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Fecundação e Desenvolvimento Embrionário - Questionario

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Published by: Fernando Araújo Vilela on Apr 03, 2012
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Fecundação e Desenvolvimento Embrionário- Do Zigoto a Blastulação

1. Compare a estrutura geral dos gametas masculino e feminino, relacionando a forma de cada um à função que desempenham na fecundação. Na maioria das espécies, existem dois tipos fundamentalmente diferentes de gametas. O oócito está entre as maiores células em um organismo, enquanto o espermatozoide normalmente é a menor. O oócito e o espermatozoide são otimizados em vias opostas para a propagação dos genes que carregam. O oócito não é móvel e contribui para a sobrevivência dos genes maternos por promover grande armazenamento de matéria-prima para o crescimento e o desenvolvimento do embrião, juntamente com um eficiente envoltório protetor. O espermatozoide, ao contrário, é otimizado para difundir os genes paternos explorando este investimento materno: de modo geral, ele é altamente móvel e tem uma forma aerodinâmica que lhe proporciona rapidez e eficiência para realizar a fecundação. A competição entre os espermatozoides é feroz, e a grande maioria falha na sua missão: dos bilhões de espermatozoides liberados durante a vida reprodutiva de um homem, apenas uns poucos conseguem fecundar um oócito. Os oócitos da maioria dos animais são células únicas gigantes. Eles contêm reservas de todos os materiais necessários ao desenvolvimento inicial do embrião até o estágio no qual o novo indivíduo possa começar a se alimentar. Antes desse estágio, essa célula gigante sofre clivagens em muitas células menores, mas sem ocorrer crescimento efetivo. Normalmente, o citoplasma do oócito contém reservas de nutrientes, a qual é rica em lipídeos, proteínas e polissacarídeos e que geralmente está contida dentro de estruturas delicadas, chamadas de grânulos da gema. O revestimento do oócito é outra peculiaridade dessas células. É uma forma especializada de matriz extracelular que consiste, em grande parte, em glicoproteínas – algumas secretadas pelo oócito e algumas pelas células que o circundam. Em muitas espécies, o revestimento principal é uma camada imediatamente em torno da membrana plasmática do oócito, chamada zona pelúcida, que protege o oócito de lesões mecânicas e, em muitos oócitos, e também atua como uma barreira espécieespecífica para o espermatozoide, admitindo apenas a entrada daqueles da mesma espécie ou de espécies intimamente relacionadas. Muitos oócitos (incluindo os de mamíferos) contêm vesículas secretoras especializadas, logo abaixo da membrana plasmática, na região externa, ou córtex, do citoplasma oocitário. Quando um espermatozoide ativa o oócito, estes grânulos corticais liberam seu conteúdo por exocitose; o conteúdo dos grânulos altera o

que impulsiona o espermatozoide em direção ao oócito e auxilia na sua passagem através do revestimento do gameta feminino. o conteúdo do acrossomo é liberado por exocitose na chamada reação de acrossomo (ou reação acrossômica). mas desprovidas de organelas citoplasmáticas. equipadas com um flagelo forte que os impulsiona através de um meio aquoso. O ATP é produzido por um grande número de mitocôndrias altamente especializadas que estão concentradas na parte anterior da cauda do espermatozoide (chamada de peça intermediária). Quando um espermatozoide entra em contato com o revestimento do oócito. Os cromossomos de muitos espermatozoides carecem das histonas das células somáticas e. as quais usam a energia da hidrólise do ATP para o deslizamento dos microtúbulos. No entanto. e a transcrição está desativada. bem como com histonas específicas de espermatozóides. Os espermatozoides geralmente consistem em duas regiões morfológica e funcionalmente diferentes. Essa reação é necessária para o espermatozoide ligar-se ao revestimento. contidas por uma única membrana plasmática: a cauda. Descreva as principais fases do processo de fecundação humana. que são desnecessárias para a tarefa de transferir seu DNA para o oócito. Os espermatozoides típicos são células “despidas”. passar através dele e fundir-se com o oócito. chamadas de protaminas. Na cabeça da maioria dos espermatozoides de animais. como ribossomos. Essa vesícula contém enzimas hidrolíticas que acredita-se que auxiliem o espermatozoide a penetrar através do revestimento externo do oócito. retículo endoplasmático ou aparelho de Golgi. . A cauda móvel do espermatozoide é um flagelo longo. posicionada muito próximo à extremidade anterior do envelope nuclear. estão condensados com proteínas simples. para minimizar seu volume para o transporte. onde o ATP é necessário. está uma vesícula secretora especializada chamada de vesícula acrossômica (ou acrossomo). que contém um núcleo haploide altamente condensado. com carga altamente positiva. O DNA no núcleo está condensado de maneira extremamente compacta. 2. e a cabeça. os espermatozoides contêm muitas mitocôndrias localizadas estrategicamente onde elas possam dar força ao flagelo de forma mais eficiente. considerando o local em que ocorre e os principais elementos envolvidos nesse processo.revestimento do oócito de forma a ajudar a evitar que mais de um espermatozoide fusione-se ao oócito. O dobramento ativo do flagelo é causado pelo deslizamento dos pares de microtúbulos adjacentes entre si. O axonema consiste em dois microtúbulos centrais simples circundados por nove pares de microtúbulos dispostos simetricamente. ao invés delas. cujo axonema central deriva-se de um corpo basal situado exatamente atrás do núcleo. controlado por proteínas motoras chamadas de dineínas.

