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APOSTILA DE MILHO

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ESCOLA AGROTÉCNICA FEDERAL DE INCONFIDENTES DISCIPLINA: CULTURAS ANUAIS PROFESSOR: PAULO ROBERTO CECCON A CULTURA DO MILHO Introdução Atualmente

, dentre os cereais cultivados no mundo, o milho coloca-se em terceiro lugar, sendo superado apenas pelo trigo e arroz. A importância desse cereal não se restringe ao fato de ser produzido em grande volume e sobre imensa área cultivada, mas, também, pelo papel socioeconômico que representa. É usado diretamente na alimentação humana e de animais domésticos, que em última análise chegam à nossa mesa na forma de carne, ovos, leite, queijos, etc. Constitui matéria-prima básica para uma série enorme de produtos industrializados, criando e movimentando grandes complexos industriais, onde milhares de empregos são criados. Os Estados Unidos da América do Norte são o maior produtor mundial de milho, com uma produção de cerca de 240 milhões de toneladas. O Brasil, apesar de ser um dos maiores produtores, importa milho quando ocorre valorização do dólar e dos insumos cotados por esta moeda. O Brasil, apesar de ser um dos grandes produtores mundiais, apresenta um rendimento muito baixo (3,3 t/ha) se comparado com rendimentos alcançados em outros países como o Canadá, Suíça, Argentina, e França, superiores a 6.500 kg/ha. A produtividade média dos EUA é superior a 10/t/ha. A produção brasileira de 2003 foi de 43 milhões/t e área plantada de 12 milhões de ha. O milho sendo uma planta relativamente rústica, no nosso meio, sofre uma diversificação muito grande em seu grau de tecnificação. Encontramos culturas instaladas dentro dos mais rigorosos preceitos técnicos até a cultura de fundo de quintal. É preciso conscientizar os produtores que para produzi-la a custos baixos, há necessidade de seguir à risca as recomendações técnicas mais avançadas, para o que é indispensável a aquisição de máquinas, fertilizantes, defensivos, sementes de boa qualidade, etc. História Em relação à história e origem do milho, dois pontos se envolvem num mistério, que até hoje tem sido objeto de muita especulação por parte dos pesquisadores. Pode-se afirmar que o milho é uma das plantas cultivadas mais antigas. Estudos arqueológicos fornecem elementos que permitem afirmar que o milho já existia como cultura, ou seja, em estado de domesticação, há cerca de 4.000 anos e já apresentando as principais características morfológicas que o definem, botanicamente na atualidade. Quando Cristóvão Colombo descobriu a América, o milho constituiu-se, dentre os vegetais, a base alimentícia dos indígenas que aqui viviam e era cultivado desde a Argentina até o Canadá. Arqueologistas pesquisando na cidade do México descobriram grãos de pólen com cerca de 60.000 anos. Em escavações levadas a efeito na região sudeste do México, encontrou-se espigas de milho primitivo, com cerca de 5.000 a 6.000 anos de idade. Na América do Sul, no Peru, os fósseis mais antigos encontrados possuíam idade de 2.700 anos antes de nossa época. Esses estudos permitem afirmar que o milho, provavelmente, teve origem no hemisfério americano do norte. Existe outra corrente que sugere a região de origem do milho como sendo a Ásia, mas os argumentos apresentados são menos convincentes. Logo após a descoberta da América, o milho foi levado para Espanha, Portugal, França e Itália, onde era a princípio cultivado em jardins mais como planta exótica e ornamental. Uma vez reconhecido seu valor alimentar, passou a ser cultivado como planta econômica e difundiu-se para o resto da Europa, para Ásia e Norte da África e hoje praticamente é cultivado no mundo todo, exceto em regiões que apresentam limitações climáticas.
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podendo variar em função da variedade ou híbrido. A parte mais externa do endosperma e em contato com o pericarpo denomina-se camada de aleurona. tribu Maydeae. A parte aérea da planta atinge a altura em torno de 2 metros. mas. o milho pertence à ordem Gramineae. ou seja. o caule já se encontra completamente formado. possuindo todas as folhas. Entre a bainha e o limbo existe a lígula que é estreita e de natureza membranosa. O pericarpo é a camada mais externa. Posteriormente. As raízes secundárias e adventícias intensamente ramificadas num sistema radicular denominado fasciculado. Logo em seguida surgem as raízes secundárias que se ramificam intensamente e a raiz primária se desintegra. Botânica Dentro da classificação botânica. pilosa de cor verde clara e limbo verde escuro. não ramificado.Muitas teorias existem procurando explicar a origem do milho e esse assunto tem empolgado muitos pesquisadores que se dedicam profundamente nesse estudo. Desse ponto em diante. a parte do embrião correspondente à radícula desenvolve-se em uma raiz. que desempenham papel importante no processo de germinação. fina resistente. família Graminaceae. fertilidade do solo. Descrição da Planta Semente: A semente lançada ao solo. espécie Zea may. quando apresenta cerca de 15 cm de altura. possuindo bordos serrilhados com uma nervura central vigorosa e em forma de canaleta. situada no ápice do caule. pois já possui primórdios de todos os órgãos da planta desenvolvida. É constituída pelo colmo que é ereto. estreito e de forma lanceolada. As folhas dispõem-se alternadamente e inserem-se nos nós. Outros sugerem que se originou de um milho primitivo tunicado. São constituídas de uma bainha invaginante. há o aparecimento das raízes adventícias que partindo dos primeiros nós do colmo orientam-se no sentido de atingir o solo. Essas quando chegam a alcançar o solo. 2 . havendo condições favoráveis de unidade e temperatura. constituindo a parede externa da semente. o crescimento da planta é resultante do aumento das células em número e volume. etc. em sentido vertical. por outro lado. ramificam intensamente contribuindo par melhor fixação da planta. A semente do milho é um tipo especial de fruto. recém germinada. Zea mays L. localizada na axila das folhas e também primórdios da inflorescência masculina (flecha ou pendão). aprofunda-se no solo. O embrião encontra-se ao lado do endosperma e parcialmente envolvido por file. O embrião nada mais é do que a planta em miniatura. é envolvida pelo pericarpo e constituída de substâncias de reserva principalmente o amido e outros carboidratos. O endosperma é a parte mais volumosa da semente. Alguns sugerem que o milho originou-se do teosinto. de natureza esponjosa. Sistema radicular: No início da germinação. esse sistema raramente penetram mais que 40 cm no solo e plenamente desenvolvido atinge um raio de cerca de 50 cm em torno da planta. rompendo as camadas externas da semente. Parte aérea da planta: Na planta de milho. subfamília Panicoideae. germina após 5 ou 6 dias. O Gênero Zea é considerado monotípico e constituído por uma única espécie. endosperma e o embrião. ou mesmo dos ancestrais dessa planta que é um parente próximo do milho. Apresenta basicamente três partes: o pericarpo. gênero Zea. ignora-se a origem desse milho primitivo.. apresentando nós e inter nós também denominados meritalos. relativamente ricos em açúcares o que lhes confere sabor adocicado. botanicamente classificado como cariopse. condições climáticas. rica em proteínas e enzimas. via de regra. os primórdios da inflorescência feminina que se constituirá na espiga.

