cristina Kirchner a adiar o
projeto de reestatização, mas
ele estaria novamente ga-
nhando força nos últimos di-
as. Movimentos políticos vin-
culados ao governo, entre
eles La Cámpora, fundado e li-
derado pelo filho da presiden-
te, Máximo Kirchner, espalha-
ram cartazes com mensagens
contra a Repsol-YPF nas ruas
da capital.
Além de Chubut, Rio Negro,
Salta, Mendoza, Santa Cruz e
Neuquén já tinham cancelado
concessões da Repsol-YPF.
Em todos os casos, os gover-
nos provinciais alegam falta
de investimentos e queda da
produção. Os números empo-
der do governo Kirchner indi-
cam que, entre 2002 e 2011, a
produção de petróleo recuou
de 43,9 milhões de metros cú-
bicos para 33 milhões (dos
quais 35% são produzidos pe-
la Repsol-YPF). Em discurso
no mês passado, a presidente
lamentou o fato de seu país ter
desembolsado US$ 10 bilhões
no ano passado para importar
combustíveis.
— Estamos cansados das
políticas decididas na Espa-
nha para tirar o petróleo da
nossa Patagônia querida —
afirmou recentemente o go-
vernador de Santa Cruz, pero-
nista Daniel Peralta.
A empresa disse ter cum-
prido o plano de investimen-
tos nas províncias de Chubut
e Santa Cruz e ameaçou re-
correr à Justiça para recupe-
rar as concessões anuladas.
De acordo com a Repsol-YPF,
no ano passado foram inves-
tidos US$ 350 milhões em
Chubut e US$ 380 milhões em
Santa Cruz, superando os
montantes injetados em am-
bas províncias nos dois anos
anteriores.
—É uma vergonha a Argenti-
na continuar importando com-
bustível — disse o governador
Martín Buzzi, de Chubut. n
Argentina aperta o cerco a Repsol
Governo pode reestatizar YPF, que pertence ao gigantesco grupo espanhol
Bill Faries/Bloomberg News
CARTAZES NAS ruas de Buenos Aires pedem soberania em petróleo
Janaína Figueiredo
janaina.figueiredo@oglobo.com.br
Correspondente
l MADRI e COPENHAGUE. A Es-
panha continuará a ter proble-
mas para alcançar sua meta de
déficit, apesar dos cortes anunci-
ados no orçamento pelo gover-
no, segundo analistas. O país
tem sido o centro das atenções
da crise de dívida, em meio a te-
mores de um resgate ao estilo
grego. A quarta economia da zo-
na do euro já havia chocado os
mercados há algumas semanas,
quando revelou que não conse-
guiracumprir suametadedéficit
em 2011. Dias depois, anunciou
uma meta mais leve para 2012.
O primeiro-ministro da Espa-
nha, MarianoRajoy, anuncioure-
dução do déficit orçamentário
para 5,3% do Produto Interno
Bruto (PIB), ante 8,5%do PIBem
2011. Com taxa de desemprego
acima de 20% — a mais alta da
UniãoEuropeia —, opaís terá de
poupar C27 bilhões por meio do
seu plano de austeridade. Estão
previstos mais arrecadação de
impostos corporativos, congela-
mento de salários de funcionári-
os públicos e cortes de gastos.
Medidas impopulares que de-
vem ampliar as manifestações
no país. Na semana passada, a
Espanha teve greve geral contra
política de austeridade de Rajoy.
— O governo central poderá
alcançar sua meta, mas há um
risco nos estados e o orçamento
da seguridade social —disse An-
gel Laborda, economistadoinsti-
tuto de investigação Funcas. —
Ogovernocentral criouumorça-
mento que pode alcançar, mas
deixou todos os demais emuma
situação muito mais difícil.
Emmeioàcrise, aUniãoEuro-
peia espera que os líderes do
G-20 aceitem em abril contri-
buir com mais dinheiro ao Fun-
do Monetário Internacional
(FMI). O FMI tenta mais do que
dobrar seu caixa levantando
US$ 600 bilhões em novos re-
cursos para ajudar países dian-
te da crise de dívida da zona do
euro. A maioria dos países do
G-20 (grupo que reúne as 20
maiores economias do mundo)
disse que, para contribuir mais
no FMI, a zona do euro precisa
colocar mais do próprio dinhei-
ro para resolver a crise.
Em resposta, os ministros das
Finanças da zona do euro au-
mentaramacapacidadedefinan-
ciamentodos dois fundos deres-
gate da região para 700 bilhões.
— É hora de aumentar os re-
cursos do FMI. É de interesse de
todos os países. O foco é muito
na Europa, mas é muito impor-
tantereconhecerquehávulnera-
bilidades em outras partes do
mundo — disse a ministra da
Economia da Dinamarca, Mar-
grethe Vestager. n
Espanha: meta de
déficit ainda preocupa
UE espera que os países do G-20 aceitem
neste mês contribuir com mais recursos ao FMI
EXTRAVIO
Eliza Henrique Martins comunica
que teve o cartão CPF - emitido
pela CEF em junho de 2002 - ex-
traviado entre dezembro de 2011
e janeiro de 2012 e, que, no en-
tanto, a mesma deu por falta so-
mente na presente data.
Sindicato dos Empregados na Administração de Empresas
Proprietárias de Jornais e Revistas do Estado do Rio de Janeiro
Código Sindical nº 009.300.03787-6
CNPJ nº 32.243.099/0001-49
EDITAL
O Presidente do Sindicato dos Empregados na Administração de Empresas Proprie-
tárias de Jornais e Revistas do Estado do Rio de Janeiro, no uso das suas atribuições
legais - art. 605, da CLT- e estatutárias, está convocando os senhores empregadores,
proprietários de empresas de jornais, revistas e agências de notícias do Estado do Rio
de Janeiro, para o recolhimento da Contribuição Sindical dos seus empregados relativa
ao exercício de 2012. A contribuição deverá ser descontada no mês de março – art. 582,
CLT - e recolhida no mês de abril, no caso dos trabalhadores empregados e avulsos –
art. 583, CLT. A contribuição sindical será recolhida de uma só vez, na importância cor-
respondente à remuneração de um dia de trabalho, qualquer que seja a forma da referida
remuneração - art. 580, I, CLT. O recolhimento fora do prazo acarretará multa de 10%
(dez por cento), nos trinta primeiros dias, com adicional de 2% (dois por cento), por
mês subsequente de atraso, além de juros de 1% (um por cento) ao mês e correção
monetária (art. 600, CLT). A contribuição Sindical é devida por todos os trabalhadores
na administração das empresas acima referidas estabelecidas em todo o Estado do Rio
de Janeiro na base territorial do sindicato. As guias para o recolhimento da contribuição
sindical poderão ser obtidas através do e mail: seadmrj@yahoo.com.br; pelos telefones
0xx(21) 2516-9741 e 2516-9160, ou através do site www.cef.com.br/
Rio de Janeiro, 29 de Março de 2012.
Murilo Antonio de Freitas Coutinho
Presidente
Product: OGlobo PubDate: 02-04-2012 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_T User: Schinaid Time: 04-01-2012 21:21 Color: CMYK
hSegunda-feira, 2 de abril de 2012 O GLOBO ECONOMIA

21
VOCÊ INVESTE
l Termina amanhã o prazo para
pedidos de reserva na oferta pú-
blica de debêntures do BNDES-
Par, o braço de participações
em empresas do BNDES. O in-
vestimentoinicial édeR$1mil e,
parainvestir, éprecisoser clien-
te de uma corretora. As debên-
tures são títulos privados. As-
simcomonos públicos, napráti-
ca, o investidor empresta di-
nheiro para a empresa —no ca-
so, o BNDESPar. Segundo espe-
cialistas, a tendência é que os tí-
tulos ofereçamretornosuperior
aoutras aplicações conservado-
ras, mas, para isso, é preciso
deixar o recurso investido até o
vencimento dos papéis, num
prazo de quatro a sete anos. Ou
seja, o planejamento deve ser
redobrado para o investidor
não “empatar” um dinheiro que
poderá ser necessário logo.
Quem precisar do recurso
investido antes pode vender
os papéis na Bolsa, mas aí há
risco de perda na rentabilida-
de. Comoomercadode debên-
tures é pouco movimentado,
esses títulos têm baixa liqui-
dez — nem sempre é fácil en-
contrar compradores.
Em contrapartida à necessi-
dade de deixar o dinheiro apli-
cado por mais tempo, a vanta-
gemrecai sobre o retorno. My-
rian Lund, professora de finan-
ças da Fundação Getulio Var-
gas no Rio, destaca que, com
um baixo investimento inicial
(R$ 1 mil), a oferta do BNDES-
Par proporciona um retorno
normalmente conseguido ape-
nas em fundos com aplicação
mínima elevada.
—Os títulos podemoferecer
excelente retorno ao pequeno
investidor — destaca Myrian.
Rendimento poderá
superar Tesouro Direto
Esse retorno poderá ser su-
perior até ao Tesouro Direto,
programa de venda de títulos
públicos pela internet, conside-
rado uma das melhores opções
em renda fixa — embora o pro-
grama tenha a vantagem da ga-
rantia de recompra pelo gover-
no toda quarta-feira —, pois os
títulos do BNDESPar oferece-
rão uma sobretaxa (uma espé-
cie de adicional) de no máximo
0,7% sobre a referência utiliza-
da para definir sua taxa de re-
torno, a ser estipulada de acor-
do coma demanda.
Uma das referências é a taxa
da NTN-B (um dos títulos públi-
cos indexados à inflação, que
paga juro fixo além da variação
do IPCA, índice oficial de pre-
ços) com vencimento em 2020.
Com o prêmio de até 0,7%, o in-
vestidor podegarantir umretor-
no maior do que aplicando em
NTN-Bs no Tesouro Direto.
Quem participar da oferta
pode escolher entre três tipos
(séries) de títulos, com remu-
neração e prazos diferentes.
Diversificar, aplicando um
pouco em cada, é uma boa op-
ção. Para Guilherme Cybrão
Nascimento, analista da Tra-
der Brasil Escola de Investido-
res, porém, o cenário está me-
nos favorável à série flutuante.
Se a taxa básica de juros (Selic,
hoje em 9,75%) continuar em
queda, a tendência é o retorno
da série flutuante cair tam-
bém. Os títulos atrelados aoIP-
CApodemser mais interessan-
tes, pois a alta de preços tem
persistido. Já na série prefixa-
da, o investidor pode garantir
uma taxa maior hoje.
— No prefixado, o investidor
assume que a Selic vai cair nos
próximos quatroanos egarante
uma taxa superior antes de isso
ocorrer —diz Nascimento.
Por causa da vantagem em
segurar os títulos até o venci-
mento, o planejamento é fun-
damental. Não se deve desti-
nar para a oferta do BNDESPar
um recurso que pode ser ne-
cessáriologo. Éuma poupança
para comprar umimóvel no fu-
turo ou para a aposentadoria.
Nascimento, da Trader Brasil,
destaca a vantagemde parte do
investimento em renda fixa ser
alocado num prazo mais longo:
assim, consegue-se um retorno
médio maior. A melhor estraté-
gia, então, é aplicar no curto
prazo só o valor necessário pa-
ra gastos imediatos, como
emergências ou consumo.
Na avaliaçãodoprofessor Wil-
liam Eid Jr., coordenador do
Centro de Estudos em Finanças
da FGV-SP, vale a pena “trocar li-
quidez por retorno maior”. Por
isso, a oferta doBNDESPar pode
ser uma opção para quem tem
espaço para diversificar o inves-
timento em renda fixa. Antes, é
preciso fazer contas.
— Depois de determinado li-
mite, não faz sentido ter todo o
investimento conservador
com liquidez e no curto prazo
— diz Eid Jr.
Para determinar esse limite,
Myrian Lund sugere primeiro
definir o montante necessário
para o imediato. Com o que
sobra, o investidor pode con-
seguir mais rentabilidade. n
Ganho de longo prazo com título do BNDES
Pedidos de reserva em oferta de debêntures da instituição podem ser feitos até amanhã. Papéis terão vencimentos entre 4 e 7 anos
Vinicius Neder
vinicius.neder@oglobo.com.br
R E N D A F I X A
R$ 2,7 bilhões, em três tipos de título, são o volume total que a oferta
pode atingir, se a demanda ultrapassar os R$ 2 bilhões iniciais
R$ 700 milhões, ou 35% do total inicial, são destinados a
investidores pessoas físicas. Se a demanda superar esse valor haverá rateio, ou
seja, o investidor terá de aplicar menos do que o inicialmente pedido
R$ 1 mil é o investimento mínimo, equivalente a uma debênture; o
máximo para a pessoa física é de R$ 500 mil
1) SÉRIE PREFIXADA
O juro é fixado previamente e será definido de acordo com a taxa do contrato
futuro de DI com vencimento em janeiro de 2017 (10,65% em 29 de março),
somada à sobretaxa de até 0,7%. A taxa do contrato futuro a ser usada é de
4 de abril e a sobretaxa, para as três séries de debêntures, será definida de
acordo com a demanda. Quanto maior a procura, menor tende a ser a
sobretaxa. O vencimento do título é em 1º de julho de 2016, sem pagamento
de juros (cupom) ao longo do prazo
2) SÉRIE FLUTUANTE
A remuneração é pós-fixada (com base na TJ3, taxa de juros de referência
trimestral calculada pela BM&FBovespa a partir das taxas de juros de ajuste de
diversos contratos futuros de DI) e somada à sobretaxa de até 0,7% (fixada em
4 de abril). A tendência da TJ3 é seguir os movimentos da Selic (a taxa básica
de juros definida pelo BC, hoje em 9,75%). Com a Selic em queda, o retorno
desses títulos tende a cair; se o BC eleva a taxa, o retorno tende a aumentar. O
vencimento do título é em 1º de julho de 2016, sem pagamento de juros
(cupom) ao longo do prazo
3) SÉRIE INDEXADA AO IPCA
O retorno do título é o índice oficial de inflação (IPCA), mais uma taxa fixa, cuja
referência é o rendimento da NTN-B (um dos títulos públicos indexados à
inflação) com vencimento em 15 de agosto de 2020, somado à sobretaxa de
até 0,7% (a ser fixada em 4 de abril). Em 30 de março, a taxa fixa dessa
NTN-B era de 4,89%. Segundo a pesquisa Focus de 26 de março, a projeção
média de economistas do mercado para o IPCA nos próximos 12 meses é de
5,41%, o que resultaria em taxa total de 10,3%, sem contar a sobretaxa. O
vencimento do título é em 15 de maio de 2019, com pagamentos anuais de
juros (cupom) a partir de 15 de maio de 2014
FONTE: prospecto da oferta e especialistas
COMOÉ A OPERAÇÃO
OS NÚMEROS OS TIPOS DE PAPÉIS
OFERTAS ANTERIORES DO BNDES
SAIBA MAIS
COMO PARTICIPAR
O primeiro passo é procurar sua corretora para fazer o pedido
de reserva. Para quem não tem conta em corretora, a lista das
instituições consorciadas na oferta está em
www.bndes.gov.br/debentures. Os pedidos de reserva devem
ser feitos até amanhã, dia 3
Na quarta-feira, dia 4, será feita formação de preços e taxas de
rentabilidade, a partir da demanda dos investidores
institucionais, no processo chamado pelo mercado de
bookbuilding. Nesse dia será definido o quanto cada um
investirá de fato, caso a demanda, incluindo de pessoas físicas,
for maior do que a oferta. O cálculo da taxa de rentabilidade
incluirá uma sobretaxa (ou seja, um adicional sobre a taxa de
referência de cada série de debêntures) de no máximo 0,7%.
Ao fazer o pedido de oferta, o investidor pode estabelecer um
nível mínimo para essa sobretaxa: por exemplo, se o mínimo
estabelecido é 0,4%, o pedido de reserva só será aceito caso a
sobretaxa fique cima disso
Em 20 de abril, começa a distribuição dos títulos. Cada tipo de
debênture terá uma data de liquidação (quando o dinheiro é
debitado da conta do investidor) diferente. As datas são 20/4
(série prefixada), 24/4 (série flutuante) e 25/4 (série em IPCA)
De posse dos títulos, o investidor recebe o retorno do
investimento de formas diferentes. Nas séries prefixada e
flutuante, o retorno vem só no vencimento, em 2016. Na Série
indexada ao IPCA, os juros começam a ser pagos anualmente
em 15 de maio de 2014. Para resgatar o investimento antes
do prazo, é possível vender os títulos no mercado secundário,
mas há risco de perda de rentabilidade
1
2
3
4
O que é uma debênture?
É um título de dívida privada. Na prática,
o investidor empresta dinheiro à empresa
(no caso, o BNDESPar) e recebe, em troca,
uma remuneração
Quais são as taxas cobradas?
O principal custo é a taxa de custódia, de
R$ 6,90 a cada semestre. Quem investe em
ações ou outros títulos custodiados na Bolsa
(não vale Tesouro Direto) não precisa pagar a
taxa, pois já paga a custódia para os outros
investimentos. Além disso, no caso de venda no
mercado secundário, há cobrança de 0,1% por
operação. O Imposto de Renda incide sobre os
rendimentos, na mesma regra das demais
aplicações em renda fixa, de acordo com a
tabela regressiva que vai de 22,5% (até 180
dias) a 15% (acima de 720 dias) VANTAGENS
• Um dos riscos do investimento
em debêntures é a empresa
emissora ter problemas financeiros,
mas, no caso da BNDESPar, esse
risco é baixo, equivalente ao dos
títulos públicos
• Os títulos da BNDESPar poderão
oferecer retorno superior a outras
aplicações conservadoras, como
poupança e fundos DI e de renda
fixa (que aplicam em títulos
públicos)
• Com custos (taxas de custódia e
corretagem) igualmente baixos,
o retorno tende a ser superior até
mesmo ao do Tesouro Direto,
programa do governo federal para
venda de títulos públicos pela
internet, por causa da sobretaxa de
até 0,7%, que ainda será definida
ti nt
RISCOS
• O maior é a baixa liquidez. Como
o mercado secundário de
debêntures ainda não é
movimentado, o investidor pode ter
dificuldade em encontrar
compradores para seus títulos caso
queira desfazer-se da aplicação
antes do prazo. Essa dificuldade
pode obrigar o investidor a vender o
título por um valor menor, perdendo
retorno.
• O dinheiro aplicado nas
debêntures deve ser de longo prazo.
O ideal é não precisar dos recursos
até o vencimento dos títulos (em
quatro anos, no caso das séries
prefixada e flutuante; ou em sete
anos, no caso da série
indexada ao IPCA)
quidez Como
VOLUME (em R$ milhões) % DE PESSOAS FÍSICAS
2006
2007
2009
2010
600 18,3
13,3
27,4
15
1.350
1.250
2.025
INDICADORES
O GLOBO NA INTERNET
Veja mais indicadores e números do mercado financeiro
oglobo.com.br/economia/indicadores
ÍNDICES
NOVEMBRO DEZEMBRO JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ABRIL
Bovespa -2,51% -0,21% +11,13% +4,34% -1,98% N.D.
Salário mínimo (Federal) R$ 545 R$ 545 R$ 622 R$ 622 R$ 622 R$ 622
Salário mínimo (RJ)* R$ 639,26 R$ 639,26 R$ 639,26 R$ 729,58 R$ 729,58 R$ 729,58
Obs: * Piso para empregado doméstico, servente, contínuo, mensageiro, auxiliar de
serviços gerais e funcionário do comércio não especializado, entre outros.
TR
27/03: 0,0806% 28/03: 0,1106% 29/03: 0,0636%
Selic 9,75%
Dia Índice
27/03 0,5836%
28/03 0,5819%
29/03 0,6073%
30/03 0,6073%
31/03 0,6073%
01/04 0,6073%
02/04 0,5622%
03/04 0,5631%
04/04 0,5895%
05/04 0,6169%
06/04 0,6273%
07/04 0,5936%
08/04 0,5585%
09/04 0,5396%
10/04 0,5291%
11/04 0,5537%
12/04 0,5767%
13/04 0,5882%
14/04 0,5995%
15/04 0,5522%
Dia Índice
16/04 0,5330%
17/04 0,5494%
18/04 0,5750%
19/04 0,5888%
20/04 0,5885%
21/04 0,5914%
22/04 0,5569%
23/04 0,5284%
24/04 0,5337%
25/04 0,5584%
26/04 0,5889%
27/04 0,5810%
28/04 0,6112%
Obs: Segundo norma do
Banco Central, os
rendimentos dos dias
29, 30 e 31
correspondem ao dia 1(
do mês subsequente.
Correção da Poupança
IMPOSTO DE RENDA
IR na fonte l Abril/2012
Base de cálculo Alíquota
Parcela
a deduzir
R$ 1.637,11 Isento —
De R$ 1.637,12 a R$ 2.453,50 7,5% R$ 122,78
De R$ 2.453,51 a R$ 3.271,38 15% R$ 306,80
De R$ 3.271,39 a R$ 4.087,65 22,5% R$ 552,15
Acima de R$ 4.087,65 27,5% R$ 756,53
Deduções: a) R$ 164,56 por dependente;
b) dedução especial para aposentados,
pensionistas e transferidos para a reserva
remunerada com 65 anos ou mais: R$
1.637,11; c)contribuição mensal à
Previdência Social; d) pensão alimentícia
paga devido a acordo ou sentença judicial.
l Obs: Para calcular o imposto a pagar,
aplique a alíquota e deduza a parcela
correspondente à faixa.
l Esta nova tabela só vale para o
recolhimento do IRPF este ano.
Correção da primeira parcela: N.A.
Fonte: Secretaria da Receita Federal
INSS/Abril
Trabalhador assalariado
Salário de contribuição (R$) Alíquota (%)
Até 1.174,86 8
De 1.174,87 até 1.958,10 9
De 1.958,11 até 3.916,20 11
Obs:Percentuais incidentes de forma não
cumulativa (artigo 22 do regulamento da
Organização e do Custeio da Seguridade
Social).
Trabalhador autônomo
Para o contribuinte individual e
facultativo, o valor da contribuição
deverá ser de 20% do salário-base, que
poderá variar de R$ 622 a R$ 3.916,20
Ufir Ufir/RJ
Abril Abril
R$ 1,0641 R$ 2,2752
Obs: foi extinta
Unif
Obs: A Unif foi extinta em 1996. Cada
Unif vale 25,08 Ufir (também extinta).
Para calcular o valor a ser pago,
multiplique o número de Unifs por 25,08
e depois pelo último valor da Ufir (R$
1,0641). (1 Uferj = 44,2655 Ufir-RJ)
INFLAÇÃO
IPCA (IBGE)
Índice Variações percentuais
(12/93=100) No mês No ano Últ. 12
meses
Setembro 3354,85 0,53% 4,97% 7,31%
Outubro 3369,28 0,43% 5,43% 6,97%
Novembro 3386,80 0,52% 5,97% 6,64%
Dezembro 3403,73 0,50% 6,50% 6,50%
Janeiro 3422,79 0,56% 0,56% 6,22%
Fevereiro 3438,19 0,45% 1,02% 5,85%
IGP-M (FGV)
Índice Variações percentuais
(08/94=100) No mês No ano Últ. 12
meses
Outubro 471,466 0,53% 4,70% 6,95%
Novembro 473,808 0,50% 5,22% 5,95%
Dezembro 473,252 -0,12% 5,10% 5,10%
Janeiro 474,429 0,25% 0,25% 4,53%
Fevereiro 474,138 -0,06% 0,19% 3,43%
Março 476,166 0,43% 0,62% 3,23%
IGP-DI (FGV)
Índice Variações percentuais
(12/93=100) No mês No ano Últ. 12
meses
Setembro 462,509 0,75% 4,30% 7,45%
Outubro 464,349 0,40% 4,72% 6,78%
Novembro 466,331 0,43% 5,17% 5,56%
Dezembro 465,586 -0,16% 5,00% 5,00%
Janeiro 465,979 0,30% 0,30% 4,29%
Fevereiro 467,308 0,07% 0,37% 3,38%
CÂMBIO
Dólar
Compra R$ Venda R$
Dólar comercial (taxa Ptax) 1,8215 1,8221
Paralelo (São Paulo) N.D. N.D.
Diferença entre paralelo e comercial N.D. N.D.
Dólar-turismo esp. (Banco do Brasil) 1,74 1,88
Dólar-turismo esp. (Bradesco) 1,74 1,92
Euro
Compra R$ Venda R$
Euro comercial (taxa Ptax) 2,4290 2,4300
Euro-turismo esp. (Banco do Brasil) 2,31 2,51
Euro-turismo esp. (Bradesco) 2,33 2,56
Outras moedas (comercial)
Cotações para venda ao público (em R$)
Franco suíço 2,02462
Iene japonês 0,0220571
Libra esterlina 2,92546
Peso argentino 0,418196
Yuan chinês 0,290131
Peso chileno 0,00376722
Peso mexicano 0,142671
Dólar canadense 1,82951
Fonte: Mercado
Obs: As cotações de outras moedas
estrangeiras podem ser consultadas nos
sites www.xe.com/ucc e
www.oanda.com
BOLSA DE VALORES: Informações
sobre cotações diárias de ações e
evolução dos índices Ibovespa e IVBX-2
podem ser obtidas no site da Bolsa de
Valores de São Paulo (Bovespa),
www.bovespa.com.br
CDB/CDI/TBF: As taxas de CDB e CDI
podem ser consultadas nos sites de Anbid
(www.anbid.com.br), Andima
(www.andima.com.br) e Cetip
(www.cetip.com.br). A Taxa Básica
Financeira (TBF) está disponível no site
do Banco Central (www.bc.gov.br). É
preciso clicar em “Economia e finanças”
e, posteriormente, em “Séries temporais”.
FUNDOS DE INVESTIMENTO:
Informações disponíveis no site da
Associação Nacional dos Bancos de
Investimento (Anbid), www.anbid.com.br.
Clicar, no quadro “Rankings e
estatísticas”, em “Fundos de
investimento”.
IDTR: Pode ser consultado no site da
Federação Nacional das Empresas de
Seguros Privados e de Capitalização
(Fenaseg), www.fenaseg.org.br. Clicar na
barra “Serviços” e, posteriormente, em
FAJ-TR. Selecionar o ano e o mês
desejados.
ÍNDICE DE PREÇOS: Outros indicadores
podem ser consultados nos sites da
Fundação Getulio Vargas (FGV,
www.fgv.br), do Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE,
www.ibge.gov.br) e da Andima
(www.andima.com.br)
Product: OGlobo PubDate: 02-04-2012 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_U User: Schinaid Time: 04-01-2012 21:06 Color: CMYK
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ECONOMIA O GLOBO Segunda-feira, 2 de abril de 2012
VOCÊ INVESTE
l SÃOPAULO. Uma mudança ain-
da sutil, mas importante, está
ocorrendo no comportamento
dos jovens em sua relação com
o dinheiro. Pesquisa da consul-
toria Quorum Brasil mostrou
que 31% dos rapazes e 38% das
moças, comidades entre15 e17
anos, já pensam em guardar di-
nheiroparaofuturo. Nolevanta-
mento anterior, feito pela con-
sultoria há quatro anos, esse ín-
dice nãopassava de 20%. Aprin-
cipal fonte de informação sobre
como poupar ainda é a família,
mas ainternet avançaejáapare-
ce na segunda posição, mostrou
o levantamento. E é a web que
está levando estes jovens a co-
nhecer universos mais comple-
xos de investimento, como a
previdência privada e a Bolsa.
— Um terço dos jovens entre-
vistados disse que pensa em
guardar dinheiroe57%dosrapa-
zes e 68% das moças responde-
ramqueestãopensandonofutu-
ro. É uma mudança de compor-
tamento importante, já que na
pesquisa anterior cerca de 20%
pensavam em guardar dinheiro.
São os reflexos de quase 20 anos
de estabilização da economia,
com a possibilidade de se fazer
planos de longo prazo, que co-
meçam a chegar às novas gera-
ções — diz o coordenador da
pesquisa, Claudio Silveira.
A pesquisa Os Jovens e o Di-
nheiro ouviu 150 adolescentes,
de famílias comrenda acima de
R$ 10 mil. As respostas foram
colhidas emSão Paulo, mas são
representativas de jovens de
outras capitais, como Rio de Ja-
neiro, Curitiba, Belo Horizonte,
Porto Alegre, inseridos no mes-
mo universo. Na amostra pes-
quisada, havia 50% de homens
e 50%de mulheres.
O levantamento também está
quebrandoalguns mitos emrela-
çãoà nova geraçãode mulheres.
A ideia de que gastam mais do
que os homens, por exemplo, já
não é uma verdade absoluta.
—Entre as moças, 75%disse-
ram conversar com os pais so-
bre como economizar. Dessas,
31% possuem aplicações na ca-
derneta de poupança (93%) e
na previdência privada (7%). É
quase a mesma proporção que
os rapazes. Ou seja, a premissa
de que as mulheres gastam
mais doqueos homens começa
a cair nas novas gerações. A
pesquisa sinaliza que as mulhe-
res do futuro estarão mais aten-
tas que os homens em relação
ao controle de despesas e in-
vestimentos —diz Silveira.
A estudante do 1º ano do ensi-
nomédioJúlia de Oliveira Souza,
de 15 anos, de São Paulo, está
nesta turma. Ela afirma que já
temumacadernetadepoupança
direcionada para o pagamento
dafaculdadedePublicidade, que
pretendecursar. Por enquanto, a
caderneta é engordada por re-
cursos depositados pelos pais,
mas, quando começar a traba-
lhar, elamesmapretendedeposi-
tar para custear seus estudos.
— Aprendi a não comprar
por impulso e sempre pesqui-
sar preços em lojas diferentes.
É importante fazer planeja-
mento financeiro para prazos
mais longos — diz a jovem.
De acordo com o educador fi-
nanceiroReinaldoDomingos, há
fortesevidênciasdequefamílias
que não discutem educação fi-
nanceira em casa não planejam
para a aposentadoria, pagamju-
ros mais altos e têm menos
bens. Nacriseglobal de2008, diz
ele, ficou demonstrado que o ní-
vel mais baixo de educação fi-
nanceira levouas pessoas a fica-
remmaisinadimplentes. Portan-
to, ofatodequemaisde70%dos
entrevistados discutemoassun-
to comos pais é bastante positi-
vo, revela a pesquisa.
Mas a pesquisa mostrou que o
investimento preferido dos pais
ainda é a poupança. Eé essa apli-
cação a mais citada também pe-
los jovens como forma de guar-
dar dinheiro. A internet está
mostrando o leque de novas op-
ções de investimento a esse pú-
blico jovem, como o mercado de
ações e a previdência privada,
que podem oferecer um retorno
mais generoso no longo prazo.
—Apoupança continua sendo
a aplicação mais popular para
quemdeposita pequenas quanti-
as, mas hoje já existem outras
opções que oferecemmelhor re-
tornonolongoprazo, comoos tí-
tulos doTesouroDiretoouaBol-
sa de Valores, para quem topa
correr umpoucode risco—ana-
lisaoconsultor financeiroMiguel
Ribeiro de Oliveira, vice-presi-
dentedaAssociaçãoNacional do
ExecutivosdeFinanças(Anefac).
Educação financeira é
importante emescolas
Outro dado que chamou aten-
ção na pesquisa da Quorum é
que apenas 14% dos entrevista-
dos citaram a escola ou os pro-
fessores como fonte de informa-
ção sobre questões financeiras.
—Isso é preocupante, já que a
escola poderia tratar desse as-
sunto de maneira mais didática,
diferentemente da internet, por
exemplo, onde as discussões so-
bre planejamentofinanceiroaca-
bam acontecendo nas redes so-
ciais, comamigos—analisaoco-
ordenador da pesquisa.
No Brasil a educação financei-
ra não é obrigatória nas escolas
públicas ou privadas. Tramita
no Senado um projeto nesse
sentido. Mas empelo menos150
escolas privadas e dez públicas
do país existe umprograma que
leva esse tema a alunos de 3 a17
anos. Éummétodoque foge das
fórmulas matemáticas comple-
xasevisaumamudançadecom-
portamento para evitar com-
pras por impulso ou como não
se tornar inadimplente.
O estudante Arthur Bianchi,
de 16 anos, do Colégio Gutten-
berg, de Mogi das Cruzes, na
Grande São Paulo, tem aulas
de educaçãofinanceira há dois
anos. Aprendeu a colocar suas
despesas no papel, a fazer or-
çamentos e a planejar gastos
no longo prazo.
— Aprendi a importância de
planejar a longo prazo. Tenho
uma poupança para a faculda-
de e um seguro que pretendo
usar como um espécie de pre-
vidência privada. Por enquan-
to, minha mãe faz os depósi-
tos, mas no futuro eu mesmo
vou cuidar desses investimen-
tos — diz o estudante. n
Um terço dos jovens poupa para o futuro
Segundo pesquisa, há quatro anos percentual era de 20%. Maior fonte de informação é a família e os amigos pela internet
João Sorima Neto
joao.sorima@sp.oglobo.com.br
Marcos Alves
JÚLIA DE OLIVEIRA, de 15 anos, e Arthur Bianchii, de 16: os dois estudantes já têm caderneta de poupança para pagar suas faculdades
C O M P O R T A M E N T O
l Lembra-se do jogo que o
jornal há tempos publicava?
Pois é, meu querido leitor,
admito que sou dessa época!
E, pela recordação que tive
de um divertido passatem-
po, listo hoje sete erros fi-
nanceiros comuns. Mas,
atenção: no meu jogo ganha
quem não encontrar ne-
nhum erro. Vai encarar?
l 1. VIVER SEM CONTRO-
LE: Não tenho a menor dúvi-
da que esse é o maior erro
que podemos fazer comnos-
sa vida financeira. O des-
controlado é aquele que não
faz o menor planejamento
dos valores e das datas em
que seus compromissos fi-
xos irão vencer, nem tam-
pouco verifica saldos em su-
as contas bancárias, pas-
sando cheques e cartões de
débito à vontade. Viver as-
sim é uma eterna emergên-
cia, com estresse adicional
e desnecessário. Já comen-
tei por aqui a solução ade-
quada: planilha para prever
ganhos e gastos e, importan-
te: posterior registro dos
eventos financeiros.
l 2. GASTAR POR
IMPULSO: Outro er-
ro bastante comum,
aqueles que assim o
fazem dificilmente
planejaram tais gas-
tos, incorrendo, por-
tanto, no erro anterior. E, se é
por impulso, decerto não pes-
quisaram preços. Claro que
há pouquíssimos casos dos
que vivem sem restrições fi-
nanceiras e podem assim se
dar ao luxo de saírem deto-
nando seus recursos sempre-
ocupações. É o seu caso?
Não? Então controle-se: deixe
seus meios de pagamento em
casa quando sentir que está
propensoa comprar coisas de
que realmente não precisa!
l 3. COPIAR PADRÃO DE
CONSUMO ALHEIO: Se o
amigo tem a casa fora, o car-
rão importado ou o guarda-
roupa repleto, admire-o, e
torça para que ele faça tudo
isso conscientemente, sem
perder no Jogo dos 7 Erros! E
você, também tem recursos
para tudo isso? Se não, arru-
me-os primeiro e gaste-os de-
pois, por favor!
l 4. USAR O CAR-
TÃO ALÉM DA CA-
PACIDADE DE PA-
GAMENTO: O di-
nheiro de plástico
é muito útil, acu-
mula milhas e mui-
tas outras vantagens. Mas o
grande erro é não seguir a re-
gra básica para bem utilizá-
lo: o pagamento do total da
fatura em dia para evitar ju-
ros extorsivos. E isso somen-
te é possível quando este to-
tal couber dentro de seu or-
çamento, não é mesmo?
l 5. AVANÇAR NO LIMITE
DO CHEQUE ESPECIAL:
Por que pagar os maiores
juros praticados no merca-
do? Observe seus três ou
quatro últimos extratos
bancários: se você vem fa-
zendo isso regularmente, é
possível que esteja preci-
sando de um reforço de cai-
xa para fazer frente a um or-
çamento em desequilíbrio.
Não é o melhor dos mun-
dos, mas pule esse erro, ne-
gociando com o banco um
empréstimo pessoal a juros
menores!
l 6. NÃOTERUMFUNDODE
EMERGÊNCIA: É contar com
a sorte — ou com o cheque
especial —diante de umcon-
tratempo... Um erro que vale
por dois. Tente manter pelo
menos seis meses de despe-
sas cobertas por este fundo,
que poderá ser formado a
partir de aplicações seguras
e de liquidez imediata.
l 7. DEMORAR PARA PEN-
SAR NA APOSENTADORIA:
Já fartamente abordado em
colunas anteriores, deixar pa-
ra amanhã a formação de um
patrimônio capaz de garantir
um complemento à aposenta-
doria oficial, é um erro muito
caro (veja no blog http://
glo.bo/zentgraf o resultado de
algumas simulações). Assim,
sendo você da turma que pro-
curava os sete erros no jornal
— hoje grisalho — ou sendo
mais novo, minha recomenda-
çãoé a mesma: nãoperca tem-
po, comece já!
Um grande abraço e até a
próxima semana!
DINHEIRO EM CAIXA
Roberto Zentgraf
l
Ibmec-Rio
Jogo dos 7 Erros
Roberto Zentgraf é
professor do Ibmec Rio
Crescimento da China
Hoje: A magnitude da desaceleração econômica na China, que
ajudou a derrubar os mercados emmarço, volta à tona no pri-
meiro pregão após a divulgação do índice de gerentes de com-
pras (PMI) da indústria do país de março, no fim de semana,
pela consultoria britânica Markit e pelo HSBC.
Política monetária nos EUA
Amanhã: A ATA da última reunião do Fomc (Comitê Federal de
Mercado Aberto) do Federal Reserve, o banco central ameri-
cano) será divulgada.
Indústria e inflação no Brasil
Amanhã: OIBGEdivulga a produção industrial de fevereiro. Na
quinta-feira, é dia do IPCA (índice que baliza as metas de infla-
ção) de março.
Mercado de trabalho americano
4/4: ANTES do relatório de emprego e da taxa de desemprego,
que o Escritório de Estatísticas do Trabalho (BLS) dos EUAdi-
vulgará na sexta-feira, investidores terão uma prévia da situa-
ção do mercado de trabalho americano quando a empresa
ADP divulgar, na quarta-feira, dado sobre o ritmo das contra-
tações no setor privado.
Bolsa fechada
6/4: POR CAUSA do feriado da Semana Santa, não haverá pre-
gão na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) na sexta-feira.
A Bolsa de Valores de Nova York também fechará. Na Europa,
também é feriado e a Bolsa de Frankfurt não funcionará.
FIQUE DE OLHO
l PAGAR A FACULDADE: Além da pou-
pança, que é isenta doImpostode Renda e
nãocobra taxa de administração, oTesou-
ro Direto é um boa opção no longo prazo.
Uma Nota do Tesouro Nacional (NTN-B),
papel que paga inflação pelo IPCAmais ju-
ros, comvencimentoem2017, oferece ren-
dimentode cerca de10,8%aoano, mais do
que a poupança, que paga cerca de 6%. É
preciso abrir conta numa corretora, que
cobra taxa de corretagem.
l APOSENTADORIA: Os fundos de pre-
vidência privada (PGBL e VGBL) são bo-
as opções. No PGBL, pode-se deduzir
até 12% na declaração de Imposto de
Renda. Há desconto de IR no saque. Pa-
ra horizontes longos, há tambémo mer-
cado de ações, uma aplicação para
quem tem perfil menos conservador e
sabe que vai correr riscos. Este ano, a
Bolsa subiu cerca de 14%, mas, em 2011,
caiu 18,1%. Títulos do Tesouro Direto
com vencimento em 2045 também são
uma alternativa e oferecem retorno de
10,89% ao ano.
l VIAGENS: Para prazos até seis meses,
a melhor opçãoé mesmoa caderneta de
poupança. Para horizontes mais longos,
os títulos do Tesouro Direto são uma al-
ternativa.
lCASAOUCARRO: Paracompradecasa
ou carro, aplicações de renda fixa ou títu-
losdoTesouroDireto, emprazosdetrêsa
cinco anos. Para quem topa correr um
pouco mais de risco, 50% dos recursos
podemir para os títulos do Tesouro Dire-
to e 50%para umfundo de ações.
l COMPRAR ROUPAS: A poupança é a
opção mais indicada para quem vai de-
positar quantias pequenas e resgatar
no curto prazo.
naAs melhores opções, segundo especialistas
FONTES: Miguel Ribeiro de Oliveira, consultor financeiro e
vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de
Finanças; Reinaldo Domingos, educador financeiro e presi-
dente do Instituto DSOP de Educação Financeira
Product: OGlobo PubDate: 02-04-2012 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_V User: Schinaid Time: 04-01-2012 20:53 Color: CMYK
hSegunda-feira, 2 de abril de 2012 O GLOBO 23
O MU NDO
Milhões em promessas
Rebeldes sírios receberão salário de países do Golfo e equipamento de comunicação dos EUA
A
comunidade internacional ficou mais
próxima de uma interferência direta no
conflitoentre opositores e opresidente
Bashar al-Assad após a reunião dos
“Amigos da Síria”, um grupo de 83 países, em
Istambul. Os países árabes prometeramdesti-
nar US$ 100 milhões para pagar salários aos
combatentes por meio de umfundo do Conse-
lho Nacional Sírio, e os EUA se compromete-
ram a fornecer equipamento de comunicação
aos opositores para ajudar na organização e
na fuga aos ataques das forças leais ao regime
do ditador. As promessas, que sinalizam um
envolvimento mais próximo no confronto, re-
fletema percepção crescente de que após um
ano de levante, os esforços diplomáticos e as
sanções impostas ao regime, por si só, não
são suficientes para acabar com a repressão.
Segundo Molham al-Drobi, do Conselho Nacio-
nal Sírio(CNS), aoposiçãotempromessasdeUS$
176 milhões em ajuda humanitária, além dos re-
cursos para salários por três meses. A expectati-
va é que a injeção de capital estimule deserções
entre as forças leais ao regime. Segundo al-Drobi,
partedodinheirojáestácirculandoentreoscom-
batentes, mas nãoespecificouqual foi omecanis-
mousadoparadistribuir odinheiro. Opresidente
doCNS, BurhanGhalioun, explicouementrevista
que o órgão pagará, por meio deste fundo, os sa-
láriosdetodosossoldadosemembrosdoExérci-
to Livre da Síria.
Apesar de ter aceitado o plano de paz apre-
sentado pelo enviado especial da ONU, Kofi An-
nan, Assad não implementou o conjunto de me-
didas, que incluíam cessar-fogo imediato, reti-
rada das forças armadas das cidades e permis-
sãoparaaentradadeajudahumanitária. Diante
desse impasse, as potências instaram Annan a
apresentar um cronograma com os próximos
passos a seguir em relação ao país. Há um te-
mor de que o ditador use o plano como forma
de ganhar tempo. Annan deve apresentar hoje
um relato ao Conselho de Segurança da ONU
dos esforços para encerrar o conflito no país
que, deacordocomos cálculos das Nações Uni-
das, já matou mais de 9 mil pessoas.
Asecretária de Estado dos EUA, Hillary Clin-
ton, alertou Assad que ele não pode mais pos-
tergar a implementação da proposta de paz e
disse que a oposição síria está ficando cada
vez mais focada e organizada.
— Quase uma semana se passou, e temos
que concluir que o regime está acrescentando
isso em sua longa lista de promessas quebra-
das. Não há mais tempo para desculpas ou
atrasos... Esse é o momento da verdade —dis-
se, afirmando que o país busca novas formas
para expandir o apoio aos rebeldes.
Discurso semelhante foi adotado pelo primei-
ro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan.
Ele pediu ao Conselho de Segurança para agir
após o fracasso dos esforços de Annan.
—Se oConselhode Segurança hesitar, nãoha-
verá outra opçãoa nãoser apoiar odireitolegíti-
mo do povo da Síria de se defender —disse.
No documento final do encontro, o grupo de
países ocidentais e árabes afirma que Assad
não tem uma oportunidade indefinida para
cumprir seus compromissos juntoaoplanode
Annan, que conta comoapoiodas Nações Uni-
das e da Liga Árabe.
“O regime será julgado por seus atos e não
por suas promessas”, afirma o documento.
Reconhecimento da
oposição ao regime
lCom os vetos de China e Rússia a qualquer
medida que abra espaço para uma ação mili-
tar no âmbito da ONU, os países alinhados
contra Bashar al-Assad tentam impulsionar a
dividida oposição ao regime. No encontro em
Istambul, o Conselho Nacional Sírio foi reco-
nhecido como representante legítimo do país
e principal interlocutor da oposição no país.
Apesar disso, o grupo não fez qualquer men-
çãoaofornecimentode armas aos rebeldes do
Exército Livre da Síria, como chegou a ser de-
fendido por alguns Estados do Golfo Árabe,
mas afirma que continuará a buscar medidas
adicionais para proteger o povo sírio.
Rússia, China e Irã não fizeramparte do encon-
tro, que foi descrito pela mídia estatal síria como
“uma escalada regional e internacional para en-
contrar meiosdematar maissíriosedestruir aso-
ciedade e o país, para alcançar o objetivo amplo
deenfraquecer aSíria”. Cercade50simpatizantes
de Assad protestaram do lado de fora da confe-
rência, sacudindo bandeiras da Síria, Rússia e da
China e segurando fotos do ditador sírio. Eles fo-
ramremovidos pela polícia.
Enquanto a comunidade internacional dis-
cute o melhor caminho a seguir, a violência na
Síria continua. Segundo o Observatório Sírio
de Direitos Humanos, 70 pessoas foram mor-
tas no país ontem, incluindo 12 civis vítimas
de francoatiradores e bombardeios emHoms.
O governo sírio diz estar próximo de acabar
com o levante. O porta-voz do Ministério de
Relações Exteriores, Jihad al-Makdissi, afir-
mou à TVestatal que “a batalha para derrubar
o Estado acabou”. n
AP
Reuters
MANIFESTANTES
PROTESTAM
contra Bashar
al-Assad em
Yabroud:
conflito já dura
mais de um ano
‘A violência vem de mais de um lado’
Para subsecretária-geral das Nações Unidas, Brasil pode exercer influência positiva
Ailton de Freitas
A SUBSECRETÁRIA em Brasília: apoio do Brasil
ENTREVISTA
Valerie Amos
l BRASÍLIA. A subsecretária-geral de Assuntos
Humanitários das Nações Unidas, Valerie
Amos, chegouontemaoBrasil para uma visita
oficial até amanhã. Hoje ela terá encontro
comoministrodas Relações Exteriores, Anto-
nio Patriota, em Brasília. À noite, viajará para
o Rio. Valerie, que nasceu na Guiana, na Amé-
rica do Sul, e é cidadã britânica, esteve há três
semanas na Síria, tanto na capital Damasco
quanto na cidade rebelde de Homs. Sua maior
preocupação é conseguir autorização do go-
verno sírio para levar ajuda a 1 milhão de víti-
mas do conflito.
Demétrio Weber
demetrio@bsb.oglobo.com.br
l O GLOBO: Quanto tempo a senhora ficou
em Homs?
VALERIE AMOS: Cerca de três horas.
l Teve medo?
VALERIE: Não, euestava muitobemprotegida. E
muito preocupada com a população de Homs.
Umdos distritos que visitei, chamado Baba Amr,
tinhapassadopor combates ininterruptos nos 26
dias anteriores, e não tinha sido possível levar
ajuda à população naquele período. Fui a primei-
ra pessoa a entrar emBaba Amr após ocombate.
l O que a senhora viu?
VALERIE: A vizinhança estava completamente
destruída. Não havia umúnico prédio que não ti-
vesse sido atingido. Entre 50 mil e 60 mil pessoas
viviamnobairroe estava tudodeserto. Ainda me
pergunto sobre o que ocorreu com aquelas pes-
soas. Sei que estão desalojadas. Mas onde estão,
quais são suas necessidades, como ajudá-las?
l O que a comunidade internacional e as Na-
ções Unidas podem fazer pelo povo sírio?
VALERIE: Umlevantamentorealizadopelasauto-
ridades sírias indica que há cerca de 1 milhão de
pessoas precisando de ajuda: suprimentos médi-
cos, alimentos. Faltacombustível eas pessoas es-
tão perdendo seus empregos.
lComo levar ajuda internacional a Homs?
VALERIE: Não é somente Homs, há outros luga-
res. Precisamos ir a todos os locais, ter acesso
não apenas a áreas controladas pelo governo,
mastambémpelaoposição. Asautoridadessírias
não queremninguémde fora distribuindo ajuda.
l Até oanopassado, opresidente sírioBashar
al-Assad era retratado como umlíder joveme
reformista. A senhora esteve com ele? Quais
são as suas impressões dele?
VALERIE: Nuncameencontrei comele. Minhare-
laçãocomas autoridades sírias ésobretentar en-
trar no país para ajudar quemprecisa. Há outras
pessoas nas Nações Unidas que trabalhamno la-
do político. Obviamente, o que vai fazer a grande
diferença é algum tipo de resolução política. En-
quanto isso, farei tudo o que posso para conse-
guir levar ajuda a quemprecisa.
l Entidades humanitárias acusamos rebeldes
de atrocidades. A senhora tem informações a
esse respeito?
VALERIE: O que vi na imprensa e ouvi de algu-
mas organizações, comoHumans Rights Watche
AnistiaInternacional, équenãosepodedizer que
aviolênciaqueestáafligindoapopulaçãonaSíria
esteja vindo apenas do governo. Está vindo tam-
bémdaqueles que lutamcontra o governo.
l Isso dificulta uma solução?
VALERIE: A violência sempre vem de mais de
um lado. De outro jeito, não haveria conflito.
Todos os lados têm que parar.
lO que a senhora pensa sobre a criação da Co-
missão da Verdade para investigar mortes e de-
saparecimentos na ditadura militar, no Brasil?
VALERIE: Não se trata do que eu penso, mas
do que os brasileiros pensam a respeito.
lA comissão foi aprovada pelo Congresso, mas
há resistências e a presidente da República ain-
da não nomeou nenhum membro. O que a se-
nhora pensa sobre esse tipo de comissão?
VALERIE: Cabe a cada país decidir. A África do
Sul éumbomexemplo, ondeseescolheuter uma
comissão de verdade e reconciliação. É um mo-
delo que foi usado em alguns locais. Outros paí-
ses não seguiramesse caminho.
l Qual o propósito de sua vinda ao Brasil?
VALERIE: Estou particularmente interessada
emconversar como ministro (de Relações Ex-
teriores, Antonio Patriota) sobre o papel do
Brasil em temas humanitários. O Brasil é uma
grande economia, tem influência global e gos-
taria que continuasse a exercer essa influên-
cia positivamente em assuntos humanitários.
ISTAMBUL, Turquia
MEMBROS DO
Exército de
Libertação da
Síria vigiam
vizinhança em
Damasco
Product: OGlobo PubDate: 02-04-2012 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_X User: Schinaid Time: 04-01-2012 21:34 Color: CMYK
24

