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A Luta contra a ocupação colonial

A Luta contra a ocupação colonial

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A Luta contra a ocupação colonial

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

As guerras de libertação nacional, correspondem à luta armada em prol da descolonização de uma nação. São caracterizadas pela busca da autodeterminação de um povo ou nação, que busca se libertar da dominação de uma força política e militar estrangeira, geralmente apresentada na forma colonial ou de invasão seguida de ocupação militar direta. No caso da ocupação militar, também é chamada de "Guerra de Resistência".

Áreas coloniais em 1945.

Existem vários casos de lutas de libertação nacional, algumas das quais são difíceis de se distinguir dos movimentos meramente separatistas. A principal diferença está no fato de que os movimentos de libertação nacional aparecem em áreas onde há claramente uma identidade nacional separada daquela do país que colonizou a região, ou seja, pressupõe a existência de alguma identidade nacional formado anteriormente ao (ou) no processo de ocupação colonial. No caso do separatismo, normalmente o movimento pela secessão aparece em uma região ou província de um país quando este já é um Estado independente. Dentre os casos de luta de libertação nacional mais importantes do século XX, destacam-se os processos de independência colonial ou descolonização das antigas colônias européias na África eÁsia. A longa luta de libertação nacional do povo vietnamita é tida como um caso exemplar de guerra de libertação nacional, em que o povo do país lutou contre os colonizadores franceses, depois os invasores japoneses, seguidos de novos contingentes franceses e por fim, dos invasores norte-americanos. Dentre os casos de luta de libertação nacional envolvendo forças de resistência contra invasores que foram derrotadas e não chegaram a colonizar realmente o país ocupado, destacam-se a luta da resistência francesa e da resistência soviética contra as forças invasoras da Alemanha, e a resistência chinesa contra as forças de invasão do Japão, ambas durante a II Guerra Mundial.

[editar]Referências HISTÓRIA DE ANGOLA Valêncio Manoel INTRODUÇÃO A vida e a história de qualquer país começam com o conhecimento da história cultural do seu povo. geralmente envolvendo táticas de guerrilha e insurgência não tradicional. em função do Porto de Lobito. encontrar os rumos da democracia norteada pelas reformas sociais para diminuir o estado de pobreza absoluta que tem assolado todo o país. Para melhorar esses índices foi desenhado o Projeto de Reabilitação Urbana e Ambiental de Lobito e Benguela. Sem capacidade para resolução destas variáveis estruturais. como no Iraque. embora a força ocupante ainda não tenha aceito a independência:   Estado da Palestina. na atualidade. entre elas a de estabilizar a economia.Atualmente existem territórios em que são travadas lutas de libertação nacional. como voluntário das Nações Unidas. em luta pela independência de Israel Saara ocidental. melhorar suas péssimas condições sanitárias e ambientais. em luta pela independência do Marrocos Também existem países militarmente ocupados. com amplo reconhecimento internacional incluindo a existência de países que reconheceram a independência destes Estados. Angola encontra-se atualmente com péssimos índices sanitários. com o objetivo de dar estrutura sanitária e ambiental às duas cidades que. São muitas as questões enfrentadas. onde são travadas guerras de libertação nacional e resistência. perante o seu maior desafio como país independente. Entre todas as dificuldades a maior delas está em instituir um ponto final na situação político-militar do país. pacificar os espíritos marcados por mais de trinta anos de guerra civil. desempenham papel importante de corredor de exportação para os países vizinhos e toda a porção central de Angola. que está. A presente dissertação teve origem no trabalho que realizamos naquele país. conseqüência dos longos conflitos bélicos ocorridos no país. . durante os anos 1995 a 1997. Assim é para quem investiga os problemas complexos da jovem nação angolana. o povo angolano segue a sua trajetória histórica marcada por longos retrocessos e pouquíssimos avanços na sua afirmação como nação soberana.

