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Cultivo da Ameixeira

Cultivo da Ameixeira

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Sections

  • Introdução
  • Condições Edafoclimáticas
  • Condições de Clima
  • Condições de Solo
  • Adubagem e Calagem
  • Amostragem do Solo
  • Recomendação de Calagem
  • Recomendações de Adubação Fosfatada e Potássica de Pré-Plantio
  • Recomendação de Adubação Nitrogenada de Crescimento
  • Adubação da Manutenção
  • Análise Visual do Pomar
  • Cultivares
  • Características das frutas de algumas das principais cultivares
  • Polinização
  • Pragas e Métodos de Controle
  • Preparo de Solo e Plantio
  • Irrigação
  • Períodos críticos em relação ao déficit hídrico
  • Manejo da irrigação
  • Viabilidade econômica da irrigação
  • Tratos Culturais
  • Condução inicial da muda
  • Poda da formação
  • Poda verde
  • Manejo de Plantas Daninhas
  • Controle mecânico e químico de invasoras
  • Controle biológico de invasoras
  • Doenças e Métodos de Controle
  • Doenças causadas por bactérias
  • Escaldadura das folhas da ameixeira - Xylella fastidiosa Wells
  • Bacteriose da ameixeira - Xanthomonas arboricola Pv. pruni (Smith)
  • Doenças causadas por fungos
  • Podridão mole - Rhyzopus stolonifer (Ehr. Fr.) Vuill
  • Doenças causadas por vírus
  • Doenças causadas por nematóides
  • Normas Gerais sobre o Uso de Agrotóxicos
  • Principais recomendações quanto ao uso de agrotóxicos
  • Primeiros socorros
  • Colheita e Pós-Colheita
  • Ponto de colheita
  • Método de colheita
  • Manejo pós-colheita
  • Resfriamento rápido ou pré-resfriamento
  • Métodos de resfriamento rápido utilizados em ameixas:
  • Armazenamento refrigerado
  • Armazenamento em atmosfera controlada e modificada
  • Manejo no mercado e comercialização
  • > Seleção e Classificação
  • > Embalagem
  • > Transporte
  • Coeficientes Técnicos para Custos, Rendimentos e Rentabilidade
  • Referências

Cultivo da Ameixeira

Introdução Os primeiros escritos sobre a ameixeira datam dos anos 23 a 79 da era cristã. A teoria mais racional é a que supõe que o centro-oeste da Ásia foi o local de origem das plantas de ameixeira que desenvolveram-se nas primeiras variedades cultivadas, principalmente, porque ainda hoje, existem abundância de ameixeiras e seus moradores nativos comercializam ameixas secas, as quais são muito apreciadas. Muitos botânicos indicam ser a ameixeira o núcleo central de divergência do gênero Prunus, que por sucessivas variações originou as diferentes frutas da família das Rosáceas. Duas espécies principais abrangem a maiorias das cultivares atualmente existentes. Uma dessas é denominada Prunus doméstica (L.) e a outra é Prunus salicina Lindl. Vários botânicos acreditam que Prunus doméstica L., vulgarmente conhecida como ameixeira européia, teve origem em uma região compreendida entre o sul do Cáucaso e o norte da Pérsia. Por ser cultivada há mais de 2.000 anos, é difícil determinar o local exato onde originou-se esta espécie. São árvores de forma piramidal que podem atingir até 12 metros de altura. Apresentam raízes compridas e pouco profundas. O tronco pode apresentar até 40 cm de diâmetro. Apresenta uma ou duas flores em cada gema, com pedicelo de 1 cm de comprimento, pétalas brancas ou branco-esverdeadas, ovaladas. As frutas têm forma, tamanho, cor e sabor variáveis segundo a variedade e a película é coberta por pruina azulada. Acredita-se que a espécie Prunus salicina Lindl seja originária da China, embora conhecida como ameixeira japonesa. São árvores que podem atingir de 6 a 10 metros de altura, com troncos medianamente grossos. Os ramos são abertos e compridos. Apresenta três ou mais gemas pequenas por nó. Os brotos são glabros. As folhas têm de 6 a 15 cm de comprimento, com forma oblongo-ovalada ou oblongo-elíptica, glabras. O pecíolo pode ter de 1 a 2 cm de comprimento. Apresentam, normalmente, três flores por gema, podendo chegar a 4 ou 5. As pétalas são brancas, ovaladas e os estames em número de aproximadamente 25. Produzem frutas de diversos tamanhos e formas, com película fina, adstringente e com pouca pruina, apresentando várias colorações entre amarelo e vermelho, mas nunca azulada. A polpa é firme, de cor amarela, vermelha ou roxa, fibrosa, doce e aromática. A ameixeira é uma das plantas frutíferas que mais se difundiu pelo mundo, sendo cultivada em várias condições climáticas devido às varias espécies existentes e ao resultado de hibridações ocorridas ao longo do desenvolvimento da cultura. Pode-se dizer que a ameixeira espalha-se por todo o Hemisfério Norte, com exceção de zonas onde o elevado calor dos trópicos ou extremo frio da zona polar são obstáculos ao seu desenvolvimento. Condições Edafoclimáticas O sucesso na exploração de um pomar de ameixeira depende muito de sua localização. A escolha de local impróprio é um erro sério, que, geralmente, não pode ser corrigido

sem grandes perdas. A instalação requer um cuidadoso exame da infra-estrutura existente e das condições ambientais. Entre as condições ambientais, o clima e o solo são fatores determinantes. Condições de Clima A ameixa geralmente atinge melhor qualidade em áreas onde as temperaturas, no verão (principalmente próximo à safra), são relativamente altas durante o dia e amenas no período noturno. Secas prolongadas durante o plantio e antes da colheita trazem considerável prejuízo à cultura. Ventos fortes também são, prejudiciais pois causam danos mecânicos, dilacerando as folhas e contribuindo para a propagação de doenças, principalmente bacterianas. Recomenda-se a utilização de quebra-ventos, instalando-os perpendicularmente, às direções de maior predominância dos ventos. Deve-se deixar uma distância das primeiras plantas, para evitar sombreamento, quando o mesmo for instalado na posição Norte. O frio é classificado como o parâmetro de maior importância, tanto para eliminar a dormência, como após a floração. Quando as necessidades de frio não são satisfeitas, ocorre florescimento e brotação desuniformes e insuficientes, conduzindo a planta a um fenômeno conhecido por "erratismo". A quantidade de frio é muito variável entre as cultivares, havendo as que necessitam em torno de 200 horas, enquanto outras precisam até 1500 ou mais horas de frio hibernal. De modo geral, as cultivares de ameixeira do tipo européia (Prunus domestica) necessitam mais frio hibernal do que as cultivares japonesas (Prunus salicina). Para as condições do Sul do Brasil, o tratamento recomendado para compensar a falta parcial de frio hibernal consiste no uso de cianamida hidrogenada (0,25 ou 0,50 %), óleo mineral a 1,0 % (saturação >90 %) utilizando, como veículo, água limpa, até formar volume total de 100 litros. Dos fenômenos climáticos que causam danos à produção merecem destaque as geadas, os ventos fortes e as secas. O controle das geadas consiste em reduzir a concentração do frio na área a ser protegida, existindo vários métodos que vêm sendo empregados como, nebulização, aquecimento, ventilação e irrigação das plantas por aspersão. O efeito de ventos é indireto: induz o fechamento dos estômatos, reduzindo a atividade fotossintética e o crescimento, além de poder causar estresse hídrico pelo aumento da demanda evaporativa. Em caso de ocorrência de estresse hídrico, pode ocorrer redução na produção. Além disso,causa prejuízo na produção do ano seguinte, influindo na diferenciação floral. A ameixeira necessita de cerca de 600 mm de água para completar o ciclo. Condições de Solo Em relação ao solo, a ameixeira desenvolve-se bem nos profundos, permeáveis e bem drenados. As raízes precisam de boa aeração para realizarem, adequadamente, as atividades metabólicas. Por essa razão, boa drenagem é um dos principais aspectos a ser considerado ao escolher-se a área para instalação do pomar. Solos que possibilitam o crescimento das raízes até um metro de profundidade, proporcionam a formação de árvores maiores, mais produtivas e de maior longevidade. O pH favorável situa-se ao redor de 6,0. Entretanto, a ameixeira também cresce em solos com variações nesses

parâmetros de profundidade e acidez, dentro de faixa limite dos valores ótimos referidos. É importante selecionar um local com elevação e bem exposto ao sol. Áreas onduladas ou encostas com declive não muito acentuado são as mais convenientes. As margens dos arroios e rios, o fundo dos vales e áreas baixas, por estarem sujeitos a geadas, são desaconselháveis. É necessário que o ar frio seja drenado para áreas localizadas em níveis mais baixos. As últimas fileiras de árvores não devem ser plantadas a menos de 20 metros de desnível da base da elevação. Uma diferença de nível de 50 a 100 metros pode significar uma variação de 2° a 6°C. Adubagem e Calagem No Brasil, a ameixeira é plantada desde o sul de Minas Gerais até o Rio Grande do Sul, ocupando uma grande diversidade de solos, os quais apresentam variações quanto à textura, profundidade, fertilidade e acidez. Em comum, têm uma elevada acidez, elevados teores de elementos tóxicos, principalmente alumínio e manganês e baixa fertilidade natural. Por isso, a calagem e a adubação são práticas indispensáveis que, em conjunto com outras possibilita altas produtividades. Quando as informações sobre a necessidade e quantidade de fertilizantes e de corretivos não estão à disposição dos produtores, cria-se um clima de insegurança, passando estas práticas a serem efetuadas mais por especulação e por interesses comerciais do que por embasamento técnico. Convém lembrar que o melhor método de diagnose e de recomendação de adubação e de corretivos é aquele que prevê o uso desses insumos somente quando existe uma expectativa de resposta econômica. Amostragem do Solo A coleta de amostras representativas é fundamental para a correta avaliação das necessidades de corretivo da acidez do solo e de fertilizantes. Para a sua obtenção, é necessária a coleta de várias subamostras, em diversos pontos de uma mesma área. O primeiro passo para realiar a amostragem do solo consiste em dividir a área em porções aparentemente homogêneas, considerando-se o tipo, a topografia, a textura, a cor, o grau de erosão, a profundidade, a cobertura vegetal, a drenagem, entre outros aspectos. No entanto, se uma área for homogênea quanto a todos os fatores acima citados, existindo, no entanto, uma porção já adubada ou que já tenha recebido calcário, esta deverá ser amostrada em separado. A área abrangida por cada amostra é função da homogeneidade do solo. Normalmente, o número de subamostras é de 10 a 15. Na tomada de amostra pelo sistema de amostragem composta, cada área deve ser percorrida, em ziguezague, coletando-se, ao acaso, as subamostras, que após são reunidas. Após homogeneizada, retira-se cerca de 500g de solo para ser enviada ao laboratório. Os procedimentos de amostragem do solo são os recomendados pela Comissão de Fertilidade do Solo RS/SC.

As amostras de solo podem ser coletadas em qualquer época do ano. No entanto, para que o produtor disponha dos resultados de análise e de recomendação de adubação e de calcário em tempo hábil, a coleta deverá ser realizada, no mínimo, quatro meses antes do plantio das mudas, ou antes do início do período de dormência, quando se tratar de nova calagem em pomares já instalados. Em pomares instalados, deve-se amostrar a camada arável do solo, ou seja, de 17 a 20 cm de profundidade, já que nesta porção de solo é que se concentram a maioria das raízes absorventes da ameixeira. Entretanto, para pomares a serem implantados, as amostras devem ser tomadas em duas profundidades, isto é, de 0 a 20 cm e separadamente de 20 a 40 cm de profundidade.

Recomendação de Calagem Para a ameixeira, assim como para a maioria das culturas, a calagem visa elevar o pH em água para 6,0, o que neutraliza ou reduz os efeitos danosos do alumínio e/ou do manganês e proporciona melhores condições de absorção de alguns nutrientes essenciais, como o fósforo, por exemplo. Na implantação do pomar, o produtor tem a melhor oportunidade, se não a única, de melhorar as características químicas do solo mediante uma boa incorporação de corretivos de acidez e de fertilizantes, em face da distribuição do sistema radicular e das características de perenidade das plantas. Medidas corretivas em pomares plantados são difíceis por serem onerosas e de efeitos muito lentos, quando possíveis. A aplicação do calcário na cova não é recomendável, pela pequena fração de solo que é beneficiada. A quantidade de corretivo a aplicar é estimada por meio da análise de solo. No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, utiliza-se o método SMP, para estimar a necessidade de calcário para elevar o pH em água do solo até 6,0. A elevação do pH do solo ao valor desejado depende, entre outros fatores, da quantidade de corretivo aplicada, da sua mistura com o solo, do seu teor de umidade, do tempo de contato do corretivo com o solo e da granulometria do mesmo. O efeito da calagem na correção da acidez atinge o ponto máximo, em geral, em três a doze meses após a aplicação do calcário. Após quatro a seis anos, o pH começa a diminuir. Assim, novas aplicações de calcário devem ser feitas após esse período, mediante nova análise. Se a amostragem do solo for realizada após um a dois anos da aplicação do calcário, a recomendação de nova calagem, pelo método SMP, pode não ser válida com base nessa amostra, pelo fato de que a fração mais grosseira do corretivo pode estar ainda reagindo com o solo. No caso de ser aplicada, inicialmente, somente uma fração da dose recomendada, deve-se ter o cuidado para que a soma das doses parciais não ultrapasse a recomendação inicial, no período de quatro a seis anos. Vários materiais podem ser usados como corretivos da acidez dos solos. No entanto, o mais comum é o uso da rocha calcária moída, conhecido como calcário agrícola.

