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resumo legislação aplicada

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resumo sobre um texto que fala sobre direito
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Published by: André on Mar 11, 2007
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Universidade Federal do Pará Centro Tecnológico – Curso de Engenharia Elétrica

Disciplina: Legislação Aplicada Assunto: O Que é Justiça – Uma abordagem dialética (Roberto A. R. de Aguiar) - resumo e análise crítica Aluno: Matrícula:

Um baile de abertura A justiça pode ser considerada instável no que diz respeito aos acontecimentos históricos, daí ser considerada “inconstante e volúvel”. Como o autor cita no primeiro parágrafo, com o seu frequente (e estafante) uso de metáforas ”Ora a vemos bailar com os poderosos, ora com os fracos, ora com os grandes senhores, ora com os pequenos e humildes.” e “Nesse jogo dinãmico todos querem ser seu par...”, entende-se que todos querem a justiça do seu lado, não importando o caráter do beneficiado ou as circustâncias na qual a mesma é necessária. Quem não a tem, há de julgá-la com repúdio. De outra maneira pode-se ver a justiça como algo acima de tudo e todos, um valor que deve ser respeitado incontestávelmente. Mas esse também é um valor, um conceito antigo, que muitos um dia acabam por desrespeitar justamente por se sentirem desrespeitados pela mesma “justiça” em um dado momento. Enfim, todos querem a justiça do seu modo. No entanto há uma nova justiça por vir que não terá um dono, mas que tende a ser justa de fato. Essa nova justiça coexistirá com a antiga que por sua vez tenderá a ficar nas mão dos poderosos. A esperança é que a “nova justiça” destrua a antiga. O tema e o problema A justiça deve ser um dever pra quem tem o poder e a solução dos problemas para os até então injustiçados. Mas a justiça é de natureza antitética (“...realidades opostas, contraditórias...”, que não podem coexistir), por isso nem sempre o que é justo para um lado, é para o outro. Essa natureza está ligada à cultura de uma sociedade, por isso ela não pode ser considerada neutra, ela dança conforme o baile. Isso teoricamente falando, já que se tem a impressão de que ela sempre estará nas mãos da autoridade ou realidade dominante, pois pressupõe-se, muitas vezes errôneamente, que a sociedade desejou tal realidade. Ainda no que diz respeito a natureza contraditória da justiça, o autor cita: “...falar-se em justiça é falarse em manutenção e fortalecimento da ordem constituída e, ao mesmo tempo em destruição da ordem contituída”. A justiça muitas vezes se baseia, infelizmente, em argumentos independentes da verdade. A solução para isso seria encontrar formas de tornar a justiça atual um instrumento que beneficie os que de fato precisam dela. Transformá-la na “justiça dos oprimidos”. A justiça não deve continuar nas mãos de quem não perpetua bons valores para a sociedade, ou não haverá progresso social. Algumas idéias da justiça, no entanto, persistem. Quando o autor se refere à justiça como “transtemporal e transideológica”, a impressão que fica é que a velha justiça permanecerá entre nós; ela e seu conservadorismo. Isso não é bom. Gera desconfiança, seja do oprimido que quase sempre viu a derrota ou o não cumprimento sequer parcial da jutiça no seu cotidiano; ou do opressor, que ao ver que as coisas não andam bem para o povo oprimido se vê em constante ameaça de uma revolta social. A questão é que o “ser dominante” se utiliza da irônica mistura do onisciente e inércia coletiva da classe oprimida, e continua a impor sua falsa justiça envolta por uma máscara de neutralidade e equilibrio. Mas a idéia de justiça sempre será a mesma: a busca por algo melhor para a sociedade. Como o autor cita no parágrafo vinte deste tópico: “Logo, se a justiça é a busca de um melhor ético, moral e jurídico, também é verdade que a justiça está plantada nos interesses e na sobrevivência dos grupos que articulam as visões de mundo que respaldam as diversas concepções sobre o problema.”, a democracia é um componente da justiça. O conceito de neutralidade da justiça se define como um forma mecânica de resolução imparcial de questões. Isto é, não interessa qual seja o problema, quem é a vítima ou o agressor, a justiça simplesmente se propõe as resolver o problema. Esse descompromisso a previne, teoricamente de se tornar unilateral.