O território tem um comprimento máximo de 1.) CAPÍTULO 1 . Segundo o historiador Ralph Delgado. Central e Meridional cujo termo singular é muntu. (. Agência Sueca de Desenvolvimento. Para melhor entendimento do projeto. Nosso objetivo nesta dissertação foi descrever e analisar o projeto. Em fronteira marítima tem 1. A formação étnica de Angola iniciou-se a partir da migração dos bantos. o Projeto saiu do papel trabalhando com comunidades e beneficiando os mais carentes da Província de Benguela.(Rasgado. depois do Congo (Ex-Zaire). em frente ao Brasil e tem fronteiras ao norte com a República Popular do Congo.928 Km. e ao sul.236 Km de leste a oeste.700 Km2. que significa "homem".246.1996:11) A República de Angola é. Uma avaliação de seus resultados pareceu-nos importante para identificar seu potencial de reprodução em outras regiões africanas. Angola está situada na costa ocidental da África. forma recursos humanos nas comunidades locais. Agência Norueguesa de Desenvolvimento e Governo Angolano. a maior nação ao sul do Saara. uma vez que ele apresenta aspectos inovadores: financia diretamente as ações do poder local e da comunidade sem interferência do Governo Central. geográfico e sócio econômico em que ele se desenvolve. a nordeste. "a expansão das línguas bantu .CONTEXTO HISTÓRICO A FORMAÇÃO TERRITORIAL E A DIVERSIDADE ÉTNICA NA CONQUISTA COLONIAL "Terra Gigante/terra Grande Gigante/De Queimadas sem fim/terra Quente de mulatas/D’um Bronze-chocolate/É de negras Que Remexem/Ao som do Batuque/Nas noites Quentes de Luar". privilegia tecnologias e ações de baixo custo. Segundo Vansina (1985:556).680 Km e terrestre 4.Financiado por: Banco Mundial. em 1482. com a Namíbia. comum na África Oriental.277 Km no sentido norte/sul e 1. a leste com a Zâmbia. os povos bantos já se encontravam ali em diversos reinos. povos que falam as línguas bantu. "pessoa". Desse modo. Com uma área de 1. consideramos necessário descrever primeiramente o contexto histórico. quando os portugueses chegaram ao estuário do Rio Congo. com a República Democrática do Congo ou Ex-Zaire.. no Capítulo 1 dissertamos sobre a história de Angola. foi durante quinhentos anos uma grande colônia portuguesa..

a etnia Banto. Angola não teve mais do que 20 anos consecutivos de paz" (Folha de São Paulo. Em 3 de maio de 1560. De acordo com os etnólogos especialistas em África. Em virtude da distância do centro. pois era uma luta extremamente desigual. que incluía quase toda a parte central de Angola. valendo apenas a bravura daqueles pioneiros na batalha contra a expansão ultra-marítima. o navegador português Paulo Dias Novaes chegou à barra do Cuanza. Um outro lado a considerar é que diversidade não cria . quando o mapa do continente negro foi discutido intensamente na Conferência de Berlim de 1884. que se expandiram pela África a partir da zona equatorial. Segundo historiadores "do ano de 1579 até hoje. antes da chegada do colonizador. Quando houve os primeiros contatos com os portugueses. compreendia vários grupos como: Bakongos. Apesar da resistência. Compreendia Matamba e Angola). 1996:1-12). Em volta do reino bakongo havia outros Estados menores. na prática respeitavam a supremacia do "manicongo". já dominavam técnicas da metalurgia. No entanto. Kakongo e Luango na costa do Atlântico a norte do estuário do Congo.pode refletir a ocorrência de grandes migrações que terminaram bem antes do ano 1100". de ambos os lados do Rio Kuanza. que os colonizadores deturparam dando mais tarde o nome de Angola à Colonia"(Oliver. Ambós e outros pequenos subgrupos. R. (Manicongo: o mesmo que reino do Congo. Favorecido pela diversidade étnica dos Bantos. a história desta população primitiva da África Negra só começou a ser decifrada a partir do século XIX. Lunda-Cokwel. Ovimbundu. eram considerados independentes teoricamente. Dentro da visão expansionista dos portugueses já havia uma consciência de que a conquista deste território não seria fácil. E. e a região de Ndongo. "Entre estes reinos distantes destaque para três: Ngoyo. Paulo Dias Novaes iniciou sussessivas guerras contra os sobas que resistiam à ocupação. atual Zaire. apesar de Diogo Cão ter sido o descobridor. Mbundu. A ocupação Lusa em Angola se deu efetivamente no século XVI. transformando ferro em instrumentos de guerra. área conhecida como Matamba atravessado pelo vale do Cuango a sudeste. o avanço do colonizador era incontestável. 1980:139). Fage. província de Angola ao norte do país. o mais importante dos muitos pequenos chefes da região de Ndongo era um que possuía o título hereditário de Ngola. conseguindo assim hegemonia territorial sobre os outros reinos próximos ao seu Estado. porque os bakongos. A penetração dos portugueses nos seus territórios teve início no reino dos bakongos.