Tendo em vista a grande variação na qualidade dos corretivos da acidez dos solos existentes no mercado, na sua escolha deve-se considerar tanto o seu PRNT (Poder Relativo de Neutralização Total), como o seu frete até a propriedade. Assim, ao se adquirir um calcário deve-se considerar o custo do produto por unidade de PRNT, posto na propriedade. O poder relativo de neutralização total (PRNT) é uma medida da qualidade dos corretivos, o qual é avaliado pelo valor de neutralização e pelo tamanho das partículas. Assim, quanto maior o PRNT, melhor a qualidade do calcário e, conseqüentemente, mais rápida é a sua reação no solo. Como as recomendações de calagem são baseadas em PRNT 100%, a dose a ser aplicada deve ser corrigida com base no PRNT do material disponível, do seguinte modo: Quantidade a ser aplicada (t ha-1) = recom. de calcário (t ha-1) x 100/PRNT do calcário Com referência à qualidade dos corretivos, além do PRNT, deve-se, também, considerar o teor de magnésio do material, já que os solos onde a ameixeira é cultivada no Brasil são normalmente pobres nesse nutriente. Por isso, deve-se dar preferência aos materiais que contenham magnésio, como é o caso dos calcários dolomíticos. De acordo com a legislação brasileira, os calcários que contenham até 5% de MgO são denominados calcíticos; os que apresentam entre 5 a 12% são denominados de magnesianos; e, quando o teor de óxido de magnésio for superior a 12%, são chamados de dolomíticos. Além do calcário agrícola, outros produtos podem ser utilizados como corretivos da acidez dos solos, como: cal virgem, cal apagada, calcário calcinado, conchas marinhas moídas, cinzas etc.. Para que se obtenham os efeitos esperados, o calcário deve ser aplicado, no mínimo três meses antes do plantio das mudas. Quando se tratar de nova calagem em pomares já instalados, esta deverá ser feita no meio do outono. Quando for feita a correção da acidez de toda a área, o calcário deve ser distribuído uniformemente, dando-se preferência aos implementos que aplicam o produto próximo à superfície do solo. Deve ser evitada a aplicação de corretivos, principalmente aqueles com PRNT elevado, em dias com vento. Quando a recomendação for superior a 5 t ha-1 deve-se aplicar a metade da dose, a seguir lavrar, aplicar o restante, lavrar e gradear. Para quantidades inferiores a esta dose, uma boa incorporação tem sido obtida com uma gradagem seguida de aração e outra gradagem. Para ambas as situações acima expostas se conseguirá uma incorporação homogênea do calcário na profundidade desejada.

Recomendações de Adubação Fosfatada e Potássica de Pré-Plantio Antes da instalação do pomar de ameixeira, a análise de solo é o único método de diagnose para se estimar as necessidades de fósforo (P) e de potássio (K). As quantidades exigidas de P e K são determinadas na mesma amostra de solo usada para se estimar a necessidade de corretivos da acidez e constam na Tabela 1. Em pomares com menos de cinco metros de distância entre as linhas de plantio, os adubos devem ser espalhados em toda a superfície. No entanto, onde essa distância for superior a cinco

Recomendação de adubação nitrogenada de crescimento para a ameixeira. bem como as épocas. Interpretação P e K no solo Limitante Muito baixo Baixo Médio Suficiente Alto Fonte: Comissão (1995) Recomendação de Adubação Nitrogenada de Crescimento Durante a fase de crescimento das plantas. e incorporados. preferentemente a lanço. recomenda-se fracionar a dose anual em três parcelas. constam na Tabela 2. Os adubos fosfatados e potássicos.metros e não houver interesse em se estabelecer cultura intercalar. usados antes do plantio. O adubo nitrogenado deve ser distribuído ao redor das plantas. que vai desde o plantio das mudas até o terceiro ano. a adubação poderá ser executada somente numa faixa de três metros de largura ao longo da linha de plantio. devem ser aplicados por ocasião da instalação do pomar. recomenda-se usar somente nitrogênio. Recomendação de adubação fosfatada e potássica. Como a ameixeira tem necessidade de N praticamente constante durante todo o ciclo vegetativo. fornecidos por intermédio da adubação de pré-plantio. Ano Primeiro Grama de N/ planta 10 10 10 20 20 20 Épocas 30 dias após a pega das mudas 45 dias após a primeira aplicação 60 dias após a segunda aplicação Início da brotação 45 dias após a primeira aplicação 60 dias após a segunda aplicação de Adubação kg P2O3 ha-1 120 90 60 30 0 0 fosfatada Adubação kg K 2O ha-1 130 100 70 40 20 0 potássica Segundo . sob a projeção da copa. formando uma coroa distanciada 20 cm do tronco. de pré-plantio. para a cultura da ameixeira em função da análise de P e de K no solo. aliada à possibilidade de perda desse nutriente por lixiviação. sejam suficientes até o momento em que as plantas entrem em plena produção. Tabela 2. As doses recomendadas. Supõe-se que o P e o K. Tabela 1. no mínimo. na camada arável.

fertilizantes etc. As folhas que compõem a amostra devem estar livres de doenças e de danos causados por insetos e não devem entrar em contato com embalagens usadas de defensivos. 100 folhas. entre a 13ª e 15ª semanas após a plena floração. podendo representar um grupo de plantas ou um pomar. análise periódica do solo. Adubação da Manutenção Início da brotação 45 dias após a primeira aplicação 60 dias após a segunda aplicação Quando as plantas entram em plena produção. nos diferentes lados das plantas. Para a realização da análise foliar da ameixeira. porém homogêneas. até que elas se . sem retirar as folhas do saco. Não devem se coletadas amostras de ramos ladrões. pois suas condições nutricionais são distintas. crescimento vegetativo. devem ser colhidas folhas completas (limbo com pecíolo) da porção média dos ramos do ano. agindo-se dessa forma. Cada amostra deve ser constituída de folhas de plantas adultas da mesma idade e da mesma cultivar. produções obtidas e espaçamento. ou após o mesmo. A primeira (50% do total) é realizada no final do inverno (início do ciclo vegetativo anual). recomenda-se aplicar os adubos quando o solo não estiver seco e incorporá-los logo após a aplicação. a segunda (30% do total). dependendo da homogeneidade. se acontecer que a época indicada para a coleta de amostra de folhas coincidir com o período de colheita dos frutos de alguma cultivar. o uso de uma tabela de adubação não representa um quadro ideal. acompanhada do respectivo questionário. adubações anteriores. aproximadamente. Com o objetivo de se aumentar a eficiência do uso dos fertilizantes. Caso o tempo previsto para a chegada da amostra ao laboratório seja superior a dois dias. cerca de um mês antes do início do período de dormência das plantas. após o raleio dos frutos e a última (20% do total). sem o uso de escada. por ser um método de diagnose e de recomendação de adubação que trata cada caso isoladamente. os nutrientes e as quantidades a serem aplicadas devem resultar de uma análise conjunta dos seguintes parâmetros: análise foliar. Ao contrário. Cada amostra relaciona-se a uma condição nutricional. posicionados em altura facilmente acessível. Em pomares com mais de 100 plantas. Quando for recomendado o uso de adubos potássicos e/ou fosfatados.45 Terceiro 30 15 Fonte: Comissão (1995). a tomada de amostra deverá ser antecipada de uma a duas semanas. de modo que a amostragem de folhas seja sempre feita antes da colheita dos frutos. A amostra deve ser acondicionada em saco de papel comum perfurado e enviada ao laboratório o mais rapidamente possível. constitui-se no procedimento mais indicado. já que. que não refletem o crescimento médio dos ramos do ano. No entanto. o que não corresponde à realidade. sugere-se fazer uma prévia secagem ao sol. folhas com sintomas de deficiência nutricional não devem ser misturadas com folhas sadias. em três épocas. Para a adubação de manutenção. idade das plantas. todos os pomares seriam tratados de uma mesma maneira. deve-se coletar quatro folhas por planta em 25 plantas distribuídas aleatoriamente e representativas da área. Cada amostra deve ser composta de. independente se a amostra for de cultivar precoce ou tardia. estes devem ser aplicados ao solo no início da brotação. principalmente os nitrogenados. Assim. a análise foliar. A adubação nitrogenada de manutenção é feita parceladamente.

Sempre que o produtor tiver disponibilidade de matéria orgânica. Isso possibilita aos produtores. grande parte dos nutrientes do esterco são encontrados na forma orgânica e necessitam ser mineralizados para se tornarem disponíveis às plantas. a aplicação da fonte mais econômica. A deficiência indica uma condição aguda de falta de nutriente. melhores condições para elaborar uma recomendação de adubação mais ajustada à realidade local. sim. de P2O5 e de K2O nesses materiais difere muito das proporções comumente necessárias. seu uso é desejável em substituição à adubação mineral. Para se evitar a adição de nutrientes em quantidades superiores às exigidas. No rodapé do certificado de análise. as quais não se constituem em recomendações definitivas. não são. Quando a observação das folhas revela determinadas características. Para a aplicação de uma mesma quantidade de nutrientes. Para se obter uma maior eficiência do fósforo e evitar perdas de nitrogênio por volatilização. já que os sintomas somente se evidenciam quando esta se encontra em estágio avançado. interpretados em cinco faixas nutricionais em forma de gráfico. entre outros problemas. de posse dos dados de análise foliar. devido à menor concentração no adubo orgânico. No entanto. Além disso. recomenda-se calcular a dose de adubo orgânico tomando por base o nutriente cuja quantidade for suprida com a menor dose. eles devem ser aplicados no dia do plantio ou próximo a ele. cultivar e fatores ambientais. Um sistema informatizado apresenta os resultados de análise em termos de concentração de nutrientes. nesse caso. Análise Visual do Pomar A análise visual de um pomar é um valioso instrumento para o diagnóstico de deficiências ou de toxidez nutricionais. Para a adubação dos pomares de ameixeira em cada uma das três etapas. já que parte deste elemento encontra-se na forma mineral Dificilmente as necessidades nutricionais da ameixeira são total e equilibradamente supridas somente com o uso de materiais orgânicos. Lamentavelmente. terá. Além disso. um retardamento do crescimento e prejuízos à produção e à qualidade dos frutos. a fim de se evitarem perdas de N por lixiviação. os quais não têm conhecimento dos teores dos nutrientes que correspondem a cada faixa. ainda. pode se suspeitar de uma deficiência nutricional. desde que economicamente viável. visualizar o estado nutricional das plantas relativo à amostra. não existem estudos que mostrem a superioridade de uma fonte de nutriente sobre a outra. conhecidos os sintomas carenciais . Tais padrões são mais ou menos específicos para cada nutriente. por certo.tornem quebradiças. o qual. de análise do solo e com o conhecimento das condições do pomar. são incluídas algumas sugestões. os materiais orgânicos devem ser incorporados ao solo. devem ser de responsabilidade do técnico encarregado de orientar o pomar. Estas. Recomenda-se. portanto. ocasionando. usa-se maior volume de esterco em relação ao adubo mineral. os sintomas carenciais variam de acordo com a espécie. pois a concentração de N. seja ela mineral ou orgânica.

tem à disposição dos produtores. ocorre a paralisação do crescimento da parte aérea da planta. Quando os sintomas são bem conhecidos. sendo que alguns são ilustrados por meio de fotografias. A diagnose correta. Com a evolução da deficiência. Os sintomas de deficiência induzida experimentalmente caracterizam-se pelo murchamento de folhas e de ramos mais finos. as manchas necróticas situadas entre a nervura central e a margem do limbo destacam-se. formando um cartucho característico (Figura 1). dificilmente observam-se plantas de ameixeira com sintomatologia carencial de cálcio. nas folhas mais velhas. nos dois casos. No entanto. o teor desse elemento situa-se acima do nível crítico. devido à mobilidade desse nutriente na planta. com uma concentração de 0. é feita por meio de testes de laboratório. a carência de K também se manifesta. fácil e barato que se conhece. é o mais rápido. A Embrapa Clima Temperado.08%. sem dúvida. Na Figura 2 são apresentadas folhas de ameixeira com sintomas carenciais de potássio desde o surgimento até a situação mais aguda. a coloração amarela aumenta gradativamente. no entanto. Por vezes. Convém lembrar a semelhança entre os sintomas foliares provocados pela carência de potássio (Figura 3) com aquele ocasionado pela Escaldadura das folhas da ameixeira (Xylella fastidiosa). sem. são descritos. a seguir. o sintoma corresponde a um amarelecimento das folhas basais. uma planta deficiente em K desenvolve-se pouco. Nitrogênio (N): Em razão da grande mobilidade do nitrogênio na planta. em primeiro lugar. porque mesmo em solos pobres. progredindo para as folhas da extremidade dos ramos. Em geral. Devido à extrema imobilidade desse nutriente na planta. atingirem toda a folha. Nesse momento. progredindo em direção à nervura central. . em mudas de ameixeira cultivadas em solução nutritiva da qual o P foi omitido. os primeiros sinais de carência são notados nas folhas maduras. Cálcio (Ca): Em condições de pomar. aparecem manchas necróticas ao longo de quase toda a borda do limbo. Do mesmo modo que ocorre com relação ao N. ocorre. localizadas mais próximo à base dos ramos. As bordas das folhas enrolam-se para cima. os sintomas visuais de carência dos principais nutrientes. Potássio (K): Com relação aos sintomas de deficiência de potássio. mesmo em situações limitantes.para todos os nutrientes e culturas. o teor foliar de K situa-se ao redor de 0. Persistindo as limitações no suprimento. até tocarem-se. acontece que os sintomas visuais de dois nutrientes são idênticos. Com o objetivo de auxiliar os produtores de ameixa. Com a evolução da deficiência. interpretado como abaixo do normal.3%. esse método de diagnose nutricional. a seguir. deixando a folha perfurada. os sintomas carenciais são difíceis de serem observados. Fósforo (P): Provavelmente devido à pequena necessidade de fósforo e pela capacidade da ameixeira extraí-lo do solo. inicialmente. Isto faz com que ambos sejam facilmente confundidos. um serviço que permite a identificação correta. as folhas apresentam-se com uma coloração verde-escura. Nesse estádio. a morte das gemas terminais. o que faz com que ele se transloque das folhas mais velhas para as mais novas. apresenta ramos finos e frutos pequenos com polpa pouco espessa.