Uma vez processada a polinização. ou seja. ou seja. principalmente correntes aéreas. Essas espiguetas são inseridas nos ramos das inflorescências em grupo de duas. conforme as condições de umidade do solo. Para que haja polinização. Cada espigueta é formada por duas flores. que contém as flores masculinas. a polinização de uma espiga por grãos de pólen da mesma planta. possui os dois sexos na mesma planta. sem pedúnculo. que há uma queda progressiva de produção. A panícula. ou espiga. Essas duas flores amadurecem seus grãos de pólen em períodos diferentes. separados em inflorescências diferentes. pela sua organização morfológica. o florescimento ocorrerá em dezembro janeiro que normalmente é uma 3 . A época mais recomendada. Pode-se observar. dividido em dois na sua extremidade livre. marrom ou vermelho escuro. Para o Estado de São Paulo. A região de ligação da panícula com o caule constitui o pedúnculo. Essa inflorescência pode atingir de 50 a 60cm de comprimento possuindo coloração variável podendo ser esverdeada. isto é. Para o norte do país o milho é semeado nos meses de março a abril. Ocorre normalmente apenas cerca de 2% de autofecundação. principalmente quando a época de semeadura é retardada para os meses de novembro e dezembro. Cada flor feminina é constituída de um ovário unilocular. normalmente através de agentes naturais. sendo que a produção de pólen dura cerca de 8 dias e cada panícula pode produzir até 50 milhões de grãos de pólen. PLANTIO Semeadura O milho. A espiga externamente é protegida pelas palhas. desenvolvem-se as espiguetas aos pares como na inflorescência masculina. sendo uma fértil e outra estéril. é constituída por um eixo ou ráquis (sabugo) ao longo do qual dispõem-se as reentrâncias ou alvéolos. no Estado de São Paulo. ou seja. impede que haja autofecundação. é o mês de outubro. com uma única loja no interior da qual existe um único óvulo. Esses dados são válidos para a Região Sul do Brasil. Dois desses conjuntos são protegidos por duas plumas formando uma espigueta. Essa situação garante a polinização de todas as espigas e se algum fator estranho ocorrer. O grão de pólen de uma planta. Nesses alvéolos. que podem ramificar-se dando as terciárias. há necessidade que as flechas estejam soltando pólen e a receptividade das barbas seja coincidente com essa soltura de pólen. O conjunto de estilo estigma é que vem a constituir o cabelo. a semeadura sendo realizada em outubro. resultando a formação do fruto comumente denominado grão. A planta de milho. pode haver queda da produção devido a uma polinização deficiente. Normalmente as barbas ficam receptivas por vários dias. que é um fenômeno complexo. Cada flor é coberta por duas glumelas e o conjunto de duas flores é recoberto por um par de glumas. é formada por um eixo central que termina num ramo principal. pode ser semeado desde setembro até novembro. Polinização no milho: A polinização consiste na transferência do grão de pólen da antera da flor masculina ao estigma das flores femininas. Não se deve antecipar e nem atrasar muito a época de semeadura.A planta do milho é monoica. atinge a barba da espiga de outras plantas. de Minas até o Rio Grande do Sul. abaixo do qual partem lateralmente ramificações secundárias. tomando-se como referência o mês de outubro. Assim é que possui as flores masculinas numa panícula terminal. conhecida pelo nome de flecha ou pendão e as femininas em espigas axilares. As flores masculinas dispõem-se ao longo do ramo principal e das ramificações. na prática. Cada flor é constituída de 3 estames protegidos por duas formações membranosas chamadas lema e palea. Saindo do ovário desenvolve-se o estilo estigma bífido. ocorre a fecundação propriamente dita. conforme experiências realizadas. A inflorescência feminina. assim como a flecha também solta pólen por vários dias. sendo uma pedunculada e outra séssil. barba ou boneca do milho. razão pela qual se diz que o milho é tipicamente uma planta de polinização cruzada.

são inaptos. Correções de teor de fósforo são necessárias antes de iniciar o sistema. por parte dos agricultores. no período de maior necessidade das plantas.. 4 .os híbridos possuem maior resistência às condições desfavoráveis. Boa drenagem dos solos úmidos. junto aos produtores. A superfície do terreno deve estar nivelada. O Sistema De Plantio Direto Plantio direto é um sistema de semeadura. em razão da manutenção dos restos vegetais na superfície e da mínima movimentação do solo. os quais. da compactação do solo ou de camadas adensadas que afetam o rendimento das culturas. com lençol freático alto. Portanto a semeadura de outubro é a que mais convém e a que oferece mais segurança no sentido do solo possuir umidade suficiente. exigindo o conhecimento e domínio de todas as fases do sistema. antes da implantação do sistema. principalmente mecanizada. ou seja. principalmente falta de chuvas. cultivos. Requisitos Básicos Para instalação do sistema de plantio direto. etc. de profundidade e largura suficientes para garantir um boa cobertura e contato da semente com o solo. é a fase em que as plantas de milho mais necessitam de calor e umidade no solo. tanto na cor como na consistência. . pois de nada adiantará gastos elevados com um bom preparo de solo. é feito com herbicidas. além da exigência de assistência técnica especializada. adubação. maior resistência ao acamamento. doenças. desde o preparo de solo até a colheita. A correção da acidez do solo deve ser feita antes de iniciar o plantio direto. Suas limitações residem no manejo adequado de herbicidas e de ervas daninhas. Sabe-se que durante o período de florescimento. no sentido de empregar sementes selecionadas de híbridos ou variedades. no qual a semente é colocada diretamente no solo revolvido. .possuem grande uniformidade tanto no que se refere ao tamanho das plantas como a altura de inserção das espigas. de sementes de "boa qualidade". etc.os híbridos permitem a obtenção de grãos uniformes. Eliminação.possuem sistema radicular mais vigoroso. antes e depois do plantio. via de regra. há razões diversas para justificar essa insistência: . . Os níveis de fertilidade devem se situar na faixa média ou alta. a aquisição de boas sementes não ultrapassa. É aberto somente um pequeno sulco. 4 a 5% desses gastos. usando-se plantadoras especiais. que ocorre entre 55 e 70 dias após a semeadura.a produção é maior. O extermínio de ervas daninhas. Quando os técnicos insistem. o que vem facilitar a colheita. O gerenciamento e a mão-de-obra da fazenda devem ser treinados. quando o resultado da análise do solo indicar níveis baixos. . se o material semeado não tiver condições de lhe proporcionar uma cultura altamente produtiva. sem isso. pulverizar herbicidas e plantar com equipamentos especiais.época do ano bastante chuvosa. O sistema de plantio direto consiste numa sequência de três operações fundamentais: colher e esparramar os restos de cultura. são requisitos que cada produto rural deverá obedecer: • • • • • • • Qualificação do agricultor. cerca de 25 a 30% mais que as variedades antigamente cultivadas ou qualquer outra semente sem origem determinada. Um dos pontos básicos para o sucesso econômico de uma cultura de milho é a aquisição. possibilitando maior exploração do solo na absorção de nutrientes. É o sistema ideal para controle da erosão. Se há um ponto em que o produtor não deve procurar economizar é na aquisição de boas sementes. Do gasto total. a nível de propriedade. Os solos cheios de sulcos ou valetas de erosão devem ser preparados antes de implantar o sistema. apresentando-se comercialmente mais vantajosos. sementes retiradas do próprio paiol.