apoiados por outros reinos de seu interesse. já que as determinações da coroa portuguesa eram explicitas em direção a futura expansão territorial. a defesa cedeu. e vindo a saber. inglês e norte-americano sempre constituíram e destruíram fronteiras. despedidas pelos indígenas. o grande adversário a combater. francês. "Os colonialismos e imperialismos espanhol. causador da mobilização. imediatamente degolados. desta forma a estratégia utilizada pelo colonizador foi de criar desentendimento entre as diferentes etnias. em cujas cumiadas se sobrepunha a senzala principal de Ngola Quitumba.unidade. japonês. caindo na mão do exército grande número de prisioneiros. Enterrados os mortos. soberanias e hegemonias. A luta do povo angolano do ponto de vista da resistência representou o início de um ensaio da libertação política. holandês. que dizia respeito às minas de prata do Cambambe. tratados os feridos e restaurados as forças dos sobreviventes. abriu trincheiras e tomou todas as medidas para conquistar a difícil posição" (Delgado. chefe de tribo africana). Por fim. conseguiu despertar interesses do soberano por aquelas terras. semelhante à do Brasil. belga. Luis Lopes de Sequeira prosseguiu a rota determinada pelo regimento. e fez alto neste ponto. com muitos companheiros. quando os interesses da coroa portuguesa ficaram voltados para outros territórios em virtude das condições mercadológicas do século XVI. de Quitequi Cabenguela. Estava-se em 9 de agosto de 1679. russo. Dentre as informações colhidas sobressai uma. a coluna alcançou um morro elevado. entre os quais Ngunza-a-Mbambe e seus macotas. . Angola teve o seu período pré-colonial. Ele deixou a impressão à coroa portuguesa de que poderia fazer em Angola uma colonização agrícola fácil. Durante os anos que Paulo Novaes passou nas terras angolanas. português. deslocou em direção ao "Sobado" (provém de Soba – autoridade tradicional de um lugar. alemão. "Às surriadas de tiros das armas européias e luso-angolanas. isto é. Findas oito jornadas de marcha. Soube ver o perigo da infiltração das outras potências européias. Paulo Novaes na visita que fez ao reino. sobas poderosos. importante chefe negro da região. o primeiro dos quais reforçou o exército com seus homens de arco. que começavam a olhar com cobiça para as terras além-mar. pôde ver bem em que condições poderia fazer a ocupação e a colonização portuguesa. depois que se encontrava ali refugiado Quitequi Cabenguela. ripostavam verdadeiros chuvadas de flechas e pedradas nustras. Como o Brasil. Pelo caminho avassalou matumbo-a-Hoji e Catuculo Caquariongo.1955:30).

Paulo Dias de Novaes tinha ainda a obrigação de estabelecer as famílias européias na sua capitania.1996:41). era um plano de colonização. Acreditava-se que D. Pretendia-se com esta medida espalhar naquelas terras os costumes europeus e ensinar aos autóctones o aproveitamento das riquezas naturais. mostrando que as revoltas nunca cessaram na extensa capitania de Paulo Dias Novaes. com uma larga margem de benefícios. africanos e latinoamericanos foram desenhados. Não poderia ser diferente a forma adotada pelos portugueses na ocupação e colonização de Angola. Apesar de todo o planejamento o "rei de Angola não se mostrou tão fiel aliado dos portugueses como o rei do Congo. As mais importantes revoltas ocorreram no sobado da Kisama. recebendo ainda outras doações. Tinha trinta e cinco léguas de Costa.construir três fortalezas nas terras do domínio real. independente da procedência na antiga metrópole. nações e nacionalidades. que configurou toda a Europa (Ianni. clãs. Enfim. O capitão Paulo Dias de Novaes tinha obrigações como: 1º . 3º . Sebastião estivesse decididamente resolvido a aproveitar ao máximo as terras africanas. aproveitando a experiência adquirida para os futuros indígenas nas terras de Ngola. ou ideológico. sem qualquer custo à coroa portuguesa.explorar toda a costa ocidental da África desde o Rio Cuanza até ao Cabo da Boa Esperança. São muitos os que reconhecem que os Estados Nacionais asiáticos. algumas permaneceram como testemunho da resistência. os sobas e os reinos dominados. entre cada uma delas haveria pelo menos um espaço de duas léguas. e no sobado dos Dembos que protegiam grupos de escravos fugitivos. A diferença básica é que a capitania foi atribuída ao próprio Paulo Dias de Novaes. . povoar e cultivar a terra. 1967:35). do Kuvale e do Planalto Central. porém sem qualquer recurso da coroa.defender. do Kongo. segundo os modelos geo-histórico e teórico. sobretudo agricultores e os mais variados grupos sociais. do Ndongo. adotando o sistema de capitanias. Reagindo a invasão.compreendendo tribos. em sua quase totalidade pelos colonialismos e imperialismos europeus. começando a contar da foz do Rio Cuanza para Sul. O donatário ficava. da Matamba. No interior podia entrar até onde fosse possível. Procurava-se evitar em Angola os erros cometidos no Brasil. de Kasanje. que foram apagadas na história dos vencedores. contudo. sendo aproveitadas no prazo máximo de vinte anos a contar da data da posse. além da utilização de todos os recursos dos rios e portos que nestas terras houvessem. que poderia escolher sob três condições: deveriam ser repartidas em quatro partes. Das pequenas revoltas. Nestas condições o mercado escravocrata foi uma opção rentável." (Santos. iniciaram uma série de revoltas. 2º .