Características das frutas de algumas das principais cultivares Amarelinha: Película de cor predominante amarela com manchas vermelhas. Wade. as folhas mais velhas apresentam manchas amarelo-palha na borda do limbo. Para regiões de clima semelhante ao do município de Vacaria . da parte basal para a apical dos ramos. também. vem sendo destaques as cultivares diplóides (japonesas): Santa Rosa. Golden Japan. Reubennel. Para regiões de clima semelhante ao município de Pelotas . o teor foliar de Mg encontra-se em torno de 0. bem como de pomares nesses municípios. deixando o limbo perfurado. Sob condições de campo. Foto: Luis Antônio Suita de Castro .2%. Methley e as hexaplóides (européias) D'Agen e Stanley. já que a deficiência causa um intenso desfolhamento da planta. em casos severos. ocorrendo. queda das folhas. ainda que preliminarmente. estes tornam-se tão curtos. Com o passar do tempo. Ocorre. Há encurtamento dos entrenós e. que há a formação de rosetas. No momento em que os primeiros sintomas surgem. Cultivares Observações fenológicas em plantas de coleções existentes na Embrapa Clima Temperado. de coloração amarelo-pálido. América.Magnésio (Mg): Quando há carência de magnésio. as cultivares que melhor comportam-se são: Amarelinha. elas evoluem para manchas necróticas. onde se verifica mais de 700 horas de frio hibernal. com aproximadamente 400 horas de frio hibernal. com polpa amarela.RS. Pluma 7. é bastante difícil a identificação dos sintomas carenciais agudos desse nutriente. Amadurece na segunda semana de janeiro. no Rio Grande do Sul. entre as nervuras das folhas mais velhas. também. Irati. permitem indicações quanto ao comportamento das diversas cultivares. Zinco (Zn): O primeiro indício da deficiência de zinco é a clorose irregular. em Pelotas e Vacaria.RS. uma clorose internerval ao redor da nervura central. inicialmente. (Figura 4). Letícia e Wade.

Exigente em polinização cruzada para que ocorra frutificação. 4. Amadurece entre o fim de dezembro e início de janeiro. 5B. Foto: Luis Antônio Suita de Castro . fina. doce acidulada. (5 B). vermelho intenso sobre fundo amarelo. epiderme 100% amarela. medianamente firme e sabor regular. Cultivar Amarelinha América: Película facilmente removível.Fig. forte. Fig. cordiforme. (Figura 6). muito densa. Apresenta grande flutuação na produtividade. aromática. Cultivar América Golden Japan: As frutas são de tamanho pequeno a médio. sucosa. amarga. Polpa amarela.

A planta é altamente suscetível à bacteriose. Amadurece em princípios de dezembro. Cultivar Pluma Reubennel: Epiderme amarelo-esverdeada com 10 a 20% de vermelho. muito precoce. Pluma 7: Frutas de tamanho médio a grande. Caroço solto. Methley: Frutas de tamanho pequeno. A polpa é firme. Amadurece em princípio de janeiro (Figura 7). epiderme 100% vermelha. 100% vermelho-escuro. A planta é vigorosa. Foto: Luis Antônio Suita de Castro . firme. Foto: Luis Antônio Suita de Castro Fig. semi-aberta e suscetível à bacteriose. 7. abrigados do vento. A polpa é amarela. (Figura 8). epiderme 80 a 100% vermelha. Resistente à bacteriose. Auto-incompatível. 6.Fig. Deve ser cultivada em locais de exposição norte. Cultivar Golden Japan Letícia: Película de cor vermelho vivo. Amadurece em fins de janeiro. doce levemente ácida e bom sabor. Polpa amarela.

(Figura 9). redondas. sendo muito exigente em frio hibernal. A polpa é amarelo-avermelhada. pruinosa e atrativa. Foto: Luis Antônio Suita de Castro Fig. Cultivar Reubennel Santa Rosa: Produz frutas de tamanho médio. A maturação ocorre no final de dezembro. A polpa é firme. firme. 8. Imperial Epineuse ou President. muito bom sabor. doce. Amadurece na segunda quinzena de janeiro. amarela. D'Agen: Epiderme roxa-clara. 9. Pertence ao grupo das ameixas européias. aromática e de muito bom sabor. Polinizadora: Sugar. Foto: Luis Antônio Suita de Castro . com epiderme 100% vermelha. Polpa amarela. (Figura 10). Amadurece em meados a fim de dezembro. Cultivar Santa Rosa Wade: Epiderme 100% vermelha e firmeza média.Fig. massuda.

massuda. firme. 10. Foto: Luis Antônio Suita de Castro Fig. de regular sabor. 11A. Cultivar Santa Rosa D'Agen Stanley: Epiderme 100% azulada pruinosa e muito atrativa. Polpa amarelo-esverdeada. 11B.Fig. sendo muito exigente em frio hibernal. Amadurece na segunda quinzena de fevereiro. .specto geral da planta. Pertence ao grupo das ameixas européias. Cultivar Stanley . (Figura 11 A e B).aspecto geral do fruto. Cultivar Stanley . Foto: Luis Antônio Suita de Castro Fig.

Amarelinha Rosa Mineira. Methley pode ser polinizada por The First ou Santa Rosa. apresentam moderada autofertilidade. Chatard. . com a cv. Pelotas / RS. Cultivares Amarelinha América Bruce Burbank Golden Japan Harry Pickstone Letícia Methley October Purple Ozark Premier Reubennel Sanguinea Santa Rita Santa Rosa The First Wade D'Agen Irati Stanley Polizadoras Blood Plum. Interplantar. Entretanto. elas se beneficiam pela presença de polinizadora. Irati por Reubennel ou 15 de Novembro e Reubennel por Rosa Mineira. pelo menos. Amarelinha ou Pluma 7 Amarelinha ou Pluma 7 Santa Rosa. América e pode ser utilizada como polinizadora desta. Embrapa Clima Temperado. Santa Rosa Wade. Em regiões com inverno mais frio e uniforme. Rosa Mineira e Reubennel. Pluma ou Friar Reubennel. Wickson Shiro. Santa Rosa. A cultivar The First deve ser utilizada.Polinização A maioria das cultivares diplóides e as hexaplóides são auto-inférteis e necessitam de polinizadoras. Polinizadoras recomendadas para algumas cultivares de ameixeira. Tabela 3. produzir uma colheita comercial. mesmo sem polinizadora. Burbank ou Gold Burbank. Santa Rosa ou Methley Mehley. The First ou Ace October Purple Methley. Satsuma. de um modo geral. Ozark Premier por Burbank. Rosa Mineira Methley. A cv. Pluma 7 por Amarelinha e Sangüínea. em locais onde florescem abundantemente. Harry Pickstone President ou Imperial Epineuse Reubennel. Santa Rosa The First. como polinizadora da cv. 2002. podendo. The First e Wickson Santa Rita. 25% de uma ou mais polinizadoras torna-se uma medida obrigatória para o sucesso do empreendimento (Tabela 3). Reubennel coincide plenamente. Rainha Claudia Blood Plum. 15 e Novembro President ou Bluefree Com base em diversos experimentos e observações pode-se dizer que as cultivares Methley. Santa Rosa. Satsuma ou Golden Japan Apple. preferentemente à Santa Rita. Wade pode ser polinizada por Methley ou por Harry Pickstone. como a área serrana do RS. Harry Pickstone.

Em climas semelhantes à Encosta do Sudeste do RS. sem pernas. se transformam em uma área úmida. de cor marrom (Figura 31). é aconselhável o uso de mais de uma polinizadora por cultivar comercial. com as asas abertas. Vários insetos têm importância para esta cultura. A larva varia da cor branca à branco-amarelada e têm corpo liso.Grapholita molesta Os adultos da grafolita são pequenas mariposas de cor cinza escura. As lagartas. Podem injetar substâncias tóxicas. perfurando uma galeria em direção ao seu centro. Vários insetos podem sugar a seiva de caules. em decomposição. evitando-se uma posterior investida aos frutos. produzindo alterações no desenvolvimento dos tecidos. A cor das asas. com manchas escuras de desenho característico. Ela fica. próximo à cavidade peduncular. A armadilha usada para a captura da mosca da fruta também aprisiona o adulto da grafolita. A larva forma galerias que. O dano causado pela mosca das frutas ocorre exclusivamente no fruto. quando jovens (cerca de 4 mm de comprimento). principalmente. posteriormente. Pragas e Métodos de Controle Os danos causados pelos insetos à ameixeira são variáveis e podem ser observados em todas partes do tecido vegetal. Porém. a coincidência de floração pode não ser completa. A cabeça é bem distinta e escura. medindo de 6 a 7 mm de comprimento. passando a cinza-clara. que fica na parte fina do corpo. inutilizando-os para comercialização. Existem insetos que utilizam partes da planta e principalmente os frutos para reprodução. com distintas manchas escuras nas asas. quando totalmente desenvolvidas.Anastrepha fraterculus A mosca das frutas é de cor amarelada. não se distinguindo claramente a cabeça. é interessante a utilização de uma segunda. são de cor branco-creme a levemente amarelada quando bem desenvolvidas (cerca de 14 mm de comprimento) adquirem cor branco-rosada. uma vez que em vários anos. geralmente. é cinza-escura. O controle consiste principalmente na interrupcão do desenvolvimento de futuras gerações. quando perdem as escamas. normalmente. As larvas. medem cerca de 7 a 9 mm de comprimento. . causando prejuízos irrecuperáveis à lavoura. sem afilar. na superfície do suco na armadilha. causando o definhamento das plantas. é importante saber distinguir a mariposa. Mosca das frutas . folhas e frutos. uma vez que sob determinadas condições. A parte posterior termina abruptamente. corpo amarelo mais escuro e asas transparentes. Alguns são vetores de doenças. comprometendo a produção. a florada da cultivar Reubennel coincide apenas com a primeira parte da floração da América. Os mais importantes são relatados a seguir. As lagartas penetram no fruto. Devido à grande variabilidade das condições de clima. Grafolita . ramos. principalmente viroses. temperatura.

funcionar como armadilhas. o ataque inicia-se logo no começo do desenvolvimento dos frutos (frutos com 2-3 cm de diâmetro). Algumas medidas podem ser tomadas fora e dentro do pomar como forma de auxílio no controle da mosca das frutas. Aplica-se com pulverizadores comuns. adoçados na razão de 5kg de açúcar cristal para 100 litros de líquido.Foto: Luis Antônio Suita de Castro Fig. com a adição de um inseticida. Sucos de laranja. Em ameixa. certamente. A isca tóxica constitui-se de uma solução de açúcar ou sucos de fruta. malation. sendo atacados e depois eliminados. pêssego. entre outros. fenitrotion. mas provoca. > Eliminar do pomar os frutos caídos ou refugados. também podem ser usados para elaboração do suco para as armadilhas ou da isca tóxica. entretanto. fention. ameixa. serão atacados pela mosca e constituirão foco de infestação. a seguir relacionadas: > Eliminar plantas silvestres que sejam. dimetoato. com gota de pulverização grossa. infestadas pela mosca. Aconselha-se enterrar tais frutos cerca de 20 a 30 centímetros de profundidade. a queda deste. constantemente. A aplicação deve dar-se diretamente sobre as folhas. constituem-se em excelentes veículos para a aplicação de isca tóxica. > Usar isca tóxica e/ou armadilha nas plantas silvestres infestadas. nêspera. 31. Quando o ataque ocorre neste estágio. Isso se consegue aumentando a saída de líquido e diminuindo-se a pressão do pulverizador. Os melhores inseticidas para uso em isca tóxica são: diazinon. entretanto. Aproximadamente 150 ml de isca tóxica são suficientes para se cobrir essa faixa da planta. etion. Esses fruto. mevinfós e triclorfon. não há o desenvolvimento da larva no interior do fruto. Ameixas atacada por larvas de Anastrepha fraterculus. Retirar os frutos temporões. numa faixa de cerca de 1m de largura e no lado do sol da manhã. pois. Esses frutos podem. Nunca deixá-los amadurecer na planta. ou usar seus frutos para preparar suco para isca ou alimentação animal. . pois. interromperão o ciclo da mosca.