O MUNDO O GLOBO 3ª Edição Segunda-feira, 2 de abril de 2012
l YANGUN. Considerada um
símbolo do movimento demo-
crático em Mianmar e ganha-
dora do Prêmio Nobel da Paz
em 1991, a ativista Aung San
Suu Kyi conquistou uma vaga
no Parlamento em uma elei-
ção histórica no país, infor-
mouontema Liga Nacional pe-
la Democracia (LND), o princi-
pal partido de oposição. Se o
resultado for confirmado, a vi-
tória será um marco, mesmo
que simbólico, no país do su-
deste asiático, após décadas
de opressão militar. Apenas
10% das cadeiras do Parla-
mento estavam em jogo nesta
votação.
Com a vitória, Suu Kyi deve
passar de dissidente a legisla-
dora, se juntando a um Parla-
mento esmagadoramente con-
trolado pelo partido do gover-
no apoiado pelos militares.
Uma pequena abertura
para a democracia
Em Yangun, do lado de fora
da sede da LND, centenas de
partidários comemoravam en-
quanto o resultado apontava a
vitória de Suu Kyi nas urnas.
—Eu tenho vontade de dan-
çar — disse o pintor Khin
Maung Myint, 65 anos. — Es-
tou tão feliz por eles terem
vencido os militares. Precisa-
mos de um partido que lute
pelo povo.
Min Zaw, outra simpatizan-
te que acompanhava o resul-
tado na porta da LND, lem-
brou que se trata apenas de
uma pequena abertura para a
democracia:
— O partido vai ter no máxi-
mo uma minoria no Parlamen-
to. Ainda assim, é um futuro
mais brilhante que nunca.
Oficiais da comissão eleito-
ral disseramque quatro candi-
datos da LND a vagas na capi-
tal do país, Naypyidaw, esta-
vam à frente dos candidatos
do partido do governo.
Naypyidaw, uma cidade cons-
truída recentemente, é basica-
mente ocupada por servidores
públicos, e a vitória da oposi-
ção lá, se for confirmada, po-
deria sugerir que, no meio do
própriogoverno, há muita gen-
te insatisfeita. Ao todo, a LND
disputou 44 assentos no Parla-
mento. Suu Kyi teria ganhado
com folga em Kawhmu, distri-
to ao sul de Yangun.
— O exército mudou e ago-
ra está mais leniente — disse
Myo Wiin, membro do LND.
— Agora há mais chances de
Suu Kyi vir a ser presidente
em 2015.
Suu Kyi e outros membros
do partido reclamaram de ir-
regularidades durante a cam-
panha, mas as supostas infra-
ções —campanha feita por
membros do governo e des-
truição de cartazes da oposi-
ção, entre outros atos proibi-
dos pela Constituição — fo-
ram pequenas perto do que
acontecia nos anos anterio-
res. Ontem, algumas irregula-
ridades foram encontradas,
como cera na caixa em que se
marcaria o X a favor dos can-
didatos da LND, o que poderia
anular esses votos na hora da
contagem. Disputaram as ca-
deiras 176 candidatos de 17
partidos, sendo oito partidos
independentes. Os militares
indicam 25% dos 664 assentos
do Parlamento.
Hillary: “Ainda é muito
cedo para saber”
Em um comunicado, Suu Kyi
disse que “É natural que os
membros do partido e seus
simpatizantes estejam felizes.
No entanto, é preciso evitar
ações que deixem os outros
partidos aborrecidos”. Suu
Kyi, de 66 anos, dos quais 15
passados em prisão domicili-
ar, é o rosto da luta contra a
opressão. A última vez em que
a Liga Nacional pela Democra-
cia participou de eleições foi
em1990, e venceu commaioria
esmagadora. Mas a junta mili-
tar ignorou o resultado. Em
2010, seu partido boicotou a
eleição geral convocada por
uma junta militar, as primeiras
eleições legislativas em duas
décadas, mas o pleito foi con-
siderado uma farsa.
As eleições de agora foram
observadas pela comunida-
de internacional como um
medidor do desenvolvimen-
to democrático no país. O
presidente Thein Sein, um
general reformado, vem ado-
tando reformas para atrair
investimentos e dissimular a
imagem de que Mianmar é
uma das ditaduras mais seve-
ras da Ásia. Ao contrário de
anos anteriores, centenas de
jornalistas e observadores
internacionais tiveram a en-
trada emMyanmar permitida
para presenciar a eleição.
A União Europeia e os Esta-
dos Unidos haviam declarado
que o resultado das votações
seria crucial para determinar
se as sanções econômicas con-
tra o país continuam ou não. A
secretária de Estado america-
na, Hillary Clinton, em Istam-
bul para uma conferência so-
bre a Síria, felicitou a votação
em Mianmar.
— Ainda é muito cedo para
saber se oprogressoobtidore-
centemente vai se sustentar —
disse Hillary. — Não há garan-
tias, mas, a despeito do que se
vê na Síria, é bom saber que
até o regime mais opressor po-
de mudar, que até a sociedade
mais fechada pode se abrir. n
Suu Kyi vence eleição em Mianmar
Oposição diz que ativista ganhadora do Nobel da Paz conquistou vaga no Parlamento em votação histórica
Soe Than Win/AFP
CENTENAS DE simpatizantes de Suu Kyi acompanham a apuração do lado de fora da sede do partido Liga Nacional pela Democracia, em Yangun: esperança de democracia
Damir Sagolj/Reuters
SUU KYI chega para votar na seção eleitoral em Kahmnu: ela pediu moderação nas comemorações
‘Argentina dificulta relação com o Brasil’
Governador das Malvinas afirma que habitantes das ilhas não são oprimidos e decidiramser britânicos
ENTREVISTA
Nigel Haywood
l Nigel Haywood já representou
oReinoUnidonaEstôniaenoIra-
que, mas garante que seu traba-
lho mais desafiante está sendo
agora, como governador das
Malvinas. No ano emque a guer-
ra entre argentinos e britânicos
completa 30 anos e cresce a ten-
são entre os países, ele lidera o
corpo diplomático britânico nas
ilhas. Na capital Stanley, Haywo-
od recebeu o GLOBOemsua be-
la casa, tomando chá entre qua-
dros da realeza, para falar sobre
a relação coma vizinhança.
l O GLOBO: A economia das
Malvinas realmente não de-
pende mais do Reino Unido?
NIGELHAYWOOD: AsFalklands
sãocompletamenteindependen-
tes economicamente, tudo que
se ganha aqui, fica aqui. Esta é
uma das grandes mentiras que a
Argentina conta, que as riquezas
malvinenses vão para os britâni-
cos. O Reino Unido oferece ape-
nas serviços diplomáticos e
mantém a base de Mount Plea-
sant, que custa cerca de 70 mi-
lhões delibras por ano, umapor-
ção mínima do orçamento mili-
tar britânico.
l Por que o senhor acha que a
tensão com a Argentina au-
mentou?
HAYWOOD: Você teria que per-
guntar isso à presidente (argen-
tina) Cristina Kirchner. Não te-
mos interesse em elevar a ten-
são, mas reagiremos se a Argen-
tina aumentar sua ameaça. Por
muitos anos Buenos Aires divul-
gou mentiras sobre nós, mas
agora temos que corrigir. Basta
algumas horas nas ilhas para
ver que o povo não é oprimido
sob o domínio britânico.
l Houve, pré-1982, um interes-
se real por parte do Reino
Unido de entregar as Malvi-
nas aos argentinos?
HAYWOOD: Até os argentinos
invadirem, muita coisa estava
sendo negociada, mas sempre
tropeçávamos em obstáculos
porquepercebíamosqueosinte-
resses dos malvinenses nunca
eram atendidos. Qual é o ponto
dedescolonizar umpaísparaou-
trocolonizá-lodenovo?Emais: o
povo é quem precisa decidir e o
povo decidiu ser britânico.
lPor queaposiçãoargentinaen-
contra eco no resto da América
do Sul? OBrasil e a Unasul apoi-
amas demandas argentinas.
l HAYWOOD: Há duas razões
principais. A primeira é que a
América Latina toda passou
por umprocesso de descoloni-
zação no século XIX contra a
Europa. Há umsentimento que
rejeita umcontrole europeu. O
segundo é uma grande tendên-
cia no mundo de formar gru-
pos regionais. Eu adoraria, no
entanto, que o Brasil, a grande
potência regional, o Chile e o
Uruguai pensassemque há coi-
sas mais sérias comas quais se
preocupar que não umas ilhas
das quais a Argentina nunca
foi dona. O Reino Unido tem
uma relação incrível com o
Brasil, pena que a Argentina di-
ficulte tudo. Gostaríamos de
manter o direito dos malvinen-
ses à autodeterminação.
l Ou seja, direito de escolher o
seu destino. O senhor acha
que os malvinenses gostariam
de ser completamente inde-
pendentes do Reino Unido?
HAYWOOD: Eu não sei, aqui to-
do o mundo tem uma ligação
muito forte com o Reino Unido.
Na primeira metade do século
XX, tantas colônias se tornaram
independentes de nós, não te-
mos nenhum problema com is-
so. Mas não há movimento de
independência aqui. Outra per-
gunta para o Brasil: Por que os
brasileiros só aceitam colônia
ou país independente? Há ou-
tros modelos: a Guiana France-
sa é parte da França, há muitos
outros caminhos.
l Qual a importância das Mal-
vinas para a estratégia militar
britânica?
HAYWOOD: Mount Pleasant nos
oferece uma base de operações
no Atlântico Sul. Mas o motivo
maior determosumabaseaqui é
porque fomos invadidos! Quere-
mos assegurar que isso não
acontecerá de novo.
lE o poderoso destróier (HMS
Dauntless), o submarino nucle-
ar, o envio do príncipe William
para cá. A Argentina acusa o
Reino Unido de estar militari-
zando o Atlântico Sul. Como o
senhor responde a isso?
HAYWOOD: O príncipe veio pa-
ra treinar, se quisesse dar umca-
ráter políticoà visita, teria apare-
cido em público. Somos signatá-
rios do acordo de desnucleariza-
ção do Atlântico Sul e o imple-
mentamos. Sobre o destróier:
bom, vamos dizer que eu tenho
umMACvelhoeagoraquerotro-
cá-lo por um melhor. É apenas
um upgrade militar. Quem pro-
voca é a Argentina, impedindo
voos para cá e proibindo navios
decircularemcomnossabandei-
ra pela região, proibindo empre-
sas de petróleo de comercializar
coma gente.
l Háchances paraapaz coma
Argentina?
HAYWOOD: Dar uma chance à
paz seria retomar o diálogo. Nos
anos 90, avançamos nos trata-
dos de pesca, no licenciamento
devoosenavios, masagoratudo
piorou. Se o objetivo da Argenti-
na é ganhar as pessoas daqui,
não está fazendo um bom traba-
lho. A Argentina espalha medo e
desconfiança. Para se obter a
paz, é necessário o contrário. n
AFP
NIGEL HAYWOOD considera o cargo o mais desafiante de sua carreira
Mariana Timóteo da Costa
mariana.timoteo@oglobo.com.br
Enviada Especial • MALVINAS
O GLOBO NA INTERNET
VÍDEO A Guerra das Malvinas
vista pelos jornalistas brasileiros
oglobo.com.br/mundo
NOTAS
l PESCADORES RESGATADOS
Pescadores presos num
gigantesco bloco de gelo
à deriva no Pacífico Nor-
te, perto da Ilha de Saka-
lina, no extremo Norte da
Rússia, foram resgata-
dos ontem pela Marinha
russa, numa operação
que envolveu dois heli-
cópteros e 11 navios. A
ilha de clima frio e cerca-
da por águas violentas,
atraiu os 675 pescadores
devido à abundância de
peixes; a pesca em bura-
cos em plataformas de
gelo é uma forma de lazer
popular nesta parte da
Rússia, nos meses mais
frios do ano. Os pescado-
res estavam numa plata-
forma de gelo que se
rompeu da costa e foi le-
vada para o mar. Não
houve nenhum ferido.
l AVIÃO CAI NA SIBÉRIA
Pelo menos doze pesso-
as foram resgatadas com
vida após a queda de um
pequeno avião russo nas
proximidades da cidade
de Tyumen, na Sibéria. O
avião, modelo ATR 72,
que ia para a cidade de
Surgut, levava 43 pesso-
as, sendo quatro tripu-
lantes. Segundo Irina An-
drianova, do ministério
de Emergências, 16 cor-
pos já foram encontra-
dos e os trabalhos de
buscas continuam. Os
sobreviventes foram le-
vados de helicóptero pa-
ra a cidade de Surgut.
Não se sabe ainda o que-
causou a queda do avião.
Product: OGlobo PubDate: 02-04-2012 Zone: Nacional Edition: 3 Page: PAGINA_Z User: Schinaid Time: 04-02-2012 01:19 Color: CMYK
O GLOBO

ESPORTES

PÁGINA 1 - Edição: 2/04/2012 - Impresso: 1/04/2012 — 21: 53 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
esportes
esportes
Segunda-feira, 2de abril de 2012 oglobo.com.br/esportes
O
G
L
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B
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Cansaço
Acomodação
1
1
Ivo Gonzalez
Rafael Andrade
2 ESPORTES O GLOBO 02/04/2012
O GLOBO

ESPORTES

PÁGINA 2 - Edição: 2/04/2012 - Impresso: 1/04/2012 — 21: 54 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
HÁ50ANOS
José Figueiredo
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2 DE ABRIL DE 1962
Cinco ‘goals’ no ensaio do scratch
Campos do Jordão (SP) — Foi proveitoso o primeiro treino em
conjunto dos brasileiros ontem, embora na segunda fase a
chuva impedisse que os jogadores desenvolvessem
normalmente os lances. A primeira parte do ensaio terminou
com empate de 2 x 2, tentos de Didi e Zito para os Amarelos e
de Pepe (2) para os Azuis. Na segunda, com as equipes bem
alteradas, vitória dos Azuis por 1 x 0, goal de Amarildo. De
qualquer forma, a direção técnica ficou satisfeita e pôde fazer
boas observações do comportamento de veteranos e novos. É
verdade que alguns ficaram de fora, mas já depois de amanhã
haverá outro teste, e os candidatos às 22 vagas poderão
melhorar a cotação. A renda foi de Cr$ 1.179.100, pagando
ingressos 6.542 pessoas. Com a arrecadação o prefeito
Padovan anunciou que a municipalidade de Campos de Jordão
estava a coberto das despesas feitas para receber o scratch, e
o chefe Paulo Machado de Carvalho anunciou que a próxima
arrecadação será para ajudar os sanatórios, já que a CBD não
pretende lucros com a sua permanência naquela cidade.
Derrota honrosa do Fla na areia
Com uma derrota honrosa para o Radar, por 2 x 1, o Flamengo
estreou no futebol de praia, sábado, no campo do Maravilha. A
Administração Regional de Copacabana colaborou
decisivamente no sucesso da tarde, cercando com cordas todo
o limite de jôgo. Providências de fato necessárias, pois nada
menos de duas mil pessoas assistiram ao confronto. As
equipes jogaram assim: Radar — Ameleto; Salvador, Rigoni,
Gené e João (Sérgio); Sérgio (Jarbinhas) e Lula; Bavani
(Canário), Rafael (Bavani), Eurico e Pela (Marcos). Flamengo —
Adilson; Paulo, Sabará (Aloísio), Vitrolinha e Gílson; Ivo e
Dudu; Joré (Péricles), Fernando, Índio e Zagalo (Canarinho).
Polícia não colabora com karts
Sem a presença de um só policial e com mais de uma hora de
atraso, realizou-se sábado a primeira prova de karts do
campeonato carioca. O ACB havia marcado o início da
programação para as 14h, mas às 15h as pistas ainda não
tinham sido fechadas para o trânsito, o que sempre acontecerá
enquanto as corridas forem feitas no atêrro da Glória, que,
quando bloqueado, atrapalha o tráfego do Centro para a Zona
Sul e vice-versa. Por outro lado a falta de colaboração do
Serviço de Trânsito e da Polícia é sempre flagrante e o povo
fica completamente à vontade e, como de costume, não
respeita o limite da pista, pondo em risco a própria vida e a do
kartista, que tem de dividir a atenção entre o espectador e o
competidor. O grande vencedor da tarde foi Mauro Casiuch.
Belga vence GP em Bruxelas
O belga Willy Mairesse, na única Ferrari participante da prova,
venceu, hoje, brilhantemente o GP da Bélgica de Fórmula-1.
Só um pouquinho
Já estava preparado para escrever sobre a
justiça do empate, porque nenhum dos
times, Fluminense ou Botafogo, merecia
vencer. Mas, no finzinho, não fosse a falta de
sorte, bem que Herrera, e consequentemente
o Botafogo, deveriam ter vencido. Primeiro,
um chute e, depois, uma cabeçada de
Herrera bateram na trave caprichosamente,
com Cavalieri vencido
Foi quando o Botafogo esteve um pouquinho
melhor: no início e no fim do jogo. No meio, o
Fluminense é que foi um pouquinho melhor. Mas
tudo assim: pouquinho, só um pouquinho. O
empate de 1 a 1 entre Fluminense e Botafogo foi
apenas mais um dos jogos deste Campeonato do
Rio: só um pouquinho de futebol.
O resto foram jogadas truncadas, faltas e mais
faltas de todos os lados, reclamações, braços
erguidos a cada minuto, muito falatório. Numa das
raras jogadas do espetáculo, o Botafogo fez seu gol,
aos 18 minutos do primeiro tempo. Uma tabelinha
com Andrezinho deixou Elkeson em boa posição
para finalizar, o que ele fez muito bem: 1 a 0. Uns 15
minutos depois, Deco enfiou uma bola na direita
para Wellington Nem, que jogou na área. Fred
empatou. E o jogo caiu.
Como caiu no segundo tempo, até que o Botafogo
cresceu no fim e podia mesmo ter vencido. Se o
juizinho tivesse coragem para expulsar um jogador de
renome, teria mandado Deco pra fora, por causa de
uma entrada de sola para atingir o adversário. Mas os
juizinhos são pequenos para fazer isso. Jóbson, que
jogou uns 30 minutos de um lado, e Thiago Neves, que
jogou o tempo todo do outro, não viram a cor da bola.
QUASE COMPLICA. A facilidade que o Flamengo
teve no primeiro tempo — e que aproveitou bem —
foi gentilmente devolvida ao Bangu no segundo, e o
que parecia ser um resultado tranquilo de 2 a 0
teve um final preocupante, com o gol que o Bangu
marcou, estabelecendo o 2 a 1 final.
Não é comum, nem mesmo entre os pequenos,
ceder aquele espaço todo que o Bangu cedeu no
início, de forma que Ronaldinho Gaúcho e até
Deivid deram bons passes, e Vágner Love, muito
oportunista, colecionou mais dois gols: um passe
de Ronaldinho, outro de Deivid. Estava fácil, e
Ronaldinho se deu ao luxo de perder um gol, quase
igual aos que Deivid costuma perder. Quase.
No segundo tempo, todo convencido, o Flamengo
parou de jogar, deu campo ao Bangu, deu um gol,
quase complicou tudo, pois assim tem sido o
Flamengo ultimamente. Pela cara fechada à beira do
campo, parece que Joel Santana não gostou.
O JOVEM MAESTRO. Houve quem interpretasse a
frase do novato Romário como se ele tivesse se
atrapalhado com a idade de Juninho
Pernambucano, depois de o Vasco sapecar um 4 a 1
pra cima do Macaé. Para mim, não. A frase teve um
sabor de ironia, de metáfora, muito interessante por
sinal, e eu a reproduzo aqui para assinar embaixo:
— Juninho com 80 anos parece que tem 18.
Romário sabe que Juninho não tem (ainda) 80
anos, não é, minha gente? Foi um modo de falar. A
verdade, e o que importa, é que Juninho, com 80 ou
com 37 anos, joga como se tivesse 18 — e como
jogou no sábado, a ponto de fazer dois lindos gols,
um por cobertura no goleiro, o outro depois de
deixar dois marcadores e o goleiro com caras de
bobo e colocar a bola no canto, com a habitual
categoria de seus... não sei mais quantos anos.
Foi uma aula de futebol de Juninho, na tarde em
que o Vasco voltou a mostrar um certo brilho, num
jogo bom de se ver — dada exatamente a beleza de
certas jogadas —, e voltou a mostrar boas atuações
também de Diego Souza e Éder Luís.
Infelizmente, mostrou ainda a infantilidade de
jogadores que, já vencendo por 2 a 0 o Macaé,
levaram seus respectivos cartões amarelos como
Fellipe Bastos, Allan e, é claro, ele — Diego Souza.
Parece mentira, não é? Diego Souza já fizera um gol
(bonito também), levou o seu cartãozinho
inseparável e voltou a se redimir depois do
segundo gol de Juninho Pernambucano, abaixando-
se no gramado para engraxar-lhe as chuteiras — em
outra das cenas saborosas do jogo. Exatamente:
Diego Souza engraxou as chuteiras do maestro
Juninho, o veterano craque de...18 anos.
FERNANDO
CALAZANS
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Oitogarantemvaga
nasquartasdefinal
Na rodada de ontem, São Paulo, Santos e Corinthians vencem, com
Liédson quebrando jejum de gols que vinha desde o Brasileiro de 2011
SÃO PAULO
F
altando duas rodadas
para o final da primei-
ra fase, já estão defini-
dos os oito classifica-
dos para as quartas
de final do Campeo-
nato Paulista. O últi-
mo classificado, a
Ponte Preta, tem 28
pontos e não pode ser mais al-
cançado pelo nono colocado, o
Mirassol, que tem 21. Os classi-
ficados: São Paulo e Corinthians,
com 40 pontos; Santos, 36; Pal-
meiras, 35; Mogi Mirim, 34; Gua-
rani, 33; Bragantino, 29; Ponte
Preta, 28. Se a classificação não
mudar, os confrontos serão: São
Paulo x Ponte Preta, Corinthians
x Bragantino, Plameiras x Mogi
Mirim e Santos x Guarani.
No jogos de ontem, Corin-
thians e São Paulo mantive-
ram a boa campanha. Para os
corintianos, um longo jejum,
que já durava 13 gols e vinha
desde o jogo contra o Figuei-
rense, no Brasileiro do ano
passado, acabou. Liédson en-
fim fez as pazes com o gol e
dois, na vitória de 3 a 0 do Co-
rinthians sobre o Oeste, on-
tem, pela 17
a
- rodada, em Pre-
sidente Prudente — Willian
marcou o outro gol.
Liédson abriu o marcador
aos dez minutos do segundo
tempo, em jogada de Emer-
son. Ele bateu cruzado e Liéd-
son, bem colocado na peque-
na área, completou. Aos 18,
Liédson tomou a bola de Fer-
nandinho e armou um contra-
ataque que Willian, aproveitou
para fazer 2 a 0. Aos 45, Lied-
son recebeu a bola na grande
área e fechou o placar: 3 a 0.
Virada são-paulina
Em Itu, o São Paulo conse-
guiu uma virada heróica. O ti-
me de Leão estava perdendo
para o Ituano por 2 a 0, gols de
Anderson Salles e Alex Ferrei-
ra, e virou com dois gols de ca-
beça de Rhodolfo e dois belos
chutes de fora da área, um de
Lucas e outro de Willian José.
Com o resultado, o São Paulo
manteve uma invencibilidade
de 12 partidas. Neste ano, o ti-
me perdeu apenas uma vez,
para o Corinthians.
No Canindé, a equipe reser-
va do Santos não precisou jo-
gar muito para vencer o fra-
quíssimo time titular da Portu-
guesa de Desportos por 2 a 0.
Rafael Caldeira e Dimba mar-
caram os gols da equipe de
Muricy Ramalho, que poupou
seus titulares para o jogo de
quarta-feira, pela Copa Liber-
tadores. Com a vitória, o San-
tos pulou para a terceira colo-
cação, com 36 pontos, um a
mais do que o Palmeiras, que
perdeu de 1 a 0 no sábado pa-
ra o Mirassol.
A derrota complicou ainda
mais a situação da Portuguesa,
que continua com 17 pontos e
próxima da zona de rebaixa-
mento. Outros resultados: Li-
nense 1 x 3 Botafogo, Catandu-
vense 1 x 2 Guarani, Bragantino
2 x 0 São Caetano e Guaratin-
guetá 2 x 1 Ponte Preta. ■
CAMPEONATO PAULISTA
Destaques na TV
REDE GLOBO
12:50 “Globo esporte”
BANDEIRANTES
11:15 “Jogo aberto”
SPORTV
09:00 “Sportv news”
10:00 “Redação Sportv”
11:45 “É gol!!!”
14:00 “Arena Sportv”
18:00 “Sportv tá na área”
19:15 Liga Futsal: Umuarama x
Joinville.
21:00 “Bem, amigos!”
23:00 “Sportv news”
SPORTV 2
09:00 Mundial Masculino de Curling:
Dinamarca x China
14:00 Mundial Masculino de Curling:
Suíça x Alemanha
ESPN BRASIL
10:00 “Pontapé inicial”
11:30 “Sportscenter”
12:30 “Bate-bola”
15:55 Campeonato Inglês: Blackburn
x Manchester United
21:00 “Linha de passe”
23:00 “Sportscenter”
ESPN
11:00 “Sportscenter Notícias”
15:55 Campeonato Espanhol: Sevilla
x Mallorca
22:00 Basquete Universitário
Masculino NCAA
OBS: Horários e programação
fornecidos pelas emissoras
Celio Messias
LIÉDSON APLAUDE após o primeiro dos três gols que marcou, quebrando jejum que vinha desde 2011
02/04/2012 ESPORTES O GLOBO 3
O GLOBO

ESPORTES

PÁGINA 3 - Edição: 2/04/2012 - Impresso: 1/04/2012 — 21: 23 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Deubaile, cansouevenceu
Com três atacantes e primeiro tempo arrasador, Flamengo faz dois gols, ambos de Love, o suficiente para
derrotar o Bangu apesar de levar susto no segundo tempo. Agora, time tem decisão pela Libertadores
CAMPEONATO CARIOCA
MACAÉ
A
suspensão de Luiz
Antônio permitiu
ao técnico Joel San-
tana escalar Deivid
num trio de ataque
com Love e Ronal-
dinho, formação
que teve momen-
tos de brilho, on-
tem, em Macaé. A vitória por 2
a 1 sobre o Bangu, gols de Vág-
ner Love, levou o Flamengo aos
15 pontos, deixando encami-
nhada a classificação para as
semifinais da Taça Rio. O trei-
nador tem agora pouco tempo
para decidir se mantém a esca-
lação do ótimo primeiro tempo
de ontem: o time já treina hoje
de manhã e amanhã embarca
para o Equador, onde na quar-
ta-feira enfrenta o Emelec nu-
ma partida decisiva pela Copa
Libertadores.
Ao analisar a partida, Joel
elogiou a produção ofensiva,
mas não deixou de alertar pa-
ra o risco que a equipe correu
no segundo tempo. Embora te-
nha optado por não poupar
ninguém ontem, Joel não dei-
xou de lamentar o desgaste
com a maratona, às vésperas
do jogo mais importante.
— O primeiro tempo foi no-
ta 9 e o segundo, 5. O time can-
sou. Pensei em tirar Ronaldi-
nho, Love e Léo Moura, mas o
placar estava perigoso. Estes
jogos quarta e domingo estão
cansando — afirmou.
Joel gostou da atuação do
trio de ataque, exaltou Ronal-
dinho Gaúcho e ecoou uma ex-
pectativa da torcida: que o
craque apareça também na
principal competição que o
Flamengo está disputando.
— Hoje ele fez uma partida
de Ronaldo. Fez aquilo tudo
que esperamos de um craque
como ele. Espero que repita
na quarta-feira — disse Joel,
citando outros aspectos posi-
t i vos exi bi dos ont em. —
Quando jogam os três atacan-
tes (Deivid, Love e Ronaldi-
nho), eles se movimentam
bem. Houve momentos em
que atacamos com seis joga-
dores lá dentro.
O técnico criticou apenas o
fato de o Flamengo ter tomado
outro gol em jogada aérea.
— É uma jogada trabalhada,
e sofremos o gol. Time bom
não toma gol. A primeira coisa
que um grande time em espor-
te coletivo tem de ter é uma
defesa forte — concluiu.
Gols com naturalidade
A primeira meia hora de jogo
talvez tenha sido o melhor mo-
mento do Flamengo sob o co-
mando de Joel Santana, ao me-
nos em termos ofensivos. Dois
motivos, relacionados entre si,
colaboraram para a grande
produção ofensiva rubro-ne-
gra: a presença de Deivid no lu-
gar do suspenso Luiz Antônio
deu à equipe mais um jogador
no ataque, dividindo a marca-
ção normalmente pesada sobre
Love e Ronaldinho. Além disso,
ATUAÇÕES
Flamengo
FELIPE: Não teve culpa no gol do
Bangu nem muito trabalho no
restante da partida. ● Nota 6.
LEONARDO MOURA: Bom
primeiro tempo, dando volume de
jogo no apoio. Pareceu ter cansado
na parte final do jogo. ● Nota 5,5.
WELINTON: Perdeu alguns lances
de combate individual, mas não
comprometeu. ● Nota 6.
GONZÁLEZ: Estava na marcação
de Sérgio Júnior no lance do gol e
falhou, deixando o atacante receber
livre o cruzamento. ● Nota 4.
JÚNIOR CÉSAR: Discreto no apoio.
Deixou China à vontade para cruzar
no gol do Bangu. ● Nota 5.
WILLIANS: Manteve a alta média
de roubadas de bola e desta vez
não errou tantos passes. ● Nota 6.
MURALHA: Não fez um grande
jogo, errou alguns passes mas tem
visão de jogo e dá fluidez à saída de
bola. ● Nota 5. Saiu para a entrada
de KLÉBERSON, que ajudou com
bons passes. ● Nota 6.
BOTTINELLI: Teve altos e baixos no
jogo, e não arriscou seus bons
chutes de longe. ● Nota 5. Deu
lugar a MAGAL, que foi boa opção
ofensiva no final. ● Nota 6.
DEIVID: Sua escalação aumenta o
número de jogadores na frente e
alivia a marcação sobre Love e
Ronaldinho. Além disso, fez grande
primeiro tempo, com ótimos passes
e finalizações. ● Nota 8. Foi
substituído por DIEGO MAURÍCIO,
que conseguiu uma boa jogada na
ponta direita. ● Nota 5,5.
VÁGNER LOVE: Mesmo
desperdiçando uma ou outra
chance, mostrou de novo por que é
o melhor jogador do time. Dois
Rui Porto Filho/FotoArena
DE PÉ ESQUERDO, Vágner Love chuta cruzado para vencer o goleiro William Alves e marcar o seu segundo gol na vitória rubro-negra sobre o Bangu. Atacante foi o melhor do time
o Bangu não teve nem de longe
a solidez defensiva de outros
adversários do Flamengo.
Assim, os lances foram sur-
gindo com naturalidade. O Fla-
mengo já tinha levado perigo
três vezes (em conclusões de
Love, González e Léo Moura)
quando enfim abriu o placar
aos 16 minutos, numa bela jo-
gada. Ronaldinho recebeu de
Willians e procurou Love, que
dominou como um pivô e de-
volveu ao camisa 10. A tabeli-
nha prosseguiu até que Love
saiu na frente do gol e bateu
no canto direito.
Com os três atacantes em
boa jornada, o Flamengo con-
tinuou pressionando. Aos 24,
Deivid cabeceou para grande
defesa de William Alves. No re-
bote, com o gol aberto, Ronal-
dinho jogou por cima.
— A bola quicou antes e pe-
gou no meu tornozelo. Aconte-
ce — desculpou-se o craque
no intervalo.
O segundo gol saiu ainda no
primeiro tempo. Aos 35, Dei-
vid deu grande enfiada de bola
para Love, que avançou emve-
locidade e chutou cruzado pa-
ra fazer 2 a 0.
Se na primeira etapa o Fla-
mengo mostrou uma fluência
ofensiva poucas vezes vista
este ano, no segundo tempo
exibiu pelo menos dois defei-
tos recorrentes: falha da zaga
em cruzamentos e certo desli-
gamento do jogo quando está
em vantagem.
O Bangu tirou proveito e pôs
a vitória rubro-negra em risco.
Num cruzamento de China, o
zagueiro chileno Marcos Gon-
zález falhou na marcação e Sér-
gio Júnior, livre, cabeceou para
as redes, aos 29 minutos. O Fla-
mengo demorou a acordar, e o
Bangu quase empata em se-
quência, mas Sérgio Júnior, ou-
tra vez com liberdade dentro
da área, mostrou que tem me-
lhor pontaria com a cabeça do
que com o pé direito.
O cansaço rubro-negro le-
vou preocupação à torcida,
mas aos poucos o time conse-
guiu retomar o controle da
partida. As entradas de Klé-
berson, Magal e Diego Maurí-
cio renovaram em parte o fô-
lego da equipe e o time voltou
a criar chances de gol.
Já nos acréscimos, Magal foi
ao fundo pela esquerda e deu
o gol a Vágner Love, mas o ar-
tilheiro errou o domínio de bo-
la e perdeu a chance de mar-
car seu terceiro gol no jogo.
Flamengo: Felipe, Leonardo
Moura, González, Welinton e
Júnior César; Willians, Mura-
lha (Kléberson) e Bottinelli
(Magal); Deivid (Diego Maurí-
cio), Vágner Love e Ronaldi-
nho Gaúcho. Bangu: William
Alves, China, Raphael Azeve-
do, Fernando Lopes e Renan
Oliveira; Oliveira (Gabriel Ga-
lhardo), André Barreto, Fabi-
nho (Gedeílson) e Thiago Ga-
lhardo; Almir e Sérgio Júnior.
Juiz: Grazianni Rocha. Cartões
Amarelos: Oliveira, Renan Oli-
veira e Raphael Azevedo. Ren-
da: R$ 75.600,00. Público: 5.127
pagantes. ■
belos gols, muita velocidade e
movimentação. ● Nota 8,5.
RONALDINHO: Bem mais
participativo que em outras
partidas, deu bons passes, como na
tabela para o primeiro gol de Love.
Perdeu uma chance incrível no
primeiro tempo, quando pareceu
displicente. Na etapa final, chegou
a arriscar chutes de fora da área, o
que não vinha fazendo. ● Nota 7,5.
JOEL SANTANA
Acertou na escalação ofensiva e nas
substituições. O time pareceu
relaxar excessivamente quando
permitiu ao Bangu fazer um gol,
mas retomou as rédeas do jogo nos
momentos finais. ● Nota 7.
BANGU
O goleiro William Alves foi o melhor
do time, com excelentes defesas.
Almir teve um bom começo mas
sumiu no segundo tempo.
ARBITRAGEM
Grazianni Rocha teve atuação de
poucos erros num jogo tranquilo.
4 ESPORTES O GLOBO 02/04/2012
O GLOBO