Segundo o historiador Ralfh Delgado em seu livro História de Angola (terceiro período. Kissama e do Planalto Central. Kambambe foram caindo na posse dos portugueses que construíram fortes nos pontos altos a fim de melhor vigiar e dominar as populações. Kongo. que vendo o perigo que corria o seu povo.Resistência no Ndongo: No reino do Ndongo. 2ª . dispostos a fazer a guerra ao Ndongo. fez uma guerra de resistência para que não fossem explorados e dominados pelos portugueses. depois de exaustivas lutas. Com o espírito aventureiro. Kasanje. a nova rainha mandou à Luanda (principal base dos portugueses). que alcançou os seus objectivos. refugiando-se em zonas protegidas como as ilhas do Kwanza. Os portugueses interviram militarmente ao lado do rei do Kongo. a resistência enfraqueceu à medida que alguns chefes foram abandonando a luta e. foi forte a resistência contra a chegada dos portugueses. Desconfiado das intenções de Novaes. a partir da cidade de Luanda. ele regressou ao seu país e voltou alguns anos depois com homens armados. O seu exército conseguiu vencer os portugueses em várias batalhas. Esta unidade teve os seus efeitos positivos: durante vários anos. conseguiu aliar os povos do Ndongo. uma embaixada. Bula Matadi mobilizou toda a comunidade para expulsar os portugueses do reino do Kongo. Matamba. de 1648 a 1836). com a perspectiva de acabar com as intrigas que enfraqueciam o reino. Algumas tribos e chefes sujeitaram-se a esta situação e pagaram tributos em escravos aos capitães portugueses.Njinga Mbandi: O maior símbolo da resistência ficou para a Rainha Njinga Mbandi. mediante a intervenção. não lhe facilitou seu desejo e teve-o preso em Kabasa durante cinco anos. os portugueses perderam posições e foram reduzidos a um pequeno território de onde seriam expulsos se não recebessem reforços. Muxima. onde se instalou e mandou construir uma fortaleza. um aristocrata. Ngola Kilwenje era então o rei do Ndongo. embora as armas fossem simples arcos e flechas contra as armas de fogo que os invasores traziam. Massangano. Contudo. o Ndongo foi aos poucos ocupado pelos agressores.A Revolta de 1570: foi liderada pelo carismático "Bula Matadi". depois de muitas batalhas Bula Matadi foi morto no último combate.1ª . Quando libertou o capitão português. que além da luta contra a ameaça do colonizador. Dembos. "Desejando restabelecer a paz com o Governador. Foi essa a maior aliança que se constituiu para lutar contra os portugueses. Outros preferiam fugir das áreas ocupadas e continuar a lutar. As diferenças e interesses regionais foram esquecidos a favor da unidade contra o inimigo comum. Paulo Dias de Novaes procurou o Ngola a fim de se informar das riquezas que havia no Ndongo. 3ª . quando Ngola Kilwanje morreu. por ela .

será remetido a este governo para também por ele se mandar castigar. homens e mulheres acorrentadas. ordenará outrossim que no seu quilombo se pratique e corra somente o côvado de Portugal que é de três palmos. sem impedimento algum franquiar nas terras do seu estado. porém. Quiacar. de figuras eclesiásticas de realce entre as quais o bispo. estipuladas pelo Governador e aceites pelos protetores da soberania". sem que disso possa impedir nem vassalo seu algum. internavamse no interior de Angola. Este tráfico tinha o nome de "Guerra Preta" porque arrancavam sempre por meios violentos os negros das aldeias. Casem e Damba. e assim mais será a dita senhora rainha obrigada a consentir que os pumbeiros dos moradores possam ir comerciar. que na íntegra força a rainha a dar abertura em suas terras para os forasteiros e caçadores de escravos "Será a mesma rainha obrigada a mandar abrir os caminhos para o comércio. as que nele se medem por vara que é de cinco palmos se medirão também no mesmo quilombo. Proposto em 6 de setembro de 1683.solicitada. sobas ou militares portugueses. Durante um ou dois anos. Punamujinga. voltando com uma centena de negros. Os pombeiros trabalhavam com conta dos grandes chefes. trocavam os escravos por tecidos. com os potentados do reino do Sonso. e o que este impedimento se atrever. o tratado de vassalagem obedeceu a oito condições. e o verdadeiro por onde as fazendas neste reino se costumam vender. antes lhe mandará fazer toda a boa passagem e tratamento para que sem dilações façam os resgates a quem foram encaminhados não se consentindo se alterem as fazendas dos banzos que serão na mesma forma que sempre foram sem engano ou imposto algum quibasco. Sundi. Escravos "cangados" (foto Net) O termo pumbeiros é o mesmo que pombeiros: agentes na sua maioria formados por mestiços. de mais do castigo que lhe der. Contudo eram os próprios . 1955:72). e para que ospumbeiros possam ir e vir livremente sem que ela ou vassalo seu algum lhe possam impedir. O destaque destes termos está no item quatro. vinho e objetos de quinquilharias. e para o bom efeito deste ponto mandará abrir os caminhos aos pumbeiros para que sem embaraço possam passar" ( Delgado.