Myzus persicae é de coloração verde e corpo mole. o número de dias que devem ocorrer entre a aplicação e o início da colheita. conseqüentemente. com manchas. Os machos são menores do que as fêmeas. efetuar-se o controle. Porém. A eficiência do controle químico depende da forma de aplicação. o período de carência do produto. Os resíduos da poda e partes atacadas devem ser queimados. é fundamental que a aplicação do defensivo ocorra no momento certo. fenitrotion.A pulverização em cobertura total das plantas deve ser adotada quando o ataque acontecer logo no inicio do desenvolvimento dos frutos. Pulgão . é necessário identificar o início da infestação e. em plantas jovens (de um a dois anos) e em viveiros. Os danos causados pelos pulgões são muito variáveis. fention. Após as folhas estarem encarquilhadas e fechadas. localizadamente. além do Scolytus rugulosus. mevinfós e triclorfon. formation. que mate as larvas nascidas e as que venham a nascer no interior do fruto nos dias seguintes à pulverização. com as pernas e as antenas marrons (Figura 32). Para esse tipo de aplicação. multiplicação e. As ninfas são de coloração verde a marrom-avermelhada. de coloração marrom-escura a preta. morte da planta. Não há dúvida de que. destacam-se: dimetoato.5 mm de comprimento). o inseticida (piretróides.Scolytus rugulosus Existem várias espécies de coleobrocas que atacam plantas frutíferas. Foto: Luis Antônio Suita de Castro . ou seja. sobretudo. Plantas de ameixeira. liso e brilhante. Dentre os inseticidas recomendados para esse tipo de pulverização. mostram desuniformidade de brotação e floração. É necessário observar. Para se matar o inseto. de outro modo. rigorosamente. usa-se um inseticida que tenha ação de profundidade. dificilmente o inseticida terá o mesmo efeito que com a planta sadia. O controle tardio é extremamente difícil. ou seja. Os adultos são pequenos besouros (2. Essas plantas podem ter sua formação e desenvolvimento comprometidos. O controle com inseticidas é muito fácil para os pulgões em geral. uma vez que os brotos infestados não se desenvolvem. O controle através da remoção de ramos atacados pode ser uma ajuda importante para evitar a disseminação da praga no pomar. Isso é possível através de injeção dirigida no orifício ou pincelamento do tronco e ramos mais grossos. Escolito . devido ao hábito de ataque. Há formas aladas (mais escuras) e não-aladas. Estes sintomas evoluem para a morte de ramos e. podem servir como foco de multiplicação de escolitos.Myzus persicae O pulgão. Assim. fosforados) tem que penetrar no orifício em quantidade razoável.0 a 2. durante o ataque inicial do inseto. pois. pelo desconhecimento das características de comportamento e ciclo de vida da praga. ocorram maiores prejuízos.

Acromyrmes spp e Mycocepurus spp As formigas cortadeiras. Adulto de Scolytus rugulosus sobre ramo atacado. pois as próprias formigas carregam os grânulos para o formigueiro. por saúvas (Atta spp. A forma mais prática de controle é através da isca tóxica granulada. Caso se observe movimento ordenado de formigas no carreiro após três a quatro dias da primeira aplicação é conveniente reaplicar a isca. pedaços de lã. ainda. Acromyrmes spp) e quenquém (Mycocepurus spp). a fumigação. O controle com barreiras físicas na planta que impeçam a subida das formigas pode resolver. a situação. à tardinha. Tais barreiras incluem faixa com graxa. são pragas ocasionais nas fruteiras. 32. fazer-se polvilhamento ou. A isca deve ser depositada ao longo dos carreiros e. vulgarmente. O controle com inseticidaformicida propicia melhor resultado quando o produto for aplicado em formigueiros recém formados. Formigas . . deve-se abrir o ninho com uma enxada até se chegar à terra firme e polvilhá-lo com formicida abundantemente ou regá-lo com uma solução de inseticida e água. Após a localização do formigueiro. ou seja.Fig. de preferência. temporariamente. esponja com inseticida etc. ao redor do tronco.Atta spp. tanto no viveiro como no pomar. quanto menor o formigueiro. conhecidas. mais fácil será o controle.

as covas são marcadas seguindo uma linha curva. um dos fatores de maior influência é a característica do sistema radicular da planta. No caso de solos profundos e com pouca declividade. as mudas são alinhadas nos dois sentidos. tipo e manejo do solo. geralmente. Entretanto. pois irão dificultar os tratos culturais do pomar. são constituídos os camalhões. independentes das particularidades da topografia e do solo. enquanto que a segunda metade é aplicada posteriormente. Existem variações entre espécies e cultivares. constituem-se na subsolagem. aração e gradagem.0 ou 4. deve ser feita no mínimo a 40cm de profundidade. como poda e espaçamento. que determina o volume de solo a ser explorado para absorção de água e de nutrientes. Geralmente a primeira metade do calcário é colocada em toda a área. acentuadas por diferenças de idade e condução das plantas. A seguir.0%. uma área de 10 a 20 m2 e apresenta a zona de maior concentração de raízes absorventes entre 0 e 50 cm de profundidade. Atinge profundidade máxima de um a dois metros. como macieira. A subsolagem. com a cultivar e com as condições de solo. antes do solo começar a ser trabalhado. pedras. gorga.. Apenas antes do plantio. Quando realizada. de maneira geral. Os dois principais sistemas de marcação de pomares são: o quadrado e a curva de nível. O sistema radicular de espécies frutíferas. Sempre que possível.Preparo de Solo e Plantio A implantação do pomar. além de ajudar na retirada de raízes. a permanência de restos vegetais poderão ser focos de contaminação de doenças de raízes. logo após a gradagem. ao passo que. assim como. ramos e pedras. alguns aspectos são os mesmos. é realizada a aração e a gradagem geral para destorroamento do solo. Plantas formadas em solos bem irrigados ou com mulching têm . trigo. etc. O efeito da irrigação no crescimento de raízes de frutíferas. Após a marcação das filas. pequenos tocos. Assim. Na marcação em quadrado. resulta em maior concentração de raízes nos primeiros 15 cm de solo e redução de raízes em 15 cm a 30 cm de profundidade. apesar de variar de acordo com a espécie. Irrigação Na decisão do manejo de água. só após este período. As operações básicas normalmente recomentadas. visando evitar o processo de erosão. No caso de terreiros rasos ou com mais de três ou cinco por cento de declividade devem ser plantadas coberturas verdes como aveia. ocupa por planta. As filas devem ser demarcadas segundo um gradiente de declividade de no máximo 1. consiste em uma operação ainda pouco utilizada em pomares de ameixeira. Além disso. devem ser demarcados os locais das plantas utilizando espaçamento entre 3. é bastante semelhante. conseqüentemente. lavrando-se para dentro de modo que no centro de cada camalhão fique localizada uma fila de plantas. é que devem ser distribuídos os adubos para a correção de base. retirada de tocos. raízes e ramos de árvores ou arbustos. na marcação em curva de nível.0 m. o desenvolvimento do sistema radicular das plantas. varia com a topografia e tipo de solo. sempre devem ser realizadas. permanecendo durante um mês sobre o terreno e. limpeza do terreno quanto à roçada. que acompanaha o relevo do terreno. melhora a infiltração de água e a aeração do solo e. pereira e prunóideas. o preparo final do terreno corresponde a apenas uma gradagem nas filas de cultivo.

Períodos críticos em relação ao déficit hídrico As fases nas quais as plantas são sensíveis ao estresse hídrico são identificados basicamente por grande atividade fisiológica. Manejo da irrigação O manejo da irrigação consiste em determinar a época e a quantidade de água a ser fornecida aos cultivos. e não apresentar perdas na condução ou por escoamento superficial. que ocorre após a colheita. quando bem manejado. Irrigação por aspersão: Apesar de não ser o método mais indicado para pomares já formados. definindo a carga de frutos para a próxima estação. A falta de água nesse período reduz o número de células. Consiste na dispersão de água sobre a cultura. custo de implementação.menor capacidade de resistência às secas por causa da superficialidade do sistema radicular. exige pouca mão-de-obra. adequadamente nutrida. Nesse período. pode ser instalado no pomar já implantado. num raio de 30 a 40 cm. Outra fase crítica dá-se durante a diferenciação das gemas. a retirada de água do solo pela planta aumenta à medida que os ramos se desenvolvem e a área foliar é ampliada. apresenta facilidade de montagem. que variam quanto ao uso de instrumentos. (operarando 24 horas por dia). Além disso. Essa é a fase mais importante no controle da umidade do solo. a etapa mais crítica ocorre duas a três semanas antes da colheita. e usado na prevenção de danos por geadas e possui grande variedade de opções de equipamentos. uma vez que a planta armazena as reservas de nutrientes que irá utilizar no florescimento e na brotação. há comprometimento da absorção de nutrientes pela planta. nos frutos inicia-se a fase de aumento do volume das células. é muito empregado na produção de mudas (Figura 20). . em condições de baixa umidade. Existem diferentes métodos. ser automatizado. a multiplicação celular é muito grande porque é o número de células que determina o tamanho final dos frutos. Terminada a divisão celular. O método de irrigação também exerce influência na distribuição das raízes: irrigação localizada em um só ponto tende a concentrar o desenvolvimento de raízes próximo a esse ponto. As principais vantagens são: não necessitar de sistematização do terreno. Após o período de dormência. necessidade de dados meteorológicos e eficiência de aplicação. na fase de dormência. Nesse período. utilizando-se um conjunto de moto-bomba. a atividade radicular é muito grande. não dificulta o preparo de solo. comprometendo o tamanho dos frutos. aspersores e acessórios. impedindo que ela entre. tubulação. Posteriormente a floração. entre outros fatores. em razão de que. pode ser utilizado em solos com quaisquer taxas de infiltração ou retenção de água. quando não irrigadas.

20. tem alto custo de implantação. não apresenta limitações de topografia. utiliza baixa pressão na operação. Apresenta como desvantagens a dificuldade de circulação de máquinas. Também molha toda a área e a folhagem das plantas. não pode ser utilizado no controle de geadas. não necessita de nivelamento do solo. e necessita de pouca mão-de-obra para seu funcionamento. Irrigação localizada: Caracteriza-se por adicionar água ao solo com maior freqüência e em volumes menores. oferecendo umidade adequada à região onde as raízes se distribuem. não molha as folhas das plantas. a manutenção dos sulcos e a grande necessidade de mão-de-obra.Foto: Luis Antônio Suita de Castro Fig. quando bem utilizados devem apresentar resultados semelhantes quanto à produtividade da cultura. e necessidade de água de boa qualidade. o consumo de muita energia. O método apresenta como principais desvantagens: altos volumes de aplicação. possibilita o uso de água com teores de sais mais elevados do que nos métodos de aspersão. altas pressões para funcionamento e. Irrigação de viveiro de produção de mudas de ameixeira utilizando o método de aspersão. e necessita de experimentação local para maximizar os resultados com o sistema. (pois molha somente a área junto ao gotejador. conseqüentemente. A escolha do método deve ser acompanhada de análise que leve em conta os fatores técnicos relacionados aos fatores econômicos do . pode ser automatizado é de elevada eficiência de aplicação. baixo rendimento. o de sulcos é o que apresenta maior aplicação em fruteiras. As principais vantagens do sistema para fruteiras são: proporciona maior produtividade com menores volumes de água aplicados. químicos e físicos) e o acúmulo de sais nas laterais do bulbo úmido. pode-se aplicar fertilizantes junto com a água. Irrigação de superfície: Dos métodos utilizados. a ocorrência de entupimentos (por fatores biológicos. opera em cultivos implantados em solos de baixa capacidade de infiltração (argilosos). utilização limitada pelo vento. o que reduz o aparecimento de ervas daninhas). Principais desvantagens: os custos de implementação. Viabilidade econômica da irrigação Todos os métodos.

particularmente em relação ao aumento do diâmetro dos frutos. tem-se procurado reduzir gastos desnecessários de energia pela planta. por meio da irrigação. A escolha inadequada impede que sejam realizados tratos culturais essenciais ao desenvolvimento da cultura e pode acarretar sérios prejuízos às plantas. facilitando os tratos culturais. livra a árvore de ramos doentes. então. conduz a planta a forma desejada e controla a altura da mesma. seu desenvolvimento. Em regiões sujeitas a períodos de estiagem. Entretanto. tem sido feita de forma simples e com baixa tecnologia. que não serão aproveitados. com comprimento variável e niveladas. uma vez que estimula a formação de novas áreas de produção. No Sul do Brasil. a suplementação de água nos pomares. Condução inicial da muda Normalmente. estimula a produção de frutos de melhor qualidade. tem-se observado reação positiva das plantas. posteriormente. proporciona um certo equilíbrio entre o crescimento vegetativo e a produção. Foto: Luis Antônio Suita de Castro . sem que ocorra qualquer interferência. até a altura de aproximadamente 40 cm do solo (Figuras 21 e 22).investimento. Mesmo nesses casos. fracos e "ladrões". na formação de ramos. observando-se a adaptação das plantas. as mudas de ameixeira são plantadas em haste única. Deve-se proceder. a retirada de todas as brotações situadas na porção inferior da muda. vigor e produtividade. diminui a alternância de produção. Tratos Culturais A localização do pomar de ameixeira constitui-se no fator primordial para o sucesso do empreendimento. Dependendo da cultivar e do clima da região. A poda é uma operação importante no manejo das plantas. todos os ramos situados na porção superior devem permanecer na planta. Como norma geral. em meados de agosto/setembro iniciam as brotações das gemas vegetativas localizadas em toda a haste principal da muda. o uso de irrigação suplementar na cultura da ameixeira pode proporcionar benefícios ao produtor. Torna-se imprescindível avaliar as condições locais em relação a pomares já existentes. à altura de 70 cm do solo.