ESPORTES

PÁGINA 4 - Edição: 2/04/2012 - Impresso: 1/04/2012 — 21: 41 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Campeonato Carioca/Taça Rio
CLASSIFICAÇÃO/GRUPOA
Clubes PG J V E D S TP
1. Flamengo 15 6 5 0 1 6 30
2. Botafogo 14 6 4 2 0 8 29
3. Macaé 12 6 4 0 2 1 20
4. Resende 12 6 3 3 0 4 24
5. Olaria 8 6 2 2 2 0 13
6. Nova Iguaçu 7 6 2 1 3 -3 16
7. Madureira 7 6 2 1 3 -4 12
8. Bonsucesso 5 6 1 2 3 -3 11
CLASSIFICAÇÃO/GRUPOB
Clubes PG J V E D S TP
1. Vasco 11 6 3 2 1 6 32
2. Bangu 9 6 2 3 1 1 9
3. Fluminense 7 6 2 1 3 0 20
4. Volta Redonda 7 6 2 1 3 -2 18
5. Duque de Caxias 7 6 2 1 3 -2 15
6. Friburguense 5 6 1 2 3 -3 16
7. Americano 4 6 1 1 4 -3 8
8. Boavista 3 6 1 0 5 -6 14
SEXTARODADA
Sábado Nova Iguaçu 0 x 0 Volta Redonda Laranjão
Macaé 1 x 4 Vasco Moacyrzão
Resende 2 x 1 Americano Trabalhador
Boavista 1 x 2 Olaria Bacaxá
Ontem Flamengo 2 x 1 Bangu Moacyrzão
Friburguense 1 x 1 Madureira Eduardo Guinle
Duque de Caxias 2 x 1 Bonsucesso Marrentão
Fluminense 1 x 1 Botafogo Engenhão
SÉTIMARODADA
7/4 16h Madureira x Fluminense Conselheiro Galvão
Olaria x Duque de Caxias Rua Bariri
Bangu x Macaé Moça Bonita
18h30m Vasco x Flamengo Engenhão
8/4 16h Botafogo x Friburguense Engenhão
Bonsucesso x Boavista Indefinido
Volta Redonda x Resende Raulino de Oliveira
Americano x Nova Iguaçu Godofredo Cruz
OITAVARODADA
15/4 16h Flamengo x Americano Engenhão
Nova Iguaçu x Vasco Moça Bonita
Macaé x Volta Redonda Moacyrzão
Resende x Bangu Trabalhador
Fluminense x Olaria Raulino de Oliveira
Friburguense x Bonsucesso Eduardo Guinle
Duque de Caxias x Madureira Marrentão
Boavista x Botafogo São Januário
Jogoparadevolver odinheiro
Botafogo perde a liderança, Fluminense fica longe da vaga, mas dois times se mostram satisfeitos com o
empate em 1 a 1 no Engenhão, ao contrário dos torcedores que pagaram para ver um espetáculo sofrível
CAMPEONATO CARIOCA
A
pós um segundo
tempo sofrível que
deveri a dar aos
8.020 pagantes o di-
reito de reaver o di-
nheiro, o empate
em 1 a 1 entre Flu-
minense e Botafo-
go, ontem no Enge-
nhão, foi lamentável para os
dois. Com a vitória do Flamengo
sobre o Macaé, o alvinegro per-
deu a liderança do Grupo A. Na
última meia hora de jogo, Herre-
ra despertou do sono profundo
e acertou duas vezes a trave do
goleiro Diego Cavalieri. Na outra
chave, mesmo que o tricolor já
esteja na final do Estadual, o re-
sultado deixou o time mais lon-
ge da classificação na Taça Rio e
manteve uma escrita. Desde
2010, já são oitos jogos emque o
Fluminense não vence o rival,
sendo três derrotas.
— Acho que o Cavalieri tem
que dar um beijinho na trave
— disse Herrera.
Sem Loco Abreu, vetado por
conta de dores numa das cos-
telas, o Botafogo trocou a refe-
rência na área por uma maior
movimentação fora dela. Ao
optar pela força máxima, ape-
sar da desgastante viagem à
Venezuela, o técnico tricolor,
Abel Braga, entrou em campo
orgulhoso de seus jogadores,
que atuaram na noite de quin-
ta-feira e só chegaram ao Rio
na madrugada de sábado:
— Todos pediram para jo-
gar. Não comando apenas
grandes profissionais, mas um
grupo de caráter. A palavra é
superação. Eles vão no limite.
Depois de revelar sua insa-
tisfação com o desempenho
do time no treino de sexta-fei-
ra, o técnico alvinegro Oswal-
do de Oliveira também não
gostou do que viu logo no iní-
cio do clássico. Com o Flumi-
nense marcando a saída de bo-
la, o Botafogo tinha dificulda-
des de trocar passes no cam-
po de ataque. Ao sair mal do
gol na tentativa de cortar cru-
zamento de Carlinhos, Jéffer-
son soltou a bola na medida
para Fred, que cabeceou em
cima de Fábio Ferreira.
Quando conseguiu ficar com
a bola, o alvinegro encontrou
espaços. Após ganhar disputa
com Bruno no meio-campo, El-
keson tabelou com Andrezinho
e invadiu a área pela esquerda
para tocar na saída de Diego
Cavalieri e fazer 1 a 0, aos 17.
Após cruzamento da esquerda,
Wellington Nem deixou a chan-
ce do empate passar à sua fren-
te. Aos 28, Fellype Gabriel ga-
nhou dividida dentro da área
mas chutou em cima de Cava-
lieri. Do outro lado, Fred apare-
ceu entre os beques para empa-
tar o jogo, aos 35, após grande
jogada de Wellington Nem, que
quase marcaria o segundo an-
tes do fim do primeiro tempo.
— Temos que ter cuidado
para não tomar outro gol —
disse Elkeson no intervalo, lo-
go após receber cartão amare-
lo, por falta em Wellington
Nem, que revidou e também
foi advertido.
— Ele me escorou com a so-
la e minha mão bateu no rosto
dele sem querer — amenizou
o tricolor, que, suspenso, não
enfrenta o Madureira.
Enquanto o Fluminense vol-
tou para o segundo tempo dis-
posto a vencer o cansaço, o Bo-
tafogo guardava suas reservas
de energia no banco. Com Jób-
son à beira do campo e Herrera
desaparecido, o tricolor não era
incomodado, nem se mostrava
disposto a pressionar. Aos 17,
Rafael Moura substituiu Fred,
que se queixava de cansaço
muscular. Por conta das câim-
bras de Andrezinho, a demora
de Oswaldo em mexer deu tem-
po de Herrera acertar a trave
emchute rasteiro para justificar
sua permanência. Ao entrar no
lugar de Andrezinho aos 19,
Jóbson pouco acrescentou.
Pressão alvinegra no fim
Com um time sem pernas e
outro carente de articulação no
meio, o jogo tornou-se melancó-
lico. Ao contrário dos torcedo-
res que pagaramingresso, os jo-
gadores pareciam satisfeitos.
Do banco para o lugar de Wel-
lington Nem, Rafael Sóbis mos-
trou mais vontade e obrigou Jéf-
ferson a fazer boa defesa, aos
38. No fim, o Botafogo pressio-
nou. Após ter feito grande defe-
sa em chute de Fellype Gabriel,
Diego Cavalieri foi salvo pela
trave em cabeçada de Herrera.
Fluminense: Diego Cavalieri,
Bruno, Gum, Leandro Euzébio e
Carlinhos; Diguinho, Valencia
(Edinho), Deco e Thiago Neves;
Wellington Nem (Rafael Sóbis) e
Fred (Rafael Moura). Botafogo:
Jéfferson, Lucas, Antônio Carlos,
Fábio Ferreira e Márcio Azevedo;
Marcelo Mattos, Renato, Elkeson
(Caio) e Andrezinho (Jóbson);
Fellype Gabriel e Herrera. Juiz:
Leonardo Cavaleiro. Cartões
amarelos: Deco, Edinho, Welling-
ton Nem, Elkeson, Herrera, Mar-
celo Mattos. Renda: R$ 217.575.
Público: 8.020 pagantes. ■
Rafael Andrade
WELLINGTON NEM cruza para Fred empatar no primeiro tempo: tricolor não vence rival há oito jogos, com três derrotas e cinco empates desde 2010
ATUAÇÕES
Fluminense
DIEGO CAVALIERI: Fez excelentes
defesas, uma delas à queima-
roupa. ● Nota 7.
BRUNO: Perdeu-se na marcação de
Elkeson. No lance do gol, não
conseguiu dar o bote. Subiu pouco
ao ataque. ● Nota 4,5.
GUM: Na sua volta ao time depois
de seis meses, tirou a bola como
pôde. Deu chutão quando preciso,
mas soube sair jogando. ● Nota 5.
LEANDRO EUZÉBIO: Sem grandes
falhas, conseguiu segurar os
atacantes do Botafogo na última
bola. Quando não conseguiu dar o
bote, contou com a sorte pela
ineficácia dos atacantes do
Botafogo. ● Nota 5,5.
CARLINHOS: Muito bem nas
jogadas ofensivas. Acertou bons
cruzamentos. Cansou no segundo
tempo, como todo time, e deu
espaços pelo seu lado. ● Nota 6.
JEAN: Não comprometeu no
combate do meio. Na saída de bola,
foi regular. Errou mais do que
acertou, como no chute de longe
para defesa de Jéfferson. ● Nota 5.
VALENCIA: Enquanto esteve em
cmapo, foi bem na marcação na
intermediária, evitando mais
ataques do Botafogo. ● Nota 5,5.
Saiu machucado para a entrada de
EDINHO, que apelou para as faltas.
algumas violentas, a fim de parar as
jogadas. Falhou na marcação nos
lances finais. ● Nota 4.
DECO: Bem marcado, participou
pouco mas quando teve espaço deu
o lançamento no origem da jogada
do gol de Fred. Exagerou nas faltas e
deveria ter sido expulso por entrada
desleal em Caio. ● Nota 5.
THIAGO NEVES: Sumido em
campo, mal tocou na bola. Nas
vezes que tocou, não deu sequência
às jogadas .● Nota 3.
WELLINGTON NEM: O melhor do
time em campo, começou o jogo
muito individualista, segurando
demais a bola. Quando foi objetivo,
produziu as melhoras jogadas do
time, como o cruzamento para Fred
que marcou o gol de empate. ●
Nota 7,5. RAFAEL SÓBISentrou no
fim e quase marcou no seu primeiro
lance. ● Nota 5,5.
FRED: Esperou a bola chegar até
ele. Chegou em algumas
oportunidades e, em uma delas, não
perdoou. ● Nota 6. RAFAEL MOURA
entrou e não teve uma oportunidade
sequer de gol. ● Nota 4.
ABEL BRAGA
O técnico armou a equipe para sair
em velocidade, mas o time só
conseguiu jogar rápido em alguns
lances. No segundo tempo, preferiu
tocar a bola e cansou. As
mudanças, ambas por contusão,
enfraqueceram o time. ● Nota 5,5.
Botafogo
JÉFFERSON: Uma saída em falso
na primeira bola alçada na área.
Depois, fez boas defesas e não teve
culpa no gol de Fred. ● Nota 5.
LUCAS: Perdeu um gol feito porque
preferiu se atirar ao chão em vez de
chutar ou cruzar. ● Nota 4,5.
ANTÔNIO CARLOS: Deu muitos
espaços para Fred no meio da zaga.
Numa dessas falhas, chegou
atrasado no lance do gol de
empate. ● Nota 4.
FÁBIO FERREIRA: Como de
hábito, falhou na cobertura pelo
lado esquerdo da defesa alvinegra.
No lance do gol de Fred, não
diminuiu o espaço e facilitou a vida
de Wellington Nem. ● Nota 4,5.
MÁRCIO AZEVEDO: Começou
atacando e depois parou.
Defensivamente, a única coisa que
não poderia ter permitido era deixar
Wellington Nem passar com a
facilidade que teve antes de cruzar
para o gol de empate. ● Nota 4,5.
MARCELO MATTOS: Compensou
com empenho os espaços que
deixou à frente da zaga. Com tanto
espírito de luta, acabou abusando
das faltas. ● Nota 5.
RENATO: Bem colocado, deu bons
passes. Num deles, quase saiu o
segundo gol. ● Nota 6,5.
FELLYPE GABRIEL: Mesmo sem a
presença de área exibida nos jogos
anteriores, obrigou Cavalieri a fazer
ótimas defesas, em duas boas
chances. ● Nota 6,5.
ANDREZINHO: Comandou o meio-
campo com visão de jogo. No gol
de Elkeson, deu um toque perfeito.
Sai machucado. ● Nota 7. JÓBSON
entrou com sono, deu um chute
torto e nada mais. ● Nota 4.
ELKESON: Fez um belo gol com
um toque sutil, mas, nervoso
demais, esbarrou no excesso de
valentia, que acabou prejudicando
seu desempenho. ● Nota 6,5. CAIO
entrou com a responsabilidade de
incendiar o ataque e acabou
jogando água fria com sua correria
inútil. ● Nota 4.
HERRERA: Isolado no ataque, criou
poucos momentos de perigo no
primeiro tempo. No segundo, com
mais apoio, mandou duas bolas na
trave. ● Nota 6.
OSWALDO DE OLIVEIRA
Demorou a mexer no ataque e
quando mexeu as alterações não
surtiram efeito. Seu time, sem
inspiração, mostrou pouca ambição
na segunda etapa. ● Nota 4.
ARBITRAGEM
Leonardo Cavaleiro foi omisso no
fim do jogo, ao ignorar entrada
desleal de Deco em Caio. Os
auxiliares atuaram com perfeição.
Rafael Andrade
GUM, QUE voltou ao time após seis meses, sobe mais que Herrera
02/04/2012 ESPORTES O GLOBO 5
O GLOBO

ESPORTES

PÁGINA 5 - Edição: 2/04/2012 - Impresso: 1/04/2012 — 22: h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Os gols de Vágner
Love e as imagens
da vitória do
Flamengo sobre o
Bangu em Macaé
CLIQUE FOTOGALERIA
Clássico Vovô no
Engenhão: os
melhores ângulos
de Fluminense x
Botafogo
CLIQUE FOTOGALERIA
A preparação do
Vasco no Peru para
o jogo de amanhã
contra o Alianza
Lima, pelo grupo 5
CLIQUE LIBERTADORES
NA INTERNET
oglobo.com.br/esportes
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www.twitter.com/OGlobo_Esportes
Ex-campeão Don
Frye cria polêmica
e acusa UFC de
roubar dinheiro dos
lutadores
CLIQUE MMA
CAMPEONATO CARIOCA
Fluemociona
Abel, satisfeito
comempate
Treinador enaltece atitude dos
titulares de jogarem apesar da
maratona e retribui com duas folgas
D
epois de chegar
ao Rio, voltando
da partida contra
o Zamora, na Ve-
nezuela, na ma-
drugada de sába-
do, o técnico Abel
Braga estava dis-
posto, no treino
daquele mesmo sábado, nas
Laranjeiras, a poupar seus jo-
gadores do clássico de ontem
contra o Botafogo.
A atitude coletiva dos titula-
res, que fizeram questão de
enfrentar o Botafogo emocio-
nou o técnico, como ele afir-
mou, ao classificar o gesto co-
mo muito mais importante
que o empate que deixa o Flu-
minense ainda fora da zona de
classificação à semifinal.
— Ninguém quis ficar fora,
mesmo depois de tudo que
passamos. Isto me emocio-
nou demais. Foi realmente
um time de guerreiros, como
a torcida diz. Foi mais digno e
importante do que todas as
vitórias e títulos que con-
quistamos recentemente —
exagerou o treinador.
Fred sente a virilha
O desgaste provocado pela
sequência de jogos e viagens
começa a produzir algumas
inevitáveis consequências in-
desejadas. Ontem, o atacante
Fred sentiu “desconfortona vi-
rilha”, segundo informou o de-
partamento médico. O volante
Valencia foi outro que, no ves-
tiário, queixou-se de dores
musculares nas coxas.
Os jogadores que foramtitu-
lares ontem contra o Botafogo
ganham agora dois dias de fol-
ga, e só se reapresentam para
treinar na quarta-feira, nas La-
ranjeiras. O próximo confron-
to pelo Carioca é contra o Ma-
dureira, no sábado.
Com sete pontos, o tricolor
precisa superar o Bangu (nove
pontos) nas duas rodadas que
restam para passar às semifi-
nais da Taça Rio. Apesar do
terceiro lugar no grupo, houve
consenso entre os jogadores
de que o empate no clássico
foi bom resultado.
— De qualquer forma, é um
ponto que pode nos ajudar lá
na frente. Temos agora que fa-
zer a nossa parte nos dois jo-
gos que faltam e ver se o Ban-
gu tropeça — afirmou o golei-
ro Diego Cavalieri.
Thi ago Neves, que teve
atuação apagada, lembrou do
desgaste para ser compreensi-
vo com uma atuação sem bri-
lho do time tricolor.
— Por tudo que enfrenta-
mos esta semana, o saldo é po-
sitivo. Nosso maior objetivo,
que era garantir a classifica-
ção na Libertadores, foi alcan-
çado. Hoje, voltamos a jogar,
corremos bastante e empata-
mos. Não conseguimos supe-
rar o Botafogo, mas o time es-
tá de parabéns — disse o meia
tricolor.
Os jogadores que não atua-
ramos 90 minutos contra o Za-
mora, na quinta-feira, e contra
o Botafogo, ontem, terão ape-
nas um dia de folga e se rea-
presentam amanhã nas Laran-
jeiras para treinar. ■
Oswaldo:
‘Merecíamos
a vitória no
fim do jogo’
Técnico lamenta
chances perdidas, e
pensa em manter
time na quarta-feira,
pela Copa do Brasil
● O empate em 1 a 1 com o
time do Fluminense esteve
longe do sonhado pelo
técnico Oswaldo de Oliveira
para o Botafogo. Mesmo
assim, na análise que fez
após o jogo, ele achou que a
equipe alvinegra merecia a
vitória pelas chances que
criou no fim da partida.
— Tivemos uma bola na
trave em cabeçada do
Herrera e duas chances nos
pés de Fellype Gabriel e de
Herrera. O primeiro tempo foi
equilibrado — disse Oswaldo.
O técnico não quis entrar
em maiores detalhes sobre
uma certa acomodação do
time. Mas, durante a semana,
foi o primeiro a alertar os
jogadores:
— Não vamos jogar contra
qualquer um. Se não houver
empenho do início ao fim, as
coisas vão ficar difíceis —
avisou Oswaldo, que preferia
trocar um dos empates do
time sob seu comando por
uma derrota e uma série de
vitórias importantes.
Loco ainda com dores
Para o jogo contra o
Guarani, quarta-feira, pela
segunda fase da Copa do
Brasil, em Campinas, o
treinador deve manter a base
da equipe.
Oswaldo ainda vai
aguardar um novo exame em
Loco Abreu, mas disse que o
jogador vêm se queixando de
dores na costela direita.
— Ele ainda reclama de
dores. Vamos ver — disse o
técnico. ■
● POLÍCIA PRENDE 62
TORCEDORES DO BOTAFOGO,
na página 15
Rafael Andrade
PRESSIONADO POR Marcelo Mattos e Andrezinho, Deco tenta levar o Flu ao ataque durante o clássico
Ivo Gonzalez
COM DOR na virilha, o atacante Fred cai no gramado do Engenhão e pede para ser substituído
Para ir bem nas duas competições, Vasco abre mão de treinos
Jogando o Carioca com alguns titulares, Cristóvão não consegue ter todos à disposição para trabalhar visando somente à Libertadores
Tatiana Furtado
tatiana.furtado@oglobo.com.br
● A goleada sobre o Macaé va-
leu ao Vasco a liderança do
Grupo B da Taça Rio. Mas usar
parte dos titulares no Moacyr-
zão teve seu preço. O time que
enfrentará amanhã o Alianza
Lima no Peru não conseguiu
fazer um treino completo jun-
to na última semana. No jogo,
que pode dar a classificação
às oitavas de final da Liberta-
dores, a equipe terá de contar
com a experiência dos jogado-
res para a falta do entrosa-
mento perfeito.
No fim de semana, o técnico
Cristóvão Borges tentou ame-
nizar com alguns treinamen-
tos específicos. No sábado,
dos titulares, apenas os za-
gueiros Dedé e Renato Silva,
os laterais Fágner e Thiago Fel-
tri, além de Felipe, foram a
campo. O treinador pôde so-
mente trabalhar a parte defen-
siva, enquanto os demais joga-
ram em Macaé.
Ontem, Rômulo, que jogara
contra o Macaé, juntou-se a
eles. Exceto a Dedé, que ficou
na fisioterapia. Mais uma vez,
o treino ficou restrito à meta-
de dos titulares com o restan-
te de reservas, que ajudaram a
completar os cruzamentos de
Fágner e Thiago Feltri, uma
das jogadas mais treinadas.
Divididos por causa das
competições simultâneas, os
jogadores se unem agora para
completar a semana quase per-
feita. Coma classificação nas fi-
nais da taça Rio bem encami-
nhada, o Vasco pode na quinta-
feira comemorar sua vaga na
próxima fase da Libertadores.
Desde que vença o Alianza
amanhã e o Libertad derrote o
Nacional do Uruguai, em As-
sunção, dois dias depois.
— O Vasco depositou todas
as fichas na Libertadores e po-
demos dar o primeiro passo
vencendo o Alianza fora de ca-
sa. É um adversário que está
passando por um momento di-
fícil, mas que vai querer ven-
cer porque ainda tem alguma
chance. Conseguimos uma vi-
tória em casa, mas fora será
diferente. Temos que procurar
suportar a pressão, colocar a
bola no chão e manter a calma
— disse o meia Felipe, que vol-
ta ao time titular, enquanto Ju-
ninho será poupado.
O Alianza é o último lugar
do Grupo 5 com três pontos. O
Vasco está em segundo, com
sete. O mesmo número de
pontos do Libertad, que lidera
pelo núemro de gols feitos em
casa. O Nacional tem 5. ■
Diego
Souza
Juninho
Juninho
Juninho
GOL DA RODADA
OgolaçodeJuninho
Aos 45 minutos do primeiro tempo, Juninho Pernambucano recebe
de Diego Souza. O camisa oito dribla para a direita; depois para a
esquerda; e conclui com chute colocado de pé esquerdo para marcar
o quarto gol do Vasco na vitória sobre o Macaé por 4 a 1.
6 ESPORTES O GLOBO 02/04/2012
O GLOBO

ESPORTES

PÁGINA 6 - Edição: 2/04/2012 - Impresso: 1/04/2012 — 21: 42 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Rafael Andrade
CARLINHOS, do Fluminense, levanta o pé na disputa com Elkeson, que tem o rosto encoberto pela bola
Ivo Gonzalez Marcelo Sadio/Agif
IMAGENS DOFIMDE SEMANA
ELKESON festeja o seu gol, abrindo o placar na partida em que Botafogo e Flu ficaram no 1 a 1 DIEGO Souza exibe o escudo e bate no peito após abrir o placar na goleada do Vasco sobre o Macaé : 4 a 1
A FESTA de William, autor de um dos gols do São Paulo na vitória por 4 a 2 sobre o Ituano
Piervi Fonseca/Agif
Jeremy Lin
opera joelho
e fica fora
dos Knicks
● NOVA YORK. O fenômeno da
NBA vai para o estaleiro.
Sensação do New York Knicks
nesta temporada, o
descendente de taiwaneses
Jeremy Lin anunciou ontem
que vai se submeter a uma
cirurgia no joelho esquerdo e
provavelmente não jogará
mais nesta temporada.
Lin tem uma lesão no
menisco e, após a operação,
o tempo de recuperação
prevista pelos médicos é de
seis semanas. Como a
temporada regular termina
no dia 26 de abril, e os
Knicks estão em situação
delicada, só mesmo se a
equipe conseguir a vaga e
depois se mantiver vivo até
as finais, o que é muito
improvável.
O jogador de 23 anos
apareceu para o mundo do
basquete em fevereiro,
quando deixou o anonimato
para levar o Knicks, com suas
atuações decisivas, a uma
sequência de sete vitórias
consecutivas. ■
NBA ATLETISMO
Triplista de
20 anos
garante vaga
em Londres
● SÃO PAULO. Mais uma
promessa para a Rio-2016
carimbou o passaporte para
os Jogos de Londres, que
acontecem de 27 de julho a
12 de agosto. O mineiro
Jonathan Henrique Silva, de
20 anos, obteve ontem o
índice A exigido pela
Confederação Brasileira de
Atletismo (CBAt) no salto
triplo, no Torneio FPA Juvenil
e Adulto, em São Paulo.
Ele venceu a prova com a
marca de 17,39m,
estabelecendo o segundo
melhor resultado do ano no
ranking mundial. Melhor que
o mineiro, na temporada, só
o cubano Osviel Hernández,
com 17,49m.
Foi a primeira vez que
Jonathan conseguiu saltar
acima dos 17m. Seu recorde
pessoal anterior, obtido no
ano passado, era de 16,70m.
— Estou muito feliz por
superar os 17m e mais ainda
com índice para as
Olimpíadas. É um sonho —
vibrou o mineiro. ■
Djokovicétri emMiami
semperder umúnicoset
Número 1 do mundo, sérvio derrota o britânico Andy Murray, quarto do
ranking, na final e chega a oito vitórias em 13 partidas contra o rival
MIAMI
D
e um l ado, um
Novak Djokovic
i mpecável . De
outro, um Andy
Murray i ncons-
tante, fal hando
nos moment os
decisivos. A final
do Masters 1000
de Miami, ontem, mais uma
vez consagrou o número 1 do
mundo, que derrotou o britâ-
nico, quarto do ranking, por
6/1 e 7/6(7/4), conquistou o
tricampeonato (2007, 2011 e
2012) e aumentou sua vanta-
gem nos confrontos diretos
contra o rival: 8 a 5.
O triunfo do sérvio, que não
perdeu um único set no tor-
neio, foi o 30
o
- de sua carreira,
o 11
o
- em Masters. Apenas
Agassi , com17 títulos, e Rafael
Nadal e Roger Federer, com 19,
venceram mais do que ele nes-
te tipo de torneio. Em Miami, o
maior campeão é o americano
Andre Agassi: seis vezes.
— Acho que fiz uma grande
partida do começo ao fim. Mas
com um jogador da qualidade
de Andy, você nunca tem cer-
teza de que irá ganhar, por is-
so, fiquei realmente feliz por
fechar o jogo em dois sets —
afirmou o sérvio, que, em
2009, foi derrotado pelo britâ-
nico na final do torneio. — An-
dy está entre os melhores. Ele
sempre reage, mesmo que vo-
cê sinta que está no controle.
O Masters de Miami foi o se-
gundo torneio vencido pelo
sérvio este ano. Em janeiro,
ele levantou o troféu do Aber-
to da Austrál i a, pri mei ro
Grand Slam da temporada,
após uma partida antológica
contra Raf ael Nadal , com
mais de cinco horas de dura-
ção. No Masters de Indian
Wells, em março, ele foi elimi-
nado nas semifinais pelo ame-
ricano John Isner. ■
TÊNIS
Michael Regan/AFP
ENVOLTO EM bolinhas de sabão, Djokovic recebe o troféu de campeão
02/04/2012 ESPORTES O GLOBO 7
O GLOBO

ESPORTES

PÁGINA 7 - Edição: 2/04/2012 - Impresso: 1/04/2012 — 21: 42 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
TURFE
Addict mostra categoria e leva a
melhor no GP da nova geração
Bem dirigido pelo jóquei Jean Pierre, potro defende
as pules do companheiro de farda, retirado da prova
Marco Aurélio Ribeiro
aurelio@oglobo.com.br
● O GP Mário de Azevedo Ri-
beiro, do Grupo III, em 1.400
metros, grama, foi a principal
atração da corrida de ontem,
na Gávea. Na prova destinada
a potros de 2 anos, apenas
quatro competidores inscri-
tos, entre os quais, o invicto
Tap Is Back, que seria o grande
favorito. Dos três restantes,
outro defensor do Stud Alva-
renga, Addict, menos visado.
Farda bem representada
Uma hora antes da realiza-
ção da prova Tap Is Back foi re-
tirado da competição. Na lar-
gada, Vontade de Voar e Age
Beautiful disputavam a lide-
rança, com Addict em terceiro
e último, próximo. Na reta fi-
nal, acionado por Jean Pierre.
dominou os adversários e ven-
ceu com firmeza. O ganhador,
que defendeu as pules do favo-
rito, foi apresentado pelo trei-
nador Alcides Morales e assi-
nalou o tempo de 84s43. To-
dos os páreos de ontem foram
disputados em pista de grama
pesada. Eis os resultados:
1
o
- Páreo - 1.000m - GP - 1
o
- American Bar
(H.Fernandes), 2
o
- Glow In The Dark, 3
o
-
Across The Sky, 4
o
- Green Lark e 5
o
- Ambi-
cious. V.(7) 1,70. D.(47) 2,80. P: 1,10 e
1,20. DE.(7-4) 3,50. Trifeta (7-4-3) 7,30. T:
56s94. N/C: (1).
2
o
- Páreo - 2.000m - GP - 1
o
- Desejado Fighter
(M.Cardoso), 2
o
- Il Danzatore, 3
o
- Voador, 4
o
-
Swiss Champ e 5
o
- Vantaggio. V.(3) 1,60.
D.(35) 13,40. P: 3,90e 2,00. DE.(3-5) 46,70.
Trifeta (3-5-1) 103,90. T: 124s83. N/C:(2).
3
o
- Páreo - 1.400m - GP - 1
o
- Red Purse (V.Bor-
ges), 2
o
- Glance Son, 3
o
- Micro Chip, 4
o
- Cas-
tor Di Midnight e 5
o
- Old Boy. V.(5) 11,00.
D.(45) 52,30. P: 8,80 e 2,30. DE.(5-4)
119,50. Trifeta (5-4-9) 207,20. Quadrifeta
(5-4-9-1) 770,70. T: 85s11.
4
o
- Páreo - 1.400m - GP - GP Mário de Azevedo Ri-
beiro - 1
o
- Addict (Jean Pierre), 2
o
- Age Beau-
tiful e 3
o
- Vontade de Matar. V.(4) 1,70.
D.(34) 1,60. DE.(4-3) 4,60. T: 84s43. N/C:
(2). Treinador: Alcides Morales.
5
o
- Páreo - 1.000m - GP - 1
o
- Ibizense (V.Bor-
ges), 2
o
- Atucanada Sola, 3
o
- American Pie,
4
o
- Atenas Dodge e 5
o
- Poire Vert. V.(1) 2,40.
D.(15) 17,80. P: 1,80 e 4,60. DE.(1-5)
16,50. Trifeta (1-5-7) 56,80. Quadrifeta (1-
5-7-2) 136,30. T: 57s61.
6
o
- Páreo - 1.600m - GP - 1
o
- Ibiza Love (C.La-
vor), 2
o
- Avant Toujours, 3
o
- Eleita do Sinvas,
4
o
- Olympic Immensity e 5
o
- Duqueza Dese-
jada. V.(1) 3,80. D.(13) 4,70. P: 1,30 e
1,10. DE.(1-3) 11,00. Trifeta (1-3-2)
34,90. T: 98s22.
7
o
- Páreo - 1.400m - GP - 1
o
- Volver A Ganar
(D.Duarte), 2
o
- Heaven Fleur, 3
o
- Arabian Gi-
ven, 4
o
- Dear Born e 5
o
- Arranha Céu. V.(8)
5,10. D.(78) 2,80. P: 2,00 e 1,10. DE.(8-7)
7,60. Trifeta (8-7-4) 30,40. Quadrifeta (8-
7-4-9) 131,80. T: 85s24. N/C: (2).
8
o
- Páreo - 1.600m - GP - 1
o
- Assaré (D.Duarte),
2
o
- Urso Negro, 3
o
- Nísio, 4
o
- Ebony Lark e 5
o
-
Jubileu. V.(8) 1,80. D.(18) 2,10. P: 1,00 e
1,10. DE.(8-1) 4,30. Trifeta (8-1-7) 11,10.
T: 98s14. N/C: (2) e (4).
9
o
- Páreo - 1.400m - GP - 1
o
- Papaia Cream
(M.Soares), 2
o
- Top Miss, 3
o
- Cayman Is-
lands, 4
o
- Requena e 5
o
- Set American. V.(7)
4,40. D.(78) 19,50. P: 3,00 e 6,60. DE.(7-
8) 42,30. Trifeta (7-8-2) 291,40. Quadrifeta
(7-8-2-6) 417,00. T: 85s04. N/C: (1).
10
o
- Páreo - 1.400m - GP - 1
o
- Victoria Lake
(A.Correia), 2
o
- Pura Amiga, 3
o
- Lua Mágica,
4
o
- Fita Dourada e 5
o
- Hidroelectrica. V.(7)
55,30. D.(57) 107,80. P: 20,70 e 10,80.
DE.(7-5) 1.439,90. Trifeta (7-5-2) 461,90.
Q.(7-5-2-3) acumulou. T: 86s18. N/C: (6).
11
o
- Páreo - 1.600m - GP - 1
o
- Heroic Borgia
(D.Duarte), 2
o
- Lady Vivi, 3
o
- Progressista, 4
o
-
Olympic Courtesy e 5
o
- La Brigada. V.(7)
2,70. D.(57) 11,50. P: 2,10 e 2,60. DE.(7-
5) 19,80. Quadrifeta (7-5-4-6) 247,10. T:
98s41. N/C: (3).
Apostas: R$ 845.010,54. Pick 7: um ganhador com
sete acertos, prêmio de R$ 44.235,20. Open Betting:
um ganhador com dois acertos, soma de rateios
(127,30), prêmio de R$ 32.918,62. Apostas no simul-
casting com Cidade Jardim: R$ 341.536,25. ■
RESULTADOS
Siena 1 x 0 Udinese, Internazionale 5 x
4 Genoa, Cagliari 2 x 0 Atalanta, Bo-
logna 1 x 3 Palermo, Fiorentina 1 x 3
Chievo, Lecce 0 x 0 Cesena e Juventus
3 x 0 Napoli. Classificação: 1. Milan,
64; 2. Juventus, 62; 3. Lazio, 51; e 4.
Napoli, 48.
CAMPEONATO ALEMÃO
28
a
- rodada: Hannover 2 x 1 Borussia
Monchengladbach, Hoffenheim 1 x 1
Schalke 04, Kaiserslautern 0 x 1 Ham-
burgo, Nuremberg 0 x 1 Bayern de Mu-
nique, Bayer Leverkusen 0 x 2 Friburg,
Augsburg 2 x 1 Colônia, Hertha Berlim
1 x 4 Wolfsburg, Werder Bremen 0 x 3
Mainz e Borussia Dortmund 4 x 4 Stutt-
gart. Classificação: 1. Borussia Dort-
mund, 63; 2. Bayern de Munique, 60;
e 3. Schalke 04, 54.
CAMPEONATO PORTUGUÊS
25
a
- rodada: Academica 0 x 1 Maríti-
mo, Porto 2 x 0 Olhanense, Benfica 2 x
1 Braga, Nacional 2 x 1 Rio Ave, Gil Vi-
cente 0 x 1 Vitória de Setúbal, Feirense
1 x 3 Beira-Mar, Leiria 0 x 1 Sporting e
Vitória de Guimarães 3 x 1 Paços Fer-
reira. Classificação: 1. Porto, 60; 2.
Benfica, 59; 3. Braga, 58; e 4. Marí-
timo, 48.
PRÉ-OLÍMPICO/CONCACAF
México e Honduras se classificarampa-
ra as Olimpíadas de Londres ao derro-
tarem, nas semifinais, Canadá (3 a 1) e
El Salvador (3 a 2).
Basquete
NOVO BASQUETE BRASIL
Rodada de sábado: Flamengo 81 x 65
Araraquara; Tijuca Tênis Clube 76 x 77
Limeira; Liga Sorocabana 91 x 79 Mi-
nas; São José 75 x 64 Paulistano; Join-
ville 85 x 86 Pinheiros; e Vila Velha 66
x 85 Franca.
Fórmula Indy
GP DO ALABAMA
Rubens Barrichello, que terminara em17
o
-
lugar na prova de abertura da F-Indy, ficou
em oitavo ontem, no GP do Alabama. O
vencedor foi o australiano Will Power, se-
guido por Scott Dixon e pelo brasileiro Hé-
lio Castroneves, que largara na pole.
Futebol
CAMPEONATO MINEIRO
9
a
- rodada: América-MG 1 x 2 Tupi,
América-TO 3 x 2 Nacional, Boa 0 x 2
Cruzeiro, Uberaba 0 x 3 Atlético-MG,
Villa Nova 1 x 2 Democrata e Guarani 1
x 1 Caldense. Classificação: 1. Atléti-
co-MG, 27; 2. Cruzeiro, 24; 3. Améri-
ca-MG, 18; e 4. Tupi, 16.
CAMPEONATO GAÚCHO
6
a
- rodada/returno: São José 2 x 1 Ju-
ventude, Santa Cruz 2 x 1 Lajeadense,
Internacional 1 x 0 Canoas, Ypiranga 1
x 0 São Luiz, Pelotas 1 x 0 Grêmio, Ca-
xias 0 x 0 Cerâmica, Veranópolis 2 x 2
Cruzeiro e Nova Hamburgo 2 x 1 Ave-
nida. Classificação —Grupo A: 1. Inter,
16; 2. São José, 11; e 3. Canoas, 9.
Grupo B — 1. Grêmio, 15; 2. Veranó-
polis, 10; e 3. Pelotas, 8.
CAMPEONATO BAIANO
19
a
- rodada: Bahia 3 x 2 Serrano, Jua-
zeiro 2 x 2 Camaçari, Vitória de Con-
quista 4 x 2 Bahia de Feira, Flu de Feira
1 x 1 Atlético, Feirense 4 x 0 Juazei-
rense e Itabuna 0 x 2 Vitória. Classifi-
cação: 1. Bahia, 45; 2. Vitória, 36; 3.
Feirense, 35.
CAMPEONATO INGLÊS
31
a
- rodada: Newcastle 2 x 0 Liverpool,
Tottenham3 x 1 Swansea, Aston Villa 2
x 4 Chel sea, Ever ton 2 x 0 West
Bromwich, Fulham 2 x 1 Norwich,
Manchester City 3 x 3 Sunderland,
Queens Park Rangers 2 x 1 Arsenal, Wi-
gan 2 x 0 Stoke e Wolverhampton 2 x 3
Bolton. Hoje: Blackburn x Manchester
United. Classificação: 1. Manchester
United, 73; 2. Manchester City, 71; e
3. Arsenal, 31; e 4. Tottenham, 31.
CAMPEONATO ESPANHOL
31
a
- rodada: Santander 0 x 1 Granada,
Gijón 1 x 2 Zaragoza, Osasuna 1 x 5
Real Madrid, Barcelona 2 x 0 Athletic
Bilbao, Málaga 0 x 2 Betis, Atlético Ma-
drid 3 x 0 Getafe, Valencia 1 x 1 Le-
vante, Villarreal x Espanyol e Real So-
ciedad 4 x 0 Rayo Vallecano. Hoje: Se-
villa x Mallorca. Classificação: 1. Real
Madrid, 78; 2. Barcelona, 72; 3. Va-
lencia, 48; e 4. Málaga, 47.
CAMPEONATO ITALIANO
30
a
- rodada: Catania 1 x 1 Milan, Par-
ma 3 x 1 Lazio, Roma 5 x 2 Novara,
Fábio Leivas
vence prova
de abertura
na Hípica
● O cavaleiro Fábio Leivas da
Costa, montando Catija ETZ
Domar, começou a
temporada na Sociedade
Hípica Brasileira (SHB), na
Lagoa, em grande estilo. Ele
venceu a prova principal de
abertura do ranking 2012,
com obstáculos a 1,40m.
Leivas completou o percurso
sem faltas, no desempate,
com o tempo de 28s55. Em
segundo lugar, também com
pista limpa, ficou o campeão
carioca, Thiago Mesquita,
com Caatar Z, em 28s81.
Completando o pódio, o
conjunto Rodrigo Lima e
Rubylee terminou a prova em
29s05 (4 pontos).
A tarde também teve prova
de Amadores Top (obstáculos
a 1,30m), com a vitória do
favorito André Rifer,
montando Valley. Na
categoria Jovens Cavaleiros
Top, brilhou a estrela de
Carolina Drumond, com Lala
de Lahue. Na prova de
amadores com obstáculos a
1,20m, vitória de Pedro Lima
com Upsylon Vanhet.
A próxima etapa do
ranking da SHB está marcada
para 21 e 22 de abril. ■
HIPISMO
Monteirorepeteafesta
Vencedor da primeira etapa, no Velopark-RS, piloto pernambucano da Iveco ganha
diante de 30 mil pessoas em Jacarepaguá e abre 26 pontos para o segundo colocado
S
ó dá Beto Monteiro
na atual temporada
da Fórmula Truck.
Depois de vencer a
prova de abertura,
no Vel opark, em
Santa Nova Rita-RS,
o pernambucano re-
petiu a dose ontem
de manhã, no Autódromo Nel-
son Piquet, emJacarepaguá, su-
bindo ao alto do pódio e che-
gando a 60 pontos na classifica-
ção de pilotos, muito à frente
de Felipe Giaffone e André Mar-
ques, com 34, cada.
E Monteiro, da Scuderia Ive-
co, já faz planos para uma fes-
ta caseira, na próxima etapa
da Fórmula Truck, em Carua-
ru-PE, no dia 6 de maio.
— Só tenho a agradecer à
minha equipe. Agora, é traba-
lhar muito para ir bem nova-
mente em Caruaru — disse.
Monteiro largou em sexto e
acabou sendo beneficiado pe-
lo toque entre os dois cami-
nhões da equipe ABF/Merce-
des-Benz, do pole position Ch-
ristian Fittipaldi e do segundo
no grid, Wellington Cirino. Os
dois bateram logo após a lar-
gada, na tomada da curva Sul,
e ficaram fora da briga pelas
primeiras posições.
— Tive um pouco de sorte
no começo. Logo depois do to-
que entre os Mercedes, conse-
gui manter umritmo bom, e fui
assim até o final, estável o
tempo todo — analisou.
Além do pernambucano, o
pódio com os cinco primeiros
ontem em Jacarepaguá, diante
de um público de cerca de 30
mil pessoas, teve os paulistas
Roberval Andrade, da Scania,
André Marques e Renato Mar-
tins, ambos da MAN-Volkswa-
gen, e o goiano Leandro Reis,
também com Scania.
Pace Truck na pista
Depois da batida entre Ciri-
no e Fittipaldi, outro cami-
nhão, de Roberval Andrade,
acabou tocando o Mercedes
de Christian. Em meio à confu-
são, o oitavo no grid, Leandro
Totti, pulou para a dianteira, à
frente de Monteiro e de Andra-
de. Mas a alegria só durou cin-
co voltas. Com queda de ren-
dimento, Totti foi ultrapassa-
do por Monteiro.
Na 12
a
- volta, como prevê o
regulamento para o momento
em que a prova completar um
terço, entrou na pista o Pace
Truck. Monteiro, Andrade,
Giaffone, Renato Martins e
Leandro Reis eram os cinco
primeiros colocados, o que
lhes valeu o ponto de bonifica-
ção. Quem também ganhou
um ponto extra foi Giaffone,
que fez a melhor volta da pro-
va, a terceira, em 1m33s981.
Mesmo pressionado por An-
drade, Monteiro manteve os
nervos sob controle e abriu
caminho para sua segunda vi-
tória na temporada.
Resultado da etapa de on-
tem, após 34 voltas: 1. Beto
Monteiro (PE/Iveco), Scude-
ria Iveco, a 1h01m02s614; 2.
Roberval Andrade (SP/Sca-
nia), a 8s804; 3. André Mar-
ques (SP/MAN-Volkswagen),
a 10s648; 4. Renato Martins
( SP/ MAN- Vol kswagen) , a
10s 964; 5. Leandro Rei s
(GO/Scani a), a 12s107; 6.
Paulo Salustiano (SP/Volvo),
a 13s895; e 7. Felipe Giaffone
( SP/ MAN- Vol kswagen) , a
14s113. Classificação: 1. Beto
Monteiro, 60 pontos; 2. Feli-
pe Gi af f one e André Mar-
ques, 34; 4. Roberval Andra-
de, 24; 5. Paulo Salustiano,
22; 6. Leandro Reis, 18; e 7.
Renato Martins, 16. ■
FÓRMULA TRUCK
Guito Moreto
BETO MONTEIRO lidera a prova, com seu Iveco, seguido por Roberval Andrade, da Scania: piloto pernambucano suportou a pressão nas últimas voltas e venceu a etapa do Rio
Pedro Barros
e Hosoi dão
show em
Floripa
Jovem catarinense
e lenda americana
brilham em evento
de “bowl” na capital
catarinense
Renato de Alexandrino*
renato.alexandrino@oglobo.com.br
Enviado especial
● FLORIANÓPOLIS. Considerado
mais uma festa do que um
campeonato, o Skate
Generation cumpriu seu
papel com louvor ontem, em
Florianópolis. Sob sol e
diante de um público que
abarrotou as improvisadas
arquibancadas de madeira no
gramado da casa do skatista
catarinense Pedro Barros,
cinco equipes, cada uma com
quatro atletas, deram uma
verdadeiro show no bowl
(pista de cimento em formato
de piscina).
Dois nomes, de gerações
distintas, brilharam mais do
que o resto: Pedro Barros, de
17 anos, e o americano
Christian Hosoi, de 44, que
caíram na mesma equipe,
formada por um amador, um
profissional, um master e um
“legend”. O time vencedor
teve ainda com Léo Kakinho
e Felipe Catalbiano.
‘Mestre do estilo’ se diverte
Principal atração do
evento, Hosoi não
decepcionou. Um dos
maiores nomes do esporte na
década de 80, mostrou
porque era considerado o
“mestre do estilo”.
Encaixando manobras com
facilidade e autoridade,
mostrou que segue em forma
e levou o público ao delírio.
— Foi um campeonato
sensacional, muito divertido.
Estou muito feliz de estar
aqui — vibrou Hosoi.
A equipe formada por
Sandro Dias, Jeff Grosso, Raul
Roger e Franco terminou em
segundo. ■
(*) O repórter viajou a convite da
Red Bull
SKATE
O GLOBO

ESPORTES

PÁGINA 8 - Edição: 2/04/2012 - Impresso: 1/04/2012 — 20: 14 h
o globo.com.br/esportes
8 02/04/2012
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Vitóriapararenascer napraia
Campeão da Travessia dos Fortes, baiano Luiz Rogério Arapiraca mira vaga olímpica nos 1.500m livre
MARATONAS AQUÁTICAS
Sanny Bertoldo
sanny@oglobo.com.br
L
uiz Rogério Arapira-
ca olha para o futuro
e vê as Olimpíadas
de Londres no hori-
zonte. Recordi sta
sul-americano dos
800m e dos 1.500m li-
vre, o baiano de 24
anos ainda busca o
índice para os 1. 500m (os
800m não estão no programa
olímpico para o masculino).
Sua próxima chance será no
Troféu Maria Lenk, de 24 a 28
deste mês, no Rio.
Enquanto isso, ele vai acumu-
lando bons resultados. Ontem,
venceu a Travessia dos Fortes,
entre Copacabana e Leme, pela
segunda vez. Com o tempo de
38m33s, superou o gaúcho Sa-
muel de Bona, campeão no ano
passado, em apenas um segun-
do. Emterceiro, ficou o também
gaúcho Fer nando Pont e
(38m54s). Pentacampeão da
prova, o carioca Luiz Lima ter-
minou em quarto (38m55s). Na
categoria portadores de neces-
sidades especiais, o baiano
Marcelo Collet venceu pela
quarta vez consecutiva.
A vitória faz parte de umpro-
cesso de superação de Arapira-
ca, que corre contra o tempo
para alcançar o índice olímpi-
co, de 15m10s86 nos 1.500m.
Sua melhor marca é 15m12s69.
— Hoje (ontem) eu vim para
uma guerra. Falei para o meu
pai, também meu técnico, que
alguém podia até empatar co-
migo, mas me vencer, de jeito
nenhum. Nadei muito forte os
3.500m da Travessia e, se ti-
nha alguma dúvida quanto à
situação do meu ombro, ela
acabou — vibrou o nadador,
que é sargento do Exército.
O atleta baiano teve uma
tendinite no ombro esquerdo
em julho do ano passado. No
início de outubro, voltou a
treinar, mas não conseguiu se
preparar o suficiente para o
Pan de Guadalajara. Após o
quinto lugar quatro anos an-
tes, no Rio, ele não se qualifi-
cou para a final no México.
— Foi duro ver os adversá-
rios chegando à final e eu não,
mas isso me motivou a voltar
a treinar forte. No início da le-
são, até pegar um copo era di-
fícil — lembra.
Ana Marcela vence em Israel
Arapiraca retomou os trei-
nos 100% só no início deste
ano. Em março, no Campeona-
to Sul-Americano, em Belém-
PA, terminou em terceiro nos
800m e em quinto nos 1.500m.
Não era o que esperava, mas
foi um bom recomeço.
— Foi importante para que-
brar o gelo, voltar a uma disputa
depois de tanto tempo. A prova
dos 1.500m é muito mental, não
é só física. E para estar bem, vo-
cê precisa ter ritmo, estar com-
petindo sempre — justifica.
Até o início do Maria Lenk,
daqui a 22 dias, o nadador quer
concentração total. Embora
possa ter mais uma chance de
tentar o índice caso ninguém
consiga a vaga nos 1.500m na
competição — de 9 a 12 de
maio, também no Parque Aquá-
tico Maria Lenk, na Barra —, ele
nem quer falar dessa hipótese:
— Não considero isso. Lon-
dres é um sonho real e o que
me interessa é garantir a vaga
no Maria Lenk.
Na prova feminina da Tra-
vessia dos Fortes, a campeã
foi a santista Isabelle Longo,
de 20 anos, em 41m46s. A gaú-
cha Betina Lorscheitter ficou
em segundo (42m41s); e a mi-
neira Isabella Fortini, em ter-
ceiro (42m43s).
Campeãs das últimas cinco
edi ções, Pol i ana Oki moto
(2005, 2009 e 2010) e Ana Mar-
cela Cunha (2006 e 2011) não
disputaram dessa vez. As duas
estão em Israel onde, ontem,
competiram a maratona de Ei-
lat, terceira das oito etapas do
Circuito da Copa do Mundo de
maratonas aquáticas.
Ana Marcela foi a campeã,
ao completar os 10km da pro-
va em 2h02m37s45, com a rus-
sa Ekaterina Seliverstova em
segundo (2h02m37s80). Outra
russa, Anna Cruseva comple-
tou o pódio (2h02m38s85). Já
classifica para os Jogos de
Londres, Poliana Okimoto fi-
cou em quarto(2h02m39s25).
A próxima etapa da Copa do
Mundo será em Cancún, no
México, dia 21 de abril. ■
NADADORES ENTRAM no mar para a largada da Travessia dos Fortes: prova com percurso de 3.500m, entre Copacabana e Leme, reúne 2.500 participantes, divididos entre elite, faixa etária e portadores de deficiência
OS COMPETIDORES vistos de cima, durante a prova. A décima edição da Travessia teve mar calmo e temperatura da água em torno de 23 e 24 graus. Local será o mesmo da maratona aquática nos Jogos de 2016
Fotos de Guito Moreto
Ivo Gonzalez
ARAPIRACA ERGUE o troféu
O GLOBO