Quando chegou ao poder. Os acordos de vassalagem foram extremamente desiguais na composição do reino do Sonso. apesar da sua percepção para uma possível unificação étnica na luta contra o colonizador. principalmente o cultivo do milho. Existia até uma moeda especial para pagar os escravos. No entanto. o comércio. Sendo assim. a idéia da unidade do povo angolano ainda não configurou-se. os portugueses já dominavam todo o norte de Angola e preparavam para a penetração no interior do Planalto Central em busca de cera. faziam guerra aos seus irmãos de cor. sempre foram armas imprescindíveis na conquista colonial. Como constatamos neste documento do século XVII. A comunidade do bailundo viveu intensamente os modelos para a defesa dos direitos e soberania dos estados do planalto baseados nos princípios de Ekwikwi II que. a que deram o nome de Jimbo. Puriamujinga. com ideologias marcadas pelo rancor dos diferentes grupos étnicos na contra-mão da história. Nessas circunstâncias. ele intensificou a agricultura. a espionagem e a evangelização. 4º . além de fortalecer o seu exército.EKWIKWI II do Bailundo. borracha e outros produtos. passados vários séculos da morte da Rainha Njinga. os Sobas que trocavam os seus súditos por vinho. Na revolta da Rainha Njinga Mbandi. sobas e toda a comunidade indígena de Angola aceitar as condições acordadas na base da imposição militar. importada do Brasil. Ao final do século XX. um tecido de folhas de palmeiras o "pano" substituiu o Jimbo. levados pela ambição de possuir os objetos trazidos pelos portugueses. Em determinada altura. mas nesse período histórico todas as formas para subordinação foram utilizadas com estratégias traçadas e coordenadas a partir das principais falhas das futuras colônias. com o passar do tempo. Muitas vezes os auxiliares da "guerra preta" eram os próprios chefes negros. entre os quais os Jingas.negros. pois a passagem dos pombeiros teve a garantia do governo central. vencida a luta contra o colonizador. foram expandindo para as novas áreas da borracha e colmeias. tornando o reino do Bailundo conhecido em toda a África Central como o estado mais rico do planalto com vários produtos para o consumo interno e exportação. As caravanas do bailundo. principalmente na composição étnica de território Angolano. foi uma espécie de conchinha. Lindi. tecidos. Ekwikwi resolveu preparar o seu povo militar e economicamente para enfrentar a guerra prevista. a questão da força bélica Lusa foi um fator decisivo. Ekwikwi II. Com essas viagens. O milho era enviado em caravanas para o litoral na base de troca com os sobados vizinhos. Há quem pretenda que as razões econômicas estão na base da infiltração portuguesa na África. estabeleceu . permanecem as disputas internas pelo poder. passaram a avançar para outros Estados. dieta indispensável na cultura dos Bantos. com influência notável em toda a região. que reinou no Bailundo no planalto Central de Angola há cerca de cem anos. Mais tarde. Cassem e Damba. foi outro herói da resistência. que. Quacar. Os portugueses forneciam auxiliares a estes sobas: um dos seus soldados servia igualmente de guarda e ordenança. sal ou pólvora. cabendo aos vassalos.

então com uma população de 3. Sabendo da vitória dos portugueses. Ekwikwi II foi um rei progressista. O Bailundo foi totalmente dominado. A configuração étnica de Angola.Mndume. Mandume.uma aliança sólida com Ndunaduma I. Rei dos Kwanyama. 6º . corajosamente. antes que o mesmo organizasse a luta armada. iniciando em todo o território Ambó. as principais etnias que habitavam Angola. Aos poucos as forças militares portuguesas foram ocupando pontos estratégicos. Mesmo em pleno século XX. Mandume suicidou-se em 1917. que. sem qualquer resistência a nova imposição Lusitana. Os Ambós.989. questionou as autoridades portuguesas contra o trabalho forçado imposto pelos imperialistas. determina um provincianismo. Aproveitando tal rivalidade. evangelização e tribalismos muito contribuíram para a ocupação tanto no passado. após o rei Kalandula do Bailundo. Mutu-Ya-Kevela reuniu todos os sobados e reinos do planalto. cera e borracha.486. Preocupados com uma futura ocupação dos alemães. O sul de Angola esteve sempre disputado pelos portugueses e alemães. Em 1902 os portugueses já tinham o domínio. para fortalecer sua posição na região. Mutu Ya Kevela. uma tentativa de unir todas as tribos contra os portugueses. Os portugueses utilizaram um sistema que ambos conheciam muito bem. como no presente. obrigando os militares lusitanos a buscar reforços. rei do Kwanyama. muito bem organizados. em função dos diferentes dialetos no mesmo território. Ele foi sucedido por Numa II. que serviriam para lutar contra os portugueses. Havia também fortificações construídas em Huambo e Bié para apoiar as trocas comerciais e manter a ocupação na região. devido ao grande poder de artilharia. e pela traição de alguns sobas. comandados por Mandume. . Segundo o etnólogo português. José Redinha. em 1950. que dificulta a regulação social do Estado. venceram os portugueses numa série de batalhas. Na região do planalto houve a fixação de alguns comerciantes portugueses em busca do milho. 5º. conseguiu obter armamentos dos alemães. estavam assim distribuídas. os portugueses mantinham o recrutamento para trabalho escravo na agricultura. A espionagem. rei do Bié. preferindo a morte do que viver sob a subordinação dos colonialistas. o segundo homem mais importante na região. dinâmico que sempre governou ao lado do seu povo. assim venceram as batalhas de Mongwa e Mufilo. a ocupação do litoral ocorreu por meio de um jogo de interesses comerciais entre os portugueses e as diferentes tribos de Angola. enfrentou a guerra contra a pesada artilharia portuguesa no ataque à capital do Bailundo.Mutu-Ya-Kevela. e ocupação de grande parte do território angolano. corromperam parte da guerrilha Kwanyama. Mandume fugiu. os portugueses atacaram Njiva de surpresa. convocando 6000 homens contra as colunas militares portuguesas. Apesar da resistência e com a luta pela independência de alguns reinos. ou regionalismo. que sufocaram os rebeldes de Angola em 1902.