ramos que possuem gemas floríferas e vegetativas. de roedores (lebre). Aquelas do grupo japonês e seus híbridos possuem. A poda é uma operação importante no manejo das plantas. diminuir a alternância de produção. A poda seca ou de inverno é feita durante o período de repouso vegetativo. Nessa ocasião. livrar a árvore de ramos doentes. a poda é realizada de junho até agosto. todos os ramos desnecessários devem ser eliminados. não há necessidade de maiores preocupações porque poderão ser retiradas na poda de inverno. de crescimento determinado e especializado em produção de flores e frutos). em número de quatro. além de esporões. isto é. deve-se considerar o seu hábito de frutificação que nos dois grupos básicos é bem diferenciado. durante os primeiros estágios de desenvolvimento da planta. Tem-se observado que em ramos estruturais selecionados durante o primeiro período vegetativo é grande a possibilidade de ocorrer perda devido ao ataque de pragas. Dependendo da cultivar e região onde é cultivada a ameixeira. estimular a produção de frutos de melhor qualidade. na poda de inverno. em ramos de um ano ou em esporões vigorosos sobre madeira mais velha. proporcionar equilíbrio entre o crescimento vegetativo e a produção. ramos mistos. Em muitos casos. fracos e "ladrões". quebra ocasionada pelo vento devido à fragilidade da união dos ramos ao tronco. 21 e 22. uma vez que visa estimular a formação de novas áreas de produção. tem-se numerosa ramificação na porção superior da muda. facilitando os tratos culturais. possibilitando uma planta bem estabelecida.Fig. de doenças. é realizada apenas durante o período de repouso vegetativo. A seleção dos ramos que formarão as pernadas da planta. As ameixeiras européias frutificam sobre esporões (ramos curtos. por acidentes mecânicos e. conduzir a planta a forma desejada e controlar a altura da mesma. Entretanto. Para que se possa podar adequadamente a ameixeira. principalmente. Condução inicial da muda antes e depois da retirada das brotações basais. . Desta forma estarão favorecendo o fortalecimento do tronco e raízes. A ameixeira produz frutos lateralmente.

o esqueleto da planta e que darão origem a ramificações secundárias e sustentação da produção. cortados logo acima de um ramo lateral que se dirija para fora. Muito freqüentemente as cultivares do tipo japonês sobrecarregam de frutos. em idade produtiva. distribuídas de forma radial. Ao final do terceiro ano. constituídos por quatro a cinco ramos e distanciados de 50 cm uma camada da outra. a planta terá três camadas de ramos primários que formam. nos três próximos anos. É aconselhável deixar um ou dois ramos a mais devido à possibilidade de perda de algum deles por efeito do vento ou de outro agente. As plantas de P. O encurtamento (ou desponte de ramos) é realizado com a finalidade de estimular o crescimento vegetativo e diminuir a carga de frutos. mais adaptadas ao sistema de líder central. No sistema de vaso ou centro aberto (Figura 23) são selecionadas de quatro a seis ramificações. devem ser podadas muito levemente. ficando a mais baixa a 30 cm do solo. até que a planta ocupe o espaço disponível na linha. 23. o desponte é realizado próximo a um esporão (crescimento determinado). Permite o desenvolvimento do tronco como uma estrutura única e sem ramificações a uma altura entre 40 a 50 cm de altura. . Para evitar a carga excessiva ou a alternância de produção é aconselhável podar a planta mais severamente do que nas cultivares do grupo europeu.Poda da formação As cultivares do grupo europeu são. As do grupo japonês adaptam-se melhor ao sistema de centro aberto. A partir desta altura são escolhidos anualmente. junto com o líder central. Este detalhe destina-se a abrir a copa da planta. Condução inicial da muda antes e depois da retirada das brotações basais. O sistema de líder central (ou eixo central) é uma forma utilizada principalmente em pomares de alta densidade. Em plantas jovens é importante estimular o crescimento do ramo do ano entre 25 e 50 cm e. Quando o crescimento do ramo é maior que o desejado. domestica. em plantas em produção. camadas de ramificações primárias. em 25 cm. geralmente. Foto: Luis Antônio Suita de Castro Fig. Os ramos principais selecionados devem ser reduzidos em até um terço do comprimento. Destas são conservadas apenas quatro.

fenologia das espécies infestantes e fenologia da frutífera. melhorando-se a coloração da película dos frutos. promovendo-se o aumento da frutificação nas camadas inferiores dos ramos. no período compreendido entre a floração e a maturação dos frutos. período de infestação. a competição exercida pelas plantas invasoras deve ser mínima ou nula. principalmente. na área efetivamente explorada pelo sistema radicular das frutíferas. o manejo do solo e o controle das plantas invasoras merecem atenção especial. Controle mecânico e químico de invasoras O controle das plantas invasoras pode ser feito de diferentes maneiras. floração. Com relação a este último item. frutificação e maturação dos frutos. estendendo-se até a queda das folhas. na linha de plantas. florescimento.Poda verde É praticada durante o período de vegetação. Nas plantas em produção é realizada com a finalidade de eliminar ramos nos quais o crescimento seja dirigido para o interior da copa e aumentar a aeração e iluminação no interior da planta. ou seja. Manejo de Plantas Daninhas Entre os fatores que influenciam a quantidade e a qualidade dos frutos. realizada durante o período de crescimento. É recomendável que o solo dos pomares. principalmente em solos com baixa fertilidade natural e pouco profundos. tendo por finalidade melhorar a qualidade e manter a forma da copa através da supressão de partes da planta. seja mantido livre de qualquer tipo de vegetação que possa competir com a ameixeira. Em árvores novas é recomendado realizar a poda verde. para eliminação dos ramos mal posicionados e "ladrões" ou para desponte dos ramos. raleio e a fase compreendida entre o endurecimento do caroço e a maturação do fruto. eliminando bifurcações ou forquilhas para favorecer a formação de ramos laterais secundário. Principalmente nos períodos de brotação. Foto: Luis Antônio Suita de Castro . na fase de formação dos frutos é muito importante que não haja concorrência por água e nutrientes. devendo ser considerados alguns parâmetros tais como: espécies infestantes. No manejo do solo dos pomares é necessário que se mantenha um grau de controle das plantas daninhas que permita as frutíferas expressarem toda a capacidade produtiva.

assim. deve suceder a adubação nitrogenada. promovendo a incorporação do adubo. principalmente se for usada a uréia como fonte de nitrogênio. Convém salientar que o cultivo do solo não elimina a necessidade de adubação nitrogenada. forma-se uma crosta na superfície do terreno. que a área tratada fique livre das plantas invasoras por um período superior a cinco meses. evitando-se. perdas por volatização e aumentando-se a eficiência do fertilizante. Aspecto na linha de plantas de um pomar de ameixeira sem competição de invasoras. Em muito casos.Fig. Quando as entrelinhas são mantidas relvadas. Uma capina eficiente seguida da aplicação de um herbicida préemergente (Tabela 4). em certas situações. . Em pomares localizados em áreas com declive acentuado (sujeitos aos processos erosivos) é aconselhável manter as entrelinhas relvadas para evitar o arraste de solo durante os períodos chuvosos. deve-se proceder o revolvimento de uma fina camada na superfície do solo. dependendo das espécies invasoras. do regime de chuvas e da disponibilidade de mão-de-obra. desde que o solo esteja em condições de friabilidade. 24. principalmente em solos com textura fina. diminuindo a permeabilidade à água e ao ar. Esta prática. Após uma chuva. A eliminação das espécies invasoras deve se restringir à área explorada pelo sistema radicular das frutíferas. a passagem das máquinas para a execução dos tratamentos fitossanitários e demais tratos culturais motomecanizados é facilitada. a capina manual torna-se impraticável ou ineficiente. Nas linhas de plantas. comprometendo o bom desenvolvimento da ameixeira e facilitando os processos erosivos. ou mantida roçada durante a fase vegetativa da ameixeira. Grades tipo off set podem ser usadas. A utilização de enxada rotativa também deve ser evitada. permite. pulverizando-o. sempre que possível. Nestas condições este implemento desestrutura o solo. A vegetação nas entrelinhas deverá ser de porte baixo.

0 kgh a-1 ORIZALINA 2. devido aos danos causados no sistema radicular das plantas. até mesmo morte da planta. particularmente de discos. Herbicidas pós-emergentes utilizados no controle das plantas invasoras em pomares de ameixeira. poderá haver competição entre a leguminosa e a frutífera na fase final de formação do fruto.0 kgh a-1 SIMAZINA (ou similar) 1. nematóides e outros microrganismos. as invasoras devem ter altura máxima de 25 cm. Para a diagnose dessas doenças. Nas entrelinhas. com interferência negativa sobre a produção. o cultivo pode ser iniciado no outono.0 a 3. Herbicidas as pós-emergentes Princípio ativo Dosagem do produto comercial GLIFOSATE (ou similar) 1. Entre estas.0 a 3. Doenças e Métodos de Controle Várias enfermidades causam prejuízos e representam ameaça à produção de frutas no Brasil. Herbicidas as pré-emergentes Princípio ativo Dosagem do produto comercial DIURON (ou similar) 2. A ervilhaca (Vicia sp. herbicidas pós-emergentes não têm ação sobre as sementes e são inativados pelos colóides do solo. Deve-se evitar o cultivo com arado.5 a 3. principalmente por ocasionar redução no desenvolvimento das plantas.0 Lh a-1 Controle biológico de invasoras O cultivo de leguminosas de inverno nas linhas de plantas dos pomares de ameixeira é uma prática que vem sendo adotada. Quando isto ocorre fazse necessária a adoção de alguma prática de cultivo (capina. nas últimas décadas. depreciação da produção e.0 a 3.) pode ser cultivada sob a copa das ameixeiras durante a fase de repouso hibernal da frutífera. Tabela 5. por muitos fruticultores.0 Lh a-1 PARAQUAT (ou similar) 2. entretanto. neste caso. cujos efeitos refletem-se diretamente sobre a produtividade.5 a 4. Herbicidas pré-emergentes utilizados no controle das plantas invasoras em pomares de ameixeira. vírus.0 kgh a-1 Podem também ser utilizados herbicidas com ação pós-emergente (Tabela 5). existem vários . Dependendo das condições locais e da cultivar de ameixeira. ceifa ou herbicida) para que seja interrompido o ciclo vegetativo da leguminosa. encontram-se as causadas por bactérias. o que reduz a produtividade e a longevidade do pomar.Tabela 4. Geralmente. fungos.

précolheita e comercialização. rodeada por uma clorose fraca que invade a lâmina foliar (Figura 25).) Honey). destaca-se a escaldadura das folhas da ameixeira. sendo que alguns estão associados formando complexos. predispor a planta a outras doenças e a estresses ambientais. ramos. Doenças causadas por bactérias Escaldadura das folhas da ameixeira . Duas doenças bacterianas causam sérios problemas à cultura e têm com agente causal as bacterias Xylella fastidiosa Wells e Xanthomonas arboricola pv. Os fungos são microrganismos não-fotossintéticos. É de extrema importância o uso de mudas sadias. O sintoma inicial da enfermidade é uma leve clorose irregular nos bordos das folhas. . alimentando-se por absorção. Os sintomas são muito semelhantes aos ocasionados por deficiência de potássio e aparecem em qualquer lugar da copa. hibridação e PCR. a severidade com que as doenças ocorrem varia em função de condições climáticas. provenientes de matrizes indexadas. cultivar. Fr. enquanto que mudas produzidas de matrizes infectadas disseminam a doença a longas distâncias. Podem ser destacadas três doenças fúngicas como principais: podridão parda (Monilinia fructicola (Wint. ataque de insetos e estado nutricional das plantas. com exceção das folhas novas e ramos da última brotação. pruni Smith. os ramos superiores se tornam quebradiços e seu ângulo de inserção é mais aberto (Figura 26). localização do pomar. folhas. tratos culturais. a literatura internacional descreve aproximadamente 60 vírus infectando Prunus. em cancros de ramos e/ou nas gemas.Xylella fastidiosa Wells Entre as principais doenças causadas por bactérias limitadas ao xilema. e finalmente. Estes organismos afetam o desenvolvimento das espécies vegetais devido à sua ação direta e nociva sobre o sistema radicular.processos que vão desde o exame microscópico de tecidos até o uso de técnicas como sorologia. incidem nas raízes. podendo. Estacas. No inverno. Cinco ou seis viroses destacam-se como problemas de importância econômica. o inóculo pode permanecer nos frutos secos pendurados na planta ou caídos no chão. Com relação às viroses. ocorre a morte da planta. ferrugem (Tranzchelia discolor (Funckel) Tranz & Livt) e podridão mole (Rhyzopus stolonifer (Ehr. apenas três viroses principais têm sido diagnosticadas em nossas regiões produtoras. também. os frutos e a produção diminuem. Posteriormente a clorose inicial se intensifica. o crescimento geral diminui. um dessecamento dos bordos. fatores que interagem com o tipo de solo. Materiais propagativos infectados se constituem no principal modo de transmissão. produzindo. borbulhas e garfos disseminam a doença a curtas distâncias. no final do ciclo vegetativo. imunofluorescência. Entretanto. Problemas causados por nematóides assumem grande importância devido aos sérios prejuízos causados às plantas e à lucratividade do pomar. flores e frutos durante o desenvolvimento. Entretanto. Nas plantas muito atacadas ocorre queda antecipada de folhas.) Vuill). de maneira geral. Na ameixeira. que penetra de forma irregular no limbo.