tais como: • • • • • • Maiores rendimentos em anos secos. pelo menos. pela menor utilização e trabalho mais leves. Vantagens A adaptação do sistema de plantio direto implica em uma série de vantagens para o agricultor e para o solo. juntamente com outras informações sobre a gleba onde será cultivado o milho.• • • • • • Os restos culturais. não é um sistema adaptável a qualquer situação. é um elemento tóxico às plantas. existentes na superfície. infestados de ervas daninhas. compactados ou degradados ou. É importante ter em mente que este sistema não deve ser visto com prática de recuperação de solos erodidos. devido à maior retenção de água no solo. para não aumentar os custos com herbicidas. Necessidade de menor volume de chuvas para iniciar o plantio. em relação ao convencional. procura-se neutralizá-las através da calagem que nada mais é que a aplicação de materiais contendo cálcio e magnésio e capazes de diminuir ou mesmo eliminar essa acidez. Calagem.5. que deve ter um bom conhecimento de manejo de ervas daninhas com uso de herbicidas e adotar rotação em pequenas áreas. Gessagem e Adubação Conforme os resultados da análise da terra enviada pelo produtor. O êxito ou fracasso do sistema de plantio direto depende. mas também da capacidade prévia do produtor. podem ser utilizadas. garantindo produções mais econômicas com um bom controle de erosão. É o sistema mais eficiente no controle de erosão. Não haver alta infestação de ervas daninhas muito agressivas. devem cobrir. o sistema pode ser inviável pelo maior gasto de herbicida. afetam o crescimento e o rendimento das lavouras. Em regimes de outono inverno seco. devido ao aumento da matéria orgânica e menor oscilação térmica no solo. ainda. esta de grande importância. Outras práticas de manejo. em muitas culturas de milho. Essas formas de acidez quando ocorrem em um solo. Calagem: O milho desenvolve-se bem em solos cujo pH esteja compreendido entre 5. 5 . reduzindo em até 80% as perdas de solo e água. Uso de picador e do distribuidor de palha nas colhedeiras. 50% do solo.5 e 6. Aumenta a vida útil das máquinas. pois. Por outro lado. Jamais pensar em queimar os restos de cultura. As ervas deverão ser identificadas e receber um controle específico antes do plantio direto. O alumínio quando aparece livre no solo acima de certos limites. para melhor dominá-lo. que não o convencional. Economia de combustível em até 70% em relação ao sistema convencional. Aumenta a disponibilidade de nutrientes do solo. Eliminação de ervas daninhas pequenas. Se a palha ficar enleirada. antes do plantio. o Técnico recomendará a adubação mais adequada e aplicação de corretivos se for necessário. ou 6 t/ha de matéria seca para essa cobertura. sendo causa de baixas produtividades. onde se torna difícil uma segunda cultura para produzir boa cobertura morta. não somente daqueles requisitos básicos. na cultura de verão. impedirá a utilização do plantio direto.. Existe outro tipo de acidez determinada por altos teores de Alumínio trocável no solo denominada acidez nociva ou tóxica. além de serem de difícil controle.

mesmo se fazendo uma boa calagem. nesta camada. Por essas razões e outras já apontadas a calagem é uma prática que deve ser orientada por Técnicos e o agricultor nunca deve processá-la sem uma consulta prévia com os técnicos. Em consequência desta não correção da camada subsuperficial do solo.0 100 100 100 100 100 100 100 A calagem quando praticada em excesso pode acarretar o desequilíbrio catiônico do solo. alta saturação de alumínio e/ou baixo teor de cálcio. Assim. Pode também. A aplicação do gesso agrícola. Os calcários estão classifica em 2 tipos.5 20 50 75 100 100 30 32 40 50 100 30 35 70 90 100 40 80 100 100 100 20 40 50 67 83 20 40 50 70 80 26. ferro.8 ELEMENTO Nitrogênio Fósforo Potássio Enxofre Cálcio Magnésio Total % 7. Estas características constituem um tipo de barreira química que limita o desenvolvimento do sistema radicular do milho. a saber: Tipo de Calcário Calcítico Dolomítico Gessagem Dependendo do tipo de solo. pode fazer com que o magnésio e o potássio sejam arrastados para fora do alcance das raízes. Com isso. diminuindo os efeitos negativos durante a ocorrência de veranicos.se.5 5.0 5. é recomendada para que se neutralize o alumínio subsuperficial e para que se tenha um aumento no teor de cálcio. dados experimentais demonstram que para uma exploração econômica. boro. a aplicação errônea de gesso. 6 Teor de MgO < 5% > 5% . diminuir a disponibilidade de micro nutrientes como o manganês. Isto é bastante crítico durante a ocorrência de veranicos no período das chuvas. prejudicando a absorção pelas plantas do potássio e do magnésio. o pH não deve ser inferior a 5.1 64.0 e. A limitação deste desenvolvimento reduz o volume de solo a ser explorado. evapotranspiração e baixa capacidade de retenção de água pelo solo. neste caso. Isto é devido à baixa mobilidade do calcário no perfil do solo e a dificuldade de incorporá-lo a maiores profundidades. o sistema radicular poderá se aprofundar mais. que são associadas a perdas consideráveis de água por evaporação.6 46. devemos adotar os seguintes cuidados: • Amostrar o solo de acordo com o método anteriormente descrito. tem.5 93. empobrecendo e desequilibrando o solo.5 6. pela elevação a níveis superiores do pH. não se consegue eliminar a acidez subsuperficial .mg/100ml de solo. diminuindo a absorção de água e/ou nutrientes.0 e o teor de cálcio inferior a 2. A saturação de bases (V%) recomendada para a cultura e de 70%. Apesar destes benefícios.1 79. A calagem corretamente recomendada aumenta a eficiência da adubação mineral. tornando-a econômica.0 6. cobre e zinco e reduzir a solubilidade do fósforo e provocar a perda de fertilizantes nitrogenados (N amoniacal). conforme pode-se ver na tabela abaixo: ASSIMILAÇÃO DE FERTILIZANTES PELAS PLANTAS ( %) PH 4. para a aplicação do gesso.Para a cultura do milho. nesta camada do solo.