Por meio da fecundação. a menos que encontrem um ao outro e se fundam no processo de fecundação. Durante a ovulação. o oócito e o espermatozoide estão igualmente destinados a morrer dentro de minutos ou horas. Eles estão cobertos com várias camadas de células da granulosa embebidas em uma matriz extracelular rica em ácido hialurônico. lipídeos e canais de íons na membrana plasmática. As células da granulosa podem ajudar o oócito a ser recolhido para dentro do oviduto. não são competentes para realizar nenhuma dessas tarefas. necessário para o espermatozoide adquirir a capacidade de fecundar um oócito. Então. de modo que a membrana se torna hiperpolarizada). e uma grande alteração no potencial de repouso de sua membrana (o potencial de membrana se desloca para um valor mais negativo. Finalmente. a fosforilação de tirosina de várias proteínas espermáticas e a exposição dos receptores de superfície celular que ajudam o espermatozoide a ligar-se à zona pelúcida. para dentro do qual eles são levados rapidamente. ele pode se ligar à zona pelúcida. o oócito e o espermatozoide são salvos: o oócito é ativado para iniciar seu programa de desenvolvimento. e elas também podem secretar sinais químicos não-identificados que atraem os espermatozoides para o oócito. sendo completada apenas quando o espermatozoide chega no oviduto. ligar-se e atravessar a zona pelúcida. e os núcleos haploides dos dois gametas se unem para formar o genoma diploide de um novo organismo. a zona pelúcida funciona como uma barreira à fecundação entre espécies. depois. A capacitação altera dois aspectos decisivos do comportamento espermático: ela aumenta bastante a motilidade do flagelo e torna o espermatozoide capaz de sofrer a reação de acrossomo. Encontrando um oócito. O espermatozoide sofre grandes alterações bioquímicas e funcionais. ele deve ligar-se e fundir-se à membrana plasmática do oócito. oócitos mamíferos são liberados do ovário para dentro da cavidade peritoneal próximo à entrada do oviduto. Normalmente. Uma vez que encontre um oócito. A capacitação leva cerca de 5 a 6 horas em humanos. A capacitação também está associada a um aumento no pH citosólico. um espermatozoide capacitado precisa penetrar as camadas de células da granulosa. e a remoção dela frequentemente elimina essa barreira. utilizando uma enzima hialuronidase presente na superfície do espermatozoide. A zona pelúcida da maioria dos oócitos de mamíferos é composta principalmente por três . um espermatozoide deve primeiramente migrar através das camadas de células da ranulosa que circundam o oócito e.Uma vez liberados. Espermatozoides ejaculados de mamíferos. Eles devem primeiro ser modificados por condições no trato reprodutor feminino. apenas cerca de 200 alcançam o local de fecundação no oviduto. Dos 300 milhões ou mais de espermatozoides humanos ejaculados durante o ato sexual. incluindo alterações em glicoproteínas. inicialmente.