SEGUNDO CADERNO

PÁGINA 1 - Edição: 2/04/2012 - Impresso: 1/04/2012 — 15: 45 h
SEGUNDO CADERNO
SEGUNDO CADERNO
SEGUNDA-FEIRA, 2 DE ABRIL DE 2012
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Rotina do casamento é alvo de peça de
Edward Albee que chega ao Brasil • 3
Nana Caymmi volta a cantar no Rio e diz
no palco que pretende se aposentar •10
Novos ares emcena
Espaço Sérgio Porto - Entre
● O projeto Entre volta a ocupar o Espaço
Sérgio Porto nesta quarta-feira. Liderado
por Daniela Amorim, Joelson Gussom e
Marta Vieira, a ocupação, que terá R$
300 mil anuais e durará dois anos, inicia
com uma intervenção do Coletivo Gráfico,
show da banda Do Amor — com partici-
pações de Rodrigo Amarante, Moreno Ve-
loso e Pedro Sá — e uma miniedição do
CEP 20.000. Na quinta, o grupo belga tg
STAN se apresenta pela primeira vez no
país com “OF/NIET”, uma mescla dos tex-
tos “Party time” (1991), de Harold Pinter,
e “Relatively speaking” (1965), de Alan
Ayckbourn. Já no dia 13 o diretor Diogo
Liberano estreia “Sinfonia sonho”, e no dia
26 chega a Mostra Interarte, unindo arte e
tecnologia. O trio aposta na convergência
e no cruzamento de propostas artísticas
contemporâneas que envolvam artes vi-
suais, dança, teatro e música.
— É um trabalho voltado para artistas
que têm uma pesquisa e buscam traba-
lhar sobre as fronteiras de formas já esta-
belecidas. Queremos expandir esse perfil
— diz Daniela.
Teatro Café Pequeno - Câmbio
Projetos de residência artística assumem a programação de 16 teatros públicos do Rio
Luiz Felipe Reis
luiz.reis@oglobo.com.br
P
rática comum em muitos paí-
ses da Europa, a gestão de
equipamentos culturais por
projetos de residência artística
se tornou uma realidade nas
três esferas públicas que admi-
nistram os teatros da cidade do Rio. Com
novos editais de ocupação lançados no co-
meço do ano, agora, entre os meses de abril
e maio, 16 novos coletivos de produtores e
artistas começam a operar a programação
das salas. Só na Rede Municipal, serão oito
espaços funcionando através desse modelo
pelos próximos dois anos. A prefeitura in-
veste R$ 2,35 milhões anuais, sem contar os
R$ 20,36 milhões destinados ao novo Impe-
rator (leia mais na página 2). Já a Funarte
optou por residências menos longas, entre
quatro e seis meses de duração. No total,
serão investidos R$ 1,65 milhão, montante a
ser repartido entre os teatros Dulcina, Glau-
ce Rocha, Cacilda Becker e Duse. Ogoverno
do estado soma R$ 600 mil para teatros fora
do eixo central da cidade, como o Arthur
Azevedo, o Mário Lago e o Armando Gon-
zaga, localizados nas zonas Norte e Oeste.
Para os diretores artísticos entrevistados
para esta reportagem, a adoção do modelo
nas três esferas é reflexo de uma mudança
de mentalidade.
— Os gestores públicos entenderem que
um projeto artístico é mais bem conduzido
por curadores e artistas, e que eles devem
pensar e desenvolver políticas públicas pa-
ra a cidade — diz Nayse López, que ocupará
o Teatro Cacilda Becker.
Diretor do departamento de Artes Cêni-
cas da Funarte, Antônio Gilberto concorda:
— São eles que estão mais próximos do
cotidiano da vida artística da cidade.
Entre os teatros da Rede Municipal, ape-
nas o Carlos Gomes ainda aguarda definição
sobre o seu projeto de ocupação. Após um
primeiro edital que não reuniu nenhuma
proposta adequada, a Secretaria municipal
de Cultura recebe até o dia 17 de abril novas
propostas. A verba prevista para o espaço é
de R$ 500 mil anuais. O resultado deverá ser
divulgado no início de maio.
Ana Branco
Marcelo Carnaval
Teatro Armando Gonzaga -
Entre_Armando Gonzaga
● Cesar Augusto, Jonas Klabin e André
Vieira transformarão o Teatro Café Pe-
queno num cabaré dos novos tempos,
com olhos voltados para a produção
teatral e musical contemporânea. O
projeto terá R$ 200 mil para a progra-
mação, que começa no dia 6 com o
musical “Hedwig e o Centímetro Enfu-
recido”, de John Cameron Mitchell. O
lançamento do Câmbio é no dia 9.
— Esse espetáculo foi um dos
maiores sucessos do Câmbio e carre-
ga o nosso DNA — diz Jonas, sobre o
musical rock.
Entre os projetos do trio estão o
“Diário musical”, em que atores co-
mo Mateus Nachtergaele, Fernando
Eiras e Gustavo Gasparani apresen-
tam e conversam sobre músicas que
atravessaram suas carreiras; o “Tea-
tro de variedades”, com esquetes de
até 20 minutos, além do Festival In-
terCâmbio, com atrações internacio-
nais como o premiado (Drama Desk
2006) monólogo “Christine Jorgen-
sen Reveals”, a ópera-poema “Ismè-
ne”, de Yannis Ritsos, e a peça “Void
story”, do inglês Tim Etchells.
Teatro Ipanema - No Lugar
● Nova aquisição da prefeitura, o Teatro Ipanema re-
cebe a partir de maio a No Lugar, que terá uma verba
de R$ 300 mil. Rodrigo Nogueira, Michel Blois e Fa-
brício Belsoff, do coletivo Pequena Orquestra, apos-
tam no intercâmbio entre novos e consagrados grupos
de teatro, com peças de trupes como a Cia. dos Ato-
res, de Enrique Diaz, a Cia. de Teatro Íntimo, de Jô
Bilac, Os Fodidos Privilegiados, de João Fonseca, e
Foguetes Maravilha, de Felipe Rocha. Projetos de for-
mação artística e trabalhos com encenadores interna-
cionais também estão nos planos. Na abertura, que
acontece em maio, está confirmada a peça “Dentro”,
da Pequena Orquestra, e o próximo trabalho da Cia.
dos Atores, com direção de Bel Garcia.
— A síntese da ocupação é o diálogo. Entre o Teatro
Ipanema de ontem e o de hoje, entre jovens coletivos
e companhias estabelecidas, obras prontas e outras
em construção — diz Nogueira.
Teatro Maria Clara Machado
(Planetário) - Ágora
● Desdobramento do projeto Entre, a En-
tre_Armando Gonzaga vai levar a Mare-
chal Hermes teatro, dança, música e per-
formances no palco e nos jardins de Burle
Marx que cercam o prédio projetado por
Affonso Eduardo Reidy. Daniela Amorim
aposta na palavra “descentralização” para
levar artistas e espetáculos para fora do ei-
xo da Zona Sul. A inauguração será no dia
5 de maio, com um show de Serginho Pro-
cópio, da Velha Guarda da Portela. No dia
6, o rapper Dudu de Morro Agudo se apre-
senta. A ligação coma cultura hip hop terá
vez com os eventos Mixtureba Enraizados
e Liga o Mic. O projeto terá R$ 320 mil.
● Fabianna de Mello e Souza busca na ori-
gem do termo grego o objetivo da sua re-
sidência, que receberá R$ 200 mil.
— Ágora era a grande praça pública
grega, e queremos dar ao Planetário uma
vocação popular — diz Fabianna.
Diretora da Companhia dos Bondrés e
ex-integrante do Théâtre du Soleil, da di-
retora Ariane Mnouchkine, ela quer trans-
formar o espaço num centro de conver-
gência entre pesquisas modernas e tradi-
ções populares, como o topeng balinês, o
kabuki, a commedia dell’arte, palhaçaria
e manifestações brasileiras como o ma-
mulengo e o reisado. Tudo começa no dia
6 com “Instantâneos”, dos Bondrés, en-
quanto no dia 10 os formando da CAL es-
treiam “Eu me afogo em qualquer poça”.
Para a abertura, a residência traz a oficina
“Théâtre Du Soleil — Criação coletiva sob
o olhar do ator criador”. Às terças e quar-
tas, o “Novas cenas” recebe jovens artis-
tas e seus espetáculos, e às quintas a mú-
sica assume a casa.
JOELSON GUSSOM, Marta Vieira e Daniela Amorim, idealizadores da Ocupação Entre, que cuida do Espaço Sérgio Porto desde 2010: único projeto que foi mantido
JONAS KLABIN e André Vieira: sócios de Cesar Augusto no novo cabaré
Ana Branco
RODRIGO NOGUEIRA, Michel Blois (na foto) e Fabrício Belsoff apostam nos intercâmbios
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SEGUNDO CADERNO Segunda-feira, 2 de abril de 2012 O GLOBO
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O GLOBO

SEGUNDO CADERNO

PÁGINA 2 - Edição: 2/04/2012 - Impresso: 1/04/2012 — 15: 45 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
SEGUNDA-FEIRA
Felipe
Hirsch
QUARTA-FEIRA
Francisco
Bosco
QUINTA-FEIRA
PELO MUNDO
Eduardo Graça,
de Nova York
Eduardo Levy,
de Los Angeles
SEXTA-FEIRA
Hermano
Vianna
SÁBADO
José Miguel
Wisnik
DOMINGO
Caetano
Veloso
TERÇA-FEIRA
PELO MUNDO
Cristina Ruiz,
de Berlim
Pop cult 79
So, I’m in love. Fiz 40 anos há duas horas. Estou
em Nova York, trabalhando e aproveitando para
ver coisas que me interessam. O frio polar não
conseguiu me abater e fui até o BAM assistir a
Declan Donnellan e o Cheek by Jowl e sua mon-
tagem de “‘Tis pity she’s a whore”, do John Ford,
peça de 1629. Como diz Miley Cyrus, tipo amo
tudo o que vejo do Declan. Essa peça é linda e
complexa e trata de incesto, entre outras coisas,
e é a peça que Annie está ensaiando no final do
segundo ato de “The real thing”, do Tom Stop-
pard. Como disse, adoro tudo o que vi do Cheek
by Jowl. Inclusive as “peças russas”, com o gru-
po de atores russos que Declan dirigiu. Boris Go-
dunov é inesquecível. E “Noite de reis” também o
é, com todos aqueles atores e o ator que inter-
pretava a personagem feminina (Viola) que se
travestia de personagem masculino (Cesário).
A “Time Out” fala mal de
“‘Tis pity she’s a whore”.
Nossos semanários não po-
dem nem mais se “ufanizar”
por conterem as avaliações
mais idiotas do mundo.
Hoje almocei com o sobri-
nho de Will Eisner e sua ado-
rável esposa. Foi delicioso ex-
plicar por que cresci lendo as
graphic novels de Will sobre o
Bronx. A curiosidade dele foi
grande, doce e amável que é.
Ele chamou a garçonete e
perguntou num tom cheio de
uma frustração de décadas:
“Você já ouviu falar em Will
Eisner?”. Ela perguntou se ele
não seria um âncora de uma
TV de esportes, ou algo as-
sim. Ele disse não, esse é o tal
(eu não me lembro, nem co-
nheço, quem) e explicou,
mais uma vez em sua vida,
quem era Will Eisner. Ela se
desculpou, perguntou se pre-
feríamos os crab cakes ou o
cadillac burger e desapareceu.
Nos últimos anos,
os comics come-
çaram a florescer
(como as belas
cerejeiras daqui)
na América e no
mundo, através
de todas as mí-
dias possíveis. A
popularidade das
novelas gráficas
nunca f oi t ão
imensa, com no-
mes como Frank
Mi l l er ( “ Dar k
Knight Batman Series”), Stan
Lee (“X-Men”) e novas gera-
ções, de jovens como Bryan
Lee O’Malley, de “Scott Pil-
grim”. Todos devem suas his-
tórias ao gênio de Will Eisner.
Sim, ele nos ensinou tudo, re-
volucionou a linguagem, pelo
menos duas vezes, mas mui-
tos ainda não conhecem Will
Eisner. Muitos, habitantes de
sua Nova York, cidade que ele
contou para o mundo.
Mas a paixão é mais recen-
te. Aconteceu depois do al-
moço, no meio da noite, as-
sistindo ao genial show de
Nellie McKay. Falei dela na co-
luna dos obscuros e afirmei
conhecer pouco do seu enor-
me talento. Confessei até
uma preguiça imperdoável de
sua aparente semelhança
com cantoras de jazz easy-lis-
tening. Erro feio. Agarota é in-
crível, fez uma “Ópera dos
três vinténs” com Alan Cum-
ming, ameaçou com uma ar-
ma os diretores da Columbia
Records se não lançassem
seu primeiro disco em forma-
to duplo e ainda tirou uma
com Norah Jones, chamando
o seu primeiro disco, “Come
away with me”, de “Get away
from me”.
E esse é o maior problema
e a maior beleza da história.
Não adianta correr para ouvir
seus discos. Lá você encon-
trará uma parcela pequena da
genialidade dessa mulher. Fa-
lará que lembra BlossomDea-
rie, se você for de Blossom
Dearie. Falará que parece Cin-
dy Sherman, se por acaso vo-
cê tiver acabado de assistir à
retrospectiva do MoMA. Fala-
rá que se parece com uma fe-
minista, se você quiser que is-
so se pareça com alguma coi-
sa. Falará de uma Cole Porter,
se Cole Porter fosse uma des-
sas mulheres incríveis como
ele foi. Mas Nellie McKay co-
meçou a ser explicada pelo
grande César, o garçom que
nos atendeu. O número um.
Porque, logo depois, veio ou-
tro garçom, nos desejou um
estranho “boa noite”, emuma
língua que reconheci como
português, e se apresentou
tambémcomo César. Dois Cé-
sares, brasileiros, no mesmo
lugar. Tudo parecia umpouco
estranho. Até tudo parecer
muito estranho. Dois homens
entraram, bem vestidos em
seus ternos, um com aproxi-
madamente 60 anos, outro
com 70, o mais velho puxan-
do o outro por uma coleira
S&M. Sentaram e comeram
seus sanduíches
de peru, serena-
mente, ainda co-
nectados um ao
outro. É impor-
tante dizer que o
bar onde eu me
encontrava era
mai s i nocente
que comercial de
talco de bebê, co-
mo dizia Nelson
Rodrigues. Os de-
sejos mais secre-
tos e violentos só
assustam quando se aproxi-
mam do cotidiano. Se eles
não tivessem pedido aqueles
inocentes sanduíches, eu
nem teria percebido. Mas eu
estava ali para assistir a Nellie
McKay, e César me disse: “Ela
é incrível, não tem muita gen-
te porque ela é muito louca,
faz esses shows assim, basea-
dos nessas histórias que ela
recria. Essa é sobre a pioneira
ecologista Rachel Carsonis,
uma espécie de cabaré-cola-
gem, sobre tópicos improva-
velmente musicais, como
agrotóxicos e poluentes”.
Essa não é uma coluna so-
bre garçons e garçonetes que
sabem e não sabem das coi-
sas, mas sobre um dos maio-
res shows que vi nos últimos
tempos. Você não ouvirá isso
nos discos. Você poderá ver
isso nos shows. Nova York
não a conhece. Nova York
mal conhece Will Eisner. No
camarim. depois, coisa que
não faço, a não ser quando fa-
ço 40 anos e me apaixono,
disse: “Você é tão doce, amá-
vel e punk”. Ela gostou do
punk. Cantarolou “Moonri-
ver” em português, talvez
porque “Holly Golightly” (Au-
drey Hepburn) tente apren-
der português com um vinil
de Linguaphone para viajar
para o Brasil em“Breakfast at
Tiffany’s” (observou o Gui
Weber, que tem lido Truman
Capote). Depois, notemmeus
olhos úmidos, ela pegou seu
ukelelê e cantou parabéns
para você. Happy birthday,
dear Phillipe.
Nellie McKay
começou a ser
explicada pelo
grande César,
o garçom que
nos atendeu.
O número um
FELIPE HIRSCH
Teatro Cacilda Becker -
Dança Pra Cacilda!
Sala Baden Powell - Rio
Som e Cena
Teatro Ziembinski - Os
Ciclomáticos
Teatro Duse – Os Bonecos
Pedem Passagem
Novos ares em cena • Continuação da página 1
Orçada em R$ 20,36 milhões, ocupação do Imperator sai nos próximos dias
Teatro Glauce Rocha -
Cultura negra em cena
Marcelo Carnaval
● Se depender das produtoras Laura
Castro e Marta Nóbrega, entre abril e
julho o Glauce se torna um centro de re-
ferência do teatro e da cultura negra. A
proposta terá R$ 500 mil para traba-
lhar com linguagens brasileiras. O pro-
grama começa dia 12 com o musical
“Galanga, Chico Rei”, de Paulo César
Pinheiro e direção de João das Neves.
— A ideia é propor uma revisão da
História do Brasil sob o prisma da cul-
tura afro-brasileira — diz Laura.
No dia 19, “Namíbia, não!” assume o
teatro, com direção de Lázaro Ramos, e
em 31 de maio João das Neves e Paulo
César Pinheiro retornam com “Besouro
Cordão de Ouro”. A única estreia ocorre
em junho, com “Histórias de Jilú”, diri-
gida por Renato Carrera.
Teatro Dulcina - Dulcina
abraça o Sul
O PROJETO da casa, rebatizada de Centro Cultural João Nogueira
● Com cerca de 80% de suas
obras concluídas, segundo a
RioUrbe, o novo Imperator,
rebatizado Centro Cultural
João Nogueira, tem nova pre-
visão de abertura para maio.
Para administrar, manter e
programar artisticamente o
complexo cultural, a Secreta-
ria municipal de Cultura lan-
çou um edital de residência
artística para o uso do espaço
por dois anos. O teto máximo
é de R$ 20,36 milhões, comre-
passes trimestrais. A prefeitu-
ra planeja divulgar o resulta-
do das propostas recebidas
emcinco dias úteis a partir de
hoje. O edital não contempla
a gestão dos cinemas e do
restaurante do complexo.
— Não se deve comparar
esse edital aos outros editais
de ocupação. A verba é muito
maior porque não se trata ape-
nas de gestão, mas de todos
os aspectos que envolvam o
funcionamento do espaço e de
uma complexa programação
— diz o secretário municipal
de Cultura, Emilio Kalil.
Com 8.500 metros quadra-
dos, o Imperator terá, no pri-
meiro piso, um teatro para
661 pessoas sentadas e 3 mil
empé. Osegundo piso abriga-
rá três salas de cinema e o ter-
ceiro, uma sala de exposição.
Teatro Arthur Azevedo -
Escola Livre de Teatro
Teatro Mário Lago -
Potengy
Teatro Gonzaguinha -
Vem!
● A música em suas mais variadas acep-
ções domina a sala Baden. Com o ob-
jetivo de unir espetáculos clássicos e po-
pulares, plateias jovens e da terceira ida-
de, shows e teatro musical, o projeto Rio
Som e Cena, de Thiago Ramires e Pris-
cila Seixas da Costa, foca na cultura mu-
sical brasileira. Com uma verba de R$
400 mil, a residência abre em 19 de
abril com a série “Trilhas brasileiras”,
cuja direção artística é de Tim Rescala.
O primeiro showé “Música para imagem
comSérgio Ricardo”. Emmaio, o projeto
“Rio antigo” traz Henrique Cazes home-
nageando Noel Rosa e Pixinguinha,
além de “Zé Keti: o musical”. Os cente-
nários de Luiz Gonzaga e Nelson Rodri-
gues também serão lembrados.
● O teatro da Tijuca vai receber peças e
atividades para o público infantil e adulto.
No programa, montagens do repertório
dos Ciclomáticos e de novos nomes da ce-
na carioca e do estado. Com direção ar-
tística de Ribamar Ribeiro, Marcos Paulo
e Renato Neves, a ocupação, que recebe-
rá R$ 250 mil, começa no dia 4 de maio
com “Super Coffin ou sonho de uma noite
de velório”, de Odir Ramos da Costa.
● Valquíria Ribeiro e Alexandre Damasce-
na coordenam a Escola Livre de Teatro,
voltada para a formação de atores e au-
tores, com experimentações tiradas do co-
tidiano do bairro de Campo Grande. Uma
das montagens de abertura do programa,
que ocorre em maio, parte de uma pes-
quisa de campo, em que histórias de mo-
radores serão encenadas. Eles receberão
R$ 180 mil para o projeto.
● À frente do Grupo Bonecos emAção, Su-
sanita Freire quer fazer do Duse a casa do
Teatro de Bonecos. Entre abril e agosto, a
ocupação recebe R$ 150 mil para mon-
tagens de Rio, Curitiba, São Paulo e de paí-
ses como Chile e Uruguai. O lançamento
será dia 14, com um cortejo nas ruas de
Santa Teresa, com bonecos e os músicos
do bloco Céu na Terra. No dia 15 o Trança
de Folia estreia “Um concerto para o sol”.
● Para a maior de suas salas, o Teatro Dul-
cina, a Funarte selecionou um projeto que
traz as melhores obras gaúchas dos últi-
mos três anos, comoito peças entre abril e
julho. À frente do projeto está o produtor
Pablo Oliveira, que terá uma verba de R$
600 mil. O público irá conferir monólogos
às quartas, dramas e comédias de sexta a
domingo. O abraço começa no dia 11 de
abril, com “A comédia dos erros”, de Sha-
kespeare, encenada pela Cia. Stravagan-
za. Já no dia 13, o Depósito de Teatro en-
cena “Isaias in Tese”. No dia 18 estreia
“Histórias de uma tigresa”, de Dario Fo, e
em 4 de maio, “Goela abaixo”, inspirado
na vida do dramaturgo e ex-presidente
checo Václav Havel.
— Queremos atrair tanto os frequenta-
dores do entorno como estudantes e pes-
soas do meio — diz Pablo.
● Diretores artísticos do Festival Panora-
ma, Nayse López, Eduardo Bonito e Car-
la Lobo conduzem a dança no Cacilda
entre 18 de abril e meados de setembro.
Localizado no fundo de uma galeria no
Catete, a ocupação tem o desafio de tor-
nar o espaço mais visível.
— A ideia é propor uma dança inven-
tiva, que circule entre disciplinas — diz
Nayse, que contará com R$ 400 mil. —
Teremos performances que sairão dos li-
mites da sala para ir à rua e estabelecer
uma relação com as pessoas, atraí-las pa-
ra dentro do teatro.
A programação vai do pop ao experi-
mental, com música, moda, artes visuais
e toy art. A estreia fica com o coreógrafo
Fabian Gandini, com “Pieza para pequeño
efecto”, emque cria vídeos combonecos e
efeitos de luz. Os residentes planejam mi-
ni-ocupações de artistas brasileiros e es-
trangeiros, com laboratórios de criação de
até duas semanas. Já o projeto Novíssi-
mos levará jovens artistas ao palco.
● O projeto dos produtores culturais Fe-
lipe Machado e Marcelo Guilherme ini-
cia amanhã e pretende agregar no teatro
da Vila Kennedy o melhor da Zona Oes-
te. O ponto alto é a realização do 2º Fes-
tival Impacto Cultural Zona Oeste, com
apresentações de teatro, dança, música,
cinema e artes visuais em datas a serem
definidas. O Potengy conta com uma
verba de R$ 100 mil.
● A ideia do diretor Alexandre Mello é
transformar o Gonzaguinha, no centro
Calouste Gulbenkian, num ateliê em que
artistas convidados tecem colaborações
durante três meses com nomes do teatro
e da dança. A série começa em 10 de
abril com Oscar Saraiva. Em julho será a
vez de Inez Viana; em outubro, Márcia
Rubin; e em janeiro de 2013, Gilberto
Gawronski assume o projeto.
Além dos ateliês, o Vem!, que terá R$
200 mil, propõe 12 incubadoras experi-
mentais para teatro e dança. No dia 12,
Oscar Saraiva encena “Barba Azul”.
D
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ã
o
MARTA NÓBREGA e Laura Castro no palco do Glauce Rocha: programação afro-brasileira
SEGUNDO CADERNO

3 Segunda-feira, 2 de abril de 2012 O GLOBO
O GLOBO

SEGUNDO CADERNO

PÁGINA 3 - Edição: 2/04/2012 - Impresso: 1/04/2012 — 15: 12 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Nopalco, ojogoentrearazãoeoinstinto
Escrita pelo americano Edward Albee e inédita no Brasil, ‘A peça do casamento’ estreia no Festival de Curitiba
Reproduções
CAPAS de “O último malandro” (1958), “O ‘tal’... malandro” (1962) e “Morengueira 64”: oito discos relançados
Segunda fase de sucesso de
Moreira da Silva volta em CD
Caixas cobrem época do personagem Kid Morengueira
Luiz Fernando Vianna
luiz.vianna@oglobo.com.br
O
lançamento emCD de
oi to LPs gravados
por Moreira da Silva
entre 1958 e 1966 ilu-
mina a segunda fase de um dos
maiores intérpretes do samba,
nascido há 110 anos (a data re-
donda foi ontem) e morto em
2000. As caixas do selo Disco-
bertas, cada uma com quatro
títulos, cobrem o momento em
que, duas décadas após os pri-
meiros sucessos, ele viveu no-
va onda de popularidade, em
especial graças ao persona-
gem Kid Morengueira.
Moreira já estava consagra-
do como o principal nome do
samba de breque — embora o
pioneirismo seja creditado a
Luís Barbosa. E já firmara sua
figura de malandro — embora
fosse um trabalhador, exer-
cendo funções como a de mo-
torista de ambulância, e ja-
mais bebendo. Mas com “O rei
do gatilho”, faixa de abertura
do disco “O ‘tal’... malandro”
(1962), o cantor começou a fa-
zer sucesso encarnando um ti-
po específico, desenvolvido,
sobretudo, nas composições
de Miguel Gustavo.
— Ele foi um tanto forçado a
manter o personagem do ma-
landro. Mas Miguel Gustavo
soube alimentar isso da forma
mais sofisticada possível —
destaca Jards Macalé, fã de
Moreira que dividiu palcos
com ele a partir da década de
1970, tornou-se seu parceiro
em “Tira os óculos e recolhe o
homem” e gravou, em 2001,
um CD dedicado ao amigo.
—Acho essa segunda fase do
Moreira um complemento bri-
lhante da anterior. Ele está no
auge na encarnação do malan-
dro folclórico que inventou pa-
ra complementar sua função de
cantor de samba de breque —
afirma o crítico musical Tárik
de Souza, ressaltando que, nos
anos 1950 e 1960, Jorge Veiga,
Roberto Silva e Jamelão tam-
bém disputavam o mercado de
sambas de malandragem.
Entre sincopados e valsas
Desde os primeiros suces-
sos, como “Arrasta a sandália”
(1932), Moreira ficou à vonta-
de nessa temática e nos cha-
mados sambas sincopados,
que tiveram Wilson Batista e
Geraldo Pereira entre seus
principais autores — e Cyro
Monteiro como o mais célebre
estilista no grupo de intérpre-
tes. Mas o cantor carioca tam-
bém queria entoar versos ro-
mânticos e seguir ídolos como
Francisco Alves, Sílvio Caldas,
Orlando Silva e Carlos Galhar-
do. Gravou valsas e sambas-
canções, ainda que semo mes-
mo impacto dos temas mais
bem-humorados.
— Ele adorava cantar seres-
tas, músicas de Noel e Lupicí-
nio. Era um grande sambista e
um cantor extraordinário —
ressalta Macalé.
— Sei que virou moda falar
de sambistas antecessores do
rap, mas se há um que merece
o título é Moreira. Basta ouvir
seu longo discurso no épico
“Na subida do morro”, que ele
disse ao “Pasquim” ter com-
prado de Geraldo Pereira —
conta Tárik, recordando essa
outra faceta do artista, a do
comerciante de composições,
comum em sua época e que ti-
nha mão dupla (ele também
vendia sambas).
Uma versão de “Na subida
do morro” está no primeiro
disco do grupo de relança-
mentos, o de 1958, “O último
malandro” — juntamente com
“Acertei no milhar”, “Amigo
urso”, “Olha o Padilha” e ou-
tras faixas. A “fase cinemato-
gráfica” de Moreira, como res-
salta Tárik, começa no disco
seguinte, “A volta do malan-
dro” (1959), com “Filmando na
América”. Nos CDs da segunda
caixa estão a trilogia de Miguel
Gustavo formada por “O rei do
gatilho”, “O último dos moica-
nos” (disco de 1963, que já ti-
vera versão digital) e “Moren-
gueira contra 007” (1966, dis-
co “Conversa de botequim”).
Outros gravações marcan-
tes que voltam são “Cidade la-
goa”, “Um gago apaixonado”,
“1296 mulheres”, “Piston de
gafieira” e “Faustina”. ■
Antonio Cicero separa em
livro a poesia da filosofia
Debate com presença de Caetano lança ensaio hoje
O
poeta e filósofo Anto-
nio Cicero lança hoje
um livro que trata
exatamente de suas
duas atividades. “Poesia e filo-
sofia” é um dos novos títulos
da Coleção Contemporânea,
da editora Civilização Brasilei-
ra. O outro é “Clarice Lispec-
tor: Uma literatura pensante”,
do escritor e ensaísta Evando
Nascimento, organizador da
coleção. Os dois autores parti-
ciparão de debate, às 19h, na
livraria Argumento, ao lado de
Caetano Veloso e Francisco
Bosco, colunistas do GLOBO.
Segundo Cicero, Evando o
convidou por saber que ele
vai contra ideias de pensado-
res contemporâneos como o
italiano Giorgio Agamben,
que enfatizam a semelhança
entre poesia e filosofia.
— É quase como se a poe-
sia fosse uma espécie de filo-
sofia feita com metáforas.
Acho isso um equívoco. Para
mim, elas são inteiramente
diferentes — ressalta Cicero,
por e-mail. — Acho que o
maior interesse que o livro
pode ter é que, tentando
mostrar a diferença entre
poesia e filosofia, acabo ex-
plicando o que é, segundo
penso, por um lado, a poesia
e, por outro lado, a filosofia.
Ações em polos opostos
O que ele diz deixa claro
que não considera, ao menos
para si, poesia e filosofia ati-
vidades conciliáveis. Pensa-
dor vinculado à tradição da
razão, conta na poesia com
muitas outras variáveis.
— Não consigo fazer as
duas coisas ao mesmo tempo.
Costumo dizer que, em mim,
quando o filósofo está presen-
te, o poeta não chega nem
perto; e, quando é o poeta que
está presente e o filósofo che-
ga de repente, o poeta se re-
tira. Para mim, são duas ativi-
dades extremas do espírito
humano, mas se encontram
em polos opostos — afirma.
Autor de ensaios importan-
tes como “O mundo desde o
fim” e dos que reuniu no livro
“Finalidades sem fim” (2005)
— em que tratava do fim das
vanguardas e já da dissocia-
ção entre poesia e filosofia —,
Cicero também é um poeta
reconhecido e um letrista de
sucesso (“Fullgás”, “Virgem”
etc.). Ele vê seu novo livro co-
mo um só ensaio dividido em
23 capítulos, no qual apresen-
ta com clareza suas ideias.
— Quando escrevo um tex-
to filosófico, tenho antes a
preocupação de ser claro e
preciso do que sedutor — diz,
vendo ainda menos no ato de
escrever poesia a necessidade
de formar leitores. — Ao es-
crever um poema, quero que
ele resulte tão bom que possa
ser apreciado até por leitores
dotados de grande sensibili-
dade, inteligência e cultura li-
terária. Assim, confesso que
não tenho em mente os leito-
res que não gostam de poesia.
A poesia dá acesso a uma di-
mensão da existência que
transcende aquela meramente
utilitária, pragmática, instru-
mental em que passamos a
maior parte de nossas vidas.
(Luiz Fernando Vianna) ■
Leonardo Aversa/3-11-2010
ANTONIO CICERO vê as suas duas atividades como inconciliáveis
Divulgação
DUDU
SANDRONI e
Guida Vianna
vivem um casal
em crise na
peça que inicia
sua temporada
carioca na
quinta-feira, na
Laura Alvim
● Iniciado na última quarta-
feira com uma baixa, o can-
celamento da performance
“Music for silents”, do inglês
Steven Severin, o Festival de
Curitiba fechou a primeira
semana com saldo positivo
em relação à presença do
público. Das 15 peças da
mostra principal que se
apresentaram no fim de se-
mana, mais da metade esta-
va com ingressos esgota-
dos. Prova da presença ma-
ciça foram as duas sessões
da remontagem de “O casa-
mento”, de Nelson Rodri-
gues, por João Fonseca,
como grupo Os Fodidos Pri-
vilegiados no Guairão, com
suas mais de 2 mil poltronas
quase todas ocupadas na
sexta-feira e no sábado.
Peças como “Obituário
ideal”, escrita, dirigida e en-
cenada por Rodrigo No-
gueira, “Luis Antônio-Ga-
briela”, de Nelson Basker-
ville, e “Palácio do fim”, di-
rigida por José Wilker, tam-
bém lotaram. E a procura
por ingressos para assistir
a “Gargólios”, no domingo,
fez Gerald Thomas abrir
uma sessão extra para hoje,
às 18h30m, além da oficial,
às 21h, já esgotada. As salas
cheias têm servido como
aquecedores para aplacar o
frio que impera nas noites
curitibanas. (L.F.R.)
Público lota a
mostra principal
Luiz Felipe Reis
luiz.reis@oglobo.com.br
Enviado especial • CURITIBA
S
entada numa poltrona,
Guida Vianna gargalha
enquanto vira as pági-
nas de um calhamaço.
Dudu Sandroni invade a cena e
anuncia: “Eu estou deixando
você”. Guida, oumelhor, Gillian,
ergue os olhos e diz: “Claro...”. E
pergunta: “O seu dia foi ruim?”,
em tom condescendente. Até
que osarcasmoe a ironia se im-
põem como um escudo cuja
raiz é um desespero velado:
“Está de casinho?”. A indiferen-
ça faz Dudu, ouJack, se debater
buscando a medida certa para
fazer valer não apenas a cena,
mas a intenção das palavras.
Ele repete a entrada e a frase
inúmeras vezes. Em vão.
É a impossibilidade — a
princípio — de seu instinto e
de seu discurso serem concre-
tizados que sustenta os 75 mi-
nutos de “A peça do casamen-
to”, texto inédito no Brasil do
americano Edward Albee (de
“Quem tem medo de Virginia
Woolf?”). A peça fez sua es-
treia nacional ontemà noite no
Teatro da Reitoria, pelo Festi-
val de Curitiba, onde se apre-
senta hoje, e chega ao Rio na
quinta-feira, na Laura Alvim.
Vontade de romper a rotina
— O marido diz a primeira
frase, mas a cena não funciona
—diz odiretor, PedroBrício. —
Volta e fala a mesma coisa. Isso
passa a ideia do casamento co-
moumjogoque se repete. Aro-
tina de um homem que chega
emcasa todo dia na mesma ho-
ra se relaciona a um certo mo-
do de repetição teatral.
Guida Vianna também des-
taca a ideia de jogo, contida
no duplo sentido do título ori-
ginal, “The marriage play”.
— O casamento é, tam-
bém, um jogo onde duas pes-
soas representam papéis.
Mas é a vontade de ruptura
da rotina que instala não ape-
nas o desequilíbrio na relação
como a tensão que sustenta a
dramaturgia de Albee. Nela, Ja-
ck e Gillian, que vivem há mais
de 30 anos juntos, conduzem
um embate em que os estados
afetivos e as relações de poder
se alternam. A crise de Jack ir-
rompe ao acaso. Estarrecido
coma imobilidade do dia a dia,
pressente que sua vida “está
prestes a mudar… Completa-
mente”. A iminência da fuga
(perspectiva dele) e do aban-
dono (perspectiva dela) engen-
dram o absurdo, a falta de sen-
tido, a insegurança e o ciúme
que norteiam a relação.
— Vejo uma certa proximi-
dade com o absurdo de Iones-
co, o nonsense em cada situa-
ção — diz Sandroni. — A ques-
tão central não é se ele vai em-
bora ou não, mas o que se dis-
cute ali. Essa é uma leitura bá-
sica. Existe outra mais profun-
da sobre a condição humana.
E é essa última que chama a
atenção de Brício e o faz lem-
brar do absurdo de Samuel Be-
ckett e de sua peça “Fim de
partida”, que tambémencenou
com Guida Vianna, em 2007:
— O Jack do Albee é como
um Clov, que passa a peça in-
teira tentando fugir.
Fugir, no caso, da rigidez
de um cotidiano que não se
renova e de um comporta-
mento viciado a responder a
uma racionalidade que opera
sempre de um mesmo modo
e com o mesmo fim: afastar o
homem de seus instintos. “Se
há regras opondo-se ao que
sentimos nas vísceras, elas
então estão erradas”, diz Ja-
ck. “Você não entende nada
de paixão; você confunde tu-
do com a rotina”, diz Gillian.
— Ele diz que chegou a ho-
ra de viver a partir dos instin-
tos, sair do lugar onde tudo
parece igual — diz Brício.
—Ela diz que conhece as re-
gras do jogo e que, se o conhe-
cimento não basta, ao menos
significa algo para que conti-
nuemos a viver — diz Guida. ■
O repórter viajou a convite do festival
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SEGUNDO CADERNO Segunda-feira, 2 de abril de 2012 O GLOBO
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O GLOBO

SEGUNDO CADERNO

PÁGINA 4 - Edição: 2/04/2012 - Impresso: 1/04/2012 — 15: 12 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
AGENDA
Por Audrey Furlaneto e Catharina Wrede
ARTES VISUAIS
PINCELADAS OBRA EM PROGRESSO • Gisele Camargo
SEGUNDA-FEIRA
Artes Visuais
QUARTA-FEIRA
Artes Cênicas
QUINTA-FEIRA
Cinema
SEXTA-FEIRA
Transcultura
TERÇA-FEIRA
Música
Passado frustrado e ânsia pelo futuro se unem na exposição de Matheus Rocha Pitta
Fotos de divulgação
“STILL PEDRA”: escombros da implosão do Hospital do Fundão, em 2010, são matéria-prima do trabalho em cartaz no Paço Imperial
“PROJEÇÃO 6”: vídeo apresenta o entulho como protagonista
É justamente aí, neste inters-
tício daquilo que não funcio-
nou, que interessa ao artista
trabalhar. O percurso pela
mostra nos leva a dois momen-
tos distintos. O primeiro deles
surge como uma exposição
aparentemente inacabada.
O que se vê são espaços va-
zios e, nas laterais da sala, sa-
cos plásticos repletos de entu-
lho do antigo edifício, embala-
dos na forma de mercadoria,
supostamente pronta para ser
vendida. Ou seja, o artista en-
cena uma mostra embalada e
pronta para ser, quiçá, comer-
cializada. Esta parte da expo-
sição sinaliza para o futuro.
Passando a primeira fase, o
espectador que continuar ca-
minhando por aquele terreno
intencionalmente incompleto
atravessará pela lateral de
uma parede branca que divide
a grande sala em duas. Do ou-
tro lado, uma vídeo-projeção
exibe uma espécie de exposi-
ção que já ocorreu naquele
mesmo local, tendo como pro-
tagonistas, como “obras de ar-
te”, os entulhos. O artista
montou, encenou e gravou
três “mostras”, antes da aber-
tura da exposição. Assim, o
que há para ser visto é algo
que já ocorreu e não está mais
lá. Se a primeira parte aponta
para o futuro, a segunda nos
revela um passado ausente.
O que falta nesse enredo? O
que faz com que a exposição
apresente uma resistência ca-
racterística de tudo aquilo
que não se mostra por inteiro,
de uma só vez, pronto para ser
visto, “comprado” e levado? O
que falta ali é justamente o
presente. Ou seja, o artista
constrói uma lacuna que é cor-
relata a essa que experimenta-
mos hoj e, em tempos nos
quais se anseia cegamente pe-
lo futuro e se liquida a memó-
ria, nos deixando em um pre-
sente tão contínuo quanto va-
zio de sentido.
Nova circulação para ruínas
A implosão do prédio que
falhou e o destino de suas ruí-
nas — e note-se que o artista
toma essa falha pelo seu lado
positivo, como abertura, va-
zio, espaço para uma habita-
ção diversa daquela prevista,
ou seja, enxerga de modo ben-
jaminiano uma “produtividade
da perda” — é um exemplo ca-
bal desta relação de esqueci-
mento que nos acossa e de ân-
sia que nos assedia.
Ao instaurar uma nova cir-
culação para as ruínas do edi-
fício, o artista sublinha a im-
portância de sermos testemu-
nhas ativas da nossa história.
Somente assim, escutando o
passado, à luz da urgência do
presente, o futuro poderá ser
diverso da eterna repetição do
mesmo. Matheus Rocha Pitta
nos faz habitar o aflitivo vazio
do presente. Tal habitação po-
de, quem sabe, gerar um novo
olhar para o passado e, assim,
apontar uma outra configura-
ção para o futuro. “Dois reais”
é tão simples e tão complexo
quanto isso. ■
Cidade museológica
● O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) conseguiu
vencer Moscou e Milão na disputa para sediar em 2013
a Conferência Internacional de Museus, evento trianual
que, em 2010, foi realizado em Xangai, na China. Por
aqui, a sede será o Rio. Antes, ainda neste ano, o Ibram
realiza na cidade o Fórum Nacional de Museus.
● Uma paisagem que se vê
pela janela cria flashes na
memória. Um verde da pai-
sagem, um ângulo reto da
arquitetura, um pedaço de
céu. “Cápsula A” é um pe-
queno inventário da memó-
ria de uma paisagem que
Gisele Camargo cria com
esmalte sintético e tinta
acrílica sobre madeira.
A artista vai apresentar o
trabalho na SP Arte emmaio,
mas “Cápsula A” marca ape-
nas o início de uma série de
obras em grandes dimen-
sões — algumas chegarão a
sete metros —que Gisele vai
expor no fim do ano, no Rio,
ainda em local indefinido. A
tela-estudo que será mostra-
da na feira paulistana é com-
posta de diversas formas de
madeira pregadas sobre
uma base, de modo a com-
por altos e baixos relevos.
— Tento criar uma dinâ-
mica em que a dureza das
partes é quebrada porque
tem uma nuvem ou um ver-
de que transborda.
Aos 41 anos, Gisele afirma
que seu trabalho se encontra
entre a abstração e a figura-
ção, “respira dos dois mun-
dos”. Até chegar à “Cápsula
A”, a artista se lembra de ter
encarado, no ateliê, o traba-
lho em branco durante seis
meses, tempo em que acu-
mulou incontáveis cadernos
com estudos para a série.
Muito ligada ao cinema,
Gisele vê a tela como uma
espécie de travelling (movi-
mento de câmera) por uma
paisagem externa que, den-
tro de sua “cápsula”, permi-
te novos circuitos.
Hoje
• A Livre Galeria (3256-7720),
no Jardim Botânico, comemora o
Dia Mundial do Livro Infanto-Ju-
venil como parte da Mostra de Ar-
te Contemporânea em Literatura
Infantil, que reúne 29 obras cria-
das por artistas internacionais pa-
ra livros dirigidos a crianças.
Amanhã
• A Galeria Laura Marsiaj
(2513-2074), em Ipanema,
inaugura duas exposições: “Do-
mingo”, do pintor Fábio Baroli,
e “Fernanda Chieco”, com de-
senhos e objetos criados pela
artista. As duas aberturas estão
marcadas para 19h.
Quarta, dia 4
• Abre ao público, a partir das
10h, no Museu Nacional de Belas
Artes (2219-8474), a retrospecti-
va “Eliseu Visconti: A modernidade
antecipada”, com 250 obras de
um dos mais importantes artistas
atuantes no Brasil em fins do sé-
culo XIX e início do século XX. Se-
rão exibidos, além das pinturas
pelas quais é mais conhecido, de-
senhos, cerâmicas e documentos.
Um dos pontos altos é o conjunto
de 25 autorretratos, dos 40 que
Visconti produziu. O objetivo da
exposição, que tem curadoria dos
historiadores de arte Rafael Cardo-
so e Mirian Seraphim e de Tobias
S. Visconti, neto do artista, é mos-
trar como Visconti (1866-1944),
que se iniciou na pintura no Liceu
de Artes e Ofícios e passou pela
Academia Imperial de Belas-Artes,
foi um agente capital da moderni-
zação da arte brasileira.
• O Foyer do Museu de Arte Mo-
derna (2240-4944) do Rio sedia,
às 16h, mais uma edição do
Ações Conjuntas. Desta vez, o de-
bate contará com a participação
da artista Fernanda Gomes, que
tem exposição em cartaz no mu-
seu, e dos curadores Paulo Venan-
cio Filho e Luiz Camillo Osorio.
• Os fotógrafos Monica Mansur,
Claudia Tavares, Cassio Vasconcel-
los e mais cinco artistas abrem às
18h no Centro Cultural Parque das
Ruínas (2224-3922), em Santa Te-
resa, a mostra “Vaievem”, com 30
fotografias relacionadas a ferrovias.
• A artista plástica Lena Bergs-
tein apresenta seu mais recente
trabalho no Midrash Centro Cultu-
ral (2239-2222), no Leblon. A
mostra “Livros” trata de assuntos
como memória, arquivo, escrita e
o diálogo entre a imagem e o tex-
to. A artista, que prepara exposi-
ção no MAM para 2013, criou os
trabalhos especialmente para a
mostra no centro cultural.
Sábado, dia 7
• O Núcleo Experimental de Edu-
cação e Arte do MAM (2240-
4944) apresenta, às 15h, as
Ações Móveis, com a atividade “O
pedido das árvores”. Na ação inte-
rativa, o público será convidado a
escrever um desejo num pedaço
de papel ou tecido e pendurá-lo
no galho de uma árvore.
Domingo, dia 8
• O Programa em Família do
MAM propõe, às 15h, ações a
partir das páginas/obras da exposi-
ção/publicação “Por fazer” de Re-
gina Melim.
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Indicamos o coletivo
GIA, da Bahia, um dos
mais atuantes no
Brasil desde 1998.
Eles têm forte ligação
com o samba de roda,
todos os integrantes
tocam um instrumento,
inspirando
a coletividade.
Fazem interferências
micropolíticas com
ações e canções:
‘Modificando aquilo
que está ao seu lado,
você muda o mundo
todo, acredite em
suas ações’
Divulgação
Comohabitar opresente
“CÁPSULA A” (2012): série de trabalhos de grandes dimensões
Memória e resis-
tência são irmãs.
Quem já estudou
Wal ter Benj ami n
(1892-1940) conhece bem esse
ensinamento. A exposição
“Dois reais”, de Matheus Ro-
cha Pitta, curada por Sergio
Bruno Martins, em cartaz no
Paço Imperial, toca de forma
aguda nessa paridade.
O ponto de partida da mos-
tra está na leitura da notícia de
jornal, que se encontra incrus-
tada em uma lápide de concre-
to logo no início do espaço ex-
positivo. Ali está noticiado
que os escombros decorren-
tes da implosão da ala sul do
Hospital do Fundão (UFRJ),
ocorrida em 19 de dezembro
de 2010, foram comprados por
R$ 1 e seriam revendidos co-
mo material reciclado para a
construção civil por um valor
superior a R$ 2,3 milhões.
Tão logo leu a notícia, o ar-
tista foi ver de perto as cemmil
toneladas de entulho prestes a
serem moídas. Em uma nego-
ciação, levou consigo parte
dos escombros com a condi-
ção de devolver os mesmos
tão logo terminasse o seu pro-
cesso. Ou seja, o artista nunca
visou mimetizar a circulação
dos escombros como valor ma-
terial, mas sim simbólico.
“Dois reais” é uma tentativa
de pensar o que quer dizer a
implosão de parte de um pré-
dio emblemático da arquitetu-
ra moderna, erguido na déca-
da de 1950, e que nunca foi uti-
lizado. Tendo sempre sido
abandonado; algo que não
aconteceu, algo que falhou na
sua meta.
ARTES
CRÍTICA
‘Dois reais’
Matheus Rocha Pitta
Luisa Duarte
segundocaderno@oglobo.com.br
Será que Nan Goldin vem?
● O primeiro livro em
português sobre a obra
de Nan Goldin será
lançado no próximo
sábado, às 16h, no MAM.
A artista prometeu que
chegaria na sexta, mas,
por via das dúvidas, a
organização não confirma
a presença da diva — na
abertura de “Heartbeat”,
também no MAM Rio, Nan
desistiu de viajar horas
antes de embarcar. O livro-catálogo (editora
Barléu/Francisco Alves) terá imagens da mostra
carioca e inéditas, como a série de fotos de
travestis que Nan fez em São Paulo, em 1996.
SEGUNDO CADERNO

5 Segunda-feira, 2 de abril de 2012 O GLOBO
O GLOBO

SEGUNDO CADERNO

PÁGINA 5 - Edição: 2/04/2012 - Impresso: 1/04/2012 — 15: 44 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
CURTI NHAS

Maria Rezende media debate
entre Martha Medeiros e Marina
Colasanti, na 5ª FestiPoa Literária.