7 . Pode-se mesmo afirmar que a semeadura. nível de produtividade desejado e preço do milho em relação ao preço do fertilizante. acrescentar. fazendo a incorporação com a aração e gradagem. decorrente da fabricação de superfosfato triplo e fosfato de amônio ( MAP e DAP ) e apresenta as seguintes características: CARACTERÍSTICAS Umidade livre CaO S P205 S 102 F R 203 PERCENTAGEM 15-17 26-28 15-16 0. Semeadura A semeadura compreende diversas operações e normas técnicas que devem ser adotados pelos produtores. todo ou parte do potássio e todo zinco. todo o fósforo. for igual ou menor que 0. Se a calagem for estimada pelo método de elevação da saturação de bases (V%).000 a 6. Na adubação de plantio deve-se fornecer uma parte (1/3) de nitrogênio. é uma das operações que maior implicação tem na produção a ser obtida. feita corretamente. além do calcário.• • Aplicar o gesso junto com a calagem. Só aplicar o gesso quando o teor de cálcio. O enxofre pode ser fornecido na adubação de plantio ou com a adubação de cobertura. mediante os resultados da análise química do solo. A recomendação básica de adubação de plantio. trocável nas camadas subsuperficiais. A dose de gesso deve ser baseada na dose de calcário recomendada. aplicando-se de 40 a 70 kg/ha de acordo com a produtividade e fertilidade do solo.000 kg/ha. pode ser obtida na tabela a seguir: ADUBAÇÃO MINERAL ( Kg/Ha) TEOR DE K NO SOLO BAIXO MÉDIO 20-90-60 20-90-45 20-60-60 20-60-45 20-30-60 20-30-45 TEOR DE P NO SOLO Baixo Médio Alto ALTO 20-90-30 20-60-30 20-30-30 A adubação em cobertura deve ser realizada aos 25 dias após a emergência das plantas.37 Adubação A adubação deve ser sempre recomendada.75 1. Mesmo que o solo seja muito bem preparado.5 meq/100cm3 e/ou a saturação de alumínio ( m% ) da CTC efetiva for igual ou maior a 30%. do tipo de uso a ser dado à cultura (silagem ou grãos). 25% do CaO levado por este através do CaO do gesso agrícola. para uma produção de 4. em função dos resultados da análise de solo. Tanto a adubação de plantio quanto a de cobertura deve levar em conta a produtividade esperada e os resultados da análise de solo.63 0.3 meq/100cm3 e/ou os níveis de alumínio trocável forem iguais ou maiores que 0.26 0. O gesso agrícola é um subproduto da indústria de fertilizantes.6-0.

O clima mais favorável à cultura é aquele que apresenta verões quentes e úmidos durante o ciclo vegetativo. Quanto ao regime pluviométrico. acompanhado de invernos secos o que vem a facilitar a colheita e o armazenamento. calor e umidade suficientes para produzir satisfatoriamente. não há limitação climática para a produção do milho.conservado. Essa recomendação relativa à quantidade de sementes por metro de sulco é dada no sentido de se obter. O período de florescimento e maturação é acelerado em temperaturas médias diárias de 26º C e retardado abaixo de 15. No que se refere à altitude. fertilizado. Quanto à latitude. 50. capazes de proporcionar lucros compensadores.000mm anuais possibilitam a instalação da cultura de milho. em regiões onde a temperatura média diária no verão é abaixo de 19. Espaçamento. Os solos encharcados não se prestam à cultura do milho. Quanto à capacidade de germinar e iniciar o desenvolvimento vegetativo. Nas regiões subtropicais ou tropicais.8m entre os sulcos e as semeadeiras reguladas para deixar cair de 6 a 7 sementes por metro do sulco. Pelo grande número de variedades existentes e o aprimoramento dos métodos de melhoramentos através da Genética. é indispensável para a produção sem irrigação. ou seja. Para as zonas temperadas. 140 dias. profundos.600 metros nos Andes Peruanos.5ºC. preferivelmente. como ocorre no Planalto Central do Brasil.000 plantas por alqueire paulista. são os três aspectos mais importantes da operação de semeadura e para os quais o produtor deve voltar toda a sua atenção e procurar executálos da melhor maneira possível. podem ser colhidas. abaixo do nível do mar. O espaçamento e a população de plantas pode variar de acordo com o porte do híbrido. regiões onde a precipitação varia de 250 mm até 5. 8 . Deve-se destinar a essa cultura. Para as regiões equatoriais úmidas o ciclo da planta poderá atingir 10 meses ou mais. existindo trabalhos demonstrando que. apesar de sua origem tropical. para que prejuízos futuros não ocorram. criando novas variedades e híbridos. quando se tem uma semente com 90% para mais de germinação. esse cereal encontra possibilidade de cultivo em uma larga faixa do globo com grandes variações climáticas. é produzido desde altitudes negativas. no final do ciclo da cultura. cinco plantas produtivas por metro. durante o seu ciclo vegetativo.8ºC. existem variedades precoces que em apenas 3 meses após semeadas. quantidade de semente e modo de semear. Clima e Solo O milho é uma planta que exige. Admite-se que o mínimo de 200 mm de precipitação. as glebas que possuem solos férteis. até 40º S na Argentina. na região do mar Cáspio até altitudes de 3. encontramos o milho sendo cultivado desde 58º N no Canadá e União Soviética. poucas linhagens conseguem germinar satisfatoriamente em temperaturas abaixo de 10ºC. No Brasil. proporcionando rendimentos compensadores. do Nordeste e extremo Sul. ou seja.7m a 0. produções medíocres serão obtidas se a semeadura não for feita corretamente.5ºC ou a temperatura média da noite cai abaixo de 12.000 plantas por ha ou cerca de 120. cultiva-se normalmente variedades ou híbridos de ciclo intermediário. Escolha do terreno A escolha do terreno para a cultura do milho tem grande importância para que se consiga produções elevadas. o milho não tem condições de produzir. A profundidade de plantio varia de acordo com a textura do solo. que possuem verão curto com dias longos. durante o verão. A temperatura é fator limitante para a cultura do milho. ou seja. soltos e de boa permeabilidade à água e ao ar. geralmente de 4 a 8 cm. O espaçamento adotado deve ser o de 0. que é a população ideal de plantas por unidade de área. com exceção de algumas regiões da Bacia Amazônica.