Pode ocorrer desfolhamento e. provocando sintomas semelhantes. pelo aumento da sensibilidade a danos mecânicos ou . essa doença pode afetar toda a parte aérea da planta. Dos sintomas aparecem inicialmente nas folhas da base. Entre as medidas de controle deve-se levar em consideração a tolerância e resistência varietal. Nos ramos e nos frutos. que podem disseminar a doença pelo pomar. conseqüentemente. se não forem eliminados na ocasião da poda.) Honey É causada pelo mesmo fungo que ataca o pessegueiro. onde poderá perpetuar-se na planta. Nos frutos produzem manchas marrom que aumentam de tamanho e produzem abundante quantidade de esporos. a utilização de mudas comprovadamente sadias. podendo ocorrer ramos ladrões sem sintomas e haver casos de plantas sem sintomas entre plantas doentes. Mudas produzidas de matrizes infectadas disseminam a doença a longas distâncias. Bacteriose da ameixeira . ramos e frutos (Figura 27). através de inspeções realizadas nos meses de janeiro e fevereiro. utilizar cortina vegetal (quebra vento) e escolher cultivares menos suscetíveis à bacteriose. constitui-se também no principal modo de controle. todas as partes da planta devem receber o produto. A pulverização deve ser com boa cobertura. Quando não controlada. a eliminação de ramos com cancros. que por se constituir no principal modo de disseminação do patógeno. inicialmente. a erradicação dos focos iniciais. através dos insetos. principalmente. frutos e folhas manchadas e pulverizacões com calda bordalesa após a poda de inverno. os frutos tornam-se mais suscetíveis. Harry Pickstone. se desenvolvem pequenas manchas cloróticas (verde pálido) de formato irregular. Doenças causadas por fungos Podridão parda = Monilinia fructicola (Wint. enfraquecimento da planta. É mais importante nas cultivares Reubennel. e. pruni (Smith) Também conhecida como "mancha bacteriana". como folhas. ocorre a mumificação dos frutos (Figura 28). Ataca as flores. isto é. Na formação de pomares. Em estágios avançados. Com a evolução do sintoma as manchas adquirem formato angular. Plantas que apresentam sintomas da enfermidade já no primeiro ano de plantio provavelmente foram produzidas a partir de matrizes contaminadas. Na pré-colheita. circundadas por um halo amarelo e com a porção interna necrótica. As plantas atacadas há vários anos apresentam seca de ponteiros e pouco enfolhamento. Amarelinha e Rosa Mineira.Sintomas típicos normalmente são visíveis em plantas com três anos ou mais: os primeiros sintomas foliares aparecem nos meses de janeiro e fevereiro. o sintoma se caracteriza pela formação de cancros (aberturas longitudinais). tanto nos ramos como nas flores e frutos. a doença passa para os ramos causando cancros. progredindo para as mais novas.Xanthomonas arboricola Pv. podendo destacar-se e adquirir aparência rendilhada. deve-se escolher o local adequado. que ficam com pequenas manchas marrom-claro. Sobre as folhas. tornando-a predisposta a injúrias e ataque de outros patógenos. chuvas e vento. As medidas de controle são de caráter preventivo como.

Este fungo provoca lesões nas folhas. Cuidados durante a colheita são muito importantes.Rhyzopus stolonifer (Ehr. Podridão mole . como limpeza das caixas de colheita com hipoclorito de sódio 0. Cuidados durante a colheita. produz um micélio. Fr. Provoca o desfolhamento precoce da planta debilitandoa ao longo dos anos e tornando-a mais suscetível a outras doenças. Em anos muito úmidos e quentes durante o período de desenvolvimento das plantas. durante o armazenamento e comercialização. O controle deve ser iniciado na floração (Tabela 6). O fungo sobrevive no solo e em restos de culturas. contribuem para Ferrugem = Tranzchelia discolor (Funckel) Tranz & Livt Está disseminada nas regiões produtoras de ameixeira. e pode causar sérios problemas. O tratamento deve iniciar com o aparecimento das primeiras manchas (Tabela 6). pode incidir com grande intensidade. A doença pode causar grandes perdas na pós-colheita. ao desenvolver-se sobre o fruto. com a produção de esporos. tais como desinfestar as caixas de colheita e não colocar nas mesmas .) Vuill Produz uma podridão aquosa. inicialmente esbranquiçado. de coloração amareloferruginoso. depois.5% e armazenamento em locais frescos. que podem ser abundantes e visíveis. embora ocorra esporadicamente.por insetos. O fungo. fica escuro. podendo estimular a floração precoce.

é a medida de controle mais importante. Tratamentos pré-colheita auxiliam no controle (Tabela 6). os estudos desenvolvidos na área de nematologia com a cultura da ameixeira estão intimamente relacionados com a cultura do pessegueiro. algumas espécies ou híbridos de ameixeiras são utilizados como porta-enxerto. No Brasil. Xiphinema spp. Estes nematóides podem reduzir o vigor e produção da planta e. ao serem colhidos. causar sua morte. podendo infectar sementes. Doenças causadas por nematóides Diversas frutíferas sofrem prejuízos causados por nematóides fitoparasitas. ramos e folhas. Dentre as fruteiras de caroço. Elevada umidade do ar e temperatura entre 20° e 25°C favorecem o desenvolvimento da doença. Europa e alguns países da América do Sul. em cancros nos ramos. O fungo sobrevive. Alguns strains do Prunus Necrotic Ringspot Virus não induzem sintomas aparentes. da semente e. a ameixeira é enxertada principalmente sobre pessegueiro (Prunus persica) (Figura 30). como por exemplo a cerejeira Shirofugen ou através de testes sorológicos. Portanto. principalmente o teste ELISA. produzindo manchas de cor verde-oliva. sendo que a disseminação ocorre através do pólen. e passam da cor verde-oliva ao preto. em conjunto com outros fatores. na primavera. Plantas infectadas por Prune Dwarf Virus desenvolvem folhas estreitas e mais espessas que as normais. É transmitido através do pólen. os internós ficam dispostos em forma de roseta no início da primavera. ocasionalmente. isentas de nematóides. Neles as manchas geralmente se localizam em torno da inserção do pedúnculo. e evolui para o branco.caixas frutos que.. por apresentarem boa resistência ao ataque de nematóides e serem bastante tolerantes a solos encharcados. as espécies de nematóides mais importantes e associadas com o declínio das plantas são: Meloidogyne spp. Nos Estados Unidos da América. Sarna = Cladosporium carpophilum Thum Ataca frutos. podem ser diagnosticados com o uso de plantas indicadoras. Outras variações desse vírus podem ocasionar lesões necróticas no primeiro ano. podendo ocasionar a queda dos frutos ainda pequenos. principalmente. O ataque inicia na queda das sépalas. adquirindo a forma normal no final desta estação. e Pratylenchus spp.. como a ameixeira. durante a produção de mudas. O controle deve ser iniciado no estágio de queda das sépalas (Tabela 6) Doenças causadas por vírus Poucas viroses têm sido relatadas na ameixeira. seguindo clorose crônica das folhas com necrose. A produção delas ou desse material deve ser realizada em locais isentos de . Causa os maiores problemas nos frutos. Mesocriconema spp. deformações e maturação tardia de frutos. O Plum Line Pattern Ilarvirus é transmitido mecanicamente entre cultivares de ameixeira através da enxertia de material de propagação infectado. através do uso de material vegetal contaminado. O plantio de mudas certificadas. entretanto. durante o verão (Figura 29). Outras cultivares podem não apresentar sintomas aparentes. caíram no chão. Em algumas cultivares a sintomatologia inicia por linhas amarelas ou amarelo-esverdeado. no inverno.

Pragas e Métodos de Controle Os danos causados pelos insetos à ameixeira são variáveis e podem ser observados em todas partes do tecido vegetal.nematóides. inutilizando-os para comercialização. Grafolita Grapholita molesta Os adultos da grafolita são pequenas mariposas de cor cinza escura. As lagartas. é cinza-escura. comprometendo a produção.Anastrepha fraterculus A mosca das frutas é de cor amarelada. Porém. causando prejuízos irrecuperáveis à lavoura. com distintas manchas escuras nas asas. Vários insetos podem sugar a seiva de caules. A cabeça é bem distinta e escura. próximo à cavidade peduncular. O cultivo alternado de espécies antagônicas de inverno e de verão. Plantas contaminadas são importantes agentes de disseminação do patógeno e de outras doenças. Mosca das frutas . O controle consiste principalmente na interrupcão do desenvolvimento de futuras gerações. com as asas abertas. comprometendo a sanidade futura do pomar. Os mais importantes são relatados a seguir. para um laboratório especializado. evitando-se uma posterior investida aos frutos. passando a cinza-clara. perfurando uma galeria em direção ao seu centro. Antes da instalação do viveiro é importante o envio de amostra de raízes e do solo. Existem insetos que utilizam partes da planta e principalmente os frutos para reprodução. geralmente. quando jovens (cerca de 4 mm de comprimento). . por um período mínimo de dois anos. A armadilha usada para a captura da mosca da fruta também aprisiona o adulto da grafolita. permite a reutilização da área onde foi detectada a presença do nematóide. Sendo detectados nematóides prejudiciais à ameixeira. corpo amarelo mais escuro e asas transparentes. é importante saber distinguir a mariposa. Ela fica. com manchas escuras de desenho característico. Vários insetos têm importância para esta cultura. A utilizaçõ de porta-enxertos resistentes ou tolerantes é uma alternativa de baixo custo que pode ser adotada. Alguns são vetores de doenças. é necessário proceder a rotação de culturas. quando perdem as escamas. produzindo alterações no desenvolvimento dos tecidos. normalmente. na superfície do suco na armadilha. além de melhorar a estrutura do solo. no mínimo por dois anos consecutivos. principalmente viroses. As lagartas penetram no fruto. folhas e frutos. A rotação de culturas. A cor das asas. causando o definhamento das plantas. Podem injetar substâncias tóxicas. quando detectada a presença do nematóide no local do plantio. ramos. medindo de 6 a 7 mm de comprimento. ou realizar a desinfestação do solo com fumigante. visando a determinação da presença e identificação de possíveis nematóides fitoparasitas. antes do plantio. são de cor branco-creme a levemente amarelada quando bem desenvolvidas (cerca de 14 mm de comprimento) adquirem cor branco-rosada. é boa opção para áreas altamente infestadas com nematóides.

que fica na parte fina do corpo. não há o desenvolvimento da larva no interior do fruto. . sem afilar. quando totalmente desenvolvidas. A larva forma galerias que. A parte posterior termina abruptamente.A larva varia da cor branca à branco-amarelada e têm corpo liso. > Usar isca tóxica e/ou armadilha nas plantas silvestres infestadas. sem pernas. em decomposição. Ameixas atacada por larvas de Anastrepha fraterculus. infestadas pela mosca. Aconselha-se enterrar tais frutos cerca de 20 a 30 centímetros de profundidade. O dano causado pela mosca das frutas ocorre exclusivamente no fruto. As larvas. de cor marrom (Figura 31). Quando o ataque ocorre neste estágio. pois. ou usar seus frutos para preparar suco para isca ou alimentação animal. funcionar como armadilhas. não se distinguindo claramente a cabeça. > Eliminar do pomar os frutos caídos ou refugados. Nunca deixá-los amadurecer na planta. Em ameixa. constantemente. sendo atacados e depois eliminados. posteriormente. entretanto. medem cerca de 7 a 9 mm de comprimento. Esses frutos podem. Esses fruto. 31. interromperão o ciclo da mosca. Algumas medidas podem ser tomadas fora e dentro do pomar como forma de auxílio no controle da mosca das frutas. a queda deste. entretanto. serão atacados pela mosca e constituirão foco de infestação. se transformam em uma área úmida. a seguir relacionadas: > Eliminar plantas silvestres que sejam. Retirar os frutos temporões. certamente. o ataque inicia-se logo no começo do desenvolvimento dos frutos (frutos com 2-3 cm de diâmetro). Foto: Luis Antônio Suita de Castro Fig. pois. também podem ser usados para elaboração do suco para as armadilhas ou da isca tóxica. mas provoca.