Marcelo Szpilman lança o livro
“Judeus”, amanhã, na Livraria
Cultura do Fashion Mall, às 18h.

Beth Garcia e Denise Loreto
abrem lojas da Track & Field na
Body Tech do Cittá America, em
Botafogo, e O2, na Barra.

Fernando Molica lança “O
inventário de Julio reis”, dia 10, na
Saraiva Rio Sul.

A Rio Convention & Visitors
Bureau participa da 23ª edição do
Toques et Clochers, em Limouxe.

Abre hoje a expo “Um Porto de
Cidadania — A fotografia como
testemunha da transformação”, no
Centro de Cultura e Cidadania.

Paulo Reis comemora 30 anos
de “A Tempestade” hoje, no Lage.

Xingu, de Cao Hamburger, tem
pré-estreia hoje, no Downtown.

Junior Grego é o curador da
Mostra Decora Lider.
COM CLEO GUIMARÃES, MARIA FORTUNA E FERNANDA PONTES • E-mail: genteboa@oglobo.com.br
GENTE BOA
Esqueceram de mim
● A compra do edifício Erlu, no
Leme, anunciada por um grupo
espanhol, foi para a Justiça. O
empresário Omar Peres, da
cantina Fiorentina, tinha o
direito de preferência e não foi
consultado antes da venda. Ele
estava interssado em fazer ali
um hotel e entrou com
notificação para os vendedores
se absterem de efetivar o ato.
Uma contradição
● Instituições europeias que
vão participar da Rio+20 têm
encontrado dificuldades em
contratar serviço de bufê
politicamente correto e
sustentável para seus eventos
na cidade. Não acham, por
exemplo, empresa que tenha
garçons e mão de obra
formada por projetos sociais.
Ele merece
● Cacá Diegues será o
homenageado do Grande
Prêmio do Cinema Brasileiro,
que acontece em maio.
Boletim médico
● A fase no Flamengo anda tão
braba que Patrícia Amorim
estava numa reunião com a
diretoria do clube quando seu
celular tocou. Era o filho de
seis anos, avisando: “Mãe, vem
pra casa, a babá morreu”.
Patrícia encontrou a moça
desmaiada. Não estava morta.
Era labirintite. Passa bem.
Os preços piraram
● De um comerciante de
Ipanema, impressionado com
a inflação dos aluguéis das
lojas: “A prefeitura poderia
fazer como na Holanda e
sobretaxar o IPTU para loja
vazia, um manjado truque da
especulação”. Pede-se, em
média, R$ 12 mil pelo aluguel
de loja de 30m² no bairro.
Rufem os tambores
● Estão encerradas as
inscrições para nomear o
novo croquete do
Bracarense. Novos
candidatos: Bolinho fingido
(de Carlos Henrique Cadinha:
“Finge que é vegetariano”),
Ave Maria (de Afrânio de
Souza): “Depois de 15 chopes,
5 croquetes de camarão e
duas porções de linguiça
frita, pedimos um Ave Maria
pra expiar a culpa.”
Viva Ana Botafogo!
● Ana Botafogo, capa da nova
revista “Carioquice”, que o
Instituto Cravo Albim distribui
amanhã,
anuncia um
convênio de
bolsas de
estudos para
incentivar
dançarinos
nas
comunidades
carentes da
cidade.
As favelas com UPPs ganharão feiras de livro
FERREIRA GULLAR, no auditório da Biblioteca Nacional: prêmio Moacyr Scliar de literatura por livro de poesia
Aliteratura sobe o morro
JOAQUIM FERREIRA DOS SANTOS
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avelas com UPPs ganha-
rão feiras do livro realiza-
das pela Biblioteca Nacio-
nal. A informação foi dada
pelo presidente da fundação, Galeno
Amorim, na entrega do “Prêmio
Moacyr Scliar de Literatura” a Fer-
reira Gullar, pelo livro “Em alguma
parte alguma”. “Queremos desmis-
tificar a história de que livro é só pa-
ra gente superculta”, dizia Galeno.
Junto com a feira, também subirá os
morros uma caravana de escritores.
● Ao entregar o troféu a Gullar na
Biblioteca Nacional — a premia-
ção foi no Rio por que o poeta
morre de medo de avião —, o go-
vernador do Rio Grande do Sul,
Tarso Genro, citou um dos versos
do poeta maranhense.
● “‘Introduzo na poesia a palavra
diarreia’. Considero este o seu ver-
so mais ousado, ele justifica toda
a obra, estabelece uma relação
entre a vida e a arte”, disse Genro,
indo abraçá-lo.
● “Ganhar prêmio com o nome
do meu amigo Moacyr Scliar é
muita emoção”, devolveu Gullar,
que lembrou Millôr Fernandes e
Chico Anysio em seu discurso.
● “Nesta biblioteca, aos 21 anos,
eu passava dias inteiros lendo
poetas brasileiros e revistas fran-
cesas com poemas surrealistas”,
continuou Gullar. “Quem é, é, meu
caro”, resumiu o acadêmico Do-
mício Proença, cumprimentando o
premiado.
Ao som do bolero de Dalva
● Alcione prestou depoimento para o Museu
da Imagem e do Som, presidido por Rosa
Araújo. Entre os bons momentos de sua
história, lembrou que foi compositora na
juventude: “Escrevi uma música uma vez e
depois pedi desculpas, porque num país
que tem o Chico Buarque e o Milton
Nascimento, eu vou compor? Sei que posso
fazer isso, mas não quero me meter na área
de ninguém”. Revelou também suas
maiores referências: “Ouvia muito Ângela
Maria, Elizeth Cardoso, Dalva de Oliveira.
Meu pai ensaiava muito bolero e samba.”
Tráfico de escravas no Irã
● Alcione descreveu com humor a infância
que viveu no Maranhão. “Lá em casa não
tinha essa de ter interesse pela cozinha”,
contou. “Minha mãe dizia que com a
quantidade de filhos que tinha, não ia pagar
empregada. Fazíamos tudo, até cozinhar.
Hoje todos falam que minha torta de
caranguejo é imbatível”. No Irã, Alcione
teve problemas. Ao voltar uma noite para o
hotel encontrou o gerente sendo preso,
acusado de tráfico de escravas, porque
havia permitido a saída dela. “Ele era o
responsável por nós.”
Vânia Laranjeira
EXPEDIENTE
Editora: Isabel De Luca
(ideluca@oglobo.com.br)
Editores assistentes: Bernardo Araujo
(bbaraujo@oglobo.com.br), Cristina
Fibe (cristina.fibe@oglobo.com.br),
Fátima Sá (fatima.sa@oglobo.com.br)
e Nani Rubin (nani@oglobo.com.br)
Fotografia: Leonardo Aversa
(aversa@oglobo.com.br)
Diagramação: Ana Cristina Machado,
Cristina Flegner e Lígia Lourenço
Telefones/Redação: 2534-5703
Publicidade: 2534-4310
(publicidade@oglobo.com.br)
Correspondência: Rua Irineu Marinho
35, 2º andar. CEP: 20233-900

Quero desmistificar essa
história de que livro é só
para gente superculta.
Vamos às favelas
Galeno Amorim
Ganhar um prêmio com o
nome do meu querido
amigo Moacyr Scliar é
muita emoção
Ferreira Gullar
Filmesul-coreanoganhaÉTudoVerdade
Na competição brasileira, prêmio vai para documentário sobre o cineasta Rogério Sganzerla
O
sul-coreano “Planeta
Caracol”, de Seung-Jun
Yi, ganhouoprêmiode
melhor documentário
de longa-metragem estrangeiro
na 17
a
- edição do festival É Tudo
Verdade. Na competição brasilei-
ra, o longa-metragem vencedor
foi “Mr. Sganzerla — Os signos
da luz”, de Joel Pizzini. O evento
exibiu, desde 22 de março, 80
produções de 27 países no Rio e
em São Paulo. Os prêmios foram
anunciados no sábado à noite.
Na justificativa, o júri interna-
cional — formado por Betsy A.
Mclane, professora e pesquisa-
dora americana, Cesar Charlone,
cineasta e diretor de fotografia
uruguaio, e Micha X. Peled, do-
cumentarista israelense — disse
que “Planeta Caracol” cria “uma
janela cinematográfica especial
no mundo de um homem surdo-
mudo e uma mulher que encon-
tra uma maneira de comparti-
lhar sua vida com ele, e lembra-
nos de celebrar a humanidade e
a dignidade que existem em am-
bos os lados da câmera”.
O júri brasileiro — formado
pela psicanalista Miriam Chnai-
derman, pelo produtor e diretor
Zelito Viana e pelo documenta-
rista Rodrigo Siqueira — pre-
miou “Mr. Sganzerla” por ele ter
“conseguido restabelecer o cli-
ma poético da obra de Rogério
Sganzerla, bemcomo ter sido fiel
ao seu discurso político”.
O melhor curta estrangeiro
foi o inglês “Vovós”, de Afarin
Eghbal, enquanto a menção
honrosa foi conferida ao sue-
co “Queríamos explodir o Va-
sa”, de Idji Maciel e Simon Mo-
ser. Entre os brasileiros, o me-
lhor curta foi “Ser tão cinzen-
to”, de Henrique Dantas, e a
menção honrosa para “A cida-
de”, de Liliana Sulzbach. ■ “PLANETA CARACOL”: prêmio para história de um homem surdo-mudo
Divulgação
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SEGUNDO CADERNO Segunda-feira, 2 de abril de 2012 O GLOBO
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O GLOBO