poderão ser executados empregando-se o planet de cinco enxadinhas ou gradinha de dentes. executar culturas em faixas alternadas. rotação de culturas. Esses tipos de instrumentos causam danos ao sistema radicular das plantas. o produtor deve sempre recorrer a um Técnico para que seja devidamente orientado. construir cordões em contorno e fazer terraceamento. alternar capinas. cultivadores de tração motora são usados com muito bom resultado. Em culturas mais extensas e altamente tecnificada. o que vem refletir negativamente sobre a produção final. Normalmente. além de apresentarem sérios problemas de controle da erosão. é uma prática cara e morosa e só se justificaria para pequenas culturas. Para que o preparo de solo seja satisfatório e as plantas venham se beneficiar. não permitindo a mecanização. Depois da germinação.. CONTROLE DE PLANTAS INVASORAS Havendo condições favoráveis de umidade e temperatura no solo. Os cultivos devem ser iniciados logo que as ervas daninhas nasçam. Passada essa fase. Os cultivadores de tração motora devem ser muito bem regulados e exigem que a semeadura tenha sido executada com muita exatidão visando o emprego desse tipo de equipamento no controle das ervas daninhas. Nas glebas muito acidentadas. sem o que a semente não terá condições favoráveis para uma boa germinação e também a planta terá dificuldades para desenvolver-se. Sendo um conjunto de práticas relativamente complexo. Nesse primeiro período de desenvolvimento das plantas. além de eliminar as ervas daninhas que normalmente infestam as glebas. dependendo da infestação de ervas daninhas no terreno. as sementes germinarão. o mato 9 . tem que se empregar mais mão-de-obra para realizar as operações necessárias. principalmente se houver necessidade de cultivar quando as plantas já se encontrem mais desenvolvidas. eficiente e segura. em média. nos períodos que ficam desocupadas entre uma cultura e outra. a destruição dos restos da cultura que ocupou a gleba no ano anterior. tem necessidade de ser semeado num terreno bem preparado. tendo o cuidado de não deixá-las desenvolver. Preparo do solo O milho. a cultura não pode sofrer concorrência do "mato". permitindo assim a maior mecanização possível de todas as operações exigidas pela cultura. que são equipamentos simples e baratos e altamente eficientes. acarretando queda da produção. deve-se proceder. quando corretamente usados. Se o terreno foi bem preparado e o sulco de semeadura feito de acordo com a recomendação já descrita. mas exige operador muito prático e habilidoso. Assim é que o lavrador deve manter o controle sobre queimadas. provocada pelas enxurradas. que está também iniciando o crescimento. evitando assim perda de tempo e dinheiro. O uso da enxada deve ser abolido. A conservação do solo implica numa série de medidas. os cultivos. Se o solo estiver compactado é necessário fazer a subsolagem. todas orientadas no sentido de preservar ou melhorar a sua fertilidade e evitar as perdas por erosão. em primeiro lugar e preferencialmente. As práticas mecânicas de conservação do solo devem ser aliadas às práticas vegetativas para que o conjunto se reflita numa conservação racional. primordialmente. melhorar a relação solo-ar-água. como o "bico de pato". há necessidade de controlar o desenvolvimento de ervas daninhas que aparecem junto com a cultura. Um bom preparo do solo visa. visando principalmente o controle das ervas más. com alguma antecedência. Também o emprego de instrumentos que aprofundam muito no solo. o que é muito prejudicial à produção. via de regra. Elas concorrerão com as plantinhas de milho em água e nutrientes e se crescerem demais se torna difícil o seu controle. dois ou três cultivos são suficientes para manter a cultura no limpo até os 34 ou 40 dias. sem causar danos à cultura de milho. adubações. deve ser evitado.As glebas devem ser planas ou apresentar inclinações suaves. como todas as culturas. fazendo com que os lucros diminuam. cinco dias após a semeadura. adotar plantio em nível.

Vernolate. outros possuem maior eficiência no controle de latifoliadas. em época e profundidade variáveis. por tempo limitado. tais como estágio de desenvolvimento das diferentes espécies de plantas daninhas. regulagens corretas de aplicadores. é realizada em jato dirigido às plantas daninhas ou. além do que. convolvuláceas (corda de viola). tipos de ervas daninhas a serem combatidas. muito frequentemente. possuem. de acordo com as especificações técnicas de uso de cada produto. maior eficiência no controle de latifoliadas. Em ambos os casos. em função do seu tamanho ou estágio de desenvolvimento. o tamanho e idade dessas ervas. entende-se que a aplicação deva ser realizada quando as gramíneas apresentarem até o segundo perfilho e/ou as latifoliadas com até a terceira folha 1 . EPTC. além daqueles que atuam sobre diversas gramíneas e latifoliadas. devem ser seguidas rigorosamente as especificações técnicas de uso de cada herbicida. têm sido utilizados os termos "pósemergência precoce ou inicial" e "pós-emergência tardia". Os herbicidas aplicados com incorporação ao solo. Herbicidas De Pré-Emergência (PRÉ) A aplicação se verifica logo após o plantio. para a obtenção de cobertura morta ou. Dentre os herbicidas. Métodos de controle químico (herbicidas) Herbicidas De Pré-Plantio (PP) A aplicação se verifica antes do plantio da cultura. alguns apresentam maior eficiência no controle de gramíneas. Dentre os herbicidas aplicados em pós-emergência e. alguns possuem ação total. Butylate. são incorporados ao solo. se for o caso. antes da emergência da cultura e/ou das plantas daninhas. ou distribuição na superfície do solo e nenhum contato coma cultura. Porém. No caso de herbicidas seletivos. ainda. dose utilizada. como característica comum. de modo a facilitar o preparo do solo. é realizada em cobertura total sobre a cultura e as plantas daninhas. apresentando um controle eficaz (80 a 95%). em solo bem preparado e com boas condições de umidade. possuem também. dirigindo o controle para determinas espécies que. sobre o solo.não tem mais condições de concorrer com as plantas de milho devido ao seu rápido desenvolvimento e consequente sombreamento do solo. outros apresentam-se específicos para o controle de gramíneas ou. poderão causar problema futuro. por ocasião da época ideal de aplicação do herbicida. Por pós-emergência precoce ou inicial. para designar a aplicação pós-emergente. EPTC e Vernolate. fotodecomposição e seletividade. satisfatória ação sobre ciperáceas (Tiririca). tipo de solo. relacionados com algumas características peculiares aos herbicidas. o desempenho desses herbicidas encontra-se relacionado com a aplicação na época exata. Herbicidas De Pré-Plantio Com Incorporação ao Solo (PPI) A aplicação se verifica antes do plantio. então. tipo de solo e condições climáticas são os principais fatores a serem considerados para que uma aplicação de herbicida seja correta. Herbicidas De Pós-Emergência (PÓS) A aplicação se verifica após a emergência da cultura e/ou das plantas daninhas. Atualmente. Com relação à planta daninha. em função de diversos fatores. além de outras observações particulares de uso de cada produto. realizado com o objetivo de reduzir a população inicial de plantas daninhas. No caso de herbicidas de ação total ou não seletiva. como Pendimethalin. criando condições desfavoráveis para as ervas daninhas. de acordo com as quantidades preconizadas. geralmente. é mais econômico o uso de herbicidas na cultura de milho As dosagens. gramíneas perenes (grama seda). Butylate. É. tais como volatilização. De modo geral. Trifuralin. para o controle de latifoliadas. de modo a obter o máximo de contato com elas. efetivamente.