e altera a superfície do espermatozóide de maneira que ele possa se ligar e se fundir a membrana plasmática do oócito. A reação de acrossomo é necessária à fecundação normal. Depois da fusão. em um processo chamado de reação cortical. as quais são todas produzidas exclusivamente pelo oócito em crescimento. é concluída. pois expõe várias enzimas hidrolíticas que talvez ajudem o espermatozoide a abrir o túnel através da zona pelúcida. o qual inicia a exocitose. todos os componentes do espermatozoide são atraídos para dentro do oócito. ele liga-se à membrana plasmática do oócito. fazendo os grânulos corticais liberarem seu conteúdo por exocitose. A zona pelúcida induz o espermatozoide a sofrer a reação de acrossomo (ou reação acrossômica). pois expõe varias enzimas hidrolíticas que talvez ajudem o espermatozoide a abrir o túnel através da zona pelúcida. produzindo um segundo corpúsculo polar e um zigoto. na qual o conteúdo do acrossomo e liberado por exocitose. na qual o conteúdo do acrossomo é liberado por exocitose. Discuta a importância da reação acrossômica no processo de fecundação. após um número de ativações artificiais. por sua porção lateral. possivelmente por ativação de um receptor semelhante a lecitina na superficie do espermatozoide. A reação de acrossomo e necessária a fecundação normal. que estava retida em metáfase II. A ativação do receptor leva a um aumento no Ca2+ no citosol do espermatozoide. A ZP3 purificada in vitro pode disparar a reação de acrossomo. Em várias espécies de mamíferos. O significado biológico destas oscilações nas concentrações de cálcio não é bem conhecido. Rapidamente as microvilosidades vizinhas sobre a superfície do oócito se alongam e se agrupam em torno do espermatozoide para assegurar que este seja aderido de forma firme até que possa fundir-se ao oócito. à medida que as microvilosidades são reabsorvidas. inclinando-se sobre as extremidades das microvilosidades na superfície do gameta feminino. duas proteínas de membrana têm sido apontadas como necessárias à fusão. o qual começa a se desenvolver. Os mecanismos moleculares responsáveis pela ligação e fusão espermatozoide-oócito são em grande parte desconhecidos. O espermatozoide liga-se inicialmente por sua extremidade anterior e. A meiose.glicoproteínas. que se propaga por várias horas após este estímulo inicial. e altera a superfície do espermatozoide de maneira que ele possa se ligar e se fundir à membrana plasmática do oócito. embora. que parece ser uma forma transmembrana da enzima galactosil-transferase. a penetração do espermatozóide durante a fertilização produz um transitório e periódico aumento de cálcio no oócito. A fusão com o espermatozoide ativa o oócito. mas se sabe que os íons cálcio . A zona induz o espermatozoide a sofrer a reação de acrossomo (ou reação acrossômica). depois. Depois de um espermatozoide sofrer a reação acrossômica e penetrar a zona pelúcida. 3.