SEGUNDO CADERNO

PÁGINA 6 - Edição: 2/04/2012 - Impresso: 1/04/2012 — 15: 12 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Este caderno não se responsabiliza por mudanças em preços e horários. Ambos são fornecidos pelos organizadores dos espetáculos.
Como nem todas as casas fornecem a classificação etária, é recomendável a pais e responsáveis a consulta prévia por telefone, fax ou e-mail.
NOS BAIRROS
ZonaSul
> Candido Mendes — Rua Joana Angélica, 63,
Ipanema — 2523-3663. (80 lugares): O artista,
15h, 19h; e A Dama de Ferro, 17h, 21h. R$ 16
(seg a qui) e R$ 18 (sex a dom e feriados).
> Cinemark Botafogo — Praia de Botafogo,
400, Botafogo Praia Shopping, 8° piso, Botafogo —
2237-9485. Sala 1 (124 lugares): Protegendo o
inimigo, 13h40m, 16h25m, 19h, 21h45m. Sala 2
(139 lugares): Guerra é guerra, 15h, 17h20m,
19h35m, 21h50m. Sala 3(219lugares): Jogos vo-
razes, 13h20m, 16h20m, 19h20m, 22h20m. Sa-
la 4 (186 lugares): Jogos vorazes, 14h, 17h, 20h,
23h. Sala 5 (290 lugares): O Lorax: em busca da
trúfula perdida, (3-D), dub, 13h, 15h20m,
17h25m, 19h30m, 21h40m. Sala 6 (290 luga-
res): Fúria de Titãs 2, (3-D), 13h30m, 15h45m,
18h, 20h20m, 22h35m. R$13(qua), R$14(seg,
ter e qui, até as 17h), R$ 16 (seg, ter e qui, após as
17h), R$ 18 (sex a dome feriados, até as 17h), R$
20(sex a dome feriados, após as 17h), R$22(qua,
3-D), R$23(seg, ter e qui, 3-D) e R$27(sex a dom
e feriados, 3-D). Maiores de 60anos e crianças me-
nores de 12 pagam meia-entrada. Toda a semana,
na Sessão Desconto, é selecionado um filme nas
sessões das 15h em que o espectador paga R$ 4
(consulte qual é o filme da semana por telefone, no
site www.cinemark.com.br ou no próprio cinema).
> Cinépolis Lagoon — Av. Borges de Medeiros
1.424, Estádio de Remo da Lagoa, Leblon —
3029-2544. Sala 1 (235 lugares): Guerra é guerra,
13h30m(até qua), 18h30m(até qua); e Protegen-
do o inimigo, 16h (até qua), 21h (até qua). Sala 2
(150 lugares): Raul — O início, o fim e o meio,
15h20m, 18h, 20h50m. Sala 3 (162 lugares): A
dançarina e o ladrão, 13h, 15h50m, 18h40m,
21h40m. Sala 4 (173 lugares): Jogos vorazes,
13h40m, 16h40m, 20h. Sala 5 (161 lugares): O
Lorax: em busca da trúfula perdida, (3-D), dub,
15h, 17h10m, 19h30m; e Pina, (3-D), 21h30m.
Sala 6 (232 lugares): Fúria de Titãs 2, (3-D),
14h10m, 16h30m, 19h, 21h50m. R$ 9 (qua, ex-
ceto feriados), R$ 14 (seg, ter e qui, até 16h55m),
R$16(seg a qui, exceto feriados, após 17h), R$19
(qua, exceto feriados, salas 3-D), R$ 22 (seg a qui,
exceto feriados, 3-D), R$ 24 (sex a dom e feriados)
e R$ 30 (sex a dom e feriados, 3-D).
> Espaço Museu da República —Rua do Ca-
tete, 153, Catete — 3826-7984. (90 lugares): O
artista, 14h, 18h; A Dama de Ferro, 16h; e Opor-
to, 20h. R$ 10 (seg a qui) e R$ 12 (sex a dom e
feriados).
> Estação Sesc Botafogo — Rua Voluntários
da Pátria, 88, Botafogo — 2226-1988. Sala 1
(280 lugares): Shame, 14h10m, 19h; e L’Apollo-
nide —Os amores da casa de tolerância, 16h30m,
21h10m. Sala 2 (41 lugares): A Dama de Ferro,
13h40m; Adorável Pivellina, 15h45m; Albert
Nobbs, 17h45m; e Precisamos falar sobre o Kevin,
22h. Sala 3 (66 lugares): Medianeras — Buenos
Aires na era do amor virtual, 13h50m; O artista,
15h40m, 19h40m; As mulheres do 6º andar,
17h40m; e Drive, 21h40m. R$15(seg a qui) e R$
18 (sex a dom e feriados).
> Estação Sesc Ipanema — Rua Visconde de
Pirajá, 605, Ipanema — 2279-4603. Sala 1 (141
lugares): A dançarina e o ladrão, 13h45m,
16h15m, 18h45m, 21h20m. Sala 2 (163 luga-
res): Habemus Papam, 13h, 15h10m, 17h20m,
19h30m, 21h40m. R$ 16 (seg a qui) e R$ 20 (sex
a dom e feriados).
> Estação Sesc Laura Alvim—Av. Vieira Sou-
to, 176, Ipanema — 2267-4307. Sala 1 (73 lu-
gares): Adorável Pivellina, 13h30m, 19h20m; O
porto, 15h30m; e Shame, 17h20m, 21h20m. Sa-
la 2 (37 lugares): Meu primeiro casamento, 14h;
W.E. —Oromance do século, 16h (ter e qua); Pre-
cisamos falar sobre o Kevin, 18h30m; e Millenium
—Os homens que não amavamas mulheres, 21h.
Sala 3 (45 lugares): A separação, 13h10m,
19h40m; O artista, 15h40m; Albert Nobbs,
17h40m; e Drive, 22h. R$ 16 (seg a qui) e R$ 18
(sex a dom e feriados).
> Estação Sesc Rio — Rua Voluntários da Pá-
tria, 35, Botafogo — 2266-9952. Sala 1 (267 lu-
gares): A dançarina e o ladrão, 13h30m, 16h,
18h30m, 21h. Sala 2 (228 lugares): Um método
perigoso, 13h15m, 15h15m, 17h15m, 19h15m,
21h15m. Sala 3 (104 lugares): O porto, 13h40m,
17h50m, 19h40m; e A separação, 15h30m,
21h30m. R$ 15 (seg a qui) e R$ 18 (sex a dom e
feriados).
> Estação Vivo Gávea —Rua Marquês de São
Vicente, 52, Shopping da Gávea, 4º piso, Gávea —
3875-3011. Sala 1 (79 lugares): Adorável Pivel-
lina, 14h30m, 16h30m; e Jogos vorazes,
18h30m, 21h20m. Sala 2 (126 lugares): Heleno,
14h, 16h50m, 19h10m, 21h40m. Sala 3 (91 lu-
gares): Habemus Papam, 13h50m, 15h50m,
17h50m, 20h, 22h. Sala 4 (84 lugares): L’Apollo-
nide —Os amores da casa de tolerância, 13h10m
(até qua), 17h30m(até qua), 19h50m(até qua); e
Shame, 15h30m(até qua), 22h10m(até qua). Sa-
la 5 (156 lugares): Pina, (3-D), 13h, 15h10m,
17h30m, 19h40m, 21h50m. R$ 18 (seg a qui),
R$ 24 (sex a dom e feriados), R$ 26 (seg a qui, 3-
D) e R$ 30 (sex a dom e feriados, 3-D).
> Kinoplex Fashion Mall —Estrada da Gávea,
899, Fashion Mall, 2º piso, São Conrado — 2461-
2461. Sala 1 (139 lugares): Um método perigoso,
15h20m, 17h30m, 19h40m, 21h50m. Sala 2
(195 lugares): O Lorax: em busca da trúfula per-
dida, (3-D), dub, 13h15m (qui), 15h15m,
17h15m, 19h15m; e Protegendo o inimigo,
21h15m. Sala 3(114lugares): Jogos vorazes, 15h,
18h, 21h. Sala 4 (129 lugares): Heleno, 14h (qui),
16h30m, 19h, 21h30m. R$20(qua), R$21(seg,
ter e qui), R$25(sex a dome feriados), R$26(qua,
3-D), R$27(seg, ter e qui, 3-D) e R$31(sex a dom
e feriados, 3-D).
> Kinoplex Leblon — Av. Afrânio de Melo Fran-
co, 290, Shopping Leblon, 4º piso, Leblon —2461-
2461. Sala 1(170lugares): Heleno, 13h30m(ter e
qui), 16h (exceto ter), 18h30m (exceto ter), 21h
(exceto ter). Sala 2 (171 lugares): Raul — O início,
o fime o meio, 13h50m, 16h20m(exceto ter); e A
dançarina e o ladrão, 18h50m (exceto ter),
21h30m (exceto ter). Sala 3 (172 lugares): Jogos
vorazes, 13h40m (ter), 14h30m (exceto ter),
17h30m (exceto ter), 20h30m (exceto ter). Sala 4
(161 lugares): O Lorax: em busca da trúfula per-
dida, (3-D), dub, 13h20m (qui), 14h (ter),
15h15m (exceto ter), 17h15m (exceto ter),
19h15m (exceto ter); e Protegendo o inimigo,
21h15m (exceto ter). R$ 18 (qua), R$ 21 (seg, ter
e qui, exceto feriados), R$25(sex a dome feriados),
R$ 26 (qua, 3-D), R$ 27 (seg, ter e qui, 3-D) e R$
31 (sex a dom e feriados, 3-D).
> Leblon —Av. Ataulfo de Paiva, 391, lojas A e B,
Leblon — 2461-2461. Sala 1 (640 lugares): Um
método perigoso, 14h30m, 16h50m, 19h10m,
21h30m. Sala 2(300lugares): Fúria de Titãs 2, (3-
D), 14h, 16h20m, 18h40m, 21h. R$18(qua), R$
21 (seg, ter e qui, exceto feriados), R$ 25 (sex a
dom e feriados), R$ 26 (qua, 3-D), R$ 27 (seg, ter
e qui, exceto feriados, 3-D) e R$ 31 (sex a dom e
feriados, 3-D).
> Rio Sul —Rua Lauro Müller, 116, Shopping Rio
Sul, 4º piso, Botafogo — 2461-2461. Sala 1 (159
lugares): Jogos vorazes, 14h30m, 17h30m,
20h40m. Sala 2(209lugares): Fúria de Titãs 2, (3-
D), 14h50m, 17h, 19h10m, 21h20m. Sala 3
(151 lugares): O Lorax: em busca da trúfula per-
dida, dub, 13h40m (qui), 15h40m, 17h40m,
19h40m; e Guerra é guerra, 21h40m. Sala 4 (156
lugares): Novela das 8, 14h, 16h20m, 18h40m,
21h. R$ 14 (qua), R$ 16 (seg, ter e qui, até as
17h), R$ 18 (seg, ter e qui, após as 17h), R$ 20
(sex a dom e feriados, até as 17h), R$ 22 (sex a
dome feriados, após as 17h), R$ 23 (seg, ter e qui,
3-D), R$ 24 (qua, 3-D) e R$ 26 (sex a dom e fe-
riados, 3-D).
> Roxy — Av. Nossa Senhora de Copacabana,
945, Copacabana — 2461-2461. Sala 1 (304 lu-
gares): Um método perigoso, 14h20m, 19h,
21h20m; e Habemus Papam, 16h40m. Sala 2
(306 lugares): Jogos vorazes, 14h50m, 18h, 21h.
Sala 3 (309 lugares): Fúria de Titãs 2, (3-D),
15h10m, 17h20m, 19h30m, 21h40m. R$ 14
(qua), R$ 16 (seg, ter e qui, até as 17h), R$ 18
(seg, ter e qui, após as 17h), R$ 20 (sex a dom e
feriados, até as 17h), R$ 22 (sex a dom e feriados,
após as 17h), R$24(seg a qui, 3-D; qua, 3-D) e R$
28 (sex a dom e feriados, 3-D).
> São Luiz — Rua do Catete, 311, Flamengo —
2461-2461. Sala 1(140lugares): Raul —Oinício,
o fim e o meio, 14h, 16h30m; e A dançarina e o
ladrão, 19h, 21h35m. Sala 2 (258 lugares): Jogos
vorazes, 14h40m, 17h40m, 20h40m, 21h20m
(exceto qui). Sala 3 (267 lugares): Fúria de Titãs 2,
(3-D), 14h30m, 16h40m, 18h50m, 21h. Sala 4
(149 lugares): O Lorax: em busca da trúfula per-
dida, (3-D), dub, 13h20m (qui), 15h20m,
17h20m, 19h20m. R$ 14 (qua), R$ 16 (seg, ter e
qui, até as 17h), R$18(seg, ter e qui, após as 17h),
R$ 20 (sex a dom e feriados, até as 17h), R$ 22
(sex a dom e feriados, após as 17h), R$ 24 (seg a
qui, 3-D) e R$ 28 (sex a dom e feriados, 3-D).
> Unibanco Arteplex — Praia de Botafogo,
316, Botafogo — 2559-8750. Sala 1 (150 luga-
res): Shame, 13h20m, 15h30m, 17h40m,
19h50m, 22h. Sala 2(126 lugares): Raul —Oiní-
cio, o fim e o meio, 14h10m, 16h40m, 19h10m,
21h40m. Sala 3 (109 lugares): Habemus Papam,
13h, 15h10m, 17h20m, 19h30m, 22h. Sala 4
(165 lugares): Pina, (3-D), 13h, 15h, 17h10m,
19h30m, 21h50m. Sala 5 (136 lugares): Heleno,
13h, 15h30m, 19h20m, 21h40m (exceto seg); e
A música segundo Tom Jobim, 17h40m. Sala 6
(250 lugares): Um método perigoso, 13h10m,
15h20m, 17h30m, 19h40m, 21h50m. R$ 14
(qua), R$ 18 (seg, ter e qui), R$ 22 (sex a dom e
feriados), R$26(seg a qui, 3-D) e R$28(sex a dom
e feriados, 3-D).
BarradaTijuca/Recreio
> Cinemark Downtown — Av. das Américas,
500, Downtown, bloco 17, 2º piso, Barra da Tijuca
— 2494-5004. Sala 01 (143 lugares): Guerra é
guerra, 13h40m; e Novela das 8, 15h55m,
18h20m, 20h55m. Sala 02(131lugares): Heleno,
12h50m, 15h30m, 18h10m, 21h (exceto seg).
Sala 03 (261 lugares): Fúria de Titãs 2, 14h05m,
16h30m, 19h (exceto seg), 21h30m (exceto seg).
Sala 04 (286 lugares): Jogos vorazes, 14h40m,
18h (exceto seg), 21h20m (exceto seg). Sala 05
(159 lugares): Jogos vorazes, 12h30m, 15h35m,
18h45m (exceto seg), 22h (exceto seg). Sala 06
(156lugares): Guerra é guerra, 13h55m, 16h15m,
18h40m(ter e qua), 21h05m(exceto seg). Sala 07
(172 lugares): O amor chega tarde, 14h; e A dan-
çarina e o ladrão, 16h05m, 18h50m (exceto seg),
21h35m(exceto seg). Sala 08 (297 lugares): OLo-
rax: em busca da trúfula perdida, (3-D), dub,
12h35m, 14h50m, 16h55m, 19h20m (exceto
seg), 21h45m (exceto seg). Sala 09 (154 lugares):
Protegendo o inimigo, 12h40m, 17h35m; e Um
método perigoso, 15h20m, 20h05m (exceto seg),
22h20m(exceto seg). Sala 10 (172 lugares): OLo-
rax: em busca da trúfula perdida, dub, 13h15m,
15h25m, 17h30m, 19h35m (exceto seg); e John
Carter —Entre dois mundos, (3-D), 21h40m. Sala
11 (145 lugares): Raul — O início, o fim e o meio,
12h20m, 15h, 17h50m, 20h45m (exceto seg).
Sala 12 (267 lugares): Fúria de Titãs 2, (3-D),
13h20m, 15h45m, 18h05m, 20h30m (exceto
seg). R$ 11 (qua), R$ 14 (seg, ter e qui, até as
17h), R$ 16 (seg, ter e qui, após as 17h; sex a dom
e feriados, até as 17h), R$19(sex a dome feriados,
após as 17h), R$ 21 (qua, 3-D), R$ 22 (seg, ter e
qui, 3-D) e R$ 24 (sex a dome feriados, 3-D). Toda
semana, na Sessão Desconto, é selecionado umfil-
me nas sessões das 15h emque o espectador paga
R$ 4 (consulte qual é o filme da semana pelo te-
lefone, no site www.cinemark.com.br ou no próprio
cinema).
> Cinesystem Recreio Shopping — Av. das
Américas, 19.019, Recreio dos Bandeirantes —
4003-7049. Sala 1 (286 lugares): O Lorax: em
busca da trúfula perdida, dub, 14h10m, 16h30m,
19h, 21h. Sala 2 (286 lugares): Jogos vorazes,
15h, 19h10m, 22h. Sala 3 (212 lugares): Fúria de
Titãs 2, 14h, 16h20m, 19h20m, 21h40m. Sala 4
(212 lugares): Pequenos espiões 4, dub, 14h20m
(até qua); John Carter — Entre dois mundos, dub,
16h40m; e Guerra é guerra, 19h25m (até qua),
21h45m. R$ 10 (ter e qua, exceto feriados, 3-D),
R$12(seg e qui, exceto feriados), R$14(ter e qua),
R$ 16 (sex a dom e feriados, até as 17h), R$ 18
(sex a dom e feriados, após as 17h), R$ 20 (seg e
qui, exceto feriados, 3-D) e R$ 23 (sex a dom e fe-
riados, 3-D). Terça e Quarta Mais Cinema: R$7nas
sessões 2-D. Promoção do Beijo: às quintas-feiras,
o casal que der um beijo na bilheteria paga R$ 12
(o casal) e R$ 20 (casal, 3-D). Promoções por tem-
po indeterminado e não válidas em feriados.
> Espaço Rio Design —Avenida das Américas,
7.777, Rio Design Barra, 3º piso, Barra da Tijuca —
2438-7590. Sala 1 (149 lugares): O Lorax: em
busca da trúfula perdida, (3-D), dub, 14h, 16h; e
Fúria de Titãs 2, (3-D), 18h, 20h, 22h. Sala 2 (88
lugares): Jogos vorazes, 15h, 18h, 21h. Sala Vip
(116 lugares): A dançarina e o ladrão, 14h,
16h30m, 19h, 21h30m. R$ 19 (seg a qui), R$ 24
(sex a dom e feriados), R$ 25 (seg a qui, 3-D), R$
29 (sex a dom e feriados, 3-D), R$ 32 (seg a qui,
Sala VIP) e R$ 40 (sex a dom e feriados, Sala
VIP).
> Estação Sesc Barra Point — Av. Armando
Lombardi, 350, Barra Point, 3º piso, Barra da Tijuca
— 3419-7431. Sala 1 (165 lugares): L’Apollonide
— Os amores da casa de tolerância, 14h45m; e
Um método perigoso, 17h15m, 19h15m,
21h15m. Sala 2 (165 lugares): Habemus Papam,
15h, 17h, 19h, 21h. R$ 14 (seg a qui) e R$ 18
(sex a dom e feriados).
> UCI New York City Center — Av. das Amé-
ricas, 5.000, Barra da Tijuca — 2461-1818. Sala
01 (168 lugares): Pequenos espiões 4, dub,
13h20m, 15h20m; e Cada um tem a gêmea que
merece, dub, 17h20m, 21h20m; leg, 19h20m.
Sala 02 (238 lugares): Pequenos espiões 4, dub,
14h30m, 16h30m; e John Carter — Entre dois
mundos, (3-D), 18h30m, 21h15m. Sala 03 (383
lugares): Jogos vorazes, dub, 15h, 18h, 21h. Sala
04/IMAX (383 lugares): O Lorax: em busca da trú-
fula perdida, (3-D), dub, 13h30m, 17h50m,
22h10m; e Fúria de Titãs 2, (3-D), 15h40m, 20h.
Sala 05 (299 lugares): Jogos vorazes, 14h, 17h,
20h. Sala 06 (173 lugares): Protegendo o inimigo,
14h45m, 17h10m, 19h35m, 22h. Sala 07 (158
lugares): Novela das 8, 13h10m, 15h30m,
17h50m, 20h10m, 22h30m. Sala 08/De Lux
(297 lugares): A dançarina e o ladrão, 13h20m,
19h; e A Dama de Ferro, 16h20m, 22h. Sala
09/De Lux (159 lugares): A invenção de Hugo Ca-
bret, (3-D), dub, 18h; leg, 15h20m, 21h. Sala 10
(166 lugares): Heleno, 13h15m, 15h45m,
18h15m, 20h45m. Sala 11 (215 lugares): Um
método perigoso, 13h50m, 16h05m, 18h20m,
20h35m. Sala 12 (252 lugares): O Lorax: em bus-
ca da trúfula perdida, (3-D), dub, 14h15m,
16h20m, 18h25m, 20h30m; e Projeto X — Uma
festa fora de controle, 22h30m. Sala 13 (383 lu-
gares): Fúria de Titãs 2, 14h50m, 17h, 19h10m,
21h20m. Sala 14 (252 lugares): Fúria de Titãs 2,
(3-D), dub, 18h, 20h10m, 22h20m; leg, 13h40m,
15h50m. Sala 15 (215 lugares): Guerra é guerra,
dub, 13h50m, 16h, 18h10m; leg, 20h20m,
22h30m. Sala 16 (166 lugares): O Lorax: em bus-
ca da trúfula perdida, dub, 13h (até qua), 15h10m
(até qua), 17h20m (até qua); e Raul — O início, o
fim e o meio, 19h45m, 22h25m. Sala 17 (297
lugares): Jogos vorazes, 13h30m, 16h30m,
19h30m, 22h30m. Sala 18 (277 lugares): O Lo-
rax: em busca da trúfula perdida, dub, 13h (qui),
15h10m (qui), 17h20m (qui); e Jogos vorazes,
13h30m (até qua), 16h30m (até qua), 19h30m,
22h30m. R$ 13 (qua), R$ 14 (seg, ter e qui, até as
17h), R$ 18 (seg, ter e qui, após as 17h), R$ 19
(sex a dom e feriados, até as 17h), R$ 21 (sex a
dom e feriados, após as 17h), R$ 22 (qua, Imax 2-
D), R$ 23 (seg a qui, 3-D), R$ 24 (qua, Imax 3-D),
R$ 25 (exceto qua, Imax 2-D), R$ 26 (sex a dome
feriados, 3-D), R$34(, Imax 3-D), R$43(seg a qui
e feriados, De Lux), R$ 45 (sex a dome feriados, De
Lux; seg a qui, De Lux 3-D) e R$ 50 (sex a dom e
feriados, De Lux 3-D). Sessão Família: sáb, dom e
feriados, os ingressos para as sessões até as
13h55mcustamR$ 14. Ticket Família: na compra
de quatro ingressos —2adultos e 2crianças de até
12anos —, a família paga R$45(exceto na sala 3-
D) emtodos os dias da semana. Na sala 3-D, o valor
do Ticket Família é R$ 55. Na sala IMAX 2-D, o
valor do Ticket Família é R$ 56. Na sala IMAX 3-D,
o valor do Ticket Família é R$77. Na sala De Lux 2-
D, o valor do Ticket Família é R$95. Na sala De Lux
3-D, o valor do Ticket Família é R$ 105.
> Via Parque — Av. Ayrton Senna, 3.000, Barra
da Tijuca —2461-2461. Sala 1(242lugares): He-
leno, 14h, 16h30m, 19h, 21h30m. Sala 2 (311
lugares): OLorax: embusca da trúfula perdida, dub,
14h20m, 16h20m, 18h20m, 20h20m. Sala 3
(308 lugares): Jogos vorazes, 15h, 18h, 21h. Sala
4 (311 lugares): Jogos vorazes, dub, 14h30m,
17h30m, 20h30m. Sala 5 (313 lugares): Fúria de
Titãs 2, (3-D), dub, 15h, 17h10m; leg, 19h30m,
21h40m. Sala 6 (242 lugares): Pequenos espiões
4, dub, 14h50m(até qua), 17h (até qua), 19h10m
(até qua); e Protegendo o inimigo, 21h20m (até
qua). R$ 9 (seg), R$ 11 (qua), R$ 13 (ter e qui, até
17h), R$ 16 (sex a dom e feriados, até as 17h; ter
e qui, após 17h), R$ 18 (sex a dome feriados, após
as 17h), R$21(seg a qui, 3-D) e R$24(sex a dom
e feriados, 3-D). Segunda Irresistível: ingresso a R$
9. Promoção por tempo indeterminado e não válida
para feriados e salas em 3-D.
ZonaNorte
> Cinecarioca Nova Brasília — Rua Nova
Brasília s/n, Bonsucesso. (93 lugares): O Lorax: em
busca da trúfula perdida, (3-D), dub, 13h50m,
17h40m; Fúria de Titãs 2, (3-D), dub, 15h40m,
19h40m; e Jogos vorazes, dub, 21h40m. R$ 4
(moradores da região, estudantes e professores) e
R$ 8.
> Cinemark Carioca — Estrada Vicente Carva-
lho, 909, Carioca Shopping, Vicente de Carvalho —
3688-2340. Sala 1(282 lugares): Fúria de Titãs 2,
14h30m, 17h35m, 20h, 22h15m. Sala 2 (188
lugares): Guerra é guerra, dub, 16h20m, 18h50m,
21h30m; e Inquietos, 14h. Sala 3 (188 lugares):
Jogos vorazes, dub, 15h10m, 18h20m, 21h20m.
Sala 4 (312 lugares): Fúria de Titãs 2, dub,
15h05m, 17h50m, 20h15m, 22h30m. Sala 5
(312 lugares): Jogos vorazes, dub, 14h40m,
17h55m, 21h10m. Sala 6 (228 lugares): Heleno,
14h20m, 16h50m, 19h30m, 22h05m. Sala 7
(188 lugares): Pequenos espiões 4, dub, 15h; John
Carter —Entre dois mundos, dub, 17h10m; e Mo-
toqueiro Fantasma — Espírito de vingança, dub,
20h05m. Sala 8 (282 lugares): O Lorax: em busca
da trúfula perdida, dub, 14h15m, 16h25m,
18h40m, 20h50m. R$ 10 (seg, ter e qui, até as
17h; qua), R$15(sex a dome feriados, até as 17h)
e R$ 17 (sex a dom e feriados, após as 17h). Toda
semana, na Sessão Desconto, é selecionado umfil-
me nas sessões das 15h emque o espectador paga
R$ 4 (consulte qual é o filme da semana pelo te-
lefone, no site www.cinemark.com.br ou no próprio
cinema).
> Cinesystem Via Brasil Shopping — Rua
Itapera, 500, Vista Alegre — 4003-7049. Sala 1
(143lugares): Fúria de Titãs 2, dub, 14h, 16h30m,
19h, 21h30m. Sala 2(192lugares): Jogos vorazes,
dub, 14h10m (qui), 15h (até qua), 18h30m (até
qua), 21h30m. Sala 3 (161 lugares): O Lorax: em
busca da trúfula perdida, dub, 14h10m, 16h05m,
18h, 19h55m; e Guerra é guerra, dub, 21h50m.
Sala 4 (267 lugares): O Lorax: em busca da trúfula
perdida, (3-D), dub, 13h40m, 15h40m, 17h40m,
19h40m, 21h40m. Sala 5 (213 lugares): Fúria de
Titãs 2, (3-D), dub, 14h20m, 16h50m, 19h20m;
leg, 21h50m. Sala 6 (184 lugares): Jogos vorazes,
dub, 13h30m, 16h20m, 19h10m; leg, 22h. R$
12 (seg e qui, exceto feriados), R$ 14 (ter e qua,
exceto feriados), R$ 16 (sex a dome feriados, até as
17h), R$ 18 (sex a dom e feriados, após as 17h),
R$ 20 (ter e qua, exceto feriados, 3-D; seg e qui,
exceto feriados, 3-D) e R$ 23 (sex a dome feriados,
3-D). Terça Quarta Mais: R$ 7 (salas 2-D) e R$ 10
(salas 3-D). Promoção do Beijo: às quintas-feiras, o
casal que der umbeijo na bilheteria paga R$ 12 (o
casal, salas 2-D) e R$ 20 (o casal, salas 3-D). Pro-
moção por tempo indeterminado e não válida para
feriados.
> Kinoplex Nova América —Av. Martin Luther
King Jr., 126, Shopping Nova América, Del Castilho
— 2461-2461. Sala 1 (206 lugares): Jogos vora-
zes, 15h, 18h, 21h. Sala 2 (144 lugares): Novela
das 8, 14h30m, 16h50m, 19h10m, 21h40m.
Sala 3 (183 lugares): Jogos vorazes, dub, 14h,
17h, 20h. Sala 4 (155 lugares): Heleno, 13h50m
(qui), 16h20m, 18h50m, 21h20m. Sala 5 (274
lugares): O Lorax: em busca da trúfula perdida, (3-
D), dub, 13h30m (qui), 15h30m, 17h30m,
19h30m; e Protegendo o inimigo, 21h30m. Sala 6
(311 lugares): Fúria de Titãs 2, dub, 14h10m,
16h20m, 18h30m, 20h40m. Sala 7 (285 luga-
res): Fúria de Titãs 2, (3-D), dub, 14h40m; leg,
16h50m, 19h, 21h10m. R$ 9 (seg), R$ 12 (qua),
R$14(ter e qui, exceto feriados, até as 17h), R$16
(ter e qui, exceto feriados, após as 17h), R$ 18 (sex
a dom e feriados, até as 17h), R$ 20 (sex a dom e
feriados, após as 17h), R$ 21 (ter, qua e qui, exceto
feriados, 3-D) e R$ 24 (sex a dom e feriados, 3-D).
Segunda Irresistível: ingresso a R$9. Promoção por
tempo indeterminado e não válida para feriados e
salas em 3-D.
> Kinoplex Shopping Tijuca —Av. Maracanã,
987, Loja 3, Tijuca — 2461-2461. Sala 1 (340
lugares): Fúria de Titãs 2, (3-D), 13h (qui), 15h,
17h10m, 19h20m, 21h30m. Sala 2 (264 luga-
res): Raul — O início, o fim e o meio, 14h10m,
16h50m; e Guerra é guerra, 19h40m (até qua),
21h50m. Sala 3 (197 lugares): Heleno, 13h30m
(qui), 16h, 18h30m, 21h. Sala 4 (264 lugares): O
Lorax: em busca da trúfula perdida, (3-D), dub,
13h20m (qui), 15h15m, 17h15m, 19h15m; e
Protegendo o inimigo, 21h15m. Sala 5 (340 lu-
gares): Jogos vorazes, 14h20m, 17h20m,
20h20m. Sala 6 (405 lugares): Jogos vorazes,
14h50m, 17h50m, 20h50m. R$ 16 (qua; seg, ter
e qui, até as 17h), R$ 18 (seg, ter e qui, após as
17h), R$ 19 (sex a dome feriados, até as 17h), R$
21 (sex a dome feriados, após as 17h), R$ 25 (seg
a qui, 3-D) e R$ 29 (sex a dom e feriados, 3-D).
> Multiplex Jardim Guadalupe — Av. Brasil,
Shopping Jardim Guadalupe, loja 301, Guadalupe
— 3178-8600. Sala 1 (271 lugares): Fúria de Ti-
tãs 2, dub, 15h, 17h, 19h, 21h. Sala 2 MAX Scre-
en (392 lugares): Fúria de Titãs 2, (3-D), dub,
15h30m, 17h30m, 19h30m, 21h30m. Sala 3
(242 lugares): O Lorax: em busca da trúfula per-
dida, dub, 15h30m, 17h30m, 19h30m; e Guerra
é guerra, dub, 21h15m. Sala 4 MAX Screen (392
lugares): O Lorax: em busca da trúfula perdida, (3-
D), dub, 15h, 17h, 19h, 21h. Sala 5(316lugares):
Jogos vorazes, dub, 15h (ter e qui), 16h15m(seg e
qua), 17h45m (ter e qui), 19h (seg e qua),
20h30m (ter e qui), 21h45m (seg e qua). R$ 7
(qua, exceto feriados), R$8(seg), R$10(qua, salas
3-D), R$ 11 (ter e qui), R$ 12 (seg), R$ 14 (sex a
dom e feriados, até 18h), R$ 15 (ter e qui, salas 3-
D), R$ 16 (sex a dome feriados, após 18h), R$ 17
(sex a dome feriados, até 18h (salas 3-D)) e R$ 19
(sex e sáb e feriados, após 18h (salas 3-D)).
> Shopping Iguatemi — Rua Barão de São
Francisco, 236, 3º piso, Vila Isabel —2461-2461.
Sala 1 (240 lugares): O Lorax: embusca da trúfula
perdida, (3-D), dub, 13h30m, 17h30m; e Fúria de
Titãs 2, (3-D), dub, 15h20m; leg, 19h20m,
21h30m. Sala 2 (156 lugares): Jogos vorazes,
14h50m, 17h50m, 20h50m. Sala 3 (156 luga-
res): Jogos vorazes, dub, 14h20m, 17h20m,
20h20m. Sala 4 (188 lugares): Fúria de Titãs 2,
dub, 14h30m, 16h40m, 18h50m, 21h. Sala 5
(155 lugares): O Lorax: em busca da trúfula per-
dida, dub, 14h30m, 16h30m, 18h30m; e Guerra
é guerra, dub, 20h30m. Sala 6 (152 lugares): He-
leno, 13h30m(qui), 16h, 18h40m, 21h15m. Sala
7 (146 lugares): Pequenos espiões 4, dub,
14h45m (até qua), 16h45m (até qua), 18h45m
(até qua), 20h45m (qui); e Protegendo o inimigo,
20h45m(até qua). R$R$15(sex a dome feriados,
até as 17h), R$ 17 (sex a dom e feriados, após as
17h), R$ 18 (seg a qui, 3-D) e R$ 20 (sex a dome
feriados, 3-D). Segunda Irresistível: R$ 7. Promo-
ção por tempo indeterminado e não válida para sa-
las 3-D e feriados.
> UCI Kinoplex — Av. Dom Helder Câmara,
5.474, Pátio NorteShopping, Del Castilho —2461-
0050. Sala 01 (244 lugares): Fúria de Titãs 2, (3-
D), dub, 14h30m, 16h45m; leg, 19h, 21h15m.
Sala 02 (182 lugares): Cada umtema gêmea que
merece, dub, 14h40m, 16h40m (até qua); e Pro-
tegendo o inimigo, 18h55m, 21h20m (até qua).
Sala 03 (170 lugares): Jogos vorazes, dub,
13h30m; Motoqueiro Fantasma —Espírito de vin-
gança, (3-D), dub, 16h30m; e Jogos vorazes; leg,
18h35m, 21h35m. Sala 04 (178 lugares): Guerra
é guerra, dub, 13h30m (qui), 15h30m, 18h,
20h20m, 22h30m. Sala 05 (471 lugares): Jogos
vorazes, 14h, 17h, 20h. Sala 06(471lugares): Fú-
ria de Titãs 2, 13h10m, 15h20m, 17h30m,
19h40m, 21h50m. Sala 07 (165 lugares): Hele-
no, 13h50m, 16h15m, 18h40m, 21h05m. Sala
08 (159 lugares): Novela das 8, 13h, 15h10m,
17h40m, 20h10m, 22h30m. Sala 09 (166 luga-
res): Jogos vorazes, dub, 14h50m, 17h50m,
20h50m. Sala 10 (230 lugares): O Lorax: embus-
ca da trúfula perdida, (3-D), dub, 14h05m,
16h10m, 18h15m, 20h20m; e JohnCarter —En-
tre dois mundos, (3-D), 22h25m. R$ 12 (qua, ex-
ceto feriados), R$14(seg, ter e qui, até as 17h), R$
16 (seg, ter e qui, após as 17h), R$ 18 (sex a dom
e feriados, até as 17h; qua, exceto feriados, salas 3-
D), R$ 20 (seg, ter e qui, até as 17h, salas 3-D; sex
a dom, após as 17h), R$ 22 (seg, ter e qui, após as
17h, salas 3-D), R$23(sex a dome feriados, até as
17h, salas 3-D) e R$25(sex a dome feriados, após
as 17h, salas 3-D). Maiores de 60 anos e crianças
menores de 12 anos pagam meia-entrada. Sessão
Família: R$ 12 (sáb, dom e feriados, em sessões
iniciadas até as 13h55m). Ticket Família: na com-
pra de quatro ingressos — dois adultos e duas
crianças de até 12 anos —, a família paga R$ 42
para assistir a qualquer sessão (exceto na sala 3-D)
em todos os dias da semana. Na sala 3-D, o valor
do Ticket Família é R$ 53. Promoção por tempo
indeterminado e não válida para vésperas de fe-
riados, feriados e salas em 3-D e IMAX. Segunda
Mania: às segundas-feiras, ingressos a R$ 7 (não
válida para feriados, salas 3-D, IMax e De Lux).
Centro
> Odeon Petrobras —Praça Floriano, 7, Centro
— 2240-1093. (600 lugares): Raul — O início, o
fime o meio, 13h30m, 16h, 18h30m, 21h(exceto
ter). R$ 12.
IlhadoGovernador
> Cinesystem Ilha Plaza —Av. Maestro Paulo
e Silva, 400, Ilha Plaza Shopping - 3º piso, Ilha do
Governador — 4003-7049. Sala 1 (292 lugares):
Jogos vorazes, 13h30m, 16h20m, 19h10m,
22h. Sala 2 (206 lugares): Pequenos espiões 4,
dub, 14h10m, 16h30m (até qua); e Guerra é
guerra, 19h (até qua), 21h20m. Sala 3 (206 lu-
gares): Heleno, 14h25m, 16h55m, 19h25m,
21h55m. Sala 4(292lugares): OLorax: embusca
da trúfula perdida, (3-D), dub, 13h40m,
15h35m; e Fúria de Titãs 2, (3-D), 17h30m,
19h40m, 21h50m. R$ 12 (seg e qui, exceto fe-
riados), R$ 14 (ter e qua, exceto feriados), R$ 16
(sex a dom e feriados, até as 17h), R$ 18 (sex a
dom e feriados, após as 17h), R$ 20 (ter e qua,
exceto feriados, 3-D; seg e qui, exceto feriados, 3-
D) e R$ 23 (sex a dom e feriados, 3-D). Terça e
Quarta Mais Cinema: R$ 7 (salas 2-D) e R$ 10
(salas 3-D). Promoção do Beijo: às quintas-feiras,
exceto feriados, o casal que der um beijo na bi-
lheteria paga R$ 12 (o casal, salas 2-D) e R$ 20
(o casal, salas 3-D). Promoções por tempo inde-
terminado e não válidas para feriados.
ZonaOeste
> Cine 10 Sulacap — Avenida Marechal Fon-
tenelle 3.555, Jardim Sulacap. Sala 1 (406 luga-
res): O Lorax: em busca da trúfula perdida, (3-D),
dub, 14h30m, 18h50m; e Fúria de Titãs 2, dub,
16h40m, 21h. Sala 2 (235 lugares): O Lorax: em
busca da trúfula perdida, (3-D), dub, 14h,
15h50m, 17h50m, 19h50m, 21h50m. Sala 3
(255 lugares): Fúria de Titãs 2, dub, 14h, 16h,
18h, 20h, 22h. Sala 4 (239 lugares): Jogos vo-
razes, dub, 15h, 18h, 21h. Sala 5 (137 lugares):
Heleno, 14h, 16h30m, 19h, 21h30m. Sala 6
(101 lugares): Cada um tem a gêmea que me-
rece, dub, 16h40m, 21h20m; e Guerra é guerra,
14h20m, 19h. R$ 7 (ter e qua), R$ 10 (ter e qua,
salas 3-D; seg), R$ 12 (qui), R$ 16 (sex a dom;
seg, salas 3-D; qui, salas 3-D) e R$20(sex a dom,
salas 3-D).
> Cine Sesc Freguesia Rioshopping —
RioShopping. Rua Gabinal 313, salas 205/07, Fre-
guesia — 2189-8481. Sala 1 (158 lugares): Fúria
de Titãs 2, dub, 15h, 17h, 19h, 21h. Sala 2 (94
lugares): Heleno, 14h, 16h10m, 18h30m,
20h50m. Sala 3 (92 lugares): Jogos vorazes, dub,
15h20m, 18h20m, 21h20m. R$ 10 (qua, exceto
feriados), R$12(seg, ter e qui, exceto feriados) e R$
16 (sex a dom e feriados).
> Cinesercla PátioMix Costa Verde — Ro-
dovia Rio Santos s/n, Lote B, Shopping Pátio Mix, 1°
piso, Zona Industrial — 3781-8794. Sala 1 (116
lugares): Jogos vorazes, dub, 14h30m, 17h30m,
20h30m. Sala 2(171lugares): Fúria de Titãs 2, (3-
D), dub, 14h50m, 16h50m, 18h50m, 20h50m.
Sala 3 (175 lugares): O Lorax: em busca da trúfula
perdida, (3-D), dub, 14h, 15h40m, 17h20m, 19h,
20h40m. Sala 4 (119 lugares): Guerra é guerra,
dub, 14h40m, 18h45m (até qua); e Protegendo o
inimigo, 16h40m, 20h45m. R$ 9 (ter e qui), R$
12 (sex a dom e feriados; seg e qua), R$ 13 (ter e
qui, 3-D), R$ 17 (sex a dom e feriados, 3-D) e R$
18 (seg e qua, 3-D). Às segundas e quartas-feiras,
meia-entrada para todos. Promoção por tempo in-
determinado e não válida em feriados.
> Cinesystem Bangu Shopping — Rua Fon-
seca, 240, loja 145, Bangu — 4003-7049. Sala
1(371lugares): OLorax: embusca da trúfula per-
dida, (3-D), dub, 13h40m, 15h35m, 17h30m,
19h25m, 21h20m. Sala 2 (368 lugares): Fúria
de Titãs 2, (3-D), dub, 14h20m, 16h50m,
19h20m; leg, 21h50m. Sala 3 (197 lugares): Fú-
ria de Titãs 2, dub, 14h, 16h30m, 19h, 21h30m.
Sala 4(187lugares): Heleno, 14h25m, 16h55m,
19h25m, 21h55m. Sala 5 (211 lugares): Jogos
vorazes, dub, 13h30m, 16h20m, 19h10m, 22h.
Sala 6 (201 lugares): Motoqueiro Fantasma —
Espírito de vingança, dub, 14h20m, 19h40m(até
qua); e Guerra é guerra, dub, 16h40m (até qua),
21h40m. R$ 12 (seg e qui, exceto feriados), R$
14 (ter e qua), R$ 16 (sex a dome feriados, até as
17h), R$ 18 (sex a dom e feriados, após as 17h),
R$ 20 (seg e qui, exceto feriados, 3-D; ter e qua,
3-D) e R$ 23 (sex a dom e feriados, 3-D). Pro-
moção Terça e Quarta Mais Cinema: R$ 7 (salas
2-D) e R$ 10 (salas 3-D). Promoção do Beijo: às
quintas-feiras, o casal que der um beijo na bilhe-
teria paga R$ 12 (o casal, salas 2-D) e R$ 20 (o
casal, salas 3-D). Promoções por tempo indeter-
minado e não válidas em feriados.
> Kinoplex West Shopping — Estrada do
Mendanha, 550, loja 401 E, Campo Grande —
2461-2461. Sala 1 (223 lugares): Jogos vorazes,
dub, 14h20m, 17h20m, 20h20m. Sala 2(221lu-
gares): OLorax: embusca da trúfula perdida, (3-D),
dub, 13h30m(qui), 15h30m, 17h30m, 19h30m;
e Guerra é guerra, dub, 21h30m. Sala 3 (202 lu-
gares): Jogos vorazes, dub, 14h50m, 17h50m,
20h50m. Sala 4 (133 lugares): Heleno, 13h40m
(qui), 16h, 18h30m, 21h. Sala 5/Evolution (285
lugares): Fúria de Titãs 2, (3-D), dub, 14h20m,
16h40m, 19h, 21h20m (até qua); leg, 21h20m
(qui). R$ 9 (seg), R$ 12 (qua, exceto feriados), R$
15 (ter e qui, exceto feriados), R$ 17 (sex a dom e
feriados, até as 17h), R$ 19 (sex a dom e feriados,
após as 17h), R$ 21 (seg a qui, exceto feriados, 3-
D) e R$ 24 (sex a dom e feriados, 3-D). Segunda
Irresistível: ingresso a R$ 9. Promoção por tempo
indeterminado e não válida para feriados e salas
em 3-D.
> Star Center Shopping Rio — Av. Geremário
Dantas, 404, Tanque, Jacarepaguá —3312-5232.
Sala 1 (208 lugares): Fúria de Titãs 2, dub,
14h30m, 16h40m, 18h50m, 21h. Sala 2 (148
lugares): OLorax: embusca da trúfula perdida, dub,
14h30m, 16h, 17h30m, 19h, 20h30m. Sala 3
(148 lugares): Jogos vorazes, dub, 15h10m, 18h,
20h50m. Sala 4 (148 lugares): John Carter —En-
tre dois mundos, dub, 15h40m(até qua), 20h40m
(até qua); e Protegendo o inimigo, 18h20m (até
qua). R$ 6 (qua, exceto feriados), R$ 8 (ter, exceto
feriados) e R$ 12 (seg e qui). Quarta-Maluca: toda
quarta, R$ 12, com meia-entrada para todos. Pro-
moção por tempo indeterminado e não válida para
feriados.
Baixada
> Cinemaxx Unigranrio Caxias — Rua Mar-
quês de Herval 1.216, loja A, box 306, Jardim 25
de Agosto, Duque de Caxias —2672-2875. Sala 1
(120lugares): Semsaída, dub, 14h20m, 16h20m,
18h20m, 20h20m. Sala 2 (195 lugares): Premo-
nição 5, dub, 14h10m, 18h30m, 20h30m; e Co-
nan, o bárbaro, dub, 16h10m. R$ 8 (seg a qui) e
R$ 10 (sex a dom e feriados). Maiores de 60 anos
e crianças menores de 12 pagam meia-entrada.
Promoção por tempo indeterminado e não válida
para feriados: às segundas, quartas e domingos, to-
dos pagam meia-entrada.
> Cinesercla Nilópolis Square — Rua Pro-
fessor Alfredo Gonçalves Filgueiras, 100, Centro, Ni-
lópolis — 2792-0824. Sala 1 (172 lugares): O Lo-
rax: em busca da trúfula perdida, (3-D), dub, 14h,
15h40m, 17h20m, 19h, 20h40m. Sala 2 (102
lugares): Jogos vorazes, dub, 14h30m, 17h30m,
20h30m. Sala 3 (102 lugares): Fúria de Titãs 2,
dub, 14h50m, 16h50m, 18h50m, 20h50m. R$9
(ter e qui), R$ 12 (sex a dome feriados; seg e qua),
R$ 13 (ter e qui, 3-D), R$ 17 (sex a dome feriados,
3-D) e R$18(seg e qua, 3-D). Às segundas e quar-
tas-feiras, meia-entrada para todos. Promoção por
tempo indeterminado e não válida em feriados.
> Iguaçu Top —Rua Governador Roberto Silveira,
540, 2º piso, Centro, Nova Iguaçu — 2461-2461.
Sala 1 (222 lugares): Fúria de Titãs 2, (3-D), dub,
14h30m, 16h40m, 18h50m, 21h. Sala 2 (234
lugares): Jogos vorazes, dub, 14h, 17h, 20h. R$ 8
(seg), R$ 11 (qua), R$ 13 (ter e qui), R$ 15 (sex a
dom e feriados, até as 17h), R$ 18 (sex a dom e
feriados, após as 17h; seg a qui, 3-D) e R$ 21 (sex
a dom e feriados, 3-D). Segunda Irresistível: R$ 8.
Promoção por tempo indeterminado e não válida
em feriados e salas 3-D.
> Kinoplex Grande Rio — Rodovia Presidente
Dutra, 4.200, Jardim José Bonifácio, São João de
Meriti — 2461-2461. Sala 1 (304 lugares): Fúria
de Titãs 2, dub, 14h10m, 16h20m, 18h30m,
20h40m. Sala 2(305lugares): Fúria de Titãs 2, (3-
D), dub, 14h50m, 17h, 19h10m, 21h20m. Sala 3
(231 lugares): Motoqueiro Fantasma — Espírito de
vingança, dub, 14h40m(até qua); e Guerra é guer-
ra, dub, 16h40m (até qua), 18h50m (até qua),
21h (qui). Sala 4(232lugares): Jogos vorazes, dub,
14h30m, 17h30m, 20h30m. Sala 5 (304 luga-
res): O Lorax: em busca da trúfula perdida, (3-D),
dub, 14h20m, 16h30m, 18h40m, 20h50m. Sala
6 (305 lugares): Jogos vorazes, dub, 14h, 17h,
20h. R$ 8 (seg), R$ 11 (qua), R$ 13 (ter e qui), R$
15 (sex a dome feriados, até as 17h), R$ 18 (sex a
dom e feriados, após as 17h), R$ 19 (seg a qui, 3-
D) e R$ 22 (sex a dom e feriados, 3-D). Segunda
Irresistível: ingresso a R$ 8. Promoção por tempo
indeterminado e não válida para feriados e salas
em 3-D.
> Multiplex Caxias Shopping — Rodovia
Washington Luiz, 2.895, Caxias Shopping, 2º piso,
Parque Duque, Duque de Caxias — 2784-2240.
Sala 1 (392 lugares): Fúria de Titãs 2, (3-D), dub,
15h30m, 17h30m, 19h30m, 21h30m. Sala 2
(273 lugares): O Lorax: em busca da trúfula per-
dida, (3-D), dub, 14h, 15h45m, 17h30m,
19h15m, 21h. Sala 3(254lugares): Jogos vorazes,
dub, 15h, 17h45m, 20h30m. Sala 4 (204 luga-
res): O Lorax: em busca da trúfula perdida, dub,
14h45m, 16h30m, 19h, 21h45m. Sala 5 (193
lugares): Fúria de Titãs 2, dub, 15h, 17h, 19h,
21h. Sala 6 (193 lugares): Fúria de Titãs 2, dub,
16h; e Guerra é guerra, dub, 19h, 21h. R$ 7 (qua,
exceto feriados), R$ 8 (seg, exceto feriados), R$ 10
(qua, exceto feriados, 3-D), R$ 11 (ter e qui, exceto
feriados), R$ 12 (seg, exceto feriados, 3-D), R$ 14
(sex a dom e feriados, até as 17h59m), R$ 15 (ter
e qui, exceto feriados, 3-D), R$ 16 (sex a dom e
feriados, a partir das 18h), R$ 17 (sex a dom e fe-
riados, 3-D, até as 17h59m) e R$ 19 (sex a dom e
feriados, 3-D, a partir das 18h).
Niterói/SãoGonçalo
> Bay Market — Av. Visconde do Rio Branco,
360, loja 3, Centro — 2461-2461. Sala 1 (221
lugares): Jogos vorazes, dub, 14h40m, 17h40m,
20h40m. Sala 2 (221 lugares): O Lorax: em busca
da trúfula perdida, dub, 13h30m (qui), 15h30m,
17h30m, 19h30m; e Guerra é guerra, dub,
21h30m. Sala 3(207lugares): Fúria de Titãs 2, (3-
D), dub, 14h30m, 16h40m, 18h50m, 21h. Sala 4
(207 lugares): Heleno, 13h40m (qui), 16h10m,
18h40m, 21h15m. R$7(seg), R$11(qua, exceto
feriados), R$ 12 (ter e qui; sex a dome feriados, até
as 17h), R$15(sex a dome feriados, após as 17h),
R$ 17 (qua, 3-D), R$ 18 (ter e qui, 3-D) e R$ 20
(sex a dome feriados, 3-D). Segunda Irresistível: R$
7. Promoções por tempo indeterminado e não vá-
lidas para feriados e sessões em 3-D.
> Box Cinemas São Gonçalo Shopping —
Rodovia Niterói-Manilha, Km 8,5, Boa Vista —
2461-2090. Sala 1 (169 lugares): O Lorax: em
busca da trúfula perdida, (3-D), dub, 13h30m,
17h40m; e Fúria de Titãs 2, (3-D), dub, 15h30m,
19h40m; leg, 21h50m. Sala 2 (159 lugares): He-
leno, 13h20m, 15h50m, 18h20m, 20h50m. Sala
3 (169 lugares): Motoqueiro Fantasma — Espírito
de vingança, dub, 14h, 16h20m, 18h30m. Sala 4
(169 lugares): Jogos vorazes, dub, 13h, 16h, 19h,
22h. Sala 5 (169 lugares): Cada um tem a gêmea
que merece, dub, 14h30m(até qua), 16h50m(até
qua), 19h10m (até qua); e Guerra é guerra, dub,
21h40m (até qua). Sala 6 (169 lugares): Jogos vo-
razes, dub, 14h20m, 17h30m, 20h30m. Sala 7
(215 lugares): O Lorax: em busca da trúfula per-
dida, dub, 14h40m, 16h40m, 18h40m, 20h40m.
Sala 8 (215 lugares): Fúria de Titãs 2, dub,
14h10m, 16h30m, 18h50m, 21h. R$ 9 (seg), R$
10 (qua), R$ 12 (ter e qui), R$ 16 (sex a dom e
feriados; qua, 3-D), R$ 18 (seg, ter e qui, 3-D) e R$
21 (sex a dom e feriados, 3-D).
> Cinemark Plaza Shopping —Rua Quinze de
Novembro, 8, Plaza Shopping, 3º piso, Centro —
2722-3926. Sala 1 (207 lugares): Pequenos es-
piões 4, dub, 12h40m, 17h40m; e Raul — O iní-
cio, o fim e o meio, 14h50m, 19h45m, 22h30m.
Sala 2 (301 lugares): O Lorax: em busca da trúfula
perdida, dub, 13h, 15h20m, 17h35m, 19h40m; e
Protegendo o inimigo, 21h50m. Sala 3 (345 luga-
res): Jogos vorazes, 12h10m, 15h10m, 18h10m,
21h15m. Sala 4(345lugares): Fúria de Titãs 2, (3-
D), dub, 12h15m, 14h30m, 16h50m, 21h30m;
leg, 19h10m. Sala 5 (195 lugares): Guerra é guer-
ra, 12h25m, 15h, 17h15m, 19h50m, 22h15m.
Sala 6 (225 lugares): Jogos vorazes, dub, 14h,
17h10m(seg e qua), 20h15m(seg e qua); e Cavalo
de guerra, 19h20m (ter e qui). Sala 7 (317 luga-
res): O Lorax: em busca da trúfula perdida, (3-D),
dub, 13h35m, 15h45m, 17h50m, 19h55m, 22h.
R$10(seg, ter e qui, até as 14h), R$12(sex a dom
e feriados, até as 14h), R$ 15 (seg, ter e qui, das
14h às 17h; qua), R$ 17 (sex a dome feriados, das
14hàs 17h; seg, ter e qui, após as 17h), R$19(sex
a dom e feriados, após as 17h), R$ 20 (qua, 3-D),
R$ 22 (seg, ter e qui, 3-D) e R$ 24 (sex a dom e
feriados, 3-D). Toda semana, na Sessão Desconto, é
selecionado umfilme nas sessões das 15h emque
o espectador paga R$ 4 (consulte qual é o filme da
semana pelo site www.cinemark.com.br ou no pró-
prio cinema).
> CinEspaço Boulevard v— Av. Presidente
Kennedy 425, Boulevard Shopping, 3 piso,
Centro — 2606-4855. Sala 1 (271 lugares): O
Lorax: em busca da trúfula perdida, dub, 14h,
16h, 18h, 20h. Sala 2 (272 lugares): Jogos vo-
razes, dub, 14h30m, 17h30m, 20h30m. Sala
3 (194 lugares): O Lorax: em busca da trúfula
perdida, (3-D), dub, 13h30m, 15h30m; e Fú-
ria de Titãs 2, (3-D), dub, 17h30m, 19h30m,
21h30m. Sala 4 (118 lugares): Heleno,
13h30m, 16h, 18h30m, 21h. Sala 5 (143 lu-
gares): Fúria de Titãs 2, dub, 13h30m,
15h40m, 17h40m, 19h40m, 21h40m. Sala
6 (137 lugares): Cada um tem a gêmea que
merece, dub, 14h30m, 19h; e Guerra é guer-
ra, 16h50m, 21h10m. R$ 10 (seg), R$ 12
(ter, qua e qui), R$ 16 (sex a dom e feriados),
R$ 18 (seg a qui, 3-D) e R$ 22 (sex a dom e
feriados, 3-D).
RIO SHOW
CINEMA
Os endereços das salas de exibição e os preços
das sessões estão na seção Nos Bairros.
Estreia
> ‘A dançarina e o ladrão’. “El baile de la Vic-
toria”. De Fernando Trueba (Espanha, 2012). Com
Ricardo Darín, Abel Ayala, Miranda Bodenhofer.
Drama. Com a chegada da democracia ao Chile,
após a saída do ditador Augusto Pinochet do po-
der, o jovem Angel e o veterano Vergara são anis-
tiados. Eles, no entanto, seguem caminhos di-
ferentes. 127 minutos. Não recomendado para
menores de 12 anos.
Barra: Cinemark Downtown 07: 16h05m,
18h50m (exceto seg), 21h35m (exceto seg).
Espaço Rio Design Vip: 14h, 16h30m, 19h,
21h30m. UCI New York Ci ty Center 08:
13h20m, 19h.
Zona Sul: Cinépolis Lagoon 3: 13h, 15h50m,
18h40m, 21h40m. Estação Sesc Ipanema 1:
13h45m, 16h15m, 18h45m, 21h20m. Esta-
ção Sesc Rio 1: 13h30m, 16h, 18h30m, 21h.
Kinoplex Leblon 2: 18h50m (exceto ter),
21h30m (excet o t er ). São Lui z 1: 19h,
21h35m.
> ‘Fúria de Titãs 2’. “Warth of the Titans”. De
Jonathan Liebesman (EUA, 2012). Com Sam
Worthington, Liam Neeson, Ralph Fiennes.
Aventura. Uma década após derrotar o monstruoso
Kraken, Perseu leva uma vida tranquila como pes-
cador ao lado do filho Helius. Entretanto, no Monte
Olimpo, depois que os humanos perderam a fé, os
deuses não conseguem mais conter os Titãs. Exi-
bição em 3-D em algumas salas. 99 minutos. Não
recomendado para menores de 12 anos.
Baixada: Cinesercla Nilópolis Square 3 (dub):
14h50m, 16h50m, 18h50m, 20h50m. Iguaçu
Top 1 (3-D/dub): 14h30m, 16h40m, 18h50m,
21h. Kinoplex Grande Rio 1 (dub): 14h10m,
16h20m, 18h30m, 20h40m. Kinoplex Grande
Rio 2 (3-D/dub): 14h50m, 17h, 19h10m,
21h20m. Mul ti pl ex Caxi as 1 (3-D/ dub):
15h30m, 17h30m, 19h30m, 21h30m. Multi-
plex Caxias 5 (dub): 15h, 17h, 19h, 21h. Mul-
tiplex Caxias 6 (dub): 16h.
Barra: Cinemark Downtown 03: 14h05m,
16h30m, 19h (exceto seg), 21h30m (exceto
seg). Cinemark Downtown 12 (3-D): 13h20m,
15h45m, 18h05m, 20h30m (exceto seg). Ci-
nesystem Recreio Shopping 3: 14h, 16h20m,
19h20m, 21h40m. Espaço Rio Design 1 (3-D):
18h, 20h, 22h. UCI NewYork City Center 04 (3-
D): 15h40m, 20h. UCI New York City Center
13: 14h50m, 17h, 19h10m, 21h20m. UCI
New York City Center 14 (3-D): leg, 13h40m,
15h50m; dub, 18h, 20h10m, 22h20m. Via
Parque 5 (3-D): dub, 15h, 17h10m; leg,
19h30m, 21h40m.
Ilha: Cinesystem Ilha Plaza 4 (3-D): 17h30m,
19h40m, 21h50m.
Niterói: Bay Market 3 (3-D/dub): 14h30m,
16h40m, 18h50m, 21h. Box Cinemas São Gon-
çalo 1 (3-D): dub, 15h30m, 19h40m; leg,
21h50m. Box Cinemas São Gonçalo 8 (dub):
14h10m, 16h30m, 18h50m, 21h. Cinemark Pla-
za Shopping 4 (3-D): dub, 12h15m, 14h30m,
16h50m, 21h30m; leg, 19h10m. CinEspaço Bou-
levard 3 (3-D/dub): 17h30m, 19h30m, 21h30m.
CinEspaço Boulevard 5 (dub): 13h30m, 15h40m,
17h40m, 19h40m, 21h40m.
Zona Norte: Cinecarioca Nova Brasília (3-
D/dub): 15h40m, 19h40m. Cinemark Carioca
1: 14h30m, 17h35m, 20h, 22h15m. Cine-
mark Carioca 4 (dub): 15h05m, 17h50m,
20h15m, 22h30m. Cinesystem Via Brasil
Shoppi ng 1 (dub): 14h, 16h30m, 19h,
21h30m. Cinesystem Via Brasil Shopping 5 (3-
D): dub, 14h20m, 16h50m, 19h20m; leg,
21h50m. Kinoplex Nova América 6 (dub):
14h10m, 16h20m, 18h30m, 20h40m. Kino-
plex Nova América 7 (3-D): dub, 14h40m; leg,
16h50m, 19h, 21h10m. Kinoplex Shopping Ti-
j uca 1 (3-D): 13h (qui ), 15h, 17h10m,
19h20m, 21h30m. Multiplex Jardim Guadalu-
pe 1 (dub): 15h, 17h, 19h, 21h. Multiplex Jar-
di m Guadal upe 2 ( 3- D/ dub) : 15h30m,
17h30m, 19h30m, 21h30m. Shopping Iguate-
mi 1 (3-D): dub, 15h20m; leg, 19h20m,
21h30m. Shopping Iguatemi 4 (dub): 14h30m,
16h40m, 18h50m, 21h. UCI Kinoplex 01 (3-
D) : dub, 14h30m, 16h45m; l eg, 19h,
21h15m. UCI Kinoplex 06: 13h10m, 15h20m,
17h30m, 19h40m, 21h50m.
Zona Oeste: Cine 10 Sulacap 1 (dub): 16h40m,
21h. Cine 10 Sulacap 3 (dub): 14h, 16h, 18h, 20h,
22h. Cine Sesc Freguesia 1 (dub): 15h, 17h, 19h,
21h. Cinesercla PátioMix 2 (3-D/dub): 14h50m,
16h50m, 18h50m, 20h50m. Cinesystem Bangu 2
(3-D): dub, 14h20m, 16h50m, 19h20m; leg,
21h50m. Cinesystem Bangu 3 (dub): 14h,
16h30m, 19h, 21h30m. Kinoplex West Shopping
5/Evolution (3-D): dub, 14h20m, 16h40m, 19h,
21h20m(até qua); leg, 21h20m(qui). Star Center 1
(dub): 14h30m, 16h40m, 18h50m, 21h.
Zona Sul: Cinemark Botafogo 6 (3-D): 13h30m,
15h45m, 18h, 20h20m, 22h35m. Cinépolis
Lagoon 6 (3-D): 14h10m, 16h30m, 19h,
21h50m. Leblon 2 (3-D): 14h, 16h20m,
18h40m, 21h. Rio Sul 2 (3-D): 14h50m, 17h,
19h10m, 21h20m. Roxy 3 (3-D): 15h10m,
17h20m, 19h30m, 21h40m. São Luiz 3 (3-D):
14h30m, 16h40m, 18h50m, 21h.
Redondezas: Cine Bauhaus 1: 14h, 16h, 18h,
20h. Cine Show Nova Friburgo 2 (3-D): dub,
15h (até qua), 19h15m (até qua); leg, 21h20m
(até qua). Cine Show Teresópolis 3 (3-D): dub,
15h, 19h15m; leg, 21h20m.
> ‘Heleno’. De José Henrique Fonseca (Brasil,
2010). Com Rodrigo Santoro, Alinne Moraes,
Othon Bastos.
Drama. A ascensão e a queda do jogador de fu-
tebol Heleno de Freitas, dos anos 1940, auge de
sua carreira, ao fim da década de 1950, quando
morreu em um sanatório. 116 minutos. Não re-
comendado para menores de 14 anos.
Barra: Cinemark Downtown 02: 12h50m,
15h30m, 18h10m, 21h (exceto seg). UCI New
York Ci ty Center 10: 13h15m, 15h45m,
18h15m, 20h45m. Vi a Par que 1: 14h,
16h30m, 19h, 21h30m.
Il ha: Ci nesystem Il ha Pl aza 3: 14h25m,
16h55m, 19h25m, 21h55m.
Niterói: Bay Market 4: 13h40m (qui), 16h10m,
18h40m, 21h15m. Box Cinemas São Gonçalo 2:
13h20m, 15h50m, 18h20m, 20h50m. CinEspa-
ço Boulevard 4: 13h30m, 16h, 18h30m, 21h.
Zona Norte: Cinemark Carioca 6: 14h20m,
16h50m, 19h30m, 22h05m. Kinoplex Nova
América 4: 13h50m (qui), 16h20m, 18h50m,
21h20m. Kinoplex Shopping Tijuca 3: 13h30m
(qui), 16h, 18h30m, 21h. Ponto Cine: 14h (ex-
ceto seg), 16h10m (exceto seg), meia-noite (ex-
ceto seg). Shopping Iguatemi 6: 13h30m (qui),
16h, 18h40m, 21h15m. UCI Kinoplex 07:
13h50m, 16h15m, 18h40m, 21h05m.
Zona Oeste: Cine 10 Sulacap 5: 14h, 16h30m,
19h, 21h30m. Cine Sesc Freguesia 2: 14h,
16h10m, 18h30m, 20h50m. Cinesystem Ban-
gu 4: 14h25m, 16h55m, 19h25m, 21h55m.
Kinoplex West Shopping 4: 13h40m (qui), 16h,
18h30m, 21h.
Zona Sul: Estação Vivo Gávea 2: 14h, 16h50m,
19h10m, 21h40m. Kinoplex Fashion Mall 4: 14h
(qui), 16h30m, 19h, 21h30m. Kinoplex Leblon 1:
13h30m (ter e qui), 16h (exceto ter), 18h30m (ex-
ceto ter), 21h (exceto ter). Unibanco Arteplex 5: 13h,
15h30m, 19h20m, 21h40m (exceto seg).
> ‘O Lorax: em busca da trúfula perdida’.
“Dr. Seuss’ the Lorax”. De Ken Daurio, Cinco
Paul, Chris Renaud (EUA, 2012). Vozes de Zac
Efron, Taylor Swift, Danny DeVito.
Animação. Baseado no conto do Dr. Seuss. Para
conquistar a afeição da garota dos seus sonhos,
Ted precisa descobrir a história de Lorax, uma
criatura charmosa e zangada que luta para pro-
teger o seu mundo. Exibição em 3-D em algu-
mas salas. 130 minutos. Livre.
Baixada: Cinesercla Nilópolis Square 1 (3-
D/ dub) : 14h, 15h40m, 17h20m, 19h,
20h40m. Kinoplex Grande Rio 5 (3-D/dub):
14h20m, 16h30m, 18h40m, 20h50m. Multi-
pl ex Caxi as 2 (3-D/dub): 14h, 15h45m,
17h30m, 19h15m, 21h. Multiplex Caxias 4
(dub): 14h45m, 16h30m, 19h, 21h45m.
Barra: Cinemark Downtown 08 (3-D/dub):
12h35m, 14h50m, 16h55m, 19h20m (exceto
seg), 21h45m (exceto seg). Cinemark Down-
town 10 (dub): 13h15m, 15h25m, 17h30m,
19h35m (exceto seg). Cinesystem Recreio
Shopping 1 (dub): 14h10m, 16h30m, 19h,
21h. Espaço Rio Design 1 (3-D/dub): 14h, 16h.
UCI New York Ci ty Center 04 (3-D/dub):
13h30m, 17h50m, 22h10m. UCI New York Ci-
ty Center 12 (3-D/dub): 14h15m, 16h20m,
18h25m, 20h30m. UCI New York City Center
16 (dub): 13h (até qua), 15h10m (até qua),
17h20m(até qua). UCI NewYork City Center 18
(dub): 13h (qui), 15h10m (qui), 17h20m (qui).
Vi a Parque 2 (dub): 14h20m, 16h20m,
18h20m, 20h20m.
Ilha: Cinesystem Ilha Plaza 4 (3-D/dub):
13h40m, 15h35m.
Niterói: Bay Market 2 (dub): 13h30m (qui),
15h30m, 17h30m, 19h30m. Box Cinemas São
Gonçalo 1 (3-D/dub): 13h30m, 17h40m. Box
Ci nemas São Gonçal o 7 (dub): 14h40m,
16h40m, 18h40m, 20h40m. Cinemark Plaza
Shopping 2 (dub): 13h, 15h20m, 17h35m,
19h40m. Cinemark Plaza Shopping 7 (3-
D/ dub) : 13h35m, 15h45m, 17h50m,
19h55m, 22h. CinEspaço Boulevard 1 (dub):
14h, 16h, 18h, 20h. CinEspaço Boulevard 3 (3-
D/dub): 13h30m, 15h30m.
Zona Norte: Cinecarioca Nova Brasília (3-
D/dub): 13h50m, 17h40m. Cinemark Carioca
8 ( dub) : 14h15m, 16h25m, 18h40m,
20h50m. Cinesystem Via Brasil Shopping 3
(dub): 14h10m, 16h05m, 18h, 19h55m. Cine-
system Via Brasil Shopping 4 (3-D/dub):
13h40m, 15h40m, 17h40m, 19h40m,
21h40m. Kinoplex Nova América 5 (3-D/dub):
13h30m (qui), 15h30m, 17h30m, 19h30m.
Kinoplex Shopping Tijuca 4 (3-D/dub): 13h20m
(qui), 15h15m, 17h15m, 19h15m. Multiplex
Jardim Guadalupe 3 (dub): 15h30m, 17h30m,
19h30m. Multiplex Jardim Guadalupe 4 (3-
D/dub): 15h, 17h, 19h, 21h. Shopping Iguate-
mi 1 (3-D/dub): 13h30m, 17h30m. Shopping
Iguatemi 5 (dub): 14h30m, 16h30m, 18h30m.
UCI Kinoplex 10 (3-D/dub): 14h05m, 16h10m,
18h15m, 20h20m.
Zona Oeste: Cine 10 Sulacap 1 (3-D/dub):
14h30m, 18h50m. Cine 10 Sulacap 2 (3-
D/dub): 14h, 15h50m, 17h50m, 19h50m,
21h50m. Cinesercla PátioMix 3 (3-D/dub):
14h, 15h40m, 17h20m, 19h, 20h40m. Cine-
system Bangu 1 (3-D/dub): 13h40m, 15h35m,
17h30m, 19h25m, 21h20m. Kinoplex West
Shoppi ng 2 ( 3- D/ dub) : 13h30m ( qui ) ,
15h30m, 17h30m, 19h30m. Star Center 2
( dub) : 14h30m, 16h, 17h30m, 19h,
20h30m.
Zona Sul: Cinemark Botafogo 5 (3-D/dub): 13h,
15h20m, 17h25m, 19h30m, 21h40m. Ciné-
polis Lagoon 5 (3-D/dub): 15h, 17h10m,
19h30m. Kinoplex Fashion Mall 2 (3-D/dub):
13h15m (qui), 15h15m, 17h15m, 19h15m.
Kinoplex Leblon 4 (3-D/dub): 13h20m (qui),
14h (ter), 15h15m (exceto ter), 17h15m (exce-
to ter), 19h15m(exceto ter). Rio Sul 3: 13h40m
(qui), 15h40m, 17h40m, 19h40m. São Luiz 4
(3-D/dub): 13h20m (qui), 15h20m, 17h20m,
19h20m.
Redondezas: Cine Show Nova Friburgo 2 (3-
D/dub): 13h (até qua), 17h10m (até qua). Cine
Show Teresópolis 3 (3-D/dub): 13h, 17h10m.
> ‘Novela das 8’. De Odilon Rocha (Brasil,
2011). Com Claudia Ohana, Vanessa Giácomo,
Mateus Solano.
Drama. Brasil, 1978. Ainda sob a ditadura militar, o
Brasil sucumbe à discoteca graças à novela "Dancin’
Days". Amanda, uma prostituta viciada no drama te-
levisivo, e sua empregada, Dora, são obrigadas a fugir
de São Paulo depois de um incidente fatal e partem
pro Rio, com o policial federal Brandão em seu en-
calço. 102 minutos. Não recomendado para meno-
res de 14 anos.
Barra: Cinemark Downtown 01: 15h55m,
18h20m, 20h55m. UCI New York City Center
07: 13h10m, 15h30m, 17h50m, 20h10m,
22h30m.
Zona Nor t e: Ki nopl ex Nova Amér i ca 2:
14h30m, 16h50m, 19h10m, 21h40m. UCI
Ki nopl ex 08: 13h, 15h10m, 17h40m,
20h10m, 22h30m.
Zona Sul: Rio Sul 4: 14h, 16h20m, 18h40m,
21h.
> ‘Um método perigoso’. “A dangerous me-
thod”. De David Cronenberg (Canadá/Reino Uni-
do/Alemanha, 2011). Com Viggo Mortensen,
Keira Knightley, Michael Fassbender.
Drama. O jovem psicanalista Carl Jung começa
um tratamento inovador na histérica Sabina
Spielrein, sob influência de seu mestre e futuro
colega, Sigmund Freud. Disposto a penetrar
mais a fundo nos mistérios da mente, Jung verá
algumas de suas ideias se chocarem com as teo-
rias de Freud. 93 minutos. Não recomendado
para menores de 14 anos.
Barra: Cinemark Downtown 09: 15h20m,
20h05m (exceto seg), 22h20m (exceto seg).
Estação Sesc Barra Point 1: 17h15m, 19h15m,
21h15m. UCI New York Ci ty Center 11:
13h50m, 16h05m, 18h20m, 20h35m.
Zona Sul: Estação Sesc Ri o 2: 13h15m,
15h15m, 17h15m, 19h15m, 21h15m. Kino-
pl ex Fashi on Mal l 1: 15h20m, 17h30m,
19h40m, 21h50m. Lebl on 1: 14h30m,
16h50m, 19h10m, 21h30m. Roxy 1:
14h20m, 19h, 21h20m. Unibanco Arteplex 6:
13h10m, 15h20m, 17h30m, 19h40m,
21h50m.
Continuação
> ‘Adorável Pivellina’. “La Pivellina”. De Tizza
Covi, Rainer Frimmel (Itália, 2009). Com Tairo
Caroli, Asia Crippa, Patrizia Gerardi.
Drama. A pequena Asia tem 2 anos e foi encon-
trada por Patti, uma artista de circo que mora
com o marido em um trailer no parque, nos ar-
redores de Roma. Logo, toda a trupe se encanta
pela pequenina. 100 minutos. Livre.
Zona Sul: Estação Sesc Botafogo 2: 15h45m.
Est ação Sesc Laur a Al vi m 1: 13h30m,
19h20m. Estação Vivo Gávea 1: 14h30m,
16h30m.
> ‘Albert Nobbs’. “Albert Nobbs”. De Rodrigo
García (Reino Unido/Irlanda, 2011). Com Glenn
Close, Jonathan Rhys Meyers, Mia Wasikowska.
Drama. Na Irlanda do século XIX, Albert Nobbs
trabalha como mordomo e esconde um segredo:
é, na verdade, uma mulher. 113 minutos. Não
recomendado para menores de 14 anos.
Zona Sul: Estação Sesc Botafogo 2: 17h45m.
Estação Sesc Laura Alvim 3: 17h40m.
> ‘O amor chega tarde’. “Love comes lately”.
De Jan Schütte (Alemanha/Áustria/EUA, 2007).
Com Otto Tausig, Caroline Aaron, Olivia Thirlby.
Comédia romântica. Baseado em um conto de
Isaac Bashevis Singer. Max Kohn, aclamado escri-
tor de contos e imigrante austríaco que vive em
Nova York, está chegando aos 80 anos, mas sente
que sua vida está apenas começando. 86 minutos.
Não recomendado para menores de 12 anos.
Barra: Cinemark Downtown 07: 14h.
> ‘O artista’. “The artist”. De Michel Hazana-
vicius (França/Bélgica, 2011). Com Jean Dujar-
din, Berenice Bejo, John Goodman.
Drama. Hollywood, 1927. George Valentin, umastro
de filmes mudos, teme que a chegada do cinema fa-
lado faça com que ele seja esquecido. Ganhador do
Oscar 2012 nas categorias melhor filme, direção,
ator, figurino e trilha sonora. 100 minutos. Não re-
comendado para menores de 12 anos.
Zona Sul: Candido Mendes: 15h, 19h. Espaço
Museu da República: 14h, 18h. Estação Sesc
Botafogo 3: 15h40m, 19h40m. Estação Sesc
Laura Alvim 3: 15h40m.
SEGUNDO CADERNO