o agricultor deve procurar o herbicida menos tóxico. mas deve ser aplicado cedo. a partir dos primeiros 15 dias da lavoura ou. na pós-emergência tardia. mais econômico e que resolva o problema do controle. Com essa informação. a aplicação é realizada quando as plantas daninhas apresentarem fase de desenvolvimento mais adiantada.verdadeira. deve-se procurar um herbicida que controle as plantas daninhas presentes e não afete a cultura. até 30 dias e prolongar-se até 45 dias. 1 . enquanto que. no máximo. Antes de qualquer passo. Uma informação básica que deve ser obtida é a identificação das plantas daninhas existentes na área.

0 a 9.0 5.0 e 12 .0 Plantas daninhas controladas Pré-plantio Gramíneas Incorporado latifoliadas anuais ciperáceas Pré-plantio Gramíneas Incorporado latifoliadas anuais PréGramíneas emergência latifoliadas PréGramíneas emergência latifoliadas anuais PréGramíneas emergência latifoliadas anuais. Incorporar imediatamente após a aplicação com grade de discos à profundidade de 5 a 7 cm. PTC + R = Erraducabe 25788 + Gesaprin Atrazine 500 Butylate Satazin 576 + + Atrazine 144 SC Atrazine Primextra + SC Metolachlor Atrazine Primatop + Simazine Atrazine Boxer + Alachlor Atrazine Gesaprin 500 Ametryn Cyanazine Gesaprax 500 Bladex Dose L/ha 5. amendoim bravo e graxuma. Acrescentar o Atrazine p/ o controle folhas largas Aplicar em solo seco.0 e e e  e  e  Indicado p/ áreas com alta infestação de cobra-de-vidro. Pósemergência PréGramíneas emergência latifoliadas Época de aplicação Observação e   e  e  e   3.Veja na tabela abaixo os herbicidas mais recomendados para a cultura do milho: Herbicida Nome comum Prod.5 a 6.0 a 4.0 3. Não aplicar depois da emergência do milho e com o solo seco.5 7.0 5. Aplicar em solo seco.7. PréGramíneas emergência latifoliadas dirigida anuais.5 5.6. Para uso em áreas com incidência de folhas largas.0 a 7.0 a 6. Aplicar nas entrelinhas após o estágio de 50 cm de altura Não recomendado para solos arenosos.0 a 5. Cyanazine + Blazina SC 4.0 a 8. PréGramíneas emergência latifoliadas anuais. PréGramíneas emergência latifoliadas e anuais.0 6.0. Com.0 3.8 a 8.0. capins anuais e trapoeraba.

0 200 E pósemergência precoce Préemergência e pósemergência Préemergência Pósemergência Dirigida.5 5. Altura mínima do milho: 40 cm. Gramíneas latifoliadas anuais.   Latifoliadas anuais.0 a 2.0 a 7.5 806 0. Pósemergência Inicial Pósemergência Dirigida anuais. Aplicação nas entrelinhas após o milho atingir 25 cm pelo menos.0 806 2. Latifoliadas anuais. e e    Aplicar nas entrelinhas sem atingir as folhas baixeiras do milho OBS.5 a 3.4 D amina + MCPA 2. Aplicação nas entrelinhas.Simazine 2.4 D Amina Atrazine + Óleo Paraquat Bi Hedonal BR DMA BR DMA BR Primore 1.5 a 3.: As dosagens acima variam com o tipo de solo.5 a 1. sem atingir as folhas baixeiras. grau de infestação das plantas daninhas e condições clima. Não aplicar em solos arenosos. sem atingir as folhas baixeiras do milho. Gramíneas latifoliadas anuais. 1 .4 D Amina 2.0 Gramoxone 1.