Após as folhas estarem encarquilhadas e fechadas. devido ao hábito de ataque. Estes sintomas evoluem para a morte de ramos e. com a adição de um inseticida. fention. efetuar-se o controle. Pulgão . mevinfós e triclorfon. em plantas jovens (de um a dois anos) e em viveiros. O controle com inseticidas é muito fácil para os pulgões em geral. localizadamente. ou seja. adoçados na razão de 5kg de açúcar cristal para 100 litros de líquido. Plantas de ameixeira. A pulverização em cobertura total das plantas deve ser adotada quando o ataque acontecer logo no inicio do desenvolvimento dos frutos. Aplica-se com pulverizadores comuns. além do Scolytus rugulosus. ameixa. Myzus persicae é de coloração verde e corpo mole. uma vez que os brotos infestados não se desenvolvem. é necessário identificar o início da infestação e. formation. É necessário observar. de coloração marrom-escura a preta. Há formas aladas (mais escuras) e não-aladas. com manchas. Os machos são menores do que as fêmeas. A aplicação deve dar-se diretamente sobre as folhas. pelo desconhecimento das características de comportamento e ciclo de vida da praga. destacam-se: dimetoato. entre outros. Essas plantas podem ter sua formação e desenvolvimento comprometidos. rigorosamente. malation. dimetoato. mostram desuniformidade de brotação e floração. Para esse tipo de aplicação. Assim. dificilmente o inseticida terá o mesmo efeito que com a planta sadia. Aproximadamente 150 ml de isca tóxica são suficientes para se cobrir essa faixa da planta. ou seja. pêssego.0 a 2. liso e brilhante. conseqüentemente. Sucos de laranja. constituem-se em excelentes veículos para a aplicação de isca tóxica. multiplicação e.A isca tóxica constitui-se de uma solução de açúcar ou sucos de fruta. fenitrotion. mevinfós e triclorfon. Isso se consegue aumentando a saída de líquido e diminuindo-se a pressão do pulverizador.5 mm de comprimento). nêspera. o período de carência do produto. O controle tardio é extremamente difícil. O controle através da remoção de ramos atacados pode ser uma ajuda importante para evitar a disseminação da praga no pomar. com gota de pulverização grossa. Os melhores inseticidas para uso em isca tóxica são: diazinon. As ninfas são de coloração verde a marrom-avermelhada. que mate as larvas nascidas e as que venham a nascer no interior do fruto nos dias seguintes à pulverização. sobretudo. usa-se um inseticida que tenha ação de profundidade.Myzus persicae O pulgão. morte da planta. Os adultos são pequenos besouros (2. Não há dúvida de que. Os danos causados pelos pulgões são muito variáveis. Dentre os inseticidas recomendados para esse tipo de pulverização. ocorram maiores prejuízos. durante o ataque inicial do inseto. Porém. fenitrotion. com as pernas e as antenas marrons (Figura 32). Escolito . o número de dias que devem ocorrer entre a aplicação e o início da colheita. fention. numa faixa de cerca de 1m de largura e no lado do sol da manhã.Scolytus rugulosus Existem várias espécies de coleobrocas que atacam plantas frutíferas. Os resíduos da poda e partes . é fundamental que a aplicação do defensivo ocorra no momento certo. etion.

A forma mais prática de controle é através da isca tóxica granulada. Acromyrmes spp e Mycocepurus spp As formigas cortadeiras. A eficiência do controle químico depende da forma de aplicação. tanto no viveiro como no pomar. . quanto menor o formigueiro. são pragas ocasionais nas fruteiras. esponja com inseticida etc. mais fácil será o controle. pedaços de lã. temporariamente. Após a localização do formigueiro. Acromyrmes spp) e quenquém (Mycocepurus spp). fosforados) tem que penetrar no orifício em quantidade razoável. Isso é possível através de injeção dirigida no orifício ou pincelamento do tronco e ramos mais grossos. de outro modo. o inseticida (piretróides. Para se matar o inseto. ao redor do tronco. O controle com barreiras físicas na planta que impeçam a subida das formigas pode resolver. pois. deve-se abrir o ninho com uma enxada até se chegar à terra firme e polvilhá-lo com formicida abundantemente ou regá-lo com uma solução de inseticida e água. Formigas .atacadas devem ser queimados. Tais barreiras incluem faixa com graxa. a situação. O controle com inseticidaformicida propicia melhor resultado quando o produto for aplicado em formigueiros recém formados. ou seja. Foto: Luis Antônio Suita de Castro Fig. conhecidas. vulgarmente. Adulto de Scolytus rugulosus sobre ramo atacado. 32. podem servir como foco de multiplicação de escolitos. por saúvas (Atta spp.Atta spp.

>Ao preparar e aplicar defensivos. > Inspecione sempre a lavoura. o manejo seguro dos agrotóxicos. Nunca use a boca. Siga as instruções dos técnicos e dos fabricantes. da mesma forma que os produtos tóxicos. A isca deve ser depositada ao longo dos carreiros e. Mantenha o rosto afastado e evite respirar o defensivo. nem arames. em especial. o conhecimento. . procure esclarecer-se sobre o rótulo com pessoas que possam ajudá-lo. Não deixe que as pragas. doenças e ervas daninhas tomem conta do pomar. mas não aplique o produto sem necessidade. Leia o rótulo com atenção e siga rigorosamente as instruções do fabricante. > Abra as embalagens com cuidado. Dessa maneira. alfinetes e outros objetos perfurantes. necessita urgente difusão no meio rural afim de se evitar acidentes. fatores esses não-atingíveis facilmente. de preferência. gerando prejuízos desnecessários além de danos à saúde e ao ambiente. a fumigação. fazer-se polvilhamento ou. de acordo com a recomendação contidas no rótulo. manipulação e/ou utilização dos agrotóxicos permite obter melhores resultados agronômicos e evitar ou reduzir problemas de intoxicação. sempre que observadas as medidas de precaução adequadas e as indicações contidas nos rótulos. Normas Gerais sobre o Uso de Agrotóxicos O processo educativo que permite conhecer os métodos de controle de pragas e. Ultimamente as pesquisas sinalizam para a obtenção de produtos que não persistam no ambiente e que sejam de baixa toxicidade para animais de sangue quente. ainda. para evitar respingos. estes devem estar com os bicos desentupidos e filtros limpos. No caso dos pulverizadores. à tardinha. seja qual for a sua classificação toxicológica. requerendo. Em caso de dúvida. use macacão completo ou camisa de mangas compridas. Os compostos classificados como tóxicos podem ser usados com segurança. Não fume. derramamento do produto.pois as próprias formigas carregam os grânulos para o formigueiro. máscara e óculos adequados. para desentupir os bicos dos pulverizadores. sem vazamentos e bem calibrados. poluição ambiental e contaminação de alimentos com resíduos não-desejáveis. atenção e precaução quanto ao seu uso. Proteja-se com luvas. Principais recomendações quanto ao uso de agrotóxicos > Escolha o agrotóxico adequado. chapéu de aba larga e botas impermeáveis. > Verifique se os equipamentos de aplicação estão em boas condições de uso. ou levantamento do pó. Caso se observe movimento ordenado de formigas no carreiro após três a quatro dias da primeira aplicação é conveniente reaplicar a isca. não beba e nem se alimente durante o preparo e aplicação.

solicite instruções mais detalhadas aos órgãos de assistência técnica de sua região. Em caso de contato com os olhos: Lave-os imediatamente com grande quantidade de água por vários minutos. A roupa de serviço deve ser trocada e lavada diariamente. bem fechadas e guardadas em depósitos apropriados. Em caso de contato com a pele: Remova as roupas contaminadas e lave as partes atingidas com grande quantidade de água e sabão. > Os agrotóxicos não utilizados devem ficar nas embalagens com seus rótulos originais. conforme vem indicado no rótulo. > Observe rigorosamente o intervalo recomendado entre a última aplicação e a colheita. ou animais domésticos e onde não estejam guardados alimentos. bula ou folheto. Na eventualidade de acidentes no transporte de agrotóxicos.> Não faça misturas sem orientação de um técnico. > Não queimar ou enterrar as embalagens pois geram graves problemas ambientais. ou mesmo perder o efeito como agrotóxico. rações e medicamentos. tome banho com bastante água e sabão. levando a embalagem. procure logo um médico. Primeiros socorros Em caso de ingestão: Se a pessoa estiver consciente. Elas devem ser enxaguadas três vezes e a calda acrescentada à preparação a ser pulverizada (tríplice lavagem). por via oral. Nunca induzir o vômito ou dar algo. Produtos misturados nem sempre são necessários. se houver irritação. Se houver irritação. levando a embalagem. medicamentos e rações e nem permita pessoas ou animais sobre a carga dos mesmos. . dê imediatamente grande quantidade de água e induza o vômito. podem tornar-se mais tóxicos. rótulo ou receita agronômica do produto. rótulo ou receita agronômica do produto. rótulo ou receita agronômica do produto. procure logo o médico levando embalagem. Procure imediatamente um médico. para evitar resíduos além dos permitidos nos produtos agrícolas. > Nunca transporte os agrotóxicos juntamente com alimentos. > Guarde sempre os agrotóxicos em depósito fechado e que não tenham acesso a crianças. pessoas desavisadas. bula ou folheto. > Ao terminar o trabalho. > Nunca utilize as embalagens vazias dos agrotóxicos para outros fins. bula ou folheto. Mantenha a embalagem usada na propriedade para futura reciclagem controlada pelos órgãos ambientais responsáveis. a uma pessoa inconsciente.

que ocorre o amaciamento do fruto em conjunto com mudanças de coloração. A acidez diminui com o avanço da maturação. É durante a fase de amadurecimento que os sabores e odores específicos. algumas variedades de ameixas podem apresentar a cor definitiva (ex. a cor de fundo verde fica mascarada pela cor de superfície. os quais permitem monitorar o avanço da maturação. na permeabilidade dos tecidos e na textura. Portanto. adequada resistência ao transporte e a manutenção das condições necessárias para que a fruta chegue até o consumidor com qualidade. durante o processo de amadurecimento apresenta um pico de produção de etileno. Colheita e Pós-Colheita Durante a maturação da ameixa acontecem mudanças de cor. fisiológicos ou combinações entre eles. pois em conjunto com os sólidos solúveis são responsáveis em grande parte pelo sabor das ameixas. tornam-se mais acentuados. As mudanças proporcionam condições organolépticas ótimas. ácidos orgânicos. O teor de sólidos solúveis totais aumenta. A ameixa é um fruto climatérico. Havendo sinais de intoxicação procure um médico. Com o avanço da maturação. vermelho) sem estar totalmente maduras. Na medida que a fruta amadurece. rótulo ou receita agronômica do produto. que asseguram a qualidade comestível do fruto. mudanças na cor. a firmeza da polpa diminui. compostos fenólicos. entre outras. e transformações químicas que atingem os carbohidratos. junto com o aumento de doçura e diminuição da acidez.Em caso de inalação: Procure local arejado. levando a embalagem. O etileno é um hormônio sintetizado naturalmente pelo fruto à medida que amadurece. químicos. entretanto. acompanhado pelo aumento da taxa respiratória. em ameixas. na taxa respiratória. bula ou folheto. . A determinação do ponto de colheita em ameixas está baseado em métodos físicos. As principais alterações que ocorrem no fruto durante a maturação são: produção de etileno e outros produtos voláteis. É importante. proteínas. Ou seja. o que é um indicativo da maturação. tornando-a mais branda e macia. aroma e textura. Devido a essas características. Isso permite assegurar uma boa conservação. pigmentos e pectinas. É nesse período também. sabor. Os açúcares representam a maior parte dos sólidos solúveis totais. Ponto de colheita A determinação do ponto ótimo de colheita é de extrema importância. Com a maturação também muda a cor da polpa. a ameixa pode ser amadurecida após ter sido retirada da planta. pode não refletir uma mudança de maturação. Esta mudança de cor de fundo está associada à maturação em muitas espécies de frutas.

pode ser afetado pelos tratos culturais no pomar. evitando golpes. A experiência local do agricultor é muito importante na forma de realizar a colheita. podendo ser de duas a três no caso de intervalos longos ou de quatro a cinco com intervalos curtos. deixando um espaço livre entre elas. Como nem todos os frutos amadurecem ao mesmo tempo. mediante imersão. O tempo entre a colheita e o resfriamento não deve ser superior a 12 horas. Em ameixas.Deve-se considerar que cada um destes índices. clima. É muito importante que o calor de campo seja retirado o mais rapidamente possível. A velocidade do ar e o empilhamento são aspectos críticos neste sistema. cobertas por uma lona para formar um túnel. Destacam-se dois aspectos: realizá-la de forma cuidadosa e colher a fruta com a maturação adequada. os recursos técnicos e equipamentos. Método de colheita A colheita é uma operação muito importante e delicada. firmeza da polpa e teor de sólidos solúveis são os mais importantes. as condições ambientais. O ar frio que é obrigado a passar em alta velocidade entre as frutas provoca seu resfriamento. sempre devem ser considerados dois ou três índices de forma conjunta. dependendo da variedade e do mercado. fazendo com que a fruta atinja logo a temperatura definitiva de armazenamento. sendo que a temperatura da fruta pode baixar de 25-30°C para 2°C em 20-30 minutos. que originam uma corrente de ar que circula através das caixas ou "pallets". Para cumprir estes objetivos é necessária uma adequada coordenação entre os recursos humanos disponíveis. provocando uma diferença de pressão. irrigação etc. a maturação da fruta. Manejo pós-colheita Resfriamento rápido ou pré-resfriamento O resfriamento rápido é o procedimento utilizado para remover o calor de campo logo após a colheita dos frutos. É um sistema de resfriamento muito rápido. a colheita é realizada em várias passadas. Métodos de resfriamento rápido utilizados em ameixas: > Hidroresfriamento: consiste em resfriar os frutos com água na temperatura entre 0. . de forma isolada. > Resfriamento por ar forçado: consiste em produzir diferenças de pressões. O sistema mais simples consiste em fazer duas fileiras de caixas ou "pallets" de determinada altura. através de duchas ou túneis com duchas. solo. em 2 a 6 horas. Deve ser enfatizado o manejo cuidadoso da fruta na colheita. Neste sistema é possível baixar a temperatura da fruta de 2530°C para 3 a 4°C. batidas e feridas que poderão resultar em perdas do produto por podridões. Para diminuir essa variabilidade. O fator limitante é o custo elevado. nos testes de maturação.5 e 1°C. a cor de superfície. Sua vantagem é ter um menor custo que o hidroresfriamento. Em um extremo se coloca um exaustor que retira o ar quente do interior do túnel.