7 Segunda-feira, 2 de abril de 2012 O GLOBO
O GLOBO

SEGUNDO CADERNO

PÁGINA 7 - Edição: 2/04/2012 - Impresso: 1/04/2012 — 15: 11 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
O BONEQUINHO VIU...
> ‘L’Apollonide — Os amores da casa
de tolerância’. Drama. “O diretor Ber-
trand Bonello fez um filme de resultado fe-
nomenal.” (Ruy Gardnier)
> ‘O artista’. Drama. “Fiel ao espírito de
uma época, consegue a proeza de seduzir
os acelerados espectadores do século
XXI.” (Susana Schild)
> ‘Drive’. Ação. Para Rodrigo Fonseca,
aplaude de pé: “Parte de atos violentos pa-
ra propor uma reflexão sobre as desarmo-
nias do real”. Para Ruy Gardnier, dorme:
“De tanto buscar o impacto visual, acaba
por chafurdar na cafonice.”
> ‘Habemus Papam’. Comédia dramáti-
ca. “Uma obra-prima leve e grave, que diz
muito sobre o mundo que nos rodeia.” (Ruy
Gardnier)
> ‘Heleno’. Drama. “Um ensaio poético
sobre Heleno de Freitas.” (Ely Azeredo)
> ‘A invenção de Hugo Cabret’. Aven-
tura. “Uma declaração de amor ao cine-
ma.” (Marcelo Janot)
> ‘Millenium — Os homens que não
amavam as mulheres’. Suspense. “Vai
muito além do conceito de refilmagem.”
(Rodrigo Fonseca)
> ‘A música segundo Tom Jobim’. Do-
cumentário. “Um marco no seio do filme
musical brasileiro.” (Ruy Gardnier)
> ‘Pina’. Documentário. “Um ritual de
despedida e uma homenagem à altura
dessa artista tão fundamental.” (Consuelo
Lins)
> ‘Albert Nobbs’. Drama. “Uma reflexão
sobre a autonomia feminina em tempos de
modernidade.” (Rodrigo Fonseca)
> ‘O amor chega tarde’. Drama. “A tra-
ma é abordada com leveza e humor.” (Su-
sana Schild)
> ‘A dançarina e o ladrão’. Drama.
“Mantém o interesse do público até sua
sequência final.” (Érico Reis)
> ‘Inquietos’. Drama. “Gus Van Sant não
se repete.” (André Miranda)
> ‘John Carter — Entre dois mundos’.
Ficção científica. “Evoca a mecânica das
aventuras da Hollywood dos anos 1930,
resgatando um espírito épico perdido.”
(Rodrigo Fonseca).
> ‘Medianeras —Buenos Aires da era
do amor virtual’. Drama. “Uma radio-
grafia desencantada da Argentina.” (Ro-
drigo Fonseca)
> ‘Um método perigoso’. Drama. “Com
uma atuação avassaladora de Viggo Mor-
tensen, Cronenberg discute a castração da
> ‘Adorável Pivellina’. Drama. “Huma-
nidade à flor da pele, delicadeza e humor.”
(Ely Azeredo)
> ‘Cada um tem a gêmea que mere-
ce.’ Comédia. “Compensa a falta de bri-
lhantismo com a presença de Al Pacino, in-
terpretando a si mesmo.” (Rodrigo Fonseca)
> ‘Conan, o bárbaro.’ Ação. “Diversão
eficiente.” (Rodrigo Fonseca)
> ‘A Dama de Ferro’. Drama. “O grande
trunfo do filme é a presença de Meryl Stre-
ep.” (André Miranda)
> ‘Fúria de Titãs 2’. Aventura. “O espe-
táculo visual tem seus momentos de im-
pacto.” (Daniel Schenker)
> ‘Jogos vorazes’. Aventura. “Jennifer
Lawrence é o que há de mais instigante no
filme.” (André Miranda)
> ‘O Lorax: em busca da trúfula per-
dida’. Animação. “Seu bom humor sus-
tenta uma reflexão ecológica de preserva-
ção.” (Rodrigo Fonseca)
> ‘Meu primeiro casamento’. Comé-
dia. “Tem seu charme e momentos diver-
tidos.” (Susana Schild)
> ‘Novela das 8’. Drama. “Tem bons mo-
mentos de suspense e até mesmo de hu-
mor.” (Consuelo Lins)
> ‘Pequenos espiões 4’. Aventura. “É
disparado o mais ‘infantil’ da série.” (Ruy
Gardnier)
> ‘Protegendo o inimigo’. Ação. “Seu
trâmite pela violência afronta a correção
política, fortalecendo o gênero.” (Rodrigo
Fonseca)
> ‘Sem saída’. Ação. “O talento de Mi-
chael Nyqvist como vilão garante viço à
produção.” (Rodrigo Fonseca)
> ‘Guerra é guerra’. Comédia românti-
ca. “Um equívoco de concepção e de exe-
cução.” (Carlos Helí de Almeida)
> ‘Motoqueiro Fantasma — Espírito
de vingança’. Ação. “Não faz justiça às
ambições estéticas de Cage.” (Rodrigo Fon-
seca)
> ‘Premonição 5’. Ação. “Uma falta
de originalidade indisfarçá-
vel.” (Rodrigo Fonseca)
> ‘Projeto X —Uma festa fora de con-
trole’. Comédia. “Tudo é muito previsível
e melancólico.” (Carlos Helí de Almeida)
> ‘W.E. — O romance do século’. Ro-
mance. “Madonna parece não ter tido a
menor ideia de onde queria chegar.” (An-
dré Miranda)
RIO SHOW
TEATRO
SHOW
EXPOSIÇÃO
MÚSICA
Únicasapresentações
Grátis >MostraUnirio.De22demarçoa9deabril,
aUniriorecebenoveespetáculos,quesomamaotodo
30 apresentações. Seg, às 19h, “Ponto fraco”, de
Leandro Romano, na Sala Roberto Cleto; às 21h,
“Epiderme—1
o
-esboço”,deEduardoLandim,naSa-
la200.
Unirio: Av. Pasteur 436, Urca — 9553-1685
(informações). Distribuição de senhas 1h antes
de cada espetáculo.
Continuação
> ‘Dorian’. Texto: Oscar Wilde. Direção: Re-
nato Farias. Com Augusto Garcia, Thiago Men-
donça, Rafael Sieg, Letícia Cannavale, Caeta-
no O’Maihlan, Fernanda Boechat, Hugo Re-
sende e outros.
A peça da Companhia de Teatro Íntimo faz uma
versão de “O retrato de Dorian Gray”, sobre um
homem que busca manter um estilo de vida jo-
vem e hedonista a qualquer preço.
Teatro Glaucio Gill: Praça Cardeal Arcoverde
s/n
o
-, Copacabana — 2332-7902. Sáb a seg, às
21h. R$ 30. 80 minutos. Não recomendado pa-
ra menores de 16 anos. Até 9 de abril.
> André Aragão. Ao lado de Alexandre Cavallo
(contrabaixo) e Rodrigo Pacato (percuteria), o
músico interpreta “Tô voltando” e “Partido-alto”
(Chico Buarque), “Incompatibilidade de gênios”
(João Bosco), “Feira moderna” (Beto Guedes) e
outros sucessos dentro da nova programação
musical do Quiosque Arab.
Quiosque Arab: Av. Borges de Medeiros s/n
o
-,
Quiosque 7, Parque dos Patins — 2540-0747.
Seg, às 21h. R$ 6. Livre.
> Bossa Trio. Formado por Marcello Lessa (vio-
lão e voz), César Machado (bateria) e Joe Lima
(baixo), o grupo toca “Triste”, “Manhã de carna-
val”, “Balanço Zona Sul” e outros.
Vinicius Show Bar: Rua Vinicius de Moraes 39, 2
o
-
, Ipanema —2523-4757. Seg, às 21h30m. R$30.
Não recomendado para menores de 18 anos.
> Cidade Negra. A banda, com mais de 25
anos de estrada, toca sucessos que marcaram a
sua carreira, como “A estrada”, “A flecha e o vul-
cão” e “A Lua e eu”.
Teatro Sesi: Av. Graça Aranha 1, Centro —
2563-4163. Seg, às 19h . Distribuição de cem
senhas uma hora antes. Livre.
> Forró Casadinho. O projeto de música nor-
destina abre o ano recebendo o Trio Remelexo e
o Dj Darvyn Orlan.
Severyna: Rua Ipiranga 54, Laranjeiras —
8848-8889 (informações). Seg, às 21h. R$ 12.
Não recomendado para menores de 18 anos.
> Luiz Melodia. O músico toca canções que
marcaram a sua carreira, como “Magrelinha”,
“Pérola negra” e “Juventude transviada”.
Casarão Ameno Resedá: Rua Bento Lisboa 4,
Catete — 2556-2427. Seg, às 20h. Pista: R$
40 (com 1kg de alimento não perecível) e R$
80. Mesa: R$ 60 (com 1 kg de alimento não pe-
recível) ou R$ 120. Não recomendado para me-
nores de 16 anos.
Grátis > Naldo Miranda. Omúsico faz umshow
comvozeviolãotocandoclássicosdaMPBedabossa
nova.
Mangue Seco: Rua do Lavradio 23, Centro —
3852-1947. Seg, às 18h. Livre.
> Porto Aberto. O projeto reúne composito-
res que queiram divulgar o seu trabalho. Nes-
ta edição, apresentação do músico Rodrigo
Maranhão.
Sala Baden Powell: Av. Nossa Senhora de Co-
pacabana 360, Copacabana — 2255-1067.
Seg, às 19h. R$ 10. Livre.
> Rhichahs. O músico comanda uma roda de
samba.
Carioca da Gema: Av. Mem de Sá 79, Lapa —
2221-0043. Seg, às 22h. R$ 21. Não recomen-
dado para menores de 18 anos.
> > Seresta de Conservatória. O grupo Cha-
péu de Palha e o cantor Sergio Silva, com con-
vidados, relembram as serestas de Conservató-
ria, interpretando nomes como Lupicínio Rodri-
gues e Adelino Moreira. Cartola, Nelson Gonçal-
ves, Nelson Cavaquinho, Paulinho da Viola e
Mario Lago também estão no repertório.
Bar Cariocando: Rua Silveira Martins 139, Ca-
tete — 2557-3646. Seg, às 19h30m. R$ 8. Li-
vre.
> Sururu na Roda. O grupo toca com Elza Soa-
res. No repertório, um resumo dos quatro traba-
lhos com ênfase no último CD, “Se você me ou-
visse”, em homenagem a Nelson Cavaquinho.
Studio RJ: Av. Vieira Souto 110, 1
o
- andar, Ar-
poador — 2523-1204. Seg, às 21h30m. R$ 20
(com 1kg de alimento não perecível) e R$ 50.
Não recomendado para menores de 18 anos.
> Tomás Improta Quarteto. O pianista To-
más, acompanhado por José Aimatéia (trumpe-
te), Alfredo Dias Gomes (bateria) e Jefferson Les-
cowich (baixo), toca clássicos da bossa nova.
Arlequim: Praça Quinze de Novembro 48, loja
1, Centro — 2220-8471. Seg, às 18h. R$ 15.
Livre.
> Zé Paulo Becker. O violonista e compositor
do Trio Madeira Brasil toca clássicos do samba,
choro e composições autorais.
Semente: Rua Joaquim Silva 138, Lapa —
2507-5188. Seg, às 22h. R$ 20. Não recomen-
dado para menores de 16 anos.
Grátis >AlvaroSiviero: Opianista Alvaro Siviero
interpretaobrasdeLiszt eSchubert, entreoutros.
Corcovado (Cristo Redentor): Rua Cosme Velho
513, Laranjeiras — 2558-1329. Seg, às 17h.
Livre.
Grátis >CedmonAlves. Peloprojeto“Músicano
Museu”, o violonista Cedmon Alves interpreta
obras de João Pernambuco e Francisco Tárrega,
entre outros.
Auditório Machado de Assis: Rua México s/n
o
-,
Centro. Seg, ao meio-dia e meia. Livre.
> Ithamara Koorax. A cantora faz uma home-
nagem às obras de Chopin, Fauré e Ravel, entre
outros, no Morro da Urca. O show será aberto ao
público (cobrado, porém, o valor do bondinho) e
marca o início das comemorações dos 100 anos
do teleférico.
Morro da Urca: Av. Pasteur 520, Urca. Seg, às
19h. R$ 53 (valor do ingresso do bondinho).
Livre.
Museusecentrosculturais
Grátis > Arquivo Nacional. Praça da República
173, Centro —2179-1228. Seg a sex, das 10h às
18h.
‘Lago eu sou — Mário Lago, um homem do sé-
culo XX’: A exposição em homenagem ao cen-
tenário de nascimento do ator e compositor Má-
rio Lago (1911-2002) reúne gravações, frases,
cartazes, versos, cenas, manuscritos, discos e
registros da boemia, além de outros elementos
do universo do homenageado. Uma linha do
tempo mostra a interação do artista com os prin-
cipais fatos de seu tempo. Até 24 de maio.
> Museu da Chácara do Céu. Rua Murtinho
Nobre 93, Santa Teresa — 3970-1126. Qua a seg,
do meio-dia às 17h. Grátis (às quartas e para me-
nores de 12 anos e maiores de 65 anos) e R$ 2.
‘Gente’: A exposição tem 160 obras do acervo
dos Museus Castro Maya, incluindo Portinari, Pi-
casso, Braque, Modigliani, Di Cavalcanti, Mestre
Vitalino, Rugendas e Debret. Até 30 de julho.
Coletivas
Grátis >‘[edições] | UM’. Omote da exposição é
mostrar álbuns de gravuras. Os artistas reunidos são
Amador Perez, AntonioBokel, AlêSouto, AnaFreitas,
Iuri Casaes, Gabriel Giucci, Pedro Sanchez, Pedro
Meyer ePedroVictor Brandão. Até29deabril.
Portas Vilaseca Galeria: Av. Ataulfo de Paiva
1.079, subsolo, loja 109, Leblon — 29 de abril.
Seg a sex, das 11h às 19h. Sáb, das 11h às 14h.
Grátis >‘Vivendonovermelho’. Acoletiva, que
temcomo tema a cor que lhe dá nome e referências
comoocomunismo,reúnecerâmicas,tapeçarias,pe-
ças gráficas, pinturas, gravuras, fotografias e objetos
de 19artistas de Brasil, EUA, Cuba, Grã-Bretanha,
França, Espanha, México, Argentina e Benin. Entre
eles, AnishKapoor eVikMuniz. Até10deabril.
Graphos:Brasil: Rua Siqueira Campos 143, so-
brelojas 1 e 2, Copacabana — 2256-3268. Seg
a sex, das 11h às 19h. Sáb, das 11h às 18h.
Individuais
Grátis >‘... equemteescutaéosilêncio’. Stella
Da Poian expõe 15trabalhos emóleo sobre tela. Até
19deabril.
Galeria de Arte Maria de Lourdes Mendes de Al-
meida: Universidade Candido Mendes. Rua Joa-
na Angélica 63, Ipanema — 2523-4141 ramal
206. Seg a sex, das 14h às 20h. Sáb, das 16h
às 20h.
Grátis >‘Ensaios nãodestrutivos’ e‘Retratos
e autorretratos’. Na primeira mostra, Ana Holck
expõe oito esculturas. Na segunda, José Paulo apre-
sentatrabalhoscomoasérie“Quarentaretratos”,com
40desenhos emgrafite sobre papel feitos a partir de
coposrecolhidos. Até12demaio.
Anita Schwartz Galeria de Arte: Rua José Rober-
to Macedo Soares 30, Gávea —2274-3873. Seg a
sex, das 10h às 20h. Sáb, do meio-dia às 18h.
Grátis > ‘Ogigante do papelão’. Sérgio Cezar
mostra suas obras, emque reconstrói casinhas, so-
brados, bares, cortiços e favelas, tendo o lixo como
matéria-prima. Até11demaio.
Galpão das Artes Urbanas Helio Pellegrino: Rua
Padre Leonel Franca s/n
o
-, Gávea — 3874-
5148. Seg a sex, das 10h às 16h.
Grátis > Isa Nissembaum. A exposição reúne
esculturas que retratamsituações jocosas. Até
5 de abril.
Galeria Marly Faro: Rua Aníbal de Mendonça
221, Ipanema — 2259-9417. Seg a sex, das
13h às 19h. Sáb, das 9h às 13h.
Grátis >‘LembrançadeBrasília’. LaercioRedon-
do, queseinspirounaobradeAthosBulcãoeseutra-
balhonospainéisdeazulejodeBrasília,apresentano-
ve serigrafias sobre compensado, dois vídeos e uma
pinturanaparede. Até5deabril.
Galeria Silvia Cintra + Box 4: Rua das Acácias
104, Gávea — 2521-0426. Seg a sex, das 10h
às 19h. Sáb, do meio-dia às 19h.
Grátis >‘Miróescultor’.Exposiçãodelitografiasdo
catalãoJoanMiró(1893-1983). Asérie, de1974, é
uma homenagemdo artista espanhol a sete lugares
de idiomas diferentes, entre eles Portugal, Itália, Ja-
pãoeInglaterra. Até15deabril.
00 Café Bistrô: Rua Barão da Torre 398-A, Ipa-
nema — 2523-2938. Diariamente, do meio-dia
à 1h.
Grátis >‘Observadordetudo’.Amostracomemo-
raos50anosdecarreiradeRobertoMagalhãescom40
desenhos emtécnicas variadas e ummúltiplo inédito,
feitoespecialmenteparaaexposição. Até28deabril.
Mul.ti.plo Espaço Arte: Rua Dias Ferreira 417,
sala 206, Leblon — 2259-1952. Seg a sex, das
10h às 18h. Sáb, das 10h às 14h.
Grátis > ‘Paisagens: ruas; inflexões’. César
Dantasmostra36pinturas. Até13dejulho.
Baukurs Cultural: Rua Goethe 15, Botafogo —
2246-6242. Seg a sáb, das 13h às 19h.
Grátis >‘Pneumática’. ContempladacomoPrêmio
FunartedeArteContemporânea2010doMinistérioda
Cultura,amostradeesculturasinfláveisdePauloPaesé
inspiradaembalões. Nessaversão, elesnãousamfogo
paraser infladosenãovoam. Até4demaio.
Palácio Gustavo Capanema: Mezanino. Rua da
Imprensa 16, mezanino, Centro — 2279-8089.
Seg a sex, das 9h às 18h.
Grátis >‘Quasecinema’. Oartista plástico goiano
Pitágorasapresentapinturasedesenhosinéditospro-
duzidosnosúltimostrêsanos. Até12demaio.
Galeria Coleção de Arte: Praia do Flamengo
278, Flamengo — 2551-0641. Seg a sáb, das
10h às 18h.
Grátis >Rafael Alonso. Oartista, que expõe tam-
bémnoPaçoImperial, mostratrêsnovostrabalhosda
série“Vídeo”,apartirdostemasarte,design,pinturae
tecnologia. Até24deabril.
Cosmocopa Arte Contemporânea: Rua Siqueira
Campos 143, sobreloja 32, Copacabana —
2236-4670. Seg a sex, das 10h às 19h. Sáb,
das 11h às 16h.
Grátis >‘Silhuetas deamor à luz da Lua’. Fer-
nandodeLaRocqueexpõeumainstalaçãofeitaapar-
tir depinturas, emtelaenaparede. Até7deabril.
Armazém Artur Fidalgo: Rua Siqueira Campos
143, sobreloja 138 — 2549-6278. Seg a sex,
das 10h às 19h. Sáb, das 10h às 14h.
Grátis >‘Symbiosis’. Roberta Carvalho apresenta
16fotografias e dois vídeos, alémde uma interven-
ção. Até5demaio.
Galeria do Ateliê: Av. Pasteur 453, Urca —
2541-3314. Seg a sex, das 9h às 22h. Sáb, das
9h às 17h.
Grátis >‘Você, eueosoutros’ e‘Diálogospoé-
ticos’. Aprimeira mostra temintervenções emfotos
como as usadas emdocumentos de identidade, tira-
das por Ana Paula Albé emespaços públicos. Na se-
gunda, RosildaSámostraas instalações “Inventário”
e “Imagens amadas”, que envolvemfotografias e ce-
râmicas. Até14deabril.
Mercedes Viegas Arte Contemporânea: Rua
João Borges 86, Gávea — 2294-4305. Seg a sex,
do meio-dia às 20h. Sáb, das 16h às 20h.
> ‘Cada um tem a gêmea que merece’. “Ja-
ck and Jill”. De Dennis Dugan (EUA, 2011).
Com Adam Sandler, Al Pacino, Katie Holmes.
Comédia. Jack Sadelstein, umpublicitário de su-
cesso que vive em Los Angeles com sua esposa
e filhos, teme um evento ano após ano: a visita
de sua irmã gêmea idêntica Jill no feriado de
Ação de Graças. A carência e a atitude passivo-
agressiva de Jill o enlouquecem. 91 minutos.
Não recomendado para menores de 10 anos.
Barra: UCI New York City Center 01: dub,
17h20m, 21h20m; leg, 19h20m.
Niterói: Box Cinemas São Gonçalo 5 (dub):
14h30m ( at é qua) , 16h50m ( at é qua) ,
19h10m (até qua). CinEspaço Boulevard 6
(dub): 14h30m, 19h.
Zona Norte: UCI Kinoplex 02 (dub): 14h40m,
16h40m (até qua).
Zona Oeste: Cine 10 Sulacap 6 (dub): 16h40m,
21h20m.
> ‘A Dama de Ferro’. “The iron lady”. De Phyl-
lida Lloyd (Reino Unido, 2011). Com Meryl Stre-
ep, Jim Broadbent, Olivia Colman.
Drama. A história da vida de Margaret Thatcher,
ex-primeira-ministra do Reino Unido, suas polê-
micas e o preço que ela pagou pelo poder. Ga-
nhador do Oscar 2012 nas categorias melhor
atriz e maquiagem. 105 minutos. Não recomen-
dado para menores de 12 anos.
Barra: UCI New York City Center 08: 16h20m,
22h.
Zona Sul: Candido Mendes: 17h, 21h. Espaço
Museu da República: 16h. Estação Sesc Bota-
fogo 2: 13h40m.
> ‘Drive’. De Nicolas Winding Refn (EUA,
2011). Com Ryan Gosling, Carey Mulligan,
Bryan Cranston.
Ação. Um piloto profissional trabalha como du-
blê em cenas de perseguição de carros em Hol-
lywood e usa sua precisão no volante como mo-
torista em assaltos, até que conhece Irene, cujo
marido sairá da prisão em poucos dias. 100 mi-
nutos. Não recomendado para menores de 16
anos.
Zona Sul: Estação Sesc Botafogo 3: 21h40m.
Estação Sesc Laura Alvim 3: 22h.
> ‘Guerra é guerra’. “This means war”. De
Bruce McGill (EUA, 2012). Com Tom Hardy, Ch-
ris Pine, Reese Witherspoon.
Comédia romântica. Dois agentes secretos da
CIA batalham pelo amor de uma mesma mulher.
98 minutos. Não recomendado para menores de
12 anos.
Baixada: Kinoplex Grande Rio 3 (dub): 16h40m
(até qua), 18h50m (até qua), 21h (qui). Mul-
tiplex Caxias 6 (dub): 19h, 21h.
Barra: Cinemark Downtown 01: 13h40m. Cine-
mark Downtown 06: 13h55m, 16h15m,
18h40m (ter e qua), 21h05m (exceto seg). Ci-
nesystem Recreio Shopping 4: 19h25m (até
qua), 21h45m. UCI New York City Center 15:
dub, 13h50m, 16h, 18h10m; leg, 20h20m,
22h30m.
Ilha: Cinesystem Ilha Plaza 2: 19h (até qua),
21h20m.
Niterói: Bay Market 2 (dub): 21h30m. Box Ci-
nemas São Gonçalo 5 (dub): 21h40m (até qua).
Cinemark Plaza Shopping 5: 12h25m, 15h,
17h15m, 19h50m, 22h15m. CinEspaço Bou-
levard 6: 16h50m, 21h10m.
Zona Nor te: Ci nemark Cari oca 2 (dub):
16h20m, 18h50m, 21h30m. Cinesystem Via
Brasil Shopping 3 (dub): 21h50m. Kinoplex
Shoppi ng Ti j uca 2: 19h40m ( at é qua) ,
21h50m. Multiplex Jardim Guadalupe 3 (dub):
21h15m. Shopping Iguatemi 5 (dub): 20h30m.
UCI Ki nopl ex 04 ( dub) : 13h30m ( qui ) ,
15h30m, 18h, 20h20m, 22h30m.
Zona Oeste: Cine 10 Sulacap 6: 14h20m, 19h.
Cinesercla PátioMix 4 (dub): 14h40m, 18h45m
(até qua). Cinesystem Bangu 6 (dub): 16h40m
(até qua), 21h40m. Kinoplex West Shopping 2
(dub): 21h30m.
Zona Sul: Cinemark Botafogo 2: 15h, 17h20m,
19h35m, 21h50m. Ci népol i s Lagoon 1:
13h30m (até qua), 18h30m (até qua). Rio Sul
3: 21h40m.
Redondezas: Cine Show Nova Friburgo 3: 17h
(até qua). Cine Show Teresópolis 2: 17h (até
qua).
> ‘Habemus Papam’. “Habemus Papam”. De
Nanni Moretti (Itália/França, 2011). Com Mi-
chel Piccoli, Nanni Moretti, Margherita Buy.
Comédia dramática. Diante das responsabilida-
des de seu novo cargo, papa recém-eleito entra
em crise e precisa recorrer à terapia para vencer
seus medos. 102 minutos. Não recomendado
para menores de 12 anos.
Barra: Estação Sesc Barra Point 2: 15h, 17h,
19h, 21h.
Zona Sul: Estação Sesc Ipanema 2: 13h,
15h10m, 17h20m, 19h30m, 21h40m. Esta-
ção Vi vo Gávea 3: 13h50m, 15h50m,
17h50m, 20h, 22h. Roxy 1: 16h40m. Uniban-
co Ar tepl ex 3: 13h, 15h10m, 17h20m,
19h30m, 22h.
> ‘Inquietos’. “Restless”. De Gus Van Sant
(EUA, 2011). Com Mia Wasikowska, Chin Han,
Ryo Kase.
Drama. Um jovem casal divide suas preocupa-
ções sobre o amadurecimento e as questões so-
bre a mortalidade. 91 minutos. Não recomen-
dado para menores de 12 anos.
Zona Norte: Cinemark Carioca 2: 14h.
> ‘A invenção de Hugo Cabret’. “Hugo”. De
Martin Scorsese (EUA, 2011). Com Chloë Mo-
retz, Jude Law, Sacha Baron Cohen, Gustaf
Hammarsten.
Aventura. Hugo é um garoto de 12 anos que vive
em uma estação de trem em Paris no começo do
século XX. Seu pai, um relojoeiro que trabalhava
em um museu, morre pouco depois de mostrar a
Hugo a sua última descoberta: um robô. Ganha-
dor do Oscar 2012 nas categorias melhor foto-
grafia, direção de arte, edição de som, mixagem
de som e efeitos visuais. 126 minutos. Livre.
Barra: UCI New York City Center 09 (3-D): leg,
15h20m, 21h; dub, 18h.
> ‘Jogos vorazes’. “The hunger games”. De
Gary Ross (EUA, 2011). Com Jennifer Lawren-
ce, Wes Bentley, Woody Harrelson.
Aventura. Baseado no best-seller homônimo de
Suzanne Collins. Num futuro distante, quando a
América do Norte é extinta e sua população pas-
sa a ser dividida em distritos, dois jovens de ca-
da um deles são sorteados, todos os anos, para
participar de um jogo mortal. 180 minutos. Não
recomendado para menores de 14 anos.
Baixada: Cinesercla Nilópolis Square 2 (dub):
14h30m, 17h30m, 20h30m. Iguaçu Top 2
(dub): 14h, 17h, 20h. Kinoplex Grande Rio 4
(dub): 14h30m, 17h30m, 20h30m. Kinoplex
Grande Rio 6 (dub): 14h, 17h, 20h. Multiplex
Caxias 3 (dub): 15h, 17h45m, 20h30m.
Barra: Cinemark Downtown 04: 14h40m, 18h
(exceto seg), 21h20m (exceto seg). Cinemark
Downtown 05: 12h30m, 15h35m, 18h45m
(exceto seg), 22h (exceto seg). Cinesystem Re-
creio Shopping 2: 15h, 19h10m, 22h. Espaço
Rio Design 2: 15h, 18h, 21h. UCI New York City
Center 03 (dub): 15h, 18h, 21h. UCI New York
City Center 05: 14h, 17h, 20h. UCI New York
City Center 17: 13h30m, 16h30m, 19h30m,
22h30m. UCI New York Ci ty Center 18:
13h30m ( at é qua) , 16h30m ( at é qua) ,
19h30m, 22h30m. Via Parque 3: 15h, 18h,
21h. Via Parque 4 (dub): 14h30m, 17h30m,
20h30m.
Il ha: Ci nesystem Il ha Pl aza 1: 13h30m,
16h20m, 19h10m, 22h.
Ni t er ói : Bay Mar ket 1 ( dub) : 14h40m,
17h40m, 20h40m. Box Cinemas São Gonçalo
4 (dub): 13h, 16h, 19h, 22h. Box Cinemas São
Gonçalo 6 (dub): 14h20m, 17h30m, 20h30m.
Ci nemar k Pl aza Shoppi ng 3: 12h10m,
15h10m, 18h10m, 21h15m. Cinemark Plaza
Shopping 6 (dub): 14h, 17h10m (seg e qua),
20h15m (seg e qua). CinEspaço Boulevard 2
(dub): 14h30m, 17h30m, 20h30m.
Zona Norte: Cinecarioca Nova Brasília (dub):
21h40m. Cinemark Carioca 3 (dub): 15h10m,
18h20m, 21h20m. Cinemark Carioca 5 (dub):
14h40m, 17h55m, 21h10m. Cinesystem Via
Brasil Shopping 2 (dub): 14h10m (qui), 15h
(até qua), 18h30m (até qua), 21h30m. Cine-
system Via Brasil Shopping 6: dub, 13h30m,
16h20m, 19h10m; leg, 22h. Kinoplex Nova
América 1: 15h, 18h, 21h. Kinoplex Nova Amé-
rica 3 (dub): 14h, 17h, 20h. Kinoplex Shopping
Tijuca 5: 14h20m, 17h20m, 20h20m. Kino-
plex Shopping Tijuca 6: 14h50m, 17h50m,
20h50m. Multiplex Jardim Guadalupe 5 (dub):
15h (ter e qui), 16h15m (seg e qua), 17h45m
(ter e qui), 19h (seg e qua), 20h30m (ter e qui),
21h45m (seg e qua). Shopping Iguatemi 2:
14h50m, 17h50m, 20h50m. Shopping Iguate-
mi 3 (dub): 14h20m, 17h20m, 20h20m. UCI
Kinoplex 03: dub, 13h30m; leg, 18h35m,
21h35m. UCI Kinoplex 05: 14h, 17h, 20h. UCI
Ki nopl ex 09 ( dub) : 14h50m, 17h50m,
20h50m.
Zona Oeste: Cine 10 Sulacap 4 (dub): 15h,
18h, 21h. Ci ne Sesc Freguesi a 3 (dub):
15h20m, 18h20m, 21h20m. Cinesercla Pátio-
Mix 1 (dub): 14h30m, 17h30m, 20h30m. Ci-
nesystem Bangu 5 (dub): 13h30m, 16h20m,
19h10m, 22h. Kinoplex West Shopping 1
(dub): 14h20m, 17h20m, 20h20m. Kinoplex
West Shopping 3 (dub): 14h50m, 17h50m,
20h50m. Star Center 3 (dub): 15h10m, 18h,
20h50m.
Zona Sul: Cinemark Botafogo 3: 13h20m,
16h20m, 19h20m, 22h20m. Cinemark Bota-
fogo 4: 14h, 17h, 20h, 23h. Cinépolis Lagoon
4: 13h40m, 16h40m, 20h. Estação Vivo Gávea
1: 18h30m, 21h20m. Kinoplex Fashion Mall 3:
15h, 18h, 21h. Kinoplex Leblon 3: 13h40m
(ter), 14h30m (exceto ter), 17h30m (exceto
ter), 20h30m (exceto ter). Rio Sul 1: 14h30m,
17h30m, 20h40m. Roxy 2: 14h50m, 18h,
21h. São Luiz 2: 14h40m, 17h40m, 20h40m,
21h20m (exceto qui).
Redondezas: Ci ne Bauhaus 2: 14h30m,
17h30m, 20h30m. Cine Show Nova Friburgo 1
(dub): 14h30m (até qua), 17h30m (até qua),
20h30m (até qua). Cine Show Teresópolis 1
(dub): 14h30m (até qua), 17h30m (até qua),
20h30m (até qua).
> ‘John Carter — Entre dois mundos’. “John
Carter”. De Andrew Stanton (EUA, 2012). Com
Mark Strong, Willem Dafoe, Taylor Kitsch.
Ficção científica. Baseado no livro de Edgar Rice
Burroughs. John Mars é transportado para Mar-
te, onde se vê envolvido em um conflito épico
entre os habitantes do planeta, incluindo o vilão
Tars Tarkas e a princesa Dejah Thoris. Exibição
em 3-D em algumas salas. 132 minutos. Não
recomendado para menores de 12 anos.
Barra: Cinemark Downtown 10 (3-D): 21h40m.
Ci nesyst em Recr ei o Shoppi ng 4 ( dub) :
16h40m. UCI New York City Center 02 (3-D):
18h30m, 21h15m.
Zona Nor te: Ci nemark Cari oca 7 (dub):
17h10m. UCI Kinoplex 10 (3-D): 22h25m.
Zona Oeste: Star Center 4 (dub): 15h40m (até
qua), 20h40m (até qua).
> ‘L’Apollonide —Os amores da casa de to-
lerância’. “L’Apollonide — Souvenirs de la mai-
son close”. De Bertrand Bonello (França, 2011).
Com Hafsia Harzi, Jasmine Trinca, Adele Hae-
nel.
Drama. No início do século XX, o bordel L’Apol-
lonide vive seus últimos dias. Neste mundo fe-
chado, onde alguns homens se apaixonam e ou-
tros se tornam dependentes, as garotas dividem
seus segredos, seus medos e suas dores. 125
minutos. Não recomendado para menores de 18
anos.
Barra: Estação Sesc Barra Point 1: 14h45m.
Zona Sul: Estação Sesc Botafogo 1: 16h30m,
21h10m. Estação Vivo Gávea 4: 13h10m (até
qua), 17h30m (até qua), 19h50m (até qua).
> ‘Medianeras — Buenos Aires na era do
amor virtual’. “Medianeras”. De Gustavo Taret-
to (Argentina, 2011). Com Pilar López de Ayala,
Javier Drolas.
Drama. Mariana e Martín são dois jovens que vi-
vem em edifícios de uma mesma rua, mas que
nunca conseguem se encontrar. 95 minutos.
Não recomendado para menores de 12 anos.
Zona Sul: Estação Sesc Botafogo 3: 13h50m.
> ‘Meu primeiro casamento’. “Mi primera bo-
da”. De Ariel Winograd (Argentina, 2011). ComNa-
talia Oreiro, Daniel Hendler, Imanol Arias.
Comédia. No dia de seu casamento, o nervoso
Adrian comete um pequeno erro que resolve es-
conder de sua noiva, Leonora, para evitar maio-
res problemas, mas acaba complicando tudo.
102 minutos. Não recomendado para menores
de 12 anos.
Zona Sul: Estação Sesc Laura Alvim 2: 14h.
> ‘Millenium — Os homens que não ama-
vam as mulheres’. “The girl with the dragon
tattoo”. De David Fincher (EUA/Suécia/Reino
Unido/Alemanha, 2011). Com Daniel Craig,
Stellan Skarsgård, Rooney Mara.
Suspense. Baseado no best-seller de Stieg Larsson.
No centro do labirinto que dá o tom da história, há
assassinatos, corrupção, segredos de família e os
dramas pessoais de dois parceiros improváveis em
busca da verdade, por trás de um mistério de 40
anos. Ganhador do Oscar 2012na categoria melhor
montagem. 158 minutos. Não recomendado para
menores de 16 anos.
Zona Sul: Estação Sesc Laura Alvim 2: 21h.
> ‘Motoqueiro Fantasma — Espírito de vin-
gança’. “Ghost rider: spirit of vengeance”. De
Mark Neveldine, Brian Taylor (EUA, 2011). Com
Nicolas Cage, Idris Elba, Violante Placido.
Ação. O Motoqueiro Fantasma se esconde na
Europa Oriental, onde tenta impedir que o de-
mônio adquira forma humana. Versão em 3-D
em algumas salas. 95 minutos. Não recomen-
dado para menores de 12 anos.
Baixada: Kinoplex Grande Rio 3 (dub): 14h40m
(até qua).
Niterói: Box Cinemas São Gonçalo 3 (dub): 14h,
16h20m, 18h30m.
Zona Nor te: Ci nemark Cari oca 7 (dub):
20h05m. UCI Ki nopl ex 03 ( 3- D/ dub) :
16h30m.
Zona Oeste: Ci nesystem Bangu 6 (dub):
14h20m, 19h40m (até qua).
> ‘As mulheres do 6º andar’. “Les femmes du
6ème étage”. De Philippe Le Guay (França,
2011). Com Fabrice Luchini, Carmen Maura,
Natalia Verbeke.
Comédia. Na Paris dos anos 1960, a chegada de
uma empregada doméstica muda radicalmente a
rotina de um casal conservador. 104 minutos. Não
recomendado para menores de 16 anos.
Zona Sul: Estação Sesc Botafogo 3: 17h40m.
> ‘A música segundo Tom Jobim’. De Nelson
Pereira dos Santos, Dora Jobim (Brasil, 2011).
Documentário. Filme conta a história do compo-
sitor por meio de sua música. Participação de ar-
tistas nacionais e internacionais que entoaram
suas canções. 88 minutos. Livre.
Zona Sul: Unibanco Arteplex 5: 17h40m.
> ‘Pequenos espiões 4’. “Spy kids 4: all the ti-
me in the world”. De Robert Rodriguez (EUA, 2011).
Com Jessica Alba, Danny Trejo, Jeremy Piven.
Aventura. Quarta aventura da série. Os irmãos
Rebecca e Cecil descobrem que sua madrasta é
uma agente secreta e se envolvem numa missão
fantástica. Exibição em 3-D em algumas salas.
111 minutos. Livre.
Barra: Cinesystem Recreio Shopping 4 (dub):
14h20m (até qua). UCI New York City Center 01
(dub): 13h20m, 15h20m. UCI New York City
Center 02 (dub): 14h30m, 16h30m. Via Par-
que 6 (dub): 14h50m (até qua), 17h (até qua),
19h10m (até qua).
Ilha: Cinesystem Ilha Plaza 2 (dub): 14h10m,
16h30m (até qua).
Niterói: Cinemark Plaza Shopping 1 (dub):
12h40m, 17h40m.
Zona Norte: Cinemark Carioca 7 (dub): 15h.
Shopping Iguatemi 7 (dub): 14h45m (até qua),
16h45m ( at é qua) , 18h45m ( at é qua) ,
20h45m (qui).
> ‘Pina’. De Wim Wenders (Alemanha/Fran-
ça/Reino Unido, 2010).
Documentário. A trajetória da coreógrafa alemã Pi-
na Bausch, contada por meio de coreografias dan-
çadas no palco e em locais da cidade de Wupper-
tal, onde ela viveu durante 35 anos. Exibição em
3-D em algumas salas. 106 minutos. Livre.
Zona Sul: Cinépolis Lagoon 5 (3-D): 21h30m.
Estação Vivo Gávea 5 (3-D): 13h, 15h10m,
17h30m, 19h40m, 21h50m. Unibanco Arte-
plex 4 (3-D): 13h, 15h, 17h10m, 19h30m,
21h50m.
> ‘O porto’. “Le Havre”. De Aki Kaurismäki (Fin-
lândia/França/Alemanha, 2011). Com André
Wilms, Kati Outinen, Jean-Pierre Darroussin.
Drama. Marcel Marx é umescritor conhecido pe-
la boemia. Por vontade própria, ele resolveu se
exilar na cidade portuária de Havre, onde passa
a trabalhar como engraxate e leva uma vida tran-
quila, até que uma criança negra vinda da África
surge em sua vida. 93 minutos. Não recomen-
dado para menores de 12 anos.
Zona Sul: Espaço Museu da República: 20h. Es-
tação Sesc Laura Alvim 1: 15h30m. Estação
Sesc Rio 3: 13h40m, 17h50m, 19h40m.
> ‘Precisamos falar sobre o Kevin’. “We ne-
ed to talk about Kevin”. De Lynne Ramsay (EUA,
2011). Com Tilda Swinton, John C. Reilly, Ezra
Miller.
Drama. Baseado no livro de Lionel Shriver. Eva
tenta reconstruir sua vida familiar, que inclui um
filho que nunca quis ter, responsável por um ter-
rível massacre na escola onde estudava. En-
quanto repassa sua história desde antes do nas-
cimento do menino, ela tenta lidar com o luto e a
culpa. 112 minutos. Não recomendado para
menores de 16 anos.
Zona Sul: Estação Sesc Botafogo 2: 22h. Esta-
ção Sesc Laura Alvim 2: 18h30m.
> ‘Projeto X — Uma festa fora de contro-
le’. “Project X”. De Nima Nourizadeh (EUA,
2012). Com Thomas Mann, Jonathan Daniel
Brown, Oliver Cooper.
Comédia. Três alunos do último ano do colegial de-
cidem entrar para a história promovendo uma festa
que ninguém jamais vai esquecer. 90 minutos. Não
recomendado para menores de 18 anos.
Barra: UCI New York City Center 12: 22h30m.
Redondezas: Cine Show Nova Friburgo 3:
21h10m (até qua). Cine Show Teresópolis 2:
21h10m (até qua).
> ‘Protegendo o inimigo’. “Safe house”. De
Daniel Espinosa (EUA, 2012). Com Denzel
Washington, Ryan Reynolds, Vera Farmiga.
Ação. Depois que o centro de operações da CIA é
destruído por um grupo de vilões, um jovem
agente precisa transportar para um lugar seguro
um agente renegado que estava sendo escondi-
do pela agência. 115 minutos. Não recomenda-
do para menores de 14 anos.
Barra: Cinemark Downtown 09: 12h40m,
17h35m. UCI New York Ci ty Center 06:
14h45m, 17h10m, 19h35m, 22h. Via Parque
6: 21h20m (até qua).
Niterói: Cinemark Plaza Shopping 2: 21h50m.
Zona Norte: Kinoplex Nova América 5: 21h30m.
Kinoplex Shopping Tijuca 4: 21h15m. Shopping
Iguatemi 7: 20h45m (até qua). UCI Kinoplex 02:
18h55m, 21h20m (até qua).
Zona Oeste: Cinesercla PátioMix 4: 16h40m,
20h45m. Star Center 4: 18h20m (até qua).
Zona Sul: Cinemark Botafogo 1: 13h40m,
16h25m, 19h, 21h45m. Cinépolis Lagoon 1: 16h
(até qua), 21h (até qua). Kinoplex Fashion Mall 2:
21h15m. Kinoplex Leblon 4: 21h15m (exceto
ter).
Redondezas: Cine ShowNova Friburgo 3: 19h (até
qua). Cine Show Teresópolis 2: 19h (até qua).
> ‘Raul —Oinício, o fime o meio’. De Walter
Carvalho (Brasil, 2011).
Documentário. A trajetória do cantor e compo-
sitor, criador da "sociedade alternativa" ao lado
do hoje escritor Paulo Coelho, é contada por
meio de documentos e depoimentos de familia-
res, amigos e músicos. 115 minutos. Não reco-
mendado para menores de 14 anos.
Barra: Cinemark Downtown 11: 12h20m, 15h,
17h50m, 20h45m (exceto seg). UCI New York
City Center 16: 19h45m, 22h25m.
Centro: Odeon: 13h30m, 16h, 18h30m, 21h
(exceto ter).
Niterói: Cinemark Plaza Shopping 1: 14h50m,
19h45m, 22h30m.
Zona Norte: Kinoplex Shopping Tijuca 2:
14h10m, 16h50m.
Zona Sul: Cinépolis Lagoon 2: 15h20m, 18h,
20h50m. Ki nopl ex Lebl on 2: 13h50m,
16h20m (excet o t er ). São Lui z 1: 14h,
16h30m. Unibanco Arteplex 2: 14h10m,
16h40m, 19h10m, 21h40m.
> ‘A separação’. “Nader az Simin”. De Asghar
Farhadi (Irã, 2011). Com Leila Hatami, Peyman
Moaadi, Sareh Bayat.
Drama. Na hora de decidir onde morar, um casal
não chega a um acordo. Ela quer ir para o ex-
terior, para que a filha tenha mais oportunida-
des. Ele não aceita sair, pois precisa cuidar do
pai que tem Alzheimer. Ganhador do Oscar
2012 nas categorias melhor filme em língua es-
trangeira. 123 minutos. Não recomendado para
menores de 12 anos.
Zona Sul : Est ação Sesc Laur a Al vi m 3:
13h10m, 19h40m. Estação Sesc Ri o 3:
15h30m, 21h30m.
> ‘Shame’. De Steve McQueen (Reino Unido,
2011). Com Michael Fassbender, Carey Mulli-
gan, James Badge Dale.
Drama. Brandon é um homem bem-sucedido
que mora sozinho em Nova York. Sua rotina de
viciado em sexo acaba sendo profundamente
abalada quando sua irmã Sissy aparece de sur-
presa e pretende morar com ele. 101 minutos.
Não recomendado para menores de 18 anos.
Zona Sul: Estação Sesc Botafogo 1: 14h10m,
19h. Estação Sesc Laura Alvim 1: 17h20m,
21h20m. Estação Vivo Gávea 4: 15h30m (até
qua), 22h10m (até qua). Unibanco Arteplex 1:
13h20m, 15h30m, 17h40m, 19h50m, 22h.
> ‘W.E. — O romance do século’. “W.E.”. De
Madonna (Inglaterra, 2011). Com James D’Ar-
cy, Abbie Cornish, Andrea Riseborough.
Romance. O rei Eduardo VIII, da Inglaterra, se apai-
xona pela americana divorciada Wallis Winthrop.
Décadas depois, uma mulher casada vive um caso
de amor com um segurança russo. 120 minutos.
Não recomendado para menores de 16 anos.
Zona Sul: Estação Sesc Laura Alvim 2: 16h (ter
e qua).
Reapresentação
> ‘Conan, o bárbaro’. “Conan the barbarian”.
De Marcus Nispel (EUA, 2011). Com Jason Mo-
moa, Stephen Lang, Ron Perlman.
Ação. Nova versão para o cinema das aventuras do
herói criado por Robert E. Howard. Conan é única
opção para salvar as grandes nações da Hyboria.
Exibição em 3-D em algumas salas. 90 minutos.
Não recomendado para menores de 16 anos.
Baixada: Cinemaxx Unigranrio Caxias 2 (dub):
16h10m.
> ‘Premonição 5’. “Final destination 5”. De
Steven Quale (EUA, 2011). Com David Koech-
ner, Nicholas D’Agosto, Emma Bell.
Horror. No quinto filme da série, a morte está mais
liberdade.” (Rodrigo Fonseca)
> ‘As mulheres do 6
o
- andar’. Comédia.
“Com humor e solidariedade às domésti-
cas, o diretor deita por terra a velha luta de
classes.” (Susana Schild)
> ‘O porto’. Drama. “O diretor Aki Kau-
rismäki foge do óbvio.” (Érico Reis)
> ‘Precisamos falar sobre o Kevin’.
Drama. “A performance de Tilda Swinton é
avassaladora.” (Marcelo Janot)
> ‘Raul —Oinício, o fime o meio’. Do-
cumentário. “Ao fim da projeção, não res-
tarão mais dúvidas: Raul era um gênio.”
(Marcelo Janot)
> ‘A separação’. Drama. “Uma elabora-
da radiografia dos impasses entre diferen-
ças sociais, religiosas ou legais.” (Susana
Schild)
> ‘Shame’. Drama. “Uma crônica sobre o
vazio afetivo das novas gerações.” (Rodrigo
Fonseca)
presente do que nunca, depois que a premonição de
umhomemsalva umgrupo de trabalhadores de um
terrível acidente em uma ponte pênsil. Exibição em
3-D em algumas salas. 92 minutos. Não recomen-
dado para menores de 16 anos.
Baixada: Cinemaxx Unigranrio Caxias 2 (dub):
14h10m, 18h30m, 20h30m.
> ‘Sem saída’. “Abduction”. De John Singleton
(EUA, 2011). Com Taylor Lautner, Lily Collins,
Alfred Molina.
Ação. Um jovem se propõe a descobrir a verdade
sobre sua vida depois de encontrar uma foto de
quando era bebê em um site de pessoas desa-
parecidas. 106 minutos. Não recomendado pa-
ra menores de 14 anos.
Baixada: Cinemaxx Unigranrio Caxias 1 (dub):
14h20m, 16h20m, 18h20m, 20h20m.
Extra
Grátis >‘FilmAmbiente—Festival Internacio-
nal doAudiovisual Ambiental’. Ofestival, queco-
meçahojeesegueaté8deoutubro, exibesetefilmes
sobreproduçõesaudiovisuaisqueabordamquestões
ambientais, sempre uma vez por mês. Seg, das 18h
às 21h: “Omundo segundo a Monsanto”, de Marie-
MoniqueRobin(França, 2008). Livre.
Centro: Centro Cultural do Poder Judiciário do Es-
tado do Rio de Janeiro (Rua Dom Manuel 29, Cen-
tro — 3133-3366). Seg, das 18h às 21h. Livre.
8