Para distinguir um reino do outro. Sembó. Paca e Coje. Mucubal e Guendengo Bochimane. Camachi. Chinje.083.TABELA 1: Principais dialetos de Angola ANO 1950 DIALETO Umbundo ÁREAS DE INFLUÊNCIA Bieno. Cacondo e Chicuma. Ambueta. Lunda. Dombe. Vili. Angola conta com onze dialetos diferentes. Cacongo. Sosso. O reino dos Jingas tornou-se famoso pela crueldade das suas rainhas. Humbe. sendo que metade da população usa o Umbundo e Kimbundo. Cuancua. Lunda-Lua-Chinde.Ngola e Ndongo-Matamba. em 1557. Nhemba e Avico. Nhengo.443. Dombandola e Cuangar Dimba. Bangala. Ndungo.277 Nhaneka-Humbe 191. Cunhama. Ngola ou Jinga. Gambo. Cangala. Muchicongo. Cuamato. Chimba. Halo.861 Ambo Herero HotentoteBochimane Vátua Xingonga 62. Zombo. Quissana. Sele. Hinga. Lovale. Guenze. Cari. Cacongo ou Badinga e Mai. Bondo. Congo. Bailundo.693 328. Sumbe ou Pinda.321 Kikongo (Bakongo) Lunda-Kiolo Ganguela 479. Quibala. Huambo. Gengista ou Luio. Luena. Lutchz. Lunda Ndemba. Quilenge-Humbe e Quilenge-Muso Vale. M.184 7. Iombe.742 Kimbundo 1. Cafima.818 357. Mambunba.895 4.049 5. Chavicua. Handa (Mupa-Handa-Quipungo). os historiadores deram ao reino dos Kimbundos o nome de Ndongo . Cazama Cuepe e Cuissi Cussu POPULAÇÃO 1. Iaca. Ncoia. Minungo. Ihanha. que estenderam sua supremacia por toda parte . Iumbo.141 25. Quisange. Mataba. Songo. Mbui. Gangela. Iashuma. Sorongo. Bambeiro. Oio. Quioco. na região de Malange onde viviam as tribos Jingas. Pombo. Engonjeiro.505 Fonte: VALAHU. Donguena. Muila. Luinbe. Haco e Sende. Ngoliebo. Mbaude. De acordo com a tabela. Cuanhoca. Libolo. (1968: 30-32).

prendeste-me Porque gritei viva Angola Quando um dia voltar terei na cabeça uma grinalda de mussequenha Na mão direita rabo de Leão Na mão esquerda rabo de onça Nos pés alparcatas de pele de elefante E andarei pela rua gritando Liberdade." (Xitu . liberdade. liberdade E. Guiné Bissau. Concluindo. 1980:3). que descaracterizou a identidade do povo angolano. 1. poder bélico. OCUPAÇÃO PORTUGUESA: DO LITORAL AO INTERIOR "Prendeste-me Ai. Ao contrário dos Belgas. como também de Moçambique. sendo vizinhos dos Kikongos. evangelização. que conjuntamente com os Quiocos vivem na fronteira catanguesa.Vanhenga. podemos observar na conquista territorial uma seqüência de determinações que favoreceram a tomada portuguesa do território. espionagem e comércio fizeram parte de um conjunto de estratégias que deram aos portugueses não só a posse do território angolano.. Umbundos formam a maior tribo negra de Angola e ocupam o litoral e o interior. sendo que metade deste grupo era dominado pelos Kikongos. Na porção Leste encontramos o grupo Lundo. A imposição lusa no aspecto lingüístico. e.. pois militarmente a metrópole sempre foi superior em todas as suas ações imperialistas.da etnia Umbundo. São Tomé e Príncipe. foi a segunda forma de dominação. os Portugueses impuseram a sua própria língua sem a qual aliás não é possível viver. na direção norte-oeste. Com todo fôlego gritarei bem alto: Viva Angola. Os Kimbundos ocupam a região de Luanda. Timor Leste e o Enclave de Macau. Perante essa "Babilônia". em conjunto com os fatos reais encontrados nas vastas possessões de Portugal . Cabo Verde. Na história da colonização portuguesa sempre esteve presente um imaginário.1. os Portugueses recusaram terminantemente a falar as línguas indígenas.. No sudeste temos as tribos mais primitivas que são os Ganguelas. além da sua maior conquista que foi a terra do PauBrasil.. Elementos como: diversidade étnica.