Para que a silagem seja viável. pois. é utilizado sob as mais diferentes formas: silagem. alguns pontos devem ser observados . certamente. picada verde. em defesa do processo de silagem.para que se obtenha uma maior produtividade. evita o estrangulamento na alimentação do animal. A partir deste dado. onde a mesma não estaria em condições ideais para gerar uma boa alimentação. no Brasil Mas. grãos.trabalhar com boas sementes. na diminuição da capacidade de suporte das pastagens pois. pois. que constituem o processo de silagem. rolão. no inverno. devemos escolher uma área onde os pés estejam bem espigados. foi nas décadas de 60 e 70 que a atividade ganhou grande impulso graças à extensão rural. a fato de passarmos o pé de milho nas "picadeiras". devemos ser rigorosos na busca de qualidade em todas as etapas. 38% colmo e 12% de folhas. que proporciona a alta densidade (maior peso por volume guardado) da mesma e a consequente expulsão do ar (principal inimigo da silagem). a fim de evitar perdas a todo o custo. sem a necessidade de aditivos para estimular a fermentação. enchimento. o animal exige uma quantidade constante de alimento. o transporte. . em perdas. é totalmente dependente do 1 .1500 a. uma produção de 2000 kg de grãos por hectare ou 18 toneladas de massa verde por hectare. torna o processo inviável economicamente. é o cereal mais usado na alimentação animal. A bem da verdade. nesta hora. desde o inicio do século (1913). O corte. fornecendo ao rebanho uma planta com suas qualidades de verão (bom desenvolvimento e qualidade nutritiva). devemos citar. b) operação totalmente mecanizada. pois são as espigas que conferem o valor nutritivo ao material. Em nosso meio. é de primordial importância na silagem. e) domínio das operações envolvidas no processo. e temos relatos que a situam. O processo de silagem. Nos locais onde a pecuária de leite é bastante evoluída. consequentemente. qualquer falha acarretará. devem ser cuidadosamente executados. Uma atenção especial deve ser dada ao corte ou fragmentação do milho.O MILHO COMO FORRAGEIRA O milho. c) possibilidade obtenção de grande quantidade de alimento. a compactação da massa ensilada. evidenciamos que. do milho é a seguinte: 50% de espigas. sempre teremos períodos de escassez e períodos de abundância de alimento. tratos culturais adequados. o agravante de que. Isto se deve a alguns fatores. tais como: a) Bom valor nutritivo do alimento conservado. Silagem do Milho A silagem é uma técnica conhecida pela humanidade desde 1000 . nem toda produção justifica o custo do processo de silagem. ou seja. etc. para que uma silagem seja feita com boa qualidade. Por exemplo. ainda. d) baixo custo das máquinas e instalações (se comparadas com a fenação). que se refletem diretamente na produção de leite e peso do rebanho e. vedação e uso. f) o alto rendimento da cultura e da qualidade da forragem armazenada. o milho é responsável por quase toda a silagem produzida. afinal. independente do manejo adotado. diminuição no custo do processo. quer na forma de volumoso quer como componente Importante na produção de rações. Além desses fatores.C. stand ideal. Como forrageira. Cuidados no Processo de Silagem A composição básica. já se faz silagem de grãos úmidos ou rolão úmido (espiga e grãos). alimento energético por excelência. compactação. Porém. e este tipo de silagem aumenta consideravelmente a energia e a massa ensilada. em peso.

... ou seja... Para tanto...............00 % Ca 0. procurando obter uma produção de massa verde elevada..06 % Quantidades médias que poderão ser fornecidas aos animais: Vacas em lactação . se situam na faixa dos 30% e cabe ressalvar que estes dois dados apresentam muita variação.... maduro 28............10 % 2.. um pouco "passado" do ponto de pamonha... característica principal dos milhos denominados forrageiros.... para a produção de silagem. pode-se dizer que a silagem do milho deverá ser suplementada com alimentos concentrados proteicos e/ou energéticos.......60 % 17........ cultivares de porte alto. de uma gama de fatores.. Época da Colheita O atraso... O ponto de corte deve ser observado quando os grãos estão no ponto farináceo (teor de matéria seca de 30-35%)..gr.. ou seja... a fim de se obter uma satisfatória fragmentação.... é baixa........... por sua vez..20 % Fibra bruta 7. Aspecto Nutritivo Muitos fatores afetam...... 10 kg/animal/dia Garrotes engorda ............ quando se deseja aumentos de produção de leite e ganho de peso........ em proteína cálcio e fósforo..20 % 9............ sendo que....27 % 1.00 % NDT 18................................... 15 kg/animal/dia.01 % Grão moído NDT = 85.. 10 a 15 kg/animal/dia COLHEITA O milho semeado em outubro. os nutrientes digestivos totais (NDT).... de modo a diminuir as perdas e garantir o retorno do investimento........ etc....33 % Silagem . 1 . de forma generalizada.... dependendo.. Portanto. que devem ter aproximadamente 1 cm.............mento não é correto. as facas das ensiladeiras devem estar bem afiadas..80 % Proteína bruta 2.50 % 7.....00% Silagem ........06 % Grão 89.................... é aquela que possui 40-50% de grãos de massa ensilada..2 0 kg/animal/dia. As silagens em nosso meio apresentam... A silagem ideal.... O principal componente na composição da silagem é a energia.. na época de colhera...... a qualidade da silagem...07 % 0..30 % 0.. Os pecuaristas têm utilizado. Parte aérea Matéria seca 28....... densidade de plantio. pois a qualidade da silagem deixa a desejar pela pequena percentagem de grãos presentes na massa.....40 % 0..11 % P 0.30 % 16... práticas adequadas de conservação do material ensilado.90 % 2... Vacas secas .30 % 6.. com alto teor nutritivo. como a variedade do milho.07 % 0....tamanho dos pedaços.. 5 a 20 kg/animal/dia Touros .. A colheita é uma operação muito importante dentro da cultura e deve ser feita com critérios.. Esse procedi....... cerca de 140 dias após a semeadura.........gr..40 % 2........... de 3 a 7% de proteína bruta... estágio de plantio. estará no ponto de colheita entre março e abril.. constitui o principal fator de redução.. sendo que... Novilhas .......... direta ou indiretamente..............90 % 73... farináceo 25......10 % 0............. em média......... tanto na quantidade quanto na qualidade do produto..