dependendo da variedade e condições de produção. A ameixa deve ser armazenada com temperatura da polpa entre 0. A ameixa deve ser armazenada com temperatura da polpa entre 0. Velocidades muito altas ocasionam o murchamento do produto e muito baixas não removem rapidamente o calor do fruto. A circulação do ar deve ser adequada. pO principal objetivo do armazenamento refrigerado de ameixas é estender a vida útil. pois as câmaras. Temperaturas mais elevadas que o máximo recomendado proporcionam a rápida aceleração do processo de maturação. A faixa de temperatura entre 2º e 5°C deve ser evitada. pois aumentam os riscos de congelamento. são utilizadas para estocagem definitiva dos frutos. ampliando o período de comercialização. como escurecimento interno e desintegração gelatinosa ou vitrescente.> Resfriamento em câmaras: as ameixas são resfriadas na mesma câmara frigorífica. Nestas condições de armazenamento as ameixas se conservam entre duas a seis semanas. ampliando o período de comercialização.5 a 1°C abaixo do nível mínimo devem ser evitadas. visando prolongar a vida útil do fruto por períodos maiores que o obtido na refrigeração convencional. A vantagem é que a movimentação do produto é mínima e o custo é baixo. O dimensionamento adequado da superfície de evaporação nas câmaras. pois abaixo dessa faixa a desidratação (murchamento) do fruto é maior. diminuindo o período de conservação. diminuindo o período de conservação. aumenta a ocorrência de podridões. que resulta em um delta t (diferencial de temperatura entre o produto e o meio) pequeno. Variações de temperatura de 0. Isso implica na necessidade de um correto controle da temperatura.5 a 1°C abaixo do nível mínimo devem ser evitadas. A umidade relativa do ar deve estar entre 90-95%. pois a temperatura de polpa da fruta pode demorar 48 a 72 horas para baixar de 25-30°C para 3 a 4°C. pois aumenta a ocorrência de problemas fisiológicos. . sendo utilizado como complemento ao sistema refrigerado convencional. pois aumentam os riscos de congelamento.5 e 0°C. Armazenamento refrigerado O principal objetivo do armazenamento refrigerado de ameixas é estender a vida útil. provocando falhas no resfriamento. se for mais alta. Variações de temperatura de 0. Os psicrômetros registram a umidade relativa de forma mais precisa que os higrômetros. principalmente da polpa do fruto. onde o ar circula à temperatura de 0°C. posteriormente.5 e 0°C. Armazenamento em atmosfera controlada e modificada É um sistema de armazenamento no qual se modifica a concentração de gases atmosféricos. Isso implica na necessidade de um correto controle da temperatura. Temperaturas mais elevadas que o máximo recomendado proporcionam a rápida aceleração do processo de maturação. É um sistema lento. Ao contrário. possibilita manter alta a umidade relativa.

Manejo no mercado e comercialização As tecnologias desenvolvidas para o período de pós-colheita visam contribuir para limitar as perdas que ocorrem entre a colheita e a comercialização da ameixa. > Transporte O transporte das ameixas pode ser realizado por via terrestre. em função da distância do mercado e preços.00 x 1. Este processo pode ser iniciado durante a colheita. forma. a Portaria nº 62 não regulamenta as medidas individuais das caixas. coloração e dimensão.Na atmosfera controlada existe um controle preciso do O2 e/ou Co2. o processo de seleção e classificação. devem ser consideradas as exigências do comprador e do país ao qual se destinam. o Ministério da Agricultura ainda não tem estabelecido um padrão oficial para a ameixa. podres ou muito pequenos. na chamada colheita seletiva. podem ser retornáveis ou descartáveis. Para o mercado externo.6 a 2°C. ou combinações entre eles. > Seleção e Classificação Logo após a colheita. Ainda existem importantes desafios a vencer neste campo.10% ou 15% de CO2 por curtos períodos. Diferentemente da anterior. dependendo da cultivar. entre eles.5-2% de O2 e 2. .20 m. Entretanto. especialmente os que dizem respeiro à manutenção da qualidade durante o manuseio.5-5% de CO2 e temperaturas de 0. para diminuir a ocorrência de problemas fisiológicos. enquanto que na atmosfera modificada não existe um controle preciso desses gases. estar de acordo com normas higiênico-sanitárias e conter informações relativas à marcação ou rotulagem. aplicando doses de 5%. Vários itens devem ser considerados. tendo como referência a medida de 1. Existem necessidades comuns e limitações. Para o mercado interno. quando devem ser separados ou descartados os frutos muito verdes. sendo as ameixas classificadas em função das normas vigentes no mercado ao qual se destinam. destacando-se. > Embalagem A Portaria SARC/MA nº 62 publicada em 23/03/01. os frutos devem ser selecionados e classificados. Chama-se seleção e classificação ao ato de separar os frutos segundo a sanidade. embalagem e transporte. Concentrações maiores podem ser utilizadas em tratamentos de pré-armazenamento. por isso é imprescindível conhecer os fundamentos técnicos para otimizar o manejo dos frutos. para fins de consulta pública. apenas determina que: as embalagens deverão permitir a paletização. aérea e marítima. manchados. frigoconservação e distribuição do fruto. será a base da nova portaria interministerial que deverá substituir a Portaria 127 de 4 de outubro de 1991. é no galpão de classificação que esta operação é realizada de forma adequada. Para ameixas são recomendadas concentrações de 1.

Seu alto custo. Podem ser usados navios de linhas comerciais. ou em containers. ou mesmo de mão-de-obra. principalmente em oxigênio. do calor exterior (chão. são algumas da dificuldades deste sistema de transporte no Brasil. representam a média das informações obtidas pela equipe envolvida com a cultura. do excesso de calor do produto no momento de ser transportado e calor de respiração do fruto. este é liberado pela parte superior (usado principalmente em caminhões). O transporte aéreo é utilizado para o transporte a longas distâncias de produtos de alto valor. que têm um itinerário pré-estabelecido por vários portos ou navios charter (alugados) que levam a fruta diretamente até o porto de destino. enquanto que a liberação de ar pelo chão é usado em "containers" ou navios.O transporte refrigerado tem como objetivo prolongar a vida útil do fruto em trânsito. na região sul do Rio Grande do Sul. reduzindo o metabolismo e retardando sua deterioração. No método convencional de circulação do ar. O transporte marítimo é indicado para o transporte do fruto a mercados distantes. A circulação uniforme do ar entre as caixas de frutos é importante para assegurar a uniformidade da temperatura. mas o transporte refrigerado em caminhões com lona térmica está sendo usado por produtores de frutas de melhor qualidade ou por importadores. A carga paletizada pode ir diretamente no porão do navio ou em containers ou contenedores de 20 ou 40 pés de capacidade. Trata-se de valores diretos. Não há experiência deste tipo de transporte para ameixas no Brasil. A composição da atmosfera. são aqueles praticados pelos agricultores na região. dióxido de carbono e etileno. . mediante o uso de baixa temperatura. O sistema de refrigeração do veículo de transporte deve ser capaz de remover o calor residual do interior do mesmo. teto. O produto pode ir paletizado no compartimento de carga da aeronave. sem considerar depreciações ou juros sobre o capital investido e/ou preço da terra. Os navios modernos tem sistemas eficientes de renovação de ar para evitar este problema. portas). aliado a problemas logísticos e técnicos. Rendimentos e Rentabilidade O conjunto de operações que caracterizam o sistema de produção da ameixa varia em função do nível tecnológico adotado pelos fruticultores e da própria região onde é desenvolvido. Os coeficentes das operações com máquinas e equipamento. A maior parte das ameixas produzidas no Brasil são transportadas por via terrestre. Os coeficcientes técnicos descritos nas tabelas numeradas de 1 a 3. em muitos casos sem refrigeração. especialmente no transporte de longa duração (marítimo). é outro fator importante pois ela muda com a respiração do fruto no transporte. Coeficientes Técnicos para Custos. da infiltração de calor exterior (deficiente selamento de portas).

os investimentos a serem avaliados dependem da finalidade e da decisão tomada durante cada etapa do processo. visto que envolve a aquisição de mudas. este custo é diluído ao longo dos anos. . considerando que um pomar bem instalado e. para a qual são válidos.Considerando o ponto de vista do homem de negócios. Conforme pode ser observado na tabela 1. os gastos de implantação do pomar representam o maior dispêndio do agricultor. Considera-se que os valores obtidos estejam próximos da realidade da região. com produtividade ao redor de 15 mil quilos por hectare. Entretanto. que obedeça as recomendações da pesquisa apresenta vida útil de 12 anos.

25. Sintomas provocados por Xylella fastidiosa em folhas de ameixeira. .Foto: Luis Antônio Suita de Castro Fig.

Sintomas de Bacteriose Xanthomonas arboricola Pv. Sintomas provocados por Xylella fastidiosa em ramos de ameixeira.Foto: Luis Antônio Suita de Castro Fig. Foto: Luis Antônio Suita de Castro . pruni em ameixas. Foto: Luis Antônio Suita de Castro Fig. 26. 27.

Foto: Luis Antônio Suita de Castro . Sintomas de Plum Line Pattern Ilarvirus em plantas de ameixeira cultivar Golden Japan. Foto: Luis Antônio Suita de Castro Fig. 28.Fig. Aspecto do fruto mumificado. 29. resultante da infecção por Monilinia fructicola.

Sintoma do ataque de nematóides em raízes do portaenxerto Capdebosq. 30. .Fig.

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e.Cavidade onde está o pedúnculo (que é o elo de conexão da fruta ao ramo).Não é fertilizada com o pólen dela mesma. dentada. D Diplóide . Indivíduo ou célula que possui os cromossomos homólogos de um genoma em duplicata.Apêndices foliáceos. B Base Truncada . no ponto de origem das folhas sobre a haste ou caule.Com entalhes. F G Glábros . que existem.Base que termina por segmento de reta. C Cavidade Peduncular . incompleto.Folhas especializadas. estruturas no interior dos quais se formam o pólen (gameta masculino). Crenado . Estípulas .Dardo com gema terminal floral. férteis.Que tem duas vezes o número de cromossomos básico da espécie. Esporões .20 a 0. com 3 a 5 mm de diâmetro e de 0. com "dente" arredondado. Estames .Glossário A Agridoce Doce e amargo. formadoras de microsporângios. E Elisa . i. mesmo tempo.Ramos finos. Constitui ramo de fruto propriamente dito. geralmente coelhos.(Enzyme-linked immunosorbent assay) Método sorológico de diagnose de doenças através da identificação de microrganismos por anticorpos produzidos em animais. precisamente.Sem pilosidade. apresentam uma pequena gema terminal.. isto é. . mutilado. ao Auto-incompatível .50 m de comprimento. Brindilas .

K20 Óxido de potássio. PRNT . McClean & Pratt) é usada com o objetivo de estimar rapidamente a necessidade de calagem de um solo. N O Oblata . Pruina .A solução SMP (Shomaker. em órgãos e partes vegetais. potássio e sódio do solo. Pistilo Conjunto de órgãos de reprodução. È também conhecido por "Carolina do Norte". que lhes confere em . Mehlich .Nome dado à solução de ácido clorídrico e sulfúrico diluídos.H Hexaplóide . usados na extração do fósforo.Formato de lança.É o poliplóide que tem seis conjuntos básicos de cromossomos.Revestimento tênue de cera.Poder Relativo de Neutralização Total. P Pedileco Haste fina que suporta um órgão vegetal. É uma medida da qualidade dos calcários.Não produz pólen ou o pólen não é viável. Método SMP . Quanto maior esse valor.Forma arredondada mas achatada nos dois pólos. I J K L Lanceoladas . M Macho-Esterilidade . melhor o calcário. necessária para elevar o pH em água do mesmo até valores compatíveis com as diversas alturas. P205 Pentóxido de fósforo.

esfregando sai facilmente.Com pêlos. . Ramulos . e que.Pequeno ramo.aspecto particular Pubescentes .Ramos que se estendem horizontalmente ao redor do tronco. ponta de ramo. Tha-1 t / ha. Q R Ramalhetes .

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