A justiça enquanto ordem Na prática a justiça resulta dos interesses do grupo dominante. O autor a chama apropriadamente de “justiça do vencedores”. Esta deve separar os bons dos maus, dependendo do conceito de bondade que o detentor da justiça tem. Tudo o que for contra a “justiça dos vencedores” será considerado objeto de subversão. É a contestação da classe reprimida. É a “justiça dos perdedores”. Reaparece aqui o conservadorismo típico de velha justiça, que tende a estar do lado de quem tem o poder. A justiça dos vencedores Quem domina precisa passar uma imagem de credibilidade para continuar dominando. Cria-se então essa imagem, e qualquer manifestação contrária a isso, inclusive os méritos da classe dominada, é sumariamente eliminada. A justiça dos vencedores é uma imagem distorcida da justiça ideal, com o intuito de manter uma ordem que beneficie somente os dominantes. O autor dá como exemplo o movimento de 1964 e cita: “...tudo o que aconteceu até essa data era ruim e tudo após ela, uma busca gloriosa dos destinos verdadeiros da nação brasileira.”, indicando que a verdade imposta é uma verdade manipulada, daí ser uma justiça distorcida. O que acaba por acontecer é que tal “verdade” periga ficar incrustada na cultura do povo, e afetar as próximas gerações, tornando a justiça dos vencedores a mais comum, como afirma o autor. A justiça enquanto legitimação A verdade imposta é a maior arma que os detentores do poder têm contra a classe dominada, afinal somente o instrumento da força não os sustentará no poder por muito tempo, já que não haveria justificativa plausível para o povo manter-se oprimido. Dentre as justificativas mais comuns para legitimar tal domínio o auto cita: “A mais comum é a de se declarar que o país estava no caos, que a corrupção medrava em todos os recantos, que forças solertes estavam ameaçando a soberania, que a propriedade estava sendo violada, que as famílias estavam inseguras, entre tantas outras...”. Tem-se então por parte do povo, que a ordem foi imposta merecidamente, que ela foi justa visto que o momento pelo qual o país passava era insustentável. Depois vem a repressão, resultante da mescla da justiça vigente (injusta e deturpada por sinal) com o uso equivocado da segurança em nome da soberania. Todas as providências tomadas em defesa dessa segurança se apóiam no fato de tentar justificar os fins pelos meios, que na maioria das vezes é uma atitude inviável. Breve panorama histórico A narureza da justiça para a maioria de nós deriva de preceitos divinos, da vontade de Deus pelo que é certo, ético e moralmente correto. Quando quem está no poder não segue a cartilha de conduta “escrita pelo povo” de acordo com suas interpretações sobre o que Deus deseja, o povo se sente indignado. A estabilidade política de uma sociedade depende de como as regras, direta ou indiretamente desenhadas por essa sociedade, são seguidas. Se a situação não for considerada justa, a tendência é a mudança ou instituição de um novo poder. Mas nem sempre é isso que ocorre. Análise crítica Embora o autor tenha sido imparcial ao explicar o que é justiça e como as diferentes camadas sociais são afetadas por ela, em alguns pontos o texto se tornava redundante e monótono. A intenção de explicar exaustivamente que a justiça ideal depende de uma transformação social é um desses pontos de repetição. Ficou mais do que claro que a justiça como se vê hoje, especificamente no Brasil, que é o centro da discussão, é um utopia; que por ser lenta, ineficaz, e efetiva somente para os abastados está longe de ser o tal instrumento de transformação do qual tanto se fala. A neutralidade da justiça ora dita como inexistente, ora dita o contrário não ficou clara. O conceito de harmonia, equilíbrio e de uma superioridade inabálavel apenas indicam que a justiça é sim, neutra e assim sempre será, aliás essa parece ser a “razão de ser” mais coerente. No entanto também é coerente analisar as questões a serem “julgadas” nos mas profundos pormenores. O ponto mais confuso parece ser o dessa neutralidade mesmo. Afinal, mesmo não sendo unilateral a justiça propriamente dita, ela sempre será aplicada da forma correta?

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