etnias a uma degradação social incontestável na história do homem ocidental. (1992:25). cerca de 600 pessoas da Ilha da Madeira vão ocupar o Planalto do Lubango. Justamente nesse ponto havia divergências sobre qual seria o sistema ideal. No final do século XIX. caçadores de escravos e tudo aquilo que fosse comerciável nas terras de Angola. . ou de ocupar o planalto com famílias européias. Somente em 1885. Alguns fatos de fixação já eram evidentes. No caso de Angola. de 1884 que institucionalizou uma divisão das fronteiras. sinalizada pela Conferência de Berlim. durante séculos. uma masmorra ou presídio dos colonos brancos em Angola. em 1849. intervindo no processo produtivo.principalmente Luanda e Benguela. deixando a autóctones a exploração dos recursos naturais. Isso tornou a colônia. até ao final do século XIX. Dessa forma montou-se uma estrutura de intermediações entre os comerciantes do litoral e os pombeiros. foi uma das principais receitas do Estado. quase todos os portugueses que emigravam para Angola eram condenados ou exilados na metrópole. que representaram uma tímida ocupação. marfim e outros produtos tropicais. outros eram favoráveis ao despovoamento do sul de Portugal e da região de Açores para a ocupação do sertão africano.no mundo. esta caracterizou-se até cerca de 1840. A ambição serviu como justificativa entre o discurso e a prática. no litoral do Namibe. raças. onde a presença de portugueses provocava a existência de estruturas sociais de tipo nitidamente colonial. A fixação no litoral representou uma das primeiras tentativas para a ocupação final. Apesar dessa intermediação. Segundo historiadores Angolanos. Durante quatro séculos esta atividade. entre os quais começa a ter alguma expressão o café. como as 25 famílias oriundas do Recife. pela exclusividade do tráfico negreiro e a partir desta data. já que a cada dia a penetração para o interior fazia-se necessária para a obtenção da força escrava humana. pelo comércio da borracha. já havia um forte consenso para a ocupação do interior. Estas estruturas que entre si não apresentam qualquer coesão. vivendo exclusivamente da atividade comercial. Enquanto não ocorria uma fixação total do território. "Existência de alguns estabelecimentos na costa . que expandiam-se para as regiões da Bibala e Capangombe. a expansão só ocorreu em função das pressões internacionais desencadeadas pela "corrida ao Continente Africano". levando grupos. em toda a África. Alguns Governadores Gerais eram favoráveis a uma forte influência na zona próxima do litoral. que através dos seus portos asseguravam o transporte para o tráfico de escravos para o Brasil. segundo Zenha Rela. a presença portuguesa limitou-se somente a pontos específicos e geopoliticamente estratégicos na defesa do território como Luanda e Benguela. pois os seus efeitos caracterizavam a seguinte situação. Mesmo assim havia opções de tornar Angola um centro de ocupação a partir do litoral. que compreendeu as alianças iniciais entre as coroas portuguesa e congolesa. foi ultrapassada em função da abolição do tráfico. o tráfico de escravos mantinha as receitas da metrópole aquecidas.

etc. definiam um elevado nível de estratificação social na qual destacavam dois grupos: um constituído pelos europeus. somente em 1930 com a publicação do Ato Colonial. óleos vegetais.correspondendo de fato cada estabelecimento a uma micro-sociedade específica. O centro deste sistema foi constituído por uma imigração portuguesa cada vez mais acentuada. verificava-se uma forte estratificação e uma grande diferenciação mesmo entre o grupo colonizador. numa posição agregada e marginal. nas empresas de extração de minérios. mas Portugal teria que encontrar formas alternativas na implantação do sistema colonial. pólvora. de que o processo industrial europeu tinha necessidade.e os comerciantes. nas concentrações agrícolas e pecuárias. neste núcleo" de um número extremamente limitado de africanos assimilados e um número maior de mestiços. a existência individualizada destes grupos nos quais o segundo funcionava como sendo uma "periferia" do primeiro. é que se fixam definitivamente alguns princípios na ocupação. sendo de norma uma nítida e prévia separação entre as zonas do funcionalismo público . um sistema eco-cultural colonial integrado. A expatriação das riquezas do continente que durante séculos foi feita mediante o tráfico. Apesar das divergências ocorridas em diferentes correntes colonialistas. integrando Angola num modo de produção que suportaria a carência do investimento. as suas relações com este reduziram-se sempre a forma de "troca desigual" e apenas às relações comerciais esporádicas". como: fibras. minérios e produtos da pesca. é também nestes núcleos que têm origem as "aristocracias locais" negras e mestiças que desempenharão um papel extremamente importante em todo o processo subsequente. Houve uma integração. bebidas alcoólicas. pelo contrário. No que diz respeito às formações sociais locais.civil e militar . de quem o sistema precisava para o seu funcionamento. Esse custo teria que retornar aos cofres da Metrópole de forma rápida e eficiente. Do ponto de vista político. os "avassalados". e para além dos pequenos grupos absorvidos pelo colonizador. encontrou-se um número crescente de africanos que constituíram a mão de obra não qualificada (ou pouco qualificada). Para Rela (1992:26). muitas vezes precária. mestiços e alguns negros ditos assimilados (cultura dos brancos) e outro pelos não assimilados. a partir dos embriões pré-existentes. Por outras palavras: a implantação efetiva do sistema colonial encontrava a sua lógica interna quer no . baseado nas cidades. "o sistema desenvolveu-se então. cada vez mais vasto e complexo. a ocupação representaria uma imediata resposta às pressões internacionais. tecidos e missangas foi transferida para a exportação de matéria-prima. não significava porém que as relações do núcleo central fossem homogêneas. da venda de armas. Na periferia do sistema colonial.