SEGUNDO CADERNO Segunda-feira, 2 de abril de 2012 O GLOBO
.
O GLOBO

SEGUNDO CADERNO

PÁGINA 8 - Edição: 2/04/2012 - Impresso: 1/04/2012 — 15: 10 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
O GLOBO NA INTERNET
a
PATRÍCIA KOGUT
COM FLORENÇA MAZZA E ANNA LUIZA SANTIAGO • E-mail: kogut@oglobo.com.br
oglobo.com.br/kogut
CRÍTICA
Nada de casamento para travesti das 19h
•Ellen Rocche e Mouhamed
Hafourch posam com o figurino
de seus personagens na
encenação da Paixão de Cristo,
em Nova Jerusalém.
Núcleos cômicos
Divulgação
Cama nova
● Ricardo Waddington já co-
meçou a trabalhar com Rafael
Dragaud na sexta temporada
de “Amor & sexo”. Fernanda
Lima e Léo Jaime e a banda
continuarão firmes no progra-
ma, mas tudo o mais muda. É
para o segundo semestre.
Chaplin
● OGloob, canal infantil que a
Globosat lançará dia 1
o
- de ju-
nho, exibirá “Chaplin”. A ani-
mação é estrelada por Carli-
tos. O Gloob comprou toda a
primeira temporada, com-
posta de 104 episódios de
seis minutos.
ELIANA SUBIU
ao Cristo
Redentor para
uma reportagem
que vai ao ar em
seu programa do
SBT no domingo
de Páscoa.

Miguel Falabella bem que tentou emplacar um
desfecho romântico para Ana Girafa (Luís Salém)
em “Aquele beijo”, mas a Globo vetou. O persona-
gem, travesti, terá um final feliz ao lado da mãe, Ma-
ruschka (Marília Pêra), de quem cuidará.
● “Avenida Brasil” é uma das
mais gratas novidades da
televisão atualmente. Mal
começou e ninguém duvida
que a Carminha de Adriana
Esteves será uma daquelas
vilãs que ninguém vai
esquecer. Isso sem falar nas
sequências no lixão, uma
inspiração explícita dos
romances de Charles Dickens,
cheias de amargura e poesia.
Enfim, João Emanuel Carneiro
atirou seu anzol poderoso e
cheio de iscas deliciosas.
Todo mundo sabe que os
folhetins são produções
industriais, extensas e
trabalhosíssimas. Sabemos
também que esse tipo de
narrativa é, por natureza,
reiterativa. Praticamente a
cada capítulo, o enredo é
“lembrado” ao público. Essa
prática visa a capturar o
sujeito que acaba de entrar
na sala, aquele que não
assistiu aos capítulos
precedentes, e até mesmo o
incauto que viu tudo mas
não entendeu nada até
aquele ponto e precisa de
mais uma explicaçãozinha.
OK. Apesar de tudo isso,
uma novela pode ser
excelente e original.
Cada autor tem seu estilo,
o que torna as histórias
diferentes, certo? Certo,
salvo quando o “núcleo
cômico” entra em cena. A
ideia de que ele é
imprescindível merece pelo
menos uma reflexão. Falo da
trama envolvendo Cadinho
(Alexandre Borges), Verônica
(Débora Bloch), Noêmia
(Camila Morgado) e Alexia
(Carolina Ferraz) em
“Avenida Brasil”. Mas poderia
estar falando dos Fragolone-
Fragolina de “Passione”, ou
do triângulo de “Viver a vida”
composto da jornalista
igualmente interpretada por
Camila Morgado, sua prima e
o marido dela.
Esta obrigatoriedade de
“um momento de humor” em
que os personagens andam
em círculos numa trama
viciada deveria ser revista. A
reiteração é um mal do
gênero, mas um mal
necessário. Cada autor se
apropria da técnica à sua
maneira, e ela acaba se
diluindo no estilo de cada
um. O núcleo cômico, ao
contrário, achata a própria
autoralidade. Por causa dele,
o insondável acontece nas
barbas do espectador: João
Emanuel parece com Silvio
de Abreu, que parece com
Manoel Carlos e assim por
diante. Como são todos
autores muito talentosos e
donos de uma marca própria,
alguma coisa fica fora da
ordem mundial. E até a
ordem mundial, todo mundo
sabe, também pode e deve
variar de vez em quando.
J
o
ã
o
T
a
v
a
r
e
s
Com fé
● Além de Gilberto Gil e Elba
Ramalho, Reynaldo Gianec-
chini acertou sua participa-
ção em “Viver com fé”, que se-
rá apresentado por Cissa Gui-
marães no GNT. As gravações
dos 13 episódios terminarão
na primeira semana de maio.
Policial
● A produtora paulista Me-
dialand está registrando o
trabalho da polícia em vá-
rios estados brasileiros pa-
ra “Câmera em ação”, série
negociada com a Record. A
estreia do programa está
prevista para abril.
HENRI
CASTELLI, que
voltará à TV em
“Gabriela”, fez
um ensaio
fotográfico para
a próxima
edição da
revista “TPM”.
À publicação, o
ator falou como
lida com a fama
e com o assédio
após 15 anos
de carreira
Daniel Aratangy
....................................................
twitter.com/PatriciaKogut
facebook.com/PatriciaKogutOGlobo
Para os figurinos do
“Esquenta!”, obra
de Cláudia Kopke,
uma craque
conhecida por seu
trabalho na televisão, no
cinema e até na ópera. Ela é
criativa e suas produções
chamam a atenção.
Para a abertura de
“Avenida Brasil”,
novela das 21h de
João Emanuel
Carneiro do núcleo
de Ricardo Waddington. A
vinheta — música e imagens
animadas demais — é
chatinha, chatinha.
10 0
HOJE NA TV
Arquivo
‘Highlander — O guerreiro
imortal’
“Highlander”. EUA/ Reino Unido, 1986.
Direção: Russell Mulcahy. Aventura fantástica.
Só pode haver um. Marco da fantasia
nas décadas de 1980 e 90, este filme
regado a canções do Queen confiou ao
ator Christopher Lambert o papel do
imortal Connor MacLeod, que atravessa
séculos acossado pelo bárbaro Kruger
(Clancy Brown). TCM, 17h.
F I L M E S
‘Entrando numa fria maior ainda’
“Meet the Fockers”. EUA, 2004.
Direção: Jay Roach. Comédia.
Parente é serpente. Juntar Barbra
Streisand e Dustin Hoffman como um
casal judeu relax e bem resolvido foi a
alternativa do diretor Jay Roach para criar
um contraste popular em relação ao
trabalho de Robert De Niro como o agente
da CIA Jack Byrnes, que inferniza o genro,
Gaylord (Ben Stiller). Globo, 16h.
‘Divã’
Brasil, 2009. Direção: José Alvarenga
Jr. Comédia dramática.
A arte de perder. Visto por 1.847.449
pagantes em 2009, este diálogo com a
literatura de Martha Medeiros põe a ex-
professora Mercedes (Lilia Cabral) a
desabafar com seu analista sobre suas
peripécias amorosas. José Mayer vive seu
ex-marido, e Alexandra Richter brilha como
sua melhor amiga. Globo, 2h20m.
“X-Men origens: Wolverine” (“X-Men origins:
Wolverine”). EUA, 2009. Direção: Gavin Hood. Aventura.
Globo, 22h20m.
O melhor naquilo que faz
HUGH JACKMAN sustenta pela quarta vez um esqueleto de adamantium
Fotos de divulgação
P R O G R A M A S
‘Once upon a time’
Série. Sony, 22h.
Sabe aquelas histórias aprendidas ainda na infância? E se
tudo aquilo fosse realidade? Nesta série, que estreia hoje, a
jovem Emma Swan (Jennifer Morrison, conhecida por sua
participação em “House”) passa por uma reviravolta em seu
aniversário de 28 anos quando recebe a visita inesperada
do filho de 10 anos, abandonado por ela logo após o
nascimento. O menino Henry (Jared Gilmore) acredita que
Emma é a filha da Branca de Neve e conta a ela um grande
segredo que mudará tudo.
Divulgação
‘Project Runway’
Reality. Glitz*, 21h.
O canal exibe a oitava temporada do
reality apresentado pela supermodelo
Heidi Klum. No programa, um grupo de
estilistas iniciantes recebe aquela
mãozinha para ingressar na carreira.
Os menos talentosos são eliminados
semanalmente.
‘Espelho’
Variedades. Canal Brasil, 21h30m.
O cantor e compositor pernambucano
Otto é o convidado da semana do
apresentador e ator Lázaro Ramos.
Durante a entrevista, gravada num
casarão em Santa Teresa, no Rio, o
músico destaca as passagens mais
marcantes da sua carreira.
‘SBT Repórter’
Jornalismo. SBT, 23h45m.
Apresentada por César Filho, esta
edição do programa mostra a história
de pessoas que, por algum motivo,
estão isoladas do mundo. No convento
de Santa Marcelina, em São Paulo, são
mostrados jovens que optaram por
seguir uma vida religiosa em reclusão.
RODRIGO FONSECA ZEAN BRAVO
● Criado nas HQs Marvel
em 1974, por Len Wein, co-
mo coadjuvante para uma
aventura do Hulk, Wolverine
(Logan para os íntimos) fez
do australiano Hugh Mi-
chael Jackman um dos
maiores astros de Hollywo-
od. A partir de “X-Men — O
filme” (2000), ele assumiu o
papel, que repetiu nas duas
sequências (em2003 e 2006)
do longa-metragem sobre a
equipe de heróis mutantes
concebida por Stan Lee. Em
2009, Jackman ganhou a
chance de estrelar um longa
solo do personagem, cujo
nome é uma referência ao carcaju, mamífero
carnívoro de pequeno porte encontrado na
América do Norte.
Centrado no passado nebuloso de Logan,
cuja memória foi deletada, “X-Men origens:
Wolverine” custou US$ 150 milhões para ser
rodado, com direção do sul-africano Gavin
Hood (oscarizado por “Infância roubada”) e
faturou US$ 373 milhões. “Wolverine é céti-
co em relação a ordens, à autoridade. Isso é
muito australiano. Sou um sujeito que mede
a vida pelo que sente”, disse Jackman ao
GLOBO à época do lançamento do filme.
Há três anos, o ator veio ao Rio promover
a estreia da produção e explicou suas refe-
rências para compor o personagem: “Além
do primeiro ‘Mad Max’, com Mel Gibson, e
da série Dirty Harry, de Clint Eastwood, Mi-
ke Tyson é o meu parâmetro para construir
a personalidade de Wolverine. Quando co-
meçou a lutar, Tyson era pequeno, jovem e
selvagem de um jeito diferente dos outros
boxeadores. Ele tem perseverança. Perse-
verança faz Wolverine ser o que é”, disse Ja-
ckman, hoje ocupado com a filmagem do
musical “Les Misérables”, dirigido por Tom
Hooper, de “O discurso do rei”.
Patrimônio da arte dramática nacional, a
voz de Isaac Bardavid ressalta as inquietações
existenciais de Wolverine na versão dublada.
Aventuras no ar e no mar
Divulgação
O SURFISTA
Everaldo Pato
com a mulher
Fabiana e a filha
Isabelle Nalu:
mais uma leva
de viagens atrás
de grandes
ondas
● A família Nalu agora também vai conquis-
tar os céus. Na nova temporada do progra-
ma, o surfista Everaldo Pato, sua mulher,
Fabiana Nigol, e a filha dos dois, Isabelle Na-
lu, estão a bordo de um helicóptero em bus-
ca de novos destinos. Ofoco da atração ain-
da é a procura por ondas perfeitas.
A viagem tem início no Havaí, onde Pato
faz um curso de pilotagem para tirar o bre-
vê. Já habilitado, ele embarca com a família
no helicóptero apelidado de “Nalu Móvel”.
Não, o surfista não está sozinho nesta em-
preitada e divide o comando do helicóptero
com um piloto profissional.
Depois de uma parada estratégica em Or-
lando, para a filha do casal passear pelos
parques da Disney, o trio segue até a praia
onde o surfista Kelly Slater cresceu, a Co-
coa Beach. No próximo destino, as Baha-
mas, a família conhece a história dos pira-
tas famosos que viveram na região, com di-
reito a um passeio por um parque aquático
com ondas. Durante esta temporada, a tur-
ma ainda passa por República Dominicana
e Porto Rico.
“Nalu pelo mundo”. Variedades. Multishow,
21h30m.
SEGUNDO CADERNO

9 Segunda-feira, 2 de abril de 2012 O GLOBO
O GLOBO

SEGUNDO CADERNO

PÁGINA 9 - Edição: 2/04/2012 - Impresso: 1/04/2012 — 15: 10 h
PRETO/BRANCO
BICHINHOS DE JARDIM
LIBERTY MEADOWS DUSTIN
AGENTE ZERO TREZE
URBANO, O APOSENTADO
A CABEÇA É A ILHA
Clara Gomes
Frank Cho Steve Kelley e Jeff Parker
Arnaldo Branco e Claudio Mor
A. Silvério
André Dahmer
m MUITO CONSTRANGEDOR... A GARÇONETE
ACHOU QUE SOU VELHO E ME CHAMOU
DE dMEU JOVEMe!
BEM,OSCAR,SEU GRUPO
JÁ SERÁ CHAMADO
PRA A CORRIDA!
RELAXE,NÃO FIQUE
TENSO!
NÃO DEIXE OS OUTROS
CÃES TE INTIMIDAREM!
APENAS RELAXE!
SANTO DEUS! AQUELE
É O CÃO SALSICHA
MAIS RÁPIDO DE
TODOS? CALMA!
NÃO PENSE NELE!
IGNORE-O!
RELAXE,OSCAR! É MUITO
FÁCIL! LEMBRE-SE DO SEU
TREINAMENTO! NÃO PENSE
NAQUELE CÃO! CONCENTRE-SE
E MANTENHA SEUS
MÚSCULOS
SOLTOS!
É MUITO
IMPORTANTE!
NÃO FIQUE
TENSO!
ELA DISSE EXATAMENTE O OPOSTO
DO QUE QUERIA DIZER! ESTh SE
DIVERTINDO aS MINHAS CUSTAS!
AH, ED... EU
NbO DEIXARIA
ISSO ME
INCOMODAR!
EU TAMBmM
NbO,
BONITbO!
H Q s
G I N N
T
L
E E E I T
MO
C R U Z A D A S
LOGODESAF I O
SÔNIA PERDIGÃO
Foram encontradas 9 palavras: 5 de 5 letras,
3 de 6 letras e 1 de 7 letras, além da palavra
original. Com a sequência de letras MO fo-
ram encontradas 11 palavras.
INSTRUÇÕES: Encontrar a palavra original
utilizando todas as letras contidas apenas no
quadro maior. Comestas mesmas letras, formar
o maior número possível de palavras de 5 letras
ou mais. Achar outras palavras (de 4 letras ou
mais) com o auxílio da sequência de letras do
quadro menor. As letras só poderão ser usadas
uma vez em cada palavra. Não valem verbos,
plurais e nomes próprios.
S O L U Ç Ã O : E l i t e , g e n t e , l e i t e , l e n t e , t i e t e ;
g e n t i l , g i l e t e , g i n e t e ; t e n e n t e ; I N T E L I G E N T E .
C o m a s e q u ê n c i a d e l e t r a s M O : e l m o , í n t i m o ,
l e g í t i m o , l i m o , m o l e , m o l i n e t e , m o n g e , m o n -
t e , m o t e , m o t e l , t i m o .
CLAUDIA LISBOA
H O R Ó S C O P O
ÁRIES (21/3 a 20/4)
Elemento: fogo. Modalidade: im-
pulsivo. Signo complementar:
Libra. Regente: Marte.
Um bom trabalho é feito quando exis-
te um bom poder de comando e de
direção, com mútuo respeito entre o
líder e os liderados. É tempo de ser
generoso e entender que a orques-
tra só funciona se o maestro co-
nhece bem os seus músicos.
TOURO (21/4 a 20/5)
Elemento: terra. Modalidade: fi-
xo. Signo complementar: Escor-
pião. Regente: Vênus.
A coragem fortalece e não deixa es-
paço para o medo de enfrentar mu-
danças. Uma nova estrutura é sempre
bem-vinda para abraçar as perspecti-
vas de um novo ciclo. É tempo de se
preparar para as transformações
que vão entrar na sua vida.
GÊMEOS (21/5 a 20/6)
Elemento: ar. Modalidade: mutá-
vel. Signo complementar: Sagi-
tário. Regente: Mercúrio.
Ao ficar atento, você pode receber as
grandes novidades que a vida lhe ofe-
rece. Assim terá a chance de evoluir
mais rapidamente em direção à con-
quista dos seus ideais. É tempo de fi-
car de olhos bem abertos para tu-
do de diferente que vier a surgir.
CÂNCER (21/6 a 22/7)
Elemento: água. Modalidade:
impulsivo. Signo complementar:
Capricórnio. Regente: Lua.
O medo do desamparo aciona meca-
nismos que fazem você querer rece-
ber todas as atenções que estão dis-
poníveis. O problema não é a carên-
cia, e sim o exagero. É tempo de su-
perar os temores para preservar a
qualidade das suas relações.
LEÃO (23/7 a 22/8)
Elemento: fogo. Modalidade: fi-
xo. Signo complementar: Aquá-
rio. Regente: Sol.
Da mesma forma como deseja atrair a
atenção do outro para se sentir aco-
lhido, é importante também cuidar
para que os outros estejam bem. É
tempo de dar atenção às suas ne-
cessidades, sem se esquecer de se
disponibilizar para o outro.
VIRGEM (23/8 a 22/9)
Elemento: terra. Modalidade:
mutável. Signo complementar:
Peixes. Regente: Mercúrio.
A ansiedade pode provocar turbulên-
cias onde não haveria necessidade.
Quando estamos tensos, qualquer di-
ficuldade passa a ser motivo de an-
gústia. É tempo de ter calma para
deixar que as coisas transcorram
naturalmente, sem interferências.
LIBRA (23/9 a 22/10)
Elemento: ar. Modalidade: impul-
sivo. Signo complementar: Áries.
Regente: Vênus.
A admiração é um dos ingredientes
mais importantes para manter acesa a
chama dos relacionamentos. No en-
tanto, isso não significa que você se
deixará dominar por quem ama. É
tempo de exaltar as qualidades das
pessoas que lhe são queridas.
ESCORPIÃO(23/10 a 21/11)
Elemento: água. Modalidade: fixo.
Signo complementar: Touro. Re-
gente: Plutão.
Seguir a intuição é uma boa maneira
de não se apegar aos temores. Os me-
dos podem ser infundados, mas sem-
pre geram um mal-estar e podem im-
pedir a caminhada. É tempo de seguir
o que o seu coração manda e impul-
sionar o seu crescimento pessoal.
SAGITÁRIO (22/11 a 21/12)
Elemento: fogo. Modalidade: mutá-
vel. Signo complementar: Gêmeos.
Regente: Júpiter.
Viver bem implica em ter capacidade
para entender quando não dá para se-
guir em frente. Quando os movimentos
se tornam restritos, a cada movimento,
talvez seja preciso recuar um pouco. É
tempo de reconhecer os limites pa-
ra que possa superá-los.
CAPRICÓRNIO(22/12 a 20/1)
El ement o: t erra. Modal i dade:
impulsivo. Signo complementar:
Câncer. Regente: Saturno.
Ao chegar num ponto de estagnação,
não existe outra saída senão abrir es-
paço para mudanças. Para que possa
evoluir e seguir adiante é preciso pas-
sar por um processo de renovação. É
tempo de efetuar transformações,
começando por si mesmo.
AQUÁRIO (21/1 a 19/2)
Elemento: ar. Modalidade: fixo.
Signo complementar: Leão. Re-
gente: Urano.
As situações sufocantes precisam ser
transformadas. Talvez isso signifique a
ocorrência de rupturas que podem vir
a ser a única forma possível de criar
algo totalmente novo. É tempo de en-
frentar as mudanças como forma
de amadurecimento.
PEIXES (20/2 a 20/3)
Elemento: água. Modalidade: mu-
tável. Signo complementar: Vir-
gem. Regente: Netuno.
Ter uma melhor compreensão dos seus
sentimentos é importante. No entanto,
quando estamos confusos, essa com-
preensão pode ficar um tanto limitada.
É tempo de buscar o entendimento
das coisas que são plausíveis, evi-
tando as possíveis frustrações.
H Á 5 0 A N O S
JOSÉ FIGUEIREDO
O GLOBO NOTICIAVA EM 2 DE ABRIL DE 1962
● Todo ensangüen-
tado e com a roupa
rasgada, o advoga-
do Leopoldo Hei-
tor, seqüestrado,
sábado de manhã,
no Cosme Vel ho,
pela Polícia de Ca-
xias, apareceu, às 2
horas de ontem, em
Cambuci , Estado
do Rio, escoltado
por sete homens ar-
mados de metralha-
doras, à frente o co-
missário Messias Rufino, passou nove horas na delegacia local e tornou a
desaparecer, levado pelos seqüestradores. Constou que o seqüestro esta-
ria ligado a homicídio praticado por Leopoldo Heitor no Estado do Rio, na
pessoa da Sra. Dana de Teffé. O GLOBO colheu, porém, informes de que
essa senhora fôra para a Alemanha há oito meses, tendo deixado jóias e
o apartamento 1.001 da Praia de Botafogo, 132, para o advogado vender.
Êste morara com a família perto de dois meses no imóvel. O porteiro do
edifício confirma a viagem da Sra. Dana para a Europa, de onde teria até
escrito a Leopoldo Heitor, pedindo dinheiro, segundo a espôsa do advo-
gado. A suposição de homicídio decorreu de que pouco depois da época
em que a Sra. Teffé teria viajado, o advogado apareceu ferido, informando
ao professor Oscar Stevenson ter sido atingido por um assaltante no sítio
que possui em Grama. O professor Stevenson contestou essa e outras ver-
sões, adiantando que não via a Sra. Dana de Teffé há sete anos e rompera
há meses comLeopoldo Heitor, por seu péssimo comportamento com pes-
soas amigas.
● O govêrno federal decretou ontem à noite a intervenção na Companhia
Telefônica Brasileira. Em reunião hoje pela manhã, o presidente João
Goulart e o primeiro-ministro Tancredo Neves discutiram, além da via-
gem do primeiro aos Estados Unidos, o problema da exploração dos ser-
viços telefônicos em todo o país.
O GLOBO

SEGUNDO CADERNO

PÁGINA 10 - Edição: 2/04/2012 - Impresso: 1/04/2012 — 16: h
10

Segunda-feira, 2 de abril de 2012
SEGUNDOCADERNO
SEGUNDOCADERNO
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
E-mail: joaquim.santos@oglobo.com.br
JOAQUIM FERREIRA DOS SANTOS
Pedacinhos do céu
O renascimento de Gal e a morte de Ademilde
Claudio Duarte
E
u fiquei mais chocado ainda porque
dias antes tinha visto, no pequeno pal-
co da Miranda, na Lagoa, o renascimen-
to de Gal Costa, a cantora que um dia
vestiu uma bata psicodélica e, enquanto todas
as outras cantavam baixinho, canções que se
queriam de bom gosto ou de apoio aos que não
gostavam da ditadura, um dia ela colocou a tal
bata com um desenho de espelhos na frente e
saiu aos gritos, berros mesmo, de que era pre-
ciso estar atento e forte, morda-se a morte e to-
dos os seus medos decorrentes.
O que me chocou ainda mais na morte de
Ademilde Fonseca, uma das cantoras mais di-
vertidas da história da música brasileira, foi o
contraste e a proximidade dessas emoções.
Gal Costa estava desaparecida. Talvez a me-
lhor cantora brasileira de todos os tempos, pe-
la sua capacidade de unir técnica e emoção, o
que Elis nem sempre conseguia, talvez por ter
sido uma espécie de porta-voz dos baianos pa-
ra toda a grande produção do tropicalismo,
Gal tinha deixado uma multidão de órfãos. Re-
solvera cuidar do filho na Bahia depois de su-
cessivos discos e shows em que os fãs pula-
vam as faixas, chegavam mais perto do palco,
e não conseguiam ver nela o umbigo da capa
do “Índia” nem sentir o aroma do milho verde,
o fado que ela, antropofágica, misturou em seu
tabuleiro de delícias.
O que me chocou mais nessa história da
morte da Ademilde Fonseca, que parecia tão
formosa aos 91 anos, e foi Deus quem a fez tão
formosa, como na canção do Mário Reis, o que
me impressionou deveras, que é como se cha-
mava aquele empresário do Cauby —o que me
impressionou nessa história toda foi o fato de
a morte de Ademilde ter ocorrido no mesmo
período de uma semana em que Gal, recondu-
zida pelas mãos de Caetano, foi colocada de
novo num palco e assombrou a plateia da Mi-
randa com a constatação de que estava acon-
tecendo, aos olhos de todos, um milagre anun-
ciativo da Semana Santa logo a seguir.
Gal tinha resolvido descer da sagrada colina
baiana. Peregrinou pelos estúdios com um CD
experimental, “Recanto”, onde em nenhum mo-
mento solta a voz na estrada. E graças a Deus
para quem procurava vozes femininas pela La-
pa e não encontrava, e graças a Deus para quem
procurava vozes femininas nas modernetes
paulistas, mas achava que era tudo muito po-
sado — graças a Deus, Gal reapareceu absolu-
tamente sublime, ousada, cantando vanguarda,
cantando baba, mandando a voz lá em cima ou
sussurrando lá embaixo, no santo sepulcro da
alma brasileira, num show espetacular.
Eu estava digerindo a alegria de ver que o
nome dela ainda é Gal, curtindo o prazer de re-
encontrá-la de novo na cidade comaquela cara
linda ao sol do meio-dia, uma fruta gogoia a se
chupar todinha, essas músicas comque ela en-
cheu o espaço azul de que falava a música da
Carmen Miranda sobre as cantoras de rádio —
eu ainda estava nessa alegria de contar o mi-
lagre, assim, correndo, sem muita pontuação,
sôfrego para falar da felicidade de um país re-
cuperar uma cantora que já se dava por per-
dida em Amaralina, na Praça Castro Alves ou
qualquer outro desses endereços baianos que
a gente não sabe bem onde é mas aprendeu a
cantar — eu estava, assim, nesse pique feliz do
renascimento de Gal Costa quando chegou a
notícia da morte da Ademilde Fonseca, aquela
que o Cesar de Alencar anunciava de sacana-
gem como Ademillus Fonseca, em tributo aos
seus peitos fartos.
Eu gostava muito de suas canções, principal-
mente esses chorinhos ligeiros em que ela co-
locava as palavras para correr sem que as sí-
labas tropeçassem nas cordas do cavaquinho,
sem que a língua se embaralhasse com as es-
trelas do céu da boca, coisas de humor deslum-
brante como “Inconstitucionalissimamente”,
uma palavra que ela cantava letra por letra e
ainda sorria, procurando tornar simpática a sua
voz microfônica — se vocês me permitem citar
mais uma música de seu grande repertório.
Enfim, eu fiquei assim, pasmo, inconstitu-
cionalissimamente impressionado em saber
da morte da Ademilde Fonseca no justo mo-
mento em que Gal renascia, ainda mais por-
que esta tinha no repertório um hit da outra,
o chorinho “Teco-teco”, mais uma deliciosa
síntese, como o “Cantoras do rádio”, que os
letristas da MPB fazem dessas mulheres que
nos enfeitiçam, de noite embalam os sonhos,
de manhã vêm nos acordar, e tornam a vida
nacional com mais sentido e beleza.
A letra do “Teco-teco”, gravada por Ademil-
de e Gal em décadas diferentes, conta a vida
de uma mulher que se descobre cantora de-
pois da infância metida em jogos de bola de
gude. Sempre muito folgazã, emtoda parte en-
contrava um fã, e quando havia festa na ca-
pela do lugar era a primeira a cantar. A letra
diz no final: “E hoje a minha grande alegria/ é
cantar com cortesia/ para o povo do Brasil”.
Eu tinha me programado para retribuir ale-
gre a cortesia, saudar a ressurreição de Gal,
que não à toa colocou no repertório do show
o “Ressuscita-me”, de Caetano e Maiakovski,
mas o destino também compõe seus sambi-
nhas sincopados e eis-me aqui aproveitando
o ensejo para rimar meu último desejo e dei-
xar em Ademilde, a cantora que botou voz no
choro, o beijo deste brasileirinho.
Ela sucedeu Carmen Miranda na brejeirice,
foi das grandes. Deixou a lembrança de um
tempo em que as cantoras tinham uma per-
sonalidade indisfarçável e ninguém, nem mes-
mo se já tivesse passado do terceiro drinque
na boate Vogue, confundiria Aracy de Almeida
com Linda Batista — e hoje eu duvido quem,
na terceira caipirinha no Vivo Rio, separe Ma-
risa Monte de Monique Kessous.
Havia menos cantoras, porque não era lá
trabalho muito digno para a moral de mulher
na época, mas todas reconhecíveis ao primei-
ro trinado. A elas, minhas cortesia e gratidão.
Cantavam dramas próprios, como Dalva, esti-
los de vida, como Nara, infelicidades profun-
das, como Maysa, ou pedacinhos do céu, como
Ademilde —todas reunindo, numgrande abra-
ço, os corações de norte a sul.
Gal saberá mantê-las.
NanaCaymmi choraemnoite
de reencontros e despedidas
Na volta ao Rio, cantora surpreende plateia ao cogitar aposentadoria
Bernardo Araujo
bbaraujo@oglobo.com.br
A
o longo da última se-
mana, pontuada por
shows de artistas co-
mo Roger Wat ers,
Gipsy Kings e Michael Bublé,
um dos ingressos mais quen-
tes da cidade foi o do show
que Nana Caymmi faria no Vi-
vo Rio, depois de quase cinco
anos sem cantar na cidade —-
período no qual ela perdeu os
pais, Dorival e Stella Maris,
em 2008, e compl etou 70
anos, em abril de 2011.
Quando a hora chegou, an-
teontem à noite, a demanda
reprimida revelou a casa lota-
da por cerca de 2.500 pes-
soas, que aplaudiram Nana e
seu sofisticado repertório de
pé. Como sempre, a cantora
comandou uma sessão de
análise coletiva, falando de si
e da vida, com o vocabulário
e a descontração costumei-
ros, mas com a novidade de
anunciar a aposentadoria.
‘É tudo cascata’, diz irmão
O show começou quando
Nana recebeu a sobrinha Alice
Caymmi (filha de seu irmão
mais novo, Danilo) para duas
músicas, “Diamante rubi” e a
primeira pérola de Dorival
Caymmi da noite, “Nem eu”.
—- A presença de Alice é
um presente para mim e uma
surpresa para vocês -- disse
Nana, que chegou a chorar
vendo a sobrinha cantar.
Depois veio uma alusão ao
clima de dor de cotovelo de
parte do seu repertório.
—- Agora vou desgraçar a
vida de vocês — disse, antes
de cantar “Medo de amar”, de
Vinicius de Moraes, seguida
pelo clássico “Por causa de
você” (TomJobim/Dolores Du-
ran), a primeira da noite a con-
tar com o coro do público.
Entre as músicas, muito fa-
latório, piadas, palavrões e al-
gumas confissões:
— É um prazer voltar à ci-
dade onde nasci. Não cantava
no Rio há quase cinco anos.
Segunda-feira já volto corren-
do para São Pedro de Pequeri
(MG). Está chegando a hora
de baixar o facho. Vou fazer
como a Rita (Lee).
A ameaça da aposentadoria
— o assunto seria abordado
pela cantora outras vezes ao
longo do show — pegou o pú-
blico de surpresa.
— Canta mais! — berrou
um fã.
— É só você me pagar que
eu canto — respondeu Nana.
— Não estou mais em idade de
cantar de graça.
Apesar de nem sempre
acertar a distância exata do
microfone em relação à boca,
o que fazia a voz sair baixa,
Nana interpretava com a dra-
maticidade de sempre músi-
cas como “João Valentão”
(Dorival Caymmi), “Se é por
f al ta de adeus” (Tom Jo-
bim/Dolores Duran) e “Casti-
go” (Dolores).
— Adoro cantar essas des-
graças — admitiu ela.
Ao anunciar que cantaria
três boleros, falou da morte do
ex-marido Gilberto Paoli, pai
de seus três filhos, Stella, De-
nise e João Gilberto, e avisou:
— Preparem-se para o pior.
A “tortura” em questão
eram os boleros, cantados em
espanhol, aos quais se seguiu
mais um momento divã:
— Quero homenagear os
meus amigos que se foram,
Wando, Per y (Ri bei r o). . .
Quando eles morreram, achei
que eu seria a próxima.
Depois dos aplausos para
“Sem poupar coração”, da no-
vela “Paraíso tropical”, ela
não se conteve:
— Eu canto a nata da nata
da nata, e em quase 50 anos
gravando só ganhei um disco
de ouro. É por isso que penso
em parar.
Entre risos e lágrimas, o pú-
blico aplaudiu a cantora em
vários momentos e acompa-
nhou-a em “Resposta ao tem-
po” (Cristovão Bastos/Aldir
Blanc), canção que dá nome
ao referido disco de ouro, de
1999. Para encerrar, ela trouxe
de volta a sobrinha para repe-
tir (desnecessariamente) as
duas canções iniciais e arre-
matou com mais um clássico
do pai, a “Suíte do pescador”.
A longa sessão de aplausos de
pé — seriam os últimos? —
emocionou-a pela última vez
na noite. Na plateia, seu irmão
Danilo desdenhava da pro-
messa de aposentadoria:
— É cascata dela. ■
Macalé abre hoje
festival de arte
afro-brasileira
Show no Dulcina
inicia série que terá
oficinas e seminário
C
om um show de
Jards Macalé, às
19h, começa hoje
no Teatro Dulcina o
V Festival de Música, Dança
e Cultura Afro-brasileiras.
Sempre com entrada franca,
o evento tem música e dan-
ça na primeira semana, com
direção artística de Haroldo
Costa; oficinas culturais na
segunda, a cargo do ideali-
zador do festival, o produ-
tor Armando Daudt; e o se-
minário Inserção e Realida-
de na terceira, coordenado
pelo ator Milton Gonçalves.
— O seminário é a parte
mais séria da programação,
na qual se discutemas ações
afirmativas, por exemplo. E
o restante é mais lúdico, reu-
nindo artistas populares e
manifestações que muitos
de nós não conhecem, como
o Caxambu do Salgueiro,
uma tradição que corria o
risco de acabar — conta
Daudt, para quem “a palavra
de ordem é celebração”.
Os shows de hoje, após o
de Macalé, são do grupo de
percussão Baticum (20h) e
do cantor Rogê (21h). Tam-
bém no Dulcina e nos mes-
mos horários, amanhã apre-
sentam-se pela ordem o Ca-
xambu do Salgueiro, PC Cas-
tilho e Moacyr Luz com o
Samba do Trabalhador. Na
quarta, Ilê Ofé, Paula Santo-
ro Trio e Jorge Aragão.
As oficinas, com temas co-
mo maracatu e fabricação de
instrumentos musicais, acon-
tecerão entre os dias 12 e 14
no Espaço Cultural do Conse-
lho Estadual dos Direitos da
Mulher (Cedim). Já o seminá-
rio será na Academia Brasi-
leira de Letras, com três me-
sas-redondas nos dias 18, 19
e 20, e terá Martinho da Vila e
o pesquisador Spírito Santo
entre os participantes. ■
Ederaldo Gentil,
sambista baiano,
morre aos 68 anos
E
deraldo Gentil está no
time dos grandes com-
positores de samba da
Bahia, ao lado de Bata-
tinha, Gordurinha, Riachão,
Edil Pacheco, Roque Ferreira,
Nelson Rufino e outros. No en-
tanto, terminou a vida sem ter
o mesmo reconhecimento de
alguns de seus colegas.
Começou a se destacar em
sua cidade natal com o bicam-
peonato no Festival de Música
da Prefeitura de Salvador, em
1967 e 1968, sendo que no se-
gundo o júri tinha à frente Do-
rival Caymmi e Jorge Amado.
Foi gravado pela primeira
vez em 1969: “Esquece a triste-
za”, pelo baiano Tião Motoris-
ta. No ano seguinte, Jair Rodri-
gues gravou duas parcerias
suas com Edil Pacheco. Ele ain-
da teria composições interpre-
tadas por Maria Bethânia, Elia-
na Pittman, Alcione e Beth Car-
valho, entre outros cantores.
Em1973, já emSão Paulo, rea-
lizou seu primeiro compacto,
com “O ouro e a madeira” e
“Triste samba”, que se torna-
riam dois de seus sucessos. O
LP de estreia veio dois anos de-
pois com essas e outras músi-
cas, como a também marcante
“Samba, canto livre de um po-
vo”. Em 1976, lançou o disco
“Ederaldo Gentil — Pequenino”.
O compositor perdeu espa-
ço nas décadas seguintes e
chegou a entrar em depressão.
Em 1999, Edil produziu um CD
em sua homenagem, “Pérolas
finas”, com participações de
Gilberto Gil, Elza Soares, Luiz
Melodia e muitos outros.
Ederaldo Gentil foi interna-
do na quinta-feira, no Hospital
Ernesto Simões, com dores ab-
dominais e morreu na sexta,
aos 68 anos, por infecção ge-
neralizada derivada de com-
plicações intestinais. Seu cor-
po foi sepultado no sábado, no
Cemitério do Campo Santo,
em Salvador. ■
Obituário
NANA NO SHOW do Vivo Rio, após quase cinco anos sem cantar na cidade: ameaça de dar adeus
Divulgação/Beti Niemeyer

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