Primeiro. causa a formação de fusos mitóticos extra ou multipolares. deste modo. Isso explica por que a poliespermia. os dois pro-núcleos não se fundem diretamente como ocorre em muitas outras espécies. estas então se dividem em quatro blastômeros. . chamado de compactação. uma bola sólida de 12 ou mais blastômeros. é provavelmente mediado por glicoproteínas de adesão da superfície celular. amora). O zigoto ainda se encontra envolvido pela zona pelúcida. A clivagem normalmente ocorre enquanto o zigoto atravessa a tuba uterina. Descreva o desenvolvimento embrionário humano desde a formação do zigoto até a completa implantação do blastocisto no útero. Em oócitos fecundados de mamíferos. então. Na maioria dos animais. oito blastômeros. o centrossomo se duplica e. Nos humanos. A divisão do zigoto em blastômeros começa cerca de 30 horas após a fertilização. o zigoto se divide em duas células conhecidas como blastômeros. e assim por diante. resultando em um rápido aumento do número de células. A mórula (do latim. Os blastômeros mudam de forma e se alinham. é formada três dias após a fertilização e penetra no útero. Uma vez fecundado. Este fenômeno. morus. rumo ao útero. Divisões subseqüentes vão se seguindo e formam blastômeros progressivamente menores. a fecundação nao esta completa ate que os dois núcleos haplóides (chamados de prónúcleos) – um do oócito e o outro do espermatozoide – tenham se aproximado e combinado seus cromossomos em um único núcleo diplóide. mas permanecem separados ate depois que a membrana de cada pro-núcleo seja rompida em preparação a primeira divisão mitótica do zigoto. A compactação permite uma maior interação célula-a-célula e constitui um prérequisito para a segregação das células internas que formam o embrioblasto ou massa celular interna do blastocisto.estão envolvidos na exocitose dos grânulos corticais para o bloqueio da polispermia e controlam a progressão do ciclo celular (clivagem do embrião). o espermatozoide contribui com mais do que seu genoma para o zigoto. 4. ocorre um aumento no número de células sem que aumente a massa citoplasmática. na qual vários espermatozóides fornecem seus centríolos para o oócito. Ele também fornece seus centríolos – estruturas que estão ausentes em oócitos humanos não-fecundados. Seu nome provém da sua semelhança com o fruto amoreira. incluindo os humanos. Ocorre um processo de clivagem. o que consiste em repetidas divisões do zigoto. apertando-se uns contra os outros para formar uma esfera compacta de células conhecida como mórula. Eles se aproximam um do outro. Os centríolos do espermatozóide entram no oócito junto com o seu nucleo e a sua cauda. os dois centrossomos resultantes auxiliam na organização do primeiro fuso mitótico no zigoto. o oócito e chamado de zigoto. No entanto. e um centrossomo se forma em torno deles.

centenas de células da mórula reorganizam-se . antes que o embrião seja propriamente constituído. o embrião vive à custa do material difusível através do endométrio. o suncicioblasto e o citotrofoblasto (sétimo dia). As enzimas líticas são liberadas pelos acrossomos dos muitos espermatozóides que rodeiam e penetram parcialmente na zona pelúcida. A blástula sucede a mórula e antecede a gástrula. Nessa fase. portanto. e assim sucessivamente. Desse modo. Presume-se que esse tempo seja de três a quatro dias. É. com uma cavidade central repleta de líquido que denomina-se blastocele. A blástula é o estágio de desenvolvimento embrionário em que. após as consecutivas mitoses e se limita a uns poucos blastômeros. no espaço entre a abertura de glândulas do endométrio. A zona pelúcida degenera no quinto dia. A implantação do blastocisto começa no fim da primeira semana e termina antes do final do segundo. após sucessivas clivagens. A implantação ocorre normalmente na parede posterior do corpo do útero. Diferencie as fases de mórula e blástula considerando os aspectos estruturais e morfológicos. No sexto dia da fecundação. glândulas. dá origem a duas células chamadas blastômeros que se dividem formando quatro blastômeros. A mórula é o nome dado ao embrião nesta fase do desenvolvimento. iniciando a fase de implantação. O sincíciotrofiblasto evade os tecidos endometriais (capilares. Aparecem no sinciciotrofoblasto lacunas repletas de sangue (novo dia) e o blastocisto penetra abaixo do epitélio endometrial 5. uma vez que suas reservas nutritivas (vitelo) são mínimas. centenas de células da mórula reorganizam-se agregadas e formam uma espécie de bola. O blastocisto então se liga ao epitélio endometrial (sexto dia). O texofoblasto começa a se diferenciar em duas camadas. Não se sabe exatamente quanto tempo o óvulo gasta para atravessar a trompa (oviduto). forma-se a mórula que possui forma esférica e compacta. após consecutivas divisões. O desaparecimento da zona pelúcida resulta do aumento de tamanho do blastocisto e da degeneração causada por lise enzimática. que novamente se dividem formando oito blastômeros. o blastocisto “fixa-se” no endométrio do útero. Essas células formam uma camada celular chamada blastoderme. O zigoto sofre uma divisão celular (mitose). após sucessivas clivagens. umas das primeiras fases de formação.A blástula é o estágio de desenvolvimento embrionário em que. estroma) e o blastocisto começa a se implantar no endométrio (oitavo dia).

agregadas e formam uma espécie de bola. Essas células formam uma camada celular chamada blastoderme. com uma cavidade central repleta de líquido que denomina-se blastocele. .

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