como os existentes em outras culturas. que convencionalmente. normalmente. se colhermos com muito pouca umidade. Quanto ao problema de doenças. ou seja. . geralmente ocorre por parasitismo mas não pode ser considerado um fator importante. grau de instrução e poder aquisitivo dos produtores. via de regra.Colheita em época certa. sobre as principais pragas da cultura e os prejuízos que acarretam. havendo possibilidade de se fazer essa previsão de gastos.Rotação de culturas é uma medida importante não só sob o aspecto de controle cultural das pragas. pela grande maioria dos produtores. no ponto de inserção da espiga.Tecnicamente. as variedades e híbridos recomendados. apresenta uma grande oscilação de preço. que. pode-se citar: . . são insetos. que venha a servir de orientação aos produtores fornecendo-lhes. geralmente também. momento este de formação da "camada preta". . principalmente pelo estado da lavoura. pois.Falta de conhecimento. abaixo de 18°A. a colhera torna-se difícil. visualizada na extremidade do grão. Esse aspecto. foram selecionados visando também resistência às doenças. seja um dos importantes. especialmente os pássaros. . mas também sob o ponto de vista de fertilidade e conservação do solo. . seguida de destruição dos restos culturais e entorno dos mesmos. sofre uma variação muito grande no grau de tecnificação. talvez. com poucas perdas. servem de hospedeiros das pragas. de acordo com regiões. Quanto ao controle biológico. O controle biológico. conseguimos bom desempenho. o controle por essa via é praticamente desprezível. condições para calcular o custo dos inseticidas e das aplicações.Preparo do solo bem executado e na época adequada. com essa umidade. . Um dos principais fatores responsáveis pelo baixo rendimento obtido na cultura de milho no nosso meio é a ausência de controle de pragas. tamanho das culturas e principalmente com a finalidade da produção. mas. podemos iniciar a colheita após sua maturação fisiológica (em tomo de 30% de umidade).Dificuldade de aplicação de inseticidas. também ocorrerá aumento nas perdas.Manutenção da cultura e das áreas adjacentes no limpo. . por parte dos produtores. A partir desse momento. Mais importante são os predadores. devido ao rápido desenvolvimento das plantas. atingindo porte que torna difícil o tratamento com aplicadores manuais ou mesmo mecanizados. É importante observamos que o grão úmido não pode ser armazenado.Falta de demonstração da viabilidade econômica e vantagens que o tratamento contra as pragas proporciona sobre o rendimento da cultura. Na prática.Falta de um esquema de tratamentos. Principais pragas do solo 1 . Dentre as causas da não adoção dessa prática. Medidas que devem ser adotadas . somente perda de umidade. Por outro lado.O produto. concorrendo para que os produtores sintam-se inseguros no sentido de investir maior soma com a cultura. também. o grão não recebe mais acúmulo de matéria. com baixas acentuadas durante a safra. os mesmos poderão ser ajustados com maior segurança dentro dos limites econômicos que a cultura permite.O milho sendo uma cultura extremamente difundida. . isentas de ervas daninhas e outros tipos de vegetação que. principalmente se for mecânica. algumas pragas têm inimigos naturais. são utilizados em outras culturas de porte menos elevado. Abaixo de 25% de umidade. A umidade recomendada para o armazenamento é de 12 a 13% Pragas e Doenças O milho também é atacado por diversas pragas que podem ocasionar prejuízos à produção.

Percevejo Castanho: vive sob o solo e ataca as raízes. deixando somente o colmo e causando grandes danos à cultura. As aplicações podem ser feitas tanto em polvilhamento como em pulverização. Além de destruir em parte as espigas. Deve-se usar iscas formicidas. Para a lagarta dos milharais (lagarta do cartucho) deve-se preferir a forma líquida e dirigir o jato do pulverizador para o interior do cartucho das plantas. destruindo todas as folhas. sob lona plástica de pvc. Seu combate é feito com inseticidas. que consiste na aplicação de Gastoxim (fosfeto de alumínio). alimentando-se das folhas. pois a lagarta aloja-se dentro da espiga e fica muito bem protegida Pulgão: o milho ainda é atacado por pulgões que além de sugarem as plantas. antes da semeadura. aplicados em pulverização. são facilmente reconhecidas porque se locomovem como se estivessem medindo palmos. Principais pragas da parte aérea Lagarta dos Milharais ou lagarta-do-cartucho: ataca as folhas e posteriormente introduz-se no cartucho. deixa orifícios na palha. é atacado por diversas pragas que podem facilmente comprometer a qualidade do produto. procurando sempre atingir o colo das plantas. 1 . Pragas no armazém O milho quando armazenado. podendo também atacar as folhas. As duas principais pragas do milho armazenado são: carunchos e traças. causando prejuízos consideráveis. É considerada como uma das pragas que mais prejuízos causam à cultura. far-se-á um repasse depois do solo estar preparado. na dosagem de 3 comprimidos por m3. Lagarta dos Capinzais ou curuquerê-do-milho: alimenta-se das folhas e tem grande voracidade. termonebilização Cupins: são insetos subterrâneos e atacam as raízes das plantas e podem ocasionalmente causar sérios danos à cultura. As formigas devem ser combatidas antes da aração e se necessário. concorrendo assim para a deterioração da espiga. atrasando o crescimento das plantas. O seu controle é feito da mesma maneira que dos cupins. Lagarta Elasmo: Esta lagarta ataca as plantas no início do crescimento. prejudicando grandemente o desenvolvimento das plantas. Seu combate é feito através de aplicação de inseticidas aplicados no sulco da semeadura. pós secos. Durante o dia ela fica escondida debaixo da terra e à noite sai. Seu controle é difícil. atacando o colo das plantas no início do crescimento. produzindo o sintoma de “coração morto” Seu combate é feito através de inseticidas. na parte da planta próxima ou logo abaixo do solo.. Seu controle é feito com inseticidas fosforados. são transmissores de doenças viróticas. O controle dessas pragas deve ser feito com expurgo. por onde penetram fungos e outros micro-organismos e água de chuva. Lagarta Rosca: uma lagarta de hábitos noturnos. quer seja em grão ou em palha. Essas duas lagartas são combatidas com inseticidas em pó ou líquido. Lagarta das Espigas: ataca as espigas desde o início da formação dos grãos e durante a fase do estado leitoso. quando as plantas ainda são pequenas. Ela constrói galerias no interior do colmo. bem como provocar grande perda de peso. em terreiro cimentado ou chão batido. principalmente.Formigas: causam grandes prejuízos.

mediante a colocação de terra ou areia nos bordos da lona. para temperaturas acima de 25 º C. L. Produção de milho. Livraria e Editora Agropecuária. As espigas mal empalhadas devem ser usadas primeiro. D. D. produto comercial K-Obiol 2P).criareplantar. A. armadilhas e eliminação de lixo e refugos ajudam a diminuir o problema. O piso do paiol deve ficar a 1m de altura. e NETO. para evitar que o gás escape. Medidas como a utilização de raticidas. 1 . sustentado por pilares e vigas e as escadas de acesso devem ser removíveis. pois a porcentagem de caruncho nela é sempre muito maior. Antes de armazenar o milho recomenda-se limpar o paiol e polvilhar as paredes e piso com inseticida. Roedores Com relação aos roedores. Assim.br FANCELLI. dotando-as de proteção anti-ratos. BIBLIOGRAFIA: www.2% do ingrediente ativo. O tempo de tratamento varia de acordo com a temperatura da massa de grãos. o melhor método para evitar prejuízos é impedir sua entrada nas unidades de armazenamento. bem como a cada camada de 20-25 cm espalhar o produto na dosagem de 40g por m2 (Deltametrina Pó a 0. o tempo de exposição deve ser de 3 dias e 4 dias para temperatura abaixo de 25º C. gatos. 2000.com.

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