a metrópole acabou construindo mecanismos de dominação colonial que garantiu o funcionamento e o desenvolvimento de uma cultura colonial que. para esquemas de recrutamento que se diferenciavam dos anteriores sobretudo em termos formais.imposição fiscal excessivamente alta. cabia uma política de segregação. mais tarde desencadeou a subdivisão étnica baseada em escala de valores hierárquicos entre negros assimilados e não assimilados.implantação de um sistema de recrutamento da força de trabalho. a forma de alcançar estes objetivos exigia a participação. . . ficou difícil uma reestruturação ou uma expansão da migração para uma futura integração da população periférica em único núcleo.não sendo permitido ao agricultor cuidar das suas culturas alimentares sem ter preenchido a quota que lhe havia sido atribuída pelas entidades administrativas. que os impedia de exercer qualquer cidadania. Assim ao final da imposição colonial. mesmo que marginal de um número sempre crescente de produtores/consumidores e a sua adesão. na sua maioria considerados indígenas e rústicos." (Rela. . que evoluiu de um típico sistema de trabalhos forçados.desmembramento absoluto das redes comerciais locais pela proibição do comércio ambulante (funanço). Nesse mecanismo desenvolvido destacamos os seguintes: "Apropriação de terras. determinado por uma imposição cultural e fiscal rígida. trocavam seus traços culturais em aceitação a cultura européia de uma minoria branca.crescimento da disponibilidade de matérias-primas para exportação. fundamentais para o processo de desenvolvimento do colonizador . inclusive o direito de ir e vir nos centros urbanos. Por outro lado. O esquema de recrutamento. quer no aumento da capacidade de absorção de bens de consumo. mesmo após a independência do país. tendente à constituição de grandes empresas segundo princípios geralmente conhecidos como recrutamento da força de trabalho que evoluiu de uma agricultura de plantação. obrigatoriedade de localização dos estabelecimentos em povoações comerciais e estabelecimento de regras muito apertadas de licenciamento comercial. Na ênfase de tais objetivos. independente do rendimento gerado pelo agregado familiar (imposto de capitação). ainda se reflete em muitos aspectos da cultura angolana. traduzida em dois aspectos concretos: o assalariamento e/ou a monetarização.imposição de culturas obrigatórias. que para os brancos não lhe cabiam fazer. o crescimento da população branca foi de pouca . 1992:27). em grande parte importados. Aos não-assimilados. Aos que usufruíam o estatuto de assimilados. .como o algodão . aos assimilados cabiam tarefas subalternas de pouca expressividade.

Z. segundo. . Do século XIX até início do século XX. em função das estratégias coloniais para ocupação. De acordo com a Tabela 2.expressão.Entre o presente e o futuro (*) Estimativa Os dados de censo populacional em Angola são contraditórios. na prática. Ao mesmo tempo. já que essa população européia tinha como função prioritária uma "ação civilizadora".. então. era de aproximadamente 9000 habitantes.) Nota: Seguidamente o autor descreve a história de Angola moderna que já foi relatada pormenorizadamente noutros textos deste site por isso achamos não ser necessário repetí-la. que consideravam a África terras selvagens. houve um incremento considerável da população européia. povoada por indígenas canibais. consolidando.. todos os resultados ficavam sob a tutela do conselho ultra-marino que entendia que tais dados facilitaram a organização militar para aqueles que lutavam contra a metrópole. fortalecendo adversidades locais e regionais no campo étnico. para a exploração máxima da colônia.(. devastadora do ponto de vista cultural para a nação Angolana. somente neste século. voltada. o processo da ocupação colonial. primeiro. R. J. o que irá retardar o processo de independência devido à lenta unificação das forças políticas nacionais. conforme mostra a tabela 2: TABELA 2: Número de Brancos que Viviam em Angola (1848-1974) ANO 1845 1900 1920 1940 1950 1960 1961 1970(*) 1974(*) NÚMERO 1832 9198 20200 44085 78286 172529 162387 290000 335000 Fonte: MANUEL. nos censos realizados. criava-se entraves para uma futura aglutinação populacional. em função dos preconceitos criados em torno da vinda dos futuros imigrantes. Angola .

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